Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01214


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Full Text
ANNO XXX. N. 261.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
MW -----

TERCA FEIRA 14 DE NOVEMBRO OE 1854.
-m-------
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE FERNAMBUGO
HRGGADOS DA SI.'RSCRlPgAO'. C A.MUIOS. rn..c-------------------------------------------------------------------------------""" :"--------------- ^"-" ---------Tc^------------------------- .... -----_______________________________________
EXCARRKGADOS DA SIJBSCR1PCAO'.
Recite, o proprielario M. F. de Faria; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Martins; Rahia, o Sr. F.
Duprad; Maeei,oSr.Joaquim Bernardo de Men.-
dnnra; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativ -
dado; Natal, o Sr. JoaquimIgnacio Pereira; Araea-
ty, oSr. AnioniodeLemosRraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 18000
Pars, 350 rs.por 1 f.
c Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, t 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe aopar.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAFA.
|Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6*400 vellias.
de 69400 novas.
de 43000. .
|Prata.Palacoes brasileiros .
Pesos coiuranarios .
mexicanos......
299000
169000
16*000
'.13000
1*940
1*940
1*860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Roa-Vista, Ex e uricury, a 13o28.
Goianna e Parahiba, segundas e settas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PRF.AMAR DE 1IOJE.
Primeira s 11 llorase 42 minutos da manha.
Segunda s 12 horas e 6 minutos da tarde.
EXTERIOR.
Referindo-nos aos artigo publicados cm nonas
columnas, em julho, agosto, setembro e oulubro do
anno pasudo, com o titulo aGtfttM depois do Ira-
lado de Xankin e da inturreirSo chineza, apresa -
mo-nos em apresenlar aos nossos leitores a traducn
de ama narraoao impressa na pateta ngteza de
Shang-hai, o Soath-China-Iltrald de 22 dejulhn
pausado :
O autor dela narrarlo he Mr. P. C. Brdgman,
un dos ministro protestantes, americano e sin-
logo muito disiinrfo, o qual araba de cbegar de
Nankin, sede, como todos sabem, do insurreicn e
de seas grandes reis, e para onde ti 11 ha ido na qua-
lidade de interprete de S. Exc. Mr. Maclane, en-
viado e ministro plenipotenciario dos Estados-Uni-
dos na China. Por tanto esteve em estado de po-
der jolgar as comas que veio, e os escriptos que Ico
e ramo ni sua qualidade de ministro protestante,
podia mui naturalmente ter interesse em encarar fa-
voraTelmente a insurreico, que se represenliva
romo o Cruclo das tongas fadica de seas compa-
triotas e eollaboradores, seu juizo nao pode ser la-
chado de parcialiilade. Accrescentaremns que, pelas
parlicipacOesofliciaes impressas na gazeta de Shang-
hai e no China-Mail de Hong-Kong, S. Exc. o
enviado dos Estados-Unidos (ora muito mal rccebid.i
das magestades improvisadas de Nankin, que n.ln
hesilaram em conteitar-lhe sua qualidade de ple-
nipotenciario e do rnraraissario. pela razao de nao
ter tido a soberana honra do ser nomeado para a-
quelle cargo polo re de paz eterna, a principe de
fel cidade inaleravel e duque de mansido. Os seis
grandes reis acabaran) dizendo e escreveram ofil-
cialmente, que esperavara e tinham o direilo de es-
perar da parte dettodas as potencias do universo, tri-
butos composlus da cousas mais raras. Porem dei-
xemos Tallar o proprio Mr. Bripgman :
n Sr. edilor,respondendo as innumeraveispergun-
las, que me foram feilas a respeilo dos insurgente,
que vimos em Tcheun-Kiang, Nankin e Noupon, na
recente visita de S. Exc. enviado dos Estados-I'ni-
dos, aprsenlo aos nossos leitores alsuns parngra-
phos feilo apressa.osquaescontem a minuciosidades,
que oflerec-em mais intereses as circumslancia ac-
luaes. O carcter, a conduela e os principios dos
homens, que agitam este paiz confusamente, re-
clamam a maior altenrao do estadista, do negocian-
te, ao passoqoe para um missionario, elles for mam
o assamplu mais digno das mais graves medilaroes.
a vista da sorta das immensas populacoes deste im-
perio. As minuciosidades, que aqui aprsenlo, se
reduzem aos fictos colhidos por nos mesmo sufliei-
nlemente corroborados pelos livros escritos e publi-
cados pelos cheles dos insurgentes. )
1. Seu governo he urna theocracia, o desenvolvi-
mento apparenlc do que clles creem aer urna nova
revelaran. Como os Israelitas, elle, se eonsideram
como dirigidos por um s que foi elevado pelo Om-
nipotente ao puslo de executor de sua vontade na
Ierra. Peusam que seu corno oolilico eslii debaixo
da direcco immediata da Divindade. Algnmas ve-
zes, dizem elle, seus cheles sito chamados ao co ;
nutras vezes he .0 l'ai celestial que vem ter com
elles.
2. Seu governo he de urna forma mixta, meio
politico e meio religiosa. Parece tambero que
clles lem urna magistratura terrestre e celeste, de
um mecanismo visivel o invisivel. Elles reconhe-
cem o mais distinclamente possivel, as relajos
pessoaes de seus principiaes adores homens e mu-
Ihcres' de ara lado o Pai celeste e o irmo mais
velho celeste de sastra ledo. Todos os seus negocios de
estado,congas lemporaes,esto confundidos de
um modo estranho com as cousas divinas ; nao digo
espirluaes, porque nao sei que ideas tcm elles do
espirito e das cousas espirluaes.
3. Seu governo he, alm disto, um despotismo
real. Em sua aova orcanisaon nao ha imperador,
mas urna fraternidade de reis, islo he, um rai celes-
te, um rei do oriente, um rei do occidente, um
re do sul, um rei do norte e um rei assstente.
Estes seis reaes personagens residem cm sua uova
capital, chamada por elles capital clenle. Em seu
reinado nao deve haver mais. como at aqui, urna
Nankin, capital do sol, e urna Pekin, capital du
norte. Elles lem doas livros a esle respeito : um
Discurso tabre a edlfieafo da capital celeste de mu-
ralhat de miro, e um Tratado sobre a degradar-o
da caverna ios monstros, conrertendo-a em prisSo
para criminosos, islo he, fazeudo de Pekin urna
especie de Botanx-Bay.
4. Esla fraternidade real reclama lambem a so-
berana universal. Estes seis reis e seus irmaos
provavclmenle ignoram completamente o que sao
na realidade os reis e as nacoes da Ierra relativa-
mente ao seu numero e ao seu puder, mas a pre-
tendo dos potentados de Nankin ao dominio uni-
versal da Ierra, he emillida em poucas palavras,
que nao permillem o menor equivoco. Como o
Pai celeste, o supremo Senlior, o Augusto, Alto so-
berano, he o nico verdadeiro lieos, pai de todas
almas, de lodas as nacoes da Ierra ; assim lambem
o rei celeste he o soberano pacifico verdadeiro de
todas as nacoes da Ierra. Eslas palavras e muitas
oulras scmelhanles sao frcquenlemente repetidas
pelos insurgentes, asim como cm suas conversares
e em seus escriptos e destns primissas,parle ver-
daderas e p irlo falsas,lram esta conclusSo : co-
mo todas as nacoes devem obedecer e adorar o
unico verdadeiro ens, assim a ellas devem incli-
nar-se con suhmisso e trazer respetosamente o
tributo presentes raros c preciososao seu rei ce-
leste, llonssju-t'incnn.
Muilos grandes homens deste novo reino nio-tr.im-
c muito inquietos, receiandn que seus irmaos dos
paizes eslrangeros nao comprehendessem immedi -
ata e perfcilsn^ntc a unidade da verdadera doulri-
na, e maginassem que havia e podia haver nella
distincoes, que aulorkissem a dlier: este reino e a-
quelle, mru soberano e o vosso. O sobrescrito de
um despacho escrito pelos ministros da corle de Nan-
kin a S. Ex. Mr. Maclane era quas igual cm cor-
lezia aquelle que foi oulr'ora dirigido a M. George
Washington no lempos revolucionarios. Trazer
tributo he nmaphrasc sacramental emchinezque nao
admille equivoco. Ella se escreve tsinn-Kong e nao
significa impostos terrlorias nem direilo. de alfande-
a, mas offerecer presentes. Os insurgidos fallan-
do-nos e escrevendo-no; diziam: oulras nar/ies, franee,es, inglczes, ele.) deveis todos
preparare trazer cousas excesivamente bellas e pre-
ciosas, prsenles como o lie rece os reis da Corea, da
l.oeliiin luna de Siam acorte maralchou e de Pekin.
o. Seu governo he administrado coro urna energa
notavcl. Ha qnatro ou cinco anuos apenas, que elle
nasceu no meiodaslulas em algumtogarobsrorocha-
mado Campo de ourodaprovinciade Kouang-si. All
foi que elles soflreram a primeira batalha, c dalli
vencedores, subjugando lodas aslropasimperiaes en-
viadas contra elles, os insurgidos avanearam para o
norte alravez do Hon-nann e de Boa-pe, c daqui,
como. aguas do grande rio, para o oriente, repel-
lndo ludo .liante de si e apoderndose de Nankin
c deTchenn-Kiang, esla eidade guarda do grande
canal imperial. Vimos longe de nosaosuldeTchenn
Kiang e ao norte de Nankin alguns pequeos ban-
dos de imperiaes occullando-se, como se dizia
110 meio das monlaiihas e das collinas, ao passo
que as multidoes armadas destas duas cidades
c de seus arrabaldes, excitadas al o phrenesi, pa-
reciam desesperadas em arremessar-se contra aqul-
les bandos a vingar-se delles como inimigos morlaes
Que nedas victimas diziam elles, quando muito
para serem miniadas! Pareciam exultar de prazer
mortrando-nos as cicalrizes e feridas recebidas nos
combales sanguinolentos com os Manlchous, sempre
chamados por elles monslros demouios. o
6. Sua onleni e disciplina nao pareceu menos no-
lavel qae sua energa. O lbaro c o opio sao pro-
hibidos no seu novo rgimen. Toda a especie de
bebidas fermentadas parece estar na mesma calhcgo-
ria c se alguom usa della he com urna liccnrq espe-
cial. Nao vimos mullieres nem meninos na ridade
nada mais. Seus immensos arrabaldes estilo em
minas, c na eidade todas as casas, que nao se acham
oceupadas com, o servico publico, eslao fechadas.
Em You-hou havia pouca ou nenhuroa tropa,
mas eiistia urna polica vigilante e guarda cosas,
Urna grande parle da eidade e dos arrabaldes linha
sido queimada no assallo dado o auno passado, mas
o resto dascasaseram habitadas. Vimos familias in-
teiras, homens, mulheres e meninos as suas casis,
negociantes em suas lojas e fornecedores de vveres
por toda a parle, muito submissose obedientes i po-
lica e aos ollici.ies, que passavam na ra. Mas foi
sobretudo na Cidade Sania, como chamam
lambem a Nankin, que sua ordem e disciplina po-
diam ser ubicrvadas era sua maor perfeco. Parte
da eidade eslava empregada cxclusivamenle no uso
das mulheres elilhas daquelles que estavam fura nos
excrcitos ou cuipiegados cm nutra parte no serviro
publico ; porm nao vimos esla parle da cidade, c es
nossos coinpanlieiros que a percorreram de urna cx-
Iremidadc a outra, 11A0 poderam assegurar se com
seus proprios olhos al que ponto era couservada
esla scparac,i1o dos dous sexos.
Duas vezes achei-me na porta do norte e conver-
se! muilo com os ofticiaes, que a commandavam.
Elles se diziam prenles do rei assisle.nle. Ningueoj
podia sabir por aquella porta sem dexar um bilhele
no qual eslava o nome cora seu numero do registro.
Ninguein tao |wuco podia entrar sem licenca. Aquel-
les que culravam, diziam seus nomes e seus nme-
ros e recebiam seus bilheles ; mas, apparecemlo um
eslrangeiro, fa/.am-o solTrer um longo interrogato-
rio ; auuunciavam sua chegada, rerebiam fianca pa-
ra elle, e enlao o faziam entrar. Urna inulhcr.acom-
panhada de sua velha mai e de urna criada, esperou
mais de urna hora pira ser admiltida na cidade.
Urna vigilancia extrema se deixava ver por loda a
parle, a ordem era mantida com um rigor e ve-si vo.
As irregularidades e as infraerajes das leis ou dos re-
gulainenlos erara punidas com urna promptidao
AUDIENCIAS.
Tribunal du Commercio, segundas equintaS-feiras.
Rolao, icrjas-feiras e sabbados.
Fazenda, lerjas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
I." vara docivel, segundas o sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
i.i'iuui mu s.
La cheia s 6 horas, 43 minulo&e
48 segundos da larde.
Quario minguante as 7 horas, 40
minutos #8 segn/los da tarne.
La novi|j7 horas, 43 minutse
48 segumM da manhaa.
Quarto creseente aos 21 minutos e
48 segundos da manhaa.
AREPIBLI(]AD4SMIJLHERES.(*)
COKDIA BU CINCO HORAS
Por I1MIHDO PI.I vn:n.
* -rio Kli'i'or d->....
PERSONAGENS.
.inli-..
** ri-v.-rrii.L, p_dfC K
Hcaltr ll^n, Wti
A prHccia vinva.
R' 1 arfte He nVj,ull. |SpMj Ji^ WiUrmle.
A .mi-I. >-j Krc.l-n. N_l._kyt.1 l-ul_ ifa H-ilh.-im,
_ !,..._. .-_...
A hnmi Wilb-'-rmina de Olem-
A mari-clial Margai-Ha v Mari-
AovvalU'ira Ceraldi
-! Il>t-
l>
tanwf-M i-n-.ii'ii ic
9VINTA HORA.
A "loliirno.
SCENA III.
faWo, Frederica.
Durante esla scena e a seguinle. a noile torna-so tal
que as pessoas mal se vem.
h'redetica (a parle): Oh ella nao diz nada!...
Nao he urna mulher decididamente?....
Fabio (a parle): O coracSo sobe-me bocea,
estou salmeado!....
hrederica (em voz alia): Parlamenlar, estis
peranle o presidente dos ministros do governo pro-
visorio. Emquanto nao chegain luzrs nao podis
ilizcr-me que palavras estis cncarresado de tra/.cr-
notl... (Silencio.'' Falle, senhora! {S'ovo silencio I
He o ex-principe qoem a envia ?...
Fabio (em voz haixai: Sim, senhora.
Frederica: Cuitado! Como se acha elle'.' Fe*
liz'!.... ou infeliz.'....
Fabio: Sim, senhora.
Frederica : A senhora diz.:'....
Fabio: Que elle he muilo infeliz.
Frederir.a : Ah! tanto mclhor!
Faino : A senhora diz?....
Frederica (relleclindo;: Que nos ouviremos
melhor fallando de pcrlo !.... (Como se appro.ri-
mam ambos com os bracos estendidos para diante,
as mos se Ihes enconlram.)
Frederica (lomando a de Fabio. Aparte) : He
rousa singular esta mao he mar a como.... a minha,
e nao sei porque eu creria voluntariamente que nao
he de mulher. (Mffatla-se um pouco.)
Fabio : A cabera me varilla... Ah minha lia,
que me ordenou !... (Frederica tornando a appro-
vimar-te, e lendo as rnos um objecto que a obs-
curitlade creseente no detxa distinguir) : A pro-
posito, a senhora fuma?
Fabio: Eu.... sim. E a senhora?
() Vid o Diario n. 259.
Frederica: Eu! (Com frenes!) Tenho excel-
lenles charutos, quer um? (Offcrece-lhe um citar 11-
111A0.)
Fabio (tomando-o): Ser para imita-la, senho-
ra; mas esperemos a luz!... (Aparte.) Oh!
Frederica : Tenho em minha charuleira o que
he preciso: nos oulras mulheres quando por acaso
temos um defeilo, he completo!
(Tira urna mecha de cera da charuleira c accende-a
emquanlo Fabio diz a parle.)
Fabio (a parle): Francamente, eu linha julga-
do mal o meu prmeiro mini-tro !
Frederica (elevando a mecha accesa): Apres-
se-*el
Fabio (naluralmente-i: Na verdade a senhora
he muilo boa ; una fjisca de seus olhos leria bas-
tado!....
(Dizendo eslas palavras, e para accender o cha rulo.
elle approtima o roslo da luz; esse inslante basta
para Frederica recoohece-lo.)
Frederica: Ah! apaiihei-vos, senhnr! E sois
meu prisioiieiru!
Fabio (largando o charuto c lomando a mao de
Frederica): Nao chame ninguem nao chame !...
do contrario direi que fumamos juntos.
Frederica (somndo) E depois?
Fabio : Direi era alio e bom som o que vinha
dizer-lhe em segredo.
Frederica : O que enlao?
Fabio : A senhora perdoa-mc''
Frederica: Sim; mas s1b eondcao...
Fabio: De que lornarei a comecar.
Frederica: De que o senhnr mo dir era que o
prncipe decahido lie agora tao infeliz.
Fabio: A senhora m'o pergunla?
Frederica : Nao mas quero s*her!
Fabio (approvimando-se e com voz mais ternal;
Elle eWa infeliz por ver-se condemiiado a viver Ion-
ge da senhora, a quem ainava sem alrcver-se adi-
zer-lh'o, lalve sem alrcver-se ndue-lo a s mesmo;
porem em sua ausencia, vio claramente em sen eo-
rarao, senlin que linha saudades da senhora a
quem havia nfl'uudido, e quiz.....
Frederica repellin.lo-o um pouco): Principo!
Fabio : lie o parlamenlar que Ihc falla, e a
senhora deve ouvi-lo !... Um parlamenlar he sa-
grado, e....
w Frederica ( parte ) : Como lie encantador!
Fabio (tx parle : He nina mulher excellenle !
Ocoracao sube-me caheca !... Ah minha lia !...
ah I Carila I...
Frederica : M*> suppondo... urna loucura !...
que ludo islo seja verdade... seu projeclo de casa-
mento ?....
Fabio : Ah sim, men projeclo de... Oh mas
so entra.1 em minha poltica, e cu nao o dizia
'porque ninguem proclama sua poltica sobre os le
Ihados... mas quando minha poltica dizia : Carila,
islo he casamento, minha paitar, djzia Frede-
:r to he amor !
poucas vezes vi-ta al aqu entro os Chinezes. Todos
os individuos, sera excepto alguma, linham seus
Ingares designados e seus deveres respectivos indi-
cados, c ludo all marchava com a rcgularidade de
um relosio. Em urna palavra, a lei marcial por loda
a parte, era suas linhasde defeza, em suairuas, em
seus barcos e era ludo que se podesse ver, era a or-
dem do da, mmu'.avel e sem a menor piedade.
Sua crenca religiosa, anda que possa de alguma
sorle reronhecer algumas ou a maior parle das dou-
trinas da Biblia, he por ignorancia 011 perversidade,
ou por estas duas causas, grosseiramenle cheia de
muilos erros. Alada que seu governo, como acabo de
nolar, seja de urna forma mixta, cm parte religioso,
tendo em si um elemento fortissimo de relgiao,
todava elles nao tem urna s grej*. Nao lem com-
munhao separada do seu nico corno politico. Em
lodo o caso nao temos visto nem percebido o menor
vestigio.
Chrtetaos, podein te-lo de nome e sao cono-
calas em toda a forc.a do termo. Possuem prova-
velmenle a Biblia toda, o antigo e novo test.en-
lo, e publicara della o que he conhecido com o Ulu-
lo de versao de Gulzla/f. Por esla razao disse eu,
que elles podiam lalvez reconhecer de alguma sor-
le algumas doulrinas da Biblia. Nao procurarei
discutir aqui al que poni seus erros devera ser
allribuidos aos erros e aos defeilos dessa Iraducao
de liulzlaff. Suas deas sobre a Divindade sao ex-
cessivamenle imperfeilas. Comquauto declarem
francamente, que s ha um nico Dos verdadei-
ro, todava ignoram completamente a inspiracao
e oulras doulrinas aceitas geralmenle pelos chrisiaos
riroleslante', como estando claramente reveladas na
Biblia. He verdade que elles lem formulas em que
se ensinam doulrinas, mas sao formulas emprestadas,
que clles se servem deltas sem comprehenderem
seu verdadeiro valor. Creio que se acha urna pro-
va disto na nova Iraducao de sua Doxologia ou //u-
mno de loueore, onde Yang-siu-tsiouen, o rei do
oriente, he proclamado o Paraclel, Espirito Sanio.
Nos os temos visto observar nosso sabbado com
0 seu sabbal. Mas parece que elles nao tem casas
proprias para o eolio, nem doulores do chrislianis-
mo, nem ministros do evangelho.nem cousa alguma
scmelhanle. Tem formulas de culto domestico, for-
mulas de orar-Oes, de accocs de grar,a, e persuaden!
a lodos, mesmo aos que nao sabem hem, que as
aprendam, ese sirvam aellas.
Vimos muitas vezes pralicarem suas devoeOes ;
uns eslavara possuidos de um recolhimcnlo religioso,
oulros pelo conlrario. Muilos, quando Ihes foi pe-
dido, nos recilaram esla formula do Declogo, que
se acha em seus livros. Fallando de Dos, elles se
serviam da expressao Fiennc-fou, Pai celeste ; e so-
bro o baplismo nos deram orna formula diffcrcnle,
e nao lizeran jamis allusao alguma i insliluiran da
c-a do Senhor. Observamos que, segundeo seu ca-
lendario reformado, nao ndmilliam mais as noces
dos .has Miies e dias nefastos. O dia 27 de mio,
N que chegou o Susquehanna e o Confacius ce-
1 "-pilal. era rouliulo vlu.. .....m u _l Ola
la 4 la uo a anuo uo imperio ceiese 1 pac___
Tollosos seus livros Irazem o cunho do selo do
estado.
O seus papis le estado e seus livros he que po-
dem responder as pergunlas relativas ao seu carc-
ter Iliterario, ntelligencia ou n-lrin-ao. Vimos um
grande numero de proclamacta em nome de Yang.
re do oriente. Ellas conlinham um circulo de as,
sumplos muilo mais vasto, do que se encontra em
seus livros, mas o estylo nao exceda de urna medio-
crdade. Ellas tratavam da distribuidlo dos vesti-
dos, dos vveres e dos medicamentos, da conserva-
rlo das propriedades, do pagamento dos jmpolns.
da observancia da etiqueta, da necessidade de com-
parecer em cerlos lugares para a vaccna. Um do-
cumento publicava os nomes dos laureados nos pri-
meros exames Iliterarios da celeste capital.
O commandaule mililar de Tchenn-Kiang nunca
linha ouvido fallar de nat;3o alguma eslrangera,
nem linha fisto o pavilhao eilrellado dos Eslados-
I 'nidos. Suas nianeiras eram polillas e sua apolo-
ga escrita sobre o Uro de c.inlia 1, que elle linha
feilo disparar contra us, era redgida de um modo
digno o conveniente. Todava os insurgidos, em
geral, nao podem ser considerados como muilo Ili-
teratos. Na verdade elles nao sao loucos forja
de muilo saber.
9. A respeito le sua condiean social, elles se co-
nhecera muilo pouco, e al certo grao lem a com-
munhao de inleres-es. O velho dogma de que lo-
das as trras lodas as aguas e todos os povos per-
tencem ao soberano, ao Filho doCo, nao parece 1er
sido abandonado por estes. Assim como nes antigs
monarchias, entre elles he obrigado a ser soldado
aquelle que para este fim he chamado. Com bein
pouca cxcepcilo, os insurgentes nao pareciam crer
queos objecto*, deque se serviam, fossem sua pro-
priedade; mas nao pude cerlilicar-mc, se isto era llo-
vido as uecessidades do momento ou a urna conse-
queucia de um principio proclamado e estahelecldo.
Frederica ( i parle ) : Elle se forma I... ( Em
coz alta. I Mas, emfim, que quer agora o senhor ?
Fabio : Que a senhora me perdiie.
Frederica : Consinto.
fabio : Quero ser per.loado de melhor modo.
Frederica : Que ?...
Fabio : Visto que nao sei para onde v fra
desta ridade, empregue seu poder era roanler-me
sobre meu pequeo throno, a senhora ser men ni-
co ministro, ser a verdadera soberana, e cu um
vassallo liel cheio de dediracao e de a...
Frederica : E Carlota casar com seu velho
nnivo ? Deixar o principado ?
FaWo ( parle ): Ai !... ( Em ro alta. ) Eis
o que ignoro ; nao posso fon-a da.
Frederica : OSr. o far e lem urna hora
para isso. Assigne a ordem desse casamento para o
instante em que tiver por mim recobrado sua co-
rda. Eu, seu prmeiro ministro, farei executar cssa
ordem.....
Fabio: Que a senhora quer ?. .
Frederica : He esla a minha eondcao ( O re-
logio toca. ) SSo sele horas ; s olo ha (de enviar-
me sua assignatura, ou enlao o lornarei a enviar
para o desierro !
SCENA IV.
Os mesmos, lleraldina, depois os oulros ministros
e Carlota.
Geraldina 1 entrando pela primeira porla da di-
reila ): Um humem, disse Roseta, nm homem
disfarcadn em mulher Quero v-lo !... Com lan-
o que nao seja meu marido!
Fabio ( chegando-se a Geraldina c julgando fallar
ainda a Frederica. a qual dirige-se para a porlinha
da esquerda ) : Por favor oura-me amo-a, pois,
volle para Ih'o lizer... amo-a, e hei de provar-
Ihe...
Geraldina ( parle ): Nao he meu marido !...
Quera he enlo ?
Fabio ( aportando -Tin o braco ) : Creia-mc, e
se ama ao pobre Fabio...
Geraldina ( levando a mao ao braco ) : Ai !...
(./' parle ) Esla voz !
Fabio : Que lem ?
Geraldina: O senhor pcrgtinla-mc se amo o
principe, e loca na ferida que recebi por elle !...
Fabio: Por nvm, eondessa ?
Geraldina ( admirada ) : Condessa ?
( Eulra Carlota pela porlinha da esquerda.)
Carila ( parte ) : Decididamente a princeza
fez mal arnnselhaudo-lhe esse expediente.
Frederica ( encontrando Carlota voltando scena
e julgando fallar a Fabio ) : Torno a dizer-lhe,
principe, quando esle relogo der oito horas, quero
que me entreguis a urdem da partida de Carila,
ou enlao....
Carlota : Meu Dos !
Frederica : Nao me responde quer fugir...
( Tentando rscapir de Frederica e caminliand s
apalpa lella-. Carila encontra a porla da>caixa do
O que ha de positivo he que clles lem aecumuludo
immeusas provisocselhesoiiroe eos augmentara cons-
tantemente.
10. Sua fjrea numrica e a extensa do territorio
sujeilo sua admiiislracao r.Jo sao pouco conside-
raves. D-seram que linham auloridade tta con-
testada sobre 400 milhas do paiz, subindo desde a
cidade de Tchenn-Kiang o a rio filho do ocano
cque, sera contar as tropas que'formara as guarni-
fM de Tchenn-Kiang, de Koua-lehsii o da Ce-
leste capital tinham quatro exercilos em campo,
fazendo a guerra ollensivj. Daus desles excrcitos
estavam ao norte, um ao loogo.do canal imperial,
c o oulro mais ao oeste; esles dous exercilos linham
ordem de combinar suas operaron e ilepuis de des-
truir Pekin, leviam dirigir-separa o ocsle, alraves-
sar uChau-si, o Cheu-si, o Kan-sou e eulrar no Ps-
tchouann para euconlrar-sa ahi com os oulros dous
exercilos que, tendo partido do Kiang-s e do Hou-
Kouang, tinham de coslear a margem do sul do
grande rio.
11. A aparencia pessoal de seus homens armados,
de suas mulheres a cavallo era urna verdadera 110-
vdade. Elles formam urna missa muito hetero-
gnea, leudo viudo de todas as provincias, sobretodo
das provincias do sul e da China central. Suas ar-
mas c seus uniformes eram feitos segundo o uso das
antigs dynastias, mas seus lurbaules amarellos e
vermclhos, seus compridos cabellos e seus vestidos
de seda e de setim, apreseuUvam 11ra aspecto mui-
lo variado e muilo divertido. Os soldados c cam-
ponezesque vimos, estavam bem vestidos, bem nu-
Irdos e prvidos de todas as uecessidades da vida.
Pareciam contentes, alegres e seguros do Irumpho
definitivo.
12. Seus progressos, a julgar-se pelo passado, sao
quasi cerlos. Elles sao destinados provavelmentc
pela providencia impeneiravcl de Dos, a invadir e
percorrer as 18 provincias, a destruir as principaes
cidades, a degolar os Manlchos e aniquilar at os
vesligios da auloridade deles. O povo e os parti-
darios da antiga admioi-irac.io lornaram-se por loda
a parle mudos de lerror, e fogein com a aprozima-
Cilo dos insurgidos. Mas seu successo definitivo, seu
eslalicleciracnto, a conservado do novo imperio, vas-
to e prospero como o dos anlepassados de Chicnn-
feung (actual imperador mantchou) he muito menos
provavel.
13. No estado actual das cousas, a conducta dos
insurgidos a respeito.dos eslrangeros lorna-se todos
os (liase rada vez mais-o assumplo deum interesse
gravissirao e muito animado. Seus ofticiaes em
Tchenn-Kiang e em Nankin, nos disseram por mui-
las vezes que suas tropas na se aproximaran) de
Shang-hai, c que por agora nada queriam eomCan-
tao. Fizeram ver tambera que os insurgidos de
ahaug-hai linham muilos desejos de Unircm-sc a
clles, e que milhares do povo da cidade de CaatSo
oram seus verdadeiros amigos e seus irmaos. Tuda-
va o lora v o espirito das prclencfles inadmissiveis
pareciam muilo extraordinarias era ludo que foi di-
to pelos seus allos fuoccioiiarinsna celeste capital.,
. a iealm.u ..i_ ranos aoliom senso c
mnopraeln :-- D .. .
allencao muilo seria, e se dexar pasSTcm'sTCnlo
como nm palanfrorio cxlravagaule.
Esla fraternidade real c seus ministros de estado,
se vierem a ser senhurrs absolutos do imperio do
meio, reconhecero poi ventura os tratados, que exis-
ten! entre a China c os novemos da r.iaa-llretanha.
da Franca c dos Estados-Unidos ? Ccrlamente nao,
salvo se forem ohrigados ou no caso era que desram
csponlaneamenle do pedestal de orgnlho e arrogan-
cia em que se acham collocados hoje. Elles, o se-
gundo filho do mais alto Dos e seu reis assoca-
dos, elles e smenle elles devem ser os dispensado-
res le toda auloridade, de loda inslrucrao e de loda
civilisaco neste reino celeste, creado verdadeira-
menle pelo ,co, e do qual elles sao a cabera e os
sustentculos principacs.
Shang--ha 4 do julho de 1854.
Assignado.F.. C. Bridgman.
