Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01208


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Full Text
ANNO XXX. N. 255.
r
\

Por 3 meses abantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
>
tmtm-
DIARIO DE
TERCA FEIRA 7 DE NOVEMBRO DE.1854.
Por uno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
NAMBUCO
=
KXCARHEGADOS DA SCBSCKU'C \<>\ -.AMBIOS-
Recite, o. proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja- Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 15
neiro, oSi.JoaoPereiraMarlins; Baha, o Sr. F. Paria, 358 rs.por 1 f.
Duprad; Macei, o Sr.Joaquim Bernardo de lien- Lisboa, 105 po 100.
doiaja; Parahiba, o Sr. Gervazio Vicior da Naliv'- Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate,
dade; Natal, oSr. JoaquimlgnacioPereira; Araca-1 Acedes do banco 40 0/0 de premio,
ly, o"Sr. AntoniodeLemosBraga;Gear, oSr. Vic-I da companhia de Beberibe ao par.
tnriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr Joaquim da companhia de seguros ao par.
M. Rodrigues; Par, o*Sr. Justino Jos Ramos. I Disconto de lettras a 8 0/0.
METAF..
|Ouro.Oncas hespanholas...... 29*000
Moedas de 6400 velbas. 169000
4*9400 novas. 16J000
*TtOO0...... 9000
ll'rata. Patacel brasileiros..... 19940
Pesos columna r i os..... 19940
mexicanos. '...... 19800
PARTE OITICUL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedios. do da 3 ""
fflcioAo coronel comnaaadanleda* armas, para
maullar receber a bordo do vapor Imperatriz o des-
ertor da companhia fiza decnvallaria, JoAu de Al-
meida Bandeira de Mello, viudo da cidade da Pa-
rahiba.Ofliciou-se oeste Mlido ao agente da com-
panhia das barcas de vapor.
DitoAo Inspector da thesouraria de fatenda.
Couvindo remover do centro da ridade o quarlel e
cotia da companhia fu de cavallaria, e reconheren-
do-se pelos cuntes a qae mandei proceder pelo en-
genheiro eucarrejrado das obras militares que o roe-
Ihor e mais apropriado he o qae indica o mesrao en-
genheiro no cilicio incluso recommendo a V. S.
que haja com a niaior urgencia de entender-te com
o pcoprietario das trras de Saulo Amero, e contra-
tar como julgar mai* conveniente o terreno apontado
em dito officio, que me ser devolvido.
HiloAo inspector do arsenal de marinha, recom-
nipiidando que faca desembarcar de bordo do bri-
gue nacional Recife, o caixAo de que trata o conhe-
c iinenlo que enva, promoviendo Smc. ao mesmo
teinpo a remesa delle para o Cear.
DitoAo director do collegio dos orphAos, atilori-
sando-o a dispender o necesario com a compra de
agua polavel para o dso daqnelle collrgio, e preve-
inmlo-o de haver espedido urden ao dir olor do ar-
senal de gutrra para Ihe maiid*r presentar o Afri-
cano qae Smc. requisita.Ofllctfeo-sc ueste sentido
ao mesmo director, e commmiii'OCaat a administra-
{Ao do patrimonio dos orphaos. .
PortaraAo asente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar pas-agem para a corte no
vapor Imperitriz, a D. Alnandrina Adelaide de
Paula Chaves, catada cora o alfares do dcimo hata-
Ihdo de infanlaria. Augurio Orlos ele Siqueira Cha-
ves.Igual cerca do secunda lenle da armada
Manuel Antonio Viegas Jnior, que segu para as
Alagoas.Communicou-se ao commandante das ar-
mas e ao da eitacAo naval.
EXTERIOR.
A sessao da Dieta. Meta- est para tncerrar-se.
As commissOes j terminaran! seuslraballioseseosi
estados se retinen anda de tempe* eat lempos, he
tmente pan cumprir simples formalidades, ou
mostrar que se acha em sessao, aperando que o re
se digne prouunciar o encemuaienlo legal da assem-
hla. A sessAo que vai terminar fui notavel por um
fado da mais all importancia, e que fura passuu
quasi desapercibido, sem du'rida porque a atlencao
da Europa eslava ibtorvida pela guerra, ca qual
muilos aconlecimentoa liveram Instar mesmo as
vi*inbancas da Suecia.
O faci de que acabarnos de fallar, he a proposla
que o governo submetteu Dieta, de riscar da cous-
inuirAo da qiml faz urna parte integrante, a lei so-
bre a imprensa.
Esla lei foi publicada no mez de marro de 1810,
e logo depois a Dieta de enUo fez um artigo da carta
rnnslilncional, afm dea por ao abrigo das .illera-
coes irrefleelidas, que os caprichos c paixOes mo-
mentneos poderiam fazer-lhe soffrer, porque nen-
liiiina das disposieoes da lei fundantcntal pode ser
alterada nem supprimida sem o consenlimenlo e
diM< Dictas coasecnliv*, e com estaa ataeaiMeas
estAo separadas urnas das mitras quasi o intervallo
de tres anuos, e renova-se completamente para cada
dieta dous dos qualro estados, a saber o dos cida-
djos e o dos camponezes, a constituido se acha
cercada de garantas de lempo e de pessoas contra
qn.ilqucr tentativa improvisada.
O projecto de eliminar da carta a lei sobre a im-
prenta agitou todas as classes da sociedad?; soscitou
tempestuosos debates em cada um dos qualro esta-
dos da Dieta, assitn como as gazelas. e leria cau-
sado infaltivelmeate orna fermenlacAo geral nu paiz
se nio fosse a calma e o bom senso do povo sueco,
que tambem postile entre as soas qualidades iuoatas
esse amor da legalidade, esse profundo respeito
pelas leis, que caracterisam em lAo alto grao os di-
versos povos da raja anglo-saionia.
Os estados da noli reza, do clero e da burguezia se
declararan favor do projecto sobre a derrogacAo
da lei da imprenta, que os poderes legislativo e ex-
ecnlivo lem o direito de fazer e refazer a cada passo.
U astado don camponezes o repellio por una maio-
ria immensa.
Mate eaacao, o projeclo (inh.i de suflrer orna ul-
tima prova. segunde os termos da constituirlo. Os
qualro estados da Pela nemearam o que se chama
a grande commistSopoltica, romposla de 32 niem-
bros, sendo 8 de cada estado, e encarregada de ex-
aminar outra vez o projecto e decidir, se elle deve
ser rejeilado ou tubmetlido prxima Dieta.
A grande commissAo discutio largamente o pro-
jecto, depois do que leve de votar. Ora, a lei pres-
creve pa\ra esta operacao, que oa,. votos devem ser
laucados en urna urna ataa ordein seguinle : em
primeiro logar os votos doa camponezes, depoi* os
da burguezia. em (ercero logar os do clero, e por
ultimo Oiialmeute os da nobreza ; feilo islo, acres
cenia a lei, u presidente da commissAo, que he sein-
pre o decano da seos membru*, perlcncentes no-
breza, tirar i sorte da urna urna sedula que, sem
ser aborta, ser sellada, e que no cato de empate
ser preponderante.
No momento cm que o presidente da commissAo
ia tirar a sedula mysteriota, alguna mentiros ped-
ram que a urna fosse prtvismenle aguada, para qae
a< selllas ficassem confundidas. Mas esta proposla
maRogron-se contra at vajeases da maioria, a qual
sustenlava rnersicamente, quese devia conformar-se
como sentido litleral da lei, a Mal nao dit que a
uma deva ser revolvida, e que finalmente nunca o
liha sido fciro.
A orna ficou imnovel, l'roeedeu-se ao escrutinio
qae aprcsentnu urna immensa maioria em favor do
projecto, de modo qae nAo lioavesse necessidade de
recorrer a sedula occulla. a qual foi queimada im-
reeilia lamente.
Assim pois o projecto de qoc se trata, ser aprc-
senlado a prxima Dieta, que se ha de reunir a 16
de novembro de 1856, isto he, tres aonos depois do
dia da abertura da Diela actual; e ha de decidir de-
finitivamente sobre a sorle deste projeclo.
He provavel que na nova Dieta o estado dos cida-
dos se arhe modificado e augmentado pela intro-
dcelo de novos elementos em sea seio. fisle es-
tado se compite actualmente de depuladoa eleilos
entre as municipalidades, corporacoes das arles e
oflicios e unirs corporacAes induslriaes; mas a pre-
sente Diela volou um projecto de lei, que lorna ele-
gveis ao estado da burguezia os proprieiario* de
hens de raiz da cidide e oshomens notaveis de di-
versas classrs. He verdade que este projecto anda
nao receben a sinecan da curua, mas segundo se diz,
he provavel que a receben, porque foi approvado
por cada nin dos qualro estados por uma grande
maioria.
S. Slorthiiig da Noruega, que foi encerrado a 13
de setembro, approvou uma nova lei sobre o recru-
lamentu, que em grande parle he modelada pela
lei, qae regula em Franca a mesma materia. Estt
lei adrailliiidoa suhslituicao, obriga ao servico mili-
tar lodos os ridadaos indi.liuclaiiieale, ao passo que
a lei, que ella subslitue, sujetava smenle a cons-
cripco os camponezes propriamente ditos e eximia
do servico do exercito de Ierra e de mar lodos os
lilbos de pe-s.tns domiciliadas as localidades que
tem calhegoria de cidade. A nova lei que, debaixo
deste ponto de vista estabelece uma justa iguatdade
entre todos os cidadaos, foi recebida corp unta salis-
facc.ao geral, ( Journal dtt Debis.)
PARTIDA DOS COBEElOS-
Olinda, todos os dias.
Cania ni, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, lina-Vista, Ex e nricury, a 13e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 6 dorase 6 minutos da manha.
Segunda as 6 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. '
Tribunal do Commercio, segundas equintes-eiras.
Rolara o, tercas-fei ras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1.a vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
hpiii:merides.
Novbr. A La cheia s 6 boras, 43 minuios e
48 segundos da larde,
i 12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da lame.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manha.
>t 27 Quarto crescenie aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DIAS da semana.
6 Segunda. S. Severo b. m. ; S. Athico.
7 Terca. S. Florencio b. ; S. Prosdecimo.
8 Quarta. S. Nieostrato m. ; S. Cortono m.
9 Quinta. Se. rcistimo e Agripino bb.
10 Sexla.S. Andr Avellino f. ; S. Nimpha.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Marnbob. S. Verano
12 Domingo. 23.* Patrocinio da SS. Virgem
Mi de Dos ; S. Martinbo p. m.
DINAMARCA.
Cumpenhague 2 deoulubro.
O novo parlamento abri sua sessSo na prsenra
de um grmda numero de espectadores. O discurso
do llirouo foi Hilo pelo Sr. OErsted. e deixa ver al-
l uma ili-rnnii uir.i do parlamento e do povo dina-
marquez. Alguns burrahs e apupadas ao re e
constituido foram seguidos dos brados eulhusiasti-
eos de rira a conslUuirao de Dinamarca 1
( Mornimj Chronicle. )
O discurso do llirono declara que o rei conser-
var seus mini-tros. ( Daily New. )
INTERIOR.
RIO SE JANEIRO.
CARIARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Dia 6 de setembro
l.idas e approvadas as actas de daas sessOes prece-
den les o primeiro secretario d conla do seguinle ex-
pediente :
Um ollicio do minislro do imperio, remetiendo
copia do decrelo pelo qualS. A, houve porhem pro-
rogar at o da 12 do correnle mez a presente sessao
da assemblca geral legislativa.Fica a cmara mlei-
rada.
Do mesmo minislro, dando as informacoes pares-
ia cmara exigidas acerca das cumpanhias de paque-
tes Sul Americana de Liverpool, e Per-
nambucanade Pernambuco.A quem fez a requi-
sico.
O Presidente, declara que vai-se solicitar do go-
verno a designado da hura e lugar em qoe S. M. I.
se dignar receber a deputarao qoe por parte desla
cmara lem de felicita-lo pelo glorioso anniversario
da independe ncia do imperio ; c nomeia para esla
ilcpiitacau os Srs. Baudeira de Mello, J. J. da Co-
lilla, Bernardrs de liovea, S. da Molla, Correa das
Neves, Figueira de Mello, Vascoucellos, Travassos,
F. Oclaviauo, Fausto, Virialo.conego Leal, Belforl,
Lisboa Serra, harjo de Maroim, Miranda. Monleiro
de Barros, l-'leurv, conego Silva, C. Borges, l.ima e
Silva Sobriuho, Mendesde Adneida, S e Albuquer-
que, c 1'iinenla de Magalhaes.
OSr. Lisboa Serra (pela ordem): Sr. presiden-
te, a deputac.io por V. Exc. nomeada para felicitar
a S. M. 1 pelo anniversario de sea fauslissimo con-
sorcio, se dirigi lioulem ao paco da cidade hora
dcsiguada, e sendo inlruduiida presenra do mes-
mo augusto senhur, coube-me a honra, como orador
da depulacao, de 1er o seguinle discurso :
* Senbor.O tlamo dos principes virtuosos he o
mais seguro penhor da lelicidade dos povos e da per-
manencia das inslituices dos Estados ; a seguridade
FOLSETH.
?^
A REPBLICA BA^MILHERES.C ^)
COOTTIA M CXjtTCO HORAS.
P*r EBEARBO PI.VVIIiB,
*' pnnrip"
O yro Klvwt d. ....
f t -v,TpnJ't pdro Palla.
M^atlre Ha**, trittMra.
JoSano, RaMa A uriiicvia viav.i.
1". **u ua ca**ri-U.
(UrloU < Bmps'jH.
A i-uDiici rrtfil'Tira N
IMva
PERSONAGENS.
A Iiikmil'm VVtlIicrniiDl !
re.
A n*r*^*l Vargirii't ric
b,Mri.
.% c .* jllci." (icraltlinj sli1
bldi.
AJtM^* Tecla de Arnatt.
1*6.1 l.u .1 WaUrmlp.
;uVow.!l>.ttN.- Il.|l,,.i:,t.
pcriuagni. nr>dt.H-rc*
Otim-
ll.rl-
f

ti nu iitv iioki.
A rrpublirn.
SCENA I.
, Fabio e. Carlota.
( F.niram por uma portinha n esquenla praticada no
forro. )
Fabio ( entrando primeiro ): Entilo a senliorn
sabia desta passagem'.'
Carlota: Salii por ella com meu lio em uma
nnitede baile un casa da cmara.
^ Fabio ( voltaudo .i noria da-passagem ) : Oh !
{ onde Ocou minba lia 1
Carlota : Vossa Alteza nao vio a seuliora prin-
* ceza dirigir-sea lira rupo, onde proiiuiiciava-se seu
orne... Ella quiz fallar reuniJo... e u.o pude re-
l-la...
Fi6o Meu Dos I te...
Carlota : Oh Vo'sa Alteza nada lem que re-
cejar, pois liem sabe quanlo a priuceza lie ado-
rada 1...
Fabio : Collada 1 ella perde um pouco o jui-
i com islo ( Asicntanda-se.: Pois bem. Callla,
vose r ella nsim o quizerain Kis-mc no cain|io
do. vestidos iaimigot. e prouiplo para as concessOcs
que de mim exicirem 1
Carlota : Fiqne cario, senhor, de que nao Ihe
lian de pedir nada impossivel.
Fabio : Quem sabe i qaem pode comprehm-
der-lbes os golpes de estado .' Quem pode dizer,
porque pensando honlem m-ile como eu, ellas vol-
laram-e subiUmenle contra inim, e fzeram pro-
clamar esta mauliaa minba quada an soui de lodos ns
instruinenlot msicos adiados em casa do mercador
de brinquedos ?... Em que as ofl'eudi '! Nao sei,
nem minha lia taba, nem a senhora tambem, nao
he assim ?
~ (; Vid o Otarto a. 851.
do prsenle ajunla a confianza do porvir ; be
urna fonle perenne de conforto, de esperanza e de
paz.
A Providencia, sempre solicita pela sorle do im-
perio, outorgou-vos, senbor, orna esposa preclarsi-
ma, qoc completando todos os votos de vosso mag-
nnimo corarlo, foi desde logo para toda a narao
um santelmo de suave honanca, e hoje conslitue
um idolo de amor e de culto para lodos os Brasilei-
ros.
O eco abenciiou 13o ditosa unan, cujos precio-
sos Crudos, ao mesmo passo que coriiam vussa felici-
dade domestica, sao oulros tantos garante* de ventu-
ra e de paz para a nae.So"; Ta 11 annos, senlior, que
esta risooha capital abri pressurosa os bracos pura
no meio das mais jubilosas acclamaces receber or-
gulhosa em seu seio a predestinada lilha dos Cesares,
a augusta imperatriz do Brasil, e desde etse mo-
mento feliz so tem lido que admirar virlndeaa reco-
Iher exemplos da mai severa moralidade.
E potlcrei acato voa, mageslades imperiaes,
vi'is que assim procedis,eedendo .rnenle aos im-
pulsos de vosmis poro* t magnnimos coraccs c do
vosso elevadissimo carcter imaginar o servi-
co immenso que prestis ao imperio, dando-llie lodos
os dias tilo sublimes lines de religito e de amor ?
Ja pensasles alauma vez na Corea magnelica do
exeroplo, quando, partindo das eminencias do Him-
no, emana de pessoas 13o idolatradas ?
Se como o chefe do estado lendes, senbor, feilo
a sua felicidade poltica ; como simples cidadao
como homem particular, como pai de familias, nao
leude, menor direito gralidilo do paiz. A cmara
dos depulados, pois, fiel interprete do pensamenlo
nacional e conscii dos grandes beneficios que lem
resultado e resultarlo ao imperio do feliz consorcio
de V. M. I. com a Sr.' I). Theresa Mara Christina,
augasta imperatriz do Brasil e modelo de todas as
virtudes, nito pode licitar de exultar sempre com-
vosco no anniversario de tan faustoso acoutecimento
que asgnala sem contradicho um dos maores favo-
res da Providencia ao imperio da Santa-Cruz. He
para dar-vos leslemunho solemne de seus senlimcn-
los qae ella nos enva, senlior, peraute o throno de
V. M. I.
a Dgne-se porlanto V. M. I. de acolher beniguo
a* sinceras congratula;es da cmara dos depatados,
que faz incessanles votos ao co, para que sobre vt,
sobre a angusla Imperatriz dos Brasileiros, e sobre a
vossa esperanzosa descendencia, c.iiam em torrentes
a gra;a e as bencAos do Senlior.
Ao que S. M. I. se dignoo responder :
u Asr.Jeco a cmara dos Srs. depulados as agra-
tulaces que me dirige pelo anniversario de um dia
de tanta felicidade para mim.
O Presidcnle declara que a raspala de S. M. I.
he recebida com especial agrado.
Procede-so a volaran do artigo do projeclo sobre
pagamento de presas, cuja diteussao ficou encerrada.
O artigo he approvado, salvas as emendas : destas
" appanvam as do Sr. Candido Borges, que redu-
um o crdito de 1,109:0009. e qoe tupprimem no
S 1." ai palavras prestadas por elle as eontas de
sua cnmmissHo. Todas as nais emendas s3o rejei-
tadas. licaudo portanlo o projecto concabido nos se-
guinle* termos:
Arl. 1. Fica o governo aulomado :
a 1. A distribuir, como ndemnisaco das pre-
sas das guerras da independencia e do Rio da Prata,
pelos ofliciaes do corno de armada imperial ou seus
herdeiros, que mesma indemnisacao leverem direi-
to, al a quanliade 624:0009, salvo as deduc;6es que
forem dejuslica.
c g 2." A prescrever a forma do processo que se
deve seguir na part I ha da omina deque trata o pa-
ragrapho antecedente.
3." A mandar pagar aomarquezdo Maranhao
o sold que se Ihe ficou devendo do lempo que ser-
vio o imperio no posto de primeiro almirante.
4." A fazer eflectiva ao mesmo marquez a
petisiu que Ihe foi concedida por decreto imperial
dt27dejulhode 1821.
a 5. A mandar pagar ao chefe de divisao gra-
duado Barlholomeu Hayden a quanlia de 3:4069577,
correspondente i quola que Ihe pertence do uma pre-
sa j liquidada.
Sao adoptados em terceira discussAo para subirem
sanccAo imperial os seguinlcs projectos do se-
nado :
1. Aulnrisando o governo a reformar as secreta-
ras do imperio, juslic.a c eslrangeiros, e dando ou-
tras providencias.
2." Providenciando cerc.-i das trras do vinculo
de Tlamh, ncsla provincia.
O Sr. Lisboa Serra, pede urgencia para se tratar
da resolucito que isrutado imposto de 8% as loteras
concedidas a algumas casas de caridade do imperio.
Sendo approvada a urgencia, entra em lerceira
discusso o projecto.
He lida eapoiadaasegunteemendada commissito,
a qual sem debate he approvada, c o projeclo assim
emendadu e adoptado he remeltido commissao de
redaceflo. *
Carila ( ahaixaodo os olhos): Oh! senlior.
eu o sei 1...
Faino : A senhora o sabe '.'
Carlota : Sim, principe E eu mesma he qne
sou a causa da sua queda...
Fabio! A senhora entao explique-me...
Carlota (suspirando ) : Assim he preciso pois
he o nnico meio de resliluir-lbe o principado.
Fabio { mustrando-lhe uma cadeira) : Assen-
te-se, Carila. A proposito sabe que Tumos amamen-
ladoscomo mesmo leile, e que esse lei le me d
sobre vosse os direilos de um irm.lo ? Auloriso-a a
fallar, Carila...
Carila I assentando-se ) : Sm, senlior...
Fabio ( chsgando-se a ella): lle-lhe fndilTeren-
(e que eu diga simplcsmente Carlota, nao he as-
sim '.'... Mas nos lempos de crise revolucionaria... -
alm disto quando balbuciavamos em casa de liosa
sa ama, cu nilo dzia senhora.... c emfim quanlo e
Ierra (reme debaixo de mistos ps... Eiileude ?...
Carlota : Sim. venhor, eu quera dizer-lhe....
Fabio ( approximando-se mais ) : E vosspde,
deve rhamar-me Fabio ; porque eu cumprelieiulo a
igualdad*...
('arlla ( afailando-se um pouco ) : Sim, se-
nlior Fabio saiba que...
Fabio (uppruxiniandii-se ) : E alm disto nesta
poca de ahaliinenlo de imperios nao convm afa*-
lar-nns mis dos uniros, convm approxiinar-nos,
reunir-uns e lembrar-nus de Ulna divisa quo hemui
bella. ( Tuma-lhe a mao. ) Da omito na*ce a Torca !
Scjamos Cirles, Ca impaciencia !...
Carlota ( retirando a n.o ) : Ah principe, se
Vossa Alteza contina nao conservar seu princi-
pado I...
Fabio : Prcfiro conservar tita m.lo as miiihas.
Carlota : Senlior !
Fabio :* Voa* diz ( Imitando-a. ) Scnhnr, por-
que protmncio la, la mao ; porm deponho a se-
uhoria ao laido dus lilulos sobre u aliar da igualda-
t'e I... Sou lgico... Mas falle, Carlota Morro de
impaciencia.
Carlula : Pois bem, Vossa Alteza lemhra-sede
que hoiitem noiie creou uma ordein bonorilica...
Fabio : Sim a Ordem do lleijo Perdeu por
acasn sua cruz, cavallcirinha, ? ser preciso que... ?
Carlota /remando):Nao! nao! nAol-Vossa Al-
teza conilecorou-n* repcutinamenle primeiro, e de-
pois ia conceder a mesma honra aos oulros minis-
tro*, quando involuntariamente por um mov imenlo
de... lula anibiclii, o relve...
fabio :He verdade. |emhro-me.
Carlota :Pois bem, principe, a revoluto sahio
dail
Fabio (muiln joven para nAo licar muilo lison-
geadu;:F.nlAo por uma condecoracao que saa am-
bicAo nao pode obtrr, ellas abandonarain-me. aecu-
saram-me, arruinaram-me !... S lu me seguiste.
Carlota 1 Coracao anglico, cortezaa da desgraca !
Nao terei ingrato para contigo !
0 Arl. 1. Fcamiaenlas dos imposlosdeS' crea-
dos pela lei n. 109 de 11 de oulubro da 1837 as lo-
teras concedidas as casas de caridade do imperio.
Art. 2." Revogam-se as disposicOes em contra-
rio.
Paco da cmara dos depulados, em 12 de ago*lo
d 1854.Joao Daarle Ijsba Serra. Joaa Mau-
ricio Wander/ey. F. P. Sanios.
He approvado sem debate em lerceira discussAo
o projecto que crea o cabido da S da S. Pedro.
O Sr. Correa das Neves, pede urgencia para en-
trar cm 3. disctalo o projecto qae approva as tabel-
las dos emolumentos parochiaes em dillereiiles hispa-
dos- sendo approvada a urgencia, enlra em 3. dis-
cussAo o projeclo.
Depois de fallaren! os Srs. Ferraz e Nabuco ( mi-
nillro da ju-lini,) o 1. contra o 2. a favor, julga-se
a materia discutida, sendo o projeclo adoptado e re-
meltido commissAo de redacio.
Continuando a 2. discussAo do projecto que extin-
gue o morgado de Larangeiras, le-se o parecer e a
emenda da cummssAo e bem assim o seguinle voto
em separado do Sr. Assis Rocha:
a Continuo a volar pelo projeclo n. 67 de 1841,
offerecido pela commissAo dejuslica civil,da qual fiz
parte, sobre a prelencAo da baroneza do Bag, na
qualidadc de administradora do morgado das Laran-
geiras na proviocia do Maranhao, e nao adopto ares-
triccAo ou additamento da nnbre maioria da aclual
commissAo, pelo que succintamente passo a ex-
pender.
Estando reconhecida a utilidade publica da ex-
liiifc.io dos vnculos pela lei de6 deoulubro de 1835
nenhnma razAo poda ler a lei para differir tal exlin-
cAo para o lempo da morle dos administradores dosj annos
vnculos, senAo o respeilo devido ao direito desses
administradores; mas leudo a sopplicante renuncia-
do o sen direito adminisIracAo do morgado das La-
rangeiras, e sendo de sua livre vonlade que os beus
passem logo p?ra o dominio dt tuas filhas, indefe-
rir-se a sua prelcn^Ao, ou o que vem a ser quasi o
mesmo, impr condic.oes suaranuncia e aos direi-
los de suas filhas, he contrariar o fim da lei, e por
sem duvida a con-enienca da extinrcAo dos morga-
dos. Me parece antes que se deveria declarar qne
1 renuncia cm laes casos lgicamente impurlava a
exIinccAo do vinculo.
o Ahypolheseefn que se funda o parecer da mai-
oria da actual commissAo de ju-iica civil alem de
graluita, puis nAo se pode suppor que tres senhoras
adultas morram todas e setn descendencia antes de
sua mai, apenas podia ser lomada em considerarn
se as collaterac* incertas, c de direilos ainda mais
incerlos," livessem feilo alguma reclamaco a este
respeilo. A admllir-se o argumento da nnbre mai-
oria da commis'Ao, nada se devia cslabelceer. porque
he possivel prejudienr-se a um lercoiro pela disposi-
5lo de urna lei.
Concilio, portantb, a favor do primeiro parecer
da commissAo de 1851, e eutendo que se deve defe-
rir a snpplicanle nos termos dn mesmo parecer, nao
Picando o direito de propriedade sobre os bens de que
se trata restricta senAo pelas lew commuat.
a Paco da cmara dos denuladas 24 de agosto de
1854.Francisco de Assis Pereira Rocha.
He apoiada a emenda da commissAo.
O Sr. Brandan nAo suslcnla o projeclo e o voto
em separado que o npprova, ficando a discussAo a-
di.ula pela hora.
Entra em 3. discussAo o projeclo que reforma al-
gumas dispusiees do processo criminal, rom o arl.
additiva sobre incompatibilidades, com o parecer da
commissAo e votos em separado.
Vai mesa o seguinle requerimenlo:
Rqueiro que a materia das incompatibilidades
seja discutida cm projecto separado. l'irialo.
O Sr. Augusto de Oliteira e oulros Srs. Depula-
dos : lsso he outra cousa.
O Sr. Presidente : Eutendo que posso admit-
lir este requerimenlo, visto como ha precedentes
que aulorisam a separaran do arligo addilivo.
OSr. l'irialo : Assim se fez em umitas oulras
materias.
O .Sr. Presidente : Est em discussAo o reque-
rimenlo. .
Dtcersos Srs. depulados pedem a palavra.
O Sr. Ferraz : Sr. presidente, eu nAo sei se
esse requerimenlo que V. Ex. poz em discussAo
pode por ventura estar nos termos do regiment...
O .Sr. Eduardo Franca : E nem ao menos foi
apoiado.
O Sr. Ferraz : Eu cntendo qae esse requeri-
menlo importa um adiamenlo do projeclo {apoia-
dos), e V. Ex. declarou ao nobre depulado pelo Ce-
ar que nAo admittia requerimenlo no seulido em
que elle propoz.
O .Sr. l'irialo: Propoz para ir commissAo.
O Sr. Ferraz: Qual commissAo 1 Se j veio da
commissAo como pode ir para ella ?...
O Sr. Figueira de Mello : Isso agora he que
s3o tricas.
O Sr. Ferraz : Meus senhores, para que cslar-
moscom essas tricas t Bem vem que podemser li-
citas para urnas cousas e nAo para oulras, podem
prejudicar a urnas e nAo a oulras ; mas, Sr. presi-
dente, eu desrjara saber a que tende o requerimen-
lo do nobre depulado.
O Sr. Correa das Acres : A matar o addilivo.
O Sr. Ferraz: Senhores, eu sou muilo impar-
cial nesta queslo, a opiniAo que emiti nAo he mi-
nba, ella pertence ao nobre ministro dejuslica, por
que foi elle o aulor da idea \apolados). foi elle qoe
a avenlou nesla casa em duas sessOes, c consideroo
como muilo til, como vital a idea do projeclo
(apoiados); elle disse que nAo podia de maneira al-
guma prescindir des*a medida por ser de grande al-
cance e de grande futuro.
Eu, Sr. presidente, se, como membro desta casa,
tivesse ilito em alguma occasiAo o que o nobre mi.
do disse em duas sestees consecntivas, anles quereria
sabir ilo mi n i-Ir rio duque consentir que esta medida
lan'.vilal como se considera, sendo por elle proposta
fosse assim mora por om adiamenlo. (Apoiados, re-
clamaroes.)
NAo posso, Sr. presidente, suppor que exislam
motivos lAo fortes qoe abafem as justas razoes, as
vozes do nobre ministro cm um ponto de lauta trans-
cendencia : nao ih'-i'jara mesmo que se adoplasse a
idea do requerimenlo por honra do nobre ministro,
porque, senhores, o que vista de tal proceder se
dir '.' He que honvc Iransacfo... O adiamenlo im-
porta nada mais nem menos do que urna transaccAo
[citasreclamacoes) ; cede-se de um lado para se ob-
ler a passagem de uma ou outra vanlagem que se
quer dar aos magistrados polticos que nao podem
obler a nomeacAo para a re.icio pelo methodo agora
seguido, eque o ser Ao pastando a idea dos quinze
Oh '. oh '. novas reclamaroes.)
Oh oh pois eu nAo posso sup*por que se diga
que islo importa uma transaco 1 Nao he senAo
por honra dos nobres depulados- que eu fallo ; fui
cu por acaso o aulor da idea Purvenlura a adopto
na exlensao que alguns desejam J Sooeu, queeslou
(Ao longe do h mao dos negocios pblicos, quem con-
sidero esla medida como de grande alcance e como
neeessaria ao paiz '! Aqueile que como ministro nAo
titubiou em proferir o seu voto sobre esla materia
de um modo (An claro .e terminante, poder querer
queessa sua idea v para esse cercilerio dos adia-
amenlos, onde ja/em lana* leis e lautas ideas uteis,
e que l fique enterrada para nAo suscitar desinlel-
ligencias e algumas desafl'eices '! Torcerlo que nAo...
