Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01213


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXX. N. 260.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por armo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
3-
t
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SCBSCRIPCAO'.
Recite, o propietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men.-
dooca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclorda Nativ -
dade; Natal, oSr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ly, oSr. Antonio de Lemos Braga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Auguito Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por IJOOO
Paris, 350 rs.por 1 f.
< Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Aojoes do banco 40 0/0 de premio.
< da companh ia de Beberibe ao par.
n da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAFS.
Ouro.Ones hespanholas. ..... 299000
Moedas V6400 velhas. 169000
de 69400 novas. 16*000
de -i 5000...... 9*000
Prala.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruai ii, Bonito e Garanluins nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e uricury.a 13eS
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiraa.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manlia.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quiutas-eiras.
Relarjo, lercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, secundas e quintas s 10 horas.
1.' vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
| 2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EFIIEMERIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da larde,
ii 12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 4 8 segundos da lame.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da mantia.
i 27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA,
13 Segunda. Ss. ArcadioePaulilo mm.
14 Terca. S. Abilio diac.; S. Curias m.
15 Quarta. S. Clementino m. ; S. Felomeno in.
16 Quinta. S. Goncalo de Lagos; S. Elpidio.
17 Sexta.S. GregorioThaumaturgob.
18 Sabbado. S. Odn ab. ; S. Brrela ni '
19 Domingo. 94.* S. Isabel viuva rainha f.; S.
Poncianop. m. ; S. Barlaamm. ; S. Abadas
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTINA.
DECRETO N. 1,450 DE 11 DE OUTUBRO
DE 1854.
Rene I vara municipal a ile orphaos do termo de
Campos, na provincia do Rio de Janeiro.
Hei por bem reunir .1 vara municipal a de orphaos
do termo de Campos, na provincia do Rio de Janei-
ro ; revogarias as disposifOcs em contrario.

4*.
*
'
o exacto camprimento daordem de 10 do dezembro
de 1851, que prohilie a cobranza amigavel da divida
activa nas colleclorias, e o pagamento de porcenla-
gem por tal cobranca ; e que se cinja mais restric-
tamente i observancia do que foi fixado as ordens
de 12 e .11 de maio do mesmo anno, relativamente
s porceotageus das quanlias cobradas por via de exe-
cucSo, ou provenientes de empreslimo dos orphAus-
3 de agoslo
A' da Babia, declarando em resposla ao oflicio n.
148 de 21 de maio, que na forma das ordens de 2 de
maio de 1833,20 de agosto de 18.14, e do avisode22
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da S *">' ~llelor da villa de S. Isabel de
justira, assim o leulia entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 11 de oulubro de 1854,
trigesimo-terceiro da independencia e do imperio.
Con a rubrica de S. M. o Imperador. Jote Tho-
maz Nabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,451 DE II DE OUTUBRO
DE 1854.
Crea 110 termo de S. Videlis na provincia do Rio de
Janeiro o logar dejuiz municipal, que accumular
as funcroes de jniz de orphaos ; e marca o respecti-
vo ordenado.
Fica creado, no termo de S. Fidelis da provincia
do Rio de Janeiro, o lugar de juiz municipal, que
.irrumular.i as funreoes de jutz de orphaos, e que tc-
r.i o ordenado annual de 6008 rs.
Jos Tlioma/. Nabuco de Araujo, do meu consclho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
tira, assim o tenlia entendido e faja eieeutar. Ptr
l.ii'io do Rio de Janeiro, em 11 de oulubro de 1H.il,
trigesimo-terceiro da independencia c do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jote Tho-
maz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,452 DE 11 DE OUTUBRO
DE 1854.
Declara de primeira enlrancia a comarca de Jaics,
creada na provincia do Piauhy.
Hei por bem declarar de primeira enlrancia a co-
marca de Jaics, creada na provincia do Piauhy,
pela lei da respectiva assemblea legislativa o. 371 de
16 de agosto do corren le anno.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da justi-
ca, assim o tenha entendido e faca eieeutar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em II ro oulubro de 1854, tri-
gesimo-terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica fie S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,453 DE 11 l)E OUTUBRO
DE 1851.
Marca o ordenado do promotor publico da comarca
de Jaics, creada na provincia do l'iauln.
Hei por bem marear ao promotor publico da co-
marca de Jaics, creada na provincia do Piuhy, n
o rdenado annual de 8003 rs.
Jos Thoma/ Nabuco de Araujo, do mea conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jusli-
ca, assim o Icnlia entendido c faca execular. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 11 de oulubro de 1854, tri-
gesimo-terceiro da Independencia e do imperio.
t>m 4 rubrica de S. M. o Imperador. Jote Thomaz
Nabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,454 DE 11 DE OUTUBRO
DE 1854.
Marca o vencimenlo do carcereiro da cadeia da villa
de Jerumenba, da provincia do Piauby.
Hei por bem marcar ao carcereiro da c.nleia da
villa de Jerumenba da provincia do Piauhy, o ven-
cimenlo annual de 1409 rs., na conformidade do arl.
8" da lei de 3 de dezembro de 1841.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de eslado dos negocios da jusli-
ca. assim o tenlia entendido e faca eieeutar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, emII deoutubrode 1854, tri-
gesimo-terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica da S. M. o Imperador.Jote Thomaz
Nabuco de Araujo.
3 Serrao. Circular.Ministerio dos negocios da
justira. Rio de Janeiro 18 de oulubro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Tendo sido presente a S. M. o
Imperador a aeguinte duvida : Se o juiz das exe-
ruroes he competente para converter em irisan com
Irabalho, conforme o arl. 32 do cdigo criminal a
satisfazlo do damno proveniente de delicio quando
o delinqueule nao tem moios para este fim, b funda-
da a dita dovida na disposico do arl. 68 da lei de 3
de dezembro de 1841, que revogando o arl. 31 do c-
digo criminal e o 5 do arl. 269 do cdigo do pro-
cesto, determina que a indemnUacSo em todos os ca-
sos seja pedida por acedo civel. Houve por bem o
mesmo Adguslo Senhor, ouvindo o conselheiro pro-
curador da cora, fazenda e soberana nacional, e
conformando-se com o parecer da seceso de just; a
do conselho de eslado, por aua imperial c immcdiala
resoluto de II do correnle, decidir que he compe-
tente a jurisdic,3o civil para a cxecuco da sua sen-
tones sobre a indemnisaro, se o reo tem bens para
serem excolidos, que no caso porm de verificar-se
ou que nio ha beus, ou que sao iusuflicientes par
execucio, he inconleslavel a competencia do juiz das
t xecuces criminaes para reduzir a satisfago do dam-
no a prisAo, devendo pan isso o juiz do civel remol-
ler-1 lie o processo.
O que communico a V. Exc. para sua inteligen-
cia e devidos elTeilos.
Dos guarde a V. ExcJote Thomaz Nabuco de
Araujo. S. presidente da provincia do Rio da
Janeiro.
Idnticas aos presidentes das remais provincias.
Ministerio dos negocios da juslica. Hio de Janeiro,
em 19 d oulubro de 1851.
Illm. e Exm. Sr. S. M. o Imperador ha por
him, olivlo o cousellieiro procurador da curda.
taada soberana nacional, e conformando-se com
a sua immediala c imperial resolucao de II desle
mez, lomada sobre consulta da seceso de Justina do
conselho de estado, decidir que smenle se conside-
/m existentes legalmenle para podereni sor prvidos
vitaliciamente e pela forma esUbelecirij pelos d-
nelos i,... (j|7, Jo 30 de agoslo de 18*1, e n." 1294,
de 16 de dezembro de 1853, os oflicios d contad or,
distribuidor, partidor e depjsitario, nos tormos em
que por lei liverem sido cenlos, servindo nos ou-
Iros lugare como contador e distribuidor o prnprio
juiz, como partidores os louvados das parles, como
depositarios aquelles que para cada exccuc,ao, em-
bargo, sequeslro e deposito, o juiz bouver de Ho-
rnear. Campro portanto quo V. Exc. remeta com
brevidade para conlicciiiien.o desta secretaria do es-
tado, urna rel.11;i n dos termos dessa provincia, em
que por lei, 011 por alvar, de sua instituico, esli-
verem creados os mencinadosoflicios. Em quaulo
porm, V. Exc. oa remelle a dila rclaro, dever
na infirmaran que rcr para o provimcnlo de cada
oflicio. cilar a lei ou alvar de sua crracAo. O que
participo a V. Fxc. para sua inlcll-tencia e exe-
cuejo. Dos guarde a V. Exc. Jos Thomaz
Nabuco de Araujo.Sr. presidente la provincia do
Ceari.
M11TER10 DA FAZENDA.
Expediente do da 2!} de jultao de 1834.
A' lliesouraria da provincia de Minas, respon-
den ln ao oflicio n. 46 de 20 re juuho ultimo, do
inspector da mesma Ihesouraria, aulorisa-o a otga-
nitr e submelter a approvir,ao do Iribuual do le-
snuro, urna nova tabella dai purcenlagens que ilc-
vam vencer 09 collectores; exceptuando as colleclo-
rias de Ubcraba, Pacaratu' e S. Romao acerca dat
quaes se provircnciou pela ordtm de II de foverei-
ro de 1853. E recummenda ao mesmo inspector

Paragudsu' pode nomcar agentes scus dcbaixo de
sua responsabilidade, e pagos a sua cusa, sojeilan-
do-os i approvarAo da Ihesouraria.
A' mesma, que foi indeferido o requerimenlo
de D.- Mara Jos Teixeira, pedindo soccedor a sua
mili D. Maria Jos Teixeira, no gozo do meio sold
que e-la percebiacomo viuva docirorgio-mor Fran-
cisco Jos Teixeira : j por ler este fallecido antes
da lei ilc 24 de agoslo re 1841, que foi a que con-
ceden aos cirurgies militares poderem gozar do fa-
vor da reforma, e do beneficio do meio sold confe-
rid* pela lei de 6 de novembro de 1827; ej por
contar v fferido cirurgiio-nmr menos de vinte e
um ** ale servido, df4jajMado o lempo que servio
na.'llnfca, e as licenea* rajpstradas ; cumprindo
poraanlo qoe faca tuvptudir o pagamcnlo 1I0 dilo
meio sold, o in lemntja^ cofres de ludo quaulo
a supplicanle lera r#iM indevidameule at
agora.
A' de S. Pedro do Sai, que o tribunal concedeu
provimenlo ao recurso iitorpatlo por Eufrasio Lo-
pes re Araujo, da decis.lo 4* Ihesouraria que sus-
tenlou a ra alfandega da cidiide do Rio Grande,
mandando cobrar direilos de consumo ras pipas que
j.i os haviam pago nosla corle, donde foram levadas
com carta de guia para a referida provincia, visto
como a circunislancia do barro nacional queascon-
duiiu nao navegar directamente de um a oulro pon-
to do imperio, e se dirigir priraeiramcnle a um por-
to estrangeiro, nao impede que Ihe seja applicavel?
isenco comida no arl. 22 do regulameoto de 22 de
junho de 1836.
5.
Ao Sr. ministro do imperio, sobre o requerimen-
lo ra rirccloria da companhia pernambucana, nr-
ganisara pnr efleto ro privilegio concedido a Fran-
cisco de Paula Cavalcauti de Albuquerque, pelo
decreto n. 1,113 de 31 de Janeiro de 1853, na parte
relativa a iseneflo de direilos para as machinas, car-
vSe de podra e mais ohjectos que forero importados
para uso dos vapores da mesma companhia ; cabe
observar a S. Ex. que so as ditas machinas eslivc-
rem comprobeuriras em alguma das hypothescs do
S 10 do arl. 1. do rcgulamenlo 11. 633 re 28 de
agoslo de 1819, iienliuma duvira podo haver de se
Ibes dar despacho lvre, sem que seja para isso ne-
cessarianova disposico legislativa.
Pelo que loca porm ao carvo ro pedra, nao se
julga allendivel a preleneao ; pois que estabclcceudo
a (arifa actual o valor de 12-por tonelada para o
pagamento de 5 |ior rento de direilos ; isto he, sir--)
jeitando apenas o carvao ao pagamento dcliOOrcis
por tonelada, reconhece-se, comparado o valor da
paula com o do mercado, ser j 1*0 favorecida a im-
portaQudo dito genero, que bem pode dispensar
companhia a concessn que solicita, acrescendo que
nem ha exemplo re haver o thesouro delirlo a
qualquer prelenrao semelhanle, sendo pelo contra-
rio cerlo que constantemente se tem a isso recusado;
ero julga o governo imperial por ora conveniente
annuir a ellas.
E porque nao vera especificados os demais ohjec-
tos para os qunesprelcndc tambem a companhia isen-
eo de direlos, nenhuma informarAo se pode pres-
tar cerra desle ponto do requerimenlo.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de novembro.
Oflicio Ao commandaote das armas, dizendo
que pela leilura do aviso que remelle por copia, ex-
pedido pela repartirlo ra guerra, Picar S. S. intei-
rado de que se prorognu por 4 mezes, a licenra cea
que est na corle o primeiro cadete do segundo ha-
lalhao de infanlaria, Franklin do Reg Cavalcanli
de Albuquerque Barros, que se acha arrido ao pri-
meiro batalhan da mesma arma.
Dito Ao inspector da Ihesouraria re fazenda,
remoliendo para os convenientes exames, copia da
acta ro couselho administrativo datada de 28 de ou-
lubro ullimo.
Dito Ao mesmo, revolvenro o requerimenlo e
mais papis que vieram innexns ao seu oflicio n.
591, c declarando que dove S. S. continuar a seguir
a pratica eslabelecida naquella Ihesouraria, relativa-
mente aos ttulos de terrenos de marinha quando se
der Iransferencia.
Dilo Ao mesmo, Iransmillindn para o flm con-
veniente, a inclusa nota dos direilos e sello que ain-
la lem re pagar o Exm. Dr. Pedro Francisco de
Paula Cavalcanli de Albuquerque, para poder oblcr
o seu filulo que j se acha na secretaria da presiden-
cia, de director da laculrade de rireito.
Dilo Ao mesmo, para mandar abrir naquella
Ihesouraria os assenlamcntos de prara do tambor-
mnr, pfano e tambores mencionados as 3 notas que
remelle, os quaes se contrataram para servir no ba-
talhao de artilharia ra guarda nacional deste muni-
cipio, providenciando ao mesmo lempo para que es-
sas pracas sejam pagas re seus vencimenlos em os
devidos lempos.Communicou-se ao respectivo com-
inandante* superior.
Dilo Ao mesmo, devolvendo o requerimenlo
em que Joaquim Pereira Ramos pede se Ihe mande
passar titulo de 70 palmos de alagado que comprou
viuva c filhos de Antonio Jos Teixeira Bastos, e-
recommenrandoque proceda a respeilo de conformi-
dade cam o parecer do procurador fiscal daquella
Ihesouraria,ovarado no mesmo requerimenlo.
Dito Ao mesmo, rizendo qu pode eOectuar com
Jos Joaquim ro Reg Barros, a compra ro terreno
ra estrada re S. Amaro pela quantia re 2:0008000
rs., tirando o contrato dependente da approvarao do
governo imperial, mas sem prejuizo ro andamento
da obra.
Kilo Ao juiz relator da junta de juslica, en-
viando para ser relatado em sessao da mesma junta,
o processo verbal do lenle addido ao quarto ba-
t.ilao re artilharia a p, .Malinas Vieira de Aguiar.
Communirou-se ao coronel rommandanle das
armas.
Dilo Ao director das obras publicas, inlciran-
I0-0 de haver expedido ordem ao inspector da Ihe-
souraria provincial, para que visla do competente
certificado, maule pagar a Irenco Coclho ra Silva,
arrematante do quarlc lauco da estrada da Escada,
a importancia ra segunda preslacao ro seu con-
trato.
Dito Ao administrador do correio, para decla-
rar se liveram desiiuo, c quando, ilous oflicios que
foram enviados aquella adminislrarao em 8 de mareo
ullimo, com rirecrSo ao Exm. ministro plenipoten-
ciario do Brasil em Paris e ao con.clhciro Antonio
de Menczcs Vascoucellos re Urummond.
Dilo Ao esludante Antonio de Araujo Ferreira
Jacobina.Logo que recebi o oflicio do Sr. Urum-
mond, ex-minislro do Brasil em Lisboa, de 14 de Ja-
neiro do correte anuo, communicando-mc que por
ler de relirarse para o Brasil nao poda continuar a
fomecera Vrar. o subsidio necessario para continua-
do re seus esludo*, ofllcici em 7 de marro ao Sr.
Marques Lisboa, ministro residente err Taris, pedin-
lo-lhe que houvesse de receberdo mesmo Sr. Drum-
mond o saldo de 2939510 rs. era rooeda portugueza
que este tinha em seu poder, e bem assim que se en-
carregasse de fazer-lhc ahi o supprimento re 300
francos mensies. Aguardava a resposla desse meu
oflicio para ordenar os saques precisos, quando rece-
bo o oflicio de Vine, de 7 de oulubro ultimo, o qual
tica respondido rom o que cima expendo, declaran-
do-lho que nao mando agora mesmo efleoiuar a re-
messa de fundos para o fornecimento de suas mesa-
das, nao s pela pressa do vapor que segu j, como
pela incerteza de o encontrar em Paris, segundo o
que me refere na sobrerita carta ; e espero que me
dar noticia de sua ultima resoluc,lo.~OTficiou-se
novamente ao conselheiro Jos Marques Lisboa.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para fazer transportar para o Para no vapor
procedente do sul, os volumes que o inspector do ar-
senal de marinha liver de remoller para aquella
provincia a disposico do respectivo Exm. presiden-
te.Communicou-se ao referido inspector.
Dita Ao mesmo, recommendando que mande
dar passagem para a Parahiba, por conta ro governo,
no vapor que acaba de chegar do sul, ao primeiro
cadele segundo sargento Francisco Severiano Benicio
de Carvalho e aos soldado* Jos Lniz Moreira, Pedro
Jos Barbosa, Maximiano Ferreira Lima, Firmino
Pereira, os Pereira da Silva, Jos Ignacio da Silva,
todos do meio batalhao daquella provincia. Com-
municou-se ao rommandanle das armas.
10
OflicioAo Exm. presidente ra Parahiba, devol-
vendo julgados pela juuta de juslica os processos
verbaes dos soldados do meio ba lallio daquella pro-
vincia, Joaquim Gomes de Castro, Manoel Gomes
de Souza, Joao Alexandre ra Cunha, Lourenco Bc-
zerra c do corneta Luiz Jos Fernandes. Tambem
se devolveu ao Exm. presidente do Rio Graode d
Norte o processo verbal do soldado Francisco Anto-
nio da Silva.
DitoAo coronel commandanle ras armas, devol-
vendo os processos das pravas mencionadas na rela-
rao que remelle, afim de que faca execular as sen-
leneas nclles proferidas pela junta de juslica.
Relaco a que te refere o officio cima
4. batalhao de arl i I luira a p.
SoldadoFrancisco Antonio Ferreira.
i> Damin Jos Caclanp.
2." batalhao de infanlaria.
Joao Jos da Silva.
Manoel Ignacio doEspirilo Santo.
i) Manoel Joaquim Jos de Santa Anua.
Eleulerio de Souza Pinto.
Jos Ilenriques ros Passos.
Joaquim Amancio.
o Manoel (tirana.
9.a bnlalhao re infanlaria.
Jorge Ferreira.
1. cadeteTihago Olimpio de Paula Moreira.
SoldadoLudgcro Jos Teixeira.
10." batalhan re infanlaria.
Jo3o Jos da Fonscca.
Manoel Faustino Ribeiro.
)i Manoel Joaquim da Silva.
Dito Ao mesmo, enviando por copia o aviso
ra reparlicao da guerra de 17 de oulubro ultimo,
mandando dar baixa, por ler concluido o seu lem-
po de >ei vico, ao segundo cadete Manoel Coriolano
dos Sanios, qoe se acha addido ao 2. batalhao de
infanlaria.
DiloAo mesmo, Irausmillindo por copia o aviso
do ministerio da guerra de 23 de oulubro ultimo, no
qual se declara haver-se concedido tres mezes de li-
cenr,a com vencimenlos, ao primeiro cadele do
primeiro regiment de ravallaria ligeira, Joao Xa-
vier do Reg Barros, para vir a esta provincia.
DiloAo mesmo,dizemlo que pela leilura do avi-
so que remelle por copia, expedido pela reparlicao
da guerra, ficara S. S. scienle de que na mesma da-
ta se mandn servir em um dos corpos estacionados
em Montevideo, o tenente do 10. batalhao de infan-
laria, Jos Antonio Alves, que se acha addido ae cor-
po provisorio da Parahiba.
DitoAo mesmo, Irausmillindo por copia o aviso
da reparlicao da guerra do 27 deoulubro ultimo, do
qual consta que se conceden passagem para o 5.
batalhao de infanlaria, a Franklin Antonio re A-
breu, alfcres do 10. balalhao da mesma arma.
Communicou-se i Ihesouraria de fazenda.
Dilc^Ao mesmo, remoliendo copia do aviso de 17
de oulubro ullimo, determinando que se d baixa do
servido ao soldado do 4. batalhao de artilharia a p,
Antonio Jos dos Santos.
Dilo Ao mesmo, trans.milliodo por copia o aviso
do ministerio da guerra de 38 de oulubro ultimo, 110
qual se declara haver-se determinado que o alferes
do 10. batalhao re infanlaria, Jos de Avilla Bilan-
courl Neiva, venha rcunir-se ao mesmo bata-
lhao.
DitoAo mesmo, para mandar postar em frente
da igreja de S. Goncalo no dia 12 do correnle, urna
guarda de honra para assislir a fesla do Sr. Bom Je-
ss dos Pobres Allliclos.
DitoAo mesmo, enviando para ter o convenien-
te desdi no, a f de oflicio do alferes do 10. batalhao de
infanlaria, Antonio Jos Ribeiro.
Dito Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
recommendando a expedirao de suas ordens, para
que o inspector da alfandega entregue ao arsenal de
marinha, afim re ter o conveniente deslino, um cai-
\ao com urna forja, remelllo pelo arsenal de guerra
da corte, no briaue nacional Recife, com destino a
provincia do Ceara.Coromunicou-se ao supradilo
inspector.
Do Ao mesmo, rommunicando que, segundo
constou de aviso da repartirao ro imperio de 20 de
oulubro ullimo, expedio-se aviso ao ininislerio da fa-
zenda, para que pelo thesouro nacional, se pague ao
Dr. Joao Capislrano Bandcira de Mello o ordenado
que liver vencido e fOr vencendo, como lente da pri-
meira cadeira do segundo anno da faculradc de ri-
reilo da cidade de Olinda, durante a licenc,a de 3 me-
zes que Ihe foi concedida.
DitoAo mesmo, declarando que, de aviso do mi-
nisterio do imperio de 2 de oulnbro ultimo, cons-
ta haver sido approvada a deliberaran que a presi-
dencia lomou de mandar salisfazer sob sua respon-
sabilidade as despezas precisas, para quo se cousorve
aberto o lazareto da ilha do Pina, visto nao haver
quoia para taes despezas no exercicio correnle, c
muilo convir salubrirare publica que aquello es-
tabelecimento continuo a funeciunar.
Dilo Ao mesmo, rommunicando que, segundo
conslou de participacao da repartirao da juslica, se
concedeu dous anuo; de licenra sem venrimento re
congrua, ao padre Flix los Marques Bacalho, vi-
gario collado da freguezia de Alagoadc Ilaito.
DitoAo juiz relator da jaula de juslica, irans-
millindo para ser relatado em sessao da mesma jun-
a, o processo verbal do soldado do 8." batalhao re
infanlaria,Francisco Borges.Participou-se aoExm.
presidente das Alagoas.
Dilo Ao chefe de polica, para que aulorise ao
delegado do termo ro Rio Formoso, como perc em
seo olhcio de 2 do correnle, a augmentar com mais
80 rs. a diaria de 120 rs. que he concedida aos pre-
sos pobres da cadeia daqnelle termo, c communi-
cando ler ofliciado aquella cmara para fornecer de
luz a mesma cadeia.Fez-se o expediente necessa-
rio.
DiloAo director ras obras publicas, afim de que
mande receber, de conformidade com as ordens do
governo, lodos os ohjectos que tem sido comprados
pela Ihesouraria provincial para differenles obras
cargo daquella directora.OfUciou-H a Ihesouraria
provincial a respeilo.
DiloAo inspector ra Ihesouraria provincial, de-
volvendo o requerimenlo de N. O Bitber & C, pa-
ra que, avisando Smc. o commandanle do corpo de
polica, o reunindo se com elle e com o director do
arsenal de guerra, examine o armamento de que
trata o mesmo requerimenlo, se est conforme com
as amostras, e no caso de ser recebido, e informe .10
governo do queoccorrer a respailo.
Dilo Ao mesmo, rommunicando ler .concedido
40 dias de liceuca com vencimenlo ao professor pu-
blico deTacaral, Miguel Arrhanjo Pimcnlel. Of-
ficiou-se igualmente ao Exm. direeter geral da ins-
Irurcao publica.
Dilo Ao juiz de direito da comarca do Hio For-
mo., remetiendo por copia, para ter execurao^ia
parle que Ihe perlence, o aviso circular da reparli-
rto da Justina de 19 re oulubro ullimo, delerminan-
doque os juizes de direito obsrvenlas disposiees do
arl. 16 da lei n. 779 de 6 de setembro dcsic a uno,so-
lo e a rcmessa reparlicao de fazeola, das cerlidoes
de escriptura re compra e venda de bens de ra/..
De igiiallheor a lodos os juizes da direito re pro-
vincia.
DitoAo eapilao do porto, Iransmillindo por co-
pia, para seu conhecimentoo aviso da reparlicao de
marinha de 26 re oulubro ullimo, que commuuica,
que por decreto de 18 do mesmo mez, foi rcslabele-
cida a capitana do porto da provincia de Ser-
gipe.
Porlaria~Ao agente da companhia dos vapores,
mandando dar passagem por conla do goveruo, para
a provincia do Para, no vapor ,s-. Salvador, ao solda-
do Manoel Feliciano de Souza.
DilaAo mesmo, para dar passagem para o Rio
de Janeiro, no vapor qu se esperi do norte, a Joao
Capislrano Bandcira de Mello (Iho, no caso re exis-
tir algum lugar vago para passageiro do estado.
DilaMandando admiltir como voluntario ao ser-
vo 1I0 exercilo por lempo de 6 anuos, contados do
da em que se realisar o seu alislamento.visloter sido
julgado apio para csse llni.em iuspcccAo de sade, o
pai-ann Francisco Jos de Oliveira Jnior, que per-
ceber, alm dos vencimenlos que por le lbc com-
pelan, o premio de 3008000 rs., qoe Ihe serao pagos
nos tormos do artigo .Ido decreto n. 1,407 de 10 de
junho desle anno.Pizcraro-se as necessarias com-
municaciics.
Remello Vmc. para sua inlclligencia a inclusa
copia do parecer dado pelo resembargaror procura-
dor da corda, fazenda e soberana nacional, acorra
da represenlarao que me dirigi o cnsul do S. M.
Britnica por occasiao da busca, que por parlo da
fazenda fra concedida conlra a casa commerrial fal-
lida de Deane Youlo & C, e bem- assim copia da
resposla que acabo de dar ao mencionado cn-
sul.
Dos guarde Vmc. Palacio do governo re Per-
nambuco 7 de novembro de 1854. y- Jpic' fenlo da
Cunha e Figueiredo. Sr. juildos...fcilos da fa-
zenda.
Illm. Sr.Tendo ouvido s autoridades compe-
tentes acerca ra reclamac,ao, que V. S. mo fizera em
seu oflicio ro 28 de oulubro findo, por occasiao da
busca que pelo procurador fiscal da fazenla fra re-
querida, e pelo juiz dos feilos concedida contra a
casa commcrcial fallira re Deane Voule & Compa-
nhia, como llovedora deavultada quantia fazenda
nacional; cumpre-rne agora significar, em resposla
final .1 mencionada representarlo, que havendo o
juiz dos feilos procedido dentro dos limites de sua
jiirisdieco, para acaulelar como Ihe cumpre o pre-
juizo da fazenda, nao me he licito perturba-lona sua
marcha coulenciosa, caliendo V. S. como procu-
rador nato e protector ros subditos de son nar,ao,
inlerpur seus bons oflicios peranle as di las autori-
dades llscaes que promovem a busca, ou peranle as
superiores, que conhecein por via de recurso reque-
rciido-lhcs ludo quaulo julgar bem da supradila
ca-,1 commcrcial nos termos do aviso do 4 de no-
vembro de 1850. E pode V. S. assim faze-lo com
a confianza de que llic nao ser negada a devida jns-
lic 1. c nem a consideradlo que mcrecem os subdi-
tos de urna nacao amiga.
Approveito a opportunidare para renovar V. S.
os mcus protestos ra mais subida eslima.
Dos guarde V. S.Palacio do governo de Pcr-
uambuco, 7 de novembro de 1851.Jote fenlo da
Cunha e Figueiredo.Sr. cnsul de S. K. Brit-
nica.
Ministerio dos negocios da juslica. Rio de Janeiro,
em 12 deoulubro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Expela V. Exc. as suas ordens
para que as juntas de sade da guarda nacional
d'essa provincia, nos oxamesaque procelerem para
verificar as molestias que os olliciaes da mcs,roaguar-
da ailegam para obler reforma, ou passagem para
a reserva, dcclarcm : se a molestia impossiblila oof-
ficial do todo e qualquer sen ico, ou somenle do ac-
tivo, se he neuravcl, e nesle caso quaesas razcsem
que se fnndam.
Dos guarde V. Exc. Jote Thomaz Nabuco
a*Araujo.Sr. presidente da provincia re Pernam-
buco.Cumpra-se. Palacio do governo de Pernain-
buco 11 de novembro de 1854.Figueiredo.
Illm. Exm. Sr. Ns abaixo assignados, memhros
da rommiss.io qUe y. Exc. se servio nomear
afim ro dar o seu parecer a cerca do re-
querimenlo de Rigo & Brrelo, em que estes pe-
diam um auxilio para reparar os damiios causados
pela cheia de 22 de junho prximo passado no seu
novo eslabelecimento de refinaria de assucar, col-
locado na povoarao do Monleiro, recommendando-
nos que houvcssemos de ter em alinelo naosos
estragos, que -ollre ,1 a machina, ja monlada n'aquel-
Ic estabclccimenlo, senao lamben) a sua importan-
cia, novidare e vautagens em relarao da fabrico e
manipularon do assucar ; temos a honra de apre-
sentar a V. Exc. o resultado das nossas indagarles,
segundo os resejos que V. Exc. se dignou expres-
sar-nos.
Comcfleilo, no dia 17 de jnllio ultimo dirigio-sc
a roimnis-ao a povoafflo do Monleiro, o all proce-
deu a rigoroso exime, nao s cm cada urna das pe -
cas da machina re retinar assucar, como no as-en-
lmenlo de todas ellas, principalmente da parte
damnificada pela endiente. A' vista pois ro ma-
chiuismo e ras facturas originaos, direilos, frotes,
commisscs, seguros, despezas de cominean, e da
obra de rarpinlaria, c alvenaria, a commissao for-
mulou o orcainento incluso, no qual se acha espe-
cificada pera por pera tomos seus resperlivos va-
lores e misteres. E para que se veja quo pequea
he a dillereiica que existe eolio a machina re reh-
ilar e a de fabricar o assucar desdo o caldo da cali-
na, ajiiularoos no fim do referido ore amonio as po-
cas iiccessaiias para complemento desta seuunra ma-
china, la/.cndo substituir um molor a vapor, ao mo-
tor d'agua, de que tem de scrvir-se a machina as-
sentada no Monleiro. E, porm, todo este machi-
nismo nao lem urna onidade necessaria em todas as
pefaja, de que elle se compc, para funecionar si-
multneamente ; pelo contrario, est perfcitainen-
tc dividido em tantos apparclhos diversos qnanlas
sao as funcees especiaes, em que se divide o fabri-
co do assucar, desde as caldeiras destinadas a pro-
ruzir o vapor necessario para alimentario ros oulros
appartlluis, ale o de purgar. Assim he que cada
um desses apparclhos lem funcr,es proprias, e pode
ser applicado ou empregndo indistinctamcnle para
melhorar o fabrico ordinario do assucar nos nossos
ensenos na parte que Ihe diz respeilo, como sejam
clarificadores, filtros, coadores, cozimcnlo no va-
cuo, machina de purgar, etc.
