Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01211


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Full Text
ANNO XXX. N. 258.
Por 3 meras adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
------ IIIBIII--------
SEXTA FEIRA 10 DE NOVEMBRO DE 1854.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.



*

i
'-
4
-
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCAIUIEGADOS DA Sl'BSOP-IPVAO'.
Rerife,^ proprietario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, oSr.JooPereiraMartins; Rahia, o Sr. F.
Duprad; Macei.oSr. Joaquim Bernardo de Men.-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativ -
dada; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Arara-
lyoSr. AnloniodeLemosBraga;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranluio, o Sr Joaquim
M. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 28 d. por 19000
Pars, 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 103 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Ac-joes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
" da companhia de seguros ao par.
Disconto de lellras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6400 velhas.
de 69400 noTas.
de 4>000. .
Prala.Patacoesbrasileiros .
Pesos columnaros. .
mexicanos......
29000
169000
16Q00
9000
1940
I9i0
118 60
PARTIDA DOS CORD.EIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOuricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as qnintas-feiras.
PREAMAD DE HOJE.
Primeira as 8 horas e 30 minutos da manilla. '
Segunda as 8 horas e < i minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-fciras,
Relacao, teras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e soxtas-foiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.' vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2." vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIEMEKIDES.
Novbr. 4 Luacheia s 6 horas, 43. minutse
48 segundos da larde.
12 Quarto minguante as 7 hora?, 40
minutos e 48 segundos da larnc.
' 20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manbaa,
37 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS DA SEMANA.
C fegunda. S. Severo b. m. ;S. Atliico.
7 Terca. S. Florencio b. ; S. Prosdecimo.
8 Quaria. S- Nicostralo m. ; S. C.orinno ra.
9 Quinta. Ss. Urcissimo c Agripino bb.
10 Sexta. S. Andr Avellino f. ; S. Nimpba.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Marinhob. S. Verano
12 Domingo. 23.* Patrocinio da SS. Virgem
Mi de Dos ; S. Martinho p. m.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPEHIO
Decrete 1,4*5 ee 2 de eetaere de 185*.
Innora o contrato celebrado pelo gneerno com a
companhia de nategacHo commercio 4o Ama-
zonal.
Tomando cni consideracao o que me represento!! o
barAo do Mau pedinde nov.icn do "contrato cele-
brado pelo governo com a companhia Navegado c
Cnmmerdo .lo Amazonas : Hei por bem, em virtude
da anlorisarAo concedida na sesanda parte do art. I
do decreto n. 726 de 3 de otitubro de 185.1, innovar
o referido contrato, segundo as condicei que com
este baixam, as-junadas por luir Tedreira do Couto
r'crraz, do mea consol lio, ministro e secretario de es-
tado dos negocios do imperio, que a--iino tenha en-
'indido e faca execular.
Palada do Rio de Janeiro, em 2 de oulnbro de
18 M, trigeslmo-lerceiro da independencia c do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
/.mi; Pedreira do Coulo Ferra:.
Termo de nocacBo do contrato celebrado pelo gocer-
no imperial com a companhia Saccgacao e Com-
mercio'do Amazonas.
I.* A companhia renuncia ao privilegio exclusivo
que Ihc fui concedido pelo decreto n. 1,037 de 30 de
acost de 1852 para a navegacAo a vapor do rio Ama-
zonas, e a quacsqiier oulra- vanlagensouturgadas pe-
lo momo decreto que nao eslejan declaradas no pr-
senle contrato.
Obriga-se a dila companhia a navegar o rio Ama-
zonas c os seus alfluenles, ennsideraudo entre elles o
Tocantins, por barcos de vapor nas lindas abaixo re-
ferida*, tocando em cada urna derlas nos portos que
frem designados nos reglamenos da companhia, de
accordo com os presidentes das provincias do I'ar e
do Amazona*, e snjeitinde-se nesta parle as altera-
rnos qae forem aconselhadas pelo bem publico, com-
binado com o interesas razoaveis da empreza.
l. A primeira liaba que a companhia se obriga a
navegar partir da cidade da Belm na provincia do
I'ar at a cidade da Barra na embocadura do Rio
Negro.
0 vapores que ella empregar tiesta linlia deveni
ter (6 passageiros e 200 toneladas de carga alm do
combaslivel necessario para a viagem.
TcraU a marcha regular de 12 milhas por hora,
salvo contrariedades pliv sicas da forra das correales
do rio, "ii oulras de semelhanle naliirea, e devcrSo
fazer daas viagens por mez, a cometer de dia de
Janeiro de 1855, desde quanJo comccarAo a preva-
lecer as estipularles desle contrato, continuando a
vigorar al enlo o contrato anterior.
O governo pagar i companhia de subvengo por
viagem redonda no servir, dosta liaba a amalla de
12:00te-> por esparo de 18 anuos, rantados da dala
cima declarada, licando entendida que se a compa-
nhia augmentar a numero das viagens nAo poder..
por ellas exigir subvencAo.
3 A secunda ludia principiar la cidade da Bar-
ra dn llio Negro ale a povoacAo de Nauta, da Rep-
blica do Per. Ncsla India fara a companhia ai
viagens designadas no accordo com o governo do
Per e tendo-ss j pausado o primeiro anno, e de-
vendo lindar o segundo no 1. de selemhro do anno
de 1855, dessa data em diante realisar a companhia
seis viageus redondas em cada anno.
Pelo srrviro desta linha reccher a rompanhia a
subvengo que der o governo do Per, cujo paga-
mento eomtudo o governo imperial garante, reali-
sandp-o pela mesma forma estabelccida na condirao
antecedente, nao sendo nnnra menor de 10:000* por
anno repartido pelo numero de viagens.
?. Se o serviro desta segunda linha livor de con-
tinuar, o que o governo dever declarar ale o fim de
1856, a companhia ser obrigada pelas mesmas con-
diroes a fazer nma viagem cada mez.
5." A lerccira linha partir da cidade de Bclcm, e
seguindo pelo rio Tocantins, chegar.i at a villa de
BaiAo locando na cidade deCimel, onde o vapor se
demorar, tanlo na ida como na volta, 6 horas pelo
menos.
Os vapores desta linha farSo duai viazens por mez
durante os primeiros cinco anuos, e qnatro nos cinco
scguinles, licando obrigada a companhia a fazer com
que baja ao menos urna viagem mensal -em subven-
rAo alguma depois que se lindar o segnndo prazo, o
durante o resto do lempo marcado na condirao se-
gunda.
Os vapores da mesma linha, alm de commodos
para passageiros, devem ter capacidade para carga
igual dos vapores Maraj e /lio Segro, e nunca
menor do que a oeeessaria para carga de 70 tone-
ladas.
\ RE1HBLKA DAS MILHERES.C*)
COMEDIA Xtt CINCO HORAS
Par i;nriRDii ni vnn.
PERSONAENS.
O DiinritM> Kbio.
O crio Kl-iUir de...
n rcvrrcmlo pdrv t'.ilUi.
J-.Ii.inii. fpMrila de moinho.
A i-iim 'i %U**.
Il.i-i'l.i -ni CJm.iri-(j.
Carila Kars^ull.
A iundcM-1 I't'-il lln.r.j. |ht un
A l.r.M.-i.i \\ ilir-rninj 4t 0\"a-
bcrg.
A niar.-i lu Margrid de lUri-
ton.
A nMwn f'fraldirw df Hor-
b-a*.
A oni')a Tci-la di* Arnau.
Sophia dr W.Uro,!,-.
Ih.lh.-im.
fcati
-".
o i tnrt HOni.
sordo vlfsinho r o reverendo.
O Hleitor Fallax.
Continuard.
halla.t: Vossa alteza le os ]..rnaes francezes.
O flrilor: Ah! meu padre, o lempo de seus
principios felizmente j pateon, epara obedecer-llm
logieamenle, vossa reverencia chegaria a tentar.... a
pagar o fogo dosol, volatisar os ros, supprimir o ar,
envenenar a Ierra!... ThIo o principio, cujas eonse-
quencias cbcgain ao absurdo, he fal*o. A luz, meu
padre, he sua eterna iniuiiga: ora um principio ver-
daduiro i tem inimigos temporae-. Vinss rol.rein
a luz. porque a luz eniste, e se ella existe, seus raios
ilevcm eslender-se sempre. Dizem que nao. As-
nim negam a Dos, cm cujo nomo ha* ale agora rei-
nado as Irrvas, e coiiileinnain o ueuio divino, cujo
noiue rouhara.n. A luz he a s.ilm.loria, d i qual te-
abo una ni > (iimii.i parle no asanla e.n que lliy
fallo. Uapouco eu eslava sorprrz.. pelas suas'p.da-
vras, e nAo ahia re'ponder-lhe ; mas agora m pos-
ado, c ejo claramente. Impc li o sol de nascer a.na-
nliaa!... {Parando muid < angula do' dout cami-
nlfi-. Mas o rumor que fazeni nes-c principado he
iu-..|.orlavel '. Que psdein elle lazer....
Fallax: Elles divertem-te, senhor! Os princi-
pa los bem como os liome.is, loinain o prazor onde o
enconlrain !... Vossa alteza acba prazer em zonibar
de anana razan rom raciocinios de menino.
O Bltilor (anda parado;: Ora >.'. fa/.cino; repe
lir as mesmas cousas desde -iu passeainos aqu; aca-
so nao pexdt a pariencia, meu padre, por vr-se .'lin-
da to lonze de sru alvo**
halla.! : Nao ; porque bel de rhegar a elle
O 'lr/ior(c..lliliuaiido a pa-seUi, fiz ha pun-
co u.na lonja wasein, sorprend piT t0,|a parte os
preparativo* fornii.laveb- de nina obra que me pare-
ce cliamarTitans. O vcllh) oiitinriiie curopro pa-
recH ni' ser o c-l.dleiro onde \a constroir-se un
inundo novo. Vi, ouvi e pensei muilo nesta Viagem,
da qual vollei inleirameulc inalado, l'ois vou di-
zer-lhe o que enlrc ludo .mis me impreaiiaaea. I'oi
urna plir.ise que pesquei no meio de um ocano de
tolices... Ol! essi epecie de rudirao o far< s.rrir...
I'n.a plirase que pesquei no meio de um ocano de
ti.lir.-s. pe-.pi'i a em um dialio.... e ei-la: Sejam
quaes forem suas armas, os padceme* .la huinani-
dade ala ai dcporAo mais. [Oepoisile um brere ti-
(*; Vid o Otario n. 25".
O governo imperial as te Miaja urna snbvencAo at o prazo de 10 annos
pela seguinle forma:
Nos primeiros 3 anuos de 1:0009 por viagem re-
donda.
Nos ltimos 5 de 500l> tambern por viagem re-
donda.
li. i A qnarla linha partir da cidade da Barra pelo
Rio Negro e terminar em Santa Isabel.
Nesta liirha haver urna viagem por mez durante
os primeiros 5 annos, e duas dorante os 5 seguinle*,
pagando o governo a sulivencflo de 5:00090011 por
viagem redonda durante o primeiro prazo, e a de
2:500- no segundo. Meando obrigada a rompanhia a
azer com que baja ao menos urna viagem mensal
sem suhvenrAo alguma depois que lindar o segundo
prazo e durante o resto do lempo marcado na con-
digno segunda.
Esles vapores lerito commodos para pasageiros c
capacidade para a mesma quanlidade da carga ;70
toneladas) que os la terceira linha.
O governo podera determinar que os vapores des-
ta linha furam algumas viagens da cidade da Barra
at quatquer ponto do Rio Branco ; comanlo que a
eitenAo a pe.correr pelo vapor nao seja maior que
a da Barra a Santa Isabel ; Orando, porm, enten-
dido, que por este faci nAo lera a companhia dirci-
lo alguna a maior subsidio, mas smenle a compen-
sarlo das viagens feitas ot o Kio Branco, com a
diminuirn no numero deoutras tantas a Sania Isa-
bel.
O governo lera o direito de mandar examinar os
vapores alim de verificar se prcenchem as CaaJHtBea
estipuladas.
7.a (.loando, cm consequencia de sinislros ou de
inconveniente de forra maior, os vapores nAo com-
pletaren! viagem redonda, o governo pagar smente
aquanlia correspondente distancia navegada, cal-
culada pelo numero de milhas era relarAo >o prern da
viagem redonda.
8. Os vapores da companhia serio nacionalisados
biasileiros, seja qnal for o lugar da :ma construcrAo,
e isenla a acquisifao delles de qnaesquer direitos de
transferencia de propriedade ou matricula. Obser-
var-se-lra a respeito do suas Iripnlaeiies o roes-
mo que se pratira com as das e.nbarcacocs nacio-
naes.
9." Se a rompanhiadciiar de realisar o numero
c-liptil.-ido de viagens, e nos periodos designados,
salva a disposirAo do arl. 7, nAo so perder a quan-
lia corresponden le s viagens que de menos lizer,
mas tambern incorrer na mulla que Ihc ser im-
posta pelo governo, e cobrada administrativamente,
de 1:000*9 a 1:0009 por cada falla, e na pena do per-
da de subvengo se a navegado for interrompida
por mais de 6 mezes. .
10. Os vapores da rompanhia transporlnrAo gra-
tuitamente as malas do correin c I correspondencia
ollirial. Os rcspeclivus commandanles serio obri-
cado* a recebe-las c enlrega-las as estar.'s com-
petentes, dando os cimvenientes recibos e exigiu-
do-ns por sua pnrtc das agencia-ou pessoas por es-
la- devidamentc anlori II." Ser laml.em gratuito o transporte cm cada
va**em dos ditos vapores :
1. At o numero deqlialro passageiros do Esta-
do, mas sem comedorias.
2. Ate o numero de 10 pracas de pret, recrotas
ou colonos, tambern sem comedorias.
3. De qnaesquer somraas de dinlieiro pertencen-
les aos cofres pblicos.
! De urna carga por conta do governo, nio es-
re leudo a duas toneladas.
Quando os passageiros, tanto de urna como de ou-
Ira classe cima referidas, frem cm numero supe-
rior ao que tica estipulado, serAo suas passagens pa-
gas com o abalimenlo da qnarta parle do preco or-
dinario, segundo a qualidade dos rnesmos patMgei-
ros. E bem asim por Indo quanto for por ordem
do governo comliizido pagar este 10 0|0 menos do
que o prreo cslipulado para os particulares.
12." Em caso de transporte, por parle do governo,
de plvora ou de qnaesquer outros gneros sojeitos
a eiplosAo, este poderi ser rralisado em barcos pro-
prio, rebocados pelos vapores da companhia, pa-
gando o governo por este serviro o frele que for
convencionado, comanlo porm que a lola^Ao da-
quelles barcos nAo exreda de .50 toneladas.
1.1." A companhia organisara c submettera ap-
provaro do governo, at o dia 1 de dezemhro do
correte anuo, urna tabella definitiva dos precos das
passagens e fele- das cargas que por conta dos par-
ticulares houver de transportar nos seds vapores,
nao ll.e sendo licito altera-la para mais sem previa
antorisarAo do mesmo governo.
II.* SAo concedidos gratuitamente companhia
lencio.J Mea reverendo, seos padecen!es da liu.ua-
nidade eslau agora ctu pe, una de suas armas vos
matar.
Fallar: A mira, pude ser.
OHIeUor: Bem sabe qae fallo de sua Ua.
Fallaa-: Talvez nos convelida parecer morrer.
O Hleilor: Pela minha parle, meu padre, sou
daquelles que crecm qne ao paiz do futuro Dos da-
r um povo dilTcrente do do paiz do passado. Tenho
urna f de menino puro, fall..... eu que sou grande
amigo da mesa, da cata e do amor, fallo como vosse
deveria fallar! E se livor a vida lunga, as-i-1 i re sem
sorprrza ao comero do transbordamenlo das ideas
que sulimergir a sua, a qual, meu reverendo, be de
ha mnilo lempo a negarao das ideas.
Fallar: Vosaa alteza me far a honra de con-
vidar-me para a prxima ceremonia de sua abdica-
rao?.... Oh nao convidar i um pobre como cu...
iicm a ningnem... f.lmt/o* dito alguna pauso em si-
lencio. O Hleilor norri mui alegremente. Fallar
tem menos beicus do qun minen.) l'ois bem, senhor,
supposto que vossa alten entrevea o fuluro prova-
vel, supposto que sua f d menino puro (enha ra-
ila, todava a victoria dos... dos padecentes ainda
est longo! Vossa alteza so apresar a abandonar
seti imperio aos vencedores!... Faca ao menos que
sen reino seja protegido, que seja al ao fim um ver-
dadero reino, c depois de vossa alteza...
OHIeUor: Depois de mim vose dir a mesma
conta ao mni successor. e be assim que vive desde
muilo lempo subsliliiiu.lo seus brarns aos bracos de
Baa*M Mirnos, e pardeado M imperiosa forca de sal-
va-Ios!... Decididamente, im-u padre, apreciando
devi.lamente sen generoso auxilio, rccusii-u. He a
Icrreira vez !... t'rria que sera a ultima....
Fallar: tlosio, Manar, da furnia e do espirito
de sua onver-urAo, gusto al de seus paradoms....
lia de perinillir-me ao menos que venhi alsumas
vezes conversar eomvossa alteza, ainda que seja pa-
ra tentar ronverler-me s suas e-peran<;a-....
O Hleilor : Sera sempre bem viudo, meu re-
verendo ; lien um pouco inquieto quan lo o vrjo, e
mais o (icaria senAo o larnasse a ver. Qucquer? O
lempo camlnlia, c ns outros soberanos estaos sem-
pre diapostos a crer que elle recua. Nao me enga-
o, lii-m sci que pode vir um dia em que se^ roga-
do, e lalrcz rom ponea polidez pata renunciara mi-
nha pequea anloridade.... Mas, hei de laze-lo de
lua xontade!... Se entretanto .ligninas ideas da cor
do fuliiio qui/eiciu estalielcccr-se em meus estados.
alo a- repellirei. .. seria esse meio de adiantar o
dia de minha renuncia. Concederei liberdade ainda
que seja para eu me-nio tirar livrr.... Karei mais
ainda... Porm que faz rssa aafjM all?... Ahi rsiAo
qualrocenlos e nvenla c nove, que fazcm motini co-
mo sclecealO' o clneoenla! Com que se diverlcm
elles ?
Fallar: Senhor, .llvertewee fazendo revolu-
tau. Nao dMiagua vossa allesa aa gnios de Viva a
rcpuldira Mas vou retirar-me e...
K) i: I citar : Une '..... liscutanda.) He verdadel
Gritando anscu sequilo ) Oh.' l fazei-me vir....
um pe.lrciro!... (Com ar perturbado.) Padre nAo
me diiie.... ..C'u/ie o panno.)
QUINTA HORI.
na i.i'iii'.i iiliiloanuliiil.
(.Vos tres moinhos.)
I na deliciosa paUasem no rentro ou quasi um trian-
gulo :onuado pelos tres monillos. He a rupia de
1 um quidio inedilodevidu collaboracAo de Theo-
70 territorios de duas-leguas cm quadro cada um em
larrenos devnlulos, sendo 10 na margem direila do
rio Javary, 10 em ambas as margens e lagos adja-
centes do Purs, 20 as margens do Amazonas, 10
as margens do Madeira, 10 as do Kio Negro e
Tapajoz, c 10 em qnaesquer oulras margens dos af-
lluentes do Amazonas em que convier companhia
formar, com approvarflo do governo, aldeamenlo,
de Indios, eslabelecimentos agrcolas ou industriar..
Os territorios concedidos serAo medidos costa da
companhia, na forma do regulamenlo das medire-
de .10 de Janeiro deste anno.
15." Em compensAo, fica a companhia obrigada a
fundar 12 colonias, sendo I as margens do Javary,
2 as do Purs, i as do Amazonas, 1 as do Ma-
deira, c i nas do Rio Negro e Tapajoz, nos lugares
que forem approvados pelo goveruo.
Cada urna Oeslas colonias lera pelo menos 600 co-
lonos importados cusa e diligencias da companhia,
todos de erigen europea e das narftes que o governo
designar cxpressamcnlo para cada urna.
A melade do numero das ditas colonias ser fun-
dada pelo menos dentro dos primeiros 5 annos, e o
resto dentro dos outros 5 ao mais tardar.
16" As colonias qae ;i companhia funlar gozarao
das mesmas vanlagens concedidas ou que se conce-
dercm a ignacs eslabelecimentos no imperio, orna vez
que se nao opponham as circomstancias epeciaes das
localidades e as conveniencias administrativas.
17." O governo dar rompanhia ediraz prolec-
(ta, na qual se romprid.ci.de o auxilio de destaca-
mentos militares, precedendo reclamar .lo da mesma
companhia, e sendo verificada pelo governo a neces-
sidade das providencias.
18." Sao concedidos gratuitamente a companhia
os terrenos de marinha que liouverem devolulns em
frente dos terrenos ou predios que a mesma compa-
nhia possn na cidade de Belcm e em qu<-esqaer po-
voarf.es ou oulras localidades do alto ao baizo Ama-
zonas, e seus eitluentes, para nelles edificar as pon-
tes, lelheiros e aditicios que julgar necessarios ao
abrigo dos passageirosc acondicionamen!o,embarqoc
e desembarque dos gneros que transportar, devendo
a exlensao de taes terrenos ser regolada pelo go-
verno.
19." A companhia incorrer na multa de 1 a...
2:000, qae ser imposta c cobrada pela maneira de-
clarada na condirAo 9., se fallara qualquer das con-
dires estipuladas neste contrato.
Em f do que se lavroa o prsenle, qoe he asig-
nado pelo Illm. c E*m. Sr. consclhciro I.uiz Pedrei-
ra do Couto Fcrraz, ministro e secretario de Estado
dos negocios do imperio, e pelo emprezario barao de
Mao. nesla secretaria de Estado dos negocios do im-
perio, aos 2 de outiibro de 1851.m; l'edreira
do Cotilo Ferrazario de Mttt, presdeme da
rompanhia.
MINISTERIO DA JUSTICIA.
DECRETO N. 1,158 DE 14 DE OITU BRO
DE 1R51.
Regola a modo porque dovom-scr prc-tulcs ao poder
moderador as pelires de grara c os relatnos juizes nos casos de pena capital, c determina co-
comose deven, julgar conformes as .nn.ii-ti.i-. per-
deos ou coinmularocs de pena.
Uuerc'.do proxcr as duvidas suscitadas pelo conse-
Ihero presidente da rclacilo do Rio de Janeiro, har-
mouisandn as dispoir,ucs da lei de 11 de setemhro
de 1826, decreto de 9 de marca) de 18J7, aviso de
: dedezembro de 18.50, e dccrclos n. 801 de 12 de
julho de 1851, o n. 1,291 de 17 de dezembro de
1853, que regulam o modo porque devem subir
minha imperial preienta as pelires de grata c os
relatorios dos juizes nos casos de pena capital, c ten-
do ouvido a respeito a sccrAo de ju-tiea do conselho
de estado, hei por bem, usando da altribuirAo que
meconere o artigo 102 S 12 da ronstituicAo pol-
tica do imperio, decretar o seguinle :
Arl. I. Os recursos de grara a requerimento de
parle, ou ex- odcio, serlo por intermedio du presi-
dente da relacao remedidos a secretaria da estado
dos negocios da ju'lija pelo relator do preces.*.,
quando oslo Icnlia sido sujeilo por appellorao de-
cisAo da relarAo.
Arl. 2. us casos em qne nao ha appellarSo para
a relarao, sero esses reciiraaa Krigidos i mesma se-
cretaria de estado pelos juizes 4a direito directamen-
te na corte, e por intermedio dos presidentes nas
provincias.
Art. 3." Os recursos, quer sejam remedidos pelo
rclalor do prncesso, quer pelo juiz de direito, de-
vem ser sempre acompanhados de relatorio de nm
ou onlro, do traslado de lodo o processo, e da infor-
m.-ir.vi oo parecer do presidente da relacao ou de
provincia.
doro Rousseau, JulioDupr, Corte Filppo Rous-
seau. No fundo direila da secna e sobre nm
terreno mais elevado um dos moinhos, o melbor
construido de pelra e madeira, o melbor guarne-
cido de velas, o preferido do molciro, e cmlim o
mais alegre. Chega-sc a elle por urna vereda que
sobe a rampa volteando. Alraz do moinho urnas
dezarvores: noguciras direitos e graves, mariei-
ras do ar alegre e ndenendente. Urna del las pare-
ce lorcer-se le riso. Depois dessas arvores a sebe
e alm campos ceifados. Adianto da eminencia e
ainda direila a casa do moleiro ergue obliqua-
mentc sua empea, na qual cima de dous degros
ha urna entrada baixa c arqueada de portaes car-
comidos. A porta he horisontalmcnle dividida
em duas partes, e s a inferior est fechada. Em
cima da porta um pequeo alpendre de madeira
coberto de musgo e de Ierra. As semcnles ahi ca-
bidas fecundadas pela chava drram mesquiihas
(lores, e enlrc ellas um goivo. Perto do cimo una
janella oval de 11 Iraca- dcsiguaes com caixilbo de
chambo, c cm parte encoberta pelos sarment* da
bcra, da brionia e da elematile que forram ledo
o exterior da rasa. A' esquerda da scena urna se-
be formada de pilrileiros e sabuguciros tem a seu
lado um regalinho que descerni a elevaran mur-
mura vivamente passando pelos seixos. Para o
fundo da scena a sebe he interrumpida, e o rega-
tinlin coberto por urna especie de ponte velha e
quebrada que conduz a nutro moinho. Sobre a
eminencia e alm da sebe que cerca o* Ires moi-
nhos a extremidad.' de una floresta, onde as rabe-
ras dos carvalbos romlcmplam orsulhosamenlc o
rampo por rima dos pinlieiros, dos castanheiros c
das hellas. Na frente da scena um inontAo de
le ve- de palba encostados ao oilao da casa, em fa-
ce urna ralba de pedia, r aqu e all una velha
n qu-brada pela idade, urna carreta de mAo com
lis braros no rliAo, fragmentos de trancos de arvo-
res, algumas rodas velhas, pedras, ele.
SCENA I.
Ilans, Johann.
Ao siiir o panno llaus moleiro da rinroenla annos
de fronte queiinada e rugosa, de beiros grossos,
de oilms grandes, e azucs, e de barba um pouco
langa, fuma seu cachimbo com os braros cruzados
e deluueado do lado interior sobre a parle baixa
da porta. A' sua vista, fura sobre um dos de-
gros asta (atendido um erando ciio com o focinho
apoiado Minaos, e os olhos aliento-. Sobre o ai-
pendre, por cima da rabera do Ilans um galo
branco est dallado em forma de rirrulo perlo de
um gallo, o qual indolenlenienle agachado con-
templa piscndoos olhos os esplendores do sol que
se poe. Na vereda Johaini rauta.ido leva de um
em nm sobre u.na carreta da mea sarcos de Iriiio
para o moinho. Ksle Johann be um rapaz de
vinle c doce anuos, de cspailoas largas, semblan-
te franco, e voz sonora. A cor alva que elle .le-
vo s suas reanles com a .trinlia da-lbc um ar
risouho c brando. Sobre a mu quebrada ha oulro
gato branco c na margom do resalinho urna ca-
bra presa a urna estaca ; mas que resignada est
deilada nielanroliramcntc. O tufAo de que Ro-
seta fallavn lia duas horas j e"l applacado, e os
ouvidos sAo rerreiados pelo lique-taque tranquillo
dos Ires moinhos. Excepto o gallo lodos csculaiii
a canean de Johann :
* Que bello lempo o pa'sndo
essa lao querida berdade
Arl. i. 1) relatorio deve conter essencialmcnte :
S I. A relarao do faci e seas circnmslancia".
$ 2." O exame-das provas constantes dos autos.
.1. A declararlo das formali dades subslanriaes
que foram guardadas ou preteridas.
4. A cxposicAo da conduela e vida passada do
reo e saas circumstanrias pessoaes.
Arl. 5"si Quando o relatorio for feito pelo juiz de
ilireilo que presidio ao jory dever indicar as provas
produzidas e nao escripias, assim romo os pontos
principars do debate, se nAo constaren dos autos.
Arl. 6." A amnista, pcrdAo, ou eommulacAo de
pena, para sorlirem rffclto, devem ser previamente
jnlgadns conformes a culpa.
Art. 7." Este julgamenlo compete :
1. Ao tribunal ou juizo cm o qual pender o
processo.
S 2." Ao joiz exerutor, quando a sentenra eslver
cm execuro.
Arl. 8. A conformidade consite na indentidade
de causa c penen, verificando o tribunal ou juiz que
bonve ob ou suhrcpcAo de alguma circumslancia
esencial, que poderia influir para denegarlo da cle-
mencia imperial, devolver e decreto expon.In res-
pci losa ment: a mencionada circumslancia. A rc-
messa desta exposieao ser feita pelo presidente do
tribunal. (Art. 7, 1J
Arl. 9." A forma do julgamenlo sera a mesma dos
recursos crines, c se havera sempre como negocio
urgente.
Art. 10. Nos casos de ob e subrepro de que tra-
ta narti-iiN',decidida pelo poder moderador a duvi-
da proposla pelo tribunal, ser.lo o perdAo ou com-
mutaro de pena julgados coniformes pelos mesmos
juizes que suscilaram a duvida.
Jos Thomaz Naboco de Araujo, do meu eonse-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da
justica, o tenlia assim entendido e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 1 i de oulubro de
1851, trigsimo terceiro da independencia e do im-
perio. Com a rubrica de S. M. o Imperador.
Jos Thomaz Sabuco de Araujo.
DECRETO N. 1,160 DE 18 DE OUTLBRO
DE 1851.
Abre ao ministro e secretario de estado dos nego-
cios da Justina um crdito extraordinario de 19:620$
para occorrer s despe/as com o pagamento dos ven-
cimentos.dos empregados dos Iribunacs do commer-
cio no decurso do anno linancciro de 1851 a 1855.
Marcando a lei n.719 de 28 de selemhro do auno
passado eespezas como pagamento dos vencimentos
ilos empreados dos Iribunacs do commercio, e nAo
trndo sido coii-iguada na lei de orranicnlo vigente
quantia ahuma para taes despezas, hei por bem,
leudo ouvido o eonsellio de ministros, na conformi-
dade do S 3 ilo art. 4 da lei de 9 de selemhro de
1850, aulorisar o ministro o secretario de estada dos
negocio* da justica a dispender com semelhanle ob-
jecto, no corrate anno linancciro, a quantia de
19:620?, do que dar conta ao corpo legislativo na
sua prxima leuni.io para ser dcliuitivamenlc ap-
piovado. ., ___
Jos Tiloma/. irnu*u e .vraujo, do meu con ministro c secretario de estado tos negorios da jus-
lira, assim o tenha entendido e faca execular.Pa-
lacio do Rio de Janeiro, cm 18 de agosto de 1851,
13" da independencia edo imperio. Com a rubri-
ca de S. M. o Imperador. Jos Thomaz Sabu-
co de Araujo.
1." Secro.Ministerio dos negocios da ju-lira.
Rio de Janeiro, cm 9 de nutubro de 18-51.
Illm. Exm. Sr.l.cvei ao conbecimento de S. M. o
Imperador o nfiicio de-sa presidencia de 21 de
marijo do corrente anuo, sob n. 71, robrinilo por
copia as i.iformuries dadas peloreverendissimo his-
po dessa diocese, e pela (hesonraria da fazenda
provmial, sobre a prelcnrao do parodio encom-
mendado da fresuezia de Pilangui, o padre Vicontc
Fcrreira tiiiimaracs, de ser pago da metade da res-
pectiva congrua, e nAo da terca parte dell.i. alle-
gando para iaso o pouco rendimento da freguezia,
en l endeudo a mesma providencia ser conveniente dar-
se urna drrisAo qoe sirva de regra cm casos idn-
ticos :Fot o mesmo Augusto Senhor servido man-
dar ouvir alai respeito a opiniAo do reverendissimo
hispo capellAo-mr, e a do conselheiro procurador
,1a cora, mandando afina! que a seceAo de jo-lira
ilo cousclho de estado, consoltassc acerca do ol>-
jeclo em questSo, e conformando-se com o parecer
da sobrcdila sccrAo, houve por bem, pela sua im-
mediata e imperial resolurAo de 10 do mez prximo
pretrito, lomado sobre a consulta respectiva, de-
liberar, que, convindo urna providencia legislativa,
que assemelbc ao empregado publico, no caso de
aposentadoria, o parodio imposibilitado por algu-
ma das causas cannicas, conccdendo-se-lbe a con-
Que meu avii possnia ;
Ao serAo toda familia
Na sala vetusta e grave
Do casal se reuna.
E quando elle relatava
Algum cont, alguma leuda
Que silencio se razia .'
S o som doce do fu so
De minha av, que fiava
Naque lia- lloras se ouvia !
(Hoinrm, carreta, e sacco desapparecem no moi-
nho.)
Ilans (ao seo cao) : Ah Major, leu amigo
Johauo est muilo cantador!....
Majar levanta lentamente a rabera, encara Ilans,
e loma a descanrar lentamente o focinho sobre as
mAos.)
Johann reapparecendo canta :
One santo hnmem era o velbo!
Tinha perlo de cem annos
Tucos cheios de virtude.
Tudo com elle era velbo,
Salvo os nelinhus queridos,
Linda prole em juvrntnde....
Vclhos viubos nas adegas
Velhos amigos, e amores,
Velhas rani-ocs, velha historia
Velhas lembranras ; mas quanto
Eram cheias He frescura
Na sua vasta memoria 1
Que bello tempo o passado.....
