Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01215


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Full Text
ANNO XXX. N. 262.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

r
/

QUARTA FEIRA 15 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBStlRIPCAO'.
Rerife, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
-neiro, o Sr. Joo Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men,-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclorda Nativ -
dade; Natal, Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres '28 d. por 18000
Paris, 350 rs.por 1 .
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da corapanhia de Beberibo ao par.
da companhia de seguros ao par-
Disconto de lellras de 8 a 10 por 0/Ok
METAES.
Ooro.Oncas hespanholas. ..... 299000
16J000
Moedas de 6)400 velhas.
de 69400 novas.
de 4000. .
Prala.Patacoes brasileiros .
Pesos columnarios. .
mexicanos. .
16J000
9000
18010
1940
1860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias i e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOurieury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-luirs.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE MOJE.
Primeira 0 e 30 minutos da larde.
Segunda 0 e 1 minutos da manha.
parte ornciAL.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, fundas equintas-feiras.
Rclacao, Icreas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
!.' vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do eivel, quartase sabbados ao meio dia.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Eipolwt o di* II de oembro de 1854.
l illicm. Ao Exm. commandanle superior da
guarda nacional do Recife, recommendando a expe-
dirlo de snas ordena para que sejam dispensados do
servico da* rondas nocturnas os pralicos das barras
e porto delta cidade, que perlencerem lista do ser-
vico da MU da misma guarda uacional. Com-
municnu-se ao capitn do porto.
Dito. Ao mesmo, para mandar dispensar do
servico da guarda nacional o ponto do Ihcatro de
Santa tabal Jlo da tinca Gentil, e os actores Se-
hastiao Arruila de Miranda e Joaquim Jos Pereira,
que se acliam alistados no 1. balalho de nfanla-
ria da mesma guarda nacional. Igual acerca do
jardineiro do cemitero publico Simplicio Cordeiro
Rego.e communicou-se cmara municipal desla ci-
dade quanlo ao ultimo.
Dito. Ao commandanle das armas, remetiendo
por copia o aviso da repar lelo da guerra de 17 de
outubro ultimo, do qual consta que se concederam
3 mezes de licenca com toldo simples para vir a es-
ta provincia tratar de sna saudc, aoraajor do 1. re-
giment de cavallaria ligeira Sehastilo Antonio do
Reg Barros.
Dito. Ao memo, recommendando a expedirn
de snas ordens para que cm lodos o* domingos, prin-
cipiando de amanilla, se apreseiilem na parada do
esquadrlo de cavallaria da guarda nacional desle
municipio as seis horas da manha,um oflicial de ca-
vallaria de l. linha, para instruir o dito esqoadro,
e as paradas dcada um dos balalhdes 1. e 3. de
inf.inlaria da mesmaguarda nacional dous inferiores
tamben de 1. liulia parasemelhante fim. Partid
pou-se ao respectivo commandanlesuperior.
Dito. Ao roesmo, transmillindo por copia a
poitaria do conselho supremo militar de 23 de ou-
tubro ultimo, na qual nao s se declara que o pro-
cesso que remelle nlo he o deque trata a portara de
19 de selembro desle anuo, mas se erige a remessa
com urgencia do processo do cnoselho de guerra feilo
a Antonio Dias de Paiva, ex-soldado do 2. balalho
de fuzileiro, antiga numerarlo, o qual se acha cum-
prndo a pena de carrinho perpetuo a que foi con-
demnado por -enienr.i do conselho supremo militar
de juslea de 20 de abril de 1816, pelo crime de 3.'
descrean em lempo de guerra.
Dilo. Ao inspector da thesouraria do fazenda,
para mandar abonar ao Exm. doulor Antonio Cue-
Htt de Se Albuqnerque, presidente da provincia
das Alageas, a qiianlia de 1:2008 rs. como ajada de
cuito para as despezas de sua viagem.
Dilo. Ao cliofe de |H>licia, recommendando que
remella com brevidade uina ola do armamento que
tem sido apprchendido pelo agentes policiaea e com-
mandantes dos destacamentos das comarcas, com de-
clarado do que ja liver sido recolhido ao arsenal de
de guerra, e doqno por ventura ainda existir em seu
poder.
Dito. Ao inspector do arsenal ilc marinlia. re-
metleudo por copia o aviso de 23 de outubro ultimo,
no qual o Exm. Sr. ministro da rnarinba nao s
manda dar sciencia a Smc. da decisln do governo
imperial, contida no aviso que tambera remelle por
copia, expedido na mesma data ao encarregado do
quarlel general da marinha, sobro a desinlelligencia
haviria entre Smc. e o commandanle da estarlo na-
val desla provincia ; mas tambem reslabelccer as
relates ofllciaes enlre Smc. e o referido comman-
danle no p em qoe devem ellas ser mantidas.
Dito. Ao mesmo, inleirandc-ofde haver conce-
dido 3 mezes de licenca com \encmenlos, para tra-
tar de sua saude.ao carpinleiro d'aquellearsenal Joan
Filippe da Costa. Igual communicaclo se fez a
thesooraria de fazenda.
Dilo. Ao capilAo do porto. Em solucao ao ofllcio
remelto-lhe por copia para ter cxecucAo na parte que
Ihe perlence, o aviso de 21 de selembro ultimo, no
qual o Exm. Sr. ministro da marinha autorisando-
me a mandar comprar as 3 balieiras, a calraia e lan-
cha de tiremos, que Smc. declarou em dilo ofllcio
serem bstanles para dar-se romero ao servico da
pralicagera das barras e portos desla cidade, nao s
determina ao mesmo lempo que se proceda sem de-
mora a ronstrurriio do cter e da 2. lancha que sAo
necesarios no servico da referida praticagem, mas
tambem declara que lhe parecem um pouco subidos
os preco do culer e das sobrehilas lanchas.
Dito. Ao commandanle do presidio de Fernan-
do, inleirando-o de haver nomeado para o lugar de
almoxarifed'aquellc presidio, a Antonio ManoclEs-
tevao, qoe dever prestar flanea idnea na forma do
eslylo. Igual communicaclo se fez i thesouraria
de fazenda.
Dilo. Ao engeuhciro encarregado das obras mi-
litares, para mandar tapar com urgencia o arromha-
menlo que os remitas em deposito principiaran! a
fazer por baiio da taryuba do quarto, que Ihes serve
de pnsAn. Commefnicou-se ao corouel comman-
danle das armas.
Dito. Ao director interino do lyceu, rcromnien-
dailde a expedicao de suas orden para aja*"no dia
13 do-corrente se apresenlem na faculdajne de direilo
quatro dos professores d'aqiielle^arilii, que possam
examinar errijawuez e Francez, Geometra, Rhetori-
ea, Geographia e Historia. Parlicipou-sc ao Exm.
director da mesma faculdade.
Dilo. A cmara municipal do Recife, conreden-
do a aulorisarao que pedio para exceder na quanlia
de 1:1128100 rs. a qnota volada na lei do ornamento
mnncipal vigente para pagamento das cusas de
processos.
Dito.A cmara municipal de Cimbres, decla-
rando que opporluuamente serlo enriados a as*oa>-
blea legislis a provincial a conla, nrramenlo ilaj ^Gnerwnso he de tal modo arcessivcl que os K
ceita e despeza e documentos, que a mesma cmara "!*"^" """Ifortificado par cobrar
remellen.
Dilo. Ao commandanle das armas, rommtini-
cando, que por avisa doministerio da guerra de 14
deoulubro ultimo, se conceden passagem para uX
balalhAo de infanlaria.aossegundos culotes Her mil-
lo de Oliveira Mello e Domervillo do Oliveira Mello,
esle do 2. e aqucllc do 9. da mesma arma, e re-
commendar a expedicio das ordens convenientes a-
flm de que ditos radeles paguem na recebcdoiia de
rendas internas, a importancia dos direitos corres-
pondenles a esas passagens.Communicou-se a Ihe-
sonraria de fazenda.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha,
trnusmillindo por copia o'avisodc 23 deontobro e a
rclacao a que elle se refere, no qual o Exm, Sr.
ministro da marinha exige que Sme. informe sobre
os arrnujos de que, segundo parlicipou o Exm. pre-
sidente do Maranhao, ainda precisa a barca de esca-
vano remellla para aquella provincia.
Dilo. Ao mesmo, para que logo que esteja
prompta a barraca do arsenal de marinha, denomi-
nada Deifique, a mande entregar ao capitao lente
I.ourcnro da .Silva Aranjo Amazonas para ser em-
pregada na esplrjrarT.es de que est incumbido dilo
offlcial por parle da companhia Pernambucana.
Portara. Ao director do arsenal de guerra,
para mandar fornerer com brevidade ao coronel
commandantedo l. balalho de infantaria da guar-
da nacional deste municipio 32 espadas com guarni-
rnos de laiao para officaos inferiores, e 17 carabina
para porta-machados. Communirou-se aoExm.
commandanle superior da mesma guarda nacio-
nal.
Dita-----Tendo o Sr. capillo lente da armada
nacional, Loureneo da Silva Araujo Amazonas, de
seguir para algun< dos portos desla provincia, na
barcara Despique, perlencente ao arsenal de mari-
nha, afim de dar principio as esplnares deque se
acha incumbido por paria da companhia Pernam-
bucana, o presidente da provincia recommenda s
autoridades dos lugares, onde liver o mesmo Sr. ca-
pilo lenle de locar que naoponham embaraco al-
gn) aodc*empenho.le semelhantc commssAo.
EPI1EMERIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutse
48 segundos da tarde.
12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da larnc.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manha.
27 Quarto crescenle aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
13 Segunda. Ss. Arradio el'aulilo mm.
14 Terca. S. Abilio diac.; S. Gurinsm.
15 Hiian.a. S. Clementino m. ; S- Folomeno m.
16 Quinta. S. Goncalo de Lagos; S. Elpidio.
17 Sexta.S. Gregorio Thaumaiurgo b.
18 Sabhado. S. Odn ab. ; S. Brrela ni.
19 Domingo. 24.* S. Isabel viuva rainha f. ; S.
Toncianop. m. ; S. Barlaam m. ; S. Abada
O Lloyd de lienna de 10 diz :
Segando as noticias da Crimea de 3 de onlnbrn,
(,000 humen* desembarcaran) a 27 de selembro no
cabo Chcrsonese, e chegaram no I de outubro i es-
trada de Balaklava a Sebastopol.em quanlo As esqua-
dWaavanc.avam para o porto de quarenlena. O cabo
iimo*
_. este
ponto ; porem o principe MeiisriiikofT os mandn
evacuar depois do desembarqne da Eupatoria.
A 2 de oulnhro linliam os alliadas orcupado as al-
turas por detraz do lasarelo ; e a 3e i deviam apo-
derarle do cemitero. Batanear ao mesmo lempo
para a bahia do Ttr (Slerlilz-Kaia.)
A .primeira edara qoe se deveri, tarar he a batera
da Quarenlena eTireiUda eiitrarfrrnrprto, e .i en-
querda cao de Ierra atinada com 80 pecas; n forte da Qua-
renlena eal lamben) a esquerda desle porto e por*
detraz da batera. Do lado de Ierra c por detraz do
eemlerio, a cidade e defendida por umi primeira
linha com 50 peeas
O general Oslen-Sackon tomou deflnilivamente
0 enmmando das tropas da Crimea.
O principe MensclukolT deve limitar-so a def-
fender Sebastopol.
Os navios ru-sos que cstAo no porto de Sebastopol
foram dcsarmad Todos os objectos preciosos e inflammaveis foram
mclldos em subterrneos.
a Aapa nao foi evacuada seno depois de u
hombardeamento de muitas horas pelas esquadras
do bloqueio. A guarnirlo nao se relirou para
1 Crimea, mas para o forlo Noworsossik. Esla guar-
nido he do 6,000 humen*.
Confirma-se que os regimenlo. da guarda russa
que estao em marcha se dirjgem para a Bessarabia.
O Wanerer da noticias de Odessa de 5. dizendo
que a vanguarda das trupas que vem reforjar a Cri-
mea tiiiha'chcgado a Rcrislau, e poda am dous
ou Ircs dias estar cm Pcrekop.
INo dia 26 havam ncgocar,oes em Constanlinopli
sobro asati-farAo pedida pela Austria acerca da
proclamarn do commandanle turco contra prin-
cipe Slirbey.Assegura-se que o commandanle lur-
co seria reprehendido.
(Braz Tisana.)
GOIWMANDO DAS ARMAS
Qoartel do emaaaaaado dea arma de Fernam-
baco, na cidade do Reelle, em 14 de novem-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA K. 170.
Em face das conamunieafoM recebidas da presi-
dencia desla provincia coma dala de honlem, o co-
ronel enmm unante ilas armas interino faz publico
para eonhccinienlo da laankao e flus convcnieil-
les:
l. Que o governo de S. M. o Imperador houve
por tem determinar por aviso do ministerio dos ne-
gnos da guerra do I-de agosto ultimo, que o Sr.
- cirurgiio alferes do corpo de sait.le do excrcito
"r. horluualn Augusto da Silva, fosse empreaado
nesla guarnirflo como rouviesse ao servio.
2." Que por decreto de 20deoulubro prximo fin-
lo nbleve passagem para a 2" companhia do 6 ba-
lalho de infamara o Sr. capitao do 2 da mesma
arma, Jos Thomaz Henriques Jnior.
3j" l'nalmenle, que o mesmo governo por aviso
de 28 tambem de outubro se dignnu de approvar os
hgurinos das bandas de musirs dos halalhOes 1 de
artilharia a pe, & c 9" de nranlaria, que em julho
do auno passade foram submellidos a sua approva-
Cao ; c o da msica dn 10. da mesma arma, aprc-
sentado pelo quarlel general da corle; declarando
porem que nao se deviam laxar os fardamcnlos do
grande uniforme das referidas msicas.
Determina por lauto o coronel commandanle das
armas interino, que o Sr. segundo cirurgiao Furlu-
nalo Augusto da Silva, que fez sua npresentacao no
da 9 do correte, lique adido ao 10. balalho de
infantan. para itellc fazer o servico que lhe competir.
Assignado. Manoel Muniz Tacare*.
ConformeCandido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe.
EXTERIOR.
o r.vHi.Mib mi UEveit.
Por A. dcBernnrtl.
.-
CAPITULO PR1MEIRO
til riy a i Hfficile que lecommencemenl.t
.. f!.Vr,br't! M?urier- Thetouro das senlenras.)
Mr. de Lliavilly diso ura dia ao filho:
tiastAo, brevemente leras vinlc e dous anuos;
he lempo de cuidar em cnsar-le.
Meu pai, nao sou apressado, respondeu indo-
lentemente o mancebo.
Quaudo liveres vislo a mulher que te deslino
mudars de parecer.
Sou ainda muto joven, meu pai.
Tanlo melhor, meu fillin. Nao se deve esperar
para casar, que os cabellos alvejem, que as pernas
curvem, e que o coracAo fique deseccado. A mor
parle dos humen* boje gaslam a moeidade nos pra-
zeres, e guardan) para a familia us restos de urna
vida agitada; d'ahi nascem muilas unies infelizes.
Eu que desejo lua ventura, Gaslao, quero que cases
com urna bella rapariga de IH anuos, Je olhos lin-
disaimos, urna forinosura que enchc do inveja a lu-
das as Dlhas de Normandia ; em una palavra fallo de
madamesclla ile Scneuil, e nao me dAi cuidado as
futuras disposiees de leu CurafOo a seu respeilo.
Tirars da estribara Zegris no qual goslas de mon-
tar, poras n garupa orna pequena mala com alguma
roupa; pois uAo quero que devas ao vestuario o que
lua pessua pode inspirar. Emfim, amanilla bata ce-
do to encaminhar.is para Scneuil.
Sosinho?
Sim. Nflo esUs j em i.lade de lenlar sosinho
os perigoi de lao tarrvel aveulura-' Trnta leguas a
.linar por grandes estrada, no luaar mais cvImiIo
ua trra Supponho que uAo he i-to o que te assu.ta.
Nao, meu pai; mas chegar sem Vmc. nessa
casa, onde nlo runheeo ninguein.
NAo lemas, ja preveni a condeasa de loa chega-
da, e la bao de fazer-te o melhor acolhimenlo.
Recebemos noticias de Varna de 5. A 2 de ou-
tubro Sebastopol eslava completamente sitiada do
ado do sol. Julgava-seqiie se nao lardara a canho-
nhar os fortes, e que se continuara o hombardea-
mento al ao dia 8, em que provavelmente e pode-
rla dar o ataque. O Riks construirn) baleras
de Ierra, e as armaran) com as pecas dos navios.
Diz-se que ltimamente chegaram a Berlim no-
tas muto vivas da Franca eda Inglaterra.
Dlz-se que Sehamyl Tora balido pelo principe
Anilronikofl', que voltou sobre Kars.
Escrevemde Cinstanlinopbi ao Morning Herald:
Seaundo Mi a probabilidade, Sebastopol ca-
luro a 15 ou 16. e nao for soccorrida. Os poderosos
canhoesdosvstcma l.ancastre que cooduz o Arroto
foram ensaado. Os seus obnzes e os do Sampson,
que lanr-a projeclis Moorton fizeram j muilo mal
ao forte Constantino. Os Russos uAo responden) a
esle fogo, porquo a sua arlilheria nao aleanca os
navio. O coche e o corheiro do principe Mens-
clukolT eslo j aqui; o coche esl exposlo ao
publiro cm Tophan. O general Russo tioginon"
rrcu no hospilal de Scutari. Neste hospital feito
-a 600 feridoseslAo agora mais de 1,100 soldados
omoaes Hnssos. Nao baslam 10 cirurgiOes para
lodos estes docntea. O hospilal francez el melhor
organisado ; os eus doentes e feridos estao todos
em le os de ferro, e lem oilo crurgirtes para cada
100 Os nossos (Inglezes) tem 8 por 1,000. A nossa
mnrlaluade tem sido de 23 por dia ; no hosnital
rraucez lia morios sobre o mesmo numero de doen-
tes ou feridos.
Urna participaban de Vienna de II diz :
Os excrcilos alliados partida dos ltimos cor-
reos da Crimea (nbam j frito 1,800 passos da Iriu-
cheira em volla de Sebastopol.
ni- j;
e#rnl
O paquete Eufrates sabido de Marselha a 6 para
Cnnstanlinopla, levando a seu bord,. o prncipe Je-
ronymo Binapsrle, recenlcmcnle nomcado alferes
do elimo recimenlo de dragues. Ele uiliri.il, neto
do principe Jeronymo, servio al agora como olTi-
cial dosEslados-liiiidos.
No dia 5 chegaram a mesma cidade varios desta-
camentos de cavallaria e artilharia destinados au
Oriente.
As Trgalas .Indrqinaca e Zenobia iam partir do
Brest com Iropa para a Creca.
Os Austracos entraram em Jassy na manha de
2. O prncipe Slirbey derla entrar no dia 3 em Bu-
chare-l, onde se lhe preparava um reccbimcnlo so-
lemue. Os 13 districlos da Moldavia estao ja lodos
oceupados pelos Auslriacos.
De tialatr. dizem: As tropas turcas debaixo das
inmediatas ordens de Omer Pacha marchara por a-
quella ciilade sem parar. Omer Pacha considera a
embocadura do Pruth como posico estratgicamen-
te importante, d'alli dirigir os seus movimenlos con-
r.i a Bcsscrahiii. Os Russos na imposciblidadede
ilefcnder todos os pontos do seu territorio, rcunem-
sc nos mais ameacadns. Reiiuncianim a concentra-
eAo projeclada em Hender, lemcndo que o ataque
principal dos Turcos se dirija sobre Ismail.
Parece que Omer Pacha so dispOe a comerar j.i m
*ii3s operarse no baxo Danubio, i luir... despachos
dizem que as (ropas austracas oceuparam a linha
do Prulli, eque para iso preparavain os ohs quar-
leis de invern na* aldeias viznhas. A* tropas rus-
sas estao do oulro lado do Pralh, nal porto da mar-
ga, e levantaran! as suas chocas de barro; pade-
cen) muilo de escorbuto. Era Schumta es(-se con-
centrando um corpo turco de reserva de 3,000 ho-
mens.
A Nalion belga fallando da resposta da Austria
circular da Prassa diz : Decididamente apesar de
ludo o que Ihes deve a Austria se vira' contra a Ros-
sia, justificando assim o dizrr de Mellcrnich: a Aus-
tria admirar o mundo pela sua ingralidao.
O mundo nao se admira j de nada.diza Nalion.
O que o admira lio se no caso il^derrola dos-alliados,
a Austria se nlo turnar a vnllar para o lado da Rus-
w, dizendo que oceupa oa principados por conla do
CMr- _^^_^ (dem)
Le-se na correspondencia de Berln i Gazela de
Colognc:
" Sabemos de va segura de Vienna, que quando
c receben a noticia da victoria do Alma, se reuni
o conselho de miuislrns, c que o conde de Buol de-
pois de ter conferenciado com os seus collegas, e rc-
eebido as ordens do imperador.cxpedira para l.nn-
rese Paris aos cmbaxadores auslriacos despachos
imporlanlcs que os convidara a declarar aos gabine-
tes junio dos quaei estao acreditados, que na pre-
sentado estado aelual dascousas, e para cubrir sen
proprio territorio e os principadas contra lodo o ata-
que da Rus'ia, a Austria va augmentar os seus ar-
mamentos.
Arredila-se feralmente que se a paz se nao con-
rlue esle invern a Auslria lomar na primavera
parle activa as hostilidades conlra a Itns-ia.
Receheu-sc em Berlim a resposta dn gabinete de
Vienna circular da Prussia. Assegura-se que a
Austria nao aceita as hazescomidas neste documen-
to. Ella pile por este modo a Russia fura do concer-
t curopeu.
O Mornlnq Chrnnirlr di/, qiicak'nma. casas com-
mcrciaes da Cilc rereberam aviso de Odessa deque
os generaos Oslen-Sarkcn e l.uders entraram na
Crimea cora 10 hatalhOcs, alm da guarnido <|e
Odessa forte de 20,000 homens. Acercsccnla-se que
os habitantes desla cidade juraran) inccndia-la an-
Icsdo que deixa-li ao inimigo, se ella fr atacada.
X Gazela de Cologne diz que as noticias da Bes-
sarabia sao que os gencraes russos que cslAo cm
Kischenew, Tiras.tpol, Kanschanv, Kagul, Reni, Is-
mail. e Akjerman drigem todas "as tropas de que
poden dispr para Odessa e dura a Crimea.
(dem.)
Todava, se madamesella de Scneuil....
Nao te agradar? Oh! nao quero forrar leus
jenlimcnlos. Voltars, c eutao nos vollarcmos para
entro lado.
' NAo he sso o que quero dizer, meu pai ; po-
rern se pelo contrario eu nao agradar a madamesclla
deSeneud.'
Bem sibes, Gasian, que isso depende de l,
mas se nAo conseguiros fazer-le amar, tornars a mon-
tar em Zegris, c voltars para Chavilly. Porm es-
pero que a rapariga nAo le vero com mos ollms;
porque a tralla primognita casou se ha oilo ou dez
mezes, e cotillero o coracAo das mulhores, a irmaa
man moca deve ter bons desejos de imita-la. Eia,
von Iraear leu itinerario : no primero da dormirs
em Beauvais, e no segundo cm Copiegue, doze le-
guas, nao quero que alropclle /egrs e desejo que
rhegues ao caslcllo de Scneuil fresco, disposlo e bem
montado. Um bello cavalleiro, e nao ficas muilo
mal a cavallo. produz semprc boa iinpressAo sobre a
imagnarAo de urna moja; por sso no lercero dia
s andan* seis lesnas c leras a prcraucAo de dcixar
reponsar leu cavallo duranle duas ou Ires horas an-
les de chegar ao termo de tua viagem. Eis alguns
luizes que acrescenlo a lua bolsa. NAo tenis muita
neressidade dcllcs; mas quero que como verdadeiro
genlilhomem pagues com gciicrosidade os criados
que te servirein.
Mr. deCItavill) meltcu na in.lo do filho uns dez
jiuizes c accresccnloo :
Agora vai hi.tr ictis preparativos. Lembra-te
soincnlc de que leudo liaua na borra, c dinhcro
na bolsa pode qu.ilqucr ir ao fin do mundo.
(.asan nanea linha por assim dizer deixado o (ce-
lo paterno; Unto cm Paria como em Chavilly, esla-
va scrapre drhaixo do olhar do genlilhomem'. Pri-
vado da mai desde a Infancia, baria crescido som-
bra das Iradirnes no lar domestico, rerebendo a edu-
eacaa do eoraele que lodaa as scieucias de nossos
rolleiia nao po.lent substituir. Um hom sacerdote,
que o amava como oulro pai. Iinha-||,e ensillado
qoanlo um honiem bem nascido deve saber, e sem
cnlahii,i-lo muilo de grego c de lalim havia-lhe en-
sillado a apreciar os grande cscriptores da antgui-
dade, sera derramar o deprczo sobre os do lempos
moderno; cmfim liuha-o feilo um mancebo escla-
recido sem deapojar-lhe o espirito da graca natural,
da-inueuuidadcque he para ajuveiiludco'que o per-
fume he para a flor.
A Nalion belga, diz em urna correspondencia de
Pan de 7 :
(t A 2 de dezembro, no anno da malanca de 1851,
um general avenlureiro de urna fama duvidosa, ou
antes nAo duvidosa, mandado d'Africa eposlo fren-
te do exercilo nesla inlenclo, recebia, trauamitlia e
razia execular as orden liberticida e sanguino-
lentas.
A coinliluicao foi derribada, a repblica deslrui-
da, os representantes inviolavcis cxpulsos s coro-
nhadas do lugar de suas deliberacoes ou presos nos
Mu foi sem alguma apprchcmao que tiastAo mon-
tn a cavallo na manhAa seguinle. O pai Iracou-lhe
as ultimas inslriicces, renovou-lho as mil e urna re-
commendacoes a respeilo de Zegris, deu-ibe os ulti-
mo conselhos sobre a maneira de enfreiar um caval-
lo, afllrmando que um bom genlilhomem devia ser
o primero criado de sua cavalgadura, e abracou-o
cordialinenle como um amigo.
Quando tiasiao vio-se pela primeira vez de sua
vida sosinho na estrada, quando a ultima rbaminc
do ledo paterno perdeu-sc por (raz das arvores,
quando elle ileixnu de ouvir a voz de seu cae favo-
nio, e o fumo da aldea desappareceu alr das co-
mas, elle moderou o passo do cavallo, e poz-se a rc-
flectir.
Houve ao principio alguma tristeza em suas relie-
xocs. Seu isulainenlo mcrgulhava-o em urna vaaa
inquielacao, elle encarara com urna especie de le-
mor a longa estrada que liuha de percorrer. A vigi-
lanria e o apoio paternos que ale enlAo sempre o li-
nliam seguido codo sua sombra, pareciam fazer pela
sua ausencia um vacuo horrivcl cm torno de sua pes-
soa. Com o corarlo fechado via fugircm lentamen-
te as arvores do caminho, i; vollava-st a cada instan-
te nara ver se algncm da casa nAo o segua.
Todava pouco a pouco rcpellio a meditado, c poz
o cavallo em grande Irole para dislrahir-se pelo mo-
viinento e dar pela variedade da paizagein una til
diversAo aos seus tristes pensaineutos.
as dinerentcs pousadas que fez na estrada, aflm
de seguir ponlualinente as inslrucces paternas, e
poupor o cavallo, (iastAo adquiri a certeza de que
um cavalleiro moco, bem apeasoado e de bolsa bera
recheada nunca he muilo mal acnlhido as cslala-
cens; e quando ao mcir-.la chegou a B-auvais,
nAo leve nenhum emliararo em pergunlar qual era
o primero hotel da cidade.
O hotel da Inglaterra, respoiidcram-lhc, na
segunda ra i dreita. Alravcsse a praja do um n-
gulo a oulro, e no lim de urna rua pequena estar
em frente da casa.
tiastAo agradecen com polidez, c encaminhou-se
lentamente para o lugar indicado.
Na praca encontrn alguns olllcacs de cavallaria
que pararan) para velo passar. tiastAo sentio que
osolliciaesdavam-lhe elogios em voz baixa, isto ani-
raou-o, c querendo mercce-los, apressou o cavallo e
voltou a segunda rua com muita destreza. Dous mi-
nutos depois enlrou no pateo do hotel de Inglaterra
seus leitos do noile, como ladrfies, e o sangan correu
em rios tanto as provincias como em Paris.
i arenla mil republicanos, iraca* complicidade
desle mesmo general, parliam depois para o exilio,
para l.ambcsa e Cayenna, onde um grande numero
lem morrillo e morro ainda lodos os dias de dr, de
dnciia, ini-ena e fome I Qoel era o seu crime 1
O cumprir um dever, na resistencia a um alten-
tado por parle de uns ; a simples inlenc^lo de o cum-
prir por parle de oulros; o amor da repblica, o res-
peilo constituicAo por parle de todos. >
Depois de realisadas estas colisas hnrr i veis, esle ge-
neral foi afogado de ouro e do favores Foi a sua
recompensa.
Elle foi succcssivamenle^enador, ministro, gran-
de escu leiro. marerhal de Franca, que sei eu ainda?
E mais tarde cmfim foi mandado enmmandar cm
chefeo exercilo do Oriente, como fura commandaute
em chefe do exercilo de Paris, ao golpe de estado.
Esle homem era o marerhal Saint Arnnud, que
acaba de morrer no Oriente, nAo de urna bala, da
morle do soldado no campo da batalba, mas de
rnnsumpea.i, de .fienra, no navio que o cunduzia a
Conslantinopla.
O dealinn nao quiz que elle mnrresse comhalendo,
nem que elle assislisso queda do Sebastopol, se
Sebastopol lem de cahir, o qua ainda se ignora ; o
destino nao quiz que o homem de 2 de dezembro
visse o eu proprio Iriumpho, e que o marerhal do
golpe de estado vivesse principe da Crimea ou du-
qae de Sebastopol.
Acaso ou providencia esse e-pcclaciilo ser pou-
pado aquellos que acredilam que o crime lie sem-
pre crime, e que os laurei o nao cobren.
Muilas oraces fnebres, muitas adolaces baixas,
muitas lacrimas mais ou menos hvpocrilas. muilas
ceremonias explendidas vbacompanhar a desappa-
ricilo desse homem fatal, mullos monumentos, es-
tatuas lalvez, lhe vAo ser Icraulados ; as victima
do golpo de estado eslSc .liante dos nossos olhos, e
se orguem indignadas e sanguinolenta, bradando
que recordemos sem temor o sem fraqueza, os fei-
los do heme de 2 de dezembro.
Do fundo de Cayenna.de l.ambesa, do exilio por
onde estn dispersos os marlyres do Direilo. ou vimos
a mesma voz que chega aos nossos ouvidos Eis a
razo porquo escrevemos estas liuhas. He no pre-
sente a voz da verdade, como no lutnro ser a voz
da historia. ____________ (dem)
L-se na Iberia :
o Em urna carta de Madrid, dirigida a Presso
le Pars, em que seconla a scena entre S. M. e o
ministro da governacAo, quando esto lhe apresentou
a rarla-minifcslo de sna Itlai, se diz o seguinle :
A rainha Isabel expcrimenlou um profundo pe-
zar, e as lagrimal que \erleu dame de seus
ministros, s eram o preludio da grande dor queoc-
cullou no fundo do seo palacio. Se os homens que
aconselham a Chrislna quizeram impedir a marcha
do coveruo, sumindo a rainha em um profundo aha-
limento, conseguirn) o seu fim. O seu deslenlo
foi tal, que fallan em abdicar em sua filha.
A semelhante noticia,Espartero eO'Donnell voa-
ram a palacio ; supplicaram i rainha que renunci-
asse ae sen projectn, e que pozesse toda a sua espe-
ranza em seus ministros, que lhe eram completa-
mente airelos.
Vendo-a resolvida, chegaram al a offerecor a
sua dciiiHsao, dezendo: e S. M. au tem confi-
anra em nos, abandonamos o poder ; porem conti-
nuaremos consagrados ao vosu servico, e toda a in-
fluencia de que possamos dispor estara a vossa com-
pleta di*p"*K :.o.
A rainlii resisti durante urna parte do dia. Mais
tranquilla n imite, considerou a quesillo com sanano
rrio ; chatnon Espartero o u'lrhnnell, manifcslou-
IhesgraTIde atrectu.dizendo-ltics que abandonava as
suas ideas, a'lii m.in.lo que contava ntuiln com a sua
adhe que nunca duvidara. Houve grande cummoeAn de
parl a parle.
Diz a /po'vi quc'a minora do gabinete seoppozera
re.laero do projectn de ronsliluicAo, sobre as ba-
ses que foram apresentadas por um dos mnisltos, c
que a maiora do gabinete preferio o adi .ment do
qucslAo a provocar urna crise rainislerial na arlua-
li,lade-________________ [dem.)
Circular dirigida a todos os representantes da
Austria junio dos goeernos da Confederadlo
Germnica, excepto aquelles que estao acredita-
dos junto dos Meck-lenbourgs, os quaes nao tem
parte no tratado concluido a 20 de abril pastado
. entre a Austria e a Prussia.
1 Vienna li de selembro.
iNa poca em que as cortes da Austria e da Prus-
,i,j fizeram communicac.es communs Dieta germ-
nica em sua scssAo de 17 de agosto a respeilo da ques-
illo do Oriente, as potencias alIcmAcs linliam envia-
do ao gabinete de S. Petershurgo communicacoes
imporlanlcs no inleresse de negociacOes pacificas.