Como no orramento s tralou a commissao ros
valores ras pocas, de que se compde toda a machina.
cumpre agora fallar de cada apparelho c ro seu
presumo, comecanro pelas caldeiras a vapor.
1. APPARELHO Cldcira* para produzir o
vapor ( vide orramento n. 1. )
Duas caldeiras com as dimenr,es e forja all mar-
cadas, acham-se collocadas em suas competentes for-
nalhas, pdetelo urna funecionar independe ule da
oulra.
Este apparelho he feito pelo raelhor systema em -
pregado actualmente na Europa, nao somenle pela
seguranza, que offerece, e pela perfeirao de to-
das as suas partes componeutes, como pela econo-
ma do combustivel. Cada caldeira compe-se de
um cylindro horsontal, fechado em suas extremi-
dades por urna hemisphera; a estas caldeiras cor-
respendCm oulros dous cylindros, de menor dime-
tro e comprimcnlo, collocaros por baixo d'ellas as
formadlas. Cada um destes cylindros menores esl
ligado a caldeira, que Ihe fica superior, por dous
canos de ferro ( ruisards. )
0 fogo posto em baixo da caldeira, em urna de
suas extremidades, perenrre al a oulra extremidad
por cima de um arco re lijlo ; desee por elle c
vai esquentar os dous cylindros inferiores; e por
um ranal abaixo destes escapa-sc pelo buciro. Es-
te engeiihoso apparelho tem sobre todos os oulros
empreados ale agora as seguidles vanlagens : 1."
aproveitar a maior quanlidade de calor possivl
ficaodo ainda o sullicicnte pira fazer com que o hu-
eiro possa aspirar o ar necessario para a completa
incinerarlo do combustivel ; 2.' evitar os desastres
1.1o frequcules ra explosao das caldeiras fazendo
passar a agua para a formaran do vapor por meio de
dous recipientes diversos, afim de que a agua de
alimentario, sendo inlroduzida por urna das exlro-
midados dos cylindros menores, nao se ponha em
contacto inmediatamente com aquella parle das
caldeiras, que por ventura so ache cm eslado de es-
canilesceii.cia.
Eis ahi pois como le evilam, pelo systema das cal-
deiras da refinaria do Monleiro, scmelhaules desas-
tres : a agua para a formarlo do vapor be inlrodu-
zida no interior das caldeiras por urna ras extremi-
dades dos cylindros inferiores. Esta operarao he
feita por urna bamba ( movida pela roda d'agua ),
quando conveiiha urna alimentarn continua, ou por
un apparelho especial, quando apenas se necessile
de urna aliraonlarao intermitiente.
Por este processo ve-so claramente, que he nos
cylindros inferiores, onde se foriuam com mais n-
leusidade as incrustar;es calcreas, provenientes ro
deposito deixado pela evaporarao r'aguas selenilo-
sas ; mas como, uestes cylindros a chamina 11A0 chega
l.in qucute como as caldeiras, os depsitos nao se
tornam lao rijos nelles, nem o metal lao escande-
cenia a poulo re causar urna explosao.
2. APPARELHO Clarificadores Nmeros 2,
3,4, e(9)
Sao duas caldeiras de cobre, de forma cilindrica
vertical, tendo por fundo duss hemispheras concn-
tricas separadas, om cujo esparo se iutroduz o va-
por vindo por meio re um cano tambem de cobre
ras caldeiras ( N. 1. ), onde ello he formado. A
agua que resulta da condensacao do vapor, saher'es-
se mesmo esparo por oulro cano para um re-
servalorio, donde volla para o interior das
caldeiras ( N. 1. ) pelo apparelho de alimentaran, a
fim re servir novamente para a formaran do vapor.
Esta agua, sahiudo ja dislilada, he a mais conveni-
ente para alimentar as caldeiras, porque nao deixa
deposito algum, e por consecuencia evita as incrus-
larOes sempre perigosas-
No fundo superior de cada um dos clarificadores
ha urna torneira de latan, por onde se Jira o celdo
ja clarificado. Estas caldeiras poderiam servir nos
nossos cngcnlios para a operado chamada de desca-
chacar, oflerecenro sobre o syslema seguido entre
nos, as seguinles vantageos : |, rapidez na operarao
seaunda fcil graduado do calor; lerceira certeza
no resultado da limpa do caldo ; quarta o nenhum
risco de queima-lo; ele, ele.
Perlencem a este apparelho tres coadores, que sao
Ir. tanques de ferro, lendo urna abertura cada um
fechada por urna torneira. Nesles coadores o caldo
he separado por meio de saccoi ds escumas mislu-
1 liradas com o carvo em p. Os saceos tirados dos
condores, sao frvidos em" una caldeira de cobre de
um s fundo, que recebe o calor por meio de um ca-
no re cobre enllocado no mesmo fundo, e depois cs-
premidos em urna prensa, composla re urna caixa
de ferro toda crivada, e de um quadro de inareira
movido por um homcm como auxilio de um para
fuso de ferro balido.
0 residuo da clarificarao ro assucar, composlo re
carvao animal, materias albummosas, partculassac-
carinas, etc., he um dos melhores e-lrumes, que se
conhece, sobre ludo pela proprierade de ceder len-
tamente as plantas os principios nutritivos, que elle
encerr, c por consequencia danro-llics lempo de
assimelhar se todos esses principios em seu desen-
volvimento gradual. Este melhoramento na nossa
actual cultura be de primeira necessidade, e Dcos
permita que assim o comprehendam os nossos se-
nhores de engenho.
3. APPARELHO.Filtros. (Nmeros 5 c 6;
Os filtros sao tres cylindros verlicacs de ferro ba-
lido, tendo cada um dous fundos, sendo o fundo su-
perior lodo alierlo cm crivo. Neslo primeiro fundo
poe-se um pedaro re bata para receber o carvao
animal em grao, que deve ser socado. Entre os
coarores e os filtros estao collocaros tres reservato-
rios N.' 4), destinados a repartir o caldo enlrc os
filtros; e por meio ro urna engcohosa rombinarao
do canos c torneiras pode-se alimeutar cada fil-
tro, independenlc um ros oulros, c conservar den-
tro d'elles urna quanlidade constante re caldo. O
empregodo carvo animal em grao oflerece grandes
vanlagens, anda mesmo aquelles senhores de enge-
nho, que nao quizercm empregar os dous preceden-
tes apparclhos.
Com etleilo, servindo a carvao animal para dc-
compor o smalo de cal, isto he, separar ro niel o
excesso da cal, que se liouver empregaro na defica-
r lo ; c lambem para descora-lo independente de
nutras operaees, pode ser applicado com vanlagem,
sobre tudo nos engenhos, onde nao se pdc obter
bom assucar por causa da qualidade ras Ierras, im-
pregnadas de materias heterogneas, as quaes 11,10
podem ser couveiiienlenicule separadas do assucar
seuopor um excesso deca. Ora, cslecxrcsso pro-
duz sempre assucar de 111 qualidade, e minio mcl
de furo-, perda esta que nao pode ser reparada senao
por meio dos filtros c do carvao animal.
Eis ahi a razan por que este apparelho s pnr s
pode ser empregaru com muita ulilidade em cerlos
engenho*, independente de qualquer outro, de que
secompc a machina de retinar, que nos oceupa.
4. APPARELHO.Caldeira para cozerno vacuo,
6ai.ru temperatura; syslcma aperfeiroado de
Howard (Nmeros 8 e 9}
1 n. principio re physica conhecido fez conecher
este apparelho, islo he, que os lquidos exigem lan-
o menor calor para ferverem, quanlo menor for a
pressilo excrcida sobre a sua superficie, lie tambem
sabido que as dissulures saccariius se colorara tan-
to mais quanto for maior a temperatura, que ellas
estiverem expostas, esobre ludo achando-se em con-
tacto com o ar almospherico. Estes sao os funda-
menlos que constituem a perfeirao do systema de
lloward, e por islo as caldeiras a vacuo sao cons-
truidas para se conservaren) hermticamente fecha-
das, afim de evitar a enramunicarao do ar exterior
com a materia que ellas contm.
O vacuo, durante o cozimento he mantillo por
meio de duas bombas, e de urna columna. de ferro
destinada a condensar o vapor que se forma dorante
a operarn. A condensaran he facilitada pela in-
jerrAn d'agtra fra no interior da columna, que he
posta em r.ommunicarao com a caldeira por meio de
grossos tiios, e com as bombas que aspiran) conti-
nuadamente a agua ou vapor condeusado, e o ar
desprendido d'esse mesmo vapor, proporr,o que se
vai condensando.
A forma desta caldeira he circular, composla de
duas hemispheras perfeitamente adaptadas pelas
boceas, contenro no fundo da hemisphera inferior
duas serpentinas, pelas quaes rirrula o vapor des-
tinado ao cozimento.
Este vapor he graduado segundo as necessidades
da operarao por meio de torneiras, de lal modo que
o cozimento se opera sem risco de quemar-se o as-
sucar (como acontece nos nossos engenhos, em qu
grande parte do assucar, por excesso de calor, he
transformado em mel de foro); alm da certeza que
se pode ler de consegur-se sempre a qualidade desC-
javel. Por este engeiihoso systema obtem-se duas
grandes vanlagens, esAo : 1.a fazer-se assucar com a
graa do lamanho que se quizer; 2." obler-se do mel
de furo (intil em raoitos engenhos do Interior) Mo
bom assucar como do proprio caldo ra canui.
Logo que o assucar est formado, ou crystalisado
na caldeira a vacuo, passa para oulra que correspon-
de apque nos nossos engenhos he condecida pelo ne-
me de taixa de retfriar. Esta caldeira semelhan-
le a do numero 2 destinada dccarao, riflcre deila
smenle pela falta da torneira que nesta se faz ne-
cessaria para escoar o lquido. Aqu ainda prevale-
cciu as mesillas vanlagens das caldeiras aqueridas a
vapor, por isso que o calor he graduado vontade,
facilitando muilo a completa rryslalisac.lo do assu-
car.
5. APPARELHO.Machina de forra centrifuga
para purgar. (Numero 12.)
Este apparelho he o ultima ros re que se cnmpe
a machina de relinar, e lambem um dos mais im-
portantes, porque no espaco de vinte minutos pode
purgar do duas a quatro arrobas, segundo a quali-
dade do assucar ; operario que, cuino se sabe, dura
mais de um mez nos nossos engenhos, com lodas as
mperfeicocs e perdas de que he sempre acompa-
nhara.
Nao faremos una descrprao minuciosa desle ap-
parelho, al mesmo por que ella nao dara urna
idea exacta ro seu mecanismo. CompOe-sc elle re
um cyliudro re ferro, alierlo na |rle superior, todo
crivado cm roda, c forrado por dentro com urna es-
pecie de penetra de latao. Este cylindro acha-se
ligado a om eixo vertical, e recebe um mnvimento
de rul.ir.io de 1200 a 1500 voltas por minuto. O
eixo descanra sobre o fundo de outro cylindro tam-
bem do ferro, que encerra o primeiro, e dentro do
qual cahe o mel que se extravasa pela peneira im-
pellido pela forga centrifuga, Picando o assucar no in-
terior separado do mel e quasi secco.
Esle apparelho 13o simples como engenhoso, of-
ferece immensas vanlagens, e seria de grande ulili-
dade para os senhores d'engenho, por que pode ser
empregado em seus eatabetecimenlos, independente
de lodos os oulroi apparelhos, que havemos des-
criplo.
Eis-ah, pois, era resumo ao que se reduz a ma-
china de relinar assucar eslabelecida no Monleiro :
ella contm cinco apparelhos ristinclos correspon-
dentes s cinco operar-oes, cm que se pode dividir o
fabrico ro assucar ; com a nica dflerenca de que,
para os cngcnhds, faltan) apenas a moeuda e al-
gumas caldeiras mais para evaporar e ajurar o cozi-
mento ros lampes, como se ver do ornamento jun-
to. Todos esles apparelhos sAu re uina perfeicSoad-
miravcl, e al com luxo, nao s de mo d'obra como
re nielaes ; e foram construidos segundo os melho-
res modelos de machinas empregadas ltimamente
na Europa.
He indubitavel que a machina, de quo se Irala,
he a primeira desle genero inlroduzida na provin-
cia, o querella deven) resultar iinmeusos beneficios,
n.lo s pela introdcelo de urca nova industria ero
grande escala, como pelo augmento da fortuna pu-
blica c particular, urna vez que o assucar assim fa-
bricado ha de augmentar de preco, lomando-so o
nosso mercado o primeiro nesle genero, pela qualidade
ras nossas Ierras, e oulras condic,>s, que muto fa-
vorecem a cultura da canna nesta proviucia.
Alm de que al para o nosso proprio consumo
he de mincusa ulilidade, porque he negavel que
o melhodo seguido enlre nos de refinar o assucar he
muilo defeluoso pelo emprego rolinciro dosangue
re boi, resultando delle um cheiro desagradavcl,
que revela a existencia de materia animal cm dc-
composicao, e dahi talvez resulten! muitas moles-
lias, que boje s*o geracs na provincia, e foram antes
leste uso dcsconhecidas.
Oulra vanlagem imporlanlissima para toda a pro-
vincia vem a ser que, revendo esle eslabelecimento
oceupar muilos bracos, pode lornar-se urna escoli
pralica para aquelles que resejarem aprender o me-
lhodo de fabricar o assucar pelo ->-tenia mais aper-
feiroado, e delle podem sabir muilos meslres de as-
sucar para os engenhos ra provincia ; assim como
servir de exemplo para os proprios senhores de en-
genho, que quizercm melhorar as suas fabricas, j
empreando um niarhiiii-inu igual, ou smenle a-
quellcs apparelhos, que mais Ihes convenham pela
qualidade de suas Ierras, pela distancia maisou me-
nos consideravel da beira mar, ou por oulras con-
diees inherentes a seus predios.
Quando nao houvesse nesta machina vanlagem al-
guma sobre o melhodo enligo cm relacAo quanli-
dade, liave-la-hia cmqnanlo i qualidade, c bastar
esta condir,ao para dar ao nosso mercado urna gran-
de primasia, fazendo apparecer no exterior assucarcs
de urna qualidade superior aos quo al hoje temos
fabricado, 011, tenham sabido do Brasil. He um
passo gigantesco para o futuro; e a nossa marinha
mercante levar directamente os nossos assucares
purificados para lodos aquellos portos do nosso con-
tinente, que hoje os receben) da Europa.
Emquanlo .1 producro ou forra productora da
machina : ella pode refinar 130 arrobas de assucar
bruto poi dia, islo he, de sol a sol, que vem a ser a
quarta parle ras grandea relinarias ra Europa. Sao
50 paei reassiirai, urna ras maior es (arefas ros
bonsengenhoa da nossa provincia. A rommisso faz
sinceros votos 1 Dcos para que nao so malo. e urna
emprc/.a lao til romo necessaria, quando oulras
provincias fazem lamben louvaveis esforros para
preceder-nos c lomar-nos a dianteira com mingna
dos nossos intereses.
Occorre urna circumstancia favoravcl, que deve
servir de garanlia para o bom xito da empreza, e
he que um dos socios e gerente he pessoa muilo ha-
bilitada para a direerflo de todos os trabalhos, quer
de assentamento ra machina, quer da manipularlo
do assucar, pela sua inlelligencia e conhecimenlos
especiaes sobre a materia. Alm de esludos proprios
lem de mais alguma pralica em eslabelccimrnlos se-
melhantes, c como filho ra provincia rene a eu
inleresse particular lodo o orgulho, que Ihe inspira
o desejo de ser all ao seu paiz.
Em quanto aos estragos causados pela inundoslo
de 22 de junho prximo passado, no assentamento,
e em alguroas peras da machina, V. Ex. os achara
especificados no fim do orramento.
A commissao, tendo mais em vista a novidade
e a importancia da empreza, deixa de mencionar
oulros prejuizos, como a perda de seis mezes de Ira-
balho, lucros cessantes de um crescido capital, ne-
cessidade de manter e pagar om meslre de assucar
estrangeiro, que nao he possivl despedir pela gran-
de rifliculdade, ou -antes impossibilidade de obter
outro, clc.cujos pormenores niis| V. Ex. do que ti
commissao toca apreciar.
A commissao, pois, julga ter eomprehendido e
satisfeilo os desejoi de V. Ex., expondo com fran-
queza e lealdade o seu pensamenlo. acerca da ma-
china de refinar assucar eslabelecida no Monleiro ;
islo he, sobre a sua importancia, novidade e vanla-
gens; assim como sobre os estragos causados pela
cheia. Sem embargo, se V. Ex. pela exposico que
ella acaba de fazer, desojar ainda outro* eselareci-
menlos, que estejam ao seu alcance, est prompla
a da-los, quer conectiva, quer individualmente, por
cada um de seos membros; na certeza de qoe a
commissao nao poupou meio algum para habilitar-
se a prestar a V. Ex. urna informac,ao tao exacta era
quanlo ao material, como conscienciosa en quanlo
ao juizo sobre a ulilidade e importancia da empreza.
Dos guarde a V. Ex. muilos annos. Recife 14 de
agoslo de 1854
Illm. e Exm. Sr. conselheiro Jos Benlo da Conha
e Figueiredo, dignissTmo presidente da provincia de
Pernamburo.
Jote Ignacio de Abrev e Lima. Jote Mmete
Alvet Ferreira. Manoel Joaquim Carneiro d*
Cunha. Auguito Danjoy.
ERRATA.
O guarda prvido em logar de Jos Antones de
Oliveira, he Francisco Xavier Rodrigues de Mi-
randa.
COMMANDO DA8ABMAS.
Qnnr'l do coamando dai irau
buco, na ciliada do Recite, em 11 4a 1
bro de 1864.
ORDEM DO DIA N. 169.
O coronel commandanle das arreas inlerino, faz
publico para sciencia da guarnidlo e devido efloilo,
que o governo de S. M. o Imperador houve por bem,
por avisos expedidos pelo ministerio dos negocios da
guerra na data de 27 de oulubro prximo lindo, con-
ceder passagem para o quinto bataHiio de infanlaria,
ao Sr. alferes da dcimo da mesma arma, Franklin
Antonio de Abreu, e mandar servir em um dos car-
pos eslacinuadoi cm Montevideo, o Sr. lente desta
batalhao Jos Antonio Alves, que se acha addido ao
corpo provisorio da Parahiba : o que tudo conslou
re communicares exaradas em oflicios da presiden-
cia desla provincia datados de don lem.
O mesmo coronel commandanle das armas decla-
ra,-que boje eontrahranv novo tnnajaaln a lar.
mos do regulamento de 14 de dezembro de 1852, e
decreto n. 1101 de 10 de junho do correte aono,
precedendo nspecrao de saude, os soldados ria pri-
meira companhia do segundo batalhao de infanlaria,
Joaquim Antonio Pinto Roquetle e Domingos Das
Moreira, os quaes servirao por mais seis annos, per-
cebendo alm dos vencimenlos que por lei Ihe com-
petirem, o premio de 400)000 rs. cada um, pagos na
conformidade do arl. 3" do citado decreto, e findo n
engajamento urna data de Ierras de 22,500 braras
quadradas.
No caso de descrean incorrem no perdiroenlo das
vanlagens do premio e daquellas a que liverem di-
reito, sern considerados como recrotados, detcon-
tando-se no lempo do engajamento o de priso, em
vi rinde de scnlenra, e averbando-se esle descont e
a perda das vanlagens nos respectivos ttulos, como
est em lei determinado.
Assignado.Manoel Muniz Tavaret.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe. |
EXTERIOR.
O Morning Chronicle publica o texto do tratado
concluido entre S. M. a rainha Victoria e os Esta-
d.>s-l_"ni los da America relativamente s pescaras,
ao commercio e navcgarAo, assignado em Was-
hington a 9 do setembro de 1854. Es-aqui o seu
texto:
Arl. 1. As altas parles contratantes concordam
em que, alm ra liberdade, concedida s pescaras
dos Estados-Unidos pelas convenrfles de 20 re ou-
lubro de 1818, de pescar, salgar e seceor peixe em
certas costas das colonias inglezas da America do
Norte nellas especificadas, os habitantes dos Esta-
dos-Unidos lero, juntamente com os subditos de S.
M. B. a liberdade de pescar peixe de toda especie,
cxccprAo dos mariscos, 11 as costas e praias, bahas,
enseadas e angras do Canad, New-Brunswick, No-
va Escocia, ilha do prncipe Eduardo e das diversas
ilhas adjacentes, sem re-lrirres nenhuma distan-
cia das praias deslaslhas e tambera nas ilhas deMa-
detor pira enxugar suas redes e salgar peixe, com a
condicao de que nesle servido Dio usurparlo os di-
reito de proprierade privada, nem dos pescadores
oglezes, era sua pacifica oceupar, de urna parte
da dita costa para o mesmo ohjeclo. Esta liberdade
s se applica pescara no mar, sendo a pescara
dos ros e de sua foz exclusivamente reservada
para os pescadores inglezes. Afim de regular e pre-
cisar toda disciissao, fica entendido que nos lugares,
aos quaes se applica a reserva do direito exclusivo
dos pescadores inglezes contla neste artigo, e do di-
reito dos pescadores dos Eslidos-Uoidos no artigo
segunle, cada urna ras partes eontrataotes, a pedi-
do urna da ontra, nomear commissarios no esparo
de seis mezes. Esles commissarios anles de come-
careni seus trabalhos, farao e assignario urna decla-
rarlo solemne, de que examinar&o e decidirAo im-
parcialmenle e com cuidado, o roelhor que Ibes for
possivl,e conforme a juslira e equidade, sem te-
mor, favor ou affeicjo pela sua patria, os lugares
que devem ser reservados e excluidos da liberdade
cummum re pescar, em virtude dos presentes arli-
gos. E'ta declarar,ao ser consignada em seo rela-
lorio. Os commissarios nomeados lero urna ler-
ceira pessoa, que servir re arbitro era lodos os ca-
sos, em que poderem divergir de opinlo. Se por
acaso nao concordaren! com a cscolha desle arbitro,
Hornearn cada um urna pessoa, e a sorle decidir
qual reslas ruaspessoas sera o arbitro no caso de
discordancia entre os commissarios. A pessoa as-
sim designada como segundo arbitro, antes de proce-
der, faro una declararlo no mesmo sentido em que
he feila a dos commissarios, a qual ser lambem
consignada 110 realo! 10.
No caso de morte, ausencia ou incapacidade de
um dos commissarios ou do segundo arbitro, ou de
cessacao das funccOespor um delles,uma ontra pessoa
sera Horneara e escolhida para o substituir, fazendo
urna declararlo igual precedente. Esles commis-
sarios procedero ao exame das costas das provin-
cias da America do Norte e dos Estados-Unidos,
comprehendidas nas disposir,8es dos primeiro e se-
gundo artigos desle tratado, e designaran) os luga-
res reservados pelos ditos arligos fra do direito com-
mum das pe-rana--. A decis.lo dos cummissarios e do
arbilro ou do segn lo arbitro, ser dada por e-rrip-



la era cada caso o assignada respcclivamenle por
elles. Ai alias parla* contraanle* promellem consi-
derar a* decisoes do* eommissarios conjtiuclaraeiile
com o segundo arbitro, como absolularaenle didni-
livas e concludenlns em cada caso respectivamente
decidido por elle* ou por elle.
Arl. 2. As alta* parles contraanles concordam
em que os subditos inglezes tenham assim como os
cidadAos dos Estados-Unidos, a liberdade de pescar
peixe de toda a especie, eicepto mariscos nal coalas
c praias orienlaes dos Estados-Unidos ao norte do
36 parallelo da latitud, e aas praias das diversas
Ibas adjacentes, sern liaver reslricco a distancia
alguma das praiis, com permissflo do desembarque
para secear as redes, etc., como no arl. 1 para as
pescaras americanas.
Arl. 3. Os artigos enumerados na tabella annea,
sendo producios das colonias inglezas ou dos Estados-
Unidos, serao levados cada paiz respectivo livres
de direitos, asaber : graos, farinhai, animaes de toda
a especie, carne fresca, salgada ou secca, ele, ele.
Arl. 4. Os cidadaos e os habitantes dos Estados-
Unidos terao o direilo de navegar no rio San-Lou-
renen e nos canacs do Canad, dos quaes se serve
como meio de comni mirarlo enlre os grandes la-
gos e o ocano atlntico, com seus navios e chalu-
pa lo livre o completamente como os subditos de
S. M. britnica, pagando simiente os direitos a que
eslo sujeilos os subditos da rain lia ; todava o go-
verno inglez conserva o direito de suspender este
privilegio, participando anticipadamente ao gover-
no dos Estados-Unidos. Fica entendido, e concorda-
do que, se o governo inglez qnizer ulteriormente
exercer esle privilegio, o governo dos Eslados-Uni-
dos lera o direilo de suspender, sejulgar can ve-
niente, o efleilo do arl. 3 do presente tratado, re-
lativamente a provincia do Canad, emquanto po-
der continuar a suspenso da livre navegado do
S. Lourcnco ou dos canaes. Os subditos inglc-
zcs terao o direilo de navegar livremenle no la-
go Michigan com seus navio*, barcos e chalu-
pas, emquanto continuar o privilegio concedi-
do pelo presente artigo aos cidadaos americanos
de uavegarem no Sao Lourenco, e o governo dos
Estados-Unidos se comprometi a recommendar aos
governadores dos Estados, que assegurem aos subdi-
tos de S. M. brilanica o uso dos diversos canacs dos
estados nos termos de igualdade com os habitules
dos Estados-Unidos.Nenhum direilo de exporlaeao ou
qualquer outro direilo ser percebido sobre as ma-
deiras de conslrucao de toda a especie, cortadas na
parte do territorio americano no estado do Maine,
banhado pelo rio Sao Joao e seus tribuanos, e con-
duzdas nesle ro at o mar, quando estas madeiras
forera remedidas da provincia de Nsw-Brunswick
para os Estados-Unidos.
Arl. 5. O presente tratado receber sua execuco
logo que as leis elegidas para ella foiem adoptadas
de um lado pelo parlamento da Inglaterra e pelos
parlameutos provinciaes daquellas colonias inglezas
da America do Norte, que sao affecladas pelo pr-
senle tratado, o de outro lado pelo congresso dos Es-
lados-Uuidos. Depois desta approvaro, o tratado
flear com forja de lei por dez annos, a contar da
dala da execuc,ao e ulteriormente al o fim de doze
mezes, depois que urna das parlesliver avisado a ou-
tra a sua ioler.cAo de acabar o difo tratado, ficando
livre a cada urna das altas parles contraanles avisar
a oulra no fim do prazo de dez annos ou depois. Es-
ta estipularlo nao deve alTeclar as reservas do arligo
4 do presente tratado a respeilo do direilo de sus-
pensao temporaria dos efleitos dos artigos 3 e 4.
Arl. 6. As alias parles contraanles concordam
alm disto, em que as disposicr.es e estipularles dos
arligos cima mencionados se eslenderao ilha de
Terra Nova, no qeforem applicaveisa esta colonia;
roas se o parlamento imperial, o parlamento proviu-
vincial de Ierra Nova ou o Congresso dos Eslados-
Unidos nao compreheriderem em soas leis feilas para
a execunlodo tratado a colonia de Terra Nova, en-
Uo e nesle caso o presente arligo ficar sem elTeito ;
mas a omissao de urna disposirAo legal para dar-
llie effeilo por um dos Corpus legislativos precitados
iiA i prcjudicar.i de nenhum modo as outros arligos
do tratado.
Art. 7. As ralilicac'ies serao trocadas dcnlro de
seis mezes ou antes dislo.
Feito em triplcala em Washington 5 de junho
de 1854 e assignado
/Jgii et. /, 'iicarilinc. W. L. Marcy.
{Jornal des Dedal*.)
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 1854.
INTERIOR.
lo Moutc-pio, por 33 anuos de vida provavel do
instituidor, produzcm........406,7
A annuidade 4,2 accumulada pelo mes-
mo tempo e com os mesmos juros sobe a 321,1
Total ao momento de fazer-se elTecliva a
pensau.............927,8
Mas esta qurntia he sufl'u ente para fazer face
a pensao vitalicia 122 (em lugar da pensao 100
que marca a tabella ) por 11 aunos, lempo de so-
brevivencia do pensionista.
<( Para a pensao 100bastara a joia 34, o a anno i-
dada 3,4 como do mesmo modo se verifica.
Segundo exemplo.
Instituidor de.jV>nnos,vida media. 16 annos.
Instituido de 43 ditos, idem dem. 23
n Sobrevivencia do instituido. 7
He a joia da tabella 122, que com
juros compostos de 7 por cento,
como no primeiro exemplo produz 366,8 i>
A annuidade de 122, idem 349,8
Total no momento de fazer-se e-
tva a pensao.......716,5
Maso capital 716,0 he sufliciento para a pen-
sao 131 em lugar da pensao 100, nos 7 annos de
sobrevivencia, c par esla baslaria a joia 93, e a an-
nuidade de 9,3. A diflerenr-a nesle ejemplo he maor
do que no primeiro, em que a idade do pensionista
era menor. O mesmo se verifica em toda a ta-
bella.
Sem duvida os fundadores do Monte-po reco-
nheceram que urna serie necrolgica calculada para
a Europa nao podia bem determinar as pensoes vi-
talicias as condicOes especiaos desle paiz.
O Rio de Janeiro recebe animalmente e guarda
em si grande numero de emicrados adultos em mc-
Ihores condices de vida do que leriam adquirido se
aqui se criassem.
n O clima desla cidade he conhecidamenle mas
propicio velhice e i idade viril do que in-
fancia.
\ c-sc, pois, quo com prudencia e louvavel
cautela os fundadores do Monle-pio augmenlaram
as jotas alem do quantum doduzido da serie necro-
losica adoptada, e que muitn razoavelmenlc as re-
forcaram na proporejio da maior idade do pensio-
nista instituido.
tantes para demonstrar que as bases 'constitutivas
do estabelecimenlo tem o cunti da circumspccco
e da sabedoria, e que garantiram o futuro da insli-
luicAo so os fundadores houvessem na confecrao da
labclla das joias considerado a variaran provavel do
valor dos fundos pblicos e consequenle alternativa
da laxa los juros do capital, que o estabelecimen-
lo linha de enllocar.
Me me contetei, porm, com o simplesconhe-
cimenlo e apreciadlo Iheorica das bases constituti-
vas do Monle-pio, e quiz esludar tambem al que
ponto a experiencia havia confirmado a Iheoria.
Era mister balancear o Monte-pio, e resolv
faze-lo.
Parecc-me evidente que n'uma poca dada,
agrupando um numero qualquer de instituidores por
urna parte, c por oulra o dos respectivos pensionis-
tas, o sacrificio que na forma dos estatuios se exigi-
ra daquelles para fundarem a lolalidadc das pen-
siles desles seria muilo approximademente igual
joia o annuidade correspondentes a urna pensao,
somma de todas as pensoes para um individuo que
tivesso o termo medio das dades dos pensionistas,
sendo fundada esla pensao por um instituidor que
livesse de idade o termo medio das dades de todos
os instituidores.
o Esle he o principio que me servio de regra na
apreciaran do estado actul do Monte-pio.