Acrcsccnlemos como corollario i precedente nar-
racao, que o Rattler e o .sv;/./, vapores da marinha
hrilanica, enviados i 16 de junho passado para Nan-
kin com Mr. Waller Medhursl, secretario inlcrpre-
te da leacao ingleza a bordo, vollaram a 7 de julho
a Shan-hai, lendo sido recebidos peior do que foram
o Hermese dpeois o Cassini. Os reis da celeste ca-
pital mostraram-se muilo mais arrogantes que nun-
ca, e ao pedido que se Ihe fez, de permillirem tirar
carvao de Ierra, de que as visinlianc-as de Nankin pa-
recem abundar, respondern! que o carvo de pe-
dra perlunria a Dos.E como o rei celesle, princi-
pe de paz eterna, he seu filho, nao de querer pri-
var-se de urna fontc de riqueza e de poder, que faz
parle de sua heranca celeste. De mais sao o vapores
que, neste caso, fariain dispertar esla fraternidade
dos sonhos em que parece estar mergulhado, e difil-
cilmenle se pode censurar ao Sr. duque da Mansi-
do o ler recusado fornecer armas aos barbaros
rebeldes concedendo-lhes carvao.
Masas dua derrotas recebidas succcssivamenlc
DIAS DA SEMANA,
13 Segunda. Ss. ArcjdoePaulilo mm.
14 Terrea. S. Abilio diac.; S. Gurias 111.
16 Quarta. S. Clemonlino 111. ; S. Felomeno m.
16 Quint. S. Goncalode Lagos; S. Elpidio.
17 Sexta.S. Gregorio Thaumalurgob.
18 Sabbado. S. Odn ab. ; S. Barcela m.
19 Domingo. 24. S. Isabel viuva rainha f. ; S.
Ponciano p. m. ; S. Barlaamm. ; S. Abadia
por Ss. Excs. os plenipotenciarios dos Eslados-Uni-
dos e da Craa-Brclanha nao lardaram em produ-
zir seu resultados. Decidio-se em Shang-Hai que a
alfandega imperial seria rcslabelecida e que os ne-
gociantes das Ires nasjsaa, que lera tratados com a
China scriam obrigados a pagar ao Ihesoaro impe-
rial raanchou osdireilos da alfandega de e\porla;,o.
que dcbaixo de diversos pretextos mais ou menos
plausiveis, linham sido recusados dez mezes, na0
obstante lodas as reciamacoes das autoridades man-
tchous. Como se Iratou de urna somma bstanle
grande, os reis de Nankin 11A0 dcixaram de licar de-
sagradavclincnle sorprediJos de verem nos irmaos
eslrangeros ajndarein seus inimigos nos monslros
demonios, por meio mesmo do vil melalnao qual
as magestades improvisada ou sem antecedentes sao
exccssivamcnle sensiveis.
Mas esla medida nao deixa de simplificar muilo a
situac.vi ; alm (Hato leve oulro resultado, para o
qual chamamos a altencao de nossos leilore. He
a entrada do elemento eslrangeiro na adminUtracao
chineza. Para assegurar o recebimenlo regular dos
dreilos do alandega, de que os Chinezes nao silo ca-
pazes, resolveii-.se que se condescendera com o pe-
dido reiterado das autoridadeschiuezas, e queseau-
lorisaria un inglez, um americano e um francez para
aceitar as funroes de inspectores chinezes do direilo
de airandega. Consegunlcinente Mr. Arthur Smith,
interprete do consulado de Franja, M. T. F. Wade,
vicecnsul britnico o Mr. I.ewis Can addidole-
ga*to dos Estados-Unidos, derae suas demissitese ei-
loe agora mandarins com bellos ordenad** de
6,000 piastras (cousa de 40,000 francos) por anuo sem
contar ajudas de custo.
Em Ning-po, acrvela de S. M. F. a rainha de
Portugal, acoinpanhada de inuilas lorchas de Macao,
preparava-se para vingar a raorle de dousou ires
porluguezes assassinados pelos piratas, commandados
por A-pack, natural de Canino, e que se acha agora
ao servico das autoridados daquella provincia.
Pelas ultimas noticias, a cidade de Cantan eslava
opprimida pelos rebeldes, mas as autoridades mant-
chous resisliam. Com ludo eslas pcrturbacOcs fizeram
cessar do repente ocommercio.e um grande numero
de ricos chinezes se retiraram com suas familias e
suas riquezas para Maco, onde se acham abrigados
debaixo da prolccrao vigilante de S. Exc. o governa-
dor 1 'miniarn-.
Os piratas poucas vezes lem sido tao numerosos e
sua ousadia eraaea conslaiiteracnle, pois que aiaram
ja navios europeos. Depara lamentar que as au-
toridades eslrangera na China nao lomera a resolu-
C lar de urna vez por toda os miserave piratas do
imperio do meio. (Moniteur.)
relogio, abre-a e esconde-se. Entrelanlo do ou-
lro lado da scena, labio e lieraldina fallara cm
voz baixa-sc, e Fabio beija o braco em que Ge-
raldina est ferida. Entra Wilhermina. )
fabio (a Geraldina):Agora, senhora cavallcira,
coiuprehende; meu coraeoo lem podido parecer fluc-
tuar nm pouco; mas isso entrava em minha polti-
ca, e era a senhora...
tYilhermina ( parle entrando):O principe
voltou, diz Roseta... procuremos por-nos de accor-
do com elle. (Encontrando Frederica.) Sois vos, se-
nhor ?
Frederica (a parle):A voz da senhora de Olcm-
berg.' Que Ihe direi ?... (Em voz alta.) Nao sou o
principe, sou... sou a senhora de Olemberg...
ll'ilhermina fatastando-se) :Perdoc-me... eu...
vinha...
Frederica :Procurar a chave do guarda roupa
em que deixou o harn lalvez...
(Entra Tecla, e vai quas de encontr a Wilhermi-
na.)
iFtlhermina ( parte):He elle!
Tecfo(iio mesmo erro) :He elle Koselu disse
que o senhor quera f II ir-me ?...
ll'ilhermina :Nao, a senhora he que desejava...
Tecla :Mas como... [Comtimum a fallar em
voz baixa.)
Geraldina (a Fabio):Consinlo.' Brevemente s
8 horas apparcccrcmos no baile juntos ; roas o se-
nhor lera despedido a Carila...
Frederica chamando em voz baisa :Fabio !...
onde ests ?
Geraldina:Oh! quem chama a Fabio?
(Dcxa-o para ir ao lado donde vem a voz. Neste
momelo Margarida entra tamhem e F'abio diri-
ge-se a ella, julgando fallar anda a Geraldina.)
Fabio :Nao me peca o inipossivel, fe de Fa-
bio, juro-lhe, bella cavallcira...
Margarida : Porque rae chamis cavallcira,
principe ?
Fabio ( parle):Oh'.agora lie oulra (Em roz
alta.) Digo cavallcira porque emflm me he permil-
tido condecora-la com a Ordem lo heijo. (.Ibra-
ra-a.)
Geraldina (ouvindn o beijo :Que ?
Frederica (a lieraldina :IJuc diz?
Fnoio (a Margarida.l: Isso entra cm minha po-
ltica (Aparte.) Nao sei mais onde estou, vou fa-
zer tolices, e lalvez j comece. (A Margarida.)
Ainda um instante, senhora, c cheguemos a esta ja-
nclla! Contemplaremos cada um nosso co... a se-
nhora as estrellas, eu sens olhos I...
(Leva-a para o lado da janella. He o momento em
que Snphia e Paula cnlram juntas.)
Paula :Nao ha luz!... Nao me adianto...
Faftto : Oh que doce voz (Querendo appro-
Timarse de Paula que Ihe escapa, elle encontra
ll'ilhermina, a qual Tecla acaba de deixar, e diz-
he :) A senhora he Paula de llolsheim, dama de
honor de minha la?...
A GUERRA.
Toda esla semana os lelores de jomaos lem estado
perplexos cora os boatos acerca da caplura de Sebas-
topol apparenlcinenle em mu forte auloridade
o com a ausencia de alguma corroborarlo autorila-
iiva desles boatos. He inconlcslavel que ante de
sabbado a dilliculdadc ser esclarecida, por noticia
aulhenlica, n'mn ou n'outro sentido. Entretanto tic
convjgnientc Jrzer que escrevemos na ausencia de
grande acontccimcnto ; e que he dUTlcil acreditar
que semelhanle resultado possa ter acontecido do
modo porque he e-lahelccid... As noticia da bata-
lha de Alma rhezadas era Londres de Coiislanlino-
pla pelo despacho Iclcgraphico no dia 30. As dalas
parecem cr la mauera seguinle : A' 20 foi pe-
lejada a batalha ; 23 lord Slratford do Redclifie
remetleu um despacho a lord Clarendon, a Belgrad ;
W o cnsul geral inglez remcllcu-o pelo lelegrapho
le Belgrade para Londres, e no mesmo dia as noti-
cia da batalha de Alma chrgaram a Vienna, Paris,
Londres e Dublin. No mesmo dia allegaram-se no-
ticias chegadas Vienna acerca de oceurrencias em
Sebastopol i 2 dcsclembro, ilo he, depois de 5 dias
Nao se diz em que da chegou esla noticia em Cons-
tanlinopla ; mas parece ter dido mandada depois
smente por um canalislo he com despachos de
Conslanlinopla a Omcr-Pacha. A'30 os despachos
ehegaram a Bucharcsl; roas Omer-Pacha eslava em
Silislria ; de sorle que os despacho, foram maulado
de Bochares! a Silislria ; e no mesmo dia foram re-
medidos a Vienna de Bucharest, o qual parece Icr
ido nada meno* do que o boalo do corrcio antes
que os despartios fossem abertos ou houvessem sido
entregues a Pacha. He (o.lmenle incrivcl que as
ultimas nolicias exactas pussam ler sido o que vaga-
va cima e ahaixo da Bulgaria c da Val.ichia, e que
tres ou quatro das depois nao Icnham Irazido con-
lirmarao aulhenlica de semelhanle boato. O corrcio
de Bucharest pode ler referido o que ltimamente
dexa de ser verdadeiro, mas ionio he evidente que
todos estes rumores das nolicias de 25 Icnham s-
menle urna fonlc, e como esta fonte nao merece
coiitianca. nenhnm crdito presenlemenle pode ser
dado 1 parlo alguma da historia.
Parece ser certo que 20 urna grande batalha foi
peleijada em Alma ; que os Kus das suas posires pelo valor desesperado dos alliads,
a quem coube a victoria ; que os Russos dcixaram
as mao do vencedores ioglezes npouco prisionei-
ro, e smenle duas pecas ; c que o marecli .1 fran-
cez nada diz acerca da pera e dos priiioneiro ;
que os Russos linham com sigo agrande artilt.aria,
n qual loda conduziram com sigo na sua retirada e
que por lano o desbarato do Ru ncira alguma urna lerrola, mas um ordenado mo-
vimenlo para a retaguarda, depois le um esforcado e
obstinado conflicto, no qual os vencedores r.ao obt-
vcram'nuiro Iropheu mais do que campo da batalha ;
If'ilhermina (em voz mu baixa):Principe, nao
oslamos s* aqu I,..
(Continuara a fallar no lado esquerdo diante do re-
logio.)
Frederica /'agarrando a Tecla) : Ah! emfim
achei-vos. (eTstio no fundo diante da janella.)
Sophia (na frente):Paula, nao fiquemos aqui...
Margarida (ciicoiilrando-a):Paula! Paula esl 1
aqui !...
(Eslao justamente era face le Frederica e de Tecla,
e as oilo personagens em scena achant-se enlloca-
das urnas em frente das oulra* como para urna
quadrilha. Carlota nos-e momento cnlre-abrc a
porta lo rrlngio para ouvir o que Fabio diz a
Wilhermina.)
Fabio:.... E deixe-roe (orlar reronhecer essa
le.tio.ieai) pela Ordem do beijo. com que nao pude
honlcm... Enlao Carila fechando repentinamen-
te o relogio retem nelle urna dobra do vestido de
Fabio, e o faz recitar um passo no momento em que
ia abracar a If'ilhermina.) Oh que he isto ?
(Ouve-se ruido de dan-a, ao mesmo lempo abre-se
um aIcap.io no forro' e desee um lustre todo ac-
ceso. Salom c Bernarda Irazem candelabros.
Viva admiraran, grande cinli.ir.iro, coiifu-ao
geral.)
. Frederica :As senhnras aqui, charos collegas!
Poderei pcrgunlar que faziam ?
Geraldina :Mas... bem v, senhora, eu... dan-
sava...
Margarida : Dansavamos lima quadrilha, se-
nhora !
Sophia .Pois hem, rontinuemos.
(Fabio lenta em vao soltar o vestido preso no re-
logio.)
Fabio :Mas cu nao posso dausar!...
Frederica :Principe, reflecli no que vos disse as
oilo hora*....
Geraldina :Prncipe, quando dercm oilo ho-
ras .. (Todn< olham para o relogo.)
Margarida :Sele horas 1 Eilc est parado !
Carlota (sahindo do rclogiol : F)raqiiauloeucs-
liver aqui, nao daro oilo horas !... Aun como o
ponleiro, scuhoras, vossa ainhicao esl lenumrada, o
principe e cu Tomos desposados ha duas horas, e se-
remos casados amanhaa.
SCENA ULTIMA.
Os mesmos, fasela seguida de um certo numero de
convidados, depois a princeza.
fasela : Casado, mas soberanos nao o seris
mais 1 l.emhrai-vos de que fesleja-sc a proclamaran
da repblica Nao sois aqui mai que um convida-
do, meu cx-senhor !
Fabio : Pois bem, procurarei reinar sobre mi-
nha mulher. Entretanto, faz<-nos dausar, Roseta,
ao som das rabecas da repblica !
(A quadrilha comer quando a princeza apparecc
allonila)
A Princeza: Dansas, Fabio, estamos nos fer-
ros !...
que a retirada do Russos para Sebastopol se acha
alravez de dous rios c de um terreno montanhoso
igualmente defendido pelo ditos rios. e lal-
vez mais do que o valle do Alma ; que defendido
quanlo mais se approxim.rcm de Sebastopol mais
provavel he qde os Russos receberiam reforcos;
e que provavelmentc mitra batalha deveria ser pe-
lejada anles que os alliads se approximasem das mu-
ralhas de Sebastopol. Presenlemenle he impossivel
saber-seo que leraaconlecido agora,mas alguma par-
le disloser conhecido antes que se publique o nosso
numero de sabbado, e no eutanlo he indispensavel
que as arrsa inglrzas, franrezas e turcas alranearam
uui clorioso'e mui animador Irumpho.
A ronclusao pode ser prolongada por breve lem-
po, mas 'ii.-i que Irmos como certo que, cm lempo
opporluno, os Kussos serao expedidos para fora da
Crimea e do Caucaso ; que as Iropa illiadas bre-
vemente e-l.ir.io de posse desles importantes distre-
los ; e que anles do dia do Nalal a Russia nao ic-
cupara urna pollegada de Ierra as praa do Mar-
Nearo. Se ludo islo acontecer ou deixar de aconte-
cer, ao menos alguma cousa ha de acontecer, e nm
l.lo breve lempo que convera que lodos, que sao in-
leressado no resultado .proponham a si proprios a
quesillo que lemos lanas veze. proposto aos nossos
leitores: n Se ludo islo aconlecer, o que se segui-
r .' Quando houvermos balido a Russia em lorno
do Mar-Negro e do Bltico, como altingremo o lim
da guerra ?
O que nos parece mui extraordinarias nococs a
este respeito he manifestado por alguns ecriplore<
publico mui habis, e temos ouvido dizer que, lu-
do quanlo temos a azer he dictar paz a Nicolao.
Keceamos muilo que Nicolao se mostr um disc-
pulo lenaz, e al pode obstinadamente recusar c-
errver o que du turnios. Se elle recusar,o que fa-
remns nos ? O que temo nos ganhado cora a mur-
1,111.la.le de vinle mil homens, coro a destruicao da
esquadra rusa, e com a acquisico da Crimea e do
Caucaso, e. permilta-se-nos accreseentar, com a des-
truirao de l'elersburg 1 Supponhamos todo i*to rea-
lisado, e a Russia sempre obstinadamente recusan-
de liumilliar-sequal ser enUo a nosta posirao ?
Em prmeiro lugar, leremos guerra e nao paz ;
laxas de guerra, dispendioso* armamentos, lodos
os riscos inherentes a urna allianra eslrangera ab-
solutamente necessariosan*, c a qual n'ura. a-
menio pode ser quefcrad*. Todava victoriosos
irresisliveis. ainda lomos etn as nossas maos urna
guerra com todo o seu peso.
Depois, devenios observar que, no caso de alean-
carme lodos esles dstricfos, he do nosso dever man-
to-Ios. Releva que oceupemos a Crimea com algu-
ma especie de guaruicilnnao diremo se dez, vinle
ou Irnla mil homens. Em lodo o caso, he claro que
quando os Russos possuiam a Crimea era ella urna
fronleira que elle linham a defender. Se os atoa-
dos couquislarem-a, devem empregar parle das suas
Torcas em man (e-la. e a Russia perde ao mesmo
lempo urna esquadra. um exercilo, urna provincia,
c um prestigio de forca, que deve liumilha-la por
muilos annos ; ma ao mesmo lempo, e com refe-
rencia a seguinle campanha, aos resultados mais
immedialns, releva lembrar que ella he pelo mesmo
golpe allivada de urna vasta exlcnsAo de fronleira,
cuja defeza espalhava e esraquecia a sua poilerosa
forca defensiva.
Se a Rnssia se nao resolver a as.ignar ahjectos
termos do paz, ma continuar a suerra; se se absti-
ver por forc,a da aggressan, e sustentar urna vigorosa
mas nalola poltica de defeca, os aliados lem a al-
ternativa ou de deixar a guerra enfraquecer, ou de
continuar urna guerra de aggre.1o, que qualquer
Iriumplio tornar mais giaanlesca e onerosa para o
nosso lado, e do lado da Kussia mais desesperada e
tcnrivel. Na extremidades da Rus-ia e na cosa so-
mos cm uiial.iuer lu-.ir I i......y-i.jn, como Nano-
Icao com os seus .> lTis c Italianos o exercilo de odo B"onllr!eWl
occidentaleram irresisliveis em Wilna e Witebsk.
Mas elle aprenden sua propria cusa que meio mi-
litan de homens na Lilhuania eram somonte 150,000
homens em Mnscow, c que qualquer passo que el-
le dava para diaule diminua a sua forra e augmen-
lavaa do imp'ro que elle ia invadir. QnandoNa-
poloao oecupou a Lilhuania, eslava de posse de urna
provincia fronleira da Russia, assim como us e-
laniin para nos apossar da Crimea; ma, posto qua
i frente de um exercilo desmesuradamente mais po-
deroso lo que he actualmente o exercilo alijado, e
do que o exarclo ruso que elle linha rutan sua
frente, e o qualnao por esrolha, mas por necessi-
daderelirou-se diante delle, o maior do guerrei-
ros moderno* senlio e conheceu que a conquista de
urna provincia remota era apenas o comeen da guer-
ra, e que ao passo que islo demonstrava a sua supe-
riori.lade extraordinaria cncalcutavel uaqnellc mo-
mento, pnicamente nada decida.
Debaixo de oulros nomes, em oulro tugare, c
com plena mu lauca de forma exlerna, a relarao
das cousas agora e em 1812 he. em substanria, nao
mu di liaren te, posto que o resultado po-sa ser dilTe-
renlenrente ronseguido pela luz daquella tremenda
experiencia. Presenlemenle nao preponderamos mais
decisivamente fobre a Russia do que apoleao ha
quareiila e dous anuos, quando no corarlo de urna
provinria rus deliberara acerca da reconslrocro le um reino po-
laco. Assim situado, os exercilos russos fugiam
(liante delle en esquadra russa dada cm penhor
Inglaterra por segurancaurna guerra de inxasau
na Russia dirigida pelo maior soldado e pelo maior
exercilo alliado do lempos modernos, demnnslrnu
ser urna guerra de deslruirao ao invasor. A balan-
ra do poder como exista em Niemen foi subvertida,
e mais que subvertida em Moscow. depois de urna
rarreira de n.'io inferrompida victoria. Cora este
excmplo dianle ile n*,-e nao lemos dcscoberto al-
gum melhor caminho de dirigir urna euerra de in-
vado, parercria indubMavcl que por meio de seme-
lhanle guerra a Hus-ia nao pode ser obrgada a
subscrever os termo que deseamos dictar, e que
mesmo da altura da nossa presente victoria pode
ver-se que as probabilidades de semelhanle guerra
serao inlinilamenle contra mis.
Quanlo oulra especie de guerra que imagina
mos as probabilidades seriam mui insignificanles
Muitas roze : Nos ferros.'... ( Estupefaccao
unnime)
Fabio : Vmc. tcm o semblante completamente
consternado, minha boa lia !... Que ha enlao ?
A Princeza (rom forca): O que ha !... Nao pos-
so mais eslou sulTocada encolersada !...
loseta (offerecendo una cadeira}: Vossa alteza
digne-se de assciilar-e ( Offerecendo um copo de
agua ) E lignc-sc de Iranquillisar-se !
. / Princeza (ascutada e depois de ler bebido) :
Sabe pois... Oh isso he espantoso Hei de morrer !
Nao pusso deixar de morrer !
( A anciedade redobra, todos chegam-sc i princeza e
rodea m- na. Entretanto a orcheslra que linha carne-
rado a locar a quadrilha, continua.
Fabio : Comeco a estremecer...
/ Princeza : Ha urna hora, o Grao Elclor,
nosso viziuho, em cojos vastos estados nosso peque-
o estado viveu sempre tao florescenle mas lao en-
cravado, esse cleilor, esse potentado, esse brbaro,
esse monstro, esse...esse hornera, ligo passeava em
seu parque to abomiuavelmenle immenso, parece
que jaliulia passado minias vezes dianle do caminho
que condiiz aqui, quando ha urna hora parou liante
desse caminho dizendo : Ah parece-me que faz-se
muito niolim cm rasa lessc pequeo principe que
mora alli... O padre Fallax que ah eslava respon-
deu-lhc : Principe, elles diverlcm-se com a rcvolu-
c.lo. Oh oh oh tornou o potentado, isso he lal-
vez mui jocoso ; mas molesla-me a cabrea !... (Sig-
naes de indignacao)
Frederica : Que insolente !...
Fabio (rindo): Elle he insolente ; mas tem es-
pirito, ah !ah ah !
A Princeza '. Espera o fim para rires melhor.
Isso molesta-inca caheca. proseguio oEleilor,edura
muilo !... Entao por ordem sua {Inlerrompendo-se
com raiva)^ vergonha !... (Continuando depois de
ama brete pausa) um muro oIomiu-sc em loda a lar-
gura da estrada de nossos Eslados...
Todos : Oh oh !
.1 Princeza (chorando) : No raeiu se POI urna
porla...
Todos : Oh !
A Princeza (la mesma sorle) : O brbaro leu
duas vollas chave, cdisse : Sobre cala piola se cs-
crever : Armario de brinquedos
rodos : Oh !
A Princeza : E tirando a chave continuou a
passear.
Fabio : Nosso gordo vizinho melle-nos na algi-
hrira Qucsagacidade!
Frederica : Ah I principe !..
( Todos se encolerisam, excepto Fabio e Carlota que
se enearam)
fosela( grilando ): Bem feilo I Ah julgaveis
disputar impunemente os despojos dcsle pebre prin-
cipe abulido pelos vossos ciumes! Julgaveis passar
assim sem o povo masculino, que vos leria salvado
lalvez!... E quando vos resignaste repblica, jul-
gaveis poder funda-la por meio de quadrilha apelar
em nosso favor: fallamos de urna guerra de
operacOcs soladade urna guerra em que se
supponha que lomamos e orrupamo cidades
apos cidades e provincia apij* provincias. Seme-
lhanle guerra, se for procrasdnada indefinida-
mente, exigira do noso lado urna forca militar
enorme, crescendo sempre cada vez mais. Nao
podemos dizer qual seria o multado sob um as-
pecto militar, mas he evidente que em sobslancia
sera urna lula de lempo, de lenacidade, e da re-
curso,
Eolo a Russia evidentemente pelejaria pela sua
propria vida. A sua defeza seria dirigida, nao com
laxas, mas com conlribuicOesn'uma palavra, com
lodos os mcios de lodos os subditos lo seu imperio ;
n se os recursos nao Ihe fallarem, como elles nuuca
rallara a um povo valeote e numeroso, pelejando
urna guerra que, para elle, he urna guerra de pa-
triotismo.O lempo seria infinitamente nosso ini-
migo e infinitamente nosso alliado. Por que quan-
lo a elle o lempo seria a probabilidade de desunan
enlre os seus ioimigos dessas causas ordinarias qua
lornam toda* a allianras naconaes frats e inecr-
las ; dias causas especiaes que d a qualquer
potentado allemao um interesse, salvando a Russia
de lao grande depressao ; dessas oulras causas es-
peciaes as relaro.-s entre a Inglaterra e a Fran-
ca, que lornam impossivel contar a longa du-
rac.lo da sua amisade; das circumslancias in-
ternas do imperio turco; e entao da condi-
cao interna de lodo o continente da Europa, mina-
do romo se acha em loda parte por essa* influen-
cias revolucionarias das quaes a Russia parece estar
lolalmenle livie. Nao levemos eiquecer de que,
era Nicolao nem os seus subditos podem prorap-
Jameule acquiescer a urna htimiliaeao Uo abjecta
como a paz presenlemenle acela Iraria coro sigo.
Ouasi que se naojpode conceber que urna longa guer-
ra traga com sigo pciore* termos do que as alijados
imporiam agora se o seelarae fose aceito. Com
a possibilidade da quelbrtuua da guerra pode mu-
dar, exisle a certeza de que, urna longa e mesmo pros-
pera guerra conduzria o povo inglezsenao o fran-
ceza urna siluajao muito mais favoravel i paz do
que a que resulla dos seus primeiros Irumphos n'urn
tempo ero que todas as cousas se moslram prosperas
e a Fortuna surrj de todo* os lados. A longa guer-
ra em que a allianca europea no comeco do ultimo
secuto pelejou contra a ambicao de Luiz XIV, foi
para a Inglalerru urna guerra de completo Irium-
pho, e para a Franca de lerrivcl humliercSo. Com
ludo para o fim a propria contiuuacao da victoria
cancou a perseverancji da luglalerra, e os con-
quistadores linalisaram urna brilhanle guerra com
urna paz ignominiosa,na qual, depois de doze annos
de batalha, os diplmalas abandonaram em Utreeht
a cansa pela qual os soldados linham conquistado em
Blenheim e Malplaquel.
Bacon refere urna historia de um homem que for-
nou-se ramoso enlre seu* amigos em consequencia
da pericia que linha em reconciliar dillerer.cas, O
filho deste hornera fez algnmas tentativas na mesma
dinicultosa larea ; mas lendo naufragado em varias
occasioes.elle pedio ao pai que Ihe dissesse o segre-
do do seu bom exilo em samelhanle negocie. O pai -
disse-lhe qneo segredo era mui simples.Nunca inter-
fera 110 camero de urna dispula ; mas esperava que
a disputa houvese durado longo lempo, qne ambas
as paites se achassem caneada pela controversia, a
posto que fos*em orgulhosas em fazer proposta* re-
ciproca, nem por isso dcixavam de desejar que ap-
parecesse um raedianeiro imparcial que a coadju-
vasse al o fim, o que era o interesse commum a o
desejo commum de ambas as partes disputantes. No
podemos crer que urna curia guerra curve a ambi-
cao da Huia, e nao esperamos que a paz rliegue
em quanlo ou a allianra nao for dissolvida porma-
I11 a ili-'-.Mdi 1, ou cm quanlo ambo os lados uta aa
mus a maior parle da Europa da" iisj[T53alj2
ceza*. A Austria he amiga. A Prossia lie neutral.
A Russia ac acha sozinha contra mis. Mas depois do
urna hataiha e de urna eHu-Hn de sangue de cinco
annos, he diffiril dizer em que campanha o pavilhao
inglez ser levantado, ou que inimigo os noso* sol-
dados encontraran no campo de halalh.i. Presenle-
menle he crenca nossa que a queda le Sebastopol
augmentar a obs(iuac,au da Russia, atlrahir anda
mais decisivamente a opinlo publica russa em seu
favor, tender rnenle prolongar a guerra, e que
a destruidlo de S. Pctersburgo ter> ama influencia
ainda maidecisiva na mesma direccao. Presenle-
menle pedimos aos nossos lelores, que aguardam
una rpida couclusao da guerra, que pesem bem as
scgunles proposiee que sabbado passado foram
dirigida por Sir W. Molesworlh aos ridadaos de
Edmburgh :
u SenhnresNo Cmportameulo iramedialo deila
guerra a Franca e a Inglaterra lem tres principa
objeelos a realisar : l'rimeiramonio, previuir que
o exercilo russo desmembre o imperio Turco e mar-
che para Con-lanlinopla ; segundo, previnir que a
frota russa damnifique o commercio da I-rauca e
Inglaterra; tereciro, desferhar-se um colpe tal" na
Russia que seja bem calculado para de urna vez des-
farcr os seus ambiciosos designios nos dominios da
Porla Ottomana.
Os prmeiro lestes objectoj foram rralsados ;
espero e confio que o lerceiro esteja em vesperas da
ser realisado. Para realisa los esquadras magnificas
que o mundo nunca vio, foram enviada* pela Fran-
ca e Inglaterra ao Euxinio e ao Bltico; enviaram-
se exercilos com rapidez nao vulgar, e abundante-
mente prvidos com lodas as munrSes de guerra ;
foram transportados ao seo destino com um rapidez
sem cxemplo. O resultado foi que o Russos dcixa-
ram os principados danubianos sendo obrigado em
parle pelo valor dos Turco, roadjuvados pela influ-
encia dos exercilos alliads em Varna, prorr.pto a
soccorre-lo; em parle pelas operace* da esqua-
dra combinadas no Euxinio, interceptando suppri-
menlos, em parle pela siluacao ameaeadora d'Aus-
tria, pela consequencia da pericia diplomtica da
Franca e da Inglaterra. (Applauos.)
O resultado f igualmente que ao passo qne os
navio mercantes da* potencia nlliadassulcam o oc-
ano em loda as direcres sem recear perico*, a ma-
rinha commercal da Russia nao ousa apparecer no
de meus conselhos, apezar do perigo, apezar da au-
sencia de \os-os apoios! Nao sois dignas do que vos
acontece Digo-vos que isso he bem feilo, que volto
para a Franca, e que o senhor Fabio lem razio, o
Elcitor he um homem atilado !
fabio : O Eleilor he excellenle !
Ifilhermina: He o momento de irmos soltar
nossos maridos.
A Princeza : Ha muilo j eslo livres !
Margarida : Todos !...
/ Princeza: Sim, marechal! Mas elles dizem
que nao os tornareis a ver Ido cedo !
Frederica, Geraldina e Margarida: Ah res-
piro !
ll'ilhermina (consternada):Todas as des-
granas !
A Princeza: Enconlrei leu lio, Carlota ; volta-
va dos Tres Moinhos, os quaes te d, e achou alm
delles leu bonezinho.
Fabio : Com urna coroinha.
A Princeza : Sim, e para nao separa-los, elle
consenle no casamento.
flosela : Oh he sempre assim ; o estado do
qnalrorcntos e noventa e nove lera nm numero re-
dondo !
Fabio : Isso enlra em minha poltica !
Salom (entrando) : Sua alteza o Grao Elei-
lor... ( Admiraciio profunda ) acompanhado de to-
dos os senhores de nossa cidade lem a honra de pedir
a senhora princeza o favor de urna conlradansa.
