Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01212


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Full Text
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ANNO XXX.- N. 259.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
iiism -----
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"
SABBADO II DE KOVEMBRO DE 1854.

1
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREGADOS DA SCBSCR1PCAO'.
Rocife, o proprielario M. F. de Paria] Rio de Ja-
neiro, oSr. Joo Pereira Marlins; Bahia, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men.-
donja; Parabiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativ -
dade; Naial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS.
Sobre Londres 28 d. por 1500(1
Pars, 350 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
>< Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companh ia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METARS.
Ouro.Oncas hespanholas..... . 29*000
Moedas de 6S400 velhas. . . 169000
de 69400 novas. . . 169000
de 4000..... 99000
Prala.Palacoes brasileiros .... 19940

. 19860
PARTIDA DOS CORREROS-
Olinda, todos os das.
Caruari'i, Bonito e Garanhuns nos das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e5
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Vietoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IIOJE.
Primeira s 9 dorase 18 minutos da manha.
Segunda s 9 horas e 41 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equintas-feiras. I Novbr.
Rolaro, tercas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 boras. |
1.' vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. I
EPHEMER1DES.
4 La cheia s 6 botas, 43 minutos e
48 segundos da larde.
12 Quarto mingaante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundas da larne.
20 La nova as 7 boras, 43 minutos e
48 segundos da manha.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
6 fegunda. S. Severo b. m. ; S. Alhieo.
7 Terca. S. Florencio b. ; 8. Prosdecimo.
8 Quarta. S. NJcoralo- m. ; S. Cortono in.
9 Quinta. Ss. Urcissimo e Agripino bb.
10 Sexta.S- AndrAvellinof. ; S. Nimpha.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Marlinhob. S. Verano
12 Domingo. 23.* Patrocinio da SS. Virgem
Mi de Dos ; S. Marnho p. m.
parte ornciiL
MINISTERIO DA JUSTINA.
DECRETO N. 1,443 DE i DE OL'TL'BRO
HE 1854.
M.irc.i o vencimenlo do carcereiro da cadeia da villa
do Principe Imperial, na provincia do Piauhy.
Hei por beta marcar no carcereiro da cadeia da
villa do Principe Imperial, na provincia do Piauhy,
o vencimenlo innual ele 969 rs.. na eonformtdade do
arl. 8n Ha lei de 3-d desembro de ts 1.
Jos Thomaz .Nahoco de Araujo, ilo meu conso-
Ih<>. ministro e secretario de estado dos negocios da
juslira, assim o leuha entendido e faca executar.
Palacio do Rio de Janeiro, em 2 de oulubro de 1834,
trigesimo-terceiro da independencia c do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador. Jos Tho-
maz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,444 DE 2 DE OL'TL'BRO
DE 1854.
Augmenta o,vencimenlo do carcereiro da cadeia da
capital da provincia do Piauhy.
Hei por bem elevar a 3009 rs. vencimenlo an-
nual de 2009 rs., marcado ao carcereiro da cadeia da
capital da provincia do Pi.-iuhy.
Jos Thomaz Nabuco de Araojo, do meu conselho,
ministro e secretario de estado doi negocios da jus-
lija, assim o lanlia entendido e faja execular. Pa-
lacio do Ido de Janeiro, em 2 de outubro de 1854,
Irigesimo-terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. H. o Imperador. Jos Tho-
mar. Sabuco it Araujo.
DECRETO N. 1,446 DE 2 DE OUTUBRO
DE 1854.
Marea o \ encimen lo do carcereiro da cadeia da villa
de Piracuruca, na provincia do Piauhy.
Uei por bem marcar ao carcereiro da cadeia da
villa de Piracuruca, na provincia do Piauhy, o ven-
cimenlo annual de 1209rs., na cnnforniidadc do arl.
8" da lei de 3 de dc/emliro de 1841.
Jos Tiloma/. Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario do estado dos negocios da jusli-
ja, assim o tenba entendido e faja executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em2 do outubro de 1854, Iri-
gesirao-lerceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,447 DE 2 DE OUTUBKO
DE 1854.
Separa os termos de Limeira e S. Joito do Rio Claro
do de Constituido, na provincia dcS. Paulo, crea
nelles umjuiz municipal, que accumularas fuuc-
joes de juiz de orphos e marca o respectivo or-
denado.
Kicam reunidos os termos de Limeira e S. Joflo do
Rio Claro, na provincia de S. Paulo, soh a jurisdic-
gM de um jui/. mnnicipal c de orphilos, que lera o
ordenado animal de 6OO9 rs.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de eslado dos negocios da justi-
(I, assim o toalla entendido c faca execular. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 2 de outubro de 1851, Iri-
gcsimo-leicero da independencia e do imperio.
Com i rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,448 DE 2 DE OUTUBRO
DE 1851.
Rene os termos de Taluhy e Apiahy aos de Itapc-
lininga e Xiririci, na provincia deS. Paulo.
Hei por bem reunir os termos de Taluhy e Apia-
hy aos de Ilapelininga e Xiririca, na provincia de S.
Paulo.
JosThomaiNahuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secretario de eslado dos negocios da jnsli-
a, assim o leuha enteudido e faja executar. Pala-
cio du Hio de Janeiro, em 2 de oulubro de 1854, tri-
gerao-terceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,449 DE 2 DE OUTUBRO
DE 1854.
Separa o termo de Parahibuna dos de Jacarehy e S.
Jos, na provincia de S. Paulo ; e crea nelle um
juiz municipal, que accumulara as funcjes de juiz
de orphos ; c marca o respectivo ordenado.
llavera no termo dt Parahibuna da provincia S.
Paulo um juiz municipal c de orphos, que lera o
ordenado annual de 6009 "
Jos Thomaz Nabuco de Araojo, do meu consilho,
ministro e secretario de estado dos negocios da jusli-
i.M, as-.im o tcnli.i entendido e faca execular. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 2 do outubro de 1854, tri-
go,mi i-ierceiro da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz
Sabuco de Araujo.
COVERNO DA PROVINCIA.
Exaedleat* do la 7 da novembro.
Ofllcio.Ao Exm. commaiidante superior da
guarda nacional do Recite, devolveudo o requeri-
mniilo da i>..-ii\ 11 'da relaja 1 Manoel PeresCampello
Jacome da Gama, afim do que se sirva expedir
suas ordens para ser elle dispensado de lodo o ser-
vico da mesma guarda nacin; I at a prxima reu-
11111 do'conselho de qualilieao.io, de quem devora so-
licitar pa<-agcm para a lisia da reserva.
Dito.Ao mesmo, para mandar, nos termos de
scu ofllcio de houtem, dispeusar de lodo o servijo
da guarda nacional os srvenles do pharol da barra
desta cidade.Communicou-se ao inspector do ar-
m u,il de marinha.
Dito.Ao inspector da Ihcsouraria de fazenda,
transnillindo para os convenientes exanies copia da
acia do conselho administrativo datada de 27 de ou-
lubro ultimo.
1REPIBUC\D\SMILHERES.(*)
COMEDIA Id CINCOHORA3.
Por EDI 'ARDO I'I.I VI1.1t.
PEHSONAGENS.
\\ Htnmtaa a- X*t,.i_
A barn, /
A rac.nl rgirM tif
il :
\ .-..jiiif. UenMhH i- ii.-r-
1.1. '1.
\ lOMgl Tech I-! A nuil.
S.t''ii' t- W .|.n>.|,-.
*< prtMiiw l'lii<>.
O ~prj* Mnlor dr....
'rmawiwln piJn- t-'-iila*.
Marti* ILiim, moli'iro.
Mmm, iptanh ta m-in!i<-.
A prtaaM viiivt.
I U W c Jltlirtt 1.
i;riut* -I- Rwg*uH.
A D0*4m9 KfC-liT MwJ |'i -mi i-'-'ii. Mili.....-
IVH I V HORA.
Hua prilra plllo<,i>i>li|||.
(Nos Tres .Vfninhns.)
SCE.NA III.
Fabio, Carlota.
faWn: Sim, senhora, salamos em nos.a e ( Silencio de Curila.) Niio dises nada, Carlota '!
Curila : Nota momento, senhor, e ale que
scj.imos casados, atl preferira lalves nada dizer;
ma* como aprovcilaudo-se de eslannos sos o ellitof
diz-ine anda (11 liem como ha pomo, quero fallar-
Ihe.
FaMd : Eu ,1 esculo. Carila.
_ Corlla : Voss me cciiiprohcnde, nluiuada,
rabio 1 Eu Unibein, meu charo senhor, leulio gran-
de prazer le dizcr-llic /... (piando eslivermos uni-
dos e abencoados ; mas paiece-ine. que corrompe-
ra esse prazer so fallasse assini desde ja, c crea
que he nina boa alloir.iu que |l,c diz islo.
faino : He ao menos urna aflcirilo cheia de
prudencia !
Carila : De prudencia !... Porque enldo ".'
Fabio : Porque assim sem duvida seremos ca-
sados mais brevemente .'
(; Vid o Diario n. 258.
Dito.Ao mesmo, recommendando que mande
passar para os cofres da thesourarin provincial as
quantias, que, por ordem do Ihesouronacional,se lem
consignado para a ponte provisoria do Recife.
Communicon-se ao inspector da referida Ihcsoura-
ria provincial.
Dito.Ao mesmo, aulorisando-o em visla de sua
nformacao a mandar passar titulo de afanmenlo
a Mauocl Peres Campello Jacome da GaravRe :6
palmos de terreno de marinha, na ra Imperial,
constante do rcquerimenlo que devolve.
Dito.Ao mesmo, recommendando a expedico
de suas ordeus, para que na allaadega desla cidade
se cunsiula no despacho livrede direilos. de 12 fo-
Ihas de ferro, mandadas vir para obra da casa de
deloiielo, as quaes chegaram a este porto na galera
ingleza Sirordfich. Communicou-se ao director
das obras publicas.
Dilo.Ao mesmo, devolvendo o rcquerimenlo
em que Jos Jacome Tasso Jnior, procurador do
padre Lab Jos de Oliveira Diniz, capellAo do pre-
sidio de Fernando, pede pagamenlodns veocimenlos
que se csl a dever ao seu con-tiluintc, relativa-
mente aos mezes de maio e junho desle anno, c au-
lorisandu-o a mandar satisfazer a importancia de
laes vencimentos.
Dilo.Ao curador dos africanos livres, remet-
iendo copia dos assenlamentos do africano livre de
nomc Panlateao, que se acha empregado no servido
do collegio dos orphos em Olinda.Igual copia re-
mclteu se ao juiz dos fcilosda fazeuda.
Dito.Ao inspector do arsenal de marinha, rc-
commeudaudo a expedido de suas ordens para que
o commandaiilc do patacho Pirapama receba a seu
bordo, e Iransporlc para o presidio de Fernando
disposic,iio do respectivo commandante, quatro scu-
leuciaa'os que o 1 lude de polica lem de remoller
par o mesmo presidio.Communicou-se ao supra-
dito chefe.
Dilo.Ao inspector da thesouraria provincial,
para mandar adianlar ao Ihesoureiro pagador da re-
partido das obras publicas a quantia de 16:87.59000
rs., constante do pedido que remelle, a qual faz-se
precisa para cuntiuuaQitodas obras por administra-
do a cargo daquella reparlieSo 110 frrenle mez.
Communicou-se ao respectivo director
Dito. Ao meimo, inteirando-o de haver aulori-
sado ao director das obras publicas a comprar para
a obra da ponte provisoria do Recife, urna pega de
cabo de manilha de :| '., polcgadas a 640 rs. a
libra, um pede cabra por 41000 rs., urna patesca
por 69000 rs., c dous cadcniaes > 4JO00 rs.Ofti-
ciou-so ueste sentido ao mesmo director.
Dito.A direccao da companhia Peruanbucana,
dizendo que com o ollicio que remelle por copia do
inspector rio arsenal de marinha, responde ao seu
requisilando urna barcaca para sor empregada as
obscrvac,6cs a fazer nos porlos ao sul desta pro-
vincia.
Dito.A ailmiiiisIracAodopati'imuiiiodosorpliaos,
para niamlai 1,1 t.-.i os dormilurius do collegio dos
orphos, vislo existir na caixa daquella arlminislra-
inIo um saldo de 1:1719439 rs.
Dilo.A cmara de Scrinhacm.Conslamlo-mc
que com o dcsiiioronamoulo da ponlc de Gindahy
sobre o Rio Seriuhaem, mandara essa cmara esla-
belecer urna paasageai por balsas que foram arrema-
tadas por pouco mais de 1009000 rs., no cntanlo
que os arrematantes asilo cobrando dos viandantes
urna laxa excessiva, compre que Vara, me infor-
men! do que constar a lal respeito com a niaior ur-
gencia.
Portara.Ao director do arsenal de guerra, para
mandar entregar ao chefe de polica, para screm re-
mettidos 10 subdelegado do 2 dislrirto de Maran-
guape, 10 claviuoles c igual numero de espadas com
centurOes, e 100 carluxos embalados do darme dos
mesmos clavinotes.Inleirou-se ao referido chefe.
8
OllicioAo Exm. commandante superior da guar-
da nacional do municipio do Recife, devolvendo os
reqnerimentos de JoJo Antonio Lopes Chaves J-
nior, Manoel Marinbo Cavalcanli de Albuquerquc e
Jos Hollino da Silva Carvalho, afim de que S. Exc.
se sirva mandar dispen-ar os supplicantes do ser-
vico da ni cia guarda nacional.Tambem mandou-
se dispensar de lodo o servico da guarda nacional a
Joito Augusto de Vasconcellos Leilo e Vicente Fer-
reira de Paiva SiinOes.
DiloAo coronel commandanle das armas, intei-
rando-o de haver autorisado ao inspector da thesou-
raria de fizcnila, a mandar indemnisar o alferes Ma-
noel de -\zevedi do Nascimcuto, da quanlia constan-
te dos documentos upresenlados pelo referido alfe-
res, caso edejam ellos nos termos legacs.
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda,
recommendando que, i visla da participaran que re-
melle por copia da reparlir.io da juslira de 27 de ja-
iba ullimo, manile S. S. restituir ao tenente coronel
neroniano Francisco Bandeira de Mello a impor-
tancia dos direilos, sello e emolnmeiitos.que elle pa-
gou na recebedoriade rendas internas desla provin-
cia, visto j ler o mesmo tenente coronel salisfeito
essa importancia na corte.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, re-
commendando a expedirlo de suas ordens para que
o commandante do patacho Pirapama, antes de par-
lir para o presidio de Fernando, enlcnda-sc com o
inspector da thesouraria de fazenda, afim de receber
a quanlia de 6:0009 rs. para ser entregue ao com-
mandante daquellc presidio.Odiriou-se .i respeilo
o ultimo dos mencionados inspectores.
DiloAo director das obras publicas, communi-
candohaver pedido ordem ao inspector da Ihesou-
raria provincial, para que em presenca do compe-
Carlola : Pois bem, e se fosse e*se o meu de-
sojo, poderia oeiido-lo semelhante confissiln?...
Fabio : Tilvcz !... parece-mn que o casamento
deve ser urna ceiisequcucia e nao um motivo de a-
mor... Vejo que vosse he rapaz de amar-me quando
eslivermos casados, e que se algum aconleciincnlo
lornasse impossivel o ca amana!... Nada responde a iaI Que responde-
ra 1 S poderla dar me urna resposta franca, i-in
he, que nao me ans.
Curila com os olhos hmidos ) : Oh meu
Dos! toda cssas injurias porque nao quiz que elle
me perliirha-sj anda mais o corara 1 I Na"o o amo,
que principe maliuuo quando na' igreja onde elle
nao me Ha, eu s va scu semblante mentiroso en-
tre as llores da Virgem, chamando a Jess Fahin, c
rogando a Fabio por Jess cm inhibas orares im-
pas ... Nao o amo e eis que os quatro versos que
elle rsrrcvcueslaoagoraillcgiveis(Tira daalgibeira
o litro dtorafSe .. lanos beijos criminosos lie le-
nho dado, cujos v slgios lavava rom lagrimas de
vergonha liosas lagrimas reem-llienrssc momento.)
Nao o amo njasln, cruel, ingrato! porque nao
quero que elle gozo aniel de mim da relicidade que
ha cm Iralar-se como na infancia !... Pois bem !
falle-mo como quizer, senhor Anda que inlo me
ame mais amanliaj. diga-me tu luje, eontinl nis-
lo com lano que nao ropila que nao o amo !...
Pato ( Rjoelhando -.Carila Carlota .' perilde-
me Souo nuivo de um anjo, n quando elle vai le-
var-me ao eco, quero rele-lo 110 inferno dos d-
meos .' Perdoa-nio, querida esposa, pois me amas !
Curila : .Meu charo, Itrno, bello, c bom Fa-
bio !
Falli I lovanlanilo-so :(Ib 1 Orlla! vivar
aqu junios | ... drixar conerem pacificamente nos-
sos das ao dore iiinriniiriu drssc rcgaliiibo, e da
cani;ao do moiiiho Aondc nos leva a Mi de Dos
parar nossa dupla vida eulre o passado cheio de
ein/as e o futuro cheio de nuvens. e debaixo dos
olhos amigos do sol, no seio palpitante da natureza
glorificar a Dos, a natureza c o sol pela virtude que
ven delles mesmos: o amor !
Carila : Trabajaremos para nos amarines
milito lempo, nao he assim, senhor '(
Fabio : Tanto lempo que ser semprc Desde
lente certificado, mande pagar a Francisco de S e
Albuquerqiie, arrematante do (".lauro da estrada da
Escada, a importancia da 2". prc.lar.io das obras do
seu ron I ralo.
DiloAo mesmo.Faz-se preciso que Vmr.,cornu-
do o conselho de administraeao das obras publicas,
me informe: Io se he vantajoso conservar o panlano
de Olinda no eslado em que se acha para sercm exe-
cutados com mais accrlo os estudos graphicos que se
estJo fazendo para o dessecamento do mesmo panta-
no ecanalisacAo do rio Beberibe : 2" no caso afflr-
mavo qual meio mais prnmpto c econmico de re-
ni" liar se a falla d'agua que sollre aquella cidade.
vilaAo commandante do presidio de F'ernando,
remetiendo para terem o conveniente destino as
guias-los presos constantes da relacao que remelle,
os quaes vito ser enviados para aquelle presidio afim
de cumprirem as penas a que foram condemnados.
Relacao a que se refere o officio cima.
1 l.uiz Antonio do Nascimeulo.
2 Jos da Rosa Rodrigues.
3o Fernando Theotonio Sobral.
1 Ignacio Pereira Cabral.
5o Jo3o Felico dos Sanios'
6* Paulino Serrano.
7o Deodalo Fcrreira Lima.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
(rnnsmitliiido para o lim conveniente, a relacAo da<
dspotas feilas pela directora das obras publicas,
para o expedienle e asseio daquella reparlioo.
PortaraConcedendo a demissjo que pedio Jos
Antunes de Oliveira, do lugar que ora oceupa de
guarda daalfandega desta cidade, e.uomeando para
o mesmo lugar a Francisco Xavier Rodrigues de
Almeida.Fcz-se necessara commonicafSo.
Ditallesimerando, de conformidade com a pro-
posta do chefe de policia, a Manoel Perffde Carva-
lho Belforl, do cargo de subdelegado da freguezia da
Fazenda Grande, e a Lourenco de S e Araujo do de
1. supplente do mesmo subdelegado, e nomeando
para o 1 dos mencionados cargos a Antonio Gon-
calves Torres e Silva, para o 2. a Vicente Gomes de
S.i.Communicou-se ao s(ipraditovtliefc.
DilaPara o conselho crimimal, .1 que lem de
de responder o 2 commandante da 4>.rompanhia do
corpo de polica Jos Coneguudes da Silva, pela fu-
ga do preso Manoel Antonio do Nascimcnto, 00-
meio.
Presidente.
O Sr. major Manoel Bczcrra do Valle.
Auditor.
OSr. Dr. promotor publico Antonio l.uiz Caval-
canli dt Alhuquerque.
interrogante.
O Sr. 1 commandante Sevcrino Hcurquc de Cas-
tro Pimeulcl.
/ ogaet.
Os Srs. 1 rom.n 111 lano Jos Francisco Carnciru
Moa letra,
Francisco Antonio de S Brrelo.
2o i) Jos Pereira Teixcira.
Jos Aulonio Peslana.
l-'izcram-se as ncccssari.is ooinjnooiraroes.
Ilio de Janeiro. Minislerio dos ncgoeios do Im-
perio em 6 de oulubro de 1854.
Illm.c Exm. Sr.Sendo prsenle a S. M. o im-
perador um ollicio, que ao governo imperial dirigi
o presidente da piovincia da Bahia, datado .lo 14
de Janeiro do correle anno, submetlcndo a sua de-
dala a qucslilo, sobre que pedir esclarecimentos
ao iiicino presidente a commissan de hygiene pu-
blica da dita provincia, relativamente ao pagamento
de emolumentos nao s pelas matriculas dos mdi-
cos, boticarios c mais pessoasque a ellas sao snjeilas
pelo regiilaroenlo de 29 de setembro de 1851, mas
1.1111I10111 pelos demais Irabalhos incumbidos a jsa
repartir.lo, e que segundo o estylo de oulras nao
silo gratuitos, c nem o eram quando se achavara a
cargo das cmaras municipaes ;
O mesmo augnsto senhor, lendo-sc conformado
por sua inmediata resolurao de 2f> de agosto ullimo
com o parecer dasccco dos negocios do imperio do
conselho de eslado, eiarado un consulta de 14 de
junho do mrenle anno, houvc por bem mandar de-
clarar :
I. Une nito lendo o referido regulamento de 29
de setembro de 1851, quando conferio a junta ce-
ir! e rommiss.10 de hygiene publica, e aos pro-
veedores de saude publica, a altribiiioSo que com-
peta scam.iras municipaes, defazerema matricula
dos mediros, ririirgioes, bolicarios, dentistas << par-
leiras, e Iratou do modo da exerurAo desle servico
slaluido cousaalguma relalivamenlea emolumeu-
los devidos por Un matriculas e pelas certides e
mais I raba 11 ios concern o 111 es ao memo sor Meo, deve
enlender-seqoe nSo allerou a pralca que neste pon-
lose spguia. e que por lano deve continuar, sendo
alias conforme com a que gcralmenle se observa a
respeilo das pessoas que se habililam para excrec-
rcm qualqucr profissilo, e nesmo para usarcm de
il-iini.1 industria.
Segundo, que havendo, porem, sido marcado aos
secretarios da junta e cnmmissOes de hygiene os
ordenados que foram julgados sollirionle. para re-
Iribuico do Irabalho que linham de prestar, nen-
hum direilo lem elles a perceber os referidos emo-
Ilmenle os quaes devem reverter em beneficio do
Ihesouro, assim como nito pertenciam aos secreta-
rios das cmaras municipaes, masa estas, quando a
seu cargo se achava o servido de que se traa. O
que communico a V. Exc. para sen ennhecimento e
oxccucAo.
Dos guarde o V. Ese.Luiz Pedreira do Cou-
to Ferro;.Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.Cumpra-se. Palacio do governo de
Pernambuco 10 de novembro de 1854.Yigueiredo.
3.' Secrao.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, cm 24 de oulubro de 1854.
Illm. e Exm. Sr.Merecendo a imperial appro-
vacaoa detiaeraeaa que V. Exc. tomou e de que
da fonla no seu ofllcio de 13 do correnle, n. 123,
de mandar satisazer sob sua responsabilidade as
despezas precisas para que scconserve aberlo o la-
zareto da lili a do Pina, vislo nao haver quola no
exercicio correnle para occorrer as mesmas despezas
como participara o inspector da thesouraria do fa-
zeuda dessa provincia, e ser muito conveniente i
sa lulo ida,le publica, que o referido cstabclecimenlo
continu a funecionar, nlim de que se possa com
prompiid.io esem risco de conragiar a popula^ito da
cidade, prestar os necesarios sorcurros aos indivi-
duos que a bordo dos navios ferem acommeltidos da
febre amarella. Assim o communico a V. Exc. para
seu eoiihecimeuto, preveninde-o de qe deve re-
mcller esta secretaria de estado as conlas das
mencionadas despezas.
Dos guarde a V. Exc.Lviz Pedreira do Cauto
Ferraz. Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco. -
EXTERIOR.
a manha tomaremos o vestuario dos moleiros, e co-
moearemns a trabalhar.
Carlota: Tudo o que dizemos, meu charo
principe, be cheio de alegra e de esperanto, c chei-
ra a primavera Mas no invern nao ler muito fri
aqu".'...
Fabio : E>sa he boa sei o que fazem no inver-
n os casados pobres para se aqueccrem : abracan)-se.
loma-Ihe a mito, ella e-I remero involunlar'iamcn-
le.) Tem fro, Carlota ? Eslrcmece !
Carlota : Nao, nao, cu... esle dia faligou-mc...
Se cnlrasscmos cm casa de Hans..
Fabio : Ah! seria privar-nos cedo das delicias
desla larde., j Indo lirar um fcixcdepalha, e pondo
o dianle de Carila. ) Assenlemo-nos sobre este di-
vn. ( (,edn,lo a um honesto nomnenlo intimo. )
Ou antes vou assentar-me dianle de voss.
( Assenla-sc sobre a vcllia rae cm frenfe de Orlo-
la. Scgue-se um momento de silencio, duranlc o
qual Carlota e Fabio eiiCaram-sc com ternura. De-
pois chega a inoran, depois a perturbarlo, de-
pois...)
Fabio (com voz suflocada estendendo a mao) :
Carlota I
Carlota (deixando cahir a mito na de Fabio, c
com voz ainda mais alterada : Fabio '
Fabio : Eu...
I alla-lhe a voz iiiloiramenlr. Novo silencio... Os
bracos do moinhn, levanlaiu se c aliaivam-se en-
lAo com mainr tonudas ; o rcgaliulio corre mais
hrandamentc romo paraouvir o mvslcrioso mur-
murio da vegclii;ao. Alguiis paaro, voando lo-
camenmas azasnosarhuslos. Depois, porto da flo-
restas j sombria, ouvem-sc as primeiras olas do
canto de um rouvinol tardo.)
Carila { forjando sea fallar : t.luantu eu deso-
jara saber o que pode dizer tal canlo !
(Fabio ira I o' o canlo do rouxinol.)
Carlota ^retirando a mao e depois de um pouco
de silencio | : Nosso casamento nao pode lar-
dar muilo, nao he assim, senhor Logo que meu
lio... ( Ouvc-sc urna voz mui alegre e um tanto que-
brada, cantar fra urna aria de dan-a.
SCENA IV.
fabio, Carlota, Hans,entrando duran!) a cantoria.
Hans:Tudo est promplo,meus citaros sculiom.
A GUERRA,
A forja alliada cheatu finalmente Crimea, e rea-
lisnu com a-sianalado Iriumpho urna parle mu dif-
ficil da sua larefa. Cmroenta e nito mil homeiisdes-
emharraram na distancia de 30 milhas ao norte do
Sebastopol sem encontrar Mimigo almnn em condi-
c.1o de ser atacado, e, segando parece, a artilhara
pesada podera desembarcar uenlro de 3 ou 4 milhas
da prora con Ira que deve ser empregada. Ao prin-
cipio fora annunciado que e desembarque Uvera lu-
cir em Eupatoria, perio de 50 milhas ao norte de
Sebastopol, e be provavel que urna pequea forja
fosse com eneilo posla na pesia naquelle lugar ; mas
o principal corpo da expedifjto seguio para o sul, e
desembarcou onde distemos. Na ultima conrluso
da empre/.a, ou as posibilida hs de triumpho iin-
medialn, ha pre-enlcmeiile, mui pouca cousa a
dizer-se porque mu pouca atusa he condecida. O
complelu resultado do desembarque acredita no mais
alto grao aos commandante da expedirlo, e he de
mu favoravel agouro. Ao atesmo lempo, a ausen-
cia dj qualquer resisleneia ap ponto de desemhar-
iaMP*rece dar algum indiciadla comparativa peque-
nUn da forja contra a qual aa forjas alliadas lem de
obrar. A .-omina exarla do eaercilo russo na Crimea
em vordade he preseniemenle desconhecida, e ima-
ginamos que, (eiido-sn em caiisi lerac.lo a farilidade
com que o vapor habililoa ai adiados a mudar o
ponto de desembarque, s aja mui opnressora pre-
ponderancia de muiero habilllaria o< Russos a en-
conlrarcm os invasorrs na praia. Supponbamo,
por cxemplo, que o aeneral ru;so houvesse enllocado
50 mil homciis era Old-Fosl, 011 le com elTelo o des-
embarque leve lugar, leria sido fcil aos alliado. na-
vegar para o sul para o mesmo ponto em que asna
artilhara deve desembarcan, exceder a vagarosa
marcha terrestre dos Ruuos. e cn|locar-se entre Se-
bastopol e o exerrilo que a defende. O perigo disto
011 de cousa semelhante que conteja, parece lolal-
menlc sullicienle para ter iaipedido a resistencia no
ponto de desembarque, se o Russos nao livesem ao
menos dous exercilos no campo, cada um igxial em
forja ao dos invasores.
Na occasi.lo das primeira* noticias do desembar-
que, e quando se julguva que o desembarque Uvera
lugar em Eupatoria, o 7'i'me.s fez algumas observa-
ccs que reimprimimos aqui :
ic Finalmente vcrilicou-se o golpe ha muilo lempo
esperado, c os exercilos alijadoscnlraram na Crimea.
Moje foram rerchidas noticias autenticas, noticias
polos oviTiios inu'lc/.e franco;, ni ronlirinaoao da no-
ticia que nos l'm transmillidaiiaiioilepassadadc Vicu-
a, dizendo que .58.1)00 bomens das Irnpas alliadas
desembarcaram cm Eupalnra no da 14, sem encon-
trar resisleneia, c coiilinoaram a marcha ao mesmo
lempo na dircejao de Sebastopol. Al aqu a pri-
meira e monos corla parte desla gigantesca empreza
fra favoravciineule realisa.la.
A cidade de Eulaporja era, 110 lempo dos Geno-
vetes, urna das principaesaslaces inercaiilis da Cri-
mea, e anda conten pecio de 10,000 habitantes.
ltimamente foram erigidos Iros fortes para defen-
der a praca, em addcao velha muralha genoveza,
e a guarnjao lem sido elevada 15,000 hornea*.
Com ludo, os Kussns nao oslavam cm condijesdc re-
sislir a l.lo formidavcl inimgo. O porto est ao
oriente do Lago Sasik, um dos vastos pantanos sal-
gados |ielos quaes a Crimea he nolavel; e esla ex-
lensao he separada do mar por urna eslreita luigua
de trra, ao longo da qual passa a estrada que vai
para o inlerior e para a parle meridional da penn-
sula. Assim, esla posijao deve (ercollocado ao mes-
mo lempo o exercito e algumas das suas provisOes
que desembarcaram emseguranca. porque o lago ao
norle impedira que o inimigo alacas pas peto lado de Ierra. Estamos alm disso infor-
mados que as forjas inmediatamenteavanraram para
o sul, e certamcnle islo seria necessario para um tao
grande numero de homens desenvolver-se, sem de-
mora, alm desse islhmo eslreito. Entao surge a
quesiao seguidle :qual he a precisa direccao que
riles deverao sezuir, o o seguinte objeelo da campa-
nha ? Enpaloria, Scbaspolol e Snpbcropol formam
os Ires ngulos de um triangulo equiltero, cada
lado do qual ou base he quasi de 40 milhas de ex-
lon-.lo. A estrada real imlicada cm os nossus map-
pas segu dous lados deste triangulo, c consequenlc-
mcnle cnnduz o viajante a Sebastopol pelo raminhn
de Simpheropolum considcravel circulo. Todava
o paiz be al,ei lo ; consiste de feriis campias, com
aldeias, ciiltivajes c abundancia de gado, c nao he
provavel que se siga urna direcjo directa.
Somos confirmados nesta supposijo pela narrajao
da r, mpanha do marrclial Munich em 1736 sobre o
mesmo Inicuo, c alguus parliculares daquella guer-
ra scrao lidos com inloro-se na actualidade. Depois
de forjar as linhas de Perckop, o exercilo russo mar-
chou dorante 10 dias para Eupatoria alravez de um
paiz singularmente fallo d'agua c de qualquer sup-
piimeiilo. Em Eupatoria Munich achou-sc na mes-
illa posijao cm que o nosso exercilo se acha agora
enllocado, cxcepi.ao de que elle nao liona a avan-
lagcm de urna enorme esquadra que coadjuvasse as
suas operajes por mar. A 21 de junho de 1736, o
general russo dirigi a sua marcha para Bakschi Sa-
ra, scgiiindo a costado Mar Negro, c o historiador
da guerra arrscenla que desde qoe as tropas enlra-
ram na Crimea encontraran) lal abundancia de vi-
veres e de provis-"es como no caminho. Em 6 dias
de marcha o exercilo russo chegou s gargantas das
moiitanlias que roroam o campo plano nos arredores
de Bakschi Sarai. que era entilo a residencia do
Khan de Crim Tarlary, e ah pelejou-se urna lerri-
vel balalha.
Nao sabemos o que vai ler lugar nem o que he
possivel fazer; mas se suppoe-sc que a rampaiiha do
ni ,re,dial Munich de 1736 he instructiva, seja islo
yerdadeiramcnle estabelecido. Na guerra a que o
Time* se refere, e que, em quaolo dizia respeilo 1
Crimea, foi una guerra que durou tres campaiihas,
os iriiimplio. dos invasores russos, mesmo coulra tro-
pas barbaras, nao foram mui brilhanles. Tomamos
um resumo deslas campauhas a Kocli c i mui conde-
cida Historia dos Tratados de Paz (c. 68), a
unir aulordade a que pdenlos recorrer; mas ao
menos he urna auloridade boa e imparcial, e cita,
especialmente cm 1736, a evidencia de urna teslc-
munha de vista:
Fabio : Diga-nos, pa Hans, que voz he essa
que canta ah la alegremente ?