Procurei priineiramenle balancear o activo e
passivo, islo he, os recursos e obrigacGes, no lim do
1." quinquennio, escolhendo de preferencia essa
poca porque ento se davam lodas as cond1c,Ses
com que os fundadores calcularan!, inclusivamente
a de estarem os capitaes empreados em apoliecs
venenlo um juro de mas do 7 %.
Fz exlrahir dus lvros com lodo o cuidado* os
dados eslalislicos necessarios, e os seguinles clcu-
los em todos os seus delalhes lem por si a valiosa
a ilion la de do Sr. Chrisliano Olloni, que os execu-
lou com a sua pericia c habitual esmero, e que, rec-
tificando o que havia de menos exacto em clculos
anlogos que inicici, habillou-me para fallar-vos
com pe lei lo conhecimentode causa.
t. Quinquennio do Monle-pio.
Pagavam-se no lim do quinquennio, islo he,
em 19 de outubro de 1846, doze pensoes animaes
de 2:7.>2S, sendo a idade media dos pensionistas 28
annos.
Era o capital existente 148 apolces de 1:0005
da divida publica no valor real de 109:315, o que
corresponde a um juro de $% nAo permanente, por
que tem-se capilalisado os juros das apolices com-
prando-as por maior preco do que o das 148.
Como porm aquellc'capital foi collocado a ju-
ros de H%, ainda que os juros capitalisados dem,
como de prsenle, menos de 6 %, pode-se com segu-
ranza suppor ueste calculo, como suppozeram os
fundadores que lodo o capital pertenceute ao 1.
quinquennio est rendendo 7 % ao anno.
o Capital existente em 19 de outubro de 1816 em
148 apolices de 1:000.....109:3158000
Sendo a vid media dos doze pen-
sionistas entao efleclivos 31 >' an-
uos, para occorrer despeza cor-
respondente, era necessaria na mes-
ma data a somma de......
34:8l9sO00
Rio de Janeiro 20 da outubro.
Monte-Pio Geral. Reuniram-sehonlcm na pre-
cavo commercio os instituidores do Monte-pio ge-
ral. O Sr. Theuphilo llenedicto Otloni, presidente
desta instituirn, leu o seguinte rclalono, que ser
disentido em reuniao extraordinaria por nao le
comparecido honlem o numero de membros reque-
rido pelos estatutos para se tomar urna deliberaran :
o Srs. socios do Monte-pio geral-. Sendo esla
a primeira vez que lenho a honra de presidir vos-
sa reuniao annual, me cumpre nao simplesmente
apresenlar-vos o balan ;o da nossa receila e despeza
e a historia das operaciies que temo* realisado, mas
tambem submelteraovosso esclarecido criterio a* vis-
tas e sistema que tem predominado dorante a ac-
tual administracao do Monte-pio., propondo-vos ao
mesmo tempo as medidas que era meu humilde con-
ceilo sSo indispensaveis para consolidar o fu loro des-
te importante e ulilissimo estabelecimenlo.
a Desde que me encarreguei da presidencia do
Monle-pio considerei-me na obrigarAo de estudar
acuradamente os seguintes pontos.
I... A verifica rao das bases constitutivas 'do es-
laheleoimajilo.
2. O balanro do u activo e passivo, confron-
tando os recursos adquiridos com obrigaces con-
traidas.
a 3." A administrarlo do eslabelecimenlo.
A principal das bases constitutivas do Monte-
pio esla sem duvida ras tabellas que marcam o
quantum das conlrihiiiroes.
Segundo a nalureza da insliluicAo, nao se deve
exigir dos instituidores sacrificio algum alem do ne-
cessario para fazer face s pensoes instituidas, base-
audo-se os clculos nos termos medios da vida hu-
maua, consignados em urna serie necrolgica apro-
priada.
e Assim, as joias e animidades com seus juros
rompo-tos pelo tempo da vida provavel dos institui-
dores devem prefazer na poca da morle desles um
fundo sufficiente para occorrer de entao por dianlc
ao pagamento das pensoes instituidas pelo tempo da
sobrevivencia dos pensionistas, devendo exlioguir-se
por morte desles o capilal e juros.
a Na falla porem de registros morluarios exten-
sos e exactos donde se deduzissem os termos medios
da vida provavel adaptados ao paiz, e a classe dos
instituidores do nosso Monte-pio na falla de esla-
belecimentos anlogo* anteriores, cuja historia e es-
talislicn Ihes servisse de auxilio de que dados se
teriam soccorrido os fundadores do Monte-pio ? I
Taes eram as considerarles que preocupavam o
meu espirito quando seqoioso de inslruir-me
sobrea maleria, e folheando para esse fim o Annuai-
rede reeonomie politique et de la slatistique de
1851, ptr Garnier et Guillaumin, deparei com di-
versas laboas de mortalidade all transcriptas e re-
coromendadas como as mais correctas que a Euro-
pa conhece. E tomando os termos medios dessas la-
boas, reconheci com a maior salisfacAo que elles cn-
incidiam com os da serie necrologa dos nossos esta-
la los.
a Fui depois informado, e tambem verifiquei que
os fundadores do Monte-pio haviam adoptado esta
serie copiando-a de Kcrscboom, o qual a calculara
robre observares de mais de um seculo relativas a
pensionistas vitalicios da Inglaterra e Hollanda,
o Conhecida pois e devidainente apreciada a serie
necrolgica dos nossos estallidos, restava deduzir
della o quantum das joias e animidades, e rectificar
assim a respectiva tabella.
E querendo dar aos culculos necessarios para
esse lim ocunhodo urna autheulicidaile irreciisavcl,
incumb ao nosso Ilustrado socio o Sr. Chrisliano
Benedicto Oltonia soluto do problema, bem como
a veriflcacilo do balando do Monte-pio, em que de-
Eois rallarc, a que eu calculara com as preciosas la-
oas de juros compostos e annuidades que vem no
Tratado das PensQes Vitalicias de Sl.-Cwan, veni-
do em porlueuez por J. M. Dantas Pereira.
O Sr. Chrisliano Otloni dedazio, segundo os
preceilo Iheorieos, as joias relativas aos instituido-
res de 25, 28, 31, 40, 5o e 70 annos, e as achou to-
das inferiores as da nossa tabella, sendo couslanle-
menle os augmentas cada vez mais fortes a medida
qae cresce a idade dos instituidos pensionislas.
Alguns des algarismos mencionados foram cal-
rulados directamente pelas formulas algebricas.e lo-
dos pelas laboas de St-Cyran, sendo o facto de
cmncidirem os resultados urna garanta da exacli-
dao dos clculos do Sr. Chrisliano Olloni, e tambem
urna venficacAo daquellas curiosas laboas
Nao cabendo nesle relatoho os desenvolvimen-
los Iheorieos, copiare dous exemplos em os quaes
,prme'00A)rm.ul,*algcbnea,'Ja pelas laboas
de Sl-Cyran, O Sr. Chrisliano Otloni verificou vot-
terloiia soluto do problema.
o Primeiro exemplo :
Instituidor de 25 anuos, vida provavel segundo
a,,,bflla.- .......33 annos.
Instituido de 7ditos, idem, idem 44
Sobrevivencia do inslituido 11 i.
Pela tabella do Monle-pio exige-se nesle caso
para a pensao 100 a joia 42, e a annuidade 4,2.
a Ora, 42 com juros de 7 por cenlo, como calcu-
laran! os organiadures da tabella, capitalisados c
cemposlos de 6 em 6 mezes, conforme as operacOes
para fazer face aos oulros
Saldo
on"s. ."......... 71:496000
bslavam matriculados 171 instiluidores com a
idade media de 40 annos, conlribuindo aniiualmen-
lecora 6:3879660 para 277 pensoes no valor de
75:091, sendo a idade media dos pensionistas 21
annos.
Islo poslo, o capilal 71:496 com os sen* juros
compostos por 25 e meio annos, termo medio da vi-
da provavel dos instituidores, produz. 430:609000
A annuidade de 6:387660 com os
seus juros compostos pelo mesmo
empo..........436:2225000
Capilal no fim da vida dos instilui-
dores..........866:831O00
Mas sendo n vida provavel dos pensionislas ins-
tituidos, lermo medio. 35 e mcios anno, a sobrevi-
vencia dos instituidores he de le/, annos, e para a
pensao, por esse lempo, de 75:091, basla o capilal
de 533:596.
Estas quanlias suppocm-se aecumutedas al
morte dos instiluidores em seu termo medio, ou 25
1|2 annos depois da poca que examino, islo he, no
fim do primeiro quinquiennio. Keferindo-a porm
a esla poca por um calculo de descont composlo
por 25 1,2 annos:
Para 866:831 lercmos o valor em
18*6. 149:9629000
Para 533:596. 92:3120O0
Saldo a favor do Monlc-Pio. 57:6509000
mo lempo, produz
2,OI1:800OIK
Total, 3,124:218-5000
Mas, sendo a idade media dos instituidos 20 annos,
a vida provavel :l(i anuos, a sobrevivencia he 12(,'
anuos, c para fundar por esle lempo a pensau
vitalicia do 403:0669386 he precisa a quanlia de
3,321:4769000.
Os descontos das duas quantias trazi.las por um
calculo de juros compostos para a poca actual dao
os sesuiules resultados :
3,121:218 valor actual. \ 61R:58990O0
3,321:476, idem.......657:6739000
Diffcrcnta contra o Monle-pio : 39:O8ftO000
a Se repelirmos o calculo ultimo com laxa de
6 \ do juro, os resultados serao :
Fundo rariiniiilado em 23 U annos.
2.310:449, seu valor actual. 575:9959000
Dlnheiro necessario para as pensoes
fundadas, 3,509:330, seu valor
actual. 874:8769000
Se os resallados progredissem no mesmo sentido,
constiluiriam um capilal morlo em pura perda dos
fundadores de pensoes. E apezarde que os primei-
ros anuos de eslabelecimentos semelhanles nao po-
dem deixar de repular-se excepcionaes, parece-me
que se tivesse continuado a haver opporluuidade de
collocar Uo vantajosameute ns capiles de Monte-
pio, seria por sem duvida esla a consequencia.
Esludemos porm a marcha do estabelecimenlo
do primeiro quinquienuio em dianle.
Em 18 de outubro de 1846 linhamos 148 apo-
lices que haviam cuslado 109:315, ou cerca de 71
por cenlo.
Em 18 de ou'.ubro de 1851388 apolices pelo
preco de 317:191, ou cerca de 82 p. c.
a Em 18 de oulubro de 1853614 apolices pelo
prero de 550:286, ou cerca de 89 p. c.
E finalmente, em 21 de agosto de 1854803
apolices pelo prec,o de 749:714, on cerca de 93,3
p. c.
a Vamos agora avaliar a influencia que lem lido
no .Monie-pio o successivo alleamenlo do preco das
suas apolices.
Hitado do Monte-Pio em 21 de agosto de 1854
82 pensionislas efleclivos com a idade media de
2j annos, que rerebem animalmente 33:8328I0.
( 94 instiluidores de pensoes remidas no valor de
101:6939824, com a idade media de 40 annos, sendo
estas pensoes para 152 instituidos com a idade media
de 26 annos.
(i 356 instituidores de pensoes na valor de...
103:0679386, com a idade media de 43 annos, con-
lribuindo coma annuidade de 34:9335!5 para 740
instituidos com a idade media do 20 annos.
Fundo existente em 21 de agosto de 803 apo-
lices de 1:0009 que haviam cuslado 769:714, e que
por isso esiao rendendo o jnro de 6,4 por %, c que
sendo cfjc os juros que se fiirem capilalisando em apo-
lices atlma do par Iciao de dar menor rendi-
menlo.
Sopponhamos porm, para devidamenle apre-
ciar a previsAo dos fundadores, que os 749:711 fos-
sem rol lculos a juros compostos de 7 %.
E o capilal total.......719:714000
a A deduiir.
A vitalicia de 33:832810,
somma das pen;6cs cllec-
livas por 33 annos da vf-
da provavel media do*
pensionislas, exige em 21
da agosto.....433:417
Mais a deduzir.
As pensiles remidas leudo
de ser pagas por 7 annos,
quo he a sobrevivencia
dos pensionistas aos insti-
tuidores (termos medios),
corresponde a um fun-
do de 555:2709. Mas co-
mo s hao de comecar a
pagar-se daqui a 25 '{
annos, vida provavel me-
dia dos instiluidores, o
seu valor aclual he de
96:058
529:1759000
Reslam. 220:239gfl00
ii Eslereslocom ascontribuiroesou annuidades he
o fundo com que se toft de fazer face s pensoes
nao remidas. *
Porm 220:239 com joros compos-
los por 23 ,'j annos, vida provavel
correspondente a 43 de idade
media dos instituidores produ-
zem .
Annuidade de 34:933385 pelo mes-
1,109:4109000
DifTerenr.a ronlra o Monte-pio. 298:8819000
ii Pela tabella dos nossos estatutos podemos tirar a
prova real de lodos os clculos, quer do balanco do
primeiro quinquiennio, quer do ultimo que acaDo
de expor do eslado do Monte-pio cm 21 de agosto
ultimo.
Com efleilo no fim do primeiro quinquiennio
era a somma das pensiles a vencer 75:091 com as
animidades de 6:387660; mas entrando em a nossa
tabella com o numero 40, termo medio da idade dos
instituidores, e 21, termo medio da dos instituidos,
acharemos para a pensao relativa a joia de 72 por
cenln. Por conseguinte para fundar urna pensao de
75:091 baslaria a joia de 54:065520, o a annuida-
de de 5:4069552, a linha o Monle-pio 74:4969000, e
a annuidade de 6:387660.
Semelhanlcmente para fundar em 21 de agosto
ultimo urna pensao de 4()3:067;3S6, segando a nossa
tabella, sendo a idade do instituidor 43 annos (termo
medio da vida dos 356 instituidores), e a do institui-
do 20 anuos termo medio da idade dos pensionistas),
acharemos ter de pagar a joia de 88 por cento da
pensio. ou 354:699299, com a annuidade de.....
35:4699929. Noentanto s linha o Monle-pio na-
quella poca para fazer face a estes onus a quan-
lia de 220:239, e a annuidade de 34:9339515.
ii Scgue-se pois que tanto o saldo de 1846, como
o dficit de 18-54, eslo tambem demonstrados pela
nossa tabella.
Todava, esse resultado nao deve inspirar re-
celos pelo futuro do Monle-pio, nao s pelo simples
Tacto de ser o mal conhecido, como porque H&O he
iao grave como primeira vista podem os algaris-
mos indicar.
a O Monle-pio tem apenas Ireze annos de existen-
cia, e em lao curto prazo nao pode a mortalidade
das pessoas nclle inleressadas ler alcanzado os ver-
daderos termos medios: raros pensionislas por ora
lem fallecido, o que indica que o nossos onus ainda
esiao em o su natural movimento ascendente, sendo
da ordem das cousas a reacrao que trar o equili-
brio.
O grande numero de pensiles que tem cahido
em commisso diminuir muilo o dficit que os cal-
culos precedentes indicam. E bem que nos dados
de 21 de agosto ja nao eslavam contempladas 36
pensiles cabidas em commisso por falla de paga-
mento de 5 a 13 annuidades, ha muitas mais que
eslAo no mesmo caso. S no primeiro quinquen-
nio so contam 45 pense* fundadas por 35 instilui-
dores no valor de 8:900 annuaes que devem mais
de nina annuidade.
Devese lambem alien Icr'que nos clenlos pre-
cedentes nao foram contempladas diversas deduccOes
e proveilos, e as mullas por falta de prompto paga-
mento.
n Fra porem mxima incuria continuar-so a ins-
cripto de novas pensoes sem tomar em considera-
cao o preco dos fundos pblicos em relarAo nossa
tabella, calculada na livpolhese de que as joias e
annuidades poderiara obier sempre um juro de 7 por
cenlo.
E i manlia he a dilferenca de 1 porcentona laxa
dos juros para clculos desla ordem que, apezar dos
augmentosque soflrerara as joias da tabella, se acha-
ram elles deficientes com o juro de 6 por cenlo, em
lodos ns casos cm que a idade do pensionista nao ex-
cede metade da do instituidor.
De quanto fica exposto segue-se a indeclina-
v el necessidadede allor.il a tabella dasjoias. E como
estas sa i lunccao do pirro dos fundos, que nao he
plantillado constante, he claro que deve a directo-
ra estar autorisada para fazer a alleracao conve-
niente.
_ Esla he a reforma principal que venho pro-
pr-vos, c que esl contemplada no projecto que of-
ferejo vossa illuslraria consideraran no appenso
iA) desle relalorio. Nesle arligo da reforma cstao
de accordo unnime a directorio e o conselho.
O projecto he acompanhado de urna tabella
calculada com lodo o cuidado pelo Sr. Chrisliano
Otloni, e que lem por baso o emprego dos capilacs
que o Monte-pio vai adquirindo, ao uro de 5 1(2 ao
anno, ou, o que venm a ser o mesmo, cm apolices
da divida dublica ao preco de 109,1, e que se Mr o
projecto approvado lerei de submeller a considera-
rlo da directora e conselho.
Vem anuexa labclla das joias (tabella n. 1),
a das annuidades que se devem a'vaurar para se fun-
darem pensiles remidas. As dilVereuras nao sao na
tabella n. 2 13o sensiveis, mas deve-se allender que
os armenios na tabella das joias reflectem-se na
das annuidades avanzadas. E demais, estando esta-
belecido at por volacAo da assembla geral o prece-
dente de que sendo as pensoes remidas em poca
que nAo seja a da instituirn, os fundadores pagam
os avanzos como se fundassem a pensAo nessa occa-
siAo, nao se Ihes levando em conla as annuidades
ordinarias queja tenham pago, tambem na altera-
cao relativa as annuidades avanzadas ha melhora-
mcnlo em favor do cofre do Monte-pio.
Era a nova tabella dasjoias parecem demasia-
damente favorecidos os instiluidores de pensoes pa-
ra instituidos de maior idade, mas essa diminuirn
ser ainda objeclo de serio esludo da directora e
conselho.
Muifas das oalras emendas por si so juslificam,
c para nao alongar do mais esle relalorio nao en-
Irarei em desenvolvimenlos a respeilo. I.imilar-
mi' hei a ponderar que algumas foram dictadas
pela necessidade de banir dos estatutos certa phra-
scologia amphibologica que Ihe nolam limites, e
que lem sido causa de graves prejuizos para o esta-
belecimenlo.
" A emenda que qualifica os casos em qae as
pensoes podem cahir em commissao he desle ge-
nero.
n Ainda este anno passou o eslabelecimenlo pelo
decir de sercondemnado em ultima instancia pelos
Iribunaes do paiz a pagar a enorme quanlia de
4:520194 de principal, juros e cusas da pensao de
1). gueda Maria de Avelar Brolero, sobre a qual
nao teria havido questao se os estatuios nos arls.
19 e 20 fossem redigidus com a devida clareza.
A emenda que annulla a pensAo cujo instituidor
fallecer dcnlro do esparo da um anno da dala da
instituirlo he copiada de rcgulamenlos anlogos e
esta mais que muilo justificada pela nossa expe-
riencia.
Um Ierro das pensoes elTecliva* com que esl
carrejando o Monte-pio, provm de instituidores
que nao contribuiram com duas annuidades ; e no
principio do anno de 1854 eslava o Monle-pio pa-
gando 26:3329100 de pensoes annuaes effectivas,
quando a lolaldade dos sacrificios que haviam
fcilo os instituidores dessas pensoes, seminadas
lodas as joias e annuidades, montava apenas a
32:6559963! I
Estes mesmos algarismos lambem demonstram
convincentemente a necessidade da emenda inter-
pretativa do arl. 26, coja doutrina alias da maior
previdencia nestes primeiros lempos deensaio e de
e-ludo, depois de alguns annos mais de existencia
do Monle-pio, lera na miaa opinio de ser reconsi-
derada e posla em harmona com os principios car-
diaes do eslabelecimenlo.
o Os arls. 21 e 22 dos estatuios estabelecem um
preceilo, a meu ver conlradilorio com o principio
fundamental desla instiluicao ; poe aquellos arli-
gos a disposicAo dos instiluidores as quantias com
que enlraram (exceplo o beneficio de 20 por cenlo)
no caso de perecerem antes delles os instituidos pen-
sionistas.
Bem consideradas as bases do calculo dasjoias,
fcilmente so conhece que o Monle-pio nAo pode
raznavelmenle abrir mAos daquellas quanlias.
Com efleilo, baseando os nossos clculos nos ter-
mos medros da vida provavel do instituidor e do ins-
tituido, estabelecemos verdadeirn jago sobre essas
duas vidas desdo o momento da in-cnpean, porque
so referem a esse momento as vidas medias, cuja
dilferenca he o valor da sobrevivencia no calculo das
joia.
Se pois o Monte-dio lucrara lanado suas as
quanlias entradas, quando o pensionista nao so-
brevive ao instituidor, lem ao contrario penis
quando a vida do 2. he a que se abrevia, e quando
a sobrevivencia do 1." vai alm dos termos medios
supposlos.
Ora, sapprimir alguns termos de um extremo da
serie, altera sem duvida alguina os termos medios
cm que se fundam as newaa previses.
Assim, a doutrina dos arls. 21 e 22 innocula na
m-iituicao uma causa directa e constante de dese-
quilibrio.
Aceilo, em Ibesc, esse preceilo, para harmoni-
sar com ello o calculo dasjoias, nAo se lomaria por
sobrevivencia a diflerenra enlre as i la.le. do insli-
Inidor o instituido no aclo'da insrriprAo.
Em tal hypolhese o Monte-pio excluindo de
seus Icalculos os instituidos que de fado nao sobre-
viven^ aos instituidores, deveria referir a idade de
cada instituido ao lermo da vida provavel do ins-
liluidor e a vida media do 1." nesse momento
seria inlegralmenlc a sobrevivencia para a qual so
ralcnl ii isin as pensos.
n Em geral, a sobrevivencii assim determinada
seria mais forte do que a que figurou no calculo das
nossas joias.
Verdado seja que na mesma hypolhese o quan-
tum de nossas obrigaces sofl'reria lambem uma re-
dcelo, porque do total dus pensoes ha que deduzir
as que rorrespondem a instituidos que nao sobrevi-
ven! aos seus instituidores.
Dar-se-ha poim compensadlo enlre estas de-
duccocs? Para afllrma-lo seria preciso conhecer for-
mulas exactas das leis da mortalidade, e sujeilar o
problema a uma discussAo Iheorica.
Do fado, a compensado pode dar-se em uma
ou oulra hj pothesc, |ior mero acaso e nao he razoa-
vel conlar com ella.
ti Dous exemplos derivados da nossa eslatistica
lornarAo mais clara* as precedentes observarle*.
a Primeiro exemplo.
No fim do primeiro quinquennio a
idade media dos instituidores 40, vida
media........... 25
Dos iuslituidos 21, vida media. 35
ii A 'lilVercnra ._..... 10
he a sobrevivencia media com que conta o Mon-
le-pio.
Se porm se exclucm do jogo das vida* o* ins-
tituidos que nAo sobrevivem a seus instituidores,
cumpre attender a que de 100 pessoas de 21 annos
nnicnlo 68 vivem al completar 46, termo da vi-
da do instituidor ; e quo para os que allingem a
esla idade 46 annos, a vida media he 21 t; annos.
o Assim, o quantum das pensoes se reduz na ra-
zao de 100 : 68, mas no lempo pelo qal serao pa-
gas, cresce como 10 : 21 1|2.
a Ora, para a pensao 100 por 10 annos he
preciso o fondo.........744
ii 68 por 21 > he preciso o fundo. 815
A perda do Monle-pio he aqui mani-
festa.
a .Segundo exemplo.
u Em 21 de agosto desle anno linhamos
estes termos medios j citados.
a Idade do instituidor 43, vida media. 23 )i
" do instituido 20, o 36
Sobrevivencia. 12 }i
Por onlra parle de 100 pessoas de 20 annos j-
menle 70 chegam aos 46 1|2, lermo da vida do ins-
lituidor, e esla idade corresponde vida prova-
vel 23 annos.
Assim, a comparado dos dous clculos se fa
uestes termos :
o Pensao 100 por 121|2 annos, fundo pre-
'.............. 870
70 por 23 867
ii Compensaran casual.
n Se applicamos o mesmo processo s pensiles
reunidas al 21 de agosto, o resultado he como se
segu :
a Pensao 100 por 7 annos, fundo 565
64 por 18 1]2 709
ti Grande diflerenca contra o Monle-pio.
Creio ler demonstrado que os arls. 21 e 22 dos
estatutos inseriram as bases conttilaivas do Monle-
Eio uma causa constante de perturbaran do aquili-
no, que promedian! os termos medios da serie ne-
crolgica.
A revogatAo pura e simples dos arls. 20 e 21
dos estatutos seria o natural corolario do quo levo
dilo, no entanto apenas proponho que se restrinjam
as concesses menos bem pensadas daquelles arligos.
E a isso me limito, nao s para transigir cornos di-
reitos adquiridos como por contemplaran para com
oslnsiitoidores, qae osAo desde os primeiros anuos,
e a quem pode o beneficio anroveilar.
a Fra duro, ua verdade, nAo guardar lodas as
admales com os fundadores do Monle-pio, os quaes
sao seus verdadeiros bemfeilores, nao s pelo desin-
leresse com quo se occuparan da crearSo do eslabe-
lecimenlo, como porque, segundo j demonstrei, os
seus capilacs foram empregados o mais vantajosa-
mcnle possivel.
o Tudo quanto vos lenho dito relativo consli-
tuiejio do Monle-pio e as reformas quo proponho,
foi precedido de alguns Irahalhos de organisacSo ad-
ministrativa em que entrei apenas tomei conla da
presidencia do eslabelecimenlo
ii Muilo feliz foi por sem duvida o Monte-pi na
esculla dos cavalhciros, que fuerana parle das admi-
nistrarles anteriores. Os seus servijos sao patentes
como a luz meridiana, e lisongeio-rae do haver de-
monstrado su dedicacAo quando prove que o lado
fraco do estabelecimenlo he IIIlio de causas, como a
alia dos fundos pblicos, no todo independentes da
vontade e accjlo dos administradores do Monle-pio.
Mas o certo he que tomando sobre mim esta impor-
tante administraran, nao achei oulras regras para
me reger sena os estatutos, e algumas deliberarles
da assembla geral consignadas as actas. O machi-
nismo do governos do Monte-Pin eslava por decre-
tar, e ludo havia al entio dependido da boa von-
tade e nunca desmentido zelo dos meus Ilustres an-
tecessores. Mas, similores, esloa convencido do que
os governos bem intencionados s pdem lomar
permanentes os beneficios de uma boa administra-
do decretando regras de proceder invariaveis e
ennrrtundo o proprio arbitrio. As formulas sao as
divindades lulcllares de loda a juslija, de Iodo o
direilo.
Possuido desles principios, c em conformidade
com o arl. 13 dos estatutos, formulei o regiment in-
terno que lereis no appenso (B), e que tive a for-
tuna de ver approvado provisoriamente pelos meus
illuslres collegas da directora e do conselho.
ii Regular convenientemente para o Monte-pio a
inscripcao das pensOes, foi um dos principaes ob-
jectos que tive em vista na confecrao do regiment
interno.
Era de mister reconhecer quaes as condicoes
de idoneidade exigidas pelos estatutos para ser ins-
tituidor.
E se pelo art. 29, na sua primeira parte, s
parece excluido da faculdado deser adiniltido como
instituidor o individuo quo esl em prximo risco
de vida, contra eslas palavras parece protestar nao
s a natureza do estabelecimenlo, que se suppoc
organizado com raberas esroiliidas, como tambera
a itllma pule do mesmo artigo, que collora a ad-
missao dos socios sob a salvaguarda do prudente ar-
bitrio da directora, qual recommouda que com-
pute as rircumstancias do individuo e o seu eslado
physico c moral, ludo em relcelo aos annos da soa
vida media conforme a tabella.
ii Pareceram-me pois indispensaveis para a ad-
missu boas condicOes de saude nos prelendenles.
a Nesle senlido redigi o regiment interno.
a Nesle sentido sAo as inslrucc,des que dei aos
dous nossos dignos socios, dislinctos facultativos os
Sr*. Drs.Manocl Pacheco da Silva e Antonio Be-
reira I.eilo, que nomeei mdicos do Monte-pio na
forma do regiment interno, e que com a maior de-
dicarlo o zelo, arroscando compromettimentos e
Irahalhos, lem bem merecido do eslabelecimenlo.
Cumpre lambem informar-vos que a directo-
ra em conselho elevou a 1:000 o ordenado do nos-
so suarda-liv ros. e a 300 o do continuo.
_ Terminarei oflereceudo ao vosso estudo c medi-
laco o lial.inro da receila o despeza no anno que
lindou honlem. A instiluicao de novas pensOes avul-
lou por lal modo que nos permillio, durante o an-
no, augmentar o fundo do Monle-pio com 319 apo-
lices de conlo de ris, estando ja approvado um nu-
mero lao consideravel de instiluidores que as entra-
das correspondentes nos habilitaran! para comprar
ainda esle mez mais de 100 apolices.
a Rio de Janeiro, 19 de oulubro de 1854.Theo-
philo Benedicto Olloni.
CORRESPONDENCIAS" nO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahlba 6 de novembro.
Deixei do escrever-lhe pelo correio de 3, porque
alem de Ih'o haver feito poucos das pelo paquete
da companhia, eslava ainda alordoado pelo vibrar
dos sinos, que commemoraram furiosamente os
fiis del'uii.tus no da 2, incommodando horrivel-
mente os liis vivos. Os nossos sacristas, ou por-
gue conhejam que o zelo dos fiis vi-se arrefe-
cendo c querem disperla-Io cusa dos bromes,
dos campanarios, ou porque enlendam que os son*
dos sino* sao o melhor incens para os sanios e
sufragio para finados, que quelles augmentam a
gloria, e a estes diminuem as penas, ou pelo barba-
rismo de seus ouvidos, que os faz amar os sons ir-
ritantes, com o mesmo furor com que certa gente
ama a pimenla, o Inglez as aguas ardenles, o Fran-
cez o accido, o llespanhol as cenas sanguinolentas,
o Italiano os txicos, e cu o doce ; seja finalmente
pelo que for, os nossos sacristas lem uma tal paixAo
pelos sinos, que a despeilo das posturas mnnicipaes,
quando enconlramopportunidade de faze-lo* echoar
os nao deixam em menos de duas horas.
No da 2suflragarama lodo o chrislianismo falle-
cidoi cusa de nossos ouvidos, e eu que lenho um
s irrisi.lo na minha vizinhanc, com doos sinos sua
disposicSo, eis-me em apertos.e ameacado de surdez
porque meus tympanos auriculares tanto teem tra-
balhado, que eslAo em romero de ruina. Eis pois
a valiosa razao, o motivo suficiente, porque perdi
o correio.
He nlao dos antigos juristas, e de alguns discpu-
los que Ihes ficarammais val larde do que nunca.