(O resto no moinho.)
fl.'ins {sorprendenilo um pequeo eslalo nas tabeas
do alpendre por rima de sua cabera): Certauen-
le esse- palifes fsrto ceder e inania de irem passear la e.n cima!... (''rundo a
cachimbo da totea e lecantando a caliera.) EnlA*.
nao querem retirar se dalu ? (O galo e o gallo nao
a aaran.)
Juliana toma a apparecercantando:
.Minha ax sempre lisonli.i
A lodo o povo da herdade
Com seu sorriso encanlava.
Desde o 'cu sanio b.ipfismo
Nunca esrapun-lhe um sorriso
Toda a vez que se arenrdava !
Era da herdade a ledice,
t) prazer, a gloria, a vida,
Tudo que sedu/., encanta,
Mas depois qae he mora, be linda
Esta comanle alegra,
K- a existencia la., santa.
(toe bello lempo o passado......
Ilans :Johann, meu amigo, estao dando seis
horas (Com e/ftilo.) E Johann:tlb nAo meslre Ilans! reilam-me su
dous saceos para romluzir... Nao lenha cuidado,
seu bom fumo da-mc vonlade le acabar logo....
(emula.)
Com meu av jaz inane
O moinho que na herdade
Anligameiile exislia...
Jaz o t'n-n, que amo ainda,
Cl.m que lo sera*, nas horas
Minha av se diverta...
E vos deilados na relvu
ama competente sem que, della seja privado o que
se adiar cm exercicio, deve entretanto prevalecer
o coslume dessa diocese, que, como atiesta a llie-
souraria da fazenda provincial, he perceher o pa-
rodio enrommendado um (creo da congrua, sendo
os outros dous tercos para o rollado. O que com
mmico a V. Exc. para sua inlelligencia, e para o
fazer constar ao reverendissimo hispo dessa diocese
e ao prelen.lente.
Dos guarde a V. Eit.Jot Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da prov incia de Minas c-
raes.
1." Sereno.Ministerio dos negorios da juslira
em 9 de ontubro de 1854,O presidente da provin-
cia do Rio de Janeiro remellen, com o sen olcio
n. 201 de 27 tie selemhro do anno prximo passado,
o requerimento de Jos Alves de Faria, pe-lindo
ser prvido na serventa vitalicia dos cilicios de
partidor e distribuidor do juizo municipal e de
orphaos, e da provedoria da villa da Estrella dar
quidl.i provincia, vislo nAo se ter ainda encartado
nos referidos oflicios Manocl Alves Correa Carneiro,
a quem foram conferidos por decreto de 10 de fe-
vereiro de 1819. Ouvida a seceAo de jostira do
roosclho de estado, sobre o lempo cm queradueam
c ficam sem vigor os deerrtos de mercs de oflicios
de juslira. quando o agraciado nAo tiver lirado
o competente titulo, depois de ter o conselheiro
procurador da cora dado a sua opiniAo a respeilo :
S. M. o Imperador, conformando-sc com o parecer
da mesma secrAo, houve por bem pela sua in.me-
diata c imperial resolurAo de 27 do mez antcccifen-
Ic, lomada sobre a consulta respectiva, decidir que,
segundo a legislaro vigente, e pratica atlcslada
pelo referido procurador da cora, os decretos de
taes merces caduram, se por elles n3o se faz obra
dentro em seis mezes, salvo bavendo dispensa do
lapso de tempo, que de mais decorrer : O que com-
munico a V. S. para sua intclligcucia e obser-
vancia.
Dos guarde a V. S.Jos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. Josino do Nascimento e Silva.
3.* fieccao. Ministerio dos negocios da jaslica
Rio de Janeiro, 16 de outuhrodc 18.51.
Illm. e Exm. Sr.Fol prsenle aS. M. o Impe-
rador, com o nfiicio de V. Ex., datado de 9 de mar-
co do curenle anuo, sob n. 51, o do juiz de direito
da comarca de Camela, dessa provincia, que veio
por copia, participando achar-se parausado o expe-
diente do juizo de paz do !.*> districlo dnquella ri-
dade, por nao haver quem queira servir o empre-
gode csrrivA*., sol. o pretexto de ser lAo diminuto o
son rendimento, qu nein se quer rhega para com-
pra dos livros, que deve Icr, c despoza do respecti-
vo sello. Ouvida a BninJia do conselheiro procura-
dor da coroa, c consultada a ccqAo de justica do
cunselho de estado, sobre o objeclo cm queslAo.
Honre o mesmo Augusto Senhor por bem, pela sua
Inmediata e imperial rcsulaco le II do correnle
mrz, c de ronformidade com o parercr da dita scr-
rAo, decidir, que alienta a legi-larAn actual, n.loca-
. ..,, remciioseoAn iandar se que no
iiiizii de paz i i.i.,,,, a .., '
i nirnaan ,i r.,i i i B a. aaeedn
a respeilo destes, apparera o mcsnio ;...onvenicnle,
sirva inle manir ule de cscrivAo o le algum dos ou-
tros juizos, a |uem seja um tal serviro possivcl.
O que communico a V. Ex. para suainlelligciiria,
e para o fazer constar ao mencionado juiz de direito.
Dos guarde a V. Ex. Jos Thomaz Sabuco de
Araujo. Sr. presidente da provincia do Para.
Ministerio dos negocios da juslira. Rio de Janei-
ro, em 18 de oulubro de 1851.
Illm. c Exm. Sr. Em resposla ao aviso do V.
Ei. de 6 do correnle, Iransmiltin lo a duvida em
que se acba o commandantc das armis interino da
provincia de Peruambuco acerca de seren ou nAo
reconhecidos primeiros cadetes os lilhos dos oili-
ciaes subalternos do exercito, quando assentarcm
prara ao tempo em que seus pais estejam, em vir-
tude da lei ii. 602 de 19 de setemhro de 1850, scr-
vindo por nomcarAo do governo os poslos de chefes
do e'lado-maior, on de majores da guarda nacio-
nal ; tenho de declarar a V. Ex., de parle de S. M.
o Imperador, que sendo pela citada lei laes poslos
pura commissAo, e comprebendendo a resolu;Ao de
16 de novemhro de 1851 somenle os ofliciaes da
guarda nacional, c nAo os do exercito que sAo con-
siderados della em quando dura a commissAo, ne-
nliiim direito tem os lilhos dc reconliecerem primeiros cadetes, sendo esta inlelli-
gencia a que se conforma com a execucAo dada ao
alvar de 16 le mar;o de 1757 e decreto de 1 de
fevereiro de 1820, que regulam o reconhecimenlo
dos primeiros o segundos cailcles e soldados parti-
culares, sendo constante a pratica que as faz ap
plicaveis somente nos oiciaes do exercito vitalicios,
TAo ledos, to prazenlciros
Como no lempo, que he findn...-
(Jnanilnndia expira, acaba,
Julgo ver-vos, e dcsl'arle
Esse tempo vou carpindo:
Oure-e e7e continuar no moinho :
Que bello lempo o passado....
//mis (a Johann que loma a apparecer):NAo
goslo dessa eanrao, Johann, e desejo que a cantes
sempre. Ouvindo-a lemhro-mc involuntariamente
da ilcfuuta minha mullier...
Johann carrejando o ultimo sacco) : Me-lre
Ilans, ii'iilin ouvido dizer que pensar na morle faz
bem vida.
Ilans :Bem avia-te, c vem fumar leu cachim-
bo... Vou agasalhar a rabrinha. (Desee os dous
degraos tncommotlando a Major que o segu,
cai desatar a cabra.) Eia, minha lillia, convem vol-
tar para casa !
(Dcsapparcce nm instante levando a cabra, e segui-
do do cao aira/, da casa direila.
Johann (voltando e sacudindo-se um pouco):
i.i acalu-i. mestre lian-! Se agora Vine, quer dar-
me fogo...
Ilans v olan ln' Oh acende !
(L'm momento de silencio. Johann prepara o ca-
chimbo, Ilans renova o fumo do sen. c ambos vAo
assentar-se sobre a n'. quebraila. Major leita-se
aos seu* ps. t) gallo enlo desee do alpendre. e
leixa a scena a passos lentos aconipanhado dos
benvolos olh.ires das oulras personaren*.I
Johann :Ah eis o pacha que vai para o serra-
llio !... E Vine, meslre ii.uis, nAo leseja lomar a
casar-so ?
llaus:NAo, meu amigo! Amo muilo meus Ires
moinhos para ilizer-lhe* adeos.
Johann :Acaso um segundo ra-aincnlo o obliga-
ra a deixn-los, me-lre Ilans?
Ilans :Sim, Jobaiiu, cerlameute ; porque s ha
duas alcovas nos Tres Moinhos, e...fa/.*r entrar una
inullier nova no quarto la lefiinta...nem fallemos
nisso !
Johann :Oh !...Vmc. leria basl.inlcs escudos para
maular edificar tuna casinha a|ui ol all...mus pa-
rece que Vine, ainda ama nossa enliga moleira.
Ilans :Sim, Johann sim ( Parando ) Porm
fazcm grande roar na cidade boje !... Ku dizia,
Johann, pie nao convem pie ninguen beba no copo
los ausentes, lo contrario quando tornamos a ada-
lo, elles nao nos abracan cordialmente, c quando
lomar a ver minhu velha, quero que...
SCENA II.
0< nicsnws, a princesa, l'abio, Carlota.
(Chcgam alia/, le llaus c le Jolunn pela ponte car-
comida. )
Fabio enlrando :(doria a Dos, rci dos cos, e
paz sobre a Ierra aos humens le boa vonlade j
chegmi'S!
Il.nis ( levanliindo-se repentinamente assim romo
Johann;.:Senhor! Senhor! Senhor! fa/.ci pie meus
olhos nAo ae engaen I Sois verdadeiranenle ni--.
meu principe Faino? viis senhora Carlota '! vis, se-
nliora princeza .'
Carlota :Para prevar que sou eu, nicu bom pai
Ilans, quero abraea-lo !
Ilans:Ah abrigado, senhora, querida lilha !
.' princeza A senhora prinre/a j est babiluada a
isto...tnas fazem-uic chorar sciuclhaiilcs beijos! e
e nAo do eommisscs oo honorarios, ou aos empre-
gados de reparlieoes ovia que gozam de gradna-
(flea militares, l'revaleeo-me da occasio para re-
novar os meus protestos de estima e consideradlo a
V. Ex., a quem Dos guarde. Jos Thomaz Sa-
buco de Araujo. Sr. Pedro de Alcntara Belle-
garde.
Ministerio dos negocios da justica.Rio de Ja-
neiro, cm 19 de oulubro de 1851.
Illm. e Exm. Sr. S. M. o Imperador ha por
bem decidir que os ofliciaes da guarda nacional, que
segundo o disposlo no arl. 69 da lei n. 602 de 19
de selemhro de 1850, devem passar para a reserva
por nAo lerem os anuas precisos para a reforma, fi-
qnem azsregados aos halalbes da activa nos laga-
res em que nAu ha corpos de reserva, at que sejam
creado*, c nelles empregados os mesmos oiciaes,
prestando, durante o tempo que esliverem aggrega-
dos aquclles balalhocs, o servico proprio da reser-
va. O que communico a V. Ex. para seu conbe-
ciinenlo e ucv ida execuro.
Dos guarde a V. Ex.At Thomaz Sabuco de
Araujo. Sr. presidente da provincia da Babia.
----------- iMOiai-----------
MINISTERIO DA FAZENDA.
Expediente de 36 de Jalee de 1854.
A' Ihosouraria do Maranhao, declarando que a
inlelligencia do art. 5.5 do decreto n. 736, de 20 ih>
novembro de 1850, he que o empregado licenciado
fica sojeitu ao descont da qninla parle de seus ven-
cimentos pelos primeiros Ires mezes de licenra;
da terca parte nos immediatos Ires mezes, e de me-
lade dalu em dianle, quer as liecneas sejam conferi-
das em separado de tres em lies mezes, quer por
maior prazo de lempo.
EXTERIOR.
A Gazctte d* Augsbourg publica a circular diri-
gida pelo gabinete de Bcrlim aos enviados da Prussia
junto das corles allemaas. Eis aqui a sua traduccAo :
Pouco tempo antes da prorog.ir.io das sesoes da
Dieta, tralou-se nas commis.ei respectivas da qocs-
lla do Oriente, mas nada dicidio-se por nao se a-
rharem os enviados munidos de iiislrucocs suflicicn-
les. l'm lano, como he de esperar que depois da a
bcrlura das sessoes da Dieta, as rommissOes reunidas
se ocenpem oulra vez desle negocio, S. M., o rei,
ROS augusto solicrauo, juliou de sen dever vista
das intimas relardes que existen cnlre elle e sens
confederados allcmacs, communirar com plena sin-
reridade aos goveraos destes ltimos os designios,
que serAo para elle ajpaula do sua ronducla uesse
negocio.
A resposla do gabinete de S. Pelersburgo ao
despacho nsbiaca de 10 de agosto, sustentado e re-
i'oiiimcndniln pelo do nossi gabinete de I.'), rhcgou
ao governo depois da ultima sessao das commisses
ila Hiela. Ella se ada ccnlida.emum despacho
do conde do Nes-elrode de 26 do mez passado, diri-
gido ao principe UorttthakotT, e que nos foi rommii-
livas, quo tiulianios feito junio ao gamnata olas,
l'olcrsburuo. I'ma copia lo desparlio dirigido ao
principe tlorlsehakofl" eslava junio aquello doceu-
mcnlo, e convido a V. Ex. para qoe o communique
confidencialmente ao governo, junio do qual tem a
honra de ser acreditado.
Sentimos que S. M. o imperador Nicolao tenha
entendido, que nAo podo aceitar urna base de nego-
ciaeesde paz que, se fossoccita.terminandoas hos-
tilidades c preparando a paz, loria respondido aos
delates c esforco. do nosso augusto soberano, o que
por io mesmo tinha sido recommendado pelo nos-
so soberano ao gabinete de S. Pelersburgo.
Entretanto examinando a siluacAo.que resulta des-
ta recusa, e sobre tudo lomando cm considerarAo a
declararan, que se acba no fim do despacho maso, e
segundo a qoal as tropas russas, que se haviam reti-
rada para o territorio do imperio, conservaran) all
urna posieao puramentedefensiva, nAo podemosdcs-
conhecer a alta importancia que llie deve ser attri-
buida nAo s a respeito da apreciarlo militar como
da apreciarlo poltica da siluacAo no ponto de vista
dos interesses allemAes, os quaes devem ser protegi-
dos em virtude de iiossaallianeacoma Austria ecom
os outros estados allemAes.
Oremos que por urna semelhanle declararan to
precisa o receio de um ataque russo cm geral, e so-
breludo contra a Austria deve ser inleiramenlc per-
dido; a importancia da retirada das tropas russas,
nao pode ser considerada como tal, posquea Rnssia
allega ainda motivos cslrategicos pora justifica-la.
O gabinete de SAo l'alersbnrgo, em sua declaradlo
de 17 de junho, faz abstracto da Ibcoria dos penho-
alm disto essas boceas frescas de mocas cm nossas
barbas quasi brancas tem um perfume de joven- vio-
letas que...
Fallo: NAo vs minha mAo iberia ao lado da
loa, meu amigo'!
Ilans : Ah senhor senhor que bello oulono
nos traais!
Fabio ( a Johann ): Reconheeo-te, homem de
bocea aborta Es Johann o cantador !
Johann : Ah meu Dos, sim, senhor, sou eu
mesmo Amme como sou, e muilo me alTIigiria
mu lar-nie !
A Princeza : Basta da chorar, velho Ilans, e
diga-nos...
Ilans : Qae quer, senhora princeza ? nAo ha di-
que para estas aguas ver grandes como cu estes me-
ninos que vi pendentes dos peilos de minha pobre
mullier 1...E lemhrar-mede que a ultima vez qoe os
abracci na residencia linha ainda sua boa ama ao
braco !... Isto commove-me o corarlo !... E pensar
que a velha nAo leve o prazer que tenho antes de
ir-se !... Islo a leria feilo vivar ainda muilo lem-
po !... Johann, ei-los! Major aqui!... Ah! sim elle
nao espern minbas ordens para lamber-Ibes as
lilaos !
Carila : Sim, Major, es ainda um bello cao !
Major nao miidou, nao he assim, Johann ?...
Johann : Elle tem um dente de menos; porm
tem na isa tle i cao !
Fabio : Ah respiro aqui, cslou bem !
A Princeza : Digno Ilans, ouve o que nos traz
aqui...
Fabio : Querida lia, deixe-mc dizer-lhe. Dura,
meu velbo pai! Vmc. coiibeccu-inedesde minha viu-
da a este mundo, ouvio minha- primeiras palavras
ajiidando-nie nos primeiros passos. Emquanto Jo-
hann ensinava-me sua primeira canelo, a que louva
a Dos, primeiro geneador da Irigo, Vmc, cnsinava-
nie-ua sciencia, a que consisto cm preparar a ali-
niciilo sAo c universal r o po Franco, aleare, ana-
vel e dado, tal cu era nes-e lempo ; Vmc. leinhra-se
dis-o, pois me nma. SAo Iralava-se c.itao para mim
ainda de ser principe, nas de xiver, de pistar bem
e de escrever. A pcnle eresre mui rpidamente !
Te.tbo agora dezoita anuos, parrro quasi bonicm, c
pan me reconhacar sao precisos os olbus de seu co-
racAo, meu charo pai! Inslruiram-nie I m;tloram-
mo martes livros na cabeca e para me fazerein ado-
rar a Dos levaran meu e-pirilo de Pelagio a S.
Al'osIiiIio, dos Pildseos aos Sadiiccaa, dos Gona-
rislas aos Armiuianos, dos Scoltistas aos Thomislas,
de (linar a Ali, de Molina a Jansenlo !... Abres
olhos maiores do que as orrlhas de Johann, porque
nan condeces esta gente c adoras a Deas Ah meu
pnlue Ilans !... E se lioavessc sido i-lo smenle !...
Porm ensinaram-me a desconfiar de lodos e de lu-
do, a peculiar nirus penaanenlof, a rellcclir em mi-
nliiis palavras, a adormecer meu mrac"o. Quando
ni linha sedo do espirito das cousas obrigavani-me a
saber Minenle a ledra. Aos quiuze anuos, daxam-
me experiencia. Em lugar de sentiinento desenvol-
viain e.n mim a memoria, e s vezes jalgoei quo mi-
nha cabeca rebenlaria. Ob minha pobre cabeca !
eiicberam-n'a tanto que parecc-me que seu peso aba-
le-ine o roracao !... Aqui mesmo cslou ainda suflo-
cado, llaus, carreo de ar...mais do que Icusmoinbos !
Estoii fatigado mais do que tu !...
1 Princeza lendn ouvido esse luismo com visivel
impaciencia : l'abio, Ilans nAo cumprebeiide essas
loucuras, e...
res, designando a oceupacla dos principados exclu-
sivamente como urna posie^o militar. Ella nao so
evaca agora estas ltimos, como declara ainda que
so conservar exclusivamente na defensiva dentro
do territorio russo. Se no obstante isto, se qaizesse
encarar o perigo de nma reoceiipac.Ao possivel dos
principados, como urna qnestAo que tenha de com-
prometler os interess<*s allemaes de um modo dura-
douro e dcdozir dahi obrigacoes militares, este mo-
do de ver levada ao resaltado paradoxal isto he. que
em quanto toda a Europa, comprehendidas as po-
tencias orcnlentaes. nAoencarava ainda em sea lem-
po a nrcupnrAn dos principados pelas tropas russas
como casu* belli, achar-se-hia agora mi goal caso
de guerra, oo fado dellas seterem adiado all.
Avisla deslas deelaraees. S. M. o rei esl conven-
cido que o art. addicional do tratado de allianca,
que refere-se a h vpotheses inteiramente precisas a
reaes, ser considerado como cumprido, e qae a res-
posta queslao da saber-se, so existe a necesaidade
de ama preslacao para outros interesses allemAes ef-
fectivamenle cotnprometlidos, conforme o art. 2. do
tratado do allianca, suppde urna iutelligencia pre-
via.
Se applicar-se islo aos quatro pontos bem conheci-
dos, trata-si de saber elles respondm de tal sor-
te aos interesses allemAes, que seja vantajoso para as
partes contraclanles apoderar-se delles come base ex-
clusiva de faturas ncgocjac0e<. Se se livesse sup-
posto a accitacAo desta base nSo a pela Hansia, se-
nAo tambern pelas potencias ocddentaes (o qae mal-
los sv ni ploma- fazcm parecer mais que dux idoso)
c se a elle se livesse prendido agora negociaces de
paz e a saspensAo das lioslilidades um tal resultado
leria sem duvida feitu desaparecer a incerteza, qoa
ainda reina a respeilo da signiflcac,io pratica dos
qnatro pontos para os interesses allemaes.
Abslenho-me de discutir os escruplos, que podem
apparecer a este respeilo. Lembrarei someule que
as difllculdades inherentes a um protectorado eom-
mum sobre os principados e rayas chrislos podrri-
am fcilmente tomar um carcter, quo seria moito
desfjvoravel aos interesses allemAes ; acrescentarei
qae, com quanto vejamos na entrada das tropas aus-
tracas nos principados urna garanta, de que os in-
leresses allemAes serAo nelles enrgicamente prote-
gidos, todava entrada simultanea de tropas turcas
e talvez de entras tropas estrangeirss naquellas pro-
vincias, abstracAo feita das complicai-fes militares,
que disso poderiam resultar, nAo pode ser considera-
da como urna satisfacAo favoravel aos interesses alle-
mAes.
Agora quo eslas bases foram repellidas pela Hus-
sia, o que assim, ainda que fossem consideradas pe-
las potencias occidentars como obrgatorias para
ellas, o que nAo he, nAo se poderia ajuntar a eslas
bases negociarnos immediatas de paz, S. M. o rei,
por mais ardentemente que tenha desojado urna nc-
.ociac.o inimediala sobre estas bases, motivo por-
que s.isleulou com urna satisfagan particular o des-
pacito dirigido a este respeilo pelo gabinete de Sao
Pelershursn, cuten.le que nAo he rnmpalivel rom a
sua convirrAo rceommendar aos seus confederados
que pussa c deva trazer para elles tanfeanael e pi",
messas, que nao parecem pedidos pelo espirito e fim
da allianca.
E assim como S. M. o rei esta resolv ido a persistir
na execurAo firme e ronsequenle da allianca como
urna garanta do deseevnlvimenlo indepeodente do
poder allemAo, lanilicm julga dever conscienciosa-
menle conservar distante de sua esphera obrigacoes,
que nao nasccm dos interesses allemAes claramente
reconhecidos.
S. M. espera estar de accordo com seus confedera-
dos allemAes neste modo de encarar as cousas, e tem
sobretudo afirmeeonlianra de queS. M. o imperador
da Austria nao s o apreciar de coraran e d'alma,
senAo o partilbar como principe allcmao.
A sabedoris, a uinderagAo e o amor da paz.de S.
M. I. sao para o rei nosso angosto soberano, urna
nova garanta de que a Austria, com as declaracoes
da Russia contra todo ataque de sua parle.se exi-
mir lambem de sua parle de toda medida aggres-
siva contra ella, c evitar cora islo complicafcs,
cuja necessidade nAo pode ser deduzida da protec-
rAo dos interesses allcmacs, e i'is quan por conse-
guinlc nAo pode ter applicacio o artigo 2 da alli-
anca.
Nosso enviado Dieta germnica ser convidado a
pronuinciar-se, na commissAo como na propria Hie-
la, no sentido deslas consideragocs, e a trabalhar pa-
ra os fazer prevaler er.
Levando islo ao conbecimento do governj, junto
do qual tendes a honr a de ser acreditado, communi-
cando-lhe o presente despacho, diganae-vos, senhor,
Fabio (continuando a fallar a Ilans) : Assim de
ludo o que cu jnlgava aprender, nada sei, verda-
deramente nada e vollo para meas amigos os moi-
nhos, afim de lomar a romerar minha vida, assim
como Johann recomer sua eanrao quando se aparta
do lom.
Ilans: Tudo isso quer dizer qae aqui estis,
meu charo principe, c quo tAo bom vento nunca so-
prou cm nossa casa !
/'atrio : Quanto a Carlota, ella deve ter pren-
dido menos que eu, c por esta razSo he menos igno-
rante ; porm como ha do ser brevemente minha
mullier, eonvm que nao saiba mais nen menos do
que o marido, por isso vem enmigo I
A Princeza: Por ora, Fabio, basla de poesa
campestre Torna a dar-me o braco c vamos com
Carila rasa de sua velha prenla, quelle rastelli-
nho que ah vs (Mostra r direila) Depois de minha
missivu da muir passada, Carlota deve ser esperada ;
assim espero quo acharemos boa hospitalidade.
Fabio : Porm Vriic. nAo me comprehendeu,
querida lia?
He mesmo nos moinhos, lio na verdadeira ca-a de
Ilans que vamos morar. A prenla de Carlota he a
viera mais rahujetita que se pode encontrar ; Car-
lota con bou-me isto no caminho. NAo queremos sua
hospitalidade, nAo be assim, senhora ? (Carlota abai-
xa os olhos sorrindo e sem responder.) Ouve-a, mi-
nha lia .'
A Princeza: Meu sobrinho, Carlota, isso nAo
he possivel!
Ilans e Jnhann ( em voz baixa cnlre Fabio e Car-
lota ): I- ii n.e/a !
Fabio : Ah niiiih.i lia, o espirito revoluciona-
rio tambern ganbou-me Bevollo-me conlra minha
propria soberana c conlra a sua neslc momento !
Eslou enfastiado dos saines onde o inveinn reina cm
pleno verAo, e ulcm disto j que me faco moleiro.
socio de Ilans, nAo posso morar senao nos moinhos !
A Princeza : E voss ouve tudo isso sem dizer
nada, Carlota ".'
Carlota (com voz fagueira ) : Vindo para aqui,
senhora princeza, vos-a alteza promclteu quasi con-
sentir em nosso rasainento...n,io devo e\ercer-mc na
submi-sAo ao meu...marido ?...
lohann (a Ilans):Nem rouxinol neni toulinc-
gra cantaran! melbor !
Carlina : Mas...a senhora princeza pode ficar
em casa de minha prenla, c quando fornios casa-
des e nioleiros faremus para o castello tAo alva fari-
nba...
A Princeza :Mas isso be loucura !
Ilans ( com urna temeridade inaudita ): Tudo
est acrommodado A senhora Carlota orcupar o
quarto de sua ama na casa, o senluu principe turna-
ra o meu no moinho, eu compMiUiarei o de Johaun,
e o casamento se far no dominas prximo !
A Princeza ( irnicamente)sr Muilo bem, mes-
lre Ilans li eu abandono a 'Ingratos, vou habitar
coma viuvade Hurgslal (AJoiann) Guia me, rapaz,
tu me annuiiciars |
fabio : Boa noile, minha lia Amanbaa Car-
ila eeu iremos lazer nma filil ao caslello.
( A princeza anca a Fabio um olbar irritado, e sabe
pela direila precedida de Johann.)
Ilans : Oh ludo vai bem. Vou dispr os apo-
sentos. ( Aparte) Comeco a comprehender o rumor
que fazcm na cidade. .Entra em casa.)
(C'ontinuar-se-ha.)


de exprimir o grande empenlio q ie lemos de ser in-
formaduso mais breve possvcl deque o represnten-
lo desse governo Diela foi munido de inslrucccs,
que decorrem dos mesmos principios.
Berlim ;l de selembro de 1851.
Manteuffel.
(Jiurnal de* DebaU)
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
16 de otilubro.
l'or decreto de 10 do crrenle mez :
Fui perdoada i Feliciana Carlota de Araujo Bar-
roso a pena de Iras mezes de prisao simples e mulla
correspondente a melada de lempo que Ihe fui im-
po-i.i pin- senlenra do juiz municipal da segunda
vara da corle.
Foi commnlada em 20 annos de prisao com Ira-
balho a pena de morle im|H>sla ao reo Pedro An-
tonio da Silva, por senlenca do jury da cidude das
Alagdas.
Foi aprnenlado o canec Filippe Ncrv da Cunta
na dignidadede clianlre de eathedraldo bispadodo
Pan.
Foram rcconduzidos os juizes muoicipaes e de or-
phaos :
l.uiz Marmol Fernandos Barreirns, nos lemos
reunidos de Campo Largo e Sania Rila, da provin-
cia da Babia.
Ra\ mundo Anluoiu de Carvallio, nos de Campo-
Mainr e Barra, da provincia de Piaohy.
Jos Mariano Lusloza do Amaral, na de Parnagu,
da mesma provincia.
Foram nomcados majores-ajudanles de ordens do
ommando superior da guarda nacional do munici-
Kio de Caldas da provincia de Minas, l.uiz Augusto
ilieiro e Manuel Joaquim de Carvalbo.
Capil.ln secretario geral do mesmo cumulando, An-
tonio da Silva Beis Brandlo.
Capillo quartel-meslre dito dilo, Marcos Jos Ri-
beiro.
Cirurgiao dilo dilo, Jo.lo llar boza da Rocba.
Majores-ajudantes de ordens do commando su-
perior da guarda nacional dos municipios do Priu-
cipe Imperial e Manan, da provincia do Piau-
hv, Cleinrniino Comes l'ereir.i, e Manoel Pedro
Vieira.
Capilo secrelario-gcral do mesmo commando,
Jusliniano Anlonio de Mesquila.
Capitao quartel-meslre dilo dilo, Lndgero Alva-
res Lima.
Foi- reformado no mesmo poslo o major daex-
tincta legiio da guarda nacional do municipio da
Erovineia do Maranblo, Francisco Jos da Costa
eis.
Por decretos de 12 do mesmo mez, foram no-
meados :
Minislro do supremo tribunal de juslica, o con-
selheiro Manoel Ignacio Cavalcanti de Lacerda,
desembargador c prcsidenle da relajo do Rio de
Janeiro.
Desembargador da relajo do Rio de Janeiro, o
auditor de guerra Francisco de Queiroz Coulinlio
Maltoto Cmara.
J na de direito da comarca de Solimf.es, na pro-
vinciano Amazonas, o juiz de direito Anlonio Bor-
get Lial Caslello Branco.
Juiz de direito da comarca de Jaic-, na provin-
cia de Piaohy, n juiz municipal Carlos Luiz da
Silva Monra.
Juiz municipal do termo da Feira de Sanl'Anna,
na provincia da Babia, o bacharel Jaime Carlos
Lial.
dem idem do termo de Nazarelh, da mesma pro-
vincia, o bacharel Anlonio Auguslo da Silva.
dem idem do termo de Monle Santo, da mesma
provincia, o bacharel Gonzalo Muniz Brrelo.
dem idem do termo de Pamb, da mesma pro-
vincia, o bacharel Francisco Zebelon de Almeida
Reis.
dem idem do termo de Villa-Nova, da provincia
de Sergype, o bacharel Lucio Bcnlo Cardozo.
dem idem dos lermos do rio Formosoc Serinbaem,
da provincia de Pernambuco o bacharel Theodoro
Machado Freir Percira da Silva.
dem idem dos tormos reunidos de S. Joao de El-
rei e S. Jos, da provincia de Minas-Geraes, o ba-
rharel Ricardo Antonio de Lima.
Foram removidos:
O juiz de direito, Jos Antonio do Magalhacs Cas-
tro, da comarca de Angra dos Reis, na proviucia
do Rio de Janeiro, para auditor de guerra na corle ;
n juiz de direito Francisco Vieira da Cosa, da co-
marca de Canias, na provincia do Maranhao, para
a de Angra dos Reis.
O juiz de direito, Miguel Joaquim Ayres do Na-
cimento, da comarca de Granja no Cear, para a de
Caiias.
O juiz municipal e de orphaos Cypriano de Al-
meida ScbrAo, do lermo de Munle-Santo para o da
Purificacao, na provincia da Babia, por o haver
pedido.
O juiz municipal c de orphaos, Antonio Lniz Al-
fonso de Carvalho, do lermo da Feira de Santa-
Anua, para juiz municipal da lerccira varada capi-
tal da Babia, por o haverem pedido.
O juiz municipal e de orphaos, Joao Francisco da
Silva Braga, do lermo deOuricury, na provincia de
Pernambuco, para os de Macei e Pasto, da provin-
u iju.il liiuliiupai U (TrorpriTo^-ATonin" Augusto
rorrele. Nada de importancia havia occorrido nes-
sas duas repblicas.
O Sr. general Flores regresara a Monlevido e
NMiamra a presidencia.
Em Buenos-A .v res lomaram alguin vulto os boa-
!?* 'lo. uma '*"' enlrcriana depois da prisAo no
Rosario do um afamado mashorquero que diziam ser
emissario do general Urquiza. Enlrelanlo as ulti-
mas cartas de ntrenos asseguram que nenhiim pre-
parativo te fazia all parn a supposla invasao.
As ratificacOes do Iratado celebrado pela Confe-
derado Argentina com o governo fraaeez para a
livre navegado dos ros Parau e I ruguav, foram
trocadas na Bailada em liulu e um do mez pat-
sado.
l)e Corrientes nada ha de inlereise.
Por decreto de 16 do correle mez foi nomeado o
conselheiro Eusebio de Queiroz Coulinho Malloio
Cmara para presidente da rclarAo do Rio de Ja-
neiro por lempo de tres anuos", na conformidade
da lei.