Ilans : Ah! ah he um amigo meu, o homcm
mais faceto de Allemanha, embora viva Iresquarlos
do lempo sem Irabalho, lie Ruprechl, o coveiro !
Oh 0-1.1 ou viudo .'
(A voz aleare cania. )
(Duranlc esla copla loca o ngelus J
Fabio 1 diz cm voz baixa a Carlota, a qual du-
rante a canjao chega-sc a elle, e passa-1 he obra-
jo pela cintura () que espcrimenln enviado
esle canlo, e este sino condu/.-me a urna idea ; Car-
lota vamos ja rasa do cura desta igreju, pcdir-ihe
que iios|de-pose.
(A Voz alegre cania ainda.)
Fabio : Meslrc llans, quer ronduzr-nos sua
igreja
SCENA V.
Os mesmos, a princesa, Johann.
A Princeza 'apparceemlo e gritando):Parlir !
partir! quero parlir daqui quanlo autes, ja! Parta-
mos !
Fabio : Que, minha lia. quer'.'...
.1 Princeza :(Juero relirar-inc daqui, J disse !
Se lcar, morrerci imanUl de desRoMo, de citolera,
e sobretodo de aborrecimeiilo Ah! Rsela, a que
nos condoliste !... Vamos, Fabio !
//,1/is : Ah! meu Dos !
Johann i-m voz baixa):Di:a a css.i vidhdinn
que v soziiilij, c dei\e-nos os pequeos !
A Princeza : Ah .' a viuva he muilo suida c
cxcessivamenlc muda Confcilada em sua ronda,
cravada em sua poltrona, petrificada em sen vestido
ciuzcnlo, ella he o enfado sobre a Ierra !... Esseeas-
tello he um claustro, nina pristo, um sepulcro !
Carlota : Mas, seuhora princeza, os Ires nioi-
nhos...
A Princeza : Como, que queros dizer com leus
tres nioinhos '! julsas que vou por-mc a fazer fari-
uha, eu 1... Ah minha bolla corle minhas charas
recepees minha poltrona para as missas canladas !
minha carruacm de passeio 1 Certamenle mandarci
apuuhalar a Rsela !.. Parlamos!
Han (aun coragem: So se me fosje pcrmitliilo
dizer urna palavra...
Campanha de 1736. a A' frente de 54400 bo-
l men, a marerhal Munich, em 31 de maio, forjou
as linhas de Perekop, o tomou no 1. de junho,
11 esla cidade, que domina a entrada da pennsula,
a Apossou-se de Kinhourn e de Koslow (Eupaloria),
e penetrou Bakschi Sarai, que era a residencia or-
diara do Khan dos Trtaros. A lome, a fadiga
I e as molestias fizeram-no perder quasi 30,000 bo-
mens, e ebrigaram-no a abandonar a pennsula
II sem que fosc capaz de formar ahi algum eslabe-
1 lecimenln permanente. Na sua retirada deslruio
elle as linhas de Perekop.
Campanha de 1737. a Oulro exercilo russo del
40,000 bomens, commandado pelo Feld m.ircrhal
Lacy, de novo deolou a Crimea. Nesta occasiao
nao eiilraram por Per, ko'p mas no ladoori-
en la I por Veiiilrhi cArahal. O Khan retirou-se pa-
u ra Kara Su Bazar, onde foi balido a 25 de julho
e pela vanguarda russa, commandada pelo general
magias. Depois de ler rcduzido a cinzas milha-
(i res de cidades e de villas.Lacy retirou-se com osen
o exercilo para L'kraine. b
Campanha de 1738.1 O marerhal Lacy i frente
de 30,000 horneas entrou na Crimea. Tomou Pe-
o rckop a 10 do julho, e marchou para Cada, que
elle pretenda sitiar. Era este o lugar mais forle
na pennsula, e o porto em que os navios turcos
a eslavam seguros. Mas, sendo este paiz devastado
a pelo inimigo, o exercilo invasor liaba grande dif-
ficuldade cm adiar ahi mrios de subsistencia ; c
para augmentar o inforlunio, o mo lempo nao
perm 1 ha que a esquadrs sob o commando dovi-
u cc-almiranle Brcdal levasse supprimento* s Iro-
pas. Ao receber eslas noticias, o marerhal aban-
donou o seu projeclo sobre Cala e vollou para Pe-
er rekop, que elle desmanlclou, nivelou grande par-
ce le ilas linhas, pelos fins de agosto retirou-se para
L'kraine.
A campanha de 1771que collocou a Crimea aos
pes da Russia, c primeiramenlc occasionoo que se
declarasse iudepeudente da Porla. e afinal que fosse
annexada llj-si.i em 1783foi por comeguinle
muilo mais decisiva e prospera. Mas neslas ulti-
mas operajes a Crimea foi dislrahida por dissenses
internas, e as tropas larlaras licaram conhecenilo o
elementos do servir militar europeo. A diflerenja
enlrc 1736 e 1854 he em muilos respelos 1,1o gran-
de que be ddlcil lirar alguma inferencia do primei-
roperiodo para o ultimo. He totalmente possivel
que as ilillirul,lados do commissarado da Crimea
lonham augmeutado com o decrescimenlo da popu-
lajSo. cuja jinrrao (arlara os nossos mais modernos
viajantes descrevem (1852) desapparecendo rpida-
mente da face do mundo, ti nao substituida por al
guma ollocl iva emigrajao de oulras carnadas, e dei-
xando nao cultivadas milhares de geiras de mag-
nifico solo. (Oliphanl, p. 200.) Mas por outro la-
do, os meios a afrontar eslas dilTicoldades tambem
tem augmentado; c nao se segu de modo algum que
o marerhal S. Arnaud perca 30,000 de fome, de
ran-aro e de molestias, porque na campanha do ma-
rerhal Munich acouleccu este lerrivel infortunio.
{The Tablet,)
INTERIOR.
BAHA.
Estrada de farro da Joazciro.
OSr. Joao Morgan Jnior, cnsul de S. M. Bri-
tnica na Babia, acaba de publicar cm Inglaterra
i>ma interessanlc memoria intitulada.1 estrada de
ferro entre a cidade da Bahia e o rio de .S. Fran-
cisco, no imperio do Brasil; sua superioridade geo-
graphica e ranlagens commerciacs que della podem
resallar.
A memoria he acompanhad.i. de um mappa dos
terreno que devem alravcssar os Iridios.
Abaixo Iranscrevemos esse Irabalho, que nos pa-
rece dever iuteressar os leilores.
I.
Nao he nova a idea da navegajao a vapor do ro
S. Francisco. Nao ha eslrangeiro, dolado de inlelli-
gencia, que lenha visitado as provincias de Minas-
Geraes e Bahia, ou que ncllas lenha residido, que
deixasse de recouhecer i primeira vista as grandes
van tseos que resultaran) para o commercio em ge-
ral da unan daquella esplendida arteria inlerior do
imperio commum dos porlos do Atlntico.
J no anuo de 1807 o entao goveruo colonial do
paiz, com o intuito de averiguar a importancia
agrcola, mineral das regios banbadas pelo rio S.
Francisco, mandn proceder a certas nvesligajcs
archiologicas em todo o seu curso; mas o resultado
dessas investigajcs, cm consequeiica de circums-
tancias devidas s mudanjas polticas dos lempos,
nenhuma vanlagem Irouxe ao nasccnlo commercio
do Brasil.
No anno de 1834 o porlugucz Guilherme Kopke,
domiciliado en Sabara, na provincia de Miuas-Gc-
raes, oblcve da administrajao provincial o privile-
gio da navegajao exclusiva a vapor do ro S. Fran-
cisco, dentro dos limites daquella provincia ; mas
nao possiiindo recursos adequados, e sendo mesqui-
nhos os meios que se podem obler em urna villa do
interior, mallogrou-se ecos-, 11 lamente o scu pro-
jeclo.
Outra vez, no anno de 1816, um engenheiro Bel-
ga de nome I ai te, sem duvida possuido das mesmas
ideas de urna tal empreza, requeren ao governo
central a coucessao do direito exclusivo de formar
urna companhia para a navegajao daquclle rio; mas
o gabinete imperial, consejo da repugnancia que li-
nbain os povos do interior a qualquer parcial cou-
cessao do um privilegio exclusivo sobre 13o impor-
lantcrio, pertencente cm commum a varias das suas
mais ricas c influentes provincias, dei vou de lomar
esse objecto cm considerajao.
Enlretaulo porem lodos os Brasileiros inlelligcn-
les, o oulros individuos interessados no commercio
interno do paiz, eslavam convencidos da neressidade
de se abrir o m aquellas immensas regios a urna em-
preza regular de commercio, mas a quesiau prin-
cipal que cumpria resolver era saber-se o modo de
lirar o maior partido das suasvanlagcns, e deeflec-
luar a junejao daquella arteria interna do imperio
com o Atlntico, nssim como de cscolhero mais con-
veniente ponto para cstabelecer um emporio ou ar-
mazem de deposito no interior, para ovaslocom-
Por ventura o senhor principe nao poderia com 11-
zir a -enlinra princeza, e vollar depois...
A Princeza : Bem, meslrc lian, abuse da af-
fcijao que meu sobrinho Ihe (em conservado para
dar-llie urna lirio de ingralidao.,. Voss, Fabio, 011-
ca-o, obedeja-lhc. Ah !... voss a quem fiz lAo fe-
liz !...
Fabio : Oh eu jamis faria isso, minha lia ;
mas he \... que Vine, quer que vollemos '.'
./ Princeza :Ccrlamenle Sei oque vais dizer-
me ; mas com um poucodediplomacia, por um meio
que hei de cnsiuar-lc no caminho, e ajudados de
Carila 1 ol,iremos para lornarmos a reinar ainda !..
Carila Zanjando em lomo de si olhos chcios de
saudade' : Adeos, meus charos moinhos! (Abraca
a Han:)
Fabio : Consinlo em parlir. (Alto a Johann.,
Promplo para v nitor algum da !... Mas, minha lia)
ha pouco Carila e eu nos dirigamos para a igreja
p,u a ahi sentios desposados.. Antes de seguir a Vmc.
quero que vamos igreja !,,.
A Princeza : Sim, a igreja ficar cm nosso ca-
minho Vamos! Adeos meslrc llans !
Hanse Johann :Senhora princeza Senhor Fa-
bio Senhora Carila !
Fabio (aperlando a mo de llans emquanto a prin-
ceza sabe prinieiro que lodos :Adeos, meu boin
pa, ; adeos bom Johaui Nao me acensis Minha
lia ubstilnio minha mili... Da o braco a ('arlla, e
iai saliindo com ella, depois torna a leca-la para a
m'/uebrada ond* eslicera assentado pouco antes :
Minha querida nova, lodo o ser humano procura
sua pedra philosophal debaixodo sol! Devenios aban-
donar ,1 nossa logo que a leudamos adiado A pe-
dra philosophal para nos era nina m de muiulio.
(Desapparcccm seguidos dos lluros chorosos dos
dous moleiros.)
SCENA VI.
Hant, Johann.
Hans : Coragem, meu amigo, acendamos nos-
sos v el los cachimbo.,c repcle-mc la can j.1o..aqucl-
la de que nao goslo I
Johann canta. (Cahe o panno.)
QUINTA HORA.
A sulii. a o.
^0 salao da casa da cmara. Algnns preparativos
mercioque a elle .diluira, com toda a certeza, em
consequcucia da rcalisar.l 1 de tilo suspirado deside-
rtum.
Estradas nenhumas exisliam all, ao menos ne-
nhuma a que propriamente se pudesse applicar esse
nome, exceprao dos primeiros caminhos para bes-
tas que atravessam todo o serian; e a cominelo or-
dinaria em muas decarga ecavallos era nao s mui-
lo dispendiosa, mas tambem excessivamente lenta.
Em summa, ludas as razoaveis probabilidades de
inollior.menlo, todas as espcculajes mercanlis e
promptos relornos, eram impossiveis, emquanto o
vclho sistema de conduzir gneros de um ponto a
oulro do paiz, em lamanhas distancias, nao fosse
substituido por um modo de Iransport* mais civili-
sado o expedito.
Assim, lodos os impulsos dados pelos habitantes
do inlerior para a satisfajao dos seus mais ardentes
desejos foram necessariamenle abortivos e desani-
madores; mormente porque o commercio dos porlos
martimos, cxislindo quasi todo as milos de eslran-
geiro.-, nao tinlia sido levado, como devora ser, aos
vastos campos que jaziam quasi s suas norias, para
por esse mododarcm urna lucrativa evlens.lo s suas
lransacjftcs commerciaes.
O lempo, comludo, lem produzido, a esle respei-
lo, um benfico cITcilo. Desde a re-arlo do trafico
africano, que por lanos anuos fra a peste e fiagello
daquelle magnifico paiz, reconheceu o Brasil a im-
portancia dos seus inmensos recursos. A fulaII re-
volucionaria c o inquieto espirito dos difiranles
parlidos, jazem exlinelos; e o imperio acha-se na
plena fruirn da paz e Iranqullidade publica, ao
passo que a ordem e o progresso material do paiz
sao agora os nicos objeclos da alinelo geral.
II.
Com o intuito de animar o espirito ora domi-
nante no Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco,
a nssemhla geral legislativa do imperio, as suas
sesses de 1852 e 1853, decreloo a coucessao de
Ires privilegios para a conslrucjo da estrada de
ferro :
A primeira, para ligar a capital com o valle do
Parabiba, com os dislriclos mei idionacs de Minas-
Geraes e com S. Paulo ; assegurando 5 por ceulo de
juros sobre o capital dispendido ua obra ;
A segunda, concedendo igual privilegio ludia
da Baha, que deve chegar al a villa do Joazeiro,
sobre as margeos do S. Francisco, com a garanta
de 5 por ceulo sobre o capital dispendido na* pri-
meiras 20 leguas;
A lerceira, desde Pernambuco ale Agua-Preta,
com igual garanta de 5 por cont para as primeiras
20 leguas, havendo inlene.lo de eslender tambem es-
ta estrada de ferro al o S. F'rancisro.
Cuniprc aqui observar que muilo antes qne o go-
verno imperial tomasse a iniciativa nesta materia
1,"m importante, o governo provincial da Bahia, du-
rante a adiuinistrajao do Icnenle-general Andrea,
mamlou como medida preliminar, levantar o pla-
no de todo o terreno desde a ciJadc da Bahia al
a villa do Joazciro, o que foi execulado por An-
dr Rozwariozki, emcnheiro ao servijo daquella
provincia.
Nao salisfeila .1 asscmhla provincial com as van-
tagens asseguradas pelo governo central ao emprc-
zario do Irilho de ferro al o Joazciro, c desojando
mostrar linda mais a superioridade geographica
da Baha, cencedeu, na sua scsso legislativa deste
anuo, addicionacs vantagens a essa empreza em ou-
Ira garanta mais de 2 por ceulo sobre as primeiras
20 leguas.
III.
Tendo oflerecido um llgeiro esbojn das tcnlali-
va feilas com o lim de chegar a um Ua favora-
vel poni de partida para a realisarn e boa xito
de urna das mais inquiranlos emprezas que ja-
mis se iniriaram no Brasil, por nao dizer na Ame-
rica Meridional, seja-me permitlido chamar a allen-
jao para o curso lopographice do rio S. Fraucisco,
para os dislriclos que elle percorre, e demonstrar
a razao por que a posijao.geographica da Babia d-
Ihe preeminente* vantagens para conseguir, ou au-
tos monopolisar lodo o commercio daquelle rio, por
meio da sua projeelada estrada de ferro al ao Joa-
zeiro.
0 S. Francisco lem a sua origem ao p da ser-
ra da Canaslra, na provincia de Minas-Gcraes,
cm lal. 204V ; dshi atravessa um espajo de 449
leguas, al laucar as suas aguas sobre a cachoei-
ra de Paulo Afionso, e vai depois entrar no
Atlntico na lal. S. de tt>>28.50", e aos :t( 17' de
longilude.
Sobre a sua margem dircita em 16 de lali-
liide. recebe elle um imporlanlissimo tributario,
qoe he o rio das Velhas, e da racimen ,1 de Pi-
ra pora cm diante, por distancia de 250 leguas,
lorna-se inleir,menle de lodo obstculo a sua na-
vegajao.
Oulros menores allluentes engrossam o rio S.
Francisco na sua passagem pola provincia do Mina
Geraes, e sao de alguma importancia, por sei em
destinados a servir de vehculo a um extenso com-
mercio em todo o sea curso, uma.vcz que o vapor
ofTercja os nudos de communicajao enlre os con-
sideraveis c populosos dislriclos daquella provincia,
que presentemente se acham baldos, por assim di-
zer, das commotlidudes e recursos da vida civilisada ,
taes sao o dislrirto do Lambary, sobre cujas margens
esla situada a villa de S. lenlo de Tamandu, na
lat. de I915'30" ; o Marmclada; o Par, rio de
alguma considerajao, que nasce junto villa de
Pitaugui, dislricto imporlanlissimo pela planlajao
do algodao ; o Parauplcba, que uo seu curso de 60
leguas passa pela ciade deMarianna, uo centro da
provincia, c por outros ricos dislriclos ; o Andaia,
c-lan i'eiios; a mesa grande lirada : algumas ban-
quetas guarnecen! as paredes ; flores, lapejarias
ele.)
SCENA I.
(Rsela vigiando os preparativos dos criado*, de-
pois Fabio.)
(O dia anda csl claro ao subir o panno; mas du-
rante esla primeira sceua chega a nnile.)
/loseta (fallando comsico: Eis como ellas resol-
vem as situajcs dilliceis que habis polticas !
Mansar dansar Vio dansar !... Lamento quasi
nao Ic-las fcilo sallar!... Porem ainda nao he larde,
esc... Ah! ccrlamenle nao ha meio termo Acei-
ten) francamente minha obra, ou vollcm francamen-
te ao principe Coitado !
Fabio (entrando as ultima- palavras pela portinha
lacsqiierda. Esl cnvollo em urna elegante pelija
de mullico que Iraz como um domino : Que?
Roseta : (Jue '! (Fallando emquanto Fabio, que
fecha a portinha, da-lhe as costas) : Que mulher
he essa '.' l'az parle lalvez de minha sociedade se-
creta das mulheres sem terror ?...
Fabio remolieron lo-a, e vollaiido-se depois :
Koseta !
Roseta : Aventuremos meladedo sanio. (./ Fa-
bio e misteriosamente.) t'namo-nos ?... a
Fabio : Que diz ella '.'...
Ro'eta { a parle : Ella nao ao, re-oenla : Pa-
ra a vingaiioa Jlepetindo.) u Inanio-no-'.'..
Fabio 1. Iran.menle ) Mas, lloscla, isso mes-
mo he que eu quero !
Roseta ; eslupefarla ): O principe !... Nao sois
111 mi nina mulher sem temor '.'
Fal'io : Que ganharia com is-o ?...
/loseta : K poique vollou Vossa Alloza ?..
Fabio : Porque, Rsela, ha no mundo um
monslro hnrrivel, insinuante, medroso e invcncivcl,
que lem o nome de aborrecimeuto. Em urna pala-
vra consultei minha lia e Carila, e minha lia de-
cidi que eu vollasso casa da ramara nesle Irage
e como parlamentar...
Rsela : Isso vos servir muito !
Fabio: Carlota dizia que nao nao; porm, mi-
nha lia disse que sim. Entretanto fo'tc tu, Rsela,
que me melles-te 110 meio de ludo isso !
Roseta : Sim, e meu dever agora seria fazer-
o Abaelh, celebre pelo grande diamante do peso
de 1,680 quilates achado as suas margen* em 1791,
e ora em poder da corda de Portugal ; o Jequi'la-
hy ; o Paracal, qne procade da provincia de Goyaz,
sobre cuja confluencia esl situada a cidade do mes-
mo nome.
Ao longo das margens do S. Francisco jazem as
villas de S. Koin.lo, Salgado, Januaria e Manga ;
viriam a ser inmediatamente emporios para lodo o
commercio daquelle dislxielos interiores, como para
o de Mallo-Grosso e Goyaa.
Mais adianto, na lat. de 1440* o S. Francisco
recebe o Rio Verde, que serve de limite entre as
provincia* de Miuas-Geraes e Babia, Junio ao qual
jaz a villa de Carnhaoea, dentro do* limite* da ul-
tima.
Depoi, o S. Francisco atravessa toda a eorte da
provincia da Baha, na exlenjo de 160 leguas,
tendo sobre ambas as margens importante* povoa-
jOes, taes como a villa do Urub, a cidade da Bar-
ra do Rio Grande sobre o extremo ponto do rio do
mesmo nomc, com urna navegajao desempedida da
mais de 50 leguas; a villa de Xique-Xiqne sobre
Miradouro, nolavel petas suas minas de salitre; a
villa de Sent S" com as suas salinas, que suporten
de sal todas aquellas regios*; a villa de Pilao-Area-
do; e linalmenlea villa do Joazeiro, distante80le-
guas da cidade da Bahia.
Oulras villas perleneentes Bahia eslao enllocadas
mais no interior en convenientes distancias do rio
S. Francisco, as quaes somenle exigen) a vivificante
influencia do vapor para que se tornera dignas de
consideraje, laes sao Caetil, Rio das Conlas, Bom
Jess da Lapa, Jacobina, ele.
Sobre a margem septentrional do S. Francisco, e
um pouco internada na provincia de Pernambuco,
jaz a villa da Boa-Vista, pela qual se taz o commer-
cio da provincia do Piauhy e do seriao de Pernam-
buco com a Babia.
Des leguas mais abaixo,desde o Joazeiro a caxoei-
ra de Paulo Affonso, a navegajao do S. Francisco
lorna-se diflicil e perigosn, e vem a ser intil para
os flus de commercio das provincias da* Alagdas o
Sergipe, cm consequencia dos penhascos flor d'-
agua queexislem aquella poreAo do rio, e da rapi-
dez da sua correnle sobre as pequeas cachoeiras
qne se encontram na sua precipitada carreira para o
A thlantico.
He pois aidelo que al o Joazeiro, no seu cuno
pele inlerior das Ierras, o rio S. Franri.ro forma
urna especie de lago para a vanlagem exclusiva da
provincia da Bahia, e qne nenham fururo projeclo
de caminho de ferro, quer das Alagdas poder de mo-
do algum desviar o commercio destinado a formar
da cidade da Babia o emporio do commercio de to-
das as alias regies regadas por aquelle rio. ()
IV.
Em Oto vasta cvtenjao de territorio, como o que
acabamos de descrever, e onde o goveruo do paiz nao
pode obler dados exactos sobre materias relativas
sua populado, commercio ou agricultura, seria em
mim demasiada prcsurapjo se prctendes-e dar aqui
mais do que urna simples idea dos ccnhecimcnles
que pude adquirir em 22 anuos de continua residen-
cia cm varias partes do Brasil, j observando pesso-
almenlc o interior de Minas Geraes, j consultando
pessoas dignas de crdito e revestidas de auloridade
na Bahia cm quanlo all resid. Accrescenlarei com-
ludo algumas palavras para demonstrar mais clara-
mente as vanlagens resultantes para a estrada de fer-
ro da Bahia, considerada como vinculo ou nexo do
commercio de seis provincias irmias, Malto-Grosso,
Goyaz, os dislriclos septenlrionaes de Miuas-Geraes,
Piauhy c o serbio de Pernambuco.
Al agora o commercio de Mallo-Grosso e Goyaz,
lem sido principalmente felo com o Rio de Janeiro
da qual cidade a primeira provincia dista cerca de
850 leguas, e a segunda 250. O hornera de negocio
do Matto-Grosso lem que alravessar com a sua tro-
pa de bestas de carga toda a sua provincia, a de Goy-
az, a de Minas-Geraes. e finalmente a do Rio de Ja-
neiro, para Irazeros seus gneros ao mercado e com-
prar mercaderas de retorno. Nessa viagem gasta elle
oilo mezes, na ida e na volta, com infinito Irabalho
e enorme despoza. O mesmo pude dizer-se de urna
viagem de ida c volta de Goyaz e dos distrelos sep-
lentrionacs de Miuas-Geraes.
Com a navegajao a vapor sobre o S. Francisco,
com os ucees-arios rmateos de deposito para os va-
pores da companhia, em S. It unan, Januaria e Ca-
riuli.-inli.~i, evilar-sc-hiam coiisidcravelmcnlc as difli-
culdades de urna viagem por (erra, e muilo lempo e
dinhoiro poupariam os habitantes daqnellus primei-
ras duas provincias, que agora conlam meio milhao
de almas. Os moradores da porcao septentrional de
Minas Geraes seriara anda mais favorecidos; e assim
um milho pelo menos de individuos viriam a gozar,
medanle o trlho de ferro da Baha, do tralo social e
commercial cora o muudo, o que naturalmente ten-
dera a dar maior dcsenvolvimenlo aos recursos do
paiz que habitara.
O Piauhy e o sertao de" Pernambuco, j em com-
municajao com a Bahia, snecessilam das vanlageus
da estrada de ferro do Joazeiro para immedialamen-
(*) Compre aqui advertir, em relajeo ao projeclo
de levar a estrada de ferro de Pernambuco aleoS.
Francisco, que bem probabilidade leria ella de com-
petir vaulajosameule como trilito de ferro da Bahia
ao Joazeiro, a respeilo do commercio daquelle rio.
Todos sabem que as autoridades pernmbucanas do
interior da provincia sao pagas dos sens ordenados
pela Ihcsouraria de fazenda da Bahia; e que quando
algons criminosos leem de ser remettidos daquelles
dislriclos para Pernambuco, na distancia de 160 le-
guas, sao conduzidos por Ierra alea Baha, para da-
li segnircm por mar ao longo da cosa al a cidade
do Recife.
vos prender ; salvo se coiiscnli-sois em gritar : Vi-
va a Repblica!
Fabio : Ah Rsela nao posso, por ler nas-
cido principe nao plso seria indecente 1 Eia,
vai prevenir leu governo de que um parlamentar
pedo ser ouvido.
( v1 movimenlo da scena elle passa dircita, e Ro-
seta esquerda, nao longe da porla. Nesse mo-
mento abre-so a mesma porta e entra Fredc-
rica. )
SCENA II.
Os mesmos, Fredenca.
Frederica ( entrando ): Porque nao mandas
Iluminar esta sala, Roseta ?
Roseta: Sen hora condessa !
Fabio ( poudo-se de parle ) : O presidente do
conselho !
Frederica : Ainda esls ahi, Roseta 1
Roseta : Nao, senhora condessa... islo he...
Frederica : Roseta, cnlrou alguem aqui ?...
Roseta ( obedecendo a um signal de Fabio :)
Sim, senhora, um parlamentar.
Frederica : L'm homem, nao he ? Oh lano
mellior ( Como a si mesma. ) Ha j lanto lempo
que .. Com lano que nao seja meu marido!...
Roseta : Nao. senhora, he una mulher !...
Frederica : Urna mulher ( Encarando um
objecto que traz na mito. Como foi que urna mu-
lher dcivuii cahir i-to no pequeo paleo, em que
desemboca esla passagem... ( Um voz alia. ) E onde
esla essa mulher t...
/loseta : Ei-la aqui, seuhora condessa...
Musir a Fabio, o qual adianla-sc fazendo cruzar
sua pellica. )
Frederica : Obrigada Pois bem Deixa-nos,
e enva aqui alguma luz... esla sala csl lo es-
cura I...
Fabio ( a Roseta, que indo sabir i esquerda pas-
sa dianle delle) : Nao enves absolutamente
nada !
Roseta ( a si mesma saliindo ) : Oh minha po-
bre repblica, vejo-te em grande perigo !...
(Continuar-se-ha.)

1 -
Vw
II
1% \



DIARIO D PRMMBUCO. SBADO II DE NOVEMBRO DE 1854.
le se aproveilarem dos beneficios que urna lal em-
preza oflereceria ao sea commercio. O Piauhy prin-
cipalmente, iao em exiensos pastos, derivara incal-
culavel beneficio dessa estrada de ferro, pois que el-
la ministrara fcil condcelo ao seu principal pro-
ducto, que be o gado; o a exportadlo de gneros,
tacs como couros, earoe-secca, grajp, ele. que all
pouco valor lem presentemente em razao do seu pe-
so e volunte, darla por cerlo origem a um activo
commercio.
Pode igualmente alirmar-se que os serte o Ce-
ar, Mur.inhAo e Paralaba, situados em tamanhas
distancias no interior do pala, preferiran) enviar por
trra o scus gneros ao Joaieiro, iRm de serem ven-
didos-em um mercado como da Baha; nao sendo por
cerlo a dislansia e a depeza malor do qoe se os en-
viassem, como al aqu, a insignificantes mercados,
como os da Fortaleza e Aracaty, afim de screm
transportados ao longo da costa para o MaranbAo.
Pessoat dignas de lodo o crdito, que conhecem per-
feitamento aquelles serlOes, me as*egura/am que es-
se expediente nao deixaria do ser adoptado.
V.
Nada teulio dito linda a respailo da provincia da
lidhia e dos recursos quo ella possue para vir a ser o
cenlrodo inunenso commercio que acabo dedescre-
ver. Com urna populacao de um milbao de almas,
contando mais de 80 cidades e villas, e innumera-
veis freguezias espalhadas pela superficie do seu ter-
ritorio, os habitantes do interior lem lutado, como
os das oulras provincias, com grandes difliculdades
para conseguir o progressivo desenvolvimenlo do
commercio c industria.
Assim, ptimas terral para lodos os filis da agri-
cultura sao abandonadas, ou meramente lacradas pa-
ra supprir as hume lalas necessidades de seus li-
nos, por falla de estradas e de transporte rpido e
barato dos productos a um mercado; c duraule a
e-tar,lo ebuvosa fica interrompido o commercio, por
ii.li' haver ponles sobre os ribeiros engrossados pelas
grandes chuvas.
Quanto aos productos da provincia, o algodao po-
derla produzir-se em quanldade Ilimitada sobre as
margensdo S. Francisco, icual.se nao superior, ao
que se cria nos terrenos elevados c ilbas martimas.
O solo he all peculiar renle favoravcl para a cultu-
ra desta valiosa planta ; pois que passada a eslaco
chuvosa, entre os inezes de outubro e favereiro, nao
ha cxemplo deque a cliuva, a geada ou a mangra
impedissem alguma vez o algodo de allingir per-
feita madurez, e de ser colindo para exporlaco.
Milhares de saccas desle principal artigo de commer-
cio poderi.un ser expedidas daqoelles sitios, logo
que exislisseuma via frrea para oseu rpido trans-
porte i cidade da Baha. Presentemente est dcs-
prezada a sua cultivado, porque o precodo canelo
em bestas de carga he de 39 a 49 por arroba, e o pre-
so que o algodao pode obter no mercado pouco mais
alto he. Assim tica em abandono a plantelo de
um valiosissimo artigo de commercio, por iso que
nao d ao agricultor n esperanza de um lucro ra-
zoavH.
Muilo-ganharia a Graa-Brelanha com o cultivo do
algodao naquella provincia, em grande escala, pois
nao padece duvida que o S. Francisco viria a ser,
as relaces com a Inglaterra, um segundo Missitsi-
pi : com a dupla vantagem de eximir os fabricantes
inglezei da exclusiva e diulurna dependencia dos
Eslados-Unidos para oblcrem o fornecimenlo desla
necessaria materia prima.
Tanto o assucar, o cacao, o tabaco, como o azeilo
de mamona, e luda a sorle de productos, poderiam
colhrr-sc em grande abundancia, segundo se deve
crer da ptima qualidade do solo no interior do paiz.
Porm o transporte do assucar, que smente dos
eugeuhos as visinhancas da cidade da Babia he de
83 a 211- por caia de 45 arrobis, sobre o cus'.o ori-
ginal de 649, seria totalmente ruinoso viudo de si-
tios do interior muito mais remotos, como prsenle
modo de conduccito.
Acharam-se nestes ltimos annos diamantes no
lugardcnominadoChapadadentro do municipio
de Sania Isabel do Paraguassu'. Esse districlo, que
ha 1-2 anuos era um ermo, he boje imporlautis-imn;
alii tsl domiciliada urna populacao de 50,001) pes-
soas empregadas na cala e lavagem do metal pre-
cioso ; e he j cousidcravcl o consumo que fazem das
men-adorias inglczas, o qual augmentar sohrcma-
neira quando cstiver construida a via frrea trans-
versal que v ligar-se com a do Joazeiro. O cusi
de transporte de um finio de fazendas do peso de
4 arrobas, ou de urna caixa de ferragem da cidade
da Babia at a Chapada, regula agora por 478, islo
he, cerca de 70 por cenlo, c s vezes lOO/J do pri-
meiro cusi naquella cidade.
Ao longo do rio S. Francisco existe ouro, prala,
platina, cobre, chumbo, c acham-se minas de ferro,
assim como a manganea, immensas pedreiras de
marmore variegado, a pedra calcrea, e diflereules
qualidade de argila, ludo em grande abundancia ;
e ainda que estes mineiaei sejam actualmente imi-
tis, nao deixam de constituir urna verdadeira e pro-
veilosa riqueza para um paiz onde se pode eslabe-
lecer am activo commercio com districlos do inte-
rior, tito altamente favorecidos por urna summa e
benfica Providencia.
VI
A cidade da Baha, anliga melropole do Brasil,
e sede do principal pNM da igreja hrasileira,
tero urna populacao de 180,000 habitantes. O seu
commercio he considemvel, bem que de nenhuma
manelra iao extenso como devera ser. O seu porto,
com a magnifica balda donde Ihe provm o nomc
deS. Salvador da Babia de Todos os Santos,
nao he inferior a nenhum da costa oriental da Ame-
rica. Em lomo daquella baha eslao situadas al-
gumas floresceutes cidaJes e villas, como a Cachoei-
ra com a sua populado de 10,000 almas ; Santo
Amaro com 20,000 ; Ntzareth com 16,000 ; Mara-
gogipe com 8,000 ; S. Francisco com 4,1X10 ; 1 (apa-
rica, situada na ilha do mesmo nome, fronlcira a
Baha, com 4,000.