Naquclle lempo Tomos informado pela legarlo im-
perial da Russia da intcncAo em que eslava o impe-
rador Nicolao de retirar suas Iropas dos principados.
Desde eniao as explicaces da corle imperial da
Russia a respeilo de nossas proposlas de paz, no
lem vindo por despachos juntos do conde de Nessel-
rode e do principe de tiorlschakoff. Ellas fazem
ver urna recusa positiva, porm confirman) o tacto
da evacuarAo dos principado). A outros documen-
tos annexos junto urna nota dirigida ao nosso envia-
do em S. Petershurgo, cm resposta a esta declara-
rlo e um segundo despacho, que deve servir se-
ment de inslrucr,Ao ao conde Elerhazy para as ex-
plicacijes, que lhe seja divido dar e que lem por
objeclo reslabelccer em seu verdadeiro sentido as
idea errneas do gabinete russo, no que diz respei-
lo parte que temos lomado as ultimas negocia
roes.
Antes de communiear aos nossos confederados al-
ienles nossaa vistas sobre os fados consumados,
desojamos saber como ellcs eram considerados pela
corle da Russia. Depois do esclarecido a esle res-
peilo, entendemos boje que he de nosso dever fazer
conherer sem reserva aos governos alliados a allilu-
de, que pretendemos tomar, afim de Ihes dar rom
isto a occasiao de rclleclir maduramente sobro as rc-
olue.Ges,s quaes a confederarlo allemAa pode adiar-
se arraslada debaixo do imperio das circunstancias
acluacs.
Desde essa manhAa o mancebo linha adquirido j
um rcrlo ar de firmeza. Ao rumor dos passos do
cavallo no pateo do hotel, um lindo rosto de mulher
app.ireceu em urna janella para v-lo. (iaslao nAo
atreveu-se a levantar a fronte ; mas pelo rubor que
corou-lhe as faces, a mulher cotuprehendeu que lo-
ra vista.
Nada agrada tanto a urna mulher, mesmo a mais
recatada, como o embaraco que produz cm um man-
cebo sincero. A casquilba linha jurado sem duvi-
da prolongar cruelmente seu prazer; pois nAo dei-
xou a \ aran la em que se apoiava seno quaudo vio
(iaslao entrar na estribara para vigiar o Iralamenlo
que o palafrenciro dava ao seu cavallo. Assim mes-
m-> ella nflo relirou-so da janella scnAo para appro-
ximar urna poltrona, na qual assentou-sc. Por duas
ou tres vezes tisslao vcio al ao lumiar da porta pa-
ra ver se sen Argos linha desapparecido; mas achan-
do-o sempre no mesmo lugar vollava precipitada-
mente, e imaginava novas recoinincudaces, cm
que o pai nAo linha cuidado, afim de ter um pre-
texto ptausivel para nao alTrontar o perigo.
Emfim um linido de esporas sobre a calcada pare-
ceu altrahir um instante a alinele da bella dama
para oulro lado. tiasUo aproveilou o ensejo para
escapar ao olhar perseguidor, e alravc.sou o paleo
com a intcin-Ao de fazer-se ronduzir ao quarto que
linha pedido.
S. M. o Imperador sent profundamente que a
corle imperial da Russia tenha entendido nao poder
entrar em negociaeAu de paz sobre as bases que S.
M. I. do accordo com as cortes de Franca c de In-
glaterra, declara ser a. eondifffcs ncressarias do
re.t.ihele.'un >nlo das retacos parificas entro a Rus-
sia c a Porta, e cuja aceilagAo linha sido reedlHen-
dada por S. M. o rci da Prussia. O govef no impe-
rial nAo pode da sua parle prescindir desla Condi-
ces, as quaes smenle estao ligadas boje s espe-
raneas do paz e de garanta para o futuro, e espera
ninda que nAo est lojlgc o lempo cm que a Russia
naorepelliras negnciacoes que ella tem recusado
sobre estas liases.
De oulro lado, S. M. I. n*o dcscotihece a impor-
tancia poltica, que s; deve dar indubitavelmenle
nsdeelaraedes da Russia, no que ellas lem de evi-
tar o perigo directo de um conflicto enlrc os dous
imperios. A retirada da Russia dos principados j
no linha si-Ir annnciada anteriormente como urna
medida puramente militar, e que de nenhum modo
linha o carcter de amia eonccssAo poltica.
A corlo de S. Petershurgo rcuova presentemente
a concentrar de suas tropas cm sen proprio terri-
torio, aprcsenl.indo-a exclusivamente como o resul-
tado do necesidades estratgicas ; nina ella declara
omesino lampa que esta retrala he um segundo
sacrificio feilo ao. interesses da Austria eda Prussia,
e, o qno he mais ainda, acresconla expressamenle
que a Russia nA i esla disposla para augmentar as
complicacijcf, mas esl resolvida a defender cu
territorio contra todos os ataques, de qualquer par-
lo que possain vir, e a conservar urna* atllude de-
fensiva nos limites de seu territorio, al que dispo-
icoes racoaveis lhe permitan) realisar seu desejo de
paz. Desla mo lo ella loma sera duvida tima posirSo
poltica e nao exclusivamente militar ; proclama
por agora sua inlencAo nAo s de absler-se d e todo o
ataque contra o territorio imperial ou conlra os
principados, senAo ainda de, cuidando nicamente
na defeca de seu proprio territorio, n.lo emprehen-
der nada conlra a fronteira turca.
A evacuacao dos principados pode ser considerada
como ja terminada, e com islo nblcve-se por agora
um resollado importante por urna rcunio de causas,
entre as qnacs consideramos o desenvolvimento de
nossas forcas como a mais decisiva. A occiipocAn
dos principados pela Russia era declarada pelas cor-
les allemla como incompalivel com os interesses da
Auslria e de Alleraaulia. Ella nao era considerada
como menos perigosa pelas potencias bellegerante,
porquanto era a causa da guerra e o primeiro e ne-
cessario obstculo que cm qualquer circunstancia
convinha remover para se chegar a paz. A Russia
relro.-rilen gnea drssc passo fatal, e a importancia
doste fado cabe ja na batanea das esperancas da paz
com seus resultados directos e immedialos.com a res-
IrieJo do Ihealro da guerra por Ierra. Nao despe-
zaremos nada para tornar nossos c*foreos uleis
conciliacAo.
De oulro lado nlo nos podemos Iludir observan-
do que a dcclaraccs do gabinete russo nao tem cm
si mesmo carcter definitivo, e nAo Irazcm rnmsiao
nenliiinie garanta sufllcienle c valiosa alem dos
aconlecimenlos do da. Quando a Russia oceupou
a Valadeia e a Moldavia, e quando a Porta lhe li -
nha ja declarado a guerra ella linha declar ado a
intencAo de ficar na defensiva, e nAo passar o Danu-
bio. Entretanto as circumstanciasmudaran) logo es-
la rcsolurlo. A Russia at aqui nao tem renuncia-
do a nenhuma de suas prelencocs ; nlo tem olfere-
cido nenhuma garanta aos interesses da Europa
nem da Alleinanha. Se as circumstancias viessem
a mudarse de um modo favoravel, ella pedera apo-
derar-so outra vez de um penhor, que s o deixou
pela forca da necessidade.
A vista desls eventualidadesdevemos continuar a
apoiar-nos cm nossas forcas, para poder comprir
nosso deveres para comnosco, e nossas obrigacoes,
para com as polencias que se ligaran) comnosco para
obler o mesmo fim. Nao temos promdlido prose-
guir um resultado final por meio de hostilidades acti.
vas contra a Russia, mas devemos estar fortemcnlc
armados, completamente livres cm nossas resolucoes,
afim de ficar certo que nossos interesses importan-
tes serlo suftieirnlementc protegidos cm todas as
eventualidades, e que no futuro, duranle as nego-
ciacOes para o rcslabelecimenlo da paz, nossos esfer-
Cos para a restaurarlo das garantas legaes c do es-
lado de paz da Europa conseguirlo seu fim.
Mas se a Austria (cm justos motivos para persis-
tir, afim do proteger os interesses communs que ella
lem com a Allemanha, na allititdo armada era que
est, se ella desoja negociar de acord com a Alle-
manha para o conseguimento de diversos objeelos
allomaos, lem lambrm o direilo de esperar dos go-
verno alliados um concurso suflicienle no futuro :
Nao queremos examinar a allilude que convria
lomar no caso era que complicacf.es, que nao livcs-
seino* previsto, c que empregaremo' lodos os esfor-
Cos para removc-las, nos obrgassemos a passar para
o estado coercitivo; he esta urna queslile que nAo se
aprsenla, e alen disto ns eonvencoes especiaes,
queja tem sido feitas seriara insuflicienlcs para esla
evenliialidade. Entretanto a Russia, emquanlo nAo
a atacarmos, nAo poder fazer de nossa oceupacao
dos principados um motivo de rompimenlo comnos-
co sem achar toda a Allemanha reunida anos. Ava-
la de urna incerteza prolougada do acontecimontos,
he isto que desejareinos ver rcconhcciilo da maneira
a mais obrigaloria. Isto suscita a questau, a saber,
que autoridade lem ainda as circumstancias acluaes
o artigo addicional do tratado de 20 do abril. Pa-
rece-nos que, segundo a letlra e o espirito desle ar-
ligo, devemos crer nesla alloma! i va, ou que nos de-
vem cr dailas garantas completas para a nAo exlen-
sAo da guerra e da evacuarAo dos principado, ou
que a oecupacAo daquclle paizes (era lugar debaixo
da prolcccAo de tima solidariedade fundada pela al-
lianca. Cromo* poder dispensar definitivamente es-
te ponto, porque cstamo convencido de que lodo
exarae, que se poder fazer do ponto legal sobre os
principios das eslipul.ires do mesmo tratado, deve
chegar sempre a mesma conclusao.
Entran lo nos principados defendemos o direilo cu-
lo se a confederaclo, dando seu pleno assentimcnlo
aos qoalro pontos, quizesse fazer urna dislincro en-
tre o que he de interesse geral curopeu e de inle-
resse especialmente allemo, de modo que se pro-
nunciasse particularmente pelas condices, que se
referem smente aos interesses allemaes, como, por
exemplo, pela ce-,ie,io do enligo protectorado dos
principados danubianos ou pela liberdade do com-
mcrcio do Dannbio, nao feriamos nenhnma objecrAo
a este modo de proceder.
Rogamos V. Exc. se digne communiear o pre-
sente despacho com eus appendicc ao governo junto
ropen, por consegrante nao podemos excluir delle j de quemlein a honra de ser acreditado. O momenlo
como principio aquelles que leem direilo reaes; actual lia de parecer sem duvida IAo importante a
mderemo. a inlegridadc do imperio alloma- todos os governos como a nos, e elles desejarAo vi-
O linido de esporas era prodii/idn por Ircs
de laloes de ofliciaes. t,a*(ao reconhcccu us q
o iinham observado cora tanta allcncao, c este* lam-
ben nflo lardaran) a ver que linliam dimite de si o
gentil cavalleiro que merecer seus elogios.
O oflicial francez he amavel por nalnrcza, aini-
gavel por carcter c prrguutador por habito. O
mais joven dos Ires, adianlando-sc para tiastAo com
ar desemharurado, disse-lhe :
Oh o senhor montara ha pouco um bello
cavallo, e f de cavalleiro, inuntava-o muilo
bem.
A mulher baria lomado a pr-so janella, e como
as vozes dos ofllciaes subiam directamente a ella,
inclinnu-se curiosamente sobre a varan,la para ver
melhor, c lalvez (ainbem para melhor ouvir. tias-
(Ao linha ainda os pes no paleo, emquanto seus in-
terlocutores eslavain quasi debaixo da piula grande.
I...111 ellcito o cavallo tem algn valor res-
poudeu o mancebo modestamente.
Sem ceremonia, pcrmillc-nos que o vejamos i
lornoii o oflicial.
De boa vonlade, senhore, elle esl naquclla
estribara a esquerda.
Ol I nAo entraremos l, se o senhor nao le-
var sua lenula.le ao ponto de fazer-nos a honra de
acompanhar-nos.
tiaslao que tetnia alravcssar outra vez o pateo, c
cxpor-senovamcnle ao foao do temivel olhar, crinen
tiraidamenle os olhos para a janella; mas vendo-a
meio ferhada c com as cortinas fluctuando da parle
de fora, animoii-se, c disse :
Pois venhain, senhores.
Oa quatro mancebos, pois os Ires muraos eram
lenles ou sccundos-lcncntes, cuja lez anda aha,
bigoifes loaidc* c lalhc delgado teslcinunhavam ura
adiamntenlo rpido, entraran na estribara, c a-
lian I.....iram-s" a urna multilAo de romprimrnlo e
deobservaeesque podiam teralgum inleresse pora
olliciaesdc cavallaria, mas que nAo Icriam nenhum
para nossos leitores. Basta sahermo que por
meio de Zcgri, tiastAo c os joven* ofliciaes travaram
em 10 minutos grande amisade, e romo os milita-
res eram servidos no hotel da Inclalerra, acharan)
mui simples convidar a tiastAo para participar do
modesto alione., que os aguardava.
GasUo nflo f.'.ra creado como Veri-Veri pelas frei-
rs da VWIacflo ; e como nlo dcixava de amar o
acento alegre e franco do soldado, acreilou sol.
pares condieflo de que lito pcrntiltiram participar igual-
mente do jamar, e esvasiar algomas garrafas de
vinho de charapaiihc ; uAo era muito mal para um
eslreanle.
Assentarain-se meza,onde vinlc mancebo* ama-
veis fizeram acolhimenlo a Mr. de Chavilly. Ti-
uli.'iui pionielli lo so lielierein vinho de champagne
no janlar ; mas os ofliciaes quizeram laudar seu
novo conheriilora.nl un) bou) copo de vinho de Bour-
gogne na mo. O alineen durou mais lempo do
que coslnmava ; depois do almoco lomaran) caf,
depois do caf licores, c no meio de ludo isto fu-
maran! tima boa colleccAo de charuto.
(iaslao nanea havia ssislide a semelhantc fesl;
mas linha boa rabera, coracAo. e mos solidas; assim
foi sobrio sem embarar ., alegre sem excesso, espi-
rituoso sem familiaridade. Emfim lodos o ofliciaes
chamavain-nn j simplcsmenlc (Ja-tAo: o joven Cha-
villy eslava adoptado pela familia.
Eutrclanlo tiaslAo e o oflicial que lhe fallara pri-
no, de accordo com o sullAo o seus alliados, de qual-
quer novo ataque conlra os principados. Com isto
e smente com islo damos urna garanda conveniente
a protesta* dos interesses aoslro-allemAes nAo s du-
rante o desenvolvimento dos aconlecimenlos, como
no lempo do arranjos que se fizen-m no futuro.
Nao podemos deixar de ter o conscnlimenlo da
Dieta para esta conduela, posto que elle nao resulte
de am modo sufllcientcmente claro das negociacoes
0 nViBi/oSlncfiCS anteriores. S. M., nosso augusto
soberano e imperador, com senlimcnlos de confra-
lernilado federal, fez garantir para si o concurso
podftnto da I'rimia do modo mais obngalorio no
cao em que m.seion (tacados, sempre com acondi-
Clo de nAo Uunarrjies parle na guerra conlra a
Russia C sohrclqijji ^j .nAo p>ss,irmos sua frnnleira.
A Prussia no casi da laque da Russia contra o ter-
ritorio austraco, vera semelhantc fado como peri-
goso para seus iulcrcsses e para os interesses da Al-
lemanha, e coadjuvara a Austria com lodos os
mciosde que pode A Prussia com islo exprimi a conviccao de que
os oulros prncipes da Allemanha nao recoarao em
um caso igual dianta de nenhum sacrificio para re
mover o perigos, que amcacassem a Auslria, sua
intima alliada e nrlla '.oda a. Allemanha. Partilha-
mo a mesma confianca e esperamos que esla con-
fianea ser ratificada pelas decises que fflo ser lo-
madas cm Francfort. Se a confederacao nos conce-
der a garanta de seu concurso, cntao c smenle es-
tao, como potencia alleinAa c como parte contraan-
le do tratado de 20 do abril, Acaremos tranquillos
ao menos pelo futuro, sem que sejam precisa reso-
lucoes militares da parle da Diela, ainda que neafc"
caso os sacrificios c os esforcos, sem os quaes a Al-
lemanha nlo oslara em seguranca na riloaefla ac-
tual do mundo, sejam feitos exclusivamente pela
Auslria.
Em cnnscqucncia deslas consideraros a*ijjazemos
ao gabinete de Berlim, que submcllesse Dieta por
intermedio de nossos enviados respectivos, a respos-
ta dada ao principe tiorlschakoff, acompanhada de
urna (lerlaracao no sentido de que, ain.la que de-
pois da evacnafajo dos principados, a siluacao nAo
exija o dcscnvolvimcnlo immcdialo das forcas mili-
lares da confederacao, lodasia d justos motivos
para ol declarar quo toda apprehcitsan de um ata-
que dirigido pela Russia conlra o territorio da Aus-
tria, obrigar defeza cnminuin lodos os governos
unidos pelo tratado de 20 de abril.
NAo vemos motivos para chamar a dsrn*sao da
Diela sobre a ditlcrenca das proposlas respectivas da
Auslria o da Prussia, a respeilo das con.lices da
paz futura, por urna proposta definitiva sobre a con-
formidade dos quatro pontos com a exlenslo das
obrigacoes, que lemo contratado. Parecia-noscer-
tamcnlc muito para desejar que a Prussia cuja al.
tilude na Europa se tinha enlAo firmado as mes-
mas bises que a nossa, se pozesse inteiramentc na
mesma siluacao cm que nos enllocamos, e que este
exemplo fosse seguido por toda a confederacao.
Com tudo a Prussia rccommendnu, do sen lado
cm S. Pelersburgo a aceitaran dos quatro pontos,
que foram deduzidos dos principios do protocolo'de
Vienna pelas oulras tres potencias, e he para nos
um fado satisfactorio o sabermos pelas ultimas com-
municacoes do gabinete de Berlim, que S. M. o rei,
sem ler feilo promana alguma ohrigatoria de coo-
perar militarmente conlra a Russia, promessa que
nAo cxisle da parte da Austria, conceder entretan-
to era lodo caso seu concurso moral aos quatro poo-
los, e se pronunciou no mesmo sentido para com as
oulras potencia, que lomaran) parle nos trabalhos
da conferencia de Vicua.
Podemos, pois, contar com a cooperarlo da Prus-
sia, fundada nos mesmos principios, que nos guiara.,
para Irabalharmos na obra da paz, e apoiarmo-nos
tambem com unta certa ennfianra as deliberacoes
do nossos alliados, porque temos a mais plena con-
vieciio de que com a nossa influencia sobre a deler-
minarAn dcsles pnolos, que de accordo com a Fran-
ca e a Inglaterra, temos declarado ser as condices
da paz, temos obrado de couformidade com nossos
proprios interesses, e com os da Allemanha, porque
osles pontos sAo uteis debaixo de certas relarocs aos
interesses allemAcs o debaixo de nenhum poni de
Vista lhe sao contrarios. Devemos tambera conside-
rar como imporlantissimo o conforme dignidade
da coufederacAo, que ella se colloque em posicAo
de oprimir a approvacAo a mais completa de nossa
conduela, como do nossos esforcos para reslabclecer
a paz sobre estes principios.e que o possa fazer com
todo o peso que lhe pertence c por seus orgaos
activos.
As garantas pedidas asscgurain de um lado a la-
llude neeeaaaria s negociacoes futura*, e do outro
cstabelercm com toda a clareza possivel o que he
inlispcnsavcl que a Allemanha oblenha.Enlrclan-
me>ro lnham-se rolloradu pan conversarem melhor
junio de unta janella que dava para o paleo do
hotel. As cortinas de cas*a mciu levantadas dei-
xavam ver os preparativos de nina partida, urna
seg de posta fora lirada da cocheir?, quatro vigo-
rosos cavallos de Picarda dessa cor riirouja. que
parece ser a libr dos cavallos desse lugar Iinham
sido nolla poslados. O poslilhAo eslava com o chi-
cle na inao, esperando soincnlc os doma da carru-
acom para laucar seus cursis no esparo. Repen-
tinamente vio-so apparcrcr urna noca apiada no
braco de um h mera de idade avaurada, que pareca
ser seu pai.
tiaslAo dominado pelo lemor nao uvera muilo lem-
po para encarar a linda dama da veranda; mas nAo
tardn era rcconhece-la nessa bella c loura moca
que entrara enlAo na rarruagem. Como r.ao poda
ser vislo, leve desla vez a grande roragem de enca-
ra la : era muilo formosa. Olhos azues como lapis-
lzuli, cabellos Ionios tiran loa cordecnza, como se-
da crua, um ro do que de descrever, um sorriso de infinita dorura,
formas esbeltas c de perfeita proporeflo, movimen-
los de elegancia indrivel, alm de ludo slo tima
moeidade brilhantec serena.
A penas Gasl.i.. leve (liante dos olhos essa vislo
encantadora, cessou de dar aUeneflo conversaeAo
do joven.oflicial, o qual fezia-lhe a demonsIrarAo
completa do suas Ibeorias sobre a educarao dos ca-
vallos c sobre a maneira do fazer serrar os charutos.
Seu pen-ainenlo concentrsu-se lodo sobre essa linda
cabera, c para melhor v-la, Icvanlou itileiranienle
a pona da cortina .pie o encol.ria era parle; mas
esse mo\intento, eiubora fosse tmido, atlrahiu a al-
inelo da mora, a nal reconheeeu alravczdavidrara
as rernos do joven ravalleirn c ahaiM.ua cabeca tam-
bera, c corou.
O delicioso espectculo dessa perlurbacAo nAo foi
de longa duraran. A mulher asseulou-se na carrua-
gem, o homem idoso l.mino lugar ao seu lado, c um
instante depois a sege desappareceu pela porta gran-
de. As rodas retiirn) sobre a calcada da rua, c o
chicote do poslilhAo cstalou corlando o ar.
Gastas deu um suspiro, e nao pode dcixar de pen-
sar que seria mui feliz se madamesclla de Seneuil se
assemelhasse a essa bella desseonhecida. Quanlo aos
ofliciaes, nAo Iinham .la.lo allcncao a partida da se-1
ge: familiares aos rumores c muviinentus do hotel, I
vamenle contribuir com seus votos, para qoe ai
decises, que v3o ser tomadas, dem forja po.iran
da confederacao no exterior, e confirmen) ao mesmo
lempo a confianca amigavel entre os confederados.
I'eri.unos summa salisfacao se V. xc. nos podes-e
razer saber, logo que for possivel, que a communi-
caco, de que se acha encarregado, foi recebida fa-
voravelmente em...
A-siunailo. Hiwl-Srhaucitftri.
aiOaUi-
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parts 19 de outubro.
A noticia da lomada de Sebastopol ira realmente
mui prematura, romo anniinciamos ao terminar a
nossa ultima correspondencia. O Trtaro que levava
ao Omer Pacha em Silislna a narracAo da balalha
d Alma, por urna araplificaclo anda iuexplicada,
ti nha sido levado a annunciar a entrega repentina e
cmplela da fortaleza russa. Os aconlecimenlos ainda
nao vieramjuslilica-lo.mas nao devemos esperar que
esleresultadoneces*arioeinevlnvel eil prximo, a
quesercalisnr, senaotAofavoravrlmenlc orno o pri-
meiro boalo fuera crer, ao menos um pouco menos
caro que o primero Iriumpho das armas alliadas.
A Franca c a Inglaterra viram dnlorosamcnle cahir
os seus mclhores filhos, c a victoria, posto que glo-
riosa, um pouco j enfraquecida pela falsa noticia
de um segundo successo, chegou aqui impallidecida
por crueis perdas, etc. Emfim pela morle do mare-
chal Saint Aman.I, j ha muilo lempo profunda-
mente esperada. A dor e o lulo nacional, na ausen-
cia de todas as noticias ulteriores, fizeram todas as
neruparo* da quinzena.
A llespanha foi diversamente agitada pelos mani-
feslos da sua rainha Christina, e do conde de Mon-
, teiiiolin : ella conla os volos, e se habilita para co-
ahecer a composirao das suas cortes cnnstiluinlea.
As provincias mais do que a sua capital temrleilo de-
rrabados demcratas, era summa as eleiees lem sido
boas. A Suecia, a Dinamarca, a Saxonia, viram
encerrar se as suas manea parlamentare, e o satis
soberanos proferirn) o pensameitlo de que o con-
ftelo oriental o deixava n'uma feliz neulralidade.
Negocios do Oriente. Batalha Alma.
Depois do primeiro despacho do marerhal Saint
Ainan,l, datado de 20 de selembro, um relalorio
seu veio completar o resumido bolclim.
A 17 as (ropas alliadas se acharan) perlo de seis
milhas de Sebastopol ; no dia 20 haviam rhegado s
bordas do Alna ; as 11 horas Iinham comemelo a
passar o rio, e sobre a ni.irgom npposia. A divisAo
do principe Napoleao se nchava no centro ; direi-
la a divisao do general Bosquel c as tropas turcas, e
a esquerda eslava guarnecida pelos In&leze. O exer-
cilo russo, sol) as orden do principe MeuschikofT,
guarnecia os reductos e as bateras formidaveis de to-
das as eminencias, contava 10,000 haionel.is, vindas
de lodos os pontos da Crimea, e chegaram de manha
anida ileTheodosia, G.OOO cavallos, e 180 pocas de ar-
tilharia .le cimpanh.i ou de posiclo. A accao durou
desde meio dia al duas horas.
A segunda divisan do exercilo francez, sob as or-
dens do general Bosquel, preparou felizmente por
utn ilumnenlo circular a marcha das duas oulras di-
vises e do exercilo inglez. O general Canrobert veio
enlAo sustentar o seu cullega, e a terceira divislo
raarchou tu. centro das posices, leudo sua esquer-
da o exercilo inglez. Quando a segunda divisAo,
protegida pela frota appareeeu as eminencias, pro-
iiuuciou-se o muvimcnlo geral. A artilharia trance-
za comeeou a alirar com vigor sobre os balalhdes
russsos ; o aliradores francezes atacaran) os soldados
do czar com incrivel audacia, cada um chegou al
onde pode, c-s columnas do marerhal Saint Arnaod
subirn) debaixo de um fogo de artilharia o de mos-
quetaria, que nAo foi capaz de enfraquecer a sua
marcha; oscimos foram cornados, e. a segunda li-
nha veio coadjuvar a primeira. Os Russos rcpellidos
para a cha, trocando urna descarga de artilharia e
de mosquelaria mui viva, operaran) em pessima or-
den) sua retirada definitiva, semelhantc a urna der-
rota. Do oulro lado, as liuhas do exercilo inglez
Iranspunliam u rio em frente da aldea de Bourlouk,
e se colloravam sobra as posices que os Russos ha-
viam fortificado, e onde Iinham concentrado massas
consideraveis, e orgauisado urna resistencia mui so-
lida. O combale foi dos mais renhidos, e faz honra
aos \,lenles alliados.
N'esla balalha d'Alma mais de 120,000 homens
e 180 pecas de artilharia lomaram parte nrlla. Os
O.OOORussos se compuiiham de 116 c 17 divisos de
infantaria, de urna brigada da 13., do una brigada
da 14." divisao de reserva de caradores apdofi."
corpo, de qualro brigadas de arlilharia, e de orna
balera, lirada do parque de reserva de assedio,
comprehendendo 12 pecas de gros*o calibre. A ca-
vallaria se compunha de 5,000cavallos. Pcrderam
(000 homens. O general Canrobert e o principe
Napoleao deram particulares provas de valor, os In-
clezes combateram admiravelmente, rcinou enlrc os
dous excrcilos uina generosa ciiiul.ie.in de coragem
c de sacrificio. Nove dias depois da balalha o ma-
rerhal de Saint Arnnud fallecen.
lillimas operarnos. t"m primeiro despacito ende-
recado ao governo francez pelo general Canrobert
he concebido no* lemos seguidles : o marechal de
Sain I Arnaud gravemente enfermo enlrcgou-meoconi-
mando do exerrito, conforme as ordens do impera-
dor, boje parlo de Balaclava e depois de meio dia
coniecarei o mi nha marcha para Sebastopol; como o
inimigo ainda nao reappareceu depois da victoria de
Alma, a nossa marcha ao sul de Sebastopol operou-
se sem a menor dilliculdade. Eslabelerido lias pla-
nicies que precedem a praca, receberei pelas bahas
do rabo Chersoneso os mcusvveres comet material
de anadia.Balaclava 28de selembro. Depois.cs
soldados receboram ordem para se prover de vveres
para oilo da : pe nulamente livres das suas fadi-
gas, clectrisados pela sua bullanle victoria, ebrios
nlo haviam reparado, se os cavallos levaran) urna
crea I ora adoravcl.ou urna matrona repulsiva.
tiastao que nunca linha visto cs'a moca, prova-
) el monte n mi a lomara a ver, e todava desejava sa-
bcr-lbe o nome. Isso era cottsa mui fcil, baatava
perguitla-lo qualquer criada ou criado do hotel;
porm elle nlo alreveu-sc a isso.
Para que? disse com sigo.
Os ofliciaes roiiiecnv.iin a dispersar-se, os que es-
lavam de semana correram a cumprir seus deveres
no-' 111 -1 r lei-, os oulros Iinham de fazer visitas a
amigos. Todosvieram apertar a mo de tiastlo e
deixaram-no scom seu novo amigo, o joven segundo
lente quelite fazia to bellos, mas lao inrtucluo.
sos cursos de arle veterinaria c de dcscccaclo de
charutos.
Para reunir a ortica Ibeoria, o joven militar
levou (asilo ao quarlel, e no caminho acccndcuum
oitavo rliaruio, o qual com effeito arden fcilmente
laman.lo urna fumara alvo, cujo cheiro era urna
prova evidente do cxccllente inclnelo de seu dono.
Esse primeiro dia de liberdade passott-se alegre-
mente para tiaslAo, csua inlrmlureao na vida activa
da -ocie.la.lo por jovens militares ebeoa de bom
humor c de alegra nao poda deixar de influir sobre
o .Icscnvolvilenlo de seu carcter. Jantaram sem
ceremonia, como Iinham almoc,ado,c de noile foram
ao Ihealro. Havia uina companhia dramtica nes-
sc tiiomen lo em Beauvais, c corra voz de que o
corpo dos ofliciaes do 7 de cavallaria linha dislin-
uttido o talento nasccnlc, c os bellos olhos da prima
dimna. Huilln ao sabir do Ihealro sellaran) com
ti ni punch a amizade concluida com Gasta, e fize-
rara-no prninelter que voltaria brevemente a visitar
seus amigos, e receber delles o titulo c a espada de
lenle honorario.
Quando ficou s, c passou pela memoria lodos oa
incidentes do dia, Garita a quem a experiencia da
vida ainda nao linha enervado, nao pode dcixar de
acha-los mui interessanles ; mas as feices da dcs-
conhecida vinham sempre fluctuar na superficie de
suas lenilir.inca-. e enlAo elle abandouava-se a refle-
xao que JA havia fetio cem vezes desde a manha:
Ah se madamesella de Seneil se lhe asae-
mclltasse!
(Co/i/im/ar-ae-Aa.)
*


2
de confianza no valen te general que os commanda,
manifeslam o mais vivo cnthusiasmo, e consideran!
como cerlo o prompto Iriumpho da ompreza,
deviam enconlrar-se a 29 de seleiuhro diaole
de Sebastopol e comerar as operaroes i I ou a 5 de
oulubro.
Nao se conhccc o algarismo etaclo da guarnirn
russa, sahe-sc somanta que os Rumo retirados para
Sebastopol depois da batalha de Alma, wlavamcom-
pletamente deamoralisados ; o principe Minicbikoff
para sustentar o campo tinha conservado as Iropaa
3ue lilil,un soffrlde menoi. Ejecutar tila a or-
em que llie fora dada para o caso em que ufio pos-a
resistir, e Tara sallar a prac,a assim como oa navios
ancorados no parto ? Nlo acreditamos, e aguardamos
com impaciencia noliciaa a ale respesto.
BalHeo.
A volt a Cherbourg da aquidra franceza do mi-
rechal Baraguay d'Hilliers, a partida do ganeral Jo-
nes, a das irnos ngtezas Keptune, S. George, Prin-
cipe lie geni e Manar ck para Kiel, para Seplltead,
indicam o fm da campanlia desle anno no Bltico,
a Talla de exercito expedicionario cunsideravel fazem
adiar para a primavera prxima o bombardeamento
de Cronstadt.
Provincias danubianas.
I.i'-so no Lloyi e no Principe de Vienna : Omer
Pacha parece meditar um golpe imprevisto contra os
H o-sos. Comefleto,meladedoeu exercito na Valacbia
.ivaiu;a a marchas Toreada para as emboscaduras do
Prnth ilefronte de lleni. As noticias da Bessarabia
annunciam que os ccmmandaules russosem Kerche-
new, Tirasopol, Kauchang, Kigoul, Reni, Ismail e
Akjermau lazein avanzar para Odessa e para a Cri-
mea toles as suas tropas disponiveis, e que se prepa-
run em Ismail para um longo assedio, Tazendo pro-
visoes.para seis mezes.
