Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01207


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Full Text
ANNO X
N. 254.
Por 3 mezes *dantad 4,000.
4,500.
Por 3 mezes vencidos
M
/
SEGUNDA FEIRA 6 DE N0VEM6R0 DE 1854.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
km:.vurkoaimis DA srns:niP(.:AO'.
Recito, o proprialario M. F. de Filia; Rio (ta Ja-
neiro, oSr. Joao Pereira Marti ns; Bahia, o Sr. F.
Duprad -. Macei, o Sr. Joaquini Bernardo de Meo -
dnela; Parahiba, o Sr. Genruio Vctor da Naliv '-
dade; Nalal, oSr. JoaquimIgnacio Pereira; Araca-
ty, oSr. AnlonioialemosBraga;eear, oSr. Vir-
toriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodriguesi Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
=**
CAMHOS-
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 15
Pars, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebele.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao psr.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras a 8 0/0.
METAKS.
lOuro.Oncas hespanholas. .
Moedas de 6*400 velhas.
de 69400 novas.
> de -000. .
|Prata.Patacoes brasileiros .
Pesos colutnnarios. .
mexieaaev.....
299000
169000
16*000
9000
19910
19940
19860
PARTIDA DOS COtUlEltai.
Olinda, todos osdias.
Carusr, Bonito e Garanhuns no* das 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Katal, as quintas-feiras.
PRF.AMAn DE MOJE.
Primeiraas 5 horas e 18 minuto da manha.
Segunda s 5 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas e quintas-feiras.
Relacao, tereas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIII MKIUI)tS.
Novbr. 4 i.na cheia s 6 horas, 43 minutose
48 segundos da tarde.
12 Quarto mi auante as 7 horas, 40
minuto e 48 segundos da lame.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos a
48 segundos da manha.
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
DAS DA SEMANA.
fegunda. S. Severo b. m. ;S. Alhico.
7 erca. S. Florencio b. ; S. Prosdecimo.
8 Quarta. S. Nicoslrato m. ; S. CortonO m.
9 Quinta. Ss.Urcissimo'eAgripino bb.
10 Sexta. S. Andr Avellinof. ; S. Nimpha.
11 Sabbado. S. Jejum. S. Martinhob. S. Verano
12 Domingo* S3.* Patrocinio da SS. Virgem
Mi de Dos ; SI Martinho p. m.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Bat1U i* lia 30 de otobro.
OflicioAo commandanle Jas armas, transrail-
tindo por copia o aviso da repartir.! da gaerra de
2 do crrante, do qual consta que por decreto de 28
de setembro ultimo, te conceden passsgem ao capi-
tn don." halalhao de infantara Jos Antonio de
Oliveita Holtho, para a companhia fu da Parahi-
ba, e desla para a 2.a companhia daqaelle balalhao
ao capitao Francisco Antonio de Souza Camisao, re-
metiendo lambem por copia a nota dos emolumen-
tos que leem de pasar o mencionados capules por
essas pa*sagens, afim de que lhes ordene que reco-
lham quanlo antes recebedoria de renda* internas
a importancia dos sobredilos emolumentos.Oflici-
ou-se neste sentido a thetouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, inleirando-o de baver expedido
ordena a thetouraria de fazenda, para mandar pagar
'ao tsenle do 2. balalhao de inlanlaria Jos Mar-
celino de Aragan, a quantia de 119880 rs., no caso
de estarem nos termos legaes os documentos que S.
S." remellen.
DitoAo mesmo, para mandar .por em liberdade
o-recrulas Herculauo Jos Hamos eCypriauo Jos
da Silva, vislo lerem tido julgados incapazes do ser-
vido.
DitoA* inspector da Ihesouraria de fazenda,
dizendo que pela leitura do aviso que remelle pir
copia, expedido pela repartido da juslifa ficar S.
S. certa de que solicilou-te do miuislerio da fazen-
da a expedicto da necessara ordem. afim de que sa-
ja o cofre daquella Ihesouraria indemnisado da
qnanlia da 2:1)009. que se mandn abonar ao tenes-
te corooel coaamandante do 3 balalhao de incauta-
ra deste municipio, para compra dos correames ne-
cessarios ao mesmo balalhao.
DitoAo metmn, communicando afim de que o
faca constar ao inspector da allandega desta cidade,
que o joiz de dirtilo da 2 vara crime desla co-
marca participou ha ver pronunciado como iucurso
no trl. 154 do cdigo criminal a Luiz Gomes Fer-
reira Jnior, ajudante do guarda-mnr da mesma al-
fandega.no processo contra elle instaurado por crime
de responsiblUdade.Inteirou-se ao supradilo juiz.
DitoAo mesmo. ioleirando-o de liaver proroga-
do por mais um mez com ordenado a licenca conce-
dida ao promotor publico da comarca de Flores o ha-
chare! Sergio Diniz de Moara Mallos.Fizeram-se
at oulrat cotnmunirCes.
DitoAo chele de polica, remetiendo em respot-
U ao s*a oflicio que vei annexo o came de sau-
de feito na pessoa de Antonia Jote Raposo, copia do
aviso da repartirn do imperio, dando providencias
cerca da admissao de .alienados no hsjjtpicio de
Pedro II, e reconimeudando que informe quanlos
alienados existen! recolhidot e no cato do referido
aviso, afim de que te posta obler'primevamente au
tornarlo para a remessa delles.
HiloAo delegado do termo do Brejo aulorisaodo-
o a maudar fazer com urgeucia urna calcada em rujf
da da cadeia daquella villa, para sua maior seguran^
^a, bem atkim om nlcapSo afim de nao haver ne-
cessidade de abrir-so lautas vezes a pnrla da raesma
cadeia para ai competentes visitas e oulros misteres,
presentando a compleme conla para sersalisfeila.
Fizeram-se as necestarias communirarOes.
DitoA' cmara monicipal'.do HeciCe.Compre qoe
Vmc. com a maior urgencia mande remover das mar-
geus-dos ros dolilloral detta cidade, todos ot men-
luro e imundicet que forem eocontrados, afim de
haver o aecesvnro aceio e evitar que so desenvolva
qaaetquar miasmas qoe oCfendam a salubrlaata
bliea.
PortaraConcedendo ao arrematante do 3. I
{o da ramificaclo da estrada do Sul para a villa do
Cabo Antonio Carneiro LSo, 6 mezes de prorogajo
para a condusio das obras do teu contrato.Fize-
ram-se at oecettaras commuiiicacf.es
DitaMandando admillir ao serviro do exercilo
como voluntario, por lempo de 6 annos o paisano
Joaquim Jote de Souza,que perceber alm dos leus
vencimentos o premio de 3005000.Fizeram-se ai
necestarias communicaces respeilo. .
-31-
OflicioAo Exm. commandanlo eapenor daaoar-
da nacional do municipio do RecitB-Accnso rere-
bido o oflicio de 30 do correte, en) qne conunsni-
caodo-me V. Exc. haver cumpriuV'e mandado po-
blicar em ordem do dia, a licenf que por motivo
urgente, hav'ia en concedido ao capiulo l.niz de Mo-
raes Gomes Ferreira, me informa cabalmente de to-
das as occorrenciat e detintelligeucias havidas entre
elle e o teu commandanle, e pelat qaaes achava-se
V. Exc. da animo a mandar pneeder a conwlho de
disciplina contra o dilo capillo, no quehavia sobr'et-
tado em presenc de minhalicen(a, eiperando
lal retpeilo minha ulterior retoluco.
A respeilo do que, cumpre-me declarar a V.Exc.
que a grata' que conced ao dilo capilo. dando-lhe
15 dias de licenca, nSo deve de modo'algum preju-
dicara marcha e rigor da disciplina da guarda na-
oiooal, que mullo desejo mauler ; e que por tanto
daver V. Exc. chamar o dita capito a ordem. man-
dandSjtf resporitabilisar como for da direilo, e lia-
vendaipor iplerrompidia licenca al que elle sejus-
DlloAo inspector da (htsouraria de fazenda, de-
Ivendo orequcrimerilo em que Joaquim Ixidoro
FOlBBTffi.
AffiPWUCAjASMLLHEBES.(*)
. COMEDIA KM CINCO HORAS.
I EDI ARDO PLIVIER.
PERSONAGENS
'.....-'
O Kitt'EMtor 4>....
O iwirreiHo H&v PrIIsi.
M.',lf. It.KB, wletr ..
JofaanB, gMrtU di iioinlh..
A (irmc.'l ,..
H....-U ma camarista.
Cli.la .te BaruU.
A .,:ij.'>*4 Fr.'Jeri.. Nnl.ri'.
k hro.Ti i,l,..ri,,ina *. OUtt-
karj.
A imci-Ii.! MarjMi.l, d,. Hjrt-
t.Orj.
A CTillotta Orjldiu ile Itor-
kack.
i T.s !.i de Arn.u.
S.,Vhi. de Waluajl.
. I illa .lo lt..lhom.
f
Dirrr) p^rsoDigmii iti'-dio lt*.
SF.il XD V HORA.
O golpe de estnilo.
SCENA VI.
Ot altemos, 4ous eorreiot, out imbairadores,
dtfoit floteta, depon a princeza.
B'rnurtla (annuuciando); A tenliora Malhilile
de Brux, a senhora Juditli de 9altteiu. (lillas en-
tramtnliiUu de amazona:)
Pablo {dmi eorreiot de atad Senhora, todus os roeu^ com-
primentot. [Continua a fnllar-ihtt em voz boira.)
Pretrita 'ao ampo quo a rodis).: Esta inso-
lencia podar cutlar-lhe caro!.... Elle tenha cui-
dado !...
Salom (annunc'nndo: : A henhor baroueza
Tliereza de Wrangcl, a tanhora Mara tt Aalea.
(Entram.)
Pabia: Senhora, que tiris ineus embaixad^
res. hei de confiar-vos missde lirm delieadu....
ntela (entrando muilo animada):Senhur !...'.
Senhor!
Fabio : Oh 1 qtj*J>M eulo, aenrOprefelto?....
Rotila : BMta-lJrlOTn.r respiraejtfl... Ah !...
l'i imeM-ampoita P** Falla, a colea o tufloca-
va, collado 1... Depon fiz abrir o ^convento d'onde
saliiram oraMMixaaore e os correaos dt estado que
O Vid a
t*
n. 830.
Simoes, pede por afora.nento um alagado de ma-
rinha na ra da Aurora, em frente da do Hospicio,
fim de que S. S. proceda a respeilo de conformida-
de com a sua informacJo de 13 do correle, sob. n.
511, dada com referencia qoe remelle pnr copia,
do segundo lenle Antonio Egidio da Silva, e ao
parecer do procurador fiscal da mesma Ihesouraria, o
qual consta da referida copia.
DiloAo mesmo, para mandar adantarcoin bre-
vidarie aos alferes do primeiro balalhao de infama-
ra Augusto Carlos de Sqoeira Chaves, o tolde cor-
respondcnle ao mez de noverabro prximo vinak>u-
ro, visto nao haver inconveniente em semclhadu
adianlamenlo, secundo S. S. declarou em sua infor-
marlo.Communicou-se ao coronel commandanle
das armas. .
DiloAo hefe de polica, dizendo que, vislo nilo
ser escravn o remita Jos Antonio do Espirito San-
to, compre que Smc. o mande entregar ao comman-
danle da aataele naval, para continuar no serviro da
armada.Olllciou-se respeilo ao referido comman-
danle.
DiloAo capilfo do porlo, para mandar por em
liberdade o recrula de mantilla. Joan Jn-e Ferrei-
ra de Brilo, vislo ter sido julgado incapaz do ser-
viro.
DiloAo director do arsenal de guerra, dizendo
qu, com o onicioque remelle por copia, do conse-
llio adminittralivo, responie ao cm que Smc. repre-
senta sobre a demora que (em havido na compra do
restante do panno fino verde para fardamento do
primeiro balalhAo de inlanlaria.
Dilo Ao director das obras publicas, inleiran-
do-nde haver expedido ordem ao inspector da Ihe-
souraria provincial, para que, visla do competen-
te certificado, mande pagar ao arrematante do lance
do aterro c caes do rio Capibaribe em frente a ra
Velha, importancia da primeira e segunda presta-
toes que elle tem direito por liaver feito dous ter-
cos das obras do seu contrato.
Dilo Ao mesmo, aulorUando-o a comprar pelo
preco indicado em seu ollicio sob n. 45,os dous bar-
risde alcalrao nelle mencionado. Communicou-se
a Ihesouraria provincial.
Dilo Ao mesmo, approvando a despeza de 20fi,
feila por Smc, com os pequeos concert-, de que
precisava a ponle da Boa-Vista. Communicou-se
ao inspector da Ihesouraria provincial.
DitoAo juiz municipal do termo do Bonito, di-
zendo que com o parecer queremelle por copia, da-
do pelo cooselbeiro presidente da retacan, responde
ao n Hiri em que Smc. contulla te a nuil i tiple reco-
nhecida pe tribunal da relac.io do processti instau-
rado contra Pedro Ferreira l.eile, deve approveilar
a Vicente Ferreira Padftha Calumby, vislo eslar
romprstienilido no mesmo procetso.
DiloA' cmara municipal de Kecifc, conceden-
do a aulorisacao que pedio para Iralar da desaprn-
priacJo do terreuo indicado na planta parcial, o
qual se destina a cuslruccao de una praca publica
e de um palacete para as sessoes daquella c-
mara.
PortaraMandando admillir ao servico do exer-
cito romo voluntario por lempo de fi annos, ao pai-
sano Jos Ignacio Saraiva, percebeudo alorados veu-
cimcnlos que por lei lite compelircm, o premio de
3005000 rs. Fizeram-so as necessarias communi-
caees a respeilo.
Dia 3 da Boveaabro.
OflicioAo.Em. presidente do Para, remetiendo
por copia o oMcio em que oExm: ministro residate
em 11 a mbnrge, commu nica a deliberarlo qne (aftau
de fazeremhatnar para eala provincia os operariaatjae
tem de ser envegados no servico ks obras pi
daquella, e declarando que ser solicito na
dos referidos operarios, logo que aq,ui aporl.
DitoAo cqanmandanle das armas, trans
com copia JHOlcio do Exm. pretiaenle da
ba, os docnnjpto* dos quaes consta que o aterlor
do >- balaJjU|a> de inCanlaria Manoel Joanjnim de
Sanla-Ann, viudo daquella prtmincia, foi oajH|rrado
antes do erelo de perdiio de if de feverailo dcste
auno, que foi publicado all em 4Me abril domesmo
anuo.
DiloAo mesmo, enviando para ter o contenien-
te destino a relatlo das alterac^iia occorridaa no mez
de setembro ultime, respeilo dat praras do' 10 ba-
lalhlo de infinitara que se acham addidaf no 5. da
mesma arma.
Dilo-Ao mesmo, para mandar apresenlar ao juiz
municipal da 2.a vara desta cidade, nm toldado da
companhia de cavallaria, para entregar at autorida-
des policiaes deste termo, os olficios e edilaes relati-
vo! a convocarlo do jurv.Couimnnicou-se ao su-
pradilo joiz.
DiloAo inspector da thmouraria de fazenda,
Iranimittindo quatro avisos de leltrat na importan-
cia de 1:9939000 rs., Mecadas pelas Ihesourarias ge-
ral e provincial do Rio-Grande-do-Norle, sobre a
acargo do S. S. a favor de JoSo Chrisostomo de
Miveira, Anldnio Beulo da Cotia, Canuto Ildefonso
Emmerenciano e Jos Joaqnim Theolonio de Mello.
Parlicipou-se* ao Exm. presidente daquella pro-
vincia.
DiloAo mesmo, remetiendo para os convenien-
tes exames copias das actas do contelho administra-
tivo para fornecimento do arsenal de guerra, datadot
de 20 e 21 de ouluhro ultimo.
DitoAo juiz relator da junta de justira.traiisinit-
lindo para ser relatado em sesslo da mesma junta o
procesto verbal do soldado do 9. balalhao de iufan-
taria Ladgero Jut Teixeira. Communico-se ao
commandanle dat armas.
DitoAo chefe d polica, declarando have expe-
dido ordem ao inspector da Ihesouraria provincial,
para mandar pagar a Gamillo Henriques da Silveira
Tavora, Indgena a quanliade 261J000rs. que se des
despendeu com o curativo dos presos pobres que fo~
ram accommeltidos de bexigas na cadeia de Goi-
anna. .
-DitoAo impailir do arsenal de marinha, decla-
rando que segotMo informou o dircclor do arsenal de
guerra n,lo exislcm barracas de campanlia naquella
reparlir ni, por isso nao podem ser Torneadas por
all as quatro que Smc. requililou.
DiloAo director das obras publicas, para mandar
nao s receber os pregos e paralusos de que Irala o
seu oflicio n. 536, os quaes j se acham promptos na
Ihesouraria provincial, mas babea comprar pelos
preco- indicados em o citado ollicio a cola e lia nel-
le mencionados, (icando na inteligencia de que aca-
ba de recominendar ao inspector da mesma' Ihesou-
raria, de taima- de assoalho de louro, refugo constante do
referido oflicio a razAo de 228000 rs. a duzia.OITi-
ciou-se nesle sentido ao supradito inspector.
DiloAo commandanle do corpo de polica, para
mandar apreseular ao chele de polica Ires praras da-
quelle corpo para escoltarcm um criminoso al a
villa de Serinhaem. Communicou-se ao mesmo
chefe.
DiloAo inspector da Ihesouraria provincial, di-
zendo que a casa de Jos Joaquim do Santa-Auna
he a mesma cuja desaprnpriaco ji f0i incumbida ao
procurador fiscal daquella Ihesouraria, quanlo porm
as oulras duas perlcncentes a Joo Felippe Caval-
canli e a viuva Anna de Tal, cumpre que Smc. de
suas orden- para que quanlo antes sejam ellas desa-
propriadas por aasim convir e ser deminulo o seu
valor, seguudo declarou o director das obras publi-
cas.Commuuicou-se a esle.
DitoAo mesmo, inleirando-o de liaver em visla
de sua informacao, autorisado ao director das obras
publicas a comprar para a obra dos muros de encos-
t da ponle sobre o rio Pirapama 15 bracas cubicas
de pedra broqoeada a MfOOO rs. cada braca.0(11-
eina-se nesle sentido ao mesmo director.
DitoAo presidente da commissao de hygienc pu-
blica, remetiendo para que (enham o conveniente
desuno 6 laminas de puz vaccinieo.Tambem remel-
leram-se duas de cada um dos presidentes das pro-
vincias das Alacias, Parahiba, RoGrandedo Norle,
Cear e Maranhao.
PortaraAo director do arsenal de guerra, para
receber do commandanle'do 1. balalhao de infama-
ra-da guarda nacional deste municipio, os 42 meos
de sola garroteada que foram fornecidns por empres-
limo ao mesuio balalhao-Communicou-se ao res-
pectivo commandanle superior.
Tendo em vista o requeruncoto que me fizeram
Kego & Brrelo, pedindo que do crdito aborto pela
lei provinrial n. 349 de22 de maio deste anno, se
lhes conceda por impreslimo a qnanlia de 20:0009
rs., como auxilio labrica de retinar assucar que el-
los colocaram na povoaco do Mouteiro, e que aca-
bav de solTrer grandes estragos pela ultima cheia do
Capibaribe; lomando em consideracao o que expen-
den a commissao composta do scneral Jos Ignacio
de Abreu e Lima, do engenltetro da reparticao das
obras publicas Dr. Jos Mamede Alves Ferreira, do
Dr. Manoel Joaquim Carneiro da Cunta, e do enge-
uheiro civil Augusto Danjoy, nomeada para dar sen
parecer, nao so sobre os referidos estragos, como so-
bre a importancia da machina, sua novidade e van-
tagent em relacao ao fabrico e iiianipulacan do as-
sucar, e cnnfiirmando-me con) a informarao que deu
Vmc. em ollicio de 21 do eorrenle n. 575, resolv
conceder aos mencionados liego & Brrelo o referi-
do emprrtlimo de 20:000 n., devendo para cuja
realizaran lavrar-se nessa thetouraria, com lodat at
formulas e solemnidades do eslylo u respectivo
termo on contrato, com at condiees seguinles:
!. Que os referidos Reg & Brrelo se obrisarao
a pagar o dita auxilio em presta(es annuaes pelo
lempn.de seit annos, deveddo-se contar as presta-
toes do lerceiro anno em diinte.
2.* Que Reara hypolheeada a fabrica cora lodot
os teas apparelhos e utensis, para garanta da quan-
tia que receberem al o teu ell'eclivo e real embolso.
3.a IJuo ficar.lo obrigados a dar ao governo dolos
os esclarerimtntos e inCormarrs que esliverem
seu alcance, concerneotes ao fabrico do assucar, e a
facilitar os meos de obterem-seot modelos de ma-
chinas e apparelhos para os engenhns da provincia,
assim como admillir no Irabalho das ofiicinas as
postoas intellgenles que queiram se industriar em
aluns dos procesaos do melnoramento di manipula-
cao e re finaran do assucar.
1.a Que se julgsrao vencidas todas as prestat-es
que te seiuircm a primeira que deixar de ser paga
em seu devido lempo.
."i. Que o referido auxilio ou empreslimo ser*
ministrado em duas prestares iguaes, sendo a pri-
meira logo que esleja lavrado e assignado o termo
respectivo, e a segunda, seis mezes depois que esti-
ver regularmenle funecionando a ofllcina, conforme
permitlr o estado do cofre provincial. O que lhe
communico para a sua intelligenca e exeausao.
Dos guarde Vmc. Palacio do governo de Per-
nambuco, 25 de oulubro de 1851.lo> Rento da
Cunhae Figuciredo..Sr. inspector da Ihesouraria
provincial.
EXTERIOR.
aqu vejo; depois transmito at volitarles devossa al-
teza s mulheret que eneontrei.... Qoe alegra, se-
nhor I Todas ajudando-se mutuamente foram logo
fechar os maridos as adegai I Devem agora eslar lo-
dot la. esses autcratas I
Tecla : Acaba!
Roseta : Mas quando fui tranquillisar o merca-
do i- de brinquedos, principe, era tarde! Com a no-
ticia de sua etpulsao. as costureirat revollando-se
juraram destruir o governo, e pedirain armas. O
bom liomein abrio-lhes o arinazem condemuado, sa-
brtt e Ciizi-, carabinas e pistolas, reos e frecliasf
bstas ecanhoes, ludo foi entregue as coslureiras fu-
ribundas e oulrat mulheres. e agom ja seus bala-
Ihijet-espalham-se jiela cidade, onde ludo esl em al-
vorola....
Carlota : Ali! meu Dos I...
, Pahio (rindo): De veras ?
Roseta : Eu que lhe fallo, recebi urna bala na
moa....
Todas: Rotela Ella! Tu!
Roseta: -*Sim, ei-la! (Tira do bolso doavental
urna bata de menino.) AQrontei a melralha! Disse
s revoltesas que Fallax Aha sido banuido, e que
vossa allfza auclunsava o'mercador de brinquedos;
porm ellas viram e gritavain que isso j mi bata-
ra AccresoJaSte a essa agilacao um rumor eslranho
e subterrneo que se ouve no principado abalando
por luda a parle a Ierra.' Creio que sao os maridos
encerrados as adegas que grilam : Vinganca ou li-
berdade !
Margar ida : Em que ir slo dar ?.... Alarido
e amor frj.) _
Rsela (rhegando-ae ao principe e em voz mais
baixa): Enlao, senhor, inda est aborrecido? .
'aoio : Ah Roseta, lia urna hora que o abor-
reejineiilo voou daqui ranldameule. encarando a
C^rlula.) Creio u.csmo que parlindo elle locou cora
asazas as do amor que viiiha pousar sobre meu co-
ra*J>o...
la: Oh! (Chegando janella.) Oh! se-
r aqu esl.lo as revoltosa-, eslao todas armadas!
'Princeza (entrando): Que lia enlao, meu
Deoft?...
Gruldina (lendo chegado tambem janella):__
Principe, ellas querem atacar esle palacio!
Fabio iudo): Ah isso lorna-se serio. Eia,
tenhores, calma! sanuu fri Formemos a cotjse-
Iho... Tratemos dos meios le defendermos, se fiir
preciso. Tomeinaant lugares! [Todos osminittros
lornam a assenlar-u.j Fique, minha ta e as se-
cara de D. Mario Chriilina a sua filha a rainha
D. Isabel.
Montemr, ( em Portugal) 8 de setembro de
1851.
Minha querida filha. As minhas carias, em
mitras occasides de ausencia, tem-se limitado a
recordar-te a minha invariavel ternura. E-la tem
rerlamenle o mesmo fim, porm lem alm disso
oulro de mui fraude importancia. Desde os reos
nhoras lambem... Eia, vejamos, senhor ministro da
guerra, deque tropas pode disport
Margarida : Principe, consullei minha pasl* :
podemos chamar os guardas de vossa alteza que sao
oilo, e os guardas do paltcio que formara um corpo
clesaishomens!...
Rotela: Quatorze homens, que presentemente
eslao fechados as adgas I
Pabia (alegremeule): Que falalidade Falle,
senhor ministro da marinha, que-forjas pude por ao
servico fie minha defeza ?
Sophia: Principe, segundo os documentos de
muida pasta, pnssuimos um navio....
Roseta : F. mestre F'aliax lomou-o para subir o
rio at os estados do gordo Eleitor, nosso visinho;
pois lie para l que vai!
Fabio : VA elle para o diabo, e d.Vlhe conlas !
A Princeza e Carlota : Oh Fabio !.... Ah !
principe!
Fobio : D sua opiniSo, seuhora cavalleira de
Ilorbarh.
Geraldina : Eu, ministro da justira, senhor, s
lenlin a espada da lei!
Tecla: Convm dirigir-se ao co, e pedir-lhe
chova....
f'aiiio : E V. Eic, senhor minislro dos nego-
cip e-ii ni-.-ir.i-. nada tem a diser?...
Wrederica (ouemliila): Nao Irala-se de negocios
tstiangeiros, principe; mas de cousas inleriures.
{Pastando ironia e aponlando para Carila.) In-
terrogue seu ministro do interior !
Carlota: Senhor, creio que convem parlamen-
ten.
A Princeza: lem raziof*
tl'ilhermina : Eu propdria n vossa alloza que
fizesse um recrutainenlo de paisanos, ou antes de
paisanas.... mas mostrando a pasta) parece-meque
o Ihesouro s pnssue 160 florins para as despezas al
ao fim do mez....
Rotela: Principe, convm esperar, ver, vir e
resistir!
Fabio : Bravo, Rsela !
{Os grilosauginaaiaui fra; o principe vai a janella;
emquaiilo ah flea. a princeza conversa rom Car-
lota ; Roseta falla aos curreios e aos eiubaitadores;
os ministro- consultan! Desde um quarto de hora
seus olhos eslao cheios de velhacaria.)
Fra (gritos simultneos econfuaos): Direilos
das mulheres! Basta de abusos I Just-a !...
Fabio percebeudo urna palavra,: Ella! querem
que seHiesfacajuslica! Ah I mas assim auimadas
X
prmeiros pasaos em urna Ierra ettratigeira, e sem
esperar o termo da minha viagem, qurz dirigir-te,
para que tu e o pata ot oocam, ot primeiros acen-
tos de queixa profunda e de nobre in.lignacjo que
produziu em minha alma a injuslica de que roe
vejo objedo publico e geral, e que allimenlada do-
rante osles ltimos dous mezes pelas mais vilen-
la- pa mos poli l ir a-, chrgnu a revialir urna forma
oflicial, urna forma solemne na declararan de 27
de agosto passado, pela qual o contelho de ministros
me exila do reino.
Pude um dia, ao depor a rMencia dirigir-ine
aos flrspanhocs em um maiiifettnV lloje razes de
delicadeza fazem-me julgar preferivel o meio des-
la caria que te dirijo, c que conlo da minha par-
le tornar publica. Assim ero conciliadas as exi-
zencias da poltica e os direilos que roe conferio a
otlensa.
E nao van julgar qifc eu me proponne des'de j
a repellir as imposturas de que bou victima. O
dia em que posta faze-lo ha de diegar. e felizmen-
te nao est longo. O que Imje quero he pedir ao
paiz que tu snvernas, nao aos homeiiaapaiinnailos
cuja razao nao sabe dominar o odio, mas ao paiz
inteiro que suspenda o seu jui/o_por respeilo pa-
ra com a juslca a que tenho direito, e por res-
peilo para enmsigo me-inu. O qne quero he fa-
zer saber aos nieus inimigos que na podem contar
d "ora avante com a resignarao do ntMaailencin, que
lhe tem sido al agora tao commodaj, ae bem que
nao eslou resolvida a rompe-lo senla. em occasies
dignas e solemnes. O que quero, querida filha,
que comecasip a reinar quando reinar te linha tor-
nado tao dilli.il. he precaver-te contra as inspira-
tes da la ternura filial, e impedir-la de empregar
a la influencia sobre os leus ministres de boje ou
sobre os de amanhaa para evitar o* retardar essas
aecusates que parecem esperar-ro& Nio, minha
filha, nao me reduzas ao extremo ne acliar oflen-
sivo o teu amor para comigo. Certa gente poda
julgar que se perdoa a la mai, e tan mai nao pre-
cisa de pcrd.io. s precisa dejuslica.
Em urna desgrana bem considerada nem ludo
he inrelicida.te, e esla de que boje son victima,
vem provarm'o. Emquanto os meas inimigot me
calumniavam pelos meios vulgares, triomphando
cobardemeute porque o meu nomo de rainha,
sem impedir os seus ataques, roe inhiba a de-
texa, havia no meu silencio dignidade, ha va pa-
triotismo. Hoja porm, que por um eslranho con-
curso de circumslaucias, o poder cabio as maos
de um ministerio, que seja qoem for o.pre-i.ten-
te, (1) porque nesla quesiao nao quero nem pre-
ciso de cirriimslaucia alguma alleonantc, nao re-
cuou dianle da assignalura desse acto de 27 de a-
goslo, ao qual vulgares rumores deverao a sua pri-
meira consislencia oflicial, n.1o posso guardar por
mais lempo esle silencio ; a honra m'o prohibe. Por
lano a desaraca prestou-me ao menos um grande
bem, que he lomar hoje possivel a minha justifica-
(a, que em dias rnais tranquillos nao era possivel
nem prudente.
Pecte, pois, oulra vez, minha filha, porque o
desejo, porque o preciso, que dcixes ao leu governo
formular essas aecusates. Que nada o impera de
por em praiica essas resoluce<. Tu condeces como
eu, a i'al-i lado lano de lodas as impulates, ao
menos da maior parle. Domina,, pois, o leu cora-
ran, nao learrecces dus apparencas, e para galiba-
res a la reputarlo as honras da clemeucia, Mto vas
oOender a minha no que vale mais que a clemen-
cia. Esforr.i-te so o podes, por ser para comigo se-
vera como rainha, c esl certa de que Mo podias
darme maior prova da la ternura romo IHha.
Porm paja te animar a seguiros meus cnpsclhns.
e salisfnzer o meu pedido,'afu que apreTnii nas
tempestades da minha vida publica a esludar cui-
dadosamente, a examinar framente aqullo que me
lisongea, cu que devo dizer-lc (oda a verdde. co-
mo se deve dize-la a urna rainha. e a una filha,
quero dcscer ao Irabalho ingrato de analysar a loa
visla a minha actual desgrarn, e sem occltar nem
altenuar cousa alguma do concert de odius que
contra mim rebenlou, defenderme hoje por urna
simples eiposirn resumida dj sua origem e dos seus
lius. O meu amor proprio nada lem avsoflrer.
Nos lempos cm qne vivemos, o amor proprio
dos que luuram no governo ou na historia nao de-
ve procurar servilmente evitar o odio dos partidos.
Deve esforrar-se em o nao merecer, eu nao o
merec, como a minha consciencia me assegura.
Houve um lempo, minha filha, por morle de teu
pai em que tendo-se suscitado urna queslio dvnas-
tica, eu tive como regente do reino de sustentar a.
guerra que salvou o leu tdrono e dolou a Hespanlia
com instiluices liheraes. Estando tu no berro e
cu no poder, a la infancia hvrava-le dos odios do
carlismo. Para'ti era o Idrono ; para mim foi, pa-
ra mim devia ter o odio do partidarios desta causa
boje vencida. Esle odio mais ou menos occullo vi-
ve anda e vivera, porque he inexlingnive.
As pbases desla guerra, ua qual se combalia ao
mesmo lempo por pessoas e por principios, e qne
regenerava politicamente o paiz, fizeram nancer no
seio do partido liberal mais avancado perlences
revolucionarias, a que eu como regente devia resistir
pela legalidade. Esle partido tradindo-me desde
enlao com notoria injulir.i, me retirou as suas
affeicfs e gralidao, e me considerou desde logo
como sua irreconciliavel ioimiga.
O partid > liberal mais moderado nas suas dou-
trinas e aspirarftes, pareca que devia guardar-se de
imitar aos outrus dous na sua injusta animadver-
sao contra mim : mas os seus principaes homens
polticos dividiram-se uestes ltimos annos em di-
versas fracres pela diversidade de villas de cada
um delles.
Uns queixanam-se de que en na., eonservava o
poder em suas maos : oulros d que lhe nao dava,
islo rem que nem uus nem oulros quizessem nun-
ca an-redil,ir. que depois de, terminada a mi-
nha obra poltica da regencia? eu nao podia aju-
dar activamente a mingoem, por isso que o meo
---------------------------~.------------------
(1) Islo refere-se provavelgdfjte circumslancia,
bem notavel com ellilo 0 ptjsiilcncia do minis-
terio proseilor nas mos do bamem que em lcO
se puz ,i frente da insurreicjfo dianle da qual a
rainha Chrislina adiou a regencia e sahlo eiu IKf.'t
e Coi exilado pelo grande awvimenlo nacional,
em que tinham lomado part lodos os partidos li-
beraes, e depois do qual a. rainha Chrislina foi
chamada solemnemenlc por ama embaixada ex-
traordinaris. Porque nao notaremos de passagem
que esla emtiaixada, connada a Donoso Corlez,
linda sido nomeada pelo Sr. Gonzales Bravo, en-
lao presidente do conseldo de ministro-, c que
o secretario della era o general Ros de Olano ?.
(ola do traductor.)
pela culera, e com as armtt na mo acho-as bellas
e Islo j de fa/cr-lhes justira !....
Sophia a brindo o iivro de oracoes na primeira pa-
gina e moslrando-o aos oulros ministros com urna
man, eraquanlo com a oulra musir a Carlota:
Lea, eis o que explica tudol
Margarida : E que deve prevenir-nos contra
asjnlrigas de Carila....
Fabio: Islo nSo embarace o andamento dos ne-
gnos Senhora de Wrangel nomeio-a men embai-
xador junio, do Rleilor. cojos estados rodeiam os
meus. Seu primeiro minislro havia de casar ama-
nilla com Carila de llurgslall, declare-lde em meu
mime que esle prnjertii de allianca esla formalmen-
te desle!.i.
Carlota (a parle): Que diz ello
A Princeza : Meu sobrinho !
Sophia (cm voz baixa aos oulros ministros!:
Ouvis"?
Fabio: Ah lie assim. ininlia lia, convm sa-
ber curvar-se os necessidades puliticas. {Mostrando
a janella.) Arabo de saber que he precisamente es-
le casamento de una rapariga com um velho que
pe a populara.! femiuina em furor !....
Rsela qual a princeza acaba de fallar em VOI
baixa, ilirigindo-se a um dus correios):Sendora
de Brux, sua alteza desoja que monte a cavallo, e
que v a lo la a pres-a aos Tres Moinbos rasa de
urna prenla da senhora de Rureslall para tjplregar-
Ihe urna meusagem.
(A princeza escreve, Fabio falla em voz baixa a Car-
ila.)
Wilhelmiita : Vossa Alteza sabe que espera-
mos de Franca um coniboy de modas novas ; per-
miti que enviemos um corrido a estrada de Paria
para prevenir que esse combo) seja lomado pelas
revoltosas ?
Fabio: Como, seulioras, ponde voatoi armas
em seguranra !
( Tecla diz algumas palavras em voz buixa ao se-
gundo corrcio, o qual sabe. )
Rotela ( n janella) : O negocio vai bem !
Frederica ( em voz baixa ans cnll-gas ) : Sim,
enhena... vamos pr-nos frente do movimentn.
No caso de nossos maridos podercm servir-nos para
alguma cousa. apodero-me das ciiaves de ttiat pri-
ses. ( Toma at chaces dei.cadas sobre o mesa. )
Ah similor Fabio!..
Fabio : Meus charos cavallciros, esl levanta-
da a sessao ; ide tomar algum repouso; tenho ain-
matrimonio '2' havia posto at redeas do Estado
em tnas maos. Esse mesmo partido ob influen-
cia de cousas lio diversas e at opposlas, concraio
por cahir tambem na injuslica com que os oulros
me lem tratado.
Havei necessidade de explicar com cada uro
desses partidos, cada urna dessas fractes no mo-
menlo de relirar-me as tuas sympathias, contri-
buio para debilitar successivamente o anligo pres-
tigio de que eu gozava, e me prejodicou Islo
comprehende-se, c o que anda se comprehende
meldor de o que Indos estes partidos juntos pode-
ro por ultimo conseguir contra mim. -^,
?io momento em que se turnarain facis a coal-
lises de principios npposlos, de claro que nenduma,
podia ser mais fcil do qoe a dos odios communs
destinada a destruir nao tendo muta que recons-
truir.
Islo poderia fazer crer que na queslio de que se
trata nao tem havido senAo a salisfarao de algumas
vinganras. Nao, minha filha. Os partidos polticos
nao sao tao vingativos.como te julga, e he raro que
se vinguem s por vingarem. Vingam-se quando
ao mesmo lempo salisCazem a sua vingauta^e alcan-
cam os eos fins ulteriores, aplanando o futuro. Os
lins dos meus detractores sallam a visla. He misler
eslar ceg para nao ver que o partido carlista aeda
na divi-ao do partido liberal a e-peranra de urna
resurreicao que al agora era impossivel, e que a
desgrata de la mai he ao mesmo lempo urna sabo-
rnta (3) vinganca para elle, c um elemento de debi-
lidade para a porteo da nossa familia, que se lem
conservado unida c leal.
He preciso eslar ceg para nSo ver que esses ven-
cedores de Julho, que j nesle momento esto venci-
do!, e que es!?n povoando aos centenares (4) oscar-
ceres, que te chamam, e com ellilo sao, um parti-
do, impotente al agora, como todos es partidos nas-
centes, tiveram cm Julho muila fortuna em poder
manchar (5) o meu nome nas pracas publicas, quan-
do em Agosto tinham que gritar publicamente con-
tra a dymnaslia, contrae throno, e apresenlar ao go-
verno balalha campal. He preciso estar ceg para
nao ver que a muilos homens do partido que acaba
de exercer durante muilos annos o poder, lhes clihia
ao pintar, pira purificar-se das mas fallas, e fazer-se
admillir no banquete da victoria de Madrid, con-
ceder com pressa, como peuhor de unio, o sacri-
ficio daquella que aos olhos do vulgo passava por
apoio e al dolo delles em oulros lempos. Quando
tantos resenlmentos e inleresses se conspirara porlia
contra mim, devera admirarme da minha det-
graca ?
Esla vinganca iuleressera dos partidos nao basta-
va desoja-la para a alean.; ir ; e por isso, em quanlo
alguns homens Importantes formularan! contra mim
aecusates gravemente injustas, mas que julgaram
verdadeiras ; oulros, a maior parle, ioteiramenl
desprovidos de meios de ataque, mas edeios depai-
xao, recorreram a calumnia, como ordinariamente
no seu despeilo faz a plebe de lodos os partidos.
Mas a calumnia poltica nao se presta to facil-
mcnle como outras i expansao :era preciso forja-las
de lodos os genero', c ao alcance da inlellgeucia de
todas as classes, para extraviar a mullidao, e enve-
nenar as suas ideas con Ira la mai. Invgnlaram-se
pin lano calumnias para le imlisporeni contra tua
mai ; calumnias para irrilar lodas as opposiciies ; ca-
lumnias para a iinprensa ; calumnias para ossales ;
calumnias pora as pracas ; calumnias emfim para o
novo simples ehom. A mullidao c absurdo destas
calumnias revelavam a existencia de um plano com-
binado, que por fim produzio os seus fructos; mas
na.> eslar.i ao alcance de lodos o perefber islo.
Eu me-m.i, roulra qoem eram dirigida* estas ea-
lumnias, nflo pude nunca irritar-Ule contra essas
boas gentes honradas e ignorantes, que nao enten-
.dcm nada de polilica, mas que se meltem nella ; que
nao -ibeni senao.amar muilo, ou aborrecer anda
mais: que se enlhusiasmam no odio cerno aflecto :
qoe persouifieam tudas as faltas dos partidos ; ou to-
rios os erros dos governos ; que aborrecem, seassirn
me posso exprimir, por probidade, e que me relira-
ram a sua estima nicamente por haver dado cr-
dito com ligeireza a qualquer vil calumnia laucada
contra mm ; remira mim. que, nao obstante "nao
Ibes, pago o odio com o odio, oque nao tenho sc-
nlo compaixao pela sua simplicidade e erros.
Se os homens, porm, que nos diversos partidos
calculan) ver se deixam levar das paix&es, assim
obraram, se conseguirn! deste modo extraviar at
pobres gentes, nao suceden, nem podia succeder o
mesmo a respeilo da opiniao da parle sua de todos os
partidos, porque eu nao quero ofleuder a nenhum
delles a sua generalidade. Essa parte si sabe anda
suspender o seu juizo em caso necessario, escuta as
in-pr.ieoes do curaca.i, distingue as faltas dos erros
e das calumnias, e v com aasombro, com indigna-
to, Irarar como seeslA tratando a mai da rainha !
Se succedesse d'outro modo, a minha desgrara seria
maior do que eu posso imaginar, porque sena urna
immensa desgraca para todos os amigos da Hespa-
nha, como eu sou, o chegnr acreditar que ja nao
existe nobre/a alguma de senlimenlos neste paiz.
.Nao se carece de julgar aqu'o aclo de vinlesete de
agosto, em virlude do qual san do reino, basta
lanzar urna visla sobre (6) a sua eisencia e forma.
Eu pensci no primeiro momento em Ide responder,
protestando contra elle, pelo menos contra aquellas
disposire- ou palavras que feriam a minlia honra,
renunciei, porm a isso, ou antes oteu governo me
dispeusou disso, quando no mesmo dia em que of-
lici,lmenle se publicava esse acto, declarou em
urna ieuniao de autoridades que, adoptando seme-
Ihanle medida, havia sallado por cima de lodat as
leis, e que era pura e simplcsmenle urna medida
revolucionaria. Desde esse momento cuutra que
havia de prolcslar ? pode dar-se um protesto con-
tra urna illegalidade dispulavel e disputada, mas
nSo contra urna illegalidade sobre cujo carcter h
cOinmum accordo entre quem a commelte e quein a
solTre.
Minha filha, que posirao l.io siugulac a minha.
Urna r'iini.iii celebre tolerada, e anda mais do que
tolerada em Madrid, a qual se havia especialmente
consagrado a perverler a opiuiao sobre todo oque
di/.ia respeilo i minha pessoa, e que pareca que o
governo considerara poderosa e temivel al ao dia em
(2) Em oulro peridico hespauhol le-se leu ma-
trimonio e qoe d um oulro senlido a esla phra-
seNao sabemos qual teja a aullientica. Sota da R.
da Nacao.
(3) A variante de soberana c mais adianlcem
vez de unida, leal. Notamos eslas diflerenras, que
nos mostram liaver sido Iraduzido esle documento.
(i) Mtlhares diz oulra versao.
(5) Calcar diz a oulra. ola da R. da Sarao.
(Tjl Em oulra variante falla.
da*
I
da de Irahalhar cora minha lia e meu minislro do
interior...
Fredericay inclnando-se assim como suns com-
panheiras) : Dos o guarde, senhor, at ama-
n.liaa ( Em vz baixa.) Vos, senlioret, casa da
cmara 1
( O romor contina ; o prncipe assenla-sc entre
Carila en princeza; os ministros reliram-se:
lasela esfrega as mos.)
TKRCEIRA HORA.
A rrpitbltra.
O sato da rasa da cmara. Arrhilertura golliea
rom torro de rarvalho esrnlpido. .No tondo una
porla grande ron: varanda de pedra dando para
nina praca, e an principio fechada. Entre duas
portas laleraes um relngio grande com raixa de
carvallio. A' dreila urna mesa tambem grande.
SCENA I.
Frederica, Yilhermina, Tecla, Geraldina, Sophia,
Paula e depois Paneta.
( Ao mesmo lempo que se levanta o panno, do qua-
tro horas no relogio. Os sele ministros esto ador-
mecidos cm torno da mesa. Ouve-se o leve susur-
ro de sua respiraran, e ouve-se tambem baler
militas vezes a porla iuulilmenle. )
Roseta I Irazcndo na mao diarios e muilos pa-
pis ) : Que! Ninguem me responde!... Ah 1
ellas dormem !... ( tiritando.) Excedencias, a casa
da cmara arde ( I ai depor os papis sobre a
mesa.)
Frederica ( despertando repentinamente assim
como suas coinnauheiras. ) Que ha? fogo '?
Roseta : lnl.l > o governo provisorio dorma ?...
Margarida : t'.ousullavainos.
Sophia : RclWliainos...
Il'ilhermina: Cudavamos...
Frederica : Era a sendora Paula quem dor-
ma. Hontcn noile a fizemos ministro do interior
par tubslilur a senhora de llurgslall, e licar na
legalidade... e...
Paula : Mas, tenliora, desde honlem noile
estamos na rasa da cmara, decidindo, a-signando e
disrutindo sem repouso...
Geraldina : Mas, Rsela, nao grilavas fogo 1
Rsela : Fogo I... O fogo est na situaran, se-
ndora>, ou antes conliuua a propagar-se com borri-
vel "rapidez.
7'c'a : Mandas-le exerular nossos decretos ?
Koseta : Todos, senhoras mas ellas aprovei-
queae consummou o meu sacrificio, dia*em que foi
dittolvda a cmara ; algumat pessoas julgaram nes-
se intmenlo qoe a declaracao de 27 de agosto, por
injusta qae totee, era o nico meio de arrancar-me
a maiores perigos. Confesto, minha Qlha.que he para
mim utsa siluacao bem trisle, porque n3o quero ter
ingrata em cousa alguma. nem para ninguem, o ler
de reconhecer por este'motivo, como um favor, a
iii|uslra e o ullrage.
\ enham pois ai aecusates que devem transfor-
mar at calumnias em queixa* He necessario que
sejam queixasclaras, formuladas com preci-ao. e
.nao phrases rrnei- pela tua gravidad e tao vagat
que a defeza as nao pode pulversar\ JJue nao se
forme juizo sem fundamento, por ser indo revolu-
cionario, como se chamoo ao aclo do mez de agosto.
Nao lie este o lugar de refutar aecutaces, no en-
tauto devo dizer alguma cousa a respeilo dellas.
-Nao Calaivi dessas falsidades cujo absurdo he l.io
implo, que nSo poderiam s nomear-se sem manchar-
me : nao posso boje locar nelles ; Caca-se se he pos-
sivel urna aecusacao rasoavel, e ver-se-li*. como leem
resposla.
Enlrc as impulates a que se tem dado crdito com
maior lenacidadc, lia muilas captaes, cuja falsdade
.lu conlieces, por fortuna meldor do que eu. Sim
por Cm luna para mira, pela sua propria essencia nao
as posso mohecer meldor .lo que lu.
Pela veracidade desla imputacoes poderos lu jul-
gar da das outras. A minha influencia sobre ti de
urna dessas lerriveis aecusates. Accosar-me diste
em termos geraes, seria aecusar-uot a mim de ter mai
e a ti de ser filha; seria aecusar-nos da nossa mutua
ternura. .
Imaginaram igualmente que eu usara dessa influ-
encia para faze-la pesar sobre as las vistas polticas
sobre o -\siema de governo, e sobre a escolha dos
goyeruanles. Ser minha loda a influencia uestes
ltimos lempos, segundo os meuscegos adversarios!
Meu o governo; meus os ministros, minhas as fallas
minhas at desgracas, ludo era meu menos os Irium-
phos eas glorias!:!
Acreditar islo be nao me conhecer, conhecer an-
da menos as crises politices porque ha vemos passado.
A minha ambica". se eu fotse ambiciosa, hornera
fictdo de tobra sasiifeila pelo exercicio nao iuglorio
do poder que poz termo a guerradymnaslica. Passa-
do sse periodo ahanrada a paz,' conslituidos na le-
galidade os partidos poderosos, funeconou livremeo-
te as inilituicoes representativa-, e sobre ludo reali-
sado o leu matrimonio, havendo salisfeilo o vol do
paiz, enllocando a leu lado urna influencia tao natural
c legitima, era do meu proprio interesse nao compro-
meller o meu nome, e relirar-me das lucias polti-
cas.
Tal foi com ellilo a minha resolucoo. se algumas
vezes posto que raras, me afaslei nisso, nao tei quan-
do o teu bem e o do paiz exigirao evidentemente,
quando tem sido do meu dever o ceder s tuas ins-
tancias.
Tu sabes que o alTaslamenln foi sempre o
meu comporlamenlo habitual, o meu desejo a
minha reg a, i ) mas nunca pude leva-lo al
ao e\lrerlo de aflaslar-me de ti: prendia-me
o teu carinho, prendiam-me as mensagens que
lu e o leu governo me enviaram em 1743.
e 1817 para que tierna para Hespanha : relinha-me o
meu amor a esle paiz, prendia-me finalmente open-
samento em que eslava de aue quaesquer que fossem
as circumslanciasnunca os partidos liberaos deiva-
riara escrever nos seus annaes a respeilo Ja gover-
nadora de l*!'i noile- como a de 17 de julho, dias
romo o de 28 de agosto. Foi islo um grande erro
da minha parl, noeiitanto nao me arrependo, por
que nunca me arrependi de enganar-me por gene-
ro-i d.ule. Sabes igualmente, anda que o paiz o nio
sabe c se nega a acredtalo, que uestes ltimos annos
eu nao te aconselhei como se diz, c muilo menos te
impuz ministerios; sabes emfim que apezarde quan-
lo era penoso na, notsa Intimidado o nAo tratar de
negocios pblicos, frequentes vezes recusei entrar
contigo em conversaces polticas, anda as mais
simples.
No estado actual das paixes parecer istoinerivel
a muila, seno a loda a gente. Urna preocupcao
universal e como invcncivel faz crer que os povot ad-
mittam como> cerlo e indubitavel o que he apenas
verosmil. NSo ha meio de os desengaar, nem
anda depois da ltSo dos aconlecimentos contempo-
rneos que bem alio proclaman), que mais de mcia-
de da historia se bazea tobie fados absololamenle
inverosimeis, e improvaveis antes da sua realisarao.
Ao expressar-me assim, la que me condeces, nao
accredilars anda que os meas inimigos o acrediten)
3ue. vendo vencida a larga poca poltica que acaba
e pastar, eu me apreste rrencga-Ia cobardemente.
Nao ; aforlunadamenle sou incapaz de um aclo ISo
indigno, e antes do que deixar sospeitas a esle res-
peilo, e apezar dos graves inconvenientes que nisso
possa liaver para mim, teria valor para dizer desde
ja oque peuso acerca deste periodo dos ltimos II
annos.
Com os seas erro e as tuas faltas, coHeclivas ou
individuaet, seus mos resultados e revezes.que nin-
guem deve sentir mais do que cu, posto que de em
mim que recadera as diversas aecusates dos dille-
rentes partidos as querem personificar' esle periodo,
apezar de ludo pela sua obra de reorganisarao geral.
pela sua profunda paz baseada na ordem malerial
das ras, mas no soreg dos nimos, na conlianca. no
Cu turo, na crOBCa geral deque lodas as oppo-ire- se
haviam resignado a permanecer dentro da legalida-
de ; esle periodo he indubilavelmente a phase poli-
lica mais importante, mais larga, e mais duradoira,
e nao a menos prospera que a Hespanha tem gozado
desde o principio deste seculo.
Este periodo com alguma prudencia mais por par-
te de alguns, pareca eslar edamado a por termo
era das discordias esteris.
Com valor parajulga-lo assim em meio dos clamo-
res de lanas paixes, nao poderia eu incorrer n
cobarda que haveria em renegar a responsabilidade
qne podesse perlencer-rac, o que a historia poder
um di allrihnir-me.
Ha aiuda outra aecusacao eslreitamenle ligada a
esta de que acabo de fallar, ea que me appre responder, porque foi formulada com a maior solem-
ii'da.le em una reunan popular: a de haver usado
da minha inllueucia sobre si para atacar a existencia
das instiluires liberaes. Nao, mil vezes nao. Pre-
cisamente em todos os meus conselhos formei sem-
pre o proposito de absler-me de traclar nesie as-
sumplo.
Tu sabesquea conservacao destas insliiuiccsque
de resto, nao era senao a conservarlo do meu nome
historien, naoceou nunca de ser o meu mais arden-
te voto. Tu sabes quanlas vezes le repel, em mui-
la- occasiSes, e desde a tua infancia, que a Adeuda-
do forma representativa e a constituirlo do estado,
era para ti um dever sagrado, urna conveniencia -
prenxa, urna quetto de gratidlo e mesmo da egos-
mo, se fosse dado aos reis o compredender esla pala-
vra: eu disse-o sempre, e julguei sempre que toman-
do em considrracao o carcter nacional, a novidade
de un oulras partes um merecimento, he em
Hespanha um deleito; e qne por isso mesmo a Hes-
panha careca mais de urna cooslituitao qoecwroe-
casse a fazer-te velha, do qoe de ama constituirn
perfeita para que a podessem retpeitar.
Taet eram os meus conselhos. Tal era honlem a
rainha opiniao m Madrid como no eslraogeiro, a
lal o he hoje anda; porque quaesquer qne sejam a*
offensat que eu tenha soffrido, nao me vinzarei nun-
ca nos doulrinas dat fallas ou da insralida dos seus
partidarios: e sua injntlica nao justificara a mi-
nha.
Quem o leria dilo, querida filha ?
I.vei urna satisfcelo ao desterro, e nio he a unir
no meio das penat que se lem misturado. A' pri-
meira vista nao se poderia acreditar. He a incouse-
quencia dos partidos liberaes.
Depois de ter proclamado em dias tranquillos a
irresponsabilidad!- dos reis como principio funda-
mental, etquecem-na nos dias de revolucao, e que-
rem lambem fazer experimentar aos reis a sua cho-
lera.
A revoluran de Julho, .como ella se compra?, em
chamar-se a si mesma; a reveluca de Julho, depois
de ter pedido a responsabilidade aos ministros, le-
van lou mais alto os oldot, buscando, para orna-ter-
rvelexpiarao urna pessoa dymnaslica. Por fortuna
ella, como devia, respeilou-te. Esle sacando poli-
tico consagron para mim ; toja.
Se um dia a'adhcsao dos hespanhoei roe ajadou a
salvar o leo throno, hoje a animadversio dos parti-
dos cegos ter-se-ha valido de mim para anda te
salvar. Desla maneira te terei salvado duas vezes,
e a humiliarao quesoffro, como rainha e como mu-
Iher, tora encontrado, ao menos, cata intima com-
p.-nsatflo em meus senljmentot de mai. De resto
aronseldo-le que esqoeras a injurias feitai a la
mi. Primeiro do que ludo s rainha, e t daves a
todos ot partidos conslitucionaes, ao paiz inteiro.
A vinganca mesmo motivada pelo amor lilil, he
menos uobre para os Reis que para ninguem, por
isso mesmo que o poder Ih'a facilita.
Desejo e chamo as aecuaaoOes. Nada lemas, mi-
nha querida filha. A' altura a qoe lem chegado, ao
gyro que (em lomado ha dignidade em provoca-hs,
e nso o haveria em illudi-las. Nao sai sa durante a
minha regencia illuslrei o nome glorioso de meus
a vos ; o que me assegora a minha consciencia, hoja
mais tranquilla do que nunca, he que nio a man-
chei com at faltas que ousam impular-tne os aaeus
detractores.
Defendendo-me, defender*! a miuha honra ; de-
fendendo-me, defenderei o ten proprio nome |dvm-
nattico : defendendo-me, defenderei a dignidade da
historia contempornea, do paiz que tn governas.
l-'arei wr aosqiie me calumniam. que, tem porce-
herem que manchando o meu nome. manchara ao
mesmo lempo a historia do renasciroento do libera-
lismo hespanhol nos memoraveis dias de 1834, quan-
do achavam em miro o primeiro alliado sabido des-
se throno que lu boje oceupas. Ibes farei ver, digo,
que, purificando o seu proprio nome, purificando a
distoria do paiz, essa aulder. a quem chamam bo-
je com tanta crueldade a estrangeira, se moslruu
mais bespaiihola d qoe muilos hespanhoet.
Cahirao as calumnias. Conlu para isso com a Jus-
tina da minha causa, com o poder da ausencia, com
o lempo, e sobre ludo com a Providencia. Nao ;
Dos nao ha de querer que esaas calumuiat passem u
historia como verdades; e que se immortalitem como
glorias.
Adeos, minha filha. As minlias saudades e ternu-
ra' terao para t, onde quer que me che, e em lo-
das as parles rogarei a Dos que le conserve na sua
sania guarda. Mara Chrislina.
(Peridico dos Pobres do Porto.)
INTERIOR.
(7) Ha urna pequea variante naordem'deslas pa-
lavras.
laram-se de lodos, eii."io te salisfizeram com ne-
nhum. Primeiramenle tiz annenciar em nome do
governo provisorio a queda do principe, e commu-
uiquei-a a elle mesmo.
Frederica : Que aconteceu mais t
Roseta : Comecaram gritando bravo e aca-
haram gritandoQue ingralidao !
Margarida : Fizesle abrir as pri-es 1
Rsela : A cadeia esranc.-irei-lhc as porla- !
Paula : Enlao, que disseram '.'
Roseta : Disseramlano melhor !
Frederica : Muilo bem !
Rsela ( conlinuaiido i: Tanto melhor Tirar
lugar para as que preleii.l**m gnveriiar-uos !
Sopfua v aterrada ) : -Meu Dcos, senhora-, se
abdicisseinos 1
/'aula : Se voltasenos para o principe !
7'ec/tt : Abdicar!... Vollar para o principe!...
voltee para um ingrato, que nos desdenhou impru-
dentemente por urna velhaquinha... nunca !
At oulras : Nao nao .me- a morle !
Roseta : Eis que as mulheres fechando" os ma-
ridos nas adegas e laucan.lu as chaves no rio, es-
qoereranvsc de que os maridos guardavam o di-
nheiro de suas casas Assim gritara de lodos os la-
dos : Dinheiro dinheiro linas o podem com ar-
mas na mao, oulras rom os piinhos cerrados !
WUhermina : Eu imporia um tributo ; mas
para que elle produza una soiiima cm moda, so-I
bre (pie o poderemos impor .
Margarida : Seria bello imp-lo proporcioual-
iiieuie sobre os maridos engaados !
Tecla : Porm, romo, se nao lia mais maridos !
Roseta : Sim, senhoras, desses maridos sempre
ha ; mas por ora e-tao longe daqui. As adegas desla
ridade comnilioieain com subterrneos, que dSo sa-
bida para o campo.... Os homens fugiram por l !...
Il'ilhermina : Que miseraveis .'
Rsela : Heuniram-se e encontrando a calera
rariega.la que viuha de Paiis, pilharam-na radical-
raen le. Fizeram vossos vestidos, chapos e chalet em
pedac i-, e eis o que os malvados vos enviam sobre
azas de um venlo furioso !
( Tira do avanlal, e depe sobre a mesa trapos de
modas. )
Todas ( gnlando com colera ): Que assattinus !
que ladrees!
Frederica ( cora serenidade forrada e com ar so-
lemne ) : E abdicaramos 1... Senhoras, se esses
HIO DE JANEIRO,
SENADO.
Da 11 tU .eten.bro.
' Lida e approva Ja a actn da antecedente, o primei-
ro secretario d conla do segoinle expediente :
Um ollicio do ministro dos negocios do imperio,
communicando que S. M. o Imperador recebe a de-
pulacSo que tem de pedir o dia, hora e lugar para o
encerramento da assembla geral, no da de hoje, a
1 hora da tarde, no pato da cjdade.Fica o senado
inteirado.
Dout ofllcios do secretario da cmara dos depata-
dos communicando que aquella cmara adoptou a
emenda do senado i propoiijao all iniciada, auln-
risando o governo a couceder caria de naluratisaeao
de cidadao brasileiro a Manoel Francisco Ribeiro de
Abreu e oulros, e adoptando as proposicoes do se-
nado que declaram : a primeira, qae na venda dos
bens e trras da capella de Itamb na provincia de
Pernambuco pode o governo alTronlar aos indivi-
duos que se acham de posse dos ditos bens o Ierras;
e a segunda, que aulorisa o governo para reformar
as secretarias de estado dos negocios do imperio, jus-
lira, c eslrangeiros, ele.Fica o senado inteirado.
Qualro ofllcios do minislro dos negocios do impe-
rio, acompaohando os aulographos sanecionados das
resoliiret da assembla geral, declarando qoe Luiz
Uomes da Cunda lem direito a pensao.approvada em
19 de agosto de 1852, desde o dia 2 de dezembro de
1839 ; approvando a pensao concedida a vitcoodessa
da Lagaa ; approvando a jubilatao concedida au
Dr. Antonio Mara de Miranda e Catiro no lugar
de lente substituto da facutdade de medicina desta
corle; approvando as pensoes concedidas ao coro-
nel da guarda nacional da provincia de S. Pedro,
Manoel Adolpho Choran, ao primeiro lenle gra-
duado da armada Antonio Jos Pereira Leal, e a D.
Mara Filippa de Assis,Fica o senado inteirado, e
manda que se participe i oulra cmara.
Oulro do secretarlo da cmara dos depatados
acoropanhando o tegninle :
infames tnrnarem a cahir algum dia em nossas
maos... nio (eremos piedaita I Entretanto he cbo-
gada o momento de governar pelo mais vedemenle
terror Roseta, ha om diario na cidade...
Paula (leudo tirado o diario dos papis que R-
sela largnn sobre a meta ) : Ei-lo ; mas, elle ps-
rece-me ter ama bella polilica esla manha.
Geraldina : Como enlao ?
Paula : Alao presente esta folha tem defen-
didoi as mulheres e injuriado convenientemente o.
marido- ; prosrriplos estes, ella ojo leve mais que
ilizer, e para nao calar-se lamenla-os agora e defeu-
de-os, acensando-nos de lyrannia !
Tecla (lomando o diario ) : E foi urna mulder
quem escreveu estes dorroret! Que vileza !
Frederica : Meut charos collegat, lomaremos
a estas grave! orcupaees daqui a urna hora. Entre-
tanto a nacao uot pernnllira que cuidemos um pou-
co em nos mesmas... ,
Tecla : Estou cahindo de lomno.
Geraldina : Murro officialmenle de fome !
Margarida : Senhoras, ha dezoito horas qae
estamos com o mesmo vestido, e iiso por ausleridade
para com nossas proprias pessoas !
Il'ilhermina : Senhoras, antes de ratirar-not,
urna tmplet proposta !... ( Ot outrot ministros que
i'im tahir chegam-te a llilhermina e rercam-na.
Fila continua. ) Nossos maridos nao foram fecha-
dos nas adegas, anda os temos nas maos... Se toste-
mos fazer-lbes urna breve visila, para termos.o pra-
zer de arcusa-los...
Frederica : Que ? ( Murmurios de indigna-
cao. ) Roseta, tu que nao lem marido, que sem pu-
dor desejes tornar a ver... Guarda eslas-chaves Ion-
ge ao alcance de nosso nobre collega. ( Entrega as
rhaces Rotela ; dais entrando direila diz em
tom penetrante :) Ah! Wilhermina !...
Margarida ( idem ) : Ah senhora !
Tecla (idem ) : Ah excHIeneia !
Geraldina (idem ): Ah baroneza!
1 Segueta Sophia e Paula, as quaes encaram-te sem
comprehender nada. )
IPilhermina (S Rotela !: Que lem todas ellas.
Roseta?
Roteta: O que ellas lem f... Maridos qae con-
(im duas vezes a idade do vosso I
(i.ntram u direila.)
(Conti/war-e-ha.)


"


2
_

DIARIO DE PRNAMBUCO, SEGUNDA FEIRA 6 DE NOVEMRRO DE 1854.
a Emendas feitas e approvidas pela cmara dos
depulados proposla do poder execnlivo de 12 de
agosto de 1853, que autorisa o governo a pasar as
prests das guerras da independencia e do Rio da
Trata:
a Accresccnte-se no lugar compclenU ;
A assembta geral legitlsliva decrela :
Arl. 1. 1. Era lugar das palavras..........
1,109:90897i-dlgi-se624:000.
4. Supprimam-se as palavrasprestadas por
elle as contas de sua commissao.
Arl. (addllivo;. He o governo aulorisado
a faier qualqoer operaclo de- crdito que julgar
raais conveniente para havtr quantia com que ve-
rifique o pasamento de que Unta o arl. 1.-, quando
pela renda ordinaria nSo o possa fazer.
O arl. 2 patea a ser .1.
Paco da cmara dos depuUdos, em 9 de sefem-
bro de 1854.conde de Baependy, presidente.
Francisco de Pauia Candida, *> secretorio.
Francisco Xavier Pas Brrelo, 2 secretario, a
Passaodo-ea orden do dia he approvada em 3.
discussao para ser remedida i saiiccao imperial a
proposicao vinda da cmara dos depulados appro-
vando a aposeutoduria ao juii de direito Francisco
de Souza Marlios.
Segue-se a primeira discussao da proposicao do
senado abrindo ao goveruo om crdito de 10 mil
ruiilos de re, para o fim de endossar tilulos de
reud que toreni emittidos por associaces de pro-
priedade rustica.
O Sr. Montezuma manda i mesa o scgoinle re-
querimenlo, que he apoiado o approvado.
ttequeirsquc o projecto seja remettido i com-
missao de fazeoda para dar sobre elle o sea pare-
cer. Paco do senado, 11 de setembro de 1854.
Montezuma.
Tem lagar a primeira discussao de proposicao do
senado autorisando o governo promover a encor-
poracSo de companbias para a pesca, saiga e secca
de peixts no litloral e ros do imperio.
O Sr. Yistonde de branles reqaer verbalmente
que o projecto seja remettido s commissoes de Ca-
lenda c commercio, e he approvado.
O l'resiie'nte declara estar esgotada a materia da
ordem do dia, e suspende a sessAo s 11 horas e 3
quartos.
A' meia hora depois do meio dia o Sr. presidente
oceupa a eadeira e convida a depuUrao a cumplir
a sua misslo.
A'Ihorae um quarlo volla a depulacAo. o Sr.
visconde de Olinda como orador da roesma, diz que
S. M. o Imperador responden que o encerrameuto
da sessAo seria araanhAa 1 hora da tarde no paco
do senado.
A resposta he receida com rauito especial agrado.
O Presidente convida aos Srs. senadores acha-
rem-se no paco do senado s 1t horas da mandila.
Levaiila-se a sestao ule;,' hora da (arde.
CAIIIU dos srs.. deptados-
Dsa 2 de setembro.
Lua e approvada a acta da sessao precedente, o
primevo secretario da conta do seguinle expedi-
ente :
Ofllcio do ministro do imperio, communicando
que S. M. I. receben no dia 4 do correnle, no paco
da cidsde, i 1 hora da Urde, a depulacSo da mes-
ma cmara que tem de felicila-lo pelo anniversarie
de seu consorcio.Inteirada, .
lie approvado sena debate um parecer da commis-
sao de iiutroecilo publica mandando para o poder
administrativo o requerlmento do cstudante Coi-
lherme Jos Teiieira.
Fca adiado, por pedir a palavra o Sr. Aguiar, o
seguinle parecer:
Foi presente 3.* commissAo do orcamento o a-
viso do governo de 19 de maio de 1852 remetiendo,
em virtude do arl. 31 do decreto de 24 de oatubro
de 1832, a petirilu de D. Iria Violante Monleiro dos
Santos c outros, herdeirosde Adri'io Jos dos Santos,
inslruida com urna senleoca passada em julgndo, em
virtude da qual reclamara da fazenda nacional a
quantia de 7:365?, importancia de 1,273 espingar-
das e 100 pistolas que em 1817 foram recolhidas ao
Trem de Guerra da capital da provincia de Pernam-
buco, por ordem do governo intruso, e depois ap-
pliradas ao servir do Estado.
ii A comraissAn examinou cora todo o esmero esta
pretendi, e autos de emillir o sen parecer, (ara
urna resumida exposirlo do histrico da questao. pa-
ra que a cmara, (endo-o presente, possa conveni-
entemente resolver o que (or mais acerUdo.
Adriao Jos dos Santos, o primitivo credor da
quantia reclamada per ter vendido ao governo in-
truso de Pernambaco em 21 de marco de 1817 o ar-
mamento cm queslao, requereu par. intermedio de
procurador o seu pagamento junta da fazenda de
l'ernambuco em 18 de jeiriis de 1823, apreseutando
como documento, nao o originario ootiliecimento da
entrega das armas no trem, mas urna cerlidlo exlra-
hida do livro da receit. do mesmo esUbelecimento,
declarando nao apresentar o coohecimenlo legal por
j nao existir o almoxarife que servia na poca da
entrega das armas.
a A junta da fazenda, por despacho de 2dc julho
do mesmo anuo, iudefirio a peticao em consequeu-
cia de ser Adri.in porluguez e residente em Porlu-
-al. o que era de confoimidade com as delermiua-
roes imperiaes naquella poca.
a Ilavendo cessado os motivos que autorisaram a
etpedicAo de laes determinadles requereu de novo
Adriao Jos dos Santos, j restituido a Pernamhuco,
i mesma junta o seu pagamento em 29 de abril de
1828; e obteve o seguinte despacho a 13 de marco de
1829 : Espero o supplicante a liquidarlo da divida
poblica a que se ha de proceder.
0 Em 12 dedezembro de 1831 reclamou o mesmo
Adrin da junta da fazenda o cnmpriraenlo do ul-
timo despacho, a qual.em 19 do mesmo mez e anno,
e de conformldade com o parecer do respectivo pro-
curador fiscal, resol vea que o peticionario recorresse
aos meios ordinarios.
De posse de todos estes documentos propoz
Adrilo fazenda publica a sua accao em 26 de
revereiro de 1839, allegando no sen libello o se-
guinle :
comprar-Ihe e rerolher ao trem do Recito o arma-
mento j mencionado em 21 de marco do mesmo
anuo.
a 2.o Que o dito armimeulo se achava no trem
quando se restaurou a legalidade; e foi aprOveilado
no servico publico.
3.o Qoe a todos os que se achavam as suas
rircumslancias mandn o governo pagar a di-
nheiro desde o anno de 1822 a 1824 o que Ihes de-
via.
e 4.o Que nao esUndo naquella poca em Pernam-
huco nao pode ser embolsado da importancia da sua
divida, e nem depois, mo grado os documentos que
apresentra e diligencias que fez peranle a junU da
fazeoda.
u Na infancia inferior foi desprexado todo n al-
legado peto autor, fundando-se o juiz na ordem do
lliesouro de 24 de abril de 1838, produzida em favor
da fazenda pelo sea advogsdo, a qual declara que o
Ihesooro publico nao he responsavel pelo resallado
de actos lllegaes de qoalquer empregado publico do
imperio, e por mor torca de razio por Tactos de quem
neatesia quahdade linda, como aconteca uesla qoes-
Uo.
>i Esta sentones fui reformada pelo areordlo da
relacao de Pernambaco de 11 de agosto de 1810, jul-
g indo a fazenda publica abrigada, visto ler-se o go-
verno aproveilado do armamento, e mandado pagar
a outros credores em idnticas circumslancias segan-
do as razses prodazidas pelo appellanle.
Subindo a causa ao supremo tribunal de jusli-
ca, em eenseqoencie de haver inlerposto recurso de
revista o procurador ducal da fazenda, foi o mesmo
aecordao confirmado pjr outrodo 1. de mirco de
1842, por nao haver nullidade manifesU e injuslira
notoria, aeaignando vencidos tres membros do tribu-
nal, dos mais acrediUdos por seu saber e inlegri-
dade.
Batottonto onlro devera ser o destecho desle
qoesUffWfbssem bem apreciadas as razes oflereci-
das pelo advogado da lateada poblica, que de tanto
peso parecer commissAo, que nao licitar de
transcreve-las, pela luz que derramara sobreest
objecto.
O aecordSo fl. 40, do que recorre a fazenda
publica nacional,esti proferido contra a provae evi-
dencia dos autos.
Diz o aecordao : Anda qae o armamento a fl.
1 v, fosse comprado por ordem do governo revolo-
cionario de 1817, como elle reverten depois em prol
do governo legitimo, por se achar no trem de guer-
ra conforme o documento de fl. 12, e a inquirico
de fls. 20 a fls. 23, a fazeoda nacional nao se pode
iseotar do seu pagamento.
a Mas o principio ou causal da condemnacSo he
falso, islo he, nem o documento a fl. 12, nem a in-
quirirn de fl. 20 a 23 provara que o armamento
ei8(isse,nem lodo,nem parta, no trem ou arsenal de
guerra, depois de et ti neto o governo republicano e
resUbelecido c-monereda legitimo.
a Qaanto ao documento a fl. 12, alo he mais qae
ama informacao do inspector do trem, depois da res-
Uuracao, na qual declara qoe o teor do lancamento
inserto na eerlidSo de fl. lu,'combina e he fiel copia
do do livro de que fora ealrahido. E lsto nlo lie
asserjio de que o armamento etisllsse no trem de-
pois da resUuraclo, lodo nem parle.
E qnanlo s leslemonhas de fl. 20 em dianle,
ellas sao sunxnamenle aflectadas e inacredlaves,
quando juram todas tres que viram a venda do ar-
mamento sem decUrarem aonde e qnem mais ahi se
achava ; sendo inverosmil que Unta cenle, e sem
represeotaeao alguma, se achasse de mistara ou ao
lado do governo no acto c vcrilcac,ito da compra.
Depois do que as mesmas leslemunhas lulo de-
clarara se o sabera de ver ou por ouvir, qae lodo o
armamento depois da resteurac.ap exista no Ircra na-
cional, e se se disser qae ellas o depoem de ver por
ser esla a razao que deram no principio de seus de-
poimenlos, respondemos que nao sendo ellas empre-
gadas no arsenal, he necedade suppr, e muito peior
acreditar que Unta genle baralustasse la no mesmo
arsenal em tal poca e conjunctura, e fosse exami-
nar e contar urna "por urna as armas, reconheccr as
vendidas pelo recorrido, e dar com todas ellas sem
fallado urna.
o Que dimenses c singnaes linham ? Compra-
ram-as os republicanos, armaram-sc, e pclejaram
com ellas, e urna s deslas armas se nao perdea nem
estregn t
Uulrosin, o autor allega que o governo republi-
cano compruD-lhe o armamento ; campria-lhe pro-
var que ih'o nao pagara.
He islo porm o qoe nao fez, porque sobre in-
concludenle, loca no ridiculo deporem as suas les-
lemunhas que sabera por vor o nao fado, islo he,
que viram aue autor uAo fora paso porque se rel-
rira para l.iWioa. Como o viram ? Onde Peranle
quem? Aules da retirada do autordesta provincia
seria motivo para afervorar e concluir o pagamento
por si ou por seas procuradores.
Cerlo que nao he com laes provas que deve ser
daspargidu o patrimonio publico em beneficio de
um s particular.
Nem o autor moslra o litlo original da divida,
vista do qual sement deve fazer e fazia o paga-
mento, e corThecimeulo original de que IraU a cer-
lidao fl. 10.
Pcrdeu-se, diz elle, mas em poder de quem e
qqando ? Porque s velo demandar a fazenda 23 an-
nos depois ?
O governo republicano de 1817 em Pernamhu-
co, posto de parle o seu erro ou opiniao poltica, foi
compusto de horaens probos c honrados, tinha neces-
sidade deacrediUr-se, de aliciar prosclylos, c nao
cahirinem conlradiccao de comprar aos 15 das de
existencia enao pagar, lendo continuado a existir at
19 de maio.
" O certo he qoe nenhum dos credores da natu-
reza do autor aprsenla o original conhecimento da
venda ; lodos os perderm, e os governislas republi-
canos dilaceraran! lodosos papis do seu expediente,
quando vendo prxima a queda se retiraram por
Olinda para o interior.
e Perianto, espera a fazenda que este supremo
tribunal llie conceda revisto do accqrdao a fl., para
que seja reformado, e ella absulvida, nao s \ isla
do exposto, como do mais que oflerecem os autos, e
mormenlc do que ser suprido pelos consultissimos
senhores magistrados. ,
Os fados e dalas qoe licam exposlos, e as ra-
zos que a commissAo passar a produzir, levam-a
a declarar cmara que os peticionarios nenhum di-
reito tem divida que reclamara, porquanlo
l.o Esla divida, em vista do arl. 20 do decreto
n.41 de 20 de revereiro de 1840, que declarou em
vigoro capilulo 209 das orJenaces da fazenda.se
acha proscripta, desde a sua primeira reclamacao em
18 ile jiinlni de 1823, mais de cinco annos depois de
conlrahida, alera de que
2.o He de notoriedade historien que o governo
intruso de 1817 acliou nos cofres do erario de Per-
namhuco 600 contos de ris {Muiz Tacares, His-
toria da revolucao de 1817, pag. 39); e havia por-
Innlo com que pagar o armamento tomado ou com-
prado nessa poca, e especialmente quando aquella
revolucao procuravo acreditar-se.*
de armamento convocou os negociante da prara do
Recife que o po;siam, por um edital, cm que se
obrigou a pagar bocea do cofre as armas que
lhe vendewem ; e nio he verosmil que'homenssi-
zudos e honestos como er3o esses que se puzeram
frente detse movimento fallassem logo e sem graves
razftes ao cnmpriraenlo da.sua palavra. I dem pag.
169 e 170.)
a 4.' Tanto nao se simia falla de dinhero para
salisfazer a essas compras, qae nao foram grandes,
e com a dissolarao do referido governo no campo do
Engenho Paulista vollaram para o dominio do go-
verno legitimo os cofres do erario cusiendo nao pe-
quena somma. (dem, pag. 314, 315 e 333.'
e 5. Nao se prova dos documentos que foram
prescules commissao que Adriao Jos dos Santos
emigrasse de Pernamhuco para Lisboa no lempo do
governo intruso, visto que em 21 de marco do 1817,
qunze das depois da proclamacao da revolla, an-
da se achava no Kccife ; poca em que o mesmo
governo nao permittia a partida de pessoa alguma
para tora do paiz, e mu prxima do hlbqueio da-
quelle porto, que logo leve lugar, antes deve-se
presumir que sabio inuilo depois de resUbelecido
o governo legal, pelo que se collige das expressOes
do seu libello, onde declara que nao foi pago por
se n.1o adiar em Pernamhuco de 1822 a 1821,
quando se fizeram pagamentos a dinhero por divi-
das de igual especie a outros individuos qae nao
menciona.
(i 6." Ora, se he cerlo que Adriao Jos dos San-
tos se achava em Pernambuco no lempo do governo
inlruso de 1817 e da resUuracAo da legalidade, n.lo
he presumivel que deixassc de cobrar a sua divida,
se fosse real, em momento Uoopposluno, abundan-
do em exemplos em contrario, para vir a faze-lo
seis annos depois, ausento do paiz, e quando a cir-
cunstancia de Porluguez nao ollerecia Unta proba-
bilidade de hora etilo.
7.o Demais, o direito a esle pagamento mais se
enfraquece noUndo-se que Adriao para fuudamen-
Ur sua pretenco nio aprsenla senao a cerlidAo
da entrada das armas que vendeu no Irem do Reci-
fe, que nao he prova do nao pasamento, sobretodo
quando se sabe que todo o expediento do governo
intruso foi por elle propro destruido antes do aban-
dono do Recito em maio de 1817, pretextando em
1823 nao ter juntado o documento legal porque j
nlo exista o antigo almoxarife daquella reparlirao
sem ao menos declarar se o havia perdido e como,
a 8.o A provisAo de 9 de junhode 1819, a que se
soccorrem os pelicionarios, foi expedida em virtude
de reclamadles feitas lego aps a expiracAo da revo-
luto de 1817. e aubmettidas decisao da mesa do
real erario em dala de 21 de Janeiro de 1818. e refe-
fiam-se a muniefies de bocea e guerra ^plvora, bala
e manlimenlol que os rebelde- podiam ter lomado
no interior ou na captol da provincia nos ltimos
momentos da revolta sem pagar, quando comhaliam
as for(ss legaes ; e cm laes rircumstoncias a provi-
sao nao pode favorecer aos peticionarios, e lorna-se,
senAo urna prova, ao menos presompcao mui forte
conlra a'veracidade de suas allesacocs.
o 9.o Acresce que por esla provisao mandou-se
pasar aos reclamantes os gneros consumidos pela
legalidade entregndose os que existissem intactos;
ora, se o armamento comprado a Adriao se achava
nessas rircumslancias, como se v do articulado do
libello, fcil lhe era, senJ Porluguez e adversario
do governo inlruso (se por ventura nao houvcs do embolsado, recebe-lo nesso estado, sobredi lo se
fo lempo se comprou, improprio para o servico da tor-
ca legal. (dem, pas. 171.)
a Mas nessa poca nada reclamou Adriao, islo
he, quando lodosos credores se apreseutaram jun-
to da fazenda com os seus ttulos, o que iodaz a sus-
peitor qae nlo tinha direito algum cobranza, e s
recordou-se da existencia da sua divida quando de
1822 a 1824 ihe constou, ou a seu oflkioso procara-
dor que se pagava a dinhero dividas provenientes
da revoluco de 1817. nlo lendo sentido o mesmo
clamantes os generas aproveitados pela legalidade.
Paco da cmara d.is depuUdos, em l.o de se-
tembro de IKVi. Cdii'lido Mendes de Almeida.
J. J. de Lima e Silva Sobrinho. /. J. da Cu-
nhg. n
Ha jnlgado objecto de deliberarlo, e vai a impri-
mir para entrar na ordem dos Irabalhoe, urna reso-
lucAo da lerceira commissao do orcamento autori-
sando o governo a mandar pagar ao Dr. Joao liaplis-
la dos Anjos a quantia de 1:2109369 que pagon ao
facultativo qae o substituto no servios do hospital
da marinha da Babia dorante a sua citada na Euro-
pa, a
O Sr. Lisboa Serra manda mesa um requeri-
monto em qoe Thomaz Reeves pede ao eorpo legis-
lativo um auxilio peenniario para a eoneluslo da
publicado de urna obra sua intitulada Ornilholo-
gia llra-ilcira.
He remetlido s commissoes de fazenda e inslruc-
cAo publica.
Continua a discussao do requerimenlo do Sr. Jun-
queira pedindo esclarecimenlos ao governo qaanlo
aos estatuios que se tem de fazer para as caitas fi-
liar- do Banco do Brasil.
Halla o mesmo Sr. Junqueira e julgando-se a
materia saflicienlemenle discutida he o requerimen-
lo rejciUdo por 32 votos conlra 31.
O Sr. Vrialo pede urgencia para se tratar do
projecto de naluralisarAo do estraugeiro Jausen, viu-
do do senado, mas consultada u cmara, he ella re-
jeilada.
Pagamento de presas. lieclamaces de lord
Cochranc.
Continuarlo da 2.> discussao do projecto n. 115
desle anno com as emendas apoiadas.
O Sr. Prannos {Ministro da Marinha : Sr.
presdeme, a discussAo havida al boje sobre esU
malcra tem justificado plenamente lano aos nohres
depnUdos que a principio propuzeram o seu a ll-
menlo, como quelles que o impugnaran]. Os no-
hres depuUdos (econheceram que com eflelo o go-
verno liiilia sulimellidu ao conliccmeulo da c-
mara dos Srs. depuUdos eselareciraeulos bstan-
les para que ella pudesso com perfcilo couhecimen-
lo de causa resolver sobre a aulorisacao qoe lhe foi
pedida ; os nobres depuUdos viram l.-mbem que
quelles que se linham opposto ao adiameuto nao
podiam recejar que o exame aprofuudado que os
nobres depnlados queriam fazer e a que eflecliva-
menle se deram, pudesse prejudicar a proposta qae
sustentamos, porque desse exame resultou o que es-
paravamos, os nobres Ueputados se ronvenceram de
que a proposta nao poda ser radicalmente impug
nada. Por nos-a parle viraos com prazer confirma-
do o juizo que serapre fizemos de que os nobres de-
puUdos, propondo o adiamenlo, nao eram levados
por motivos de opposicilo, porm sim pelo desojo
de esclarecer suas consciencias para sustentorem ou
negaren) a aulorisacao pedida.
Julguei do roen dever, Sr. presidente, fazer esto
declararlo aos nobres depnlados.
O meu nobre amigo depulado pela provincia do
Ro de Janeiro, que encelou esto debate, observou
que exame do crdito pedido pelo governo envol-
ve em si urna qoesllo preliminar ; e he saa opiniao
que o governo devera formular explcitamente essa
questao em sua proposto, alim de que sobre ella
pudesse tambera rerahir ama decisao explcita e ter-
minante do corpo legislativo. Eu sinlo divergir da
opiniao do nobre depulado.
A proposta nao leve e nem poda ter por fim fir-
mar e decidir pontos de direito sobre o assumpto
presas ; a proposla tem por fim o pagamento de
urna divida enjo direito se reconhece. Sejam ou
nao sejam responsaveis os apresadores pelas perdas
e damnos provenientes de apresamentospor el les fei-
los e que foram julgados improcedentes, a cmara
poda em qualqoer dessas duas pypotheses votar
ou negar o crdito. No primeiro caso a cmara po-
deria conceder o pagamento nao pelos principios de
risorosa julica, mas por motivos de equidade ou de
conveniencia ; no segundo caso a cmara reconhe-
cia o direito, e portanlo volava o crdito pelos prin-
cipios de juslica. A frmala em que esl concebida
a proposla presla-se a urna c oulra opiniao, presta-
se cooeessao do crdito, qualquer qae seja a opiniao
daquelle que o concede sobre a questao do direito
qae indicou o nobre depuUdo. PorUnto eu conti-
nuo a pensar que a proposta se acha formulada nos
termos os mais proprios, au menos quanlo a esta
parle.
Sr. presdeme, a queslao de direito que acabo de
enunciar lem sido muilo discutida, e disentida por
pessoas muito competentes por seus tlenlos, por sua
IlusIracAo....
O Sr. Ferraz : Nesciamenle.
O Sr. Pdfanagu : Excellenlemenle.
O Sr. Ministro da Marinha : Tem sido roni-
lo bem discutida, dizia eu, e anda o repito, por
pessoas muilo competentes por seus talentos, por sua
insIrocrAo e por suas habilitaefies especiaes ; lodos
esses nobres depuUdos concluirn! decid indo a ques-
tao a favor dos apresadores, e portanlo sustenUndo
nesta parte a proposla do poder exeeutivo. Eu po-
deria pois prevalecer-me desse motivo para decli-
nar da discussao de direito, para a qiial nao son
competente (niio apoiados); no entretanto a cmara
com prebende que a miiiha posicAo me impe o de-
ver de manifestar lambem os fundamentos de minha
convicio sobre a questao preliminar que 1.1o bem
venlilaram os nobres depuUdos.
Senhores, eu entendo que a questao das presas, oo
se considere em relacao aos apresadores e ao gover-
no a quem elles servem, ou se considere cm rela-
c.io aos neutros, nao pude ser decidida senao por
leis especiaes e pelo direito das gentes; he urna
qucstlo, rreio eu, de natureza mixta, que participa
da iialureza das quesles contenciosas que se deci-
dem pelos principios de direito commura, e da na-
turc/.a daqncllas que se decidera peto direito das
gentes.
Ou sejam os apresadores commandanles d" navios
de guerra, ou sejam armadores e capules de corso,
elles slo agentes do governo a quem servem, pro-
ceden! conforme as ordens, e conforme as aulorisa-
c,8es que delle recebem ; a responsabilidad, por-
tanlo, e o inleresse dos apretadores, sao ronnexos
rom a responsauilidadee o inleresse do governo, oo
bandeira a que servem. Assim qae nina presa po-
de ser m em relacao ao direito dos neutro;, e ser
boa cm visto do direito patrio, das ordens e inslrue-
roes por que se regulam os cruzadores.
As presa- sao damnos e hostilidades directamente
feitas ao inimigo, ou sao consecuencia de medidas
necessarias para fazer efleclivas as hostilidades da
guerra. O inleresse, portanlo, do apretador sob
esse ponto de vista est inteiramente ligado ao in-
leresse do esludo ; e qualqoer que seja a responsa-
bililadc que por ventura caiba ao apresador, nin-
guem poder deis,ir de convir em que essa respon-
sabiliiide deve ser muilo restricta em seus casos,
muilo restricta em seu alcance, porque he preciso
qoe o receto do prejuizo ou do delicio nlo inuli-
lisc ese incentivo que todas as nacSes tem julsado
noces-ario para lomar eflicazes suas operares e hos-
tilidades de guerra.
Temos mis legislarlo especial que possa ser in-
vocada para resolver essa questao ? Crcio que a
nossa legislarn especial relativa aos apresadores
de guerra sao o alvar do regiment de 7 de de-
zeiiibro de 1796, e o de 9 de maio de 1797, que am-
pliou aquelle.
Nesses decretos esla consagrado o direito dos com-
mandanles e guarniQes dos navios de guerra s pre-
sas que por elles forem feitas ; mas n3o se acha es-
tohelccida nenhuma couimissle de responsabilidade
aos apresadores.
Se na falla de disposices especiaes que regulen)
a responsabilidade dos apresadores, commandanles
e oflcaes de navios de guerra, recorrermos ao di-
reito das gomes, creio que lambem acharemos como
ponto iuronlroverso que osaprrsados nao podem ser
responsaveis pelos prejuizos e damnos provenientes
de actos que louham pralicado de inteira coufor-
midade cum as ordens e inslrurces de seu governo
[apoiados) ; que essa responsabilidade nao se pode
fazer effecliva sem que seja decretada petos tribu-
naes competentes. (Apoiados.) Portanlo, a decisao
do ponto de que ora me oceupo reduz-se a saber
se os nossus apresadores procedern) ou nSo de con-
foriiiidde com as iiislrurriie- que lhe- foram dadas
pelo governo, e se os tribunaes competentes os con-
demnaram s perdas e damnos procedentes das pre-
sas que fizeram e foram jolgadas ms.
Neste exame he preciso distinguir as presas fei-
tas por occasiao da guerra da independencia, das pre-
sas feitas dorante a guerra do Rio da Prata.
Todos os oradores qne me precederam convieram
dencia e inlegridade do imperio nlo leve lostracc^es
claras e terminantes como devra ter. Foi o pro-
pro governo imperial quem sao declarou em acto
oflcial ao primeiro almirante marquez do Mara-1
nhlo. Todos lambem convieram em que o gover-
no imperial, quaudo o poda fazer, porque anda
nlo eslavamos constituidos, e portanlo nlo havia po-
der legislativo, assegarou solemnemente ao primei-
ro almirante marquez do Maranblo, e'as guarnidl-
es da esquadra sob o sea comrnando, que o governo
imperial pagara todas as presas porlnguczas qae li-
vessem sido ou fossem julgadas improcedentes, Pi-
cando a cargo do estado as indemnsaces que fos-
sem julgadas a favor dos apresados. Nao ha ps
duas opinioes diversas sobre o direito dos apresa-
dores na guerra da Independencia ; lodos convie-
ram em que actos do governo imperial os puzeram
a coberlo de toda e qualquer responsabilidade pelas
presas que fossem julgadas improcedentes.
l-.slaro no mesmo caso os apresadores na guerra
do Ro da l'rala ?
O nobre depuUdo pela Baha, que fallou liontem
em ultimo lugar, pareceu admittir que smenle no
caso de que o nosso almirante, coqimandanle das
forras navaes as aguas do PraU, liveise procedido
conforme as iiislrucces do governo, se podero jul-
ga-lo, e as goaroigoes da esquadra do sen comrnan-
do, isenlo de toda a responsabilidade, e consequen-
temeute com direito ao producto das presas que
foram julgadas boas e adjudicadas aos meamos apre-
sadores.
Devo antes de salisfazer s nformacaDes que o no-
bre depuUdo exigi de mm no tocante s iostruc-
dies que porventura te dessem ao almirante bario
do Ro da PraU, observar ao nobre depulado que
em minha humilde opinilo, anda quando esse al-
mirante nao houvesse seguido as iustrucres do go-
verno, se tivesse desviado deltas, desde que o tri-
bunal competente tivesse julgado legtimos os seus
aclos, nao o tivesse coudemnado aos prejuizos e
damnos delles provenientes, creio que o poder le-
gislativo boje nlo o deveria fazer. (Apoiados.)
E com efleito, senhores qual foi o procedimcnlo
do tribunal de presas a respeito daquellas que se fi-
zeram no Rio da PraU ? O consolho sopremo de jus-
lica doalmiranUdo legiliraou em -as sentencias a
quasi toUlidade dessas presas ; foi o goveruo que em
virtude de um recurso extraordinario, em virtude de
revista por erara especialissima.relaxou a maior par-
le dessas e se irapoz o dever de indemnisar os apre-
sados.
O governo imperial, usando do direito de conce-
der revistos d8s sentenras proferidas pelo tribunal
de presas, direito que eu reconheco que nao pode
ser contestado, porque lem o seu assenlo no decreto
de 5 de novembro de 1799, que foi declarado em
vigor, e lalvez ampliado pela resolucao da assemblea
geral legislaliva de 18 de setembro de 1827, julgou
improcedentes as presas que linham sido julgadas
boas pelo tribunal competente em 1* e 2< instancia;
mas o governo imperial nao condemnou os apresa-
dores s indemnisaees que julgou em favor dos apre-
sados. Creio, pois, que estes actos do poder execu-
(ivo lambem puzerlo os apresadores a coberlo de to-
da a responsabilidade.
O corpo legislativo decretondo em 1831 fundos
para pagamento dessas indemnisaces, nao poda
ignorar que existia cumo deposito no lliesouro urna
destas sommas pertencente a essas presas ; c no en-
tonto nlo resalvou em suas disposices o direito que
por ventura a fazenda publica tivesse ao dito depo-
sito, nao fez nenhuma referencia, nao eslabeleceu
nenhuma clausula pela qual se possa privar os apre-
sadores da direito que linham a esse deposito.
Logo, procedessem ou nao os apresadores confor-
me as ordens e inslrurces do governo, he fora de
duvida que nenhuma senlenca do tribunal rompe-
lente, nenhuma decislo do poder exeeutivo ou do
poder legislativo se pode apresentar qae os condem-
nasse pelas consequencias de seus actos ; nao houve
coodemnacAo civil, nao houve condemnacAo crimi-
nal.
Mas procedera o almirante barao do Rio da l'ra-
la em conlravencoiis ordens do governo imperial ".'
Crcio poder asseverar a cmara que uAo.
As primeiras iustrucres do governo dadas ao vi-
ce-almranle' Rodrigo Jos Ferreira Lobo, que foi o
I" commandanlc em chefe da nossa esquadra na
guerra da Cisplatina, dispunhAu expressamente que
nenhuma apprehensao se lizesse sem inlimacAo pre-
via e intimar passaportes ou papis do navio ao qnal fosse feita.
Estas instrucc&es consiao dos seguintes avisos expe-
didos pelo ministerio dos negocios da marraba era
datas de 17 e 21 de dezembro de 1825. Peco licen-
ca a cmara1 para os lcr. Eis a integra do aviso de
17 de dezembro :
abalo oo momento da etecucAo da provisao de 9 de em que o commandanle em chefe da esquadra que
junbo de 1819, que mandqa pagar aos primeiros re-1 foi destinada a operar era susienUcio da inepen-
Para Rodrigo Jos Ferreira Lobo. I lira, e Eira
Sr.
Tendo-se ordenado a V. Ex. haja de bloquear to-
dos os portos e costo da Repblica de Buenos-A> res,
previno a V. Ex., alim de evitar conleslacoes para o
futuro, de que dever.i proceder com a devida rir-
cumspeccAo a respeito dos navios e embarcac,cs des
potencias amigas que pretenderen) entrar nos refe-
ridos portos, empregando smente a forc contra
quelles que, nlo annunindo i inlimacAo de V. Ex.
quizerem por qualquer forma romper aquelle blo-
queu.
a Dos guarde a V. Ex. Palaeo em 17 de dezembro da 182.l'iteonde de Parana-
gu. a
No seguodo aviso, o de 21 de dezembro, se dipoz:
a .... Por esla occasiao previno igualmente a V.
Ex. qu as intimadles qne pelo aviso de 17 do cor-
rente se lhe ordennu lizesse s embarradles perten-
ceules s nadies alliadas, relativamente ao referido
bloquco, devem ser oflcaes, alim de produzirem
documentos com os ques se possa em lodo o lempo
justificar o seu procedimanto contra aquellas que o
pretenderen) romper.
Dos guarde a V. Ex. Palacio do Rio de Janei-
ro, em 24 de dezembro de 1825.l'iteonde de Pa-
ranagu.Sr. Rodrigo Jos Ferreira Lobo.
Eis-aqui, pois, as primeira* nslrueceg dadas pe-
lo governo ao commaudanle em chefe da nossa es-
quadra as aguas do Rio da PraU. O vire-a! miran-
te Rodrigo Jos Ferreira Lobo observou religiosa-
mente estas inslrurces. Foi mandado para sabsti-
tui-lo o almirante Rodrigo Pinto Guedes, depois
barao de Rio da Prata.
A este se dea como inslruceftes, por aviso de 6 de
abril de 1826, copia da correspondencia havida en-
tre o sea antecessor e a secretara de estado dos ne-
gocios da marinha, observando-se-lhe que nessa cor-
respondencia e nos avizos que acabei de ler encon-
trara qaanlo era necessario para bem dirigir-se.
O almirante barda do Rio da l'rala, estando o
bloqu-io intimado officalraentc e conhecido de todas
-as potencias amigas, porque ja havia decorrido pra-
zo sufficiente para que a noticia da intimacooliicial
se publicassa em lodas;entendeudo qne o do aviso de
6 de abril de 1826 lhe nlo prescreveu a observancia
literal dasinsIrncrSes que foram dadas ao sea ante-
cessor quando se eslabeleceu o bloqueio, anles que
fosse elle intimado offlcialmente as potencias neutras
julgou que podio proceder a captura dos navios qlie
lenlassem violar o bloqueio. sem inlmac,ao previa.
Esla deliberadlo lomada pelo almirante barao do
Rio da Prata pode ser sustentada com a ledra aviso
de 6 de abril de 1826'.' Creio que sim. Mas demos
de barato que assim nAo seja, que a sua delberacao
fosse arbitraria, vejamos o qne sobre ella resolten o
governo imperial. Era ministro e secretario de es-
tado dos negocios da marinha o Sr. visconde de Pa-
ranagu. Esto ministro por aclos succesiivos, que
terei a honra de ler a amara, approvou o procedi-
mcnlo do almirante barao do Rio da PraU.
Tinha sido apresado sem intimaran previa um ber-
gantn) inglez Monarch, que foi encontrado dentro
do Rio da PraU, onde lodosos portos se achavam
bloqueados, a exceprAo do de Montevideo, tendo sa-
bido de um porto da Inglaterra sonde a intimarlo
oflcial feila pela legacao do Brazlem Londres ha-
via sido publicada nas gazelas. Era um apresa-
ment feilo sen) a mimadlo que presero eram as
primeiras inslrurces do governo ; no entreunto o
ministro e secretario de estado dos negocios da ma-
rinha, o Sr. visconde de Paranagu, responden sobre
a parlicipacAo odlirial desse fado o seguilne:
a Para Rodrigo Pinto fiuedes.11 lu. e Exm.Sr.
Foram presentes a S. Al. o Imperador os oflicios
que V. Etc. me dirigi com os lis. 2 e 3 datados de
30 do mez passado, e ficando o mesmo Augusto Se -
uhor internado do seu conloado, approva o que V.
Exc. pralicara relativamente ao bergantn) Monarch
e as providencias que dra para haver regolaridade
nojulgamento das presas e seguranza na divisan de
seu produelo pelo captores, podendo certificar a V*
gue, e depois de se proceder as formalidades do es-
tylo, ser armado peto roaneira que V. Exc. indica,
alim de ir unir-se a essa esquadra.
a Dos guarde a V. Exc. Palacio do Ro de Ja-
neiro, em 26 de junbo de 1826.l'iteonde de Pa-
ranagu. a
Aqu tomos, pois, que o principile o almiran-
te barandn Rio da Prata enlendeu qae poda seguir
fundando-se em autoridades romo Uee reeonhecidas
em materias de direito das gentes, fundndose em
varios precedentes de potencias que podem servir de
guia a este respeito pela tea illustraeSo, aqu temos,
digo, a intelligencia e a deliberarlo do almirante
bario do Rio da PraU, approvada pelo governo, em
um dos primeiros aclos em que ella leve applica-
cao.
Esle procedmeoto do nosso almirante deu lugar
a reclamadles e conslestac/ies da parte dos agentes
eslrangeiros residentes em Montevideo ; elle susten-
tou urna tonga e rendida discassio com o contra-al-
mirante Rosamet e o cnsul inglez em Montevideo
defendendo o principio qoe elleeniendeu que devia
seguir, e que as instrnecoes o nao vedavam. Tendo
remettido ao governo copia dessa correspondencia
havida entre elle o o contra-almirante francez e o
consol inglez, o governo accoeon-lhe a recepcJo
dessa correspondencia nos seguintes termos:
Illm. e Exm. Sr.Acensando a recepcAv dos
oflicios que V. Exc. me dirigi com os ns. 8, 9 e
10, e datos de 5,6 e 9 do correnle, acompanhaudo
as copias da correspondencia havida enlre V. Exc.
e o contra-almirante Rosamet e o cnsul inglez em
Montevideo, cumpre-me significar a V. Exc. que
ludo foi li lo na presenca de Sua Magostado o Impe-
rador^ que o mesmo Augusto Senhor approva o dis-
creto e enrgico comportameoto de V. Exc. nos ne-
gocios que fazem o objecto daquella correspon-
dencia, t
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Ja-
neiro, f m 26 de junho de 1826.Visconde de Pa-
ranagu.Sr. Rodrigo Pinto Guedes.
Essa correspondencia a que se refere o aviso qoe
acabo de ler corre impressa.
Mas. senhores, ha anda um documento oflcial,
onde o procedimento do almirante bario do Rio da
Prata he completa e explcitamente approvado ; he
o seguinte aviso e a copia a que elle se refere :
a Para o bario do Rio da PraU.Illm. e Exm.
Sr.Transmuto a V. Exc, para sua devida intel-
ligencia, as copias inclusas, Unto do aviso que se
me dirigir pela repartirlo dos negocios eslrangei-
ros em dala de 4 do correnle, e da nota que o acora -
pandara do cncarregado de negocios dos Estados-
Unidos da America, como da resposta que por esla
secretaria de estado se dera ao mencionado aviso
na dala de don lera, ludo relativo ao bloqueio.
Dos guarde a V. Exc. Palacio do Rio de Ja-
neiro, em 7 de dezembro de 1826.Marquez de
Paranagu.
Vejamos o que diz o aviso dirigido pelo ministro
e secretorio de estado dos negocios da marinha, o
Sr. visconde de Paranagu, ao ministro e secretorio
de estado dos negocios eslrangeiros, o Sr. marquez
de Inhambupe:
e Illm. e Exm. Sr.Acensando a recepcao do
aviso que V. Exc. me dirigi em 4 do correnU mez,
e acompauhava a IradoccAo da nota qve o encarre-
gado d negocios dos Estados-Unidos dirigir a V.
Exc. em 30 de novembro lindo, lenho de transmit-
ida V. Exc, para sua intelligencia e conveniente
uso, a copia do aviso que na primeira occasiao op-
portunase expedir por esU secretoria de estado
ao almirante barao do Rio da PraU ; devendo aqu
observar i V. Exc. que a previa advertencia de que
trata a referida noU do cncarregado de negocios
existe desde que se fizera a competente intimarlo
do bloqueio a todas as nadies e qae correu o prazo
de lempo preciso para chegar ao coohecimenlo de
lodos ; nao devendo servir de pretexto para procu-
raren] os navios neutros os portos bloqueaidos o al-
lezar-se a prelencao de saberem se existe j levan-
tado o bloqueio dos mesmos, pois qae islo se conse-
guir dirigindo-se aos porlos neutros mais viznhos
daquelles; sendo o procedimento contraro a esle
um nAo equivoco indicio de sinistras inlenrOes.
a Dos guarde a V. Exc. Paco, em 6 de dezem-
bro de 1826.Sr. marquez do Inhambupe de Cima.
I'isconde de Paranagu.
Em vista do exposlo creio que o procedimento do
almirante bario do Po da PraU, ale que recebesse
novas e terminantes instrnecoes em contrario, ou
emquanlo subsistirn) em sua forra esses actos do
ministro e secretorio de estodo dos negocios da ma-
rinha, o Sr. visconde de Paranagu, foi regular e
legitimo ; nao se pode responsabilisar a esse almi-
rante pelas indemnisaces qae a fazenda publica le-
ve de pagar em consecuencia de presas que assim
foram feitas, e que tendo sido julgadas boas pelo
tribonal competente em 1" e 2' iustancia, foram de-
pois relaxadas, julgadas improcedentes peto poder
exeeutivo por meio de revista de graca especislis-
sima.
Modificou-se o ministerio de entao : o Sr. viscon-
de de Paranagu foi substituido pelo Sr. marquez
de Macei ; esle seguio opinilo diversa, recommen-
dou ao almirante barao do Rio da PraU as instrne-
coes que haviam sido dadas ao seu antecessor^ refe-
rindo-se s muitas reclamadles que exisliam pen-
dentes, e que incommodavam ao governo imperial.
Por ventura, depois dessas novas ordens que foeam
completadas pelo chefe de esquadra Diogo Jorge de
Br lo,quando succedeu no etercirio de ministro e se-
cretario de estado dos negocios da marinha ao Sr.
marquez de Macei, por ventura depois dessas novas
ordens o almirante bario do Rio da PraU continuou
a ordenar apresamentos tem aulorisacao previa '! De
cerlo qne nlo.
Se he verdade que nao existo nenhuma decislo do
poder competente obrigando a esses apresadores pe-
las indemnisaces que se pagaram em cousequencia
de apresamentos que elles fizeram, lambem he cerlo
que o poder judiciario, o poder exeeutivo e o poder
legislativo, deixando a esses apresadores a coberlo
de toda a responsabilidade, procedern) com a maior
jiilira apoiado porque esses apresadores linham
procedido com aulorisacao do governo ; seus aclos
se nlo foram previamente autorisados, foram ao de-
pois plenamente approvados.
Senhores, para julgar o procedimento do almiran-
te bario do Rio da PraU he preciso Hender as rir-
cumstoncias em que elle se achou. He urna verda-
de, afirmada pelos contemporneos qoe esliveram
nesse Uieatro, que um dos nossos maiores inimigos,
na guerra que sostenamos conlra a Repblica Ar-
gentina, foi o commercio illicito dos neutros que
dos porlos do imperio e mesmo do porto de Monte-
video, que pertencia ao Brasil e que eslava franco
ao commercio neutro, preparavam, carregavam e
despachavam seus navios como se tivessem de se-
guir para fura do Rio da PraU, e os dirigan) para
Buenos-Atres. Ante estos especulaces, apoiadas
pela influencia dos agentes eslrangeiros acojas na-
c6cs Ues especuladores, pertenciam, em presenca da
impossibilidade qua ha de evitar que as embarca-
c/ies ligeiras possam inuliisar o bloqueio mais acti-
vo sobre os portos e costa de Buenos-Ayres, porque
elles, mettendo-se por entre os bancos e dirigindo-
se a qualquer ponto da rosto, escapan) a vigilancia
do cruzeiro mais enrgico ; em laes circumslancias,
digo, o principio que suslentou o almirante bario
do Rio da Prala, c que lem exeraplo em outros blo-
queios, foi nao s dictado pelas eonvieces que elle
iinli. sobre a materia verlenle, como lambem por
amor dos iiiteresses do imperio, porque o commercio
dos neutros eslava prejudicando grandemente ao
bniii etilo de noas operadles conlra a Repblica
Argeutina.
Fosse, porm, como fosse, creio ler demonstrado
que o commandanle em chefe das fnreas navaes do
imperio no Rio da Prala nlo procedeu em contrt-
veiic.lu s ordens do seu governo; e portanlo o no-
bre depulado pela Baha, se enlende que, elucidado
eslefacluhc liquido o direito dos apresadores na
guerra do Rio da Prala, creio que ha de ,reconheccr
a valdale desse direito.
Itecoiihecido o dir tto dos apresadores, resta exa-
minar qual he o quantum da iiidomui-acAo qae Ibes
pcrleiire. Anda ueste exame he preciso distinguir a
queslao das presas da guerra da independencia da
queslao das presas da guerra do Rio Prala.
Sabee a quanlo montam as presas da guerra da
independencia 1 Sabe-se quaes slo quelles que
lem direito indemnisarlo que deve ser paga? Nem
a urna nem a oulra quesllo si pode responder pela
afflrmaliva.
Pouco importa, creio eu, ao poder legislativo parn
decidii-se a respeito do crdito que solicite o gover-
no, saber quaes sao quelles que lera direito in-
deinuisadlu. Esle exame deve ficar, compele ao
Exc. qae o referido bergantn), logo qae aqu che- poder exeeutivo ; be este qoe, em vista das liabiiiu-
efies e liquidadles que delinilivamonte tenham lu-
gar no juizo competeole, poder adopUr, para dit-
Irbuico do crdito ou da quantia que deva ser paga
aos apresadores, o arbitrio que mais conveniente tej.
Poder fazer em parle a dislribuicao por navios cu-
jas presas sejam condecidas, cujos intoreetados sejam
lambem condecidos; poder a respeito dos eutros oo
a respeito de todos adaptar ama regra de proporrlo,
conforme e que o resultado das habilfU{et e exa-
me definitivo a qoe te tem la' proceder Indicar como
aait acertado.
Mas como litar o quantum dit presas da guerra
da iodependencU se nao temos para lato os dados
necesserios ? Nao ee oega que existen) algnns etcla-
recimentoe a este respeito, porquanlo eonhecem-te
algumas dessas presas, e eeohecem-se algnns desset
captores; mas estes dados ato sao suflirientes para
que se possa litar ra/oavelmente a importancia da
indemnisacAo. Pens, como j tem sido opinilo
enunciada por alguns dos nobres deptados que me
precederam, qae o arbitrio mais razoavel qae o cor-
po legislativo pode tomar he aceitar como mximo a
estimativa que foi proposla pelo primeiro almirante
marquez do Maranliao, por si e em nome da esqua-
dra que rommanilava.
A eslimativa de lord Cechrane dtva a todas ou
maior parle das presas feitas pela esquadra do seu
eommando o valor de 640:0000. O governo, no
calculo do crdito que pedio assemblea geral, tomou
essa base, aceitou como mximo da indemnisacAo a
que podem ter direito os apresadores da guerra da
independencia a quantia de 600:0009, dedazinde-se
desde logo a de 40:00ft> que se entregon por urna
vez smente a lord Cochrane, a Ututo de recompen-
sa particular pela conperacAo para a reunilo da prc-
vincto do Par e acqoisirao da fragata Impera-
triz.
Mas, tem-se dito na presente discusslo,sabe-se que
porconto das presas da guerra da independencia se fi.
zeraro varios pagamentos, que o primeiro almirante
marquez do MaranhAo receben varias qusntias para
sie para distribuir pela- guarnidles da esquadra que
rommandava; e nAo devera o corpo legislativo dedu-
cir na somma qne tem de litar para e-la indemnisa-
co as quanlias que foram entregues ao comman-
danle em chefe da esquadra? O governo eulendeu
qae nio.
Os, Ilustrados oradores que me precederam fo-
ram unnimes em sustentar que o crdito litado de-
ve ser liquido dessas quantias j entregues aos apre-
sadores. Eu nlo contesto esta opinilo. Se a cma-
ra entender em sus sabedoria que con vera desde i
fazer essa reduccSo, que nlo deve deixar islo ao pru-
dente arbitrio do governo, que todos comprehen-
dem que nao tora nesU malcra nenhnm inleresse
que nlo seja licito e publico; se a cmara entender
que essa retolucao he a mais conveniente, qua a fa-
ca; o governo aceitara com prazer a sua decisao, por-
que o arbitrio neste caso, como quasi tempre, he
anles um mal do que om bem para quelles qne o
(em de exercer. (Apoiadot.) Entretanto devo ex-
por as razes qae justificara o acto do ministerio pat-
sado.
Nao se sabe ao certo qual he o monto dividendo
das presas da guerra da independencia; nlo se sabe
como foram distribuidas as quantias entregues ao
primeiro almirante marquez do MaranhAo. Se-
rian) essas quanlias distribuidas a quem de
direito fossem ? Os distribuidores nao dariam
ans e nao deixariam de dar a oalros? Nao
dariam a uns mais do que a onlros indevi-
damenle 1 E se houve injusliea nessa distribu-
cao, nao convm qae o governo fique debilitado pa-
ra attender a toes reclamaces, se forem ellas bem
provadas no juizo divisorio que se deve insUurar 7
Eis porque o governo enlendeu qoe devia pedir como
mximo para pagamento das presas da guerra da in-
dependencia a quantia em que ellas foram eslima-
das por kwd Cochrane.
Quinto as presas da guerra do Rio da Prala,
queslao he liquida, nlo olTerece as mesmas dnvidas
e difflcoldades, se por ventura a cmara quer adop-
tar a opinilo do nobres deptados que me precede-
ram litando para este pagamento, como para o ou-
Iro, o mnimo cm que pode ser elle oreado, liquido
de todas as deducres ; oo anles o que he mais exac-
to, se a cmara nao quer conceder para esle paga-
mento senlo a quantia que entroo como deposito no
lliesouro nacional, e aquella que, pertencendo a es-
sas presas, foi applicada a despezas da esquadra. de-
dozindo-se dcsto somma os pagamentos feilos aos
apresadores na importancia de 30 contos e Unto.
Sabe-se qnal foi o producto de algumas presas do
Rio da Prala que enlrou em deposito no Ihesooro;
sabe-se, em vista de documentos ealhenticns, que
pertencia tambera a essas presas a importancia de
99 contos e tanto que foi applicada as despezas da
esquadra ; sabe-se qoanto sahio do cofre das presas
existente na contodoria geral da marinha oo do llie-
souro nacional para pagamento de alguns dos
interessados ; he poit fcil, desde que a cmara
queira aceitar o arbitrio oflerecido pelos nobres de-
ptados, litar o quantum das presas do Rio da l'ra-
la. Mas contra esle arbitrio, e em favor da propos-
la Ul qual foi apreaeoUda pelo msnislro patsido,
mi lilao razes idnticas aquellas que ti ve a honra de
expor a cmara quandu tralei da litarAo da quan-
tia destinada para pagamento das presas da guerra
da independencia.
A respeito das presas da guerra do Rio da Prala
existen) mais esclarecimenlos do que a respeito das
outras, porque sabe-se na sua maior parle quaes fo-
ram os navios apresados por essa esquadra, quaes
foram os navios captores, conhere-se o valor de mol-
las dessas presas, c ha alera desses alguns outros es-
clarecimenlos que podem servir nlo s para litar o
quantum, como fixou a proposla do governo, senao
lambem para a distribuidlo qoe o governo lem de
fazer da quanlia que o corpo legislativo litar. Dei-
xo portanlo inteiramente a decisao da cmara dos
Srs. depulados, na litarlo da quanlia que deve ser
incluida no crdito para pagamento das presas do
Rio da Prata, seguir ou nao a mesma opinilo que
os nobres deptados sustentara, e que eu ja consi-
dere! a respeito do quantum da inderanisacao pelas
presas da guerra da independencia.
Tratorei agora, Sr. presidente, da reclamacao de
lord Cochrane. e>
O nobre depulado pela Babia, que honlem fallou
em ultimo lugar, observou que a forma porque o go-
verno propoz o pagamento da penslo concedida ao
reclamante nlo he a mais conveniente, porque en-
lende o nobre depulado que o decreto do governo
imperial queconcedeoesta penslo ao I*, almirante
marquez do Maranblo, sendo de dala posterior a do
juramento da consliluiclo do imperio, est depen-
dente da approvarAo do poder legislativo ; e que
posto a decretarn do pagamento importo a appro-
vadiodo acto do poder exeeutivo,todava convem por
amor dos principiosque esla approvadto seja explcita.
EunAoduvido, pelaminlia parto, nnnuira redaccao
proposto pe o nobre depulado,se elle me salvar umes-
crupulo ; e o nobre deputodo m'o salvar, se puder
assegurar-me que lodos os actos da nalureza desle
isto he, dependentes do poder legislativo, que furam
pralicados pelo podr etecnlivo quando resums em
si o etercirio de um e oulro poder, mas posterior-
mente ao juramento da consliluiclo do imperio, fo-
eam, para que se considei ,is-eni subsistentes, appro-
vados pelo poder legislativo ; em termos mais bre-
ves te alguns desses actos que pela ronstiluicao ca-
recen! da npprovacao do poder legislativo, nlo Oca-
ram subsislindo e nao subsisten) anda sem esst ap-
provaelo. Se o nobre deputodo me salvar o escr-
pulo que lenho de volar por um precedente que po-
de prsjodicar direflos adquiridos, se ha actos, qae
estando no caso desle, lem prodnzido t eslo pro-
duzodo seus efleilos sem approvaclo do poder le-
gislativo, nlo duvidarei volar pela mudanra que o
nobre depulado ollerece a rcdacclo desta parle da
proposta do poder exeeutivo.
O nobre depulado a quqm acabo de referir-mc
nlo sci se pronuuriou-se a favor do pagamento da
penslo a lord Cochrane, modilicadosos termos desse
artigo da proposla, ou se o impognou in tintine, ou
finalmente, seo OfOl depulado quer que se decre-
te o pagamento senf a clausula de prestarlo de cun-
tas. Nlo sei qual he a opiniao do nobre depulado
a este respeito. Devo crer, visto que o nobre de-
pulado tratou de modificar a redaccao desta parte
da proposla, que o uobre deputodo reconhece que
se deve uianler a palavra do governo imperial na
concesslo dessa penslo a lord Cochrane, e que o pa-
gamento se deve fazer, senao ja, ao menos median-
te a clausula esUbelecida na proposla.
Nao conbecendo bem qual a opinilo do nobre
depuUdo sobre este ponto, Iratarei de responder
quelles nobres depulados que se oppuzeram a clau-
sula que torna o pagamento da penslo dependente
da presUclo de con las.
Senhores, en toa nm daquelles qae fazem mais
juslica aoa serviros da lord Cochrane ; entendo qae
elle presin relevantes tervicot cauta da Indepen-
dencia e da Inlegridade do imperio ; entendo que
nlo lhe cabe a pecha de desertor que lanroa-lhe o
nobre deputodo pele Babia. laudo aide lord Co-
chrane convidado nos termos em que o fot pera ser-
vir a causa do Imperio, toado o governo Imperial
creado o posto da primeiro almirante para ser a
elle omento conferido, leode-se elle prestado a es-
se con vi le do governo Imperial san conlrahir por
nenhum pacto escrlpto a ebrigaceo ee permanecer
no servico do imperio, tendo pelo eaalrario o gover-
no imperial deludo oprte de lord Cochrane re-
lirar-te do serviee do Imperio quando lhe aprouves-
*e, tornando tmenle dependente a cooeasflode cer-
tas vaaugeatque lhe foramofferecidasdiw conti-
nuarlo no servico do imperio al qae Rodaste a
guerra da independencia ; em viste de lodos estes
fados enlende qae nao ee pode, porque kard Cochra-
ne reliroa-ee do imperio quando a guerra de inde-
pendencia estova da (acto eoaduida, dizer-se que
he elle um desertor. (Apoiaioi.)
Pde-ee contestar o direito qae elle leona penslo
que O governo imperial lhe ouiorgea com a clau-
sula de que elle deveria continuar a servir ao impe-
rio al qae fundaste a guerra da independencia ; p-
le-se sustentar que o marquez do Hrranhao nlo
procedeu regutormeote em algnns de atea actos, e
auseniaodo-se do imperio da mantara por qae o
fez....
O Sr. Ferraz : He o qae eu diste.
O Sr. Ministro da Marinha: Mas me parece
que a exprselo com qoe o nobre depuUdo qoali-
ficou o seu procedimente be satnraaacote severa.
O Sr. Ferraz : Conforme as leis miliUret
he....
O Sr. Ministro da Marinha: Mas elle nao
eslava obligado a continuar a servir.
O Sr. Ferraz : Nao poda sabir tem declarar
ao governo.
O Sr. Ministro da Marinha: Dentis, senho-
res. a ida de lord Cochrane Inglaterra em ve de
vir ao Rio de Janeiro, eu nio digo que nlo fosse
penssde, que nlo tivesse logar muito de proposi-
to, mas os homens professionaes julgara que elle a
pode justificar, allegando a cireumslancia de torca
maior ; porque, como todos aos tabernas, para vir
dos porlos de sotavento para o tul, principalmente
do Maranliio ou Para, he necessario amarar muito,
s vezes tomar a altara de Cabo-Verde; e nesUs cir-
cumslancias se comprehende que lord Coebraae tos.
se obrigado, como ltimamente tem allegado, a ar-
ribar Inglaterra.
O Sr. Candido Borget: A conclusas ha qua
eu quero ouvir.
O Sf. Ministro da Marinha : Ei qae nao
duvido manifestar esto juizo lo favonvel respei-
to do marqoez Jo Mareadlo ; eu que reeorde-me
des serviros que elle prestoa a" provincia da Babia
oo bloqueio do sen porto, que innegsvelmeate nrai-
k> eoMribaio para libertarn daquella provincia ;
en qae me record de qae aecusaeftes eeaaeaaaatea
aquellas que ea Uzem a lord Coclrraae se fizeram
lambem ao general Peora LabalaU...
O Sr. Ferraz : Mas quaodoT
O Sr. Ministro da Marinha: .... qae me re-
cord da celebre rcpresenUrSo da brigada da etqeer-
da do exercilo libertador, coramandada peto coro-
nel Fclisberlo Comes CalJeira, qae pagan com a
vida a sua mxima : Os geaeraes nao te aren-
lera, matam-se; esa* ijoe considero igualmente
que a opinilo publica foi depois faroravel a asee ge-
neral da nossa independencia, a qae oe poderes
do Estado nao deixaram da remunerar sene serviros
(apoiados); eu qae assim pens e assim lenho pre-
sentes estes fados da nossa historia, todava enten-
do que a clausula da propetU nao importa nenhom
dezar ao governo imperial, e he mesan digna da
approvaclo da cmara dos Srs. depuUdos.
O Sr. Candido Borget:\. Etc. me perde, a
conelusao he qne nio esto nos principios que eslabe-
leceu.
O Sr. %tiniilro da Marinha: Queesquer que
sejam os serviros de lord Cochrane, he iuoegavel
que elle exceden-te em afguns dos seus actos. Fos-
se elle esponUneamente, oo por dreomstancias tn>
dependentes de sua vontode, gera Inglaterra em
urna fragata brasileira, o que he ineontostaveI he
ue elle abi te eooservou a despeilo das ordens da
averno qae o chamevam corte para prestar as
cuntas de sua commissao. He inconlesUvel que elle
receben quanlias nlo pequeas dos cofres pblicos,
recebeu-as do lliesouro nacional, e recebeu-as da
junta do Maranblo, e que alo prestoa anda conlas
dos seus aclos, de uso qu fez dessas sommas qae
lhe foram entregues ; e sendo assim, creio qae nada
ha de indecoroso ao imperio, nade hs de injusto
para com lord Cochrane, essegarar-se-lhe, anexar
destes actos que podem ser allegados contra elle, a
cumplimento das vantagens que lhe foram olere-
cides, urna vez qoe para entrar no gozo deesas
anlagens elle preste ao governo imperial a satisfa-
eso e informacaes que deve por eeaes aelo*a que
me refer. [Apoiados.)
Se, nao obstante as razos qoe rimitam em tas
tenUclo da clausula qae. se acha eiUbelecida na
proposto do governo, e camera entender que con-
ven) dar urna nova prova da generosdado do im-
perio a lord Cochrane, e tupprimir a clausula, a
cmara comprehende que o goverao imperial nao
pude raceber aso com desagrade, porque a clausu-
la nlo pode ser senlo mais ama difllcoldade no uso
do arbitrio que pela sua resolnrlo a cmara se dig-
nar conceder ao poder eiecolivo. (Apoiadot.)
Resta-rae, Sr. presidente, dizer a minha opiniao
sobre duas emendas que creio existen) sobre S na-
sa, offerecidas, urna pelo nobre depotado pela Ba-
ha, e a outra pela nobre commissio da fazenda.
Nao tei se estas aulorisaces slo coacedidas para
serem diminuidas do crdito que a camera deve
volar para pagamento das presas da guerra da inde-
pendencia.
O Sr. Ferraz :Todas sao da guara dt indepen-
dencia. ^
O Sr. Minittro da Marinha:Se e narjre de-
puUdo e a nobre commissao eolendem qae este
pagamento deve ter aulorisado como dedcelo a
fazer no crdito que se recenhecer que deve ser vo-
lado para pagamento da presas da guerra da inde-
pendencia, eu nao posso deixar de aegar o meo
voto a toes emendas, ao menos emquanlo nao fr
convencido da sua conveniencia e juslija. Porven-
tura as seniencas que condemuaram a fazenda pu-
blica condemnaram os apresadores da guerra da
independencia''.
O Sr. Ferraz : Eslo lodos conderanados, etilo
al ahi os procestos.
O Sr. Minittro da Marinha:*3e as seolencas
eoudemnam aos apretadores, se a cmara entender
que a promessa feita pelo governo imperial a lord
Cochrane nlo os poe a coberlo de toda e qualquer
responsabilidade, qae nao tem esta lalilude apoia-
dot), entao a camera poder volar peles emendas de
que trato ; eu mesmo, urna vez que seja esclareci-
do, nao duvidarei dar-lhe o meu voto. Se porm
nlo se i ral a desta hypothese, se nao ba urna senlen-
ca contra os apresadores, caja importancia deva poi
isso ser deduzida daquillo que vamos volar para
seu pagamento ; se se IraU de conceder fundos pare
pagamento de senTen;as proferidas contra a fazen-
da publica, ealendo que o lugar na me be pro-
pro para qae se conceda seatelbanle aulorisacao.
O Sr. Ferraz :V. Exc. pode examinar.
O Sr. Ministro da Marinha :Porqaaato, anda
mesmo que se leuda por inconlesUvel a opinilo,
que parece ser a do nobre depulado, que o corpo
legislativo, quando he solicitado para consignar fon-
dos que se destinen) ao pagamento de Ues senlen-
eas, nao pode enirar no exame da moralidade desse
pagamento, que deve respeilar a senleara do poder
independente e dar os meios necessariot para qoe
ella surte seus devidos efleilos, ainda mesmo assim
eu entendo que a aulorisacao nlo deveria pastar em
um projecto em que se IraU de um pagamento de
nalureza especial. Mes esta opinilo, que me pa-
rece ser a do noble depulado, he inconlroversa T
Eu creio que a opiniao contrare lem raais de um
precedente nos aclos do corpo legislativo, qae o
corpo legislativo tem recusado por mais de urna
vez o pagamento de -tulencas proferidas pelo poder
jadiciario conlra a fazende publica.
O Sr. Taquet :Quando c8o manifeslamento in
justas. (Rtclamaedet.)
Algum Senhoret:Nao tem aotoridide par
isso.
O Sr. Minittro da Marinha:Estas oheePvacoes
tem por fim He tmenle dizer cmara que em
minha opinilo a materia reqoer estado, reqaer exe-
nte, e qoe por lauto, sem pronunciar-nte decisiva-
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DIARIO OE PERNAMBUCO, SEGUNDO FEIRA 6 DE NOVEMBRO DE 1854
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mente contra as emendas, u|o posio preslar-llics p
meu voto eniquanlo Dio fdr esclarecido sobre as du-
vidas que acabo de enuuciar.
O Sr. Ferraz:Mu eolio he bom examinar.
Nao hjveudo mais quem roja a palavra, nem casa
para se volar, lira encerrad,i a discusso, e proce-
de-sc a chamada.
O presidente marca a ordem do dia c levanta a
sessao.

NAo liouvn sessao por nlo se Icr reunido numero
sulliciente de mamaros.
PERNAMBIJCO.

(

I
RECIFE 4 M NOVEMBRO DE 185*
A?6 HORAS DA TARDE.
BETROSPEGTd SEMANAL.
Al'uul, I1 transferida a faculdade de direilo de
Olinda para esta cidade, e no dia 3 do correte prin-
cipiaran) os actos acadmicos e eiaroes de preparato-
rios uas duas casas prximas ao qoartel do Hospicio,
queseeatavam preparando para recebar a Ilustre
in quilina.
Km demonstraba de jubilo por aquella transfe-
rencia, dea a corpuraro acadmica no dia 3t do
passado um esplendido ftaraptooso baile, em duas
grandes salas do arseu.il de marin. Foi prodigio-
so o numero/"de convivas que com suas preseucas
abrilhanlaram osa funccAo: varios lentes da facul-
dade conconeram. junUmente com o novo director,
o Exm. Sr. Dr. Pedro F. de P. Cavalcanli, a quem
os acadmicos havam oflerecido a presidencia ou
rtirecro do baile; e o Exm. Sr. consalheiro presi-
dente da provincia, a cojos esforcos se deve a reali-
sarau da mudenca anda este anno, nao deixou de
honr.ir com sua asistencia o acto demonstralivo do
couteolanMDto por ella causado. Segundo o lesle-
munho de pessoas entendidas e frequentadoras de
funecoes dessa ordem, nao podiam estar mais hem
adornadas as salas, nem mais elegantemente prepa-
radas as mesa*, ten Jo alias havido o maior aceio e
profusa o em ludo quinto se cusluma offerecer em
laes occasies. Caltola-se pouco mais ou menos em
mil o numen das pessoas drt ambos os sexos que af-
riuiraiu, e todava reinou a ordem e foram guarda-
das as conveniencias sociaes. O baile, em summa.
foi considerado como um baile modelo, e verdade-
ramente digno da corporacan acadmica.
Tambem os-estudautes do lyceo festejaram oen-
rerramento das respectivas anlas com urna represen-
l.n;."i i dramtica no Iheatro de Santa Isabel, dada
custa dos mesmos, e que, grabas ao saudavel princi-
pio da grataidade, foi espantosamente concorrida.
Houve ao mesmo lempo baile no ediTicio do rele i lo
tlieatro.
No primeiro do correte chegon da Europa o va
por ioglez Greal Westera, e logo nao se fann em
oulra cunsa senao na tomada de Sebaslopol, pela
qual se esperava, e que ainda senao havia realizado
(a guerra do Oriente ja lem milito? partidarios e
enlliuiiastas nesta cidade. uns pela Turqua, outros
pela Roasia). Um formidavel nmranho fez caliir
as potencia* alijadas em delirios de prazer, e logo
depois no desagradavel estado de urna rompila en-
flatara ; ma, que tal podesse all succeder, nao he
muto de admirar, quando entre nos, apezar de
trazer o vapor a decifracao da pea trtara, muilos
se obstinaran) em festejar o Iriarapho dus as-altantes
daquella celebre forlifieac.au. Na ominar das ron-
la-, nada mais se encontrn fora da sanguinolenta
liatalha de Alma.e a morle do general Saint Arnaud,
commandinte em ehefe das forc.w alliadas, sendo
anda problemtica i cania de tSo taponante acon-
ten'ment.
To desordenadas e contradictorias vieran) desla
vezas noticias da Enropa ; tantas lacinias dcixaram
s narradores em uas expusieres que nenlium
jnizo segnrn se pode avanzar acerca do estado
da Euerr. Seja como for, o que he certo, he
que nao podemos deixar de malditer os caprichos
deleslayeis e runestos a que se cha- condemnada a
humanidade, vendo o estado desanimador a que es-
t redolido o nono mercado, em consequencia da
tal eontenda oriental, cuja repereuss.lo cada vez se
torna mais sensivel.
No dia 2,da da commemoraejo dos liis defunlos,
foi o cemiterio publico de Santo Amaro Prequeu-
lailu per innmeras familias, qoealli foram dirigir
suas orarSes pela alma dos finados em geral, e parti-
cularmente daquelles rujo- tmulos visitaran). A
todos satisfez o estado de asseio c boa disposirao em
que se acha o mesmo cemiterio, o que sustenta a li-
songera idea da habilidade e zelo do respectivo ad-
ministrador no desempenhu de suas fuucces.
O vapor Imperatriz, chegado dosporlosdo norte
no mesmo da 2, nenhuma noticia trouxe digna de
mem-ao. Todas as provincias c'ontnuavam a gozar
de socego.
Anda pelas roasdesta cidade um pequeo italiano,
rarregado de urna harpa, fjue segundo parece, Ihe
proporciona os meios de snbiistencia ; mas lio perse-
guido se v or urna turba deprelos e moleques, que
constantemente o acompanham, cobriado-o de in-
sultos o al quebrando-lhe as cor Jas do instrumen-
to, que de certo nadapoder.i fazer, vendo se na ne-
cessidade de andar o menos possivel, afim de evitar
os apodos e malignidades de lao selvtica gentalha.
Lerabraraos, portanio, s autoridades competentes a
coovenienca de algumas orJens, tendentes a repres-
-s.in deste prncedimeolo, de certo modo bem desii-
roso.
A parte da polica que em ontro lugar transcreve-
nios, contera urna serie de factos criminosos, que in-
felizmente musirn) o estado pouco satisfactorio em
que ainda se acham alguns lugares do centro, quan-
to a seguranza individual. Limitamo-nos, pois, a
chamar sobre ella a allenco dos lectores.
Eotraram dirante a semana 16 embarcacoes, e sa-
hiramt2.
Rendeu a alfandega 60:5909620 r.
Fallecern) 40 pessoas: 4 homens, 8 mulhtres e
19 prvulos, livres; 2 homens, mulherese2 pr-
vulos, escravos.
veira, porentenderemser asua concesso privativa
da cmara, segundo a le doseu regiment.
Dcspacharam-se aspetiresde Joao Jos Rodrigues
Lopes, de Jos Francisco Pereira da Silva, de Joa-
quim Francisco de Paula Esteves, Clemente, de Joao
Saraiva de Araujo l.ahao, de Jos Baplista Rbeiro
de Parias, de Elias Baplista da Silva, e Icvantou-se
a sessao
Eu Manuel Ferreira Accioli official maior, da se-
cretaria a escrevi no impedimento do secretario.
Declaro em lempo que foi approvado nm reque-
rimenlo doSr. Gamelro para ser addado al o fim
deste mez o pagamento de cusas. Accioli o Me-
clarouBario de Capibaribe, presidente. Ma-
medeGameiro.Reg Oliveira.S Pereira.
lanOIBI-
THESOURARIA DA FAZENDA PROVINCIAL.
Demonstraeao do saldo existente ni caixa do exerci-
cio de 1854 a 1855 em 31 oulubro de 1854.
Saldo em 30 de selembro
prximo passado 35:9389171
Receita nocorrciilc mez .115:7619906
----------------151:7005377
Despezaidem.........80:1999010
Saldo.
Em cobre.
i> notas.
72S337
71:4299000
71:5019337
71:501*337
No impedimento do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Silca GmtmtO,
O escrivao da receita c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Demonstrado do saldo existente na caixa especial
das loteras desla provincia em 31 de oulubro de
1854.
Saldo em 30 de setembro. 1609000
Receila no crreme mez. $
Despeza dem.
1605000
Saldo........ -1609000
Em nulas
1601000
No impedimento do thesoureiro, o licl,
Praa-cdes da Silva (usmao.
O escrivao da receitac despeza,
Antonio C'ardozo de Queiroz Fnnjtec/i.
Demonstrar lio do saldo existente na caixa"e*i"f%ial
da cunslruci-u da ponte do Recite ein 31 de ou-
luhro de IK.il.
Saldo em 30 de selembro
prximo passado. 1:8919343
Receita no correute mez. 33)1)600
DIARIO DE PEIIIAIBIIGO.
S. Exc. o Sr. presidente da provincia sahin desla
cidade para a da Victoria no dia 4 do correnle, pelas
cinco horas c meia da larde, onde so demorn oto
horas, e parlindo d'aili as seis da farde do da cinco,
chegon a sua residencia meia ooile.
CORRESPONDENCIA.
Despeza idem.
Saldo.
Ein cobre.
oolas.
2:2339943
1:2009000
1019913
9299000
1:0333913
1:0339913
No impedimento do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Silca Gwmao.
O escrivao da receila c despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
Dcmonslracilo do saldo existente na caixa especial
do i-almenlo das ras desla cidade em 31 de
oulubro de 1854.
Saldo em 30 de setembro
prximo passado. 15:1999232
Receila uo crrenle mez. 89021
Despeza idem
Saldo.
Em cobre.
notas .
1099253
11:4989000
15:2079253
3:6009000
Goiannloh 20 de outubro.
Acenso a recepcao do sna carta de 13 do correte,
e tem mais prembulo vou salisfazer a sua curiosi-
dade as perguulas, que se servio fzer-me : princi-
piarei pela razao, porque procede com lana immo-
ralidade a polica (leste termo?
A polica aqui linha mrcenlo oimaioras encomios
do publico, c do goveruo, porque nunca te quiz
desusar do caminho da honra : esta verdade dispeo-
sa qualquer commenlo, visto que est suflicienlc-
mente demonstrada comas pi i-oes de diversos crimi-
nosos, cujos nqmes omiti por amor da conciso : 17
reos de diversos crimes, que. compareceram no jury
desle anno. manifeslam a actividade, zelo, o honra
dos empregados da polica. Nao se porque, houve
urna crise na polica, da qual seguio-se a justa de-
missao do delegado Sebastian (que na verdade j
nao podia merecer a conflanca do governo e do pu-
blico ; ) efoi nomeado Jos da Costa Villar Jnior.
Esta nomeacau encheu de espanto a |iiantos co-
nhecem a ndole do recem-nomeado : daqui resol-
lou que os demais empregados de polica, nao se
conformando com esta especie de eclipse, que ia
obscurecer em parle, c lalvez no todo, a reputarlo
de que gozavam, pediram suas demissies : o gover-
no porem n3o quiz acceder a esles pedidos, em con-
sequencia, aquellcs empregados, para nao incorre-
rem no estigma, que a polica ia grangear. recor-
rern! a inaccao, deixando ao novo delegado o cam-
po para obrar so. Tu lo cnlo inudou de face, c
um criminoso nao se prenden mais A polica deu
as mios aos Pcreiras ; com elles, e por clles vai
exercendo as suas funccOes, e o governo nao tem
o iriira lo deaaggravar a sua adiflinislraco este
respeilo illaqueaila, porque suppe que esle termo
respira Iranquillidade c ordem. Nenhuma outra
idea se p'le formar ; porquanto, a nao ser assiin,
nao he possivel que a hnneslidadc doSr. Ur. Passos
consenlisse, e consulta ainda na delegada um ho-
mem que o ex-presidente Sarment houve por bem
demittir fazendo registrar na secretaria os motivos
de tan justa demissSo. Tenho assim respondido ao
primeiro queslo de sua citada carta. Vamos ao
segundo:
Os Pereras silo os antpodas dos bons homens:
dizemque entre elles se acham de-crloreseassassinos:
e apezar disto, nem ao meos se prende um s para
o recrulamcnto 1! E porque ? Porque saoPe-
reiras! S3o ellesuro paratudo:dizemellesasiUm
criminosos das oulras provincias; elles fazem grossas
pilhagens-dc cavallar e vaceum, e o remettem aos
seus apaniguados da Parahiba e Pernambuco ; ejles
crearam no Jar Jim um maladouro publico de gado,
cojas carnes venden) por diminuto preso, e cujos
couros nunca appareccm ; elles sao chamados para
o desempenh das diligencias policiaes. c finalmen-
te tio encarregados de prender i sen bel prazer in-
dividuos para o re'crutamcnlo 1 (Jais talia fundo
lemperet lacrymis .
Em summa, os Pereiras lem. boje o presumo da
llomeopalhia: raus que sJo. com ludo s3o applica-
dos para cura dos males da sociedade '
11:60792-53
11:6079253
No impedimento do thesoureiro, o fiel,
Prxedes da Silca Ctumao.
O escrivao da receila e despeza,
Antonio Cariozo de Queiroz Fonseca.
Deinonstracao do saldo existente na caixa de dep-
sitos em 31 de uuluhro de 1851.
Saldo em 30 de selembro
prximo passado. 361:7899477
Receila uo correute mee. 2:0029180
----------------366:7918957
Despeza idem .... 4:8769336
Saldo.
Em olas. ,
letras. .
159000
361:9009021
361:9159621
361:9159621
CMARA MUNICIPAL SO RECIFE
a' Sa' iriiHada 20 de outubro de 1834.
Presidencia do Sr. Barao de Capibaribe.
Presentas os grs., Reg e Albuquerque, Reg,
Mamede, Oliveira, e-Gameiro, abrio-se a sessao e
foi lida c approvada a acta da antecdeme.
Foi lido o seguinte
EXPEDIENTE.
L'm ofUio do fiscal de S. Antonio, participando
cichar-se bstanle (deteriorailo o caleainemo do beco
qae pasta por traz da cata das sesgues desla cmara
e um pouoi elevado de modo que nao d com fcil-
mente caglo as aguas Mandou-se expedir ordem
ao engenheiro cordeador para mandar reparar o
calcanunln, fazendo-lhe o declive necessario.
Outro d* engenheiro cordeador, acensando a re-
cepcao da copia da planta, approvaila pelo Exm.
presidente da provincia que alterrou, era parle, a
do bairro do Recife, dizendn ter consignado asalte-
ra;(Vei na planta geral ; nlais que a copia nao es-
lava competentemente, uthenucada.Que se of-
fieiasse S. Exc. vollanlo a planta para a mandar
authenticar por quem corepetir.
Outro do mesmo, participando ler demarcado as
rn projeotadas no sitio de Herculano Alves da Sil-
"Jf "'feciso balisa-las com marcos de pedra, pe-
dindo-lhe fossem estes fornecidos, bem como auto-
risacao para despender com a compra c follocasSo
dos mesmos, e com o ni velamen lo. que pretende en-
colar, das mesmas ras e de parles das do Rrum e
11 irarapes. Aulorisou-se a (azer as despezas, man-
dando-se que.aproveitasse os marcos, que consta cx-
islem sem msler em alguns lugares.
Oulro do fiscal do Pojo, dizendo ser preciso que
o cano d'alvenaria, queda sahida as aguas da com-
pauhu de Beberibe pan orna valla, que fica ao la-
do da estrada, que sabe da poioacac. do Monleiro
para o rio, se deve entrar.bar, pelo menos, duas ou
tres bracas pela dita valla, afim de que transilcm
livreraenle por ah cawllos e carrosas; assim como
que deve ser desentupida a mesnva valla, para as
aguas que por ellas corre nao faxerem lama na
dita estrada.Qne se oflir.iassea drecaoda cumpa-
nhia de Beberibe remetiendo-llie o cilicio. 1I0 fiscal.e
rog.in.io.iiie manilaiue proceder ao melhoramenlo
eudicado..
Oolro do fiscal da Varzia dizendo que com efleilo
so abriram vallas d'um e nulrn lado da estrada do
/ongu; mas qiienao empedem ellaso transito e
antes o uielhorumyu fosse remellido ao enge-
jihiro para informar te as vallas ficam ou nao na
largura da Irada.
Outro do mesmo, participando que se malaram
para consumo da fresueiia, durante o inez de se-
tembro ultimo 25 rezes.lijeirada.
Entrando em discussao a olricio do advogado, da
casa, quu eslava addiado, informando sobredous ar-
tigosdeiiostnrasaddicionaes apresenlsdos pelo Sr.
Gameiro, foram approvailai as posturas coma modi-
fieacao Umbrada pelo mesmo advogado mandndo-
se remcller o olricio desle a eommissao de edifica-
rlo para lomar rm consideradlo, a ultima parle del-
le, e convenca em postura.
Foi approvado um parecer d eommissao de po-
lica, dando por conferidas, e nu caso 'de seren ap-
provadas, as contas da receita e despeza municipal
no trimestre de julho a selembro do crrente anuo,
e as do cemiterio publico, do mesmo lempo.
Foram mais approvados tres pareceres da eom-
missao d'edificaban : o primeiro dizendo que a vista
da infonflacao, do engenheiro eordeador, nao po-
da ser defferida a prelencflo de Jos Francisco, Pe-
reira da Silva ; o segaWo sustentando que se deve
fazer um accrescimo de obra na importancia de
3249360, secundo o orcameii lo que acompanhouao
parecer, ubre a do caes as Cinco-Ponas, arrema-
lado por Manoel da Paixao Paz, por ler a eommissao
verificado, dirigindo-se ao lugar, que a mar com
grande lorct bate junto da casa do Bebedor, que ha
pouco cihio, eque estendendo-se pelo fundo do
antigo acougue, e nova malrz de S. Jos necesaria-
mente arruinara estes dous predios, a nao ter o dito
caes construido com toda a segranos, fazeodo-se
antes eme estacada ; e o lerceiro opinando que
se proponha so governo da provincia nos termos da
Isl provincial o. 129 de 2 de maio de 1844, a desa-
propriacao de parte do terreno de Jlo Carneiro
Machado Ros, destinado para construccao de urna
praca publica e de om palacete para as tessoet desla
"jara com 400 palmos de exlenco e 15 de fondo.
Trttando-se da licenc,a de tres mus concedida
pelo governo da provincia ao secretario dista cma-
ra, rezolveu esta que se lhe pozesse o cumpra-se,
votando contra os Srs. Reg eAlbuquerque, e Oli-
No impedimento do thesooreiro, o fiel,
Prxedes da Silca (lusmao.
O escrivao da receita e despeza,
Antonio Cardozo de Queiroz Fonseca.
REPARTiqAO DA POLICA.
Parte do dia 4 de novembro.
film, c Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dillerenles parles hoje recbalas nesta reparlirao,
consta lerem sido presos : pela subdelegada da fre-
gucza de Sanio Antonio, Antonio do Monte, por
ferimenlns. Benedicto Francisco Lopes, c Remigio
Pantaleao da Cruz, ambos por furto, e o prelo cs-
cravo de Manoel onralves Ferreira, sem declara-
cao do motivo.
Por ofticio de 31 de outubro lindo communicon-
rae o delegado do termo do Bonito que, pelo subde-
legado da freguezia daquelle termo lhe fora partici-
pado que, havendo-lhe sido requisitada pelo subde-
gado da freguezia de Bezerros a prisao de om tal
Antonio Mulalinho, por ter naquella fregnexia fur-
tado onze cavados. ordnou ao inspector dequartei-
rSo de Grvala que eflectaasse semelhante prisao, e
que sahodo para este lim urna patrulha, encontra-
ra-se com dito Mulalinho, que apenas a vio, fez
_fngo sobre ella, o que deu lugar a que a patrulha
tambera lhe fizesse fugo, resultando disto a mortedo
mencionado Mulalinho. Acrescenta o delegado que
se proceder logo competente vestoria para se pro
ceder na forma da le, e se entrar no conhecimento
da verdade do faci, lendo entretanto dado as pre
cisas ordens para sercm presos os individuos- da pa-
Irolha.
Pelo delegado do termo de Pao d'Alho, em oflicio
do I. do correnle, me" foram participados os se-
gundos fados criminosos :
Que no dia 7 de outubro lindo, dentro do ae.ui-
gue da povuacao da Gloria, Manuel Martins, conde-
cido porCandunga, tentn matar Aleixo Joaquim
Pereira com urna facada, deixando de realisar e seu
intento por circumslancias indenendenles da vonta-
de do criminoso, que foi logo preso e esta sendo pro-
cossado.
Que em a noile do dia 15 no lugar de S. Beato
da freguezia da Luz, tora assassinado com ura tiro
Marcelino Jos por Manoel de tal. conhecido por
Senao, o qual. depois de commettidn o delicio,
evadio-se, e contra elle se eslava procedendo nos ter-
mos da le, tendo sido dadas as providencias preci-
sas para ser capturado.
Que na larde de 16, no lugar do Cumbe, da fre-
Quanto ao terceiro queslo, s tenho a responder
que al hoje nao se lrou o processo pelo assassinato
do filho menor do Pedro Praicres : dsse-me o Pra-
ganna que a mai deste infeliz menino eslava de vi-
agem para a capital queixar-se ao governo. Se
ella assim obrar, o delegado lera suas papeiras ;
porque o presidente he jusliceiro, e nao querer
que a impunidad* antorise* ao delegado a fazer
pela lerceira vez o que j se sabe: digo pela lerceira
vez, porque, em tfo pouco lempo de sua delegara,
anles daquelle assassinato, no caminho das l.ages
para esta villa, emboscou-se elle com urna Iropa
para prender a Firmno Nerv Goncalves, e por-
que este presentisse a emboscada, e voltasse rpida-
mente o cavalln, a tropa leve ordem de fazer fogo;
ficou illeso o Nery Goncalves, mas foi baleado um
infeliz que elle condiizia de ancas do cavado. Tam-
ben) disto n,1o houve processo, e me persuado que
muitoemsegredose fallara nesle crime na capital.
Jiote Vine, que isto acontecen de noile. quando podia
dar-se o cago le nao ser o Nery que .naquella occa-
siao viajava : o se assim acontecesse, e fosse outro
individuo a vctima, o que dira a snhora po-
fifcia ? Pcrdoe ,'parece-me estar ouvindo) que nao
era para voss !! Tambem me persuado que a
polica, bem como naquelle oulro assassinalo podia
allegar quehouve resistencia: e como he ella
feliz sempre se sabe bem das resistencias que se
lhe oppoem ; nunca appnrere o menor fermento 011
lesiona (ropa!! Agora lome ola no seu canlienho:
no dia 21 do correnle dentro da villa, o delegado
prenden a um rapaz rasado, de nome Severino ; c
porque esla prisao devia ser mais solemnsada, ou
solemne, cora urna formidavel encelada quebrou-
llie a rabera, e nao chegou a mais a j mencionada
solemnidade, porque a esposa do infeliz pode rece-
ber as m3ns algumas oulras rcmessas de solemni-
dades : se ella livesse a habilidade, ou lembranra
de suspender o braco que zurzia o marido, paouria
esto por oulro Isaac, ella por anjo 1 nielar, e o dele-
ando por Abrahao Que tal lhe parecer a Tarca ?
Bem Teilo seja ao senhor novo Isaac: deixemos cor-
rer os das ; por fim hade-se dizer houve re-
sistencia!Eque bello manto nao he a cuja resii-
lencia ? lie um verdadero salvo conduelo.
Pelo que respeila ao quarlo queslo, o que posso
resporfder He que o escrivao Joao Ignacio, que.ao
que parece, eslava preso (sem processo) por crime
de responsabilidade, vend que lal processo se nao
tirava, tendo-se passado mais de dous me'zes, poz-se
ao fresco, porque nao he 13o apelitoio prato urna
prisao dequero porque quero: Dos o guie. A
proposito, e bem a proposito vou conlar-lhe um suc-
cesso da Nova Cruz.
OJos Maria, I, supplenle do subdelegado da-
quelle dislrcto, receando ser preso, e encanga lo
uas cordas do escrivao Joao Ignacio, tralou de oc-
cu iar-se : em sua ausencia arrombaram-lhe a casa ;
e desapparecendo os receios da prisao, entendeu que
devia voltar a ella: lome tent no que lhe digo: ape-
nas cRegou, um lal LusanO e seu irmSo Franciscolei-
xeira, seguidos de outros da rtiesma estofa, foram em
oumero de mais de vinle armados de facao e ccete,
1 casa daquelle subdelegado supplenle, e creio ("se-
gundo o allegado c provado) que para o assassiua-
rem. O juiz municipal, que all eslava funcio-
nando em urna justificaran, sabio rcpenlinamenle
ao encontr, e dispersou o bando. Que lal lhe pa-
rece- a graca? O Jos Maria nao quiz entrar no ex-
pediente, para se nao dizer que buscava a vinganca
por suas roaos: pedio providencias ao seu supplenle
que eslava em excrcicn; mas em balde, porque o
Garapa (honra lhe seja feila) na qnaldadede auto-
ridade policial banha-se lodos os das no Lclhes,
para dormir a sua vontade. Em quanlo o juiz mu-
nicipal all esleve, cessaram as tentativas; logo que
se rctirou, ellas se reproduziram: a esle respeilo o
pijrucacoes a pedido.
O CNSUL J. B. MOREIRA ANDA NAO DES-
ONERADO11 I
Cabio Alma (dizagazeta) sendo batida por espaeo
de 4 horas ; maso consol Joaquim Baplista Moreira
em Pernambuco aioda au cabio, conserva-se em
corpo e alma sendo baLUo por etpac,o de dez
iinvcs 11
Um empregado contra quem pesam lao graves e
justificadas nccusacSes, um empregado destituido de
quididades para exercer o cargo que lhe foi conferi-
do, a quero lodos os Porluguezes aborrecem, e que
aborrece a todos, ainda se conserva, e o conserva
ai 1 u id le mesmo goveroo que por digoidade sua o de-
via ter desonerado Que riireito lernas alineles pu-
blicas um governo, que nao cura do bem estar de
seus subditos, que os desampara e os entrega a furia
de seus rreconciliavcis iiiruigos ? .'
IIm dos principaes deveres dos agentes consulares,
he vigiar sobre o bem estar de seus compatriotas, dos
subditos de sua uaeao en) paiz estranho : o cnsul
Joaquim Raplisla Moreira nao se dedica a essa oceu-
p.icao, pelo contrario escogila, inventa, e exerco so-
bre os Porluguezes em Pernambuco um poder arbi-
trario, e o governo sabedor de loflo este procedimen-
lo o conserva a despeilo de ludo que ha de mais sa-
grado 1 Ignorarii o governo portuguex que o solTri-
mento tambera tem seu termo ?
A indiljerenca com que o governo porluguez se
tem portado em negocio de lana transcendencia, e
que tem em espectaliva quasi toda a nacao.nada de-
licie em favor da imparcialidad!-, que o deve carac-
terisar, e menos abona a inleireza do deseinbargador
procurador da cora a demora em sua consulta, lan-
o mais quanlo sao sabidos os esforcos empregados
para apadrinhar o cnsul 1 1
Convenca-se o senhor Jervis, convenr,a-se o senhor
Oltolio, e desengauera-se ambos de que no estado
ile publiridade em que se acha a quesiao dos Porlu-
guezes contra o cnsul e seu chanceller em Pernam-
buco, j nao pode haver transaccao : os Porluguezes
querem urna deri-ao pro ou contra elles; que ainda
contara com recursos legaes a desafroularcm a sua
honra, a rcivindicarem seus direitos usurpados.
Y.
m
Qui potesl capere, capiat.
Joao Goncal\es da Silva, commendador da ordem
de Chrislo, e inspector da Ihesouraria de lazendt
da provincia de Pernambuco, ele.
Fajo saber aos que esla prof i.-o de quilacao v-
rem, que sendo apresenlado era sessao da mesma
Ihesouraria o processo do exame, liquidaran e loma-
da de contas, a que se proceden pelo expediente da
primen-a secedlo da contadura a respeilo da irrara-
dacao qae fez, e recolhimcnto que elleituou, Jos
Feliciano Portella, das rendas seu rargo. pelo lem-
po em que servio como Ihe.-oureiro da alfandega do
algodao, desle 10 de maio de 1828al 7 de junho de
1831, e como thesoureiro da mesa das diversas ren-
das, desde 8 daquelle mez de junho al o fim de
igual mez do anno 1838 ; e sendo dito processo visto
e examinado, se achou conforme e legal, e foram li-
das as mesmas coutas por liquidadas e lomadas, e o
mencionado thesoureiro Jus Feliciano Portella, jul-
gadoquilepara cum a fazemia publica, visto que ar-
recadando elle como Ihesoureiro da alfandega do al-
godao, em lodo di lo lempo doseu exercico, a quao-
lia de 687:6119300 rs., e como thesoureiro da mesa
de diversas rendas, tambem em todo lempo do seu
exercicio.a quanlia de 3,551:5115307 rs.,subi a im-
portancia de (oda esta arrecadacao so compulo de
l:239:1259310rs., c de toda ella deu conla integral-
inenle,segundo se evdenciou pelos respectivos lvros
de receila e mais guias. E porque por, esla forma,
sendo julgado quile o referido thesoureiro Jos Feli-
ciano Portella, o hei por exonerado de loda e qual-
quer responsabilidade pelas prsenles conlas, e bem
assim a todos os seus fiadores, herdeiros e successo-
res. E por firmeza de ludo, e para a todo lempo
constar, mandei passar a presente provsaode quila-
c,3o, que sendo sellada e por mim assignada, se re-
gistrara onde competir.
Eu Antonio Luiz do Ainnral e Silva, chele de sc-
elo a fiz na coutadoriada Ihesouraria de fazenda de
Pernambuco em 26 de oulubro de 1851.Joao Fer-
nando da Cruz, contador da mesma Ihesouraria a
fez escrever.,/oiio Gnnralres da Silca.
IV.i\ san pela qual V. S. da quilacao a Jos Feli-
ciano Portella, pelo que arrecadou e deu conla como
Ihesoureiro que foi da alfandega do algodao, o bem
assim da mesa de diversas rendas, ambsa ja exme-
las.
Para V. S. assignar por despacho do I lim. Sr. ins-
pector ile 24 de oulubro de 1851.
Registrado afl 52, v. du litro de registros de qui-
tacQes.
Secretaria da Ihesouraria de fazenda da provincia
do Pernambuco 28 de oulubro de 1854
Emilio XacierSabreirade Mello.
Blgica 229 971 38,450
Mxico 200 855 30,000
lr-1 India- 675 690 22,150
Diversos 139 308 8,690
Tolal 126,062 425,520 14,971,630
Linha de algodao.
Bailas Pezo do Valor em
100 arr. m. b.
Gram Brelanha 29,895 340,237 18.615,940
Aliona 4,711 47,286 2,676,780
Aliona por Kill 533 6,050 314,280
HaCburg 756 1,884- 266,320
Berlin por llain-
burgo 75 127 16,760
Diversos 152 305 19,060
Tolal 36,122 395,889 21,939,140
;Jornal do Commercio de Lisboa.)
COMMERCIO.
i'RACA DO RECIFE 4 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacncs olliciaes.
Hoje nao houveram rolacoes.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 3 .
dem do dia 4.......
13:7678916
3:5955453
i 9:3638399
para a conclusa.) das obras, pagara ama multa de
1000 rs. por cada mez, embora lhe seja concedida a
prorogacao.
5.a O arrematante durante a execucSo das obras
proporcionar tranzilo ao publico e aos carros.
6.a O arrematante ser obrigado a empregar na
cxeciicao das obras, pelo menos melade do pessoal
de gente livre.
7.a Para ludo o que nao se achar determinado as
prsenles clausulas nem no orcameuto seguir-se-ha
o que dispe a respeitoa lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario.
Antonio Ferreira d"AnnunriacSo.
Achsndo-se vago o oflicio de escrivao do jury
do termo de Ingaxeira, manda S. Exc. o 9r. presir
" da provincia assim o fazer publico para co-
dele
Desearregam hoje 6 de iiotembro.
Barca inglezaStrordfisli mercadorias.
Barca portuguezaDrnc/iarensebatatas, e ceblas.
Barca francezaGustaremercadorias.
Barca americanaEielynbreu.
Brigue porluguezLaiapedras de caularia.
Escuna inglezaPejfonbacalho.
Escuna porlugue/a(jinllm de Ferropipas de
vinho.
Brigue brasileiroDous Amigoslamo, polassa e
loucioho.
Hate brasileiroAnglicagneros do paiz.
Importacao'.
Hiale nacional Angelina' vindo do Ass, con-
signado a Antonio Jpaquim Seve, manifeston o se-
guiote :
1 caixa tandas, 5 saceos cera ilc caroaba, 2 bar-
ricas queijos, 1 barril buxo de pescada, 1 barrica cha-
peos de palba, 1 cmbrnlliK pennaa deema ; a Manuel
Florencio Alves de Moraes.
360 alaueires de sal, 350 molhos palhn de carnau-
ba, 1 einlirul 10 peonas de ema ; a Aolonio Juaquim
Seve.
38 saceos cera de carnauba. 2 dlos huxu de pes-
cada, 14 couros salgados, 490 ditos de cabra ; a Jos
Antonio da Cunda I rm o.
31 saceos cera de caroaba ; a ordem.
Brigue americano Fatry, vindo de Philadelphia,
consignado a Roslron Rooker Si Compauhia, roani-
festou o seguinte :
500 barricas farinha de Irigo, 500 barra breu, 100
canas e 104 !,' ditas clin, 500 barricas bolachinha,
100 sacras piraenla, 50 fardos cravo, 177 volumes
fazendas, 20 barra espirito de terebenlna; aos con-
signatarios.
CONSULADO GERAL.
Rendimenlo do da 1 a 3.....1:463*308
dem do dia 4........ 3098922
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 3.....
dem do dia 4 .
Exportacao .
Aracaly, hiale nacional Aurora, de 36 toneladas,
conduzio o seguinte :129 volumes gneros estran-
geiros, 142 ditos ditos nacionaes.
Lisboa, barca porlagueza Maria Jos, de 380 to-
neladas, cundnzio o seguinte :2,915 saceos e 6 bar-
ricas com 14.628 arrobas e 29 libras de assucar, 40
saccas com 236 arrobas e 20 libras Me algodao, 84 di-
las com 415 arrobas e 14 libras de arroz, 3 pipas, 22
meias ditas e 312 barra Bel.
RECEBEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 3......1:0008361
dem do dia 4.........295JI87
1:295>518
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do da 1 a 3.....1:5758335
Idem do dia 4........ 2389818
Passeando honlcn pela ra Velha .segundo o cos-
lume) adiamos o seguinte requerimenlo, e por con-
descendencia nao declaramos o nome do seu au-
lor.
He pena que o governo nao aproveilc um homem
ileslespara um dos lugares de amanuense da secre-
taria. .)/. F.
III111 Revm. e Exm-Sr. Dr. director.T......fi-
H10 matrimonial de T. com S. lavrador das Ierras do
Rio Foroioso. .adiando--- mais que sufficientemenle
habeletado para fazer do exame de lalim, como po-
dem ir perguiitar ao lente na ra da A......que esta-
r em casa nos dias uleisdesde as oilo horas al meio
dia, pois desla hora em liante estar elle juntando.
porque se nao lizer assim he tolo, e ale mesmo por-
que tendo o siippilicanlc esludadocom assuidade, e
at mesmo porque nao era elle filho de genle gran-
de e nem gosla de ahilar lente, o que na verdade he
desaforo, vem respeilnsamenle e humildemente ar-
rojar-se s plaas de V. Exc." (apezar de que nao
tenha l bom chairo) para que pro forca e a bem da
juslira publica e commua, e ajha por favor mandar
que o Bedel d'essa (aculdade da academia do Recife*
chame sera demora e perda do lempo. Pede pois a
V. I! mil-1 ou quem suas vezes fizer, o chame a su-
pradilo cimo referido exame; pelo que f. Ai".
"o *& *e a a.
guezia da Glora, Manoel Antonio Correa de Que
roz reuoiodo oto sequazes assassioou com liro a supplenle Garapa darme somuo profundo.
Manoel Marianoo, pondo-se depois em fuga, nao
obstante ler logo o subdelegado respectivo feilo mar-
char urna forja de 60 homens para capturar os cri-
minosos, que conliouam a ser perseguidos, e estao
sBdn su Dimanados.
E finalmente que no dia 9 fura encontrado as
maltas de Tabocas, da freguezia da Villa, o ca-
dver de urna crioula do nome Rila, no qual feitos
os convenientes exames, se reconheeeii que havia
sido assasslnacla a mesma crioula, por meio de apr-
eos na garganta, sendo os autores desse attenlado os
moradores do silio denominado Bello-Munle, os
quaes foram presos e recolhidos cadeia, e tendo
sido contra elles instaurado o processo competente,
ardam-se ja pronunciados Ir- dos presos, e dous que
esiao ausentes.
Em oflicio de 2 do correnle parlieipou-me o de-
legado do 2. dislrcto desle termo, que segundo lhe
fra communcado pelo subdelegado da freguezia de
JoLoalao, no dia 27 do mez prximo passado no lu-
gar de Mangare da dita freguezia, um individuo de
nome Manoel da Hora, disparando urna espingarda,
ferira as prelas forras Florencia Maria, e Jacinlha
Coelho da Silva, que se achavam assentadas na
porta de suas casas, ficaodo morlalmeote ferida a
primeira, e a segunda com um carneo de chumbo
no rosto, sendo que o autor do delicio conseguir
pr-se logo em fuga. O subdelegado leudo procedi-
do ao competentes autos de xeslora para instaurar
o processo, ficra ua diligencia de prender o crimi-
noso.
Dos guarde V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 4 de novembro de 1854.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunda e Figueiredo,
presidente da provincia de Pernambuco. Ochefe
de polica, Luiz Carlos de Paita Teixeira.
Illm. Sr.Incluso transmuto a V. S. arelacaodos
individuo donos de taheroas, que foram multados
pelo subdelegado da freguezia do Recife por occa-
si.o da nspe va. que leve lugar no dia 13 do cor-
renle, declarauio-uie aquelle subdelegado que nao
iospecciooou todas as tabernas pelos outros afazeres
de mais urgencia, o que feria quando os achasse de-
sapercebidos.
Dos guarde a V. S. Delegacia do 1 dislriclo do
Recife aos 30 de outubro de 1854.Illm. Sr. Dr.
chefe de polica desla provincia.Francisco Ber-
nardo de Carvalho, delegado supplenle em exer-
cico.
Relae.to das pessoas que foram multadas na fregue-
zia de S. Fre Pedro Goncalves, no varejo dado
pelo subdelegado iras tabernas no dia 13 do cor-
renle em cumprimenlo de ordem.
1 Bernardino de Souza Pinto, taberneiro
comprehendido no arl. 5 do lit. 11 das
posturas...........108000
2 O mesmo cima........89000
3 Manoel Connives de Azevedo Ramos. 8000
4 Francisco Jos da Silva Macieira. 88000
5 Domingos Jos Affonso Alves. 88000
6 Luiz Pinto de Oliveira......88000
7 Jos Jorge Pinto........88000
8 Jos Gomes Loureiro.......88000
9 Manoel Jos Gomes Braga.....88000
10 Manoel da Silva Lopes......88000
Summa.
828000
Subdelegacia do Recife 24 de oulubro de 1854.
Jos Joaquim de Oliveira, subdelegado.
De passagem dirc o que diz a voz publica naquel-
la povo.icao: Joao Viaiuia. e seu filho Joaquim Vi-
aima, ambos criminosos, andam de publico; e o Ga-
rapa vive com elles, como Dos com seus anjos (ad-
mirado estou eu de ler escrpto este poni dead-
miracito!) porquanto maior admirado devia cau-
sar o -aber-se que os laes Viannas, unidos ao Lusa-
no, lizeram occullar umorphao, que'linham, de no-
me Pedro, e por l se diz que a esle artigo so pode
mandar aseguiule emendaem vez delizeram oc-
cullar,-diga-scli/eram vender. Nesle caso per-
gunta a migha curi-i-idadeo gue devera obrar ojn-
z de orpli.'uis, ate que os dous Viannas e o I.usa no
a presentera o infeliz Pedro, ou a cerlidaodo obilo ca-
so tenha nerecidir.' Quem esl processado por ladrao
de cavados, nao he muilo que venda como escravo
um orpliau forro.
Corre a noticia de que, confiando ao delegado os
ullrages, que soffria o pobre Jos Maria, escrevera
aquelle urna caria certa autoridad de Nova Cruz
recommendandoque nenhum auxilio prestasse ao
mencionado Jnse Mara!! Esle vai no alcance da
carta; e protesta com ella provar perante o gover-
no queo delegado nao he essa auloridade ( como
disse certo campean da capital) neeessaria para a
salvacao do termo de Goianninlia.Nao sei se o Jo-
s Maria alcanear esla carta; o cerlo he que ella
foi lula por milita gente; e a Providencia Divina
permiltio que na aula publica daquella povoacao
losse lid.1 por varios alumuos. Aqui cabe ilizer-se
lauto faz a rapoza na semana que ao domingo nao
vai a missa. De cufiada lhe digo qoe a mulher de
Joao do Commum (vulgarmente assim conhecido)
segu para a capital a queixar-sc ao governo contra
o delegado; e pretende declarar a raz.ni, porque es-
te nao cumprio a ordem, que do Dr. chefe de poli-
ca receben para prender o olleiisor da honeslidade
de toa filha menor: e se aquella mulli?r poder pro-
var o que por Nova Cruz lem ililo Jos Manoel da
Paixao relativamcnle a nao prisao do seu vaqiicro,
que he o oflensor da muca.... o governo, e ochefe le-
rao muilo a obrar. J vio todos conhecendo a razao
que tive para me alegrar com a nomeacao do dele-
gado; porquanto, ccrlos individuos he d'e mister que
exergam alguns cargos, par que em todas as pocas
provem o que sao: mclhor foi assim; para que o go
vemo se convencesse experimeulaliiiente de que o
lermo de Goianninha vai a pique cora scmelhanle
delegado. Passarei ao quinto quesito :
Nao posso saber a razao, porque o vigario Cimillo
at hoje nao foi processado pelo crime de estelionato:
o que da de real beque a Ihesouraria provincial
esl no desembolso dos beutistimos liagos, que o vi-
gariu embolsou pela congrua pe um eoadjuclor, que
ha mais de anno nao-exista; que o vigario andn da
sala para a cozinha: que perenrreu meio mundo;
e que, dzendo-se quede ledas baixo nao haveria
milagre. que o isenlassc do processo, hoje esl em seu
amado sucego! Bem se disseque de lelhas a baixo
nao haveria milagre que o isenlasse do proresso.por-
que desla regra eslavam exceptuados os milagres de
lellias a cima. Que tolos nao eram os antigos qnan-
dii pin la rain rega ju-flc,a! Mais acertado sera que a
pinlassemmuda;e qual a razao? Para que senao
fallasse aquillo, que se nao havia de obrar. Julgo
ler salisfeilu s suas perguulas: se as fez pelo .espiri-
to de curiosidade, passo urna esponja em ludo quan-
lo thecommuniquei;se pelu inleresse de levar ao co-
nhecimento de quem pode melhorar a sorte desle
lermo, multo lhe agradecer* o seu amigo A.
VARIEDME.
Algodilo. O algodociro d-se em milita abuu-
dancia as ilhas de Cabo Verde, e al nos terrenos
esteris da Boa-Visla, Maio, e uas desertas de Sania
Luzia, e ilheo Razo, bem como na provincia de Au-
nla, na de Mozambique, as tres villas contiguas de
;Quilmane, Sena e Tele. Em todos estes pontos o al-
godoeiro se desenvolve maravlhosamente, atee por
toda a parte quasi sem amando ou cultura, forne-
cendo sempre o algodao quasi que sem despeza, ri-
valsando em qualidade com o do Brasil, c oflcre-
ceodo al variedade de cor, como succcdc 00 archi-
pelago de Cabo Verde onde 0 ha branco e cor de
ganga.
O algodao seria talvez om vasto ramo de commer-
cio, que enriquecera as possessocs portuguezas, e as
lomara prosperas, se houvessem especuladores, que
e-labeleic-seinsTi-ilurias para comprar esle e outros
artigas, c so as autoridades superiores das colonias
applicassem algum cuidado e providencias para esla
cultura, que ainda agora se faz sem o mnimo cui-
dado, edegando a tanto o nosso deleixo. que mesmo
neslas colonias, parlicujannenle'em Cali 1 Verde, se
importa animalmente utna grande porc,ao de algo-
dao viudo d'America, quanlo a provincia tem de so-
bra para si epara exportar.
Nos lempos antigos o Brasil oceupava lod.is as nos-
sas atteneOes, e como era um paiz feroz e menos
inhspito, desprezamos a cultura das colonias afri-
canas, c, se as nao abandonamos, quasi se pode di-
zer foi por um descuido nosso. O Brasil desenvol-
vcu-se : a cultura de diversos arlsos como o caf,
que da serra dos Orgos fez um monte de ourn, a
canna de assucar, o tabacoe o algo dio,proporcinnam-
ihe immensas riquezas, e nos, perdendo esta colo-
oia, persistimos tributarios deslesartigos, sem pensar
em nos emanciparms deste feudo, sem lhe oppor-
mos uma concorreiicia justa, neeessaria e indepen-
den le para n nnssa grandeza como oaco.
Portugal a bandolino oolr'ora tanto as suas colonias
de frica, que al prohiba a exportacito d'alguns
arligos, para fazer prosperar o Brasil, como succe-
deu cora o algodao de Cabo Verde, por alvar de
28 d'outubro de 1721 E ainda boje quaes sao as
medidas de verdadero fomento, que a aecao gover-
naliva all cllicazmenle promove'* As colonias pros-
perara lentamente, porque a industria commereial,
apestar de acanhadu e inesquinha como ainda esl,
alli vai buscar producios, que a nalureza generosa-
mente piodn/ sera requerer grandes despene de
amando, nem instrumentos aperfeic;oailos. Demais
os arlos governalivos sobre esle importanlissirno as-
sumplo n.lo passam de ordens de papel, conselhos de
quera vio pouco ou nunca vio, o por isso esles terre-
nos africanos nao sao para nos o que deviam ser, o
que seriam, se para clles volvessemos olhos mais
amigos.
PRACA DO RECIFE 4 DE NOVEMBRO, AS 3
HORAS DA TARDE.
Perista semanal.
Cambies--------- Sacoo-se a 27 3(4 d. por 18, e an-
da ha s.-cradores a esle pree,o.
Algodao----------Tevcalla nos primeiros dias dase-
mana, rhegando a vender-se de
58700 a 6 por arroba do escollo-
do, e de 5$100 a .i%600 do regular,
porm toruno a baixar para 58700
e 58900 as prmeiras, e de 55400
a 9500 pelas regulares. Enlraram
652saccas, c sendo mu diminutas
as vendas^ o deposito vai era cres-
simenlo.
Assucar- Vai em augmeolo a entra 1,1. e es-
peram-se grandes porces na se-
mana prxima. Fizeram-se algu-
mas vendas para Portugal e por-
los do -ni do imperio, seodo de
qualidade superior. Os compra-
dores para as oulras pravas da Eu-
ropa csto em expeclacao, por-
que os presos sao superiores as or-
dens.
Courus ----- Variaran! de 150 a 157 ,', rs. por
libra, c ba poneos compradores.
Bacalho Enlrou um carregameulo com
1,500 barricas, que dizero fora
vendido a 148. Relalhou-se a
148500, e ha em ser 5,000 bar-
ricas.
Carne-secca- Vendeu-se de 48800 a 58100 por
arroba, e smenle ha em ser 600
arrobas. A falla e preeos subidos
desle genero, parece que temos de
soffrer pur algum lempo, por
quanlo consta haver falta de gado,
tanto no Rio Grande do sul, como
as provincias do Rio da Prala,
lendo-sc vendido alli de 30800 a i;
por arroba, sujeila a fretes o des-
pezas de embarque.
Farinha de Irigo- Tivemos 2,500 barricas da de Bal-
I i more, das quaes 1,200 seguirn)
para o Rio de Janeiro, c 500 da
de Philadelphia, que se venderam
a 278 para os padeiros. Tambem
venderam-se as 200 chegadas de
Lisboa ua semana passada a 258500
Relalhou-se a 298 Por barrica de
SSSF, a 288 a de Philadelphia, c
a 26$ a de Ballimore, e ha cm ser
f-5900 barricas.
lle-.conln ... Continuaran) de 7 a 9 por cenlo
ao auno.
Freles ~ \- Houve um frea liento para os Es-
lados Luidos a 60c, c em con-
sequencia dos procos subidos dos
gneros ci paiz, os navios lo de-
mandando outros portes pela difi-
culdadc que encoiilram de obler
aqui fretamenlo.
Ficaram no porlo 51 embarcacoes: sendo, 2 ame-
ricanas, 25 brasileas. 1 franceza, 3 hamburguezas,
2 despalilllas, 1 hnllandeza, 9 in-glezas, 7 portu-
guezas e 1 sarda.
nhecimenlo das parles inleressadas, e afim de que os
pretend-ules ao dilo oflicio se habiliten) na forma
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1854, e apre-
senlem os seus requerimenlos ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de 60 dias, que
comecou a correr do dia II do correle era dianle,
para seguirem-se os tramites marcados nos arls.
12 e 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambucp 29 de se-
tembro de 18.54.Joaquim Pires Machado Portella,
oflicial-maior servindo de secretario.
Achando-so vago o oflicio de escrivao do cri-
me, civel olas do lermo de Ingazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimento das parles inlcrestadas, e
afim de que os prelendenles do dito oflicio, se habi-
liten) na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, e apresentem os seus requerimenlos ao pri-
meiro supplenle do juiz municipal do mesmo termo,
oo 1 razo de 60 dias, que comecou a correr do da 11
do correcle em diaole, para seguirem-se os 1ra-
niiles marcados nos arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de tetem-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado Portella, uffi-
cial-maior servindo de secretario.
Manoel Joaquim da Silva Ribeiro, fiscal da fregue-
zia de Santo Antonio do lermo da cidade do Re-
rife, ele. ele.
Faro publico para conhecimenlode quem perlen-
cer que pelo Exm. Sr. presidente da provincia foi
approvada a postura addcional ahaixo transcripta,
conforme me foi communcado pela cmara muni-
cipal desla cidade em oflicio de 31 do oulubro pr-
ximo passado.
Postura addcional, approvada era 26 de outubro
de 1854. 1
Arf. I.o Ninguem podera edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de taipa ou de madeira,
que o3o seja de confu midade cooi a planta da cida-
de, posturas e tabellas em vigor, precedendo liceoca
da cmara : os infractores serflo multados erh trila
mitris, alm da demolirAo da obra feitt, ama vez
que nao e-teja de cooformidade com a referida
planta.
Art. 2. Fica prohibido a morada de familias no
interior das casas era que houverem acougaes, ex-
cepto o'aquellas, que por sua capacidade poderem
adroiltir divisan interna ne parede, 00 taima-, qoe
separe as familias dos acougues, sera que com esles
se ciimmuuiquem as entradas esabidas: os infrac-
tores donos dos acougues sonto multados em dez mil
res, e no duplo na reincidencia, Picando desde j
ohrigados, soh a mesma pena, a fa/er retirar d'essas
casas os que n'ellas morarem. E para quo nao ap-
pareca a menor ignorancia, quer da parle dos que
pretenderen) edificar e reedificar, quer dos donos de
acougues, mandei publicar o presente pelo Diario.
Freguezia de Sanio Aolooio do Recife, 4 de novem-
bro de 1*54.
O fiscal, Manoel Joaquim da Silca Ribeiro.
_O Illm. Sr. inspector d tbesonraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimento dos
conlribuinles abaixo declarados, os mpostos de 3 *,
sobro os nlugueis dos diversos eslabelecimeolos,
100,8000 por casas que vcudem bilheles de loteras
de oulras provincias e 408000 rs. por casas de modas
deste municipio, pertencenles aos exercicios de
1836 a 1852. que tendo-se concluido a liquidaeao
da divida activa destes imposlos devem comparecer
na mencionada Ihesouraria dentro de trinta dias
contados do dia da pubhcacan do prsenle edilal, pa-
ra se Ibes dar a ola do seu debito, afim ile *]iie o
pagucm na mesa do consulado provincial, Picando
na intclligenca de que fincfo o dito praze serao se-
tao execuladas.
. E para constar se mandn publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 27 de oulubro de 1854.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciar.ao.
Manoel ItomAo de Carvalho......3:000
Manoel Joaquim de Souza Vieira 2880
Maooel Ju- do Bomfim. ,.....38000
M.iria Francisca Xavier.......18440
----------------Manoel Rodrigues da Cosa,Magalhaes. 4s500
1:83lj183 Manoel Jos dos Sanios........125000
Moreira & Lima ........58<00
Miguel ilos Anjos Machado......38000
Manoel .le Tal.......... 158OO
Manoel Jotiquim Ferreira Esleves 33600
1:7738230
258318
68932
328270
Manoel Jos Ferreira Gusmao.....9)000
Miguel de Mallos e Silva
Manoel Francisco da Silva. .
Manoel Campos Gusmao .
Migncl Jos Rodrigues da Cosa .
Manoel Aolooio Freir. .
Maooel Correa do Nasemeoto. .
Manoel de Souza Pereira Jnior
Manuel da Silva Carvalho .
Martihho Gomes lo liego .
Maria Machado (".ivalraoli. .
Manoel Francisco Alves. .
Miguel Suget.......
Manoel de Souza lavare- .
Manoel Goncalves Sen i na. .
Nanita Joao da Cosa.....
Nicolao limara......
Nicolao Tolenlino de Carvalho. ,
Nicolao Ferreira.......
Prado & C."........
Passos..........
Pedro de Alcntara.....
Pedro Alm.......
Pedro Aolonio de Carvalho.
He erenra nnssa, que a frica liberlar-nos-hia da
dependencia da maior parte dos gneros d'America ;
que a frica rene em si ledos os elementos para
exuberantemente nos compensar a perda do Brasil.
Mas, vollando ao boato assumplo, perdoe-so-nos a
diversao, o algodao africano, sendo prodozido mais
econmicamente do que na America, e coni| cundo
com elle em qualidade, presli-se a um grande mov-
ment mercantil, que nao levemos continuar a des-
prc/.ar, quer seja fornecendo o nosso mercado, para
o qual su do Brasil annualmentc importamos entre
30 a 35,000 arrobas de algodao em rama, quer mes-
mo suppriinlo oulros mercados.
O algodao coustitue um nioviniento lao grande,
un commercio do mundo conhecido, que em occa-
siao nppoi luna daremos uma larga nolicia aos nossos
assignautes; por boje limitaran-nos, em harmona
cora a pratica, que havemos seguido, em llie apre-
senlar o quadro da importaran desle artigo 110 mer-
cado de Hamburgo, durante o anno de 1853, a qual
foi representada era 36.910,770 marcos bancos ou
ris 12:303:5908000, era que a Gram-Brelanha lo-
mou a mxima parte.
Algodao cm rama, ele.
Gram Brelanha
Estados-Unidos
Por Aliona
Por Aliona pelo
caminho de
ferro de Kill
Venezuela
Franja
Bremen
Brasil
Per' e Chili
alias Pezo de Valor em
100 nrr. m. b.
77,503 261,109 8,789,310
32,184 120,821 4,a>8,1SO
6,504 21,450 827,510
MI5 5,103 166,590
4,436 4,123 146,440
801 3,337 137,630
412 1,525 58.170
783 1,107 48,090
781 1,121 40,390
MOVIMENTO DO PORTO.
Navio entrado no dia 4.
New Castle56 dias, barca ingleza Fttxine, de 4S3
toneladas, capitn Willam Bell, equipagem 16,
carga carvo de pedra ; a Me. Calmonl & Com-
panliia. Seguio para o Rio de Janeiro.
.Vil-ios sahidos no mesmo dia.
LisboaGalera porlugueza Margurida, capilo Joao
lguacio de Menezcs, carga assucar c mais gene-
ros. Passaueiros, Manoel Ferreira Alves, Mara
Eugenia Vaz.
Newbedford Barca americana Scotland com a
mesma carga que Irouxe. Suspenden do lame-
ro.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 25de oulubro p. p., manda fazer
publico ijue no di.1 23 do correte perante a junta
da fazenda da mesma Ihesouraria, se hade arrema-
lar a quem por menos fizer a obra dos reparos de
550 bracas quadridas de empedramenlo na eslrada
de Pao U'Alho, principiando do engenho Camragi-
beatc.i ponlesinha doCaiar, avahada cm 5:115s.
A arrematarlo sera feila na forma da le provin-
cial 11. 343 de 13 de maio do correle anno, e sob is
condiedes especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrenialaco
c.imp ireeaiu na sala das sessoes da mesma junta
pelo meio da, csmpetenlemenfe habilitadas.
E para constar se inaudnu aflixaro presente e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da Ihesouraria provincial de pernam-
buco 2 de oulubro de 1KT>4. Osecrelarso." Antonio
Ferreira da Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arremataco.
1. As obras dos reparos de 550 bracas quadrada
de empedramenlo da eslrada do Pao d'Alho, far-se
h.lo de cooformidade com o ornamento approvado
pela direcloria no cnnselho, c apresenlado aappro-
vac 1 do Kvm. Sr. presidente na importancia de
5:1158000
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de 15 dias e dever conclu- las no de Ires
mezes, ambos contados de conforinidadc com arl.
31 da lei provincial n. 286.
3." A importancia desta arremalaeAo ser paga
era duas prestaciii-s ignac- : a primeira quando es-
liver feila melade das obras ; e a segunda quando
estiver concluida, que ser logo recebida dePtuili-
vameole sem prazo de responsabilidade.
4.* O arrematante excedendo o prazo marcado
11800
18800
78200
68000
1>800
38600
18800
28160
18110
6-8000
118140
259500
38900
6880
68000
38000
68000
10500
48500
18320
fl-5000
128000
38600
Paiva & Raposo.........38600
Pedro Aolooio Teixeira Guimaraes.. .
Patricio de Albuquerque.....
Romao & C. ........
Rozendo Alves da Silva.....
Ricardo.............
Ricardo Romaaldo da Silva.....
Remige Kercip. .........
Keilgvvay Robilard iC> ...... 158000
Rosa Maria dos Prazeres Henriques. .6.3000
Raphael Flix Jos Garca......4-3200
Kav inundo 4 C......'. 98000
3-5000
38300
69OOO
48500
:t9600
38600
69OOO
sueco de 1 polegada 4 ; ferro de varanda, arrobas 2.
Quarta classe.
Cadinhos do norte de n. 6 10 ; ditos de dilo n. 8
10; ditos de dito n. 10 10 ; ditos de dito n. 12 10 ;
rame fino de ferro para amarrar, libras 16; dito de
dilo de meia groosura, libras 16 ; loofoes de lauto
cora o peso de 5 a 6 libras 2 ; folhas de (landres do-
bradas, caixas 2; ditassingelas, caitas 2.
Quera quizer vender esles objeclos, aprsente as
suas propostas em carta fechada, na secretaria do
cooselho as 10 horas do dia 6 do correte mez. Se-
cretaria do conselho administrativo, para foroeci-
mento do arsenal de guerra 3 de novembro'de 1854.
Jos de finio Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secre-
tario.
AVISOS martimos.
Para.o Rio Rio de Janeiro, taheo
dia 11 denovembro, omuito veleiro brigue
Recife : para o restante da carga e pasta-
geiro, trata-se na ra do Coegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Ribeifo.
PARA A BAHA-
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, cap'rto Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se cora 0$ consignatario
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
. Espera-se por tes dias do Auu', a mu
veleira polacn Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para O Rio
de Janeiro: para passageiros e escravos
a frete_, trata-se com Novaesi C., na ra
do Trapiclie n. 34. f
Tara o Ro Grande do Sul, com escala pelo Rio'
de Janeiro, pretende seguir em poneos dias brigue
Juno, capitao Joao Jos da Silveira, o qual tmente
pode receber algans passageiros e escravos ; quem
prelcoder, pode tratar cum o sobredilo capitao, ou
com os contiguatarios Amorim lrmos, ra da Cruz
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem ate 12 do cbrente mez,
o brigne nacional Adolpho capitao
Manoel Pereira de Sa': para o resto da
carga e escravos a frete, trata-se com o
mesmo capitao, ou com o consignatario
Eduardo Ferreira Baltiar, ra da Cruz ,
n. 28.
RIO DE JANEIRO-
Pretende saliir.com multa brevidade, O
veleiro brigue Dous Amigos, por ter .a
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
escravos a frete, trata-se com Novaes & C-,
na ra do Trapiche n. 54, ou com o ca-
pitao na praca do Commercio.
Para a Baha segu em poucos dias, por ler a
maior parte da. carga prompta, a bem conhecida e
veleira garopeira Licrac&o j para o resto da carga,
trata-se com sen consignatario Domingos Alves Ha-
llii-ns, oa roa da Cruz n. 54.
Salic para o Ass cor muila brevidade o hiate
I Anglica ; quem oelle quizer carregar oa ir de pas-
'sagem. dirja-se ra da Cadeia do Recife n. 49,
primeiro andar.
LE1LOES
Joao Keller Si Companhia faro leilJo a di-
nlteiro, por intervengo do agente Oliveira, em pre-
senta do Sr. coosul de Hamborgo, e por cania e ris-
co de quem pertencer, de GK n. 704uma Caixa con-
tendo 20 pecas de casemias prelas averiadas, a bordo
do brigue barohurguez- Georg & Andreas, recen-
temeote chegado a este porlo ; e em conlinuacao, a
ao prizo do cosluiup. de um lindo sorlimenlo de fa-
zendas novas de todas as qualidades, e qoe muilo
aaradarao a seos freuiie/.es : lerca-fera, 7 do correar
te, as 10 horas da mandas, no seu armazem, roa da*
Cruz 00 Recife.
Terca feiraT de novembro s 10 e 1]2 horas
da raanhaa o agente Victos em seu armazem, roa da
Cruz o. 25, far. lelao de esplendido sorlimenlo
de obras de marcineria novas e usadas de differeoles
qualidades, relogiospara algbeira de metal ealva-
ni-ailo, candieirot para meio de sala, lanternas com
pos de vdio e casquinho, charutos superior quali-
dade; e oulroslmuilos arligos que lornar-se-hia en-
fadonho aimunria-los.
i!i'imii Praeger & C., arfro leilao, por
interveneao do agente Oliveira, de gran-
de e variado sortiment de miudezas e
ferragens linas, as mais proprias do mer-
cado," sendo a rar parte ltimamente
despachadas: quarta-feira 8do correnle,
a s 10 horas da manhaa, no seu armazem
ra da Ciuz.
' O asente R'orja, quarta-feira8 do correte far
leilao de iiiuilos objectos differenles, como bem de
uma qu inlidade de encllenles obras de marcineria
de varias qualidades, que se entregarlo por qualquer
preco qae fr otTerecido, em consequencia do dono
relirar-e para fcira da provincia, om ptimo piano
intzlezde iacataod muilo moderno, nm dilo de mog-
no, obras de ouro e prala, relogiospara algibeira,
ditos de parede e de cima de mesa, 2 ricos apparelhos
de metal principe para ch, de gosto modernlssimo,
loucas e vidros diversos para mesa, candieirot, etc.,.
uma grande purrao de charutos finos da Rabia, que
tambem se entregarao por qualquer pre^o, varios li-
vros e oulros muilos objectos que estarao a amostra
no da do leilao as 10 horas, assim como tambem uma
ptima escrava prela.
Rila Maria da Couceicjlo
Silva & IrmSo........
Sebastiao Lopes Cuimaraes ....
Sanios \ Medeiros.......
Souza 0 tionealves .......
Severino Henriques de Caslro l'imentel.
Simplicio Rodrigues Carapello .
Hdame Theard.......
Tiburcio Antonio de Oliveira. .
Thomaz de Aquino Carvalho ....
Theophilo Ferreira de Sampao .
Thom Jos le Soaza......
Tiburcio Valeriano Raplisla.....
Theodo/.io Tavarcs.......
Theophilo de Sean Jardini ....
Velozo & Peiiolo.......
W. Hauch..........
Vicente..........
Vicente Moreira da Silva ....
Victorino de Souza Pinto.....
Vicente Ferreira, da Cosa. ". ...
Maa Ramos & C........
Madame Roulier........
:t-32l0
7>500"
153000
:t960
4500
3-5600
6SO0O
65000
65OOO
:i96O0
1080
!-'iii
400
29160
12J810
1-5500
155000
39OOO
7900
59040
I650OO
100S00I
405000
DECLARACO'ES.
Parlcm hoje ao meio-da, os correios para as cl-
dades da Parahiba, tioiannn e Oliu'da.
O hiale Camoes recebe a mala para a Parahi-
ba boje, ao mcio-dia.
Por esla subdelegacia se faz publico, que se
acha recolhido i cadeia, por suppiir-se aodar fgido,
0 cabra Alcito, que diz ser escravo de Jos Corma
Leal, morador 00 Curado. Subdelegacia de S.Jos
du Recife 2 de novembro do 1851.Manoel Ferrei-
ra Accioli, subdelegado.
-* Ordenaodo o Esm. Sr. presidente a esla re-
partido, em offlco de 27 do correnle mez, que se
marraste o prato de rres mezei, designado oo avisa
do ministerio da marinlia de O de outubro te
1 Sis, para cessarem todas as lcenc.as para corles de
madetras nesta provincia a cxceprAo das concedidas
cincoiilnrmdade de contrario.- celebrados com indi-
viduos que as livessem oblido depois da dala do mes-
mo aviso, alin de so evitar duvidas de futuro por
nao se ter feto ainda a dectaracilo do referido prazo.
O Illm. Sr. capilo do porlo inan'la fazer constar,
que pois o ha como marcado pelo presente, sendo
cemseguintemente contado desile hoje.
CapMaaia do porlo de Pernambuco em 30 de ou-
lubro ilc 1851. O secretarlo, Alejandre Rodri-
gues dos Jnjos.
11 aliono assisnado, subdelegado Supplenle em
eiercicio, da freguezia de S. Jos, avisa aos seos
coinparochaiios que o arl. 7. lit. 1. das posturas
inunicipaes, em vigor.prolnbe que se sepullem cada-
veres antes de terein decorrido 21 horas depois do
fallecimenlo das pessoas, sob pena de p.tgarem os
encarregados dos enlerramenlos 108000 rs. de mul-
la, ou sulirerem 3 dias de prisao, quando nao possam
pagar a multa. Oulro sim, avisa mais que, de con-
formiilade com as ordens e-i pedidas pelo Sr. Dr. che-
fe de polica, em \ ir 1 u le de requisicSo da commis-
sito de Ilysieoe Publica, o fallecimenlo das pessoas
ser verificado e allestado por facultativo, com pre-
ferencia dos assislenles ; pelo que previne aos encar-
regados dos enlerros de pessoas fallecidas oa fregue-
zia que, quando lhe forera apretenlar as lcencas do
vigario para por ovistodeverao levar loco o at-
lestado de medico ou cirurgo.Manoel Ferreira
Accioli, subdelegado supplenle.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O couselho administrativo, eoi virlude de aulori-
sac,So do Exm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objectos seguinles :
Para o meio balalhlo do Cear.
Pauno prelo para polainas, covados 71. ,
Primeira e segunda classes de ofiicoas do arsenal de
guerra.
Arcos de ferro de2 1|2 polegadas, arrobas 4 ; di-
tos de dito de 1 3i'i ditas, arrobas 4.
Tercera classe.
Ferro sueco de 3 polegadas, barras 6; dilo de dito
de 4 ditas, barras 8; vergalhes quadrados de ferro
AVISOS DIVERSOS.
Tendo-se reconhecido que a despeza
de escripta e cobranra do importe dos
annuncios he superior ao valor delles,
previne-seaos senhores assignautes deste
Diario que croando os mandaren), re-
mettam igualmente a sua importancia ;
alias nao serao publicados. ,
O Sr. Francisco de Carvalho Jnior, tem ama
caria na adralnistrac^o do correip, viuda da Pa-
rahiba.
Srs. redactores.Nao he o amor proprio que
me promove emiltir este raen dbil elogio a ama
digna sociedade denominada Euterpinense, c aos
seus dignos socios, nem 13o pouco sao Pos para de-
s-nli.ir oulras sociedades que tenho frequenlado ;
mas sim um mero elogio ao grande progresso em
que se acha esla sociedade, nao s pela boa escolha
de socios, mas pelo esmero e bom gosto com que de-
sempenham a sua larefa. Aproveilo a oceasilo para
remunerar os benemritos director e Ihesoureiro ac-
tual, a loaneira por que lem desempenhado sua hon-
rada niis'Jo. Aceite, pois, a nobro sociedade, este
puro leslemuDho de sincera gralidfio.
Ca gue nao he suspeito.
O abaixo assignado pede a seus Ireguezes, os
Srs. ildanles, que se julgarem seus devedores, lia
jam de vir saldar suas contas no prazo de 15 dias da
data desle, porque tambem lhe he preciso pagar a
quem deve, ese abusaren) de sua paciencia verao
seus nomos por extenso nesta folha. Olinda 4 da
novembro de 1854.
Joao Sepomuceno de Mello e Albuquerque.
Joao da Silva Ramos, lendo de ausentar-se pa-
ra a Rabia por algans das, e nao lhe lendo sido pos-
sivel comprimenlar seus prenles e amigos, que lhe
tem feilo a honra de o visitar no sea reeresso de
Portussl, Ihes pede desculpa ; prometiendo faze-lo
na sua volta a esla.
Desappareceu no dia 4 de novembro, de casa de
.Me- juila Jnior, na ra do Rrum a. 24, uma ca-
chorrnha de rafa ingleza, malhada de branco. edr
de caf e prela, orelhss e cauda compridas : quem a
tiver adiado equizer restituir ao mesmo cima, ser
generosamente recompensado.
A vi uva de Fortunato Correa de Menezes,
precisando quanlo antes de mostrar o estado de sua
casa, precisa que lodos os-credores do finado seu
marido apresentem suas coalas no' prazo de 3 das,
para serem legalisadas ; lindos os quaes nao se ras-
ponsaliili-a por mais cousaalgoma.
O abaixo assionado faz cenle, que tem vendi-
do sua lala-riM, sita na Ir^vessa do Queimalo o. 5,
nos Srs. Rraga Si Medeiros, desembarazada da praca;
c pede a seus credores que apresentem suas coatas
na Iravessado Queimado n. 5, para serem pagas.
Antonio do Espirito Santo Sena.
Jos Alves Lima, curador da alienada 1). Ma-
ria Jos Los, faz publico quedo poder da mesma se
desencaiuinhou uma lellra 4 quanlia de 3249200
rs., .arcada por llenrj uibson, aeceila por Manoel
Joaquim Mauricio Wanderley a vencer uo Ba 8 do
correnle. e porque essa lellra pertencente sua cu-
rada s pude ser pag ao annuocianle que assim o
declara para scienca do- mesmos senhores. afim de
que a nao pague a qualquer oulra pessoa que aapre-
sentar.
Desappareceu da casa de seu senhor o hacha-
ra! Francisco Pereira Freir, no paleo do Carmo n.
18. no 1 do crrenle, o escravo Januario, crioulo,
cor prela, de 16 a 18 aianos de idade, magro, beicos
grossos, sem barb, e quando anda falsea do pe direi-
lo, por ter cravos dehaixo delle, junto aos dedos :
quem o pegar ser recompensado, assim como proles-
la-se contra quem o tiver acoitado com as penas
dalaj.
Ataga-sc ura sitio cora casa commoda para ama
regular familia passar a Testa, no lugar da Baixa-
Verde da Capunga : a tratar na ra do Queimado nu-
mero 12.
O Sr. acadmico Sergio Porfirio da Molla tem
uma carta e encommenda, vindas do Maranho : na
ra do Trapiche n. 16, 2 andar.
O abaixo assignado faz scienle as pessoas qne
liverera penhorts em seu poder, hajam de os tirar no
prazo de 8 dias, do contrario lem de os veoder para
seu pagamento./ticardo Gaduff.
t


V
4
DIARIO OE PERRMBUCO, SEGUNDA FEIRA 6 DE MVEMBRO DE 1854
NO CONSULTORIO
DO DR. CAS ANOTA,
RLA DAS CKL'ZES N. 28,
contiiiua-se vender culonas de homenpa-
Ihia da 12 tubo* [gratules, medianos e peque-
nos de 24, de 36, de 4H, de 60, de 96. de 120,
de 144, de 180 al 380, por precos razoaveis,
de*de 5*000 al :200#000.
Elementos de Immeupathia, 4 vols. 69OOO
1 mluras a escolher (entre 380 quali-
dade) cada vidro HJfJOO
Tubos avulsos a escollia a 500 e 300
msmm &mm mess
Val 11 praca para ser arrematado ca hasta pu-
blica a quem mais der no dia 10*) correi.te as horas
do cosime pela primeira vara do elvel, escrivao
Baplista.o escravoFranciico.de Antonio de Hollan-
gamento da exerui.ao de Manoel Jos Ijontalvea.
Precisa-se de ti es homens br.-tsileiros para Ira-
lialhar ein servico de olaiia : na ra Nova n. 18 ou
no Afosados 110 si lio denominado Corlume.
Precisa-se de urna una para o ser-
vido interno de orna casa de pouca familia, e que d
fiador a sua conducta ; na ra da Cadeia Velha
0.45.
Knga-sc a todas as pessoas que teem dado
chapeos de ol para concertar na ra do Encanta-
mento do Recife, casa n. 7, que queirain ir tira-Ios
at o lim do mez da novembro, pols o nao fazendo
sern vendidos para pagamento dos mesmos conecr-
los, e nao terSo mais direilu a reclamacao alguma os
douos dos mesmos.
O abaixo assignado pelo presente previne ao
respeitavel publico, que niuguem negocie com sua
sogra D. LuizaEpirania da ConceicSo, ou com quat-
quer outra pessoa por ella autorisada, a compra da
casa terrea, sita na i-ua doPiogueira n. 41, visto que
devendo a mesma sua sogra ler procedido a invenr
lariti dos bens que licaram por lallecimsnto de seu
marido Joaquim Josde Medeiros, o nao tem feilo
ate presente com prejuizo de suas daa*s filhas,
Caudida Joaquina da Couceirau. e Alexaodrina Ma-
ra.da Conceicao, mulher do aouunciante ; o qual
protesta oppor-se pelos meios legaes a venda da re-
ferida casa, cuja! roeiacSo de direilo Ihe perlence
como administrador de sua mulher. E para que
niaguem se cham a ignorancia faz n presente an
nuncio. Recife 3 de novembro de 1854.
nastacio Alexandrino de Salle Dutra.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA. LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro. .
O thesoureiro faz constar que estilo
a venda os bilhetes da presente loteria
os lugares seguinfces: 'ua Nova n. 4,
praca da Independencia, n. 4, ra do
Queitnado, loja do Sr. Moraes, ra do Li-
vramento, botica do Sr. Cbagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimares, e na
ra do Gollegio n. 15, na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novenibro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8,S'000
Meios. 4$000
PLANO
Para a terceira parte da quinta loteria
concedida pela le provincial n. 100
de J> de maio de 1842, para as obras
djj^k^tfiz da Boa-Vista.
4,000 bilhetes a 8,<000. 32:000000
Beneficio e sello. ... 6:400*000
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RA DO COLLEGIO 1 ANDAXl 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas homeopathiras lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
maiiltia atoo uieio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OBerece-se igualmente para praticar qualquer operacn de cirurgia, e acudir promptamente a qualJ
quer mulher que esleja mal de parto, e cujas circumslancias nao permuta m pagar ao medico.
. NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo do|Dr. G. H. Jahr, traduzidoem portuguez pelo Dr. Moscozo, quatro
volu'mes encademados etn dous :................. 'jttgOOO
Esta obra, a mais importante de todas as que tralam da homeopathia, interessa a todos os mdicos que
quizerem experimentar a doulriua de liahnemann, e por si propros se convenceren! da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de engenho e fazei ni oros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos rapiles de navio, que nio podem dcixar urna vez ou outra da ter precisao de
acudir a qualquer iucommodo seu ou de seus tripolantes ; e interessa a -lodos os chefes de familia ru
por cirenmstencias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa del la.
O vade-mecum do homeopatha ou IraduecAo do l)r. Uering, obra igualmente til s pessoas qne se
dedican) ao esludo da homeopalhia um volume grande ,....... 80O0O
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, tic, etc.: obra indis-
peusavel s pessoas que querem dar-sc ao esludo de medicina........ 4JOO0
Urna carteira de 24 tubos grandes de finissimo chrislal com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele.................. 40SOOO
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 4.V3OOO
Dila de 48 com os ditos. ,.................. 505000
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60 tubos com ditos...................... 603000
Dita de 144 com dilos........................ lOOJjoOO
Estas sao acompauhadas de 6 vidros de Unturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Uering, ter.10 o abalimenlo de 109000 rs. em qualquer
das carteiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 88O00
Ditas de 48 dilos ....."................... 16&0O0
Tubos grandes avulsos....................... 1000
Vidros de meia opea de Untura.................... 28000
Sera verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um pas*o seguro na pralira da
homeopathia, c o proprietario desle eslahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
uinguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de crjslal de diversos lmannos, e
aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevidade e por precos nimio com-
niodos.
1 premio.
1 dito. 1 dito. .
1 dito. .
i ditos. . 2005600
4 dito*. . lOOsOOO
0 ditos. . 50*000
10 ditos . 20*000
1.500 ditos . 8*000
1,528 premios. 2,672 brancos

25:600$000
8:000*000
4-.000J000
1:000.s000
500*000
800*000
409*000
.'00*000
200*000
10:400S000
25:600^600
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignatura do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha 11 grandeatrazo de pagamento.
9 DENTISTA FRANCEZ. 9
g} Panlo Gaignoux, estabelecido na ra larga 9
9 do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- 9
ja) les com gengivas arlificiaes, e dentadura com- 9
9 pela, ou parle della, com a presso do ar. ^
9 Tambem lem para vender agua denlifrice do 9
9 Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do *J
Rosario n. 36 seguudo andar. a,
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de gramma-
ttca latina, prope-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regnlaridade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de se"u prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica anda acusta dos maioressacrtiictos,
e, emquntonaofixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e8.
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
todas de summa importancia :
liahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
205OOO
65OOO
70000
69000
10000
69000
8-3000
16-3000
4,000
Othesdureiro, Francisco Antonio de
Oliveira.
N. B.Os tres primeiros premios es-
tao sujeitos ao descont tle 8 por cento
Francisco Antonio de Oliveira.Ap-
provo.Palacio do governo de Pernam-
buco 17 de outubro de 1854.Figuei-
redo.Conforme.Antonio Leite de Pi-
nho.
Na praca da Independencia n. 14 e
16, deseja-se fallar ao correspondente do
Sr. Jos Peixoto da Silva: na mesma loja
compra-se urna grammatica franceza d
Lomond.
O Sr. Jos Joaquim da Cunha, passageiro da
barca Bracluirense, viudo d Porto no primeiro de
novembro do crrenle anno, queira por favor en-
tender-fe cora o abaixo assignado na roa da Senzala
Velha n. 30 primeiro andar; islo he para evitar llo-
vidas no futuro. Juse Joaquim da Cunha.
Aluga-sc at o primeiro de setembro urna boa
casa com quintal bem plantado na Capunga, onde
faz quatro cantos: quem a pretender dirija-se ao Sr.
Sebailiao Jos d Silva Pena uo inesmo lugar, ou
a ra da Cri, armazem n. 15.
Quem precisar de um pequeo de 14 annos,
chegado agora do Porto, para caixeiro de loja, ou
mesn.o para taberna dirija-se ra da Cruz, arma-
zem n. 15.
Desappareceu nm cavalln caslanho andrino,
com as crinas cortadas, alguma cousa magro, anda-
dor do ludo, de idade 10 anuos pouco mais ou me-
nos : n pessoa que delte souber ou der nolicia, polle-
ra entregar a seu dono no becco das Barreiras n. 4,
que ser gratificado.
Aloga-se o sitio Zongu nos Apipucos, rnar-
_ gem do rio Capibarbo, excellenle para passar a fes-
la por ter lodos os commodos necessarios para este
fim; a fallar com o proprietario do engenho Dous
Irmaos. .
O solicitador
Manoel Luiz da Veiga avisa aos seus conslituinles e
mais pessoas que com elle livereni de fallar, que se
acha residindo na ra do Livramento n. 27, secundo
andar, onde pode sor procurado das.6 horas da ma-
nhaa al as 9.
9 B.VZAR PERNAMBICANO @)
9> O narctico qu,>. adormereu esle eslabele- ',-$
9 cimento, terminou o seu efleilo, e o somno de H
9J 40 dias Ihe resliluio o seu anligo vigor: for-
f| coso he portanlo, convidar aos amigos e fre- ($
9 guezes do Bazar, para a trouco de pouco di- )
i/ nheiro compraren! as lazemlas que precisa- A
f rem, bem como sejam ; ricas machinas para M
9 cafe a 10&000; chales de toquim a 400000 ; 2,
3) sedas escocezas de grandes qu.idms a '109000; Z
romeiras de retro,: bordadas a !'3(V>il ; cami- Z
as de dito bordadas a matiz a 143000; man- S
teleles de cambraia bordados a 5fJ00 ; cami- 2
S elas de dila dito a 18280, rosetas de ouro em Z
^ forma de lloralOBOOO o par ; meios adereros j
^ de dito a 22}O0 ; dilos inteiros para meninas, 2
boles de ouro para aberlara a 3000 o par ; 5
grampas com flores flexiveis de brilhanlinas a 2
lojOOO; chapeos de seda para meninas orna- 5
dos de plumas a 63OW; colleles de papelina
a 49OOO ; vestidos de dila a-35dU0 ; unilor-
raes mui bonitos para enancas de 3 a 4 annos
a 65OOO; plumas linas, ricas pulceirasde aos- 9
lo sublime a 39o00 ; rosetas mui bem galvani-
9 sadas e de bonitos gostos a 800 rs. ; lanleriias 9
9 com palmatoria de vidro a 6$000 o par ; gra- 9
9 valas de edaj meias de dita para homens e 9
V senhoras. esrovas finas |iara chapeo, "espelln,s '.''.
9 de mo, chapeos de pabia para liomem, dilos 9
9 de seda superfinos, e outras muilas fazeudas, 9
9 que a vista deltas e do preco iiinguem deixar 9
9 de comprar. 9
9&&&&*-<&*:--ii)iS999999
J.Hunder, alfaiale allemAo, morador na ra
do Aragaoii, 19, offerece-se ao publico pcriiambu-
cano, para a execucao de Inda e qualquer obra ten-
denle a seu oflicio, assim como acha-se prvido de
fazendas para ditas obras ; entre ellas existe urna
qualidade de superior brim branco ae, puro linho
para calcas ; e est certo que ninguei'n ha de ser
mais bem servido taolo em presteza como em com-
modidade de preces.
The uuder signed a brilish suhject begs respect-
fully lo Iba brilish and other foreign merchanls of
PernainLuco thal he lias opon very respecta ble a n
Jim al ra da Aurora 11. 58 for accemmodalion of
caplaus and passengert where lo he had breakfasls
dennersand suppersand a refreslnnenls at any hour
as also has superior mines aud soirils ales and por-
lers sirops of all sorts all of tbe best qualety for
modrale prices.I. Alendes.
fio dia 14 de oulubro penteu-se urna pulceira
de ouro, sem esmalte, da ra do Qaeimado al o
theatro de Santa-Isabel: quem a adiar leve-a ra
do Queimado, sobrado n. 48, no terceiro andar, nde
morara as irinaas do ario da Bua-Vista, qbe ser
bem recompensado.
Tiram-*e passaportcs para di nlro e fra do im-
perio, correm-se folhs, despacham-te escravos para
differenles provincias, matriculam-se os idm....., e
d-se baixa por qualquer cireumstancia ; tiram-se
titulos de residencia com lempo e sem elle, e oulras
incumbencias mais : na ra do Queimado, loja da
Estrella u. 7, e na da Cruz do Recife n. 31, se dir
quem disso se eucarrega com presteza e cumuiodi-
dade.
103000
83000
78000
63IHK)
43000
IO3OOO
3O3OOO
3
lames.
Teste, rrolestias dos meninos .....
Uering, homeopalhia domestica. .
Jahr, plnn mal-opea homeopalhica. .
Jahr, novo manual,^ volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pclle.......
Rapou, historia da homeopalhia, 9 volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos. .......
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fajolle, doulrina medica homeopalhica
Clinica de Slaoneli .........
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nysten.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripco
de todas as parles do corpo humano ,
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
Inico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
primeiro audar.
Desappareceu no dia 8 de outubro prximo
passado, um mualo por uome Jorge, com os signaes
seguinles: magro, com urna cicatriz no rosto do lado
direilo. rendido de ambas as verilhas, levando calr,a
e camisa de algodao azul e chapeo de couro ; roga-se
encarecidamente as autoridades policiacs ou qual-
quer nina pessoa que o pegar, leva-lo i ra larga do
Rosario, loja u. 44, que ser bem recompensado.
Aluga-se para o servico de bolieiroum escra-
vo mulato com muila pralica desse oflicio. Na ra
da Saudade frouteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. l,ournri Trigo de I.oureiro.
O Sr. Joaquim terrena que leve loja pa pra-
cinha do Livramenlo tem urna carta na livraria ds.
6 e 8 da praca da ludependeucia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tfido por prero comtnodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirig^^-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que Ihe diz respeito.
Na ra do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
Chapeos depalha a 12s000rs. ocen-
to, esteiras de palliadoAracaty, a 12$000
rs. o cento, he pechincha : quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recife n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
9- Alugam se duas casas no lugar do Monteiro,
boas para passar-se a festa, tem bons commodus,
quintal e purlAo, que vai para o" rio : na ra do
Queimado 11. 28, loja de-tcrrairein.
Pcde-se encarecidamente o favor, a quera le-
nha comprado algum diamante de corlar vidros, a
algum pelo ou pardo, captivo ou forro, de apresen-
ta-lo ao major Antonio da Silva Uusmo, cm sua ca-
sa, na ra Imperial, ou noarmazem daillumiiiacao,
ra da l'raia. que o mesmo t.u.mao pagar o preco
que o possuidor do diamante pedir, e prometi guar-
dar segredo. scassim o exigirem, e ao mesmo lempo
rauilo agradecer este favor, e pede que quando o
procuraren! seja para este tira em particular.
I'recisa-se de um feilor para um sitio na Mag-
dalena ; na estrada da Torre u. 78.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linho, lisas
e'adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
No hotel da Europa da ra da Aurora se manda
alineos e jadiares para fra men-almenle, e tambem
lera comidas e petiscos a loda hora, ludo por prero
muito razoavel.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e'
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
No hotel de Europa da ra da Aurora manda-se
para fora almocos e jadiares, mensalmenle, por pre-
so rommodo.
Aluga-se um sobrado com bom quintal e perlo
do banho, no lugar dos Arrumbados, em Oliuda :
quem pretender, entenda-se com Jos Anlunes (rai-
marle*, na ra de Apollo, armazem n. 30.
O Sr. Jos Francisco de Oliveira, administra-
dor do hospital do Lazareto, na ilha do Pina, lenha
A pessoa que pedio por este Diario ao Sr. Cin-
cinato Mavignier o favor de levar ra do l.ivra-
menlo n. 35 os retratos de daguerreotypo que Ihe
foram coufiados, declara que fez simplesraeiite pe-
lo failo de ignorar a nova residencia do mesmo Sr.
Mavignier, que alia* nao falln a compromisso al-
gum para com o annuocianlc.
O abaixo ansignado, coso ha 18 annos, avisa
ao publico, que urna peajpa d sua ainizade. abusan-
do de suacegueira, e faWando-flie para assiguar um
deposito judicial, ao que se preslou-, em logar desse
deposito assianou urna lellra de seiscenlos e tantos
mil reissem o saber, o que agora Ihe consta ; e nao'
devendo cousa alguma por le Ira, declara que fui oh-
lida prfida e criminosamenlc, pois que essa pessoa.
para cohonestar essa malvadcza foi acompanhada de
um oflicial de jinlica. cujo nome se dir. Recife 4
de uovembro de 1854.Joaquim Gonralve Batios.
Aluga-se para qualquer eslahelecimento um
grande armazem com embarque pela parte dedelraz,
por baixo do sobrado 11.23 da ra da Cadeia, bairro
de Santo Antonio : quem o pretender, para ajuslar
seu aluguel e ver, entenda-se com Francisco Piulo
da Costa Lima, na ra lacga do Rosario, ou em sua
loja, na ra do Cabug.
Deseja-se saber aonde existe o Sr. Luiz Anto-
nio Pereira Chacao, que leve loja na ra da Cadeia,
e depois mudou-se para a ra do Queimado; era ca-
sado, e lendo Picado viuvo ordeno-se : em Olinda,
no collegio dos orphaos.
O abaixo assignado, passageiro da galera por-
tuguesa Bracharev.se, chegada a esle porto no dia 1.
do correute, declara au Sr. Jos Joaquim da Cunha
da ra da Senzala, que'se chama Jos Joaquim da
Cunha Guimaraes, e nao Jos Joaquim da Cunha,
como por engao veio no Diario, e que he morador
na roa das Trincheiras n. 3, loja de larlarugueiro.
Jos Joaquim da Cunha Guimaraes.
Roubaram na manliila de 3 do correntc, de um
comboy que pernoitava junio ao cngenlio S. JoSo,
deS. Lourenco da Malta, os objectos declarados, de
um ha I ni que foi depois adiado no mall<>: -um ade-
rezo de ouro, contendo garganlilha, pulceira, alune-
tese brincos, ludo com diamante ; um dito com as
mesmas pecas excepto pulceira, com pedras e esmal-
te ; seis annelOes, sendo quatro com diamantes e dous
lisos; urna casaca de panno fino prelo, urna calca de
casemira prcla fina, um ropinh de senhora de seda
encarnada de quadros, e um lenco de seda amarella:
roga-se as autoridades competentes e mais pessoas
que nolicia liverem de semelhante roubo a sua ap-
preheucan, e aos senhores ouriven o mesmo, por es-
pecial favor 110 caso de lhes ser ofierecido, podendo
parliciparem ou levar na ra cslreita do Rosario n.
34, primeiro andar, que se gratificar com 509000.
'-?t- Vende-se un escrav, cabra, q
na
O Sr. Machado, encadernador que
mora'na ra de S.' Francisco, dirija-se a
esta typographia a negocio que Ihe diz
respeito.
Os senhores herdeiros do fallecido
coronel Francisco Jacintho Pereira, quei-
ramdirigir-sealiviaran. Ge 8 da praca
da Independencia, a negocio que Ibes di/,
respeito.
. Na ra do Trapiche 11. l, escriptorio, saca-.:
sobre a cidade do Porto ale a quantia de 2:0003
inoeda forte. '
Aluga-se ou vende-se urna muala moi;a para
o servico interno e externo de casa e para ama
secca : a tratar na ra do Vigario n. 29, armazem.
O Sr. ose Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. G e 8 da
praca da Independencia que se Ihe preci-
sa fallar a negocio.
Pcrdeu-se 4 volumes da obra intituladaTra-
tado Elementarpara mtraogfa dos corpos de in-
famara ; quem livor adiado, querendo entrega-Ios
11a ra da Cadeia do Recife n. 34, loja, sera grati-
ficado.
Aluga-se um ptimo molcque propriu para ser-
viro de casa c compra de ra ; a tratar no largo da
matriz da Boa-Vista, sobrado n. 6.
Precisa-se alugar tu escravo que tenha sido
carreiro ; paga-se bem : na ra da Concordia, porlo
do Pouriuho, armazem dcmaleriaes, junto a taberna
de Jos Domingues.
O abaixo assignado faz scicnlc aos seus credo-
res, que vislo uflo lerem comparecido 110 dia de sex-
ta-feira, 3 do rorrente, para lomarem conla de sua
taberna, cm Fra de Portas n. 88, passa a depositar
a chave da mesma, e o balanco no deposito geral, vis-
to neiiluini de seus credores querer tomar conla.
Recife 4 de novembro de 1864.
Antonio Jacintho de Medeiros Dutra.
(I-senhores assignantes do ndice Chrnnologi-
co das Lab] lirasiliias pelo bacharel Antonio Ma-
uod l-emandes, podem mandar buscar a parle 4."
do mesmo ndice, na casa da residencia do Dr. Lou-
renco Trigo de Loureiro, ra da Saudade.
Vista, taberna 11. 88.
DA'-SE DE RATIFICACO 208000.
I'urlaram da ra de Aguas-Verde 11. 22, no dia
29 de outubro de 1854, um dedal de ouro com a fir-
ma I. I. M., um aiiiielao com 7 diamaules, de ouro
de lei, com peso de 2 oilavas e meia, um corte de se-
da de quadros grandes, cada quadro de sua cor, fur-
tando cores, urna pnreao de renda e bico, 223000,
um leuc.o de cassa>novo. ainarello, com barra em
roda de -lpico- azucs, umparde brincos oucos com
2 diamantes cada um : roga-se a pessoa a quem fr
offerecido algum dos objectos, de lomar e levar a
ra de Aguas-Verde n. 22, primeiro andar.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na ra Direita, sobrado de 3 andares, defronte do
becco deS. Pedro 11. 3,receben)-seescravos de am-
bos os sexos para se venderem de rommi-so, nao se
levando por csse trabalho mais do que 2 por cento,
e sem se levar coosa alguma de comedorias, olfere-
cendo-se para islo (oda a seguranza precisa para os
ditos escravos.
Manoel de Souza Silva Serodio. resideme em
Reachao de Panellas, lendo negociado nesla praca
com varios senhores a'quem suppe nada dever ale
o dia 30 de outubro prximo passado, o pelo pre-
sente convida a quem se lulgar seu credor Ihe apr-
sente sua conla lio prazo de 3 dias, lias Cinco Pon-
tas n. 71, que serao inmediatamente pagas, ficando
assim desonerado para o futuro, excepto ii 11 1 lellra-
por nao eslarera vencida*, sendo urna ao Sr. Luiz
Autonio de Siqueira, e outra aoSr. (iuimaresllen-
riques & Companhia.
Muito se dseja fallar com Agostinho Jos da
Silva a negocio de seu inlercssc ; na ra do Cabug,
loja de Joaquim Jos da Cosa Fajozes.
O abaixo assignado, proprietario
da lidha de mnibus, faz scienlc ao
respeitavel publico, que lem propos-
lo dous mnibus na direecao de Apipucos, sendo as
horas da partida do Recife um as 4 huras, e nutro as
5 da larde, e regressa de Apipucos a 7 e 7 '.. horas
da raanhaa ; o prec,o das assiunalnra- mensalmente
he 253OOO pagos adiantados, bem como os avulsos a
18000: lodosos domingos e dias santos parte para
Apipucos um omuibus as 7 horas da manhaa, c ou-
Iro as 4 da tarde, e volta dalli um as 7 horas, e 011-
Iro as 8 da noile.Candi Dubeux
Precisa-se alugar urna prela que seja fiel para
vender na ra ; a (rotar na ra do Rosario da Boa-
Vista n. 41.
Na madrugada do dia 2 de novembro fugio urna
escrava de nome Josepha, crioula, moni, com 22 an-
nos, cor bem prela, alta, e com todos os denles;
levou brincos as orelhas, contas azues no pesclo,
vestido rxo c panno da Costa. Foi comprada a Sra.
I). Maria domes do Amparo, senhora do engenho
Forno da Cal, no dia 23 de oulubro prximo paisa-
do ; presume-se que seguir a estrada dos Afoga-
dos : quem a pegar, leve-a ra larga do Rosario
n. 22, segundo andar, que sera generosamenle re-
cempensado.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do cor/ente imprete-
rivelmente
Aos 8:00081)00, 4:0008000, 1:0008000.'
Na casa da Fortuna, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilheles, meios e cau-
telas do cautelista Salustiauo de Aquino Fcrrca ;
os bilheles cautelas desle cautelista nao solTrem o
descont de 8% do imposto geral nos tres primeiros
premios grandes.
Bilhetes a 98000 recebe por inleiro 8:0008000
Meios a 48500 dem 4:0008000
Quarlos a 28300 idem 2:0008000
Oilavos a 18300 idem 1:UU8000
Decimos a 18100 idem 8008000
Vigsimos 8600 idem 4008000
O Sr. Cincinalo Mavignier queira dirigir-se
loja do abaixo assignado. para elleeluar o tralo que
fez com o mesmo.Jos os Sanios Nenes.
RA DA CADEIA DO RECIFE N. 23.
O liquidalario da taberna da.rua di Cadeia n. 23,
querendo concluir a venda de diversos gneros que
arremaloii na mesma taberna, por isso couvida aos
donos de tabernas e mais pessoas para que venham
comprar, porque esta vendendo baralo para con-
cluir ; batanea, pesos, medidas de moldados e sec-
eos, bomba de cobre para Irafego, torneiras e outros
muilos ulencilios da mesma, e diversos gneros, gar-
rafas, frascos e botijas vasias, gigos de champagne,
vinhns engarrafados, sardinlias em latas, e oulrat
muilas cousas.
O Dr. Francisco Joaquim das Chagas, lente da
faculdadc de direilo, reside no convento do Carino
do Becife.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casa de homem solleiro ; quem
pretender, dirija-se praca da Independencia n. 34.
Os abaixo assignados fazem -cenle a quem pos-
sa interessar, que lem comprado a taberna n. 5 da
Ira.essa do Queimado ao Sr. Aninio do Espirito
Sanio Sena, nao estando os mesmos sujeitos a tran-
sacr.lo algama que o mesmo Sr. Sena lenha feilo.
Recife 2 de novembro de 1854. Domingos Jos
I eir Braga.Luiz Cabral de Medeiros. .
COMPRAS.
Compra-se efleclivamenle brunze, lalao e co-
bre velho : no deposito da fundido d'Aurora, ua
ra do Brum, logo na entrada 11. 28, e na mesma
fuidirao em S. Amaro.
VENDAS.
No armazem de Feidel Piulo & Companhia, na
ra da Cruz n. 63. junto ao Corpo Santo, vendem-
se vidros de bocea larga de 1 a 12 libras, burras de
ferro garaiilidas contra o fogo e muito elegantes, sa-
g e cevadinha em garrames de 30 libras, cadeiras
para quem soffredo mal da preguiga, quadros de va-
rios tamaitos para eslampas e retratos, machinas
para copiar de cartas e seus pertences, farinhas e va-
rios legumes para sopa franceza. vidros de varios
lamauhos para espelhos, cabidos de ferro de varios
tamaitos, lavatorios portateis com todos os seus per-
. que
nhar o diario de urna casa, lava, eugomma e cose :
em Fra de Portas, ra dn Pilar n. 59.
, Vendem-se saccas com milho e fannha ; a
Iralar com Manoel Jos Comes Braga, na ruk da Sen-
zala Velha u. 98.
Vendem-se 4 bois mansos. 6 vaccas, 3 itfvilhos
e 3 garrotes, tudo por preco muito commodo : a tra-
tar na ru Augusta 11. 49, das 2 as 6 horas da tarde.
Vendem-e ipnlices da exlincla companhia ;
na ra da Cadeia do Recife, escriptorio 11, 14, pri-
meiro andar.
Vende-se sal do Assi, a bordo do hiate Ang-
lica ; a tratar na ra da Cadeia do Recife 11. 49, pri-
meiro andar.
Camelia.
Acha-se a venda o n. 9 desle peridico
Nova n. 1.
Ceblas novas em resteas,
rhepadas pela Bracharense : sao de excellenle qua-
lidade, e vendem-se a rclalho c por prego mui
commodo : no armazem 11. 134 da ruada Senzala
Nova.
Vende-se um cachorro de fila, chegado ha pou-
co lempo do Porlo : na ra do Senhor Bom Jess
das t.rio 11 la- II. 1.
Aos 8:000^000 rs.
Na casa da fama do aterro da lloa Vista n. 48, cs-
13o a venda os bilhetes e cautelas da loteria da ma-
Iriz da Boa Vista, que coire a 24 de novembro.
Billulcs 88000
Meios 48000
Quarlos 23300
Decimos 1300
Vigsimos (00
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novase muito
em copla : na ra da Cadeia de S. Antonio n. 20.
Na mesma loja vende-se palhintiaja preparada para
empalhar cadeiras e loda a qualidade de obra que
perlenea a palhinha.
Vende-se um moleque de bonita figura, cora
idade de 7 anuos : na ra do Cabug n. 9.
Afiadores.
Vendem-se os verdadeiros afiadores de corlica para
iiavalhas, muito bem preparados: na loja de bar-
beiro da ra eslreila do Rosario, n. 28
I Vende-se urna prela de idade de 30 annos,
com um moleque de 5 annos de idade, por prero
commodo : na ra da Praia n. 32.
Na travessa da ra das Cruzes n. 10, vende-se
azeile de carrapato a 18600 em caada, e 18920 em
garrafa.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como cstrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
e\istem quindastes, para carregar ca-
noas, qu carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de um
raodello e construccao muito superiores.
Vende-se um oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens : na rna de S.Cecilia n. 14.
O Dr. Carolino Francisco de Lima Santos
&v mudou-se para a ra das Cruzes n. 18, 1 an-
idar, onde continua no exercicio de sua prn-
E lissao de medico ; c utilisa-sc da occasiao pa-
gj ra de novo ao publico ofierecer seu prestimo
I5 como medico parleiro, e habilitado a certas
Js operacoet, sobretodo das vas ominaras,
por se ler a ellas dado com especialidado em
ig Flanea.
Deseja-se fallar com os Srs. Jos Joaquim da
Costa. Valenliin Armando de Carvalho, Joaquim In-
nocencio da Cosa, Jos Xavier. Carnerro Rodrigad
('.ampollo. Jos Antonio Marques, Francisco Alves
Falrao, Manoel Domihgues Gomes, Antonio ou-
calvcs de Oliveira, Jos Joaquim das Chagas, Anto-
nio Joo da Ressnrreirao e Silva, I). Rosa Candida
do Reg e Francisco das Chagas Barros; para nego-
cio de seus inleres*es,dirigindo-se 011 mandando pes-
soas soas, no paleo do Hospital n. 26.
Quem precisar de urna ama para andar com
meninns,-dirija-se ao aterro la Boa Visla casa 11. 33,
2o andar.
Altcncao.
Pcde-se ao Sr. redactor da Camelia, que tenha a
bondade de nao corrigir poesas aliadas : siin lma-
la- sabir conforme os autographos que se Ihe entre-
garcin. 'm interessado.
Perdeu-se na noile do dia 3 do correute um
alfitele de ouro esmaltado para sen llora, desde a ra
do Hortas, travessa das Aguas. Verdes, em direce.lo
ao palco de S. Pedro, Livramenlo, Queimado, ra
das Cruzes, ra de S. Francisco e ra Bella : quem
o achar, lendo conscieucia, leve-o i ra Bella 11. :,
que ser generosamente recompensado.
Na ra Direita, quina do becco do Serigado 11.
91, primeiro andar, precisa-se de um criado ; diri-
ja-se a qualquer hora do dia.
Precisa-se de um homem que sailm perfeita-
meule Iralar dejardime planlacoes de hortaliza: a
Halar no Ierro da Boa-Vista n. 18.
Fazendas para a leta. |
Cambraia organdiz de lindos desenhos a
800 rs. a vara ; chaly de laa e seda de qua-
dros, fazenda nova e de gosto a 800 rs. o co-
vado; sedas escocezas a 168000 o corle ; ricos
cortes deseda de quadros largos a 358000; cur-
ies de cassas sedas de 2 hahadus a 148000 ;
cambraias aberlas a 38000 o corle ; dilas de
diuvisquiulios 48500 o corle ; vestidos de
cassa e cambraia brancos e de cores, de 1 a 4
. hallados a 48.48500 e 58000romeiras de cam-
jg hraia a 2.-MHH); camisus de lit e cambraia
Imrdada a 58000 ; romeiras bordadas de r-
troz o mais moderno que ha a 10 e 128000 ;
chales de laa e seda muito finos a 38500; di-
tos de seda muito graudes a 168000 ; selim
branco lanado proprio para veslidos de casa-
mento a 38000 o covado ; dito liso de todas
as cores a 800 rs.; lencos grandes de seda a
18600 ; capulmiios de seda prela e de cores
a 10 e 128000; e ouiras militas fazendas de
gesto proprias para a Testa, e que se vendem
por precos baixos, dando-se amostras com
peiihores : na ra Neva, loja u. 16, de Jos
Luiz Pereira & Filho.
Pulceiras.
Chcgon a loja de Todos os Sanios da na do Col-
legio ii. 1, um rico sortiniento de ptilreiras, que se
vendem pelo diminuto pree'o de 18600, 28 e 28500 ;
a ellas anles que se acaliem.
Loja de todos os sanios, rita do Colle-
gio n. 1.
Chrgou a mesma loja cima um sortimenlo de es-
tampas de .autos e sanias, cm ponto'grande o peque-
no, que se trocan por lodo dinheiro ; a ellas anles
que so acabem.
$99&99'HH9--S&&9&W69*m
Chitas baratas.
^ Vendem-se chitas finas de cores fixas, pa- 9
ilres claros c escuro* a 160, 180 e 200 rs. o 9
i9 covado, riscados e chitas fraiicezai minio lar- 9
}$ gas a 210 o covado ; dao-se amostras com pe- 5S
;.; tibores : ua ra Nova, loja n. l(i. @
&9B-9999*9 :!
MII.HO V. ARROZ DE CASCA.
Na rna da Moeda. taimara o. ,1, dcfroiile do tra-
piche do Cunha, vendem-se saceos de milho e de ar-
roz de casca, de bom tamaito, e de superior quali-
dade, por prero muilo rommudo.
Vende-se urna mulalinha de 10 anuos, propria
para casa de familia ; na ra da Praia, defronle da
ribeira, sobrado de um andar n. 5."
&9999&&n-.&&zi:i;*&999
Casemiruspara forro de canos, o covado 18 9
}{ rs. ; na ra Nova, loja n. 2. ;.-;
Vende-se agua de Malabar para lingircabellos
rpidamente ; no Bazar Pernaiiibucano.
HE BAKATISSIMO.
Cambraias organdi/es bonitos padrOcs pelo bara-
lis-imo prero de 560 rs. a vara ; dilas de ditas com
barras a 49500 o corle; e um completo sortimento
de fazenda* finas por muilo barato preco : na loja
da estrella na ra do Queimado n. 7.
Vende-se um lindo escravo crioulo de 22 an-
nos de idade, oflicial de alfaiale, de boa conducta o
motivo se dir porque se vendo : na ra da Praia
n. 43, 1 andar.
Vende-se urna grande casa de pedra e cal na
pu\ oacfm de Nazarelh, muito bom local para negocio
por ser no lugar /le feira : a tratar em Olinda no
Varadouro, sobrado onde morn o fallocido Joaquim
da Linguete.
Na ra do Queimado n. 38 em frente do becco
da Congregaran vende-se :
Alpaca d seda a.......... 440
Varsoviana a........... 340
Melpomene a .......> 1200
Sedaachamalolada a.........640
Cassa franceza a vara........530
Vendem-se missaes para missas, novos e boa
enrailernac.io: quem precisar, procure na ma de
Cabug, loja n. 6.
Vende-se um pre(o muilo bom canoeiro ; na
ra do Vigario n. 14.
Vendem-se camisas de meia para crias recem-
nascidas a 200 rs.; alliueles dt peilo com lindas es-
tampas, guarnecidos de um metal como ouro a 800
rs. cada um ; dilos de camafeu verdadeiro a 800 rs.;
maca para aliar navalhas a 100 rs.. o pacotinho ;
nenies para bicho a 320*W0, 480 e 1928* ; Iraucas
de algodao de cores eslreila a 40 rs. a vara ; phos-
plioros metlicos s. para accender charutos, leudo a
propriedade de alimentar a brasa por muito lempo,
caixinbas de metal para guirdar phospboros, e Ira-
zer no bolso, frascos com paslilhas para queimar,
conservando por muito lempo o cheiro, a 500 rs.
cada nm : no Bazar Pcrnambucano, ra Nova n. 33.
CEMENTO
romano de superior qualidade, chegado
agora de Hamburgo, em barricas e as ti-
nas : atraz do theatro velho, armazem de
taboas de pinho.
Vende-se um cabriole! lodo piulado de novo
com eichos de patente inglez, e com os seus compe-
tentes arrcios : quem pretender, procure na cocheira
do Rav mundo, defronle do convento de S. Fran-
cisco.
.Pechincha.
Vendem-se cortes de brim de linho (raneado de
cores, e benitos padres a 1600e 28000 o corte : na
ra do Queimado n. 7, loja da Estrella.
Esta' se acabando.
Chales de retroz de 4 ponas, muito grandes e bo-
nitas cores a 16SO00 ; na ra do Queimado n. 7, loia
da Estrella.
Sedas escocezas.
Na ra do Queimado n. 7, loja da Estrella, ven-
dem-se cortes de sedas escocezas a 159000, dilos de
dilas lavradas, bonitos goslos, a 20&000; a ellas que
se eslao acabando. .
Vende-se una casa no Arrombado, com gran-
de quiulal plantado de coqueiros, do lado da maro,
cacimba, e que parte pelo furfdo com a estrada nova:
na ra de Malhias Ferreira, casa de Anselmo Jos
rerreira.
Vende-se muito boa massa de lmales a800 rs.
a libra ; na ra da Cadeia do Recife n. 15, loja do
Bourgard.
Vende-se urna casa terrea, sita na roa da Guia;
a tratar na ra das Laraugciras n. 18.
FAZENDAS BARATAS.
Na nqya loja de tres portas na ra do Livramenlo
n. 8 ao p do armazem de louea, acaba de receber
de Franca pelo navio Gustave II. um completo sor-
timento de fazcudas linas para vestido, ricos gostos
de organdiz,tinos e cores fixas, cassas de cores c. gos-
to moderno e cores fixas, um grande sortimento de
chitas francesa! tinas mais larga e gosto moderno, e
outras muilas fazendas baratas.
Vende-se chocolate francez, do me-
Hiorque tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na ra da -Cruz n.
6, primeiro andar. v
Vende-se viuho Rordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na ra da Cruz n. 26,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo tempo da
festa: na rna da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-se ma escrava de narjo, com idade de
quarenla c tantos anuos: na ra do Livramenlo
n. 1.
LBUM DE PIANO.
Collecrao de lindas msicas para este
instrumento, composicao do insigne ar-
tista portuguez Fortunato Coelho, urna
caderneta elegantemente litografada, con-
tendo tres polkas, mazurks, tres walsas,
timaschottisch, urna polka e urna varsdvi-
anna, tudo isto acompanhudo de um ele-
gante retrato do autor : a' venda na li-
vraria da ra da Cruz n. 52.
CASEMIRAS E PANNOS.
Venderse casemira prela e do cor para palitos por
ser muilo leve a 28600 o covado, panuo azul a 38 e
48000, dito prelo a 38, 38500, 4, 58 e 58500, cortes
de casemira de gostos modernos a 68000, setim pre-
lo de Macao a 38200 e 48000 o covado : na ra do
Crespo n. 6.
Vende-se urna mua chegada diurnamente do
Rio Grande do Sul, e propria para.carro por ser bo-
nia e grande: para ver, na cocheira do Sr. Clau-
dio, na ra da Cadeia de Santo Antonio, e para Ira-
lar, na rna do Trapiche o. 14.
v d GElEKTft ROMANO.
Vende-se cemento romano chegadorecentemenle
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e as maio-
resquehano mercado: ua ruada Cruz do Recife,
armazem n. 13.
BOU E BARATO.
I auuo preto e de todas as coros, de preep de 3 a
38>00 rs. p covado, fazenda que em oulra qualquer
parte he de 58000 rs., vende-se barato por ter-se
comprado grande porreo : a ra do Queimado n.
29, loja do sobrado ama'rello de Jos Morcira Lopes.
FITAS.
Na ra Nova loja n. 2, vendem-se fitas para cartas
de hachareis a 63.
Por 3008000.
Na ra das Flores 11. 37, primeiro andar, vende-se
urna typographia nova, prompla a Irabalhar, com
lodos o. seus pertences, prelo, lypos ele.
Vende-se um sitio na povoac,Ao des Reme-
dios, juuto aponte do mesmo nome; defronle do
theatro pastoril ldos prez^pios; com casa de iu>en-
da e arvores de fruclo: a Iralar na ra das Agoas-
\ crdes casa u. 16, ou ua ra de Uorlas n. 23.
Carros e cavallos.
Vende-se um carro de 4 rodas e 4 assenlos, novo
e moderno, muito bem construido ; vende-se oulro
mais pequeuo cora pouco use e muilo leve ; e veu-
dem-sc tambem boas parelhas de cavallos para os
mesmos, e para cabriolise cariocas, ludo por pre-
co commodo : ua ra Nova, cocheira de Adolpho
Bourgeois.
O QUE GUARDA 1 RIO GUARDA CALOR:
portadlo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de 13a a 18100; ditos sem pello a 18200;
dilos de lapele a 1C200 : ua ra do Crespo lia.6.
CONIIECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na ra de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potass da Kussia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na ra da Cadeia do Recife n. 19, sapa-
los de couro de lustre para, senhora a 1.7 rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., dilos para homem a
800 e JKX) rs., boIOes de agath para camisa a 200 rs.
a groza, liulia de cores a 18. dita branca de 800 a
18200, papel de peso muilo bom a 28400 e 28500 a
resma, pentes para alar cabellos a 240rs., dilos finos
a 800 e 18. colxetos a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, tilas,
alliueles de todas as qualidades, agulhas, luvas de
seda |iara senhoras e meninas, ditos para homem,
llie-oin a linas e ordinarias, pulceiras de uuro fin-
g (ido de lei, carteiras para baile, peneiras de ac e
oulras muilas rousas por precos muilo em conla.
Vende-se um excellenle rarrlnho de 4 rodas
mui bem construido,eem bom estado ; est exposlo
ua ra do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e tratar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na ra da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por pretal
commodo, e do superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, ra di
Cruzn. 4.
-Vende4eem casa de Rabe Schmet
tau&C-, ha na do Trapich'n. 5f 0 K.
guinte:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticae.
Um dito borisontal com pouco uso.
Vidros de dilferentes tamanhos para
'espelhos.
Tudo por precos jrjuito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolo muilo largo a 38000 e 38300 a peca :
na ra do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SElU
DE BOM GOSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeta : vende-se chales de
seda a 8S000, 12^000, UsOOO e 18$000
rs,., manteletes de Seda de cor a 11 $000
rs chales pretosdelaa muito grandes a
3S600 rs., chales de algodao e seda a
1 280 rs.
Deposito de vinlio de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, na da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
W de toda a champagne vende-
j se a 6S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
W comte Feron & Companhia. N. B.
99 As caixas sao marcadas a fogo
|p Conde de Mareuil e os rtulos
A das garrafas sao azues.
Vende-se una taberna na ra do Rosario da
Boa-Vista 11. 47, que vende muito para a.Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porem com menos se oromprador assim lliecouvier :
a Iralar junio filfandega, travesea da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na ra do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corlea de vestidos de cambraia de
seda com barra c babados, 3 88000 rs. ; dilos rom
llores, 7?. 98 e 108 rs. ; dilos de quadros de liofn
goslo, a 118 ; corles de cambraia francesa muilo fi-
na, lisa, com barra, l) varas por 48->00 ; corles do
cassa de ciir com Ires barras, de lindos padres,
38200, pecas de cambraia para cortinados, roaiSj,
varas, por 30600, ditas de ramagem muilo tinas, 1
68 ; cambraia de salpico miudinhof.branea e de cor
muilo fufa, hNhm rs. avara ;a(o,ilhado de linhoacol-
xoado, 900 a vara, dito adamascado com 7'^ pal-
mos de largla, a 28300c :!~"iiio a vara ; canga ama-
relia liza da india minio superior, 1(MI rs. o cova-
do corles de collclc de fuslo alcoxoado e bons pa-
dres fixos, HOO rs. ; lencos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes finos, a 600 rs. ; luvas de seda
brancas, de cor c pelas milito superiores, i 1600 rs.
o par : ditas lio da Escocia a .~>00 rs. o par.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissinios padres capuchiuhos de N. S. da Pe-
nha desta 1 ida le, augmeulado com a noveua da Se-
nhora da CoiiceicJlo, e da nolicia histrica da roe-
dalha milagrosa, e de V S. dn Bom Cunselho : ven-
de-se nicamente na livraria n, 6 e 8 da praca da
independencia, a 18000.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores oscuros muito grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muito grandes, imitando o
de 13a. a 18400 : aa ra do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos linos e case-miras.
Na ma do Crespo loja di esquina que volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo 28400, 28800, 38,
38500. 48500, 58500, 68000 rs. o covado.dilo azul. 11
28. 28800, 48. 68, 78, o covado ; dito verde, a 28800,
30OO, 48, 58 rs. o covado ; dilo cor de piulido a
48500 o covado ; cortes de casemira prela franceza e
elstica, 78500 e 88500 rs. ; ditos com pequeo
defeito. 68500; dilos inglezenfeslado a 58000 ; ditos
de cor a 48, 58500 68 rs. ; merino prelo ala, 18400
o covado.
Ajene! 4* Edwla Mw.
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
rj Companhia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de (a i vas de/erro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina hori-ontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, pussndeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fe-
Ihas de (landres ; ludo por baralo prec,o.
FUMO EM FOLIIA.
Vende-se fumo em folha de todas as qua-
lidades, em fardos de B at 8 arrobas, por
preco commodo: na ra do Amorim n.
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle laboado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a entenderse rom.11 adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na ra do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandeg.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na ra do Crespo, loja da esquina que vira para a
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muilo bom
gosto. a 320 o covado.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lera a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recentemenle da America.
Potassa.
No antigo deposito da ra da Cadeia Velha. es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Rosta, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
aposito da tabriea de Todos o* Santot am Baha
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & C, rfa ra
da Crux n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por pre^o commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de llavana verdadeiros-: ra do Trapi-
che n. 5.
Na ra da Cadeia do Recife u. 60, vendem-se os
seguinles vinhos, os mais superiores que tem vindo
este mercado.
Porto,
Bucellas,
Xerez cor dtfouro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixinlias de urna duzia de garrafas, e visla da
qualidade por prcc,o muilo em conla.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife 11. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemenle chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pre^o commodo e com promptjdao' :
embarcam-se ou carregam-e em carro
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias mglezas e hollandezas, com gran-
de vantagein para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
*
Vende-se una l.al.mca romana com todos os
seus pertences. ero bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
PIANOS.
Em caa de Brunn Praeger & C., ra
da Cruzn. 10, vendem-ge dous excellen-
tes pianos chegado no ultimo navio de
Hamburgo.
CHAI LTOS DE HA VANA,
urutafl B Havana verdadeiros, ven-
dem-sepofi raunodo: ra ra la
Cruz n. I 0.
-Vendem ,_ p_ Jonns
ton &C, naroa de fcnzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Seliim ingleses.
lielogir de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em saccas de 3 arroba.
Pomos de farinha.
Candelabros e candieir bronzeados.
Uespenceira de ferro gsdvanisado.
trro galvanisado em folha para forro.'
Cobre de forro.
.. Verdadeuma casa terrea,
lar na"Irdo^r *?."" *" 28: '""
Venda de urna rasa meia-affa.
SZ'&'SSl? ,-*-*& a praia
Collegio n. 1. ""'b tratar na ma do
He pchicha.
Vende-se na ra do Queimado Ui. u,
tem se arremalou de miudezas a 37,'!" Ia'
existentes em bato estado, por lodo o mtL.
ser para acabar nao se enjertar dinheiro Pr
Vciide-scunaaeajeravaerioBU de d,dd. 7
annos, com muito bom leite para crear, .t-, '
habilidades : na roa de Hortas u. 60. alBnui
Vende-se no arneazem de James Hallidav
11a ruada Cruz n. 2, o seguinte :
Sellins inglezes ebegados agora.
Silhdes para montana
Cabreadas de couro.
Estribos de ac e metal.
I.anternas para carro e cabrioiet.
Eixos de patente para carros.
Gorgurao de seda achamalotado, de
cores e preto, a 700 rs. o covado: na ra
do Queimado loja n. 40.
Vende-se urna rica mobiba de jaca-
randa', com consolos e mesade tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar ; a tratar na ra do
Collegion. 25. taberna.
Na livRuria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escoibida colleccodas mais
brilhantes peca de msica para piano,
as quaes sao as melhoresque se podem a-
char para fazer am rico presente.
Vende-se ou eede-se pelo pree.0 da factura
iim carrinhn americano de 4 rodas, igual ao do Sr.
Dr. May. e o qoal chegou ha das dos Estados-Lni-
doseaiuda se acha na alfandeg por despachar; e
lrata-se n. ruir da Cadeia do Recite en casa de Luiz
Antonio Siqueira.
9 Deposito de pan de algodao da
9 fabrica de todos o santos na
9 Bahia^ij 1
9 Vende-so esle bem condecida panno, pro- B
@ prio para aecco ropa de escravos ; no es- 9
9 cnploiio de Nevaes & Companhia, na ma do 9
9 Trapiche n. 3*IE ga
*****# r-ft n*
GRANDE SORTTMENTO DE BRINS faRA
, CLCATE PALIWS.
\ ende-se brim trancado de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo aTOOe IflOOO; dilo mesclado a
1-3100 ; corles de fustn branco a 400 rs.; dilos de
cores de bom goslo a 800 rs. f canga amarella lisa da
india a 400 rs. o covado ; corles de cassa chita a
25000 e 252OO; lencos de cambraia de linho gran-
des a tilO ; ditos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de linho do Porto para rosto a 14*000 a duzia ; di-
las alcoxoadas a 108000 ; goardaoapos tambem alco-
xoados a 396OO: na ra do Crespo n. 6.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cijjjz n. 55, ha para vender 5 expel-
ientes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo.
POTASSA BUASILEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Bio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elidios ja' experimen-
tados: na ra da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
Cassas francezas de lindas cores com
quadros, a iOO rs. a vara : na rita do
Queimado loja n. 40.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhaa, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinlia para vestido de
senhora, com 15 covadoscada corte, a
4#500.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a Cadeia.
%
a*l
Em casa de Patn Nash & C, lia pa-
ra vender:
Sortimento variado de ferragens.
Amarras de ferro de quartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos memores.
Moinhosde vento
"ombmbaselerepuxopara regar hortase baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rus
do Brumos. 6, 8e 10.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2.a edicto do lirrinho denominado
Devoto Chri*t!o,mais correcto e acresceutado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6a 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada ejemplar.
Redes acolchodas,
brancas e de cores de um s panuo, (paito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volta para a cadeia.
"ESCRAVOS FUGIDOST-
!'ligio no dia 1. do correle aro escravo de
nome Malhus. de idade 40 anaos pouco mais ou
menos com os signaes seguinlos, estatura e corpo
regalar, naco Carange, cor bastante prela, olhos
bugalhadoa, tem um calombo no peito sahido para
fora, pouca barba, sahio sem chapeo, em mangas de
camisa, e he cozinheiro : quem o pegar leve- o a
ra d'Aurora n. 62 qne ser bem recompensada).
ESCRAVO FGIDO.
Da cidade de Sobral provincia do Cea, fugie de
seu senhor Oiogo tiomr-f Prenle, em dias de marco
do crrenle anuo, am escravo mulato de nome Del-
miro. o qoal lem os signaeaSeguinles : idade 22 an-
nos pouco mais ou menea, estatura baixa, cheio do
corpo, cabellos crespos arruados, olhos grandes,
sobrancelhas fechadas, nariz grosso, e um tantoax-
rebiladu, bocea regu'ar, fallam-lhe dous denles na
frente, pouca barba, rosto redondo, poneos cabellos
nos peilos, pos grandes, tem urna pequea cicatriz
iio.iiari/,'em um lado da cabera lean urna grande
brecha, qu o cabello cobre, e varias cicalrizes as
costas. Consta com eerteza que este escravo anda
nesta praca, aonde tero sido visto por outros que o
ronheem, e mesmo porque fugio de Sobral, e foi a
fazenda Soledade, sita nos suburbios da cidade da
Fortaleza, e pedio ao Sr. Harlinlio de Borges pata o
comprar, de cuja fazenda tornou a fugir, leudo elle
dito a um escravo do mesan Se., qoe quera vir
para esla cidade. Quem do mesmo eacravo souber.
ou tiver noticia, dirija-* i ra do Queimado faja
de ferragens n. 14, que-o abaixo assignado lem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
le seu trabalho.Jos Rodrigues Femiret.
Aos 100)000.
Ainda anda fgido desde o dia (2 da agesto de
1853 o prelo do abaixo assigaado, por nome Arge-
miro, o qual escravo o abaixo assignado compren
ao Illm. Sr. eapiUo JoSp Maria de Almeida Feijo.
e esle senhor o eomprnu ao Illm. Sr, coronel Panla-
lefto, da villa de l'esqueira, e esle escravo se (orna
muilo condecido pelos signaes seguales : ao lado
esquerdo da caneca lem urna calva da lamanho de,
dous vinlens, falla de um denle na frente, muilo
prelo. muito regrista, anda sempre fumando e tam-
bem toma tabaco, he de altura regular, idade 24
anuos, pouco mais ou menos, crioulo; consta lev
andado pelos engenhos do Cabo at Serinhaem Es-
cada : portadlo, quem o pegar, leve-o ao ahaiao as-
signado, na roa da Praia n. 76, qoe d 1000000 ; ou
mesmo sendo que atgum senhor de engenho o teir
em seu engenho em titulo de forro, Iludido per elle
o dilo Areemiro, a qaeira comprar, tambem se faz
todo o negocio.Anacleto Antonio Ferreira.
Acha-se de nov fgido o pardo Jas, que foi
escravo do Sr. major Francisco Miguel de Siqueira,
morador ua comarca de Paje ; o qual escravo he
j bem conhecido nao s nesle serijo, como no da
Brizida e Serra do Martina onde lem sido preso : he
alto, refuicatlo do corpo, cara chala e carnuda, bem
moco, nao lem barba, e o signa) que melhor o dis-
tingue, he urna cicatriz no rosto em urna das maeflas,
proveniente de um couce de cavallo, signal que nao
pode occultar : paga-se bei%a quem o pegar, enlre-
gando-o no engenho Cavas da freguezia da Luz.
Desappareceu no dia 8 de setembro o escravo,
crioulo, de nome Antonio, que cosluma trocar o no-
me para Pedro Jos Orino, e itititular-se forro,
he muito ladino, foi e*cra> o de Antonio los de
S.i ni'.\ una, morador no encenho Caite, comarca de
Santo Anifio, e diz ser nascido no sarillo do Apody,
catalura e corpo regular, cabellos prelos, carapiuha-
dns, cor um pouco fula, olhos escaros, naris erando
e grosso, heicos grossos, o semblante nm pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesla occasiao foi rom
ella rapada, com lodos na denles na frente ; levou
camisa de madapolSo, calca ejaqoeta branca, cha-
peo de palhacom aba pequea e urna Irouxa de rou-
pa pequea ; he de suppdr que mude de Irage: ro-
ga-se portadlo as auloridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam e tragam nesla praca do
Hecife, na ra larca do Kosarin n. 24, que se re-
compensar muilo bem o seu trabalho.
PEKN. : TY. DE M. ?. DE FAMA. 1854-
!e
(

T
N.
1
-**


Full Text
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