Nos arredores desla? povoacoes clao collocados
os principaes engenhos do assucar e plantarles de
tabien.
Pelas raines ja aponladas lem sido mu diminuto
o commercio da cidade da Baha ; e ainda que pos-
sa annexar aqu a mais recente e.talislica do com-
mercio de importarlo e exportaran, devo ontander-
sc que esta ultima limita-te ao Iralo mercantil de
pnucas leguas pela.baha cima, ao commercio de
cabolagem com os dislrictos meridionaes, e ao que
se faz com a provincia de Scrgipe.
Se esse commercio se eslendesse ale o rio de S.
francisco com todas ai vanlagens que resullam do
transporte feilo por nido do urna estrada de ferro,
a urna distancia de s 210 militas inglezas, quero
poderla fixar um termo a marcha da civilsacAo e
utura importancia daquclle bello paiz 1 Pasma
a imaginario ao contemplar as vantagens que dahi
immedialamcnlo surgiriam, e por certo que serao
estupendos o lucros do semelhante empreza, por-
que lima vez que a ce momia do lempo,materia prima
do queso compite a vida, liver auiquillado as cuor-
mcsdslancias do interior, pode aflrmarse que a
producrAo c o consumo, esses dous grandes elemen
los da civilsacAo, nao conhecerAo limites.
Se me lio permillido empregar umsimile, obscr-
v.irei que as riquezas agrcolas e commercacs das
feriis rocios do S. Francisco, c das provincias li-
milrophes acliam-se, por assim dizer, eneai.toladas,
e que s requercm urna conveniente abertura para
despejar a sua exhubcrancia nos ranaes da civilisa-
cAo. A estrada de ferro da cidade da Baha ao Joa-
zeiro esla porlanlo destinada ja suppir cssa aber-
tura.
Para apreciar esle fado, e conhecer a importan-
cia no imperio, basta laucar os olhos sobre o roap-
pa'do Brasil. A vealisar.lo dessa via frrea opera-
ra logo como um meio regenerador daquillo que
jaz em estad de criae, e resuscilaiia o que agora
esla rahindo em ruin*.
No anuo de 17>) o sabio naturalista pnrluguc/
l)r. Jos Vicira do Ccuto, na eflusoo do sen enlhu-
siasmo, ao visitar as tegioc* banhadas pelo S. Fran-
cisco prophclhuu pue lempa viria em quc lodosos
i'Oaos correram de tropel para as margens da-
quellc rio, as quaes corladas em forma de raes,
seriam cobertas de fructferos jardn, e seincadas
de habilaces humanas ; emquanlo o profundo si-
lencio que enlio rcinava sera inlerrompido pela
alegres vozes de urna feliz o activa popularan.
E-ta prophecia ja comecon a cumprir-se ; e atre-
vo-mc a dizer que, com a feliz mudenca qne actual-
mente principia a realisar-se no Brasil, c com o
desejo que manifestar! os seus habitintci por toda
a orle de progressos maleriacs, nenhum paiz pode
ler malor inleresse rio que a GrSa-Brelanha, enjo
commercio com o imperio he ja coniderave em
promovor 18o importante empreza.
All acharemos fregaezes e um valioso commercio
de permutaran, que naoceder a nenhum oulro da-
qucllcspaizes qoe ora orrupam o mais alto m.io na
escala da nossa estalislica nfliciul.
( Correio Mercantil da Baha. 1
Illm. e Exm. Sr. Em satisfazlo do que nos foi
por V. Exc. prescrlplu na conferencia de 1!) do
cnrreule, em virtude das comrmincaces ofliciaes
V. Exc. feilas pelo Exm. ministro do imperio, te-
mos a honra de levar ao conhecimento de V. Exc.
o resultado de no-so estudos sobre as quesles, que
se lem suscitado por occasao da apparicAo do cho-
lera epidmico na Iba Mauricia.
Digne-te V. Eic. relevar-nos a prnlixidade, a
que nos obrigou a importancia e o alcance inmenso
do voto, que he do nosso dever dar.
A primeira das quesles, que se offerece a Ira-
lar be a da prohabilidade supposla da appavicAo do
cholera epidmico no Brasil. Funda-se cssa prc-
surapcito de probabilidade no fado de manifestarlo
na ilha Mauricia ; e lalvez a interpretaran dada ao
fado para concluir aquella probabilidade vem a ser,
que, do mesmo modo que se elle propagou ate
aquelle grao de lalilmlc em nosso hrmispherio, he
capaz de propagar-se ao Brasil, mormenle sendo
d'obscrvacao, que o cholera epidmico, em sua mar-
cha no hemispherio Norte, se eslendeu muilo mais
era Inngilude do quo em falitude, e achaudo-sc a
ilha Mauricia em lalitude sul igual a da provincia
do Espirito Sanio. Esla prcsumprAo he ainda cor-
roborada pela cnn-.ideiai.fio do inaior iucrcmenlo
do cholera epidmico na Europa, e da maior facil-
dade de eommuucac,Ao enlre seus porlos e o littoral
do Brasil.
Nao nos he possvel acceitar estas illarcs sem
que sobre ellas emitamos nosso modo de pensar.
O fado de manifestarlo do cholera epidmico na
ilha Mauricia nao pode ler tAo alia significarlo, por
quanto nao he a primeira vez, que o cholera vem
al aquella lalitude. Segundo o leslemunho de Ban-
dim em seu Essai do Geographie Medcale, Pars,
1813 pag. 1,1, o cholera epidmico se hava manifes-
tado, anteriormente dala do seu cscriplo, desdo
21. grao do lalitude nicridiouol (na ilha Bourbou)
al ao 63.'' de lalitude septentrional: e segundo re-
fero Tardieu, em seu Dice. d'IIygienc Publique, Pa-
rs, 1852 vol. I., pag. 295, o cholera se tem mos-
trado em quasi todas as latitudes, e quasi nos dous
extremos das longitudes, occidental c oriental. Por-
lanlo nao he para espantar que no correr d'esle au-
no livesse o flagcllo rbegado al a ilha Mauricia,
tAo visiiihada ilha Bourbon, e 20 graos de lalitude
meridional, nem d'aqui se pode concluir maior pro-
babilidade para sua communicacAo ao Brasil, hoje
do que entAo.
A communicabilidade do cholera epidmico da
ilha Mauricia ao Brasil nao he igualmente mais
provavel do que o seria da ilha Bourbon. A mar-
cha do cholera epidmico, que devaslou a Europa
em 1832, nao confirma esla communicabilidade,
comquanlo seja sabido que entAo a epidemia depois
de Icr-sc das margens Ganso cstendido para o orien-
te al os confus da Asia, caminhou para o norte, e
para o occidente, atacando a frica o a Europa, e
alravcssando-a em loda a sua exlcnsAo, franqueou
o mar, alaron a America septentrional e a central,
e voltou da America do norte pela Europa meridio-
nal al o poni de sna partido, segundo as proprias
expressoes do mesmo Tardieu. Neste curso a epide-
mia foi sempre, para assim dizer, alimentada pela
facilidade de communicacAo cnlrc os diversos paizes
que percorreu, adiando sempre lilloraes ou estrada8
muilo frcqucnladas, nos quaes observou sempre que
era mais ordinario c prompto sen andamento. Iguaes
circumstancias porm se nao dAo entre a ilha Mau-
ricia e o Brasil. Para convencer-so disto basta hon-
rar os olhos sobro um mappa de geographia. Em-
hora na mesma laliludc que a cidade da Victoria,
ha entre o Brasil e aquella ilha urna distancia maior
de 1,900 leguas, vislo como se acha elle a 55.* de
longitudc oriental de Pars, e a cidade da Viciara a
43. ile longilude occidental do mesmo meridiano,
segundo a Encyclopedia moderna publicada sob di-
recrao do L. Renier, c o mappa geographico de A.
(ioiijnii, consultados por esta commissAo.
A communicacAo do cholera daquella ilha ao Bra-
sil se teria de f.izcr extendendo-se elle por sobre
Madagascar e a Cafraria, e percorrendo urna muilo
grande cslensAo de mares, o por urna viagem raras
vezes praticada para o Brasil. Esc a semelhanca de
clima indican) os preciosos Irabalbos de Iluinlioldl
cnlrc esta provincia e a ilha Mauricia, por se acha-
ren) na roesma linha isolhermal, deve ser lida tam-
ben) em rniila de probabilidade. a diflerenca de ser
aquella urna rechn de tempestados e a d ir crean.
conliaria a cssa viaccm, das oulras que reinan) por
Inda a Cosa d'Africa, c na mesma posicAo gcogra-
phica da Iba, como se pode ver na Cartc Physque
et mlorologi que du glnhc terrestre, por J. Ch. M.
Boudin, 1853, nao deverajn ser dispensados como
considerarse inteiramente opposlas aquella com-
municacAo almospherica.
Mas funda-so lanibem a opiniA que sustenta a
probabilidade de sermos visitados por hospede to
aterrador, em que o maior brevidade de communica-
cAo actualmente com a Europa, turna mais apto o
Brasil para recehe-lo.
Desde 180H>leiu a Europa lutado quasi incessan-
tcmenlc com o flagello do colera, como ge pode ver
no relatorio de 1818 n 1819 do senrral Board of-
health, no Bollelim del'Academie imperiale de me-
decine o nos Aunaltes d'hygine publique el de Me-
dicine Lgale do correule auno ; o val para Irrs an-
uos, que urna linha de vapores lem eslabelecdo en-
tre o Brasil e a Europa a maior facilidade de commu-
nicacAo, sem reservas quaesqiicr de nossa parle ; c
lodavia a nAoser o fado da manifestarlo do colera
na ilha de Franca, talvez ninguem no Brasil se lein-
braria da possjhildade de communicacAo d'elle pe-
los vapores, UM seguros estovamos pela experiencia
de (anlos annos.
Nao sustentamos nos que seja Impossivel a Irans-
mssAo do colera epidmico ao Brasil, posto que a
meteorologa podesse apadrinhar, al cerlo ponto,
esta opinio pelo estado dos ventos constantes, que
reinam nos lugares que devem ser Iransposlos n'cssa
viagem, e pela negarAod a conlagiosidade do cholera,
que he boje a opiniAo mais geral cutre os mdicos
de lodas as nace*, que lem sido victimas d'cllc, in-
gieres, francczrs, hollandczcs, russos etc. Mas a
nAo ser, que baja transporte de um foco, ou excita-
dor da epidemia, nao comprchcndc ella a possibili-
dade da communicacAo. E n'um oo n'oulro caso
I possihilidade da impurlarAo teria necessidade de
apolar-se na prohabilidade d'nm transporte, islo he.
feceo, segundo a opiniao que fizesse cada um da
nalureza da molestia ou de seu modo de prnpga-
cAo. Ora, na supposirAo de urna molestia Iransmis-
sivcl, bastara para negar a probabilidade da Irans-
missAo, a observadlo do ser a menor viagem dos por-
tas da Europa ao Brasil de 20 dias ; por quanto, se-
gnndo as inslrucriies, que aiompauham o derto do
governo Branca de 4 de junho de 1853 julgou-se
su II ir ion le o espado ile 5 dias, romprclieudiilos os da
viagem, para a quarentcna d'obscrvarAo dos navios
procedentes de paizcs.em que reina o colera mnrbu-,
e coro carta sua (patenl lirulc) c no art. 4 da con-
venci sanitaria inlcrnacioiial promulgada pelo de-
creto de 27 de maio do mesmo anno, est dispuslo,
que o mximo de quarenlen i para a peste seja de
15 dias, para a febre amarclla de 7 e para o cholera
ile 5. E estas medidas sanitarias tem cm seu abo-
no antoridade de ptssnas da prolissAo medica do me-
Ihor conceilo, como couseqnciicias qui foram da
discussAo do programnia do Dr. Mlier, havida na
conferencia sanitaria do congresso internacional, i
pro|>osito de laes quesles.
Do que acabamos de ponderar, permita V. Ex.
que tiremos a conclusae, que nao ha mistar de amc-
drontar as iHipulaecs, lomando apenas medidas
preventivas eslromlosas, posto que convenha pru-
deiili ineiile dar pressa as medidas de hvcicne tAo
recommendaveis contra a oulra epidemia, com que
temos lutado, ha cinco anuos.
(luir qucsIAo he, quaes-ej,un as medidas preven-
tivas, de que conten fazer uso. As inslrucces, que
V. Ex. fez a honra de transmillir a esta CommissAo,
deven de salisfazr aos mais pusilnimes. A exc-
cuc,o Jaquel las nstrurcojes da provincia da Babia
exigem a escolha de urna localidadc, na qual pos-
sam ser convenienlemente accondicionados o docn-
les cholencos e d'onlra, em que sejam postas em ob-
servarlo as pessoas, e cousas procedentes de paizes
em que reina cholera morbos. A indicarlo dessas
localidadc, uno pode esla commissAo fazer sem ter
procedido a examc lopngraphico dcnlro ou fora da
harra, ahm de conseguir salisfazer ao mesmo lempo
as exigeucia da salubridade publica, e ao zelo hu-
manitario, que para com loes pessoas (os quarenlena-
rios) se deve empregar.
O examc dos navios, que vieren ou tocarem a es-
ta Bailo, parece, vista dos arligos 4 c 5 daquellas
inslriicres, que deveri ser feilo, na Babia, tam-
bera pelo provcJor da saude do-porto ; vislo como,
cxisliudo enlro nos essa autorldado sanitaria, a el-
la rumpre de preferencia tal exame, que nAo a com-
missAo de hygiene publica, com quanto o contrario
se podesse deduzir da lettra do arl. 5, por nao ha-
ver iicsta provincia provedor de saude publica.
A respeito da desinfeccllo dos navios e das mer-
cadorias, de que tratam os arts. 2, 3, e 5 daa ins-
trucc,oes, cumpre a esta commissAo ponderar, que,
po-lo que seja determinado que os meioi de deiln-
fcccAo ompregados sejam os que forem prescriptos
pelo presidente da junta central de hygiene publica,
se poder lodavia, ao menos em quanto nao chega-
rem as inslrucc/ie' prometilas no arl, 8., adoptar
o que a respeito se acha eslabelecdo no regulamen-
to sanitario internacional, publicado no3." volume
do diccionario da hycicnc publica de Tardieu.
Pelo que respeita tambera ao rgimen sanitario dos
Lazaretos, esla commissAo pensa que bastar adoptar,
tercal* sercandit, o que no mesmo rcgulamcnlo. e
as inslrurres a elle annexas se acha estabelecido.
Para o que esta commissAo se poder incumbir da
traducrao de laes escriplos, se Ih'u ordenar V. Ex.
Mas oulra queslAo de maior alcance se ofTcrece i
vista deslas palavras de um muilo conceiluado hy-
gicnisla franecz. La veritablc sauvegarde conlre les
mala lies peslilenticllcs ne consiste pas dans les r-
glemenls quarenlcnaires, mais dans les mesures qui
onl pour object de prevenir ou desupprimer les
r n liiion. sans lesquelles les maladies dont il s'agil
ici ne paraissenl pas pouvoir cxisler. E este mo-
do do pensar he quasi idntico ao do conselho geral
Ve saude da Uro-Brclanba, o qual prupoc por m-
dicos sanitarios a destruidlo de todos os focos de
infecr.io as cidades e nos campos, o mdhoramen-
lo das habitantes segundo a hygiene, reculamen-
los rigorosos e scveramcnlo cxcculados para preve-
nir o empale, e assegurar os cuidados do limpeza,
c a boa qualidade de vveres o d'agua a bordo dos
navios, e em fm, vindo a manifestar-se urna epide-
mia pestilencial, o abandono das Incal Jados insa-
lubres, e a emigrarlo dos habitante para lugares
i.rulos das causas de insalubridade, que houverem
favorecido o desenvolvimenlo da epidemia.
Por lano, esla cnmmisso, posta que nAo as adopte
sem restriegues. nAo pode deixar de repetirs pala-
vras do Dr. F'rancisco de Pauta Candido no seu re-
latorio desle anno, como presidenta da junta rcuir.it
de hygiene publica. Ora, em vez desle irrisorio
intento de colihir por quarcolenas, por conloes sa-
nitarios, e por lazaretos, neverciveij exhalarOes de
focos ambulantes, para que nao venham por em agi-
laeBjo loda a massa de miasmas, que deixamos incau-
tos accumular na cidade, em vez do cucarcerar nos
puntes, e em lazaretos, mercadorias e passageiros, e
de destacar sentinellas contra a scentelba, que pode
vir pelos ares conflagrar o combuslivel : he muilo
maisrazoavel e seguro acabar com os miasmas, coro
o combuslivel amearad, e extinguir o propria foco
no abordar os portas, antes de laucarsuas scenlclhas
amearadoras.
E sobo peso de tacs auloridades da sricncia esla
commissAo nao deve deixar de reclamar peanle V.
Exc. a r niiiniiar.iii de prestar seu zelo administrati-
vo cm favor da sanilicacAo dcsla cidade, sem a qual
como tica dilo, cresceria a possihilidade ou a proba-
hillidadede invasao dorholcra-morbus, a valer algu-
ma cousa a considerarAo de achar-se a provincia na
mesma linha isolhermal da ilha Mauricia. O que,
porm nAo lembra esla commissao V. Exc, senao
para que se laca V. Exc, soccorrer do governo im-
perial ncslc empcnbo IAO meritorio do soa adminis-
IraeAo, para o qual esla commissAo procurar con-
correr propondo brevemente, alm do que j lem
levado ao roAiecimcnlo de V. Exc, aquillo que Ihe
parece de maior urgencia, ahm de conseguir nollin-
raiiienlo Je accio e limpeza.
A ultima queslAo nAo menos importante, que oc-
corre esla rommis-ao consiste em saber quaes as
medidas,que cumpre adoptar para ocaso, felizmcue
apenas possivel de IransmissAo do cholera-morhus
ao Brasil. A commissao de hygiene publica conti-
nua a insistir na opiniAo, j urna vez emitlida por
ella per,ii Je V. Exc, de quo a melhnr garanti de
bou exilo consista na promplidAo dos soccorros m-
dicos. Eu um relatorio feilo cm nomc do Comit
Consulalif d'hygine publique, por M. I.aflont La-
dbat em novemhro de 1853, vem consicuado esle
fado. De 43,737 individuos em quem cm Londres
do 1. de setemhro a 27 de ouliibro de 1819, foi ve-
rificada a diarrhea, que chamara symptoma preino-
nitor do cholera, apenas 58 resistiram ao Iratamento
e (verano cholera-morbus.
Esle e nulros fados, que vem consignados no mes-
mo relatorio (mormenle comparados ao que refere
o Dr. Thomaz cm urna memoria, lida na academia
imperial de medecina de Paris na sesso de 28 de fe-
vereiro dcste anno, de ler o Dr. Vralile, filtro, em
Rotterdam (llollanda) perdido 776 cholencos de
1,360, que Uvera a Iratar durante o anno de 1853,
havendo por tanta entre reslabellccidos e morios
una difTcranc,a de 471) abonara de sobra o pensa-
nicnlo desta commissao. para que Iridio de recorrer
autoridade de lanas llustrac,oes, que tem hoje
adoptado o syslcma de promptidao de soccorros, que
lem por nome visitas medicas preventivas.
Esta commissao tero a honra delembrar V.Exc.
que allro de ennseguir-se para lodo o Brasil um sys-
lcma uniforme de soccorros publicas cm casos de
epidemias graves, que se digne de recommendar ao
governo imperial esta sua opiniao ; a qual esla
commissAo red u/ir ia o um projeclo de regulamenlo,
se acaso nAo Ihe parecesse dever esse Irabalho ser de
preferencia feito pela junta central de hygiene, para
que Ir: ha mclhor riinho de autoridade.
Queira V. Exc, al temiendo a (er estado esla com-
missAo estrellada nos limitas de 48 horas, cm que a
urgencia de uuia resposla i consulta |de V. Exc. a
collocra, de desculpar as incorreccAo, que nella pos-
sara appareccr.
Dos guarde V. Exc. Babia de outubro de
1854. Illm. c Exm. Sr. Dr. loto Mauriciv Wan-
derley, presidente da provincia. Dr. Manocl La-
dislao Aranha Danta*, presidenta interino. Dr.
Malaquias Alces do Santos,secretario.Dr. Feliz-
berio Antonio da Silva liarla.Dr. Tito Adriao.
Rebclto, provedor desande do porta.
(Jornal da Dahia.)
GrOTAZ.
EXTRACTO DO RELATORIO QUE A' ASSEM
BLEA LEGISLATIVA PROVINCIAL DE
GOYA7. APRESENTOU NA SESSAO' OR-
DINARIA DE 1854 O PRESIDENTE DA PRO-
VINCIA, ANTONIO CANDIDO DA CRUZ MA-
CHADO.
Tranqnillidadc publica.
A' ndole parifica do povo goyano,ao seu respeita,
ao principio da autoridade, devo a "silis/aro que
agora sinlo ao iiiformar-vos qoe ncsla provincia lem
reinado perfcila Ironquillidade.
Havendo fallecido o ronsclheiro de estado Jos
Antonio da Silva Maia, senador do imperio por es-
ta provincia, c lendo-se de proceder a clcico para
preenchimenlo da vaga, mcu antecessor dcsignou
o dia 28 de maio para a reuniao das assemblas pa-
rochiaes, que linham de uomear os eleitorcs espe-
ciaos. Se acontecer que uas pocas das cleices os
nimos se exciten, os partidos se agilem e as paixes
altarera a raima que deve presidir a actos lAo im-
portantes. Cracas ao espirito cminenlenieule go-
vernista dcsla provincia, cm que nao existen par-
tidos podido* f como em oulras, a clcicAo se fez era
profunda paz c com loda a liberdade, pelo que vos
felicita.
A provincia como que aspirava ler occasiao de dar
uni,i glande prova do sua a I besan ao governo impe-
rial, que se nioslra 13o solicita em promover sua
prosperidade, levantando-a doabalimcnta, resultado
do quasi aban lonocm que esliveram por longos auno*
scus mais vilaes inlcrcsscs.
Api oveita-tnc dcsla opporlunidadc Iao solemne pa-
ra declarar que, se algum candidato foi nial aventu-
rado, deve procurar explicar sua infclicidade por
modo que nAo irrogue injustamente olfensa a auto-
ridade publica, nem desdouro aos brios da pro-
vincia.
Folgo de dizer-vos que al o presenta nao lenho
conlrecimcnlo", nem por via ofllcial, nem particular,
do menor acto de violencia pralicado por alguma
autoridade, ou ainda por pessoas particulares, com o
fim de promover o Iriumpbo de que lano na eleicAo primaria como na secundaria; e
leudo ja recebido as atilhonticas de lodos os collegios
cleiloraes, ha decorridu lempo mais quo suflicieule
para que a presidencia recebaste parlicipacSu ou
queixa dos actos de violencia, te elles houvessem sido
commellidos ; e estojis certas do que o* nAo tole-
rara.
Assevero-vos que anteriormente a eleirAo nAo
maudei para algum ponto destacamentos militares,
o excepcao de um de seta pravas, que me foi requisl-
ladopelo Dr. chefe de polica, a Instancias do sub-
delegado do Rio Claro, por occasiao do assassinio de
urna nuilhur, para cilerl nor-ie a prisAo de Ires in-
dividuos que eram indicados pela vos publica como
autores delta, dous dos quaes foram capturados, e su-
jeitos ao julgamento do jury na ultima reuna.
Assevero-vos mais que nAo dei demissAo a empre-
gado algum de qualqucr clase, e nem mesmo fiz
urna s nomeacAo para preencher as vagas que ha-
viam nos empregos de polica, afim de evitar sinis-
tras iiilerprelaccs.
Em lodas as freguezias da provincia-so proceden
a eleiraiijun da marcado por meu antecessor ; e das
copias aulhenticas das acias parochiacs, que de mais
de dous Ierres deltas ja recebi. observei que excep-
tuadas alguma* em que a volacAo foi mais ou me-
nos compacta, o que denota ler havido previa com-
binarao de candidatos ao eleiloralo, em ludas as
oulras a volacau fui muilo derramada.
Concorreram aos collegios eleilorae* 331 eleilores,
e por motivos que foram julgados justificaveis deixa-
ram do comparecer apenas 23 ; re lmenle as tan-
gas distancias dAu caos a a estas faltas.
AdivisAo actual dos collegios nao consulla os rom-
modos dos eleilores ; pertencem, por exemplo, ao
circulo do collegio da capital os dous eleilores de
Amaro I.eile, que est cerca de 70 leguas ao norle.
Distando a villa de Pillar 36 leguas desla capital, po-
der-sc-hia com seus 10 eleilores, os quatro da fre-
gucza de Crixns e os dous de Amaro Lcile consli-
luir-se um collegio.
Seguranza individual.
Pelo que diz respeita segnranca individual sin-
lo ler de dcclarar-vos que os funestas aconlecimen-
los occorridos ltimamente, e que mencionar-vos-
hci, me convencera que seu estado est tange do
que fora para desejar-se. A lem de diversa* causas
geraes, que certamente 4)3o esi aparto vossa pers-
picacia, e por B*o julgo-me escusado de enumra-
las, concorrem prra tilo desagradavel resultado ties-
ta provincia oulras que Ibes sao especiaes, como se-
jam : a vo-lidau do seu territorio, ainda to pouco
povoadu em alguns pontos, e lolalmente deserto em
outros: A dispersao desna|populacAo; a insulliciencia
de tarca publica que motiva nAo se poder ollrn ler
as reclamaces que delta fazem as autoridades lo-
cos ; a falla de prises seguras, ja nao direi nos ter-
mos, mas ao menos as comarcas.
A 11 de junho foi assassinado o juiz de direi lo
Antonio Daarle Nov oes, s 4 horas da tarde, no lu-
gar denominadoBaco-parydistante 7 leguas da
villa de Natividade, para a qual fazia viagem alim
de presidir a sessAo do jury : um tiro foi disparado
do bosque sobre o infeliz, que inmediatamente mor-
reu : nessa occasiAo se havia elle adiantado dos sol-
dados que o acompanhavam, por causa da poeira, e
apenas dou* que iam adiaulc em pouco distancia o
aecudiram depois do tiro, e o assassino ou assassi-
nos liverom lempo para se occultarem.
O assassinato de um cidadAo he nm crimo grave,
mas quando esse cidadAohe o p rimeiro magistrado
do lugar, a gravidade do altentado sobe de poni, a
le e a sociedade sAo duplamente ultrajadas na pes-
soa de um de seus membros, e na de um de seus
funecionarios publico- de alta categora, a seguran-
za individual \ arillo, a autoridade publica solfre
grandemente, sAo atacados de um s golpe os direi-
los do homem e o principio da autoridade : cumpre
porlanlo que aquelles sejam garantidos e respeita-
dos, e que esta recupere a (orea moral que perdeu.
Nao vos he desconhecido que cm lodos os pontos
da comarca de Porto Imperial, e mesmo da comarca
de Cavalcanli, que Ihe he contigua, havia queixas,
pouco importa saber agora se justas ou injustas,
contra o infeliz juiz de direilo Antonio Duarte No-
vaos ; que algumas dessas queixas versavam sobre
objecin graves c melindrosos ; que qualro represen-
loroes, a fijo delegado de polica da villa da Pal-
ma, a 2" da cmara municipal da mesma villa, co-
brindo oulra dos habitantes do lugar, a 3a dos ha-
bitante da ConceicAo, e a 4' de Garca Leile de
Olvcira, do governo imperial havia determinado ao fallecido
Dr. Novaes que respondesse, enviando-as por co-
pi, e enlregasse a resposla ao juiz municipal de Na-
tividade, forant-me por esle devolvidas por nto 1er-
se verificado a enlrega.
Depois que lomei conla da adminslracao da pro-
vincia, ainda me foram presentas duas represenla-
cocs contra o mesmo Nnvacs, urna da cmara da
villa da Palma, c oulra da cmara da de Cavalcanli
de comarca diversa, as quaes nao dei andamento
porque, quando ia considerar sobro ellas, recebi
participado ofticial de haver S. M. o Imperador por
bem remover o referido juiz do direilo da comarca
de Porta Imperial para a de Mallo-Grosso, e pelo
primen o carreta mciisal do norte (a 6 de julho) de-
pois do recebi rae uto fiz a communicacAo uos termo*
ilo regulamenlo de 26 de julho de 1850.
Nao ignora** redmenle que, para ler lugar essa
remocilo, hoiive represenlacAo desla presidencia so-
bre sua necessidade, que foi ouvido o conselho de
estado, e precedeu audiencia do magistrado nos ter-
mos da tai de 28 de juuho de 1850.
Todas estas considerantes eram sobremodo sufli-
cicntes para se julgsr que o grave rrime do assassi-
nato do juiz de direilo Antonio Duarte Novaes esla-
va rcvesddo de circumstancias que requeriam urna
invesligacito muilo escrupulosa, activa, imparcial e
intelligenle.
Era de crer se, c com razAo, que os nimos das
autoridades do termo da villa da Palma ao qual per-
tence a freguezia da Conceicao, cm cujo territorio
foi commelldo o crime, nao eslvessem naquelle es-
tado de inipassibilidd.il', que he lAo necessario ao
juiz ; nAo direi que essas autoridades, ou ligadas a
pessoas que se julgavam offendidas pelo finado, pre-
tendessem que o odio deltas prasse ainda sobro um
cadver, nem tambera direi que, magoadas pela
perda de urna pesoa de sua eslima, prelendcssero
encontrar em todos os desalfecoailos os assassinos do
Dr. Novaes; porm era bem provavel, se nao certa,
que o estado de coace.Ao, senoo de oulro sentimen-
los, as lornava menos proprias para que se esperas-e
que a marcha da justica local fosse regular c livrc
como era preciso na investigacAo c punico de um
delicio lAo grave e importante.
Em vista do expendido dderminel inmediata-
mente ao Dr. dieta de polica que, sem perda de
lempo, pavtis.se paca a comarca de Porto Imperial a
tomar conhecimento do referido altentado, c puz a
sua dipu-iroo 25 proco du corpo de guarnirlo fixa,
commanJoJo pelo altares Joaqun) Alvcs de Oli-
veira, ofllcial por elle indicado para osle fim.
Ordenei ao capilAo commandante da primeira
compauhia de pedestre* aquarlelada na povoarAo do
Espirito-Santa do l'eixe que marchaste inmediata-
mente com loda a tarca disponivcl para a villa da
Palma disposicAo do Dr. dieta de polica, e que
devia aprcsentar-lhe os t2suldados queacompatiha-
ram o Dr. Novaes na viagem da ConceicAo para
Naclividade; cao Dr. chefe de polica lembrc que
muito conviiiha que esses soldados fossem interro-
gado* secretamente, s;m que antes souhessem que
tiiiham de s-lo, como um preliminar para a ins-
lourarao do proceseo, c quando presenlisse nclle*
receio de fazer revclacc* por lerem de continuar a
fazer parle da ta componliio, c residir na comarca
licava o mesmo autorisado, logo depois de scus dc-
poimcnlos no processo, a dar-lhes guia, e faze-los
seguir para esla capital, afim de seren passados pa-
ra o carpo liso,
Ordenei ao inspector da Ihcsouraria que debuixo
de minha responsahili dado enlregasse ao doulor
i hele de polica a quantia de 800-5 para despezas se-
cretas de policia que fossem indispensaveis.
E como linha noticia particular que no norte des-"
la provincia ha lugares infestados de mal fe lores c
turbulentos, vindo* de diversos pontos das provinci-
as liinilrophcs do Mari-nhAo, Piauhy e Babia, prin-
cpalmenio desla ultima, denominados nessas para-
gens vnlgarmenlcjaguntos, autorisci o Dr. die-
ta de polica a declarar abcrlo, o sem numero de-
terminado, o rccriilamculo em quaesquer districlos
ou termo* da comarca de Porta Imperial, e mesmo
da de Cavalcanli, que Ihe be contigua, cm que o
julgassc necessario, ciicarregamta de fazc-lo a ofli-
ciaes e inferiores, auloridades ou ri.lad.ms de sua
conaiica, dando-Ihe* as inslrucces e mein* preci-
sos c posivcis para lcva-lo a effeilo, devendo part-
cipor-me o que nesta sentido fizesse.
Anda nao ha decorrido lempo sufilcienle para que
vos possa informar do resultado deslas providencias;
mas o constante zelo do Dr. Jco Bonifacio Gomes
de Siqm iva, digno dieta de policia da provincia,
pelo servico publico, sua reconhecida iulelligcncia,
reelijan e prudencia, a confianza que cm alto grao
me merece, c que nelle deposita o governo imperi-
al sao garantas de sobra para que se esleja certa
que ha de empregar lodo* seas eaforcoe para desem-
penhar a ardua e inportanlisaima larefa que aesla
occasiao Ihe cabt.
Na noilc'de 16 de junho, na fazenda dos Geraes,
dslanle da villa de Arraias 4 leguas, tai mora com
um tiro D. Francolina, (Ilha do coronel l.uiz Pi-
nheirc Pinto, e mulher do capillo Guilhermino de
Araujo GuimarHes, sendo esta o que se pretenda
aatauinar: a desventurada rictbeu no lado direilo
urna bal, que, depois de estragar-lhe os ossos, foi
anda aovar se cinfuma porta o vinle cinco careros
de chumbo.