A Princeza (lisongeada ): A mim ( Sorrisos
de satisfacao)
Salom : Elle mandou-me accreseentar qae ti-
idia una chave para entregar ao senhor principe no
raso de que deseje ir caca...
Todas : Oh! elle he excellenle !
ll'ilhermina : Dizem que lio um homem muilo
bello!
./ Princeza : Vamos recebe-lo !
(Todas dirigem-se para o fundo emquanlo a orches-
lra preludia urna nova quadrilha. i
I'ah o Tirando s com Carila, e caldudo sobre urna
poltrona : Vs, minha querida ? ja rae desprezam,
j de mim se esquecem !...
Carlota : Sim ; mas esqueeei-vo, de que ao
principe decahido resta urna soberana imrauta-
vet ?...
Fabio levantando-.e, chegando-se a ella e tomau-
lo-lhe .1 mo): He o amor, Carlota ?...
Carlota (com voz enlernecida) : Um reiuo em
que as revoluroes serao descouhecidas, em que o
vento nao levar o sceptroe a coroa ; mas far andar
a 1110 que canta e que nutre 1...
Fabio (beijando-lhe a mao): Nos Tres Moinhos,
no he, linda molera?...
Carlota : E urna humilde vassalla que le ama-
r, senlior!
( OITerece a fronte a Fabio que a beija. Cah o
panno. )
FIM.

fe


DURO OE PERMMBUCO. TERQA FIRR 14 D NOVEMBRO DE 1854.
mares, e as suas nao de guerra estao obrgadas a
permanecer occullas ignominiosamente por traz das
suas fortiiicaj&es de granilo.
Senliores, ter atacado estas forlificajcs somen-
te com navio), como alguns advogado tinliam acou-
sclhado, ler-se opposto para usar das palavras de
lord Dundonald o mais valenta dos nossos oradores
a navios cheios de combustiveis com bateras de
pedras, fazendo fogo vivo sem cessar fura contrario
as opinioes de qualquer auloiidade militar actos
nao de reflectida valenta, mas de irrisoria loucura,
cousas de que nlo sao cpate or vahantes almirantes
da Franca a Inglaterra. (Apoiados.)
a Poreni a mais importaule destas forlilicajf.es, o
baluarte, o talismn do poder da Kussia no Oriente,
esta agora sendo assaltado pelos guerreirosda fran-
ca, da Inglaterra, c da Yurquia, sob a drccjao do
mais habis e mais sabios genoraes, e por urna ar-
roada.inais potente, do que qualquer de que faz men-
{3o a historia ou a fbula. Se o triumpho acompa-
nhar esta empreza e ella tiver comejado dobaixo
dos mais favoraveis auspicios, grande golpe sera des-
carregadona Kussia, quelhe minar a sua influencia
no Oriente, ha de conduz-la razao, e desl'arle nos
preparar o caminho para una paz gloriosa c hon-
rosa. (Eslrondosos applausos.)
a Mas, senliores, seja qual fr o immcdialo ata-
que em Sebastopol, cstou convencido que ucm o
povo de*te paiz, nem >s ministros de S. M. quacs-
quer que ellessejam, nunca bao de consentir na
conclusio deslc conflicto. emquanto os objec-
los, pelos quaes esta guerra fui comejada, nao fo-
rem atenorados. Com ludo nao devemos desanimar
se estes ohjectos nao forem alcanjados t."n> rpida-
mente quaoto ilesejamos. Nao devemos murmurar
se os grandes successos no occorrem com a rapidez
quo desejaramos. Se nos lembramos que cm todas
as guerras os acontecimentos nolaveis que sao refe-
ridos na historiagrandes balalhas e importantes
assedio tcm sido poucos em numero, separados
por consideravel intervalo de lempo, que sao oceu-
pados por menores e menos importantes aconteci-
mentos de que a historia quasi que nao faz mensao.
Nao devemos esperar grande diflerenja a este res-
pcilo entre n guerra presente e as passadas. Nao
devemos esperar, porque o navio a vapor e o lele-
grapho elctrico quasi que tcm aniquilado as dis-
tancias, porque, aniquilando as distancias quasi que
lem aniquilado o lempo, que he a medida da distan-
ciae em virtude destes importantes acontecimentos
recebemos noticias com a rapidez do relmpago, as
quaes arompanham urnas as oulras com igual cclc-
ridade. Nao devemos eslar impacientes pela aejao a
qual se for precipitadamente empenhada, pode oc-
casionar desnecessaria perda de preciosas vidas.
Lembrai-vos, senhores, que branca e a Ingla-
terra nadadeve ser mais precioso, do que as vidas
de seus fllhos, mas que para Kussia nada he me-
nos eslimavel do que o sangue de sen servos. (Ap-
plausos.) Lembrai-vos tambem que a riqueza e o
recurso da Franca e Inglaterra devem a-segurar o
nosso ultimo triumpho sobre a pobreza da Kussia,
e que a nica probabilidade da Russia (anda que
de temporaria durajao) consiste na aejao desaliada
e mal considerada da nossi parle. (Apoiados.)
Porlanlo, nao sejamos empre impacientes pe-
los resultados, Esta guerra deve gerar acontecimen-
tos de immensa importancia para o mundo civilisa-
do. Ella j lem produzido dous resultados que a
tornarao memuravel na historia das najcs. A Irau-
ca, cordeal e amigavel nniodo povo, dosgovernos,*
das esquadras, da Franja, e da Inglaterra na mes-
ma causauniSo que eu espero por amor de ambos
os paizes c do generohumano ser eterna (eslrondo-
sos applausos.) O ootro he a mitiga jo dos males da
guerra pelo eslabelecimento dos dircilos martimos
dos neutraes as liemos c solidas bases da r?zao e da
justija om passo na civili-arao cuja importancia
quasi que senao pode calcular ("apoiados.) E so, co-
mo eu espero e confio, Sebastopol tiver em breve o
deslino de Bomarsundas suas forlificajes reduz-
das a p, a sua esquadra aniquilada, o Euxinio 1-
vre do obstculos do poder da Russiaa primeira
companha da Franca c Inglaterra unidas nao ser
sem alvo, nem intil, nem inglnria, nem indigna
da reputaran dos dousnaizes renovados pelas proe-
zas militares e navaes (Eslrondosos e prolongados ap-
plausos.) {Tablet.)
Eslraliimos da Independence belge a analyso se-
guidle da ola austraca de ti de setembro :
O despacho cometaporuma vislad'olhos retrospec-
tiva sobre o estado das ucenciaroes,sobredi lo noscio
da Dieta em 17 de agosto passado, e lembra a de-
clarado do Sr. do GorlscliakolT sobro a evacuado
dos principados.
Como documentos annexos, ella menciona a res-
posla da Austria ola de recusa da Russia cm 26 de
agosto (creio que a Austria sustenta nessa resposla o
pedido das qualro garantas) e um oulrodespacho ao
conde Esterna/}. em Sao Petersburgo, sobre a lin-
guagem, que o conde deve empregar as circuns-
tancias acluaes.
Depois de ter declarado que a Austria, antes de
explicar su? poltica, linlia querido esperar que a
Prussia lizesse conhecer suas vistas, a circular pri-
me o profundo pezar que a Austria senlio com a re-
cusa da Russia em conceders garantas pedidas.
-*
lela c prudencia, acrcdilou no lelegrapho, e auto-
risou ao seo enviado cm Paris, har3o de Ilubner
para congratular o gabinete francez da queda de
Sebastopol. Ao menos Vmc. ver disso que se nos
fomos engaados, leve isso lugar na melhor com-
panhia.
Por consequeucia, quando cscrevi a minha ullima
em do correte, Sebastopol ainda nao eslava to-
mado, e segundo a noticias que hojo recebemos di
Crimea, ate o dia 12 eiseaconlcciraento ainda nao
se linha realisado.
No da 20*de setembro leve lugar, como cscrevi,
a hatalha no rio Alma, entre as tropas adiadas, c
os Russo debaiio das ordens do principe de Mcn-
cliikolT o qual linha julgado que seria impossivel
lomar a posijao que elle oceupava. A bravura,
sem excmplo, das tropas alliadas porm Ihc mos-
Irou que se enganou nos seus clculos, e effec-
luou-sc o que se julgava impossivel.
Dcpos de um combale de nao mais de urna hora
eslava tomada a posijao russa, c s a falla de ca-
vallaria impedio aos alliadosde aniquilarem o exer-
cito russo. Meuchikofl relirou-se para Bakschisa-
rai para all esperar reforjos.
Nos das seguinles os alijados coninuaram a
sua marcha para Sebastopol, e em 33 e 21 de se-
tembro passaram os pequeos rosKatscha o llel-
belksem encontrar a minim resistencia. Chcgaram
cm frenlc das for tfica roes ao norle de Sebastopol,
c depois do fcilo o reconbeciincnlo, se convenec-
ram que as forlificajcs nao poileriam lomar-se cs-
sc lado sem um grande sacrificio de vidas. Ao
mesmo lempo, sabendo-se que os Russos tinham
afondado olo graudcs nao na entrada do porto,
se lornou impossivel um ataque combinado com a
esquadra alliada. O conselho de guerra leve cm re-
sultado, quo se abandonasse o ataque pelo lado do
norle, e que a linha de operajao dos alliados devia
ser mudada para o sul.
Na noile de 21 de setembro comejou inmediata-
mente o movimento dos alliados para o Sul, o de-
sembarque nao encontrn a mnima resistencia, e
cflciluou-se cm 27 de setembro em Balakaiva; desde
tallo continan) os preparativos para o ataque de
Sebastopol, e o exercilo alliado que Continuada-
mente recebe reforjos de Varna e conslantinopla,
se calcula em 110,000 horneo, 254 pecas d'arlilha-
ria ja se acham desembarcadas, c cada dia espera-
mos aqui a noticia do ataque sobre Sebastopol. Ao
mesmo lempo Menrhikofl est esperando reforjo,
tillase de um corpo de 50,000 homens. Os ltimos
despachos de Mcnchikoff, que so de 12 do corrente,
porem, ainda n3o fallam dsse resforjo. Espero que
na minha seguinte caria lhe poderei dar a noticia
da tomada de Sebastopol, e isso com maior certeza
do quo na minha ultima. Julga-c que Sebastopol
nao poder resistir por muito lempo a um ataque
serio, e que em quinze das se hade |ob(er o resul-
tado desojado.
Em pouco lempo devemos .esperar a noticia do
cornejo das operaefies do Omer-Pacha contra a Bes-
sarabia. Nao ha mais duvida alguma, eexislomde-
clarajes indublaveis da Austria, que ella approva
completamente um ataque da Bessarabia pelo lado
dos principados, e nenhum embarajo Ihc faz, ape-
zar da eventualidade que ameaca a sua propria p-
sito de ser ella envolvida em guerra activa com
a Russia. Em frenlc d'essa psito bellcosa da
Austria o czar tumou medidas que provam que a
Kussia jajulga incvitavel urna guerra com a Aus-
tria. As guardas russas parliram de S. Petersburgo
para lomar posijao ao longo das fronleiras austra-
cas, as provincias limtrnphes da Russia foram decla-
radas em estado de guerra, e o principe de Gorls-
chakofl nomeado commandanle em chelo dos corpos
de cxercilo all reunido a confusao dos negocios
polticos cada dia se (orna mais geral, a guerra ori-
ental ganhnjscmpre maiores dimenscs,c segundo to-
das as apparencias se pode considerar como inevilavel
urna guerra europea.
S a Prussia continua na sua posieao passiva, c
neutra. Porem essa sua posijao Ide dia em da
se torna mais iiili.il. Em urna ola de 30 de se-
tembro a Austria bem claramente deu a entender a
Prussia que nao so deixaria mais impedir de ir o
seu propriocaminho. De Pars e Londres, segundo
se diz, chegaram em Bcriino expresses anda muilo
mais fortes, e scguudo as ultimas noticias da Ingla-
terra all tcm o plano da inihibir em primeiro lu-
gar o commcrcio Prusso que loma o seu caminho
nelp Prussia?
das ultimas declarajos da Russia, desviando o pe-
rigo immedialo de um conflicto entre os dous impe-
rios. Tambem nao se pode contestar a sgnificajao
poltica da evacuaciio dos principados.
Entretanto a Russia nada lem olferecido de defini-
tivo, nem tcm dado garantas para o futuro. A
Austria ainda nao promellcu urna aejao coulra a
Kussia, esperando nma decisao final ; cha he sempre
livre em suas resolujfies.
A Russia linha yfeilo promessas ( por exemplo, a
de nao passar o Danubio ) que a mudanja das cir-
cunstancias nao lhe lem sem duvida permillido
eumprir. Dcsle modo ella pode ,'ser levada oulra
vez a querer apoderar-sc de um penhor.
Podcr-se-hia discutir a questao, a saber : se o Ira-
lado de 20 de abril nao he perfeitamenle applicavel
siluajao actual. Mas o despacho declara nao que-
rer aprotlindar este poni nem examinar por agora,
o que se ilcveria fazer, s* a Austria houvesse de em-
prehender tentativas coercitivas.
A Prussia prometleu Austria, que a coadjuvaria
com todas as suas forjas, no caso que a Austria vi-
esse a ser atacada em seu territorio pela Russia, nao
leudo accommellido a esla ullima. A Prussia expri-
mi a ccrleza de que nesle caso, a confederara o tam-
bem se apressaria a prestar Austria um concurso
activo.
Firmando-se neslas considerajes he quo a Aus-
tria propoz ao gabinete de Bcrlim, promovesse na
Dieta a declararlo seguinte :
a Ainda que o estado aclual das cousas, depois
da evac.iac.io dos principados n3o impticasse a ne-
ressidadede urna mobilsajao inmediata das forjas
armadas da confederando, este estado de cousas
daria todava, a occasiao de declarar que todo re-
cri de um ataque da Russia contra o territorio da
Austria chamara para urna defeza commuin os go-
veruos unidos pelo tratado de 20. a
Terminando, o despacho falla oolra vez das qua-
lro garantas, cujo alcance europeu faz ver com ins-
tancia, e espera que a Diela approvc a poltica se-
gnida pela Austria nesla parte. Para nao dar a
conhecer a separajao com a Prussia, he que a Aus-
tria nao quizera fazer o pedido formal de quo se
admiltise-se os qualro pontos no tratado de abril, ain-
da que fosse para desejar que a Russia, cuja altilude
europea linha lido a msma base da altilude da Aus-
tria, se collocassc tambem na mesma posieao.
Mas a Prussia recommendou vivamente os qualro
pontos ao gabinete de S. Petersburgo, c declarou
Franca e Inglaterra que lhes prestara tambem no
futuro seu apoo moral. A promessa de oblcr as
qualro garantas por urna acjo militar, nao fe i fri-
ta lao pouco pela Austria.
He porque a Austria ere que pode contar rom a
Prussia, leudo de proseguir urna paz sobre a bazc
das mesroai garantas.
A Austria, que lem protegido os inleresses alle-
in.'ies, em nenhuma parle incompatives com os da
Prussia espera que a Dieta approve plenamente
sua poltica. Os qualro pontos sao (ambem indis-
pensaveis para a Allemanha ; mas a Austria nao se
oppor a urna resoluco da Dicta, que a respeilo das
qualro garantas faja urna dislncjao enlrc os iule-
rcses alienases eos inleresses europeos, nesle sen-
tido, que dous destes pontos, o do protectorado col-
leclivo c o da navegado livre do Danubio, sejam
considerados como respondendo particularmente
aos inleresses allemaes.
( Journal des Debat. )
i av w masa ciiucmmu IldU
mudar a sua posijao, sera o bloqueio dos porto do
Bltico prussianos na prxima primavera.
'MOIM
lsaram-sc loso. I'm dia depois de ter enviado mi-
nha caria, souhemos em Paris que Saint Arnand aba-
tido pela molestia linha entregado o commando as
mitos ilo aencral Couroberl, e se havia embarcado
no Ilerlholel, cm um Miado bem pouco animador,
morrendo a bordo no ter ehegadn a Conslantinopla, onde sua mulher n es-
perava. Soubemos ao mesmo lempo que o Ilerlho-
lel eslava de viagem para a Franja, para onde tralla
os restos mortaesdo commandanle cm chefe do exer-
citn do Oriente.
Esla noticia cansn um scnlimenlo geral cm Fran-
ja c em Inglaterra, e rom ludo eslava prevista. A
sade do manchal oslovj inteiramentc arruinada,
quando ello sollicilou do imperador seu grande com-
mando. Seus amigos e elle mesmo, criam qne a
Crimea fosse seu tmulo, mas em seu amor de glo-
ria, insisti em empregar no servijo de seu paiz a
forja e vida que lhe reslavam.
Um ataque do cholera veio reunir-te aos males,
ile qne elle sollria e o levou sepultura.
A sua morte foi bella, posto que as bailas rusias,
que procurava.o (ivessem respeilado ; elle immorta-
lisou eu nome coui a vicloria do Alma, c morreu
cm seu triumpho. Fiel interprete do senlimenlos
da Franja, o imperador quiz cercar de urna pompa
extraordinaria osfuneraes do Ilustre guerreiro, en-
carregando o Ihcsouro, pormeio do um decreto, das
despezas do seu enterro, e abri aos restos mortaes
de Saint Arnand a sepultura dos Invlidos. Nos
subterrneos dcsle magnfica asylo abcrlo velhice
de nossos soldados, ropousam as cinzas do impera-
dor Napolear., e junio delle o despojo mortal de seus
marechacs mais Ilustres. A 16 deslc mez be que o
cadver do marechal Sanl Amaud chegou Paris,
depois de ter alravcssado a Franja, no mco das ho-
menagens (da pnpulajao e do clero. A ceremonia
fnebre foi magnifica. O cortejo altravessou toda a
rdade, precedido e seguido de urna immensa quan-
lidadc de tropas de todas as armas, cujas msicas
loravam arias fnebres. Toda capital assislioa essa
deslumbradora desfilada, e|o imperador se tinha as-
sodado ao sentimento publico enviando muitas car-
ruagens suas o os pnncpaes ofliciaes de sua casa.
Todos os corpos do estado, o senado o corpo legisla-
tivo, o conselho do estado se achavam reunidos nos
Invlidos, assim como o corpo deplomatico.
Nenhuma honra faltou ao defunlo, e esses Bran-
des teslcmunhos de lucio ccral devoran mitigar a
dor de sua incnnsolavel familia.
A Franja soflreu urna grande perda, ma no dizer
de todos os nossos militares, ella nao he irreparavel.
O ecncral Canrobert, mais mojo 12 que Saint Ar-
naud ( lem 46 anuos) fez lamhem brilhanles campa-
nil as na frica. Elle be considerado como um dos
nossos ofliciaes mais instruidos e mais habis, o na
balallia de Alma contribuio em grande parle, como
disse o marechal, para o ganho da balalha. Mas o
que sobretudo faz esla cscolha feliz, he ser Canro-
bert adorado dos soldados, que lem nelle nma con-
fianja plena o inleira, e ser tido mesmo lempo em
muila considerajao por lord Ragln, que llio tem
urna estima muito particular. Pode-se contar pois
que a campanha tambem comejada continuar com
(odas as probabilidades de successo,
Nao ]sc loma urna cidade 13o bem fortificada,
como Sebastopol, sem muilo Irahalho e sem muito
iempo. Ainda que a impaciencia do publico seja
grande; estamos anda espera de urna snlujao de-
finitiva, e no momento em que lhe escrevo, nao te-
mos ainda noticia certa do cornejo do ataque de Se-
bastopol. Eis aqui as ultimas noticias, que nos
chegam do urna fonlcofllcial : at 3 do oulubro, ne-
nhum oulro feto mililar linha tido lugar, depois
da lomada de II dadiva. Os dous exercilos acam-
para m -se as excello ules posijes militares ; o o ver-
rilo inglez receben lo seu material e seus vveres de
lial.iolav a ; o exercilo francez de suas pequeas ba-
has ao norle do Cabo Chersoneso. Esla posjao
dos dous exercilos lem naturalmente determinado
sua divisao de terreno, diantc da praja de Sebasto-
pol durante o anadio. O excrcto francez lera a es-
querda dos ataques, desde o mar al o forte do sul;
o cxercilo inglez ler a direila, desde o forte do sul
ale lnkermaun. Nosso cxercilo esla dividido cm
dous corpos: o primeiro s ordens do general Fo-
rz c composlo da :l e 1 di visos, far o assedio ; o
segundo debaxo do commando do general Bosque!,
comprchendendo a 1 e 2 divisos, formara o corpo
de observajao. A diviso (urca est de reserva para
operar conforme as circumstancias. O cxercilo in-
glez lomou disposijes anlogas : urna parle de suas
divisos seguir os ataques coulra a praja ; a oulra
parle, formando corno de observajao, se juntar ao
corpo do general Bosquel. Estas disposijes nao
deixam duvida alguma sobre o resultado do assedio,
que vai ser comejado.
As noticias, que Iranscrcvo, sao exhaladas de lira
despacho do general Canrobert e lem por consegnin-
(e um carcter oflicial. Acabamos de receber urna
outra nolic.a, he mais rcenle, e poslo que venha do
cmbaixador de Franja cm Conslantinopla, uao tem
o mesmo cunho de aulhinticidade, porque funda-
se no dizer dos capilaes dos vapores, que vem de
llalaclava. Esla ullima noticia diz que os sitiados
tenlaram sua surtida contra nossos Irabalhos do cer-
co, e que foram repellidos vigorosamente. Um des-
pacho particular diz que a 8 os Irabalhos de cerco cs-
lavam quasi terminados, c logo que o fogo tivesse
oomejado contra a praja, seria bastante 48 horas
para abrirse a brecha. Pretendo fechar esla caria
ciiiianh.ia, c se daqui al l chegar algum despacho,
teroi cuidado de lli'o communicar.
SI une ilesdp i i m nnda rnnlar .fornn rprln..hpjuie
PARS 20 DE OUTUBRO.
Como promelti a Vmc. sirvo-me esla vez
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Hambargo 30 de oatabro.
A minha ullima acabou com a nolicia recebida
por telerapho da lomada de Sebastopol. Sinto
dever dizer que esa* noticia foi falsa. Ainda boje,
depois do conhecermos lodos os delalhes quo des-
menlcm essa noticia, ningiiem pode explicar como
foi poasivel que o lelegrapho pode engaar toda
Allemanha, Franja, Inglaterra, e assim toda a Eu-
ropa e lodo o mondo, com noticias muilo detalla-
das e declaradas positivas, e isso nao por um da,
mas sim durante urna semana inleira. Nao s o
publico, mas tambem os governos foram engaados.
O ministro austraco dos negocios estrangeiros, o
conde de Bool, um dos mais iotellnente ministros
que temos na Allemanha, e homem da maior can-
do pa-
quete de Liverpool para remellcr-llie noticias de-la
quinzena, porque esta liaba de vapores est defini-
tivamente omanisada sobre bases solidas e nao of-
frer mais intcrrupjao, como me allirmam. De ho-
je em diante receben Vmc. urna caria minha lodos
os quinze dias, e as circumstancias na verdado sao
tan graves e o inleresse deve estar lo exallado.mes-
mo no seu continente americano ; que os seus lei-
tores nos devera agradecer o cuidado, que toma-
mos em os informar mmcdialamenle.
A cunnsid.nl.' publica dirge-se nesle momento
para a Crimea, donde nos devem vir as noticias im-
portantes c decisivas. No Ihealro da guerra nada es-
ta concluido, porque Sebastopol ainda nao foi toma-
da ; porm, como passarei a mostrar, ludo vai bem
at aqui, e os acontecimentos tem marchad* emum
sentido favoravel para os exercilos alliados.
Em seguimento da balalha de Alma, na qual 50
mil anglo-francezes linham derrotado em tres horas
de lula.'id mil Russos, entrincheirados em posijes
fnrmidaveis, esperava-se segunda e mesmo (erceira
balalha. Enlre Alma e Sebastopol ha dous ros, o
Kalcha e o Bchelck, que Mcnschikoff podia fcil-
mente defender com os 40 mil homens, que Ihc res-
lavam. Masa Impeluosidade do nosso ataque linha
cuchi.lo os Russos de pasmo e(error, e seu general
enlcndcU, que nao devia expor-sc oulra vez ao nos-
so encontr com tropas desmoralisadas. Porlanlo
elle n3o procuren corlar-nos a passagem ; nma par-
te de suas tropas enlrou em Sebastopol e com um
corpo de 20 mil homens. MenschikolT licou no cam-
po para poder reunir os reforjos quo esperava da
Bessarabia e inquietar o exercilo alliado, conservan-
do-r ao abrigo de seus alaques. Este plano de cam-
panha do general russo nos abra o caminho at Se-
bastopol, c nossos generaes depois de terem feito
enterraros morios e embarcar para Conslantinopla
nossos feridos e os (tridos russos, dirigiram sua
marcha a toda pressa para o arsenal martimo da
Crimea. Seu plano era atacar vivamente o forte
Constantino, emquanto as esquadras tenlassem pe-
netrar a entrada do porto, quebrando as estacadas
o bombardeaem e queimassem a esquadra eoses-
labclecimentos militares. Mas este plano leve de
ser mudado em ronsequencia de um acto desespera-
do dos Russos. Para neulralisar a aejao de nossas
esquadras e lalvez lambem para diminuir as vanta-
gens que os alliados devem tirar da lomada de Se-
bastopol, o almirante russo nao hesilou em sacri-
ficar urna parle de sua esquadra. Cinco naos c
duas grandes fragatas foram medidas pique na
entrada do porto, que se acha quasi hermelicamen-
le fechado. Esle acto dos Russos tornava o ataque
de Sebastopol pelo norle muito difllcil ; loda esla
cosa da praja est errijada de fortes c de canhoes,
e s havia possibilidade de Iriiimphn com o concur-
so das esquadras, que urna vez senhoras do porlo
collncariam os sitiados enlre dous fogos.
Neslas circumstancias os generaes alliados, depois
de terem deliberado, resolvern) mudar completa-
mente seu plano de ataque: em lugar de atacar a ci-
dade do lado do norle, determinaran) toma-la pelo
sul. Desse lado as forlilicaccs sao muito menos
consideraveis e eslao tiro dos canhes da esquadra.
A idea desle novo plano foi suggcrida por lord Ra-
gln, cujo sangue fri c alta capacidade sao sunima-
menlc apreciadas pelos generaes franeczes. Nao era
cousa fcil por em execujao esle plano. Devia-se
rodear Sebastopol, conservando o exercilo alliado
ao abrigo dos canhes de praja, afaslnr-se por
conseguinlc das estradas, que v3o dar todas em
Sebastopol, passar atravez do terrenos monlanho-
sos, corlados de quebradas, c cheios de maltas e fa-
zer passar por ah a arlilhara de campanha c ex-
por-sc a facis emboscadas do jiiimigo. Felizmente
o terror domina ainda a .moral dos Russos, que um
s momento nao proenram inquietar nossas tropas;
todava nos os encontr mos : lord Ragln e seu
eslado-maior tendo comsigo urna poreao de caval-
leiros, cabio repentinamente no meio de um com-
boy russo acompanhadn de urna grande escolla. El-
le cahiram denodadamente sobre osiirimigos, os
quaes julgaram que linham de pelejar com o ex-
ercilo inglez todo, e fugiram a bom fugir. O com-
boy cahio as raaos dos Inglezes. Finalmente de-
pois de (res dias de marcha extremamente penives,
em qne os soldados lvcram de soffrer sobretudo a
sede, os dous exercilos execularam sen movimenlo,
tuinainin posjo ao sul de Sebastopol e apodera-
ram-sc da cidade do llalaclava, situada a (res 1c-
euasdu praja, e cujo porto pequeo mas profundo,
pode receber naos de linha, c nos fornece um ponto
fcil c scs'iro para o desembarque da cavallaria e
da arlilhara de assedio.
Deixo por um momento aqu a narrarao das ope-
rajes nililares, para rcferir-lhc um acontecimento
doloroso, que araba de privar o exercilo francez de
seu i Ilustre chefe. O marechal Saint Amaud, em
um de seus bolclins sobre a vicloria de Alma, se ex-
prima nestes termos : Minha sande he sempre a
men)a : ella conserva-se enlre o snflrimentos, as
crises e o dever. Tildo ilo nao me priva de estar
doze horas a ravallo nos dias de balalha...mas quem
sabe se as forjas nflo me Irahirao ?
Esses receios expressado pelo nobre general rea-
ceder, o eulan ser luistcr fazer a grande guerra.
Em F'ranja couta-sc com ella, e ja se lomam medi-
das para reforjar-se o cxercilo da Crimea, que de-
ve ser levado a 120,000 homens. Os Inglezes do seu
lado fazem iguaes preparativos.
Os Turcos.Uo nlcressados nos como nos successos
da campanha.ja enviaran) 4,000 homens de reforjo a
Balaclava, c devem mandar ainda 6,000. Nao se
siho exactamente a forja dos Russos, mas queremos
estar promplos para resislr-lhcs c batc-lus, ainda,
que MenschikolT receba o soccorro de 40,000 ho-
mens, que o general Osten-Sacken lhe deve trazer
da Bessarabia. lia muilo lempo que nos fallam des-
le soccorro pedido com gritara pelo general em che-
fe, e nunca chega. Dua razes fazem que esle soc-
corro se demore : em primeiro lugar, a distancia en-
lre Odcssa e Sebastopol hcgrandc.c o caminho pelos
sleppes, que separan) a Crimea da Bessarabia, seria
desastroso paraos soldados russos ; em segundo lu-
gar, os generaes Gorlschakofl c Osten-Sacken sao
obrgados a defendercm suas forjas de Omer|Pacha,
que se prepara para culrar no territorio russo.
21 de setembro. O Monileur publica esla
manilla dous despachos. O primeiro he do cencral
Canrobert, com data de 7, e diz que conlinuava o
desembarque do malcrial do cerco, e qne o ataque
comejara provavelmcnle no da 9. O general li-
nha recebido um reforjo de 10,000 homens, que as
esquadras linham ido buscar em Varna. O segun-
do despacho d noticias de Balaclava de 9. O ata-
que nao tinha comejado ainda.
Todos os uniros fado perdem seu inleresse ao la-
do das noticias da guerra da Crimea. No Saltico
liouve suspensa.i das ho-iilid,i es cm consequenciado
estado do mar, a campanha esl considerada como
terminada.
Os navios francezes tornm a entrar em nossos
porto e a esquadra ingleza s espera, para v ollar,
que os gelos toroem o mar impralicavel esquadra
russa.
Na Allemanha continua a troca das olas diplomti-
cas entre o- gabinetes de Vienua e de lierlim, A Aus-
tria precisa cada vez mais claramente sua posijao.
Ella se prepara aberlamcnle para a guerra, e o ge-
neral em chefe do cxeicilo de occopajao dos princi-
pados, o barito de liess, acaba do deixar Vassy para
ir ai-tu- em \ leima a um grande conselho de guer-
ra presidido pelo imperador. A Prussia conserva
ainda urna altilude indecisa, com grande ira das po-
pulajes allcmaas.
Na llcspanha arabam de ter lugar as clejcs
para o conaresso consliluinte. O partido progres-
sista mode rado parece ter a maioria.
francez, meio rabe, naoconheciam, que julgaram
ter dianle de si urna forja do cavallaria, o se forma-
ran) em quadrado. Os Zouave os accommetleram
a b.iionea com urna Impeluosidade inleirameulc
franreza, c osdestrojaram rpidamente. Os Ku-os
se salvaran) em desorden), sendo o proprio principe
MenschikolT o primeiro, dciando emsua (enda, se
carro e sua carleira, na qual se encoulrou 30,000, e
papis mui mpor(antes.