O Sr. Correa das -Vece* : Os rapazes tao mui-
los, nao se ha de querer hulir com ellos.
O Sr. Ferraz: Porque nao discotiremos essas
incompatibilidades '.' Que mal resollara dahi?...
O Sr. Fernandes l'idra : Em qualro ou cinco
dias?
O Sr. Ferraz :. Porque nAo havemos de repro-
va-las como desejam os nohres depulados, ou ap-
prnv.i-las como quer o nobre ministro '.'...
O Sr. Correa das Seres: Agora respondam.
O Sr. Ferraz : Nada ha de melhor"! Porque
depois de uma discussAo calma c digna de mis nao
proferimos um voto muiui digno daquellcs que oc-
cupam estes assenlus? Para que nao laxemos itio
antes do que deixar a critica suppor que esse reqne-
rimealo nao lem oulro effeito senAo conciliar vonla-
des,' prender por elos mais fortes partes da maioria
desta casa em favor da medida que se acha em dis-
cusso '.'...
Uma voz : NAo tenha medo disso.
Outra toz : NAo tenha medo da critica.
O Sr. Ferraz : Porque, Sr. presidente, have-
jeclo que ataca as liberdadesde imprensa,que fere os
direilos de livre defeza (apoiados), e converle a ma-
gistratura em urna verdadeira machina do governo,
ou como o nobre ministro nos revelou, d-lhe tanto
poder e forra qne pode anniquilar o poder adminis-
trativo, a conslilne um status in statu, pode ser de-
cidido '.'
M Sr. Viriato : Para bem do paiz. (Reclama-
mos de desistir do que.se deseja nesse addilivo,
Carlota:\h principe, ainda tu]
Fabio:Nao fallo a senhora, porm... ao seu co-
racao, e... brevemente. Carlota, cavalleiro da or-
dem, te farei diante dellas official, depois commen-
dador, e depui*...
Carlota :Mas nAo he isso, principe, pelo con-
trario !
Fabio :O que he eulAo ?
Carlota :Quer obedecer-me"!
Fabio :Se quero Ordeno-o... a mim mesmo !
Carlota:Como vossa aMeza declarou querer
desfazer meu casamento, e islo offendeu o gabinete
cm sua publica, he misler consentir... (suspirando.)
em meu casamento.
Fabio :Consenlirei cm leu casamento, se for
feilo comigo, ja o disse a minha lia !
Carlota :^-Mas, principe, isso he impossivel I
Fabio:l'ma cousa deixa de ser impossivel logo
que he feita ; esla se far !
Carila:Mas vosso miuislerin '?
Fabio :Hi de condecora-lo !
Carlota:Eis o que nao quero !
Fabio :Preferes casar com u velho minislro !
Carlota :Prefin... Preliro ver-vea recobrar vos-
sa soberana, e saber que vivis feliz... sem mim !
Fabio :Eu feliz sem ti 1
Carlota*Ah ainda ril
Fabio:Carila,dissesle-me fuVEnlrn a princeza.)
Carlota :NAo, pois pelo contrario rogava-vos...
Fabio:Sim, pois dizias...
SCENA III.
Os mesmos, a princeza, a ijual para no lumiar
oucindo as ultimas palacras.
A Princeza :Ah se nAo rae engao, desdito-
sos, estis sobre um volcAo? J chegasles a isso,
desafortunados'!...
Fabio :NAo licarei nislo, minha lia !
A Princeza:Emquanto cu esgolava-me em fal-
lar ao povo...
Carlota:Eu supplicava ao senbor principe que
coiiscntisse em meu casamento.
Fabio :E eu consenlij, minha lia Su quera
miniar o esposo !
A Princeza :Mas, (rala-se agora de outra cou-
sa Ah Para que permitli n Rsela este execravel
gracejo!... Ouve, meu lilho. convm lomar a cha-
mar Fallax|! Carila, acunsellia-lheque torne a cha-
mar Fallax !
FabioNunca nunca! Anles morrer sollciro!
A Princeza :Mas nAo trala-se...
Carlota :Que rumor He o governo proviso-
rio Fujo! (Entra a esquerda..'
Fabio Ah vnu fallar-lhe !
A Princeza:Espera, lica departe, deixa-me di-
zer algumas palavras...
SCENA IV,
A Princeza. Fabio (primeiramenle parle) Frederi-
ca, Margarida, Tecla, Oeraldlna, Sophia,
Paula, ll'ilhermina, depois Roseta,
depois Carlota.
Freierica (entrando):A senhora princeza aqu I
A Princeza :Venho perguntar ao ministerio re-
voltoso de que arcusa ao principe... ultrajado, e
com que autoridade esse ministerio inculca-se por
governo na casa da cmara ?
H'ilhermina (levantando-se e com ura gesto de
grande solemnulade): Senhora, vi dizer a quem
a enva que estamos aqu pela vontade da sorte, e
que s subiremos pela Curca das circumslancias 1
O Principe (apparecendo): Eis una circums-
lanria, senhoras, sou eu que venho explicar-me com
vosco...
(Signaes de admiradlo, os ministros encaram-se e
Tecla diz em voz haixa aos seus collegas)
Tecla : Elle esta ainda mais bonito do quo an-
les da queda.
Margarida : A grara da desgraca.
Fabio : Senhoras.... s o que peco, he casar
com minha culac.,...
Frederica (e as oulras lomando um ar glacial:
Ah!...
Fabio : E venho propor-vos....
Frederica (leudo consultado rpidamente os col-
legas com avista):Basta, principe.' Seu patata
us Inca; mas nao podemos responder senAo por
una palavra que vamos turnar mai- una vez hist-
rica : principe, he muilo tarde]
Fabio : yue diz, minha lia'!
A Princeza : Ah que insolentes! se eu po-
desse fazc-las prender tambem !
Paula (acabando de conversar em voz baixa com
os oulro* minisli'is) : Senhur Fabio, acabamos de
decidir que mporlava a tranquillidadc geral que
Vossa Alteza deixasse esta paiz.... Entrareis em
uma das rarruagens que eslao no paleo, e partiris
lugo.... A senhora vossa lia dever arompaiihar-
vos... Una pcnsAo decente vos seguir em vosso
exilio, onde...
(Pronunciando eslas ultimas palavras, sua voz se en-
ternece, us lagrimas impaden-na de continuar.
Os oulros minislro* participara sinceramente desla
eiuiti.-.'io. Fora coniecam a ouvir-se vagos ru-
mores.)
Fabio: V, minha lia? as usurpadoras que
choran I ainda ha esperanza !
A Princeza : Como conheces as mulhcre*. po-
bre menino Chorando he que ellas fa/.em as m.un-
ios crueldades! Eslas derraman! bastantes lagrimas
para que possas ir embarcado, todava tomam-le a
coroa. que casquilhas I para verem como Ibes II-
car!...
Roseta' (entrando ) : Qae vejo! Divertem-sc
em chorar aqu em quanlo a cidade est toda en re-
minean !...
(A princeza dirigi-sc a ella ; Margarida e Geraldina
chegam-seao principe cada uma de seu lado.)
Ceraldina (em meia voz) : Principe. vos*o in-
fortunio entristece-me a alma... Se tivesse preva-
lecido minha opiniao, Vussa Alteza reinara ainda...
Ja que parts, tomai minha carruagem, o deixai-ine
conduzir-voi al ao retiro que escolherdes... Minha
dedicacAo desgrana...
entretanto darmos a grande vanlagem classe da
magistratura de I. instancia do privilegio do foro,
da nomeac.u a arbitrio para desembargadores, aban-
donando-se aquella idea da lei de 1850, que se nAo
he melhor, cora ludo pode produzir os effeilost in-
directos que lodos almejam ? Eu nAo posso acredi-
tar, senhores, nem no que vejo nem no que ouco,
visto que de um momento para o oulro a medida
que era ulil e neeessaria dcixou de o ser para ficar
adiada ale as calendas gregas. Como aquillo que se
julgava la essencial para a boa admnistrarAo da
juslica he nesle momento abandonado ? I !
Mas ouvi dizer do banco qne fica defronlc de
mim : C L'ma medida de tanta transcendencia, agora
que nos faltam tAo poucos dias, como he qae pode-
mos discutir?...
O Sr. Fernandes l'ieira:Apoiado.
OSr. Ferraz:Oh senhores, que feliz adia-
do Senhores, nao ha nada que a vonlade ou a
imaginacAo nAo nos desenlie a nosso sabor.
OSr. l'irialo: Apoiado.
G Sr. Ferraz :Pois, senhores, esta idea que lem
sido discutida nesta casa, que tem chegado ao estado
de poder ser decidida com madureza, essa idea que
fot objeclo de tres bem pensados pareceres de mem-
bros respeitaveis desla casa, nAo est ainda em esta-
do de ser decidida pro ou conlra ?...
. O Sr. F. Oelatiano : NAo sei de que servem
as commissOes.
OSr.Ferraz :Senhores, poisessa idea 15o trans-
cendente nAo pode ser decidida agora, e esse pro-
0 Sr. Ferraz : Como, senhores, o lempo nAo he
mesqiiiiiho para a discussAo detaa grande reforma,
para ser apreciado ludo quanto contm esse projecto
contra as liherdades publicas e os direilos indivi-
-----dwees. todo pode ser diseulido, pode passar nesta ca-
sa no esparn curto que nos resta, mas aquillo que
loca a inlcresset individuacs, s incompatibilidades,
tso nao pode ser discutido I! (Apoiados. A'So
apoiados.Confuso.)
O Sr. Presidente : Ordem ordem !
. O Sr. Jaguaribe: Nao se traa agora de leis
eleitoraes.
O.Sr. Ferraz : NAo vem os nobres depulados
que he mais conveniente traannos dessa materia,
discut-la e vota-la cada um conforme o seo desejo,
antes do que sepulta-la para sempre....
O Sr. Figueira de Mello : Dcixe-se disto, e
vamos discutir o projeclo qne ataca as liberdadet pu-
blicas...
O Sr. Ferraz (dirigindo-se ao Sr: figueira de
Mello) : Ao nobre depulado umo, duas e tres ve-
zes direi que este mesmo fraco homem. que mais de
uma vez lem elevado a sua dbil voz em defeza de
seus amigos, ainda quando anenles, nio recua
diantc de qaalquer discussAo, e por conseguinle he
impertinente a sua observacAo. Eu, Sr. presidente,
prezo muilo a a misado, mas desejo que haja igual-
dade de partea parte.
O Sr. Figueira de Mello : NAo ha oftenta algu-
ma as palavras que Ihe disse ; por conseguinle' a
sua susceptibilidade nAo tem logar.
O Sr. Ferrar. : O nobre depulado sabe muilo
bem que ha prevencaies entre nos desde uma das
sesses passadas.
O Si: Figueira de Mello : NAo sei ; nem dei
motivos para isso. >
OSr. Ferraz : Pois bem, eu nAo reco de dis-
cussAo alguma ; nunca recuei com oulros, c muilo
menos recuarei com o nobre depulado, em quem
reconheco illuslracAo.
Quando, Sr. presidente, os nohres depulados esta-
vam aqu em oppu-icAo, eu sempre os tralei com a
maior consideraban. (Apoiados.'
O Sr. Araujo Lima : Nos tambem nAo temos
desconsiderado ao nobre depulado.
O Sr. Ferraz : Emendo que esses apartes,
esse replo leve por findislrahir-mc do fio da discus-
sAo.
Senhores, cu desejo que nAo demos o exemplo que
quer autorisar o requerimenlo que so acha sobre a
mesa ; desejo-o por honra da casa e por honra mes-
mo du nobre ministro da juslica, porque jamis S.
Exc.querer que'suas ideas sejam assim lAo abando-
nadas, sepultadas ou espadadas para as calendas gre-
gas, ideas que o nobre ministro considera de lauto
alcance para bem do paiz.
Eu, senhores, disse que nao admillia as incompa-
tibilidades na exIensAo que se Ihe quera dar, essa
he a miaba opiniao ; militas vezes lenho dito a meus
amigos que acho melhor que se adopte a idea das in-
compatibilidades indirectas, queer3o mait profi-
cuas ; uma destas incompatibilidades he aquella
que se acha na nossa legislado actual. Mas agora
o que quer o projeclo ? Quer exclu-la. Podem-
se dar ainda algumas oulras incompabilidades ; eu
me lembrei, c agora repelirei, qoe seria proveilo que nos magistrados que viessemos para o
corpo legislativo, nAo pudesseraos ser promovidos
durante o lempo em que nelle nos assenlosscmos, a-
inda quando a promocAo nos coubesse por antigui-
dade. Como esla, oulras ideas poderiam apparecer
a discussAo abrira ama larga va onde todas ellas
fossem apresenladas. Mas querer-se de repente so-
pitar a voz daquellcs que sustentan! a medida, que-
rer-se fazer calar, por meio de um adiamenlo, esse
senlimcnlo, esses desrjos, querer-se apartar da dis-
cusso a mesma idea que o nobre ministro julga de
lauto alcance para bem do paiz, nao acho nem ulil
nem decoroso para a cmara, i Apoiados.) Discuta-
mos a materia conjuntamente com o projecto, vole-
mos contra ella se quizerem. facamos ludo, mas nao
d-se a separarAo ; para que he ella ? O fim todo o
mundo conhece, que he nleiramente fazer esquecer
a dea do nobre minislro ; mas eu estou resulvidoa
defendc-la completamente, a fazer com que ella
triumplie. Apniados e risadas.)Desejo qae o nome do
nobre ministro fique estampado nos nossos fastos co-
mo autor de uma medida de tanto porvir ; desejo
qae a magistratura Ihe erija uma estatua por tao
grande beneficio que elle Ihe deseja.
Urna Voz : Isso he lctica.
O Sr. Ferraz : .... porque lambem, como nos
disse o nobre ministro, as incompatibilidades de-
viam ser muilo proveitosas magistratura da pri-
Fabio : Que a senbora cavalleira quer...
Margarida (em voz baixa : Senlior, nAo posso
deixar de enternecer-me pelas victimas... Ponho
minha dedicarlo dsposc,Ao de vosso infortunio...
Dai-ne o lempo de tomar um vestido de amazona,
e irei aeompanhar-vot a travs dos perigosquo Vossa
Alteza poder correr !...
Fabio: Ah senhora marechal, tanta bou lado!
(Recuando umpasso.) Mas para onde irei, senhoras?
NAo sei ainda, e estou ben embnracado. (D um
passo para a Princeza e Rsela.)
Margarida : Enlao quena acompauhar o prin-
cipe, senhora cavalleira.
Geraldina: *- Parece-me, senhora marechal, que
eu nAo era a nica que linha essa idea !
Margarida : E deixaria sua pasta em seu
lugar?
Geraldina: A senhora levara lalvez a sua com
o principe dentro!
Margarida : Heum insulto, senhora?
Geraldina:He uma resposta na linguagem de
suas perguntas.
Margarida :Senhora cavalleira!
Geraldina:Senhora marechal !
Marqarida:Sabe que nao lenho contrahido uma
extrema hrandura em ininhas fuiicc,oes de miiiisli'o
da guerra'.'...
Geraldina:Sabe que lenho aprendido a punir
no in ni ministerio da juslica?...
Margarida:Sabe que turna mo nmaposicAo re-
servada aos homens, devo poder vingar ininhas inju-
rias maneira dos homens ?...
Geraldina:Sabe que basta de palavras ondeos
hnmentpnem accOes?...
Margarida ( em voz haixa ): Observam-nos,
silencio 1
Geraldina (em voz baixa): Urna de nos l 0-
earn.
Frederica (vencendo emlim a sua emoco) :En-
lAo, principe, em que qualidade licais aqu ?
Fabio:Eu procurava um asvlo, senhora, (cha-
mando a esquerda) Carila !
(Carila apparece ; admirarn dos rainislos. O
principe continua.) Minha chara lia foi nos Tres
Monillo, que a senhora de Uurgslall e eu... nos
encontraran* no seio da mesma ana?
A Princeza:Sim, Fabio, cm casa de uma paren-
la de Carlol.
fdbio :Vollomos para l! Lance minha corda
por cima desses moiubns !
Tecla ao conselho:Com Carila! Sempre.'
Fabio :Carlota, crescemos mu rpidamente,
vollemos nossa ama. Vamos para os Tres Moi-
ii los!
A Princeza (tomando o braco de Carila):Va-
mos !
Fabio :Rsela, nao vens participar de minha
miseria ?....
Roseta (com lagrimas not olhos): NAo posso,
seuhoi. pois vos desterro para governar em vosso li-
gar... Mai irei ver-vos.,.
meira in-taocia, alm de ser ao publico ao paiz em
geral E, senhores, uma obra 1.1o meritoria, deve-
r ficar assim esquecida no momento em que pode
ser volada E de que maneira Nio he amador Un
grande o querernos Corear o nobre ministro a aban-
donar a sua i lea tAo querida, tAo anliga, que elle a-
faga com tanto esmero, amo um pai carinhoso afaga
seus filhos 1 {Risadas.)Oh senhores, islo he at
Um acto contrario a nalureza Se eu fora autor
desla idea, se eslivesse lAo compenetrado, como o no-
bre ministro est, da sua efnearia. do seu grande al-
cancee benefteiopara o paiz, persuado-me que sera
mais fcil relrar-me do ministerio, te deHe Uzease
parir, do qae licitar que a miaba idea mJrreate de
uma morle tilo mesqanha, qual a qae Ihe d o adia-
menlo. oo a separacAo que importa o adiamenlo.
Seuhores, eu vos peco encarecidamente que nao
maltratis ao lilho mais querido do nobre ministro
da juslica, o filho mais antigo de S. E xc.as incompa-
tibilidades, que devem ser de grande porvir para o
seu paiz.
Voto pois contra o adiamanto, porque he contrario,
ao nosso regiment, porque he contrario ao decoro
da cmara, porque he contrario ao pensamenlo do
nobre minislro.
O Sr. Paranagu-.Sr. presidente, sou induzido
a votar pelo adiamenlo....
Orna rozzEntAo he adiamenlo ?
O Sr. Paranagu : .... pelo requerimenlo om
discussAo, por motivos e razoes, senAo idnticas, bem
semelhanles aquellas que acaham de ser produ-
cidas pelo nobre depulado que acaba de impug-
na-! o.
He precisamente porque a materia de que se trata
he vital, envolve os mait soberanos respeitos, leude
a introduzir uma innovacao na nclualordem de coa-
sai, e vai de encontr a disposieoes consagradas no
paci fundamental do imperio apoiados':, que se
Ihe deve dar outra directo.
Se pois he de tanta magnturie e transcendencia a
materia sqjeila, he daro que nao deve a cmara pre-
cipitar a sua adopcao em lAo corto espaco de lempo,
como se a necessidade do exame e madoreza das
nussas deliberac.oes eslivessem na razSo inversa da
eravidade do assumnlo ; a materia deve ser testada
com toda acircumspeccAo e calma (tpoiados), deve-
se sobre ella instituir uma discussAo larga; tedas as
opiniSes tem odreilc de pronunciar-se; deven ser
ouvidas afim de que o accordo que a cmara haja de
lomar seja o mais justo e o mais legal.
O Sr. Augusto de Olireira:Assim nio haveria
cousa alguma que passassa nesta casa.
O Sr. Paranagu:A cmara conpreheode per-
fcilamente que uma materia desta ordem, uma ma-
teria que em verdade nAo sendo esta a primeira ver.
que ha sido aventada no parlamento com orna sorle
sempre adversa, pronunciando-se sobre ella npini-
es lAo contradictorias, nao est no mesmo caso de
oulro qn.ilqder objeclo que por ventura seja tubmet-
lido .i discii'so. Essas opinioes oppostas, estas di-
vergencias que ha (anlo lempo ten oceupado a al-
ternlo da casa revelan a difculdadc da materia, e
prora a necessidade de proceder-te em sua deei-
so final com loda a drcomspecfSo; e ninguem dir
que um debate nesles termos possa ler lugar na 3."
discussAo de um prujeclo que conpreheode entras
disposieoes muilo imprtanles, e de grande al-
cance.
A materia de que se trata nao he lio connexa como
se pretende com o projecto qne altera algumas dis-
posieoes do cdigo do processo criminal ; ella traz
uma innovacao fundamental qOe deve influir na
composicAo do parlamento. .
O Sr. Brandao:Est contrariando o qne disse u
nobre ministro.
Fabio :Tu queque, Roseta!... Pois adeot!...
Wilhermina :Oh! menino sem coracao! parle
sem saudades! ,
(Leva o lenco aos olhos ; as oulras lornam a cho-
rar.)
Margarida a Ceraldina:Sajamos! senhora.
(Sahem discretamente pelo fundo direta, emquan-
to Fabio, Carlota e a princeza sahem pelo fundo
esquerda. Durante alguns instantes apenas ou-
vem-se suspiros e solucos. aos quaes servem de-
baixo da parte, fora rumores longinguos.)
Paula chegando a janella): Elle entrou na
carruagem!... Devo chmalo !
Frederica (depoi* de uma hteve hesilac^oj:
NAo! saibamos esquecer o ingrato! (Rodar de car-
ruagem.)
SCENA V.
Frederica, ll'ilhermina, Paula, Sophia, Tecla,
Roseta.
Paula (sempre a janella) :A canuagem atra-
vessa dillicilmente o povo, o qual apinha-se na pra-
ra...Ella passa emfim !... Nao a vejo mais !
F'rederira:Eia, senhoras, nada se bpp&fl agora
ao nosso poder... que taremos delle?... (Rumor
da parle de fura.)
Tecla :Minha opiniao he que nosso governo pro-
visorio se IransTorme simplesinen'.e. em governo de-
finitivo, e para isso....
;Os rumores augmentara e amcacam cobrir a voz do
orador. Rsela loma a janella o lugar de Paula-,
a quAl volla mesa. V-se ella fazer signaes que
parecem chamar para a casa na cmara a mu-
lidAo que murmura fora. Tecla para impacien-
tada duendo:)
Tecla :Esse alarido he nsupporlavel Ninguem
se onve!
ll'ilhermina:O qiie he cnlAo!
Roseta t voltaudo) :He o que vns annunriei ao
entrar : he a agilacaoque augmenta cada vez mais !
l'oivni esculai o que diz a mullidu...
Tecla:Escalente.
(Todas levanl.ini se e chegam janella, onde lomam
a allilude da altencAo: porm nao nuve-sc mais
do que um rumor confuso, no qual dominara os
tambores e as Irombelas de meninos.)
Frederica : NAo he o povo que diz isso, he o
lumia do armazem do fabricante de brinquedos.
Paula : Estou loda (remula !
It'ilhtrmina : Eia, senhoras, leude animo !,
Sophia : Onde eslAo nossos collegas da guerra e
da juslica.
Roseta : Vou informar disso o conselho.
(Novos gritos fora no meio do rufar dos pcqaeuos
tambores.)
Frederica (que eslava janella, deixando-a re-
pentinamente) : Senhoras, senhoras, crede-me, se
qoizerdes!... Ouvi... Oh meu* ouvidos me lerao
eaganado 1... Ouvi a palavra... Repblica.
Todas (assustadas): Que!
O Sr. Paranagu:lima medida que diz respei-
lo a um objecto desta orem deve ser tratada em um
projecto especial, e pausadamente discutida, deve
pastar pelas IresdiscuasGes que prescreve o regimen-
t, e n5o da maneira por que se quer, na 3."discus-
sAo de um projeclo que versa sobre um assumpto
inleiramente diverso. (Apoiados.)
A di-posicao que conlm o artigo addilivo nao
faz parle do projeclo do honrado minislro ; S. Exc.
apenas declarou que nao dovidava aceita-la med-
anle certas clausulas, salvando-se a inconttitucio-
nalidade da medida que he diversamente conside-
rada pelas nobres commissOes de constijuicao e jos-
lica criminal; pelo que sou levado a votar pelo re-
querimenlo.
Para mim, senhores, desde que a questao foi con-
siderada de um modo diverso daquelle por qoe a
entende o nobre minislro da juslica, nAo ficando S.
Exc. adstricto a aceita-la nos termos em que acol-
locaram os honrados raembroa das commissOes
reunidas, entend que o adiamenlo era inevilavel.
Note o nobre depulado a qem respondo, que a
idea do honrado ministro da juslica sobre as incom-
patibilidades fei modificada pelas nobres-commisses;
como entende pois o nobre depulado pela Bahia que
por honra do nobre ministro deve a cmara discu-
tir o artigo das incompatibilidades, ligando a sua
(Nesse momento levanta-se uma laboa do assoalho, e
v-se sahir nn braco de muttier alvo, roli{o e n,
tendo um bilhete na mAo.)
Tecla : Que he islo ?
Urna toz (debaixo do assoalho): Para o goveruo
provisorio.
Frederica : Vejamos (Lendo) A sociedade
k serreta das mulheres sem temor inslallada as
adegas da casa da cmara, e assenlada sobre loda
n a plvora que ha no principado, tem a honra de
(i prevenir o governo provisorio, de que se a repa-
c hlira nao "for proclamada dentro de. 5 minutos,
o a casa da cmara saltar com lodos os vvenles
n que nella se acham.
Sophia : Cinco minuto* !
Frederica : Eit como viga V. Exc. em nossa.
seguranca conmum senbor ministro da poli-
ca !
Roseta : Essa he boa I Fazeis-me passar o lem-
po a espiar urnas as oulras. (A'parle.) Se ella tou-
be.seque fui eu que forneci a plvora !
Frederica : Cederemos, senhoras, ou morrere-
mos aqu ?

.
i
/'ai/Zd e Sophia : Marramos pelo principe Fa-
bio !
(Ouvem-se dous tiros de pistola successivos. Eslre-
iiiecimenlo unnime.)
Roseta (rindo) : Oh etse estrondo vem do jar-
dim.... nao he ainda a explosao promettida !
Frederica,ainda trmula': Com ludo (Preefpi-
la-se para aporta grande do fundo seguida pelo
resto do gocerno, e ahi no meio do silencio que
'accede na praca, diz em roz alia e solemne :)
Povo feminiuo desta cidade, sendo a repblica o ve-
lo geral, vosso governo provisorio apressa -se a pro-
clamar a repblica Viva, pois, a repblica 1
Acclamaces e alarido fra.)
Paula: Ah I he aini! Sophia vamos esconder
nussas economas.... Du um passo.) NAo havemos
de leva-las ao principe faino.
,0 governo torna a assonlar-sc silenciosamenle em
lorno da mesa grande, encarase algum lempo eom
ar verdaderamente consternado.)
Fredq ica : EntAo, senhoras ?
Tecla : Assim era preciso !
ll'ilhermina : Deviainos talvez ler conjollado
nossos maridos ....
Sophia : Ah viva a repblica !
Paula : Depois de retirado o principe, que po-
damos fazer ?...
Roseta : Tomar seu lugar, promptas par res-
liluir-lh'o.se a nacAo nao vos quizease '.
Teda : Roseta 1
Frederica : Pobre principe 1 Seahoras, no pri-
meiro momenlo de repouso que tivermos, correre-
mos a v-lo, u3o he assim ? Ser uma bella roa-
ra !
(Conlinuar-se-Ao.)
_,
. ,




DIARIO OEPERMNBUCO, TRQA FEIRA 7 DE NOVMBRO DE 1854
sorte i do rrojeclo das reformas judieiarias apresen-
lado pelo nobre ministro 1
O Sr. Brandan:Para dar triumplioao nobre mi-
nistro.
O Sr. Paranagu:Se as commissoes nao pude-
ram chegar a uro accordo, presentando a idea daa
incompatibilidede* eoroo om vcrdadeiro Prolhtu de-
baixo de differttUes formas, como he que o nobre
deputado calende qoo retolla dezar para o nobrs
ministro da juslica nao *e tratar de semelhanle me-
dida nesla occasiao ? Julgo que o nobre ministro,
orna ve que suas duvidas obro a consttocionilida-
de da medida nio foram revividas pelas commissoes,
deve desojar que haja urna discasriu larga obre a
materia, aRm d que todas as opinioeaesclarecidas se
prnnunciem sobre ella, ese possa chegar a ama so-
lucio razoavel e justa.
Senhores, nao posso deixar de ter apprehense*
milito serias sobre a poltica du paii, qnando vejo
a maneira porque se empenham ss uobres deputa-
dos en lanrar um ostracismo injusto e odioso sobre
urna clasae que tantos, serviros lem prestado ao
pas [apaiado* quando a* pretende altar por todas
wt eonsidcracAes do nosso estado social, qnandu se
ejeer tomar de urna maneira tao incurial urna me-
dida em cujo alcance os nobres deputados lalvez
mesmu nao reflictam, nem considerem como con-
ven. {Apoiadot, e nao apoiadot.) Se as commissoes
-nio puderam chegar a um accordo, se os pareceres
eslo esencialmente divergentes, se sao contradic-
torios, se algumas de suas conclusocs repugnara
com os principio estabelecidos, mi parece que nao
se pede contestar a necessidade de urna discusso
larga e pausada sobre o objecto. que a cmara nao
pode tratar delle nos termos em qne se acha pro-
posto. {Apoiadot.)
Nao posso, senhores, deixar neste momento de
repellir a insinuarlo qua o mau hoarsdo amigo
acabqu de lanrar contra os magistrados que lem
assento nesla casa, eoxergando no requerimento
urna especie do transaccao O nobre diputado,
que anda faz parte dessa elasse que se tam distin-
guido pela ana independencia e pela moderarlo
com que costara* proceder sempre, nao devia aven-
turar urna proposito tao contraria aos seus col-
legas, que sem duvida nio a merecem. {Apoia
dot.)
O Sr. Coma da* Netet d om aparte.
O Sr. Paranagu :Repulo t insinuadlo de que
he ao inleresse individual que se procura attender,
de que islo he urna transaccao, afim de que os ma-
gistrados que estilo nesta casa possam achar-se
as condioes de serem promovidos a descmbarga-
dores.
O Sr. Figueira de Mello;A emenda mesmo
nao comprehendu os magistrados actnalmenle elei-
tos.
O Sr. Paranagu:Emendo, senhores, que
Dio se deveni lancar expresases tao fortes sobre urna
elasse que lem prestado serviros Uo importantes -ao
Btiz.
O Sr. Ferraz:Quero lancou ? Para que est
levantando castcllos'.'
O Sr. Paranagu:O honrado membro nao do-
vidou dizer que a magistratura forma um status in
tat. Onde, senhores, a magistratura j apresen-
tou tendencias ou aspirarles contrarias i aclual or-
dem de cousas?
O Sr. Ferraz:O Sr. ministro receia que ella
depois se arme contra o poder.
o Sr. Paranagu:A magistratura al agora
tem sido sempre o sustentculo de lodos os iulcres-
ses legtimos, quando esles em qualquer emergencia
so tem adiado araeacados ou compromcltidos; nao
vi anda que ella upresentasse tendencias hnslis
ordem publica embarazando a acc3o benfica da
autoridade, ou comprimndo o desenvolvimeolo da
opiniao. {Apoiadot.) Em um projeclo especial esta
materia pode ser mellior considerada, pode ler um
desenvolvimenlo sobre oulras bases que actualmen-
te Ihe fallara. Se a medida nao pode este anno ser
considerada pela oiilra cmara, se ainda que o pu-
desse ser, nao teria efleilo immedialo, coinprrhcn-
deodo os magistrados que actualmente lem assen-
to nesla casa, he evidente que nao ha necessidade
de precipitar a un marcha. Quaes ao os interes-
ses palpitantes que nos orgem a tomar bmi medida
Uo importante eomo esta com tanta precipitaran '.'
Quaes sao as cieses Ilustradas da sociedade cujo
ingresso no parlamento he vedado pela magistratu-
ra '.' {Apoiadot.) Quaes sao as classes Ilustradas do
paiz que os magistrados lenham preterido no direilo
. de representa-lo ? {Apoiadot.)
O Sr. Presidente:Lembro ao Dobre deputado
que o que esl< era discusslo he o requerimento.
O Sr. Paranagu:He mesmo relativamente
ao requerimento que lenho fallado: e concilio de-
clarando qne nSo vejo motivo algum para quo lo
memos urna medida Uo precipitada como querem
os nobres denotados, e portanlo vulo pelo requeri-
mento. {Atuo bem.) .
Combaten! o requerimento osSrs. Ferraz e Au-
gusto de Oliveira, sustr:ntam-no os Srs. Paranagu,
Araujo Lima e Paula fiaplisla, depois do que posto
a votos he approvado.
Continuando a discusso da materia principal, o
Sr. Sayflo Lobato pronuncia-se contra o projeclo,
(icando a discusso adiada pela hora.
O presidente rtesigua a ordem do dia e levanta a
sessJo.
leiros com destino a Buique: eram, como ja live oc-
casiao de dizer a Vmc. |os Srs. I.ins de Albuquer-
que e Veira Pessoa, da Parubiba ; lendo estes senho-
res. n3o sei porque fatalidade, ficado um puuco alra-
zados, acontecen chegarmos eu e os mcus compa-
nhslros pruneiro pousada antes que a imite podes-
se sorprender-nos cm camnho sem nenhum suc-
cesso, mandai tirar com as armas de fogo aflm de
orienta-los : principiava a inquietar-me a demora
desses cavalleiroi, quando os vi chegar ja larde da
norte saos e salvos com grande alegra nossa : dis-
se-me o leoente-coronel (o Manocl I.ins) que feliz-
mente pode descer serra sem novidade nao Ihe ten-
do sido preciso apearse ; em seguida tomamos o
cha emeima de nossas caias de roupa e basasen)
tao bem acommodados e servidos como se tivessemos a
honra da admissao em algum salo dessa Veneza
Americana : tancta simplicitas!
Na manha seguinte muilo cedo eslavamos a ca-
minlio; eramos enUo cinco eompanhoiros de jor-
nada. Janlmos em casa do Sr. Benlo Leile cm sua
fazenda a l.uiza, onde flra o bello pico do Caboclo,
que bem pode servir de baliza natural em alguma
demarcadlo ; e depois de passarmos os ros Cordeim
e o encantador Panema fomos chegar j crepsculo
a fazenda I/goa dos Curraet, a qnatro leguas da
villa de Buique. Ah nos deparnu o nosso bom ge-
nio urna verdadeira joia, o pretnho Antonio, de
quem nuuca me esquecerei, ncansavel como foiem
proporcionar todos os commodos possiveis a nos vi-
andantes extenuados pelo cansa ro e mil privarnos:
bom leile, alguns queijos, macia rede, cuja alvura
exceda a de um cysne, c mu boa vontade, sao seus
ttulos a minha gratidSo eterna, essa memoria do co-
raco de que sou dolado, nica virlude lalvez que
possno quasi perdida entre mulos defeitos. Anto-
nio) como poderei eu esquecer a tua delicada hospi-
talidade; leu senhor, se presente eslivesse, nao me
tratara tao cavallieiramenle; todavia s um misero
escravo, la alma assim como o leu corpo estn sn-
jeilosa vontade desptica aos caprichos muitas vezes
crois de ou tro hornero; espera pelo dia da emanci-
paran !..,
No milro dia antes de sahir o sol, Antonio com o
seu sorrizo da ve-pera quasi ajoelhado olfereceu-me
o estribo: s nove horas da manli.ia ha vi.unos pas-
sado as correles Morn!, Pombat, a do Mulungu',
achava-mu-nos no cimo da serra de .5. Quiteria,
quando avistamos urna pequea reunan de casas de
taipa, cornada a certa distancia pela pequea igreja
malrix ha pooco reedificada pelos louvaveis esfor-
ros de um misionario apostlico: era a villa de
Buique.
Durante a minha rpida excursao aessa villa, pas-
seio meramente recreativo, e que nao leve por ob-
jecto nvesligaces scienlifcas, porquanto bem cerlo
est Vmc. de que nao sou nenhum naturalista, agri-
mensor, ele, nao live occasiao de descubrir por ex.
peixes, fosseis ou os os-os dealgum animal anli-dilu-
viano, bem que em algum lempo possui urna enor-
me canella que sem duvida pertcnceu a algum in-
dividuo cuja raca esl exlincla: descobri porm
minio, vegetaes medirinaes com denominaces ex-
travagantese de preconizadas virtudes, romo sejam :
a canella de ema, a alfataca, o jasmim, cmara,
alecrim, a batata, a raima de macaca, feria!, gito,
a ipecaeuanha, o tlame, de cuja raz extrahimos
urna gomma anli-syphilitica; o bete-cheiroso, pi-
nho, o jaracalla, cabaciuho cujo mo produz bons
resultados as oppilaQes; enmata, mangerioba,
mata-paito, p de gallinha, tipo contra-cobra,
brandan, guardiao, a babota, excelicnle rnica; o
cabacinho propriamenle dito; o cabacinho a que
chaman) gorgoi, sambaratt, alleluia, a pimenta
tagua, lonco, sipo de chumbo, conlraherta.jeru-
beba-branca, a cainana, a cananfa, a parreira-bra-
ra.etc, etc., ele.
Entre a arvores notei bellos cedrot, que nao leem
cerlameule a ancianidnde dos do iano; a barauna,
a imburana, a arueira, o imbuseiro que d o excel-
lenle fruto bem condecido e justamente apreciado;
njaliaticabeira, catinga de porro, jurema de que se
exlrahc urna certa bebida embriagante; ojoazeiro,
carahybeiru, pao de embira, o angico, o ourycuri-
seiro, pequea palmeira ; pao-ferro, po-santo, a
barriguda de figura esquisita e appropriada ao li-
me, e d muito boa 13a; a larangeira-brava, hom-
nome, guaxuma; arbustos: o moror, a catinga-
branca, o marmeleiro, ele.
Vi urna infinidade de cardos c por curiosidade
conserveios uomesde alguns como sejam: o chique-
chique cujas bastes porpendicularmente dispostas
figuram oulros lanos dedos apontando para o eco:
a palmatoria, cauda de rapoza, o alastrado de que
se sustentanwalgumas vezes os indgenas; coroade
frade, guipa, a terrivcl macambira ,crao, ele. Da
mesma relva, que o meu cavallo com tanto do pisa-
va por nJo poder rumina-la, guardei os nomes e sao:
o mtino.so, a milha, o pe de papagaio, o atecen), p
de gallinha, capim-branco. taguary, ele. .
-25 -
No dia 21 encerrou-se a sessao do jury j rcmctlo-
Ihc um mnppa dos processos jolgadM, obra doescri-
v3o Nello.
Foram presos nestes ltimos dias: Joo dos San-
tos, criminoso de nomeada, em Mochlo; Antonio
Guedes Alcoforado Cavalcant, residente em Papa-
caca, ignoro o motivo; Jeronymo Tenorio, dem,
por crirhe de morle o muitas outras pessoas. Nao
se lem commeltido rrmes na comarca ltimamente,
a excepeo de urna presumida tentativa de morle por
envenena ment, a respe lo du que nada por emquanlo
posso dzer: inslaurou-se proceso.
Foi hnje ronvocada, segundo um aviso que me
enviou o Miguel, urna sessao extraordinaria do jury-
para odia 16 do mez vindouro.
Al nutra vez.
pois degrandes vozerias e insultos a publica tranquil-
izado rctiraram-se com grande eootentamento, por
tereni desempenhado o papel de criminosos, do que
he pena nao terem recompensa.
Nao sabemos a quem devemos agraderer lao gran-
de felicidade, por estarroos sobre um vulcio e delle
sahrmos com Unta facilidade. Dos nos livre des-
-as entalaroes; e do Exm. Sr. presidente da provin-
cia devemos esperar remedio effleaz para curar pela
raz essa peale, que sendo de mo carcter, pode de
novo reapparecer e causar grandes estragos no lugar.
Aasim seja. O Pedro Pato.
{dem.)
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CAMARA MUNICIPAL DO HEGIFE
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S. Sessao' ordinaria de 31 ds outabro de 1854.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentes os Srs. Dr. S Pereira, Reg, Mamede,
Oliveira, e Gameiro, abro-se a sessao e foi lida e
approvada a acta da antecedente.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
Um olTicio do vereador Reg e.Allniriuerqiie. par-
ticipando nao poder ompareeer s sessoes desta c-
mara, por achar-se doente.Inteirada.
Outro do presidente da commissau de hygiene po-
hlica, dizendo que tend/i a mesma eammisso de
proceder exames anilarios cm alguns eslsbeleci-
menlos desla cidade, e devendo os seas membros ser
acompanhados pelos respectivos fiscacs, rogava a c-
mara Ibes ordenaste que se prestassem a esta, todas
M vezes que forcm chamados por aquelles.Que se
scienliloasse aos liscaes, e se aecusasso a recepeao
do oflicio.
Outro do bacharel Joaqnm Francisco uarlo,
participando ter dexado em lfi do corrale mez, o
exercicio da vara de juz de orphaos e ausentes deste
termo, vistoliavcr cessado o impedimento de moles-
ta do respectivo proprielario.Inteirada.
Oulro do procurador) commnncando que ninguem
fallecen de febre aroarella, dorante o mez de se-
tembro ultimo.Inteirada, o que participasse i com-
missao de hygieue. '
Oulro do subdelegado eflectivo de S. Antonio, par-
ticipando ler passado a excrcer este cargo no dia
21 do rorrete.Inteirada.
Oulro do engenlieiro cordeador, dizendo achar-sa
embarazado em drcordearSo Guiiherme da Silva
(iuimares, para edificar nm sobrado no ngulo do
norte da ra do caes do Pnsseio, pelas razes que
expendeu.A' commissgo de edificado.
Outro do solicitador, informando o resultado do
processo de Jos da Rocha Paranhos.Que se re-
menease a informaeao por copia commissao de hy-
giene publica.
O Sr. vereador S Pereira apresenlou o resulta-
do do exame que com o Hr. Joao Ferreira da Silva
e engenheiro desta cmara, fez as padarias existen-
tes nesla cidade, conforme foi por a cmara resol-
vido, sendo esle trabalho acompanhado de urna ex-
posirn assigoada pelos ditos mdicos, na qual de-
pois de largas considerarles sobre laes estabeleci-
Unenlos era relarao ri soa pusirao e eunstrurrau. con-
cluem afllrmando que nenhum ilelles preenche com-
pletamente as condiefles do respectivo plano appro-
vado^ nem pode s-lo avista do estado da edifica-
ran desla cidade, sendo por isso de opiniao que lodos
elles devem ser removidos do cenlro da cidade.
Appnnnn.se o trabalho apresentado, e mandou-sc
remelter com a exposi^ao comroiss3o de edificarlo
para com o engenheiro cordeador rever o referido
plano c propnr a remoran das padarias para luga-
res couvenicnlcs (ora da cidade.Foi approvado um
parecer da commissan de edificaran dizendo que se
devia responder ao Exm. Sr. presidente da provin-
cia, sobre a prclencjto de D. Eugenia Teixeira de
Mnura, no sentido da informarlo do engenheiro
cordeador.
Foi approvado, emandou-se remelter commis-
sau de saude para reduzir a postura, desiguaudo o
lugar para onde devem ser removidos os armazens,
o segainte reqaerimeato que fez o Sr. Gameiro.
Devendo esla camare cuidar em remover lodos os
focos de infeceJto, requeiro que sejam removidos os
depsitos de couros salgados que existem em arma-
zens dentro da cidade, mormenle os que se acham
as ras estrellas da freEaezia de S. Frci Pedro
Gon^alves.Cmara municipal em sessflo de 29 de
outnhro de 18.5*.Gameiro. .
Despacharam-sc as pelicOcs de Antonio da Cosa
Reg Momeirn, de Joilo tionralvcs da Cruz, de Joao
Francisco Pessoa, de Manoel Jos de Ponles, de Ma-
noel da Paixao Paz (2), de Manoel de Souza Tava-
res, de Mauoel l.uiz da Veiga, de Rosa Mara de
Serpa, e levantou-se a sessao.
Eu Manoel Ferreira Accoli, ofcial-maior da
secrelaria, a escrevi no impedimento do secretario.
Barao de Capibaribe presidente. Viaima.
Mamede.Gameiro. llego. Oliveira.S pe-
reira.
O finsiinento e a hypocrisia tambem tem veros-
milli.mra. Um homem pode fingir que ama, qae
tem virtudes; e quando he preciso, moslrar-se um a-
manle apaixonado, um viitaoso sincero.. He nislu
que consiste a naluraldade; mas o caplo Phebus
entendeu que, como nao amava Esmeralda, devia
moslrar-se.um perfeito espadachn). O Sr. Bezerra
j nao (rita, nem enche demasadameiile as boche-
chas para mostrar a voz sonora, mas ridiculariseo a
(al Millo a peraonagem, que pareca om soldado cor-
rompido pela devas-idao.
Foi a vez que vimos o Sr. Sena saber a sua parte.
Comprehendeu o papel de Claudio Frollo, e vimos
a volupluosidade selvagem do padre libidinoso em
(odas as suas proporcOeg, Cerlamenle havia natnra-
lidade no Sr. Sena.
A verosimlhanr;a e a naturalidad atajos caracte-
res essenciaes do artista, e se o Sr. Reja, quando o
papel de que se encarrega nao est as suas forcas.
leumas vezes infringe eslas regras, todava he um
dos artistas que mais se aproxima do Ideal de actor,
he quem de ordinario anima a representaran. A
crearlo de Quasimodo he o lypo da hediondez phi-
sca, mas siib esla monslruosidade humana existe um
corarani nobre, qae a miseria e injaslic, dos homens
nSb podem corromper. O Sr. Res eacarnou-se nes-
te produelo da civilisaQo, e a persenagem manifes-
lou-se em loda sua enorme fealdado phisca c na sua
pureza moral.
Falnrdel s poda ser desempenhada pela senhora
Mana Amalia, e a nao ser ella nSo se tera podido
dea da belleza da msica do Sr. Noronha.
a ~ _
a,agw= <
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5 5
!
te 1- 1- c-.o
oo- Nir5-ttw te ai- i-xxoo o 53
DIARIO DE PEIWAMBICO.
C0MARAC4 DE CAUKHUKS.
18 de outabro,
Meu amigo. Quando ltimamente fiz urna di-
gressSo aleo Ruique, pequeo povoadodesla comar-
ca constituido esle anno em sede de um lermo, par-
t do logar da mioha residencia as 6 horas da ma-
ntisa acompanhado de dous amigos : caminbei em
direcrio ao poenle. e em marcha lenta como roslu-
me e exigem os meus commodos procarei pousada
as 9 lloras para miro e para os meas companheirns :
a nossa bagagem segua-nos de perlo. Tinhamos
nercorrido apenas amas cinco leguas. Um poaco de
cf lomado antes de montar a cavallo, a Serra dot
Fojot, qae >ns eiperava ameac.adora a duas leguas
do nosso ponto de partida, qual gigante atravessa-
do na estrada afim de nos embargar o passo ;... in-
greme ;... escabrosa, erviram de estimulo a orna sof-
frivel disposiro para comer alguma cousa ; e, pois,
que assim o lizemos antes de jantar e pessimamenlc
abrigados debaixo de nm humilde ledo qae se nos
deparen na estrada, onde devoramos alguma vianda
metlido nos meas all'orges, posso dizer que almora-
mos, mas que almenamos muito mal: os meus com-
panheiros fizeram antes do almoro urna pequea li-
bacao em cognac.
-Nesse ponto ja havamos subido e desodo a men-
cionada Serra dot Fojot, no valle ao p da qual es-
ta a residencia do Sr. Manoel Jos Correa,pai do meu
amigo o Sr. Antooio Vctor Correa : pouco adiante
o riacho Mimozinho lamber os pea as nossas ra-
valgaduras: mandei armar a minha rede.c creo
qae dorm. Es I a vamos perlo do riacho Secco, pe-
quena torrente que desagua uo rio Parahiba e que
tmente corre nos grandes invernos. Dahi partimos
depois de algum descanco e ites ie entao observei
que novo aspecto nos olTercea nfln somenle o solo
senJo tambem a vegetaran. Nao vamos inaU que
planicies; era evidente que desciarnos das alturas da
Sxrra de Garanhans, onde esta assenle a villa des
le nome, para urna grande baca formada pela dita
serra e por urna eoedilheira que temo nomedeS.Jns,
e que nos ficava em frente: eram cinco horas da tar-
de quandoa nossa peqaena comitiva vigava, esla ul-
tima serra : o panorama que entao se descm tiimu as
nossas vistas era magnifico !
Deseemos a erra e fomos pernoilar a urna legua
de distancia em casa de um Joaqun) Antonio, alem
do riacho S. Jos. Mo eslava prsenle o dono da
casa, masa hospitalidade he a virlude dos sertane-
jos: meu pai pela manhaa tomn a ra carabina
e acompanhado de Rompe Ferro foi levantar urna
ausauarana, que ha devorado os nossos bezerros; n"
Urda em vollar respondeu-me nm moro que. eslava
acocorado a nm canto da casa e de qaem por acaso
indague) onde se achata o Sr. Joaquim Antonio, um
bom homem do meo conhccimenlo. Pasmei do que
ouvi. Ainda enlre ns he considerado um helio pas-
a lempo a caja deseas feras.e muitas vezes urna ne-
cessidade quando ellas dao para exterminar a cria-
C8o, os rebatiras : mas certo n3o ha commum a ou-
sadia do um homem, que s.ou apenas acompanha-
do do seu cao, vai afironUr ama fera em eu covil.
A dtscida da serra deS. Jos pelo lado do poenl*
he perigosissima, pasia-sc por urna estreita vereda
entre dous horriveis despenhadeiros; ora, durante a
tUMM jornadi de dia reuuiram-se a nos dous caval-
COMARCA DE G0IA!MA.
4 de novembro.
Erabora pouco haja a enfardar, achando-se a par-
tir pira esse logar um amigo, resolvi-me a dar-lite
com vista urna pequenjla remessa.'
N.lo pequeo ha sido t> trabalho que os curiosos
tecm lomado, allm de rhegarem ao conhccimenlo
qaem seja por ventura o rnica, correspondente des-
la comarca. Dzem uns, he Paulo; oulros, nao he,
sim Pedro. Emfim s"n tantas as sopposires, tantas
as pesquizas, tanto o afn a respeijo, que parece-me
brevemente ver a calva ao sol. Nao importa. Avan
te, avante.
Consta-me qae certo cajo, terminando a leilura da
passada, dssera, lie autor quem quer que elle seja,
individuo solteiro, pois que, quem farinha compra
deve justamente saber que o seu preco nSo he o
referido. Com cffeto que ilescoberta ? Que perspi-
cacia de rapaz '.' Se assim he qne se conhece quem
be solteiro ou casado est bem servido, pode limpar
a mao a parede. Agora j que lano anlielam saber
quem he este sea criado dire, dirijam-se ao cmara,
da Papa-tabaco, em sda espelunca, portas de Roma
d. pois que he o meu solut, tolut et unus confn-
dent, do contrario nerdem o seu lempo.
Ema passada olvidei-me referir-lhe mais algumas
oceurrencias. Relirando-se de ama partida s duas
da madrugada, pouco mais, pouco menos, um indi-
viduo ao chegar cm a porla de soa casa foi mimosea-1
do por um encaretadn com urna garrafa de tnla ar-
rcmesada ao rosto. Felizmente pode evitar as con-
sequencias de urna lal entrega, inclinando-se veloz-
mente para a porla. Al o prsenle certeza nao ha
da fonte perversa, dando-se apenas conjecturas. A
polica (ralou logo de vsloriar a victima, a dar as
devidas providencias.
Yamhem deu-sc um outro farlo, c nao pouco re-
vollanle.
Em occasiao qnepasseava por ama das mas desla
ridade, um moco foi agiredido por um sicario, e sem
mais prembulo foi lamiendo sobre seas lombos al-
gumas pauladas, das quaes pode safar-se em virlu-
de de concorrerem an alarido muitas pessoas. Di-
versas as supposices lamliem acerca deste farlo, em-
hoiM a aclividade da madama polica. Admira que
em urna cidade lo bem policiada (assim o digo, al-
lendcndo a om nao pequeo destacamento ; nao
paetuando as auloridades com os criminosos) como
esla, deem-se oceurrencias lao desacreditadoras !
Anle-honlem foi%um dia aziago, pois que constan-
temente os muros hronzes faziam-me recordar os
meus finado. De que luto se revesle esla cidade,
toda vez que os hronzes acham-sc em movimenlo em
um dia como o de 2 de novembro.
Por asora suspendo a penna.
Os vveres van soflrivelmenle.
O que de mellior ha na vida Ihe almeja
O rnica.
P. S. Langarn a paternidade da garrafada sobre
um individuo ha pouco fralado em urna coirespon-
dencia inserida no IVcAosui generisAlguma pro-
babilidade ha para que assim se diga. Outr'ura tan-
ta s;. uipalliia, luje lauta antpalhiao/i tmpora '.
oh mores !
{dem.)
COMARCA DO LIN0E1R0
2 de ovembro.
Foi capturado pelo destacamento volante em Fa-
zenda Grande, comarca de Flores, e acba-se reco-
Ihido cadeia, o assassino Jos Alexandre Gomes de
S, qne em selembro do anno pas-ado com mais
dous irmaos tirou brbaramente a vida de um infe-
liz pai de familia, qae pacificamente trabalhava em
soa roca.
correijao de ciganos feila pelo jnii de direito inte-
rino Nabor, com o que tiaslantc trabalho leve, pois
dizcm que atraz delles correo al o Eixo, distrctu
de P.io d'Alho; e com efleilo, deu urna busca coral
de maneira qde encheu a cadeia desses charos filhos
de Eva ; c para conseguir seus desejos alropellou os
puliros malulos da feira e seus cavallos, oh 1 que con-
fusao, virgem da Lapa! Porm ludo deu em vas
liarris, porque as cganas invadiram-lhe a casa, e
lano martelaram a paciencia do meu juz, que com
pouca demora mandou por ludo em lberdade, tom
o que la se foi ludo qua nio Marllia lio a; ainda nao
se pode saber da razao dessas prsOes.
No dia 28 do mesmo mez, pelas 10 horas da
noite, no lugar da Diaria, deu Jos Roflno, morador
na casa du juz de direilo interino Nabor, ama pisa
em sua mulher Rila, a cujos gritos chegaram varias
pessoas, c entre estas um soldado do deitaeamento,
chamada Cyrillo, que preudeo ao dlo Jos Rufioo
em flagrante, e tomnu-lhe ama faca de posta que
comsigo (razia o (al preso.
Foi tal confusao que chegnu o juz de direilo em
mangas de camisa, dzem outros que de camisa e ce-
roula, e lomando parle na fesla, tomn a faca de
pona csoltou sem mais ceremonia o seu sequaz e
prendeu o soldado para ser processado por crime de
faca de ponta, qaerendo assim emprestar ao soldado
o que era do seu afilhado. Nesse interm chegaram
us cadetes do destacamento, Bulhdes c Marilaiio, que
vendo o arbitrio da primeira auloridade do lugar,
fizeram algamas censuras a injusta deciao, que sol-
lou o criminoso em flagrante e prendeu o soldado ;
mas o uosso juz que he da pancada alia, c lem bas-
tante inlclligencia para saber o que faz, julgou-se
Ioro oflcndidn, e pedio ao delegado supplento Revo-
redo, que iie pao para toda obra, que mandasse por
ama ronda a noite, com o tiro de prender todo e
qualquer soldado do destacamento, que encontrado
fosse das nove horas em diante na ra *Se assim foi
pedido mellior foi exenilado; pois na noite de quin-
ta-feira apparereu a ronda do juz de direilo, com-
"m.amiada pelo inspector da >illa, e quando se apro-
ximou a guarda, a senlnella hradnu armas, e seu
eommandante mandou reconhecer a gente armada,
e como nao apresentassem ordem das auloridades,
nem u santo, na forma do cstylo militar, o eomman-
dante da guarda fez vollar esse grupo armado, nao
consenlindo que passasse na frente da guarda: po-
rm o nosso juz de direilo reputando oflendida sua
diguidade, requisilou em confnenle ao subdelegado,
Manoel Cavalcant da Rocha Wanderlej, urna torca
bstanle para desarmar o destacamento e prender os
cadetes cima ditos, dizendo que as autoridades li-
nliam ido afrontadas pela (ropa de linha : emquanio
uus negavam e outros afllrmavam a rinda des*a gen-
te, o liiiu subdelegado sem demora deu execucao as
ordens pedidas, e pelas 11 horas da noilc de 30 do
passado apresenlou nesla villa 150 homens armados;
e estes depois de urna pequena allocueao do juz de
direilo interino Nabor, se dividiram cm alguns gru-
pos e muilas vezes passaram pela frente da guarda e
destacamento, e esles nenhuma duvida nem reco-
nhecimeuto fizeram, por prudencia do capilo Jos
I. iz.aru de Carvalhu, que leudo bom corceo, nao
quz aggredir, esperando pelo resultado da I ropa do
juiz de direilo, e do subdelegado Wanderley, pois
para isso eslava lodo o destacamento prompto e pre-
parado para os repellir, e chama-Ios a ordem. Po-
rm caneados os laes malulos do grand promenade,
COMMIKADOS
Ilouve do dia 7 do passado mez de outabro ama' deram mdilos vivas a certos senhores do logar, e de-
THEATRO DE S. ISAREL.
Sabbado passado representon-se pela primeira vez
a/: Joanna Manco de Noronha e posto em msica pelo
compositor Noronha.
Ha pouco mais de tres scalos urna raparisa de l
annos, seductora de gracia e de engenuidade chama-
da esmeralda, a quem lodos reputara cigana e na-
tural du Egypto. passa a vida cantando uas ras de
Paris, cercada sempre de gente do novo. Phebus,
capilao dos archeros de el-rei Luiz XI, vio a rapa-
riga em urna de suas coslumadas reunies, finge-se
namoradu e procura seduzi-ia. O padre Claudio
Frollo que eslava apaixonado pela cigana faz todos
os esforcos para apossar-sedella, manda furta-la por
Quasimodo. sinciro da igreja de Nossa Senhora de
Pars, mis esle rapio malogrou-se.
Esmeralda desejando ler um protector toma Pe-
dro Gregorio como lal, n qual se dizia poeta e phi-
losopho, c publica que se havia casado com elle ;
masera virlude de certo talismn,qae ella traz com-
sigo, o simulado casamento s deve dorar 4 annos e
durante lodo esle lempo, ella deve conservar-se vir-
gem. lismeralda, amava somenle a Phebus, o qual
mais feliz que o voluptuoso padre, consegue delta
urna entrevista em casa de cerla estalajadeira cha-
mada Falur le. Phebus dirige se ao lugar da entre-
via!?, e encontra Esmeralda. O padre queja esla-
va occallo em um quarlo da estalagem desfecha
urna punhalada em Phebus, na occasiao em que esle
conversava com a cigana; Phebus cahe mora mente
ferido, lismeralda tambem caeh desraaada. O padre
que julga ocapiao assa-sinadn, alie com o fim de
denunciar a cizaa, como autora do delicio.
(Juasimodo que por urna fresta da porta espre-
tara loda essa scena, e que tambem amava Esmeral-
da entra, loma nos bracos a rapariga desmaiada, c
vai esronde-la na lorre de que elle era sineiro, ha
20 annos. Entao sabem que ella l eslava, c Clau-
dio Frollo manda rapla-la segunda vez por Pedro
Gregorio, o qual, na ausencia de Quasimodo, e por
mcio de astucias, conseguio tirar a cigana da torre,
enlrcg'ou-a ao furor animal do padre. Ella resiste
a todas as ameacas, e despreza lodos os protestos do
voluptuoso arcciiiago: este, perdendo todas as espe-
ranzas de fartar a sua brulalidade, vai denunciar
Esmeralda ajusticia, e no enlmilo enlrega-a Gu-
dula, urna louea que odeia cruelmente todas as
cganas, porque urna tiestas mulheres, ha 1.*i annos
ponen mais ou menos, havia-lhe furlado urna II-
Ihinha.
Emquanlo o padre lu denunciar Esmeralda jus-
lCa. a cigana faz esforcos inauditos para separar-se
das mos de Gwlnt'i; ma- a Inora ., nada cede, e
jura vingar na musitada feiliceira, o mal que Ihe
causara a cigana que Ihe havia furlado a filha. En-
tao Esmeralda diz-lhe que lamliem fora furtada em
crianra por una cigana, mostra-lhc o talismn que
trazia comsigo, o qual era um sapatinho encarnado ;
(ulula confronta o sapatinho com oulro que linha,
c reconhece que Esmeralda he a sua filha furtada.
Esmeralda he coudemnada a morrer queimada, a
seutenra vai ser posta cm eieeacalo, entra Phebus
trazcudo o ponan de el-rei, Esmeralda he posta em
lberdade, e final i- --o a peja.
Nao ha nada mais incompleto do que esla catas-
troplie.
Nao ha quem nilo conheja o bello romance de Fio
lor Hugo, que tem por titulo Notre Dame de Paris:
foi essa obra prima do cantor du Fogo do Cea e do
Ultimo Nacarino, que mnislrou o assutnplo e os no-
mes das personaren- ,i rompn-icfin da senhora Joan-
na Manco; mas nao se encontra no vaudeville nem
as Mluai.iies dramtica-, nem as peripecias, nem a
vcrosimilhanca do original : a bella r uirep^lo da
musa franceza foi cnmplclamenle sacrificada. A m-
sica que 111 u un i a o drama lie o producto de urna fe-
liz inspirarlo, mas nemconstitoe urna opera cmica,
porque n,1o tem as prepurres requeridas, nem con-
vm ao vaudeville, porque he de urna execucao di-
fcil, a qual excede as forras de urna companhia dra-
mtica.
A crearlo de Esmeralda eslava no carcter da se-
nhora Or-at. mas infelizmente a nalureza da sua voz
nao Ihe permi'te tirar vantagem neste genere.
fazer
Sempre que a senhora Amalia encarregar s d'epar-
les desta ordem, ha de lirar vantagem de sua habi-
lidade.
Pedro Gregorio he um deises caracleres a qaem o
bem e o mal sao indillerentes, e que se tornam im-
passiveis as emocoes da ternura e do amor: vivem
niaclunalmcnte; e o Sr. Monteiro Iratou bem ma-
chinalmentea sua personag6m.
' Gudula he urna creacao insignificante, e alhi dis-
so a senhora Maria Leopoldina eslava Uo defluxada
que quasi a desconhecemos.
O Confiante.
Em oulra occasiao c por esle mesmo Diarto nos
animamos a emillr as ideas que nos occorriam re-
lativamente aos meios de remediar, ou minorar as
repelidas seccas a que he sujeita a provincia do
Cear e viafrha*. Deduzimos essas ideas do conhe-
cimento qu tivemos daquella provincia durante
sele annos que all residimos da primeira vez, e por
ter percorrido-a varias vezes. Agora tornaremos ao
mesmo assumpto, convidados para isso pelo que
disse o Exm. ministro do^imperio em seccao de 12 de
jnnho da cmara dos deputados.
Se bem nos recordamos do que oulr'ora dissemos,
atribuimos a frequencia das seccas na provincia do
Cear nestes ltimos 60 annose as provincias visi-
nlias a leste e ul, derriba do arvoredo, j para
edificaces, j para o planto do algodno e legumes,
e principalmente s qneimadas para abertura de
pastos e fundaran de fazendas de gado, e consequen-
le desseccamenlo de verlentes, lagoas, e solo ; esta-
do esle que cm vez de ir a menos, cada vez mais
se aggrava, e gradualmente se assravar com o aug-
mento da populacho. As razoes que livemos para
assim d correr foram constante noticia dos velhos nas-
cidos e habitando sempre all, qae afiruiavain nao
serem' antigamente as seccas tao frequenles e leni-
cis, como de 1792 a esla parte, lie resra cons-
tante e sabida, que o arvoredo cobrindo a trra e
abrigando-a da inicnsidade dos raios solares, conser-
va a humidade, assim como elle he o mait podero-
so conductor das chuvas ; e tanto assim qae se des'
enmpar-e qualquer vertenle por copiosa que seja,
ella minguar logo de cabedal e afinal estancar.
Nem por eslas razoes desconhecemos de qne urna,
oa oulra vez, no correr dos lempos, possa sobrevir
urna secca como a de 1792, ndependente destes
fados, e s que em paizes onde as estaques sao regulares, e nao
se dao as circumslancias peculiares ao Cear e visi-
nhas, lem apparecido seccas desastrosas, mas esta-
mos convencidos lamhem. que nesses paizes, se elles
se achassem no estado escalvado da provincia do
Cear, muito mais graves seriara os males resultan-
tes dessas seccas.
Arrred tamos pois, vista do quo expendemos, que
o remedio dever ser urna reslituicao Uto completa
quanto a possibilidade comportar, das condirOes em
que e homem achou o paiz anles de povoado ; islo
he, vestido de arvoredo e refrigerado com aguas de
represas.
Nao he de dflicil exertic,ao, nem de avultado dis-
pendio para o Estado semelhanle resultado. Nesse
communicado de que fallamos, occorreu-nos os se-
guales meios. Ordenar as cmaras da* provincia
a factura doumassude pelo menos na cabecil do
municipio, devendo-se no caso possivcl construir
mais um em cada povoado do mesmo municipio.
Conceder' ao fazendero, que na sua propriedade
fabricar um assude de grande, ou determinada re-
presa, abalimenlo de 50 % no pagamente do dizimo
do gado dessa fazenda, e isenro de recrutamento
para seus filhos. Aquelle fazendeiro porm qae sen-
do Sr. de 3 fazendas em todas lizer assude. alm dos
referidos beneficios dever ser agraciado cora urna
dstincc.io honorfica, e esta ser elevada em propor-
r.in de maior numero de assndes.
Minios no os beneficios qne desle systema van re-
sultar s provincias, porque necessariamenle qual-
quer fazenda no serian, que possue um assude apro-
veita as condicajesdo terreno para a agricultura, j
fazendo rossados, plantando legumes e algodao, ja
arvores de fruclos; e porque o lempo empregado
pelo serlanejo ao tratamento do gado, seja o da
quarla parle do anuo, quando muito acontece dcs-
appareccr a ociosidade, um dos maiores inimigos da
moral daquelles homens, urna vez que n'um assude
elles possam empregar esse lempo devolnlo; ga-
iihando assim a sociedade, alm do mais, melhores
rnstome, mais robustez nos individuos, augmento
de popularan, cxporlacao de legomcs e grande co-
pia de algodao, e economa no consumo do gado
deque alias o interior ou senao faz exclusivo ali-
mento : sendo porm o criador agricultor tambem, a
base de sua sustentarlo, em vez de ser a carne de
seu gado, sao os fruclos e legumes do assude, e o
peixc que all abunda sempre, alm do regalo de
ler em lodo anno leile e seus composlos, com o que
economisa numero de rezes, que manda ao mercado;
e amacia os inslinctos e ndole de seus filhos.
Ninguem ignora que a mortandade do gado em
lempo de seccas lie mais devida u falla de agna do
que falla de paslo, porm tambem he certo que o
gado da fazenda que lem assude nao morre sede,
nem Ihe falla Uo cedo o pasto, por se renovar es-
te as cercauiasdo assude, em razao da frescura da
Ierra, por ter maior abundancia de rama, que al-
l brota mais cedo, c onde os umaris e juazeiros sao
mais robustos frondosos.
Alguein nos objectara a impralicabilidade de le-
vanlar-se acudes cm muilas localidades, por falla de
gargantas em oiteiros, por ser o terreno de varzeas
dilatadas ele. Responderemos que muilo poucasse-
ro as fazendas nessas circumslancias ; porque ne-
nhuma varzea existe, que de espaco nao se encontr
o leto de um riacho, que n.lo possua lagoas ; cm
quanto ao prsenle caso, atravessado o riacho, ou
com um paredn de pedrae cal, ou cora um pisso de
pissarra, como alguns vimos, lem-se otvtido o ar;ude.
No segundo caso he bem simples o meio de levantar
as bordas dos alagados, e profonda-los, sendo preci-
so. ltimamente ha o recurso anda dos poros arte-
sianos, meio bem simples e seguro dc'.er abundancia
d'agua, mesmo nos paizes mais ardenles da Ierra :
mcio que assombra nao ter sido posto cm pratica em
nenhuma das provincias do imperio, c cuja despeza
he insignificante cm comparadlo do inleresse que
delli resalla.
Aconselliando, romo acnnselhamos a factura dos
aro h-- nao excluimos os fazendeiros da obrigacaode
plantar numero cresedo de arvores, nao s dessas.
queauxiliam a conservadlo dos gados, como ainda
aquellas indispensaves para a edificaran, aliaras,
e corlumes.
Estos meios pois.ja prohibirn, com penas de quei-
mada ; a rauah-ar.io dos poucos rios nolaveis des-
sas provincias, darlo, quando nao remedio absoluto,
ao menos diminuirn as grandes perdas causadas pe-
las scrcas, c evitarlo a fume de que perecen) cente-
nares de crealuras humanas. Nao havendo urna s
fazenda no serian sem a/u le. estamos cerlos que os
serts selornarao o mais ameno, saudavel, rico c
populnso pe I aro de todo o Hra- ; lurnar-se-ha, sem
hx perh'ilc, um verdadeiro Edn ; e se ao que dize-
nios se accrescentar a canalisacao de Jaguarihe, Cu-
ru c Acareen' na provincia do Cear, do Assu' no
Ro Grande, e da Parahiba nesta provincia a me-
thamorphexe subir de ponto.
Apesar de sermos cnthusiasta por lodos os melho-
raruenlos das proviucias do norte, nao estamos ac-
cordes com a idea de eucanar-se o rio de S. Francis-
co em direccao ao Cear entrando no Jaguarihe ;
por vanas razes ; 1.a porque a despeza de obra 13o
gigantesca importara muilas vezei a de urna estra-
da de torra parlindo- do Juizeiro, onde indar es-
trada de Pernambuco, e em frente da estrada da
Baha : e em directo ao Cralo, oa Jardm, e dahi
ao lc e Aracat. 2.", porque o commercio de ex-
portado de rio cima consiste em gneros de prediie-
jo Umbcm do Cear,algodao, tabaco, toaci|uo caf;
nao poderiam all sar consumidos, e exportados pelo
porto do A raca ti, deverao carregar a despeza de trans-
porte para Pernambuco, o que faria elles seguirem.
em direilura esla provincia pelo'camnho de ferro,
com economa dequelle accreseimo de despeza. 3.*
porque 0 beneficio das aguas deise ro seria limita-
dos n margens do rio, alise que lem sempre asnas
nos pocos do leto ainda as seccas mais rigorosas,
e acontecera qae aslez.riat, oa chamadas vazantes,
que as encgeolea de invern o .rio fecunda, e sle
cultivadas no lempo secco leariam inutilisadas ;
obtendo-se apenas de Uo horroroso dispendio a sim-
ples caiialiar,lo do Jaguaribe al a Forquilha, Ires
leguas disUnte da cidade do Ico, e navegar-se na
direccao do Inhamum algumas leguas. 4.* nao sendo
o commercio do Aracaly de primeira mao, mas todo
extrahido daqui, nao encontraran) os habitantes das
cabeceiras do rio de S. Francisco o sorlimenlo de
fazendas e de mais gneros que precisassem, nem Uo
pouco pelo preco dtsla cidade.
He quanto nos occorre por ora dizer sobre as sec-
cas do sertao, razes que as tem lomado frequenles.
e meios que acreditamos valiosos para remediar
quanto he possvel os estragos dellas.
Emqnanlo porm i opiniao do Exm. ministro do
imperio sobre os auxilios devidos a agricultura, le-
remos de pedir-lhe venia para nao sermos de sua
opiniao, e pasa qae mellior sejamos entendidos se-
guiremos a ordem por elle observada, quando cofn-
bateu o parecer do Exm. S e Albuquerquc digno
deputado por estsvprvinci. Diz S. Ex. o No
meu entender bao procedido bem (os ministerios
transados a na parte de nao ler o govertJo intervindo
directamente afavor da agricultura) j por maio do
auxilios pecuniarios concedidos a lavradores ; ji por
meio da ditlrbuico gratuita de machinas e ins-
trumentos aratorins, ou por outros semclhantes; por
que no meu entender bao procedido bem nesta par-
le, porquauto a intervengo directa do goevrno
alm de contraria aos priucipios da scicocia, seria
oeste caso mlica/, e carrelaria mesmo bastantes
inconvenientes. n
Em nossa humilde opiniao, porm, seria til e ef-
ficaz a intervengo do goveroo a favor da agricultu-
ra, se elle sem eslipendiar qualquer lavrador, sem
Ihe adianlar instrumentos oratorios promover pot
oulros meios, mesmo directos os melhoramentos e
conhecmentos pralicos: e creo qne proprio Exm_
ministro nao negar a efllcacia da exposico dus pro-
ductos aurculas e dos premios nessas occasies. Nao
negar a eflleacia de luirlos, ou fazendas normaos,
alimentadas e administradas pelo governo, ou por
ele promovidas e dirigidas por sociedades. Nao ne-
gar, estamos certoi, porque se o fizera cahiria na
maior contradigo apadrinhando-se alias no qae ra
pela Europa, quando precisamente he este o modo
de proceder all nos paizes. mais civilsados. Ainda
por oulra razao cahiria S. Exc. cm contradicho a
fados contantes, e que S. Exc. nao pode ignorar.
No Rio de Janeiro mesmo, esse chamado Jardim Bo-
tnico da Laga do Freitas, quantos bens tem espa-
ihado naqueila provincia e as do Sul : ser de pe-
quea monta a acquisirao e propagaran do cha f Ac-
quisicae, qae alimenta j anillados nteresses, e cons-
litue um dos ramos de consumo ronsderavel no
paiz 1 Em Pernambuco vimos nos esse governo an-
ligo acensado de pouco interessado no progressodo
paiz fundar um horto, em demasa mesquinho, em
lerreno poaco apropriado e acanhado, alimentado
srdidamente ; entretanto apezar dessa miseria de
existencia a elle devemos alm de outras especiili-
dades, o cardamomo cm demasa propagado, a pi-
menta da India, a arvore da frucla pao, a lamareira,
o hjlimbi de duas especies, a caramholla, sag, o
sapoli e oulros producios vegeaes. Tudo is(o mes-
quinho como foi, produzio beneficios de que actual-
mente gozamos, e do progresso, da lberdade de dis-
ponaos de nossos meios que lem provindo ? a venda
desse mesmo apoucado ninho de muilos melhora-
mentos agrcolas.
S. Exc. se reflectisse no que dizemos, nSo exclui-
ra tao terminantemente o governo da obrigacao de
concorrer directamente a beneficio da agricultura.
Era, e ser sempre da obrigacao do governo de as-
salariar botnicos, e designar-Ibes cpccalidade de
producios nossos, para serem estudados, condecidos
e aproveilados. A par desses vegetaee do dominio,
da grande agricultura, outros ha para auxilio mesmo'
della, do que nem fazemos uso, nem Ihes podemos
avalar o presumo. Ninguem ignora quanto sao ulcis
erendososna Europa os prados arlficiaes, porque
all nenhuma fazenda pode medrar sem o soccorro
dos animaes, j para a charra e condueles, como
tambem por causa dos estrumes para alimentar con-
venientemente esles animaes, sendo as propriedade*
circumscrptas, como o vio sendo os engenhns, se-
meam pastos e os varfam para occorrer tanto asesta-
res como mellior nutrirn dos diversos animaes
de qae precisara ; e assim semeam a luzerna, o apr-
celo, o isatis, diferente leguminosas, blerraba, e
at nabos. Os nossos brutos nenhuma allenro recla-
marao, nem reclamamos por muilo lempo se assim
ncolinoarmos; ese nesla parte da sciencia forera in-
terpelados os nossos lavradores respondern : qae os
seas bos, os seus cavallos nao precisan) de quem se-
me para elles, porque os campos dao capim sullici-
ente, e se qoizer-se ver esses animaes de servro, o
qae apparece to ohjedos mais proprios para o eslu-
do da anatoma comparada, do que para os pesados
serviros da lavoura.
Alguem lalvez nos queira anlepdr os plantos de
grama de Angola vulgo, capim de plaa, masessa
resposta nada objecla ; porque essas plantarnos ainda
nao foram fritas como alimentario indispcnsavel das
propriedades ruraes, um pequeo pedaco plan-
lado he para o cavallo eslimado do proprielario
he quando muito o qae se encontra em al-
guns engenhos e nao em lodos, e essas plaa-
les de capim em maior escala na proximidade dos
grandes povoados, lem por objecto a alimentaran dos
cavallos desses povoados, e nao dos cavallos e mais
animaes da lavoura.
Minias sana plantas agrestes que possuimos, e o
homem pode cultivar em grande para suslcnlo dos
quadrupedes empregados nos campos, j gramneas
leguminosas e nutras ; mas para serem condecidas,
adoptadas e distribuidas conforme as condieces do
lerreno, he indispensavcl que haja pessoa adaptada
que conheca,esludce ensine esla especialidade; e nao
ser da obrigacao do governo eslipendiar pessoa com-
petente para este fim 1
Na Europa os mclhoramenlos agrcolas nao care-
cem tanto da iiilervcnraodo governo; como enlre nos
porque all as distancias, que separara os estados,
provincias e habitarnos sao conterrneas e contiguas;
e nao se d, por cxemplo na Hollanda um melhora-
menlo na agricultura, que de visinho a visiuho em
poucos annos nao percorra a Europa toda: enlre nos
muilas vezes um dabitante da provincia he mais ex-
Iranho ao que pratica oulro seu comprovinciano do
que a um meldoramento recente inlroduzido na a-
gricullura da Alemanda ou da Franca e sabida pela
publicaran de qualquer peridico. Temos pois mais
esla razao para combater os principios da sciencia
envocada pelo Sr. ministro do imperio, que muilo
bem perceber, que esses principios da sciencia, qae
possue, foram cogitados para oulros paizes, e que la-
es principios nao sao absolutos. Temos tambem que
o auxilio do governo, em vez de aranh.ir a indus-
tria, romo S. Ex entende.em vez de lirar o incenti-
vo emulacao, fonda e crea iuduslrias,.e eslabelece
o nico meio de emularan possivel enlre nos: no
que nada lia de novo, e contra os argumentos do no-
bre e esclarecido ministro, he boje praticado em lo-
dos os estados mais cultos da Europa.
Somos da opiniao do Exm. ministro do imperio
sobre a indispulavcl necessidade de promover as vias
de cummunicac.oi, e c-lamos convencidos de que lie
um dos mais poderosos meios de desenvolver a agri-
cultura ; mas pela maueira porque S. Ex. se ex-
prime, nos convence, que be preciso baver agricul-
tura para poder ser desenvolvida; he necessario que
exisla anteriormente. Temos f de que algum dia
haverao caminhos de ferro : de que algum dia a e-
migruc.ao augmentar o n. de bracos precisos para a
agricultura; mas quan,4o.;ri isso, e ainda agora s
na corle se romeron un rudimento, avullando all
cabedaes, intelligcnel, e vontade Se ainda ale ho-
je a cotonitacao niio nos den um miie-imu na razio
de nossa popularo'.'
Para tratarmos de moldurar a nossa nica indos-
Ira creando escollas de agricullara Iheorira e prati-
ca. devemos esperar que os pontos cultivaveis do
paiz sejam atravessados por estradas de ferro para
condueco dos generes au mercado, sejam povoados
de colonos europeos. Se tanto esperarmos, Exm. Sr.
esla gerasao e mais duas o faremos debldt.
Pergunlaremos a S. Ex., com o mais profundo
respeito, parque vias ee tem caadazido, se condozem
artuslmenle, e se conduzirio alaos laes caminhos
de ferr os producios de nossa agricultura. senSo
por esles qae possuimos? Pois se por etles em car-
ro de eixo more), eem cootasda cavallos, secondu-
iem lodos oi-genero de consumo a eiportacao, co-
mo n3 memoraremos desde agera ee por meio das
eolias de agrieullora apprendermo* a fabricar me-
Ihoret carros, a alimentar melhor os bos e cavallos,
que ee puxarem. n agenciar par eU fim rae^s a-
propriada, e a cultivar gneros de mais avullada
prodocejk) e menor volme?
Qu tabernas ios de egrienllura, rolina de-
r-ituesa e a raals da* vezes oncela, *regras ma
comesinhas; por exemplo, derribar sobernas matas,
queimar as madeiras preciosas derribadas para plan-
tar milho, feijao, mandioca, delxando campos des-
manejadbs, e onde estes vejelaes produzlratn, sem
lantd traliallio, sem Unto prejoizo, se a vicosa vege-
laco que oa rerette fosee enterrada pele arad, ou
pela enxade, e assim admiravelmante estrumada a
lavoura. O que abemos nos das telendas auxiliares
e preparatorias? Nem as eooheeemoe de nome. e
lano assim que se se fallar mor parle de nossos la-
vradores em Geolesia Geodaea, Teednologia Horti-
cullura elles se julgario cascados.
Que a expensas de tofre geral devem eer creados
dous cursos completos de agricultura, e au a expen-
sas das assembleasprovthciaes, he sem duvida, e nem
pode enconlrar-se a razao de admittir e estado a o-
bi igarao de estipendiar des* conos de ciencias ju-
rdicas, daos desciencias medicas de maOiemalicas
etc., e repugnar o m.Ts til necessario e obrigatorib.
Nao nutrimos a opiniao nem o desejo de ver crear-se
escollas de agricultura em todas as provincias; por-
que assim como quem estada direilo, medicina, on
mathemaflras vai as provincias onde os cursos estn
fundados; da mesma sorte, se dous cursos de agricul-
tura se fundassem, om para as provincias do sul, e
oulro para as do norte, all iriam oe propostos, e qae
viriam a'sr mais numerosos do que os estudanles
de direilo, de medicina, oa uiathematicas; nio s
porque destes j muito abunda o Brasil, como por-
que o corso de direilo habelita apenas para a magis-
tratura e advcoacia; e de medicina para ella o-
mente.e nao ajsima deagricoltura.qiie alem de agri-
cultores consumados, prodoi naturalista, ehimi-
cos, pbisicos, rrredicos veterinarios, agrimensores,
mecnicos ele.
Dessa rolina de qne fallamos nio ha razes ou ar-
gumentos por mais cordatos e pUuaives que postara
desviar della nossos agricultores, relos e somenle
factos poderao raagar-lhes a renda; e como crear es-
tes fados, seno hnaver ama escolla pratica onde el-
les vio apalpar as verdadeedescoberlaspela edencia
e pela arle? Ora se a respeito,por exemplo, da can-
na, do algodao, do (abaco, caf, mandioca ele., islo
accontecer como cujlvrao elles o trigo, a amorei-
ra a rubia o pastel a os demaia'vegeUe a inlrodimr
no paiz, se coitados, nem esta rotina nossnem em
quanto a esses productos?
Do que temos dilo concluimos pois, qae o gover-
no geral cuuipre, quanto ante* dar oimpulto e apla-
nar as vias do progresso] desde j creando os cursos
de agricultura, promovendo sociedades, que admi-
nistren) e derijam as escollas pratica*: animando e
concorrendo para as emprezas dot caminbot.de ferro
cannalisafao dos res e colonisacao: alem da crear.io
de bancos de emprstame agricullara, ama das
necessidades mais palpitantes; alias seria querer que
o carro ande adiante dos bos.
Somenle os desejos que temos de ver a nossa agri-
cullara sahir da miseria em qae te acha no* impel*
a oflerecer as ideas expendidas, e que nanea nos a-
bandonam ; oala nelUs. te encontr alguma cousa
de utiljdade, desculpando-ee com tudo nossa animo-
sidade. p. Meuna.
CORRESPONDENCIAS.
Srt. Redactores. I.i urna correspondencia as-
signada pelo celebre Joflo Ferreira Leile, herjjfbem
condecido na comarca do Bonito, e publcada'em seu
ronceilundo Diario n. 208 de 1-2 do mez passado.
qoalrespoudo:SendoJmeesse bllre devedor daquan-
lia de -J009 de que assignou lettra cm o da 7 de a-
bril do correle anno, proveniente esse debito de
urna transacao em que lbe vendi algumas qootas-
partes, que no valor da escravaSabina me eoobe e
aos meus irmaos Jos, Honorio e Joao, em aventa-
rio por morle do nosso pai, premedilou es*e)^Yellia-
co nunca solver o cu debito ; e oilo dias apenas de-
pois de assignada por elle a dita lettra exprimia-se
da maneira qi'e Vmct. verau do documento junto
oh numero 1.
Findou-se o prazo qoe conced a esse meu deve-
dor para eflluar o meu embolso ; mas elle a este
lempo j se havia moito frescamente cenado para o
Cariri: foi entao que cedeudo eu bem fundada
apprulicnsao de que nunca jamis poria os odos no
diuheiro que esse enfatuado bigorrilha me devia,
mandei imprimir o annunco relativo a essa divida,
a que se refere o dilo Leile: finalmente moitos dias
depois da publicarlo desse auouneio ped a meo Ir-
mao Joao, que entao se achava em Pianc, qoe aper-
lasse com o meu Joao Leile afim de embolsar-me,
o_que difllcilmenle leve xito medanle a interven-
Ca3o de Pedro Leile, pai do meu devedor, que nao le-
ve pejo em mentir descaradamente .quando asseve-
rou em sua dita correspondencia qoe eu Ihe era de-
vedor de 709 rs. Eis o que em verdade te passoo
acerca do faci m questao.
Cumpre-me agora defender-me de duas graves in-
jurias que me irrogou esse homem desalmado. Bn
poderla fcilmente exhibir allestados do mea com-
portainanlo, como he coslume fazer-se, tanto,em
qjalidade de funecionario publico senao tambem co-
mo particular, nao em resposta s invectivas desse
mizeravel,masem altenrao ao publico a quem com-
pre acatar ; nao me hegariamestas provas do concei-
to de que lenho a fortuna de gozar aquellas pessots
na sociedade, das quaes vivo e com quem maniendo
relarnes, sempre honrado com a estima de lodos;
mas tirara isto para quando de novo for insultado,
como infelizmente espero, por o mencionado Leile ;
entretanto dire que bemeonhecidosoo nesta comar-
caonde lenho familia e casa, eha pouco conspurcada
pela presenta desse mesmo que hoje me injurie em
toldas publicas, nao como esse homem qoe insina
o mea iaimgo, que faz conaislir seus recursos no
bacamarte, pois que resido nesta villa em face de
todos e das autoridades nesta poca de lo severa
repressao, e vivo em paz; itSo como um homem tem
probidade, como qoer este traficante, mas til qoal
sou. leudo meu cunhado o Sr. Paulo Francisco de
Arroda Travasso permutado a meu pedido em Ma-
cei urna mulatinlia. escrava que foi do ex-delegado
desle lerme o Sr. Manoel Pereira des Santos Rocha,
para rupi transacralo aehava-me habilitado por um
meu amigo que a rerebera era pagamento do dilo
Sr. Rocha, Taor um escravo africauo de nome Gaspar,
foi esle escravo vendido ao Sr. major Po Vallenca ;
este senhor arrependeu-se depois de algons da* da
compr* que ultimar, allegando que o escravo era
behado mi doodo, ( nada diftoera ) e propoz-me que
o accilasse, a que difiicilmenle annui : nunca esse
escrava esleve na cadeia desta villa, dondeeo furti-
vamente o tirasse como insina o mencionado Joao
Leile, e a esle respeito oflereco o documento sob nu-
mero 2; nenhoma ra f presidia a eesa trantaeco
de que muilas pessoas tiveram sciencia ; e, poU. per.
mitta-ine r dilo Joao Ferreira Leile qae eolhe diga
em frenle dessa mascara de lodo, que nos oulros hu-
meas se denomina Tace que mentio quando
avancou que eu tirei o escravo em questao da cadeia
de Garanhuns.
Quanto ao fado que me attrbue de haver eo apa-
nhado e mandado vender no Rio de S. Francisco
dous escrotos alheos, do que exittem mulle* pes-
soas sabedoras, nada em verdade posso dizer em
minhadefeza, senao que ainda urna vez mentio ; por
qirantosoii inteiramenle alheio a semel'ianle iropu-
l.i(ito, em que o dito Leile poderia alevosamente r#-
volvero meu nome se por ventura esse ".^1,, exlslissc,
e eu por qualquer forma livestt nelle participaran.
sea tanto rhegatse a miaba miseria ; mas esse mise-
ravel, repito, no intuito de desacredilar-me nao fez
mais do que ax anear um* completa falsidade: desafio
a esse calumniador para que cito nomes e narre cir-
cumslancias, ponha em relevo a minha culpablida-
de ou falla de probidade, e entao Ihe respondere.
Quer o afamado Joao Leile saber que direitos lem
ao titulo de hroe ? Oura:
Conhece um rapaz, que junto a povoacao de S.
Thom, termo de S. Joao na provincia da Parahiba,
violentou urna senhora casadae acoutecendo appare-
cer ento o marido foi ferido a IraicHo pelo referido
rapaz com um tiro de pistola. Je que 1 lie resultaran)
don fenmenlos de chumbo no peilo, sendo que o
mesmotiro foi malar a urna crianza filha desse infe-
liz?
Sabe quem foi qae eslnprou um* interessanle me-
nina filha do finado A. R. L. morador que foi em
Paje ?
Conhece o vil espoleta que mediante 6009 prenden
na comarca do Bonito em dias desle anno a Manoel
Charla.assassinodo infeliz e digno fazendeiro Amaro
da Costa Romeo, devendo antes concoirer sem esti -
pendi algum para esta accao, cojo mrito deslruio
pela insaciavel sede doouro?
Condece um velhaco que lendo pedido lia pouco
lempo nesla villa a diminuta quanlia de 309 por em-
preslimn, de que se Ihe nio exigip clareza alguma
por nimia cmiancaaqueUo mal corresponden, lexe
cara para negar-se indrinniarao da quanlia em-
prestada por inleiro, ficando-te vergoiihosameiito
com 109, do que ha lestemunhat?
Conhece outro velhaco que na villa do Bonito pe-
dio a alguein lambem por emprestimo 609 e calole-
ou ao amigo, do que he (esterauntia o Sr. Jos Mar-
Iiniaiio ila Silva morador nesla comarca ?
E dir ainda este bllre em vista do exposlo. qae
o (iluto de hroe que com Unto jus adquiri, be mal
ctbido ?
Sirvam-se, Srs. redactores, urna vea qoe publica-
/
I
\
\
1 til I
II


y
ram a correspondencia de Joao Ferreira Leite, a que
me refiro, dar publicidad* tambera a esta (oseas
linhas, o que sobre mancira penhorarn a este que he
de Vmea. muilo aliento venerador criado Ma-
' noel de Carcalko Furlado.
uraohun 2b de uutuliro do 1854. (Eslava reeo-
nhecida.)
OCMKNTO N. 1.
Illm. Sr. Manoel de Carvalho Furlado. Em
retosla a prenda carta de V. S. datada de 24 do
correle mez, ttaho a declarar que no lugar do Ser-
role dos Bois comarca de Caruaru,deu-se entre mim c
o meu amigo o Sr. Joao Ferreira Leile ama con-
versa, em que este me disse, saliendo que en parta
para esta villa, que ea por Iransacco alguma ace-
tasse em pagamento urna lellra de 200 que o dito
meu amigo Leite havia urna semana poaco mais ou
menos passado a V. S., poique elle Leite eslava dis-
posto a nao paga-la,aventurando euao dito meu ami-
go l.eite alguma reflexaO sobre este procedimeDto
responden-rae o Leile : nao 90 importe com mi-
nlia vid, que he urna vin janea que quero lomar : c
nao me disse que V. S. lio devia quaotia alguma:
disse-me inais que eslava .le partida para o serlao,
onde esperava por V. S. afim de dar-lhe nm conhe-
eimenlo. He o que tenho a declarar a V. S. em a-
nono da verdade, que se passou. entre mim o dito
meu amigo Leite, poden.lo V, S. fazer o hso que
quizer desta minha declaracSo. Sou d* V. S. patri-
cio, retptilador, obrigado e criado.Severno Fer-
reira da Silva.
Viila do Bonito, 28 de aelembro de 185*.
DOCUMENTO N. 2.
Diz Manoel da Carvalho Furlado, que a bem de
seu direito llie he mister que V. S. mande ao carce-
reiro da cadeia desta villa, que certifique se em al-
gura lempo esteve recolhido dita prisao algum
africano ou eacravo qualquer a requisicao do suppli-
cante ; e como seja uecessario despacho de V. S.
Pede a V. S. Ulm. Sr. rapilAo delegado de polica
d este termo, Ihe delira como requer. Villa de Ga-
ranhuns 27 de selembro de I*. Como requer.
Delegacia de Garanhuns 27 de selembro de 1854.
CamitSo.
Em cumprimtnlo do respeitavel despacho do ea-
pitao e delegado desle termo certifico, que revendo
04 livros dos assentoa existentes em meu poder de
nenluim desses ronsla havur o lapplic.intc em lem-
po algum rerolhido eseravo nenhum de pessoa que
a elle Cosse entregue, he o quanlo possacerliliear em
f O calec-eiro, Affomo Maranhao de Sobral.
DIARIO DE PERNAMBUCO, TERQA FEIRA 7 DE NOVEMBRO DE 1854.
3
Meu bom amigo. Nao ha da, ou pelo menos se-
mana, que nao seja signalada for algum facto es-
trondoso do delegado 1 Parece que elle nao acha
um dique a aua immoralidade .' Na que Ihe ocre-
vi em dala de 20 do correle, depois de euplicar-
Ihe o que Vmc. me pergunlou, Ihe fiz ver a manei-
ra, peta qual Firmino Nery Goncalves pode escapar
a emboscada, em que estavajo delegado, se bem que
ficon baleado o individuo, que aquelle Firmino con-
duzia na carupa do seu cnvallo. Eseapou sim, co-
mo Ihe disse ; porque n sorle o destinava para vic-
tima de oufra emboscada. Chegou o da finalmen-
te ; hontein pelas quatro horas da larde Florencio
da Costa Palma, inspector do qnarteirao dos Tan-
ques, homem assassino e perverso. Anido a dous
lilhos, e quatro sobrinhos, todos da mesma estofa,
eroboacaram-se no ramuih i das Lagens para as Em-
burana, por onde linham de passnr aquelle Firmi-
no, e seu irroao Firmo Mery Goncalvis.. Apenas
estes infelizes chegaram ao ponto da emboscada,
um delleg recebeu um tiro no peilo ; de seguida,
bouve fono de parte a parle,rcsultiudo ficarem mor-
a* Firmino, e Firmo, e lambem o inspector Flo-
rencio.
Meno qoe isto nflo podia acontecer ; porque,
quando 0 delegado ignorasse a inimisade, que os
Untas Palmas volavam aos Nery Goncalves, nao 'po-
dia igoorar a perversidade da familia dos Palmas,
por ser ella geral mente ronhecida. Ordenar-lhes
a pnsao de Firmino, e Firma, nao fazer acompa-
nhar a diligencia de um oilicM Justina, que porlas-
se por f( se Iwmque pelo delegado se pode, pesar
a fe de seus ofliciaes ), era querer o resultado, que
se du. Aqu chegaram boje irlas rluas horas da
tarde, com horror de toda esta villa, os Ir cadav.e-
res, como tropho da polir.is!
He bem natural que o delegado procure cobrir-se
com o salvo conducto da chamada resistencia,- mas
lambem he cerlo que esta l'oi r segunda emboscada,
qoe se fez aq Firmino: donde se concille que
que agoraaconteceu foi justamente oque o dele-
gado planejou para acontecer oaqaelle lempo
Com o raelliodo do taes diligencias quem lera ga-
rantida a existencia '.'
Ha bem poucos dias havia feridode "espada aquel-
le inspector a um filtro de Manoel do Valle, homem
pacifico. Jlc lastima que nao baja oa capital nm
homem, que informe ao governo do que por aqu
vai obrando o delegado Alguma giboia lalvez en-
gula a verdade dos farlos Em pouco lempo, me-
diante quatro diligencias, coutam-se un ferido pelo
mesmo delegado, dous baleados com assislencia dcl-
le, um dos quaes acha-se as portas da morte, e qua-
tro ja reaidindo na elernidade A mais n3o pode
chegar a immoralidade da polica !
Em Exlremoz foi processadn o Carias poY um as-
sasainato, quehouveem urna diligencia : e porque
nao lera a mesma sorte o delegado Villar, que tan-
la sao as suas diligencias, quanlo sai os ferimen-
to, ou astsussinalos, que faz apparecer _-
Ja que os factosdo delegado nao tem|lido ahonr/le
subirem asescadas de palacio revestido de seu ver-
daderos alarios, eu Ihe peco que por bem da tran-
Suilldade desle termo faga conhecer ao presidente
esta provincia o que he a polica entregue a um ho-
mem, que nao se farla de sangue. Todos estamos
convencidos de que elle ignora lodos estes successos
mas esta nossa convierto nao salva a administra-
tilo da provincia das aecusacoes, que sobra ella pe-
sarao, por nao fazer efleclivaa responsabilidade ao
delegado, ou pelo meuos limilti-lo. Felizmente a-
inda ha cidadaos honestos, que podem oceupar este
cargo ; felizmente anda ha na capital aiguns officia-
es probos, aos quaes o governo pode incumbir lo
commando do destacamento desta villa ; faca este
servido que importar o descanco publico.
Por um manifest, que certo amigo pretenda fa-
zer correr impreso, sa convencern o governo, e o
paiz, do jugo de ferro e sangue quesobre todos pe-
ta. O qu Ihe vou referir, em compararlo de ou-
tro faci, he bazalrlla ; mesmo assim tome nota.
Foram presos Antonio Fernandes, e um li I lio de
Filippe Pereira, por um roubn, que fueram em
casa de Luiz Moreira ; ambos confessaram o crime:
apesar desta conGstau ( que era urna prova mais que
bastante ), apesar da natureza do crime, foram sol-
los A razflo desta soltura so pderao dar as chara-
\distas. Esto preso na capital Francisco Paz Bezcrra,
quem o delegado qoiz protestar derouboape-
ar de nao achar ama so circamstaucia delo crime,
que inaerisse no processo : em sua'promoeSo o pro-
motor publico raspondeu queu3o podia ler lugar
apronuncia, primeiro parque nao havia rircuin-
taneia alguma, exigida na legislacao criminal, para
ser qaaliflcado deroubo aquelle crime ; segun-
do porque, a aer furto ( C;iso houvesse furto ) nao
liaba sido preso o reo em flagrante, nem havia
queixa do autor ; a espillo disto, o Paz Bezerra
jazem orna cada perlo de qualro mezes! Note ago-
ra Vmc. que este Paz Bezurra he o mesmo, a quem
o delegado no lempo da aminislrarao do Sarment,
endo crimiooso, fez avisos por escriplo, quanejo l-
nha de mandar alguma tropa a prende-lo ; os quaes
avisos foram apresentado a aquelle ex-pre-udcnle,
que os fez registrar, e o dimittio. O porque na-
quelle lempo, o delegado fatia avisos ao Paz Bezer-
ra, e hojeo persegue, s os cnaradislas podem ex-'
pilcar. Nettes ou (ros casos o que dewr fazer o
Dr. promolor? Para que lim lem a juslira pfiblica o
seu orgam ?
Heassim que o termo Je Goanoinha vai sendo
victima da immoralidade do delegado: Dos nos
acuda As vidan da ridailloa e aeserlem de falla
de garanlia ; poique as diligencias policiacs s3o um
passaporle para o oulro mundo : o bem nao se pos-
suem pacificamente; porq ie oa que os roobam, quau-
i|o por algum iueidaiitaiejam presos, para logo sflo
lioslo m lilieidade !!! Os ceos se ainercism de nos!
De seu amigo ate.
Goianuioia 24- deoulubro.
____ A'
Mal pi!asara aq, Sr. Kedaeiores, que leria de en-
trar em riiscussao de tetos que em ai mesmos trazem
o cunho da juslica ; actos porera a que a delraccao,
no negrum* de teus recurso, ousa exhibir Vi apre-
eiacao tob um carcter que lites nao asseula, que Ibes
lie inteiramcnle eslranlio.
O Liberal Pernambuceno, du honlem.proseguindo
na ua encelada historia das rommissoes temporaria
. que na (liesourai u provincial i,e oceupam, em horas
diversas das do expediente da mesma,na liquidacSo e
eiame dt difTereqles coBlas, de orna das quaes'fajo
parle ; e, alem disto, nao contente com iuverler e
adulterar a seu talante os factos mais simples, assen-
toa de nameadameote (razer-me par:i a balha, pon-
do-me dest'arte na oLriaacao Indedinavel de recor-
rer impreusa afim de reslabelecer a verdade em
sais bates jirimiliras. Nele recurso, porem, nSo
dispendere lempo em retribuir com reciprocidade
as finezas que me foram libernlisadas com lamanha
profuao, visto que tenho bastante sobredade n'esse
genero de eatalleiriemo, alem de sahrado orgulho
para desamar soberanamente at bufoneras de todo
aquelle que por tal meio procurar depreciar-me na
consideradlo a que tenho direito.
Cora efleto, 11,'io posso ser indflerente a que a ca-
lumnia, como a gralha da Fbula, se pavonee com
as core que Ihe nao perlencem ; nao posso soflrer,
repilo, quede m ti e animo deliberado sejam des-
figurados certos actos de sumraa jutlica que teem re-
ferencia a mim, com o fien somenle de vingar-se
antigs oflensas filhas de um egosmo refinado. E.
poi, perrnllla o Liberal que Ihe conteste certas as-
aereSe, que por inexacta e extremamente injustas
nao devem passar detapercebidas, nern ficar sem re-
paro.
Principiare! por analisar de modo a tirar toda a
iln\ida a historia da pror igaca j do expediente da
thetouraria, durante o exame das conla do corpo de
policia; a qual deu causa, segundo o Liberal, a
que en e don de meus eompanheiros pedissemos
508rs. da gralifietcao, mandando-nos dar o Exm.
8r. preidenle 100 rs., apezar da oppoaicao do Sr.
inapedor !! I
Esta simples enneciaban do pensamento do Libe-
rtl basta para se aquilatar em (oda a extensan o seu
valor intrnseco: quem por coi to crer que, pedindo
elle urna gratifleacao de 508 rs. por aquelle trabalho,
e me mandaste dar 1008 "., tendo anda a minha
pretendo a informacao contraria do Sr. inspector?!
S a lgica do Liberal he susceptivel de seme-
ntantes adiados a ella occorreria urna idea desta
ortJen:
Por oecasiao de sua presidencia,mandn o Sr. Ki -
beiro prorogar o expediente da thesouraria para pro-
ceder-se o exame das conlas do corpo de polica, c
sendo eo com mais dous companheiros meus mem-
bros de da urna coatmis'.oetvespertinaf,fomos obrigt-
dos a ess.i prorogacao.sem qne todava fossemos pagos
da mensalidade de 508 rs. a que liohamos pleno di-
reito como commis*arios,duroii esse exame dous me-
zes. lindos oa quaes requeremos a S Ex. o Sr. pre-
sidente o pagamento da nossa mensalidade, visto co-
mo determinando o rt. 55 do recolamenlo da Ihe-
soararia.'que o trabalho da thesauraria provincial
e das eslaresque Ihe sao subordinadas principiar
em todos os dias que nao foram domingos, dias san-
ios do guarda ou Testa nacional, as nove horas da
manliaa e terminara as tres da tarde, salvo os casos
urgentes e extraordinarios em qoe os respectivos
eneres poderao prolongar o servico ou deter-
minar que se Taca em dia feriado. he obvio qne
nao eslavamos adsliidos prolongarlo de stvco
gratuito por mais de um dia, de sorle que se es-
tendendn elle a dous mezes, nao me devera em lodo
rigor da juslica essi prolongado privar da gralifi-
caco que eu venca por outro trabalho.
Por urna dessas contradicrcs, porm. proprias da
natureza humana, succedeu que, apuznr da clara a
litleral inlelligepcia de semelhante artigo, fosse ele
la sophismada a poni de ser applcada a sua dis-
posic.10 em sentido contrario a nossa prelencao pel-
Sr. procurador fiscal, a cujo parecer se referi o So
insperlorda thesouraria apenas; mas essa circumr.
tancia toda accidental nao podia tirar-me o dircs-
adquirido gratificado, tanto maisquanto vfi-se qto
nem sempre s leis se d a inlerprelacSo a que u
ellas preslam racionalmente, e sim a que por quase
quer modo pode affagar a esquesilice do nterprctal-
lor, cuja hermenutica entao s a tem por limi-
tes. _Anda assim S. Exc. in leferio-nos a pelieao-
e foi Mmenle na replica, em que pozemos 1 l,
quido de modo inconlrastavel o direito que nos assis-
tia, que S. Exc. reconiderand'> a materia d'ella,
mandn pagar-uos, actuado pelo espirito de summ-
jusliga que o guia em seus actos adminislraclivos.
Para obte-la, pois, nao foi preciso fazer concursopro-
lont/ado pela asa dos seus amigo', nem tao pouco
fazer valer as indiscrires, conforme diz o Liberal.
de meu irmao. a quem quasi nunca envolvo em
minhas pretcnees.
Nao lio exacto tamhem quo S. Ex. indeferino a
prelencao de outros empresadns da thesouraria, que.
a expmplodo que se deu comigo, requcrerain igual
gralilicac,io.
Em face disto, em faco desta o\pnsica> simples e
verdadeira do occorrido, que difTercnca nao vai da
verdade ao que escreveu o Liberal-\ Mas elle est
dentro de seus principios de ludo iinerler, e eu pro-
seguirei em demonstrado.
Passarei agora ao adiantamenlo dos .7008000, que
obteve cada um dos memiiros da commissao, a que
pertcneo, emvrludc de nm contrato celebrado com
a thesouraria para conclusao do exame das conlas da
exlincla thesouraria
Nada mais simples do que a historia desse contra-
to, a qual o Liberal em sua inventiva feliz colirio de
roupagens phantasticas ; a commissao contratouo
exame dessas conlas com a condicSo de conclu-lo
dentro do prazo de 18 ine/.cs, mediante a paga de
1:1003000para csdaumdc seiismembros, sendo 5008
adianlados, depois de preslnrem llanca idnea.
O que ha n'islo de escanda*iso e r'eprovado"!
O que se pode notar smenle Ii9 n.1o lerem sido
chamados os protegidos du Liberal para celebraren)
esso contrato.
O dizer o mesmo que o exame se concluira no
espado de quatro mezes, he ela ta como o mais que ha dito e ha de dizer anda, e
cuja crediblidade esli'i na mesma linda ; por que
do ronlralo resulta a vanlagem reconhecida de ser
o exame iinalisado em rauilo menos lemrio do que
seria preciso independenlemenle d'elle, bastando
para provar o maior espaco de lempo durante o dia.
de que dispe hoje a commissao, em consequeueia
da eslipulacao de poderem os seus membros ira ba-
litar em suas casas.
Alm de que prova-se que a commissao nao podia
acabar o trabalho a seu cargo no prazo de i mezes
com o fado se consumir cada rotatorio nunca mo-
no de seis, lempo esle que ja dispeudia a commis-
sao anterior a actual ; depois disto, na oecasiao do
contrato fallavam Ires relatnos, por conseguintc
j ahi havia.trabalho para 18 mezes, alem da reca-
pitularan de todo o exame,e passar a linipo os papis
em borrao, que he o que renslilue o trabalho final.
Agora em quanlo ao adianlamenlu dos .700801)0,
lenho a dizer que, si a commissao .inferi essa van-
lagem, que o Liberal houve por bem agigantar, foi
ella devida certamento a ter-se sugeilado a mullas
pesadas, no caso de exceder o prazo estipulado.
Em lodo esle negocio nao houve* segredo, leve elle
a publicidade precisa ; si o ignora o Liberal, he por-
que quer.seiido indisculpavel nos anachronismos em
que ha cabido, assim como na cuacan desproposi-
tada do arl. 41 da le n. 320, que nada tem com a
commissao da extincla thesouraria, de que faco. par-
le, a qual apenas esl subordinada aos artfeos 12 da
lei n.o 223 e .14 dale n. 300. Sera bom sempre a
nao fazerem-se cilaroes de otiva !
Depuis de realisado o contrato das antlpalhias do
Liberal, o qual nao nbrigava em suas coudi-
ces a fazer-se o inventario dus livros da extncta
thesouraria, pareceu-nos quese nos quera coramet-
ter esse Iralialhn; ora, nao nos julsando a elle obri-
gado, dirigimu-nos a presidencia afim de que fos-
ee uomeada pessoa para fazer aquelle trabalho, urna
vez que era uecessario, ou entao houvesse de con-
siderar-nos d'elle desonerudo, ja que n5o eslava es-
tipulado no ronlralo, nem d'elle se deprehendia se-
melhante incumbencia a commissao. S. Ex., depo-
si ouvir ao Sr. inspector da thesouraria, ordenou
que este nomeasse alguem para eocarregar-se desse
invenlaro.que ainda nos seis mezes que foram mar-
cados talvez nao possa ser finalisadn.
Pretender porem alguem que esse trabalho seja fei-
10 em poucos dias he mulo exacerar as cousas, he
talvez ainda muta ganna em fazer accutac&es im-
merecidas Mas nao, comprehendo j o negocio;
o Liberal parle das grandes cousas para as peque-
a. Jsi para a creaeao dessa immeusidade que
compe o universo levou Dos apenas ti das, como
lia de pois o caireiro do Sr. Augusto empregar mais
d esse lempo em inventariar os livros da extincta
thesouraria e maisestares, relativos a 12 annos?
Autorisado o Sr. inspector a fazer a nomearao,
faltn-1 lio o Sr. Augusto de Oliveira para que a fi-
zesse recahir em um seu protegido, o que definitiva-
mente veio a ter lugar. Nao lia por tanto nem da
parte da commissao reclamado alguma, romo ma-
lvolamente o diz o Liberal, nem tam pouco cousa
digna de espanto na nomearao do protegido do Sr.
Augusto.
Do qne fica ahi consignado, sobresahe a sem razao
do liberal era suas proposices exaradas no n. a
que me refiro, asssmcomo ha dados stilucicules pa-
ra urna apreciarao cabal da verdade, dicrminandu-
a da falsidade em quo a envolvern) capciosamente.
Em conclusao fare ao Liberal a juslica desuppor
que anda Iludido sobre os negocios da thesoura-
ria ; alguem provavelinente abusa' de sua credulida-
de, transmitlindo-lhe fados completamente altera-
dos ; porque a julgar o contrario, nao sei como qua-
lificar o ficto de vir' o meu dome a balha Nao
deinre porem de nolar-lhe a simplicidade o inno-
cencia com que aceita ludo quanlo Ihe contao, ain-
da as cousas mais nverosimeis, para lancar em ros-
te da administracao, a qual nao sei porque tanto Ihe
ha desagradado.
Restabelccida assim a verdade, paro aqui, dei-
xando aojuizo imparcial do publico a decisao final
desta causa.
Recite 5 de novembru de 1854.
Joaguim Pedro Brrelo de Mello llego.
publicacOes a pedido.
O CNSUL J. B. MOKEIKA EM PERNAMBICO
E O DESEMBARGADOR PROCURADOR DA
COROA EM LISBOA.
Nao nos temosesquecido do cnsul Joaqoim Bap-
tista Moreira. e nem seus feitos, ou antes defeilos sAo
para esquecer Porluguezes por elle 15o gravemen-
te oflendidos em sua reputado e fazenda! !
Passadns sao j mais de 4 embargador procurador da coroaem Lisboa foi man-
dado ouvir acerca da reprrsciilaeai, dos Porlugue-
zes, e at a sahida do vapor inglcz Great ll'eslern
aqu chegado no lo do correte, nenhuma promorao
havia elle dado i habilitar o governo a deferir ou
indrferira mais grave de quanlas accusarOes se ha
at hoje frito um empregado .'! Diversas causas se
dao pira justificar tao escandalosa demora...nao se-
remos porem li, quo havemos decifrar a charada !
A causa era de centenares de Porluguezes, que
com juslica te queixavam do cnsul portuguez em
Pernambuco ; de Porluguezes, que nao eram escra-
vos do cnsul ; que linham direito a protercao do
seu governo, alguna dos quaes linham vertido o seu
sangue pela causa da liberdade ; os seus queixumes
foram provados e nao foram legalinenle contestados
pelo aecusado ; a narjo toda se havia empenhado
pela punirao do infractor, e qualquer desles motivos
era sofliriente mover o douto e honrado desem-
bargador a aprestar a sua consulta e aasim apartar
de ti, fazendo o aeu dever, toda a imputarlo de mi-
sericordioso para com um empregadu. que em nada
acredita ao governo, e que dessa mesma demora lira
argumento* para se considerar seguro no ompre-
go para que nao tem habilitaces algumas, e con-
tando-se assim inabalavel multiplicar a sua perse-
guirlo I!
Tenham os Pirtugnezes constancia ; nao desespe-
rem dj bom resultado da sua causa, e quando esle
llies falhe, ainda Ibes resta um appello nacSo inte-
ra, representada em cortes, ella sero noramenlt
levados nostos gueixumes, nao tendo de etpcrar'
sejamot desatlendidos. y.

Os officiaes da segunda classe do exercilo.
Agora, que na assemblea geral legislativa ventila-
se a questao de fazer-se eslensiva aos officiaes da 2.
classe do exercilo a disposicao do arl. 11 da lei
n. 618 de 8 deagosto de 1852. que augmenteu o sold
los officiaes da 1. classe, jateamos a proposite
aventerar algumas reflexoes acerca das circumslan-
ciasde laes officiaes, 1 quem aquella lei implcita-
mente excluio do gozo do augmento da 5. parle do
sold respectivo. Com esle intuito comearemos por
Iracar um resumido histrico desta 2. classe. Tan-
to anlescomo depois da independencia nacional, a
uflicialidadedo exercilo hra-iteiro foi composla de
ofllriaes efleclivos, e ofliciaes reformados. A lei
11. 260do1dedezembro de 1851 subdividio-a em
4 classe : Ia dos ofliciaes dos quadros conslilutivos
dos enrpos esperiaes, e dos das Ires armas, isto he,
dos ofliciaes bromlos para todo servico de paz e de
I guerra; 27, dos'offlciaes aggregado, o'u temporaria-
mente impossibililados por circunstancias de pres-
tarem-se ao servico activo ; 3.' dos ofliciaes capazes
somenle para servico moderado ; 4." dos ofliciaes r
formados, ou inrapazes para todo o servico. /
A mesma lei n. 270 augmenteu o sold dos ofli-
ciaes do exercilo, que era entao regulado pela ta-
bella de 28 de marco de 1827 ; e eaae augmento
comprehenden nao sement os officiaes da 1.a classe,
mas lambem os da 2.", e mesmo os dJ3."
Ot motivos que a lei o. 260 eslabeceu pira que
qualquer oflicial da 1 classe seja transferido para a
2 sao: 1, permanencia por mais de um anuo em
serviroalheio de sua proflsto ; 2, molestia conti-
nuada por mais de um anuo, que ropossihilile para
prestar servico activo ; 3", ausencia por mais de nm
anno em .cousequencia de achar-se prisioneiro de
guerra.
O regmfmeoto para execuco da lei n. 585 de G
de selembro de 1870. apprnvado pelo decreto n. 772
de 31 de marco de 1871, deliaixn de cujns princi-
pios se nrocedcu nova classificacao da ofllcaldade
da 1.a classe do exercilo, estabeleceu mais um nio-
livo, poste que Iranslorio, do coltecacao do* ofli-
ciaes da 2- classe, quando delerminou na 2" parte
do artigo 23 que fussein transferidos para esta classe
03 ofliciaes qoe, na classificacao, excedessera i lota-
tao dos quadros dos corpo especiaes, e das Ires
armas, ficando aggregaites aos mesmos corpos c ar-
mas at o correrem vagas.
A Mi. 618 de 18 de agoste de 1852, no arl.'!).
extingui a 3. classe, ordenando que fossem refor-
mados os ofliciaes que a compunham ; e supprio a
denominarlo da 4. classe,que 1 tilia a dos retorma-
dos^: conlnuaram por coiiseguinle a consevar sua
numeraco cardinal as duas primeiras classes da lei
de 1811.
A mesma lei de agoste de 1872, no arl. II.* aug-
menteu o sold dos officiaes da 1. classe com a quin-
ta parte de sua importancia ; e por essa positiva es-
pecificarlo lcaram os da 2. classe privados do favor
concedido aos da 1., inclusive memo os que se
achao naquella classe por virlude do regalamcnlo
de I80L
Ora, os ofliciaes da 2." classe, emquanlo permane-
cen! nclla, nao podem ter arcessn ao* postas supe-
riores, pela sua qualidade de afgregtdoa, segundo o
espirito do S 4.a do alvar de 2 de Janeiro de 1807 ;
cirrumstancia esta mui sensivel ao homem que se
dedica ao servico .las armas ; n se a isso so njunta a
cxrlusao do direito ao ausmciiln de toldo que tive-
ram osda l.'.a posigao de laes ofliciaes nao pode
deixardeser lamciilavcl, porque he urna posicao
virtualmenle primitiva. A lei de 1811 adorou em
parle a posicao dos ofliciaes aggregados, ntloexcluin-
do-osdo direito ao augmento de sold que conredeu
aos da I. ; parou as barreiras das leis anleriorcs,
deixando-ossomonte privados do arcesso cmqiuinlo
aggregados. Esla lei.em lal acto de equidade, at-
letideo a que os ofliciaes aggregados n3o eslilo na 2.
classe senao temporariamente, e por motivos em ge-
ral independcntes de acto facutativo sea.
A privaejo de acccs'o aos ofliciaes da segunda
classe, nos parece fundada na razao, porque sendo o
arcesso a recompensa daquelles que estao nos qua-
dros do trrico activo, nao deve ser conferida a
quem esta foro desdes quadros, o que por ronsc-
giiinle nao carrega com oniis do servico militar.
\ isto porem.como o ofllcal da segundaicla'sse mo est
inlciramente retirado .te exercilo, e esl sujeito a
ser chamado para o servico aclivo, ou a entrar para
elle pelaceasacao dos motivos ndepcndenles de sua
vontade, que forcaram-no temporariamente a nao
poder prestar-se ao mesmo servico ; multo justa e
equitativa foi a le de 1811, equiparando o sold dos
ofliciaes desta classe ao sold dos da prmeira. E
com efleto, porque privar do augmente do sold o
olliciat que pormanece .lente por mais de nm an-
uo, quando he mui provavel. sen.lo certo, que elle
lenha exhaundo seus fracos recursos pecuniarios no
tralaniento de l.i 1 tenga enf-rmi lade. que por isso
mesmo, ameaea ser incuravel. e nulilisa-lo ? Por-
que privar do augmento de sold o ofllcal que lal-
vez bateude-se bizarramente, he feto prisioneiro de
guerra, e, se apaz scuao elfeclua, senao ha urna tro-
ca de pnsioneiros. se elle nao censc'gue furlar-se ao
poder do luimign, arrastra por mais de um anno o
pesado carro das pri vacos corpreas, eolre gente
inimiga, atravez dos abrolhos do vilipendio, e dos
sollrimenlos moraes do prisioneiro f Porque privar
do augmente do sold os ofliciaes que excedern) na
classificacao a loUcio dos quadros dos corpos espe-
ciaes, c dos das tres armas, e os que posteriormente
roram, ou forem Iransferidos de qualquer arma ou
corpo especial para oulra arma 011 corpo especial on-
de nao houver vaga para elles preenrherem ? Ser
por ventura de equialade que estes ofliciaes soflram
diminuicao de parte de seu sold, s) pela razo
de nao liaver para ellos vasa no corpo ou arma para
onde foram transferidos, sem duvida por conveni-
encia do servico publico ; entretanto que elles estao
promplos para lodo servico de paz ede guerra, co-
mo os da prmeira classe 1
Se alguma excepeo se deve fazer dos ofliciaes da
segunda classe para a pcrcepi.ao do augmento do
sold, tal exceprao nao deve recahir senao naquellcs
que csiao na dita classe por se acharcm empreaados
por mais de um anno em servico alheio de sua pro-
hssao. Nenhum oflcial deixe o servico de sua pro-
lissao para dedicar-se ao de oulra, so dele Ihe nao
resalta maior honra, ou maior proveilodo que da-
quelle : ueste raso elle tem nessa maior honra, nes-
sc maior proven sulliriente compensaeao da perda
do direito au accesso, e ao augmento d sold.
Consideracesseiiiclhaiilesas quo ficam exposlas
roram sem duvida que levaram a cmara dos Srs. de-
jiiitados a recoohecer a necessidade de oodficara
le de 18.72 no sentido de melhorar sorle dos of
lictaei da seguuda classe; na parte relativa ao aug-
mento do sold seja-qos porm perraillido, protes-
tando protendo respeilo as delibaraces dos escolhi-
dos do povo, manifeslar nossa opima de que o pro-
jecto que ha pouco passou na cmara electiva nao
tem a base equitativa da le de 1841. As dsposi-
coes desse prujeclo nao favorecem senao a aiguns
ofticiae dos que entraran), ou livcreiji de entrar
para a seguuda classe, em virtude do regulamento
de 18)1, porque esses sao os nicos que podem ser
Humeados para servico proprio dos de prmeira cias-
te ; e nem sempre lodos elles estar o empregtdos.
Os pnsioneiros de guerra, os .lente-, e os que estao
em servico alheiu de aua profissao, nao sero certa-
mente empregados no servico do exercilo em quan-
lo assim permanecerem.
A principio julgamos que considerarocs de con-
veniencias econmicas lalvez concorre tirularisar-se o favor do projedo : mas quando ve-
rificamos que 1 despeza provavel com a concesslo do
augmente de sold aos ollkiacs da segunda classe
empregados nao podia deixar de ser mui diminu-
as por isso que suppondo-se empregados lodos os
do estado efleclivo da classe actualmente ( o que se-
nao da ) essa despeza monta por auno a 4:5488 rs. ;
repelhmos aquelle juzo por euvolver.a idea de pre-
dominar a mcsquinliez nu auimo generoso dos re-
presentantes de urna naco rica. Quaesqucr po-
rem que fossem as razes, o projecto passou na c-
mara dos Srs. deputados, favorerondo smente urna
pequea parle dos ofliciaes da s?gunda classe, cuja
totalidade he actualmente apenas de 38, havendo
alem disto a probabilidade de diminuir pela cir-
cunstancia de passarcm a efleclivos os azgregados em
virlude do regulamento de 1871.
O Exm. Sr. desembargador Joo Antonio de Mi-
randa, qne generosa e desiiileressadamenle se lem
constituido o campeao da classe militar na cmara
dos hrs. deputados, entre algumas proposicrs que
apresentoii, e que leem de ser lomadas em consi-
deraro em lempo competente, ineluio urna le-
dente a collocar os ofliciaes da segunda classe do
exercilo, no que diz respeito ao veneiinenlo de
saldo, no mesmo p em qne os collocou em re-
lacao aos ofliciaes da prmeira classe, a le de 1811
a lei da insliluicao dls clases.
Agradecemos, por esta oecasiao a S. Exc. o em-
penho que tem manifestado de concorrer com suas
luzes para o melhoramenlo da oflicialidade do nos
10 exercilo, e de noatas inslitui5es militares ; e fa-
zemos sinceros votos para que sejam seus esforcus
coroados do feliz xito.
Da parle de S. Ese. o Sr. ronselliciro ministro
da suerra, a quem dedicamos.-! omisade de um dis-
cpulo grato ; em que reconlieceinos illustrarau,
amor a classe a que pertence, e bons desejus de'fa-
ze-la prosperar, contamos como cerlo o apoio a urna
medida 13o equitativa para urna pequea porro da
oflicialidade, ciijosdesliiiusclle dirige, qual'he a
de equiparar o sold dos ofliciaes da segunda clas-
se do exefeilo, em geral, ao que percehem os da
prmeira em virtude da lei de 18 de agosto de 1871,
11.1118. Rio de Janeiro, 9 de juuho de 1851.O ca-
piiao do estado-maior de prmeira classe, Pira-
gibe.
( Jornaf do Commcrcio do Rio.;
Retacan das pessoas que deram esmolas para o nicho
de N. S. do Rosario da ra da Cruzcs, que enlre-
garam ao procurador Alteo Odn da Cunha Goi-
anna.
Os Srs., sivestre Pereira da Silva Gumaraes.
Antonio Goncalves da Silva......
Moiioel Antonio de Siquelra......
Joaquim Antonio de Siqueira......
Gcraldo Correa Lima........
Manoel Antonio Goncalves ......
Rosendo Alvesda Silva .....
Joaquim de Andrade Lima......
Jos Flix ilos Santos........
Jos Joaqnim Borgea de Castiu ." .
Jos Castriciano Fgueiredo de Brito. .
Joao Pessoa da fi.ina........
Paulo Jos Gomes........
Vicente Mnnteiro Burees. ." \ '. ', '.
Marro'ino Ferreira da Silva '. .
Manoel Ferreira Ramos .......
Rufino Paulino da Silva Seara. ,
l.ilianio Jos Lopes Moureira.....
Profiri Lima da Silva. ....
I3OOO
38000
28000
23(XH)
280UO
18020
19920
18280
19030
19000
I91100
18000
18000
18000
18000
18000
letio
500
18000
Rs. 73620
Recite 31 de oulubro de 1871.
Recebi do mesmo Sr. i cima a mesma comia su-
pra como esmolas para o iestejo de N. S. do Rosa-
nodo nicho da ra das Cruzes. Rccife 31 de outu-
qro de 1854.Francisco Mane! de Souza
ti asa
(Jui pniest capere, capial.
Joo Goncalves da Silva, commendador da ordem
de Chrslo, e inspector da thesouraria de (azenda
da provincia de l'vriiambnco, etc.
F'aco saber aos que esla provisao de quilacao vi-
ren!, que sendo apresentado em linio da mesma
thesouraria o processo do exame, liquidado e toma-
da de conlas, a que se pro.cdeu pelo expediente da
prmeira sercao da contadura a respailo da arrera-
daeJto que fez, e recolliimenlo que eireituou, Jos
1 eliriano Porlella, das reodas seu cargo, pelo lem-
po em quetervio como IheMureirofdaallindega do
alegjMtr; desde 10 de maio de 1828 al 7 de junho de
I, e corso ihesoureiroda mesa das diversas ren-
las, desde 8 daquelle mez de junho al o lim de
igual mez do .tuno 1838 ; e sendo dito processo visto
e examinado, se achou conforme e legal, e foram ti-
las as mesma conlas por liquidadas e lomadas, e o
mencionado thesoureiro Jos Feliciano Portella, jul-
cn lo quite para com a fazenda publica, visto que ar-
recadando elle como thesoureiro da alfandega do al-
god.lo, em lodo dito lempo do seu exercicio, a quan-
lia de 687:6113300 rs.,e como thesoureiro da mesa
de diversas rendas, lambem em lodo lempo do seu
exercicio.a qu.intia de 3,551:3118307 rs.,subi a im-
portancia de toda esta arrecadarao to rompuln de
4:239:1259310rs., e de toda ella deu conta inlegral-
menle.segundose evidenciou pelos respectivos livros
de receila 9 mais guias. E porque por esta forma,
sendo julgado quite o referido thesoureiro Jos Feli-
ciano Portella, ohei por exonerado de toda e qual-
quer responsabilidade pelas prsenles rontas, e bem
assim a lodos os seus fiadores, herdeiros c suecesso-
res. E por firmeza de ludo, e para a todo lempo
constar, mande! passar a presente provisao de quila-
can, que sendo sellada e por mim assignada, se re-
gistrara onde competir.
Eu Antonio Late do Amaral c Silva, chefe de sc-
ete a fiz na contadoriada thesouraria de fazenda de
Pernambuco em 26 de oulubro de 1851.Joao Fer-
nando da Cruz, contador da mesma thesouraria a
fez escrever.J0S0 Goncalves da Silca.
Provisao pela qual V. S. d quitarlo Jos Feli-
ciano Portella, pelo que arrecadou e deu conta como
thesoureiro que foi da alfandega do algodao, c bem
assim da mesa de diversas rendas, amb las.
Para V. S. asrguar por despacho do Illm.Sr. ins-
pectdr de 21 de oulubro de 1851.
Registrado afl 52, v. do livro de registros de qui-
lacocs.
Secretara da thesouraria de fazenda da provincia
de Pernambuco 28 de outubrn de 1851
Emilio Xavier Sobreira de Mello.
COMMERCIO.
PIUCA 1)0 RECIFE 6 DE NOVEMBRO AS 3
DORAS DA TARDE.
CotncOes ofliciaes. -
Cambio sobre Londresa 60 d|v. 27 3|1 d. com pou-
cos dias de prazo.
Descont de lettras de 7 meresti % ao anno.
ALFANDEGA.
Rendiraento do dia 1 a 4.....19:3638399
dem, do dia 6........15:515j230
31:9088629
Oetcarregam hoje 7 de notembro.
BrL'iie porluguczAoindiversos gneros.
Brigue portuguez Tarujo ///ceblas e batatas.
Patacho portuguezQuilha de Ferropipas e har-
ris de vinho.
Brigue inglczPegionbacalho.
Brigue americano Iain/~mercaduras.
Barra francezaGstatedem.
Brigue brasileiroDous Amigosdiversos gneros.
Importacao'.
Brigue portuguez Taruio'III, vindo d" Lisboa,
consignado a Manoel Joaquim Ramos e Silva, mani-
festou oseguinle :
20 pipas vinagre, 1 raixa livros impressos, 21 pi-
pas e :I0 barris vinho tinto, 1 caixa cera em grume ;
a I boma/, de Aquino Fonseca& Filh.
14 pipas e 5 barris vinagre, 39 pipas, meias ditas
e2 barris vinho. 20 raizas vetes de cera, 4 moios
de sal, 50canaslras batatas. 100 caixas ceblas; a
Manoel Joaquim Ramos e Silva.
50 barris cal em pedra ; a Bento Candido de
Moraes.
12 ancorelas vinho, 1 caixote mann ; a B. F. de
Souza.
1 caixa mann, 5 fardos flores medicinaes, 1 caixa
lampas ; a Antonio Luiz de Oliveira Azevedo. -
200 barris cal ; a Francisco Moreira Pinte Bar-
bosa.
10 pipas, 1 meias ditas c 15 barris vinho, 172 bar-
ris toucinho, 50 barris cal em pedra, 50 ancorelas fi-
gos, .70 canaslras batatas, 30 caixas ceblas a Fran-
cisco Severiano Robello & Filho.
50 barris cal em pedra, 1 caixao imagens de ma-
deira ; a A. J. Leal Res.
6 caixas cera em velas; a Jos Alves da Silva Goi-
maraes.
27 podras de cantera ; a Jos Antonio de Araujo.
6 caixa rap ; a Amorm & limaos.
5 barris rhourieas. 15 ditos toucinho, 30 canaslras
btalas ; a Domingos Rudrigues de Andrade.
5 caixoles queijus, 20 barricas cevada, 39 canas-
Iras e 11 caixas hlalas, 6 barricas p de ajo ; a Ma-
noel Joaquim da Costa.
KM) canaslras batatas ; .1 Joao da Silva Regadas.
200 barris figos, 13 barricas amendoas de casca ; a
Luiz Jos da Costa Amorim.
1 fardo condenas e massas, 1 barril vinho ; a Au-
gusto Cesar de Abreu.
75 barris cal ; a Jos Teixeira Basto.
6 pipas e 20 barris vinagre, 60 barris vinho; a No-
vaes & C.
.70 barris cal em pedra ; a Antonio Muuiz Ma-
chado.
50 canaslras batatas ; a Marcelino Jeronvmo de
Azevedo.
. 1 caixote sapalos de liea ; a Moreira & Duarle.
2 caixas mann ; a Polycarp Jos Lajne.
226 pe Ir.,, para moinhos. 3 barris vinho, 2 saccas
favas, ,,i harris pexe salgado ; a Manoel do Reg
Lima.
I caixao mamullada ; a Palmeira & Bellrao.
50 canaslras hlalas ; a Antonio Alves Villela.
1 caixas marmcllada ; aocapito.
10 pe?as cabo de cairo ; a Manoel Ignacio de Oli-
veira.
25 canaslras btalas, 20 caixas ceblas ; a Jos F.
Ferreira.
75 canaslras btalas, 80 caixas ceblas ; 4 Jo.o
Mar lias de Barros.
Escuna ingleza Pigeon, viuda de Terra Nova, con-
signada 1 Me. Calmont & C, manitestuu o se-
gu nje :
1,50.7 barricas bacalho ; aos mesmos consigua-
larios.
Barcaca A\ Jos Feliz, vintla do Rio Grande do
Norte, manifestad o seguinle:
174 couros salgados ; a F. Gomes & C.
1 embrulho com II pelles de couro de lustro e 6
diapeinas para senhora ; a Maia.
50 travs, 50 loros de maugue ; a ordem.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia 1 a 4.....1:7738230
dem do dia 6........ 6328811
2:4063011
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimento do dia 1 a i..... 328270
dem do dia 6........ 693321
1018591
KECEKEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Ilendiinenlododia 1 al......1:2958548
dem do dia 6.........1:5058090
2:890e<38
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimeiitodo dia I a 4.....1:831s183
dem do dia 6........ 7248239
2.5588422
PAUTA
dos preros correnles do assucar, algodo, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
roiunlado de Pcrnamburo, na semana '
a i de novembrode 1871.
Assucar cm caixas branco |.a qualidade
. '2..
" mase......... d
bar. c sac. branco....... u
" mateando..... ,.
refinado........... ,.
Algodao em pluma de L" qualidade
I) o 2. o
3."
em caroco.........
Espirite de agurdente......caada
*
o
de 6
28700
28300
18900
28270
18600
38200
58700
59300
48900
18125
Agurdenlo cachaca .
de canoa
losilla la
Gcncbra

Licor .
ii
bolija
caada
arrala
- ............. _,. .i.,.. 1
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca .
Azele de mamona ......
>' ineiidohim e de coco
do peixc.......
Cacau .............
Av.cs araras.......
" papagaios.......
Bolachas............
Biscoilos ......
Caf bom.......
restolho ...""." .' ." .' |
com casta.........
muido...........
Carne secca ....
(Jocos com casca ........
Charutos bous .........
M ordinarios......
" regala c primor .
Cera de carnauba.......
em velas.........
Cobre novo mo d'obra ....
Couros de boi salgados.....
" expixados.......
verdes.........
de eoc,a........
') cabra corldo .
Doce de calda.........
goiaba........
secco ..........
jalea...........
Estopa nacional........
eslr.mgeii.i, ra.o d'obra
Espaiiacteres grandes......
i) pequeos.....
Farinha de mandioca.....
milho.......
11 aramia......
Fcijao.............
11
caada

11
.
una
11 ni
Cu"'
ccnlo

um
alqueire
860
S440
8-720
IM70
8180
8220
8480
8220
3-5* H)
1-8000
9640
18140
18280
."i-11:111
lOtjOOO
38000
58120
75680
4SH00
382IK)
495OO
68100
592OO
38000
18200
.9600
28200
89590
99500
8160
9160
9190
8090
I59OOO
8180
9300
8160
8100
W20
18280
1-3000
28000
18000
28-760
25OOO
59OOO
. alqueire 38600
Fumo bom..........
n ordinario........
I em folha bom......
11 11 ordinario. .
II restolho ....
Ipceacuaiiha.........
Gomma ............
Gengihre............
Lenha de achas grandes ....
o pequeas .
IB loros .....
Pranchas de amarillo de 2 coste
n o louro.......
Costado de amarello de 33 a 10 p.
c. e 2;a3de I. .
de dito usuaes.....
Cosladiuho de dito......
Soalho de dito..........
Ferro de dito.........
Costado de louro ......
Cosladiuho de dito......
Soalho de dito.........
Forro de dito.........
b ccdto .......
Toros de talajiiha.......
Varas do parreira.......
b aguilhadas......
)> quiris........
Em obras rodas de sicupira para
>i ixos a a
Mclaro.............
Milho.............
Pedra de amolar.......
b filtrar........
11 11 rebolos .......
Ponas de boi........ .
Piassava............
Sola 011 vaqueta,.......
Sebo em rama.........
Pelles de rarneiio.......
Salsa pan ilba.........
Tapioca............
Unhas de boi.........
Sahao .............
Esleirs de perperi......
Vinagre pipa .'........
Cabera- de cachimbo de barro
alq.
91
rento
o
B
1 urna
11
B
quintal
duzia
8
I)
par
B
caada
alqueire
urna
B
B
cenlo
mol lio
meio
urna
cenlo
8
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11
milheiro
79000
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88000
48000
30000
328000
38000
18500
1*760
18000
108000
I29OOO
78000
20000
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88000
68000
38.700
68000
79200
38200
28200
38000
1y280
102H0
18600
mo
408000
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8160
18280
8610
(5IXH)
8800
49000
8:120
28100
(OMKI
8180
178000
28500
8210
8090
8160
308000
78000
MOVIMENTO DO POHTO.
Navios entrados no dia 5.
Rio de Janeiro13 dias, harr 1 bratileira Impera-
tris, de 313 toneladas, capitn Joo Damasceno A-
raujo, equipagem 13, em lastro ; a Eduardo Fer-
reira Bailar. Veio receher pralico e segu para u
Assu .
Assu'10 dias, polaca brasileira Cndor, de 188 to-
neladas, capitao Jos Antonio Ncolv, equipagem
14, carga al ; a'Novaos & Companhia. Veio lar-
gar o praliro e segu para o Rio de Janeiro.
1 arahiba 24 horas, hiato brasileiro Tres Irmaos,
de31 toneladas, meslre Jos Dundo de Souza,
equipagem 4, carga teros de mangue; a Joaquim
Jos Duarle. Passageiros. Bernardo Jos Dias de
Carvalho, Aatooio Concia da Silva, Antonio Jos
da Maia.
Lisboa42 dias, brigue portuguez Tarujo III, de
232 toneladas, capilao Francisco Antonio de Al-
meida, equipagem 14. carga vinho e mais gneros;
a Manoel Joaquim Ramos e Silva. Paisageiro,
Francisco Goncalves Melro Jnior.
Saviot sabidos no mesmo da.
AracalyIliale brasileiro Aurora, meslre Antonio
, Manoel Aflbnso, carga varios gneros. Paasagei-
ro, Armiro Candido Ramos, Aulonio Bandeira
de Mello c 1 criado.
PlymaulliEscuna ingleza Idas, capitao Jacob Ca-
re, carga assucar.
LisboaBarca portuguexa Marta Jos, capitao Jos"
remira Lessa, carga assucar e mais gneros.
Nados entrados no dia 6.
Barcellon e Malaga43 dias, polaca hespanhola
.irdila, de 112 toneladas, capitao Pablo Pags,
equipagem 10, carga vinhos e mais gneros ; a
Aranaga o Bryan. Ficou de quarenlena por 10
dias.
Liverpool29 dias, galera ingiera Deer Slayer, de
390.toneladas, capitao James Morris, equipagem
17, carga fazendas e mais gneros ; a C. J. Aslley
& Cumpa iliia. Ficou de quarenlena por 40 dias".
dem43 dias, brigue inglez Lord Althorp, de 231
toneladas, capitao Alexandre Me. Gowan, equipa-
gem 12, carga fazendas e mais gneros; a C. J.
Aslley (5 Companhia. Ficou de quarenlena por
Sacio sabido no mesma dia.
Assu'Barca brasileira Impcralriz, em laslro. Sus-
pendeu o lameirnn.
10 diasque Ihe furam asignados em audiencia, pa-
gue ao upplicanle a qaanlia de 1509000 rs. e seus
juros, importe de urna lellra mercantil veneida e
nao paga, ou allegar o que livor que o releve, sob
pena de ser coudmnado diretamenle, cato nao con-
fesse, por quanlo o tupplirado se tenha ausentado
dasla cidade para lugar iucerto e nao tbido, venden-
do o seu eslabelecimentu sem ler pago aos seus ere-
dores : pretende o supplicante justificar a dita au-
sencia do supplicado, para que julgada por sen tenca
eja elle citado por carta edital, que quer o suppli-
cante se Ihe paste como prazo do 9 dia. endo lam-
bem citado para lodos os. termos da execuco,
arremataran, adjudicaran e qoaesqueroolros que fo-
rem uecessarins, com a pena de revelia. Pede ao
Illm.Sr. Dr. juiz de direito docommercio da pr-
meira vara assim Ihe delira.E. R. M.
Moraes e Silva.
Distribuida ; como requer. Recite 4 de outubro
de 1851.Si 11 a (timantes.DislribuicjluA Bop-
li-la Oliveira.
Nada mais se conlinlia nem 6e declama oulra al-
guma cousa em dito meu despacho, cm curaprnten-
lo prndu/in lo o autor suas testemunhat, e sendo
sellados os auins ,. obindo minha conclusao neltes
dei a senlenca do theor segainle :
Julgo por senlenca a justilicaco a folhas, e man-
do que se aflixem edilaes por 30 djas na forma da
lei, lendo-se cm vista o art. 54 do regulamento, e
cusas.
Recite 30 de oulubro de 18,74.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes
Nada mait se continua em dita minha senlenca,
em cumprimento da qual o escrivao que esla subs-
creveu, fez passar a presente carta de edito com o
prazo do 30 dias.pelo Ihenr da qual chamo este e hei
por citado ao supplicado Jos Antonio da Silva Gril-
Junior, por todo conten!.1 na pericote supra tans-
cripla, para que comparcea neste juizo dentro do
referido prazo, por si 011 por seu bstanlo procura-
dor, afim de responder os termos de accao e assiana-
r.lo do 10 dias que Ihe vai aer proposla pelo suppli-
cante, cuja cuacan ser arcusada na prmeira audi-
encia desle juizo, (indo que seja o referido prazo, e
ahi se assignario os 10 dias da lei, tob pena de reve-
lia, pe'o que toda e qualquer pessoa prenle, ami-
gos e conhecidos do supplicado Jos Antonio da Sil-
va Grillo Jnior, lhes poder fazer sciente do que i
cima fica exposto, e o perlelre do juizo afiliar a
presente na prarado commcrcio, e outro do mesmo
theor cm casa das audiencias, ese publicar pela
imprensa.
Dada e passado nesla cidade do Recite de Per-
nambuco aos 4 de novembro de 1854.Eu Manoel
Joaquim Baptisla, escrivao interino osubscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm'cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 25 de oulubro p. p., manda fazer
publico que no dia 23 do corrate perante a junta
da fazenda da mesma thesouraria, se ha de arrema-
tar a quem por menos lizer a obra dos reparo de
5.70 bracas quadradas de empedramenlo na estrada
de Pao d'Alho, principiando do engenho Camrat-'i-
h" ale pni'lcinha do C liara. avahada em 5:115-8.
A arrematarlo sera feta na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do correte anno, e sob as
condirdes especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalaco
comparecam na sala das sessdes da uie.ina junta
pe meio da, cumpetentemen/e habilitadas.
E para constar se mandou afllxar o presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretara da thesouraria provincial de Pernam-
buco 2 de outubro de 1854. Osecrctarso, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
1. As obras dos reparos de 550 I tacas q'uadrada
de empedramenlo da estrada do Pao d'Alho, (far-se
bao de coul'ormidade cora o orcamento approvado
pela directora nqconselho, e aprsenla.lo aappro-
vac,ao do Exm. Sr. presidente na importancia de
5:I15000
2. O arrematante dar principio as obras no
prazo de 1.7 dias e devera conclu-las 110 de tres
mezes, ambos contados de coul'ormidade com arl.
31 da lei proviocial d. 286.
3. A imporlaucia detla arremalarao ser paga
em duas prestacoes iguaes : a prmeira quando es-
tiver feta melado das obras ; e a segunda quando
estiver concluida, que ser logo recelo.la definiti-
vamente sem prazo de responsabilidade.
4. O arremtente excedendo o prazo marcado
para b conclusao das obras, pagara una mulla de
1008 rs. por cada mez, embora Ihe eja concedida a
prorogarao.
5." O arrematante durante a exeruc.n das obras
proporcionar tranzito ao publico e aos carros.
6.* O arremtenle ser obrigado a empregar na
cxeeiic.1,1 das obras, pelo menos melade do pessoal
de gente livre.
7." Para ludo o que nao se adiar determinado as
presentes clausulas nem no orcamenlo seguir-se-ha
o que dispe a respeitoa lei provincial n. 286. "
Conforme. O secretario.
Antonio Ferreira (tAnnunciacao.
Adiandoo vago o ofllcio de escrivao do jury
do termo de Ingazeira, manda S. Exc. o Sr, presi-
dente da provincia assim o fazer publico para co-
nhecmento das parles inleressadas, c afim de que os
pretendenles ao dte ofllcio se habilitem na forma
do decrete n. 817 de 30 de agoslo de 18.71, e apre-
tentem os seus requerimenlos ao juiz de direito da
comarca do Paje de Flores no prozodcrjOdias, que
rom eco u a correr do da 11 do curren te era dianle,
para seguirem-se'os tramites marcados nos arts.
12 e 13 do rilado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de se-
lembro de 1851.Joaquim Pires Machado Portella,
oflicial-maior servindo de secretario.
Achando-se vago o oflicio de escrivao do rri-
me, civel e notas do termo de Ingazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para coiihecimenlo das parles inleressadas, e
afim de que os pretendenles do dito oflicio, se habi-
litem na forma do decreto n. 817 de 30 de agoslo de
1851, e apresentem os seus requerimenlos ao pri-
meiro suppleule do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias. que comeeou a correr do dia 11
do correcle em dianle, para seguirem-se os Ira-
railes marcados nos arts. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de selem-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado Porlella, ofli-
cial-inaior servindo de secretario.
Manoel Joaquim da Silva Bibeiro, fiscal da fregue-
zia de Sanio Antonio do termo da cidade do Re-
cite, etc. etc.
r"ac;o publico para conhecimenlo de quem perten-
cer que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
approvada a postura addicional abaixo transcripta,
conforme me foi eninmunicadu pela cmara muni-
cipal desta cidade em oflicio de 31 de oulubro pr-
ximo passado.
I'o-liita addicional, approvada em 26 de oulubro
de 1874.
Arl. I.o Ninguem poder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de teipa nu de madeira,
que nao seja de conformidade cora a planta da cida-
de, posturas e tabellas cm vigor, precedendo licenca
da cmara : os infractores serao multados cm triiita
mil ris, alm da demolicao da obra fcita, urna vez
que nao esteja de conformidade com a referida
plaa.
Art. 2. Fira prohibido a morada de familias no
inlerior das casas cm que houverem acougues, ex-
cepto n'aquellas, que por sua capacidade poderem
admillir diviso interna ne parede, ou laboas, que
separe as familias dos acougues, sem que com esles
se cummuniquem uas entradas csabidas: os infrac-
tores donos dos acougues sero multados em de/, mil
res, e no duplo na reincidencia, ficando desde j
obrigados, sob a mesma .pena, n fazer relrar d'essas
rasas os que n'ellas moraren!. E para que n8o ap-
pareea a menor ignorancia, quer da parte dos que
prelcnderem edificar e reedificar, quer dos donos de
acougues, man.le publicar o presente pelo Diario.
Frogueza de Santo Antonio .lo Recite, 4 de novem-
bro de 1854.
O liscil, Manoel Joaquim da Silva Ribeiro.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimar.lei, juiz de
direito da prmeira vara do commercio, nesla
cidade do Recite de Pernambuco, porS. M. I. e
Constitucional o Sr. O. Pedro II., que Dos guar-
de ecl.
Fajo saber aos que a presente carta de edilos vl-
rem, era como J. T. G. Klady, me dirigi por es-
cripia a pelo ,in do theor seguinle :
Diz J. T. G. klady, que quer fazer cilar a Jos
Aulonio da Silva Grillo Jnior, para que dentro em
DECLARACOES.
A mala que tem de ser conduzida pelo brigue
llecife com deslino ao Rio de Janeiro, fecha-seno
da lO do corren!" as 5 horas da tarde.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.-
O conselho administrativo em cumprimento do arl.
22 do regulamento de 14 de dezemhro de 1872, faz
publico que foi aceita a proposla de Joao Fernandes
Prente Vanna, para fonicer : 4 arrobas de ferro
de 2l|2polegadasa38000rs.,4ditasdedilo de 13|i
a 38 rs 6 barra* de ferro sueco de 3 polegadas a 38
r. a arroba, 8 dilas de dito de 4a 38 rs. a arroba, 4
vergalhoes ae ierro quadrados de 1 polegada a 38 rt.
a arroba, 2 arrobas de ferro de varanda a 38 rs., 16
libras de rame fino de ferro par amarrar a 500 fs.,
16 dilas de dito de meia grossura a 400 rs., 2 len-
coes de latao de 5 a 6 libras a 18100 rs., a libra.-2 cai-
xas de telh.is de (landres dobradas a 279 r., 20 dita*
de ditos siiigellas a 268 rs. ; e avisa ao supradito
vendedor que deve rerolher ao arsenal de guerra os
referidos objeclos no da 8 do correte mei.
Secretariado conselho administrativo para terne-
cimente do arsenal de guerra, 6 de novembro de
1851.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secretario.
Ordenando Exm. Sr. presidente a esta re-
parle.,lo, em officio de 27 do correte mez, qne se
marca..,, o prazo de tres mezes, desiguado no aviso
do ministerio da marinha de 20 de outubro de
18S8, para cessarem todas as liceneai para cortes de
inndciras nesla provincia a exceprao das concedidas
em conformidade de contractos celebrados com indi-
viduos que as lvessem obtido depois da dala do mes-
mo aviso, afim de se evilar duvidas de futuro por
nao se ler feilo ainda a declaradlo do referido prazo.
O Illm. Sr. capillo do porto manda fazer constar,
que pois o ha como marclo pelo presente, sendo
ennseguintemente contado desde hoje.
Capilania do porto da Pernambuco cm 30 de ou-
lubro de 1851. O secretario, Alexandre Rodri-
gues dos .-lujos.
O abaixo assignado, subdelegado supplenle em
exercicio, da freguezia de S. Jos, avisa aos eus
coinparocliianos que o arl. 7." til. 1." das posturas
muniripaes, em vigor.prolube que se sepullcm cada-
veres antes de lerem decorrido 21 horas depois do
rallecimenlo das pessoas, sol pena de pagaren) os
enrarregados dos enlerraraenlos 108000 rs^ de mul-
la, ou solTrerem 3 das de priso, quando nao possam
pagar a mulla. Oulro sim, avisa mais que, de con-
formidade cora as ordem expedidas pelo Sr. Dr. che-
fe de polica, em virlude de requisito da commis-
sao de Hygienc Publica, o rallecimenlo das pessoas
ser verificado e alteslado por facultativo, com pre-
ferencia dos assislenles ; pelo que previne aos anear-
regados dos cotorros de pessoas fallecidas na fregue-
zia que, quando Ihe forem apresenlar as licenca do
vigario para porovistodevero levar Iobo o nt-
lestado de medico ou cirurgiao.Manoel Ferreira
vecioli, subdelegado tupplenle.
de e variado sortimenlo de miudezas e
ferragem fina, as mais proprias do mer-
cado, sendo a mor parte ltimamente
despachadas : quarla-eira 8 do corrente,
a's 10 horas da manhaa, no seu armazem
ruada Ciuz.
Joan Keller 4 Companhia farao leila a d-
nheiro, por interveiirao do agente Oliveira, em pre-
senja doSr. cousul de Hamhnrg, e por cinta e ris-
co de quem perlrncer, de r,K 11. 704 ama caixa con-
tendor pec.aa de caaemiras pretas avinadas, a bordo-
do brigne bamhurguez Georg c Andreas, recen-
lemenle chegado a esle porto ; e em cootinnacao, e
ao pnzo do costme, de um lindo ortimtnto de fa-
zendas novas 'de toda as qualidade, e que muito
agradaran a seus fregoer.es: lercateira, 7 do corren-
te, as 10 horas da manhaa, no seu armazem, rea da
Cruz no Recite.
Terca felra7 de novembro s 10 e 1r2 horas
da manhaa o agente Vctor em eu armazem, ra da
Crai n. 25, r leiUo de explendido sortimenlo
.le obras de marcineria nvate usadas.de difiranles
qualidadet, retogiospara algibeira de metal galva-
niaado, candieiro para meio de sala, linternas eom
pea de vidio e cisquinho, rhirutos superior quali-
dade, eoalros muito irtigot qu lornar-te-hia en-
fadonho annuncia-los. *
O agente Boria, quarte-feira8 do correte far
leilao de moilns objeclos diOerenles, como bem de
urna quantidade de excelleote obras di marcloeria
de varias qualidade, q tic se enlregaro por qualquer
proco que fr offcrecido, em consequeueia do dono
relirar-se para tora da provincia, um ptimo piano
inglez de Jacaranda mai'.o moderno, um dito de mog-
110, obra de miro e prala. relogios pan algibeira,
ditos de parede e de cima de meta, 2 reos apparelhos
de metal prncipe para cha, de goslo modernsimo,
loucas e vidros diversos para mesa, candieiros, etc.,
ama grande porcao de charutos fino da Baha, que
lambem se enlregaro por qualquer proco, varios li-
vros e outros muitos objeclos que estarn a amostra
no da do leilao as 10 horas, assim como lambem urna
ptima escrava preta; urna poreJio de chapeos finos
da Italia, oulra de exrellentes quadros de phiniasia.
O agente Oliveira far leilao di excellente roo-
bilia do Sr. Rothweit (actualmente oa Inglaterra)
consisliudo em cadeiras usuaes, de bracos e de ba-
taneo, ofs, mesas par ditos, e ootras redondas,
banquinhas para jogo, e d'onlras qualidades, eom-
modas, consolo cora espelho grande, guarda-ves-
tidos, ditos para livro e para louea, toucadores
graodes e pequeos, leilo para casado com cortina-
dos, caminhas para meninos, banquinhas pan luz,
lavatorios, aparador, marquezas, esleir de forro,
apparelho de porcellaua para cha, oculo de alcance,
garrafas e copos de cryslal, vasos diversos para flo-
re, candieiros, lanternas e alm de outros artigo
ir.indos, difiranles obra de prala: stxta-feira II)
do corrente, as 10 hora da manhaa, no tereeiro an-
dar da casa da ra do Vigario, por cima do eserip-
lorio, e armazem de fazenda dos senhores Johnston
Paler 4 C.
AVISOS MARTIMOS-
Para o Rio Rio de Janeiro, salie no
dia i 1 denovembro, omuito veleiro brigue
Recie : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-se na ra do Collegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos.Ribeiro.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate (For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C-, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
KiO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veleira polac* Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiros e escravos
a f'rete, trata-se com NovaestSt C., na ra
do Trapiche n. ~)\.
I'ara o Rio Grande do Sul, com escala pelo Rio
de Janeiro, pretende seguir em poucos dias o brigue
Juno, capitao Joao Jos da Silvcira, o qual somenle
pode receber aiguns passageiros e escravos; quem
pretender, pode tratar com o sohredilo capitao, ou
com os consiguatarios Amorim Irmaos, ra da Cruz
n. 3.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu vingem at 12 do corrente mez,
o brigue nacional Adolpho, capitao
Manoel Pereira de Sa': para o resto da
carga e escravos a fete, trata-se com o
mesmo capitao, 011 com o consignatario
Eduardo Ferreira Balthar, ra da Cruz
n. 28.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sahir com mu la brevidade, O
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carrega ment prorap-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a fete, trata-se com Novaes na ra do Trapiche n. ~>\, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para a Babia segu cm poucos dias, por ter a
maior parle da carga prompla, a bem condecida e
veleira garopeira Livrarao ; para o resto da carca,
trata-se com ten consignatario Domingos .Uve. Ma-
Ihcus. na ra da Cruz n. 5i.
Sabe para o Assii com muila brevidade o hiale
Anglica ; quem nelle quizer rarregar ou ir de pas-
sageui. dirija-se ra da Cadea do Recite n. 49,
primeiro andar.
COMPANHIA DE LIVERPOOL.
Espera-se do sul no
dia 8 o vapor Bahiana,
rom mandan Ir I). Oreen;
depois da demora do
costiime seguir para
Liverpool, locando na Madeira e Lisboa : agencia,
na da Cadeia Velha n. 52.
N. B. As carias para Madeira c Lisboa recehem-
sc na agencia livre de porte ; e as para Liverpool e
outros porlos da Europa no consulado inglez.
PARA A BAHA.
A sabida do pnlacho CAemenlina fica transferida
para domingo 12 do corrente: quem no mesmo qui-
zer ir de passagem pode tratar somenle al" quinla-
feira. rom o sen consignatario '-"rancisro (jomes de
Oliveira, ou com o capilao na praca do Corpo Santo.
Companhia de navegacao a vapor Lugo-
Rrasileira.
Os Srs. accio-
nislasdesla com-
panhia sao con-
vidados a rcali-
sarem, com a
m,or brevida-
de. a quinta e
ultima" presta-
rlo de suas ac-
edes, para a im-
portancia ser re-
meltda a direc-
<3o : dirigindo-se a ra do Trapiche n. 26, casa de
Manoel Duarle Rodrigues.
LEILO ES.
Brunn Praeger & C., farao lei lao, por
intervenc5o do agente Oliveira, degran-
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripia e cobranca do importe dos
a munidos he superior ao Valor delles,
previne-se aos senhores assignantes deste
Diario que quando os mandarem, re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao sero publicados.
Adverlr-se ao alvicareiro do lelegrapho, que
se nao conhece as bandeirat dat nacOes largoe o
ofHcio, e v plantar raaudioca, para o que lem bom
corpo, para nao acontecer como hontero, que fez
signa! de navio francrz logo de manhaa, e tal na-
vio nao entrn. o paspalhio do lelegrapho.
Preeia-se alugar um moleque para o servico
de tima casaeslrangeira sem familia, o qual entanda
de cozinha : na ra Nova teja n. 41.
Aloga-e urna prela para todo tervica de urna
casa : na roa Nova n. 50.
Precisa-se .le urna ama que saina cozinlur e
fazer lodo o mais servico de ama cata : no largo do
Terco n. 27 tegundo andar.
Precisa-ie fallar ao Sr, Pedro de Alcntara: no
Pas-eio Publico, toja de fazendas n. 7, oa declare
sua morada.
Da-se di nuc ro 1 juros sob penhores de ouro oa
prate em pequeas quantas : na ra Velha n. 35.
Precisa-sede urna* ama que saiba cozinlur e
eogommar : no largo do Terco 11. 44.
Sahio luz a biographia do Dr. (jomes em um
foi lelo de 30 paginas, grande n 8., com osen re-
trato, e o facsmile a sua firma, gravados do ori-
ginal piulado pelo eiaelisaimo Sr. Carvalho, pete Sr.
,P. Azevedo com espantoso talento nalaral. Vnde-
se na loja de livro do Sr. Figueiroa, na praca da
Independencia, na boticas dos senhores Bartholo-
men e Piolo, roa do Rosario larga, do Sr. Joaquim
Ignacio Ribeiro praca da Ro Viste, do Sr. Bravo
ra da Madre de eos, e no nrmazera do Sr. Manoel
dos Santos Fonles ra do Collegio n. 25. Preco 19.
O abai*o assignado pela terceira vez faz publ-
to por esle Diario, que o sitio do aterro dos Ateca-
das, vendido a Alvaro Fortunato Jordao, por Fran-
cisco Caelano Pereia Cuimaraes e suas manas, a-
cha-se h\ polhecado pelo pai dos vendedores a mea
casal no valor hoje maior de 4:0009, o'que se faz pu-
blico para coohecimento dos ioteressados.
Aluga-se urna casa de sobrado de um andar
com rincp quarios, duas salas, cozinha lora, qaarto
para prelos, estribara para dous cavallos, com quin-
tal murado, e banho no fundo do mesmo: na roa
do Bemfica, Psagem da Magdalena, a tratar all
com Jos Joaquim Dias Fernandes, ou oa ra da, Ca-
deia n. 63.
Dcsapparecea no dia 29 de outubro um escravo
crioulo de nome Joao, de idido 18 anuos, alio,
secco do corpo, tem na nura marcas de feridas, nos
peitos ama cicalriz,levou camisa e ceroula de algodao
azul, chapeo de palha novo: quem o prender le-
ve-o na ra de Horlas n. 4 ou na villa da Eseada ao
Sr. Jos Antonio de Moura que ser recompensado.
Subscribers to the Britisli hospital in Ihis city
are requesled lo allend a meelinh al Ihe Brilish con-
sulate ou Satarday neit the 11 t!i. intt: at 12 oclock
convened ter (he purpose of miking immedale ar-
rancemeiils for Ihe purchase ofan hospital Brilish.
Cousulate Pernambuco 6 novt. 1854.
Estando por S. Eic.Rvma. designado o dia 2t>
do corrente para a solemnissima procissao de Corpus
Chrisl, que deve sahir da matriz de Sanio Antonio
pelas 4 horas da tarde, e pelas ras do Cabug, Cru-
zes, Cadeia, Collegio, pracinha e Livramenlo em di-
recsao ao pateo de S. Pedro, deste ao largo do Car-
mo, desle s roal das Floras, Nova e matriz de S.
Antonio : espera o mesmo Eim. e Rvm. Sr. que os
moradores das mencionadas ras orneen as jauellas
e mandem limpar as testadas das casas de suas re-
sidencias ; recordando-se que nao devem consentir
homens as janellas emquanlo a prncissao transita,
como Ibes he recommendado na constituido pela
qual se rege esla dioce novembro de 1854.Padre Jos Antonio dos Santos
/.- !. secretario particular de S. Etc. Rvraa.
Precisa-se de urna ama para o servido interno
de urna casa de mui pouca familia : no pateo do Ter-
co n. 24.
Aloga-se ama casa terrea pelo lempo da testa
no lugar de Santa Anna de dentro, cujo lugar he o
mais fresco e salubre, que se pode encontrar: na
ra da Linguete n. 4.
Precisa-te de um cotiohero para um engenho
perlo da praca : a fallar na ra das Flores n. 37,
primeiro andar.
O thesoureiro da irmandade de Nossa Senhora
do Treco avisa as peswas que se julgirem credores
das despezas que se fizcram com a feslividade da
mesma Senhora neste anno, apresenlem suas coutas
no prazo de Ires das para erem pagas.
Do silio da campia da Casa-Forte, onde est
residiiiilo o abaixo assignado, fugiram ou foram lor-
iados pira amanhecer no dia 5 do corrente mez, 8
bois, que vieran) para o consumo, com o ferro a
emilacao de una meia la : roaa-te encarecidamen-
te a quem souber onde eslejain os referidos boia
de avisar ao mencionado abaixo assignado.
Joao Paulo Ferreira.
Na larde do dia 8 do corrente mez se ha de ar-
rematar em praca publica, porte da casa da resi-
dencia do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, na
ra esireiia do Rosario, a requerimento do lestamen-
leiro do bens do finado padre Domingos Germano
A ilnnso Kigaeira a casa n. 20, de 3 andares, tita na
ra do Torrea ao Recite, sendo esta a ultima praca.
Furtaram da roa do Crespo n. 6, casa de al-
aiale, duas casacas feilas, sendo uina cor de bronze
d.-lirado, com gola de velludo da mesma cor, orna
dila pela, e trila c lautos cortes de brim branco e
dilleri-nles cores, e algumas casacas talhadas; sbe-
se por informacao que sahio nm pelo com urna bar-
rica na ocutiao que foi o roubo, no domingo, 5 do
crrente, as 5 horas da larde : pede-se a autorida-
des policiaesou pessoas particulares a quem for offe-
recido algum desles ohjectos, de prender o ladr.lo.
Nu dia 31 de oulubro prximo passado, finali-
sou a sociedade que gvrava sob a firma de Teixeira
\ Filho, em nina padaria no palco da Santa Cruz ;
ficando a liquidacao e a casa pertencendo a Manoel
Ignacio da Silva Teixeira.
O Sr. Antonio Francisco de Miranda he roga-
do a vir loja da roa do Queimadn n. 2:1, a negocio.
Precisa-sc por aluguel de nm escravo para o
servico ordinario de padaria : na praca da Sania
Cruz n. 106, na padaria.
Precisa-ie de um caixeiro para taberna, de 14
a 18 anuos, dos rhegadot ltimamente do Porto ; na
ra do Rosario da Boa-Vista o. 41.
Manoel Moreira da Coila, residente ealabe-
lecido na cidade de Goianni, faz sciente ao publico e
especialmente ao commercio, que etistindo. nesla
cidade um oulro de igual nome. se assignar di hoje
em dianle Manoel Moreira di Coste Pastos.
Aluga-se a rata da roa de S. liento, em Olin-
da, que foi do finado lente-coronel Mapoel Igna-
cio de Carvalho Mendnnra; trata-se no earlorio do
lahelliao Portocarreiro, a ra eslreita do Rosario
d.25.
Pede-se a sociedade dramtica emprezaria do
theaLro de Santa-Isabel, queira levar i scena o bello
e apf aratoso drama iotialadoMARA TUDOR
fazendo a parle deste mesmo titulo a insigne actriz
D. Mara Leopoldina, para mais este vez admirar-
me o genio raro e sublimado da rainlia do palco
brasileiro, como oulr'ori o fizemos no thealro de A-
pollo, quando pela prmeira vez a vimos desempe-
uhar aquella parte, que nada delsou-nos a desejar.
O dilectante.
!*
-
-----ai*
- ani_,--.j^i,., m m
,.'.:-
-i.-i.Hi aaaia ral lia


DIARIO DE PERMKIBUCO, TERQA FEIRA 7 OE NOVEMBRO DE 1854
Aluga-se par* qualquer eslabelecimenlo um
urandr armazem coiu embarque pela.'parle dedelraz,
por baun do sobrado u, 23 'la ra Ja Cidei... bairro
de Sanio .Antonio : qi.em pretcr.der, para ajuslar
sea alugael e ver, entiida-sc coi Francisco Piolo
da Cosa Lima, na roa larga do Ki ario, ou em sua
loja, na ra do Cabugi.
I'rocura-se saber quem sao o procuradores, no
correspondente nesla praca dos Sr<. Joilo l.eileFei-
reira, Joito Rodrigues dos Santos 1" ri 11 i. l.eile, am-
bos moradores em Piar r, <1a provincia do Ceam
Jos Cesar Muoi? Falco, Joan C.vMcauli de Albu-
querque Mello, do eiliienho Arasuarj, c seu mano
Antonio Brasilina de ilolUnda Cuvafcanli, Filippe
Jos de Miranda, de Bom-Jardim ; Pedio de Mello
i' Silva, du engenho M-inm, em ledras de Fogo ; e
de qualquer dos herdeiros de JoSn "Antonio de Mou-
r.i. do engenho Terra-lSova, em Nazaretb, parase
lhe coinmunicar negocios que devem inleressar sa-
ber ; porlanto sao rogados a declararon! suas mora-
das para seren procurados, ou dirigirem-se a ra
da Cadeia n.|40.
IH Srs. Franeiacfi \a\ier Cavalcanli de Albu-
quorque, que /o empregado na repartirlo do sello,
e Manuel Be/erra de Menczes, que foi. morador em
Bom-Jardim, quciram declarar onde moram par
serem procurados neiwciode seui Inleresses, ou di-
rigir- na ra da Cadeia do Reciten. 40, que sa
bcrSo quera ihe'quer fallar.
Desappareceu no da 4 de novembro, de casa de
Mosquita Jnior, na roa de Bru n. 24, urna ca-
iliorrioha de rafa inglea, malliada de branco, cor
de caree preta, oreihas e cauda compridas : quem a
liver achado equier restituir ao mesmo cima, ser
generosamente recompensado.
Oabaixo assiguado fai cenle, que tem vendi-
do sua taberna, sita na Iravessa do Queimado n. 5,
aos Srs. Braga & Mede ros, desemlaracada da prar_a;
e pede o mus credores que apreseuteni suas cuntas
na travesea do Queimado n. 5, par i serem pagas.
Antonio do Espirito Santo Sena.
Jos Alves Lima, curador da alienada D. Ma-
ra Jos Lins, Taz publico que do poder da mesma se
desencaniinhou urna leltra da quanlia de 3249200
i"., -secada por llenrj Gibton, acceila por Manoel
Joaquim Mauricio Wanderlcy a voncer no da 8 do
correute, porque essa lellra perlenccnte a sua cu-
rada mi pode ser paga ao annuncianle que assim o
declara para scieucia dos mesmos tenhures, afim de
que a nao pague a qualquer nutra pessoa que a apre-
senlar.
Joao da Silva {tamos, lendo de ausentar-se pa-
ra a Babia por algonsdias, e mo llie lendo sido pos-
sivel comprimentar seos prenles o amigos, que Ibe
lem feto a honra de o visitar no scu resresso de
Portugal, Ibes pede desculpa : prometiendo faze-lo
na sua \olla a esta.
Aluga-te um sitio com casa commoda para nm
regular familia passar a Testa, no. lugar da Baila-
Verde da Capuuga : a tratar na ra do Queimado nu-
mero 12.
O Sr. acadmico Sergio Porfirio da Molla tem
urna carta e eucommenda, vindas do Maranlio : na
ra do Trapiche n. 16, 2 andar.
_ O abaixo assigna.lo faz scienie as pessnas'que
l n eren, penhores em seu poder, haj.im de os tirar no
prazo de ti das, do contrario lem de os vender|para
seu pagamento.Ricardo Gaduff.
Vai praca para ser arrematado em hasta pu-
blica a quem mais der no dia 10 do correi.te as horas
do cosame pela prime ra vara di. civel, ecrivao
Baptisla, u escravo Francisco.de Antonio de Iloilan-
da Cav.ilcante, pela quantia da 3to rs. para pa-
gamento da execuciio de Manoel Jos Connives.
Precisa-se de urna ama para o ser-
vido interno de urna casa de pouca familia, e que d
liador a sua conducta ; na ra da Cadeia Velha
n. 45.
Koga-se a todas as pessoa* que leem dado
chapeos de sol para concertar na na do Encanta-
mento do Kecife, casa n. 7, que queiram ir lira-Ios
at o fim do mez de novembro, pois o nao fazendo
serio vendidos para pagamento dos mesmos concer-
tos, e nilo lero roais emita a reclamado alguma os
donus dos mesmos.
O abaiio assignado pelo presente previne ao
respeilsvcl publico, que ninguem negocie com sua
ogn I). Luiza Epifana da Concento, ou com qual-
quer oulra pessoa por ella aulonsaila, a compra da
casa terrea, sita na ra do Nogueira n. 41, visto que
devendo a mesma sUa ogra ler procedido a inven-
tario dos heos queficar.im por fallecimenlo de seu
marido Joaquim Jos de Medeiros, o nao lem feito
ale o presente com prejuio de suas duas filhas.
Candida Joaquina da Cciiceiro, e Alejandrina Ma-
ra da Conceicao, mulher do annuncianle ; o qual
protesta oppor-se pelos meios lecaes a venda da re-
ferida casa, cuja, mea.;,1o do dircito lhe pertence
como administrador de sua inulh :. E para que
uiiiguem se chame a ignorancia faz o presente an-
nuncio. Kecife 3 de novembro de 1854.
.tilintado Alexanrino de Salles Dulra.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
Cono impreterivelmente no dia 2i de
novembro.
0 Ihesoureiro iaz constar que estao
i venda os bilheba da presente loteraj
nos lugares seguintes: ra Nova n. 4,
piarla da Independencia, n. 4, ra do
Oucimado, loja do Sr. Moracs, ra doLi-
\ lamento, lwtica do Sr. Cliagas, aterro da
Roa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
ra do Collegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Peruambuco 2 de uovembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8j|000
Meios. i.S-OOtt
Roga-se encarecidamente a euipreza do lliea-
Iro de Santa-Isabel, haja de levar sceoa o drama
intituladoMARA TUDOR. -
O apreciador.
UM PRODIGIO DO METHODO CASTI-
LHO DE LEITURA REPENTINA, RA
D.\ PBA1A.
Diz o Ilustre lilleralo, a paginas XI da sua 3.
ediccio, que o seu melhodo cura a gagnez ; com
etleito, o seguinle caso he mais urna maravilha em
favor do Sr. Caslilho. Encarregou-ine o Rvm. Sr.
padre l.emus de ensiuar um menino mudo ; eu nao
sabia como desempenhar a minha missao, fui-lhc
gnlando as rearas e mais preceitas do melhodo
quando oh prodigio, no liin de fi dias o menino
enlraa pronunciar lodo oaiphabelo.junla as silladas
canta as regras e ejecuta as marchan sillabicas com
loda a perfeic.ao Os incrdulos podem desengaar-
se com o pai do dito menino. Odireclorda escola de
Icilura repentina estimara mullo que lodos os Ilus-
tres redactores dos jornaes desla cidade fossem das 7
as 9 da noile, horas em que estarao mais desocupa-
dos, lestemunhar otularmenle a eicellencia deste
mettiodo. As lines de noile para os homens 55000
mensaes ; de da para o meninos 3,1000. O director
da livros, pedras, e ludo o mais preciso aos discpu-
los ; na ra da Praia, palacete amarello.
Na praca da Independencia n. 14 e
1 ti, deseja-se fallar ao corresponoente do
Sr. Jos Peixotoda Silva: n,i mesma loja
compra-se urna gramrcatica francesa de
Lomond.
A' aociednde drarnalica emprozaria pede-se o
'iw,lqU'"^^ole.v"r escena o drama-MARIA TU-
DOR.O amigo da empreza.
_Preeiii-.se de um menino de 12 a 16 annos para
caixeiro de taberna, com pralica ou sem ella, e que
ja de boa conducta ; na ra do Amorim n. 17
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cie para ser procurado.
Aluga-seal o primeiro de selembro urna boa
casa cun qmnl.il bem |ilantado n. l^punga, onde
razquatro cantos:quem a pretcndtr dirija-seao Sr.
ebaslifio Jos da Silva l'ena no mesmo lugar, ou
a ra da Cruz, armazeui u. 15.
BAZAR PEHXAMBIICANO. @
O narctico que adormecen i-sle estahele- .
2 _5f.n,'non o seu cffeito, eosomno de
4dias Ihe reslituic o seu amigo vigor: for- M
4* coso he porlanlo, convidar aos amigos e fre- S
@ guraei do Bazar, para a Irouco de pouco di- f
W "I"' ^mprarem as hiendas que precisa- S
5 15?'. m cafe a KteOOO; chaira de toqnm a (MMOOO ^
9 Mdas escocBz.,s de grandes quadrosa JOSOOO; S
Sil. a borid'",.\a 3000; man- S
6 tejetetde camhraia i.onlajo, a .ijooo ; cami- *
fi Mtal de dita dito a 1.-280. rosetas de ol.ro em *
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Esta obra, amis importante de lodas as qnetratam da homeopathia, inleiessa a lodos os mdicos que
quizerem experimentar a douiriua de Kahnemann, e por si proprios se conveuccrem da verdade da
mesma: interessa a lodosos senhores de engtnho e fazeudeiros que eslo longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos capules de navio, que nao podem deiiar orna vez ou oulra d ler prerisin de
acudir a qualquer incommodo seo ou de seus Iripolanles ; e interessa a lodos os cheles de familia ene
por circnnislaiicias, que nm sempre podem ser prevenidas, silo obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della. '
O vade-mecum do homeopalha ou lraduce.ao do Dr. Hering, obra igualmente ulil s pessoas que se
dedicam ao.estudo da homeopathia um volme graude..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
pensavel as pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 tubos grande| de linisimo chrislalcom o minu.il do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc.......-........
Dita de 36 com os mesmds livros..............
Dita de 48 com os ditos. ,.............. '
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaves, a esculla. .
Dita de CO tubos com ditos...............
Dita de 144 com dilos. ...............
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o lleriug, tarta o abalimento de lOfOOOfa. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 2i tubos pequeos para algbeira............... >tS)00
Ditas de 48 ditos......................... ^KK,
lubos grandes avulsos.......... ...... 19000
Vidros de roeia onca de untura.................... 2M00
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, c o proprietario deste eslabelecimenlo se lisongeia de te-lo o roais bem motilado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamenlos.
85000
4000
40000
453000
503000
603000
1003000
apromp
modos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rrystal de diversos tamanhos, e
mpla-se qualquer eucommenda de medicamenlos com toda a brevidade e por precos muilo com-
-_- O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, haja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em graudeatrazo de pagamento.
9 DENTISTA FRANCEZ. **,*'w5
9 Panlo Gaignoui, estabelecido na ra larga 0
49 do Rosario n. 36, segundo andar, collora den- $
3 les ruin gengivas artificiaos, e dentadura com- $
9 pela, ou parte della, com a presso do ar. $_
9 Tamhem lem para vender agua dentfrcedo $$
H Dr. Pierre, e p para denles. Kna larga do ;
@ Rosario n. 36 segundo andar.
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de grammar
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o apolhiraento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu presumo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pu-
lica ainda acusta dos maioressacnicios,
e, emquantonaoixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de homeopathia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemanii. tratado das molestias chronicas, 4 vo-
201000
63OOO
78000
(SOOO
168000
(BOOt)
83000
168000
108000
83000
73000
68000
48000
108000
.'IOjOOO
lumes.
Teste, rroleslias dos meninos .
Hering, homeopalhia domestica. .....
Jahr, pliarmarnpahoiiienpalhica. .
Jahr, novo manual,'4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhmann. tratado completo das molestias
dos meninos.........
A Teste, materia medica humeopathica. .
De Fa>olle. doulrina medica homeopathica
Chuica de Staoneli........
Castihg, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de todas as parles do corpo huirmiu .
vedem-se todos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mulato com milita pratica desse olcio. Na ra
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourenro Trigo de Loureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinlia do Livramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 c 8 da |iiaca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche'
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vitTT a esta praca, dirigirte a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, az-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recbe-se qual-
quer encomnienda tas mesuias obras pa-
ia dar com promptido e preco con; -
modo. s
Chapeos depalha a 12.s000rs. ocen-
to. esteiras de palhadoAracaty, a I2S000
rs. o cento, he pechincha : quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recife n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
O Sr. Machado, encadernador mora na ra de S. Francisco, dirija-se a
esta tvpographia a negocio que lhe diz
respeito.
Os senhores herdeiros do fallecido
coronel Francisco Jacintho Pcreira, qupi-
ramdirigir-sea livrarian. be 8 da praca
da Independencia, a negocio que lhesdz
respeito.
TOALHAS
E GARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina qne volla para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por preco* com-
roodos.
No hotel da Europa da ra da Aurora se manda
almocos e juntares para fra men-almenle, e lambem
lem comidas e petiscos a toda hora, tudo por preco
muito razoavel.
Lava-see engomma-se com toda a perfeic_So c
aceio: no largo da rbeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Aluga-se um sobrado com bom quintal e perlo
do banho, no lugar dos Arrombados, em Oliuda :
quem pretender, enlenda-se com Jos Anlunes (iui-
inaraes, na ra de Apollo, nrmazem 11. 30.
O Sr. Jos Francisco de Oliveira, administra-
dor do hospital do Lazareto, na ilha do Pina, lenha
a honda.le de apparecer defronte da matriz da Boa-
Yisla, taberna n. 88.
UASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na ra Direila, sobrado de 3 andares, defronte do
becco deS. Pedro n. 3, recebem-se escravns de am-
bos os seos para se veuderem de commisso, nao se
levando por esse Irabalho mais do que 2 por cenlA,
e sem se levar cousa alguma de comedorias, oflere-
cendo-se para islo loda a seguranca precisa para os
dilos escravns.
Na madrugada do dia 2 de novembro fugio urna
escrava de nome Josepha, rrioula, moca, com 22 an-
uos, nir bem prela, alta, e com todos os denles;
levou brincos as orellias, cuntas azues no pescoco,
vestido rdxo e panno da Cosa. Foi comprada a Sra.
I). Mara Gomes do Amparo, senhora do CDgenho
l'orno da Cal, no dia 23 de oulubro prximo passa-
presume-se que seguir a estrada dos Afoga-
a
fe-
de d
do:
dos : quem a pegar, ^e-a ;i ra larga do Rosario
n. 22. segundo andar, que sera generosamente re-
compensado.
lotera da matriz da boa-vista.
Anda a roda uo dia 2i do correle imprete-
rivelmente
Aos 8:0008000, 4:0003000, 1:0009000.
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista 11. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilheles, meios e cau-
telas do cautelisla Salusliano de Aquiuo Ferrcija ;
os bilheles e cautelas deste cautelisla nao soUrem o
descont de 8% do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 98000 recebe por inteiro 8:0003000
Meios a 43500 dem 1:000)000
Quarlos a 23.100 idem 2:tKK)3IXKI
Oilavos a lj>300 idem 1:0003000
Decimos a 13100 idem 8008000
Vigsimos 36OO idem 4003000
O Sr. Cincinalo Maviguier queira dirigir-se i
loja do abaixo assignado. para effectuar o trato que
fez com o mesmo.Jote dos Santos Netes.
RA DA CADEIA DO RECITE N. 33.
O liquidalario da taberna da ra da Cadeia n. 23,
qucreiiuV concluir a venda ds diversos gneros que
arreirxilou na mesma taberua, por isso convida aos
donos de tabernas c mais pessoas para que venham
comprar, porque esta vendendo barato para con-
cluir ; batanea, pesos, medidas de motilados e sec-
eos, bomba de cohre para Irafego, (orneiras e oulros
muitos ulencilios da mesma, e diversos gneros, gar-
rafas, frascos e botijas vasias, gigos de champagne,
vinhns engarrafados, sardinhas em latas, e outras
muilas cousas.
O Dr. Francisco Joaquim dasChagas, lente da
faculdade de direilo, reside no convento do Cirmo
do Becife.
Precisa-se de ama ama para o servido interno
e externo de urna casa de houiem solleiro ; quem
pretender, dirija-se praca da Independencia n. 34.
Os abaixo assignados fazem scienie a quem po-
sa inleressar, que lem comprado a taberna u. 5 da
tra.essa do Queimado ao Sr. Antonio do Espirito
Santo Sena, nao estando os mesmos sujeilos a tran-
sando algama que o mesmo Sr. Sena lenha feilo.
Kecife 2 de novembro de 1851. Domingos Jos
yieira Braga.Luiz Cabral de Medeiros.
0 Dr. Caroliao Trioste de Lima Santo*
mudou-se para a na das Cruzes n. 18, 1" a-
ilar, onde continua no excrcicio de sua pro-
lissao de medico ; e utilisa-se da occasio pa-
ra de noy ao publico olVcrerer seu presumo
como medico parlciro, e habilitado a certas
(iperaces, sobretodo da vas ouriuarias,
por se ter a ellas dado com especialidade em
Franca.
> 1. m ....ciios para muninas
botaos de 011ro para aberl ara a 33OOO o par :
ft S-51Ef9e01m ""res ""'*"'' *e "lhantina. a
* i'vUUU ; chapeos de seda para meninas uroa-
00_tJma a 63000 ; colleles de panelina
g a WWO ; vestidos de dita a 359000 ; unifor-
! ""^JS; """ilos pata crianzas de 3 a 4 annos
a f ^"i Plumas finai, ricas pulceirasde gos-
! lo sublime a 33.500; rosetas mui bem galvani-
saass e de bolillos gastos a 800 rs. ; lanteriias ,
K com palmatoria de vidr a 6000 o par ; gra
vaias .le seda, meiis de dita para homens e
K senlioras. escovas Anas para chapeo, espelhifl, $
de mi, cliapeos de palna para horoeni, ditos 9
m de seda superfino, 1 oulr.s muta, fazendas,
que a vista deltas edo preco niniuein dcixar
V de comprar. 2
#<:#
Sr. Jos Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia pie se lhe preci-
sa fallar a negocio.
Perden-se 4 volumes da obra intituladaTra-
tado Elementarpara inslruceao dos corpos Je iu-
l'anlaria ; qnem liver adiado, "querendo eulrega-los
na ra da Cadeia do Recife D. 34, loja, ser grati-
ficado.
. Aluga-se um ptimo rooleque proprio para ser-
vico de casa e compra de ra ; a tratar no largo da
malriz da Boa-Vista, sobrado n. 6.
Precisa-se alugar um escravo que lenha sido
Ci"rn'r pa6a-5e bem : na ru" da Concordia, porto
do Pourinho, armazem de maleriaes, junto a taberna
de Jos Dnmingues.
O abaixo assignado faz scienie aos seus credo-
res, que visto uao lerem comparecido no dia de sex-
la-feira,- 3 do rorreule, para lomarein conta de sua
taberna, em Fra de Portas n. 88. passa a depositar
a chave da mesma, eu lia la neo no deposito geral, vis-
to nenliiiin de seus credores querer tomar conta.
Recife 4 de novembro de IKIii.
Antonio Jacintho de Medeiros Dulra.
Os senhores assignanlcs do ndice Chronologi-
co das Leis Brasileiraa pelo bacharel Antonio Ma-
noel Fcrnandcs, podem mandar buscar a parle 4.a
do mesmo ndice, na casa da residencia do Dr. I.ou-
renco Trigo de Loureiro. ra da Saudade.
Tiram-se passaporles para dentro e fra do im-
perio, corrcin-se Tullas, desparham-se csrravos para
difidentes provincias, malriculam-se os mesmos, e
d-se baixa por qualquer circumslanria ; tiram-se
titulos de residencia com lempo e sem elle, e oulras
incumbencias mais : na ra du Queimado,' loja da
Estrella 11. 7, e na da Cruz do Recife n. 3l', sedir
quem disso se eucarrega com presteza c commodi-
dade.
Quem precisar de nm pequeo' de 1i anuos
chegadoagora do Torio, para caixeiro de loja, ou
mesmo para taberna dirija-se :i ra da Cruz, arma-
zem 11. 15.
Aluzase o sitio/.oiigiiv nos Apipucos, i mar-
gem do rio Capibarilic, excellenlc para passar a fes-
la por ler todos os commodos necessarius para este
fim ; a fallar com o proprietario do engenho Dous
Ir mil os.
O solicitador
Manoel Luiz da Vciga avisa aos seus conslituintes e
mais pessoas que com elle liverem de fallar, que se
acha residindo na ra do Livramenlo n. 27, segundo
andar, onde pode sor procurado das 6 horas da roa-
nh.la al as!).
OSr. Jos Joaquim da Cunha, passageiro da
barca tlracliarense, viudo d Porto no primeiro de*
novembro do correle anno, qoeira por favor cu-
lender-secom o abaixo assignado na ra da Senzala
Velha n. 50 primeiro andar; isto he para evitar du-
vida no futuro. Jvic Joaquim da Cunha.
Roubaram na manhna de 3 do corrente, de um
rombo) que pernnitata junto ao engenho S. Joito,
de S. Lourenro da Malta, ns ohjecto* declarados, de
um hah que foi depois adiado no mallo:' um ad-
rete de ouro, conlendo gargaulilha, pulceira, alun-
les e briucus, ludo com diamante ; um dito com as
mesmas pecas excepto pulceira, com pedras e
cniatie; eis anneloes, sendo qualro com dia-
mantes e dous liaos; iimlranreliin grande eom casso-
lela, urna casaca de panno fino preln, urna calca de
casemira preta fina, um ropinho de senhbra de seda
encarnada de quadros, e um lenco de seda amarello:
roga-se as autoridades competentes e mais pessoa
qoe noticia tiverem de seinclhanle roubo a sua ap-
prehenco, e aos senhores ourivo* o mesmo, por es-
pecial favor 110 caso de Ibes ser ofierecdn, po.leudo
participarem 011 levar na na eslreita do Rosario n.
31. primeiro andar, que se gratificar com 509000.
O Sr. F. M- V. D.. queira man-
dar levar a chave da casa pie tomn pa-
ra ir ver
Francisco da Cosa Maia. relira-sc para o Rio
de Janeiro.
Esperamos que a digna e diligente empreza do
thealro de Saula-lsabel. leve scena o drama__MA-
RA TUDORque muilo agradou quando foi repre-
sentado no Ihcalro de Apollo, em que fez a Sra. Ma-
ra Leopoldina a parle de Mara. O assiduo.
compras!
Comprase effeclivamente brunze, lalao e co-
bre velho : 110 deposito da fun.li._an d'Aurora, na
ra do Brum, logo na entrada n. 28, e na mesma
fundic.lo em S. Amaro.
Compra-sc una casa lenca com quintal, uo
bairro da Boa-Vista : quem liver, dirija-se a ra
delraz da malriz da Bua-Visla u. 54.
Compra-se um escravo pardo ou prcto, anda
moco, que seja bolieiro. e com preferencia se lam-
bem fr sapatero, sem vicios e molestias, e que se
venda por alguma oulra circuinslancia : quem o li-
ver. dirija-se a qualquer hora do dia ra da Sole-
dade, logo ao sahir para o Mim:inhoi no sitio dos 4
teoes, que adiar com quem tratar.
VENDAS.
Deseja-sc fallar com os Srs. Jos Joaquim da
Costa, Valenlim Armando de Carvalho, Joaquim In-
nocencio da Costa, Jos Xavier Carnciro Rodrigues
Campclln, Jos Antonio Marques, Francisco Alves
Falro, Manoel Domiugues Gomes, Antonio Con-
nives de Oliveira, Jos Joaquim das Cliagas. Amo-
nio Joao da Ressurreicilo e Silva, D. Rosa Candida
do Reg e Francisco da Cliagas Barros; para nego-
cio de seus interesscs,dingindo-se ou mandando pes-
soas suas, no pateo do Hospital 11. 6.
l'erdcu-se na noile do da 3 do correte um
alfinele de ouro esmaltado para senhora, desde a ra
de llorlas, .Iravessa das Aguas-Verdes, em directo
ao paleo de S. Pedro, Livramenlo, Quefinado, roa
das Cruzes, ra de S. Francisco c ra Bella : quem
o adiar, lendo conscencia, leve-o a ra Bella n. 31,
que sera generosamente recompensado.
Na ra Direila, quina do becco do Serigado n.
91, primeiro andar, precisa-se de um criado ; diri-
ja-se a qualquer hora do dia.
Precisa-se de um homem que saiba perreila-
mcnte tratar de jardime plantacoes de hortaliza: a
tratar no aterro da Boa-Vista n. 18.
SSHasaE2)I,:rS8K! sssses*-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retallio, afliancando-
$c aos compradores um s preco
para todos : este estabcleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaet
inglezas, francesa, alIemSas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores v:in-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Rolim.
lhe under sigued a brilish suhject bess reapecl-
fully lo lhe brilish and ollier foreigu merclianls o(
Peruambuco Ihat he hasopen very respeclable an
Inn al ra da Aurora n. 58 for arcoinmodalion of
captains and passengers where to be liad breakfasls
.l-nneis and suppersand a refreshmcnts al any huur
as -ilsu has superior wines and snirils ales and por-
tera sirops of all sorts all of the besl qualely for
;noderale prices.1. Mendes.
No dia 1 i de oulul.ro perdeu-se urna pulceira
de ouro, sem esmalte, c.a ra do Queimad al o
thealro de Santa-Isabel: quem a adiar leve-a i ra
do Queimado, sobrado n 48, no lerceiro andar, onde
moram a irmaas do BaiSo da Bea-Vista, que ser
bem recompensado.
FAMA
No aterro da Boa-Vista, defronle da bonera u. 8,
chegou ltimamente um completo sorlimenlo de to-
dos os gneros de moldados dos ltimamente etw-
gados, e vende-se por proco muilo razoavel :
nianleiga ingleza a 480, 720, 800 e 880 ; dila
ranceza a 610 ; arroz do Maranhao a 80 e 100
rs. ; presunto a 180; Cha livsson a I36OO, 1-920,
45500 e 23800 ; dilo do Rio a 1*600 ; velas de
espermacele a 880, 960 e 18120 a libra ; caixas de
eslrellnha muilo superior a 59000 ; e muitos oulros
gneros, ludo de superior qualidade.
Vende-se um cabriole! com cubera e os com-
petentes arre i os para um .avallo, ludo quasi novo:
para ver, 110 aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro ; e para tratar, no Recife, ra do
1 ra piche n. 14, primeiro andar.
Vendem-se barrls de breu e louro, por preco
commodo ; na praca do Corpo Santo n. 17, armazen
Em Fora de Portas, ra do Pilar n. 50 ven-
de-se urna linda criuula de 18 annus, muito propria
para casa de familia, enlcnde de cozinha, costura
chaa e mais arranjos de urna casa.
Vende-sc a verdadeira potassa dafiussia e cal
virgem viuda no brigue porluguez Tarujo 3o, che-
gado no dia 5 do corrente : na prara do Corno
Santn. 11. > K
Vendem-se corles de cassa chita com 7 varas, e
novos padres, a 1920 rs.: na ra do Queimado o.
38 em frente do becco da Cougregacao.
Vende-se urna vacca de le le : no sitio do Buc
nos A Togados.
SACCAS COM MILHO E FARINHA.
Vendem-se saccas com inilho e fariuha da trra,
nova e bem loriada: na ra da Cadeia do Recife
loja n. 18.
Vende-se por commodo preco urna morada de
casa terrea de pedra e cal em chaos proprios, livre
e desembarazada, sita na cidade de Oliuda: aira-
lar na ra Augusta casa .10 Sr. Nobre.
TABERNA DA RIA DA CADEIA N. 23.
O liquidalario da taberna da ra da Cadeia 11. 23,
querendo concluir agenda de cerlos alcaides que
lem ns dita taberna, convida aos donos de tabernas
e mais pessoas para que venham comprar, parque
esta vendendo barato para acabar, garrafas, botijas,
irascos vastos, medidas de liquido c seceos, pean,
bomba para passar vinhes. canteiros, pipas vasias,
funis de pao, absinlo em garrafas, chapeos de palha
ile carnauba e mais alguns alcaides.
Ra do Crespo n. 9,
Loja de Jo3o Moreira Lopes, vende-se corles de
iirim de I111I10 de padres os mais lindos que lem
apparecido nrt mercado a 28 ; dilos de meia case-
mira a 28 ; pauno prelo lino a 90OJ 33 e 43 ; di-
tos de cores muilo finas a 4.3 o corle ; corles de ca-
semira muito linas 5> e oulras muilas fazaudas do
ultimo goslo por menos preco do que em outra qual-
quer parle.
Ba do Oretpo n. 9,
Loja de Joito Moreira Lopes vende-se chita frau-'
ceza de cores fixas a 220 rs. o covado ; cassa frau-
ceza de modernos padres a 360 rs. a vara ; cortes
do gaze de seda para vestido de Senhora por menos
preco do que em oulra qualquer parte.
Vende-se urna muala que sabe cozinhar, en-
lommar ecozercliao: quem a quizer comprar di-
nja-so ao pateo da Ribera. taberna n. 1, ou no ar-
mazem de couro no becco do Amorim 11. 47, que
achar com quem tratar.
Vende-se um escrevo vindo do malio : no pa-
leo de S. Pedro n. 10, tegundo andar.
* Attenco,
Vende-se louca e vidros de lodas as qualidades,
por prei;o mais commodo do que em oulra'qualquer
parte na ra Nova n. 51, ao p da Conceicao dos
Militares.
Doce de caj' secco.
No pateo do Carmo, quina da ra de llorlas n. 2,
veude-se o bello doce de caj1 secco a 500 r. ; bra-
cos .le balanza para balcao, de Romo & Compa-
"bia, a I83OOO. v
Vende-se agua das Caldas da Rainlia, excel-
tentecura para o estomago e rheumalismo: quem
precisar, procure na botica de Ignacio Jos do Con-
t, no largo da Boa-Vista.
'" Vende-se vinho engarrafado do Porto, muilo
superior a 18120 a garrafa ; dito do Porto a 720 ; de
im aa4?1 m e m clw h-vsso" em "
23*00 ; do brasileiro do Rio a 13100 a libra; em cai-
xas a 8000 ; muito bom peixo em libra a 140 rs.,
clicgado ullimamcule de Lisboa : na taberna da ra
Direila n. 2.
,. ~' vende-se cera de carnauba de muilo boa qua-
lidade. por preco commodo : atraz do Corpo Sanio,
uo Recife, loja de cera 11. 60.
Vende-se urna negra de nacSo, de 20 e tantos
annos de idade, bonita figura, cozinha o diario de
urna casa, lava muito bem de sabao c barreta, tem
pniicipios de engommado, he muito el, e nao lem
molestia de qualidade alguma : na ra do Hospicio
11. o, sitio da Sra. Viuva Cunha. Na mesma casa
vende-se um molcque de 3 annus, esperto, e bonita
figura.
Vendem-se 5escravos. sendo 1 molequedc 14
annos, crioulo ; 2 ditos de bonitas figuras ; 2 escra-
vas mucas quecosem e engimmaiii: na ra Direita
II. O.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
Ion & C, na ra de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins nglezes.
Helogios de ouro patente inglez.
Chicotes*de carro.
Farello em saccas de 5 arrobas.
I'ornosde familia.
Candelabros e caudieitos bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para forro.
Cobre de forro.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos ". ferro de -rr qualidade.
0~ } enJe-se fio de sapaleiro, bom : em casa de S.
1. Jolinslon & Companhia, ra da Sensala Nova
u.42. .
No armazem de Feidel Pinto Companhia, na
ra da Cruz n. 63. junio an Corpo Sanio, vendem-
se v.Iros de bocea larga de I a 12 libras, burras de
ferro garantidas contra o fogo e muilo elegantes, sa-
g e cevadinha em garrafes de 30 libras, cadeiras
para quem snlliedo mal da preguica, quadros de va-
ros tamanhos para eslampas e retratos, machina
para copiar de carias e seus perlcuces, familias c va-
rios legumcs para *opa ranceza, vidros de varios
tamanhos para espellios. cabillos de ferro de varios
tamanhos, lavatorios putaleis com lodos os seus per-
leuccs.
Vendem-se saccas com millio e familia ; a
tratar com Manoel Jos Comes Braga, na ra da Sen-
zala Velha 11. US.
Vende-se 11111 selini cm bom uso, cun cabecilla
e bride, por prejo coiiiuiodu : na ra 'da Couce'irao
11. 32.
Vendem-se 4 bnis mansos, 0 vacca, 3 novilhos
c 3 garrotes, ludo por preco minio commodo : a Ira-
lar 11a ra Augusta 11. 49, das 2 as ti horas da larde.
Vendem-se ipoli.es da exlincta companhia ;
M ra da Cadeia do Kecife, esciiplorio n. 14, pri-
meiro audar.
Vende-se sal do Ass, a burdo do hiate Ang-
lica ; a tratar na ra da Cadeia do llecife n. 49, pri-
meiro andar.
Vende-se um cachorro de fila, ebegado lia pou-
co lempo do Porto : na. ra do Senhor Bom Jess
dasCrioulas 11. 1.
Aos 8:OO#0 rs.
Na casa da fama do aterro "da Boa Visla n. 48, cs-
tSo a venda os bilheles e cautelas da lotera da ma-
triz da Boa Vista, que corre a 21 de novembro.
Bilhtles 83000
Meios '13OOO
Quarlo MO
Decimos 18100
Vigsimos 600
Ceblas novas em roteas,
rhegadas pela Bracharense : sao de excedente qua-
lidade, e vendem-se a relalhu e por preco mui
commodo : no armazem n. 134 da ra da Senzala
Nova.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, nova e muilo
em conta : na rna da Cadeia de S. Antonio n. 20.
Na mesma luja vende-se palhnha j.i preparada para
enipalhar cadeiras e loda a qualidade de obra que
perleota a palhiuha.
Veode-se um moleqoe de bonita figura, com
idade de 7 anuos : na' roa do Cabug 11. 9.
Aiiadores.
Vdcm-e o< verdadeiros aiiadores de curtica para
nayalbas. muilo bem preparados: na loja de bar-
liciro da ra estrella do Rosario, n. 28.
Vende-se una prela de idade de 30 annos,
com um moleqoe de 5 anno de idade, por preso
commodo : na ra da Praa n. 32.
Na Iravessa da ra das Cruzes 11. 10. rende-e
azeile de carrapato a 13600 em caada, e 18920 em
garrafa.
Vende-se um oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens : na rna de S. Cecilia u. 14.
Fazeqdas para a lesta.
Cambraias organdiz de lindos desenhos a $1
800 rs. a vara ; chaly de la e seda de qua- 3(
dros, fazenda nova e de goslo a 800 rs. o co- _
vado; sedas escocezas a 163000 o corle ; ricos jg
cortes ile seda de quid ros taraos a 353000; cor- kjj
les de cassas sedas de 2 babados a H90OO ;
cambraias aberlas a 33000 o corte ; ditas de
chnvisquinhos a 1500 o corle ; vestidos de
cassa e rambraia hraucos e de cores, de 1 a 4
babados a 48,13500 e 53000 ;romeras de eam-
brai a 28000; camisus de fil e rambraia
bordada a 5)000 ; romeiras bordadas de re-
Iroz o mais moderno que ha a 10 c 128000 ;
diales de lila e seda muilo linos a 33500; .li-
to de seda muilo grandes a I69OOO ; setim
brancolavrado proprio para vestido de casa-
mento a 38000 o covado ; dito liso de lodas
as cor%s a 800 rs.; lencos arandes- de seda a
I36OO ; rapolinhus de seda preta e de cores
a 10 e I29OOO ; e oulras minias fazendas de
goslo propria para a festa, e que se vendem
por procos'haixus, daudo-se amostras com
penhores : na ra Nova, loja 11. 16, de Jos
Luiz Percira & Fillio.
12235:;O&^&g[5&:
Pulceiras.
Chcgon luja de Todos os Santos da ra do Col-
legio n. 1, um rico sorlimenlo de pulceiras, qne ce
vendem pelo diminuto preco de 136OO, 2J e 29500 ;
a ellas antes que se acabem.
Loja de todos os santos, rna do Colle-
gio n. 1.
Chegou a mesma loja cima um sorlimenlo de es-
lampas de sanios e sanias, cm ponto grande e peque-
no, que se trocam por lodo dinheiro ; aellas antes
que se arabem.
@3tgat
A Chitas baratas. S$
Vendem-se chitas finas de cores (xas, pa- &
9 droes claros c escuro a 160, 180 e 200 rs. o 9
S> covado. tascados e chitas francezas muito lar- 9
P$ gas a 210 o covado ; dao-se amostras com pe- &
nhores : na ra Nova, loja o. 16.
1i9!9&i*)Z' $%:999999999S
MILHO E ARROZ DE CASCA.
Na ra da Moe.la, taimara n. 3, defronle do.tra-
piche do Cunha, vendem-se saceos de milho e de ar-
roz de casca, de bom tamanho, e de superior quali-
dade, por pre.-o muilo commodo.
3aS_B95SI!:8Sas^98;;a8
9 Casemiras para forro de carros, o covado 19 #
8 rs. ; na ra Nova, loja n. 2. 9
ae>iwlMiiHHitM Vende-sc agua de Malabar para Ungir cabellos
rapidamenle ; 110 Bazar Pernambucauo.
HE BARATISSIMO.
Cambraias nrgaodzes bonitos padres pelo hara-
tissmo preco de 560 rs. a vara ; dita de ditas com
barras a 43500 o corle; e um completo sorlimenlo
de fazendas finas por muito barato preco : na loja
da estrella na ra do Queimado n. 7.
Vendem-fe missaes para'missas, novos e boa
encadernarao: quem precisar, procure na na do
Cabug, leja n. 6.
Vende-ie um prcto muilo bom cauoeiro; na
ra do Vigario 11. 14.
Vendem-se camisas de meia para cria recem-
nascidas a 200 rs. ; alnctcs dt peilo com lindas es-
lampas, guarnecidos de um metal como ouro a 80
rs. cada um ; ditos de camafeu verdadeiroa800 rs.;
maca para aliar navalhas a 100 rs. o pacotinhn ;
penlespara bicho a 320, 400, 480 e 1J280 ; trancas
de algodao de cures estreilas a 40 rs. a vara ; phs-
phoros metlicos s.i para accender charutos, leudo a
propriedade de alimentar a brasa por muilo lempo,
caixinhas de metal para guardar phosphoros, e tra-
zer no bolso-, frascus com paslilbas para queimar,
conservando por muito lempo o cheiro, a 500 rs.
cada um : 110 Bazar Pernambucauo, ra Nova 11.33.
CEMENTO
romano de superior qualidade, ebegado
agora de Uamburgo, em barricas e as li-
nas : atraz do theatro velho, armazem de
taboas de pinho.
Vende-se um cabriole! todo pintado de novo
com cu-los de patente inglez, e com os seus compe-
tentes arrcios : quem pretender, procure na cocheira
do Raymundo, defrente do convento de S. Fran-
cisco.
Pechincha.
Vendem-se corles de brim de linho trincado da
core, e bonitos padrees a I96OO e 29000 o corle : na
roa do Queimado n. 7, loja da Estrella.
Esta' se acabando.
Chales de relroz de 4 ponas, muito grandes e bo-
nitas cures a I63OOO ; na ra do Queimado 11.7, loja
da Estrella.
Sedas escocezas.
Na roa do Queimado n. 7, loja da Estrella, ven-
dem-se cortes de sedas escocezas a 159000, dilos de
dita- lavradas, bonitos goslus, a 209000; a ellas que
se estao acabando.
Vende-se urna casa uo Arrumbado, com gran-
de quintal plantado de coqueiros, do lado da mar,
cacimba, e que parte pelo fundo com a estrada nova:
na rna de .Malinas Ferreira, casa de Anselmo Jos
Ferreira.
Vende-se chocolate francez, do me-
lltorque tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na na da Cruzn.
2G, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do inelhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. "2ii,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas fiancezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziaua divertir-se pelo tempo da
festa: na na da Cruz n. 26, primeiro
andar.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-sc casemira preta e de cor para palitos por
cr muilo leve a 28600 covado, pauno azul a 39 e
'130OO, dilo prelo a 3, 3>00, 4, 53 e 53500, cortes
de casemira de gestos mudemos a G9OOO, elim pre-
lo de Maco a 38200 e 49000 o covado : na ra do
Crespo n. 6
BOU E BARATO.
Panno prelo e de todas as cores, de preso de 3 a
3|300 rs. o covado, fazenda que em oulra qualquer
parle he de 59000 rs., vende-se barito por ter-M
comprado grande porcAo : na ra do Queimado 11.
29, loja do sobrado amarello de Jos Moreira Lopes.
FITAS.
Na ra Nova ioja n. 2, vendem-se filas para caria
de hachareis a 63.
Por 3008000.
Na rna das Flores 11.37, primeiro andar, vende-se
urna hpographia nova, prumpta a trabalhar, cum
lodosos seus perlences, prelu, I y pos etc.
CONHECIO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Itussia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia: ludo a prego que muilo satisfar'
aos seus antigot e novos fregueses.
Vende-se ama Liberna na ra do Rosario da
lloa-Vista 11. 7, que vende milito para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2009000 rs., vende-se
parean com menos se o comprador asim lhe com ur:
a tratar Junio 1*1 Slfandega, Iravessa da Madre de Heos
armazem 11. 21.
Completos sortimenlos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-sc corles de vestidos de cainhrna de
seda com barra e babados, .1 88000 rs. ; dilos rom
llores, i ~8, 98 e 108 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, 113 ; riirics de rambraia franreza muilo li-
na, lisa, cun barra, 9 varas por 49500 ; curies de
rassa de cor eom tres barras, de lindos padres, i
3-8200, pecas de rambraia para cortinados, roinS1^
varas, por 33600, .litas de ramageni minio filias, a
ti? ; rambraia de salpico iniudinhus.branra g de cor
muilo fina, 800 rs. asara ; atoalha.lo de liuhoacnl-
XOadO, 900 a vara, dilu adamascado com ~ mos de largara, 28200c .'8500a vara ; anga ama-
relia liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collcte de fustn alcoxoado c bonspa-
drOcs fios, 11 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
360 ; ditos grandes linos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor e pretas muito superiores, i 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
PUBL1CACAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez. de Mara, adoptado pelo
reverendsimos padres eapuchinhus de N. S. da Pe-
nda desla cidaJe. augmentado com a novena da Se-
nhora da (an cica... e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
Vende-se muilo boa massa de tomates a 800 rs.
a hbra ; na ra da Cadeia do Recite n. 15, loja do
Bourgard.
O QUE (LARDA FRI CUABDA CALOR:
porlanlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os do laa a 1,-jiOO; dilos sem pello a 19200;
dilo de tpele a 1*200 : na ruado Crespo 6
Veude-se um excellente carriaho de 4 roda
mnt bem construido,e>m bom estada ; est cxpo-lo
na ra do Araao, casa do Sr. Nesruen. 8, onde po-
dem o pretendentes aiamina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 97, armazem.
Vendeic-eon;i8 darRussia por preco
cointnodo, e de superior <|ualidude: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra da
Cruz n. \.
-Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C, na rita do Trapiche n, 5, o se-
guinle: ^
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticae*.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de diiferentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo a 39000 e 39500 a pe;a :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
8edaa8, rs., manteletes de seda de cor a 11.3OOO
rs chales pretosde laa muito grandes a
3S600 rs., chales de algodao e seda a
1?280 r.
i
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Aj, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de MareuH, ra da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a champagne vende-
se a 56{!000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Pern & Companhia. N. B.
As caixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues
AOS SENHORES DE ENENHO.
Cobertores escaros muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imitando os
de 1,1a, a 19400 : na ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na ra do Crespo loja di esquina qoe volta para
a Cadeia, vende-se panno prelo 2JJ400, 23890, 3,
38500. 4S50O. 550O, 68000 r. o covado.dilo aznl, a
28. MOTO, 6, 7, o covado ; dilo verde, 28S00,
39500, 4. 5 rs. o covado ; dilo edr de pinhao a
19500 o covado ; cortes de casemira prela franceza e
elstica, i 78500 e 89500 rs. ; ditos com pequeo
defeilo, CfOOO; dilos inglezenfeslado a 58000 ; dilo
de cora 4, 59500 69rs. ; merino preto a 19, 18100
o covado.
Ajnela de Edwi Siw,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
menlo de taixa de ferro enado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, aeoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos laman lins e modelos o mais moder-
nos, machina horisontal*para vapor cosatforca de
4 ravallos, cocos, passndeira de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos prcc.o qoe os de
cobre, esco-ven para navio, ferro da Suecia, fo-
lha de (landres ; tudo por barato preco.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
preco commodo: na ra do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se excellente taboado de pinho, recen-
temenle chegado da America : na ru 1 de Apulio,
trapiche do Ferreira, a entender se com o adminis-
trador do mesmo.
Cassas francezas a ."20 o covado.
>'a ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassa francezas de muilo bom
goslo. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior fianella para forro de sellins che-
gada recenlcmenle da America.
Potassa.
No aoligo deposito da* roa da Cadeia Velha, e-
rriploro n. 12. vende-se muito superior potassa da
Rossia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlaa.
epoito da fabrica de Todos os lantoe na Bshi
Vende-se, em casa de N. O. Bieber &C, na ra
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muito proprio para saceos de assucar e ronpa de es-
cravos, por prejo commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes.em caixas de urna duzia,charutos
de Havana .verdadeiros : ra do Trapi-
che n. 3.
Na ra da Cadeia do Kecife 11.60, vendem-se os
seguintes vinho, o mais superiores que tem vindo a
este mercado.
Porto, %
Bucellai,
\ercz edr de onro,
Dilo escuro,
Madeira,
em caixinhas de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por preco muilo em conta.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle ebegada.
Taixas para engenho*.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Oowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pretjo commodo e com promptidao* :
embarcam-$e ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna ha hinca romana com Indos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rna da Cruz, armazem n.4.
$ POTASSA BRASILEIRA. <$)
I0f Vende-se superior potassa, fa- jh
h&i b rica da no Rio de Janeiro, che- #.
s gada recentemente, recommen- ia
u da-te aos senhores detngenho os 5;
' seus bons ell'eitos ja' experimen- w
t"' tados : na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron & O
Companhia. (&,
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
-*cr COM BOLHAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
12 libras.
lendem-ii na botica de Bartholomeu Francisco
me Suuza. rna larga do Rosario*. 36, por menor
preco nue em outra qualquer parte.
IECHANISMO PARA- Efl&E-
HHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIR DAVID VV- BOWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinle ob-
jedos.de mechanismus proprios para engeuhos, a sa-
ber : motndas e mesa moendas da mais moderna
eoustrucc>o ; taixas de ferro fundido s balido, de
superior qualidade, e de lodo os tamanho. ; rada
e.l, !P*r* V ou *"'"*" t<"< propw-
ro Z hlKb0CC" de f0,rM,,u fWstrosde boei-
ae mSndioc?.'.[e0.'^. """"^ ""^ n",ial"''
NA MESMA FUNDICAO
Venda de urna casa terrea
Vende-se casa terrea da rna da Paz n! 28: a tra-
tar na roa do Collegio n. 1.
Venda de urna casa meia-agua.
Vende-se a casa meia-agua cora cenUj ara a nraia
do forle da Cinco Ponas n. 6 : a IrUrna rasTdo
Collegio n. 1.
He pechieba.
Vende-e na ra do Queimado, loja qoe hon-
temse arremaloa ds miudezas n. 57, as fazeudas
existente em liota estado, por todo o preco : e por
ser para acabar n* ss) enjeilara dinheiro.
Vende-c urna escrava cnoola de idads de 17
annos com mal, bo Me para crear, e alguma
habilidades : na rasj dlorla u. 60.
Vende-se no artteraern de James Hathday,
na ruada Cruz n. 2, o seguate:
Sellins inglezes chegados agora.
Silhoes para montara
Cabera das de couro.
Estribos de ac e mettA.
Lanternas para carr~e cabriolet.
Eixos de patente para carros.
(orguro de leda achamalotado, de
cores e preto, a 700 rs. o covado: na ra
do Queimado loja n. 40.
Vende-s urna rics mobilia de jaca-
randa', com consola e mesa de tampo de
marmore hfanco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese justar : a tratar na ra do
CollegjMi. 25, taberna.
Sa livtaria la ra do Collegio n. 8.
vende-se urna escolbida colleccao das mais
brilhantes pecas de twusica para piano,
as quaes sao as melbores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
~ v"de-se ou cade-se pelo preco da factura
um carrinho americano de 4 rodas, igual ao do Sr.
Or. May. e o qual chegou ha dia do Estados-Uni-
do e anda se acha na arfandega por despachar; e
trata-se na run da Cadera de Recife em casa de Loix
Antonio siqoeira.
Deposito de panno de algodao da
!
fabrica de todos os santos na
9 Baha.
3 Vende-se este bem condecido panno, pro-
9 pno para accos e ronpa de escravas ; no es- sj
9 criploriode Novaes & Companhia, a ra de*4*
9 Trapiche h. S. ____>.
SG9999999 5
GRANDE SORTIMENTO UE BRINS PARA
CALCAS E PALITO'S.
V ende-se brim trancado de linho de quadros a
600 ra. a vara ; dito a 700 e 13000; dito meaclad* a
19MH) ; corlea de fustn branco a 400 r. ; ditos de
cores de bom goslo a 800 rs. ; ganga amarelU lisa da
India a 100 r. o covado ; corles de cassa chita a
-25OOO e -2>200 ; lencos de cambraia de linho gran-
des a 640; ditos pequeo a 360 ; toalhas de panno
de linho do Porto para roslo a 149000 a duzia ; di-
la alcoxoade a 109000 ; gusrdaaapos tambem alco-
xoado a 38600: na roa do Crespo n. 6.
Em casa de J. Relien* C, na ruu
da Crun. 55, ha para vender 5 excel-
lentes piano* vincos ltimamente de Ham-
burgo.
rla dcrjRAp\rM-s:.
Em casa de Patn Nash t C., ha pa-
ra vender: '
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de quarts ate 1 j
polegada.
Champagne da inelhor qualidade
em garrafas e meia* ditas.
Umpiano inglez dos melbores-
JKSK SE2EX9E JKT"
Moinhosde vento
'ombombasderepuxo para regar borlas e baja,
deeapim, na fundicao de I)'. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6, 8 e 10.
Devoto ChrUtao.
Sahio a luz a 2." edicto do livrinho denominado-
Devoto Christao.mai correcto a acreseenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praja da In-
dependencia a 640 ri. cada semplar.
Redes acolchoadas,
branca e de cores de um panno, mallo grandes e
de bom goslo : vendem-se na ma do Crespo, loja d*
esquin que volta para a cadeia.
ESCHAVQS FGIDOS.
Ctiai li'ancezasde lindas coi es com
quadros, a iOO rs. a vara : ua rita do
Oucunado loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
Ecjam, quadrilhs, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
ebegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, com 5 covados cada corte, a
4jl|500.
Na roa do Crespo, loja da esquina qne volta para
a Cadeia.
Desapparrceu da casa de en senhor o_____
re Francisco Pereira Freir, no palco do Carne n.
18. no 1" do crreme, o escravo Januario, crioulo,
cor preta, de 16 a 18 annos de idade, magra, beicn
srossos, sem liarb, e quando anda falsea do pe direi-
lo, por ler cravos debaixe delle, junto aos dedos :
quem o pegar sera recompensado, assim como protes-
u-'e contra quem o liver aceitado eom as pena
da lei.
Fugio no dia 1. de corrale om escravo de
nome Malheos, de idade 40 annos pouco mais ou
menos cum os siRnaes segointos, estatura e corpo
regular, nacao Cacange, edr bastante prela, ollios
buaalhado", lem um caiombo no peilo sabido para
tora, pouca barba, sabio teas cuap 1 mangas de
ejmisa, e he coiinhe^o : qnem o p r leve-e a
ra.'Aurora n. 62que tira bsm n leensade.
* ESCKaVO TGIBO.
Da ci(sedeSobral nrovincla do Cears", fugio de
eu senhor {Mees Orne*Prente, esa dias de marco
do corrente aano, ew estrave aonWe de nome Del-
miro, o qual tem*s ssjwas aegninj 1: idade 22 an-
uo pouco mais ou menea, estatura Misa, eheio do
corpo, cabello crespos arrulvados, he grandes,
sobranceras fecheda, aerts groan, nm tantoar-
rebitado, bocea regular, flUm-lha dous denles na
frente, pouca barba, roslo redepdo, pencos cabellos
nos peilo, p grande, lem um peqnena Cicatriz
no narii, em um lado da cabeja lem urna grande
brecha, que e cabello cenen, varias csealrixes as
coilas. Consta com certeza que este escravo anda
iic-t.i pr.ica, aou.le tem sido visto per outro qne o
conhecem, c momo porque rugi de Sobral, e foi a
rienda S.ledade, sita oes tsjhurbios da cidade da
rorlak/.H. e pedio so Se. Hartlnhede Borne para o
comprar, de cuja faienda lornou a fugir, Itndeelle
dito a um escravo do mesmo jr., qne quera vir
para esta cidade. Ijuem de mesmo ewravo souber.
ou liver noticia, dirlja-s ri|a do Queimsdo loja
de ferragsn* n. 14, ese o abrixo imignado temer-
dem de seu senhor para recompensar generoamen-
le seu Irabalho.Jos Rodrigues Ferreira.
Aos lOfifOOO.
.viuda anda fgido desde o dia 12 ds agosto de
ls".: o pro 1 o do abaixo assignado, por nome Arge-
miin. .1 qual escravo o abaixo assiguado comprou
ao llliu. Si. eapiao Joo M.iria de Alenla Poij,
e este eiihoi o comprou ao Illm. Sr. coronel Panta-
ln.., de villa de Pesqueira, e e-te escravo ae torna
muito condecido pelos signaes seguinle : an lado
esquerdo da cabera lem urna calva de tamanho de
.hus vinlcns. falla dc um denle na frente, muilo
preto. muito regrisla, anda sempre fumandu e tam-
bem loma labaco. be de altura recular, idade 24
anuos, pouru mais ou menos, crioulo; consta ler
andado pelos engeuhos do Cabo ale Serinhaem e Es-
cada : porlanlo, quem o pegar, leve-o ao abaixo as-
signado, na ra da Praia n. 76, que d 100)000 ; ou
mesmo sendo qne algum senher de engenho o lenha
em seu enuenlio em titulo de forro, illudido por elle
o dilo Aritemiro, e o qoeira comprar, lambem se faz
lodo o negocio.Adelo Antonio Ferreira.
Desappareceu no dia 8 de selembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Joi Cerino, e iuiilular-se forro,
he muilo ladillo, foi escravo de Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador noencenho Caite, enmarca de
Santo Anl_5o, e dix ser nascido no aerlfto do Apody,
estatura e corpo regular, cabellos prelo, carapinlia-
do, edr um pouco fula, olhos escorce, nariz grande
e grus'o, hcicos gronsos, o semblante um pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesla occasio foi com
ella rapada, eom lodos os denles na frente ; levou
camisa de madapolflo, calja e jaquel branca, cha-
peo de palha com aba pequea e urna Irouxa de ron-
pa pequea; be de suppr que mude de Irage: ro-
ga-ie porlanlo as autoridades policiae e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e Iragam nesla praca do
Kecife, na ra larga do Rosario n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu Irabalho.
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PBRN. : TY. DE M. DE FARIA. 1854-
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