Recehcndo o delegado de policia, major Joo Go-
mes l.agoeiro esla fatal noticia no dia seguinle, re-
quisiiou do altares do corpo de guirnirao fixa,
Antonio Aleson Ivino Ferrtira da Silva, as prora
disponiscis, e com ellas e ofliciaes de justica e guar-
das nacionacs seguio para a fazenda, lugar do de-
licio, lomando as providencias precisas para elTectu-
ar-se a priso dos autores de to atroz crime; pois
logo se divulgou ler sido delta mandanlc o fratrici-
da Antonio Jos de Araujo Guimaraes, que hava
Ires me/es eslava abrigado na fazenda dos Cabezu-
dos, e de ter sido executor um dos seus tequazc* ap-
pelldadoSania Barbara. .
Havendo o subdelegado de policia do districlo de
Santa Mara de Tagiialioga mandado cunprir urna
prec iiuna da jusliro da villa do Urub, da provin-
cia da II,la, em a qual villa o dita Guimaraes ha-
via assassinado publicamente seu irmao o comman-
dante superior da guajda nacional, um filho desta
c oulras pessoas, e vindo urna tarca de 19 horaens
daquclle districlo, esta tarca fez junccAo com a que
partir da villa de Arraias; e lra(aodo-se de levar
a efleilo a dilicencio, o dita Guimaraes, sendo avi-
sado que a forra publica havia prendido dous de
seiiscapangas, e mais dous escravos, se refugien
com todos os outros no campo, e ah em acto de re-
sistencia tai morio, bem como o dilo Santa Bar-
bara.
Ao altaros Antonio Alexandrino Ferreira da Silva
que se a, lio na villa de Arraias com a forra do cor-
po fixo, que foi escoltando urna r que linha de ser
exiculada, e o algoz, ordenei que prestaste ao de-
legado a forra que fosse necessaria para eflecluar
as diligencias precisas afim de serem presos lodos
os compromet idus nos acn leci mentas da villa do
Urubu que fossem encontrados naquelle lermo, cu-
jos nomos o signaos deviam constar das precatorias
remetlidas pelas auloridades daquella villa. Ao
mesmo altares autorisci a recrutar em qualquer dos
pontos do municipio em que loubesse que exisliam
malfeilores, dei-lbe as insidente* convenientes, e
habililei-o com os meios indispensaveis. Olhciei
ao delegado e juiz municipal sobre a maneira por-
que deviam proceder, e ao promotor publico da co-
marca de Cavalranli.para que pastasse a residir tem-
porariamente na villa de Arraias, c ofllciaste nos
processos que ah se fizessem, em confornidadeda
le.
Posteriormente a estas medidas nao tem vindo ao
meu conhecimento fado algum digno de menco.
Ineursiio dos ulcagem.
Pelo inspector da pequea povoacAo d'Agua-quen-
(e, situada na margem direita do rio Maranhao,
abaixo da confluencia desle e do rio das Almas, fui
informado que no dia 3 de abril os indios Canoei-
ros assaltaram um sitio, fizeram qualro victimas, c
depois subiram o ro, laucando fogo nos campos cm
signal de victoria ; nAo podeodo dar providencias de-
l.i I ha Ja, que consullatsem aos accidentas das locali-
dades e aos acontccimenlos que occorresiem, enviei
ao dilo inspector pelo sargento Alexandre Soares,
que com dez praca* da 1. corapanhia de pedestres
regressava cm servido villa de Palma, duzentos
carluxos, e recommendei que organisasse nina ou
mais bandeiras, e afugenlasse laes barbaros das pro-
ximidades da referida povoacAo para alm do rio
MaranbAo, e ao sargento ordenei que auxiliasse os
babilonio ncslc objecto.
Sabis que a tribu feroz dos Canoeiros, nmada
e muilo dividida (felizmente ella nica), nAo parece
susceplivel de civilisacAo, tem uminstindo bem pro-
nunciado para a carnagem e a rapia, o nao se
conla quo um Canoiro adulto adoplasse os habitas
do homem civilisado.
Naregariio fluvial e presidios.
Havendo tomado posse d aJminilr;ir.to desla
provincia a 8 de maio ultimo, procurei imformar-
me da razao pela qual mcu antecessor linha man-
dado retirar dos presidios do Araguaya, e recolher a
esla capital, a 2." companhia de pedestres que os
guarncria ; c live conhecimenlo de que as*im pro-
ceder aulorisa do pelo aviso do ministerio dos ne-
gocios do imperio de 10 de agosta do anno passado,
expedido em virtude do oflicio dirigido por esla
presidencia a 21 de morco do mesmo anno.
No relatorio com que paisou a presidencia da pro-
vincia ao t. vice-presidenle, debaixo das epigra-
phes.Navegor.lo fluvial e assoriacao commercial
do Araguayaenconlrei esclarccimenlos a respeita.
Depois de haver esludado lodas estas pecas uni-
dor, e a mpnilonlissimo queslao da navegado dos
rios, o da pos oacAn de suas margens, live a honra
de submetler approvacAo do governo imperial a
maneira porque pretenda execular as or.lens a res-
peito, c de olferecer breves considerarles relalivas a
diversos tapiro* do precitado aviso.
OITerece-vo-las-ltei lambem.
A navegaco do Tocantins parecc-me o meio mais
eflicaz para promover a prosperidade da provincia
de los ai : ella sera sem duvida proveilosa maior
parle, se uta a loda a populacho da provincia.
O Araguaya, da sua confluencia no Tocantins pa-
ra cima, embora so diga que comparativamente of-
ferece menor numero de obstculos naluraes para
ser navegado, sendo suas margens lolalmente de-
scras, he um rio do Brasil, mas nAo o ser lo cedo
da provinria de Goyaz.
O Tocantins he navegado aclualmcnle desde sua
fz uo ocano at a villa da Palma, na confluencia
dos rios Palma e Paran ; c nAo ha muilos annos n
era al a povoacAo de Agua-qucnle na confluencia
dos rios das Almas c Maranhao.
A navegacilo do Tocantins, como do Araguaya,
he comludo urna queslao que nao pode ser resolv-
da senAo depois de um exame e estudos hydrogra-
phcos dos dous rios, exame que permiltira pesar
bem a diflerenca das vanlagens com a das despezas,
cujo computo poderia apresenlar difliculdades, na
actual situaran, equivalentes a impossbilidade.
He porlanlo prudente empregar nestes esludos o
lempo e as sommas de modo que a provincia colha
desde ja vanlagens.
Em vista dislo, sendo Pilar a entra la dos valles,
do Tocantins pelo rio das Almas, c do Araguaya pelo
rio Crixs, c onde a populacao precisar,! de prolec
Ao, por causa das aggresses do feroz indio Canociro,
al a poca cm que as colonias do Tocantins live-
rcm convidado os habilanles mais remolos a urna
mudonra de residencia, ou peta crescimento deltas
se liver estabelecido urna imito mais intima, enten-
d que devia ser o priineiro ponto a oceupar pelos
destacamentos.
Pilar deve ser igualmente olhado como a chave
dos terrenos mai* povoados comprehendidos enlre o
r,muJin da capital a essa villa, e as margens do rio
MaranbAo ata a confluencia do rio das Almas, onde
os indio, apparecem para vir demorar-e nos limi-
tas da immeusa malla, que oceupa o e-paco que lea
entre o rio da* Almas e o Urub' a leste, e o cami-
nho de Pilar capital, caminbo estabelecido sobre a
linbo dadivisAo das aguas do Araguaya e do To-
cantins.
Pilar, alera de oulras, olfcrcre a vantagem de
catar pcrlo do centro da administrarlo.
Enlcndo que Pilar sera o poni limite sul, onde
vira parar a navegado por alguns annos, se o eslu-
do dos Irahalhns a fazer pcnniltir alcanzar esta
altura, porquanlo os auljgos cmprcbcndcdures da
navcgacAo do rio Tocantins pararam sempre na barra
dos nos Maranhao c das Almas, ondeos obstculos
augmentados pela diminuirn du volume das aguas
reclamacin! lalvez Irabalbos lAo grandes, que so-
incnte poderiam ser emprehendidos cm vista das
futuras vanlagens oltarecidas pela navcgajAo deslo
ponto ao Par.
O segundo ponto a orcupar com um presidio ao
norle de Pitar he o Gcnipapo, onde a iibcrdadc do
solo, e as abundantes maltas permillirao aos colo-
nos o i* pracas oblcr facilmenle viveres, e os raros,
habitantes desse lugar lento garantidas suas propie-
dades rada vez mais restringidas pelos ataques quo-
lidianos do* indios Canociro', que fazem por essas
paragens a passagera para oulro lado du rio Mara-
nbAo, ou para as Irrras situada* sobre a margem
esquerda a lesle de Pilar.
O lercciro poni deve ser o territorio de Amaro
Leile, cujas maltas e campo* tan de extraordinaria
tarlilidade, e em grande extcnsAo, crincirMlmenle
ao p da cordilheira a oeste.
O quarlo ponto he o territorio do Descoberlo no
limite norte, onde o valle loma toda a sua largara.
As popularnos, animadas pelas vista* protectoras
da governo, nao lardaran a vir grupar-ee em (orno
dos presidio ; e a margen esquerda do rio licor
completamente protegida, bem como ot habitante*
das Ierra* de Trataras, e de S. Jote, o abrir-se-hae
as comnnnicacoe* para S. Feliz.
Iiepoii de algn tempo fundar-ae-bao novo* pre-
sidios adianlaudo-K para o norle nat margenado
Cana Brava, e do rio .Sonta Thercza, navegas el oila
mezea no anno.
Por cata syslema os minos ou habilanles Acareo
sempre eitabelecidof enlre a forra apoiada na cordi-
lheira qoe separa ai tguat do Araguaya e do Tocan-
aguas, en que lera de intarromper o etludo e a ex-
plorado dos afliiicnles do Tocanlins; e levarei ao
conhecimenlo do governo imperial etle Irantcenden-
le nbjeclo. pora que e digne de resolver obre elle,
e de bobililar-ine com ot meios indispensaveis .i sua
execucao.
A eslrada dcsla capital desde a ponle do Urub-
at ot arrabaldes, o nnlavelaneale em alguns pontos
da Servo lloarada, he inlrantitavel.
Meo aiileceaeor, informado do pttaino estado em
qa tenelna parte dalla al o lugar das Calcada-,
urdenuii ao engenhriro da provincia que procedesse
aoa neceasahot examc* j a eslo epretentou-lhe as
vctperatde sua retirada da admiBitlracao a planta e
o orcameiiio do* repare* avahada*am ailjeoj.
Considerando que por asta via da communicacAo
eran condn/idos quasi lodo* os vivera* para o abas-
lecimanlo da capital, e *a fazia todo o *eu commer-
cio con oo tro* pontos da provincia e con a corle, e
lint, e os pontos frequenlados pela navegacjlo, ten- que quasi toda a despeza que se flzeiM tena aprovei-
- lada para a projectada eslrada de que cima Iratei,
delerminei ao engenheiro que empregatse o tempo
anterior a sua partida para o Tocanlins no* esludo
do um excellente caminbo para transporte de seus
producios no sul, c ao norle um rio navegavel.
Os terrenos indicados no supracilado aviso de 10
de agosta de ist l. romo proprios para agricultor*
as confluencias dos rios dat Almas e Maranhao, des-
ta e Bagagem e Tocantins pequeo, te reaumem
em ama linha eslreila chamada serra de S. Jos, a
cinco ou sel* leguas dessa villa, vindo acabar na
confluencia do rio Trataras, em face da qaal e a-
char pouco mais ou menos o presidio de Amaro
Leile, que poder enviar um destacamento deslina-
do a ftzer em certas pocas patrulhas, que o aug-
menta das enmmunicace* e da circuladlo de um
e oulro lado do rio tornar depois inuleis.
O rio Prelo nao offerece vantagem, nem pottibili-
dade a navegado ; perenne um solo pedregoso,
monlanhoso, de raras maltas, o campos estaris, e
he de um volme d'agua (ao pequono que por si s
he urna barreirainvencivel.
O rio Paran pode ser explorado com inleresse
al altura do arraial do Chapeo, na confluencia do
rio S. Domingos.
O rio Jo duro ou Santa Tbcreza, cuja confluen-
cia te ada margem esquerda enlre o Porto Impe-
rial e acalma, merece loda a allencito ; he nesta
allura qne esl a povoacao do Peixe, quarlel de l.
companhia de pedestres.
Sendo at margem mai* depovoa Jo do Porta Im-
perial a Palma, e desle poni al a confluencia, do
Maranhao e rio da* Almas, onde este comer a per-
der muito de sea volume d'agua, jalguci arenado
Jatee engenheiro partan para a Palma, onde po-
er facilmenle comprar montaras para-Iratar de
alguns Irabalbos indispcusaves : esle plano sem du-
vida he nielhur do que construir canoas nos lugares
era que os rios (cm pouca agua, c onde o maleriacs
e as ronslviirrctes sao de um preso elevado e muilo
Jillireis ; onde emfiin uAo ae acha urna (ripolarao
capaz de paitar com suecesso o curso inferior do ro.
Clu'gaiido-sc confluencia do rio das Almas pde-
se facilmenle, e mesmo ser necessario, (tocar at
montaras por canoas menores.
Em (odo o caso, o e-ludo da naveg.irao deve sem-
pre roincrar do punto conhecido al os limites do
posstvel, para nao perder-se-om lempo ulil ero es-
ludos que podem ficar sem resultado; porquanlo a
navegado dos affluenles do Tocantins he um proble-
ma a resolver e nAo um problema resolvido.
Ocurso do Araguaya, como o do Tocantins, he
ainda desconhecido, nao direi em todos o* poni*,
mas na maior exlensao ; pois as descrpcea reuni-
das em relatorio* tem sido fornocida* ou por petsoa*
pouco pralicas nesses esludo*, ou por homens espe-
ciaes, que porm apena* por si exploraran) urna pe-
quea exlensao, ou finalmente por homens habis
que linham oulras vistas scicntificas na occasiao de
suas escandes.
Em confnrmid.ide do plano quedexo relatado por
actas de 18 de julho e de 7 de agosta ultimo, e que
vosloflereeo por copla, resolv crear tres presidio*
nos territorios do Genipapo, Amaro I.eile, e Det-
coberta.
Nomeei commandantcs do primeiro presidio a 16
de julho o altares atalante interino da 2.'compa-
nhia de pedestres, Sperdio Baplisla Roquete Froes ;
do segundo, a 28 de julho, o altares reformado JoAo
Manoel deMenezes ; e do lerceiro, a 4 de agosta, o
altares do corpo de guariiicilo fixa Jos Estanislao
de l'inbo ; nestas Horneantes allendi nao i pro-
hi.laJe como i aplidao que presumo haver nesses
enlodos para bem desempenhar a importante com-
missao de que foraro encarregados; o primeiro par-
lio com as pracas, familias deltas e lodos os ohjeclos
necessarios ao cslabclecimcnta, a 7 de agosto, o se-
gundo a 8, e o lerceiro a 14.
Representei ao governo imperia para me habili-
tar com os meios pecuniarios preciso* para as de*-
pezas com os Irabalbos da exploraran dos rios e cs-
labelecimenlo de novo* presidios.
Fabricas de ferro.
Se no tempo dos Romano* se dominava secuta de
ouro o da prosperidade daquellc povo rei, not lem-
po* modernos deve-se denominar secuta de ferro o
daquellas nacoes cujo commercio, industria c civili-
acilo lem allingido ao matar grao de protperi-
dade.
Em ventade o maior ou menor consumo deste
metal em qualquer paiz he um dado infallivel do
progresso ou alrazo de sua industria.
Todo o ferro que se gasla nesta provincia he im-
portado, e por causa do cusi do transporte seu
preco nao podo deixar de ser caritaimo, do que ne-
cesariamente resulta que o consumo nao teja avul-
lado.
Son informado que cm muilos pontos do sul e do
norte exislem ricas pedreiras do ferro : ha pouco
me foram apresenladas amostras de cxcellenle qua-
lidade trotadas de pedreiras, quejazema qualro
leguas desta capilal as margens do rio Urub.
O cidadAo falo Chr*osloino de Olveira Castro,
prelendendn eslabelecer urna fabrica do fazer ferro,
pedio-me que Ihe fosse concedido o privilegio ex-
rlutivo por 10 annos, e insencAo do quaesquer di-
reilos por trnta.
No intuito de acorocoa-lo na realsac,Ao de um
projeclo, que levado a cflcilo Iraria graude ulili-
dade t provincia, prealei-me a celebrar com elle
um contrata, que depois submelleria approvacAo
do poder competente.
No aclo de celebrar o contrato nAo po.lemo* che-
gar a um accordo por nao ler elle querido acceder
a condrcites que julguei necessaria*, e das quaes nao
devia prescindir ; as principaes eram : 1., restrin-
gindo o privilegio a uina zona determinada para
que elle nao impediste o eslabclccimenlo do fabri-
cas temelhantcs cm outros ponto* da (provincia ;
2.'i, estaluindo quo a fabrica produziria urna quan-
ldade de ferro calculada no mnimo como indis-
pensavel as necessidades do consumo, e flxando o
mximo para prevenir, que morreste toda a esperan-
za de fundacAo de oulrat fabricas na provincia o o
monopolio desta nAu fosse alm do lim que se linha
em vista ; 3.", determinando os lugares ou depsi-
tos em que a venda seria taita, alim de se verificar
se o preco exceda ao laxado, e se abu-oso se da
circumslancia de haver ce-so lo a importadlo de
tarro e do ser esla fabrica a nica que o produzia ;
.4.", laxando o mximo do preco do tarro bruto ou
em barra, delta em versas ou apparelhtdo para
obras, e delta lavrado ou cm obras : o lambem o
mximo do prec,o do ac cm verga, e delta lavrado
ou cm obras: a lisarto do mximo do orejo de ferro
em bruto, c do ajo em verga, linha o mesmo
fim da coudicAo antecedente : a flxacao do mximo
do preco do ferro c neo lavrado ou em obra linha
por fim evitar o desapparecimenta das oflicinas ou
tendas de ferreiro ; porquanlo, j pelo preco fizado
o emprezario se tornara um formidaverconcur-
renle na factura de obras grossas, e quando viesse
de fado a ler o monopolio da laclura deltas, a fixa-
jao do mximo do preco evitara que se preva-
leccsse dessa evcntuolidade para aufenr lucros enor-
mes e incompaliveis com o desenvolvimenlo da in-
dustria, e contrariar desl'arle as vistas com que o
privilegio Ihe fora concedido ; 5e, marcando o pra-
zo dentro J i qual a fabrica estara construida c Ira-
halhan Jo, e bem assim o em que cometaria a pra-
duzir a quanldade de ferro contratada, afim de
que o privilegio nao fooe smenle cm vantagem do
emprezario, roa* tambera do publico ; .", oxigudo
que as maltas e pedreiras eslvessem cm determina-
da distancia da fabrica o fossem sufllcicnte* para
alimenta-la por espoco de quinze annos, afim de
que, lindo o pro/o do privilegio, nao cessasse o fa-
brico de ferro e houvesse lempo para so fundar ou-
lras fabricas que substitiii-scm a esta quando de-
xasse de Irahalhar por falta ita mineral c carvo;
7.", determinando o numero de tamos, tarjase ofli-
cinas, para que, lano o emprezario como o publico,
colhessem ulilidade do privilegio.
Para reconhecer a riqueza das pedreiras e sufli-
cencia da* maltas e aguas deviam preceder exames
do engenheiro da provincia, o que era um favor ao
emprezario, e de bom grado a presidencia incumbi-
ra ao mesmo engenheiro do dirigi-lo c instrui-lo
sobre quaesquer ohjeclos tendente a fabrica.
' Conceder um privJIegio sem condiees, e par que
o empreztrio usasse delta como Ihe parecesse, seria
um_ grande desacert.
Na minha viagem para esla provincia cncontrei
anda em Mina* o cidadAo Jos Rodrigues Chaves,
proprielario abastado do municipio da villa Formo-
sa, o qual manifeslou-me que projcrUva fundar
una fabrica de fazer tarro naquelle municipio, on-
de o mineral he abundante, e esperava que os po-
deres pblicos o'coadjuvassrm ncsla empreza ; pro-
melti-lbe lodo o apota que Ihe podesse prestar a
presidencia.
NAo perco as esperara-as de anda ver eslabelccidas
ncsla provincia fabricas de tarro, c chanto a vossa
altencao para esle importante ohjcclo, unta das
mais palpitantes necessidades dclla, c que lauta po-
de concorrer para o desenvolvimcnta do* gernious
de prosperidade que possue.
lastradas.
Projeclo a consIrureAo de urna eslrada que desla
capilal, depois de alraveaur a Sorra Honrada, se di-
rija pela* proximidades de Aiiiciins, c prosiga peta
terreno quo fica enlre o rio dos Bois e o ro Meia-
puiile ale a msrgent occidental do l'oran.ihsba. Se-
gundo intarmaees de pessoa* conlleve.taras dessas
paragens quasi descras, a estrada nAo poder ler
mais de 60 leguas, dn Parnnabvba ao Rio Grande
nAo medeiam mais de 30, e desle ultimo poni a San
Paulo pela estrada de Campias, dizem-mo que a
distancia he de 60 legua'. Sendo ciados estes da-
dos, a viagem de Goyaz a San Paulo poder ser tai-
ta em 20 dias, do que rcsultarAo jnralculaveis van-
lagens ao servico publico, ao commercio e indus-
tria ; porquanlo al o prsenle, quando temos a fe-
liridade (o que raras vezo acontece) da correspon-
dencia da corle nAo ser demorada em alguma agen-
cia intermedia, a ultima data he anterior da che-
l- ido 43 dias. t ,
Pretendo cncarrrgar o engenheiro dos esludos aW
lalivos i projectada estrada, durante o lempo das
relativo* ao mclhorameiilo da estrada da capital at
o urub.
.".*.y'a* de communicacAo qoe orTerecem maior
ulilidade sAo tem duvida a* que admiltem o melhnr
mco de transporte, e o melhor qoe possuirnos, em-
bora rrfoilo mperfeito, he o dos carro; e para que
as estradas permitan) o tramita deltas em loda a
csiacites, prenso he procurar un ota resistente, de
facrl eagoto, e em que se encontrem maleriacs ne-
cessario* a conservaran.
Preenchia e*tc flm a planta da parte da estrada da
ponle do Bacalluo eocruzilluda do Oiiro-Fin,
apresenlada ao meu antecesor, accrescen-ln urna ca-
va no morro da Cangtaa, que elevoa o orcamenta a
iOTsOaSO, lirondo abandonado o caminbo dos Calco-
dos que, alera de ser mai* longo, aprsenla cm sita
maior exlensao um terreno argiloso, sem consisten-
cia, c que dara lugar a ficar impedido o transito no
rigor das aguas.
Kiilen li-ine com o copilAo Tritllo da Cunha Mo-
loc para se incumbir do* Irabalbos desla parla da
eslrada, que tem sido execulados com zelo e inlelli-
gencia, e eslAo quasi ultimados; o j a estrada offe-
rece am transito muilo soffrivel comparativamente
ao estado anterior.
A eslrada que vai desta capilal ponle do Baca-
lino serve de tronco de caminbo para o norte, sal e
leste; para esla parle ficar per taita deve a ponle dar
pas'agem aos carros, pelo qoe a despeza *ern um
pouco maior do que a que se firia com o* reparo da
ptnauem pelo leiio do rio, que, alm de perigosa,
pode ficar impedida no lempo das aguas..
O caminbo que segu da encruzilhada do Ouro-
rrao pela chapada das Arca* al esle corrego, dahi
aos Barbeiros at a Cruz de Santo Izidro, e deata ao
corrego da Cangica lem de eer abandonado, pis o
terreno he de sua nalureza argiloso, detprovido do
materiaes proprios para os alerros e conervac,ao, e
ha difllculdade de assenlar eom seguranza alguma
pontes indispensaveis, pelo que o engenheiro procu-
rou un novo alinhamcnto que se etleode da chapa-
da das A rea alea cabeceira Jette corrego, para de-
pois passar com ana ponte de 40 palmos a cabecei-
ra do* Barbeiros e ganhar por urna ladeira inson-
vel a hocoino que deve servir de entrada do cami-
nbo de A ni cu ns e do l'rului cima.
Esla nova dreccAo lem, ho verdade, um eompri-
menlo de 163 braco* mai*. ou 14 10r9 100; porm o
solo he firme, ha materiaes em abundancia, a esgoto
quasi em loda a sua exlensao por ambo* os lado*.
A p.i-sagem do corveoo da Caiigca o da corrego
Fundo erAo os mesnos lugare*, allerando-e toda-
va as sola da eslrada que condoz a esle* ponto*.
Do corrego Fundo por um declive suave se alean-
(a a chapada do Uruh, o ehega-se ponte, que.com
pequeo concert pode servir algum tempo mai.
Uslado das financas.
Se este ramo do servico nao aprsenla o melhora-
nento detejado, aprsenla pelo nene* o compativel
com as circumstancias da provincia, onde lanas e
podencas causa inlluem para que a receila seja to-
escassa.
Estas causas lem sido expostas nos relatorio an-
teriores, ecom milita clareza nos do digno provedor,
que nao poupa esforcos para melhorar a reparlicJIo
a seu cargo.
A receila compoc-se das rendas proprias do anno,
e da cobranca da divida activa.
Se bem que nAo se posaa conhecer exactamente o
quantum da arrccadacAo de cada anno, por nao ter-
se adoptado o syslema de exercicio*, e pela pralica,
cousequencia disso, qut e iulrudiizlo iu etcrplura-
SAo da provedoria, pralica de que Iralou mea ante-
cesor no relatario do anno pos-alo, e que o prove-
dor acertadamente taz cesiar no minero desle, pde-
se com ludo asseverar que arrecadacio de 1853 ex-
cedeu muilo i despeza propria do anno.
Do relatorio do provedor, e mais pec,as annexas, e
que ser-vos-hAo presentes, se condece que a despeza
de 1853 foi de 32:4169086; que delta lirn por se
pagar a soroma de 27:1463741, e se pagou a quanlia
Je 5:0309345; o como quasi toda a arrecodocoo foi
applicadaao pagamento da divida atrasada, e desta
se pagou a quanlia de 39:929$>t'2, segue-se que^i
o vecaJor.io do anuo foi de 44:9599857, e que por-
lanlo a orrrcoJai;ao de 1853 exceden despeza do
mesmo anuo na importancia de 12:4828771,.e na
mesma importancia deu-se urna Jiminuirao no lotal
da divida passiva da provincia, nao obstante a reu-
niao da somma que se licou a dever da despez de
1853.
Toda a arrerada;Ao de 1853 nao apparece porm
no batanen provisorio; porque parta ila despeza tal
taita pelas colleclorias. o os respectivos documentos
nAo foram anda escripturados.
Orcndimentn propno do anno, segundo o* lanea-
mentos al agora conhecidos, be de '32:6589580, ao
qual rentando se o ainda nao conhecido, e calculado
com seguranct ero 5-1)009, elevar-sebo esla parle da
receila a 37:6589580.
Comparada esla cifra com as correspondentes do*
annos anteriores, v-se que a* rendas annualmente
sobem, ainda que (enlmenle.
Tendo-se, em virtude de orden da prnidencia,
alterado o sytlema do pasa memos, lem sido paga
em da as despezas do anno correnlc, para o que a-
penas ful preciso nm pequeo empreslimo contrata-
do com a caixa do deposita de quantias destinadas
peta governo imperial para obras provinciae, em-
preslimo que teria tidudispensavelse houvessem sido
cumprida* pontualmente duas letras de arrematan-
tes de impostas, ou se fosse mai* facil a passagem de
fundos existentes na colleclorias; nao devo porm
o.-cultor que as mais prxima eslavam no fim do an-
no e-i:otadas, c oulras tiveram anda de pagar com a
arrccadacAo desle anno orden nao compridas at
cnlAo.
Tem-se alm disso amortizado a omma de 5:1219
da divida dos annos anteriores por meio de com-
pensac&es directas, ou em virtude do arl. 58 da ul-
tima lei do Arrmenlo,
Julgo de absoluta necessidade que continu o no-
vo systema de pagamento com urna nica alterarlo,
quo he a seguinle em lugar de se amorlisar a di-
vida anterior coro os saldos, euja existencia he difll-
cil, senAo impossivel de verificar-se em lempo, se-
ja a amorlisacjio feila com quanlia previamente II-
xada.
Sem pagar-e de preferencia ns despezas propria
do anno, a admini*lracitu nao pode marchar regu-
larmente, ludo sera desordem e confusAo, a sorle
dos emprestaos lornar-sc-ha muilo precaria, e seas
futuro vcncimenlus ser.ta sacrificado agiolagem
como foram o* anteriores.
Espero que poder-se-ha ir pagando com regulari-
dade, e mesmo fazer urna amnrlisacao nAo pequea
al o fim do anno ; pois mande um ofllcial a Flo-
res para trazer o producto da arrccadacAo de grande
parle do avullad alcance do cx-collcclor dessa vil-
la e alguma quanlia mai* que exististe naquella col-
lectoria, unta dos mai* i endosos da provincia ;
e em diversas oulras do norte ha fundos dispo-
niveis, para passagem dos quaes, j* se lem providen-
ciado.
Divida passtva.
Como se v da tabello deinonstraliva que acompa-
nha o relatorio do provedor, esla divida era no anuo
passado de 60:0359726, nAo se inclun lo a quanlia
de 8:9489800 dos vencimenlos do* empregados no
mete de Janeiro a abril ; e porlanlo a divida pa-
siva do I." de maio de 1853 mnntava a 68:9849526 ;
presentemente he de .">l:380fi755 : ha urna dilfereii-
ja para menos de 17:6039771. O provedor cm sen
relatorio, com a modeslia que o caraclerisa, allribue
esta resollado mais n severa economa que meus
dous illu-lie: antecessores sempre observaran) no
dispon lio dos dinheiros pblicos, do que no melho-
ramento da arrccadacAo, que cm sua opiniao nao
pode deixar de ser lenta e gradual.
Concurdo eom o provedor sobre a necessidade de
liqui lor-se loda a divida, e inscrcve-la ; s assim
conheccr-se-ha exaelamento a importancia dos en-.
cargo*da provincia. Releva lembrar-vos quanto he*
conveniente que marquis o prazo da prescriprAo
lano dcsla como da divida acliva.
Divida activa.
Comquanlo a provcitara fizesse exigenciase reite-
rada instancias, afim de obler dado* que a halnli-
la-sem a organisar um Irabalho que dsse a conhe-
cer a importancia desle recurso, rom que a provin-
cia conla para *a(israzer a parle de seos encargos,
nao Ihe foi isso possvel pelas causas que o provedor
expende em sen relatorio.
Para supprir essa fall*, aprsenla o provedor um
calculo fundado em dados mais ou menos provaveis,
segundo o qual esla divida he oreado cm 50:0009,
nAo incluidos os alcance* dos colledores.
Este* alcances importan) cm 15:842^226, inclusi-
vo o do ex-collec(or de Flores, de 10:69551:13, quo
esl em grande parle arreradado, e o de nm ex-rol-
ledor de Porto-Imperial, anecadado cxeculivamen-
le no (crino da Palma.
Cumpre nolar que o resta desle* alcances he em
parta ita dilliriliraa cobranca.
E se lambem se pdc considerar insoluvel parle
da divida acliva, deve-se contar coir. alranrcs de
collcelores e px-cdleclores mcncionadns'cmdHa* ta-
bellas annexas ao relatario, do provedor.
A' visl das difliculdaJes que ha na arrematarm
desta divida, difliculdades que quasi equivalen*! a
nmo total iinpossibilidade, crcio que nada se pdc
esperar desla medida.
Espero, porm, que produza oplimu resultado a
restauran que (omei a 13 de julbupassado, para exe-
cucao do arl. 42 da ultima lei do nrcamenlo.
Com por lilhonJo o receio manifestado pelo prove-
dor, de nAo serem exactamente cumpridas as orden
expedidas aos colectores para execucao do arl. 44
da precitada lei, concordo ga necessidade da medida
por elle proposta de inatalnr-se um emprrgxdo in-
cumbido de cobrar a divida cxecnlivamcnle, de ro-
duzir a lellro-, ou inscrevera que nAo poder cobrar,
e de minificar emlim com as devidas cantatas a que
tov insoluvel.
l
i
-
. I






DIARIO CE PERNAMBUCO, SBADO II D NOVMBRO DE 1854
Imposto* Provinriaet. '
I actuaes iinposlos lie cerlamente o mais gravo-
so o quo \r\.\ a lavoura propriamenle lila, odenn-
min.ido diiimo le mmicas ; elle lem o deleito dero-
cahir indislinclamenle sobre a renda e o capilal ; lie
le diUiilllm i cobranza e mal pago, e quandoo fisco
recorre ao meio de arremalaca.i, meio de que s*ve-
ze* nao pode prescindir, sua cobranza torna-seo fla-
gello da pequea lavoura.
Se nao proponhn ja a supprewAi dusle imposto, lie
porque cm urna provincia como esta, onde inleira-
meule lili un dados cslalieticiis de qualquer espacie,
nao he possivcl calcular-no com probabilidade orcu-
dimeulo do qualquer oulro que se CfMMe em siibsti-
(uii;.lo. e lian acluaes circumstancias qualquer falla
poderia ser fatal, pois que o importo sulislilucn.lo
conslitue pi.isi a quarla parlo da receila.
I'arece-me qlie. a excmplo da provincia do Minas,
cojjs circumstancias a muilo*; respeilos nao diflerem
das nossas, poder-se-bia croar Ihm itinerarias nos
principan ciminhosda provincia, cujo produelo fot-
se especialmente applicado i .ibertura e conslruccdo
de estradas, mclhoramcntas djs acluaes e a ouras
obras pubiras.
Esse imposto, alcm do ser indireclo, lie fcil de
robrar-se, e pode-nos Irater lal auemeuto de renda
que em breve lenha lugar, se nao a total exlinceao,
pelo menos grande redcelo Jo dizimo sobre os pro-
ductos vegelaes alimentarios.