Em verdade que nesle val de miserias lem como
principio approceitar sempre, nao pode deixar de
adoptar em loda a sua cxlensao o tal principio ; mas
eu, que sigo em muilas cousas as sublilezas dos ve-
lhoscasuislas.digo como elles, quando se viam alare-
fados com alguraa qucsIAo, pouco mais ou menos
da importancia da do sexo do ou da cholera-morbus
que tanlo lem oceupado as sapieulissimas caberas
dossenhores mdicos. O que diz 7 Pergunlar-me-
ha Vmc. candado de meus circumloquios. Digo
(lislinguo.Em certos o determinados ca-os, em
objeclo* que nao desafiam um lal inleresse, uma an-
ciedade mortal, naquelles em que as paixes nao
tomam parlemais val larde do que nuncaconce-
do; porem em uns taes, em que a amhn.ao, o or-
gulho.a paixo, a disnidade mesmo, ou oulro qual-
quer aflecto andar d'envolla, eu quero j ou nunca;
por lanonejo n limine.
Sei bem quo com essas minhas pressas o nunca me
ser mais frequcnle, porem son satisfeto. E que
havia eu de desenvolver uma Iheoria de pressa, in-
commodar oanexim dos jesutas, e dos espertos, para
dizer-lhe que vou cumplir promessa de dar-lhe
o eathalogo de urnas obras atrasadas tbuggaes Pa-
rece-me que ouc.o algucm dizer- para sso nAo va-
lia a pena cancar nosso espirito emacompanhar'seus
especiosos e sublis principios de uuoir viere, que
alm domis sAo errneo* o falaes a quem qui-
zcr segui-los.Paciencia, mcu amigo, Ihe respon-
dona eu, nao fago mais do que procurar uma cons-
piracAo de iguaes massadas, que lalvez S. Exc. mes-
mo me haja dado ; alure-mc por lanto para desen-
cargo do sua conscicncia. Quando nos tenia o de-
mo com a mana de escrever, dcixa-noiuinlantoou
quanlo de massantes, de inspidos, e de nao sei
mais o que. O nosso verdadeiro mrito consiste
em conheccr-nos, o lermos compaixao do publico
que he nosso prximo. E en a divagar I J vejo
que me nAo he mas possivel bridar a imaginaran.
O que mais recente me constados senhores Thug-
MlM que em Campia apparcccu no mallo um ca-
dver, cujo dono se ignora, apesar dos annuncios
feilos pela polica dalla. Em quanto apparece al-
gucm, quo receba o bilhele do delegado para recla-
ma-lo no da dejuizo, esl no verdadeiro deposito de
auzcnlcs, scilicet, no ccmilerio. Dzcm que um in-
dividuo poucos das anles passara na villa dizeado,
que linha adrado em um ladrao de cavados, e que
suppunha havc-lo ferido,porque deixara vestigios
de sangue, mas o cadver linha lambem facadas.
Cerlamenle que o (al individuo nao era o proprie-
tario daqacllc corpo, mas a polica eqoivocou-sc, e
deixou-o seguir para policiar os permutantes de
quadrupedes.
Foram presos na Misericordia Juliao da Serra,
que di/.em assassino de Estanislao, ex-subdelegado,
se no oulro mundo nao vigora a reforma ; Francisco
Aiilunesridadao. criminoso em Paje.I'edeo Jos,
que eapancou a mulher a deu-lhe a comer cidro ro-
lado (que tal o petisco para uma nervosa I) e l'as-
choal l'orreira, criminoso de duasmorlcs no Ceari.
Em Palos foi preso llenicio de Oliveira Silva,
que comoCaim matou seu proprio irraAo nessa pro-
vincia, e Jnau da Cunta Reg, ladrao de escravos
que linha sociedade em commandlla com um subde-
legado (j foi demillido) no lal negocio da Costa da
Mina. Al aqui est o cambio contra sociedade
Iheupgal ; mas temos a abonar-lhe
Em 9 de aelembro o asaasninalo, com uma esto-
cada,de Francisco Alves de Freitas,por ManoelMiri-
plo, que lambem flcou gravemente ferido e preso.
O morto linha poslo era communhaoa chara metade
do matador, reduzindo-a assim a um quarto.
A bella Helena conscrva-se de saude, lamentando
a sniic que a privn em um momento das duas ni-
cas consolaces, que Ihe reslavam nesle mundo de
ilesmacas. Protesta, segundo consta ofllcialmente,
d'ora em diante ler sempre um trio ad cuulelam.
O assassinio, em Souza, de Florencio Alves. Au-
tor Incgnito. Creio que nao fui en, e nem o morlo;
mas eu nAosei quem foi, e aquello nao falln mais
depois que o asassinaram.
Na Independencia Joao Barbosa, por causa de du-
zentos c quarenla reis cm cobre, moeda legal, rece-
beu iros facadas, creio que a conta de Antonio Bar-
bosa Thomaz.
Se fora admittido pelo cod. commercial esse meio
de saldar cuntas,cerlamenle que poucos bancarrolei-
ros appareceram.
Nao sou forte na contabilidade, por lano nao sei
se o saldo fica em favor ou contra osthuggs.
< capillo Alfonso o da polica, que nao o enge-
nheiro. He bom nAo confundir como fez o seu cor-
respondente deBananeiras, (mea afleicoado) chegoa,
com o drslacamento volante a seu commando e r-
pidamente trouxe uns cinco pintacilgos, de bons bi-
godes. Espero pela canonisacao daquelles beatos
para dize alguma cousa a respeilo, com o auxilio do
Benlinho. Carregue por lano mais essa addirao
contra a sociedade.
S. Exc. e o mu digno chefe de polica interino,
lem fcilo algumas mudaucas na polica. Deosos
encaminhe bem, e os ajude naescolba. Disse-meo
Mereles, que depois da nova admi nistrarAu frequen-
la muilo a secretaria, e al parece-me que ja fez
entente coriiale com o secretario, que o. Exc. fez
nomear delegado de Campia o tenenle Jos Alves,
o subdelegado de Naluba o lente Leoncio, as-im
como que houve maia a Hornearlo de um subdelega-
go, um outro tenenle de polica para Ilabaiaoa, mas
que esl duvidosa por certas razes que me nao
convm dizer. Eu creio, porque o Mereles nao
improvisa.
Continua S. Exc. a mostrar, que nao Iranzige com
o rniue, que nAo tolera que suas autoridades por in-
dolencia ou malicia sejam menos exactas no cumpri-
mento de seus deveres, nao se prenda a considera-
{Oea individuaes, a motivos de frivola ademlo, de-
mtta, se fr mister, seis autoridades por dia, al en-
contrar uma cumpridora da suas obrigac.5e*, que eu
Ihe posso augurar uma feliz administrarlo, assim
como a meus patricios uma nova poca, nao direi o
reinado de Saturno, mas o reslabelecimento da se-
guranza individual, o amor ao trabalho, etc.
Estamos cantados de uma lula estril e devasta-
dora ; queremos nicamente justira e mais juslica.
S. Exc. lem tambem muilo em vista os melhora-
menlos maleriaes. Nao descance, nao se deixe en-
fraqueccr pelos obstculos e impecilhos, e nem mes-
mo pelas observacOes dos Iheorieos, que abundam em
toda a parte em que ha pouco a fazer. Conclaio o
mercado, esl continuando a cadeia desta cidade,
mandou comecar ade Mamanguape, continuar o hos
pital militar, e projecta o cemiterio publico. Pro-
cure S. Exc. concluir essas obras, para enlAo come-
car oulras; e nAo se deixe levar pela mesquinha con-
siderado do alguns, que nao querem lindar as obras
alhcias, para lerem a fofa gloria de crear uma nova,
que lambem fica por concluir, perdendo-se as despe-
zas da comegada.
Sei bem que S. Exc. nao precisa de meus conse-
Ihos ; mas ha de convir comigo em que eslas obser-
vacOes sAo mas tolerareis do que as que Ihe sao fei-
las em longas horas de massada, e durante o sen
mais precioso tempo. Perdoe-me o arrojo, mas ha-
vemos de conversar por este meio, embera nao possa
ler o prazer de ouvir suas respostas. Essa perda,
alias para mim sensivcl, fica bem compensada, por
me Uar do constrangimento de achar-me lefe a tele
com S. Exc, a quem espeilo muilo com a antiga su-
bordinarlo militar.
O meu amigo Retumba, de quem me lenho esque-
ei lo. lem concluido as Ires obras de S. Joo, Euge-
nho dos Reis e Ouleiro, quo breve deilam a moer.
Ainda estamos colhendo os resultados benficos da
adminstrac.ao progressista do Exm. Sr. Sa e Albu-
querque.
Eu recebi honlem uma circular impressa, e tarja-
da nesle senlido Simplicio Narciso de Carvalho,
leudo por contrato com o insigne engenheiro Fran-
cisco Soares da Silva Retumba, reedificado seu en-
genho, c prctendendo benze-lo no dia 9 do corren-
te ; roga ao correspondente mais velho da Parahiba
no Diario de Pernambuco, de honra-Iu com a sua
digna ( perdoe a pouca modestia de Iranscrever essa
patavra digna) presenra, no dia supra pelas 8 horas
da manilla. Dos guarde a V. S. Engenho Ouleiro
3 de novembro de 1854 Em visla do Uo delicado
convite, e principalmente pela minha curiosidade
natural, j eslou em bnsca de um cavado, pacifico,
honesto, respeilndnr do alheio e nlo assustado, que
saiba procurar a vida e vollar a horas, que ande bem
por baixo, cuchlo de nulos e seguro de pernas, que
nao seja mudo alto por causa das quedas, e nem
muilo baixo porcaosa das lamas, finalmente um ca-
vado a feiralo, de boas carnes e rabio, macio e desen-
cofrado, para remover o meu todo, sem ajuda de
custo desle para aquello ponto. O qae l vir dir-lhe-
hei, se a tanto me ajudar minha penna. Dispona-
se pois para a massada, e os leilores para enguli-
rem periodos, e seos compositores ledras. Assim
seja.
No dia 3 as 11 hora* enlraram em nossa casa (de
dia, porque de noile he s minha) Mereles e Ben-
linho. com cara depapa-acordas, astustado* e bran-
cas, lvidos, e exanges, anciosos, e sem falla, ba-
lando como dous.... como dous.... como dous ceva-
dos corridos pelo Pi... O que ha? Disse cu. O qae
osassusla? Yiram os encajetados'.' Enconlraram o
limem dos bigodes, ou a* suas rondas? A onc.a do
Brunel T A alma do Moilinho? O Joaquim pirao,
f-tllici.il de ioslifa ? O Ferrao carecreiro 1 Peior,
Eeior, me diziam ambo, o Mereles em e-la-mie o
entinhoem b-fa-bordao. Enconlraram a Carlota?
Peior, peior O cholera ? Peior, peior.' Enllo es-
lo com o diabo no costado... Peior, peior! Meus
amigos, senlem se, e diga cada um por sua vez, o
que sabe, o que vio, o que o assuslou.
Horror I horror / dizia MerelesHorrendum dic-
ta /orinara Benlinho. Eslou assombrado, conl-
nuava Mereles.Bale horro sobre horror no pen-
samenlo poetisava Benlinho.
Amigos, eslendam-se com o provedor da Sania
Casa, pois cu nAo eslou para atralos. Finalmente
Merclles cedeu a palavra a Benlinho, que, como an-
ligo estudante, e aclual cursante de silencias nalu-
raessirorsus aballomontado n'uma cansadla,
que eslava em um cavallete, para melhormente re-
cebar as in-pirar.lrs.
Quem lal dira! Quem lal pensara I Quem lal
suppuzera, quem tal adevinhara!Adianle, amigo,
a* exclamarles sAo de mo goslo, principalmente
nessa tribuna. *
A cmara, a municipalidade illuslrissima, o se-
nado nobillissimo, a enrporaran csliipen.lis'iina....
O que Ihe aconlcceu ?... Estar enlalada com al-
goma postura, enterrada n'algum buraco, encalhada
n'alguma podra, asphixiada por algum aroma, ou
achou o nobillissimo, illuslrissimo, o estupendsi-
mo nariz !Nao, nao senhor, est em confusao, em
anarchia, em dis*oluc,an....Amen.Houve la um
arruido, um estrepito, um barulho, um pega, arreda,
que a sentinella da guarda da radeia bradou s ar-
mas, a guarda marchou em columna cerrad, e baio-
nela calada, o chefe de polica acodio, o subdelega-
do, os empregados da ihesourara, os visinhos, os
passeianles, a populacho, at, oh mizera, o* molo-
ques da ribeira.
Mas cnlao o que laucn o pomo da discordia
no campo de Agramante?Nao sei bem; mas o
Dr. chefe de polica subindo, c informando se son-
be, que era o presidente illuslrissimo, que passeava
com os dignissimos sedalinos nos nobillissimos ba-
ados de um vareador, membrodo conspicuo sena-
do da cmara, pelo que nada tendo a fazer em ques-
illo domesticas, fez conlramarchar a forc,a armada,
retirar os cidadaos e entupir ns apilos dos m .la-
ques. Obrou em regra, a polica nao deve inlervir
no ensiiio, que um homem d a sua casa. Eu, disse o
Mereles, eslou envergonhado de pcrlencer a uma
lal corporacao, e se algum dia l fr, o que duvido,
nao levo camisa engommada, e nem casaca sem gola
inlertelada. Infnrmando-me, como me cumpria,
da causa de Inl fracaso, soube, que ludo nasceu de
um accesso de melancola, spleen, caseira-, furor, ou
nao sei o que a que he frequenlemenle sujeilo o
presidente, pelo qual ha muilo lempo que nao oc-
cupa a radeira presidencial.
Tambem me disse o farana, que teve grande
parle n'aquella -cena, que quem maor barulho fez
foi o pro-presidente Jos l.uiz, que subindo a uma
mesa cbamava .1 ordem tolis viribus com a sua a-
ccnluacAo de Paulisla.
Moralscinos o fado por que bastante nos lemos
divcrlido com elle. O procedimcnlo do Sr. Clau-
diano, altamente reprovado, he aggravado pelas
crcumslancias de n:lo haver questionado com ove-
rcador oflendido, com o fazcr-ilie pcrgunlas, por cou-
sas que Ihe riuitou ISarauna no recinto da cmara
de que he presidente, com o nAo ser a primeira vez
que all mesmo maltrata vereadores. E S. S. nao
comprehender ainda que (al procedimcnlo he
alheio i sua poslo, seu crcdilo,sua educarlo, c sua
familia ? Espero que S. S. me nAo dar incommn-
do de Iranquillsar o Mereles, ede cslirar-me em
uma epi.slul em um dia como o de boje, em que
lenho lano a dizer ao mcu amigo do Diario.
As arroma laroes do dizinio ou impo verde, fez aflluir cidade um crescido numero de
matulos, minios dos quaesconlam seus sessenla sem
lerem viudo i piara.
Esse concurso auxiliado pela facilidade com que a
provincial concede moratorias, c mesmo quilanles
aos arroma ante- te vcdoios, lem fcilo com que as ar-
rematarnos cheguem a um prego excessivo, pelo que
os menos apadrinhados na assembla leem remudo.
En i rcla u i" cu tive um prove to.c foi saber com cer-
teza o perodo que o* sobrecasacos gaslaram em su-
bir com as abas as nadegas, e desear aos calcanhares:
porque encontrei-me rom nm velho com o seu no
rigor da moda, que me disse have-lo feito ha cnec-
enla annos, c outro que duba um, duvidoao enlre
jaquela e sobre-casaco.que conlava vinle e cincoan-
nos. Parlindo d estas bases iudeclinaveis lemos que
os sobrecasacos azem o .eu curso em linha perpen-
dicular, ascendeule, ou descendente, em meio sec-
lo, gastando vlnle ecincu anno*, ireze dia*, duas ho-
ras, quarenla minutos em ublr, e o resto em descer.
Oulro sim que elles desce mais fcilmente do qu
subem, porque na descida alo ajudados pela gravi-
tarlo. Finalmente que o apogeo, e perigeo sao o
fundo das co-tas, a os calcanhares; e que o que he
mais admiraval he o mesmo lempo lanto nos ho-
rnees altos, cono no* pv smeus, pela mesma razao,
lambem he descoberla minha, porque os ponleiros
dos relogios de algibeira percorrem um circulo mais
pequeo no mesmo lempo que os de parede e de
torre, que tem os circuios muilo malores. Consi-
gne e faga espalhar para gloria minha e de minha
patra.por lodas as parles do mundo, esla importante
descoberla que muilo pode inlercssar humanida-
de. Os taes malulos vieram muilo a proposito, por-
que levaram comigo a penitencia de assislir ao lliea-
Iro no dia 3, da sociedade da cidade alta, que foi as
quatro horas da madrugada III No enlremz ou
farra, os pobres homens quasl ficam pelo avesso de
rir-se. Tiveram um furioso alegrao, e eslou con-
vencido de que para o anno oconsurso dos arrema-
tantes he maior, porque s o theatro compensa a
viajem. Dar-lhe-hei uma succinta descripjAo do que
vi, ainda que em paga da massada talvez seja um
pouco severo.
Nada Ihe direi da decoroslo do theatro, do seu
bello lustre, nem do sunga moleque. Menos da sce-
nographia, porque lenho medo de encontrar-mc
com os dou* amarello* velhuscos do panno de boc-
ea. Nada do concurso masculino, que foi crescido,
e menos de minhas bellas patricia-, que eslavam
brilbanles, refulgentes e tentadoras como sempre.
Oh Eu tive a meu lado direito Irea roslinhos fa-
sueiros capazes de tenlar um santo, esquerda uma
irigaeirinha deliciosa e uns quatro olhinho* mala-
dores. Nao quero fallar n'um typo grego juvenil,
3iie se prepara para derrotar corgaOes. e nem cm
aas bellas eslraugeiras, que me d'islrahiram bas-
tante ; porque em fim nao quero questes pelo a-
Iheio. Kepito, o concurso leminino esleve excel-
lenlo, e muilo alin do que esperci.
O primeiro quarto do drama a Venesianacor-
reu bem, porque o bravo andn soffrivel, embora
um pouco arrebatado ; e a Veneziana sahio-se mui-
lo sulli ivcimento, apezar de fallar alio de maia pa-
ra um theatro pequeo, o que bem compensou na
farc,a, onde nos deixou em jejum.
Aquello par pode bem ser oavido, fazendo elle
mais algum esludo, nao de afleclaso queja Ihe
sobra. Prefiro em tudo a dama D. Mara da Gloria
a outra do Varadouro, cujo nome ainda ignoro. A
v. Olvela, com seus bracinbos immoveis e a feit;ao
de poe-mesa, e com seu pai que m'amaca, assim
como a lal senhora criada com seus calles, cintei-
ro encarnado e frenle dubia esliveram insupporta-
veis.
A accenluaeo da primeira e os ademanes da se-
cunda esliveram horrorosamenle montonos. O
Sr. bravo segundo, enamorado celado, conspirador
sem accao, inflammadn no que dizia e tranquillo
no qae mostrava, valente em palavras e pacato em
movimento, s leve de Jjom a descoberla da oure-
la das mulhercs. Certimenle que os nossos matu-
los terao qae contar a sJiu* compadre, que na ci-
dade viram uma mulher qae linha um pai que m'a-
maca, e outra que linha orela. Nao vao mal avia-
dos. O lal segundo bravo nao pode encontrar uma
ella para D. Olvela, que lano peda, e nem ao
menos lembrou-se do rilao chulo na falla de sella
ele.
Os gondoleiros quizeram ser graciosos ; finalmen-
te lado o mais foi assim ; dando o remate uma /ar-
pa inspida e de empurre.es, qae lambem me em-
purrou para a ra. Se nao eslivesse sob os nfla-
los benignos do magnetismo de minhas patricias,
cerlamenle que me leria mandado mudar com bs-
tanle antecedencia.
Nao desanimen! os socios. Estudem, consulten!
e caprichem, qae um da merecero meas encomios.
A critica he conveniente a quem quer ehegar per-
fetAo; liquem certos que Ihe* nao lenho m vonta-
de, assim como que os espectculos, que excedem i
meia noile sao aborreciveis.
Saade, e quanlo queira Ihe desejo eternamente
na paz do Senhor, e longe da cmara.
P. S. Esquccia-me dizer-lhe que na porta do
theatro um sujeilo representou em outro a scena da
cmara.
Macelo' 7 de novembro.
Ora, o Diogo enganou-me redondamente infor-
mando-me que as partidas dos paquetes linham sido
transferidas para os das 5 e 20 de cada mez, de
maneira que a pressa alinhavei e fechei a minha
ultima de 28, contando que o vapor tinha partido
da corte no da 20, e que por conseguinte estara
aqui ao mais lardar a 29 ; porm como at hoje
ainda nao lie elle chesado e uestes 7 dias tenham
occorrido algumas cousas que, so bem que insigni-
ficantes, julsiici conveniente relalar-lhe, por isso
peguei outra vez na minha pobre agulha, e vou
continuar nos meus alinhavos por sua conla e risco.
Mu (tilosos sAo quelles de seus correspondentes
quo deparam com uma crealura boa, communica-
vel e enciclopdica na sciencia das novidades, qae
Ihes infnrmam da (odas as oceurrencias que se dao
nos lugares em que habilam: menos feliz que elles
vejo-me feriado para salisfaze-lo a andar qual ba-
rata tonta de um para oulro lado, aguentando as
massada* do indiscreto Pipilel, ouvindo os gritos
do bravo ajudanle de ordens, incommodando ao
Babia e Porlo, e quando se acham estes espremidos
recorrer ao espirituoso major Pinhciro, ao pobre
Cabra!, ao sereno Ignacinho da alfandega, e final-
mente (o que he mais difllcil) a aturar os azeiles
do Mello Vasconcello*: ainda hontem para intei-
rar-me do qoe se possava pela palicia vi-me obri-
gado a ir com o pote aquella limpidissima Tote
qae por felicidade nao se achava agitada, quero
dizer, nao se achava de mo humor, o por conse-
quencia eslava mais communicavel ; e sem esforco
foi-me contando o que passo a expor-lhe.
Durante lodo o mez de oulubro prximo findo,
s occorreu no dia 1. a morle feita por um escra-
vo do inglez Mornay de queja Ihe fallei; no da
2, o ferimenlo grave de que sobreveio a morte de
um escravo qae se rebelln contra sea senhor An-
tonio de lio lauda Cavalcanti, morador na Assem-
bl, e finalmente o suicidio de nm pardo escravo
do Monleiro Pedrada, o qual (veja que o relativo
se refere a escravo e nao a Pedrada) se enforcou
em um cajaeirp. O Sr. Dr. Neiva lem laucado as
redes com felicidade e acorto, a consequencia tero
sido boa e abundante pesca: nada menos de 17
criminosos de morle, 4 de ferimentos, 2 de roubo,
I de furto, e 1 incendiario foram segaros nos dous
ltimos mezes; se a polica assim continuar enr-
gica, activa e vigilante cedo ficar a provincia ex-
purgada completamente dos facinoras e malvados
que a infesta va ni; gracasa Dos, o estado lisongeiro
de que comecoo a gozar desde a benfica adminis-
Irarao do Exm. Sr. Dr. Saraiva tem continuado :
mas para consrvalo convem n3o afrouxar as cor-
das estiradas pelo Sr. Saraiva : a nova, administra-
rlo parece compenetrada des-a verdado, e prose-
gue com ardor nesse empenho. Temos f robusta
que he esse o meio nico de firmar em solidas bases
a garanda de vida e propriedade do cidadAo ; do
contrario volveramos ao lempo cm que os famige-
rados facinoras de A tahua, Assembla e Imperatrit
tomavam por timbre o mesmo que os valenles ve-
teranos de lena, Muutmirail e Austerllz, os quaes
eunipunliam a guarda de NapoleAo, o grande.
Alm de fastidioso, enfadonho e massanle nao de-
sejo passar tambem por heiege, deixaodo de noti-
ciar-lhff as solemnidades religiosas que por c se
celebram, e exemplo de mudos de seus correspon-
dentes de maim Irop legere et l'espril trop pose,
que nada omitlem, dir-lhe-he que depois das no-
vena* do costume teve lugar no dia 29 do prximo
findo a Testa de Nossa Senhora do Rosario com a
pompa corapalivel com os fracos recursos da irman-
dade, sahindo a larde a percorrer as ras uma pro-
cissao que lenlarei dcscrever-lhe ligeiramente :
Preceda a lodo presido uma meia duzia de filhos
da adusla frica soprando de rijo rom toda a forca
dos vigorosos pulmoes em seus v cilios instrumentos,
que pareciam taboca rachada, urnas symphonias que
se Dante fosse vivo, e as ouvis reria no seu inferno para maior martyrio dos pobres
condemnados : aos valenles sopradores seguiam-se
nove entes da mesma rafa e robustez paramen lados
com uns saiotcs maneira de aojos, porm sem
zas, com jalecos e carapinha vela ; um del-
les, que demonslrava ser o maioral, levava alm
disso, creio que por dislinccjlo, um espelhnho no
costado : ludo isto formava um lodo burlesco e ir-
risorio. Pcrgiiutei a uma vclha comadre mui en-
tendida em taes ceremouiacs, c de quem de proposi-
to me nao afastei durante a procissao, que signifi-
carau tinha aquillo ; respondeu-mc como que es-
pantada de minha ignorancia, que eram os congus,
e nada mais me quiz dizer nem sabia. Desrjara
que alguem versado em litargb ou caones me
desse nma explicaran a respeilo, eme dissesse se
no se podera dispensar aquella (arfa em um acto
lAo solemne: ra primeira occasiAo irci ao doulo
majiir Piuheiro que he a lal respeilo I'mo limpa.
Seguiam-se aos nove anjes varios mulos de di-
versas cenfraras, e as magens de S. Bencdiclo, o
mrtir S. Scbasliao, Nossa Senhora Mai do Povo
c Nossa Senhora do Rosario cm um grande carro
ti iumphal, ricamente adornado: qualro anjinhos
de 5 a 6 annos mu bem vestidos puxavam por 2
tenues fitas o pesado rorro; e causando-mc admira-
c.in aquello prodigio, patcnlcci-a comadre, que
me servia de cicerone; rio-se ella da minha sim-
plicidade, e retorquio-mo.NAo sao os anjinhos,
que piirham o carro, homcm, agache se que Vmc.
ver.Execulei a manobra, e com efleilo deparei
com uns pares de ps pelos, cujos donos eram os
invisiveis motores do carro.Quo edifica nlc peni-
tencia, comadre por ccrlo que quelles hons pre-
los devem ganhar o dobro, triplo ou quadriiplo das
indulgencias que se conceden) aos que simplesmen-
te acompanham a procissao. O presidente da pro-
vincia, varios nlliciaes o numeroso concurso de c,i-
dadAos iam a apoz o pallio, seguindo-sc acxcellenle
msica de polica frenle da ganrda de honra
prestada pelo I. batalhAo da guarda nanional desta
cidade.
Fechou a ultima noile do mez de outubro uma re-
cita da companhia dramtica Maceioense, que levou
a scena o drama intitulado Clenarvon ou os Puri-
tanos de Londres ; apesar de me nao ronslar.ques e
leuha representado esle drama cm alsum Ihealro do
imperio nAo Ihe referirc o enredo, por que para fal-
lar-lhe com franqueza uao goslci jelle : parece qw
modernamente s se compoem drama* para pintar a
hediondez dos vicios humanos, e fallar-se em de-
pravaeSes; e*le he nm desaes primores ; o autor poz
em scena a crpula e devatsidSo que conjuntamente
com Carlos 2. reinaran) na corle de Inglaterra. Re-
conhecemos qae ha dramas ainda mais immoraes, e
que no entanto se lem representado na corte, e live-
rm aceitarlo, como sejam Lucrecia Borgia, Torre
de INesle e oulras prodcese* de peona* modernas,
Sue na phrase do maior crtico fraocei parecem por-
adas em escrever magnificas Iheoria* luteranas, em
que demonsiram que a meretriz e o gal sao d'ora
em diante os onico* hroe* do poeta, e que nao ha
as arles senao andrajo*, lepra e ruinas de lodas as
qualidades : conresemos poreui qoe nio somos apai-
xouados de semelhante bellezas, Deferimos o prosa-
smo enligo ao bello o sublime do genios modernos,
em cuja* obra* amontoam-aa cadveres ubre adul-
erio, veneno eponhal sobre turnlo*, emtim onde
lodas as paixoes disforme atitam-se, ululando hor-
nveis phrase lomadas por emprestimo da giria do*
gales e condemnados I ranoste humilde opiniAo
nem podena o autor do Glenarvoo corlar algumas
scenas mais repugnantes ou usar de ootro* termos -
menos claros, sem qae por iaao perdesse o enredo do
drama o inleresse. He fortjoso contestar que foi
elle bem desempenhado, sendo la mise em scene
pcneiia, e apresenlando-se os diverso personagens
ricamente vestidos e no rigorismo da poca i o l-
ente Berardo que Tez a parla de Jorge Glenarvoo,
uesempenliou-o com a sua reconhecida habilidade ;
porem a nosso ver a a scena final era digna do seu
grande tlenlo dramtico : o Binga que principou
mu melliftuo, lornou-e pouco depoit bastante zan-
gado, e dava grito que chegavam a e*panlar-roc
quando eslava descuidado; emfim para resumir dire-
mos que em geral lodos os rapazes desempenharam
salisTaloriamente os seas papis, e qoe a nessa qaei-
xa he contra o autor do drama, a quem poopamos
por se a. liar alem-mar ; mas lalvez mesmo qae la
pela velha Europa n8o deixasse de receber merce-
dem laboris.
Entramos no mez de novembro sob mo auspi-
cios duas embarcado* procedenles do; Rio Grande
do Sul iam-se perdendo em noso litoral ; ambas
porem foram salvas pelas promplas providencia da-
das pelo Eim. Sr. presidente da provincia : ama
vinha carregada de farinha de Iriso, e vio-se em pe-
ns na enseaJa de Caruripe, S. Exc. fez seguir com
loda a presteza para soccorre-la ama barcaca com o
capitao do porto, nm empregado da alfaudega e um
destacamento de 20 pracas sob o commando de um
oflicial de linha; a outra embarcar Ao carregada de car-
ne secca ia naufragando na altura de Pioca e foi
soccorrida pelo Legalidade, qae deixando-a aalva-
mento nesle porto de Jaragni parti para Coruripe
a fim de acudir a outra de que fallamos.
Pelj lado de aegorance individual tambem nao
principou bem o lal Sagilario, cujo l.o dia foi assig-
nalndo por um altenlado grave occorrido no Ponlal
de Subama, lermo de Alagoas: em consequencia de
uma adercacAo enlre um tal Canabraba uma mu-
lher de nome Senhornha, deu aquella nesla duas
Tacadas de quo resullou a morle instantnea ;
o motivo da rixa foi haver o assassino esbofeleado a
um filho da infliz, por este cobrar-lhe un da de
servijo : perpetrado a crime evadio-so o facinora;
porem be de esperar que seja capturado pois esli
dadas todas as providencias contra a fera.
Acabo de saber que Pedro Manoel, o terror da Ata-
laja, veio voluntariamenteenlregar-sepriso, eadia-
se recolhido a cadeia desta cidade : este facto, apesar
de ser por certo modo lisongeiro, por deoolar a for-
Sa moral que lem gaoho a autoridade no espirito
os criminosos, e o desacorocoamento que delles se
lem apoderado, vendo que Ihe he impossivel va-
sar dcsasombradamente como outr'ora, por ootro
lado contrista, por que tambem indica que elles con-
tam com a mdefeclivel benevolencia do jury, cuja
absolvieo he iufallivel 1 Valham-nos os juizes de
direilo com suas appellaces; hoje que a nossas le-
is oulorgam tantos poderes e privilegio* a este ma-
gistrados, se elles quitessem, podirain fazer um bem
real ao paiz, vi*lo que delles depende o melhora-
mento do brbaro estado em que jaz a mor parle
das provincias do interior, onde a acc.Ao do governo
geral e das presidencias he quasi nulla pela longilu-
de das respectivas comarcas. Felizmenle lodas oito
comarcas desla provincia eslAo providas, echndo-
se ja em exercicio seus juizes de direilo, a excepcn
somenle do Dr. Silverio, removido ultimamenle
para a de Alalaia, o qual chegou hoje no ronceiro S.
