Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01210


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Full Text
ANNO XXX. N. 257.
i.
Por 3 meses atalantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
NM
V
>
.
A
*
i

QUINTA FEIRA 9 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGADOS DA SUBSCRIPCAO'.
Recife, o proprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereini Miirlins; Babia, o >r. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men -
doea; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicie r da Nativ -
dad; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
iv, oSr. AoioniodeLemosBraga ;Cear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr Joaquim
H. Rodrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 8 d. por 13000
Paris, 350 re. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAFS.
Ouro.Unjas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 169000
de 69400 novas. 169000
de 4000...... 9*000
Prala.Palaces brasileiros..... 1940
Pesos columnarios..... 1J940
mexicanos........ 1*860
PARTIDA DOS COR REOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextaa-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE MOJE.
Primeira s 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 6 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do ConMMMftr, segundas e quintas-feiras. |Novbr.
Relafo, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo da orphos, segundas e quintas s 10 horas. |
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2,' Tara do civel, quartas e sabbados ao meio dia. |
EPIIEMERIDES.
4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da tarde.
12 Quario minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da tarne.
20 La nova as 7 hora, 43 minutos e
48 segundos da manhaa.
27 Quarto cresceme aos 21 minutos e
48 segundos da manhaa.
DIAS DA SEMANA,
6 Segunda. S. Severo b. ni. ;S. Alineo.
7 Terca. S. Florencio b. ; S. Prosdecimo.
8 Quarta. S. Nicoslrato m. ; S. Cortono m.
9 Quinta. Ss. Urcissimo e Agrpino bb.
10 Sexta.S. AndrAvellino f. ; S. Simpha.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Martinhob. S. Verano
12 Domingo. 23.' Patrocinio da SS. Virgera
Mi de Dos ; S. Marlinho p. m.
pete official
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedlearta 4o 41a 6 de novecabro.
Uflkio. Ao commandante das arma, para man-
dar por era liberdade o recrulas Antonio Ferreira
'jomes, Alexandre (jomes de Jess e Loiz Joaquim
de Sant'Anna, o primeiro por ter apre sentado isen-
jao legal o o oalroa por aeren) incapar.es do serrijo
militar.
Dito. Ao inspector da thesouraria de fazenda,
recomroendando que mande pausar e entregar ao co-
ronel rommandanfe das armas, nova guia desoccor-
rinienio do soldado reformado Missias do Cuuto Le-
nas, visto lerem sido extraviadas as duis que aquel-
la thesouraria ja pasaos em diflereotcs dalas.
Communicou-se ao referido coronel.
Dito. Ao rapitan do porto, approvtndo a apre-
hensAo que -Smc. fez em uin pranchlo I cedro ver-
me I lio, que fui encontrado na barcaca flor do Re-
cife, visto nao se ter apresenlado licenjn para o cor-
te e condoejSo do referido pranchao.
Dito. Ao inspector do arsenal de marmita, in-
leirando-o de Itaver prorog; do por mais um me/ a
lirenca com qoe se acbava lauuano Tavnres de Sa-
les, raestre da barcara nacional Primavera.
Hilo. Ao director do arsenal de : uerra, para
mandar apresenlar ao direelor do rolle uin dos or-
phans, afim de ser empregado no serv do mesmo
rollegio o Africano livre de nome Jo.ni qne ja alli
esteve, devendo voltar para aquelle arsenal o de
nome Haimel. Comn uniccu c ao direelor
do supradilo collegio.
Dito. Ao director das obras pub' iras : Trate
V me. sem perda de lempo de mandar, pela sua re-
parlicao, construir no lagar da Cabanga ja destina-
do para maladouro publico um tellieiro com a ca-
pacidade que liver o que lio;e serve par a malanga
do gado nu Ingar das Cinco Ponlas,procuraodo satis
fazer as condjdesde hygiene que Ihe forera indica-
das pela eommissao respectiva, coroquem Vmc. con-
sultara, servindo-se rio que for possivel da planta
do maladouro, que mandei levantar, do modo que a
obra que se houver agora de fa/er, pona vir a ser
urna parte do futuro edificio, ficando Vmc. na iplel-
ligeaciade que as despenas feilas com o Iclheiro se-
rao pagas pelo cofre geral.
Kilo. Ao juii municipal da primeira vara desla
cidade, para mandar por n di-po-ir.m do coronel
commandante das armas dous clcelas, para seren
empregados no serviro de limpeza da fortaleza do
Briim. Cenimunicou-se ao supradilo coronel.
ilo. Ao provedor da ande. Heummend uin
novamenlea Vmc. que nao deue de communicar
circunstanciadamente acommissao del vgienne pu-
blica quaesquer occorrencias do porto quellie digam
tespeito, principalmente sobre a (llegarla de navios
procedentes de portot su-peilos du cholera, declaran-
do o porto d'omle vem, se a caria vem limpa, ou
traz ola, o numero de passageiros, o estado de sua
saude ele. Cnmmanieou-Maa pxeMdeiMada caseri-
da eommissao.
Dito. Ao inspector da thesouraria provincial,
approvando a compra que Smc. fez dos dous milhei-
ros de lijlos e da arroba e meia de presos palmares
de qoe trata o seu ofllcio n. 596, e declarando que
expedio ordem ao director das obras publicas,para os
mandar receber, e bem assim comprar os seisceolos
alqueires de cal de que tambera trata o citado ofll-
cio a razio de 610 rs. o alqueire, postos na obra.
Ofticiou-se ueste sentido ao mencionado director.
Dito. Ao mesmo, autorisaudo-o a mandar pa-
gar, em presenta do competente certificado, a Anlu
nie Caraeiro Leae, arrematante do leneirolanco da
ramificado da estrada do sal para a villa do Cabo, a
qoanlia de 1288800 rs. em que importa o excesso de
abra, feito na primeira bomba da mesma estrada.
Communicou-se ao director das obra publicas.
Dito. Ao commandante do corpo de polica, in-
trirando-o de liaver Iransmittidu a thesouraria pro-
vincial, para ser paga, eslaudo nos termos legacs, a
conla qne Smc. rametleu das deipezas feilas no mez
de oolubro ultimo com o susleulo de dous calcetas
empregados no serviro da limpeza e aceio do quar-
tel daqoellc coreo.
Portarla. Ao agente da companhia das barras
de vapor, para mandar dar passagem para o Mara-
nhao no vapor que se espera do sul.a Francisco Do-
mingues da Silva Jnior no caso de vir vago algum
lugar para passageiro de estado.
Dila. Ao mesmo, recoromemlando a expedido
de suas orden., para que o commandante do vapor
que te espera do sol,receba a seo bordo e transpor-
te para a Parahiba um eaiio com arligosde Tarda-
mente pertencentess piaras d0 10" batarhao de in-
fantaria que se acham em serviro naquella provin-
cia. Inleireu-se ao coronel caBimainJaiite das
armas.
COMBLANDO r.AS ARMAS
Quartel ato aautl das armas a* P.rn.m-
ba.ee, ai ctdada de Ruello, aaa 8 a novera-
bro 1184.
ORDEM DO DIA N. 168.
O coronel commandante das armas interino, de-
clara para os fin* ceaveaienle-, -que nesla dala con-
trahio novo eng'j amento nos lerte|. do regula-
mento de 14 de deaembro de 18..2, e decreto n.
1101 de 10 de junlio do correnle auno, precedendo
in.pecrao de saade, o ansptjada da companhia de
F0LHET1M,
A REPBLICA DAS MILHERES.C*)
COecKDIAXat OlatOO KOHAa.
arlifires desla provincia, Casimiro Lucio de Figuci-
redo, o qual servir por mais seis annos, percebendo
alm dos vcncimenlos que por lei Iho compelirem,
o premio de qualro centos mil ris pagos na ennfor-
midade do artigo 3. do citado decreto, e findo o en-
gajamento nina dala de Ierras de 22 mil e quinien-
tas bracas qUadradas.
Desertando, incorrer.i na perda das vanlagens do
premio, e daqncllas a que liver dircilo, ser consi-
derado como retratado, e desconlando-se no lempo
do enaajamenlo o de pristi em virlude de sentenja,
avri lian lo e rsle descont, c a perda das vanlasens
no respectivo titulo, como he cin lei dclcriuinado.
Assiguado.Manat Muniz Tacaren.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarrujado do detalhe.
EXTERIOR.
OPASSA 1)0EO PRESENTE DE NAPOLEO HI.
Poucos homens em qualqucr serillo nu em qual-
quer calhegoria hilo lido mais altos e baitos na
vida duque o prsenle imperador dos Francezes :
porque pouens Imniens lem as oscillacoes da pn-
dula que livesse tao ampio movimenlo. Se o so-
beranos livessem lauta influencia como se imagina
seralmenle sobre os deslinos das naques a quem go-
vernam, os Francezes devhm ser o pov melhor go-
vernado da Europa, porque os cinco ultimes mo-
narrhas que se seutaram snbreolhrono gallico tive-
ram urna sene tal de vicessilodes c de experiencias
que raras vezes cabeemsorle s testas coroadas. Na-
poleo linlia conhecidn as tristes lulas da pobreza
e os arduos IrataaaM de urna prollssao antes que a
carreira da fortuna Ihe fosse aberla, e por mullo
lempo esludou como pobro lente o carcter e as
necessidades da Franca, anles que dirigisse os seus
rxercilosou subiese ao seu throno. I.m/Wllle
Carlos X comeram o pao amargo do exilio por es-
paco de vale e cinco anuos, r poderiam ler-sc tor-
nado sabios se livessem sido de urna elase capaz de
aproveilar-se das licSesque as circumslancias lao
profusamente derramaran! em torno driles. LnizFi-
lippe, lambam, vagabundo quai durante um quar-
to dcseculo, aproveitou-se milito da sua vida va-
riada e errante ; a sua sagacidade era extraordina-
ria, e raras vezes enganoii-se ou foi engaado pelos
oatros; mas nao comprehendeu totalmente o manejo
da raca anmala c vertiginosa que elle ia governar;
a sua moralidade nao era igual ao seu sentimenlo
malicioso, e o sangue fri e a rcsolucao fallaram-
llie no momento critico. Cahio ullimamenle, me-
nos por falla de capacidade ou habilidade, do que
por causa da sua propria tendencia que havia le-
vantado contra elle umi tempestado de impopula-
ndade. que a sua coragem nao era competente para
afrontar.
Tomadas em geral, as viccssiludes do actual impe-
rador sao mais extraordinarias do que as de qualquer
dos scus prcdt'cessores. Nao he urna felicidade sem
precedente que, n'um seculo de revolurao e de
guerra, um soldado de genio consumado suba a
um throou. Nao espanta de manen a alguma que.
depois que a violencia do espirito revolucionario
lem sido seguida pela sua inevilavel reaccao, os le-
gtimos herdeiros reruperem a coroa que Ihes per-
leucia por diiei.lu hereditario. A historia nos pr-
senla mullos excniplos de uma iijrao, enferma pela
incuravel loucuu da sua rac.a real, fazer a experi-
encia de substituir um ramo .bilateral ou menos
enfermo. Mas que um mancebo, progenie de um
garfo mais novo de uma familiadesprezada. nao per-
lenceiido a prufissao aJguma, cuja primitiva vida
rui gasta na oriosidairc. peir.na c excessos coja
ouscuridade hislorica foi smenle iulerrompida por
duus frenticas inanifeslaroesque separeciam com a
ferocidade da iusama.o qual suppunha-se nao pos-
suir lalcuto, e era reputado siu^ularmeiile desti-
tuido de qualquer coadjuvaco externa para ser
bem succedido. taciturno, prejudicado e dissipado,
3ue tal homem houvessesahido, durante seis annos,
a pobreza, das dividas, e do desesperado embarace
de um aposento em Londres i po-icao que actual-
mente ocrupa como cliefe supremo da maior nacao
militar que existe no mundo, e tralandoe misluran-
do-se com os nutro soberanos da Europa em ter-
mos de admitlida igualdade,implica uma combi-
narlo de fortuna e pericia, ama coocurrencia da
raras circam.tancis favorecedoras com rara saga-
cidade, promplidao, e vigor para applica-las segun-
do se mauifeslam, ao que a historia offerece poucos
parallelos.
Com elTeilo, releva lembrar que, em 1848, lado
era contra elle. Era conhecidoseoreputado onde
era absolutamente condecido. Aquellcs que ti-
uliam runlicrimciilo delle na vida particular, conhe-
ciam-uo onnoiie como um homem silencioso, estu-
pido, repeliente, fallando raras vezes, e preoecupado
da idea da sua propria grandeza, deveudo o que nao
poda pagar, c dado mana coslumes e a mas cam-
panillas. Apenas mu poucos auguravam alguma
cousa do seu futuro. Em geral era conhecidn no
mundo -rnenle como o hroe de Strasbourg e Bou-
logue, como se havendo as-igualado por dous dos
mais loncos proeclos de revoluto nunca tentada
por um poltico desesperado. Estas, que agora
percebemos ter sido somonte tenUlivas para arran-
car o fructo anles que eslivesse maduroprematuras
rnenle, nao insanasnada menos pareciam que o
frene/i de um cerebro ardenle e enfermo. A ten-
tativa de Strasbourg fui um acto Ho burlesco, qoe o
governo pensou que o seu ridiculo devia ser o seu
mais adaptado castigo, e despedio o seu autor com
uma clemencia um pouco desprotadora. crendo que
elle se exilaria para America, e ahi permanecera.
O desembarque de Boulognc foi maito pouco me-
lhor. S< se Ihe pode encontrar parallelo na revo-
lurao de Smith O'Brieu no jardim das couves. Es-
ta occasionou alguns annos de prisao. Uando ul-
gou-se que o castigo linda sido bastante severo, per-
mitlio-se que o prisioueirn se escapasse ; e prova-
velmenle so elle creu que poderia rcappareccr err.
algum lempo na sceua poltica. Mas a ronviccao do
alto destino par,- que elle eslava reservado nunca o
denou. Perpetuamente medilou sobre qual seria o
seu comporlamento quando subiste ao throno. Mul-
las vezes assuslou os scus interloculurs com a pdrase
seguinle : ea. n Enlrelanto, o exilio a priso foram para elle
um assisnalado servico. Ao passo que em Mam, el-
le estndava e medilava profundamente sobre a dis-
loria e o carcter francez, enlendeu-a afinal, tan-
to na sua fraqneza como as suas necessidades, me-
lhor do que qualquer um dos seus coheidadaos. Ob-
servou exactamente e aualysou os erros dos aclnaes
Por EbllRDO pi.i;\|
PERSONAGENS.
EB,
a. Uretra Wllh.Ti.in. clr (Mera-
'rg.
* i""'*'! Harairia, de llirl-
! A t.llMr Genldina Je lUr-
laaa*
A tooa Tecla de Anuo.
|Se|Si.i de W.Urodc.
O |.r,nciv" Fabio.
O grao EMw ir....
O revereado p.dr>- I .lili.
Mnlre H.n., Boleiro.
ieh.mi, guarde de auioho
A princeie tiiv..
Roeeu sue caiu.rieu.
Cerlou de Burgatall.
A roiidei-t Frederira Neubeknw.|t>atita do 11 -I t.. -,.-,, _
Ditera..- per,ooaens nii-diocri'.
TERCEIR.l HORA.
A trepa Ule.
SCENA VI.
O inetmni, (craldma e Margarida.
Margarida ( da parle de fra ) : Passe adan-
te. ravalleira...
'.-/' itdinu : Ali mar-..dial !.....passaiei de-
pois... ( Outra delicadeza! ainda.)
Margarida : r Eolio apoie-se em meu hrajo, c
entremos juntas.
' Eniram. UeraMina ferida lem o hrai;o alado.)
Fredrrica : Aj I onde estavam as senhoras no
momento de perigo ?...
Geruldina: Eslavamos... Nao onviramtiros?...
Tecla : Sim, dous. EiiU'io ?... Mas, a senhora
esl fu ida '.....
f Todas : Ferida !
Margarita : Defendemos o principado...
II ilhn-mina : ll'oreni nao ha mais principado!...
Geratdta : Ha gracejo 1..... Que significa is-
SO ...a.
k .S'opAia ; Que estamos em Republica.
I-aula : Que a Repblica foi prorlamada !
^ Margarida : Ah 1 nao se tratara de Repbli-
ca Eslo zumbando I...
Frederica : He cerlo que estamos em Rep-
blica ; lea islo...
( Enlrega a Margarida amenaeemdasmulheressein
temor. Esta depois de l-la transmute -a empalli-
.

{*) Vid o Diario n. 2*5.
decendoa Garaldina, a qual a le corando. Seaue-
se um longo silencio, (luanle o qual apenas se
ouvem fra rumores eslrandos e ameacadores. )
IVilhermina ( repenliuamente) : Pero a pa-
la vra !
Frederica ( com melancola ) : Tem a palavra.
IVilhermina : Meus edaros rollegas, ludo nes-
le imperio esla inicuamente perturbado. Para nos
nao ha mais seguranca, nem maridos submissos.nem
vestidos novo- O que de dir nos qiierem pedir de
precisamente aquillo que menas podemos conceder.
No interior dt provavel que hreremenle nao nos en-
tendamos mais; poique rada uma de mis occulla
sua verdadeia opiniao. Talvcz amandaa a estas
duras eslejamos fra desle estado, e pode ser mesmo
que desle inundo... He cerlo quo os papes, uossos
poderosos \ismliosenrar.ini-nos j cun appelite.....
Enifim do inconleslavel que eslamos sobro um
volca '.
Todas: E enlao ?
Salome ( entrando) : A sociedade das niulhe-
ressem temor manda pedir armas ao uoverno.
/loseta (junio da jmila ) : Muilas deputaroes
eulram na casa da cmara.
Ilernarda ( entrando ): L'm delegado do club
dos Menino- rc-olulo vein queixar-e da deslruirao
dos hrinqueilos !
Frederica : Conidia, cidada do Olcmbcrg, dn
contrario chamo-a a oidem!
Ifilliern.ina : Cdadas, s danta-fe liem sobre
osvolcOcs... Porque ra/.ao, pois, nnodanaamost...
Todas : Apoiado um baile um grande
baile .
Frederica :. Rsela se encarregar de preparar
ludo.
fosela ( parte ): O' innda i epoblira !
( Os ministros frlirilam.se entre si ; Tecla responde
a Salome c a Bernarda ; Roseta injuria a todas.
rodas fallam no mesmo lempo ; o tumulto exte-
rior tai em augmento ; os pequeos Uanbores to-
cam a rdale ; as depuiaret apparocem as dif-
ferentcs portas. Embriaguez, angustias e confu-
an. ) .
Ol' '.UTA HORA. ()
O ordo v Iblialio o i'riri'rudn.
, Se IAnturado de...)
( Um largo cainiidu guarnecido de duas fileiras de
() Durante esla quarla dora a acolo de dupla.
Trataremos primeiramenle da que se passa no Elei-
tordo de.... e depois da dos Tres Moinlios-
governadores vio o qoe devia seguir e o qoe de-
va evitar. He provavel que durante estes anuos de
solidao o recolhimento houvesse elle especulado so-
bre todas as contingencias concebiveis, e decidi
que comporlamento devia seguir soh quaesquer cir-
cumslancias em que se achasse.ee instruir na mais
diflicil das larefas para um homem ambicioso a de
esperar. Aprendeu essa paciencia fra, vigilante,
inalleravel que he o caminho mais cer'o para o
triumpho final. Emqaanlo esteve na Inglaterra es-
ludou as nossas inslituiroes e indiosyncrasias naln-
raescom uma atienta perseveranea quepertencean-
tes sua origem dollamle/.a que franceza, de tal sor-
te que eremos que elle nos comprchende melhor do
que oulro qualquer doraem em Franra. Sade onde
tirrnosos recurso- da nossa inexgolavel prosperiria-
de ; cojuu pelejamus as bala I lias do parllo da guer-
ra ; qual ho a aceito real da nossa impreosa e du
nosso parlamento ; o ponto em que existe as dilte-
reneas miritiseras entre as duas nacOes. e oque con-
vinha Franca imitar ou deixar de imitar acercada
experieocia iugleza, Igualmente aprendeu a esti-
mar a naasa forja e a nossa seguranza.
Appareceu a revolurao de 1818, e espanlo toda a
Europa com o seu improviso, com a sua perfeicAo, e
com o seu carcter sanguiuario. Luiz Mapolean im-
medi,llamen i e c-.crev eu ao governo provisorio, collo-
cando-se a sua disposiraoofferecendo os seus ser-
viros Franca. A dora anda nao era cliegada ; a
pera ainda ao eslava madura. Foi pulidamente
informado que o mellior servico que elle poda pres-
tar ao seu paiz em semelhanle couj'inclura, era per-
manecer ausente delle. Rerebeu a insinuarlo, a
Iralou de esperar. Apresentnu-se candidato, e
foi logo eleilo para uin assenlo na nova assembla.
Quando soube disto pur uma noticia ingleza, elle
simplcsmente observou Para sempre l he o
primeiro degrao da rscada. As suas tentativas ora-
torias na cmara nao foram bem succedidas, c em
breve abandonou-a. Uando a peor obra a a mais
sanguinaria rontenda da nova ordem de cousas leve
lusar, quando a batalha de junhoquebrou a forja da
republica vcrmcllia, e leve de escolder-se um presi-
dente pur quairo annos, o amor da ordem e o temor
de novas experiencias romecaram a prevalecer, e o
nome de um Bonaparle foi pronunciado contra os
serviros de Cavaignac e o tlenlo de Lamartine.
Luiz .Mapolean foi eleilo por uma grande maioria
manira que indica va a vasta influencia que a me-
moria de seu lio ainda exercia sobre metade da na-
ci, e desejo da outra metade para tornar a entrar
antes em uma vellia fe do que aventurar nova. Este
era o segundo degro da escada ; e o annun-
cio dos nmeros mostruu ao ambicioso aspirante que
o seu desuno eslava dahi em vante as suas proprias
raaos.
Agora corneja uma serie de intrigas e de esnrros
que pdeadmillr pallacoes, mas difllcilmente defe-
za ou elogio. Temos para nos que nao ha duvida
que, assim que elle lornou-se presidente, resolveu
tornar-se imperador. Islo he, assim que elle ju-
rara raanler certa constiluicao e administrar certas
leis, iralou de deslruir esla consliluicao e violar es-
las leis. Vcrdade he, nqoeslionavelmcnle. que o
seu objecto era lao evidente quanto a sustentaros es-
forcos da Asembla em limitar o seu poder o mais
que fosse puasivel. Venlade he. inqiieslionavelmen-
le que a iiecessidadr n que dcsculpa o jolpe de es-
tado, era em grande escala uma necessidade da sua
propria crearan.
He nossivelque um presidente perfeitamenle am-
bicioso e uma assembla perfeilameule desiuleressa-
da, obrando honesta, conscieuciosac judiciosamcnle
possam ter elaborado esa constituirn. Mas, por
nutro lado, releva admiltir qne smenle um gru de
prudencia e virlude em ambas as partes, o que he
absurdo esperar da nalureza duinana. poda evitar
enlistantes conflirlos e um roinpimenlo dual. Os ad-
versarios do presidente, na sua auciedade de alge-
ma-lo, ineessantcmenle se pundam em erro. Oppu-
nliam-se-lhe e o atlacavam de lal maueira que ne-
nhuro gpvernador pmlia submeller-se sem humlia-
rao, e estavam ta> inclinado, a reduzi-lo uullida-
de quanto elle a fazer-se absoluto. Dentro em pou-
co tornou-se evidente que a sua posir.v> com seme-
lhanle assembla e com semelhanle constiluijao era
totalmente insupportavel. Era iguatmente evidente
que us inleresses du paiz exigiam uma mudanca. Os
chefes da Legislatura estavam tao determinados a
mandar o cliefe do Execulivo a Vinrennes, quanto
elle em anticipar-Ibes, mostrando aos seus adversa-
rios essa polida allencao. Um nos dous competido-
res aos poderes do Estado deve ser supremo:elle
julgou drsejavel que Loiz Napoleao sahitse conqnis-
lador no cuuflictoe a Franja tambero julgou. N3o
se pode negar que o golpe era uma violajao de ju-
ramentos e um rompimento da paz, mas lornou-se
uma necessidade poltica. A guerra civil eslava im-
miuenle, e se a assembla houvesse conquistado, a
calamidade teria apparecido; porque a maioria do
povo, ou justa ou injustamente, eslava satisfeita coro
o presdeme e de.goslosa coro a assembla. Na mes-
ma semana do oo/peesle jornal explicoa a impossi-
bilidade em que estavam os negocios para continua-
ren! como eslavam. a cauta tinha de ter feita,t
temos para us que agora nao da duvida que a
promptidao, pericia, deeisao e perfeijao com que o
golpe foi dado, salvou o paiz de uma conlenda terri-
vele prolongada.
rodos se devem lembrar de que n> somenle, de
lodos os jornaes liberaes deste paiz, consideramos a
questao sol) este aspeclo, e aventuramos ao mesmo
lempo drsrulpar a ousada usurparan e augurar fe-
lizmente de uro futuro de redempco. Observamos
entao que o uso feito do poder desl'arle lomado po-
da consagrar a caplura ;que a historia esqueceria
o feito se a F'ranja o saneciooasse com o seu vol, c
se Luiz Napoleao juslificasse-o com um reinado as-
signalado por juslira, prosperidade e paz interna, se
o maugurasse por violencia e oppreso. O que foi
que acouleceu ?
He iudspulavel que a Franca lem parle no crime.
se ha enme ; que ella sauccionou a ustirpajao por
uma expo.'1-faclo declararlo que Luiz Napoleao 11-
nha arde os^seus drsejos; que ella decrelou lao
apressada e promplamenlc quaulo poda ser feito o
mais completo e cordial bil de iudemnidade que
nunca se lenda decretado. Alguns eslJo salisfeilos
que os poderes do governo ejam outra vez dirigidos
por um homem resoluto e desptico; alguns se rego-
sijavam que finalmente podiam depor os recejos que
Ibes inspiravam os Socialistas; alguns estavam an-
ciosos somenle po ama suspensao da enfadonha rei-
terarao de perpetuas intriga e sustos ; oulros nao l-
nham fe na conveniencia do rgimen constitucional
ou republicano para a Franca, e llcavam salisfeilos
por voltar a um diclador que os salvasse das pertur-
bajoes de governar-se ; oulros e-lavam aborrecidos
dos homent polticos dos ultimo- vinle annos, e
peravaro milita cousa de uma nova ordem
es-
de ho-
carvalhos, e de um lado .ora longo muro. Esle
se inlerrompe para dar passagem a outro cami-
nho mais eslreilo, no lim do qual se desenlia no
azul! domado de um co de outouo o palacio di
residencia de X...
SCENA NICA.
O Fleilor, Fallar.
( Ao subir o panno, Fallax e o Eleilor passeiam len-
tamente debaixodos rarvalhus. O sequilo do Elei-
lor rla na aba opposla guardando uma distancia
suflicieule para que nao poeta ser nuvidt a con-
versaran de Sua Alteza coro o sacerdote. Um mo-
mento de silencio corlou essa conversado, e ape-
nas ouvero-se enlao cantos de passirinlos, o lique-
taque de alguns inuinhos visiuhns, o sussurso do
vento nos ramos e o rumor das Tullas seccas, que
os passeiariorrs pisara ou afa-tam cmn os p-. Pa-
ra servir debaixo a cssas harmonas, o vento traz
de instante em instante quando vero do lado de
X... um murmurio surdo como um rumor huma-
no. Do lado opposlo ao muro o sul vai-sc escon-
ttenrio alraz das mores naaniUsaa, c seus raios
procuram penetrar entre as midas. Dir-ie-bia que
os ramos doscarvalhos lem diamantes... assim co-
mo|nas florestas encantadas dos contos marav-
Idosos I
( O Eleilor lieum homem de quarenia e cinco an-
nos, de estatura alia e de una corpulencia, que
Uto exclue absolutamente a elegancia do todo.
Suas feircs sao bellas, mas sem eloquencia, no-
bres sem elevaro. Ti.vez o fro que reina no
congresso Ihe cxlingiiis.e o foso dos ulhos : lalvez
. o exercicio da auturidade Ihe cxagera.se a energa
que so revela ero nm frequenle lian/imenln de
sobraurelhas. He em sum..... um magnifico sobe-
rano, bem feito para agradar aos olhos, que nao
vem mais alto que elle, e para prender as intelli-
gencias que nao excedem o nivel da sua.
( 0 padre Fallax dcia suppor livremenle Irinla ou
sessenla ariuos. He inulto laaca, de estatura me-
dia, e um proco curvado. Seu vestuario consiste
ero orna solana prela guaruecida de boti.es al a
barba, com uma grvala prela velda enrolada co-
mo rurda em Ionio de um pesrojo fino e trigueiro.
Esl d jado de meia, de da pelas e apata
grossos. Seu roslo nao se pode piular : lem uma
cor aiuarella desigual misturada de no loa- de im-
mundicie. Nose rosto as lindas estao sempre im-
moveis. Queixo puntudo, barba crescid, nariz
mens ioteiramenle novo : os nflVeiaes olhavam para
a promor.o, sacerdotes por animacaa e poder;
como quer queseja, he imlubilavel qae ao menos
tres quaitos da Franja approvararo o que se havia
feito, e prumplamente perdoaram, senio applaudl-
rara a maneira porque fora feito, Nem a sanejao
dada foi retirada depois:pelo contrario, o presi-
dente lornou-se logo imperador; cessaram as conspi-
rajes ; ningnem aspira, e poucos desejam, uma mu-
danca iiiinie lala do dynaslta ; os proprios partidos
rivae- tem acqujescido qnaolo an presante,e admit-
ilo que devom esperar por uma mu laura dos senil-
ment pblicos antes que possam nutrir alguma es-
peranja de Iriumpho.
Ouauto nao tero Napoleao III realisado as pro-
phrria daquelle que prediziam que o seu gover-
no poda ser uma denjao para o seu paizSer islo
a especial denjao que elle mais requera ? Nao cer-
laineuleein todas as cousasmas em todo o bem.
Elle nao lem afrouxado as garras da auloridade
desptica queao principio poda or necessario. Nao
lem libertado a imprensa de alguns do seu grlhes.
N3o tem animado no senado oo no corpo legislativo
essa liderdade de discus*ao e acjau que pensamos
que elle sesuramente podia ter frito, e que teria
sido uma prepararan gradual para um rgimen mais
constitucional. Nao se lem mostrado bastante for-
te ou bastante corajoso para desprezar a hoslilidade
das paianaa. Nao tero concedido ess plena liher-
dade da palavra sem a qual um governo nunca po-
de ser livre. Nao tem restitoido plena liberdade e
p ii lili cidade aos procesaos judiciaea. Nao lem lavado
as maos, cuino eremos que poda ter feito, do nec-
eada da pris.lo arbitraria. Alguns ainda eslo em
I-a v cune ou na Algeria os quaes devia ro estar ero
Franja, e alguns ainda na cadeia ou as galles que
devam estar em liberdade. Nao desarainou a cor-
rupjao ou reforjou a pureza dos costomes pbli-
cos entre os seus olliciaes, como devia ter feito. O
seu governo nao tem sido econmico e frugal. Ain-
da ha muilas imquildades pecuniarias e muilas
dcyaslajs escandalosas nos altos lugares. Al a-
qui elle lem malogrado as esperan jas daqoelles que
predisserain a seu respeito uma poltica grande, ge-
nerosa e iiolu e.