A despeza com o eslabclccimenlo de registros ne-
ce^sarios para a cobranza do novo importo ser pe-
quena, norquanto os pontos cm que dever-se-lia cre-
a-Ios sao eialamenlc aquellos em que s'Jo indispensa-
veis destacamentos nublares, os portos do Parmialiy-
ba e as fronteiras do Ki-> Preto, Formosa, S. Do-
mingos, Tagualinga e Duro, o lalvet alguma oulra;
os destacamentos evitarlo o extravio, e os registros
servir tambem para a arrecsdaclo das ta\as sobre
vaccas, nevillias, eguas o pildras exportadas, cujo
rendimenlo isla muilu longo do que devia ser.
Parece-me que tambem poder-sc-ha Linear sobre
os couros de reas exportado, da provincia urna im-
posirJn de 100 a 150 rs. ;e sobre os de oulro. ani-
maes de 50 a 100 rs., pois vista do mximo proco
que ellos obtem na provincia, e daquelle porque sao
veintids no mercado fra, este imposto cahira segu-
ramente sobre a renda ; para sua cobranrascr pre-
ciso mais un registro na margem do Tocanlins ;
porquanto a maior -exportaran dcsle genero be para
o porto ilo Para, para onde, e segundo nm aponla-
meiilii em que deposito fe, porquanto, alm da pes-
soa que o enviou ser fidedigna, c estar ao faci desle
ramo de commercio, ao lado do cada numero vinha
nellc o uome do exportador ; smenle da villa da
Palma cm o inno de 18Vtse cxporlaram 11,175 cou-
ros de reze?.
Se julgurdes adoplavcis eslas ideas, pides aulor-
sar a presidencia a crear as cslareAes precisas, e a fa-
xer os rrgulamenlos para lomar eflectivas a percep-
cao dos novos dircilos, podendu eslabeleccr multas
ale lOOp pelas infraeces.
Com estas medidas, e eom o melhoramenlo da lis-
calisacdo e arrecadarlo devenios esperar um futuro
mus lisongeiro.
Ornamento.
A receita arrecadavel da provincia no fuluro cx-
ercicio osla oreada pela provedoria em 48:2159*
Ser-vos-ba aprosonlada a proposla do oroainento
na forma da le de 2 de ago-lo de 1852.
[Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Macelo' 28 de outubru.
Desla lu.i nao lenho motivos de qucixa rospei-
lo de novidades, ncm preciso recorrer aos amigos
para relalnr-lhe as ocrurrencias que o velbo Satur-
no vai esp.ilhdndo em seu rpido, continuo e nunca
i drogado curso. Tenlio de refci ir-llie prioieiramcu-
le a faga dos dous Tenorios, pai e lillio, que apesar
de absolvidoe pelo mais que misericordioso jury do
Alalaia, evadiram-se da cadeia em que anda se a-
cbavam dolidos. O juis de ilireilu da comarca l)r. J.
A."de A. r'reilasllenriqucs quepresidio qnclla ses-
sao do jury c o promlor publico nao encontraran! no
processo motivo algum para appellarAo ; havia po-
rem ordem superior para nao seren elles poslos
em liberdade ; visto que a serte de Joiquim Tenorio
( pai) anda dependa de urna appcllaeao n'um oulro
julgamenlo, e Lat Tcirorio ( lillio ) nao linha isen-
rocs para o recrulamculo ; vendo elles os preparati-
vos que se faziam para sua recondiiocao para a ca-
deia da capital puzeram-se na pernaem a noite de
17 do correnlc doixando cnralacr,ido o official e
q" por ora se linha S. Exc. limitado a observar e ex-
aminar ludo,como bom general que passa revista as
ua Iropaspara ver rom q' forras pode contar: o pes-
soaladininistralivodasobras publicassoffren una bo-
nitogolpc; o lugar de administradores, q' era um ver-
dadeiro tine cura, foi climinido, o com isso lucrou
a fazenda provincial boa chclpa, c nada perderam
as obras publicas : disse-me mais aquello amavel ra-
pan que S. Exc. nos seus 15 das de adminislracAo,
linha trabajado com vigor e que os dedos dos em-
pregados lem-se visto u'uma lide ; uccrcsccnlava
como he de crcr, o Darriuhos, que lie boa pessua,
nao quiz estar pala semccrcinonia do homcm veren-
dor; esgotou-sc-lhe a paciencia: confesso-llie que
o momo me acontecera ainda mais depressa, se es-
liveaae cm lugar de dono do riti, O hroe quiz
moslrar que com um vereador da Victoria nao se
brinca, porque nao lio ah qualquer cousa. Requc-
rcu pois aos scus dignissimos rollegas para fazer
urna maulible, nao no lugar, onde parece ser mais
conveniente, i*lo he, na linha por onde vem n c-lr,i-
,la, mas I i em um caulo, por onde so so possa pas-
aquella boa rrcalura, que S. Exc. bem moslrava ser | sar entrando polo sitio do H.irrinlios. He Sabido
y
guarda que os vigiava
A participado dooccorridorlrgon no dia seguin-
le pelas 5 horas da tarde ao presidente la provincia,
que enlendeu que seinelhanle fuga poda conside-
rar-se comoa luva que llie lancavam para experi-
mentar o animo com que vinha respiilo de crimi-
nosos, e convencido da vcracidr.de daquelle rifao
liopular^ a primeira bordoada he que mata co-
bra nao omillio providencia alguma para raplurar
os evadido*: nao r expedio nessa mes.na tarde ns
mais terminantes ordens as autoridades policiaese
roraiuandaiiles de destacamentos de loda a provincia,
como lambem requisiton a apprchensao dos fuci-
livos sautoridades das provincias limiirophes: para
sindicar do fado e instaurar o processo contra os que
houvcssem favorecido a evasao, fez parlir para a Ala-
laia na inadugiada do dia 19 o I ir. chefe de polica.
INAo sci se foi em consequencia dessas enrgicas pro-
videncias ou se por couselhos dos pairnos, que os 2
evadidos se enlregaram voluntariamente i prisio,
antes mesmo de chegar a Alalaia o chefe de polica.
E<1 faci demonstra quo n aoloridado tem ganho
torca no conceilo dos criminosos, queja nao zomliam
do sua accao, nem conlain mais com a inercia e in-
dillerenlisinod'oulr'ora. O Sr. I)r. eva desenvol-
veu mulla actividad e energa em sua commis-
sao de quo vollou uo dia 20, Irazendo presqs o< 2
Tenorios, o official e .uanla. Consta-nos que S. Exc.
em allencflo a haver-se l.uU Tenorio entregado vo-
luntariamente a prisao o mandara por om liberdade,
accao essa que foi geralmenle applaudida.
U Gaanabara queaqui locou no dia 19, veio prc-
nlie de boas novas, nao menos de 2 Alagoanos foram
nomeados juizes de direilo, o que actualmente equi-
vale a tirar 5 vezes a sor le grande as olera-; o Dr.
Nlverio lamben! lillio da provincia obleve o que
ha nimio almrjava, sua remollo para a comarca de
Alalaia, sendo o lh. Freitas lleiuiques nomcado
chefe de polica da Parahibi : emliin para coroar a
obra vieram :800\1 para a ihesouraria gcral, a qual,
segundo Ihe noticioi achavt-se inanida : o Coutinhu
respirou larga, veodo-se livre do (errivel empres-
timo dos8:0009 rs. : o Cabial, sabendo que listan
viudo aquella quaulia para o seu cofre, tomou gaz e
ileu em seguida :l sonoros fungo* sorvendo logo a
iragaule pilada. Bastante razo linham noss'is avs
quaudodinam que bein como a desgrana a felicidade
nao anda so: [.rain lambem consignados 18:0009 pa-
ra obras publicas da provincia sendo 11:0009 para ge-
raes, e 12:0009 rs. especialmente destinados a co.nl-
juvar o encanamento d'agua.polavel. Como ja Ihe
liz vez, orrava-se essa ohrr em un 202:0009 rs., de
maneira q' os 12:001]; apenas servirn para encela-la;
mas como iza grao em gro u guiinhu emite o
papo fazemos volos pata que conliniicm envi-
ar-nos mais alguns grosinhos desses, que unidos aus
bous desejoa que nulre a provincia per essa obra, a
qual lambem lio a predilecta da presidencia, por
sem duvida Ihe darn grai de impulso.
Ja cliegou a e-la cidade o apparellio de luz que se
havia mandado encomuicndar em Franca para o
pharol dcsle porto : sera conveniente que se requi-
silasse ao Exm. Sr. ministro da marinha a vinda do
major de engenheiros Chnsliano Pereira de Azerc-
do Ceolinho para assson(a-lo, pois foi elle quem le-
vanloa a planta e presidio a con-lrue ;.in da torre.
Prcdaram juramento no dia21 do crrente os Drs.
M.inno 1 Joaquim de MeiHonc.i c Quinliiiii Jos de
Miranda, o 1. para excrcer o lugar dejuizde direi-
lo de Porto Calvo, e o 2. o de juiz. municipal de A-
lagoas ; lenho mu boas informacoes a corea da in-
lelligencia, illiisr-acao e pulidez dess' moro, por iso
dou os parabens aosmeus concidadaos pola acquisigao
de Iflo bom juiz. Conlarnm-meque muilos amigos
do r. Manivl Joaquim vier.im a capilal fcllcila-lo
pela sna nomeacao, e arompauha-lo al o Pas-
so, oijde se preparava om grande jaiilnr de recepao.
Nada direi aceren da nomeacAo do Mannel Joaquim
para juiz de diieilo de Porto*Calvo, pois Vine, sabe
inulto honi que lenlio ncgacAo para a polilira, s-
menle Ihe previnirci queo pobre Josc Angelo vai-se
adiar em apuras, e no caso do na me lerlnm,
neuio lendo Manoel Jonqiiim pela frente, Caza-
do pela retaguarda, a fora os que vo-se-lhe postar
direila e a esquerda, cujos nomes de proposito nao
Ihe declaro para desafiar-lbe a curosidade : se eu
fosse amigo do Jos Angelo aconselha-lo-hia a om-
biulhar a Irouxa.
Escrevicom lauta pressa a minlia ultima epislola,
.que esqueri-mede parlicipar-lhc que o nosso Cinci-
* nalo Alagoano, lugo que atirou is costas do E\m.
Sr. S e Albuqurrqnea pesada carga da administra-'
cao, recolhcu-se ao seu engenho. Por mais de urna
vez procurei em minhas lo-eas carias lecer os mere-
cidos encomios a esse probo, dislinrto e polidn Ala-
goano, nao julau Vmc. que fui nellas exageradj#ou
que inlerprelei mal a opiniao publica em favonio
ii'i.sn illuslrado patricio : alem do baile que Ihe foi
offerecido por seus numefosos amigos, como um sig-
nal ile applauso sua marcha administrativa, Irans-
rrevo-llie do Philangelko n. 85 o oflicio da cmara
municipal da capilal que se cipressa pelo seguinte
modo : 1IIm. cExm. Sr. Esla cmara sen.lo
Icslcmunha doshons servicopor V. Exc. preslailos
ni adiniiistr.icaodcsta provincia para felicidade de
seus habitantes, nAo pode deixar de manifestar V.
Exc. esla conlissao ingenua, como lesteniunho de
gralidAo arompanhaiido aimem gcral os leslemu-
nhos que niilrcm os povos da provincia, c especial-
mente seus muniepes que aandoaaa rundan suas
es(>cran co do digno Ex. de acceilar este pequeo tributo do reronheci-
menlo, filho das boas inlonrOcadesla cmara.Dos
guarde a V. Exc ele. 13 do oulnhro de 1851.
lllm.c Exm. Sr. Dr. Knbcrlo Calhcirosde Mello, I.
vice-presdrnle da provincia. > ( Sesuiai-se varias
a-sijnaliiras ). Ja v Nmc. que nao era u soque
apreciava e reconneria os bous serviros da Sr. Dr.
Hoberto, a cmara da capilal lambem os reconlioceii
e palcnlcou, declarando que eramesses ossenlirricn-
los que nutreni os povos da provincia. Fiz s pa-
zcs com a cmara por este fado, pois ao menos de-
monslrou que nAo era composta de ingratos, nm de
A h\ -inio-. Muila ogeria tenhn desses homem que
ado'ram o a-lm vivificador ao despuntar e o apeilre-
jam no accaso I
Pelas conversas que lenho lido com o meu que-
rido Ppelel sube que o Exm. Sr. St c Albuqurr-
que vinha disposlo a promover com ludas as forjas
os melhoramenlos maleriaesde que maiscarecemosi
e sobre ludo a obradoencuiamcnlo iieagnapolatel;
prenle do Paes Dan co, pois toda a sua hirra era
contra os criminosos e seus patronos c que lhc pa-
reca que haviam sido expedidas onlcus mu lermi-
uanles respeito desles meiis senhores ; infolizmen-
Ic nio me disse quaes eram alias, ptoleslando serem
negocios resol vados de quo s sahiam v secretario c
o oftical do gabinete, por cujas linguas nunca pude
elle ptixar.
Eucqntrei no ilia 25 do correnlc o Dr. Baha mal-
lo assanhado arranjandu aferioiadamenle urna ain-
hulanca ; pcrgunlandu-lhe en para que oraaquillo,
respondeu-mc que era para soremelter para I'urlo
Calvo, onde eslava grass.indo a fehre amarella, c
que S. Exc. sabendo disso o incumbir de mandar
arranjar aquella ambulancia, atim de seren minis-
trados .ios desvalidos que fossem atacados, us nc-
ressarios medicamentos : fiqnei aterrado com a no-
ticia : ser possivel que ainda leudamos de sollrer
aquello lerrivel (ligcllo? Ando arliialmcnle mais
ospanlado o amedrontado do que una raa, .ani-
mal que na opiniao de l.a Foutainc ainda he mais
medroso que a lebrel; de Porto Calvo chega a no-
ticia da febre amarella, da corle que o medonho
cholera nao respeilara mais a linha cqiiinoxial, c
que traiispondo-a fura visitar a Iba de Franca ou
Mauricia na frica, onde lem felo proezas. Essa
bella illia, escolhida por Demardiii de S. fierre
para secna da obra prima do seu sublime genio,
a deliciosa pastoril quo se intitula Paulo e Virgi-
nia, he actualmente o Ihcalro horrendo, em que se
reprsenla a mais medonha tragedia, cujo proto-
gonista he o cholera As piclorescas moiitanhis e
labolciros, as palinciras, hamluis e cidreiras s res-
piran! boje desolarlo c morlc lie pa-mosa a sora-
ma de vctimas quo all lem feilo o cholera: n'uina
populacao de 150,000 almas lem suecumbido
11,000! 11
t)s (Cariocas ficaram aterrados com a noticia;
poli lembram-se que a cida le de Porto l.uiz fica
na mesilla latitinle que a da Vicloria na provincia
do Espirito Sanio, c que o cholera que leve a au-
dacia de desccr al os 20 graos de lalilude sul,
pode muilo liem escorregar mais II, a enlSo ver-sc-
hia a mais rica c populosa capital da America Me-
ridional bracos culi o lemivel Ashaverus, de que
Dos a livre e guarde, bem como a todos nos que
nao temos o poder do ordenar-llie que caminhe '.
ou regresse para os mares llallieo e Negro, mnlo
os horneas cslAo rom lana volitado de morrer, que
Ibes deve ser indillerenle acabar as unhas do As-
haverus, ou pelos tiros das bombardas anglo fran-
cezas, turcas ou masa*. Dizem que aquelle mal-
dito judeo gosla de visitar os lugares pouco arojados
e ilumnelo-, e que osen manir inimigo he alim-
peza e asseio, faca o favor de imprimir estas duas
palavras cm lellrasgryfas, para que se previua a
Venca Americana, bem como todas as nossas ci-
dade* martimas, oude he mais fcil aporlar aquel-
lo hospedo o mais incommodo de que ha mcnsAo.
Valham-nos as cmaras municipaes ; mostrem ellas
ao menos por esla vez para quanto preslam, fazen-
do dcsapparcccr denlre a populacao o lixo, im-
mundicie, aguas encharcadas c estcrquiliiiios, que
nos esqueceremos dos scus perrados passados e dar-
llics-hcmos a compotvnte absolvi^Ao Bem sei que
o lal judeo eterno muit.is vezes a nada allende, c
apo?cu(a-se quer nos regios pac.05, quer as mise-
ras choupanas ; (ique-nus pnrem ao menos a conso-
larlo de que envidamos to.los os esforc,os para re-
cebe-lo limpa e asseiadamcnlc, se por desgrana
nossa vier elle visitar-nos.
lie dever daqnellcs a quem cslAo confiados os
destinos dos povos nAo s ve'lar sobre a sua segu-
ranea, enn^orvacao o licjii eslar, como tambem
araulclar e previnir, quanto ser possa, os malos que
Ibes eslejam ilumnenles ou possam previr ; com-
penetrado deste rigoroso dever o administrador ties-
ta provincia lem tomado sem rumor nem ostentado
as medidas que as actuacs circumstancias reda-
mam.
Consoltando a varias pessoas Ilustradas acerca
do local mais conveniente para o eslabclecimenlo
de lazaretos, foi-lhc indicado como mais asado o
porto do Francas, que fica no prolongameulo de
costa i i leguas pouco mais ou menos distante da
cida.le : o aucoradouro desle porto he resguardado
por um longo arrecife que bem o defende ; porcni o
porto he quas descro, n. i s por Usar a punca distan-
cia do de Jaragun, como porque he mui difllcil a sa-
luda miando venia sul. S. Exc. qniz ir por si mesmo
examinar o lugar, e na madrugada do dia 27 urna
Insida cavalgala composla de S. Exc., do eapillo
do porto, do novo provedor da san le do pnrlo Dr.
Baha, do director das obras publicas Paula Mes-
quila, do valenlo ajudanle de ordens, c do indef-
feclivel Vicente de Anadia, parti para o sjihrcdilo
porlo donde vollou as 2 horas da (arde. Nao fui
convidado para aquello agradavel passcio, por isso
deiio de n irrar-llie o que por l.i houve: nio sc
se o capilAo do porto, ou algum oulro. dcixou por
aqucllcscrmos plantada alguma ligueira.se a dcixou
que d bons frnclos.
O padre A. de Mella, honlom esleve comigo e
disse-me que.... mas ni I que me ia espichando,
anda nAo lhc disse quem era o padre Mello ; po-
rcm eslou IAo ciiTadado de escrever que pcco-lhe
desla vez dispensa da dcscripeo phrcnologica e da
historia do padre Mello ; ficando Vmc. prevenido
casiao propicia o quo me contou aquelle padre,
que he haslaulc alilado, e por isso dignu e merece-
dor de ser rccommcndadu sua benevolencia.
/ ale.
PERMMBIJCO.
COMARCA DE SAMO AMAO.
Victoria. 31 de ontubro.
Tudu nesla cidade tem ido s mil maravilhas ; so-
monte en, meu charo senhor, raa assim, assim... nao
lano como desejo, porque a bpede c quadrupede
rapariada, de que slo facanhudos capalazes o La-
malla c o lle.r boborum nada me perdoam : quan-
do pdem, me vAo sempre alassalbando a pello, e
dando furmidaves denladas, por felicidade minha
nunca me pegam de geilo. I'omaram-me cnlre
os denles estas crangas, como se en fosse algum du-
ro frcio. (Vade retro.) Historias: sAo cousas deznm-
beleiros rapazes, de que me na devo dar por adia-
do, porque do contrario acredilarao elles que sao
credores de alguma importancia, que ncm por pen-
- un mi i merecem. O que sohrelinlo me deixa em
grande pasmacera, he que ale a mesmn mansidAo
em pessoa me queira dar lambem o sen holiscAo-
linho. Ora seja ludo pelo amor de Dos O morfe-
rado e pacato Cazuzinha quer antes ver a Salanaz
em carne c osso, o que paradlo seria una mina, do
que aesleseu amigo, quo nunca, (em IAo boa hora o
diga) mino liz mal algum a mais miseravel c pe-
quea rrealuriuhade Dos: ou melhor, eu son para
o lal homem o que a cruz he para o dabo; lie por
isso que anda eslou com as coslellas inlerasva-
llia-me ao monos isso. Como ia ditendo, esla man-
sidao. e dostes perdn os estribos, eqoasl, quisi... mas desla
vez foi o amigo Ilermcs que aguenlou a maior hu-
cha, c se vio cm lulas; como porctn a cousa nao se
devia acabar sem que eu viesse balha, por isso re-
cado lambem a rnivac o furor do Cazuza sobre mim.
0 homem, depois de desalial'.ir o seu nobre peilo
com o Heniles, dizcmlo-lhe que nao quei i.i mais ser
seu amigo (que perda Un scnsvcl! e o ingrato llor-
nes nao llenamou um rio de lagrimas!; e que linha
mullo dinheiro para se despicar de qualquer cousa,
que o dcsagradasse, se dignou laucar os olhos da im-
mensa altura cm que esl pira o humilde e .riobre
Vcloricnsc: he um mentiroso, nada e>crevi.'que
seja verdade, Irovcjou elle batendo com os pos, enm
os olhos cm chammas, e lufando as hochechas;
mi...ini...soriconli,i !; s de me conUrcm o raso
lic|uei...nllie, meu amigo, nilo liquei em mim, na>.
deu-me tremores o conviilsoos, fugio-mo lodo osau-
gue dos mais recnditos cscaniihos das algiheiras,
c involunlaramcnle, como se vsso a furia griiei:
'/ardan, pardon. mon cher Cazuza, promilto tib
funquam magU conipmierc ceraua. Ja sahi da in-
(luciici.i dcsle lerrivel pesa lelo, e ainda eslou a tre-
mer! Para raa pasear tao grande susto, que me fez
o amigo coronel, vou dislrahir-ine um pouco com a
Illm., e protesto Irala-la com a atlencAo que he de-
vida esla $apltntitiima e Hlutlra4iuima corpora-
o,ao. donde lem sabido clebres c famosos despachos,
a niuilas oulras colisas que fazem pasmar ao homem
mais ignorante. Ninguem deve reparar ncslcs epi-
Ihoto, os quaes nao sao lillio* da a lulacao, c ncm da
lisonja, mas da juslica. Todos bem veem que a nos-
sa Illm. sempre lica meio furo cima da Illm. l de
Banaueiras. O nico defeilo que ha na daqui, he
linsp dar um homem de um nariz parecido com o
que lia cm Bananeiras, um nariz que para descreve-
lo basla dizer rom Boccage:
Nariz, nariz, c nariz.
Nariz, que nunca se acaba,
Nariz, que se elle desaba
Faro mundo infeliz;
Nariz, que Newton nao quiz
Descrover-lhe a diagonal;
Nariz de matea infernal,
(Jue se o calculo nao erra,
Posto cutre o sol. ea trra
I aria ecchp-e I o I a I!
Todos dccanlam os ses narizes, porque nao hei de
decaalar o nariz do Anlio Broogas daqui I Mas nao,
deixemos os nari/.es, e vamos ao que se Iralava, que
he de mais importancia. Deciaro-lhe, Sr. corres-
pondente, que daqui em diaiito quero eslarde aecor-
do com a nova Illm,, porque disso me podo resultar
muilu proveilo, e inlercsse, apezar de naoatr verea-
dor, c ncm prenle de vereador. Nesla cidade cslcs
honrosos litlos muilo valem cm corlas occascs.
Polo que vou a dizcr'-lhe, meu charo, vejase nao he
pro\ciio-o estar bem com a cmara, ou ser seu dig-
no ini'iiiliro. O capilAu Francisco Paulino (lodos
no mallo sAo capilaes), vereador leve nina qucsIAo
com Juao de Barros Pimental, mais conliecido pelo
niimc de Barrinh is que nAo he vereador1, sobre a
passigem cm urna pequea ponte, que o lal Barri-
nos fizera dentro em seu sitio, por onde penetra o
riacho Tapaoura, para sua commodidade p.rlicular.
Emhirroii o Paulino em querer que a lal pissagem
.fosse publica, e por isso elle cnlr.iva todas as vezes
s^ que quera pelo porlAo do dito sitio para fazer ca-
'" niinliu purcilo, M'in dar cavaco ninguem. Ora,
que a nossa I lima, nata nega aos scus prenles e
predilectos, por isso j se deixa ver que o Paulino foi
servido om tildo quanto dosejava. Agora he bonito
do ver como elle anda ludo ancho, gabando-se de
que ha de reduzir o lal silio a um monlAo, botando
ludo aballo, tapando vallados, rodando cerca, etc.,
einfim diz o Paulino, tninguem se esqueca que elle
he vereador) que ha de fazer 1 dabo qualro as
Ierras do Barrinhus, sem lhc dar a mnima salislac-
rao. Quanto he poderoso um vereador aqu na Vic-
toria Como o vereador em qoeslao s diz o que Oli-
ve dizer, por isso julgo que oslas suas ideas foram
produzdas l na grande sgnagoga cujos sapieulissi-
mos mciubros sao de opiniao que fallando-se do bem
publico
Ccssc ludo o que a musaantiga cania,
Que oulro valor mais alio se alevanla.
6'ames.
Na \erdadc cmquanlu isso acho rasao nos lacs
senhores, mas o gosloso e mellior do ludo he que-
rcr-se que qualquer particular, sendo ubriga.lo a
ceder sua propriedade cm hem do publico, quau-
do esle bem he legalmenle verificado, nenhum direi-
lo lenha de exigir iodemnsacao slguma. E romo
se entender o art. 179XXII da Constiluito do
Imperio '.' Outro ollicio, senhores, cada um para o
que foi nascide c creado? Quom he do halco, c<-
lej.i no hlelo, quem lie da roca para que dahi se
arreda? Ser deshonra oceupar-se cada um somonte
deslas cousa?, quamlo lijo lem geilo para ser verea-
dor ? parece que nao. Dcixando porm de parlo
as alias opiuies de lao illustrada curporacao, cou-
vm notar que ueste fado, de que Ihe acabei de fal-
lar, nao entrao bem publicoromo o Sr. Paulino
quer fazer entender, mas entra o capricho c a vin-
gaura deste vereador. So houver algum arbitrio da
parte da Illm. ou do Sr. Paulino, cont do corlo
que .. esle eaaumplo vollarei. Oulra liisloria igual
esla succodiii com o lenlo Joo Antonio; foi o
seu antagonista, urna cousa, cujo nonio me nao oc-
corre agora, sei somente que acaba cm ao, como bo-
diao: o valioso lilulo do lal era ser prenle de utn
vereador. Esl dito, o menino agora pensar que
nAo cscrevi o nome dellc com medo de suas barbas,
ouenlao pelo respelo que se deve a sua nobilissiina
pes'oa, como em oulra occasio julgou o meu ami-
go II., mas eslou quo Vmc. os nao acreditar, por
qucconhecc-mo bem. Vamos agora s oulras no-
vidades. Travarana luta ', mocos no lugar Cacim-
bas, c um delles sabio bem ferido, porque leve bs-
tanle vonladc do envia-lo para a melhor vida un
dus laes combatenles. F'oram presos dousc so espe-
ra pelo le ceno.
No ltimos das desle mez. l para as bandas do
engenho Sorra mu rapaz de lli anuos, alirando sem
prcraiic.io cm nina gallinha que. linha fgido de sua
casa, ferio a um seu irmao menor, o qual estove bem
mal, mas que agora so ada fora de perigo. O lal
alindar por causa das duvidas cscondeu-sc bem es-
condido.
F'oi preso um Poi luguez. O delegado, suspelan-
du que elle fosse desertor, maudou quo o sargento
l.avras fosse com o p dealugar uns cavallos (o ho-
mem era empregado n'uma corheira) para que o
bicho nao so eepantasse, e o agarraaw: o que assim
sucredeu. O maganto eonfeasve que era desertor
do bricuc Douro. Sem duvida quiz passear e res-
pirar por osles lempos os ares campestres para des-
cancar das Irabalhosas redigas do empoladu Ncp-
tunu.
O nosso ncansavel delegado requislou do sub-
delegado da Becada urna diligencia para um aran l
malvado (lerror dos vivos) o qual Viviano lugar de
Sele Ranchos. Foram para o prender, nrharam o
b'.m ni Turna. Esle criminoso apenas vio os solda-
dos na sua porla, Ibes disse com mulla presenta
de espirito, apuntando para um lugar uppnslo : o
homcm a quem proruram est all. Os soldados,
conlieccndo ser elle o proprioa quem buscavam, sal-
laram-lhe em cima e o agarraram, mas o facclnor,
pudendo fazer moviiucnto com urna mo, diaparou
nina pistola que nolla linha sobre a lupa, o ferindo
gravomcnle a um dos homens na perna, os uulrus,
para quem aquella delonacfio foi scniclbanle a una
horrivel Irovoaila, o largarain : o lal bom homem,
aproveilaiido l.io propicia OCCasiaO, poz-se iinmedia-
lamoulc ao fresco o fui-so. Abiumas armas Foram
disparadas sobra elle, mas nao deram fogo: os solda-
dos |iorsso Hcaram eapanladoe, pen-ando que ti-
nliaui lualo rom algum mgico ou fciliceiro. As-
sim, meu amigo, lirn perdida esta diligencia im-
portante, romo lambem urna entra de dous nsaaaai-
no-, c ludo t.ilve/. por i .lia .le destacamento do li
nha mi pulicia : com palanos pouco so pode fazor.
Cnsla-mc que se fez segunda diligencia contra
este assassino de Sele-ltancbos. mas san cfl'cilo al-
gum, porque nao o encontraran),
F'oi preso Francisco Antonio Puntual, senhor do
engolillo Preferencia. Desde o auno passado que
exisle um mandado de captura contra esle senhor,
por causa de umdeposito, pelo cfual eslava respon-
savel .i fazenda provincial. Tendo ido o delegado
para a Escada alim dedemarear all um lerrcno, sp-
pareceu o Sr. Pontual na casa em que elle eslava.
I! delegado, achando-so proscules nesla occasio os
Srs. coronel Jos Pedro Vellos i da Silveira e o l-
enle coronel Mariauno Xavier Cnrneiro da Cunha,
c oulros nao duvidou prender pcssoaluiauto ao Pon-
lual, o qual planuda urna noite preto, nao Rottando
muilo da graca, e vendo alcm aislo que viril para a
cadeia desla cidade, Iralou do pagar o dinheiro c as-
sim ofei, pe i que iunnedil.iinenlc fui sollo. F'oram
presos um Rulio da Escada por nomo Justino Fer-
reira da Silva, um ladnlo de cavallos, e mais 6 indi-
viduos. Ignoro o motivo da prisAo deslcs ltimos.
3 de novembro.
Nesle dia abri o Sr. Dr. juiz de direito a corrri-
c.'io, de cujo resultado Ihe direi alguma cousa em
lempo opporliino. Segundo me disso o PantaleAo,
o juiz de paz F'erraz na vespera den* parte de doeiilc
somenle para upo apparecer naquelle lugar ; elle l
sabe o porque. Consta qne logo lepis licara per-
feilamente bom, o rrassumira a vara para tornar a
cnlrega-la logo quo se approximassc o dia 3 dede-
zemhro. Oraenlendain c que quer islo dizer.
Passou por aqu viudo de Pajc o Sr. Alfcrcs Ca-
pislraao, o qual. segundo me consta por via segura,
lez grande) e relevantes serviros a aquella comarca.
Se a minha voz fosse valiosa para o governo, eu a
elevara de boa volitado prol de IAo liriuso militar,
mas como nenliiimu influencia lenho, poique son um
pohrcsinho de Christo, ao menos pnsso dizer por
amor verdade que o Sr. Capislrauo sacrilicou mili-
tas vezes o seu rommodo particular ao nleresse pu-
blico, e ao scrvico do governo cuno dvc f-izcr
aquelle a quem he confiada alguma importante mis-
UO.
Chegaram nesla cidade o Rvm. Sr. visitador Pe-
dro Marinho F'alcAo, vigaro do Brejo, e sen serre-
lario o Rv. Sr. Firmino Jos de Figueircdo. No
dia 5 pela manha.i fez o visitador a sua entrada nesla
matriz, onde foi recchido com algum apparaln polos
Rvs. Srs. vigaro Santos c mais clrigos, aconipanha-
los pela irmandade do SS. SS., pelas autoridades
e mais pessoas gradas do lugar, lima banda de
msica de p me i aria enllocada na porta da groja
execiilou cm occasiAo conveniente olgumas pecas,
que nAo eslivcram ms. Depois de certas solemni-
dades milito edificantes, recilou o Sr. visitador una
boa pratiea, onde fez ver que era a sua importante
missao, e a larde abri o clirisma. Nesle dia poucas
pessoas se chrismaram.o qual me rausou alguma ad-
miracan. porque de ordinario aevparcce muila gente
em occasies soinolhanle-. Conversando a esse res-
pelo com o amigo Paulalean, disse-me elle que islo
era porque se linha propalado entro alguns umace-
leuma, que os cspanloii e que oulros ainda estavam
apromplando os fados de ver a Dos. Tomando
porm ao Sr. visitador eseu secretario, vejo que mui-
la razio leve o seu digno correspondente do Bonito
quando disse que sympalhisourom elles.o que igual-
mente me acontecen. Na realidade merecen!, e
sao dignos das sjmpalbiasdo todas as pessoas que o
libado, como dise. al a ponte, onde o coronel T-
burlino deu vivas S. F.xc. o Sr. presidente da pro-
vincia e as autoridades da Vicloria, o que ludo foi
correspondido rom calor c cnlhusiasmo pelo povn.
As duas bandas de msica de-te lugar Foram lodo
caminhe al a ponte locando, e na despedida li/.eran
ouvirohjnmo nacional.
O ,\m. Sr. presidente, depois de agradecer, c se
despedir de lodos com muila liondadc.enlrou no car-
riulio, e parti. Consta que cliegou ni capilal pela
meia nole.