Salvador; he de crer que a administrado da justira
melhorei muilo, torno a dizer, se assim quizerem os
juizes de direito ; pois de que serve envidara pre-
sidencia e polica todo* os esforcis para capturar
criminosos, se a peccaminosa bonhoma do jury os
poem em liberdade, sobre ludo se forem potentados
ou seus apaniguados ? I Esse liomeus absolvidos,
e remidos de pena e culpa por aquclle tribunal, vol-
tam aos lagares que foram Ihealro de soas racanhas,
e la van ajustar contacom as autoridade e cidadaos
pacficos que influirn) em sua pris.io, e ah temos
vinsanras, vindicta*, novo* cnmes;emfiiii a lastimar;
visto que nenhum receio lem elles da justa punirn
ou severidade dos juizes; alem -disso qual o pobre,
que embora presenciarse o crime, se prestar a ser-
vir de teslemuuha contra o potentado cuja vngaupi
he certa, visto que a absolvalo he iufallivel.' I Ah I
se osjuizea de direito quizessem o negocio mudara
muito de fisura
rale.
P. S.Fajo esle para rectificar om engao acer-
ca das doasembarcaces que naufragaran! no DKoral
desta provincia ; havia-lhe eu dito que linham sido
ambas salvas ; acabo porem agora de ler mais mi-
nuciosas informacoes a respeilo, e sobe qne a de
Cururipc nao esta ainda livre de pergo : essa em-
barrar io he um brigue nacional da nome Magano,
procedente de Montevideo e que se deslinava a essa
provincia ; encalhou n'uns arrecifes junio a praia
do* Cruiris enlre o Peba eo-Miahy ; a trpolacao
e lodo o carregamento constante de 1,700 saccaa de
farinha de trigo foram desembarcados, e esUo a sal-
vamento, sofl'rendo a farinha alguma avara ; ainda
ha esperanca de salvar o navio. O capitao do por-
to, o brigue Legalidade, empregados da alfandega e
mais gente que foram soccorre-la al esta dala nao
voltaram.
y
ITOAIBl'CO.
RECITE 11 DE NOVEMBRO DE 185*
AS o HORAS DA TARDE.
RETROSPECTe SEMANAL.
Foi Iristemente encelada a semana linda por am
desastre lamenlavel, acontecido no dia 7 pelas 5 ho-
ras da larde, na fundicAo do Sr. Slarr & Compa-
nhia, em Santo Amaro : a explosao de ama caldeira
fez immediatamenle 3 victimas, deixou dous indivi-
duos gravemente escaldados, e mais Ir contusos.
Tres mdicos concorreram ao lugar do sinislro, o
por elles foram soccorrdos os enfermos. Os morios
foram dous escravos e um francez,-oflicial emprega-
do na mesmo eslabelecimenlo havia 15 anpos. Di-
zem-nos que nao foi pequeo o susto da vizinhanca,
e peior leria sido, se acaso nao eslivesse a fundirn
no lugar quaai solado em que se acha. O edificio,
conforme o afllrmou o proprio Sr. Slarr, nada
soffreu.
A industria do roubo e da ladroeira principia a
tomar o compereme desenvolvimenlo, segundo a*
exjencias da fesla que se aproxima. No dia 8 fo-
ram roubados Ires esludanles, moradore* no lerceird
andar da casa n. 2 da rna do Queimado, e lao exaclo
foi o ladrao, que Ihes nao deixou roapa alguma, fa-
zendo nesle genero uma limpa completa. A casa
Toi invadida em pleno dia, o a empreza eflecluou-se
com o arrombamento de uma porta, estando ausen-
tes os moradores, como he fcil de conjeclurar-se.
Nao he porem somenle a industria do roubo que
vai colhendo seus fruclos : a pequea industria dos
ratoneiros de algibeira e objectos que se mostram
na* lojos, lambem se tem apresenlado em aclivida-
de, e varias tentativas de lucro capiendo sine mag-
no labore, foram observadas esta semana, deixando
de ter efleilo por crcumslancias independentes da
vontade dos agentes, na forma do cdigo. Dizem
al, que existe nesta cidade uma aula, onde seexer-
cilam varios discipolos especialmente destinados
sublraccAo dos objectos de algibeira ; mas nao temos
disso certeza. Entretanto os facto* vAo apparecendo..
No da 9 chegaram do sul os vapores Great-Wes-
tem e S. Saltador, sendo a demora desle causada
pela arribada que fez capitana do Espirito Sanio.
Tadas as provincias do sul do imperio gozavam fe-
lizmenle de tranquillidade ; e a excepcao dos ne-
morosos despachos que ja publicamos (para alia e
Mea magistratura assim como para a guarda nacio-
nal) e de algumas promocOes e transferencias do
offlciaes doexcrcitu, quasi nada mais veio, que ma-
rera aqui especial reprodcelo.
Tendo chegado o decreto de jubilacao do Rvm. Sr.
Dr. Coelho, lente da Faculdadc de Direilo desta ci-
dade, logo no dia scguinle passou S. Rvm. a direc-
tora interinada mesma faculdadc ao Sr. Dr. Au-
tran, immedialo cm anliguidade; mas apresentan-
do-se em seguida o novo director, o Exm. Sr. Dr.
Pedro Cavalcanli, foi-lhe dada a posse da direcloria
pelo Sr. Dr. Aulran.
Pelas 9 horas da noile do dia 9 locaram rebate de
incendio quasi lodas as igrejas da fregueza de S. An-
tonio, e o alarma espalhou-sc pela p<.pillaran, ha-
veudo grande alvnrolo as ras. O queimamenlo
de algumas folhas secas de fumo, no quintal de um
fabrica de charutos, que nao leve couiequenciat, foi
o motivo do suslo e incorumodo lao fcilmente infli-
gidos i populadlo.
No dia 10, pelas 5 horas da manhat, foi recolhida
casa da roda mais urna exposta de 12 a 13 annos
de idade, de nome Galdina, que all fra engaosa-
mente dcixada por nma mulher da freguezia dos
Afogados, em cuja companhia se achava. A Trequc-n-
cia do* abasos desta nalureza lem collocado a illus-
treadminslrac,ao dos eslabelecimenlo de caridade
em apuros, alienta a defllciencia dos rendraieniotde
i
I
i
i>
*
r#.
' -<*'

S



f
f
*
(4
4
DURO CE PERMMBUCO, SEGUNOA FIR 13 D NOVEMBRO DE 1854.
3
I
que dispOe, econscqueulerueule a irapossibilidadc de
dar a essas exposlat de nova especio um estado goal
ao daa pessoas mais favorecidas na sociedade.
Conlinuam a fazer quarenlena os navios chegados
da Europa ; roas ainda notamos que nao presiden] a
essa medida a regularidade a o ditcernimenlo que
So para desejar-se. Assira, por exeoiplo, nao exis-
lindo o cholera do porto do Havre, mandou-se fazer
quarenlenaporo dias a barca Louise-Marie, qne d'alli
viera ; o tendo a commissao de hygieoe declarado
hoje ao provedor da saude do porto qne desse pur
Anda essa quareotena, fazendo entrar o referido bri-
gue, foi esse pasio embargado pelo mesmo provedor.
Tae> conflictos, nlm de contrarios le, i podem
dar em resultado a desorden) na execuc,ao das medi-
das reclamadas pela saude publica, e o prejuizo in-
til dos inleresses commerciaes.
Entraram durante a semana 28 embarcantes e sa-
hiramll.
Reodeo n alfandega 79:3128935 rs.
Falleceram 31 pessoas : 6 liomens, 6 mulheres e
t3 prvulos, livres 3 homens, 1 mulher e 2 pr-
vulos, scravos.
P, S. Acabam de informar-nos que foi astassina-
do esta larde um escravo do Sr. major Antonio da
Silva Gusmao, na ra chamada do Ouro, por delraz
da ra Augusta, em lugar prximo ao viveiro que
lili ha, sendo o assassinio praticado por um preto,
escravo de um padeiro tambem cognominado Gus;-
mao, o qual depois de talar corpo a corpo com o seu
adversario, lancou-o por Ierra, e nessa occasiao era-
veu-llie o punhal ou faca de que eslava manido, pon-
do-se immediatamente em fuga, sem que nada il-
eangasse a polica, que o perseguio.
MUNICIPAL DO RECIFE
6. 8.o ordinaria de 26 de oatubro.
Presidencia do Sr. Bario de Capibaribe.
Presentes os Srs. Dr. S.i Pereira, Reg, Mamede,
Oliveira, e Gameiro, faltando com causa participa-
da o Sr. Vianna, abrio-so a sessao e foi lida e appro-
vada a acta da antecedente.
Fui lido o segninle
EXPEDIENTE.
Um offlcio do eugenheiro cordeador, informando
acerca da pelillo de Hanoel da Paixao Pal, que
sendo as desperas do accreacimo da obra do caes, que
o dito Paixao arremalou, qaasi com a compra de
materiaes, parecia-lhe que a roesma compra devia
ser feita pelo procurador desla cmara.Inteirada,
e neste senlido despachou-se a pelic5o do arrema-
tante.
Outro do mesmo, dizeodo ler conferido n cordea-
jflo solicitada por Francisco Gomes de Oliveira,
para reconslruir o seu caes, que desaboa por occa-
siSo da ultima cheia do Capibaribe, de conformi-
dade com a informado do capilao do porto.Intei-
rada.
Outro do administrador do cemiterio, pedindo que
a cmara requisilasse do governo da provincia dis-
pensa do servico da guarda nacional do 1." bal.-illi.lo
de fazileiros para o guarda do mesmo, Simplicio
CordeiroRego, jardineirodo cemiterio, visto nao po-
der esle empregado, pela nalareza das fonceoes que
exerce, prestar-se ao dito servico. Que se requi-
silasse.
Outro do mesmo, commnnicando ler mandado fa-
ier dentro da casa, que serve de repartidlo dos em-
pregados, urna banqueta provisoria, para abi ser col-
locado o oratorio com a imagem do Crucificado, para
celebradlo de missas no dia de finados, por a isso se
prestar o capella? nomea.lo.eo haverem pedido algu-
mas familias.Mandou-se responder approvando a
delibera co.
Oulro do solicitador, participando estar finda a
execucAo que esta cmara mova contra Jos da Ro-
cha Prannos e outros, por nao lerem pago no dia
do seu vencimento 3:700?), valor de urna letlra saca-
da .i 4 de novembro de 1852, havendo sido adjudica-
da n cmara por 4:5609 *> a casas n. 5 e 7 di ra
da Florentina, e que para se poder passar a carta de
adjudicarlo se fazia preciso pargar-se a siza, laude-
mo e decimas, que a casa esta dever, assim como
enlregar-se ao cxeculado o restante dos i:5609, aba-
tido o principal da Ultra, seos juros, cusas da exe-
cuc.in, melade da siz.i e decima que o predio esliver
a dever at o dia em que for adjudicado, para o que
pedia houvesse a cmara de providenciar.Mandou-
se remoller ao procurador para liquidar a ques!3o,
fazendo para isso as despezas necessarias.
Despachnram-se as pelicOcs de Antonio Ferreira
de Oliveira, do padre Agotlioho de Lima Cavalcanti
de Lacerda.de Antonio BolelhodeMcsquila, de Joa-
quim Jos da Silveira, de Manoel da Paixao Paz, de
ManoelJos Mauricio de Sena,elevantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accioli, ofticial-maior da
secretaria, a escrevi no impedimento do secretario.
Baro de Capibaribe presidente. Vianna.
Mamede. Gameiro. Oliveira.S Pereira.
Reg.
BALANCO DA RECEITA E DESPEZA DOS ES-
TA BELECIMENTOS DE CARIDADE, VERIFI-
CADO NO MEZ DE OUTUBRO DE 1854.
Recenta.
Por saldo em 30 do passado a saber:
Em letras......1:0749945
Em recibos......4:6889879
5:7639824
Recebido da thesouraria privincial, por
coala da quola votada pela lei do or-
namento vigente para o cosleio dos
eslabelecimenlos.......4:1259000
De Joaquim Francisco Duarle, llicsou-
reiro da administrarlo do patrimonio
dos orphSos. importancia da renda do
segundo andar da casa dos exposlos,
vencida em 13 de selembro. 1379500
De Salusliano de Aquino Ferreira, im-
portancia da parte que coube ao Hos-
iilal Pedro II na sociedade que gr-
ullamente Ihe dea o mesmo Saluslia-
no nos bilhetcs inteiros da primeila
parte da prime ira lotera da matriz de
Sau Jos os. 1931 e 1678; cujo pre-
mio sahio ao bilhete a. 1931 59000
Do procurador da administrarlo por
conta do rendimento dos predios ar-
recadado neste mez......1:5339000
HOSPITAL DOS LAZAROS.
11:564*324
Despesa.
Pago ao regente do grande hospital, pe-
las despezas de selembro..... 5229560
Ao dilo dos lazaros, dem..... 1933720
Ao dito da casa dos expostos, idem 2439560
A Guilherme da Silva Gaimaraes, por
fazendat que forneceu para a casa dos
Eposto e para o hospital dos lazaros. 560*390
A Jos Teixeira Bastos, por 113 libras
de fio de linbo........ 639900
A Manoel Figueiroa de Faria por im-
presrBes.......... 129000
A I.nurenco Jusliniano da Rocha Fer-
reira, por sangae-sugas..... 1003700
A Manoel Coelho da Silva, por 26 ce I-
xOes com travesseiros...... 1269500
A Patricio Jos da Silva, importancia
di mostea da lidainha celebrada no
hospital da caridade...... 129000
A Miguel Gonealves de Brito, importan-
cia de roapa pan os Africanos qne es-
lao ao servico do hospital..... 239010
.-A expoala Rila Aureliana da Silva, im-
portaneia do seu dote...... 2009000
f A' Manoel Joaquim Alves Pilotaba, por
gneros........... 6O986O
A Joaquim da Silva Castro, por 3,972
libras de carne verde...... 3179760
Ao* empreados dos labelecimenlos,
seos ordenados de julho a selembro. 1:4679500
As enfermeiros e srvenles, idem 2419-500
Com a obra do hospital Pedro II, como
ttolivro respectivo......1:5919390
(A \
0
A es
c s O H
Existiam
Entraram \
I 1 Curados .
Salnram-jMelhorados .
I Nao curados .
Morreram.....
Exislem .
90
1
11
O
0
o
21
38
2
0
0
o
0
10
CASA DOS EXPOSTOS.
Sexo.
Existiam..........
Entraram.........
Sahiram ......
Morreram $5"3! horas da entrada.
(Depois desla poca .
Exislem. .....
118 166
10 6
0 0
1 0
3 1
124 171
281
16
0
1
4
295
Administrarlo gcral dos eslabelecimenlos de ca-
ridade 9 do novembro de 1854.
O escrivao
Antonio Jos Gome do Correio.
DIARIO DE PEMAMBLCO.
Guilla-nos que S. Exc. o Sr. prcsidenle da pro-
vincia convidara o Sr. coronel Conrado para lomar
parle na grande empreza do desseeamenlo do panta-
no deOlinda, e que aquello habillissimo engenhei-
ro prometiera solicitar de S. M. o Imperador urna
licenra de um mez, afim de vir a esla provincia
correr os olhos sobre a localidade da empreza, re-
fleclir nos anligos esludos que fizera sobre a mate-
ria, c dar o seu plano e valioso parecer, como fez no
projecto da companhin de Beberibc.
Nao lindemos deixar do applaudir essa Iembranca
de S. Exc, e de fazer mil volos para que o Sr. Con-
rado nao se demova da iiiteno.io em que est, de
prestar mais um grande servico a Pernambuco.
Ainda conlinuam as quarentenas, a que sao sub-
metlidos os navios procedentes de portos da Europa,
em que reina o cholcra-morbas, ou que sao suspei-
tos; e quando a commissao de hygiene publica pro-
cura conciliar os inleresses commerciacs com as me-
didas preventivas adoptadas por ella e approvadas
pelo Exm. prcsidenle da provincia, que manda-as
execular, nisto procedendo-se de conformidade com
a ultima parte do artigo 15 do r-egulameulo n. 828
de 29 de selembro de 1851, que diz quenos casos
que for necestario tomar medidas prompta, serao
logo execuladoi at ieses das commissoes, a
provedoria da saude, sem attender a* considcracOes
enunciadas no arligo 1. das medidas preventivas,
submctle ao mximo das quarentenas os navios,
mesmo alguns que podiam ser dispensos dessa me-
dida, porque ella considera-os, sem fundamento, co-
mo procedentes de portos suspeilos, embora nelles
nao exisla ou nao conste reinar o cholera.
A commissao, porm, altendcndo as considerarles
da medida preventiva, tem encurtado algumas qua-
rentenas; mas ao principio, segundo ouvimos dizer,
a provedoria a islo se preslava com pouca vonlade,
e por lim recusou-se a faze-lo,fundaodo-se em que
era a responsavel pela saude do porto,quando he
sabido que a commissao nao o he menos, que pro-
vas tem dado de que se empenha pela salubridade
publica, e qne a ella compete resolver acerca da
cessarao das quarentenas, nao s i vista do arligo
14 do regulameulo supracilado senao, dos arligos 1.
e 9. das medidas sanitarias que S. Exc. approvara
e mandara cumprir; de sortc que acha-se eslabele-
cido o conflicto, que S. Exc.nao deixar de desfaier,
maudando que a provedoria cumpra o que Ihe foi
ordenado.
Regulamento n. 828 de 29 selembro de 1851.
Arligo 14.No caso de alguma embarcarlo ser
declarada em quarenlena ou simplesmenlc em ob-
servado, os provedores de saude dos portos, dan-
do as providencias que julgarem necessarias, darn
parle de ludo sem perda de lempo i junta central
ou s commissoes para que estas resolvain sobre a
neeessidade da continuarlo dessas medidas, nao dei-
xandode communicar-lhes as circuraslancias, que
de novo occorrerem, al que se resolva a cessao.lo
da quarenlena ou da observarlo.
Medidas preventivas contra o cholera-mor bus
adoptada pela commissao de hygiene publica,
approvadas e mandadas execular pelo Exm. pre-
sidente da provincia.
Artigo 1." Todo o navio, de vela ou a vapor, pro-
cedente da Europa, vindo de porto suspeilo, ficar
sugeilo quarenlena, que ser de observarlo e nao
exceder de cinco dias, nao obstante Irazer carta de
saude limpa, nao ler ou nao haver (ido pessoa ac-
commeltida pelo cholera ; e de rigor nao exceder
de dez dias, se no porto de partida reinava essa af-
feco.lo, se liver lido ou houver a bordo pessoa por
ella accoinmetida ; allendeodo-te em ambos os casos
ao estado de saude da tripularlo e passageiros, na-
tureza do carregamento, ao seu estado de infecto e
ao numero de dias de viagem, sendo ludo islo exa-
minado pelo provedor da saude do porto, ou pela
commissao de hygiene publica se julgar conve-
niente,
Arligo 9. A commissao de hygiene publica, em
lodos os casos, poder, i visla das informaron- e
apreciando todas as oceurrencias, augmentar ou di-
minuir os dias de quarenlena, de conformidade com
o artigo 14 do regulamento n. 828 de 29 de selembro
de 1851,
Por saldo em caixa a saber:
Em letra.......1:0719945
Em recibos......4:7519999
5:7379380
3:8269944
11:5649321
Administrarlo geni dos eslabelecimenlos de ca-
ridade 9 de novembro de 1854.
O escrivao,
Antonio Jos Gome do Correio.
O Ihesoureirn,
Jos Pires Ferreira.
MAPPA do movimento dos estabeleci-
mentos de caridade no mez de
outubro de 185i.
GRANDE HOSPITAL.
Existiam
En
nlr
Curados .....
Mclliorados .;. .
Nao carados '. ,
Morreram -<*" ** horas de tnlr!<*
(Depois desla poca.
Exislem........
56
22
M
6
2
t
(i
*7
21
8
1
1
1
1
5
23
s
I
7
S
2
II
70
CORRESPONDENCIAS.
Srs. Redactores.Nao coslumamos reuder callos
lisonja e s prezamos a verdade, v ella elevar ou
abaler a quem quer que sja; arrastrados pois por
esse nobre senlimenlo dirigimos a seguinlc con-
gratulacao s tendo em vista fazer ao reconhecido
mrito a devida Justina, sem altender a eslranlias con-
siderares pessoaes.
A faculdade de direilo desta cidade acaba de con-
ferir o grao de bacharel em leis a um dos seus mais
dislinctos alumnos o Sr. Eduardo de Barros Fal-
cao de Lacerda, natural desla provincia, filho do
Sr. Francisco de Barros Falc.lo Cavalcauli de La-
cerda, e nelo do Tinado coronel Jos de Barros Fal-
code Lacerda o inviclo defensor, e o venerando
patriarcha da independencia do Brasil.
Esse Ilustre Pernambucanoainda 13o joven
receben assim a merecida corda, e o josto premio de
suas constantes locubraces.Dolado de talento pou-
co vulgar, da mais aturada applicac,ao, reputarlo
sobre maneira illibada, e conduela irrcprcheasivel
percorreu lodo o curso jaridico, sem o mnimo des-
gosto, e alravez de constderaveis sacrificios do seu
pai nao muito abastado, alcancaudo sempro nota-
vel disliiicc.lo entre os seus collegas, summo apreso,
e plena consideradlo dos seus mu dignos lentes, os
quaes acabam de dar-lhe disso a mais solemne de-
monstrarloconferindo-lbc o grao de bacharel for-
mado em leisaps de um acto assaz concorrido, em
que elle pro vouexhubcr a lilemente aiua nimia inlel-
ligencia, eaturado esludo.
Estando pois conseguido o seu desidertumres-
ta-nos desejarqoe os gloriosos exemplos dos seu'
benemritos predecessores, os proprios precedentes
que j tanto o acreditara entre noso animem \
trilhar sempre a preclara carreira da virtudepara
que alcance perpetuar o rome da sua mui nobre
familia (embora hoje espesinhada pela mao da pre-
potencia, e o dominio da corrupeo), corresponder
aos numerosos sacrificios feilos por seu eslimavel pai,
protolypo ile distinclas qualidadesa lim de assegu-
rar-lhe urna feliz posicao ;em summa dislinguir-se
em sua propria patriasem nuncarebaixar a inde-
pendencia e a dignidade do sen carcter, como mili-
tas vezes soem exigir alguns mand 's da poca. Sao
esses anhelos lao sinceros e fervorosos, queso diri-
gimosconduzindo-nos pela verdadeira adlicOo, que
prestamos as suas boas qualidades e distinelo mrito,
bem como pelo decidido interesse que lomamos pelo
seu bem eslar, sem o mnimo empeuho de o in-
censar.
Queiram, Srs. redactores, dar puhlicidade no seu
bem couceituado Diario a estas curtas e toscas linhas
do seu veiho assignante e amigo #
Recito 10 de novembro de 1854.
Srs. Redactores.Quando ha perlo de um mez,
eu me servi do sen mui conceiluado jornal, para pe-
dir esclarecimentos sobre a questao commercial:__
.Se o privilegio de preferencia concedido i fazenda
nacional, se estenaia ainda ao caso de ser a me-
ma fazenda, portadora de letlra de cam.bio de urna
casa fallida: eu liaba esperado qife aiguma
d'aquellas pessoas que adoplam a opiniao contra-
ria que entao eu adoptei e firinei, apresentnria as
(i-po-iroo. c argumentos que a seu favor tivesseen-
contrado, dando assim lugar a urna discusiao, por
meio da qual so conheceria de que lado est a razio
e a justica. Tinhn sobre ludo esperado que aquel-
los que eaUto a (esla da fazenda nacional, seriam
os primeiros a pulverisar os meas frncos argumentos
sobre ludo tendo sido at agora seguida por ella a
opiniao contraria minha. Infelizmente porm na-
da tero apparecido at agora,, fazendo-me esse si-
lencio soppor duas hypolheses, ou que os Srs. em-
pregados da fazenda nao me julgam digno de mo-
dir-ine com riles,ou quo ellessegucm lambem a mi-
nha opiniao ; pnrm como esla ultima hypolhese se-
ria para mim motivo de muilo orgulho, pois podc-
ria pensar que fui fazer mudar deopiniSo aos mes-
mos rubores, com o mcu arligo ; prefin aceitar a
primeira hypolhese, e por sso'tomo boje a liherda-
de de Ihes pedir so dignem csclarccer-me (caso sigam
ainda a opiniao contraria, com os conhecimentos es-
peciaes que deve necessarnmente possuir quem oc-
cupa tao importantes cargos; e desde j asseguro a
Ss. Ss. quo encontraran! em mim um leilor muilo
atiento; detejo s nicamente de instruir-me na parle
da legislarlo patria que me he ainda desconhe-
cida.
Inserindo, Srs. Redactores, estas linhas no seu mni
conceiluado jornal, farao um grande obsequio aoseu
constante leilor. a. de C. M.
Srs. Redactores.O homem pobre, o homem sem
recursos era melhor mil vezes nao existir. Se eu fos-
se urna pessoa abastada, que de meios nao teria a
minlia disposi;ao para j ha mais lempo ler patenten-
do ao mundo inteiro, as veleidades daquefles, que
lano me perseguem 1 E meus inimigos vend-
me na abastanea se arrojaran) por em pralica urna
conjurarlo sem limites, nicamente para aplaudi-
rcm minha ruina 1 Triste he pois sem duvida a
sorle do desvalido : no maior dos desesperos outro
recurso nao live, se nao procurar a proteccao de al-
gum braco cardoso, o qual condoido do aoiquila-
menlo injusto, a que se me quer reduzir, hombrea-
se comigo para que se pozesse termo a urna perse-
guirlo a mais nefanda, a urna violencia sem lmites,
ao roiibii mil vezes peior, que quantos latrocinios ba-
se por abi praticado: minhas lagrimes de mistura
com um frenes, que tal vez seja dificultoso avali-
ar-se farao echoar a verdade deste escndalo inau-
dito, para que ohegue a noticia do lodos, como se
acabrunha o direto mais santo do homem pequeni-
no. Na villa do Pilar da provincia da Paralaba do
Norte, esse desgranado torrao onde al o anuo de
1853 nao apparcceu o dedo de tantas autoridades,
que la existiam,e quesabiam do facto horroroso con-
tra mim praticado, c meus manos, o qual chamas-
se a ordem o maior dos reos de polica, que o mun-
do vio conhecer, o homem audaz, homem que nao
trepida ostentar lano cynismo, o que ufano vango-
ria-sc levar aoolho de* sol o desprozo, que faz as
leis, e atrpelo a lado quanto he justo, e decoroso.
Sim, Srs. redactores, cu sou um dos desgranados
nlliosdo finado capilao Anlono Dantas Correa, ba-
ndo da fallecida Mara Francisca da Ginruir.io
quando j liberta, de quem meu cardoso pai leve
tambem Antonio, Pedro, Firmo, e Mara por seus
lilhos. Quando vivo esse homem grande, esse ho-
mem virtuoso, e nobre, cujas cinzas serao al minha
morle o dolo sanio por quemsempre invocareis por
quem derramarci lagrimas sem conta, tratou-mc,
ea meus manos com a maior das urbanidades, seus
zelo na qualidade do pai honesto, que bem soube de-
finir os deveres para com seas filhos.nada dexou por
preencher, elle acudi a todas as precisos, soube
morrer como um philosopho Ilustrado. Vendo que
se aproximava o termo do dia tremendo, cujas cou-
las havia de dar em breve ao seu Creador, prepa-
rou-se para a derradeira hora, seu maior cuidado foi
o bem estar de seus lilhos naluraes, fazendo firmar
o seu direilo pela forma mais segura, que as leis do
nosso paiz lem determinado.
Experimentado conhecedpr pelo muilo que linha
vislo praticar a maldade dos liomens, nao quz dei-
xar ao acaso, e a sorle dos especuladores o futuro
dos charos penhores, a quem amava como a si pro-
pro, e porque no lugar de sua residencia nao hou-
vessem recursos promplos, fez um testamento nun-
cupalivo, no qual pela maneira a mais solida fez
firmar-todo o nosso direilo, declarndonos seus lilhos
e determinando cnlrassemos em commum na sua he-
ranca com a filha nica legitima, que leve a Illma.
Sra. D. Candida.
Mas a mao da Providencia Ihe grilou ao fundo do
coraran, como que apon lando o fuluro sinislro guar-
dado contra no*, c ao mesmo lempo mostrando-lhe
o meio mais seguro para desviar da desgrana a es-
tes por quem lano Irabalhava, cuja bondade d'al-
ma nos derradeiros momentos de sua existencia
quera fosse reconhecida pelo mundo inteiro : elle
pois dsse nao eslou salisfeilo com esle testamen-
to nuncupalivo Foi ahi que mandn chamar o
advogado Jos Carlos de S. Pedro.e Tez um testamento
cerrado em cujas paginas Tomos de novo reconhec-
dos solemnemente seus filhos, e seus herdeiros : a-
lm de ludo isso libertou a Victorino, Florinda,
e Thereza nesle mesmo loslamenlo, dando a cada
um de mais a mais sua caria de liberdade para sua
mais forle garanta e quem nao admirar este por-
tento de virtudes, e previdencia "!
Chegou o dia 30 d'ahril, momento do morrer, e
o homem virtuoso depois de nos abenroar, despedin-
se cheio de lagrimas, ede prazer nao "s de seus esli-
mados filhos, como d'um numero nao paqueno de
amigos, que ah exisliam, e que o couicmplavam
ajudando-o a consolar na sua dor-. o seu passamculo
foi a scena mageslosa do rhrislao puro, um modelo
sem ola da verdadeira perfeicilo,
Apenas chegou a noticia de sua morle ao lllm.
Sr. Manoel Salusliano de Medeiros, sen genro, es-
le voou a loda pressa, e informado do quo eslava fei-
to, bramio furioso, o tigre mais indmito nao se dei-
xa afogar ero lana colera. Nao parou, foi logo
a casa do escrivao. onde eslava o testamento j.i .iber-
io com os primeiros despachos do juizo para o se-
guiraenlo de sua marcha, e lancando mao desle pa-
pel, que diza ser sua morte, o consumi sem Ihe dar
a peilo nenhuma responsabilidade, eque medo leria
elle dessa responsablldade! quando o lllm. Sr. Is-
mael da Cruz Gouva, entao julgador, perante quem
am correr os passos do testamento, foi um banal, e
se deixou curvar ao voraz lobo : comprando-me, a
despeilo de ludo quanto he decoroso, sem Ihe impor-
tar o maior dos descrditos, pralicando um acto br-
baro, e ao mesmo lempo apossando-se de 25 caberas
de gado vaceum, e 6 de animal cavallar, cujos im-
medialamenle mandn ferrar com o seu ferro, a ti-
tulo de pasar-me carta de liberdade, os quaes bens
eu possuia, resultado de meus negocios e minhas fa-
digas ?
Oh dado esse primeiro passo de impeto o mais
nefando, cerlo a lllm. Sr. Manoel Salusliano de
Medeiros, que a auloridade ia placida, e amoldada
com sua depravada vonlade, deu sobre meu mano, e
manas, e os reduzo lambem a escravidao deu e se
meu mano Vectorino quiz evadir-se da escravidao36
caberas de gado vaceum, em cujo ttulo por irrizao
se daseque pelos bous serviros prelados a mim,
e ao meu sogro o liberto I As desgranadas minhas
maoas seguiram par, e passo a minha desdilosa sor-
te I.....
