Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01206


This item is only available as the following downloads:


Full Text


ANNO XXX. N. 253.
i

Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.

X
i
SABBADO 4 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENT.ARREGADOS DA Sl'BSCRIPCAO'.
Recite, o proprietario M. F. de Fara; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereira Marlins; Babia, o Sr. F.
Duprad -, Macei, o Sr. Joaqui m Bernardo de Meo -
doea; Parahiba, o Sr. (lervazio Viclor da Nativ'-
datfc; tlMal, o Sr. JoaquimIgnacio Pereira; Araca-
ty, oSr. Autoniode.Lemos Braga; Cear,.oSr. Vic-
toriano Auguito Borges; Mannhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. por 1
Pars, 358 rs.por 1 (.
Lisboa, 105 po 100.
(i Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de leiiras a 8 0/0.
METAFS.
209000
Moedas de 6-100 velhas. . 169000
de'69400 novas. . 16*000
> de 4)000...... 9000
Prate.Palacoes brasiteiros..... 19040
19940
1*860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 o 28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAHAR DE HOJE.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos damanha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coramercio, segundas equinCas-feiras.
Relacio, ter^as-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
.1 uir.o de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPIIKMERIDES.
Novbr. 4 La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da tarde.
> 12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da tarne.
20 La nova as 7 horas, 43 minutse
48 segundos da manha-
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da inanha.
PARTE 0FFIC1AL.
3=
DIAS DA SEMANA,
30 Fegunda.S. Euno ir. ;S. Macario m.
31 Terca. S. Jejum (Vigilia) S. Quilino m.
1 Quarta. >|<4i Festa de Todos os Santos.
2 Quinta. Commemoracao de todos os fiis de.-
3 Sexta.S. Malaquias h. ; Ss. Herberio e Dona'
4 Sabbado. S. Carlos Barromeo are. card.
5 Domingo. 22.* Ss. Zacharias e Isabel paisde
S. Joo Bptisla ; S. Fabricio h. ; S. Lelo.
COMKAMDO SAI ARMAS
***** ai im.....ili taaraat ala Parstaa.
fc-ee, m clU*. 4. Becll. 3 t. u.
* MK.
ORDEM DO DIA N. 166.
O coronel commaii.lante da* arman interino de-
clara para o fin convenanle, que nesla dala con-
trahio novo engajamenlo por mais seis anno, nos
termos do regulamentn de ti de detembro de IH-J e
decreto n. 1401 da 10 de-janfan do crvente anno,
precedendo insperoio de taode, o soldado da sexta
companhia do nono batalhjto de intentara Bonifacio
Pereira de ,\azareth, e qual perceber alm do* en-
cmenlos que por lei Ihe compelirem, o premio de
1009000 r*. pagos na conformidade do art. 3 do dia-
do decreto, e lindo o engajamenlo urna dala de Ier-
ras de 22,500 braca qoadradas.
Desertando, ineorrer nem no perdimenlo das
vantageos 4o premio como aquellas a que liver di-
reito; ser considerado como reeditado, descontn-
dole no lempo do engajamento o de priaAo em vir-
tude de sentenra. averbaodo-se e*le descont e a
perita das vantagens no respectivo litlo, como he
m let determinado.
Asslgnado.Manad iluni: Tature*.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaotede
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
L-*e no Monileur :
O governo recebe* do vice-alroirante llame-
lin, eenmandante en chefe da esqoadra do Medi-
terrneo, as siguiles participarme.
Cidade de Pars, no mar, cm H de selembro de
1834.
Sr. ministro. Peto meu despacio., datado de 5
de selembro, que Uve a boura de vos dirigir, adian-
do me ja embarcado, informei a V. E\c. que devia
esperar que o almirante se me reuni-.se naquelle
mesmo dia ou no dia secninlc ; s no dia 8 lie que
te me re uni a esqoadra ingleza e os dous eomboys
rebocados pelos barcos a vapor. O romhoy fran-
cez que eslava prampto para partir no dia 5, espe-
rara como era natural o comboyo ingles, para nao
gastar inatilmente carvSo. Realsada osla Janelo
as au fracezas e torcas em oumero de 21, acha-
vam-seja na altura de embocadura do Danubio.
No dia8, em que leve lugar a juncc.io, houve
urna conferencia a bordo do Caradoc, entre o* almi-
rantes e generaes das esquadras c exercilo alliados.
O resultado desla conrerencia fui que antes de de-
terminar definitivamente o ponto do desembarque,
ama commissao composta de ofliciaes generaes de
mar e Ierra, se dinuii im ao littoral da Crimea, des-
de o cabo Chersoneso at Eupatoria, para einmiiiar
e verificar os preparativos de defeza, que o inimi-
go poderia Icr disposlo.
Em consequencia disto, a crvela a vapor Pre-
raauguel, levando a scu bordo o general de divi-
sao CanroliciI, o general de estado maior de Mar-
timprey, o Keoeral de arlilharia Thierry, o gene-
ral de enueiili.il i.i Rizot, o contra almirante Bonel-
Wlaurarz e os coronis Proahu a I.eb.ruf, nave-
gou para as cosas da Crimea, cm companhia do
Caradoc, que le va va a seo nonio os generar* In-
glezes lord Rallan, Rurgoyue c lirnu u, e a au
Agamemnon, irn lo a seu bordo o contra-almirante
Lyons: o Sampspn fai reunido a esla pequea divi-
sao naval, par* evitar que os Russos embaracassem
as operacOes dos generaes exploradores.
No dia 10 de maohaa, estes qualro navio* cos-
tearan! a pennsula de Chersoneso,onde encontraran)
um acampamento russe numeroso.
Percorreram com vagar e a pequea distancia lo-
do olilloral comprehendido entre o cabe Kher-
son e o cabo Lonkoul. Nenhuma alinelo bavia
na anterior stjuacao do porto de Sebastopol, e das
naos rustas, porm desde o ultimo reconhecimenlo
tiuham-te levantado novo* acampamentos, e eollo-
eadoarlilharia as principie po.icOe do Cherso-
neso e das rios Kalcha e Alma. Os oOlctaa* *>
lado maior avaliaram em nio menos d 3&000 ho-
rneas as (ropas acampadas sobre toda esta parle da
cosa, qoe fui explorada com minuciosa alUncao e a
peqaena aislaneia de Ierra pela commissSo.
O* qualro navios continuando a remontar o lil
toral desde Alma al Eupatoria, descobriram no
meio da costa que separa estes dous pontos, urna
praia Minada no partlltlo de 45 graos de latilude,
e qne he favoravel para am desembarque de tro-
pas.
Alear disto, depois de haverem explorado a bahia
d'Enpatoria mallo de perto, os ofliciaes explorado-
re reeonheceram que a oceupaco da cidade seria
de grande ulilidkde para servir de ponto deapoio
aos exercilos e as esquadras, e que um grande laza
reto bem resguardado podara, em caso de necessi-
dade, dar abrigo as tropas. Portnto, lord Ragln,
tendo reunido a commissao dotofliciaes generaes del 1.a divisao, se dirgem pare* praia, onde ja Iremu-
FOLHSTIffi.
A REPIBL1C4 DAS MllHEBIS.(*)
COKXDIA XK COfOOHORAI
Pr KDIA1D* PL1TIEI.
'> fmm Ftfci..
O frW EWlgt de....
O r*verdo paiit KIUx.
M*Mir Hmnt, oleirc.
JsrfciDi, goanda di aaroiobo.
A Birinccia rir.
KoMrU t MavarldU.
<-rrota,4.ltarjun.
AotMdi
PERflOftAGENS.
A btroneit Wilhprmma df? ')l-m-
berg.
A aaareehal Margarida b-9fg-
A eaTalleira Geraldina de Hor-
batA.
A conega Tecla de Arnau.
Sophia d iVilarodc.
afea^erca neaJwkow.lPala de llotbeiai.
Diveraa fertoaageo aMdiorrea.
SECCNDt HAR t
olp<- ele eatrid*.
A aIH eaaatlho* no palacio do governo. Mobi-
Ha oflleial f tem graca. No centro urna mesa gran-
de redoud coberla com um (pele verde e rodca-
# da de poltrona chela* de gravidade. Moilas lu-
xe encaram-se com enfado esperando o consellio.
8CENAL
Fablo tnlrando.
Anda ainguem! Isso be raro !.... Uuenla-se.'
Mas Unto melhorl.... (OepoiV ie algm tilencir..)
Pobre Rsela! pobre mercador de briaajuedot! vos-
ss lamban pobres polichnellos, parece que me dei-
xaiB saudade I... votses eram as faces mais alegres
de mea principado... e pareeiam sorrir quando eu
paataval... Qa*m me *orrirp agora? Porm meu
eonfetsor leve sem duvida ttiM% para impellir-me a
este acto... lalvez desptico....
Ali I ella ehama-se Carlota de Burgslall! He m-
nlia colaca, ecom cfleilo parecou-mc reconhece-la!...
He snhrinha de mea prtmeiro ministro e... ca*a-se
amanhSa! Tesa na verdade bello* olhos que pare-
eem cheios de sorrisos, de afaga* e de perfumes!....
B eu nanea tinlia reparado na belleza qoe tem o no-
roe de Carila I "
Coiisa eslraiiha he, qoe lendo-lhe cabido ha ponen
na capaila o livro de orarles (tira-o do $eio) ella nito
ra'o pedio. Na o alreveu-se ou niio vio-me apanha-
1"/ Que importa? eu devia ti!-lo resli luido.... Mi -
nha lia nada vio, e faltou-me a coragem para Ih'o
confite.... Mas se Carlota easa-sc amanhla, precisa-
ro do seu livro de oraroe.... se eu o guardaste!....
Ah I qoe peusumento odioso!... Demais ella se casa-
ra da mesroa sorle. Oh nuada-lo-hei restituir;
mavou eserever orna lin ha afim do juslificar-me.
Justamente aqu est urna pagina em branco.
(Val a mesa e le eserevende.)
Quando orarde, lenhora, alguem por vos
Orar lambem cata igual fervor,
La do eo ver Dos atienniaudo
.Nnssa humilde oracHo, e....
Bem! fllame a rima!... ha urna, mas... Ah !
quanlo laslimo o* pytas. Essa he boa I pouco se
{') Vide Diario 7. 930.
mar e Ierra cima mencionada, adoptantm-se as sa-
gainte* resoluc/ies, salvo a approvacio reservada do
mareclial, que fieava a bordo da Cidade de Par, e
dos deas almirante* em chefe.
M Qoa o desembarque em vez de se eflectuer
debaixo do fo do inimigo, as baha* de Kalcha,
ede Alma teria logar na praia intermediaria entra
esle^doo* rios e Eupatoria, na ponto indicado na
carta, por Forle V el lio < 45 graos de lalilude.
2. Quo no mesmo dia se realisara a oceupaejo
d'Eupalora por 3,000 Torcos, ora batalbao francez,
um halalhao Dglez, duas naos turras e ama franca-
za : osla cidade nto apresentraafesa alguma, e jul-
ga-se al que nao lem guarnirlo.
3. Qoe tras ou qualro dia* depois do desembar-
que, o exercilo aiarabaria para o sal, apoiaodo a
sin direita no mar, uS aquadra 4e 15 naos ou
fragatas a vapor, qo* a acompanhariam ao longo do
littoral para o proiwer aam a saa arlilharia, e ga-
raalir-lhe os neeessariee sbastecimenlos.
Eis, Sr. ministro, o qoe est feilo al boje. Estas
resolucOes foram approvadas |toto marerhal e pelos
almirantes em chefe, e agora mesmo navegamos em
dircco ao ponto escaihido para desembarque, don-
de apenas distamos algumas milhas.
Urna povoar.in bailante consideravel, que fiea pr-
xima desle ponto, o* numerosos rebanhos c as mag-
nificas pastasen* visinhas, conlriboiram rauito para
que a commissSo eseolliesse este pealo.
A costa qoe lepara este ponto do Ala, nao pare-
ce nem menos frtil em pastasen*, nem meaos a-
bundante de rebaiihos. Permita o eco tgora que o
vento nao na opponha s comninuicacor* entre a es-
quadra, que costear* o littoral, e a direita do nos
esercilo. Son etc. Ilamelin.
P. S. 13 de selembro de 1854.
A noite passada levautou-se urna violenta bor-
rasca de N. E. e retardos* a marcha de alguna gru-
pos des nossos navios de transporte rebocados pela*
nossas n-os e fragata a vapor. Hoje, ao meio dia,
no momento de fechar esta, acabo de tancar ferro na
entrada da bahia de Eupatoria e expeco navios a va-
por para rebocar era al qui os navios de transporto,
que ficaram retaguarda. Espero qoe esta juucrao
geral estar.i concluida em algumas horas, e que te
o lempo memorar, poderemos amanha de manha,
dirigirmo-nos para o ponto combinado afim de effec-
tuar o desembarque.
A esquadra ingleza tancar ferro esla tarde pr-
ximo de nos, na bahia de Eupatoria, donde esta afas-
tada apenas aluumas milhas. >
Cidade de Pars, costas da Crimea, 16 de telem-
brodelSJi.
Sr. ministro. Esperava sahir, na nole de 13, da
bahia de Eupatoria com as esquadras, para ir Tun-
dear em frente da praia do Forle Velho, situada no
littoral occidental da Crimea, a 7 leguas ao norle
de Sebastopol.
O Magnifico lempo que na noite de 13 para 14 se
seguio a horrase, que nos assallou na noilc de l-J
para 13, permiltio-nos com effeilo realisar ele mo-
vimenlo. A'* duas horas e mea fiz signal a toda a
esquadra trance** par* irpparelhar, e o almirariTe
Hundas fez o mesmo signal esquadra ingleza, in-
do as duas esquadras a reboque dos seos navios a va-
por. V. Ex. cuslar-lhe-ha a acreditar que seme-
Ihaiite uperacao diflcullosssima pela agslomeracao
de duzenlos e cincoenla navios de que se compu-
nham as esquadras combinadas, se haja execulado
sem nenliiim accidente, al mesmo sem nenhuma
avaria ; todava assim se effectuoa, gracas a habili-
dade e allencSo desvelada de todos os commandan-
les francezes e inglezes.
A's seto horas a Cidade de Pars, fandeou no pos-
to que Ihe lora designado; o resto da esquadra em
breve seguio este movimenlo, e desde ento cada
naa, cada fragata desenvolva a maior aclividade
para cumprir o que fiira ordenado a ordem 336,
queja Uve a honra de enviar a V. Exc. Junio a-
charei* o diario histrico redgido, hora por hora,
pelo meu prmeiro ajudanle de campo o Sr. capitn
lente Uarnaull.
Pela sua leilura conhecer V.Bxc, que esta ordem
foi execnlada quasi litleralmente.
Posto que o nimigo nao appareceese na praia,
julguei dever enviar imraedialamenle qualro lan-
choes de au de tres bateras Tundear ao sul do pon-
to de desembarque, armados com a sua arlilharia e
munidos de logeles congreve, igualmente man-
dei urna fragata e dous avisos a vapor para protege-
rn o desembarque das tropas, no caso de appatecer
u inimigo.
Desde este momento ficou seguro o desembarque,
e s oito horas e um quarto dei ordem para come-
jar este movimenlo. A chalupas, os lanchoes e
demais barcos cheios de toldados, na maior parte da
Ihes darla de porem aqu.... nossa humilde oraran e
nosso amor.
(Fallando, elle escreve esla ultima palavra.)
Assignado: Fabio.... mailo bem! Mas nao posso
restituir esto livro em semelhaute estado.... Ei-a,
coragem, raspemos ilo emquaiitu nao ehega o cun-
selho. Se elle podes-e deixar de reunir-te esla noile!
SCBNA II."
O pHneipe, Fabio, llrela, Frederica. ivilhelmi.
na, Tecla, Margarida, Sophia, Geraldina,
Carlota.
(Todas (razendo urna fita larga, e tendo debaixo
do braco ama pasta.)
ntela (apparecendo e aonunciando): A Exm.s
senhora coudessa Frederica Neubnkow, ministro das
retacees citeriores e'presidente doconselho.
(O principe levanta se. abandonando o livro. e re-
cu espantado ifiautede Frederica a qual dirgese a
elle.)
Roteta : A Exm-> senhora barnneza Wilhelmi-
na de Otomberg, ministro da fazenda.
(O mesmo espanto do principa, o qual Tose para
oulro lado.)
Roiela: A Exm.s senhora conega Tecla de Ar-
nau. .-nimstro da inslruccao publica.
(O principe fica cada vez mais assostado.)
foieta : A Exm. senhora marechal Margarida
de Harlliboorg, ministro da guerra; a Exm.' senho-
ra Sophia de WaWrode, ministro da marnha; a
Eimi.aenhora cavalleira Geraldina de Horbach, mi-
nistro dn justic; a Exm." senhora Carlota de Gorgs-
lall. ministro do interior! *
Fabio continuando a fugii atnito cliega porta
da direita, e vendo entrar Carlota): Ella lambem,
meu Dos! (Foge.
Toda': Nos o assostamos Qae acolhimeoto I
oh 1 oh Que tem elle eniao?
Rauta: Elle he mulo arisco! Espercm, se-
nhoras>vou faze-lo voltar. Por Sania Rose!! mi-
nha idea nao ser desmentida 1.....
(Enlra a direita laucando sobre a mesa as chaves que
linha na mito.)
SCENA III.
O* tele minittrot.
Frederica (s oulras mulheres eslupeTcta<):__Oh!
as senhora* nao esli afeitas l (ao bella receprao...!
nem eu lambem! yue virtud- Mas tranquillisemo-
o* gratis eloquencia de Roseta, que j aqui nos
Irouie, nosso principe ccrlamenle ha de voltar, en-
tretanto estamos reunidas para ser ministros, sejamos
mimslros.'
Ai outrai MHlktrm (excepto Carlota, a qual sen-
lando-se mesa grande acba seu livro de orarde*, e
nao cessa de contempla-lo) Sejamos minislros!
Frederica : Em minha qualid.ide de mulher do
conde de >eubukow, presidente do conclbo, devo
dirigir as dcliberaooes. Convem que en presida im-
medialaiDcnle e para enmecar. (Agilandoa campai-
nna que acha a nio.) EsU\ Iberia a sesso!
Margarida : A seiiWa baroneza Wilhelmina
tem maetaiiitos de um aoslo exquisito Foi Andriet-
lequein Ih'os fez?... Sao mu bellos !
IVilhelmina : Mas a senhora marechal nao me
linha dilo que esperava de Paris um vestido com fran-
jas de renda de- un molde imprevisto?.... Rogo-lhe
que m a deize ver ao menos....
(rraldiiui: Pela luiuha parte, provejo-nie de
roupa ni Berlim. ha I., na praia Guilberiue uiua
certa Hedwige..f
la pavilhao Trancez do ama amliarrac.lo, e onde
o general Csnrnberl e o contra-almirante Bnnet-
WHIaamtz plantam os tres pavilhoes, qae indi-
oam o ponto onde ilcvem desembarcar as Ires divi-
sor*.
Sa oito horas e meia; o desembarque e a chega-
da das tropas Trancezas, e da arlilharia de catnpa-
nha continua sem inlerrupro com urna aclividade
realmente prodigioia.
Remello a V. Exc. um desenho, que Ibe poder
dar idea da operario do desembarque e da vista da
praia.
A'* noi e horas e 3 qutrlos, o esercilo desembarca
igualmente; ouve-sc en|3o o estronilo da arlilharia
na hahia de Kalcha, a Ires leguas ao sol do ponto do
desembarque : he um ataque simulado concertado
sobre esto ponto por cinco fragatas eu correrlas a
vapor Trancezas, carregadas com tropa da 4." divi-
sSo, a por tres Trgalas inglezas.
Ao malo dia e meia hora, as nossas Ir* divises e
18 peeat de campuiilia estavam em Ierra, islo he,
quasi lodo o exercilo, em quanlo ao pcssoal. Eoiao
combinam-se todos os estorbos das chalupa e l.in-
clies, conforme as- minhas ordens, para effectuar o
desembarque de um esquadrgo de Spahit, do resto
da arlilharia de campauha e de lodos os cavados dos
estados maioret. A's duas hora*, o Sr. marechal,
qoe observou lodos estes movimenlo* do raslcllo de
popa da Cidade de Paris desembarca com o seu esta-
do maior.
Ao entrar da noite, a 4.a divisao chega de Kal-
cha ao ancoraduuro das esquadra, e no dia se-
guale pe manhaa, as tropas turca* desembr-
cala com a niesma sorte, posto que eoia mato-
res difliculdades, em consequencia de estar o mar
mais batido pelos vento de Oeste. As tropas ingle-
zas e Trancezas eslabeleceram-se enlre a praia e o
Forle Velho, conforme o esboco que remello a V.
Exc.
Hoje, Sr. ministro, acabamos o desembarque dos
cavallos e do material necesarios para o exercilo po-
der marchar (obre Sebastopol, ao longo do littoral,
o que eflectuar provavelmente amanhaa. Eu a-
companharei o exercilo com nove naus e oulras
lauta* Trgalas e aviso* a vapor. O reslo da esqua-
dra vai partir para Varna, afim de receber a bor-
do 9:000 horneo* e 900 cavallos. He proravel que
os exercitos combinados travem o primeiro combale
cora o inimigo na passagem do Alma, e urna balalha
na pifMgem de Belbeck. Eu appoiarei as npera-
r|n ajo uosso exercilo com a arlilharia dos nossos na-
tts,
Eupatoria onde nao liante aenliuma tropa russa,
nenhuma defeza, enlfH|rj. J disertlo. Deixo
ah a au Jessa para py^jgf s recursos da agua
esquadra. Su ele.
Hamelin.
(Jornal do Comiurcio de Lisboa.)
_ Os diarios de Gerona aanqnciam a apparico de
Cargol, e oulros cabecilbas earlislas n'aquella pro-
vincia, mide roniccarain a suas obras e correras.
A yacion, que adianta mais e aprsenla os Tactos
mais graves, publica tiontcm o tegolflfe :
Chamamos mu seriamente a atienc.i.. do governo
'sobre a seguinte carta de Barcelona
ti Barcelona 23.
Ja temos os carlistas em campo. Na provincia de
Gerona appareceram diferentes partidas, capitanea-
das pelos irmaos Tristany. Cargol, Gravtt e Guime-
ra e oulros de menor graduadlo. Em Andorra a-
cham-se protimos a entrar o general Bourge, Cas-
tello e oulros. Os primeiros liveram um choque
com urna companhia de caradores que se baleo bem
porm que uo pode resistir ao maior numero. O
brigadeiro Ruiz leve que sahir a toda a pressa de
Gerona com duas companhia* de preferencia e al-
guna cavallos. He de crer qne esla vez te pora se-
ria a colisa, ja por causa da miseria espantosa, ji
principalmente porque os parocho* estilo trabajan-
do sem descanco afim d'eagrossarem asfileiras do
carlismo, para porm obstculos ao novo rgimen II-
Iho da revolurao de julho.
Em nimios povo se anathemalisa a lberdade dos
pulpitos ahaixo, e se diz que o acaule epidmico que
est dizimando os calalies he a cholera de Dos ma-
l i tostada ao bous cliri'taos para que te levantem a
defender reliuido.
Ja vem como se porta o clero e como esta quieto
o carlismo.
Aoegora-se lambem qae circalam com proTusito
na Calalunha proclamacoes de Monlemoln libera-
litado.
Julgo que devem clamar mu Torle para que o go-
verno nao durma. Nao desprezemos as partidas da
Calalunha. O um Taciozo mais de Martnez de
la Rosa, fez mais damno a causa liberal que os 15
batalhes deZumalacarregui. >. -v
E esla he a poca que se elege para pedir a dis-
oluriio do exercilo Os que tal f.izem, ou sao cegos
fanticos, ou traidores a uuiao liberal.
( Peridico dos Pobres no Porto. )
Escrrvem de Odessa em 7 de selembro ao Lloyd
de Vienna :
v Remello-vos esla carta por um amigo meu que
Frederica (agitando a campainha): Senhoras,
senhoras.... Senhores! lembrai-vos deque substitui-
mos aqui os ministros, nossos maridos, irmaos, tos,
e tutores em suas funrees quolidianas, as quaes
cousbtem em fazer a Telicidade dos cidadios deste
pait....
Carlota (a parle): Foi elle, o principe Fabio,
quem escreveu estes versos... (Para meditando.)
Sophia : Ora os cidadios deste paiz sao 499,
comprehendidas as mulheres e o soberano.
Frederica : Pois bem, sua Telicidade era bre-
vemente Teila. He claro que madama de Olemberg
tem manguitos etcellenles ; porm trataremosdes-
ta questao mais larde.... por ora a Telicidade do es-
tado....
Tecla: E do soberano !
Frederica: He o mesmo! grabas a Dos! a aT-
feitio que tomos ao nosso adoravel principe he co-
ndecida.... Coilado!... ah!
(Ella suspira, os minislros Tazem o mesmo excep-
eo de Carlota, qae as encara com ar espantado, c
occulia alraz do livro o rosto corando.)
Frederica ('replicando): A Telicidade unt'rerja
est na ordem do dia, e imploro de vosso patriotis-
mo, quero dizer, da vossn humanidade, um pouco
de... de gravidade.
Muilai cozet: Apoindo, apoiadn, muito bem!
Frederica: A proposito, senhoras, que Tizcsles
de vossos maridos?,...
Geraldina: Apenas Roseta adverlio-me, Te-
chei o meu em urna eslufa, onde habilualmente gos-
la de estar.
Margarida : Dei duas voltas chave da porta
do gabinete em que o marechal entrn.
it'ilhclmina : Era o momento em que o barao
de Olemberg veslia-se gravemente para vir ao con-
elho, accommode meu marido cm seu guarda
roupa....
Sophia : Mea (utor eslava em sen laboratorio,
Paula fechoavlhe a porla, metleu-me esla pasla de-
baixo do breo* e eonduzio-me aqui.
Tecla : E vuss, Carlota ?
Carlota (sahimlo de sua medilacao): Paula Te-
chou meu lio na bibliotheca c...
Tecla: Quanlo a meu irmao, elle est agora na
sala de jantar, Kosela lrou-lhe a chave....
Frederica (tomando as chaves que Roseta dexara
sobre a mesa, e roldando : L'ma, duas, Ires... setc!
a conla esta exacta !... Senhoras c charas colicas.
recebei minhas tolicilacdes. Antes de vir ao consc-
Iho, meu marido quiz despedir-ae dos animaes que
cria em urna piola inmensa, onde entra muitas ve-
zes: hoje la ficou. Alegrcmo nos, senhoras! Eis o
is bello dja de nossa vida conjugal; somos vi uvas!
'cm voz '
se refogia em Tiraspol, onde metade da populacao
ja Toi procurar mais seguranza. Desde honlein re-
unem-se numerosos navio* i vista do nosso porto, e
os exercicios de Togo que hontem mesmo fizeram,
leram motivos persutdirmo-nos que de am momen-
to para o oulro iamos ser accommellide*. A loda a
hora esperamos ataque, Grande numero de navios
se dirgem para oesle; todas as cosa* do Mar-Negro
serio sem duvida a mea cadas pra afadigar por toda
o parte o exercilo russo : Akermann, Odessa, Orra-
kow, Kimhorn, Perekop, Eupatoria, Sebastopol, e
at Aapa estarao expostas ao Togo da artilharia ini-
miga.
a O principe Menschikoff. pela sui parte, leines,-
golado todos os meios de delega para tornar niex-
pugnavcl Sebastopol, quer por mar amer por trra.
Entre aquella (iraca e Balaklava constra]iram-se cin-
co fortes avulsos, bem Torlilirados, e que sao guar-
necidos pelo numero de tropas necenario: fez-se
intrausilavel em muilos pontos, c minna-ce estrada
de Balaklava a Valla. A costa de Sebastopol a Eu-
patoria he defendida por balerias de teisnbuzes as-
sentados em dittancias desiguaes. Em Eupatoria
conslrnram-se tres fortes, um ao norlr, oulro a les-
te e o lerceiro a oesle : nesla praca ha 15:000 homeus
de guarnirn. As emineucias antes de chegar a Se-
bastopol esi.ln cercadas de entrincheiraBMnlos e Tos-
sos, guarnecidos por dezoilo baleras a defendidas
por vintemilhomens.
ii A guarnicao de Sebastopol na cidade nao mon-
tan cima de dez mil homens, e ajunlMa-llie a ma-
naba da esquadra nao conla mais de ">.OTJo homeus.
O principo ilcMenschkofTpreparou a sua gente pura
lodo e qualquer successe medanle a sa proclama-
co de 8 de selembro. O principe comer. pela enu-
merado de todas as victorias que os Reatos ganha-
ram nesle secuto, e exhorta os seus soldado a obte-.
rem nutras igutes pela ma valenta e raslencin.
o Se, com ludo (diz) por decreto ramotavel do
co, Tor dado ao inimigo avancar e ventar, enlo se
laucara Togo a todos o depsitos de plvora fazcudo
quo com elles v pelo* aies. Anles morrer do que
render-se ho inimigo.. Assim lermina a prodama-
{io. (Revoluro de Sehmbro.
SEBASTOPOL.
Sabe-se que a cidade de Sebastopol
em amphilhealro na margem meridional
porto que Taz a importancia de sua siti
enllocado ua caira.ta deste porto, duas musas se of-
Tcrecem ao observador; a impasibilidad de Torear
esta entrada, ea pOsic3o dominante do forle Cons-
tantino, que paree* ser a chave da ndlde. Tudo
Tai cora ell'.-ilo tacriftcaoV) detoza mariaaui, aecn-
mularaui contam menos de S'iOperad'arlilbaiia mazando-se
d'uma a oulra evtremi.Ude. Mas todas is roTtilica-
eses deixam a cidade eberta do lado de erra, e do-
minada sobretodo por altura cuja posse teria deci-
siva.
Sebastopol nao he urna cidade anliga; lol Calbari-
na II que lancou osteus primeiros fiindimentos em
1786, com iulencao de fazer della um esiahelcci-
menloda primeira ordem. O seu Ierrenera oceu-
pa.lo, anles desla poca, por ama pequea vi
loriara chamada Akbtier. lie somonte a pequea
distancia que se enrontram asininas da antga Chcr-
soneso, que deu sen nome peninsul e as- cabo do
mesmo nome. A villa de Akblier he subsliluida ho-
je pelos armazens da marinha.
O porto r.nnpOe-sc d'uma enseada principal que
lem urnas duas leguas de comprido e de lam:a me-
dia um quarlo de legua, e re. A mais iniporlanle desle bahas, queic.chama
a /,'/iA/.i de arlilharia, forma o pequeo piulo de
Sebastopol. A proTundidado das aguas Ih tal que
os maiores navios podem all ancorar, loeiario saas
proas a praia. A coscada ha detoi.di.la >,' iv-c
seis baleras cTortalezas principia*, guarnarlda cada
urna cum 50 a 190 canhocs; ao norte, por ja.itio la-
leras guarnecida cada urna com 18 a 120 peras. Ha
inda ontras baleras mais pequeas.
As fortalezas estao construidas segundo 5 svslcma
das casamatas ; tres leem Ires andaimes de "pecas ;
urna quarla tem dez. A mais forle de todas, o forte
de S. Nicolao, esl guarnecido de 190 peras. Mas
nenhuma destas fortificaees seria ulil no "caso d'a-
laque por Ierra. O mesmo Torlc de S. Ncolao lem
sonicule um canino asseslado n'csla direcrao. Da-
se perfeilamente conta d'esle armamento oclusiva-
mente martimo, ven.lo-se quanlo as encestas que
do m i n.i m a ba li i jpao mais elevadas do que o lugar da
bateras.
Sebastopol, finalmente, parece delalo no de-
clive d'uma chanfradura da costa. Eleva se sua
Earie superior a 240 ps cima do nivel do mar.
sla altura prolonga-se ao redor de loda a baha,
de tal manera que no campo, a mu curta distancia,
nao se distinnuem os mastrus dos navios. O ponto
culminante d'estas eminencias calcreas esl situa-
do na margem esquerda. em frente mesmo da cida-
de. Ilealli que fui construido o forte Constanti-
no, que se liga lie verdade com urna serie d'outros
fortes; porque depois que a guerra comeen i, a Rus-
ta empregpu lodos os soldados em augmentar a de-
for.a do lado de Ierra.
Resulla d'esta evpnsicao qoe o desembarque das
tropas allia.las em Eupatoria e a sua man ln sobre as
[.laaras que dominara Sebastopol torna imteis. pa-
ra a detoza da cidade, as 850 pecas que eao en-
trada do porto tao pouco abordavcl. Nao ao pois
principalmente as obras creadas com lencao de de-
fender Sebastopol martimamente que apresenlar.io
ao exercilo adiado os maiores obstculos. Mascum-
pre esperar combates serios entre Eupatoria e Sebas-
topol. O desembarque ao pode ser imped lo, pors
que os Russos gnoram o ponto onde se opera. Ma-
ten! duvida as suas tropas te dirigirse pata o ex-
ercilo invasor a lim dedeter a sua marcha eobriga-
lo a reembarcar.
Todava pode esperar-se que as torca russas