Por nutro lado, elle lem igualmente malogrado os
.receos daquclles que criam iuteresseira e precipi-
tada aiubieao aleara u incendio na Europa. Elle
nao enviou um exercilo a Italia. Nao se apoderou
da Blgica. Nao invad, a Inglaterra. Nao insisti
sobre a fronleira do Rheno. He possivel qne os te-
nebrosos -onlins que Ihe linham fermentado no co-
rebro durante os annos sanguinarios de pris3o e exi-
lio tenhain sido rpidamente riissipados pela luz do
dia e pela benfica influencia das oceupares aclua-
esda vida poltica. Elle eslava inquieto e ator-
mentado por uma vaga e insaeiavel ambicio em
quanto foi iufeliz e obscuro :agora' que l'em at-
lingido ao pinculo que ha lauto lempo desejava,
pode descanjar us seus trtumpdos ; pode distin-
guir entre o possivel e o impossivclentre chime-
ras e realidades entre sonlios e actualidades : e he
demasiado prudente arriscar urna certeza tao rica
como a que elle alcaujou nos projectos pelo proble-
mtico c pelo nao rcalisavel.
Elle lem manlidu invioUvel no interior a ordem
e a tranqudlidade. Tem anlecipado ou descoberlo
todas as conjurarocs ero lempo, e quasi que as tero
reprimido lea. ellusso de sangue. Tem conduzido
a Franja alravez ilesses perigus que tantas veze, c
tem lomado fataes a sua pazos perignt de uma
colheila milrom rara pericia. Verdad.- he que elle
tem tuno islo violando algaitSSBoi principios da sci-
encia econoinica ; mas a "Franja ha nimio lempo
esla acoslumadaainenosoreza-los, e por issn nao
podemos julga-lae.to seu governo segundo as nos-
sas regras ; e o que senao pode defender econmi-
camente, .iljinn i veres, ero certas crises e em cer-
tus paizes, pude sor politicamente necessario. lu-
qnestionavelmente os prucessos que elle adoptou du-
rante a penuna do anno pastado merecern, a ppru-
vajau dos homens mais sagazes de Franja, cer-
tamenU nunca urna penuria foi seguida de tao pou-
ca miseria ou tao pouca perlurdajao.
N oulro assiimpto o mais queslionavel violoa elle
os rigorosos principios econmicos por amor da Iran-
quillidade publica. Tem desenvolvido as obras pu-
blicas de ulilidade e aformusenmenlo n'uma propor-
jao que as suas rendas dllicilmente comporlara. Tem
gasto os di n huiro publico com o lim n-ien-iMi e pa-
leule de empregar o povo, assim como de al'ormo-
sear Pars. Deve-se recua i que, proseguindo oeste
intuito, lenha gasto largas sommas que nunca darflu
uma compensajao pecuniaria adequada. Mas he
cerlo que por esles meios elle tem mantido mutos
milhares de operarios que do outra sortc leriam sofr
rndo e se tornado turbulentos, porque, quando a
edidcajao caminha com vigor (diz um proverbio
francez), lorio o coromercio caroinlia com vigor ;
e quando relleclimos que a condijao mais indispen-
savel de prosperidade e riqueza he seguranja e paz.
podemos admillir que a despeu que compra eslas
condijoes seja uma despeza legitima, nao sendo con-
duzda mullo longe ou conhmiada por multo lem-
po. O que he cerlo he que a quasi uuiversal im-
pressao em toda a Franja, he que ns obras publicas
que se estao agora f.zendo em to admiravel escala,
nao podem ser suspendidas sem o perigo mais imrai-
uente e mais fatal. E nao nos devenios esquerer,
como um adorno a estes processos ante-economicos,
'ib;aPleAo l lem nocoes mais adianUdas acerca
do Free Trade, do que qualquer dos seus subditos,
e vai gradualmente introduzimlo-as e praticaudo-as,
segundo as occases permitiera. A extremidade da
cunda j* foi deslorada; e devemos esperar inuito
mais delle nesta direejao do que da mais livre as-
sembla que leuda sido e-colinda pelo sufragio uni-
versal.
Finalmenle, o comporlamento du imperador fran-
cez na quesiao oriental tem merecido e encontrado
a sua recompensa. O seu primeiru passo acerca dos
Santos Lugares foi inconsiderado e bastante con-
dcmnavel; mas desde enlao elle tero merecido lodo
o luuvor. Os seus actos lom sido consistente*, dig-
nificados, sagazes e estrictamente honrosos. Certa-
mente nao imaginamos que o seu pcito seabrazasse
com sincera indignajao conlra o comporlamenlo op-
prcssivo e engaador do czar, ou que chorasse lagri-
mas de s) mpalhia acerca dos perigos ou das desgra-
e*i do infeliz suliao, ou que tivesse sido guiado ues-
te negocio por um respeito desnleressado acerca dos
dictantes .la juslija abstracta. Mas elle ao mesmo
lempo percebeu como estadista que os projectos da
Russia, se nao fossem reprimidos, dar-lhc-hain uma
inlluencia preponderaule na Europa, incompativel
com as prelenjoes das potencias occidentacs, e com
a manutenerlo ilo equilibrio existente; e que se ella
cotueguisse a posse de Conslanliiopln, disputara
perigosamenle com a inlluencia franceza no Medi-
terrneo. Elle nao desprezava a opporlunidade que
se Ihe oHereca para oppor-se c mortificar o despola
?ue recusaya dar-lhe o tralamenlo .le u meu irm.o..
orm mais do que lodos, vio elle, com a sua usual
e astuta sagacidade, que obrando cordeal, honrosa e
enrgicamente com a Inglaterra oeste negocio, se
adiara ao mesmo lempu na posijo que elle, como
isolado e recente soberano, nao possuia, de um do
grande conclave real da Europa; tornava-se, em
vez de ara avenluieiro feliz, um potentado reennhe-
cido, .tratando ero termos de perfeila igualdade com
lodos os oulrn- monarchas: o bel adiado da In-
glaterra j nao seria considerado romo usurpador.
Nesla eonformidade, desde o principio, o seu com-
porlamento para romno.ro lem sido assignalado pela
maior franqueza, clareza, misada e integridade. E
elle tem conseguido o seu intento. Tero humilhido
Nicolao, e se tem rehabilitado, O me.mo homem
que desembarcou em Roulogne em 1840 com um
nico vapor e poucos amigos n'uma expedijao deses-
perada e abortiva, torna a visitar este lugar* em 1851
para DUM revista a um grande exercilo, e receber
a homenagem de iiiniimraveis espectadores. 0
mesmo homem que ha seis annos vivia na obscuri-
dade em Londres, que com difllculdade podia pagar
a conla o alfaiale, e de maueira alguma podia pa-
gar a conla do individuo que Ide vender o cavallo
a quem muilos consideravam como estpido, e a
quem ningaem considerava como sabio acerca do
qual poucos auguravam bem e de quem poucos con-
liavatu muilu vimos receber a visita e s enmpri-
roentos do consorte da nossa ranhn, obsequiando a
tres hospedes reaes sua mesa um delle o genro
do mesmo mu na re da a quem elle linda snecedido
e admitilo alm de loda a conleslacio no social cir-
culo dos personageiis reaes. Nao he esla mudanja
na sua singular fortuna a unir, nem lalvez a maior.
Podemos imagina-lo rindnse com a maior salisfa-
jao, como elle contrasta a linguagem da imprensa
ingleza, ennsiderando-o em 18.32 e agora ; sentndo-
se com o Times ou o Hxaminer de dezembro de 1851
e de agosto de 1831 diante de si. e maravilhando-
se com a melamorphose. o desmesurado abuso que
se leve para com elle na primeira data, e o decoroso
respeito o o cordeal luuvor coro que agora se falla
delle. O a sanguinario e audacioso ladro he ao-
ra o polido e sagaz imperador, e bebe vivo com o
principe Alberto e el-rei Leopoldo.
(The t'conomitt.)
INTERIOR.
dtreiloe como inteirijado, orelhas mui grandes c
vcrmelh.is. Os olhos sao invi.iveis, e sempre oc-
cullos richaixo das palpcbras ; sohrancelhas cx-
ressivamente bastas, e a larga aba de um chapeo
redondo peudenle para adianle. Esses olhos con-
tinuamente eucobertos s abrem-se iuteiramenle
lalvez de noile !... Quando por acaso o chapeo
nao cobre a cabeja, pde-se adevindar uros fronte
mu desenvolvida ; mas us cabellos sao sempre
muiio bem dispustos para occulla-la quasi inleira-
menlc. As roaos sao ussudas, cabelludas e .in-
munda- ; as nudas midas pelos denles.
OHleitor: Meu reverendo, leudes lalvez ra-
zar !... mas o futuro nao copia o passado. Yu.^os
principios governaram o passado, e se eu podesse
vollar pelos seus campillos percorrdos vos tomara
para guia e cnmpandelru. Mas o futuro he un paiz
que lulo comiereis mais do que eu !... S podero
condcc-lo aquellos que agora coniejam a viver
emquanlo mis come-jamos a morrer.
Fallax : Ningnem morro senao quando quer...
O Eteitor : E sempre se qucralinal.
Fallax : Unein vive nao pelo corpo, forma cs-
-rurialnienie Iraustoria ; mas por uma idea !....
Quera a nutre com o Iraballin de todas as forras
bumairiis. forjas debis e limitadas, quo nasccm* e
tnnrrem ao ps da idea que rresce. Quem sabe des-
cubrir, quebrar, dispur, dedicar i idea oulros cor-
pos, que na cadeia das IransijOes subsliluein ovosso,
anparelhosque aperfeiroam oulros appareliVx, bai-
nlias novas para a lamina infuzivel. inlellisencias
veslacs, que ensinarao nutras inlelligenrias a ron-
servar n fogo. Esse hemem, senhor, nao pude mor-
rer, nao mor e ( Urna brete pama durante a
i/uat once-se ao longe darem de: horas. Fallax
continua. }
Elle lorna-se enlao a propria idea, alsuma cousa
subtil, in.leslriirlivel c fatal que supprimc-se aqu
para repr-nluzir-se alli, que extingue-se para hri-
lliar mais, que tempera avidana morlc roomenla-
nca alguma cnu-a romu agua, o- fogo, a Ierra e o
ar, que precedern) a (ormajao du mundo, c que
Ide bao de sohreviver...
Julga V. Alteza que nsleja mnrlo o hornero que
prodii/io a idea que sirvo?... Nilo esl elle cero
veze< mais vivo du que o senhor Eleilor, quando
mimares de rnles r'dnleiidu sua idea podem dizer
por toda a parte o que agora .ligo. Aquelle que
ha tres seeulos foi deitado na Ierra ; tdu eu !
( O Eleilor para, e contempla alguns instantes em
RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. OEPUTADOS.
Da 9 de setembro.
Lida e approvada a acta da antecedente, o |. se-
cretario d conla do seguate expediente :
Um otiicio do ministro da fazenda, enviando os
aulographos sanccimiidos das duas resolujoes da as-
sembla geral legislativa : 1.", Neniando a fazenda
provincial do pagamento de cerlos impostos ; 2.a,
declarauJo comprehendidas na disposijao do arl. 12
da lei n. 586 de 6 de setembro de 18.30 as duas lo-
teras concedidas pela a-.embira provincial do Ma-
ranhao para as obras do convenio de Sanio Antonio
da capital da mesma provincia, exlrahidas em 18.32
c 1853.Fica a cmara uteirada, e vao nrrbivar-sc.
Dos presidentes das provincias de Sania Catharina,
Parahiba e Piaud), remetteado copias dos actos lc-
2,l:ilvos promulgados pelas asscmblas das menuas
provincias as sessoes ordinarias do correle anno.
.V commisso de assemblas provineiaet.
- l'mrequeriineulodeJosc Vctor de Olivcira Pin
lo, pedindo que esta cmara decrete a crcajao de
um conselbo de guerra, peranle o qual exdida as
provasoue o iunocentam e rec.lame.scus direilos.
A' eommissao de marinha e guerra.
Acha-se sobre a mesa, e he remellido a commis-
sio de fazenda, a demonstrajao geral das operares
do preparo, assignalura e subslilujo do papel-
moeda na corte, municipio do Rio de Janeiro, a car-
go da juuta administrativa da caixa da amorlsajao
desde 5 de dezembro de 1835 at 31 de agosto de
1854.
He approvado um parecer da primeira coinmis-
saodeorjameutopara qua se archivem varios papis.
He julgado objecto de deliberarao, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos trabadlos o seguinle :
< Aflonso Jos de Almeida Corte-Real arrematou
parlero rindo do Saican, no Iriennio de marro de
1833 a raarjo de 183(>, pela quantia de 4:0005. me-
diaule prcslajes aonuaes de 1:3335333.
Apenas fez o pagamento da primeira preslajao,
deixando de fazer o da segunda, e rebenlandu a
guerra civil em setembro de 1835, deixou lambem
de fazer o ultimo.
ueste modo ficou em debito para com a fazenda
publica da quantia de i':liii7> forma do respectivo contrato, e seus herdeiros se
acbam obrigados a sou pagamento, e corre sobre seus
bens execujao.
A exemplo do que se conceden pelo decreto n.
007 de G de agoslo de 1851, a Zeferino Veira Ro-
drigues, devedor de igual condijao. requerem o re-
feridos herdeiros remissao ou pendi da referida di-
vida.
A requerimento da eommissao de fazenda foi
sobre este objecto ouvido o governo, e esle com in-
formajes do inspector, c procurador fiscal da the-
souraria da provincia do Rio Grande doSulliuure
de respouder a esdi casa em ollico de 30 do mez
passado sem dar sua opiniao.
Os pareceres dos referidos agentes fiscaes sao
favoraveis prelenjao dos ditos herdeiros, especial-
mente na parte relativa aos juros.
A eommissao de fazenda, depois de maduro
exame, recoulieccu que ua vcrdade nao era possivel
o curaprimen'o do contrato celebrado com a fazenda
publica por Curte-Real depais da guerra civil, istu
he, na parle da ultima preslajao : quanlo i segunda
porm. que se venceu em 15 de marjo de 183.5, pa-
silencio seu companheiro de passcio, o qual tendo
parado ao mesma lempo e sem erguer a froulc,
raspa Iranqu llmente uma pequea nndoa ca-
bida de uma casca de ovo sobre seu vestuario
nessa manhaa. Depois ceriendo nm movimenlo
involuntario, o Eleilor lanra a vista em torno de
si como indagando se outro homem, que nao o
padre Fallax, leria fallado desde um momento. )
O Kletlor ( continuando o pas lax ) :Oh! meu padre, nao duvdu do poder da
dea assim rompreheudido Quando um espirito
pode rmicnlir na abnegajao cundanla e absoluta
do corpo que o occolta, quando pode embriagar-aa
as fumajas intimas de urna idea roroendo au mes-
ron lempo a iroinundicie queseajunla entre a carne
e as nuil.,-, quaud.i toma emprestado a titos um
puuco de sua paciencia, de sua discrijao, e de sua
voutade ; sim Dos pode deixar em vossas mos um
resto de seu poder... mas llavera s a vossa dea no
mundo, nao seria eslrauhoo inexplicavcl que desde
que elle alenla suas evulujes, nenhuma outra
idea senao a vosea lvosse viudo apoderar-se da
col la hora jao de Dos?...
Fallax:Vos.a Alleza Dio acaba de roufessar
que meus principios governaram o passado ?..,.
O Bteitor-.te vcrdade.
halla.r:Pois bem. para servirme de sua met-
fora, scnlinr. no paiz do futuro nossa idea tornara a
adiar os habitantes do paiz percorrido, e governar
pelos seus Mugo* meios. Esses dabilaules que quero
dizer uossos rassallot submissos, nossus alliados po-
derosos, nosso* Ihuriferarioa eternos, sao a fraqueza
humana, o egoisron, o apetite dus guzns phvsicos, a
ignorancia voluntaria, o medo do .lesconherdo.
O Hleitor:Logo a sombra prajectada pela sua
idea sobre a face do globo absorveria a loa ? A
morle seria inccssanleincnle sendera da vida *
Fllate:Voss Alleza falla da luz prfida, e da
vida falsa.
O Kleitur:Ou entao voss falla segundo sua
senda, soldado da dea negra...
Fallax:tia idea victoriosa tamdem .'
O Uleitori depois de um breve silencio ): Ora,
meu reverendo, que pela lerceira vez vem ofierecer
generosamente sua idea espiritual au meu pudor
temporil, se eu acceila-la.se....
( Conversando, os dous passeadores lem percorrido
muilas vezes o mesmo caminho, pastando e tor-
riiaiidu a passar danle da entrada de X. Os ru-
mores que vero desse lado nao cessam, anles aug-
rece-lheque nao pode militar razio alguma plausi-
velque justifique a falta de pagamento em lempo,
oa a remissao do seu debito, visto que a guerra ci-
vil leve cornejo em setembro de 1835, sois mezes
depois do seu vencimento.
O exemplo apontado le Zeferino Vieira Rodri-
gues n.o be procedente capplicavel presente es-
pecie, porquaulo o lempo da arrematadlo faifa pelo
mesmo Vieira, sendo de 1837 a 1840, a seu respeito
mililava o eslado excepcional da guerra.
Nestes termos, a eommissao entende que se de-
ve adoptar o seguinle parecer da romiiiiss.ni ;
ir A assembla geral lezslaliva resolve :
c Artigo nico. O governo fica aulorisado para
conceder aos herdeiros do fallecido Alfonso Jos de
Almeida Corte-Real a remissao da parle da divida
proveniente do arrendrnoslo que fez, na provincia
de S. Pedro do Rio Grande do Sul, do Rincao do
Saican, pertencenle fazenda publica, corre spou
dente ao ultimo pagamento vencido em 15 de marro
de 18.16, na forma do respectivo contrato, ficando
para este efleilo, smenle, revogadas as leis em con-
trario.
Sala Silca Ferraz.F. D. P. de Vascoixcellos.it
Le-se, e sem debate he approvado o seguinte re-
querimento :
Requeiro que sejam ouvidos por intermedio do
goveruo os Exnis. arcebispo da- Babia e hispo de
Peruarobuco acerca da crearan do bispado das Ala-
goas, en\ iando-se copia do respectivo projecto.
Pajo da cmara dos deputados, 2 de setembro de
1854.S. R.Casado.
Pagamento de pretas e reclamacilo de lord
Cochrane.
Continua a 3." discussao da propotta do governo
sobre esla materia.
O Sr. Ferraz:Siuto ainda demorar esta discus-
sao por algom lempo, mas a cmara me conceda ve-
nia, porque serei breve. .
Principiarci por pedir ao nobre ministro da ma-
rinha que atienda a que as senlenjas obtidas pelos
propriclarius dus navios apresados, a que me refer
ua discussao passada, foram dadas pela auditoria da
marinha e pelo conselho supremo militar, oa almi-
ranlado, contra lord Cochrane e os apresadores, aos
quaes essas senlenjas condemnaram a perdas e da ni-
o..
J v por coosequenciau nobre ministro que nao
foi contra a fazenda publica que laes senteuras se
prolenrain; mas como lord Cochrane e os aprcsadSres
eram preposlos da fazenda publica, natural era que
lambem contra a fazenda publica, depois, turnndo-
se por base essas senteujas, se promovesse uma ac-
jao. Existen, pois essas duas primeiras senlenjas,
e essa ultima pela qual a fazenda publica he obri-
gada como pessoa de qucui lord Cochrane era pre-
po-to.
Ora, o producto desses apresamentos deve estar
em deposito; esle deposilo pelo projeclo de crdito
deve jci- cnlrcgueuao ero virlude das senlenjas aos
propnclarios das ombarcacoes respectivas, mas sim
aquelle quo a apicsar.un; pur cunsequencia ha es-
bulhu do dreilo deprupriedade. Se o Eslado rjnei
dar ossa gratificacao em cunsequencia da promessa a
que o nobre ministro se referi no seu aparte, infal-
livelmente ao Eslado deve correr a obrigajao de pa-
gar aos individuos que lem por si senlenjas que jul-
laram nullos esses apresamentos c mandaram res-
tituir o seu producto.
Que a obrigajao do Eslado deve acompanhar a
medida proposla he evidente, lie lgico, alias dar-se-
hia o caso de desapropriarem-se os doea dessas em-
barcajoes apresadas do produelo do sua arrema lacio.
sendo adjudicados aos apresadores. Ha por conse-
queuca hlajao de ideas, ha homogeneidade na
obrigajao; nao se lira a um individuo para se dar a
oulro sem pagar-se a csse individuo.
Isto he emquanlo a esle ponto, sobre que promet-
ti enmara ser breve. Uuanlo ao outro ponto a que
o nobre ministro se referi, eu direi que a nossa
obrigajao era derruannos logo fundos depois dos
exames convenientes; nao prescindo nunca dos exa-
mes para motivar um crdito; mas j me conteni
com a promessa do nobre ministro da sua cuadjuva-
j3o para o futuro, afim de que passem as resolu-
jes pendentes que maiidam indemuisar : o que
nao desejo he que se d aquillo que j se deu ante-
riormente, que au futuro a cmara rejeitc as resolu-
joes que naiiilam pagar a esses individuos; j houve
exemplo em que a cmara pelo prelexto da condem-
iiar.u ser conlra lord Cochrane nao quiz dar os
fundos, mandando que as parles houvessem delle.
Mas este caso nao se podo dar, porque o produe-
lo em deposilo passa para lord Cochrane e apresa-
dores.
Agora, Sr. presidente, por banda ordem cu lem-J
bro que tralando-se das presas da independencia,
havendo um deposito, misler era que se declaraste
alguma cousa uo credilo. Para o deposito existente
nao ha necessario crdito, ha a reslituijao, ha a en-
trega.
Ora, nos damos um credilo, mas alm desle cre-
dilo existe o deposito; para o deposito nao he pre-
ciso crdito, logo deve deduzir-se do credilo a parte
do deposilo. Digo que nao he preciso o crdito, por-
que, conforme as leis de fazenda, provadoo direitodo
individuo entrega-se inmediatamente o deposito. Por
coiisequeucia no crdito deve-se declararinclusive
a parte depositada.Estou que assim se ha de en
tender, o crdito deve ser smente Subsidiario ao
deposito.
ment e o Eleilor para repentinamente no n-
gulo dos dous caminhos dizendo : )
O Eleilor:Qne rumor ha em casa desse peque-
o principe que mora alli? Vossa reverencia nao
vem de l ?
Fallax: Sim, senhor... c nao he nada.... he me-
nos ainda que nada... Vossa Alleza dizia ?..
O Eleitor (continuando o pas-cio ) :Se cu ac-
echar sen auxilio, cu que au pero, eu poderuso.
amado, bem sulidamenlc assenladosnhremeu throno
absojulo. que me dar vossa reverencia que eu possa
tosejar, que ja hlo lenha, que falle a minha gran-
deza '.' ; lietendo a Fallax que rai fallar). Mas res-
pniida-inc em uma lingnagem que en enlenda bem
Responda-me sem pdrazes humildes, mvslicas;de
sentido mltiplo Kesponda-roe por uma s pala-
vra Que me dar ?
Fallax : O futuro !
O Eleilor : Ah! siro, seuhores, do desconhecido,
ofTereceis-me o desconhecido. Carador fanfarrao,
queres vender BM a pelle de um urso que corre an-
da pelas flnreslas !
Faltar : Esse urso he predestinado a vir por si
mesmo expirar a meus pos.
O Eleilor : E eu nao sei o que me diz que elle
vos devorara.
Fallax : Senhor, pode-se rcvollar uma cida-
de, urna unjan, uro continente, u universo, pode-se
pdr'perpeluamenle. isloem logar daquilln, para subs-
tituir depois aquillo. por hito ; mas nao podee piir
a forja no lugar da innata fraqueza em uenlium dos
cnles que povoaiu o universo. Temos lomado para
throno a fraqueza humana. Que exercilos inuiime-
raveis ileslruinam esse thronot Em torno ha osin-
Nao sci se seria neresgaria uma emenda que se
arda sobre a mesa dando ao governo o direita de
realisar por quaesquer meios o crdito, porque an-
teado qoe na lei do orjaraento actual ha meios; que
e governo j tem os meios necessarios, os meios
extraordinarios para fazer face ao crdito ; por con-
sequencia a emenda qaando muilo poder aceres-
cenia r a faeuldade queja tem o governo.
Sao estas as considerajfies qoe tinha a fazer; a
cmara esdi cansada, nao desejo mais lomar-llie o
lempo ; desejarei mesmo que por seo crdito, por
seu bem estar a sessao se encerr.
Julga-so discutida a malcra ; he appravada a
emenda da eommissao, e o projecto assim emen-
dado he adoptado e remettido eommissao de re-
dare,!'..
O Sr. Bandeira de Mello (pela ordem) diz que
a depularao Horneada para comprimeular a S. M.
o Imperador no dia anniversario da independencia
do imperio dirigio-se ao Pa jo para satisfazer a sua
missao, e ahi como orador da mesma depntajio, elle
leve a honra de recitar na presen ja de S. M. o se-
guinto discurso: '
Senhor.As najes se nao transformara ao arbi-
trio dos homens. Vaos esforros qaando a palavra
do povo nao he a reverberajao do pensamento de
Dos. S a vista perspicaz do genio l a pagi-
na em que o m\slerio envolve a virldade dos im-
perios.
u Era cliegada, senhor, a poca que dava ao Bra-
sil a nobilitajao da propria responsabilidade. Pal-
pilava-lhe a liberdade nacouscieucia da Turca. Coo-
dijao primeira dos progressos que buje realisa a
sabedoria de V. M. I., sua independencia era a*
mesmo lempo o pensamento dessa eminencia que
a mJ do porvir Ihe prepara entre as najocs do
Ulvdtto.
^ropheta da grandeza do fuluro imperio, no-
a** eomo a dedicajao que u anima, o corajo de
TOafo augusto pa,, senhor, se agita de gloria. Nes-
se dia cujo aaphafsario o jubilo nacional hoje *o-
lemnsa, sua vV^jUrosa, resplandecen te de valor,
de abnegajjp, ifk os deslinos do Brasil; e para
ouvi-la, a uajo loda se volla como electrisada
para o Vpiranga immortal. O genio assegura ao
grande rapido renome eterno, e o povo espera o
triumpho com a paciencia da certeza. Cumprio o
here a missao preclara que a Providencia Ihe eom-
meltera. Magnnimo, d um imperio aos Brasi-
leiros, ao passo qu perde um reino Assim devera
s-lo, porque o sacrificio he a dignidade dos grau-
des feitos.
'< A memoria do povo, senhor, he a alma do
passado ; no dia de hoje porm ella he anles a irra-
liacao da gloria. O rpido volver dos lempos nao
aniquila o esplendor dos grandes dias ; nao, porque
o reconliecimento embalsama os b -roe as reminis-
cencia da patria.
. A e-la-record.icoe- que em nome da cmara dos
deputados lemos a honra de depor aos pes do Himno
augusto de V. M. I., pcrmilli, senhor, que junte-
mos respeilosas felicilajes. O nome de vosso pai se-
r em lodos os lempos um dos nome do herosmo.
Hcrdeiro desse nome, vossas virtudes lile accresseu-
tarao a gloria, o
A este disetitsu S. M. se dlgnou responder pela
forma seguinle?
As congralulajcs que me dirige a cmara dos
Srs. deputados sao-me sempre muilo agradaveis, e
ainda mis quando ellas recordam um dia de taoU
gloria para a najao br.isileira e para meu augusto
pai.
A resposta de S. M. he recebida com muilo es-
pecial agrado.
Entra em 2. discussao o projeclo do senado qna
aulorisa ao governo. para conceder carta de natu-
ral sarao a Emilia Eulalia Nervi, natural de Ge-
nova.
A pedido do Sr. Candido Borges lem esle projeclo
uma s ilUriissan, na qual he unnimemente appro-
vado e adoptado para sabir sanejao.
O Sr. Ribeiro da Luz (pela ordem) pede urgen-
cia para se disculir o projecto j dado para ordem do
dia, concedendo duas loteras santa casa da Mise-
ricordia da Cnmpanha.
Sendo approvada a urgencia, entra em 3. discus-
sao este projecto.
O Sr. Conego Silca:No principio da sessao eu
ouereci um projecto concedendo uma lotera em fa-
vor da igreja matriz da villa de Chemba, onde fui
parocho por espajo de 32 annos, por conhecer a ne-
cessidade que lem essa matriz deste auxilio para po-
der concluir uma obra lao importante; von agora
otrerecer como artigo addjtivo au projeclo m
discussao, esse que entao olTereci e que lambem se
acha na ordem do dia.
He apoido o arlgo aditivo como lambam os se-
gundes:
OCTerecdol pelo Sr. Ferraz, projectos ns. 43, 34,
10, 38 e 143 que concedem qualro loteras a matriz
de S. Jos do Recife, duas n santa casa da villa de
Valenja, duas ao hospital da cidade deJaearehy,
qualro para o hospital da capital do Cear, dez para
o hospital de Pedro II do Recife, duas para a matriz
da cidade Diamantina, duas para a matriz da capital
do Piauhy, qualro para o hospital do Ouro Prelo,
las para Cuiab, uma para o hospital das Larangei-
ras, duas para a villa de Ubaluba, duas para a ma-
triz da villa Chrislna, duas para a matriz da cidade
da Barra do Rio Negro, uma para a Parahiba, duas
para a matriz da cidade do Natal, (res para o hospital
Fallax: Houve sempre por loda a parle, e em
ludo um pouco de no* desde que exi/timos. Isso pro-
va que nossa roissan he protegida no co. e que a re-
cebemos das proprias mos da Providencia, a cierna
espoza de Dos !
O Eleitor : Dos Dees I Dos I Levan-
tai a cabeja, meu reverendo, o encarai-me. (Pata).
Talvez eu lome minha resolujaoem vosso olhar.
(Fallax ergue lentamente a fronte, eafastando aspal-
pebras depois de ter extinguido um imperceplivel
relmpago de cholera, deixa ver ao Eleilor olhos
que su lem n brilho de um espelho sem estanhu e
sem reflexo.)
O Eleitor, carimbando :' Tenho em minha ga-
lera quadros, reverendo padre, uma lela que vejo
muilas vezes e muilo lempo, he a obra nica lalvez,
e de todos ignorada de um pintor sem nome, pintor
hespanhol incouleslavelmenle. Essa lela refere com
uma eloquencia brilhnntede f o mnrtyriode umdos
primeiro* rhrisUos. O momento escolhido pelo
artista, pelo grande artista, he aquelle em que o
el 11 i-iao passa da vida atormentada a vida eterna.