Eu vendido ao Sr. delegado, o juiz municipal Is-
mael da Cruz Gouvea, meus bens entregues a elle! !
Florinda escravisada, vendida ao lllm. Sr. Firmi-
no Epifanio de Mello, morador no silio Pitombeira,
Ierras do engenho Fazendinba, cmbalo do Illuslris-
simo Sr. Jos Caelano Fiuza Lima; Tborcza escravi-
sada, e vendida ao lllm. Sr. Antonio Clemente, mo-
rador Carral do meio da Serra do Coil, os quaes na
-ciencia de lao escandaloso fado nao hesilaram rc-
cuar perante considerarlo alguma, com lano que
engrossassero a palrulhados quevivemacusta dos ge-
midos da humanidade opprimda.
Rodeado porlanlo, Srs. redactores, de lanos e pe-
sados incomino los, oao desacerojuei, sabendo que
na provincia de pernambnco, as garanlias dos des-
validos eram mais segaras, busquei as handeiras do
bem condecido, probo, e recio subdelegado de Tin-
bauba o Illm.S.alfercs Manoel de Azevedo doNas-
cimenlo.esle honrado, e preslimoso offlcial entrando
no conhecimenlo da verdade pura, do que venho re-
ferir de accordo com os humanos, e philantropos os
lllm. Srs. padre Francisco Rodrigues Machado, e os
Drs. Domingos Lourenco Vas-Corado, Honorio Fiel
de Sigmarnga Val-Curado pozeram a mercdo mui-
lo recio, e bem condecido pelos seus artos de justica
o lllm. Sr. Dr. Caelano Estelita Cavalcanti Pessoa,
juiz municipal da comarca de Goianna, manulenin-
do-me na minha doce liberdade desde selembro de
1853.
Um anuo (nha-se e quando eu assim me achava e.iranlido, cis que apre-
sentou-so mesma siihdi-lcgacia deTimbauba a mi-
uba|desditosa mana Florinda, em busca do lllm. Sr.
alferes, rogando que a vallrsse, cu flquei estupefacto
a visla de semelhante portento, pareceu-me um so-
ndo, que mao beneficente seria que a condozio a tao
feliz emporio? Ella mesmo nao o sabe, he que Dos
vela sobre a causa dos desvalidos, e estes qne lauto
nos perseguem de morle serao um dia punidos com o
maior dos rigorismos, o negocio vai-se cncaminhan-
do para esle lado. Saba portanto o mundo intei-
ro, saibam mesmo estes que tanto nos alropelam com
o maior descaro, sem a menor causa, que justifique
tao alio barbarismo, que ella, assim como eu esl
tambem manutenida pelo mani sacrado da jnslija
municipal de Goianna, o lllm. Sr. Dr. Luiz Gon-
ealves da Silva he boje um dos seus fortes protecto-
res; nos vos conjuramos, que venbais pleitear com
nosco aqu o vos-o direto, nos vos desafiamos, se
lendes provas robustas, como falsas, c torpemente
inculcis, nao trepidis, a auloridade d'aqui nada
tem de commum com nenhom de mis, vinde, a jus-
tica, e i razao serao a guia nica da mao. que tem
de decedir nosso pleilo, e nem aqu, como l nos vos-
sos infernis antros, seris metidos em Iralos, quan-
do liouvcrdes de comparecer perante os Iribunaes,
assim como indinamente fizestescom nosco, na per-
suado falsa que por esla forma chegaries mais se-
guro aos vosso desidertum: aqu onde boje perma-
necemos grabas a Divina Providencia, ludo he fran-
queza, ludo he reclidao, reina a maior das empar-
cialidades que mais queris?....
Senhores redactores, acaboaqui dizendoafinal que
protesto contra ludo quanlo houverem de fazer con-
tra nos os monstrosnossos perseguidores la nessa co-
va de Caco, onde se diz, que Irala-se de anollar-se ns
garanlias; que temos' protesto mil vezes contra um
juizo todo suspeilo,. o qual lem perseguido sem a me-
nor inlervenr.lo, scienca da nossa parle, sao aclos
nullos heum proceder execrando, nicamente pre-
parado para ver se l diego afim de me alroeda
rem com novos inventos de oulras pcrsezuic,eseslu-
dadas, eu bem de c lenho sabido dos muilo, lacos,
que se mo lem armado:
Por esle mesmo canal emfim publico, qa ninzuem
contrate com o lllm. Sr. Manoel Salusliano de Me-
deiros bens nenhuns do casal do finado meu pai, o
capilao Antonio Dantas Correa, us somos herdei-
ros pela mesma igualdade de direilo, e sem duvida
alguma trataremos do reivindicar quanto nosperten-
cer.
Disculpe, Srs. redactores, osexcessos filhos da mais
profunda magna, que consom a miuha alma, publi-
quem Vmcs. os documentos, que dovem esclarecer,
c justificar ludo quanto acabo de dizer para que o
publico sensalo enlre na verdadeire razao do direilo
que me assislo, e a meus manos, lilhos agrasciados
pelo seu pai, do chorada Iembranca: nao osarei do
annimo, o mcu nomc sera um desafio a meus ini-
migos para que cu vollo ainda mesma carga, e en-
lao cont reduzi-los a verdadeira nidildade.
Timbauba 5 de novembro de 1854.
Filippe de Araujo Dantas.
Digo en Antonio Dantas Correa, que entre os de
mais bens que possuo de bons e justos ti lulos he bem
assim urna muala de nome Florinda, ida.le de vin-
te annos pouco mais ou menos.filha da liberta Maria
Francisca, a qual escrava Florinda, pelos bous rele-
vantes serviros que me tem prestado a forro,romo de
Tacto Torra a lenho de hoje para sempre, pelo amor
de Dos, podendo gozar da sua rompila liberdade
como se de venlre livre nascesse.
E para lodo lempo constar e nao poder escrever,
ped ao senhor Jos Carlos de San Pedro, esle por
mim eserevesse e a meu rogo assignouo Sr.Kvd.Dio-
so de Barrse Araujo. peranle asleslemunhas abai-
xoassignadas. Slio de Linda Flor 2-5 de abril do
1854.A rogo do libertador, o capilao Antonio Dan-
tas Correa por nao poder escreverO padre Dio-
go de Barros e Araujo.Como teslemunhas Ma-
noel Antonio Dantas Correa.Francisco Antonio
de Torres.Joaquim Rimigio da Silva.
Numero 1, pagou 160 rs. de sello. Villa da Inde-
pendencia 24 de maio de 1853.- O colleclor, Al-
meida.O escrivao, Pimenta.
1.aneada nesla villa da Independencia aos 25 de
maio de 1853.O Librillo publico, Silva.
E mais senao continha no dito origiual que eu es-
crivao interino do districlo de paz de Timbauba e
Mocos, abaixo assgnado, bem e fielmente copei do
proprio a que me reporto, e vai esta sem cousa que
duvida faca por mira escrita, conferida e concertada
na forma do eslylo nesle dislriclo de paz deTimbau-
ba c Mocos, aos 22 de selembro de 1854. Era f de
verdade.Joa Lopes da Cunha.
Digo eu Antonio Dantas Correa, que enlre os
mais bens que de manca e pacifica posse possuo, e
bem assim um escravo crioulo do nome Victorino,
idaue 28 annos pouco mais ou menos, filho da liber-
la Maria Francisca, o qual forro e como de facto
forro o lenho de boje para sempre, podendo gozar
de plena liberdade como se de venlre livre nascesse
em razao dos bous serviros que me tem prestado; e
por nao poder escrever pedi ao senhor advogado Jos
Carlos de San Pedro.esla por mim passasse e a meu
rogo assignasse o Sr.padrc Diogo de Barros e Araujo
peranle as lestcmunhas abaixo assiguadas. Silio de
Linda Flor 25 de abril de 1853 A rogo do liberta-
dor, o capilao Antonio Dantas Correa por nao po-
der escreverO padre Diogo de Barro e Araujo.
Como leslemunhas Manoel Antonio Dantas Cor-
rea.Joaquim Rimigio da Silva.
Numero 3, pagou 160 rs. de sello. Villa da Inde-
pendencia 24 de maio de 1853.O colleclor, Almei-
da.O escrivao, Pimenta.
Laucada nesla villa da Independencia aos 25 de
maio de 1853.O labeliao publico, Silva.
E mais se nao continha no dilo original que eu
escrivao interino do districlo de paz de Timbauba e
Mocos, bem e fielmente copiei do proprio a que me
reporto, evai esla sem cousa que duvida faja, por
mim escripia e assignada, conferida, e conserlada na
forma do eslylo nesle dislriclo de paz de Timbauba e
Mocos, aos 22 de selembro de 1854.Em f de ver-
dade.Jos Lopes da Cunha.
Digo eu Antonio Dantas Correa, que entre os
mais bem que possuo de mansa e pacifica posse bons
o justos ttulos, e bem assim urna escrava crioula de
nome Thereza, idade I!) anuos com piuca dill'creur.i,
filha da liberta Maria Francisca, a qual escrava The-
reza eua forro e de faci forra a lenho de hoje para
sempre, podendo gozar da sua plena liberdade como
se forra nascesse.
E para constar e cu nao poder escrever pedi ao
senhor advogado Jos Cario de San Pedro, esle por
mim passasse e a meu rogo assignasse o Sr. padre Din-
go de Barros e Araujo, peranle as leslemunhas abai-
xo assignadas. Silio de Linda Flor 25 de abril de
1853.A rogo do libertador, o capilao Antonio Dan-
tas Correa.O padre Diogo ae Barros e Araujo.
Como leslemunhas, Manoel Antonio Dantas Correa
Francisco Antonio de Torres.Joaquim Rimigio
da Silva.
Numero 2, pagou 160 rs. de sello. Villa da Inde-
pendencia 24 de maio de 1853. O colleclor, Al-
meida.O escrivao, Pimenta.
I.aneada nesla villa ,l.i Independencia aos 25 de
maio de 1*53.O tabelliao publico, Silva.
E mais se nao continha no dilo original, que eu
escrivao interino do districlo de paz de Timbauba e
Mocos abaixo assignado, bem e fielmente copiei do
proprio, a que me reporto, e vai esta sem cousa que
duvida (sea, por mira escripia e assiguada, conferi-
da e concertada na forma do eslylo neslt dislriclo
de paz de Timbauba e Mocos, aos 22 de selembro
de 1854.Em f do verdade, Jos Lopes da Cunha.
Eu Antonio Dantas Correa achaudo-me gravemen-
te enfermo de molestia que Doos me deu, e nao sa-
liendo se desta molestia cscaparei, e nom leudo la-
belli io a mao que approve um solemne testamento
cerrado : fajo esto meu apontameoto de minha ulli-
ma Miniado, para por minha morte ser rcduzido a
publica forma ou testamento meu, corapalivcl como
em direito me he permittido pelo reverendo Diogo
de Barros e Araujo em primeiro lugar, ou pelo ma-
jor Francisco Gomes de Araujo Pereira, e segundo
ou pelo meu genro Manoel Saluslianno de Medeiros,
aos quaes rogo sejiim meus leslamenleiros por servi-
os a Dos, e a mim merc.
Declaro que por minha morlo quero ser sepulta-
do na minha igreja matriz da villa do Pilar, e nvol-
lo em babiio preto. Declaro que depois queviuvei
de Joanna Francisca Dantas, tive cinco filhos nalu-
raes havidos na liberta Maria Francisca, os quaes
r lia ni i ni-se Filippe de Araujo Dantas, de maior, An-
tonio, Pedro, Firmo e Maria, conhecida por Cola,
o a lodos rcconliero por meus filhos, e legtimos her-
deiros, conjuntaiiHMile com a minha filha do mea ma-
trimonio Candida Guilhermina Francisca Dantas,
casada com o referido meu genro. Declaro que for-
rei na pa a minha escravnda Alexandrna filha de
miuia escrava rhereza.por ler recebido 1009para es-
sa liberdade. Declaro que nesla data, pelos bons
serviros que me prestaram eestao prestando os meus
seguintes escravos, a saber: Florinda muala, The-
reza muala, Victorino crioulo, que d'ora em diante
uranio gozando de sua plena liberdade, como se de
venlre livre nascessem. Sao leslemunhas presen-
ciaes a esle meu testamento us ou apontamenlo se-
nhores Manoel Antonio Dantas Correa, segunda Joa-
quim Rimigio da Silva, lerceira Flix Francisco de
An ira le, quari.i Francisco Antonio de Torres, quin-
ta Francisco Jos Muoiz, sexta Claudno Jos dos
Sanios.
E por nao poder escrever pedi ao advogado Jos
Carlos de San Pedro, e que pela mema razao por
mim assignasse o reverendo Diogo de Barros Araujo.
Silio de Linda Flor aos 25 do mez de abril de 1853.
A rogo do testador, o capilao Antonio Dantas Cor-
i'a. Por nao poder escrever, o padre Diogo de
Barros e Araujo.Como testemunha que eslea-
pontainenlo escrevi, a rogo do Sr. capilao Antonio
Dantas Correa, Jos Carlos de Sun Pedro. Como
teslemunhas, Manoel Antonio Dantas Corra.
Joaquim Rimigio da Silva. Francisco Antonio de
Turres Araujo. D.i lerceira lesteraunha Flix
Francisco de Andrade, por nao saber escrever, Jos
Carlos de San Pedro. A rogo da (eslemunha
Claudno Jos dos Sanios, por nao saber ler e escre-
ver, Manoel Antonio Dantas Correa Araujo.Da
leslemunda Francisco Jos Muniz, por nao saber es-
crever, Francisco Antonio de Torres.
Reconheco as ledras e signaos serem verdadeiros
o proprios do padre Diogo de Barros e Araujo, e de
F rancisco Anlono de Torres, e as de Jos Carlos de
San Pedro e Manoel Antonio Dantas Correa, por ser
informado serem verdadeiros e proprias do quo dou
fe. Timbauba 25 de julho de 1854. Em testemunho
de verdade o escrivao interino de paz, Jos Lopes da
Cunha.
Numero um, pagou 160 rs. de sello. Timbauba 25
de julho de 1854.Cunha.
E mais se nao continha em dito original, que cu
escrivao inleruo do dislriclo de paz de Timbauba e
Mocos abaixo assignado bem e fielmente copiei do
proprio, a que me reporto, e vai esla sem cousa que
duvida faja, por mim escripia e assignada, conferida
c concertada na forma do eslvlo, nesle districlo de
paz de Timbauba e Mocos "os 22 de selembro de
1854. Em f de verdade, Jos Lope da Cunha.
lllm. Sr. Luiz Lopes. Timbauba 12 de julho
de 18-54.Rogo a V. S. o favor de responder ao p
desla, que, se quando V. S. veio approvar o (esta-
mento do finado meu pai o capilao Antonio Dantas
Correa; primo, se foi elle proprio que entregou o
testamento, pedindo que o apprnvasse, ou oulra pes-
soa ; secundo, se elle eslava ou nao em seu perfeilo
juizo; tercio, se como (al o julgar.-im as pessoas que
o assignaram como leslemunhas, pelo que Ihe ficar
ohriaado quem he de V. S. menor servo c criado
Filippe de Araujo Dantas.
Atiesto c jurarei se preciso for, primeiro, que in-
do casa do finado Antonio Danlas Correa para ap-
provar a um seu testamento, ah chegando, o dilo fi-
nado em sua propria pessoa me entregara seu testa-
mento, o pedindo-me que o apprnvasse; segando c
(erceiro, que achci o dilo finado em seu perfeito jui-
zo, tanto porque pcrgiintandn cu as pessoas que se
achavam presentes e forara leslemunhas na npprova-
eao, a saber: Armindo Cezar de Maualhaes Barboza,
Antonio Jos da Silva, Manoel Joaquim Gonealves
de Mello, Francisco Antonio de Torres, Izid'ro de
tal.se achavam o doenlc o dilo Antonio Dantas Cor-
rea, aaa sen perfeilo juizo, e demorando-sc elles em
responder a esla minha pergunta, disse o dilo doen-
te em voz inlelligivcl: Respondamao que todos
de commum accordo responderam, que de fado o
doenlc eslava em seu perfeito ju/.o, como porque
encerrando cu o dilo tcslamenlo, depois dcapprova-
do e assignado pelas dilas teslemunhas e pelo advo-
gado, Jos Carlos de San Pedro. Arogo do testador,
por este nao poder escrever fui ciitrega-lo ao proprio
teslador, e este recehendo me disse: quero que me
faca o favor de guardar esle testamento. Ao que
nao dando cu resposla replicou-me elle dizendo:__
Guardc-o, porque oacho capaz de guardar conlos de
res, quanlo mais um testamento. A' visla do que
por ciiinluii.ic io de todos cima referidos e do sobri-
nho do referido testador Manoel Antonio Dantas Cor-
ra, eulrcsuei-o ao reverendo Sr. padre Dioso de
Barros e Araujo. Declaro qu se afirmo que o fina-
do testador Antonio Dantas Correa eslava em seu
perfeilo juizo na occasiao da appro\ac>ao de se testa-
mento, he pelas razoes cima espeudidas.
Passo esla por me ser pedida c o affirmo em f de
meu offlcio. Villa do Pilar 29 de julho de 1851.
O escrivao do geral e labelliao de olas, Luiz Lopes
Pereira.
E mais se nao conlinha em dilo original, que eu
escrivao interino do dislriclo de paz de Timbauba e
Mocos, abaixo assignado, bem e fielmente copiei do
proprio a que me reporto; e vai esla sem cousa que
duvida faca, por mim escripia e assignada, conferi-
da e concertada ua forma do eslylo, nesle dislriclo de
faz de Timbauba' e Mocos, ios 22 de selembro de
851- Em f de verdade, Jos Lopes da Cunha.
PIRLICACAft A PEDIDO.
A rainha do baile.
Son ame n'est rien que tendresse,
Son corps qu'harmonieuse conlour
Tout son clre que rail caresse,
A'esl qu'un pressenliment d'amour
(Lamartine.)
Amigo Agrario pergunlas
Quem foi do baile a rainha?
Oiiere acaso que eu diga
O que meu peilo adevinha ?
(.lucres acaso qoe eu diga
Esse nome l.lo mimoso I
Ou queres antes que eu piulo
Esse lodo primoroso ?
Quem foi do baile a rainha
Que meu peilo caplivou ?
V l se o (eu adevinha,
Quem o baile abrilhanloo,
Quem I rajn vestes de crep
Sapatinhosdesetim,
Nao foi do baile a rainha ?
Ser.i mais : he seralim.
Quem lindo bouquet levava,
Que lindos cravos conlinha
Por mim lodos oflertados.
Nao foi do baile a rainha ?
Quem lao linda cor possue.
Eolitos lao seductores,
Nao foi do baile l rainha ;
He rainha dos amores.
Queres que cu diga o seu nome t
Queres-mea cbamma avivar ?
O seu nome.... ad nao o digo,
Uci de em meu peilo gravar...
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE11 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Col.iroo ofliciaes. .
Cambio sobre Londresa 28 d. 60 d|*. a dinheiro.
Descont de lellras de 30 dias8 % ao anuo.
Assucar branca 3.* sorlea 39000 por arroba em
barrica.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....88:5439761
Idem do dia 11........10:1329570
98:6763334
Descarregam hoje 13 de novembro.
Galera ingleza5woriz/f Barca diuamarquezaPreciosagarrafes e farelos.
Brigue portuguezTanjo ///diversos gneros.
Brigue sardoDaiwiidem.
Hiale brasileiroOlindafumo.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....4:6385887
dem do dia 11........ 3319810
1:9709697
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....7019363
Idem do dii 11........ 199200
7209563
Exportacao*.
Colinguiba, sumaca nacional Flor do Angclim, de
J toneladas, cc-nduzio o seguinte : 100 barriras
bacalho, 4 gigos e 20 canaslras hlalas, 28 volumes
diversas mercadorias, 1 embrulho vossouras, 1 ogao
e seus perlences, 1 barrica com 1 filtrador, 1 roda de
limpar facas, 6 garrafas licor, 1 caixa rap, 16 volu-
mes diversos objectos, 2 camas de vento, 1 banheiro,
6 bacias, 1 caneca e 8 talas de folha de Flandres, 2
eiios de ferro e 1 lomo de dilo com 13 arrobas e 2
libras.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 10.....6:6789195
dem do dia 11......... 4229780
7:1009975
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia I a 10.....4*809611
dem do dia II........ 3939414
5:2731455
PRACA DO RECIFE 11 DE NOVEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
_ Revista semanal.
CamDI0S.....Sacon-se a 27 3|4 e 28 d. por %, fe-
xando boje a pra$a ao ultimo
preco.
Assucar- As entradas foram pequeas, e fo-
ramprocuradas as qualidades finas,
tendo-as pago os armazenarfos a
mais de 39 pelo brinco, e a 19700
pelo mascavado; para 09 inferio-
res nao tem havido compradores.
Houve venda do brinco lerceira
sorle a 39 por irroba para expor-
tacao.
Algodo Em consequencia de maior procu-
ra os preces se tornaran) mais fir-
mes, bem que nao livessemos no-
ticias da Europa. Vendeu-se o su-
perior de 59700 a 59900, e o regu-
lar de 59500 a 59600 rs. por ar-
roba, llouvera-n vendas do da
Parahiba de 69IOO a 69200, e do
de Alagoas do 59800 a 69, ambos
poslos a bordo em seus respeclivos
porlos. Os deposilos vao em aug-
mento, nao s nesla cidade, como
nos referidos porlos.
Couros ----- Venderam-se os do Aracaty a 153
rs., e os da Ierra de 155 a 157 yi
" por libra dos seceos salgados.
Bacalho----------Houve ura carregamenlo de 1505
barricas, que foi vendido para
consumo, e oulro de 2,560 seguio
para os porlos do sul. Relalhoa-
se a 149. e ficaram hoje em ser
3,800 quintaes.
Carne-secca- Exislem uo mercado 8,500 arrobas
da que Irouxe do Rio Grande do
Sul a barca Santa Maria Boa
Sorle, e relalhou-se de 49800 a
59200 por arroba.
Familia de Irigo- Ha em ser 600 barricas de Trieste,
600 de Baltimore, e 600 chegadas
de Inglaterra em um navio que
esla fazendo quarenlena. Vnden-
se da primeira a 299 o da segunda
a 279 por barrica.
Vinhos Os liespanlmes em cascos portu-
guezes obtiveram cerca de 2009, e
em ditos entilan, de 175-9 a 1859
por pipa.
Deaconlo Rebaleram-se letras de prasos cur-
tos de 7 a 8 por cenlo, e maiores
de 9 11.
Freles Esto baixando em consequencia
da alia dos gneros, c mesmo da
entrada de alguns navios.
Ficiram no porto 57 embarradles: sendo, 2 ame-
ricanas, 24 brasileiras, 1 diuamarqueza, 5 francezas,
2 hamburguezas, 4 hespanholas, 1 hollandeza, 10
inglezas, 7 porluguezas e 1 sarda.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrados no dia 11.
M-iranlian40 dias, escuna nacional Sociedade Fe-
liz, de 122 toneladas, capilao Jos Joaquim (ion-
calves dos Santo*, equipagem 9, carga arroz ; a
Caelano Cyriaco da Costa Moreira. Passageiro,
Manoel Gonealves Torres, Manoel Jos Marlins.
Dunkerque6-; dias, patacho francez Bon Pere, de
87 toneladas, capilao Fourneau, equipagem 9.
carga genebra e mais gneros ; a Dour & Compa-
nhia. I'icou de quarenlena por 5 dias.
Navio entrado no da 12.
Hamburgo13 dias, brigue bamburguez Olio, de
200 toneladas, capilao I. P. Lassens, equipagem
10, carea fazendas e mais gneros. Passageiros,
Guslav llenrique Praegercsua famili.i.Seguio pa-
ra a Babia. Veio largar os passaaeiros~-^~
Navio sabido no mesmo dia-^
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Recife, capilao
Manoel Jos Ribeiro, carga milho, Passageiros,
Joaquim Manoel Gomes de Mendnnra, llenrique
de Azevedo Mello. Prancisco da Cosa Maia.
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que, no dia II do correnlc,
ao Itieio-dia, ira praca, peranle a mesma Iheson-
raria, para ser arrematada a quem por menos lizer,
e melllores vanlagens offerecer, a obra do conccrlo
da cubera de um dos armazens da alfindeca desla
cidade, cujo plano e ornamento eslarao patentes nes-
la secretaria, para quem os quizer consultar.
Os prelendenles devem comparecer no dia e hora
marcados cora seus fiadores no lugar do costume.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco, 8 do novembro de 1854. O oQlcial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimenlo dos
conlribuinles abaixo declarados, do imposto de 20*.
sobro o consumo da agurdente neste municipio
perlencenle aos excrcicios de 1818 a 1852, que
lendo-se concluido a liquidadlo da divida activa
deste imposto, devem comparecer na menciona-
da Ihesouraria dentro de trinta dias contados do
dia da publicarlo do prsenle edilal, para se lhes
dar a ola do seu debito, afim de que o paguem
na mesa do consulado provincial, fleando ni in-
lelligencia de que lindo o dilo prazo serao execn-
lados.
E para conslar se mandou publicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 2 de novembro de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Jos Silvestre.......... 29000
Joaquim Jos Gomes........ 49000
Joao Frincisco Pessoa....... 39200
Jacinlbo Jos de Souza.....a I.SMMl
Jos Ferreira da Silva....... 19000
Jos Fernandes da Cosa Torres. 19200
Juliao Maria. Freir........ 7-3000
Joao Baplista......... 149000
Joao Martins do Moraes...... I89OOO
Jos Libralo Galvo........ II9OOO
Jos Rodrigues di Silva....... 89OOO
JuAn Anlonio.......... 109100
Jos Guilherme......... 149100
Jos Peres de Carvalho....... 328000
Jos Joaqun da Silva........ 289000
Jos Joaquim Dias Fernandes..... 80*000
Jos Antonio Moreira....... 149000
Luiz Ferreira da Cosa....... 249000
Luiz de Franca.......... 219400
Lniz Caelano Borges........ 69OOO
Luiz Pedro Gonealves...... 109400
Luiz de Franca Curado....... 49000
Leonardo Bezerra Monle Negro .... 79200
Luiz Jos de Oliveira Diniz..... 415600
Luiz (ionrahes Penna....... 20J8O0
Leonardo Jos Ca neiro....... 169000
Laurenlino Antonio da Rocha .... 89000
Luiz Maria de Franca....... 89OOO
Luiz Jos........... 489000
Luiz Alves Ferreira....... 49000
Luiz Francisco de Barros Reg .... 2089000
Leonor Maria da Conceirao...... 48JO00
l.ilmrio Gomes da Silva...... 4jO00
l.oureiro Ribeiro da Cunha & C,". 2O9OOO
Luiz Pereira da Fonceca...... 89000
Luiz Pereira da Fonceca...... 6-5OOO
.Manuel Jos de Souza....... 199200
Manoel Gregorio de Albuqncrque 129100
Miguel l.ouienro Lopes....... 159000
-Maria Rosa.......... 7o()00
Manoel Anlonio Pereira....... 149000
Manoel do Rosario....... 39000
Manoel Vieira da Paixao...... 69000
Maria do I.ivramenlo........ 39820
Miguel Francisco do Espirito Santo. 169800
Manoel Guedes......... 39000
Manoel Tarares Macelo .....'. |S5O0
Manoel Andr.......... sOO
Manoel Ferreira........, 39OOO
Manoel Pinto...... 3OU00
Manoel Coelho do Reg. \ ', 39OOO
Marcelino de Albuqucrquc Mello 69000
Maria do Sacramento....... 39OOO
Manoel Jos dos Santos....... 99000
Manoel Francisco....... 1-xtnon
M.,._ > i_-^niu
1I1I.10 Borges.......... 189000
Manoel Francisco Marlins..... 25J600
Malinas Cesado Pereira de Mallo I298OO
Mana Thereza de Jess. ...... 5I20
Manoel Alves da Silva Costa Gaimaraes. 6.-400
Manoel Vicente da Silva Brag..... 249000
Manoel Anlonio de Figueiredo .... 89000
Manoel Vieira Rosa i<>->nnn
-Manoel -Nicolao.......... 49000
Maria Francisca de Lira ..!.."! 4I9OOO
Manoel Ignacio da Coila Monleiro 129000
Manoel Jos Pontea........ 249000
Maria Quitea........, gj^oQ
Maria Francisca da Silva...... I698OO
Manoel Joaquim do Nascimeoto. 203800
Manoel do Nascimeoto Gomes. ... 29400
Manoel Simplicio......... 39200
Manoel Pi Ribeiro.......", 49000
Manoel Pedrozo do Reg.....\ 49000
Maria do Rosario.......[ [ 49000
Manoel Jos dos Santos, Rsnnn
Manoel Lopes.......' ', S^q
Manoel Francisco dos Prazeres '. ', '. '. 49OOO
Miguel Jos Rodrigues da Cosa .... 969000
Manoel Antonio Feire....... 73200
Manoel de Souza Pereira Jnior. ." 93600
Manoel Gaspar da Silva...... 3209000
Manoel Alves Cardozo...... 3203000
Manoel Jos de Franca....... 63400
Manoel Fernandes........ 4a000
Manoel Lopes Roerigues ....'.'. 89000
Maria Joaquina Cavalccanli ....'. 89OOO
Manoel Rodrigues Nogueira Lima 43000
Manoel Nicacio ....... 49000
Maria Bezerra........[ j 89000
(Conlinuar-ie-ha.)
DECLARADO EST "
-,7" I'11"'0"1 ll0J e meio dia os correioi para as
villas de Flores, Ouricury, Exu' e Boa-Villa, e para
a cidade de Olind.
Por esla subdelegada se declara, que foi ap-
prelicndido a urna mulher, por suspeila de Ihe nao
perlencer, ura carto com filas de 13a, que andava
ella vendendo, c sendo interrogada declarou que o
havia recebido de Joao Pedro Angelo de Oliveira,
que sendo lambem interrogado, disse, que essas filas
e oulras fazendas linham sido compradis ao nego-
ciaule allemao Tirara Mousen & Winasca por Luiz
Moreira da Silva Pinto, que consta achar-se preso
por ralla de cumprimenlo de leus Iralos commer-
ciaes i se alguem se julgar com direilo a dilo carlao,
proeure-o para Ihe ser restituido. Subdelegada de
. Joso do Recife 10 de novembro de 1854.Ma-
noel Ferreira Accioli, subdelegado.
Em observancia do disposto no art. 19 das ins-
Iructoes de 31 de Janeiro de 1851 tem de serem ar-
rematados em hasta publica, quem miis dr, era
praca presidida pelo Sr. Dr. juiz dos feilos da fazen-
da, depois desaa prxima audiencia, os bens seguin-
tes, por execuces da mesma fazenda nacional, con-
tra seus devedores : a casa de sobrado de um andar
e soiao, na ra do Padre Floriano n. 7, eora 26 pal-
mos de largo e 80 de fundo, cacimba, quintal mura-
do, em chaos foreiros'por 3:0009000, penhorada a
Antonio Hypolito de Verc,oia ; a casaierrea em cai-
xao, na ra Imperial n. 41, com 30 palmos de largo
e 80 de Tundo por ^OOOSOOf* a Luiz Antonio Mu-
niz ; urna dita na ra larga do Rosario n. 6, com 50
unViSlv 'rB? e *? de full00> em "ao estado por
SUU900, a Jos Rodrigues do Passo ; urna armado
de madeira de pinho envidracada, e balcSo por 609
rs.,a Joao da Ora ; a casa lerrea, sita na ra Impe-
rial n. /I por 5509000, a Manoel Ignacio de Olivei-
ra, por Anlonio Rabello da Silva Pereira ; mil e
quinhenlas lelhas e algumas portas de madeira era
bom estado, ludo por 403000, a viuva de Miguel
l'rancisco Gomes ; urna casa lerrea, ila em Fra de
l o. tas n. 81 por 3509OOO, 1 irmandade de N. S. do
Uom-Parto ; um sobrado na ra do Farol, no bairro
do Recife D. 8, em mo eslado por 8OO9OOO, a ir-
mandade de Santiago da igreja do Pilar; om barril
com 20 caadas de agurdenle e urna armar 1 envi-
diada, ludo por II9IOO, a Jos Coelho Neves :
quem pretender os hens cima declarados, compare-
ja no lugar e hora do coslume. Recife 10 de novem-
bro de 1851.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alves.