Esta hatalha foi Instante mortfera;os Inglezes fo-
ram os que mais soflreram : liveram perlo de dous
mil homens fora do combate : pela nossa parte l-
vemos mil e duzenlo horneo morios ou feridos.
Calcula-se a perda dos Russos em sele mil.
Esle primeiro revez que he de urOBmno asouro
nao fez mais que irritar o imperador Nicolao : I li-
je ni que elle esl decidido a fazer urna campanha
de invern no rlenle. Vai inslalar-se em Var-
sovia para approximar-se do Ihealro da guerra, e
vigiar a Austria que comer a inquietar-se seria-
mente. Pela sua parle a Franja e a Inglaterra
continan) os seus armameutos para se conservaren)
promptas para todas as enenlualidades futuras.
Segundo os embarques que se cflecluam todos os
dias era Toulou e Marselha, (eremos pela nossa parto
cento e viole homens no Oriente nos principios de
novembro, e pouco an(e o effectivo do exercilo al-
liado se elevar a dtenlos homens. Com seme-
I! nuil.' cxercilo so pode ir longe.
Ainda nao nos adiamos aqui bem tranqoillisados
pela decepjao causada cm conseqnencia do desmen-
tido da tomada de Sebastopol. Todos os humens do
goveruo estao aborrecidos
Ha poucos dias um siembro do corpo diplomti-
co pergunlava a M. Droujn de Louis: a Espora V.
Exc. receber com brevidade boas noticias de Sebas-
topol?Talvet, respondeo-lhe o ministro, dando-
1116*38 costas com um ; r desagradavcl. O impera-
dor ainda se acha mais inquieto que os seus minis-
tros : vive retirado em S. Cloud, c nao quer apparc-
cer cm publico anles qne o canhao dos Invallidos
lenha dado os 101 tiros tao desojados. A impera-
triz, pela sua parte, imita a reserva do seu augusto
esposo, linha encnmmendado a celebre ceslureira
Palmirc ricos Irajos para as festas que deveriam ter
lusar em Conpicgne, roandou conlra-ordem a Pal-
myre, dizcndo-lhe que elle daria novas ordens de-
pois da lomada de Sebastopol. Em fim este acon-
tecimenlo he esperado por lodos como era a vinda do
Messias. He ril que deve dar nova expanjao a in-
dustria e asarles. A todas as olTerlas que fazem os
fabricantes, responden) os ncgocianlcs : Vercmes,
depois da lomada de Sebastopol.
Eisaqui as noticias mais frescas sobre es opera-
jcs dd cxercilo do Oriente, sao extrahidas do Mo-
nileur desla manhaa.
O ministro de Franja em Vicua aos ministros dos
negocio estraneeiros :
a O agente consular da Inglaterra escreveu a 16
de linchare*! que recebera urna caria datada das
alturas de Sebastopol a 13: contendo estas pala-
vras : Comejamos o fogo com 200 pejas de ar-
lilhara, a praja nao se pode sustentar por mais de
5 dias.
O marechal da Saint Arnaod morrea oito dias
depois da victoria d'Alm, em consecuencia dos
efleilos de nma molestia que o minava ha dous an-
uos. A sua fraqueza era tal, que durante a bala-
lha era sustentado ravallo por dous cavalleiros.
Somenle a sua forja moral o fazia viver, e sobre
ludo a esperanja de upossar-se de Sebastopol;
mas como Moyses nao lhe foi permillido entrar na
trra da promisso.
Antes de embarca -se para a Crimea enviara ao
seu tabeluao em Franja o seu testamento com
as seguinles palavras : a Se Sebastopol nao for
lomada no dia 28, pode mandar rxecutnr o meu
le-tameuiu no dia 29. Com efleito morreu no
mesmo da em quo esperava entrar vencedor em
Sebastopol.
Expiar sua morlc i sua vida ? Dar lhc-ha acaso
Alma o perdao do 2 de dezembro'! Nao acreditamos.
A opinin publica pronunciou-se a esle respeilo
segunda-feira passada, dia cm que o seu corpo foi
conduzido aos Invallidos com um acompanhamento
militar dos mais explendidos. A mullidao concor-
reu com a soflreguiJao que cosluma manifestar em
espectculos deste genero : ma as physionomias
havia mais que indilltrenca, havia despez. Ape-
nas liravam o chapee, como se pratica diante do
mais humilde esquife.
vida do marechal Saint Arnaud, poslo que bre-
ve morreu ao 53 anuos de idade) foi chea de in-
cidentes. Guarda supra-numerario as guardas do
corpo de el-re em 1815, foi segondo-lenenle cm
1818: demillio-sc em 1827. Nesta poca exerceu
muitas profiss-es, inclusive a de cmico: o pouco
xito fez-lhe em breve abandonar o Ihealro. De-
pois da revolujao de julho, adopta de novo o servi-
jo militar, e entra como capitao na legiao eslran-
geira em frica. A chronica escandalosa o aecusa
de haver desviado da caixa da companhia e de ha-
ver escapado ao conselho de guerra, em virtude
do favor do seu general. Sem querer fazer que
pese sobre elle lio grave imputarn, somos obrga-
dos a convir que a sua rcpulajao era cniao detes-
lavel. Ouvi dizer a um veiho capitao reformado:
a live Sainl Arnaud como lente ; era o oflicial
mais corrupto do regiment. Ninguem Ihc leria
dado o mais pequeo copo a crdito. >
Mas os maiores percadores sao os maiores sanios,
quando sao locados da graja : Consulte primeiro
que ludo as nossas leudascalholicas ; -cJ > t'au-
'" Y*\-Ar^Xu|bfcp.lc arnand se con venen nu xuS
ltimos dias; tnmou por confessor um padre jezuita
lodos os peccados lhe foram perdoados. O Unicert,
jornal redgido peles filhos de Loyola, escreveu, ero
honra do marechal, urna ornean fnebre depois da
seculos da igreja, descobcrla ltimamente as ca-
tacumbas de Roma, e enviada pelo papa a callie-
dral de Amieus.
Como exemplo do sangue fri dos nossos soldados
no tlrioi l", eisaqui urna ancdota que narra o jor-
nal de Conslantinopla. Um arlilliero natural de
Paris, c?rregando a poca, ficou com os don bracos
fracturado. Toma o caminho da ambulancia. Na
estrada encontra o seu capillo, e Pobre rapaz, lhe
diz eale, em que estado la dcixaram os velhaco I
Oh 1 nao me falle nesle demonios, meu capitao,
responden o arlilhdrn ; n8o me deixaram um s pa-
ra poder lomar sopa, o e conlinoou a sua viagem.
dem 32 da ontobro.
O canhao dos Invallidos ainda nao annnnciou a
tomada de Sebastopol. Afim de manler a paciencia
do publico, Napoleao mandn dar 21 tiros de poja
para celebrar a victoria d'Alma ; mas como so espe-
rava cousa melhor, os 21 tiros de peja liveram pe-
quena repercussao. Quanlo mais o lempo se appro-
xima, tanto mais a noticia dcsle acouterimento Uto
desojado, parece afaslar-sc. Emfim, eslas demoras
que irritan) a impaciencia do publico sao mui natu-
raes. Nao so loma da noile para o dia urna prara,
por menos fortificada que seja, e com maioria de ra-
zao urna praja reputada inexpngnavel como a de
Sebastopol. Os Irabalhos de um assedio 1,1o impor-
tante exigem lempo bastante consideravel, assim a
9 de oulubro, dala das ultimas noticias, ellcs nao se
achavam concluidos. Entretanto, julga-se que o
bombardeamentodevecomejar a 12 ou 13. Duzcn-
las pecas de arlilhara estao em linha, e devem func-
cionar de noile e de dia. Os soldados da marinha
receberam ordem para lomar parle no assedio, e fa-
rilo o servijo da noile, ao passo que as tropas de Ier-
ra faro o servijo do dia. Como v, assim quo o ne-
gocio for comejado, continuar em todos os senti-
dos.
Segundo parece, os Russos renunciaran) tentaros
lances de una balalha naval, porque fecharan) o
passu de Sebastopol, metiendo a pique cinco das
suas nos. Di/em que estao mui desmoralisudos;
com ciTeilo, apeuas parecem ler a coragem passiva :
depois da balalha d'Alma nao literam sorliua aleu-
ma contra os alliados, c (em permillido que riles
Iraballiem pacificamente nos preparativos do asse-
dio. Dizem que Menscbikofl est resolvido a fazer
ames sallar a cidade do que render-se ; esperamos
que o nao deixarao lomar este partido desespe-
rado. r
A victoria d'Alma encetou dignamente a campa-
nha. Os Russos se haviain entrincheirado no cume
de colinas, protegidas por Iros ordens de pejas. A
posijao uarecia lioformdavel que o prncipe Mens-
chikolT mandara vir as principaes senhoras de Sebas-
topol para quo coiassem de semclhante espectculo,
e se havia gabado dante dcllas, que conservara du-
rante mais do 100 dias.o cxercilo alliado ilcstrojadn,
e bastar i.malo u mas horas paradcsaloja-lodalli c aos
seus 40,000 homens.
0 marechal Slc Arnaud, no seu relalorio acerca
dcsta balalha, deu um ligeiro cocc nos Inossos ami-
gM o alliados Inglezes, quo devam achar-sc na ba-
lalha s 6 horas da maulia, c que s chegaram s
10 : mas acrrescenla elle, riles repararan) denoda-
damente esta demora. A honra da balalha perlence
aos nossos Z.ouaves, que galgaram como calos as in-
gremes colimas debaxo do fogo dos canliocs inimi-
gos, e surgirn) como por encanto diante dos Russos
espantados. Estes infelizes perdern) por tal forma
a calleja visla dos Zouaves, ujo uniforme meio
qual nada mais se pode fazer que canonisalo. Os
seus alio* foilos. escreve esle santo jornal, lhe abr-
rain as portas da historia, e a suas virtudes as por-
tas do paraizo. Amen ei-lo da parle do Vniceri
um hroe c um sanio. Islo he muilo: concedemos-
lhe a melade.
O prestito do marechal Sainl Arnaud deu lugar a
urna discussao mu animada enlre o ministro da
guerra e o minislro do interior. Segundo o progam-
ma da cerimonia, deviam formar a ala em toda a
estensao dos lloulevards M. Billaut queria que a
guarda nacional oceupasse a direila segundo o uso
immemorial. O marechal Vailant suslentava que,
sendo a ceremonia puramente militar, o exercilo
devia oceupar o lugar de honra. Os dous ministros
nao se poderam entender, e a guarda nacional nao
fui convocada. Emfim, ninguem se appercebcu da
sua ausencia; ha muilo tempoque esla pobre guar-
da nacional passou ao estado de recordajao hist-
rica.
.Nao ignora que desde o cornejo das diffieuldades
suscitadas pela questao do Oriente, houvc sempre
no aeio do ministerio (inglez um partido da paz,o
partido de lord A bordeen. l'ois bem, dizem que
esle partido esl em maioria : ha de querer fazer
aceitar como principio que a tomada de Sebastopol
termina a guerra poltica conlra a Rnssia ; cis-ahi
a expressao de lord Aberdeen. O ministerio inglez
tinha escripto nesle sentido a Napoleao, que, como
pensa, nao parlilha semelhanle opiniao ; pelo con-
trario responden que a tomada do Sebastopol deve
empenhar a allianja anglo-franceza a levar a Russia
al as suas ultimas extremidades. Dizem que o ga-
binete de Londres, pouco satisfeilo com esla res-
posta, mandara fallar ao imperador da Russia, por
intermedio dos seus agentes residentes as cortes
da Allemanha, para empenha-lo a fazer alguma con-
cessao, compromettendo-se a nao tocar no territo-
rio russo. No caso de urna recusa da ua parlo, a-
incacam-o de mandar na prxima primavera urna
esquadra formdavel para o Bltico afim de des-
truir Hclsingforl, Cronstadt, Revel, invadir a Cur-
landia, e sublevar a Polonia. Mas Nicolao esl mui
furioso para ceder a conselhos, e sobre ludo a ame-
jas. Anda quando fosse obrigado a fazer as con-
cesses que se lhe peden), Napoleao nao as aceita-
ra, e a Inglaterra ja se adiantou bastante, e por is-
so nao nos pode deixar em caminho. A mania de
Napoleao he alterar a carta da Europa, e a occasiao
he a mais opportuna para esle fim. Asscvera-se
al que ha projeclos deslc genero trocados entre as
diversas cortes inlcressadas na questao. Eis-aqui
quaes -criam a bases principaes :
a Reslabclecimenlo do reino da Polonia-:
a A Austria ceder a Gallicia, n Prussia de bom
erado ou por forja a Silesia, o o grao ducado do
Posen. Como indemoisacao, a Austria tome a Mol-
davia, a Vallachia e a Bessarabia al Odessa ; a
Prussia o reino de Saxonia ;
o El-rei da Saxonia ser rei da Polonia :
Dar-sc-ha ao duque de Brabante, herdeiro de
el-rei dos Belgas a Lombardia, e os estados vene-
zauos, com o titulo de rei de Italia.
a El rei Leopoldo conservar a Blgica durante a
sua vida, e depois de morlo ella vollar para a Fran-
ja com as provincias do Hheno.
a A Inglaterra receber a Crimea, que lhe dar
o dominio do Mar Negro, e o Egyplo que lhe abrir
a e-lra.la das Indias.
Nesla parlilha s a Turqua loi esquerida, a Tur-
qua por amor de quem se faz a guerra, e que po-
dera mui bem pagar as despezas.
Publicou-sc ha pjeos dias debaixo do Ululo
Cartas ao imperador sobre a quesillo do Oriente,
urna pequea bro. hura poltica que confirma os es-
clarecimeutosquc acabo do dar-llic. Esta brochura
foi escripia sob as inspirajes do imperador, e em
consequeucia do seu titulo tem urna importancia
que todos comprehendem. Considera a tomada de
Sebastopol como um fado realisado, e dahi parle
para examinar qual deve ser a influencia desle acon-
tecimento acerca dos destinos da Europa. O autor
annimo considera o reslabelecimenlo do reino da
Polonia, como a ullima barreira que se pode levan-
tar conlra as invascs da Russia. Eis a idea apro-
veilavel do livro, e por conseguinlc a idea de Napo-
leao; mas que diffieuldades para se chegar a este
ponto 1 S depois de 20 anuos de guerras terriveis
foi que a caria da Europa se recompoz, como se
acha boje. Ser mister passar pelas mesmas provas
para chegar-se at a idea napoleonina.
No dia em que o imperador receben o relalorio
do marechal Saint Arnaud acerca da balalha d'Al-
ma, deu-sc pressa em lelo em presenca da impera-
rzede algumas pessoas da sua inlimidade. De-
pois desla leilura a imperatrz disse sorrindo-se :
lambem recebi o meu relalorio, c commnnicuu ao
pequeo circulo urna caria do general Canrobert,
na qual este conlava quo urna baila o havia loca-
do no peilo, c le-lo-hia muri iiifallivclmenle, se
nao livesse encontrado urna medalha da Virgen)
Maria, que a imperatrz lhe havia dado anles da
sua partida para o Oriente. Assim, dizia esle vir-
tuoso corlcso, devo a vida vossa mageslade. b
A devojao se vai tornando cada vez mais cm mo-
da. Nimiamente suas magestades foram a Amieus
inaugurar urna capella. edificada cusa da impe-
ralriz, em honra de S. Theodosia, sania dos pt nuciros
Xalaboa 28 de oatabro.
Hoje he aqu om dia de gala, nao lano por ler o
do annes de el-rei regente, como porque se abre o
primeiro lauco do caminho de ferro, de Sacavem a
Villa Franca, cinro leguas. A fesla nao se lar com
oappara'o que se destinava, porque o vapor inglez
que honlem chegou com as carruagens, soflreu um
grande temporal, veio tarde e desarvorado, de sorle
que se nao poderam desembarcar a lempo. Toda-
va, se nao van S. S. UM., vai o ministro, o conse-
lho das obras publicas e muilos convidados, quanlos
poderem arcommodar-se as carruagens que j c
estao. Tcm ido de vagar, ma vai andando. Para a
empreza do caminho do Alemtejo, ha j mais de Ircs
companlas, mas por emquanto ainda se nao abri a
praja.
No Passeio Publico lambem j corre a locomotiva,
que el-rei deu para all se eslabelecerem gyrosdere-
creio cm proveito do asylo de Mendicidadc. A gen-
te que nunca vio um caminho de ferro, fica-us co-
nhecendo naquella miniatura, c perde o medo que
muilos lem, al daquclles em que nao pode haver
risco algum.
lie incalculavcl a prosperidade que nos han de
trazer os caminhos do (erro, porque as nossas pro-
duejes agrcolas cada vez sao mais procuradas. S
cm vinho exportamos pela barra do Porlo o anno
passado, 25 milhes de cruzados, e de coruja mais
de 450 cont. Parece incrvcl, mas est averigua-
do. Este"|>ai/. he abenjoado, o que nao (em he quem
0 saiba governar. He um morgado muilo rico dissi-
pado pelo administrador em toda a especie de tonte-
ras. Esle anno, por exemplo, onde por toda a par-
te do mundo houve a molestia da uva, nos livemos
alguma, e os agricultores nao perdern), porque o
prejos altos compensaran) a escacez.
Parti esta madrugada para Roma, afim de assislir
ao concilio que o papa convocou para definir o *(*
terio da Conccijfio, o nossu car.leal patriarcha. Cus-
a-nos uns dez conlos do res por ora,esle novo pon-
to de f. Anles da-los aos pobres da Madeira.e es-
perarme* c em nossa casa a decisao do Vati-
cano.
A poltica est muda c qneda. Nem j se falla na
eleije supplcmenlares. OXimenesj respondeu
1 conselho de guerra e sahio absolvido, o que nao
dea as vistas nem tem importancia, porque foi jul-
gado pelos seus pares, sobre a sua conducta mililar;
mas islo nSo o livra de se aojelar syndicancia
da relajan, e ah o negocio da subscripjao ha de ser
encarado de oulro modo. O defensor delle no con-
selho de guerra foi o Dr. A. Gil,redactor da Gazeta
dos Tribunaes. A orajao (oi muilo (rocha. Vai im-
prmir-so (odo esle processo.
O duque de Saldanha j inslaurou a querella, tan-
to no Porlo como em Lisboa, conlra os jornaes que
o deram por cmplice no rapio da menina da Rcgoa.
Veremos como se decide. O conde e condessa de
Saldanha j eslao em Lisboa, e o marechal recolheu
honlem de Cintra um pouco melhor, e lano quo
lenciona ir hoje ao beija mlo.
Publicaram-se j as nlterajes da pauta da alfan-
dega, para o que a cortes linham dado voto de con-
fianca ao governo. O commcrcio ficou mais nMlis-
feilo, nao de todo, o que me parece cousa impossi-
vel.
Amanha debula a celebre cantora Alboni, urna
das notabilidades do mundo arlico. El-rei, que nao
ir ao Ihealro sem passar o anno do lulo, recebeu-a
gunda-feira no Pajo noile, e cantou com ella al -
guns duelos. Tratou-a sempre por condessa (Pepoli)
brindou-a com urna preciosa pulceira.
Morreu o Marrare, dono do caf do Ciliado, lao
conhecido e fallado nesta capital. A viuva conti-
na com o eslabelecimento que esla j na sua deca-
dencia depois que se abri o do Marlinho no largo
do Cames, c ainda mais agora quando se acabar de
reslaorar o das sele portas no arco do Ban-
M
mm nespanna tem havido IranquUlulado, e as c-
leijestem sabido de gente moderada. A rainha j.i
reuressou do Pardo pora Madrid, e vai assislir a a-
berlura das corle coustituinles. Veremos o qoe
ellas farao. O novo ministro para esta corle ainda
ra nao chegou ; por ora conserva-se o Alcal Ita-
liano. O que eslava nomeado quer ante ser depu-
tado.
O Ollolini, procurador geral da cora, ainda nSo
deu a consulta sobre o negocio do cnsul. Parece
incrivel lal morosidade. Se que Fernandes Thomaz,
o agente que aqui lera o nossos patricio residentes
nessa cidade, o lem instado pessoalmente, por se-
gundas pessoas e por memoriaes. Ma nao ha nada
que active semelhanle dormedario.
Um excmplo recento d-o bem a conhecer. Hou-
vc um erro ou engao no sorleamento da ullima lo.
leria da matriz, porque depois da exlracj3o vio-se
que faltava um premio de 1008000 r. O governo
suspendeu o resollado desle sorleamento, at que o
procurador da cora respondesse de direito. O ne-
gocio era grave, urgente, para que o homem nao
dormisse sem dar o sea parecer. Pois s honlem,
depoisde 15 das, he que respondeu, quando j os
clamores da imprensa e dos iolercssado, ou anles
dos prejudicados, linha subido de poni. Oujo que
agora para lhe sacar os papis do cnsul, se vai em-
pregar um ardil que nao pode falhar.
foi possivel, nada a conleve ; observamos que mui-
los oulros ntonarchas europeos c pessoas Ilustres o
admiravam ale pondo ncllc as suas esperanjas, de-
nominando-o o seu JpiterOlympco,'o Apollo de
Belveder. EnUto au pode ter mo cm si, agala-
nhou-sc e invejou o.^dc-lino d'uma regateira da
ribeira nova : aquella sim, dizia ella fallam a sua
vonlade e do modo mais claro e terminante cha-
mando as cousas e a pessoas pelos seus nomos pro-
prio. Jpiter Olympico, Apollo de) Belveder, re-
pella com ar sardnico a gentil senhora despeilada,
bem sabem elle que fallam o que nao enlendem 1
Entcnde-mc o sentido elevado dessas eiprefs&es? Por
ventura, ncmao menos alean jamo sentido esthelico
de o seus vencimentoa de cantora. Esla senhora
o assim pralicou he segura, e moslra que lem tanto
cuidado na algibeira como alleza na ua voz
peregrina aeguiido dizem pois que s lere-
raoi o goito de a ouvir na segunda feira 30 do cor-
reule. O celebre Sivori deu um coocerto em D.
Fernando ihealro da companhia franeen depois de
dou que dera em S. Cario. O Ilustre artisla em
lodos riles nao fez mais do que confirmar o qoe j
o mundo dizia delle, e arrebatar ainda mal. Real-
mente o homem e a sua rabera fazem um todo com-
pleto. O pasmo veda o elogio. S ouviudo-o. E
depois adimira-lo. Enleode com o ervos; dizia
urna gentil senhora na ana frisa, quando a segunda
della, o seu valor na apreciaco doi facto huma- vez tocava em S. Cario o celebre artita. E ella
dem 29 de oatabro.
Ha de eslar lembrado Vmc., que na nossa ullima
fleamosem conversarlo amigavel com a Ilustre se-
nhora que nos encarregou de lhe transmitlir noti-
cias e novidades ; lembra-se tambem que foi no
Passeio Publico desla formosa cidade de Lisboa,
aonde eslivemos em boa pratica ; ja era noile, c a
sinela dando o ultimo signal de retirada sahimos em
alTavel colloquio.
Como sabe, as mulheres nao sao l das crealras
humana que fazem mais finca-p as cousas
deste mundo ; de triste e pensativa que eslava, tor-
nou-se alegre, viva e picante; os mais graciosos
epigrammas cahiam como por inspirajSo, chegandoa
hilaridade, os alaques da sua fina zumbara. Cuida
que a mui elegante senhora ria-se das fraqu ezas
do prximo como qualquer espirito vulgar, qual !
Selho rclalasscmos ludo o que |ella nos confiou,
lie,iva espantado ; as- lembranjas mais curiosas, as
observajes mais sagazes ; estadistas, dcplomalas, a
guerra do Oriente, os firmans do sultn, os ukases
do czar, as medidas do augusto chefe das allas,
as olas Irapasseiras de Ncsselrode, a poltica nebu-
losa da Austria, ludo; nada escapou ao leu genio
penetrante e caustico. Mas nos ontros que nos
prezamosdetemperanja e cordura iremos com toda
a conveniencia, participando oque vier mais a pro-
posito c com opporlunidade; verdade he que ella
nao se importa com isso, como o mais das roulheres
nao lem papas na lingua. Em lhe dando a vneta,
ade os minha- encommendas. Mas sempre he bom
haver essa prudencia. Nao acha .' Assim mesmo,
apezar de todos os pozares sempre Ihc contaremos
urna das muitas que ouvimos, rogando porem que
guarde sesredo, porque a pessoa a quem se refere
he bixo mando.
Discordamos acerca dos planos audaciosos do im-
perador de todas as Kussias, das suas allaneras e
ambiciosas tentativas ; n eslimavel senhora nao po-
dia louvar de maneira nenhuma os projeclos con-
quistadores daquclle monarcha, e sobre ludo eslo-
magava-secom a solercia da dpilomaca slava ; no-
tamos que Nicolao era um soberano magnifico c po-
deroso, c que segundo diziam escriplorcs bem in-
formados, po-na os nslinclosd'umi juslja inex-
oravel, apenas nnsouvio islo, a senhora nao se pode
conter, redarmiimlo.vcom desprilo, que a tal jus-
lija do czar era sui generis, (erminando por estas
palavras: ho nina juslija bruta, la como elle a cn-
tende relorquimos que aquella soberauo abolir
a pena ullima, cousa que os governos do Occidente,
ditos civilisados, ainda n,1o linham ouzado;sim, res-
ponden ella, para a substituir pelo knut, e tornuu-
se brusca e inlratavcl. A visla dislo guardamos
silencio, a mulher pareca dominada por alguma
potencia do mundo invisvel, lal era a sanha de seu
aspecto, c no auge do furor vociferav palavras de
sini-ii-.i amargura. Traamos de a persuadir das
mas informaj&es que linha ; dos esrriptos apaxo-
nados e injustos onde linha bebido aquella malquc-
reuea de lo magnnimo e opulento soberano; nao
nanos, a indignajRo (inha-a Iranslornado, senatvel
a desgraja como de ordinario sao as mulheres, en-
lusiasmava-sc com o procedimenlo firme c digno do
joven sullio, e nao descanjou emquanto nao disse
cobras c lagarlos^conlra o truculento monarcha de
todas as Russia havidas e por haver, que est com
a venca de marchar a passo dobrado'para Conslan-
linopla, e de l avassalar o mundo. Como possu-
mos algum conhecimenlo dos inslinclos da mulher
observ amos-lhe de passagem que o Ilustre monar-
cha, apezar de ja ler os seu rincoenla e tantos
annos no buxo, era bem parecido, c fazia os seus
presentes magnnimos, assim mesmo nao a commo-
vemos, retorquindo que nao havia de ter um bigo-
do lo fajanhudo. Esla senhora correspondencia
lem examinado atlentamenlc todos os retratos do
czar. O bigodc daquelle potentado slavo nao lhe
d no goto. Sao qnesles do gosto, e nisso nao nos
mellemos nos. Fizemos o possivel por acalma-la, e
a pedido della atravessamos a extensa ra do Ouro;
sentindo muilo estarem fechadas as tojas dos ouri-
ves, pois libamos em vista lenta-la com algum
bracelete de diamantes, c desse modo ver so do-
mealicamos a lerrivol leoa. A noile cerrou-se de
(odo, e nos torneando a estatua do prudente monar-
cha D. Jos encetamoi conversacao mais agradavel
em compensajao do desconsolado dia, logo que
tanto tinha afilelo S. E. nao que ella seja grande
partidista do Occidente e em particular das nacoes
alliadas, dolado de carcter singular, lendu em su-
bido grao aspropenscs degencrosiade natural ao seu
sexo, nao pode ouvir a sangue fri a louca presump-
rao das duas najes do Occidenle que se jactara
alio e bom som de serern as civilisadoras do mundo;
percebendo 13o bem cm espirito as vistas da creaco
ri-se, ou antes, escarnece de ambas, chegando a di-
zer que nao se irrila, pelo contrario faz-lhe rir a fa-
luidade dessas descendentes dos escravos dos Roma
nos, que engrandecidos cora a doutrina de Je/u*, de
que tanto tem abusado, amblo por ahija pregar eiv i
liiajao, progretso, e outras cousas desse jaez e nao
tem feito senao opprimidos e desgranados por onde
quer que andam. E a corroborar o que dizia com
factos e argumentos histricos ; quando um apera!
ladojokey fazendo a misura da etiqueta disse que
ja alli eslava o calleche. Cora efleito assim tinha
dado a sua ordens. Nos eniao fomo acompanhando
S. E. para o sitio indicado, e nesse curio intervallo
accrescentou que emquanto a guerra do Oriente lo-
ria goito que o imperador Nicolao desse ama boa so-
va no alliadosjiara lhe abaixar a presampjSo, que
era muila e provocadora.
Lenibramus-lhe com loda a cortezia que se deve
as grandes damas, que a alliadas apezar das suas
fallase da suas quixotadas nao comvinha que suc-
cumbissem na lata, porque nisso iajmuilo o progres-
so do espirito humano ; respondeu-nos com altivez
que de nenhuma maneira estimarla que a Russia
triumphasse, com a causa da qual nao sympatlMva,
mas que desejava ver bem castigada a duas alliadas
para sea ensino ; e de mais entenda que era neces-
sario qne o Koran aoffresse urna transformajSo in-
fluenciada pelo Chrislianismo, doutrina muilo mais
elevada ; que sabia muilo bem que no combale das
paixes humanas chispa sempre a luz do Divino.
Estavamos junto do seu elegante (rem, a nobre da-
ma com graciosa dezenvollura sallou para o fofo
coxim ; agora ja de melhor humor promelteu-nos
que nos daria noticias para remetter a Vmc. dan-
do-nos um adeos arrebatador agitando um len-
co de alvissimo linho quando o caleche rodou pelos
armamentos da baixa. Eisaqui o que sao as velleida-
des feminis ; nao podia ver o Iriumpho da Russia,
mas nao desgotava de ver estafadas as duas alliadas;
Suero e nao quero ; eterna hesitajao que ha dedis-
o-i.il sLinpfe a nena meiaae da especio lumi,
O mais he, dizerem o que lhe vem ao beslunlo sem
receio de compromclraenlos, a fraqueza do sexo
desculpa-a, todava no meio de tae devaneios avan-
jo proposijes, sahem com ideias, que lornao bem
certo, at profundo, aquello celebrrimo dictado que
diz da mulher o repente.
Rccolherao-nos enlre lano, e por alguns das me-
ditamos sobre a extica conversajao que lhe eshoja-
mos, quando n'um desles dias em que mais descui-
dados eslavamos, recebemos urna carlinha de S. E.
enderejada do modo mais corlcso e artstico qoe ae
possa imaginar. A pressa mo- nos logo a fazer a lei-
lura della com o alvorojo e curiosdade que pres-
tamos sempre as suas obsequiosas missivas. Nao
podendo imitar as ara jas do espirito da formosa da-
ma, aponlaremos com as nossasjpobres espressoes o
que conseguimos entender.