Por decretos de 17 do dilo mez :
DIARIO OE PERNAMBUCO, SXTI FEIRA 10 D NOVEMBRO DE 1854
Foi concedida a demissaoquepcdioo bacharel Car-
s Honorio de Figueiredo do cargo de curador dos
mez, foram Hornea-
da Fonseca, do lermo de Pidamonhangaba para os
do Limeira c S Joao do Rio Claro, da provincia de
h. Paulo, por o haver pedido.
loram reconduzidos os juizes municipaes o or-
phaos, Caetano Estellila Cnvalcanli Possoa.no lermo
de G,ovanna, di provincia de Pernambuco.
JoscQuiminn de Castro LcAo, no termo de Olin-
da da mesma provincia.
Tevemerc Theodoro Ferrcira Coelho, da ser-
venta vitalicia m> ofllcio de labelliao do judicial c
olas da villa de Inhambupre da nonvincia da
Babia.
Por decreto de 13 do mesmo mez, foram no-
meados :
Abel Pires da Oliveira, para oflicial escripturario
da junta do commercio da provincia de S. Pedro do
Rio Grande do Sul.
Tenenle-coronel commandanle do balalhao da re-
serva da guarda nacional dos municipios da capital c
Soccorro da provincia de Sergipe, o major Joaquim
Jos I ulgencio Carlos de Castro.
Majores-ajudantes de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios da Piraug-i
r Pomba, da provincia de Minas Geraes, Silvino
Ibaldo Marlins Paira e Joao Pedro Vidigal de
Barros.
Capilao-sccret jrio do mesmo commando, Manoel
l'cdro Vidigal.
CapilAo quartel-mesire dilo dito, Alejandre Bo-
cha de Oliveira.
Foi concedida a Manoel da Cunha Menezesc Vas-
concelos, a demissao que pedio de lenente-coronel
iliefe do eslado-maior da guarda nacional dos mu-
nicipios da Vlenla, Tpeme, Jequiric, Cayr c
banlarcm, da provincia da Babia.
(Diario do Rio de Janeiro.)
- 21
CANHONEIRAS a VAPB.
Parece que vamos arremedar a questao do O-
riente, sen5o pelo alto inleressc poltico, um lano
ao menos pelo alcance militar.
a I eremos o oosso Croostadl, c he natural que
11 i lleguemos primein que Napier ao sen, porque o
Tonelero, que fui o nosso Sebastopol, habililou-nos
para as grandes difliculdades da guerra marilima.
A Inglaterra prepara-se anda para as gigan-
tescas emprezas que o mais notavel dos seus almi-
rantes prometleu vencer com duas cacheiradas c
meia, c nos estamos quasi promplos para entrar em
accao.
(Juasi distamos, porqne em rigor nos faltam
algumas dessas canlionciras a vapor cuju espcimen
acaba de dar Mr. Pitcher, de Nnrlh-Fleel, segundo
lomos na lllustracao Ingteza do mez paasado.
MM administras*). O Ezin. Sr. Paranhos esl l a o
convencido dislo, a da occessdnde que temos de
urna marinha ad ho: para emergencias provaveis,
que necesariamente ja providenciou sobre a acqui-
sic,ao de urna das lass canhoneiras a vapor inlrodu-
zidas agora no servico naval britnico.
E com elTeito ellas demasiado us convem, co-
mo se deprchende das scgunles circumstancias da
sna conslrucco, armamenlo c forra molora eilra-
Indasda llluslracao citada,
(emprmenlo entre as perpen-
diculares.......100 pes
Bocea ....
Puntal.....! !
Tonel iL'em .....', \
Forra do madrina (alia prossao;."
Armamenlo.......
libre 68, pesando cada uma
U.j quinlaes, e podendo servir.
qaer na amurada, qoer i
meia nao.
Calado d'agua (carrejado). .
Apparelho lugre.
L'm navio ncslas condices est bom vislo que
sera de pcfeita utilidadcein rios, canaes e ancura-
ilouros e-lreitos ou de poueo fundo, entretanto que
Impon respailo pelos seus meios de defeza e for-
midaveis recursos para uflender.
Em pouco lempo entrar ueste porlo, prore-
dcnle da Inglaterra, a nossa canhoneira a vapor,
cujo nome ignoramos por ora. He natural que ou-
iras venham depois, purqtic ninguem melbor que o
* minislro cunliccc qual a marinha que nos
convem no Prala. no Amazonas, e em algumas
provincias do imperio.
.. 22
.Nomcacues fcilas pala secretaria de estado dus ne-
gocios do imperio:
Conde F'loreslan Roswado/k, inpertor :eral das
medicuesdas trras publicas da provincia do Ama-
zonas.
Joao Mamedc Jnior, IHcial da reparlico espe-
cial das Ierras publicas, idem.
Joao Wilkens de Mallos, delegado do director gc-
ra| das Ierras publicas do Amazonas.
JKSs*11*"d0 Salcs'Mei(io Jo direc-
Fcliciano Ncpomcceno Pralcs, de legado do Pa-
Ricanlo LeAo Sabino, ollicial do Paran.
Pedro Tauiois, inspector geral das medites do Pa-
Hepiphanio Candido de Souza Pilanga, inspector
geral do Maranhao. '
. 21
As dalas do Monlevido
los
Africanos livres na curie.
Foi nomeado o bacharel Agoslinho Marques Per-
digan Mallicirus para u rele ido cargo.
Foi reformado no mesmo posto o major ajudante
d ordens do exmelo commando uperior da guarda
nacional da comarca de Vianna da provincia do Ma-
ranhao, Jos Maciel Arauha.
J*or decretos de 20 do mesmo mez foram rc-
moddos :
O juiz de direito Francisco de Assis Bczcrra
de Menezes, da comarca de Sanlarem, no Para,
para a da Granja, no Cear, por o haver pedido.
O juiz municipal e de orphaos Jos Vicente Du-
arlc llraad.Vi. do lermo do lp para os do Ico c an-
nc\os, no Cca*, por assim u haver pedido.
Foram nomendos:
Juiz de direito da comarca de Sanlarem, o juiz
municipal Francisco de Araujo Lima,
Juiz municipal de orphaos do lermo do lp,
no Cear, o hachare! Antonio Firmo Figueira de
Sahoia.
Juiz muniripal ede orphaos dolermo daFranca do
Imperador, na provincia de S. Paulo, o bacharel
Joao Mendcs de Almeida.
Tenenle-coronel commandanle do Io corpo de
cavallaria de guarda nacional da provincia do Bio
de Janeiro, Anlonio Ribeiro Neves.
Majores ajudaules d'ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do muuicipio da Jacobina da
provincia da Baha, Carlos Lopes Cesar e Manoel
Joaquim.da Silva Miranda.
Capitao secretario geral do mesmo commando,
Sinfronio Olimpio Cambn .
Capitao quarlel mrslre, dilo dito, Anlonio Alves
rerreira.
Tenente-coronel commandanle do batalhAo de
infanlaria da guarda nacional da freguezia do Bom
Jardm, da provincia de Pernambuco. Jos Fran-
cisco de Azevedo.
Major commandanle do esquadrao de cavallaria
da guarda nacional du municipio do Cabo, da mes-
ma provincia, Jos Joaquim do Reg Barros.
Tenente-coronel commandanle do halalhSo de
infanlaria da freguezia do Cabo, dilo dilo, Jos de
Moraes Gomes Ferrcira
Tenente-coronel commandanle du balalhao de in-
famara da freguezia de Ipojuca, dito dilo, Joao de
S e Albuqucrque.
Major commandanle da seceo do balalhao da re-
serva, dito dito, Braz Carneiro Leo.
Tenente-coronel chele do estado maior da guarda
nacional da comarca do Principe Imperial, na pro-
vincia do Piauhy, o major commandanle do esqua-
drao de cavallaria do municipio de Marv.o, Luiz
Furtado de Albuqucrque Cavalcanti.
Tenente-coronel commandanle do 1 balalhao de
infanlaria da guarda nacional da provincia do Ma-
ranhao, o major Caelano Fcrreira Pinto de Ma-
galhae?.
Major commandanle da 7 seceso do balalhao da
reserva da guarda nacional da mesma provincia,
Leonardo Jos de Lima.
Majores ajudantes d'ordens do commando superi-
or da guarda nacional do municipio de Guimaraes e
Sania Helena, da mesma provincia, Joaquim
Coelho de Souza e Jos Coelho de Souza J-
nior.
Capitao-secrelario-gcral do mesmo commando,
Francisco Coelho de Souza Jnior.
_ Capitao quartel-meslre dilo dilo, Jos Bibeiro da
Cruz Sobriuho.
CapilAo cimrgiao-miir dito dilo, I)r. Benjamn
Constancio Franco de S.
Foram reformados nos mesmos postos :
O major da evtincta legiAo de guarda nacional do
municipio de Pombal, da provincia da Parahiba,
Jos Alves da Nobrcga.
O majur do c\!incto 1 batalhAo da guarda nacio-
nal do dito municipio, Joaquim Fcrreira de Souza
F'urmiga.
O major do eilinclo 3." balalhao da guarda nacio-
nal do municipio da Barra, da provincia do Piauhv,
Alejandre Belmonle de Carvalho.
O major da exilada 2" legiio da guarda nacional
da comarca do Brejo, da provincia do Maranhao.
Anluniu 1 uiz de Lavor Paos.
L se nu Correio paulisiano de 19 de oulnbro :
Escrcveai-nus de Lornna rom dala de 11 do
n'rLPr,|CCf,t0r' dirici,la I""* Silveiras deprecando
a prisAo dos criminoso* do mor, M,.....I lavares c
seus dousirmaos, nao leve completo elTeito: Manoel
lawares, principal criminuso, conseguio escapar-se
da escolla, ficandn presos seus dous'irmAos, queja
se acham na cadeia dcsla villa.
A pronuncia do criminoso rcenle Ca jsi foi: sustentada pelo juizo municipal.
Hontcm o delegado raandou prender por urna
escolla de guardas policiacs a dous vados para o
ejercito. No momento em que os guardas amar-
ravam aos laes, acudiram tres mulhercs armadas de
Tacas no intuito de soltar os presos. Deslc coiiiclo
rcsullou lcar a escolla ferda, e um des guardas
gravemenle. A esculla foi victima de sua fidelidade
no cumprimcnlo deslc dever, pois que para livrar-
se dosfcrimenlosera misler de jar escapar os presus.
As mulhercs consegiram evadir-se ao lempo cm que
acuda um vizinho a socorrer a escolla, mas os va-
dios cstAo na cadeia. n
22
7 a 10 pol.
212
60 cavallos.
2 pecas de ca-
0 ps 6 pol.
( Jornal do Comercio do Rio. ]
Por decrelo de 2fi do dilo
dos :
Juiz muniripal c orphaos do lermo do Brejo.
em Pernambuco, o bacharel, Manoel do Albuqucr-
que Machado.
dem idem, do Ouricurj, da mesma provin-
cia, o bacharel, Joao Anlonio Correa Lins Wan-
derley.
Idem idem, de Barbacena, da provincia de
Minas, o bacharel, Anlonio Auguslo da Silva Ca-
edo.
dem idem, da Parahibuna, da provincia do
S. Paulo, o bacharel Anlonio Carneiro de Cam-
pos.
Juiz de orphaos dos termos da capital e onnexos
da dita provincia, o bacharel Francisco da Costa
Carvalho.
Foi removido o joiz municipal e orphaos Jos Vi-
cenlo Marruiid-s do lermo de Jundiahy para o de
Piudamonhangaba da dita provincia, por o haver pe-
dido.
Por decrelo de 27 do mesmo mez foi perdoada
a Manoel Carlos do Castro Camargo a pena de dous
mezes de pristo simples c mulla, que Ihe foi impos-
ta por senlenra do juiz de direito da comarca deCam-
pinas.
Por decretos de 28 do dito mez foram reformados
nos mesmos postos :
O tenente-coronel da amiga guarda nacional do
municipio da Parnahyha da provincia do Piauhv,
Simplicio Dias de Seijase Silva.
O lenente-coronel .lo exlincto 1 balalhao da guar-
da nacional da cidade do Serr, da provincia de Mi-
nas Geraes, Pedro Maria Xavier da Silva Bran-
dao.
O major da estincla lego d i guarda nacional do
municipio de Curvello da mesma provincia, Jos Fi-
lippe Benicio.________ (Diario do Rio.)
8. PAULA,
12 4a outabro.
Escrevi-lhe pelo Josephina, comprehendendo o
quasi nada que por aqui era apanhavcl. Agora ali-
nlia\ o esla para orienla-lo no que nos Irouje a mala
do interior.
Ainda ha pouco a secca dagcllava as povoices do
interior, perigava a vida do maleiro, que corria Em-
pellido pelos fugos; agora foi a agua l de cima que
as.ni.'.ii os campos e fazendas.
Cabio uma furiosa Icmpeslade ornada de pedras
que perduren por algumas horas; foi lao forle e in-
tensa que Irania avulladosprejuizos: muitos coutos
de reis se consumiram smcnle nos suburbios da vil-
la. Eolre os fazendeiros prejudcados conla-so o Sr.
Barros, que solTreu um espantoso damno. Conla-me
o meu correspondente dcsla localidade que o assu-
car deposilado nos eslendaes dissolveu-se completa-
mente. NAo se limiten a dcslruic,Ao -rnenle ao as-
sucardessas fazendas : as plantacocs de caf novo, as
rocas de iniihoc feijAo, as paslagensccannaviaes fo-
ram destruido?.
Eslc fado nao he de um prejuizo liansitorio; vAo
mais longe suas consequencias, pois que os rafezaes
ja formado' nao pdenlo dar colheila sem um inter-
regno de dous anuos cm determinados lugares. O
lidiadas planlarOes foi cohorte de um tpele de pe-
draras mais compacto nos terrenos de nordeste.
A pnvoaj.lo, depois que cessuu o pequeo diluvio,
percorreu as diversas siluac,es da villa, e refere-se
que pelos campos se oncuulraram immcnsidude de
passaros naufragado de companhia com leites, car-
neiro c eutros animaes que liveram de suecumbir.
Um curioso houve, que ejaminando o peso das pe-
dras, coohcceu que algumas linham uma e ditas on-
as, que se dissolveram pelo correr do oulro da.
Entre os fazendeiros victimas dos cscravus cunla-
se o Sr. Jos Ferraz de Campos, cujo cafe que se
achava ao sol foi levado pela torrente. Referc-me o
mesmo correspondente que a correnle ia ler a um
lanqueque cuiduu-se de varar, aproveilando-se ain-
da porto de 400 arrobas do caf arrebatado. No cen-
tro da villa, se me refere, as casas licaraiu damnifi-
cadas pelo furor do vendaval. He de crer que esle
fado traga alia de vveres por aquellos lugares ; os
cannaviaes j formados (icaram por Ierra, nao po-
dendo prestar grande fruto a seus donos, e as mallas
(caram despidas de sua folliagcm.
Nu lucante a tranquillidade publica, nao lenho
felizmenle a noliciar-lhc senAo nm pequeo conllic-
lo entre a forca publica c um preso as projimida-
des de Sorucaba resultando ferimenlos leves.
De Sirocaba me communicam a dcsrobcrla de
um medicamento, para diabelis. Eis como so me
falla :
n L'm lavrador do serta solTrla ha muilo lempo
uma certa enfermidade chamada diabelit, ou ouri-
na< doces, em tcchnologia vulgar. Comecou a lazm
j.. |iisiua de larii e Of'...... 4ue lomava
como su'ten*-- ZJ'U pouco mais de um mez ficou com-
plclamcnte restabelccido dcsla lerrivel enfermidade.
Esla nolicia ha dous das divulgou-se ; algumas pes-
soas que padeciam do mesmo mal recorreram ,-i ex-
periencia com ptimo resultado.
l)a capital nada liiler Imenie lenho a referir-
llie ; os espirito de vez em quando aqui dormem de
monotona. J quasi nada se falla cm polilica, se-
n3o quando algum novo caso de conciliario acorda o
cidado poltico. Na imprensa mesmo se dorme a
bom roncar, pois que acabou a do partido liberal, a
do Ypirunga, que era um vclho soldado caberlo de
cicatrizes do combale, e agora cnlrcguc ao hospital,
abandonado vrrsatilidade de adolescentes dcsajui-
zados. Nao lem, pois, imprensa o partido liberal;
anlcc a livesse : lodos amamos a impreosa : mas be
I imprensa dirigida por homens serios. Os homeus
serios libcracabandoiiarm-a, e boje apenas se v o
ex-Ypiranga para comprovar a degradarlo das ideas
liberaos. Faja idea de como vai o liberalismo por es-
las plagas.
15
He hojo Fez-so o poni ; a chave que segua a sua jornada
de numero em numero chegou ao termo da viagem,
pousou na meta da raneara, e marcou ferias. Sim,
ferias ; de hoje vante j nao vigora o balalo da
lorre, nana o poni do iiiexoravel bedel condemnaao
pregucoso que l se deijuu ficar entra os Icnces
-21
Por decrelo da 20 do correnle foi promovido o 2"
drurgiao alfercs do corpo do stude do ejercito o
r. Joao Jos de Freitas Bldense.
Por decretos da mesma dala passaram para a 2'
companhia do 6 balalhao de infanlaria o capilAo
do 2" da mesma arma Jos Tliomaz Ilenrques J-
nior ; e para a companhia do i regimcnlo de
cavallaria ligeira o capillo do > da mesma arma,
Manoel Anlonio Bodrigues Jnior.
Por immediatas e .imperiacs resolures de li do
correnle, tomadas sobre consultas do consolho su-
premo militar, foram reformados us capiac du 2.
regimcnlo de cavallaria ligeira Joao Scveriano Pes-
sua de Andradc e Manoel Ignacio da Silva, c o ca-
PjlAo do 12. balalhao de infamara Henriquc Jos ""otisado pelo LobAo, (,u aquebranlado pela vigi-
Mureira, pur se acharem incaoazes du servico. lia da noile nue se P-,,n,, r..i...j c__________
Por imine liala c
incapazes do servido.
. imperial resoluro da mesma
data, turnada sobre consulta do consclho supremo
militar, foi Iransferido para o corpo do eslado-maior
do 2. classe o capitao do 4 balalhao de aitlharia a
pe Jos Lzaro de Carvalho.
(Correio Mercantil do Rio.)
27
No Diario do da 5 encontramos o scguinle :
RiodcJaneiro 21 de outubro de 1854.
a Bag, 1 i de setembro.
Supponho que lalvez satisfar a Vmc. nolician-
do-lhc aualquer oceurrencia verdadeira que mereja
a pena fazer-se; aprcsso-meascenlificarlheque no
da de lionlem oram apprehcndidos os conlraban-
disla de rafa humana, o Oriental Paulino de Sou-
za,morador ( segundo elle diz ) em Gi, naquelle os-
lado Oriental do Uruguay,com mais dous companhei-
ros que conduzirara furtados para esla provincia oj-
io individuo pardos e prelos, com osnomes e idade
scguinlcs : Severino, prclo. de 50 annos ; Marlins,
pardo, de .10 e lanos annus ; Luciano, filho do pri-
meiro, lambem prelo, de idade de 18 annos ; Dama-
sia, rnoula, do 30annos; Porcina, idem, de 20 an-
uos mais ou menos; Leao, pardo, de 4 annos; Juli-
ana crioula, de 5 anuos; e Libralo, dilo, de 8. Pe-
los mesmos infelizes furlados fui informado que Se-
verino e Marlins sao os nicos nao nascidos naquella
banda Orienlal.
O conduclore c conduzidos acham-se recolhi-
dos a prisAo a disposico de superior auloridade.
Cunsta-me que o apprchenser de tal negocio,
que fui o Sr? capilAo Tranquilino Augusto Velloso,
esla fazendo proceder a precisas averiguacies a se-
melhanle assumplo, c do que disso cu soubcr com
cxaclidao Ihe communicarei.
28
Por decreto do 2> do correnle fui promovido a
Icnenlc-coroiicl do 4.' regiment de cavallaria li-
gera, con. anliguidade de 15 de julho ullimo, o ma-
jor du dilu regimcnlo Victorino Jos Carneiro Mon-
Icno.
Por decretos da mesma dala passou a cfTeclivo no
corpo do cstailo-maior da 2." dasse o major gra-
duado aggregado ao dilo corpo Manoel Ribeiro de
Moraes e a aggregado au referido corpo, emquanto
n,lo houver vaga, o capitao Jos Lzaro de Carva-
lho, que por imperial resolucAo de II do correnle
Hra para elle transiendo do 4. balalhao de arlilba-
na a pe.
Por decrelo da mesma dala se conccdcu ao 1. l-
enle do2.0 balalhao de arlilbaria a p Manoel
de Araujo, a denns-fio que pedio do servico du
cilo.
Por decretos de 25 do correnle foram dcmiltidns-
Iranrisco Gomes da Silva, do emprego de inspector-
Joaquim Jos de Lima c Silva, do de escrivAn ; c
Manoel Pedro Alvaref, do de escriplurario da alfau
.lega do Bio Grande do Norte. E Horneados ; Jos
Mana da Silva Maia para cscrivao, c Joaquim Can-
dido Pessoa de Scisas para escripturario da moma
airandega. [Jornal do Commercio do Rio.)
29
Por decrelo de 23 de outubro correnle, foram o-
i eail os:
Cirurgiao-mr do corpo municipal permanente
da corle, o cirurgiao ajudante do mesmo corpo, l)r.
Mariaiuio Anlonio Dias.
Cirurgiao ajudanle do dito corpo, o Dr. Jos Theo-
doro da Silva Azambuja.
Por derrelo de 24 do dilo mez, foram concedidas
.uiz
exer-
piau c^ OTrua^sA do atteratxrda imperiai cape,u a,,r
lia da noile que se escuou no folgtiedo. Se comeram
as clicas ao recordar o sacrificio quo dentro em bre-
ve so vai celebrar dianle de uma severa Irindade, ao
menos morreu o dever ponlual de oceupar um espa-
to na archibancada, e o que mais he, dizer no com-
pendio, sem precio ensaio.
Morreu, pois, o auno lc"divo para os escolsticos
maiores ; sim, para os maiores, pois que para a clas-
se bicha he agora que elle comeca, nu pensar de um
ubservadur elassien de nossa Ierra. E he real. Ordi-
nariamente o cstudantede humanidades passa o an-
no cm sanio ocio ; s agora, quando u calnr vem che-
gando, beque comeram a estndarosponlos malditos,
para cm novembro fazer examos, ou fugir, pois man-
da o fado que uma subila enfermidade faca o infor-
tunado bicho por-sc na tangente e cantar cabel-
lera. Quanlo scontas que se devo dar ao pobre
pal, nao he cousa de monta ; os lentes nAo chama-
rao o pobre rapaz que esl promplo a ser doulor ;
nAo desertou, nAo.
J ve que vamos na poca do borbornho e nlTlc-
efles. Trala-se de saber querr, furma as bancas ; ues-
te problema Irabalha meia cidade ; parece que lo-
dos os seus hahilanlesconcorrcrao came. Osestu-
dantcs sao aqui muilo considerados, e nao ha quem
nao lome parle nesla qucsIAo alllicta.
Ainda nao he ludo. Trala-se de saber se corre ris-
co Sr. Ptrto, se o Sr. Bellrano fez boas sabbalinas,
seo Sr. Sicrano deu mula falla. Apparecc lambem
a alta dos atleslados de enfermidade : a academia,
dr-sc-ha, he um verdadeira /u:arr/o,solTre de pon-
fos. E cm verdade, mi molestia he cssa ; he ver-
dadeiro cholera : mala um auno com a rapidez elc-
trica.
A poca he ainda fcrlil para a fazenda : cresrc a
rendada posta, pois que o futuro doulor, firme no
annexim do populaxo o teguro morreu telhonao
arrisca o futuro de um anuo, c as lucubracoes de
lana noile. Ah! que a parlida he de segurar-se : nao
seicomoalgum gniio mercantil ainda se niin leni-
brou tic eslabelecer um seguro contra asrcprovarf.es.
Valia, anda que elle fosse da nalurcza do de olc-
lias, que lano cucordoou ao Bonifacio de Mova.
i Vmc. sabe o penalmente que dumna a semana,
actos : venhamos porm a oulro lopiro : nem ludos
os seus as-ignanles se inlercssam ueste assumplo.
Sabe que o Dr. Silveira da Molla, no lado saqua-
rema goza de extrema ympalhia ; he por isso que
nada avanro de novo quando Ihe digo que foi com
geral prazer de seus amigos, que aqu appareccu
sen nome no primeiro lugar da lisia trplice deGoy-
az. NAo be s du inleresse de Goyaz a entrada des-
lc cidado nu senado ; a provincia de S. Paulo, que
lambem o considera como seu lilbo, pelos alurados
servico que ha recebido em diversas pocas, igual-
mcnle ganhar. SeGuyaz liver no senado um ora-
dor, a Goyaz que, desterrada nos confus do imperio,
quer um voto vivo que reclame seus direitos, sua
iruiAa paulopolilar.a se cncher de jubilo, pois que
seu eflectivo represenlanle n8o a abandonara. S.
Paulo muilo deve ao Sr. Motta ; anda na ultima
sessao por difiranles vezesouvin-.se a voz desse ora-
dor, -empre incantavcl em pedir o justo para seus
constiluintcs. Permita pois que, em nome da opi-
niao desla provincia, Minea votos pclu futuro deslc
senhor.
A (hciouraria de fazenda desla provincia leve
de soflrer uma bem fatal decepcao. Geralmenlcse
acrcdilava que alta como que fabulosa dos ccreacs,
e outros ohjectos de necessidade primaria seria um
argumenlu por de mais procedente para a elevado
da classe a que ella pcrtei.ee.
Neste sentido a eorporacao de fazenda fez subir
ao gabinete do Sr. minislro da fazenda nm bem pro-
duzido reqnerimeolo. Tivenccasiao de dar-mc liinn
leilura, e vi uma rigorosa demostrarAo da verdade
geralmenle reennhecida, que com os vencimenlos
aduaes os serventuaries lem uma subsistencia mila-
grosa. Se Vmc. qnizor dar-so por disIracrSo ao Ira-
balho de eiaminar a tabella eiaclissima que j Uve
occasiAo de enviar-lhe ; ic observar que a Ihesuura-
ria de que se trata he uma das que sustenta um
grande pesu, maior que outras mais favoravelmente
classificadas, ha de convir comgo que a petjao he
|itleralmenle justa. Para te verificar que o trabalho
ao cargo desla cslacAo he superior s Torcas do nu-
mero dos empregados da sua calhegoria, digo-ihe
que por mais de uma vez se lem representado em
sentido do augmento de bracos que deem conla da
i'scripluraeao gigante que ah ha. O inspector da
llicsouraria, o contador e algn- cheles de ser rao,
sabem lodos, nflo se limitam ao Irabalho pontual na
rcparlicAo, veem-se obrigados a conduzir a pasta
para o gabinete domeilico ; ao contrario o atraso ine-
vilavel recabr sobre ellcs proprio.
Ainda agora me consta que o elide de seccao Por-
lillio, que em sua propria casa e na reparlicAo em-
prega horas elfedivas, descororoou com o impossivel
physco de por em da os Irabalhos de sua serena, e
reiteran o pedido do augmento de serventuarios, e
todos nos sabemos que esle funecionario he um dos
mais consjennosos da lliesouraria.
Quem aqu esl e por si mesmo observa estas cen-
sas, admira que o Sr. Viscondede Paran desprezas-
se um reclamo desla ordem. He elle IAo justo que
desojramos ver aqui S. E\c. para dizer sua opi-
niAo, depois de cerrar as repartieres por uma hora
que fosse. Tenho ouvdo dizer que o Sr. Visconde
est prevenido contra esla lliesouraria. He um pre-
juizo inculidu no animo de S. Esc. por mo infor-
mante. Se ha raz.l.. de queia, recaia ella no infor-
mante suspeilA, e nao no minislro, que se funda em
lomado oflicial, que se fez cargo de dar uma pre-
sumpro dcsfavoravel conlra esta lliesouraria. Feliz-
mente a prcMimpcAo he de nalurcza a ceder ver-
dade : se o Sr. Visconde quizerconhcce-la.uma sim-
ples delegacao sua Ih'a (ara conhecer. Ora, he islo
o que a lliesouraria deteja : eiamine-se a qucstAo e
aea-se ju-Iira.
1- echemos este tpico, lalvez odioso. Toquei nesla
qucstAo porque semprc de uma opiniAo TaUa sobre
uma estadio lao importante de miiiha Ierra. Foi o
nico movel que me ioduzo a fallar assim, para que
o Sr. Visconde ouca pelo vehculo de seu jornal, que
tambem deve ser o orgAo das necessidades das pro-
vincias. Nem sou suspeilo ; melhur que ninguem.
Vmc. sabe que a medida em questAo em nada me
pode apruveiiar, nem a mim, nem ios meospropin-
quos. l
Veja-se que mais por ah vai.
Nada litleralmenle : a governanca corre m mar
de rosas. Fehzmonte para ella c para nos no cor-
rente anno nao haelcicao.nao sollreremos csse rhole-
ra de reputacbet. Em pocas de urnas nao ha go-
verno que evite os cachopos conhecidos. Bem perto
temos o ejemplo do conselheiro Josino, que daqui
se relimo deixando uma grande maioria de amigos.
De que servio csso cidadao ser, na opinaode todos
sem cjcepeao, o presidente probo por eicclleoca, o
ejaclo observador da lei Haviacleire-, a impren-
sa era cnlaii encarnujada.o- chele- liberae- cscrev iam.
Hoje vcio a concilncan, nao ha imprensa que so fa-
ca cargo de calumniar a presidencia, os suphismas
nao aproveilam nesla qua Ira, o partido liberal cslre-
buxa, c a sua alma, o Ypirnnga, fui rccolhida por
dous esludanle, publicistas dasdistrac^esqiic l.rin-
cam com os lugares communs que ah vao pelos li-
vros do deleito. Anda que essas disscrlacOes eslam-
i... ... i'n/rauaa achassem Ihema para hostilisar
o actual administrador, o que seria bem JuB-ii n
podamos concluir opposirao lu.crai. Essa nao ha :
seus cliefes reliraram-sc, e seria um paradoio lomar
como opposic,3o liberal os fallarrs dos menores. P-
de-se mesmo dizer que o liberalismo, residuo na
provincia, apoia a actual ailinini.tra.jao : a opiniao
dos dous escriplures acadmicos oeuhunia rela^ao
pode ter com o espirito liberal. Ao menos assim o
povo desla considera. Seria bonito que se disse$e
haver ama delegacao para esses dous orgAos Enlao
o liberalismo leria altingido ultima decadencia.
Nada ; nesle ponto defendo eu o credo liberal ; elle
escrevem por sua conla c risco. sAoorgtos de si mes-
mos.
23
As lurbas populares que pela entrada das grandes
pessoas nesla capital se agrupam as avenidas para
ver passar o recem-chegado c seu sequilo, que acor-
da a popula j.v. rom o repicar das torres, estrondo
de fogueles e do inexoravel zabumba dos bala-
llies, liveram de soffrer o desaponlamenlo de ma
decepcAo.
Tinha de cliegar o Sr. bipo diocesano, procedente
da sua peiegrinacSo no norte da provincia, e o po-
vo que infallivelmcnlc concorre em grande vulto a
esles divcrlimentos gratuito, leve de conservar-se
em casa. O Sr. bispo entrou r capucha : algumas
pessoas viram atravessar o aterrado do Braz um ve-
nerando ancAo que monlava um mansueto quadru-
pede, no meio de outros familiares de S. Exc, que
se recolhia ao sen palacio da Luz depois dessa fati-
gante jornada que, com fundamento ou sem elle,
tanto deu que fallar nesle orbe.
Parcceu-me mal que o principe da Igreja solita-
rio voltasse a esles lares. Nem um cavalleiro em
seu encontr, nem um enroado para beijar-lhc o an-
nel. Ser que o povo paulislano esl realmente of-
fendidocom o prelado, por rsses fados que reben-
tam de lodos os ngulos da provincia, mrmente com
a eliminarlo de algumas esmolas da caixa pia'.'
Ser que S. Exc. nao gosta do povo desla capital, a
quem oliendo com sua ausencia da cathedral, al na
semana santa 'I
Que sci cu '.' Apena* posso rcfcrir-lhe qne um so
individuo nao foi similar o Sr. D. Antonio a sua en-
trada; apenas alguns sinos repicaran) oilicialmenle.
Sinceramente deploramos que esle facto tcstemu-
nliasse o desgoslo de lodoo rehanho, ou, em nome do
povo, proleslasse cm represalia a S. Exc. Revm.,
por cuja volla s os tinos se alegraran) ; os si-
nus, que choram e nem quando manda o sacris-
Iflo.
Que de rcdcjes nao tera o seu correspondente a
fazer nesla occasao 1 O pastor da Igreja Paulistana
dcsamadu unnimemente pela ovelhas Mas, eu nao
me alegro com estas consas; seria applaudir a des-
crenca do povo, que com magoa ve a mitra na cabe-
ra de um hnnicm lalvez liom, mas errando milito.
Abslrao, pois, de semclhanlc assumplo ; liquem as
rclleiSes para quem quizer faze-las. Limlo-me
simplesmenlc a pedir ao Sr. bispo que,quan(o antes,
taen levantar as muralhas desse dccanlado seminario,
para desla irle pulverisar essa phalange de ininiigos
que IAo mal falla.
Olanlo a mim, que sou conlentavel, sem oceupar
a folln da Cai.ra Pia, reso com fervor para que el-
la de novo seja abcrla :i meiidicidade.
Parece notavel que, sendo Mogi-Mirim urna
populacAo pacifica e de bons coslumes, civilisada
mesmo, lauto quanlosecumpadececom suas circums-
tancias, no cnlanlo seja o thealro de algn crimes e
desgracas que ja Ihe lenho noliriado.
ltimamente se deu ahi um fado lamenlavel,
que cnchcu de horror popularan; foi nm crime re-
vestido de horrendas ferina-, s pratiravcl por um
inonslro rhegado ultima escala da perversidade.
Dos se lenba compadecido de sua alma : j i nao
perlcncc tena o infeliz de que rallamos. Kvi-iia
nesla cidade fulano Bernardino da Silva, co-habi-
lando com urna miilhcr de nome Anna Candida. A
nica fortuna dcste rnoct) consslia na propriedade
de dous criuulus que Iralava como amigos : crian-
zas de 8 anuos. Auna Candida leve polmica
com o senhor dcslcs escravos, na occasiAo de
elle dar um passeio a Mogi-Guassi'i, a uma Irgna de
Mogi.
Anna Candida, despeilada com a ausencia dcle
homem, rcsolvcu vingar-se, pois a jornada se linha
feilo conlra a sua vonlade. Ascelerada cscolheu a
hora mais adequada para ejecutar a vinganca, quan-
do o povo concurra para a missa da parochia. En-
pn
IAo arma-sede urna navalha, atira-se sobra o
meiro nimiln que enronlrou c d-lhe i
profundo golpe no pesclo. A cabera da victima
ficou pendura la ao pescoco. Foi de novo em bus-
ca do irmo do assassinado quo, prevendo a furia
da inseutala, se linha occnlladu dentro de uma li-
teira. Em vio linha fgida: com a mesmo ins-
trumento mi mais esle Innuccnle completamente re-
lalhado. Expiran poneos momentos depoi de seu
irmao. NAo parou aqui : depois de ler assim eo-
mecado sua vinganca, reduzio a pedacos lodos os mo-
vei e louca qne encontrn cm casa.
Mais larde chegou e infeliz dono da rasa, que a
arrombou por nno Ihe aecudirem aobalcr. Enen-
Irou Arma Candida encostada ao portal, c Ihe inter-
roga acerca do cncerramenlo completo da casa.
t Sra. nna, dizia elle, que faz ahi desse modo ?
A infeliz nAo poda rcsponder-lhe : eslava mora.
A nidade, Anna Candida tinha-se enforrado, c foi en-
contrada com as vestes ensanguentadas; os innocen-
tes crloulosestavam oslendidosao rez do chao, cada
um em seu quailn.
Quero crer que esla desgranada mulher linha per-
dido a razio; de oulro modo he difllcil ejplicar-se
um lao hediondo corarlo femininrr.
Acaba de reunir-se a congregado da Facnl-
dade para compor as bancas.. O da da reuniao
desse tribunal he o da das angustias, da palpilafAo
c da anxiedade. A especiado publica se converge
para o difiri de S. Francisco, pois que muilas ve-
zes a composicAo banquina revela a sorle da maio-
ria de um anno. Nesle problema nao se oceupam
s o acadmicos, a curiosidado pasta alm do seu
crculo purque ha mula parle inlerestada no futu-
ro deslino scienlificu.
O Dr. l'm lado foi mandado para o lerceiro an-
no ; ora, fcil se lornuu a realisarjao de cerlos de-
sejos. Mnita gente se empenhava pra arreda-lo do
quinlo : dizem-me mesmo quo dentro havia quem
com tremor volava aflincadameote para que se re
movesse o lente severo do quinto anno. No eslou
inleira meu le iniciado noque la occorreu : o caso he
que o Dr. Furtado, indicado para o quinto, vai exa-
minar no terceiro. Fri removido do quinto, onde
leccionava, e la foi fazer os terceiro-annislas tiritar
Quem quizer commentar sobre o caso fique com
vista : au me quero ingerir nestas cousas. Os ac-
tos comecam a 27 deste, eslreando os 3', 4. e 5. As
bancas formam-se deslc modo :
1. AunoCrispinianoRibasBrotero.
- AdeloM. JoaquimMarlim.
3. M. DiasFurtado Cabral.
4. FalcAoMarlimGabriel.
5. I!.mallnCarao C. de Campos.
Eu Ihe disse que a folba dos cstudanles ia de-
caliindii na opiniao publica, pois que te tinha feilo
cargo de insultar, e que al os quinlo-annislas Ge-
lulioe Marcnndes sa linham retirado. A mesma
folba sabe agora a espora, querende arredar de si
esse facto que Ihe desaira, pois que importa ser re-
pelllo pelos proprios collegas.
Reitero a nolicia que dei; os quinlo-annistas reli-
rarrm-se ; eram collaboradores bem como os acta-
es. Procurou-ie mesmo um assignado do* ex-col-
laboradores para se me desmentir ; nao o consegui-
rn). Os individuos a queme relira nao quizeram
firmar com seu nome uma mentira para obooar des-
abonados. Nao Ihe impinjo noticias faltas ; faco
mesmo timbre de nAo arriscar aquillo de que nAo le-
nho evidencia. Fajo esta ralifkacao nicamente
pelo respeilo que devo a re lacean do Jornal: nAo
be para dar importancia a esses mocos que queram
apparecer prematuramente, sendo certo que o par-
tido liberal repelle essefructo Wmporio.
Informe-se ahi na corle quem quizer, com os aca-
dmicos que em nevembro devem regrosar ; ellcs
que digam o que pensam da lal redarcao do Ypiran-
ga queso arvora sem procurado de alguem em re-
presenlanle do campo liberal, fazendo que o juizo
do publico Ihe negu a palavra incompetente. Ain-
da honlem se deu um fado que muilo significa para
o caso.
Rcgrcssou da provincia de Minas um decano col-
laborador do Ypiranga, que se assignava com a for-
mula \, /.. He um liberal de conla, peso e medida
anda nao concillado. He doulor decapello e lente
de prcparalurios. Acaba de fazer uma declaracAo
solemne pela imprensa que termina por estas pala-
vras : Casto de usen-ver nara o Yniranaa emitan-
lo durar a actual redacrao. Ja ve que ja nao sou
s eu que considero pouco invejavel a posirjSo do
Ypiranga. Note que a proemineuria que quiz cer-
tificar ao publico de sua retirada he um dos mais
anligos escriptores do credo liberal ; he um dos mais
acrrimo propuguadores dessas ideas, e depulado
geral pela chapa liberal.
Estese oulros fados indicam que o credo liberal
apuia o actual guverno. Todava algnns mais ini-
ciados nos mysterios polticos enlendeni que a dc-
serco da lides polticas he smenle apparenle. Nao
apparecem agora as proeminencias liberae ; poil
que isso nAo convem ao individualismo ; querem
observar os acontecimentos e aguardar melhor mon-
so. Por agora reina o mais completo silencio:
quando elle j nAo convier, quando nova emergen-
cia apparecer, saldrn detras da corlna. Ora, para
Ao desanimar completamente os correligionarios do
interior nestn tregua necessaria, continua o Ypi-
ranga delegado aos estudantes, que preenchem esle
entre-acto. Mais tarde, quando ja nao se fizer ne-
cesitara a ficijao, os testas de (erro serao apeados.
Ignoro qual das premmpeoes se realisar,i ; os seus
leilores aceilem uma.
Nada mais que valha mencAo.
Termino precnchendo uma lar una de seu compo-
silor,que na ultima correspondencia, eliminou a
villa do Bio Claro, deixando em jejum a seus leilo-
res sobre a localidade em que se deu o prejuizo plu-
vial que refer.
Saiha, pois, que foi nessa villa ; assim como de-
vem saber os seus leilores que fallei na mesma oc-
casiAo cm fazendeiros victimas de estragos : nao
fallei em escravns. O seu compositor eslava des-
pachando.
*-
i- Nem um s desses fados que socm apparecer em
laes roi.jiinduras, como demissoes, nomeaooes, exi-
gencias ou imposicOes da parle do governo, ou al-
ternados e violencias da parle do particulares, veo
perturbar o bom e pacifico puvogoyanno no exerci-
cie do seu direito de velar.
O Dr. Jeto Bonifacio de Siqueira, cliefe de
polica da provincia, por ordem do presdeme dirl-
gio-se a comarca de Porto Imperial, afirn de tomar
conhedmenlo do facto ltimamente ahi occorrido di
morle de infeliz Dr. Duarle Novaet, juiz de direilo
dessi comarca, qoe perecen victima do bacamarte
de um attassino, por ora deeeonheeido.
Diz-M geralmenle que proeedimenlo denegra-
do e altamente provocador do assaaeioado, a qne ti-
ra devida a tarda remocao que Ihe deram, mas de
que nao chegou a ter nulicia, para Matto-Grosto,
exclusivamente concorreu para IAo lamenlavel tuc-
cesso.
Esperamos pelo resultado dasjdiligenciat jadiciaes.
O juiz do direilo da comarca da capital, o Dr.
Olegario H. de Aquino e Castro, depois de encerra-
das as sesses do jury desla cidade, com o qne leve
de oceupar-ae logo depois de sua chegada, chamou
soh sua immediala proteccAo lodo* os negocios da fa-
zenda nacional, e.tlizera-not que a achou qntl orpha
desvalida e sem tutor. Parece que remidieren pe-
lo estado em que encoolrou este ramo do servico
publico, que jamis se curou aqui dos interesara des-
la importante entidade com o zelo que era nrcessa-
rio ; lem desenvolvido muila actividade, com a qual
be de esperar que nAo seja por mais lempo Ultra
mora a grande divida adiva da fazenda, pois que
lem em andamento cerca de 200 procseos, s do
lermo da capital, e com lal nolicia consta que moi-
tosdevedoresremissos, antes qua Ihe chage por casa
o sequestro, lem-te dado presta de enlrarem com os
seus debitas para a lliesouraria,
A este respeilo cumpre observar que nao carre-
gara com a responsabilidade desla falta os dignos
Drs. chefe de polica e juiz municipal do termo, an-
tecessores do actual juiz dos feitos, pois que o pri-
meiro nao ejerca essas fuurcf.es por ser seu pai o
procurador fiscal da lliesouraria, e o segundo s ha
pouco lempo he que comecou a exercer este cargo.
No da 12 do passadu fallecen o Exm. e livin.
bitpo desta diocese, o Sr. D. Francisco Fcrreira de
Azevedo. Suas eminentes qualidades, nobre carc-
ter, profundo saber e inesgotavel caridade, lornam
sua memoria assaz preciosa, e deixam-nos um vacuo
bem difllcil de preencher-se.
Ojala possa o nosso Ilustrado governo deparar, c
logo, como muilohc misler, com um successor digno
de IAo importante ministerio.
At hoje ignoramos o final resultado da prelen-
cao de Maranhao em relaeau nossa comarca de Ca-
rolina ; dando porem este facto como consummado,
a vista das ultimas noticias, nAo podemos deixar de
protestar desde j, com toda a vehemencia, contra as
prelences exageradas da nossa vizinha, a provincia
de Minas, que procura augmentar a aluic;ao da af-
ilela, desojando tirar uma importante parle da nossa
provincia para realisacAo de nma idea com que nao
cessa de oceupar a alinelo das camnas.
Comtudo temos esperanzas de que nao pastaremos
por mais esle desgoslo. ( dem.)
AU breve.
( Coria Particular. )
QOTAZ.
II de setembro.
A correspondencia das provincias do interior do
nosso vasto imperio com a corle he hoje reconheci-
'I.imeole antes urna necessidade do que urna curio-
sida h'. Faz-se por ella conhecer uma serie de fac-
I o- noce-anos para se poder avahar as circumstancias
cm que nos adiamos; as necessidades qoe ha a oc-
correr, inelliorameiitns a preenrher, e finalmente il-
lustra-se o espirito dos nossos leilores fazendo-lhes
ver o que vai por lao longinquas paragens.
Seja pois pcrmiltido nossa provincia de Goyaz.
cujo progressivo desenvolvimentose manifest boje,
apezar da grande distancia que impede o contado
immediato com as ideas do dia, ler lambem um cor-
respondente do seu Ilustrado jornal, que faca sentir
os inlercsses que ha a reclamar a bem seu, e que
ao mesmo lempo noticie o que ocerre no monmen-
to mais importante.
Salisi'eiios assim os pracritos da arle, comecemos.
Tcve lugar no dia 1." do correnle a aberlura da
assemblea provincial, quercunc-se para Iralar dos
nlercs- s da provincia em ptima occasao, vUtu
que enconlra frcnlc da admnislracao da provincia
um presidente activo c inlelligenlc, que tem mostra-
do nao querer fazer urna adminisIrarAo de expedi-
ente, porem sim de Irabalho acertado.
Em verdade, o Sr. Antonio Candido da Cruz Ma-
chado lem grangeado estima c considerarAo pela at-
tencAo que lem prestado s necessidades da provin-
cia ; basta ler-se o rotatorio que apresenlou assem-
l.lea para se rerunheccr a verdade do qoe tem li-
sonja tica expon lele,
llana asscmblea um circulo que poder-se-hin cha-
mar ilc opposieo s vistas do governo, porem he l-
miladiatimo, c parece dirigir suas hostilidades ni-
camente muir una ou outra medida di adminis-
IrarjAo.
A le da guarda nacional, hoje cm cxecucjlo
cm quasi todo o imperio, ainda nao pdes-lo aqui;
consla-nos porem que o presidente Irabalha com
empculio em senlido de sua nova organsacao, c an-
ciosos esperamos pelas nomeaees 'dos oilciaes, pois
que de ordinario sAo clles os mais furles garantes do
dcscnvolvimeiilo desla importante inlluirAo, pelo
que cumpre que sejam muilo acertadas.
De enro j se saher ahi que te acham conclui-
das as oleicf.es para um senador por esla provincia,
e que fazem parle da lista triplico em 1. lugar o Dr.
Silveira da Molla, cm 2. o commendador Padua, e
em 3. o couego Leal ; o que porem pode ainda nao
ser de lodos condecido be que foram ellas feilas
com nnpetuibdvel socego.
TT0-GH08S0.
CtaUfca', 33 do Julho.
.....Esl emlim concluida a eleicAo para um se-
nador, em enjo proceaso tanto por longo lempo se
dislrahiram nesla provincia as oceupaees e us es-
pirites. Dos queira que um motivo lao fatal, co-
mo o que inulilisou a primeira eleicito, nao nos ve-
nha por a bracos com lerceira.
A conciliario lem produzido nesla os melhores
resultados. A maior lealdade presidio execucao
das deliberaces dos dous partidos. Cada um delles
apresenlou um candidato de seu seio: ambos adop-
taraoi pela segunda vez como lerceiro o desembar-
gador Miranda, de cuja boas inLencet a favor da
provincia lemos de dia a dia as. melhorondemons-
Iraroes.
Um grupo separou-se da romhinatjo dos lados
polticos. Esse, vendo perdidos os seus esforcos,
fez no Diamantino volar em um dos nossos candi-
datos.
Posso assegurar-lhe que as eleicf.es foram feilas
com a maior regularidade, raima e lberdade em
todos os lermos. E como n.lo ser assim, tidos polilicos desde tanto lempo se acham erope-
nbadus em a--m proceder, fazendo laiumpliar as
eleices os candidatos de seu commum pcntamenlo'.'
Como nao ser assim, se a honeslidade proverbial, e im-
parcialidade nanea desmentida do presidente I.ever-
ger serviam de garanta conlra qnalquer detfortjn de
descontenlamenlo 1
Os eleitores de Malto-Grosso votaram nessa cida-
de por nAo poderem vir villa Mara, lugar distan-
te cincoenla leguas daquella. He tal a peste que
lem accommellido us auimaes, que cites nao live-
ram conduccAo para all. He esle um dos incon-
venientes da actual lei de divisAo eleiloral, cuja
reforma proposla na cmara temporaria pelo desem-
bargador Miranda e depulados desta provincia, jai
sem andamento no senado. Devcremos sem duvida
ao futuro senador a approvacAo desse projeclo : a
Providencia Divina o Ilumine.
O povo lem feilo o seo dever : o chefe do estado
faro o que fr de suu soberana vonlade. Dos fal-
lar por elle.
Muilo lem animada la provincia a noticia da
companhia de commercio pelo Paraguay ; s assim
deixaremos de comer o sal a 180 o alqueire, como
chegou este anno, e ainda o comemos, por barato,
a 439, deixaremos de beber o vioho a 29 o quar-
lilho, e leremos abundancia de oulros gneros que
aqui custam alto preco, como o ferro, por exemplo,
que se vende a 1 to a arroba.
Por tocar em ferro lemhra-me dizer-lhe que a
asscmblea provincial, p suida dos mesmos desejos
que as de outras provincias, rcpresenlou ao governo,
nesla sessAo, a crcarAo de urna fabrica de ferro em
villa Maria. Os arsenaes de guerra e marinha gas-
tam s em pequeos concertos para mais de 150
arrobas desle genero lodos us annus, e o compra
por alio preco, quando em qnalquer parle da pro-
vincia ha minas abuudanlissimas desle mclal. Em
villa Maria ha muila pedra frrea, muilas e gran-
des malas para formar combuslivel, uma planicie de
li a 7 leguas para manejo edirecc,Ao dos carros para
lodos os pontos, aguada permanente, ptimas pa-
tagens para os animaes do servico, e livre transi-
to pira os carros al s margeus do Paraguay, dis-
tante ti leguas do lugar em que se deve formar o
cslabelccimenlo, e por esse rio poder o estabeleci-
menlo receber e expedir ludos os seus mi-teres para
(odas as partes da provincia, sendo igualmente f-
cil osupprir-se de ferroChiquitos, proviucia de
Bolivia.
A pedra frrea que desle lugar se lirou, sendo
examinada na fabrica do Vpanema, produzio na pri-
meira tiperacao de fugo Wi l|3 i e depois da refi-
nadura 45 7|10 de ferro dudil e maleavel. O nosso
governo que tome esta reprcscnlacAo em considera-
c,lo, e nSodekc entregue ao desprezo do po da se-
cretaria. He lempo de irmos cuidando nos nossos
mclhoramenlo, aprovcilando as riquezas com que a
Providencia nos brindou, e nao eslarmos em ludo
e por ludo sujeilos s Icis do estrangeiro.
Tendo tocado no arsenal de guerra, devo dizer-
lhe que o governo Ihe far um valioso servico se nAo
fur indiflerenle i sorle de seus empregados.
Esla provincia he a inas cen'ral de loda<, e a
mais importante da frooteira do imperio, e lano
que a lei de 18 de agosto de 1852, allendendo s suas
circtinistancias peculiares, e s do Amazunas, conce-
deu aos nfiicaes que nidias servissem graliicsc,At)
addiconal dobrada, e a 4." parle du lempo ; nclla
fallam lodos os recursos, todos os gneros, mxime
os da primeira necessidade cti-lam o quadruplu, ou
mais do que cuslam em unirs.
A cscripturacAo interna do arsenal de guerra be
muilo grande, seu expediente crescc de dia a dia,
alm de ellecliv a correspondencia com tras fronlei-
ras filaes impurlanlissimas e com muitos destaca-
mentos militares. Aos meslrcs das oflicinat spelos
riscos c diceccAo do Irabalho, sem alguma responsa-
bilidade se Mo 4-3 diarios, 1:640$ por anno, alm de
outras vantagens, enlrelanlo que aos empregados
obrgadot a comparecer decentes, sobrecarregados de
servico e responsabilidades se dio mesqiiinbos orde-
nados. Ser porque o carpinleiro ou fcrreira lenlw
mais sublimes devere a cumprir 1 NAo se diga que
os empregados s trabalham al as duas huras, pur
que ao contrario obrigam sempre as necessidades do
servico. Todos os direclores, allendendo falla de
recursos, ao preco excessivo de lodo os gneros e
mesquinhez dos ordenados, que de mauera alguma
compensan) o trabalho, lem em seus rehilnos pedi-
do augmento. O Exm. ministrada guerra se con-
da delles.
Consta qne pela secretaria de estado dos negocios
da jusilla sceiigiram informales relativas aosofll-
ciaes da guarda nacional que melhores servicos te-
nliam feilo ordem publica e provincia. Sem du-
vida querer o governo considerar eeses bene-
mritos, estimulando o sen zelo e actividade. Muilo
ha para desojar que nAo fique isso em simples pro-
metaos, e qoe com elTeito m d a devida considera-
cao e animacAo a orna elaaae quo lao importantes
servico ha prestado, e est resolvida a prestar oes-
tes retirados lugares o interessjntissimas fronleiras.
Que ao nao osquecam do uu digno commandanle
superior interino, o probo cidadao Manoel Anlunes
de Barros.
A provincia est em plena paz, o s esperando o
momento em qoe o governo de S. M. I. Ihe abra as
grandes portas e Ihe aponte o caminho para elevar-
se ao poni de consideraclo e grandeza de que he
digna. A navegacao do Paraguay lie uma detsa
grandes portas.
Sou Cniabano, e tinlu o maior orgulho em ver
que se ralla por ahi na mlnlia provincia, sendo Vmc.
a cansa disto, por laobeoevoUproetar-te i publica-
cao de nimbas pobres carias. E meu orgulho ainda
mais se eleva quando nAo tenho a registrar em mi-
nha correspondencia um crime atroz, um ficto ex-
traordinario qoe a desaira par do suas irmaas.
Dos a preserve desses flagelloe.
Aleo correiosegointe. ifimn.)
(Jornal do Commercio.)
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO
Baha 4 o Bovembro.
Fiel promeasa- que Ihe liz na inhiba primeira
carta, deixei passar 15 dias qne empregoei calando
aqui e all noticias para vir ao mercado eom boa
copia dellas, depoi de haver separado o trigo do
joiu, uu o verdadeira da falto.
A Baha, com ser a segunda provincU do imperio,
vive como que Irilhindo no mesmo caminho: lio
uma roda qoe gyra sempre nos sena eiios, e se as
vezes escapa delles, bem drpressa concertase, e
couliuna no seu gyrar continuo ; o seo cummerrio
nuir'ora Uo floretenle, hoje vive como qne em de-
cadencia, as Iransaccoes sAo tracas, o desanimo rei-
na ainda que sorraleiramenle, e so he rlisfarcado
por essa febre rdeme, qoe ha um annu pora ea se
tem desenvolvido, do creronse eaubeleciraenlos
bancaet, que lem servido de esleio para nAo te des-
moronaren! muilas casas que gozam do privilegio
de abonadas, porque, como sabe, com crdito lam-
bem se negocia, e muilo.
Estas illuset sao passagerat, os eslabeleciraenlos
bancaes parecem-se muilo como Xerxoa lancandoca-
deias no Hellesponlo e acornando as ondas para pren-
der a lempestadr, e come este, nada lambem elle-,
conseguido, porque bem breve soara a hora do
muitos negociantes fazerem ponto,
Emquanlo nAo chega este dia, que muito se asse-
melhar com o d ;'ui;o (para muita geutebem
entendido) continuo com a minha larefa.
NcsU quinzena falleccu uma vetha, viuva de Cnt-
todio Jos de Souza, que dei jou a mesquinha totu-
ma de 80 con los de res em boa especie.
Notc-sc que ninguem esperara qne este coelho
sahisse de lal malta, e a boa veihinha occallon sem-
pre esle ihesoiira, o a mea ver ohrou eom acorto,
porque seno, seria consumida, namurada, requesla-
da, adorada, pedida e empenhada por muita gente
para casar-se. Em perfeicoes se Ira nsformariam lo-
go lodosos seus defeitos, e como Moliere, o tal pre-
tndeme ludo amavel julgaria no objeelo anude.
Se ella fosse paludaelle a desculpara comparan-
do-a a brancura dosjasmns: se magra diraque
era esbelta, e airosa: se gordateria entao ne seu
porte mageslade : te fosse alia como um coqueiro
seria deidade: se fosse auaaera resumo de celestes
prendas e...
Desl'arte eom eslremnso ardente peito amara
atos tenues de sna amada, sempre com a mira nos
cobres, que lie a mola real do universo. A fortuna
toda foi para um lal Secupira, senhor de engenhe,
irmao da fallecida.
No dia 28 do passado, anuiv ersarin da sagracAo
do Exm. e Bvm. Sr. D. Romualdo Anlonio de Sei-
xas, arcebispo da Bahia, e primaz do imperio, o vi-
gario da freguezia de S. Pedro, no exlremo da qual
por padcciineolos hoje mora o m-sso sabio e virtuoso
Metropolitano, fez cantar na matriz orna mise so-
lemne para commemorar n.iu s esto dia, como lam-
bem demonstrar o regosijo que senlem os habitantes
da freguezia de S. Pedro por lal honra...
No dia 23 seriam 7 horas da noile, quando os si-
nos principiaran! a locar fugo. Era uma das peque-
as tojas do rufcerio do meio que principiava a ar-
der, sendo causarlo este incendio por um embrulho de
pli .sphoros, que ohio ao chao, e que com o atrito
se havia inllammado. O fogo passoo-se de orna luja
para oulra.
Comparecern! inmediatamente as primeira- au-
toridades, muilas pessoas proprias para Irabalho, e
com os soccorros das bombas, depois de muila lula e
nao pequeo eslrago, conseguirn! eilingu-lo.
Felizmente o subdelegado da freguezia de S. Goo-
calo conseguio capturar o assassino do capitao Luiz
Carlos da Silveira. O pai: qoe tanto gritn contra
esle assassinalo, e que afliaocon ter o malvado pro-
tegido pelas autoridades do lugar o que dir"! l-
timamente o Jornal da Bahia publcou o seguinte
fado, escriplo por um eslodante da academia de
medicina.
He bem curioso, o portanlo digno de apparecer
em seu Diario.
a Sr. Redactor.Rogo a V. S. o favor de publi-
car em sen Jornal o seguinte facto:
No sabbado passado o lllm. Sr. Dr. Jonatlias A li-
bo!!, milito digno professor d'anaUmia descriptiva
da facnldade de medicina d'esla cidade, apresenlou
na tua aula uma crioula por nome Fausta,escrava do
Sr. Miguel de Teive Argollo, com 40 anoos d'idede,
na qual aparentemente se nota Talla absoluta do
slernon.
Procedcndo a minnciosas ndagaces reconheci,
que desde o Descoco al o pubis ha orna parede, mol-
le e continua.
No lugar, em que devia estaro sternon ha um
n.lervallo de tres dedos cutre as coslellas, qoe for-
mam a caia Ihoracica d'iim o oulro lado, e n'elle
se v claramente o coraran fazendo os seus movi-
menlus de systoles e dias'tolrs, as suas aurculas e
ventrculos. O tacto me moslroo a erossa "aorta,
o os grandes traucos, que nascem da sna conveiida-
de, mormenle do lado direilo.
o Quando a prela te ri, o peito se expande, o inter-
vallo tlernal fica maior, e o corarlo mais fcilmen-
te pode ser visto porqne sahe Tora do nivel do
peito.
Conlou-me o Sr. Dr. Jonalhas, qoe a Sra. da
crioula Ihe dis-e. qne quando esla uascera, muilo
receo houve pela sua vida, porque o coracu da
recem-nascida, apena era cuberlo por uma pellico-
la. que apresentava uma -olucan de conlinuidade,
pelo que se julgou necessaria a reuniao dos bordos,
da pelle, que eslava d um e oulro lado, por meio
de punios verdadeiros, o que se fez, e tomo prava
ainda hoje a maior parle da linha media tanto do
Ihorax cunto do venlre aprsenla urna vasta e fea
cicatriz.
e Pelo exame, que proced na parcde(aoleriar do
Ihorax creio poder aventurar a ido de qne nao
ha absoluta falla de tteruan, e sim completa
divisan aTesle em duas metales laleraes islo he, do
seu terco superior chamado manublium, fallando
absolutamente o corpo do slernon, e u apndice ch-
foide) porque se as claviculas se arlictilam, como ahi
estao, nao pode ser senAo em algum corpo solido, e
esle corpo, que ahi te observa, oulra cousa au po-
de ser senAo rudimentos do sternon.
Alm d'islo o msculosIcruu-maslo'despxi-leii),
e etles nao inscrein exclusivamente cm claviculas,
e quando passe os dedos, o mais que me fui possivel,
pelas margeos internas da parede Ihoracica, obtive
certeza de coutinuidado d'um corpo solido, qne pe-
la sua dureza nAo he exclusivamente carlilagem
costal.
Muilo lie paranolar-se a direccao vertical do co-
racn.coriespoiulmdo exactamente linha media ou
slernal, e nAo ao inlervnllo da sexta cusidla esquer-
da, comu se observa geralmenle.
Com lal o ganitacAn. esla prela, ao contrario do
que se devia esperar, he mu sadia, robaste, nunca
leve enfermidades prolongadas e perigoses, lem l-
do cinco parios naluraes, he exfolenle engomma-
deira, c as vezes al Irabalha na rnllura das lerrat
de seu senhor.
Esle facto, o primeira que vi, pertence a Terato-
loga, e esl na quarta or.iem da classificacAo, qne
\ oiglcl fez das anomalias, oo na segunda classe das
Hemiterias de Saint-Hilaire, na qoal esle illutlre
autor reuni lodos os vicio de conformaciio.
Nao entro em mais consiileracoes por falla de
lempo, e os poneos das, que reslam para o mez de
novembro, em que lenho de fazer tres eiames para
o complemento da minha rarreira acadmica, des-
culparan a imperfeicAo d'est nolicia.
Bahia 26 de outubro de 1854.
Cczar Auguslo Marques.
Vao duas palanas inseridas por mim: nAo pense
que o liz por minha vonlade ; furain sim dous erros
lypugraphicns, correrlos por seu proprio aulor no
Jornal da Bahia de M> do pastado.
Ha dias os jornaes d'esla cidade noticiaram a aber-
tura do Gabinete de pintura doSr. Macario Jote
da Rocba. Acud lal reclamo, e fui com meus
proprios olhos buscar iiialeriaes para louvar ou cen-
surar, porque como Lamartine.
Avant qoe de luuer /examine long (emps.
Avanl que de blamer meine ccreuionie.
De faci : se pois de^ahi eslar por alguns lempos
conclu que este inoro aqui se esl perdendo, e qoe
com o talento que lem, uma viagem o aperfecoaria
muito.
Enlre muilo- qnadros bous o que aprsenla a
gruta de Pawilipo cm aples dcspertnu-me pelo
bem acabado d'ella saudades das mnhas viagens.
Eu vi esla grua, chamada de Pausilipo por ser
cavada em uma montauba que tem tal nome, a qoal
lem 50 ps d'altura, 30 delargura, e meio qnarlo
de legua de comprimenlo, se me nao enganam os
aponlamenlos que lomei nessa occasao na minha
carleira. Dia e noile he nre.sar.temcnle allumiada
por 12 candieiros ou lampee, e nu centro lem nm
altar dedicado a Sanla-Virgeni.
Admirei lambem muilo os seus quadros repre-
sentando scenas da vida campestre e por ellas liz
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DIARIO DE PRMMBUCO, SEXTA FEIRA 10 DE NOVEMBRO DE 1854.
milito aproen delle. porque se a pintura, romo diz
o autor o Mrcionorio da* Artei, \n nmi especie
le icacao, o paisagisla lie quem gnu mais desse
poder, que se chama creador, pois que se v obli-
gado a fazer entrar un seus painel* todas as pro-
dceles d'arte o da nalurcz: :a solidan e o hor-
ror dos rorhedes, a frescura das florestas, o matis
das ores, o verde dos prado i, a limpidez., as corren-
I te rpida, serena, e mageetosa das aguas, a vatlidao
, das planicies, a distancia dos vapores do horisonte,
a variedad* das arvore-., a admiravel vista das nu-
ven, inconstancia de sua > formas, inlensidado
| de suas corea, todas as mudancas da luz do sol, ora
livre, ora embarazada pelas nuvens, pelos montes,
pelas arvores, pelas cabanas ou outros edificios
tndo islo pede ao pintora* ptAsagent que Ihe de alma
m ou vida para animar ou dar gloria aos leus quadros,
e he loge n'este genero, o mais difllcil, que so dis-
tingue o Sr. Macario.
Eu bem sei que epoda da grandeza em pintu-
ra ja passou, e que de ti s deitou saudades, quan-
do rolhcando as paginas da historia, leslemunha oc-
cular d'esses lempos, vejo un francisco priraeiro
derramando suas liberalidad* na bolsa de Leonardo
de Vinri, un Carlos V na de Ticiano, admiro o
Srein animador porque erain ragos "* Irabalhos de
aphael no Vaticano, da Spagnolello ni Carlina
de S. Marlinho, e contemplo as honras feila a Mi-
guel Angelo, quando os sino- da Baslica de S. Pe-
"\ dro, e as alvas d'arlilharia festejavamo seuqua-
dro representandoo jiiizo /fin, porm he lempo
tamben de aparecerem as Bellas-Artes no Brasil, e
% que se animem tantos mocos, que, como o Sr. Mi
rio, por seus esforcot e por sus forras buscam
adquirir um Dome.
' Hoje na igreja do Rosario de Joao Pereira celebra-
se urna mista cantada a expensas dos subditos fran-
^ ? rezes. O Rvm. padre mestm Mr. Sahon, foi o mais
empandado nislo, e foi clin quem promoveu esta
snbscripcflo. O vigario da fregiiezia de S. Pedro, o
ronego honseca l.ini.i.eom o seu genio sempre obse-
quiadur preslou-sc a ser o celebrante, e da cadeira
do Evangelho, pregara em frincez o dito Mr. Sabon.