Seu corpo morre rom espantosos sol rmenlos, epeloa
olhos horrivelmenle dilatados, sua alma v a Dos
alravez do infinito. Nao sou muilo fraco, meu pa-
dre, pois siiiais agora minha vonlade pela lerceira
vez... Pois bem nesse lempo de sceplicismo feroz,
baslou o olhar desse inarh r para manler a f divina
em meu rorajao, ao abrigo de toda a macula. A-
quelles que assim morriam, eram lambem portado-
res de uma idea, e dessa idea s tendes a falsilicajao.
lia pouco roe fallaste de fundadores de eternos priu-
cipios. de Prumetheos triumphantes, de homens que
permanecen) vivos sobre as ruinas dos seeulos ; ci-
uantam. Nesle instante elle- vao ainda em aug- I tinta no linleiro dos historiadores...
leresses representados por entes que possuiudogover-1 tsles um exemplo colossal. Mas ha o gerador da
idea que fez esse frade e seu pintor hespanhol, a ou-
lro homem muilo mais vivo ainda qoe vosso frade
do seculo dcimo sexto : edamam-no Jess de Naza-
reth, ti 1 lio do carpinleiro ; do o vosso frade liiscai-
ndo que baraja vossos olhos. e cobre-os de gelo ;
he o Nazareno que iuflarama os ulhos, aos quaesbas-
ia serem repelidos por uma tela grosseira para in-
llainrnarum lambem. Ha quasi dous mil annos que
Christo roorreu ; mas elle lera existido sempre, mo
grado vosso, equando ides morrer, elle vai verda-
dei dien le viver ; e he o mundo iuleiro que chcio
de sen espirito poder dizer brevemente : Eu sou
elle !
(Cantinnar-te-ha.)
uain por nossa conla os que nao possirem, ora esses,
Ionio a dizer, ternero o desconhecido 1...
O Eleitor:Quando chega a hora de uma re-
voto jao...
Fallax: Quando chega a hora de uma revoln-
r.lo, sabemos soflre-la, e vollar ero nosso prvveilo
suas consequencias ; sabemos favorcela, e associ-
armo-nos a ella ; sabemos mesmo provoca-la ainda
que seja s para demonstrar sua esterilidade ; e
quer as revolujoes sejaro feilas por nos, quer contra
nos, sabemos sur os primeiros a semear nosso grao
providencial no campo que ella lavrou... Inlerro-
gua a historia...
O Eleitor rHe intil, houve sempre a mesma






de Sania Calharini, una pira o hospital da villa da
Barra do Rio Grande, ama para cjuaspital da cidade
de S. Francisco do sul.
O Sr. F. Octaviano:Sr. presidente, nlo quero
impugnar a decretado do loteras, somente observo
a casa que volando-te eaae lon^o orjarnealu de im-
poslos por meio da> dilaa lateras, se chara nos pro-
jectos commettemoi urna descortesa cora as legisla-
turas segaiotae, que nestM cem unos raais chegados
nao podero lmpor a esla-aorta urna s lotera mais!
O Sr. /.ieramtnlu fundamenta e manda mesa
urna emenda, pin que en ver da ama lotera aejim
doas para o liospilM da ctala de S. Francisco do
sul, e para que produelo teja para a obra do hos-
pital. *
He apoiada a emenda, como lambem nm requeri-
meiilo do Sr, Kiheiro da Lu pera que, a passarem
os artigos aridiiivo, sejam separados formando cada
un. um projeclo.
Sao igualmente niadoe os seguintes auditivos:
merecido pelo Sr. Pimeuta Magulhaes, projeclo
u. 8 de 1830, concedendo duas loteras para o Pai.
Ollerecido pelo Sr. liendonca Castetlo Branco,
projacto o. 81 de 1851, concedendo doas loteras
para as Alagoas.
merecidos pelosSrs. Brosqne eTravasaos, projec-
lo hs. 51 e 5'de 185, concediendo dea loteras pa-
ra a provincia de S. Pedro do sul.
Oder acido pelo Sr. Neuias, prjecto n. 132 de 1850
concedendo urna lotera para a hospital de Santos.
Ollerecido pelo Sr. Bello, de i loteras para a cida-
de de Porto Alegre.
merecido pelo Sr. Padua Fleury, urna lotera
para o hospital deS. Pedro de Alcntara em Goyz.
merecido pelo Sr. Vieira de Mallos, daas loter-
as para a cidade Diamantina.
Ollerecido pelo Sr. Henriques e outros, duas lo-
tera! para a Parahiba e duas pora o Rio Pardo.
fmerecido pelo Sr. Braudo, oito loteras para
Pernambuco.
Ollerecido palo Sr. Junqueira, duas loteras para
as irmaas da caridade da Baha.
Ollerecido pelo Sr. Fausto e outros, duas loteras
para o Para.
OBerecido pelo Sr. Casado, quatro loteras para
liaceiii.'
Julga-se discutida a materia e sao approvados, tan-
to o artiga do projeclo como todos os additivos, a c-
menda do Sr. Livramaoto a o requer ment do Sr.
Ribeiro da Laz.
Coatium a i. disenssio do projeclo qne reforma
algumes dispeaicAes do processo criminal eom as c-
mendas apoiadas. Sao mais apoiadas as segaintes
emendas da cocnraissAo.
Art. I. in principio.Supprimam-se as pala-
vrasas cidades populosas al os palavras-cabe-
ra de comarca, e dica-se :as ridndes e villas
populosas qne tiverem 100 jurados pela qoilificarJo
actual.
Art. 2. g 1.".Substna-se pelo segainle :
Os chefes de polica nao rio privados por eata lei
das attribnicAes qne llies rio dadas pela le de 3 de
dezembro de 1811.
a Art. 3..EmvezdeAgentesdiga-seAju-
drares.
O S redija-se assim :Os delegados e sub-
delegados sao de direilo ajudanles do promotor pu-
blico.
Art. 5. 5. depois dejarles de diroitodi-
ga-see cheles de policia.L. A. Barbota.B.
A. de M. Taques.MaaalhSet Catiro, i)
O Sr. Paula Candido (pela ordem):Sr. pre-
sidente, he com prazer extremo que vejo estar esta
queslo muilo eluci Jada [apoiados e nao apoiados):
as debales, os mais brilhantes discursos proferidos
no parlamento, assim como todo o iuteresse que o
publico tem tomado por esta queslao, ludo islo
moslra...
O Sr. Ferraz: Esl cmico !
O Sr. Paula Candido :.... tuilo moslra que a
materia se acha bastante esclarecida. Nesla con-
vierto peco a V. Exc. que consulte a cmara pa-A
ra ver se d a queslao por suflicienlemente dis-
cutida.
A cmara vola o encerramcnlo da discussao;
approva e adopta o projeclo que he remedido
com as emendas approvadas i commisso de re-
darlo.
O Sr. I iriato pede urgencia para se disentir nm
projeclo vindo do senado sobre matriculas de eslu-
dantes.
fose*:Islo he querer que uno baja mais casa.
(Muilos tenhoret se reliram. Pauta,
O Sr. iniato (pela -ordem):Sr. presidente,
acabei de pedir urgencia para se tratar de um pro-
jeclo que veio do senado, mas como vejo que anda
mesmo sendo approvada a urgencia a cmara nao
lem lempo para Iratar desse negocio, por isso peto a
retirada desse requerimento.
O Sr. Prndente:Esta retirado.
O Sr. Paula Candido (pela ordem) pede ur-
gencia para serem lidas as redaecGes dos projeclos
de ns. 115 e125, om que trata do pagamento das
presas da independencia, e onlro da reforma judi-
ciara.
Consultada a cmara ella aonoe.
Sao lidas e entram em discussao soccessiva-
mente as redaeces cima, e sem debate sao appro-
vada*.
DIARIO OE PRNAMBCO, QUINTA FEIM 9 DE NOVEMBRO DE I854.
A resposla de S. M. he recebida com .muilo espe-
cial agrado. ,
L-se e approva-se sem debate a acta da prsenle
sesrio depoit do que o presidente convida os deputa-
dos a comparecerem no senado no dia seguiute
hora designada e levanta a sessao.
12
Sm3o de eneerramenlo.
A acia dessa eetrio ja foi publicada nesla Diario.
PEKiBM).
O Sr. Prndenle:Nomeio para compor a dc-
pulaeao que lem de ir saber do governo o lugar,
dia e hora em qu.; deve ter lunar o eneerramenlo
da prsenle sessao da assambliia geral legislativa os
Srs. : Nebiw, Taques, Rodrigues Hora, Parana-
gu, Antonio Candido, Livramento, Araujo Lima,
Junqueira, Sobral, Ferreira de Araujo, Araojo Jor-
ge, Azeredo Coulinho, Paula Fonseca, Pimenla de
Magalhaes. Cosa Machado, Augusto de Oliveira.
Brandao, Raposo da Cmara. Brosque, Jacinlbo de
Mendooca, Barbosa da Cunha, Alendes da Costa,
Theophilo de Oliveira e Barros Brrelo.
Continua a discussao do projeclo sobre o morgado
das Larangeiras.
I ozes:Votos '. volos 1
Julga-se a materia sufflcienlemente discutida, e
verificndose nao haver cata, fica a discussio en-
cerrada para ser volado o projeclo na primeira
sessao.
Procede-se a chamada, desigua-sc a ordem do dia,
e levanla-se a seswo,
11-
Lida e approvada a acta da antecedente, o 1. se-
cretario d conla do seguale expediente:
Usa oflleio do ministro do imperio, rommn-
, meando qne S. al. I. marcara o dia 11 do corren -
te, 1 hora da Uird, nn Pan) da cidade, para rece-
bar a depalacXnque por parte dasta cmara lem de
pedir ao mesmo angosto senhor o dia, hora e lugar
do eneerramenlo da actual sesrio da assembla ge-
ral legislativa. Fica a cmara ioteirada.
l)o mesmo ministro, communicando que seex-
pedira aviso ao ministerio da faaenda, participando
o fallecimenlo do correio dejla cmara Jos Joaquim
de Magalhaes. Fica inleirada.
lio mesmo ministn>, enviando o aviso do mi-
nisterio da jusra, em resposla ao do ministerio a
seu cargo de II do mez pastado, em que pedia in-
formame acerca da dispensa do servico activo da
guarda nacional solicitada pela eompanhia Pernam-
bucana para os seus empreados. A quem feza re-
bajWfto.
Do mesmo ministro, devolvendo os autographos
senecionados de varias resolures da assembla ge-
ral legislativa. A archivar-se fazendo-se a devida
participarlo ao senado.
l'm requerimento de Joaquim Jos Edolo de
Carvalhn, pedindo dispensa na lei para poder na-
toralisar-se cidadao brasileiroA' commsrio de
conslilairao e poderes.
Verificaodo-se nao haver na casa numero legal
da depoidos, o presidente suspende a sessao at a
hora em que a deputarSo tem de ir ao parjo imperial
saber de S. M. I. o dia, lugar e hora do eneerra-
menlo da actual setsao da assembla gesal legis-
taliva.
A' 1 hora menos um quarto continua a silln.
o presidente convida a depularAo iiemeada a riiri-
gir-aa ao Paro imperial, e a cumprir sua missao.
Depois .de I hora rollando a commisrio, o Sr.
Nenias, obteiido palavra pela ordem, declara qoc
a depotacAo nomeada lando-se dirigido ao Paro im-
perial, fora introdo/.ida com as formalidades do
cslvlo, a quo clin conjo orador leve a honra de so-
licitar do mesmo augusto senhor, dia, hora e lagar
para o eneerramenlo da prsenle eeasSo da aseem-
bla geral legislativa, e que 8. H. tr Imperador se
dignara responder que o encrrratnenlo (eria lugar
no dia U do correla, 1 hora da tarde, no Pa{0
do senado.
COIARCA DE MZARETH.
C o sMrraaabro.
Esla comarca, a daapilto do que dissa o Malulo
correspondente do Liberal Pernambucano, de 18 do
mez lindo, e de ludoquanto lhe aprouverdizer an-
da, goza de urna perfeita Iranquillidade, sendo que
por isso. puuco terei que comrannlcar-lhe com rela-
c,3o mesma.
O que por aqai anda na ordem do da he o furto
do cavallos, o qual, segundo alguns, reprodnz-se de
urna maneira espantosa.
Por tocar nessa especie, comquanto me reconheca
urna perfeita nullidade acerca de minias cousas, e
nnmffadamente acerca de materias criminaes, direi
que he bam para lamentar nao poderem as autorida-
des policiaes proceder ex-ollicio contra o crime de
forto de cavallos. Nao ha crime que faca mais an-
dar a cabera a roda os nossos malulos: assassine-
se um liomem, commetta-se um estupro ou outro
qualquer crime destejaez, e o criminoso encontrar
a eorapaixao de muitos, senao tambem a proteccao;
fnrle4e, porm, um ravallo, e todos a urna senten-
cearao o ladrao mor, sem mais appello nem ag-
gravo, e para isso nao he preciso mais do que urna
leve suspeila, ou o mais ligeiro indicio!
Como, porm, o noeso cdigo penal disponha de
outra maneira, que nao ao gosto de taes sentencia-
dores, nunca faltam palradores, cuja triste missao
parece limilar-se a especular com o que ha anda de
mais ienobil, que, inculcando tomar grande parte
nos solTrimentos alheios, e aproveitando-se dessa la-
cuna da lei, se assim se pode dizer, Iratam de des-
ligurar eerlos faclos, occullando muilo de proposito
o qne neslesha de real, e augmentando o que bem
Ihes convm, comanlo que, em ultima analyse,
mostrem que nao s certas autoridades, mas lam-
bem certa dasse de gente rio participantes de ronbos
de cavallos!
Eis a miseria que vemos lodos us dins.
Esscs taes palradores cstao sempre bem! Porqnan-
lo, nanea faltam meiospor onde attinjam ao alvo a
qiiealiram: sealgumaauloridademoslra-sezeloza de
cumprir os seas deveres, e prende a algam smpeilo
para averiguarles, ci-los gritando : islo he um des-
potismo, he urna violencia; prende-se para satisfa-
zer vingancas, etc., etc. Para o diabo, que tem a
pello grossa .'
Foi convocada a segunda sesrio do jury, para o dia
21 do mez qae val correndo.
O Sr. rapiao Camirio chegou honlem de Goian-
na, dexando aquella localidade em paz, c mais
desassomorada dos bravos de Goiannnha.
Consta-me por pessoa nao saspeita, qae S. S., por
sobre os serviros de sua prolissio, que prestara all,
prestara outros nao menos relevantes, qoaes os de
concorrer com todas as Torcas para a extincrao de
certas desintelligencias, fomentadas e alimentadas
por alguns bemfazejot da humanidade. L e c
ms fadas ha !
Tambem consta que a organisacao da goarda na-
cional est em aqdamenlo na mesma localidade; e
qne o Ilustre commaudante superior dessa briosa
milicia tcm-scesforzado smmamente, para que as
propostas s se atienda ao merecimento, e nao co-
res polticas; edest'arte, tem conseguido tirar lodo o
pretexto de certas intrigoinhas.... Loavores ao dig-
no cavalleiro.
Mais bem informado do lastimosa successo, que
leve lugar em Pedras de Fogo no dia 18 do mez que
acabou, como j lhe rciaici. cumpre-me dizer-lhe
que sii morrea o llartholomeu, mohecido pelo nome
de Beribo, assim como que o respectivo subdelega-
do dera inmediatamente todas as providencias ao
seo alcance, fizendo seguir o assassino em (odas as
diroccaes, mas qae infelizmente o nao poderam al-
cancar.
O mesmo subdelegado procedeu ao competente
corno de delicio sobre o cadver de Bertho, e sobre
os ferimentos dos mais ; e ora tanto elle, como o Sr.
ilelegado do termo de Goianna proseguem com o
maor empenho em descobrir os autores de 13o br-
baro alternado, olTerecendn al urna boa somma de
dinheiro a qnem Ibes der o fio, por onde sigam com
certeza; Dos queira T|ue os esfor;os de suas sen lio-
nas sejam cornados do melhor successo !
A povoarao de Pedras de Fogo he dividida pelas
dnas provincias de Pernambuco e Parahiba, o qne
muilo empece a boa execuc^lo das diligencias de
ambos os lados; nao obstante, o Sr. Maranno Ramos
de Meiidonra, actual subdelegado do lado desla pro-
vincia, tem sabido cortar por muitas difGculdades,
consegniudobons resultados.
Ainda ha pouco foram por elle presos dnus indivi-
duos, que tentaran) assassinar a oulru no dislriclo de
Goiannnha; assim como tambem o foi um clebre
mandante do logar de Ferreiros na provincia da Pa-
rahiba, autor de quatro asesnalos, qoe lera! o
qual foi remellido para a villa do Pilar da mesma
provincia.
Releva dizer tambem que o Sr. delegado de Goi-
anna tcpi tomado as melhorcs medidas para extinc-
rao dos bravos de Goiannnha, alguns dos quaes,
como era acil de prever, j andam por esta comar-
ca; ron l i me o Sr. delegado, e conseguir o fim al-
mejado.
Quinto a salnbridade, nada apparece, senao a
molestia do olhos, que se tem desenvolvido em gran-
de quantidade.
Os vveres conservam-se em meio termo, nao obs-
tante haverem poneos.
Al mais ver. ,\'.
(Car/aparfieiiJar.)
CMARA MUNICIPAL DO RBCIFE
. Sessao' oi-ataai-Ude 24 de onlabro de 18S4.
Pretidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Dr. S Pereira, Reg, Mamedc,
Oliveira, e Gameiro, fallando com causa participa-
da o Sr. Vianna, alirio-se a sesrio e foi lda o appro-
vada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinls
EXPEDIENTE.
1 m requerimento informado pelo director das
obras publicas, de Marcelino Gonralves da Silva, pe-
dindo licenca para fazer um cano de esgoto d'acaas
pluviaes, e do uzo domeslico de ua casa de sobrado
da ra da Penha, com commanica^ao para o aque-
ducto do pateo do mesmo nome, sobre o que man-
dou o Exm. presidente da provincia que .f cmara
infnrmasse.Resolvea-se que se informasse a S.
Exc. que nada havia a oppor a cerca de semelhante
pretenrdo.
Um oflicio do delegado sopplcnte do 1. dislriclo
deslc termo, remetiendo a relajo das pessoas, donoi
de arougues e refiuarias.a quemlmultara, por inra?-
efles as postaras, na insperr.io a que proceder em
ditos eslabelecimenlos, segundo foi ordenado pelo Sr.
Dr.chefe de policia, importando as mullas em 1209rs.
Que se aecusasse a rempro e se transinilliase a re-
laeo ao procarador, para promover a cobranra das
mullas.
Outro do subdelegado da freguezia da Boa-
vista, remetiendo tambem duas relames dos indi-
viduos donos de taberna- c outros eslabelecimenlos
semelhanles, a quem mollava nos das 13 o 11 do
correle as visitas que fizara em ditas casas, acom-
panhado dos mediros, Drs. Rozendo Aprigio Pereira
iiuimar.is e Jos Muniz Cardoso Gitahiy, importan-
do as multas em I7G8 rs. e pedindo remunerasse a
cmara o trabalho do- ditos mdicos, visto resultar
desse acto eulereHC a municpalidade. Que se "ae-
cusasse a reeeprSo, e se Iransmitlisse as relames a0
procurador para receberas multas, expedindo-se-lhe
igualmente ordem para pagar aus mdicos o que
he ile co-lnme.
Outrodoliscal de S. Aul'iiiio.iiirurraamdo, nAn po-
de ter lugar a pretendo de Manuel Francisco l)u-
r,le-, para eslahelecer padaria na Iravessa da Con-
cordia, em vista da rcsnluro tomada ltimamente
pela cmara cerca de taes eslabeleeimaatos. In-
leirada indeferio-sc a pelirao.
O Sr. vereador, S Pereira apreaenlou um projec-
lo de posturas addieionaes, eslalielecendo medidas
bem da salnbridade publira, a resolveo a cmara
qne fosse a imprimir para depois serdiseutidu.
Despaeharam-se as pelicoes, do padre Jlo Capis-
trana de Mendooca, de Joao Saraiva d'Araojo Gal-
v.iu (2), da irmaadada da Imperial capelli da Estan-
cia, de Manoel da Paixao Paz (2), de Mano el Fran-
cisco DurXes, de Manoel Ignacio de Oliveira Lo-
bo, de Manoel Joaquim da Silva Riheiro, de Vicen-
te Ferreira da Costa, de Fonte &, Irmaos, de Fran-
cisco Jos dos Santos c levantou-sea s esrio.
Eu Manoel Ferreira ^ccioli, ofliciat-maior da
secretaria, a escrevi no Impedimento do secretario.
Barn de Capibaribe presidenta. Mamedc
Gameiro. Reg. Oliveira.S Pereira.
Dot '.'tuhelccimentot e criaco de animaet domes-
ticot na capital de Pernambuco.
Art. 1. Fica prohibido a criarlo de animaos do-
msticos no interior da cidade.
.Art. 2. Fica permittldo a conservarlo do cavallo,
bol, cao, carneiro e cabra com ai mudic/ienlos arti-
gos adlanteestabelecidos.
. Dat catallaricat, dot cavallo e boit.
Art. 3. Nenhum cavallo ou boi sera conservado
dentro da cidade sem que tenlta um alojamento cla-
ro, espacoso e ventilado para sua habitado diaria e
nocturna.
Art. 4. O alojamento para um ou doas cavallos
de bso particular poder ser contiguo habitculo,
e para mais de dous, separada da mesma, dexando
entre elle um esparo ao menos de 40 palmos qna-
drados, exposto ao sol e a chuva.
Art. 5. Em caso nenhum ser permillido -aloja-
mento para mais de 10 cavallos no centro da cidade:
este numero poder elevar-so 50 na clrcumvizi-
nlianra da mesma, e as proximidades do mar ou
rio.
Art. 6. O alojamento para cada animal, qoer den-
tro da cidade, quer em sua circumvi/.inhanra devera
ser cobertode lelha, e a altura de 15 20 palmos,
com uiiu proporcional inclimcao para o escoamenlo
das aguas pluviaes, e separado dos outros alojimen-
los; ter urna manjadoura de tres palmos de largura,
e oito de comprmenlo, e um assoalho de laboa, ou
caibros da mesma largura da manjadoura, e com
dez palmos ao menos de comprmenlo.
Art. 7. A manjadoura deve eslar quatro i cinco
palmos cima do assoalho, o assoalho dous palmos
cima do terreno em sua maior altara, e o terreno
deverscr ladrilhado sobre cal e areia amassada e
com um reg pouco mais ou menos na altura da
penltima estiva, para dar escoamenlo aos lquidos
que sobre elle se derramaren). Os regos de cada
alojamento communicarao uns com outros ; serio
prvidos de ralos, e irSo desaguar, ou em sumidouro
que tenha dous palmos d'agua naturalmente, ou no
rio, ou Domar.
Art. 8. Os sumidouros serio fechados em aboba-
da, cujo cume esteja ao uivel do terrino, e nao de-
ver.in romber as aguas de chuvas.
Art. 9. Os alegmenlos serio limpos a vassoura
ao menos doas vezes por dia ; e daas vezes por se-
mana, sero liradas as varrcJuras depositadas. (Juan-
do porm bouver alojados mais de 50 cavallos, a re-
mocho das varreduras se far todos os das.
Art. 10. Todos os cavallos serao lavados ao menos
urna vez por dia, ou pela manha ou > noite.
Art. II. Nenhum animal poder ser retido den-
tro da cidade quando esliver accommellido de moles-
lia, que o impera de servir por tres roezes.
Art. 12. Nenhum animal ensinado queesliver fe-
rido no logar em que empregar sua forja, poder
servir em quanto n3o se restabelecer ; o mesmo so
diz do animal cuja magrem or nolavel, ou esliver
manco, ou cxo.
Art. 13. Fica prohibido dentro da cidade, o ser-
v m em animaes viciosos, como os couceiros, mor-
dedores, amadores, desembosladores etc., e bem as-
sim daqueltcs que nao estiverem adestrados para o
emprego, a que se os desuna.
Art. 14. Verificado quo um animal he vicioso,
para o que basta que pela segunda vez elle mostr o
vicio que tem, se far no Irazeiro direilo o signa! V
eam um ferro em braza.
Dat cacheirat e tem administradora, dot carros e
teus bolieirot, e dot conductores de catallot.
Art. 15. Nenhuma cocheira poder ser eslabele-
cida sem que o proprielario, ou administrador res-
ponsavel por ella, pedindo licenca cmara moni-
cipil, aprsenle os carros para serem examinados,
em sua seguranra e construcrSo, e numerados.
Arl. Ifi. Todos os carros de passeio, e servico pu-
blico, lerau escripto a sua numerarao na caixa, na
parte posterior, e nos lados, feila oom tinta branca.
Os dos particulares lerio smenle a numerarao dos
lados, e com tinta encarnada. As numerarftes lerao
duas polegadas de altura, e a largura proporcional.
Art. 17. O carro que for julgado incapaz do ser-
vico publico nao lera numerarao, e a que existir se-
r apagada.
Arl. 18. Todo o respo'nsavel de qualquer cocheira
lera um livro, em qae devem estar eseriplos es no-
mes dos bolieiros de sou eslabelecimento, e o nume-
ro do carro que cada um boleia, e onde far notar
todas as mndancas, qne nos mesmos fizer, as quaes
no espaco de 24 horas deverio commnnicar a cma-
ra municipal.
Art. 19. Nenhum boleeire poder laigar as redeas
do carro que dirigir, e se o carro for puxado por
mais de tres cavallos nao poder descerda bolea
para abrir a portinhola ou fazer oatro qualquer servi-
0, sem que deixe na bolea quem o subslilua.
Art. 20. Nenhuma pesaoa ser admittida ao ser-
vido de boleeiro, sem que aprsente nm certificado
assiguado por tres holeeiroe conhecidos, pelo qual
conste ter ao menos bolciado por nm mez em eom-
panhia de um delles, e que esta habilitado para case
serviro, e mostrar por certidao qae be maior de 18
nnos, e altestados de pessoas fidedignas, qae pro-
ven) sua conducta civil o moral.
Arl. 21. Os cavallos que puxarem carros nai r-
as eslreilas, c as pontes, andario a paseo, e a tro-
le, ou a passo nos demais lugares. Em nenhum ra-
so he permillido a car reir. O mesmo se diz dos
cavallos sellados, ou encangalhados.
Arl. 22. Os carros de passeio,a noite, trarSo dnas
lanternas acesas, ama de cada lado ; os carros de
conduzir gneros trario ao pescoco do animal, que
os puxar urna campainha, que pelo loque advirta
ao viandante de sua presenra, e domis, o que o
dirigir ir em frente, em quinto andar no interior
da cidade.
Art. 23. He prohibido dentro da cidade anda-
rem duas pessoas montadas em um cavallo, assim
como montarem-se nos que estiverem com carga.
Art. 24. Fira prohibido atar cavados ou bois
engargolas, pesos, portas, janellas ele. mis ras des-
la cidade.
Arl. 25. Nenhum cirro poder estar expnslu na
ra senao apparelhado para o servico, com o seu
belieiro, decentemente vestido.
Art. 26. A cmara municipal offerece o premio
de om cont do ris a quem eslahelecer um deposito
de forragens seccas, producto do paiz, ahondante c
fcilmente nsado pelos cavallos sem inconveniente
algum, devendodilo deposito icr em quantidade tal
que sustente dez cavallos por esparo de seis mezes.
Art. 27. Provada a materia do artigo antecedente,
e sustentada por espado de dous anuos, a cantara
nomeara urna cammisrio que estanciera nao s os
preces lixos das forragens nos mezes do invern, e
nos seis mezes de verio : assim como os precos das
viasens, qoer a carro, quer a cavallo de sella, lauto
por hora, como por distancias desde a cidade at
os seus suburbios.
Dus cHet, porcot, carneirot e cabrat.
Art. 28. He prohibido ler-se caes, porros, carnei-
ros e cabras vagaado pelas ras assim como criarlo
dos mesmos dentro da cidade.
Art. 29. Fica permillida a eonservicao dos tres
ollimos animaes sineule na circuiuv izinhanri da
cidade c inm a rundimos de ventilaran e limpeza
do art. 3, 6. 7, 8, e 9, devendo os donos de ditos
animaes participaron ao fiscal encarregado da exe-
cucao destas posturas, o local de seu estabeleciinen-
lo, e o numerados animaes, que pretende receber,
calculando qualro delles para cada esparo que oc-
cupa o boi ou cavallo.
Arl. 30. Encoiilraudo-se ditos animaes vagando
serio presos a corda, e levados a casa de seus donos,
ou acompanhadtA al li, os quaes pagarla por cada
um 58000 mil ris, c nao so encontrando as pessoas
aquem ellos perlenram, (os raes snflrerao os ell'cilos
funestos da nox-vnmica, e os porcos, carneiros, ca-
bras sero entresucs ao hospital de caridide, para o
use que melhor lhe con ver. Contudii se nos cirs
presos, se encontrar signaes de serem de estina.Joa
qiialiilade, ou de rara bella erarosnesta cidade, se
os conservan! por oito das a custa da municpali-
dade ou dos donos, o qae ser arnnnciad Jpelo jor-
nal da casi ; depois do qae poder dar-se a quem
primeiro os procurar, pagando as dcpezas e a mal-
la, ningaem os querendo, solTrerao a uox-vomica
Esta garanta deixar de existir quando ic idearen)
oa riel que a suite ailaren) vagando pelas ruai.
Art. 31. Qualquer animal que se encontrar mnr-
to dentro da cidade, ser rnrmedialameole cendaaido
rf.
"
para ser enterrado alem da cruz da patrio, Todas
is oesquizas serio feitai para se descobrir o seu do-
no, o qual pagara (odas ai despezs feilas alem da
multa de 109000 ris : o ello ser enterrado 5 pal-
mos abaixo da superficie da (erra, um porro, car-
neiro e cabra seis, e um cavallo ou boi oito.
Arl. 32. Para observancia deltas postaras ficam
creados don* empreados com o Ululo de fiscal e
guarda eqoesire.
Arl. 33. A infrarejo dest.n posturas pratlrada por
almocreves, ou por proletarios Ser punida com a
pena de um mil ris ou dez horas da pririo ; sendo
per pessoai abastadas, oa por boleeiro ou pelo ad-
ministrador das cavallarlcas ou cochairas ser pu-
nida com a pena de 159000 ris. Na reincidencia
todas as mallas serio dobradas.
aw
HEPARTICAO SA POLICA.
Parte do dia 8 de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Bxc. qae, dai
parles hoje recibidas nesla repartirlo, consta le-
rem sido presos: pelo jaizo de direilo da. primei-
ra vara do commercio, o porlugaez Antonio Jacin-
to de Medeiros ulra por faiteada; pela subdelega-
da da fregnezia de Sanio Antonio, o pardo Manoel
l.oureneo Cezar por desobediencia, e o preto Jorge
Guilherme, pur furto; e pela subdelegada da fre-
guezia da Boa-Villa, o preto escravo Bonifacio, J oso
Honorato de Mello, c Antonio Joaqnim Pacheco
Bastos, lodos para averigQa;oes policiaes.
Em ufficio de hoje datado, me commuuicou o de-
legado do primeiro dislriclo deile termo com refe-
rencia a participarlo que Ibe fizera o subdelegado
da freguezia da Boavista em cilicio da mesma dala,
que honlem pelas cinco horas da larde pouco mais
oa menos, dea-se o triste successo da haver na fun-
dieao de Chrislovao Starr & Companhii, ama com-
pleta explosao as caldeirps de vapor da mesma
fundrao, resultando sahirem tres possoas moras, e
seis gravemente feridas, e qae dirigiado-se imme-
diatamente a aquello lagar o dito subdelegado com
facultativos, procedern) estes aos competentesaolos
de vestoria nos morios a feridos, prestando-se os
soccorros precisos aos ltimos.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da policia de
Pernambuco 7 de novembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselhero Jos liento da Cunta a Figaeiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. O ehefe
de policia, Luiz Carlos de Paita Tereira.
RELACAO DOS BAPTISADOS DA MATRIZ. DE
S. ANTONIO DO RECIFE NO MEZ DE OU-
TUBRO DE 1851.
Das.
2. Joaquina, prela, nascida em 31 de jolho de
1854.
3. Juvencio, preto, escravo, oascido ha 6 mezes.
5. Bernardo, pardo, nascido ha 4 mezes.
6. Alfredo, branco, nascido ha 11 annos.
dem. Augusto, branco, nascido ha 6 annos.
dem. Caetana, parda, nascida em 1 de juoho de
1854.
dem. Francelina, parda, liberta, nascida ha oito
mezes.
7. Francisco, branco, nascido em 28 de wtembro
do correlo aono.
8. Francisco, branco, nascido em 31 de agosto des-
te anno.
dem. Maria, branca, naicida ha 3 mezes.
dem. Miguel, branco, nascido em 29de setembro
do corrente anno.
dem. Jlo, branco, nascido em 29 de setembro
desle anuo. *
9. Hilario, preto, escravo, nascido em 18 de agosto
deste anno.
12. Emilia, parda, nascida em 28 de fevereiro de
1853.
15. Antonio, branco, nascido em 25 de Janeiro do
corrente anno.
dem. Thereza, parda, nascida em 15 de onlubro
de 1853.
dem. Benedicto, pardo, nascido em 13 do cor-
rente mez.
16. Augusto, branm, nascido em 12 de maio des-
te anno.
19. Isabel, parda, nascida ha 18 mezes.
dem. Minervina, branca, nascida em 31 de se-
tembro deste anno,
21. Anna, branca, nascida em 3 de marco de 1850._
Santos leos.
22. Lniza, branca, nascida em 22de fevereiro des-
te anno.
dem. Umbelina, parda, escrava, nascida ha 2
mezes.
dem. Joaquim, pardo, nascido ha mez e meio.
dem. Rufino, pardo, nascido ha mez e meio.
dem. Luiza, prela, escrava, nasdda a 15 de se-
tembro deste anno.
dem. Braz, branco, nascido a 9 da agosto de
1847.
24. Anna, parda, escrava, nasrida ha um mez.
dem. Manoel, pardo, nascido em 1 do corrente
mez. *
25. Antonio, branco, nascido cm 9 de junlio do
corrente anno. '
29. Adelaide, parda, nascida ha um anno.
dem. Januaria, prela, escrava, nascida em 19 de
setembro deste aano.
dem. Anna, branca, nasrida em 1 de julho de
1853.
dem. Raphaela, parda, escrava, nascida ha oito
das.
30. Antonio, branco, nascido em 4 de maio deste
anna.
31. Francisco, pardo, libarlo, nascido em 28 de
maio desle anno.
Ao todo 36. l
S. Antonio do Recife 3 de novembro de 1854.
O viaario, Venancio Henriquet de Rettnde.
31. Dominaos da Conceirlo Duarte, africano, li-
berto, idade85 annos: hydropico.
dem. Mara, crioula, ingenua, idade 2 mezes: de
espasmo.Pobre.
dem. Maria, crioula. escrava, idade 23 annos :
de inflammatao.
Ao lodo 31.
8. Antonio do Recife 3 de novembro de 1854.
O vigario, Venancio Henriquet t lletende.
CORRESPOJDLTO.S.
Senhores Redactor**.T\o artigo acerca do chole-
ra-morbii-, que hoje pobllquei no DUrio de Pernam-
buco, iltra de algorras erratas, d-sa urna que coo-
vm indicar. Em lodos os lugares, em que se l a
palavra cmara, deve ser earmora ; e he o
que est no autographo. Caimbra he a contracclo
involuntaria, spasmodica e dnlorosa de certos raos-
cnlos, particularmente do* da parte posterior das
pernas ;cnlrelinto que enmara tam bem divena
significaran.
Rec Ife 8de Dovembro de 1854.
Dr. Joaquim deAquiou Fonceca.
Srt. Redactores do Diario de Pernambuco.Ha-
vendo algumas ioexacUdes na noticia que Vmcs.
hoje dtram no seu jornal, da oceurrenria havida hon-
lem em nossa fundirlo de S. Amaro, vimos fazer-
lhes a relcelo exacta deste infeliz successo, rogando-
Ihes que nos faca o favor de lhe dar a devida publi-
cidade.
Era dia de pequea* fundirn, e a machina de
vapor arhava-sc Irabalhando regularmente com urna
pressao na caldeira jde 25 a 30 libras, quando s 5
horas menos um quarto, sem que se potsa dar o mo-
tivo fez a caldeira explorio, e correndo-se logo em
soccorro das victimas, roram ramedialamente reti-
rados 3 homeus morios, V levemente contusos, e 2
escaldados gravemente pela anua da caldeira. Os
feridos foram promptamente soccorridos pelos films.
Srs. Drs. Pereira de Brlo. Arbuk e Pilanga, e ha es-
peranza de se conseguir o seu reslabclecimenlo.
Dos morios 2 eram escravos, e um, Luir Por-
cherel era francez, homem de excellente comporta-
ment, e hbil ofilcial que, havia 15 annos que esla-
va empregado nesla lundirao. \
Quanto ao edificio nada absolutamente soflreu;
a nossa maior avaria foi a perda da caldeira que llcou
inteiramente destruida; mas isto nilo nos imposibi-
litar de Irabalhar, porque vamos inmediatamente
fazar funeconar a oulra caldeira que temos de so-
brecaliente, e dentro de mu poneos das estar esle
eslabelecimento oulra vez em soa marcha regular.
Somos de Vmcs., alientos veneradores e criados.
Por procoracao de C. Slarr&CH. H. Starr.
S. C, 8 de novembro de 1854.
RELACO DOS BITOS DA FREGUEZIA DE
S. ANTONIO DO RECIFE EM OUTUBRO DE
1854.
Das.
2. Calhiirna, crioula, escrava, idade 30 annos :
falleceu de meleorogia.
dem. Vicente Ferreira de Sampaio, branco, sol-
teiro, idade 27 annos: phlhysica.Com todos os Sa-
cramentos.
3. Joanna, parda, viuva, idade 48 annos : de ery-
slpela.Pobre.
4. Francisco, pardo, escravo, idade 7 annos : de
frialdade.
dem. Antonia Mura do Espirito Sanio, parda,
viuva, idade 34 annos : tubrculos pulmonares.
5. Heraldo, africano, escravo, idade25 annoi: fe-
bre taxica.Sem Sacramentos.
dem. Domingos, africano, escravo, idade 27 an-
nos : de um tumor.
6. luir, crioula, escrava, idade 6 mezes : moles-
lia interior.
7. Joao, pardo, ingenuo, idade 4 annos : lo.-se
convulsa.
12. Gaspar, branco, idade 13 mezes: esqaenencia.
13. Joao Biplisla Fernandes, pardo, viuva, idade
70 e tantos annos : erysipela.
dem. Rila de Cania, parda, solicita, idade 45
anuos.Com todos os Sacramentos.
14. Anna, prvula, parda, idade oito annos : de
vermes.
dem. Manoel Ferreira Neves, pardo, solleiro.ida-
dc 22 annos : espasmo.
dem. Francisca, escrava, crioula, idade 15 an-
nos : phlhysica.
15. Ireueo Jos de Azcvedo, pardo, casado, idade
41 annos: sephalile chronica.Com Santa l'nrao.
16. Elculeno, pardo, idade 5 anuos: de losie con-
vulsa.
17. Rita Epiphania Correa, parda, casada, idade
61 annos : de paralisia.Com lodos os^acrainenlos
18. Antonia Maria do Espirito Santo, parda, sol-
leira, idade 10 annos : phlhysica.Com lodos os Sa-
cramentos.Pobre.
21. Juvencio, crioulo, idade mezes: de con-
vulsoei.
22. Cesado, crioulo, idade 7 mezes : de febra.
23. Anua, branca, idade 3 mezo : de diarrhea.
21. Joao, branco, idade um mez: de repente.
25. Miguel, crioulo, escravo, idade 60 naos: de
asthma.Sem Sacramentos.
26. Antonio do Carmo Menezes, branco, casado,
idade 30 annos : estupor.Sem Sacramentos.
28. Anna Joaquina Viegas, branca, viuva, ida-
de 75 anuos i de apoplexia. Com lodos os Sacra-
mentos.
dem. Genoveva Francisca do Sacramento, criou-
la sollcira, idado 20 annos : phlbvsica.Com todos
aa Sacramentos.
dem. Alexindrlna Hiplita Coulinho, branca,
tonaira, idade 11 anoca: phtt sica.
Voto de gratida'o dedicado pelo abai-
[ xo assignado ao Sr. Dr. Gosset
Bimon.
Senhoret Redactores. Penhorado das maneirai
dvis com que me ha communicado nesla villa o Sr.
Dr. Gosset Bimon, professor homeopalha, qoe por
felicidade dos habitantes deste lugar, aqui tem es-
lado por espaso de 3 mezes.be justo, Senhores Redac-
tores, qae pela sua bem couceitaada folha publique
aa adrairaveis caras que o Sr. Rimon applicou ho-
meopalhcamcnt nesto lugar.
Prihcipiarci por minha casa :
Padeca eu ha bastantes annos urna agilaco no
organismo, acompanhada de frequentes ataques he-
morrhoidaes, soffrendo ao mesmo lempo repetidas
indigestes e outros padecimentos inexplicaveis ; at
qae consultando ao illastre e sdealifico professor,
fonm-mepor elleapplicadas dss de sua medicina,
com (al acert que no esparo de um mez me acho
de todo restabelicido.
Minha consorte padeca ha 20 annoi orna enfer-
midade rhronica, acompanhada de inflamma;ao no
estomago, e de oulras molestias que nao linhan obe-
decido ao tntamento allopalha ; felizmente hoja con-
sidero a minha consorte livre de todos estes padeci-
mentos, todo devido e'homeopathia do Sr. Dr. Bi-
mon.
Os nieus escravos, especialmente Antonioe Janua-
ria, esta com idade de 25 30 annos, e aquelle com
idade de 36 40, achavam-se atacados de males oc-
casonados pelo venreo, c com ellos havia esgotado
lodos os remedios possiveis, nao pudendo obter resul-
tado algam feliz ; al que esle illastre professor aca-
ba de me os curar com saa medicina, de forma que
consideros rauus escravo-salvos de todas as inferr
midades que padecan), assim como doui moloques
atacados de paralysia, e estes sendo medicados obli-
veram um consideravel melhnramenln.
Teudo publicado ludo quanto se passou era minha
casa, pulilicaroi mais das muitas caras aqai taita*
pelo referido professor, as seguales :
O meu amigo o Sr. Jos Correa da Mallo estiva
com ama saa escrava em grande perigo da dar luz,
e j desamptrada pelas parteiras que a asssliam ; ri-
correu o man amigo a homeopathia do Sr. Bimon,
e he salva a escrava e o moleqae, pela acertad ap-
plicac.io das dses, bem como palos meio* mecnicos
pregados pelo proprio Sr. Bimon.
No mesmo estado de perigo eslava a mulher de
Joaquim Francisco Mues, recorren o marido afilelo
a preslimosa pessoa do Sr. Bimon, esle corre em
soccorro da pacienle,e salva-a de todo o perigo, e'lu-
do Islo fez por caridade atienta {pobreza da ramilla.
Maria, por antonomasia Camalea, lambem mora-
dora nesla villa, foi affeclada de bexigas, e por indi-
gente recolheu-se casa de Vicente Ayres, para all
por caridade a trataren) chegando j cm deplora-
vel estado, sendo fritada por pessoas curiosas, e por
ultimo chegando ao estado de gangrena, recorreu
ao Sr. Bimon, este a acode e a salva do lodo o pe-
rigo ; sendo preciso para a salvar fazer-lhe urna ope-
rarlo, que prncipiou pelas cxas al as nadegai, lu-
gar este onde a gaugrena mais tinha affectado ; e
todo lo fez por caridade e com a melhor vontode
possivel, minslrando-lhe 15 frascos de seu remedio
homeopalhico, e outros lanos de rnica para refri-
gerar-lhe ss feridas.
O moa amigo o Sr. Joao Garda Valladao.j pelo
sea bem conceituado jornal de 30 de agosto deste
anno, publicou a milagrosa cura, feila pelo identi-
fico Sr. Dr. Bimon, em o seu escravo Nicolao, e ago-
ra, Senhores Redactores, publico mais eu outra mila-
grosa cura, operada pelo mesmo Sr. Bimon em o es-
cravo Laiz, do mesmo meu amigo Valladao,cujo escra-
vo apparecendo-lhe sobre o nariz etoda face polypos
e na lingua urna volumosa tumefarn,pondo taes eu-
fermidades aquelle escravo em perigo de vida ; mas
a perspicacia do Sr. Bimon foi capaz de o salvar no
espar.0 de 15 das em que lhe applicou seus remedios
homeopalhico-.
Muilo mais, Senhores Redactores, (eria eu de pu-
blicar sobre as numerosas curas feilas nesla villa po-
lo Ilustre Sr. Dr. Bimon, mas apenas publico as j
referidas por nao ser fastidioso.
Oueira a Providencia auxiliar as designios de t.lo
hbil professor, e que* teja ella to feliz em saas cu-
ras, por Inda a parte que transitar, como o tem sido
em Macan, onde deixa numerosos amigos, que lhe
triliu lain os mais sinceros votos de eslima consde-
ra .ao, n,lo devidos sublime polidez com que a lo-
dos ha tratado, como igualmente ao seu mrito pro-
fessional ; cujas con*iderar/>es serio eternas nos en-
rames de lodos aquellcs que liveram a .-.lisf.ir.io de
rominunirar este eslimavel cidadao franrez.
Villa de Macau da provincia do Ro Grande do
Norte, 13 de ouluhro de 1851.
Manoel Jos Fernandes.
PUBLICAI1.0 4 PEDIDO.
Vm tribmo ao mrito.
0 inteuro magistrado, aclnal chefe de policia do
Ro Grande do Norte, o Sr. Dr. Joaquim Pedro da
Costa Lobo, era defensa do qual, quando aggredido
iniquamenle por algum energmeno, lineamos va-
rios arduos da redaman ; defeza em que nos empe-
nliamos mu desiuleressada o voluntariamente insli-
iiilos pela juslira da causa, em sua qualidade de
juiz de direilo da comarca da lina- Vista da nna
provincia : esse disuo magistrado plisando por nos-
sa cidade rpidamente em destino an lugar para que
fura removido, caplou as i>mpathiii de lodosos
l'ernamburanos, dos Brasleiros em geral que live-
ram a felicidade de cultivar com elle relacoes, cm
cujo numere nos honramos de contemplar ; esse dK-
no \ ai ao licou i.io enthusiasmado, tan embellecido
deste lorrao pernambucano, que nao hesitouem dar
espansan i esses pulimentos em urna caita particu-
lar dirisida um sen amigo da Baha, e quo nos ileu
permissan de Iranscreve- la em nosso Heno n. 79, e
que foi reproduzida leal e patriticamente pelo
Diarlo de Pernambuco ; e em yerdade, a juslira
que nos Icz, as bellezas naturaes da nossa cidade; no
seo progresso material, a inlellectualidade reconhe-
rida em que prima, lbe icareon a gralidao geral, e
a nossa imprem, orgUo natural da opiniAo, lhe deu
immedialamcnte demonstrado aulhentica dalla.
Pois bem ; nao satisfeito o Sr. Dr. Costa Lobo com
a carta quo mencionamos, urna oulra dirigir o
dito seu amigo da Babia, da qual nos hekroa com
ama copia, que nos aprestamos em publicar como
demonstracan de nosso enlbusiasmo svmpathieo, c
de nossa gralidao ; e nessa segunda caria verlo nos-
sos leitores a profusio dos elogios que faz nossa
etdawU, a esta Veoea americana 1
Alada maS, o proba, o provecto maaiitrado nessa
missiva, ahi deplora em termos decentes e comedi-
dos, a ser victmi da njuslirai do nosso governo qae
sobre ta-lo prelaridp sendo magistrado ha mais da
20 annos.o ha desterrado para comarcas lonsjoqnas,
em peifeilos degredos, quando alias desde ha muilo
lempo datara ter um asseotu em qualquer das reta-
rnos do imperio 1
E nos consriosda iniquidad* ministerial, nlope-
demos deixar da asliiimatiaar essa injotlica ; qne se
torea Unto raais irritante quanto dusle 1K8a esd
parte innmeros jnfzes de direilo eom menos de
16 annos de exercicio oceupam cadeiras desembarga-
torias, e muitos dos quaes sem os serviros, sem a
honra e llustracao do probo e inlelligeole Sr. Dr.
Costa Lobo 1
Lamentamos summamenlt que ao paiz s os
servicos politices sejim attendidos a porque
porque esse magistrado mu dignamente nao se ha
querido envolver na poltica he victima da sua de-
dicacao mportannssima missao de julgsdor ; mie-
so que jamis pode ser preenchida com probidade
e justra pelo magistrado poltico.
E cabe aqui darmos ao honrado e imparclal Sr.
Dr. Cosa Lobo nossos agradecimenlos sinceros pe-
los elogios que nesla carta se dignon fazer ao Sr.
Dr. Villela (Jcronymo.i ero que o colloca n'araa
justa posiro de ptimo poeta, e de profundo ju-
risconsulto, mrmenle em direilo ecrlesiaslico qae
demonstrara, mxime nesa magna qneslAo qae sus-
lealira com o graude sabio o melropolila Exm. aj-
ceb-pn da Baha Ii-ta juslira feila ao digno per-
nambucano Sr. Dr. Villela nos encheu de orgulho.
Honra pois ao Sr. Dr. Costa lobo : possa elle
em breve altingir a fruirn dos seas volos : possa o
ministerio fazer-lhe juslira ; e tenha a convierto
que os pernambucanos secundam nossos votos.
Carsslmo Dr.............
No vapor Imperalriz, que, como rlie mandei di-
zer na minha de 3 do corrente era esperado, e efle-
tivamenta chegou a 4, embarquei-me para esla ci-
dade no dia 5. Eu, queapezar de nao ser inglez, ou
holandez, son entretanto pressuroso partidista
da poutuilidade em lodos os nossos actos,
amando por isso o montono, e compulsado reloaio,
s porque o seuinexnravel, e desallencioso pouteiro
nos chama observancia delta, desla vez enfesei-me,
e atpraguegei contra a evadida... alias mu luuva-
vel, di eompanhia brasileira dos paquetes de vapor,
que sem eu ser Lenidas, ou cousa que o valha, me
col loco u m um verdadeiro Termopilas; por isso que
lei-ulo alguns negocios ainda conclair em Pernam-
buco, e, entre estes, doas da maior importancia,
quaes fossem a cobranra da minha ajnda de casto,
sem a qual nao me era possivel sahir daqaella praea,
e o de dar cumprimento a promessa, que, slriclo
jare, havia feito ao mea prestantsimo amigo Sr.
I.oiz Carlos de janlar com elle nesse dia, qaerera,
como em oulras oecasiocs se acontecer, que o navio
se dilitasse urnas 18. ou 72 horas, para me dar lem-
po i arramar-rae, quando nao com a tibieza propria
de um qainquagenarin, como eu, ao menos com mais
alguma moderaran. Assim porm nao acontecen :
por demais foi eu desejar a inexaclidao, para que se
realisassea pontnalidade: quando um homem he Ca-
listo, meu Dr., e faz vezes de cao damnado, nao
ha rafeiro, qae a elle nao envista, nao ha busio,
qne lhe n-o pinte o asar, nao ha bilhete, que lhe
nao saia branco; a in felicidade nunca vem s, an-
da sempre, como a rainha Dido, acompanhada de
urna magna comilante caterva de outros atrasos.
A's 2 horas da tarde, precisamente quando muilo
lepido, e prasenteiro (porque em verdade nesse
momento nilo me lemhrava. que havia Rio-Gnn-
de-do-Norte neste mundo) me ataviava para Ir
receber 'as offlciosdades do honrado e muilo cir-
cunspecto Sr. ehefe de policia, eis que um alvicarei-
ro do hotel bradandola vem o vapor do sulcur-
ren i mim e pedio-me as atvicaras : nao lhe posso
occultar, meu collega, foi tal o insto qoe lomei, qne
liquei quisi furioso e uro pouco fora dos meus limi-
tes ; o primeiro impeto que Uve, foi dar esle agou-
reiro um premio guisa daquelle com qae o roen
generoso amigo, o Exm. Sr. conselhero Nabnco, re-
munerou a minha anlguidade e os meus servicos,
inclusive os de eleices (oh que nSo sei de nojocomn
o cont 1 ) deporlando-me para esle degredo 300
leguas da minha familia, donde nem ao menos o con-
solo tenlio de pode-la supprir com regularidade
seguranra, visto que esla cidade, pelo que eslou ob-
servando, s cultiva relares com o ceo, para onde
nm dia por outro a medicina de raaos dadas, dcom
espontanea approvar.lo daigreja despacha alguns es-
tafetas, que por nao v ollarem mais de l de cima, (em
o defeito de nos deixarem por isso s escuras so-
bre o que all se passa ; em ordem que eslou ven-
do, que o melhor partido que podein tomar os mem-
bros da minha familia, que nao qaizerem sof-
frer continuas privarles e desejarem ser suppridos
com presteza e regularmente por mim, he faze-
rem viagem e mndjrrin-se para o*oulro mundo, e
iguardarem all as subYCnces. que Ibes eu remol-
ler, ou, o qne lambem pode muilo bem ser. Ibes
levar pessoalmentd, se alguma remita da medicina,
oo decreto do Rio de Janeiro assim o ordenar, pois
que a lodos ellos eslou promplo a submissameole
obedecer, qnando me tira rem de ama comarca pa-
ra oulra, ou desle para o outro mundo, lendo s a
responder-lhe com a rabera curvada, e bracos cru-
zados Daits dedil, Deus ati/talit, sit nomen Do-
mini benedictum como respondi o sanio Job s
noticias, que lhe (raziara da morte de ludo, que era
seu.
N8o dei ao importuno mensageiro da gavea a es-
portula, qae elle, se me affligisse de proposito,
mereca : mas disse-lhe sempre em tom severo, e
proprio de um magistrado irado malvada' 1 zomha
de minha desgraca, e escarnece de minha miseria 11
V chegar o esquifa, qae deve condazir-me do pi-
aizo para o purgatorio, e ainda vem muto ilegre
podir-me ahijaras.' !
J ouvio dijer. qae alguem, nem mesmo om dos
Inquilinos do Pedro II na Praia Vermelha, dsse
parabens a urna pessoa por vir o carcereiro leva-la
para a eadea Suma-se, nao me insulte raais, quan-
do nao... Tambem o mea homem, que suppoobo
sabia de cor a segunda caminara, o cuiduu, que
eu era o medroso, mas arrogante Cicero, nao espe-
rn pelo resto do dialogo; execulou oabiit, excesttt,
e vasil, erupull, com urna promplidao, como nun-
ca vi. Sim, meu collega, por esta occasKo quero ad-
verli-Io e pedir-lhe, que emende e corrija l os meus
latOes, como poder, porque nao tendo eu aqui nesta
trra outra livraria mais do que a minha propria ca-
bera, son por isso Toreado citar de cor, no risco de
errar, e as vezes cousas, queli inillo lemport, e que
as nao vi mais al hoje, e mullas ha, que al nao ci-
to, porque apenas deltas me lembro o conceilo, e de
outras que nem isso mesmo, porque emfim ns meas
22 annos de serijo foram urna falalidade para a mi-
nha ii.slrnrc,lo ; o pouquinho que aprend, l mes-
mo se licou : vista pois desta excepeo peremptoria,
que alguns exquisitos chamam excepcao incito do-
mino espero a conveniente desculpa. Promplo para
partir, descl escaria a baixo c enflei caminho direilo
para a ra, que, se me nao engao, chama-se For-
mula, onde lem a saa aprasivel residencia o mencia-
nado meu amigo Dr. Paiva Teixeira : era esla urna
honra de mu subido quilate para mim, qual a de
janlar com este eminente magistrado, para que eu
me prelerisse delln por troco de consideracOes adun-
de, de que nao me imporlei nesse dia, de regosijo, e
que s era perturbado pela idea da minha prxima
viagem para o meu desterro. Depois do janlar sa-
himos sacada para conversar e tomar fresco ; ahi
como que por despedida apascentei os meas olhos
com mais essa deslumbrante visla, que nao conhecia
da paisagem que se descortinava em nona frente
para o lado do Nuria, cercada da parle do oriente
Eela ra, que se chama da Aurora, e que da Aurora
e, porque s ella mesmo com os seus dedos de rosa,
na phrasa do Sr. de Feuelon, poderia Iraja-la ; e do
occidente pelo fragrant e pittoresco passeio ( cojo
numignoro), .que val abotrar ao campo sanio ou
remilerio. e para um imponente edificio ao qual
lem de ser brevemente trasladadas as escola ju-
rdicas da academia de Olinda, formando ludo
um desses inimlaveis paineis Uto rommuns em
Pernambuco, e tao raros oa impossivei< em nem
ama outra parle, a que assim come s poriem
ser dr linchados pela omnipotente inflada nalurrza,
assim lambem s pstero ser comprehensivelmente
descriplos pelas ininidveis peonas deChateaubriaol,
a Lamartine.
De tolla ao hotel situado no hairro do Recife li-
te forzosamente de alravessar as panormicas pon-
tea (permlt(i-me o atrevimenlo, ou lingularidade,
que sem ser pintor ou poeta, lomei de usar desle
novo eeslranho adjeelivo) da Boa-Vista e Santo An-
tonio : nesta ultima, que me era familiarmanlo co-
nhecida, por isso que a (rilhava 5, 6, e 8 vezes por
dia, pare! um pouco, como qae para me des-
pedir delta ; e entAo riebnicario no peitoril, que en-
lesta com o norte, odiando pira o lago, que separa
o buirro do Recife do de Santo Antonio, onde pa-
cer, que te vem lavar, brincar e deleitar as c-
reas de envolla com as celebres filhas de Nereo, a
cuja superficie finga estar galvanisada de prala,
porque o luar.que nessa saudosa noite era magnifico,
daniejnva sobre ella os mais brilhantes raios de sua
luz, estve eu reflectindo um pouco na prodigalida-
de, com que a nalureza derramou o (hesouro de
suas grzees sobre esse edn Icrreal, qae s por anto-
nomasia se pode chimar Pernambuco; grar is qnepor
sua excessiva abundancia muilo perderiam de ten
valor a nao ter tirio a mesma nalureza a sabia c pru-
dente cautela de as encerrar exclusivamente naqucl-
le oasis, afim de que nesle assumpio nem urna outra
cidade da America, c talvez do mundo, podesse en-
trar em rivalidad com esta sua predilecta estrella
coruscante do norlo do Brasil, em ruja face j se
vislumbram os bracos de nma finura grandeza e
prosperidade, que bao de vir fazer eslrondo no uni-
verso. Qae deslino, dira eu em um monologo, que
destinos cslarflo reservados para esla princeza rio
Equariorl Quando se proclamara o imperio, de que
ha de ser chefe lugir esta Bahylonia, esla Ninive?
Quem ser a Semiramis riitosa bu a gloriosa Catha-
riua. quaha de empunhar oseo sceplro, senlar-se
no sea Ihrono, e felicita-lo com saas lei* e juslira 1
Onde se erguer a nova lorre de Babel, onde se le-
vantar o Capitolio, onde a collncaro as pvramides,
onde te eonstrnirSo os jardins suspensos?
J se estar derretendo o metal, de qne se ha de
fazer o portentoso colosso, qae com am p na lorre
do pharol, e outro no Brnm. lem de fechar o por-
l.lo da barra desla immensa capital, e de guardar
emsuasmaosas respectivas cnavest Conservar-
> se-ha elle, emente, pacifico e industrioso dentro
- "i
dos meros de agai, que como limites lbe foram as-
signados pela nalureza, oa Irauspondo o Amazonas,
e o S. Franrisrn, se derramara pe" mundo con-
quistarlo? Absorto ueste gnslosedrlirio, meu col-
lega, fui dalle despertado palo loque da retreta,
que nvo iaeiiva a hon de recolher-me ao hotel.
Sao tao iucriveis e pasmosas as raaravlbas, que em
tropel, a efeao. e como que mesmo pro de reliis
aaenrontraaTamontoBda porrada parfe em Ter-
nambuco, que am frente, i no concurso dellai a
aaae masiuacBe Bao ae pede hvrar de desvariar, e
de forcar-noe a erer, que esses imcomparaveis
I.ii*m, esses deleitosos aergueis, Mes encantadores
irrabaldes forara all orfaaos antea pera morada, c
reeralo dos Decaes, do que para habitarlo, e
aMaaercio dos bomen*-: se Ja ato exisiisse,
roma, existe a fbula, se j, oto eslivcssem
inventado* pela brilhante, rdanla immagi-'
nejo dos gragea enes I leoses, a bentiroios.
era preciso agora crea-Ios, aflnTae^lee nosso pen
samemo podesse dar adequado, e cenyenienle desli"
no tantos prodigios naturaes, e aai inmtujeroi pri-
mores da arte, qae em Pernambuco se acharo lemea-
dos aqui, all, a arela : porqne emfim, em minha
opiniao, qae lano pecar par estpida, quaalo por
dcscoeforinemenle prevenida,em favor daqaella gra-
ciosa capital, Pernambuco pode-se dizer, que he a
rcalidade dossonhos das mil e ama noitea; ou em
outros termos, hfc o vaito, e diamantino basar, oode
toda as deidades do co vtm diariamente azer-o seu
esplendido reudez vous, Nem se persuada, meu col-
lega, que estoa aqui compondo algum romance, ou
folhetim ; n3o senhor, que nflo ou 'Alexandre Hu-
mas, ou Eogenio Sue, dos quaes nn merecera eu a
honra de ser eu amanuense, e Ulvez mesmo nem
de sacudidor, 4n pode, saa biblollia; eslou e\-
pressando em Hngnasetn tosca, e rnrte,- os senti-
mntos de minha admir.ic.io pela maior de lorias sa
maravilhas.' qae tenhe visto, osita miedw' iratirian
pelos obsequio, que 4lli, recib,; quando fallo de
Pernambuco, e de seos habitantes, descohhero to-
das as rearas do laconismo, rebello-me contra to-
das asprescrpooes de urna justa modestia,, a em vez
de um homem pesado, um magistrado proveci, lor-
no-me um energmeno, um indemontado. E se
islo he um crime, enlao ufano-me de ser co-ro
da urna das roiiores glorias da litteratura bra-
sileira, de um afamado jurisconsulU), e de om eximio
canonista ; nomeio por honra, e fallo do Illm. Sr.
Dr. Jeronymo Villela de Lastro Tavares, daquelle
mesmo leraivel Tanmalargo da sciencia. que ainda
este anno, am qae estamos aeeeiloa, s petejou eom o
sabio arcebispo da Ilrliia aquelle famoso duello em
que eilcs dous sforcadoi gigantes quebrania as tan-
cas mais bem temperadas, e agudas qoe linham, so-
bre qoestes de direilo publico ecclesrsstico, tojas
admiraveis dissertardes me lames l na margem feliz
desse Sena ovante do Brasil, anda moravamo, e
que por nao entendermos da materia, nem pdennos
nos elevar as sublimidades, 'qne era preciso asso-
mar-se a inteligencia dos leitore, Juramos sospeidio
de incompetaacia, e nlo volamos sobre qaem era o
vencido, quem o vencedor. Pois muilo bem, he es-
te novo Cisne de Olinda, e nao en, que para tapar a
bocea a mordarldade dos censores me averbo desde
j de suspeito, quem vai filiar por mim, els'o qoa-
dro, em que a riqueza, finura das tintas disputan
com a delicadeza do piucel, a a destreza, .a lubtileu
da mao, qae o desenhou
Das cidades do Brasil
He o Recife a mais bella ;
formis formlas, que sejam,
Nem amas sao como ella.
Nem urna lam como all.
Urna brisa tao constante,
Um co de Unta estrella,
Cuta la lao brilhante.
F1II1.1 mimosa do mar
Donde ella surge florir,
Ninguem a pode avistar
Sem te aprazer, sem sorrir.
Ella brinca sobre as aguas
Namorada por Olinda,
Quadro mais bello, ersonho,
Niaguem por certo vio alada.
Que formosos arrabaldes,
Cheiosde fruclos, e florea,
Algum de ros binhados.
Mas lodos liUos d'amores.
Nem penie voss qne iSu estes oa nicos pedaeos
de ouro, que se encentrara na preciosa colleccao de
poesas do Sr. Dr. Vuelta; toda a obra prie-se dizer,
e eu o juro, que he ama mu polida lamina desse fi-
no metal, em que ae acharo engastadas as mais ra-
ras pedras, que a nalureza tinha prodazido; e senao
veja In mal esle versinhos.
Marilia, tu lens
To finos cabellos,
Os olbot Uto bellos,
E denles lao alvos
De puro marlim:
Possucs de ca mim
Os labios mimoso,
E tao graciosos.
De lana docura....
E esl'oulros.
Minha trra he mais formo-a,
?ue oulras trras do Brasil,
arnbem lem muitas riquezas,
He miis forte e varonil.
Minha Ierra he Pernambuco,
A melhor de quantas ha,
A mais perfeita e sublime
Das creacoe* de Tupi.
Nasta ultima qoadra disse o vale peruarobuo-
no ludo quanlo se poda dizer de Pernambuco
em duas palavras : he a mais perfeita das crea-
roes de Dos verdade eterna, e que s poder ser
negada, ou contestada por quem nunca liver lido a
dita de haver pisado m Pernambuco. Ainda hon-
lem ao meio dia foi, qne o litterato ntalense Sr.
J0.I0 Cario Wanderley me fez o obsequio empres-
tar para ler o seu exemplar da dita eolleeeao, na
Uve per isso ainda lempo de examinar profundamen-
te para fazer o meu julio comparativo desle libreto,
com o do Sr. Ganzaga, e os do Sr. Antonio Goncal-
ves Dias : he verdade. que no meu gosto Marilia,
tu tens to Anos cabellos he superior a Eu nSo
sou, Maritta, ilgam vaqtielre, que viva de zuanlar
alheio gado ; umeibiuleaiente echo melhor
Minha Ierra lio mais formosa que oulras trras do
Brasil do que Minha trra lem palmeira-,
onde cania o sabia ; 5 islo ecrece, qae o pn-
sioneirode Ouro Preto canUvi laudadei e jtiomei
de Marilia, o poeta da Morro das Tabocas em Ca-
vias, quer nos primeiros, quer nos segundos canto-
nao (em objecto especial ; o seo motiva he a casoa-
lidade ; no primeiro caso nao me enlbusiasmo, por-
que nao asa miii o homem das pahoes amorosas ;
no segundo nao me arrebato, parque goslo muilo da
positivismo : o que nao acontece eom o prisio-
neiro, que cantou as penediasda ilha de Femando,
esse, sim,tinha am alvo, am ponto, ama senda, ama
vereda, esta alv, esla senda ara aa innocanda, e
a injusta perseguieao, da qae era victima. E por
que esta sorte tambem he a minha, que sofTro um
degredo, sem qae para elle desse o mais leve motivo,
que se possa Imaginar, e o livro do 9r.' Dr. Vitalia
nRo be mais, qoa a expensas da minha dor, a salto-
na da niinha actuilidade, elle poii dou a aainlia
preferencia e quinto a sed autor, qoe tenho a glo-
ria do conhecer, mas qae nanea pode ler a de ser
seu amigo, e agora maito menos, porque como elle,
(auto como ea, sabe que um desradado he ama
inutilidade, que ama iuulilidade nflo pode servir do
amigo ninguem, peco-lbe. que ACCt^B benigno
toilos os protestos do meu maior reeoneelmeiito s
saa virtadss, o talentos, asiim coma da minha aya
pathia sua pessoa.
Se eu liver dinheiro. meu collega, (que nflo tenho
vergnnha de dizer, que os vapores Os htela me
alimparam a algibeira) Iieids omprar dous exem-
plares desta preciosidade. um para lhe mandar, e
eulro para minha instroccSo e recreio.
B adaos.al outra vez.q'ue Me aera eom mutta "Ja-
Joaquim Pedro dj Cotia Loba.
Natal 16 de outubro de, 1854.
(cio PeruambwMj
VARIEDADES.
* ..
(CerrasfisBasMtU rsarlioadaai S
flaJoriaa tabre oMar%L UMkXf 1 /
Bolonha acaba tambem de ler o sen dia de bata-
llo, e, anda que a victoria oaq fora comprada.
prejo d*om sangua glorioso, nflo tamos drizado o
terreoo sem experimentar um vivo sentimento de
satisfacao e d'orgalbo nacional. Esta pefaesta guer-
ra fez admirar, as numerosos eslrangeirotame a ella
assistiram, e entre o quaes se reeonheefa grande
numero de juizea bem dignos e competente, oa bal-
la nrgamsarao, na mulla nsIruccAo a fkmeza do
nossos regiment*.
O terreno que foi escoMda asta a quatro leguas
de Bolooha. O imperador annuncina qae miara a
cavallo ssele horas da manha. Antes das seis ho-
ras toda a cidade eslava em mavimento. Urna ini-
roenia mullido, a cavallo, em carruagens, e a pe-
le dirigiram para o campo das manobra. A car-
ruagens mais ordinarias foram alagadas por oilenla
ou cero francos. Os pequeos mnibus, que cou-
duziam ordinariamente os banliistas do caes aos es-
labelecimenlos dos bauhos foram pagos por I-JO ou
130 francos. Muitos Inglexes mandarnm vir os seus
cavallos.
Pela* ele hora meia comeron a ataque. Os
dous evercilos eslavam i villa. O primeiro, com-
m.uiriado pelo imperador, cobrii Bolonha. 0 se-
gundo, cummandado pelo general Schramm. viuba
ita Calais, marchando sobre a cidade que o primeiro
defenda. Cada um dosdous exercilos era compos-
to de dua dvises d'infinlara, d'uma divisao de
cav aliar ii o de umitas balaras d'artilharia. O exer-
cilo do imperador devia forcer o exordio d'alaqae
a retirar,* estadevla faze-lo em boa ordem, apro-
vciiando-se de lodos os accidentas do terreno que lhe
permittta faxer resistencia. Todo o movimeufos
bem concorladoi a ordenados, foram loperiormenle
executados, unscom urna gulardade perfeita, aa-
k
\

'*S
V

X




DIARIO OE PERMMBCO, QUINTA FEIRII 9 O MVMBRO OE 1854
/
tros com uta rtoto mni brilhanle. O principe Al-
berto, que constantemente acompanhou o imperador,
eguio-ua com muilo inters.
Observeva-se no estado maior e en Ira os especta-
dores um niitoeju consideravei d'offlciaes ingleiea
de todas as graduales, iodependenlemenle dos que
,* tiiiham acompanhado o principe Alberto. Ouasi lo-
. do eslavam d'oniforme. Nolava-se parlicularmeo-
te eolre elle am coronel que regreasava da ludia, e
que te demorn, para firar em Bolonha e auistir
s manobras, no momento em que devia voltar In-
glaterra.
Durante nu suipeniio d'armas, das de >M orne
', horas, tai tarrido um magnifico almoco de usasenU
talherea, dado pato Imperador, O Impender esla-
va de regresan a Bolonha s tres hora*.
U priAcipe Alberto dolido Bolonha ttt noite s
onze hers, mal coaleale-, pomo totognrtr-To-lo, da
maneira que foi recebido e de ludo Ia'' vio-
t O ministro do interior, chamado palo impera-
dor, chegou houleta, e parti esta manhaa para
1 Parts.
Antes de terminar esta carta, permitli-me Tallar
obre algn pormenores da vitita taita ao impera-
dor NapoleJo pelo rei Leopoldo e pelo joven re de
Portugal.
No quero recomecar urna narrarlo completa da
cu i revista dos dous soberanos dt Franca e da Blgi-
ca. NM o tentarei; Julio a proposito fallar, nn
principal jornal da Blgica, das alias qualidades que
faxem o rei Leopoldo to popular e lio amado no
teo-tMino, lio considerado e to escotado aa Europa.
NM procero senflo aymptomas e os eft*eilos polticos
e consequtncias qae deltas te peder dedozlr. Pnls
o alerette dos dous pavos osla mui empenhado ais-
so para que deva diser que a entrevista dos dous so-
beranos lenha tido constantemente um carcter par-
ticular de benevolencia e de cordealidade. O im-
perador foi esperar o rei sua chegada. Acompa-
> nhou-o na sua partida al ao porto, somente o dei-
\ou qoando o navio belga que cooduzia o rei parti.
Durante todo o lempo que se demorn foi tratado
com toda a cortezia e aOabildade.
S. A* K. M. o duque de Brabante nao foi menos
apreciado que seu augusto pe. O imperador con-
vertou mnito ampo com elle, e sei queSna Mages-
tade Coi particularmente locado da dislincco e da
delicadeza d'etptrilo, dainstrurrao seria esolida, da
madrela precoce do joven principe, eachon gran
de inleresse na sos conversarlo,
t A visita do rei de Portugal D. Pedro offereceu
iambem um mui.vivo inleresse. O re esprimio o
desejo de vir, qaando sabio de Lisboa, ver o impera-
* dor Napolelo. Foi o imperador que, apreciando
ludo que a vista do campo e as manobras d'nm nu-
meroso exercito devia ter d'altraclivo para om joven
principa, o linha obrigado a esperar, para vir
Franca, qomdopadestefccebe-loem Bolonha. Mas,
naquella occasiao, os acontecimenlos da Pennsula,
e, por oulru lado, o temor do cholera decidiram o
visconde da Carreira, aio de rei, que senta a tfio
grande respensahdidadeqne sobre elle pezlva, apres-
>on o regreMO directo de Sua MagsladeFidelissim-
aos aeus Estados, qae, conforme esta resoluco, le-
nha regressade rpidamente d'Allemanha para em-
barcar em Ostende.
Quando a resolcSo foi lomada, o ral D. Pedro
dirigi ao imperador Napolelo, para lhe exprimir os
seos penres, urna carta toda chela d'um amavel
e vivo espirito e dos meliiores entmenlos. Porm,
qaando sevioem Ostendo, lio porto de Bolonha,
Iso perto do imperador, lio perto deste magnifico
^ exercito e deste immenso apparato de guerra que
linha tanto desejo de ver em aceo, o joven prncipe
quix absolutamente vir aqui, aiuda que fosse somen-
te por alguns cortos instantes. Chegou com seu ir-
mo o duque do Porto, e com o visconde da Car-
reira, sen aio, que exerce por muilo lempo com
disiinrro as funecoes de ministro de Portugal em
Franca; o marechal duque da Tercelra, cuja carrei-
ra foi assignalada por servidos eminentes; o caval-
leiro Paiva, ministro actual em Pars, etc. etc.
. Neme rei D.Pedro, nem os dignos personagens
que o acompanham, e que o cercam com urna tao
alteclaosa solicilude. nao lerao a lamentar este acto
de sua vuntade. O joven rei mostrou-se penhorado
do excellente acolhimenlo que o imperador lhe fez,
narecaii encantadode ludo o que aqui vio, e nao p*.
dia dalxnr de lisongear-se da impresaSo geral que
all deixou.
# O rei D. Pedro tem um garbo elegante, um ar
corlez, urna figura amavel; observa-se fcilmente
nelle, apezarda sua pouca idade, urna nslrnccao ex-
tensa, um espirite cheie de calor, de grnca e de Ihtt-
neza. Examinou com seria allencao as circumslan-
cias principies do estabelecimcnlo do campo, o est-
is do das tropas, o tervieo da MTitharia, fazendo-lhedar
conla da lude, eapossande-se das explicares com
a segura intellisenria qoe grava as cousas na memo-
ria. Os ministros dos negocios estrangeiros a da
gaerra, tendo chegado de Pars muilo a lempo para
lhe serem apresentados palo imperador, dirigi a
cada ara dalles palanas Na sentidas, qae altes-
tam que condece e aprecia os serviros qae fazem
Franca ao imperador. Agradasen particular-
mente, com maneiras araavaia, ao marechal Vaillanl
por urna peqoena bibliotheca d'nbras militares que o
mesmo marechal leve cuidado de compo'r e de man-
dar-llie entregar. O rei lata franeez com grande fa-
cllidadee per feita pureza. O imperador ficou multo
sal isfe i lo de conversar com elle. O duque do Porto,
aperar da sna ponca Idate, he bstanle decidido e re-
soluto, e iambem adquerio sympalhias. Os dous
principes levam o grande cord.lo da I.egiao de Honra
qae e mesmo imperador Ihes entregsu.
[Peridico jos pobrtt no Porto.)
Lemos nasJ,Voora>, peridico de Madrid, a sa-
guinte carta do sabio Mr. d'Orfila, antigo deeino de
reel escola de medicina de Pars, sobre o meio de
preservar dos estragos do cholera-morbos.
tt Ao man amigo, o corregedor rendme.
Se chegar a temer-te a Invasao do cholera, Cure
logo de lhe altenuar os mos efietos, 11S0 comendo
demasiadamente, evitaodo o beber vinhos puros e
Hqoores espirituosos, nilo se religando, e lendo gran-
de cuidado em nao esfriar. Se apezar de ludo islo
o mal o atacar, cumpresaber que ello principia, no-
venta e olto veres em cada cen, por umi diarrha,
pouco ou nada clolorosa, deque osenfermos, a maior
parle das vesos, nao fazem casoCure V... delta
muilo,cure della, repito. Metta-sn na cama, guar-
da dieta.
a Beba agua de arroz, e algumas meias lavatnas
com laudauo; o ora quanlo Itouver diarrha guarde
dieta, epretnre transpirar. Por este meio nflo lera
V... o cholera, porque o sulloca com o methodo
apoatadu. Drtte cinco en aeis golas de ludano em
cada lavativa de substancia, ou agoa de arroz, e lo-
me V... dous quartilbot ao dia da mesma agua.
Nio accradite no que se diz, da que os mdicos
, nao curara os cholencos: he fabo. So os nao tra-
tara quando esli j fros, axaes, e quasi moribun-
dos. Saben), porm, cura-Ios, os curam no prl-
meiro periodo do mal; fazendo o que acabo de di-
zer; e preveoiado, ou hapedindo qae o mal chegue
a segando periodo. VMtet malte-, enfermos, ami-
gos, e prenles, e nenhum deltes pereceu, porque
eu os liaba de anlemn prevenido para quando che-
gasse o caso de ser preciso ehamarem-me.
."'* (. do G.)
L-se na Gazeta Medica de Lisboa do 1 de oa-
tubro:
NOTICIARIO EPIDMICO.
t Cholera .morhui. Ser-nos-hia boje mas fcil
enumeraros paizes, que a epidemia tem poupado,
lo que aquellos onde ella actualmente existe. Se
em alguma* povoacoes destes paizes o flagello pare-
ce ir em declinaran, ou ter mesmo restado de todo,
em nutras, como por desgranada eompenserSo,lem-se
elle manifestado ltimamente com mais ou menos
orea. Uquetelem notado na generalidado dos
lunares, que a molestia tem invadido, he que ella
se aprsenla Unto menos mortirera extensa, quan-
lo maiores e mais a lempo teem sido lomadas as me-
didas chamadas preventiva,, o, helM mn freqoen-
tea desla nalurexa Ja nao deix.m duvida alguma de
ejy.aa^amaimHeicaa .1. semelhantes medidas >e
*22 1 1 Z i 0b",r ind epidemia,
, Vf;T 'qe a "', nalldide teja
muilo menor, e menos numerosos os aa. atanues -o
que.de cerlo. he um nem apraciavet, vista a ae'ral
innenicacia de lodosos Iralamenlos e especifiros al
boje recnmmendados contra esta lerrivel enfermf-
dade.
O reino visinho tem solTrido a sorta das olras na-
?*s. A epidemia tem diminuido e at desainar
rido de alguus lugares, e tem-se manifestado em
Era Ayamtmte pode considerar-se quasi exlincla.
Se alguns novos casos tem bavdo, he em pessois
que, lendo-se retirado d'alli, voltaram para suas ca-
sas, logo que Ihes conslou que liuham deixado de
apparecer mais ataques.
Mis eutras povoacoes da margen esqaerdi do
18 13 14
9D 23 1i
H 16 B3
Kj 38 9t
Guadiana anda se conserva com mais ou menos
Torca.
Em Badajoz teem-se manifestado casos j bailan-
tes para que as autoridades julguem dever lomar
aleuinas providencias sanitarias.
Na Galliza nSo lam roeuWado a situarlo das pro-
vincias de Pontevedra e da Corunha. Se durante
alguus das a molestia parece declinar, oolros se se-
guem em que ella recrudescc. O mesmo acontece
ua Cataluuha, em Valencia, ua Andaluzia, e na
Eslremadura.
Em Alicante tem ella feilo muilos estragos. En-
tre os fallecidos conla-se o Sr. Quijando, (inverna-
dor civii, que foi victima do seu zelo nesla criseca-
lamitosa. O goveruo nespanhol mandou levantar na
primera praca desla cidade urna eslalua, em sua
memoria, e concedeu a viuva ama pensSo vitalicia
de ofilcial de secretaria de primeira clatse.
Em Mad.v1 parece cerlo que teem apparecido al-
guns casos isolados. Era virlude dislo o governo
tem j| tomado algumas providencias, tendentes a
melhor ascondicOeshygicnicas da edade, e a soc-
corrercom prnmptidao ns atacados uo caso da mo-
lestia se propagar. Entre outras mandou eslabele-
cer quatro hospitaes especiaes para cholericos, e re-
colhcr em nm edificio aprOpriado lodos oi mendigos
de Madrid, onde os mantean a sua cnsta.
.. ^m Fr*n5* de lodos os departamentos, em que he
dividida, apenasdezesele se conservara immunes.
Todos os outros estao suTfrendo mais ou menos os
estragos do flagello. Calculase em 73,V)0 o numero
de mortes de cholera, que lem havido em lodo o
reino deste fevereiro at 10 de selembro.
Em Pars, continua pouco mais ou menos com
a mesma inlensirfade, apezar da immensidadede es-
pecficos, que de toda a parte est recebendo todos
os das a academia de Medicina.
Eis o movimenle diario nos hospilaes e hospicios
do Sena, bem como a mortalidade nos domicilios da
eidade e das communas ruraes desdo o primeiro de
setembro al ao dia 14.
Setembro.
1 2 3 5 6 7 8 9 10 11
Novos casos nos hospilaes.
45 37 41 36 35 40 41 38 28 21 21
Mortes nos hospitaes.
24 19 20 18 90 16 21 21 20 19 15
Mortes em domicilios.
82 72 78 90 78 82 80 49 48 53 13
Em Inglaterra nao he mais favoravel o estado sa-
nitario com respeilo ao cholera. Mnitas cdadese po-
voaces menos importantes do Reino-unido esUto
sendo victimas do flagello.
Era Londres, na semana de 2 a 9 de setembro, en-
tre 5,739 Taller metilos que houve de dilTerentes mo-
lestias, contam-se 2,050 do cholera asitico, e 276
de diarrha.
Na Baviera grassa com muila inlensidade, sobre-
todo na capital, Manich, onde leem morrido de seus
alaqoes multas pessoas oolaveis as sciencias o em
poltica.
aples, Niza, Genova. Palermo, Roma e muilos
oolros pontos da Italia continuam a concorrer com
grande parle para a contribuido de vidas que o fla-
gello impoz aquelle paiz.
Em Malta, alera do cholera, que all existe com
bastante Torr;a, reina tambera ama epidemia de be-
xigas, que nao pouco lem contribuido para augmen-
tar todos os dias o namem dos fallecidos.
Na Grecia continua linda am grande escala,pare-
centn, todava, querer declinar no Piro.
Na esquadra ingiera do Ballico, e as ilhas de
Aland (em sido muito grande a mortalidade. Con-
tribuirn! muilo para o grande desenvolvimento da
epidemia as emanaeoes mephilicas, que se desenvol-
van dos cadveres dos cholericos, qoe os Russos ti-
nhara depositado nos fosaos das fortalezas' de Bo-
marsund, em vez de lanca-los ao mar, ou faze-los
sepnllar.
Em Goltemburgo e Riga Iambem se manifestou a
molestia, ja com grande inlensidade.
O estado do exercilos em Varna tem sido misera-
vel. Alem da diarrha, qne he seral e tem causado
bstanles mortes, leem ellos solTrido as febres pro-
prias do paiz, a o cholera cora muila violencia. As
pedas das tropas francezas sao consideraveis ; de
grande numero de cholericos, que teem ido trata-
dos, apenas leem escapado 79. Entre 25:600 Ingbv
zes all acampados leem havido 1,507 doenles, islo
he, 6 doentes entre cada 100 homens. Os hospitaes
eslo cheios de cholericos ; as enfermaras, os corre-
dores, e al as escadasj.i n5o podem receber mais
doentes ; o que foi molivo para se mandar embarcar
grande porcito delles, afim de mudarem de ares, e
detaeeumnlarem aqtielles lugares. A completa eva-
cuado dos Jiospilaes era boje a questao do dia.
Entre mnilas providencias, que nesla crise tem
lomado o commandanle em rhefe do exercito inglez,
mandou tambera, que, como medida temporaria, se
distribuste todos os das duas onrasde arroz, e meia
medida (gil) de am liquido alcoolico a lodosos of-
Itctaes inferiores e soldados ; e alm disto urna cha-
vena de caf pela manhaa, antes de qualquer exer-
cicio, e outra ao por do sol.
A racoes de carne Toram augmentadas de nma
libra a libra e meia por da a cada praca ; bem co-
mo as de pao, que eram de libra e meia passaram a
ser de duas libras e meia.
Tomaram-se Iambem medidas para que o exercito
livesse asaltear esal.-ajeim como cerveja de dilTeren-
tes qualidades, e racoes de carne salgada dnas vezes
por semana.
As; tropaseonduzidas para Dobrutscha foram re-
pentinamente assalladas com muila forca pelo cho-
ra. A divsao, que se compiinha de 10,000 h,o-
mens perdeu em poucos dias 2,000 com ataques de
epidemia : 4:000 (icaram em muilo mu eslado por
causa da diarrha cholerica ; de modo que apenas
Ihes restavam 4:000 capazes de entrar em campa nba.
Tanto nos exercilos como nas esquadras leem suc-
rnmhido aos ataques da epidemia bastantes dos nos-
sos collegas. l)e Paris parlirnm 101 facultativos em
servico dos exercilos do Oriente.
Consta-nos por um nosso eollega, ha seis dias che-
gado do Algarve, qne |no da 25 de agosto come-
caram a apparecer alguns casos de cholera em Olhao,
onde, desde esse da al 13 de selembro, de 27 in-
dividuos atacados tinham fallecido 15. Alem des-
tes tem all morrido grande numero de creancat,
lanto pelo chalara, come pelas diarrheas ; aecciio
que segundo nos informa o mesmo eollega, be fre-
queulissima em quasi toda aquella provincia. Em
Villa Real tle Sanio Antonio Iambem houve tres ca-
sos que fbram falaes. Felizmente desd o dia 14
nao se lem repetido ignaes ataques em povoaro al-
guna do Algarve, o que fez com que o conselho da
saude levanlasse a qnarenlena de observaran, a qne
linha mandado sujeitar oa barcos procedentes de
Olhao.
Diarrheas. Continuam em Lisboa a ser a mo-
lestia predomina nle, mas, em geral, de fcil trala-
"wolo. (dem)
A PESCA DA BALEA.
Anligamente quando se verificava a pesca da ba-
lea nos mares polares, proearava-se desde logo nma
zona mais temperada, apenas o invern succedia ao
esli. Era como objecto de orna carananha. Partia-
tedeFranca, de Hollanda, oa de Inglaterra, nos
primeiros dias da primavera, e vollava-se carregado
destes immensas peixes, de maueira, a chegar ao
porto do armamento, quando os dias comecavam a
encurlar. O invern passava-se i extrahr, dos infor-
mes coslados de gordura, que se havam cortado so-
bre os gelos, o azeite que farmava com algumas
pelles de phoca, o produelo resida pesca.
A extenslo qne mais larde lomou a navegado,
lendo Teilo descobrir grandes quantidades de baleas
nos mares do sdl, nos mares do JapJo, e nas costas
de Kamstscbalka, os Americanos primeiramenle, de-
pois os Inglezes, e afinal alguns armadores Trance-
zes organisaram expcdicOes, que deviam ir pesca
da balea nos ocanos mais aTaslados. Tornava-se
porm mpossivel por esta operario em pralica em
orna sti quadra, porqu se reeonheeeu a necessida-
de de empregar dous, Ires, qualro, e algumas vezes
mas an nos.
Toruou-ee Iambem iadispensavel reduzir ovolu-
me da carga qae se oblinha. isto he, era convenien-
te exlrahir, no mesmo ponto, o azeite que continha
a carne e a gordura da balea. Desde logo te decidi
o transporte das caideiras e mais aparelhos o uten-
silios indispnsaveis para se estahelecer em alguma
llha, on em urna cosa, cujas paragens as baleas Tre-
quenlam. Ou ainda mais, quando se quera pescar
no alto mar, ou a alguns ceios de leguas das cosas
habitadas ou habllaveis, instalavam-se os preparas
a bordo do navio, e all mesmo ae eilrahia o azeite.
Nunca se havia pensado em empregar este meio
na baha de Hudson, ou nas rostas da Grnelandia :
as cqupagens que o invern linha sorprendido, on
que haviam sido obrigadas a invernar sobre os gelos,
reTeriam as impresses tao terriveis dos son/rmenlos
porque haviam pastado, qne os mais corajosos pes-
cadores te espantavam da idea de pastar um inver-
n inteiro, em am ocano gelado, em conipanhia dos
ursos Inancos, e de abura desgrarado esquimo, que
vivia sobre a nev.
Maa, eis que, em conseqnencia das expedirles
emprchendidas com o lim de procurar o vestigios
ou os restos do Sr John Franklin, um desses cora-
josos martimos, que Toram solear os mares do polo,
o capiao Penny, contrario |a ludo qnanto se havia
feito al ao prsenle, foi com dous navios o o Lady
Frauklin e oSophia, n Tnzer a pesca das baleas nos
ltimos dias do oulono, e nos primeiros da pri-
mavera. Comtlgo havia transportado como os ba-
leeiros dos mares do sul, todos os aparelhos necessa-
rios para exlrahir em Ierra todo o azeite, que coolf-
vessem os peixes que podessem lomar.
Os especuladores que armaram estes dous navios,
teem dado suiTicientes delalhes sobre lodos os acon-
tecimenlos desla pesca de invern ; n'o entretanto
sabemos que, purtindo na maior forca do esli os
pescadores ehegaram as paragens frequenladas pelas
baleas, prximo ao lim de agosto, e inmediatamen-
te se entregaran) ti pesca em Hogarlh's sund, em
urna das costas denominada a New-Voyn.u AIIi en-
contraran! duas baleeiras americanas, que haviam
partido com o mesmo lim de fazer a pesca de in-
vern.
(juaudo o fri fez consolidar todos os gelos, e es-
tes cobriram inteirnmente o golfo, os navios ficarara
rrevogavelmenle presos al i primavera, mas j cn-
lao haviam morlo doie baleas. Os navios eslavam
prvidos de ludo o que podia neulralsar os efleilos
do exeessivo fri que sobreviesse ; o thermometro de
Farenheit deseen al 49 graos e meio abaixo de ze-
ro ; no entretanto as precaucOes lomadas eram Uo
completas, que as duas eqaipagens gozaram da me-
Ihor tande, e os dons navios conservaran) toda a
sua equipagem.
Assim permanecern) presas dos golos por opaco
de nove mezes, mas em alguns dias o mar se descon-
gelou, e de novo se entregaran) a pesca com ardor.
Tiuh'am felo preparar a carne do pelxe anteceden-
temente lomado,e dentro em pouco apanharam mais
dezeseis baleas ; nma parle da equipagem estava
entregue as operarScs de extraccSo ; construidas na
margem do ro, emqoanto a ontra entrava nas piro-
gas, harpando e colhendo os grandes peixes.
Os navios Sophia e Lady Franklin o trouxeram
para Aberdeen 190 toneladas do azeite puro, ava-
liadaa em 40 libras cada tonelada ; asna carga por
tanto valia 190 mil francos, sem contar 15 toneladas
de barba de balea avahadas, pouco mais ou menos,
em 9 mil francos a tonelada.
Conven) nao perder de vista, que estes resultados
sao o produelo de doze a qninze mezes de Irabalho.
(Jornal do Commercio de Lisboa.'
Tendo a associaco martima e colonial de Lisboa
suspendido os seus trabalhos, e por cousequonria a
publieifao dos seus inleressanles annaes, ricos pelas
noticias quedavam, de ludo quanlo a sciencia adian-
tava em conbecimenlos martimos e descobrimentos
nos dtOerentet ramos de que se rompo a marinha
mililar, ficando por tal falta os nossos cantaradas de
marinha sem fontcs ontie se instruam nos melhora-
menlos, invences ele, de applicacao na sua arma,
excepto aquellos que senhores dos idiomas estran-
geiros, com espccialidade do inglez, e com meios
inthspeusaveia, os possnm r colhcr nas produccoes
qne conslanlemenle essas nares esUlo aprcsenlaudo
> analyse un publico entendido, julgamos conve-
niente, para estudo da arma a que pertencemos, na
Talla assaz sensivel d'esses annaes martimos, o mes-
mo de algum peridico, que tralasse exclusivamente
de ludo quanlo nos dissesse respeilo, cuja publicado
sena milito para desejar, apresenlar o quanlo adia-
mos indispensavel para desafiar a allencao dos cama-
radas, e particularmente dos commandantes dos na-
vios da armada, na obra escripia em Londres no n-
no de 1853,queso ltimamente nos chegou s man-,
denominada Afagnelism ofshlps.
Na mui resumida Iraduccao que abaixo Iranscre-
vemos, do Magnetismo nos naciotmateria sabi-
da a luz pela primeira vez, sappomos fazer algum
servico a lodos aquellos qoe lera a dirigir navega-
Oet, mrmente nos barcos movidos a vapor, pela
muila qnanlitlade de ferro qoe cites contm, alim de
se acaulelarem nas vizinhancas de cosas, ou no de-
mandar das mesmas, etc.
A obr* ne ex'ensa, mas a versao qne apresenta-
mos da these, e circunstancias que te deram na per-
da de dilTerenles navios, em conaequenria da in-
fluencia magntica desenvolvida nos mesmo navios,
persuadnio-uos ser suficiente para recoramenda la,
pois descobre ama causa, da qual ot efleilos. nsot
martimos allribuimos geralmeute a correntes. No
nosso limitado entender, parece-nos digna de ser
traduzida, para uso da esrola naval, berco e esperan-
cas da armada portugueza.
Magnetismo nos navios e bussola martima, conten-
do urna exposcao rudimenlar do magnetismo por
indiirrAo, a bordo, e sua accao sobre as agulhas,
nas differentes latitudes, e debaixo de diversas cir-
cunstancias por
WIL1.IAM WALKBR '
Commander, examinador de navegaco etc.
LONDRES
1853.
Cata s cansa (o magnetismo), d lugar a Ires ef-
felos manifestados nas agulhas: variacao, inclina-
-lo, e attraccao ou repulsao local devido ao navio e
objeclos coudos nelle.
O ferro magnetisa-se por indurrao muilo fcil-
mente, obrando entao como se fosse um magnete.
Se os navios fosseiu inleira e exclusivamenle de ma-
deira seri inscnsivel a sua allracao local, mas nao
se di est caso por entrarem na sua construccao, nao
s muitas, e grandes pecas de ferro, alm de tan-
ques, lastro, machinas (em vapores) etc.
Se ot tanques de ferro estiverem lodos em contac-
to, obraro como se fosse ma s massa de ferro.
Nos navios construidos de madeira parece ser uni-
forme a altraccao local exercida nas aculhas; o
augmento da variarflo depende comludo das cargas
dos navios. O leme fixa-se na popa, a roda perlo
do leme e na tolda ; por consecuencia jazer.i a aeu-
Iha perto do homem do leme, isto he em cima da
tolda e na popa : ja se v pois que, a maior quanti-
dade de Trro n'urn navio, flea para vante o por bai-
lo das agulhas. O resultado he que no nosso liemis-
no, e na maior parle dos navios he o polo N.
COMMERCIO.
attrahido mais para vante, e nas latitudes magnti-
cas raendionaes he o polo S. altraliido para vanle
pela allracao local do navio, dando-se os maiores
erros quando a proa for quasi E. ou O.
A 30 de julho 1842, u navio de gnerra inglez
I anguard demorando 80 ou 100 milhas para SO.
do cabo Lizard, e tendo certeza da sua posicSo, sol-
louorumojulgando aproar a elle; possuindo-se
lodos da convicio inlima de que se devia ver o
pharol pela proa; estava lempo claro e venlava do
NO. fresco: appareceu o navio muito para sota-
vento d onde julgava ir.
O paquete Columbio da carreira entre Inglater-
ra e a America do norte, salio de Boston para In-
glaterra, a 1. de julho de 18(3, -ni lando o rumodi-
reilo para a ilha Leal, onde se perdeu no dia 2, es-
tando lempo euevoado e msr plano. Ao inquerilo
a que se procedeu respondeu o commandanle que
ao esparo de dous annos em que linha capitaneado o
vapor, tinham se adiado seropre 20 milhas para S.
da sen ponto quando alravessavam a bahia de Fun-
dy. entre a ilha Leal e o pharol de Boston ; que se
linha altribuido aquelle desvio a una correnle para
S. e que elle soltara o rumo contando com ella. As
agulhas tinham sido examinadas o corrigidas de-
poisda sua penltima viagem ; parece porlanlo
que a razio do navio ir para S. antes de correclar
-I agulhas, era a allracrgo local exercida nts agu-
las que Tazia uto desvio do qual resullava appare-
cer o navio 20 milhas para S. e que se nao deu isso
na ultima viagem por eslaremenlo exactas as agu-
lhas : o governo do navio foi bom, pois encalharam
aonde tinham julgado por a proa contando com o
que chamavam correnle Um ngulo de quima se-
na sunicienle para occasionar aquelle affastamenlo
de 20 milhas ; he porlanlo de presumir que o erro
das agulhas do Columbia, era antes d'aquella via-
gem, fle quinto quando a proa fosse E-l|2 NE. ou
T,2*^i'('ue cra'a proa com 1ue singrava na baha.
Tem sido muilo maior o numero dos eucalhes de
navios na costa de Franca quando sngram para N.
pelo canal de Inglaterra, do que na cosa de Ingla-
terra ; isto he, ha desvio para S.
Vapores paquetes enlre a Irlanda e Inglaterra, sa-
bem por experiencia qie largando de Slart para
Santa Catharina ilevem ira E. i|2 SE. da agulha,
e na volla ao O. 4. 1|2 NO. ve-se claramente que
nao sao rumos diatnetralinenle oppostos, nem sao ru-
mos aconselhados nos roleiros.
O paquete das Indias occidentaes Snltcat/, largon
da Corunha u'uma linda noite, e duas horas depois
de ter montado o pharol, balen nas rorliase perdeu-
te : o rumo que a agnlha apontava Tazia montar a
ilha Cisarga, mas o magnetismo local, e machina
do navio alteran a agulha de maneira que suppn-
nham seguir ao ONO, quando iam O 4 NO, isto he,
mais ama quarla para S.
O feliance encalhoo na costa de Mcrlimonl
(Franca) quando se faziam perlo da de Inglaterra,
o attribue-se a sua porda i accao exercida sobre a
agulha por um tanque de Trro grande que levava
na popa. Em 18IOperdcram-te os navios de guer-
ra inglezes S'gmph. fallas, e VAimable na beira mar
meridional do Firlhaml Forth, quando se julgovam
navegando para Inde Keith.
Muilos navios teem naufragado na cosa da Hnl-
landa quando suppoem eslar mais para N. ; nao ha
correntes para aquella costa, e pelo contrario, se as
ha sao-para Tora.
Os paquetes da companhja das Indias occidentaes
Medina. Isis, Solway, Medina, TcHot, e Tireed
encalharam ou porque o seu rumo nao era bem sol-
lado, ou porque as suas agulhas experimentaran) al-
gnma sllran.io local ; mas como todas Toram para
S. donde se julgavam, parece que o magnetismo lo-
cal dos vapores influio nas suas agulluM.
Em 1849 um navio mercante tonino carga de ma-
chinas: navegando pelo canal julgava ir aproado s
boias esempre lhe falhavam estas; quando Toi de-
pois para aa Dunas pelo t'.ull vio que tinlia cursado
ao O 4 SO, da sua agulha. quando o rumo desisna-
do nos roleiros c cartas he SO 1| O. Quando che-
gou a Beachy Bead aproou ao ONO. em demanda
da ilha Ae Wight, e arhou-se no dia seguinte na
costa de Franca. Evaminaram-se-lhe as agulhas e
achon se que com pra de Eou O, tinham tres quar-
las d'erro e que aponlavam certas com proa de N.
ou S.
O navio de guerra inglez Thcli* tahio do Ro de
Janeiro a 4 de dezembro de 18:10 ; na noite de 5 en-
calhoo no Cabo Fri (hemsplierio S desvio para Nj
onde se perdeu ; navegavam ao NE. 4 E da agulha c
conlavam eslar a Irnla milhas da Ierra na occasiao
do naufragio.
O transporle inglez Despalck largon de Sania Ca-
Iharina para Slart Tazendo proa tic ONO ; na ma-
nhaa seguinte demorava Slart 21 milhas ao NNE ;
eslava por consequencia. pelo menos, 8 leguas para
S. donde devia eslar.
A fragata ingiera Apollo largnu de Cork a 26tle
marco de I803comboiando 70 navios ; no dia 2 de
abril naufragou na 'costa de Portugal a fragata com
10 dos navios comboiados quando se Tazia 3" para O.
d'onde eslavam.
O erro das agnlhas no Recruil era de 5 e no Bir-
ktnlxcad 7 : no Shgr e nutres l. 7 e em alguns H".
(Imprensae Lti.J
'RAGA DO RECIFE 8 DENOVEMBRO AS3
DORAS DA TARDE.
Colac&es ofliciaes.
iloje nao houveram colaces.
ALFANDEUA.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....47:8149310
ldciudodia8........12:2469512
60:060882-2
escarregam aoje 9 de notembro.
Barca portuguezaIIrachremediversos gneros.
Barca francezaCutatemanlega. .
Brigue americanol''airj Bricue portuguez Tarujo ///cal.
Briuue sardoOainovinho, pastas e massas.
Galora nglczaioordfiskmercaduras.
Importacao.
Brigue sardo Daino, viodo de Genova e Malaga,
consignado a Schramm & C, manifestou o seguinte:
87 pipas, 13 meias ditas e 260 barris viuho, 4o
halat papel, 115 ditas dilo de embrulho, 500 caixas
e 50 caixinbas massas, 2i barris alpista, 6 saceos pi-
ran na, II hcelas mana, 95 caixas vinho em garra-
fas, 1 caixa li vi os e objeclos de uso, 20 barris azeite
doce, 64 caixas ameixas, 50 ditas figos, 1000 resteas
alhot, 20 saceos herva doce, 10 ditos alTazema, 300
caixas, 100 meias e 100 quarlnt passas; aos meamos
consignatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do dia 1 a 7.....2:6378
dem do dia 8........ 6459075
3:2829633
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itcndimento do da I a 7.....
dem do dia 8........
287J.51 i
I47J952
1353166
Exportacao'.
Liverpool pela Parahiba, brgoc inglez Caroline
Seken, de 259 toneladas, conduzio o seguinte : 760
saceos com 3,800 arrobas de assucar.
Parahiba, biate nacional Conceiro de Mara, de
27 toneladas, conduzio o seguinte : 66 volumes ge-
neras estrangeiros, 192 ditos ditos nacionaes.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 7......3:3878018
dem do dia 8.........1:7735179
5:1609497
CONSULADO PROVINCIAL.
Reudiraentododial a 7.....2:7779503
dem do dia 8 ...,..>.... 793J400

3:5709903
MOVTMENTO DO PORTO
Sacios sahidos no dia 8.
Rio de JaneiroPolaca bra-ileira Cndor, com a
mesma carga que Irouxe. Suspendeu do lameirao.
BahaPatacho brasleirn Clementina, capiUa Ma-
noel Jos Pereira Marinho, em lastro. Passagei-
ros, Dr. Arcenio Rodrigues deSeixas, Miguel Lniz
Vianna, Mauoel Candido de Araujo Lima el et-
erno, Eduardo da Silva Ribero, Jo3o Pedro de
Alcamim e 1 criado.
BahaPatacho brasileiro Hermina, mestre Agos-
tinho Nevesda Silva, emlaslro. Passageiro, Joao
Francisco tos Santos Mendonca.
ParahibaHiate brasileiro Conceicaa de Mara,
mestre Izidoro Brrelo de Mello, carga varios g-
neros. Passageiros, Francisco Ferreira de Novaes,
Basilio Quaresma de Araujo Torreao el escravo,
Autonio Correia da Silva.
EDITAES.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, flteal da fregue-
zia de S. I- rei Pedro Goncalves do Recite, era vir-
lude di le, ele.
Tendo sido approvada pelo Exm. Sr. presidente
da provincia postura addicional tle 20 de onlubro
lindo, qoe me Toi communicada por ofllcio da cma-
ra municipal de 31 do reTerido mez, assim o Taco
publico para inteiro conhecimento dos moradores
desla freguetia.
Postura addicional.
Arl. 1. Ningaem potler edificar, reedificar qual-
quer obra de pedia e cal, de laipl on da madeira,
que n.ioseja de ronformidade com a plaa da cida-
de, postura e tabella em vigor, precedendo lirenca
da cmara : os infractores serao multados em 309000
rt., alm da demoliran da obra feita, ama vex que
nao etteja de coiiTurmidade com n referida planta.
Arl. 2. Fica prohibida a morada de familias no
interior das casas cm que bou ver arougues ; excepto
naquellas, que por sua capacidade poderem admil-
lir dvsSo interna de paredes ou taimas, que separe
as familias dos aroognes. sem qne com eslet se com-
muniquem nas entradas e sahidas : os infractores
don is dos arougues serio multados em 10J000 rs., e
no duplo na reinridenda, ficando desde j obrgados
sob a mesma pena, a fazer retirar dessas casas os que
nellaa morarem.
Oulrosim faz publico o mesmo fiscal, que em vir-
lude da postura addicional do I" de junho do auno
Estando pois entre nos reconheeida a neceasidade
da inslrucrao pralica, a par da Iheorea, das dontri-
nassado passa a fazer varejos nos quinlaes e casas que
Ihes forem suspeilasde falla de asseio, ou de nellas
eiislirem inmundicias ou quaesquer objeclos que
po.-.ini prejudicar a salubridade publica.
E para constar lavrei a presente, em qae me as-
signo.
Bairro do Recife 7 de novembro de 1854.O fiscal,
Manoel Ignacio de Olireira Lobo.
. O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para eonhecimenlo dos
contribuimos abaixo declarados, do imposto de 20^
sobre o consumo da agurdente ueste municipio
pertencente aos exercicios de 18*8 a 1852, que
lendo-se concluido a liquidaran da divida acliva
deste imposto, devem comparecer na menciona-
da thosouraria dentro de Irnla dias contados do
da da publicaran do presente nidal, para se Ihes
dar a nota do sen debito, afim de que o paguen)
na mesa do consulado provincial, ficando na n-
lelligcncia de que (Indo o dito prazo serio execu-
tatlos.
E para constar se mandou publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 2 de novembro de 1851.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciaro.
Carlos Jos Teixeira......
t.antao Delfino Montcro ....
Costa & Rocha.......
Cosme Theodoro.......
Custodio Jos Al ves Jnior. .
Candido Jos da Fonceca ....
Carlos Ricardo Lahaolier ....
Caelano Delfino de Carvalho .
Calharina de Scnna......
Carlos Jos de Farias.....
Chrislovao de Hollanda Cavalcanli.
Cosme Meudes de Araujo.....
Carlos Pereira da Silva.....
Candido Theodoro Rodrigues Piulo.
Delfino dos Anjos Ribero. .
Duarte Antonio Seve......
Domingos da Silva Campos .
Domingos Ferreira Lima ....
Domingos Jos Marns.....
Domingos Jos Pinto.....
Diouiza Martius da Paixao .
Domingos Tavarcs da Costa .
Domingos de Souza Le3o .' .
Delfina Ribeiro Ribas......
Domingos da Rosa.......
Domingos Ribero da Cimba Oliveira
Ilelliua Mara da G>nceir,tn. .
Damazio Jos Soares
(fcOO
563000
amoo
129000
163000
89000
3209000
169000
19000
149000
490O0
29000
29000
141-3000
39000
28J800
99600
409000
42900
89000
4000
39200
2079360
8900a
249000
329000
69IOO
49000
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provindal,
em curaprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 25 de oulubro p. p., manda Tazer
publico que nu dia 23 do correnle peranle a junta
da Tazenda da mosma Ihesouraria, se hade arrema-
tar a quem por menos lizer a obra dos reparos de
550 bracas quadradas de empedramenlo na estrada
de Pao d'Alho, principiando do engenho Camaragi-
beala ponlesinha doCaiar, avaliada em 5-.II5J.
A ..rmiularao sera feita na forma da Ici provin-
cial n. 343 de 15 de 111a 10 do rorrete anuo, e sob as
cundirnos especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
comparecam na sala das sesses da mesma junta
pelo meio da, campeteulemenfe habilitadas.
E para cooslar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial tle Pernam-
boco 2 de oulubro de 1854. Osecrelarso. Antonio
Ferreira da Annunciaro.
Clausulas especiaes para a arreinatacSo.
1.a As obras dos reparos de 350 bracas quadrada
tic empedramenlo da estrada do Pao d'Alho, Tar-se
ha-i de conTurmidade com o Trmenlo approvado
pela directora no consejiles' e presentado a appro-
WClo do Exm. Sr. presidente na importancia de
5:I15J000
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e devora conclu-las no de tres
mezes, ambos contados do cooformidade com arl.
31 ta lei provincial o. 286.
3." A importancia desla arremataran ser paga
em duas prestacOes iguaes : a primeira quando es-
tlver feita melade das obras ; e a segunda quando
eslver concluida, que sera logo recebida deliniti-
\.linele sem prazo de responsabilidad!'.
4. O arrematante excedendo o prazo marcado
para e conclusao tas obras, pagar urna multa de
1008 rs. por cada mez, embora lhe seja concedida a
prorogatao.
5. O arrematante durante a execucao das obras
proporcionar Iranzilo ao publico e aos carros.
6." O arrematante ser obrigado a empregar na
execucao das obras, pelo menos melade do pessoal
de gente livre.
7." Para luda o que no se achar determinado nas
presentes clausulas nem no remenlo seguir-se-ha
o que dspOe a respeitoa lei provincial n. 286.
Conforme. o secretario.
Antonio Ferreira d'Annneiaeho.
O lllm. Sr. insperlor da Ihesouraria de fazen-
da manda fazer publico que, no dia 14 do correnle,
ao mein-di.i, ira praca, peranle a mesma Iheson-
rara, para ser arrematada a quem por menos fizer,
e mclhores vantagens olferecer, a obra do concert
da cubera de um dos armazens da nlTandega desla
cidade, enjo plano e orcamenlo eslarflo patentes nes-
la secretaria, para quem os quizer consultar.
Os prctendentes devem comparecer no dia e ora
marcados com seus fiadores no lugar do costume.
Secretaria da Ihesouraria de Tazenda de Pernam-
huco, 8 de novembro de 1851. O oOlcial-maior,
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
Pela inspectora da alTandega se Taz publico
que, no dia 9 do correnle, depois do meio dia, se
bao de arrematar em hasta publica porta da mes-
ma reparlicao, 13 caixas com ceblas avaradas, as
quaes contera 42 ceios, uo valor de 339600, riadas
de Lisboa no brigue Lata, abandonadas aos direilos
por Novaes Si C, sendo a arrcmalaco livre de di-
reilos ao arrematante.
AlTandega de Pernambuco 8dc novembro de 1851.
O inspector, Benlo Jos Fernanda Barros.
Achando-se vago o ofico de escrvao do jury-
do termo de Ingazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia assim o Tazer publico para co-
nhecimento tas parles interessadas, e afim de que os
prelendenles ao tlito ofTicio se habiliten) na Torma
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851, c apre-
tenlem os seus requerimentns ao juiz de dircito da
comarca tle Paje tle Flores no prozo de 60 dias, que
conieroii a correr do da II do correnle em dianle,
para seguirem-se os tramites marcados uos arts.
12 c 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambnco 29 de se-
tembro de 1851.Joaquira Pires Machado l'ortella,
TjTlicial-inaior servindo de secretario.
Achando-se vago o oflicio de escrvao do cr-
me, civel e notas do termo de Ingazeira, manda S.
Exr. o Sr. presidente da provincia assim o Tazer pu-
blico, para eonhecimenlo das parles interessadas, c
afim de que os prelendenles do dito oflicio, se habi-
liten) na Torma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, c apresenlem os seus requerimentos ao pri-
meira supplcnle do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 das, que comerou a correr do da II
do correte em dianle, para seguirem-sc os tra-
mites marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de selem-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado Portella, olll-
cial-maior servindo de secretario.
Manoel Joaquim da Silva Kibciro, fiscal da fregne-
zia de Santo Antonio do termo da cidade do Re-
cito, etc. etc.
Faro publico para eonhecimenlo tle quera perlen-
ccr que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
approvada a postura addicional abaixo transcripta,
conforme me Toi communirado pela cmara muni-
cipal tiesta cidade em oflicio de 31 de oulubro pr-
ximo passado.
Postura addicional, approvada em 26 de oulubro
de 1851.
Arl. I. Ninguempoden edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de laipa ou de madeira,
que n.lo seja de conTormidade com I pianla da cida-
de, posturas e tabellas em vigor, precedendo licenra
da cmara : os infractores serao multados em trinla
mil res, alm da demolicao da obra feita, urna vez
que nao esleja de conTormidade cora a rolen.la
planta.
Arl. 2. Fica prohibido a morada de familias no
inlerior das casas em que hnuverem acougues, ex-
cepto n'aquellas, que por sua capacidade poderem
admiltir diviso interna de parede, ou laboas, que
separe as Tamilias dos acougues, sem que com esles
se cummuniquem nas entradas esabidas : os infrac-
tores tlonos dos acougues serao multados em dez mil
lesa) e no duplo na reincidencia, ficando desde i
obrgados, sob a mesma pena, a fazer retirar d'essas
casas os que n'ellas morarem. E para que nao ap-
pareca a menor ignorancia, quer da parte dos que
prelendcrem edificar e reedificar, quer dos donos de
acoagnes, mindel publicar o presente pelo Diario.
Freguczia de Sanio Antonio do RcciTe, 4 de novem-
bro de I8M.
O fiscal, Manoel Joaquim da Sika liibeiro.
Diogo Soares de Albuquerque.....689O00
Estrella 4 Oliveira.........
Elias Marinho Falcao de Albuquerque. .
Esmeria Mara do Sacramento ....
Francisca Mara do Nascimento ....
Francisco Vrissinio........
Francisco Severuo.......
Francisco Jos Alves Ferreira.....
Francisco Ramos Ferreira......
Francisco Vieira da Cunlia.....
Francisca Bernardina .......
Francisco do Prado iC."......
Francisco Jos da Silva Maia.....
Francisco Ribero Muniz......
Francisco Malaquias Soares.....
Francisco Rodrigues de Freilas.....
Firmino Jos Machado.......
Fraucisco Xavier.........
Francisco Pacheco da Silva......
Francisco Antonio da Silva......
Francisco Muniz.........
Francisco Jos dos Sanios......
Francisco Ildefonso Marlns Carmo. .
Francisco Domingos Tavares.....
Francisco Rodrigues Lima......
Francisco Gomes da Silva.....
Francisco Alves Brilo.......
Francisca Severina Cavalcanli do Albu-
_ querque......, .
Francisco de Carvalho Paes de Andrade.
Francisco de Hollanda Chacn ....
francisco Antonio da Silva.....
Francisco Jos Moreira da Costa. .
rilippe Marinho.........
Flix Jos Pinto.........
Francisca Mara da Conccirio.....
Francisco Nuues le reir......
Francisco Marinho........
FrancscalMaria de Jess......
Francisco Pereira da Cunha.....
Francisco Pedro Soares Brandao. .
Francisco Antonio de Carvalho Siqueira .
francisca Bernardina de Senna. .
Firmo Antonio de Figueiredo.....
Francisco Tavares Correia.....
Frederico de Souza Gomes......
Hnrinda Mara Maior.......
Francisco de Paula Dias Fernandes. '. '.
Francisco Pereira........
Francisca Guilhermna de Figueiredo! !
1-rancisca da Costa Lira.......smqoo
Francisco Jos da Silva Maier.....9*600
francisco Jos de Mello .
Franca 4 Irm.lo .......
Francisco de Paula Buarque ....
Irandaco de Paula Victor.....
Flix Jos da Silva ......
Francisco Magalhaes da Silva Mcnezes!
tiuilherme Jorge da Fonceca ....
Gabriel Antonio......
99600
129000
69 00
129000
69OOO
;!9000
89I6O
39OOO
2.59600
19800
2.J-3GO0
329000
289800
65OOO
83800
89000
123000
4-3000
392OO
729000
123800
21-3000
4000
29000
69000
1-Z&800
969000
HtislXI
129800
89OOO
963000
89OOO
89O0O
19000
StyMjO
49000
49000
49000
86ji(IO
209000
49000
203000
I69OOO
6900
99600
179600
2O38O0
19000
891KX)
3289000
108SKK)
89610
89OOO
489000
3*000
.... 19500
(OmtinHar-te-na.)
DECLARAgO'ES.
Parlera hoje ao meio dia 01 correios para as ci-
dades do Natal,Vidoria, Goianna e Olinda, e para a
villa de Mamanguape.
Por esta subdelegada se faz publico, que se
acha legalcente depositado um cavallo rosso ver-
mclho, com outros signaes, desde o da 2do prxi-
mo passado mez de oulubro : quem se julgar com
dircito ao mesmo, comparece neslejuizo, que pro-
vando legalmcnle lhe ser entregue. Subdelegada
da freguezia dos Afogados 6 de novembro de 1854.
O subdelegadoPereira Urna.
Ordenando o Exm. Sr. presidente a esta re-
parlir,,lo, em ofllcio de 27 do correte mez, que se
mamas.,. 0 praIU e |re, aHlef| designado no aviso
da ministerio da marinha de 20 d oulubro de
I8<8, para cessarem todas as lirencas para corles d
maderas nesla provincia a oxccpcSo das concedidas
em conformidade de conlraclos celebrados com indi-
viduos que as Uvessem oblido depois da dala do mes-
rao aviso, afim tle se afilar duvidaa de futuro por
nao se ter feilo ainda a declaracao do referido prazo.
O lllm. Sr. capilla do porto manda fazer constar,
que pois o ha como marcado pelo prsenle, sendo
conseguinlemente contado desde hoje.
Capitana do porto da Pernambuco em 30 de ou-
lubro de 1851. O secretario, Altxandre Rodri-
gues dos injon.
Os senhores que arremataram lalhos dos acou-
gues pblicos, comparecam 110 Paco da Cmara Mu-
nicipal desta cidade para assignarem os respectivos
termos.
'^=^^f-sl-r9T=l
'-*', **ijr* fc-s. <:
SdCIElMDE DR1NATICA EMPREZiKIA.
16. ij" i 1.1 1 nwsfgnntiit-fl.
Sabbado 11 de novembode 1854.
Depois de execulir-sc como he de costume tima
onverlura a grande urchestra, ter comeco o espec-
tculo teguinle :
Pela 'primeira vez ir a scena nesle thcatro a no-
va comedia original franeez em um acto intitu-
lada
0 FILHQ DE TRES PAS.
traduzida llvremenle por L. J. Bayand.
Personagens. Actores.
Mr. deSent-Bon. ... O Sr. Sania
Mimi.......
tiuilherme.....
Malheus......
,1 i-inini......
Kosa....... A Sra.
Bcrlha, velha governante.
A scena passa-se na casa de Senl-Bon.
Kcprescnlar-se-ha o inleressanle drama em 1 ac-
tos e 6 quadrns intitulado
A ESMERALDA,
com (oda a sua msica.
Ditirbuirilo io espectculo.
1. O drama.
2. A comedia em 1 acto, com a qual lindara o es-
pec laculo.
Principiara s 8 horas.
Rosa.
Monteiro.
.Mendos.
Pinto.
Pereira.
I). Orsal.
Amalia.
AYISOS MARTIMOS.
t*ara o Rio Rio de Janeiro, salie np
dia 11 de novembro, O milito velen o brigue
Recife : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-te na ra do Coilegio n. 17
segundo andar, ou com o capitfio Manoel
Jos Ribeiro.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, capito Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-sc com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiros e escravos
a fete, trata-se com Novaes & C, na ra
do Trapiche n. 54.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem at 12 do corrente mez,
o brigue nacional Adolpho, capito
Manoel Pereira de Sa': para o resto da
carga e escravos a fete, trata-se com o
mesmo capito, ou com o consignatario
Eduardo Ferreira Baltliar, ra da Cruz
n. 28.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir com muita brevidade,
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a fete, trata-se com Novaes & C,
na ra do Trapiche n. 54, ou com o ca-
pito na praru do Commercio.
Para a Bahia segu em poneos dias, por ler a
maior parle da carga prompla, a bem cnuhecida e
veleira garopeira Lierarao ; para o resto da carga,
Irata-sc com sen consignatario Domingos Alves Ma-
lheus, na ra da Cruz n. 5i.
Sabe para o Assti com muita brevidade o hiate
Anglica ; quem nelle quizer carregar ou ir de pas-
sagem, dirifa-se ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
Companhia de navegacao a vapor Luso-
Brasileira.
Os Srs accio-
nistas desla com-
panhia sao con-
vidados a reali-
sarem rom a
maior brevida-
de, a quiuta e
ullima presta-
ran de suas ae-
rees, para a im-
portancia ser re-
inellida a direc-
cSo : drigindo-sc a ra do Trapiche n. -X, casa de
Manoel Duarte Rodrigues.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O conselho de direcrao, de conformidade com o
art. 4." Ululo 1. dos estatutos da companhia, con-
vida os senhores accionistas a realisarem mais 25 por
cento sobre o numero de acefies que subscreveram
ate o dia 15 do futuro mez de novembro, afim de se-
rem feilas com regolaridade para Inglaterra as re-
messas de fundos com que lem de attender os pra-
zos do pagamento do primeiro vapor em construccao,
sendo encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coulun,
na ra da Cruz 11. -26.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
Ovaporfiua-
nabara, com-
mandanle o I.
lenle Salo-
m, espera-se
dos purtos do
norle a 14 do
correnle, e se-
guir para lin-
elo. Bahia, e
Rio de Janeiro no dia seguinte as da sua chegada :
os senhores passageiros que quizrrem obter prefe-
rencia aos lugares que vicrem disponiveis, queiram
cora antecedencia pagar as suas passagens na agen-
cia, ra do Trapiche n. 40.
PARA A H All A
o hiate Voco Olinda, mestre Custodio Jos Vianna
a tratar com Tasso Irmaos.
LEILOES
O agente Oliveira far leilao da escellenlemo-
bilia do Sr. Rolhwell (actualmente na Iuglalerra)
consislindo em cadeiras usuaes, de bracos e de ba-
lando, solas, mesas para dilos, e outras redunda-,
bauqoinhas para jogo, e d'outras qualidades, com-
modas, consolo com espelho grande, guarda-ves-
tidos, ditos para livros e para louca, loucadores
grandes e pequeos, leilo para casados com corlina-
.dos, camiohas para meninos, banquinhas para luz,
lavatorios, aparador, marquezas, esleir de forro,
apparelho de porcellana para cha, oculo de alcance,
garrafas e copos de cryslal, vasos diversos para flo-
res, candieiros, lanternas e alm de outros arligos
muidos. dilTerentes obras de prata: saxla-feira 10
do correnle, as 10 horas da manhaa, no terceiro an-
dar da casa da ra do Vigario, por cima do escrip-
torio, e armazem de fazendas dos senhores Johnslon
Paler & C.
C. J. Aslley & Companhia farjo leilao por in-
lervencao do agente Oliveira, de grande sorlimento
de fazendas de algodo, linho, lia e de seda, as mais
vendaveis nesle mercado: quinta leira, 9 do corren-
le, as 10 horas da manhaa em ponto, no seu arma-
zem, ra do Trapiche.
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido'que a despeza
de cscripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
prevnose aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao sern publicados.
Alraz da matriz da Boa Vista n. 30, copia-se
msica por preco commodo.
Prccisa-se de nma ama forra, preforlndo-se tr
sido escrava, para cosinhar s almoco e janlar para
tres pessoas solleiras, podendo a mesma ir dormir em
sua casa : a (ralar na ra da Cruz n. 31, cm casa de
Luiz Freir de Andrade.
Precisa-so alugar urna prela ou prelo escravos,
para fazer algumas compras na ra e servir em ra-
sa : na ra do Coilegio o. A primeiro an-
dar.
Constando-me qne entre a mulldo de carias
e papis qne minha inulher. D, Anna Joaquina de
Mello, tem assignado s pegas, assignara ja um pa-
pel (sem saber que papel era) para defraudar o ca-
sal em beneficio de alguem : o, para prevenir-me
rnnlra r-ssese outros ardis indignos, com que se est
abusando da ignorancia e leviandade de minha mu-
Iher ; desde j protesto contra lodo e qualquer do-
cumento de divida, doagao, empenho, con.ralo, nu
jeja o que for. esrriplo por alguem e assisnado por
minha mnlher s, ou mesmo por ella escriplo e as-
signado.do qual venha a resultar prejuizo ao casal, a
mim, 011 a minha mulher, de quem snuouuiro e le-^
gimo administrador. Igualmente repito a declara"
cao que j fiz, de nilo pagar nem o meu casal, divida
alguma conlrabida por minha mulher ou por seu
maudado, quer em minha ausencia, quer acora
pois que havendo ella recebido perlo de ScOOQfWO
rs. de que ficou, e est de posee, nao (nba nem lera
a menor necessidade tle fazer dividas, mormentc por
objeclos de luso, e para dar, como relogios, corren-
les. adereces, ele, etc.
Recife 6 de novembro de 1851.
tiuilherme Augusto Rodrigues Selle.
Precisa-sc de um rriado pequeo,forro ou cap-
tivo, para servir a um homem s : na ra do (}uei-
mado luja n. -21.
Aluga-sc urna casa terrea na MWafnB do Mon-
leiro, com a frente para a igreja de S. Pantaleio,
muilo limpa. tresra, enm commndos para familia re-
gular, lendo urna pnrla e duas (.mellas ua frente : a
tratar coi Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior,
na mesma povoaro, 011 na ra do Coilegio n. 21, se-
gundo andar.
GABINETE PORTL'GL'EZ DE I.EITLRA.
Por ordem da directora convoca-se o conselho de-
liberativo para se reunir domingo, 12 do correnle,s
II horas do dia.
Quera annocciou qucrerViOOjiOOO rs. sob hypo-
thera em duas tsrravas, dirija-se a ra do l.ivramen-
to holica do Sr. Chagas.
Ollerece-se um caiieirnporluguez para qualquer
arrumaran : quem precisar, dirija-se a ruada Praia
11. 61.
Andr Alejandre da l-'onsera Juninr fazscien-
te a lodos os pas de familia e pessoas que interessa-
rem, que j.i abri a sua aula de primeiras leltras e
msica, em -m casa ua ra da Alegra n. 5, aonde
acbarilo os alumnos um piano disposlo aos seus es-
ludos, se porveniura quizerem aprender ; e aos
pensionistas nada se levar de mais por esse ensino,
alm do preco estabelecido. Allirma que dentro em
6 mezes apresenlara adianlameuto satisfactorio, em
relac'O ao nenhum ou algum principio que Irouie-
rem os seus alumnos, nilo se nppondo a retirada de
qualquer que ueste esparo de lempo deiiede provar
com o seu adantamento tao facdlimo methodo a
par de lana assiduidade.
A pessoa que pedio emprestada ao abaivo as-
signado a obra do Judea Errantedo Sr. E. Sue,
em franeez, edco de Pars em 10 vols. em 8., le-
nha a bondade de Ih'a restituir.
Dr. Joaquim de .Iquino Fonseca.
Prerisa-sa^e 20OS0O0 sobre hypolheca de um
escravo ; qucraaerVer aonuueie.
S. Goncallo, na igreja do Pilar, em Fra
de Portas.
Hoje (9) as 7 horas da noile sahir da igreja da
Madre de Dos o estandarte do mesmo sanio arvora-
do em um carro Iriumuhanle, indo dentro nm anjo
com o mesmo estandarte a ana direila ; o careo ser
puiado por pastores e pastoras ; Iambem ir em
frente do carro o pao carregado por rapazes. A m-
sica ser a do corpa de polica, a qual dirige o in-
igne mestre o Sr. Pedro Nalasco Bapliata. As pes-
soas que quizerem acompanbar, devem achar-se a
hora cima indicada. O programma da Testa ser an-
uuneado.
Aluza-se urna toja eom armacJo para taberna,
no paleo da Santa Croz : quera pretender, dirija-se
a roa da Croa n. 9, sobrado.
ROB LAFFECTER.
O nico autorisado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospitaes recommendam o arroba
Laffecteur, como sendo o nico aulorisado pelo go-
verno e pela Real Sociedade de Medicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel, e fcil a lomar
em secreto, est em uso na marinha real desde mais
de 60 anuos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccOe* da
pelle, impingens, as cooseqaencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos partos, da idada critica e
da acrimonia hereditaria dos humores ; coavm aos
catharros, da beiiga, a* contracc-See, e fraqueza
dos orgaos, precedida do abuso das ingeccoes ou de
sondas. Como anti-syphililico, o arrobe cora de
pouco lempo os (luios rcenles oa rebeldes, que vol-
vem incestantes sem consequencia do em prego da cu-
paiba, da cubeba.yyu das injeccOes que represn-
talo o virus sem neutralisa-lo. O arrobe Laffeeleu-
he especialmente rerommendado contra as doencas
inveteradas ou rebeldes an mercurio e ao iodorio
de potasio. Vende-se cm Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca tle D. Pedro n. 88, onde acaba de chegar nma
grande porco de garrafas grandes e pequeas, vin-
das directamente de Paris, de casa do Sr. Bovveaus
I.a Hit leu v \->, ru Ricbev Pars. Os formular in-
dam-se gralis cm casa do agente Silva, ua prac,a ds
D. Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Babia, Lima 4 Irmaos; em Pernam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joio Pereira
de Magates Leite: Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo & 1,.

C. STARRAC.
respetosamente annunciam que no sen extenso es
tabelecimento em Santo Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeiro e promptidao.loda a qoalidade
de macbinismo para o oso da agricultura, navega-
cao e manufactura, e que para maior commodo de
seus numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aborto em um dos grandes armazens do Sr. llesqui-
ta na ra do Brum, alraz do arsenal de mariuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabeleciinentu.
All acharo os compradores am completo sorli-
mento de moendas de canoa, com todos os uiellm-
ramentos (alguns delles novos eoriginaes) de qne a
experiencia de muilos annos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de basa e alta preaso,
laizas de lodo lamanho, lano batidas romo fundidas,
carros de man e ditos para conduzr formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, prensas para di-
to, fonios de ferro balido para farinha, arados de
ierro da mais approvada conslruccio, fundos para
alambiques, crivos e norias para tomainas, e urna
infinidade de obras de ferro, qne seria enfadonha
enumerar. No mesmo deposito existe nma pessoa
inlelligeule e habilitada para receber todas as en-
commendas, etc., etc., que os annuncianles contan-
do com a capacidade de suas officinas e macbinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se comprometiera a fazer
ciecular, com a maior prstela, perleicio. a exacta
eonlorinade com os modelos ou desenhs, e inslrnc-
oesque lhe forem foi necid as.
Desappareceu do engenho ConsIiluHle, sito na
freguezia da Escatla, na noite de 29 para 30 do mez
de oulubro de 1851, um pardo de nome Pedro, que
eslava trabalhando alunado no dilo engenho, enm os
signaes segnintes : cor ciara, secco e estatura me-
diana, cabellos crespos, sem barba, a nelle do rosto
spera por cansa de espinhas. loca bem viola ; levou
em sua companhia urna muala escrava, de nome
Benedicta, enm os signaes seguinles ; estatura baixa
e grossa, cabellos cateados, bracos grosaos, rosto lar-
go, bocea pequea, com lodos os denles limados e
bem alvos, com pannos prelos pelo rosto,- idade 21
annos; levou vestido cor de rosa e outra de chita *
azul, e ha cauhota : roga-se as autoridades e capitSes
de campo de os apprebenderem e os levar ao engenho
cima, ou tiesta praca, no largo do Livramenlo n.
20, que serao bem recompensados.
Quem precisar de um pequeo de 11 annos,
chegado agora do Porto, para eaixeiro de loja, ou
mesmo para taberna, dirija-se roa da Cruz, arma-
zem n. 15.
Desappareceu da casa da seu senhor, no dia 7
do correnle, ama negra crionla, de nome Custodia,
de idade 30 auuos, pouco mas ou menos, com os sig-
naes seguinles : estatura alta, secca do'eorpo, com
urna marca no rosto e oulra no queixo, e cara eheia
de espinhas ; levou comsgo toda a sua roupa : ro-
ga-se, porlanlo, a quem a apprehender, leva-la rua
do Vigario, liecco do Noronha n. 1, primeiro andar,
quesera recompensado.
Desappareceu no dia 3 do corrente, da Capuli-
na, ra das Peruambucanas, do silo de Manoel Jos
de Azevedo Sanios, a escrava crioula, Delphioa,
idade pouco mais ou menos 40 annos, com falla de
denles na frente, baixa, a perna direila com grande
iuxarao, com um dedo alejado oa mi direila : ro-
ga-se a qualquer pessoa qoe a encontrar faca o favor
leva-la Capnnga em dilo silio, qne ser bem recom-
pensada ; assim como protesla-se- contra qualquer
pessoa que a acoular.
IOO9OOO de gratificacao.
Desappareceu no dia 8 de selembro de 1851 o es-
cravo crioulo, amulatado, de nome Antonio, qne re-
prsenla ter 30 a 35 annos, pouco inals ou meno,
naacido em Cariri Novo, d'onde veio ha lempos, he
muilo ladino, cosluma trocar o nome e intilular-se
forro ; foi preso em lins do auno de 1851 pelo 9r.
delegado tle polica do termo tle Serinhaem, com o
nome de Pedro Sereno, como desertor, e sendo re-
mellido para a cadeia desla cidade a ordem do lllm.
Sr. desembargadorchefede polica com oflicio de-2 de
Janeiro de 1852 se verifirou ser escravo, e o seu legi-
timo senhor foi Antonio Jos de Sant'Anna, morador
no engenho Caite, da comarca de Santo Anto, do
poder de quem desappareceu, c sendo oulra vez cap-
turado e recolhido a cadeia desta eidade em 9 de
agosto, foi ah embargado por everuro de Jos Das
da Silva Gumaraes, e ltimamente arrematado em
prara publica do juizo da acuantia vara desla cidade
no dia.' do mesmo mez pelo abaixo assignado. Os
si&naesso nsspctiinles: idade de 30 .1 35 annos, es-
tatura e corpa regnlar, cabellos prelos e carapinha-
dos, nr amulatada, olhos escaros, nariz grande e
grosso, beicos grossos, o semblante fechado, nem bar-
bado, com todos os denles ua frente : rogs se, per-
ianto, as autoridades poliriaes, captDes de campo e
pessoas particulares, o favor de o apprehenderem e
mandaren) nesla praca do Recife, na roa larga do
Ito-ai ;o n. 14, que receberao a gratificacao cima de
100^000 ; assim como protesto contra qnem o liver
em seu poder Occullo.Manoel dt Almeida Lopet.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
ebeira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-s de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona ifjieja ou em casa, carros de
passpio e tirar guia da cmara, e alii en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
pAe o regulamento do cemiterio.
Eduardo Gadaull propoe-se a dar lices de de-
senhn, tanto em sua residencia como em parlicular;
as pessoas que quizerem dedirar-se nesla arle oble-
rito em sua direccSo nao smente bons modelos como
bons principios ; tamhem retraa a oleo ou a fumo :
quem quizer ulilisnr-se de seu presumo, eomparera
na Camboa do Carmo, sobrado n. 19, primeiro an-
dar.
Aluga-se nma excedente casa de campo na
Capunga, margem do Rio Capibaribc: a tratar no
alerro da Boa-Vista, casa n. 1.
Aluga-se o terceiro andar da casa da ra do
Coilegio n. 18, para homem soltriro ou com pouca
familia ; a fallar no segundo andar.
O abaixo assignado pede a seus fregnezes os
senhores esludaules, que se julgarem seus llovedo-
res, liajam de vir saldar suas eonlas no prazo de 15
dias da dala desle, porque lamben) lhe be preciso
pagar a quem deve, c se abusaren) de sua paciencia
vatio seus nomes por exlenso nesla falla. Olinda 1
de novembro do I8S1.
Joao Sepomuceno de Mello c Albuquerque.


DIARIO DE PERM1BUCO. QUINTA FEIRA 9 DE NOVEMBRO DE 1854
Desapparereu no ta 7 do frrenle Joaquina
de naran, parece ler O un -. cor Tula, cabellos
btm pegados ao casco, rom carne sobre o* olhns, na-
riz chalo, coni falla do algiins denles, peilos peque-
o! e murehos, lem algumas ricatrizes de rellio as
nula-, lem una queimudura cm um I.....;<. p<- al-
gunia cousa cuchados estatura baixa, clieia po, nadegas empinada!; levou vestido de chita pre-
la, panno da Cosa e mais roapa qae senao sabe da
que usara, cocuma a .andar suja, lem sido oceupa-
da om servico de coiinha n li hein ladina, quando
lujo cosluma a andar pelos arrahaldes desta praca:
roga-se as antoridades polieiaes 011 a qualquer pea-
soa a apprehendam e levem-ua ao seu senhor, Do-
mneos da Silva Campos, ni ra das Cruz.es n, 40.
U abaixo assignado a\ isa a quem liver penlio-
res em sua mo de os ir rescatar no praio de 8 diaa,
cerlo de qoe nao o fazendo serio vendidos para pa-
Eamenlo do prinripal e joros, Recite 7 de novero-
bro de 1854.Francisco Antonia Martin*.
Precisa-so de um eaixeiro que tenha alguma
pralica de taberna : na Soledade n. 18.
OlTf rece-se uma ama para o servico de casa de
um homem soltelro : quem precisar, dirija-se ao
aterro da Boa-Vista n. 65.
Precisa-se alocar uma prela que saiba vender
na ra ; a tratar na ra da Praia u. iii.
Na ra do Crespo, loja n. 3, ha uma encom-
tnr-iida inda do. Par para ser entregue ao Si. Jos
Calandriny de Azcvedo.
Koga-se a pessoa que cmpenbou om relogio e
um traDcelim na ra da Praia n. 14, o favor de ir
tira-lo no praio de 8 das, do contrario ser vendido
para embolso do dito penhor.
Arrenda-se a loja n. 9, sita na ra do Collegio,
com ptima armaco para qualquer eslahelecimenlo:
trala-se na roa Nova n. 14, ou iu livraria da esqui-
na da mesma ra.
REMEDIO INCOMPARAEL.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 AIVDA1\ 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas Ja
manhaa aleo raeio da, e em casos exlraordiuarios a qualquer hora do da ou imite.
Offerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia, e acudir promplamente a qual-
quer mulherque es(eja mal de parlo, e cujas circunstancias nHo permittam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO 10SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo doJJDr. G. H. Jahr, traduzido em portuguei pelo Dr. Moscoio, quatro
voluntes eocadernados em dous :................. 21)5000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratam da homeopathia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a rtoulrua de Hahnemann, e por si proprios se convencerem da verdade da
mesma : interessa a todos os senhores de engtnho e fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podemdeixar uma vez ou outra de ter preciso de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolanles ; e interessa a todos os che fes de familia Que
por circumslancias, que era sempre peden ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo do Dr. llering, obra igualmeule til s pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopathia um volume grande ,.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, pharmacia, ele, etc.: obra indis-
pensavel s pessoas que querem dar-se ao esludo de medicina........
Uma carteira de '24 tubos grandes de finissimo chrislalcom o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................
Dita de 36 com os mesmos livros....................
Dila de 48 com os ditos. ,............... *.
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensave'is, a e'scoiha*. '.
Dila de 60 lubos com ditos.................
Dita de 144 com ditos...................!....
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de Unturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Hering, terao o abalimeulo de 108000 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 88000
Ditas de 48 ditos......................... 169000
Tubos grandes vulsus....................... laOOO
Vidros de roeia ones. de Untura.................... 28000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om pasito seguro na pralica da
homeopathia, e o proprielario desle estabelecimento se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crystal de diversos lamanhos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevidade e por precos mulo com-
modos.
Na madrugada do da 2 de novemhro fugio uma
esema de itome Jusepha, crioula, moca, com 22 ali-
os, cor bem prela, alia, c com lodos os denles;
levou brincos as orelhas, emita* azue* no pescoco,
veslido rxo c panno da Cosa. Foi comprada a Sra.
I). Hara domes do Amparo, senhora do engenho
Forno da Cal, no dia 23 de oiitubro prximo pana-
do ; presume-se que seguir a estrada dos Afosa-
dos : quem a pegar, leve-a rna larga do Rosario
n. 22, segando andar, que sera generosamente re-
cempensado.
Os abaixo assignados fazcm sciente a quem pos-
*a inleressar, que lem comprado a taberna n. 5 da
Iru.essa do Queimado ao Sr. Antonio do Espirito
Santo Sena, nflo estanto os mesmos sujetos a Iran-
sacco algama que o mesmo Sr. Sena lenha feilo.
Kecife 2 de novembro de 1851. Domingos Jos
l'ieira Braga__Luiz Cabral de Afedeiro*.
compras!
88000
48000
408000
45)000
508000
608000
100)000
Compra-se uma casa lerrea com quintal, no
lia i mi iia Boa-Visla : quem liver, dirija-se ra
delraz da matriz da Boa-Vista n. 54.
Compra-se om escravo pardo ou prclo, ainda
moro,que seja bolieiro. e com preferencia se tam-
bem fdrsapaleiro, sem vicios e molestias, e que se
venda por alguma outra circumslancia : quem o li-
ver, dirija-se a qualquer hora do dia i ra da Sole-
dade, logo ao sji 11 i r pira o Mangoinho, no sitio dos 4
lees, que achara eom quem tratar.
Compra-se um braco de baianra de ferro com
*eus competentes pesos : quem liver"annuncie para
ser procurado.
Compra-se uma prela de bonita figura, e com
saude perfeila, que saiba cozinliare engommar ua
ra do Cahug, loja de ourives de ,Seraphim & Ir-
mo.
Compra-se eOectivamente bruuze, latao e co-
bre velho : no deposito da fundido d'Aarora, na
roa do firum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fuinlie.iu em S. Amaro.
6MIIN HOLLOWVY.
Milliares de individuos de lodas as nardes podem
leslemunharas virtudes deste remedio iucmparavel.
e 'provar, em caso uecessario, que, pelo uso que
delle llzerani. lem seu corpoemembrosinlciranienle
sao, depois de haver empregado intilmente oulros
tratamentos.Cada pessoa poder-se-haconvencerdessas
curas maravillosas pelaleitura dos peridicos que Ih'as
relatam todos os dias ha muilos anuos; e, a maior
parle dellas sao Uo sorprendentes que admiran) os
mdicos mais clebres. Quanlas pessoas recobraram
com este soberano remedio o uso de seus bracos e
peinas, depois d ler permanecido lonco lempo nos
liospilaes, onde deviam soll'rer a amputarlo Dellas
ha muilas que haveudo deixado esses asylos de pa-
decimento, para se nao submetterem a essa operado
dolorosa, foram curadas completamente, mediante
o usodesse precioso remedio. AI cumas das taes pes-
soas, na efusao de seu reconhecimento, declararan)
esles resallados benficos dianle do lord corregedor,
e oulros magistrados, afim de mais autenticaren]
sua afllrmaliva.
Ninguem desesperara do[estado de sua saude se
tivesse bastante confianza para ensaiar esle remedio
constantemente, seguindo algum lempo o Iratamen-
lo que necessitasse a nalureza do mal, cujo resulla-
ro seria provar inconleslavelmente: Que ludo cura!
O ungento he til mah particularmente nos
seguinlet casos.
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das cosas.
dos membros.
Enfermidades da cutis em
geral.
Enfermidades do antis.
Erupc&es escorbticas.
Fistolas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
I rieiras.
(iengivas escaldadas.
Incha^es.
Inflammacao do ligado.
Lepra
Males das pernas.
dos peilos.
tle olhos.
Mordeduras de replis.
Picaduras de mosquitos.
Pulmdes.
Queniadelas.
Sarna.
Supuracocs ptridas.
1 inlia, em qualquer parle
que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
do ligado.
das articular&es.
Veas torcidas, ou nodadas
uas peruas.
da bexiga.
Vende-se esle ungento no eslahelecimenlo geral
de Londres, 214, Slrand, c ua loja de todos os boti-
carios, droguistas e outra- pessoas encarresadas de
sua venda em loda a America do Sul, Havana e
ilcspanha.
Veudem-se a 800ris cada bocclnha conlm uma
i'i-ii ticc.it. em porluguez para explicar o modo de
i.i'er uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, phar-
maceutico, na rna da Cruz n. 22, em Pernambuco.
Aluga-se uma canoa que pegue pelo menos um
milheiro de lijlos de alvenaria urossa : quem a li-
ver, dirija-se a ra da Concordia, armazem de male-
riaes que lem labolela.
MECHANISMO PARA EHSE-
NHH
NA FUNDICAO DE FERKO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sortimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
construccao ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos us lamanhos j, rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
cSes ; crivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aguilhoes.bronzes parafusos e eavilhes, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAQ
se executam lodas.as encommendas com a superiori-
dade j.t conhecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
NAVALHAS A CONTENTO ESTE OUHAS.
Na roa da Cadeia do Eecife n. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Augusto C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalh.is de barba, re tas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraordina-
riamente, nao se sentem no roslo na accao de cortar
vendem-se com a eondicao de, nao agradaudo, po^
derem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra resliluindo-e o importe. Na mesma ca-
si ha ricas tesouriohas para unhas, feilas peio mes-
mo'fat'ica.ile.
- Previne-ee a A. H. R., eaixeiro de armazem,
que se cohiba de seu vil e infame procedimiento de
andar Tallando da vida privada de qualquer cidad.lo,
c mesmo de andar fazendo pasqun, pois que elle
nao he mais do que um mero eaixeiro, e nio he bom
audar insultando a quem com sua vida senSo impor-
U, e nem esta na esleir delle ; islo lhe avisa um
ollendido que nao lem nodoa em sua vida publica
a ~j BC,?'f de nma C0Iineira ; na ra da Ca-
deia de Santo Antonio, sobrado n. 1, confroute aor-
dem lerceira de S. Francisco.
PARA ACABAR.
Na ra Nova n. 8, loja,
ha ainda um resto de anneis de ouro de 14 quilates
que por se querer acabar, vendem-sc pelo diminuto
preco de 18500 cada om.
Quem precisar de urna- ama de leite
muito boa, dirija-*ea ra do Rosario lar-
ga sobrado ? 26, primeiro andar.
" AVISO.
Era virlude do respeilavel accordam do supremo
tribunal da relacao do dia 7 do correnle, que dene-
gou provimenlo o aggravo do executado Jos Dias
aa sitva. se achamem sen inleiro vigor os escriplos
e edilaes, que foram afflxados para serem impreleri-
velmenle arrematados no dia seita-fcira 10 do cor-
renle. a 1 bora da larde, na sala das audiencias, de-
pois de fiodi, a audiencia do Sr. Dr. juiz de direilo
do civel, os beos movis e semoventes do dito ejecu-
tado por ser a ultima praca, por execucao de Joa-
qoim da Silva Mourao ; os bens conslam nao. s do
edilal como do escriplo que exisle em mao do por-
leiro. p
Precisa-se de 5008000 rs. a juros, sobre hvpo-
llieca de duas escravs : quem os quizer dar annun-
cie para ser procurado.
Alaga-se al o primeiro de selembro uma boa
casa com quintal bem plantado na Capunga, onde
faz quatro cantos: quem a pretender dirija-se ao Sr.
bebasao Jos da Silva Pena no mesmo lugar, ou
ra da Cruz, armazem n. 15.
UM PRODIGIO DO METIIODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
_* illu,lre lillcralo. a paginas XI da sua 3.
%3r'. ('ue.os,,u metilo.lo cura a cacue/. ; com
f. I sST"ICiCMolle '"'* uma miravilha em
n,d,B ".m- S"1'"'?- Encarregou-me o Rvm. Sr.
h.. c"sln'ir "'" """"'" mui, -a-
nr L ,lewmPc"1'- minha missao. fui-lhe
aSShJlSSi" mai5 f^10" Ao methotlo,
2^nr .P0d'g,^n0li:" ,le ,5di*< o menino
.u P"U"C,arU,do "'P"*' jonl as sillabas,
canta as regras c ejecuta as marcha, sillabica. com
cnmP ^" .0s,n"edulos l>oden' desenganar-
Ui.Z ^ ,'!od,,0i>>!no. director da escola de
leiiura repentina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes tiesta ridarle fossem das 7
as J da noite, horas em qoe cUrao mais desoecupa-
dos, teslemuuhar ocularmente a excellencia deste
melhnili). As lines de noite pnra os htimens 58000
mensaes ; de dia para os meninos 3)000. O director
da livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na roa da Praia, palacete amarello.
O Sr. Antonio Francisco de Miranda he roga-
do a vir loja da ra do Queimado n. 29, a negocio.
~ Aluga-se um sobrado com liom quintal e perlo
do banho, no lugar dos Arromhatlos. em Olinda :
quem pretender, cnlenda-sc com Jos Antunes Gui-
niaraes, na ra de Apollo, armazem n. 30.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiio, baja de mandar- pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achaem grandeatrazo de pagamento.
# j:3fe e
9 DENTISTA FRANCEZ. 0
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larca &
19 do Rosario n. 36, segnudoandar, colloca den-
4) tes com gengivas arliiiciaes, e dentadura com- (0
% pela, ou parl della, com a presso do ar. i
Tambem lem para vender agua denlifrice do ^
aj Dr. fierre, c p para denles. Rna larga to
Q Rosario n. 36 segundo andar. f
O padre Vicente Ferrer de Albu-
quei-que, professor jubilado de gramma-
ttca latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
9a a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica ainda acusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirjam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopalliia utefrancez, obras
(odas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias clironicas, 4 vo-
Tlun,es............90)000
I esle, irolcstias dos meninos.....63000
Hering, homeopathia domestica....."8000
Jahr, pharmacop.i bomeopalhica. (ijooo
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16)000
Jahr, moleslias nervosas.......6)000
Jahr, moleslias da pelle.......8)000
Hapou, historia da homeopathia, 2 volumes 168000
H.irlhiiianii. tratado completo das moleslias
dos meninos..........108000
A reslc, materia medica homeopathica. 8)000
De Favolle, doulrina medica homeopathica 7)000
Clnica de Staoneli........6>mi0
Casling, verdade da liomeopalhia. 4)000
Diccionario de.\\slen.......10J000
Aulas completo de anatoma com bellas es-;
lampas coloridas, contendo a descripcao ,
de lodas as parles do corpo humano 308000
vedem-se todos estes livros no consultorio homeop-
tico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro sudar.
Aluga-se para o servido de bolieiro um escra-
vo mualo com muita pralica desse ofllcio. Na ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. l.uureun Trigo de Looreiro.
O Sr. Joaquina Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem uma carta na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de lguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Chapeos de pal ha a 12^000 rs.ocen-
to, esteiras de palhadoAracaty, a 12^000
rs. o cento, he pechincha: quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recifc n. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na ra de S. Francisco, dirija-se a
esta typographia a negocio que lhe diz
respeito.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C.'Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas decannas todas de ferro, de um
modello e construccao muito superiores.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia que se lhe preci-
sa fallar a negocio.
Perdeu-se 4 volumw da obra intituladaTra-
',ad? Elementarpara instruccao dos corpos de in-
qnem liver adiado, qaerendo entrega-Ios
Recil'e n. 34, loja, ser grali-
VENCAS
Vende-se sal de Lisboa
rio de Francisco Severiano
Mo.
no escripto-
Rabello&Fi-
TOALHAS
E GUARDANAP05 DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volt a para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por presos coin-
modos.
No hotel da Europa da ra da Aurora se manda
almeos e janlares para fra men-almente, e lambem
lem comidas e peliscos a toda hora, tudo por preco
muito razoavel.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeijSo e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do correnle imprele-
rivelmente
Aos 8:0008000, 4:0008000, 1:0008000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados biHieles, meios ecau-
telas do can [elisia Salusliano de Aquino Ferrea ;
os bilhcles e cautelas desle caotelisla nao soflrem o
descont de &% do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilheles a 98000 recebe por inleiro 8:0008000
Meios a 48500 idem 4:0003000
Qurlos a 28300 idem 2:0008000
Oilavos a 18300 ideni 1:000)000
Decimos a 1)100 idem 8008000
Vigsimos 8600 idem 00)000
Casemiras para forro de carros, a
lfOOO rs. o covado : na ra Nova
n. 2.
i
O Dr. Carulino Francisco de Lima Santos
j mudou-se para a ra das Cruzes n. 18, 1 au-
ge dar, onde coniiuua no exerciciode sua pro-
lissao de medico ; e ulilisa-se da occasiio par
g| ra de novo ao publico otTerecer seu prestimo
kk como medico parleire, e habilitado a certas
< operac.ea, sobretudo tla< vas ouriuarias,
; Franca.
I recisa-se de um homem que sfiba perfeila-
mentc tratar dejardime plantac5es de hortaliza: a
tratar no aterro da Boa-Visla n. 18.
The under signed a brilish subjecl begs respecl-
fully lo lhe brilish and olher foreign merchanls of
Pernambuco lliat he has open very respectable an
Inn al ra da Aurora 11. 58 for accouimndalinn of
caplains and passengers where lo be liad breiikfasts
deiinersaud suppersand a refreshments al any hour
as also lias superior wines and SDirils ales and por-
ters sirops of all sorts all of lhe best qualely for
modrale prices.1. Alendes.
No dia 14 de 011t11t.ro pertleu-sc uma pulceira
de ouro, sem esmalte, da ra do Queimado al o
thealro de Santa-Isabel: quera a adiar leve-a i ra
do Queimado, sobrado n. 48, no lerceiro andar, onde
moram as irnulas do Bario da Boa-Vista, que ser
bem recompensado.
Da-se diuheiroa juros sol penhores de ouroou
prata em pequeuas quanlias : na ra Velha n. 35.
Precisa-se de uma ama que saiba cozinliar e
engommar : no largo do Terco n. 44.
Sahio .1 luz a biographia do Dr. Gomes em um
folheto de 30 paginas, grande in 8., com o seu re-
trato e o fac-simile da sua firma, gravados do ori-
giual piulado pelo exaclissimo Sr. Carvallio, pelo Sr.
P. Azevedo com espantoso tlenlo natural. Vende-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na praca da
Independencia, as boticas dos senhores Bnrlholo-
meu e Pinto, roa do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Santos Fontes ra do Collegio n. 25. Preco 1).
Aluga-se uma casa de sobrado de um andar
com cinco quarlos, duas salas, cozinha fra, quarto
para pretes, estribara para dous cavallos, com quin-
tal murado, e han lio no fondo do mesmo: na ra
do Bemfica, Passagem da Magdalena, a tratar all
com Jos Joaquim Dias Feruaodes, 011 na rna da Ca-
deia n. 63.
Snbscribers lo the Brilish hospilal in Ihis cily
are requesled lo alteod a meelinh al lhe Brilish con-
sulale ou Saturday nexl lhe 11 Ib. inst: al 12oclock
convenid for lhe purpose of making immediale ar-
rangements for lhe purchase ofan hospilal Brilish.
Consulate Pernambuco 6 novl. 1854.
Aluga-se uma casa lerrea pelo lempo da festa
no lugar de Sania Anna de dentro, cojo logar he o
mais fresco e salobre, qoe se pode encontrar : na
ra da Lingueta n. 4.
Precisa-se de um coiioheiro para um engenho
perlo da praca : a fallar na ra das Flores n. 37,
primeiro andar.
Do sitio da campia da Casa-Forte, onde esl
residindo o abaixo assignado, fugiram ou foram fur-
lados para amanhecer no dia 5 do correnle mez, 6
bnis, qoe vieram para o consumo, com o ferro a
limitaran de uma meia la : roga-se encarecidamen-
te a quem souber onde eslejam os referidos bois
de avisar ao mencionado abaixo assignado.
Joao Paulo Ferreira.
Vende-se a verdadeira potassa da
Russia, e cal virgem, vinda 110 brigue
portugus Tarujo III, chegado 110 dia
do corrente: na praca do Corpo Santo
n. 11.
Vende-se um braco de batanea e pesos para
armazem de carne: na ra da Praia, armazem
n. 38.
Vende-se ama rolla bem feila e qaasi nova :
na ra do Queimado loja n. 21.
Vende-se nma elegante cierava crioula, sem vi-
ci algum nem achaques : na ra da Sania Cruz
n. 30.
Vende-se uma porejn de aparas de papel (lal-
veilenha 25 arrobas) proprias para fabrico de pa-
pelo, calcar louca ou cousa semelhante : na ra do
Collegio.loja de encadernacao n. 8.
Vende-se uma pon-Ao de peonas de ema muito
bonitas qoe dao cxcelleutemente bonitos penachos :
na Boa-Vista, roa ta Conceicjlo n. 4.
Vende-se, para ser embarcado para fra da pro-
vincia, un prelo crioulode 23 annoi de idade, moi-
lo sidin e ora canoeiro, que cozinha o commum de
urna casa, oo troca-se por oulro qoe cozinhe bem:
a tratar no aterro da Boa Vista n. 45.
Vendem-se chapeos de seda de diversas cores,
ricamente guarnecidos de flores e bico de blonde,
.llegados ltimamente de Pars a 158 e 17)000 ; li-
nissirnos lencos de cambraia de linho bordados para
mao da senhora a 88000 ; chales de casemira de pu-
ra Ida lisos e lavrados a 68000 e 68500 cada om ;
chales de lilet oo lorral, brancos bordados de cores e
malisados a 108000 cada um ; cortes de la muito
lina, de flores coloridas, com 1, covados cada um a
4)000 jpeca de madapoln mulo fino, eom 12 jar-
' a 28500 ; romeiras de fil de seda branca, fin-
fanlaria
na ra da Cadeia do
ficado.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do im-
perio, correm-se folhas, despacham-se escravos para
diflerentes provincias, malriculam-se os mesmos, e
d-se baixa por qualquer circumslancia ; tiram-se
ttulos de residencia com lempo e sem elle, e oulras
incumbencias mais : na ra do Queimado,* loja da
Estrella 11. 7,e na da Cruz do Recfe n. 31, se dir
quem disso se encarrega com presteza c commodi-
lade.
O solicitador
Manoel Luiz da Veiga avisa aos seus constiluinles e
mais pessoas qoe com elle tiverem de fallar, qoe se
acha residindo na ra do Livramenlo n. 27, segando
andar, onde pode sor procurado das 6 horas da ma-
nhaa al as 9.
Precisa-se de uma ama que saiba "cozinliar e
fazer lodo o mais sen ico de uma casa : no largo do
Terco n. 27 segundo andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Pedro de Alcntara: no
Passeio Publico, loja de fazendas n. 7, ou declare
sua morada.
TERCEIRAPARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
Corre impreterivelmente no da 2i de
novembro.
O thesoureiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente lotera
nos lugares seguinles: rna Nova n. i,
praca 3a Independencia, 11. i, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra do Li-
vramenlo, botica To Sr. Cliagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimares, c na
ra do Collegio n. 15, na tliesouiaria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de OUvcira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. Si'OOO
Meios. 0OO
i M CONSULTORIO
DO DR. CASANOVA,
RLA DAS CRL/.ES N. 28,
72*: continua-se i vender carleiras de homeopa-
5 lliia de 12 lobos (grandes, medianos c peque-
m nos) de 24, de 36, de 48, de 60, de 96. de 120,
]fj de 141, de 180 at 380, por precos razoaveis, K
S desde :>9000 al 2008000. C3
S Elementos de liomeopalhia, 4 vols. 68000 5
Tinturas a ecolhcr (entre 380 quali-
Q dades) cada vidro 18000 gj
JH Tubos a mi 1 sus a escolha a 500 e 300 f
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rna do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
alirio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importnnte es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
Francisco da Cosa Maia
de Janeiro.
retira-se para 0 Rio
l-'uriaram da ra do Crespo n. fi, casa de al-
faiate, duas casacas feilas, sendo nina cor de brouze
tlourado, com gola de velludo da misma cor, uma
dita prela, c trnta e lanos cortes to hrim branen e
diflerenlcs cores, e algumas casacas (adiadas; sbe-
se por informaran que sahio un prelo com uma bar-
rica na occasiao que foi o roulio, no domingp, do
correnle, as 5 horas da larde: petle-se as autorida-
des polieiaes ou pessoas particulares a quem for nlTe-
recido algum desles cujelos, de premier o ladrao.
Aluga-se a casa da roa de S. Bcnlo, cm Olin-
da, que foi do Tinado lenenlc-coroncl Manoel Igna-
cio de Carvalho Mendonca ; lalae no carlorio do
lahellino Portocarreiro, na rna estrella do Rosario
n. 25.
Prccisa-se alugar um molcqiic para o serviro
de uma casaeslraugeira sem familia, o qual cnlcnda
de cozinha : na ra Nova loja n. 41.
Precisa-se de uma ama para casa de pouca fa-
milia, que engomme bem c Cae* outro qualquer ser-
vido em caso de necessidade : quem esliver neslas
circumslancias, pode dirigir-sc a ra da Madre de
Dos n. 32.
O abaixo assignado faz cenle ao respeilavel
publico, que Antonio Jos Barbota tleiinu de ser sen
i'.11 vir.. desde o tlia 5 do correnle, e por isso nao se loja n. 40.
das
gindo blonde a 38000 ; cambraia franceza de cores
li\a, com Kiiarniccs a 400 rs. a vara ; dozia de loa-
lhas de lioho para mam a 88000 : na roa do Crespo,
loja amarella n. 4.
_ No Mangoinho, silo adianle ao do Sr. cirur-
gao Teiieira, veude-se um encllenle cavallo roda-
do para canriolet : para tratar, em dias de semana,
no Recife, ra do Amorim n. 30, ou nos domiugos
uo mesmo silio.
Veudem-se caiiOes e barricas vasias ; na ra
do Cabuga, botica de Moreira & Fragoso.-
55.'5:*aj>#
9 Luvas de Jovin a 2>'000. i*
9 I.uvasde Jovin verdadeiras, chegadas olli-
mmenle de Par a 28000 cada par, brancas
8 e de cores, para senhora e homem : na ra &
9 do Crespo, loja amarella u. 4. tu
Vende-se om rarrro de 4
rodas e 4 assenlos, novo e
moderno ; vendem-se lam-
bem boas parelhas de cavados para o dlo c para ca-
briolis, por preco commodo : na roa Nova, cochei-
ra de Adolphe Bourgeois.
PIANOS.
Em cusa de Brunn Praeger&C., ra
da Cruz n. 10, vendem-se dous excellen-
tes pianos chegados no ultimo navio de
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana verdadeiros, ven-
dem-se por preco commodo: na ra da
Cruz n. 10.
COGNAC
de superior qualidade, em cai.vas de uma
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger& C., ra de Cruz n. 10.
Na ra da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger&C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofa's para terraeo e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura dou-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de diflerentes qualidades.
Vinho de Champagne.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
evistem quindastes, para carregar ca-r
noas, ou carros livre de despeza. O
presos sao' os mais commodos.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos d"i ferro de -vf qualidade.
Vendem-se em casa de S. P. Johns:
ton & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de cairo.
Farelio em suecas de Ti arrobas.
Fornosde faiinlia.
Candelabros e caitdieiros bronzeados.
espenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em l'olha para forro.
Cobre de forro.
Ven.le-se lio de sapaleiro, bom : em casa de S.
P. Jnhnston & Compauliia, ra da Sensata Nova
n. 42.
FRASCOSjDE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
12 libras.
VetuXtm-te na botica i n trtholomeu Francisco
de Suuza, rna larga do Rosario n. 36, por menor
preco que cm outra qualquer parte.
PARA PAGENS
superiores chapeos cnverinsados para criados, por
coiiiiiinili. preco : na praca da Independencia n.
21 a 30.
RETAI.HA-SE 1.O0OCANASTRAS.
Vendem-se cauastriiibas com urna arroba de ba-
tatas muito novas, cheuadas uliimamcnle do Porlo ;
o preco haratissiinode 13000 rs. : na ra da Penha
taberna nova por debaitu to sobrado.
CEMENTO MIAO.
\ eude-se cemento romano cheaailo recentemente
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e as maio-
res que ha no mercado : na rna da Cruz no Recife,
armazem n. 13.
A 400 rs. a vara.
Vendem-se rassas francezas finas de cores, as mais
lindas que aqui lem vindo: na ra do Queimado
, Farinba d* mandioca.
Vende-se a burdo to brigue CouceicAo, entrado
de Sania Calhariua, e tundeado na volla Mallo, a mais nova familia queeiiste boje no mer-
cado, e para porces : a Iralar uo escriplorio de Ma-
noel Alvcs tiuerra Jnior: na ra do Trapiche
n. 14.
FARIMA DE MANDIOCA
em saccas de 2 c meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual se vende por preco commodo:
trala-se no escriplorio de .Machado Ov Pinheiro, lia
un do Vigario n. 19, segundo andar, ou na ra do
Amorim n. 54, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
chegadas iillimajnenle de Lisboa, com todos os sor-
lmenlos a vontarie dos compradores, e por preco
mais barato do que em oulra qualquer parle : trata-
se com Machado i\ Pinheiro, na roa do Vigario n.
19, segundo andar.
FAMA
No aterro da Boa-Visla, defronle da noneca o. 8,
chegou ltimamente um completo sorlimento de to-
dos os gneros de molhados dos Diurnamente che-
gados, e vende-se por preco muito razoavel :
manteiga iugleza a 480, 720. 800 e 880 ; dila
friinceza a 640 ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; ch. hysson a 18600, 1920,
28.100 e 28800 ; dilo do Rio a 1600; velas de
espermaeele a 880, 960 e 19120 a libra ; caias de
estrellinha muito superior a .'.nkm) ; e mui lo* oulros
gneros, ludo de superior qualidade.
Em Pora de Portas, ra do Pilar n. 50 ven-
de-se uma linda crioula de 18 annos, muilo propria
para casa de familia, enlende de cozinha, coslnra
cha e mais arranjos de uma casa.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Joao Moreira Lopes, vende-se etSrtes de
hrim tle linho de padroes os mais lindos qoe lem
apparerido no mercado a 29; dito de meia case-
mira a 28 ; panno prelo fino a 28500 litiV, di-
to de cores moito finas a 48 o corle ; cortes de ca-
semira muilo finas a .> o oulras mollas fazendas do
ultimo gosto por menos prec,o do que em oulra qoal-
qoer parte.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Joao Moreira Lopes vende-se chita fran-
ceza de cores fias a 220 rs. o covado ; cassa fran-
ceza de modernos padroes a 360 rs. a vara ; corles
de gaze de seda para vestido de Senhora por menos
preco do que em oolra qualquer parte.
Vemlem-se corles de cassa chila com 7 varas, e
novos padroc. a 1920 rs.: na ra do Queimado o.
38 cofronte ao becco da Congregacao.
Vende-se por commodo precio uma morada de
casa terrea de pedra e cal em chaos proprios, livre
edesembarazada, sita na cidade de Olinda: a Ira-
lar na ra Augusta casa do Sr. Nobre.
TABERNA DA RA DA CADEIA N. 23.
O liquidalario da taberna da ra da Cadeia n. 23,
querendo concluir a venda de cerlos alcaides que
lem na dila taberna, convida aos donos de tabernas
e mais pessoas para que venliam comprar, parque
esl vendendo barato para acabar, garrafas, botijas,
frascos vasios, medidas de liquido e ecos, pesrn,
bomba para passar viudos, canleiros, pipas vasias,
funis de pao, absinlo em garrafas, chapeos de palha
de carnauba e mais algons alcaides.
Vendem-se barris de breu e louro. por preco
commodo ; na praca do Corpo Santo n. 17, armazem
Vende-se orna muala qoe sabe cozinhar, en-
gommar e cozer chao: quem a quizer comprar di-
rija-se ao paleo da Ribeira, liberna n. 1, oo no ar-
mazem de rouro no becco do Amorim n. 47, qoe
achara com quem tratar.
Attencao.
Vende-se looca e vidros de lodas as qualidades,
por preco mais commodo do qoe em outra qualquer
parle : na roa Nova n. 51, au p da Conceicao dos
Militares.
Doce de caj' secco.
No paleo do Carmo, quina da ra de Horlas n. 2,
veude-se o bello doce de cajo' secco a 500 n. ; bra-
cos de. balanca para balcao, de Momio & Compa-
nhia, a 188000.
Vende-se vinho engarrafado do Porlo, moito
superior a 18120 a garrafa ; dilo do Porto a 720; de
Lisboa a 480. 400 e 320 rs.; cha hysson em libra a
28100 ; do brasileiro du Rio a 1 o 100 a libra; em cai-
tas a 18000 ; muilo bom peiie em libra a 140 rs.,
chegado ul ilumnenle de Lisboa : na taberna da ra
Direila n. 2. ,
Vende-se cera de carnauba de mallo boa qoa-
lidade, por preco commodo : alraz do Corpo Sanio,
no Recife, loja tle cera n. 60.
Moinhos do vento
"om bomba sde repuio para regar borlase baila,
dfcapuii.nafundicadeD. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6, 8 e 10.
rande sortimento de brins para
calcas e palito-s.
Vende-se bnm Iraucado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700 e 1JOO0; dilo mesclado a
18100 ; corles de fosiao braneo a 400 rs. ; dilos de
cores da bom goslo a 800 re. ; Unga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chila a
28000 e 2200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilo pequeos a 360 ; loalhaM de panno
de linho do Porlo para roslo a 148000 a dozia dl-
las alcoxoadas a 108000 ; goardaoapos lambem alco-
\oados a 30600: na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRO UUARDA CALOR:
porlanlo, veudem-se cobertores de algodao com sel-
lo como os de Ua a 18400; dilos sem pello a l820;
ditos de tpele a 11(200 : na roa do Crespo n. 6.
Veude-se om excellenle carnudo de 4 rodas
mai bem construido,eem bom estado ; esl eipotlu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme o. 6, onde po-
dem os pretendentes eiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz oo
Recift n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. 4.
"-Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito iorisontal com pouco uso.
Vidros de ditferentes tamaitos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo a 38000 e 39500 a peca
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8o'000, MgOOO, 14^000 e 18))000
rs., manteletes de seda de cor a 11S000
rs chales pretosde Ida muito grandes a
3|600 rs., chales de algodo e seda a
!.<280rs.
VASOS PARA JARDIM-
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catacumbas: na ra do Amorim ar-
mazem n. 41, de Francisco uedes de
Araujo.
v a DE2AIHA ABEMOS.
Vendem-se superiores chapeos de palha abertoa
para liomens per prego commodo : na uraca da Id-
dependencia n. 24 a 30.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLWA Y.
A
' *
PIULAS HOLLOWaY.
^,le'ne*i"avel esptelleo, comporto iileinmen-
le de nervas medicinaes, nio conten mercarlo, bub
oulra alguma substancia deleelerea. Benigno mais
teura infancia, e compleiro maii delicada, he
igualmente promplo e seguro para desarraigar
mal na eompleicao mais robail; he inlekaaaenle
innocente em soas operaotes e edeitos; poif hoaca
rrmove as doencas de qualquer especie e grao, por
mais antigs e lenazes qoe sejam.
En Ir militares de pessoas coradas can esle reme-
dio, umitas que j eslavam as portas da morle, per-
severando em seu uso, consegoiram recobrar a sau-
de e forc, depois de haver Miedo nalitmente,
lodoi os oulros remedios.
As mais aducas nio devem entregar-te desea-
peracao: facam om compelenle ensaio dea eOeacM
efleilos deta assombrosa medicina, prestes raea-
perarao o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar ease rmedio para
qualquer das seguintes enfermidades:
t
Accidente* epilptico*.
Alporcas.
Ampolas.
Areias (mal d').
Aslhma.
Clica*.
Couvulsoes.
ebilidade ou eilenua-
cao.
bilid
Vendis M 5e*cravos, sendo 1 moleqoedc 14
nnos, crioulo ; 2 dilos de bonitas figuras ; 2 escra-
vas mugas quecom e engummam : na roa Direila
n. 3.
No armaiem de Feidel Pinto & Companhia, na
ra da Cruz n. 63. junio ao Corpo Santo, vendem-
se vidros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e moito elegantes, sa-
g e cevadinha em arrafr.es de 30 libra*, cadeiras
para quem soHre do mal da preguica, quadros de va-
rios lainanlios para eslampas e retratos, machinas
para copiar de cartas e seus perlences, farinhas e va-
rios legumes para opa franceza, vidros de varios
lamanhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
lamanhos, lavatorios p .rtateis com lodos os seos per-
lencos.
Vende-se um selim em bom oso, com eabecada
e bride, por preco commodo : na ra da Conceigao
n. 32.
_ Vende-e sal do Ass, a bordo do hiaie Ang-
lica ; a Iralar na ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Aos 8:000#000 rs.
Na casa da fama do aterro da Boa Vista n. 48, es-
lito a venda os bilheles e cautela* da lotera da ma-
triz da Boa Vista, que corre a 24 de novembro.
Hilhites 89000
-Muios 49000
Quarlos 29300
Decimos 19100
Vigeismos 600
Vendem-se 2 caixoes grandes proprios para
padaria, deposito oo taberna, e5 pipa* arqueadas de
ferro, ludo por prego commodo : na roa da Praia
n. 64.
Vende-se om oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens : na rna de S. Cecilia n. 14.
Deposito de vinho de cham-
Itagne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de proprtedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Re-
^ cife n. 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne vende- W
0 se a 56$00 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
I comte Feron & Companhia. N. B.
W As caixas sao marcadas a fogo
Q| Conde de Mareuil e os rtulos
das jarrafas sao azues.
Debilidade ou falta de
torca* para qualquer
cousa.
Desinleria.
or de garganta.
de barriga.
no* rio.
Dureza no venlre.
Enfermidade* no ligado.
venrea*.
Enxaqueea.
Hervsipela.
Febre* biliosa*.
intermitiente*.
toda especie.
Gola.
Uemorrhoida*.
Hvdropisia.
Ictericia.
lndigeslOes.
lnflammago**.
Irregularidades da mens-
Iruagao.
Lombnga* de teda Mpe-
cie.
Mal-de-pedra.
Mancha na culi*.
Obslrucgao de venlre.
Phlhiica ou consumpglo
pulmonar.
Reltnco d'oariaa.
RheomaliMM.
Symplomas segundino.
Teroore*.
Tico doloroso.
Ulcera*.
Venreo (anal).
responsabilisa por qualquer divida que o mesmo
posta receber ou conlrahir.
Joao Coelho do Rosario.
Vendem-se sedas m i ia na lutadas de cores e pro -
la a 700 rs. o covado: na ra do Queimado loja
n. 40.
HE BARATISSIMO.
Cambraia* organdizes bonitos padroes pelo bara-
lis-imo prego de 560 rs. a vara ; ditas de ditas com
barras a ij.'iO o corte; e um completo sortimento
de fazendas finas por muito barato prego : na loja
da estrella na ra do Queimado n. 7.
Vende-se chocolate francez, do me-
lhor que tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na ra da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
braneo engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas fiancezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo tempo da
festa: na ra da Cruz n. 26, primeiro
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 39 e
49000, dilo preto a 39, 39500, 49, 39 e 5*500, corles
de casemira de gostos modernos a 69000, setiro pre-
lo de Maco a 39200 e 49OOO o covado: na roa do
Crespo n. 6.
BOM E BARATO.
Panno prelo e de todas as cores, de prego de 3 a
39500 rs. o covado, fazenda que em oolra qualquer
parle he de 59000 rs., vende-se barilo por ter-*e
comprado grande porgao : na ra do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
Por 3009000.
Na rna das Flores n. 37, primeiro andar, vende-se
uma typographia nova, prompla a irahtlhar, com
todos os seos perleuces, prelo, ly pos etc.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra: tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos fregueses.
Vende-se uma taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista n. 47, quevende muilo para a Ierra, us
seus fundos sAo cerca tle 1:2009000 rs., vende-se
pin .ni com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar junio*) Alfandega, Iravessa da Madre de Heos
armazeiii n. 21.
Completos sorti atentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corle de vesii.los de cambrtia de
setla com barra e habados, i SJOOO rs. ; tlilus com
llores, 79, 09 e 109 rs. ; dilos tle quadros tle bom
goslo, i 119 ; cortes tle cambraia franceza muilo fi-
na, lisa, rom barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de cor rom Ires barras, tle lindos padroes. i
39200, pecas de cambraia para cortinados, comH'*
varas, por 39600, ditas de ramagem muilo finas, u
69 ; cambraia de salpicos miudinhos.hranca e de cr
muilo fina, 800 rs. 11 vara ; aloalhado de linho acol-
xoado, 1 900 a vara, dilo adamascado com 7; pal-
mos do largura, 29200e 39500 a vara ; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles tle rllele tle fustn alcoxoatlo e bous pa-
droes fisos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
360 ; dilos grandes finos, i 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cr e pretas muito superiores, 1600 rs.
o par : litas fio da Escocia i 500 rs. o par.
PLBL1CAQAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz. o novo Mcztle Mara, adoptado pelos
reverendisimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmeulado com a novena da Se-
nhor da CnnccicSn, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Ilom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia, a I9OOO.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuro* muito grande* e encorpados,
dilos braneo* com pello, muito grandes, imitando o*
de laa. a 19400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na ra do Crespo loja da esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-se pauno prelo 29400, 29800, 39,
39500, 49500, 59500, 69000 rs. o covado.dito aui,
29. 29800,49, 6, 79, o covado ; dilo verde, 298OO,
39500, 49, 59 rs. o covado ; dilo cor de pinhflo a
43500 o covado ; curten de casemira prela franceza e
elstica, i 79500 e 89500 rs. ; dilos com pequeo
defeito. 69500; dilos inglezenfestado a 59OOO ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs. ; merino prelo a 1, 19400
o covado.
Arnala d Edwlm Ka).
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bous sorii-
menlos de taias de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fondas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., dila* para armar em madei-
ra de lodosos 'lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina iorisontal para vapor com torca de
4 cavallos, cocos, passadrira de ferro ealanhado
para casa de porgar, por meos prego qoe o* de
cobre, esco-ven* para navio*, ferro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; ludo por barato prego.
Vende-se excelleule laboado de pinho, recen-
temente chegado da America: na ro de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para r
Cadeia, veodem-se cassa* franceza* de moilo bom
gosto. a 320 o covado.
Na rna do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se moito superior potada da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a prego* ba-
ratos qoe he pan feriar conta*.
Vpoiiio da fabrica de Toda* a* Saato* aa Babia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber 4'-., na rna
da Crn n. 4, algodaS trancado d'aqoella fabrica,
mui lo proprio para saceos de assucar roapa de es-
cravo*, por prego commodo.
AEXCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de uma duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na roa da Cadeia do Kecife n. 60, vendem-se os
seguinte* vinhos, o* mai* superiores qoe tem vindo a
esle marcado.
Porlo,
Bocanas,
Xerez car de ouro,
Dito escoro,-
Madeira,
em eaixinliai de uma dozia de garrafas, e vista da
qualidade por prego moilo em conta.
Venaemie esta plala* no eslabelecimeulo .
de Londres n. 244, S.rotd. e na loja de looTo.
boticario., drogo,*,. e o.lra. pa*a mmaaaC
Heata!,ta em U,d" **. BZTl
i. ^^ b0,c*t.inh" wo rta- Cafa na fal-
las centem orna iaalruccS. em portrntuei para ex-
plicar o modo de se car dalla* plala .
O fapo.ito geni be em casa do Sr. Soasa, phar-
mactutico, na rna da Crax n. 22, esn Pernamnco.
He pecbicha.
Vende-se na ra do Queinwdo, loja qae hon-
lem te arrematou de miudeza* a. 57, as haaililii
existentes em bom estado, por lodo o proco : a por
aer para acabar nio se enjeilar dioheiro.
Vende-se no armazem de Jame* Halliday,
na ra da Cruz n. 2, o seguinte:
Sellins inglezes chegados agora.
Sillines para montana
Cabreadas decouro.
Estribos de ac e metal.
Lanternas para carro e cabriole!.
Etxos de patente para carros.
Vende-se uma rics mobilia de jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore braneo, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na ra do
Collegio n. 5, taberna.
Na livraria da na do Coilegio n. 8.
vende-se uma escolhida coUeccSodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
<$ *
f Deposito de panno de algodao da
fabrica de todos os santos na 5
S Bahia. "
9 Veude-se esle bem conliecidn panno, pro-
Sj) prio para uceo* roopa de escravo* ;,no es-
criplorio de Novae* & Companhia, na roa do i
9 Trapiche n. 34.
!.
Em casa de J. Keller&C, na roa
da Cruz n. 55, ha para vender 3 excel-
lentes pianos vindo ltimamente de Ham-
burgo.
l
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passauJ
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhnramento do
assucar, aclta-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. i.
Vende-se uma balanca romana com lodos os
seus pertences, em bom uso e tle 2,000 libras : quem
a pretender, dinja-se i ra da Cruz, armazam n. 4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons eleitos ja' experimen-
tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
scjam,quadrilhas, valsas, redowas, schc-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro. .
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 15 covados cada corte, a
4j|!500.
Na na do Crespo, loja da esquina qoe volla para
a Cadeia.
Em cata de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de trro de 3 quartos ate 1
polegada.
I Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias dita.
Um piano inglez dos melhores.
Devoto Chrtstao.
Sahio a los a 2." edicto do livrinho denominador
Devoto Christ3o,mais correcto e acrateentado: vnde-
le nica mente na livraria n. 6 e 9 fa praca d* In-
dependencia a 640 n. cada ejemplar.
Redes acolchoadas,
brinca* e de corea de nm panno, moito grtala* a
de bom gosto : veodem-ee na rna do Crespo, toja da
esquina qoe volla para a cadeia.
Vendem-se duzenlas e taas bagias para fa-
zer-se velas de carnaaba ; a**im come algn* per-
tences mais, coma teja: 1 banco, 3 eaixde* grandes,
3 coco* e orna vasilha de derreler cera, lodo par ba-
rato preco: quem pretender, dirija-se i raa da
Goia, taberna n. 9, qaa se dir quem tem.
Vende-e ola malla boa e pellas da cabra, asa
pequea* a grande* porc,6e* ; aa raa fa Cadeia fa
Kecife b. 49, primeiro andar.
ESCRAVOS FDGIDOS.
Fogio no da 1. do correnta ara escravo da
nome Matheos, de idade 40 anos* pouco mai* ou
menos com o* signaes seguinlos, estatura a carpe
regular, narao Caeange, cor bstanla prela, ollios
bugalhado, tem um calombo no peito sabido para
lora, pouca barba, sahio em chapeo, em manga, de
camisa, e he cozinhetro : jasra o .pagar leve-o a
roa d'Aarora n. 62qae *r b*m racompeesedo.
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Cear, fugio de
eu senhor Diogu Come* Parante, esa dia* da mareo
do correnle anno, om escravo mualo de nome Del-
miro, o qoal lem o* signae seguinles : idade 22 an-
nos pouco mais ou manos, eslalora baixa, cheio do
corpo, cabellos crespos arrimado*, olhos grandes,
sobrancelha* fechadas, naris grosso, e om lano ar-
rebilado, bocea regn'ar, fillam-llie dooi dente* na
frente, pouca barba, rosto redondo, poneos caballos
no* peilos, pe* grande*, tem om* pequea ciealrix
no naris, em om lado da cabera lesa ama grande
brecha, que o caballa cobra, e varia* cieatrixes aa*
cadas. Cwnsta com certeza que esle escravo anda
nesta praca, onde (em sido vi-to por oulros que o
ronl.ecem, e mesmo porque fugio de Sobral, e foi a
fazenda Soledade, sil nos suburbios da cidade da
J-urlalez*. b pedio ao Sr. Mirlinlm de Borges para o
comprar, de cuja fazenda loruou a fugir, Uodo elle
dilo a um escravo do mesuiu Sr que quera vir
para esla cidade. Quem do mesmo escravo souber,
ou liver noticia, dirija-** a roa do Queimado loja
de ferragens n. 14, que o abaixo assignado tem ar-
dasa de seu senhor par* recompensar generosamen-
te seu trabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos 1009000.
Ainda anda fgido desde o dia 12 de agosto de
I H".:i o preto do abaixo assignado, por nome Arge-
miro. o qual escravo o abaixo assignado comproa
ao Illm. Sr. capitao Joao alaria de Almeida Feij,
e esle senhor o comprou 10 Illm. Sr. coronel Panla-
le.in. da villa de Pesqueira, a esle escrava se torna
muilo couliecido pelos signaes seguinles : ao lado
esqucrtlo da cabera, tem orna calva de lamaaho de
dous vinleus. f*Ka de um dente na freule, muilo
preto, muilo regrisla, anda sempre fumando e lam-
bem loma tabaco, ha de altura reiulsr, idade 24
anuo, pouco mais ou menos, crioulo ; coosla ter
aullado prlos engenhos do Cabo al Serinhecm e Es-
cada : portante, quem o pegar, leve-o ao abnio as-
signado, na roa da Praia n. 76, que da IOO9OOO ; ou
mesmo sendo qae algum senhor de engenho o lenha
em sea engenho em Ululo de forro, Iludido por elle
o dilo Argemiro, e o queira comprar, lambem se faz
lodo o negocio.Adelo Antonio Ferreira.
Desapparcceu 00 dia 29 de oulubro om escravo
crioolo de nome J0S0, de idade 18 annos, alio,
secco do corno, lem na nuca marcas de rendas, no
peilos urna cicatriz.,levou camisa e ceroula de algodao
azul, chapeo de palha novo: quem o prender ie-
ve-o na roa de Horlas n. 4 ou na villa da Escada ao
Sr. Jos Antonio de Moura que sera recompensado.
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A
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PEKN. : T. DE M. DE FARIA. 1854-
r


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