Segundo um despacho (elcgraphico de Bucharesl,
Omer Pacha, i inmediatamente depois da noticia da
victoria de Alma, que Taz da Crimea urna provincia
perdida para a Russia, dera ordem as tropas turcas
concentradas junto de Malscbim,que avancassem sob
o sen commaiido para eflectuarem no numero de
50,000 homens as opera;es contra a Bessarabia; o
Iriamplio dos alliados na Crimea apressou a execu-
rao do plano que o genernlissimo turco j tinha pre-
parado havia algum lempo ; desde 24 do setembro
Tskender Bey se llnha posto em marcha para Galalz
i Trente da sua vanguarda composta de 2,000 caval-
los, e n entrada na Bessarabia leve lugar a 2 de ou-
lubro. He esta urna diversao que lera por efleilo
oceupar os generaos GorUchakoff e Oslen Sacken e
impedir a remessa de reforros esperados pelo prin-
cipe Meusehkofl.
Austria.
A flor dos eiercitos russos marcharam para as
fronteiras da Polonia: he esle um Tacto capaz de a-
pressar nma solucjo, col locando as grandes potencias
Hernia em estado de determinar a sua respectiva
siluacao. A remessa de ama poroao da guarda im-
perial russa em Varsovia combinada com o movi-
mento das tropas que guaruecem a Polonia na fron-
teira turca preoecupa vivamente a atlencAo publica
em Vienna, e cansa l serias inquielacOes. O go-
verno austraco responde a esle movimento das Iro-
Sas russas, dando pressa conclusao de lodos os tra-
alhos de deTeza. As fortid-ares da Cracovia em
breve estarlo terminadas irabalfia-sc particularmen-
te com aclividade no caminlio de Trro da Cracovia a
Bochnia ; 6,000 soldados sao empreados ahi alem
dos operarios ordinarios. Todava posto que se tra-
te em (oda a parle de repellir umaaggerssao da Rus-
sia, nflo se pode erer que esta potencia ouse atacar
n Austria. O czar he mui bem servido pelos seus
diplmalas c espides oa Allemanlia.e por isso nao po-
de deixar de saber qac o primeiro tiro de peca russo
disparado na Tronteira austraca, seria o signal de
urna manifestaran universal das narocs allemas em
favor da Austria; desde este momento o imperador
Franeiseo Jos se tornarla o representante aceito de
Inda a raga germnica e vera reconstituir em seu
proveito pela livre adhesSo das popularles allemas
um novo santo imperio romano, contra o qual os
supremos esTorcos do imperio Grego-Sclavo vria
qutbrar-ee desde as margen do Vstula at as boc-
ea do Danubio, depois de ler sido inlerdila pelas
esquadras e pelos exercitos das potencias oecldenta-
es o accesso do Mar Negro e do Mar Bltico.
O que produz a diplomacia f luciran te e sem fran-
queza da Prussia'.'
Um despacho enderezado pelo conde Buol ao
conde de slerhazy, ministro d'Auslria em Berlim
em resposla a ultima nota prussiana desvaneceu as
ultimas esperanzas do partido russo. He Prussia
de hojeem vante solada, he s suas licsitaces, he
a o- obstculos que ella Taz naseer que se devem at-
trihuir todas as complicares que lem occorrido no
conflicto oriental. Se desde os primeiros passos I
situarlo da Europa tvesse sido t,1o clara, tan enrgi-
ca como a da i-'ranea e da Inglaterra, se o imperador
Nicolao tvesse sabido que todos os estados modernos
unnimes ua deliberaran seriam tambem unnimes
na aerflo; se elle nao tvesse esperado dividir o Teche
das Torras que a civilisacao reuna c aperlava contra
as suas empre/as, se nao tivesse acreditado poder
impedir esta sania allianca dos eslados modernos,
todos inleressndos ao mesmo lempo em corabater a
sua imlurn. acreditar alguem que elle houvcra af-
Tronlado os perigos de nma guerra, na qual elle se
adiara so contra lodos? Cerlamenle que nao; hou-
vera cedido quando ainda poda sem que a honra
da sua coroa ticasse demasiado comprometida, cer-
lamenle teria oblido condires inuito menos pesadas
do que as que dever soflrer de ora em vante; he a
diplomacia prussiana que lem enlretido c favorecido
em S. Petersbnrgo estas esperanzas, estas illuscs,
que semeou em toda a confederarn as intrigas do
todo o genero, emfim que afroiou e adiou a enr-
gicas resolucoos da Austria, (.loanlo mais a Franca
e a Inglaterra (em sido obrigadas a contar exclusi-
vamente comsigo, quanto mais esTorcostem feilo pa-
ra atlingir o alvo, quanto mais Torra lem desenvol-
vido; as complicares que vao nascendo todos os di-
dlas tem inleressado a honra nacional e a propria
digoidado da bandeira tanto do lado dos Rnssos
como do lado dos alliados da Turqua, lem creado
urna siluacao que d'ora em yante ja nao he possi-
vel destruir senao por mcio da guerra. Emfim se a
Russia nao se vio condemnada, abandouada e em
caso de necessiihde combatida por lodos os eslados
europeos, he por culpa da Prussia, e ser sua a res-
pousabilidade. Besla-lhe somenle um meio para
appagar esla colpa e nltenuar esta rcsponsahilidadc
he abandonar urna causa desesperada peta causa dos
seos interesses. da sua dignidade e do sen poder.
Mas compre que ella se aprese.porque lalvez depo-
is de algn da sob a arelo irresistivcl do aconte-
cimenlos consnmmados, sejn isto demasiado tarde.
Hespanha.
Depois do manifest do conde Montemolin, ap-
pareceu o da rainha Maria Chrislina. D. Isabel
II reeebeu-o directamente de sua mai, e e enlregou
inmediatamente aos ministros reunidos no Prado :
senta um profundo pezar, e as lagrimas que der-
raraon em presenta dos conselheiros eram o prelu-
dio da grande dor que ella esconden no Tundo do
seu palacio. Dianle ilestes vivo ataque contra os
seus ministros, o desanimo da joven rainha Toi tal
por um oslante, que por om instante ella Talln
em abdicar em favor da sua filha. A esta noticia
Espartero e O'Donncll supplicaram-lhe que renun-
ciasse semelhinle projecto e collocasse a sua espe-
ranza na dedicaran dellos, e como a vissem inafia-
label, ehegaram a oTerecer-lhe a demissao, dizen-
do-lhe : Se vossa magestade nao tem bastante con-
fianza em nos, abandonaremos o poder, mas con-
tinuaremos a consagrar ao servif o ele vossa mages-
tade toda a influencia de que podemos gozar, e ella
perlencer sempre plena descrpzao de vossa ma-
gestade. D. Isabel depois de alguma resistencia
abandonou as suas ideas, protestando a sua con-
fianza na lealdade dos seus ministres.
O manifest de Mara Chrislina nao encontrn
sympalhias na Hespanha; cepolam ngralidlo a ma-
neiri porque ella falla naqnelle que a salvaram,
laneam-lhe em rosto o esquecer-se ella de qae S.
Miguel, O'Donnell e Espartero arriscaram realmen-
te, para sul|trahi-l j ao furores das massas, a po-
pularidadt e a vida : quanlo ao que diz respeilo
as mas aspirarles futuras, este documento he tai-
vez para a Hespanha o ymploma de grave peri-
gos, o annuncio de projectos que ainda germinan)
em eerlos espiritos incorrigive9. A rainha Chris-
lina e o conde de Montemolin, escolhendo para ele-
var as suas voze a poca das eleic/les, quizeram
elle lanzar no espirito a perturbarlo e a con fu-
sio, e crear obstculos aos governos que procuram
Torca de patriotismo e de eoragem vencer a si-
tuaran '!
Foi a 4 de oulubro que o escrutinio so abri em
toda a pennsula.
Ji se conhecem em grande parle os resultados, em
eral sao bons. Obtiveram a maioria em Madrid
M. M. general S. Miguel, Olea, marque/, do Fuen-
tes, marque/ de Pelare, Guerreo; em Saragoza
marechal Espartero, Cogano e Oloza&a. Calcula-
se em um algarismo mui elevado o numero das
reeleicAe certa; espera-se que Espartero soja elei-
to li veze, Alonzo 3 vezes, Santa Cruz 2, Cantero
2, Agtjicrre 2, Serrano 2, Perales 2, Infante 2, Lu-
jan 2. Segando toda as probabilidades, os dem-
crata serao mais felizes na provincias do que em
Madrid; juba-so que Tormarao as corles urna bri-
gada de uns triol i combatenlcs com Orense, Ri-
vero, Figuciras e Ordax Avecilla por chefes.
Todo os membros do ministerio das quarenla
horas serao eleilos, mas nao figurarlo na asscmhla
o marechal Narvaez, M. M. Herrando/ de Castro,
Gomes Becerra, Luzurraga e Mon, Quintana Dulce
e Qabuia.
Keina o maior aceordo no minislcrio, lodos 06
seus membros comprehendem que se devem aprc-
senlar unido perante as cortes.
nanea.
A soltura de Armand Barbes. O partido republi-
cano e os seus representantes.
I leu -e um incidente que, sem a gravidade dos
acnnlecimonlos da guerra do Oriente, houvcra pro-
dozido grande scnszao. O acaso ou i nopporluna
imprudencia de um amigo irrefleclido fez cahir as
mo do imperador Napoleao III, o fragmento de
uroi caria escripia por um membro da democracia
mais radical, Armand Bardes. O fragmento era
concebido no termo eguintes: Prisao de Belle-
Ilc, 17 de selembro de 1 r*.> Ufano-me do le
a encontrar nos scnlimcnlo que ms exprimes, se
est aneciado de chmrlmsmo, (amor, predilcc-
z* pelo soldado que lem a ua personincazao
n'nm typo conlieeido em Franza ob o nome'de
< rhatttin) porque nflo Tazes volos em Tavor do
Russo, cu ainda son mai ckaucin que tu, por-
que ambiciono Iriumpho para as nossas tropas :
sim sim! balara elles la o Coasacos, sempre ga-
a nhir.i com isto a causa da civilisa(ao e do mundo.
a Assim como tu, desejara eu que nao livessemos
guerra, mas j que a espada sabio da bainha,
nao deve ser embainhada sem glora. Qucm mais
DURO OE PERNAMBUCO, QUARTA FlRfl 15 D NOVMBRO DE 1854.
a lucrar com esla gloria he a Franza, que della
carece mais do que ninguem : Desde Walerloo
n temos pormiinerido ruino os vencidos da Europa,
e mesmo para Tazcrmos cousa que preste cn> o
nosso proprio paiz, jubo til inoslrarmos aos
cslr.ineiros que sabemos cumer plvora. Tcnho
d du nosso partido, se alguns dos seus membros
o pensum de oulra forma. Ol I depois de trunos
ii soiirido lana perdas, s nos fallava|pcrder o sen-
ce tmenlo moral.
A 3 de oulubro o ministro do Interior receben a
caria seguinte ; a Sr. ministro acaham de commu-
uicar-ine um fragmento de una ra U de Barbe.
ii Im pritioneiro queapesar de longossoOrimentos,
u nulre lio patriticos senlimenlo, nflo poda per-
maoecer prcio durante o meu reinado ; por tanto
x baja de snlla-lo immediatamente, sem cnmli-
a z6e. Deo o lenha em sua santa guarda.Na-
a poleSa.
Assim que esta caria appareceu, a oplniao publi-
ca sorprendida duvidouse decedidamente o exaltado
demcrata ia suspender, e lalvez encerrar para
sempre a militante profissilo dos seu principis.
A sorpreza era mui natural, porque Armaud Bar-
bes, longe de abdicar o passado dirigi ao -Uoni-
leur universal, orgam ollicial do governo, urna
carta, na qual o orgulho do tribuno despreza auda-
ciosamenle as ofTertas impindcntes c arriscadas do
soberano raneo/.
i Sr. director. Chego a Paria ; lanro mao da
penna, c pecu-llie que publique ja e ja a nota c-
guinle no seu jornal ;Urna ordem cpjos moti-
vos nao quero perscrutar, porque nao costumo de-
<< iie^'rrosscnliineiitos dos meu inimigos, Toi riada
a 5 do enrenle ao director da casa de delenrao
de Belle Me ; assim que sube de semelhante no-
ce licia, estremec de urna ndisivel dr de vencido,
c recuse, o mais que pude, por esparo de dous
c das, deixar a minha prisao. Acbo-me boje aqu
para Tallar de maisperlo, e para que me our.uu
melhor. Que se importa aquelle que nao tem
direilo sobre mim, que eu me ou nao o meu
paiz '.' Cortamente a carta que se leu he iniuha.
Desde que tive urna idea, um pcusamenlo, a
grandeza da Franza sempre Toi a minha religao.
ce Mas, ainda repilo : que se importa aquelle que
ce vivefora da minha le e da minha T, se tac son-
ce lmenlos Tazcm palpitar o meu corazao' Nao Picar
ce sempre ahi o enme de dezembro, para reclamar
ce o combate entre mim e aquelle que o praticou 7
ce Deixando de parle a minha dnnidade pessoal oT-
n Tendida, o meu dever de inimigo leal ohriga-me
a declarar aqu a todo, quo repillo com lela a
a forza, a medida que se lomou a meu respeilo.
ce Pretendo permanecer dous dias em Paris para que
ce leiiham lempo de encarecrar-me novamenle ; e
acabado este prazo, scxta-Teira a noilc, corro pela
ce minha proprin|von(ade para o exilio. A. Barbes.
ce Paris 11 de oulubro de 18.it.Dez hora da ma-
ce ulula.Hotel do principe Alberto,ra S. Hya-
a ciiith, S. Honor.
Esle Tacto he cheio de lircs.
Esludo bisgraphico. O marecliar Saint Arnaud.
A 26 de eelembro depois da victoria de Alma o
marechal vencido por um mal de que elle soilria ha
muito lempo, resbnou o seu commando|em cheTe na
mao do general Canroherl designado por Napoleao
III; a 29 elle sucumba no mar a bordo de um va-
por que o conduzia a Conslantinopla : Demos algu-
mas palavras acerca deslavida lao gloriosamente ter-
minada riebaixo do pavilhao francez.
Nascido a 20 de agosto de 1798, Armand Jacqnc
I.croy de S. Arnaud se moslroa pela primera vez
no momento do estauracao em 1814, quando o
llourbon rcorganisaram a anliga casa militar dos
rcis de Franza, pela rreacao de quatro companhias
de guardas do corpo sob o commando do duque de
Grammont : ligurou elle emuma de-las companhias.
Logo depois preferindo Tazer parle do exercito ac-
tivo cnlrou com adragona de segundo lente na le-
Kao)dcparlamantalda Corce.donde passou para a dos
Boceas do Rhodano.e mais larde depois a suppressao
das legics deparlamentaes e da reorganitazo do
exercito, para o 64 de inlanlaria de linda, depois
passon algum lempo na vida privada. Depois dos
acontecimenlosde 1830 pretenden adoptar de novo o
serviiio, e entreo a 23 do Tevcreiro de 1831 no 64,
onde 10 mezes depois foi nomoado primeiro l-
enle.
Um paiz como a Franca, que enlesla de um lado
com a Hespanha, e do outro com a Italia, regiiios
militas veze em revolucao, oflerceendo por outro
lado urna hospitalidade s\ mpalica us rcTugiados p-
blicos, tinha necessiefede de crear um alimento para
a aclividade desles reTugiados em grande .parle mili-
lares, e do approveitar-sc driles no seu servizo.
A croaran da legiflo estrangeira corresponda a es-
le duplico pensamenlu. O commando desle campo
nao i o lia ser lotalincntc confiado a odiciaes Trancc-
zc-s, com raras eicepzcs.clles compozeram o estado-
maior dcsla legiao, na qual M. do Sle Arnaud cn-
lrou no mez de novemhro de 1836.
A legiao cslrangeira servia em frica, elle Toi Ta-
zer parle do exercito de operacnes. Capitao na le-
giao cslrangeira Toi ellecilado na ordem do exercito
pelo seu comporta menlo nos combates de Djidjelli e
de Bougje, em consequencia da oceupaeflo de Tcniah
elle Toi citado segunda ver. Nomcado em 1840 che-
fe de balalbao no regiment 18 de inTanlaria de l-
uli i, passou no seu posto para os Couaves a !> ele
marzo de 1841, alguns dias depois, a 30 de abril, se-
guindo a Trente de seu balalbao elle executnu um
ataque a ddmela em urna batalha pelejiida junto de
Medeah em presenza do general Augcaud; fez par-
te da e\pi'dic.lo encarroada do segundo abasteci-
mcnlo de Medeah e de Milianah. No mesmo anuo
lomou parle activa na e\pedicao do Tgdempl, no
cmbale do bosque das Oliveiras, na lomada de Tha-
sa c no desbarato dos membros desta Irib rebelada.
Promovido ao posto do (enente-coronel a 26 de mar-
zo de 1812, elle se lornou notavel ah no combale de
Delly ; emfim, foi reveslido com o commando da
siibdivisao (j'Orlcansville, e nomeado coronel a 29
de onlubro de 184*. O general Rugeoud era enlao
governador da Algeria. Abdel-Kader acabava de
separar-se por um momento da secna, antes fatigado
do que vencido pelas armas franceza, e lnha-se
confianza em um cerro periodo de repouso e tran-
quillidadc, quando de repente as tribus se agitaran),
e fermentaran), voz de um novo prophela El-Bon-
Maz,o coronel de Ste. Arnaud recebeu enlao o com-
mando de urna columna destinada a reprimir a iu-
suweiro, execulou a sua mis-ao com urna energa c
perse\eranza pouco condecidas; he a esta poca que
se prende o episodio das gruas de El-Kantaza.
Pelos fin de 1841 El-Bon-Maz, esse joven hroe
de 15 anuo, luatenlava sempre a campanha depois
de diversas fortunas, balido, mas (ornando a levan-
lar-sc depois de cada desbarato, encontrando no fa-
natismo obstinado des rabes os meio de sustentar
a lula, tinha resistido durante 2 anno,e contrastado
por um momento a propria influencia de Abd-el-
K 11, r ; entretanto, quando o proprioEmircnca-
va a desesperar do futuro, este novo cheTe dos Ara-
bes nao podia cuidar em prolongar por muito lempo
a lula, e n'uma noile vcio entregar-se ao Caid d'Or-
leansville dizendo-ldc : eis-aqui os meus brazos, al-
gemados, e conduza-me ao coronel, renuncio para
sempre a guerra, Aliad Tallou. Conduzidoao campo
do coronel Sle. Arnaud, dirigio-se a elle bradando
com urna dignidade triste e fume : tu es o Trancez
contra o qual eu tcnho mais combatido, he a li que
eu mo qucroncnlregar. O coronel de Sle. Arnaud
receben a cruz de commendador da legiao de
honra em recompensa de desbarato do joven pro-
phela : Tora uomeado cavalleiro da mesma ordem
a 11 de oulubro de 183., oflicial 6 annos depois a 17
de agosto de 1841, commendador a 25 de Janeiro de
1816. No anno seguintc ello commandou um regi-
ment na expedirn que o duque d'Aomale dirigi
em pessoa ao cenlro das regios, que formam o Ouau-
serim. Aqu se termina a primeira phase da car-
reira militar do marechal de Sle. Arnaud.
Em 1819 a Franca pensava que a conquista ter-
minada, a oceuparao se tomara pacifica, quo de-
pois da obra do soldado chegaria a vez da do colo-
no, que depois do primeiro prisionciro da civilisa-
cao que traje as estradas da planicie e da monlanha,
que conslrueas pontes, que na snas marchas longin-
quas s chammas das suas fogueiras nocturnas con-
sume os espinhos e as cardos que cobrem o campo
estril, podia vir aquelle lanzar os seus primeiros
graos de trigo sobre o sulco que tracou, qae levanta
a sua habitacao.lecto que se lomar urna choupana,
rhoupana que se tornar urna casa, casa que ser
urna villa, para ser cidade. A hora da oceupazao
pacifica anda nao tinha soado, os montanhezes da
pequea Kabvlie se insurgiram as palavras de El-
Bonghala. M.de Sle. Arnaud, nomeado general de
brigaela, foi nomeado enmmandante em chefe da cx-
pedic.jn, se poz em marcha a 8 de marzo de 1850,
deu o primeiro combato a 11 junto de Milah, ga-
nhou de 13 para 14 a embocadura de Oned-el-de-
ber, alcanzou a 16 o mar de Dydjelli, incendiou
mai de 50 aldeias, submetleu successivamcnle os
Bcni Amrams, os Achaica, o Onled Booira c os
Ouled ben Achair, dispersou de 26 para 27 os Bcni
Fonghal, urna das Iribus mais fanticas da Al
gera.
Continuando as npcraces no comeen do junho ao
oeste ele Dyjclli, reduzio os Ouled, Nabol, os Ouled
Ali, os Beni Marnii o os lleni, completando rpida-
mente a submissHo do circulo de Bongie ; conti-
nuando a sua obra em outro lado, lomou-se tenhor
dos Beni immcl, dos Beni Ider, do Beni Mamer,
dos Beni Flak.dos Beni llabibi, emfim, de 14 Iri-
bus vencidas om una batalha pelejada a 96 dejunho.
Durante toda a unan e Incllcl, um esforz supremo
da valenlia o da impetuosidade franceza, asiegurou
o Iriumpho definitivo da expedizAo, e era chegadoo
lempo para os soldados do general Sle. Arnaud to-
marcm ua sua guarnirlo um repouso necessario de-
pois de urna serie de opernzes, duranlo as quaos
ollcs tinliaiu, apezar das dlliculdadcs de terreno,
sustentado a campanha por espae;o de 80 dias, per-
correndo 610 kilmetros, vencido os Hbiles cm 26
reconlros dilTcrculcs. A columna separou-se, 3 ba-
lallies se dirigirn! a l'dilippcvillc, 7 Toram para o
O marechal Tez ao seu paiz o sacrificio de sua vi-
lla, rnnsiimou-o al o fin com una valenlia anliga ;
no din da batalha de Alma, quando as tropas csta-
varn disposlas, odorante mais de 12 horas, nao quiz
di scanrar um s iiislaule, pesreorrou |>or varas ve-
zes luda a linda que linda quasi 2 leguas de cxleu-
slo, nao cessando nunca de dar as suas orden, e oc-
cullando a lodos cusa de incrvei esforcos a sua
lula contra enfermidade, apenas quando a dor se
(ornavj demasiado viva, quando os seus cslorjos
Ciau-tos eslavam prestes a Irahi-lo, elle era susleu-
lado a e.iv i lio por dousravallciros; alea ultima ei-
Ircmidade, exerecu as suas funcees, indamlo ape-
nas por um prodigio de vnnlade, mai as Torzas hu-
manas lem um limite, elle o tinha atlingido, e Toi
odn-.ido a resignara mi-.o Inleiranienle ele ded-
cai;.u que elle se impozera, aceitando o glorioso pri-
vilegio de eommandar em chefe o exercilo do Orien-
te. Quando rhcgou o momento supremo, elle en-
cara com a serenidad!' de urna alma religiosa e mui
experimentada o termo dessa lula quasi sobrehuma-
na. O seu exemplo he desse que inspiram os imi-
tadores, e o exercilo que o chora saber marchar
com um novo ardor victoria guiado pelos generaes
em quera elle lem confianza, c cujas altas facilidades
igualam a brilhanle eoragem.
As exequias do marechal foram feifas a cusa do
eslado a 16 de oulubro de I85S, c o seu corpo deseen
a calacumba dos Invallidos ao pe dos ens irmaos
d'armas.
Comnxercio. Industria allema.
A siluac.io industrial dos paizes comprehendidos
na ass.iciar.in das atTnndcgas allemas, conhecida sob
o nome de Zollvcrcin, e a da Austria ligada j a esla
associarao por um couvcuio em data de 19 de Teve-
rciro de 1853, he um fasto considcravcl, e que des-
perla inconlestavelrnenle a allenran da industria c
do commercio da Europa : esla -ilu i can pode encon-
trar al cerlo ponto a sua expressao na expesirau
aberta em Munich a 15 dejulho o encerrada 15 de
oulubro ile 1851.
Sao os trillados de 1833 que principalmente orga-
nizaran) o Zollverein, e o grande movimenln indus-
trial da Allemanha data desla poca. Ho forra re-
ronhecer que este muviinento foi sempre crescendo
de.- le aquelle momento, j se manifestara em varias
exposiees, masas mais importantes, aquellas a que
perlence um carcter verdadeiro de cenlralisarao,
da sido a exporrlo de Mayeuce em 18S2, e a de
Berlim em 1841, que leve o carcter de um aconte-
cmenlo europeu.
Urna cousa caraclerisa a de Munich, he que a Aus-
tria nclla oceupa o segundo lugar, e se avanlajou
muito 6obre a Prussia. A Austria que acaba de
lomar por seu comporlaincnto plstico tan claro e
lao enrgico, 13o grande preponderancia no mundo
guc inanico, se achara habilitada para representar o
papel industrial e commercial a que ella aspira no
seio da assuciae.\o allemaa, se as previsOes relativas
a sua entrada definitiva nesla a-!ociar,lo da qual o
tratados acluaes ainda a separan) por mais de 10 an-
nos, se devem realisar. Ella lem nma industria que
desenvolvida sob o abrigo do rgimen quasi prohibi-
tivo anda he susceplivcl de novo progresso.
Quanto a Prussia, ella lem muito sollrido sobre a
re.ic.o eonimereial e martima, por causa desla in-
fluencia russa, da qual esla livnr-se : dominada
pela mariuli.ilniililar do czar.pelo eslabelecimenlo for
midavel da ilhaele Alan.I, o Bltico nao era na rea-
lidaile mais do que um lago moscovita, no qual as
costas prussiana- si eram destinadas a representar,
quer no presente quer no futuro, um papel secun-
dario e subordinado. Considerados do lado do meio
da pelo grao ducado de Varsovia a maior parto dos
portos Merael, h'e-eoogsberg, Danlzig, Eslellin, Slras-
suud poderiam em alguns das de marcha ser sitia-
dos pelas forcas importantes, do exercito rasso, c des-
la forma o commercio prussiano desenvolvido com
lautas dilliculdade-, com tantos esforcos e com tan-
la perseveranca se adiara na mais critica po-icln,
A deslruirao das Torlalezas de Aland Toi para a li-
berdade do Bltico um primeiro resultado cujo al-
cance Frederico Guiihermc deve apreciar, he urna
garanta adquirida para o Tuturo, urna garanta que
o reslabelecimcnlo do equilibrio europeu enllocara
sob a vigilancia collecliva do continente coramer-
cianlc c civilisado. A Prussia lem errado em con-
servar-so sob a preponderancia do czar, pois que os
seus interesses commerciacs sao evidentemente con-
Tormes as eslalislicas do ocslc e do mcio dia, e de
maneira alguma confirmo, com as do lado da Rus-
sia, onde ella s cncontra um rgimen de aiTandagas
repulsivo, elementos de troca extremamente limita-
dos c urna restringida procura de consumo. Com
efleilo i Russia quasi que consume em quaulidade
assaz importante, objectos de lino que ella linva
principalmente ate aqui da Franza e da Inglaterra,
para o uso da sua aristocracia ; o seu povo composlo
do servos nao tem as necessidades do mundo civilisa-
do, s consume productos naluracs, e por consequen-
cia liada lema exigir da industria. Por tanto he Tobo-
so que a l'rus-ia se approximc do Occidente.
O mercado allomen representado pela Mtullijlu
do Zcllvcren cunta ir uta militos de consumidores.
Pela sua parle a Austria oflerece um algarismo an-
da mais elevado, pois que as diversas invcsligazes
calculara a sua populazao lotal cm mais de 40 mi-
Hies de subditos : 70 mildes jnlluem por tanto no
complexo do mercado da Allemanha de que depen-
den), c ha para o Tuturo nina grande potencia pro-
ductora, um grande centro de consumo ; e este de-
scuvolvmenlo da potencia industrial da Europa cen-
tral nao pode causar sombra aos estados viiinhos,
por que os povos ricos c productores sao tambem
aquellos .po rliiiiiam o maior movimento de trocas
inlernacionaes e que ministrara os'mais cousidera-
veis elementos de Irabalho, as mais vastas sabida.
Y mu lempo mu prximo, a Allemanha, inclusive
a Austria, lera altingido a somma do progresso
que ella aspira, sentir necessidade de augmentar
as suas trocas com o Occidente, a sua legislajao de
alTandega te modificar neslo sentido, e o seu mer-
cado em vez de ser um mercado quasi firme,
obrando primeiro que ludo sobre si proprio,
loriKir-se-ha um vasto cculro para o commer-
cio rio mundo, para o particular da Franza,
que sob o impulso de um inleresso presente e espe-
cial deu o grande exomplo, desmoronando as bar-
reiras de alfandegas que punham obstculos a iin-
pnrlae.lo do gado, de vinho e da alcool eslrangeiros,
realisando assim um laclo de alio alcance econmi-
co c um primeiro passo na estrada nova em que se
lev'in encontrar e conciliar-se os interesses da Eu-
ropa central eo do Occidente. G. M.
INTERIOR.
valle do Oued Quebli, afim ele que l sua passagom
imprimisse um temor salutar s tribus vencidas as
ALAGOAS.
Aos senlwres de engenhos, agricultores de caima
da produca.
Na actualidade muilo lem oceupa.lo a allenc.lo da
primeira- capacidades do uosso paiz a crise anicaca-
dora da nossa agricultura cuja deficiencia infelizmen-
te j principia apparecer.
Vias de i-ninuninicaca, e c dunisacao estrangeira
sao boje invocadas como anldotos, para neulralisar
oseffeilos de camas anteriores, a que a impreviden-
cia dos nossos anlepassados eleu nascimenlo, quando
uoslegaram a escravatura ; e para reanimar o nosso
primeiro, e quasi nico manancial de riquezas.
Tambem muito bem lerabrada foi pelo Ilustrado
Dr. Sa e Albuquerque, dcpulado pela provincia de
Pernambuco, em seu julicioso discurso a providen-
cia ela creaeao de alguinas aula de scicncias natu-
raes, onde a nossa mocidade dedicada vida agrco-
la liebcssc conliecimenlos profissionaes. Cerlamenle
essa rreacao darla um valioso impulso i nossa agri-
cultura.
Nao he, porm, smento devida aos nossos erros
passados, e ausencia completa dos meios boje lem-
brado a nossa ruina eminente. Eiistem todava ou-
tras causas igualmente poderosas, contra cujos eflei-
los de balde luanlo os meios adoptados pelos nos-
sos legisladores, e polos poderes do Eslado.
Para mclhormenle me fazer romprehender descri-
miuarei essas causas : urnas sao do dominio do nos
agricultores, porque em nos existe a possibilidade
de remove-las, ouao menos tic atenuar os seus eflei-
lo ; e outras sao do dominio das le vigculcs, as
quaes nos cumprc religiosamente obedecer.
Sao do nosso dominio :
1. O arrojo, ou temeridade, com que se empre-
heude um eslabelecimenlo de cultura de canna sem
capilaos disponiveis. Nao so diga que o crdito pode
substitui-los, porque este te acha boje cxposlo aos
golpes dos juros convencionaes, os quaes, entrando
as despezas da prnilucran,matara a industria cm seu
nascimenlo.
2. A m cscolha do terreno tanto pela sua po-
sicao de deficil transporto, como pela sua cslcril-
dade.
3. A rutina herdada dos nossos pais uo mo Jo do
planto, e cultura da caima. O cosliime do ciscar, e
limpar o terreno de lodosa malcra vegelaes, que
sobre elle se acham em pulreTarAo, he um erro ina-
uiTcsto porque essas materias saoessenciacs ao bom
dcscnvolvimciito da lavoura. A respeilo envo os
mcus collogas agricultores para o importante rcla-
torio do Dr. loao Moulciro Carson, c para o discur-
so proferido na cmara dos Srs. depulados pelo cru-
dito Dr. cm mederina Paula Candido.
Tambem concorre para lomar os nossos terrenos
decanna'improdurlivos'a propagazAolcspaiiliisa;elo ca-
pim de planta, que absorvendo os suecos nutrientes
novido generaj de divisao depois dcsla expedir.,
Toi chamado Franza para lomar posse do comman-
do da segunda divisao do exercito de Paris, a 26 de
oulubro de 1851 Toi nomeado ministro da guerra, e
a 2 de dezembro de 1852 mnrechal de Franza.
Quando as armas Toram obrigadas a resolver o
grande conflicto oriental, elle foi cnearregado do
commaudo em chefe do exercilo Trancez, saudou os
seus soldados a 20 de abril de 1851 em urna ordem
do dia dalada de .Mai-ellia, c se embarcou no diasc-
guinte para ir a Conslantinopla, no Berthollet, o
mesmo navio que acaba de cunduzir ao mesmo por-
to de embarque, a 11 de oulubro,ns seu restos mor-
taes, destinados s catacumbas dos Invallidos, e so-
bre os quaes Iros grandes nacOes vieram inclinar as
suas bandeiras reconhecidas.
colonias agrcolas. O general de Sle. Arnaud, pro-' a ,crra' a ''ivouraelclinlia, c nao |iode vigorar. He
porlanlo de rigorosa necessidade acabar com esse
flagello.
4. A imperfoic;o dos nosso processo do assucar
A esle respeilo nao cstou habilitado para cmillir o
meu voto, visto que me fallecen) conliecimenlos
professionacs. Sempre aconsclharei o uso da po-
lassa, como csscncial ingrediente para limpeza das
caldeiras: maior perTezo possivel no asscnlamen-
(o dos vazos para que as caldeiras esborrem a von-
tade doi musties : e que os vazoi do cozimenlo Ta-
Zam a vaporazao regular, e nflo precipitada pelo
subido grao de calor, que queima o cristal antes de
completar a vaporario.
5.a A Talla de /ello, e Iralamenlo nos beus semo-
ventes, quo constiiucm a parle mai imporlan(edos
fundos productivos.
6. Finalmente, ai nossas despezas de consumo
improductivo, uao nos limitando a sali-ara,. das
noisa priiueiras necessidades. a Quem compra o su-
perfino acaba por vender o necessario. n Diz J. B.
Say. Suhmello esta minha asiendo a vossa renun-
cia, eao cumprimento dos voseos desejos, porque
longe de mim a idea de oflender ao melindre dos
seus collegas.
Sflo do dominio das leis vigentes :
i. O subido preeodos jornacs pelo gervico de mo
d'obra, c dos animaos consumveis em nossas fa-
brica!. Esta cansa he devida ao cnmprimcnlo de
leissociaes, que regulan) o equilibrio cm nossas
permutas, c IransaeCcs ; c por islo nao ha possibi-
lidade de removc-la.
2. O odioso imposto proleccional de 30 por cenlo
as carnes seccas estrangeiras, para proteger o char-
que da provincia de S. Pedro do Sal, que se ali-
menta, e vigora a cusa dosangue do suas irmaas do
Norle, que definham, e morrer. Nao he possivel,
que com carne de cinco, e seis mil res por arroba,
genero que alm de ser de primeira necessidade he
materia prima para nossas fabricas, possamos pro-
duzir assucar para fazer concorrencia |com osassu-
cares eslrangeiros.
O charque da provincia de S. Pedro do Sul he
industria suslenlada pelo monopolio aulorisado pe
governo ; induslria, cuja materia prima nem ao me-
nos he de producn sua.
O imposto de 30 % equivale e urna prohibicao,
que smenle nos acarrla males, c prejuizos. O
fisco nada lucra, porque as carnes estrangeiras,
nao podendo fazer concurrencia com as de S. Pedro
do Sul, fogem do nosso mercado ; a sociedade nada
ganha, porque os capilaes, que afluem para aquella
provincia, desaparecen) das provincias do Norte:
e ella mesma, nao se dando a outro genero de in-
dustria, est constantemente ameacada de sua crise,
se por ventura o governo Ido retirar o seu apoio,
ou se os consumidores do seu producto arruinados
pelas despezas de produrao, abandonarcm suas in-
dustria.
Imposto?, como meios de prolecz.lo de induslria,
nao podem proteger senao a cu-la de oulra in-
dustria, e a custa das rendas dos consumidores.
3." Os direilo de exportadlo do nosso assucar,
cujo onus o nosso corpo legislativo lamenta, mas nao
se resolve a abol-lo.
4. Os dous dizimos provinciaes, qae o assucar de
Alagoas paga no mercado de Pernambuco em virtu-
de do aviso de 20 de dezembro de 1847.
- 5.a O dizimo provincial da lavoura, e do gado
vacenm e cavallar produzido, e consumidos no nos-
sos engenhos.
6. O regulamcnlo do consulado geral de Per-
nambuco, que autorsa a tomadia por contrabando
do volumes de assucar para alli importados quan-
do por erro do enlendimento dos despachantes as
guias nao confercm como o volumes ; se esto cres-
cem, o excelso he para o apprehensor ; se lia Talla, o
barcaceiro he multado em quantias onerosas, que
recahem sobre o agricultor.
7.a A laxa provincial de 10 rs. por sacca de assu-
car paga nos deposito particulares dos nossos ros
e cosa; e qne he segunda vez paga quando expor-
tada dos trapiches alTandegado.
8." O imposlos provinciaes de provincia a pro
rinda, os quaes alem de pezarem 6obre a nossa
agricultura centralUam os recursos de cada urna, e
aTrouxam o nexo da uniao.
9." Os direilos de capalasia, dficuldades, depen-
dencias, exlorvos, monopolios, e perda de lempo
creados pelos rcgulamenlos dos consulados, da al-
fandegas, das capitana do porlos para regular o
nosso commercio interno de provincia para provin-
cia, o quaes pezam sobre a industria agrcola.
10. Finalmente o exercito de consumidores im-
produtivos. Fallo dos funceeomrios alm das neces-
sidade publicas. Cancro dos eslados, e das in-
dustria.
Aqui pondo termo s minha expresles mal con-
cebidas, coni ludido que, em quanto se nao diminui-
rem as despezas do producn da nossa agricultura
de canna, ella marchar para sua decadencia. En-
genho Caslanha Grande 17 de setembro de 1854.
Manoel Catalcanti ttMugucrque. (O Tempo.)
Harra do io-Negro 7 de oulubro de 1854.
Por ler-sc adiado oceupada a nossa ofiiciua com
a impressao de diversas peras olficiaes, que nao ad-
mittiam demora, deixamos de publicar esta folha
desde o dia 10 de agosto prximo passado. Espe-
ramos pois que os nossos assignaoles releven) por
sua bondade a involuntaria falla, pastamos a dar-
lhes noticia do successos occorridos nesse inlervallo,
que nos pareccm mais inleressantes.
A asscmbla legislativa provincial encerrou a 3
do correle a sua sessflo ordinaria, qne foi proroga-
da por tres dias para concluir-sc a discussao c redar-
cao da lei do orcameuto das cmaras rounicipaes.
Alm dos senderes depulados, cojo nomes men-
cionrnoslo n. 99 da Estrella, tomaran) assento e
funeconaram como supplente os Sr. Vicente Alvar
da Silva, vigario Joo Antonio da Silva, Dr. Gusta-
vo Adolpho Ramos Ferreira, Joao do Reg Danlas ,
Jos Antonio de Andrada Barra.
O resultado dos irabalho legislativos consla dos
seguinles projeitos, enviados sancro da presi-
dencia :
1 Creando na villa ri'Ega urna eadeira de primei-
ras letlras para o sexo feminino.
2 Regulando os vencimenlo do empregado pro-
vinciaes, que sen irru no impedimenlo de olro,
oa exercerem interinamente empregos vago.
3* Creando na capital da provincia ama eadeira
de plulosophia racional e moral, que dever ser es-
(abelecida no seminario episcopal.
4 Regulando os vencimenlo dos empregado
provinciaes, que obliverem licenca por molestia, ou
por qualquer ouiro motivo.
5 Augmentando com 2009000 r., oa vencimen-
lo do professor poblico de primeira letlras da ca-
pital.
6 Impondo ao actual professor publico de pri-
meira letlras de Villa Bella da Imperalriz a obrl-
l'.icao da cusinar msica vocal, e conccdendo-lhe por
esse accrescimo de Irabalho a gratificaran meusal de
309000.
7 ('.once leudo ao professor publico de msica vo-
cal e instrumental, alm do ordenado annnal de
400SOOOrs., agralifiearaodel6000rs.pormezem-
quanlo a sua escola for frcquenlada por mais de seis
discpulos.
8 Determinando que a cmara municipal da ca-
pital contrate om medico de partido para curar os po-
bres e os presos.
9" Elevando a 12 o numero dos estudantes qae
devem ser sustentados no seminario episcopal ex-
pensas da provincia, e determinando que sejam csco-
ldidns de lodoso municipios.
10. Aulorisando o presidente da provincia para
reorgauisar o corpo de trabalhadores.
11. Determinando que a matriz da fregaezia de
Al vellos seja transferida para o logar que o pre-
sidente da provincia designar junto a foz do Lago
Coary.
12. Marcando os vencimentos que bao de perce-
ber os membros da asscmbla legislativa provincial
na terecira legislatura.
13." Aulorisando o presidente da provincia pa-
ra nrgatiisar na capital unta compauhia de pesca-
dores.
14." Orcamcnlo da receila e despeza provin-
cial.
15. Dilo da receila e despeza municipal.
No decurso da sessao moslrou-so a assembla
constantemente animada do nobre desojo de pres-
tar ao governo lodo o apoio necesjario para levar
a efleilo as providencias reclamadas pelas necessida-
de publicas ; e da harmona c confianza que exis-
ten) entre ella c o aclual administrador da provin-
cia vemos nao equivocas provas lano na adoprflo
de minias das medidas por S. Exc. indicada dos
seus relatnos, como as pera ofliciaes, que aqui
Iranscrevcmos.
Illm. c Exra. Sr. A asscmbla legislativa do
Amozauas, apreciando a relevancia dos servicos
por S. Exc. prestados i esla provincia, resolveu
unnimemente enviar-nos emilepulazao presenza de
V. Exc. para dar-lhe, anle de concluir os tra-
balhos da ses3o aclual, nm publico e solemne les-
temunho da sua -ati-far.io e agradecimenlo.
A acertada dircccjlo dos negocios pblicos, o per-
feilo socego de que a provincia lem gozado sob a
imparcial e benfica udminislracao de V. Exc., a
constancia e boa vontade com qae V. Exc. no
mcio dos obstculos que anda o rodcam, se esme-
ra em esludar e applicar as medidas mais adequadas
as circunstancias de una regiao lao vasta c abun-
dante de recursos naluracs quanlo despovoada e
incala, ato sobejos motivos de regosijo para os
povos cm geral, e especialmente para aquelle, a
qiicm cabe a honra de represenla-los; c a assem-
bla legislativa provincial nulre a liiongeira con-
vierto de que eipi iuiindo por esla maneira o con-
ceilo que forma dos acto c inlinc,8e de V. Exc,
merecer consciencioso applauto dos seus comli-
(uintcs.
Encontrando no carcter e nos honrosos prece-
dentes da earreira poltica de V. Exc. solidas ga-
rantas do seu fuluro procedlmento, nao hesita
asaemblca cm afiancar-lhe a conllonarao do mai
franco e decidido apoio, assim como reilcra a V.
Exc. os protestos da sua particular consideraran
eslima. Assignados. Dr. Antonio Jos Mo-
reir, Gabriel Antonio Ribeiro Gnimaraes, Padre
Romualdo Gonralces d'Azecedo, Francisco Anto-
nio Monteiro Tapajs, Gustavo Adolpho Ramos
Ferreira.
Resposla do F.xm. presidente.
Sr. depulados. Recebo com o maior reeonheci-
mento as generosas expressfies, que acabaes do diri-
gir-me como orgios da asscmbla legislativa pro-
vincial.
Sou o primeiro a confessar, Srs., quanlo he di-
minuto o valor de meus servicos, comparados com
o que anda reclama o eslado da provincia ; mas
para suavisar o desgusto, que Uto me causa, basla
a certeza, de que os seus digno representantes Ta-
zem-me a jusliza de crr quo muito rpido seria
o desenvolvimcnto da sua prosperidade, se dependes-
le si,mente dos meus desejos.
As repelidas demomtrazoes de estima e confi-
anza com que me lem honrado a asscmbla, serao
sempre por mim consideradas como urna grande
recompensa dos meu esforz para cumprir fiel-
menle os deveres do cargo em que S. M. o Im-
perador clignou-se collocar-me, e muilo cerla po-
de ella estar de que em loda a circumslancia
procurarei corresponder ao seo conceito, conlr-
buindo pelos meios que couberem na minha li-
mitadas Torzas para que a sorte do habitante da
provincia do Amazonas seja lo Teliz quanlo sao
grandiosos os recursos naturaes com que a dotou a
Divina Providencia. Assignado. lien-ulano Fer-
reira Penna. Estrella do Amazonas.)
CORRESPONDENCIAS sO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Para' 1 de novembro.
Estou quasi a nao continuar com as minhas cor-
respondencias Sim, porque coramunico-lhe em se-
gredo o que va por aqu de divertido para dar-lha
esse prazcrziuho, o Sr. estampa-mena sua gazeta,
que corre seca e meca, o que sahio do bico de urna
das pennas, que escreviam o deTunclo Analista. Ora
sabe o menos que custou essa divtilgaco do meu se-
gredo f Foi lomar o piao na unha o mocinho do
Observador, enfezar-se, e pr-me de immoral e sem
carcter, porque live o arrojo de dizer que o Dr.
I.cirio tica va cavallo no Carvalho Penna I
Ainda se o senhor imprmisse essas respiracoes de
parcialidade e maledicencia smenle nosjornaes
que seguem dahi para o sul, bem; se ficaria salien-
do l por essas Arabias Tura, que aqui no Paraba
ira Peuoa, metldo orador, que tem o grande ta-
lento de fallar quatro estiradas horas e nada dizer
porm para ca, que aproi'incfa do Para em peso eo-
n he ce cada um dos seus patricios (os patricios da
provincia '!...) que estam na vida publica, c todos
faz a devida justra, era desaecessaro repetir a
grande consideracao eestima que a opiniao publica
preste ao indeprimivel Sr. Penna 1
Enlo ? Pode fallar, sem dizer despropsitos, qua-
tro horas o Dr. I,rilan, e o nao podia do mesmo mo-
do o Sr. Penna ? Que difierenza vai de um ouiro?
Se o Dr. I.eilao assenlava-9e na primeira eadeira da
esquerdaj; o Sr. Penna asscnlava-se na primeira ea-
deira da direila. Se era o Dr. Leitao um dos pri-
meiros oradores da esquerda, o Sr, Penna era o pri-
meiro da direita, porque em Ierra de ceg o lorto
he rei. Se o Dr. I.eitan he insinuante e captiva a
atleiir.iodos ouviuics, tambera todos que tem falla-
do na presenza el sobrinho a tal respeilo tem elo-
giado o bem deduzido e eloquente discurso do lio.
Se o Dr. I.eilao lem um pergaminho e passa por ta-
lentoso c entendido cm jurisprudencia,tambem no
discurso de meu lio se faz notar o profundo conhe-
cimento, que lem este senhor de toda a nossa legisla-
c3o. Tanlo o sobrinho como os elogiadores eslao
muitissimo habituados para sondar as profuudczas
desse pozo de sciencia jurdica, que seesgola e secea,
disperdizando-se com os bois de Maraj. Alm des-
las igualdades, tem superioridades o Sr. Penna. O
Sr. Penna lom urna bella voz gultural, e de slalos,
que remeda perTeilamenle os latidos caninos : decla-
ffif 1H Mmirn I ri ffi -' i reaa laaiaaam
hombros com ligeireta mgica ...porlanlo nao poda
dizer senao perolas, fallando qualro horas, a refu-
tar os argumentos contrario e aguetitar o sea I
E de mai, se no Tre de Maio u disse que a
maioria se compunha de pousadeiroi, nao podia o
Sr. Penna fallar quatro horas!... Ahi temos pois o
feitico tornado contra o feiticeiro, o que acontece
sempre que u nao tem a veracidade por bussola.
U UUservaaor ja uesceu us airstraiJliS com que
nos alordoou no seu prospecto aos dialoguinhos do
peridicos de aldi. As generalidades se podem
muilo bem copiar de tastos livros que por ahi au-
llara sobre a dignidade humana etc. ele. ; porm na
particularidades manifcsla-se o hornera E como
anda cheio de si e da sua gazeta 1 Suppoe-se o non
plus dos peridicos. Deixemo-lo subir-se bem alio
no seu grandiloquo padriio de gloria, no seu carro
Iriumphal, para enlao o fazermos descer com estron-
cio e lalvez vergonha. Goslo de ver cahir assim a
vaidade pueril.
Passare |a ouiro assumplo.
Nao p-isso atinar com o motivo da demora da or"
den para a eleizao de um senador por esla provin-
cia. Nao ha vapor pelo qual a nao esperem ; che-
ga, nada O seu correspondente do Ro nao sabara
desse misterio ? O que lhe posso asseverar he que
tanto maior vai sendo a demora tanlo mais crescido
se loma o numero dos candidatos. Neste momento
eonlam-se 13, duzia de frade I O conselheiro Sou-
za Franco, o arcebi-potla Babia, o nosso bispo dio-
cesano o Dr. Angelo, o Tenreiro Aranha, o nosso
chele de polica Dr. Magalhaes, e outros mais em
quem poder nao tem a morle, e nao perdem as espe-
ranca-com duas r.i/es. Na.i sei tambera te ainda
me apresenlarei candidato a essa grossa Talia de pao-
de-l ; Talla-me apenas a idade da Id, bagatella.
A altciroao publica tem-se fixado sobre o Tactose-
guinie. Emum dos dias do mez passado aTundou-se
ama escuna no porto com um carregamenlo no va-
lor de vinle conlos de ris.pooco mais ou menos. O
leu dono quexou-sc o capilao do porto atlrbuin-
do osuccesso a abalroar.io do date americano llar-
rietl-Neal, que eslava Tundeado junto da escuna.
Assim quo as parles comparecern), o advogado do
capitao americano deelaroa que prolestava pela in-
competencia do capitao do porto i vista do art. 750
do cod. commercial. Esle porm naosejulgou in-
competente c sentencin condemnando o mesmo
capitao como causador do Jarano. Bccorreu esle
para o consclho na forma do art. 110 do regulamen-
(o das capitanas dos porlos, o o couselhu julgou a
incompetencia pela forma seguinte :
a Aos Tinte e oilo dias do mez de oulubro de 1854,
nesta capitana do porto do Para ele. etc. aberta a
sesso o advogado do reo apresenlou ao consclho
se incompeteute, c que o mesmo requcrimenlo
fosse junto aos auto ; tratando o conselbo da
ce questao decidi uniformemente : Que sendo a
questao do damno de adalroac.lo una questao com-
er inri ai il a vista do art. 752 do cod. do commercio,
ce c art. 11 $ 1 do rcgulamenlo n. 737 de 25 de no-
c xeiiibio de Isa!, simiente os jni/es e Iribunaes
mencionados no cod. commercial, arls. 17 a 20, e
a rcgulamenlo cit. arls. 6 a 9, compele julga-la, vs-
lo como cm neuhuin ouiro artigo do cdigo cit.
a nem do seu rcgulamenlo he reconhecida a juris-
qucstcs commerciacs como he a de daino por
adalruaro. Que se a lei n. 358 de 14 de agoslo
de 1815 e seu rcgulamenlo n. 445 vigorassein lin-
ce da na q'Ksiao sugeita, o regulamenlo n, 737 nao
ce loria ^citado de dcclaiar subsistente a un- lirro
do capil.to do porto como praticou no arl. 740
respeito da uri-dieran dos juizes de paz as causas
a commerciacs, cujo valor nao excedesse a la al-
ra la. Que era se pode entender, que a menean
do regulamenlo da capitana do porto nos arts.
ii 719 e 750 do cod. commercial importa o reconhe-
cimento ela jliria un;.lo da capitana do porto na
questao verlenle ; porque se o cdigo tivesse isso
a cm vista, em vez de dizer no arl. 750Todas as
o causas ele abalruacao serao decididas na menor
dilarao possivel por peritos que julgarao, qual
ce dos navios foi o causador do damno, conformando-
se com a disposires elo rcgulamenlo do porlo, e
Uoscpralica do lugarloria ditoSerao deci-
( didas pelo capillo do porto na forma do regola-
" menlo do porlo etc. etc. Donde aa v que a ra-
ce ferencia ao regulamenlo nlo lemoalro alcance que
u indicar aos periloe (que davem ser nomeado se-
gundo o rcgulamenlo n. 737, arl. 189) que naa
o naa auas deciaoes devem allender, sa a abalroaclo
o levo lagar em consequencia da vIola'Ao do regu-
le lmanlo da porto, como aa v do art. 749 do cod.
a commercial combinado com o arl. 750. Porlanio-
o partes recorran) ao jui/o compelen te,etc. etc.
Parece-mc que esta opiniau he mais sustenlavel
que a opiniao contraria ; porm nem por iso a jul-
go muito liquida, pelo qae dcsej.iva ouvir o parecer
dos entendedores.
Se a causa be commercial, qual he o sel) processo?
Ser o ordinario, o especial, o execulivo ou o arbi-
tral? Nao ha que escolher senao entre o primeiro e
o quarlo; mu se he ordinaria como ser decidida por
arbitros e na menor dilarao possivel ? e se he arbi-
tral porque o art. 411, g 2 do regulamenlo n. 737
saltara os arls. 749 e 750 do cdigo commercial?
Ainda mais. Como uo citado art. 411 2 nao foi
esquecido o arl. 783, que alias trata de avaria, ain-
da que grossa, e nao o arl. 752 que (rata tambem da
avaria ainda que simples ?
Finalmente comprehendo o cdigo a jurisdiccao
sobre commercio martimo tmenle no alto mar, ou
tambem nos porto?
Desejava ouvir os homens entendidos n'uma ques-
tao de tanta monta e ponderaeo.
Estamos com a grande Testa de Nazarelh, para a
qual correm os til los das oolras provincia.
Esle anno porm nao tem estado como cosluma,
tanlo porque a directora poucos divertimeuto lem
apresentado, como porque felizmente o Sr. conse-
lheiro Kego Uarro acabou com as rento e tantas
roletas que cobriam o largo, e roda das quae
eram roubadas duzias e duzia de pessoas, as mes-
mas que muitas vezes para dar pasto essa iinmora-
lidade roubavam anles seus amos, senhores, paren-
te ou condecidos.
Temos tdo duas eavalhada, ambas bem ruin;
nao s os cavalleiro monlavam geralmente mal, co-
mo os rocinantes eram 1,1o magrinhew, cuitados, que
ainda com a melhor vontade do mundo nada podiam
Tazer !
Temos (ido fogo de artificio, e baldes monslros,
eneommeudados e viudos de Franza. Em um des-
les baldes vi representada a batalha dos Turcos e Rua-
soi no cerco de Silislria Era urna llusao comple-
ta, sem a arlilharia porem que era o melhor.
Tem havido represculazoes thealraes para o povo.
lie un idea vcrdadeiramenle excellente; he nm
meio de trazer o Ihealro al aquelle que nao podem
ir at elle. A ultima represenlacnn era applaudida
por tres ou quatro mil espectadores ; fui pena que
nao prestasse para nada, o quenio impedio as risa-
das, a appiaoso, e porlanlo a distraerse e satisfarao
da populazao.
A Testa de Nazarelh uo Para he o poni de reonio
durante 15 dias de loda. a populazao. Todo pro-
curam essa dislracco s fadigas diarias; todos teu-
lem que dorante alguns dias he necessaria essa fra-
ternidade entre o povo; e lodo apreciara a liberda-
de e igualdade que sobresaliera desse dverlimenlos
em que lodos lomam parle. Quem nao he admitti-
do ver ama eavalhada, ou a um fogo do artificio?
E que animacno e regosijo nao presidem sempre a
estas distrares'.' Todos os divcrlimcntos deviam ser
pblicos, c se o fossera haveria por cerlo muilo
mais moralidudc c civilisazo.
Anles de hontem representou-se pela primera vez
entre nos a Grara dt Dos. Agradoa, nflo porque
fosse bem desempenhada, mas porque a pera he lao
natural, de lana eumeno o sentimentn, que sempre
captiva a allenr.io, deleita o espirito, e faz pulsar o
corazo.
A assemblea volou'este anno 8 conlos de ris para
o Ihealro; nao he pouco, duvido porm qoo seja
possivel transformar o Providencia em alguma cou-
sa loleravel, se bem que apezar da casa pederemos
ler melhor companha esolfrivel'inusca.
Eslavamos hontem com 5 vapores no porto c boje
com 4, quo sao : Paraense (de guerra,1 o Guanabara,
o Marojo e o Monarcha, o primeiro da compauhia
brasileira de paquetes, e o dous ltimos da compa-
nha do Amazonas. Hoje as cinco horas da mandla
sahio para o Amazonas o Rio Negro.
A nossa alTandega rendeu no mez de oulubro,
que don tem se findou 141:1969163 ra.
Al o vapor seguinte.
P. S. Neste instante me d um amigo (ima noti-
cia engrazada c curiosa. Passando, diz elle, pelo
largo dos Quarleis, olho casualmente para um lado
da roa, e vejo dentro de um sumdouro um prelo,
um banco com um caixolim, c assentado n'uma Iri-
peza um sugelo, que pareca ter moldado as exlre
midades das calzas j arregazada, a arranjar um
lypos n'um componidor, ao mesmo tempo que com
urna penna riscava e emendava um manuscripto que
tinha em Trente. Dou conta do phenomeno om
amigo, e este me explica que era alli a (ypographia
do Observador, e que o sugeilu, que l eslava, solus
el unnus, Iranzido de fri, era ao mesmo lempo
compositor, impressor, distribuidor, e revisor dos
autographos da folha maior 11
Mar.iQh.'o 6 Aa miembro
Ha seguramente quasi dou annos e meio, que
dedicando-me ao seu servizo, jamis consent aahir
deste porto una s vapor, sem lhe dirigir noticias
desla provincia. Era isso om dos meus maiores er-
guidos.
Pela vez primeira, dorante aquelle longo espazo
de minha vida epistolar, eahi em Talla por occasiao
da sabida do ultimo vapor, n Imperalriz. Hoje he
essa urna das maiores penas que roe affiigcm.
A poulualidade, se he a gloria dos grande, tambem
o he dos pequeos; como a x enlacie, com ella, deve
ser a divisa de um correspondente.
Resla agoia dizer-lhe, que se cominctli aquella
falla, foi por motivo alheio, inleiramente aiheio,
minha vontade. Urna enchaqueca lerrivel, dessas
que acommellem os velhosde minha idade, prostou-
me, por nada menos, de oilo dias, no meu duro Jei-
to de dores, as quaes excreebaram-se ao contemplar
eu a sabida do vapor, sem lhe escrever,... de se n -
figurar estar vendo o carao dos seus le lores eslupi
a essa altura, a que a inlelligencia da nossa popula-
3o, os bracos que temos a dispor e a forza produ-
iva do nosso terreno, Infallivelmenle nos dao direi-
te de atlingir. Quero fallar em primeiro lugar da
chegada, pelo Imperalriz, da commissao explorado-
ra da eempanhia de minoraran do Tury-Assu', a
qual havendo comprado ao Dr. Candido Mandes par-
la do privilegio exclusivo, que taro sobre as minas
da nossa provincia, cauta com nm capital nflo infe-
rior 500 conlos de ris. A commissao que tem
por especial incumbencia, a expleraejie de todos os
terreno-.iiirifero comprehandido entre osriosTo-
ry-Aaau' e Guropy, coropoe-se dai seguinles pes-
soaa :
Josa Rufino Rodriguea de Vaseoncelo>;_ diefe
da commissao, -
Jlo Henrique Cramea primeiro mineiro.
Auguilo Schramm engenhelro. agrimensor e
mineralgica.
Joao Alfonso da Nalividade chefe da expe-
dirao.
Joao Augusto da Silva Maciel e Jos Rufino Ro-
drigues Vasconcellos Jnior coadjutores do
cheTe.
10 trabalhadores, 1 um carptulelro a 4 pedreiro. "
Segundo assevera o Observador, a rompanhia,
que enva essa commissao, posto que ja eslrja for-
mada, espera ainda lodavia para a sua organisazao
definitiva, pelo resultado das exploraees, que sa
v3o fazer. Se este, como ha de esperar, correspon-
der a sua expectativa, a companha reserva nm lerco
da aezoe, cuja commissao fizer, para aerem diatn-
buidas nesla praca.
Aa accSea sarao do valor de 1003 cada bou ; aa
respectivas entradas, de 10 \ deste valor ; o inter-
valo de urna a unir chamada, nanea menor de 30
da.
O eslabelecimenlo de nma companha dessas, que
pOe urna boa parte de ua aezes disposie|o dos
nossos capilaes que em face da riqueza da mi-
nas, e dos recursos, que no reino vegetal ahonda
aquella parte da nossa provincia, cortada por tres
canaes naturaes, que v8o ter ao ocano, aprsenla
aole os nosso olho urna perspectiva da immensa
grandeza ; e por esse modo, o Tury-Ass, qae ja
possue a colonia militar do Gurupy, com os esla-
belecimenlo e povoados, que hao de infalivelmen-
te_ trazer comsigo, as obras da minerazlo, allrahindo
nao pequeo numero de industriosos de tuda a aipe-
cie, dentro em pouco, de quasi deserto, que he
hoje, tirar sendo um dos diitriclo mais opulentos
de loda a provincia.
A expedir.io ja parti no dia 21 do prximo pal-
iado maz, para o lugar de seu destino, levando com-
sigo todo os instrumentos, que lhe sao necessa-
rio.
Onlro fado, que em nada deixa em alcance, essa
de que acabo de fallar-lhe, ha a celebrazao do con-
trato entre o governo da provincia, e o Sr. Jos Ru-
fino de Vasconcellos, representante de seu irraao
Polycarpo Francisco de Vasconcellos, para a reali-
saz'o da navegacto por vapor nai aguas do Ilapucu-
ru, do Mearim, a Pindar. e na baca de Alcntara,
dependendo elle agora, nicamente, da concessao
que fizer o governo imperial >o mesmo irapezarln.da
navegazflo cosleira do Maranhlo at ao Cear,a que,
ua forma da resolue.io n. 761 de 22 dejulho de
ISVi. se eleve pen ler igualmente a navagacao flu-
vial do Parnahiba.
O governo provincial concede empreza, alem
da subvenrau de 24:000, e na forma do 7 do art.
22 da lei provincial n. 367, um emprestimo da
25:0000 por dez auno* e sem juros, realisavel em 3
prestaeoes iguaes dentro do prazo de 18 mezes, e
outro de 24:000 para o eslabelecimenlo de urna
Tundizao, recmbolsavel em Ires pagamento iguaes
no espacu de 10 annea, mas dependente da appro-
vacao da assemblea legislativa provincial, quanlo ao
pagamento do emprestimo e prazos nfarcados para a
reslituizao, que pelo arl. 36 da referida le, sao,
o primeiro de 16:000 e o segundos, de 4 a 6
annos.
O Sr. Jos de Vasconcellos, que he o mesmo que
se acha basta da commissao de mineracAo do Ta-
ry-As, faz depender o contrato feilo em nome de
seu iimao. da circumslancia da nlo davor na corte,
o Sr. conselheiro Duarte Serra conseguido a crearn
de urna companha, que para tal fin, ja receben do
governo urna proposta, quando esle vio a tibieza dos
nossos capitalista, em nao qnererem aceitar urna
to vanlajosa empreza.
O contrato feito com o Sr. Vasconcellos aelu-ss
impre-so no Observador o. 361, o qual sobre elle
faz refleoe mui luminosas, das quaes apresenla-
rei as seguidle:
n Assim he que a navegado fluvial por vapor,
para realisar a qual nao se tinha ainda ha pouco po-
dido organisar aqui a companha, ser por fim leva-
da entre nfis a eOeilo, quer em virlude do presen-
te contrato, quer de ouiro, que aquelle conselheiro
lenha enlaholado na corle; a asta navagacao com-
prehender provavelmenle nao s as lindas eatabe-
lecidas pela asscmbla provincial no art. 22 da lei
n. 367, mas tambera a decretadas, pela geral no n.
5 do arl. 1 da lei n. 632, o na resolucao n. 761, ou
os nossos principaei rioi e o liltoril entre o porlo dos-
lacidade c o da cidade da Fortaleza, na provincia
do Cear.
ci Compre no enlanto dizer em abono de nossos
capitalistas que, com quanlo se moslrassem libio a
dui i.lusos, quando a principio se tralou de organi-
sar a compauhia, e-lao hoje mais que diaposlo a lo-
mar parte na empreza, que se acha contratada. Da
Ires ou quatro casas sabemos nos, que s ellas pre-
tendem ficar com o terco das aezoes, que e bouver
de distribuir na proviucia, caso estas nao acham
maior numero de compradores, como he de soppor,
qoeenconlrem. Isto ja he um feliz prasago para
o bom resaltado da empreza, e ao mesmo tempo
urna prova de que o espirito de assoeiacao cornaca a
inlroduzir-ac entre na, e ha de fazer progressos co-
mo toda a opiniao verdadeira.
Corre por aqui geralmente qae a companha coi-
Icira dessa provincia, mandara um emlsiario ao go-
verno geral, na pessoa do Dr. Lopes Nelto, com o
filo dealcancar o privilegio da extenrao da linda,
queja possue alo ao Para, locando na Parnahiba e
nesta provincia. Esia noticia excilou de algum mo-
do o animo arrefecido do nossos capitalistas ; em
todo o caeo porem, ou o beneficio da navegado cos-
leira nos venda de fora, ou da nossa propria for-
cas, he fora de dovda que a ulilidade he de pri-
meira intniriio ; pois que ainda mesmo naqnel-
le primeiro caso, ninguem negar, qae a afluen-
cia maior ou menor de pepolacie, deve convergir
para os poni aonde chegarem o vaporea, do mes-
mo modo que maior incremento deve ler o commer-
cio exterior, e com elle a animacilo da nossa lavou-
ra, pela preateza da troca doa producios por mel da
exportadlo e imporlaclo.
.Nao sao daquelles que denegara essa provincia o
direilo que ella possue quer em virlude de sua
bella poszo geographica, quer era virlude doi gran-
de capilaes qae possue, unidos esse espirito de
assocazao qae a deslingue, de representar noNor-
le urna influencia vcrdadeiramenle commercial. Eaaa
colosso, como lhe chamam, deve existir como no Sul
existe case ouiro colosso, que se chama o Rio. Se o
Norle, vive como dizem, em tal oa qaal desamparo,
o que nos deve admirar, sa Pernambuco procurando
engrandecer-se, engrandeca as outras sua irmaas da-
quelle lado do imperio A uniao faz a forza ; por-
lanlo procuremos viver unios, porque se hoje com
esse auxilio aaiiiroo da porporzes em que nos acha-
mnj; amanhla.em virlude da grande lei do progres-
so, pederemos abandonar o favor que alia era reci-
proco, para vvennos, para assim dizer, indepen-
denles, c representar ao depois em relacilo a outros,
o papel de maior nessa escalla ascendente, qae em
ultima analyae he om facto, moral, que na ordem
phisica tambem se d em virlude da obediencia ce-
ga que prestamos essa grande lei, qae se chama a
nalnreza.