Sophia (m voz baixa Carila): Ouves, Car-
ila?
Carlota : Ah a senhora le .Ncubukon' gosta
de rir !... E demais. sen marido he lio mo !
Il'ilhelminalque conversava em voz baixa com as
oulras mulheres ): Sm, senhora, he una Teli-
cidade e nossos esposos merec-m anda mais I
Margarida : Assevero-llie que o marechal lem
direilo aos ltimos supplicios !...
Geraldina : Quanlo ao meu, eu Ihe deverei
um lugar no co entro S. Sebaslio e S. I.ourenco
porque elle la/ nie oltoer sobre a Ierra um mar'lv-
rio roinplelo Ah que algoz !...
II ilhelmiiia :Um humera que se obslina a Tal-
lar-me ero lalim!
Margarida : Um enle que corla as un'ias Tor-
mando quadrado, qoe Taz a barba ora dirjita, ora
esquerda, nunca de ambos os lados!... qae loma
cha para alimentarse, e cat para adormecer ..
que...
Frederica : Quem imagina que meu Ijranno,
oceupado noite edia com a historia natural, dorrae
ordinariamente enlre urna barda e urna .serpele !...
Margarida. Geraldina, n'jlhelmina, Tecla:
Ah que brbaro.' que desgracado que malvado !
He um mouslro I
SCENA IV.
O mesmot, Roseta, Fabio.
(A' entrada do principe, Frederica agita o lenco,
todas ralam-se e levanlam-te.)
Fabio ( dando o braco a Roseta ; : Senhoras e
charas depositarlas do fardo governamental. Roseta
acaba de expor-me claramente a situace em que
nos enlloca tua diplomacia. Aceitando esta fitua-
eilo. proclamo, quanlo aos vossos ministerios, a abo-
l.; .iu immediala da le slica. Succedeis presente-
mente aos senhores vossos esposos, tios, irmaos e tu-
tores aos quaes domino. Trabalharemos, pois, de
ora em dianle na fortificaran, gloria e prosperida-
de desle imperio. Sei que posso confiar as luzes e
na experiencia... precoce de mcus ministros, os
quaes scrao os seto... scrao os meus seto...
Roseta (ensinando ): Peccados capilaes. .*
Fabio l continuando) : Os meus seto perra los
capilaes (Refletindo) Ah Roseta.' isso he muito
mo! Eu... senhoras, he Rsela quem.r.
Frederica : Contine, senhor principe..(
Fabio ( em voz baixa Roseta ) : Ensina-me...
Roseta (ensinando ): De vossa parte...
Fabio (De vossa parto, representantes fiis do no-
vo, que o eco incumbio-me de dirigir, conliai...
em lodo a meu... confiai em lodo o meu....
Roseta (entinando):|Meu amor.
_ Fabio ( olhando furtivamente para Carlota ) :__
Conliai em todo o meu amor.
( Os minislros inrlinam-se, c tornan a assenlar-se
depois que o principe assenla-sc cutre Frederica
e Carlota, a qual tem Sophia junio de si do oulro
lado.)
Roseta : Mulo bem Eis o que se chama um
governo, c urna linda forma de governo !
Fredi'i'ir'i : Roseta, foi por li quo chegamos ao
poder ; assin lleves comprebeodor que de ora cm
dianle la presenra nos molestara muilo, e que...
Roseta : Isso he muito natural sempre ; mas he
indigno desla vez !
Fabio:Oucam-me !... Rsela lem quali lados
que nos servirn de grande soccorro. Nomcio-a :
ministro da pulira.
Roseta : Aceito !... no inlcrcsse do estado !...
Tecla : Bem entendido I
Roseta:Mas com urna cnndicAo... Que o Sr.
principe aspellir daqui a um minuto o padre Pal-
lat !
Toilas ( levanlando-se ) : Apoiado oh !... A-
poiado!
Fabio:Meu director espiritual?
Roseta : Se o senhor hesita... D um pasta pan
a porla.)
Frederica ( lomando Callla pela mao e fa/end.i
como a-1,unas uui uiuvioii-iil,. para sabir ): Prin-
cipe, se I ila\ tica, iu
nesle ponto nao sao tao consideraveis como se lem
supposto. A Russie nunca silppoz que o seu balu-
arte da Crimea poda ser am dia tornea lo lio Tacl-
nienlc. Apoiavnm-se suas combina^es mililares
n'um e mu improvavcl a nniao intima da Franca, da In-
glaterra e da Turqu, e a pos nossas esquadras. As consequencasd'esle erro po-
ltico, ao menos nos o esperamos, nao se fnrAo espe-
rar muito. Temos hoje 60,000 homens dianle de
Sebastopol. Oulra divisao de 0,000 homens deve
ter partido de Varna as embarcaces da expedicio.
Algn despachos nos Tallam de diverses feitas em
Odessa, em Perekop e mesmo em Aapa por urna
parle das esquadras. Todo o meio dia da Russia es-
t ameaialn. (Le Pays.)
(Peridico dos Pobres no Porto.)
A seguinle he a tradcelo do ballislieriff imperial
que foi lido e approvado no cnnselho celebrado pela
Porta sob a presidencia do grao vizir ;' documento
cuja substancia era j conhecida por urna participa-
rlo telesraphira.
Meu digno vizir: Todos conhecem que a pros-
peridadedu nosso imperio, o bem estar e a ventura
de toilos os nossos subditos foram sempre a ohjecto
dos nossos mais fervorosos desejos, e que para rea-
li-.i-l.i- loi concebido e promulgado o Tanzimal-hai-
ri. He cerlo que es principios de reforma se lem
consolidado ; porm, anda reinam'iiicertczas nos
regulamcntos que So consequencia dessa reforma,
do que proceden) em lodos os ramos do sistema ad-
ministrativo defeilos e fallas; esses obstculos nao
ueixam attingir o resultado que se procura. Por-
tan!... lorbou-se necesaario e mdispcnsavel dedicar
a nossa mais sizuda attencao ao meio de remediar
esse esladode cantusan e ddvida.
a Cumpre-me dizer qae a principal causa de nao
te lerem realisado todos os melhoramenlos pblicos
nao he oulra sendo a rorrupcai.; e a experiencia
mostea que apezar dos maiores esforcos iiciihum re-
gulamenlo til poder por-se em pratica em quanto
subsistir lamanho mal. He, pois, argente acudir
por urna lei nova e vigorosa, e que nao sej soscep-
livelde falsasinlerprelacoes, a obstara conlinuac.io
de iao reprehonsivel estado das cousas.
A importantes questoes que deverto ser success-
vamente discutidas e resotvidas sao :
< A applicacao plena e integra das diposic.oes das
leis pelos tribuuaes.
A forrea do governo no paz.
O progresso do bem estar e da prosperidade pu-
blica.
A iuslica cm lodos os negocios.
A boa ordem na adminislracao da fazenda.
Oinellioramento de lodas as classes dos nossos
(Aaatoa.
a Como estes diversos objectos sflo da mais sabida
importancia, e a decisao a respelo de cada um dcl-
les exige maduras reflexOes e minucioso came.
coosliluir-se-ha ora novo coniellio composlo de cin-
co a seis membros probos c experienles para os dis-
culirem e legularem.
e Taes silo os pontiis essenciacs em que se con-
centra! o* nossos de-ojos. A religiao, o zelo pelo
bem geral c a patriotismo exigem que todos (raba-
Ihem fervorosamente para a solurao de quesles 1,1o
uleis a causa publica. Ser, por lano, necessaro
que os minislros e os Tuncciouarios, esquecendo seus
pi o\eilo- particulares, contagrem lodos os seus es-
forros aos inleresscs geraes, em que lodos natural-
mente tem sua parte.
ff Atlenda-se coro sinecridade, li.lrl.dadr e zelo,
quanlo fr possivel organisacao dos necessaros re-
uulamentos. i lucir o Allissimo recompensar nesle
mundo como em o oulro os que camiuharein com
zelo e probidade na vereda que Ihes tracamos: e
oxaln que caslgue os que se atreverem a desviar-sc
ilelli. Assiui teja.
No mez de abril (to-se no Diario de Constant-
noplade 9 de selembro; do aun., ultimo, sua mages-
tade imperial o salino dignou-sc, em ua alia sol-
rilude petos inleressas finnneeiros e cnmmcrciaes do
seu imperio, promulgar um firman que conceda o
privilegio de fundar era Contlanlinopla um bauco
oltomano a urna companhia de 12 banqueiros c ne-
gociantes. Nessa poca explicamos ao publico esse
imprtame projeclo, e demos conhecimenlo de suas
principos disposices.
a As complicroes polticas que sobrevieram pou
co depois, e mais tarde acarrelaram o estado de
guerra, suspenderam a eiecuco daquelle projeclo.
.No cutan lo os fundadores conservavam sempre es-
peranca de poderem realisar pelo restabelecimento
da paz e n'um futuro prximo esta ulil iusliluicio
monetaria, e a seu pedido o governo consentir cm
que ficasse em poder delles por um lempo rnzoavel
o firman imperial, e o projeclo fosse adiado tempo-
rariamcnlc.
a Por infetcdade as esperancas dos fundadores
do banco oltomano desvaneciam-se medida que os
acontecimcnlos lomavam um asperto mais grave, e
era cada voz mais incerlo o restabelecimento da
paz.
Tomaram entilo a determiuacao de nao prolon-
garem por mais lempo e intilmente a incerteza da
si luaro que a benevolencia do governo imperial Ihes
permiltir conservar ; por consequencia, no dia Vi
do passado,lodos os fundadores do banco apresenta-
ram-se conectivamente em ca-a do grao-vzir. e res-
tituiram o firman imperial renunciando o privilegio
que o mesmo conluhs, e manifestando cunjuncta-
roenle o vivo pozar de nao se poderem aproveilar
das benvolas intenrOe< de S. M. para crear um ins-
liluto de lauta utilidade aos nteresses geraes do im-
perio. Revolurao de Selembro.)
O traalo rere alemenle concluido enlre os Esla-
dos-l. nidos e o Japao. chamuu a allcncao sobre as
lentalivas que pcecederam a missao do rommodoro
Perr>.
Vejamos o resumo segundo os jornaes americanos;
Fabio ( encarando Carlotn) Elle partir* Vuu linas ij...
assignar sen desterro... Ah agora lembro-me do
mercador de brinque tu-... Has de Iranquillisa-lo,
Roseta e os policbinellos tambem .'
( Toma urna folha ile papel, e pe-se a eserever.^
Muilas tozts : Muilo bem .' muito bem Oh !
o principe est nos melhores sentimenlos !
Fabio ( cscreveudo) : Hoje, sexta taita noi-
te... (Parando) oh yenerii dies.
ii'ilhelmina : Lalim !...
Tecla : Que quer isso dizer, senhor ?...
Faoio : He um lalim que significa... que sois
bellas, senhoras, e que he hoje o dia de vossa Testa !
(Em quanlo elle escreve, Frederica que nao se as-
sentra, chega-se a Rsela o diz-lhs em voz bai-
xa).:
Frederica : Roseta, se queres, tua fortuna es-
t feita... eonvm inleirar-me de...
Tecla (chegando-se a Rsela do oulro lado) :
Senhor ministro da polica, se V. Ex. quer...
Frederica ( sem reparar em Tecla ): Inleirar-
me de ludo o que fizercm o principe, e meus col-
legas...
Tecla ( sem reparar em Frederica ) : Fazer-me
relalorios sccrelos sobre lado o que...
Roseta ( recuando e deixando-as cara cara :
Se as senhoras pozessem suas subvenccs em coro-
mum...
Frederica e Tecla (com colera ): Rsela Se-
nhora !
Frederica ( applacando-se e coro ceremonia ; :
Senhora conega !...
Tecla (da mesma sorte) : Senhora condes; !
(Wilhelmina, Geraldina e Margarida chegam-setam.
hem a Rsela. Entrelanlo o principe acaba de
eserever. Erguendo a caliera elle enconlra os
olhos de Carlota e ambos encaram-se um momen-
to com einocio.'
Sophia:Senhor, meus charos collegas, Taco
um proposta. Todo o sexo Traco deste principado
gemo debaixo da escravidao em que tomos vivido
al esta noite... Nao he justo que Sua Alteza esteri-
lla a lodo o nosso sexo o beneficio le emaneipacao
que acaba de conceder-nos?...
Geraldina : lie de loda a ju*lir,n.
Il'ilhelmina : He mu natural. *
.Is oulras : Apoiado !
Frederica : Proclamemos quanto antci a des-
(ruico de lodos os homens.
Curila : Ah senhoras, excepeo do principe.
Tecla : Sim, fique miente o principe e mis !..
Fabio ( acabando de eserever ): Primciramenle,
Roseta, previne minha lia, depois vai fazer executar
esla ordem que torna as mulheres soberanas pondo
os maridos sua lisrricao. Levars esta ao conven-
io vl.inho para hincar abaxo s grades. Em lim en-
viar-me-has rom que faja embaivadores ecorreios,
de que aeccssilo. Vai...
Rsela em voz baila ): Mas urna rcflcxo, se-
nhor : Vossa Alteza nAo teme a exlinccau do princi-
pado, se todos os hiens Tugirero de seus estados ?
Fabio : Naa eslarei eu sempre aqui !...
Rsela a parte salando : Sempre eis romo sao
us principes !...
SCENA V.
. Is mesiikii, excepto Roseta.
Teria : Principe, o lempo em que vivemos,
a a paiz em que estamos exigera imprtanles refor-
arl i liria I de Decima, foram ennstrangidos a Iranspor-
tar-se quelle poni, onde todos os seusesforcos nao
po leram impedir de firarem opprimidos sob o peso I
das resnenles que lodos conhecem.
No reinado de Carlos II, a Graa-Brctanha procti-
rou innlnlmenle laucar de novo o p no Japao. O
seu plenipotenciario Toi mandado pouco eorlez-
menle, debaixo do pretexto de que o rei se havia li-
gado a urna prineeza portugueza Calliarina de Bra-
ganra. Depois da urna inlerrupro de mais de om
secuto, o pavilhao inslez reappareceu de momelo
em Nangasaki. A Trgala Phaeton apreseolou-se'
para turnar agua e vveres, que Ihe foram recusados,
mas que o rapilao Pelew o lusco u a dar pela torra,
eom espanto das autoridades. Tres annos depois
jtoll) em consequencia da pose dos territorios bol-'
landezes de Java. Sumatra, e das Moriucas, Sr/1
Stamferd KalBes, fez om* lerceira tentativa que te -
maliigmu. As aegociaces cnsaiadas mais Urde, |nr.
orcasiao da viagem doSa.nraang, nio liveram me-
Ihor resallado.
Em 1819 o navio Marinee visitn o Japflo, e lan-
cou ferro emOrowaga, a 23milhas da capital. O.
commandanle nao leve lierofa de desembarcar, e
durante a sua demora, o navio estove cercado d bo-
tes armados, promptus a ataea-lo em caso de rsts- '
tencia. ^ '
OsEstados-Unidospela sua parle j haviam man-
dado par* o mesmo fim.os navios Morritont Meur-
maleh, sera ohlerem melhor successo. Eslava reser-
vado ao commodoro Perry conseguir m resaltado'
titos.ilisTaclorin.pondu-sea Trente de urna esquadra
sufficientemente lorie para inlimidar a corle do Ja-
pao, e nl.nua-la a roncesses, que Tacililempelo me-
nos de principio as Iransaccoes enlre a* nacoe* enro-
peas, c um imperio, qoe, salvo" ama nica excep-
cao. presidir al hoje em allasta-tas dos saas mer-
cado.
(Jornal Cmmercio de Lisboa.)
Lisboa 12 d*
Os desasir commerciae*. acontecidos na nossa
praca durante os ltimos das. leenvexcitado a at-
lencao do publico, que, mais ou menos plaaisivei-
menle, procura explicar esses acontecimenlos ex-
traordinarios e imprevistos inlriramenle.
Em q.-auto o tribunaes nao julgarem, em quan-
lo o conhecimenlo rigoroso dos balanros nao vier
esclarecer compleamente os fados, lodos o juizus
nos parecem temerarios, quaesquer xjue rja'm alias
tandas ja conhe-'
co-i" susPe las excitadas por cirrumstai
, t cidas, e mais ou menos significativas.
dirigi ao imperador, masque elles liveram o cui-
dado de de-mentir apenas r llegados ao meio dos seus
compatriotas. No auno seguinte Pcssoa leve a im-
prudencia de ronduzir elle mesmo um galleao a Nan-
gasaki, onde os Portuguezcs tinham a permi'sao de
traficar.
As difflculdades sobrevieram promptamenle, sus-
clnndo-se projeclos de vingunra, que o rei de Ari-
ma foi encarregado de por em pratica. A ambicao
dos ganbos fez esquecer a Pessoa lodas as ronse-
queneias, (ratou de dar valla depois de ler sofirido
o primeiro assallo nocturno, que repellio com resul-
tado. Mas urna calmara o sorprendeu em urna
passagem eslreila : Toi enlao alacadn, sendo destrai-
llo o seu navio rarregado de riqueza, e lodos aqucl-
les que prelenderarn nadar foram murtos a tiro de
espingarda. Este incidente nao pie termo s reto-
rnes, que os jesutas c os negociantes de Macao
maiilinbam: mas toda a ronfianca foi anniquillada,
c depois de diversas vieiasihides, os Pdrtaguczcs fo-
ram cipulsos, recebendo a f culholica ao mesmo
teropo o ultimo golpe.
No enlrclauto Willian Adams, nlo bavia perdido
acspenracadelornar a ver o scu paiz natal; procu-
rou fazer chegar um aviso ao capillo John Saris,
entilo de servico na Teitoria ingleza de Bar-
toam.
Este, segundo os conselh.is que Ihe deram, diri-
gio-se a Inglaterra e eng.ijou alguus negociantes a
expedir debaixo das suas ordens, um navio carrega-
do de merca.lorias para o Japao. Em 1612 de harcou cm tiran I,., onde os Hollandczesj eslavam
inslallados, e Toi all recelado com inleresse pelos
magistrados. Adams. prevenido da sua rhegnda,
veto procura-loe o apresenlou aoimperador, a quem
elle enlresou urna caria do re Jacques I. A corle
de Vedo resolveu que se devia indagar se conviria
preferir a allianra britnica de Hcspanha, ou se
deveriam expulsar lodos os europeos por praticarem
o mesmo culto. Adams insisti torlemente na dis-
linccio a estabelccer entre os catholcos e protestan-
tes, que, assegurava elle, nunca haviam feiio dos
seus dogmas um pretexto de conquista. De tal ma-
nera soube advogar a sua causa, que o imperador
r.'spnn leu ao rei Jacques. e o i apilan Saris, Toi en-
carregado de conduzir para Inglaterra a sua carta,
concedendo enlao companha dislalias a aulorisa-
cao de estaheleccr depsitos nos seus ca los.
O jornal denominado Seir-York Herald,
Iranscreve o texto destes dous documentos, que a sua
cxlensao nos obriga a .mullir aqui.
Diremos nicamente que urna Teitoria britnica Toi
creada em Finado, com o capitio Richard Cooks co-
mo director. Adams, aceitou o lugar immedialo, na
esperanca dse prevalecerdelle na sua fuga. Ten-
do sido enviado a Siam em um grande navio, julgou
haver encontrado a oce.isi.io de fngir ; mas a cqupa-
gem 11 n ha ordem de o vigiar, e de o obrigar a vol-
tar ao Japio, onde morreu. No cabo de dez annos
os residentes nglc.es deixaram de repente o paiz,
ou fosse voluntariamente ou fo.se,o que he mais pro-
vavel, em consequencia da difticuldade dse mani-
ronla par da concorrencia.
Os Hollandezes conlinuaram a frequentar Fina-
do ; mas depois de haverem prestado o seu auxilio
aos japonezes para affaslar osPorluguezes do ilbole
a primeira meneando Japao parece ler sido feita pe-
lo celebre Marco-Poto. Este viajante refere, que o
conquistador da China, Koublai-Khan, quiz cslen-
der o dominio trtaro sobre as ilha visinhas. Nu-
merosos missionarios, ronduzidos peto .apstol., das
ludas, S. Francisco Xavier, abordaram felizmente
ao lapi,., e foram recelados com distinecao peto im-
perador, eoncedendo-lhes a auloridade ele converler
os seus subditos. Sabe-sc quanto foram felizes os
primeiros entaios das pregaroes dos jesutas, anda
que os bons padres Tossem obrigados(a recorrer ao
seus interpretes para Ihes Iraduzir os sermOes, que
depois repeliam do pulpito sem os comprehender,
mas sem cnmmetler erros de prunonciac.io.
Ouanda a novo ruMe> coaiava mais'i* am ml-
Ihao de adherentes enlre Indas as classes.suscilaram-
se conflictos de etiqueta pela importancia de cerlo
dignitarios ecclesiaslicns ; c ccusac.oes verdadeiras
ou falsas, fizeram suppor ao governo que a propa-
ganda religiosa poderia servir de mascara aos projec-
los de conquista hespanhola.
Foi, pois, promulgado um decreto de perseguirn,
e o cliristianisino nascente exliuguio-sc entre as cor-
rcnles de ..inune dos seus neophylo<.
Esta crise ainda nao eslava esquerida, quando a
lemhranra da riqueza amonluada pelos ralbolico e
que lodos os annos trausporlavant do Japao para
Maco, eicitou os hollandezes, que culao armaram
urna e\pe iic.io naval. O nico navio chegado 5s pa-
raaens japouezas, perdeu-se sobre os rorlindos : era
commandado |Kir um inglez chamado William A-
dains, nascdo em Gillinglon, no condado de Kenl,
que por MM mnrtedeixoii urna narrarlo curiosa, da
qual nimios fragmentos se conservara. Depois de
naverjazi.lo por algum lempo com os seus compa-
nheiros doenles em una cas posta a sua disposicao
petas autoridades locaes, Adams Toi chamado junto
do imperador, que n interrogan a respciloda sua na-
Cao e do estado poltico da Europa. Apezar dos es-
Torros dos jesutas, que perln leram fazer pastar os
Inglezes e Hollandezes por povos piratas, pondo
mesmo alunas cm prses, Adamsganhou os favores
do principe, recebendo delle as mais claras provas de
inleresse, sem com lodo se poder esrapar.
Nesla poca, os japonezes maulinham ilm cm-
mercio aclivo com os paizes situados a esto do eslrei-
to de Malaca. Em 1816 um dos aeus juncos, cons-
truido de cedro, com vellas de esleir, ancoras de
pao e eordas de palha, entrn cm Maco. Foi
seguido de muilos outros, cujas equpagens nao larda-
ran! em commetter exressos. O governador da cida-
de, Andr Pessoa, fe-Ios atacar, e prender pelas suas
tropas em urna casa. Os insulares defenderam-se co-
rajosamente ; un* foram morios, outros prisioneros
e reenviados ao Japa, depois de ohrigados a assig-, ?..'* ,cmri|tode aveplurar desde ja qualquer.
oar urna exposicao do negocio, que o governador P""I .1""n, culpabilidade dos que se arbam
envolvido nestes Instes acontecimenlos ; nlo pode-
mos porm dissimular, que a opiniao do publico lie '
sobre modo desTavoravel a respeilo de alguma* das >
Tallenca* declaradas.
No meio desla confusa... que resulta naturalmen-
te dos damores das victimas-, clamores justificados
ou ao meno* desculpaveis nesla desgracada conjanc- '
tura, algumas graves argairi.es temos "ouvido fazer,
que nao podem passar desapercebidas, sobreludo
porque impulam fallas graves a orna classe impor- .
lanle e respeilavel.
Temos ouvido aecusar os correctores de pouco es-
crpulo e punca lealdade. na negociaran de mu-
las dessas lettras, que ah se acharo figurando em to-
das essas quebras. Parece que grande parle dolas
linhaui sido dcsronladas por inlervenr.lo de corree-
lores, que nao beslaram em recommenda-las e in-
culca-las como seguras.
Nao sabemos quanlo haja de verdadeiro uesta
grave imputacao; ma* he certo, que ella deve dar
lugar a mu serias indazaces. Na classe dos correc-
tores ha homens de probidade insuspeita, e geral-
meule reconhecida : se .nitros alo, pouco honestos
ou pouco diligentes, he indispensavel affaslj-los
de urna protissao, que deshonram, c do encargo
iuiporlanlissmo, que nio sahem desempenhar.
O Banco, armado pela lei de um valioso privile-
gio de preferencia, enlre lodos os credores e pela
totalidad.- dos seus credilos, lem sido naturalmente
o menos prejudicado no meio desla crise ; mas, de-
terminado a nao aggravar a situaran dos mais ere-
dores, tem prescindido do immediato reembolso,
cxigimlo nicamente seguras garantas para os seus
credilos.
Esto privilegio do Banco, sem duvida o menos
jusiificavel de quanlos elle possue, esta reclamando
immedial* ravogatjSe eslas excepces, tem justifi-
cacAo para os principios do direilo rommum, sao
sempre funestissimas aos interesses geraes. Aexis-
lenoia de semelhanle privilegio he urna das causas
poderosissimas, que conlraram, ou diflcullam en-
tro nos, lodas as iransirr.ies de crdito.
A organisacao de eslabelecimenlos de credilo,
mais ou menos ampios, mais ou menos regulares
discretos porm, e menos uzurarios do que esses
chamados capitalistas, de qae boje se ervein as in-
dustrias em Lisboahe urna da* primeira e mais
urgentes necessidades desla praca.
A Taita de estabccimenlos regulares de credilo,
nao s comlemna as industrias a pagarem quaes-
quer descontos por joros exorbilanto, mas dcslitne
as ..peracoes de credilo daquella regularidade e d-
quclla inf.ilil.ildade. iinlispensaves para que o au-
xilio do credilo eja proveitoso, e seja um elemento
segur em todos os clculos do commercianle, ou do
emprezario.
Descontos a Jll e a "i por cenlo nao podem sil|>-
porlar-se ; e ainda o de 12, que he o curso geral, pa-
ra as firma que nao representan] grandes fortunas
se deve considerar exaggerado. Note se porm, que
nem por este elevado preco he toril adiar dinheiro,
logo que quaesquer suspeilas espalham algum ter-
ror na praca.
Se o egosmo, e o egosmo indiscreto, nao Tosse a
virtude principal do usurario, a proprio inleresse
desla classe Ihe aconselharia mais alguma coragem
neslas crises, em que os efieilos laslimosos da sua
Fabio (i parle) :Eia coragem (Sai toa alta !(
Creio que OM perteiire a iniciativa ; pois possuo em
lim um ministerio promplo a njudar-me.... ( .Wur-
munosde opprotar~w\ Senhoras, nao leudes sentido
muitas vezes a forte influencia exercida nesle mun-
do sobre lodas as cousas em geral, e sobre a felici.ia-
de era particular por esse dom do co, que lem o no-
me de belleza ?...
Geraldina : Ccrlamenle, principo !
Frederica : Pela minha parto, sempre pensci
que importava a lodo o governo amoroso... da feli-
cidad* de seu povo. desenvolver sobre a Ierra, esse
dom do co, indagar-llic a causas, aperferoar-lhe
os efleilos, em fim chegar maior -omina possivel
de feliri I .de nacional pela extinrfan da feialdade,
pelo Iriumpho definitivo da forroc-sura.
Fabio : Isso he um tanto pessoal ; todava he
muito justo! Pois bem, senhoras, acontece...
(Bernarda e Salome apparccem no fundo Irazendo
em l.aadejas diversos refrescos.)
Wilhelmina : Acontece primciramenle chegar
um rollar.io, senhor.
Fabio: Seja bemvinda ( Tomando lima gar-
rafa. ) O que he islo ?
Margarida : He champagne, principe.
Fabio : Bravo A parte. ) Eis o que vai subs-
tituir os conselhos de Roseta. ( Em ro: alta depois
de ter enchido o copo. Senhoras, bebo felicidade
de minhas vassallas !
( Margarida, Frederica.Willtelmina e Geraldina
lomam parte na collaro. )
Carlota ( em voz haixa a Sophia I : Em que
dar islo, Sophia ? Tenho medo !
Sophia : Animo o posto de ministro nao he
um leito de rosas !
Fabio ( em p) : Acontece, dira ea... A pro-
posito esl bem accordado que smeule as molhe-
res sao bellas, o que ohrga-nos a nao oceupar-nos
aqui sean dcilas ?...
Margarida : Bem entendido Os homens, cx-
i'i'j.iu,unto Vossa Alteza, sao o reverso dessa sublime
medalha belleza I
Fabio : Sim, senhoras. esl concordado, os ho-
mens san fetos, sem exceprao... mais ou menos toios,
eis ludo.
Geraldina : Todava nao se pode negar que
Apollo. Endymiao, Adonis c Paris, Anlinous c...
Il'ilhelmina: Eram mulheres que a historia e
a niMhologia por urna vil adularan lizeram passar
por homeus !
Fabio : jAcnnlece, dizia cu, pois, senhoras,
que rrcaluras terrestres, ricas de dom celeste,
nao o i e. i.nb.'i;un sean pela mais negra, pela mais
feroz inaralidao !...
Margarida : Ah Como assim, meu Dos !
fabio : Es.as rrcaluras de que Tallo, Trcscas,
encantadoras, alvas e coradas ; esas* bellezas puras,
livianos vivos, raios animados, llores humanas, qui-
zeraro exceder a nalureza cm encantos e Trescura.
Disseram-me... que recorrern s scencias inter-
nar, dos homens para fa/erem as frontes mais alvas
que o Ivro, as faces mais coradas que as rosa, os la-
bios mais MTinidli... que as nimias !...
Il'itl.elmiiia romo olfeudida e levanlando-se com
eslroudo ) Seuhor !
( ti principe e seus ministros poem-se a rir; ll'i-
Ihelmlia lu na u sentarse confusa. J
Fabio ( continuando, depois de ter bebido um co-
po de champagne e animamlo-se mais ): Como se
essas bellezas, pois Tallo da mais bellas, livestem
necesidade de recorrer s scencias-iu tornees dos
homens !... Sao ainda os homens, disseram-me, que
movidos por baixa inveja, e condesrendendo com os
pedidos insensatos dessas bellezas ingratas para com
Dos, inventaran! lerrives roechanicas para moerem
os cornos mais flexiveise mais graciosos !
Sophia ( a Carila ): Carlota, tenho inede !
Carlota : Vamo-nos embora !
Fabio ( fallando ainda com mais torca):Ora,
senhoras, lendo ha pouco remidiendo comigo qne
do Iriumpho da belleza devia resultar a felicidad.'.
da patria, po.loriis tolerar por mais lempo?...
Frederica : Dou minha demi.iu !
Fabio : Nao a aceito. A senhora conservar sua
pasto, dedicando-se ao cumplimento da felicidade
nacional, subscrever a abolicao que decreto de to-
das as invencoes impas, que querem assassinar a
belleza era nossos estados. ( Torna a aisentar-te. )
Margarida ( a Geraldina sua visinha ) : He nm
menino, nada sabe ; mas he encantador !...
Tecla ( a Wilhelmina 1 : Charo soberano, elle
tem inlriramenle razio !
II 'ilhelmina : A senhora conega he a Taludade
cm pessoa !
Geraldina: Principe, seguimos lodas a opiniio
de Vossa Atleza ; o decreto ser promulgado.
Tecla : Esperamos justamente moda* de Pa-
ris, c...
( Fallam enlre i em ro: baixa. )
Carlota : Principe, permita que eu me retire ;
j he farde...
Fabio : Fique, senhora, por favor Demais,
minha la vira brevemente aqui... ( .I si meimo.)
Nunca me senli too Telizl...
Sophia ( parte ) : Como o principe he affec-
luoso para com Carlota !
/'aftio ( ero voz alta ) : Tenho ainda maitas
ideas que expor-vos, as quaes espero que comparti-
Ibarcis ; mas hasta por esta nole i
Margarida: l'ma bella noite, principe, em qae
\ ossa Alteza pinto dizer como Tito...
/aao ; algum tanto perturbado pelo champagne):
Ah '. |iara que perca menos este dia vou expor-
vos oulra idea, a ultima hoje.
I l.anca os olhos em torno de si.)
Tecla : r'alle, senhor !
Fabio : Pois bem, se n3o me aborrecis muito,
senhoras...
IlilheImina : Ah prncipe! Vossa Alteza que
ser chamado Bem-Amada por nossa causa !...
Fabio : Haveis de permiltir que funde urna
nova ordem honorfica : A ordem do beijo. Serci cu
quero ha de confer-la, e conderorarei rom alegra a
lodas de vs que liverem ajudadn meu governo.
( Abraca Carlota c vai abracar Frederica c os ou-
lros ministros que se Icvanlam, mas Carila o re-
te corando.)
Carlota : Senhor !
( O principe pira como admirado e alegre. )
Frederica ( a parle aos oulros coltogas) : En-
lao?... E mis '.'... Nao temos condecoraran!... Isto
he indigno !
f J* onlriK ministros ; Isto he odioso !
i,Conliiiuar-*e-ha.
-