Tendo esta repartirn encontrado no primeiro
de abril do corrale anno a bordo do transporte na-
cional Pirapama, com desliuo ilda de Fernando,
seis barris de agurdenle denlro de urnas pipas, en-
volvidas em urna porreo de mel, em consequencia
do que levo de fazer a necessaria apprehensao de
lodos estes objectos, por se citar prohibida a impor-
tarlo do primeiro na dita ilha, vende em leilao pu-
blico no dia 14 do crreme mez pelas 11 horas da
manhaa na porta do almoxarifado, em cumprimenlo
das orden- do Exm. Sr. conselheiro presidente da
provincia, nao s a dita porreo de mel, como dos
mencionados vasilhames, para cuja compra convida
os prelendenles a comparecerem.
Secretaria da inspeccao do arsenal de marinda de
Pernambuco 10 de novembro de 1854. 10,'secreta-
rio, Alexandre Rodrigues dos Anjos.
Pela subdelegada da freguezia de Sau Frei Pe-
dro (jonr.ilves do Recife, acha-se preso o pardo Mi-
guel, escravo segundo elle diz) de Joaquim Rodri-
gues da Cosa, da provincia da Parahiba; bem como
urna sacca com caf, que foi adiada no caes d.i al-
fandega. A quem perlencer qmlquer das cousas
apresenlc-se, que justificando Ihe ser entregue.
0 subdelegado, Jos Joaquim de Oliveira.
AVISOS MARTIMOS.
PARA O RIO DE JANEIRO
seguir em poneos dias o brigue uaciooal Puritano
por ler mais de metade da carga j prompta ; pan o
resto da carga e escravos a frele, trala-se com os con-
signatarios, ra di Cruz o. 40, primeiro andar.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O conseibo de directo, de conformidade com o
art. 4. titulo 1. dos estatutos di companhia, con-
vida os senhores accionistas a reilisarem mais 25 por
cenlo sobre o numero de aceces que subscreveram
al o dia 15 do futuro mez de novembro, afim de se-
rem feilas com regularidade para Inglaterra as re-
messas de fundos com que tem de altender 01 pra-
zos do pagamento do primeiro vapor em conilrucco,
sendo encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coolon,
na rui di Cruz n. 26.
Para o Porto pretende sahir com moiti brevi-
dade a barco portugueza Sania Croz 5 pan carga
e passageiros, Irala-se com Francisco Alves da Cu-
nha & Companhia, na ra do Vigirlo n. 11, ou com
o cipitao Adriao Ferreira di Silva, na praca do com-
mereio.
Para Maranhao.
Epera-8e uestes dias do Rio de Janeiro, o
brigue nacional Brilhante, pouca de-
mora tera' por trazer maior parte de seu
carregamento: para o resto e passagei-
ros, trata-s com Novaes & C-, na ra do
Trapiche n. 34. primeiro andar.
COMPANHIA DE LIVERPOOL.
Espera-se de Liver-
pool no dia 15 o vapor
Imperador, commiu-
danle" Brown ; depois da
- demora do coslume se-
guir pan os porlos do sal: igencii, ra da Cadeia
Velta n. 52.
N. B. As cartas para o Rio da Prala recebem-se
na agencia, pagando o porte de 500 rs. por cada cir-
ta simples, eas pan os porlos do imperio sement no
correm.
O agente Vctor, Lata leilao no seu ormazcm,
ra da t-ruz n. 25, de esplendido sorlimenlo de fl-
oras de marceneria novas e usadas, de dilTerenfes
qualidades, relogios de melal gilvinisados para al-
gibeira, candieiros para meio de na, Unieron
com pes de vidro e casquinho, um rico ippirelho de
porcelana muilo fina para che, 1 caixa com diversas
obras de prata, do lei, 50 garrafas de relente vi-
nho de caj, 1 pnrcio de charutos de superior qua-
lidade, 1 Uila de louca vidrada, 1 escravo de nar-ao,
muilo mojo, e oulros muilos objetos, etc. ; ser
tambem vendido para liquidado de contis pelo
maior proco offerecido, o reslinle do livros do fina-
do r. Jos Francisco de Paivi. Na mesma occa-
siao, ven der-se-ha por conta e risco de JosCaelano
v leirada Silva,l mesa de amarello e 1 commoda de
pao d oleo. Ira a leilao 1 jogo de pistolas novas para
afeitara de 12 Uros*: (erca-feira, 14 do crreme,
as iy ', horas da manhaa.
Brunn Paaeger 4 C, farao leilao,
por intervencao do agente Oliveira, de
ura bello sortimento de fazendas de laa,
linho, seda e dealgodao, as mais proprias
do mercado, e ltimamente despachadas:
terqa-feira 14 do corrente, as 10 horas
da manhaa, no seu armazem ra da
Cruz.
, O agente Borja, quarla-feira 15 do correnle
tara leilao em seu armazem na ra do Collegio n
15, de um sorlimenlo completo de obras de marci-
neiria novas e usadas de dirTerenles qualidades, um
excellenle piano inglezdejacarandi muilo moderno
relogios de ouro e prala para algibeira, ditos de pa-
rede o mesa, obras de prata e do ouro, apparelhos
de melal principe para cha, urna rica* bengalla de
umeorne com castao de ouro, ama aboloidun de
ouro para collele, um excellenle estojo de edarao
com varios perlences para coslura, etc., urna oulra
porcao de chapos de palhinhi de Italia muito finos
c oulros mmtos objeclns que eslarao visla dos com-
pradores; assim como lambem far leilao de Ires p-
timos escravos, sendo um preto ptimo cozinheiro e
perito sapatciro, um mulato bom bolieiro e urna mn-
lalinda de seis para sele annos de idade, que se en-
tregado pelo miior pre-o que for offerecido, os quaes
escravos eslarao patentes ao exime dossendores pre-
lendenles, as 10 horas em poni no mesmo arma-
zem no da do leilao.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, capilao Pedro Valette, Fillio: pa-
ra carga, trata-te com os consignatarios
Antonio de Alrneida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com multa brevidade, o
velciro brigue uDous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a fretc, trata-se com Novaes & C-,
na roa do Trapiche n. 5i, ou com o ca-
pilao na piara do Coininercio.
Companhia de navogaro a vapor Iti80-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas deslacom-
pauhia sao con-
vidados a reali-
sarem rom a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presla-
co de suas ac-
Ce, para a im-
portancia ser re-
mellida a direc-
cao : diriitindo-se a ra do Trapicde n. 26, casa de
.Manoel Uarte Rodrigues.
Sadc para o Ass com muila brevidade o hiale
Anglica ; quem nelle quizer rarregar ou ir de pas-
sagem, dirija-se a ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
PARA A BAHA
o dale A'oco Olinda. me-lre Custodio Jos Vianna :
a iiatar ruin Tasso Irmaos.
LEILO'ES.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annu netos he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandnrem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serio publicados.
O Sr. Mariano dos Reis Espinla,
queira dirijir-se a livraria n. 6 e 8, a ne-
gocio de seu interesse.
Pede-so io Sr. director das obras publicas,
que se compadeca dos habitantes da desdilosa Oliu-
da, que nao lem agua para beber, e loda a demora
que S. S. lenha nesle negocio, peces em urna das
i ra n e m,5erlcordia (dar de beber a quera tero le-
de.) Quanlo a esperaren) os dilos moradores pelo i
encanimenlo, bem v S. S. que ter de ficar desha-
biiada aquella cidade, se se guardar pan esse lempo
as providenciasO Olindense sequioso.
Quem annunciou querer comprar am braco de
bulanca com leus perlences, dirija-se i ra da Sen-
zala Nova u. 7.
Qnem precisar de urna ami de leile, a qual
lem pralica de criar: na ra do Nogneira Iota do
sobrado u. 26. b j-
Precisa-se de um caixeiro para taberna, que
teoha pralica, do 10 a 14 annos de idade: a IraUr
na roa do Raugel casa de cera n. 1.
~ '"se Ignacio de Arroda subdito portuguez vai
Porle Alegre, provincia do Rio Grande do Sal, a
tratar de seus negocios.
ANDA est por arrendar o silio da Torre, son-
de passou a resta doui annoi consecutivos o Sr. Dr.
ij enseca, com baixa de capim, cacimba e casa com
7 quartos, duas salas ecnsinha: os prelendenles di-
njam-ae a ra da Sau (a Cruz n. 74.
Desappareceu do engenho Pimenta, no dia 17
de outubro do corrente anno, urna escrava crioula,
de nome Clementina, com idade de 25 annos. pouco
man oo menos, cr prela, estatura regular,olhos um
pouco grandes, e lem na juula do p direilo a cica-
triz de um talho, assim como algomas marcas de
relho pelas cosas ; consti-nos qne elle ande ihi pe-
la Boa-Viagem, no engenho 8. Pialo : portanto,
roga-se as autoridades policiaes ou capiaes de cam-
po a capturada dila escrava, prometlendo-se recom-
pensar generosamente a quem lva-la no pateo do
Carmo n. l, ou ao engenho cima mencionado, a 6eu
senhor Caelano Marlins dos Sanios.
Precisa-se de duas mulheres forras on eseravas,
que saibam engnmmar o cozinhar o diario : na ra
Nova n. 50, segundo andar,
Aprompla-se almoso e jantar, e tambem ceia,
com iceio e limpeza, para casas particnliree: no boc-
eo do Padre n. 18.
Urna pessoa que lem bislinle pratici de fazer
escripliiracao!commercial,lauto por partidasdobradas
como simples, se offerecea fazer por mdico preco e
muila perfeicao : na ra do Queimado, loja n. 37,
sedira quem he.
Alugi-ie um silio junto i Torre, com bol casi,
quartos separados para hospedes, 2 estribaras, plan-
ta de capim para 2 cavallos, excellenle agua de be-
ber, e com bastantes arvoredos fructireros : quem o
pretender, dirija-se casa de Aoreliano & Andrade,
ra do Oueimadon.8, que achara com quem tratar.
Manoel Ignacio da Silva Teixeira faz scienle
aos sendores seus freguezes anligos, e modernos,
que de novo lde foi preciso tomar conta da sua pa-
llara, que tem collocada no paleo da Sania Cruz, a
qual linda entregado de sociedade a seu filho Ma-
noel Ignacio da Silva Teixeira Jnior, o qual n8o
querendo mais se foi cstabelecer em ama oulra ao
pe da caixa d'agua, angariando loda a freguezia que
exislia, pelo que o annancianle se v na dura ne-
eessidade de fazer ao publico osla advertencia, pan
que fiquem cerlos que ludo nao he a raesma cousa, e
que muilo agradecer a quem quizer continuar, e
mesmo de novo procuren) o seu estabelecimenlo, que
Petar de sua avancada idade e falla de saude Ihe
foi mislcr de novo sacrificar algum repoaso ; porm
com ludo far todo o possivel de bem servir i todos
que lde queiram fazer esla graca, mandando seus
portadores, que do presente no lem quem mande
em suas casas ; e contina a ler como em outro lem-
po bom pao, e lodos os mais torrados de loda a qua-
lidade e lamandos ; e sobre tuJo a melhor farinha
e bom trabadlo.
Desappareceu no dia" do correnle um preto do
nac.10, por nomc Joaquim, idade 40 nnnos, pouco
mais ou menos, lem um dos ps e perna mais grosso
do que o oulro ; levou calca de algodo de lislras e
palito de panno j usado e um chapeo de palha ordi-
uario mas ainda novo : roga-se as autoridades poli-
ciaes c capilrs de campo de captura-lo e leva-lo
ra do Amorim u. 33, on ao Rio-Formcso ao Sr.
Uuliiin Rodrigues da Silva.
Ai renda-so na Vanea, por lempo da fesla ou
por anno, o silio do Aju lano, n margem do Capiba-
ribe, e com casa aceiada ; a tratar na ra da Gloria,
n. 37.
Precisa-se alugar um prelo por mez on mezes,
para o servico ordinario do padaria : no pateo da
Santa Cruz, dcbaixo do sobrado n. Ia6.
OITerece-se um rapaz portuguez para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer eslaheleciinenlo, para
lomar conta por balanco ou sem elle, para o que
lem bstanle pralica : quem de seu presumo se qui-
zer ulilisar, dirija-se praca da Independencia n.
10, das 10 at 2 da tarde.
MUITO SUPERIORES.
Sao chegados loja de miudezas, defronte do Li-
vremento, os desojados phmiphoros sem o incommo-
dalivo enxofre, e tendo a propriedade de nao falliar
rogo, ha rm caixinhas de 100 e de 500, esies a 120 e
aquelles a 40 ; na mesma loja contina a ler tercos
encrasados, que por elles ji he bem conhecida par
luja dos lerc,o- ; a elle, fimuezes.

--.:


DIARIO DE PERNMBUCO, SEGUNDA FEIRA 13 DE NOVEMBRO DE 1854
Francisco Lucas Ferreira, com co-
clie'ua de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
luneral, sendo padres, msica, cera, ar-
maraona igieja ou cm casa, cairos de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarao tudo com aceie, segundo dis
poe o regulamento do cemiterio.
NAVALHS A eONTENTO ESTE OCHAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, cscriplorio de Aaauslo C. de Alireu, cooli-
iiuaio-se a vender a 8S000 o par (preco fixo) as ju
Iiein conhecidas e afamadas navalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que fui premiado na exposicAo
de Londres, as quaes alm de durarem exlraordina-
riamente, n.lo se seulem no rosto na accjlo de corlar ;
vendem-se com a condicao de, nao asradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra resliluindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriubas para unlias, feilas pelo mcs-
mo fairicaole.
i NO CONSULTORIO
DO Da. CASANOVA,
RuA DAS CRUZES N. 28,
j^ i imlinua-se vender carleiras de homepa-
ta* lliia de 12 (ubos (grandes, medianos e peque-
** nos; de 2i, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
de 144, de 180 al 380, por precos razoaveis, K
desde jjOOO al 20000110.
Elemeulos de homeopalliia, 4 vols. 6000 2
Tinturas a escoihcr (entre 380 quali-
dades) cada vidro 1>0 Tubos avulsos a escollia a 500 c 800
A pessoa que precisar de uin caval-
lo russo, que ande uo, seja novo, ardi-
goe sem achaques, annuncie a na mora-
da para ser procurado, ou dii ija-se a ra
do Queimado n. 20.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
o.dafregueziadaloria, cxtrahida em
27 deoutubro de 1854.
1 N. 4458.........
1483.........
1984.........
3347.........
103, 2051, 5153 ,
4470, 5784, 5975.
656, 1857 2576 ,
3145 5546 3954 ,
4574 4695 5556 ,
5586.........
737, 851 1206,
1508, 1985 2524 ,
2669 2867 2973 ,
3075 5333 5942 ,
4532 4355 4370 ,
4581 4790 5268 ,
5557 5586.....
22.1, 279, 514, 569;
390, 419, 477.
678
821
1
1
1 >
6
10
20
20:000
10:000$
4:000$
2:000$
1:000$
400$
60
200$
486,
705,
880, 1063
1147, 1224
1589 1427
1516, 1649
1844
2146
2337
2574
696,
839 ,
1076 ,
1559 ,
1501 ,
1741 ,
1845 1940 ,
2148 2529 ,
2513 2558 ,
100 de
1800 de
2776 2901
3051 5205 3346 ,'
5420 5568 5579 ,
5866 3947 4508 ,
4555 4703 4846 ,
4972 5072 5337 ,
5466 5501 5553,
5647, 5775, 5835,
5907 5975.....
100$
40$
20$
ii m
2006 premios.
Sabio nestaprovincia a sorte de 20:000$
no meio bilhete n. 4438, duas sortes de
1:000$ nos ns. 3153 e 5784, e muitos ou-
tros premios de 400$, 200$ e 100$.
Temos exposto a' venda os bilhetes da
20. lotera de Nictheroy, que correu na
casa da cmara muuicipul no dia sexta-
feira 3 do corrente, as listas vem pelo va-
por nacional at 18 do corrente e os pre-
mios sei-ao pagos na forma costumada,
logo que se lizer a destribuicao das listas.
Prtcisa-se de urna ama para o servi-
<;o de urna casa: na ra Augusta n. 86.
Precisa-se de urna ama forra ou cscrava para o
scrvico das compras e cozinlia de urna familia de 3
pessoas: na ra da Conceicao n. paga-se bem.
Precisa-se alugar urna prcla, para andar com
lima enanca e que saiba lavar e engommaf : na ra
da Cruz n. 6.
Aluga-se a casa terrea na ra Imperial, com
nasiaule commodos, quintal c cacimba : quem a
pretender, dirija-se a ra do Lixramciilo u. 20.
Hoga-se a pessoa que llie fallar um escravo de
iiome Ricardo, de nacao Augola, o qual fugio, e an-
da nesta praca procurando senhor, de dirigir-sc i ra
llireila u. 3, quedando os signaes cortos lliescr cu-
Ircgue.
Aluga-sc mensalmenle um prelo ou molequo
para servico que nao depende de forcas e nem de
peso ; na ra da Cadeia de Santo Antonio, cocheira
de carros n. 5.
Precisase alugar um sobrado de um andar,
ouuma casa terrea com quinlal, cojo preco mensal
nao exceda de 203000 at 258000, cm qualquer das
rw Nova, do Sol, das Flores, da Concordia, das
jrincliciras, do Rosario, do Queimado, das Cruzes,
da Cadeia, do Collegio ele. ; quem liver, dirija-se ;i
rui das Mores n.37, primeiro andar, que se faz qual-
quer negocio. '
D-se dinheiro a juros sobre penliorcs de ouro
ou prata, em pequeas quanlias : na ra dos Guara-
rapes n. 26, se dir quem da.
".Bf" ^"ar com o SrT Jos Joaquim (lo-
mes da Silva, natural de Portugal, para receber urna
encommenda de sua familia; ou se alguma pessoa
souber dar informacOes do mesmo, se II,o Picara Bai-
lo ubrigado : na ra do Rosario da Boa-Vista n. 41.
Casa deafericao, no pateo do Terrn. 16.
,Jg af"ldor aoi leressadas, que o Sr. A. da S. Gusmao Jnior he
competente para assignar os billieles.
Francisco Jare dos Santos.
. Previne-se a quem convicr, que no caso de ser
'llamado pelo Sr. Antonio Feto Percira, morador
em Santo Amaro de Jaboaulo. para traballiar no scu
iiuiel, acaulele-se, de, por cobrar scus ordenados ou
salarios, ser maltratado pelo mesmo senhor, com pa-
i.ivras e oulros insultos, como acoulcceu com urna
pessoa, que ha pouco acabon de ser victima de seroe-
lliantc tralamenlo da parle daquellc senhor, por oc-
casiao de ler-se retirado de scu hotel onde Irabalha-
va, e cobrar-lho seus salarios vencidos.
*i*:S.S:$8.K->3
. u J. MI DEXTIST V, 8
condola a residir na ra Nova n. I, primei- "
9i 'O andar. '
I recisa-se de um escravo para o servico de
sido prximo a esla cidade : quem quizer alugar
"enslmenle, dirija-se ra estreila do Rosario
Joao Pires Soares embarca para o Rio de Ja-
neiro 2 escravas, crioulas, de nome Fauslina e Fran-
De accordo com o art. 41 do oslatuto da com-
panhia de Seguros Martimos Utilidade Publica, os
directores convidam ossenhores accionistas a compa-
recerem no da lodo corrente, noescriptorio da ra
da Cadeia n. 42, ao meio dia. Recife 9 de novem-
oro de 18.>*Os directores, Aooef Joaquim Ra-
mos e .Silva, I.uiz Antonio Vieira.
Aluga-se um armazem proprio para rerolher
qnalquer objecto da alfandega, no becco do Burgos:
a tratar na ra do Vigario n. 15.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AMDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas homeopathicas todos os das aos pobres, desde 9 horas da
inanliia aleo meio dia, o om casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nnile.
Oflererc-se igualmente para praticar qualquer operarao de cirurgia, e acudir promplamentc a qual-
quer inulherque esleja mal de parlo, c cujas circumslancias nao penniltam pagar ao medico
NO CONSULTORIO DO Dll. P. 1. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo do|Dr. G. II. Jahr, Iraduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, quatro
voluntes encadvrnados em dous :..............t -IVOHO
Esla obra, a mais importante de todas as que Iralam da liomeopalhia, intersea a Untos os mediros ana
quizerem experimentar a <>oalrina de Ilahncmann, e por si proprios se convenceren! da verdade da
mesma: inleressa a lodosos senhores de engenho c fazendeiros que eslAo longe dos recursos
eos : inleressa a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra de ler n
acudir a qualquer mcommodo scu ou de seus iripolantes ; e inleressa a lodos os chefes de fi
proprios
dos medi-
recisao de
.. familia cue
por circumslancias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homcopalba ou traduccao do Dr. Uering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopathia um volume grande.......... 88000
0 diccionario dos termo de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ale, ele.: obra indis
pensayel as pessoas que quercm dar-se ao eatudo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele...............
Dita de 3fi com os mesmos livros..............
Dila de 48 com os dilos. ,.....
Cada carteira he acompanhada de doos frascos de tinturas indispensaveis. a escoiha'. '.
Dita de G0 tubos com ditos.................
Dita de 144 com dilos...........".".".". ....
Eslas sao aeompanhadas de 6 vldros de Unturas escollia.'
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Ieriug, lerao o abalimento de lOSOOOrs. em qualquer
das carleiras acuna mencionadas. i i
t.arleiras de-24 tubos pequeos para algibeira...... KtfMX)
Ditas de 48 dilos .......................' ItieOOO
1 ubos grandes avulsos....................... 13000
Vidros de meia on^ de tintura.............. 000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pod d'ar'uni psn seguro na pralica da
nomeopalhia, e o proprielano desle estabelecimeulo se lisongeia de lelo o mais bem montado possivel e
mnguem duvnla boje da superioridade dos seus medicamentos.
la mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a b'revidade c por precos inuilo com-
modos. ir
4000
408000
458000
508000
608000
IOoOOO
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a attignatura do Diario de Pernam-
Ijuco, para a mesma cmara, que se
acfaa em grandeatrazo de pagamento.
9 DENTISTA FRANCEZ.
@ Paulo Gagnoux, eslabelecido na ra larga $
9 0 les com gengivas artiliciaes, e dentadura com- (j(
9 pela, ou parte della, com a pressao do ar. y,
$j Tamben) (cm para vender agua den I i frice do @
jf Dr. fierre, e |i para denles. Rna larga do j
3 Rosario n. 36 segundo andar.
" S fcfSl ftaMa ifluM4MksM
O padre Vicente Ferrer de Albu-
quer|ue, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ra a mesma lingua com todo o esmero e
regitlaridade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por jsso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de eu prestimo,
notestando satisfazr a' expectacao pu-
ilica ainda acusta dos maiores sacricios,
e, emquantonoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de liomeopalhia uicfrancez, obras
(odas de summa importancia :
Hahnomann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
... Iumes.....*......208000
leste, rrolcstias dos meninos.....6jO00
Itcriug, hoincnpalhia domestica.....78000
Jahr, pharmacopa homeopalhica. 6?000
Jahr, novo manual, .4 volumes .... ItiyXK)
Jahr, molestias nervosas.......(000
Jahr, molestias da pclle.......89000
Itapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes 168OO0
llarthniann, datado completo das molestias
dos meninos..........logoOO
A leste, malcra medica homeopalhica. 88000
De Kavolle, doutrina medica bomcopalhica 78000
Clnica de Slaoncli........(000
Casting, verdade da homeopathia. 4O0O
Diccionario de Nxslen.......lOjOOO
Altlas complelo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coutendo a descrp;ao
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-sc todos estes livros no consultorio homeopa-
llnco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servido de bolieiro um escra-
vo mulato com muila pratica desse oHcio. Na ra
da Saudade fronteira a do Uospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha doUvrameulo tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da i-ua do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada lia
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lns
escrivao de Iguarassu', queira (piando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na ra de S. Francisco, dirija-se a
esta typographia a negocio que llie diz
respeito.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se llie preci-
sa fallar a negocio-
Quem precisar de urna ama de leite
muito boa, dirija-se a ra do Rosario lar-
ga sobrado n 26, primeiro andar.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesouieiro az constar que estro
a venda os bilhctes da presente loteria
nos lugares seguinles: ra Nova n. 4,
praca da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moracs, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Roa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na thesouraria das
loteria*.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Prero dos bilhetes:
Inteiros. 8<000
Meios. 4s000
Prerisa-sc de .501*8000 rs. a juros, sobre h\ po-
niera ile duas cscravs : quem os quizer dar annun-
cie para ser procurado.
Aluga-se al o primeiro de selembro urna boa
casa com quinlal bem plantado ni Capunga, onde
faz quatro cantos : quem a preleuder dirija-se ao Sr.
Scbasuao Josc da Silva Pena no mesmo lugar, ou
i ra da Cruz, armazem n. 15.
AO I'IBLICO. i
No armazem do fazendas bara- lf
tas, ra do CoUegio n. 2,
vendivse um completo sortimento '
de fazendas, linas c grossas, por B
precos mais baixos do (|iteemou- 'A
ta qualquer parte, tanto etn por- sjj
roes, coIno, a rolallio, afliancando- f ^
se aos coniprardores um s prero M
para todos : este estabeleciment Pj
abiio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciacs
inglezas, iancezas, allcmaas esuis-
sas, pai-a vender fazendas mais em
conla doipie se tem vendido, e por
isto olTerecendo elle maiores van-
lagcns do que oulro qualquer ; o
propiielano desle importante es-
talMiecimenlo convida a' lodos os
seus patricios, e ao publico em gc-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim. H
aOHBafBBi zmmE&m^&ms^
I inlaian limiten), 9 do corrente, pelas 3 horas
da larde, do bolso de um carguero do engenho Caia-
r;, iiiii_rcl"io de prala dourado, patente inglez de
n. 86o5 : roga-se pois a quem for offerecido, ou
que della saiba, o favor de dirigir-se i ruada Cruz
do Recife n. 7, primeiro andar, que generosamente
se recompensar.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vcudem-se loalhas de panno de linlio, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamscalos, por precos com-
modos.
Lava-se e eugomma-sc com loda a perfeijao e
accio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15. **
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do correle imprcte-
rivelmenle
Aos 8:0008000, 4:0008000, 1:0008000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mu acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do raulelisla Salusliano de A quino Fcrrca ;
os bilhetes c cautelas desle cautolista nao sofTrem o
descont de 8% do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 98000 recebe por inteiro 8:0008000
Meios a 49500 dem 4:0008000
Quartos a 28300 idem 2:0008000
Oilavos a 18300 idem 1:0008000
Decimos a 18100 idem 8008000
Vigsimos 8600 idem 4008000
Sahio luz a biographia do Dr. Gomes cm um
folhelo de 30 paginas, grande in 8., com o seu re-
trato e o fui--.nnlc ila sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azcvcdo com espantoso tlenlo nalural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na prac_a da
Independencia, as boticas dos senhores Borholo-
mcu e Pinlo, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Santos Fontes ra lo Collegio n. 25. Preco 1-8.
Precisa-se de um cosiuheiro para um engenho
perlo da praca : a fallar na ra das Flores n. 37,
primeiro andar.
Do sitio da campia da Casa-Forte, onde csl
resi.lindo o abaixo assignado, fugiram ou foram fur-
lados para amanhecer no dia 5 do concille mez, 6
bois, que vieram para o consumo, com o ferro a
cuiilai.au de urna meia la : roga-se encarecidamen-
te a quem souber onde eslejaio^ os referidos bois
de avisar ao menciouado abaixo assignado.
Joao Paulo b'crreira.
UM PRODIGIO DO WETIIOO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o illuslre lilleralo, a paginas XI da sua 3.=
ediccao, que o seu melhodo cura a gaguez ; com
Bailo, o seguinte caso he mais una maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rvra. Sr.
padre I.emos de eusirrar um menino minio ; eu n.lo
sabia como desempeuhar a minha missao, fui-lhc
gritando as regras e mais preceilos do melhodo,
quando oh! prodigio, no lim de 15 das o menino
culraa pronuuciarlodo o alphahelo.junla as sitiabas,
canta as regras e execula as marchas sillabicas com
loda a perfeicao 1 Os increJulos podem desengaar-
se com o pai do dilo menino. O director da escola de
lcitura repentina eslimaria muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes dcsla cidade fossem das 7
as 9 da noite, horas em que eilarao mais desocupa-
dos, leslemunliar ocularmente a excellencia deste
melhodo. As lices de noite para os homens 51000
meusaes ; de dia para os meninos 38000. O director
d livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarello.
Aluga-se urna casa terrea na povoacao do Mon-
tciro, com a frente para a igreja de S. Pantalcio,
muito lmpa, tresca, com commttdos para familia re-
gular, tendo urna porta o duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoacao, ou na ra do Collegio u. 21, se-
gundo andar.
Precisa-se de urna ama secca para casa de fami-
lia, a qual teulia boa conducta : quem ejliver nestas
circumslancias, drija-so ao aterro da Boa-Vista
n. 39.
Aluga-se urna loja com armadlo para taberna,
no pateo da Santa Cruz : quem preleuder, dirija-se
a ra das Cruzes n. 9, sobrado.
Ouem precisar de um pequeo de Uannos,
cliegado agora do Porto, para caixeiro de loja, ou
mesmo para taberna, dirija-se i ra da Cruz, arma-
zem n. 15.
Aforn-se om terreno na ra do Jasmim, em di-
reccao aus Coelhos : a pessoa que quizer aforar o
mencionado lerrcuo, dirija-se ao palacio da Soleda-
de, a fallar com o padre Custodio P. de M.
COMPRAS.
Compra-sc urna casa tenca com quinlal, no
bairro da Boa-Vista : quem liver, dirjase ra
delraz da matriz da Boa-Vista n. 54.
Coinpra-se um escravo pardo ou prelo, anda
moco, que seja bolieiro. e com preferencia se lam-
bem forsapaleiro, sem vicios e molestias, e queso
venda por algoma oulra circunstancia : quem o li-
ver, dirja-se a qualquer hora do dia ra da Sole-
dade, logo ao sabir para o Manguind, no sitio dos 4
leocs, que achara com quem tratar.
"- Cu/upra-se urna prcta de 5 a 30annos, sendo
sadia c de bonita hgura, que saiba cozinharo engom-
mar: na ra do Cabugu, loja de ourives n. II, de
Serapliim & Irmao.
. T Comprase a obra Recreio das Familias : na lo-
ja do livroi da praca da Iiidcpeudencia.
Compra-se prala braslera c hespanhola : na
ra da Cadeia do Recife n. 54, loja.
Compram-?e palacOcshrasileroseliespanhes :
na ra do Trapiche armazem d. 38, do Sr. Misad
Carueiro.
VENDAS
Vende-ce um prcta moro, e que
tem habilidades : na ra de Agoas-ver-
des n. 14.
- Vende-se urna cscrava moca, de bonita figura,
ptima coslurcra, c solTrivel cugummadeira e cozi-
nlieira, nao tem vicio ncm achaques: na ra de Hor-
laa n. cu.