Meu charo. Agora acahon o Panlaleo de me
contar que alguemaqu est fumando com o Caldi-
llo, carecreiro, por que este nio pudendo supporlar
tanta villeza que com ello faziam, fui pcssoalmoiilc
qncixar-so ao Exm. presidente, que o otivio com
paciencia, e benignidade. O Ualdino lem carradas
do razie : a nossa Illm. he que he nina endiablada.
Ah se o Sr. pre-idenle aqni mais lempo eslivesse,
havia de ronhecer de vila ( c nao por nio ouvir con-
tinuamente ) que genlinha he esta, do quem lenho
a infelicidado de soffrer eom resignaran lodos os
cunees e paladas, que me dao. E-lou com ludo
sati-l'eilissimo por esla visita. Oh que me ia cs-
querendo ja da nossa foira Quando agora disser
alguma cousa sobre ella,e as incouvenicncias,quecxis-
Icm na sua actual localidade, S. Exc. poder fazer
um exaelo juizo lal respeilo. Foi de passagem que
o Sr. presidente vio o actual paleo da foira, e o da
matriz, mas tanto bastn para elle determinar o que
fnrjuslo. Consla-me que o coronel F'erraz lem fei-
lo empenhos, ou vai empenhar-se nAo sei com quem,
para que nao se dlccluc tal mudanea. Deixe-sc disso,
coronel.
Agora he comligo, meu charoM. ; he mnegavcl
quo es a pedra mais preciosa, sabida das ricas mi-
nas du abeneoado lorrAo da l.agoa do Carro. Esle
P iraizo terrestre s saudade iuspin..... Saudade.cssa
lilha do amore da ausencia tambem produz poetas.
Por isso he que es um poeta de chapa, e rocumendas
que eu aprenda o italiano para 1er o divino Danto
e o amoroso Metaslacio; pois bem, duu-lc parlo que
j vou fazendo algum progresso na lal lingua, por
sigual que le hei de breve insudar um distico, onde
tu nao has de mclter o qucixo ; entretanto vai-le
contentando com este laoorio: Accipe Atcrcurti
pnmam. Dedalique secundan!. Eulendes o que
quero dizer-lc ? lio para saberes que masligo romo
lu, o mou pedaco de latim. Nunca mais mo hei
de esqnecer ila la concordancia, in verbo Mis,
Approveito esta occasio para lo dar um conscll.o, o
espero que o tomes. Nunca mais deves fallar em
liambs o quiris, ainda que estas preciosidades
sejain para ornar o dorso, como lu di/.es, do... a
lu.i lembraiica nAo he mii: acete ragionc, mas,
meu amigo al., um cora^ao de poeta he sempre
brando, sensivcl, amoroso, c lo, acudo um poda de
mo chela, queros agora moslrar.um coraelo deear-
niceiro ?! Nada, islo sera una vergonha para o
mundo potico, e principalmente para a encantadora
l.agoa do Carro, que produzio um genio lao taludo
c transcendental como o leu; assim, lem cuidado.
A salubridadc aqui vai sem alleracAo.
A feira de sabbado passado, de gneros alimenti-
cios estove muilo diminuta por causa do boato de
queso hia fazer grande recrulamenlo ; suppoe-se
que alguem do proposito eucasquolou isso na cabeea
dos crdulos matulos, porque muilos do cortos ho-
ras em diante ahaiidonaram appressadamonle o
logar da foira.
A farfolla deu de 250 a '360 a cuia, o feijAo a :120
e 100, o milho a ICO.
Nao pude oidora lisiar do gado, porcm sei dizer
que lem havido pouco.
O Molla Ihe manda Icmbranras.
Frapocroci ricedremo. Snude e dinheiro lhc
desoja o '' l'ietoriense.
[Carta particular.)
uesse lempo oceupando um lugar de polica; nao foi
dohaixo de proteccao desle hnmom, a quem elle ap-
pellida de rancoroso, e cstonleado, quo elles foram
salvos? E nesse lempo j nAo haviam desgnslos cn-
lre nos ? Poder a.juelle Evaristo negar esle fado?
Se aquelle Evaristo nAo fosse IAo mesqiiiuho de al-
ma e acc/ies, e eslnnleado de procedmenlo, us seri-
amos amigos, c amigos verdadeiros, puf* grandes
circiimslaneias qoo ha entre n; mas a conduela da-
quelle Olivetra c Mello Taz dsapparecer a boa f,
iiue entre mis devia lias or. Tainbcm fez publico aquelle
Sr. urna susponsao que me fui dada no lempo do ex-
presidenle Bezerrii: e he alguma aovllate e causa
algflma injuria eulre nos o ser suspendo ou demiltido
de qualquer emprego, cousa esla que oslamos vendo
lodos os das ? Todos sahem que essa suspensAo nao
foi-me dada por fados reprovados que praliquei e
quo inanrliassein minha conducta, foi somenle por
desafeicAo da parle do governo; hasta por ora.
Queliam, Srs. redactores, dar puhlicidadea eslas
'.libas com o que obrigarlo seu constante leilor,
Antonio alias Peitta.
I.ucena lOdeouluhro de 1851.
PCBLICAfAO A PEDIDO.
O re do baile.
Eu souhava um mancebo IAo lindo
Como a rosa serena de abril,
Em meus olhos sondando venturas.
Eu souhava um mancebo gentil.
Eram negros, bem negros scus olhos.
E os cabellos perfumea exalar ;
Sua paluda culis mimosa.
Leve buco lhc a vinha assombr.ir.
E o mancebo que cu lano sonhava.
L no baile encontrei-n, meu Dos !
Era-esbelto, Irajava de prelo,
E lilci os meus olhos us seus !
Mil mancebos que as salas cruzavam
Ah nAo mili.un do RE o esplendor,
Ah nem linham uns olhos lao meigus
A' fallaron meiguiecs do amor.
Mas ah quanto si lri. que de rspinhos
So enlranharam no meu coracao,
Quando via os seus labios se ahrircm
Para as nutras mostrando paixlo*
Quando vio-o na shotisl ligeira.
Na qitadrilharisonho dansar.
Junto a oulra, o ciume cm delirio
Eu senlia mou pcilo abrazar !...
E o mancebo era lindo, IAo lindo,
Dcscrev-so por cerlo nao sei ;
Eulre lanos mancebos s ello
Tao formoso do baile lui RE !
Urna Pernambucana.
AI.FANDECA.
lien lmenlo do dia I a 8 .
dem do%ia 10......
75:56.'> I l:i
12:97H(iOI
Detcarreyam hoje II denocembro.
(alera inglezaSword/iskmercadorias.
Briguo portuguezLusal.
Brigue portuguezTarujo llldiversos gneros.
IlialebrasileoA'oco Olinda inercadoriase fumo.
Importacao'.
Hielo Purahlbano, viudo do Aracaly. ctuisignado
a i .actano Cviiacn da Costa Moieira, mauifesluu o se-
guinte :
I.KI',1 m. o- de sola, 280 couros salgados, '.101
couiinhos e 17iTiolhos com dilos, IM mullios esleirs,
1 barril carne, 1 baln roupa usada, 30 caixas vellas,
37 alqueires de sal ; a ordem.
Iliale nacional Flor do llrasil, viudo da Paraluba,
consignado a Vicente Fcrreira da Cosa, mauifestou
o scgululc :
1 barril manleiga, 20 pipas abatidas, 1 porrAo da
arcos de barrica de pao ; a Vicenle Ferrcira da
Cosa.
12 pipas c 0 quailulas vinho, 20 harris azeile doce.
20 gorrafoes aniz, :C1 cailaa in.i--.i-, I sacca comi-
nhns, 1 dila ervaduce ; a Miguel Antonio Ri-
beiro.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia I a 9.....3:7l7-C(l
dem do dia 10........ 9219256
Jo3o do Reg.......... 123000
JoAo Anlonio Pereira llamos..... cWOO
Joao de Duca.......... 16000
JoAo Paulino da Cimba....... 8S0OO
<:6383887
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rcinlimcnlo do dia 1 a 9.....
dem do dia 10........
(1213191
0JIC9
70l363
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS CE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 9......5:8279i0t
dem do dia 10.........8509791
<::G783I95
CONSULADO
Rendimenlo do da I a '.)
dem do da 10 .
PROVINCIAL.
4:104*359
77U42K9
4:8S08Cil
MOVIMENTO DO PORTO.
VARIEDADE.
KEPARTigAO DA POLICA.
Parte do ilia 10 de novembro.
Illin, e Eim. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dill.renlos participaces boje recebidasnesla repar-
lirao, consla lerem sido presos : minha ordem, o
prelo Francisco, escravo docsrrivAo Jlo Fcrnainles
Chaves, rodJcnlo na cidade da Babia, d'oude fogio,
ocrullando-se bordo do vapor inglcz. Iluhiana, hnn-
lem acuri chegado ; ordem do subdelegado da fre-
guo/.ia da Kocifo, o pardo Miguel Alhanazio, escra-
vo de Joaquim Rodrigues, e o portuguez Joaquim
di Silva, sem declaradlo do motive ; a ordem do
subdelegado da freguezia de S. Antonio, o pardo
.Manuel da Cosa Francolino, para cnrroccAo.co pre-
lo Ambrolle, porsuspeilo.
Ilonlcm as 9 horas da noile manifcsloii-so um in-
cendio em urna propriedade terrea na ra da anona-
da da Penha, om quo mora o fabrica charutos Jos
Patricio de Souza varejlo, que alli he Inspector de
quarleirfle ; c cumparecemlu iiiiiiicdialaineuleo de-
legado do primeiro districlo dcsle termo, os suhlclc-
gnlos de 8. Antonio eS. Jos, inspectores de quar-
leirSo c as bombas ilo eorpo de policia c. arsenal de
guerra, eonseguio-se prumptauf ule a extinccAo do
iuecudio, sem que fosse preciso o uso das mesmas
bombas, dando motivo ele arnnlerimento o ler-sc
incendiado a estufa, cm que eslavam RCCando al-
guns charutos. Alm de algum iirejui/.o do dono da
fabrica c pouco damno ao predio, nada mais re-
sultou.
Doos guarde V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco lOdc novembrode 1854,Illm. e Exm.
Sr. ronsclheiro Jos Bento da Cunha e Figueircdo,
presidente da provincia de Pernaniliuco. O chefe
de policia, Luis Carlos de Paica Tci.i eir.
DIARIO DE PERMITO. -
O Sr. Dr. Antonio Jo Coelho, aprcscnloii hon-
lem o titulo de sua jobUaclO romo lente do una das
cadeiras da faruldade de direilo desta cidade, lugar
que exerrera por 25 anuos, c passou ao Sr. Dr. re-
dro Aulran da Malla e Alhuquerquc, a direrloria
interina que lhc compela por sor o derano da mes-
ma f.iculdade. Logo depois aprcsenlou-se o Exm.
Sr. Dr. Pedro Francisco de Paula Civalcanti, dirc-
lor ullimamenlc nomoado, e pelo Sr. ltr. Aulran
lhc fui dula a poase da direcloria, em rujo everccio
lem de entrar.
Os serviros do Sr. Dr. Collio na sua longa rarrei-
ra do magisterio, on.lo sempre se mostrou zeloso e
assidiio, foram dcvidamcnlc apreciados pelo gover-
no imperial, qne ao roncedcr-lhc a jubilaco pedi-
da, houve por bem agracia-lo com a carta do conse-
llio e honras de mousenhor da capella imperial.
Velas 0 horas ocnilio quasi Io;los os sinos d.i fri-jii-vii ilc Santo
Amonio, c rande Tui o alarma que >c tlirramou pe-
ta popalacSOa Averiguado o ra*o, roiihcreu-se que
fra lo-lo o aiviirotn motivado por ler pegado fono
urna porolo de? follias eccas de fumo, cxislcnles no
quinal de ama jola do charulelro. por detrax do
muro da l'enlta. |c verdadeiramente imptrdoavcl
a farilidade rom que, por consaa la nilgnificanlea,
encinmodam e poein em movimenlo o povo do-^la
eidade, causaiido-sc Kuslos as familias, mesmo as
horas do repouso c do silencio.
ir
comuiuuicam ; e o bom observador que pela primei-
ra vez os encontrar, vera estampadas cm seus natos
alTabidade, Ihaneza c alleneao. Sinlo de aulemao as
saudades que bao do deixar esles senhores. Sao, meu
amigo, credores de vencracao e respeilo todas as pes-
soas,que enllocadas emhoajposicao,n;V)se desvanocem
com as prestigios da loica vaidade.
No da i livcmosaqni a lionrosi visita do Exm. Sr.
consclheiro presidente da proviucii. Cliegou S. Ex.
quasi sem ser esperado asR horas do dia. Foi um
ficto uplavcl na cidade da Victoria, pois que anda
aqu nao linha viudo um presidente. S. Ex. ao en-
trar na cidade fui ucotnpinhado por urna banda de
msica, que pressa aepode reunir, al.a casa do
Sr. Dr. juiz de direilo Pirelli, onde liospedou-se.
De caniinho visilou a cadeia, e passou pela celebre
feira. Keceheu em rasa do juiz de direila as visi-
tas das preseas principaes da cidade. Si' a nossa
Illm. nao man lu 1 urnacommiaslu para comprimen-
lar ao Exm. Sr. prcsidenlc'. Tivc, meo charo, occa-
sio de nolar as maneiras urbanas com que S. Exc.
Iralou a todos. () Sr. prcsidenlc lorrespandeu em
tu to a idea, que dolle aqu fa/.iaiu oslo seu servo, e
lodos os bous cid.daos. Bsculou com summa bon-
dade as queixas de algumas pessoas. Sobi nesla
oceasi.lo de um fado, que moroco especial allcneio.
Evislc nesla cidade em grande pobreza I). Cordilla,
viuvado coronel Pedro/.o, o qual lalleceu no Rio de
Janeiro. Consta qua esle militar, estn io viva anda
sua mulbcr, easou-ae segunda vea no Rio,e quo a!ii a
sua suppnsla viuva he qucui recebe o m.io sol lo de-
pois do seu l'allccinieiilo em, quinto que a sua ver-
dadeira mulhcr anda mendigando lias ras desla
cidade. Esta pobre viuva qucxoii-se ao Evm. Sr.
prosideiilo, que dola muilo so eondoou ; S. Exc.
iinmedialamenle dclermiiioiias providencia* quo se
davina dar. Dos compaiihciros de viagem de S.
Ble, muilo sympalhisel com o Sr. Dr. engenheiro
Mamedc, o mesmo nao foi eom o lenle ajudanle
' n.lo sei se anda se chama Vello), porque esle
moco linha assim una carranca de Sullflo, c um
olhar tao f.irouehe, que me fez tremer de modo ; fe-
lizmente o lenle n.io precisa das minhas ivmpa-
Ibias.
Scnli muilo o Exm. Sr. prosidcnle nao se demorar
por aqui mais lempo. A sua visila foi rpida. No
mesmo dia pelas "> horas da larde sabio elle desla ri-
lade. acoiiip.iuli.nl 1 pelos Dr*. juiz de direilo, jui/.
municipal, c promotor, pelas pessoas mais gradas o
por grande concurso de povo. Passaudu pola ma-
triz nrlla enlroii : aeliou-a arriad i, apezar do care-
cer de algumas obras, e reparos ; d'. hi foi acampa
Srs. Redactores.Peon-llics com toda a initaneai
que se sirvam do inseriremeeo arredila lo jornal eslia
mal trucadas linhas cm resposla a aecusacao que me
faz Evaristo Sabino d'Oliveira c Mello un Araos l'a-
rahiban n." 181 de 1S de selemliro d i correnlc au-
no, argiiiudo-me calumnias, o faltando verdade
uleiramente; ludo somenle alim de afeiar a repu-
larao c bom conceilo do que go/.o a face de meus
comprovincianos. Sim, Srs. redactores, vejo-me na
dura precis'io do responder aquellas falsas expres-
sOes, que descaradamente me apona aquelle Eva-
risto, que veio ao mundo para perturbar a Iranquil-
lidade dcsle lugar, e achincaltiar os scus compro-
incianoae patricios, e lem por Mbrexa esle proce-
dimenlo, r|iie delle se jada; c comquanto au fosse
de minha iutencan nlToiidcr a aquello Evaristo, sou
ohrigado a islo; anda que a modestia mo I n. t calar
a mor parle de suas perversidades, L.atarei smenle
da malcra de que sou acensado. Sun, Srs. redac-
tores, cis o caso : FMou no exercico de subdelegado
desla freguezia de N. S. do l.ivramenlo, foi-me re
I prsenla.lo um titulo do tutora, paseado pelo Sr
juiz de orphilos a Manoel Jos de Castro Jnior, re-
movendo urna nutra tutora, que fora dada aquelle
Evaiisto : com osle documento me requeren a parle
mandado, para que com o presente docuuieulo ne-
nhuma duvida por o ex-lulor, c Ihe seren entregues
os orphaos que estavam em poder daquelle Evaristo;
assgnei um simples mandado para lhc ser aprsen-
la In; nao pof duvida na verdade aquello Sr. na
entregados orphlos; porm queixa-se agora de quom
o nao olVeinleu; e poique so na queixou do juiz que
rcmnveu a lutoria, e de Manuel do Caslru que a re-
queren, c dos Srs. quo allestaram '.' Pois queixa-se
de mim. que nesse negocio n.lo dei peonada, c so liz
oque devia fazer por ser obligado a sso em virtudc
do logar, que orcupo '? Porm nao he isso, Srs. ro-
dadores, aquello Oliveira e Mello quera que eu o
avisasse para Ihe dar lempa a esconder os orphaos, c
fazer baruthos, porque assim nao aconlecOU, diz
que a sua casa foi varejada. Oh perver-dade que
a lano le atreves! Sim, Srs.redactores, nunca pre-
sum que aquello Oliveira fosse lao lorian o queallir-
masse um faci que nio pode provar; cu cumpl cun
aquellas allrbuicoes que me silo dadas por le; e por
isso son acensado, e onde se encontrara maior per-
versidade que naquelle Sabino! O publico hem o
conheee, assim como a mim, ejulgue qual de mis
he mais rencoroso, violento, e do acees mais nies-
quiuli is; deeida-o quem bem me condece qual ser n
mais earoavel destes achaques : disso aquello Eva-
risto que eu ahusoi d i poder ; pois he abusar do
poder ociiinpiir um empreg ido com suasobrig i^Aest
(.1 io nbro por espirito de partido; quom jamis vio
reinar >am mim este vicio"! Quando s se eneonlra
esse proco limonto ncisc Oliveira e Mello'.' Este ho-
nieni faz como Jpiter ; pendurao dofcilos proprioa
para aa costas, eos llheios para diante. ICu em to-
das as pocas lenho apre-enlado um carcter sisudo,
moderado, o honesto, conservando sempre boa iu-
lelligeneia com lodos os homens. nao ob-tanlc adif-
l'erenea de opinie* : a cerlo he, Srs. redaclores, que
aquelle Evaristo quer que se Ihe guarde nina iininu-
iiidade dos oiiiliaixailoresantigns : ora nao causa riso
esto modo de pensar? Aquelle Sr. nao respaila os
seus semelhinles, c cuino quer ser respailado? To-
dos no sen modo do peusir sao pobretOes, estpidos,
pibaos, e villes; s naquella pcrsonagein exisle a
riqueza, nstrucr/io. nobreza, c illuslradlo, silo eslas
phanlasias que o bolam da ponte a bailo,
Pergunto ou, quamlo em IH12 a pielle Evaristo e
ieu mano, que hoje se ach revestido do carcter
aeerdotali auaenlou-se da capital para esla praia,
alim ib' nao seren recrula.lns. eslaudo eu lamln-m
De|iois da arle chronomelrlca chegar ao estado
de setnela evada, aprosenlava-sc ainda urna im-
meusa diiliculdadc a surmonlar, Iralava-sc de vul-
garizar os incios de cxccucao para se chegar ao pon-
to de occorrer s necessidades da marinlia militar,
e da marinha de commercio. Foi a esle fim im-
portante que se dirigiram os esforcos dos couslruc-
lures de chronomelros que suecederam a F*. Ber-
lliniid o a Pedro Leroy. Nao tratamos de descrever
a historia dos seus (raballins ; mas Irihularemcs de
passagem a hnmenagein devida a l.nz Berllioud,
sobrinho do celebre F'crnando, e seu discpulo. No
anno fi. o instituto franr.ez havia prnposio um pre-
mio ao marhinista que eoneluiase o melhor relogio
martimo. A cnmnussao enearregada de examinar
as pecas presentadas, permaneceu por muilo lem-
po em duvida sobre os dous relogios que Ihe haviam
sido olTerecidos no exame. Ambos eram perfeilos ;
ambos sugeilos as provas as mais rigorosas, admira-
vam pela sua regularidadc como haviam admirado
pela sua oxecucao.
Os commissarios pronunriaram i final qne o pre-
mio proposlo pelo Instituto devia ser dividido enlrc
os autores dos dous relogios, vislo qne depois de
seis inezes de expendidas os enconlravam de una
regularidadc lal, que ao cabo de dous mezes de na-
vegaeao, ollcreciam, em meio grao aproximada-
mente, a iongilude..... E-les dous relogios eram
de l.uiz Berllioud. Mais larde, Brugncl, l'errelcl,
Malel, Diicbemin ele. aperfeieoaram os methodos
siniplilicarain o marliiiiisino, inelhorain-o, o o pro-
src-so da me de obra, junio ao movimento geral
da industria permilliram pensar-se cm grande no
fabrico dos chronomelros. Mr. Winncrl, foi unidos
primeiros que deu um novo impulso a conslruceao
dos relogios martimos. Urna direceilo mais inlelli-
geute Ihe tomou possivcl diminuiros procos sem quo
os seus resultados vie-sem protealaf contra es-a di-
miuuiiao.
Mr. Winncrl lio v.Teclivamcnlc considerado por
esle justo lilulo como um dos mais habis conslruc-
lorcs da nossa poca. Dando os seus chronome-
lros por 1,200 francos; esle artista presin a nave-
gaeao mu verdadeiro serviro, porque miilliplicou o
uso deslcs instrumentos.
l'm corto numero de maehinislas fui caminhando
nesla estrada; procurando lular contra a concur-
rencia eatringeira pela superioridade dos seus pro-
ducios, e ni idieo preajo. Nio cessaiuus do applau-
dir eslas tentativas, au por mesquinhas connidcra-
cocs, mas porque he til aproveilur os csforc.os dos
emprchendedores.
De fado em obras de arle e induslria a Franca
n,lo pode ser tributaria de oulra qualquer nai;io.
Prestamos, he verdade a merecida juslii;a a exacl-
dAo e a regularidade dos chronomelros inglczes,
mas em pouco lempo o bbrico dos chronomelros
francezes, organisados dehaixo do bases novas, ap-
prcsenlarao aquellas pecas em lao grande quanli-
dade, que bao de deixar de carecer recorrer aos es-
Iranhns. J se lem mencionado, cnlre os couslruc-
lorcs francezes, Mr. Visierc, quo depois de haver
formado um eslabcleciinenlo cm Ai-geiilenil, foi fi-
xar-se no Havre: no centro mesmo do commercio.
Os resulladns alcancados por esle hbil artista, sao
a melhor garanta dos successos futuro-; elle for-
ucee marinha instrumentos le que se pode ap-
piociar uesccllenle armamento.
Acreditamos que Mr. Vi-ierc pode eslabolecer pe-
lo menos quarenla daquellas pecas anuualnienle c
taire* exceder esla cifra. Um liomcm de tlenlo,
cujos amigos ainda deploram a perda, Mr. Cannery,
leve idea de formar ha alguns anuas, um eslabclc-
cimenlo de relojoaria de precisan cm S. Nicolao de
Alihermont, prximo a Dioppe. Esle pequeo paiz
he porfoilamcnle eseoHlido para esle destino. Ila-
bitado por una populacao quasi loda entregue in-
leiramcnlc a factura de relogios, S. Nicolao apr-
senla, no meto da Normandia, a apparencia das
villas de Suissa. Alli cada ledo abriga urna oflicina,
cada jauella que se abre deixa ver um eslabcleci-
menlo e alravez das casas onvidracadas que guar-
necen] a grande ra principal, veeni-'e numciosos
operarios rom a lima e o marlello ni mao. O fa-
brico das pndulas de movimenlo,he a principal oc-
cupaeao desla laboriosa colonia ; mas enconlram-sc
alli igualmente obreiros habis e experimentados em
lodas as arles.
Foram cslcs,os demonios quo Mr. (iannery ten-
tn apioveitar ; dirigi se aquelle ponto, e depois
de haver ultrapasaada lodos os inconvenientes que
sempre c aprsenla em cinprczas desta nalureza,
cnlregou-se ao fabrico dos chroiioiiietros cujo an t-
menlo nada deixa a desojar ; foi nesla oceasiio que
a morlc o rouluui aos scus trabalbos. No enlrelan-
lo, o fruelo desses trabalbos, nao se perdeu inlcira-
menlc ; um artista modesto, ainda que de um mri-
to iucouleslavei. Mr. Humas, sen mitigo discpulo,
emprego actualmente lodos os esl'orgos para ronli-
nuar a obra coinecada poj Mr. Cannery. Acha-se
desde ja em circiimslaneias de fornecer ao commer-
cio e marinha mililar 10 a 50 chronomelros por an-
uo, e be natural que esle numero possa augmentar,
se assim for noces-ario. Depois que as experiencias
follas leem produzido (a-i cxcellontes resollados,
estamos ccrlos de que o nome dcsle artista lomar
o devidn lugar cnlre os constructores dos mais apre-
ciados rhroiioinelros.
Em 1817, o governo francs reuni lodns.os
constructores de laes instrumentes, para difiniliva-
inenie adoptar um modelo de cuidadores destina-
dos as observadnos a bordo. O modelo de Mr. Jacob de
S. Nicolao foi adoptado. Desde esla poca, o fabri-
co deslcs inslriimcnlos lem correspondido s necessi-
dades da marinha de eslado, c de commercio. Eslas
pocas quo podern servir de chrononiolros, por ssu
quo a sua cunslruccao he a mesma, vendem-sc por
(iUI) francos. Seria muilo para desojar, que os na-
vios mercantes se habililassem a tor.senao dous relo-
gios de longitude, polo menos um, com um conta-
dor, que, no caso de accidenta na peca principal,
a aobstituisse em nina determinada medida.
V.-se, depoisdo que acaba do di/.er-se, que a
quoslo do fabrico do clirouomolr i foi resolv.la em
Franca, de urna maneira satisfactoria. Km vez de
parausar, esta industria tero pelo contrario progre-
dido. Laucando-so uin golpe de vista sobre o passa-
do, e avallando se a maneira por que se lem cami-
nbado para chegar ao ponto em que buje esta a or-
dem chronoinolrica,lio quando se pode rcconbocor.o
andamento progressivo.
Neslas grandes ninas devo admirar-sc, ou o genio
dos inventores, ou a habilidad,- dos operarios. Na
conslruceao de um cluonomolro i rombinacao c a
cxccucao sao solidarias, e nao podo impunemente
despre/.ar-se, nem una nem nutra.
Estes admira veis instrumentos nao pediam lam-
bem chegar a lima grande cxaclid.io, sem que os
processos luduslriaes lucassem a sua perfeiflo. To-
dava, convem nao abusar do que se deve esperar
do um relogio martimo os meltiorm slo suscepli-
veis de pequeas inlerrupeoes, rujas causas tao des-
conhecidas. Em todaaaacousas, apoifoicio abso-
lula be iinposaivel ; mas quamlo se recoohecaque as
pndulas desla dbil machina fa/.eui 18 mil vilna-
e.es, pouco mais ou menos por hora, sem se deterio-
rar ; que -oll em sem allerae.ao sensivel as mais dif-
ferenles temperaturas ; que no meio das mais assus-
ladoras lempeslades, as suas agullias precuchem re-
gularmenlc as suas evoluccs, deve roconhecor-se,
que he bem merecido o nomo que Ihe ha sido dado.
Jornal do Commercio Lisboa.'
Jo.lo Jos Das.
.I-.' de Ai gao Ebra. ......
Joao da Molla e Silva......
Juao Coelho da Silva.......
JoSo Francisco Pina.......
Jos Maximino Pereira Vianna .
Jos Joaquim das Chagas.....
Jos Anlunes dos Keis......
Joaquim Canuto de Figueiiedo .
Jos Luiz de Souza Ferrcira .
Joao Itib-iro Pessoa.......
Joaquina Thereza da Foiiecca. .
Jar millo de Souza Trayjisso .
Jos Antonio Teixeira ...
Jos Lopes de Oliveira......
Joaquim Jos Cavalranli.....
Jlo Baptisla Marinho......
Joao Comes........ .
Joaquina Mauricia Wandcrley .
Joaquim do Kcgo Barros Pessoa. .
Jos de Ara ojo Pinheiro......
Joaquim Kudrigues dos Sanios Jnior.
Jos Joaquim de Barros.....
ao Hermenegildo das Candelas. .
Joaquim Candido de Sant'Anna .
Joao Bernardo Diniz......
Joao Francisco de Paula.....
Jos Anlonio da Silva......
Joao Jos de Mallos F'igucircdo
8JW00
HM0
12OH0II
IfiJOlK)
ajooo
nasooo
SaiOOO
85O00
H-3100
119000
\-2#>m
BBOO
KiSOOO
1631100
128800
128800
g|000
18000
1W000
69S1ao
76S8O
68400
85000
168000
81000
48000
wjm
88000
648000
Jos Noguera de Oliveira......68400
V'aim entrados no dia 10.
Araraly19 dias, hialc brasileiro Parahibano, de
37 toneladas, meslrcjosc Joaquim Duarle, cqui-
pagein 6. carga sal, courns e mais gneros ; a Cae-
tano Cyriaco da Cosa Morcira. Passageiro, Fran-
cisco Anlunes.
Paralubaadas, Mate brasileiro F/or do llrasil, de
28 toneladas, mostr Jo.lo Francisco Marlius, equi-
pagem 4, carga vinho, massas e nnis gneros ; a
Vicenle Ferreira da Cusa. Passageiro, Sil verio
Jos Madeira.
Cardiff34 dias, brigue brasileiro Despique de Dei-
ris, de 185 toneladas, capitn Jos Mai luis da Sil-
va, equipagem 12, carga rarvaoMe pedra ; a Ma-
noel Joaquim llamos e Silva. Seguio para o Kio
de Janeiro.
('.elle37 dias, barca franceza Juim foymond, de
180 toneladas, capitn Prat, equipagem II, carga
viuho e mais gneros; a Lasserre & Companhia.
F'icou de qii.iivntei a por 5 dia.
.Vatio sahidos no mesmo dia.
Kio Grande do NorteLancha hrasileira Feliz das
Ondas, mestre Franri-co Paulo da Bocha, carga
varios gneros. Passagciros, padre Joao Ignacio
de Souza Barros, Anlonio Francisco reas, Ma-
noel Ferreira Nobre Piliuca.
Para t porlos interine losVapor brasileiro S. .Sal'
rador, commandanle o primeiro-tcneuie Sania
Barbara. Pasager.s dcsta provincia, Francisco
Domingues da Silva Jnior, Joao da Bocha Mo-
rcira, Ciiilhcrme l.uiz de Amoiim, Jos Manoel
de F'reilas licrumenh*, Joo Coelho Bastos, Jos
da Bocha Morcira, Dr. Oclaviano Cabral Raposo
da Cmara, Alcbiades Cibral Raposo da Cunara,
D. Maria Candida llaposo da Cam ira e 2 escravos,
soldado Joao Baplist i Pereira e sua mulhcr, Jos
Florindo Torres de Alhuquerquc, Jos Mariano
da Costa, Anlonio Joo Ramos, Eduardo Jos de
Son/,i. Dr. F'ranklin O. de Souza Bogo, Jos Joa-
quim do Castro Barroca, Canuto Ildefonso Meron-
ciano, Albino Jos Cunealves, Lu/. Francisco do
Naseimonln, Joiquini .!'. I Arau: Antonio
Aunes VMra de souza, l. cairele Francisco Se-
voriano Bonicio de Carvalho, (i pracas de prot,
Theodoro Orcsles, Anlonio Jos de Araujo.
Joaquim Machado Prtela.
Jos Francisco de Souza Lelo. .
Joc Pinto Ferreira......
Jos Maria Navarros.....
Jos Podro Marques da Silva. .
Joao Ignacio Bodrigues da Costa,
Juno llenrique da Silva & C. .
Joao Comes do Pinho .
Jos Soares da Silva Pimenlel. .
Juse Mauoel Pereira Mendonca.
Jos Antonio da Cunha. .
Joaquim Jos de F'arias. .
Jos Piulo dos Sanios (Jueiroz. .
Joaquim Anlunes da Silva .
Jos .da Cosa Carvalho Cuimaracs
Jos Luiz F'erreira da Costa u .
Jos Joaquim F'ernandes .
Jos F'rancisco Calvo ....
Joo de Brilo Correa.....
Jos Maria Placido Magalhiles. .
Jos Marlins Pcdrcz.....
Joaquim Pereira Diniz ....
Joao Marlins Ferreira ....
Joaquim Jos Tavares ....
Jos Maria Concalves ....
Jos Manoel de Araujo .
Jo.e Jacinttio Carvalho
10-28400
1283000
2O600
'248000
1238IK)
-20.31100
449000
afioa
2R3S00
328IHK)
148400
168000
4881KI0
3250!K)
aaqaW)
128800
2888IKI
3-23OOO
323000
2.>3(0Q
8200
83900
68800
6-8800
188000
19,3200
288800
Jos de Souza Teixeira....... 208001)
Jos Peres Teixeira de Carvalho .... t(a000
Jos Francisco Collares....... 8)000
Joao Joaquim do Souza Abrcu e Lima. 83000
Joao Francisco da Lapa....... I2a000
Jos da Silva Ferreira....... lOoioo
Joo Montciro de Quciroz...... 88000
Jos Lourenco..........4800
Jos Luir de F'arias........ 208000
Jos Lucio .Mum/......... 108000
Joaquim Barhoza de Souza.....51600
Jos Carlos Tavares.......78040
Joao Benlo de l.age........88000
Jos Marrellino Alves..... Jjnj>JJ
Jos Neto da Silva Dias....... 168000
Joao Ignacio Correa........ 128000
Jos Esleves Moreira da Costa..... 168000
Joao Anlonio de Siqucira ...... 23OOO
ICmilinuar-te-ha.)
DECLAHAGO'ES.
EDITA8.
COMMERCIO.
PIUCA DO HEC1FE 10 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotacf.es ofjlriaes.
Couros seceos salgados do Aracalya 153 rs. por li-
bra.
II moni d* Mira* d 311 .lias8 "i ao anuo,
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumplimento da ordem do Exm. Sr. presldcnle
da provincia de 25 de ouluhro p. p.( manda fazer
publico que no dia -23 do correnlc peraute a junta
da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de arrema-
tar a quem por menos lizcr a obra dos reparos de
>.j0 bragas quadradas de cuipedranicnlo na estrada
de Pao d'Alho, (irincipiando do engenho Camnragi-
be alea pontesinha do Caiari, avallada em .V.I18.
A arrematacaosern feita 11a Forma da le provin-
cial n. 343 de 1j de mao do correnlc auno, e sob as
coudiecs cspcciacs abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalaeo
i-um|iaree,uii na sala das sessoos da mesma juula
pelo meio da, caiiipetcnlemeiKc habililadat
E para constar se man,lou aflixaro prsenle o pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de mi 1 utiro de 18H. Osccrelarso, Antonio
Ferreira da AnnunciacSo.
Clausulas especiaes para a arrematuco.
1.* As obras dos reparos de .Vil) bracas quadrada
de empcdramenlo da estrada do Pao d'Alho, far-se
hilo de rouformidade com o orc.imcnlo approvado
pela direrloria noconsclho, e aprcsonlado aappro-
vac,ao do Exm. Sr. presidente na importancia de
.:1I58000
2. O arrematante dar principia as obras no
prazo de 15 dias e devora conclu-las no de tres
mezes, ambos contados de conforinidadc rom art.
31 da Ici provincial 11. 286.
3.a A importancia desla arremalaeo ser paga
cm duas preslaciies iguaes : a primeira quando es-
tiver feita mclade das obras ; c a segunda quando
esliver concluida, que sera logo recelo la dclinili-
vamcnle sem prazo de responsaliilidadc.
4.a O arrematante cxccdcndo o prazo marcado
para conclusao das obras, pagara urna mulla de
1003 rs. por cada mez, einbora Ihe seja couredida a
prorogacao.
5." O .irrem.it mo durante a cxccucao das obras
proporcionar trnzalo ao publico e aos carros.
6.* O arrematante ser obrigad 1 a empregar na
oxecucao das obras, pelo menos niela le do pessoal
de geulc livre.
7.a Para ludo o que nfio se adiar delerminado as
presentes clausulas nem no orramenlo seguir-sc-ha
o que dispfic a rcspciloa le provincial n. -286.
Conforme. O secretario.
Antonio Ferreira WAnnuiinco.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria de fazen-
da manda fazer publico que, no dia II do correte,
ao mcio-dia, ira praca, peraute a mesma Ihesou-
raria, para sor arrematada a quem por menos lizcr,
e mclhorcs vaulagens olTcrercr, a obra do concert
da coberta de um dos rmateos da alfandcga desla
ciade, cujo plano e orcamenlo estarle patentes ties-
ta secretaria, para quem us quizer consultar.
Os pretendcnles devom comparerer no dia e hora
marcados com seus fiadores 110 lugar do coslume.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco, 8 do novembro de 1854. O olllcial-maior,
Emilio .\acier Sobreira de Mello.
Achando-se vago o oflicio do escrivao do jury
do lermo de lugazeira, manila S. Exc. o Sr. prcsi-
denlc da provincia assim o fazer publico para co-
nheciinenlo das parles interessadas, e alim de que os
prricu.lentes ao dito ollicio so habiliten no forma
do decreto 11. 817 de 30 de agosto de 1851, e apre-
sentem os scus requeriineutos ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozodctiO das, que
comeeou a correr do dia II do rorrele cm dianle,
para seguirem-se os Ira miles marcados nos arls.
12 c 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 21) de se-
lemliro de 1851.Joaquim l'iros Machado Porlella,
ollicial-niiiior servindo de secretario.
Achando-se vago o ollicio de escrivao do cri-
ine, civel e netas do termo de Ingezeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhocimeulo das parles inlfres.-adas, c
alim de que os prolcudentcs do dito oflicio, so habi-
liten) na forma do decrete n. 817 de 30 do agosto de
1851, c apresenlem os seus requeiiuicnlos ao pri-
meiro supplculc do juiz municipal do mesmo lermo,
no prazo de 60 das, que comeeou a correr do dia 11
Ufo correle em dianle, para seguirem-se os ira-
miles marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretaria do enverno de Pernambuco 2!l de selem-
liro de 1854.Joaquim Pires .Machado Porlella, olli-
cial-maior servindo de secretario.
O Illm. Sr. insiieclor da Ihesouraria provin-
cial manda fazor publico, para conheeimeuln dos
conlribuinles abaixo declarados, do imposto de 20*,
sobre o consumo da agurdenle nesle municipio
perlencenle aos oxcrcicios de ISIS a 1852, que
loiido-sc concluido a liquidaran da divida activa
desle imposto, devoni comparecer na menciona-
da llrseouraria dentro de Irinla das contados do
dia da publicaran do presente edilal, para so Ihcs
dar a inda do seu debito, alim do que o pagela
na mesa do consulado provincial, liruudo na in-
lelligencia do que lindo o dilo prazo scrilo execu-
tados.
E pan constar so man Ion publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 2 de novembro de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Julo Cypriano M. Lima......483000
Joo Frucluoso da Silva......408800
Joao Justino de Souza Frailas 4.3000
Joo Nomi Dupcarou........3208000
Joan Concalves Villa Verde ..... 328000
Joao Hellrmiiio Soares......128000
Jos Anlonio da Silva Vianna.....1608000
Joo Fiancisco de Souza......3-281100
Jos Rufino...........l.-yMiO
Jo- P dro de Faria Sobraba.....50000
J In Pe ir (ioi.calves.......ni- 11>
' Jnso Pedro i-Fai'is...... 'c-.ii'
l'or esla subdelegara se declara, qu foi ap-
prchendido a nina rnulhrr, por. suspeita de Ihe nln
perlencer, um carlo enm lilas de 18a, que andava
ella venden.o, c sondo interrogada declarou que o
havia receblo de Joao Pedro Angelo de Oliveira,
que sendo tambem interrogado, disse, qne essas filas
e oulras fazenda} linham sido compradas ao nego-
riante alinalo Timm Mousen & AVinasca por Luil
Mureira da Silva Pinto, que cunsla acbar-se preso
por falla de cumplimento de seus tratos commer-
caes '. se alguem so jnigar com direito a dilo carlo,
procure-o para Ihe ser restituido. Subdelegacia de
S. Jos do Recite 10 de novembro de 1854.Ma-
noel Ferreira Accioli, subdelegado.
Em observancia do disposlo no arl. 19 das ins-
Iruccoes de 31 de Janeiro de 1851 lem de serem ar-
rematados em hasta publica, a quem mais Mr, em
praca presidid 1 pelo Sr. Dr. juiz dos foilos da fazen-
da, depus desua prxima audiencia, os bens segra-
les, por execuoocs da mesilla fazenda nacional, con-
tra cus devedores : a casa de sobrado de um andar
c sollo-, na ra do Padre Floriano n. 7, rom 26 pal-
mos de largo e 80 de fundo, carimba, qnintal mura-
do, cm chaos foreiros por 3:0008000, penhorada a
Anlonio llypolilo deVcrrose ; a casa ierrea em cai-
Ilo, na ra imperial n. 41, com 30 palmos de largo
c 80 de fundo por 1:0008000, a Luiz Anlonio Mu-
nil; una dila na ra larga do Rosario 11. 6, com 50
palmo* de largo o 25 de fundo, em mao eslado por
8008000, a Jos Rodrigues do Passo ; urna armacio
de madeira de pinho euvidracada, e baldo por 608
rs.,a Joao da Ora ; a casa terrea, sita na ra Impe-
rial n. 71 por 5508000, a Manoel Ignacio de Olivei-
ra, por Anlonio Rabello da Silva Pereira ; mil o
quinhcnlas lelhas e algumas portas de madeira em
bom eslado, ludo por 408000, a viuva de Miguel
Francisco Comes ; una casa Ierrea, sila em Fora de
Portas n. 81 por 3508000, a irmandade de N. S. do
Bom-Parlo ; um sobrado na ra do Farol, no bairro
do Rcrifo 11. 8, em mo eslado por 8008000, a ir-
mandade de Sanliago da igreja do Pilar ; um barril
rom 20 caadas de agurdenle e urna armadlo envi-
dracada, ludo por IIJIOO, a Jos Coelho Neves :
quem pretender os bens cima declarados, compar-
is no lugar e hora do coslume. Recife 10 de novem-"'
bro de 1854.O solicitador do juizo,
Joaquim Theodoro Alces.
Tendo esla reparlijao encontrado no primeiro
de abril do corrale anuo a bordo do Irausporle na-
cional Pirapama, com destino ilha de Fernando,
seis harris de agurdenle dentro de urnas pipas, en-
volvidas em urna poroso de mel, em consequencia
do que levo de fazer a necossaria apprchensao do
lodos esles objeelos, por se adiar prohibida a-impor-
lacao do primeiro na dila ilha, vende cm leilao pu-
blico no dia i i do crreme moz pelas II hoias da
manhaa na porta do almoxarifado, em cumprimenlo
das ordens do Exm. Sr. consclheiro presidente'ra
provincia, nao s a dila poreao de niel, como dos
mencionados vasilhames, para ruja compra convida
os piolen.Icnles a compareccrcm.
Secretaria da inspec Pernambuco 10 de novembro de 1831. 10 secreta-
rio, Ale.randre Rodrigues dos Anjos.
SOCIE.iUE 0 iAMVTa KHPKEMRIA.
16. recita dra aMsignaturn.
Sabbado 11 de novembode 1854.
Depois de execular-se como he de coslume urna
ouverlura a grande orcheslra, ter cornejo o espec-
tculo seguinte :
Pela primeira vez ir a serna nesle Ihcalro a no-
va comedia original trance/ cm um aclo intitu-
lada
0 FILHO DE TRES PAS.
Iraduzida livroinenlc por L. J. Bayand.
Personagens.
Mr. deSenl-Bon.
Miini ....
Culhermc .
Matheus .
Jasmim .
Rosa ....
Berlha, v el!, i goveruaiHe.
Adores.
O Sr. Sania Rosa.
Monleiro.
Mendos.
u Piulo.
Pereira.
A Sra. I). Orsal.
i) Amalia.
A acea passa-se na rasa dcScnt-Bon.
Represenlar-se-ha o interesante drama em 3 ac-
" "rVpIIAEL 01 S MIS (ASEMOS,
1','ii i do multas pe>*oas.
IJs/riOuirti> do espe lu uto.
i." O tiranta.
2." A comedil cm 1 ael6, corn u qual liiiJar.i o t --
pcclarulo.
Principiara s S horas.
AVISOS MARTIMOS.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidatleo liiate For-
tuna, capito Pedio Valctte, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio tic Almcida (iomes & C-, na rua
(lo Trapiche n. l(i, segundo andar.
KIO I)L JANEIRO-
Pretende sabir com muila brevidade, o
vclcii'ii brigue <> Dous Amigos, |K>rtera
maior parle de sen carregamenlo protnp-
to: para o resto da carga, passageiros c
escravos a rete. trata-se com Novaes & C,
na rita do Trapiche n. 54, ou comoca-
pitao na praca do Commercio.
Para a Baha segu em poucos dias, por ler a
maior parle da farsa prompla, a bem couhecida o
veleira garopeira Licracao ; para o resto da carca,
Irala-se com sen rousisnalario Domingos Alves Ma-
theus, na rua da Cruz n. 51.
Sahc para o Ass com muila brevidade o hialc
Anglica ; quem nelle quier c.irregar ou ir de pas-
sagem, dirija-so rua da Cadeia do Recife n. 4'J,
primeiro andar.
PARA A BAHA
o liiaie .Viro olinlu. mostr C'.isui.lio Jos \ ianna :
i ir eom I'.i-so li ii ;i -.
1


. ^C-------'..-.---------
DIARIO DE PERNARButU. SBADO II DE NOVEMBRO DE 1854
l'Mi \ (i Hll) Di: JANEIRO
seguir eni poneos lias o hrigiio nacional Puritano
por ter m,ns ilc metadc da carga J.i prompla ; para o
reslo ila carga e esclavos a frelc, Irata-sc como- con-
signatarios, i na da, Cruz. u. 40, primeiro andar.
Companhia do-navegacao a vapor Luso-
Brasiieira.
Os Srs accio-
nistas destacom-
|.anilla >,"ui con-
vidados a reali-
san ni rom a
maior brovida-
de, n quinla e
iiiliiua presta-
rlo de Mas ac-
icoca, para a im-
fporlancia ser re-
' m.'lli.la a drec-
cao : dirigiudo-sc a na do Trapiche n. 26, casa de
.Manuel lluarle Kodrigues.
COMPANUIA l'ER.NAMBL'CANA DE
VAPORES.
O conselho de directo, de ronformidade rom o
ai i. 4. litulo I. dos estatuios da conipanhia, con-
vida os senhores accionistas a realisarem mais J"> por
cenlo sobre o numero do aceces que subscreveram
al o dia 15 do futuro mei de novemhro, alim de sc-
rem feilas com regilaridade para Inglaterra as rc-
messas de filudos com que lem de allender os pra-
os do pagamento do pruneiro vapor em conslriiccao,
sendo oncarregado do recebimcnlo o Sr. T. Couou,
na ra da Cruz n. 20.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
O vapor Gua-
nabina, com-
mandanle o I.1
tcneute Salo-
m, espera-se
dus porlos do
norte a 14 do
correule, e se-
guir para Ma-
cci, Babia, e
Kio de Janeiro uo dia seguidle as da >m ebegada :
o* eenliores passageiros que quizercm oblcr prefe-
rencia aos lugares que vieren) disponiveis, queiram
com antecedencia pagar as suas passagens na agen-
cia, ra do Trapiche n. 40.
Para o Porto pretende sabir com muita brevi-
dade a barca porlugueza Santa Cruz ; para carga
e passaReiros, Iratn-se com Francisco Alves da Cu-
nta & Companhia, ua ra do Vigario n. II, ou com
o capiUo A.linio Ferfeira da Silva, na praca do corn-
niercio.
PARA O MARAMIA'O-
Espera-se por estes dias do Uio de Ja-
neiro, o brigue nacional a Briznante,
por trazer auiaior parte de seu carrega-
mento : para o resto da carga e passagei-
os, trata-se com Novaes & C na roa do
Trapichen. 54.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 &A DO COIaLEGIO 1 RDB 25.
O Dr. I\ A. I.obo Moscn/o d ronaullas Itomeopathiras u> !; os dias aos pobres, desde 9 horas da
ntauhaa al o meio dia, c ein casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerecc-se igualmente para pralicar qualquer oparaefio de cirurgia, e.acudir promplainente a qual-
quer inulher que esleja mal de parlo, e cujas circumslau-ias nao permitlam paliar M medico.
NO CONSULTORIO 00 DR. F. A. LOBO BOSCIIZIL
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo dn|l>r. G. I!. Jalir, Iraduzidoem porliiguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volunies encadernados cni dous :................. 20SO00
Esta obra, a mais importante de todas as qoc Iralam da bomeopalbia, interese* a todos os mdicos que
quizerem experimentar a i'oulriua de Hahncmann, e por si proprios ee convenceren) da verdade da
mesilla : nlrressa a lodosos sejthorcs de engenho c fazeiidciros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : intfreM a lodosos capilaes de navio, que nao podem deixar urna vez ou oulra di ler precisio de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes ; e inliressa a todos os cheles de familia ene
por circiimslaucias, que ncm sempre podem ser prevenidas, sao nbrigados a preslar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do bomeop.ilha ou Irsduroao do l)r. llering, obra igualmente ulil is pessoas que so
dedicam ao estudo da bomeopalbia um" volunte grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, itc, etc.: obra indis
peusavel s pessoas que quercm dar-sc ao esludo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de linissimo cbrislal com o manual do Dr. Jalir e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, etc.......-........
Dita de 36 com os mesmo livros....................
Uila de 48 com os dilos. ,..................
Cada carteira he acompinhada de dous frascos de tinturas iudispensaveis, a escollia. .
Uila de (K) lubos com dilos......................
Dita de 144 com dilos.................... .
Eslas sao acompaiibadas de 6 vidros de Unturas i esculla.
As pessoas que em lugar de Jabr quizerem o lieriug, lerao o abalimculo de lO&OOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carleiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 89000
Ditas de 48 ditos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... IJJOOO
Vidros de meia one,a de tintura.................... 29000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
bomeopalbia, e o propriclario desle eslahclecimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem motilado possivel c
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre a venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos, e
aprompla-se qualquer eucomme'nda de medicamentos com toda a brevidade c por precos muilo eom-
modos.
8-3000
43000
409000
45s<10O
JOjOOO
609000
1005000
O abaiXO assignado protesta contra
a nclusao da firma de Franca & Irmao,
na relajo dos devedoi-ei do imposto de
20 por cento (obre o consumo de agu-
rdente que se esta' publicando ueste
Diario, por parle da fazenda provincial,
porquanto nunca renderam tal genero
para consumo, como ja' por vezes tem
provado emjuizo, e pelo (pie foram sem-
pre absolvidos do pagamento do referido
imposto.Joaquina Lucio Alonteiro da
Franca.
Antonio Jos da Silva Castro, cor-
rector de fundos pblicos na corte, roga
o todas as pessoas (pie se julguem seus
credores nesta praca, o mandarem rece-
be! seus dbitos no lugar de sua resi-
dencia.
A pessoa (pie precisar de tun caval-
lo russo, (pie ande bai\o, seja novo, ardi-
goe sem achaques, annuncie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a ra
do Queimado n. 20.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
0. da freguezia da Gloria, extrahida em
27 deoutubro dol85.
LEILOES
O agenle Viclor, faro leilao no seu ormazcm,
na da Cruz n. 25, de esplendido sortimonlo de o-
bras de marceneria novas c usadas, de diflerenlcs
qualidades, relogios de melal galvanisados para al-
ibeira, candieiros para meio de sala, lanlernas
com ps de vidro e easquiuho, um rico appirelho de
purcelana muilo fina para che, 1 caia com diversas
obras de prata, de lei, SO garrafa de encllenlo vi-
nho de caj, I porcao de charutos de superior qua-
lidade, 1 .lila de louca vidrada, t escravo de naeao,
muilo moco, e oultos miiitos ubjeclos, etc. ; ser
latnbem vendido para liquidarlo do conlas pelo
maior orejo oflerecido, o reslantc do livros do tina-
do Dr. Jos Francisco de Paiva. Na mesma occa-
siao, vemler-ie-ha por conla c risco de JosCaelano
N leirada Silva.1 mesa de amarello c I commoda de
pao d'oleo ; assim cuino lamben) por conla e rico de
Jos Alaria FernandesTIiumaz, 1 marqueza d'ama-
rello.c iliversos livros. Ir a leilao 1 jogo do pistolas
novas para aluibeira de 12 Uros : ler correule, s 10 !, horas da manlia.
Brunn Paaeger & C, l'arao leilao,
|>or intervencao do agente Oliveira, de
um bello sorthnento de azendas de uta,
linbo, seda e dealgodao, as mais proprias
do mercado, e ltimamente despachadas:
terca-l'eira H do correnlc, a's 10 bolas
da manbaa, no seu armazcm ra da
Cru/..
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reronhecido que a despeza
de escripta e colnanca do importe dos
annuncios be superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
uOiario que guando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal doLimoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acbaem grande atrazo de pagamento.
S* *88*
t DENTISTA FKANCEZ.
Paulo Gaignoui, eslabelecido na ra larsa i
do Kosario n. 36, segundo andar, colluca den- fj
jt les com gengivas arlificiaes, e dentadura com-
SJ> pela, ou parle della, com a pressao do ar. c-i
Tambem lem para vender agua denlifrice do
^ Dr. Pierre, c po para denles. Kna larga do j!}
SJ Kosario n. :iii seuuudo andar. ag
ai t tt m 3, @@ a a
O padre Vicente l'errer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-sc a.ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen les ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimcnto de todas as pessoas .que
se quizerem utilisar de seu prestuno,
protestando salisfazer a' e\pectacao pu-
blica anda a cusa dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do balero de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
G e 8.
Novos li\rosdc honicopalhia uiefrancez, obras
todas de suiima itnporlaucia :
llahueniaiin, tratado das molestias
lililes..........
Teste, trole-lias dos meninos.....
llering. homeopalhia domeslira.....
Jalir, phaimacopa hoiiieopalhica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jalir, molestias nervosas........
Jalir, molestias da pelle.......
Itapou, historia da houieopalliia, 2\oluni.s
ilarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A
chronicas4-*o-
. 205000
. fiSOOO
. 78000
. 65000
. 16>O0
. -. 65OOO
89000
165OOO
105000
K5OOO
"5000
li-Oisi
45000
IO5OOO
Sao convidados todos os senho-
res ofliciaes da guarda nacional,
[ara tomarem parte na instal-
acto de urna sociedade de re-
creio mensal, sobre cpie se tem de
solver boje ff de novetnbro, as 4
botas da tarde, no salao do Hotel
Francisco, sendo que se espera o
compaiecimento da digna corpo-
acao, nab s para dar o seu voto
sobre a mesma installacao, como
para votarem em membios pie
dirijam a sociedade.
Precisa-sede urna ama para o servi-
*o de urna casa: na ra Augusta n. 8G.
Anda frgido o escravo Luiz, perlencenle ao a-
bauo assignado, desde o dia 16 de oulubro.e annun-
ciado no Diado ns. 18, 19 c 20, com os signaes se-
gninles: Angola, cor fula, de idade de 25 anuos
pouco mais ou menos, principiando a cnerossnr a
barba, e demonstra ser muilo bardado, bonita figu-
ra, eorpolenlo, pernas grossas, sobre os dedos das
maos lem berrugas, que ainda desvanecidas, todava
mostram os signaes, pelas cosas lem alguns signaos
de chicle, muilo noucospor seren antigos c quamlo
moleque, he canhoto de um dos bracos, lem urna
marca lalvez de fogo, do que nao me record, he
muilo condecido no Afogadu por ler sido all quasi
creado no stlto da Caniboa da Piranga em companhia
do seu senhor abaixo assiguado ; levou roupa do seu
uso e o cobertou sendo urna rrde lirados os puuhus;
altura, uariz e bocea regular, cosluma dizer que he
cnoulo e forro : quem o pcg.r, leve-o a ra do
'.i.ieiiiiaihi n. 6, primeiro andar, que ser bem re-
compensado.Joaguim Jos de Lima
Precisa-sede urna ama forra ou cscrava para o
servio das compras e corintia de urna 'familia de 3
pessoas : na ra da Conceic.io 11. 9, na Boa-Vista ;
paga-sebem.
Furlaram honleni, 9 do correnlc, pelas 3 horas
da larde, do bolso de um ca gueiro do engenho Caia-
ra, umrelogio do prala dourado, palcnlc inglez de
n. 86555 : roga-se pota a quem for offerecido, ou
que dalle saiba, o favor do dirigir-so ra da Cruz
do lenle n. 7, primeiro andar, que geucrusainenle
se recompensar.
Allencao.
Precisa-se de um prelo captivo, que entenda bem
de cozniha, para cozinlieir, para o que di se bom
ordenado : ua ra Direila 11. 76.
Prccisa-se alugar urna prela, para andar com
urna enanca equesaib.i lavar e cn^umiuar : na ra
da Cruz n. 6.
Aluga-sc a casa terrea na ra Imperial, com
bstanle commodos, quintal e cacimba : quem a
pretender, dirija-sc a ra do Livramcnlo n. 20.
Roga-so a pessoa quo Ihe fallar um escravo de
noine Ricardo, de uajilo Angula, o qual fugio, c an-
da ncsla praca procurando senhor, de dirigir-so ra
Direila o. 3, quedando os lignaM cerlos Ihe ser en-
tregue.
Desappareceu no dia 7 do correule um prelo de
nomc Joaquim, idade Manos, ponen mais ou me-
nos, de nac,ao : levou calca e camisa de algodao ris-
eado, chapeo de palha ordinario, mas inda novo ;
julga-sc qua anda mesnio na cidade ou perlo : quem
o capturar leve-o ra do Amorim n. 33.
Jos Juaqutm Persirados Sautos avisa aos cre-
dores do casal de sen finado pai Joaquim Jos Pcrei-
ra de Sanl Anua, que elle esl proceden lo ao inven-
tario dos bens do casal ilo dito seu pai, e que por
issojusliliquem suas divids pelo jnizo de orphaos,
escruao Mailnis Pcreira, e que nao justificando nao
serao alteudidos na parlilha.
Aluga-sc mensalmenle um prelo 011 molcqua
para scrvi(o que nao dependo de forjas c ncm de
peso ; na ra da Cadcia de Sanio Antonio, cocheira
de carros 11. 5.
Precisa-se alugar un sobrado do um andar,
011 urna casa terrea com quintal, cojo preco mensal
nao exceda do 205000 al 255000, em qualquer das
ritas Nova, do Sol, das Flores, da Concordia, das
1 nncheiras, do Rosario, do (jueimado, das Cruzcs,
da Cadeta, do Collegio etc. ; quem tiver, dirija-sc
ra das Flores n.37, primeiro andar, que se faz qual-
quer negocio.
D-se dinhoiro a juros sobre penhores de ouro
ou prala, em pequeas quanas: ua ra dos Guara-
rapes n. 26, se dir quem d.
A Tesle, materia medica lumieopalhica. .
De Favolle. doulrina medica homenpalhica
Clnica de Slaonelt........
Casling, verdade da homcopalhi. .
Diccionario de Njsien.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a dcscripcao
de todas as parles do corpo humano ." 309000
veden-M lodosetts livros no consultorio hoincopa-
Ihico do Dr. I.obo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
Alttga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muila praliea de&se ollieio. Na ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.mu en Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
1 inha jlo I.immenla tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. t, ha muito superior potassa da Rus*
sia e americana, ccal virgein, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpio Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. G e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na ra de S. Francisco, dirija-se a
esta U pogriphia a negocio que Ihe diz
respeito.
O Sr. Jos' Xorberlo Casado Lima,
queira apparecer na livraria 11. G e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
PARA ACABAR.
Na ra Nova n. 8, loja,
ha ainda um reslo de aunis de ouro de 14 quilates,
que por se querer acabar, vcndein-sc pelo diminuto
prer;o de IJS500 cada um.
Quem precisar de nina ama de leite
muito boa, dirija-tea ra do Rosario lar-
ga sobrado 11 2G, primeiro andar.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 2V de
novetnbro.
O thesonreiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente lotera
nos lugares segbales: ra Nova n. 4,
praca da Independencia, 11. i, ra do
Queimado, loja do Sr. Moracs, ra doLi-
viamento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15, na thesouraria das
loteras.Pernainbuco 2 de novembro de
18i.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bil teles:
Inteiros. 83OOO
Meios. i.sOOO
Prccisa-se de SOOfrJOO rs. a juros, sobre Itvpn-
Ihcca de duas cscravs : quem os quizer dar annun-
cie para ser procurado.
Aluga-sc ale o primeiro de sotembro urna boa
casa com quintal bem plantado na Capunga, onde
faz qualro cantos: quem a pretender dirija-sc ao Sr.
ScbasliAo Jos d Silva Pena no mc-ino lugar, ou
a ra da Cruz, armazcm n. 15.
wtatBBBammsaEsaa zm^mv
i AO PUBLICO. I
No armazcm de fazendas bara- B
tas, ra do Collegio n. 2, fci
vende-se um completo tortimento 6
de fazendas, finas e grossas, ])or K
presos mais ha i.\ os do queemou- x?
tra qualquer parte, tanto em por- 3
eflet, como a retalho, afliancando- |
se aos compradores um s preco m
para lodos : este estabelecimeno |j
ahrio-se de combinarao com a m
maior parte das casas coiniiicrciacs. Ej
inglczas, francezas, allcmaas c suis- ^c
sas, para vender fazendas mais em
conla doque se tem vendido, epor
isto ollcreccndo elle maiores van-
lagcns doque oulro qualquer ; o
proprielai 10 deste importante es-
tabelecimeno convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rita do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadcia, vendetn-se loalhas de pauno de linbo, lisas
c adamascadas para rosto, dilas adamascadas para
mesa, guardauapos adamascados, por presos com-
modos.
No holel ahillos e jantares para fra men-alenle, c tambem
lem comidas e pcltscos a loda hora, ludo por preco
muilo razoavel.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao c
aceio : uo largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
lotera da matriz da boa-vista.
Anda a roda 110 dia 24 do correte imprete-
rivelmente
Aos 8:0005000, 4:0005000, 1:0005000.
Na casa da Fortuna, alerro da Boa-Vista n. 72 A,
vcndcni-se os mui acreditados bilhetes, tneios e cau-
telas do caulelisla Salusliano de Aquino Ferrca ;
os bilhetes e cautelas desle caulelisla nao solTrein o
descont de 8", do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilheles a 95000 recebe por inleiro 8:0005000
Meios a 45500 dem 4:0005000
. (juarlos a 2-5300 dem 2:0005000
Oilavos a 19300 dem 1:0005000
Decimos a 15100 idem 8OO5OOO
Vigsimos 5000 idem 4OO5OOO
1 O Dr. Caroliuo Franciseu de lama Santos j^
^ mudan -c para a ra das Cruzes 11. 18, Io an- ^
vv dar, onde continua no ejercicio de sua pro- S
x lis ra de novo ao publico oflrecer seu presinti ^
M como medico parleiro, c habilitado a certas &
5 npeaces, sobreludo das vas ouriuarias, JS5
^ por se ler t ellas dado com especialidade em *^j
1 lie u'.nler signed a brilislt subjerl bens respecl-
fully lo the british and olhcr furcigu merchauls of
Pernamhuco thal he has upen very resperlahle an
11111 al rita da Aurora 11. 58 for accominodalion of
cnplaiiis and patsengers wherelo be liad breakfasls
deiinersaud suppersand a tefreslimenls al anv hotir
as also has superior wines and spirils afes and por-
ten ropa of all sorls all of Ihe besl qualely for
modrale prices.I. Alendes.
Precisa-se de nina ama que saiba cozinhar e
entornillar : no largo do Terco 11. 44.
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes em um
folhelo de 30 paginas, grande in 8.", com o seu re-
trato e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaelissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azcvcdo com espantoso tlenlo natural. Vnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na nraca da
Independencia, as boliras dos senhores BnrUiolo-
meu e Pinto, ra do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribciro praca da Boa Vtsla, do Sr. Bravo
ra da Madre de l)cos, e no armazem doSr. Manoel
dos Santos Fontes ra do Collegio 11. 25. Pceo 15.
Precisa-te de um cosiuheiro para um engenho
perlo da praca : a fallar na ra das Flores 11. 37,
priaieiro andar.
Do sitio da campia ra Casa-Forte, onde esl
residindo o abaixo assignado, fugiram 011 foram fur-
lados para amanhecer no dia 5 do concille mez, 6
bois, que vicram para o consumo, com o ferro a
einilacan de urna meia lita : roga-se encarecidamen-
le a quem souber onde eslejam os referidos bois
de avisar ao mencionado abaixo assignado.
Joiio Paulo Ferreira.
LM PRODIGIO DO METIIODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o illu-tre lilleralo, a paginas XI da sua 3.
ediccao, que o seu inethodo cura a gaguez ; com
clleilo, o seguinte caso he mais una inaravilha em
favor do Sr. Caslilho. Eucarregou-nie o Kvm. Sr.
padre Lemos do eusinar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a miulia nieslo, ftti-lhe
gritando as regras e mais prercitos do melhodo,
quando oh! prodigio, no fim de 15 dias o menino
ctilraa pronunciar todo o alphabelojaola as ajilabas,
cauta as regras e evecuta as marchas sillahicas com
loda a perfeicao Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. U director da escola de
leilura repentina estimara muilo que lodos os illus-
ircs redactores dos jornaet desla cidade fossem das 7
as 9 da noite, horas em que eslarao mais desoecupa-
dos, lestemunhar ocularmente a excellencia desle
melhodo. As litoes de noile para os homens S8000
mensacs ; de dia para os meninos 3>000. O director
d livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarello.
Prccisa-se de urna ama forra, preferindo-se ler
sido cscrava, para cosinhars almoco c juntar para
tres pessoas solteiras, podendo a mesma ir dormir em
sua casa : a tratar na ra da Cruz 11. 31, em casa de
l.uiz Freir de Andrade.
Precisa-se alugar unta prela ou prelo escravos,
para fazer algumas compras na ra o servir em ra-
sa : na uta do Collegio u. 8 primeiro an-
dar.
Precisa-so de um criado pequeo,fon o ou rap-
livo, para servir a um hoiiicw s : na rita do Ouei-
tnado loja 11. 21.
Aluga-se urna casa terrea na povoa^Ao do Mon-
leiro, coma frente para a groja do S. Panlalc-o,
muilo limpa, Iresca, conf'commodos para familia re-
gular, leudo una porla e duas janellas na frente: a
tratar com Antonio Jos Uodrigucs de Soasa Jnior,
na mesma povoacao, 011 na ra do Collegio 11. 21, se-
gundo andar.
'GABINETE PORTUGUEZ DE LEITURA.
Por ordem da directora couvoca-sc o conselho de-
liberativo para se reunir domingo, 12 d-> coi rente,s
11 horas do dia.