O deque de Saldanha continua a ler o raolho de
paslelleiro, a (inla em que a maioria da opposij3o
empapa os sens pnceis para agredirem a goveroa-
oilo aclual desle paiz. A quesiao do rapio vem a
balha constantemente, e lal lem sido a acrimonia
com que o alacaoi que o Ilustre general publcou em
quasi todos os jornaes, al dos seu mais acrrimo*
agressores, urna especie de protesto conlra tao acer-
bas aecusaees. Do contendo della deprehende-se
o qoe ja dissemos acerca daquelle cavallciro, eque
a gente bem informada lambem ja o sabia, ojseu ca-
rcter fraco e verstil ; nao den o seu consentimen'
to para lal sensabaria ; mas nao leve forja para con-
ler o seos prenles o amigos na mallograda empre-
za do casamenlo do conde seu filho. Sempre o mes-
mo homem indeciso e pusilnime no governo da
sua casa, sem energa para os amigos indiscretos
nem a prenles imbeceis; e ainda menos firmeza para
correigir muilos velhacos que provavelmcnle haviaro
de ler em vista lucrar com o consorcio auferindo as
legitima conseqnencia* da parle de rufides que lo-
mavam na mal aventurada tentativa, dando com es-
le proceder armas aos seus inimigos polticos. Pa-
rece incrivel 1 quem nunca Irepidou nu campo da
balalha, quem nunca recuou dianle do inimigo com
a espada na m8o, 13o segredeiro e allivo as combi-
najes da stralagia, hesila'sempre, nao tem aejao
era negocios caseiros. O marechal queixa-se dos
seus detractores no seu protesto,e declara que o cha-
mar aos tribunaes. Bem se dao elle disso. Quem
verdaderamente lucrou nesla questao foi o visronde
de Pinheiro ( Chmenos ) o decantado governador
d'Angola,oulromolhodepaslcleiro que perdn o sabor
logo quo veio o da menina Fcrreira. Emquanto es-
le esliver fresco o nobre visconde anda deslembra-
do ; e emquanto o pao vai c vem folgam as cosas ;
S. E. passeia bem gordo e farfalhndo no seu carro,
no resto do tempo que lhe sobra do conselho de
guerra a que esla respondendo no c asidlo de S.
Jorge. He provavel que nao Ihed muila canseira.
Aquella subscripjao deu-lhe algum dinheiro, he
verdade, mas tcm-lho dado lambem amargos de
bocea.
en (ende mullo bem com o sea fino tacto lodo o que
a rabeca de Sivori cantava na sua maravilhosa lin-
guagem.
No decurso da nossa correspondencia nunca no
esquecemos de lhe participar o que vai pelo reino di
visinha Hespanha ; desla vez porm pouca sarao
a noticias, porque nenhum acontecimento tem lido
lugar qoe mereja parlcalariar-ae.
Ostrabalho eleitoraet-conlioaam sem novidade ;
tendo-te apurado em muilo circulo ; e o colera
ainda nao eessou de fater estragos em muitas provin-
cias.
Fallam muilos jornaes em desacord de alguns dos
ministro actuae; o partidista porm, tratara de
desvaneceressassuspeitailachando-a de mal funda-
das.
Comtudo, digan) o que diaaerem, lem havido Ma
desavenjas, nem oulra cousa era de esperar de um
gabinete onde pelejam elementos contrarios sem ati-
naren) com o ponto do necetsario equilibrio. Oar-
guroento de que se servem o defensora para .
var a harmona do seus amigo minislro, nlo coin
nada a favor desles. E queira Heos qoe para felici-
tado da Hespanha nao baja nenhum conlralempo
que transime a esperanja de lodo aquelle que
desejam de vera a protperidade daquelU oacao.bem
digua de melhor sorle. A crise ministerial tem-se
manifestado apezar de a quererem encubrir, e maia
boje,mais amanha ha de vir a luz do dia o qoe que-
rem occoltar.
O espirito publico aqui em Liboa esta lodo vol-
tado para o Oriente, a curiosdade cresce cora a de-
mora; a anciedade com qoe lodo procoram o jor-
naes para verem a marcha e aspecto da expedirn
da Crimea he digna de nolar-se. O homem tem um
ioslinclo especial do sea destino, e o espirito huma-
no por conieguinte o prescutimenlo da suasevolu-
je. O Sr. labe muilo bem que nesta guerra do
Oriente anda caveira de burro, como se diz vulgar-
mente. Seja qual for o successo, teja qual fora parto
triiimphanle. bavemos de ver muila costa bonita.
Ju lhe fizemos alguma observajes sobre tal anump-
to; por tanto terminamos aqui adduzindu somenle
que os homens mais versado na historia da huma-
nidade, e que a encaran) da regios maia elevadas
do espirito, o mais desapaiionados, despreocupa-
dos hesitan), e com rnzao em arancarem os seas al-
viires a lal respeilo. O genio moscowila lera-
do da pujanja d'uma casta nova, preludia nma pro-
jecr.o de que elle mesmo nao lem consciencia ; e
cujo resallado tambera ignora. Ai duas alliadas,
ou para melhor o Occidente, senhor e dispondo de
(odas as riquezas qoe a sua civilisajo couseguio
com iocriveis esforjos e gloriosos sacrificio) (rajara
um quadro de vistas singulares. O destecho desla
guerra qoe ainda agora principia,ha de dar qoe fazer
e muilo que fallar. Oala nos enginatsemos. Al-
tila dizia; eu sou o marlello de Dos. O ferot br-
baro explicava a seo modo a misslo providencial que
o divino poeta lhe encarregara. No nossos dias
Nicolao na sua sede de podero, nos seus desejos ar-
.lentissimos de influencia, quem sabe o que lhe os-
lar marcado l no alto ? quem sabe, ou quem des-
cortinar luz que ha de fulgurar atravez dessas pai-
xes violcntississimas, lutaudo coma familia gasta do
Occidente. O que for soai.
A lotera que aqui em Lisboa faz-so em beneficio
da santa cata da Misericordia, tem dado materia
vasta para a polmica dos joruaes, na ultima extrac-
jao acontecen eilraviar-ae um dos premios, iito
foi o combuslivel que ateou o fogo, que j< lavrava
solapadamente. Diziam uns que era m f na ex-
tracorto, oulros mais benevolentes qne simplcsmen-
te descuido. Houve a lembrrnj-a de acabar por urna
vez com as cautelas, coslumeira que na verdado sus-
jema muuo (raneante. Os partidistas da moralidade
( pois esla senhora tambem o lem, e coojunctamenle
nao poucos inimigos ) diicorrerarajirofusamenle io-
bre a mraoralidade daquella insliluijao, a detcul-
pavel pelo fim a que he applicada, que he nada
menos do que para beneficencia do infelizes expol-
io*. Appareceram emfim lyilema, planos, novos
melliodos para as seguinles exlrajoes. A direcjfio da-
quelle eslabelecimento levou ama representajao ao
regente. O procurador da coroa como aulorklade
competente responden em tal caso, que nao era das
aUriboices daquelle poder resolver aquelle nego-
cio. Foi para o contencioso.
A' paz podre, a periodcaria prosegue afinando
sempre no mesmo tora, o joven redactor de Anulo,
folha governamenlal; segando dizem ha de sabir
eleilo deputado por Timor, possetaao portogueza na
India. Este rapaz he um sabio, e a sua popular ida-
de j anda l pela Asia, como v. Dos o conserve
para amparo desle reinozto.
O nobre duque anda esl em Cintra, o raspa-
lhislas nao o dao por promplo, senao derem cabo
delle ; o homem anda com a sua vonladila de vir
al Lisboa. Rarissimss vezes sahe, e Isso com cos-
i. Pobre duque, nao lhe baslava o sea mil, andar
gemendo com a aun macacoa, vir agora mais esaa
trabuzanajdo casamento para o atribular.
joven finauceiro Fon les estaa mesma, com-
pe sempre o seu espesso bigode, e l na sua ca-
vimona dizque he nm talenlajo. Pobre rapaz,
na sua lidiada julga que o reptil pode elcvir-se aos
voi dos passaros.
PERMMNCO.
Amigo visconde, nao ha goslo completo nesle
mundo. E no oulro quem sabe como correr o cam-
bio por la. Os amigos deste Ulular de dala rcenle
s.lo concordes em dizer que o meu nobre visconde
nao fez tao m gsvernauja como diz a opposijao,
que s lera bocea para fallar mal; que se lhe deram
em S. Paulo de Lo inda urna mulla dura para ajuda
de cusi elle pela sua parle fez por merece-la; lo-
mou algumas medidas de conveniencia publica, que
mais tarde ou mais sedo se ha de ver o proveito del-
la- as cousa* nao apparecem logo'; concorreu'com a
sua iniciativa para algum beneficio em favo dos
I .retos, no um I nanqui nli. de fei.j.i < esle viscon-
de; se l se demorasse o que nao faca que tlen-
lo que corajao de pomba. Por nao se fazer jus-
lja nem honrar homens lao prestrnosos como este,
a najao est como est. Deosalume o conselho de
guerra.
Nesles ltimos das lem fallido muilas casas com-
merciaes, enlre oulras nola-se a casa Ouimaraes &
C.n de inmenso trafico.
A folha oflicial tem viudo com os tristes acordaos
declarando as fallencias e procediendo conforme as
leisdo cdigo commercial; um lal Ras que foi de-
clarado fallido pelo tribunal, he um dos rmprezarios
da companhia Vork do Ihealro de S. Carlos, e a este
respeilo conti-se que Madamesclle Alboni nolabi-
lidade artstica desta poca, nao quizera apparecer
no palco, sem que primeiro a empreza deposilasse
em iii.lo d'alguus dos principaes capitalistas da.cid.a-
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do dia 13 de novembro.
Illm. e Etm. Sr.Participo a V. Exc. qoe, das
.(inrenles parlicipajes de honlem a hoje recabidas
nestareparlijao, consta lerem sido presos : minha
ordem, o prelo escravo Jos, por suspeito de andar
fngido ; pela subdelegada da fregaezia do Recife, os
pretos escravos da viuva Ouedes, Antonio, JosSei-
pi.lo, Bernardo, 'Manuel, Paolo e Romao, todos por
desobediencia ; pela subdelegada da fregaezia de S.
Jos, o prelo Antonio, escravo de D. Carolina Dias
Candida, para averiguarnos; e pela subdelegada da
freguezia da Boa-Visla, o pardo Eustaquio Joaquim,
por ebrio.
Por oflicio de honlem datado, commonicou-me o
delegado do primeiro distrcto deste termo que as 5
horas da larde do dia anterior, foi assassinadocoml
punhalndas na roa Imperial, prximo ao viveirodo
finado Muniz, o pardo Jos Vicente, escravo do ma-
jor Antonio da Silva Gusmao, pelocabrinha Joaquim,
escravo do porluguez Manoel Jos Ferreira Gusmao,
o qual couseguio evadir-se immedialamente, lancan-
do-se ao rio e em seguimento para o lugar des C.ne-
Ihos, nao obstante as diligencias fritas pelo subdele-
gado da freguezia de S. Jos e inspectores de quar-
loirao. sendo que na mesma occasiao o delegado a-
companhado de 4 prajas de cavallaria e com o sub-
delegado da freguezia de S. Antonio, percorreram
todo o distrcto desla cidade em perseguijao do as-
sassino, que nao foi capturado por *c ler occaltado,
continuara a sercm feilas com o maior vigor todas as
diligencias para o prender, no entretanto foi o cada-
ver da victima vestoriado, ese esl procedeodo ao
competente summarin.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 13de novembro de 1S>i.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunha e Figneire.lo.
presidente da provincia de Pernamboco. O chefe
de polica, Lu; Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Pelo vapor Imperador entrado de Liverpool, via
Lisboa, Madeira, Tenerife e S. Vicente, recebemos
as canas de nossos correspondentes de Paris, Ilam-
burgo e Lisboa, que (icam transcriptas em oulro lo-
gar, e bem assim gazeta inglezas, franreza e por-
(uguezas, as primeiras al 24 de oulubro prximo
passado, as segunda at 22 e as ultimas at 25.
Ao que nos communicam os ditos nosso corres-
pondentes, apenas acrescenlaremos o seguinte :
Depois da hatalha de Alma, nenhuma aejao im-
portante levo ainda lugar entre os exercilos bellige-
ranle na Crimea. Os alliados achavam-se em fren-
te de Sebastopol, cujo cerco linham ja completado,
havendo Irabalhado as respectivas obras 3,600 o-
perarios defendidos por urna forja de 60,000 ho-
rneo com 150 peja de arlilhara na margem es-
querda do Tchernaya.
A gazeta de Vienna de 17 do passado notician
que no dias 5 e 6 do mesmo mez os alliados abri-
rn) sua primeira parallela cm urna dislancia con-
sideravel da muralha ao sul de Sebastopol, e espe-
rava-se que essa fortaleza se renderia ale ao da 16 ;
entretanto o principe Menscliikoff tendo reforjado a
guarnijau da mesma com mais 20,000, homens en-
carregara do commando de lodo o exercilo ao geno*
ral Choumulof, parlindo no 1. do passado para
Perekop, onde achavam-se concentradas.tres divsoes



i'jf*it>m.-rc-;r*.
-zm
mtb
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERQft FEIRA \\ DE NOVEMBRO DE 1854.
4
>
de infantera, tres ditas de cavallaria e oilo regi-
ment* de cossaco.
Noliciaa de Vienna de 18 dizem que o principe
vallara de Perckop a 7 com as forjas all reunidas,
e que era de esperar que no dia 20 o eiercio russo,
com os reforcM quo avanc,avam de Cdersouero es-
tara elevado forrea de 70,000 liomens.
Entretanto que estas cousas se passavarn na Crimea,
.10,000 Russos alravessaram ltimamente o Danubio,
acdamlo-se a guarda avanzada dos meamos posta-
da em lia bada gil. Os Turcos pela sua parle prepa-
ravam-se lambem para atacar brevemente a Bcsara-
bia, e al corra que lord Ragln, commaudanle do
exercito inglez na Crimea, havia instado com Omer
Pacha para que dsse pressa aos seus movimentos.
A Presse aununcia que Arif Effendi, embaiador
lurco na corle de Vienna, communicara oflicialraen-
te ao gabinete austraco essa determinara" do gene-
ral lurco, o qual deveria chegar 'dentro de poucos
dias de Bucharest para all combinar seu plano de
ataque com o generalissimo imperial.
No Bltico a estarlo ja nao permiltia as operarles
bellicas, pelo que alguns navios linham de di vol-
lado.
O corno do general S. Arnaud havia chegado a
Franca onde fura recehido por ordem do imperador
com as mesmas honras que se Iho lizeram quando
llalli partir para o Oriente.
Sua morle fora mesmo occasionada por um ataque
do cholera, e nao por ferimeutos, como ao principio
saspeilamoi. Urna estatua de murmure representa-
tiva du Ilustre tinado vai ser collocada Da gallera
do palacio de Vcraalhes.
A diela dinamarqueza abrio-se a 3 do passado,
lendo o presidente dos ministros o discurso da corda
em nome do re.
No segundo dia de sessilo fez essa corporacao ama
representadlo ao re contra o ministerio ; mas re-
cusando-se aquelle a reconhecer o velo constitucio-
nal dos representantes do povo sobre a nomeac.au dos
miuistros, a dieta resolveu aecusar os que haviam
acooselhado o soberano a um acto lito inconstitucio-
nal, e por urna maioria de 80 votos contra 6 no-
meou um coramissao de 9 membros para orgaoisar
os arligos de arcusao.ao.
No dia 16a noile a cmara baixa adoploa finalmen-
te por 90 votoscontra i urna nova representara!' ao
rei, renovando o pedido de urna constituido livre
em lodo o estado ; corra que a cmara alta adopta-
ra a mesma declararan e que urna deputacao de sea
seio se .(juntara da outra cmara para levarem-na
ao soberano ; entretanto noticias de 21 referen que
naquelle di) a dieta havia sido dissolvida.
Nos oulros estados europeos nenhum aconleci-
menlo importante linha tidu lugar.
Da China sao bastante tristes as noticias que rece-
bemos ; urna completa desorgaoisacito prevalece em
todo o imperio celeste. Os insurgentes vao fazendo
progressos cada vez raais consideraveis ; toda a pro-
vincia de Quang-tong acha-se aclaatmenle em poder
dos mesmos, e bem que Canino anda se ache na pos-
se dos imperialistas, julga-se que nao poJer resistir
por mailo lempo.
Dos Estados-Unidos nada ha de importancia qoe
mencionar.
Nova Granada contina em estado de revolurao.
Do Per as noticias sao mui vagas. Dizem que
as forjas do goveroo aguardao serem atacadas pelos
revoltosos.
O Chili ficava tranquillo, mas o Mxico conlinua-
va em desorden). As nolicias desla ultima repbli-
ca sao contradictorias. Urnas d.iu os revoltosos como
trfnmphanles, e senhores de varias cidades e provin-
cias doiuterior ; entretanto que oulras d.lo os mes-
mos como batlidos pelas tropas do governo.
Em Londres os consolidados ficaram de 9i 5|8 a
91 ;i|l ; os fundos brasilcros a 99 1|2 ; os russos, de
85 a 86 ; os sardos, de 88 3(4 a 99 1)2.
le em sua pelicao retro, he da forma, modo, roanei-
ra e theor seguinle :
Nao havendo provas com que deva o reo Jos da
Rocha Prannos ser coudemnado, e nao sendo o ter-
mo de vizita sanitaria, a folhas 6, revestido das
formalidades de que trata o artigo 65 do decreto de
29 de selembro de 1851, que manda que taes exa-
mes sajara feitos por peritos, e nao por perito ; at-
lendendo mais que o reo foi examinado em oanno
de 1831, para eiercer a profisso de pharmacia, e
,V~Uhrtotr.rrttr. em diversa, cmara, | .^c, TtarSX de cupahiba ; a r-
3 ditas lecidos de algodao; a Schaphislliu & C.
1 dita com um piaoo, 1,750 garrafoas vazios; a
Brnnn Praeger S C.
100 barra chumbo para espingarda, 10 ditos oleo
de Icrebenlina. 13 ditos oleo de lindara, 500 garra-
fes vasios; a Novacs & C.
2 caitas amostras, 1 dita botdcs de madreperola, 2
barricas e 3 caixas ferragens ; a E. H. Wyalt.
Escuua nacional Sociedale Feliz, vinda'do Mara-
nli.it>. consignada a C. C. da Cosa Moreira, manifes-
tou o aeguinle: .
17 barricas alpisla, 1 caixao figuras ne porcelana,
1 caia objeclosda guerreolypo, 23 paneiros tapioca,
C0IMIJ1CAD0
THEATRO DE S. ISABEL.
Repllelo do drama Raphael e a primeira reprc-
senlaco da Tarca O Vi lito de Tres Pai$.
Raphael, capillo de dragues,o qual desde que dei-
xou a casa paterna para ir sentar praca, nunca mais
vira o pai, nem uma.irmaa de 4 annos de idade, que
elle tinha, chamada Mara, lia dez annos que se
achava ausente da familia. Como acontece de ordi-
nario a certas classes, Raphael passava vida dissolu-
la com varios companheiros militares.
Entre os amigos do capitao de dragos, havia um
cerlo eapitao Affonso, homem de urna melancola
profunda, o qual eslava apaixonado por urna rapa-
riga que vira em oulro lempo. O pai de Raphael
que ja era velho e achacado, vendo que em breve
linha de rclirar-se deste mundo, resolve-se [a ir com
Maria a Madrid procurar o filho, para p-la sob a
sua proteccilo. Na viagem vio-se obrigado a des-
cansar n'uma estalagem ; o eapitao Affonso lam-
bem se achava nesta estalagem, na occasiSo em que
o velho entra com a filha, e reconhece sua amante,
aquella que era a causa da sua melancola, e Ma-
ra lambem reconhece Alfonso.
O pai de Raphael vai ver um frade de S. Domin-
gos, seu amigo, para conduzir a filha casa do capi-
llo Raphael. No entanlo Alfonso se encontra na
mesma estalagem com Raphael, e diz-lhe que a mu
llier qoe era causa de lodos seus incommodos e tor-
mentos se achava era um quarto daquella estalagem,
e que em breve teria de ser conduzida dahi para ca-
sa de um irmao que resida em Madrid, o que o pu-
nha em crueis tortoras.
Raphael tranquilina Affonsoc promella-lhe furlar
a rapariga. Veste n habito de um frade, bale por-
ta do quarto em qoe eslava Maria, faz com que ella
apparecn. e diz-lhe que viera busca-la por ordem
de seu pai, e Maria o acompanha. Raphael enlrega-a
a Affonso qoe se retira com ella.
Raphael anda disfarra lo em fraile,encontra-se com
o pai em sua casa. Este fica muito satsfeito, rie-
clara-lhe o motivo da viagem, e diz-lhe que Maria
eslava em urna estalagem, mas em breve se adiara
all, porque seu amigo frei Antonio devia traze-Ia,
segundo haviam convencionado. Enlao Raphael
accorda e conhece que a menina, que elle havia rou-
bado para Affonso, era sua irmaa Maria. Confessa
seu crime ao pal, e promelle repara-lo, casando a
irmaa com Affonso.
Entra Affonso ; Raphael conlaMhe todo o'occorri-
do, e aquelle declara nao poder reparar o damno,
porquo era casado. Entretanto apparece um criado
de Affonso que o procurava ha lempos, cntrega-lhe
urna caria pela qual Affonso snube que eslava viu- L
vo, e casa-se com Maria.
As peripecias e as situarcs dramticas da peca sao
razoaveis,e como o drama nao he de grande forra foi
em geral-bem desempenbado pelosprncpaes actores,
que nelle lomaram parle.
J por varias vezes lemos reparado nos grandes e
intuleraveis defeilos de lnguagem em oulras pecas
traduzidas do francez ; estes defeilos lambem se en-
contrara em grande escalla em Raphael. Alcm do
enredo do drama e das respectivas peripecias, o es-
pectador exige que ludo seja dito em lnguagem pu-
ra e correcta ; por isso rogamos n qnem convier que
anles qoe ama pera seja levada a scena se corrijan)
taes defeilos.
Raphael que no principio he um homem dissolu-
to e devasto, afinal lorna-se homem de bem. O Sr.
Cosa ridicularisou excessivamenle a primeira pita-
se da vida da personagem, maximc[na occasio de
raptar Maria e nanliima exagerou-se um pouco |uo
maldito syslema de gritos.
O Sr. Reis comprehendea o carcter de Affonso,
erespeilouas leis da mosemelhanca e natural) -
dade.
A 8r. Orsal, o Sr. Monleiro, e a Sr. Amalia l-
veram grande parte no bom xito do drama. A sa-
la infelizmente eslava quasi vasia.
O Comanle.
municipaes.sendo urna dellas a desta cidade, e que o
reconhecendo legal, dera-lhe licenca para ler botica
abarla, como se ve a folhas 19,20, 21, 22 e 23, qoe
he conforme com o disposto nos artigos 30 e 35 do
ctado|decreio, por tanto, julgo improcedente aspar-
tes ofQciaes de.folhas 3 a 6, o coudemno a municipa-
ldadenas custas.
Delegada deste primero dstriclodo Recife 30 do
outubru de 1854. Francisco Bernardo de Carva-
Iho.
PLBLICACAO A PEDIDO.
A RAINHA DO BAILE.
Ao meu analco e colleja Dr. Joao' Joac' Pinto
Jnior
In qual parte del ciclo, in quate idea
Era l'eseinpio, onde Natura lolse,
Quel bel vizo leggiadro in ch'ella volse
Mostrar quaggi quanto lass polea '.'
Petrarca.
Ella, sim, era a raioha,
era all leve rival,
Nos olhns, na voz, as prendas,
Era em ludo divinal ;
Nos olhos porque fallavam,
Porque frouxos derramavam
Da ventura a embriaguez ;
Na voz, porque era suave
Como o lerno canto da ave
Da mais doce languidez.
as prendas porque lembravam
A' mente doula e feliz,
Quantas grabas vira o Dante
Na formosa Beatriz.
Ella mais bella que a rosa,
Disputara a cor mimosa
Aos primos raios do sol;
E na zona, em que gyrava,
Cerlo brilho derramava
Como um formoso arrebol.
Quando a aurora vem rompendo
Viva, espendida, e loncha
Toda a floresta resa
Com os 11 > mnos da manhaa.
Ella mal no baile entrara
Um concert despertara
De applausos e de ovaces.
Destronada vista del'la
Desmaiou inda a mais bella
Dalladles ureos saines.
Tres luiros s mais tres annos
Dizem todos que ella tem ;
Mas nessa idade lao tenra
Todas as grabas contem :
Innocencia, amor, poesa,
Perfume, luz, harmona.
Tudo quanlo he seductor;
Taas prendas, taes encantos,
Oh I nem Laura leve tantos,
cm leve lanos Leonor.
/
CORRESPONDENCIA.
Ella dansou, mas seas passos
Tinliam lana seducc3o,
Que agitar vinham no peilo
As nudas do corarlo ;
Mas nenhuma visla anciosa
Nos seus mimos criminosa
Se poda demorar.
Ella, sim, era rainha
Porque os vassallos cenlinha
Em reverencia sem par.
Quem tinha flores e risos
A seus ps v inlia depor,
Santo culto mais perfeila
Das obras do Creador.
Esbelta como a palmeira
Era do baile a primeira
Tamlicm na varia instracrlo ;
Tudo quanto ella di/.ia
Os encantos expria
Da mais alta inspirara",
No veslide cor de nevo
Havia flores a mil,
E um ramal de lindas per'las
Sobre o eolio to centil ;
E urna corda de flores
Nos cabellos seductores /
Pela maga ondulaco; '-
Mas l.'ui grande singellcza
Realcava-lhe a belleza -
A mais rara perfeican,
Ella, sim, era a rainha;
Suas vassallas as mais i
Mas de tao inuwnsa gloria
Nao ufanou-se : jamis.'.
Como ?... se ella nao sabia,
Se ella s desconheca,
Que entre todas era a flor '!
Como "!... se toda modesta
Com ser o astro da festa
Nao via o sea esplendor?
Arfava-llie o niveo seio
Bem como as vagas do mar ;
Estava-lhe a vida inteira
Nos olhos a trasbordar.
Como Hebe fresca e v irosa
Era suave e mimosa
Como um lirio na manhaa.
Pisava como urna lada ;
Quem sabe se era encantada
Dos anjos alguma irmaa '!
Mas quando fervia o baile
o mais intenso furor,
Apagou-sea luz brilhante
Do astro deslumbrador.
Ella, a quem rendan) callos
Teve enfado dos tumultos
Daquelles vastos sales ;
E ja de encomios repleta
Quiz rclirar-se inquieta
De lauto culto, e ovacOes.
lambem em noiles de eslo,
Quando he mais dieiu o luar,
Philomella desatina
No mais suave cantar.
Porra se ruge a tormenta
No mago peilo acalenla
O seu genio inspirador.
Nao pode o bardo divino
Fazer ouvir o seu hymno
Da tempeslade ao fragor.
Ella, sim, era a rainha
Nem all leve rival,
Nos olhos, na voz, jias prendas,
Era era ludo divinal.
Trazer a ludo encantado,
Absorto, transportado,
Era esle o seu condao.
Queris o nome da bella ?
Ah buscai o nome della
De lodos no coraran.
A. B.
dem.
58 rolos de salsa parrilha; a Antonio de Almcida
Gomes & C.
2 barris oleo de copahiba; a Moreira & Fragoso.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 11.....4:9703697
dem do dia 13........ iii-in
5:506:81)8
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dial a II.....7209563
dem do da 13........ 43JJ6I
76388-27
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 11.....7:100-5975
dem do dia 13.........3:5965503
10:697t78
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento do dia I a 11.....5:2741055
dem do dia 13........ 7325605
6:006:600
PALTA
dos preros correnles do assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despachan! na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 13
a 18 de nocembrode 1854.
Assucar em caitas branco 1. qualidade @
i) o t d 2." o
o mase.........
bar. esac. branco.......
B b mascavado..... n
n refinado ...........
Algodao em pluma de 1.a qualidade
1) 2."
3.a
em caroco......... n
Espirito de agurdenle......caada
Agurdenle cachara........
a de canna....... n
reatilada........
Gcnebra..............
* .....-.......... botija
Licor ...............cauada
...............garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alquere
em casca...........
Azeile de mamona........caada
o mendobim e de coco
' de peixe......... >
Cacao............... (|)
Aves araras .........urna
papagaios.........um
Bolachas.............. (>
Biscoitos..............'
Caf bom..............
d reslolho........... >.
com casia...........
muido.............
Carne secca............
Cocos com casca..........cenlo
Charutos bons...........
ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba .... i ... @
b em velas..........
Cobre novo roo d'obra...... E
Couros do boi salgados .......
expixados.........
b verdes........... i>
n de oura..........
b cabra: corlidos.....
Doce de calda.......:
Agurdenle cncascada 30 graos, p. 2255000
Viiilio niusialel de Selulial. caix. 85000
Violto lint marca F.S, abordo, pipa 961000
Dito dito dito, idem......anc. 985000
Dilodlo marca B. e F., idem. pipa 965000
Dito dito dito, dem......anc. 9*5000
Dito dito T. P. c l'illios, dem, pipa 96^000
85500
l b goiaba........
secco ......... i
jalea .....
Estopa nacional........
eslrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes.....
pequeos....
Farinlia de mandioca ....
B llllllio......
B B aramia.....
Feijo............
Fumo liom ..........
ordinario .......
b em folha hora.....
u u d ordinario. .
b b reslolho .
Ipecacuanha........
B

B
um
B
alquere
@
B
alqueire
alq.
B
Soinlal
uzia
Gomma
(jengibre.
Lenha de achas grandes...... cenlo
ii ii pequeas.....
b loros.......
Pranchas de amarello de 2 costados urna
b b louro......... >
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 X a 3 de I.....
b de dilo usuaes....... >
Cosladinho de dito........
Soalho de dilo........... b
Ferro de dilo........... b
Costado de louro.........
Cosladinho de dito........ b
Soalho de dito........... b
Forro de dito...........
b b cedro .
Toros de talajuha .
Varas de parreira .
b b aguilhadas........ b
b b qoiris.......... b
Em obras rodas de sicupira para c. par
B B eXOS B B B B B
Melaco...............caada
Milho...............alqueire
Pedra de amolar.........urna
b b filtrar.......... b
b b rebolos.........
Ponas de boi...........cenlo
Piassava..............molho
Sola ou vaqueta..........meio
Sebo em rama...........t)
Pelles de carneiro.........ama
Salsa parrilba...........@
Tapioca.............. i)
Unhas de boi...........cenlo
Sabao...............-B,
Esleirs de perperi........ama
Vinagre pipa........... >.
Caberas de cachimbo de barro. milheiro
25700
25300
15900
25700
15600
35200
53800
55500
SoOOO
15150
640
8440
8520
8170
8480
8220
8180
8220
33800
1?000
8610
18440
13280
5-5000
105000
38000
.5-3120
75680
48800
33200
48500
63400
.55200
33000
18200
8600
25200
85500
99500
8160
8157
8180
8090
155000
8180
8200
8160
3400
3320
13280
18000
39000
13000
28560
25000
58500
35600
73000
35000
88000
43000
33000
323000
35000
18500
25560
1|000
10-3000
128000
78000
EDITAES.
205000
108000
88000
65OOO
38500
63000
53200
35200
28200
33000
18280
15280
I36OO
8960
09000
163OOO
8160
13280
8640
65OOO
8800
43000
8320
28100
65000
3180
173000
28500
8210
8090
8160
3O5OOO
sOOO
COMMERCIO.
PKACA DO RECIFE 13 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CotacGes offlciaes.
Frele para Liverpool9|16 d. por libra de algodao
e 5%
ALFANDEGA.
Rendimento do dial a 11.....98:6768334
dem do dia 13........18:0858427
116:7618761
Senhores Redactores. Anda ha juslira sobre a
torra anda ha autoridades qoe nao julgam por at-
lengoes e coniideratOes pessoaes, e sim em vista da
le, sem lorcer-lhe a Ultra e o espirito, e segundo o
allegado.* prvido : he por lauto conveniente e acer-
tado dar publicidade a os seus artos de juslira, para
dest'arte allrahir cada vez mais sobre ellas o reipe-
to e estima dos seas concidadaoa.
Motivos particulares, qoe agora nao desojo decla-
rar, fizeram-me cahir na desafeirao e inimizade de
algoem,do qoe resulten ser eu processado por infrac-
(es qae falsamente se dase ler eu commellido con-
tra o ditpotto no decreto de 29 de selembro de 1851,
e regolnmenlo aunexo ; mas i.esse processo arabo
de ser abaolvido, pela senlenca que abaixo se l,
e que offerego aos meus gratuitos iuimgos e detrac-
tores para qoe nella se mirem, e conhecam a injus-
lice de nas acinloias arcusaroes.
Muilo agradece aos Illms. Srs. Drs. delegado Cir-
valho, e promotor publico Cavalcanti de Albuquer-
que se* acto de juslira que comgo praliraram, e
com o qaal provaram que para sustentar os desre-
grados caprichos de alguem sao incapazes de Irahir
uas conscienciaa e violentar a le.
Diodo publicidade a eslas lindas e senlenca
junta, muito obrlgarao ao seu anligo nsalgnanle
Jos da Bocha Paranhos.
loio Saraiva de Araojo Galvlo, eacrvao do juizo
municipal da primeira vara da cidade de Pernam-
buw, e da delegacia do primeiro dislriclo do ter-
mo da cidade do Recife, por S. M. I. e C. que
Dos guarde etc.
Certifico que a lentenja de qua traa osupplicao-
BOLETJM.
LISBOA 29DEUTUBRO.
Precot correnles dos gneros de importado do
Brasil.
Por baldeadlo.
Algodao de Pcrnambuco. .
Dito do Haranhao......*
Dilo do Para..........
Dilo dilo de machina.....
Cacao..............
Caf do Ro primeira sorle. .
Dito dilo segunda dila.....
Dito dito Icrceira dita.....
Dito da Baha.........
Couros seceos em cabello 24 a 27
Ditos sala. Baha c Para 28 a 32.
Ditos ditos dilo 26 a 20.....
Ditos ditos de P. e Cear 28 a 32
Ditos ditos dilo 26 a 20 ... .
Ditos di los doMaranhao28 a 32.
Cravo girofe..........
Dilo do Mariili.n.......
Gomma copal.........
Ipecacuanha..........
Ouruc.....*......
Salsa parrilha superior.....(jp
Dita dila mediana.......b
Dita dita inferior.......b
Captivos de dircitos.
% 125 130
m 120
110 120
s 110
J-3700
B 23650 287.50
D 23400 28500
B 28200
28400 28600
137 147
132 137
132 137
B 124 145
B 124 145
B 119 145
9 200
100 140
<> 28000 53000
800 18000
B 100 185
115600 I.55OOO
98600 I03VI0
63-500 R5OOO
Descarregam hoje 14 de notembro.
Galera inglezaSwordfiskmercaderia.
Briguo sardoDainovinho.
Brigue portuguezTarujo II1diversos gneros.
Barca .dinamarquezaPrciosagarrafoes, Trelos,
e amostras.
Importacao'.
Barca dinamarqueza Preciosa, vinda de llambur-
go, consignada a N. O. Bieber, manifeslou o se-
guinle:
1 caita e 1 fardo tecidos de 13a, 1 dila amostras de
vidros, 1 dila dita de louc.a, 1 dita objeclos de agala,
bronzee papel, 2 dilas lecidos de algodao, 1 dila di-
tosde meio linho, 1 prensa de inadeira para panno,
1 pacote amostras com urna carta de amostras; a J.
Keller & C.
2 caixas encerados, 1 pacolinho amostras, 1 caxa
cordas de aro e latao, 1 dita couros de boi enverni-
sados, 2 dilas com dous panos, 7 barris tinta, 500
barris cimento, 1 caixa fitas de seda, 150 barricas
genebra, 1 caixa papelao, molhos de espartara de
pao e massas para chapos, 1 dita espartada de pao,
1 dila com urna pedra para tmulo, 2 ditas rap, 5
dilas bezerros envernisados, 2 ditas carneiras ditas,
2 dilas sanguesugus, 1 dila charutos, 1 dila ulencilios
de casa, 1 dila com urna carruage-m e seus perlences,
290 saccas farello, 24 dilas raeias de algodao e cami-
solas, 1 caixinha e um pacolinho amostras, 3 caixas
lencos e chales. 30 barris alvaiade, 1 caixa lecidos
de seda, 1 dila dalias, c 2 pecas de carne dofumada:
a N. O. Bieber Si C.
16 barris lindara e 1 caxa drogas, 1 dila livros e
pinturas, 53 garrafes cevadinha, 34 ditos sag, I
caixa charutos, 1 dila bordados ; a ordem,
26 caixas cortes|de fazenda de Uta para sapatos, 4
ditas lecidos de meia 13a, 2 pceles e 1 caixa amos-
tras, 4 caixas franjas de algodao e de meia laa, 4
caixas e 1 barrica ferragens, 2 caixas conloes de laa,
4 dilas iii..s de algodao, 2 dilas fio de algodao;
Tlrrum Mousem d) Vinassa,
1 caija velas stearinas.; a 11. MebrlMs.
25100
18750
13750
1-3150
15350
13800
18600
5*600
68600
35200
18O0
Prec.os correnles dos gneros de exportartw para
o Brasil.
C'plivosde direilos.
Amcndoa em milo doce do Al-
Assucar de Pcrnambuco .... .a) 18800
Dilo do Rio de Janeiro..... 1-3700
Dito da Babia.......... i> 18650
Dilo do Para, brulo....... i) 18300
Dilo mascavado......... B 1*300
Dilo refinado no paiz em formas O 35200
Dilo dito quebrado (pil). . 28600
Dilo dito em p (rape)...... 28500
Vaquetas de Pern. c Cear . urna 18100
Ditas do Maranhao....... 13300
Cdfrcs do Brasil pequeos. . mil 32?0O0
Despachados
Arroz do Marauh 10 c Para ord. ni 58200
68800
Dilo dito superior......... 63100
Pao carapeede ......... a 8600
Tapioca............ l 13100
garve............. <> 33100
Dila dila da Beira....... B 2|800
Dila em milo amarga dila. . a 25600
Dita em casca couca....... alq. 950 I50OO
Dita dita durazia........ B 700
B 440 680 500
Fiaos do Algarve comadre .
Dilos dito brancos....... B 580
Ameixas............ B 400 800
Presuntos,........... B 35IOO
Carne eusaccada........ 48000
Toucuho............ B 35500
8 4-3700
I'imrnla de Coa......... % 105
Sal grosso a bordo....... moio I3150 18200
Dilo redondo dem....... 15000 I5IOO
Dilo Irigueiro grosso idem . B 181.50 18200
Cera branca "por baldearlo. . 295
Dila em grume idem...... B 350 360
Uila em vellas idem....... 1 350 360
Azeile............. alm 33900
Dito dito dilo, idem......anc IOO3OOO
Dilo branco marca F. S., idcin. pipa 908000
Dito dilo dilo, dem......anc. 948000
Dito dilo marca B.e F., idem pipa 968000
Dito dilo dilo dem.......anc 1008000
Dito dilo marca P. G., dem. pipa 908000
Dito dilo dlq, idem. ..... anc. 948000
Dito marca T. P. c Filhos, idem. pipa 848000
Dilo dilo, idem.........anc 1008000
Vinagre linio marca F. S. idem. pipa 403000
Dito marca B. c F idem pipa 4.58000
Dito marca P. G.. idem .... pipa 448000
Dito dilo marca T P. e F.", idem pipa 408000
Dilo branco F. S., idem. pipa 428000
Dilo dilo marca B. F.,idcm pipa 45000
Dilo dito marca l'.G., idem. pipa 448000
Dito dito dilo T. P. e F. idem. pipa 458000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Ontubro 15 do Rio de Janeiro, galera porlu-
gueza Gratidao, capitao B. S. Guimaraes.
Idem 20do Para barca portugue/.a Paraen'c.
capito A. J. da Rocha.
dem 26do Rio de Janeiro, Baha e Pernam-
huco, vapor inglez I.usitania, capitao G. Charp.
SAIII DAS.
oulobro 11 para Pernambuco, Bahia e Ro de
Janeiro, vapor inglez Oeeat Western, capitao F. A.
Bevs.
dem 15 para o Ro de Janeiro, barca porlu-
gueza Progressista, capitao J. F. Caiado Jnior.
dem 18 idem brigue porluguez Innomparavel,
capito J. B. Pamplona Jnior.
dem paraba Baha |brigue br.isileiro lana, ca-
pilao M. Dias.
dem para o Rio barcajlirasileira Panam, ca-
pitao G. Clare.
dem 21 idem brigue porluguez Concelpao, ca-
pito A. A.jPedroso.
A* CARGA.
Para o Rio de Janeiro brigue porluguez Car-
ila c Amelia.
Idem barca portugueza Flor do Mar.
Idem salera porlugueza Soberana.
Mero galera brasileira Ilha das Enxadas,
Bahia brigue brasileiro Anna.
dem barca porlugueza Bella Figueirense.
Para Maranhao brigue porluguez Urbano.
Para o Cear patacho portuguez Palma.
Para a Baha brigue portuguez Intrpido.
Para Pernambuco barca porlugueza Gratidao.
dem brigue porluguez Lata II.
LISBOA 29 DE OUTUBRO.
Revista do mercado.
A exportadlo do vinho, anda que regular, foi
mais diminuta do que a da semana passada ; o azei-
le lambem leve alguma animarao nos embarques pa-
ra as porlos do Brasil ; e o vinagre esleve em per-
feila opalina.
Doram entrada alguns gneros das nossas colonias;
do Para lambem cliegou urna ombarcaciao, que an-
da nao apresenlou o seu manifest.
Em alguns gneros do Brasil, e das colonias, hou-
ve alguma animacao, como ahaixo se v no movi-
menlo de cada um dos gneros.
AduellaNao ha alleracao no mercado, regulan-
do os mesmos preros da nossa ultima rutaran.
AlgodoAs entradas foram dous fardos de Gi-
brallar; algumas veudas se effecluaram para consu-
mo, o fica colado por baldearlo, Pernambuco libra
125 a 130, do Maranhao 120,' dito de machina 110 a
120, do Para 110 a 120, dito de machina 110.
AzeileEntraran) de Sevilha 403 pipas, 15 raeias
dilas, e 10 barris; os embarques, tanto do nacional
como do estrangeiro, foram 82 cascos e 139 barris
com 1418 almudes para o Rio de Janeiro, 38 barris
com 218 almudes para Pernambuco: precos para em-
barques, 339.50 a 48400 O al mude.
AgurdenleConserva firme o sou preco, regu-
lando a 2253OOO rs. a pipa de 30 almudes, "c de 30
graos eucascada, posta a bordo.
ArrozVai escaceaudo; dospacharam-se para con-
sumo at ao da 20 smente 739 arrobas e 7 ar-
ralis, e para o Porlo embarcaran) 85 saccas; fica
colado, despachado, da India (Goa) 58400 a 58600 ;
do Maranhao c Para, ordinario de 58200 a 58600 ;
dito mclhor 68800; dilo superfino 53400 a 68000.
AssucarEnlrnram 214 saccas de Gibrallar, o 8
barricas de Cabo Verde. At ao dia 20 despacha-
ram-se 7,644 arrobase 12 arralis para consumo; pa-
ra S. Miguel embarcaran) 94 accas.c para o Porto 10,
prcro, captivo do dircitos, Pernambuco branco, ar-
roba 13800 a 28100, do Rio de Janeiro 13700 a
18750, da Bahia 186.50 a 18750, do Par.i, brulo 18300
a 18350, mascavado 18300 a 18350, refinado do paiz
om formas 38200, dilo quebrado (pile) 28600, dilo
em p (rape) 28500.
BacalhaoO mercado csl abastecido, regulando
o da compauhia das pescaras, secco a 58800 o quin-
tal e 18500 arroba, e o verde a 38810 o quintal e 13
arroba, francez a 18350 arroba, inglez a 18100, dilo
da Terra Nova secco a 18450.
CacauEnlraram 79 saccas de S. Tdom; nao
liouve venda alguma: prero por baldeara,), nominal
a 13700 arroba.
ChaEnlraram 325 caixas, e despacharam-so at
ao dia 20, para consumo, 76 caixas com 4021 arra-
lis, conservando os ultimo- pirro..
CafEntrarain 1180saccas das nossas posseswes,
e as vendas para consumo al ao da 20, foram 337
arrobas o 26 arralis ; reexporlaram-se para Genova
e Ilamburgo 281 saccas; fica colado por baldeado.
Rio 1 sorle, arroba 25650 a 28750 ; 2 dila 28400 a
23'.00; 3dila2S200; da Bahia 28400 a 25600, o
despachado de Cabo Verde 48300 a 45400, de S.
Thom e Principe 338.50.
Cera era gamellasEnlraram 236 de Loanda :
n5o consta veudas, e fica a preco por baldearlo,
amarella de Angola 270 a 27o, e de Mozambique
255, branca de Augola 290, amarella da Ierra capti-
va de direilos 290.
Dila em grumeNao consta vendas, o fica a pre-
co para reexportar, da trra de 340 a 350 a libra, e
de Angola de 330 a 310.
Dila em velasEmbarcou para a Bahia 124 ar-
robas, a prego de 350 a 360 a libra, e Ipara consumo
da de Angola a 360, e da trra a 380.
Dila em paoEmbarcaram para Genova 82 arro-
bas e 22 arralis, regulando de 350 a 360 a libra pa-
ra reexportar.
CourosEnlraram 1683 de diversas procedencias.
SeceosPoucas vendas: dos do Rio a preco para
reexportar, de 137 a 117 a libra.
EspichadosVenderam-se os existentes das Minas
a preco, para reexportar, de 162 a 172 a libra; os
da Bahia empatado, a preco para reexportar de 127
a 162; poucas vendas dos de Angola a preco para
consumo de 125 a 145.
SalgadosPouco procurados os do Maranhao, e
das Ilhas; estes a preco para consumo do 130 a 160,
e aquelles para reexportar de 117 a 145; empalados
os de Pcrnambuco e da Baha, estes a prece para
reexportar de 132 a 137, e aquelles de 124 a 145;
poucas vendas houve dos de Cabo Verde de 100 a
145 para consumo.
VerdesPouco procurados os de Gibraltar, a pre-
co para reexportar de 77 a 87 a libra.
CorlcaEmbarcaram 100 quintaos para Nova
\ork, a preco poslo a bordo de 18800 a 78200 o
quintal, segundo a sua qualidade.
ChiiYe,Continan! a estar empatados os peque-
os, regulando o mesmo prec,o de 323000 a 40^000
rs. o milheiro.
Farinha de trigoNao nos consta vendas, e fica |a
prei-o poslo a bordo, barrica de 6 arrobas, marca B,
98000 rs.
Gomma copalEnlraram 273 saccas do Loanda ;
algumas vendas se realisaram lanto para consumo,
como para reexportar, lendo embarcado nesta sema-
na para|Nova York 157 saccas o 9 barricas, e para
Genova 27 saccas o 10 barricas: preso por baldeagao
de 28000 a 53000 rs. a arroba, seguudo a sua quali-
dade.
MarfimEnlraram 740 ponas de Loanda ; cffec-
tuaram-se algumas veudas, reexportando-se 404
ponas para Nova York : fica a prejo por baldeacao
lei, libra 131.50 a 18250; meflo 13950 a 18100 : s-
cravel 450 a 900.
ManteigaEnlraram 200 barris do Havre : des-
pird iram-se no dia 19 para consumo 150 barris com
9,103 arralis, e fica a preco de 27.5 a libra.
OurucEmbarcaran) para o Porlo 28 paneiros,
e fica a prero por baldeaco de 100 a 185 a libra.
PellesPoucas vendas das salgadas mouras pe-
queas, a preco para consumo de 160 a 170 a libra,
e empaladas as salgadas mouras grandes a prego de
140 a 150, e as em cabello de Calcula de 135 a 145.
Salsa parrilhaPoucas vendas, os presos no fi-
zeram alleracao s nossas ultimas eolaeus.
UrzellaEnlraram 705 saccas de Loanda : effec-
(uaram-se algumas vendas para reexportar, tendoj
embarrado una partida de 205 saccas para Ilam-
burgo : os preces sao captivos de direilos, de Angola
quintal 6s000 a 6320O, o de Benguella 65OO a
VinhoEmbarcaram 189 pipas, 1 meia dila, 14
cascos, 698 barris, 20ancoretas com 10,890 almudes
para 'I i versos paizes: os presos poslo a bordo, sao
de 968000 a 1008000 rs. a pipa.
VinagreO mercado est em perfeila apalhia, e
nao douve embarque alaum: os piucos poslo a bor-
do sao, de 403OOO u 463000.
SalEmbarcaram esta semana 1,901 moios para
diversos porlos: os preros para os porlos do norte a
I520O o moio. e para os do Brasil de IsOOOa 18100.
VaquetasContinan) empaladas, ficando a pre-
cos captivos de direilos, do Para de 18600 a 13900,
do M.u anido de 13300 a 15600, o de Pernambuco
de 18100 a 18800.
MOVIMENTO DO PORTO.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda fazer publico que no dia 7 de
dezembro prximo vndouro, pcranlo a junta
da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrema-
tar a quem por menos fzer a obra dos reparos pre-
cisos da ponte de Gindahy, avahada em 4:6208 rs.
A arrematarlo ser feila na forma da le provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correnle anno, e sub
as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematadlo
iMinp.irer.im na sala das'sesses da mesma junta
pelo meio da, cainpelcntenienie habilitadas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco I3de novembrode IS54.O secretario, Antonio
Ferreira da Annanciacio.
Clausulas especiaes para a arrematactlo.
1. Far-se-da ditos reparos deconformidad cora
o in. iiiiriii 1 approvado pela directora no conseldo,
e aprescnlado aapprovarao do Exm.Sr. presidente
da provincia na importancia de 4:6208000.
2.a O arremalaule dar principio as obras no
prazo de um mez e dever conclui-las no de seis
mezes, ambos contados de confurmidade com nrt.
31 da lei provincial n. 286.
3." O pagamento da importancia da arrematarlo
realisar-se-da era quatro prestaQes iguacs : a pri-
meira quando eslivcr concluida a ler^a parle das
obras ; a segunda depoia de felo o segundo ler^o ;
a lerceira no recebimento provisorio, e a quarla na
entrega definitiva, sondo de um anno o prazo de
responsabilidade.
4.a Melada do pessoal da obra sor de gente
livre.
5.* O arrematante devern proporcionar tranzilo
ao publico no funde 3 mezes.
6.' Para ludo o que nao esliver determinado as
prsenles clausulas nem no ornamento, seguir-se-da
o que dispe a respeito a lei 11'. 286.
Conforme.Antonio Ferreira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhccimenlo dos
contribuate abaixo declarados, do imposto de 20%
sobro o consumo da agurdente ueste municipio
pertenccnle aos exercicios de 1848 a 1852, que
tendo-se concluido a liquidaran da divida activa
deste imposto, devera comparecer na menciona-
da Ihesouraria dentro de nula dias contados do
dia da publicaran do prsenle edital, para se Ihes
dar a ola do seu debilo, nfim de que o paguera
na mesa do consulado provincial, ficando na in-
tclligencia de que lindo o dilo prazo serao execu-
tados.
E para constar se mandou publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 2 de novembro de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaco.
Manoel Januario Cavalcanti.....88000
Manoel de Souza Leo.......963000
Manoel Ignacio d'Albuqucrque Maranhao. 483000
Manoel Leile Pereira.......83OOO
Maria das Candoias........65OO
Manoel Antonio Pereira Ramos .... 83OOO
Manoel Pedro dos Reis. ...... 85OOO
Manoel Carneiro de Albuquerque 8U3OOO
Manuel Gregorio Paes de An-lrado 85000
Manoel Joaquim da Silva......43OOO
Manoel dos Santos Oliveira Goncalves. 88000
Manoel Lino..........803000
Compart lio de navegacao a vapor Luso-
Bragileira.
Os Srs accio-
nislas desla com-
pauhia sao con-
vidados a rcali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta c
ultima presta-
rio de suas ac-
r;oe, para a im-
portancia ser re-
medida a direc-
c.'in : dirigindo-sc a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
Sabe para o Ass com muila brevidade o Male
Anglica ; quem nelle quizer carregar ou ir de pas-
sagem, dirija-sc ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
PARA A BAHA
o hiale JVoco Olinda, mestre Custodio Jos Vianna :
a tratar com Tasso Irmaos.
PARA O RIO DE JANEIRO
seguir em poucos das o briguo nacional Puritano
por ler mais de nielado da carga j prompta ; para o
reslo da carga c^scravos a frele, Irala-se com os con-
signatarios, ra da Cruz n. 40, primeiro andar.
COMPANHIA PERNAMBL'CANA DE
VAPORES.
O conselho de directo, de conformidade com o
arL 4. titulo 1. dos estatuios da companhia, con-
vida os sendores accionistas a realisarem mais 35 por
cenlo sobre o numero de aeros que subscreveram
al o dia 15 do fuluro mez de novembro, afim de se-
rem feilas com regolaridade para Inglaterra as re-
raessas de fundos com que (em de atlender os pra-
zos do pagamento do primeiro vapor em construyo,
sendo cncarregado do recebimento o Sr. T. Coulon,
na ra da Cruz n. 26.
Para o Porlo pretende sahircom muila brevi-
dade a barca porlugueza Santa Cruza ; para carga
e passageiros, Irata-sc com Francisco Alvos da Cu-
nta \ Companhia, na ra do Vigario n. 11, ou com
o capitao Adriao Ferreira da Silva, na praca.docom-
mercio.
Vende-se a barcaca brasileira oDiligenleB, de
lolc de 26 caixas, muito veleira c bem construida,
forrada de zinco o prompta a fazer viagem ; est
Tundeada ao p do Trapiche do algodao'. a tratar
com Tasso Irmaos.
LEILO'ES.
Manoel Antonio de C........ 9*800
Manoel Fernandas da Costa..... 128000
Manoel dos Sanios Reis Jnior .... 208000
Malinas Ferreira de Sanl'Aona .' 19*000
Maria Joaquina da Conceicao. .... 23000
Manoel Dias Pinlo........ 328000
Manoel de Rezende Reg Barros .... 323000
Viuva de Marcelino Jos Galvo. 228400
Manoel Joaquim Ferreira Esleves 178600
Manoel Antonio da Silva...... 838OO
Manoel Jos Ferreira Galvao ,..... 205000
Manoel Palro do Nascimenlo..... 123OO0
Manoel Jos Pereira Goncalves .... 165001)
Manoel Aulonio Goncalves...... 169000
Manoel Cesar do Espirito Santos. 5600
Maria da Luz Teixeira |da Cosa 68000
Marciana Francisca Hcnriques .... 218000
Manoel Marlius......... 83OOO
Manoel Martina Dias....... 168000
Manoel Fauslino Torres....... 25000
Manuel .Sicario.......... 45O00
Manoel Cordeiro Veira...... 90*000
Manoel Antonio de Oliveira..... 9*000
Manoel do Nascimenlo Alves..... 14*000
Manoel Antonio......... 158500
Manoel do Nascimenlo....... 19-3500
Manoel Tavares......... 128000
Manoel Fernandas da Cruz...... 128000
Mauuel de Tal......... 90*000
Manoel Francisco de Souza Bento 228000
Marcolino Lamego e Silva...... 88001)
Marlnho Gomes do Reg....... 14*000
Maria da Conceirao........ 58200
Nicolao Tolenlino........ 68000
Nicolao ll.il'am......... 285000
Nicolao Rodrigues da Cuoha..... 648000
Narciso Ferreira do Valle...... 248000
Narciso Jos da Costa....... 128000
Pinto Martina & C......... 318200
Pedro de Oliveira......... 118500
Pedro Antonio do Rosario...... 3*500
Pedro Jos do Pina........ 133600
Pedro Antonio Balaio....... 45000
Pedro dos Sautos......... 65OJO
Pedro Ferreira da Fonceca..... 123000
Pedro da Cuoha Albuquerque .... 323000
O agenle Vctor, fara leilao no seu ormazem,
ra da Cruz u. 25, de esplendido sortimento de o-
dras de marceneria novas e asadas, de dfferenles
qualidades, relogios de metal galvanisados para al-
gibeira, candieiros para meio de sala, lanlernas
com ps do vidro e casquinho, um rico apptrelho de
porcelana muito fina para cha, 1 caixa com diversaa
obras de prala, do lei, 50 garrafas de excellente vi-
nho de caj, 1 porcao de charutos de superior qua-
lidade, 1 dila de louja vidrada, 1 escravo de narao,
muilo moro, e oulros muitoa objeclos, etc. ; ser
lambem vendido para liquidacao de conlas pelo
maior preco ol/crecido, o restante do livros do lina-
do Dr. Jos Francisco de Paiva. Na mesma occa-
siao, vender-se-ha por conta e risco de JosCaelano
Vieirada Silva.l mesa de amarello e 1 commoda de
pao d'oleo. Ir a leilao 1 jogo de pistolas novas para
algibeira de 12 tiros|: terca-fera, 14 do crrente,
s 10 ', horas da manha.
Brunn Paaeger & C, farao leilao,
por ntcrvenQao do agente Oliveira, de
tira bello sortimento de fazendas de laa,
linho, seda e de algodao, as mais proprias
do mercado, e ltimamente despachadas:
terca-feira 14 do corrente, a's 10 horas
da manhaa, no seu armazem ra da
Cruz.
O agente Borja, quarla-feira 15 do correnle,
far leilao em seu armazem na ra do Collego n.
15, de um sorlimento completo de obras de marci-
neiria novas c usadas de dfferenles qualidades, um
excellente piano inglez dejacarandi muilo moderno,
relogios de ouro e prala para algibeira, ditos de pa-
rede o mesa, obras de prala e de ouro, apparclhos
de metal principe para cha, urna rica bengalla de
unicorne com caslao de ouro, urna aboloadura de
ouro para colletc, um excellente estojo de diaran
com vario pertences para costura, etc., urna outra
por;3o de chapeos de pal din lia de Italia muito finos
e oulros uiuitos objeclos que eslarao vista dos com-
pradores; assim como lambn) far leilao de tres p-
timos escravos, sendo um preto oplimo cozinheiro e
perito sapatero, um mulato bom bolieiro e ama mu-
iatinlia de seis para seto annos de idade, qae se en-
tregarlo pelo maior preco que for offerecido, os quaes
escravos estarla pateles ao exame dosseuhores pre-
lendenlcs, as 10 horas em ponto no mesmo arma-
zem no dia do leilao.
AVISOS DIVERSOS.
LEDE.
Como j se passou o lempo saja que os escriplo*
em lcllra redonda linham o crdito da verdada
dos evaugelhos, e estamos em urna poca em que
nada desacredita um artigo de gazeta, porque,
as melhores, as mais bem fundadas reputartJes teem
sido victimas dos lerriveis boles da calumnia, e as
mais das vezes manejada por bem desprezveis se-
vandijas, eu me julgo por esses- principios dispen-
sado de responder ao campeSo do meu cozinheiro, a
quem naguei quanlo Ihe devia na vespera do dia em
que sahio o annundo contra mim: eis a prova.
quanlia de 138000 rs., importe do meu ordenado de
26 diasque eslive em sna casa de cozinheiro.Re-
cife de Pernambuco 10 de novembro de 1854.__A
rogo do Sr. Anlonio de Almcida, Joao Jos Ribero
Guimaraes.
As pessoas que me condecen), sabem perfcila-
menle que commercio ha muilo lempo com algurn
crdito, e que sou incapaz de deixar de pagar o sala-
roa quem me prestou seus servic/w; eque se eu fosse
esse homem mo pagador e grosseiro para com os meus
servos, como se collige dos annuncioa dos ns. do
Diario de 11 e 13 do correnle, por cerlo que o meu
cozinheiro nao me procurara com empenhos para
soltar para o meu lintel, isso todas as tres vezes que
por mim foi despedido delle.
Eu bem poda chamar responsabilidade o meu
detractor, e faze-lo passar a festa na cadeia para nao
ser outra vez lao prompto c descorreado em inaul-
lar-me; porm pelas razes que no comeco desle
cscrevi, entrego ao mais soberano desprezo as pala-
vras do tal decantado annuncio, bem como a pessoa
do sea anlor. S. Amaro de Jaboatao, 13 de no-
vembro de 1854.Antonio Flix Pereira.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, finas e grossas, por
prer-os mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a relalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinac5o com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oiferecendo elle ma ores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz do Santos & Rolim.
Pela segunda vez rogamos aos Illms. Srs. An-
tonio de Paola Hollanda Cavalcaoli de Albuquerque
e o lenle Antonio Carlos Frederico Sera, mora-
dores na corte, que respondam as cartas que pelo
vapor Imperador foram seguras pela adminislraro
do correio desta cidade, em 5 de abril prximo pas-
sado ; se nao responderem leremos de publicar nesie
jornal as dilas cartas.Manoel do Amparo Caj 61
Companhia.
Os Srs. Manoel Pereira de Moraes, Anlonio
Goncalves Pereira, Pedro Delgado de tiorba e sea
irmao Francisco, e .\gostindo Jos da Silva, queiram
diricr-se ra Velha n. 18, a negocio que Ihes diz
rospeito.
Aiuga-se uraa casa na ra da Casa Forte cora
commodos para familia, preparada de novo, eom
quintal e cacimba : quera a pretender, dirija-se .1
campia da igreja, slio do Sr. Portclla, qae aehar
com quem Iralar, e nesla prar,a, na ra Imperial
n.79.
Pedro ('.aciano de Albuquerque
Pedro Antonio de Carvalho .
Patricio de Albuquerque .
Romualdo Jos dos Santos .
Rita Maria do Carmo ....
Rosa Maria........
Romao do Reg Barros .
Romualdo Alves Lima ...
Rila Maria da Piedade ....
Ilav mundo Anlonio de Oliveira .
Viuva Rosa A; Filho.....
Romana Maria da Conceicao .
Sebastiao Hilario de Albuquerque
Severina Maria do Espirito Santo
Seraphira Jos de Sanl'Anna .
Severiano do Almeida Leal......4000
Severino de Araujo Lima......128000
Severiano Bandeira de Mello.....I63OOO
Seraphim Jos de Sanl'Anna.....83OUO
Severino Xavier de Mello......83000
Severina Maria da Conceicao.....41000
Soares & C...........163000
N'basli.lo de Arruda Puntes.....88000
Tdomaz Jos de Aguiar.......63OOQ
Thom Jos de|Souza.......149000
Thereza de Jess.........ijooo
Thereza Mari.) de Jess.......4-?000
Thomaz Goncalves Maciel......4oO00
Zacaras Maria Belfor.......33-500
Zacaras Maria Ucssonc.......IcOOO
518200
83000
128000
68003
38000
38500
88000
8*000
48000
88000
228100
25000
68000
68000
158200
DECLARACO ES.
Em observancia do disposto no art. 19 das ns-
trucro-j. de 31 de Janeiro de 1851 lem de serem ar-
rematados em hasta publica, a quem mais der, em
piar.1 presidida pelo Sr. Dr. juiz dos feilos da fazen-
da, depos de sua prxima audiencia, os bens seguin-
tes, por execures da mesma fazenda nacional, con-
tra seus devedores : a casa de sobrado de um andar
c sotao, na ra do Padre Floriano n. 7, com 26 pal-
mos de largo e 80 de fundo, cacimba, quintal mura-
do, em chaos forciros por 3:0008000, pandorada a
Anlonio 11 > poli lo de Vercosa ; a casaierrea em cai-
xao, na ra Imperial n. 41, com 30 palmos de largo
e 80 de fundo por 1:0009000, a Laiz Anlonio Mu-
oiz ; urna dita na ra larga do Rosario o. 6, com 50
palmos de largo e 25 de tundo, em mao estado por
8009000, a Jos Rodrigues do Passo ; urna armacao
de inadeira de pinho eimdracada, e balcfto por 608
rs., a Joao da Ora ; a casa terrea, sita na ra I nipo-
na! 11. 71 por 5503000, .1 Manoel Ignacio de Olivei-
ra, por Anlonio Rabello da Silva Pereira ; mil c
quinhenlas lelhas e algumas portas de madeira em
bom estado, tudo por u-i|ti, a viuva de Miguel
Francisco Gomes ; urna casa terrea, sita em Fora de
Portas n. 81 por 3509000, a irmandade de N. S. do
Bom-Parto ; um sobrado na ra do Farol, no bairro
do Recife n. 8, em mo estado por 8008000, a ir-
mandade de Santiago da igreja do Pilar; um barril
com 20 caadas de agurdenle e urna armara 1 envi-
dracuda, ludo por 118100, a Jos Coelho Nevos :
quem pretender os bens cima declarados, compre-
la no lugar c hora do cosume. Recife 10 de novem-
bro de 1854.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alces.
Pela subdelegada da freguezia de San Fre Pe-
dro Goncelvcs do Recife, acha-se preso o pardo Mi-
guel, escravo (segundo elle diz) de Joaquim Rodri-
gues da Costa, da provincia da Paralaba; bem como
uina sacca com caf, que foi adiada no caes da al-
faudega. A quem pcrlencer qualquer das cousas
aprsenle-se, que justificando Ihe ser entregue.
O subdelegado, Jos Joaquim de Oliveira.
Navios entrados no dia 13.
Liverpool e porlos inermedios10 das, vapor in-
glez Imperador, cnminandaule James Brown.
Passageiros para esla provincia, Paulino Grand-
jean Ferreira, Manoel Joaquim Dias de Castro,
Jos Domingos de Castro, Manoel de Monra Ro-
lim, Candido Jos da Silveira, Jos Alves da Silva
Canil ir.,,'-; o sua sendora, Luiz Thom Gonzaga
Junior, Eslevao Vctor Lasne, II. G. B. Nodiling,
Frederico Remo, Jos Paulo da Fonseca e Anto-
nio Luiz dos Santos e sua sendora. Sesuio para a
Badia e Rio de Janeiro dedaiio de quarenlena.
Marselda35 dias, barca franceza .S'a;io Lovis, de
231 toneladas, capitao E. S. Curel, equipaeem 13,
em lastro ; a Dragao. Ficou de quarenlena por
5 dias.
AVISOS MARTIMOS.
PARA A BAHIA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tunan, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Pretendo saltir com muita brevidade, o
veleiro brigue DousAmigos, portera
maior parle de seu carregamento promp-
to: para o reslo da carga, passageiros e
escravos a frele, trata-se com Novaes & C,
na roa do Trapiche n. 54, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para Maranhao.
Espera-senestesdiasdo Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, pouca de-
mora teta' por trazer maior parte de sen
carregamento: para o resto e passagei-
ros_ trata-se com Novaes 4C., na ruado
Trapichen. 34. primeiro andar.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren], re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
No hotel da Europa precisa-se de
um caixeiro que seja muito hbil e d fia-
dor de sua conducta.
AVISO.
Justin Norat, avisa ao respeitavel pu-
blico que tem um lindo e variado sorti-
mento de obras de brilhantes, do melhor
gOlto que tem apparecido at hoje nesta
cidade; como tambem ricas obras de ou-
ro do melhoi gosto possivel, e de preco
mui razoavel: pode ser procurado todos
os dias de manhaa, at a's 10 horas; de
tarde, das 4 em vante, no hotel da Eu-
ropa.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Temos exposto a' venda os bilhetes da
20 loteria de Nictheroy, que correu na
casa da cmara municipal no dia sexta-
l'eira o do corrente ; as listas vem pelo va-
por nacional at 18 do corrente e os pre-
mios serao pagos sem descont, logo que
se lizer a distribuicao das listas.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que, professor jubilado de grammatica
latina, tem estabelecido sua aula par-
ticular na ra Direita sobrado n. 27, se-
gundo andar, onde recebe todos os alum-
nos, quer externos ou internos, tanto des-
ta praca cmodo mato, mediante a razoa-
vel convencao que pessoalmente oll'ere-
cera'.
Precisa-se de nma ama que saiba cozinhar c
engommar bem : na ra da Moeda, armazem de
Joo Piulo Soares, se achara com quem tratar.
Precisa-se de um feilor de boa conducta, e
que saiba trabalhar: no Manguind sitio junto ao do
Sr. cirurgio Teixeira, ou na ra doJAmorim n. 50.
Precisa-se de urna ama para cozinhar cm casa
de um homem solleiro : a Iralar na ra da I.ingoela
n.2.
Precisa-se de serventes forros ou escravos : na
ra da Praia n. 45, segundo andar, ou na ra da
Concordia, armazem de materiaes, a tratar cora Pe-
dro Anlomo Teixeira Guimaraes.
O abaixo assignado rctira-sc desla cidade a tra-
tar de sua saude ; quem com elle tiver conlas ou
oulro qualquer negocio, dirija-se sua loja, no pa-
leo de S. Pedro n. -2, no prazo de 3 dias, que pas-
sando esla dala nao llavera dimito de reclamaran al-
guma.Joao Anastacio Ilypolilo.
Aluga-se o silio do Cajueiro, na Passagem da
Magdalena : a Iralar no mesmo.
Perdcu-se urna pulceira de ouro com esmal-
tes : roga-se a pessoa que a achou, leve-a ao palco
de N. S. do Torro, as Cinco Ponas n. 10, que se
gratificar.
No domingo \-l do corrente, pelas 9 doras da
larde, enlraram no primeiro andar do sobrado da
ra Huella n. 11 com chave falsa, levando o segra-
te: 1 par de brincos de ouro de cabacinho grandes,
I me la I ha tod lavrada com adiamantes, i annclOcs
do ouro com campo para firma, 1 dilo lavrado para
menino, 1 dilo com pedra n'na para padre ; a quem
for ollcrecidas eslas joias far favor de apprehcnde-
las e entregar na mesma casa, que scrii recom-
pensado.
Os abaixo assienados declaram que appareceu
em sua casa, pedindo-lhes para o comprar, um ne-
gro quo diz chamar-se Sebastiao, e ser escravo do
Sr. Luiz Augusto Nogueira, morador em Barreiros.
Osabaixo assignados previnem ao mesmo senhor que
nao se respunsabilisam pela fuga ou morle do dilo
escravo, e que no raso de que seu senhor o queira
vender, deve aulorisar pessoa para esse lim. Recife
II de novembro de 185.Siqueira & Pereira.
Precisa-se alugar urna prela cozinheira e que
faca lodo servico de um casa de pouca familia : a
tratar na Boa-Visla. ra Velha n. 103.
Baldoino da Cruz Ribero mudon o sen eslabc-
lecimenln de farinha e gneros seceos da ra do Ran-
gcl n. 15, para o largo do Trro n. o:t.
8fss.Msaa*s s^ssjsss
Na estrada dos Affliclos, sitio confronte a
capella, dao-sc consultas homeopathicas. #
Est venda nos lugares j annunciadoso n.l
do Brasileiro. Todos os brasileiros devem proteger
lao denodado aldlela da liberdade, anda mesmo os
que nao prnfessau iguaes sentimenlos; porque quan-
do se diz a verdade o se desoja faze-la propagar,
quem poder resistir ao seu encanto '.' Os distribui-
dores serao agora mais proinplos na entrega, e dia-
nem-se ludos os brasileiros honrados de aceitar a as-
M CONSULTORIO
DO DR. CAS ANOVA,
RIJA DAS CRUZES N. 28,
continuarse i vender carleiras de homeopa-
lla de 12 lolios (grandes, medianos e peque-
nos) de 21, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
de 144, de 180 al 380, por prcr-os razoaveis,
desde 59000 a 16 200&000.
Elementos de homeopathia, 4 vols. 6000
Tinturas a escolher (entre 380 quali-
dades) cada vidro 19000
Tubos avnlsos a escolha a 500 e 300
WGBBBWBBKM VBBBBBBi
ATTENCAO'.
Precisa-se alugar por salisfaco um primeiro an-
dar de um sobrado em urna das principaes ras des-
la cidade, com commodos para pequea familia, len-
do por homenagem o segundo andar, o solao, lojase
quintal do mesmo, pessoas livres e cscravas para
servir ele, etc., tudo pelo commercial quanlia de
12?O00 : a quem convier este consciencioso negocio,
nao lem mais do qoe dirigir-se a quem j ha muilo
goza desle favor do Providencia, pessoa esla bem
condecida pela peedincha desla ordem.
No dia sabbado, 11 do corrente, desappareceu
da casa do aoaixo assignado um pequeo seu apren-
diz, por nome Verissimo, livre, com idade de 14 a
15 annos, pardo escuro, de marca pequea que des-
mente a idde ; levou 2 calcas e 2 camisas e chapeo
de palha, urna das caifas he de riscado de algodao
azul e a mais roupa-branca.
Francisco Jos Gomes de Santa Rosa.
signatura.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macao na igreja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e abi en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
pe o regulamento do ceraiterio.
NAVALHAS A CONTENTO ESTE OURAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, cscriploro de Aueusla C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 80000 o par preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposirao
de Londres, as quaes alcm de durarem extraordina-
riamente, nao se sentein ao rosto na accao de corlar ;
vendem-se cora a rundirn de, nao agradaudo, po-
dercm os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra restilundo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo lalMC.inle.
C. STARR&C.
respcUisamenlc annunciam que no sen extenso es
tadclccimcuto cm Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeiran e promptidao.loda a qualidade
de machiuisrao para o uso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, tem
aberto em um dos grandes armazens do Sr. Meaqui-
lanarua do Brum, atraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimento.
All acharao os compradores um completo sorli-
mento de moendas de canna, com todos os mellio-
ramenlos (alguns delles novos eoriginaes) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
taixas de lodo tamanho, lano batidas como fundidas,
carros de mao e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
lo, Tornos de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada construcr,o, fundos para
alambiques, crivos c norias para fornalkas, e urna
infinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlclligenle e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., ele. que os annunciantes copian-
do com a capacidade de suas ofllcinas e machinismo,
e pericia de seus oftlciaes, se compromeltcm a fazer
cxecular, coma maior presteza, peifeico, e exacta
eniiformidnde coro os modelos ou desenhs, e inslrnc-
oe

4
OHRIO DE PERW>MBUCO, TEBC FEIR 14 OE NOVEMBRO DE 1854
I'i ecisa-se de un escruto para o scrviro de utn
lilio prximo a esla cidade : quem quiser alugar
mensalincrile, irija-sc ra etticiU du Rosario
n. 7.
De arcordo com o arl. 41 do cslalulo da com-
panhia de Seguros Martimos L'lilidade Publira, o
directores convidan! osscnhores accionistas a cuinpa-
recerem no da 15 do correute, noescriplorio da rua
da Cadeia o. i-', ao meio da. Recito 9 de novcm-
bro de 18.V4.Os directores, Manoel Joaquim lla-
mos e Silva, Imz Antonio l'reir,
Arrenda-se na Varzea, por lempo da fcsla ou
por anuo, o sitio do Ajulante, margem do Capiha-
ribe, e com casa aceiada a tratar na rua da Gloria,
n. 37.
Precisa-se a!usar um preto por mez ou mezes,
para o servico ordinario de padaria : no pateo da
Santa Cruz, dcbaixo do sobrado n. 106.
Precisa-so de duas mulhcrcs forras ou escravaa
que saibam cngommur o cozinhar o diario : na rus
Nova n. 50, segundo andar,
Aprompli-se almoco e anlar, e tamben) ceia,
com aceio e lmpeza, para casas particulares: no nec-
eo do Padre n. 18.
Urna pessoa que tem bastante pralica de fazer
cscnpluracao commercia!,tanto por parlidasdobradas
como simples, se oferece a fazer por mdico preco e
muila perfeicJo : na rua do Qucimado, toja n. 37,
se dir quem he.
Aluga-se um sitio junto a Torre, com boa casa,
quartos separados para hospedes, 2 estribaras, plan-
ta de capim para 2 cavallos, eicellenle agua de be-
ber, e com bastantes arvoredos fructferos : quem o
pretender, dinja-se casa de Aureliano & Andrade,
rua do Queimado u. 8, que achara com quem tratar.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira faz scienle
aos seohores seus freguezes antigos, e modernos,
que de novo Ihe foi preciso tomar conta da sua pa-
daria, que tem collocada uo paleo da Santa Cruz, a
qual tinha entregado de sociedade a seu filho Ma-
noel Ignacio da Silva Teiieira Jnior, o qual nao
quereudo mais se foi estabelecer em urna oulra ao
pe lia rana d'agua, angariando (oda a freguezia que
exista, pelo quo o annuncianle se vi na dora ne-
cessidade de fazer ao publico esla advertencia, par
que liquem cerlos que ludo nao he a mesma cousa, e
que niuito agradecer a quem quizer continuar, e
mesrao de novo procarem o seu estobelecimenlo, que
apezar de sua avanzada idade e falt de saude lhe
foi misler de novo sacrificar algum repouso ; porm
com tudo far todo o possivel de bein servir a lodos
que lhe queiram fazer esla sraca, mandando seus
portadores, quo de presente Dio tem quem mande
em suas casas ; e contina a ler como em oulro lem-
po bom pao, e todos os mais torrados de toda a qua-
lidade e tamaitos ; e sobre ludo a melhor farinha
c bom Irabalho.
Quem precisar de urna ama de leile, a qual
tem pralica de criar: na rua do Nogueira loja do
sobrado n. 26.
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
tenlia pralica. de 10 a 14 anuos de idade: a tratar
na rua do lt ngel casa de cera n. 1.
Jos Ignacio de Amida subdito portuguez vai
Porte Alegre, provincia do Rio Grande do Sul, a
tratar de seus negocios.
a I Ma est por arrendar o sitio da Torre, aon-
de pa.-u a fesla dous annos consecutivos o Sr. l)r.
Fonseca, com baixa de capim, cacimba e casa com
7 quartos, duas salas ecnsinha: os pretendenles di-
rijam-se a rua da Sauta Cruz n. 74.
REMEDIO INCOMPARAEL.
I3GIENT0 HOLLOWAY.
Milhares de individuos do todas as naces podem
Icsteniunharas virtudes deslc remedio incbmparavel.
e provar, em caso necessario, que, pelo uso que
delleflzeram, tem seu corpoemembrosinteiramcute
sao, depois de haver empregado intilmente uniros
tratamentos. Cada pessoa poder-se-hacotiveucerdessas
curas maravilhosas pela leilura dos peridicos que Ih'as
relatam todos os das lia inuilos annos; e, a maior
parle dolas sin ISo sorprendentes que admiram os
mdicos mais celebres. Olanlas pessoas recubraram
"ni este soberano remedio o uso de seus bracos e
pomas, depois de ler permanecido longo lempo* nos
hospilaes, onde dcviaiu soflrer a amputlo Dellas
ha imillas que havendo deixado esses as)los de pa-
decimenlo, para se nao submeltercm a cssa operar?
dolorosa, foram curadas completamente, mcdiaiiic
o uso desse precioso remedio. Alguinas das taes pes-
soas, na efusao de seu reconheciuienlo, declararan)
estes resultados benficos diaulc do lord corregedor,
c oulros magistrados, alim de mais auleiitic.ircni
sua aflirmaliva.
Niogucm desesperara detestado de sua saude se
tivesse bastante confianza para ensaiar este remedio
constantemente, seguindo algum lempo o tralamen-
to que necessilasse a natureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar inconteslavelnicnlc : Que ludo cura!
O ungento he til mal particularmente noi
eguintes cutos
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabeca
das costas.
dos membros.
matriz.
Lepra
Males das pernas.
dos peitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
PulmOes.
Va 11 r. rn.Pi .p-, I UIIIIHIS.
Enormidades da culis em Queimadelas.
Sarna.
Siipuracoes ptridas.
Tinha, em qualqucr parte
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das arliculacocs.
Veias torcidas, ou nodadas
as pernas.
geral.
'informidades do anus.
Erupc,6es escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falta de ca-
_ bir as extremidades.
Frieras.
Gengivas escaldadas.
Inchaces.
Inflammaoao do Ggado.
da bexiga.
Vende-se este ungent no eslabelccimento geral
de Londres, 244, Strand, e na loja de todos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas encarreeadas de
sua venda em toda a America do Sul, Havana e
Hcspanha.
Vendem-se a 800res cada bocelinha contm urna
_instruccao em portuguez para explicar o modo de
razer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceulico, na rna da Cruz n. 22, em Pernamboco.
T A'"""58 uma canoa que pegue pelo menos um
miineiro de lijlos de alvenaria grossa : quem a li-
ver, dirija-se rua da Concordia, armazem de male-
riaes que tem tabolet.
ROB LAFFECTEUR.
O untco aulorisado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos huspitaes recommendam o arroba
Lanecteur, como sendo o nico aulorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
fm22S .m gost0 aRradavel, e fcil a tomar
em secreto, esta em uso na mariaba real desde mais
?L ann^! CUra radical>no'c em pouco lempo,
neneP?mnin7,eM' "em mercuriu- as """eccoes ll,
2* geaS' 1asco'Wequciicas das sarnas, ul-
ceras, e os accidenta dos parios, da idade critica e
catnar,rndV,Chred"ara doS ,,umores convm aos
calharros, da bexiga, as conlracces, c i fracuieza
dos orgias, precedida do abuso das LU* *
sondas. Como anti-syphiliiico, o arrobe cura de
pouco tempo os fluxos recentes o'u rebeldes, que vl-
vem incestantes sem consequencia do emprego da co-
pa.ba, da cubeba, ou das injeccoes que represen,
am o virus sera neulralisa-lo. O arrobe LafTec^
he especialmente recommendado contra a
inveteradas ou rebeldes ao mercurio c ao iodu to
i%0in,Vendr? ?m Lisl")a- Bar.
de 1 T F'C,an? Alves de A'c"do, pra-
?a de D. Pedro n. 88, onde e.caba de rhc-ar urna
grande poreao de garrafas grandes c pequeas vUi!
das directamente de Pars, de can rfAr !?'
Laffeotenv 12, ru Richev Par ? "oa^uuSo*
A^na- fhia^Lm^ ?& fem"
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha'&FilCe
Morciraloja de drogas; Villa-Nova. Joo Pelcirl
U& Si?1*'' Ri0-rande. *5 de Tan-
.. ATTE.NCAO'.
Jrf?5pareceo do P^er uo abaixo assignado no
ao1d2ei0daTll^P,;,,am:,nh^,, u,,la "B?*Da
nf eslalura L l,Ul0' .an',0S' ,,e nome Miqefli-
cv'ou mua al "i 22 al,<;cela w. / alSd'lo^lio e vestido de chita com
leFandi^aS,COnduZndo ""o wS
.lenandresemquccoslumacarregar agua, o anal
PoSo roJ".rr gra"de-' 1ue fat conhecJ?
mado n 'm T*,"'"'^ levrcm-"a rua do Quei-
.lo correa '" d? CaSa de 9eu senll0r. "<> dia II
^vZmZ^tT'' d" Albina,
alta, ia!!, ."' com s'snaes seguinles:
voUsapatoS.Me8n'a/;ioco,,u1ma anda,r calSada- le"
chila encamado : ^ r 2', T'0- e VCS,'" *
"&*^S%&*2& M'- )'ara
perrumarias : quem o liver, diria .1 a l 2T C
10 da rua de lortas, t&J&ST+iSEi'Z:
Martynos : na mesma casa compraLTlJ
VOgSSfd,ta joii,s- btumt
2^c^^-t^^oe
5o parada cate8"rfa, U'"a ("S-
CrJI! padaria n. 6 'ra'ar n p",co da San,a
reccoAaa r.ui'i" 'erreno Da rua d0 Jmim, em di-
rnencLdo ler iM = ipessoa 1ue tu'Iet r'3r
de falta1 ao- dlr'J.a-M a palacio da SoUda-
- ffr S-"Lopadre Clodio F. de M.
ou rala ernr!'r0"jUrOS'obre Pel'oresdeonro
ou prata, em pequeas quantta ; na rua Velha
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA DO COLLEGIO 1 ANDAR 25.
( r. P. A. Lobo Moscozo da consultas humeopalhicas todo os dias aos pobres, desde 9 huras da
nanha aleo meio dia, e em casos exlraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplainenle a qual-
quer niulherque esleja mal de parlo, e cujascirciiinstancias nao permutara pagar ao medico.
NO LTORIU UO DR. P. L LOBO H0SC0Z0.
25 RUA DO COLLEGIO 25
20JOIH)
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do|Dr. G. II. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes encadernados em dous :................. ^uwiviu
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam da homeopathia, inleres'sa a lodos os mediros que
quuerem experimentar a ^oulrina de llahuemann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma: iiilercssa a lodosos seuhores de engenho e faze.ideiros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : inleressa a lodosos capitacs de navio, que nao podem dexar urna vez ou oulra dt ler precisao de
acudir a qualqucr incominodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os cheles de familia cae
por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. '
O vade-mecum do homeopalha ou IradnceM do Dr. llering, obra igualmente til s pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopathia um volume graude ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, te, etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Uma carleira de 24 tubos grandes de finissimo chrstal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos lermos de medicina, etc., ele................
Dita de 36 com os mesmos livros................,
Dila de 48 com os ditos. ,............
Cada carleira he acompanhada de dons frascos de tinturas indispensaveis, a cscolha. ,
Dita de 60 tubos enm ditos.................,..,
Dita de 144 com ditos.............. '
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas esculla.
As pessoas que em lugar de Jahr quizercm o llering, lerao o abalimeulo de 103000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89000
Dilas de 48 ditos......................... 16x0(10
Tubos grandes avulsos....................... IIOOO
Vidros de meia 0115 de tintura.................... 2x000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pasjo seguro na pralira da
homeopathia, c o proprielario dcsle estabelecimcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superoridade dos leus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanho?, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade e or oreos multa com-
modos. *
89OOO
49000
409000
459000
509000
603000
IOO9OOO
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
fjar a assiguatura do Diario de Pernam-
uuco, para a mesma cmara, que se
acha em grande atrazo de pagamento.
g3*
DENTISTA FRANCEZ. 0
Paulo Gaignoux, estabelecido na rna larga (i
9 les com gengivas artificiaes, e dentadura com- ()
0 pela, ou parte della, com a presso do ar. j)
ti Tambem tem para vender agua denlifrccdo A
% Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do $f
& Rosario 11. 36 segundo andar. a
^ Precisa-se de uma mulher forra 011 escrava,
para lodo servico de uma casa ; a Iratr no Mundo
Novo com Antonio Manoel Esteves, casa n. 46
Esla contratada a compra da casa terrea, sita
na rua da Paz 11. 28, com seu proprio dono o Sr.
Francisco Connives Guimaraes: quem se julgar
com dircito a referida casa, declare no prazo de 3
dias, lindos os quaes se eflecluar a compra.
Quem precisar de uma ama para cozinhar e
comprar, dirija-se Gamboa do Carino, primeiro bec-
co vindo da rua Nova.
Precisa-sede uma ama de leile forra ou capli-
va, que o leile seja bom ; na rua Bella n. 20.
Jos Francisco Bello, genro do fallecido major
Francisco Amonio Pereirados Sanios, senhor do en-
genho Tenlugal, pelo presente convida aos credores
do mesmo fallecido, para que dentro de 3 dias com-
parecen) na un do Collego u. 23, primeiro indar,
levando os ttulos de seus debilos para vista dcllcs
se conveiiconar a solvencia de ditos debilos, vslo
eslarem concordes todos os herdeiros.Como procu-
rador, Deodoro Clpiauo Coelho Catanho.
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de suinma importancia :
Hahiieraaun, tratado das molcslias chronicas, 4 vo-
209000
6*000
79000
6?(Jtl
I69OOO
69000
89OOO
I69VOO
IO9OOO
89000
79000
69000
49OOO
IO9OOO
309000
lumes.
Teste, noleslias dos meninos.....
Hering, homeopathia domestica.....
Jahr, pluihi.ienpc.i lioincopalliii'a. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, motadas da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica honieopalhica. .
De Favolle, doulriua medica homeopatliica
Clinicn de Slaoneli........
Casling, verdade da homeopathia. ]
Diccionario de Kysleu.......
Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conteudo a deaerpem
de iodas as parles do coriio humano (
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio 11. 25
primeiro andar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila pralica desse ofticio. Na rua
da Saudade fronteira do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.oureDro Trigo de 1.0111011 o.
O Sr. Joaquim Ferreir que leve loja na pra-
ciuha do Livramenlo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n- 15, ha milito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira. quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio cpie lhe diz respeito.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na rua de S. Francisco, dirija-se a
esta typographia a negocio que lhe diz
respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia (pie se lhe preci-
sa fallar a negocio.
Quem precisar de uma ama de leite
muito boa, dirija-se a rua do Rosario lar-
ga sobrado n 2G, primeiro andar.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA-
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesoureiro faz constar que estiio
a venda os bilhetes da presente loterii
nos lugares seguintes: rua Nova n. 4
prar_a da Independencia, 11. 4, rua do
Queimado, loja do Sr. Montes, rua doLi
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro d..
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
rua do Collegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Otiveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8.s'000
Meios. 4s000
B Offcrcre-sc um rapaz portuguez para caixeiro
le laberna ou oulro qualquer eslabeleciinento, para
lomar coula por balanco ou sem elle, para o que
tem bastante pralica : quem de seu presumo se qui-
zer abitar, dirija-se praca da Independencia n.
10, das 10 as 2 da larde.
MUITO SUPERIORES.
Sito chegados i loja de miudezas, defronte do Li-
vremento, os desojados phosphoros sem o incommo-
dalivo enxofrc, e lendo a propriedade de nao falliar
rogo, ha em canillitas de 100 e de 500, estes a 120 e
aquelles a 40 ; na mesma loja contina a ter tercos
engrasados, que por ellesj he bem conhecida p'or
loja dos trros ; a clles, freguezes.
Precisa-se de urna ama para o servi-
co de uma casa: na rua Augusta n. 86.
Prccisa-sc alugar urna prcla, para andar com
ama enanca e que saiba lavar e engommar : na rua
da Cruz n. 6.
Aluga-se mensalmenlc um prelo ou molequa
para servico que nao depende de forras c nem de
peso ; na rua da Cadeia do Sanio Antonio, cocheira
de carros 11. 5.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar,
ou uma rasa terrea com quintal, cujo preco mensal
nao exceda de 209000 al 259000, em qualquer das
ras ISoya, do Sol, das Flores, da Concordia, das
rinclieiras, do Rosario, do Queimado, das Ornea,
da Cadeia, do Collegio etc. ; quem liver, dirija-se
rua das Mores 11.37. primeiro andar, que se faz qual-
quer uegorin.
Da-se dinheiro a juros sobre penhores deouro
ou prala, em pequenas qiianlias : na rua dos Guara-
rapes n. 36, se dir quem d.
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Joaquim Go-
mes da Silva, natural de Portugal, para receber uma
encommenda de sua familia; ou se .ilguma pessoa
soiiber dar mformares do mesmo, se lhe licara mui-
10 obngado : na rua do Rosario da Boa-Vala n. 41.
Casa deafericao, no paleo do Terrn, l.
O aferidor abaixo assignado faz ver as pessoas in-
leressadas, que o Sr. A. da S. GusmSo Jnior ha
compleme para assignar os bilhetes.
Francisco Jos dos Santos
TOAUHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linlto, lisas
e adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardaaapus adamascados, por presos com-
modos.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do correte imprete-
rivelmente
Aos 8:0008000, 4:0009000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do cautelisLi Salustiano de Aquino Ferreua ;
os bilhetes e cautelas desle caulelisla nao sofTrem o
descont de 8 % do impost geral nos tres primeiros
premios graodes.
Bilhetes a 99000 recebe por inleiro 8:0008000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Quartos a 29300 dem 2:0009000
Oilavos a 19300 idem 1:0009000
Decimos a I9IOO idem 8OO9OOO
Vigsimos 9600 idem 4008000
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes em um
folhelo de 30 paginas, grande in 8.a, com o seu re-
trat e o fac-simile da sua firma, gravados do ori-
ginal piulado pelo exactissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevcdo com espantoso talento natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na praga da
Independencia, as boticas dos senhores Barlholo-
meu e Pint, rua do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Iguacio Ribciro prac.a da Boa Vista, do Sr. Bravo
rua da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manuel
dos Santos Fonles rua do Collegio n. 25. Prego 19.
Precisa-se de um rosinheiro para um engenho
perlo da prac.a : a fallar na rua das Flores 11. 37,
primeiro andar.
UM PRODIGIO DO METIIODO CASTI-
LHO DE LEITUKA RKPENT1NA, RUA
DA PRAIA.
Diz o Ilustre Iliterato, a pasioas XI da sua 3.a
ediccao, que o seu methodo cura a gaguez ; com
eUeilo, o seguiule caso he mais uma maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvm. Sr.
padre Lcmos de ensinar um meuiuo mudo ; eu nio
sabia como desempenhar a minha miss.io, fui-lho
gritando as regras e mais preceitos do mclhodo,
quando oh I prodigio, no lim de 15 dias o menino
entra a pronuuciarlodo o alphabelo.juiila as sitiabas,
canta as regras c execula as marchas sillabicas com
loda a perfeic.au Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. O director da escola de
leitura repentina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes desta cidade fossem das 7
as 9 da noite, horas em que eslarSo mais desoecup-
dos, leslemunhar ocularmente a excellencia deste
mclhodo. As lirocs de noite para os liomens SHOO
meiisaes ; de dia para os meninos 39OOO. O director
d livros, pedras, e tudo o mais preciso aos discpu-
los ; na rua da Praia, palacete amarello.
Aluga-se uma casa terrea na povoac.ao do Mon-
ten,., com a frente para a igreja de S. PanlaleAo,
muilo limpa, tresca, com commodos para familia re-
gular, lendo uma porta e duas jauellas na frenle: a
tralar com Antonio Jos Rodrigues deSouza Jnior,
na mesma povoagao, ou ua rua do Collegio n. 21, se-
gundo andar.
Precisa-sede uma ama secca para casa de fami-
lia, a qual tenha boa conduela : quem ealiver nestas
circumstncias, dirija-se ao aterro da Boa-Vista
d. 39.
COMPRAS.