He o primeiro sermao que no Brasil ouco na lingua
des Thier., Chateaubriand etc.
No dia 27 e 28 leve logar o concurso para a cadei-
ra da inglez no lyceudesla cidade. Foram concur-
rentes os 8rs. Cyprianno Ujr!ioz.ii Belaraio, Antonio
Franco da Cosa Merelles, f irmino Pacifico Uuarte
s w tiameleira, os dous primeiro* sao doutores em me-
dicina e o ultimo he hachare. em bellas lollras pelo
lyceu.
O Dr. Franco Merelles nao quiz diccionarios para
a traducen e compusicjlo do ingle/, contra o que se
oppoz o Dr. Uemelrio Ciraco Tourinho, lale de
grego, iliz.cn,lo que o candidato era obrigado a accei-
lar os diccionarios, ainda que d'elles nao precisasse.
Bem v Vmc. que tal lgica, por absurda, nao po-
da prevalecer.
Apesar da falla desle soerorro o dito Dr. Merel-
les acabou a sua traduccAo e Ihema vinte minutos
antes da hora marcada.
I Obacharel Uaraelleira acumpanhou muilodc per-
' lo o Dr. Franco, e o Dr. Relami foi logo al pelos
seus proprius amigos poslo hnrs du combal.
Na occasio da volartlo os lentes do lyceu aprova-
ram a todo-, e distinguirn! em primeiro lugar o
^ Dr. Franco Merelles, o em segundo o Sr.Duartc t ,i-
meltiid, e o presidente di provincia cscollieu o pii-
meiro que foi na lista, no que. se houve com muilo
, ravalleirismo c justica.
No dia 29 o vapor Catharineiue saino em comrois-
s3o levanrioa seu bordos Drs.Malaquias Alvares dos
Santos e Felisbrrto I loria, membros 4a junta de hj-
giene publica alim de verem se o Morro de S. Pau-
t lo he logar apropriado para a feitura de um lazare-
. to, onde se tinha de hospedar o eholera-morbus, o
qual, segundo milita gente ere, he um rapas muilo
fio, que pode ser agarrado, e preso por granos gri-
lh6es de ferro. Eu nao creio em lazaretos ; lalvcz
que e.a falla de confianza provenha do nao ser cu
medico ; bem pode ser, porm o ar nSo ser o mais
forte conductor de miasmas, e sonador delles por
toda i parte Pican! paduani.
Honlem (31) voltou o CaiAarmcwe.conversei com
o Dr. Hurta a respeilo da >iageni. porm como se
moslrou um pouco misterioso, nao quiz azer-lhe
- mais peiguntas apesar de licar te** o prazer de dar-
llie mais esta noticia.
Acabo agora inesmo de saher qoe a casa commcr-
cial de Youle Deane & C. fez ponto !...
*Enlao tiv razao quando tscrevi as primeiras 1-
nhas dcsl i carta :
Morrcu a baroneza de Rchirn, e est enterrada no
convento da Piedade.
Uontem ttmbem falleceu e primeiro tenor da
( I companhia lyrica o Sr. Francisco Frederigo. He a
terceira victima. Outro cantor, que tamhem est
doente, parece queja cslapromplandoo farnel para
to longa viagem.
Hoje oi alugado um carro na cocheira do Ariani
para ir a S. Lazara buscar o bariiono, lambern ala-
eado de febrcamarella.
v Fallecen na uoilc pascada o negociante Francisco
y da i.mili i Cardoso: deitou a pequea somma de
I 7IHI conlos : nunca foi casado e nein leve filhos. Dei-
xon de esmolas DIO conlos de ris.sendo u Santa Ca-
sa da Misericordia desla cidade herdeira s de 10
* idilio*.
feralmente se diz. que pouco soube aproveilar-sc
de sua foi luna
Por hoje faco ponto.
./mu*.
PESNAIBim
**
>

J
r

COMARCA DE PAO D'ALHO.
I de novembro.
Nao lie fcil explicar a sorpreza quo causou-me
o recebimento de seus Mari,,* publicados al hon-
lero, nos quaes nao enconlrei a minha epstola de 21
de oulubro que rom ancedade desejava ver em
lellra redonda. Que ser frito daquclla (ilha das
minhas lotmbraftM, na qual leve muila parte orneo
incomparavel compadre que quasi elafa as perna*
i cata de material para aquella grande obra, digna
por sera duvida de sabir a luine e de enher as co-
lumnas do seu apreciavel jorual Ser crvel que
aquella eetimada epstola fosse presa de algum ga-
tuno que suppondo pelo seu envoltorio adiar um
Ihesouro e nao o encontrando, aenlregasss as cham-
uias. ou Ihe desee outro destino menos airoso, c pri-
vasse por essa forma a este sen pobre correspondente
do prazer de mirar a humilde producan de sua
.ii-aullada intelligencia, c aos innumcros'leilnres de
sua gazela, de estarcm ao faci do que occorre por
esta boa Ierra ? Nao devo arredilar ne-.as eonjec-
turas, uiormenlc quando Icnho inleira lonliania do
conductor. Uxala que a-sim acconleca.
Mas a minha admiracao subi de ponto quando
filando a vista no Diario de 27 deparei coih urna
correspondencia desla comarca, assignada pelo ami-
go Jos do Esyplo, e nao por este seu criado Y: E
aneando os olhos para aquella parle do seu Diarlo,
como galo a bofes, li c rel a tal correspondencia ;
ecoufesso-llie que fiquei estupefacta, ou fallando
poticamente mudo e quedo, qual nenedo junio a
oulro penedo !! Edepuis eirlamci comign mes-
nio, como he postivel que o amigo Jos do Egypto
se aiilccipas-o a escrever para o Diario lie Pernain-
baco e me roubasse a gloria de'ser eu o correspon-
dente desla comarca como hei sido sempre, salvo
durante a minha ausencia '.'
l'ara que se apres-aria elle a escrever em meu
lugar sem Ihe haver eu pediiln es Ihehavia eiirommcndado o sirniilo'.' E que guapa
correspondencia eslava aquella? Como he que se
arroja aquelle patricio a errever para um jornal
lo importante, falsidades do quilate das que Iraus-
luz.em na tal rorrespnndeiicia ".' E entre nutras oc-
cupar-nos-hemos de preferenciacomduas, porserem
as que enlendem com o publico.
Disse aquelle amigo que as febres malignas esla-
vam no sen auge aqu, a ponto de nto descansaren!
mais os nossos dignos, vigario c coadjutor Se
esla proposiiiio no.eslivesse estampada no Diario
de l'emambuco eu coulcnlar-me-hia com rir-me e
a deixaria passar por alio, porque pensara que o
l"'in amigo, quando alinliavriu a sua corresponden-
cia, csltria absurlo c enlevudo na resolurao de al-
j;uin problema arilhmclico, on fazendo calculo para
redureao de uioeda estrangeira para nossa moedn,
ou eiilao sondando ; porem como aquellas palavras
podem ler grande alcance ; porquauto pode haver
quem confunda febre maligna comfebre amurilla,
c principalmente por causa do HpMlto de que se
P i-un o amigo, e quiz inculcar aos oulros, vindo
muilo bem a acontecer que se propale o boato ater-
rador e prejudicial ao commcrcio e aos navegantes,
que poderilo solTrer urna quareutena por esa Tndis-
rri(io, protesto em nome dus Pao d'.llhtnse*. con-
tra laes falsidades, e declaro alto e bom som, in-
vocando o testeiuunho dos dabilantes desla comarca,
que de falso e falssimo eslarem as febres malignas
era seu auge nesla romana.
Ncm mesmo consta que icuho havido casos de
febre maligna, sendo que por esse motivo he tamhem
falso e muilo falso, que os nossos dignos, vigario e
coadjutor vivam em continuo lidar por causa de fe-
bres, ou qualquer oulra eninni la le. Se abrumas
vezes esses ministros da igreja sadem para adminis-
trar o sagrado vialico he islo muilo nal mal em uina
Ierra povoada. romo Pao il'Alho, onde n9o he posi -
vel que lodos vivo com saude. As-im. pois, fique
salieiid oamico Jos do Eg>plo, o novo de Pernam-
bnro e o mundo inteiro que em Pao d'Alho, gracas
a Providencia Divina, nao ha febres malignas.
Vamos a oulra l'il-ida le. Terminou o amigo
aquella sua celebre correspondencia asseverando
que na Gloria, ( euppnnho ser freguezia da Gloria
linda havido raortalidade, |islo he, grande nume-
ro de assassinatos I Oh islo he muilo mentir.
Quando foi que houve morlalidade na Gloria '.' Ape-
nas sabe-se que no inez.de oulubro ultimo, houve
simiente alli um assassiualo, pralieado na pessoa do
infeliz Jos Marianno por Amonio Correa de (luci-
roz. Esle facto nico de assassinato naquella loca-
lidade he bstanle para aseverar-se n'umi nazela
que a morlalidade esta no seu auge na Gloria e aca-
relar-se o odioso do publico contra os habitantes da-
quclla parte da comarra Cerlamenle que Mto.
Amigo, teja mais prudente, d quareutena s no-
ticias que receber para transmiltir-las depnis ao pu-
blico.c lembre se que em Pod'Alhn exislein mullos
meninos de otho* rico* que nao ciigulirao os curre-
petiiei, qoe o amigo Ibes quizer impingir. Tome
esle. coiiselho, M^iile n'oulra vida e nao venda men-
lir Uto descaradamente no Diario de Pernambuco
l'assemos a oulro as*umpto.
Era \ de oulubro Ihe refer que lenha sido en-
conlrado, nos mallos de Tabocas dista freguezia, o
ealavcr de urna crionla chamada Idla.e promclli dar
cunta dos pormenores desse horrendo allenlado.
Vendo hoje talisfazer a minha promessma e decla-
rar-lde que aquelle monstruoso CliaM leve lugar
do modo seguiu(e:
Aquella infeliz mulder leudo visto a consorte de
um seu visindo, de nome Rufino, conversar com um
individuo, levo a fraqueza1 e indisericao ( prnprias
as pessoas do sen texo ) de propalar esse facto,
que -'iiiii sabido pela fainada de Kuflnn? proleslou
esla aos cus deoses Merma que aquella pobre
crealura nao viveria Ircsdias. leudo certeza, que
a desventurada ia comprar nina porcio de farinha,
mandaran embosca-la nos ditos mattos por onde
sem duvida leria de passar, e roubaram-lhe a exis-
tencia, apertando-lhe as fanecs e deixando o seu cor-
no exposto a voracidade dos urub*, o qual ffti en-
contrado em eslado de patrefac^ao !!! Em presen-
ta do om tjo brbaro crime nio era pos'ivel que a
aulondade policial permanecesse na indifferensa e
na oriosidade; e por isso o nos*n digno delegado, o
lenonle coronel l^nircncoCaTalcanlide Albuqnerque,
depon de multas pesquizas e diligencias, pode des-
cubrir feras que p?rpelraram esse atroz delicio.
leudo o dignodetrgadocertezaqueaquelles mons-
tros estavam em suas casas, no sitio Bello-Monte,
mandn prende- lo*, na nolle de 26 do prolimo fin-
do, por urna palrala enmposta dos poucos soldados
de polica aqu estacionados e de paisano* o comman-
dada pelo ridadjin Isidoro Jos da Silva Mascare-
nlias; e esa deligtjoeia foi feita com tal preeaueao e
arte que poderam ter capturados cinco individuo! no
referido delicio que foram racolhidos a cadeia desla
villa. Honra pois ao digno delegado, qne soude
cumprir com o sea dever desenvolvendo milita acl-
viilaile energa oeste negocio de muita trascenden-
cia para o publico e fazeodo recolber a cadeia os au-
tores de uina atrocidad!, cunt a a qual nao pode
dtixar de revollar-se a humanidade.
Ainda ha pouco diziamos mis que bem avisado an-
dar o E\m. presidente q jan lo fez recahir a nome-
Cio de delegado desla comarca na pessoa do lenle
coronel Loureuco Cavalcanli de Albuquerque o
proprietario mais abastado da comarca, quo nunca
deu quarlel a criminosos o Hcm vive com sequilo.
E bem longe estavamos de Imaginar* que o Sr l-
enle coronel l.oureneo Cavalcanli de Albuquerque
dentro em poneos das, havia de romprovar a vera
cidade da nossa proposito. Prosiga o digno dele-
gado na senda encelada do perseguir o crime e ex-
purgar a comarca de criminosos que merecen a con-
fianza do governo e conlinuara urangear a eslima e
ron-iilcraiAo que lem gozado al hoje entre os seus
comrcaos.
O mis saber se existe nessa cidade alguma aula de caligra-
pliia repentina a exempln da aula de leilura repen-
tina que alli se inslalou ltimamente, pois que
elle deseja frequenlar a pre lila aula para de re-
pente lornar-se perito na escripturarao e vingar-se
da forquilhaque Ihe pregn o Jos do Eg) po na sua
pritiniao de sargento briaada, o qual foi preferido a
elle Manoel das Meias pela honileza do sua lellra.
Ambos sito patricios e bem se enlendem. Ambo flo-
rentes ttate, arcade* ambo.
Corre por aqu o hoalo que os nossos visinhos da
villa do l.imoeiro eslAo assanhadns contra o destaca-
mento da uiesina villa e pretenden) reunir-se para
dcarma-lo. Vendo esse boato pela carregaeSo. Eis
aqui o fructo que esl colhondo o Sr. commaudante
em vivar aferrado ao Limeeiro, como ostra a r-
chelo.
0 meu compadre forneeedpi'de noliciasassevcra-
me que o lelegrapho de assawialos e ferimentos nao
lem feilo signal a respeito, donde se pode inferir
que a seguranca pessnal nSo soffreu altcrar^ao uestes
ltimos das. Dos queira que sempre vivamos as-
sim.
Acda-se preso na cadeia dcsta villa um individuo
da comarca de Sanio Antao, rnjopeccado he ter sur-
ripiado pesia comarca um animal da rar cacallar,
noque he useiro e viciro, e esl suido processado.
Tomara ser jurado c sabir no couscllio desse larapio
que dei de roricorrer com o meuverdicl, on rerdete
para que o lal cojo seja condemnado a peua dos Ires
paos, se a lei assiin o pennillir.
Nao me leudo podio*esquecer do que padeci n'u-
ma viagem que fiz aoserlAo dos Inliamuiis por amor
dos laes *enhore* ladros de cavalios, na qual via-
gem tendo permutado na travesta da Julia ilravessia
de 9 leguas) furlaram-me nessa noile o cavado da
minha carga, e fiquei estacado sem poder andar pa-
ra dianlc, nem para Iraz, de sorle que gramei sede
de um dia e urna noile. e mais snfirefia se o acaso
nao fizesse passar por alli no dia seguinte uns cacal-
leriano* do Piauhy queiizeram-mc a e-mol a de em-
prestar um dos seus cavados e livraram-me do aper-
lo em que me vi. Portanto hei de sempre pronun-
ciar-me contra essa canalha malvada, o flagello dos
viajantes terrestres, os quaes, em vez de se cnlrega-
rem aos bracos de Morphoo, passam as noilesem
claro, fazendo senlinella ao> seus auimac* para niio
seren fnrlados.
Em 30 do passado cabio sobre esla comarca um
bom aguacciro, que, moldando a Ierra, fez algum
beneficio as planlaioc,.
Aq1 faro alio suspendo a ponna, pois recebo
aviso do isetnenhor dci'n-enlio ipiu hoje he odia
para o corle da*, mibas caimas, c vou mellcr mos
a obra nara f'df assucar, e com elle apurar o* co-
bre* que devciiiidar a quebradura desle sen ve-
llio amigo o y.
(Carla particular.
COMARa DO CABO
Ipojuca 2 d* novembro
OS FIIS FINADOS
Tremen* factus sum-tgo- el timei...Sim, meu
ttmlgo, principio hoje rscrever-lhe debaixo da im-
pressao do medo : (remo, e lemo hoje mai* que em
dia algum por minha exislencia. A idea da morle
esl hoje lo viva em meu espirito, lao aterradora,
que em ludo quaulo me rodeia tri vejo a morle.
Todo provoca-me a melancola, e apox ella um
tremer de cora(;Ao, que me dizmorter !
Morrer I Sim, deixar para sempre ludo, que me
faz viver ; de*pmider-se minha alma do suas pri-
zOcs misteriosas ;dizer um adeos cierno a esle mun-
do physiro, voar cnifim a manso dos justos, ou^a-
bismir-se no Iremendo pelago das penas eternas.
Territel inccrleza !
11 iiinto irremissivel, que paga a humanidade pelo
peccado do nosso primeiro pai a morle inda nos sor-
prende, e cada momento mais assomhrosa, mais
irascivel, e inexoravel como sempre, erguendo em
sen golpe militas vezes a miseria, como ella quic.
lao cruel. Honlem um pai extremoso cercado do*
objecto* a seu corarlo lao charos....a morle nao lem
piedade, rrgue o machado falal, e a victima cabe
exhalando o ultimo suspiro nos bracos da mulher,
que Dees Ihe deu. E porque n.io diule o liomein se
familiarisar com o doloroso espectculo da morle "?
Meu Dos '. porque nao preservis a pobre humani-
dade desse onus tSo I\ rano ? !
He, meu charo, porque elle inesmo o disse no G-
nesisPuteis es...
He qu*- ludo nos annuneia, que preciso morrer.
Nao vemos hoje nos lemplos de Deos,vivo osu pc-
Ircxos fnebres, a* lgubres pompas, e o triste psal-
mear dos Levitas ?
Nao vemos o julo por lodos derramado, o pranlo,
os ai*, e os gemidos que se confundem com as fer-
vorosas supplicas ao cierno pelo feliz repouso dos
fiis finados ? Nao vemos aqui, c acola na cidade
do* mor lo* negros pannos de brancas cruzes eslcn-
didos, e sobre elle*, caridosas maos. espargindo
fiores.
E no meio desle tabular lacrimoso nao ouvimos
em secredo orna voz dolorosa,quc nos recorda a que
estamos volados.
lie a nos,a conscicnciaquc no* diz hoie mihieras
Ubi....
Lcvanlai aquella lapide, o que veles 1 Parle de
um esqueleto, e parle em cinza*. He o que nos
rcsla do poderoso monarcha, que se fez amar de seus
subditos, e temer de seus inimigos.
Onde o famoso conquistador que pelo* huiros de
suas phalanges, pelo (error de suas armas lanas na-
ques avassulou t Onde o polilico sagaz que soube
caplivar os espiritos, e delles se tornar sculior ? On-
de o sabio prufuddo que por sua vasla crudiro fez
pasmar suas similhanlcs ? Onde o rico avarcnlo,
que lanos tliesouros arciimulnu arrancando com
suas torpes uz.uras o ultimo real a misera orpdaa,
a viuva desvallida, a pobreza einfim "! Onde o es-
criptormaldizcnle, que au recuzou Iracar na im-
prcusa peridica a vida intima do seu adversario
polilico, calcando vilmente a repularao de outrem
para Tingar seu amor pronrin ?
Onde o sacerdote regular, ou secular vaiiloso c sa-
crilego, que nao se pejou de requeslar a casada ho-
nesta, de corromper a inuoccnlo donzela, amasian-
do-se com despejo inaudito, polluindo em maos sa-
crilegas a Sagrada Forma, simoniando suas ordens
sacras, caminan lo sua consciencia a aquelle que mais
Ihe pagaste'.' Ondeo esposo adultero, que cuspindo
a face da mrtir esposa lovou o escndalo a habitar
dedaixo do mesmo celo com a impudica messalina '!
Onde a mulder mercenaria, que cerrando os ou-
vido* voz de sua consciencia, n.io deixou de
oflender, durante sua vida crimino*! urna s Tei a
Deo... _> Onde o sicario perverso que sempre de
braco aleado ferio lautas victimas quintas Ihe cram
apuntadas a troco de urna esporlula infame !'!...
Que se revolvam suas sepultura* e delle* s reslarao
p. Ierra, cinza n... nada.
Preferira mil vezes, meu amigo, que, como diz
Sneca, o pensimenlo da morle me fosse familiar
para eu viver feliz. Facile conlemnit omita, gui
*emper cogilal re esse moriturum. Mas quem nao
Iremer. por mais intrpido que leja, diante do anjo
Quem, como eu. podro honzo lao cueio de fraquez.is,
1 "> peccador poder encarar, sem impallidecer e*sa
enlidede Icrrvei ? S ujuslo, que lie quem pode
pen-trar esle grande principio da f rhrisiaa, de cu-
jo e-t o.to, tal as misericordias divinas, que lem forcat para re-
pellir a afrontosa comitiva do pecca lo. Por um lio-
mein, diz o apo.iiilu, entrn o percudo no mundo.
Per unum hmninem peccalam in hoc mundum in-
travit, el per peccatum mor*.
He Jal, meu amigo, como lodos nos sabemos o
imperio da morle, que sendo o homem ilutado por
Dos de urna superit.ridade sobre todas as cousas
creadas, nao pode ainda que emprecue lodos os seus
i-forios escapar ao golpe, quando soar a hora de
Ihe ser vibrado... Soou no relujo da vida sen ter-
mo.. he preciso morrer, e he nessa dora em que s
Iriumpha a morle. que se quedram contra sua* vas-
cas no'os caprichos, nossos odios, nossa* paixes
emfiin Uomonalu* de muliere, brevi ticen* lem-
pore, repletur multi* miseriis. He pouco o lempo
de noss.i pcregrinacfio, como diz Job, mas sao gra-
vissimas as nossas enfermidades moiacs, c nao nos
resla um momenlo se qner para lembrarmo-nos
que na hura final devemos ter pura a consciencia I
Prazere*, forluna, orgulho, ludo expira em um s
arranco.
E depoi*'.' A incerteza para nos.
1 morle \ he o oossopensamenlo de hoje.
Amandaa... peinaremos na morle ou nao.
Orgulhoso mortal em que meditas T
Kliva o pen-,menlo divindade,
Fila os olhos no chao, do qual procedes,
E de leu ser conhoco a nilnlidade.
l'ir-u.i lo-mc que ncm Vouns me ganharia com
tilas noites as minha* fraca* reflexcs.
l'assemos a oulro quadro, queja he lempo,
k He nohre a lyra quando canta o mcrilo
He vil, he baixa, o vicio cania
V, meu amigo, como depois de ter descidn fpor
figura; a um subterrneo de tmulos, sudarios, cru-
zas, unus, sarrophagos ; cercado de esqueletos; len-
do cpilalios, oiiviudo os lerriveis agouros das coru-
jas, subo agora bem lampeiru ao Parnaso ? Podio,
nao Sera mais fcil um ribeiro Irepar um monlc,
do que en deixar de dar n taramella no que nao he
de minha conla. Mas o que quer, quo se cu dor-
mir com urna vontadeseja do quo for, e nao a pozer
logo em execarao araanhoco empachado Cada um
escreve o que sent, conforme pude. Se cu poJesse
escrever sobresciencias, arles, c indiislria faria o de
bom grado, mas nao posto, c porronsequencia nao
aero ir de encontr ao nemo dal quod non habet.
O que lenho offereco. Argcnlum e aurum non est
mihi; quod autem habeo hoc Ubi do..... Agora,
misturado com minhas sandices Icnho meus pe-
daros de bom caminho ; nao posso dizer que um
ruim jndeu he um bom clirislaonao, senfior, hado
ser sempre umeao de israelita muilo ruim !
Ora diga-me Vmc, hei de eslar embuchada, po-
dendo fallar a respeito do que se passou na cmara
dos Exms. e dignissimosdrpuladosda corle, quando
nao sei, que seiihor se lemhruu transformar o nosso
bellu exercllo de ofllciaes lao bizarros, e galantes em
urna communidnde de tonsot'.' Nao poso, nao posso.
Olbe Vmc, eu medido em um poro para ser afo-
j ido A ve Mari i morro; mas sempre dando cafunc*
como a mulher do piolho.
Emquanlo livcr pulmocs hcido bridar, liedle di-
zer, que ot dignissimos Correa das Noves, liran l.lo.
e o-jlros cobriram-se de gloria, de um renome, que
a posleridade Ibes fara juslira. Como profundos ad-
vogtdos dos direilos do cid i I.) i.e das liberdades pu-
blicas clles niio Ircpidaram um momento airar soas
vozes no parlamento conlra o projeeloMatrimo-
nio-fugo, ou Celibato militar.
Que! poi* n,1o luido dar a Cezar o que lie de Cc-
zar '! Ah fusta e dcpulado a* cortes no meu lem-
po, e houvrsse quem se lembrasse deum lal esqueci-
mento.... oh por lodos os poros de minha caroca,
que berros nao dara entre aquello* moros do reino
graduados e lenho fe que lal casrariio moral uo
passaria nem em primeira discussao; e que oslreme-
cimenloznhos de confio quando aquellas fbllgotas
me \ is-ini ao passeo pelas ras de Lisboa! E um
baile ? ? Que de ovac,oesnao merodeiariam Quan-
do so aproximass a mim tmidamente, Irazendo nos
labios um sorriso angelical, una linda crealurinha
exalando finen Jesu!) os perfumes, quo a embalsa-
ina--'in e meollerccesso o pequeo bouquet do seu
pcilo, me dizeudo Fara o favor aceitar estas flores,
ellas ceprimem mudamente quaulo meu corarlo sa-
be avahar o serviro que V. Exc. preslou ao meu
sexo, ao amor, a nalureza, c sobre ludo aos senhores
ofticiaescoi lados! o Ah! meu amigo, he gozarmui-
lo ueste valle de miserias I
Eu ajuizo do jubilo a que estaran! transportados
os Sr*. Curr das Nev* e Brandao, no momento em
que recebiam tao justos Iriumphos.c aposto, que pa-
ra a ses*9o vinduura. lalvez que nem se falle mais
M lerceira diseus-.vi do dito projeelo; ello licar
inhumad.) na aerrelaria da assembla ora-
ees ardinlis*imas do bello sexo. Por certo. Quan-
dose recebe louvores immerecidamcnlcfica um va-
cuo no cora cao de quem os recebe, a consciencia os
regcila ; mas quando sa elle* juslamenl* empre-
gados ha urna satisfago indizvel da parle do pa-
ciente. A consciencia agradece e a razAo ap-
plaude.
E na verdade, lirar-sea um ente por sua nalurc-
ta pnico, o nico raiode libcrdaile, que brillia em
sua proli-s.i i, e reduzi-lo por uina lei a divorciar-se
do sacramento do matrimonio, do o mesmo que pri-
va-lode um medicamento salvador quando seu car-
po enfermar. Privar-seo penitente da confi-sao, o
pagas do haplismo, o moribundo da extrema-ncelo,
etc., he o mesmo que privar a nohre classs mifitar
do imperio do matrimonio, porque ella he do chris-
lianismo.
Conllevo urna pobre mor,a, que por sua condiila
sempre regular, mereceu as sjmpalhias de um olfi-
cial do no..o exercito, que goza de ahzum nome en
Ir os seus cullegas. Como kan podesse casar em-
quanlo esleve neala provincia por ler sido pouco o
lempo, a ler de marchar com presteza para nina das
provincias do noile, conchavou o seu consorcio para
quando podesso obler do governu imperial urna li-
ccm;a a eslo lim, deixando, porm, urna mesadj do
seu sold para a manulonro de sua uoiva.
Ora, caso passe o propicio, nAo Mear cs*a, c ou-
Iras muitas mocas atosla* ao tudribio dos rivaes, e
aos prigosde um amor sem esperanzas '.' Eu, se
em fui miliciano, com minha liberdade loda inlei-
i, ao depois fiz-me celibalario por habito por-
que sempre feio c jrrela nunca arhei, ainda por
graoa, urna lilha.l Eva, quede mim se cmbcle/.as-
se, mas hoje que a poesa dos liomens esl nos ofll-
ciaes, cusa lagrimas de sangue a um bravo ouvirde
urna bella :
Yay va-se embnra.
I Vi cheirar p'ra Ui.
Se passar o projeelo, meu amigo, as vclhas respi-
raro, porque nao verAo em rasa das nelinha* o
phanlasma da farda. Os futuros sagro* do grao-pa-
IcileliYrar-se-lio da um genro candidato aos ac-
cessos. e assim potiparAu us einpendus para os mi-
nistros da guerra em promiro?*, emlim, meu ami-
go, haver.io de um lado lagrimas e suspiros, adeo-
zes, l'.iuiqiii i-, ele, e de oulro muila salisfacAo as
caiadinhas.
Meu amigo, lcmbre-sc que Dos nAo quer forca-
damcnleo que elle aconselda por amor de si
O projeelo caluro, un apparecer oulro impondo
o divorcio aos miniares casado*, o islo para haver
coherencia cm um dos ponto*, que moveu o projee-
lo, islo he, o hom desompenho do sorvieo nublar.
Vara nao surceder assim ser misler, que se pro-
ve, que os militares casados desempenham satisfalo-
riamenle o seu serviro, a desptito da familia, e do
amor do Hnia, c se dcsempciiham, o que deu moli
vo ao projeelo t Pois a lei lia de ser s para a frac-
rao que pretende casa, se o negocio he bom lodos
que parlicipeni; mais romo DirAo : iioisalii he que
esl o basillis. A mesma diili nl-la le que ha em
impr-sc um divorcio, a mesma ha em obslar-se um
casamento. Pois nAo baslam esses rcgimenlos de
jovens, ealguns com suas aspirarles finidas da noile
para o dia, consliluidos frades para salisfazerem von-
l.i lo. alheias, sem que .pela maior parte,) a vocacAo
religiosa presidisse a sua aramio'! A quem lera de
legar sua gloria c sen nome u dravu militar, que
quizer casar ? A posleridade 1 He urna tilda qua-i
sempre ingrata, e que bem depressa esquece o no-
me do pai.
Meu amigo, creia que hoje o numero maior das
mulhercs be o das honestas, e nao sei se ainanliAa
Ihe pndcrci repetir o me*mo caso, hoje so promul-
gasse uina lei de, os militares nAo ia-.nem....
Os montes mais altos sao os mais exposlos aos
raios. Pcriunl sitmmos fulmina montes...
Em das do mez passado um cerlo homcm (qu-
dam) morador cm enaenliu d'esla freguezia foi preso,
e foi sollo ; foi preso porque a islo Ihe foi intimado,
c fui sollo porque depois de pre*o permillram, que
elle fosse a sua casa compor-sc com mais decen-
cia, e passarinho sollo, passarinlm no ar, diz o vul-
gacho; en nosso Alve* logo que pildou-se em casa
deu urna lina no inspector, dalcu azas c voou. Esle
homem era criminoso por haver vendido nesse Ro-
cife um rapazinho forro, e logo que islo chegou ao
conliecirnciilo.l.i polica desla freguez.ia expedio-se
ao inspector respectivo a ordem dc'prisao, e a dili-
gencia foi lambern fcila que o preso foi-se !
Eis mais um faci, que revclla a necessidade de
um deslaramcnlo nesla freguezia. Se o inspector
levasse com sigo gcnlesuflicienle com que ccrcassea
casa de Alves, nao se intimidarla de nrompanda-lo
s, como me cansa, a sua casa, c no ctanlo houm
dos traficantes da liberdade, que zomba da accAo da
juslira.
Se tivessemos um doslacamenlo JoAo Borbolla,
facinorn sanhudo.evadido do Brum, sceleralodeinnu-
meros homicidios nao leria o arrujo de passear, com
mais dous guardas-roslas, pelas inimediaees desla
freguezia, maudando amearar alauns cabos de po-
lica !
Se livessemos nm destacamento o* raptare* de mo-
r-as, e os protectores destes n.io vilipendiaran! as
ordens da polica, que so lem empenbado (impolen-
lemenle para qne a honra dessas miscraveis seja
reslabelecida pelo casamento, ou indemnisada com
um dol. Daqui nascc o desgoslo que j se vai ob-
servando no actual subdelegado no doloroso traje-
lo em sua cruz ao calvario ; por quanto nao sendo
suat ordens de prompto executadas, sua auloridade
Picara cerlamenle desmoralisada. Ha no Sr. Gamil-
lo ardcnles desejos de bem poliriara freguezia; mais
como, se lde faltamos recurso* Cada ilia os Taclos
vaodemoustiaiido. que a poliria do malo, que qui-
zer ser considerada r fazer a lei respeilada, ilever
ler acostado a si alguns horneas de fardas muoici-
paes ou de linda, para que um sen acea o facino-
ra nem estremecer possidcseu rovil ; a casi do ron-
dador de moca* seja varejada, para se ihe a tirar de
sen puder. e haver com liberdade iiideinnisacao de
ua honra ele I'm destacamento pordiminiilo que
seja muilo influe nos .-minio- do* camponezes, e mes-
mo dos nao camponezes. Esperar-se que o inspec-
tor mande notificar os guardas, que andana derra-
mados pela maior parle em seus Iradallins agrcolas,
almocrevaacns ele, para nina diligencia, que de
manda presteza, he o mesmo que nada fazer-se, por-
que nao fallam crrelos, que avizem ao* que a poli-
ca pretende capturar. Al.-m deque, como conslan-
temenle observa-se, nao ha guarda nacional dmalo
que se queira prestara una diligencia de risco, por-
que receia malugra-la, c depois estar cxposlo a vin-
ganca, ou do pacicnlc, ou da familia desle. Nao
acontecer porm assim com soldados alTeilus s di-
ligencias perigosas, e quo no malo s resi lem na
deffensica.
Proscguem ainda os furtos de ravallos cm maior
escalla, e com mais arrojo e andina. Em quanlo a
polica do liedle n.io der com esse lio de Penelope
vivera as Irevas c-Ucarbonaria rabresto, que nessa
capital conspira conlra lodosos possuidores de caval-
ios rom preferencia os do malo. Tem-sc notado,
que todas as vezes que, Manuel Joaqun) (Conlenlc,
esl fura da cadeia appareccm os furtos de cavalios
sempre com ou-a.li,i. e ccssAo logo que pro formutfl
esla recolbido, cm quanlo algumas autoridades nao
Ihe mandam dar baixa na culpaa falla de quem d
conlra elle denuncias !
Do cngenbo Trapiche, dzem-nie, fura furia.lo do
reveso um cavallu, davendu para este lim o ladnlo
arrumbado a cerca.
Breve n.io as cslriliariat, c eslou a dzer a Vmc,
que a arle de furlar tcm se aperfeicuado com gosto.
Repilo, ha connivencia em lal genero de rapia
entre gente grauda. Sr. Dr. ebefe de polica....
quem d'el-rei, conlra os ladrcs de cavalios!!!!
Repare bem S. S. quo : Malo qui bene fcil, pe-
jnrem facit.
No dia 28 do passado deu volla o engenho Pin-
dnd.i. Alguns do seus amigos e prenles reuniram-
se nesse dia em caa do Sr. Lotirenro de S.
Depois ila mista, que em casos laes sempre he ce-
lebrada, o capelln respectivo lancou a henean do
eslylo sodre a machina do engenho, casa do raldei-
ra, ele "
OSr. Sii oflereceu aos seus amigos um delicado
janlar, onde sohrcsahio o bom goslo, e esculla de
i: .-lo. is vianda*.
Nos tiremos a honra do ser convidados, mas nao
podemos por motivos de alguma importancia com-
parecer em Pinduba, c gozar da amavcl companhia,
que se sempre haver naquella engenho.
Alguns oulros engenhos, como Qurluz, Gaipi, S.
Mara, ele, tamhem principiaran) seus Irabalhos
naquelle mez.
O Sr. Theolonio Visira compran o engenho Sac-
co; engenho de grandes proporc-Ses, c nm dos mais
feriis da freguezia. Fallam-lhe os mellioramcntos
maleriaes, mas he de crer que o gr. Vieira o nfor-
mozeie com o mesmo goslu, qual empregou em Ca-
chocira, que o lem de entregar ao seu proprielario o
Sr. Cmara Pimenlel, mais cubicado que d'anles.
Coiilinuam a melhorar suas estradas alguns pro-
prielarios, sendo digno de meneAo o Sr. capilAo
l.oiu-iiic,. de Fernandas, que lem sido mcaniavel
em tomaras estradas de seu engenho capazes de se-
ren passeiadas a ramudo.
Da mesma maneira eslAo as estradas de Jnssar,
que communicam com as de Monte d'Ouro.
Com> lodo velhu gosla de teus commodOs (a nao
ser velho esparllhado; eu nao cessarei de liem dzer
quem livrar o meu pobre sendelro de dar algum
tope, que me fara sem ter volitado beijar o chao.
Nao sii se o meu bom vizinho da Escada, o Velho
.Itdoau estara em viagem, doenleoa minio, (que Dos
o lvre). Ha muilo que n.io sei oras daquelle lugar.
Meu velho, nao desanime! Se Juer arripiar faz
mal, porque minios sentirao sua lilla: j agora le-
ve ao calvario seu pesado lenho. : Se em ludo ler
oslas linda*, quero que me faea lmhrado aos bous
amigos dessa villa. O Rvm. Sr. vigario, Dr. Candi-
do, c sen mano o Sr. Manoel Aafonio Dia, o Sr.
padre Azevedo,|e o Sr. Jos Santho, nao devendu
esquecer o padre Bandeira, que aada azuado com as
ligas que Ihe eslo dando os que prometieran) mun-
dos e fundos para a fesla dapadraeira...
Meu amigo, como lenho a honrar de pertenec- ao
rorpo dos seus correspondente;, ser bem que o mais
fraco delles, nao quero deixar desBpperccbida a ad-
missAo de um novo irmdo, qne mistra vir enrique-
cer seu jornal com sua p >nna bem hbil. Quero
fallar-lhe do seu correspondente di Baha, a quem
por meu turno comprimenlo c Ihslesejo eonslancia
em sua empreza. Tendo para miel, que elle cn-
lende-se perfcilamcnle com o illusjre collega da Pa-
ralaba. Dos os inspire.
O Dr. Quintino he um ingrat Foi-se escafe-
demlo assim franceza para Macei, e ncm sequer
um adiosziiilio ao pobre W. da Ipojuca. Pois cm
paga desejo que cm sua c.irreira soja feliz. O cor-
respondente do Rio l-'utin .. i ha de ler sentido bem
a ausencia do Dr...
Sabio da concha o meu bom carcerciro do Cabo,
o r.-leuo : ha dous das que recebi delle urna mi-
nuta, em que me d algumas holicias, entre as
quaes rolhi as do mais importancia.
O faci mais recente e de mais ponderarlo foi
o ureinlo da cata de viven.la do engenho Jasmim,
do lencule-coronel, Joaquim Manoel do Reg Bar-
reto. Na noile de 16 do crranle (oulubro) moendo
o engonho, por cima do qual he a casa de vivenda,
pegou fogo a cozinha, e d'ahi rommunicou-se com
rapidez do raio a lodo o sobradiuho, leudo apenas
lempo a familia de salvar-se, sem que podesse li-
rar cousa alguma, ficando reduzirla roupa do cor-
po. Nao passou porm i casa de pursar, e mesmo
cubera de ludo engenho, por ler sido em tempo
apa-a lo. Calcola-se o prejuizo do proprielario em
8:0003 rs.
He muila (cmeridade, nao ha divida, edificar-**
urna casa de vivenda, por denlrD da qual passa o
dneiro do engenho, e ruja dispensa he por cima da
bocea da furnalha. O Sr. Juaquim Manoel foi mui-
lo feliz, porque nAo leve de lamentar perda de
alguem de sua familia. Foi um milagro !
Recebi cm uina caria anonyma a sesuinte noti-
cia, quo fielmente lenho a honra de Irausmitlir ao
eucarregadu da guarnic.lo da provincia, para ins-
peccionar o facto.
O commaudante do forte do Gaib esl pagan-
do as pracas com agurdente, que distilla em seu
dcslorrador, no lugar Roncador, dislanle do forte
duas leguas, o qual nAo vom nunca ao forte, de l.i
d suas urden*, que he mandar aos soldados agur-
denle para vcmlerem, o se pagaren) : prenden o
almoxarife, porque Ihe disse quera o seu sold, e
nao agurdenle. O Exm. roniinandanle das armas
que odo por raridade para o forte de Nazareld. i>
Tudo o mais por c vai in lo bem, gracas.a Dos.
Muila siude Ihe desojo, semprp lougo dos flho*
da* erra*. f\
I', a. la ma o-qu 'c-mi I o dizcr-ltic, que ti os n-
meros do impresso tirho do 10 c i3 do passado.
(dem.)
DIARIO DE l'l\W\M\(0.
O Eim. presidente da provincia linda mandado
para alli ambulancias com medicamentos para n iu-
ralivo dos indigentes alleclados da epidemia.
L-se no Tempo de 4 do rorrenle :
Iuformam-nos que a irmandade de V S. M.ii
do l'ovo, de Jangua, dirigi urna ripnsenl ico ou
queixa ao Sr. Dr. cliefc de pulo in,conlra oSr.padre
Cotia, por ler esle sculior ido capella daquelle
lugar cum urna garrafa de ngua-raz a um ardile
q ii. i ni i r o andor, em que a mesma Senhora sabio na
prori-su deN. S.do Rosario, no domingo passado;
e asieveram nosque nessa orasiao ia apparecendo
um rouilirlo que leria consequencias desagradaveit
a nao lercm inlcrvido o Sr. Jos Paulo a mais pes-
soa t.n
O alrazn do S. Salvador nesla viagem, foi de-
vi'lo a ler arribado capilania lo Espirito Sanio,
gastando i dias de viagem dalli para a Babia, onde
chegou a do correnle, tendo partido do Rio de Ja-
neiro no dia 25 do passado.
PUBLICAfAO A PEDIDO.
A HAINHA SA FESTA.
. Que anjo s lu ?
Em nome de quem vieslc"!
Paz ou guerra me Irouxetle
De Jeliovah ou Belzeb?
Garren.
Ei* a rainba da fesla,
A s<>* romgo dizia :
Oh meu Dos que linda lesla.
Que lezno olhar que magia !
Dos olhos negros formosos
Scinlilla a diamma de amor.
Dos labios rubros mimosos
Ai que librase, ai que pudor !
He- anjo, a for mesura
Assim no co deve ser :
Ai no geslo que ternura,
Ai que celeste mulher!
E festiva brada a orcheslra
Em trrenles de harmona :
Sons c luz c flor o fesla
Infundem u'alma alegra !
Nos roslos hrilha o prazer,
E surge o lonco dansar :
Adcos, negras tristezas,
Nao leudes bi que fazer,
Sallai, sillai, bellezas.
Viva a schottise, o misar !
Onde foi a linda amada,
Que prende meu coraran :
Essa rosa perfumada.
Que rompe ainda cm bolAo ?
Ei-la, vede-a, que doudcja ;
Ebria, delira na dansa ;
E julga que melle inveja,
Que do amor o premio aliania !
(jomo ergue c abaixa o bracu,
Como ss curva a mesquinha,
Parece voar no espaco,
E ser da fesla a rainha !
Embora Extiugoio-se a chamma
Do nuil innocenleamor :
Ai de li! j nao me inflamraa
O leu fingido pu.lor.
F.* oulra. Como se estrella
Nos lu,ico. do novo amante :
He qual scrpenle que eslreila,
Fere e enlaja o caminlianle!
O fogo quo lens no rosto
Nao representa a candura :
Curva embora a fronte impura,
Ja nao sou teu, nao es ininha.
Alna, devora, he sollo
Esse amor fero, brulal
Que reluz no leu semblante :
Adeos, amor virginal,
Viva o seio palpitante,
A espadua nua que salla,
A tranca que se desata.
Viva da fesla a rainha I
COMMERCIO.
i'RACA DO RECIFE 8 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGcs ofllciaes.
iloje n.io houveram cnlaee*.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia I a 8.....60:0609822
dem do dia 9........15:50t$-Jil
T5:56">JH)3
m Chcsaram honlem ao nosso porlo os vapores Ba-
hiana, inajez, c S. .Salvador, hra-iliiro, proceden-
te- ,imiiiis do Rio de Janeiro, Irazendo-nos jomaes
da corlo at o I" do correnle, da Babia al 6, o de
Slacei al 8.
Alm dos numerosos despachos que cm lugar
proprio deixamos transcriptos, pouco mais oftero-
cein os jomaes da corte digno de especial menean.
A trauquillidado publica nao havia sotTrido allc-
ra. o alguma as dillcrcnlcs provincias que nos li -
con aosul.
No dia 20 do passado enrerrou e assembla pro-
vincial do Hio de Janeiro a sna scssAo doste anno.
O Sr. cooselheiro Luiz Antonio Barbuzt reassu-
mio no dia 16 a presidencia da mesma provincia.
O Exm. ministro do imperio expedio enrgicas
providencias para se levar a cflilo a limpeza c as-
seio da capital do imperio.
Tinham entrado na circularan moedas de prala
de 200 rs., ltimamente cundadas com o peso do
51', grAos c s <. lindas de dimetro.
Nodia 19 reuniram-se na praea do Commercio
os in-liiuiduris <|o Monte Fio Gcral, sendo-ldes
h lo nessa occasio n relalorio pelo presidente, o
Sr. Thoopbilo llene.licl.i Olloni.
O Sr. chefe do diviso, Pedro Fcrreira de Oli-
veira, foi nomeado rommandanle cm chefe da es-
laco naval do Rio da Prala, lugar que joccupava
por seis annos. O Sr. Oliveira dc\U seguir para
o-eu destino no vapor Amazonas, a bordo do qual
arvorar o seu pavilhAo.
Por decreto de 9 de selcmbro foi agraciado com o
foro de fidalgo cavallciro o Sr. Dr. Braz Nicolao da
Silveira.
Pedio e obleve jubilac^o o Sr. Dr. Antonio Jos
Cuelho, decano da faculdadc de direilo desla ci-
dade.
Foram nomealo* lenlcs da academia de Bellas
Arte*, o tomaram posso dasc.idciras o* segundos-
lencnles do cngeuliciro Ernesto Gom.-s Morena
Maia e|Jos Joaquim|de Oliveira.
Fallecen no dia 22 cm sua fazenda de Jararepi-
gu i, com 72 anuos de idade, o Sr. Joao de Siquci-
raTedim, gcnlilhomem da cmara de S.M. o Im-
perador, commendador de diversas ordens, c que
gozara do nome de beinfazejo.
L-se no Jornal do Commercio :
FALSIFICACAO'.
Ao Sr. Ilicsourciro das loteras foi apresenlado
honlem um meio hilhele do n. 36S5 premiado na lo-
tera que rorreu em 13 du correnle com 20:000.
Examinado esse ddete reconhcceu-sc que o nume-
ro liuli sido emendado.
Averiguado o ca*o, cnlendeu se que o apresenta-
dor do referido dilhcle nenliuma parle tivcia ua fal-
sidearo. Parece que o meio bilbele n. 3685 per-
lenria a um escravo ; que esle sabendo que naquel-
le numoro sahira a sorle grande, c desojando ec.Mil-
lar a seu senhor este lance da fortuna, procurara pes-
soa estranha para cobrar o diuliciro e lite entregara
o hilii". Essa pessoa aceitn o encargo, mas ante-
honlem i e-liluio ao escravo o hilhele a pretexto do
nao ler lempo para aprevena- o ao Ilicsourciro das
lotera*
Baldadas assiin as esperaneasdo escravo, solicilou
elle a iulcrvcneao de outro individuo que annuio ao
seu pedido. Na apresenlacao do hilhele rcconbcu-
sc porem que havia sido emendado romo cima dis-
-im 'S. I'resume-se pois, secundo nos dizem, que
a pessoa a quem em primeiro lugar confiara o escra-
va o seu bilbele, o substiluin por oulro falsificado, a
Em oulra parle encontraran os loilorcs as noliras
do Rio da Piala, assim como de algumas das nossas
provincias.
Na IIalna varias tentativas de rondo hartan)
approvado, leudo por es cado as palmillas para as rondas nolorillt.
Na freauozia de S. Goncalo, termo da Cocheira,
foi as-assina.lo o feilorda fazenda perlcnccnle a Luiz
Pedreira ilo Coulo, por um escravo desle, que depois
de perpetrado o delicio eva.lio-sc.
Na mesma freguezia linda sido preso o assassino
do capilla Luiz Carlos de Silveira, ha ponco morlo
no arraial dasMrrr*.
Fallecer na capital, no da :!l do passado, o ni -
gocianle Francisco da Cunda Cardoso, leudo dei-
Mdfl Ires legados pos c 2 conlos de rs.
Tambcui su curara alli activamente de medidas
preventivas conlra o cholera, sendo em primeiro lu-
gar as hv [Mnicas.
L-se no Jornal da llahia de 21 dopassado :
a Mu nclitos antes da sabida do Grent Western,
chagavaa elle em um saveiro o Sr. Jos Lopes Perei-
ra de Carvalho que i i despcilir-se da um amigo.
Depois de o ler feilo, o vapor comceou logo ;i mo-
ler as roda*, e o rcdumuiiho feilo nagoa fui fazen-
do rodar o saveiro al mcllcr-so dedaixo ilellas por
um lado. OSr. Jos Lopes, vendo que nAo escapa-
ra de cerlo, se cahisse lambern debaixo deltas, o que
devia acontecer denlro em p unos momento*, ali-
rou-se ao mar para o lado opposlo, c n.io leudo po-
dido atrancar una hoja salvaran,c depois um cabo,
que do vapor Ihe aiirar.im, leria iufallivente morri-
llo, se um saveiro que anillo ehegava com dous cai-
v'-irus mora. N* o felicitamos e aos seus salvadores.
Em A.agoas, linda rccrudc*cido a febre ama-
relia na villi de Porlo Calvo, fazendo coiisideravrl
numero de victimas, com o que eslava aterrada a
populacAo.
Dctcarregam hoje 10 de nocembro.
Galera inglcza.Sworrf/i.sAmercaduras.
Barca prlugueza/racAareisediversos gneros.
Brizno sardoOamovinhos c albos.
Brigue americanoFairi/farinha ebolacbinhas.
Importa cao'.
Vapor nacional Asaltador, vindo dos portog do
"I- maiiifcstou o seguinte :
t caiva ; a j. ii. Deiiker.
t caixole ; a J. Francisco do Araujo Lima.
1 dito ; a Antonio de Albuquerque Mello.
1 p.icoie ; a Joaquim Jos de Ainorim.
I fardo e urna caita; a JoAo Piulo de Lcmos
Jnior.
I caixa ; a FranciscoMacslrali.
1 dita ; a Manoel Villam.
23 fardos e I i caitas; a Roslron Rooker & Com-
panhia.
1 caixole ; a Antonio Pereira de Oliveira Mello.
1 dito ; a ordem.
1 dito ; a Antonio Joaquim Panasco.
1 dito; a Jos Antonio de Castro.
I embruldo; a II. Gibson.
1 encapado ; a Antonio II Rodrigues.
1 caita ; Demesse Lechlcrc & Companhia.
1 encapado ; a J. F. de Jess Leite.
I encapado ; a James Ryder & Companhia.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 8.....3:2828633
dem do dia 9........ 43i}998
Pinito.Um rarreunnieulo americano vendeu-sc a
3700 ; 2 suecos a Sfif e 3)9 por duzia.
Pixc.Houve vendas de 330 harria do tuero a
18a o 198 a dinheiroe do americano a lOf e tfe a
barrica. i
Presunlot.Dos de We-lphalia honve vridas de
440 a Vi ; e 209 rs. por libra por americanos do
norlo, segunda qualul.ole.
Queijos.los inile/.es ha escassez. Dos hollande-
zcs regulam os preces de 18700 a 18800.
Relroz.128 a 12.-s.MH).
Sal.O mercado lornou-se mais firme e cffeclua-
lam-se vendas a 800, 850 e 900 rs. pur alqueire.
S.ililre.-Refinado vale hoje 89a 89500.
Velas.Vcndeu-se aorhegarem 200 caixas das de
composirao a 720 r*. por IHira.
Vinagre. Ai vendos foram insignificantes a 808
c BSS.
Vinhos. As existencias conlinuam abundanlcs,
no de Lisboa, os compradores apenas fazem Iransac-
i.i'ns para acudir s suas neceisidades mais urgentes,
por causa dos altos presos pedidos. OsprerossAo:
Porlo, 3009 a 3708porplpa; Lisboa, tinto, bom, 2808
e2908; superior, 3008 a 3109; brinco, de 2258 a
2458; caladlo, 2258 a 2558; champagne, 18? 198
a duzia.
EX PORTA CAO*.
Caf. Pouco te fez al o dia 18, porem as Iran-
saccoes lornaram-se imprtanles do dia 19 ale o dia
27 aos mesmus precos anteriores.
Repois da chagada do Bahiana, os compradores
leem mostrado menos disposirAo para fazer uegorio
pelas noliras poucu favoraveis que (rouxo doi mer-
cados da Europa.
As vendas do mez monlam desde o dia li a 80,000
saccas, e as existencias a 1(10,000.
Os lolcs para a America regularan) de 48250 a
48350.
Canal 38900 a 48200.
Mediterrneo 38800 a 4.
Norte da Europa, 48100 48500.
Embarques desdo o primeiro do mez, 175,250
saccas.
Os presos regulam :
Caf lavado. .
superior
primeira boa.
i) l. re-Milar .
segunda boa.
2.* ordinaria
> escolha .
Asscar. Clicgtram 2,139 raixas, 1,200 harri-
4100 a 48800
48100 a 48500
48200 a 48:100
3*400 a 48000
39600 a 388110
38*10 a 38300
28000
ras. 9,050 saceos de Campo* e 92 dilos da Babia.
As vendas do mez foram pela maior parle para
i-oiisiiino. Para exporlarAo vendeu-se 352 caixas e
303 barrica* a 39100 c 35300, e a 2J300 e 2-9600.
Para consumo 303 caixas.
Os precos sao :
Campos.Redondo 38200 a 38100
balido. .18000 a 38200
mascavo, 28300 a 28500
\ endas do mez 800 caixas.
Exislencia : 1,200 dilas.
Do de lernarubuco, Baha e Macei nao ha.
Couros. Imporlaco lem sido muilo limitada.
Do Rio Grande, grandes 360 nominal, dilo medios
e prquenos 360 a 370 nominaes.
Existencias : 2,000.
Frctes.As Iransac/ics limitadas em cal lem tor-
nado as nossas colacc* quasi nominaes.
Osprincipaes (retaincnlos lem sido para os Esta-
dos-Unidos, Mediterrneo e Canal, c ltimamente
alguns navios lem tido frelados para ir carregar nos
porlos do norle do imperio, com desliuo a oulros por-
los da Europa.
Descont*.Foram de pouca consideracao as (ran-
saeces i 7 e 1 l|2 % ao anno.
Accoes.Poucas iransacroe* se fizeram no mez;
as mismas que liveram lugar foram a prazo, e o
mercado est frouxo.
Cambios.Calculamos as Iransacres sobre Lon-
dres para o paquete em crea de18>.000 libras es-
terlinas, sendo 10.000 libras 27 3|i 60 dias ;
60,000 a 27 7|8 60 o 90 dias ; 90,000 a 28 e 20,000
28 I|4a60e90dias.
Franca.-As colaroes tcm sido 315 a 346 por lel-
trat directas, e 339 a 340 por indirectas. As Iransac-
Coes em geral foram artilladas, monlaudo acerca de
jOO.OOO fiamos.
Hamburgo.As negoeiaces foram de alguma con-
sideracao a 650 90 dias, pequeas qnanlias a 653 a
60 das,
{Correio Mercantil do Rio.)
MOVIMENTO DO PORTO.
3:7178631
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia I a 8..... 4358466
dem do dia 9........ 1859728
6218191
RECEBEDOltlA HE RENDAS INTERNAS GK-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 8......5:1608197
dem do dia 9..... 667-9807
5:8289304
CONSULADO
Rendimenlo do dia I a 8
dem do dia 9 .
PROVINCIAL.
3:5708903
5338419
Navios enfriados no dia 9.
Rio de Janeiro c porlos intermedios It dias e 14
horas, vapor brasilero 5. Salvador, coniroaiidan-
Ic o primciro-leucnlc Sania Barbara. Passageirot
ros para esla provincia, major SebasliAo Autonio
do llego llano-, alteres Canuto Jos de Aguiar,
1. cadete Joo Xavier do Reg Barros, 2. dilo
JoAo Joaquim de Almci.la Pinto, 2." dilo Leopoldo
Augusto de Noronha Frildl, commendador Luiz
Gomes Ferreira, sua sendera c 2 escrafos, Dr.
Fortnalo Augusto da Silva, sua senhor?. e 3 cs-
rravos, Jos l'l .rindo Torres e Albuquerque, Do-
Mc^?^^
gAo c 1 escravo, Rosa Mara da ConceictRi, Anto-
nio (ioncal ves Torres. Antonio Joaquim de Pinho,
Joao Alves da ir.i.-.-i Bastos, 2. cadete Jos Mel-
quades Bozerra da Silva Cosa, Jos Verissimo de
zevedo e sua mana, Joaquim Lopes Pereira liui-
inaraes, Jos Goncalves de Albuquerque, Jo-
Joaquim de Oliveira, Francisco Fcrreira de An-
di."lc, Ignacio Luiz de Brilo Taborda, Angelo Ro-
que, Izidore l.evv, James lluuler, 4 ex-pnieas do
exercito c 3 escravos a cntresar. Seguem para o
norte: 2." cadete Antonio Barroso de Carvalho,
ex-cadete F"crnando Ribeiro do Amara!, Jos Mar-
lins Alves e 1 escravo, Manoel Nones Cardoso,
1 praca do exercito e 2 ex-dilas.
Havre30 dias, barca franceza Louise Marie, de
190 toneladas, capitn Talliharl, equipagem 14,
carga fazenda* e mais genero ; a Lasserre \ Com-
panhia ; com 4 passageiros. Ficou de quareutena
poro dia*.
Marselha41 dias, brigue francez Jacques Anlo-
nin, do 184 loueladas, capitn JoAo ftomdeduz,
equipagem 9, em lastro; a Dragao. Ficou de qua-
reutena por 5 dias.
Rio de Janeiro e Babia8 dias, vapor inglez Bahia-
na, commaudante Daniel Green. Passageiros pa-
ra esla provincia, Jos Ignacio da Silva Jnior,
Manoel Jos Fcrnandcs Ribeiro, Custodio Jos da
Costa Ribeiro, D. Carlota Slerling e 2 lilbos. Se-
guio para Xiverpool e porlos intermedios, condu-
zindo o passageiro Jos Libanio de Souza.
Rio de Janeiro20 dias, hriguo despandol Tivedo-
bo, de 200 oneladas, capiao Javne Gelpi, equi-
pigem 14, em laslro ; a Viuva Amorim & Flho.
Sacio* tbido* no mesmo dia.
BabiaBrigue inglez It'allcr Bane, com a mesma
C*rsa quo trouve. Suspenden do lamen u.
Rio Grande do SulBrigue brasileiro Juno, capitn
Jo3o Jos ila Silveira, carga assucar. Passageiros,
Anna Joaquina de Sena e sua til lia Isabel Mara
da t'.unieieu.
4:104*332
da inslruccao praiiea, a par da theorica, das doulri-
passado passa a fazer varejos nos quinlaes e casas que
Ibes forem suspeilasde falla de asseio, ou de nellas
eiislirom inmundicias ou quaesquer objeclos que
possam prejudirai a salubridadepublica.
E para constar lavrei a presente, em que me as-
signo.
Bairro do Recife 7 de novembro de 1854.__O fiscal,
Manoel Ignacio de Oliriira Lobo.
.Olllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimeolo dos
conli ibuiiics abaixo declarados, do imposto de 20^
sobre o consumo da agurdente ueste municipio
perlencanle aot excreicios de 1848 a 1852, que
tendo-se concluido a liquidaeo da divida activa
dette imposlo, devem comparecer na menciona-
da Ihssuuraria deulro de Iriuti dias contados do
da da publicacAo do prsenle edilal, para se Ibes
dar a ola do seu debito, afim de que o paguem
na mesa do consulado provincial, ficando na i-
lelligeucia de que lindo o dilo prazo sern etecu-
lados.
E para constar se mandou publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co -J de novembro da 1854O secretario, Antonio
terreira da Annunciaco.
Germino Gomes ......
Guilhermo Bessen de Almeida & C.
Gabriel Campillo.......
Germano da Trindade.....
Gregorio da Costa Monteiro .
Godofrodo Lucas......
Ilermenigildo Agalhonio ....
Izidio Jo Santa Clara......
Ignacio Ferreira da Cosa. .
Iguaria Mara da Conceieo .
Ignacio Pacheco.......
Izi.loro da Costa Rocha.....
Ignacio Jos Rodrigues.....
Ignacio Francisco Cabral Cantinil .
Joao Receberk ft C......
Jacinlho do Rogo Mereles ....
Jos Antonio da Silva Macieira .
Joaquim Militan do Amara! .
Jos Rapozo de Mello.....
Jos da Coala Carvalho.....
Jo3o Evangelista da Cosa & Silva. .
Jeronymo Sebasliao Alciicastro .
Juslino Alves da Cosa.....
Joaquim Bernardo Barros ....
Jos Antonio Egvpto '.....
Juaquim de Tal.......
Jos de Sam'Anna Bastos ....
Jos de Tal.........
Jos Joaquim de Sanl'Anna .
Ji>3u Luiz da Paz.
Joaquim Pereira Ramos. .
JoscMendes dcAlmeida .
Joao Machado Soares.....
Jos Antonio de Araujo .
Jos l.oureneo Rodrigues .
Joao da Cruz Cavalcanli .
Jos Gomes Camello.....
Joaquim Jos de Sanl'Anna .
Jos Dias........
Jos Tavares da Costa. ." ."
Jos Antonio da Silva ....
Jos Antonio do Espirito Sanio .
Joaquina Thcreza......
Joao Marlius Saldanha ....
Jos Cyrno Correa de Araujo .
Joaquim Vieira de Barros. .
JoAo Seoll........
Joao Manuel Pinto Chaves. .
Jos Pinto da Cosa.....
Joaquim Francisco Franco. .
JoAo Baplisla Rodrigue .
Jos da Fonceca Soares e Sirva .
Joaquim Jos Pimenlel .
Joao Elias de Azevedo ....
Jos Joaquim Alves da Silva. .
Jos Lucio l.ins......
Joanua de Figuciredo ....
Jos Joaquim da Cosa. .
Joaquim de Almeida Guedes .
Joao de Lima Baslos.....
Jos Antonio Tinoco ."". .
Jo,1o Antonio do Reg. .
Joao de Barros Araujo Pereira .
Joaquim Teixeira.....
Jo3o da Cruz .......
Juaquim Candido de Figueiredo!
Joaquim Ferreira Lobo. .
Joaquim Pereira de Sanl'Anna .
Joao Francisco dos Sanios. .
Joo Marinhn.......
Jos Benlo.......
JoAo Antonio do Espirito Santo .
Jos Salvador do Espirito Sanio.
Joao Marques Feruandes. .
Joaquim Lobalo Ferreira. .
18300
16800
apAo
19820(1
24-5800
19*900
28000
65000
538600
48000
38200
108040
168000
21.-HH I
128000
248000
418600
98600
18-5000
288800
218600
7856a
-488000
568000
9-3000
123000
68000.
38000
10500
148600
68000
148000
98000
68000
38000
18500
38500
128600
38500
38-500
7-5000
38000
69000
fi-3000
38000
128800
218000
248000
328000
148100
288800
168000
88000
128000
128000
la?ooo
28000
208000
12;000
88000
288000
85OOO
128000
85OOO
48000
21S000
12)000
48000
108400
38600
38200
18000
8)000
538600
2568000
(Continuar-se-ha.)
UECLARACO ES.
As malas que deve conduzir o vapor S. 'fa/ca-
dor para os porlos do norte, principiam-se a fechar
-anfti ni! '[ lar(le^ depois dessa hora al o mu-
0 porte iTupoT o jors TJevcrao achar--se' no cor-"'
rco 3 horas antes.
Cartas seguras vindas do sul pelos vapores in-
glez cbrasileiro, para os senhores: Dr. Angelo da
Molla Andrade, Carvalho InnJo, Dr. Carolino
l-raiK;.ru do Lima Sanios (S), Francisco Jos de
Souza Lupes, Francisco Luiz de Oliveira Azevedo,
I). Oerlrudes Francisca de Miranda, Gonralves &
Rcis, Iznacio Alves Ntzarelh, Jacinlho Soares de
Menezes, Joaquim da Cusa Dourado, Jos Caelano
de Araujo, Jos D.uningues Codiceira, Jos Joaquim
de Oliveira Goncalvas, Jos Mara Ferreira da Cu-
mia (3;, Jos Mara da Silva Velho, Jos Pereira da
Cunta, Leopoldo Augusto Ferreira, Leandro Fran-
cisco Borges, Luiz Antonio da Silva Nunes 2), Ma-
noel Claudino de Oliveira e Cruz, Nanea & Compa-
nhia, N. O. Bicber Companhia, Silvino Guilber-
me Ferreira Barros, Vicente Ferreira da Costa.
Os senhores que arremataram laidos dos aren-
gues pblicos, coniparecam no Paco da Cmara Mu-
nicipal desla cidade para assignarem os respectivos
termos.
EDITAES.
RIO DE JANEIRO.
I' de novembro.
REVISTA COMMERCIAL DE 14 A 31 DE OU-
TBRO.
Rio 1 de novembro de 1854.
Desde a nossa ultima revista cniraram no nosso
porlo 50 embarcac/ies, inclusive duus vapores.
IMPORTACAO.
Morimento do mercado.
Ac.Huuvc vendas do de Miln de 19 a 208 a
do sueco a 168 e 168500.
lcali.10.Ovidio ltimamente da America do
Norte foi por eiicommcnda. Vendeu-se do sueco de
188 a 208.
Azeile.Do de oliveira importou-se de Portugal
1.50 barris. As vendas foram de 3508 a 3608 por
l'ipa- ,
Do do Mediterrneo houve vendas a 28600 e
28500 por um pequeo lote entrado de porlos ua-
cionaes.
Bacalluio.Urna pequea pnri.vi importada da
llospanda ilali-uu 128 por cem libras. Houve ven-
das lambern de cerca de 2,600 tinas, vindo d* Per-
nambuco a 168 por quintal.
llanda.llouvc algumas vendas a 440 rs.
Bren.Do sueco houve vendas de de I83 a 198-
Algumas entradas por cabolagem alcancaram 128 por
barril.
Cabos ilo Cairo.Regulam os precos por 408 a
428. Os ila Russia sAo nominaes a 458.
Carne de pare* e de vacca.Vendeu-sc urna par-
tida a 36-3 ordinaria.
CarvAu.O mercado esl frouxo. Do que chegou
parle fui por cncnmmcnda, c 1,000 toneladas vcu-
deu-sc a 21 e 22.
Ch.i.Ilysun valelsSOO a 25 por libra bom, e
I3.5OO a i8~00 segunda qualidade.
Cera Hnuve vendas da amarilla de 800 a
900 rs.
Ceneja.Houve vendas da de Londres a IflSOO,
58200 e 58300.
Cobre.Vendeu-se urna pequea porcao do cm
folba a 800 rs. por libra a dinheiro.
Farinha.Consiste a importaran em 1,690 barri-
ca* du Rio da Prala, 3.970 meias dita* de B.illimo-
rc, ,900 saceos de Valparaso ; 550 barricas da
Europa reali*aiam 278 a 278250 por boa, c 208 a
2 41300 por inferior. Da do Rio da Prala houve
vendas avulladjs a 228500 o 238500, assim como da
do Valparaso aos mesmos proco* ; 2,260 barricas
da de It.illimorc alcancaram 238000 e 238250.
Calcula-se as existencias doje cm 16 a 17,000 vo-
luntes.
Ferro.Honve vendas de 108500 a 113.
Folha de Flandres. Vendeu-se 2S0 raixas a
228, 223700 e 23-3000. A imporl.iiAo foi de 210
caitas.
Gcnehra.Houve vendas a 18700 por garrafes,
c 18 cm barricas. A que chegou venden-sc em
viagem.
Grnssaria].Vendas a 250 c 270 rs. a jarda.
Garrafas.Regula o preco de 128 a 13(000 o
ccnlo.
Lona.Da Russia vcndeu-se a 408. Eslreila 349
e 308 a 3:1-3 larga.
Manteiga.Vendeu-se da Iilandczn a 620, fran-
ceza a 470 rs. e 500 rs. por meios barris.
Oleu de lindara.Vendeu-se smenle alcum en-
trado de porlos do imperio a dinheiro, por 250 rs. [a
libra.
Passas.1,600 caitas que cniraram, veudeu-se a
58750 e 68 por caita.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que, no dia I do-rorrenle,
ao meio-dia, ira praca, peranle a mesma Ihesou-
raria, para ser arrematada a quem por menos lizer,
e melhores vanlagens ollerccer, a obra do concedo
da coberla de um dos armazens da alfandeea desla
cidade, cujo plano c orcamcnlo eslarAo patentes nes-
la secrelaria, para quem os quizer consultar.
Os prelcndenlcs devem comparecer no dia e hora
marcados com seus dadores no lugar do cosime.
Secrelaria da Ihesouraria de fazenda de Pernam-
buco, 8 de novembro de 1854. O oOlcial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Achando-se vago ooflicio de escrivao do jury
do termo de lnaazeira, manda S. Etr. u Sr. prc-i-
denlc da provincia assim o fazer publicu para co-
nliecinienlo das partes inleressadas, e alim de qua os
prrlendcnles ao dilo ofTicio se hadililem na forma
do decreto n. 817 de 30 dt agosto de 1851, e apre-
sentem os seus requerimenlus ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de 60 dias, que
comceou a correr do dia II do correnle em diaule,
para seguirem-so os tramite- marcados nos arls.
12 e 13 do citado decreto.
Secrelaria do governo de Pernambuco 29 de se-
liiuhio de In i,Joaquim Pires Machado Porlclla,
ollicial-maior servindo de sccrelario.
Achando-se vago o ollicio de escrivao do cri-
me, rivel e notas do lermo de Iugaz.cira, manila S.
Etr. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conbecimenlo das parles inleressadas, c
alim de que os pretendenlcs do dilonfllcio, se habi-
liten) na forma do decreto 11. 817 de 30 de agosto de
1851, e apresenlem os seus requeriincnlos ao pri-
meiro -lipidite do juiz municipal do mesmo lermo,
no prazo de 60 dias, qoe comceou a correr do dia 11
do correle em dianlc, para seguirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 el:! do citado de-
creto.
Secrelaria do governo de Pernainduco 20 de selcm-
bro de 1851.Joaquim Pire* Hachado Portilla, fll-
cial-mainr servindo de secrelario.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal da fregue-
zia de S. Frei Pedro Goncalves do Recife, cm vir-
lu.ie da lei, ele.
Tendo sido approvada pelo Etm. Sr. presidente
da prorincia a postura aidlicional do 20 de oulubro
lindo, que me fui cominiinicada por oflicio da cma-
ra municipal do 31 do referido mez, assim o faro
publico para inteiro conlicciincuto dos moradores
desla freguezia.
Postura atldicioital.
Arl. 1. Ningucm poder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedia e ral, de laipa 011 de madeira,
que nao seja de ronformidade com a planta da cida-
de, postura e tabella cm visor, prcredendo lirenca
da cantara : os infractores siro multados em 303000
rs., alm da demolirao da obra feila, urna vez que
nAo estoja de ronformidade rom a referida planta.
Art. 2. Pica arodidida a morada de familias no
inleiior das rasas em que douver icougues; ctceplo
aquellas, que pm sua capacidade podercm, admil-
lii itivisao miel na de paredes ou tabeas, quo separe
as familias dos aijougues. sem que com estos se com-
muniquem as entradas e subidas : os infractores
dono* dus arnugiics serau multados cm lOjOOO rs., e
no duplo na reincidencia, fican.lu desde j nbrigadus
sob a mesma pena, a fazer retirar dessas casas os que
aellas morarcm.
Oulrosim faz puldieo o mesmo fiscal, que em vir-
lude da psima addirinnal do Io de junho do anno
Estando pois entre ns recunherida a necessidade
SOCIEDADE II! Ullna ENPREZU1IA.
16. i'crilu da asxi";iial 11 r:.
Snbbadollde novembo de 1854.
Depois de ctecular-sc como be de costme urna
ouvorlura a grande orcheslra, lera comeco o espec-
tculo seguinte :
Pela primeira vez ir a scena nesle Ihealro a no-
va comedia original francez em um aclo intitu-
lada
0 FILHO DE TRES PAS,
traduzida livremenlc por L. J. tlayaod.
Perspnagen*. Actores.
Mr. deScnl-Bon. ... O Sr. Sania
Mimi.......
(uilherme.....
Malheut...... i>
Jasmim...... a
Rosa
Itii Iba, velba governanle.
Rosa.
Monteiro.
Mendos.
Pinlo.
Pereira.
A Sra. D. Orsat.
i) Amalia.
A scena passa-se na casa de Senl-Bon.
Reprcsenlar-se-ha o inleressante drama em 3 ac-
tos intitulado
KAPHAEL Ot OS MAIS 10\SIII10S.
a' pedid Distribuicao do espectculo.
1. O drama.
2. A coincida em 1 aclo, com a qual dudara o es-
pectculo.
Principiara s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio Rio de Janeiro, ulie no
dia 11 denovembro, o milito veleiro brigue
Recife : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-se na ra do Collegio n. 17
legando andar, 011 com o capito Manoel
Jos Kibeiro.
PARA A RAIMA.
Vai seguir rom brevidade o liiate For-
tuna, capitao Pedro Valette, Fillio: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Comes &C-, na ra
lo Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com muita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to : para o resto da carga, passageiros e
escravos a t'rete, trata-se com Novaes & C-,
1111 ra do Trapiche n. V, ou com o c&-
pitao na pra Para a Rabia segu em poneos dias, por ter a
maior parle da carga prompla, a bem condecida e
veleira garopeira l.ivracAo ; para o resto da carga,
trala-se com seuronsi^nalaiio Domingos Alves Ma-
llieus, na ra da Cruz n. 54,
Sabe para o Ass com muila brevidade o hiale
Anglica ; quem nelle quizer rarregar ou ir de pas-
saecm, dirija-se ra da Cadeia do Recife n. i9,
primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
scauir em poneos dias o briaue narional Puritano
por ler mais de metade da carga ja prompla ; para o
reslo da carga c escravos a frele, Irala-se cornos con-
signatarios, ra da Cruz n.40, primeiro andar.
PARA A BAHA
o hiale Afoso Olinda, mcslrc Custodio Jos \ anua ;
a Iralar com Tasto Irmios,
<,-
-!


DIARIO t PtRIUMBUCO. StXTA FElftt 10 UL NOVEMBRO UL 1854
vv
Companhia de navegado a vapor
Brasileira.
Luso-
OsSrs accio-
nlas dcslacoin-
pimlii.i 'o con-
\nl;i.los a rcali-
sarein com a
m.iior hrevda-
B, ii quima c
ulliina presta-
ran de suas ac-
coc, pata a im-
Ajpurlancia ser re-
:*JW?m' metlida a direc-
ro : dirigindo-se a tu do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Puarle Rodrigue.
COMPANHIA PEKNAMBirCANA DE
VAPORES.
O consclho de directo, de conformidade com o
arl. I." titulo t. do estatutos da coiupanliia, con-
vida os seuliores accionistas a rcalisarem mais 25 por
rento sobre o numero de acedes que subscreveram
al o dia 1. do futuro me/, de novciohro, alim de sc-
rem fei I as com regularidade para Inglaterra as re-
messas de fundos com que lem de altendrr os pra-
dos do pagamento do primeiro vapor em consIruccAo,
sendo Cncarregado do recebinienlb o Sr. T. Coulon,
lia ra da Crqz n. 26.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
OvaportVtici-
nabara, com-
mandanle o I."
tcnciile Salo-
me, espera-sc
dos porlos do
norte a 14 do
corrcnlc, c se-
guir para Ma-
ci-Hi. Baha, e
Rio de Janeiro uo dia seguintc as da su chegada :
os senhores passageiros que quizerem ohlcr prefe-
rencia aos lugares que vierem disponiveis, queiram
com antecedencia pagar as suas passagens na agen-
cia, ra do Trapiche n. 40.
LEILO ES.
O agente Uliveira far Icilao di encllenle mo-
bilia do Sr. Rolhwell (actualmente na Inglaterra)
cnisislindn em cadeiras usuaes, do bracos c de ba-
lanco, sotos, mesas par ditos, c oulras redondas,
banquinhas para jogo, e d'oulras qualidades, com-
moilas, cousolo com cspelho grande, guarda-ves-
lidos, ditos para livros c para louc,a, loucadorcs
grandes e pequeos, Icilo para casados com cortina-
dos, caminhas para meninos, banquinhas para luz,
lavatorios,' aparador, marquetas, esleir de forro,
apparelho de purcellana para cha, oculo de alcance,
garrafas e copos do crxstal, vasos diversos para flo-
res, candieiros, lanlernas c alcni de oulros arligos
n.indo-, diilnentes obras de prala: scxla-fcira 10
do corrente, as 10 horas da manhfia, no Ierren -o an-
dar da casa da ra do Vigario, por cima do cscrip-
lorio, e armazera de fazendas dos senhores Jolitislon
Paler & C.
avisos diversos!
CONSULTORIO DOS POBRES
2* RA DO COLLEGIO 1 AHTDAH 25.
U I ir. I'. A. Lidio Mosco/o da consultas homeopalhiras lu s os das aos pobres, denle 9 horas da
m.inlifia aleo meio dia, e cmcasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Oflerece-se igualnieulc para pratiear qualquer operara" do cirurgia, e arudir promplamento a qual-
quer n.ulher que eslea mal de parlo, e cujas circumslainias nAo permillam pacar ao medien.
NO COliiLTORIl) DO DR. P. L LORO HOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE SE O SEGUINTE:
Manual completo do|Dr. G. II. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes eucailernados cm dous :................t 901000
Esla obra, a mais importante de todas as que tralam da homcopalbia, inleretM a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a doolriua de llahnemanii, e por si proprios se convenceren) da verdad* da
mesilla: interessa a todos os senhores de cngtnho e fazeiideiios que esiao longe dos recursos dos mdi-
cos : jaleras* I lodosos capillos de navio, que nao podem dcixar urna vez ou outra d 1er precsao de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolaules ; e inleressa a lodos os rhefes de familia ene
|ior circunistaucias, que nein sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prcslar occorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do liomeopalha oo Irsducrao do Dr. Ilering, obra igualmenlc ulil is pessoas que se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volme grande ,....... 8^000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, tic, etc.: obra indis-
peusnvel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........ 49000
Urna carleira de 81 tubos grandes de finissimo rhrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, ele, ele................ 403*100
Dila de 3(i com os mesmos livros.................... 435000
Dila de 48 com os ditos. ,.................. 505000
Cada carleira he acompinhada de dous frascos de unturas indispensaveis, a escolba. .
Dila de 60 tabea com dilos...................... 609000
Dila de 144 com dilos..............,......... 1003000
Eslas sao a en in 1 ia 11 hadas de 6 vldros de tinturas a esculla.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Ilering, lerao o abalimenlo de 10J000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 89OOO
Pilas de 48 dilos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... I9OOO
Videos de meia enea de untura.................... 29000
Sein verdadeiros e bcni preparados medicamentos nao se pode dar um pasno seguro na pralira da
homeopalhia, c o proprietario deslc cslahclccimcnlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
iiiugucm duvida hoje da superioridade dos seus mcdicamenlos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamanlios, e
aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com (oda a brevidade e por precos rouito mu-
modos.
Cnnstandn-ine que entro a miillidao -1c carias
r papcis que niiiiha inulher I), Anua Joaquina de
Mello, lem assignado is cegas, a-signara ja um pa-
pel (cm saber que papelera) para defraudar o ca-
sal em beneficio de aluuem : cu, para prevenir-me
contra estse oulros aidis indignos, com que se esla
abusando da ignorancia eleviaiulade de miaba mu-
Ihcr ; desde ja protesto contra lodo e qualquer do-
mnenlo de divida, lloarlo, em|>cnho, con.ralo, ou I do Calinga, Indica de Moreira A; Fragoso,
seja o que for. escriplo por aluuem e assignado
Vcndc-se una rotula bem MU c quai nova :
na rua do Oueimado luja n. 21.
.No Man.'iunlio, silio adianlc ab do Sr. rirnr-
giao Tcixeira, vende-sc um cxcelleule cavallo roda-
do para raiiriolel : pira Iralar, cm das de semana,
no Recifc, rua do Aniorim 11. 50, 00 nos domingos
no mcsino sitio.
Yendem-se caixes e barricas vasias ; na rua
Teudo-se -econliecido ([tie a despeza
de escripta e cobra nca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que (|uando os mandarem, re-
mettam. igualmente a sua importancia ;
alias nao seriio publicados.
Precisa-sede urna ama forra ou escrava para o
servico das compras e cozinha de una familia de 3
pessoas: na rua da Conceicao 11. 9, na Boa-Visla ;
paga-se beln.
Furtaram bonlem, 9 do correnlc, pelas 3 horas
da larde, do bolso de um cargueiro do engenho Caia-
r, um reluci de prala domado, palcnte inglcz de
n. 8655.) :' roga-se pois a quein for offerecido, ou
que delle saiba, o favor de dirigir-sc i rua da Cruz
do Recifc 11. 7, primeiro andar, que generosamenle
se recompensar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos inaiores premios da lotera
lio. da santa casa, e\ti aluda em 20 de
outiibro.
1 N. I365. . . . . 20-.000.V
1 7)740. - . . . 10:000$
1 2*32. > . . . 4:000f
1 V028. .... . . 2:000$
0 >. 5710, 192, 4801 ,
4548 , 5845 , 844. 1:000*
10 >. ."90, 1118 , 1214 ,
fts* , ant , 0000 ,
5680 , 5712 , 4415 ,
5769. . . 400$
10 191, 917 , 95V ,
952 , 1000 , 1112,
1807 , 2547 . 2552 ,
2555 , 2416 , 42 i 2 ,
5266 , 5585 , 5516 ,
5590 , 4655 , 4919,
5090, 5965. 200*
00 55 , 282, 56S , 402,
427 , 490 , 547 ,
726, 745 , 787,
847, 980, 995 ,
1021, 1150, 1248 ,
1516, 1555 , 1455 ,
1179, 1515 , 1557 ,
1595 , 1597 , 1681 ,
1710, 1754 , 2062 ,
2240 , 2555 , 2572 ,
2627 , 265 i , 2645 ,
2779 , 2996 , 5005 ,
5015, 5115 , 5196 ,
5557 , 5679 , 5820 ,
4075 , 4549 , 4425 ,
4555 , 4612, 4650 ,
4651 , 4721 , 4925,
4940 , 4946 , 5015,
5075 , 5159, 5282 ,
5650, 5908 . 100.S
100 de. . 40.S
1800 de ... . . . .... 20s
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Liinoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aclia cm grandeatrazo de pagamento.
i DENTISTA FHANCEZ. 3
'j Paulo GaigMMK, cslahelccido na rua larca @
5J do Rosario 11. 36, segundo andar, colloca den- 3:j
3$ les com gengivasarlificiaes, e dentadura com- j
C(> pela, ou parle della, com a pressao do ar. a
9 Tnmbcm lem para vender agua denlifriccdo ;i;
& Dr. Picrre, c p para denles. Rna larga do
>iS Rosario n. 36 segundo andar. $
**Sg@3
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(iiicrqiic, professor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a cnsinar nestapra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolliimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
rotestando satisfazer a' e\pectacao pu-
ica anda a costa dosmaoressacriiicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendcnles dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
pro
blic
chroniras, 4 vo-
. 205OOO
. 65000
. 79OOO
. 63OOO
. 16^100
. 69OOO
8.3000
16-3OOO
IO.3OOO
81000
70000
69000
49000
IO9OOO
30o000
na-
esla tvpogrnphia a negocio que llie diz
2000 premios.
Saino nesta provincia a sortede 4.000.S*
no meio bilheten. 2452, a del:000.v no
meio n. 4861, eoutros de 40Qf, 2ft0.s e
tO0|, os possuidores queiram vir recbel-
os competentes premios.
.la' se acliam a' venda os novos billietes
da lotera 20: do tlieao de Nictheroy,
cuja lista deve partir do Rio de Janeiro o
vapor brasileiro a 10 do corrente mez de
noverabro.
Os premios sciuo pagos logo que se i-
zcr a destribuicao das listas.
Bnoa-se ao Sr. Joaquim Concalvcs Baslos quei-
ra declarar por esle Diario o nomc do oflieial de
juslipi que sua merco diz no Diario de6 do corren-
te n. 854, Icr ido a sua casa em companhia de oulra
pessoa para assignar um deposito judicial, e que va-
l<,0me Sua ceRucira "ss'iznou <"na ledra da quanlia
de hOO e lanos mil res, a se assim o nao fizer ser
lido por um calumniador. Isto pergunta
Vm inlcrestaiio.
Hetla Ivpographia eiisle urna caria para o Sr.
coronel Joao da Costa Villar, snhor do engenho
Avealla de (ioianna.
Aluga-se um armazem proprio para rccolhcr
qnalquer objeclo da alfandeea. no hecco do Burgos:
a Iralar na rua do Vigario 11, 15.
Testa do Snhor Ron. Jess dos Pobres
Alllictos, em S. Goncallo.
Hoja pelas 7 horas da imite nhir a lundeira do
mesuio Snhor em carro Irinmphanlc, lirado por
anjos, prrcorrendn .arias mas da freuuezia, arnmpa-
nhada de una banda de msica militar ; licanhaa
noile haverao vesperal com a decencia docoslumc;
e domingo cclehrar-se ha a fesla, sendo escculada a
miuiea tmissa da formina pelo hbil e sempre reco-
nheeido professor o Sr. Pedro Nolasro Baplisla)
pregar o Rvm. Sr. padre mcslre et-proviucial Fr.
I.1110 do Monlc Carmcllo, c a noile depois da oracHo
JW lllm. Uvm. Sr. padre mostr preaador da capella
nnpiirial Joao Capislrano de Mendnnca. entoarflo os
ministros do Allissimoo Te-Deum-I.aiidamus, sendo
respondido pela msica, que entao desempenharii
com esmero o bem condecido Te-Deum de Sanl'An-
na : cm seguida lirar-se-da a dandeira com o mes-
mo apparalo ; o paleo achar-sc-lia illuminado. Icn-
ilo no ccnlro nina pirmide guarnecida de loses.
Eis, porlanlo, a fesla, para a qual as csmolas cl.e-
garam.
Atlenrao
Precisa-se de um prelo raplivo, nM enlenda bem
de cozinha, para cnzinheiro, para o quo d:i->c bem
ordenado : na rua Dircila n. 76.
Dcsappareccu no dia 7 do rorrele mez de 110-
vembro una prcta de nomc Maria Cajueiro, de na-
i.ao Calahar, de idade 50 c tantos anuos, haixa do
rorpo, meia rorcuinla, magra c muilo suja por ser
roziiihcira ; levou vestido de riscadin'ho azul muilo
sujo, he muilo falladcira, piula do cabello, lem os
luacns c pernas meio fovciros, e a bocea franzida de
Irazer cachimbo : roga-se a lodos os rapitars de cam-
po c autoridades poliriaes, principalmente dos arra-
bales desla cidade c de Olinda onde ella sempre
anda, a apprchcndam e eunduzam-na ao largo da
Jrcmpe, sobrado n. 1, que lem labcrna por bailo,
que gratificar generosamente.
Novos livros de homeopalhia uicfranccz, obras
todas de summa importancia :
Hahncmann, tratado das molestias
11 mi t -.........
Tesle, indc-lias dos meninos.....
Ilering, homeopalhia domestica.....
Jahr, phaimacopca lionieopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pcllc.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhiiiann, (calado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, malcra medica hiuneopalhica. .
De Fayollc, doutrina medica homcopalhiea
Clinica de Slaoneli........
Casling, vcnlade da homeopalhis. .
Diccionario ilc N\.sien.......
Alllas rompilo ele anatoma com bellas cs-
.......... 0|x.r;.|u-, -nnfona> a .in.,..;,-".
de lodas as parles do rorpo humano .
vedem-sc lodos estes livros no consultorio homeop-
tico do Dr. I.obo Moscoso, rua do Collegio n. 25,
primeiro aodar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um cscra-
vo mualo com muila pralira desse oflirio. Na rua
ila Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.onrenco Trigo de l.oureiro.
. O Sr. Joaquim Ferrcira que leve luja na pra-
cinha do 1.i\rainenlo lem urna caria na livraria ns.
6 c 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegada ha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lint,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esUi piara, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que llie diz respeito.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na rua de S. Francisco, dirija-sea
a typ
respeito
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria 11. 6 e 8 da
praca da Independencia que se llie preci-
sa fallar a negocio
Perdeu-se 4 volumes da obra inliluladaTra-
(ado Elementarpara instruccao dos corpos de in-
fanlaria ; qncm liver adiado, querendo enlrega-los
na rua da Cadea do Recife 11. 34, loja, ser grati-
ficado.
Tiram-se passaporles para dentro c fura do im-
perio, correm-so folhas, despacham-se cscravos para
differcnlcs provincias, malriculam-se os mesmos, c
d-se baixa por qualquer circumslancia ; liram-se
(lulos de residencia com lempo e sem elle, c oulras
incumbencias mais : na rua do Queimado, loja da
Estrella 11. 7, e na da Cruz do Recife n. 31, se dir
quem disso se encane-.1 com piesteza c cuinmodi-
dade.
O solicitador
Manoel I.uiz da Veiga avisa aos seus rnnsliluinlcs
mais pessoas que com elle liverem de fallar, que se
acha residindo na rua do l.ivramcnlo n. -27, segundo
ailar, onde pode sor procurado das 6 horas da ma-
nh.ia al as 9.
Prerisa-se de orna cozinheira ; na rua da Ca-
deia de Sanio Antonio, sobrado 11. 1, ron fronte, a or-
dem lerccira de S. Francisco.
PARA ACARAR.
Na rua Nova n. 8, loja.
ha ainda un resto do aunis de ouro de ti quilates,
que por se querer acabar, vendem-sc pelo diminuto
preco de 10500 cada um.
Quem precisar de uina ama de leite
muito boa, dirija-sea rua do Rosario lar-
ga sobrado n 26, primeiro andar.
AVISO.
Em virlude do rcspeilavel accordam do supremo
Irib nal .la rclaciio do dia 7 do corrcnle, que dene
gou provimcnlo ao aggravo do eieculado Jos Dias
da Silva, se acliam em seu inleiro vigor os escriplos
e edilaes, que foram afeitados para seren imprclcri-
velmenlc arrematados no dia sexla-feira 10 do cor-
rente, 1 dora da larde, na sala das audiencias, de-
pois de linda a audiencia do Sr. Dr.juiz de direilo
docivcl, os bens movis e semoventes do dito eiecu-
lado por ser a ultima praca, por esecucao de Joa-
quim da Silva Mourao ; os bens consla'm nao s' do
edilal como Jo cscripto que existe cm mao do por-
te i ro.
TERCE1RA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
Corre mpreterivelmente no dia 2 de
Dovembro.
O thesoureu-o az constar que estilo
a venda os bilhetes da presente lotera
nos Lugares seguintes: rua Nova n. 4,
piara da Independencia, u. 4, rua do
Queimado, loja do Sr. Moraes, rua doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aleo da
BoaVista, loja do Sr. Gumaraes, e na
rua do Collegio n. 15, na tlicsouraria das
loteras-Pernambuco 2 de Dovembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Proco dos bilhetes:
Inteiros.
Meios.
Prerisa-se de .500^100 rs. a
Iheca de duas escravs : quem os
tic para ser procurado.
Aluga-se ale o primeiro de selemhro urna boa
casa com quintal bem plantado na Cajiunga, onde
faz qualro ranlos : quem a pretender dirija-se ao Sr.
-~elia-n.ili Jos d Silva Pena no mesmo lugar, ou
R|rai da Cruz, armazem n. 15.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
L1NIIO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina quo volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
No hotel da Europa da rua da Aurora se manila
alomen, e juntares para fra uirn almcnle, c lainbein
lem comidas c peliscas a loda hora, tudo por preco
muilo razoavel.
I.ava-se e engomma-sc com loda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia -2i do correnlc imprcle-
rivelmenle
Am 8:0009000, 4:0005000, 1:0003000.
Na casa da Forluna, aterro da Boa-Visla n. 72 A,
vendem-sc os mu acreditados bilheles, meios ecau-
telas do caulclisla Salusliano de Aquiuo l-'crrcija ;
os bilheles e cautelas desle caulclisla nao soflrem o
descont de 8 % do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilheles a 0)j000 recebe por inleiro 8:0003000
Meios a 49500 dem 4:0009000
Uarlos a -28300 dem 2:lKM)e0O0
Olla vos a 19300 idein IHMufOOO
Decimos a I9IOO dem 8003000
V igesimos 56OO idein 1009000
8.S0OO
4S00O
juros, sobre hjpo-
quizer dar annun-
f O Dr. I.aioltno Francisco do lama Sanios
gt mudou se para a rua das Cruzcs n. 18, 1 au- K
e* dar, onde continua no exercicio de sua pro- -/
fg fissflo de medico ; c ullisa-se da occasio pa- $2
m ra de novo ao publico oflerecer seu prcsliino 3
w como medico parteiro, c habilitado a certas W\
% opcraes, sobretodo das vial ourinarias, ^(
}g> por se ler a ellas dado com especialidade em *3
^ Franca. S
I he uiider.signed a brilish suhjerl begs respccl-
fully lo llie brilish and olhor foreign mcrchanls of
Pernambuco tli.it he has upen ver\ respcctahle an
11111 al rua da Aurora n. 8 for accomuiodulion of
caplains and passengers aere lo be liad breakfasls
deunersaiid suppersaud a refreslimenls al any liour
as also has superior wines and spirils ales and por-
lers sirops of all sorls all of l'hc besl qualely for
modrale prices.I. tiendes.
Precisa-se de una ama que saiba cozinliar c
cn^ommar: 110 largo do Terra n. 44.
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes cm um
.folbelo de 30 paginas, urande iu 8.", com o seu re-
lalo c v fitfjimiim '.. ~- n, ^ioiiuj r ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevcdo com espantoso lalerDo natural. Vcndc-
se na loja de livros do Sr. Figuciroa, na praca) da
Independencia, as boticas dos senhores ll.11 t'hnlu
meu e Pinto, rua do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Rihciro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
rua da Madre de Cos, c 110 armazem do Sr. Manuel
dos Sanios Fonlcs rua do Collegio 11. 25. Prcc,o 19.
Precisa-se de um coiiuheiro para um engenho
perlo da praja : a fallar na rua das Flores 37,
primeiro andar.
Do silio da ctmpina da Casa-Forle. onde esl
residindo o abaixo assignado, fugiram 011 foram fur-
lados para amanhecer no dia 5 do concille mez, (i
bois, que vieram para o consumo, com o ferro a
orailac.ao de urna meia la: roga-se encarecidamen-
te a quem souber onde estejain os referidos bois
de avisar ao mencionado ahaixo assignado.
Joao Paulo Ferrcira.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia, que cngomnie bem c faca oqtro qualquer scr-
vitoemeaso de necessidade : quem esliver tiestas
circumstancias, podo dirigir-sc a rua da Madre de
Dos n. 32.
O abaixo assignado avisa a quem livor penho-
res em sua mao de os vir resgalar no prazo de 8 dias,
cerlo de que nao o fazendn serflo vendidos para pa-
gamento do principal e juros. Recifc 7 de novem-
brode 1854.Francisco Antonio Martin*.
Offercce-se urna ama para o servido de casa de
um liomem sollelro : quem precisar, "dirija-se ao
aterro da Boa-Vista n. 05.
Precisa-se alugar una prela que saiba vender
na rua ; a Iralar na rua da.Praia n. Gi.
Na rua do Crespo, loja n. 3, ha urna encom-
menda vinda do Par para ser entregue ao Sr. Jos
Calandriny de Azevedo.
Roga-se a pessoa que empenhou um rclogio e
um tranceln na rua da Praia n. 14, o favor de ir
(ira-lo 110 prazo de 8 dias, do contrario ser vendido
para embolso do dilo pciihor.
Amada-te a loja 11. 9, rila na rua do Collesio,
com "pinna armaren para qualquer estabelccimenlo:
traase na rua Nova 11. 14, ou na livraria da esqui-
na da mesma rua.
UM PRODIGIO DO MET1IODO CASTI-
LIIO DE LEITLRA REPENTINA, RUA
DA PRAIA.
Diz o Ilustre lillerato. a paginas XI da sua 3.=
ediccao, que o seu melhodo cura a gaguez ; com
eflcilo, o scguinlc caso he mais una maravilha em
Tavor do Sr. Caslilho. Encarregoji-mc o Rvm. Sr.
padre l.cmos de ensinar um menino mudo ; en nao
sabia como desempenhar a minha miaste, fiii-lhc
gritando as regias e mais prereitos do melhodo,
quando oh! prodigio, no fim de 15 dias o menino
entra a pronunciarlodo oalphabelo.junla as silladas,
cania as reara- c eiecula as marchas sillahicas com
loda a perfeie.'io Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dilo menino. Odircclorda escola de
Icilura repentina estimara muilo que lodos os illus-
Ircs redaelores dos jornacs desla cidade fossem das 7
as 9 da noile, horas em que cslarilo mais desocrupa-
dos, lestemunhar ocularmenle a encellencia deslc
melhodo. As lie/Bet de noile para os homens 3S000
mciisacs ; de dia para os meninos 3f000. O dircclnr
da livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na rua da Praia, palacete amarello.
Aluga-se um sobrado com bom quintal e perlo
do banho, no lugar dos Arromhados, cm Olinda :
quem pretender, entenda-sc com Jos Anlunes (lu-
manes, na rua de Apollo, armazem n. 30.
Alraz da malriz da Boa Vista n. 30, ropia-sc
msica |K>r prejo commodo.
. "~ Precisa-se de urna ama forra, preferindo-se ler
sido escrava, para cosinhar s almoco c janlar para
Ires pessoas sollciras, podendo a mesma ir dormir cm
sua casa : a Iralar na rua da Cruz 11. 31, cm casa de
I.uiz Freir de Andrade.
Precisa-se alugar urna prela ou prclo esrrav
para fj/.er algumas compras na rua e servir em ra-
sa : na rna do Collegio 11. 8 primeiro
dar.
Precisa-se de un criado pequeo,forro 011 rap-
livo, para servir a um liomem s, M rua do Ouci-
inadn loja n. 21.
Aloga-se nma casa Ierres na povoar,a"o doMon-
lenn, eom a frente para a greja minio limpa, Ircsca, com coniniodos para familia re-
bullir, leudo una porta o duas jancllas na fren!
Iralar rom Antonio Jos Rodrigues deSou/.i Jnnior,
na mesma povoacan, 011 na rua do Collegio 11. 21. se-
gundo andar.
GABINETEPOKTUtiUEZ DE LEITURA.
Per orden da dueeloi a convoca-sc o consclho de-
liberativo pan se reunir domingo, 12 do conculcis
11 horas do dia.
Quem anmiiciou querer 5009000 rs. sob lapo-
Ihcra em dow cscravas, dirija-se a rua do l.ivrainen-
to Indica do Sr. Chagas.
Oflerece-te um raixeiroporlagncz para qualquer
arriimacilo : quem precisar, dirija-se a ruada Praia
n. t.
A pessoa que pedio emprestada ao abaixo as-
signado a obra do.lude 1 Erranledo Sr. E. Sue,
cm francez, edicao de Paris em 10 vols. cm 8.", le-
an* a bondade de Ih'a rcslluir.
Dr, Joaquim de Ai/uino Ponteen.
Precisa-se de200^KX) sobre hypolhcca de um
escrava ; quem liver annunrie.
Aluga-se urna loja com armarilo para laberua,
no paleo da Santa Cruz : quem pretender, dirija-se
a rua da Cruz n. 9, sobrado.
por
minha mullier s, 011 mc-mo por ella escriplo c as-
signado,1I0 qual venha a resultar prejuizo ao casal, a
loiio, mi a minha mulhcr, de qorm son o nico e Ic-
viiiino adininiSlrador. Ig'ialinenlc repilo a drclara-
i.ao que ja liz, de nao pagar nem o met casal, divida
alguma conlrahida por minha mulher ou por seu
mandado, quer cm minha usencia, quer asura ;
pois que bavondo ella recibido perlo da .'i:00O?00O
rs. de que licou, e esl de po.se. nao liuha nem lem
a menor necessidade de fazer dividas, mormenle por
objeelos de luxo, c para dar, como relogios, crren-
les, aderecos, ele, ele.
Recife (i de novembro de 1854.
tluillierme Augusto Hodrigue Selle.
Quem precisar do um pequeo de 1t airaos,
chegado agora do Porlo, para caixeiro de loja, ou
mesmo para taberna, dirija-se rua da Cruz, arma-
zem n. 15.
Eduardo Oadaull propc-se a dar lices de de-
senlio, tanto em sua residencia como em particular;
as pessoas que quizerem dedicar-sc ncsla arte ble-
nlo em sua direceo nao smenle bom modelos como
bous principios ; lambem retraa a oleo ou a fumo :
quem quizer ulilisar-sc de seu presumo, compareca
na Camboa do Carino, sobrado 11. 111, primeiro an-
dar.
Aluga-se urna excellcnle casa de campo na
Capunga, margcn do Rio Capibaribc: a tratar no
alono da Boa-Visla, casa n. 1.
O ahaixo assignado pede a seus ficguezcs os
senhores csludanles, que se julgarem seus devedo-
res, hajam de vir saldar suas cuntas no prazo de 15
dias da dala desle, porque lainhem Ihc he preciso
pagar a quem deve, c se basaren de sua paciencia
vcrSo seus nonti por extenso nesta folha. Olinda 4
de novembro de 1854.
Joao Xepomuetno de Mello e Alhuquerque.
Afora-se um terreno na rua do Jasmim, cm di-
receflo aos Coelhos: a pessoa que quizer aforar o
mencionado terreno, dirija-se ao palacio da Soleda-
de, a fallar com o padre Cnslodio F. de M.
A pessoa que no Diario do dia 9 do correnlc
diz precisar de 2009000 sobre hypolhera de urna es-
crava, dirija-se ao boceo do 'cixe Frilo n. 1, la-
bcrna.
O Sr. Cinciiialo Mavignier j se enlendeu com
o abaixo assignado, e por isso relira os aiinuncios ted-
ios por este jornal.Jost do Santoi li'eces.
Ouem liver para alugar alguma casa lerrea em
alguma das ras da Boa-Visla, aiinuncie para ser
procurado.
O abaixo assignado protesta contra
a inclusao da lirina de Franca & Irmao,
na relaciio dos devedores do imposto de
20 por cont sobre o consumo de agu-
rdenle que se esta' publicando neste
Diario, por parte da fazenda provincial,
porquanto nunca venderatn tal genero
para consumo, como ja' por vezes tcm
provado em jui/.o, e pelo que foram sem-
pre absolvidos do pagamento do referido
mposto.Joaquim Lucio Monteiro da
Franca.
Antonio Jos da Silva Castro, cor-
rector de huidos pblicos na corte, roga
o todas as pessoas (pie se julguem seus
raedores nesta praca, o mandarem rece-
be! seus dbitos no lugar de sua resi-
dencia.
A pessoa que precisar de nm caval-
lo russo, que ande bai\o, seja novo, ardi-
goe sem achaques, annuneie a sua mora-
da para ser procurado, ou dirija-se a rua
do Queimado n. 20.
Jo,1o Pires Soarcs embarca para o Bio de Ja-
neiro 2 cscravas, rri nil.i-, denome Fauslina e Fran-
cisca.
De accordo com o arl. II do cslalulo di com-
panhia de Seguros Marilimos I lili.lado Publica, os
directores convidan os senhores accionistas a compa-
rcccrcm no dia lado correle, noescriploro da rua
da Cadeia 11. V2, ao meio dia. Recife 9 de novem-
bro de 1851.Os direrlorcs. Manoel Joaquim /la-
nos e Siten, luiz Antonio lieira.
COMPRAS.
Cniina-sc una ias.r lenca rom quini.il, no
bairro da Boa-Visla : quera (ver. dirija-se i rua
delraz da malriz da Boa-Visla n. 54.
Compra-se um escravo pardo ou preto, ainda
moco, que seja bolieiro. c eom preferencia se lam-
bem frsapaleiro, sem virios c molestias, e queso
venda por alguma nutra circunstancia : quera o li-
vor, dirija-se a qualquer hora do dia i rua da Sole-
dade, louo ao sabir para o Manguinho, no sitio dos f
leoes, que achara com quem Iralar.
Compra-se um braco de balauca do ferro com
seus competentes pesos : quem liver'anuuncic para
ser procurado.
Compra-se ma prela de honila figura, ecom
atada perfela, que saiba enzinhare engnmmar : ua
rua do Cabuga, loja dcourives de Seraphim c\ Ir-
mao.
VENDAS
Vendc-se orna negra rrinula, com nm bonito
moleqmnho de 5 annos ; na rua da Praia n. 4.
ffl RLA DO CRESPO N. 12. %
Vende-M geaa loja superior damasco de j
@ seda de cores, sendo branco, encarnado, nxo, @
por preco razoavel.
JaMU tW:ft>8
Vende-sel muala com habilidades, 1 mulali-
nho com (i para 7 anuos, 1 dilo de 7 para 8, 1 criou-
liuha de (i para 7. bonita figura, 1 escrava de nseSo
cozinheira e lavadeira, com boa figora, e 1 negro de
nacao: na rua da Scnzala Vellia n. 70, segundo an-
dar, se dir quem vende.
Para luto.
Vende-se cassa prela com pintas c dores brancas,
fazenda superior, pelo barato preco de 480 a vara -
na loja de 4 portas d Sedas baratas.
Yenuem-se rrlcs de vestido de seda de cores, gos-
los modernos e muilo boa fazenda, por prec,o muilo
commodo : na loja de 4 porlas da rua do Oueimado
u. 10.
No novo deposito da rua de Apollo, vendc-se
por menos do que cm oulra parle, boas maa- de
varas qualidades. proprias para cha, c com mclhor
arcio que ns maas do laholciro ; assim como bom
pao c lo la. ha.
Vendem-c duasquarlolas para aguada ou para
azeilc, muilo boas : quem as prrlcnder, dirija-se ao
hecco da l.iugocla, armazem n. 8, que Ihc dir quem
vende.
Vcndc-se farinlia cm saccas, prnpria para fa-
brica, por preco commodo ; sendo cm porcao se far
alguma dffcrenca : mi rua da Praia n. 32*.
Hirlnis de llamburgo.
No anligo deposito de bichas, na roa eslreila do
Rosario n. II, de Manoel do Reg Soarcs, vnde-
se a porcoes e a rctalho ; e alng.im se por menos do
que em oulra qualquer parle ; islo por 1er muila
quanlidadc de bichas.
Farinlm de mandioca.
Vende-sc a mais superior familia de mandioca, em
saccas grandes de cinco quarlas ; na Ira ve-a d> Ma-
dre de Dos, armazem n. 3 a 5, de Antonio Luiz de
Oliveira Azevcdo.
Feijao novo miilatinlio.
Chegoii urna ponfo de feijao mulalinho muilo no-
vo, ese vende por barato preco ; na Iravessa da Ma-
dre de Dos n. 3 a 5.
Arroz, de casca.
Vcndc-se superior arroz de casca ; ua Iravessa da
Madre de Dos n. 3 a 5.
Vendc-se cslrnme de gado a 500 rs. a carroca,
indo buscarse no silio do fallecido Ciiilbcrmn Pa-
tricio, defrontc da estrada nova, que vai dos Afola-
dos para o Remedio.
Vendfl-se a verdadeira potassa da
Uussia, e cal virgem, viuda no brigue
portugiic/. Tariijo III", chegado no rJia
) do correnlc : na piara do Corpo Sanio
n. II.
Vende-Se um hr.-ieo de halanra e pesos para
armasen de carne: m rua da Praia, armazem
n. 38.
Vendc-se urna poreiio <|c aparas de papel [lal-
vei Ienha2> arrobas' proprias para fabrico de pa-
pelSo, calcar louca ou cousa -euiellianle : na rua do
Collegio.loja de rneadernac.Ho n. 8.
Vende-se urna porreo do peonas de orna muilo
bonitas cpie dan cvccllentomenle bonitos penachos :
na Boa-Visla, roa da Conceicao n. i.
Vende-sc, para so embarcado para fra da pro-
vincia, mu prclo crioulodc 23 anuos de idade, mui-
lo sadio c bom ranoeiro, que cozinha o rommiiiii de
urna casa, ou troca-te por onlro que coxinht len
i Iralar no aterro da Boa Yisla n. 13.
Vcndem-sc chapeos de seda de diversas core*,
ricamente guarnecidos de llores o luco de blondo,
chegados iiltimamenle de Paria a I3f c 17)000 : II-
ni-simos lencos de rambraia de linho bordados para
mao de aenliora a 8^KXI ; chales de casemira de pu-
ra lila lisos c lavrados a (KKJO c G;5O0 rada um ;
chaira de filcl ou lorral, brancas bordados de cores e
ma usados a 10?000 cada um : corles de laa muito
lina, de llores coloridas, rom 15 covados cada um a
SO0O; peca do madapoln muilo lino, rom 12 jar-
das a 2s500 : ronoirasde lil de seda branca, lin-
35 Luvas de Jovin a a00.
I.uvas de Jovin verdadeiras, ehesadas ulli-
'. maincnlc de Paril a 23000 cada par, brancas
}ij c de cores, para senhora c homem : na roa v'4
ti do Crespo, loja amarclla n. 4.
Vende-sc nm carrrn de 4
rodas c 4 asjcnlo, novo c
moderno ; vendem-se lam-
bem boas parclhas de cavallos para o dilo e para ca-
briolis, por preco commodo : na rua Nova, cochei-
ra de Adnlphe Bourgeois.
RETAI.IIA SE I.00OCANASTRAS.
Vendem-se canaslriiihas com urna arroba de b-
talas muilo novas, chegadas ltimamente do Porlo ;
a preco baratsimo de 15000 rs. : na rua da Pcnlia
labcrna nova por drhaixo do sobrado.
CHINTO KOMANO.
% emle-se cemento romano chegado recente mente
de llamburgo, em barricas de 12 arrobas, o as inaio-
res que ha 110 mercado : na rua da Cruz no Recife,
armazem 11. 13.
A 400 rs. a vara.
Vendem-sc cassas franrezas finas de cores, as mais
lindas que aqu lem viudo: na roa do Queimado
loja 11. 40.
Vendem-sc sedas achamaloladas de cores e pre -
laa 700 rs. o rovado: na rua do Oueimado loja
n. 40.
VenJe-se fio do sapaleiro, bom : em casa deS.
P. Jnlui-ion f Companhia, rua da Sensala Nova
FRASCOSJDE VIDRODE BOCCA LARGA
COM ROLIIAS.
Novo si 11 lmenlo do tamanbo de 1 a
12 libras.
I'endem-se na botica de Barlholomeu Francisco
de Snu:a, rna larga do Rosario n. 36, por menor
preco que cm outra qualquer parte.
' PARA PAGENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
rommodo prceo : na praca da Independencia n.
2i a 30.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catacumbas: na rua do Amorim ar-
mazem n. M, de Francisco Guedes de
Araujo.
Farinha de mandioca.
Vende-sc a bordo do brigue Conccirao. entrado
de Santa r.alhanna, e Tundeado na volla do Forlc do
Mallo, a mais nova farinha que existe hoje no mer-
cado, c para porcoes: a Iralar no escriploro de Ma-
noel Alvcs liiicrra Jnior: na rua do Trapiche
n. H.
FARINHA DE MANDIOCA
cm saccas de 2 c meio alqueires, a mais superior que
ha 110 mercado, a qual se vende por prec/v commodo:
Irala-sc no escriploro de Machado & Pinheiro, na
rua do Vigario n. 19, segando andar, ou na rua do
Amorim n. 5i, armazem dos mesmos.
CERA EM YEI.AS
chegadas ltimamente de Lisboa, com lodos os sor-
lmenlos a vonlade dos compradores, e por preco
mais barato do que cm oulra qualquer parle : (raa-
se com Machado & Pinheiro, na rua do Vigariu n.
19, segundo andar.
FAMA
No altrro da Bna-Yista, defrontc da boneca o. 8,
chegou iillimamcnle um completo sorlimonlo de lo
dos os gneros de molhados dos ullimamenle che-
gados, e vende-se por preco muilo razoavel :
manleiga ingleza a 0, 720, 800 e 880 ; dila
n-iinceza a 610 ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto n 480 ; ch bvsson a I96OO, 1&920,
29500 c 25800 ; dilo do Rio a 12600 ; vejas de
espermacele a 880, 960 e 1I20 a libra ; caisas de
cslrellinha muilo superior a 53000; e muilos oulros
gneros, ludo de superior qualidade.
Em Fora de Porlas, rua do Pilar n. 50 ven-
de-se nina linda criolita de 18 annos, muilo propria
para casa de familia, enlende de cozinha, costura
cha o mais airamos de urna casa.
Ba do Crespo n. 9,
hoja de Joao Moreira Lopes, vendc-se corles de
brim de ludio de padrocs os mais lindos que lem
apparecido no mercado a 2.3 ; dilos do meia case-
mira a -I? ; panno prelo fino a >500 3.3 c 49 ; di-
los de cores muito linas a ij o corle ; corles de ca-
swnira muilo finas i,i)e oulras muilas fazendas do
ultimo goslo por menos preco do qoc em outra qual-
quer parle.
Una do Crespo n. 9,
hoja de Joao Moreira hopes vende-se cbila fran-
ceza de crcs fhas a 220 rs. o rovado ; rassa tant-
een de modernos padres a 360 rs. a vara ; corles
de gaze de seda para vestido de Senhora por menos
prer,o do que em oulra qualquer parle.
No armazem de Fedel Piulo & Companhia, na
rna da Cruz 11. 63. junio ao Corpo Santo, vendem-
se vldros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
Ierro garantidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
gu e cevadinha em garrafes de 30 libras, cadeiras
para quem solfrcdo mal da preguira, quadrosde va-
rios lamanhos para eslampas e retratos, machinas
para copiar de cartas e seus pertcnces, torrabas e va-
nos legumes para sopa franceza, vidros de varios
tamaas para cspclhos, cabidos de ferro de varios
lamanhos, lavatorios p u talis com Iodos os seus per-
leuces.
Vende-so um selim em bom uso, com raberada
e bride, por pre^o commodo : na rua da Conceicao
n. 32.
Vendse sal doAssi, a bordo do liiale Ang-
lica ; a Iralar na rua da Cadeia do Recito 11. 49, pri-
meiro andar.
Moinhos de vento
Nimhnmbasdcrepnxopara regar borlase baila,
de rapim. na rundirn de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8el0.
GRANDE SORTIMENTO DE BBINS PARA
CAhCAS E PAI.ITO'S.
v ende-sc brim Irancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700c I^OOO: dilo mcsrlado a
laiOO ; corles de fusia.i branco a 400 rs. ; dilos de
cores de boni goslo a 800 rs. ; R>ga amarell.i lisa da
India a 400 rs. o cuvado ; corles de cassa chita a
2-3000 c 232OO ; lencos de cambraU de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 : toalhas de panno
de linho do Porto para rosto a I49UO0 a duzik di
las alcoxoadas a IO&000 ; guardaiiapos lamban alco-
xoados a :1-~(H): na roa do Crespo n. 6.
O 1.11 i: (( AKIIA FHIO t.l AKU.v CAI.OR:
prtenlo, vcndem-sc cobertores de algodAo com pel-
lo como os de laa a l-HKi; ditos sem pello a l.-ni;
dilos de tpele a I200 : na rua do Crespo n. 6.
Vende-se um eicellenle carimbo de 4 rodas
mui hein construido,eem bom estado ; est.posto
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e Iratar do ajuste
com o mesmo snhor cima, ou na" ma da Cruz 00
Recito n. 27. armazem.
Yenden>se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: 110
arma/.em de N. O. HiclierA C,, rua da
Cruz 11. i.
-^Vende-se em casa de Rabe Scbmet
tainv. C-, na rua do Trapicbe n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilbantes
ptimos pianos verticaes.
L'm dito norisontal com pouco uso.
Vidros de dillerentes tamanbos para
espellios.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolo muilo largo a 3JW00 e 3J.JO0 a pera :
na rna do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se diales de
seda a8s000, 12*000, 1VsOOO e 18S000
rs., manteletes de seda de cor a I l.sOOO
rs chales pretosdelaa muito grandes a
.">(i00 rs., chales de algodao e seda a
1*280 rs.
O
primeiro
Vcndem-sc 2 caiics grandes proprios para
pailaria, deposito ou labcrna, c5pipas arqueadas de
ferro, ludo por preco commodo : na rua da Traa
n. 6i.
Vendc-se um oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imageus : na roa de S. Cecilia n. 14.
Vende-se chocolate francez, do me-
Ihorque tem apparecido no mercado c
por preco commodo: na rua da Cruz 11.
o, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na rua da Cruz n. 2,
primeiro anclar-
\endem-so espingardas ftancezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo ten.po da
festa : na rua da Cruz n. 20,
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-sc casemira prela c de cor para palitos por
ser muito leve a 23600 o rovado, panno azul a 39 e
19000, dilo prelo a 3?, 3S-iO0, 4C, 31 c SyiOO, cortes
de casemira de goslos modernos 1 65OOO, selim prc-
lo de Maco a 3c200 c JOOO o covado : na rua do
Crespo n. 6.
IMHI E BARATO.
Panno prelo e de lodas as cores, de preco de 3 a
33OO rs. o rovado, fazenda que cm oulra qualquer
parle he de J90OO rs., vende-se bartlo por ler-se
comprado grande porcao: na ruado Oueimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira hopes.
Por 3009000.
Na rua das Flores n. 37, primeiro andar, vende-se
urna Ivpographia nova, prompla a Irabalhar, com
lodos os seus perlcuces, prelo, lypos ele.
COM1ECIDO DEPOSIT DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ler superior potassa da Uussia e
Deposito de vinho de cliam-
[tagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Be-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56S000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte FeronA Companhia. N. B.
As caixas so marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENUENUO.
Cobertores oscuros muilo grandes e encorpados,
dilos brancos eom pello, mullo grandes, imitando os
de laa, a I-Uhj : na roa do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos c easemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina qne volla para
a Cadeia, vcndc-se panno prelo 29OO, 280O, 3,
33>500. 49300, O-VOO, 65000 rs. o rovado,dilo azul,
2, 23800, 48, 68, 78, o covado ; dilo verde, 129N00,
39300, 19, 9 r. o cavado ; dito cor de pinhflo a
15.V00 o covado ; corles de casemira prela franceza e
claslira, 700 c 89300 rs. ; dilos com pequeo
deleito..1 68300; dilos inglezenfeslario a 58000 ; dilos
de cor a 4-5, 58300 68 rs. ; merino prelo a 1, 18100
o covado.
Agencia e EdwlB Kan.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de laias de ferro cnado e batida* tanto ra-
sa como fundas, mocadas ineliras todas de ferro pa-
ra animacs, agoa, ele, ditas para armar em made-
ra de lodosos lamanhos e modelososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 ravallos, eocos, pass.ideiras de ferro estaiibado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, torro da Succia, fo-
lhas de flaiidren ; ludo por barato preeo.
Vende-sc excellcnle taimado de pinbo, recen-
(emente chegado da America: na rui de Apollo,
trapiche do Ferrcira, a eolendcr-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas lrancczas a 320 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-sc cassas francezas de muilo boro
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanc'.la para forro de sellins che-
gada reccntemenle da America.
Potassa.
No anligo deposito da rna da Cadeia Vellia, cs-
criplorio 11. 12, vende-sc muilo superior potassa da
Kussia, americana c do Kio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he pan fechar emitas.
' DE PAhHA ABEHTOS.
\eudem-se superiores chapeos de palba aberlos
para homen, por preco commodo : na praca da lo-
dependencia n. 24 a 30.
He pechicha.
Vende-se na rua do Oueimado. loja que bou-
tero e rremalou de miudezas u. 57, as fazenda
cumenles em bom estado, por ludo o preco : c por
ser para acabar nao se cnjciiar.i dinlieiro.
Vemie-se no armazem de James Halliday,
na rua da 'Cruz 11. 2, o seguinte :
Sellins inglezes chegados agora.
Sillines para montara
Cabreadas decouro.
Estribos de ac e metal.
Lanternas para carro e cabriolet.
Eixos de patente para carros.
Vende-se urna rka mobilia de jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
mannore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Collegio n. 8.
vepde-seumaescolhida collecco das mais
brilliuntes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhoretque se podem a-
char para fazer um rico presente.
***a9
I Dejiosilo de panno de algodao aa
I fabrica de todos os santos na %
I Babia.
Sf Vende-sc esle bem condecido panno, pro- '0
prio para saceos e roupa de cscravos ; no es- tj)
9 riploiio de Novaes & Companhia, na rua do #
Trapiche 11. 34. tj
Em casa de J. Keller&C., na roa
da Cruzn. 55, ha para vender o excel-
lentes pianos vindos ltimamente de llam-
burgo. '
BA DO TRAPICHE N. 10.
Em casa de Paln Nash 4 C, ha pa-
ra vender:
jj Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de quartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Chnstao.
Sahio a luz a 2.' edicao do livrnho denominado
Devoto ClirisISo.mas correlo e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brancas e de cores de um s panno, muilo grandes e
de bom goslo : vendem-se na rua do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
Vendem-se duzenlas e lanas bugias para fa-
zer-se velas de carnauba ; assim como alguna per-
lences mais, como seja : 1 banco, 2 caisoes grandes,
3 cocos e nma vasilha de derreler cera, ludo por ba-
rato preeo : quem pretender, dirija-se i roa da
liuia, (alterna n. 9, que se dir quem lem.
Vendc-se sola muilo boa e pclles de cabra,.em
pequeas e grandes porr,oes : na rua da Cadeia do
Kecife n. 49, primeiro andar.
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : ttido a preeo que muito satisfar'
aos seus antigOS e novos fregue/.es.
Vcndc-se una labei na na ruado Rosario da
lloa-Yisla 11. 17, que vende muilo para a lena, os
cus fililos sao cerra de 1:200^4)00 rs., vende-sc
porcm com menos se o comprador asim Ihcconvier :
a Iralar junio alfandega, liavessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completossorlimenlos de fazendas de bom
goslo, por procos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambrtia de
seda rom barra r baados, 8?O0O rs. ; dilos ruin
llores, ;i 7jf, 9-S o IOS rs. ; dilos de quadros goslo, a I lis ; reles de ranibraia franceza muilo fi-
na, fita, rom barra, 9 varas por 49300 ; cortea de
cassa de cor rom lrcsliarras.de lindos padrocs,
3X200, prcas do rambraia para cortinados. comSJi
varas, por 33600, ditas de ramagem muilo linas, 11
ll~ ; cambraia de salpico* minilinlios.branca e do cor
muilo lina, rK) rs. avara ; alnalhado de linho acol-
loado, .1 900 a vara, dilo adamascado com 7 '; pal-
mos do larguia, 29200c 39300a vara ; ganga ama-
rolla liza da India muilo superior, 100 rs. o cova-
do ; corles de rllele de fuslao alrnxoado e hons pa-
dres lijos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
a lilil ; dilos Brandes linos, i 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c prrlas muilo superiores, i 1600 rs.
o par : dilas lio da Escoca a O rs. o par.
PIBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
revereudissimos padreseapucliinhos de S. da l'c-
nha desla cidade. augmentado com a novena da Sc-
Sindo blinide .1 35000 ; cambraia franceza de cores nbort da ConceicAo, e da noticia histrica da mc-
lilttS, com cuariiices a IllOrs. a vara ; duzia de loa- dalba milagrosa, c dcN. S. do Bem Consclho : ven-
illas de linho para milns a 83000 : na rua do Crespo, de-te nnicameiile na livraria n. 6 c 8 da praca da
loja amarclla n. 4. I independencia, a 1J000.
Sepoiito da rhrlc de Todas tm Snnioi na
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na rna
da Cruz n. 4, algodaS trancado d aquella fabrica,
muilo proprio para sarcos de assucar e roopa de es-
cravos, por prei;o commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas pat-a engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, deqnalidades.es-
peciaes.em caixas de Urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : rua do Trapi-
che n. 5.
Na rua da Cadea do Recifen. 60, vendem-sc os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo a
esle mercado.
Torio,
Bocel las,
Xerez cor de ouro,
Dilo escuro,
Madeira,
em ramullas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preeo muilo cm conla.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recifc n. 50 ha para vender
barr- com cal de Lisboa, reccntemenle chegada.
Taixas para engenhoa.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o cliafariz. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e balido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acbam-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-$e em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias nglczas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acba-sc a venda, em latas de 10
libras, junio com o methodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
ti. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. -i.
Vcndc-se urna batanea romana rom lodos os
seus pcrlcnccs, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pielender, dirija-se a rua da Cruz, armazem 11.4.
1
I
i
m
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- 6A
bricada no Kio de Janeiro, che-
gada recen teniente, recomrnen- ^2
da-se aos senhores de engenho os ^
seus bons elleitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz q. 20, ar- W
niazem ele L. Lccoiitc Feron & ^
Companhia. ^
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas Hui-
ricas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4J500.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
---------------------------------------------------------------------------------------------------->------------ Dcsappareccu da casa de seu snhor, no dia 7
do corrente, urna negra criouia, de nomc Custodia,
de idade 30 annos, pouco mais ou menos, com ossr-
iiac seguinlea : estatura alta, secea do corpo, com
una marca no ro.lo c oulra no quelio, e cara ebeia
de espinhas ; levou comsigo toda a soa roupa : ro-
sa-se, porlanlo, aquem a apprehender, leva-la rua
lo Vigariu, becco do Noronha n. 1, primeiro andar,
que ser recompensado.
Desappareceu no dia 3 do corrcnle. da Capun-
ga, rua das l'eruambiicanas, do silio de Manoel Jos
de Azcveilo Sanios, a escrava criouia. Del pinna,
idade pouco mais 011 menos 40 minos, com falta de
denles na frenle, haixa, a perna dircila com grande
inxacao, com um dedo alejado na mao direila : ro-
ga-se a qualquer pessoa qoc a encontrar faca o favor
leva-la ,1 Capunga cm dilo silio, que ser bem recom-
pensada ; assim como protesla-sc contra qualquer
pessoa que a acoular.
Desappareceu do engenho Conslituinle, silo na
freuuezia da Escada, na noile de -29 para 30 do met
de oulnbro de 1854, um pardo de nome Pedro, ose
eslava Irahalhaiido alugado no dilo engenho, com os
sigoaej seguintes: cor clara, seceo e estatura aatr
diana, cabellos crespos, sem barba, a*clle do roslo
spera por cansa de espinhas, toca bem viola ; levou
cm sua companhia una muala escrava, de nome
Benedicta, com os signae* sesoinles ; estatura baia
e srossa, cabellos cateados, bracosgrossos, roslo lar-
ro, bocea pequena, cora todos "as denles limados e
licn alvos, com pannos pretos pelo rosto, idade 21
annos; levou vestido cor de rosa e outro de cbila
azul, e he cauhota : roga-ae as autoridades c rapitaes
de campo de os apprelienderem e os levar ao engenho
cima, ou nesta praca, no larto do l.ivramenlo n.
20, que serao bem recompensados.
OOOOO de gralificaSo.
Desappareceu no dia 8 de selembro de tSH o es-
cravo crioulo, amulatado, denome Antonio, qne re-
presenta ler 30 a 35 annos, pouco mais ou menos,
nascido em Cariri Novo, d'nnde veio lia lempas, he
muilo ladino, eostuma trocar o nome c intilaltr-se
forro ; foi preso cm lins do anno de 1851 pelo Sr.
delegado de polica do termo de Seriuhaem, coto o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia desla cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargador chele de polica com ofBro de2de
Janeiro de 1852 se verificara ser ecravo, e o seu legi-
timo snhor foi Antonio Jos de Sanl'.Vnna, morador
no engenho Caite, d.i comarca de Sinto Antio, do
poder de qoem desappareceu, e sendo oulra ves cap-
turado c recolhido n cadeia desla cidade em 9 de
agosto, fui ah embargado por execneiio de Jos Dias
da Silva Uoimarcs, e ullimamenle "arrematado em
praca publica do joizo da segunda vara desla cidade
no dia 30 do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
signaessilo osseguinles: idade de 30 a 35 annos, es-
tatura e corpo regular, cabellos prelos e rarapinlu-
dos, rr amulatada, olhos escures, nariz grande e
grosso, beit;o grossos, o semblante ferliado, bem bar-
bado, com todos os denles a frente : roga se, por-
lanlo, as autoridades poliriaes, eapllcs de campee
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandarem ncsla prara do Rcrfe, na rua larga do
Rosario n. II, que recbenlo a gralinVar,lo cima de
IOO5OOO ; assim como protesto conlra quem o liver
em seu poder oceulto.A/anac de Almeidn Lopes.
Desappareceu no dia 7 do crtenle Joaquina
de narin. parece ler 40 annos, cor fula, cabellos
bem pegados ao casco, com carne sobre os olhos, na-
riz chalo, com falla de algnns denles, peilos peque-
os e miirchos, lem algumas cicalrizrs ele reino as
rostas, lem urna queimadura cm um braco, ps al-
guma cousa enrhados, estatura haixa, cheia do cor-
po, nadegas empinadas ; levou veslido de chita pre-
la, panno da Costa o mais roupa que sent sabe da
3d.e usar, eostuma a andar suja, tem sido oceupa-
a cm servido de cozinha e he tiem ladina, quando
foje eostuma a andar pelos arrahaldes desla praca:
roga-sc as autoridades policiaes eu a qualquer pes-
soa a apprehendam c levem-na ao seu scnlior, Do-
mingos da Silva Campos, na rua das Cruxes n. 40.
Fugio no dia l." i corrente nm escravo de
nomc Mallic'is, de idade 40 annos pouco mais ou
menos rom os signaes scgoinlos, estatura e corpo
regular, nacao Cacaree, cor bastante prcta, olhos
bugalhados, lem um ealombo no pcilo sabido para
fora, pouca barba, sabio sera chapeo, em mangas de
camisa, e he cozinheiro : quem o pegar leve-o a
rua o'Aurora n. 62que sara bem recompensado.
ESCBAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Cear, fugio de
sen snhor Diogo domes Prente, em dias d msrro
do corrente anno, nm escravo mtalo de nome Del-
miro. o qual lem os signae* seguintes : idade 22 an-
iins pooco mais ou menos, estatura haixa, rbeio do
rorpo. cabellos crespos arruivados, olhos grandes,
sobra ncelbas fechadas, nariz grosso, e um lano ar-
rchilado, bocea regatar, Idlaiii-llie dous denles na
frenle. punca barba, roslo redondo, pouros cabellos
nos peilos, pes grandes, lem um pequea cicatriz
n nariz, era um lado da cabeca lem urna grande
brecha, que o cabello cobre, e varis ricalrizes as
cosas, (amsta com certera que este escraVo anda
nesta praca, aonde lem sido visto por oulros que o
conheceni, c mesmo porque fngio de Sobral, c foi a
rateada S dedade, fila nos suburbios da cidade da
l'orlalcza, c peilio ao Sr. Mirlinho de Borgcs para o
comprar, de cuja fazenda lornou a fusir, lendo elle
dilo a um escravo do mesmo Sr., que quera vir
para esla cidade. ijuem do mesmo escravo souber,
011 liver noticia, dirija a rua do Queimado loja
de ferragens n. 14, que o ahaixo assicnado tem or-
dem de seu snhor para recompensar generosaincii-
Ic seu Irabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos 1008000.
Ainda anda fgido desde o dia 12 de agosto de
1859 o prclo do abaixo assignado, por nome Argc- '
miro, o qual escravo o abaixo assignado comprou
ao lllm. Sr. capilla Joo Maria de .Mnenla Keij.
e esle senbor o comprou ao lllm. Sr. coronel Pauta-
lelo, da villa de Pesqucira, c esle escravo se torna
muilo condecido pelos signaes seguintes : ao lado
esquerdn da cabrea lem una calva de lamanlio do
dous vinlcns, falla de um denle na frenle, muilo
prelo. muilo rcgrisla, anda sempre fumando e lam-
ban loma lahaco, he de altura regular, idade 24
anuos, pouco mais ou menos, crioulo; consla ler
andado pelos engenhos do Cabo al Seriuhaem e Es-
cada : porlanlo, quem o pesar, leve-o ao abaixo as-
signado, na rua da Praia 11. 70, que d lOOJOOO ; ou
mesmo sendo que algum senher de engenho o lenha
em seu engenho em lilulo defrro, Iludido por elle
o dilo Argemiro, e o queira comprar, tambern so faz
todo o negocio.Adelo Antonio Ferreira.
PERN. : TV. DEM. K. DE FARIA. 1854-


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