Quem annunciou querer 500000 rs. soh livpo-
lliera em duas escravas. dirija-se a ra do l.ivramen-
lo botica do Sr. Chagas.
OOerece-sc um caixeiroporlugucz para qualquer
arriunaeao : quem precisar, dirija-se a rita da I'raia
n. 64.
A pessoa que pedio emprestada ao abaixo as-
signado a obra doJudea Errantedo Sr. E. Sue,
em francs, edicau de Pars era 10 vols, cm 8.", le-
ulia a hondada de Ih'a restituir.
Dr. Joaquim de .quino Ponieca.
Precisa-se de200.5000 sobro hvuolhcca de um
escravo ; quem tiver annuncie.
Aluga-se nina loja com armaeao para lalienta,
no paleo da Sania Cruz : quem pretender, dirija-se
a toa das Cruzes n. 9, sobrado.
Quem precisar de um pequeo de I'1 anuos,
chegado agota do Porto, para raixeiro de loja, ou
mesmo para taberna, dirija-sc ra da Cruz, arma-
zem 11.15.
Aluga-sc urna escolenlo casa de campo na
Capiiuga, a maraera do Rio Capibaribe: a tratar no
aterro da Boa-Vista, casa n. 1.
Afora-scum terreno na ra do Jasmim, em di-
receilo aos Coelhos : a pessoa que quizer aforar o
mencionado lerreao, dirija-se ao palacio da Soleda-
dc, a fallar com o padre Cnslodio 1". de M.
A pessoa que no Diario do dia 9 do correule
diz precisar do 200:000 sobre hvpothera de nina cs-
crava, dirija-se ao beceo du Peixe Frito 11. I, la-
bema.
Quem livcr para alugar alguma casa terrea em
alguma das ras da llua-Visla, annuncie para ser
procurado.
Joao Pires Soarcs embarra para o Itio de Ja-
neiro 2 escravas, crioulas, de itoiuc Faustino e Fran-
cisca.
De accordo com o arl. 41 do estatuto da com-
panhia de Seguros Blarilituos Ulilidade Publica, os
directores convidan) ossennbres accionistas a compa-
reccrem 110 dia 15 do correnlc, noesciiptorio da rita
da Cadcia n. 42, ao meio dia. Kecife 9 de novem-
bro de 1854.Os directores, Maoel Joaquim lla-
mos e Silva, l.ui: Antonio l eir.
Aluga-se um armazem proprio para rccolhcr
qnalqucr objecto da alfandega, no becco do Burgos:
arralar na ra do Vigario 11.15.
1
1
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I
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N. H58.........20:000J
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2337 ,
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1857
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495
5153
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5954
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2807 ,
3355 .
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4790
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279, 514, 509,
1200,
2521,
2975
5942
4570
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1:000$
400$
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1065 ,
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1427 ,
1049 ,
18V5 ,
2148 ,
2515
2770
3205 ,
5508
5917
4705
5072
550J
5775 ,
5975
477 ,
09t ,
859 ,
1070 ,
1559 ,
1501 ,
1741 ,
1940 ,
2529 ,
2558 ,
2901 ,
5540 ,
5579 ,
4508 ,
4846 ,
5337,
5555
5855 ,
100 de.
1800 de.
100$
40$
20$
Vende-se tstrume le gado a 500 rs. acarroca.
indo buscarse no sitio do fallecido Guilhermo Pa-
tricio, defrotile da estrada nova, que vai dos Afoga-
dos para o iteinedio.
Vcnilem-se chapeos de soda de diversas cores,
ricamente guarnecidos de llores e bien de hiende,
chegados ltimamente de l'aris a 159 c 17^000 ; fi-
nissitnos lencos de cainhraia de liulio bordados para
mao de senhoia a 85OOO ; chales de casemira de pu-
ra laa lisas e lavrados a 65000 o 69500 cada um ;
chales de lilel 011 ton.al, brancos bordados de cores e
malisadns a 105000 rada um ; cortes de la muilo
fina, de llores coloridas, rom 15 covados cada um a
4-2000; peca de madapoln milito fino, com 12 jar-
das a 25-500 ; romeiras de fil de seda branca, lin-
gindo blonde a 35OOO ; cambraia franceza de cores
lixas, com uuarnic/ics a 400 rs. vara ; duzia de loa-
lhas de liuho para maos a 85OOO : na ra do Crespo,
loja amarella n. i.
Vende-se urna porrAn do pciinas de ema muito
bonitas que dao rxeellenlcineiile bonitos penachos :
na B'>a-Vstn, ra da ConceicAo 11. 4.
-Vende-se, para ser embarcado para fra da pro-
vincia, um prelo erioulodc 23 anuos de idade, mui-
lo sacho e bom canoeiro, que cozniha o rnmmum de
urna casa, ou Irora-se por oulro que coziuhe bem :
a tratar un aterro da Boa Vista n. 45.
Vende-se urna rotula bem fcila e quasi nova :
na ra do Queimado loja n. 21.
No Manguind, silio adiaule ao do Sr.-cirur-
giao Teixeira, vende-se um etcellcule cavallo roda-
do para caoriolet : pira tratar, em dias de semana,
no Kecife, rita do Amorim 11. 50, ou nos domingos
no mesnio sitio.
Vendem-se caixcs e barricas vasias ; na ra
do Calinga, botica de Mu eir & Fragoso.
J9JS*8*:@8!SJ|$S@@
Luvas de Jovin a 2$000.
W l.uvas de Jovin verdadeiras, chegadas ulli- J
9 mmenle de Parii a 25OOO cada par, brancas
W c de cores, para senhora e homem : na ra #
9 do Crespo, loja amarella n. 4. 9
Vende-se um carrro de 4 ll
rodas e 4 assentos, novo e
moderno ; vendem-se lam- J&t
bem boas parclhas de ravallos para o dito e para ca-
briolis, por preeo commodo : na ra Nova, cochei-
ra de Adolpltc Bourgeois.
CEMEMO UWm.
\ ende-sc cemento romano chcuado rcccntcmcnle
ilc Ilamhurgo, em barricas de 12 arrobas, c as maio-
res que ha no mercado : na ra da Cruz uo Kecife,
armazem u. 13.
PARA PAGENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
rommodo prcc,o : na praca da Independencia n.
21 a 30.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
011 catacumbas: na ra do Amorim ar-
mazem 11. 41, de Francisco Gucdes de
Ai aujo.
Parraba de mandioca.
Vende-so a bordo do hrigue Couccieo, entrado
de Santa Calharitia, e Tundeado na Yoltado Forte du
Mallo, a maisnova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porgues: a tratar no escriplorio de M
noel Alves Guerra Jnior: na ra do Trapic;
n.14.
FARIMIA DE MANDIOCA
cm saccasde 2 c meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por preco commodo:
Irala-sc 110 escriplorio de Machado & Pinheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar, ou na ra do
Amorim n. 5S, armazcm des mesmos.
CERA EM VELAS
chegadas ltimamente de Lisboa, com lodos os sor-
limenlos a vonladc. dos compradores, e por prego
mais barato do que em oulra qualquer parle : Irala-
ra cora Machado & l'inheiro, na ra do Vigario n.
19, segundo andar.
Moinhos de vento
eombombasdcrepuxopara regar luirlas c baita,
decapito, na fiimlicaii de I). W. BoYtman: na ra
do llr 11111 ns. 6, 8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS TARA
CALCAS E PALITO'S.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 c lj>000; dito mcsclado a
19400 ; corles de fustn branco a 41)0 rs. ; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 r. o cuvado ; corles de cassa chita a
25000 c 29200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho dn porta para rosto a I4HO00 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 105000 ; guardauapos tambero alco-
xoados a 35600 : na ra do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
perianto, vendem-se roherlores de algodao com pel-
lo como os do laa a 15400; dilos sem pello a 19200;
dilos de tpele a I200 : na la do Crespo n. 6.
Vende-se um excellcule carnudo de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlo
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes cxamina-lo, e tratar do ajuste
com o ruesmo sendor cima, ou na ra da Cruz do
Recife 11. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber & C,, ra da
Cruz 11. 4.
-Vende-se em casa de Rabe Sclimet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obtas de brilhantcs
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de dillerentes tamaitos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo a 39000 e 39500 a peca :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadcia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na na do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se diales de
teda a 8$000, 12$000, 14$000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 1 1x000
rs chales pretosde laa muito grandes a
.I.SOO rs., chales de algodao e seda a
1*280 rs.
2000 premios.
Sabio ncsla provincia a sorlc de 20:000$
110 meio bilbete 11. 4438, duas sorles de
1:000$ nos lis. 3150 e 5784, e muitos 011-
trot premios de 400.;, 200$ 100$.
Temos e\posto a' venda os bilhetes da
20. lotera de Nictheroy, que corren na
casa da cmara municipal no dia sexta-
l'eira ."> do crtente, as listas vein pelo va-
por nacional ate 18 do crtente e os pre-
mios serao pagos na lorma costumada,
logo (pie se lizer a destribuicao das listas-
Casa de afericao, no paleo do Terco n. 10.
O aferidor adaix assignado faz ver as possoas in-
teressadas, que o Sr. A. da S. (iiisiuao Jnior de
compclenlc para issigoar 0^ bilheles.
/raucifco Jase dos Santo.'.
-7 Prcvine-se a quem convier, que no caso de ser
chamado pelo Sr. Antonio Flix Pereira, morador
em Sanio Amaro de Jaboalao, para Irabalhar 110 seu
holel, acatilele-sc, de, por cobrar seus ordenados ou
salarios, ser maltratado pelo iiic-mu senhor, com pa-
lavras c oulros insultos, como aconleceu com una
pessoa, que ha pouco acahuii de ser victima desetne-
Ihanle tratatneulo da parle daquelle senhor, por oc-
casio de ler-sc retirado de seu holel onde trabalha-
va, e cobrar-lhc seus salarios vencidos.
. O CHAVO.
Sabio o 11. 12 do Croco, e acha-sc venda na loja
do Sr. Boaventura ; assim como os ns. 1,7, 0, 11c
12, que foram ha pouco reimpressos. Por descuido
sabio ua poesiaMinha estrellapublicada uaquel-
le 11. 12, unta epigrapltc de C. A. de S, que par-
tencia a urna oulra intituladaMcu amor 1awim
como deixou de sadir a decifrac,Ao do Logoyripho
publicado no numero anlecdeule, que he llosalia.
iS5.ri3:3S3B*#eas
I J. JANE, DENTISTA, I
t-f contina a residir na ra Nova n. 10, primei- @
ro andar. f
4MMfc.*5ss?8
Deseja-se fallar com o Sr. Jos Joaquim Go-
mes da Silva, nalural de Portugal, para receber urna
eucoiiimenda de sua familia; ou se alguma pessoa
souber dar informacos do mesnio, se Ihe licara mui-
lo ubrigado : ua ra do Rosario da Boa- Vista n. 41.
Precisa-se de um escravo para o tarrico de um
silio prximo a esta cidade : quem quizer alugar
mensalmente, dirija-se ra estreiU do Rosario
u. 7.
DE PALHA ABEKTOS.
Vendem-se superiores chapos de palha abertos
para homens por preeo commodo : na praca da In-
dependencia n. 24 a 30.
Vende-se no armazem de James Halliday,
na ruada Cruz n. 2, o seguinte:
Selhns inglesa chegados agora.
Silhoes para montara
Cabccadas decouro.
Estribos de ac e metal.
Lanternas para carro e cabriolet.
Eixos de patente para carros.
Vende-se urna r mobilia de Jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
marinore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25; taberna.
Na livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as nielhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
a*staet>ssc !
Deposito de panno de algodao da ?*
g fabrica de todos, os santos na f
t; Babia.
Vende-se ele bem coohecidn panno, pro- S
prio para saceos e roupa de escravos ; no es- 0
.':; rriploiio de Novaes & Companhia, na ra do #
Sf Trapiche n. 34. a
sses9ca
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. 55, ha para vender 5 exced-
ientes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Em casa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
3 Sorti ment variado de ferragens.
Amarras de ferro de o iptartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
mjKxemaaaWKiWm
apiche
COMPKAS.
Compra-sc urna casa lenca com quintal, no
bairro da Boa-Vista : quem livor, dirija-sc ra
delraz da matriz da Boa-Vista 11. 54.
Compra-sc um escravo pardo 011 prelo, ainda
mojo, que seja bolieiro. c cum preferencia se lam-
ben fr sapaleiro, sem vicios e molestias, o que se
venda por alguma oulra ciiciiiustaucia : quem o li-
vcr, dirija-sc a qualquer hora do dia a ra da Sole-
dade, logo ao sadir para o Manguind, uo sitio dos 4
lees, que adiar com quem tratar.
Compra-sc urna preta de houila figura, e com
saude pcrfeila, que saida cozindar c cngonimar : ua
ra do Cadug, loja dcourives de Scrapltim & Ir-
mao.
Compra-sc prata brasileira e despalillla ; na
ra da Cadeia do Recife u. 54, loja.
Compram-se patacOesdrasilciros e Itespanlics:
na ra do Trapiche armazem n. 38, do Sr. Uiguel
Carueiro.
Compra-se em segunda mao um jogo de diccio-
uaiiosde svnouymos: quem livcr para vender, di-
rija-se ra Aova 11.32, loja doSr. Boaventura Jo-
s de Castro Azevcdo.
VENDAS.
Vende-se urna negra crioula, com um bonito
molequiuho de 3 annos; na ra da Praia 11. 4.
RA 1)0 CRESPO N. 12. 9
9 Vende-se nesta luja superior damasco de @
g> seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo, Jf
iS por preco razoavel.
S;i;;;saS:aS8i3K;:;;;
\endc-sel mulata com habilidades, 1 mulali-
nho com (i para 7 anuos, 1 dilo de 7 para 8, 1 criou-
linda de (> para 7, dotiia figura, 1 cscrava de na(ao
coziuheira e lavadeira, cun boa lisura, e 1 negro de
tun-ao : na ra da Senzala Vellia 11. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
Para lulo.
Vende-se cassa prela com piulas c limes brancas,
fazenda superior, pelo btalo pceo de SOavara;
na loja de 1 perlas d.i rita do Queimado n. 10.
Sedal baratas.
Vcudcm-se corles de vestida de seda de cores, gos-
tos modernos c muilo boa f commodo : na loja de 4 portas da ra do Queimado
u. 10.
Vendem-se quarlolas para aguada ou para Hal-
le, muilo boas :\ quem as pretender, dirija-se ao
becco da Litigela, armazem n. S, que Ido dir quem
voude.
Vcnde-se farinha cm sacias, prapria para fa-
brica, por preco commodo : sendo cm porcao se tara
alguma dilTerenca na roa da Praia n. 32*.
bichas de llamburgo.
No ulico deposito ele hiedas, na ra estreita do
Rosario n. ||, de .Manuel do llego Soarcs, vende-
Be a pnrees e a retallio ; c alagara se por menos do
que em nutra qualquer parle ; islo por 1er muila
quanlidadc de bichas.
Farinha de mandioca.
\ ende-so a mais superior farinha de mandioca, em
sacras Brandes de cinco quartas; na Iravessa da Ma-
dre de Dos, armazcm 11. 3 a 5, de Antonio Luiz de
Ulivcira Azevedo.
Feijao novo mulatinho.
Cliegou urna porcao de feijao mulatinho' muitu no-
vo, ese vende por barato preco ; ua Iravessa da Ma-
dre de Dos n. 3 a 5.
FAMA
No alerro da Boa-\ isla, defronle da bonera n. 8,
chcgqti tillimnnicule um completo sorlimcnto de lo-
dos os gneros de moldados dos ltimamente ede-
itados, e vende-se por preeo muilo razoavel :
manleiga iueleza a -ISO, 72)," 800 o 880 ; dita
franceza a 610 ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presumo .1 480 ; ch hvsson a IS600, IjjOO,
25500 c 2-5800 ; dilo do Uio a I36OO ; velas de
espermacele a 880, !)60 e 15120 a libra ; raixas de
cslrellinlia muilo superior a 55000; pa*sas, lisos,
amellas, desembarcadas ltimamente,-ludo de supe-
rior qualidades.
Em Pora de Pollas, roa do Pilar 11. 50 ven-
de-se urna linda crioula de 48 anuos, muito propria
para casa de familia, enlcnde de cozinda, costura
cltaa e mais arranjos de urna casa.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Jo3o Moreira Lopes, vende-se corles de
brim tic hubo de padres os mais lindos que lem
appareeido no mercado a 25 ; dito de meia case-
mira a 2-5 ; panno prelo lino a 25500 39 c 45 ; di-
los de cores muilo linas a 4.5 o covado ; cortes de ca-
semira muilo finas a55coulras muilas fazendas do
ultimo goslo por menos preco do que em oulra qual-
quer parle.
Hua do Crespo n. 9,
Loja de Joao Moreira Lopes vcnde-se chila fran-
ceza de cores lixas a 220 rs. o covado ; cassa fran-
ceza de modernos padioes a 360 rs. a vara ; cortes
de gaze de seda para vestido de Senhora por menos
prec.o do que em oulra qualquer parte.
No armazem de Kctdel Piulo & Conlpanhia, na
ra da Cruz n. 63. junto ao Corpo Sanio, vendem-
se vidros de bocea larga do 1 a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
g e cevadinha em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem soffredo mal da pregui^a, quadros de va-
rios lamanhos para eslampas e retratos, machinas
para copiar de carias e seus prrlences, farinhas e va-
rios legumes para sopa frauceza. vidros de varios
lamanhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
lamanhos, lavatorios pirtaleis com lodos os seos per-
lenccs.
Veade-M um selim cm bom uso, com cabezada
e bride, por preeo commodo : na ra da Conceirao
n. 32.
Vende-se sal do Ass, a bordo do hiale Ang-
lica ; a tratar na rita da Cadcia dn Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Vcnde-se um oralorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens : na ra de S.Cecilia 11. 14.
Vende-se chocolate francez, do me-
lhor ipie tem appareeido no mercado e
por preco commodo : 11a ra da Cruzn.
(i, primeiro audar.
Vende-se viulio Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. 2G,
primeiro andar-
Vendem-te espingardas i'iancezas de
dous canos, para cacti, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-te pelo tempo da
festa : na ra da Cruz n. 20, primeiro
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vendc-sc casemira preta e de cor para palitos por
ser muito leve a 256UO o covado, panno azul a 35 c
I9O0O, dilo prelo a 35. 35500, 45, 55 e 55500, corles
de casemira de goslos modernos a 69OO, selim pre-
lo de Maraio a 39900 e 45000 o corado : na ra do
Crespo n. 6.
BOM E BARATO.
Panno prelo e de lodas as cores, de prcc,o de 3 a
35500 rs. o covado, fazenda que cm oulra qualquer
liarle he de 55OOO rs., vende-so bardo por terse
comprado grande porcao : na ra do Queimado 11.
20, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
Por 3005000.
Na rita das Flores n. 37, primeiro andar, veude-se
urna Ivpographia nova, prompta a Irabalhar, cum
lodosos seus pertences, prelo,-l\pos ele.
Arroz de casca.
Vende-M superior arroz de casca ; na Iravessa da
Madre de Dos n. 3 a 5. i_
Vende-ce a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, rinda no brigue
portuguez Tarujo III, chegadono dia
.") do correnlc : na praca do Corpo Santo
11. 11.
Vende-se um braca de batanea e pesos para
armazem de carne: na na da i'raia, armazem
38.
Vende-se sola mullo boa cpcllcs de cabra, em
pequeas e grandes porroes : na ra da Cadcia do
Kecife 11 49, primeiro andar.
ATTENCAO\
Na ra Nova n. 21, loja de !'. J. Germano, ha um
cmplelo sortimcnlo de relogios de cima de mesa e
le parede, que se venden [icios seguidles precos,
aliaiicando-so o reuiilaiiicnlo: relogies americanos
para cima de meta 12-^KK), ditos dilos redondos, pro-
prios para navios, por andar cm lodas p0S(0M a
145IIOO, ditos hamburgueses para parede de 4, 5, 8
e IO5IKX). ditos Irancezes de quadro e de olho de
boi, de dtfferenles precos ; assim como na mesma
loja existe um rico sortimeulo de relogios de ouro c
esmaltado! para senhora, chegados iillimamcule; as-
sim como existe para vender um chronomclro de
marinlia, de um dos moldures autores e dotn regula-
dor, e oulros mais chronoinclros para algibeira, c
dill'erenles relogios de ouro c prala de diversas qua-
lidades, cujos precos se faro palcnlc aos frcgiiezcs.
TOURO.
Vcnde-se um lindo touro de raja, muilo novo ; no
silio do Duboitrq, na Capunga.
Indiana de algodao e seda de quadros a
801) rs. o covado.
Chegon pi lo ultimo navio de Franca urna fazenda
inlcirnmenlc nova, de alsodao c seda de quadros,
com o lindo nomc Indiana, que pelu seu br i I lio pa-
rece seda, pelo barato preco de 800 rsj o covado ;
dao-sc as amostras com penhores : na ra do Quei-
mado, loja n. 40.
Vende-se a loja de calcado, com poneos fun-
dos : a tratar na ra do I.ivramenlo u. 39.
Deposito de viudo de cham- (0f
tagne Chateau-Ay, primeiraqua- fj|
idade, de propriedade do condi **
de Mareuil, ra da Cruz do Re- a*
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
* se a 56J000 rs. cada caixa, acha- A
l se nicamente em casa de L. Ia- j
i comte Feron & Companhia. N. B.
^ Ascaixas sao marcadas a fogo
>$) Conde de Mareuil e os rtulos
fy das garrafas sao azues.
*mmmmm -m- asa
AOS SENHORES DE ENGENHO.
(allantare- e-curo- muilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de laa, a I-loo : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 25400, 25800, 35,
3-5500, 48UO, 59300, 65OO rs. o covado.dilo azul,
25. 25800, 45. 6, 75, o covado ; dilo verde, 2>S00,
39500, 49, 5 rs. o covado ; dito cor do pinhao a
45500 o covado ; corles de casemira prela franceza e
elstica, i 75500 c 85500 rs. ; ditos rom pequeo
defcilo.ii 65500 ; dilos inglezenfeslado a 5JO00 ; dilos
de cr a 45, 59500 65 rs.; merino prelo a 15, 19400
o covado.
Agamia o Edwln tata,
Na roa de Apollo o. 6, armazem de Me. Calmon-
Companhia, acha-sc constantemente bous sorli-
meulos de taixas de ferro cnado e balido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetras lodas de ferro pa-
ra auiniaes, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com Torea de
4 ravallos, cocos, passadeiras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos prcro que os de
codre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
ldas de flandres ; ludo por barato precij.
Vcnde-se excellente laboado de pitido, recn-
tenteme chegado da America: na rui de Apol'o,
Irapicltc do Ferreira, a enlender-se com o adminis-
trador do mesnio.
Cassas trancezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
goslo. s 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recntenteme da America.
Potassa.
No antigo deposito da rita da Cadeia VeVia, es-
criplorio 11. 12, vendc-sc muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a procos ba-
ratos que he para fechar conlas.
epoiito da fabrioa de Todos os Santas na Bahia
Vcnde-se, em casa de N. O. Bieber ftC, na ra
da Cruz n. 4, algndad trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por preco commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabclecimento contina a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vinho do Ilheno, de qualidades es-
peciaos, em caixas de urna duzia,charutos
de Ilavana verdadeiros : ra do Trapi-
che 11. o.
Na ra da Cadeia do ReciTen. 60, vendem-se os
seguidles vinhos, os mais superiores que lem vindo a
este mercado.
Porto,
llucellas,
Xercz cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
cm caivinlias de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muito em cotila.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.'
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, recenlemente chegada.
Vende-se urna halanca romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazsm n.4.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
ty'OO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
Attenrao ao barato, na ra do Quei-
mailo, loja n. 57.
liquidatario deste estabelecimeno deseja aca-
bar por estes dias rom todas as miudezas que arre-
malou, e por vende por lodo o preco ; e convida aos
amantes do barato para que nao pircn a occasio
desla pochincha, que se Ihe afiatica nao se enjeilar
dinheiro ; a ellas, anlcs que se arabem.
Sedas achamalotadas a 700 rs. o covado.
Vendem-se sedas achamalotadas de cores e preta
a 700 rs. o covado ; cassas francezas linas de cores a
400 rs. a vara ; riscados escocezes muilo finos a 300
rs. o covado ; lencos de seda de cores a 800 rs. : na
ra do Queimado, loja n. 40.
MELPOMENE.
Vcnde-se melpomene de laa, gosto cs-
cossez, padrocs novos, vindos pelo ultimo
vapor, pelo preco de 480 rs. o covado:
na ra do Crespo n. 2".
VINHO 1)0 l'ORTO SUPERIOR FEITORIA
em caixasdc 1 ou 2 duzias de garrafas : vcnde-se no
armazem de Barroca & Cislro, na rita da Cadeia do
Recife n. 4.
REI.OtilOS INGLE7.ES DE PATENTE.
Continan) a vender-se por preca commodo ; uo
armazem de Ratroca & Castro, na ra da Laileia do
Recife 11. 4.
Venden) so mullo bem feilas caitas do prala
para carias de hachare!, ahrindo-se as mesma*
quaesquer ledras e gravuras com loda a perfeicao c
piceos commodos: ua ra do Cadug loja de "ouri-
ves n. 11, de Scrafini <*v li ii.au.
Vende-se o verdadeira rape de Paulo Cordei-
ro cm '. libra, recenlemcnlc rhegado do Rio de Ja-
neiro ; na loja de ferragens, na ra do Queimado
n. 13.
Vendem-se calejos com navalhas de cabo bran-
co, lesouras muilo superiores, lano de costura como
de dardeiros : na loja do ferragens, na ra do Qiici-
mado 11. 13.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Hussia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregueses.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edicao do livrnho denominado
Devolo Uirislao.mais correcto e arresrenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
Redes acolcboadas,
brancas c de cores de um s panno, moilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ra do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu 110 dia 7 do crranle mez de no-
vembm urna preija de nome Hara Cajueiro, de na-
rao Calabar, de Idade 50 e lanos annos, baixa do
corpo, meia rorcunda, magra e moilo soja por ser
coziuheira ; levou vestido de riscadinho azul muilo
sujo, he muilo falladeira, pinta do cabello, lem os
luaco- e pernas meio foveiros. e a bocea franzida de
Ira/.er cachimbo: roga-se a lodos os capilar,, de cam-
po e autoridades policiaes, principalmente dos arra-
baldrs desla cidade e de Olinda onde ella sempre
anda, a apprchendam e conduzaro-na ao largo da
Trompo, sobrado n. 1, que lem taberna por bailo,
que gratificar generosamente.
Desappareceu da casa de seu senhor, no dia 7
do correule, urna negra crioula, d_e nome Custodia,
ile idade 30 annos, pouco mais ou menos, com ossig-
uae' seguinles : eslalnra alia, secca do corpo,' eom
urna marca no roloe oulra no queixo, e cara cheia
de espiuhas ; levou comsigo loda a sua roupa : ro-
sa-e. porlaulo, a quem a apprehender, leva-la ra
do Vigario, becco do Noronha n. 1, primeiro andar,
que sera recompensado.
Desappareceu no dia 3 do correle, da Capun-
ga, ra das l'ernambucanas, do silio de Manoel Jos
de Azevcdo Santos, a cscrava crioula, Dclphiua,
idade pouco mais 011 menos 40 annos, com falla de
denles na frente, baixa, a perna direila com grande
inxacao. com um dedo alejado na man direila : ro-
ga-se a qualquer pessoa que a encontrar faca o favor
leva-la Capunga em dilo silio, que ser bem recom-
pensada ; assim como protcsla-se contra qualquer
pessoa que a acoutar.
Desappareceu do engenho Consliluinle, silo na
freguezia da Escuda, na noile de -9 para 30 do mez
de oulubro de 1854, um pardo de nome Pedro, que
eslava Irabalhando alugado no dilo engenho, com os
signaes seguinles : cor ciara, seceo e eslalnra me-
diana, cabellos crespos, sem barba, a pelle do rosto
spera por rauta de espiuhas, toca bem viola ; levou
cm sua companhia urna mulata rscrava, de nome
Benedicta, com os signaes seguinles ; estatura baixa
e grossa, cabellos ca&eados, brames grossos, rosto lar-
go, bocea pequea, com lodos os denles limado e
bem alvos, com pannos prelos pelo rosto, idade 21
anuos; levou vestido cor de rosa c oulro de chila
azul, e he canhola : roga-se as autoridades e capilaes
de campo de os apprehenderem e os levar ao engenho
cima, ou nesta praca, ,no largo do I.ivramenlo n.
0, que serao bem recompensados.
1009000 de gratificaran.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo rrioulo, amulatado, de nome Antonio, que re-
presenta ter 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Carri Novo, d'onde-veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e intilular-se
forro ; foi preso em lins do auno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
medido para a cadeia desla cidade a urdem do Illm.
Sr. ilc-cmb .reador cliefe de polica com ofileiode2de
Janeiro de 1852 se verilicou ser e-cravo, e o seu legi-
timo sendor foi Antonio Jos de Sanl'Anna, morador
no engenho Cail, da comarca de Sanio Anlao, do
poder de quem desappareceu, e sendo oulra vex cap-
turad e rodilludo a cadeia desla cidade cm 9 de
agosto, foi ahi embargado por evccucSo de Jos Dias
da Silva GuimarAes, e ltimamente arrematado em
piara publica do joizo da segunda vara dota cidade
no dia 30 do mesmo iner pelo abaixo assignado. Os
signaes sao os seguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e earapinlu-
do, ror amulatada, olhos escoros, nariz grande e
grosso, beico grossos, o semblante fecliado, bem bar-
bado, com lodos os denles na freule : roga se, por-
laulo, as autoridades policiaes, capilaes de campo e
pessoas particulares, o favor de u apprehenderem e
mandarem nesla pra$a do Rerife, na roa larga do
Rosario 11. 14, que receberflo a gratificarlo cima de
I00SO00 ; assim como protesto contra quem o livcr
em seu poder oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
Desappareceu no dia 7 do correnle Joaquina
de n.icJO, parece ler 40 annos, cor fula, cabellos
bem pegados ao casco, rom carne sobre os odos, na-
riz ctalo, rom falla de algnns denles, peitos peque-
os e iinirrho., tem algumas ciralrizes de reino as
cosas, lem urna queimadura em um braco, ps al-
goma cousa cuchados, estatua baixa, cheia do cor-
po, nadegas empinadas; levou vestido de chila pre-
la, panno da Cosa emais roupa que senao sabe da
que usar, co.tuina a andar suja, lem sido oecupa-
da em servido de cozinha e he bem ladina, quando
foje cosluma a andar pelos arrabaldcs desla praca:
rogase as antoridades policiaes ou a qualqoer pes-
soa a apprchendam e levem-na ao seu senhor, Do-
mingos da Silva Campos, na ra das Cruzes u. 40.
Fugio no dia 1. do correse om escravo de
nome Malhens, de idade 40 annos pouco mais ou
menos cornos signaes seguimos, eslalura e corpo
regular, naca Cacange, cor bstanle prela, olhos
bttgalhados, tem um calombo 110 peito sabido para
lora, pouca barba, sabio sem chapeo, em mangas de
camisa, e he cozinheiro : quemo pegar leve-o a
ra d'urora n. 62que sera bem recompensado.
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Cear, fugio de
seu senhor Diogo Gomes Prenle, em dias de marco
do correnle anuo, um escravo mualo de nome Del-
miro, o qual lem os signaes seguinles : idade 22 an-'
.nos pouco mais ou menos, eslalura baixa, clieio do
corpo, cabellos crespos arruirados, olhos grandes,
sobraticelhas fechadas, nariz giosso, e um Unloar-
rebilado, bocea regular, fallam-lhe dous denles na
frej le, pouca barba, rosta redondo, poucos cabellos
nusfeilo, pos grandes, tem urna pequea cicatriz
110 uariz, em um lado da cabera lem urna grande
brecha, que o cabello cobre, e varias ricatrizes as
costas. Consta com certeza que esle escravo anda
nesla prara, aoudc lem sido visto por oulros que o
cnnheccm, e mesmo porque fugio de Sobral, e foi a
fazenda Soledade, cita nos suburbios da cidade da
Fortaleza, e pedio ao Sr. Mm lindo de Ilorgespara o
comprar, de cuja fazenda tornou a fugir, lendo elle
dito a um escravo do mesmo Sr., que quera v ir
para esta cidade. Quem do mesmo escravo souber^
ou livcr noticia, dtrija-ss ra do Queimado loja
de ferragens n. 14, que o abaixo assignado tem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
te sen Irabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos 1009000.
Anda anda fgido desde o dia 12 d agosto de
1853 o prelo do abaixo assignado,, por nome Arge-
11111 o. o qual escravo o ahaivo assignado comprou
ao Illm. Sr. caplito J0S0 Mara de Almcida Feij,
e esle cultor o comprou ao Illm. Sr. coronel l'aula-
Icao, da villa de i'csqucira, e este escravo se loma
muilo couhecido pelos signaes sesninles : ao lado
esquerds da clices lem una calva de tamaito de
dous violen-, falta de um denle na frente, muilo
prelo, muilo rcgrisla, anda sempre turnando c lam-
ben! Imita tabaco, he de altura regular, idade 24
auno, pouco mais ou menos, rrioulo ; consta ler
ndalo pelos engenhos do Cabo al Scrinhaem e Es-
cadA : portadlo, quem o pegar, leve-o ao ahaivo as-
siaaado, na ra da Praia n. 76, que d 1009000 ; ou
mesmo sendo que algnm scnlu r de engenho o lenha
em seu engenho em lily/o de Turro, Iludido por ella
tfdilo Argmiro, e o queira comprar, latpbemse faz
todo o negocio.Anjteto Antonio Ferreira.
: TY. DE M. K. DE FAMA. 1854-




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