Relinacao, ra da Concordia n. 8.
Vende-se esle cslabelecir.icnto bem montado, com
algumas machinas para o fabrico do Batucar, entre
ellas urna machina centrifuga, que purga assucar de
8 a 10 minutos. Este cslahcleriinenlo oflerece com-
inodus para fabricar grande porcAo de assucar, obii-
gando-se o vendedor a dar os cVclarecimenlos neces-
sarios tendentes ao mesmo i'abricu : vende-sc or scu
dono rctirar-se do imperio.
Vende-se urna taberm com poucos funilns.pro-
pria para uualquer principiante, sila na ra do Co-
dorniz n. 10 ; a tratar na ra da Madrcl'lc Dos
n. 36.
A 1.8000 CADA CANASTRA.
\cndem-se batatas muito novas, em canaslra de
una arroba a IfOOO: na labenu nova da ra da
Peuha por baixo do sobrado novo.
BOM E BARATO.
Vendem-se cadeiraa de Jacaranda, so-
fiis, eODSOlOi, bancas redondas com podra
e sem ella, radeiras de amarello, sofas,
consolns, bancal redondas, haiiquinliax de
4 ps, camas de ingico. ditas ile amarello,
niarquezas de augico, ditas de amarello c
de oleo, cadeirinhas para meninos comer i mesa, di-
tas para meninas de escola, sendo obras muito mo-
dernas c de bom gusto : na Camba do Carino, luja
de mobilia n. 14.
Rata tas a lodo prero.
Na ra de Apollo, armazem n. 2 B, existe um res-
to de boase perfeilas balatas,quc so vende a escoihcr,
por preco muito cm conta.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
rnodello e construccac muito superiores.
Vendem-se canaslras com batatas cm
bom estado, por diminuto preco : no ar-
mazem do Sr. Paula Lopes, clefronte da
escadinha do caes da alfandega, e na ra
da Cadeia do Recife, loja de lerragens n.
CORTES DE SEDAS.
S Vendem-se corles de sedas de quadros.go.slo
' escocez, pelo barato prrro de 168 e 188: na
{$ ra Nova n. 16, de Jos Luiz Percira & Fiio.f}
> >>i
Vendein-se vestidos de seda rom Imbados, fa-
zenda o mais rico e mais moderno que tem appareci-
do, pelo preco de 168000 : na ra do Queimado n.
38, cm frente do becco da CoDgrajzaeao.
Veudem-se cassas chitas a 18920 o corle ; al-
paca de seda a 410; laazinha niuailiu.i a 1,-inin ;
riscados varsovianos de excellentes padroesa 3i():
na ra do Queimado n. 38, em frente do becco da
Congregado.
Vende-se urna taberna, sila na esquina da ra
do Aragito n. 43. a dinheiro ou a prazo, com boas
firmas; a mesma serve para morada de familia :
quem a pretender, dirija-se ao pateo da Santa Cruz
u. 2.
Cousinhas de bom gosto.
Vendem-se prntes de tartaruga de muito lindos
goslos para as senhor.is prender os cabellos, pelo
haralissimo preco de 5, 6 e 88000 ; ditos de mai lim
para piolhos os mais linos que lem apparecido a 18
e 18500; lencinhus de retroz de todas as cores a
18280; leques finos com espelhose plumas a 28500 ;
luvasde seda de todas as cores para senhora. homem
c meninas a 18 e 18400 ; ditas de torca! protas, cor
decanna c brancas a 18, 18600 e 28000; meias de
seda de muito lindas cores para enancas de 1, 2 e 3
anuos a 28000 ; ditas de algodo para meninas das
mesmas idades, brancas, cruas e de cores a 240, 280
e 320; rarlcirinhas mu delicadas para senhora a
18, 18500 e 28000 ; caixinhas com brinquedos para
menino a 320 ; ditas com agulhas francezns a 160 ;
esleirinhas muito fiuas pioladas, proprios para cima
de hanquinlias, commndasou mesmo para as senho-
ras senlarcni-sc a 600 rs. ; rcloginhos para cima de
mesa a 68000 ; caixinhas para joias a 320, 500, 18 e
l8->00 ; chicles finos para seohora o homem anda-
rem a cavado a 18500 a 2&000 ; palitos de fugo de
velinhas cm caixinhas torneadas c envernitadas a
160; e alm disto nutras muilas c usas, ludo de boni
gosto e por precos commodos : na ra do Queimado,
loja de miudezas da Boa Fama n. 33.
Luvas deJovin.
Vendem-se as muilo conhecidas luvas de Jovin
para homem e senhora a 28000 o par ; dilas de fio
da Escocia, fazenda superior, para homem e senho-
ra a 1000 ; na rua.do Queimado, loja de miudezas
da Boa Fama n. 33.
Meiasde laia e algodao para padres.
Vcndcni-se superiores mcias de laia o algodao
para padres, pelo haralissimo preco de 700 e 28000
o par: na ra do Queimado, loja de miudezas da
Boa Fama n. 33.
Na ra do l.ivrameuto n. 36, loja, se dir quem
vende 1 par de livcllas para sapatos de sacerdote, 2
pares de brincos, 1 dilo do rozelas, 1 alliuete para
homem ou menino com um grande diamanto rosa no
meio, 1 corrente para rlogio, I relogio patente in-
gle/, de caixa de prala, 1 curaran de cornalina en-
casloado cm ouro, 1 medalha muito moderna, 1
elimino,la de angico e 2 bancas ordinarias.
_Vcndem-se ricas aholoaduras para rolletes a
100, 500, 800 e 18500 ; metal para homem, fazenda
muilo superior, brancas, cruas c de cores, muilo bo-
nitase finas a 210, 280 e 320 ; cbaruleiras de mar-
roquin a 400 rs. ; carleiras de algibeira com estojo
a 28800 : na rua.do Queimado, loja de miudezas da
Boa taina n. 33,
Vcnde-e um ptimo prelo da Cosa por preco
muilo commodo, e o motivo se dir ao comprador:
na ra do Queimado, loja de miudezas n. 33.
Vendem-se 3 escravos de bonitas figuras, 2 di-
lasque engommam, coscm e cozinham, o 1 mulati-
nlio de idade 11 annos : na ra Direila n. 3.
Vende-se urna negra crioula, com um bonito
molequinho de 5 annos ; na ra da Praia n. 4.
5#333J$3K:B,w,SSaa
RA 1)0 CRESPO N. 12. s
9 Vende-se nesta loja superior damasco de
F- seda de cores, sendo brauco, encamado, rxo, $)$
por preco razoavel. -.:
\ ende-sc um oralorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 iinageus : na rna de S.Cecilia n. 14.
Vendem-se em casa de S. P. John
ton & C, na rita de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios ele ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de o arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candiciros bromeados.
Despcnceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em lollia para forro.
Cobre de forro.
FRASCOS DE VIDRO DE ROCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
Vendem-te na botica de llarlholomeu Francisco
de Souza, ra larga do Rosario n. 36, por menor
prero que m oulra qualquer parle.
VenJe-se fio de sapateiro, bom : em casa de S.
P. Johnsloo i\ Compauhia, ra da Scnsala Nova
u.42.
Vende-se nm moleque saclio, bonita figura, com
idade de 7 annos: ua ra do Cabug, loja de ouri-
ves n. 9.
MECHNISHO PARA ENGE-
NHO
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RA DO RRUM, PASSANDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engeuhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conMi urr.io ; laixas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
roes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e caviihoes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se execulam lodas as cncommendas com a superiori-
dade j couhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
PURLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padresrapucbiuhos de N. S. da Pe-
nlia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c dcN. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 la piara da
independencia, a 18000.
Completos sortimento de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
_ Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vrndcm-se corles devcslidos de camhraia de
seda com barra e babados, ii 88000 rs. ; dilos com
llores, 78, 9J e 108 rs. ; ditos de quadros de bom
gosto, 118 ; corles de cambraia francesa muilo li-
na, lisa, cun barra, 9 varas por 48-500 ; cortes de
cassa de cor com tres barras, de lindos padrcs, i
30000, pecas de cambraia para cortinados, com8,','
varas, por 38600, ditas de rainagem muilo finas, i
68 ; cambraia do salpicos niiudinhos,branca e de cor
muilo fina, 800 rs. avara ;atoalhado ele linhoarol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com 7;s' pal-
mos de largura, 28200c 38500a vara ; ganga ama-
rclla liza da ludia muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collele de fuslao alcoxoado e bons pa-
dries lixos, i 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
i 360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prclas muilo superiores, 1600 rs.
o par : litas fio da Escocia i 500 rs. o par.
Vcndc-sc urna taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista a. 47, que vende muilo para a trra, os
seus fundos s.lo cerca de 1:200-8000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim llie convicr :
a Iralar junio i alfandega, travesa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Tabeas para engentaos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rita do Rruin, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
seno despeza ao comprador.
O POTASSA liltASILEIRA. tt
(^ Vende-te superior potassa, fa- (jj)
^ (meada no Rio de Janeiro, che- (A,
5 gada ccenteinciite, lecoinmen- g*.
da-te aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconle Feron i
6 Companhia.
Na na do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sica para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowa, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado na co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Rieber Si Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Richas de Hamburgo.
No anligo deposito de bichas, na ra eslrcita do
Rosario n. 11, de Manoel do Kego Soares, vnde-
se a porcoes e a relalho ; e alugam se por menos do
que em oulra ipialquer parle ; islo por Icr muita
quanliitadc Farinha de mandioca.
Vende-sc a mais superior farinha de mandioca, cm
saccas grandes de cinco quarlas; na travessa da Ma-
dre de Dos, armazem n. 3 a 5, de Antonio Luiz de
Oliveira Azevedo.
Feijao novo mulatinho.
Chegou urna porrlo de feijao molalinho muilo no-
vo, ese vende por barato prejo ; na travessa da Ma-
dre de Dos n. 3 a 5.
Para luto.
Vende-se cassa prela com pinlas e flores brancas,
Tazenda superior, pelo barato preco de 480 a vara ;
na loja de 4 portas di ra do Ouenmielo n. 10.
Sedas baratas.
Vendem-se cortes de vestido de seda de cores, gos-
los modernos c muito boa fazenda, por preco muilo
commodo : na loja de 4 porlas da ra do Queimado
u. 10.
Vendem-se quarlolas para aguada ou para azei-
le, muilo boas : quem as pretender, dirija-se ao
becco da l.ingoela, armazem n. 8, que llie dir quem
vende.
Vende-se farinha em saccas, prnpria para fa-
brica, por preco commodo ; sendo em porrao se far.i
alguma diflTerenca : na ra da Praia n. 32.
Vende-se estro me de gado a 500 rs. n carroca,
indo buscar-se no sitio do fallecido Gnilhermo Pa-
tricio, defronte da estrada nova, que vai dos Afoga-
dos para o Remedio.
@9:^*@
Luvas de Jovin a 2)000. *
|| I.uvas de Josin verdadeiras, chegadasulli-
mmenle de Parij a 25000 cada par, brancas
c de cores, para senhora e homem : na ra
do Crespo, loja amarella n. 4. Vcnde-sc um carrro le i
rodas o 4 ltenlos, novo e
moderno ; vendem-se lam- _
bem boas parclhas de cavallos para o dilo e para ca-
briolis, por preco commodo : na ra Nova, cochei-
ra de Adolphe Bourgeois.
PARA PAGENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
commodo preco : na praca da Independencia n.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catacumbas: na ra do Amorim ar-
mazem n. 41. de Francisco Gucdes de
Araujo.
Farinha de mandioca.
Vcnde-sc abordo do brigue Conceicao, entrado
de Santa Calharina, e fundeado na volta do Forte do
Mallo, a mais nova farinha que cxisle boje no mer-
cado, c para porcoes : a Iratar no escriptorio de Ma-
noel Alvcs Guerra Jnior: na ra do Trapiche
n. 14.
FARIMIA DE MANDIOCA
cm saccas de 2 c meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por preco commodo:
trata--!' no escriptorio de Machado o Pinheiro, na
ra do Vigario u. 19, segundo andar, ou na ra do
Amorim n. 54, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
chegada ltimamente de Lisboa, com lodos os sor-
timculos a vonladc dos compradores, c por preco
mais haratu do que cm oulra qualquer parte : trata-
se rom Machado & Pinheiro, na ra do Vigario n.
19, segundo andar.
FAMA
No aterro da Boa-\isla, defronte da boneca u. 8,
chegou ltimamente um complelo sorlimcnto de lo-
dos os gneros de molinillos dos ltimamente che-
gados, e vende-se por prcc,o muilo razoavel :
nianlciga inclcza a 480, 720, 800 e 880 ; dila
franceza a 640 ; arroz do Maranlio a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; cha hvsson a 1600, 18020,
28500 e 2;S00 ; dilo do Ro a 18600 ; velas de
espermacelc a 880, 960 e 18120 a libra ; caixas de
cslrellinha muilo superior a 58000; passas, figos,
ameixas, desembarcadas ltimamente, ludo de supe-
rior qualidades.
Em Fora de Porlas, ra do Pilar n. 50 ven-
de-se urna linda crioula de 18 annos, muilo propria
para casa de familia, enlcnde de cozinha, costura
cha e mais arranjos de urna casa.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Joao Moreira Lopes, vende-se" corles de
brim de linho de padres os mais lindos que lem
apparecido no mercado a 2.; dilos de meia case-
mira a 28 ; panno prelo fino a 28500 38 e 48 ; di-
los de cores muilo finas a 48 o covado ; corles de ca.-
semira muito finas a ; e nutras muilas fazendas do
ultimo gosto por menos preco do que em oulra qual-
quer parle.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Jo3o Moreira Lopes vende-se chita fran-
ceza de cores fizas a 220 rs. o covado ; cassa fran-
ceza de modernos padres a 360 rs. a vara ; cortes
de gaze de seda para vestido de Senhora por menos
prego do que cm oulra qualquer parle.
No armazem de Fedel Piulo & Companhia, na
ra da Cruz n. 63. junto ao Corpo Santo, vendem-
se vidros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e muito elegantes, sa-
g e cevadinha cm garrafoes de 30 libras, cadeiras
para quem si llie do mal da premura, quadros de va-
rios lamanhos para eslampas e retratos, machinas
para copiar de carias e seus perlences, farinhas e va-
rios legumes para sopa franceza, vidros de varios
lamanhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
lamanhos, lavatorios p u talis com lodos os seos per-
Icuces.
Vemle-sc um selim cm bom uto, com caberada
c bride, por preco commodo : na ra da Conce'ii-ao
n. 32.
Vende-se chocolate francez, do me-
Ihorque tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na ra da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeara, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. 20,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas fiancezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-te pelo teinpo da
festa: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vcnde-sc casemira prela e de ciir para palitos por
ser muilo leve a 28600 o covado, panno azul a 3 e
48000, dilo prelo a 38, 31300, 4, 58 c 5500, corles
lo de Mac.io a 38200 c 48000 o covado : na ra do
Crespo n. 6.
BOM E BARATO.
Panno prelo e le lodas as cores, de prcc,o de 3 a
38500 rs. o covado, fazenda que em oulra qualquer
parle he de 58000 rs., vcndc-sc barito por ter-sc
comprado grande porjto : na ra do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
Por 3008000.
Na ra das Flores n.37, primeiro andar, vende-se
urna (ypographia nova, prompla a traballiar, com
lodos os seus pcitcnces, prelo, Ivpos ele.
Arroz de casca.
Vcnde-sc superior arroz ile casca ; na (ravessa da
Madre de Dos n. 3 a 5.
Vende-se a verdadeira potassa da
Rttssia, c cal virgem, vinda no brigue
portuguez Tarujo III, cliegado no dia
do corrente : na praca do Corpo Santo
n. 11.
Vcndc-sc sola muilo boa cpellcs de cabra, cm
pequeas c grandes porcoes : na ra da Cadeia do
Recife n 49, pi uncu o andar.
ArrENCAO\
Na ra Nova n. 21, loja de l;. J. Germano, ha um
complelo sorlimcnto de relogios de cima de mesa e
de pande, que se vcndcm pelos seguinles precos,
aliuiuMiido-sc o rcgulamenlo: relogics americanos
para cima de mesa 12^000, ditos dilos redondos, pro-
prios para navios, por ailar cm lodas posicocs a
148000, dilos hamburgnezM para purede de 4, 5, 8
c |u "i, 'lili- franerzes de quadro c de olhu de
boi, de diflereules precos ; assim como na mesma
loja cxisle un rico sm lmenlo de relogios de ouro c
esmaltados para senhora, rhegados ltimamente; as-
sim como existe para vender um chronomclio do
iikii inli.i, de ii n dos melhores autores c bom regula-
dor, c oulros mais chrouomclros para algibeira, e
ililfereiiUs relogios de ouro c prala Je diversas qua-
lidades, cujos precoa c ar palele aos freguezes.
TOl'RO.
Vende-sc um lindo touro de rara, muito novo ; no
sitio do Duhourq, ua Capunga.
INDIANA I)L ALGODAO E SEDA DE
QUADROS A 800 RS. O COVADO.
Chegou pelo ullimo navio de Franca urna fazenda
inleiramenlc nova, de algodAo e seda de quadros,
nm o lindo nome Indiana, que pelo scu brilbo pa-
rece seda, pelo barato preco de 800 rs. o covado ;
do-se as amostras com pcnlmres '. na ra do Quei-
mado, loja n. 40.
Vende-se a loja de calcado, com poucos fun-
1 dos : a Iralar na ra do I.ivramenlo n. 39.
Moinhos de vento
ombombasderepuiopara regar borlase baia,
decapim.nafundicadeD. W. Bowman : na ra
doBrurnns. 6.8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS P\R\
CALCAS E PALITOS.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700e 18000; dito mcsclado a
18400 ; cortes de fuslao branco a 400 rs. ; ditos de
cores de bom goilo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortea de cassa cinta a
28000 e 28200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porto para roslo a 148000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; guardanapos tambera alco-
loados a 3$600: na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlauto, vendem-se cobcrlores de algodao com pel-
lo como os do I a a a 18100; dilos sem pello a 18200;
dilos de tapete a 1 e-Jim : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se um excellentc carrlnho de i rodas
mili bem conslruido,eem bom eslado ; est eipotlo
na ra do Arago, casa do Sr. Neirne n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiaroina-lo, e Iralar do ajuslc
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Herir n. 27. armazem.
Venderc-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Rieber & C,, ra da
Cruzn. \.
--Vende-se em casa de Rabe Sclimet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Un dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dill'erentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com. toque de a varia.
Madapolo muito largo a 38000 e 3500 a pera :
na ra do Crespo, loja da esquina que volta para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE ROM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.S00O, 12^000, li$000 e 18000
rs., manteletes de seda de cor a 1 l.S'000
rs chales prtosdelaa muito grandes a
"'600 rs., chales de algodao e seda a
14380.
i:

Deposita de vinho de cham-
Mgne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores esruros muito grandes e encorpadoa,
ditos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de l,ia. a 18400 : na roa do Crespo, loja aa esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja di esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-sc panno prolo i 28100, 28800, 38,
38.500, 48500, 58500, 68000 rs. o covado.dilo azul,
2S._ 28800, 48, 68, 78, o covado ; dilo verde, 4 25800,
39500, 48, 58 rs. o covado ; dilo car de pinhSo a
48500 o rovado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, i 7800 c 88500 rs. ; dilos com pequeo
dereilo.a 68.500 ; dilos inglezenfeslado a 58000 ; dilos
do cor a *, 58O0 68 rs. ; merino prelo a 1, 18100
o covado.
A(saciada Edwia Kaw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras lodas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em rnadei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horsonlal para vapor com fon-a de
4 cavallos, cocos, passndeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preso que o de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato preco.
Vcnde-se eicellenle labo.ulo de pinho, recen-
temenie cliegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a enleodcr-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas traneczas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto, 1320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellios che-
gada receniemcnle da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a prejos ba-
ratos que he para fechar contas.
Vepoiito da fabrica de Todo* o* Sanio aa Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, na roa
da Crnz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Uheno, de qualidades es-
peciaes, em caivas de urna du/ia.charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. o.
Na roa da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
esle mercado.
Porlo,
.' Bucellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escaro,
Madeira,
cm caivinhas de urna duzia de garrafas, a vista da
qualidade por preco muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recifo n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reeentemente chegada.
Vende-sc urna balanza romana com lodos o*
saus per le n res, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se .i ra da Cruz, armazem n.4.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
*|500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attcncao ao barato, na ra do Quei-
mado, loja n. 57.
O liquidalario detle eslabelecimenlo desoja acn-
har por estes das com lodas ns miudezas que arre-
malou, c por vende por lodo o preco ; c convida aos
amantes do barato para que uSo percam a occasiao
desla poi lunclia, que se llie alianca nao se enjeitar
dinheiro ; a ellas, antes que se arabem.
Sedas nchamalotadas a 700 rs. o covado.
Venden as sedas achamalotadas de cores c prela
a 700 rs. o covado ; cassas francezas Unas de cores a
400 rs. a vara ; riscados escocezes muito finos a 300
rs. o covado ; lencos de seda de cores a 800 rs. : na
ra do (Jueinijdn. loja n. 40.
MELPOMENE.
Vende-se melpomene de lia, gosto es-
cossez, padrees novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de i80 rs. o covado:
na rna uo Crespo n. 25.
VINHO DO PORTO SUPERIOR FEITOR1A
em caitas de 1 ou 2 duzias de garrafas : vende-se no
armazem de Barroca & Cislro, na ra da Cadeia do
Recife n. 4.
RELOGIOS INGLEZES DE PATENTE.
Conliuuam a vender-se por prei;o commodo ; uo
armazem de Barroca & Caslro, na ra da (..adela do
liccifc n. 4.
Vendem-se mullo bem feilas caias le prata
para cartas de harliarel, ahrindo-se as mesmas
quaesquer lellrascgravuras rom toda a pcrfeir.lo c
precos commodos: na ra do Cabug loja de ouri-
ves ii. 11, de Scralim & liman.
Vcnde-se o verdadeiro rape de Paulo Cordci-
ro em ',' libra, rerenlemeute cliegado do Rio de Ja-
neiro ; na loja de ferrageus, na ru;i do Oucimado
n. 13.
Vendem-se estojes com navalhs de cabo bran-
co, tesituras muilo superiores, tanto de coilura como
de harbeiros : na loja de ferrageus, na ra do Quei-
mado n. 13. a
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rna de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar*
aos seu* antigos e novos freguezes.
DE PALHA ABERTOS.
\cndem-se superiores chapeo* de palha abarlos
para homens por preco commodo : na praca da In-
dependencia n. 24 a 30.
Vende-se no arraazem de James Halliday,
na ra da Cruz n. 2, o seguinte:
Sellins inglezes chegados agora.
Silhoes para montana
CaInvadas decouro.
Estribos de ac e metal.
Lanternas para carra e cabriolet.
Etxos de patente para carros.
Vende-se urna rice mobilia de Jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
mar-more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese justar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
*) ,
Deposito de panno de algodao da

de todos os santos
na
fabrica
Rabia.
9 Vende-se esle bem conhecido panno, pro-
9 prio para taceos a roupa de cscravot ; no es-
9 criplorio de Novaes & Companhia, na rna do
9 Trapiche n. 34. _
999999 99999999999
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, ha para vender 5 excel-
lentes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
r^pleHjfN??!?
Em casa de Patn Nash & C, lia pa-
. ra vender:
^ Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos ate 1 *
jg polegada.
jj Champagne da melhor qualidade
jg em garrafas e meias ditas.
W Um..Piano inglez do melhores.
Devoto Clnistao.
Sahio a luz a 2. edcae do livrinho denominado
Devoto Chnslito.mais correlo e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. fie 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs, cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um so panno, moilo grandes e
de bom gosto : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
Vendem-se chai vde quadros, gosto moderno a 63
o corle, barege de seda a fe, melpomene de quadros
de la e seda a 800 r. o covado, cambraias francezas
de lindo padree, romeirat de fil, ditas de retroz
bordada de lindas cores, chales de seda e oulros com
mistura de la por barates precos, rico chapos para
meninas de om a oilo annos, meiaa de seda e de al-
godao para meninos, luvas da seda para homens e
senhora, e outras fazenda de gotlo que te darao a
amostra com penhor : na roa Nova n. 16, de Jos
Luiz Pereira & Filho.
PALITOS FHANCEZES.
Vendem-se palitos franerze de brim e de bretanlia
a 38.)00 e 4, dito de alpaca prelos e de core a 83
e 10,dilos de panuo fino a 16, 18 e 20: tana
Novn n. 16, de Jos Laiz Pereira & Filho.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceo no dia 7 do correle mez de no-
vembro urna prela de nome Maria Cajueiro, de na-
COo Calabar, de idade 50 e tanto annos, baixa do
corpo, meia corcaoda, magra e muilo oia por ser
coznheiri ; levou vestido de riscadiuho azul muilo
sujo, he muilo falladeira, piula do cabello, tem os
bracos e nemas meio foveiros, e a bocea franzida de
Irazer cachimbo: roga-se a todos os capitae. de cam-
po e autoridades policiae, principalmente do arra-
baldes desla cidade e de Olinda onde eHa sempre
anda, a apprehendam e condozam-na ao largo da
Trcmpe, obrado n. 1, que lem taberna por bailo,
que gratificara generosamente.
Desappareceu da casa de sen senhor, no dia 7
do correte, urna negra crionla, de nome Custodia,
de idade 30 annoi, pouco mais ou menos, com os sig-
naos seguinte : estatura alia, gecca do corpo, com
urna marca no rodo e oulra no queixo, e cara cheia
de espinha ; levou comsigo loda a ana ronpa : ro-
ga-se, por la u lo, a quem a apprebeiider, leva-la a rna
do Vigario, becco do Norooha n. 1, primeiro andar,
que sera recompensado.
Anda fngido o escravo Luiz, pertencente ao a-
baixo assignado, desde o dia 16 de ulubro,e annun-
ciido no Diado n. 18, 19 e 20, com os signaes se-
gmntes : Angola, cor fula, de idade da 25 annos
pouco mais ou menos, principiando a enarossar t
barba, e demonstra ser muilo bardado, bonita liga-
ra, corpolento, pernas grossas, sobre o dedos da
roaos lem berrugas, que ainda desvanecidas, todava
mostrara o signaes, pela cosas lem alguns signaes
de chicote, muito poucos por screm antigos e quando
moleque, he canboto de om do bracos, tem ama
marca lalvez de fogo, do que nao me record, be
muilo conhecido no Afogudo por ler sido all quasi
creado no sitio da Camboa da Piranga em companhia
do seu senhor abaixo assiguado ; levon ronpa do sea
oso e o coberluu sendo urna rede lirados o puntas;
altura, nariz e bocea regalar, cosluma dizer qne he
crioulo e forro : quem o peg.r, leve-o a roa do
Queimado n. 6, primeiro andar, qoe ser bem re-
compensado.Joaquim Jote de Lima
Desappareceu no dia 7 do crrenle um prelo de
nome Joaquim, idade 40 annos, pouco man ou me-
nos, de nacao : levou calca e camisa de algodao ris-
cado, chapeo de palba ordinario, mas inda novo ;
julga-se que anda mesmo na cidade ou perlo : quem
o caplurir ieve-o ra do Amorim n. 33.
100000 de gratificaco.
Desappareceu uo dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco inait ou menos,
nascido cm Cariri Novo, d'onde veio ha lempo, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e inlilalar-se
forro ; foi preso em fins do anoo de 1851 pekv Sr.
delegado de polica do termo de Scriuhacm, com o
nornc de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desla cidnde a ordem do Illm.
Sr. deseinbirgador chefe de polica com ofllcio de2de
Janeiro de 1852 se verificou ser escravo, e o seu legi-
limo senhor foi Antonio Jos de Sant'Aona, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anlo, do
poder de qae'm desappareceu, e sendo oulra vez cap-
turado e reco!lilil' a cadeia desla cidade cm 9 de
agosto, fui ahi embargado porexecucao de Jos Dia
da Silva Guimaraes, e ltimamente arrematado em
praca poblica do juizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e carapinhi-
dos, cor amulatada, olhos escuro, nariz grande e
grosso, be i eos grossos, o semblante fechado, bem bar-
bado, rom todos os denles na frente : roga se, por-
lanlo, as autoridades policiae, capilae de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem a
inundaren! nesta praca do Recife, na ra larga do
Rosario n. 14, que recbenlo a gralifiracSo cima de
IU0900U ; assim como protesto contra quem o liver
em seu poder occullo.Manoel de. Mmejda Lopes.
Fogio no dia l. do crrente um escravo de
nome Matheos, de idade 40 anuo pouco mais ou
menos com os siguae segundos, estatura e corno
regular, nai.'u Carange, cor bastante prela, olhos
bugalhados, tem um calombo no peilo sabido para
fora, pouca barba, sahio sem chapeo, em manga de
camisa, e he coziuheiro : quemo pegar leve-o a
ra d'Aurora n. 62que sera bem recompensado.
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Ceara, frigio de
seu senhor Diogo Gome Prenle, em dia de mano
do corrente anno, um escravo mulato de nome Del-
inii n, o qual lem os signaes seguinles : idade 22 an- '*
nos pouco mais ou menos, estatura, baita, cheio do
corpo, cabello crespo arruivados, olhos grandes,
sobrancelhas fechadas, nariz grosso, e om tantoar-
rcbilado, bocea regular, fallam-llie don denle na
frente, pouca barba, roslo redondo, poneos cabellos
nos peilos, pos grande, lem urna pequea cicatriz
no nariz, em om lado da rabeca lem urna grande
brecha, que o cabello cobre, e yarias cicatrixes na
costas. Consta com certeza que esle escravo anda
nesla praca, aonde tem sido visto por oulros que o
conhcccm, e mesmo porque fugio de Sobral, e foi a
f.i/cnila Soledade, ila nos suburbios da cidade da
F'orlalcza, e pedio ao Sr. ilcrlinhade Borge para o
comprar, de cuja fazenda lornou a fugir, lendo elle
dilo a um escravo do mesmo Sr., qoe quera vir
para esta cidade. Quem do mesmo eserivo souber,
ou liver noticia, dirija-sc ii ra do Queimado loja
de ferragens n. 14, que o abaixo assignado lem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
te scu trabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos lOii^HK.
Anda anda fgido desde o dia 12 de agosto de
1853 o prelo do abaixo assigoado, por nome Argc-
ni ii", o qual escravo o abuixo assignado comprou
ao Illm. Sr. rapilao Joao Maria de Almcida Feij,
e esle senhor o comprou ao Illm. Sr. coronel Paula-
lelo, da villa de Pesqucira, e esle escravo se loma
muilo conhecido pelos signaes seguinles : ao lado
esquerdo da cabeca lem ama calva de lamanho de
dous vinlens, falla do um dente na frente, muilo
relo, muilo regrista, anda sempre fumando e lam-
en! toma tabaco, he de altura regular, idade 24
annos, pouco mais ou menos, crioulo; consta ter
andado pelos engenho do Cabo al Scriuhacm e Es-
cada : porlauto, quem o pegar, leve-o ao abaixo as-
signado, na ra da Praia n. 76, que d 1005000 ; ou
mesmo sendo que algum senhor de engenho o lenha
em seu engenho em Ululo de forro, Iludido por elle
o dilo Argemiro, e o queira comprar, tambera se faz
lodo o negocio.Anacleto Antonio Ferreira.
PERN. : TY. DE M. B. DE FARIA. 1854,
^H

*-. ""
'


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EOJ70R6S1_41NQL7 INGEST_TIME 2013-03-25T14:44:35Z PACKAGE AA00011611_01213
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES