Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01209


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Full Text
i
r

m
MNO XXX. N. 256.
Por 3 moras ndiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para Ok'snbscriptor.
**
DIARIO DE PERNAMBUCO
F.XC AHUECADOS DA SUBSCRIrMAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Faria; Ri$ de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Manins; Baha, o Sr. F.
Duprad; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
donga; Parahiba, o Sr. Gervasio Vctor da Nativ -
dade; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AntoniodeLemosBiaga; (ear, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges Maranhao, o Sr. Joaquim
M. RoJrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Paris, 358 rs.por 1 f.
< Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAFA.
Ouro.Oncas hespanholas...... 209000
Moedas de 6S400 venias. 169000
de 65400 novas. 16W00
de 4*000...... 9000
Prata.Pataces brasileiros ..... 19040
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
TARTIDA IOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias. -
Caruar, Bonito e Garahuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista M& e Ouricury, a 13e 28,
Goianna e Parahiba, senadas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as qubtas-feiras.
piikamardeiioji-.
Primeira s 6 horas e Sv minutos da manha.
Segunda as 7 horas e 8 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feiras.
Relacao, teroas-felras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
EPIIEMERIUES.
Novbr. 4 Luacbeia s.6 horas, 43 minutse
48 segundos da tarde. .
a" 12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da tarne.
20 La nova as 7 horas', 49 minutos e
. 48 segundos da manha.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
MAS DA SEMANA. *
6 Segunda. S. Severo b. ra. ; S. Alhiro.
7 Terca. S. Florencio b. ; S. i'rosdecimo.
8 Quarta. S- Nicosinto m.; S. Cortono m.
9 Quinta. Ss. Urcissimo e Agrpino bb.
10 Sexta.S. Andr Avellino f. ; S. Nimpha.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Martinhob. S. Verano
13 Domingo. J&V Patrocinio da SS. Vigem
Mi de Dos ; S. Martinho p. m.
PAUTE 0FFIC1AL.
GOVERNO DA PROVINCIA. ,-
f*Hlll (lo di* 4 de noiemtwo.
Offieto.Ao Exm. presidente do Marrnhao, aceu-
aoilo recehidos os do exemplares-'que S. Exc. re-
melteu da collecco doi actos legislativos da assem-
blca d'aqaella provincia publiradfea no correal* in-
" no, e da* portaras e regalaiiaenlo* expedidos para
execucao dos mcsinosados. I
itoyA Exm. prmimfi* do Pa, acensando
recebldn o officio com que Srf Ese. lemetleu dous ej-
emplares de cada urna das colIecc/V los actos rai.n-
pressos da assembla
d'aquella provincia nos annos
de 1839, 1840. 1844, 18, e 1847.
Dito.Ao coramaudaQle das armas, declarabdo
qne o coronel do estado-maior o Exm. Bario -dn. fcencia que na verdade importa urna verdadeira sor-
liaver a quanlia com qoe verifique o pagamento de
que trata oart. 1. quaado pela renda ordinaria nao
o possa fazer. Sera. Pereira da Silva. Li-
ma e Silva Sobrinho.
O Sr. Ferraz : Nao esperava, Sr. presidente,
q*e esta materia entrasse boje em distussao ; se el-
la livesse sido dada para ordem do dia, natural era
qoe eu me munisse de alguns documentos para po-
der disculi-la ; a volarn da urgencia que acaba de
ter lugar e a dispensa do intersticio foi para miro
uina sorpresa ; a cmara parece que fatigada desoja
encerrar-se ; cada um de mis est sofreg por vollar
aos seus lares ( apoiados ) ; entre a espada e a pare-
de natural lie qne a cmara ceda, adoptando essa ur-
Boa-Visla tend ido nomeado commandanle su-
perior da suarda nacional desle municipio, por de-
creto de 17 e patente iaipart de :I2 ludo de agosto
deste anno, preslou ju'arneoto e tomou posse em 4
deoolubro ultimo.
Dito.Aochefe de polica, inteirando-o de haver
expedido ordem a Ihesouraria provincial, para pagar
a importancia das coalas que acompanharam aos
olicios de Saje, sob nmeros 853 a 855.
Dito.Ao inspector do arsenal de marinba, de-
clarando que a partida do patacho Pirapama para o
presidio de Fernando lever ter lugar no dia 8 do
correnle depois que o comtnandante do mesmo pa-
tacho Hver seu bordo o* presos le juslica e a cor-
respondencia destinada ao referido presidio.Vi/c-
ram-se as necessarias communicac.oea respeito.
Dito.Ao director lo arsenal de suerra, dizendo
que pode Smc. emprear iuleriuanienle no hitar de
porteiro d'aquelle arsenal o srvenle Manuel de Mi-
randa Castro, viitoque acharase impedidos o portei-
ro Francisco Antonio AlvesMascarenlias e o respec-
tivoajudanle Feliciano Cavalcanti de Souza.Cum-
miinirou-se a Ihesouraria de fazenda.
Dito.Ao director das obras publicas, para man-
dar receber na tbesourrria provincial, as vinle bar-
ricas eom cimento deque trata o seu ofucio n. 44,
as quaes forero compradas a 1*9000 ris cada urna,
e bem assim comprar pelo preco indicado em dito
oflico as 12 bracas cubicas de pedia em bruto nelle
mencionadas.Communicou-se a Ihesouraria pro-
vincial.
DitoAo commandunte do corpo de polica, di-
zendo qne pode conceder licenca* aos soldados da-
qnelle corpo, Joflo Haplisla de Santa Rosa e Jos
Antonio dos Santos Braga, para ti alarem de sua sa-
ode fora da capital por lempo de 3 mezes.
DitoAo inspector da tbrsouraria provincial, ra-
commendando que nao mande pagar despeza alsuroa
fel cousignacao das obras publicas, sem que prece-
da certificado do dirc.-lor da repartirlo das obra*
publicas oa ao menos se Ihe fac,a c ommunicacao posi-
terior a fim de que elle leuda sr enca de laes les
pezas.Communicou-se ao mencionado director, i
DitoA cmara municipal de Caruaru'.accusan-
do receido o officio em que aquella cmara corn-
monica qne foram arrematados os reparos do quintal
da casa da niesina cmara e da cadeia e bem assim
o augmento da parede que divide a sala das sessoes
da sapradita cmara com n abale de 1JB00 res no
proco em que foi oreada seroellianle obra a declaran-
do que approva essa arrematado. <
DitoAcamara municipal de Garanhons, jli-
zendn que oppoclunameole ser enviada a assemhlca
legislativa' provincial a conla da receila e despez d'
aquella cmara relativa ao anno fnanceiro munici-
pal de 1853 a 1851, e bem assim o nrcamenlo ey do-
cumentos qne a mesma cmara remelleu.
PorlariaAoagente'da companhia das barcas de
vapor para mandar dar passagam para o Rio Grniudc
*i Norte, por couta do governo a Mara Jos da (Ion-
eeicto ada eom Joto Harria*** l'creir, soldado: da
companhia fia le caladores d'aquella prnvinria.
Commanicou-se ao commandante las armas. V
Dita.Ao mesmo, recommendamlo que mainde
dar passahem para o Ceara no vapor qoe se ospera
do sol, a Joao da Ro:ha Morena no caso de existir
vago algum logar para passageiro de estado*
COBtMANDO DAS ARMAS.
Qsurrul do cMBuiao das araui ato Faraiim-
"eo, sm ctdade do Rae He em 7 de attvam-
broda 1M4. '
ORDEM DO DIA N. 167. \
O coronal commaudanlu das armas interine, de-
clara para conhecimcnlo da guarnirlo e fins, conve-
nientes, que S. M. o Imperador houve por (ten, por
decreto de 17 de agosto ultimo, nomear commandan-
te superior da guarda nacional do municipio do Re-
eife, ao Exm. Sr. Bario da Boa Vista, coronel do
corpo de estado-raaior da primeira claaae.do ejerci-
to, o qual entrn no exercicio das funecoes da refe-
rido eommando a 4 de oatubro prximo lindo, pre-
cedendo o joramenlo do estvlo.
Asaignado.Uanoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ftrreira', ajudanle de
ordena encarregado do detalhe.
-------------------------------------------1------------------A------------------
IUTEHIOR.
RIO SE JANEIRO.
CMARA DOS SRS. QEPUTADS-
Sta 0 a leteubro.
LMa e approvada i acta da antecedente, o 1. se-
cretario d conta do seguinte expediente :
preza. a a qoal nunca deve ter lugar em materias
de crdito como he esta de ue se trata.
Eu quereria de bom grado der aquelles que de-
sejam que o projcclo passe nesta sessao ; desejava
mesmo dar urna prova de considerado ao nobre mi-
nistro da marinha que tilo solicito se tem moslrailo
a respeito dosofilciaes da armada que reclamam o
seu pagamento ; direi porlanlo ponco, chamarei u-
nicameute a aliencao do governo sobre um poni.
Este ponto diz respeitoa interesse de subditos brasi-
leiros que nAo tem sido atlendidos na prsenle dis-
cossao.
Nao posso deix.ir de pedir a attenrao da cmara
sobre esta materia. Pois, senhores, havemos de
mandar pajar ludo a lord Cocbrane por motivos de
generosidade, por esses motivos que aqu foram alle-
gados de honra, de decoro, e aos subditos brasileiros
prejudicados, aos subditos brasileiros que obtiveram
seutent;, nao se ha de fazer a menor cousa, nao se
lia de salisfazer a sua divida '.' ha de continuar em
silencio o sen direilo ? nao ha de ser allendido esle
direilo pela cmara '! nao foram esses cidados vio-
lentados em sua propriedades'.' os tribunaes do paiz
nilo coodemnarajn a lord Cocbrane ao pagamento de
perdas e damnos alcm da resliluicao do valor desses
injustos apresamciilos"! nao he um Tacto constante
julgadopela auditoria da marinba, confirmado pelo
supremo conseibo militar, que lord Cocbrane exlor-
quio com violencia a um individuo do Maranhao
rujo nome i*feri, qne me encapa da lembranra, que
nao posso agora proferir porque nao tenho vista os
papis, qoe ettorquin, digo, 11 contose lano a pre-
texto do resgate do navio Pombinha, creio eu t pois
esses acto* qoe imporlam urna extorsn, que impor-
tam a perdn de inleresse de um cidadu brasleiro, a
usorparao da sua propriedade, nao hio de ser atlen-
didos, e s ao estrangeiro havemos de dar Indo "!
Eu nao tenho interesse nenhum sobre islo ; os no-
bresdepulados comigo foram secretaria e viram
que ped as sentenc,as existentes sobre esta materia.
Nunca se quiz mandar salisfazer a esses individuos,
porque se dizia que essas sentencias coffdcmnavam
nao a naco, mas a lord Cochrane, que esses actos
que lindara dado lugar as reclamarles, s arciies
eram actos todos de um individuo, qne nao podia a
naco carrejar com os factos resultantes da sua vio-
lencia. Mas agora qoe adeudemos a todos os inle-
ressesj.somentea interese de,aubdilos brasileiros nao
devoraos attender 1 Os intersies que fazem parte
das reclamarnos d* lord Cochrane ailara por 300 e
tantos conloa ; os inleresses desses subditos brasilei-
ros creio que andaro por 70 a 80 conloa ; nos man-
damos pagar essa quantia de 300 conlos, e manda-
mos pagar por motivos de honra, por ontros moti-
vos qoe nao podemos perscrutar, porque, pois nao
mandaremos pagar tambero a esses suhdidos brasi-
leiros ?
O nobre ministro da marinha na segouda discoss*)
hoove de declarar que nao podia apreciar os direitos
desses individuos ; mas o nobre ministro nao linda os
documentos na secretaria para poder a valia-Ios'.' Nos
qoe sem documentos votamos por este crdito nao
podemos votar por essa oulra quanlia constante por
enlenras passadasem julgado?
He ventado que o nobre ministro podia dizer qne
urna das emendas partia le miro, que nao podia fa-
zer alicerce para a sua opiniao ; mas a oulra emen-
da par lio da nobre corarais-ao de fazenda e a com-
mitrio nao den seu parecer sem audiencia do gover-
no. O nobre ministro em seu officio declarou que
na verdade a importancia do apresamenlo do brigue
Oriente fazia parle da reclamarlo de lord Cochrane,
mas qoe estando o crdito dependente do exame da
cmara dos Srs. deputados, a ella competa resolver
esta queslao. O nobre ministro, pois, leve occasio
de examinar se a reclamarlo do brigue Oriente fci-
la por seos propietarios e relos donos da carga do
mesa** brigoe era ou nao jlnta, era oa nao juslili-
tnlo mais attendivel. para ser de prompto recoDbe-
cido. Qual oulra razio 1 Senhores, ha nma que
nao don.
O governo do Brasil como outro qualquer leve in-
teressar-se pela propriedade, pelo direilo de sobdi-
los brasileiros; assim como a Inglaterra se inleressa,
requer indemnisares daqnillo que se deve a seus
subditos, mis os Brasileiros nio devemos mandar fa-
zer effeclivas essas reclamarles dos nossos concida-
dos t
E nao seria occasio propria para que reclamasse-
mos tambero do governo inglez o cumplimento lo
tratado que as*c<-urava indemnisarao de apresamen-
tos indev idos de navios apresados sob pretexto do
commercio da frica, navios julgados mspresas pe-
los prprios tribunaes da Inglaterra? Devemos ca-
lar lodos os inleresses dos nossos concidadaos asmen-
te attender as recio martes dos eslrangeiros? Ser is-
lo de justira? Beta islo da honra do imperio? Ser
isto do nqsso pundonor? Mostramos para com os es-
lrangeiros urna generosidade sem limites quej des-
ponla em fraqueza, e nao leremos torca saflicienle
para exigir aquillo que se nos deve, para exigir que
satisfaga o preeeito de um tratado que para as na-
;es he urna lei, edma le tambera de honra, urna
lei de decoro?
Se nao he para islo queos governos sao instituidos
na sociedade, para quemis o serao'.' Se os governos
nao devero s sociedades, s nartesque representam
prolercao ai subditos, defeza dos seus inleresses, re-
cia Bastea ante o estrangeiro em consequencia dessa
proteejao que dve, para quo tervem os governos ?
Pois nos havemss da contribuir para salisfazer exi-
gencias alheias, e nao havemos fazer com que o cida-
do hra-ileiro entre na posse., no gozo da sua propri-
edade de que foi pelo violencia privado ? Havemo-
nos de levar pelos principios de honra, de decoro
aqu apresentados, e havemos de nos esquecer dos
principios, de honra e de decoro para mandar salis-
fazer os Brasileiros injustamente privados de suas
propriedades, para mandar executar, para fazer ef-
feclivas as senlenras dos nossos tribunaes?
Eu creio gue o nobre ministro da marinha reco-
nhece a razao quo roe assisle; estou persuadido qne
leudo estas enlencas ser o primeiro a unir a sua
minha voz para fazer eftectiva a realidade dessas
sentencias. Estou que a um ministro nao cabe anle o
parlamento fazer prara dos seas esforcos a bem de
subditos brasileiros, mas desejo lambona que a cma-
ra, por urna demonstraeao significativa, habililasse
ao governo para que com toda a for^a fizesse promo-
ver o cumplimento desses tratados, o cumprimenlo
dessas sentencas.
Conher,o a posirto de um ministro em certas cir-
cunstancias, sei aprecia-la, -mas desojara lambem
que o nobre ministro da marinha de nm modo claro
e explcito disse nos encaminhasse sobre o que devemos pralicar em
ordem a fazer com que esses cidados brasileiros fos-
sem satisfeilos em soas reclamacOes.
Talvez o nobre ministro nao jolgue npporluno o
crdito actual para esta satisfacao, talvez deseje antes
qne em projeclo separado se trate desta materia.
Pois bem, se o nobro ministro eutende assim. se
quer que intacto seja entregue o producto das presas
a lord Cochrane e mais interessados, em virlude da
promessa feila, neste caso lambem jnlgo que he da
saa obriarao coadjnvar-noa para qne esses cidados
brasileiros, por qualquer meio que entender mais le-
gitimo, sejam satisfeilos, para que esta cmara abra
um crdito ao governo para pagamento de laes recla-
marjoes.
Eu pois, em nome de todos esses principios qne
tenho invocado, reclamo do nobre ministro urna de-
claracao explicila sobre esla materia.
O Sr. MktUtn da Marinha: Peco a palavra.
O Sr. Ferraz : O nobre ministro acaba de pe-
dir a palavra, conheco que se aclia dominado pelo
principio da jti'lica, sei (se he que os homens nao
mudam mudando de posicSo' que o nobre minis-
tro lera de contribuir o mais possivel para que es-
sa violencia, esses prejuizos e damnos causados
a cidados brasileiros sejam reparados median-
te a execucao das sentencas dos competentes tribu-
naes.
Esla esperanca me anima sobremodo ; mas te
acaso ver algnm desapontamento com a resposta
ou declaracao do nobre miuislro, n3o poderei dei-
xar de, ou nesta sessao ou em oulra, reclamar da
cmara dos Srs. depulados juslica, porque semen-
t pde a cmara ler direilo ao respeito e amor
Urna represaataio das irmandades to S. Joan cada.
Baptista e de Nossa Senhora do Amparo da fregue-A Trouxe o nobre ministro o argumento de qOe a
zia de Itaborahy, pedindo licenca para possuir boas
de raz.A' commiasao de fazenda.
Sao approvadaa varias redaccf es.
He julgado objecto de deliberado o seguinfe:
Foram presentes 3.' rommisso de o reamen I o
os avisos do governo da ^9 e 30 la mato deste auno,
remetiendo e informando as pelirtcs edocumentos
de divida de exercicios findos, ja-lrqaidada, perlen-
rente ao 1. lente reformado do-excrciloManoel
Soares de Figoeiredo. que solicita pagamento de
1:2109, importancia da odos que deixou de ven-
cer na qualidada e I.* lenle da arlilharia do
mesmo exercito, desde 9 2. de Janeiro de 1827 at
31 de julho de 1831, por oa" haver envolvido as
commaefiea polticas da provincia de Pernambuco
de 1824, eaqaaetse ntandou snlisfazer em virlude
do decreto de 13 da etembre le 1831, que autori-
sou o governo a confirmar no imslos a que linham
sido elevados em conaaqnencia de propostas legal-
roente feitas par tersicos prestados a bem da inde-
pendencia nacional os oflieiaes qoe, tendo sido pro-
movidos, nao foram confirmados por (erem tomado
parte em commio&es polticas, e da lei n. 1O8 de
26 de mareo de 1840, qae no if) do act. 6 decretou
nm crdito especial pera asee 801, c que se acha
presentemente esool.ido.
a Nao se adiando esta divida contemplada as
cfisposices do S 4. do art. 11 da lei u. 668de 11 de
setembro de 1852, julgaa commissao dever offerecer
o seguinle projeclo de resolurau :
A assemblea geral Iesialativa resolve :
Art. 1. He aborto ao governo um crodilo de
1:2109 aflm de se pagar ao I. lente reformado do
exercito Manoel Soares de Figueiredo os sidos que
se Ihe devem na qualidade de 2." lente da arlilha-
ria do meamo exercito, desde o 1. de Janeiro de
1827 al 31 de julho de 1831.
n saladas cnmmhsoes, 4 de setembro de 18T>i.
Candido Mende* dv Almeida. J. J. de Lima e
S*loa Sobrinho. J. J. da Cunha. n
Entra em discussau a emenda do senado propo-
sito desta cmara auloris.mdo o governo a conceder
carta dt nalnralisac.io a liversos. A emenda he pa-
ra que se eoropredenda Carlos Jauscn, natural la
Allemanha.
Sem debate he essa emenda approvada em escru-
tinio secreto por 50 votos contra 9.
Pagamento de preses e reclamares de lord Co-
chrane
O Sr. Araujo Lima pede urgencia e dispensa de
intersticio para que entre em 3." discossao a propos-
ta do governo sobre esta materia.
A cmara approvn esla urgencia ; entra por con-
sequencia em 3. discossao a proposta.
He poiado o segoinle artigo addilivo da commis-
fc:
a He o governo aulorisado a fazer qualquer ope-
rario de crdito, qu julgue mais conveniente, para
cmara dos Srs. depulados ora tinha admitldo essas
reclamares em virlude da lei de 1832. ora nao. Es-
la questao me parece ainda dilTerente ; tratase de
urna quanlia a que esla obrigado lord Cochrane por
sentencia do tribunal, lor Cochrane nesta occasio
exige o pagamento do producto das proprias presas
que foram jul;adas improcedentes e nullas; nesta
occasio pois beque tem lugar fazer-se a devida com-
pensarlo. Mas quando o governo queira entender
que a compensado relativamente a lord Cochrane
nao pode ter lugar em consequencia da promessa
feita de que se pagariam todas as presas, ainda mes-
mo as mas, neste caso cumpria ao governo assomir a
si ,1 responsabilidade, mandar salisfazer a esses indi-
viduos prejudicados.
O direilo de propriedade, Sr. presidente, he um
direilo garantido pela nossa conslitui;ao, he um di-
reilo garantido por todas as sociedades ainda as mais
obscuras, nimia aquellas que eslao mais prximas dos
lempos barbaros, e sempre o foi. Pela nossa consti-
'uicao as sentencas do poder ]odiciario devidamente
proferidas e que tem pssado em julgado devem ser
execuladas. Ora, se o governo manda pagar, man-
da entregar a lord Cochrane o producto das presas
julgadas nullas c improcedentes, de obrigae> lie
que mande pagar aquelles que perderam em conse-
quencia desses apresamenlos, mande pagar em vir-
lude das proprias senlenras dadas pelos tribunaes do
imperio, pelos tribunaes competentes que eram a
auditoria da marinha e o supremo conselho militar
ou do almiranladu.
A minlia oppo.icao, pois, Sr. presidente, ao pro-
jeclo, agora em lerceira ponto; acho que he urna injuslica clamorosa | se a esses cidados lesados, como consla de senten-
cas que se acliam no archivo desta cmara, acho que
he urna injuslica clamorosa privar-se a esses cidados
do seu direilo. -
E, senhores, somos justos, generosos para ocstran-
ceiro, o nao o seremos para os cidadios brasileiros ?
SaUsfaiemos s reclamares de eslrangeiros, e nao
havemos le salisfazer s reclamares de propriela-
do paiz e seu reronhecimento pralicando juslica,
fazendo com que os principios de juslica sejam res-
peitados.
O Sr. Prannos ( Ministro da Marinha) :
O nobre depulado que acaba de fallar me parece
que labora em om engao quando diz que eo e
aquelles que sustentamos a proposta nao o acompa-
nhamos como elle desejava a respeito das emendas
que foram olTerccidas relativamente ao pagamento
de certas reclamacoes particulares, mostrando-nos
assim mais empenhados em salisfazer a reclamarte*
de eslrangeiros do qne a reclamares de Brasilei-
ros. He um engao em que est o nobre depula-
do ; este pagamento nao he devido somonte a lord
Cochrane, he devido aos commandantes, oflieiaes
e guarn;oes da esquadra imperial que operou em
sustentadlo de nossa independencia. Eslao vivos e
cuberlos de milito bons servidos varios oflieiaes bra-
sileiros qne lerao de participar do pagamento de
que ora se occpa a cmara dos Srs. depulados ;
eu poderia rilar nomesseo nobre depulado exisis-
se, nomes que alias conslam de documentos appeu-
sos proposta do poder executivo. Logo, nao se
trata de urna prestan de interesse eslrangeiro ,
Irata-se de urna questao toda nacional pela sua
origem e por aquelles que sao nella parlicularmen-
le interessados. fiSo he urna reclamado particu-
lar, he urna nbrigacao do Estado para com os seus
servidores.
Assim pois, as observai-ns do nobre depulado,
que poderiam ser consideradas como urna censu-
ra a mim e aquelles qoe sustenlam a proposla, c
que j, volaram por ella em 2. discussao, nao pro-
eedem pelo motivo muito manifest que acabo de
expender.
Essas reclamaiMics motivadas por alguns dos apre-
samenlos que fez a esquadra imperial na lula da
independencia obtiveram sentenra favoravel do po-
der compelenle ; a sua juslica, diz o nobre depu-
lado, he incontestavel, o corpo legislativo deve lam-
bem salisfazer a laes reclamacOes. Comquanlo eu
nao pudesse esludar os documentos relativos a es-
sas reclamares, porque prctendendo faze-lo do
sabbado para o domingo ultimo eses documentos
linham sido exigidos por um oulro Sr. depulado,
ros brasileiros ? Salisfazemos a olliciaes de marinha loilavia nao duvido dar inleiro crdito ao
por urna promessa que se Ibes fez, mandamos enlre-
gar-lhes o produca das presas mal feitas, c nao ha-
vemos de entregarlo dono de una propriedade o
sen valor, aquilU qui. Ihe foi injustamente ares-
lado, aquillo de que |*j Injtislameole privado .'
nao ser deste modo '.irarmos aos. Brasileiros para
salisfazermos ao eslraDgeiro ? qual o titulo, qual a
razao? A paridade? Nao, ante a juslica nao ha es-
lrangeiros nem ciiladao brasleiro. A forja da ro-
claniarao ? Em direilo lao boa he a reclamarlo de
lord Cochrane e os oflieiaes daniarinlia brasileira in-
teressados nenie* apresamenlos; como a do direilo
dos cidados brasileiros privados de sua proprieda-
de, e porsemduvida esto direilo dos cidados bra-
sileiros privados de soas propriedades he um ti-
juizo do
nobre depulado, louvo-me iiileiramcnlc cm sua opi-
niao a esle respeito, nao nejo a jostira das rccla-
maees, reconbe^o que, segundo as informartes do
nobre depulado, lie de toda a justira que o corpo
legislativo as allcnda, decrete os fundos ucerssarios
para o seu pagamento.
Mas no que nao posso convir com o nobre depu-
lado he que essas reclamarte- sejam de subditos bra-
sileiros, e aquelles sobre que versa a proposla sejam
de subditos eslrangeiros ; no que nao posso ainda
convir con. o nobre depu(alo he que se addicione
proposla a aulorisado para esses pagamentos,
porque, comquanlo justes, comquanlo apoiados em
seulencas do poder judicisrio, todava exigem exa-
me....
O Sr. Ferraz:O cxiaw da commissao est fei-
lo, temos o parecer da oroisslo da cmara;
O Sr. Ministro da .Tarinha:Demais, o nobre
depulado pretenden qui esses pagamentos fossem
aulorisados como deduerjo do crdito qoe se devia
votar para indemnisa^aodas presas da guerra da in-
dependencia.
Ora, a cmara sabe q o nao se conhece ao cerlo n
quantum das presas da gtetta da independencia, nao
se sabe como foram distribuidas as quantias entre-
gues ao primeiro alminrle marquez do Maranhao,
e accresce que a caman resolveu que se lizesse de-
duccao dessas quantias; como pois reduzir ainda
mais e-ie crdito, que na> o destinado para paga-
mento de lord Cochrane uniente, como por engao
algumas vezes disse e rpalo o nobre depulado, mas
sim para salisfazer a ofllcies da esquadra imperial
da independencia, a lodos e individuos que fizeram
parle de suas guaruiees e '>e possam habilitar com-
petentemente ?
Nao duvido que a causa qae o nobre deputado
sustenta lenha por si lod; a juslica, e que merera
um prompto deferimenlo nao posso convir em que talemos dessa materia na
presente occasio, cque esa decisao do corpo legis-
lativo passe como medida .ddiliva fi proposta do po-
der executivo.
Nao posso convir com 0 nobre depulado em que
esse pagameulo deva ser leduzido da importancia
devida aos nossos crozares da guerra da inde-
pendencia. Apenas se diss que Urna das seulencas
condemnaua lord Cochram perdas e damnos do
apresamenlo contra o qua se reclama ; mas o que
deprehendo das informaros do nobre depulado e
de outras que parlicularnvnle me foram aqui sub-
ministrada- he que todas esas sentencas foram da--
das, excepcao dessa una, contra a fazenda pu-
blica....
O Sr. Ferraz:Nao, nio, eu explicarei isso.
O Sr. Ministro da Marinha:O que eu vejo he
que os conselheiros de esliiln qne esludaram apro-
finaladamente essa materia, indicando certas de-
dceles que so deviam fazir no crdito que so vo-
lase para pagameulo das fresas, nao resalvaram a
especie que apresenlou o n,bre depulado; e en vrjo
mais que as disposi;oes de poder executivo lam-
bem nao resalvaram essas -eclaroaees que o nobre
deputado entende que deven ser pagas pelos apre-
sadores.
Creio que com eslas obsrrvaQfics tcnlio satisfeilo
quanto de mim exigi o mbre depulado. Concilio
rcpelindo-lhe que nao ncgi a juslica das reclama-
res de que elle se oceupou, e cm vista de suas in-
formares cnlendo que ellas sao dignas de um
prompto deferimenlo do cerpo legislativo, mas nao
posso convir cm que a aulorisacao do seu pagamento
passe, como j disse, como Ticdida addiliva ao pro-
jeclo de que nos occopamo:, c milito-menos que esse
pasamento seja dedozido do crodilo qne se vola
par* o pasamento das presis da guerra da indepen-
dencia, oqualj foi pela caara consideravclmcnle
redozido.
OSr.Augwlo de, Sr. presidente, que po- mais de urna vez elevei
a minha dbil voz nesle -ecinto contra todos esses
ausmenlos de despeza, qut a pedido do governo fo-
ram este anno volados. A' considerado da cmara
acaba de ser oflerecdo un artigo additivo proposlo
pela nobre commissito de marinln e guerra, autori-
sando o governo a fazer urra operario de crdito ex-
traordinario afim de fazer face despeza proveniente
da proposta em dscusso.
Supponho, Sr. presiden!!, que o pensamenle desse
artigo addilivo veio de algcma maneira dar torca *s
appreheusOes que por vezes manifest! sobe a dimi
nuic/Iona nossa renda, e confirmar ludo quanlo eu
tenho dito na casa sobre asdiflicoldades com que lu-
tada o governo afim de poler salisfazer a lodos eses
augmentos de despeza votados.
Eu quizera, Sr. presdeme, nesta occasio volar si-
lencioso, nem umas palana proferir, e seguramen-
te nao me arredaria de seroelhante proposito se nao
visse que o nobre ministrada marinha nao havia sa-
lisfeito a urna inlerpcllacao que Ihe foi dirigida peto
nobre deputado pela Bahia no final de sea discurso,
visto que sempre eslive disposto a volar nesta mate-
ria segundo os desejos do governo, porqne he da-
qnelles assumplos governalivos de que nao he dado
discrepar, urna vez qne envolve alo inleresses inler-
nacionaes, em tal hypolhese, seudo principio por
mim constantemente seguido habilitar sempre ao
governo do meo paiz a salisfazer todos os compromi-
sos que elle lenha legalmente contrahido para com
naces eslrangeiras, sem oprxir nunca em tal caso a
menor difliculdade.
Porem devo lastimar que o nobre ministro da ma-
riuba nao lomasse sem consideraran as judiciosas ob-
servarte* que Ihe foram feilas pelo Ilustrado depu-
lado pela Babia acerca desse abandono em que se
acham todas as reclamares de snbditos brasilei-
ros.
O Sr. Ministro da Marinha d um aparle que
nao oavimos.
O Sr. Augusto de Oliceira: O nobre ministro
da marinha referindo-se smenle as presas de que
trata a proposla do poder executivo, e i parte do dis-
curso do nobre depulado de que neste momento fallo
e que o nobre ministro deixou sem resposta, referi-
se aos apresamente de navios de propriedade brasi-
leira feiloj pelo cruzeiro inglez.
Acamara sabe que pelo tratado de 1815 o trafico da
oseravatura foi prohibido ao norte da linda, o em
virlude das estipularles conidia- nesses tractados fo-
ram feilas varias apprcdcnses de navios brasileiros;
lambem a cmara se recordar que entre todas c apprehensiies submeltidas ao julsamenlo des tribu-
naes competentes e eroconsequencia das dccisOcs da
commissao mixta eslabelecida em Serra-Leoa, algu-
mas foram julgadas boas, e nutras ms presas; lia-
vendo algumas dessas decisOes ao depois sido confir-
madas pelos Iribonacs da Inglaterra, realmente he
para admirar albojo nao conste que o governo in-
glez tenha satisfeilo a umas das indemnisares de-
terminadas por tal forma para esses apresamenlos il-
legalmente feilos? IIesobre esse ponto que cu deso-
jara ouvir o nobre ministro da marinba c quizera
que medisaetae quaes as inlenirtes do gabinete actual
asemelhanle respeilo.
O nobre ministro nao deve cslranhar essa minha
inlcrpellarao, porque o auno passado eu fiz oulra
idntica ao ex-ministro dos negocios eslrangeiros,
tendo eu enlflo oblido cm resposta que a legar.lo
brasileira em Londres eslava autoritaria para tra-
tar desses negocios ; porem, examinando eu o rela-
torio do acluaISr. ministro dos negocios cslrauseiros,
nada vejo a esse respeilo. Coosla-me que muilus
dessas parles prejudicadas lem-se dirigido ao mi-
nistro brasleiro em Londres, ignoro porm se esse
ministro tem dirigido ao governo britnico una so
nota.
Ora, Sr. presidente, quando cu siipponhu que o
governo inslez por lodos os vapores reitera suas
ordeos a seu ministro nesta corle para insistir pe-
las reclamares de subditos inglezes, e que cbo-
verp notas urnas airo/ las outras, dirigidas pela
lesacao ingleza ao nosso governo ; e vista do si-
lencio que guarda o relatorio do Sr. miuislro dos
negocios eslrangeiros acerca das reclamares bras-
leiras, devo recejar que o nosso governo durma o
somno da indolencia e inercia a respeito dos in-
leresses dos subditos brasileiros ; por esta razao
pois nao posso deixar de instar pela soliciludc do
governo imperial sobre um negocio de tamanha
monta.
Tambera, Sr. presidente, devo lamentar qne
sendo o negocio de que traamos de 13o alia impor-
tancia, c devendo o governo o terestudadocom teda
a madure/a, venda o miuislro da coroa dizer no
seio do parlamento qae nao linha tido lempo de
ler os documentos n que se referem esses uniros
inleresses de igual .ttatureza de que falla o nobre
depulado pela Babia e que tem toda conqexao com
o assumplo da proposla. Em verdade eu pensei
que ao menos S. Exc. livesse lido os documentos
de ludo quanlo esl cm relacao immediala com a
materia da proposta, afim de poder dar as devidas
nformaroes ao corpo legislativo, tanto mais quan-
to o nobre ministro da marinha he o primeiro que
tem consciencia 4e seus grandes tlenlos, visto
que urna vez j se elevou a urna esphera lao al-
ia, pedindo a palavra em nome da sciencia, de
que se proclamou humilde apostlo. (Amo.)
Terminarei, Sr. presidente, essas minhas breves
reflexes declarando que voto a favor da proposla, e
pedindo ao governo que lenha em sua alia conside-
racao todas essas reclamacoes pendentes de subdi-
tos brasileiros qae nao (em sido altendidas pelo go-
verno inglez.
Talvez, Sr. presidente, a cmara eslranhc que eo
tan fcilmente vote por ama proposla que importa
ama lao grande despeza, tendo eu por vezes mos-
trado repugnancia em votar por nutras despezas de
menor monta.
7m O Sr. Augusto de Oliveira : Mas, senhores,
en voto por essa proposla em allencao ao aclo lodo
glorioso que Ihe serve de origem, e por ser anda
um pagamento de sacrificios feitos para que se
consummasse o acto mais grandioso da nacao bra-
sileira, como seguramente he o da sua emancipado
poli tica.
Quando, senhores, Scipiao voltava a Boma cobcrlo
de loaros, o povo romano o acompanhava ao Capito-
lio para render raras aos deoses pelos triumphos
que elle havia alcanzado, e nao se tomava coulas
a esse general das despezas que havia feilo ; por-
lanlo, senhores, a cmara me permiltir que em
allenrao a urna lao gloriosa recordaco, resignado,
vol por essa despeza, louvando-me nesta parle na
honra e probidade do governo, persuadido como es-
tou que elle nao viria podir ao corpo legislativo pa-
samento de despezas quo nao fossem dev idas. Por
es-1 razao voto, posto que com alguma repugnancia,
cm consequencia do mo eslado de nossas finanras,
os fundos ncressarios para que o governo possa sa-
lisfazer a esses sagrados empenhos de que Irala a
proposla.
O Sr. Pranhos {Ministro da Marinhal: Sr.
presidente, devo agradecer ao nobre depulado a jus-
lica e favor que fez ao gabinete a que perlenro, c
o farjo muilo sinceramente, polo que o nobre depu-
lado nao me libera I se as suas indulzcucias. Nao
mcrero tanta bondade da parle de S. Ex., e eslou re-
signados isso, sinlo, porm, que o nobre depulado
*e mostr sempre, nas suas increparte* ao ministro
da marii". smmmente injusto.
Eu nao tinha ouvido do nohre deputado pela
Bahia inlerpellarao alguma sobre essas reclama-
res do coverno imperial ao covernn britnico; se
Uvera ouvido, (cria respondido o que creio que o
nobre depulado pela Bahia j ouvio do nobre colle-
ga o Sr. minislro de negocios estraugeiros. As re-
clamarnos onutra os injustos aprisionaroentos feilos
pela cruzeiro britnico em navios brasileiros por
suspeila de qae se davam ao trafico de escravos es-
lao pendentes; e o ministerio actual, assim como os
seus antecessores, nio se lem olvidado no dever de
insistir nessas reclamares, tem insistido e continua-
r a insistir. Prtenlo, ja ce o nobre depulado que
nao deixei de salisfazer a essa inlerpellarao do no-
bre depulado pela Bahia de caso pensado, ou porque
ella envolvesse alguma difliculdade na resposfl que
o governo livesse de dar.
O nobre deputado levou lambem a mal que eu
nao livesse examinado as sentencas havidas sobre
essas reclamarte* particulares ; os nobres depula-
dos que tem conhecimento dos documentos juntos
proposta do poder execolivo sabem muito bem que
esses papis nao fazem parte de laes documentos,
que as reclamares particulares nao eslao ligadas
proposta do poder executivo...
O Sr. Augusto de Oliveira : Porem muilas j
estao na ordem do dia.
O Sr. Minislro da Marinha: ... e perianto pa-
ra sustentar a proposta en nao eslava na obrigac,ao
de examinar esses documentos. (Apoiados.) Nao sei
lambem com que direilo o nobre deputado censura
a um ministro porque nao est presente a todos os
negocios e nao os temestudado (apoiados), quando
o nobre deputado, que lambem tem obrigacdto de es-
ludar e velar pelos inleresses pblicos, nao vio ainda
esses papis, e acaba de declarar que vola pela pro-
posta do poder executivo sem a ler examinado, so-
mente por confiar no governo. He urna juslica que
o nobre depulado faz ao governo ; mas quem assim
procede nao 'em direilo para censurar ao ministro
porque nao esluda ludo quanto o nobre depulado
quer que elle estude. (Muitos apoiados.)
A discussao fica adiada pela hora.
Continua a lerceira discussao do projeclo n. 125
desle anno que altera algumas disposices do cdigo
do processo criminal.
He lida, apoiada, e enlra em discussao a seguinle
emenda :
Ao art. l.o Depois das palavra*cidades ac-
crescente-see villas, e supprima-se o seguinle :
nas vlasque, tendo o mesmo numero de jurados,
distaren) 30 leguas da cabera da comarca. Para-
nagua.
O Sr. Magalhiies Castro:Na discus portantsima desle projeclo de reformas judiciarias,
Sr. presidente, creio que nao devemos allcnder s
condiees favoraveis de um ou de oulro poni do
imperio ; considero porlanlo o paiz em geral, em
todas as suas partes, e principiarci estabelerendo,
ou recordando algumas verdades sabidas, algans
factos incontcsIaveiS em que fundamento a defeza
que desenvolveren Para merecer a attenrao de
V. Exc. com a benevolencia da cmara que me
ouve, serci conciso ; com pequea demora cnlrarei
na discussao propria do projeclo, principalmente do
arl. 1., que he o mais importante, oppondo algu-
mas considcrares que me pareccm olteudives s
considerarnos contrarias daquelles que impugnan)
o projcclo.
Sao difficcis, Sr. presidente, s reunies dos ju-
rados no imperio ; este he o primeiro faci incon-
le*lavel, he a primeira verdade sabida em que fun-
damento a defeza do projeclo. O mal da demora
do julsamenlo por jurados, ini-onveuiente que he
proprio da insliliiicio, sem lirar-lbe o seu mrito
intrnseco, duplica-a* eutre ni'is por diversos mo-
tivos.
Nao comparecen) 110 inbun.il dos jurados as les-
le.inunlias, lAo necessarias para o bom julgamenln
das causas ; oulro fado inconleslavel, oulra verda-
de sabida, em que fundamento a defeza do projec-
lo. Injurias, os mais feios nomes, prodigallsa-os
a imprensa contra lodos os caracleres, parecendo
que nao temos leis que a repriman), nem tribunaes
a que recorran) as victimas innocentes da maledi-
cencia, ou que ninguem tem honra ; sao factos estes
iuconteslavcis, verdades que nao postan) negar os
nobres deputados que combaten) o projeclo (c nesle
campo he que aceito a discussio), verdades de que
eslou convencido, e ontros tantos factos qne nao
podem negar aquelles que se reclamam fleis inter-
pretes das necessidades do eslado ecircumstancias
do paiz. E devia o governo em creumslancias
laes continuar indiflerenle, cruzados os bracos, dor-
mir o somno da indolencia, permanecer em ver-
gooliosa inercia, sem procurar remover os males
que lamentamos, e reconhecem todos ? Intactas,
Sr. presidente, religiosamente observadas devem
continuar as leis, em cojo dominio experimentamos
os factos referidos e Uto deplorados?!...
Se as leis que lemos, Sr. presidente, sobre a or-
sanisacn judiriaria e competencia dos tribonaes
nao corrigem os males indicados, forcea he coufessar
que sao defeiluosas; se as leis qoe lemos de polica
immediala nao soccorrem o ridadao com a prisan
dos criminosos; se com as leis que temos deixam
da ser processados e julgados tantos crimes ; se nSo
ha quem se anime, por-magoado que viva, a des-
aggravar-se das aflrontas da imprensa com as leis
que temos, lettra morta em assnmplos lio graves,
que locaro o mais intimo c delicado da existencia
do homem de honra ; se desle modo, Sr. presidente,
he lao dcfeiluosa a legislaran que temos, compre
reforma-la. Mas nao, repetir o nobre depula-
do pelo Rio de Janeiro que foi o primeiro impug-
nador do projeclo, e que ainda honlem eneelou
a discussao), nao ha mais lei possivel! n Se nao
bastan) as providencias felices da lei de 3 de de-
zembro de 18(1, cuja maior celebridade atteslam
dous partidos de principios polticos opposlos que
a execularam ; se nao baslam as cnmhinares Wo
calculadas dessa lei portentosa, que restiluio ao-
loridade o que Ihe perlencia, e mais alguma cousa.
do que Ihe perlencia, nao ha mais lei possivel !
O remedio lie esperar, esperemos do lempo, que
s elle nos poden Irazer remedio aos males que
soflremos A extnnsao do paiz, que he vaslissimo,
disse aioda o nobre deputado, cobcrlo de malas
virgens, com pequea populacho, sem estradas de
ferro, sao outras tantas causas inevitaveis que nos
embargan) a execucao de qualquer medida legisla-
tiva, disse o nobre deputado, como se nao devesse-
mos rnnsesuinlemente legislar, atlendendo para a
exlencllo do paiz, para sua pequetia populacao, e
para outras militas creumslancias que Ihe sao pe-
culiares. ,
Como se fra a lei de 3 de dezembro de 1811 o
ultimo esforro dos poderes geracs assislidos pelo
Espirito Santo Como se nao devera cs*a lei de
3 de dezembro de 1811, preciosa a muitos respeilos,
sabir com alguns defeilos, tendo sido discutida e
votada na exagerarlo maior das paixes poltica*
que sujeilam os mais distinclos estadistas, e com
priores conseqnencias Como se a lei de 3 de de-
zembro de 1811 pudesse ter a forca incrivel de fa-
zer parar o carro incessanle do lempo, perpetuando
as circumslaucias do paiz no p ou naquellc ponto
cm que as achou ? Acompanhando- ao nobre de-
pulado pelo Rio de Janeiro, pronunciou-sc conlra
loda a reforma o nobre deputado pela Babia-, Na-
da de reformas, disse o nohre deputado, appcllemos
para a cvlisac,ao ; a rcpressuo he nada, apreven-
cao ha lodo....
O Sr. Ferraz :He nma verdade.
O Sr. Magalhiies Castro:Muilo importa, Sr.
presidente, a prevengo medala dos crimes a que
se referi o nobre depulado: nem o governo se es-
quece do que Ihe cumpre a esle respeilo; governo
algum do mundo moslra-se mais solicito da felici-
dade do povo, promovendo com empenho maior os
inleresses maleriaes e moraes do paiz. Esle empe-
nho nao ho novo, nao he privativo do gabinete ac-
tual, vem de mais longe, cresce e manifesta-se cada
vez mais ,no reinado hamanissmo do Sr. D'. Pe-
dro II.
Mas at qne possamos fruir as vantagens da civi-
lisarao, disse u nobre ministro, devem continuar os
solTrimenlospresentes? E a conlinuarao da impu-
nidade, digo eu, com a desmoralizaran da imprensa,
nao reagir, retardando, pelo menos, o progressoda
civilisacito?! Sejam gunes forero, Sr. presidente, as
condiees moraes e polticas dos povos, com as me
Inores leis possiveis, com as instituirles mis sabia
e coslumes mais puros, nunca o legislador poder
dispensar-se da repressao dos crimes, nem descui-
dar-so de investigar o modo melhor de applicar as
leis aos fados criminosos. Em alguns paizes bem
constituidos al sao tolerados muilos excessos por
amor da liberdade, qne nio deve ser comprimida,
ou demasiadamente circomscripta pelo pretexto de
ser melhor prevenir que punir; a repressao por-
lanlo lie una necessidade indeclinavel, inseparavel
da liberdade, e o projeclo que discutimos, senhores,
estabelece as regras de repressao mais certa com ou-
lra* vantagens.
Reformas ociosas, velleidadcs ou inconsblerares
polticas, como as denoronou o nobre deputado, re-
provam lodos; sao porm aceitas as reformas uteis.
e muito frequentes nos governos conslilucionaes re-
presentativos, que admitlem o principid da inter-
vem.ao de todos nos negocios do estado, com o-con-
curso da vontade e das luzes de muilos e diversos
legisladores. Se as reformas podem ser ociosas e
prejudicaes, lambem podem ser uleis e necessarias,
e sempre ser melhor a lei que tiver sido promulga-
da por ultimo, revogando as anteriores; e sendo as-
sim, donde vem este brado de descrdito da legisla-
cao imputado ao governo que pretende algumas re-
formas? E que acalamento he esle agora lao inau-
dito quanlo esquisito, tralando-se da reforma de nma
lei ordinaria, daquelles que devem acompanhar as
creumslancias do paiz?! Aconlece-nos a osle res-
peito, Sr. presidente, o mesmo que lem acontecido
em todos os paizes livres. Na Franra as leis sobre
a orjamsaoao judiriaria c Competencia dos tribunaes
lem sido constantemente alteradas.
O Sr. Ferraz:Rcvogadas algumas.
O Sr. Magalhaes Castro : Alteradas inlcira-
mente. Analysando, ouca-me o nobre depulado
que Ihe responderei, analysando o arl. 82 da consti-
tuirn franceza le 1818, o autor da Iheoria do di-
reilo constitucional Tranccz exprime-se inui franca-
mente nas palavras segundes : A maior parle das
nossas leis sobre a orgausaco judiriaria e compe-
Icnria dos tribunaes observa apenas algumas dispon
sirtes em visor, as outras tem sido inlciramente re-
vogadas.He urgente, diz o mesmo autor, c bem
moderno modificar aquellas que se achara em har-
mona com os principios conslilucionaes.
Desprezadas porlanlo, Sr. yuesidenlc as Recla-
mares que a este respeilo podem ser repelidas pro
e contra, eu entrara j na discussao propria do pro-
jcclo, se nao livesse de tocar cm um ponto de que
impressionei-me. o S. Exc. o Sr. ministro da jus-
tira, disse o nobre depulado, descreveu o paiz com
as mais feias cores, e quando senhores? quando mais
necessitamos da emigrarao para o Brasil: derraman-
do a mgoa no corarao de lodos os Brasileiros, S.
Exc. deseoVicciluou-uus ante o estrangeiro, inutili-
sando todos os esforros para a colonisacao. a
O Sr. Ferraz :Salva aredaeco, foi isso.
O Sr. Magalhaes Castro : Cabe aqui dizer,
Sr. presidente, que nem sempre o genio pode zom-
bar da verdade. O nobre depulado com habilidade
le orador despertou nossos brios; mas nao pode of-
fuscar a razao dos que defendem o projeclo.
Entendo que o nobro minislro n3o devia occultar
a verdade.
No paiz ninguem ignora, lodos sabem o que nelle
se passa; fra do paiz, nao vivemos deportas tran-
cadas para que o nobre minislro podesse occultar a
verdade com alguma vantagem. O que resultar,
portante, deasas palavras do nobre ministro ema-
ciadas tao solemoemente nesta cmara, da alto da
(ribena, sobre o eslado do paiz? qaantidade dos cri-
mes qoe se comroellem no imperio. Resultarla des-
animo no paiz se S. Exc, reennbecendo e patente-
ando o mal qne deploramos, nao Ihe appltisae com
m3o segura e firme o verdadeiro remad; he des-
crdito na estrangeiro, se acaso S. Exc. nao ctridas-
se da repressao dos crimes, qne muilas vezes s nao
chegam ao conhecimento do governo. Consideradas
as cousas desta modo, nem ai palavras do nohre mi-
nislro sobre o eslado do paiz relativamente quan-
tidade dos crimes nelle commellido, nem este pro-
jeclo podem embarazar oa eatorcos empregadoa para
a colonisacao.
Os clculos ostatisticos apresentados contra o pro-
jeclo procederan) se comparados fossem com a es-
lalislira verdadeira dos crimes comroetlidos em todo
o imperio ; se porm sabemos todos que sao *io
exactos os mappas apresentados, para qne argumen-
tar com elles por amor de uro triumpho de cifras,
e de um falso Iriumpho ? Noiei mais, que as esta-
lislcas prestaram-se igualmente a lodos os nobres
lepulados que fallaran) a favor e contra o projeclo.
e pois recelo muilo naufragar em pelago lao pro-
fundo. Tomarei outro ramo, sere mais acaute-
lado.
Como niembro da commissao de juslica criminal
assignei esle projeclo que me parecen digno do seu
Ilustre autor, e muito folgo de o poder defender
com os recursos ordinarios da minha inteligencia,
auxiliado pela pralica qoe tenho de adminislracao
de juslica ; cinco anuos de promotor publico a ca-
pital da Bahia, em lempos pacficos e em lempos
revoltosos, e dez annos para mais de joiz de direilo,
incluidos cinco sem iDlerrupcjfo nos scrlesdquel-
la provincia, cerlamenle dao-me algum direilo para
fallar nesta materia.
Agora he que mais rogo a cmara qae contuue a
prestar-me a sua allencao : vou entrar na discossao
propria do projeclo, vou responder ao p da lettra
ao nobre deputado peto Rio de Janeiro qae o com-
baten na primeira e na segnnda discossao, e qne a-
inda honlem o impugnou rom fervor.
Eu disse,Sr. presidente,que as reunies dos jarados
eram diifices, muito dfficeis no imperio ; agora di-
go que o projeclo facilita a reuniio dos jurados. Eu
disse, Sr. presidente, que o mal da demora dos jul-
sanenlos por juradas, inconveniente proprio da
insliluujlo, sem privar o jury do seu mrito intrn-
seco, dupiieava-se entre nos por motivos diversos ;
agora digo que o projecto diminue este inconveni-
ente, qae o redaz aos seui termos devidos.
Ea disse qae as teslemunhas nao comparecan) no
tribunal do jrfrv, sendo lao necessarias para bom
julsamenlo das causas ; agora digo que o pmjedo
remove na mxima parle esle grande inconveniente.
Eu dase qae as injurias e os mais feios nomes pro-
digalisava-os a imprensa muir-lodos os caracteres
indistindamente, com descrdito da imprensa, con-
lendo-a prudentemente, sem comprimir a Hvre roa-
nifeslacao do pensaraenln, ao passo que garante o
direilo que lem todas as pessoas a sua repatacs de
honra e probidade. Deste mosto he que 'pwiendo
responder ao nobre deputado peto Rio de Janeiro.
Reunies mais facis dos jurados, mais prorapto
julgamenlu das causas, presenca das teslemunhas ;
eslas vantagens qae nao oblemos com a legislacao
adual, e que nio existem, como os nobres depula-
dos confessam, obtem-as o projeclo oa a lei qne se
pretende, mediante alguns pequeos inconvenien-
tes, talvez imaginarios. A concentracao do jury,
por exemplo, priva os municipios do tribunal de*
jarados ; os crimes afianzareis passam para a com-
petencia do juizes de direilo, magistrados perpetuos;
o inconveniente oa incommodo das testemnnhas qoe
lera de comparecer nas canecas das comarcas para o
julsamenlo dos crimes inafiancaveis nao he arreda-
do absolutamente. Posto, porm,. na batanea da
razao os bens e os males de um e de oulro systema,
he claro que sao insnpportaveis os inconvenientes da
lesi'larau presente comparados aos da lei que se
pretende ; estes ou nao existem ou desapparecera
diante das vantagens seguintes, Uto preconisadas pe-
los nobres deputados qae combaten) o projecto: Qae
o projecto facilita a renniao dos jurados.he evidente.
Qualificados os jorados da cabeca da comarca e dos
respectivos municipios, e postos os nomes de todos
em urna s urna, na cabeca da comarca ser mais
fcil o comparecimeolo de 40 jarados d'entre 100,
por exemplo, do que o de 40 d'entre 60. Quando
mesmo pela nova qualificacao e a elovaoSo da renda
necessaria para ser jurado diminuido fique o nu-
mero dos jurados, ainda assim o projeclo facilita a
reuniao dos jurados, porque mais fcilmente compa-
recerao 40 d'entre 60 bem qualificados, do que d'en-
tre 100 mal qualificados.
Mas, disse o nobre deputado qne combateu o pro-
jeclo, a primeira sesso do jary poder ter lagar, a
segunda ser impossivel, se prevalecer a regra do
art. 289 do cdigo do processo criminal ; a regra be
que nenhum jurado servir segnnda vez, seja tiver
servido na primeira sessao. Mas la est no mesmo
art. 289 a excepcaosalvo o caso de necessidade ab-
soluta.Acontecer, Sr. presidente, com este pro-
jecto o mesmo que ja acontece com os jarados das
freguezias distantes 20 e mais leguas. Quando nio
comparecen) actualmente jurados em numero suffi-
cente para installar-se a sessao do jury, procede-so
a novos sorteiros d'entre os jurados snpplentet, e na-
da impede que o joiz de direilo aceite o servico do
jurado qae ja tiver urna vez comparecido, se bou-
ver necessidade para abrir-se a sessao. Assim te-
ndo eu ejercitado o art. 289 do cdigo do proces-
so, e assim lem elle sido exeenlado por todos.
O Sr. Siqueira Queiroz : Emquaoto nao se
esgolam as cdulas que se acham na orna, nao se
pode proceder assim.
O Sr. Magales Castro :Na orna especial dos
supplenles devera estar sempre os nomes de todos os
juizes mais vizinhos para servirem nos casos de ue-
cessidade, posto qne ja lenham comparecido c ser-
vido.
Dizem os nobres depulados : <( Desta maneira
os jurados serao juizes certos conlra a ndole da
uisiituicao do jury. Senhores, 12 juizes sorteados
d'entre 40, dadas as recusacoes e as suspertes, nao
podem ser juizes certos ; poder aconlenea quetejao
mais sohrecarregados os jurados da cabera da comar-
ca c os mais.vizinhos ; esla circunstancia porm nSo
altera a nalureza do jury, quanto mais qne o pro-
jcclo em si conten a verdadeira providencia para o
comparecimenlo dos jurados. Esl ella mnito princi-
palmente na separaban dos crimes a lian cavis jul-
gados pelos juizes de direilo. A esle respeito quero
referir aos nobres deputados o qae sei, como se acon-
tecer commigo. Disse-me um juiz de direito que
abrir urna sessao do jury para o julsamenlo de do-
us nicos processos, um de ferimento* simples, e
outro de injurias. O ferimento simples linha sido
feilo por um velho de 60 annos em um rapaz eston-
teado que perseguindo um galo estimado do velho,
quizera mata-lo, e pois, em defeza do animal fra
feilo o ferimento. O segundo processo era de inju-
rias feilas por urna muther contra nutra qne uao
Ihe havia querido emprestar urna urdpema. ( la-
sadas. ) Senhores, esle facto tem conseqneocias se-
rias, e eu nao o trago aqui para fazer rir*. O velho
de 60 annos achava-se preso havia mais de asno, a
mulher que injuriara lambem se arhava presa por
muitos mezes : reuoiram-se os jurados, dispensaran)
as teslemunhas, e absolvern) os reos. N.lo foram
eslas as priores coosrquencias. Dabi em diante os


jurados deixavam de comparecer, e dudan : Parar a limitarSo do projeclo, obrigando iquelle que qui-
que havemos de ler Unto Irabalho, ofirer linio nr escrever contra qualquer pessoa a determinar
PUMO OEPERmWBUCO, QJARTft FEIRA 8 D NOVMBRO OE 1854
inronimodos 1 Para julgarmos processos de gatos e
de nmai urupema*? u V po:a cmara que
quando se tirar do jury o julgamento deslas peque-
ninas causas, os jurados, compenetrados da impor-
tancia de seos servidos, comparecera) muilo mais
provavelmenle.
O Sr. Siqueira Queiroz d um aparte.
* O Sr. MagalhSts Catiro ;A quasi certeza que
os jurados tem de acharara lmente deslas causas
para julgar, be que tem feilo com que elleiuao com-
parecam para o julgamonto das mais importantes.
Se pois a concentraeao do jury as cabecea de co-
marcas eom a divisJo do* ermes afiaoc,aveis e inafl-
ancaveis, perteocendo o julgamento daquelles aos
jalees de direlto, e o julgamento dos inafiancavels
aos jurados, facilitar as reuniOes dos jurados, he con-
sequeneia inafallivcl que o projeclo diminue o mal
da demora do julgamento por jurados.
Mas, dirBo os nohres deputados, os municipios f-
elo privados da Instituido do jury. Seohores, o
mal aqui he inleiramente imaginario : o que vem
a ser o jury nesaes lagares insignificantes, aonde nao
ha ioatroccSo, nem fortuna! Iluta dizer-se que lia
jury para que unroga garantios esta institnicao ;
Pois este tribunal em logares de nenhnma impor-
tancia pode olTereccrss vantagens que o recommen-
dam Nflo, e,pois, em muitos municipios o jury po-
de ser antes um mal, oo lie lao insignificante o cu
proveilo que pode ser comparado as vantagens que
resnUam do projeclo.
Dizem mais os nobres deputados : os reos, muilas
vetes Innocentes, ficarao privados das recommenda-
ce* dos seas vizinbos, ou das pessoas que podeui
abona-tes. Qoem sabe, Sr. presidente, se nao he
para bem o que parece tamaita desgrana '.' N.1o
he tima das vantagens dos triboaaas de 2., instan-
cia oestarem arredados do foro das intrigas'.' Quan-
to mais que podem comparecer no jury da cabeca
da comarca jurados do municipio, e da residencia
do reo ; quanlo mais que o reo pode comparecer no
jury levando comsigo pessoas que o conhecam para
abonarem o seu procedimento. A este respeito o
nobre miuistro dar as precisas providencias nos re-
gulamenlo que fuer, e que, sem duvida, serio dig-
nos de S. Et.
Relativamente s influencias ou potentados das
localidades, sem duvida alguna, seohores, devem
encontrar mailo maiores emtameos na cabeca da
comarca, para onde concorren os jurados dos difle-
rentes municipios ; scnSo que digflo elles, onde que-
ren o jary Nos termos ou na caneca da comarca? !
Por oulra, em suas casas, ou na casa alheia '! E nao
pedem essls influencias todos os das o jury ti sua
porla 1 ...
Teaho pois mostrado que o projeclo facilita a re-
nniao dos jurados por meio da concentraran do ja-
ry, e separando os crimes aflianraveis dos inafllan-
caveis ; deve agora mostrar que remove o mal da
ausencia das testemunhas. Aquello- que observao
a marcha natural das cousas; aquelles que confiam
as leis da r.-zao e equidade, que 3o leis que re-
sistero constantemente silenciosas at que tritim-
pham ; esses nao ignoram que a ausencia das teste-
munlias procede da incerteza da reuniao dos jura-
dos e da demora do julgamento dos processos. As
testemunhas nao contparecem na dnvida da reunan
dos jurados, presumen! rasos senelhantes aos que
refer, insignificantes: e quando os jurados se re-
nen para o julgamento, muilas vezes ja se acham
mudadas as testemunhss de une para outros tuga-
ren, porque, pobres, nao podem permanecer em
suas choupaoas. Sao estas as causas verdadeiras
da ausencia das leslemunhas que nao comparecen
no tribunal; o jury leva naturalmente em conta es-
tas causas lo altendiveis, que calam no curaca dos
jurados, c no coracao do juiz de direilo : as teste-
munhas nem as allegam, priori sito dispensadas,
e nao as ouve o jary, correndo e risco de absolver
ou coodemnar injustamente, e em regra absolve, e
deve assim proceder. O preceilo legaWdo conpare-
cimento das testemunhas tem sido pois Iludido, ro-
mo qualquer outro que seoppozer razao e i equi-
dade, quaesquer que sejan as penas annexas i sua
infraceflo. O plano do projeclo lie pois chamar ao
cumprimento de seos deveres as testemunhas e os
'jurados sem inpr-lhes cssas grandes penas nem
mearas.
tluir consideradlo, senhores, que impede o com-
parecimenlo das testemunhss no tribunal do jury
he e-se sj slcma que adoptou a lei de 3 de dezenbro,
jos entregou ao jury o julgamento de causas pe-
queninas, dos crimes afllaucsveis, que julgados
muilas vetes sujeilam 09 reos a penas menores que
as detenerte sotTridas.
O tribunal de jury, quando se lite prsenla um
reo de crimes taes para ser julgado, preso, muilas
vezes, j por maior esparo de lempo do que aquel-
te qae deveria soltrer de prisAo como pena, nem
cuida de exigir o comparccimcnlo das leslemunhas,
absolve o reo ; as lestemanhas ja sabem priori
que tribunal proceder assim, e por tanlo deixam
de comparecer. O tribunal do jury, habituando-sc
a dispensar as testemunhas para o julgamento dos
pequeos crimes, sem o querer passa a dispensa-
las no julgamento dos crimes mais importantes.
O Sr. Siqueira Queiroz d um aparte.
O Sr. Magalhaes Caitro: Os homens igno-
rantes, ou que o nobre deputado sirppoe ignorantes,
as testemunhas e os jurados, sabem tanlo estas coli-
sas por instinclo como ssbemo-las nos. E como
chama o nobre ministro da juslira as leslemunhas
para o cumprimento de seos deveres sem impor-lhes
penas '.' Dando ao jury o julgamento dos crimes in-
afliancaveis ; esta importancia maior das causas su-
jetas ao tribnnal do jury ser acompanhada da as-
siduidadn dos jurados quando souberem que vao
julgar causas importantes : enlflo nao sero altendi-
veis as escusas das testemunhas que devem conlar
com o comparecimenlu mais provavel dos jurados.
E attendendo as lestemanhas para a importancia
dos depotaaentus comparecerlo na cabera da comar-
ca menos cooslrangidas para o julgamento dos cri-
mes inafltanraveis.
Ha verdsde qoe desla maneira os crimes afilan-
ras ds alo serio julgados pelo tribunal do jury ; mas
ajaal he melhor, senhores, seren julgados esses
crimes no jary, sem a pretenca das leslemunhas.
11 pelos juites de direilo cujas audiencias sao em
das certos, presentes as lestemanhas'.'
O Sr. Siquiera Queiroz: O juiz de direilo
o absolverla a queslao do gato e da urupemu ?
O Sr. Magalhaes Cauro : O que eu quero
provar he qae o projeclo facilita a reuniao dos ju-
rados, e por conseguate remove em grande parte
a falla do romparecimerln das leslemunhas. Es-
tas comparecern fcilmente no juizo de direilo,
cojas audiencias sao repelidas e certas, e assim me-
lhor serio jalgados os crimes affiancaveis.
Deste modo, Sr. presidente, o projeclo remove
ou repara o inconveniente da ausencia das leslemu-
nhas que nao comparecer no tribunal do jury pa-
ra o bom julgamento das causas.
Anda me resta urna parte da demonstrara. Eu
dase que o projeclo favoreca a imprensa conlen-
do-a prudentemente sem comprimir a liberdade du
pensamento ; esta he a parle que me resta demons-
trar.
O projeclo, senhores, oppc una pequea bir-
reira mentira e i maledicencia, qoe atropellam
- ludo ; quanlo ao mais, e no essencial, a imprensa
lio do jury, contina no jury. Se alguem escrever
contra e empregado publico denuuciando-o de um
crine eerlo, de um crme determinado, chamado
reaponsabilidade ser julgado no jury, vao pode
porm caber a mesma sor te ao imprudente que im-
prudentemente injuria por injuriar, sem interesse
publico algum. A estes he que o projeclo nega o
tribunal do jury, porque nem semelhaotcs causas
s3o dignas de ser nelle ventiladas.
Acontece muilas vezes ou pode acontecer, disse
o nobre deputado pela Babia, que seja necessario
ex por O ministro ao odio e ao desprezo publico.
Disse moilo bem o nobre deputado : um ministro,
qualquer homem que procede mal, deve ser expos-
to ao olo e ao desprezo publico ; o projeclo n3o
priva o ridadao desle direilo, nem o embarara no
exercicio de semelhante dever ; seja o ministro de-
nunciado, pode faze-lo qualquer, de crimes cerlos
e determinados, e cresea o odio publico na rato da
gravidae dos crimes comnllidos ; as nflo seja
coberto de injuria vagas, de imputarles que des-
acreditan que nodoam, sem interesse publico, con-
fundido os bous con os naos, e o vicio con a
virtode, pata prazer somonte do perversos, qne
folgan e viven tiesta confusa. He o que o pro-
jeclo quer evitar,
Senhores, estoo bem cerlo de que neo ha escrip-
tor publico algam sisodo qae nao aceite de corar, jo
os tactos. Desla maneira acreditarse a imprensa,
que vai cahindo em descrdito; e he por amor del-
ta que lenho esta iinguagem.
Sei, 9r. presidente, que he diflicil conter a im-
prensa era seus jastos limite?. A liberdade da im-
prensa, esle direilo (80 querido, no he porm a
I cenca dt injuriar, de difiamar ; ha o direilo de
discutir as quesloei e profanda-las. Neale sentido
o projeclo nao faz violencia alguma liberdade da
imprensa, nao a comprime de maneira alguma.
Nao posso admillir a opiniao daquelles que dizem
que o empregado publico deve sujeltar-se a todos os
ataques da imprensa, e que aisim he necessario,por-
que da vigilancia continua da imprensa he que resul-
la a seguranca publica. Nao pens desla maneira :
ser o melhor meio, sim. de conspurcar o homem de
bemque serve ao sen paiz, ser o melhor meio de
trazer sempre em alegra o malvado, o peiverso, que
zomba da imprensa c folga com o descrdito'della.
Sejam portan to censurados, denunciados por cri-
mes graves qoe os exponhan ao odio e ao desprezo
do paiz os empregados pblicos e at o ministro da
corda ; mas nao sejam injuriados smente por amor
da dillainacao, eomprometlida a imprensa, c debi-
litados lodos os elos que ligam a sociedade. Licen-
ca mata a liberdade de imprensa, e nenhnm escrip-
tor sensatoe virtuoso pode advogar semelhante can-
s, t. pois, lodos applaudem a pequea limilacao que
o projeclo pOe imprensa por amor da imprensa. O
pensamento contina livre, porque os principios per-
lencem ao publico ; o projeclo so conlm as paixGes
de algum modo, tirando a imprensa da vergonhosa
arena em que se acha collocada.
Agora cu quizera que me dissessem os nobres de-
putados quo cumhalem o projeclo, quem he o inter-
prete fiel das necesidades Jo Estado o circumslan-
cias do paiz ? O nobre ministro da Justina, que com
este projeclo remove lodos esses inconvenientes que
apon lei, ou os nobres deputados que combalema re-
forma !!..,
O Sr. Ferraz : Se quer negar aos depntados o
direilo da discussSo...
O Sr. Magalliaes Catiro: Nao quero lanto.
Eu pergunlo : quem o interprete fiel das necessida-
des do Estado, das circunstancias do paiz Os no-
bres deputados ouo nobre ministro ? Concedo que
sejam os nobres deputados, nao obstante ludo que
lenho dilo. Mas entre os nobres deputados trium-
phaiido do nobre ministro, que rene s tutes que
tem as deum gabinete Ilustrado, com u pralica dos
negocios pblicos ; entre os nobres depulados trium-
phando do nobre ministro, do gabinete e de lodos os
defensores do projeclo, e a maioria desla cmara,
quem ser o interprete mais fiel das necessdades do
Estado e circunstancias do paiz? Certamente que
a maioria desta cmara.
O Sr. Brandao : Desla maneira nao se deve
discutir.
. O Sr. MagalhSet Catiro : Desla maneira he
que devemos discutir, curvando-nos i maioria da
cmara, porque nao podemos ser lio vaidosos que nos
julguemos cima della. Espero porlanlo que os no-
bres depulados que se proclamam os fiis inlerpre-
tes das necessdades du paiz cedam dianle da pre-
jumpc.au mailo legitima que tem por si a maioria
desla cmara, e diante da autoridade anda mais res-
peilavel da maioria do senadu brasileiro.
O Sr. Braiidao: E se o projeclo nao for sanc-
cionado .'
O Sr. MagalhSet Catiro : Enlao, curvar-se-
hao aquelles que defendem o projeclo. No raso
contrario, curvem-se os nobres deputados ; respei-
tem o pensamenlo de um ministro que rene as lu-
zes que lam s de um gabinete illuslradu e pratra
dos negocios pblicos.
O Sr. Siqueira (Jueiroz : Respetamos, mas
queremos discutir.
O Sr. MagalhSet Castro : E digam-me agora
mais, se alguma cotisa valem as reftexucs que hei
feilo, destacadas inleiramente da minlia pessoa : he
por capricho que o nobre ministro quer que votemos
esle importante prujeclo? He por capricho, como
honlem se disse aqui, que o nobre ministro quer que
volemos este projeclo, que lem em seu favor lanas
consideraces,preumpcOestao vehementes de vanta-
gens publicas ? Nao ser a idea do servico publico,
nao ser.'iu as vantagens reconhecidas deste projeclo, a
causa do fervor, do amor quo o nobre ministro lite
dedica ?
O Sr. Branaao : E o fervor dos que combalen
o projeclo tanbem nao se funda no pensamento nu-
bre de ervir ao paiz ?
O Sr. MagalhSet Catiro : Ja negue a algum
dos nobres deputados esse fervor, esse fundo de
consciencia ? Mas nao quero conceder que d-
gam o contrario a respeito do nobre ministro ;
nao quero que digam que he por capricho que S.
Ei. insiste pela adopcao desle projeclo.
E digam-me mais os nobres doputados : um pro-
jeclo desla ordem pode de maneira alguma compru-
melter o partido liberal conservador ? Poit o parti-
do liberal conservador devia consentir na conlinua-
CSo da lei de 3 de detembru, lal qual eiiste, quan-
do com esta lei nao se reunem os jurados, ou se re-
nen! diOiclmente ; quando com esta lei as leslemu-
nhas nao comparece! no tribunal, demorando os
jolgamentos por jurados -, quando com esta lei, e
apezar della, as injurias nao cessam, e os nomes mais
feios qoe a imprensa prodigalisa com lodos, sem ds-
linccni de alguem, parecendo que vivemos sem leis,
nem Iribunaes, ou que ninguem tem honra neste
grande imperio ? Paiece incrivel que se faca op-
posicao lao forte a um projeclo que rene lautas
coiidirOes de ulilidade publica.
O Sr. Ferraz : Nao se zangue.
O Sr. Magalhaes Castro : Nao me zango ; he
o enthusiasmo de que nao posso deiiar de possuir-
me quado defendo urna idea de cuja ulilidade e
necessidade estou profundamente compenetrado. He
resollado do prazer que sent o meo coracao ; nao
he a raiva que dicta as minbas palavras. Ser in-
constitucional, como se disse. este projeclo, quando
a constituirlo dspOe lao-claramente que o jury exis-
tir conforme as leis determinaren ? E podemos di-
zer que be inconstitucional esle projeclo, que en-
volve tanlos.melhoramentos no nosso systema judi-
dario, quando na consliluicSo est consagrada a idea
de reformas, mesmu no jury, quando c como for
conveniente ?!
E onde est, senhores, a vassallagem dos juizes
de direilo ? Pois basta dizer que somos vassallos pa-
ra que o tejamos ? Pois s porque ser nomeado
desembargador o juiz de direilo que liver servido 15
annos, s por isso seremos vassallos do ministro? !
Semelhantes proposirdes nem as repilo por honra
dosjuizes de direilo.
Nolavel porem he, muilo nolavcl, Sr. presidente,
o zelo immenso e o interesse extraordinario que se
toma pelos magistrados compromellidos agora por
esle projeclo As leis de 1850que entregaran! aos
juizes de direilo o jiilganienlit das resistencias, que
sempre sao eflecluadas ou tentadas pelos poderosos,
o julgamento do roubo. da moeda falsa, de todos es-
ses crimes mais gravesque denuncian! grandes cri-
minosos, essas leis nao comprometieran! os juizes de
direilo... nao; mas sao compromellidos agora os
juizes de direilo (cuitados ) porque v3o julgar os
crimes afiam-aveis!
He inexcquivel este projeclo, porque os juizes de
dreilo vao julgar os crimes afiancavcis, mas nao fo-
ram inexequiveis as leis de 1850,'quc passaram para
os juizes de direilo o julgamento de lanos crimes
importanlissimos I Que conlradicres sao estas, se-
nhores ? Como be que nos esqueremos hoje do que
fizemos honlem ? Como he que censuramos, que
adiamos eomprometlida a sorle da magistratura com
este projeclo que da aos juizes do direilo o julga-
mento dos crimes afiaucaveis ; e nao consideramos
os juizes de direilo lodos morios, ou pelo menos in-
leiramente aterrados por terem de julgar crimes de
lamanha considerarlo, como os de resistencia, rou-
bo, moeda falsa, coulrabandu de cscravos, ele.
O Sr. terraz : Olhe que islo nao he comigo.
O Sr. MagalhSet Catira : Rcfiro-me aos arr-
menlos, e nao as pessoas; aos fados.
O Sr. Aprigio : Os mesmos Srs. ministros ac-
tuaos votaram por cssas leis de 1850.
OSr. MagalhSet Catiro : Mas elles nSo dis-
serant que ellas compromeltiam a surte dos
juizes de direilo ; pelo contrario, o nobre ministro
da juslira disse aqui que nao deviamos suppor os
juizes de.direilo lao cobardes, e que mesmo convi-
nha habilita-loa ao cumprimento dos deveres mais
arduos.
O .Sr. Aprlgio : Peosci que invectivara as leis
de 1850.
O Sr Magalhaes Castro : Nao invectivo a
ningaen.
O Sr. Aprigio : Retiro.
OSr. MagalhSet Catiro:Sustente o projeclo
sem combaler, nem de leve, as leis de 1850. Digo
que se essas leis nao foram o nem s3o exequiveis,
que se nao compromettem a sofle dos juizes de di-
reilo, essas leis qua tratara de crimes, sen duvida
alguma mais aterradores, muito menos o projeclo
queconfere aosjuites de direilo o julgamento dos
Ciimes aliancaveis. Deixo por um pouco a cmara
para me dirigir ao nobre mnslrodajastic.a.
Diz o 3o do art. 2 (lendo) : Os juizes muni-
cipaes nao exercero mais funches policiaes. 4"
O delinquentes sendo presos, seraoinmediata-
menteremeltidos ao juiz competente para a for-
macao da culpa. 5 Os delegados de pulida, che-
fes de polica e subdelegados darlo as providencia
necesarias paraa promptaremessa dos presos.
Tem-se entendido o 3 de modo que pode o no-
bre ministro nomear o juizes municpaes, delega-
dos de polica, dzendo-se qae, segundo as palavras
deste paragrapho. deve-se entender que, somente
como juiz municipal he que nao poderao exercer
funeses policiaes. Eu espero entretanto que o
nobre ministro jamis sirva-se da excepcao consa-
grada ueste paragrapho ; nem vejo razao para Uto,
e lano me nao merecera esle projeclo se nao sepa-
rasse a polica da justca. Espero portante que o
nobre ministro muilo raramente...
O Sr. Aprigio:Espero o contrario.
O Sr. Magalhaes Castro: ....servir-sc-ha da ex-
ceprao conlida neste paragrapho. E porque ha de
servir-se ? porque ha de nomear delegados os jui-
zes municipaes ? Nao ha necessidade absoluta, n3o
ha necessidade mesmo ordinaria para isso.
Pois actualmente acham-se supplenles de delega-
dos, supplcnles ele juizes municipaes, supplenles de
subdelegados e d'ora em dianle nao achara o nobre
ministro em cada comarca urna pessoa que sirva de
delegado* Deve adiar, e deve achar muito'mais
promplamente conforme forem as disposicoes dos
regulamenlos, Confio qae sero dignos, muilo di-
gnos de S. Exc., e pois espero que a excepto do
3" do arl. 2 ser raramente execulada.
Para que seja real a separarao da polica com a
juslira, espero que o nobre ministro d execurSo
>* :l, e 5", como os comprehendo; e para que
o nobre ministro rompcnelre-se do meu pensamenlo
limlarme-hei a reprodnzir algumas palavras que li
em um sabio escriplor (/#) :
queja nao pertence aos magistrados e nos Iribunaes;
a polica apodera-se delles, ordenaos prisoes, in-
terroga e depois de haver dado aos processos a mar-
cha convenanle aos seus designios, cansada de alor-
mn(ar as victimas suas. privadas de liberdade por
longo lempo, as entrega, cs en 13o, juslica, que
nao determina-se por si, parecendo um instrumento
da polica, a j-jstira nao he desuada para julgar
somente, perlencem-lhe lodos os actos que prece-
dem o julgamento, e lao necessarios para forma-Ios.
Debaixo desles principios, debano desta theoria
he que espero que o nobre ministro far o regla-
mento para a esecurao dos paragraphos que lenho
lido ; e assim devo entender os mesmos paragraphos
porque o uobreministrodlz: Os delinquentes sendo
presos serao inmediatamente remeltidos aos juizes
competentes. A palavra immediatamenle med urna
esperahraconsoladora. Adianle o uobreministrodlz:
Oschefcs depolicia, delegadosesubdelegados darao
as providencias necetsarias para a prompta remessa
dos presos, n Nao quer porlanlo o nobre ministro
que as garras de um delegado ou subdelegado de
polica fiqaem os ridadaos gemendo presos por Ipngo
lempo, at que esta autoridade queira remeltc-Ios
ao juiz compleme. As palavras immediatamenle
do e prompta remeta do 5 dao-me pois con-
soladoras esperanras ; e nesle sentido vol comple-
tamente por esle projeclo, que, acreditando o jury
e a imprensa. c separando de urna maneira real a
polica da juslira, garante ao paiz um brilhaote
futuro.
Senhores, eu nao sou inmigo do jury ; pelo con-
trario, sou muito amigo desla instituido. O jury
lie o tribunal nico em que pode o innocente apre-
sentar-sc sem tremer ; be o tribunal nico em que
pode lambem o rosercondemn-tdu sem ler de quem
queixar-se.
O Sr. BrandSo ; Islo he contrario ao qne o no-
bre deputado lem dito ; se lie o nico...
O Sr. MagalhSet Catiro: Espere o nobre depu-
tado. Nao basta a palavrajurypara haver jury;
he preciso que o tribunal seja organisado, e organi-
sado convenientemente. He porque nao ha jury
nesses lugares sem recursos, senao um simulacro de
jary; e para dar considerarlo instituir beque
se quer chamar o jury para as calieras de comarca ;
eainda por amor do jury he que lira-se-llie o julga-
mento dos crimes aftanraveis. Nao sou portanto
inmigo do jury. Mas nao bastamos nomes das
cousas.
Tambem nao sou iuimgo da imprensa ; pelo con-
trario he por amor della que quero esla providencia,
que a tira desse lamaral immuiido para dar-lhe urna
posicao digna della, obrigando o escriplor a ler mais
prudencia, a nao deixar correr a penna sem refle-
x3o, a pensar antes de escrever.
liluicao do jury por esses lugres sem garanta,'cra
preciso cooslituir o juiz de dreilo cima do tribunal,
era preciso nm recorto qualuer dai decises du tri-
bunal sem conceo. Mas hte> qae o jary he cons-
tituido por oulra forma, havmos de deixar subsistir
o arl. 79 da lei de 3 de dezesbro do 1841 f !
Acabemos com este direil- extraordinario qoe ten
o presidente do jury de appllarnos casos de absol-
vilo, deixando nascadeiasi ridadao julgado inno-
cente por seos pares Cre que foi um lapso do
nobre ministro ; na muliidaue seus afazeres, pas-
sou-lho lembrar a revocai;aod art. 79 da lei de 3
de dezembro. Este artigo ea urna consequencia da
lei de 3 da dezembro, e do uVscrcdito em que eslava
a instituirlo do jury ; era uia consequencia neces-
saria da m consliluieao do< Iribunaes de jurados ;
mas hoje que o jury he consiluido de oulra forma
dove esla cmara lcvanlar-sctoda era favor do inno-
cente julgado por seus pares assim como levanlou-
se em favor dos condemnads.
Com esla emenda, e alud que nao passe, c por
todas as razOes que lenho oOrecido 4 considerarlo
da camara,asigneie vol a livor do projecto.M/oio--
dos. Muilo bem.)
O Sr. Ferraz requera ucencia para tratar-sc dn
projeclo sobre o crediio par; pagamento das presas
da guerra da independencia mas verificando-so nao
haver casa para votar o remerimento, procede-se e
chamada.
O presidente desigua a oem da e levanta a ses-
atn.
PERM9RIC0.
CMARA MUN1GIP1L DO RECITE.
4. Seaaae' ordinaria de 2: de ontnbro de 1854.
Presidencia do Sr. BcrSo de Capibaribe.
Presentes os Srs. Vianni, S Pereira, Mamede,
Oliveira, Reg, e (iameiro, abrio-se a sessao e foi
lida e approvada a acia da ailncedeule.
Foi lido o seguinle :
EXPEDIENTE.
Umofflcio do juiz de dreilo interino da primeira
vara, participando para oflm conveniente, ter con-
vocado para as 10 horas d- da 15 de novembn. pr-
ximo futuro, a quarla sesAo do jury dosle termo.
Inteirada.
Outro do fiscal do S. los, remetiendo o mappa
do gado mrlo para consuno desta cidade, na -"ma-
na de 16 a il do correne (666 rezes.) Que se ar-
chivasse.
Oulro do fiscal da Murbeca, participando que se
mal,-iram 36 retes para coisumo daquella freguezia
no mez de setembro ullim, e renellendo dous ler-
nos de mullas por infracf o s posturas, comnelli-
das por Miguel Francisco lavier de Souza e Bernar-
do Jos da Cosa Guiarais, dando a razao porque
os nao man tara ajotar peo subdelegado da fregue-
ziaA' connissao de poli ia.
Foram nomeadas novas ommisses que fizrarh as-
sim compostas: SadeD. SPererae dameiro.
EdificacSu, Oliveira e Marrede.-Pelires, Reg e Oli-
veira.Polica, Barata 1 Mamede. Resulveu-se
que fossem em praca amaihaa e depois, os lalhos do
acougue das Cincu-Pontas.que nao foram anda ar-
rematados.
Man louo-sc iiifregar n Manuel da l'ait.lo Paz, os
materiaes da casa do cemibrio, demolida,por 509000
rs., por nao ler appareciio quem mais desse.
Despachou-sea peticao de Manoel Paz ; c levan-
lou-se a sessao.
Eu.Manoel Ferrera cciol, oflicial-maior da
secretaria, a escrevi no inpedimeuto do secretario.
Barao de Capibaribe tresidenle. Mamede.
Gameiro. fego. Olivera.S Pereira.
REPARTICAODA POLICA.
Parte do da "de novembro.
Illm. e Exm. Sr.Paricipo a V. Exc. que, das
iliffereiites participa parlicao, consta terem sid> preses : pela subdelega-
da do primen o dislriclo deste lermo, JoSo Duarle
de Oliveira, para averiguic,es policiaes ; pela sub-
delegada da freguezia ooRecife, o pardo Antonio
Mom I ubi, sem declararan! motivo, o pardo Sim-
plicio, esrravo de Dominis Caldas Pires Ferreira,
por furto ; pela subdelegiria da freguezia de Santo
Antonio, o porluguez Joiquim Jos Aives, por ler
terido a cabera de urna pista ; pela subdelegada de
S.Jos, o pardo Jos Silvslre Bez'erra. por ebrio ;
pela subdelegara da fregiezia da Boa Vista, o par-
do Eduardo Mendes da Ilcita, para averiguncoes po-
liciaes ; e pela subdelegaca da freguezia do Poco da
Panella, o cabra Joao Luz da Silva, sem declarara
do motivo.
Em ollicio de 3 do crlente, participou-me o de-
legado do termo de Olindi, que no da 28 de outu-
bro findo, no lugar da Curreicao do segundo dislric-
lo da freguezia de Marai municou o respeclivo subdelegado, deu-se urna des-
orden! enlra o portuguez Antonio Soares Pinto, e
Manoel Antonio de Aguiar, sendo este o aggressor,
da qual resullou ferirem-s mutua e gravemente, sa-
hindo o portnguez com una eslocada cm um p, que
Ihe Iraspassou a junta, e oreferido Aguiar com oulra
estocada, que ameaca risco de vida. Foram ambos
presos, e contra elles vai ser instaurado o competen-
te processn.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 7 de novembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Beutc da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia os Pernambuco. chete
de polica, tuiz Carlot de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERNAMBUCO.
OSf. Saijao Lobato Jnior : O projecto nao
contm providencia alguma sobre a liberdade da im-
prensa.
O Sr. BrandSo (ao uradnr): Compre responder
quede aparte.
O Sr. SaySo Lobato Jnior : Declamar.
O Sr. MagalhSet Catiro : Evitando que o no-
bre deputado seja coberto de injurias sem ousar de-
feuder-se, cumosuccede actualmente que ninguem
se defende. o projeclo favorece a imprensa, obrigan-
do o escriplor a ser mais circumspectu, ao passo que
garante o direilo que lem toda a pessoa sua repu-
tara de honra e de probidad,
Assim respondo por muita deferencia ao nobre de-
putado, que duvida do favor feilo imprensa. Dr-
se-ha que por esla maneira qualquer expresan,
qualquer pftrase ser (da por urna injuria, e que
ninguem mais poder escrever contra un emprega-
do publico. Senhores, he preciso nao crer de modo
algum as luzes e carcter da magistratura ; he pre-
ciso n.10 confiar as luzes do seclo, he preciso nao
crer na opiniao publica, para a qual todos os dias ap-
pellamos. As calumnias estilo claramente definidas
no cdigo criminal; a respeito das injurias he que
pode acontecer que se abuse pela indeterminada dis-
posico do S ido art. 236 ; pode-se considerar inju-
ria o que nao he, as do abuso nao se argunenta
contra o uso ; as vantagens da lei nao podem ser
destruidas por un abuso.
O Sr. Ferraz : Terei a honra de responder.
O .sr. MagalhSet Catiro : Vantagens cerlas
n3o podem ser aniquiladas por considerarles de abu-
sos incerlos. Sena, como subsistira a regra de po-
dercm ser presos e retidos na prisSo os suspetos de
crimes inalianraveis ? !...
Nao posso terminar o meu discurso sem prometter
mandar urna emenda a mesa. A cmara rejeilou
urna emenda, que Ihe foi apresentada, revogando o
protesto por novo julgamento...
O Sr. Branda : Quer reslabelecer islo ? oh 1 I
O Sr. MagalhSet Catiro : A cmara rejeilou
urna emenda, que Ihe foi offerecida.revogaudo o pro-
testo por novo julgamento ; .1 cmara levanlou se
em maioria em favor do eotidemnado. dando-lhe o
recurso por novo julgamento ; aquelle que por seus
pares lem sido reconhecido criminoso merecen da
amara um signal. urna prova de brasileirismo ; eu
espero porlanlo que esla mesma cantara d urna pro-
va de humanidad, nma prova de illuslracao, urna
provs de patriotismo, aceitando urna emenda queof-
fereccrei lalvez. Esta cmara, que levanlou-se em
maioria em favor do reo que foi julgado nrimiuoso,
nao lear sentada contra o ridadao que he julgado
unocciile iior seus pares.
O roeurso portanto da lei de 3 de dezembro de
1841 no arl. 79 parece-me 13o brbaro que exrede a
loda a crueldade dos Draros. Laacer as enxovias o
ridada julgado Minrenle por seus pares, carrega-lo
de ferros, levar celara senelhanle recurso que
segu para a superior instancia sem ser ouvido o in-
nocente, os Uracos...qual Draco I Os Gbenlas eos
eros n,1o procedern! mais brbaramente, nao I
A cmara, que se manifeslou a favor do criminoso
reconhecido pelo jury, ha de levantar-se lambem a
favor do Minrenle, daquelle que be rcronhecdo tal
e contra o recurso da lei de 3 de dezembro, iulerpos-
to sem audiencia do innocente, recurso que nao se
pode inler pi'u sem dr do rrara !
Mas cu sonhava, Sr. presidente, pensava que do-
minara sempre a lei de 3 de dezembro. Com essa
lei, m, eia preciso a disposirao do art. 79. Essa
lei, que ileu jary a tantos lugarejos sem recursos,
precisava armar o juit de direilo de poder superior
ao jurados; enlao, nao se podendo acreditar na ios-
Honlem a tarde, por orcasiau. de derreter-se urna
porc.lo de ferro na fundido dos Srs. C. Slarr & C,
sita no bairrode Santo-Amaro desta cidade, leve la-
gar urna explosao qoe orcasionou o abatnenlo do
edificio do lado do Oeste, lallecendo inmediatamen-
te 3 operarios, e ficando 6 em perigo de vida, islo
alm de outros contusos, e de algum que exista de-
baixo das minas, que aindi se n3o tinha podido ve-
rificar. Foidoprompto soccorri lo por muilas pes-
soas, entre asquaes os Srs. Drs. Arbuk e Pitanga.
CARTA 7. DO AMIGO JULIO AO AMIGO JU-
LIANO.
SUMMARIO. Lisboa.Seu estado actual. O
Ciliado.Madame Levaillanl. O marrare.
Pracas do commercio e ie D. Pedro. Passeiot
e jardins pblicos.Seges e carruagens. A (ti-
ra da Ladra.Cintra e Lord Byron. Castello
da Pena.Palacio real.Projeclo de eaminho de
ferro.
Lisboa 8 de oulabro de 1854.
Amigo Juliano.
O eslabelecimento de linhas de vaporea -entre a
Europa e America meridional, lem de tal maneira
estrellado as rclaccs do Brasil com a sua antiga me-
tropole, queao presente Lisboa he visitada todos os
anuos por centenaesde nosso patricios, e agora mes-
mo os holeis desta cidade acham-se habitados em
se acha q principio de urna columna, de nui mea-
quinhas proporcOes. destinada a perpetuar a memo-
ria de D. Pedro IV. O edificio principal dessa
praca he o thealro de Mara II que foi levantado
ha poucos auno, no mesmo local onde existia ami-
gamente o palacio da InquisieSo, de modo qoe o
Porlugueze diverlem-se e riem-se hoje no mesmo
lugar onde eu anlepassados gemeram debaixo do
rigoros dn fanatismo.
O anligo Pasteio Publico tofrea urna grthde
transformarlo, e em lugar das linhas de frondosa
arvoresque anligamente dnvan sombra aos pas-
seantes, temos numerlos jardini e pequeos bos-
ques ao goslo eslrangeiro. Como ai arvores planta-
das novanente anda nao ten tomado o devido de-
senvolvimorilo, parece que seachava mais belleza na
antigs alamedas de carvalhos que pelo seu estado
de velltice livernni de cahir debaixo do mchalo da
municipalidatte. Torna-se sensivel o pouco acerlo
que houve na escolha da lucalidade deste passeio, o
maior de Lisboa, pois estando encravado entre duas
montanhas, delle se no goza nenbuma visla exter-
na. Nesse ponto Ihe he muito prefenvel o Jardim
publico de S. Pedro d' Alcntara, pois, estando col-
locado em una eleva cao d'ahi sedesfrucla undesses
variados panoramas en que Lisboa lano abunda.
Ao cahir da larda he delicioso ir ahi respirar o aro-
na das llores c contemplar a perspectiva de Lisboa,
desde Arroios al ao Tejo, com os ltimos raios do
sol, reflectiiido-se as vidraras dos edificios.
O Passeio da Estrella, principiado ha poneos an-
uos e anda nao totalmente concluido he certamen-
leo mais bello da capital. Siluado defronte do mag-
nifico templo de que loma o nome, esle passeio est
um pouco distante do centro da cidade, e por isso
nao he Uto concorrido como os outros lugares de re-
cejo. Na sua construccao ha urna certa irregular-
dade que encanta aqui se encontra urna pittores-
ca monlanha artificial donde se v urna parte da
cidade e do Tejoacola acha-se urna gruta, lamben
cavada pela nao do homem,as entranhas da Ierra;
m:i9 longe um pavllto cbiuez, um oulro cons-
truido de corlica, lagos e ilhas artificiaos, com gra-
ciosas [ionios, lalinleii-os de llores e verdura e ras
de mscenle arvoredo__ludo disposlo de maneira
que faz muila honra ao goslo de quem presidio a
couslrucrao deste Passeio, que, segundo ouvi, deve
ser ornado com a estatua da raiha U. Mara I, fun-
dadora do visinho templo.
limadas cousas mais importantes en una cidade,
sau os meios de lormra interna, e nesse poni
Lisboa, tem melhorado bastante durante os ultimo
annos. Com ludo apezar de haver vehculos ao gos-
lo moderno, anda apparecem muilas das antigs
seges, que 110 ucommodo e mo gosto nao deixam
nada a desojar. Figuran l unta gaiola em que
mal cabem duas pessoas, fechada com elegantes cor-
tinas de couro engraxado com lal liberalidad que
quasi sempre deixam graxa nasmaos dos passageiros.
Duas enormes rodas suslentam a caixa, cuja parle
diaoleira dsecaiica por meio de dous varaes as eos-
Isa de um cavallo, de modo que ludo aquillo oscilla
com o trole do quadrupede. O bolieiro,- metlido
em gigantescas bolas, cavalga ao lado em outro ca-
vallo jungidu ao vehculo por tirantes. Ha poucos
annos eslabeleceu-se urna companhia dirigida pelos
irmaos FerreiraPintoBasto. qualaluga coups
e cabriolis, mu commodos e elegantes o por pre-
sos mais mdicos ainda que os das taes teges, que,
vista deslcs concorrenles, de cerlo lerao de dcsap-
parecer da vista do publico a quem nao deixaro
saudades.
ltimamente fui ver urna das curiosidades de Lis-
boa, da qual na me consta que viajante algum le
nha fallado a Feira da Ladra.Para o que ooo-
ca aqui cstiveram, dirti que a J>eiro da Ladra he
urna reuniao que lem lugar lodas as tercas-feiras, e
onde se vende loda a qualidade de objeclos usados; e
o seu nome, pouco honroso na verdade, provm de
anligamente, cousas roubadas. Subindo ao campo
deSanl'Anna enconlra-se esse ajuntamento de fei-
rantes, que se estende por um largo espaco. Per-
correndo os diversos armamentos em que eslo di-
vididas as mercadorias v-se um verdadeiro chaos de
objeclos, alguna dos quaes, pelo seu exterior, pare-
ce que nao yaliam o Irabalho de serem para all
conduzdos. Ahi se acham promiscuamente volu-
ntes truncados de obras de nenhum valor, entre ou
quaes tambem s vzes se encontrara aUjuns livros
raros bolas desimanadas e gastas pelo uso cha-
peos que foram chapos, mas que se acham reduci-
dos a humilde calhrgoria de iacas (para me servir
de um lermo usado ahi) fechaduras e toda a mais
qualidade de ferragens quebradas casacas usadas,
retallis de panno e mesmu lampos trastes de
loda a sorle, desde a anliga secretaria embutida at
a banca de pinho, tudo isso la se encontra, o muilas
oulrascousas que, pelo seu estado de votuslez, n3o
se sabe o que foram.
A feira hesofjrivelmente concorrida e ha compra-
dores para tudo. As pessoas do poucos meos ahi
acham com que salisfazer as suas precisOes, confor-
me as forjas da sua bolsa.Odislincto Iliterato Lo-
pes de Mendonra j escreveu um bello artigo, com
muilas considerares pliilosophicas, sobre a Feira
da Ladra, e de certo o assumpto d materia para
isso. Seria mu curioso Iracar a historia dos diffe-
renles objeclos que li se acham veuda, por exem-
plo, desse chapeo que j figurou na caliera de urna
senlinra de alia uobreza, que depois passuu para as
m3ns da sua criada, c que agora ahi jaz disforme e
amarrolado, a espera de alguma gritelte que o com-
pre dessa espada enferrujada, que lalvez j bri-
Ihou com honra as m3os de um valente guerreiro,
e que lalvez osla desuada a servir de espeto a al-
gum coznheiro, e passar o resto dos seus das a as-
sar ('rangos e galluilias emlim, outros muitos ob-
jeclos la se achariam, que davam lugar a profundas
medita c, es.
A bella villa de Cintra continua a ser o ponto mais
concorrido de lodos os arrebaldes de Lisboa, e agora
l> reside a familia real e grande parle da nobreta.
Cintra e lord Byron, sao ideas 13o associadas, que
he coslume citar alguns versos deste poeta tolas as
vezes que se falla daquelln villa, e por isso aqui traus-
crevo as seguales linhas.
a Oh! de Cintra radiante parai/.o,1
De rnliinas e valles matisado,
Que mao pode guiar pincel e penna
Das scenas tuas......
Basta. Assim falla lord Byron no seu sublime
poema Child llarold, e lal foi a impressSo que Cin-
tra Ihe causou, que muilus aunos depois de la ter es-
tado, achando-se elle emJanina, na Grecia, assim
ecrevia em urna carta. lo que lenho visto na Ierra, exceptuando Cintra
em Portugal. Antes e depois delle muitos outros
poetas tem celebrado as bellezas dessa villa, e entre
elles o visco me de A. Garrell, que no seu poema
Camoes escreveu aquelles bellos versos que princi-
pian! :
Cintra, amena estancia,
Throno de vecejanle primavera,
Quem le nao ama? Quem, se em leu regar.o
Urna hora da vida Ihe ha corrido,
Essa hora squecer?
Portanto, vista de taes autoridades, seria urna
prova de mo gosto, nao preconisar as bellezas de
Cintra. Porm, parece-me que lodos os que visi-
lam essa villa, lendo lido previamente Lord Byron e
Garrell, primeira visla experimentan! urna decep-
3o, e quando enlrarem nessas ra tortuosas e es-
trellas duvdaro se aquella he a C.inlra 13o celebra-
da dus poetas. As incoulestaveis bellezas dessa lo-
calidade nflo se senlent ao principio, e he necessario
residir l alguns da* para aprecia-las. lio o que
acontece a lodos os viajantes, e o priucipc de Licli-
nowslcy as suas Recordaces de Portugal diz
que, quanlo mai* lempo se demorava em Cintra, Un-
to mais bella e romntica Ihe parecia, e que quan-
do parti solfreu um tao intimo desgosto, que co-
nlteceu que all li avia muito mais do que havia dcs-
coberto ao principio. a O petar da mi nha separa-
cao, diz elle, era a vuganc,a do encantamento que
decouhcri.i>
Parem de lodos os ornamentos de Cintra, o que
logo primeira vista prende a alinelo e encanta o
viajante he o palacio aca-lellado da Pena. He im-
possivel descrever as bellezas desse edificio fantstico
que pela sua posicao parece um ninho deaguias.
Anligamente ahi existir o convento da Pena, e a
igreja aind> la est," reparada cuidadosamente no
primitivo estro, poisel-rci I). Fernando, aclual pos-
suidor do edificio, nao quiz seguir o exemplo da
maior parte das cmaras municipaes, que aqui tem
delurpado lanos monumentos antigos, com os seus
tem pintados muilo destes pastaros, e na bocea de
cada um delles aseguinte divisa: Por bem, palavras
qoe, segundo a liisloria conta, dissera D. Joo I,
quando sua mulher oaorprendeu beljaodo amada-
ma do paco. A historia nao diz como a rainha en-
golio esla piluta.
A quintas do marquez de Vianna, de Penhacer-
de e da Begalttra, sao muilo aprativei pelas sua
localidades e ornamentos, e lornam a residencia era
Cintra mui agradavel. Quanlo nos outros arrabal-
des de Lisboa, nao obstante encerraran bellas casas
da campo e al palacios, comtudo t8o muilo infe-
riores a esta villa em belleza naturao.
Segundo se dit, no da 30 do met passado asslg-
nou-se o contrato para a construccSo de um cami-
nhoetle ferro entre Lisboa e Cintra, seguindo a mar-
gem do Tejo al Belm. A companhia he repre-
sentada pelo conde Locte, e adirma-se que os tra-
badlos vao comecar em Janeiro prximo. Se isto
se realisar, Cintra ficar lao povoada dorante o ve-
r.lo, como os mais celebres lugares da Suissa, e j se
falla no eslabelecimento de oulra companhia para
a constroccao de casas de campo naquella villa.
Au--- O amigo Julio
grande parle por Brasileiros ou Porluguezes, que.
eslabeleddos no Brasil, visitam a mi patria. As
causas da preferencia que ns nossos compatriotas
dao a esle p.iz, entre lodosos da Europa, sao obvias
- aftlnidadc de origcm e coslumes, c a docura du
clima. Ibes permiti viajar conservando os seus h-
bitosa analoga de Iinguagem os dispensa do Ira-
balho de estudar o Burgain e folliear o Fonteca e
Rnquctle. Portanto, aend esta cidade 13o conheci-
da nesse paiz, nao procurara fazer della urna des-
rripeao circumstanciada, e apenas fallara un pou-
co de seu estado aclual e das nelhnranenlos que os
ltimos ovemos Ihe lem inlrodutido.
O viajante qoctendu visto Lisboa ha alguns an-
nos, a visitar de novo, de certo achara difieran;,! no
aspecto gera) da cidade. As rua, perfeitamenle
limpas e pairadas, estao Iluminadas a gaz, assim co-
mo a maior parte das tejas, o entre estas ha algumas mal entendidos concerlos. Em urna das janellas
mui notaveis, pelo luxo das derorar,oes internas
pelos magnficos vi Iros que gnarnecem o exterior, e
que sao de extraordinario tamaito A ra do Chia-
do que aqui oceupa o mesmo lugar que a ra do
Outidor preenche no Rio de Janeiro, sem ser a
mais regular de Lisboa, he com ludo a mais anima-
da pela abundancia de cale*, armazens de modas e
de oulro* objeclos que Ihe guarnecem os lados, e
noite he mu apiazivcl pasteiar nessa ra e gozar
do bello effeito que produz a idnminac. 1 a gaz lodas
essas lojas. L se acha n armaran da celebre ma-
dame Lavaillant, a primeira da .nudistas que ha
muitos annos aqui impunha o sreptro da moda. A
sua porta param as carruagens das seuhuras mais e-
leganles de Lisboa eospreros elevados das suas fa-
zendas sSo o terror da bolsa dos maridos. O anligo
caf do marrare, anda continua a ser a reuniao dos
janoie-ou fanicantt de Lisboa, que nao o tem a-
bandonado apezar de ltimamente haver muilo ou-
tros mais va-tos o suiupiuosos. Nos bancos desse es-
trato e escuro bolequim se discuten! as alias ques-
tOcs do thealro, e se resolvese esla ou aquella pri-
mo dona devo ser pateada ou applainlida. Muilas
outras vetes quando o assumpto tliealral se acha es-
golado, os frequentadnres do marrare oceupam-se
com a vida alheia, o que fa* com que esle caf goze
aqui de urna repularao anloga que amigamente
linham entre nos os Deos da ponte do Recife. O
Chineo contm muilas oulras lojas modernas e or-
nadas com luxo, onde so v gcralmeule o bom tom
da capital.
A magnifica prora do commercio ( ou Terreiro do
Paco) urna das mais bellas e regulare! da Europa,
anda 11S0 esta acabada conforme a planta primitiva.
Ha mais de dez anuos que se Irabalha no arco
Iriumpltal da entrada da ra Augusta, e com tudo
muito falla ainda para a sua concluso. Igualmen-
te esl por concluir o remate do torrea lateral da
alfaudega, que no calado em que se acha, com as
suas paredes de inarmore e ledo caberlo de telhas,
parece um fidalgo do fardamenlo rico e bonet rouge
11 caliera. A loimu-a e mui regular praca de D.
Pedro ha poucos anuos que fui 1 aleada do pequeas
pedras pretas e brancas, formando diversas figuras,
o que produz um bellissimo effeito. No centro des-
la iraca se priitcipiou a levantar urna estatua li-
berdade, a qual foi derribada em 1823, e agora l
da igreja que hoje serve de capella ao palacio, se
collocaram lia pouro qualio vidros primorosamente
pintados; receprao de Vasco da Gama por D. Ma-
noel I, o anligo convento e a imagem de Nossa Se-
nhora. lie allusvu ao fado d convento ter sido
edificado por aquelle re no mesmo lngarnndepaaia-
va horas inleiras a olhar para o ocano, aguardando
o regrosso do grande navegador com a noticia da
descobcrla di india. Allirmaram me que os qua-
tro vidros, que s.lo pintados em Allemanli 1, custa-
rain a quantia de gualro cont de ri\
O palacio, especie de castello feudal, como os que
exisliam na idade media, he de arcbilectura nor-
inaodii golhica, e ronsla de torres, muralhas t a-
meas, pateos e passagens. tudo construido com o
melhor goslo possivel, e apreseulaiidu relevos e ou-
tros ornatos que milito acreditam o cintel porluguet.
Ahi se veem peiisamcntos de potica e caprichosa
phanl a-i a execulados na pedra com tal primor, que
se puilcm comparar s preciosidades que encerra a
igreja da Balallia ou oulro qualquer monumento de
arcbilectura golica que a Europa anda conserva.
Os olhua 11A0 se canram de admirar esses marmores,
alguns ilos quaes cuslarain ao arlsia mezes e mezes
de Irabalho. Os jardn* e pirque que es!3o anne-
xos ao palacio so igu .' ociil dignos de admirarao,
pois onde h 1 poucos anuos s seviam roche lo-, ago-
ra se ciieonlram frondosas malas de piuhoiros e bel-
los taholeiros com a maior profusao de flores. L
existem estafas, onde vi o au.utaz, a mandioca, e
outras prodiicrftes dos iropicos, plantadas a tret mil
pti cima do nivel do mar e entre os fros nevoeiros
da sen a.
Muilas outras curiosidades existem em Cintra que
mcrcrein a atlenc,3o du viajante. O anligo palacio
real da villa, cujo exterior he pouco nolavel, excep-
to pelas suas duas cliamins de forma pvramidal, c
que de lanar apresentam a figura de um enorme bt-
nochio de thealro, merece comtudo ser visitado.
Ahi se musir a sala cm que D. SebasliSo reuni o
coosclho de estado, em que se rcsolveu a desgranada
jornada d'Africa, e l existe um quarto onde esteve
preso oilo auno, o infeliz D. All'on-u VI, e pode-so
ver o ladrilbn do pavimento gasto pelo passear do
monareba ilesihrunado, e pela curioiidade de alguns
viajantes inglezes, que lem arrancado pedarinhos
de lijlo para memoria.A sala chamada das Pegai
Senhoret Hedacloret.Ha muilo que lenho von-
lade de fazer publico o que vai pela pela reparltea-
da saude do porto, e nao s por acanhamenlu, como
por preguica, lenho deixado de o fazer ; mu sio to
frequeules as inepcias que por all se vao dando, quo
venc o meu embarac.0, eis-me oceupando as pagie
as do eu Diario.
Tendo chegado c eslo porto a barca franceza Gus-
tavo l, procedente do Havre, d'onde trouxe caria
limpa, por all nao haver o chotera, delerminou a
saude que ella fizesse quarenlena, e dando parle i
commssao de hygiene publica esla decidi que fosse
ella suspensa, que muilo desgostou a aquella re-,
p-irlica, (e bem desejara cu saber qual o motivo
desla zanguinha) o tanto que tomou a tal barca en-
lre-den(es, e lodos os dias manda saber da sade da
cumpa nha, sto pela gente de seu bole, sem o chefe ;
e havendo alli um coziuheiro qne quera desembar-
car conlra o seu contrato, em urna deslas vizitas de-
clarou o lal coznheiro que Ihe doia a barriga, logo
o palrSodo bote tomou-lhe o pulso, e mandou deiiar
a lingua fra, e achuu em sua cirurgica negrolence
que eslava muito doenle.e carregou-o para o lazare-
to ; eis satsfeilos os desejos da sada e do coznhei-
ro : agor.'i pcrgonlo eu, esl a sade autorisada para
isso '! Estando, deve esle dever ser desempenliado
pelo palrao do bole, que sabe tanto do medicina
como de grego ? Conforme a resposta voltar a ques-
-- O ligia.
Sr. redactores.Publica-se em Paris um peri-
dico com a deuominacSo deSANT L'NIVER-
SELI.E, que aio he seno um guia medico das
familias: por vezes lenho lido o desejo de traduzir
e publicar alguns de seus artigos ; mas o meu Ira-
balho, constante e variado, me n3o ha permittido
faze-lu, pprquanto o lempo, que me resta, he em-
pregado tritura do que se publica na Europa e
me vem de Franja. Seria, pois, um servio, que se
prestara popularlo, a tradcelo de muilos artigos
desse peridico.
Vendo que o medo vai ganhando alguns espirites
em consequnciadeaproximar-se do Brasil o cholera-
mnrhus, que delle ja esleve maisperto pelo lado do
iiorle.resolvi-mc a traduzir s carreirasum dessesar-
daos relativo a essa alfeccao, o na intencao de pres-
tar servico, publico-o no Diario de Pernambuco,
graras a constante honda 1 de seu proprietario, qoe
nunca recusou suas columnas a escriptos meus, sem
de mim exigir retribuicao alguma, pelo que muito
agradecido Iho sou. 7 de novembro de 185t.
Dr. Joaquitn d'Aguino Fonteca.
O cholera he precedido por i ni i- -
posices precursoras. i'rcean-
ccs hygtenicas.
He raro que o cholera nao seja precedido de sig-
naes precursora 5 por islo a prudencia aconselha
que em lempo de epidemia, os menores dcsarranjos
na saude sejam considerados como indicios prova-
veis da imminencia da molestia.
Nos lugares, em que o cholera reina epidmica-
mente, principalmente quando a epidemia tem ad-
quirido certo deseuvolvimenlii e inlensidade, poucas
-a as pessoas, que n3uexperimentan! algumas indis-
pusieses. Deltas se pode preservar ou combale-las por
meio da estricta observancia das leis da hygiene.
Enlao he mui. importante ler unta vida eviterna-
mente regalar, He preciso evitar com grande cui-
dado as vigilias e toda a sorto de excessos, porque
elles enfraquecem.
11
Hygiene da mesa.
Um dos pontos mais importantes, sobre qae se
deve dirigir a atlencao, he a alimentario, que ha
de ser mais reparadora do que abundante. Seo ap-
petite se conserva apezar da m lispo-iran, da fraque-
ta, da fadiga geral. n.lo ser salisfeto inteirameule.
As carnes de boi ou decmetro .tssadas, a gallinha
pouco gorda, devem constituir a base do rgimen
alimentar com velhos vinhos 1I0 Brdeos ou de Bor-
gnha. Os legumes e fruclos bem maduros devem
nelle figurar cm fraca proporro ; mas nao mere-
cem a exclusa? absoluia que solfrcm geralnente. He
preciso licar ben persuadido de que o rgimen deve
variar, segundo as apldes individuacs, e que a
nelltor regra a seguir he escolher de preferencia os
alimentos que s.l digeridos com a maior facilidade,
e que nunca perlurbam o exercicio regular das fune-
Qfles digestivas.
Se o estomago nSo lem anpelencia alguma pelos
alimentos solidos, limitar-.e-ha a tomar caldos e li-
geirassopas, e enUo ter-se-ha cuidado de propor-
cionar o exercicio com a alimeutarao, e de evitar
loda a fadiga.
As infusaos aromticas, taes como a de cha. de
camomilla, de horlelaa, de caf, se tem-se por habito
tomarse esta ultima, serSn uleis depois da refeicao.
A addiraodos alcoolcos.laes como o rhum ou agur-
dente, a essas bebidas he raras veze til, e pode
ser nociva.
III
Urna indisesto nao he o cholera;
mus pode determina-io.
A indigeslOes, os arrotos azedos, sao accidentes
que pdern nao depender da epidenia reinante,
mas que exigem, nestas circumslancias, mais cuida-
do do que nos lempos ordinarios. Oppor-se-ha em
primeiro lugar indigesiao as infuses aromticas
de ch, de camomilla, de horlelaa, a paslilhas e
agua de horlelaa ( esta dada a pequeas colheres ).
Se esl-s meios nao sao seguidos de bom resultado,
se maoifeslaru-se erurlaces, olucos, se o estomago
torna-se doloroso, he preciso oestes casos desemba-
razar esle orgao pela bocea. Eiperimenlar-se-ha
primeiramente ,1 dllara da campamha da gargan-
ta, ajudada por algunas tacas de infusao aronati-
ca ou de agua tepida. A agua de horlelaa pura, urna
duzia de gotla de eider em urna colher d'agua. sio
por vezes seguidas de melhor resultado, segundo o
Sr. Cayol, do que as bebidas tepida para determinar
um vomito na indigestan. Emlim, se esle* meios sao
insuflicienles, decidir-se-ha a dar enlao 5 ou 75
cenligraranos de ipecacuanha | 9 ou 14 graos) em
urna pequea laca d'agua tepida. Fazer-e-ha de-
pois descansar e transpirar brandamenle o doenlc.
Algumas horas depois, dar-se-lhe-ha. se elle senta-
se fraco, urna taca de caldo qucute inteirameule
despido de gorduras.
IV
Sj itipio.u.c ja mais atuear-;adores.
As i 11 li.-posiciie-, que acabamos de mencionar, iu-
dicavam antes urna predisposic/io para o cholera do
que a imminencia desla ufleccao. Mas urna fraque-
za inslita, o embaraco ou dr de cabera, o abor-
recimenlo aos alimentos, as nauseas, v miados de vo-
mitar sem resultado, ou dando Ijgar a vmitos bi-
liosos, as anxicdades e pesos de estomago, urna cons-
tiparan de veulre rebelde, borborygmas, lodos estes
symptomas solados ou associados s3o preludios
evenluaes do cholera, que. convem combaler com
presteza.
Nestas circumslancias, o doenle dever lomar um
i1111I11 de pos mui quente dotante um quarto de
hora. Ter-se-iia cuidado de manter durante lodo o
lempo desse binhn urna temperatura elevada. Ao
sabir d'agua, euehogar-so-hao os ps com um panuo
quente. e far-se-ha deiiar o doente em um leilo bem
aquecido ; ler-se-ha tambem a precauc.au de por nos
ps do leii e no seu interior urna botija ebria de
agua ferveudo e convenientemente arrolhada. Es-
tando deilado o doente, se Ihe applicar obre o ven-
Ire urna larga cataplasma de farinhade linhara sem
intermedio de panno entre o ventre e a papa, se he
possivel, coberla por ltela gommado ou flanella. o
raso do vir a fallar farinha de linhara, ser esta
substituida pelo mielo de pi ou por amido. Tor-
nain-se as cataplasmas mais emolientes pundo-se
sobre sua superficie com oleo, que tem a vantagem
de oppor-se que essas cataplasmas adltiram pelle,
e nio ha panno entre esta e a papa. Se aa dores
do ventro s3o mui agudas, a cataplasma erTrepa-
rada com decoce3o de ciberas de papnulas, emvez
d'ajBia simples, ou ent3o pr-se-ba sobre sua su-
perficie 21) ou 30 collas de ludano de Sydenham.
Applicada esta cataplasma, dar-se-ha a beber de
u'.ria em tneia hora unta laca de infu-ao de camo-
milla romana, ou de horlcla-pimenta srcra, ou re
folhas da salva menor ou de hysopu. ou mesmo das
'- -ibes prelo. Al'nn de calmaras nauseas e vomi-
- )
gros )
libra )
asthma
de
(os, emprega-sc a agua de sella, lendo-se o cuidado
de na dar sena pequeas poredes de cada vez.
Quando a transpirarlo, excitada por estes meios,
cessar ; se o dociib-experimentar nm alivio geral;
se a lingua se adiar bemliuinidecida ; se aecusar
fraqueza ao mesmo lempo qne um vivo desejo de
alimentos, dar-se-lhe-ha caldo de vaca fri s co-
lheres, de hora em hora, depois de duas emduas ho-
ras, ou de (res em lies, medula que se for aug-
mentando a dse ; permiUir-sc-lhe-lia depois sopa
de massa semoule cuijas de arroz ou de jlepo, pa-
nadas brandas, teado-se cuidado de por-se entre ca-
da refri-ao um iulervallo de quaiio horas pelo
menos.
A bebidas que ncompanharao melhor a sola i
.iliinentacaii sao a agua panada ou de salepo. Se o
doenle desoja os cidos, poder-se-ha juntar xarope
de groselhas agua, ou enlao urna limonada ou la-
ranjadk. Ter-se-ha desconfianza das bebidas fer-
mentadas, cumo a cerveja, a cidra.
V.
A dlarrha; acliolcrina.
A djirrlita he algunas vezes o primeiro e o nica
symploma precursor do cholera. Quando sobreven
repentinamente com explosao de gazes, a molestia
loma a denominarlo de cholerina. Qualquer diar-
rbea deve ser combatida sem demora, viste que nao
basta mais do que um excesso de fafga, quo una
perturbarlo norial, o estonago sobrecarregado, um
excesso qualquer, mudanca de lempo para deter-
minar sem iraniclo a pattagem dos accidentes mai*
graves do cholera.
IodependenlemeDle do* meio cima aconselha-
tnados, recarrer-s-ha ao qae vano* agora indicar.
Cutieres com amido e ludano
Dar-je-hao-quarlo de clitercs composios de urna
quanlidade d agua tepida igual a qae conlm um
copo ordinaria, na qual se deluir una ou duas co-
lheres grande de amido, e de sete a det gotta de
ludano de sydenham; se nao se lem mido, en eu
lugar enpregar-se-ha una ou duas gemma. d'ovo
freca ensimo a clara. Esses dislere poderao ser
repelidos, se convierem, segunda e manto terceira
vez. no iulervallo de tres ou qnatro horas.
Se nao se tem ludano diaposicJto, enpregar-
se-ha. par* preparar o dister, em vez d'agua sim-
ple, d'agaa en que ler-se-ha feilo ferver bailante
lempo n netade ou am quarto da polpa que const-
Ine uif.a cabeca de papoulai.
88 *,<",.r,h-" resiste, junlar-se-ha succeH'tvameo-
.e. as behidas aromticas, quer agua panada, quer
agua de arroz mais ou menos espessa, quer urna de-
coccSo de rait de consolida-malor.
Ludano pela bocea.
Un meio bem simples, qae nuil* vetes consegue
fazer parar a diarreha, he o seguinte: tomar,-qna-
tro vezes por dia, tre a cinco olta d ludano de
sydenhan na quarla parla de an copo d'agua a*u-
rarada. Estas dses deven er tomadas pela manha
ao levanlar-se da cama, larde ao deilar-se. e im-
me^-atmenle anles das duas principie! refeic^es do
Jjl. tfcneninos, segundo a idade, pondo-se urna
Tires gottav.de ludano em neio cepo d'agaa assu-
-arada. lomara-, urna 011 duas colheres grandes as
-pocas indicadas.' Nenhuma pessoa que empregou
rtle meio, leve o chotera, posto que muitas d'autre
eu.as tivessem tido frcquenlemeuie principio de
u'-rrhea. Em Irea catea, vi este meio 15o simples
reslabelecer em seu estado normal a dejeccoe,
qua-i conslanlemente deurranjda durante dous
meies.apetarda a|ipliea;au dos adslriugente, do
eh- ro- Algunas pessoas foram obrigadasa continuar o
ns dn laudaou durante diversos mezes, paseando
nuilo ben quando a isto se suhmettiam, tendo, pe-
'"--nlrario, detarranju logo que queran deixa-Io.
->ao se deve tener o oso prolongado de ludano ad-
ministrado da maneira quo acaba de ser indicada : a
experiencia lem provado que detle ngo resulla in-
conveniente algum. ?Ainda rn.i., soccede ordina-
riamente que um abaliraenlo geral, urna languidez
extrema, que resulla da cholerina, se dinipan mui
promplamente, e que apezar rtq emprego do narc-
tico o doente torna a adquirir loda a sua aclividade.
So se deve parar quando apparecer a conslipacJo da
ventre. estndose sempre aliento para recomecar
logo que se manifestar o mais pequeo desarranjo.
Elixir paregorico ainirtetmo (1)-
No bom velho lempo, os elixires eran muito da
moda, n anda o 3o entre es Jugletes. O elixir
paregorico americano lem t'ido empregado, esle an-
no, com bom resultado em alguma* familias. Elle
convem particularmente s pessoa* que lem repug-
nancia ao emprego do ludano, cojos elementos
pnncipees elle conlm. A formula do elixir pare-
gorico americano he a seguinte :
R.o Opio bruto. 8grammos (2 oitavava)
AcafrSo. ) .
Acido benzoico.) aa l* ~~ l*
Oleo essencial de
aniz .... 2 (36
/Alccol ammonia-
,' -al......500 fl
r illre depois de 8 dial de digeslo.
Ete elixir, acnnselhado outr'ora contra a _
o a tosse convulsa, na dse de 3 a 4 gotu em ama
tisana, lem sido empregado uestes ltimos lempos
com. o melhor resultado contra a cholerina, e mesmo
contra o cholera confirmado.
He dado esle elixir no principio da cholerina.
quando nao ha senao a diarrht, na dse de 10 a 20
gol (as, en una pequea laca de infarto de horteli,
ou sinplesnenle em urna colher d'agaa assucarada.
Pode-se lomar a mesma dse de una en una, do
dan* en duas, de tres ou quatro en tres ou qnatro*
horas, segundo o effeito oblido.
Una vez parada a diarrha, pode-se suspender o
medicnenlo, e delle se nao lona seno una ou duas
veze no dia para faxer-*e cessar os borborvgmas e as
coliras.
Depois qae esle elixir foi conhecido em Pari*.
graras aos cuidados de um conselheiro da corte das
coalas, que deu a receila a um de nossos mlhores
pliarmaceulieos, este medicamento tem sido empre-
gado em grande escala, nos hospilaes, e prindpel-
menle na cidade. Um grande numero de familias
se ileu pressa em munir-se desie elixir, esperando
enlflo de p firme o cholera.
Alcool camphorado.
Indiquemos agora, principalmente para os pobres,
um meio mnitissimo ganado na Allemanha contra o*
primearos accidentes cholencos : o alcool camphora-
do, oa etpirito camphorado. .0 alcool camphorado
tuna g >ra o nome de espirito de camphora as re-
claniacfpes e aoiiuii-ios dos jornaes polticos, o qua
d-llie a apparencia de remedio novo, pelo qua cer-
las lujas esperam attrahir o fregara?. Ora, sabor
que ujalcool camphorado ou espirito camphorado, ou
espirito de camphora, segundo quizerdes chama-lo,
se encontra em todas as pharmactas, e qae cada um
podel preparado em sua casa, fazendo-se dissolver
6i grammasde camphora (2 onca) em MO de alcool
a 86.- (Roncas). Filtra-se depuis.
Diversos fidalgos na Austria tem dado, na ultima
epidemia, urna certa quanlidade de alcool campho-
rado eos seus campouezes com? preservativo do
cholera, e por este modo preveniram muilos ataques
desta molestia.
Quando senlem-se as indispusieses qne enumera-
mos cima, oa qae se tem diarrha, poe-e 2 ou 3
gottas r|e alcool camphorado obre am torrao d'as-
sucar, que se faz derreler em um pouco d'agaa, de
tisana, ou qae se loma puro i e assi se procede de
cinco em ciuco minutos, depois do dez en dez, de-
pois de quarto en quarlo de hora, depois de neia
en neia hora, at a ceasacsip dos accidentes.
O alcool caftphorado, por este nodo adninislra-
1I0, seria o elexir dos pobres.
Vomliivot c purgativos,
Muilas diarrha deaapparecen Tnaravilhouraeo-
le no principio con on vomitivo ou purgativo.
Os purgativos, a que se deve dar preferencia, sio .
a agua deSedliiz na dse d'una garrafa, qua se loma
aos copos de hora en hora, 00 ainda nelhor o sul-
fato de soda, do qoal so faz dissolver 40 grannas
(10 oilavasi em Ajaatro copos d'agaa, que se dado
mesmo modo. de', hora em hora. lie precito recor-'
rer a um ou a onteo desses purgativo, desde o ap-
parecimenlo dos accidentes, queprecedem o cholera:
Quando a bocea li amarga, a lingua coberla por
om limo branco. ou amareliad ; quando ha naoseas
e mesmo vonilos biliosos, administra-se anles a ipe-
cacuanha do que o sulfato de soda ; dase o pode
ipecacuanha na dse de un grainmo a um gram.
e 50 centigramos (18 a 27 grflns), que se fat beber era
dous ou tres copo d'agua tepida de hora em hora.
Se a ipicaciianlia nio faz parar os accidentes, pode-
se recorrer agua de Sedlilz ou ao sulfato de oda.
lie um erro erer-so que nao convenha purgar-se
ou vomilar-se em lempo da cholera. Estes doosmeios
sao muitas vezes, pelo contrario, os que triumphara
mais de pressa dos accidentes, qoe preceden o cho-
lera. Urna pequea explicado Iraiiquillisar o lei-
lor. Quando se lem a lingua branca, pasto* on
amarga, he indicio de qoe se chama,' embanco, e*-
tomago carregat 4 bil*. A vontada* de'vomi-
tar, os roncos no ventre, a diarrha, indicam nestas
circumslancias, qne a ualureza procura por si mes-
ma desembarazar e por cia ou por baixo. Se he
ajudada por un vonilivo ou purgativo, nao se faz
mais do que seguir a vereda qoe elle indica. (\>uo
cergit natura, e o ducendum, Hipp), tuopre-se a
sua i nsullicteiic ia, corta-se a diarrha, e flea-se deem-
buraradoem algumas horas de ummal, qne leris do-
rado diversos dia e mesmo ido a peior; porqaanto
o cholera gyra em torno do que sorein de diar
rhea. Tudo quanlo podemos aflirmar, he que pur-
gamos mais, cm lempo do cholera, da que em qual-
quer oulra esiuca, e qua nunca -vinos adminis-
Iraraode um vomitorio ou da um purgativo segal-
da da exploso do rbolera. -
Assim, lugo que se liver a lingua carregada, a
bocea pastosa, com peda ou diminuida de apetite,
algttmrs vezes dor de cabera, venir dolorido, bor-
borvgmas ou roncos no ventre, quando se liver o
instinclo de qua be a bil que determina entes in-
connodus, a evacuadlo he utdicada. Urna diarrha .
cim explosa de 1 cnlos loma ainda mal urgente esta
indicacao. A ipecicuanlia ha preferivel ao purgati-
vo, em quanlo a diarrha nao se acha estabelecida ;^
este convem anles quando ella 0 esta. Mas pode-se*
quasi sempre empregar iodiaTereatemenle o ultimo
em ambos o* caso.
Se. a diarrha durase desde muiloi dia, se sobra
ludo fosse abundante, ni* aconselhariamos o pur-
gativo, porque ha exagerarlo de iluto bilioso. He
preciso, pelo contrario, fazer parar este ultimo por
meio do ludano, em clysler ou pela bocea ; o que
tambem poderia ser empregado, se o purgativo de-
lerminasse dijeccSes muiti-imo copiosas.
Sn'i-jifraio de bismulh.
As' pessoas sugeilas diarrha, ou acommellidas
por diarrheas persistentes, aronselhamo o prega
do suh-nira! de biimnlh na dsede duas a quatro
colheres pequeas(8 a 1g grammos, islo be. 2a l
oilavasj.por dia aos meninos, e de 2 colheres gran-
de- tu a dtlgr.inmas ; i tu be, iaTS oilava*) *0
adultos. He administrado puro uu misturada com
os alimentes. Esle medicamento tem a vantagem de
ser inspido ;e por isto pode ser lomado sen difficul-
dade estando misturado coui a spa.Administra-se a
dse cima indicada em duas vezes, melada na rele-
rao da inanhaa, e netade na da larde.

I
VI
Convalesceacu da citolerina.
Quando 01 accidentes precursores du cholera lem
de-.apparerido.o doenle nao deve considerar-se cura-
do, ta sempre um periodo de couvalescenca.eujai du-
ncio he em geral proporcionada da molestia. He
preciso durante essa convalescenca observar com o
naior cuidado as precaucOrs bvgienicas, que foram
Indicadas em nosso numero de junho, e velar prin-
cipalmente com a mai* escrupulosa alleocAo sobre a
cholera e quanlidade dos alimentos, que dovero er
graduados com muila circumspec{3o. Ter-se-ha
(1) Paregorico significa calmante.


I

K
r
i
'iiiiUo'em memoria que o menor desvio de rgimen,
a menor inlracoflo das regras de hvgiene, pode fazer
reapparecer accidentes mais graves do que oses que
j* forim experimentados, r que, por te ter sofTndo
unj priroeiro ataque da epidemia, nSo se est por
sto menos exposto a experimentar de novo a sua in-
fluencia ; entrelanto convom nSose ter grande medo.
Quaodo a cholerina liver desapparecido, qunndo se
tem vollado as coudces ordinarias de sade, deve-
se por de lado todas as precauooes superfinas, e dar-
se com confianza e tranquilzate sua vida habilu-
al. Para umitas pessoas o excesao de cuidadas, a
mudanra de hbitos, a allenuajo do rgimen, silo
condijOes dcsagradaveis que predispoem para a mo-
laslia, porque lies enfraquecem o organismo e d-
minuem por conseguinle o grao de resistencia deque
lera uecessidade para subtrnliir-se aos effeitos da in-
nuencia epidmica.
VI
Cholera cnnflrranrlo.
I) cholera corneja qoando a diarrlia toma-se par-
da-esbranquijada, inodora, eque aprsenla o aspec-
to de decoejao de arroz, rnais ou menos esptssa. Se
sobrevem vmitos sementantes as dejecoOes, se asou-
rinas te suspen lem, se as cmaras apparecercm, se
a sede tornar-se viva, se a pelle esfria-se e humedece,
se o polso tornar-se pequeo, deprimido, Mirarme,
se os trae/ d* rosto sao contratados, se a face se de-
compOe, se a voz muda de timbre e Pica abafada, o
cholera acha-se em progresso.
Recorrer-se-ha, entao aos meios seguintes :
1 Applicar tinapitmoi e obsena-los bem.
He preciso obrar fortemente sobre o exterior, por
meio de sinapismos appllcados sobre os bracos, per-
itas e epicastro, mantendo-os cinco ou seis minutos.
Serao postos successivamente sobre as outras parles
dos membros e do tronca.
0 uso dos sinapismos exige urna vigilancia, que as
ramillas nem sempre presMinsufucienlemente. Por
vezes se esquecam de lira-lose en lio causamqueima-
duras tao graves quanto ao que faria a agua ferveu-
a iV' Um doB"' ""ar-se do cholera, e perecer
depois da queimadura causada porum sinapismo es-
quecido sobre o venlre.
2 Oulros meioi externos deaquecer os cholericos.
Os sinapismos sao vantnjosamente substituidos so-
bre o tronco por uro pedajo da la"a espessa em di-
versas dobras, embebidas em agua queme e torcido.
Om ola la envolve- a baca, e islo se repele, haveiido uecessidade, se a
trauspir.ic.ao se nao estubelece.
lira oulro meio ainda mtijacil para provocar o
calor e suor, meio a que llamos a preferencia, con-
siste em envolver o doenle em nm cobertor de Ua
secco.
1 er-se-ha o cuidado, ao mesmo lempo, de cercar o
(lente com botijas cheias de agua fervendo, ou lij-
los antecedentemente aquecidog. Quando estes mei-
os sSo iosuQlcientes, recorrer-se-ha is frieces, que
devem ser feilas enrgicamente com as mos, com
escova seccas. com um pedazo de fazenda de taa em
forma de rxa, secca ou embebida de vinagre mui
queote, ou mesmo em algum dos linimentos cujas
formulas foram dadas no numero de junho (vid. mais
adianle.) Proceder-se-h* em baixo do cobertor. Aju-
da-se eflicazinenle o efleito das fricases por meio da
amasadura, islo he, aportan I,., expremendo os
membros e toda-a superficie do corpo com as mos
seccas ou nnladas de oleo de amendoa doce campho-
rado. Er fim se a massadura nao basta, poder-se-
rta acontar oo' friccionar (oda a superficie do corpo,
sobre ludo a columna vertebral e as extremidades
inferiores, com um punhado de ortigas.
3." Aquecer interiormente o doenle.
Nao basta aquecer o exterior, he preciso obrar
ainda fortemente o'o interior pela adminislracao de
nmdos meios seguintes:
Essencia de horlela.
Pingam-oe de 1 a 5 gotas de oleo essencial de hor-
lela pimenta sobre um lorrflo de a-surar, que se dei-
xa derreler em urna taca de infusan d folhas de
horlela, de camomilla ou (le cha, e se nt com que
o doenle tome ludo. Reitera-se em caso de necessi-
dade, a mesma applicacao. se n,1o ha reaccao rpi-
da. Pader-se-ha dar tambero o mesmo oleo de hor-
lela em caf preto. fri ou quenle, segando o goslo
do doente. Poder-se-ha fazer uso igualmente de
orna infusao de cha bem assucaradn, na qual se li-
ver posto a terca parte de rliumou de agurdenle.
Tintura da Ir mita de caHdade.
Um remedio muilo recommendado pelo prefessor
Recamier e pelo Sr. Cayol ha a tintura denominada
da Irmaa de caridade. Prepara-se esla Untura do
modo'regulte :
Re.: Raz de anglica. .
de calamus aromti-
cos (preferivel o da
Jamaica) ....
de enula campana
malar (inula-campa-
na)......
de genciana ....
P. ludo a macerar em um litro (2 guerra ras) Je
genebra durante Ires-ou qaalro dias ; depois escorre-
se lodo o liquido, quo pode ser conservado durante
rauttos annosem frascos bem arrolhados e postos em
lugar secco.
A dse desta Untura lie de um ealix de licor para
um adulto ; e se a reaccao >e n3o faz sentir no fim de
meia liara da-se segunda dse.
Acetato de ammoniaco.
lem-se empreando tamhem com vanlagem o ace-
tato liquido de ammomaca administrado em nma
infusao aromtico, na dose de urna pequea colher
para cada laca, ou em nma pocao. (R. Agua distil-
lada de tilia, 50 grammos. islo he, 12 agua dislillada de horlela a mesma quantidade ;
acetato de ammoniaco 30 gram., islo he, 7 X oita-
vas ; xarope a mesma quanlidaile.) Ella pocao to-
ma-se as cvlheres no intervallo de doze, ou de 24
horas, segundo a gravidade do caso.
O fri para provocar a reaccao.
O fri interiormente he um dos meios de reaccao
mais poderosos'a que se possa recorrer. O gelo s
por si he um preciso recurso para calmar a sede
inexlinguivel de eerlos doenlcs; a mr-parte o
desejan) vivamente, e delle se nao aborrecem senao
qnaudo ja n3o liles serve de utilidade alguma. Ad-
rainislra-se o gelo em pequeos pedacos, que se faz
chupar ao doenle equem se d a engolirde lempos
a lempos urna colher de gelo pequea, de gelo eami-
alhado. As bebidas aromticas e alcoulicas lam-
em podem ser dadas frias e mesmo geladas ; s-
ntenle lie preciso ler o cuidado de nao faze-las be-
ber seiiao a goles successivo, alim de nao sorpren-
der o estomago com a imprrssao de um fri consi-
deravel, que poderia supprimira humidade8a pelle
e suor,
VIII.
Ha ce tos plienoitienos lo cholera
que reclaraain cuidados portlcu-
lares.
Sao os vmitos, as diarrhas e as cmaras.
l'omilos rebelde*.
Quinde os vmitos sao incessantes, e qoe se eier-
cem sobre ludo quanto he intrudutido pela bocea,
he preciso oppor-lhes meios especiaes lomadosenlre
aquellos que vamos indicar :
As temperatura exlremas dos liqaidos ingeridos
sao bons meios para rombater a violeneia dos vmi-
tos ; porquanto as substancias lepida* sao as que o
estomago mais regeila. Em principio nwder-se-
hao as bebidas queolesem muilo queme-, quesi a
queimar. Dar-se-ua urna colher grande de cada vez,
e reileirar-se-lia Uto muilas vezes.
Em concurrencia com as bellidas muilo quenles,
dar-se-ha a pocao seguinle a collieaes de sopa, e se
he vomitada, a colheres pequenas repelidas mais a
, miu'.lo. R." Sub-carbouato de polassa, 2 grammos
(36 graos); sueco de liroao, quantidade sufficiente ;
agua de horlela pimenla, 90 gram. (11 oitavas);
xarope de ellier, 30 gram. (7 j4 oitavas.)
Poder-se-hn juntar urna golla de ludano em ca-
da colher grande da pocaque se administrar.
se os dous meios precedentes, assoeiadas ou sola-
dos, nao fizerem parar o vomi'.o, recorrer-se-ha ao
fro. As bebidas frias, como** quentes, devem ser
dadas em pequeas qaanlidades da cada vez. O gelo
em pequeosBadajostamberoconvem perfeitamente
As aoiiui nnaua ^Hun .... .------:-J_- 1. l_l-i.
\,12grammos (I onja
..as. yuanao a agua de seile tambera he regei- 0 ausedesioa K^a4 wlnal: ,ie
tadi, cousegoe-wmuila, venes fazer parar os vorni- J^LrZ lie 2 iL*,.nom,n* ,le "rto. Se
lospormeiodapocio anli-emelka de Riviere (vid. !..r... r" ,B moi!a,'a. confunde-se com a con-
.
--------o- ..- -mi. .....v-i ymtan u? vuini
ios por meio da pocao anli-emeliea de Riviere (vid
* no numero de jooho, poejo antivomiliva.)
\omitos que linbani.eresislido a inuilos ineios.ee-
deram immediatamente a urna, deas en tres colhe-
res grandes quando muilo de forte agurdenle ou de
rhum puro, dadas de cinco em cinco minutos. As
uiais.das vezes ama ou duas bastam.
Dlarrhea.
Quando o cholera esl eonlirntado, o as dejer;6;s
se lem tornando brancas e abundantes, desl senao
pode occopar o medico, embora esgotem e cancem
extraordinariamenle os doeni. Os meios empre-
i gados para determinar n reacias naiparecem os mais
proprios para combaler essa diarrhea, que sempre
se modera bastante-quando manifestarse a reacc.io.
Os que sSo destinados a razer pararas evacuacoes
convem mais especialmente na diarrhea inicial, que
rooslilue a cholerina, na diarrhea branca de um
cholea moderado, assim como as diarrhas escu-
ras que precedem a este, ou mesmo a um cho-
lera mais intenso ; nos o indicamos com cuida-
da na occasio dos proilromas do ch. lera, e lere-
^nos accasiaa de sobre elles dizermos alguma cousa
quaodo nos ocenparmos dos cuidados que reclama a
- convlescenca.
Cmaras.
Qoando as cmaras sao vilenlas a poni de ar-
rancar gritos aos doenies'e fazerem loda a serle de
conlorsoes. deve-se oppr-lh os meios seguintes :
As cataplasmas emolientes fortemente l.udanisa-
aas (* a 8grammo de ludano dezydenbam ; 1 a 2
oitavas) sao applicada com vanlagem quando s os
membros se acham accommetlidos.
A massadura, as ligaduras momentneas dos
membros com lencos dobrados em forma de grvala,
a?,"en?nd0',memD">. as frieces por meio de pe-
nEdlf ,n,ni'"' embedi'"< "e elher acelico cam-
S.mli'i l,aian's!> i 'fricC0es seccas fcitas com
L^. a P,da' .de '"'""neotos ou por meio'de es-
fl.a.'i .gr,M8 loal,,M de "BoJao uu de rolhas de
n ilfi'-T ""f T.e'"T'c,,uido aliviar os doenles.
inl.lrin'I. m'Vemt5,d''B"b'd0dO Um" ">*<"<
. inleiramenle parlicular; somenle. em vez de fric-
cionar os membros, pde-se o doenle de lado, e com
um pedaco de flanella, fortemenle embebida de chlo-
rarormio, se fazem fneces com aclividade em loda
a esletuao da columna vertebral durante um minu-
to pouco mais ou menos ; raras vezes se lie obrigado
cOes : quasi sempre, desde a priroeira feita at a
nubefaeco, as cmaras cessam para nao voltarem
mais.
Como o preco do chloraformio nao o poem ds-
postcao de lodos os doenles, enrvez de emprega-lo
puro, poder-se-ha faie-lo entrar em um linimento
composlo de balsamo tranquillo, 90 grammos (11 oi-
tavas) imiura d opio, chloroformio. de cada gram.
(1 otlava.)
Quando as cmaras sao geraes, recommenda-se
tambem as frceoes com o gelo.
Ao mesmo lempo que se tem recurso a algum dos
meios precedemos, pode-se, seguindo-se o consellto
d',e/:am'er. r ?.u ? centgraramos (de 6 a II graos) de aca-
lcada diluida com nma gemma d'ovn em agua simples
ou em urna decocrSo, quer de rali de valeriana sil-
vestre na razao.de 10. 15, 20, 25 ou 30 grammos
(de 2 S a 7 )i oitavas) para cada litro d'agua, quer
le raz de peoni?.
IX
Cholera fulmiiiitiitc.
Pos casos mais communs, assim como o lomos di-
to, n cholera principia por diyersas indisposiefies ;
depoisappareceo periodo denominado cholerina ;e
quando e.nfim manifestam-se os symplomas cholen-
cos, esles senuem em leu desenvoivimeulo e marcha
urna gradadlo que permille insliluir um tralamento
resular e inethodico.
Mas nem ludo assim se pasan, principalmenle
quando a epidemia lem adquirido urna cerla intensi-
uaue. Ro meio de urna diarrhea em apparencia be-
nigna e que tem sido desprezada, ou depois de al-
suus das de indisposiri.es mal deOnidas, o cholera se
uesmascara de repente por um desses ataques repen-
tinos que nao deixam lempo para combinarem-se
nem graduarem-se os meios.
Os meios que convem oppor a esta forma devem
ser tomados na serte, quo indicamos para "o cholera
ordinario chegado ts suas ultimas pilases. Nao se
perder lempo em ir'sapalpadellas. cscolher-se-hao
logo os mais enrgicos.
Exleriormente recorrer-se-ha aos sinapismos, s
cataplasmas inulta quenles. os frircf.es sobre a re-
RUO dorsal e sobre os membros ; far-se-hao quer
rricces simples, quer e de preferencia ammoniacae*
ou avinagradas, ou com o linimento huusaro ^vid.
mais adianle) ; emprezar-se-ha do mesmo modo a
percusslo sbreos membros, as frceles com um pu-
nhado de orugas, os lijlos quenles er.vollos com
nanella molhadade alcool aromaliro u de vinagre
formando um banho de vapor, as botijas d'agua
quente, os cobertores de laa seceos.
Ao mesmo tempe que se faz beber ao doenle urna
inrusao aromtica bem quente de horlela, c de
salva menor, e principalmente de caf, puro ou
estimulado com o acetato lquido de ammoniaco,
excepto se urna sede imperiosa e urna viva appeten-
cia nao exijam o uso das bebidas frias e o do
gelo.
He tambem nesle caso que se deve recorrer ao
medicanieuto indio (vid. mais adianle), s gotlas
da mistura de slrogonoB (vid. mais adianle, ao
oleo essencial de hrtela segundo o melhodo do
Sr. de Block. Poem-se 5 a 10 gollas deste reme-
dio em urna colher commum de agurdenle ou de
genebra ; da-se a beber igual dse meia hora de-
pois. Na generalidade dos casos, segundo o Sr. de
Block, bO gollas baslam ; se nao conlinua-se ale
que os phenomenos favoraves se lenham Tranca-
mente declarado. Da-se ao mesmo lempo urna forte
inrusao de rolhas de horlela pmeota bem quenle
e misturada com agurdente ou rhum.
Quaodo o doente vomila a essencia de horlela,
o Sr. de Block administra-a em clvster ; junta-se
a una iulusao de flores de camomiila ou de hor-
lela, o a 10 gotlas de oleo de horlela e applicam-se
quarlos de clystercs de quiuze em quinze minutos.
X. I
Cholera dos meninos, dos velhos,
das mulhcrcs nejadas.
Meninos.
Na infancia, o estomago supporta diflicilmente
os excitantes muilo enrgicos, como a essencia
de horlela e os alcoolicos ; o eicitanle que com
elle se accomrooda melhor, he o acetato liquido de
ammoniaco dado da maneira seguiute :
Agua de horlela pimenla. ... 90 grammos.
Acetato liquido de ammoniaco. 15
Xarope de hortela........ 15
l:ma colher de meia em meia hora. A islojun-
lam-se l.j grammos de xarope diacodio, quando he
ireqoente o vomito. Se o mal continua, da-se urna '
ou duas gollas de oleo de liorlela em vinho quen-
le ou clvster, depois de hnvc-lo posto com antece-
dencia sobre um lorrio de assucar. Ajuila-se a
naso deslas subslancjas com a tisana de horlela,
dada a pequenas doses frequentemente repetidas e
com os estimulantes exteriores. Entre esles uni-
mos, sao os sinapismos qao convem melhor, e qua-
si sempre sao suflicientes.
Velhos.
A velhice em geral supporla bem os mais enr-
gicos eslimtilanles internos c externos. Por exem-
plo, pode-se insistir no vinho, e delle quenle dar
de quarlo era quarlo de hora urna colher, em que
se tetina felo ferver canella. Deve-se ao mesmo
lempo estimular enrgicamente a pelle.
, Afulheres pejadas.
O u-alamenlo das mnlheres pejadas exige grande
reserva. Os estimulantes devem ser dadus com al-
guma i.recauco. Comeca-se pelo acetato liquido
de ammoniaco ; ilepois passa-se i essencia de hor-
lela, e em caso de necessUade chega-ae al ao cha
alcooltsado.
XI.
DIARIO DE PERNmBUCO, QUIRTA FEIRI 8 DE NOVEMBRO DE 1854.
palpa*l de raiz de calumba ou de carvao de evouy-
mo. lambem se experimenlarao as aguas gazosas,
o leile 06 o caldo fro lomado em jejum.
Se anda resta urna escorrencia biliosa que nao
acaba, recorrer-se-ha ao carvao porflrisado impal-
pavel, nadse de30, *0, ou 50 eenligrammos an-
tes da comida, iunlando- de amulo diluido com agua, ou com urna colher
pequea de charope diacodio.
Quaodo sobrevem, peI6 contrario, prisjo de ven-
lre, recorrer-se-ha aos cusieres com agua de farelo
de sement de linhaca, de altheia, etc. Por vcze,
quando he abandonada a si mesma, a constiparn se
termina pela diarrhea, e os doenles fico por muilo
lempo sugedos a oslas allernativs ; por islo
he preciso procurar conseguir a regularidade das
dijeccocs.
Quando a convalescenca carainha regularmente,
os cuidados hygientcos devem pasear em primeiro lu-
gar, ever-se-ha Irazer roupas quenles, evitar a
Itumadade e todas as cansas de resfriamenlo, fazer
cxercicio moderado que nlo va al a fadiga. \s
refeicoes sero feilas a horas regulares ; escolher-se-
hilo os alimenlos na ciaste dos que s"-o de fcil di-
gesiao, e que fazem pequeo volume conlendo o
mais possivel de materia nutriliva. Sua quanlidade
sera graduada com a mais estricta atlenrilo. Beber-
se-ha as refeices agua de sells ou de Virh., a que
/uiitar-se-ha urna cerla quanlidadede vinho: da mes-
ma sorlc beber-se-ha no fim da refeirao um pooco de
vinho puro. Emfim. quando o convalesccnte expe-
rimenta, no fim de cerlo lempo, fadiga geral, e que
oexercicio lorna-se penoso, os banhos enlao s3o
mu uleis.
l'orja'o anti-voinitiva.
R": Acido ctrico. 2 grammos (36 graos)
Xarope simples ... 21 (6 oilava.
Bi-carbonato do soda 2 (36 graos)
Agua ... 1 m (, 5 ,
FCa dissolver o acido cilrro na melade d'agua
junta-se o xarope e pe-se em um frasco: dissol-
ve-se na olitra melade da agua o bicarbonato e pe-
se em outro frasco.
.-seau doenle urna colher do i. Irasco e logo
depois oulro do _>.. de sorte que a cfiervesccncia ga-
zosa se opera no eslomago.
Linimento
R*1: Vinagre.....
Aguaardenle .
Frtalia de moslarda
C.imphura '.
Pimenla da India
hunjraro.
250 grammos (8 oncas)
500 (16 )
O )
o (iolavas)
8 (* _
Deixa-se a macerar durante tres dias. Se se quer,
junla-se um denle d'alho.
Poca'o etherea c liimlanisada.
(Medicamento indio.)
R1': Elher sulfrico. 8 grammos (i- oitavas)
Ludano de syd ... 2 __ (li __ )
Xarope diacodio .'10 (f onra)
Agua de horlela ... 90 ((| olavas)
M. e r. lomar s collieres de quarlo em quarlo
d hora, depois de meia em meia hora, e emlim de
hora em hora.
Mistara le Strogonof.
R : Tintura elhereadn valeriana,..) --
ano.lina de Hoflmann,)l1a 8 Parles
de nox vmica. )
de rnica (de fl. e iaiz)) **
d'opio.......g __
Essencia de horlela......", o
M. Esla mistura he tim doseslimulantesmais enr-
gicos : da-se na dse de 16 a 20 gotlas em um co-
po de vinho branco adorado com assucar.
PUBLICARES A PEDIDO.
Urna palavra sobre nm mctho.lo
iiiuitissimo gabado.
Alm dos meios de tralamento, que acabamos de
ludicar, e queja saomuilissimo numerosos, ainda se
lem gabado cerios melhodos particulares que, segun-
do dizem seus inventores, conlam numerosos resul-
tados felizes ; mas he conveniente lembrar que esses
diversos melhodos,experimentados por pralicos cons-
cieuciosos, nao corresponderam as esperancas que
elles linham feilo conceller, e que at hoje nao pos-
sutrr.os especifico algum, nem tralameulo algum in-
ralivel contra o cholera, lie prudente, sem conjec-
turarmos acerca do que pode reservar-nos o futuro,
continuar a seguir os Irilhos conhecidos, e instituir o
tralamento do cholera segundo as regras, que nos
temos esrorcado de fazer penetrar M espirilo de
nossos leilores. Ha enlrelanlo um desses melhodos,
que selemfeilofamigeradonesles ullimos lempas,
e a respetlo do qual devemos dizer algumas pala-
vras : he o que consiste em tratar o cholera pelo
sulphalo de slrychnina. Este medicamento ha sido
demasiadamente gabado: aflirmou-se sem temor
que o verdadeiro remedio do cholera eslava emfim
achado.eque o sulphalo de de slrychnina seria, pan,
o cholera, o que o sulphalo de quinina he para a fe-
bre intermitiente, islo he. nem mais nem menos
do que um especifico. Pois bem a experimenla-
cao vein dar um desmentido formal a eslas asserces.
O sulphalo de slrychnina nao goza de virlude algu-
ma especifica conlra o cholera, e com este medica-
mento succeder como com nulros minios gabados
um da e abandonados no dia seguiute. O que he
preciso saber e nao esquecer, he que a adminislra-
rao do solphalo de slrychnina podo expr a serios
perigos, e mesmo determinar a morle, se nao se vela
alternamente sobre seus elfeilos. Deve-se ser lauto
mais circumspeclo em sua applicacao quanto, na
mor-parle dos casos de cholera grave, nao produz
symptoma algum dos que llie sao proprios, e que
em razao desla circumstancia se pode ser arrastrado
e exagerar sua dse. Assim, longe de approvar a
adrnii.islraraodo sulphalo deslrvchnina, e de acon-
sellia-la, eremos dever recommendar com instancia
as pessoas eslranhas medicina de evitar a sua ap-
plicacao. K
XII
Algumas palavras acerca de nm
terct-lro periodo eventual, ou de
ivaccao no cholera.
Quando o doenle escapa aos accidentes que carac-
* mmbrna TrWc.^"""10' "^"t reaPParece '
As aguas gaza*,, podem ser assoeiadas s bebidas runS-nm i ** resla"el!ce,' e lodas as
r.t. Quando a agua de seile lambem he regei- ^^^^.'^*lm"r.'eam^,'norm,l:ht
Reflexao sobre o meio apnnlado pelo Echo Pernam-
bncano, em um dos seus ullimos na., como o mais
proficuo para mo ser agurdenle inlroduzila ille-
galmenle na tilia de Fernando.
Para obler-se.esle fim, no nos parece o meio a-
ponlado o mais p*prio ou asado, purque o Sr. ins-
pector do arsenal de marinha, nao concorre, quer
directa ou indirectamente, para a impprtacSo desse
BKTj? 'Iha' Cm c"nlr;iv,'nC5'' Jas ordens s-
labelecidas, em oonsequencia do que conviesse res-
ponsabisa-lo oomo a nica medida a adoplar-s- para
desapparecer semelhaule abuso ; .assim he mita in-
jiislica que se lhe faz, quando sob sta causal aconse-
lia-se tal medi he sabido ser elle fiel observador dos seus deveres,
por cujo molivo, nao agrada a aquelles que anle-
poem osseus inleresses aojuslo e honesto, mesmo
no caso verlente, pois que fui smente devida a esla
sua aprcriavel qualidade a apprehensao a bordo do
patacho Pirapama, no principio do crreme auno,
segundnosonsla comveracidade, de urnasquarloi
lasquesedizia cheias de niel, o linham todava a-
guardenle em harris, indicando os rollos dcstas tito
industriosas vazilhas a pesoa a quem eram remessa-
das, cujo nome agora nao julgamos conveniente pu-
blicar, a qual a nosso ver poda, e pode ainda boje,
prestar na aohredila ilha boa coadjuvacSo para a cx-
Itnc.lo do abuso, por ser all onde meihormenlc os
exames nos volumes fcilos no aclo do desembarque,
apresenlarao acerca um resultado todo satisraclo-
Se assim ordenar-se, temos nislo mais conlianra do
que cm qualquer oulra providencia, e, pois, lem-
bramos ao Exm. Sr. presidente da provincia, e mes-
mo ao Sr. cominandanleda ilha, pela razao de po-
der adopta-la independente de receber ordem, se
como suppomos, o sen zelo chert a (Jesejar sicera-
menle a reraocao do indicado abuso.
as militares; estando ja decretado o quarlela metilo
rra da escola dos alumnos dos anuos puramente mi-
niares ; levada que seja a cffeto esh vanlajosa me-
dida ; o que resta para que nossos ofiiciaes lenham
completo conhecimento do que lites te indispensavel
para o satisfactorio desempenho deseos deveres, he
que sejam instruidos nos preceitos di admnslracao
militar. Com o proposito de oblemos aso he que
ousamosaventar a idea do ensino deses preceitos em
qualquer dos annos do curso privativimcnte militar.
Nao temos, he verdade, urna ordcinnra geral que
comprehenda lodos os ramos da scieicia adminislra-
liva da forca armada ; mas lainherr nao faltam na
nossa legislacao uiilii-.r disposices ispecaes sobre
cada um desses ramos. Compeudindu-es e adap-
tando-as ao ensino calhedralico, jilgamos quo de
algum modo pdenlo supprir provisoriamente a falla
da ordenanca geral; falla que, he desuppor, nao se
far sentir por muilo lempo, vislo cuno as cmaras
legislativas e o poder excculvo muilo se lem esme-
rado cm dolar o exercilo com este cdigo de seus di-
rrilos e devores peculiares, par a confeceao do qual
teem concorrido com suas luzes c experiencia mui-
(os de nossos vencraveis generaes, c abalisados juris-
consultos.
A adminislracao militar abraige em seu comple-
xo, a organisacao geral do exer*cio, o recrutamenlo,
o systema de prornoc.ese de refornas, as leis penaes,
a Iheoria do processo criminal mlilar, os sidos e
gratificarles, o methodo de fornecimenlo de quar-
lelamento, armamento, fardamentn, clapes, rorra-
geus e Terragens, remontas e < i valga Juras o servico, economa e disciplina decompanhia e de
corpo, em qualquer circumstancia lamo de paz como
de guerra ; e em geral ludo aquillo que possa impiir
deveres e conferir direilos a inlivi. uos militares.
Ora. existindo, como dissemos, Ba 3sa legislarlo
nnIilar di-posiciies relativas a lodos esses objeclos, a
ida de explica-las na escola militar nao pode ser
reputada urna utopia, nem sua realisacilo requer um
processo que possa esbarrar nasraiasda inexeauibi-
lidade.
Se he conveniente, se he necessario apremennos
no nosso curso de csludos especiaes como se' ataca e
como se defende urna praca forie, por exemplo, mais
instante he a conveniencia, a necesfidade de apren-
dermos, antes de entrar definitivamente no servico
de um corpo. quacs os deveres que a nacao nos ir-
poe, conriando-nos a, armas ; quaes os direilos que
aiiquirtinos pelo desempenho dessesdeveres ; qual a
liitha de conducta quo devemos seglir nesse desem-
penho, e quaes as regras para a re sarao dos direi-
los que adquirimos. E pois o ensiro di administra-
cao militar nao he nm luxo de insttuccao ; he urna
jiecessidade 13o palpavel como a de termos bons of-
hciaes para todos osmisleresda esphtra de suas obri-
gacoesem qualquer dos graos da girarcbia militar
em quo se acharem. Frcderico II, re philosopho,
legislador e guerreiro, nao dira ceitameute na ac-
lualidadcque o soldado he urna michiuade fozil.
A fcuropa inlera faz um honroso eanlrasle com o
pensamento do grande rei.
Confiando na sabedoria e nos bons Jesejos do Exm.
Sr. general Miagante, temos como cerlo que S.
fcxc. sera o continuador da grande mpreza de rae-
liorar nossas insliluices mililarc.-, de dolar uosso
exernlo com oulras reclamadas pelacivilisscao em
geral, e pelos progressos da sciencii da guerra em
particular: empreza para realisacaod; qual envidava
todas as forcas da sua inqueslionav.l inlelligencia
administrativa o Ilustre antecessor de S. Exc, o
r.xni. Sr. conselhetro Manoel Fclizado de Souza e
-Helio. Entre essas insliluices esperamos ver ap-
parecer a do ensino da admioislraca< mililar, alim
de que a inslruccao especial da ollicialdade de nosso
excrcito nao fique em geral limitada a manobras de
mera rotina, a manejar a espada, a daparar a espin-
garda, aapontara peca.
Rid de Janeiro 2i de junho de 185. O capiUlo
do estado-maior de 1.classc, Piragiie.
(Diario do /lio le Janeiro.)
CONSULADO UERAL.
Rendimento do dia 1 a 6 .
dem Jo dia 7 ...... .
2:itli;.-iiit
2319.517
2:637558
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a6..... 101S94
dem do dia 7........ 1859090
2879514
Exportacao*.
Rio Grande doSul, brigue brasileiro Juno, de 190
toneladas, conduzio o seguiute:56* barricas com
4,13* arrobas e 49 libras de assucar, 70 pipas cacha-
ca, 112 saceos ra inl. i de mandioca, 50 ditos arroz,
20 pipase 50 barris vinho, 34 couros seceos.
Parahiba, hlale nacional C.amoes. de 30 tonela-
das, conduzio o seguinle :412 volumes gneros es-
Irangeiros. 52:1 ditos ditos nacionaes.
KECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 6......2:8903638
dem do dia 7 .'.....4965380
passado passa a fazer varejos nos quintaes e casas que
Ibes forem suspeilas de falta de asaeio, ou denellas
eiislirem immundicias ou qunesqner objeclos que
possain prejudicar a salubridade publica.
E pira constar lavrei a prsenle, em que me as-
signo.
3:387*018
CONSULADO
Rendimento do dia 1 a 6
dem do dia 7 .
PROVINCIAL.
2:558*21
2199082
T7|503
MOVIMENTO DO PORTO
. i --- -----............inii.nit^i* iiiii a con-
valescenca. de queja vamos oceupar-nos ; mas nem
aempre assim succede : pelo contrario, enlao v-
em-se desenvolver-se accidentes variados que rccla-
_ mam um Iralaiiiento dillerente. Ser-nos hia impos-
ivel dcscrcvcr aqu os accidentes e indicar os meios
,com que podem ser combatidos. As indicaces sao
com eOe;lo muitissimo numerosas e ilifiiceis a dis-
tinguir, para que possamos dar a este respeilo al-
gumas inrormacesulcis. S um medico esclare-
cido pode prescrever e dirigir o Iralamento : por-
quanto pode enl.1o dar-se a indicaco de nraticar
urna sangra, de applicar sanguesugas, etc. jUmfim
todas essas indicaces, principalmente a primeira,
eslao fora da medicina popular. Mas quasi
sempre o medico chegaanles que sedesenvolvam os
accidentes, que ennsliluem o terceiro periodo do
cholera, periodo qie falta nos casosligeiros. masque
algumas vezes loma um aspecto espantoso nos
casos graves. De mais, porque julgamos dever fa-
'er conhecer a nossos leiioresa mr-partedos meios
que se pode empregar nos casimdu cholera confir-
mado, nao se conclua que consideramos a interven-
cao ilo medico como intil, e que aronselhamos is
pessoas ostra nhas med-aina queprescrevam edi-
rijam a sita pltanlasia o tralamento do cholera. NoaN
intensan he inlciramenle difTerenle : quitemos so-
mente preparar a lodos para podcreui soccorrer im-
mediatameule a um cholenco, alim que, emquanlo
nao chega o medico, ou quando, em rula de qual-
quer circumstancia nao he fcil sua immcdiala as-
sisteucia, se ruma oppor meios activos sos progressos
da BMlMtia. Ha al-m disto um cerlo numero de
meios Iherapculicos, de qutnio podemos fazer men-
cao, porque so ao medico compele ju'gar da oppor-
lunidade de sua applicacao.
XII!. Covalescenca do cholera.-
Durante a convalescenca, as perlubacOes da diges-
iao sao as mais Trequenles e variadas. So o es|0-
"* ^u\ Preguicoso, si aa dijecees tflo lentas,
dimciets lomar-se-hao algumas pilaOa de ruibar-
bo, de .1(1 a .*) eenligrammos (6 a 9 graos) em cada
da beber-se-ha urna infusao ligeira de cha ou de
camomilla depois da refeicao, urna ou dtns lacas de
tisana amarga de lpulo, de chicorea, de earvalhi-
nba, de raz de calumba, etc. Se anda ha disposi-
cAo para o vomito, 30.40, 50, 60, eenligrammos ( de
hall graos) de sub-nilrato de bismuth, dados au
tes da refeicao, a fazem desapparecer. Se este me
.empregar m. O eniiiio da admlnUtraea'o militar.
O decreto n. 63* de 20 de setembro de 1851, no
artigo ,t.o, creou um aquarlelemento fra da escola
militar, mas no municipio da corte, para os alum-
nos dos annos 5. e 6.o do curso da mesma escol,
que sao os annos.em que se ensinam as doulrinas
puramente militares. S. Exc. oSr.conselheiro mi-
nistro da guerra, em seu relaturio ao corpo legisla-
tivo na presente sessao, manifesta ter a maior conli-
anca em que esla escolafde applicacao deve facilitar
e completar os cstu.ios militares; e. por sua disci-
plina, dar urna educacao mais mililar aos alumnos
que se desliuam ao exercilo. Acompauhamos sin-
ceramenle aS. Exc. nessa confianca. S. Exc. he ge-
neral do exercilo; foi por mais de vinle anuos lente
da escola militar; esla actualmente testa da supre-
ma adminislracao da guerra; he dolado de criterio,
inlelligencia e inslruccao; e porlanloesl no melhor
caso possivel de conhecer que o ensino sanente
uieonco das doulrinas militares, apenas habilita
no-sos officiacs pura fallaren!, com a emphasis dos
nancos escolares, sobre os svtemas de .rtificacao
passageira e permanente, sua conslrueeao, ataque c
dcleii.a; sobre o jugo das grandes massas das Ires ar-
mas isoladasou reunidas, quaesqticr que sejam a na-
lureza c as peripecias da guerra; sobre os principios
mu geraes da organisacao da forca armada ele'etc.:
c que esses ofiiciaes, se forem daquclles que come-
cam seu tirocinio mililar na escola, e sahem delta
comoposlodcaireresou 2. lenle, pelo menos;
quando entram no servico dos corpos, cireccm das
mais simples noQes de seus deveres peculiares, e
senilmente ignoram os principios mais comesinlios
da educacao do soldado. He cerlo que es.es moco,,
pela iu,lruccao que adquirem na escola, leyam co'm-
sigo o germen de um bom oflicial; e cOectivamente
o sao em geral, em um futuro mais ou menos remo-
lo, encontrando nos cornos em que passam a ser-
vir, modelos vivos do homem de guerra, c integral-
ineute execuladosos salulares preceilos da discipli-
na militar, e os reglamentos geraes do exercilo.
fora porem sem duvida mais conveniente i disci-
p ina que o ofllciai sahisse da escola mililar coro
pleno conhecimento desses preceilos, desses regla-
menos, e habilitado a coirigir os defeilos M por
ventura tenlta introduzido em sua pratica em alguns
corpos o myopismo da rolina. A consecucao dessa
inconlestavel utilidade s pode ser realisada pelo
tacto de aquarlelarem-se os alumnos dos annos pu-
ramente nublares, e de se Ibes dar, no quarlel esla-
belecKio. a par da tnstruccao Iheonca, urna educa-
cao toda militar, que comprehenda o manejo das
respectivas armas; as competentes evolures e ma-
nobras ate as de balalhao e regiment; as'obrigaces
do soldado, do inferior e do oflicial. em qualquer
las posici.es provaveis da forca armada; c finalmen-
te o systema de adminislracao econmica ediscii.li-
nar de coinpanhia e de corpo.
Nutrimos a lisongeira esperauca de que o Exm.
sr. mini-lro da guerra, compenelrado da necessida-
ne e oa vanlagem de insiruir nossas ofiicinas nos de-
veres, a cujodesempeiilio sao chamados logo queen-
Iram no servicdaVlo, corpos; reco.thecer a utilidade
da crearao de tima cadeira de adminislracao militar
em qua quer dos annos 5." e 6. da escola; ou de
augmentar as doulrinas do 5. auno com as deadmi-
n.slrac,..,, militar ; por i0 que c-sa administradlo
compreheiidendo o direilo militar, tanto privad,,
como criminal, pode ser leccionada depois do di.ei-
ludas gentes com applicacao aos usos da guerra, e as
capilulacf.es, que faz parle das doulrinas da t.- ca-
deira do j. auno.
Nunca faremos coro com aqucllea que desejam ver
implantado em nosso paiz e'pralica pelas ,..,-
S.s da Europa, so porque a Europa esla mais ,1o
que o Brasil adianlada na civilisacao. Nao. Quere-
mos da Europa, e de qualquer parte que seja, ludo
quanto for razoavel, proficuo, e adequado aos nos-
sos coslumes, as nossas insliluices sociaes. He pur
isso que advogamos a causa do ensino da adminis-
lracao militar n olficialidade do nosso exercilo na es-
cola destinada a dar-lhe sna especial inslruccao. co-
mo se pralica em varias escolas e academias' milita-
res da Kuropa. Na Franca, por exemplo, ha cursos
de admintsiiaco mililar na escola especial militar
de Saint Cyr 0 lia de applicacao do corpo de estado
maior. I\a Hespanha. nos tres collegios de cadetes
de nranlaria, eavallara, e arlilbaria, na escola e<-
pecial docoipo real do estado maior, e na academia
dos ofiiciaes interioras de infantera explicam-M as
urdenaii5asmililres, quecomprehendem o cdigo, e
os regulamcnlos que eslSo cm vigor para lodas as
armas e para lodos os inslilulos do exercilo. Na
Austria, a legislacao e os regulameulos militares s3o
explicados na academia militar de Wienner-Neus-
ladt, na esrola do corpo de gastadores de Tuln, c nos
cursos eslabeie.cidos para as companhias de cadetes
em Olmulz c Gra?lz. Na Sardenha explicam-se
lanihein os regulameulos militares na academia real
miniar, rinalmenle a adminislracao mililar he
ensillada em oulras escolas especiaes de inslruccao
miniar de mais algumas naedes da Europa, que c-
cresecntar aqu fia supeiflua prolixidade.
Estando pois entre nos reconherMa a uecessidade
da lustruccao pralica, a par da theorica, das doulri-
A RAINHA DO BAILE.
ICnfanl! se yetis ro, je do/iteris l'em'pire
. El mon citar el mon tceptre el monpeuple a
c- t, [genoux).
St) lats Dieu, la Ierre el Tair arec les ondes
Ia* anges, les demom courleci decant moi.
r. /lugo.
fcram sem conlo do salao as bellas ;
Masa linda sultana, a mais formosa
Era a que arraslava cxlasiada
A lurba dos mancebos fervorosa.
Ondas de seducrocs das grcil della
U Mita do feslim lodo inundavam,
nesse ambiente a respirar volupias
Replto'os corares se emhriagavam;
E no delirio da lasciva danta,
Lomo uma fada vaporosa, aerea,
bra urna sylphide a esvoatar nos ares
.^||lna zana de luz suave, etherea.
l)e tennissimo crep as alvos roupas
Sobre o branco selim que as assombrava,
fcm rrouxas dobras ndeavam solas,
Quando a viva quadrilha as agitava.
Vestida Inda dessa cor divina
Que a pureza do co traduz, exprime,
Era ella oi.lcial indelinivel
De potico sonhar, viso sublime.
Fascinante dos olhos forraosissimos
I remulava de amor frouxa ternura,
E no sornso que asomava aos labios
Se viam gracas mil da empyre.i-altura.
No soherbosalao fol ella o astro
Que niveo radiou com luz mais bella,
Seria o archanjo rei, se losse dado
Na Ierra aos aujos o viver com ella.
F. P. Sales Jnior.
* i
Qui potest espere, cupial.
JoaoGoncalvesda Silva, commendador da ordem
de Uinslo, e inspector da Ihesouraria de fazenda
da provincia de Periiambu'co, etc.
Faro saber aos que esla provisao de quilai o vi-
rein, que sendo apresentado.em sessao da'mesma
Ihesouraria o processo do ex.me, liquidacao e toma-
da de conlas, a que se procedeu pelo expediente da
primeira secrao da couladoria a respeilo da arreca-
ttjSM que fez, e recolhimenlo que cffeituou, Jos
Feliciano Portella, das rendas seu cargo, pelo lem-
po em que servio como ll.ejoureiro da alfaudeaa do
alaodno, desde 10 de maio de 1828 al 7 de junho de
1831, e como Ihesoureiroda mesa das diversas ren-
das desde 8 daquelle mez de junho aleo lim de
igual mez do anno 1838 ; e sendo dita processo vilo
e examinado, se achou conlormee legal, e foram li-
das as mesmas conlas por liquidadas e lomadas, e o
mencionado Ihesourciro Jos Feliciano Portella. jul-
8.1.1o quite para com a fazenda publica, visto que ar-
rendando elle como Ihesourciro da alfandega do al-
n^afiiS&S" lemp doseu ciciola qunn-
l.a de 687:61 lyv rs., e como thesoureiro da mesa
de diversas rendas, tambem em ludo lempo do seu
exercicio.a quantia de3,55l:5U87 rs.. subi a im-
rn-.,,'* a arrecadacao ao compulo de
.2>J.I2J9310rs., e de loda ella deu conta inlegral-
menle.segundo se cvidcnciou pelos respectivos livros
de receta e mais guias. E porque por esla forma,
sendo julaado quileo rererido-lhesoureiro Jos Feli-
ciano Porlella, o hef por exonerado de loda e qual-
quer responsabilidade pelas prsenles conlas, e bem
assim a lodos os seus fiadores, herdeiros e successo-
res. L por firmeza de ludo, e para a todo lempo
constar, mandei passar a prsenle provisao de quila-
cao, que sendo sellada e por mim assignada, se re-
gistrara onde competir. '
Eu Antonio Luiz do Amaral e Silva, chefe de sec-
jao a hz na contadoriada Ihesouraria de fazenda de
Pcrnamb.ico em 26 de oulubro de 185*.Joao Fer-
nando da Cruz, contador da mesma Ihesouraria a
re: escrever.Joo Goncalcci da Silca.
Provisao pela qual V. S. da quilas3o Jos Feli-
ciano Porlella, pelo que arrecadou c deu conta como
hesoureiro que foi da allandeqa do algodio, e bem
assim da mesa de diversas rendas, arabia ja exlmc-
J? i^'.h ,assic?ar por desPli:l"' do IHm.Sr. ins-
pector de 2* de oulubro de 1851.
taroe?Tad *" 52' V' d ''Vr de teSislros d *
Secrclaria da Ihesouraria de fazenda da provincia
de Pernarubuco 28 de oulubro de 185*
Emilio Javier Sobreira de Mello.
Nados entrados no dia 7.
SanU Catharina21 dias, brigue brasileiro Concei-
pSV, de 192 toneladas, capilo Joaquim Ferreira
dos Sanios, equipagem 12, carga 6,000 alqueires
de farinha de mandioea ; a Manoel Alves Guerra
Jnior.
Rio Grande do Sul26 dias, barca brasileira Santa
Mara Boa Sorle, de 226 toneladas, capillo Joa-
quim Dias de Azevedo, equipagem 1.5, carga 1,000
arrobas de carne ; a Rallar & Oliveira. Passagei
ros, Antonio Joaquim da Cosa, Jenuino de Paula
Freir.
Babia13 dias, hiate brasileiro Aero Olinia, de 85
toneladas, mestre Custodio Jos Vianna, equipa-
gem 7, carga tabaco e mais gneros ; a TaSso J-
nior.
Ilha da AssumpcSo8 dias. brigue inglez Earl of
Derby, de 192 toneladas, oapilao John Hodge.
equipagem 10, em lastro ; ao cnsul inglez.
Ilambiirgo41 dias, barca dinamarqueza Preciosa,
de 228 toneladas, capitao I. I. Rmr, equipagem
1*, carga fazendas e mais gneros; a N. O. Bie-
ber & Companhia ; com 1 passageiro. Ficou de
qiiarciilena por 5 dias.
Terra Nova38 dias, brigue inglez IValler Baine.
de 237 toneladas, capitao Phelep Cleary, equipa-
gem 14, carga bacalho; a Johnslon Paler& Com-
panhia. ^
Nados sabidos no mesmo dia.
ParahibaHiato brasileiro Camoes, mestre Seve-
riano da Costa e Silva, carga bacalho e mais g-
neros. Passageiros, Jos Antonio Feruandes, De
iiiciini da Silva Sampaio.
Liverpool pela ParahibaBrigue inglez CaroUne
Schenk, capitao George Ellery, em lastro. Pas-
sageiro, o vice-consul da Parahiba Watson Vre-
denburg e 1 criado.
ParEscuna hamburgoeza llenreque Guslave, ca-
pitao C. Bolzeu, em lastro.
Observacao.
A galera ingiera, entrada nodia 6. ficou de qua-
reniena por lO dias, e nao por 40, como por engao
sahio.
3
219000
1*8600
78000
85960
38000
18500
223000
218000
"38000
128*80
38500
13500
7*X0
49360U
68000
329000
833200
168000
1.23800
285800
323000
8?O00
168000
13600
GfMO
EDITAES.
O Illm. Sr. inspeclor da Ihesouraria provincial,
em cumprimentn da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 25 de oulubro p. p., manda fazer
publico que no dia 23 do corrente pecante a junta
da fazenda da mesma Ihesouraria, se hade arrema-
tar a quera por menos fizer a obra dos reparos de
550 bracas quudradas de empedramento na estrada
de Pao 'Alho, principiando do engenho Caroragi-
beat:i pontesiuha doCaiar, avahada em 5:1153.
A arrematarAosor.i feita 11.1 l'orma d,i le provin-
cial 11. 3*3 de 15 de maio do correle armo, e sob as
condeces especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremataro
i-oinparccam na sala das sessoes da mesma junta
(lelo meio da, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de oulubro de 185*. Osecrctarso. Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiae para a arrematacSo.
1." As obras dos reparos de 550 bracas quadrada
de empedramento da estrada do P.o d'Alho, far-se
hao de conformidade com o on amento approvado
pela directora no conselho, e apresenlado a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente na imporlancia de
5:1159000
2." O arremalanla dar principio as obras 00
prazo de 15 dias e dever conrlui-las no de Ires
mezes, ambos contados de conformidade com art.
Sida le provincial n. 286.
3. A imporlancia desla arrematarlo ser paga
era duas prestaees iguaes : a primeira quaudo es-
livor feita melade das obras ; e a segunda quando
estiver concluida, que ser logo recebida definiti-
vamente sem prazo de responsabilidade.
4.' O arremtame excedendo o prazo marcado
para e conclusa,) das obras, pagar urna multa de
loo rs. por cada mez, embora lhe seja coucedida a
prurogacau.
5. O arrematante durante a execuejo das obras
proporcionar traozilo ao publica e aos carros.
6. O arrematante ser obrigado a empregar na
execurao das obras, pelo menos metade do pessoal
de gente livre.
7. Para ludo o que nao se achar determinado as
presentes clausulas nem no orc-uneulo sesuir-se-ha
o que dienta a respeilo a le provincial 11. 286.
Conforme. o secretario.
Antonio Ferreira d'Annunaacao.
Achando-se vago o ollico de escrivao Uo jury
do termo de Ingazera, manda S. Exc. o Sr. pres-
deme da provincia assim o fazer publico para- co-
nheciraentn das parles interessadas, e alim de que os
pretndeme ao dilo oflicio se habililem na forma
do decreto 11. 817 de 30 de agosto de 1851, e apre-
sciilcm os seus requermentos ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de 60 das, que
cumerou a correr do dia II do correnle cm diajile,
para seguirem-se os tramites marcados nos arls.
12 e 13 do rilado decreto.
Secretaria do governo de Pernnmbuco 29 de se-
Icn.bro de 1854.-Joaquim Pires Machado Portella,
ollicial-maior servindo de secrelario.
Adiando-so vago o oflicio do escrivao do cri-
me, civel e olas do termo de lugszeira, manda S.
Exc. o Sr. presdeme da provincia assim o fazer pu-
blico, para conheciiiienlo das parles inleresdas, c
a fim de que os prelendenles do ditondlcio, se habi-
lilem na forma do decreto n. 817 de 31) de agosto de
IoI. e apresen lem os seus requermentos ao pri-
meiro supplcnle do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias. que cimero,1 a correr do dia 11
do correte em dame, para seguirrm-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de setem-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado Purlclla, olll-
cial-maior servindo de secrelario.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da freeue-
zia de Santo Antonio do termo da cidade do'lle-
cire, ele. ele.
Fajo publico para conhecimenlode quem perten-
ec que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
_____
COMOERCIO.
PRACA DO RECIFE7 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TArVDE.
.. ,. Cotajes olliciaes.
Lambo sobre Londres-a 28 d. a dinhero.
Descomo de letlras de 2 raezes-8e 9 % ao anuo.
uno de dUas de 4 mezes10", ao anuo.
_ ,. ALFANDEGA.
Mem'dn ,Od-Odia,1"i.....34:9083629
"* d0 ,l,a'........12:90568l
47:81*3310
Descarregam hoje 8 de novembro.
arca rranceza-f;,.s,a(.ir_m,1nlegit.
Brigue Miglcz-^/on-bacalho.
Br.guo porlognes/ano-diversos gneros.
Brigue po.tuguez-yUr,,/o ///-ceblas e hlalas.
I rigue americanoForj,mercaduras.
Brigue brasileiro-Dous Amigos0 reslo.
Importacao'.
Male nacional oco Olinda, consignado a Tasso
Campanilla, manifcslou o seguinle
2 volumes chales de casa, 8 caixas chilas, 3i sac-
eas caro. 2 barricas quarlinhas, 60 tardos fumo cm
lollia, 2(1 barricas tapioca ; a ordem.
Gomes At! Charl"us Sull* a Antonio de Almeida
2 caixas fazendas ; a Tinim Mouscn & Vinassa.
--' canas chilas ; a Jolinlon Paier & C.
1 eaixao fazendas. 1 barrica tapioca, 1 saeco caf,
I caixao charutos ; a I. H. Gaeoily.
Ileor^ilT& "ore"li"0,0 l"Pas fumo moidu ;
3 caixas chitas ; a James Rvder i C.
beribemCaS l0UCa' al?l"da"res i au Ba" de Be-
Barca nacional Santa Mara Boa Sorte, vinda do
Rio Grande do Sul, consignada a Manoel Gom-alves
da Silva, mamfeslou o seguinle :
10,001) arrobas carne, 76 arrobas cera em rama, 47
couros seceos ; ao mesmo consignatario.
Brigue nacional Conceicao, vindo-deSania Catha-
rina. consignado a Guerra Juuior, manifeslou o se-
6,000 alqueires de farinha ; a nrdem.
------, ._ ... ,., ,i, u,a |ncsniLriiu: in jm in 1111 ni iu
approvadn a poslura addicional abaixo transcripta
conforme me r,>i rommunirado pela cmara muni-
cipal desla cidade em oflicio de 31 de oulubro pr-
ximo passado.
Postura addicional, approvada em 26 de oulubro
de 185*. w
Arl. I. Ninguempoderaedificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de laipa ou de madeira,
que nao seja de conformidade com a planta da cida-
de, posturas e tabellas em vigor, precedendo liecnca
da cmara : os infractores ser,lo multados cm trinia
mil ris, alcm da demolirao da obra feita. urna vez
que nao esteja de conformidade com a referida
plaa.
Arl. 2. Fica prohibido a morada de familias no
interior das casas em que houverem ajougucs, ex-
ccplo n'aquellas, que por sua capacdade poderem
admillr diviso interna de pare.le, uu laboas. que
separe as familias dos ajongues, sem que com esles
se roinmuuiquem as enlradas esabidas : os infrac-
tores donos dos ajougues scrao multados em dez mil
ris, e no duplo na reincidencia, tiran lo desde j
obligado-, sob a mesma pena, a fazerretirar d'essas
casas os que n'ellas muraren). E para que nao ap-
parer.i a menor ignorancia, quer da parle dos que
pretenderen! edificare reedificar, quer desdnos de
ajongues. niaudei publicar o prsenle pelo Diario.
Freguezia de Sanio Antonio do Recife, de novem-
bro de I85i.
O fiscal, Manoel Joaquim da Silca Ilibeiro.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal da fregue-
zia de S. Frei Pedro Goujalves do Recife, era vir-
lude da le, ele.
leudo sido approvada pelo Exm. Sr. presidente
da provincia a poslura adilicional de 20 de oulubro
anda, que me foi commnnicada por oflicio da cma-
ra municipal de 31 do referido mez, assim faeo
publico para inlciro conliccimeiilo dos moradores
desla fregnezla.
Postura addkloiuil.
Arl. 1. Ninguem puder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e Cal, de laipa oa de madeira,
que nao seja de conformidade com a'Jitanla da cida-
de, postura e tabella em vigor, precdendo lirenja
da cmara : os infractores serio mulla,lo- em BOfOOO
rs., alem da demolicao da obra feila, urna vez que
nao esteja de conformidade com a referida planta.
Arl. 2. Fie prohibida a morada de familias no
menor das casas em que humor acougues; excepto
naquellas, que por sua capacidade' poderem admil-
lr divisao interna de paredes ou laboas, que separe
as familias dos ajougues. sem que com estes se com-
muuiquem as entradas e sabidas : os infrartores
donos dos ajougues sero multados em IO3OOO rs., e
no duplo na reincidencia, ficando desde j obrigados
sob a mesma pena, a razer retirar dessas casas os que
nellas mnrarem.
Oulrosim faz publico o mesmo fiscal, que cm vir-
tud? ,1a postura adilicional do I" de jooho do anuo
83000
. 83000
43OOO
83000
. 43000
. 2*8000
. 103*00
. 43000
. 108*00
. 2WO0
. 83OOO
. 43000
. 1-0 H.l
. 1920000
. 883OOO
. 433200
. 83000
4&000
. 83000
. 83OOO
. 168000
. *3000
. 863*00
. 83OUO
. 1763000
. 1088000
. 128800
. 63400
. 163000
. 128800
. 83000
. 83000
. 328000
, 16)000
. 43000
83000
63100
5.3OOO
43000
63*00
. 648000
, 253UU0
. 218000
, 323000
. 93600
. 128000
. 289000
, 16500(1
. 203000
, 163000
208600
, 1*5000
43000
23000
430OO
43OOO
, 83000
. 153800
, 133500
, 83000
. 203OOO
56-5000
218600
2*3000
205000
125800
523000
688000
2*8000
443800
2805000
128800
168000
83000
83000
2O5OOO
..... 2*3000
..... 85OOO
..... 123000
. s 103200
..... 43800
(Continuar-se-ha.)
Bairro do Recife 7 de uovembro de 1854.O fiscal,
Manoel Ignacio de Oliteira Lobo.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimenlo dos
conlribuinles abaixo declarados, do imposto de 20$
sobre o consumo da agurdente ueste municipio
perlencenle aos exercicios de 1818 a 1853, que
lendo-se concluido a liquidacao da divida activa
desle imposto, devem comparecer na menciona-
da Ihesouraria dentro de trinia dias contados do
da da publicajao do prsenle edital, para se Ihes
dar a nota do seu debilo, aflnt de que o paguem
na mesa do consulado provincial, ficando na in-
lelligencia de que lindo o dito prazo serao execu-
tados.
E para constar se mandou publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 2 de novembro de 185*.O secretarlo, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Antoniuo Francisco.....
Anna Rila .'......
Anlonia rsula......
Antonio Jos Lopes .
Antonio PeSsoa.......
Alexandrina Marlins ....
Antonio Flix Pereira ....
Antonio (.'.ai'lan,1 Visnna .
Amaro Gomes.......
Antonio Gomes do Sanios .
Antonio Jos Alves Pinto. '.
Antonio Jos Carneiro '. .
Antonio Carlos da Silva. .
Antonio Jos de Freitas. .
Alexandre Jos de Souza .
Andr Nauzer.'......
Antonia Rodrigues Pequeo .
Antonio Coelho de Mello .
Amaro Jos Marques.....
Antonio Joaquim da Gama. .
Antonio Ferreira de Souza. .
Alexandre Jos de Souza Teixeira.
Ag.,-I111I1,1 da Silva Guimaraes. .
Anua Mara........
Alexandre Lopes Galvao......
Antonio do Souza Barrozo......1*8000
Antonio Joaqoim de Caslro Pimeolel Ju
nior...........
Antonio Joaquim Pereira......
Antonio Jos .....,,,.,
Antonio Coelho.........
AnJr de Albuquerque.......
Antonio Jos da Cosa .......
Angela Marlins da Conceicao.....
Andr Alves...........
Antonio Bezerra Cavalcanti ,
Anna Mara da Conceicao......
Antonio lzidor.........
Antonio Nogueira de Mello.....
Antonio Gonjalv.es Pereira......
Antonio de Azevedo Ramos. ,
Almeida & Silva.........
Anlonio de Oliveira Diniz......
Antonio Joaquim de Caslro Piraeulel .
Antonia Maria dos Prazcres.....
Antonio Lourenco.........
Antonio Ferreira da Paito.....
Angelo deSanl'Auna Pedroso.....
Augusto Carlos da Fonseca......
Antonio de Carvalho........
Anlonio do Sacramento.......
Anlonio dos Sanios de Souza Le3o .
Antonio Pereira Barrozo de Menezes .
Anlonio Jos da Rocha. .....
Anlonia Molina........\
Anlonio Francisco dos Prazcres .
Anlonio Francisco da Silva.....
Anlonio Pinlo.........
Anglica Maria dos Prazeres ....
Antonio Medeiros. .. ". .
Antonio Jacinlho do Amaral ." .
Anlonia Maria Correa......
Antonio Ribeiro de Souza. '. .
Anlonio Nogueira....... .
Andr Gomes dos Sanios.....
Antonio Bezerra.......
Anna Paslorinha de Jess ..'.". ".
Antonio do Monle.......
Andr de Mello FalcAo. ." ." .' ."
Anlonio Jos de Mallos......
Anlonio Goujalves de Souza Araujo '.
Antonio piulo da Cunha.....
Alloii-o de Albuquerque Mello .
Antonio Francisco Marlins de Miranda.
Anlonia Branpan de Almeida. .
Antonio Marlins Gonjalves.....
Antonio Manoel de Souza.....
Antonio Cardozo de Oliveira ....
Anlonia Cavalcanti d'Albuquerque .
AoiTinio Carlos Tavares......
Andr Lourenjo .....
Antonio J,.ao de Santa Monica '. '.
Antonio F'elix Maciel......
Antonio Jos do Patrocinio. ,
Anlonio Pereira da Silva j
Anlonia Mara da Conceicao .
Anlonia Ribeiro......
Angela Custodio...... 1
Antonio Jacinlho de Medeiros. ."
Bernardo Jos da Silva. ....'.
Beulo Marlins Gonjalves Lobo. '.
Bernardo Jos da Casia......
Bernardino Antonio da Silva Lisboa! !
Bemnrdino Luiz Ferreira.....
Beulo Joaquim Gomes ...."."
Bento Bandeira de Mello ..'.'.'.
Bellarmino Alves de Aros. .'.'.'.
Bairao A Macedo.......- .
Bernardo da Silva Cardozo. '. '. '.
Barbara Joaquina de Lima .
Bento Lamego........\
Bernardo Jos Pereira Damalio ." '.
Benlo Ferreira Ballhar......
Bernardino Domingos Piulo ....
Bento Soares ....
Bazilio Baplisla Braga 1 '. '. '.
Bernardo Jos de Sant'Aniia '.
I.itliariua de Scnna.
a frete, liati-se com Novae& C., na ra
do Trapiche n. 34.
PARA O RIO DK JANEIRO.
Segu viagem at 12 do corrente mez,
o brigue nacional Adolpho capitao
Manoel Perera de Sa': para o resto da
carga e eteravos a frete, traja-te com o
mesmo capitao, ou com o consignatario
Eduardo Ferreira Balthar, ra da Cruz
n. 28.
RIO DE JANEIRO
Pretende sabir com muita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete. trata-se com Novaes & C.,
na ra do Trapiche n. 54, ou coro o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para a Babia segu em poneos dias, por ter a
maior parte da carga prompla, a bem couhecida e
velera garopeira Lieraro ; para o resle da carga,
trala-se com senconsigulario Domingos Alves Ma-
Iheus. na ra da Cruz n. 54.
Sabe para o Ass com muita brevidade o hiate
Anglica ; quem nelle quizer rarregar on ir de pas-
sagera, dirja-ae ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
COMPANHIAJIE LIVERPOOL.
Espera-se do sul uo
dia 8 o vapor Bahiana,
commandanleD. Green;
depois da demora do
. coslume seguir para
Liverpool, tocando na Madeira e Lisboa : agencia,
ra da Cadeia Velha n. 52.
N. B. As cartas para Madeira e Lisboa recebem-
se na agencia livre de porte ; e as para Liverpool e
uniros portos da Europa no consulado inglez.
PARA A BAHA.
A sahida do patacho Clemenina fica transferida
para domingo 12 do corrente: quem no mesmo qui-
zer ir de passagem pode Iralar sement] al quinla
feira, cura o seu con.igualarlo Francisco Gomes de
Oliveira, ou com o capitao na praca do Corpo Santo.
Companhia de navegacSo a vapor Luso-
Brasiieira.
OsSrs accio-
nistas deslacom-
paohia >ao con-
vidados a reali-
sarem com a
maior brevida-
de, a quinta e
ultima presta-
jio de suas ac-
eces, para a im-
Iporlancia ser re-
- metiida a direc-
go : dingindo-se a ra do Trapiche n. 26, cata de
Manoel Duarle Rodrigues.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O conselho de direejao, de conformidade com o
art. 4. titulo 1. dos estatutos da companhia, con-
vida os senhores accionistas a realisarem mais 25 por
cento sobre o numero de acjoes que subscreveram
ale o da 15 do fuluro mei de novembro, alim de se-
rem feilas com regularidade para Inglaterra as re-
messas de" fundos com que tem de altender os 'pra-
zos do pagamento do primeiro vapor em conslrueeao,
sendo encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coulun
na ra da Cruz n. 26.
Companhia brasileira de paquetes de
vapor.
OvaperGiui-
nabsra, com-
mandanle o I."
lenle Salo-
m, espera-se
dos portos do
norte a 14 do
correnle, e-se-
guir para Ma-
celo, Bahia, e
Kio de Janeiro no dia seguinle as da sua chegada :.
os senhores passageiros que qmzerem obter prefe-
rencia aos lugares que vicrem dispiniveis, queiram
com antecedencia pagar as suas passagens na agen-
cia, ra do Trapiche n. 40.
LEILOES
DECLARACOES.
O liinte Conceicao de Maria recebe a mala hu-
jeao meto da para a Parahiba.
CONSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em cumprimenlodo arl.
2 do regulamenlo de 1i de dezembro de 1852. faz
prat.lico que Toi aceita a proposla de Joao Fernandos
I rente Vianna, para fornecer : 4 arrobas de ferro
de 2 1|2 polegadas a 38000 rs..4 ditas de dilo de 13|i
a 39 rs., b barras de ferro sueco de 3 polegadas a 3j>
rs. a arroba, 8 ditas de dilo de 4a 3 rs. a arroba, 4
vergalhoes de ferro quadrados de 1 polegada a 3> rs.
a arroba, 2 arrobas de ferro de veranda a 38 rs., 16
libras de rame fino de ferro para amarrar a 500 rs.,
16 ditas de dilo de meia grossura a 400 rs., 2 len-
joes de latao de 5 a 6 libras a 1&400 rs a libra,2 cai-
tas de folhas de (landres dobradas a 2^ ". 20 dila
de dilos siugellas a 268 rs. ; e avisa ao supradito
vendedor que deve recolher ao arsenal de guerra os
referidos objeclos no da 8 do correnle mez.
secretaria do conselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra, 6 de novembro de
18>Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
c secrelario.
Ordenando o Exm. Sr. presidente a esta re-
partijao, em oflicio de 27 do correnle mez, que se
marcasse o prazo de Ires mezes, designado no aviso
du ministerio da marinha de 20 de oulubro de
18*8. pan cessarem todas as licenjas para corles de
madeirns nesla provincia a excepraodas concedidas
era conformidade de conlraclos celebrados com indi-
vidoosque as livessem oblido depois da dala do mes-
mo aviso, alim de se evlar duvidas de futHro por
nao se ler felo anda a declaracao do referido prazo.
O Illm. Sr. capitilo doporlo manda fazer constar,
que pois o ha como marcado pelo prsenle, sendo
cnnscguinlemenle contado desde hoje.
Capitana do porlo de Pernambuco cm 30deon-
tubro de 1851. O secrelario, Alexandre fodri-
gues dos ,mjos.
Oabaiio assignado, subdelegado supplenle m
ejercicio, da ireguczia de S. Jos, avisa aos seus
comparochianosque oarl. 7. til. 1. das posturas
muiiiripaes, cm vigor.prohihe que se sepullem cad-
veres antes de lerem decorrido 21 horas depois do
rallerimenlo das pessoas, sob pena de pagarcm os
encarregadns dos ciilerramenlos lOjOOO rs. de mul-
ta, ou sofircrcm 3 das de prisao, quando nao possam
pagar a multa. Oulro sim, avisa mais que, de con-
formidade com as ordens expedidas uelo Sr. I)r. che-
fe de polica, em virlude de requisito da cominis-
HO de llyciene Publica, o fallecimenlo das pessoas
sera verificado e alleslado por facultativo, com pre-
ferencia dos a.-i-imites pelo que previne aos encar-
regado dns enlerros de pessoas tallecidas na fregne-
zia que, quando lhe forem apresentar as licencas do
vigano para pdr o-vistodeverao levar logo'o at-
lestado de medico ou cirurci.lo.Manoel Ferreira
yccioli, subdelegado sopplenle.
Os senhores que arreinalar.ini laidos dos ajou-
gues pblicos, comparejam no Pajo da Cmara Mu-
nicipal desta cidade para assgnarem os respectivos
termos.
*-Brunn Praeger & C., faro leilo, por
ntervenrao do agente Oliveira, de gran-
de e variado sormento de miudezas e
ferragens linas, as mais proprias do mer-
cado, sendo a mor parte ltimamente
despachadas: quarta-teira 8 do corrente,
as 10 horas da manhaa, no seu armazem
ra da Ci uz. *
O ageulc Borja, quarla-feira 8 do corrente far
leilao de muilns objeclos difTerenles, como bem de
urna quanlidade de excellentes obras de marcineria
de varias qualidades, que se entregarlo por qualquer
preco que fr offerecdo, em consequencia do dono
relirar-se para fra da provincia, um ptimo piano
inglez de Jacaranda mui'.o moderno, um dilo de mag-
no, obras de ouroe prala, relogios para algibeira,
ditos de paredeede cima de mesa, 2 ricos apparelhos
de metal principe para cha, de goslo modernissimo,
loucas e vidros diversos para mesa, candieiros, etc.,
urna grande porjao de charutos finos da Bahia, que
tambem se enlregarao por qualquer preco, varios li-
vros e oulros iriuitos objeclos que estarflo a amostra
no da do leil.lo as 10 huras, assim como lambem urna
ptima escrava prela; urna porjao de chapeos finos
da Italia, oulra de exccllenles quadros de phanlasia.
O geme Oliveira fara leao da escolenle mo-
biha do Sr. Rolliwell (actualmente na luglalerra)
consislinde em cadeiras usuaes, de bracos e de ba-
lanjo, solas, mesas para ditos, e oulras redondas,
banquinbas para jogo, e d'oulras qualidades, com-
modas,-consolo com espelho grande, guarda-ves-
tidos, dilos para livros e para louca, toucadores
grandes e pequeos, leilo para casados com cortina-
dos, ramiobas para menious, banquinhas para luz,
lavalorios, aparador, raarquezas, esleir de forro,
apparelho de porcellaua para cha, oculo de alcance,
garrafas e copos de cryslal, vasos diversos para flo-
res, candieiros, lanlernas e alm de oulros arligos
ir.udos. differcmes obras de prala: ssila-feira 10
do corrente, as t horas da manhaa, no terceiro an-
dar da casa da ra do Vigario, por cima do escrip-
lorjo, e armazem de fazendas dos senhores Johnslon
Paler & C.
C. J. Asile. & Companhia farao leilio por in-
lervenrao ao agente Oliveira, de grande sormento
de razendaa de algodio, linho, laa e deseda, as mais
vendaveis ueste mercado: quinta (eir, 9 do corren-
te, us 10 horas da mauhaa cm ponto, no seu arma-
zem, ra do Trapiche.
AVISOS DIVERSOS.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Rio .Kio de Janeiro, sahe no
da 11 denovembro, orntiito veleiro brigue
'iKecil'e : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Ribeiro.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna.., capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes (iC, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veleira polaca Cndor, a cpial depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiro e escr.ivns
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranca do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignantes deste
Diario^ que quando qs mandaran, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao sero publicados-
Desappareceu no dia 7 do correnle Joaquina
de nacao, parece ter W annos, cor fula, cabellos
liem pegados ao casco, com carne sobre os olhos, na-
riz chato, com falla de alguns denles, peilos peque-
nos e mrenos, .lem algumas cicatrizes de reino as
cosas, lem urna queimadura em um braco, ps al-
guma cousa enchados, estatura baixa, eheia do cor-
po, nadegas empinadas; levou vestido de chita pre-
ta, panno da Cosa e mais roupa que senas sabe d
que usar, costuma a andar soja, lem sido occapa-
da em servijo de cozinha e he bem ladina, quando
foje costuma a andar pelos arrabaldes desla praja :
roga-s as autoridades policios ou a qualquer pes-
soa a apprchendam e levero-na ao seu senhor, Do-
mingos da Silva Campos, na ra das Cruxes n. 1(1.
O Sr. Dr. Francisco de Carvalho Jnior qnei-
ra ler a bondade de dirigir-se a repartiese do corren.
- reccher una carta vinda da Parahiba.
O abaiio assignado av^a a quem livor peuhn-
res em sua mao de os vir resgalar no prazo de 8 dias,
cerlo de que nao o fazendo serao vendidos para pa-
gamento do principal e juros. Recife 7 de novem-
bro de 18.H.Frandsco Antonio Martina.
' Precisa-so de um caiseiro qoe tcaha alguma
pralra de taberna: na Suledede n. 18.
Offerere-se urna ama para o ervicn de casa de
um homem sollelrn : quem precisar, "dirija-se ao
aterro da Boa-Vista n. 65.
O 4. c numero do Brasileiro serao publi-
cados um aps oulro ; eslao escriplo com loda a
energa e heroicidade. Convem que os Pernambuca-
nos deizem de ser ndilTerentes aos reclamos da hu-
mandade, c creiain nos prodigios da Providencia.
Estao impressos os recibos ; convem que sejam pun-
tuaos no pagamento adiantado, para fazer face as
despezasde um eslabelecimenlo Uo oneroso.
Precisa-sc alugar urna prela, que saiba vender
na ra ; a Iralar na ra da Praia n. 64.
Na ra do Crespo, loja n. 3, ha urna encom-
menda vinda do Par para ser enlregue ao Sr. Jos
Calan,Inn;. de Azevedo.
Roga-se a pessoa que empenhou um relogio a
um tranrelim na ma da Praia n. 14, o favor de ir
tira-lo no prazo de 8 dias, do contrario ser vendido
para embolso do dilo penhor.
Arreoda-se a loja n. 9, sita na ra do Collegio,
com ptima armajo para qualquer eslabelecimento:
Irala-se na ra Nova n. 14, ou na linaria da esqui-
na da mesma rtia.
Precisa-se de orna ama para casa de pouea fa-
milia, que engomme bem e fara outro qualquer ser-
vijo em caso de uecessidade : quem estiver neslas
eiremslancias, pode dirigir-se ra da Madre da
Ueo* n. .13.
O abaiio awrnado faz seiente no respeitavel
publico, que Anlonia Jos Barbosa deiioudejerseu
camro desde o dia 5 do corrente, e por sao no se
resn.isahili*a por qualquer divida que o mesmo
pna receber on coolr In .
-


DIARIO DE PtRMMBUCG. QUARTA FEIRA 8 DE NOVEMBRO OE 1854
BWfev

C. STARR&C.
respajlosamente annunciam que no sea extenso es
tabclecimento em Sanio Amaro, continua a fabricar
com a maior perfeigao c promplido.loda a qualidade
de marhinisnin para o uso da agricultura, navega-
do e manufactura, c que para maior conimndo de
seos numerosos freguezes e do publico em geral, lem
aberto em un dos grandes armazens doSr. Mesqui-
la na ra do Brum, atraz do arsenal de marinlia
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no ditoseu cstabelecimenlo.
All adiara os compradores um.completo sorli-
menlo de muendas de ranna, com todos os mellto-
ramenlos (aleos delles novos e origiuaes) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alia pressao,
laias de todo lamanlio, tanlo batidas como fundidas,
carro* de mo e ditos para conduzir formas de assu-
car, machinas para moer mandioca, preDsas para di-
to, tornos de ferro balido para familia, arados de
ierro da inais approvada conslrucro, fundos para
alambiques, crivos e perlas para fornalhas, e urna
iulinidade de obras de ferro, que seria enfadonha
enumerar. Ko mesmo deposito existe urna pessoa
inteJIigeulc e habilitada para receber todas as en-
commendas, ele, ele, qne os annunciantes contan-
do com a capacidadede suas ofcinas e machinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se conipromettem a fazer
cxecular, rom a maior presteza, pe Teicao, e exacta
eonformidade com os modelos ou deseDhs, e instrnc-
esque Ihe foremfornecidas.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decisao do conselho rea
e decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes rccomincndam o arroba
LaHecteur, como seudo o nico autorisado pelo go-
vernoe pela Real Sociedade de Meilicina. Este me-
dicamento d'um goslo agradavel, c fcil a lomar
em secrelo, est em uso na marmita real desde mais
de 60 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
com pouca despeza, sem mercurio, as affeccoes da
pelle, impingens, asconsequencias das sarnas, ul-
ceras, e os accidentes dos parios, da idade critica e
da acrimonia hereditaria dos humores; convm aos
ratharros, da bexiga, as contrarcoes, e fraqneza"
dos ralos, precedida do abuso das ineecroes ou de
sondas. Como anli-sypliililiro, o arrobe cura de
pouco lempo .os (laxos rcenles ou rebeldes, que vol-
. vem incessanles sem consequencia do emprego da co-
paiba, da cubeba,- ou das iiijecgoes que represen-
lam o virus sem neutralisa-lo. O arrobe l.affecleu-
he especialmente recommeudado contra as doengas
inveteradas ou rebeldes ao mercurio e ao iodureto
de potasio. Vende-se em Lisboa, na botica de Bar-
ral, e de Antonio Feliciano Alves de Azevedo, pra-
ca de H. Pedro n. 88, onde acaba de chegar urna
grande porga de garrafas grandes c pequeas, viu-
das directamente de Pars, de casa do Sr. Boj veaus
l.affecteuv 12, roe Richev a Paria. Os fnrmulario-
dam-se gratis em casa do agente Silva, na praga ds
I). Pedro n. 82. No Porto, em casa de Joaquim
Araujo; na Baha, Lima & Irmos; em Peruam-
buco, Soum; Rio de Janeiro, Rocha & Filhos, e
Moreira, loja de drogas; Villa-Nova. Joo Pereira
de Magates Leile; Rio-Grande, Francisco de Pan-
la Coulo Si C.
Francisco da Costa Maia relira-se para o Rio
de Janeiro.
Farlaram da ra do Crespo n. 6, casa de al-
faiale, duas casacas fritas, sendo urna cor de bronze
dourado, com gola de velludo da nic-ina cor, urna
dita prela, e Irinta c tanlos cortes de brim (tranco e
l i llrenle- cores, e algumas casacas lalhadas; sbe-
se por informacln que sabio um prelo com una bar-
rica na occasiao que fui o ruubo, uo domingo, 5 do
frrenle, as 3 horas da larde: pede-sc as autorida-
des policiaesou pessoas particulares a quem for offe-
recido algum destes ebjeclos, de prender o ladro.
No da 31 de oulubro prximo passado. tinali-
sou a sociedade que syrava sob a firma de Teixeira
6 Filho, e:n urna padaria no pateo da Santa Cruz ;
licaiiilo a InpiiJaijo e a casa pertenceudo a Manoel
Ignacio da Silva Teixeira.
O Sr. Antonio Francisco de Miranda he roga-
do a vir Injada roa do Queimado n. 29, a negocio.
Pfccisa-sc por aluguel de nm cscravo para o
servigo ordinario de padaria : na praga da Santa
Cruz n. 106, na padaria.
Alusa-se a casa da ra de S. Benlo, em Olin-
da, que foi do finado Icnenle-coronel Manoel Igna-
cio de Carvalho Mendnnga ; trata-se no carlorjo do
labellio Portocarreiro, na ra estrella do Rosario
n. 25.
Aluga-se para qualqoer cslabelecimenlo um
grande armazem cora embarque pela parte dedelraz,
por bailo do sobrado n. 23 da ra da Cadeia, bairro
de Santo Antonio : quein o pretender, para justar
seu aluguel e ver, enlenda-sc com Francisco Pinto
da Costa Lima, na ra larga do Bnsario, ou em sua
loja, na ra do Cabug.
. Desappareceu no da 4 de novombro, de casa de
Mesquila Jnior, na ra do Brum n. 24, urna ca-
chorriiiha de raja ingleza, malhada de braneo, cor
ile caf preta, orelhai u cauda compridas : quem a
liver adiado eqaizer restituir ao inesroo cima, ser
generosamente recompensado.
O abaixo assignado faz -ciento, que lem vendi-
do sua taberna, sita na travessa do Queimado n. 5,
aos Srs. Braga St Medeiros, desembarazada da praca;
e pede a seus credores que apresenlem suas conlas
na travessa do Queimado n. 5, para screm pagas.
.inlonio do Espirito Santo Sena.
Alu?a-e um sitio rom casa commoda para urna
regular familia passar a fesla, no lugar da Baixa-
Verde da Capunga : a tratar na ra do Queimado nu-
mero 12.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA-
Corre impreterivelmentc no da 24' de
novembro.
O thesoureiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente loteria
nos lugares seguines: ra Nova n. 4,
prac^a da Independencia, n. 4, ra do
ueimado, loja do Sr. Moraes, ra do Li-
vramento, botica do Sr. Chapas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio h. 15, na tlesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
i85i.Francisco Antonio de Oiiveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiro. 8000
Meios. 4sO00
l.'M PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LETURA REPENTINA, RA
DA PRAIA.
Diz o lustre lilteralo, a paginas XI da sua 3.
rdiecao, que o seu methodo cura a gaguez ; com
efleilo, o seguinte caso he mais urna maravllu em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-me o Rm. Sr.
padre Lentos de eosinar um meniuo mudo ; cu nao
sabia como desempenhar a minha mssSo, fui-lhe
gritando as recras e mais preceitos rio nethodo,
quando oh! prodigio, no um de 15 dias o menino
enlra a pronunciar todo o alphabelo.janta as sitiabas,
canta as regras e execiit, as marchas sillabicas com
toda a porfeirao Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito merino. II director da escola de
leilnra lepenlina estimara muito que lodos os Ilus-
tres redactores das jornacs desla cidade fossem das 7
as l da uoite, horas em qoe eslanlo mais desocupa-
dos, teslemunhar ocularmente a excellencia deslc
methodo. As ligues de noile para os liumens 55000
mensaes ; de dia para os meninos :12000. O director
d livros, podras, e ludo o mais preciso aos discipu-
na ra da Praia, palacete amarello.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscn/.o ds consullas homeopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manilla aleo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
Ofierecc-so igualmente para pratiear qualquer operado de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mulherque esleja mal de parto, e rujascircumslanrias nao permtam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO BL P. A. LOBO H0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo do|I)r. G. II. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluntes encadernados em dous :................. 'JOOO
Esla obra, a mais importante de todas as que Iratam da homeopalhia, interessa a todos os mdicos que
quizcreni experimentar a doutrina de Hahnemann, e por si proprios se eonvencerem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho c fazeudeiros que eslao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capilar- de navio, que nao podemdeixar urna vez ou oulra dt ler precisao de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes ; e interessa a lodos os chefes de familia ru
por circiimslancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa deila.
O vade-mecum do hmeopalha ou Iraducgao do Dr. Hering, obra igualmenle ulil as pessoas que se
dedicam ao esludo da homeopalhia um volunte grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........
Lma carteira de 24 lubos grandes de fiuissinto chrslalcomo manual do Dr. Jahr eo diccio-
nario dos lermos de medicina, ele, ele................
Dita de 3C com os mesmos livros....................
Dita do 48 com os ditos. ,............] ..
Cada rarleira he acompanhada de dous frascos de tinturasindispensaveis, "a escoiha. .
Dita de 60 tubos com ditos..............
Dila de 144 com ditos.............".".".*.".".!!!!!
Eslas sao acompaohadas de 6 vldros de lnluras escoiha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Herinp, lerao o abatimenlo de 108000 rs. em qualquer
das rarleira- cima mencionadas.
Carleiras de 21 tubos pequeos para algbeira............... 83000
Ditas de 48 ditos......................... 1(i5O00
lubos grandes avulsos....................... IgOOO
Vidros de meia on;a de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos n5o se pode dar um pasjo seguro na pralica da
liorpeopalhia, o o propriclario deste estabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bcl montado possivel e
ninguem duvida hoje da superiordade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de crvstal de diversos lamanhos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevidade o por precos muito com-
niodos. r v
8S000
4JJ000
403000
4.">3000
505IXX)
608000
10UKKI0
chronicas, 4 vo-
. 209000
. 69OOO
. 78000
. 6SO0O
. I63OOO
69000
88000
16CO00
IO3OOO
89000
79000
69000
43000
10.9000
309000
los:
l'recisa-se de um menino de 12 a IGajinos para
caixeiro de taberna, com pralica ou sem ella, e que
seja de boa conduela ; na ra do Amorim u. 17.
Precisa-se de 5003000 rs. a juros, sobre hvpo-
Iheca de duas escravs : quem os quizer dar anun-
cie para ser procurado.
Alusa-se at o primeiro de selembro urna boa
casa com quintal bem plantado n> Capunga, onde
faz qualro cantos: quem a pretender dtrija-se ao Sr.
Sehasliao Jos d Silva Pena no misino lugar, ou
.1 ra da Cruz, armazem n. l.
BAZAR PERNAMBICANO. i
9 O narctico que adormeceu este estabele-
0*) cimento, (erminou 0 seu eOeito, e o somno de g
$f 40dias lite resliluio o seu antigo vigor: for- $$
t| coso he portauto, convidar aos amigos e fre- @
9 guezes do Bazar, para a trouco de pouco di- g
4*5 nheiro cumprarem as fazendas que precisa- Q$
f$ rem, bem como ejant ; ricas machinas para t*
9 cafe a 108000; chale de toquim a O3OOO ; a,
Q sedas escocezas do grandes quadros a 10a; Z
jo, romeiras de relroz bordadas a 98000 ; cami- m
g, sasdedilo bordadas a matiz a I9000; man-
^ teleles de camhraia bordados a 9OOO ; cami-
q setas de dila dito a U280, rosetas de 011ro em S
^.j forma de flor a tO&IJUO o par; meios aderecos 2
de dito a 223000 ;- boloes de oui o para (terina a :l3000 o par ; 2
srampas com flores flexiveis de biilhantinas a I
1>50H0; chapeos de seda para m-ninas orna- 5
dos de plumas a 6.3OOO ; rlleles de papelina *
a 49OOO vestidos de dita a aVjtO ; uuilor-
me mui benitos para enancas de 3 a 4 annos
a 6911OO; plumas lina-, ricas pulreirasde eos- @
lo sublime a 39500; rosetas mui bem galvani- 9
9i sada- e de bonitos uoslos a 800 rs. ;lanlernas 0
9 com palmatoria de viitro a 63OOO o par ; gra- 9
O valas de seda, meias de dila para liomeus e &
%$ senhoras, escovas linas para chapeo, rspelhiis 9
QK de man, chapeos de palna para homein, ditos 0
# de seda superfinos, e oulras muilas duendas, %
tS que 1 vista dolase de preni ninguem deixar
9 de comprar. #
. O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
ada em grandeatrazo de pagamento.
^r-St-^ ^ ss
DENTISTA FRANCEZ.
f, Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga $
J do Bosario n. 36, seznndo andar, colloca den-
J les com genaivusartiticiaes, e dentadura com- 0
IS pleta, ou parte della, com a pressao do ar. @
0 Tambem lem para vender agua dentfrico do
fj l)r. Fierre, c p para denles. Rna larga do @
^ Rosario n. 36 segurMo andar. ^
#> w @
O padre Vicente Ferrer de Albu-
(uerque, professor jubilado de gramina-
tica latina, propOe-se a entinar nafa pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pit-
uca ainda a rusta dos maiores sacrificios,
e, emquantonaofi.var sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendenles dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de liomeopalliia melca m e/, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias
lumes..........
Teste, iroleslias dos meninos.....
Hering, hoineopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homenpalhica. .
Jahr, novo manual. 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, mole-Ha- da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmanu, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopathica. .
c Fayolle, donlrina medica homeopathica
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. ]
Diccionario de Nxslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, eonleodo a desrripra
de todas as partes .lo corpo humano ,
vedem-se todos estes livros no consultorio homepa-
Ihico do Dr. I.0I10 Mostoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servido de boliciro um escra-
vo mualo com muila pralica desse ollicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenco Trigo de l.oureiro.
. O Sr. Joaquim 1 en en a que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
AMIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, e cal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. C e 8, a nego-
cio que. Ihe diz respe!to.
Chapeos depalha a 12s000rs.ocen-
to. esteiras de palha do Aracaty, a 12$000
rs. o cento, he pechincha: quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recife n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na ra de S. Francisco, dirija-se a
esta typographia a negocio que Ihe diz
respeito.
MOENDAS SUPERIORES.
Na.fundico de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodello econstruccao muito superiores.
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria 11. 6 e 8 da
piara da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
Perdeu-se 4 volumes da obra intituladaTra-
tado Elementarpara in-li uojao dos cprpos de in-
1 inlaria ; qnem liver adiado, querendo eTitrega-los
na ra da Cadeia do Recife n. 31, loja, ser grati-
ficado.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do im-
perio, correm-sc folhas, despacham-se escravos para
diflerenlcs provincias, matriculam-se os mcsuios, e
da-se baixa por qualquer circunstancia ; liram-se
ttulos de residencia com lempo e sem elle, e oulras
incumbencias mais : na ra do Queimado,; loja da
Eslrella n. 7,e na da Cruz do Recife n. 31, se dir
quem disso se eucarrega com presteza e cummodi-
dade.
O solicitador
Manoel Luiz 3a Veiga avisa aos seus conslituinles e
mais pessoas que com elle liverem de fallar, que se
acha residiitiln na-rua do I.ivramento n. 27, sezundo
andar, onde pode sor procurado das 6 horas da ma-
nlia al as 9.
"!SS5S
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DF
LINIIO PURO,
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, cuardanapos adamascados, por precos com-
modos.
>'o hotel da Europa da na da Aurorase manda
alineos e jantare- para fra menalmenle. e l.iinhem
lem comidas e petiscns a toda hora, tudo por preco
muilorazoavel.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeifM e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Aluga-se um sobrado com bom quintal e perlo
do hanlio. no lugar dos Arrumba.los, em ((linda :
quem pretender, enlenda-se com Jos Anlunes tiui-
inares, na ra de Apollo, armazem n. 30.
Na madrugada do dia 2 de novembro fugio orna
escrava de nomo Joscpha, crioula, moca, com 22 an-
uos, cor bem preta, alta, e com lodos os denles ;
levou brincos as orelhas, conlas azues no pescoco,
vestido rdxo e panno da Costa. Foi comprada a Sra.
t. Mara Gomes do Amparo, senhora do engenho
Forno da Cal, no dia 23 de oulubro prximo passa-
do ; presume-se que seguir a estrada dos Afosa-
dos : qoem a pegar, leve-a i ra larga do Rosario
n. 22, segundo andar, que sera generosamente re-
cempensado.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda uodia24docorrcnlc imprete-
rivelmenle
Aos 8:000SUC0, 4:0005000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, alerro da Boa-Vista 11. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do caulclista Salusliano de Aquiuo Ferrca ;
os bilhetes e cautelas deste cantelisla nao soffrem o
descont de 8 do. imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 99000 recebe por inlciro 8:0009000
Roubaram na nianhaa de 3 do rorrenle, de um
comben que pernoilava junto ao engenho S. Joo,
dcS. I.ourenco da Malta, o- objcclox declarados, de
um bah que foi depois adiado no mallo : um ade-
rezo de ouro, contundo garganlilha, pulecira, alun-
le- e brincos, ludo com diamanto ; um dilo rom as
mesilla- peras exrepto pulecira, com pedras e
esmalte; seis anneloes, sendo qualro com dia-
mantes e dous lisos; um Irancelim srande com casso-
Iota, urna casaca de panno fino prelo, urna calca de
casemira preta fina, um ropiiho de senhora de seda
encarnada de quadros, e um lenco de seda amarello:
roga-se as autoridades competentes e mais pessoas
que noticia liverem de semclhantc roubn a sua ap-
preheucao. e aos senhores ourives o mesmo, por es-
pecial favor no caso de I lie- ser ollcrecidn, pudendo
participaren! ou levar na ra estrella do Rosario n.
3i, primeiro andar, que se gratificar com 505000.
Previne-fe a A. II. R.. caixeiro de armazem,
que se cohiba de seu vil e infame proccdimenlo de
andar fallando da vida privada de qualquer cidadfto,
c mesmo do andar fazendo pasquine, pois que elle
nlo he mais do que um mero caixeiro, e nao he bom
andar insultando a quem com sua vida -una impor-
ta, e nem esta na esleir dclle ; islo Ihe avisa um
oflendido que nlo lem nodo* em sua vida publica.
Precisa-se de urna cozinheira ; na ra da Ca-
deia de Sanio Antonio, sobrado n. 1, confronte a or-
dem lerccira de S. Francisco.
PAKA ACARAR.
Na ra Nova n. 8, loja,
ha ainda um resto de aunis de ouro de 14 quilates,
que por se querer acabar, vendem-se pelo diminuto
preco de ||500 cada Jim.
Quem "precisar de una ama de leite
muito boa, dirija-se a ra do Rosario lar-
ga sobrado n 2(i, primeiro andar.
AVISO.
Em virtudc do respeilavel accordam do supremo
tribunal da relacHo do dia 7 do correnle, que denc-
gou provimcnlo 10 agaravo do ejecutado Jos Dias
da Silva, seacham em sen inleiro vigor os escriplos
e edilaes, que foram affixados para serem imprelcri-
velmenle arrematados no dia sexta-feira 10 do cor-
rente, 1 hora da (arde, na sala das audiencias, d"-
pois de finda a audiencia do Sr. Dr.juiz de direilo
docivel, os bens movis e semoventes do diloexecu-
lado por sera ultima praca. por exoeucsSO de Joa-
quim da Silva MourAo ; os bens constam n3o s do
edital como do escriplo que existe em m8o do por-
leiro.
-Meios a 45OO
Ou.ii lo. a 293OO
Uilavos a 1*300
Decimos a I5IOO
Vigsimos 56OO
RA DA CADEIA
1 .1111
idem
idem
idem
idem
4:0005000
2:0009000
1:0005000
8OO5OOO
4O05O00
DO RECIFE N. 23.
O liquidalario da liberna da ra da Cadeia n. 23,
quereudo concluir a venda ds diversos gneros que
arrematen na mesma laberua, por isso convida aos
dono, de tabernas e mais pessoas para que Yenham
comprar, porque esta vendendo barato para con-
cluir ; balanra, pesos, medidas de molhados e sec-
eos, bomba de cohre para trafego, lornciras e outros
muitos utencilios da mesma, e diversos gneros, gar-
rafas, frascos e botijas vasias, gigos de champagne,
vinhos engarrafados, sardinhas em latas, e oulras
muilas cousas.
Precisa-se de urna ama para o serviro interno
o externo de urna casa de homem solteiro ; quem
prelender, dirija-se praca da Independencia n. 34.
Os abaixo assignados faztn scienle a quem pos-
sa inlcressar, que lem comprado a taberna n. 5 da
tra.essa do Queimado ao Sr. Antonio do Espirito
Santo Sena, n.io estando os mesmos sujeilos a (ran-
sacc/10 algmia que o mesmo Sr. Sena lenha feito.
Recife 2 de novembro de 1854. Domingos Jos
l'ieira Braga.Luiz Cabral de Afedeirus.
Hf O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos
jg| niudmi--o para a ra das Cruzes n. 18, 1 an-
9 dar, onde continua no exercicio de sua pro-
5 fissSo de medico ; e ulilisa-se da occasiao pa-
ra de .novo ao publico offerecer seu presumo
como medico parleiro, e habilitado a corlas
operaces, sobreludo das vas ourinarias,
por se ler a ellas dado com especialidad': em j
Franca.


COMPRAS.
Compra-sc urna casa terrea com quintal, no
bairro da Roa-Vista : quem liver, dirija-se a ra
delraz da matriz da Boa-Vista n. 54.
Compra-se um escravo panto ou prelo, anda
IBQjBPi que seja bolieiro. e cun preferencia se tam-
bem lorsapaleiro, sem vicios e molestias, e que se
venda por alguina oulra circunstancia : quem o li-
ver, dirija-se a qualquer hora do da ra da Sule-
dade, logo ao sabir para o Manguind, no sitio dos i
leoes, que achara com quem tratar.
Cumpra-se um braco de balanra de ferro com
seus competentes pesos : quem liver annuncie para
ser procurado.
VENDAS.
VASOS PARA JARDIM.
Vendem-se lindos vasos para jardim
ou catactimbas: na ra do Amorim ar-
mazem n. 41. de Francisco Guedes de
Araujo.
DE PALHA ABERTOS.
Vcndem-se superiores chapeos de palha aberlos
liara homens por preco commodo : na praja da In
dependencia n. 24 a 30.
PARA PAI1ENS
superiores chapeos envernisados para criados, por
commodo preco : na praca da Independencia n.
24 a 30.
RETALUA-SE 1,000 CANASTRAS.
Vendem-se caiiaslrnhas com urna arroba de b-
talas minio novas, chcaadas uliimamcnle doPorlo ;
o proco baratissimode I5OOO rs. : na ra da Penha
taberna nova por debaixu do sobrado.
Vcnde-se urna casa lerrca na ra do Caldei-
reiro u. 72, com bom quintal e grande terreno ppra
edificar nos foudus duas moradas de casas : trata-se
na ra Kova n. 12.
Francisco Lucas Ferreu-;., com co-
cheira de curros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maraona igreja ou em casa,- carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ah en-
contraro tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do ceraiterio.
Precisa-se alosar um molcque para o servigo
de urna casa eslrangcira sem familia, o qual en leuda
de eozinha : na roa Nova loja n. 41.
. l'recisa-se de urna ama que saina rozinhar e
fazer lodo o mais serviro de urna casa : no largo do
Tere n. 27 sesundo andar.
Precisa-se fallar ao Sr. Pedro de Alcntara: no
Passeio Publico, loja de fazendas n. 7, ou declare
sua morada.
Deseja-se fallar com os Srs. Jos Joaquim da
Cosa, Valentn) Armando de Carvalho, Joaquim In-
nocencio da Cosa, Jos Xavier Carnciro Rodrigues
('.ampollo. Jos Antonio Marques, Francisco Alves
Falcan. Manoel Domingues Gomes, Antonio Gnu-
calve de Oiiveira, Jos Joaquim das Chagas, Aulo-
nio Joao da Ressurreic,o < Silva, D. Rosa Candida
do Reg e Francisco das Chagas Barros; para nego-
cio de seus iateresses,4irigindo-se ou mandando pes-
soas suas, no paleo do Hospital 11. 26.
Na ra Direila, quina do becco do Serigado n.
91, primeiro andar, precisa-se de um criado ; diri-
ja-se a qualquer hora do dia.
Precisa-se de um homem que saiba perfeila-
mculc! tratar de j.irdini e planlaroe- de hortaliza : a
tratar no alerro da Boa-Vista n. 18.
The under signed a britsh subject begs respecl-
fully lo Ihe brilish and olher 4'oteisn merchanls of
Pernambuco Ihat he has open verv respeclahle an
Inn al ra da Aurora 11. 58 for accommodalion of
caplains and passengersuherelo be liad breakfasls
den neis and suppersand a 1 e lie- limen Is at any hour
as also has superior wines and sDirls ales and por-
tera sirops of all sorls a II of Ihe besl qualelv for
modrale prices.1. Mendes.
No dia 14 de oulubro perdeu-se urna pulceira
do ouro, sem esmalte, da ra do Queimado al o
thealro de Saula-Isabel: quem a acbar leve-a ra
do Qucimailn. sobrado n. 48, no terreiro andar, onde
moram as irmaas do BarSo da Boa-Visla, que ser
bem recompensado.
Da-se di nheiro a juros sob penhores da ouro mi
prata em pequeuas quanlias : na roa Velha n. 35.
Precisa-se de urna ama que saiba colindar c
engommar : no largo do Terco n. 44.
Sabio luz a biographia do Dr. Gomes em um
folheto de 30 pasmas, grande in 8.", com o seu re-
Iralo e o facsmile da sua firma, gravados do ori-
ginal pintado pelo exaclissimo Sr. Carvalho, pelo Sr.
P. Azevedo com espantoso 1.denlo natural. Vcnde-
se na loja de livros do Sr. Figueiroa, na prae,a da
Independencia, as boticas dos senhores Barlholo-
meu e Piulo, ra de Rosario larea, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Boa Vista, do Sr. Bravo
ra da Madre de Dos, e no armazem do Sr. Manoel
dos Sanios Fontes ra do Collegio 11. 25. Prego 18.
O abaixo assignado pela terceira vez faz publi-
co por este Diario, que o sitio do alerro dos Afoga-
dos, vendido a Alvaro Fortnalo Junta, por Fran-
cisco Caelano Percia Guimaraes e.suas manas, a-
cha-se hypolhecado pelo pai dos vendedores a mcu
casal no valor hoje maior de 4:0005, o que se faz pu-
blico para conhecimento dos inlercssados.
yosii Joagnim Ferreira de Melloi
Aluga-se urna casa de sobrado de um andar
com cinco quartos, duas salas, eozinha fra, quarlo
pora prelos, estribarla para dous cavallos. com quin-
lal murado, e banho no fondo do mesinu: na roa
do Bemca, Passagcm da Macdalciia, a tratar all
com Jos Joaquim Dias Fernn.le, ou na ra da Ca-
deia n. 63.
Subscribers lo Ihe Brilish hospital i 11 tbis cilv
are rcqiustcd to atienda meelinli al Ihe Britsh con-
sulale 011 Salurday nex,l Ihe II In. insl: al 12 i.clock
convened for Ihe purpose of making immediatp ar-
rangcmenls for Ihe purchase oran iosnilal Brilish.
Coitsulale Pcrnaiiihuco (i novl. 1854.
Precisa-se de urna ama p?ra o serviro inlerno
umacasa de mui pouca familia : no paleo do Ter-
n. 2i.
Alnga-sc urna rasa lerrca pelo lempo da fesla
no locar de Snla Alina de dentro, cujo lugar he o
mais fresco c salubre, que se pode encontrar : na
ra da Linguela 11. i.
Precisa-se de um cosinheiro para um engenho
perto da praja : a fallar na ra das Floros n. 37,
primeiro andar.
Do silio da campia da Casa-Forle, onde est
residindo o abaixo assignado, fugiram 011 foram fur-
lados para amanhecer 110 dia 5 do corrento mez, (>
hois, que vieran) para o consumo, com o ferro a
emilagao de urna meia lua : roga-se encarecidamen-
te a quem souber onde eslejam os referidos hois
de avisar ao mencionado abaixo (asignado.
Joao Paulo Ferreira.
Na larde do dia 8 do correnle mez se ha de ar-
rematar em prae.i publica, porla da casa da resi-
dencia do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, na
ra eslreila do Rosario, a requerimeuto do testameu-
teiro dos bens do finado padre Domingos Germano
Alfonso Rigueiraa casa 11. 20, de 3 andares, sila na
ra do Torres uo Recife, seudo esta a ultima praca.
11 1 W IlUMrl
\ ende-se cemento romano chcgadorccenlemcnle
de Ilamburgo, em barricas de 12 arrobas, e as maio-
res que ha no mercado : na ra da Cruz nu Recife,
armazem 11. 13.
A 400 rs. a vara.
Vendem-se cassas Amcezaa linas de cores, as mais
lindas que aqu tem viudo: na ra do Queimado
loja 11. lo.
Vendcm-sc sedas achamaioladas de cores e pre-
la a 700 rs. o rovado: na ra do Queimado loja
11. 40.
Familia dr mandioca.
Vende-se a bordo do hrigue Conceicao. entrado
de Santa Calharina, e f 11,11 -I-a lo na volla doForle do
Mallo, a inaisnovii farinha que existe hoje no mer-
cado, e para porees : a tratar, no escriptoriu de Ma-
noel Alves Guerra Jnior: na ra do Trapiche
n. 14. K
FARIMIA DE MANDIOCA
em rea .ie 2 c meio alqueires, a mais superior que
ha no mercado, a qual so vende por prego commodo:
trata-se no escriplorio de Macharlo i Pinheiro, na
ra do Vigario n. 19, segundo andar, ou.na ra do
Amorim 11. 54, armazem dos mesmos.
CERA EM VELAS
chegadas ltimamente de Lisboa, com lodos os sor-
timenlos a vonlade dos compradores, e por preco
mais barato do que em oulra qualquer parle : trata-
se com Machado (i Pinheiro, na ra do Vigario n.
19, segundo andar.
MECHANISMO PARA EHSE-
NHO.
NA FUNDigAO DE FERRO DO ENGE-
NHE1RO DAVID W. BOYVMAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jerlos de merltaiiismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamanhos ; rodas
dentadas para aguaou animaes, de (odas as propor-
cOes ; crivos e boceas de fornalha e regislros de boei-
ro, asuilboes.bromes parafusos e cavilhOes, moinho
de mandioca, etc. ele. .
NA MESMA FUNDICAO.
se execulam todas as encommendas com a superior-
dade ja conhecida, e com a devida presteza e comino-
riidade em prego.
NAVALHAS A CONTENTO ESTE OURAS.
Na ra da Cadeia do Recife 11. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Aueuslo C. de Abren, conti-
nuam-se a vender a 89000 o par (prego fixo) as ja
bem conhecidas e afamadas navalhas de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposiclo
de Londres, as quaes alin de ilurarem extraordina-
riamente, iiAoscseiitem no rusto na acgAo de cortar ;
vendem-se com a condigo de, nao asradando. po-
d erem os compradores devolve-las al 15 dias depois
pa compra reslituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes-
mo fat'icantp.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronlc da boneca u. 8,
chegou tiltiiuameiite um completo sorlimenlo de lo-
dos os gneros de molhados dos ltimamente che-
gados, e vende-se por prego muito razoavel :
manlciga insleza a 480, 720, 800 e 880 ; dita
franceza a 610 ; arroz do MaranhSo a 80 e 100
rs. ; presunto a 480 ; cha hvsson a 19600, 1J920,
29500 e 29800 ; dilo do Rio a 19600 ; velas de
espermacele a 880, 960 e 18120 a libra ; caixas de
eslrellinha rouilo superior a 59000 ; e muilos ontroi
gneros, tudo de superior qualidade.
Em Fora de Portas, ra do Pilar n. 50 ven-
de-se urna linda crioula de 18 annos; muito propria
"para casa dufamilia, enlcnde de eozinha, 1 eslora
cha e mais arranjos de urna casa.
Vende-se a verdadeira polass.i da Russia e cal
virgem viuda 110 brigue porluguez Tartijo 3o, che-
gado no dia 5 do correnle : 11a praga do Corpo
Santo n. II.
Vcinlem-se cortes de caasa chita com 7 varas, e
novos padrees, a 1920 rs.: na ra do Queimado 11.
3S cin fenle do becco da Congregago.
Vcnde-se por commodo prego urna morada de
casa terrea de pedra e cal em chilos proprios, livre
8 desembaragada, sila na cidade de ((linda: aira-
lar na rita Augusta casa do Sr. Nobre.
TABERNA DA RA DA CADEIA N. 23.
O liquidalario da taberna da ra da Cadeia 11. 23,
querendo concluir a venda de certos alcaides que
lem nadita taberna, convida ansdonos de tabernas
e mais pessoa* para que venhant comprar, parque
esla vendendo barato para acabar, garrafas, botijas,
frascos vanos, medidas de liquido e seceos, pesos,
bomba para passar violtos, canteiros, pipas vasias,
funis de pao, absinlo em garrafas, chapeos de palha
de carnauba c mais alguns alcaides.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Joo Moreira Lopes, vende-se corles de
brim de Imito de padres os mais lindos que lem
app.uerlo no mercado a 29 '. ditos de meia case-
mira a t ; panno prelo lino a 28500 39 e 4.3 ; di-
los de cores muito linas a 49 o corle ; corles de ca-
semira muito linas a 53 e oulras muilas fazendas do
ultimo goslo por menos prego do que em oulra qual-
quer parle.
Una do Crespo n. 9,
Loja de Joo Moreira Lopes vcnde-se chita fran-
ceza ile cores lixas a 220 rs. o covado ; cassa fran-
ceza de moderno- padroes a 360 rs. a vara ; corles
do gaze de seda para vestido de Senhora por menos
prego do que em oulra qualquer parle.
ABADOS DE FEBRO.
Na fundirao' de C. Starr.'& C. em
Santo Amaro aclia-se
dos ". ferio de
para vender ara-
.?! r qualidade.
Vendem-se harris de bren e louro, por prego
commodo ; na praga do Corpo Sanio n. 17, armazem
Vende-se urna muala que sabe cozinhar, en-
commar e cozer cilio: quem a quizer comprar di-
rija-so ao paleo da Ribeira, taberna n. 1, 00 no ar-
mazem de couro no becco do Amorim n. 47, que
achara com quem tratar.
Vende-so umescrevo viudo do mallo; no pa-
leo de S. Pedro n. 10, segundo andar.
Attenco.
Vende-se longa e vidros de lodas as qualidades,
por prego mais commodo do que em oulra qualquer
parle '. na ra Nova n. 51, ao p da Conceigo dos
Mililarcs.
Doce de caju' secco.
No pateo do Carme, quina da ra de I lorias n. 2,
vende-se u bello doce de caj' secco a 500 rs. ; bra-
gos de balanga para balcao. de Romo & Compa-
nhia, a I89OOO.
Vende-te agua das Caldas da Rainha, exccl-
lenle cura para o estomago e rheumalismo : quem
precisar, procure na botica de Ignacio Jos do Cou-
to, no largo da Boa-Vifta.
Vende-se vinho ensarrafado do Porto, muito
superior a 19120 a garrafa ; dilodo Porto a 720; de
Lisboa a 480, 400 e 320 rs. ; cha hysson em libra a
"9IOO ; do brasilciro do Rio a 18100 a libra; em cai-
xas a I9OOO ; muito bom peixe em libra a 140 rs.,
chegado ltimamente de Lisboa : na taberna da ra
Direila n. 2.
Vende-se cera de carnauba de muilo boa qua-
lidade, por prego commodo : alraz do Corpo Santo,
no Recife, loja de cera 11. 60.
Vende-se urna negra de nagSo, de 20 e tantos
anuos de idade, bonita figura, eozinha o diario de
urna casa, lava muilo bem de sabo e brrela, lem
principios de engommado, he muito fiel, e nao lem
molestia de qualidade alguma : na ra do Hospicio
n. 6. silio da Sra. Viuva Cunha.' Na mesma casa
vcnde-se um moleque de 3 annos, esperto, e bonita
figura.
Vendcm-se 5 escravos, sendo 1 moleque de 14
annos, crioulo ; 2 ditos de bonitas figuras ; 2 escra-
vas mugas que cosem e enzmmam : na raa Direila
n. 3.
No armazem de Feidel Pinto & Companhia, na
rna da Cruz n. 63. junio ao Corpo Santo, vendem-
se vidros de horca larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
g e cevadiiilia em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem soflre do mal da pregoiga, quadros de va-
rios lamanhos para eslampas e retratos, fachinas
para copiar de carias e seus perlences, familias e va-
rios legumes para sopa franceza. vidros de varios
lamanhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
lamanhos, lavatorios p'irtaleis com todos os seus per-
lences.
Vendem-se saccas com milito e farinha ; a
Iratar com Manoel Jos Gomes Braga, na ra da Sen-
zala Velha n. 98.
Vende-se um selim em bom uso, com cabegada
e bride, por prego commodo : na ra da Conceiclo
n. 32.
Vendcm-se 4 bois mansos, 6 vaccas, 3 novilhos
c 3 garrotes, tudo por prego muilo rommodo : a Ira-
lar na ra Augusta n. 49, das 2 as 6 horas da tarde.
Vendem-se apolires da exlincla companhia ;
na ra da Cadeia do Recife, escriplorio n. 14, pri-
meiro andar.
Vende-se sal do Assii, a bordo do hiale ang-
lica ; a Iratar na ra da Cadeia do Recife n. 49, pri-
meiro andar.
Aos 8:000$000 rs.
Na casa da fama do alerro da Boa Visla n. 48, es-
tilo a venda os bilhetes e cntelas da lotera da ma-
triz da Boa Visla, que coire a 21 de novembro.
Hi I lides 89000
Meios 4*000
Quartos 28300
Decimos 18100
Vigeismos 600
Vendem-se 2 caixes grandes proprios para
padaria. deposito on taberna, e 5 pipas arqueadas de
ferro, ludo por prego commodo : na rna da Praia
n. 61.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novas e muilo
em conla : na ra da Cadeia de S. Antonio n. 20.
Na mesma loja vende-se palhinha j preparada para
empalhar cadeiras e loda a qualidade de obra que
perlenga a palhinha.
Vende-se um moleque de bonita figura, com
idade de 7 annos : na roa do Cabug n.9.
Na travessa da ra das Cruzes n. 10, vende-se
azeile de carrapalo a I96OO em caada, e 18920 em
garrafa.
Vende-se um oralorio grande de celebrar mis-
sa, rom 7 ou 8 masen- : na rna de S. Cecilia n. 14.
HE BARATISSIMO.
Cambraias organdizes bonitos padres pelo bara-
tsimo prego de 560 rs. a vara ; ditas de lilas com
barras a 49500 o corle; o um completo sorlimenlo
de fazendas finas por muilo barato prego : na loja
da eslrella na ra do Queimado n. 7.
Vendem-se missaes para missas, novos e boa
onraderiiarao: quem precisar, procure na rna do
Cabug, loja n. 6.
CEMENTO
romano do superior ciunlidarle, chegado
agora de Ilamburgo, em barricas e as ti-
nas : atraz do theatro vellio, armazem de
taboas de pinito.
Vende-se um cabriole! lodo pintado de novo
com eichos de patente inglez. e com os seus compe-
tentes arrcios : quem pretender, procure na cocheira
do Ka; mundo, defronle do convento de S. Fran-
cisco.
Pechincha.
Vendem-se corles de brim de linho frangido de
cores, e bonitos padroes a 18600e 29000 u corle : na
ra do Queimado n. 7, loja da Estrella.
Esta' se acabando.
Chales-de retro/, de 4 punas, muito grandes e bo-
nitas cures a 169000 ; na ra do Queimado 11.7, loja
da Estrella.
Sedas escocezas.
Na ra do Queimado 11. 7, loja da Eslrella, ven-
dem-se corles de sedas escocezas a 158000, ditos de
ditas lavradas, bouilos gustos, a 208000; a ellas que
se estn acabando.
Vende-se urna casa no Arrumbado, com gran-
de quiutal plantado de coqueiros, do lado da maro,
cacimba, e que parte pelo fundo com a estrada nova:
na ra de Malhias Ferreira, casa de Anselmo Jos
Ferreira.
Vende-se chocolate francez, do me-
lliorque tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na ra da Cruz n.
2, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
braneo engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas fiancezas de
dous canos, para caca, muito propinas pa-
ra a rapaziada dive tir-se pelo tempo da
festa : na rna da Cruz n. 2, primeiro
andar.
CA SEM I RAS E PANNOS.
Vende-se casemira preta e de cor para palitos por
ser muito leve a 29600 o covado, panno azul a 38 e
49000, dilo prelo a 39, 39500, 18, .58 e 5500, corles
de casemira de goslos modernos a 69000, selim pre-
lo de Maco a 39200 e 49000 o covado: na rna do
Crespo n. 6.
BOM E BARATO.
Panuo prelo e de todas as cores, de prego de 3 a
39500 rs. o covado, fazenda que em oulra qualquer
parle he de 58000 rs., vende-se bartto por ter-se
comprado grande porgao : na ra do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
FITAS.
Na ra Nova loja 11. 2, vendem-se filas para cartas
de hachareis a 69.
Por 3008000.
Na rna das Flores n. 37, primeiro andar, vende-se
urna typographia nova, prompta a Irabalhar, com
lodos oa seus perlences, prelo, lypos etc.
COM1ECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rita de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Bussia e
Bio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
Vende-se urna taberna na ra do Rosario da
Boa-Visla n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca do 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim Ihe convier :
a tratar junio nlfandegn, travessa da Madre de Ucos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendcm-se corles de vestidos de camhraia de
seda com barra c babados, 88000 rs. ; dilos com
Dores, 78, ''' e 109 rs. ; dilos de quadros de bom
Susto, 1I> ; corles de camhraia franceza muilo fi-
na, lixa. rom barra, 9 varas por 48500 ; corles de
cassa de cor rom tres barras, de lindos padrAes,
392OO, pecas de cmbrala para cortinados, rom 8
vara, por 396OO, ditas de ramagem muito finas,
69 ; rambraia de salpicis mindinlios.branca e de cor
muilo fina. 800 rs. avara ;atoalhado de linho acol-
itado, 900 a vara, dilo adamascado com 7'. pal-
mos de largura, 28200c 38500a vara ; ganga ama-
relia liza da India muito superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de col lele de fuslo alcoioado e hons pa-
droes Ifros, 800 rs. ; lengos de camhraia de linho
360 ; dilos grandes finos, 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de edr c prelas muilo superiores,'a 1600 rs.
o par ; ditas fio da Escocia a 500 rs. o par!
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceigilo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
do-sc nuil ament na livraria n. 6 e 8 da praga da
independencia, a 18000.
vento
regar borlas e,baixa,
Moinhos de
'm hombasde repuxo para
decapim, na fundigaAde D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 e 10.
GRANDE SORTIMENTO DE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
Vendc-se hrim tr/ugado. de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dito a 700c 18000; dilo mesclado a
18400 ; corles de fusiao braneo a 400 rs.; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga smarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; cortes de cassa chila a
29000 e 28200 ; lengos de cambraia de Moho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porto para rosto a 148000 a duzia ; di-
las alcoioadas a IO9OOO ; guardanapos tambem aleo-
toados a *R>600 : na roa do Crespo n. 6.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodAo rom pel-
lo como os de Isa a 18400; dilos sem pello a 18200;
dilos de tapete a 1200 : na ra do Crespo n. 6.
Vende-se um excedente carrtnho de 4 rodas
mui hem construido.eem bom estado ; est exposlu
na ra do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendenles examina-ln. e tralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
V endeix-se lonas da Russia por preco
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n-. 4.
- ~Vende-sc em casa.de Rabe Schmet
tau&C, na ra do Trapiche n. 5, o se-
guinte :
Ricas oblas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de diferentes tamaitos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria-.
Madapolo muilo largo a 38000 e 38500 a pega :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
sedaafy'OOO, 12^000, 14$000 e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a 11$000
rs chales pretosde laa muito grandes a
oSOO rs., chales de algodao e seda a
l280 rs.
REMEDIO INCOMPARAEL.
UNGENTO HOLLOWAV.
Milhares de individuos de todas as naroes podem
leslemunharas virtudes desle remedio incbmparavel.
e provar, em caso uecessario, que, pelo uso que
dclle Hzeram. tem seu corpoemembrosinleiramenle
sao, depois de baver empregado intilmente outros
Iratamenlos. Cada pessoa'poder-se-baconvenrerdessas
curas maravilhosas pela le tura dos peridicos que Ih'as
relatam lodos os das ha muitos annos; e, a maior
parte dcllas s3o Uo sorprendentes que admiran) os
mediros mais clebres. Qnantas pessoas recobraran)
com este soberano remedio o uso de seus bragos e
ernas, depois de ter permanecido longo lempo nos
osptta.'s, onde deviam soffrer a amputagio Dellas
ha muilas que havendo deixado esees ssjlos de pa-
decimento, para se nao submetterem a essa operagao
dolorosa, foram curadas completamente, medanle
o uso desse precioso remedio. Algumas das laes pes-
soas, na efusao de sen reconhecimento, declararan!
esles resultados benficos dianle do lord corregedor,
e oalros* magistrados, afim de mais autenticaren)
sua aOirmaliva.
\nsitcni desesperara do'eslado de sua sande se
livesse bastante confianga para ensaiar este remedio
constantemente, segnindo algum tempo o Iralamen-
lo que necessitasse a natureza do mal, cojo resnlta-
ro seria provar inconteslavelmeole! Qoe tudo cura!
O ungento he ulil mais particularmente nos
seguinles cotos.
matriz.
X
Al percas.
Cambras.
Canos.
Canceres.
Cortaduras.
Dores de cabega.
das costas.
dos membros.
Lepra
Males das pernas.
dos pellos.
de olbos.
Mordeduras de reptis.
Picaduras de mosquitos,
l'ulmoes.
En tenuidades da cnlis em Queimadelas.
geral. Sarna.
Eufermidadcs do anos. Supurages ptridas.
Empees escorbticas. Tinha, era qualquer parlo
Fstulas no abdomen. que seja.
Frialdade ou falla de ca- Tremor de ervos.
lor as extremidades. Cceras na bocea. -
Deposito de vinho de cham-
iagne Chateau-Aj, primeiraqua-
idade, de propriedade do condi
de Mareuil, ra da Cruz do Be-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 36$000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das jrralas sao azues.
Prieiras.
lieogivas escaldadas.
Inchagoes.
Infla 111 macan do figado.
da bexiga.
do ligado.
das arlirularoe.
Veas torcidas, ounodadas
as pernas.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuras mnilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando os
de la. a 1100 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja di esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 28100, 28800, 38,
"58500. 48500, 58-500, 68000 rs. o covado.dito azol.
28. 28800,48, 68, 78, o^ovado ; dilo verde, i.28800,
38500, 48. 58 rs. o covado ; dilo cor de pinhao a
18500 o covado ; corles de casemira preta franceza e
elstica, 78500 e 88500 rs. ; dilos com pequeo
defelo. 68500; dilos inglezenfeslado a 58000 ; dilos
de cora 4*, 58500 68rs. ; merino preto a 18, 18100
o covado.
tesela de Edwin M*w.
Na raa de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
61 Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de taixas de ferro cnado e batida tanto ra-
sa como fundas, moendas nel iras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forga de
i cavallos, cocos, passndciras de ferro estanhado
para casa de pnrgar, por menos prego que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
lhas de flandres ; ludo por barato prego.
Vcnde-se excedente taimado de pinho, recen-
tcmente chegado da America: na mi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entender se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas trancezas a 320 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, veodem-se cassas francezas de muito bom
gosto. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemente da America.
Potassa.
No antigo deposito da. ra da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Seorito da fabrio de Todos oa Santo*na Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber djC, na ra
da Cruz n. 4, algodao trangado d'aquella fabrica,
muito prnprio para saceos de as'sucar e roupa de es-
cravos, por prego commodo.
AGENCIA .
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
. Vinho do Bueno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife n. 60, vendem-se o
seguinles vinhos, os mais superiores que tem viudo 1
este mercado.
Porto.
Ducellas,
\erez cor de ouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caiiinhns de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prego muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL Dg LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barr- com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cairo
sem despeza ao comprador.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber dt Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vendc-se urna balanra romana com todos os
seus perlences, em bom usn'e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se ra da Cruz, armazem n. 4.
Vende-se este ungente no estabelecimento geral
de Londres, 244, Strand, e na loja de todos os boti-
carios, droguistas e oulras pessoas enrarregadas de
sua venda em loda a Imerica do Sul, Havana e
Hespanha.
Vendem-se a OOris cada bocelinha conten urna
instrucrao em portuguez para explisar o modo da
fazer uso deste ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soum, nlwr-
maceulico, na rna da Cruz n. 22, em Pernatnoaeo.
He pechichai
Vende-se na ra do Queimado. loja qae hn-
lemse arrematonde miudezas n. 57, as fazendas
existentes em bom estado, por lodo o prego : e por
ser para acabar nao se enjeitar dinheiro.
Vende-se no armazem de James Ha II i da v,
na ra da Cruz n. 2, o seguinte:
Sellins inglezes chegados agora.
Silhoes para montara
Ca beca das de couro.
Estribos de ac e metal.
La n ternas para carro e cabriole!-
Eixos de patente para carros.
Vende-se urna rics mobilia de jaca-
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore braneo, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da ra do Coilegio q. 8,
vende-se umaescolhida colleccao das mais
brilhantes pecas de msica para pimo,
as quaes sao as melhoresque se podem a-
ehar para fazer um rico presente.
Vende-se ou cede-se pelo prego da factura
um carrinho americano de 4 roda, igual ao do Sr.
Dr. May, e o qual chegou ha dias dos Estados-Uni-
dos e ainda se acha na alfandega por despachar; e
1 r ata-e na ra da Cadeia do Recife em casa de Lnz
Antonio Siqueira.
I Deposito de panno de algodao da .
fabrica de todos os santos na
Babia.
Vende-se esle bem conhecidn panno, pro- g
prio para saceos e roupa de escravos ; no es-
criplorio de Novaes & Compauhia, na ra do
Trapiche n. 34.
na rna
Em casa de J. Keller&C,
da Cruz n. 55, ha para vender 5 expel-
ientes pianos vindos ltimamente de Ilam-
burgo.
POTASSA BBASILEIBA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Bio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons el'eitos ja' experimen-
tados : na raa da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
rjam, quail] llia.. valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Bio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha pan vestido de
senhora, cora 15 covadoscada corte, a
4S300.
Na rna do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
I
7
v
i
1



X
BA DO TSAPICHE N lo:
Em casa de Patn Nash A C, ha pa-
ra vender:
k Sortimento variado de ferragens.
- Amarras de ferro de 3 quartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
L'm piano inglez dos memores.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.a edigo do livrinho denominado
Devoto CbristSo.mais correcto e acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praga da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Bedes acolchoadas,
brancas a de cores de om s panno, mnilo grandes e
de bom goslo : veadem-ta Di ros do Crespo, laja da
esquina qut volla para a cadeii.
Vendem-se duzentas e lanas bogias pan fa-
zer-se velas de carnauba ; asiim como alguna per-
lences mais, como seja : 1 banco, 2 caixet grnades,
3 cocos e orna vasilba de derreter cera, Indo par ba-
rato prego : qoem pretender, dirija-se a roa da
Guia, taberna 11. 9, que se dir quem lem.
. Veade-sc sola muilo boa e pelles de cabra, ean
pequeas e grandes porgos : na raa da Cadeia do
Recife u. 1!>, primeiro andar.
\

ESCRAVOS FGIDOS.
Fugio no dia 1." do correnle uro escravo de
nome Mathens, de idade 40 annos pouco mais ou
menos com os signaes segoinlos, estatura e corpo
regular, nago Cagange< cor bstanle prela, olbos
bugalhados, lem nm calombo no peo sabido para
fora, pouca barba, sabio sem chapeo, em mangas de
camisa, e he cozinheiro : qoem o pegar leve- o a
roa d'urora n. 62 que ser bem recompensado.
ESCRAVO FGIDO.
Oa cidade de Sobral provincia do Cear, fugio de
seu senhor Diogo Gomes Prenle, em dias de margo
do crrenle anno, nm escravo mulato de nome llel-
miro, o qual lem os signaes segniules : idade 22 an-
nos pouco mais ou menos, Matura baia, cheio do
corpo, cabellos crespos arratvados, olbos graades,
sobraucelhas fechadas, naris grosao, e um lanloar-
rebilado, bocea regular, faltam-lhe dous denles na
frente, pouca barba, rosto redondo, poucos cabellos
us pellos, pos grandes, lem urna pequea cicatriz
no nariz, em um lado da cabega tem urna grando
brecha, que o cabello cobre, e varias cicalrizes as
costas. Consta com certeza qne esle escravo anda
nesta praga, aonde lem sido vilo por oulrus que o
conlieceni, e mesmo porque fugio de Sobral, e foi a
fazenda Soledade, sita nos suburbios da cidade da
Fortaleza, o. pedio aoSr. Marlinhode Borgcspara o
comprar, de cuja fazenda lornou a fusir, leudo elle
dilo a um escravo do mesmo Sr., que quera vir
para esta cidade. Quem do mesmo escravo souber,
ou liver noticia, dirja-s* ra do yucimado loja
de ferragens n. 14, que o abaivo assisnado lem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
te seu (rabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos 100SOOO.
Ainda anda fgido desde o dia 12 de agoslo de
1853 o preto do abaixo assignado, por nome Arge-
miro. o qual escravo o abaixo assignado compren
ao Illm. Sr. capilflo Joo^ Mara de Almeida Feij,
e esle senhor o comprou ao Illm.Sr. coronel Panta-
le.lo, da villa de Pesqueira. e esle escravo se torna
muilo conltecido pelos signaes seguinles : ao lado
esquerdo da cabera lem nma calva de lamanho de
dous Milicos, falta de um denle na frente, muilo
prelo. muilo regrisla, anda sempre fumando e tam-
bem loma tabaco, he de altura resillar, idade 24
annos, pouco mais ou menos, crioulo; consta ler
andado pelos engenhos do Cabo at Serinhacm e Es-
cada : porlanlo, quem o pesar, leve-o ao abaiio as-
sicnadu, na ra da Praia n. 70, que d 1009000 ; ou
mesmo sendo que algum senhor de engenho o tenha
em seu engenho em titulo de turro, Iludido por elle
o dilo Arsemiro, e o queira comprar, lamben) se faz
lodo o negocio.Adelo Antonio Ferreira.
Desappareceu no dia 29 de onlobro om escravo
crioulo de nome Joao, de idade 18 annos, alto,
secco do corpo, tem na noca marcas de feridat, nos
peilos urna cicatriz.lcvoo camisa e ceroola de algodao
azul, chapeo depalha novo: quem o prender le-
ve-o na ra de llorlas 11. 4 ou na villa da Escada ao
Sr. Jus Antonio de Moura que sera recompensado.
PEEN. : TV. DE M. ". DE FARIA. 1854-
').
r


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