I lei vemos porm, de mal refleiSea, e concillamos
facto pela falta do alimento docoslume ; falla comiese periodo, dizendo : qae ou a navegaeao cosleira
ir ro
mellida por mim, que em exacldao, posso passa
por um modello; que nao deve ler como rival, ouiro
senao o collcga da Parahiba, ainda queem ludo mai
lhe seja de urna infcrioridade palpavel.
Eu bem peder, para nao consentir em ama lacu-
na na remessa das minhas cartas, ler entregado o
Irabalho a um amigo durante aquelle meu incom-
modo; porm nisso havia seus taes ou quaes incon-
venientes. Em primeiro lugar, corra o risco de com-
muuicar um lerceiro, o segredo de minha pessoa,
quo al hoje, iracas a nao sei que milagre, somenle
\ me. o possue. Em segundo lugar, a quem quer
que eu incumbisse essa tarefa, ver-se-hia embara-
zado, porque como sabe, ella snppde certa formula
no encadeamenlo dos Tactos, c a existencia de certas
deas, que Tora preciso havc-las presidido, para po-
der continuar a dar-lhe a primitiva direceflo.
O mea amigo podia elaborar urna excellente cor-
respondencia, em ludo superior as minha; engas-
tar um anel de ouro cm uina corrcnlc de lati; e
lodavia, isso seria um deleito ao lodo, quer em re-
laZflo i formula, quer em rolaran ao pcusamenlo, o
que vale o mesmo que dizer, que o lodo da minha
chronica resenlir-se-dia da falladle homogeneidade
que adeve caraclerisar, quer no laboratorio das mi-
nhas ideas, quer as retortas do pensamenlu dos
seus antigs leitores.
Comquanlo leuda hoje alguns das de mais, aonde
possa investigar fados para dar-lhe urna farladclla ;
todava cm t.io m dsposizao estou, que por mais
que empregue todos os recurso de minha inlelli-
gencia, jamis poderci exprcmer, sequer, do lempo
da minba ultima missva, urna mcia duzia de noti-
cias de algum interesse.
O silencio dos aconlccimenlos, he pelo meno, um
signal de paz e tranquilldadc. Na vid suave dos
lempos .Inuiado-, o que se fazia mais notar, era por
sem din ida essa screnidade, esse doce socego, que
lornavam 13o invejaves os santos dias dos nossos
avoengos.
Que felizc lempos que eram csses!! A ela ho-
ra quanlo os nao devem invejar os devotos do Alco-
rn, que l se acham as crislas, com os devotos do
knot russo!!!!
Moje, porm, que estamos na quadra das agua-
ciles, do movimento, do liberalismo, do vapor c
da elerlriri lade, a calma he urna verdadeira calami-
dacle, um estado normal, que de modo algum se
comporta com o caracterstico do prsenle socolo
a aclividade humana em toda a sua plenilude.
De qualquer parle que seja, lodos querero ver em
ludo, a marca indelcvel dessa sagrada divisa.
Ora, ainda bem, que o nosso MaranhSo ie nao ca-
lmuda frente dessa cruzada do progresso, comlado,
marcha em urna cerla distancia, bastantemente ani-
madora...
Heixemo-, porm, de mais divagaces, que para
o caio pouco imporlam, senao pelo raereciinenlo de
servir de exordio ao pouco que lamosa narrar-llie.
Dous Tartos de alta importancia, acabam de entre
mis ler lagar, os quaes, dentro era pouco mudaran
a Tace da nossa industria e commercio, elevando-us
1
i

1
seja um mimo do Sr. Vaeconeelloa, oa do Bario
ele Matea, oo da companha Peruambucaoa, o que
desejamos ha que ella se aprsente preencheruo a
geral especlativa realisando no futuro, toda esta
idea que enlroe..-_jipei)ai o presente ai concede.
Escuso dizer-lhe a paala activa a palriaflca com
que S. Ex. Irabalha na realsaza'o de todas esse be-
neficios, que qnasi nicamente a elle devem ser al-
Iriboidos.
O orgos dos polticos de cascasd'alho, que rae-
dera a suas declara,n-oc, aa mais daa veze Iradu-
zidas em insultos e diatribe, pelo bruto reclamos
do venlre ; nada podendo dizer sobre esse progresso
real, que vai lendo a nossa sociedadealo se alre-
Ycodo quando nlo a elogiar aquellas medidas, ao
menos a conTessa-laapor um dessas desvo, que
rnenle elle coneebem, laneam-c como outros
Qu i votes, a procuraren nos ares eastetloa de phantas-
lica quexa, para exercerem com desabrido furor o
denle pezonhenlo da maia deaenvolla calumnia L
Felizmente para na, todos esse pais da patria so\
assaz conhecidos Com a careca crestada ao sol da
vindicta publica, elles nao cncoulrarao j mais no
bazar da esperlezas e engaos, um comestico se
quei, que Ihes possa fazer crescer um s cabello ca-
paz de eneohrindo-lhe a diaformidado, illudir ao
maior incauto!
Providente, como ha o governo, acaba de mandar
construir, depois dos necessario exames do peri-
tos, um lazareto na ilha do Meio, fim da quo pa-
ra elle sejam transportados todos os imlividuu, que
chegarem de porlos indigitados como sujos pelo cho-
lera. Ha dias, esleve Tundeada ua Pona d'arc,
nma barca ingleza, procedente de Liverpool, aonde
se diz, que actualmente grassa aquella lerrivel epi-
demia.
Em Casias, leve lugar no dia 26, a execufAo da
pena de morle na pessoa do iuTcliz Pedro Jos de
Son/,!. Foi a primeira vez, que Caxiaa presencien
um espectculo daquelles. Ella, que por mullo lem-
po Toi o emporio do punhal e do bacamarle O
exemplo, lerrivel em si, produ/.io um grande abalo
ante a populazao daquella cidade ; c par esse moti-
vo, estou qae muilo contribuir para fortalecer essa
seguranza individual de que nos adiamos de posse
desde o principio da aclual adminilrazao. Existera
ainda na prises de Caxiai 10 condeninadoe mor-
le, que s esperara a daciso suprema do poder mo-
derador. .
O Dr. Thom F. de Mideira Castra, eansla-me,
que hontem ja partir a tomar conta da vara do ju-
i/o municipal .'aquella cidade e ten termo. Esse
Dr. dotado como he de tlenlos, com a eaperancia,
que deve ter, eslou, qae continuara a suster aquella
parle importante do nono cenlro, no p em que sa
acha, ron i ribo indo maia qae poder em suas forra,
para neulralisar os nimos irritados d'algun parti-
darios da fraezea poltica, que la existera eaaa al-
gum lino, elle os pode congrasrar com mais au ma-
no facilidade.
O mez prximo paseado aislgnalou-se com a apa-
rizao d'umas febres, de caracler pernicioso, conse-
f
fj
V
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A
1 Al Til A






DIARIO DE PRMMBUCO, QUARTA FEIRA 15 DE NOVEMBRO DE 1854.
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guindo levar sepultura algumas victimas; mas
felizmente a cousa parece, que virou de rumo cora
a entrada do me* actual. Km um dos passados do-
mingo1, i irmandade de N. S. dos Remedios,
expensas de cada um dos seus memhros, mandn
mular um Te Deum, em ac<;So do grecas pelo com-
pleto reslabeleclmenlo de S. Ex. o presidente da
provincia, officiou naquelto acto o Eim. bispo, e foi
(runde a cencorrencia do povo de todas as classcs.
A curia estrellada precedida pela Ave agoreira des-
peilada pur aquella Uo publica manifestarlo de esti-
ma, que consagramos i S. Es. bramio em seu antro
e apelidou-a de bajulacAo!.. Pobre gente!! l>evo a-
gora aqu dizer-lhe que o celebre Jos dos boisinlios
acaba de chegar da corte, inesperadamente: laia
de principe, que viaja incgnito... Nao sci porque
antes, o seu nomo na veio inserido, em jornal al-
gum, na parta da sabida dos vapore, de nenhum
dos porto porque passou. Se eu fora da polica, a-
briria osjuzios, por i-so que ainda etilo bem fres-
cos na memoria, e aindamis oas algibeiras de mul-
to, essa epidemia dos lempos egidios...
Como a apparifo do noaio horoe, foi inesperada,
nao deixou de haver alguem, que desejasse saber o
motivo porque elle, abandonando o doce farnienti
da illia de Paquita, a jnimou grua do amores vi-
c*se socar-se na hedionda cova de Caco da ra da
Estrella!.. Na indagar.* de tal incgnita soobe-se,
que o homem dos eoisinhos, veio arvorado em cor-
rector d'uma demanda, que em revista, tem de ser
decidida na nossa rcljrao.!'.'. Nao e sabe, porm, ao
rerto de quanto sera a eorretagem. Mas, a ser cerlo
o que dizem nao pode haver Cincinnalo que tenlia
ara tlm Uo eminentemente prosaico, ou entao nunca
vi um lim tao proprio a um poltico de lal estofa.
Na historia de todos os cavalleiros andantes ignoro
so eiiste um lyno que possa exceder ao d'aquelle h-
roe!. Vamos adiante, que o lempo nrge.
No da 26 do passado, houve pelas doas horas da
tarde nm incendio ni ra do Passeio, que deeorou
quasi um quarleirao de casas de palha. Houve al-
gara prejuizo, porque a maioria dos habitantes des-
sas casas, acbavam-se ausenta*. As autoridades fo-
ram presentes logo que soou o alarma, e a nao ser
a pericia dellas, maior seria o prejuizo em virtude
das grandes ventanas que por esse lempo sempre
ai.-oitam. Acaba de abrir-se o jury nesta capital, sen-
do logo tncerrado por nao havor processo algum a
julgar-se, Pensei que pouco teria a dizer-lhe, a
agora vejo que bastan! me tenho alongado. Com-
pense esta a falla de que principio lana salisfarao
llie dei.
Ainda mais adianto ira se acaso nao fossem horas
de largarme para o thealro aonde pela 16.J ver sobe
a cena a Graca de Dos. Na quero perde-la, por-
que V'mc. bem sabe quanto nella prima a nossa pri-
meira actriz, deixando de ser Manoela, para ser Ma-
ra, deuaiido de ser mulher, para ser um anjo !
Adeo.
Aleos. Descjo-lha milita saude, 0 as vcuturas que anliga capitana do Espirito Santo, cm quanto aqui
uns allribtiiam a demora a causa* meramente polti-
cas, oulros a inrnmmodos do ministerio ; estes ao
Iianno de bocea do Ihcatro da II iln i, aquellos aos po-
ires africanos daquella provincia, aquellos oulros
pachada, porm engancl-me, porque sd linje be que i guerra do imperio rom o Paraguay ; os mais esper-
desejo para mim.
i
Pcnsei que a mala de Caxlas fosse hontem des-
pulle sabir.Escrevo-lbc pois esta em aditamento
a quo hontem Ihe dirig.-Fallei-lhe da sessoju-
diriaria do Campc-maior, que se abri uo dia IK,
mas passel por ella eomo galo por cima de brazas;
porque nao eslava muilo informado acerca dos di-
versos procesaos que mirar.mi em julgamenlo, e
das roo que fornm julgailos : agora porm posso
fallar om mais minuclosldade.
Scfe foram os processos que, preparados, subi-
porm so foram julgados qualro
PIAUHY.
Thertilahj 1 da atirabro.
Ha de ter-mc Vmc. pilludo cm urna falla ; po-
rm desta vez a satisfaco, porque o promellido lie
devido. incluso achara o relatorio com que o f.xm.
Sr. I)r. Pereira de Carvalhe abri ao !. de julho
passado a assembla legislativa provincial ; au Ih'o
remello para que o Iranscreva em toda a sua inte-
gra no sea bem enneeiluado Diario. Eu ja Ihe disse
man fraeo juizo cerea dessa peca ofllcial, e estou
convencido de que me ha de acompanhar no meu
fraco Ja izo, depoi que o lar : porque esse relatorio
esta escripto com muila lucidez, em agradavel es-
lylo e com muila circumspeccao, occorrendo mais a
cireomslaocla, que nao aero callar, de ler sido elle
quasi improvisado, pois que oi escripto, segundo rae
affirmou pessoa era quem deposito inteira f, em
menos de tres das.
No dia 8 do corrente abrio-se o jury em Man fio,
necea Ierra classiea de todas as immoralidades, que
eostumam apparecer as sessoesjudieiarias do Piau-
hy. Desta vez, porm, nio houve nada de impor-
tante, e da I li me affirmam que as cousas enrreram
bem. Tambem em Campo-Maior sa abri o jury
no dia 19, Houveram importantes julgamontos. O
juiz de direito, Dr. Ignacio Carlos Freir de Carva-
lho, como sempre, deu provas de sua inleire/a e de
seu carcter jusliceiro ; a o honrado promotor, Dr.
Antonio de Souza Martin-, dizem-me que desempe-
nhou pela primeira vez, satisfactoriamente suas im-
portantes obrigacoes.
Dizem-me que o Dr. Freir da Carvalho pedir
ii.i remoran para a Malta-Grande, as Alagdas. Sin-
to que nao se lenha dado bem em Campo-Maior,
ande he Uo bem quisto e (3o apreciado pelas suas
encllenles qualidades : snlo, repilo, poique esse
magistrado he urna das fortes garantas que lem
esta provincia pelo lado da juslica. O que porm me
consola he a certeza de que val ser dignamente subs-
tituido pelo Dr. Joo de Carvulho Feruandes Viei-
re, que em Carias lao boas pravas don do aou es>>
rector enrgico e justieeiro, .i ponto de o governo
imperial nao poder deixar de considerar os scus ser-
vidos, dando >lhe urna comarca, acto este de inteira
jii-tica.
Continuamos em tregoas com o bncamarte. Toda
a provincia goza de tranquillidade. Na Parnahiba
continuara oe enredinhes ; porm, o Machado ainda
all nao foi chegadu. Na ausencia do promotor dessa
comarca, bachartl Benjamn) da Silva Monra, no-
meou o juizde direilo um lal Simplicio Dias, pro-
motor interino, acto que ea nao posso deixar de
reprovar, porque esse individuo na adminislragao do
Sr. Saraiva foi demittide do cargo de promotor por
incapaz, e por... nio sei o que. Ora, o Sr. Salle,
que nao deseja ver por cerlo em risco a causa da jus-
lica, devia considerar ente precedente do Sr. Sim-
plicio, e guiar-se por ella; a depeis nao bavia na
Parnahiba quem melhor do qae esse individuo des-
empenhasse as funedes de promotor na auseucia do
Sr. Dr. Benjamim ? Crcio que sim.
Ja que Iba fallei na Parnahiba lia bom que Ihe
diga alguma coasa acerca do rendimenlo de sua al-
fandega. Com a mudjnca da capital, e depois que
all se eslabaleceu una casa ingle/a, a alfandega
rja Parnahiba tem tido nm grande accresclmo em
suas rendas, que de 1818 n jnnho desle anno est.1o
eslimadas pelo modo seginle:
18*81849 3:55rW3
18491850 12:740807-2
1850-1851 34:4625812
18511852 27:630769
18521853 7:299215
1853-1851 32:439705
11 decresx renlo, que te nota nos rendimenlo de
52,">:!, provean do leram nassa anno naufragado
dous barcos ingieres,facto que a nao terse dado, por
cerlo faria com que as randas desta asno acompa-
nliassem as dos dous anuos anteriora.
Ainda desta vez Ihe fallo da mUltaneia, e sera
ella de ora em Junte roinha mofiua, emquanlo o
E\ra. ministro da guerra nao me dar reto no que
vou alizar.O meio batalhio desta provincia est
rednzido ao mais lamenlavel estado, nunca vi tanta
indisciplina, e soldadesca mais dttmoralisada. as
parla di poliaia t M eneaulrao soldado fulano
fez isso, o soldado sicrans fsi asjalllo i lal individuo
levou ama faral, e lal soldado foi quem a deu :
fulano de (al foi roubado, e o ladran foi o soldado
sicrano, e auira por diante. Agora,pergunlo au, por-
quo se dio esse tactos? Porque o eommandanle
ilo meio balalhao se conserva no Rio Grande
do Sol, porque o'.msjor a mais 6 ofllciaes estao pas-
seando no Rio de Janeirp j porque mais 3 olliciaes
e.-lo no Marauhao c i na* sei onde ; porque o cor-
rm ao tribunal ,
ros.
Jos Vicente de Cerqaeira, aecusado por crime
de furto de gado, foi condemnado a 4 anno de pri-
so com trabalho.
.Manuel Francisco, aocusado por crime de morlo,
foi condemnado i 6 aunes de priso com Irabalho,
e isso porque foram recqnhecidas algumas circums-
Lincias attenuantes.
Cmbelino Jos do Oliveira foi absolvido do crime
de eslellionalo, de que era aecusado ; porm como
havia mais um apndice, isloh.e, urna (entaliva-
slnha de marte, e no |n'ide ser julgado por falla
de jurados, continua purgar na cadeia seus pec-
cadinhos.
Marcos Jos Evangelista, que passa por ser assas-
sino da mulher e da propra lillia, foi absolvido
porm o juiz de direito appellou.
F'rancisco Antonio Soares, requereu adiamcnlo
para a sessao futura, o que demonstra que nao esta
muito bem parada sua causa.
Por suspeicoe, recusantes e impedimentos dos ju-
rados nao po.leram ser julgado Antonio Ribeiro da
Silva e Jos Ribeiro da Silva.
O jury de Campo-maior funecionou com a maior
rcgularidade, e encerrou seus (rabalhos no dia 27.
De ha muito que alguns proprietarios do termo
de S. Jos (comarca de Carias) de combinar com
0 Rev. vigario d'alli, fallam cm mudar a villa de
S. Jos para a margein do Parnahiba, de fronte des-
ta cidade, onde ja ha urna povoacao com cerca de
200 almas. Este projecto crao que ir avante,
porque os primeros impulsos estao dados I O ter-
reno da lilla c-U j designado, limpo e em parte
ballisado. Dos queira que esses bons proprieta-
rios nao e-morceain em lo honroso cmpenlio.
A nossa capital, eom osa pevoa;ao em frente, lor-
nar-se-ha cada vez mais importante. Tenho j ou-
vido di/.or o contrario ; porm eu me rallo, por-
que ha cerlos despropsitos que urna pessoa nlo
deve responder. Esses ncleos de povoacao irSo
apparecendo em grande escala as duas margens
do nosso rio. depois que se realisar a navcgacjlo
vapor; porque se ha da ver emigrar para suas mar-
gens grande parle da popularan do centro, princi-
palmente a populacao agrcola, pela facilidade com
que poder.i fazer transportar e vender suas mer-
cadorias, que boje so transportadas em costas de
animaes com grandes sacrificios e prejoizos.
Estou ancioso da ver um vapor sulcar as aguas
do magesloso Parnahiba ; e crcio, inda urna vez
repilo, que, se os capitalistas de Pcrnambuco re-
nectirem sobre as vanlagens da navegajao, elles me
darao muito breve esse alegrio.
Um bacharel moderno, da ultima fornada, com
fumaras de economista, c com a maior impo'ant
disse-me que nSo era para seus das essa utopista
navegacao, e para corroborar sua sabbalina, em-
panzinou-mc comdoutrinas de Say, Hastial, r.ln'va-
lier, que ello comen de afogadilho na academia,
e que nao leve lempo de digerir. Nao Ihe ajota
responder, para que nao me chamassecurioso
como j foi rliamado cerlo individuo na cmara dos
depulados, que se quiz mellcr rabequista, discu-
1 indo malcras que nao devem saber os profanos. Po-
rm, aqu para nos, ja so vio estullicie maior'.'!
Enlendcm os taes senhores novicos das sciencias
sociaes c jurdica, que por Icrcm robado os bancos
de urna faculdade, esli habilitados para arvorar
cm doulrinas toda a sorle de absurdos que impro-
visam, c quanlos mclhodos aprendern) cm 5 annos
de folgueJos e vadiares acadmicas.
Eu hem conhero e sinle as trevas que tenho
diante dos ollios, son i^noranlissimr-, nao o neg ;
porm isso nao me priva de >er travs nos cilios
alheios, principalmente de cprla genta con) quem
ando sempre prevenido.
Aden-, at oulra vez, que por esla basta.
RIO GRANDE DO NORTE.
BTaul 12 de novembro.
Parece que haviam conxavado entre si os vapores
do Norte e Sul para hoje se reuuirem neste porto,
e por isso quando o sol principiou a eslender seus
raios sobre nos ambos, apparecem nm aps oulro,
demandan! o porto, e pala primeira vez o Guana-
bara nos honrou conj sua entrada ; acabando os re-
cejos do Pimenla, que por cousa alguma se quera
arriscar a por dentro esse gigante : dado pois esse
passo, nao vejo raido para que lamben) nao entre o
Tocantins, ou entro de igual lamanho, e que nos
vejamos llvres do incommodo de cscrever sempre a
galope porque o vapor nao entrn !
Seu Diario de 10 do corrente, vindo por esse ul-
timo vapor trouse-nos a noticia da demissfio do ins-
pector d alfandega, escrivao e escripturario.que tem
dado muito que fazer a muita gente, e que em ver-
dade foi para sentir, principalmente do escrivao,
que he geralmente rccvnhecido por homem honra-
do, pobre c carregado de pezada familia. Quanto
porm ao inspector, ama razo rnente se tem da-
do de sua demisso, e dizcm que he ser cunliado do
inspector da Ihesouraria de fazenda, razan queco
nao a reconhe^o, porque cm vrrdsde he ponco pon-
derosa, porque esc parentesco ha milito que existe,
e nao he possivel que fosse ignorado na corle ; to-
dava tendo a Ihesouraria de conhcccr dos recursos
inlerpostos das decisoea da alfandega, creio que
exista urna tal on qual incompalibilidade. Se po-
rm como eu creio, a razan da demisso daquelles
empregados nao foi essa, e im como se diz, recla-
mares dirigidas contra ellea por falla de compri-
nienlo de seus deveres ; pergunto eu, s os empre-
gados d'alfandega eram os impuras ".' Quanlas rai-
zelas nao lera, segundo se diz aqui, a Ihesouraria V
Vejamos o procedimento do Exm. Sr. ministro da
fazenda para eom essa senhora.
Muito tem dado que fallar aqui-esses das, o ler
o Dr, juiz municipal chamado contas ao vigario
de Extremo/., como encarregadu da fabrica de sua
matriz, ao qae se tero negado o vigario, segando diz,
aconselhado por bons doutores !
Admirado liquei eu de lia ver doutores qae deseo-
nheeaui que o juiz municipal o he de capellas, e
que como lal lam tem duvida alguma, o direito de
indagar e os lien- da fabrica sao ou nao bem appli-
cados, porm nesse mundo, e nesta minha Ierra ludo
e ha de ver Cortamente o que levou o Dr. a assim
proceder, foi o abandone em que es'.a aquella ma-
triz, sendo urna das mclliorc* da provincia pelo seu
po nao Um nem eommandanle,nem qoartel-meslre, I Umanho e coostrucrao, mas que ao penetrar nella,
new ajudante, nena secretario ; porque nm lenle
comraaoda duas companhlas, porque um alferes, que
he agente do balalhao a ao masma lempo do lios-
pilal a eomroanda lamben dua cempanliias ; por-
que, o Eira. 9r. minislro da guerra tem sido bom de
mais, allcndendo antes ao bem eslar do Srs, ofli-
ciaes, do que as necssidailcs do surviso publico, as
nacis idade do Piauhy, Uo falle de forma, e
que lano dalla carece. O Exm. Sr. ministro que
mande qnc se rccolha seu corpo essa nfOcialidade
vadla, qua uo seja tao fcil em conceder passageos
aos olfioaes de uns para oulros carpos, porque Uso
se torna muito gravoso aos cofre, e faz perder aos
corpos a sua disciplina, como soccedp com o nosso
meio hatalliao, que esta reduzido tal decadencia,
queso disselyido e creado da novepodar endi-
reilar. Paco um grande aprero das bellas qualida-
des do Sr. Bellegarde, do seu paracler ; mas conlle-
vo que Uim sido muito bom para es srs. olliciaes do
Piauhy. Deo queira qqe as leves consideracSes,
qae tenho feito.possam infloir no animo de S. Exc,
e approveilo a occasiao para Iciubrar-llio a conve-
niencia de ser couilruideconi apottivei brevidade
um quarlel para a tropa, porque as palhocas que
servem a esse mlslcr podem cora facilidade encen-
diar-se, e adeo minlias encommondas.
Na aai qae aaais Ihe liei de dizerSim I Ha dias
tentn suicidar-se, dando dous golpes no peseoro o
criminoso imporlante, Francisco Pnheiro de Mello,
que fegie da cadeas de Cear, ende aatassiuou
Ira anteados. Creta qae e*eepar<,|f>orqae os golpes
forim am pouco saperNciaes. Prendcq-se om cri-
miuoso Urobein iinparlanle, cujo nume nio Uulis
presente, e scha-sa na cadeia desta cidade.
Por conclusao Ihe devo dizer que nao rae troque
los a tomada de Sebastopol, ns menos a umeoice de
Naper, e finalmente os visionarios ressiirrcir3o de
Saint Aman I. Kiiilim rhcgou o vapor sem novida-
de, c boje conjectura-se, se o general em chefe fran-
ecz morreu cm cmbale, de clicas, do cholera, de
raiva, de saudades ou de indigestan.
O Mcreles diz, que foi de coliras, e o Benlinlio,
quo he sentimentalista sustenta que foi de saudades,
lano que seus reslos mortaes vSo para sua patria.
Eu nao tenho opiniao fita, mas nao posso consentir
que urna material bala russa polesse introduzir-sc
na iniliviiliialiilade de um grande general franecz.
Tambem se conjectura se estar" tomada Sebasto-
pol. Essa questao para mim he importante, e muito
mais porque tendo Napier os neressarios transportes
nao ha de consentir que s os Francezes entrcm no
grosso da pancadaria. Napier, armado de transpor-
tes d alentados pontaps, e cortamente Sebastopol
nao poder,i resistir a um dcllei.
E o que me importan) qnesles taes? He verdade,
por minha desculpa, que muila gente boje entra pela
vida alheia com mais lberdade do que eu pelas
questoes do dominio publico. Embora, devo comer-
me as quesles nricnlaes, antes que seja declarado
russo e algum cruzeiro britnico me encontr por
ah algurss.
Para principiar noticiando, dir-lhe-hei que ehe-
gou ante-hontem o vice-consul inglez,cojo nome ain-
da nao pode tragar, porque comega por umW,
leltra dilficil e spera ; lomou hontem possa ; por-
tanto a casa ebeira a homem. V-o pelo avesso, e
s pude descobrir que he nm gentlmen qae tem pas-
sado alguns Janeiro. Dizem-me quo he um perfeilo
inglez, pois nicamente sabe o seu idioma, e eom o
indeclinavelvearesponde a todas as questoes,
Deixemos S. S., o por occasiao delle iliga-me, nao
acha urna figura bonita, a de um inglez, que lodo or-
gulhoso, de cara rubra, peseoro longo, panlalonas
largas, rollete curto, grvala slrcita, collerinho de
camisa avanlajado e casaca pontaguda, perfilado e
lezo, ostenta a longitude de seu corpo, e saudoso dos
miasmas do carvao de pedra, olha para nos oulros
com desprezo, e lanja da quando em quando rom
esforgo, um roucoyes, que fere nossos ouvidos
como rosnar de galo assanbado? Eu acbo-lhe lal
grara, que sempre assisto ao entremez do ingleg ma-
chinista, quando va ;i seena.
Se ainda he possivel lire do sen Diario essa minha
impertinente pergunla, porque nao quero questoes
por urna mcra,curiosidade.
Apparecaii ha dous dias um pelil enfantde jornal,
urna folbiuha myeroscopica, O Careleiro (bem echa-
do nome) que parece s ler por lim cm proza elogiar
o thealro Apollo, e deprimir aUniao, honrar a
prima dona daquelle c chamar lia Maria a desle ; e
em verso dar conselhos malrimoniaes. Qucr ser en-
granado por um oeulo j mas ainda nao ehegou ao
gro. Prcvavelmenlc l chegar, poi ura earriplor
de jornal que principia por um artigo de fundo de
thealro nao pode deixar de perceber do jocoso.
Dou-lhe esta noticia, porque se o lal menino conti-
nuar em suas caretas a louvar c deprimir por des-
peilo, vejo-me na oecessidade de fazer-llie algumas
correcces.
Quizera aqi dizer duas palavras aos defensores do
protector das cn-turcira-, mas estando esle em pro-
ximidade de vfagcm, e sendo aquellos da ordem dos
que se nao oavem, nada mais direi; senao que quem
quer produzir defezas a mpntar/>es de corta ordem,
dismente oa justifica os fados, c nunca vai bascar
causa de despeito, qual nao axisle, teria oulra reg-
posla se existir, ou nao pode aleancar a quem faz
as impulagoes. E eu a dar lices a quem nunea as
pode comprehender | Perco meu lempo, porque pe-
rolas nao sao para porcos,
Quanto ao tal senhor, sa lver a pachorra de demo-
rar-se e nao quizer ouvir-me, nao faga o que tem fei-
lo. Tome caminho, ande em regra, porque eu pro-
fligo o vicio a retpeilo A virtile, asim como descul-
po os erro-, c perdno a- ollensas. Aos teimoses, po-
rm, arrumo cada vez mais rijo, sem me imporlarcni
os gozos, que sempre amlam onde cheira.
A salubridade publica vai sem maior alteraran ; e
o asseio das ras continua tob a inspeegao do aclivis-
simo e honesto engenheiro AITonso ; assim como es-
lao sendo tomadas oulras medidas hygienicas. Ja sao
eil'eito- ila a imiiii-ii aeo do Exm. Paes Brrelo, que
ante-hontem, segundo me informou o Benlinlio, an-
dou com o engenlieiro examinando o lugar mais
apropriado para o ccmilerio. Elle nao soube dizer-
inc qual o que S. Exc. escolhcu ; mas quanlo a mim
o mais a pro pr i ,n lu por sua comimulidade e oulras cir-
rumslancias be defronle groja do Bom Jess. All
fcilmente qualqucr pode ir acompanhar o prestito
de um amigo ou prenle, ou ir verlcr uina lagrima
sobre seu lumulo ; entretanto que sempre lcar fora
da cidade por mais que se ella augmento.
Dizem alguns que ser bom fazc-lo alcm da ponte
do Sa nhatia ; mas quanto a mim he muilo improprio ;
e se l fr feilo, desde ja prnlcslo nao acompanhar o
prstilo, nem ainda do meu amigo Merclcs, a quem
Dos conserve a vida por niuilos annos,
lie muilo distante para urna cidade onde nao ha
carros, tem urna ladeira, a da ponte, que pelo inver-
n he pessima, lem a pon, que as vezes nao he de
muita confianza, tem um longo aterro, quo durante
as i lusa- tira inlransltavet np,c -..u..- ^ujI i ><-,i
o mar m ros mezes do anno, tem finalnicnle to-
das as las a infernal praga dos mosquitos maruins.
tira alm disco ao pe da estrada geral do interior, e
por isso improprio para o lempo de pestilencia.
Seria muilo bom o cemilcrio all, se por ventura
os -nflrimenln- e incnmiDodos dos acompanhadores
dos enterro fossem levados em conta ao tinado, As-
sim o pens, salvando sempre o melhor juizo dos en-
tendidos.
No dia 5 do andante sabio desla cidade o alferes de
linha, llelai nimo Correa da Silva, com ama forca, e
com quanto esses movimenlos sempre disputen) a
curiosidade, e esla descubra em poucos instantes seu
destino, cora ludo tal foi o segredo com que se enco-
brio esse dcslino, que nem o Mcreles c nem o Ben-
linho, me souberam iiolicia-le. Na > olla da forca
sabe, que ella linha ido ao Graraasne de Baixo
prender os assassiuos iic um individuo morlo em Po-
dras de Fogo, de que deu noticia o seu Diario, Foi
pois preso o tciiente-coroncl Antonio Dantas Correa
Jnior, a quem indigitam como mandaule, nlo gen-
do possivel prender os dous assassinos, porque nao
estavam na occasiao. Foram tambem presos por sus-
peila de apaniguados vali-, Manoel dos Santos e
mais qualro, que pelos Romes nao percam. Hoje
estao beatificados, Irabalham muito, sao muilo bons
(dadnos, honestos, honrados,mansos, laboriosos, in-
dustriosos, emprezario a at dansamna corda bam-
ba ; estao carregados de isenprocs de recrutamento,
lendo cada um una mi velba, viuva, carregada de
filbinhos, cujo menor ainda mama, s quaes serve de
pai, mai, c o que mais he de p c mos. Pelo que
nuco, cada um dclles he mais preslavcl do que eu.
No dia 14 do mez lindo, no termo do Inga, um des-
ertor do dcimo balalhao dessa provincial no lugar
Malinadaresisti armado de urna pistola e faca
de pona ao inspector, a quem ferio. Reccbcu Ircs
tiros, dos quaes ficou gravemente ferido. Tacs re-
sistencias e ferimentos recprocos vao-se tornando
cada vez mais frcquciitcs, auao demanda providen-
cias. Diz-me o Merclcs, c assevera-me o Bcnlinho
que S. Exc. mandou processar a escolla para conhe-
cer se andou ella com precipitarlo cm negocio tao
demorado.
sen sosto. Nao sei que sabida d para loruar-nic
as boas com as niinhas iiitercssanles raivosas. Ilei
de descobrir Iracas, porque nao quero vingaiiQas.
Antes Ires inimigos masculinos, do que um femeni-
no, pi ucip ipnenlc se ella (em as armas nos olbos.
Tambera nao me dcixou muito corrente u que dis-
te a respeito da cmara, c seus liscaes; mas isso pou-
co me importa.
Fui como Ihe uolicei, o no dia aprazado as dei-
ladas dos engenlios .S". Joo o Outeiro, pois Uve lam-
bem um convite para aquelle.
Felizmente cuconlroi un) bucepbalo lal qual de-
gejava, que me empreslou um visinho, e a elle (ao
bucepbalo) devo o nao ler soOrido alguma avaria as
ponles de Santo Amaro, e Santo Andr. Com dia c
meio de viagem ebeguci a S. JoBo quasi ao raesmo
lempo que o Exm. presidente.
O cngenbo S. Joan ho d'agua, e foi, inclusive o
celo da casa, novainciile feito pelo meu amigo Re-
tumba. Nada de luxo, e necessidade foiRcnnomi-
sado. He a melhor obra, que Ha lem feito na pro-
vincia. Se o coronel Jos Teixcira acabassa o gran-
de palacio que coineco-j, cerlamente que o seu en-
genlio serla o melhor e mais imporlante desta, o
dessa provincia. '
Tem aquelle digno proprielario seis ou sete ange-*
nhos, e cu quizera ler menos dous, com lano que
concluisse aquella importante obra. De que serve
a riqueza, se um homem nao tem urna bella, e ten-
tadora rasa em que more ?
I'ni muito concn ida das principas pesseas d'esta
cidade aquella fe-la ; a o coronel que eslava salisfei-
lissimo dea um ptimo almuco, excedente janlar, e
confortable ceis a seus athigos. Assisli noile aos
importantes, na ordem do pessimo, improvisos do
Vieira que abarrolou de verso a todos os presentes
lucrando em pouco lempo de oblatus o que Camdes
nao ludia n'inna semana. Zurrn o tal burro do
Parnaso um duelo com um de Haspanha que tam-
bem deitoii bellos solos.
No outro dia segui para o Outeiro, como fizeram
lodo os convivas. Vi all a obra que foi toda,inclu-
sive a casa, feila pelo meu amigo Relumba, A ma-
quina he movida por animaes, Nolci o mesmo
luxo, o mesmo goslo, o mesmo zelo, qae distinguem
es obras do meu amigo, que em lodas ellas parece
ante- dono, do que emprezario, visto que. Ibes sa-
crifica seu iiilcresse.
Quizera fazer-lbe urna pintura d'aquelle lindo en-
genho, que situado em um montculo fica a caval-
Iciro aquello- arredores.e os dcscorlua perfeilamcn-
le, pelo que oflerecc um ponto de vista riqus6mo ;
mas estou j muilo fatigado, e reconheco que im-
possivel me sera faze-lo dignamente.
I'em urna bella casa, com o nico defeilo re ser
terrea e na Trente do Lcsle.cm urna longa latada, sa-
boreamos um exccllenle aimoeo assim eomo tarde
um bem servido janlar, com os quaes saciamos os
desojes, que os ares do campo, c a viajen) eostumam
excilar ao praciano.
t) rfe-jer esleve perfeilo, c o crepitante champa-
gne de urna forc,a diablica fazia saltar as rolhas que
oi compriman) com lal frequencia, que lalvez auxi-
liado por elle, suppuz-me em Seba'lopol. Faltou-
nos all urna columna dosalliados inglezes. Foi pe-
na, mas a parda tambem foi reparada. Houveram
varios brindes c S. Exc. o senhor presidente poz ter-
mo ao janlar, fazendo a sade de S. M'geslade, que
foi acompanhada com o bymuo nacionai.com cnlhu-
siaemo cantado, enlhusiasmo qua foi faial a muilos
copos, dos quaes cerlamente o com toda a juslira,
ninguein mais far oulra sade.
Ia-me esquecendo dizer que enlre as saudes appa-
reeeu uma ao Exm. S e Albuquerque, que foi mui-
to applaudida. S, Exc. merece uossas recorda;es,
principalmenle em um lal dia, vislo que foi quem
procurou inelliorar as machinas de estucar, sendo a
causa de vir a esla provincia o meu amigo Retumba.
Receba mais uma v ez S. Exc. nieus agradecimen-
let.
Tal fui a festa qaesatsfez complelamanteamnha
espectativa.
Nada mais occorre, e ea boje nlo quero leimar
em lindar o papel, porque me nao sahi bem da pri-
meira teima.
Saude e felicidades, e quanlo ha de bom Ihe de-
sojo por lanos anuos, que perca a conla.
c qualificaiido os habitantes desle termo de reo de
policlg | |li rn podera eu rappllir dignamente, e
romo mereca, essa lirada daquella gir.ila', mas ao
mesmo lempo considero que o seu redactor nlo co-
nbecc bem esta comarca, cuja ndole he inleira-
menlc pacifica, a tem duvida osla mal informado
fal lalvez mesmo pelo Sr. Nabor, de quem faz. o
Echo tao avanlajado conecilo. Confio eu que
algum dia elle mohecer a bala, c far entao a jus-
tica que merecemos.
Rogo por tanto ao Sr. do lcho que nlo julguc as
cousaa prieri, eitude o facas, e comprehenda
bem quem seja o pancada Nabor, qua algum da
lalvez faca echo comigo, etligma(iando-o.
Basta de naborzadai.
O subelegado depois de seas desvarios para ah
correu, diz alguem, para lomar padrjnho, afim d
nao ser demiltido ; mas aqu ehegou de volla mui-
to marcho, crcio que o resto nao Ihe correu bem.
O melhor seria lvrarcste termo do idiota maior
que i lo si iie.
Um menino de II annos acaba de assassinar com
um liro a oulro pouco mais vcl|>o. De gracejos ha-
vidos no aclo debanbarcm-se,rcsultouessa desgrana,
tendo-se evadido o assassino.
A febreamarella continua cm Malba linha. Var-
jada e l.agoa-torla, tcmln cm umas casa perecido
nove pessoas, sendo selle dellis lllhos do dono da
referida rasa. O Pedro Galo,
(dem.)
DIARIO DE PERMBICO.
Pelo vapor Guanabara, chegadu hontem dos por-
tes do norte, recebemos jomaes do Amazonas al 7
do paseado, do Para al 31, do Marauhao al 4 do
corrente, do Cear at 7.
Nenhcma alicracjo havia quanto tranquillida-
de publica em lodas essas provincias'.
No dia 3 do pastado encerrou a assembla le-
gislativa do Amazonas a sua scsso ordinaria desle
anno, depois de haver dirigido ao Exc. presideulc
da provincia, por-intermedio de uma commissao, o
protestos de sua inteira con(iauc,a na acertada direc-
tlo quedera aos negocios pblicos a imparcial e be-
nfica adminislracao de S. Ese.
Assembla legislativa paracnse tambem con-
dujo no da 15 do passado us gcus Irabalho do cor-
rente anno.
No dia 24 pelas 8 horas da noile, fui morlo na ci-
dade de Belem, pa prac,a de I). PedrpII, nm lam-
borda 3" batalhio de arlilbaria por um cabo e um
soldado do II". balalhao, tendo essa morte sido o
resultado da vilenla resistencia feila naquelle lugar
pelo mesmo tambor aos que o conduziam preso.
No Marauhao foi celebrado enlre a presidencia
a o Sr. Jos Rufino Rodrigues de Vasconcelles.como
representante de seu irmlo Polyearpo Francisco de
Vasconeellot, um contrato para a navegacao a va-
por as aguas do [lapurue, do Mearim, Pindar, e
na bacia de Alcntara dependendo a execuclo do
mesmo de ser concedida pelo governo imperial so
emprezario a navegacao ras aunas do Parnahyba,
na forma do decreto n. 761 de 22 de julho do cor-
rente anno, e a de que trata o n. 5 do art. 1. da lei
n. 632 de 18 de selembro de 1851.
A 23 do passado, ardeu completamente na capital
ura quarleirlo de oasas d* palha, slas na ra do
Passeio, e pertenconle as pessoas pobres, que na oc-
casiao s aehavim autenles. S foram maltratados
pelo fogo um preto velbo e uma rriaiira.
No Cear conlinuava a febre amarella a aeom-
metler com furia os habitante da villa da Granja,
lendo feilo ltimamente dozc victima.
Em outro lugar echarlo os leilores as carta, dos
nossos correspondentes do Para, Piauhy, Marauhao,
Rio Grande do norte e Parahyba, qae por esle mes-
mo vapor recebemos.
rERMTOCO.
Piulen! oulros muilo embora
Bellotas, que os captivarara ;
Tribuiem mil u!>lar,es
-A'qucllas qae os encantaran) ;
Meus cultos quero reo ler.
A' iiui'iu anube merecer.
Por
COMMERCIO. "~
'HACA DO ItKCIFettt DM NOVEMBRO AS 3
HtilUS DA TAUDR.
Colae.de olliciaes.
Cambio obre Londresa y dias, 28 d.a dinhero.
Dilo sobre a Babiaa 13 dial, 1 % de rebate.
Descont de lellras do 30 dias8 % ao anno.
Couros seceos salgados do Aracalya 15i rs. por li-
bra.
Cambio sobre uHo de Jaueiro-ra 2 % da rebate.
ALFANDEGA.
Rendimenlo da dia i a 13. .116:7610761
dem do dia li........30:5219186
137:28297
Detearregam hoje 15 de novembro.
Galera inglezaSwurd/itkferro.
Brigue puilugaiitzY'uru/u ///-rdiverso gneros.
Barca diuamarquazavJ'raciotdmerca dorias.
Hiale brasileiro-^fapi'nfli'ifcfgenero- do pat,
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia I a 13. 5iS0H808
dem do dia 14 .,..,,. 1:178)191
7 Pela subdelegada da freguezia de San Frei Pe-
dro tioiicahe- do Kcrife, acha-se preso o pardo Mi-
guel, escravo isegundo elle diz) de Joaquim Rodri-
gues da^Cosla, da provincia da Parahiba; bem como
uma sacca com caf, que foi achada no caes da al-
fandega. A quem perlencer quaiquer das cousas
apresenle-se, que justificando Ihe era entregue.
t) subdelegado, Jos Joaquim de Oliveira.
6:684999
DIVERSAS PROVINCIAS.
Ileiidimenlo do dia I a 13.....76338:47
dem do dia 14 ........ 88J7
8.525301
BECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE l'KRNAMBUCO.
Reudimento do dia I a 13.....10:6979478
Mam do dia 14......... *:469#ril2
15:1678290
CONSULADO PROVINCIAL?"""
Rendimenlo do dia I a 13.....6:0065660
dem do da 14........7:lll5fl7l
13:117(731
CORRESPONDENCIA.
Em uma de miohas ultimas conlei-lhe a morte do
filbo de um inspector de Cassiano, na 3." comarca
na occasilo da luinada de um preso, que aquelle
conduzia ; agora oura o que me refere n'cste mo-
mento o Bcnlinho. No dia 19 do passado, nao
sei bem a hora, u tenenle de polica, Delimo Morei-
ra Lima, seguio de Pianc em perseguidlo dos que
ninguem dir ser nm templo em qae se celebra of-
licios divinos ; lal he seu estado de indecencia No
entanlo u fregoMia lie a maior da provincia, a mais
rica, o vigario anda o anno pattade reccbcu do co-
fre provmciae a quantia de 4009 cm que os eonsa-
in io'.' II i- opusl E Dio quer o lal (acedo que I be
lomem contas Veremos come se ata elle com o Dr.
A nossa atlimospiera poltica continua serena : prin-
cipalmente porque eu creiu que esse nome aqui nun-
ca eiislio, seio para cerlos Qus.
Tambem anda aperlado com suas conta polticas,
o correspondente do /.iberal, pois que o decano do
partido aqui aa aclia.
Da oulra vez Iba direi alguma cousa acerca do
eellega, puis que agora eetou cercado de importunos
e nSo posso continuar esta. Saude c felicidades ele.
Parahiba 12 de novembro.
Chegou Cjuimeala, hontem, o *'. Salatdor, que
bastante Irabalho deu srabaras poltica- e impolili-
cas de alguns amigos, figurando enlre cllaseem pri-
meira latear, e da parelha Ai Mcreles ; o que mui-
lo eslimai, peis ja audava aturdoado coca as conjec-
luras que se faziara ; porque estamos no reino das
conjecturas, como dina corla capacidade de raiirha
Ierra.
Se eslwera comigo veria quaulos conjduradoxes
(cutos, capaz quaiquer um de encher a pagina dos
annuneio? do sen Diario de noticias de i-ual calirc
da tomada ilcebaspotvl, que foi eugulida por gen-
te erauda, segundo diz a gazeta.
Parece que as conjecturas vao sulistituindo a de-
rifiarjin d-s etiaradas : Cada um loma um motivo, e
sobre elle furnia sua caojecturas, qual mai dispa-
ratada. Se lera algum gcko, he vendida no merca-
do como noticia, e dabi a pouco, confortada pelos
cuno-o. gyra a praca cuino boa mercadoiia, xiAo
sendo mais do que um rcszieitabilissimo maran/uXn.
! Eis puis o que houve a respeito da demora do vapor,
a ame, quaudo me remoller o ns. de seu Diario, i que obrigado por forja maior foi fazer uma visita
lomaram o preso, c rbegando as serras dos Oitis,
provincia do Cear, capturou o octogenario, ainda
muito robusto, Gonealo Gomes Brrelo, pai de Ma-
noel Gomes, que foi lomado escolla.
Nao lenha pena do velbinho, disse-me o Bento,
que me vio de semblante carreendo, porque tal me-
nino M e be de man cliea. (.loando eslava entre
os viole e sestela fez cinco murtas, a saber : matn
Paulo Mandes cm Piancdem dem mais qualro
ua serra do Teixcira ;adiante, disse en.nao quer* sa-
ber mais a dirimir d'esse monslro, qae 18o boas
fruidos tem dado. B* fruclibus corum cognoscetU
ros, lalinou o Itentinho, c continuou.
Foi preso tambem Jos Pereira da Silva, Manoel
Joaquim da Silva, e Francisco das Cbagas, como
suspetos de Icrcm tomado parle na aerSo. O pri-
nicirn esteva armado de um elavinole carregado. e
mais um maro de c.-rliichos, ludo na cinta, uma fa-
ca, que foi reconhecida ser do finado filbo do ins-
pector. Os dous ultimo 3o da familia do crimino-
so raptado.. Nao ha duvida, interrump, que o Dcl-
iino deu na ninhada. Scguiudo, continuou, para
Cassiano all appareceu, ao lente Manoel Ferrei-
ra de Lima di/.endo, que fora elle quem achara (al
faca, o a negociara com o individuo, que a linha,
sem duvida para arredar as suspeitas do oulro ; mas
recabiudo sobre elle, foi lainbem preso, polo que Ihe
pode ser aplicado o rifanfoi buscar lia, c sabio
losqueado. Felizmente nao foi perdido o Irabalho,
porquo chegando o lente Coiireiriio soube, que
o tal marreco be criminoso de morle no l.imociro
d'essa provincia, d'oude jnlg.i-*c haver fgido, pois
ja l esleve sol robera enchuta,
Os mais criminosos da resistencia, e out/os de dif-
ferenles criines, estao ora nos (litis, ora no Coit
do Cear,sob a valiosae protecao do subdelegado do
termo dos Milagrea, Jo.1o Furtado l.eilc, que lem
lamhrm cm sua c mipanliia cm euraM) o criuiiuo-
so tirado escolla.
Esle subdelegado, a nala dos subdelegados, in-
coinnioiluii-sc juuilo com a diligencia, o escreveu ao
capitao coinmaiidantc do destacamento volante, cx-
Iraubaiido o haver elle entrado cm suajuriscdiccilo,
e pedindo jo e (a us innoceules, queali foram presos.
Aqu quiz o Bcnlinho moralisar, mas eu que uao
gosto de reflevoes alhcas, inlerrompi-o, c polilca-
menle pedi-llie, que se pozesse no andar da ra.
Ah E que nao possa cu fazer oulro lano com
cerlos marrecos E alguns que sito muito jiieus co-
nhecidos...
Dissc-mc o Mereles, que o capitn de polica Af-
fonso d'Almelda c Albuquerque, fura nouieado snb-
ilrlegade de Podra- de Fugo, para oude seguio com
uestacaaBctatu.
Eis o que ha cm reiaco muilo importante soric-
dade llmggat, a qual vai prucralindo, apezar das
contrariedades que lem enconlraalo.
Smc. Joi por em luUra redonda ininbas observa-
ene-- a respeito das bettas nervosas, e initis de uina
que lem me lu de insertos e replis, lein-me feito mii
cara, porque en ten,lem que cu quiz sal\ risa-las.
Eis oque acontece a quem lem a franqueza de dizor
YILM DE l.l UASSr.
2 de novembro.
Meu rltaro.Na missiva que Ihe dirig cm 28 de
do mez prximo pretrito, esqueci-me do .ilir.cr-lhe,
que chegou-uos a noticia da crearlo do uma agen-
cia do correio nesla villa, o que muilo alegrou seus
Intuanles. Eu j live occasiao de fazer sentir a
Vine, a necessidade que bavia dessa agencia, quo cm
nada seria pesada aos cofre pblicos, porqu; pas-
sam por aqui soiuanalmcnlc tres e qualro estafetas.
O notso juiz apenas chegou rcpresenlou ao Exm.
presidente da provincia a esse respailo, mostrando a
dilliculdade da remes-a e entrega dus oflicios, que
enm sarodidos por debaiio das portas das tabernas,
quando nao, iam para o Norte. Afinal realisou-se
nosso dcitjo ; resta-nos rogar ao diuno adminislradur
da provincia, que quanlo anlcs ponha om eveoin.io
esse beneficio, que no coucedeu o governo impe-
rial.
Veio polo, tiltil va pur du sul a grata noticia de
que mina snlo reconduzido no termo de (Muida, o
Dr. Jos Oiuliuo lo Ll-uu raienii x|uuo ii,-..,,t
esperavaroos, porque S. S, apezar de ser um magis-
trado recto c intclligcule, lom um peccadinho, que
dillicilmciile Ihe ser perd iado ; eu que o diga, por
que sou aecusado do mesmo peccado. Felizmente,
porin, o Esm. consclheiro Nabuco ainda uma vez
fez ju-lu-a que agradecemos, porque os Iguarassiicn-
ses sabein pezar a w-iiihaiu.i do um juiz que lem as
qualidades do Sr. Dr. (.) nniliun.
Lomos com iiilbusiasusos a carta do digno juiz de
direilo oSr. Dr. Costa Lobo, publicada em seu Dia-
rio, onde S. S. com um eslylo castigado, e ao mes-
mo lempo florido escreve as bellezas de Pernam-
liuco, c augura-lhc uiu porvir bullanle. 0 Sr. Dr.
Costa Lobo be imparcial ; sendo natural da Babia,
suas palavras sao despidas de suspeirao quando falla
respailo de Pomambtico. Oigam o qae quize-
rein, o Rio de Janeiro, ser uma cidade de grande
populacho e riqueza ; a Babia ser o que dizem ;
mas Pcrnambuco he uma provincia bella, heroi-
ca, c que lem uma historia sua.
Pcrnambuco he como diz oSr. Dr. Lobo, a prin-
ciza do Equador, e algum din ha de prcencher urna
bella pagina da historia das naques.
Por aqui ludo vai em paz depois da ultima, que
Ihe dirig : felizmente nao Ihe dou desla vez noticia
do um assassinato ; ludo marcha sem povidade. Os
vveres vao na mesma, sempre altos os presos, c pou-
ca concurrencia no commcrcio.
A pressa nao medoixa ser mais cxlcqso,
Adeos. Sade e felicidades Ibc desojo sincera-
mente.
{Carla particular,)
------B-e--------
COMARCA DO LIN0E1R0.
12 de novembro.
Nesta comarca pouca novidade apparece que pnsa
forneccr assumpto a uma correspondencia certa
para o seu apreciavcl Diario, pelo qnc nem sempre
scrci assiduo em preciicher o encargo a que me su-
jcilei.
Hoje mesmo, que tenho lempo bstanle c dispo-
nivel para o que quizer, bem como boa di-pn-ie.io
para cscrcver-lhe uma missiva c\lensa, ando a pro-
cura dos faetns sem os encontrar : ludo que por
aqui o,vu i e .-.iu couninhas de pouco'inlercsse, e que
nao valem a pena a genle oceupar-se dellas.
O nosso juiz de direilo interina he de cerlo a
maior celebridade que aqui lemos, e que mais inle-
rcsse polo offereccr a curiosidade dos immensos
leilores do Diario, pelo desacert de seus actos.
Ncllc j nao se ola --rnenlo estouvada faluidade
e genio resmelengo, ao ponto de por ero alarma
esta villa, como lbc refer na anterior, depois de
se apresentar cm menores as ras para ellcrluar
pri-e-, ol en deudo as-i ni os pudicicia da excelente
Carolina, de quem j lbc deu cunhtcimenlo o alfe-
res Joaquim, cujo substituto sou eu, a seu pedido ;
nota-se Ihe lambem a basta procetnanle e bem des-
envolvida. Pelo que me diz o Joaquim Machado,
esl o Sr. juiz interino com animo de respousabi-
li-ar o Dr. Cosja Gomes eo mano Henriqucs.
Segundo o nie-ino autor cima ja mandou u mes-
mu uina portara para o Dr. Cosa responder, sendo
quo o motivo que allega elle na tal portara, be nao
ler aquelle Dr. exercido a vara municipal, yislo ser
o prirueiro supplente desse juizo Ora, que lal Ihe
parece esla '! Oude j se vio respensabiljsar-se
pessoa alguma pelo simples faci de nao exerrer um
lugar gratuito com prejuizo de scus inleretscs par-
licnlares e de sua saude'.' Caso virgejo na historia
lie essa do Sr. Nabor. A pu.-loiadade o registrar,
c a celebridade de tal juiz ser gravada un laminas
de cubre. He pena que ao Sr, Nabor se nao de
um premio pela su i inveiislo de processar por lal
protesto 1
Beio se ve que nao be falta de axc/ccio, que di
lugar a rcspoosabiliiladc do Dr. Costa, e sim algum
calculo occullo, que vem a dar em cousa de clcicoes.
Como se sabe o Dr. Cosa he por sus excellenles
ma iiciras, cavalberisino c probidade, geralmcule
estimado, c como lal excrce crescida influencia as
eleiees. Cercado de grande u. de amigos e da
melhor gente da comarca, sen) distiuc^o mesmo
de partidos, o Dr. Costa judo cousegue em lempos
elciluracs, suas manen a- graves c iusinuanlcs sao
dcvidaincnte apreciadas.
Assim mlloca ln o Hr. Cosa, nao traii/.ige jmajs
com a.-ban lalheii j>, nem lao pouco rende culto- ao
dcnicrito de alguem, c por isso nao pudia agradar
ao Sr.Nabor. De mais alguem aqui, que ralada de
Srt. Redactores. No sea Diaria n. 260, ap-
parece um artigo, em que seu autor procura lanear
sobre a provedora da saude (oda a odiosidade das
quarenlenas. Como provedor da saude do porlo
nao sci fazer favores, sei cumprir o mea dever: es-
te commanda-me que execule re-li clmenle o que o
governe geral prescreve em seus regalamenlos, e o
provincial em suas medidas preventivas. Assim o fa-
ro, e faiei.
Felizmente sabio Impre-sa conjunctamente com o
citado artiga uma das medida preventivas que _
presidencia cm sua sabedoria ordenava a respeilo dos
dias da qiiarcnlena, que se deviam impor, sendo de
cinco psra os navios vindos de purlos suspeilos, e de
dez para aquellas onde reina o cbolara-morbus : lie
o qub lenho execulado sem a nenhum isenlar. Se
submelli a cinco dias de quarente dous navios ulli-
inamenle rhegadosdo Havre, foi por julgar suspeilo
aquelle porlo e parece-me que ninguem cm boa f,
e que tem eonhecimenlo dos innmeros casos decho-
lero -murbus que se lem dado cm Franca, (axar-me-
ba de injii.in. O mesmo farei com os que agora che-
garcm do Portugal por constar que ne Algarvc (era
tambera agora apparecidn varios caso dessa enfermi-
dade. Os arligosdc quaiquer regulamenlo s podem
ser alterados pela auloridadc que os estabclcceu, a
ninguem lio licito dispensa-Ios ad liliitum sobrelu-
do em ama lo melindrosa crise, era que loda a cir-
cuinspeeclo. e rautela he poura para arredar de no
mediante a misericordia Divina aquelle tcrrlvel iia-
wllo. ""iiiuissao de hygiene pode proceder a cs-
IC r*cp*ilo, como eiin-mi^,' a .nimia i t-ra*,.-^blllUo
de esl salva.
Espere da bondade de Vmc. que se dignaram dar
publicidade a estas poueas liubasque a necessidade
da defezada repartirn a meu cargo nbrigou-me a
escrever ; e eom este favor muito peuhoraram.
Recife 14 de novembro do 1854.
Dr. Imz de Franca Moniz Tacares.
PliBUCACOES A PEDIDO.
SEUS OLHOS.
Olbos que Venus para si deseja,
o luis formosos, o que inspiraste;, lede.
Bocage.
Sao negros, negros, es olbos,
Os olbos, sim, da .Vlclai le ;
Or do t, quando ameaca
Procellosa tempeslade.
Revelam puros arcanos,
Exprimcm sania amizade ;
Os olluiijiio cloquenles^.
Ninguem ha como Adelaida
E que eloquencia singella !
Que can lu a a caslidade I
Nao tem a Ierra oulros ollms
Cumo os olbos da Adclade.
Irados lem lal doenra,
Brando- ial mageslade,
Que, quer brandos, qucr irados,
Amo os ulhos da Adelaide.
Sea rigor nao fere, sana ;
He rigor de divindade :
i.iue ornos !astros fulgentes
u rosto eco da Adelaide.
Quem he que, vendo laes nlhos,
Por elles morrer nlo ha de'! !
Dos, ai Dees, temei os olho-...
Os olhos, sim, da Adelaide.
Que eu, por lei do destino,
Mao-grado a minha vonladc,
Vverci abrazeado
Pelos olhos da Adelaide.
* a
Oulubro 2. de 1851.
/-la- ikIoprestigio do Dr. (aisla, nao lem animo de
-um lea lo do frente, se leu) constituido um noia-
fogo ilo Sr. Nabor, mas com a man do galo sempre
fazendo militas ziiiubaias ao Dr. Costa, e rendeu-
do-lhe grandes iiroteslos de amizade. Esse cujo,
o Sr. Nabor c mais uns dous espoletas quo sempre
apparecem nestas occasies, assontaram do pedra e
cal de consliluirem-se influencias eleiloraes ueste
termo, o bu-caiu por lodos os nicios de-morali- ir o
Dr. Cosa, afim de lomar-lhe a dianteira. Um pro-
cesso pois, foi o que oecorreu a essas cabe-gas lo.ucas,
c aiao liaendo outro meio de que Jancar-sc mi,
servio o facto de nao lor o Dr. Costa estado ero ej-
ercicio da vara municipal Isso prova bem o quanlo
he ftil a preteneAo do responsabilidade contra o
Dr. Costa, a quem essa o oulras picarda- nao pe-
dern jamis iliininuii -lbc a consideracao c estima
deque goza.
Entretanto fallando cu na anterior, do procedi-
mento do Sr. Nabor, por occasiao da priso do seu
sequaz, criminoso que arrancn da cadeia para es.c
lim, acudi o lidio l'ernainbucano, defendeudo-o
A iainha do bailo-
De balde o que os olhos vera
Queremos nos exprimir j
Essa ventura, esse bem,
S nos he dado sentir.
A. de .Souza Menezcs.
Pintein oulros muilo embora
Bellezas, que os caplivaiam ;
Tribuiem mil oblaces
A' aquellas que os encantarara ;
Meus i ni lo- quero render
A' quem soube merecer.
Se a corda da realeza
l*oi a oulra concedida ; v
Se dos poetas a mente
Nao foiporvs accendida j
lie que vos, linda sultana,
J sois mais que soberana :
Veja o mundo oque be raiiUaa,
ll.iiiih.i da forroosura.
De Dos coiibcca o poder
No poder da crealura :
Esuba lana magia
as azas da pucsia.
Seus olhos despedem rajos,
Que os curaees vem fenr,
Scus labios os ecos nos in '-Iram
Quando se ahrcni a surrir
Suas faces lao mimosas
Inveja causam s rusas.
Sous finos, negros cabellos.
Que do raiiiha bem sao,
De Siii.n t lambem rainha,
Tem a forma e o cundan ;
Tem o subido primor
Que nos faz morrer de amor.
Da cor do sol que dcsponla
lien.un.indo tibia luz,
He seu vestido sngelo,
Que as uussas vistas -o lu/ ;
Nem oulra cor, com seu vo,
Nos inostra a aurora no eco.
Com seu gentil ramalhele
De lindas flores composlo,
Vemos cm cada Uoriznba
O retrato de seu rosto,
Onde cos com mo mimosa
Debuxou o lirio c a rosa.
Se do euipvreo. onde nascera.
Tal anjo a Ierra ilcsccnde,
De seus encantos lomado
O mundo (odo se rende,
E beija os ps delirados
D'alvo seliin adornados.
SOCIEDADE DJUMATICA EWPREZARIA.
f J. recito da :iis;ii>liira.
Sabbado 18 de novembode 1854.
Depois da execuclo de ama escollnda ouverlora,
lera principio a representarlo do novo e iuleressan-
lissimo drama em 5 actos, intitulado
0 ALCHIMISTA,
composlo em francez por Mr. Aleaandre Dumai, e
vertido livremenle pelo Dr. Ignacio Jos Ferreira,
natural da Babia.
Acloies.
, O Sr. Coala.
Bezerra.
Res.
b Mendea.
i Pereira.
o Rosendo.
Sena.
A Sra. D. Leopoldina.
A Sra. D. Orsat.
. O Srs. Sebastin.
Santa Rose.
Personagens.
Fasio, alcbimisla .
I.elio Conde .....
D. Grimaldi.....
Raphael, poeta ....
Ahlini.......
Spada ..,,.,,
0 Podeslade.....
Francisca, mulher de Fasio
Magdalena.....
1 in oflicial.....
Um criado, ......
Soldados, um padre, criados, ele. e todo o aeompa-
nhamenlo de um juslirado.
A scena passa-se em Florenra.
Terminar o divertimeulo com a muita engranada
comedia em 1 aclo, inli(ulada
O FILHO DE TRES PAS.
Principiar as 8 horas.
?VISOS MARTIMOS.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 14.
Araealy9 dias, hiale brasileiru Cabibaribe, de 39
toneladas, meslre Anlonio Joso Vlanna, equipa-
gem 7, carga eouros, sola e mais gneros a l.uiz
Rorges de Siqueira.
Parenorlos intermedios13 dase A horas, vapor
brasifeirp Guanabara, eommandanle o primeiro-
tcnenle Salom. Passageiros para esla provincia,
Joao Jos de Alenla. Joan Coelho Bastos, Pedro
Jos de Carvalho, Francisco Ricardo B. Sasuara-
na, Carlos Gome de Souza, Augusto Luiz Perei-
ra da Cunha, e ex-prara Cosme Jos da Cruz e sua
mai. Seguem para o sul: Dr. S. Pereira do C,
Leal e sua familia, 1. lenle da armada Fran-
cisco Parahibuna do Beis, alferes Francisco Gomes
de Suiza, Itaymundii Zenofre Nogueira, Emilio
de Souza Cmara, Manoel Caetano Pereira de Se-
na, Miguel Roker, escrivao da armada Joao Jos
Pereira Duarle, dispenseiro da armada Luiz Le-
nidas Bahia, 10 recrutas, 22 escravo a entregar,
6 ditos dos passageiros.
Rio de Janeiro1! dias, barca Inaleza Tickler, de
322 toneladas, capitao John Bissop, equipagem 14,
em lastro ; a ordem,
fi/gcio sahld no mesmo da.
Rio de JaneiroBrigue americano Fairy, capitao
Samuel P. Willeby, em lastro e 500 barrica com
breu.
EDITAES.
r O I lim. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para eonhecimenlo dos
coulribuintes abaixo declarados, do imposto de
l2Sfi00 rs. sobre caimas, olarias, serraras e fabri-
cas da charutos c de chapeos desle municipio per-
tenconle aos cxcrcicios de 1836 a 1830, que
tendo-se concluido a lquidaco da divida activa
desle imposto, devem comparecer na menciona-
da llr;- uiraiiu dentro de Irinta dias contados do
dia da pubcarao do prosente cdilal, para se Ibes
dar a nota do seu debilo, ifim de que o paguen)
na mesa do consulado provincial, loando na n-
lelligencia de que fiado u dilo prazo sern execu-
lados.
E para constar se mandn anisar o prsenle e
publicar pelo Diario. Secretaria da Ihesouraria
provincial de Pernambuco 9 de novembro da 18j.
O secretario, .Antonio Ferreira da Aimunciaco.
Alexandro Jos Pereira, 12a8;)0
Anlonio........t a "J00
Amaro Marruquim. 4c8!0
Viuva de" nlo'iio da^frradiwS ', ', f^**{
Anlonio de Oliveira .,..... 498UU
Anlonio Manuel do Sacramento .... 69*00
viuva ilc.wuoniu jumo raijo .... 128800
Anlonio Pereira Freir ...... 123800
Amaro Francisca da Veras...... (29800
Angelo Gestines ,...... 2.V><00
Antonio Jos Zacaras de Carvalho 129800
Antonio Wenceslao Borges...... 12*vO0
Alvaro Fortnalo Jordao. ..... -!>i;iii
Anlonio do Carino Pereira. 29600
Anlonio Jos de Feilas....... 129800
Anlonio Jos Pereira ....... 1260480
Itelchiur Jos dos Res ....... tl?200
ISern irdo Jos da 1- oncee a. 129^00
Bemardino Alves Piuheire..... 12S800
Bento Joaquim Guies de C...... 129800
Braz Vieira de Souza Guedes, 123800
D. Clara Mara dos Prazeres..... 49800
Constanza Maria Falca do Reg.... 49800
Custodio'Jos Goncalves (ioimardos 49800
Clemente Soares de Carvalho 12-3800
Carlos Augusto de Araujo. 129S00
Caetano Luiz Ferreira...... iitw'H)
Viuva Cunha.......... 12800
David ,......... 129800
Domingos Tertuliano da Silva .... 12,9800
Cu/.obio Pinio.......... 129800
Estevao dos Anjos da Porciuocula 61-9000
Francisco de Amorim Lima..... 119200
Francisco Borja ......... 4-9800
Francisco Xavier de Miranda. .... (,-iii'i
Francisco Lopes......... 69i00
Francisco Jos Alves Gama..... fijiOO
Francisco Manoel da Rosa..... 513200
Francisco Jos onc.ali'es...... 129800
Francisco das Chagas Cavalcanli Pessoa 519200
Francisco Maria Xavier da Rosa. 129000
Francisco Antonio do Val...... 129000
Francisco Carneiro Machado Rios. 389000
Frcderico Hanscn ,......, 259600
Francisco Rodrigues Santos ...'.. 12-3800
Francisco lavares de Mello..... 129800
O preto Gonealo......... 45800
GedeSo Forjaz de Laceria ...... I298OO
t.audino Agosliuho de Barro .... 129800
Ignacio de Miranda........ 498OO
Innoccncio da Cunha Goianna ... 129800
Izidoro dos Anjos da Porciuncula 259600
Jeronymo Porlella ...... 69O0
Jos da Cosa Albuquerque Mello (9OO
Joo Baplisla ..,,,..,.. '13SO
Joao Luiz de Medeiros ,.,,.., 4S00
Jos F'rancisco da Cosa. 4*800
Joao Muniz Pereira ,.......4g800
Jos Jcronvmo.......... 49SOO
Joao de Souza..........49800
Viuva de Joo Ferreira Ballhar. 49800
Joso Venancio.......... 99600
Joaquim de Luna......1 49800
Joaquim Jos VirSes. ..,..,. uflOd
Jos Piulo.......... 69100
Jos Francisco dos Sanios.....69IOO
(Continuar-te-ha.)
O Dr. Cuslodio Manoel da Silva 1 .uim ir.ies, juiz de
direilo da primeira varado cornmercio nosla cida-
de do Bccife etc.
F.ico saber aos que o prsenla edilal virara, em
como na praca publica desle meu juizo, no dia 15
do corrente, as 10 horas da manliaa. na porta da casa
de minha residencia, se bao da irrciii.il r a quera
mais dr, as lellras scguinles: uma latir aceita por
Jeronymo Cesar Mariuho Calcio, da importancia de
130-9900 ; oulra dita aceita por Anlonio Jos de Oli-
veira, da quantia de Q6ji30 ; oulra di(a aceila par
Joao Francisca de Alliaydo, da quantia de 3979085 ;
oulra dita aceila por Cario. Eduardo Muller, da
quantia de 919840 ; oulra dita aceila por Luiz Jc-
roiivnio Ignacio dos Sanios, da quantia de IO89O6O ;
I".la- p u Icncentes a Andrade ,\ Aiu-iral. C peubora-
da- a esle por execueau de James Nash & Compa-
nliia. Toda a pc-soa que cm dilas lellras quizer lau-
car, o poder fazer no dia da praca cima dito. E
para que cheguc ao eonhecimenlo de lodos nuu lei
pa-ar o presente c oulros, que sorSa publicados e
.divido- nos lugares designados por lei, e publicado
pela imprensa. Recife 13 do novembro de 1854.
Pedro Tertuliano da Cunha, cscriv.lo o cscrevi.
Custodio Manoel da Silca Uviiuariies.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES INGLE-
ZES A VAPOR.
No dia 20
desle mez es-
pora-s do sul
o vapor Great
Western, eom-
mandanle Bei-
ris; o qual de-
peis da demo-
ra do cosame
seguir para a Europa: para passageiros ele., trata-
se com os agentes Adamson Howie ra do Trapiche Novo n. 12.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filhoi pa-
ra carga, trata-te com o consignatario
Antonio de Almeida Gomes &C-, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com muita brevidade, a
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, trata-se com Novaos & C,
na ra do Trapiche n. 54, ou com o ca-
pitao na praca do Commcrcio.
Para Maranhao.
EspL'ra-*e nestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, poura dc-r
mor.1 tera' por trazer maior parte de seu
carregamento: para o resto e passagei-
ros( tratante com Novaes&C, na ra do
Trapiche n. 3i. primeiro andar.
Compunhia du navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Sra accio-
nistas desla com-
pauhia sao con-
vidado a reali-
sarein com q
maior brevida-
de, a quinta a
ultima presta-
^'vHrT ila
rlanciaser re-
metlilla a direc-
cKo : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
Sahe para o Ass com muila brevidade o hiale
Anglica ; quem nelle quizer rarregar ou ir de pas-
sagera, dirija-se & ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
seguir em poneos dia o brigue nacional Puritano
por ter rnai de metade da carga j prosnpta ; para o
resto da carga e escravos a frete, trala-.se cornos can-
signatarios, roa da Cruz n. 40, primeiro andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O conselho deilirecco, de confominiado com o
art. 4." Ululo 1. dos estatutos da companhia, con-
vida os senhores accionistas a realisarem mais 25 per
cento sobre o numero de acedes que subscreveram
ale o dia 15 do futuro mez de novembro, afim de se-
ren feilas com regularidade para Inglaterra as re-
111n.ss.1s de fundos oora que tera de attender oa pra-
zos do pagamento do primeiro vapor em coustruccao,
sendo encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coulon,
na ra da Cruz n. 26.
Para o Porlo pretende sahir com muita brevi-
dade a barca porlugueza aSanla Cruz ; para carga
e passageiros, trala-se com Francisco Alves da Cu-
nha & Companhia, na ra do Vigario n. II, oa cora
o en pitan Adriao Ferreira da Silva, aa prac,ado cuui-
mercio.
Vende-se a barraca brasileira Diligente, da
lote de 26 raixas, muilo veleira e bem construida,
forrada de zinco e prompta a fazer viagem ; est
fundeada ao p do Trapiche do algodao'. a tratar
eom Tasso I raos.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente em 16 do cor-
rente, o brigue nacional Adolpho : pode
receber escravos a rete ; para esse ajuste
trata-se na ra da Cruz n. 8, escripterto
de Eduardo Ferreira Baltar.
LEILOES
DECLAilACO ES.
CORREIO.
As malas que lem de condu/.ir o vapor Guanaba-
ra para osporlos do sul, prineipiam-se a fechar ao
meio dia ; as correspondencias que viorem depois
dessa hora pajarito o porte duplo.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, em virtude de autnri-
saco do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objeelos segui nles :
Para o meio hatalhOo do Cear.
Panno preto para polainas, covados'l.
Arsenal de guerra.
Taboas de assoalho de cedro :l, costado de dito 1,
cadinhos do norle de n. (i 10, ditos de dito de n. 8
1(1, ditos de dilo de n. 10 10, ditos do dito de 11. 12
10. Quem os quizar vendor aprsenle as suas pro-
postas em carta fechada, na secretaria do conselho
as 10 horas do dia 17 dn corrente mez. Secretaria
do conselho administrativo,' para forneciiuento do
arsenal de cuerra II de novembro do 1851. Jas
de licito Ini/lez, coronel pie-i lente. Bernardo
Pereira du Carino Jnior, vogal e secretario.
O agente Borja, quarla-fcira 15 do correle,
far leilao em seu armazera na ra do CoUegio n.
15, de um sortiinento completo de obras de roarci-
nciria novas e usadas de ilHrcules qualidades, um
excellente piano inglez de Jacaranda muilo moderno,
relogios de ouro e prata para algibeira, dilos de p-
rele e mesa, obras de prata e la ouro, apparelhos
de metal principe para cha, uma rica bcngalla da
unicorne com castan de ouro, uma ahotoadura de
ouro para collele, ora excellente estojo de cbarao
com varios pertences para costura, etc., uma ootra
porjilo de chpeos de palhinba de Italia muito Dos
e oulros muilo objectos que estara visla dos com-
pradores; assim como tambero far leilao de tres p-
timos escravos, sendo um prelu ptimo cozinheiro a
peritosapaleiro, um mulato bom bolieiro e uma nu-
la linha de seis para sete annos deidade, que se en-
tregarn pelo maior preco que for offerecido, os quaes
escravos eslarao patentes ao exaroe dos senhores pre-
tendentes, as 10 horas em ponto na mesmo arrua-
zem no dia do leilo.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e roln aura do importe dos
annunetos Ite superior ao valor delles,
previne-seaos sennores assignantes deste
uDiaiiou 11 tic (piando OS uiamiarrm, re-
mellam guarniente a sua importancia;
alias nao serao publicados.
Um ni -cu brasilciro com aulorisac.oi do Exm.
Sr. pre-i lente Victor de Oliveira, se oirerece para
eusinar primeira letras c grammatica nacional, com
todo esmero c promplid.lo. cm abjura engenho perto
desla praca: quem de seu presumo se quizer utili-
sar, dirija-se ao Forte do Mallo sobrado de tres an-
dares n. 18.
Pede-se ao I lim. Sr. F. C. A., Gllto do Sr. do
engenho...... que lenha a bondade pagar a quantia
de -ti-ii 1, pi ovllente de calca.ln que o abaixo a.
signado fez para S. S., do contrario so publicara o
seu nome por extenso.Carlos turghardt.
Desappareceu 110 dia 15 do corren-
te da Magdalena, o negro Joao, Cassaii-
gc, de idade i5 a 50 anuos, com uma f-
rula ipiasi saa na peina estpierdu, e uma
bellide no olho do mesmo lado : quera o
pegar leve ao aterro da Boa-Vista n. 43,
ou na Magdalena n. 78.
Precisa-se alugar uma escrava, que
saiba lavar e engommr bem : na ra da
Cruz n. li).
Precisa-sc de uma ama forra para o servico
interno de ama casa de pouca familia, qae saiba co-
zinhar e cncommar : na ra do Qneimado, loja de
mindezas n. 25, se dir aucm precisa.
Jo-c da Silva Guimares, subdito porlaaaez,
faz srieote que 'le hoj<-m (liante se assiauar Jos
Baplisla da Silva tiuimares.



OIARIO OE PERMMBUtO, QUARTA FEIRA 15 OE NOVEMBnO UE 1864
L_
Roga-se ao Rvm. Sr. padre Jose'Tci-
seira di; Mello, vigario da freguc/.ia do
lliiiqnc, que mande pagar o que devena
rua Direitan. IV, lano a sua conta co-
mo o endosse que S. Kvm. mandn dar
a Salnsliano Ferreira da Costa, morador
no lugar denominado Mtilung, que som-
ma adila quantia rs. I:36f|9&0 fra o
juros, no anuo de 1852, poiso seu credor
ja' esta' cansado de ser engaado, como
foi em Janeiro do dito anno queenganou
ao portador que la' oi, e S. Rvm. man-
dn dizer que ja' tinha mandado pagar,
c at hoje anda nao se recebeu, gastando
o seu credor cora o portador que la' oi
lOO.sOOO -s., (ora o aluguel docavallo;
pois o seu credor roga-lhe que nao seja
tao desconliecido, que dlm disto Ihe tem
prestado os seus serviros em outras colisas
mais ; portanto o seu credor Ihe partici-
pa queja' pagounesta pracaa dita quan-
tia, porm nao foi rom as cartas que o
Kvm. padre Jos Teixeira de Mello Ihe
tem mandado.Jos Pinto da Costa.
Ai-Ii.i. assislindo nesta prara ou seus subur-
bios o grande picador de Cavado* o Brrelo, mu
hem conhccidoemlpojuca, Serinliacni, Kio-Formo-
so e L'na : quem se quizer ulilisar do seu presumo,
dirija-se a Jos Apolinario, ra da Gloria n. 26, que
o mesmo se dina pela sua capacidade.
IKHANDAUE DAS ALMAS IC RECIFE.
O juiz aclualda irmaudade das Almas, erecta na
raalriz de S. Fr. Pedro Gonralves do Kecifc, convi-
da a todos oa irmos da mesma rwandade a compa-
recercm hoje, 15 do crrenle, pelas 4 lioras da tarde,
no consistorio da irmandade, alim de se proceder a
eleicao da nova mesa que lem de dirieir a irmanda-
de, conforme determina o cbinpromisso quo actual-
mente rege a irmaudade.
Precisa-se de um criado e de una criada para
o servro de Om casa de pouca familia, ou de urna
escrava : no Hospicio, passando o quarlel, lado di-
reito, Icrceira casa.
Alaga-te o priraeiro andar da casa n. 29 da ra
do Vigaro, por cima do armazem ; a tratar no
mesmo.
Precisa-se de urna ama que taiba cozinhar e
fazer lodo o mais servico de urna casa : no largo do
Terco u. 27, segundo andar.
Precisa-se de um escravo para o servido de um
sitio prximo a esta cidade : quem quizer alugar
mensalmenle, dirija-sc ra cstreila do Hosario
u. 7.
Arrenda-sc na Varzea, por lempo da fesla ou
por auno, o silio do Ajumante, margem do Capiba-
ribe, e com casa aceiida a tratar na ra da (loria,
n. 37.
Precisa-se alugar um preto por mez ou mezes,
para o servido ordinario de padaria : no paleo da
Saula Cruz, dcbaiio do sobrado n. 106.
Precisa-so de duas mullieres forras ou cscravaa
que saibam engommar o cozinhar o diario : na rus
Nova n. 50, segundo andar,
Aprompla-se almeno e jantar, c lambem ceia,
com aceio e limpeza, para casas particulares: no bec-
co do Padre n. 18.
Urna pessoa que tem bstanle pralica de fazer
escripturacao commercial.lanlo por partidaidobradas
como simples, se oflerece a fazer por mdico proco e
muita pertoijao : na ra do Queimado, loja n. 37,
se dir quem lie.
Aluga-se um silio junio a Torre, com boa casa,
quarlos separados para liospedes, 9 estribaras, plan-
la de capim para 2 cavallos, exccllenle agua do be-
ber, e com bastantes arvoredos fructferos : quem o
pretender, dirija-se casa de Aurcliano & Andrade,
ra do Queimado n. 8, que achara com quem tratar.
Manuel Ignacio da Silva Teixeira faz scienle
aos scnbores seus freguezes amigos, e modernos,
que de novo Ihe foi preciso tomar cunta da sua pa-
daria, que lem collocada no paleo da Santa Cruz, a
qual tiulia entregado de sociedade a seu flho Ma-
noel Ignacio da Silva Teixeira Jnior, o qual nao
quereudo mais so foi cstabeleeer em urna uulra ao
pe da caixa d'agua, angariaudo toda a freguezia que
existia, pelo quo o amiuncianle se v na dura ne-
cessidade de fj/.cr ao publicu esla advertencia, para
que liqurm certos que ludo nlo he a mesma cousa, c
quo muilo agradecer a quem quizer continuar, e
mesmo de novo procurem o seu cslabclecimenlo, que
apezar de sua avaurada idade e falla de saude Ihe
loi antier de novo sacrificar algum repouso ; porcia
com ludo ar todo o possivel de bem servir a lodos
que Ihe queiram fazer esla grara, mandaudo seus
portadores, que Je presente nao lem quem mande
em suas casas ; e continua a ter como cu, oulro lem-
po boin pao, e lodos os mais torrados de (oda a qua-
lidade e lainauhos ; e sobre ludo a melhor farinlia
c buui trabalho.
Precisa-se de um caixeiro para laberna, que
leulia pralica, de III a 14 anuos de idade: a tratar
No hotel da Europa precisa-se de
um caixeiro que seja muito hbil c de ta-
dordesua conducta.
AVISO.
Justin Norat, avisa ao respeitavel pu-
blico que tem um lindo e variado sorti-
mento de obras de brilhantes, do melhor
80St Mlle tein apparecido at hoje nesta
cidade; como tambem ricas obras de ou-
ro do melhoi gosto possivel, e de preco
mu razoavel: pode ser procurado todos
os das de manhaa, at a's 10 horas; de
tarde, das -i- em vante, no hotel da Eu-
ropa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Temos exposto a' venda os bilhetes da
20- lotera de Nictberoy, que corren na
casa da cmara municipal no dia sexta-
feua 3 do corrente ; as listas vem pelo va-
por nacional al 18 do corrente e os pre-
mios sero pagos sem descont, logo que
se flzer a distribuicao das listas.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, proessor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na rua Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, medame a razoa-
vel convenruo que pessoalmente oil'ere-
cera .
__~~ Precisa-sede uma ama qu saiba cozinhar e
ensommar bem : na ra da Moeda, armazem de
Joao Piolo Soares, se adiar com quem Iralar.
,7 ifeC,,sarsf. d0 um fei,or ue ba conducta, e
quetaiba trahalhar: no Manguinho silio junto ao do
Sr. cirurgiao Teixeira, ou na ra do Amorim n. 50.
,1.7mi!C''SC ,. Uma ama Pala c'nhar em casa
de um hornera solleiro : a Iralar na ra da Liugoela
r7H Pr*ci?a-S8 df.serventes forros ou escravos : na
roa da Praia n. 4o, segundo andar, ou na ra da
^oncordw, armazem de materiaes, a Iralar com Pe-
dro Aulouio Teixeira Cuimaraes.
O abaixo assignado rclira-se desta cidade a Ira-
lar de sua saude ; quem com elle liver coulas ou
lnJ *qaVe! "*5*' dlri- a loja, no pa-
leo de S. Pedro n. 2, no prazo de 3 das, que pas-
ando esla dala nao hovera direito de rccla.nVao al-
-unr.i../oau Amistado HypolUo.
ZJ2!!!??i 'i1'0 do Cajueiro, na Passagem da
Magdalena : a Iralar no mesmo.
Perdeu-se uma pulcera de ouro com esmal-
,,e' r?ga-e ? pessoa que a achou, leve-a ao palco
L,Cr. ler' nas Cinco ,,onlas I, que se
."V*'6*"0 *"'*"*' Viciaran, 1" appareccu
en sua casa, ped.ndo-lhes para o comprar, un, ne-
Sr ?Sf. 1" cl,;nma,-e Scbasliao, e ser escravo do
Sr. I.uiz Augusto Noguera, morador em Barrciros.
Isabaixo assignados previnem ao mesmo senhur que
iiao se responsabihsain pela fuga ou morle do etilo
escravo, e quo no caso de que seu seul.or o queira
vender, deve autonsar pessoa para csse lim. Kccife
II de novembro do 18*.Siqueira & Pereira.
lrecisa-se alugar uma prela coziulieira e que
,':? U 0"'?,0 de um" Msa de Pu familia : a
iralar na Boa-Vista, rua Vellia n. 103.
W .>a estrada dos Ahlelos, sitio coiifronle a S
**** eJ
i ~Z >enda nos lugares j annunciadoso n.4
no mrasileiro. lodos os brasileiros devem proteger
tao denodado athleta da liberdade, ainda mesmoTos
que uao prres do se diz a verdade e >c deseja faz Ai propagar,
quem podera resistir ao seu encanlo ? Os distribui-
dores serao agora mais promplos na entrega, e dig-
nem-se lodos os brasileiros honrados dcaceilar a as-
M-ll.ll II I ,1.
i ,"" ,1'el?>5Cunda,lveiro=a|nosaosIllms. Srs. An-
tonio de Paula Uollauda Cavalc.nli de Albuquerque
eo lente Antonio Carlos Irederico Sera, mora-
dores na corle, que respondan, asearlas que pelo
vapor Imperador foram seguras pela adminislracao
do correio detla cidade, em 5 de abril prximo nas
MUo ; se nao res|wnderem teremos de publicar ueste
torna! ai ditas cartas.Manotl to Amparo Cai A-
Companhta. "
Os Srs. Manuel Pereira do Moraes, Antonio
l.oncalves Pereira, Pedro Delgado de Borba c seo
irado Francisco, e Agostinho Jos da Silva, queiram
dirigir-s a rua Velha n. 18, a uegocio que Ihes diz
rospeilo.
Aiuga-ie uma casa na rua da Casa Forte com
coinmodos para familia, preparada de novo, com
quintal e cacimba : quem a pretender, dirija-se a
campia da igreja, sitio do Sr. Porlella, que achara
com quem iralari e nesta pr a> M rua fa
vj
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COI.X.BGIO 1 ANDAR 25*
O l)r. P. A. I.obo Moscuzo d consullas honieopalhiras lodoi os dias aos pobres, desde 9 bota) ,la
manlia aleo meio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Ollerece-se igualmente para pralicar i|uatquer operarn de cirorgia, e acudir promplamenle a qual-
quer mulher que esleja mal de parto, e cuiascircumstamias nao permillam pagar ao medico.
1 COnTORIU DK. P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo dogDr. II. Jahr, traduiidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 205000
Esla obra, a mais importante de lodas as que tratan, da homeopalha, interessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doolrina de llahneinann, e por si proprios se convencerein da verdade da
mesma : interessa a lodosos seuliores de engatillo e fazeiideiros que eslao longe dos recursos dos medi-
ros : interessa a lodosos capiles de navio, que no podem deixar uma vez ou oulra de ter precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripolanles ; e interessa a lodos os chefes de familia c.ue
por circunstancias, que nem sempre podem ser preveuidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa delta.
O vade-mecum do homeopatha ou lrsduci.au do Dr. llering, obra igualmenle ulil s pessoas que se
dedican, ao esludo da homeopalhia um volme grande.......... 83000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analomia, pharmacia, ele, ele.: obra indis
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........ 49000
Uma carleira de -Ji tubos gratules de r,nissimo christal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele................ 409000
Dila de 36 com os mesmos livros.................... 459000
Dila de 48 com os ditos. ,.................. 50000
Cada carleira he acompinhada de dous frascos de tinturasindispeusaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos enm ditos...................... 6O9OOO
Dila de 144 com ditos........................ IOO9OOO
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o llering, lorio o abalimciilo de 109000 rs. em qualquer
das carleira- cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89000
Ditas de 48 dilos......................... I69OOO
Tubos grandes avulsos....................... 19000
Vidros de meia eocj do Untura........_..........*. 2S000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om paso seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielario deste eslaliclecimento se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha tempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamanhos, c
aprompta-se qualquer encommenda de medicamenloscom toda a brevidade c por presos muito com-
modos.
Vcnde-se urna rica mobilia de Jacaranda e pe-
dra marmore, liquissimos candieiros, um rico rclu-
gio de cima do mesa de um mez de corda, um lido
carro americano de 4 roda-, com arreios para 1 e i
cavallos, com uma linda parclha ou sem eU, cama
france/.a, tatele, mesa de jantar, apparador ililo etc.
etc., ludo novo e muito em cuida : no Corredor do
Bispo, cm casa do coronel Favilla.
Vcnde-se urna mua dictad,1 ltimamente do
Bio Grande do Sul, e propria para carro por ser bo-
nita e grande: para ver, na coclieira do Sr. Claudio,
na rua da Cadcia de Santo Antonio, e para tratar,
na rna do Trapiche n. 14.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do briguu ('onceirao, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova 1'annlia que existe Imje 110 mer-
cado, e para porc/ies a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Juuior, na roa do Trapiche
n. 14. K
ILLMS. SRS. BACHAREIS. W
Na rua Nova loja n. 2, atraz da (W
matriz, vendem-se litas para car- $
tas dos dilos Srs. hachareis* a 4
5*000 rs. S

IICOIH)
69IIOO
79WK)
60OOO
1IL9UIK)
0000
8|000
169000
109IKHI
K91100
7WHK)
68000
49000
IO.3OOO
3O9OOO
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, liaja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
DUCOb, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
i*
DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na rua larga _
do Rosario 11. 36, secundo andar, colloca den- 9
les com gengivas arliliciacs, e dentadura com- $$
pela, ou parle della, com a pressao do ar. J)
Tambem lem para vender agua dentfrico do *
Dr. Pierre, c p para denles. Rna larga do ti$
Rosario n. 36seguudo audar. ge
Sat>S*3 a; Precisa-se de urna mulher forra ou escrava,
Sara lodo servir de uma casa ; a Iralar 1,0 Mundo
ovo rom Antonio Manuel Esteves, casa n. 46
Quem precisar de uma ama para cozinhar o
comprar, dirija-se CamboadoCarmo, pnmeiru bec-
co viudo da rua'Nova.
Precisa-se de uma ama de leilc forra 011 capti-
va, que o Ma srja bou ; na rua Bella 11. JO.
Jos Francisco Bello, genro do fallecido major
Francisco Antonio Pereira dos Sanios, senhor do en-
genho Tcnlugal, pelo prsenle convida aos credores
do mesmo fallecido, para que dentro de 3 dias com-
uarecam na ru do Collegio 11. -Z, primeiro indar,
levando os ttulos de leus dbitos para visli dclles
se convencionar a solvencia do dilos dbitos, visto
estarcm concordes lodos os herdeiros.Como procu-
rador, Deodoro L'lpiauo Coelho Calanho.
Novos li>ros de homeopalhia uicfranccz, obras
todas de summa importancia :
Ualiiicmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes............
Tafia, irolcslias dos meninos.....
llering, honieopalliia domestica.....
Jahr, pliarniacnpcalionieopatliica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr,'molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Bapon,historia da hoinenpalhia, 2 volumes
llarthmanii, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica humcopalhica. .
De l'a\olle. doulrina medica homeopalhica
Chuica de Slaoneli........
Casling, verdade da hoincopalhis. .
Diccionario de Nvslen.......
Atllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a dcscriprao
de lodas as parles do corjio humano ." .
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homepa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio u. 25,
primeiru audar.
Aluga-sc para o servico de bolieiro um cscra-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo Je Loureiro.
r,TTa a 1 i,qu'm rerreira 1e leve loja na p.
linda do l.iM.iiiii-uiu lem uma caria na livraria ns.
6 e 8 da anea da Independencia.
ANTltiO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No ahtigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha inuito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal yirgem, chegadaha
pouco. tudo por Diego commodo.
O Sr. Adolpho Manocl Camello Lins,
esenvao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 c 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 c 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio-
TEKCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 2i de
novembro.
O thesoureiro faz constar que cstao
a venda os bilhetes da presente lotera
nos lugares seguintes: rua Nova 11. -i,
praca da Independencia, n. 4, rua do
Queimado, loja do Sr. Moraes, rua doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, luja do Sr. Guimaracs, e na
rua do Collegio n. 15, na thesouraiia das
loteras.-Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Ovei
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8i)000
Meios. ijjOOO
Oirercce-sc un, rapaz porlugiicz para caixeiro
de laberna ou outro qualquer eslahcleciinenlo, para
tomar conla por balanro ou sem elle, para o que
lem bstanle pralica : quem de seu preslunose qui-
zer ulilisar, dirija-se .1 prara da Independencia 11.
10, das 10 as J da larde.
MUITO SUPERIORES-
Silo chegados loja de miudezas, defronte do l.i-
vremento, os desojados ptiaiphoroi sem o incommo-
dativo enxofre, c lendo a propriedade de nao falhar
logo, lia cm caixinhas de 100 e de 500, estes a 120 o
aquelles a 40 ; na mesma loja contina a Icr terco
engrasados, que por ellesj.i he bem conhecida por
loja dos trros ; a ellos, freguezes.
Pitcisa-se de uma ama para o servi-
co de uma casa : na rua Augusta n. 8C.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar,
ou urna casa terrea com quinlal, cujo preco menta]
nao exceda de 30)000 al 2.V3OOO, em qualquer das
ras Nova, do Sol, das Flores, da Concordia, das
I rincheiras, do Rosario, do Queimado, das Cruzes,
da Cadea do Collegio ele. ; quem tiver, dirija-se i
rui das Mores n.37, primeiro andar, que se faz qual-
quer negocio.
Mal
ira.
I u J. JANE, DENTISTA, |
& continua a residir na rua Nova n. 1'J, nrimei- Z
ro andar. S
Ucseja-se fallar com o Sr. Jim Joaqiiim Go-
mes da Silva, natural de Portugal, para receber urna
encommenda de sua familia; ou se alguna pessoa
souber dar informarnos do mesmo, se llie licaru mui-
to obrigado : na rna do Rosario da Boa-Vista n. il.
Dii-sa dinheiro a juros sobre penhores de onr
ou prala, cm pequeas quanlias ; na roa Velha
n. 3.,.
Prcrisa-se alugar um prclo que srja fiel,
andar com nina pessoa vendcmlo pelas mas
perfumaras :
para
joias e
quem o livcr, dinja-ic ao sobrado n.
TO da rua de Hurlas, junio a igreja do Senhor d
Alarlyrios : na mesma
casa compra-se um lilciro
que suya para vender dilas joias, mas que seja ain-
da em bom estado.
Preeisa-M de um Irabalhador de masseira c
que saiba fazer todo o servico de sua oceuparoo
e lamlicm para entregar pao em uma freguczii'lia-
do por conla da casa : a tratar no paleo da Sania
Cruz, padaria 11. 6.
A pessoa que precisar de um caval-
lo rusto, que ande barco, seja novo, ardi-
goe sem achaques, annuncie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a rua
do Queimado n. 20.
ANDA esta por arrendar o silin da Torre, aon-
de passou a fesla dous anuos consecutivos o Sr. Dr.
Footeca, com baixa de capim, cacimba c casa com
/quarlos, doas salas ecnsinha: os prelendentcs di-
njam-se a rua da Saula Cruz 11. 74.
- iT~ Jo1* 'Pnac' ue Arruda subdilo porluguez vai
l orle Alegre, provincia do Rio Grande do Sul, a
tratar d seus negocios.
TOA LELAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, veodem-se loalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda 00 da 24 do correte imprete-
rivelmente
AusS:IHXinkki, 4:0009000, 1:0009000.
Na cata da Fortuua, aterro da Boa-Vista n. ~i A,
veuderu-te 01 mu acreditados bilhele, meios ecau-
telas do caulelisla Salusliano de Aquino Ferreija ;
os bilhetes o cautelas deste rauteliila nao sollrem o
descont de 8 do imposto .'eral 110 Ires primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 9g000 recebe por inleiro 8:0DOSO00
Meios a 49500 nlim 4:0009000
Quarlos a tS>00 dem 2:0009llu0
Otavos a 19300 dem 1:0009000
Decimos a 19100 dem 8009000
Vigsimos 600 dem 403000
Sabio .1 luz a biographia do Dr. Comes em um
Tldelo de 30 paginas, grande in 8.", com o seu re-
trato e o facsmile Aa sua firma, gravados do ori-
giual piulado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azcvcdo com espantoso tlenlo natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na prara da
Independencia, nas boticas dos senhores Ituriolo-
mcu e Piulo, rua do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Iguaciu Bibciro prara da Boa Vista, do Sr. Bravo
rua da Madre de Dos, e no armazem doSr. Manuel
dos Santos Foules rua do Collegio 11. -25. Prcr,o 1 -.
Precisa-se de um cuiiuhero para um engciihu
pcrlo da praja : a fallar na rua das Flores n. 37,
primeiro andar.
UM PRODIGIO DO METIIODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RUA
DA PRAIA.
Diz o illuslre lilleralo, a paginas XI da sua 3.
ediccao, que o seu melhodu cura a gaguez ; com
clleilo, o seguiulc caso he mais una maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-mc o Rvm. Sr.
padre Leraos de ensinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempeiiliar a iiiinha mitlBr. fui-llio
gritando as regras e mais preceitos do mclhodo,
quando oh! prodigio, no lim de 15 dias o menino
entra a pronunciartodo o alphabelo.junla as sitiabas,
cania as regras c execula as marchas sillabicas com
loda a perl'eicu Os incrdulos podem desengaar-
se con, o pai do dito menino. O director da escola de
n-mira repentina estimara mullo que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornacs dcsla cidade (oMOni das 7
as II 'la-nnila hnru p.n o.. aslo lOai fles dos, leslcmuiihar ocularmenle a excelleDcia deste
melbodo. As lines de noile para os humeas 5.3OOO
mciisacs; de da para os meninos :i9O00. O direclur
da livros, pedras, e tudo o mais preciso aos discpu-
los ; na rua da Praia, palacete amarello.
Aluga-se uma casa terrea na povoarao do Mon-
leiro, coma freute para a igreja de S." Panlaleio,
muito limpa, Iresca, com commodos para familia re-
gular, leodo uma porta e duas janellas ua frente : a
Iralar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Junior,
na nresma povoato, ou ua rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Precisa-te de urna ama secca para casa de fami-
lia, a qual Iridia boa conducta : quem estiver neslas
circunstancias, dirija-so ao aterro da Boa-Vista
n. 30.
0 abaixo assignado faz sciente ao respeilavel
publico, que para Iralar de sua saude deixou do ser
caixeiro dos Srs. Reg e Albuquerque & Companhia
desde o dia 12 do corrale mez, e aproveila a occa-
siao para agradecer aos mesmos senhores o bom 1ra-
lameulo que Ihe deram durante 6 anuos que esleve
em sua casa.
Joao Scpomuceno Vellonode Aztcedo.
Perdeu-se na soguuda-feira, 13 do corrente, as
i lioras da larde, um brilhanle do urna pulcera,
cravado cm llagraua com esmalte, desde o paleo do
Carino at a rua do l.ivramenlo, de um e oulro lado
da rua : quem o achou, quereudu restilui-lo, leve-o
ao paleo do Carino 11. 17, que ser recompensado.
Roga-se aos senhores ourives ou qualquer pessoa a
quem for offerecido, o obsequio de apprcheudc-lo c
dar parle na referida casa.
No dia 17 do correle mez, na sala das audien-
cias, as II horas do dia, depois de linda a audiencia
do Dr. juiz de orpbos c ausentes, lera de serem ar-
rematadas por venda a quem mais der, uma mora-
da de casa lerrea racia-agua, na freguezia da Boa-
Vista, no lugar do Campo Verde, na Soledadc, a
qual lem porta de cocheira, avahada por 209000 ;
oulra dita lambem terrea, meia-agua, junto a dila
por I6O9OOO; por execuc.ao que move Justino Perei-
ra de Fariai contra o casal do menlecapto Manocl da
Cunha Olivcira.
A. Colombicz, com loja u. 2, na rua Nova,
avisa aos seus devedores que Ihe venhain pagar no
prazo de 8 dias, para nao ser obrigado a chama-Ios a
juizo.
PARA EXAMES EM MARCO.
Quem quizer esludar geometra, dirjase quanlo
antes i rua do Queimado 11. 14, primeiro andar, on-
de acha-se abcrla uma aula particular, das 9 as 10
horas da manhaa.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinhar c
engommar, para uma casa de pouca familia : qncm
quizer procure na rua Velha n. 38, para Iralar.
Antonio Roberto, com loja l'ranrr/a na rua No-
va n. 13, acadade receber pelo ultimo navio o Cus-
teto, um completo sortimento de chapeos de seda
para senhora e meninas, os mais modernos e bonitos
que ha no mercado, e por prem mais commodo do
que em oulra qualquer parle.
Aluga-se um escravo bom cozinheiro : na rua
doCabug n. 16, lerceiro andar.
VENDAS.
Chegarain recentemente algumas sac-
cas do bom larello, que estio expostas a
venda uos armazens delronte da cscadi-
nha, ou na travessa da Madre de Dos,
armazem de Novaes & C.
Sedas achamalotadas de cores e pre-
ta,a700 rs. o covado: na rua do Quei-
mado loja 1. 40.
ARREIOS PARA CARROS.
Em casa de Briinii Praeger & C, ha pa-
ra vender um lindo apparelho para 2 ca-
vallos feitopor encominenda, e dequali-
dade superior a todos que tem vindo a
esta praca, com guaiiiiro'de metal qite
nunca se estraga; esta obra se recom-
menda principalmente para iimparticular
por ser de ptimo gosto, c feita com to-
da a elegancia : vende-sc na rua da Cruz
n- 10.
Vendem-se barris com pnlassa nova, o por pre-
co commodo : na rua da Madre de Dos, loja n. 34,
de Jos Anlonio da Cunha & Irmaos.
Vende-se uma llanta de bano verdadeiro e de
4 chaves, pelo preco de 109000: na rua de Santo
Amaro n. 40.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e dufron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taiclias tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Em casa de Tiinm Mousen & Vinnassa,
prara do Corpo Santo n. 13, ha para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior qualidado.
Um piano vertical da qualidadc mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinthe e cherry cordial, de superior
qualidadc.
Licores de dillerentes qualidadcs.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
VENDEM-SE
Os melhores relogios de ouro patente
inglez. ja' muito acreditados neste mer-
cado : em casa de Rnssell Mellors&C,
rua da Cadeia do Itecife n. 56.
Vcnde-se uma escrava mora, de bonita figura,
ptima 1 u-lii 1 i'ir.i. e sofl'nvcl eiignmniadeira e cozi-
nheira, nao lem vicio nem achaques: na rua deiior-
las 11.6O.
Relinacao, rua da Concordia n. 8.
Vrndc-se r-te eslabelcrimcnlo bem montado, rom
algumas machinas para o fabrico do assucar, entre
ellas urna machina centrifuga, que purga assucar de
8 a 10 minutos. Este eslahclcrimeulu offerece com-
modos par fabricar grande porrao de assucar, obri-
gando-se o vendedor a dar os esrlarecimenlos neces-
sarios tendentes ao mesmo fabrico : vende-se por seu
dono retirar-se do imperio.
BOM E BARATO.
Vendem-se cadeiras de jacarando, 10-
fs, consol!, bancal redondas com podra
e sem ella, radtiras de amarello, sofai,
contlos, bancas redondas, banquinhas de
4 ps, camas de sngico. dilas do amarello,
marquezas de lgica, dilas de amarello e
de oleo, uleirii.li.i-. para meiiiuos comer a mesa, di-
tas para meninas de escola, sendo obras muilo mo-
dernas e do bom gosto : na Camboa do Carmo, loja
de mobilia n. 14.
Batatas a todo preco.
Na rua de Apollo, armazem n. 2 B, existe um res-
to de boase perfeilas batatas.que se vende a escolhcr,
por preco muilo em conla.
Vende-se urna negra de nacao, quilandeira,
com duat crias, uma de 7 mrzes e oulra de 7 anuos;
o motivo da venda he por nao querer servir : no pa-
teo de S. Pedro, sobrado da quiua que volla para a
rua de ilortas, segundo andar.
Vende-se urna negra de narao, de idade 40
annos, que sabe rozinlmr c ensalmar, e lodo o mais
servro de portas a dentro : na rua do Hospicio
c. 34. F
."-fia Iravessa das Cruzes ou hecco daPole n. 10,
vcnde-se azeilc de carrapalo a I96OO a caada, o 240
em garrafa.
Vende-le um negro rrioulo, muco, prnprio pa-
ra todo servico : no becco da l.iugoela n. 8.
Vende-se uma taberna com poneos fundos.pro-
ia para qoalqucr principiante, sita na rua doCo-
n. I n ; a tratar na rua da Madre.de Dos
pna
COMPRAS.
Comprase uma casa tenca com quintal, 110
bairro da Boa-Vista : quem liver, dirija-se i rua
delraz da matriz da Boa-Vista 11. 5i.
Compra-se uma prel de 25 a 30 anuos, sendo
sada c de bonita figura, que saiba ro/.i 11 liar e engom-
mar : na roa do Calinga, loja de ourives 11. II, de
>crapliiui & Irmau.
Compra-so prala brasileira c hespauhola ; na
rua da Cadeia do Rerifc i>. 54, loja.
AVISO 1NTERESSANTE A OUEM l'OS-
SUE MATTAS.
J APARAN DUBA.
Compram-so varas do japaranduha que sirvam
para arcos de pipas, islo he, que Icnham ce ira de
15 palmos de enmprimento, grossura suflirienle e
lieni linheiras ; pagam-sc 100 rs. rada vara : na
dMUaelo do Franca na praia de S. Rila.
Compram-se os Diaria* de 2 a 5 do corrente
me/, de novembro : ua livraria n. 6 c 8 da praca da
I ndependencia.
VENDAS^
CEMENTO R01AN0.
\ ende-se ccinenlo romano chegado rcccnlcnienle
le llamburgo, cm barricas do 12 arrobas, c as maio-
res que ha no mercado : na rua da Cruz do Recife,
iirmazein 11. 13.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicio de C. Starr em Santo Amaro, acha-se para vender
raoendas de caimas todas de ferro, de um
r.nodello e construccao muito superiores.
Vende-se uma escrava da Cosa, boa quilan-
cleira, cozinheira e lavadeira; o motivo da venda he
porque nao quer servir a seu senhur : quem quizer,
dirija-se rua da Praia de Sania Rila, serrara
23.
Vcnde-se nma escrava com uma cria de 5 an-
uos, muito linda : na rua do Fogo n. 23, se dir
lueui vende.
MaaaajM
:E3i'?a-3BSMO.sa &&$i4
CORTES DE SEDAS. 1
yendem-seroes ac sedas de quadros.soslo H
dt escoce/,, pelo barato prero de 169 e I89: na i
rua Nov n. 16, de Jos I.uiz Pereira & Filho.g
Vendem-se vestidos de seda com buhados, fa-
- onda o mais rico e mais moderno que lem appareci-
do, pelo preco de I69OOO : na rua do Queimado n.
38, em frcnle do becco da Congregaban.
Veudem-se cassas chitas a 19920 o corle ; al-
paca de seda a 440 ; laaznha muc.ulina a 19000 ;
rscados varsovianos de exccllentcs padres a 340 :
na rua do Queimado 11. 38, em frente do becco da
Congregarlo.
Vendc-se uma laberna, sita na esquina da rua
do AragSo 11. 43, a dinheiro ou a prazo, com boas
firmas; a mesma serve para morada de familia :
quem a pretender, dirija-se ao pateo da Suata Cruz
11. 2.
Coisinhas de bom gosto.
Vendem-se prnlcs de tartaruga do muilo lindos
goslos para as sculioras prender os cabellos, pelo
baralissmo preco de 5, 6 e 89OOO ; ditos de marfim
para piolbo. os mais finos que lem apparecido a t>
e 19500; leiicinhos do retroz de todas as cores a
19280 ; leques finos com espelhos e plumas a 29500 ;
luvasde seda de lodas as cores para senhora, homem
c meninas a 19 e IglOO ; dilas de lorral prelas, cor
de caima e brancas a 1g, ljliOO e 29000 ; meias de
seda de muilu lindas cures para crianzas de 1, 2 e 3
annos a 29000 ; ditas do algudao para meninas das
mesmas idades, brancas, cruas c de cures a 240, 280
e 320 ;_ carleirnhas mui delicadas para senhora a
15. 16500 e 29000 ; caixinhas com brinquedos para
uieuiuo a 320 ; dilas com agulhas franeczas a 160 ;
esleirmhas muito linas pintadas, proprias para cima
de banquinhas, commodas ou mesuio para as senho-
. ras seutarem-sc a 600 rs. ; rcloglnhos pata cima de
mesa 60000 ; caixinhas para joias a 320, 500, 19 c
19-500 ; chicotes finos para senhora e homem iiida-
rem a cavalloa 19500 e 29OOO ; palitos de fugu de
veliuhas em caixinhas torneadas c envernisadas a
160 ; e .ilem disto outras mulai cousas, ludo de liom
gosto c por precus commodos : na rua do Queimado,
loja de miudezas da Boa Fama 11. 33.
Luvas de Jovin.
Vendem-se as- muilo conhrcidas Intas de Jovin
para liomeni e senhora a 29000 o par ; dilas de fio
da Escocia, fazenda superior, para homem e senho-
ra a 1;000 ; na rua do Qucjmado, loja de miudezas
da Bou Fama n. 33.
Meias de laia e algodao para padres.
Vendem-se superiores meias de laia e algodao
para padres, pelo baralssimo preco de 700 c 29OOO
o par : na rua do Queimado, loja de miudezas da
Boa Fama n. 33.
Na rua do l.vramenlo n.3(, loja, se dir quem
vende 1 par de fivcllas para sapalos de sacerdote, 2
pares de brincos, 1 dilo de rozetas, 1 alfinele para
homem ou menino com um gnrtidc diamante rosa 110
meio, 1 crrente para relogio, t relogio patente in-
glez do caixa de prala, I COnelo de cornalina cn-
casloado em ouro, 1 medalha muilu moderna, 1
minino.la de angico o 2 bancas ordinarias.
Vendem-se ricas aboloaduras para rlleles a
400, 509, 800 e 19-500 ; meias para homem, fazenda
muilo superior, brancas, cruas e de cores, muilo bo-
nitas e linas a 2i0, 280 e 320 ; charuleiras de mar-
roquim a 400 rs. ; carlciras de algibeira com eslojo
a 298OO : na rua do Queimado, loja de miudezas da
Boa Fama n. 33,
Vendc-sc um ptimo prclo da Cosa por prero
muilo commodo, e o roolivo se dini ao comprador:
na ral do Queimado, loja de miudezas n. 33.
Vendem-se 3 esclavos de bonitas figuras, 9 di-
lasque eiigommam, cusem e cozinham, o 1 miii.it 1-
nliu de idade II aunes : na rua Direita 11. 3.
Vendc-se urna negra crioula, com un, bonito
inolequinho de 5 anuos ; na rua da Praia 11. 4.
g3SyS5:*?S:^c: it.:: K:::!--se;*
8 RUA DO CRESPO N. 12.
ti Vende-se nesta loja superior damasco de S
J seda de cores, sendo bramo, encarnado, rovo,
f$ por prero razoavel. $t
Vende-se um molcqucsailiii. bonila figura, com
idade de 7 anuos : ua rua do Cabuga, loja de ouri-
ves n. 9.
<$ POTASSA BRASILEIRA- jj
^ Vende-se superior potassa, fa- tlj
bricada no Rio de Janeiro, che- (*
2| gada recen teniente, recommeo- S
^ (la-se aos senliorrs de engenho os 2
' seus bons elleitos ja' experimen- J
' tados : na rua da Cl uz 11. 20, ai- V7
fP mazem de L. Lcconle Feron & W
IB Companhia. t>
COM1ECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia: ludo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos lregt/ 'as.
dorniz
n. 36.
Na rua |du Amorim n. 50, vendc-se nma casa e
armaran de laberna : 110 aterro dos Afogados.
Vende-se uma negrinha de idade de 8 annos,
muilo buuliuha. propria para mucama : a Iralar na
rua da Sania Cruz, casa 11 22.
O KECHEIO, JORNAL DAS FAMILIAS.
Vcnde-se em 5 volumes o 1. e 2. lomos das Me-
morias Histricas da provincia de Pernambuco, e o
-'. e .1 j.-olumc- do Universo Pitoresco, o 1., 2. o 3.
volumes da Vida de Bertoldo : na rua da Scnzala
Velha n. 50, primeiro audar.
n Veude-se om negro de nacao, cozinheiro e de
lodo mais servro, boa figura ; um negro de nacao,
e duui mulalinlios de 7 para 8 anuos : na rua da
Seozala Velha 11. 70, seguudo audar, se dir quem
vende.
Vendem-se canastras com batatas em
bom estado, por diminuto preco : no ar-
mazem do Sr. Paula Lopes, dfronte da
escadinha do caes da alfandega, c na rua
da Cadeia do Recife, loja de lerragens n.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4|600.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadea. *
Attenc-ao ao barato, na rua do Quei-
mado, loja n. 57.
O liquidalario dc.-le csiabelccimento deseja aca-
bar pur estes dias com todas as miudezas quCarrc-
maluu, e por vende por todo o preco ; e convida aos
amantes do barato para que nao percam a uccasiao
desta-pochincha, que se Ihe afianca nao se enjeitar
diulieii u ; a ellas, antes que se acabem.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de la, gosto es-
cossez, padroes novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na rua do Crespo n. 25.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em canas de 1 ou 2 dunas de garrafas : vcnde-se 110
armazn, de Barroca & C.slro, na rua da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INLEZES DE PATENTE.
Continuara a vender-te por prero commodo: uo
armazem de Barroca & Castro, na rua da Cadea do
Recife n. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caixas de prala
para cartas de bacharel, abrindo-se nas mesmas
quaesquer lellras e gravuras com loda a perfeirao c
precos commodos : na rua do Cabug loja de "ouri-
vet u. 11, de Scralim c\ Irmo.
Vende-sc o verdadeiro rape de Paulo Cordei-
ro em ; libra, recentemente chrgado do Rio de Ja-
neiro ; na loja de ferragens, na rua do Queimado
u. 13.
Vendem-se estojos com navalhas de cabo bran-
co, lesouras muilo superiores, tanto de costura como
de barbeiros: ua loja de ferrageus, na rua do Quei-
mado n. 13.
Bichas de llamburgo.
-Ka anua. Wp^iio de bichas, 1,1 rua e-lrcila ilu
Rosario 11. II, dcManoel do llego Saotaa, elde-
se a porroo e a retalho ; e alugam se por menos do
que cm oulra qualquer parte ; islu pur ter muila
quantidadc de bichas.
Para luto. -
Vonde-se cassa prela com pintas e llores brancas,
Tazenda superior, pelo barato prero de 480 a vara ;
na loja de 4 portas di rua do Queimado n. 10.
Sedas baratas.
Vendem-se corles de vestido de seda de cores, gos-
los modernos e muilo boa fazenda, por preco muilo
commodo : na loja de 4 portas da rua do Queimado
Vendc-sc um carrro de 4
rodas c 4 assenlos, novo e
moderno ; vendem-se lam-
bem boas parclhas de cavallos para o dito c para ca-
briolis, pur prero commodo : na rua Nova, cochei-
ra de Adolpho Bourgeois.
PARA PAC.ENS
superiores chapeos enveruisados para criados, por
commodo prero: ua praca da Indepeudeucia 11.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
011 catacumbas: na rua do Amorim ar-
mazem n. 41, de Francisco Guedes de
Antojo.
Vcnde-se muito superior farinia de mandioca,
em saceos de alqueirc, medida velha, a ttOOO cada
uma : no armazem de Joaquim de Paula Lopes de-
lronte da escadinha do caes da alfandega.
\ ende-se uma morada de casa lerrea, ua rua
lo togu 11. 29: a lialar na mesma, c la se dir quem
he o dono.
FARIMIA DE MANDIOCA
cm saccas de 2 e meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por preco commodo:
Irala-se no escriptorio de Machado & "Pinheiro, na
rua do Vigaro 11. 19, segundo andar, ou na rua do
Amorim 11. 54, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
cliegadas iilliinameule de Lisboa, com todos os sor-
liineulo. a vnnlade dus compradores, e por prero
mais barato do que em oulra qualquer parle : Iral-
se rom Machado & Piuheiro, na rua do Vicario n.
19, segundo andar.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronte da boneca u. 8,
chegou ltimamente um completo sorliracnlo de lo-
dos os gneros do molhados dus ltimamente che-
gados, e vcnde-se por prero muito razoavel
manteiga inuleza n 480, 720, 800 e 880 ; dila
ranceza a 60 ; arroz do Marauhao a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; clin hvsson a I96OO, 1X990,
29-500 c 29800 ; dilo do Ro a I96OO ; velas de
espermacele a 880, 960 e 19120 a libra ; caixas de
estrelladla muilu superior a 59OOO; passas, figos,
amellas, desembarcadas ltimamente, ludo de supe-
rior quididades.
No armazem de Feidcl Pinto & Companhia, na
rua da Cruz n. 63, junto ao Corpo Santo, vcudcin-
se vidros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogu e muilo elegantes, sa-
ga e cevadinha em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem solTrodu mal da preguica, quadrosde va-
rios la manilos, para eslampas e lelratos, machinas
para copiar do carias e leus pcrlcnces, familias c va-
rios legumes para sopa frauecza, vidros de varios
tamanhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
lamauhos, lavatorios p 11 talis com lodos os seus per-
teuces.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-sc casemira prela c de cor para palitos por
ser muilo leve a 9600 o covado, panno azul a 39 c
9000, dito prclo a 39, 3-9-500, ij, .59 c 59500, corles
de casemira de goslos modernos a (a<)00, sel un pre-
o de Mac.io a :i9200 e 9OOO o covado : na rua do
Crespo n. 6.
1,0.1 E BARATO.
Panno preto c de tudas as cores, de pceo de 3 a
39500 rs. o covado, fazenda que cm oulra qualquer
parle he de 59000 rs., vende-sc barilo por ler-se
comprado grande porrao : na rua do Queimado n.
_J, loja 1I0 sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
Vende-ce a verdadeira polassa da
Russia, e cal virgem, rinda no brigue
portugue/. Tarujo III, chegado 110 dia
.) do crtente : na praca do Corpo Santo
11. 11. '
Vendc-sc sola muilo boa c pellos de cabra, em
pequeas e grandes porcOes : na rua da Cadeia do
Recife 11. 49, primeiro andar.
INDIANA DE SEDA DE fl ADIS A
800 US. 0 COVADO.
Chegou pelo ullimo navio de Franca uma fazrnda
nleiramenlc nova, da atoa de qua'dros.om o lin-
do nomc Indiana, que pelo seu brilho parece |seda,
pelo barato preco de 800 rs. o covado ; do-se as
amostras com penhures : na rua do Queimado, loja
n. 40.
Moinhos de vento
om bmbasele repuxo para regar horlas e baixa,
derapim. na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum us. 6, 8e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim Iraurarlo de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a ,mie 19000; dilo mesrlado a
19400 ; corles de fustn branco a 400 rs. ; dilos de
cores de bom gilo a 800 rt. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o cuvado 5 corles de cassa chito a
29000 e 29200 ; leucos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de Moho do Porto para rosto a 149000 duzia ; di-
tas alcoxoadas a 10S000 ; Ruardanapos lambem alco-
xoados a 39600 : na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GlARDA CALOR:
portanto, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 19400; dilos sem pollo a 19-200;
ditos de tpele a 1fi200 : na rua do Crespo n. 6.
Vende-se um excedente carrlnho de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est expostu
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua di Cruz 00
Recifo n. 27. armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior quahdade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz 11. i.
-Vendc-se em casa de Rabe Schmet
tautSiC., na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
l'm dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dillerentes tamaitos para
espelhos.
ludo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolo muilo largo a 39000 e 39500 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CUALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadea : vende-se chales de
seda a 8$000, 12j000, 14^000 e 18J000
rs., manteletes de seda de cor a 11 #000
rs chales pretosde la muito grandes a
3 1280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidadc, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha- )
l se nicamente em casa de L. Le- :
9 comte Feron Se Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo
jf) Conde de Mareuil e os rtulos
( das garrafas sao azues.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins ingleses.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arrobas.
Foi 110 de farinha.
Candelabros e candieiros bron/.cados.
Despencerra de ferro galvanisado.
Ferro galvaaisado em folha para forro.
Cobre de forro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nrencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Bcrlin, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandzas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. 0. Bieber 4 Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
DE PALUA ABERTOS.
Vendem-se superiores chapeos de palha a herios
para horneas por preco commodo : na oraca da In-
dependencia n. 24 a 30. ^
Vende-se no armazem de James Halliday,
na rua da Cruz n. 2, o seguinte:
Sellins inglezes chegados agora.
Sillines para montaria
Ca becadas decouro.
Estribos de ace e metal.
Lanternas para carro e cabriole!.
Eixos de patente para carros.
Vende-se uma rio mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro eu a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Collegio n. 8.
vende-se uma escollada collecc3o das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
"jquaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico bresente.
;? ?* ^
Deposito de panno O algodao da 4*
fabrica de todos os santos na t
Babia. 9
Vcnde-se Na bem condecido panuo, blo-
W prio pars iiecoi o roopa de escravo. ; no es- t
% tVSs;. &*"" "npanhia' """do 2
En Ca de J. Keller&C, na roa
da Crian. 55, ba para vender 5 excel-
lentes pianos ruidos ltimamente de Ham-
burgo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito graades e encorpados,
dilos brincos com pello, muito grandes, imitando ou
de l.i.i, a 19100 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vendc-se panno preto 29IOO, 2800, 39,
39500, 45500, .50500, 69OOO rs. o covado.dllo azul,
2, 2580O, 4, 6, 70, o covado ; dito verde, 2800,
3*500, 4?, 55 rs. o covado ; dito cr de pinhSo a
45.500 o covado ; corles do casemira prela frauciza a
elaslira, i "5-500 e 85500 rs. ; dilos com pequeo
dsfeilo.ii 65500; ditos inglezenfeslado a 59000 ; dilos
do cor a 45, 55-500 69 rs.; merino preto a la, I5IOO
o covado. -
Afeaolo do Edwl Ma.
Na ruado Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
v\ Companhia, acha-se conslanlemenle bons sorli-
mentos de laias de ferro coado e balido, tanto ra-
sa romo fundas, munidas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e mdelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, paisndeirai de ferro estaiihado
para casa de purgar, por menos preco que o de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fa-
llas de flandres ; tudo por barato preto.
Vende-se relenle lalioado de pinho, room
lomonla cliruado a A merlo* : na rui de Apollo,
trapiche 1I0 l-'erreira, a cnleuder-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas lrancezas a 320 o covado.
Na rua dn Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
gusto, a Mi) u covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flaneila para forro de sellins che-
gada recentemente da Americi.
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vcnde-se muilo superior poUtsa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precus ba-
ratos que he pan fechar conlas.
Bepmito da lahriea. da Todos aa nto na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprin para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prero commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nestc csiabelccimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas paca engenho, ma-
chinas de vapor, e tai.xas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. P
Vinho do Rlicno, de qualidadcs cs-
peciaes, em caixas de urna duzia,cliarutos
de llavana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
-. Na rua da Cadeia do Hecife n. 60, vendem-se os
seguintes vinhos, us mais superiores que lem viudo a
este mercado.
Porto,
Baca Has,
\erez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em ramullas de urna duzia de garrafas, o visla da
qualidadc por prer,o muito em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 lia para vender
barris rom cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vcnde-se uma balacea, romana com lodos os
seus pcrlcnces, cm bom uto e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ras df'Croz, armazem n.4.
PL'BLICACAO* M2LIGIQ8A.
Sabio 11 luz o novo Mez de Mara, idoplado pelos
reverendsimos padres 1 apuehjulius de B. 0. da Pe-
aba dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nil un da CnncricAo, e da noticia bislartM da me-
dalha milagrosa, c deN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 o 8 da praca da
indepeudencia. a I5OOO.
Completos Mii 11 incntos de fa/.endas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia. de
seda com barra c babados, a 89OOO rs. ; ditos cota
flores, "5, 9a c 105 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 115 ; cortes de cambraia franceza muito fi-
na, lisa, rom barra, 9 varas |mr 45500 ; corles de
caosa do cor com Ires barras, de lindos padroes,
352OO, pecas de cambraia para cortinados, com 8,'i
varas, por 356OO, ditas de ramagem multo linas, a
65 : cambraia de salpico* miudinhos.branca e de cor
muilo lina, i800 rs. avara ;atoalhado de linhoacol-
vuadu. a 900 a vara, dilo adamascado com 7>i pal-
mos de larguia, 25200c 35500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, i 400 rs. o cova-
do ; corles de ctele de fuslao alcoxoad c bons pa-
dres liios, 800 rs. ; lenco de cambraia do linho
i 300 ; dilos grandes finos, 800 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prelas muito superiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
Vendc-sc una laberna na rua do Kosaro da
Boa-Vista 11. 47, que vende muito para a Ierra, os
seus finidos silo cerca de 1:2009000 rs., vende-se
purcm com menos se o comprador asim Iheconvier :
a tratar junio a alfandega, Iravessa da Madre de Dos
annazei 11. 21.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Howmann, 11a rua do Brum, passaii-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai\as de ferio
fundido c batido de i) a 8 palmos de
liocca, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarca m-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quaarilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
IUA 1K> *MHE
Em casa de Patn Nash C., ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 3 quartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidadc
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto ChristSo.
Sahio a luz a 2." edicao do livrinho denominado-
Devoto Chnitao,min correcto eocrescenUdo: venda.
se nicamente na livraria n. 6 c 8 da praca di la-
dciiendencia 1 640 n. cada eiemplar.
Redes acolchoadas,
brincas e de cores de un s panno, muilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na rua do Creipo. loii da
esquini qne volla para u cadeia.
Vendetn-se chaly da quadros, goslo modoroo a 6
-C? i,reg? ** ***' ""'l^oiene de quadros
le la e seda a 800 r. o covado, cimbniai traocezai
de lindos padroa*, romearas da fil, dllai de retro*
bordada de lindas cores, chales da teda a outros com
nnslura de 1,1 por baratos preroi, rico chapeos para
meninas de om a oito annos, meias de seda e rhj al-
godao para meninos, hivas de seda para homem. o
senhoras. e oolra fatrendas de aoslo que te darao a
amostra com penhor: na rua Nova o. 16, de Jos
I.uiz Pereira & Filho.
PALITOS FKAKCE7.ES.
, iV^TIf P""'os francezei de briine de bretanha
,n 1 ? 9J de *lpaca t"*0 de c'* a 8>
e 105, dilos de panuo lino a 16, 18 e 20: na tu
Nova n. 16, da Jos Loiz Pereira & Filho.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desipparaceo no dia 7 do corrala me* da no-
vembro uma praia de nome Mara Cajueiro, da na-
cao Calabar, de idade 50 e lanos annoi, balsa do
corpo, meia corcuuda, magra e muilo soja por ser
cozinheira levou vestido de riscadlnho izol muilu
sujo, he muito falladeira, pinta do cabello, lem oa
bracos e peroai meio foveiro, e a bocea franzida de
Irazer cachimbo: roga-se a lodos os capitn decam-
po e auloridadrs polciaes, prindpalmenle doi arra-
baldes desta cidade c de Oioda onde ella seora
anda, a apprehendam e cunduzam-na ao largo da
I rempe, sobrado n. 1, que lera taberna por bajo,
que gratificar fieneruiamenle.
Dosapparereu de casa de leu senhor, ao dia 1<
do rorreute, urna muala escrava, de nome Albina,
idade presumida 3o auno, com os signas w.ainles
alia, tola, orelhas grandes, cabello crespos, norom
corlados, corpo regular, coslnma andatcalcaJT le-
vou tpalos, saia e panno preto ji usado, e vesMolde
dula encamado: roga-se, portanto. a quemap-
prehende-la, leva-la a rua larga do Hosario o. 30
lerceiro andar, que sera recompensado as>iu como
prolesla-sccontra qualquer pessoa que a acoular.
1005000 de graliOcacau.
Desappareceu no dia 8 de clembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 33 anuos, pouco mais ou menos
nascido em Cariri Novo, d'onde veto ha lempos, be
muilo ladino, cosluma trocar o nome e iotilular-se
Turro ; foi preso cm fin do anuo de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, a sendo re-
ifietlido para a cadeia desla cid.ule a orden, do llin.
Sr. descmbirgador chele de polica com cilicio de 2 de
Janeiro de 1852 se vericou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Anluuio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anlao, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado c recolhido a cadeia desla cidade em 9 de
agosto, foi ah embargado por evreurao de Jos Dias
da Silva Cuimaraes, e ltimamente arrematado ei
praca publica do juizo da segunda vara desla cidade
1I0 dia 30 do mesmo mez pelo abaiio aisignado. Os,
signaes lo os seguiotes: idade de 30 a 35 annos, e-
lalura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinhi-
dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz grande c
grosso, be i eos grossos, o semblante fechado, bem bar-
liadn, com lodos 01 denles ua frente : roga se, por-
tanto, as autoridades pulira, rapililes de campo e,
pesuas particulares, o favor de o apprehenderetn a
inandareni nesta praca do Recife, na rua larga
Hosario 11. 14, que receberao a gralificacao aerroa d
KKjjOOO ; assiiu como protesto contra quem o liver
em seu poder oceullo.Manocl de Almeida Lope.-.
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade do Sobral provincia do Cear, fugio do
seu senhor Dlogo Comes Prenle, em dias de marco
do corrente anno, nm escravo mulato de nome Del-
niiro, o qual lem os signaes seguintes : idade 22 an-
nos pouco mais ou meos, estatura baila, cheio de
corpo, cabellos crespos arruivados, olhos grandes,
sohrancelhai Techadas, naris grosso, e om tanto ar-
rendado, bocea regular, fallum-lhc don. denles na
fenle, pouca barba, rosto redondo, poocqs cabellos
us peiloi, ps graudes, Um urna pequea cicatriz
n nariz, em um lado da caneca lem uma grande
brecha, que o cabello cobre, e variS ricalrizes nas
cosas. Consta com certeza que este escravo anda
nesla prora, aonde lem sido visto por outrus que o
ennherem, e mesmo porque fu^io de Sobral, e foi a
l-yrii'la Soledadc, rila nos suburbios da cidade da
Fortaleza, e pedio ao Sr. Mirlinho de Bornes para o
comprar, de cuja fazenda lornou a fugir, leudo elle
dito a um escravo do mesmo Sr., que quera vir
para esta cidade. Oueni do mesmo eserivo souber.
ou liver indicia, dirija-st a rua do Queimado loja
de ferragens n. II, que o abaixo assignado lem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
le seu Irabalho.Jote flodriyuet Ferreira.
Desappareceu no da 7 do corrente um preto de
nac.lo, por nome Joaquim, idade 40 annos, pouco
mais 011 menos, lem om dos ps e perna mais grosso
do que o outro ; levou calca de algodao de listras o
palito de panno ja u-ado e um chapeo de palha ordi-
nario mas anda novo : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capiles de campo de captura-ln e leva-lu
rua do Amorim n. 33. ou ao Rio-Fvrmcso ao Sr^
Rulino Rodrigues da Silva.
Desappareceu do engenho I'imeola, no dia 17
de oulubro do corrente auno, uma escrava crioula,
de nome Clementina, com i.la.le de 25 anuos, pouco
mais ou menos, cor prcta, estatura regular, olhos um
louco grandes, e lem na junta do p direilo a cica-
nz de um lalho, as-im como algumas marcas do
relho pelas costas ; consta-nos que elle anda ahi pe-
la Boa-Viagcm, no cogeiihn S. Paulo : portanto,
roga-se as autoridades polciaes ou capitses de cam-
po a captura da dita escrava, promeltcndo-se recom-
Eensar generosamente a quem leva-la no paleo do
armo n. 1, ou ao engenho rima mencionado, a sen
senhor Caelauo Martius dos Saolos.
PERN. : W. DE M. ?. DE I-ARIA. 1854,
4
i
's


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