Compra-so uma casa lenca com quintal, uo
bairro da Boa-Vista : quera tiver, dirija-se rua
delraz da malriz da Boa-Visla n. 54.
Compra-s uma preto de 25 a 30 annos, sendo
sadia e de bonita figura, que saiba cozinhar o engom-
mar: na rua do Cabuga, loja de ourives 11. 11, de
Seraphim & Irmao.
Compra-se prala brasileira c hespanhola ; na
rua da Cadeia do Recit 11. 54, loja.
Compram-se palaces brasileros e hespaiihes :
na rua do trapiche armazem n. 38, do Sr. Miguel
Carneiro.
AVISO INTERESSANTE A QUEM POS-
SUE MATTAS.
JAPARANDUBA.
Compram-so varas de japaranduba que sirvam
para arcos de pipas, islo he, que lenham .ce rea de
lo palmos de comprracuto, grossura suflicientc e
bem linheiras ; pagam-se 100 r*. cada vara : na
distilarao do Franca na praia de S. Rila.
VENDAS.
Lni i- JW DENTISTA.
continua a residir na rua Nova n. 19, primei-
$) ro andar. v A
Vende-se a loja de calcado, com poucos fun-
dos : a tratar na rua do Livramento n. 39.
Em casa de Timm Mousen & Vinnassa,
praca do Corpo Santo n. lo, ha para
vender o seguinte:
Um sortimento completo de livros em
branco de superior quulidade.
Um piano vertical da qualidade mais su-
perior.
Vinho de Champagne.
Absinthe e cherry cordial, de superior
qualidade.
Licores de dilleientes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tudo por precos commodos.
VENDEM-SE
Os melhores relogios de ouro patente
ingle/, ja' muito acreditados neste mer-
cado : em casa de Russell Meliors&C,
ua da Cadeia do Recife n. t.
MECHANISMO PARA EM-E-
NHO.
XA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BttUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorliment dos seguintes ob-
jeclos de meclianismos proprios para engeiilios, a sa-
ber : moendas e meias inoendas da mais moderna
conslruccao ; laixas de torro fundido e batido, de
superior qualidade, e de todos os taannos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
coes ; envos e boceas do fornalha o registros de noei-
ro, aguilhes.bronzes para tusos c cavilhoes, moinho
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se cxeculam todas as encnmmendas com a superori-
dade ja couhccid.i, e com a devida presteza e coinmo-
didade em proco.
TA1XAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Brum logo na entrada, e dei'ron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Na rua do Amorim n. 50. vende-se uma casa c
aimacSo de laberna : no aterro dos Afogados.
Vcndc-se uma negrinha de idade de 8 anuos,
muilo lioniliuha, propria para mucama : a Iratr na
rua da Santa Cruz, rnsn n 22.
<) RECKEIO, J()RNAL DAS FAMILIAS.
Vende-se em 5 volumes o I. c 2. lomos das Me-
morias Histricas da provincia de Pernambuco, e o
2. c 3 volumes do Universo Piloresco, o I., 2. c 3.
volumes da Vida de Bcrjolilo : na rua da Seuzala
Velha 11. 50, primeiro andar.
Vende-se um negro de iiaeao, cozinheiro e ile
lodo mais scrviro, boa figura ; um negro de narao,
e dous mulatinhos de 7 para S anuos,: 11,1 roa" da
Senzala Ve! ha 11. 70, segundo andar, se dir quem
vende.
' Vende-ae uma negra do nar,an, quitandeira,
com duas crias, uma de 7 me/es e oulra de 7 annos;
o motivo da venda he por nao queier servir : no pa-
leo de S. Pedro, sobrado da quina que volla para a
rua de llortas, segundo andar.
Vende-se uma negra de nacao, de idade 40
annos, que sabe cozinhar e ensaboar, e todo o mais
servico de portas a dentro : na rua do Hospicio
o. 34.
"Na trnvessa dasCruzes 011 becco da Pot n. 10,
vendeseazeile decarrapalo a I9OOO a canada, e210
em garrato.
Vende-te um negro crioulo, moco, proprio pa-
ra todo servico: no becco da Lingocta n. 8.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. Santo Amaro acha-se pai-a vender ara-
dos (' PIANOS.
Em casa de Brunn Praeger & C., rua
da Cruz n. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na rua da
Cruz n. 10.
COGNAC
de superior qualidade, era caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
gerS C, rua da Cruz n. 10.
Na rua da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger Si C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraco e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dill'erentcs qualidades.
Vinho de Champagne.
\ ende-se uma taberna com poucos fundos,pro-
pria para qualquer principianle, sita na rua do Co-
dorniz n. 10 ; a Iralar na rua da Madre! le Dos
n. 36.
A 18000 CADA CANASTRA.
Vendem-se hlalas muilo novas, era cana-irado
uma arroba a I9OOO: na laberna nova da rua da
Peiiha por baixo do sobrado novo.
BOM E BARATO.
Vendem-se cadeiras de Jacaranda, so-
f*, consolos, bancas redondas com pedra
e sem ella, cadeiras de amarello, sofas,
canslos, bancas redondas, banquinhas de
4 ps, camas de angico. ditas de amarello,
marquezas de angico, dilas de amarello e
de oleo, colon n.has para meninos comer mesa, di-
las para meninas de escola, sendo obras muito mo-
dernas e de bom goslo : na Camba do Carmo, loja
de mololoa n. 14.
Batatas a todo preco.
Na rua de Apollo, armazem n. 2 B\ existe um res-
o de boasc perfeitas batata-,que se vende a escolhcr,
or preco muito em cont.
Vende-se um prcta moco, c que
tem habilidades : na rua de Agoas-ver-
des n. 14.
p- Vende-se uma escrava mofa, de bonita figura,
ptima coslurcira, e soflrivel engommadeira e cozi-
nheira, nao lem vicio nem achaques: na rua de llor-
tas n.60.
Refinaco, rua da Concordia n. 8.
Vende-se esle cslabelcciniciito bem montado, com
algumas machinas para o fabrico do assucar, eulre
ellas uma machina centrifuga, que purga assucar de
8 a 10 minutos. Esto eslabelecimento oftrece com-
modos para fabricar grande porcAo de assucar, obr-
gando-sc o vendedor a dar os csclarecimentos neces-
sanos leuden tosan mesmo fabrico : \ ende-se por seu
dono relirar-sc do imperio.
4 CORTES DE SEDAS.
Vendem-se corles de sedas de quadros.gosto 9
<* rua Nova n. 16, de Jos Lula Pcrcira & Filho.^
wy mmm
Vendem-se vestidos de seda com babados, fa-
zenda o mais rico e mais mdenlo que tem appareci-
do, pelo preco de 168000 : na rua do Queimado n.
38, em frente do becco da Congregaban.
Veudem-se cassas chitas a 1JS920 o corle ; al-
paca de seda a 440 ; laazinha muc,ulina a 18000 ;
riscados varsovianos de excellenlcs padresa340:
na rua do Queimado n. 38, em frenle do becco da
Congregarlo.
Vende-se ama laberna, sila na e-quina da rua
do AragAo n. 43, a dinheiro ou a prazo, com boas
firmas; a mesma serve para morada de familia :
quem a pretender, dirija-se ao paleo da Sania Cruz
n. 2.
Cousinhas de bom gosto.
Vendem-se penlcs de tartaruga de muito lindos
gostos para as senhoras prender os cabellos, pelo
baratissimo prec,o de 5. 6 e 88000 ; ditos de raarfim
para piollios os mais finos que tem apparecido a lo
e 18500; lencinhus de relioz de todas as cores a
18280; leques finos com espedios e plumas a 28500 ;
linas ilc seda de todas as cores para soldura, hornera
e meninas a 18 e 18100 ; ditas de lorcal pretas, cor
decanna c brancas a 18, 18600 e 25OO ; meias de
seda de muilo lindas cores para crianjas de 1, 2 e 3
annos a 28000 ; dilas de algodao para meninas das
inesmas i lados, brancas, cruas e de cores a 240, 280
e 320; carleirnhas mui delicadas para senhora a
18, 18^00 e 28000 ; caixinhas com brinquedos para
menino a 320 ; dilas com agulhas franeczas a 160 ;
esleirinhas muilo finas pintadas, proprias para cima
de banquinhas, commodas ou mesmo para as senho-
ras scnlarem-sc a 600 rs. ; rcloginhos para cima de
mesa a 65OOO ; caixinhas para joias a 320, 500,18 e
I8>>00 ; chicles finos para senhora e homem anda-
rem a cavalloa 18500 e 28000 ; palitos de fogo de
velinhas em caixinhas lomeadas c envernisadas a
160; e alera dislo oulras mullas cousas, tudo de bom
goslo e por precos commodos : na rua do Queimado,
loja de miudezas da Boa Fama 11. 33.
Linas deJovin.
Vendem-se as muito conhecidas luvas de Jovin
paia homcn e senhora a 28000 o par ; dilas de lio
da Escocia, fazenda superior, para homem e senho-
ra a 18000 ; na rua do Queiniado, loja de miudezas
da Boa Faina n. 33.
Meiasdelaiae algodao para padres.
Vendem-se superiores meias de laia e algoda
para padres, pelo baratissimo preco de 700 c 28000
o par: na rua do Queimado, loja do miudezas da
Boa Fama n. 33.
Na rua do Livramento n.36, loja, se dir quem
vende 1 par de (ivellas para sapa tos de sacerdote, 2
pares de brincos, 1 dito de rozelas, 1 alfinete para
homem ou menino com um grande diamante rosa 110
meio, 1 correte para relogio, 1 relogio patento in-
glez de caixa de prala, 1 corac.10 de cornalina en-
casloado em ouro, I medalha muito moderna, 1
eommoda de angicoe'2 bancas ordinarias.
_Vendem-se ricas aboloaduras para colletes a
400, 500, 800 e 18500 meias para homem, fazenda
muilo superior, brancas, cruas e de cores, muito bo-
lillas e finas a 240, 280 e 320 ; charuteiras de mar-
roquim a 400 rs. ; carteiras de algibeira com estojo
a 2?800 : na rua do Queimado, loja de miudezas da
Boa Fama n. 33,
Vende-se um ptimo preto da Costa por pre^o
muito commodo, e o motivo se dir ao comprador :
na rua do Queimado, loja de miudezas n. 33.
Vendem-se 3 esernvos de bonitos figuras, 2 di-
tas quo cnsnmmam, cosen) e cozinham, e 1 mulati-
nho do ida lo 11 annos : na rua Direila n. 3.
Vende-se uma negra crioula, com um bonito
molequinho de 5 annos ; na rua da Praia n. 4.
t RLA DO CRESPO N. 12. 5
& Vende-se nesla luja superior damasco de @
seda de cores, sendo branco, encarnado, roxo, @
por prei;o razoavel. Z
#:#
Vcndc-se um oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens : na rna de S.Cecilia 11. 14.
Vende-se um moleqncsadio, bonita figura, com
idade de 7 anuos: na rua do Cabug, loja de ouri-
ves n. 9.
Vcndem-se canastras com batatas em
bom estado, por diminuto preco : no ar-
mazem do Sr. Paula Lopes, dfronle da
escadinha do caes da alfandega, e na rua
da Cadeia do Recife, loja de lerragens n.
44.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora^com 15 covados cada corte, a
4#500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attencao ao barato, na rua do Quei-
mado, loja n. 37.
O liquidalario doUe estahclecimenlo deseja aca-
bar por estes dias com todas as miudezas quo arre-
uialou, e por vende por lodo o preco ; c coDvida aos
amantes do barato para que nao percam a occasiao
desla-pochincha, que se lhe alianca nao se enjeilar
dinheiro ; a ellas, antes que se acaben).
Sedas achanialotadas a 700 rs. o covado.
Veudem-se sedas achamalotodas de cores c preta
a 700 rs. o co\ado ; cassas fraucezas finas de cores a
400 rs. a vara ; riscados escocezes muito finos a 300
rs. o covado ; lencos de seda de cores a 800 rs. : na
rua do Queimado, loja n. 40.
MELPOMENE.
Vende-se mclpomene de laa, gosto es-
cossez, padroes novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado
na rua do Crespo n. 23.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixas de 1 ou 2 duzias de garrafas : vende-ae no
armazem de Barroca & C.stro, na rua da Cadeia do
Recito n. 4.
RELOtlIOS INGLEZES DE PATENTE.
Continan) a vender-se por preco commodo; uo
armazem de Barroca & Castro, na rua da uadeia do
Itecife 11. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caixas de prala
para carias de bacharel, abrindo-se as nema*
quaesquer lellrasegravuras cora loda a pertoicao c
pretos commodos: na rua do Cabug loja de ouri-
ves u. II, de Serafim & Irm.lo. '
Vende-se o verdadeiro rap de Paulo Cordei-
ro em ; libra, recentemeulo ende do Rio de Ja-
neiro ; na toja de ferragens, na rua do Queimado
Vendem-se estojas com 11,1 va Ibas de cabo bran-
Ci'ieso"ra5 mni, superiores, Unto de costura como
de barbeiros : na loja de ferragens, na rua do Quei-
mado n. 13. v
Bichas de Hamburgo.
No antigo deposito de bicha, na roa estrella do
Rosario 11. ||, de Manoel do Reg Soares, vende-
se a porces e a retalho ; e alugam se por menos do
que em oulra qualquer parle ; islo por ler muila
quaulidade de bichas.
Para luto.
Vcndc-e cassa prcla com pintas e flores brancas,
razenda superior, pelo barato preco de 480 a vara;
na loja de 4 porlas di rua do Queimado 11. 10.
Sedas baratas.
Vendem-se corles de vestido de seda de cores, gos-
los modernos e muilo boa fazenda, por preco muilo
commodo: na loja de 4 portas da rua do Queimado
u. 10. v
vento
regar horlas e baixa,
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior polassa, fa- t
bricada no Rio de Janeiro, che- <*
gada recentemente, recominen- (g
da-sc aos scnliores de engenho os X
seus bons ell'eitos ja* experimen- "
tados : na rua da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Lecontc Fcron &
Companhia.
CONIIECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
Luvas de Jovin a 20007
9 Luvas de Jovin verdadeiras, chegadas nlli-W
* mmente de Pars a 28000 cada par, brancas
e de cores, para senhora e homem : na rua %
t do Crespo, toja amarella n. 4. J
-SiS:e3t$r3@@
Vende-se um carrro de 4
rodas e 4 assentos, novo e
moderno ; vendem-se tam-
bera boas parclhas de cavallos para o dito c p"ara ca-
briolis, por preSo commodo: na rua Nova, cochei-
ra de Adolphe Bourgeois.
PARA PAG-ENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
commodo preo: na praea da Independencia n.
a a J.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catacumbas: na rua do Amorim ar-
mazem n. 41, de Francisco Guedes de
Araujo.
Farinha de mandioca.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
da Manto (.alharina, e fundeado na volta do Forlc de
Mallo, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porces : a tratar no cscriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior: na rua do Trapiche
FARINHA 1)E MANDIOCA
em saccas de 2 e meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por prcen commodo:
trala-se no eacriplnrio de Machado & Pinheiro, na
rua do Vigario n. 19, segundo andar, ou na rua do
Amonio n. 64, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
chegadas ullimamento de Lisboa, com todos os sor-
limcnlos a vontade dos compradores, e por preco
mais barato do que em oulra qualquer parto : trata-
se com Machado & Pinheiro, na rua do Vigario n.
19, segundo andar.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronte da noneca u. 8,
chegou ltimamente um completo sortimento de lo
dos os gneros de molhados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por preco muito razoavel :
mantn ingleza a 480, 720, 800 e 880 ; dila
ftanceza a OJO ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; che livsson a 1600, UBMt,
2J.O0 e 29800 ; dito do Ro a 1600 ; velas de
espcrmacele a 880, 960 e 1&I20 a libra ; caixas de
eslrellinha muilo superior a 59000; passas, figos,
ameixas, desembarcadas ullimamento, ludo de supe-
rior qualidades.
No armazem de Feidel Pinto & Companhia, na
rua da Cruz n. 63, junto ao Corpo Santo, vcndem-
se vidros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
torro garantidas contra o fogoe muito elegantes, sa-
g e cevadinha em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem soffredo mal da pregui^a, quadrosde va-
nos lmannos para eslampas e retratos, machinas
para copiar (tocarlas e seus pertences, torrabas e va-
nos legumes para sopa franceza, vidros de varios
tamaitos para espclhos, cabidos de ferro de varios
tamanhos, lavatorios p irlalci- com lodos os seus oer-
tenecs. v
Vende-se um selim cm bom uso, com cabec.ada
c bride, por preco commodo : na rua da Conce'irao
n. 32.
Vende-se chocolate francez, do me-
lhor que tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na rua da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na rua da Cruz n. 2(j,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo tempo da
festa: na
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muilo leve a 2600 o covado, panno azul a 3 e
1-3000, dito prelo a 3, 3*500, 4, j> e 59500, corles
de casemira de goslos modernos a 69OOO, selim pre-
to de Macao a 3-3200 c 49OOO o covado : na rua do
Crespo n. 6.
BOU E BARATO.
I anuo prelo c de todas as cores, de preco de 3 a
39500 rs. o covado, fazenda que em oulra qualquer
parle he de 59000 rs., vende-se barato por ter-se
comprado grande porrao: na rua do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
Por 3009000.
Na rua das Flures n. 37, primeiro andar, vende-se
uma lypographia nova, prompla a Irabalhar, com
lodos o* seus pcrlcnces, prelo, lypos ele.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegadono dia
5 do correnle : na praca do Corpo Santo
n. 11.
Vende-se sola muilo boa c pollos de cabra, cm
pequeas e grandes porees : na rua da Cadeia do
Recife 11. 49, primeiro andar.
ATTENCA(>\
Na rua Nova n. 21, toja de F. J. Germano, ha um
completo sortimento do relogios de cima de mesa c
de parede, que se vendem pelos seguinles precos,
afiancando-sc o regulamenlo: relogies americanos
para cima de mesa 129000, ditos ditos redondos, pro-
prios para navios, por andar em todas posicocs a
1i-s(HK(, ditos liunibtirgueze* para parede de 4, 5, 8
e IO9OOO, ditos Irancezcs de quadro e de olhu de
boi, de diflercnles procos ; assim como na mesma
loja existe um rico sortimento de relogios de ouro e
esmaltados para senhora, chegados ltimamente; as-
sim como existe para vender um chronomclro do
marinha, de um dos melhores autores e bom regula-
dor, c oulros mais chronomelros para algibeira, e
dillerenles relogios de ouro c prata de diversas qua-
lidades, cujos precos c far patente aos freguezes.
TOIRO.
Vende-se um lindo touro de raja, muito novo ; no
sitio ilo Dubourq, ua Capunga.
INDIANA DE SEDA DE OC MUIOS A
800 RS. 0 COVADO.
Chegou pelo ultimo navio de Franca uma fazenda
inteiramenlc nova, de seda de quadros,cam o lin-
do nome Indiana, que pelo seu brilho parece (seda,
pelo barato preco de 800 rs. o covado ; dn-se as
amostras com penhores : na rua do Queimado, loja,
n. 40.
Moinhos de
eom bombasde repulo para
decapim, nafundiaftdeD. wr_Bowman: na rua'
do Brum ns. 6. 8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PAR
CALCAS E PALITOS.
Vende-se brim iraue.ido de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e 19000; dito mese lado a
19400 ; corles de fustn branco a 400 rt. ; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corles de cassa chito a
29000 e 29200 ; lencos de cambraia de Ilnho grao-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Port para roslo a 149000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a IO9OOO ; guardanapos tambem alco-
xoados a 396OO : ni rua do Crespo n. 6.
O QliE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portn 10, veudem-ie cobertores de algodo com pel-
lo como os de laa a 19400; ditos sem pello a 19200;
ditos de tapet a 1fi2O0 : ua rua do Crespo n. 6.
Vende-se um excellente carrlnho de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz.do
Recito n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior cpialidade: no
armazem de N. O. Bieber&C rua da
Cruz n. 4.
--Vende-se em casa de Rabe Schmet
tan o. C., na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito lnirisnni.il com pouco uso.
Vidros de diferentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolo muito largo a 39000 e 39500 a peca :
na rua do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8S000, 12IOO0, 140000 e 18^000
rs., manteletes de st>da de cor a ll.sOOO
rs chales prctosdelfia muito grandes a
S600 rs., chales de algodao e seda a
10280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende- ti
se a 560000 rs. cada caixa, acha- A
se nicamente emeasa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
rua da Cruz n. 26, primeiro
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuras muito grandes e encorpados,
ditos bramos com pello, muilo grandes, imitando os
de toa, a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos (nos e casemiras-
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, venderse panno prelo 29100, 298OO, 39,
3o500. 49500. 59500, 69OOO rs. o covado.dilo azul,
29. 29800, 49, 69, 79, o covado ; dito verde, 29800,
39900, 49, 59 rs. o covado ; dito edr de pinhao a
49500 o covado ; corles de casemira preto franceza e
elstica, 79500 e 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeilo, 69500 ; ditos i nglez en tostado a 59000 ; ditos
de cor a 4-9, 59500 69 rs. ; merino prelo a 1, 19100
o covado.
Agencia e Edwla Miw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
i Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de toixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra d todo, os tamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, pnssndeiras de ferro estan'hado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llamlres; tudo por barato preco.
Vende-s'cxcelleiite lahoado de pinho, recen-
temente chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferrelra, a entender-so com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas tranlezas a 520 o covado.
Na rua do CrespNoja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se ehssas fraucezas de muito bom
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig afio n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanetla para forro de sel lins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muito superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he part fechar conlas.
Beposito da fabrica de Todo* o* lantoa na Sabia
vende-se, em casa de N. O. Bicber & C, Da rna
da Cruz n. 4, atondan trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio parasarrosde assucar e rnupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito. P
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de uma duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
Na rua da Cadeia do Recife 11.60, vendem-se os
seguintes vinhos, os mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Pete,
llucellas,
Xercz cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em rai\n!ias de uma duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prcoo muito em conta.
DEPOSITO DE'CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se uma batanea romana com todos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem n.4.
PURLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e de.N. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da
independencia, a 19000.
Completossortimentos defazendasdel>om
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volta para a.
Cadeia, vendem-se cortes de vestidos de cambraia de
seda combarra c babados, 8000 rs. ; ditos com
llores, a 79, 99 e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
gosto, 119 ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, lia. cem barra, 9 varas por 49500 ; cortes de
cassa de edr com Ires barras, de lindos padrOes,
39200, pecas de cambraia para cortinados, com 8>
varas, por 3*600, ditas de ramagem muilo finas, 11
69 ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 8O0 rs. avara ;aloalhado de linhoacol-
\oado, 900 a vara, dito adamascado com 7 4 pal-
mos de largan, 29200c 39500a vara; ganga ama-
rella liza da ludia muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collete de fusilo alcoxoado e bons pa-
droes fixos, i 800 r. ; lencos de cambraia de linho
360 ; ditos grandes finos, 600 rs. ; luvas do seda
brancas, de cor c pretas muito superiores, i 1600 rs.
o par : ditas fio da Escocia 500 rs. o par.
Vende-se uma taberna na rua do Rosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos silo cerca de 1:2009000 rs., vende-se
Ktrm com menos se o comprador assim lhe con vier :
a Iralar junt alfandega, Iravessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Tabeas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Howmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjnm, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro. ',
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o mellioramento do
assucar, acha-ec a renda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, etn casa de
N. O. Bieber Cruz. n. 4.
DE PALHA ABERTOS.
Vcndem-se superiores chapee* de palha .iberio
par liomens por preco commodo : ne praca da In-
dependencia n. 24 a 30.
Vende-se no armazem de James Halliday,
na rua da Cruz n. 2, o seguinte :
Sellins inglezes chegados agora.
Silhoes paia montara
Gabcradas decouro.
Estribos de ac,o e metal.
Lanternas para carro e cabriole!.
Eixos de patente para carros.
Vende-se uma rica mobilia de jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se uma escolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
A
w Deposito de panno de algodao da
q fabrica de todos os santos na J
9 Bahia.
>'ende-se este bem condecido panno, pro-
prio para saceos roupa de escravos ; no es-
criploi 10 de Novee* 4 Companhia, 1* rua do
?f Trapiche n. 34.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 3 excel-
entes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
I >H VTMSUtXXm
RUA DO TRAPICHEN.HlO~
Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate' 1
po legada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
-xa xas xmtmxmxm
Devoto ChristSo.
Sabio a1 luz a 2.> edicSo do livrinho denominado
llevlo Chnsiao.man correctoeacretceutado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de corea de 11 m s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loia da
esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se chaly de quadros, goslo moderno a 69
o corle, barege de seda a 8, melpomene de quadros
de la e seda a 800 rs. o covado, cambraia. francezas
de lindos padre, romeiras de fil, dita* de retrox
borda.la de lindas cores, chales de teda e oulros core
mistura de la por baratos preco, ricos rliapos para
meninas de um a oito annos, meias de seda e de at-
godito para meninos, luvas de teda pira homens e
senhoras, e oulras faiendas de goslo que se darSo e
amostra com penhor : na rua Nova n. 16, de Jos
Lniz Pereira & Filho.
PALITOS FRAKCEZES.
Vgjaam pililos franeczes de brimede bretnha
.1 3B500 e 49, dilos.de alpaca prelos e de cores a 89
e 109, ditos de pinuo fino a 16, 189 e 20: na roa
neta n. 16, de Jos Lniz Pereira 4 Filbo.
ESCRAVOS FGIDOS.
M
Desappareeeu no dia 7 do correnle mez de no-
vembro uma preta de nome Mari Cajueiro, de ua-
co Calabar, de idade 50 c tanto airaos, baixa do
corpo, nina corcunda, magra e muilo tuja por ser
roznheira ; levou vestido de rlacadinho azul muito
sujo, he muito falladeira, pinta do cabello, lem o
bracos e pernas meio rbveiros, e a bocea franzide de
Irazer cachimbo: rogaaaea lodos os capilAc de cam-
po c autoridades policiaca, principalmente do arra-
baldes desta cidade e de Olinda onde ella sempre
anda, a apprebendam e conduzam-na ao largo da
Irempe, sobrado n. 1, que tem taberna por baixo
que gratificar generosamente.
Anda fngido o escravo Lniz, perlencenle ao a-
baixo assignado, desde o dia 16 de onlubro.e annun-
ciado no Diado na. 18, 19 e 20, eom os signaes ae-
gnintes : Angola, edr fula, de idade de 25 annoa
Eouco mais ou menos, principiando a enarossar a
arba, e demonstra ser muilo bardado, bonita figu-
ra, corpolento, pernas grossas, sobre os dedos da
m.los tem berrogas, que ainda desvanecidas, todava
moslram o signaes, pela cotias lem algn signae
de chicote, mnito poucos por serem antigos e quando
moleque, he canholo de om dos bracos, lem una
marca talvez de fogo. do que nao- me record, he
muilo contiendo no Atogado por ter sido all quasi
creado no sitio da Carabea da Piranga em companhia
do seu senhor abaixo assiguado; levou roupa do seu
uso e o cobertou sendo urna rede tirados os punhv;
altura, nariz e bocea regular, coslum dizer que he
crioulo e forro : qoem o pegar, leve-o a roa do
Queimado n. 6, primeiro audar, que ser bem re-
compensado.Joaquim Jotcie Lima
Desappareeeu no dia 7 do correnle um preto de
nome Joaquim, idade 40 annos, pouco mais ou me-
nos, de najao : levou calca e camisa de algodao ris-
cado, chapeo de palha ordinario, mas inda neto ;
julga-se que anda mesmo na cidade ou perle : qoem
o capturar leve-o i rua do Amorim n. 33.
IOO9OOO de gratificarlo.
Desappareeeu no dia 8 de seleinbro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30a 35 annos, pouco mais ou menor.
nascido em Cariri Novo, d'nnde velo ha lempo, he
muilo ladino, coetuma trocar o nome e intitular-se
forro ; foi preso em lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, eom o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia desta cidade a ordeni do Illm.
Sr. desembargador cheto de polica com ofticio de2 de
Janeiro de 1852 se verifirou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Caito, da comarca de Santo Antio, do
poder de quem desappareeeu, e sendo oulra vex cap-
turado e recolhido a cadeia desta cidade em 9 de
agosto, foi hi embargado por execujao de Jos Dias
da Silva Guimaraes, e ltimamente -arrematado em
praca publica do juizo da secunda vra desta cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguinle: idade de 30 a 35 annoa, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelo e carapioha-
do, cor amulatada, olhos escuro, nariz graude e
grosso, beicot grossos, o semblante fechado, Bem bar-
budo, com lodos os denles na frenle : roga se, por-
lanlo, as autoridades puliriaet, capitae de campo e
petsoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandaren) nesla praca do Recife, na rua larga do
Rosario n. 14, que recbenlo gralifiracao cima de
1009000 ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel ie Almeiia Lopes.
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Cear, fugio de '
seu senhor Diogo Gomes Prente, em dias de marco
do correnle anno, um escravo mualo de nome Del-
miro, o qual lem os signaes seguinte : idade 22 an-
nos pouco mais ou menos, estatura baixa, cheio do
corito, cabellos crespos arruivados, olhos grandes.N
sobrancelhas fechadas, nariz grosso, e um lano ar-
rebilado, bocea regular, fnltm-lhe don denle na
frente, pouca barba, rosto redondo, poneos cabellos
nos peilo, pos grande, tem um pequea cicatriz
no nariz, em um lado da cabeca lem uma grande
brecha, que o cabello cobre, e varias elcatrizes na
costas. Const com certeza qne esto escravo anda
nesla praca, aonde lera sido visto por oulros que o
cnnhecem, e mesmo porque fugio de Sobral, e foig
fazenda Soledade, tila nos suburbios da cidade da
Fortaleza, e pedio ao Sr. Mirtinhode Rorgespara o
comprar, de cuja fazenda lornou a fugir, lendo elle
dito a um escravo do mesmo Sr., que quera vir
para esla cidade. Quem do mesmo escrivrrsouher,
ou liver noticia, dirija- rua do Queimado loja
de ferragens n. 14, que o abaixo assignado temor-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
te seu Irabalho.Jos Rodrigues Ferreir.
Desappareeeu no dia 7 do correnle um preto de
naco, por nome Joaquim, idade 40 annos, pouco
maisou menos, lem nm dos ps e perna mais groiso
do que o oulro ; levou calca de algodao de lislras e
palilo de panno j usado e um chapeo de palha ordi-
nario mas anda novo : roga-se as autoridades poli-
ciaes e capilats de campo de captura-ln e leva-lo ,i
rua do Amorim n. 33. on ao Rio-Formcso ao Sr.
Rufino Rodrigues da Silva.
Desappareeeu do engenho Pimenla, no dia 17
de oulohro do correnle anno, uma escrava crioula
de nome Clementina, com idade de 25 annos, pouco
mais ou menos, edr pela, estatura resillar, olhos nm
lonco grandes, e lem na junt do p direilo a cica-
riz de um lalho, assim como algumas marca de
relho pela costa ; consta-nos que elle anda ahi pe-
la Boa-Viagem, no engenho S. Panto : portanto,
roga-se as autoridades policiaes ou capitae de cam-
po a capturada dita eterava, promellendo-se recom-
Eensar generosamenle a quem leva-la no paleo do
armo n. I, ou ao engenho cima mencionado, a seu
senhor Gielauo Marlins dos Sanios.

PERN. : TV. DE M. K.DE FARIA. 1854,
-*s>.



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