DIARIO D PRNAMBUCO, SBADO 4 DE NOVEMBRO DE 1854.
avareza os condcmiiain quasi sempre a peritas, de
ue mais alguma franqueza conseguira salva-Ios.
m empre linio a lempo evita, mullas vezes, urna
fallenca, e urna rasa, que te arruina, porque lhe
nao acatliram opporlunaraenle, sujeila talvez a per-
das cousideraveis aquelle", que liesilam em sen cur-
re- la. *
O que actualmente ae est paaundo em Lisboa
Dio ser orna confirmarao desla verdade ?
( dem. )
INTERIOR.
CORRESPONDENCIA SO DIARIO DE
PERNAKBTJCO
Farahlba 27 te outmhro.
Anda na inopia de materia para intereasanlc as-
somplo da presente missiva, empunho a penna ;
mas alia pobre de recursos, falla de destreza, e bal-
da de assumpio, o que pode fazer 1 Em verdade
que o seu correspondente da Parahiba, un dos de-
canos dos correspondentes pruviuciaes, que tem me-
recido de alguna de cus dignos collegas, pela bon-
clade e corlezia de-les, honrosa ineucdo, obsequiosas
expressea, vai ficar asqueado em un rautinho de
seu Diario, oliuscado e deslumhrado pelo bruno de
seus collegas, descouhocidu e despiezado. Tal he a
ordem do mundo: cada qual tem sua carreira ; a
minha esta quasi concluida.Sinto o crepitar da cham-
iii.t que em raim se extingue ; mas son conteote por
Itr tao dignos substitutos.
Crein-me, que me orgolho qaando Tejo urna mo-
cldade esperanzosa, cheia de talento, vida e anima-
Sao, de imaginaran ardente que se prepara a occu-
par lugar qae nos oiitros enebiamos. He conso-
ladora a certeza desermos dignamente soccedidos.
E serei eu lio neseio |e presumido, que pretenda
em lula desigual, sustentar campo contra lio va-
len les alhletas? Quererei conservar-me, eu cargo
, agreste c espinhoso, em um bello jardim, roubando
o lugar a lindas, delicadas e aromticas flores, ou
matando cotn minha sombra eilerilisadora as mimo-
sa pintas que me cercara I Ser-rae-ha licito dei-
ar disprenderem-se mui espinhoe para cruelmente
encravarem-se as anglicas plantas, que em recreio
passaiam nesac jaratas 1 Certanwnte nao. Colloque-
ra* por tanto, como prudente jardineiro, em nm dos
menos 'requemados logares de sea variado jaidim,
afim de que algum curioso, apaixooado infeliz ou
desengaado velhn,pense minha sombra as mize-
rias da vida, o toa eepiohosa carreira, at qae meus
poros obstruidos nSo deixem mais passar a vivifica-
dora ceiva e este vellio arbusto abracando-te coro a
Ierra entra em seu seio donde sabio.
Ten ha paciencia eom a massada, porque os velhos
sao avessos o preceito da concisao, e nao tendo mais
a fnrea necetaaru a cooler a imagioacio, divagam
de nm a airo ponto, vnaando-se desl'arte da dif-
ficuldade qae enconlram em vencer phisicamenle o
espaso.
A cabtfa de nm velho, aposto com qoem quizer,
he um edificio sen portas internas, de surte que ne-
nhum embanco enconlram seas habitantes em pas-
sar de um a ootro quar lo, sea licenca de sea mora-
dor. Nio sel se a comparadlo he trizante ; mas nao
deixa de ler sua tal ou qual propriedade. Vamos ao
que importa e deixemos as canecasaskeias.
Fni, como lira disse, asristir a potse do Exm. Paes
Brrelo. Fui a paizana e para isso verguei um so-
brecasaco de meo bisav, que al* pouco lempo me
servio de capole. Se elle tara as mangas nm pou-
caxinhe mais largas eslava na moda, e eu um com-
pleto iandy. As abas Ihe afllrmo in fide parochi,
sSo cscandalosamenlc longas, ou como diz o men
amigo Retumba, um clamor publico.
Por fallar em casacas, e suas mangas, dir-lhe-hei,
que um seu afleisoado, que tem das laes maugas de
mnibus, tendo de temar pelo escuro amas calca*,
cutio* as pernas as mangas da casaca, com o que
ficon bastantemente atrapalhado, como quem se en-
volve em camisas de onze varas.
Se os homens usassem andar a quatro ps, diffi-
cilmenle se Ihes descubra a frente, tal he a confu-
sio entre os bracos e pernas.
Tomei pois o meu capote reformado, e sobre-ca-
saca em effeclividade, c fui acamara, que achei um
luco escura, opaca, ecclypsada, ou como melhor
nome lhe quizerem dar.
almenlos depois chegou S. Exc, e foi reeebido
por urna commi-sao.
lima symphoniaojogodos disparales sonoros
foi horrivelmente chocalhada, batida eassoprada pe-
la msica, por antilhese, de polica, cojo comman-
dante nao ficou mullo satisfeilo pelo assassinalo
timpnico. A tal msica he capaz de embotar os
oovidos a um pthysico.
Entrn S. Exc, e eu uo deixei de syropalhsar
cora elle, ou ella, porque excellencia he do genero
femenino, apezar de soflrivelmenle carregadode se-
nho, sem duvida pelas barbas.
Eu goslo dos homeus de physionomia masculina;
pormdos laes de cara redonda, qneixo de covinlia,
barriga de matrona, tomara ver-me longe.
Quero homem varonil,qae primeira vista mos-
tr nao soBrer de ataqnes de ervos.
Urna senhora nervosa he nm dos maiores dverli-
menlos, que eos pode dar a um homem. Os te-
mores, arrepios, calafrios, sostos, os vagados, a re-
pugnancia a cortos insectos, as meiguices, os den-
gues, os rae-deiies, os arrufo, as contracri.es. e mes-
mo algum murrinho, d3o nm delicioso sanete a vi-
da matrimonial de quem tem a forluna de passuir
um lal anjo. de sensihilidade; mas um homem eom
ataques hyslericos, be o maior absurdo ambnlanle,
lie um burro de calsOes, um gato de chapeo armado,
um....iim.... uminglez namorado.
Sympalhisei como Exm., e creio que nao lem fu-
mo de ttoanceiro, e nem pretendes de general.
Entre os nobres membros do senado da cmara,
brilhava o meu amigo Mereles com um papel na
rose.
Dseram-me, por n forma enes do Merelinho, qne
o lal papel conlinha um projecto de impostura, dis-
cutido e approvado pela coramssio de sabios ero
qne lhe lenbo fallado, contando, como diz o summa-
rio, ou caberal/m, medidas epidemicait para evitar a
ectuo do corpus mollis, que est fazendo bichas
em LMputtia*.
O Mereles he humanitario, e por isso um excel-
lenle camarista.
S. Exc. preatou juramento, e mmediatamente
parti para palacio com um crescido e brilhante
acompanhamenlo.
Dos o faile bem, e Me d dnheiro nos cofres p-
blicos para qne possa faier algans beneficios pro-
vincia.
Poneos momentos depois da posse urna commissao
ila irtostrissima foi visitar ao Exm. e por seas servi-
ros i sna dlsposlrao. Praza aus ceos que a illustris-
ima acorde do profundo lethargo em que se acln,
e active os fiscalUeimos enhores, para que estes
deem, urna vista d'ollios sobre esta cidade, suas ras,
beccos, aroncues e vendas,
Dissc-me o Merelinho que S. Exc lenciona cui-
dar muilo particularmente no asseio d'esla cidade ;
e ftquei mnilo satisfeilo, porque ja ando nauseado
de tanta falla de lirnpeza. E o lal caleamcnlo de
percade 1 Oh Mni.i deveremos a qnem fizer to-
mar geito a certas lages de superficie concava, que
temos por esta roa, collocadas, ao que parece, em
poca aale-botlandrca.
i vao sendo esquecidos os encardados, mas o lal
homem dos bigodes, que toma haubos em linas do
hospital com agoa conduzida pelos desertares nao
senlenciidos, ainda conserva suas palmillas de pre-
venrao. Ha poneos das que me enconlrei com
cuusa de cinco individuos, entre as unze, e mea noi-
le, na ra das Flores. N'essa occasiao, em verdade
live tambem meas calafrios, porque julgoc-mc en-
re as unbas dos encardados de nova especie.
Dcvo confessa-lo, elle lem beneficiado as coslurci-
ras de minha trra, esea classe infeliz, digna de to-
lla a alleneo, por quanto recebendo ellas ate pouco
lempo coados 160 rs. por cada um lenonl de brim,
que rosiain, elle lem pago os do hospital a 400 re.
Como as melhnrcs iilcncocs sao viciadas pela male-
tlieiicia, dzcm por aqu, que os 1*0 rs. ficam em
certa caixa particular por elle creada contra umlaviso;
mas se por l correr semclhanlu noticia d quaren-
lena, em qaanlo o Bento Mereles me informa me-
lhor o que ha.
Os huggs deram ltimamente na '!' comarca
sgnaesde vida. Eslou convencido de qne elles le-
rao incommodos movidos pelo Exm., assim como
quo os subdelegados, e delegados, que continuarem
na apaUica udilierenca, serSo postos em dlsponi-
hilidade pelo I)r. Basilio, chefa de polica inlerino,
que em amor a juslisa, seja dito. Dio gata da tocie-
dade bucal, nem como juiz de ilireit', c nam co-
mo ehefe de polica.
No da 7 do crranle, na :1.a comarca, o inspec-
tor do lugar CmttHmt, Apolinario Al ves de Frailas,
foi prender Manocl (ionios, criminoso no Cear, por
haver despachado d'csta para a melhor a um, que
nao linha muitas disposses para a minoran. Po-
de o dito inspector pilhar aquelle thuggs, e enlre-
sando-o a urna escolla ao commando de um seu fi-
llio o fez seguir para a povoacao da Cnocetco ; mas
prximo a esla foi a escolta acesmmelida por Daniel
Gomes, Antonio eaboclo, criminosos, irmos d'a-
quelle prezo, e outros, e depois de um conflicto, do
qual resultou a morte do til lio du inspector,e ferimento
de um da escolta, evado-se o preso, dizem uns que
tambem ferklo, e oulros qae nSo. O Capitn Farias,
commandante do destacamento d'aquella comarca
anda do encalco d'aqucllcs faccinoras, e Dos o aju-
de. Aquelle capillo, mojo de bastante indiligen-
cia e honestidade, tem prestado relevantes servi-
cos naquella commarca, o ha bastantemente incom-
modado aos senhores thuggs. Aceita elle os meus
emhoras pelos seus serviros.
A nao haver muilo cuidado na perseguirlo, e re-
pressao de lAo andares faccinoras, muilo breve en-
traran elles em lata aberla com a polica c auto-
ridades.
Nada mais me consta, que haja occorrido recente-
mente contra a tranquillidadc corprea do cdadao.
A salubridade publico vai sem alteraran, mas os
nossos galmos dispOein-se a entrar em lata com o
senhor cholera, para o que um delles j mandou bus-
car uns quinlaes do camphora.
Ese da que nilo teme entrar na lisse, armado de
acido prutsico, ou oulro qualquer corrosivo. O
que uos espera, se o judeu errante vier visitar o Ca-
bedello?
Dos nos livre da duplicada epidemia.
Dizem-me que he boje a mais importante ques-
lao scentfica, o,salier se o cholera he epidmico.
Feliz da humanidade se essa incgnita chegar a ser
descobcrla; porque leao os cholencos a doce satis-
fcelo de saber, que morrem de urna molestia epi-
dmica, como desejava o que em seu testamento pe-
dio a autopsia de seu cadver pelo ulerease que li-
nha de saber a causa de sua morte.
Qaanlo a mim Eugenio Sae decidlo essa que-t.io
noseujndeu Errante, bem como mostrou, que o
melhor remedio contra a enfermidade he nao que-
rer inorrer, com o qual deu ptimamente o seu
Rodin, qae achou-se bem atrapalhado, valha a ver-
dade.
Eslamos ameacados de urna recita dada pela so-
ciedade Uteatral da cidade alta.
Veremos se essa sociedade tambem possae algo-
ma actriz cncyctopedica. 0 qne tiouver lhe direi.
Felicito-o pela acquisicaodo Ilustrado correspon-
dente da Baha, onde fazia-se sentir a falla de um
nolietador para o sea Diario, e, se liver opporluni-
dade de portador, apresente-lhe meu respeltos, as-
severando-lhe que sou o mais entliusiasla de seus
admiradores.
As expressOes, que elle me dedicou ni primeira
de suas missivas, embora se ressinlam da niuila bon-
dade, qae o orma, foram-me muilo preciosa*, e me
deram momentos de satisfacio, semelhante da glo-
ria, porque he asss lisongeiro merecer a attencan
de ama penna, que revela inteligencia, espirito e
conhecimenlos em quem a maneja.
Tenho esgotado quanto havia de novo, e ainda ve-
jo muilo papel em branco. Perde-lo, e pasar ao
correo o porte como se elle fora cscriplo, he doloro-
so para um homem, que ama a santa economa; mas
o que fazer ?
Quizera aqai ama dessas capacidades, que resol-
vem lodosos problemas, descobre todas as incgni-
tas, urna dessas fecundas inteligencias,que sao capa-
res de produzir sem inierrupcao, um desses roman-
cistas, que improvisam sem descanso, um desses cr-
ticos que trazem o bom gosto no olphalo, finalmen-
te um desses sabios, que fallan de omni teibili, e
mais algumae roasinhas, para ve-lo aproveilar esle
teimoso resto de papel.
Mas o que desejo? Qualquer um desses, em
sea gabinete, ao p do seu linteiro, despido da
impostura, em que publicamente se cnronpa, na do-
loma realidade da pralica, pr mais de urna vez se
lera visto, como eu neste momenlo, entalado enlre
a economa, um pedacode papel cm branco, urna
penna quasi vasia, e urna imaginaran csgolada. Se a
nao confessa he pela maldita impostura. Findou-se
o papel.
Saude, e quanto lhe fizer conla lhe desejo eterna-
mente.
- 30-
Creia-me, qaando lhe vou dizer, que eslive sega-
ros cinco minutos com a penna suspensa sobre o pa-
pel, sem poder encontrar o primeiro periodo para a
prsenle missiva, c se me nao occorre a feliz lem-
liranca de dar-lhe parle desse aparto, certamente
que ficaria in wtcrnum, encostado mesa, c merga-
lliado na meditaran.
Ha occasioes em que a mlelligencia esta 13o re-
belde, e contra a vonlade, cm que a imaginado a-
clu-sc tao fra, que por mais que se as torture, por
mais qae se procure faze-las entrar no exercicio de
suas funeces, aquella obscurecida nao se i porque va-
pores, e esla divagando em local muilo distante da-
quelle que a queremos chamar, desesperara, e en-
furecem o pobre, que naqaelle momenlo nccessila
de laes facilidades, militas vezes para objeclo de
snmma importancia, ou urgencia. Quando meacho
em algum desses momentos de esterilidade, sollo as
redeas imagnaco, e bem longe de querer domi-
na-la, e dclerminar-llie o ponto em que deve gyrar,
recebo delta o assumpto, que vai colhendo no longo
espaso que percorre. Sempre he melhor esse expe-
diente, do que entrar em urna lula, na qual lemoi
de sahir vencidos.
A minha imagnas3o he caprichosa como urna mu-
ltar, e qnem entrara ventajosamente cm urna lula
de leima com um de nossos anjinlios terrestres ? O
mais innocente, o mais dcil, o mais meigo, o mais
sensivel, he inconquistavel acastelladn na leima.
A prudencia aconsclha, que para conseguir por a
caminho a bella porrao do genero humano, convm
nao querer leva-la por caminho recio. He mister dei-
xa-lo seguir as pequeas corvas, que o capricho lhe
dicta, tendo o cuidado de, passado esle, faze-Ia re-
tomar o rumo, que por um momenlo foi deixado.
Assim pratico eu com a minha caprichosa imagina-
cSo. Entremos cm materia, porque nao quero des-
pelar minhas leiloras, que j andam um pouco pre-
venidas comiso, anda por cansa dos devaneios de
minha imaginasllo.
Tenho cuntas com a illaslrssma municipal, e um
pouco mais longas. Fiquemos entendidos de que,
qaando eu fallo em cmara, me nao refiro aos indi-
viduos qae a compoem, o compozeram em tal, ou
tal lempo, mas sim individualidade moral. Nam
era possivel qne, em relaclo n nossa manicipalida-
de, cu podesse censurar, por actos de hontem, a in-
dividuos que a compoem huje ; porque he sabido,
que ella no pessoal soflre lanas alterarnos, quanlas
he mister para correr a escala dos volados, desde os
propietarios al os supplentes de tres otos, que
leem tomado parte as dclberaces daqaella corpo-
racan. Faz rir, ou talvez chorar, quando se qner
armar uma patota termo lecbuiru, com que se ex-
pressam cortos favores em proveito particular com
apparencia publica.1 o ver a substituirlo, que vai ha-
vendo na illustrssima de minuto em mnalo, fazen-
do perder o assentoos mais volados aos menos, na
ordem ascendente, al que finalmente ica ella com-
posta dos individuos favoraveis ao mais esperto dos
prelcndenles. Urna corporasflo organisada por lal
guisa, nao pode tornar responsaves seus membros
por seos actos: e o humor delles nao pode talbar
carapnc-.s is individualidades. Dada esla lazo de
ordem entremos em malaria.
A nossa municipalidade, quanlo a seus mais im-
portantes deveres, e directas obrigascs, he urna per-
feita nullidade, se be que em zero se pude dar per-
feic.lo. bcos, com seu poder mmeoso, pode tirar do
nada o mundo ; mas sem duvida o tal nada nao
era tao zero, como o nada da nossa cmara. Nao sei
se esta minha propnsirao ser muto orlhodoxa, mas
se nao he na accepso rigorosa, lomc-a como um
pouca amplificada, e d-me a desculpa concedida
aos oradores.
Nem anda como pasadora de seiis etnpregados he
ella cnusa alguma, porque os traz a po c agua,
creio que desde Janeiro do crrante ; e dorante esse
lempo, segundo me informa o Mereles, que a bem
do publico consente em dar-mc alguns aponlamen-
los as suas horas de vacancia escolar, nenhum del-
les lem vislo o cunho de sua menor moeda.
As postaras no transgredidas a rada momento, c
mpnnemente, e os seas fiscaes occapam-se, um em
fazer baln-, e oulro em passear, un dispensar de
maor inrommodo a sen ordenanrn. Mereles nilo me
soobe dizer, se elle anda lem um, que lhe deu o
Exm. Bandeira.
O liso, depositado em grande porco e publica-
mente, com misturas adnriferas, acrummula-se nos
beccos, c dahi passa is ras alijrenles, cnndtizido
pelas trombas dos porros, ps das sallinhas, e oulros
auimaes; equindo o deposito est sofiriveln-.cnle
crescido, um dos raridosos accummulatorcs lansa-
Ihe fogo, infeccionando assim a vlzinbansa com um
fumo suffocador e enjoativo, por dous e mais
das.
Os gneros alimenticios silo publicamente vendi-
dos cm estado de simi-corrupsao, principalmente a
carne secca, bacalhn, e carne verde.
Os pesos e medidas ao quasi sempre viciados, e
quasi que podemos dizer, que cada individuo lem o
seu padrao. e cada padrao urna gravilaco, oo capa-
cidade difireme.
Os ee, e as cabras divagara impunemente, fa-
zendo dainos, e aprcseniando as maiores immorali-
des a face da populasiio ; assim como a gente de n-
fima classe, especialmente eseravos, pronunciam, em
lom de pouco segredo, palavras de corar, c fazcm
aeses de pouca honestidade, com a maior publici-
dade.
As funtes eslao constantemente immundas, obs-
truidas, e innundadas, em prejuizo da sade dos
que se saciam com aquellas aguas, e dos mesmos que
as conduzem, que sao obrigados a qualquer hora a
entrar em charcos.
Carracas vendem pelas ras agua vascolejada, em
pipas de limpeza duba.'e tirada de posos, cujas qoa-
lid.ides sao desconhecidas.
As ponles, ainda aquellas que se ncham sobre
vallas de sen ico, e uso particular dos proprielarios.
aclnm-se estragadas, e ameacndo constantemente
os viandantes.
Os materiaes, e enlulhos de obras parlcularesja-
zem as ras a noite, sem ama luz phosphorica, qne
avise aos nocturnos passeanles, que all exislem a-
quelles abrolhos ; e se nos nao temos urna pralica
de pilotagem extraordinaria, encalharemos a cada
momento, ou reconheceremos a sensatez da critica
de lleriliol.lo i collocaso posterior de nossas barr-
gas de pernas.
As roas pareeem querer tragar-nos pelas guellas,
que Ibes leem aberto as enchorradas ; ou estropear-
nos, quando menos, cora suas pedras deslocadas e
solas.
Tal he o triste quadro, mas verdadeiro, de nossa
capital durante a presente vida quatriennal da actual
cmara.
Lamento, que elle sej-a exacto ; roas nem o amor
do mea lorrao, dem os bros que me fazcm envergo-
nhar i vista de tanta indolencia, e nem a indisposi-
rao, que a verdade me pode desafiar, farao coro que
deixe de clamar contra semelhante estado, al que
minhas vozes desperlem a quem competente for pa-
ra faze-lo restar. Ser um pequeo sacrificio em
prol da capital de minha provincia.
Devo fazer jusca ao Exm. Paes Brrelo, confes-
sando qae me consta qae elle tem tomado algamas
medidas a lal raspeito, eque pretende tomar oulras;
e confio que seus bons desejos nao arrefecerSo na
eonlinuaco de sua administracao, como lem aconte-
cido com oulros mulos, que tanto prometiera no
introito quanlo esquecem no canon. Como sympa-
Ihisci bastante com S. Exc, e nao tenho geito para
palaciano, e nem para dizer as cousas por delraz de
reposleiros, pcrmltir-me-ha que lhe diga aqui as
difficnldades com que lem de lular para levar a ca-
bo suas hoas inlences ; assim como aqui mesmo lhe
irei dzendu o mais que me for occorrendo durante
sua administracao, que desejo seja feliz.
Tenho censurado os fiscaes ; mas tambem devo
confessar que elles nao leem a principal culpa de
sua indolencia, e al que leem alguma razio, como
verei se posso mostrar. *
Um vereador illustrssimo tem nm arooene, no
qual o allrilo (cm gasto os pesos, e o calor corrompe
prora pame ule a carne exposla,anda no mesmo
da de murta, haver por ventura fiscal lo audaz
que mulle os pesos de S. Illm., ou lhe enterre a
carne podre Haver potencia terrestre que garanta
o logar do fiscal, qae incorrer assim no illostrissimo
desagrado t
Outro vereador lem ama baiura cm qae vende
familia, e para fornecc-la vai atacar publicamente
no mercado a que deveria ser relalhada, fazendo as-
sim escacear o genero no mercado, aogmenlar-lhe o
preso, em proveilo da que lem]em deposito ; haver
fiscal que poulia embargos i ligeireza lucrativa do
Uuslrissimo tarinheiro?
lim oulro tem ama malillia de caes sollos na roa,
no pleno uso de seus denles, mordendo impunemen-
te a quantos passam ; qual o fiscal que vai perturbar
a familia canina do illustrissimo em seu innocente
enlrelenimento 1
Esle (vereador) manda laucar seas despojos mor-
laes, os despojos moraos da vida em qualquer bec-
co, ou mesmo run ; qual o fiscal qae se attreva a as-
severar, que S. illustrssima lem producios mal
cheirosos'?
Aquelle (tambem vereador) manila lansar ao mon-
tura seu murganho morto de rabugem ; qual o fiscal
que lera a audacia de dizer, que em casa de um I-
lu-ins-imo os gatos morrem de lepra '.'
Aquelle nutro (dos ditos) tem um armazem de car-
ne infeca ; qual o fiscal que meta l o nariz ?
Eu j vi um fiscal em torturas e pediudo a quan-
tos santos, porque leve a indiscricao de de sconhe-
cer o ca vallo de um vereador, qne leve o mo gosto
demorrer porta de um escrivao.
Por esla forma cerlamenie, S. Exc. lera de cansar
em suas medidas, ou entao de saltar um bocadioho
por certas formulas, at dar movmento a esta ma-
china enferrujada pelo patronato c podero*
Alguns querem defender a illuslrissima com a fal-
ta de dnheiro, vejamos se leem inlera e completa
razilo.
Nao desronlicco que aquella corporacao se rsen-
te dessa falla, mas tambem sempre que ella tem pe-
dido aos presidentes cerlos auxilios a bem da limpe-
za publica, ha sido satisfeita.
Por que nao tem ella conservado os melhoramen-
los fetos.obrigando a rcpara-los os que os deslroem?
Porque nao faz multar indslinclamcnte aqoelles,
que Iransgridem suas posturas ?
Tuilia ella nm diligente procarador, Manoel Fer-
rera da Encarnaran, honrado e zeloso, que at fazia
em prol da cmara mais do que era rigorosamente
obrigadn. Arrecada va zelosamenle os dnbeirosda
cmara, cobrava imparcialraenle as multas, tinba
dnheiro para se pagarem os empresarios em da, e
sempre um saldo de 300 e 4009000 re.
Durante sua procura loria fez-se ama pequea
poute de lijlo no cano da ra da Alagoa, concer-
lou-se a lijlo a ponte de Tamba. limparam-se as
fonles e mas. E qual a recompensa ? Por despei-
lo de um presidente de cmara c alguns vercadores,
aos quaes elle nao poupou em mullas, foi demittido
e substituido por um homem tambem honesto e hon-
rado, he verdade, digno de toda a consideraran ;
masque nada faz, que nao tem mesmo disposicao
para fazer.
Os rendmentos sao mal arrecadados, as demandas
dormem, as multas nao sao cobradas c o cofre soflre
de manirn.
Por boje basta de cmara. Lancei a barra adian-
le do que esperava ; mas lenha paciencia, porque
quanlo levo dilo perlence ao genera noticioso.
Ha dous das, na ra do Tambi desla cidade, as
10 horas do da, um velho deu com um dardo urna
estocada em nm sujeilo ; felizmente a ferida foi pou-
co pendrante.
Ita/.ues (ravadas por cansa de nm pedarn de corda
deram occasiao a que elle quizesse ntroduzr no ven-
ir o do seu vis-avis aquella verruma de Artezio. Po-
de evadir-se, apezar das diligencias empreadas
para caplura-lo. Mais algans fados (Anises leem
ebegado ao meu conliccimenlo ; mas tendo promet-
tido o Merelinho dar-mc urna lista delles, aguard-
me que elle compra sua palavra para dar-lhe urna
copia.
Occorrc-me neslc momenlo outras occupascs
que me privam do gosto de continuar ; Picar o mais
para a prxima.
Sade e quanto a peleen llio desejo por muilos
aunos.
I de novembro.
Tendo chegado o Imperatriz hoje I*da novembro,
que a igreja snlemnisa com a commemorarAo de to-
dos os santos, esquecidos e lemhrados no kalenda-
rio, condecidos e desconheciilos pelo orbe chrislo,
da finalmente, quanlo a mim, mais solemne, de-
pois que alguns foram esbuitiados, sem altenrao
preci ipcan, do direiln re sentar-nos por um dia,
de dar-nos doze horas de dolre far viente, nao que-
ro dehat de dar-lhe novas minhas, e desla santa
tcrrnha, onde quem lem um ullio he re, embora
nao seja patria de cgos.
Exordinudo por esla forma, e venrendo assim urna
das maiore; ti ilicuid ule-. que encontr sempre que
lenliii de escrever-lhe, passo materia, antea que o
tal exordio mereea a sensura de Quinllliano, fican-
do como a cabeea de am meu patricio, que ao lon-
ge parece um frontispicio irregular.
Os senhores homeopalhas de minha trra, antes
que me esqueca, ficaram de esguelha eomigo, nao
sei porque jocosidade qae acharan) impertinente,
que en live a imprudencia de dizer-lhes, referindo-
me ao meu amigo Mereles, ou a sua academia, que,
por fatal engao, cbamei collegio ; por linio me W
mister urna satisfcelo em forma, para que elles me
nao liquem de ni.i vonlade.
Quando disse o que disse, que nada foi, nlo Uve
em ntencao offender algnem.
Urna dessas reflexdes, que apparecem ao correr
da pena, e que, pouco refleclidas, vio muitas vezes
cahir a molde em alguem, que prevenido as recebe,
comprometlem-nos com pessoas, s quaes nao ti-
nhamos tenr.1o de offender, e de quem, provavel-
mcnle nos nao lembramos.
Neste caso tenho estado por mais de ama vez, re-
cebendo a responsabilidad!' da malignidade alheia.
Fiqoe de urna vez dito para sempre; minhas pa-
lavras nao lem outro sentido, alm do natural; ea
nunca tenho arriere panse; son o homem mais
simples, que se pode enconlrar, permiltam-me a
pouca modestia.
Os espirilos agudos e malignos, os genios aalyricos
eepygramraa ticos, gostam dedcscobriremtudo urna
occolla malignidade, e em verdade tal seja o talento
nesse genero, que poucas cousas deixaro de pres-
tarse a essa intensao maliciosa.
Passemos adiante. O individuo, qae introduzin
a verruma artesiana no ventre alheo foi capturado
j em fuga, pelo subdelegado desla cidade, que fez
raslejn-lo no roatto em qae se elle homisiou.
He orna das diligencias mais bem feilas, que
tenho visto, porque lera seu tanto ou quanlo de ca-
cara ; e consta-oie, que al no cerco dado no mallo
foram pilhadas dnas rapozas, um veado e (res cutas.
O ferido est sem perico.
Ainda nao posso mandar-lhe a lista, que lhe pro-
mett, porque vapor me pilliou fora da casa, e por
consequencia sem os apontamenlos, que me dea o
Mereles.
Nada occorrido nestes ltimos das me consta ou
dominio thugat; mas elles nao eslao quietos, pos-
so jura-lo.
S. Exc. tere mandado limpar as ras, e vai tratar
de fazer um cemilcrio, bem como continuar o hos-
pital militar.
O cemilcrio lie urna de nossas maiores necessidades
da provincia, para fazer cessar os enlerramenlos
as igreja*, que tao funestos resultados coslumam
dar.
Temos aqu a igreja do Rosario, qne recebe os ca-
dveres da maior parle dos pretos, que morrem nes-
ta cidade, de wrle que raro he o dia em que ella
nao lem um enterro, ao passo que nao dispoe de mais
de cem sepultaras. De neeessidade tem de abrir
algamas extemporneamente, que espalliaudo mi-
asmas infectes prodazam males nolaveis.
O hospital militar timbero he desumroa neeessida-
de agora, qae temos om mel batalhao. O local es-
col hielo peloSr. Bandeira he dos peores; mas estan-
do elle comacado S. Exc. nao pode mais muda-lo,
sob pena depona de despea feila. Um hospital
no quarlel, e no centro da cidade nao he das lem-
bransas man hygienicas; mas S. Exc. o Sr. Ban-
deira nao pidia ser universal,aUquando dormitat
bonus Homtrus.
Al aqui vamos mullo bem com S. Exe., e esla-
mos siunmancnte salisfetos. Sua pulidez, urbani-
dade, aleligeocia, e boas inlcnces, auguram-nos
urna feliz alminislracan. V. sabe que en nlo sou
ulico, e que tero havido aduiiuislraces s qnaes
nao tenho elogiado, e ao contrario censurado de-
centemente como convm a quera sabe respeitar o
principio J auloridade; portanto nao sou suspeilo
no qne diiser a respelo do Exm. Paes Brrelo.
Se nao teraesse entrar em sera alheia, olTerecer-
Ihe-hia una descoberta de economa feila nao sei
por quem, mas por isso nao perca.
He pro libido, nao sei porque, fazer-se o forneci-
menlo dos pedidos do meio batalhao desta provincia
pela sua tiesouraiia, e sim por esse arsenal. Dahi
resulla: 1, que qaando se forma um pedido j se
tem feitomaisdous vencidos; islo he um anno de-
pois de felo; 2", que o soldado da ha i xa devendoa
se-lhe farainientos de exercicio lindo, e por conse-
quencia tem de perde-los; porque nao pode aeempa-
nhar as depongas de nm pagamento nunca /indo.
Isso he qu: nlo aos soldados, quanlo i fazenda resul-
ta nicamente, que tem de pagar-se de frele, como
acontecen lia pouco, trezentos mil ris, por objeclos,
pelos quaei eu nao dara oulro tanto. Sommado o
cusi dos dbjectos. que nao he muilo iiisurn do arse-
nal, com a frele d ama cifra muito superior que
elles custariam nesta provincia, maito melhormenle
feilos. oexcesso certamente nlo he em favor dos
cofres.
Ainda mais, d-se (deu o commando) dezoilo mil
ris de fre e do Varadouro para o quarlel dos laes
objeclos (lie verdade que foi nm pouco salgadinho)
os quaes d.-vem ser accrcsccnlados o cusi dos ob-
jeclos.
E, nar sei se faro bem em dize-lo, com quatro
mil res dra a conduccao, porque oilo pretos n'um
dia deram cora o trem no quarlel; e oito pretos
300 rs. por dia, preso correle no mercado, costara
ris 4-3001. Se o reslante nao entrn para a caixa
dos lenres, certamente est nos principios econ-
micos mistares; qae, de pasugem seja dito, sempre
he contra elles.
Nestes ltimos dias tenho estado um pouco rabu-
gento, e por isso minhas ultimas epstolas resenlem
se desse iefeito ; lenha paciencia, porque he arar
niivcm pissageira, que a mais leve brisa disspar.
Aceiterecommendasoes de ambos os Mereles, pai
e filho, que desejam corresponder-se directamente
com a redacto do seu Diario, e promellem substi-
tuir ume Leigo, a nutro o Justus, mas, se alguma
cousalhc mcreco, nao receba snas missivas, por-
que assiu me priva de dous importantes noticia-
dores.
Saude, a quanlo he bom lhe desejo por muitos
annos, a/ amavel companhia de quem lhe quer
bem.
PERMBUCO.
COMARCA DE PAO D'ALHO.
de catabro.
Mal pensara cu que a minha correspondencia
publicada em tea eonceiluado Diario de 16 do an-
dante, causara um alvoroto (permilla-ae-me a ex-
pressao) no-la villa, a ponto de se procurar com
nncia aquelle sea Diario por amor da tal corres-
pondencia, tantos lcitores para a sua gazeta como naquella oc-
casiao ; mas convm nolar que esses leitores, assim
como este seu correspondente, sao leitores de meia
cara que em nada coadjuvam as crescidas despe-
zas da sna grande empreza, que ha muito ter-se-hia
arruinado se eonlasse somente com o contingente
de Pao iTAIlio ; e estaramos assim privados desse
grande manancial de noticias, por onde sabemos o
que se'passa pelo velho e novo mando, e tambem
0 que vai por esle torillo da nossa bella provincia,
contiendo por Pao d'Alho. \
Pois bem, meus charos leiloresde niia cara, con-
tinuare! a saciar a vossa curiosidade, dando-vos
novas do que for occorrendo por esta boa comarca ;
porm em retribuirn dessa salisfarao do vossos de-
sejos eu muito estimara se vos animasseis a assg-
nar o Diario de Pernambuco, poupando desla ma-
neir;1 de ncommodardes os poucos assignantes qne
por aqui ha, os quaes quasi sempre ficam sem os
seusjornaes com os empreslimos.
Pricipiara hoje fazendo ama leve observasao so-
bre o procedimiento do senhor commandanle do
destacamento volante da comarca do l.imoeiro. Es-
te official leudo reeebido ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia para mandar urna tarea t esta
comarca, afim de snardar os presos que linham de
ser julgados nojary, deixou de cumprir semclhan
le ordem, de sorle que abrio-se e cncerroii-se o tri-
bunal do jury sera que appareecsac aquella forsa
que lanto era esperada Seria porvenlura essa omis
sao da parlo de S. S. por nao ler reeebido partcipa-
e.'in a semelhante respelo Parece-nos que nao,
porque a ordem foi expedida muilo a lempo pela
presidencia.
Alm do que, nao he essa a primeira vez que 8.
9. deixou de mandar forsa a esta comarca, havendo
reeebido aatorsarao para issn. Na sessao do jury,
celebrada em marro do crrante anno, aguardon-se
o destacamento volante do l.imoeiro, ou de parle
1 de sua forsa, e aqui uio rliegou, a despeito de ha-
ver reeebido o eu onimandanli- mdem para en-
viar urna forsa do seu destacamento para este
lugar.
Nao se pode explicar a causa da anlipalhia que
S. S. vola a esla comarca, donde foge, como de
urna trra pestfera, visto como sempre que por
aqui lem passado sera a sna forra em direccao a
capital, ha sido com tal rapidez que nodescanca
nesta villa e nem se digna cummonicar com as au-
toridades e empregados do logar, afim de orientar-te
cerca do seu estado de tranqnillidade. Nem he
possivel allribuir-se essa esquivanca de S. S. em
relaeiomr-se eom aquellas pessoas por nao as julgar
dignas de entreler relases com as mesmas, pois
que as autoridades e empregados de Pao d'Alho sao
pessoas apreciaveis que hospedaran] de bom grado
a S. S. quando por aqui locasse, se porvenlura as
1 procurasse.
O Sr. capitao Wanderley por aqui andou, deu-se
bem com todos, c senlio quando honve de deixar>-
nos, mas ocomporlamento daquelle official era dia-
mctralmenle opposlo ao de S. S. on antes o Sr. ca-
pito Wanderley era am verdadeiro commandanle
de destacamento volante, que bem comprehendera
as vistas da presidencia, porque anotecia muilas ve-
zes em l.imoeiro e amanhecia em Pao d'Alho, de
forma que quando a gente menos se precatava acha-
va-se aquelle senhor nesta comarca, donde se ausen-
tava com a roesma veloeidade, inculindo dest'arle
terror aos criminosos que nao podiam par ps em
ramos verdes, a vivamem continuos sustos f*r cau-
sa dodestacamenlo volante. Depois disto parece qae
o.o se pode dar o epilhclo de volante ao actual
destacamento do l.imoeiro, que devendo tambem per-
correr esla comarca por se adiar comprehendida no
circulo que lhe foi trasado, anda aqu nao veioeste
anno. Ser porque nao hajam criminosos nesta
comarca ? Nao podemos acreditar nessa hypolhese,
porque se tem perpetrado crimes'em Pao d'Alho el-
lo auno.
Nascido no seclo passado, e criado com a mxi-
maaliar n rei,somos verdaderos seelariosda dis-
ciplina ; e portanto o nosso proposito nlo he outro
senao pate ilear a primeira auloridade da provincia
o exposto, para que S. Exc. se digne averiguar a can-
sa porque o Sr. commandanle da Torca volante do
Limoeiro deixou da cumprir ama ordem emanada
da presidencia, cuja omissao redondou em detrimen-
to do servir publico.
No dia 14 fallecen a Exm. Sr. D. Sebastiana do
Reg e Albaqoerque, mil do nosso commandanle
superior Francisco do Reg e Albaqoerque, e lia do
Fxm. Barao d Boa Vista. Esla virtuosa matrona
fruio a rara ventura de contar noventa e sete annos
de idade, tendo nltfmamcnte perdido os sentidos da
vista e do ouvido, e conservando o dom da palavra
at poucos momentos antes do sen passamenlo. Os
seos restos mortaesdeposilaram-se nesta villa na igre-
ja do Rosario, donde foram levados para a matriz,
onde se ectebraram exequias solemnes compativeis
com as largas possessoes do seu digno filho. O gran-
de conenrso de novo qne compareceu ao enterra-
roento e funeral daquella finada, atiesta a conside-
rasSo e estima de que goza enlre os seas comrcaos
o nosso commahdaate superior, a qoem acompanha-
mosem se ut justos pera res,
Este me* tem sido terrivel para esta comarca nos
assassinalos, pois eontam e al o presente nao me-
nos de tres. No dia 9 foi encontrada, as maltas
de Tabocas, o cadver de ama rrioula por nome
Rila, que morava as Ierras do sitie Bello-Moule,
contiguo ao engenho Bello-Monle, e encravado em
Ierras do engenho Pilrib. Examioando-se aquel-
le cadver verificoo-seqae aquella infeliz mnlher fu-
ra victima de homicidio por meio de asphyxia. Es-
le brbaro allomado perpetrado as trevas esteve
por algum lempo sob o veo do mysterio. Consta-
nos qne a polica pelas suas diligencias pode chegar
a descortinar as feral que o pratlearam, aguardndo-
me para mencionar os pormenores desse horrendo
crime n'otilra occasiao, lempo em que podere tereo-
Ihido mclhorcs informase** a respelo.
Na tarde de 16 do coflfmtz) e no lugar Cumbe da
freguezia da Gloria, foi aSseaasrnado com tiros Jos
Mariano por Antonio Correa de Queiroz, que reo-
nindo oito guardas costas, moradores nesta comarca
e na do l.imoeiro, emboscra-se para roubar a exis-
tencia de tua victima, o que com effeito conseguio,
suecedendo que u assaasinado feriase com urna pu-
nhalada o cu assassino Queiroz. Os autores desse
monstruoso delicio puzeram-se inimodialamcute em
faga, nao os tendo podido encontrar urna forra de
60 paisanos que no dia seguinle em seu encalco fez
marchar para o lugar do delicio, o subdelegado da
(loria.
Na noite de 16 Manoel Correa, por anlonoraazia
Senon, matn eom um tiro, em S. Bento na fregaa-
zla da Luz. a Marcellino Jos; esse faeinora evadio-
se logo depois do delicio.
Em 7 do andante Manoel Marlins, condecido por
Candanga, tentn matar a Aleixo Joaquina Partir
dentro do as-ougue da freguexU da Gloria, ferindo-
o cora nma faca, a qual mallogrou o diablico inten-
to daquelle perversa por se ler entortado logo, vislo
como havia elle premeditado dar cabo da existencia
do infeliz a quem ferio.secundo declaren pouco antes
de pralicar o aclo. Felizmente este malvado foi pre-
so pelo subdelegado da Gloria e se ada recolhidoaca-
dea e suramaria.lo.
Estes fados alteolatorios da seguranra individual
devem dispertar muilo a aclividade dos senhores
encarregados da polica de Pao-d'Alho, aos quaes de
maos dadas com os senhores da juslica compre en-
vidar todos os esforcos, a empregar todos os meia
a seu alcance para a captura dos autores de Uo e-
norraes crimes. O que he de esperar praliquem au-
toridades a funcionarios em quera mnilo confiam os
habitantes desta comaaca.
Vera aqui a pillo pedir ao Exm. presidente que
se lirva mandar para esta comarca o destacamento
volante do l.imoeiro para aaxiliar as autoridades as
prises daquelles e oulros criminosos.
Pelas 6 horas da (arde do dia 22 (eve lugar neila
villa a ira-ia taran das imagens de S. Thereza. e do
Sanlissima Oracao de Jess para a saa capaila de S.
Thereza. Essas imagens depositadas ha cerca de 16
annos na matriz desla villa, somente agora podero
ser restituidas a sua capella, qne passou a ser admi-
nistrada este anno pelo nosso prestimoso e incancavel
coadjutor, padre Francseo da A-sis Souza Ramos, o
qual mediante seus esbirros reparan as ruinas desse
templo, e lornou-o ama verdadeira casa do Senhor,
notando se hoje all milita simplicirlade e aceio.
O facultativo Ferrar est pouco satisfeilo de sua vida,
porque lhe vai desapparecendo de dia para dia a sua
clnica, a ponto de nada fazer pela profusao. E pa-
ra maior infelicidade desse filho de Esculapio hara
de vir para comarca um discpulo de Hannemann, o
Dr. Brederode, que cura homeopathicamente e mi-
nistra es seas gtobalos gratuitamente a quem o pro-
cura, e tambera o cdadao Isidoro Mascarenhas que
se prosta de bom grado a tirar denles e a sangrar
com muila hablidade o gratis pro Deo, achando-se
por isso aquelle facultativo reduzido aos ltimos a-
puros pecuniarios e podeodo applcar-se-lhe o pro-
verbioaira: dos apedrejados correm as pedras.
No dia 14 morrn sbitamente de ama apeplexin
fulminante o pardo Jos Rufino era occasiao era que
eslava lalhando carne de porco danlro do asaoagoe
desta villa, e sepullou-se depois de dmorridaa 24
horas.
A noticia espalbada aqui de haver sido negociado
nessa cidade o melhor cavallo desla villa por um do*
nucios da companhia do celebre Antonio Cario an-
chen de nm susto tal aos habitantes desta villa que
guardara hoje os seus animaes com mais vigilancia,
que os eunucos na Turqua as mulhere doSullio am
seu harem.
Antes de concluir devo, em nome dos Pao-ifa-
Ihenses, agradecer ao Exm presidente da provincia o
beneficio que acaba de prodigalisar a esta comarca
com a crcacao de urna agencia de correo aqai, os
quaes vviam at o presente a merc de portadores
particulares para encaminharcm sua correspondencia
ou a esperar do correo de Pajeu que passa per aqui
de 13 cm 13 dias; e aproveito a occasiao para rogar
a S. Ex. que se digne providenciar para qae seja
instituida quanlo antes a referida agencia.
II- geueros alimenticios a a carne nao soflreram
altera';, o nos presos declarados na minha* ultima e-
pistola. Adeos pois quecconvidam-mc paraovolla-
rete, c undoso aceito o conviteafim de ver se me res-
ttuem os meus 30 bagos que honlem perd, a que
muila falta fazem ao seu velbo amigo o Y,
(Carta particular.)
Comeco por tralar-lhe do Te-Deum, que aiinun-
ciei-lhc na minha penltima, eslava para solemnUar-
se aqu.
J eslavamos bem dspersuaddo, e eu bastante-
mente zangado por ler felo algumas despezas afim
de apparecer como devo em tal acto ; j a casera
havia arremessado mala o balaio da costura, e sem
la, nem aquella, ralluva como gato, os cachorro,
a chava, o aol, o fogo... ludo lhe cheiraw eslurro,
(Udo lhe Tedia ; ja analmente haviamos perdido oo
todo as esperaucaj, quando fomos assallados pela li-
songeira e agradavel noticia da realisio da aspirada
feslividade.
Eulio a minha Andrcza lorneu-se jovial e folgaio-
na ; entrn a dar pinoles da coolcote ; pulava a an-
dava esperlinha como urna corja, e airosa com urna
pombnha Oh! quam amavel qae ella eslava I
Ali meu cabro Sr.,eu nSo sei que prazer se goza
nesta vidana jornada deste valle de lacrimas, sem
se possuir a sua bella metade Se Vmc. visse a
minha Drezinha como ficou encantadora com o sea
chapelnho eom os tacos de fita verde, suas puleei-
ras de coral, e seus sapatinho de selim de ramagem,
leria inveja de minha sorle. Mas he para o Sr. sa-
ber qae c o velho tambem tem gosto aparado : e era
quanlo a mim urna mulher, como a qae possao, he
am traite inalienavel, e de que nm hornera deve
fazer estima.
Depois de promptot, leudo tomada a minha grata
de arroz com couve, marchamo para a malri/, a la
nos achamos logo aa qaalro hora e meia da tarde
do da domingo, 15 do crranteo do Te-Deum ;
poia presumpcao do grande concurso, que a (flui-
ra, fez-me lomar com intendencia asta resolacio
deoeeupar um lagarziiiho.endeeativesie bem agosto.
e nao fosse disputado, em razio da prioridade de
posse.
RealmeBle s 6 lioras eslava esta pequea matriz
como umovo. O contacto de urna multido immen-
sa evaporava um eilor rapaz de fazer suar a am cons-
tipado.cujo mal fosse rebelde a lodos os adores e
drsticos.
A alta idea, que en fazia de esplendidez, e mag-
nificencia ilese aclo, fun;,.u-inc a perder as altane-
riis que formara, ao examinar a tingeleza, a o sem
gusto da armagao ; anda qne desculpo ao meslre ar-
mador, porque nao era em nm da e noila, que po-
da abranger, a executar todo o Irabalho que em-
prehendeu.
O nosso coadjutor e Rvm. Antonio Eustaquio foi
o pregador, o qual (seguodo o mea curto, e limita-
do entender) formn un discurso bem anlogo fes-
lividade, que ae celabrava.
E fiqnei-lhe, alem do respeilo devido a sea estado,
querendomuito bem; porque disse desta terrinha
eomnhis, que me eneheram o conrao; por tanto se
me fosse permitlido tranacrever-lhe-hia o seu pane-
gyrice, em signal de gralidio c a misade.
Pretidio o Rvm. Sr. vicario, e assistiram mais os
Rvm. Bandeira o encarregado, Nicolao, Jos Pinto,
e Fr. JoaoBaplisla.que apezar da fleiibilidade extre-
ma do leu corno lem urna voz excellente.
FiDdooserm3o,coinecoao alternado hymnedos San-
tos Ambrosio, e Agoelinho. Foi quando a orebes-
tra den a mostra do sea panno. Para resumir a
COMARCA DE S. ANTAO'.
Villa da Escadaa 30 da ootubr.
He sem mais freamholo, e rodeios, que principio
esla, i- entro a tallar dos objeclo. que forneceam-
mea precisa materia para esle meu Irabalho.
sea elogio, dir-lhe-hei somente que foi a peior, qae"
hei visto e envido em dias de minha vida. Os m-
sicos parece que pela vez primeira subiram a choro,
nao sabiam ferir um tora, as vozea desentoadas, a
os instrumentos sem atinarlo, que era ama miseria.
Cabe aqai dizer que consla-me estar contratada a
raosiea de S. Antao, denominada-*.S'e/( pecados,
para a festa de nossa padroeira, ou orago ; de anle-
mio aviso-a para que nao ventiam dar Uo triste pro-i
va de sna pericia, como os eollegas, que tambem de
l vieram, ronheci.los porCemilcrio \ posto qae
tendo-as ouvido ambas reconheco a sua superiorida-
de, e melhor desempenho.
O nosso Te-Deum, pois, que eu esperava um aclo
digno de memoria para eterno padrao dos Escaden-
ses, ao contrario deve servir-Ibes de vergonha I
Quando as coasas, ou a execucao de urna empre-
za desmenle o lisongeiro conceito, que sen respei-
lo formamos, ado bom nao entrar em analv se,o alias
pausar como galo por brazal... Vamos adianle.
Terminada a lolemuidade religiosa, leve de sabir
am carro triumphanle, sobra qae ia um menino na
figura de um indgena, representando o Brasil, e
especialmente a Escida. Sampre foi om tributo de
louvor a nos outros caboclos de genina !
O carro nio passou de aun carro, siroplesmenle ar-
mado, chao e pobre. -
O Rvm. Bandeira o emprehendedor, director, pro-
curador, influidor, execulor da obra recitoa um so-
neto, que por ser reiteradas vezes recitado, pude da-
cora-lo. Ei-lo:
Desceu Jove das nuvens azuladas
Por divinos decros d'ouro, e de estrella!,
Entra o choro gentil d'allas doozellas
Lindas,formous.meigas, engrasadas.
A' destra rao.dc per'las coroada*,
Um genio a Escada reportava enlr'ellas,
Cura rico enfeite de mni finas talla*.
Cuito*! galas, rubil, era va das.
Correm todos aver prodigio lanto I
Enlio o gai dos numes arroubado
Em assomos de gloria, e furor sanio
Um decreto dictoa mais sublimado :
Vos sois, dignos hroes, do mundo espanto,
Ohl da villa da Escada,oh povo amado.
A pos ut mos est deram -se cicas, e enlooa-ie o
hymno nacin al.
Como ja deixo referido, houve um grande concur-
so ; mas he de admirar (alias oto admira ) que
pouquissimus fomssem as pessoas mais gradas da fre-
guezia, que comparecern!
Deu-se principio a marcha de festival cortejo, e
alguna pasaos paroo, e depois de ter a banda mili-
tar v*, msica' modulado urna soffriv el pessa, reci-
taran! ootro soneto, cujo onvi distinetamente ; mas
nao pude ver, ou eonheoT o inspirado das mazas.
Percorreram-se as roas nessa monotonaandan-
do-se e parando, tocaudn-sc ou cantaudo-se.
Antes da meia noite eslava ludo coocluido.
Aisisli reinlroduro do carro na matriz, e logo
Ira le de regressar com minha Andreza para o nosso
tugurio. Varias reflexdes nessa occasiao me vieram
eccapar o pensamento. Um verdadeiro contralle
em mim le operan. Tanto de prazer live quando
eslava no meio d'aquella ruidoso e alegre vulgo,
quanlo da tristeza quando em um caminho com mi-
nha companbeira, que apezar de sua garrulice, fa-
ceras e mordacidade, me nao alliv iava da espacia
de peso, ou remorso, que me opprhnia: formara eu
entretanto este soliloquio.
Com efeito '. Vejo, a ha disto innmeros exem-
plos, que os homens misemvelmeote sempre se es-
meram mais por significarem sua vangloria, de qoe
por ocenrrerem objeclos de maior imporineia,
justica e merecimenlo I! Ea metmo qne me en-
carreguei de promover o quanto me fosse possivel,
os melhoramenlos desla Ierra, porque falalidade,
ou negligencia me hei esqtieeide de fallar da minlu
matriz, e dest'arle estimular os coraroes dos meas
comparochianos!...
Enlo triste pezar me analiou nnvamenle, e para
me lvrar de seas acacaUdm aguilhes, resotvi-me
tratar de materia Uo importante, e meritoria.
uta dspotirao chego a caa, e a recordar-roe do
ponto, a que roa impuz da fallar, me nao pude es-
quivar dua* lagrimas, que sent deataram-ie-me
pela raaaaaa faces lembranca do mea velho viga-
rioque Dea* haja I a sejam ellas aceita* como
un trbulo da respelo, a graodao u memoria da Uo
boa* e erudito pastor, tiueero e fiel amiga.
Nao mano* copiosas lagrimas re d e lastima var-
io contemplandomesmo imaginariamente o esta-
do da igreja, qu serva da matriz desta freguezia I
Que r*corda{oaa peuosai, e amargas me trapaaaam
n mente 1 Quando imagino em tintos mlhoes gasto*
em afcjeclo meramente de luxo a soperfluidadoj !
Tanto* cotral reeheido* de hnmensas riqueza* I Tan-
tos tbeaouree ainootoadoi recebendo cultos de saa*
avaro* dono* 1 Tantas casas, onde a elegante archi-
leclura sobresahe com a dourada moldura; da cojo*
tocio estucados pendem luminosos lustres ; am cu-
ja masa* superabundan) os mai pingues, oppa-
ros, e exquisitos manjares, os variado* e saborosos
licores... Ao pauo que ao mendigoqaando multa-
se alira urna roesquinha esmola aoompanhada de
despreos.desdens, e i vetes da impudente! sarcas-
mos... Ao puso qoe o pobre lata rom a mais pun-
gente enfermidade, a sent esvair-te-lhe a petada
existencia entra a* dores a... a tema I A viuva des-
valida nem uquer pode implorar a caridade ehrii-
t.ia, evitando o encontr de qnem talvez lhe e*mo-
lasse vergouhou nudez de leus membros. A or-
faa vai mercadejar a sua honranico bem que lhe
resti para redemir-s* da miseria. Finalmente os
templo, as casas de Dos o tidas como contas,
me de urna santa ndignaciio, e desejava que os senti-
mental, que se aninham em minha alma, movem
a miaba penna, reperculicm e se inHltrasnm nos
coracoes d'aquejlcs que lvedos de orgolho e ador-
mecidos na opulenciaapalhicos, pareeem esqueri-
do de s meamos, dea devore* para coa*, a Creador,
a para com seu* tomeUiante*. Poi qeaitdo se es-
merara e citremam em edificar para ai Uo so dren-
les, porm magnifica! catas (o que alias nao cen-
suro) iSe justo apa fique em olvido, em desprezo
aquella onde em nosso* temores, ou esperan-
Cas buscamos impetrar urna anea o tributar lou-
vores aquelle de qeera depende*) a* nosso desli-
nos? I Presqua (diz Mootasqniag) Uus las ptuple*
polim habilen ion es maitont. Pe la ist renue
naturellement tidte de batir Ditu une maison,
ou ils puittent eadorer, et atier archer ion,
leurs craintes, ou leurs esperances.
Com effeilo (he ainda Manteoqulea quem assim se
exprime) nada ha de mata conieteute para m ho-
m, do qoe nm logar, tate enconlram a Dfvtllda-
de prsenle e immediala, a onde junlaroenl* (team
fallar ana friqueza, sua nihwrii.
Outro ,im K, paj, ,, eregancia da casa,
que conhece, oo se pide fazer ama (dea bom ajat-
lada d'aqualles qo aeUahaUtam. .
Assim poli, tharrartinot exmpaBxIrla^Ds, ^ cn>e a
Providencia vo. ha eolloeado m am ettade de abas-
Unca, dev eis ralribuir-lbe esta mare concorrendo
para a reparasaoda voisa matriz: atiendei, qoe o
seu estado de i inminente ruina redama os vossos ae-
nos cuidados a coadjuvarim ; por nn davida a
sua actualldade far eom que algnem nonio avalie
e vacille sobre vossa orthodoxia, e lenUmentoi pie-
dows ; porUnto espero aj^e desmintis qualquer des-
favnravel roDceitu,qaUaJ respeito se forme em va-
lo desabono. ,. ,
Dir algnem : A aateeabla 1! v
Oh I lato he ontra ama. O defaute viga rio Joao
Zererino (que Deo* o lenha na gloria) pedio a as-,
lerabla, qoe marcas** am qaiolativo para a con-
eerto desla matriz, na lampo eos qoe alia esteva
em estad o lao pouro decente, qoe servia de corral
para cabras, oveihas ele, etc. Masa asiemblea que
nio lia menina para te oceupar eom puerilidades,
fez ouvido da mercador. O vicario porm com-
penetrando-* da indecencia, e desmoronamenlo de
na igreja, a sendo-lho negada a coadjnvaco que
por vazet pedir ao governo, esgolou-so. a leva a
gloria de, reduzido a seo nicos reeoreei, po-la
em eslado de poder celebrar eom a decencia e etoiio,
que he devido.
Agora apresenlam as paroles da capella-mor ren-
das Uo largas, que dao ignaa* a njeeios de prximo
desabament. O actual parocho Tiqucreu, e pode
obter um cont de reis, que persoado-m nlo che-
ga para os materiaes.
Nesta pertuasao, ou certeza novamente raqoer,
mas a sua petirSo nao merecen ao manos wr emtti-
da discussao; pois sem ella ficou indeferida. Eis-
aqui como o Estado ou governo dao apreso aos in -
leresses da Religao!... L religin (dir^e-ha) est
argenl dant ma poche.
Em varios lagares se tem eregido templos magnifico
rnente pelos esforcos ebrios dos proprielarios, eno
eris vos, oh Escadense qae vos neguis a uto,lano
mais quanto do veis considerar nos baos prosperida-
des, que d'ahi vos redundam, e afflaem.
Passemos a oulros objeclos.
A semana pastada aqai chegou o Sr. Dr. juiz mu-
nicipal, que veio a demarcacAo du Ierras desla aldea
que foram aforadas ao Sr. Mariano. ConsU-me que
o Sr. Barros in pedir vista, em razio de receiar que
esta ilemarcaco offeaderia a ma pone, e que a an-
tiguidade do seu aforamenlo dava-lhe dirailo a pri-
mazia. Se o faci assim nao he a culpa vem do
Faustino qae desta sorte informou-me.
Nao sei se por ordem da cmara, ou porque mo-
tivo, foi suspendido o uso das medidas de farinha
na feira, peto que os matulos a esUo vendendo por
tijella, havendo defraudarlo ou damno contra os
compradores deste genero alimenticio. Nada, meus
senhores, venham as euias! Sr. Cavalcanli I Sr.
Franco, as cuias 1 que nao estamos para traballiar
para o diabo !
No dia 15 foi preso Manoel Francisco, oarives,
porque por motivos eximio-se da |cumprr urna or-
dem policial, de maneira que passou engaioiado esse
dia a noite, emquanto os deroaia gozavam do festejo
e cautavam livremenl*.
No engenho Muss foi apprehendido um sceleralo,
qae tomava a* dimeusoes do'corpo de um sogeT
para lhe dar passaporte para a eternidade, segundo
a ordem e recommendasao qu* fizara o celebre Ma-
noel Dias. Se he mentira vi para o laceo do Faus-
tino.
No dia 20," ordem do Sr. subdelegado Barros,'
marchen umapatrulha para o engenho Garra, afim de
capturar nm assassino que ah se achava, sendo acoca-
do do Altinlio, onde usava de seuolliciode abrev iar
o fardo da vida alheia. Pode evadir-se, disparando
infelizmente um tiro, que ferio a perna do soldado
Jos Bernardo, morador no engenho Violas. No
du 27 fui notificado para a roesma diligencia ; mu,
ou porque fui ma pecando eom as almas, ou por-
querelativamente ao malvadoo diabo ajuda aos
eus, nio o encontramos, a disseram-nos qae se
achava no lugar denominado Paca* de Bonito.
Ai reiras, alm da abundancia do* vivares, tem
ido frequenladas por muiU gente grauda, figaroes.
De sorte qae c a terrinha j vai parecendo alguma
eousa.
No sabbado panado maUram-M vale eseit bs,
a a carne vendaa-se a .19200, a tarda a 292-Wl; c
nao esteve ran. A farinha eileve a vinl a oilo pa-
tacas o alqueire, o ftijao a trila a daai, e a milho
a vinle. Hoaverant tambem os laborlo* queijos
do terUo.
Adeo. A* recoir.
OVelho AWio.
(tem.)
I
i
C.MSmVLA BSTJIC1CIPAX. 90 RECITE.
Scuao' ardimaria O 19 c oatobro ***MU.
Presidencia do Sr. Bario da Capibaribe.
Presente o* Sr., Hago e Albuquerque, Reg,
Mamedc, Dr. S Pireira, Oiiveira, Barata eGamei-
ro, abrio-se a aearto a foi lida a approvada a acta
da antecedente,' depoit de brava discaaso sobre o
periodo qoe tnla do* asaugnes.
Poi lido o segainl
EXPEDIENTE.
Um officio do advogado, duendo que seos uten-
sis do arougues foram comprados pelo arrematan-
tes dos mesmos, he fora do duvida qae coostitaem
sua propriedade, e qne por iaao podam deito dispor,
urna vez que se nlo podem considerar bemfeilorias,
e que no contrato se nao estipalou que ficaewm per-
tencendo a municipalidade.-lnteirada, e deu-sc o se-
guate despacho na peticio de Antelelo Jote de Men
doDca :
Nao precisando a eamata'da* inteMii que a sup-
ptieante lhe offerece por venda, pode dipor delles
como lhe convier.i
Outro da fiscal de S. Jote, participando qae appa-
recem alguns bilheles de alferlcao assignido por
Antonio da Silva Gusmao Jnior, em lagar de
Francisco Jos dos Santos, que be e*arremaUule do
dilo imposto, a qoe eliado-ae em duvida se esses
bilheles sao validos, pedia a cmara lhe esclarecesse
a respeito. Mandou-se responder ao fiscal e com-
municar aos das outras freguezia*, que laes bilhetes
sao nullos,e que Uzease cem qneaf parte solicitassem
outros assignados pelo tegilimo arremaUnle.Nest%
sentido mandou-se publicar edilaet para eonheci-
menlo das mesmas partes.
Ootro do engenheiro cordeador, informando qoe
Fonles & Irmo, podem construir lamidouro na
ra da Santal* Velha.medianle as condioto por alie
indicado.Concedeusse a liceca deptadenle do
laes condiscoa,
Oulro de mesmo, ioforroando qoe o terreno de
raariirha lito n* roa doa (iuaranpes, qu* D. Euge-
nia Teixeira da Moara qoer vendar, abrir ge ama
porcao que esl comnrthendida na praca projeclada
ao Oeste da roa da Brum.A' camraisMe de edili-
cacao.
O Sr. vereador Sa Pereira eaaitlindo ana opi-
nio acerca da parlara de Exm. Sr. presidente da
provincia, lida na anta* de honlem, tobae medidas
de polica sanitaria, apreteelou um atojarte da res-
paila mesma portara, que foi approvado, acoojpa-
nhado de algn artito timbom de palicia atfiita-
ria, para prevenir qualquer infecro oo caatagie,
que posM ipparecor eutreno*.
Convm o metmo vareador aa odopcio das madi*
du Irinraitlidit por S. Ex ma nao concorda eom
* ereafao do um matedooro iaaproviaao, por nao
poder" este salisfazer mhou condicOe hygienicaa.
A vista da peticio do* ex-conlraladoree do forne-
oimento de carne verde, resolveu a lamia qXie o
procurador recebeue delles os alaguere do* t coa-
guu que hiviim arraanUo at o dia 18 do corre-
te, na razio do muro ptteo que pagavaa*.
Deapaobaram-se upali{0o* da Joaqoim Piolo, Joa-
quim da Silva Castro, Jote Bipiitta Ribairo da Fa-
ria, dos ax-contridore* da> Uraociownlo da carnes
verdes, da Joao Saraiva da Anaaj Galvio, de Edu-
ardo da Costi Olivaira, do Podro Bapbaal doi San-
ios, e Icvantoa-te a laiila.
Eu Manoel Ferreira Accioli, ofllcial-iriiof da se-
cretaria, a ewrevi ao impedimoato do secretario.
Declaro em lampo qu* ettharam em praca e fo-
ram arnmaladotam teta do O 5, por a quintil de

at
.
que'naomerecem a mioma considaracao... ncho-Ida 3:219|00li oa aeotajao* pubiibm, ficaado aiode
-

II
1% *fl


--
.-
DIARIO OE PERNAMBUCO, SABIDO 4 D NOVEMBRO DE 1854
.t
:
?er arrematar, por nJIo hover licitantes, 25 lallios de
enage das Cineo-Pontai., sendo a importancia do
'' litis nm paga .1 bocea do corre, Accioli) o decla-
ra.Bario de Caftbaribe, presido, le.bVamede.
Gameiro.llego Jlbuquerque.Oliveira.Reg.
Illm. e Etro. Sr.A cmara recebeu a portara
de V. Etc. de, 17 de outubro, na qual recoramenda
V. K\c. -\a' se ponham loco un etecucao as me-
didas lembradas pela commissao de hygiene publi-
ca; e coro especial idade a 1." e a 7.a. como meio
de preveor o desenvolvimento de qaalquer in-
fcc.-o ou contagio que possa ser fatal loa habitantes
deite municipio.
A cmara muitu estima ter a V. Exe. em frente
aquelles que pensara, e creem na utilidade e con-
veniencia das medidas preventivas ; e deseja acom-
Ijiiihar a V. Etc., ie tur autoiisada a dispender o
qte for preciso para a etecucao de taes medidas.
Nenhuma refletSo faro sobra o 1. art. das ce-
didas lembradas contra o cholera, que por copia
Bies foram Iransmillldas, e envidar suas forcis para
iue ellas sejam salisfeitas.
O mesmo nao aconteceu cora o 7." art. por ter
de hitar com embarace*, se nao invenciveis, ao
menos difticilroeoto remnviveis na actualidade, eom
a promplidao exigida ein dito artigo. O local da
Cabanga destinado para o matidouro, he alagado
as maros de Inncameiito, arenoso, e por i o fcil
te embeber-sedos lquidos que sobre elle esliverem
resultando deslaa circunstancias a necessidade de
er elevado e ladrilhade, pra qne sobre elle se
possa fazer a matanzas rezes destinadas ao com-
tiiroo ; do contrario, as mares nao s nlerrompe-
ao a motones, e a embebieao do terreno toruari
em am la maca I rmtrhlo o local da malanca.
Se se hvesse de matar gado em pequea quanti-
dade. urna ou duas vetes por semana, pequeo se-
ria este mbaraeo; porm a malanca he diaria, e
oe i i i(j bois, o que da certo muilo augmenta-
ra os loconveuienles apuntados: alm disto, um
urral deveestar prompto para receber e conter as
reres que devem ser moras, o qae nao se poder
tazer sem que tambem s eleve o terreno destinado
>ara o maladooro ; e se bem que hajam alguns
pontos elevados, parece com ludo que elles sao pe-
queos para esse fim. Moras as rezes e esquarle-
jadas, tem de ser conservadas al enchugarem para
terem pesadas, e depois oandutidas para diflerentes
partes do monieipio. Este ultimo servico, um dos
pricipaes, exige um outro local abrigado, para que
ai chovas e grande calor nao corrompam a carne,
sim como capaz de offerecer seguranca para qae
se evite qnalquer furto.
Um matadouro improvisado com essa rapidez e
eom estes embarazos, de certo que nao s nao satis-
far nenhuma das cnnriires hygieaicas, como
nuil. vetes se prestar a om rgimen policial, e
desle modo vira a ser mais nocivo que til i saude
publica. Muitos outros embaracos existen) anda
que se oppoem a eteeucio do dito artigo.
V. Etc. pois, tomando em consideradlo estas bre-
ves refletoes que deixam de ser minuciosameale
desenvolvidas por falta de lempo, decidir o qoe jul-
gar mais conveniente.
Aproveilamos esta occasiao para oflerecer tambem
a V. Exc. algumas medidas preventivas, afim de
evitar, se fr possivel, a inv.is.io do cholera, des-
Irnindo sua influencia miasmtica, e ai cundieres
para o sen desenvolvimento.
Esta cmara iembra ainda a V. Exc. a parte*.
dsota eidade eom relartu s viagens que a vapor se
fa/.cra da Europa para o Brasil; he ella o 1. ponto
de rommunicacJIo, e por iso todas as precaucOes
parecem poucas para conjurar o maior dos flagelos
qoe pesa sobre a humanidade.
Dos guarde etc.
Art. 1. Estabefeeer um local para lazareto e qua-
renlena tora dos saburbios ou viziohanca da eidade,
sendo o que nos parece mais proprio a ilha de S.
Aleno, ou a ilha de llamaraca, do lado da barra de
CalaaM. onde multas clrcomslancias favoraveis
ceiicorrem para se conseguir o lim que se deseja,
marcaario-se logo um raio de ama a dnas leguas, na
nrcuraferencia do qual nao ser permiltido ingres-
so a alguem on a algnma cousa que nao for para o
m dos lazaretos e quarentena.
Art. 2. Ter addido a repartirn de sande do por-
to em medico de reconhcecido mrito para s occu-
par-se do estado do cholera nos "porlos estrangeiros,
eu caminho, seu desenvolvimento ou progresso, e
observar minuciosamente o estado sanitario de qual-
qaer navio chegado este porto, remontndose ao
ponto de partida.e transmiltir suas observacoes dia-
nas ou semauae a presidencia.
Art. 3". Proceder desde j a nm exame era todos
es bairros desla eidade, e classlcar quaes as locali-
dades insalubres, qoacs as salobres; e bem assm as
casas dos mesinos, que por sua posit-.to. ou constru-
yo se lornarem mo,e mandar proceder as mes-
mas, a cusa dos proprielarioi, os reparos tendentes a
torna-las hmpas, como sejam caiando-as, lavando-
as e pintando-as etc.
*rf- *" Bstabelecer um s ponto para embarque
e desembarque das tripolacfles e passageiros, onde
navera um escriplorio policial, que nole os qne en-
trara, e os que jahem; e naquelle caso obrigar os qne
viverem a bol do a que indiquem qual a casa de sua
asistencia : devendo lodos os das hora marcada,
n apresenlarem em dito escriplorio para reeonhecer-
se o seu estado de sande c aquellas que nao corapa-
rerreem, serem procurado para se os enviar para
ijorao d onde n8o poderSo vr a Ierra senao depois
de 40 das, contados da entrada livre do navio,
a qne perlenctrwn.
Art. A g.l.h.loccr Mln: rate cm Ipiono, a O"
porto nm mercado publico de Ul modo abasteeirio,
que escuse percorrer-se varios pontos da dude a
procura dos gneros da primeira necessidade.
Art. 6". Proceder-se a exames rigorosos c repeti-
dos sobre os gneros alimenticio e mesmo estable-
cer porconla do governo, diflerentes concurrencias,
ahm de ver-se se os gneros vindos ao mercado s8o
de boa quaiidade, e de preco commodo para que a
populacho nlo defnhc por falta dos mesmos onde
sua raaqualidade, ou de sen alte preco.
Art. ~". Nenhum medica tratara dentro da eida-
de de qaalquer moleslia que seja as chegados de
lora, nacionaes ou estrangeiroa, qne adoecerem nos
primeiros 40 das, sem que participe logo no primei-
ro da de sua morle ; a commissao de hvgieue pu-
blica, para qae esta observe por si mesma dita mo-
lestia ; e se o medico assistente e a commissao reco-
nhecerera ou sospeiUrem ser o cholera, o doente e o
enfermeiro serao immedialamente poslos em isola-
<&>: islo no caso de que a epidemia do cholera
arada senao teohadesenvolvido.
Art. 8". Eslakelecer desde ja am servjo medico
e te-lo prompto e adestrado para entrar em trabalbo
no caso de qae o cholera se desenvolva, composto
de medien, boticarios, enfermeiro, tiespilaes e bo-
tica, eujo Gm priucipal aera o de prestar temeos a
humanidade e recolher todos os toctos qae mes-era
o efleitos do cholera epidmico, sua morda, acra
dos medicamentos, qaer domsticos, quer pherma-
reiiticos, sua mortalidade as differentes localidades,
profisses, sexos e dades, e outras quaesquer obset-
vaces quer seienliueat quer eiperimeataei.
Art. 9. Publicar as folhas mais lidas detla ca-
pital, e mesmo mandar ler m diffirentes povoados
deata prvincia, quaes os mcditamenlos e as medi-
da de hygiene sanceionados pela raiao e pela expe-
riencia, capares de desarmar o flagelo do cholera e
ineulir na populacho a idee de qae esta molestia
nao parece contagiosa, e qoe todos o desvio da hy-
giene e da moral, o med > e a falla de eperaoca,
eo urnas da principaes cansa qoe farem attrahr
u P0110 MPnn,'r assim) este terrivel flagelo.
Paco da cmara municipal do Recite tm sesso or-
dinana de 23 de outubro de 1854.
PUBLICAfiAO A PEDIDO.
A RAINHK DO BAILE.
Ao -e. cltn. Ar.,. Ble.'o.
Qaere, amigo, saber
O qoe ea nflo posso di/.er,
O que nao pede nieguen :
Debalde o qne os olhos veem
Qoeremos ns exprimir ;
Esta ventara, ee beta,
S nos he dado sentir.
Ouem foi do baile a rainba '.'
0em mais primores conliolia'.'
Ob I que a miuha alma oeoiihecc !
Assim a penna, podesse
Suas feiroes retratar ;
Assim lieos me concdeme
Os seus encanto pintar.
N'umjardim de lindas rosas,
Todas bellas e mimosas,
He talvez empata insana
Procarar a soberana
Por sea vico e sea aroma ;
W um baile qaem de sultana
Para ai os foros toma t
Rainha, como en compr'endo,
A cojo poder me rendo.
Como um vnssallo con'-nte,
Nao he rainha, qoe a qeale
Crea de van realeta ;
A qoe eu concebo, smenle
He fillia da natoreta.
Quem foi do baile a rainha'.'
V so o leu peilo adevioha
Oat bellas na mullidao ;
V te bale o coracao
Ao impulsos da memoria ;
E tributa urna oblaco
A' quero ganhar a victoria.
V nm porte magestoco,
V am semblante mimoso
Como em souho encantador ;
Procura um lypo de amor
Orno o que nos coi fulgura
Essa chamou-a o Senhor,
Rainha da formosura.
l'i-l I nao vs Descorada,
Om a paluda cor de fada,
*) Uns uihus, onde relut
O vaga lame do eee,
Como o parisfimo lu
Das sentinelloa de Dees.
Un liana, negro caballo,
ue apena chamamos bello
Temendo chamar divino ;
Doce labio purpurinos
Abertoao migo riso,
Una au ot asi Unigaus
< hT'ratati MfetuiM.
De braucas vestes (rajada
Como a sylphide encantada
Pelos ares vollijando;
Mil desejos avivando
Em seu gyro donairoso,
Cuando as vcsles regacamlo
No moslrava o p mimoso.
Um simples, rubro toncado,
He cuja cor, aleado.
He o fugo da paixo ;
Emblema d'alto condao
Que rail guerrassymboliza,
Quando um forte coraoao
luiros mil coraces pita.
Ei-la do baile a rainha !
V se o leu peilo adevinha,
V se a (ua alma le inspira ;
Aos sons acordes da lyra
Quero o seu nome ajunlar ;
A' brisa, que alm suspira,
Quero o seu nome mandar.
O seu nome he... Sabe-o Dos,
Sabeni-no os anjea dos Ccos,
E mais ninguem...que ventura !
O seu nome a trra impura
Jamis poder saber;
O seu mime i sepultura
Ha de comigo descer.
/. de Souza Menezes.
COMMERCIO.
'RAtA DO RECIFE 3 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS l)A TARDE.
CotacOes offlciaes.
Cambio sobre Londresa 27 M 60 div.
Descont de letlras de 30 das9 \ ao anno.
nmbio sobre o Rio de Janeiroa 15 e 30 div. 9 de
rebate.
Farinha de trigo279OOO por barrica.
AUFANDECiA.
Rendimcnto do da 2.......6:!82l5fi
Idetn do dia.'l........7:58.52790
13:767J)9S6
II1
neicarregam hoje 4 de novembro.
_JKa porlugunzaSania Cruzdiversos eeneros.
Barca porluguezaAracAarmsebatatas, arcos e
ceblas.
Barca americanaficcinbreu.
Escuna hamburgaezaHenrich Cusateraerca-
rias.
Barco francezaGustavoidem.
Brigue brasleiroDous Amigoibarricas vasias.
Importacao'.
Garopeira naeional Licra^o, viada da Baha,
consignada a Domingos A Ivs Malheus, manifestou
~ segrale:
16 caixes. 5 pocotes e 781 raixinhas charutos,
18 fardos fumo era folln, 8 saceos fio de algodao, 2
ditos colla, 40 saccas caf pilado, 30 ditos dilo em
casca ; 300 molhos passaba ; ordem.
4 caixas diversas miudezas ; a Antonio Lopes Pe-
reira de Mello.
300 caiinha charutos ; a Antonio Luiz de Oli-
veira Azevedo.
1 eaixSo com caixnhas de charutos ; a Antonio
do Alenla domes 4 C.
i***" p; a D. Alves Malheus.
iO saccas caf pilado ; a Seixas A Azevedo.
Vapor nacional Imperatrlz, vndo dos porto do
norte, manifestou o seguinte ;
1 pacotc ; a Manocl da Silva Sanios.
1 caixole ; a D. Antonia Maria Rezende.
I barril ; a Antonio de Almeida Gomes rSi C.
1 sacea ; ao I)r. Agoslinho E. de l^ao.
25 barricas ; a Nnvaes & C.
1 caxinha ; a J0.I0 Anlunes de Alencar. *
Brigue nacional Dous Amigos, vindo do Ro de
aneiro, consignado a Novaes & C, manifestou o
sesuinle :
2811 rollos e 50 latas fumo, 493 saccas e 1 barri-
ca cafe ; 94 barricas polassa. 24 caixas ch.i, 11 cai-
xes chapeos, 10 caixas rap, 13 barricas -farinha,
jbarrisioucinho, 3\calies livros, t caixa impres-
sos, S fardos e 3 rollos Sola, 2 voluntes c4caixocs
mercadonas, ii barriquinha bolachinha, 100 barri-
cas vazias ; a ordem.
4 barris bronze, 16 caixas papel, 2 barris vinhu,
2 caixe galloes, 3 ditos pedras, 1 pacole com ca-
misas, 1 cunte lampean, 1 barrica cadinhos, 1 cai-
xote capoles, 18 pacoles loiui, 100 caixas velas; a
ordem.
4 faidos fazendas; a Jete Pinto do Lemos J-
nior.
65 volumes barricas vazas ; a Jos da Silva Re-
galas.
1 volme leqiics ; a Novaes i C.
Vapor iuglez Gradt Western, viudo da Europa,
manifesimi o gegainle :
1 caixa gallan de onro ; a J. P. Adour & C.
1 dita relogios ; a ordem.
1 dila joas ; a Tmm Mousen & Vlnassa.
3 ditas ditas ; a J. C. Rabe.
1 dita relogios ; a F. G. Gerraann
1 embrulho amostras ; a Russell Mellors & C.
1 dito ditas ; a Paln Nash 4 C.
2 caitas ditas ; a C. J. Astley & C
1 dita e 1 embrulho ditas; a H. Gilxon.
acmbtiitrms mas; ajames Rvder & C.
1 cana amostras ; a Feidel Pinto & C
1 dita ditas-; a Luiz Antonio de Siquera.
1 embrulho ditas; aj. II. Gaensly.
1 caixa amostras ; a L. Sehuler i C.
1 dita ditas; a Demesse Leclerc.
2 ditas ditas ; a E. Burle,
ldila dila e um embrulho iornaes ; a J. Keller
c5tC.
2 ditas ditas ; a V. Lasne.
4 ditas e 1 embrulho amostras ; a Lecomte Feron
& C.
1 embrulho amostras ; a Bruon & C.
1 caixa e 1 embrulho ditas ; a Schramm & C.
1 embrulho ditas ; a Me. Calmonl & C.
1 dito jornaes ; a Soollale d C.
diUs ; a A. M. C. Soares & C.
1 diU dita; a D. Bowman.
1 dita ditas ; a Schafheillin C.
1 embrulho livros e papis ; a Adamson Howie
O C.
1 dito dlnheiro ; a F. J. de Barros.
Barca frauceza Gustaco II, vinda do Havre, con-
signada a Lasserre & Companhia, manifestou o se-
grate :
1 caixa tecidos de algodao, 2 ditas eouro enverni-
tado, 7 diUs marmores, 1 dita meias curtas, i dila
modas, 6 ditas perfumaras, 3 ditas chapeos para es-
"nora, I dita sedas, 1 dita chapeos de sol de algo-
dio, 1 dila eiporas, 1 dita bijouleria ; a F. Souvagc
_1 eaix merciaria, 1 dita perfumara, 2 ditas mo-
' a'ta chapeo de sol de algudao, 2 ditas mer-
artas, 1 dito roupa branca, 1 dita pannos ; a E.
4 caixas lrwosem branco, 2 dila perfumarlas, 3
ditas chapeos parehomem, 1 fardo e 2 caixa pauno,
1 caixa bonetes, 3 ehus tecidos de algodao, 1 dila
penle de bfalo, 1 dita caixas para rap, 1 dila bo-
loes de osso ; a V. Lasne.
80 barris e 80 meios ditos manteig, 2 volumes
cassas de linho. 1 dilo lenco, 1 dito penles, 1 dito
exo\" e P5<5i < lito grampa, 1 dito dasdiver-
5a*. chapeo, 1 dito massas e forros de chapeos,
1 dito chapeos para hornera, 1 dito flores arlificiaes,
? "los lecido de Igodao, 2 Jilos alGnelcs ; a Cal
1 voluroe perfumarias, 1 dito papel pintado. 2 di-
tos celmdros, 2 ditos vidros, 1 dilo espedios. 6 ditos
casticaes de zinco, 5 ditos porcedana, 1 dito carro
para meninos, 1 dito tedas, 1 dito chapeo para te-
Rohert P's,oUs- b'"s viho tinto; a A.
3 caixas lecidos de laa e algodao, 11 dita mercia-
ria e objeclos de escriplorio, 8 ditas perfumarias,
burra e brinquedos. 5 ditas perfumarias e vidros or-
dinarios ; a Feidel Pinto & C.
2 caitos vidros. 2 ditas papel de msica, 2 ditas
cliapeos de sol de algodao, 1 fardo panno, 1 caixa
instrumentos ; a E. Dedier & C.
6 barricas Untas, 2 caixas oleo vitriolo, 1 porejo
gesso, 1 caua oleo de amendoas doces e agua de flor
ae laraoja, 1 dita agua de rosas, 1 dita vorniz ; a J.
4 caitas tecidos de algodao, 4 ditas vidro, 1 dita
tecidos de seda e algodio ; a Antonio Luiz dos
sanios*
1 caixa cortinados de franja e coberlas de camas ;
a Mauoel Ignacio de Oliveira.
2 barr vinho, 1 fardo rolhas, 6 gigos garrafas va-
tios, i canas chales de casta de algodao bordados, 3
ditas tecidos de seda, 1 fardo panuosde lia, 2 ditos
camisas de algodao, 9 ditas lecidos de algodao, 7 di-
Uis ditos de laa e seda, 1 dita lenco, de algodao, 1
dila requires de seda e algodao ; a Schapheitln A
Companhia.
200 barris e 200 meios ditos manteiga, 13 caixa
roupa fela e tecidos de 13a ; a N. O. Bieber & Com-
panhia.
152i;'M,"rdin,',,. 100 gigos champagne, 200 bar-
ris e >0U meios ditos manteiga, KM) balas papel de
embrulho, 16 barris vinho tinto, 400 gigos cerveia ;
a J. R. Lasserre & C.
100 caixas vinho linio, 8 caixas sardinhas, 4 ditas
ervilhas, 13 ditas vidros, 5 ditas cal^adn, 1 dila lou-
, 1 dita brinquedos, 5 ditas lecidos de algodlo, 39
ditas papel, 3 ditas chombo em obra. 35 barris e 30
meios ditos manteiga, t caixa Tamiz, 1 dita drogas e
canoes. 1 dila drogas, 1 dila boneles, 3 ditas roupa
tolla, 10 ditas cliapeos, 6 ditas agua de Colonia, 1
dita capsulas, 4 ditas Iructas seccas, 2 ditas casliraes
tota candieiros, 1 dita carias geographicas, l'dita
honecas, 4 ditas pedes preparado, t dita arenes e
E? Pr,ePari"1". i merciaria, 1 dila meias cur-
to ditas rape, 1 dita chapos de sol e bonetes, 1
dita ditos de dito e chicotes, 2 ditas chapeos de sol;
a l.erontc Feron & C.
2 caixas seda. 22 ditas lecidos de algodao. 1 dila
*S df f".e 6e,Ja;. H chales de 13a bordados de
SOL ia M de '""'.? 92 diu,s rdinha, 2 ditas
Iruffes, 2 barricas quei,os. 12 gigos champagne, I
dita lecidos de eda ; a J. Keller & C.
J7?b! 2 T,eiOS **? """"iga. I caitas fa-
ztndas ; a llruun Praeger 4C.
.iial"oeld05.de ,,?od.* "a, 7 ditas dilo.de
algodao, 2 ditas ditos de seda, 3 ditas chale, 10 U. champ.ge, 11 alta ditos de seda e algodTo, Id,-
U ditas de algodao e laa; a Tnm Mousen & Vi-
1 ISfXLSSl fei'a* i? ""P009 P" **.
I diU cooservai e obra de ferro, 1 dita iierfuinaria
i porvelana, 2 diUs lecidos de |,ndao, I dita cha!
pcos de sol de seda, 1 dita leridos de seda c pentcs
de tartaruga ; a L. A. de Siquera.
t caixa modas. 2 dilas obras praleadas, 2 ditas
eristaes, 2 ditas obras de ourives, 5 dilas chapos pa-
ra liomcin. I dita papel de lixa, 1 dila iustrumenlns
de msica, 1 dita objeclos de escriplorio, oculos c
perfumarias, 2 dilas vidros, 2 dilas calcados, 1 dita
papelAo, I dila scllins, 1 dila carines, 1 dita tecidos
de seda, 2 dilas chapeos e modas ; a Adour & C.
50 barris e 25 meios dilos manteiga ; a Tasso &
[ratto*.
1 caixa armado* para chapos deso; a Manoel
Villard.
.50 gigos champagne ; a Me. Calmonl.
1 caixa flores, blonda, fitas, etc.; a M. Theard.
40 barris e 40 meios di los manteiga ; a Rosas Bra-
ga & C.
2 caixas quinquilharias, 3 dilas carros c seus per-
tences, I dita filas de seda ; a ordem.
25 barris c 25 meios ditos manteiga; a 11. Gibsoo.
3 caixas papel ; a Fifia.
1 dita cliapeos para homem ; a Mauoel Jos Car-
neiro.
12 gigos vinho ; a Sanio Andr.
1 caixa modn; a Millochau.
2 caitas piano ; a J. Vignes.
3 ditas relogios e mais objeclos; a F. J. Germano.
1 dita calcado ; a Johnslou Paler & C.
40 barris e 20 meios ditos manteiga ; a Schramm
& C.
1 caixa medicamentos, 34 barris sal ; a B. F. de
Souza.
1 barril agurdenle ; a Meuron & C.
1 caixa lecidos de algodao, 25 dilas trastes, 7 ditas
marmor ; a J. II. Gaensly.
1 caita requifes; a L Sehuler & C.
4 dilas quinquilharias ; a A. G. Bourgcsis.
1 barril tinta branca, 1 caixa vemiz ; a Morcira &
Fragozn.
Cter porlugoez tjuilha de Ferro, vindo de Fayal,
consignado a Thomaz de Aquino Fonscca & Filho,
manifestou o seguinte
72 pipas e 116 barris vinho ; aos mesmos consig-
natarios.
Galera inglcza Soicordfisl;, vinda de Liverpool,
cousignada a Me. Calmonl & C, manifestou o se-
guinte:
11 quinlaes e 5 libras chapas de ferro; a N. O.
Bieher & C.
2 caitas lecidoide algod'-o e lila, 31 fardos e 27
caixas Hito, de algodao, I dita tecidos de soda, 100
gigos louca ; a Rasa Braga & C.
37 fardos lecidos de algodao ; a Adamson Hovtic
<5C.
1 barril sal, 1 caixa perfumes, 3 barris gonzo de
portas, 1 barrica ferragens, 19 ditas enxadts, 50 dilas
cerveja, 3 ditas entilara, 15 presuntos, 4 frascos pas-
sas, 3 caixas conservas, 10 dilas fruclas, Sditasquei-
jos, 1 dita objeclos deselleiro, 7 gigos louca, 20 bar-
ris salitre, 1 caixa bicos de algodao, ldila biscou-
tos ; a E. H. Wyall.
11 caixas e 2 fardos lecidos de algodao; a J. Kel-
ler & C.
25 toneladas carvo de pedra, 20dilos dilo quei-
mado ; a D. W. Bowman.
14 caixas tecidos de algodao, 1 caixa e 7 fardos
dito de algodao e laa ; a Kostron Rooker & C.
5 caixas lecidos de linho, 11 fardos e 56 dilos le-
cidos de algodao, 2 caixas toadlas de algodao, 50
barris manteiga; a Johnslon Paler & C.
2 fardos tecidos de linho, 26 barricas enxadas, 2
ditas ferragens, 3 dilas pregos, 9 cilindros, 6 rodas e
3 caixas machinismo, 21 laixas ferro fundido; a S.
P. Johnston & C.
5 caixas biscoutos. 1 embrulho e 1 barril salmo,
2 pacoles tapetes, 1 barril alvarade, 1 caixa objectos
deselleiro, 7 barris conservas, iJiarris e 1 cesto fru-
tas, 1 barril sal, 86 presuntos, 76 queijos, 1 caixa
queijos, 1 embrulho chicoria, 2 barris agurdenle. 6
dilos vinho, 26 pcs 1 barril agua de soda, I barrica farinha de aveia, 200
gigos batatas. 1 sareo pennas. 4 barricas arenques, 1
barrica pedras, dilo alimpar facas, 33 gigos louca, 1
barrica correnle, 20 barricas enxadas, 17 dilas e 3
caixa ferragens, 49 barris pregos. 1 peso de ferro.
8 ancoras, 23 fardos e f caixa lecidos de algodao, 1
caixa enredes, I pacole esleirs; a ordem.
10 barris oleo de linhac,a ; a C. C. Johnslon
50 barris manleiga ; a Rothe & Biiloolac.
1 caixa cobre; a A. M. Machado.
10 toneladas, 15 quinlaes, 1 arroba, o 22 libras
ierro ; C. Slarr & C.
5 caixas e 21 fardos lecidos de algodao ; a M
Gibson.
16 caixas e 17 fardo tecidos de algodao e 13, 18
ditas tecidos de algodao e linho ; a Russell Mellors
&C
1 caixa lecidos de Ua ; a Deane Youle & C.
2 caixas meias de algodao ; a Feidel Piulo |C.
2 barris vinho, 34 birrise 11 caitas diversos; a
G. Nesbitl.
4 caixas cobre. Ti; ditas e 100 Tardos lecidos de al-
godao ; a Paln Naak.A C.
1 caixa tecidos de algodao, 2 dilas c2 fardos te-
cidos de algodao e laa ; a A, C. de Abreu.
1 caixa tecidos de algodao ;h Brnnn Prager & C.
8 fardos e 7 caitas lecidos de algodao ; a Fox Bro-
thers & C.
10 fardos lecidos de algodao ; a James Crabtree
& C.
1 caixa lecidos de linho, 37 ditas miudezas ; a Ja-
mes_llll; 35 fardos e 45 caixas lecidos de algodao; a James
Ryder i C.
3 caixas pillas; a J. Soam.
25 toneladas, 3 arrobas e 26 libras ferro, 21 far-
dos lecidos de algodao, 100 barris manteiga, 50 gi-
gote 1 cesto louca : aos consignatarios.
4 saceos amostras ; a diversos.
Barca portugueza Bracharense, vinda do Porto,
consignada a Thomaz de Aqnino Fonseca & Filho,
manifestou o seguinte :
400 liaras vimes. 2 mflheiros e 70 rasas sal, 4 cai-
**?. no! a Thomaz de Aquino Fonseca &
I' 11 lio. fJJ
40 cantstras alhos ; a Novaes & C.
1 caia camisolas ; a CarvaUo & Irmio.
3 caixas quinquilharias ; a Jos Joaqun) da Cu-
nta tiumaraes.
4 condecas maeaas, 6 actales ditas. 3 cesto, 1
caixa palileiros ; a Jos Monteiro de Siquera.
2 caixas palitos, botos e cochins, t canaslra ro-
lhas, 30 ditas batatas ; a Joto Percra da Cosa.
2 canaslras alhos, 134 rodas do arcos de pao ; a
Joaquim Ferrera Mendes Guimaraos.
2 pipas e 5 barris vinagre, 225 liacas de vimes ; a
Joaquim Correa Rezende Reg.
1 caixa palitos ; a Antonio Jo- Arantes.
4 calas balainhos e rolhas, 18 canaslras alhos. 6
canas MU* ; a Antonio Joaquim de Souza Ri-
beiro.
1 caixa qiinqailharias. 100 canaslras batatas ; a
Thomaz Fernandes da Cruz.
6 canaslras maeaas, 1 cndete marmellada ; a lato
lavares Cordeiro.
8 canaslras alhos, 5 barricas castanhas, 2 caitas
nozes; a Agostinhc Ferrera S. Guiraarae.
1 catolinho lia^asde vmes; a JoSo Pereira da
Rocha.
1 caixolinho doce ; a Jos de Almeida S. L.
Basto.
1 caiiSo doce, 500 rodas de vimes ; a Joao Do-
mingues Ramos.
5 pacoles lio porrete, 1 fardo cestas, 44 barris vi-
nho, 1 fardo peneras, 1000 liacas de vimes, 23 cu-
ihelesenchine machados. 5 mitas fechaduras, 1
dila volantes e grades, linha, relroz, redes, panno, e
coturnos, 4 barris enxadas. 7 barris pregos, 4 ditos
palilos, 16 barris presuntos, 1 caixa panno, linhas,
penles e marcas, 1 dita panno, toadlas, e coturnos,
I dita gallao, renda, toadlas e marcas. 1 dila esco-
vas, 8 ditas linhas, 1 dita freos, 1 dita pedras ; a
Barroca 4 Castro.
1 fardo capachos, 1 caixa retroz, 1 caixan miude-
zas; a Antonio Luiz de Oliveira Azevedo.
0 saceos louro, 5 caixas nozes ; a Jusliuo Antonio
Pinto.
51 canaslras alhos, 1 pacole cochnilhas, 141 ca-
naslras batatas, 6 caixas nozes. 300 liaras de vimes ;
a Manoel Joaquim Ramos e Silva.
6 canaslras albos, 951 resteas ceblas ; a Antonio
de Almeida Gomes & C.
20 caixOes ceblas, 1 caixa hcelas de chfre, 1
dita pedras de afiar. 1 dila luvas, requifes, alamares
e brincos do latao, 1 dita fnlha de louro, 1 dila fer-
ros pedreze ; a Antonio Joaquim dos Sautos An-
drade.
1 caixa linhas e escoras ; a Jos Alves da Silva
Guimaraes.
2 temos cestas ; a Narciso Jos da Costa.
1 lerno condecas ; a Manocl Ignacio da Silva Tei-
xeira.
40 canaslras btalas, 6 dilas ceblas; a Luiz An-
tomo da Silva.
lcoixole;a Eduardo.
Cruf reS'eaS C6b0li" Animio HMriqM 1
1 gaiola canarios ; ao eo/.lnhciro do navio.
1 pacole panno do linho. 2 saceos massas de cha-
pos ; a Jos Ferrera dos Santos.
1 ciuxao patuleas, coturnos, e I peca de panno ; 1
Josc Joaquim Anaslacio.
1 caixa diversas mercaduras, 1 eaixao obras de
prala; a Jos Antonio da Cunha & Irraao.
- 'albas e guardanapos ; a Antonio Luiz
dos Santos J C,
50 rodea d'arcos de pao, 50 liaras de vimos ; a
Joao Pires Soares.
8 gigos e 1 canaslra louca, 2carxasc 2 cimbeles
quinquilharias, 10 fules de dillerenles lamanhos. 1
santuario com unagens, 1 cndele higornas ; a Jos
Baptisla Braga.
40 canaslras albos, 1 caixa fazendas, 25 ancorelas
azeilonas ; a Manuel Fernandos Giiedcs.
.1 caitas fazendas, 40 canaslras hlalas, 8 fciies a-
halidos. 100 rodas d'arcot, 120 canaslras albos, 300
hacas de vimes, 3 caixas miudezas. i dila diversos
objeclos, 2 barris ferragens ; a ordem.
1 cana chnelas e toalhas ; a Manoet Azevedo An-
drade.
2 barris presuntos ; a Fnte -canaslras maeaas ; a Anlouio Jo j 1
8 barris vinho ; \ Manoel Goncalves de Oli-
veira.
1 caita cochnilhas ; a Domingos Alves Mathcus.
12 caixas omina, linhas, loadlas- lencos e penles,
50 rodas d'arcos de po ;a Jos Antonio* Basto.
1 caxote pentcs ; a Antonio Joacjnim Vaz de Mi-
randa.
3 caixas macclla, sabugueiro ebrides; a Manoel
Antonio Torres.
3 caixas louca ; a Joaquim Antonio Pereira.
135 rodas d'arcoa de pao, 1 eaixao cochnilhas ; a
Bailar A Oliveira.
6 barris cerveja, 1 caixa coxns, 1 eaixao vinho ;
a David Ferrera Bailar.
I eaixao panno c cliourico ; a Francisco Jos de
Mngalliaes Bastos.
1 condeca doce ; a F. Pereira da Silva.
50 rodas d'arcos de pao ; a Tarroso & C.
1 buril presuntos ; a Victorino.
CONSULADO GEBAL.
Rendimcnto do dia 2...... 8863318
dem do dia 3........ 576990
1:4631308
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendniento do dia 2...... 1$tiO0
dem do da 3........ 235718
25J3I8
Exportar; ao.
Lisboa, galera portugueza Margarida, de 380 to-
neladas, eonduzio o seguinte : 3,569 saceos c 295
barricas enm 20,420 arrobas e 39 libras de Mancar,
5011 ineius de vaquetas, i 1 barris mel, 20 rolos esto-
pa, 1,400 ponas de boi.
Rio de Janeiro, escuna nacional 'eremos, de 101
toneladas, eonduzio o seguinle : 19 pipas agur-
dente, 1,132 saccas mlho, 1,000 cocos com casca.
Aracaty, hialc nacional Exalaeo, de 37 tonela-
das, eonduzio o seguinle :688 volumes diversos g-
neros.
Plymonth, escuna inglcza lint, eonduzio o se-
guinle :2,250 saceos com 11,250 arrobas de as-
sucar.
RECEBEORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 2 a 3. .. t 1;000$16!
MOVIMENTO DO PORTO.
Nados entrados no dia 3.
Philadelphia44 dia, brigue americano Vairy, de
165 toneladas, rapitao Samuel P. Willcby, equi-
pagem 8, carga farinha e mais gneros'; a os-
trn Rooker ft Companhia.
Terra Nova42 dias, escuna inglcza IHgion, de 118
toneladas, capilao William Pajm, cquipagem 8,
carga 1,505 barricas com bacaldo ; a Me. Cal-
monl Assii8 dias, hialc brasileiro Anglica, de 82 tone-
ladas, meslre Jos Joaquim Alves da Silva, equi-
pacem 10, carga sal c mais gneros ; a Antonio
Joaquim Scve. Passageiros, Jos Lopes Machado,
(lonealo Pereira de Araujo.
Navios sahidot no mesmo dia.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor hrasi-
leiro/mocrafr;, commandanle o lenla Anto-
nio Corrcia de Brito. Passageiros desla provincia,
l)r. Joao da Silva Ramos, Jos Rufino Moncorvo
Barbarino e I escravo, Jo3o Cavalcunli de Albu-
qaerque c 1 escravo, Joaquim di Araujo Goncal-
ves, Potsidonio Mancio da Cunha, J0S0 Fernan-
dos de Barros e 1 escravo, 1 ex-prar;a Joao Jet
de Sanl'Auna, Joao Luiz Goncalves,' aderes Vie-
jo* Goncalve Torres, sua senhori, 2 filhos e 1 es-
crava, Maria Antonia da Conceicao, Joao Agosli-
nho da Silva, Feliciano Joaquim do Espirito San-
to, Joao Jos L'ceda, Antonio Si ues da Silva e I
escravo, segundo-lenenle M. A. Viegas Jnior,
Jote Maria Ribeiro dos Santos 2 eseravos, An-
tonio de Mello Souza Guimaraes, Luiz Gomes da
Silva Rocha, 1 ei-soldado,James Rodrigues Alves,
Antonio Jos de Amorim e I escravo, altores Au-
gusto Carlos Cerqueira Chaves e sua senhora, 1
desertor. Antonio Tellos da Silva Lobo, l)r. Gas-
par de Menezes Vaseontellos de Drummond.
demBarca americana llallimore, capitn R. H.
Ramsay, carga parle da que (rouxe.
EDITAES.
j^ de Oliveira
j trotar.
31 fardos aCafalcs, 30 cestos ; a Luiz Manoel Ro-
drigues Valenca.
300 liacas de vimos ;a Jo.lo Pereir a da Rocha,
n ,"' capacho. 2 caixas cochina, marcas e pa-
lito; a Domingos Rodrigues de Aladrada & Com-
panhia.
100 rodas d'arcosde pao.200 liacas do vimes: a
Joaquim Francisco da Silva Carneo.
50 roda d'arcos de piio ; a D. .los Anjos Tei-
70 rodas d'arcos da pin a Auloniu l'erreiraM011-
toiro.
O Illm. Sr. inspector da lh?souraria provincial,
em cumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provinriade 25 de niiluhro p. p., manda fazer
publico que no dia 23 do correnle perante a junta
da fazenda da mesma Ihesourarii, se hade arrema-
tar a quem por menos lizer a obra dos reparos de
551) bracas quadradas de empedramento na estrada
de Pao d'Alho, principiando do e.igenho Gimragi-
heal:i pnnlesiuha doCaiar, avadada em 5:1159.
A arrem.ilacosera feila na forma da le provin-
cial 11. 313 de 15 de maio do correnle anuo, e sob as
condires especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarlo
compareram na sala das sessoes da mesma junta
peto meio da, competentemente 'lahilitadat.
E para constar se mandoa aflixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco > de outubro de J854. (serularso, AiUuuio
rtrrrtrn sa .ffinunciarm'.' '
Clausulas especiae* para a arremataeilo.
1 A obras dos reparos de 550 kracas quadradas
de empedramento da estrada do P d'Alho, far-se-
I1S0 de ronformidade com o nrfamtnto approvado
pela directora no comedio, e apresentado a appro-
vacao .lo Exm. Sr. presidente na importancia de
5:115*100
2.* O arremalanle dar principo as obras no
prazo de 15 das e devora concluidas no de Ires
mezes, ambos contado de conformidade com art.
31 da le provincial n. 288.
3." A importancia destn arroma a.;.lo ser paga
ara duas prestarAes iguaes : 1 prirreir quando es-
livcr fela melado das obras; e a tegunda quando
esliver concluida, que ser logo rtcebid.i delinili-
vaiiienle sem prazo de responsabilidide.
4.* O arremalanle excedendo o prazo marcado
para a cooclusan das obras, pagara tma mulla de
1009 rs. por cada mez, embora Ihe aeja concedida a
prorogacao.
5. O arrematante durante a execncan das obras
proporcionar Iranzlo ao publico e ios carros.
6." O arrematante ser olingado i empregar na
execucao das obras, pelo menos mdade do pessoal
de gente livre.
7. Para Indo o que nao se aehar dttcrmuado nos
presentes clausulas nem no or;aineu'o seguir-se-ha
o que riispe a respeitoa le provineiiln. 286.
Conforme. fj seetWarie.
Antonio Ferreirm Tjhnunriariln.
Pela directora da facdldade de irito do
Recite se faz publico, para cihliaclnenlo dos inte-
ressados. que nos eximes preparatotios se observara
a seguinle ordem :
Segunda feira, Rhetorica, Poelicae Lalim.
Ter? feira, Phlosophia, Gengrariia e Historia.
(Juarla feira, Arithmetca e Geonetria, Francez
e Inglez. t .
Sexto feira, Gcographia, IHileriji e Philosapha.
Sabba.ln, Lalim, Francez e Inglez
O da impedido ser substituido pda quinla feira.
O oflirial que serve de secrolario defois de registra-
do o presente, o far publicar lia torna do estilo e
pela iraprensa.Recito 2 do novenbro de 1854.
O director interino, Antonio JoiCoellia.
O Illm. Sr. inspector do dieacraria provin
cal manda fazer publico, para eoihccimento dr
coiilribuinles abaixo declaradas, os .mposlos de 3
sobro os ilugoeis dos diversos eshbolecmenlc
IIHISOOO por casas que venden) bilhelcs de loleri
de oulras provincias o 409000 r. por ;asas de unid
deslc municipio, perlenccnles aos etercieio 1
1836 a 18>2, qoe tendo-se onneloiro a liqaidac.'
da divida activa dettes impostos devim compare
na mencionada lhsouraria deudo de trila di
contados do dia da pulilicacAo do presinte edlal, p
ra se Ibes dar a nota do sen debito, lim de qoe w
paguem na mesa do consulado provncial. ficando
na intelligeiicia de que lindo o dilo fazo serao te-
tan exceuladas.
E para constar se mandn publicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
co 27 de outubro de 1854,O secretario, Antonio
Ferrera da Annuneiarlio.
Joao Joaquim de Souza'Abreu o Lima BfOOO
Joaquim de Almeida Queiroz 4 C.. 49320
Jos.'- Pcroira Teixera .' .' :i5lit)tl
Jos l.oureneo......... I90K0
Joilo do Reis*......... 19080
Jos Pedro de Faria........ 31600
Jos Moreira da Silva........ 10500
Joaquim Marques dos Sanios Souza e Mel-
lo ............. 139-500
Jos Mara Placido de Magalh.les. 159900
Joao Antonio de Sampaio...... 133600
Jo.lo Jos de Freilas Marrnqum .... 336O0
Jos Lucio Los......... 4*320
Lino Jos de Castro Araujo...... 69000
Luiz de Oliveira Lima....... 69000
l.uii Jos de Castro Amorim..... 43500
V lava Lasserre & C........ 19500
Lourenco Ferrera Alves...... I38OO
Lui/. Jos Pondr......... l2?tK)0
Leonardo d'Almeida........ 13980
Luiz Antonio Duarle....... 390(X)
Uonar.lo Rufino de Freilas..... 39tW)
Luiz de Franca Oliveira Lima..... 33600
Lu/a I fiereza de Jess....... 119760
Leticia Maria da Conceicao...... 33600
Loiza Margarida Herbe...... 69000
Lecomte........... 9^>:nn>
Lino Pereira da Fonceca......' I3O8O
Luiz Anlniio da Silva...... 29160
Lisboa & C.".......... 1.55000
Luiz Jos do Oliveira Diniz...... 39000
Luil Novaes da Costo........ 435OO
Lourenco Rahcllo da Cunha Oliveira 33600
Luiz lionzaga da Rocha....... 79920
Lourciro Alartins da Silva Burgos. 23880
Manoel Jos Duarle........ 63000
Morcira & C.......... i.-m
Manoel Jos de Agotar....... 3500
Moudnie.i j (;......... 11800
Manoel Josc Pereira....... 2?I60
Machado ,\ Pinheiro....... 103800
Manoel Jos de Amorim...... 63006
Maiue.le Jnior......... 156080
Mauoel A mero de Souza Reis .... 13000
Miguel Mondes da Silva Pinheiro 49320
Maxiniiano Lopet Machado...... 93000
Manoel Joaquim Ferrera Jnnior. 43500
Manoel Aulonio......... 49500
Manoel Kspndnl de Mendaiulaiica IbRoo
? dos
de
o
, pa-
Malhias Carlos..........49320
Manoel Joaquim.........79200
Manocl Pereira da Silva......1290O0
Manuel Gomes.........ti-oiin
Manoel Joaquim Ferrera......3IHH)
Manocl Antonio da Silva......39600
Manoel Ferrera Sanios.......99880
Margarida de Jess........59010
Manoel Francisco Diiraes......79200
Manoel Maria da Cosa.......33600
Manocl de Tal Omento Pinheiro. 79200
Manoel Bernardino Rihcro......39000
Manocl Cesar do Espirito Santo 18410
Marcelino Jos Lopes.......39600
Manoel Machado Viera.......13800
Maria da Luz..........4-3320
Maria Thcreza de Jess.......19080
Manoel Antonio de Jess......49500
Manoel Joaquim Alves.......I9O8O
Miguel Archanjo dos Santos.....19440
Maria Anglica.........29160
Manoel Francisco de Lira Pessoa. I9O8O
Mouoel dos Santos Lima.......13080
Manoel Joaquim Seve.......I2? Manoel de Souza Pereira Jnior :t,-(K)0
Manoel Jos da Cunta.......38000
Maria Carolina Ferrera.......49500
Manoel Florencio Alves de Moracs. 79500
Maria Ramos A C.........129000
Manoel Xavier Correa Felosa.....43500
Manoel Jos Alves & C.......29160
(<7onli/iuar-sc-/ia.)
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprimento do disposto 110 art. 34 d.i le pro-
vincial 11. 129, manda fazer publico para conher-
mcnlo dos credores hypDlhecarios, c quaesquer in-
teressados, que as propriedades abaixo declaradas si-
las na direccao do 21 lanco dn estrada de Pao do
Alho foram desnpropriadas, e que os respectivos
propretarios lera de ser pagos .lo que so Ibes de-
ve por osla desapropriarao logo qne terminar o prazo
de 15 dias contados da dala desle, que he dado para
as reclamnces.
E para constar se mandou aduar o present e pu-
blicar pelo Diario por 15 das snreessivos. Secreta-
ra da thesouraria provincial de Pernambuco, 3 de
novembro de 1854.O secretario, Antonio Ferreira
a Annunciaro.
Relegan das casas dc estrada di Pao d'Alho.
Lmacasa de palha pcrlencente a Manoel
Albino pela quantia de...... 209000
Urna dita dila de Auna Maria do Espirito
Santo pela quantia de...... 209000
Urna dita dita pertencento a Fclix Alves
pela quanlia de........ 2O3OOO
lima dila dita perlcucente a Candida Ma-
na pela quantia de....... 2O5OOO
lima .lila dita pertencento a Mauoel Gou-
calves Pinto, pela quantia de 2090OO
urna dita dila pertencento a Francisco
Jos Nunes, pela quanlia de. 209000
lima dita de tedia de Maria Francelina
da Purificacao, pela quanlia de. 459000
Urna dito dito de Joao Rodrigues, pela
quanlia de.......... K#m
lima dita dila pertencento a Josepha Ma-
ra de Jess, pela quanlia de. 658000
Urna dita dila de A le van li o Pereira Bar-
bosa, pela quanlia de...... C59000
Urna dila dila do Anua Thercza de Jess,
pela quantia de........ 609000
Urna dita dita de Jote Flix do Monte,
pela quantia de........ 6O9OOO
Lina .lila pertencento a Joao Carneiro
da Molla, pela quanlia de.....3509000
Lina dila dita pertencento a JnaunaMa-
ria do Espirito Sanio, pela quantia de 508000
tma dita pertencento a Manoel Victori-
no de Araujo, pela quanlia de 409000
lima dila de palOa pertencento a Maria
da Conceicao, pela quanlia Se 163000
Lm muro de barro pertencento a Gerva-
sio Doiuingues Carneiro, pela quantia
d.e-............ 109000
Loutorme.Antonio Ferreira da Annunriarao.
Achan.lo-se vago o oflicio de escrivao do jurv
do termo de Ingazcira, manda S. Etc. o Sr. prn-
dente da provincia assim o fazer publico para co-
nhetamento das partes interessadas, e afim de que os
pretendentcs ao ditoolticiose habilitem na forma
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851, e apre-
tcnlem os seus requerimenlos ao juiz de direilo da
comarca de Pojen de Flores no prozo de 60 dias, que
comecou a correr do dia 11 do correnle em dianle,
para segtiircm-se os tramites marcados nos arts.
12 c 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de se-
tembro de 18,54Joaquim Pires Machado Portella,
ollicial-maior serindo de secretorio.
Achaii.lo-se vago o ofticio do escrivao do cri-
me, civel e notos do termo de Ingazeira, manda S.
Etc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimeiito das parles interestadas, e
afim de que os preleudentes do dito nITicio, e habi-
litem na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1831, e aprsentelo os seus requerimenlos ao pri-
meiro suppleute do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias. que comecou a correr do dia 11
do correnle em dianle, para segu irem-se os 1ra-
miles marcados nos arts. 12 e 13 do citado de-
creto. ^__
^Secretarla.lo governodeTernambuco 29 de selcm-
bro de 1851.Joaquim Pire Machado Porlella, olli-
ciai-inainr servindo de secretorio.
Parante a cmara municipal da eidade de O-
linda eslar em pregao nos dias 7, 8e 9 do prximo
vindouro mez de novembro, para ser arrematada
por quem mata der, por lempo de 3 anuos, a casa n.
9 da ra do Vigario da eidade do Recito, avadada
por 4063000 rs., c pertencento ao patrimonio da
mesma cmara. Os prelendentes podem compare-
cer na casa das .esses da mesma cmara no reto -
ridos dias, munidos de fiadores habilitados na forma
da lei, para poderem laucar, sem o que nao pode-
ro ser admitlidos 11 faze-lo.
E para que chegue a noticia de lodos so mandou
publicar o presente.
Paco da cmara municipal da eidade de Olinda em
sesso ordinaria de 12 de outubro de 1854___Joaquim
Caraleantide Albuquerque, pre-idente.Eduardo
Daniel Cavalcanti f'etlez de Guevara, secretario o
escrevi
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarSes, jniz
commercial da 1. vara desla eidade do Recito de
Perambuco, ele.
Faco saber a tollos os credores de Manoel Bolelho
Cordeiro, que devoran comparecer ua casa de mi-
nha residencia na ra da Cadeia s 11 horas da ma-
nhaa do dia 4 de novembro, para se proceder a no-
meacao dos administradores dos bens do fallido, no
forma do art. 842 do cdigo criminal.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
passar o presente, que ser ahitado 110 lugar do eos-
turne.
Dado e pastado nesta eidade do Recito, aos 31 do
outubro de 1854.
Custodio Manoel da Silva Guimarilei.
DECLAP.ACO ES.
Por esta subdelegada se faz publico, que te
acha recolludo cadeia, por suppr-se andar fgido,
o cabra Aleixo, que diz ser escravo de Jos Corrcia
Leal, morador no Curado. Subdelegada de S.Jos
do Recito 2 de novembro de 1854.Manoel Ferrei-
ra Accioli, tubdelcgado.
Ordenando o Exm. Sr. presidente a esto re-
partirlo, em officio de 27 do correnle mez, que se
marcasse o prazo de Ires mezes, designado no aviso
do ministerio da marraba de 20 de oulubro de
1848, para cessarem todas as licenc,as para cortes de
madeiras uesla provincia a excepcao das concedidas
em conformidade de contracto* celebrados com indi-
viduos que as livessem obtido depois da dala do mes-
mu aviso, afim de se evitar duvidas de futuro por
nao se ler toilo anda a declarac,ao do referido prazo.
O Illm. Sr. capilao do porto manda fazer constar,
que pois o ha como marcado peto presente, sendo
conscguinlemente contado desde boje.
Capitana do porto de Pernambuco em 30 de ou-
tubro de 1851-----O secretario, Alejandre Rodri-
gues dos lujo..
O abaixo assignado, subdelegado supplenlc em
cxcrcicio, da freguezia de S. Jos, avisa aos seus
comparochiauos que o art. 7. lit. 1. das posturas
municipacs, em vigor.prohibe que sesepultera cada-
veros antes de terem decorrido Si horas depois do
fallecimenlo das pessoas, sob pena de pagarein os
encarrcga.los dos enterramenlos lOgOOO rs. de mul-
la, ou soflrercm 3 dias de prisao, quando nao possam
pagar a multa. Outro sim, avisa mais que, de con-
formidade com as ordens expedidas pelo Sr. Dr. che-
fe de polica, em virlude de requisico da commis-
sao de Hygiene Publica, o fallecimenlo das pessoa
sera verificado e allestado por facultativo, com pre-
ferencia dos assistenles ; pelo que previne aos ei.car-
regados dos enlerros de pessoas tallecidas na fregue-
zia que, quando Ihe forem apretenlar as licencas do
vigario para |ir o-vislodeverao levar logo "o al-
lestado de medico ou cirurgio.Manoel Ferreira
Accivli, subdelegado suppleute.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O couselho administrativo, em virlude de aulor-
sacao do Lxm. Sr. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o meio balalhao do Ccar.
Panno prclo para polainas, corados 71.
Primeira e segunda classe de ollcinas do arsenal de
guerra.
Arcos de ferro de 2 1|2 polcga.las, arroba 4 ; di-
tos de dito de 1 3|i ditas, arrobas 4.
Tereeira classe.
Ferro suero de 3 polegada, barras 6 ; dito de dito
de I ditas, barras 8 ; vcrgalhoes quadrados de ferro
sueco de 1 polegada 1 ; ferro de varan.la, arrobas 2.
Qnarta classe. _^--
Cadinhos do norte de 11. 6 10 ; ditos~to~lo n. 8
111 ; ditos de dito n. 10 10 ; dilos de dilo n. 12 II) ;
rame fino de ferro para amarrar, libras 16 ; dilo de
dilo de meia grossura, libra, t6 ; lenroes de latao
com o peso de 5 a (i libras 2 ; toihes de andres do-
bradas. caixas 2; ditassingelas, caixas 2.
<>uem quitar vender estes objeclos, aprsenle as
suas propostas em corla fechada, na secretaria do
couselho as |0 horas do dia 6 do correnle mez. Se-
cretaria do couselho administrativo, para forneri-
mento do arsenal de guerra 3 de uovembro de 1854.
Josc de llrito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo l'ereiri do Carino Jnior, vocal c secre-
tario.
da 11 denovemlji'o, o mullo vcleiro brigue
Reciten : pata o restante da carga e passa-
geiros, lrala-se na rna do Collcgio n. 17
segundo andar, ou com o capilao Manoel
Jote llibeiro.
PARA A BAHA.
Va seguir com brevidade o liiate ..For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C, na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veicira polaca Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiros e eseravos
a trefe, trata-se com Novaes & C-, na ra
do Trapiche n. 3i.
I ara o Rio Grande do Sul, com escala pelo Rio
de Janeiro, pretende seguir em pinicos dias o brigue
Juno, capilao Joao Jos da Silveira, o qual somonte
pode recelier alguns passageiros e eteravos ; quem
pretender, pode tratar com o sohredito capilao. ou
com os consiguaiarios Amorim Irmaos, ra da Crut
n. 3.
PARA O RIO DK JANEIRO.
Segu viagem ate 12 do corrente mez,
o brigue nacional Adolpho, capitao
Manoel Pereira de Sa': para o resto da
carga e eseravos a fete, trata-te com o
tnestno capito, ou com o consignatario
Eduardo Ferreira Balthar, ra da Cruz
n. 28.
COMPANHIA PERNAMBLCANA DE
VAPORES.
O conselho de direccAo de conformidade com o
art. 4. til. 1. do estatutos da companhia, convida
os -enbores accionislasa realisarem mais25 por cen-
lo sobre o numero de accoes que subscreveram at o
dia 15 do correnle me/, de novembro. afim de serem
feila com rcgularidn.lc para Inglaterra as remessas
de fundos com qne tem de oltender os prazot dn pa-
gamento do primelro vapor em consliuccao, sendo
encarregado do recebimenlo o Sr. T. Coulon, na ra
da Cruz n. 26.
RIO DE JANEIRO.
Pretende sabir eom mtiita brevidade, o
veleiro brigue Dous Amigos, portera
maior parte de seu carregamento promp-
to: para o resto da carga, passageiros e
eseravos a fete, trata-te com Novaes & C,
na ra do Trapiche n. i-, ou coro o ca-
pitao na praca do Commercio.
SOCIEDADE DHAHiTIC, EMITO IRA.
15. recita dn asutigniiturn.
Sabbado 4 de novembro de 1854.
Depois da evecueao de urna e.colinda ouvertura,
lera principio a represoiilaco dn novo drama vau-
dcvillc cm 4 actos, e 6 quadrus, intitulado
A ESMERALDA,
Imitado do romance Xossa Senhora do Pars, de
Mr. Viclor Hugo, por 1). Joanna Mancos de Noro-
nha, e posto em msica pelo insigne compositor o
Sr. Noronha
l'ersonagens.
ASra. D.
Iiiidula, louca.
Esmeralda Bohemia
Falurdel.vediacsla*
lajadcira. .
Urna menina. .
Claudio Froillo, pa-
dre .....
Phebos, rapitao. .
Quasimo do Sineiro.
Pedro Gregorio, po-
eta .....
0 procurador do
re.....
1 bflicial ....
Io homem do povo.
Adores.
Leopoldina.
Orsat Mendes.
0 Senhor
Amalia.
I,uiinha.
Sena.
Bateta.
Reis.
Monteiro.
Pinto.
Skiruer.
SebasliSo.
Rozendo.
Santa Rosa.
I.ima.
Pereira.
N. N.
AVISOS MARTIMOS
3o i)
4 o
5 i)
I carese ...
Soldados, povo, ele.
A scena passa-se em Paris.
1. MiiadroA praca de Ijreve.
2. O amor he ceg.
.1. Em ve de rosas espiihos.
4. A decisilo do rei.
>. A lnMh>.
ti. O patbulo e o perdo.
Os entre-arto sero preeucbidos cora escolladas
pecas de msicas, terminando o espectculo com
a engracada e muilo applaudida comedia em 1 acto
intitulada
O MANIACO.
Principiar s 8 horas,
LEILOES
JoJo Keller & Companhia farao leilAo a di-
nheiro, por iotervencao do agente Oliveira. em pre-
senca do Sr. cnsul de I laiuburgo. e por conla e ris-
co de quem pertencer, de GK n. "O urna caita con-
tendo.90 pecas de casemiras pretas avahadas, a bordo
dn brigue bamburguez oGeorg & Andreas, recen-
temenlc chegado a este porto ; e em coniinuacao, e
ao prato do costume, de um lindo sortimenlo de fa-
zendas novas de todas as qualida.les, c que muilo
agradar; a sen fregnetes : lerca-toira, 7 do corren-
le, as 10 lloras da manhaa, no seu armazcm, rna da
Cruz no Recito.
Tcrja feira 7 de novembro s 10 e 1|2 horas
da manlia,i o agento Viclor em seu armazem, ra da
Cruz n. >, far leilao de esplendido sortimenlo
le obras de ma rci nena novase usadas de diflerenles
quaiidade, relogios para algibeira de melal galva-
nizado, caudieiros para raeio de sala, Linterna- com
pesde vidro e cssquinho, charutos superior quaii-
dade, eoulros'muitos artigo* que lornar-se-hia en-
todonho annuncia-los.
Para O Kin Kio de Janeiro, sabe no
AVISOS DIVERSOS.
Precisa se de um feitor para um pequeo sitio
noMangunho: a tratar na ra Nova numero 65,
taberna.
Desappareceu um cavado caslanhn andrino,
com as crinas corladas, alguma causa magro, anda-
dor de ludo, de idade 10 anuos punco mais ou me-
nos : a pessoa que delle soulier ou der noticia, pode-
r eutregar a sen dono no neceo das Barrciras n. 4,
que sera gralicado.
ESCRAVO FGIDO.
Ua eidade de Sobral provincia do Ccar, fugio de
seu senhor Diogo Gomes Prente, em dia de marco
do corrente anuo, um escravo mulato de nome De-
miro, o qual tem os signaes seguinles : idade ->2 an-
uos poucu mais ou menos, eslakra baita, cheio do
corno, cabellos crespos arruivados, olhos grandes,
so bra nc el lias fechadas, nariz grnsso. c um tanto ar-
rendado, bocea regular, fallam-lhc dous denles na
Irania, pouca barba, rosto redondo, poucos cabellos
nos peilo, pes grandes, tem urna pequena cicatriz
no nariz, em um lado da cabera tem urna grande
brecha, que o cabello cobre, e varis cicatrices as
cosas. Coaita com certeza que esto escravo anda
nela praca, aonde tem sido visto por outros que o
conhecem, c mesmo porque fugo de Sobral, c foi a
fazenda Soledade, sita nos suburbios da eidade da
Fortaleza, c pedio ao Sr. Mirlinho de Itorges para o
comprar, de cuja fazeuda lornou a fugir, leudo elle
dito a um escravo do mesmo Sr., que quera vir
para esta eidade. Quem do mesmo escravo souber,
ou liver noticia, dirija-so ra do nomnalo toja
de ferragens n. 14, que o baila assignado tem or-
dem de seu senhor para recompensar generosamen-
te seu trabadlo.Jos Rodrigues Ferreira.
Na praca da Independencia n. lie
ll, deseja-se fallar ao correspondente do
Sr. Jos Peixotoda Silva: na niestaa loja
compra-se urna grammatica francesa de
Loinond.
I.ava-se e engomma-sc a 100 rs. a pee : na
ra do Calabaure Vclho n. !<>.
Constando ao annuncianle que pessoas mal in-
tencionadas tem querido manchara sua replanla, e
para que o publico faca o ver.ladciro jui/o, apresso-
me a apresenlar o resultado do balanco de que trata
o documento n. I, e assignado pelos" mesmos e as
lestcni.inlias os Srs. Francisco Ignacio Tinoco de
Souza e Manoel Uarle Viera.
K. R. O estabclccimenlo esleve sempre dissorlido
e sendo o lempo o mais critico para o connnercin,
apresentoi, como consto do balanco em urna taberna
de 2:917*333 a quanlia de 7:IO>G&2 deduzindo da
mesma quaulia o cosleio do .'-toble, menlo rs.
10(i?140. lira liquide 32t|822.Recito 30 de oulu-
bro de I8i4, Jos Bernardo Gomalvet l'ieira.
O Sr. Jos Joaquim da Cunha, passageiro da
barra Bracharense, viudo d Porto no primeiro de
novembro do crrenle auno, queira por favor en-
lender-secom o abaive assignado no ra dn Senzala
Velha n. SO primeiro andar; islo he para evitar da-
vidas no futuro. Jos Joaquim da Cunha.
Aluga-se ale o primeiro de selembro urna boa
casa com quintal bem plantado nt Capunga, onde
faz qualro cantos: quem a pretender dirija-te ao Sr.
Sebastian Jos d Silva Pena no mesmo lugar, ou
a ra da Cruz, armazem n. 15.
Quem precisar de um pequeo de 14 annos,
chegado agora do Porto, para caiteiro de luja, on
mesmo para laberna drij-se ra di Cruz, arma-
zem II. I "l.
Nao me caliendo a torca di- poder privar o a-
diinlamenlo da ruinas que desabam e desornam es-
to convento do carino de Olinda, do qual rae acho
o"u.....lo vigario prior, e como me foi dada a autori-
dad u de administrar o lien esprituaes e corperaes
desla casa, julgo de sumina utilidade transferir todo
o poder que delegar posso, as honradas pessoas dos
Illms. e Rvms. monsenhor honorario da imperial
capella do conselho de S. M. o Imperador, Dr. An-
tonn Jos Coelho, deao Dr. Prancisco Joaquim das
Chagas. vigario geral o Sr. padre Dr. Jos Antonio
Pereira Ibiapina.conego Joilu Chrisoslomo de Paiva
Torres, para que estes de unnime vontade possam
fazer lodoe qualquer beneficio, que vircm er profi-
cuo a dircejao e administradlo que espontneamen-
te v.1o emprchender ; e para islo Ihe concedemos e
damos plena pone, quanla nos he concedida. E
para qoe chegne ao conhecmenlo de lodos esta a-
cerlada medida, declaro por estoconceiluado jornal,
que domingo 5 do correnle pela 4 hora da tarde,
pretendemos dar aos mencionados sacerdotes esla fa-
rul.lade, depois de se baver cantado ohvinnnl'rnr
creator ipiritut : esperando que des honrem
esle acto com suas respectivas presentas.
Convento do Carmo de Olinda 3 de novembro de
1854.
Frei Joao do Amor Divino Maicarenhat.
Vigario prior.
AO PUBLICO.
Com o seguinle responde-se ao annnncio do Sr.
Jos Dias da Silva, publicado no Diario de hou-
lem.
Diz Joaquim da Silva Muiirao. que a bem de seo
direilo precisa que V. S. se digue mandar, que o
porleiro do juiz certifique ao p desle se foram ou
mo afflxados os cscriptos de edilaet, em os quaes
declaram que vo a pra;a lodos os bens de raiz e
movis de seu devedor Jos Dias da Silva, se lem
decorrido os preges do eslylo, quanlos diat lem
corrido, declarando porm as dilas dos mesmo dias,
ludo em tormos que fae.a f ; por lando. P. a V.
S. Illm. Sr. Drjuiz de direilo do civel teja servido
assim deferir. E R. M. P. Recito 3 de novembro
de 1854.Silva Guimares. (lenifico que os odi-
bles de que (rala o supplicaolc foram altiva los no
lugar do co-lumo, sendo que os preges relativos
aos movis liveram lugar no dias seguinles : 21,
3, 24. 25, 26, 27, 28, 30, 31 de outubro pelo que
csiao lindos os mesmos pregues, e os concerneotes
ao bens de raiz nos dia 21, 23, 24, 25, 26, 27,
28. 30, 31 de outubro, faltando onze dias para se
ultimaren! os mesmos, allm de irein praca o bens
constantes dos mesmos editaes. O referido he ver-
dade. Recito 3 de novembro de 1854.Porleiro do
joizo, Jos dos Santos Torret.
TERCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro.
O thesoureiro faz constar que esto
a venda os billiete* da presente lotera
nos lugares seguinses: ra Nova n. 4,
praca da Independencia, n. 4, ra do
Queimado, loja do Sr. Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Roa-Vista, loja do Sr. Guimares, e na
ra do Collegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Precodosbilhetes:
Inteiros. 8J000
Meios. 4$000
PLANO
Para a tereeira parte da quinta lotera
concedida pela lei provincial n. 100
de 9demaiode 1842, para as obras
da matriz, da Roa-Vista.
4,000 bilhetes a 8,1000. 32:000|W>00
Reneicio e sello. ... 6:400{fOOO
25:6008000
premio. . 8:000$000
dito. . 4-.OO0S0OO
dito. . 1:000g000
dito. . . 500f000
ditos. . 2OQJO0O 80OJJ00O
ditos. . lOO.sOOO 400.SOOO
ditos. . 50.S000 300*000
ditos . 20*000 200*000
300 ditos . 8,000 10:4004-000
1,528 premios.
2.G72 brancos.
25:GOO.>-600
1,000
O thesoureiro, Francisco Antonio de
Oliveira.
N. R. Os tres primeiros premios es-
tilo sujeitos ao descont de 8 por cento.
Francisco Antonio de Oliveira.Ap-
provo.Palacio do governo de Pernam-
buco 17 de outubro de 1854.Figuei-
redo.Conforme.Antonio Leitede P-
nho.
Roga-sc a todas as pessoas qne teem dado
chapeos de sol para concertar na rna do Encanta-
mento do Recito, casa n. 7, qne queiram ir lira-Ios
at o fim do mez de novembro, pois o nao toteo
serao vendidos para pagamento dos mesmos conc
tos, e nao temo maii direilo a reclamacao algnma
donos do mesmos.
O abaito assignado pelo presento previne ao
respeilavcl publico, que niuguem negocie com sua
sogra I). Loiza Epifana da Conceicao. ou com qual-
quer oulra pessoa por ella aulorisada, a compra da
casa terrea, sita na ra do Nogueira n. 41, visto que
deyendo a mesma sua sogra ter procedido a inven-
tario dos bens que firaram por fallecimenlo de eu
marido Joaquim Jos de Medeiros, o nao (em feito
ale o presente com prejoizo de suas duas filhas,
Candida Joaquina da Conceicao, e Aletandrina Ma-
ria da Cincciciio, mulher do annuuciante ; o qual
protesta oppor-se pelos meios legaes a venda di re-
fer la casa, cuja meiac,1o de direilo Ihe perlence
como administrador de sua mulher. E para que
ninguem se chame a ignorancia faz o presente an-
nuncio. Recito 3 de novembro de 1854.
Anaslacio Alejandrino de Salles Dulra.
Dizcmos nos abaito assignado* Jos Hara
Goncalves Vieirn Guimares e Jos Bernardo Gon-
calves Vieira, que nesta dala tomos dissolvido ami-
gavelmenle a sociedade que livemos al hoje na
loja de louca sila na ra Nova n. 51, que giiava sob
a firma de Jos Maria Goi.cailves Vieira Guimares
& Irmao, ficando dita loja perlencendo someulede
hoje em diante ao primeiro socio, o qnal fica obriga-
da liquidacAo do activo e passivo, e desooeradn o
segundo socio; assim como declaramo que bramo
saldados de um para com outro de todas as contas
relativas a dita sociedade, e de todas as mais contas
particulares. Recito 2!) de selembro de 1854.
Josc Maria Goncalve* l'ieira Guimares.
Jote Bernardo Goncalves yieira.
Fogio no dia 1. do correnle uro escravo de
nome Malhens, de idade 10 anno pouco mais ou
menos com os signaes seguimos,' estatura e corno
regular, naco Carange, cor bastante prela, olhos
hugalhados, lem um ralombo no peilo sabido para
Tora, pouca barba, sahio sem chapeo, em mangas de
camisa, e he cozinheiro : quem o pegar leve- o a
ra d'urora n. 62que sir bem recompensado.
Vai .i prac i para ser arrematado em hasta pu-
blica ,i quem mais der nodia iodo correnle as horas
do costume pela primeira vara do civel, escrivao
Haplisla, o escravo Francisco.de Antonio de IIolan
da Cavalcante, pela quantia do 3009 rs. para pa-
gamento da etecucao de Manoel Jos Goncalves.
O secretario interino da irmandade de N. S.
da Soledade, erecta na igreja do Livrameiilo, abaito
assignado, convida pelo prsenle a lodos os eharissi-
inos irraos da mesma, que se digneni comparecer
ainanb.i.i as 9 horas do dia lio consistorio da mesma
afim de eleger-se a nova mesa, que lem de funcri-
onar no anno de 1854 a 1855. Recito 4 de novem-
bro de 1854. francisco de Paula Carneiro.
Prut ios su de tres humen* hrasileiros para Ira-
balhar ein serviro de olara : ua ra Nova n. 1K ou
nos Afogados no sitio denominado Cortume.
I'rccisa-sc de um caiteiro para um depotilo,
ainda mesmo que nao leuba pratica: a tratar no pa-
lco ib Carmo n. 43, deposito.
Precisa-se de uina ama para o ser-
vic.0 interno de urna eaa de pouca familia, e que d
na.toe a sua conducta ; na ra da Cadeia Velha
n. 45.
AGRADECIMENTO .
Siimmamenle penhorado pelas maneiras afiaveis
e bospilalelras com que tomos tratado pelo Sr. Boa-
ventura Jos de Castro Azevedo. nao podemos deitar
de nesta occasiao em que suspendemos a publicaran
do nosso peridicoo Cruvodar a este senhor um
tesleinunho de nosso gratulan pelo bom acolhirneul.)
que Ihe deu, j cunseulindo etp-ln venda ata sua
loja, ja detondendo-o das garras de nina sucia de'pe-
dantes que, arvorados em escriptores pblicos, lem
abusado escandalosamente da hondade do bello se -
to, edo publico Ilustrad,que de ha muilo Ihes de-
veriam ler feito arrepender-se da audacia e pedantis-
mo ruin que lauto blasonara. Receba, pois, o Sr.
ISoaveulura os mais vivos tignaes da -nossa gralidio,
respeiln e cousiderar,ao.
O Redactor do Cravo.
Aluga-se um oplimo molcque proprio paraser-
vic,o de casa e contara de ra ; a tratar no largada
malnt da Boa-Viola, sobrado a. 6.
Precisa-se lugar um escravo que lenlia sido
carreiro ; pagare bem : na ruada Concordia, porto
do Pourinho, armazem de malcriaes, junto a laberna
de Jos Domingues.
O abaito assignado faz sciente aos seus credo-
res, que visto u.i terem comparecido no dia de tet-
la-feira, 3 do correnle, para l.nnarem conta de sua
taberna, em F.'ira de Porlos n. 88. possa a depositar
a chave da mesma, e o balanco no deposito geral, vis-
to nenlunii de seus credores querer lomar conla.
Recito i de novembro de 1M.1.
Antonia Jarinlho de Medeiros IMra.

10-
los J
ido /
er-
i osl^
^tat*


I
aV


T-

DIARIO OE PERMMeUlO. SBADO A O NOVEMBRO DE 1854
9

Alunase lio Znnsut1 IMM Apipneos, mar-
ucm do rio Capibarilic, cxcellcnle para passar a tes-
ta por ter lodo os commodos necessarios para este
lim ; a (aliar com o propriolario do engenho Uons
1 raos.
O solicitador
Manuel lu/ da Vciga avisa aos seus cnnstiliiiules e
mais pessoas que Ciro elle Icreni de fallar, que se
.i I .i residiudo na na do l.ivramcnto n. ^7, secundo
andar, onde pode ior procurado das li horas da ma-
nli i.i al as 9.
05 BAZAR PERNAMHUCANO. :::
6 O narniiirnS ]ue adormeceu este eslabele- t
-;. cimento, (crmiiiou o seu cITeilo, c o somno de gt
ijj fOdias lhe resliluio o seu antigo vigor: for- ti
0) coso lie portan! i, convidar aos amigos e fre- &
j;. g'izes do Bazar, para a Irouro de pouco di- &
^ nheiro compraren! as f.izendas que precisa- j$
gl rem, bem romo sejam ; ricas machinas para *
jj cafe a 11XS000; chales de loqnim a 4 ; ,}
j, sedas escocezns de grandes quadms a "105000; u
a romeiras de retro/, bordadas a 09000 ; cami- ^
^ sas de dito bordadas a matiz a U3OOO; man- a
q teleles de rambraia tiordados a 59000 ; cami- -,
aj setas de dita dito a 1j80. rselas de ouro cm 2
^ forma de flor a 10SO1 JO o par; meios aderecos t
1 de dito a '22&000; dito* intuiros para meninas, A
jj boloes de ouro para abertura a 3&000 o par ; 2
2 rampas rom Mires flexiveis de brilhanlinas a 2
1-vnkhi ; rhapeos de seda para meninas orna- ?
dnsde plumas a (19000 ; collelea de papelina
a 4JKHX); vestidos de dila a 359000 ; unifor- 9
me* mui bonitos para enancas de 3 a 4 anuos
a 68000; plumas finas, ricas" pulceiras de gos-
lo sublime a 390O; rosetas mui bem galvani- 9
g sadas e de bonitos gostos a 800 rs. ; lanlernas 8
g com palrnatorii de vidro a 65000 o par ; gra- v
* vatas de seda, meias de dita para homens e *jj
senhoras, escovas tinas para chapeo, espelhos ;t
de mo, chapeos de palna para homeni, ditos t
W de seda superfinos, e outras muilas fazendas, *j)
9t que vista dellas cdo preco ningucm dcixara Q
9 de comprar. Q
Procura-se saber quem sao os procuradores, no
correspondentes nesta praca dos Srs. Joilo l.eile Fer-
reira, Joao Rodrigues dos Santos Franca l.eite, am-
bos moradores era Pianc, da provincia do Cear ;
Jos Cesar Moni/ FalcSo. Joao Cavalcanli de Albu-
querque Mello, dn engenho Araguary, e sen mano
Antonio Brasilino de llo'.lamlu Cavalcanli, Filippc
Jos de Miranda, de Bom-Jardim; Pedro de Mello
c Silva, do engeuho Mririm, cm Pedras de F020; e
de qualquer dos herdeiros de Joao Antonio de Mou-
ra, do engenho Tcrra-Nova, rni Nazarcth, para se
Ibes commuuicar negocios que devein interessar sa-
ber ; portanto sao rogados a declararcm suas mora-
das para serem procurados, ou dirigirem-se ;i ra
da Cadeia n.10.
s Srs. Francisco Xavier Cavalcanli de Albu-
querque, que oi empregado na repartirlo do setln,
e Mauoel He/erra de Menczes, que foi morador em
Bom-Jardim, queiram declarar onde moram para
serem procurados a neaocio de seus inleresses, 011 di -
rijir-se na ra da Cadeia do Recife n. 40, que sas
berilo quem Mies quer fallar.
ao pituco:
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
piceos mais baixos do que cm nu-
tra qualquer parte, tanto em por-
ces, como a retallio, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
aliric-se de combinacao com a
turar paite das casas cornmerciaes
inglezas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fa/.endas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
taj Antonio Luiz dos Sanios & Rolim.
m BBnsBmamms&nBMftsBmBM
J.IIunder, alfaiate allemao, morador na ra
do Aragao n, 9, olTerece-se ao publico pernambu-
cano, para a execurao de loda e qualquer obra len-
dcnlc a seu oflicin, assim como acha-se prvido de
ta/.enilas para ditas obras ; entre ellas existe urna
quaiidade de superior brim branco ue puro liuho
para calcas ; e esl certo quo ninguem ha de ser
mais bem servido lano em presteza como cm com-
modidade de precos.
Precisa-se de um bom cozinheiro ou cozinhci-
ra : uarua do Queimado 11. 38.
Domingos Gomes Fcrreira, da freguezia de For-
nellos, rclira-sc para fora do imperio por falta de
saude.
A irmandade do Sr. liom Jess das
Dores, em S. fioncalo, avisa ao respeita-
vel publico, que por motivos imprevis-
tos deixa de azer a festa do Sr. Bom Je-
sus dos Pobres AlHictos no dia 3 do cor-
rente, ficando transferida para o dia 1 2,
e a de N. S. dos Irr.possiveis para o dia
Ifl- O programma dos festejos sera' pu-
blicado pela imprensa .Consistorio da
irmandade em 2 de novembro de 185i.
O escrivo, Gandido de Souza Miranda
Couto.
Conlinua o Sr. Francisco Jos dos Santos, afen-
dor do Recife, a fazer o mesmo que o anuo prximo
passailo pra'licou o Sr. Prxedes, obrigando aos mo-
radores do muuicipio do Cabo a aferirem suas anco-
ra- naquelle municipio, isto contra o art. 3 capitulo
'-das posturas municipal'* do Cabo, e decisito do
Eim. presidente da provincia, nao obstante a cma-
ra municipal do Recife ler dado o anno prximo
paadn as providencias respeilo, como declaruu o
mesmo Exm. Sr. presidente em urna pelira do afe-
ridor do Cabo. NAo pode o Sr. Francisco Jos dos
Saulos negar, pois ahi estSo os cargueiros dos seuho-
res dos eneenhosTapugi de Baixo, e Molinolc, todos
lesta comarca, que foram toreados a aferirem por o
Sr. Sanios. Protesto portanto, contra este procedi-
mento contra o Sr. Sanios, e mesmo contra os mo-
radores do municipio do Cabo, que l aferirem, fa-
/.endo-lhes cffectivo a disposirao do artigo citado das
posturas, e o mais que por direilo me for concedido
contra o Sr. Santos, ou oulro qualquer.
Cabo 30 de oulubro de I83i.O arrematante das
aferiroes do municipio do Cabo,
iog Eloy de Paiva.
Aluga-se urna grande casa alraz da matriz d
Poco da Panella, muilo fresca e perto do banho : na
ra do Hospicio n. 15.
Arrenda-se por fcsla ou anuo urna boa casa ,1
margem do Capibaribc, no Poco da Panella, e no
mesmo lugar urna oulra pequea, mas com comino-
dos e rectificada de novo, pelo commodo prec,o do
3QJ0D0 : a tratar com Joao da Cunda Reis.
The under signed a brilish subject begs respccl-
fully lo Ibe brilish and olher forcign merchanls of
Pernambuco Ihat he has open very respectable an
I un al ra da Aurora 11. .58 for accommodalion of
caplains and passengers where lo be liad breakfasls
denners and suppers and a refreshments al any hour
as also has superior wines and snirils ales and por-
(ers sirops of all sorls nll of the besl qualelv for
modrale prices.1. Mondes.
Manuel (ioncalves da Silva declara pelo pre-
sente, que deixou de ser cu caixeiro desde >8 dese-
lembro passado, o Sr. Oietano do Reg Toscano.
A1TENCAO".
O baixo assignado, lendo no Diario de 31 de ou-
lubro um annuncio em que se declara que os seus
bens assim movis romo semoventes tem de ir a ulti-
ma praca 110 dia 10 de oovembro prximo futuro,
declara que lal annuncio se deve ter por nao feilo,
por quanlo, 1. os seus bens nao tem andado em
pregilo |>elos das que a lei marca : 2." porque para
aiidarem em pregilo os m:us bens se n.io publicaram
os respeclivos edilaes: 3. finalmente porque pedio
vista para embargos de nullidade a execurao. e sen-
do-lhe isto negado absolutamente pelo Sr. Ur. Cus-
todio Manoel da Silva Guimaraes, inlerpoz a recur-
so de aggravo para o tribunal da relacAo, pelo que
esl ludo suspenso. Keeife 31 de outubro de 1854.
Joi Diat da Silva.
Perdeu-se no dia 30, as 10 horas da noite, 110
Ihralro de Sanla-lsahel, urna Icllra da quanlia de
490SOOO, sacada cm Id de oulubro do corrente auno,
ao prazo de fi mezes, por Antonio Botelho Pinto de
Mesquila. aceila por Antonio Francisco CorreiaCar-
doso, endoeada em branco pelo sarador, a qnal per-
lence a Jnto iniz Ribeiro da Cimba : quem a
acliar far o favor de restituir no largo do Collegio
n. 1, segundo ailar. Advertindo-se que estilo pre-
va nidos os aceitante e endocanlc para nao pagarem
a referida ledra senflo ao aiinunciaiite seu legitimo
possuidor.Joo Diniz tlibeiro da Cunh.
No dia 14 de oulnhro perdeu-sc urna pulceira
de ouro, sem esmalte, da ra do Qneimado al o
Inealro de Santo-Isabel: quem adiar leve-a i ra
do Queimado, sobrado n. 48, no lerceiro andar, onde
moram as irmaas do Barao da Boa-Vista, que ser
bem recompensado.
Tiram-se pos-apotles para dentro e (ora do im-
perio, correm-sc folhas, desparham-se esrravos para
difTcrentcs provincias, niatrieulam-se os niesmos e
dii-se fiajva por qualquer circumstanria ; liram-se
litulos de residencia com lempo e sem ello, e outras
mu umhencias mais : na ra do Queimado, loja da
Estrella 11. 7,e na da Cruz do Recie n. 31, se dir
quem disso se eucarrega com presteza e ciuninodi-
dade.
Ossenbores assignanles do ndice Chronologi-
eo .las |j.,s Brasileiras pe| hacharel Antonio Ma-
nuel lernandes. podem mandar buscar a parle 4."
do mesmo ndice, na casa da residencia do l)r. I.ou-
renco Ingo de Loureiro, ra da Saudade,
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RITA DO GOXpXBGKO 1 A!ffO&R 25.
O l)r. P. A. I.obo Moscnzo d consullas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manha aleo meio dia, c cm rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirursia, e acudir promplamcnlc a qual-
quer mulher que estoja mal de parto, e cujascircumslaiu-ias nSo pcrmillam pasar ao medico
M ULTORIO N DK. P. A. LOBO MSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo dojDr. G. H. Jahr, traduzido em porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes eucadernados em dous :............... ->(tryv 10
Esla obra, a mais imporlanle de todas as que tralam da homeopathia, interessa a linios os mdicos que
quizercm experimentar a i'outrina de llahnemann. e por si proprios se convence rem da verdade da
mesma : interessa a lodosos senhores de eiiwnho c fazc.ideiros que eslAo longe dos recursos dos medi-
ros : interessa a lodosos capilaes de navio, que nao podem dcixar urna vez ou oulra dt ter precisan de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripolantes ; e inleressa a lodos os cliefes de familia cue
por circumslancias, que nuil sempre podem ser prevenidas, sAo nbrigados a prestar soccorros a qualquer
pena delta.
O vade-mecnm do bomcopalha ou tradoccao do Pr. llering, obra igualmcnle ulil as pessoas que se
dediram ao estudo da homeopathia um volume grande..........
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis-
peusaycl as pessoas que querem dar-se ao estudo de medicina........
Urna carteira de 24 lubos grandes de finissimo chrislal com o manual do r. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc.......-........
Dita de 36 com os msmos livros.............,,,
Dila de 48 com os ditos. ,..........., ',
Cada carteira he acompanhada de doos frascos de tinturasindispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos...............
Dila de 144 com ditos............."..".*.'.'.!!!!!
Eslas silo acompanhadas de 6 vldros de linluras esculla.
As pessoas que cm lugar de Jahr quizerem o Hering, lerao o abatimenlo de OJOOO rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 lubos pequeos para algibeira............... 8JO00
Hilas de 48 ditos ...... KSaWM
lubos grandes avulsos....................... IgOOO
Vidros de meia onc,a de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um paso seguro na pralica da
homeopathia, c o proprietano deste cstabelecimenlo se lisongeia de tc-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamanhns, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevidade e por precos muilo com-
modos.
83000
49000
40-000
4.55000
509000
609000
1009000
Perdcu-se 4 volumes ra obra intituladaTril-
lado Elementarpara in-lrurrao dos corpas de in-
faularia ; quem li ver adiado, qiiercndo entrega-Ios
na ra da Cadeia do Recife n. 34, loja, ser grati-
ficado.
No hotel da Europa precisa-se do um criado
para todo servico.
~ '1'?n,, mandado imprimir a rarla inserida no
frarileiro n. 3, be com profundo aliorreeimenln
que feralmente observo nos negociantes de grosso
Iralo um depravado desprezo pelai ideas liberaes,
como se o commercio fnsse inimico natural da liber-
dade ; c este carcter desptico e feroz, mais funes-
to do que a peste, tem crassado aos mercaderes de
segunda plana, a ponto de se tnrnarem os manda-
rn* da tyrannia. E ser possivel que o partido re-
publicano mi norte do Brasil, 13o bem organisado
como se ada por seus principios de equidade e jus-
tica, tolere lauto desahrimento e imlilTerenca, prin-
cipalmente atora, que a lbenla.le pfte peilos cor-
rele em todas as nares do mundo? (}ue opprobriu!
Qm miseria E que maravilhoso contraste O* sc-
nhnres de engenho desla provincia sao os verdadei-
ros Cinrinatosda liberdade, cavalleiros c generosos;
ainda mesmo (Ao perseguidos por milbares de one-
rosos tributos, e pela tyrannica e usurpadora lei do
juro convencional silo Brasileiros dedicados ao bem
publico, zelosos protectores da propagarlo da verda-
de ; por lAo justos litulos he, que de novo vou pes-
soalmcnte enlregar-lhes a referida carta ja impres-
sa, para dar urna licAo de meslre a esses egostas,
laponios das sciencias. propugnadorrs do systema
das trevas. Finalmente, envergonhado da ignomi-
niosa li.-iixr/u .le tan altos personagensa elles nao me
dirijo ; e aquelle que se adiar ofTcndido em seu mi-
lindre, dirija-se lypngraphia republicana federa-
tica univertal, ra das Agnas-Verdcs n. 48, no se-
gundo andar, declarndose que quer concorrer para
o engrandecimenlo do syslcma republicano federati-
vo universal, pois que deste modo he que se conhece
o verdadeiro patriotismo, principalmente em poca
de tanta hernicidade e perigo.
O redactor do Brarleiro.
COMPRAS.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
gar a assignalura do uiariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
achacm grandeatiazo de pagamento.
MvMMMM saSS S
9 DENTISTA FRANCEZ. #
9 Paulo Gaignoux, estabelecido na ra larga Q
9 do Rosario n. 36, sesnndo andar, colloca den- JS
tes com gengivas artificiaos, e dentadura com- |j)
9 pleta, ou parte delta, com a presso do ar. $
9 Tambem tem para vender agua denlifrice do A
0) Dr. fierre, c p para denles. Rna larga do @
ja Rosario n. 36 sesunilo audar, A
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, prol'essor jubilado de gramma-
tica latina, propoe-se a ensinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
protestando satisfazer a' expectacao pu-
blica ainda acusta dos maiores sacnicios,
e, emquantonaolixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8. '
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
(odasde summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias clironicas, 4 vo-
205000
ejjeoo
79000
69000
169000
siooo
SJilKX)
16)000
109000
89IKKI
75000
69000
45000
IOBO0O
30-5000
lumes.
Teste, molestias dos meninos ....'.
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pli.iiniariipca hnnieopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapnu, historia da homeopalhia, 2 volumes
llai Ihinaiin, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De ta\olle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casling, verdade da homcopalliia. '. '.
Diccionario de Nyslen.......
Adas completo de anatoma com bellas e
lampas coloridas, conlendo a descripjao
de tenias as parles do rorpo humano ouj,
vedem-se todos estes livros no consultorio liomeopa-
tluco do Dr. I.obo Moscoso, ra do Collegio n. 25,
pnmeiro audar.
Desappareceu no dia 8 de oulubro prximo
passado. um mulato pur nome Jorge, cora os sicnaes
seguales: magro, com urna cicalriz no roslo dolado
direilo, rendido de ambas as verilhas, levando calca
o camisa de llgodSo azul e chapeo de couro ; roga-se
encarecidamente as autoridades poliriacs mi qual-
quer urna pessoa que o pegar, leva-lo a ra larga do
Rosario, loja u. 44, que ser bem recompensado.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com muita praliea desse ollicio. Na ra
da Saudade fronteira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnro Trigo de l.oureiro.
O Sr. .1 ,,a ipn ni i erre ira que leve loja na pra-
cinha do Livramenlo tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANT1GO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, ha milito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. ludo por preco commodo.
0 Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivo de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na rita do Viga rio sobrado n. li
segundo andar, cose-se, az-se labyrin-
tho borda-se de todas as qtialidades in-
clusive de ouro eprata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidfio e preco com-
modo.
Precisa-se de urna boa ama de leilc, forra ou
captiva ; na ra da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
Chapeos depalha a 12<>000rs.ocen-
to. esteiras de palba do Aracnty, a 12$000
rs. o cento, he pechincha : quem preci-
sar he na ra da Cruz do Recife n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
O Sr. Francisco Mamede de Almeida Jnior
queira mandar a loja n. 4 da ra do Crespo, a nego-
cio de seu inleresse.
Alugamse duas casas no lagar do Monleiro,
boas para passar-se a festa, tem bous commodos
quintal e porlAo, que vai para o rio : na ra do
Oucimado n. 28, lofirde ferragem.
Pcde-se encarecidamente o favor, a quena le-
nha comprado algum diamante de corlar vidros, a
algum pretoou pardo, captivo ou forro, de apresen-
la- lo ao major Antonio da Silva Guauto, cm sua ca-
sa, na roa imperial, ou no armazem da i Iluminaran,
ra da Praia, que o mesmo GusmAo pagar o preco
que o possuidor do diamanle pedir, e promette guar-
dar segredo. se assim o exigirem, e ao mesmo lempo
muilo agradcenosle favor, e pede que quando o
procurarem seja para este lim em particular.
Precisa-se de 1:200000 com hypotheca em nma
casa ; a tratar na roa de Ilortas n. 122.
, Precisa-se de um feitor para um sitio na Mag-
dalena ; na estrada da Torre n. 78.
LIVROS MESTRES PARA A GUARDA
NACIONAL.
Esta typographia acha-se prvida de
grande papel de Hollanda, proprio para
os livros mestres da guarda nacional; as
pessoas que tem fallado para sua confec-
co, dirijam-se a praca da Independencia
livraria n. 6 e 8.
O Sr. Machado, en< ademador que
mora na rua de S. Francisco, dirija-se a
esla tvpographia a negocio que lhe diz
respeito.
Os tenhoret herdeiros do fallecido
coronel Francisco lacradlo Percha, quei-
ram dirigir-se a liviarin n. Ce 8 da praca
da Independencia, a negocio que Ihcsdiz
respeilo.
Precisa-se alugar um prelo robusto para andar
rom um laholeiro de fazendas ; quem liver, dirija-
se rua da Conceirao da Boa-Visla, casa n. 33.
Precisa-se de urna ama de leite : na rua Au-
gusta n. .56: paga-se bom.
Na rua do Trapiche u. 14, escriplorio, saca-se
sobre cidade do Porto at a quanlia de 2:0005
moda forte.
. Aluga-se nu vende-se urna mulata moja para
o serviro iiilerno e externo de casa c para ama
Meca : a Iratar na rua do Vigario n. 29, armazem.
O Sr. Jos* Norberto Casado Lima,
queira apparecer na livraria n. (i e 8 da
praca da liidepenJi'iicia que se lhe preci-
sa billar a negocio.
~ Sf- Jos Ani.mi.. Braga tem urna rarla vin-
da do Porto, na rua da Cadeia, escriplorio n. t2.
TOALHAS
E GUARDANAPOS DE PANNO DE
LIMIO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a cadeia, vendem-se toalhas de panno de linhn, lisas
e adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapos adamascados, por precos com-
modos.
No hotel da Europa da rua da Aurora se manda
almocos e jantares para tora mensalmenle, c tambem
tem comidas e petiscos a loda hora, ludo por preco
muilo razoavel.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeicao e
aceo: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do su-
brado n. 15.
No holel de Europa da rua da Aurora manda-se
para fora almocos e jantares, mensalmente, por pre-
o commodo.
Joo Ignacio de Amula declara ao respeitavel
publico, que contraten com seu irmao Jos Ignacio
de Arroda, a compra da taberna, sita na rna do Ran-
gel n. 81, ficando a mesma alineada t.io somonte ao
pagamento dos dbitos aos Srs. Joao Marlins de
Barros eJoaquim Filippe da Costa de 1385385 rs.,
ao Sr. Beroardino da Silva Lopes de 309370 rs., ao
Sr. Candido Alberto Sodr da Moda 155800 rs., ao
Sr. Luiz Jos da Cosa Amorim "9500, e ao Sr. Ma-
noel dos Santos Pinto 45520 rs.
CRAVO.
Snbbade, 4 do corrente, saldr o ultimo numero
do primeiro trimestre do Cravo. Os enflores assig-
nanles que quizercm cnntiuuar com as suas assigna-
luras, dirijam-se desde ja i loja do Sr. Boavenlura
Jos de Castro Azevedo.
Aluga-se um sobrado com bom quintal e perlo
do banho, no lugar dos Arromhados. em Olinda :
quera pretender, enlenda-se cora .Jos Anlunes Gui-
marilcs, na rua de Apollo, armazem n. 30.
O Sr. Jos Francisco de Oliveira, administra-
dor do hospital do Lazareto, na ilha do Pina, lenha
a hondade de apparecer defroole da matriz da Boa-
Visla, taberna n. 88.
DA'-SE DE GRATIFICACO 205000.
Furtaram da rua de Aguas-Verde n. 22, no dia
29 de outubro de 1854, um dedal de ouro com a fir-
ma I. I. M., uiu aiuielao com 7 diamantes, de ouro
de lei, com peso de 2 oilavasc meia, um corle de se-
da de quadros grandes, cada quadro de sua cor, fur-
tando cores, urna porro de renda e bico, 225000,
um len^o de cassa novo, amarello, cora barra em
roda de salpicos azues, um par de brincos oucos com
2 diamantes cada um : roga-se a pessoa a quem fr
oflereeido algum dos objeclos, de lomar e levar a
rua de Aguas-Verde n. 22, primeiro andar.
JASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na rua Direila, sobrado de 3 andares, defronledn
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderera de commissilo, nao se
levando por esse Irabalho mais do que 2 por cento,
e sem se levar cousa alguma de comedorias, oflere-
ceudo-se para islo loda a seguranza precisa para os
dilos escravos.
Na larde do dia 4 do corrente inez se ha de ar-
rematar em praca publica, i porta da casa da resi-
dencia do Sr. Dr. juiz docivel da sesunda vara, na
rua eslreita do Rosario, a requerimento do lestamen-
teiro dos bens do finado padre Domingos Germano
Afionso Rigueira a casa n. 20, de 3 andares, sila na
rua do Torres no Recife, sendo essa a ultima prai;
Manoel de Souza Silva Serodio. residente em
ReachAo de Panellas, lendo negociado nesla praja
com varios senhores a quem suppoe nada dever al
o dia 30 de oulubro prximo passado, o pelo pre-
sente convida a quem ae lulgar seu credor Ibe apr-
senle sua conla no prazo de 3 das, as Cinco Pon-
las n. 71, que sern immediatamenle pagas, ficando
assim desooerado para o futuro, exceplo duas lellras
por nao eslarem vencidas, sendo urna ao Sr. Luiz
Antonio de Siqueira, e outra ao Sr. Guimaraes Deli-
nques i\ Companlua.
Roga-se ao Sr. Prudencio-Jos de Medeiros
(".aneja, que so suppoe morar nos Apipucos. que le-
nha a hondada de se dirigir i rua do Queimado n.
20, oue muilo se lhe deseja fallar a negocio de seu
interse.
Muito se deseja fallar com Agoslinhn Jos da
Silva a negocio de seu intereste ; na run do Cabug,
loja de Joaqun) Jos da Costa Fajozes.
O abaixo assignado, propriolario
da linha de mnibus, faz scienle ao
respeitavel publico, que tem propos-
lo dous mnibus na direceao de Apipucos, sendo as
horas da partida do Recife um as 4 horas, e outro as
5 da larde, e regress de Apipucos a 7 e 7 ', horas
da manliaa ; o preco das ((signaturas mensalmente
he 25500U pagos adiantados, bem como os avulsos a
15000 : todos os domingos e das santos parle para
Apipucos um mnibus as 7 horas da maiihaa, e ou-
lro as 4 da tarde, e vnlta dalli um as 7 horas, e os-
tro as 8 da noite.Candi Dubeux
Preciaa-se alugar ama prela que seja fiel para
vender ua rua ; a trotar na rua do Rosario da Boa-
Vista n. 41.
Na madrugada do dia 2 de oovembro fugio ama
escrava de nome Josepha, crioula, moca, com 22 an-
uos, cor bem prela, alia, e com ludos os denles;
levou brincos lias orellus, coalas zoes no pesclo,
vestido roxo e panno da Cosa. Fui comprada a Sra.
I). Mara Gomes do Amparo, senliora do eugauho
torno da Cal, no dia 23de oulubro prximo pana-
do ; presume-so que seguir a estrada dos Afosa-
dos : quem a pegar, leve-a roa larga do Rosario
n. 22, segando andar, que aera geniosamente ro-
cera pensado.
lotera ua matriz da boa-vista.
Anda a rada no dia 24 do correte imprelt-
rivdmeule
Aos 8:0000000, 4:0005000, 1:0005000.
Na casa da Forlana, Ierro da Boa-Y uta a. 72 A,
vendem-se os mui acreditados bilhetes, meios ecau-
telas do caulelisla Salustiano de Aquino Ferreua ;
os bilhetes e cautelas deste caulelisla nio loiTram o
descomo de 8 % do imposto geral nos (res pritneiros
premios grandes.
Bilhetes a 99000 recebe por inleiro 8:0005000
Meios a 48-500 idam 4:000*000
guarios 21300 dem 2:OO
Oilavos a 19300 dem 1:0009000
Decimos a I9IOO idam 800J000
Vigsimos 9600 dem 1009000
O Sr. Ciucinalo Maviguier queira dirigir-se
loja do abaixo assigoado. para efiecluar o trato que
fez com o mesmo.Jo dot Santo Necei.
A sociedade que exista nesta praca
entre os abaixo astignados, sol a tirina
de Joao Pinto de Lemos&Filbo, foi di-
solvida nesta data, por mutuo accordo,
e a sua licjuidacao tica a cargo de seu to-
cio gerente Lemos Jnior.Recife 31 de
outubro de 1854.Joao Pinto de Lemos,
Joao Pinto de Lemos Jnior.
A sociedade que tem gyrado nesta
praca sob a tirina de Joao Pinto de Le-
mos ix Fillio, eque boje linalisou, conti-
nua de novo seu gyro, delmixo da firma
de seus successores, Lemos Jnior & Leal
Reis.Recife 51 de outubro de 1854.
Joao Pinto de Lemos Jnior, Antonio Jo-
s Leal Reis.
RUA DA CADEIA DO RECIFE I, 23.
O liquidatario da taberna da rua da Cadeia 11. 23,
querendo concluir a venda da diversos gneros que
arrcmalou na inesma taberna, por iiso convida aos
dunos de tabernas e mais pessoas para que venliam
comprar, porque esla vendendo barato para con-
cluir ; batanea, pesos, medidas de molhadoa e sec-
eos, bomba de cubre para trafego, tornen as e oulros
nimios ulencilius da mesma, e diversos gneros, gar-
rafas, frascos e botijas vasias, gigos de champagne,
viudos engarrafados, sardinhas em latas, e outras
muilas cousas.
O Dr. Francisco Joaquim das ('.hagas, lente da
faeuldade de direilo, resida no convenio do Carino
do Itecife.
Precisa-se do ama ama para o servico interno
e externo do urna casa de hnmem sollejro ; quera
pretender, dirija-se pracj da Independencia u, 34,
Compram-se 60 apatices da companhia de Be-
beribe : quemastiver, dirija-se a taberna da quina
da ('.anilina do (.armo n. 46.
Compra-se urna preta que engom-
meecozinhe, noca, e sem defeito, e um
moleque de 18 a 22 annos: a tratar no
aterro da Roa-Vista n. i5.
Calcado.
No aterro da Boa-Visla, loja nova n. 82, com-
pra-se calcado de Inda a quaiidade.
VENDAS.
CORTES DE CH4LV ESCOSSEZ,
.Na rua do Queimado loja n. 17, vendem-sc corles
de charly ou I .la a escossia, com 14 covados, pelo
barato preto de 09 cada corle, a dinheiro a vista.
Vende-se um oratorio srande de celebrar mis-
** cum "1' O" S iinagens : na rna de S.Cecilia n, 14.
Fa/.endas para a testa.
Cambraias orsandi/. de lindos desenlias a
800 rs. a vara; chaly de laa e seda de qua-
dros, la/.enda nova e de soslo a 800 rs. o co-
vado; sedas scocezas a 16)000 o cr(e ; ricos
corles de seda de quadros taraos a 35000; cor-
les de cassas sedas de 2 babadas a 14000 ;
cambraias aberlas a 3;000 o corte ; ditas de
chiivisquinhos a 49500 o corte ; vestidos de
cassa e eamhraia braucos e de cores, ric 1 a 4
babados a 45 49500 e 55000 ;romeras de eam-
hraia a 2900!); camisus de fil e eamhraia
bordada a 55000 ; romeiras bordadas de re-
Irot o mais moderno que ha a 10 c 129000 ;
chales de l,a e se'da muilo linos a 39500; di-
tos de seda muilo grandes a 16fO0O ; selim
branco lavrado proprio para vellidos de casa-
mcnlo a 35000 a covado ; dito liso de lodas
as cores a 800 rs.; lencos grandes de seda a
15600 ; capotinhos de seda prela e de cores
a 10 e I25OOO.; e outras rauitas fazendas de
goslo proprias para a festa, e que se vendem
por procos haixis, dando-se amostras com
penhores : na rua Nova, luja 11. 16, de Jos
Lai Pereira & Filho. '
Pulceiras.
Chegon loja df Todos os Sanios da rua do Col-
legio n. 1, um rico sortimento de pulceiras, que ce
vendem pelo dimiauto preco de 19600, 29 e 29OO :
a ellas antes que se acahem.
Loja de todos os sanios, rua do Colle-
gio n. I.
Chegou a mesna loja cima um sortimento de es-
lampas de santos e santas, cm ponto grande e peque-
no, quo se Irocara por lodo dinheiro ; a ellas antes
que se acibera.
<* Olni.is barata*. s
9 Vendem-se chilas finas de cores fixas, pa- t
v* droes claros e escuros a 160, 180 e 200 rs. o
* covado, riscados e chitas franceza9 muilo lar- i
& gas a 240 o covado ; dlo-sa amostras com pe- 9
ti nhores : na rua Nova, loja n. 16.
aj)|
MII.IIO E ARROZ DE CASCA.
Na rua da Moida. lanoaria n. 3, defronte do Ira-
piche do Caoba, vendera-se saceos de milho e de ar-
roz de casca, de bom tamanho, e de superior quaii-
dade, por preco muilo commodo.
Venda-se una mulatinha de 10 annos, propria
para casa de familia ; na rua da Praia, delimite da
ribeira, sobrado te um andar n. 5.
9 Casemiras [ara forro de carros, o covado I9 *j)
% rs.; na rua >ova, loja 11. 2. a*
^aj>3
Vende-se am lindo escravo crioolo de 22 an-
nos de idade, olVial de alfaiate, de boa conducta o
motivo se dir parque se vende : na roa da Praia
n. 43, 1 andar.
a rua d Rangel, sobrado n. 38, se dir
quem vende objtctos de prata sem feitio.
Vende-se ama grande casa de pedra e cal na
po\oacao de Naiareth, mullo bom local para negocio
por ser no lugai de Caira : a tratar em Olinda no
Varadouro, lobnilo onde morou o fallocido Joaquim
da Linguete.
EE BARATISSIMO.
Cambraias orgindixas bonitos padroes pelo bara-
listimo preco d< 560 rs. a vara ; ditas da ditas eom
barras a 4*500 > corte,; e um completo sortimento
de fazendas finas por muilo barato preco : na loja
da estrella na roa do Queimado n. 7.
Na rua doftueimado n, 38 era frente do becco
da Congregarlo pende-st:
Alpaca de seda a..........440
Varsoviana a ..........340
Melpomene a...........(oo
Seda achamalotida a.........(40
Cassa franeeia 1 vara........520
Vendem-e miasats para missas, novos e boa
cncaderuacao: quem precisar, procure na rua do
Cabug, Jeja 11.i.
Vende-sejgua das Caldas da Hainha, exeellen-
le cura para o aiotnaao e rlieumatismo ; quem pre-
eisar.proeure nj bdticade Ignacio Jos do Cont, no
largo da Boa-Vlila.
Veiide-iainna prela de idade 30 annos, pouco
mais oa menosj com um moleque da 5 auoos : na
rua da Praia nJ32.
Vende-se umsellim ingles em meio nao, coas
tedas es seus inrteaces, por preco commodo ; no ar-
raaaem da rua Nova a. 67.
Vende-se um preto muilo bom eanoeiro; na
rua da Vinario n. 14.
Vendam-ae camisas de meia para crias reeent-
iiascidas a 200 :.; alfincles dt peilocoaa liadas es-
tampas, guarnecidos de am metal cerno ouro a 800
r. cada um ; ditos de camafeu verdadeiro a 800 rs.;
maca para ala/ navalhas a 100 rs. o pacotinh ;
penlea paia bicho a 320, 400, 480 e 19280 ; trancas
da algodlo da coras eslreilas a 40 rs. a vara ; phos-,
phorosRetaleos s para accender durut.s. leudo a
propriedade it alimentar a brasa por muito lempo,
caixinhas de metal para guardar phosphoros, e tra-
zar aa bolso, frascos.com pusftlhas para queimar,
conservando por muilo lempo 0 chairo, a 500 rs.
cada um aq Bazar Pernamhucano, rua Nova o. 33.
Vende-se agua de Malabar para ungir cabellos
rpidamente ; no Bazar Pernamhucano.
VACCA DE LEITE.
Vende-se urna vacca, que da' bom lei-
te, e urna bezeirinlia: a tratar na rua
do Queimado n. 7, loja da Estrella.
CEMENTO
romano de superior quaiidade, ebegado
agora de Hamburgo, em barricas e as ti-
nas : atraz do tlieatro ve|ho, armazem de
taba* de pinbo.
Vende-se superior rap Paulo Cordeiro chega-
do de prximo, cm librai e meias ditas e oitavas,
de Lisboa a retalho : ua praca da Independencia
loja n. 3.
Vendem-se duas taixas de cobre estanhado com
muilo bom uso, urna podo derreler 4 arrobas a a ou-
lra 3, pouco mais ou menos, que se faz lodo negocio,
urna pnrcAo de cera de carnauba alguma cousa mais
inferior, nXo se olha a preco ; na praca da Boa-Vis-
la n. 74
Vende-se um cabriolet todo pintado de novo
com eirlioi de patente iuglez, e com 09 seus compe-
tente) arreos : quem pretender, procure na coeheira
rio Raymundo, defroulc do conveulo de S. Fran-
cisco.
Pccliincba.
Vendem-se corles de brim de lindo (raneado da
cnre, e bonitos padrn a 19600e 29000 o corte : na
rua do Queimado n. 7,' loja da Estrella.
sta' se acabando.
(diales de retro/, de 4 punas, muito grandes e bo-
nlas cores a I69OOO ; na rua do Queimado 11.7, loja
da Estrella.
Sedas escarzas.
Na rua do Queimado 11. 7, loja du Estrella, veu-
dein-se corles de sedas eseurezas a l.'igOOO, ditos de
diia lavradai. bonitos gustos, a 209000; a ellas que
se esiao arabaudo.
Vendem-se superiores rordasehordcs para vio-
loe rabera c papel paulado para msica : na pra-
cada Independencia loja 11. 3.
Clialv de laa e seda.
Chaly de quadros dc lita e seda, fazenda nova e de
gosto, para vestidos, pelo diminulo preco de 800 rs.
o covado ; do-sc as amostras com penhores : na
rua Nova, loja 11. 16.
Vende-se uina casa no Arromhado, com gran-
de quintal plantado de coqueiros, do lado da mar,
cacimba, e que parle pelo Tundo com a eslrada nova:
na rua de Malinas Ferreira, casa de Anselmo Jos
rerreira.
Venrtc-sc um mulalinho muito bonito, muito
proprio para quem quizer ler o gosto de o dar a um
menino ; na rua da Cadeia do Recite, loja n. 50.
Vende-se muilo boa massa da tomates a800 rs.
a libra ; na rua da Cadeia do Recife 11.15, loja do
Bourgard.
a ~Z V*mdc-Sea bem afrenuerada taberna do almo
oa Boa-V isla n. 42. oulr ora chamada do Maia, com
lodos os gneros c mais perlences ; a tratar na roa
das Larangeini n. 18.
Vendc-sc urna casa terrea, sila na rua da Guia;
a tratar na rua das Larangeiras n. 18.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de tres portas na rua do Livramenlo
n. Bao po do armazem de louea, acaba de receber
de r ranea pelo navio Gnftate II. um completo lor-
timenlo de fazendas linas para vestido, ricos goslos
de organdiz,linos e cores fixas, cassas da cores e gos-
lo moderno e cores fixas, um grande sortimento de
chitas francezas finas mais larga e gosto moderno, e
outras muilas fazendas baratas.
Vende-se cbocolate francez, do me-
Iborque tem apparecido no mercado e
por preco commodo: na rua da Cruzn.
20, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melbor possivel e
por barato preco: na rua da Cruz n. 2(i,
primeiro andar-
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, para caca, muito proprias pa-
ra a rapa/.iada divertir-se pelo tenvpo da
festa : na rua da Crtw n. 26,
andar.
primeiro
Vende-se urna escrava de nacAo, com idade de
quarenta c lanos annos: na rua do l.ivramenlo
n. 1.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Vcnde-se boa familia de mandioca a :t900 a sac-
ca, e em prete por menos: na rua da Cadeia de
Santo Antonio n. 16, taberna.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3g500 a sac-
ca, eem grande porcito, por menos: na travessa |iio
arsenal de guerra n. 9.
CORTES DE GEORGINAS A 45500 RS.
Vende-se para veslido e roupao, para senliora, fa-
zenda de pura laa e muilo fina, propria deste cli-
ma, com 15 covados cada corle e faculla-se amostras
na rua do Crespo loja amarella o. 4. de Antonio
Francisco Pereira.
VENDE-SE INDIANA A 480 O COVODO.
Para vestidos de senhoras de bom goslo, fazenda
de seda e Ua, gosto chinez, com 24 polegadas de lar-
gura : na rua do Crespo loja amarella 11. 4, de An-
tonio Francisco Pereira.
PEGAS DE MADAPOLAO A 2$500.
Pejas de murim ou madapoln francez, sem de-
feito algnm com 10 varas a 29500 r. : na rua do
Crespo loja amarella 11. 4, de Antonio Francisco Pe-
reira.
LBUM DE PIANO.
Colleccao de lindas msicas para este
instrumento, composicao do insigne ar-
tista portuguez Fortunato Coelbo, una
caderneta elegantemente litografada, con-
tendo tres polkas, mazurks, tres walsas,
umasebottisch, uina polka e urna varsdvi-
anna, tudo isto acompanbado de um ele-
gante retrato do autor: a' venda na li-
vraria da rua da Cruz n. 52.
CASEMIRAS E PANNOS.
ende-se casemira prela e de cor para palils por
ser ramio leve a 29600 o covado, panno azul a 39 e
I5OOO. dito preto a 35, 3|S00, 4, 59 e 59500, corles
de casemira de goslos modernos a 69OOO, selim pre-
lo de Macio a 35200 e 49000 o covado: na rua do
Crespo 11. 6.
No escriptorio de Novaes & C., rua
do Trapiche n. i, continua a ter um
completo sortimento de cbapos do Chi-
le de todos os tama n I ios e qualidades, as-
sim como dos de Italia, de eltro, pretos e
pardos da melbor fabrica do Rio de Ja-
neiro, que tudo se vende por prec_o com-
modo, tambem tem algumas fazendas pa-
l lojus Jo niticl<-r.un cjue ac vonrlrm
commodo preco para techar contas.
Vende-se urna mua chegada ltimamente do
Rio drande do Sul, e propria para carro por ser bo-
nita e grande : para ver, na coeheira do Sr. Clau-
dio, na rua da Cadeia de Santo Antonio, e para Ira-
lar, na rua do Trapiche n. 14.
v H CEME\T0 ROMANO.
Vende-se cemento romano'HieBadorecentemcnle
de Haraburgo, em barricas de 12 arroba, a as maio-
res que ha no mercado : ua rua da Crus do Keeife,
armazem n. 13. f
p BOM J BARATO.
f/anuo prelo e da tod as core, da preco da 3 a
o9o0 ra. p covado, faaanda que em oulra qualquer
Prle he de 59000 rs., vende-se barata, por lar-a*
comprado grande porcto: na rua do Queimado n.
20, loja do sobrado amarello de Jos Morcar Lonas,
FITAS. ^^
Na rua Nova loja a. 2, vendem-se as para cartas
de hachareis a 69.
Por 300000.
Na rna das Flores n. 37, primeiro ojiar, vaede-ae
urna typographia nova, prompta a IjmMlar, coaa
lodos o seu perlences, preiu, lypoa (le.
Vende-se um sitio na povoacla dos Reme-
dios, junto aponte do mesmo immm; defroole do
Iheatro pastoril (dus prezepios) coaa casa da Wan-
da e arvore de fruclo: a tratar na roa da Agoaa-
Verdes casa o. 16, uu na roa de Borla* n. 23.
Carro* e cavallos.
Vende-se am carro de 4 rada* a 4 aasanloa, aovo
e moderno, muilo bem construido ; veade-ae oulro
mais pequeo com pouco uso e muilo lava ; ven-
dem-se lainhein boas parelhas da cavalln para o
mesmos, e para cabriolet* a carroce, ludo por prs-
co commodo : oa roa Nova, cocheir de Adolpho
Bourgeoi.
O QliE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
portanto, veudem-ie coberlores da algodlo can pel-
lo como os dc Ua a 19400; dilos sem pello a l|00;
ditos de pele a 1C200 : na rua da Crespo n.tT
Vende-se a distiUcao da espirikis licores,
da rua do Rangel n. 54. bem nirsguetada, e mou-
da cum os fundo, que convier ao comprador: a tra-
tar na mesma, com o proprieUrio Victorino Fran-
cisco dus Saulos, das utei, das 8 da manila a 5
horas da larde.
Vende-se um encllenle rarrlnho de 4 rodas
mu. bem construido,eem bom esUdo ; est exposlo
na rua do Araaao, casa do Sr. Nesrae n. 6, onde po-
dem os pretendentes examina-lo, e IraUr do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruiao
Recife n. 27. armazem.
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e dc superior quaiidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
-^Vende-se em casa de Rabe Scbmet
tau&C, na rua do Trapiche n. 5, o se-
guinte:
Ricas obi as de briUwntet
ptimos piano* vertieses.
Um dito horisontal com pouco uso.
Vidros de ditl'erentes tamanhos para
espelbos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madapolao muilo largo a 39000 a 39500 a peca :
na roa do Crespo, loja da esquina que volU para a
Cadeia.
CHALES
m
Na
E MANTELETES DE SEDA
DE ROM GOSTO.
a rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
seda a 8.<000, 12f000, UjOOO e 18$000
rs., manteletes de seda de cor a HfOOO
rs chales pretosde laa muito grandes a
3f600 rs., chales de algodao e seda a
11280 rs.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
iidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melbor
de toda a champagne vende-
se a 6S000 rs. cada caixa, acha-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
As ca xas sao marcadas a fogo
Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
O
J
p*
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores escuros muito grandes e encorpados,
ditos brancos com pello, muito grandes, imiUndo os
de Ua. 19400 : na roa do Crespo, loja da esquina
que volta para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para
a Cadeia, vcnde-se panno preto 29400, 29800, 3,
39500, 49500. 59500, 69000 rs. o covado.dilo azul,
29. 29800, 49. 69, 79, o covado ; dito verde, a 29800,
3|50O, 49, 59 r. o covado ; dito cor de pinhAo a
48300o covado ; corles de casemira preU fraoceza e
elstica, 79500 e 89500 rs. ; dilos eom pequeo
defeilo, 69500; dilos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de cor a 49, 59500 69 rs. ; merino prelo a 19, 18100
o covado.
Alela de Edwl Max*.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
S Companhia, acha-se consUntemenle bous sorti-
mentos de taixas de ferro coado e balido, Unto ra-
sa como rundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., diUs para armar em madei-
ra de lodosos laman los e modelos os mais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de. purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, /erro da Suecia, fo-
lhas de Handres; tudo por barato preco.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em olha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 at 8 arrobas, por
preco commodo: na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes* de A-
raujo.
Vcnde-se eicellente Uboado de pinho, recen-
tcmento chegado da America : na ra de Apollo,
trapiche rio Ferreira, a entender-se com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior quaiidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas rancezai a 316 o covado.
Na rua do Crespo, loja da eaqoiaa qu vira para a
caasai franeeza de ajadlo bom
Cadeia. ven
goslo. a 33rre covado.
Na rna da Vlg arla a. 10 primeiro andar, Um a
venda a superior OanalU para forro da saliin* che-
gada raccnlamanle da America.
Potassa.
No antigo deposito da roa da Cadei* Valha, es-
criplorio n. 12, vande-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
rato* que ha para fechar con tai.
HwaaHa da aariaa de abe Wtsaaa Balda
fende-aa, aio casa de N. O. Biabar & C, na r
da Crui
*VOS, p<
AGENCIA
TiflW-MaW Rata
* *Jf\
ment QBWiua
Van Je-se fio de upaleiro, bom : em casa de s.
P. Johnuloo Companhia, rua da Sensata Novj
n. 42.
IECHAHISMO PAR ElfiE-
IHO.
10
DE FERRO DO ENGt-
1AVID W. HOWMAN. NA
UM, PASSANDO O CHA-
aiaa aa,aa aaaa oe f. u. tuaaaxr 41,., na rua
a-aa a. 4, aJgodaO trancada rneila fabrica,
proprio para saceos da aasucar a ro*pa da as-
a, por MaMcommodo.
dt
ver im
lia* :
* -

- 1 a.
Jt
CONHEC1DO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL-
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : tudo a preco que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
MIUDE7.AS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, pa-
los de couro de lustre para senliora a 19 rs. o par,
dito de marroquim a 600 rs., dilos para homeui a
800 e 900 rs., boloes de agath para cami,a a 200 rs.
a groza, linha de cores a 18. dila branca de 800 a
I9200, papel da peso muilo bom a 2*400 e 29500 a
resma, penle para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 19, colxetes a 60 a 90 n. a cala, bicos, Atas,
alunles de lodas as quaiidade, agulha, luva de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
ihesnnras linas e ordinarias, pulceira de ouro fin
gindo de lei, carteiras para baile, peneiras da ac e
oulras mullas cousas por precos muilo em conla.
Vende-se ama taberna na rua do Rosario da
Boa-Visla n. 47, quevande muilo para a Ierra, os
seis fundos sao cerca de 1:2008000 rs., vende-se
porm com menos se o comprador assim lhe convlar :
a tratar junto i alfandega, travessa da Madre de Dos
armazem n. 21.
Completos sortimentos dc fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na roa rio Crespo loja da esquina qoa volU para a
Cadeia, vemlem-sc corle de vestidos de rambraia de
seda coa barra c babados, i 88000 rs. ; rtilo eem
flores, i 79, 98 e 108 rs. ; ditos de quadros de bom
goslo, i 119 ; corles de eambraia francesa muito fi-
na, fu. com barra, 9 varas por 49500 ; corles de
cassa de cor rom tres barra, de lindos padreas, i
38900, pecas de eambraia para cortinado, com%)
varas, por 38600, dila de ramagam muilo fina*,
68 ; rambraia de salpicos miudinhos,branca e de cor
muilo fina, a800 rs. avara ; aloalhado dc linha acal-
mado, 900 a vara, dito adamascado com 71,' pal-
mos de largara, A 28900e 38500a var ; ganga ama-
relln liza da India m'nilo superior, i 400 rs. o aova-
do ; corles de rllele de fustn alcoxoado a bnna p-
drOes (ios, a Ittl rs. ; Uncos de eambraia de liaba
360 ; ditos ur ande fino, a 600 rs. ; luva da aria
brancas, de cor c preta muito superiores, i 1600 rs.
o par ; dila fio da Escocia 500 rs. a par.
PxJRLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio 11 luz o novo Me/, de Mari*, adoptado pelos
reverendsimos padres rapiirhinKos de N. S. da Pe-
uha desia colad.-, augmentado cora a novena da Se-
nlioiM da I 'inceican, e da nolicia histrica da nie-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Rom l'.onselho : ven-
de-se nuil menle na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia,'* 18000.
^M-ak
sortimeniiB de moeiv
meias moendas par ijttilin ma-
-*r Vinho tjW Bbeno, de qualidades es-
peciae, em oaskats de urna tiuaia,charuto*
tie Batana vefdadeirot < rua do Trapi-
che n. 3.
Ka ra da CasWa do RaelUn. 60, vendem-se o*
agui|UT^bM,a*aaai luptriore* qu* Um viado a
Porlo,
laiuaiai.
Xwtscar de ouro,
Sisar
em t* 1 xinhas da nasa duzia t larrafa, a viaU da
qu al idade par araco mait Km caula.
DBIHMnp MGAL DE LISBOA-
Na raa da CadcU da aVadfa a. 50 ha para vaadar
narns com cal de Liaba*, r***oUntanle chegada.
TaixM par ajenhos.
Na fimdicao' do ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver un
completo sortimento de taixas de. ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-e a renda, por
preco commodo e com promptidao*
embarcam-e ou carr*jgam-*e em carro
tem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da nvencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado na* co-
lonias inglesas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-w a venda, em latas de 10
libras, junto com o raetbodo de empre-
ga-lo no idioma portugus, em cata de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Crus. n. 4.
Vende-te urna batane* romana com lodos 01
sao perteocas, em bom aso e de 2,000 libra* : quem
a pr aleudar, dirija-** raa da Crea, amwaem n. 4.
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-tr aupeoior potassa, fa-,
bricada no Bio de Janeiro, che-
gada recenternente, recommen-
da-te aos senhfjret de engenho 01
teus bons elleito* ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 0, ar-
mazem de L. Leconte Feron dt
p Companhia.
Cassas francezas
quadro*, a 400 rs. a
Queimado loja n. 40.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem pare, vender diversas mu-
ticas para piano, violio e flauta,
tejam, quadrilhas, altas, redowat,
ticket, modinhat, tudo modernisti
cliegado do Rio de Janeiro.
Lindos corles de latizinlia para vestidS d
teiiboia, coiu 15 covados cada corte, a
48500
a rua do Crespo, loja da esquina que volla para
a Vtdtia.
netas cores
vara : na rua do
NA FUI
NHI
BA
FARIL
ha sempre *fJri jeelo. de magam,. fMtriotjtt engenhos, a sa-
ber : moendaa e meia. AotTi, m.i. modera*
sur>erfar quaiidade. e da lodo* ae Urnanho.; roda
coe. ; crlv*. adaocea da foraaCaa a ragiitros de boei-
nemdUt5'*tr^W,rn^eWI'^' ^"^
NA MESMA PUNBICAO
"'""!?? "^ orneada, eom a suneriori-
:i ir^-^--^ !--
FBASCOSlf; VIDRO DE BOCCA LARGA
COM BOLHAS.
Novoaortimentodo tMuuibo de 1 a
A 12Iibna*.
f endem-te na botica dt laHUm. r.i,...
de Souza, rua larga ioRo^TTJr'Z
preco que m outra qu^u^JarX. '"
Venda de uto*} nn terrea
Vende-se a casa terrea-da ra* da Pai aa- ,.,
tar oa raa do Collegio o. 1. w "' a "*-
Venda de urna casa meia-agua.
Vende-se a cas meia-agua eom frente para a araia
do forte da Cinco Ponas n. 6 : a irauTnl ru. do
Collegio n.'l.
He pechicha.
Vende-se na rua do Queimado. loja qne ben-
(em se arremaou de miudezas n. 57, as faaendas
existentes em bom estado, por lodo o preco: e por
ser para acabar nao se enjeiur dinheiro.
Vende-se urna escrava crioula de idade da 17
annos, com muilo bom leite par* crear, e alguma
habilidades : na roa de Horras n. 40.
Vcnde-se no armazem de James Halliday,
amada Cruz n. 2, o seguinte:
Sellins inglezes chegados agora.
Sillines para montara
Cabccadas de couro.
Estribos de ac e metal.
Lanternas para carro e cabriolet.
Eixos de patente para carros.
GorgurSo de teda achamalotado, de
cores e preto, a 700 rs. o covatfc: na rua
do Queimado loja n. 40.
Vende-te urna res mobilia de jaca-
randa', com contolos e mesa de Lampo de
mar more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Na livraria da rua do Collegio n. 8.
vende-se urna etcolhida colleccao das mais
brilbantes peces de msica para piano,
as quaes sSo as melhore que te podem a-
char para fazer um rico presente.
Vende-* ou ceda-ae pelo proco da factura
um carnario americano de 4 roda, ign.l ao do Sr.
I>r. May. e o qual cliegon ha dia* dos EsUdos-Uni
doseainda se acha na alfandega por despachar;
Irala-se na rua da Cadeia do Recife em casa de Lu
Antonio Siqueira.
Vende-se panno encarnado ; na loja de 4 por-
tas n. 3, prxima ao arco de Santo Antonio.
S Mcaar **
P Uepostto de panno de algodao da
U fabrica de todos os santos na i
9 Babia. J
9 Vende-*e esle bem condecido panno, "prd- Jt
pr para saceos ronpa de escravos ; no es-
9 cnplorio de Novaes A Companhia, na roa do ft
{Ira piche 11. 34. *
istajaj
GRANDE SORTIMENTO DE RRINS PaRA '
CALCAS E PALITO'S.
i"" ** Dn lrau*",o de linho de quadros a
' \"a ;.dito 700e 190; dita mcsclado a
I8w ; corles de fustn branco a 400 rs.; ditos de
core, da boni goslo a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
.,2^1 IssVSnT- CUT,d fr,e" d "" C,,i,a a
a^.Jt ,B' de M>ibri de linho gran-
des a 640 ; ditos pequeos a 360 ; toalhas de panno
de linho dn Porto para roslo a 14SO00 a dozia ; di-
'" fc01 o'i"'a 10800 i danapos tambem alco-
xoado a 3J600: na roa do Crespo 76.
Em casa de J. Kelfer&C, na rua
da Cruzn. 55, bu para vender o excel-
entes pianos vindos ltimamente de Ham-
burgo. ^
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Santo
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
rua do Rrum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinba lia' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como ettrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
rzat, e fundas ; e em ambo* os logares
quindastes, para carregar c-
ou carros livTe de despeza. O
sao' os mais conunodos.
m
Em casa de Patn Nash & C, ha pe-
ra vender:
Sortimento variado de ferragem.
Amarras de ferro de 5 duartos ate 1
polegada.
Champagne da melhor quasSdade
em
Um
garr
i fes e meias ditas.
dot melhoretv
i Mi
le Tent
ara regar norias e bail
SlaeD. W. Bowtaan : na raa
Cbtistao.
Sabio a las a 8. adUa* de livrinho danominado
D*v4a CarisUa.aaai* sirraclo acraseaotade: yende-
h uateaaiaau aa HvrarU o. < a 8 da praca da la-
daptadaaeU a o*0 rs. cada asesaplar.
Rede* acolclioadat,
ras da aa o panno, moilo grande* e
: vxaaaaat-M na ra* do Creaao, loja da
aaajaiaa qat valU para t eadaia. ^^
branca d* i
dakaattaata
ESOL4VOS FGIDOS.
i i i ,.%'
No deminio d* corre ate Iqgvo da i
seu *nhor, a* ra* d'Aarar n.8, jalo ao pan
do Bira. Raraa da laa VisU. ** preto da
CaaUao, be etSjaaj aajapraaaaU Urda JO *,4
*4IJanioa,teivaalt*aaaaaawUaa>aiB^dael
eo aalea da aaao*j|a da Uatra, b* atttt, a lal-
ves lenta para a* iifilli : qovm a pagar eeudo-
sa-o a casa aaiasa ja* ar fecataaeaaado.
Aos lOttajOOO.
Ainda aada fgido desda o dia 12 da afoslo de
1833 o prelo do abaixo aa%nado, par noaaa Al
miro, n qnal escrava a abaixo a*Mgpado c*n
ao lllm. ar. capilla Jola Miria de .tUieida
a asU Haber wasoroa aa) Illa, |r. caroatal 1
lele, da villa da raaajtajira, a ela escravo aa
muilo eonhecido pala* *tKae* aseoiiilaa |
oaauerda da cabeca Um aaa calva da Ua
daos vlaua*. falta d* ubi '
KeU, ornilo ragriila, anda ataron
ai loma Ubace, be da altara ri_
anno,, pouee m*i* w atM, crioBlii; canal
andada prlo.*aaaakt da Ca^aUgafinaaMas Es
cada: porUnto, qatta a pasar, (-
ES
sigaado, na nu da PraU a.>fi, qo att tMBaa) ; ou
mesmo sendo que ataas senher d* Wnb o lenha
em eu angenbo m litlo da farro, iAaaHdo por elle
o dito Argemiro, e o queira comprar,Jaaobem se faz
lodo o nafelo.Jnacleto Antonia nrttn.
Aeka-se de nave fgido o pardo las, qae foi
escravo drSr. major Francisco Migael da Siqueira,
morador comarca de Paja i a qual icravo be
ja bem eonhecido nto ri oe*U arlo, como no da
Brinda e Serra do Martin onde Um sido preso : ha
alio, rforcado do corpo, car* chais a carnuda, bem
moco, nao tem barba, a o itgnal que roathor o dis-
titrgue, he urna cicatril na rodo > unxa.ua maesas,
proveniente de qm couce da cavalla, *Snl que n.lo
pode occullar: pRa-s bem a quem empegar, enlra-
gando-o no engenho Coras da freguarte da Los.
Desappareceu no dia'8 de setentbro o escravo,
crioolo, de nome Antonio, qae costuma trocar a no-
me para Pedro Jos Carino, e intitular-te forro,
he moilo ladino, foi e*cravo de Antn* Jos de
Sant'Anna, morador no engenho Caite, comarca de
Santo Anlo, e di ser nascldo no erlSo do Apodv,
eitalur a carpo regalar, caballos prelo, earaplnha-
dos, cor um pouco fula, olhos escuro, naris rauda
a grosso, beijos groa**, o emblaat sua pomo U-
ilido, bam barbarlo, porm n*Uacealio foi cora
ella rapada, com toda* o* dente* na fronte ; Uvoa
camia de madapollo, caroaajaqaeU branca, cha-
peo de palba com aba punjan* a urna Ireuxa de rou-
pa pequea; lie da sopear qu* muda da Irage : ro-
ga-se portanto as autoridades polMaes e peswas par-
ticulares, o apprehendaiu e traganr nwta praja do
Recfle, na raa larga dn Resarin n. 24, qae se re-
eompensart muilo liem o **) Irabalho.
PEKN. ; TY. B M, .
-185**
i
V
i.
I
m
a- -
r.-


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ESS4TJRBV_VJ4PTO INGEST_TIME 2013-03-25T14:33:49Z PACKAGE AA00011611_01206
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES