Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01205


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Full Text

i
ANNO XXX. N. 252.
Por S mezen adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
I
SEXTA FEIRA 3 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adianlado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
EiwypiREGADos DA subscripcao'.
Kecife, iroprielario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, !t. Joiio Pereira Martins; Baha, o Sr. F.
Duprad ;Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; larahiba, o Sr- Gervazio. Vctor da Nativi-
dad*; Nial, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira; Araea-
iv, oSt> AnloniodeLemosBraga;0r, oSr. Vic-
toriannAogusto Borges; Maranhao, o Sr. Joaquim
M. Rdrigues; Para, o Sr. Justino Jos Ramos.
DE PERNAMBUCO
MUIOS-
Sobre Lontelfc' 1/2 a 27 3/4 d. por ]f
Pars, 358 rs.por 1 [. J,&'
c Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de I
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companha de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lotlras a 8 0/0.
METAF.S.
Ouro.Oncas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 169000
de 65400 novas. KiJOOO
de 4000...... 9000
Prata.Palacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos........ 19860
PARTIDA DOS CORREIOS-
Olinda, todos os das.
Caruar, Bonito e Garanhuns no* dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 2 llorase 54 minutos da tarde.
Segunda s 3 horas e 18 minutos damanha.
Os enbores da villa de Guarabira,
riuf quizerem stibocrever para este Dia-
r>, podem dirigirle ao Sr. Joao Vic-
torino das Neves, da villa de Mamangua-
pe, que esta' encarregado de tomar as as-
s%naturas, e remetter-lhes o Diario sema-
aaltpente.
PARTE OFFICIAL
COMMANDO DAS ARMAS
trtl do r d*. mrmm* <
buco, na ellit do Radie, ota 2 do no.tm-
bro de 1854.
ORDEM DO DIA N. 165.
O coronel rommamlanle das armm iolerino de-
rlara para os fin convenientes, que hoje conlraho
nova eugajamenlo por mais e,is anuos, nos termos
lo rogulaoienlo de I* rroto n. | mi de 10de junbo do crrenle anno, pre-
ceden.| iuspeccaO de aude, o mu-ico de 2> classe
do 4. batalhaode artilhara a pe Jos Avelino Men-
ees de Siqueira, o qual perceber. alm do* venci-
mentos que por le Ihc rompelirem, o premio le
401)8 r. pago* aa conformidade do artigo 3. do ci-
tado decreto, e lindo o eugajamenlo urna data de
trras de 22,500 lirada quadrada. No caso de des-
err|o, iiicorrera na parda das van'agens do premio,
e daquellas a que. liver direito, ser considerado co-
mo recrnlado, e no lempo do cngajamenlo so des-
contar o de prisAo, em virlude de senteiira, aver-
hando-se este descont, e o da perda das vanlagens
ic respectivo titulo, como est em lei determi-
nada.
Assigeado.Manoel Miiniz Tarare.'.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudantc de
oreen encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parla 5 do oatmbro.
Durante esta quinzena a qoeslfto do Oriente deu
utn passe immenso, derrm-se fados mililares capa-
zo, se nao de oeeasionar urna solucAo immcdiala,
ao menos de assegurar de ora em vanle urna coaclu-
*o favoravel i causa da razio e da Justina, urna sal-
va-snarda rerla para lodos os interesses ha lano
lempo rom promet idos. O Mar Negro jt nAo ser
um lago rosno, e o poder do czar deixou de ser na-
qoellas renies urna nmeaca aos direiles mais sagra-
dos : Sebastopol e a Crimea foram oceupadas pelas
forcas anglo-francezas. A forja brula offreu cru-
clmenle o revez que ella preparava civilisarAo, e
o castigo e a repa rucan j vao romerando : este pr i-
meiro Iriumpbo fructo legitimo dos generosos sacri-
ficios .leu boa causa toda a eonsrieucia da sua for-
ra, e grangeou-lhe asmis francas-v mpalliias. Fran-
cisco Jos enviuu sTuilerias um emhaisador aus-
triaco para dar os paraliens a NapotaAo III em
consequencia do primen Iriumpbo das suas ar-
mas.
A immens.1 siluarSo produzida pela evenlualidade
distrae os estados europeus da su i evslencia indivi-
dual, do dcseiivolvimenlo igual c pacifico de sua
gran.le/a, e sein esla diversAo grande numero de en-
tre elles lomaran! a entrar inteirnmenle na appli-
racio do adagio : Felizes os povos cuja historia lie
aborrecida.
- -O grande aronleeimenlo indnslrial de 1855, a ex-
poicAo universal de Par, se popara em todas as
sjurtes.
Os hospedes curoados da Franra ja vorfaram para
as suas casas, o joven 1). Pedro V, ct-rei Leopoldo, o
principe de Bralianl, o principe Alberto deixaram o
campo de' Boulogne cujas opcracOes o imperador
presidia,e, na sua revista de adeos, elle foi o primei-
ro que annunciou s tropas a gloria das suas armas.
No grande concert continental j a l'ru-sia lie que
se conserva n'uina abslencAo inevilavelmerite fatal
.i preponderancia germnica, Para entrar no nu-
mero das grandes naces. e para corresponder a lo-
dos esnobro* eeWip das potencias occidentaes, a
Turqua continua sempre a oceupar-se corajosa e
intrpidamente com as suas insliluirOe, prosegue
na obra das sais reformas. Trata de curar as fe-
ridas que a Rossia fez as suas provincias danubi-
anas.
El-rei Othon est reorganisando a administrarlo
da (recta.
Na nutra cilremidade meridional do Continente,
a llespanha est toda entregue i obra que lbe deve
dar prximamente o verdadefro alcance dos aconle-
nmenlos.de que acaba de ser o thealro. A eorapo-
sico das cortea eonslituinles dentro em pouco dlra
ao mundo se se pode esperar qe a era aas revolu-
Soes se encerrara em fim naqarlle infeliz paiz.
QunlSo do Or:ente.
Sebastopol esta lomada, a eiilade, as suns rorlifioa-
(nes, a sua frota, a sua guarnieo, ludo se renden :
j nao ha nada a dizer-se sobre o immenso alcance
denm lal facto e sobre as sua< consequencia* inctl-
rulaveis para o futuro. Mas primeira vista e an-
tes que ludo algumas palavras sobre esla praja, fe-
rao comprebender que ella no poderia ser utilmen-
te atacada semlo por um exereito de desembarque.
Ella estii construida em amphithealro sobre a mar-
{;em meridional do magnifico porto q;ie faz a impor-
ncia da sin sitnacAn; quando genle lance os olhos
sobre o planoriesla formidavel fortaleza, e se coHoca
na propria entrada do seu porto, dnas cousas im-
pressionam o oltservador : a impossibilidade de for-
rar esta entrada e a posicao dominante do forle de
Constantino, qoe he a chave da cidade. Tuda foi
sacrificado a defeza martima, accummularam-se as
bateras sobre asduas margena, e na se eonlam me-
nos de 850 peces de artilhara, eruzando-ee de urna
mergem i outr. Todos esles Irabulhos deiiam a
ridnde aborta dn lado da Ierra e dominada especial-
mente por eminencias cuja posse sera sempre deci-
siva. SeeaeteM fai fundada em 1786 por Calhan-
na II coa a intenco de fazer della um eslalieieci-
meolo de primeara ordrm, un sitio oerupado anles
por urna pequees aldea (arlara chamada Akhleer.
O portu lie compesto de um iincoradnuro principal
de duas lefia de comprime rito sobre orna largura
media de nm q liarlo de legua, e de varias bahia* in-
teriores; a mais imprtame dusiasbahas chamada a
baha ila artilhara forma o porto de Sebastopol. A
profunrleza desaguas he lal que as malores naos po-
. dem fundearabi com n proa tocando na praia. O
ancoradonro he defendido sosul por 6 baleras e for-
talezas prineipaes, raila unu armada de 50 a 190
petes, ao norte por 4 balera*armadas cada urna de
18 a 120 peras; ainda ha oulras baleras mais pe-
queas. As fortaleies sito construida* segundo o
; systema das bateras coberlas. 3 tem 3 ordens de pe-
ras, a quarla tem 10. A mais (orle de todas, o for-
te 8.-Nicolno, de 180 pecas.
NeHbtHDa deslas forlincajSn pode ser til em ca-
so de ataque por Ierra, o priprio porto de S. Nico-
lao Jiat> tem uinsvs pe{a apiolada oesta direcjUp.
A cidade parece deitada sobre declivio de urna emi-
nencia da cosa, i parle superior se eleva a 940 pts
cima do nivel de nwr, c esta eminencia se prolon-
ga em lorno da baha de tal iMneira, qoe no campo
a mu pones distancia nao se avistain os mastros dos
navios. O ponto culminante d-s,i elevarn calca-
ra eslA situado sobre a margem pierda defronle
mesmo da cidade, ahi he que esli r instruido o forte
Constantino que tem duvida 'li-a com nma serie
de outros fortes. Um ataque naa planicie que do-
minan) Sebastopol deverin (ornar intil para a de-
feza da cidade as 850 pejas qu fazem a entrada do
porto lio pouco accessivel. Estas rircuanslancias
lopograpbicis diclaram aos chefes anglo-francezes o
lugar de itaque.
As tropa expedicionaria, embarcadas em Balts-
rhick de 2 para fi de stlemhro desembarcaran), a
14," 7 leguas de Sebastopol em um lugar chamado
Velho Forte ; o desembarque durou 6 horas; os ha-
bitante* mostraran -as melhores di-posirocs, forne-
cersim vveres. Do Velho lorie lie metade do ca-
ralntio de Papalona para Sebastopol; as forcas mi-
litare* se dirigiram sobre osle ultimo logar, alon-
gaedo-se da costa, desl'artj evitando os rerontros
dos lugares fortificado, e eamin'iando com mate
rapidez ao termo da cxpeslieBo, etufim a Sebaslo-
pol, que be a entrada da (drrassia, da Bessarabia
de tili a Asia merhlional; foram protegidos du-
rante lodo o raminlio por urna par e da frota carre-
' gastetom a grossa artilhara. O paiz he plano, are-
noso, Dlrecorlado de pequeas inontanhas o alra-
venado por qualro rjos parallelos sobre cujas
margeos se enconlram algumas aldeas lartaras. O
primeira destes ros, o Boulganak e tanca no golfo
de Kelamita ao oeste mejiao deSineferapol, aca-(
ipital. O segundo o Alma lega junto da sua embo-
cadura a aldea de Banilcoolt, os dous outros o Kalcha
e o Kabarsa on Belbec mais visinlios He 8ebaslo|>oi.
O exorcito adiado, ao passar pela rusia rida de
. aVaJanula euconlrou sobre Alma o enrpo principal do
|.rini'ip Metffcliikoff. e di'U-lhe una batallia cuja
noliria fui dadajtpelo insrechal S. Arnaud an gover-
po francez por ta &o dHpscho seguinle ;
AUDIENCIAS.
Tribunal do O)mraercio, segundas equintas-feiras.
Relaco, terjas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundas e sextas ao meio dia.
2.* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPnEMEIUDES.
Novbr. A La cheia s 6 horas, 43 minutos e
48 segundos da larde.
12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da lame.
20 La nova aa 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manha-
27 Quarto crescente aos 21 minutos e
48 segundos da manha.
Aquar(elamen(o sobre o Alma-W de setemhro
de 1851.Encontramos hoje oJS*W|^*"bre o Al-
ma, oceupava com forcas *jJ*4s>at>es a que-
lirada onde corre o rio, gMI siveis smenle em tres pontos as eminencias da
a margem esquerda; eslavam slidamente forlifi-
cadas e robera* de artilhara. As tropas inim-
gas alararam estas diDiceis pos{Aes com um vigor
a sern igual; fot aos gritos deviva o imperador
n que os nossos soldado* tomaram as que eslavam
diante deltes ; a bal al ha durou i horas. He urna
bella estrea pata as nossas armas. As tropas fran-
" rezas liveram l.tun homens morios ou feridos.
a Ainda ignoro as perdas do exercito inglcz que
" combateu denodadamente diante de urna resis-
t lencia obstinada, n
Um despacho de lord Ragln avafia lamben) as
perdas dos scus nacionacs em I,4fl0 homens. Os
Russos perderam 6,000. Eupaturia desprovida de
Kiiarnican se poz a dsposicao dos allindos que nao
julgaram til mandar para alli tropas de ocriiprAo.
Por oulro lado urna dviao naval se dirigi mais
para o sul e deu um combate na embocadura do
Kalcha. As tropas do czar se reliraram para Se-
bastopol cuja tomada fiira ellfcluada por meio de
operacoes rujo* promenores muraos ainda nao ao
conhecidos. IIimi.h do bombanleamenlo do forle
Constantino, da fortaleza e da frota, depois da perda
de 18.000 Russos mor,.., e de 22.000 feilos prisionei-
ros, o principe Meuschikofi retirado para ni menor do
porlu anniiiiriara aos commandantes das tropas si-
tiantes que incendiara lodos os navios, se o cmbale
conlinuasse ; deram-lhe seis horas para reflectr,
convidando-o a cnlregar-se em nome da humanida-
de. Cerlos jornaes para explicar a prompa entre-
ga da prar,a pensam que convem altrbui-la, ou
.le-niorali-acI., ou desnntcntami'iitu e sedicao das
tropas, ou a revolla dos Polacos que se acham as
fileras dos Russos.
Bltico.
Cartas datadas de I.edfund fallan) de um projeclo
de bombardeamento de Revel: somente os almiran-
te anda sestee pronunriaramsobre a questao desalisar
*e ela operacAo se poderia execular nesla poca adi-
anlada da estacAo.
Nn Asia os Russos se concentran) em Tflis: trata-
se de saber e lodos os esfur^os que elles fazem con-
seguirAo impedir que os monlanhezes de Sehamyl
saiam da muntanha, principalmente porque as o-
peraroes de Scham} I sao coadjuvadas pelo exerclo
turco. Al hoje Schamjl oceupa mais de 400 alde-
as rus-a-, as columnas russas Togem para todas as
direcres. Sehamyl Tez mais de 800 prtsioniros.
Franca.
A siiuacao do paiz est toda na proclamado do
imperador ao exerclo de Boulosrne a 30 de selcm-
bro de 1854 anles da revista de despedida. Solda-
dos! deixo-vos, mas para voltar dentro em pouco a
fim de julgar por mim mesmo o vosso progresso a
vossa iierseveranca. Como sabis a cranlo do a-
campamenlo do norle leve por fim aproximar as
nos.is tropas do liltoral, afim de que unidas mais
promptamcule s de Inglaterra, se dediquen) em
qualquer parle a honra das duas naces. Fui crea-
do para mostrara Europa'quesem desorganisar pon-
to algum do interior, podamos fcilmente reunir
cerca de cem mil homens desde Cherbourg al Si.
Osatflr. Fora creado para acostumar-vos aos excrci-
cos militares, g marchas, as fadiga; e acredilai-me
nada iguala para o soldado a esla vida em commum
e exposta ao tcrnpo que omina o homem a couhecer-
se e a resistir as intemperies da cslares.
o Cortamente a residencia do acampamento ser
rigorosa -durante o invern; mas contu com os se-
forcosde cada um para (orna-la pruveilosa a lodos.
Por oulro lado a palria reclama de cada mu de nos
um concurso activo; mis prolcgem a (recia contra
.a iullueneii funesta da Russia; oulro* suslentam em
Koma a indepeudeuria do sanio padre; quaes (ir-
m*riw estendua.u uuo dojuiaicun-ACrica; quaes
emdm lalvez plantan) boje as nossas agotas nos hui-
ros de SebaMopol. .
o Pois bem, vos que sois excitados por tflo nobres
exemplos, e dos quaes urna divisAo acaba de se illu-
Irar com a lomada de Bomarsund, seriis tanto mais
capazes de contribuir pela vossa parte para a obra
commum, quanlo mais aguerridos fordes nos traba-
Ihos da guerra. Es|e,solo classico que estae pisan-
do ja tem formado hroes: esla columna erigida pe-
los nossos pais traz a memoria mu grandes recorda-
rles, e a estatua que a roma parece por um acaso
providencial indicar a estrada que temos a sean
o Olhai para aquella estatua do imperador, apni-
a-se obre o Occidente, c ameaea o Oriente. 11 ,hi
com efleilo o pergo para a civibsaran moderna, de
nosso lado a trincheira para defende-la: Soldados,
vos sois dignos da no*a nobre missAo.
__ Turqua.
O ssttlAo Abdul Medjid proseguo na sua obra de
BefsssJai que assignalou o comeen do seu reinado,
deserfVolve por meio de novos melhoramenlos o
1 ran-imal de Uullian. Numa atsemblea de todos
o* altos fiinrcioiiario. dos Ulemas, dos palriarchas
catholico, grego, armenio, do grao Rabbido fio lido
um hallj icherilTque he um compromissu formal
feito face da Europa para dar a Turqua um sys-
lema administrativo fundado sobre basesjustas c n-
mnlavei.
Elle insta com os ministros para porem lerrao aotabu-
sos quee lem perpetuado e elaboraren) a revisAoda
lcgilacAo, assm como as medidas proprias para coa-
dyuvar o progresso da jnstica, das funrres publicas
o do bem estar de todas asclasses ila populado. Eis-
aqu urna passanem do lialti scherifl imperial.
a O principal obstculo a todos os melhoramenlos
ir publiciw he a corrup;Ao, o a experiencia demous-
Ira que apezar do maiores saforco nenhum regu-
(i lamento til poder applicar-se em quantn uh-
sistir lo grande mal. Portante he argente erapre-
c;ir o vigor de urna lei nova que nao seja suscep-
livel, nem de excepcao. nem de falsa interprela-
or So, afim de impedir a conliuuarAn de um estado
i de cousas 1,1o censuravel. A applicaru plena c
inteira das dspoirOes das leis pelos Iribunaes ; a
forja do governo no pV ; o progresso do bem
estare da prosperidad publica; a jastica em (o-
dos o* neKoeio* ; a ordem as financas ; o melho-
" ramenio da sor te de (oda* aiclasses dos nossos *ub-
a ditos, (aes sao as importante* qoe*loes que deve-
a rao sor discutidas e resolvidas...
DAS DA SEMANA.
30 Segunda. S. Euno rr. ;S. Macario m.
31 Terca. S. Jejum (Vigilia) S. Quitino m.
1 Quarta. tjf^f Festa de Todos os Santos.
2 Quinta, (lommemorarn de lodos os fiis def.
3 Sexta. S. Malaquias b. ; Ss. Herberto a Dona
4 Sabbdo. S. Carlos Barromeo are. rard.
5 Domingo. 22.* Ss. Zacharias e Isabel pais de
S. Joo Bptista ; S. Fabricio b. ; S. Loto.
Um novo cnnselho composlo de 5 ou (i membros
ntegros llover ser inslituido para di*eu(i-la e re-
r gula-las... A religiao, o telo pelo bem geral esi-
gem que cada um trabalhe com ardor na sohifAo
'< de quesloes iao uteis causa publica.... Que o
cr aquelles que caminharem com lelo, probidade na
estrada qoe Ira ramos, e puna aquelles que sedes-
viarem della.
Depois da leilora desle importante documento
RechidPaclia o desenvolveu n'om discurso rheio de
eloatie)j|*To depois o grio vizir Meliemel Kebresli
I arlia, fcoanein de enlhosiasmo, de carcter inde-
pendenle e resoluto, que so quii o posto supremo
com a enndiean de ler as mo* livres para fazer bem
e punir os malvados.c que preferira sacrificar a sua
posIjAo, a fazer orna concessao injoslifa e mal-
vadeza, promelleu prescrever o eaminho direito a
lodos os funecionarios.
Tudo parece indicar na Turqua um dos momen-
tos mais sdemnes da sua historia ; leudo por alliadas
as maiores potencias da Europa contra a amhicao
de um estado qut havia jurado a soa perda, ella
combate pelos seus direilos mais charo* e pelos inle-
resse da civilisaso, e se nesla lula ella tem por si
Ao grandes e tflo gloriosas sympalhias he porque se
tem atlemljdo aos progressos operados em seu seio
pelos benficos eficilos da reforma inaugurada em
1839, pela proclamacao do Tanznat.
Procineias danubianas.
Os bospodars Moldo-Valachos se acham collocados
frente do governo das provincias danubianas, livres
de hoje em vanle da occupacAo russa: todos os allos
funecionarios nuslriicos e lteos iralam de reorgani-
ar a adminislracAo do paiz e reparar os males tAo
cruelmente soflridos. Esla larefa he extremamente
difilcil, porque os Russos, ao relirarem-se, deixaram
agentes numerosos volado* intriga, tendo por mis-
sao desorganisar ludo.de onde resullam difiiculdades,
lulas intestinas, contra as quaes Omer Pacha tem ne-
cessidade de toda a sua energa.
Auttria.
He de balde que no mundo pelilico cerlos orgAos
se abstem dei proclamar a neotralidade da Aoslria.
U ma rorrespoiideucia parisiense do jnrlnal a Inde-
pendencia fielga Ibes responden) peremploriamente,
e nada resume nielbor duque a passagem seguinle,
a siluacAodesla grande potencia as gravescircums-
lancias em que se acha a Europa : Dar-sc-ha que
seja neutra, querer* mostrar-se, ou deixar somenle
crer que seja neutra, a potencia que assignou com a
principal potencia belligeranle, um tratado pelo qual
se obrga a eipellir os Rosaos dos principados por
meio ds fori;a de armas? Ser neutra a potencia
que arma 200,000 homens c os enlloca em linha para
a exeeiicAo dese tratado? Neutra,a poloncia que
em virlude, exclusivamente em virlude desle mes-
mo Iralado, a proclamarlo do general em chele o
derlaruu ejpretiineuli', ocrupa os priiiripailn da-
uWano, siniullaueainenle com o eierrilo turen, e
ue faz entrar em Burilares! o general (irunini,
coinsu.ni tan.lu o primeru corpo do seu exerclo, ao
'
lado de Omer-Pacha ? Neutra potencia, cujos oID-
ciaea superiores em mssAo junio do* generaos e dos
chefes dos exercilos turco, francez e inglez, propo-
zeram um plano de arcan concertado entre esle* tres
exercilos e o exerclo austraco, para expediremos
Russos para alm dn Prnth, plano qoe nao foi recu-
sado pelos generae* franrezes e inglezes seno por
causa das ordens que elles linha ni para a eipedieAo
da Crimea ? Neutra, a potencia cujo exercito prote-
ge agora Cnnslantinopla ? Neutra, a potencia que
acaba de sinnificar de novo as suas resoluoes, de
repellir os Russos a Uros de espingarda, se elles len-
larem approxunar-se do Danubio ? Neutra, a po-
(enca que declara que este mesmo exercilo que oc-
eupa os principado, para impedir que ns Russosco-
mecem novainentc a invadi-los, nao causa dsmno
aos ni..Mnenlos nem defensivos nem ojlaspivo* dos
exercilos turco, francez e inglez ? Neutra, apolencia
que iiuiiibi a sua marinha s esquadras franceza e
ingleza para reprimir na (recia movimenlos que fo-
ram denunciados como sendo subvencionados pela
Russia. qoe ce/lamenle serveriam aos scus interes-
ses ? Neutra, a .potencia que iillinumente manda
daros parabas a Franca e, a Inglatrraem conse-
quencia da lomada de B.unarsuiid ? Neutra, a po-
tencia que aeste mninenlo rsuova as suas derlara-
roes, acerca da quesloes garantida, e persiste alta-
menle em considera-las coijio as oondices inds-
pensaveis ao restabclccimento ra su? Em fim,
neutra a potencia que se obrigou por meio de. notas
nlliciacs e solemiiemcnle trocadas para com as partes
belligerantes a silo assignar a paz sem ellas t
Prwsia.
No momento cm que o canhAo-resolve as silua-
Cos nasridas dn conlliclo oriental, parece extraordi-
nario que os estados ailemc continen) entre si
urna (roca de nota, c de protocolos e a discutirfran-
cainente sobre quesloes que a accao poderosa dus
acontecimentos j lem envelbecido e tornado de bo-
je em vanle ioopporlunas; entretanto o partido rus-
so oob o manto da diplomacia prussiana, ainda e
agita na AMemanha.se esforca para alTaslar a*cor-
les de Vienna e de Berlim das potencias occidentaes,
ao menos para disidir os dous estados directores da
confederacAo germnica, emfim ainda procura ob-
ter a nenlralidadc destes estados. As razoes pelas
quaes elle espera determinar urna parle da Europa
a abandonar a causa do direito e da civilisarAo mo-
derna ostia postas n'mru circular dirigida a .1 de
setemhro por M. do ManteulTel ao agentes diploma-
ticos da Prossia residentes nos estados allemcs.
A primeira observacilo do documento prussano
consiste em dizer que a evacuara > dos principados
pela Russia satisfaz aos interesses allomaos : a que
inlerees dar esta evacuaran lesitimas garantas ?
Como far ella desapparecer lodos os ctus belli ?
A Russia obrigada pelos seus eslrondosos desastres se
redas A defensiva, masa defensiva ainda he a guerra
com as suas rrobabildades e com as suas repentinas
mudenca*, islo uAo he nem a paz nem urna
urna tendencia pata a paz : M. de Nesselrode deu a
entender que a retirada dos Russos para alm do
Prnth, uAo foi devida se nAo a ennsideracoes estrat-
gicas e ainda nAo appresenlou oflicialmente como
urna concessao definitiva, feila as justas reclama-
rnos da Europa. A-sim, a retirarla dos Russos nAo
tem por si inesma urna significacrlo alguma, devia
ser arompanhada das garantas serias reclamadas
pela Franca e pela Inglaterra, e al pela Austria na
sua nota de 8 de asusto.
A segonda observarlo consiste em dizer, que as
polencias occidentaes tem prelencoes de um protec-
torado commum sobre os principados, protectorado
ebeio de difiiculdades e de pergos: Nao be de nm
protectorado commum de que se trata, he simples-
mente de urna garanta collecliva. A Franca e a
Inglaterra empunliaram a armas para subtrahirem
o imperio ottomauo ao protectorado russo que o ut-
liiniiium do prncipe MonscliikolT mal disfarrava,
ellas lem reivindicado para o sull.lo a independen-
is* i,-,.iui .,... i>-w.-.'--To'irimi-i|iilaiier
nacAo civlsada: como acreditar que ellas preten-
dan) impor ao mesmo soberano, cojos direilos lem
proclamado, o jugo muilo mais opprcssivo do que
suppe o despacho de M. de ManteulTel.
A circular prussiana ainda observa que as grandes
polencias occidentaes nAo arompanliaram as suas ul-
timas declararnos (|e nenhum ofterecmenlo para
suspender as hostilidades: que idea faz o gabinete do
Berlim da poltica analo-franceza? A Franca e *
Inglaterra tiAoadeviam ofierecer armisticio algum,
pelo contrario ellas linham o direito de esperar que
seappellasse para a sua magnanimidad"; entretanto
releva de urna vez para sempre, que a Prus.i com-
prehenda bem a siluaco. As polencias occidentaes
Irabalham para a salvacAo e para defeza da Europa,
com a rnn.lic.io de que ella ha de segui-las, ha de
coadjuva-las lealmenle na sua nobre empreza.
Qualquer neulralidade neslas conjuncluras solem-
nes nao he smenle urna defeccau, be urna retirada,
he urna abdicaran manifesla da parle de influencia
que pode e deve perleocer a todos os estados, no
meio das complicaos acluaes, e d'ors em vanle
ninguem lera o direito de se admirar se no dia do
ajuste del'miliv .lesla immensa que-tao, nAo se leva-
ren! em ronia aquelte* que abandonaram a bandei-
ra da liberdade dos estados europeo, do direilo e da
civilisacAo moderna.
Mana Cbristna ao chegar ao solo porluguez acaba
de escrever a Isabel II urna caria, ua qual declara
altamente que tem necessidude menos de indulgen-
cia e de perda i, do que desama exacta justica. con-
jura a joven rainha a fazer callar os scnlimenlos de
lilha, nao sollicilando dos ministros e dos represen-
tantes benevolencia alguma a seu rcspeilo. As per-
turbarles occasionadasa pela sua partida se acham
completamente applacadas, e hoje a Pennsula se en-
trega (oda s elcicoes das cortes eonslituinles, ou
ao menos s reuuies preparatoria. Os partidos se
vAo desenliando, ao menos haver.i dous chefes mdv
distinclus para as eleiee de Madrid : enlre os pro--
grammas progressslas tem-se olnervado espesjal-
mente o do general Prim na reunan do Oriente.
Eis-aqui um extracto doria peca : I .'.omnipoten-
cia da asseinbla cunstiluinle ; 2.a, inviolabilidade
dos direilos individuaes; 3., igoaldade dos direilos
de lodos os cidadAos ; 4., reforma da adminislracAo
judiciaria, estabelecimenlo do jury; 5., desrenlrli-
sacAo administrativa, islo he.prerogalivas preponde-
rantes concedidas s municipalidades ; 6., reorga-
nisacAo do exercito sobre a base das milicias provin-
ciae, rerliiccan do exercilo at o algarsmo estricta-
mente necessario milicia nacional vol. liara ; 7.,
enino gratuito eobrigalorio ; 8.", respnnsabilidade
efiectva dos ministros edos fnnccioniirios pblicos ;
9., processo sobre as depredaee* commetlidas pe-
los anligos ministros e seus cmplices; 10., )n-
demnidade em favor do estado tomada sobre os bens
dos criminoso.
A imprensa cresceu em influencia e em autorda-
de, os seus membros se apresentam diante dos eleilo-
res, e o Iriumpbo de varios de enlre elles he certo ;
cilaremos as candidaturas de M. M. Calvo Aseencio.
director da Iberia em Valladolid. Cu-lo y Quesada,
director da poca em Jan ; Galileo director de
01 Tribuno em Soria ; Ramesy Villanueva e Ho-
zenzaiia redactores do Diario Herpanhol, o primei-
em Cdiz, o segundo as Asturias; Ra Figuerroa,
director da Nacin cmCorogne; Cisneros director
de la Union Liberal em Scvilba, Corradi director
do Clamor Publico em Burgos ; Reinar direclordel
S'7'o XIX em Orense ; Valpiuo director de La*
Vortez em Zamora; Barrantes director de las Nor-
dadei, e Fernandez de Las Rias ediclor do mesmo
jornal em Badajoz. Toda imprensa da capital adopta
urna lista que far a terceira para a provinciade
nao subi aos ramos, mas o bolAo se entumece e se
cerca, a foi ha se moslra ; a mulliran tornan a lomar
o eaminho desle* jardn* das rada* que se chamam
thealros, nao silo a* flores, nAo he a sombra, he lu-
do, he a primavera que ahi se procura ; a atltmos-
phern j e*l penetrada de todos n rumores confu-
sos, de todos ossopros, de todo* os eslremecimenlos
da vida oceulta, o i rain I bo se Taa no solo, as futu-
ras colheilas germinam debalxo da ierra, e entre-
tanto o rnimnol cania, os passarinhos que viajam es-
lo de volts.
Hoje, ao passo que vAo desabrochando e amadu-
rerendo os fructo* donrados da comedia edo drama,
aguardando a hora da colheita, vamos fallar em um
livro escripln pela penna i Ilustrada de um engenho-
so aulor, M. I.uuis Figuier, que acaba de chamar
memoria do contemporneos a akdiimia da scien-
cia hermtica, esse todo meio escondido doTealida-
desede i luafres, de verdades 0 de eliimera*. que
exerceraam dorante 15 eculoe o immen*o presti-
gio. Klle Inhiii estudioso ramo, urna critica seria
c nao merecen um nico sorriso.de desprezo : leve
razAo, porque se a alrhimia, esto insigne monumen-
to da loacura dos nossos anlepassados, nao cncon-
Icoo oque ella procura va, ao menos fez urna precio-
sa conquista, arbou os elemente* da cbimica moder-
na, reuni duranie 1500 anuos de Irabalhos obsti-
uadns os maleriaes do venerave) edificio, coja forja
c lim-monia admiramo*. e presettlemenle a rhmica
lem transformado cm fontes inoigotavei de.rique-
zas, presentes de Dos al cnte sem valor, ali&eirnu
o pesado fardo dos male* que pesan) sobre a huma-
ii i lado, aprrfeiconu as ron ti res materiaes da exis-
tencia, e aii-niontoii ns limie da nossa actividade
moral. Se nao conlem a pedraphlosnplial dos uli-
co adeptos, conslituc a pedra pliilosopbal das na-
Ses.
Esla setnela dos lempos pasudos se oceupava em
primeiro lugar da lrao*mutac1o dos metaes, da mu-
danc.) dos metaes vis em metatt nobres, da produc-
CAo do onro ou da prala por ineios arlificiaes. Era
rumiada sobre o principio de qoe todos ns molaos
eram nicamente composlos, loas com difierenles
doscs.de mercurio e de encliufre; c que mudndose
as proporetjes destes elementos. podia-e transformar
esics corpos mis nos nutro, transformar o mercurio
em prata. o chumbo em ouro'etc. ; ainda se funda-
va sobre esle nutro principio, de que os metaes se
desenvolvan) no seio da Ierre, e passavam por uin
ene deaperfoicoamentos quejaos permiltia elevar-
se do estado imperfeito ao perftito, que lodo* os me-
taes devism chegar natural e gradualmente ao esta-
do de oaroe de prala, e emfim que esla transfor-
mado poda rcalsar-se por va de urna nica subs-
lancia,a pedra phlosophal. Descripla sempre de
forma diversa por cada um dos adeptos, esto pedra
philos.phal, alm dcsla primaira prooriedade, con-
tava duas oulras, curava as doencas,' prolongava a
vida humana alm dos seus limites ualuraes; mais
tarde grangeava para o possuidor o dom da sabedo-
na e .la. virtudes.
Fot a indagarAo desle precioso talismn que cons-
iituio a alrhimia. Atlribuda injustamen(e ao egvp-
co Hermes Trismegiste, natural de Conslantinopla,
no lempo co baixo imperio, fecnlhida por Thales de
Alexandria, Iranspurlada para a ilespanha no secuto
\ III pelos Arabos, a scienria hermtica espalhuu-se
no Occidente no secuto XI, to! nvadndu ludas as
paragens nao s junto do caropouez, como junlod.m
soberanos. Todos acrcdilavam nella, o desojo das
riquezas, o contagioso exemplo excitavam por loda a
parte o desojo de entregarse as suas pralica. Nos
palacios assnn como as caluas, na caa do humil-
de artista,assim como do rico burguez.viam-sc func-
conar apparelhos em que se entrelinha dor.inlc au-
nes inleiros a iiiculiacAo do ovo pliilosophion.
A propria grade do mosleiro nAo era capaz de por
obstculos a semelhanle invssAo, e nao havia con-
venio em que se nAo enconlrasse alguma fornalba
consagrada a elaborarlo do ouro. Os mdicos em ra-
aaiffilmia unaS>A^sJ^frect)lec!;!S^j'i la i'.l'i's
a esle rcsp'ilo sao suflicicnlcmentc raraclerisadas
pelo sabio doutor Joaquim Tanrke. querendo e-labo-
lecer em todas as universidades una cadcira de al-
ebunia, c fazer cummenlar publicamente tieber e
Raimend Lule, os primeiro alchimislas. ao lado de
Hipcrates e de Caleo.
Cm livro feito cerra de urna materia que preoc-
cupou o mundo durante lano lempo, deve ser com-
pleto, deve ser eserpto ao mesmo lempo pela mo
do sabio e do poeta, de um lado conler a analvse
precisa, a narracao legendaria. Dava-se alguma
cousa qoasi sublime nesla loucura suprema, que fa-
zia *ac*ificar ao problema insoluvel a fortuna, a ju-
venlude, a feltidade, os sonhos de ambico, al a
vida uileira, e islo sem um calculo de cobija, sem
um mao pensamento. com o candido ardor do bem.
com o ascetismo po e fervoroso.com a boa f que fa-
zia dizer ingenuamente a Nicolao Flamel, o maior
dos airhiiiu-ta, no momento em que elle julgou
conseguir o seu primeiro intento : praza a Dos que
cada um soubesse fazer ouro ua vontade.afim que
podesse viver, conduzindo f pastoradouro os pin-
gues rebatidos sem usura e Km processos, imta-
;1o dos santos palriarchas; havia alguma cousa he-
roica nesla inexgotavel paciencia, nesse retiro pro-
fundo, adeptos consagrados desde a idade de 14 an-
uos grande obra, lula.ido obslinadamenle c adian-
do n'uma velhice adiantada a amarga deeepcAo ; o
cruel despertar dos seus sonhos.
'A deeepcAo com efteto chegava sempre inevila-
vel no fjm dos sacrificios, pois que a sciencia mo-
derna sabe cabalmente boje que nAo poda haver
bom exilo posvel. Mas o que causava este coga-
no eterno, era. alm da confianza certa, inabalavel,
a fraude incessantementftrenovada de falsos adeptos,
que esploravama credulidade dos grandes e fugiam,
levando comsigo nm pouco de p de ouro, riquezas
consideraveis, quando nAo acabavam ignominiosa-
menle ; villa de aventureiros, no patbulo delirado,
parocendo levar comsigo para o tmulo o pretendi-
do segredo ; era ainda a penuria dos reis que de-
paixo do manto da sciencia maravillosa fazia de
quando em quando emissocs consideraveis de moeda
falsa.
Oulro do presidente da provincia do Piauhy, re-
metiendo a collecrao da* leis da assemhla da mes-
ma provincia promulgadas em o anno prximo pas-
sado.
Um oillcio do secretario da cmara do* depulados,
acompanhnndo a* seguinles re*olu;oes :
1." o A assembla ecral legislativa resol ve :
Art. 1. lira crearlo n cabido da Se do bispado
de S. Pedro.
n Art. 2. O seu pessoal ser composlo de um ar-
cediago e dez conegos, inclusive o llieologal e o pe-
nitenciario ; dez rapellAcs, inclusive o meslrede ce-
remonias c o suhcbanlre ; um sacbrislAo-mr e qua-
lro moros de coro ; um porleiro da massa e um or-
ganista. *
Art. 3. Os ordenados e gratificarles de todas as
dignidades e mais empregados mencionadus no arti-
go antecedente serlo iguaes ao* ordenados e gratifi-
carles das dignidades e mais empregados do cabido
da S de S. Paulo.
Art. 4. Ficam revogadas quaesqaer disposicOes
em contrario.
n Paco da cmara dos senhores depulados em 6de
selembro de 1854. I' Ueonde de Baependy. petet
dente.-'rancheo de Paula Candido, primeiro se-
crelario.Francisco Xacier Pac Brrelo, segundo
secretario. >
2.- A assembla geral legislativa resolve :
o Artigo nico. Ficam isenlos do imposto de 8
por cento creado pela le n. 109 de 11 de outubro
de 181)7. as loteras concedidas s casas de caridade
do imperio ; revogadas para esse fim quaesquerdis-
posii;i em contrario.
Pato da cmara dos senhores depulados em 6 de
selembro de 1854.Vitconde de Baependy. presiden-
te.Francisco de. Paula Candido, primeiro ecre-
lario;Francisco Xacier Paes Brrelo, segundo se-
cretario, o
VAo a imprimir, nao o estando.
Aprsenla o mesmo primeiro secretario, reniel I i.la
pelo ministerio da fazenda, a demonstracoo geral das
operac.oes do preparo, assgoalura e subslilucAo do
papel moeda na corle e municipio do Rio de Janei-
ro, etc.Remellen-so commissAo de fazenda.
O Segundo Secretario i o seguinle parecer :
Foi presente a commissAo de consliluiraon ofl-
cio doSr. senador Francisco de Paula Almeida Al-
buquerque, dalado de 25 de feverero deste auno,
dirigido da cidade de Pars aoSr. primeiro secreta-
ro, no qnal, allegando a progressiva deleriorarAo
de sua sadc, pede dispensa de assislir aos irabalhos
do senado, recia,na o subsidio pretrito, e requer a
continuaran para o futuro,
A commissAo, antes de enunciar sua opiniAo so-
bre o nbjeclo, pede venia para memorar os seguin-
les felo, :
Na cssao de 1850 o Sr. senador Almeida Albu-
querque dirigi ao senado um officio com data de
2(i de agosto, cm que declarava que carecendo de
fazer urna viagem como nico meio que lbe resta va
tanto para fortalecer o seu espirito e amparar a
Si-iide da sua espoa, como para curar da sua pro-
pria, animav a-e a pedir ao senado lircuca para au-
sentar-se at sessao legislativa de 185:1; e comquan-
i. *e^e^u-wcr^e xofl|L aWa> ,. ob(er lU(Jo
quanlo importava esln arara, nAo eoniiava menos
na benignidade do senado a mais ampia conces-
sao.
Esle oflicio foi remedido a commissAo de cons-
liluicAo, a qual foi de parecer que achando-se muilo
attendivel a causa que obrigava o Ilustre senador a
ausentar-se, se lbe concedesse a liceoca pedida ; o
este parecer foi approvado em 2." e ultima discus-
sAo no dia 30 de agosto.
J se v pois que nem o Sr. senador pedio ex-
pressamenle licenra com subsidio, nem o senado lbe
concedeu.
o Em 1851 foi aprsenla.lo na casa um requer
ment de Manuel Teixeira Coimbra, em que como
procurador do Sr. Almeida e Albuquorque pedia
que o dito senhor fosse contemplado em folha, afim
de poder receber o seu subsidio.
A commissAo de constituirn, a quem foi re-
mclldo o requeriuieiito, deu o parecer nos seguinles
termos:
At agora nAo ha exemplo de que o senado le-
nha concedido licenra com subsidio aos membros
l desla augusta cmara que uo se acham presen-
il les nesla corte de modo que possam comparecer
s sessOes do senado, nAo estando impedidos. En-
a Irelarilo, a commissAo, atteudendo a que o Sr. se-
(i nador Almeida Albuqucrque relirou-se para a
Europa na supposirAo de que lbe seria pago o
ri seu subsidio, dando ao parecer approvado pelo
o senado na sessAo de 1850 urna intelligencia favo-
Quem pode duvidar da rclarAn necessara entre
aquelle dia memoravel e o dia 19 de Janeiro de
1808, seguido do decreto que, abrndo os pqrtos do
Brasil s naces amigas, cuchen de jubilo o novo
brasileiro, porque o poz em contrato com a civjli-
sa;Ao e o commercio do mundo todo'.' Desle im-
pulso generoso para a prosperidade do paiz, dado
pelo inclylo av de V. M. Imperial, nAo era mai*
possivel retrogradar; e de cerlo bem mal pensou
quem nfio o previo.
a Mas que sacrificios, que dissrusOes e que dcs-
craras llenaran) de ainesquinhar-nos .noconiple
ment da obra que devia elevnr-nos a categora de
nacAo livre e independenle. se nos nao guiasse a
voz poderosa do augusto pe de V. M. Imperial,
que no Ypiranga, ha boje 32 annos, suhjugou to-
dos o* despeilos, todas as ambc/ies particulares, e
reuni em torno de si lodos os coraees, para dar-
nos a paz e a prosperidade de que temos gozado,
e esperamos da Divina Providencia continuar a go-
zar por inuilos annos no reinado de V. M. Imperial,
paz e prosperidade que mais apreciamos quando
volvendo os olhos em lorno de nos vemos que infe-
lizmente no fim de mais de 40 annos deinlermi-
naveis desastres ainda nao o puderam conseguir
muitu dos nossos conterrneos !
Daqn resulla, Senhor. um justo motivo de
gloria para V. M. Imperial, c de regnzijo para o
senado brasileiro, que nos manda nesle dia, em so-
lemne depular-Ao, lestemnnhar a sua adhesAo, o seu
rcspeilo e a sua gratulan a V. M. o augusta fami-
lia imperial, por cuja felicidade, intimamente liga-
da sustentaran das inslituices liberaes que nos
regem e ao bem do povo brasileiro, o mesmo sena-
do que o represla dirige aos cos as mais fervoro-
sas u|.plica.
S. M. Imperial dcsignou-seresponder o seguinle:
ii As congralulaqoes que medirige o senado, sAo-
me sempre muilo agradaveis e anda mais quando
ellas recordam um dia de tanta gloria para a ncelo
brasileira e para meu augusto pai.
Esta resposta he recebda com especial agrado.
O .Sr. D. Manoel: Sr. presidente, a popula-
rn da corle do Rio de Janeiro esl assustada. Fal-
la-so em desorden*, falla-se em revolueScs, falla-se
em pries. Uns dzein : as fortaleza* j nao ha
pequeo numero de ofliciaespresos, principalmente
na de Lage. Di/.ern oulro*: Muilos ofliciaes
ainda eslAoindigilados para seren presos. Em to-
das asparles se trata de examinar quaes sAo os moti-
vos que leni dictado esle proccdimcnlo do governos
Diz-se : Foi a paleada ou assuada dada na cma-
ra do* Sr. depulados a um Ilustre memhro daquella
casi, quando sustentava o projeclo relativo ao casa-
mento dos mililares. (luiros di/em : ii NAo, ha mo-
tivos mais graves : muitos militares lencionavam
fazer urna manifestaran no da 7 de selembro. n Di-
zem outros: o A casa do Sr. presidente do conselho
foi cercada. Emfim, senhores, oiivem-se por (oda a
parlo iiiinii'ii lioatosque lalvez nAo lenbam o me-
nor fundamento, ma* que he mlispensavel quesejam
desiruidus peto governo. He necessario que o gover-
no nos informe quaes silo os motivos das prisfie* fri-
tas em urna classe que lem prestado ao paiz tanto
serviros relevantes, feitas em orna classe a respeto
Depois do cstudo desla sciencia deslhronisada por
l-avoisier, M. I.ouis Figuier nos revela urna cousa
mu admiravel. be que a grande obra cujas praticas
quasi rcligiosa*fse escreviam em formlas mxslerio-
sas em lodos os livros, e na frente de todos os'monu-
mentos da arte gothica, ainda nAo passou ioleira-
mentepara o estado de chimen, he que no eculo
XTX, a era por excellencia do desenvolvimenlo da
vida material e positiva, he qoe mesmo neste paiz
de Franca, o paiz da razAo, da clareza, da preeisAo,
as opiuies alchimislas ainda sao professadas. 11o-
inens dados aos eslndos serios, pensam que as velhas
doulrinas longe de estarci esquecidas em-conse-
quencia das dcscobertas da sciencia moderna, ahi l-
ram pelo contrario os mais serios argumentos; que
lalclnmia longe de ser o sonho de algn cerebros
desarranjados, cncnnlra na essencia das cousas fun-
damentos inabalaveis, e que nSo est longe a hora
em que a renlisac..1o da sua obra parece. Irazer ao
mesmo lempo comsigo a descoberta dos segredos mais
elevados da nalureza. Se ao comec,ar concideramos
com lodo o respeto esta sciencia incerla dos philoso-
phos hermelicos, essa anliga heranca dos nossos an-
lepassados, nao nos podemos eximir de nm sorriso
de espanto para com os conliuuadores contempor-
neos de Nicolao Flamel, de Rayraond halle e de Al-
berto I,rundo.
P. S-----J la vio cinco dias que se espalda o boa-
to da lomada de Sebastopol, cliegado com lodos os ca-
racteres de certeza, se ia tornando vagoe flncluanle
mem que he o sen fiel pniitico. Eis-aqui entie ou-
lras a da Union Liberal: I). Domingo Dulce pro-
gresista, Mrquez de Perales moderado, I). Pedro
Calvo Aseencio progrcssisla, D. Emilio Cnslelar pro-
gressista democrtico, marquez Fuentes del Duero
moderado, I). Jos Ra Figuerroa progressisla, i).
Joaquim Saudrino progressisla. I) Henriquedc Cis-
neros moderado, emfim D. Gregorio l.opez Mallinc-
do moderado.
Appareccu um manifest do comiede Monlemo-
lin, concebido n'um sentimento constitucional, oto
he,iiiui singular. Indos sAo obrigados a depor as ar-
mas aos principios; falla-se mella nesle programla
carlista ; houvcram algn movimenlos a esle res-
peilo que foram promplamente suHocados : falla-se
cm um tratado de commercio com Portugal ; seria
um acontecimento inui imponadle, porque he nislo
que consiste a xerdadeira uniAo peninsular, a dill'c-
renra dos direil"s de alfandcga faz a desgraca dos
dous paizes e a forluna do contrabando.
Lilleralura.Volla da eslacAo thv-atral,A Alchi-
mia, obra de M. I.uiz Figuier.
Aqu, as an lorinha se reliram, c os artistas vol-
lam ; outubro nos campos, abril em Pars, lula a-
gradavel de duas esla;es, das quaes urna atlrahe a
niulidio para os castalios cheios de malos, a oatra
aguarda a larde para cunduzi-la para a cidade. A
aurora levanla-se duas rezas, na planicie com i cla-
ridade do eco, na cidade comas nebrinas que o gaz
torna cor de purpura, e ja a primeira das duas
auroras nao he mais que um ensao dos dias
paseados, a verdadoin aurora he I que se lev anta
por Ultimo. Salve, renovaran das arle, salve, grala
primavera do humeui ; a arvore curanl.ida vai lo
mar novas llores. Toda a riqueza da seiva aiudallie
A boa noticia era lalvez des-
graradamente ao menos prematura, porque o gover-
Jio mandn publicar esta larde na Bolsa de Paris o
Seguinle de tubro. A narracao dada boje aqu he desment.la ;
era a balalba de Alma amplificada. Estamos sem
noticias de Conslantinopla desde 21 de selembro.
cnsul d'Austria em Odessa cscreve pelo telegraplio
de 29 de selembro, que a lula linha comecado de 25
para 27, e que os alliadns eslavam sobre o'elberk a
dez wersls de Sebastopol. Cm navio a vapor inglez,
rnmum pavilliAo parlamentar, viera Irazer a Odessa
300 Russos gravemente feridps. C. M.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Dia 9 de selembro.
I.idas c approvadas as actas das anleeedciilc, o
primcio secretario da cunta do seguinle expe-
diento :
Um oflicio do vice-presienlc da provincia da
Parahiba, acompanhando a collecrao de copias au-
Ihcnlicas dos actos legislativos da assembla daquella
provincia promulgado* na sesso ordinaria do corre-
le anno.
Oulro do presidente da provincia de Santa Callin-
rina, aroinpanhando 27 copias aulhenlio.is dos arto
legislativos promulgado* na sessao do correnle anno
naqnella provincia. *
n ravelsua preteneAn; o atlendendo outrosim
i que o dito Sr. senador se acha j em um paiz es
Iranho, onde, privado do seu subsidio com que
contava, provavel he que llie fallem meio* para
ir o sen tralamcnlo, e subsistencia, he da parecer :
1., queo Sr. senador F. de P. Almeida Alboquer-
c que seja contemplado em folha durante a actual
ii sessAo smenle; 2.. que se lbe oflicie, communi-
ii cando-lhe esla decisAo do senado.
o Foi esle parecer approvado em segunda c ulti-
ma dscussAo na sessao de 30 de junho.
o No anno de 1852 dirigi o Sr. senador Almeida
Albuqnerqne um oflicio aoSr.1.0 secretario, com da-
ta de 11 de abril, no qual requera ainda a esta au-
gusta cmara ser contemplado na folha do subsidio
correspondente ses5o legislativa claque lie anno; e
bem assim um requerimemlo feito ao senado para o
mesmo fim pelo prnrujador. que no anno antece-
dente linha requerido.
A commissao de consliluicAo, onvida cnlAo so-
bre o objeclo, disse u seguinle :
a Constando do oflicio cima referido de 11 de a-
bril desle anno que o Sr. senador Almeida Albu-
ii querque foi scienle da decisAo do senado, o en-
n lendendo a commissAo que nAo existem os moli-
tt vos justos para altera-la, he de parecer que a pre-
n lencao deve ser indeferida.
a O senado julgou em sua sabedoria qne nAo de-
via dar seu assenso a esle parecer, e approvou em
segunda e ultima dscussAo, no dia 11 de junho, urna
emenda do Sr. senador Montczuma, desle teor: ii(Juo
ii so.lefiraanreqnet*mento doSr. senador Alluujuer-
que pela mestoa forma porque foi deferido o an-
.. no passado. Islo he, que o nobre senador fosse
coutcmplado na folha daquclle atino smenle.
No anno passado nada requereu o Sr. Almeida
Albuqucrque, e na presente ses5o vean de novo
pedir o subsidio, tanto de 1S5." como a coolnuacAo
para o futuro, na forma que fica exposla no prin-
cipio.
A commissAo de consliluicAo, pasando agora
a dar seu parecer como lbe foi ordenado pelo sena-
do, quanlo a 1.a parle do oflicio do Sr. senador leni
para si quea licenra r miro.I id ador vigorar cm quanlo
durar a causa que moveu o senado aconccd-la; e pelo
que loca 2.a parle, nao vendo motivos justos para
alterar a deliberarlo do senado, que restringi no
anno de lcV2 a grara da concessao do subsidio, nAo
pode ser favoravel i prctenc,Ao.
Paco do senado, 9 de selembro de I8.">1.C.
J. de Araujo l'ianna.l'iiconile de Olinda.
O Sr. Jobim, como membro da dcpulacAo que
leve de felicitar a S. M. o I. pelo anniversario da
independen, i.i do Brasil, e como orador della, diz
que reeiiiiii o seguinle discurso :
o Senhor.O dia 7 de selembro be de urna re-
cordarn lAo gloriosa para o Brasil romo para :i au-
gjiia familia de V. M. Imperial.
ira qi nimia m ~.m i na rnaio nv
narrha do alto do seu throno rhamou a altenro
do corpo legislativo rero m morid ando-orom solicitude.
NAo posso acreditar qoe depois de um acto official
que af parecen impresso nos jornaet desla corle, is-
lo he, urna ordem do dia do commandanle das ar-
mas declarando que tendo-se procedido a um conse-
'lio ile investigaran em consequencia da pateada ou
assuada, ou o quer que seja que livera lugar na c-
mara do* Srs. depulados na occasiAo em que um dos
seus Ilustres membros sustentava um projeclo da
nobre commissAo de marinha eguerra, desla inves-
tigaron nada linha resultado contra os ofliciaes que
eslavam indicados nr< mesma ordem do dia, que pe-
lo contrario resultan que laes ofliciaes e (inham
comportado como sempre se cooaportam os ofliciaes
do exercito brasileiro, e por ato o eaonmandanle da*
armas se felicita va a si mesmo e aos seus camaradas
por es|arem desfeias as accosaces que e linham
laucado sobre algn* ofliciaes de se haverem com-
portado mal na occasio referida. o
Or, depois de orna ordem do dia tAo explcita,
que se basrava no resultado da inveslgacao a que
o governo ou mesmo o commaodante das arma* man-
dara Proceder, eu nao devo suppor que esles ofliciaes
fossem os autores dessa paleada que se diz hornera.
consta-meque muilos destes ofliciaes nao eslao preso*;
mas lainbcm consla-mc que alguns outros que se a-
chavam na cmara nessa occaiAo foram presos a des-
peilo desla ordem do dia quehe tAo honrosa aos ofli-
ciaes em queslAn e ao exercito brasileiro, que em lo-
dos os lempos, em todas asoccasioes tem dado as mais
decisivas provas de respeMe aos poderes constituidos
do estado. Eu nAo poda memo acreditar que mocos
como os que foram mencionados na ordem do dia,
alguns dos quaes conhero de vista e de quem tenbo
as melhores iiifnrin ir.'.es, fossem capazes de romper
nesse excesso de que linham sido injustamente ac-
cusados.
Ora, nAo sabendo eu porlanlo quaes os verdadei-
ros motivos desse procedimeolo enrgico do governo,
havendo tantos boatos na populadlo, e dizendo-se
lanas cousas que me parecen) inleiramenle infun-
dada, nao podendo entretanto dizer que nAo sao
exactas porque nAo lenho informarOes a esle respe-
to, e de mais a mais tenbo estado em casa doenlc,
eu me animo a fazer um requerimento, que pode
ser mesmo verbal, para obleressas infurniacr.es. pois
que os Srs. ministros que esto presentes bao de
possuir lodos os esclarecimemos. Se V. Ex. enten-
der que ser preciso requerimento por escripln nAo
tere duvida ; mas creio que a presentados Srs. mi-
nistros pode dispensa-lo, mesmo porque nao leriamos
lempo de obler a resposta nessa sessAo, e eu desojo
Iranquillisar o paiz. A mim nAo tenbo que tranquil-
lisar, creio que nada ha. Poderia um ou oulro moro
ler sollado alguma cxpressAo mais ou menos conve-
nienfena presenca de scus camaradaseamigos quan
do Iratassc deste projeclo extravagante que est na
cmara dos Srs. dapulados.
O Sr. Presidente : Pero ao Sr. senador que
fara o seu requerimento, c que deise o projeclo,
que nAo est ainda cm discussao.
O Sr. 1). Manoel: Digo que pode acontecer
que algum militar ilisscssc algumas palavras, usas-
se de algum termo menos conveniente na presenta
de seus ramaradas tratando desse projeclo, projeclo
que eu creio que elles podem chamar extravagante,
assim como cu lbe posso chamar immoral, absurdo,
indigno de ser disrulido em urna cmara ; os mi-
lilares lem tanto- direilo as suas convcrsares de
laxaren assim esse projeclo, romo eu, at porque
nao he obra do governo, he apenas opiniAo de tres
membros de una commissao. Ora, sera possivel
que porque um ou ouiro oficial manifeslasc sua
opini,o acerca desse projeclo, islo he, acerca dos
arls. 2. c ll." vporqueo 1." he bom, he aquilln que
sempre temo* adre-gado nesla casa, be um acto de
juslira para rom duas elasses que lem prestado os
mais importantes servicos ao paiz), ser possivel,
digo, que o governo muudasse prender ? Nao o pos-
so arredilar. Creio que nAo pode ser contestado
que um militar pode cm urna roda de amigos ex-
primir-se sobre um projeclo da cmara com a fran-
queza com que he dado faz-lo a qualquer de iiis.
Nao acontecera sso so o projeclo j fosse lei que
resjesae, euln alo adniilti.i eu que esses mililares
|iiiilfem usar de semelhanle linguagem, porque
na tribuna mesmo nos nAo podemos faze-lo, segundo
o nosso regiment, senAo propondo a revogac.au da
lei; mas sobre um simples projeclo, que pode ser
ainda alterado, que pode *er mesmo qoe nlo passe,
como nAo ha de a ebuse militar emillir a ana opi-
niAo ? A classe militar be escravo do poder execu-
tivo ou de aIguem ? Nao tem os me.mu direilos que
nos temos .
Pode ser porlanlo que algum militar assim se ex-
primase, mas mo dou direilo ao governo nem ae-
toridade de por esse facto tnanda-lo prender. Nao
*ci se he esse o motivo, nAo sei nada de positivo,
porque nada de official me consta a lal respeilo.
Se o governo liveasc mandado communcar alguma
coua pelas suas foi lias, pela* qoe elle auxilia para
descompor os representantes da nacao, eu poda dar
algum crdito ; mas nada lem apparecido. Porlan-
lo desejo ser informado, uu desejo que o paiz tenba
perfeito ronhecimenlo do que ha a esse respeilo,
desejo que a nacAo saiba qoe motivo leve o gover-
no para ter um procedimento lao rigoroso com of-
liciaes do exercito, a ponto de nAo se contentar em
manda-Ios para Santa Cruz, nem para as prisdes da
corte, manda-Ios logo para a fortaleza da Liga qoe,
como V. Exc. sabe, he urna prisAo lerrivel, onde
quando os presos se demoran) por algn dias, ronlra-
bem molestias e molestia sgraves. He porlanlo ecos- ,
sario que o crme seja tambem grave para que o gover-,
no pudesse mandar para urna fortaleza tAo m, para
NM prisAo tAo insalubre, mocos que alm de per-
lencerem a boas familias, tem prestado servidos, e
me parece qoe contra elles nAo ha a menor cousa.
Consta-me qne um he al moco de muilo boa edu-
cacAo o cirrumspecto, tilbo de um oflicial general;
ouvi dizer que esse mojo fora mandado para a La-
ge, e que como nAo pudesse a embarcarlo atracar
por cousa do mo lempo arribos com os outros a
Sania Cruz, onde desembarcaran e esliveram creio
que al o dia seguinle uu at qne o lempo serenon,
sendo entilo transportados para a fortaleza da Lage.
Senhores, lenho pena, profunda dr, depois do
prazer que senli ao ler a ordem do da a qoe ha
pouco me refer, que veio nos jornaes da cor-
le, ordem do dia que sem duvida he mais om
testemunho o apreso que nos deve merecer a
classe militar, lenho pena, digo, deploro profun-
da mente que os jornae* dessem noticia deasas pri-
soes de que lauto se oceupa a popularlo examinan-
do, perscrulando os motivos desle procedimento do
guverno.
Por ora nada mais direi, mesmo porque estoo per-
suadido que os Srs. ministros no precisara de medi-
tar para dar resposta.
O Sr. Presidente:Mas qual he o requerimento
que faz?
O Sr. Manoel:Vec^o inf.irniares ao gover-
no sobre os motivos da prisAo de mililares qoe houve
ltimamente.
O Sr. Presidente:Eu ja declarei ama vez que o
regiment nao (alta em parle alguma de requeri-
mentos. mas de indicarnos, e que as indicaee* de-
vem ser dadas para a ordem do dia.
Mas depois, vendo pelos precedentes que se admit-
liam requerimentos, c havendo um artigo do regi-
ment qne diz que quando os pareceres das commis-
cididos, declarei que admittiria bimficm'iVm'fisci
sAo requerimentos que se limitassem a pedir nfur-
macfies. Porem islo mesmo esl sujeilo a outra dis-
po.-ir.io do regiment, isto he. que todas as vezes que
bou ver quem pera a palavra sobre esses e oulro* pe-
didos sern adiados para as sesses seguinles. He o
caso em que estamos; o Sr. senador faz um requi-
n mcnlo, se bou ver quem peca a palavra fica adiado.
Por isso seria mais conveniente que o requerimento
fosse por escrplo.
Vai a mesa e he apoiado o seguinle requerimento:
ii Requelroqueo governo informe com urgencia
sobre os motivo* da* prisSes ltimamente feitas em
alguns ofliciaes do exercilo.Aisis Matcartnluu.
O Sr. l'hconda de Paran [presidente do cont-
Ao):Peco a palavra.
O Sr. Previente: Fica adiado.
O Sr. Presidente do Cnnselho: EnlAo pec,o a
urgencia.
O Sr. Presidente:Tambem s se pode verificar
oa sessAo seguinle.
O Sr. Monlezuma (pela ordem): Eu emendo
que deve haver nma exceprAo relativamente aos mi-
nistros. O Sr. presidente do ronselho quer dar in-
formarOes, e nAo instituir urna discussao. He urna
das vanlagens mais importantes de terem os Srs mi-
nistro* assento no senado.
O Sr. President& depois de algumas reflexoesque
nAo ouvimos, consulta o senado se convem cm que o
Sr. presidente do conselho d j as infnrmaces pe-
didas.
Decide-so a llirnt.iti vamente.
O Mr. Prsidenle:Tera a palavra o Sr. presiden-
te do conselho.
O Sr. I 'i*conde de Paran {presidente do conse-
lho:En nAo pedi a patarra pan dar nformaroes e
sim para contestar o direito de semelhanle reque-
rimento.
He cerlo que alguns agitadores aproveilando-se de
um projeclo que est na cmara dos Srs. depilados
acerca dos sidos dos militare*, e qne veda aos ofli-
ciaes casarcm sem licenra do governo, tem procu-
rado espalhar boatos de sedicao militar, ma* esles
boatos tem parecido ao governo que nAo tem funda-
mento algum. NAo duvido da boa vonlade desle-
agitadores, mas he intil lodo Irabalbo que elles to-
man), porque os pouco* corpos que existen) na corte
conservam-se em boa disciplina. Muitos apoiado*)
Coasegoinlemente nenhum recelo temo governo de
que possam realisar-se esses prognosUcos, esse* boa-
tos que por ahi se lem espalhido. NAo sei tambem
com que fundamenta disse o nobre senador que a
minha casa fora cercada. Nao sei por quem nem
panqu; naoenxerguei esse cerco.
He certo Sr. presidente, qne o Sr. ministro da
guerra mandou fazer qualro uu cinco prisocs corre
conacs; mas pens que o governo nAo deve dar
conlas destas prisoes (apoiado*) que seria mesmo
contra a boa disciplina do exercilo exigir-se que o
governo dsse s cmaras laes informarOes. En re-
cuso formalmente d-las. (Muito* apoiado*.)
O Sr. D. Manoel :Sr. presidente, a* informa-
rOes que acaba de dar o Sr. presidente do conselho
me confirman! no pensamento que cu linha. na cer-
teza em que eu eslava de que nAo havia a menor ra-
zAo para se recetar urna sublevacAu no Rio de Ja-
neiro.
Creio Sr. presidenta, qne no parlamento ninguem
lem feito mais juslira classe militar do que cu ;
lana muilos a tota feito, mais do que ninguem.
NAo he fazer elogios, porque isso pode ser um favor
mas ninguem lem reconhecido mais vezes os servico*
lessas duas elasses (fallo do exercito e da armada.',
prestados cm todas s occasies.
Ninguem, Sr. presidente, esl mais convencido do
que eu de que hojcia'sorlc do!mundo depende das ar-
mas. Esta opiniAo nao be minha, ja tive occasio
de a citar nesla casa quando invoquei o leslcmunho
do fallecido marquez do Val de Cama, o qual, no
seu opsculo qoe todos lerAo lido, encarando as
circomstanrias da Europa, diz qne a paz e o sore-
g da Europa dependem hoje de dua* causas : a re-
ligiao em primeiro lugar, e os exercilo* em *egun-
do ; os exercilos disciplinado* e a religiao sAo os
dous elementas que bao de livrar os povos descenas
iguaes as que lem presenciado o mundo nesle* lem-
pos modernos. Pois bem, eu nao tenhu o menor
-----------


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2

reccio da que urna classe Uo Itrios, que se lem dis-
tinguido lauto por feito heroico, que lem uaten-
lado ordem, o interesses do paiz, iua honra i
gloria no eslrangeiro, fosse capaz de projeclar pla-
no contra a ordem publica, planos que anda raes-
mo que desgratadaraente triumphassera, seriam
para ella um motivo da deshonra e de oppobrio.
Ea quera ouvir esta maBifastae*,, quera que a
uacao toda fieasst causen da que o exercilo braiilei-
ro nao trama, iiio machina ublevac.oes, nlo tra-
badla para dtalrair a orden publica ; (pieria que
estes boatos ajan (m -corrido, aats planea que a
imprensa lem manifestado foascm destruido pelas
assevera{oes ofllciaes dea Srs. ministros da eoroa ;
qneria ainda oeste occasio cumprir aun dever para
ow seas ajana respeilaveis, defandendo-as nesta
casa da quaesquer srgeicdes que mal intencionados
Ihes potsam fazer ; tanto mais, Sr. presidente quan-
lo essas prisoes nao se liieram em paisanos, essas
prisoes limitaram sea ofllciaes, e agora nos diz o Sr.
presidente do conselho qne essas prisoes foram ape-
nas correccionaes. Has elle emittio tambem urna
proposirio que fo apoiada a que nao devia merecer
um s apoio dota casa, islo he, qua o governo nao
tem obrigacto de dar coi ta das prisoes. que manda
fazer. ( potados ) Digo mais, nao ha um s acto
ilo governo de que elle nao deva dar cuntas ao par-
lamento.
O Sr. Prndenle do Conselho: Neg. O par-
lamento tem seas direilos, o governo tambem lem
seo*.
O Sr. D. Manoel: He posshrel, Sr. presidente....
Sr. Presidente do Conselho da ontro aparte.
O Sr. D. Manoel: Nao rae inlerrompa, Sr.
presidente do conselho ; eu nao posto fazer hoje o
que razia aqu ha (res meses...
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :
Pode, pode.
O Sr. D. Manoel:....oio tenho peilo para
|sso.
O Sr. Ministro dos Segnos Estrangciros :
Tem.
O Sr. D. Manoel: Se snppoem que hao de
conseguir seus flns, enganam-se. Estou cuidando
moilo na minha saude, nao grito, nao levanto a voz
nem posso.
Mas dizia ea, Sr. presidente, que eslava maravi-
lhado de que a proposito do Sr. presidente do con-
selho recebesse apoiados nesta casa. Eu compre-
liendo bem que ha circumstanrias em que o governo
pode diter ao parlamento a Hoje nao posso revelar
nada nos negocios diplomticos.
O governo em regra he obrigado a dar con-
la de seus actos, mas pode dizer n hei de dar cou-
ta em teropo, por ora nao, porque pode isso preju-
dicar o paiz. So o Sr. presidente do conselho dis-
sesse hoje : a O governo polo meu orgSo nao pode
revelar esses motivos ; i> bem, eu nao insistira, mes-
mo acharia que lalvezos interessesdo paiz soffres-
tem grande detrimento com a manifestaran desses
motivos. Mas dizer-se que o ministro nao he obri-
gado a dar contas de um acto de prisao he o mes-
rao que dizer que um magistrado nao he obrigado
a dar contas quando manda prender qualquer indi-
viduo. Os magistrados, as autoridades policiaes tem
no cdigo o diteito de mandar prender ; mas ha al-
guia aatoridade policial que possa dizer qne nao
tem direito de dar contas dos seas actos ?
O.Sr. Presidente do Conselho :Nao somos au-
toridades policiaes.
O Sr. D. Manoel:Pois o governo pode mandar
prender duzentos, quatrocentos militares, o lem di-
reilo de dizer nesla casa :nao dou coritas 1
Se islo he verdade, se a proposito he verdadei-
ra, o governo assim como mandn prender cinco,
pode mandar prender 13, 100, 200 ofllciaes ; e se
no parlamento Iioiivct urna voz que peca cuntas des-
se fado, tambem pode dizer: Recoso formalmente
dar quaesquer explicarnos a este respeilo. Senhores
que absurda proposito I
O Sr. Presidente do Conselho :Absurdo he isso
que esta dizendo.
O Sr. D. Manoel:Que consequencias devemos
tirar dessa proposito lo absoluta, como a que aca-
ba de enunciar o Sr. ministro da fazeoda, presiden-
te do conselho Porque o governo pode dizer : dei fazer essas prisoes a titulo de correcto...
O Sr. Presidente do Conselho :E qualquer
deputado ou senador pode iodisciplinar a tropa,
advogando a sua causa, quando se trata de corri-
gi-la?
O Sr. D. Mdnoel :E essa 1
v. ...,. iuHm, u.< i.u.'ci :r, essa, sim se-
ulior.
O Sr. D. Manoel:Entao eu com o quo lenlio
dito tenho indisciplinado a tropa ?
O Sr. residente do Conselho:Pode prejudicar
disciplina vinJo discutir essas prisoes correcic-
naes.
O Sr. D. Manoel:Ora a isso n3o se responde.
O Sr. Presidente do Conselho :Nem tem res-
posta.
O Sr. D. Manoel:Ue verdade, nao tem res-
posta...
O Sr. Presidente :Altencso !
O Sr. D. Manoel:De maneira que, se o go-
verno em vez de cinco ofllciaes livesse mandado
prender honlem, antes de hontem ou tres-anle-lion-
tem duzias de ofTiciaes, enlre elles generaes...
O Sr. Presidente do Conselho : Va fazendo
qoantas hypothesrs qnizer.
O Sr. D. Manoel:... ea nao linha direito nes-
la casa de examinar os motivos de proced ment 13o
extraordinario, e que poe em alarma a nac.3o ?...
Diga-meo senado : se o governo hontem on ha
quatro da* mandasse prender teneoles-generaes,
brigadeiros, coronis, lenentcs-coroneis, etc. este
procedlmenlo nao poria a popularan em alarma, e
os vapores qae partissem para o Norte nao levariam
noticias aterradoras ? Nao era neetsnrio tranqui-
lizar o paiz, dizendo qaaes os motivos porque essas
prisOes tiveram lagar 1 Esse acto do governo nao
indica intences sinislras 1 Nao tem prtenlo um
representante da naello direito de perguntar qnaes
os motivos desee procedimento 1
O militares ltimamente presos o foram pofVao-
sa da pateada qae leve lugar na cmara dos Srs. de-
pulados ? he esle o motivo ? He declarar. Sou jus-
to ; digo qne qualquer pessoa qne desse pateada na
cmara dosSrs.deputados, fiearia sujeila is leisexis-
lentes; qualquer paisano, quanlo mais militares.
Se ae provar portento que na cmara dos de-
putados, na occasiio em que um memoro se levan-
Uva para sustentar nm projeelo, nm ou mais mili-
tares deproposito deram pateada, fallando assim ao
respeilo devido cmaro na |>essoa de um de seas
membros, he ora de qaestao que os militares que
assim procedern] neceasltao de ama correcoao, e
para islo nlo era preciso conselho de guerra, basta-
va justamente este meio de que o governo lanrou
nao, manda-Ios para urna fortaleza ; e se o caso fos-
se mais grave, sojeite-lo depois a nm conselho de
guerra.
Mas, se este he o verdadelro motivo pelo qaal te-
ve logar estes prissies, porque lo o declaraes ? E
vem-se nos dizer que nSo temos direito de fazer in-
Icrpellacocs a te respeilo O senado faja o que
qnizer : eu continuo a pensar que estou no mea di-
reito pediodo estas infnr maces. A queslao he ni-
camente de opportu nidade.
O governo tem obrigaro de prostar todas as in-
formares, sem excepcaode gira s ; mas pode acon-
tecer que a occasio imptea que essas informares
sejao dadas. He, como eu dase ha pouco, o caso de
algoma nesocariio com o paiz eslrangeiro ; he a mes-
ma coasa ; as iuformace> devein ser dadas, a ques-
lao he de lempo.
Di/er-se que o governo nao tem obrgacSo de dar
nformac.oes Qaal he n governo que lem conscicn-
cia de seus actos, da jm ira qae os preside, e qu-
nega informarOes ? Isto me faz crer que lalet an-
guis m herba; isto me faz crer que nesla negocio
ha protegidos e nao protegidos. Alguna dos milita-
res que so chav.im na cmara dos Srn. depulndos
quando la hoave essa historia estao presos epezar
do conselho, e todava oolros nao o foram, e ou-
tros que, segundo dizia o valgo, mas falsameulc,
tambem liuliam sido parle na pateada. Eu diese
falsamente porque o conselho de invesligacao
moslrou que esta aeeusac.ao era injusta, pela inqu-
nelo que houve, presidida pelo Sr. brigadeiro com-
mandante do 1. corpo d; eavallaria ligeira.
Porque aa recosa o governo a dar informaees,
lanzando m3o desse expediente de que nao temos
direito de pedir essas informaedes 1 Senhores, po-
dis fazer o que quizerdes comigo, porque estou
quas em unidade, e a materia ha de apoiar ludo
quanlo o governo qnizer ; lia de apoiar, porque he
coslume das maioriaosministeriaesirem de conform
dade com o governo : reconheeara os senhores que
deram apoiados esse direito do governo de nao dar
DURIO OE PERMMBUCO, SEXTA FEIR 3 0 NOVMBRO DE 1854
esclarecimenlos, porque eu contino na minha eon-
vicc.lo de que tenho direito de pedir casas informa-
efies e hei de continuar a pedi-las quando me pare-
cer : so nao quizerem, dar paciencia, mas eu faro o
meu dever.
Ora, senhores, se se acreditar que todos que pe-
dem tees eaclarecimelos querem acorocoar desorden),
islo Irar com sigo um resollado que he hom para
o governo : nunca se pedir informacOes. So vier
o projeclo sobre ea casamenlos dos militares, nin-
goem ae animar a combate-h); e porque T para nlo
acorocoar desorden!!
Ue maneira que nao ha remedio senao tomar o
expediente de que ja me lembrai, e qne nlo sei ae
tomarei no anno que vera. Pede ser qae lome ; es-
la ainda em primera discussao, he prnjecto de cuja
ulllidade roe oceupo. Ainda na* sei o que mais con-
vm. se conservar-me silencioso limitando-me ao
voto symbolico, ou te continuar a gastar o meas
pulmes e a diminuir os meas das de vida, fazen-
do assim o goslo aos raaos adversarios. Como tenho
oto me/es para penaar a esle respeto, tenho lempo
uffleiente para lomar ama deliberarao, e he prova-
vel que lome urna deliberado acertada e justa, por
que he lilha de grande meditadlo. Talvez eu con-
sidere isto urna sinecura, urna bemavenluranra: ap-
parecer aqui um dia ou oulro, ao meio dia, 1er os
jornaes, conversar com os amigos, e pouco depois di-
zer tenho mais que fazer e ir pastear na do
Oovidor. Tambem pode aer o meio termo : compa-
recer e relirar-me s horas marradas palo regimen-
t, volar sobre as materias sem diter palavra, e ir
para casa enlreter-me eem a leitura dos meas li-
vros ; ate qae venda o dia em que eu me persuada
que dovo vollar so mee artiga estado, isto he, i
discossao.
V. Ex. sabe de urna mxima que mais de ama
vez tenho referido nesta casa ; e he de um sabio :
O silencio he o ultimo protesto do homem de
bem. n
O Sr. Umpo d Abren (ministro dos negocios es-
transeiros ) : Sr. presidente, quando vi o nobre
senador pelo Rio-Grande-do-Norlc entrar hoje nesta
casa, Uve immensa salisfac,ao por jotgar que a sua
saude se achava completamente reslabelecida.
O Sr. D. Manoel: Obrigado: nao est.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros : ...
e por entender tambem que algnm motivo de servi-
do publico lera obrigado o nobre senador a abando-
nar o socego do seu lar domestico, para levantar sua
voz na tribuna, voz qae ha moilo lempo eslavamos
privados de onvir.
O Sr. D. Manoel: Oilo diassmente.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :
Assim aconleceu : o nobre senador, cheio de susto
pelos boatos que diz ter envido oestes ltimos dias,
veo saber do governo de S. M. o Imperador, se por
ventura a seguranr.i publica corra algum perigo; e
aproveitou a occasio para teeer um elogio merecido
ao nosso exercito e armada.
O Sr. D. Manoel:Sempre leci, em lodosos
lempos.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
Nao foram portento os s ustos do nobre senador que
o impeliram a vir oceupar a tribuna do senado ; o
nobre senador eslava cerle de que sem duvida algn-
ma esses boatos erao sem fundamento ; mas o nobre
senador quera socegar o paiz, e enlendeu sem duvi-
da que smenle pedindo elle informaees, ao gover-
no e dando o governo essas informaedes, he qae o
paiz poderia ficar tranquillo, por saber que esses
boatos nao litiham fundamento. He ama nutra ra-
zio pela qual sou obrigado a dar ao nobre senador
novos agradecimenlos por ter lomado a deliberarao
de vir hoje no senado,
Sr. presidente, nao sei a que proposito vete o elo-
gio que o nobre senador fez ao uosso exercilo e ar-
mada. 11 ouv e ou lem havido algama voz que pu-
zesse em duvida no senado ou na cmara dos Srs.
deputados e adhesao que a forra publica presta s
instituirnos do paiz ? IInuve al-.urna voz que tenba
poste em duvida os ser \ iros imprtenles que o exer-
cilo a armada lem prestado ao paii, em todas as oc-
casies em que este sacrificio Ihes tem sido reclama-
do ? Nao tem o governo dado provas sobejas de que
aprecia esses seolimeulos do exercito e da armada, e
de que est certo de que, apetar de todos os meios
de sedurc.no e agilaro que se possa por em pralica,
esses meios encontrarao sempre urna resistencia in-
vencivel na obediencia e disciplina de nosso exercito
e armada '.' .miados.'-
Esleja cerlo o nobre senador...
i r. u. Manoel : Ksiou teunoiuiu.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros : ..
de que o governo confia lano nesses senlimenlos da
for(a publica que esla convencidissimo...
O Sr. D. Manoei: Tambem eu.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:....
de que ella ha de repcllir ledos esses meios de agita-
cao, lodos esses eslratagemas de seducrao que se
querem empregar paia desviar a forja publica dos
principios que ella lem invariavelmenle seguido.
{Apoiados.)
Ninguem mais do que a forra publica sabe qae
nao deve ella confiar em estratagemas que se em-
pegara para desmoralisa-la, e para depois Ihe dar a
recompensa de que ella foi victima, nao ha ainda
muilos annos. (Apoiados.)
O Sr. D. Manoel: Apoiado: ninguem sabe me-
Ihor dessas cousas do que V. Exc.; he contempor-
neo como cu.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :
Sendo islouma verdade, me parece qne nao posso
descubrir a Mato por que Mo extemporneamente
veo o nobre senador levantar hoje a sua voz na tri-
buna, para fazer a exposico qae acabamos de ouvir.
He cerlo que lia poneos dias leve lugar a prhao
de alguns militares. O nobre senador perguntou ao
governo qual o motivo por que essa medida se linha
realisado, e o Sr. presidente do conselho respoodeu
que o governo nao se jalgava naobrigacao de dar ex-
plicaces sobre prisoes de militares qae liuliam sido
meramente disciplinares. O nobre senador entende
que o governo deve dar explicasocs sobre lodosos
fados qne pralicar ; mas ou peco licenra para dizer,
qae se por ventara a disciplina do exercilo esliver
todos os dias em discussao as cmaras legislativas,
nao poder haver disciplina possivel, a insubordina-
ban sesuir-se-ha inevitavelmente. {Apoiados.)
9 nobre senador figurn urna hypolhesc e eu fi-
guro outra. Se por ventura o governo tiver de dar
a razao por que um alteres tei conduzido prisao,
oa porque um lenle sofTreu tal pena, o que sera
da disciplina do exercito? He portante para mim
evidente que ha objectos sobre os quaes nao se pode,
sem grave prejuizo do servro publico, obrigar o go-
verno a dar explicar&es.
O nobre senador se referi a urna ordem do dia ex-
pedida pelo quarlel-general, na qual se declamu
que os militares, cujot nomos sao mencionados nessa
ordem do dia, nao tinham tomado parle em urna as-
mada qne houve na cmara dos Srs. deputados.
Pergunlo ao nobre senador, se por ventura elle tem
conhecimenlo de que alguns desses militares, cajos
nomes s3o mencionados nessa ordem do dia, fossem
presos : creio que nao. Mas, ainda quando algum
desses militares tesae preso, nao o podara ter sido
por motivo alheio ao aconlecimenlo em virtade do
qual se procedeu a um conselho de investigado 1
Creio qtiesim ;e que o governo nao poda acceder
ao convite do nobre senador, para vir aqui explicar
a razio, o motivo porque essa prisao linha sido feila,
ama vez qae esse motivo fosse meramente disci-
plinar.
Entendo que por cala maneira tenho contrariado a
hypothcse que o nobre senador figurou. Hisse elle '!
Se por ventura se prendesse 100 ou 200 ofllciaes,
se nesta medida fossem co reprehendidos muilos offi-
ciaei generaes, nao leria um membro do corpo le-
gislativo direito de interpellar o governo sobre laes
fados ? Digo que sim, porque neslas circumstan-
cias era evidente que a seguraba publica corra
inminente risco ; e entao nflo so prUc negar nesle
caso a um membro das cmaras o direito de iuler-
vir, alim de ler explicarnos sobre o eslado da segu-
rntja publica. Mas nao se deu a bypolliese que o
nobre senador figurou ; houve apenas urna ou oulra
prisa? disciplinar ;e he neslas circumstancias que
sustente a opniao emitlida pelo nobre presidente do
conselho de ministros, islo he, que o governo
nao he obrigado a satis fazer semelhaotes interpel-
lacea.
Sr. presidente, o nobre senador deelarou-se advo-
gado e defensor da classe militar....
U Sr. D. Manoel:Fui sempre.
O Sr. Ministro dos negocios Bstrangeiros :
Nao llovido que o soja ; mas (ambem s3o defensores
e advogados da classe militar todos os membros do
senado. (Apoiados.)
i O Sr. D. Manoel :Nao o negaei.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
Tambem sou defensor e advogado da classe militar,
onde tenho dous lilhoa que sao ofllciaes. Sou menos
suspeiln para com a ciaste militar do que o nobre
senador ; porque, alm dos motivos que elle tem
para defender essa classe ; eu tenho um outro moti-
vo qne o nobre senador oto pode allegar.
Por esla occasiio quiz o nobre senador derlarar-se
Wtecipadameate contra um prnjecto de tei que foi
apreseotado na cmara dos Sr. deputados, regulan-
do o casamente dos militares. Permuta o senado que
en declare tambem pela minha parle que adopto as
bases desee projeclo, e emendo que aquellas queius-
teolam ana doulrina tem por flan proteger e clas-
se militar. (Afolados.)
Tem-so procurado transviar a opinio publica,
tem-se procurado indicar que o projeclo tem por fim
vedar o casamento dos militares. Nao acredito que
esla opiniao lenba adiado echo algum em urna clas-
se que se distingue pela sua intelligencia ; e nao
creio que militares dotados de inlelligencia, se se
derem ao exame desso projeclo, deixom de reeonhe-
cer qae elle lem por fim melhorar a sua rundirn,
protege los em um dosassumplos mais importantes
da vida do hornero, qual be o casamento.
O Sr: D. Manoel: Mas os amigos do gover-
uo tem combatido muito esse projeclo na oulra c-
mara.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
Eu nao me anledparia a etnitlir minha opiniao so-
bre esse projeclo, se por ventura o nobre senador
to inopporlunamente nao quizesse pela sna parte
derlarar-se j.i romo um dosopposiloresa esse pro-
jeclo....
O Sr. D. Manoel: Ja me declarei ha mais
lempo.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros : .
suppondo que por esle modo elle advoga os inleret-
ses da dasae militar, que advoga mesmoas tenden-
cias dessa classe que ello juica opposta ao projedo
que se discule na oulra cmara. Tenho como cario
que a classe militar nao he opposta a esse projeclo
nem pode se-lo.
O Sr. D. Manoel: Tenho minhas ideas, nao
me importo com as dos oulros.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :
Algumas pessoas tem Iransviado a opiniao publica....
O Sr. D. Manoel: Amigos de governo.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros : ...
tem querido persuadi-la que esse projeclo tere os
interesses e as afteirOes dos militares....
Q Sr. D. Manoel: Nao he por ahi que en vou.
OSr. Ministro dos negocios Bstrangeiros : ...
mas estou persuadido que mesmo aclualmente
essa di recelo que os agitadores tem querido dar
opiniao publica esl qaasi completamente desvane-
cida, e que os militares, nos qaaes dovninam sem
duvida o estudo e a inlelligencia, ja estao bem con-
vencidos de que o projeclo nao lem semelbante fim,
tem pelo contrario por ohjccto melhorar e proteger
a oniidican dos militares.
O Sr. D. Manoel: Mas nao pasea este anno por
cautela.
O Sr. iiinistro dos Negocios Estrangciros :
Vote por consequencia contra o requerimenlo apre-
sentado pelo nobre senador.
O Sr. D. Manoei.Muito se admirnu o nobre mi-
nistro dos negocios e vocaste a causa dos militares, quando desde qae lo-
mei assento no corpo legislativo, isto he, ha II para
12 anuos, tenho sido constante advogado dessa classe,
e nao neguei qae ella lenha tido sempre as cama-
ras o melhor acolhimcnto, e com razao.
Ora, se eu em lodos os lempos tenho advogado a
causa dos militares lano de Ierra como de mar, se
no anno passado e nos oolros annos tenho aqui man-
dado emendas consignando a doulrina que se acha
no artigo 1. do projeclo a que se referi o nobre
ministro dos negocios estrangeiros, que admirarao
deve causar o eu boje repetir o que militas vezes te-
nho dito em ambas as cmaras ? Como he qae o
nobre ministro ficou mar vil hado, estupefacto de qae
ea hoje erguesse a voz em favor dessa rlasse ? O
mais que se podia dfter era que repilo os meus elo-
gios, advngo por mais de urna vez a classe dos milita-
res; mas admirar-so disto, senhores?
E at, o que he mais, Sr. presidente, o nobra mi-
nistro, por ler dous filhos militares sappoz-sc menos
suspeito do qae eu.
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
Apoiado, poseo supor-me.
< oa n ,.....,./ Mas tuppoz ama musa
inexacta.
OSr. Ministro dos Negocios Eshangeiros :
He mais do que se eu fosse militar.
O Sr. D. Manoel: Pois quaes sao os motivos
que nos dirigem nesse interesse que temos pela clas-
se mililar? Sao : 1, a gralidAo pelos serviros pres-
tados ; 2, a consciencia que temos de que nessas
duas elasses repousa principalmente a ordem publica,
porque essas duas elasses em todos os lempos tem
dado as mis sobejas e evidentes provas do sea amor
s instituires que juramos e a ordem publica. Ora,
pergunlo eu.se estes ata os motivos do interesses qae
nos tomamos por essn clas-c, porque ha de o nobre
ministro tomar mais interesse do que eu ? S pelo
fado de ler nella dous filhos ? Isto he razao Uo
pequea, tan pouco ponderosa, quo desapparece em
vista destes dous grandes motivos que acabo de apon-
lar para justificar o nosso interesse por essas duas
elasses. Demais, o interesse do nobre ministro se-
ria s pelo exercito por esse motivo, pois nao me
consta qae lenha lillio algum na marinha ; entao de-
via repartir e dizer : Pela marinha lomamos igual
interesse, pelo exercilo lomo mais porque tenho nel-
le dons filhos. Assim poderia ter mais um motivo,
mas declarar-se menos suspeito do que ea 1
O Sr. Ministro dos Negocios Ettrangeiro*:
Esloa persuadido disso.
O Sr. D. Manoel Esteja, mas permita que eu
esleja do contrario.
Agora, Sr. presidente, perguntarei .eu, quando os
jornaes, quando um jornal acreditado diz que cor-
rem estes boatos a que me refer, quando em todos
os circuios nao se falla em oulra coasa....
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros J,i
pjssou. .
O Sr. D. Manoel:....quando em lodos os cir-
cuios nao se falla em oulra coasa, que muito era
qae um senador que quer ver o paiz tranquillo,
que quer ver esses boalos lodos lancados por trra
por meio de declarares ofllciaes, porque he a me-
lhor maneira de responder, he a declarado oflieial
do governo; digo, porquo te admira o nobre mi-
nistro quo eu hoje inlerpellasse o governo a tal ree-
peilo, quando comecei por declarar qae esses boa-
tos eram infundados para mim? Ea nao recete
nada pela ordem publica, estou persuadido que,
sejam quaes forem os desatinos, os desvarios do
ministerio, a ordem publica fio ha de soflrer, por-
que temos em quem confiar, porque no dia em qne
for necessario que os ministros sejam demillidos hao
de s-lo.
Mas qnando se falla nao sem cinco prisoes, mas
em maior numero, o que ninguem sabia com certe-
za, porque nao eslava declarado olcialmenle a qae
numero tinham cliegado, quando se dio razoes que
na verdade um pouco offuscam o hrilho da classe
mililar, n.lo convinha ao governo dizer: o: As ra-
zoes sao fuieis, a claase mililar nao pralicou um
s acto que a desdourasse, oa boatos sao infun-
lailos ? b
E para que se nos veio fallar aqui em aguadores?
Quernajlo os agitadores? Sera Tramara dos depu-
tados, por estes disrurssos Tortea, encrgiros, que
all se trm proferido contra esse projeclo a que me
refiri ? Ser esta a paga que o ministerio d no fim
da sessilo a essa porcao de Brasileiros dislinrtos que
lem ale Imje sustentado o governo, daodo todas as
provas de confianra e de consideraran, a porque
enlendeu que um projeclo se devia separar do mi-
nisterio, coinbalendo o mrsino em face do Sr. mi-
nistro da guerra? Que injuria i cmara dos depu-
tados!
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:V.
Esc. sabe a quem me redro.
O 8f. D. Manoel:V. Exc. falla d.aqucllesque
lem combatido esse projeclo que lem Iransviado a
opiniao publica, que tem entendido que esse pro-
jeclo tere os senlimenlos, o coracao dos mi'Mares.
O Sr. Ministro dos Negocios BstrangeirosXo
me refiro aos discursos preferido na cmara dos
deputados.
O Sr. D. Manoel:Bom he qu fara essa decla-
rado.
Ora, Sr. presidente, eb de cerlo nao atacarla o
projeclo por esse lado ; teimins cinco oa seis lados
pelos quaes ha de n.io ser vulnerado, ha de ser
morlo. E morlo j alie esl. Prjiue o retira-
ran! "' Pois, senbori-s, um prnjecto lio iinporlan-
O Sr. Presidente 4o Conselho :Quem rclirou
o projeclo?
O Sr. D. Manoel:....nm prnjecto quo nao he
mais do que o cumprimento, a exeeucao das pala-
vras solemnes proferidas pelo llirono na falla da
abertura?...
O Sr. Presidente do Conselho :Tambem a re-
forma jad i ciarla foi recommendada na falla da aber-
tura.
O Sr. D. Manoel: Esia he urna miseria.
O Sr. Presidente do Conselho:Miseria he isso
que est dizendo.
O Sr. D. Manoel:Dizem os seus amigos.
O Sr. l'reiidenu do Conselho:Nenhum delles;
os meus inimigos.
O Sr. D. Manoel: Sao os seus amigos que o
dizem.
O Sr. Presidente do Conselho:Ah I O Sr. co-
nliece os meus amigos melhor do que eu ?
O Sr. Presidente:Nao posso permitlir a discus-
sao em dialogo.
O Sr. D. Manoel:Esse projeclo dizia ea, tem
sido atacado na cmara pelos amigos mais dedicados
do ministerio, por homens qae Iho tem dado todas
as provas de considerado e de confianca. Pois, se-
nhores, a imprensa tem transcripto trechos dos dis-
cursos desses deputados, no circuios repetem-se os
Ireclos desses discursos, logo esses deputados sao
causada asitacao, lugo a elles se refere a censura
do Sr. ministro. Ora, isto pde-sc ouvir? Os ami-
gos dedicados do governo chamados aguadores?
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
V. Exc. sabe a quem eu me refer.
O Sr. D. Manoel:V. Exc. referio-se em ge-
ral a lodos. Se se refere especialmente a alguem,
tenho a bocea calada. Todos que alacam o projeclo
sao agitadores....
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :
Nao dase tal.
O Sr. D. Manoel:.... lodos que procuraran)
mostrar que o projeclo tere os interesses da classe
militar sao agitadores, dase o Sr. ministro.
O Sr. Presidente:A discussao deve versar so-
bre o requerimenlo.
O Sr. D. Manoel: V. Exc. ver a ligacao.
O Sr. Presidente: Assim sempre llavera liga-
ao e nunca se disculirao aa materias em discussao.
O Sr. D. Manoel: Agora pergunlo ea, nm
desse Srs. ofticiaes que estao presos nao se achava na
cmara na occasio da astuada?
O Sr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros:
V. Exc. o dir.
O Sr. D. Manoel:S se he oulro. Na cma-
ra havia um oflieial lillio de nm oflieial general, o
Sr. Pimenlel. Oa, este senhor nao est preso?
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:
V. Exc. o dir.
O Sr. D. Manoel:Eu pergunlo, ouvi dizer qne
eslava preze, qae era ene mesmo que se achava na
cmara dos deputados na occasio da paleada, e que
o conseibo declamu que n.io linha parte nesse acou-
tecimeote.
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:
Pois eu creio que nao.
O Sr. D. Manoel:Eu estou pedindo informa-
toas, nao sei com certeza. Mas o que he fora de do-
vida he que se as prisoes qne se fizeram foram por
motivos correccionaes, bastava ao governo declarar
isto, que esses otliciacs delinquirn! contra a disci-
plina, qoe prtenlo o governo ou seus superiores
entendern) que elles deviam soffrer urna pena cor-
reccional. Entretanto o nobre ministro dos negocios
estrangeiros, que coobeceu perfeilamente o alcance
da proposicao do seu collega, que neates casos nao
tem o governo obrigaro de dar informaees, disse:
quando se der o caso figurado pelo Sr. senador,
sim b; mas oque islo prava he qoe nao ha aclo
nenhum em que o governo possa commetler abuso
ou crirae, emqueum represntenle da narao nao pos-
sa exigir sobre elle informaees. Supponha-se que
o governo persegu por acinle um oflieial do eier-
cito, alias homem digno, cujo comporlamento he al-
testado por lodos ; quando um representante da na-
rao v isto n3o pode perguolar por que motivo se
persegae esse oflieial cujo comporlamento he atles-
lado pela sua t de oflicio, por seus superiores?
O Sr. Presidente do Conselho :E o senhor es-
t nesle caso?
O Sr. D. Manoel: Eu estou mostrando os re-
saltados qae se seguem necessariamdnte da propo-
Se V. Exc. nao vem ca boje eslava ludo perdido.
(Risadas.)
O Sr.D. Manoel: Eu viro principalmente para
ouvir o uobre ministro, porque quando se passam al-
guna dias sem o ouvir, fico com urna saudade im-
mensa. E mesmo, a dizer a verdade, nao posso pe-
lo regiment ficar ero casa qnando minha saude
vai melhor, quando a tate roe abandonou de lodo.
Agora vindo ao senado tenho o praxer de ouvir como
hoje o Sr. ministro, dou per bem eropregadu o meu
lempo.
No havendo mais quem peja a palavra julga-te
discutido o requerimenlo, a posto volado he rejel-
lado.
Passando-ae a ordem do dia, sBo approvadas em
lerceira discussao, e remettem-se saucc.io imperial,
as soguinles proposires vindas da cmara dos depu-
tados, primera approvando as aposentadorias conce-
didas ao desembargador Pedro Rodrigues Fcrnande
Chavea, ao juiz de direito Joaqaim Jos Pacheco, ao
bacharel Luiz Patino da Costa Lobo ; seganda, au-
torisando o governo a conceder s coropanhias An-
glo-Brasileira, l.uso-Brasileira, e a oulras quaesquer
qae se apresenlem em idnticas circumstancias. os
mesmos favores concedidos real companhia de Sou-
Ihamplon.
Segue-se a primera discussao do projeclo do sena-
do, abrindo ao Roverno um crdito de 10,000:0008
para o fim de endossar ttulos de renda que forem
emillidos por associarocs de propriedade rus-
tica.
Verificando-ae nao haver casa, o presidente desig-
na a ordem do dia e levanta a seasao.
iitetneeii------
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO SE
PERN AMBUCO.
Para' 16 de ontubro.
Ha dous vapores, que lhe nao lenho dado novas
minhas, sem que para tal lenha concorrido ainda
levemente a miuha vonlade. Estive doenle, e fora
deala capital, cis todo. Sabe-se qae o aborrecimen-
lo he quasi sempre companheiro inseparavel da mo-
lestia ; e como os seus leitores nao lem obrigaeao
de alurar as minhas imperlinendas dcixei por isso de
escrever-lhe. Em compensado serei hoje mais ex-
tenso.
A adminislracio vai caminhando rom aquellos
embarazos, proprios dos paizes nos qoaes a cultora
do espirite anda pareHias no alrazo com a collura do
solo. Temos bellos rioa. mas onde eslo os vapores ?
Onde os estaleiros. as ofllrnas. os trabalhadorea ?
Temos dinheiro nos corres provinciae* com queaa-
lsfazer aa obras publicas de quemis necereitamns,
mas onde os bracos para nellas serem empregados ?
A este respeilo o Sr. Reg Barros tem sido incan-
aayel, e a assembla provincial acaba de volar nma
lei de emigraran, pela qual autorisa o governo a dis-
pender animalmente 48 conloa de reis com os
meios precisos para promover a emigraran de pea-
toas livres da Europa para este provincia, devendo
Ereterir enlre oulras as que terem nascidae em
orlugal e na Galliza. Eis as bases para semelhanle
semelliante medida.
I. Passagens e comedorias gratuita, e sem relri-
buicao alguma. para lodos que quizerem emigrar.
2.a Cada urna paaaagem com as competentes come-
dorias nao exceder de 48 rs. em moeda do impe-
rio, sendo dos portos de Portugal ou Galliza, de oo-
lros lugares porem tica ao arbitrio do governo esti-
pular o prero.
3. O pagamente das passagens ser realisado nes-
la capital pelo Ihesouro publico provincial oilo dias
depois do desembarque dos emigrados.
_?. Nae nao idade, rooralidade e estado de sua saude, de-
vendo-se por isso procurar tmente os mocos, os mo-
rigerados e os sadios.
Ao chegarem os emigrados a esta capital o gover-
no Ihes prestara loda a possivel hospitalidade por
espato de oilo das, findos os quaes ficar desobliga-
do da continuaran desse favor.
Por semelhanle autorisarao v-se, que a assem-
bla julgou, e julgou muito bem, qae muito mais
tem de lucrar a provincia com a emigracao, do que
mesmo os proprios emigrados, qae alias muilo ga-
nham, c por esta razao paga-lhet a despeza do trans-
porte, e depois de choaarem da-lhes toda a liberdade
possivel para escolherem o ramo de industria qae
mais apropriado Ihes pareca. Eu peno da mesma
maneira. e firmemente creio, que a emigraran por
este modo povoar mais depressa os notaos vastos e
desertes serles, que a colonisacao impondo condi-
c,es aos emigrados. Porque he que vindo om bom
pedreiro, carpinleiroou alfaiale hao deobriga-lo por
forja ser mo agricultor ? Porque he que vindo
um bom agricultor hao de obriga-lo por Torta a ser-
vir e mal as obras publicas 1
Enlre as obras projectadas nesla provincia as de
maior importancia sao : o palacio para os pacos da
assembla, cmara municipal, jury, audiencias, Ihe-
souro e recebedoria provinciaes, lyceu etc., a quan-
lia oreada para esta obra eleva-se a rs. 150:0009 ; o
mercado publico, cujos alicerces, somenle foram or-
nados em rs. 33:3739268 ; o encanaroetilo d'agua
polavel, cujo orraiuenlo nao lenha presente ; o thaa-
tro. ja |.r.,.^pi^.l., <.ji, le.a,iMIik ,ilo I1R i-.ic.lt?
e cobertura foram oreados em rs. 2i:366S82 etc.,
ele. etc.
As obras em andamento sao : ponte de pedras e
continuaran do caes : tanto ama como outro sao dig-
nos de ver-se, principalmente o caes, que fecha qua-
si toda acidade, desde o quarlel de polica ate adoca
do ver o peto ; o nivelamenlo da praca de Pedro II,
o mais bello dos nossos largos, equa s por muiln in-
curia este mal alinhado e nivelladn ; o quarlel do
corpo de polica, e oulras obras, rase seria longo
enumera-las.
A assembla votou 450 conloa para obras pu-
blicas.
Ja que fallei na assembla, direi duas palavras a
seu respeilo. Encerrou hoje os seus augustos tra-
balhos ; e para que oa seos Icitorea formero o juizo
sobre o merecimento delles, vou pasaa-los em re-
sen ha.
Abollo os imposto* seguinles : 10 % sobre o azeite
de qualquer qualidade: meio dizmosobre o asaocar,
sabao, peixe secco o de moura, e panno de algodao:
3 I sobre couros seceos ou salgados ; 2 por cento das
fiants rriminaes; 23 rs. por tonelada dealvarenga ou
balelao de descarg para a alfandegw Que se abn-
lam os imposlos sobre gneros de primeira necessi-
dade admiti; porero qae se quizesse favorecer aos
reos de polica, aos donos de couros e alvarengsa,
quasi sempre das elasses abastadas, foi mal feito. E
lano deu na viste semelhanle projeclo, que logo o
explicaram pelo modo mais desairoso para os seus
autores o para os que o asnprovaram.
Tornou livre o commercio de regateo. Foi de jus-
tja, porque ealou convencido, que todas as resfrie-
Ses, que se poe a industria, seja ella agrcola, com-
roercial eu fabril, tem por nico resoltado prejudi-
re-la, e por conseguinte estancar ou fazer retrogra-
dar o seu desen vnl v imonto.
Reorganisoa a companhia de pescadores, aug-
mcntando-lhcs as garantas. Esperemos qae o futu-
ro nos mostr as vanlagens desta medida.
airretou algumas detapproprar;oes.
anilou sobrestar na venda das 50 acefiesda com-
panhia de navegaran e commerci do Amazonas, per-
tencenles provincia.
Elevou a calheaora de cidades as villas de Bra-
ganra Viga, e Obidos.
Aulorisou o governo a mandar vir da Eoropa 4 a
6 irmaas de caridad.
Aulorisou o mesmo governo a elevar a subvendo
votada para a companhia de vapores de Maraj e a
laucar man de todas as medidas convenientes para
abastecer o nosso mercado de carne verde.
Cre o urna comarca em loda a ilha de Maraj,
que at aqui pertencia as comarcas da capital e
Marapa. S. Ex. propoz mais outra comarca, Uo
til como a de Maraj, composta dos termos de Mon-
te-Alegre, Porto de Moz e Gurupa; porem a assem-
bla enlendeu, e muito mal, que nao devia annulr
a 18o conveniente lembranca. Foi a primeira denla-
dinba da sua illuslre maiona, inimig'a por nalureza,
de todos i governos justos e nculraes. Note-se que
no projeclo da materia, creaodo a comarca de Ma-
raj, supprimia-se urna das varas de direi lo desta co
marra ; os illustres, porem, vista das razoes de
minora iniid.irain de parecer, e nao approvaram se-
melbante desproposito. Esla medida linha sido
lembrad.1 como occasio azada para fortes censuras
ao recio e Ilustrado Sr. I)r. Francisco Jos Furtado,
juiz de direito da segunda vara crime desta comar-
ca, ininigu irreconciliavel de todos os reos de poli-
ca pelo que tem incorrido no desagrado de mula
gente, que em pouco aprecia a juslca.
Desapprovou quasi lodos oa arligos de posturas
' pela cmara municipal submetlidos a approvac,3o da
que esse riso do nobre mimslro seja urna prava d* presidencia, que os approvou provisoriamente, por
que eu com effeito tenho saude. ajBerem, dase a augusta, manifestamente illegaes, ja
O Sr. Presidente do Coniho : Eu estou na por conlrariarem leis provinciaes, ja por oflenderem
,,ina..vr >-._______ .-. atlribuiroes dos poderes seraes, ja finalmente por
persuasao de que V. Exc. nunca gozou mais perfeila opprMS?,os, MJtoIio, inexequiveia. Nesta proje-
to maiiifestou a materia da assembla o seu descon-
tentamente pela actual administrado ; sem rora-
gem porem para urna opposidn franca e leal, por
conbecera injusliradeaua causa, conlenlou-ae com
deacarregar a furiosa bllis contra a cmara munici-
pal, fingiudo poupar a presidencia, comoseella ap-
provando essas posturas nao fosse 13o censuravel co-
mo quem as elaborara.
Tornou incnmpalivel o lugar de professor com
qualquer oulro emprego geral, provincial ou muni-
cipal, elevando os ordenados dos lentes do ly-
cen a 1:2009 rs. cada um.
Mainlmi vir da Europa nina parleira formada,
para exercer o seu ministerio.
Elevou i 30 o numero dos coadjutores. Favor
aos batinas, e prejuizo aos cofres provinciaes. Se
en fosse deputado proporia o augmento dos para-
dlos e acabara ou diminuira o mais possivel o nu-
mero dos coadjutores. A razan he que estes sobre-
carregam os cofres provinciaes, e aqnelles os
asaras*.
Mandn concluir a edificado das igrejas, matrizes
comcradas, e reedificar as das freguezias que mais
necessilarem.
Aulorisou o governo a reformar o regulamenlo
de gado de Maraj romo julgasse mais conveniente.
A nica reforma que a grande ilha precisa, he que
para l manden) umbom destacamento de linha, e
que o furto de gado seja reputado roubu; sem isso
nada adiaolaremos,porque nella dominamos ladres
que i-nii-iituoni a quasi Intalidade dos fazendeiros,
com excepcaode urna ou duas duzias, se lano.
Kefm runo a secretaria du governu.
sido deS. Exc. se fosse verdadelra, f-nosido ae
Irangeiros.
ui oui.no,,,,,,..,, y^ afc. roroiti" da negocios
O Sr. Presidente do Conselho:Nao a pronon-
ciei dessa maneira.
O Sr. D. Manoel:Elle lie qae respondeu.
O .ir. Presidente do Conselho:Nao respondeu
tal.
O Sr. D. Manoel:Y. Exc. esteva preaente?
O Sr. Presidente do Conselho: Sim, senhor,
ouvi muito bem.
O Sr. D. Manoel:Eu vi-o pasteando alli por
fra, julguei que nlo linha ouvido. He verdade
que elle hoje se exprimi com voz alia e sonora, tem
razao. Mas o que he fora de duvida he que o go-
verno quer privar-noa de pedir qualquer esclareci-
mento, e ea nao estou disposto a consentir nisso.
Como, Sr. presidente, o negocio esl disentido, como
felizmente a classe mililar, segundo o discurso do
nobre ministro dos negottos estrangeiros, nao Wm
parle em eousa alguma que a desdoure....
O Sr. Ministro dos Negocios Estrangeiros:
Ninguem davidou disso.
O Sr. D. Manoel: Mas as prisoes fizeram com
que o povo acreditasse ; jauto a mim estao pessoas
qne, lambem nada sabiam com certeza a este respei-
lo. O qae eu quera era saber offlcialmeole. Hoje
a classe mililar tem mais um lestemanho de qae o
governo nao suapeila nada della, de que lhe nao ir-
roga essa injuria, que alguna, poderam ler irrogado,
sem o menor raudamente ; o governo assevera que
he nessa classe respeitavel qae a najao encootra sem-
pre a defeza constante das nossas instiluicoes, e com
ellas a da ordem publica. >
OSr. Ministro dos Negocios Bstrangeiros :Nin-
guem diz nada de novo.
O .Sr. D. Manoel: Estou persuadido mesmo
que, sejam qaaes forem os desvarios do ministe-
rio....
O Sr. Presidente do Conselho : sejam qaaes
forem os esforros dos aguadores e anarchislas.hao de
ser imitis.
O Sr. D. Manoel: Pois bem. A classe militar
ha de camprr o seu dever. Nos temos na constitui-
rn o remedio, l esl o poder competente qnando
entender qae o ministerio nao merece a confianza da
nar,ao....
O Sr. Presidente do Conselho : Que nao faz ca-
so dos esforros dos agitadores.
O Sr. D. Manoel: Qaem sao ?
O Sr.Presidente do Conselho : V. Exc. pede-
r explicar, i.
O Sr. Presidente : A discussao assim nao pode
continuar.
O Sr. D. Manoel: Serei eu ? ea agitador ?... E
agora que ando sabe Dos como, que ando mais para
a cova do que para oulra cousa.
O Sr. Prndente do Conselho : Oh I
O Sr. D. Manoel:En he que si nlo. meus senho-
res. Oxal que isso foase verdade : Dos permita
saude. (Altadas.)
O Sr. D. Manoel: Isao sao os seus bons dese-
jos; V. Exc. nisso prova que me v sempre com bons
olhos. Quando um homem olha cora bons olhos pa-
ra outro, este perece-lhe bonito ninda que feio seja,
gordo ainda que magro, sadio poste que se ache
doente. Bom he que o nobre ministro diga islo ;
creio que tambem se cura pela bomeopathia.
O Sr. Presidente do Conselho : Eus me curo
com diela.
O Sr. D. Manoel: Pois foi o que me valeu, fo-
ram os vidrinhos, tomei algumas ovas de aranha qoe
me fizeram um beneficio immenso.
O Sr. Presidente: Mas vamos materia, (fli-
sadas.)
O Sr. D. Manoel: lato foi s
ao Sr. presidente do conselho.
Concilio dizendo que estou satisfeilo com as derla-
rfOes do nobre ministro dos negocios estrangeiros.
Vindiquei os foros da classe militar. O paiz vai fi-
car tranquillo amanhaa ou depois. Esses homens
que oiisam manchar a classe mililar, altribuindo-lhe
projeclos que a desdnurain. vao ficar desmentidos
principalmente pelo nobre ministro dos uegoclos es-
lrangeiro*. Logo foi boa a disraaa^o.
O Sr. Ministro Uos Negocios t-stranqeiros:
Concedeu diversas aposentadorias.
Elevou a cathegoria de villa povoaco Brasilia
Legal, no rio Tapajs.
Alm deslas decretou as leis do ornamento pro-
vincial, e municipal, a de terca provincial, e nutras
de menor importancia.
Valo que estou de pachorra para escrevsr, quero
dar-lhe urna idea da populacho do Para.
A comarca da capital tem adulto livi* 18,992
homens e 21,458 mulhcraa ; roanoraa>4|SMtl ho-
mens e 15,288 mnlheres, o qae forme uM klai. de
69,399 peaeoas Iteres. Nole-se porem, que taolo nos
nienares como nos adaltea a cifra dea mnlheres he
superior dos homens.Escravos ; adultos, 6,104
homente 5,921 mnlheres; menorea, 3,168 homens
3,155 muflieres,; total 18,588 peasoaa escravaa,
que unidas s livres faz o ntrroiro da 87,987. No*
le-se porem que entre os eaCgea/aj numero doa be*
mena he superior ao das mlaaeaaH^
A comarca de Macap tem: ladillos, livres, 4,335
homens e 4,125 muflieres; melerajila%124 homens e
.'Mii muflieres, o que somma IB.SaV) peasoaa livres.
Nesla comarca, pois, entre os adultos e aanmero das
muflieres he asjperior ao dos homens, porem enlre
os menorea-aM^te o contrario. Escravos; adultos.
718 homens,' 0**353 muflieres ; menores,494 homens
c 504 mu rieres, o que somma 2,367 pessoas escravaa.
Enlre os escravos d-se o contrario que entre as pes-
soas livrre-, porque uestes, sendo adultas, o nume-
ro das muflieres he maior, e entre as menores o dos
homens be maior ; maa nos escravos adulloa o nu-
mero das mulheres he menor, e entre os menores o
das mulheres be maior. Citamos ot fados, quem
qnizer os explique. Sommando pois os livres com
os escravos tem a comarca de Macap 18JJ95
almas.
A comarca de Camut tem livres; adultos 8,447
homens e 11,071 mulheres ; menores. 6,435 homens
e 6,997 muflieres, o que somma 32,960 pessoas li-
vre. Ecravos, adultos, 1,436 homens e 1,455
mulherea ; menores, 460 homens e 527 mulheres, o
qua somma 6,478 escravos. Tem poia Carauti
39,438 almas. Nesta enmarca tanto entre livres
como escravos, quer na classe dos adultos como dos
menores a cifra das mulheres he maior que a dos
homens, sendo para admirar que entre os adultos
livres a detigualdade he espantosa.
A comarca de Dragonea tem livres ; adultos,
1.677 homens e 1,789 muflieres; menorea, 1,685
homens e 1,810 mulheres, o qae ludo somma
6.961 pessoas livres. Escravos, adultos, 166 ho-
mens e 174 mulheres ; menores, 220 hornea e 227
mulheres, n que somma 797 escravos. Tem pois
Braganca. 7,758 almas. Entre homens e mulheres
d-se a mesma relar.ln que na comarca de Camula.
A comarca de Sanlarem lem livres; adultos,
7,933 homens e 9,030 mulheres ; menores, 6,565
homens e 7,451 muflieres, o que somma 30,979 pes-
soas livres. Escravos, adultos, 1,493 homens e
e 1,446 mulheres; menores, 947homense 904mu-
lherea, oque somma 4,700 escravoa. Tam, pois,
Saolaram 35,679 almas. Em Sanlarem d-ae enlre
o numero das mulheres e o dos Immens'o mesmo
fenmeno que na comarca da capital
Recapitulemos. Livres.
Capitel 69.399
Marapa 16,528
Camula 32,960
Braganca 6.9GI
Sauarem 30,979
-..
Escravos.
18,588
2,367
6,478
797
4,700
Somma 156,827
Populado livre de loda a provincia
Ealrangeiros
Augmente de } para as fallas do rc-
cencearoenlo
Cifra aproximada doa indgenas
Populado escrava
32,930
156,827
1,644
15,847
40,000
32,930
era exclusiva de empregados publico, e nem o ter
nella entrado individuo!, qne nao entm empregados
excl-ie qne nao seja d'aqueles a tocieilade.tmloTmais
quanlo o cofloga nao pode caralester due a materia
era de empregados, islo qiia que nao mereca rea-
posta. Depois, qaem dista ao collega que em mi-
nha caria eu desaprovei esse festejo ? i Donde con-
cluio isso o collega ? Entend o eolle* qoe elle se
r o braaileira por excelleneia ? H& er muito
pretomido convenca-te o collsga, que* nao he juiz
competente para aquilatar oa seolmeno alheios.
Bal* a fechar-se a mala, por isso aoji fico, pro-
testando lomar a minha conta o callega.i qne elle
me alo quer deixar; tenha pois Veac. P*iencia,eon-
tndo-me algumas linhas para toeo, V|(0 que co-
nfiero qne o fim do collega he quo au lhe abandone
o campo, e que o deile impunemente falta? a verda-
de ; nlo. Dio saccedern aealm em quanlo Vmc me
der um sanaco em aeu Diario, e ea tv vida e
saude porque o mais nlo temo.
O melhor da vida lhe desejo, etc., etc.

PEItMMBllCO.
BJSPABTZfAO DA POMcii.
Parte do dia 2 de nnveml.ro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. oje, das
partes hontem e hoje recebdas nesla reprra'o
consta terem aido preses : pelo juiz de dilito* da
primeira vara. Gabriel Firmioo da Luz, pararecru-
la ; pela delegada do segundo diatricto deste >rmo
Jos Francisco Bezerra, sem declarad" do mrvo *
pela subdelegada da freguezia de Sanio Anlnio,"
Joaquim Antonio de Oliveira. tem declarad do
motivo; e pela subdelegada da freguezia de S. fo-
s, Anglica Marte dos Prazeras, para correera!,
oa pardos Vrancelino de Sanl'Anna Caraero, e Jan
Antonio do Monte, ambos sem declararan do m-
tvo.
Dos guarde V. Etc. Secretara da polica di
Pernambueo 2 de novembro da 18.il.Illm. 0 Exm
Sr. conselheiro Jos Benlo da. Cunha a Figaeiredo'
presidente da provincia de Pernambueo.__chete
de polica, Usiz Carlos de Paita Teixeir*.
para responder
Somma 247,248
Sem querer tenho escripio bem boas duas horas
o por isso paro aqui.
RIO GRANDE SO NoRTE
Natal 31 de esatabro.
Pelo locantins deixei de escrever-lhe porque es-
teva l,io incommodado de minha saude, que al
mesmo s sube da pas&agem do vapor no oolro dia;
agora porem que felizmente estou livre de lodo o
iucommodo, vou satisfazer-lhe a curiosidade.
Em dias do mez passado, um individuo, cujo no-
roe uo sei, morador naPicada do Cear-mirim
e que linha um filho natural, a quem a madroba
havia dado alguna animaes, depois de homem sendo
expellido pelo pai, de aun caaa, exigi a entrega dos
sena bens, porm este resialindo propoz urna aedo
para osreceber: o pai sumi os autos, e desesperado
com isto o filho, procurou pouco a pouco, e furtiva-
mente ir apossando-se dos animaes; com islo enfu-
rece-se o pai, e procura do inspector do lugar ama
ordem de prisao contra o filho por ser ladrio de ca-
vallos, e na exeeucao dessa ordem fui o til to mor-
talmente ferido 1 Felizmente para o genero huma-
no, sao poucos desses pais os que apparecem 1
Na Alagan do Xavier, lambem da Picada, termo
de Extremo/., um individuo deu um tiro em urna
mulher, felizmente nao fo em lugar mortal.
No dia 21 do correte foi ferido com um tiro no
lugar da Jacananziulia Alexandre de tal, e ficoo
em risco de vida.
O termo de Exlremoz que sempre gozou oa foros
d'iim dos mais pacficos da provincia, vai tornndo-
se respeilavel pela reproduc.) dos facas ileeaa ordem,
nao sel a que ae possa atribuir isso, porque as auto-
ridades locaes conlinuam diligentes na captura de
laes fras.
Evadiram-se da cadeia do Aas diversos crimino-
sos, e dois remitas.
Em Goiauninba foi morlo o inspector de quarle-
rao Florencio de tal, na occasiAo em que eercava aos
criminosos Firmo, e Firmino, qoe tambem foram
morios pela Iropa. Sou pouco satisfeilo quando te-
nho de noliciar-llie dosses aconlecimeulot. Unte
mais porque nao fallam malvolos, que formutem
commenlaros a seugeilo; porque finalmente.por in-
felicidade nossa, aoa criminosos nao falla quem os
proteja, e justifique.
Talvez j tenba sabido, que o escrvao de Nova
Cruz de que lhe falle! em oulra, nao se agradando
da nova inorada que Ine dedo em Goianninha, fa-
se de muda, para onde ignoro, e sem ler a poltica
de communicar ao delegado essa sua resolucie.
Em S. Jos prelende-se sem o menor escrpulo
forrar escravos alheios; estamos agora no inverso do
que outr'ora eslivemos. Muilo du que fazer aqui
o terem certos sucios caplivado nlo pequea porcao
de homens reconliecidamenle forro; agora querem,
salteado por todas as coiisiderari.es forrar um escra-
vo do lente coronel Trajano Leocadio de Mcdei-
ros Mara; felizmente o digno 2. vice-presidente, o
Sr. eapitao Miguel Ribeiro Dantas, alli o 1. sup-
plenle do juizo municipal, e conlo que fara esbarrar
tao absurda pretendan. Agora que conclu o que
demais importante linha a commuoicar-lhe permita
que, quebrando um antigo protesto diga duas pala-
vra ao correspondente do Liberal. quem ha muilo
deixei porque conheci qae roe quera chamar com
suas correspondencias, em que de ordinario desvia-
se de ludo quanlo ha de toleravel, para o nojento, e
abjeclo campo das regateirku, no qual este afeito a
discutir o collega: nao me quera eu chafurdar no
lamacal das descomposturas com que foi em oulro
lempo to mimoseado o collega, e que lambem ba-
raleou com mi larga aos seos adversarios; dando
lugar a qae, por motivos polticos, viessem ao do-
minio do publico as latas de Canhaii, diversas ge-
nealogas e de quantes oulras vilauias temos lesle-
moohes; nease campo, poM, fique certo o collega, que
nanea me encontrar, porque oolros sao meus prin-
cipios, e mais nobres, generosos meus pensaraenlus.
Leudo porem oa liberaes de 23, e de 25 de aetem-
bro nos quaes deparei com duas carias do collega,
nas quaes mu positivamente mo quer ferir alribu-
indo minhas miwivas ao l)r. Raliello, com quem
nao leve nejo de dizer estar indisposlo por cau-
sa dellas quero alguma coasa dizer ao collega, valo
que me mimosiou com o bello epilhelo de orgSo
da mentira'. Essa delicadeza do collega he propria
delle, he lilha de sun educacao.
Nada mais direi acerca do fado da faga dos pre-
sos da Imperatriz porque a respeilo j lhe disse, e
disse o que ao depois foi confirmado pete participa-
rnos ofticiaes, como melhor poder saber collega
se quer cerlides dellas: portante creio que niio ser
o dito solado do collega, que pode classilicar de fal-
so o que disse em minha carta. Pouco roe Importa
lo bem com os argumentes do collega acerca da
subvencSo negada companhia de vaporea, poia
urna vea que elle enlende que a provincia devia dar
lodas as suas rendas a companhia, emhora ncassem
os empregados por pagar, etc., sao principias ee-
n o micos que nao professo. O que porm nao posso
deixar pastar desapercibido he, que de minha parle
houyesse proposito de desacreditar a barra deste pro-
vincia, como malignamente quer fazer crer o colle-
ga, chamando o odioso sobre o l)r. Habello a quem
qaer por forr;a o collega qa eseja o seu correspon-
dente. Islo he ama vilania de que se soccorre, pa-
ra o fim de persuadir a alaaem que o llr. quer mc-
nosprezar a provincia ; felizmente porm ahi estn
lodosos n. do seu Diario que he a folha mais 1 ida do
imperio, e desaliamos ao collega para um exame em
lodas as minhas misaivaa, e dellas mostr o collega
os lugares em que encunlra o ridiculo lancado sobre
esla provincia ; musir donde ronclae este odio, e
ranenr, e so nao o fizer entao pe mullir, que urna e
umitas vezea o apregoecalumniador.
Admira que o collega que se diz lio brasileiro,
que fo lambem acolhido em......aconselhe ho-
je ao Dr. Ka bello que deixea prnviuoia porque nao
he filho della!)
Confesseo collega quo isso foi urna Irislasima
lembranca sua, que para honra dos Bio-grandcnses
nao acha echo ; he nm dos son- aceessos, qua al o
mesmo Dr. os despreza! o I)r. he brasileiro,em qual-
quer das provincias esl em sua patria, e bem quisto
com os homens honrados da provincia nao precisa
do acolhimenlo do collcga.a quem alisa j dea miis
considerarlo do que creio lhe mereca. Diga antes
o collega que nao convem a si, e a oulro que o Dr.
persista nesla provincia, porque tem certeza de que
nelle enconlram um perseguidor do crime, qne nao
allende a proleecao dos potentados, e s tem por
norte a juslca; e o mesmo maligno collega por ve-
zes tem confiado a iuleireza do Dr., quando ella nao
prejudica aoa seus prulegidos. Essa pois, he a zanga
do collega, seja franco, confetse-a e nao atlribua ao
reste de seus patricios o pensamenlo mesquinho que
s a elle domina. Felizmente he bem clara a frivo-
lidade de qoe se soccorre o collega.
Diz anda em ua carta do 1 de selembro, qoe he
falso o que lhe dase acerca da sociedade de empre-
gados pblicos que se propozeram a festejar o dia 7,e
que nlo era de empregados esdutivamenle.e que iaao
era falso e falsissimo I Ora que loleiroa! Eu nao
dise, e appello para minha rarta, qae a aorledade
D1AIHHE PERNAMBUCO^
Pelo vapor Imperatriz, chegade hontem doa por-
tos do norte, recebemos gtzelis do Para qne alcan-
cam a 14 do passado, do MaranhSo a 24 e do Ceara
a 27.
Todas as provincias desse lado conlinuam no goso
de inalleravel trnnquillidade.
Em alguus lugares do interior do MaranhSo, eomo
Santa Helena e Caxias, eram o habitantes ncom-
modadna por correrla e depredaros de Indios e
quilombolas, que oosavam mesmoalacar as lazendas,
para edeclaarem os roabeav
Aaasembla legiaiiiiva^amaGearri reaolveu dirigir
urna representicao asseaWr geral, pedindo a re-
vogaeao de urna tei da provincia da Pararryba, que
aujeita ao imposta de 500 rs. o gado das oatras pro-
vincias qua para alli for refazer-se, embera seja a
sola em trras propalas.
Em outro logar deixamos transcriptas as cartas
do nossos correspondentes do Par, Re Grande do
norte e Parahiba, s qoaes nos referimos.
Dissemos hontem qae eos pareca que a morte da
general S. Arnaud nao fra cansada pete colara,
conforme anonadara do thealre da guerra, para
naaim pensar fundamos-nos na falsiriade provavel
da noticia que odava j eomo doente ao dia da ba-
talha de Alma, sendo o general inglez lord Ragln
quem nella commaodara em ehefe loda aa forras
alnadas.
O bollelim que honlem publicamos asgnado pelo
general, ees documentes sagaintea que oaerecema
a consideracao dos leitores, liram teda a duvida a
esle respeilo.
L-se no Monitasr de 7.de oulabro :.
a O imperador recebau do manchal Saiol-Ar-
naud o relatorio segainte sobre a victoria do Alma.
rtloguera lera sem emocao eata narraedao lia simple*
de urna grande victoria, em que o general em chefe
Talla de todos excepto de si mesmo.
Todava o governo aprecia, como o merecem. a
energa e a habilidade desenvolvidas nesla circuns-
tancia pelo marechal.
a O imperador deddio que vinle e um tiros de
peca, fouem dados boje ao meio dia para celebrar
este victoria.
No quarlel geral em Alma, Campo da batalha de
Alma a 21 de selembro de 1854.
Senhor:
urna vieloria completa. He mais om bello dia, se-
nhor, que ae deve accreseentar aos fastos militares
da Frauca, e Vosea Mageslade ter mais ara nom
que ajuntar as victorias que oruam as bandeiras do
exercilo francez.
tls Russos haviam reunido soas forras, todo, os
seu meios para se opporem paaaagem do Alma. O
principe Mensehikoff o commandava em peaasa.
Todas as altaras estavam guarneddas de reduelo a
de baleras formidaves.
o O exereito rusto contava 40,000 bjemelas in-
das de lodos os pontea da Crimea ; de manbaa cae-
garam anda de Theodosia... 6,000 cavallos, 180 pe-
ra- da artilharia da campaoha uu de poaica.
a Das elevaroes que oceupavara os Kusso padna
contar-nos uro por um desde o dia 19 nn motnento
era que chegamo ao Bubbauach.
No dia 20 s 6 horas da manhaa mandei eieeu-
lar pela divisan Bosque!, reforjada por 8 halaltioes
Hircos, um mov meu lo que envolva a esquerda do
Rosaos, e rodeava-lhes algumaa bateras.
O general Bosqoel rr.anobrou com tanta iulel-
ligencia qaanu bravura, a case movimento decidi
do soccesao do dia.
Eu liaba ioduzid os Ingleze a ae prolongaren!
sobre aua esquerda para annimn ao mesmo lem-
po a direito dos Russos emquanlo eu os eiuretaaa
no centro ; suas tropas na se pozeram em linha se-
nao s dez horas e meia ; porem repararan corajo-
samente essa lanianca. Meia hora depois do meio
dia a linha do exercito alliado occapava ama ex-
tensan muilo maior qoe urea legua, chegava ao Al-
ma e era recebida pelo tego terrivel dos atira-
dores.
Nesse movimento a frente da columna Bosqaet
apparecia sobre as altaras, e dei entao o sigual do
ataque geral.
O Alma foi a travestido a paaao de carga. O
principe Napotean (rente de sua divieso apodren-
se da grande aldea de Alma debaxo do toga das ba-
leras russas, e moslrou-ae em todo digoo de sed
bello nome. Chegava-se abaixo das slavsces sob o
fogo das baleras inimigas.
a Ah, senhor, comecou ama verdeaban halalha
em toda a linha com seus episodios de feito bran-
les e valerosos. Vossa Mageslade pode lar orgollio
de seus soldado, os qaaes nao degeneraran!; alo
soldados de Auslerlilz e de lena.
A's qualro horas-e meia o exercito francez es-
lava victorioso per toda a parto.
a Todas as posicoea haviam sido tomada bao-
neia ao grito de VIVA O IMPERADOR I ajas re-
tii todo o dia. Nanea vi enlhasiasato aeaaelhaato,
os ferido levaotavam-se para gritar. A' neaaa es-
querda es Inglesas encontravam grossas asestas a
achavam grandes didiculdade ; maa toda foi vea-
cido.
n Oa Ingltzes atocaram as (poaifoes rasa ai com
urna ordem admiravel debaim da artilharia, toau-
ram-a e expelliram os Russos.
(i Lord Ragln lem urna bravera autiga. Na mete
daa balaa da artilharia e tuzilaria moalra a mesma
sereuidade que nanea o abendona.
Aa lianas francesas formavam-se sobre as eleva-
rles carregaudo a esquerda rutsa, o logo da artilha-
ria comecava. Eolio mo foi mais urna retirada,
porm urna derroto : o Russos largavaen as armas e
os saceos para correr melhor.
n Se eu livesse eavallaria, teuhor, ohteria resulta-
dos immensos, e MeasdiikolT nao lena mais exerci-
lo ; porm como era larde, nessas tropas eslaveui fa-
tigadas, e aa manirde de artilharia se esgotevam,
acampamo-not seis horas no prepr bivac das
Russos.
a Minha tonda esl nn mesmo lugar da que occa-
pava pela manhaa o principe Menschikoff, oqual jul-
gava-ae tao cerlo de obstar-nos a paaaagem e balar-
nos qoe linha deixado sua carruagem. loraei-a com
soa carteira e aoa correspondencia, e hei de aprovei-
lar aa n forma;0ea preciosas q je asila sebo.
a O ejercito rusto ter podido provaveamenle reu-
nir-se duaa leguas distante daqai, e hei de encon-
tra-lo amanha aobre o Elida, porm balido e des-
mnraliaado,emquanlo o exercilo alliado esl cheio de
ardor. Foi-me precito ficar hoje aqu para enviar
nossos feridns, a os ferido russos a Conalantinopla, a
lomar a bordo da frota muniees e vveres.
a O Ioglezea perderam 1,500 horneo. O duque
de Cambridge pasta bem ; aua divisao e a de sir J.
Brown pelejaram com denodo. Perdemos parlo de
1,200 homens, 3 ofliciaes morte, 54 feridos. 253 otli-
ciacs inferiores e soldados morios, 1,033 ferido.
a O general Canroberl, ae qaal compete em parte
a honrado dia, tei ferino levemente no peilo e na roao
pelaexplnso de urna bomba ; mas gota boa saude.
O general Thomas da divisan do principe recebeu
urna bala no baixo ventee, ferida grave. Os Basaos
perderam per to de 5,000 homens. O campo de ba la -
lhe ficou juncado de aeu morios, nonas ambulan-
cia estao cheias de aeus feridos. Contamos urna pro-
pongo de sete cadveres russos para om cadver
francez.
a A artilharia raasa inconimodou-no ; masa nos-
sa lhe he muilo superior. Lamentarei toda a minha
vida nao ter tra/.ido au menos meas doas regimenlos
de caradores da frica. Os zonaves foram admira-
dos por ambos os exercitos ; *ao os priaaeiros solda-
dos do mundo.
a Aceite, senhor, a homenagem de mea profunde
respeilo e de minha ioleira dedicaco.
a Marechal A. de Saint Arnaud. a
ORDEM DO DIA DO MARECHAL DE SAINT
ARNAUD.
a Soldados,
a A Franca e o Imperador esta o satisfeKos peta
vossa conducta.
i' Em Alma provastes ao Russos qne eris os dig-
nos filhos dos vencedores de Eylao e da Moakowa.
Rivalitasles em coragero com vossos alliado os In-
gleze, e vossa baionetas tomaram posiciJe fonnl-
daveis e bem defendidas.
Soldados, haveis de tMrcontrsT ainda ot Rosaos
em vosso caminho, haveis de vence-los aioda como o
fizestes hoje ao grito de rira o imperador.' e a ha-
veis deparar em Sebastopol, onde gozareis de usa
repouao que tereis bem merecido.
a Campo da batalha do Alma 96de selembro de
1854. a
----^.
_ -




I
DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 3 DE NOVEMBRO DE 1854.
i
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V
(
O Diario de Constan/inopia conten as segrales
parliculariJjdes sobre on acoiileclmentet militares Ja
Criaaea:
O vapor tnglez z?arui/iee,chegado a esle porto no
dia 19 h noite, Irouie a noticia de que depnis do des-
embarque dos ezercitoi expedicionarios sobre a praia
da Furmleza Veiha, as tropas leudo-so formado cm
columntai linham partido no dia 17 na direcclo de
Sebastopol, e que Jous correios russos presos no carf*
minho annuociavam a OdessaeaS. Pelersburgo.qde'
a guarnicio desu praca fota reduzida pelo colera
norbua de 65,(100 bomeni a 43,000, e que a cidade
se nao fosse promplameute reforjada e abastecida de
viveres estara na mpostibilidade de resistir rauito
lempo. Mil carros de farnha liaviam sido lomados
pelas tropas alliadas, acolliidas pelos habitantes com
grande alegra.
" O Magellan o Cimbria checa Jos honlem sex-
la-feira, confirroaram a noticia da marchadas tropas
sobre Sebastopol.
< lloje pelas note horas o Oreaoque chegou Ira-
zendo a noticia de que do dia 30 a guarnido de Se-
bastopol, que se compunha de 4,000 homens com
100 pecas de arlilharia, sahira toda da cidade, dei-
vindo xi nenie 15,000 marinheiros, e fdra ao encon-
tr dos exercilos alliados, em caja pre tenca se achara
pou.cn depois junto do ro Alma.
a Os Hussos haviam tido o lempo de construir
duas liuhas de reductos.
(i Os exercilos alliados adiantaram-se, achando-se
a direila do exercilo tnglez em peleja com o inimi-
go, esle foi laucado sobre a ala eaquerda do exercito
rranrec, e apandado entre dous fogos, solTrcu gran-
des perdns.
k Hm consequencia da cooflgaracio do terreno a
ala direila do exercito fraoco-ottomano so pode obrar
imperieitamente com sua arlilharia.
Tornndole o ataque quasi geral, os Rnssos per-
seguidos denodadamente e depois de cinco horas de
combate carregadot i baioneU pela terceira divisao
franceza, e a lereeira divisao ingleza abandonaram a
primeira liuha de seus enlriucheiramentoi, asegun-
da dos quaet era sobre o Katcha.
Os zona ves sobretodo detenvolveram o mais in-
trpido ardor nessa perseguirlo.
a Doie mil homeus da guarda imperial foram fe-
udos oo morios, e o reato dessa divisiio, a qual, de-
vemos contestar, porlou-sc com orna rara roragem,
retirou-se para o segundo entrincheiramento.
Se as (ropas alliadas liveescm carallaria, teram
feilo grande numero de prisioneiros.
a O senhor marechal de Saint Arnaud comman-
dava em pessoa nessa importante aceito, a qual he
de feliz agonro para o exilo definitivo desta eam-
panha.
Esperava-se ama icoao mais sanguinolenta para
hoje 3, depois da qual devia-se comecar o ataque
de Sebastopol.
A perda dos Rnssos fui immensa; porm os
exercilos alliados tiveram entre morios e feridos
3,000.
O general Canroberl foi ferido, o general Tilo-
mas racebeu urna bula no baixu venlre, foi trazido
para Conslaotinopla pele Orenoque a inmediata-
mente transportado para o hospital militar de Grand-
Champs.
c Ao partir o Orenoque annunciava-se que min-
ios navios da (rola rusta haviam sahido de Sebasto-
pol, immediatameate barco* de vapor linham sido
enviados para oorlar-lhes a retirada. Soppoe-*e que
a inleacao dos Russos era attrahir ao largo as frotas
alliadas para cahirem depois sbreos transprtete
inreudia-los ; mas esta combinara" fci mallograda
promptamenle.
Apenas a uolicia da victoria ganha sobre os Rus-
sos pelas Torcas alliadas na lerrivel halalha de Alma
foi sabida por algumas pessoas, espalhou-se logo com
a rapidez do relmpago pelos quarteires de Cons-
lanlinopla e foi durante lodo o dia, e ero lodos os lu-
gares o objecto de toda* at conversacOet, e do maior
entlmsiasnio. Feliz, Ires vetes feliz a entrada de an-
no para a Turqua! Todos sabiam quo 45,000 Rus-
sos tinharruse estabelecido com urna formidavel ar-
tilharia sobre elevaooes rpidas, cortadas por fortes
Irincbeiras, alraz das quaes linham formado linhas
que se apoiavam mutuamente, e que depois da pri-
raeira descarna o exercito expedicionario, lendo os
zonaves e o Escossezes a tua frente, e no podendo
pelas diflicnld. Jes do terreno empenhar tenao 30,000
subir a pasto de carga e de baionela calada esses
lugares escarpados que vomilavam a morte de todas
as parles, e netse escalamcnto carregnra o inimigo
em todas as dirccc,oes sem ser demorado um instante
pela intrepidez da guarda imperial, a qual leve a sor-
te das outras tropas.
Os guerreiroa que atsisliram a esta balalha adir-
mam que nunca viram cousa mais lerrivel do que
esta subida atravez de urna chova incestante de balas
de ftil, de arlilharia e de bombas. Pareca um
exercito impellido violentamente por urna Torca so-
brehumana e irretislivel contra um inimigo pode-
roto ; roas condemnado a espiar por urna humilhan-
le desfeita o orgulho e a perigosi ambicio de seu so-
berano.
expansiva, quando pelat tete horas da noite salvas de
arlilharia do Hotphoro, do porto e de lodos os prin-
cipaet potlot militares de Constanliuopla annuncia-
ram a victoria de Alma. Julgou-se durante toda a
noile que estas salvas eram dadas em honra da loma-
da de Sebastopol, e pouco depois houve em todas as
ras urna aflluencia consideravel de povo que te fe-
licilayn reciprocamente com inditivel alegra pur
cale aconlecimento, cujas particularidades j secon-
layam, e j algumas janellas de Pera tinham-se Ilu-
minado, e inultos foguelea parliam de lodos os pon-
tos da capital.
OuUaa quatro salvas foram dadas hoje por occa-
siAo desta victoria, e todos os navios oacionaes e es-
Irangeirot se embaudeiraram.
lie claro por tanto que at ao dia 21 de selembro
o general eslava vivo esto, e que no dia '23 espera-
va-se ama segunda balalha mais sanguinolenta anda
qae a de Alma. As ultimas noticias nao fallam
Jcssabalalha, annunciam que de25 a -27 houvera vi-
vistinio fogo entre at tropas rostas e alliadas. O re-
sultado destes das no o encontramos as gazelas
inglezate franeexat; o aue ellat dizem somante he
que os alliados enlraram no dia '28 era Balaclava.
Meamo a morte do generis. Arnaud anda no linha
tido annanciada em Franca.
Foi no dia 7 de oolubro que a Ijazela de I.onJres
era am suplemento pnblicon o segainle snnancio :
Departamento da guerra,outubro 7.
I rjJucro do despacho recebido hoje s 7 horas da
manilla.
Coastanlinopla 30 de selembro s 10 horas da
noile.
O marechal 9. Arnand he morlo. Seu corpo
acaba de negar aqu a bordo do Peolholet, o qual
lie nomcado para leva-lo a Franca. Esle navio Irat
noticias da Crimea al39 do corrente.
Suppurtha-se qae o prncipe' Menschikofl" linha
vollado a Sebastopol. Os alliados eslavam prestes a
comecar o cerco. O general Canrouberl soccedera ao
marechal S. Arnaud no eommando do exercilo fran-
cs.
'Assignado) Slralford de Rcdelifle.
Para que as leitores posslo com mais fundamento
apreciar as operae&es qne estilo temi lugar na Cri-
mea, Iranscreveretoos aqu algumas informacoes que
adiamos so Jornal io Commercio de Lisboa acerca
da popular*) das differentes eidades e villas daquel-
la peniiisula,e da distancia que licam de Simferopol,
qne he a capital.
Na xom, dentro da qual naturalmenle lerilo de
operar os exercilos alliados na Crimea, exislem mui-
tas eidades ricas e algumas villas populosa! prxi-
ma* umatdtis outras, qae offetecerao s tropas allia-
das pontos, de apoio muilo importantes, no s de-
baixo do ponto de vista estratgico, como para ha-
ver recursos.
Bit a populacho Has principan Ierras da Crimea,
e as toa* diataaciat de Simferopol.
Simferopol coarta 1-2:891 habilante*
Hbil. Detl. de Simf.
Ktruaubasar 1*104 41 kilom.
BakllbSarai 12-.39I 30
Eupaloria 9:830 t3
Sebatlopol 41:155 62 i
SlaraXrim 1:176 66
Salla 371 86
Kertche 8:238 182
Theodesia 4:709 100
Balakl/a 461 80
A populacho .lestes Ierras e de outras que nao
mencionamos he toda trtara. Aborrecer os Russos,
e soflrem impacientes o sen jago. Rem longe de de-
verem temer a mal-querenca dos habitantes, ot sol-
dado alliados teo arolhidos com reconhecimciito.D
O Monieur da 6 contara at segrales obtervarOes
sobre ot rcenles movimenlos na Crimea :
A collecacao de um exercilo ao tul de Sebaslo-
poi, e o Tacto de lomar potte do porto de Balaklava
poucoi das depoit do desembarqie das Iropat allia-
das na baha de Kalamita. nao sao opcrarSes ines-
peradas. A baha da Balaklava linha por muilo
lempo atrahido a aliento dos aeneraes em chele ;
porem, no perlenderam eflectua. all o primeiro
desembarque em razao da posicao ge. raphica, sendo
tao limitada a exleno que no pernv.iia desembar-
car cousideraveis corpos de Iropat. Durante a ins-
peccao das eotU, feita pouco antes do desembarque
por lord Ragln acompanhado dosolnciaca engenhei-
ros inglezes, esla commissAo eslendeu-se al Bala-
klava, e verifieoo-se que o porto olTerecia importan-
te vanlagens como base de operares ; o relalorio do
ofllcial engeuheiro, general Bizol, dalado de 18 de
selembro, foroece provas disso.
a Por tanto, a occupac,ao daquella cidade na ma-
nbaa de 28 pelas tropas alliadas he um fado signifi-
cativo e da mais alia importancia para o progressn
das operaote* militares : assim os exercilos assegu-
riram a cealiaaoicacSo com a armada ; e mui con-
venientemente se installaram alli os trmazens eos
liospitaes ambulantes. Urna estrada mui apta e te-
rura, transilavel para toda a casta de vehculos,con-
duz de Balaklava a Sebastopol : ludo itlo nos certi-
fica que o* nossos exercilos estao firmemente collo-
cadot na Crimea.
A* operarse* de campanha qae lem condnzido a
etle imprtanla resultarlo fazein a maior honra aos
lieneraes em chefe. Varios conflictos occorreram, e
a victoria tempre foi leal as nossas bandeiras. As
nossas columnas tnccetsivamenle te Jispozoram a
Hlravesiar vanos riot, pausar alero do golpho de e-
liaslopol, enlrar na* montanhas, nfim de alcancar
Halaklava.e o principe MenschikoP.com os restos do
exercilo rusto foram arrojados paia longe. Breve
receheremos particularidades desta grande lula.que
arcresceota nova coroa de glora ao nosso exercilo.
No Bltico j a ntvegac> oflerece difliculdades,
por isso algunt vaso* da esqapdra franceza ja t-
uham de la vollado, todava fallava-se em que os
alliados tenciooavam aioda bombardear Kevel.
L-so no Journal de Francfort:
O fald-marechal ronn> (aironini dirigi a *t>uin-
te nota adminisiracao provisoria do principado
da Valachin :
n S. M. o imperador d'AusIria obrigou-se, n'uma
coiivciicao -siipuiada em ti de junho do corrente
com S. M. o sullo, a restabeleccr de accordo com
o governo ollomano, na Moldavia e na Valachia o
estado legal como elle he segundo os privilegios que
0nm concedidos pela Sublime Porta relativamente
i idministracio destes paizes.
Para alcanzar etle projeclo, a corle d'Aus-
Iria e conjuntamente a Porta julgaram necessario
chamar os principes dos paizes precitados, e en-
tregar de novo as suas mSos a uirecro adminis-
trativa.
Conforma as ordens dos dous altos governos
contralanlapi^.abaixu asiguado Icndo-se entendi-
do rom gettaMl de divisao Uervschpach, coin-
missario,. tfe'S. M. o sulIJo, dirigi em commum
com este) iliroii um convite a S. Alteza o principe
Slirbey, para roove-lo a deixar Vieuua e voltar a
oceupar o tea poslo era Bucharesi,.
b O abaixo assignado levando *sla resolucao ao
conhecimenlo do conselbo pro itorio adminislrativo,
aproveita esla occasiao para CBtuflear-lhe a sua alta
considerarlo.
Bucharesi 13 de selembro de 1854.O lenle
feldmarechal e general em chele das tropas aus-
tracas na Moldavia e na Valachia.Coronini.
Diz o Morning-Chronicle a respeilo da Di-
namarca, em referencia a noticias de 2 detle
oez :
O novo parlamento abri a sua sesso em nu-
meroso concurto de especladoret. O discurso do
llirono lido pelo ministro Oeslerd respira a descon-
liaiir,a contra o parlamento e o povo dinamarquez.
>ese discurso se declara que o re conserva o seu
ministerio.
El-rei de Hollanda abri no dia 18 do paseado
as sessdes dos estados geracs, pronunciando nes-
sa occasiao, o discurso que publicamos em ex-
tracto : '
Todas as potencias cslrangeiras dao aos Paizes-
Baixos provas de amisade e benevolencia.
o No meio das complicaroes que inquietam a Eu-
ropa a Hollanda lem conservado a mais estricta neu-
Iralidade.
a A colheila lem sido boa, c ha esperance de
que baivo o prero dos arliqos alimenticios.O
commercio. nave^aclo, e as conslrucc.f>es navaes
pouco se lem resentido das conseqnencias da
guerra.
as liuhas lelegraphicas, c nos caminhos de
ferro nola-se bastante desenvolviinenlo.
a A navegaran fluvial lem memorado.
i O estado da fazenda publica talvez permita
urna redcelo nos imposlos, feita com prudencia e
circumspeccao.
Esle discurto termina, recommendando auniao c
confiauca entre a narao e a coroa.
0 orcamcnlu de 1855 foi apresenlado ao seslados
geraesjielo governo hollandez, subindo a sua im-
portancia a 72 milhoe* de ilorins. O excedente
provavel da receita sobre a detpeza ctl calculado
em 267,000 Horras.
b O governo propOe-se a abolir o direilo de23 por
100 addicinnaes, que se cohrnm pelo direilo de sel-
lo e oalro, e a abolir inleiramenle o direilo de to-
nelada, imposto as embarcaf&es.
b Em compensarlo disto pede o augmento de
19 por 100 de direilo addicional naa aguas des-
tiladas no reino da Hollanda, e not paizes estran-
geiros.
Na Hespanha lem havido ullimamenle maisalgu-
masdesordens, principalmente por causa de eleicet;
felizmeule nenhuraa deltas foi de carcter serio ;
todava corra que alguns partidarios do conde de
Montemolin acham-se lambem em campo.
A rainha Chrislina escrevera de Portugal urna
longa caria i sua fillia a rainha Isabel na qual de-
fende-se das arguc.6cs que llie foram felas. Eis-aqu
como esla caria termina :
Desejo, e per;o aecusaedes. Nao 85 temo, minlia
filha. A altura a que as cousas lem rhegado, e vista
a direccAo que lem lomado, ha dignidade cm pro-
vocar essas aecusaedes, e nao em as affastar. Nao s
se durante minha regencia ennobreci o glorioso no-
me que lenho de nicus avot ; porcm o que me af-
firma a consrencia, hoje mais tranquilla do que em
lempo algum, he que nunca a inanclici com as fal-
tas que ousam imputar-me os rceus detractores. De-
fenJenJo-mo, defeuderei a minha honra ; defenden-
do-me, deTendere o leu proprio nome dvnaslico ;
defendeudo-me, defcnderei a dignidade da historia
contempornea do reino que goveruas. Farei ver aos
que me calumniam, sem se lmbrarera que man-
chando o meu nome, mancham ao mesmo lempo a
historia do renascimenln do liberalismo hespanhol,
nos memoraveis dias de 1834, em que achara em
mim o primeiro alladoque llie appareceu uo Ihrono
que tu oceupas. Eu lhes farei ver, que purificando
o sen proprio nome, purificando a historia do paiz,
hao de couhecer que a essa que appelldam tao du-
ramente ntrangeira, moslrou-se ser mais despa-
lillla do que muilos hespanhoes.
a A calumnia ha de cahir por Ierra. Conlo para
issnrom a jutlica da minha causa, com o poder da
ausencia, com a airan do lempo ; e, sobre ludo, con-
t com a Providencia. Nao Dos nao ha de per-
mitlir qu as calumnias passem historia como ver-
dades, c que nella sej-mi lo iinmorlaes como a glo-
ria.
Adens, minha filha, as minhas reeordarOes e a
minha ternura serioemtfmpregadas, em qualqner
lugar em que me ache; e cm toda a parle pedirei a
Dos que le conserve na tua santa guarda. >
O governo hespanhol requerera ao francez para
que nao fosse permillido a mesma tenhora residir
junto das frouteirat dos dous estados e essa recla-
ma c, a o foi altenJida, como era de esperar.
O conde de Montemolin pulilic.ua ltimamente
um manifest anaci. Es o que se l no Jornal do
Commercio de Lisboa.
O* jornaes publcam o manifest do conde de Mon-
temolin. Esle documento est enripio com extrema
moderaran, posto que em phrases um pouco ambi-
guas,e as vezet symbolicas. Entrega-te a consdera-
C6et de elevada ordem publica, e oflerece-se a Hes-
panha, como urna arca de allianca, como urna laboa
de salvaran no maio da asilaran e tobre-excilamen-
to das paixoes polticas, que paralisam o detenvolv-
menlo da prosperidnde do reino visinbo. Para que
se faca idea do eslylo e espirito detle documento,
apresenlamos o seguinle trecho.
Eu nao desejo ser exaltado sobre um estrado
sanguinolento, eu nao prelendo examinar o ardor
das lulas que lem affligido o meu corado de hespa-
nhol e de chrisian cu nao quero levantar os voasos
bracos, mas allrahr as votsos convicroes e conqais-
lar vossas almas. Seja o nosso paci de allianca o
mutuo amor, a mulua confianra. E enlo veris
com que facilidade e muluo accordo se resolvem co-
mo por t mesmas, todas essa questoes da ordem
poliiica que agora vos agilam tao estrilmente ; ve-
ris brotaren) espontneamente e sem lula, inslilui-
c6es que arreigadas na notsa historia, conformes s
nossas necesidades, em harmona com os notsos hbi-
tos, eslaveis para qne appoiem e sustenlem onosU_
conslitulivot, flexives para que potsam modificar-se
na propnrran do progretsivo desenvolvimento das
nossas forjas socaes, conlenham como elementos
primordiacs, ura Ihrono ao abrigo das tempestades
populares, e em redor detse Ihrono jerarchias e cias-
te moderadas, que evitando-Uve ot seus proprios des-
vos, illuslrando-o com seus conselhos, aaxiliando-o
com as suas deliberarles, defendendo-o com o seu
brajo, sendo finalmente urna representado nacional
verdadeira, independenle, retpeilavel, possam man-
ler para sempre inditsoluvel o vinculo que nunca
dever quebrar-se entre a Hespanha e os seus mo-
narchat.
a Tal he o meu desejo, tal he a minha vonlade :
e lomo a Dos pur lettemunha da sinreriJaJe com
que fallo, e emprazo-me perante o seu justo trbu-
ual para responder pela reclidao das minhas inten-
roes, e pela lealdade de minhas palavras.
a Castigue Dos oerminoso.eajude ao valeroso!
l.emos na Caceta de 2 de oulubro :
a O governador da provincia de Burgos d parle
em officio de 28 do patsado, de que na manhaa do
dia antecedente alguna jornaleiros, e urna turma de
mulheres e rapazes.cnmcrou a manifestar detconlen-
lamcnto pela venda de cereaes que s* fazia no mer-
cado para fra da povoac;3o,convcrtendo-se em bre-
ve esse detconlenlameulo em actos vilenlos, quan-
do ao principio pareca apenat urna demootlra^ao
pas.iva. Os magoles iljsprezando as admnes'lacocs
das autoridades locaes, anoderaram-se de alguns
carros que descarregaram, lanzando em Ierra e quei-
maiulo os cereaes,e mais alguns movis c cffeilos dos
armazens em que enlraram a viva forra. A voz do
general foi desaltendida, allribuindn-se fraquezi
a prudenria com que a milicia oacional proce-
da.
a Nesle estado de cousas a auloridade ordenou
n umcdilal, queem vrtudo doditposln no arl. 4 da
le de 17 de abril de 1821 se ditpcrstssem os mago-
les no prazo de duas horas ; ms n.lo produziudo
esla intimaran resollado algum, c cnntiouando os
magotes nos seus excessos at o [ionio de queimarera
duas casas, o capilJo-gcueral se collocou a frente da
guanrcao, milicia nacional e guarda civil, para ope-
rar contra os sublevados. As suas acertadas dispo-
sic/.e< produziram, sem se disparar um tiro, o res-
labelecimenlo da ordem, apezarde lerem alguns na-
cionaes e o coronel de eslado-maior I). Joaquim
Souza recebido varias contuses, e licando feridos
alguns dos alvorotadores,umdos quaes felleceu pou-
cot momentos depois.
a Segundo participares posleriormenle recebidas,
a IranquilHdade publica se achava conipletamcnte
restihclccida, oceupando-se ocouselho de guerra, e
o julgado de primeira instancia, em formar os con-
venientes processos, para descubrir os verJadeiros
promolore dos excessos de que foi thealro aquella
cidade. i i
I.-e as \oeidader :
a Relalivamenlo i volla definitiva da corle para
Madrid, pergunlou a rainha aos ministros se havia
algum inconveniente cm a realisar ; e com a res-
posla ravoravel dos mesmos ministros iwrece que te
rata de a levar a effeito de um momelo a ou-
tro. a
.. '9n'la DOr Doa' vi" I"" o conde de Monlmo-
i.n e Cabrera etliveram cm Dieppe ; que o xeneral
zSlio receben mslruccfiea prra se enleuder com cer-
los chefet e ofBciaes; e quu a raudo maioria dos re-
fugiados accordou cm ter ludo prompto, sem nada
intentar, al occasiao lavoravel.
a Os homens mais previdenles do partido carlis-
ta teem Irabalhado para alcanjrem a abdicacSo do
conde de Montmolin em seu irmao D. Joao, que je
tuppoe ter o mais intelllgenle dos filhos de Car-
los. B
n O senhor infanle I). Heurique parle deolro em
poura para as Unas Baleares, por iusiuuaco dnio do governo. a
Relilivamenlc India e China exlrahimos do A-
raulo as -c-iiinirs noticiat:
a Coa.Por portara do governador geral.de 27 de
julho, foi reslabelecido o monopolio de tabaco de
p. No Bolelim n. 29 vem publicado o orramentn
da fazenda publica para o auno econmico de 1854
1855 em que so v calculada a receila cm
2i9;458}08() rcis forles, e a despeza no estado com-
pleto em -269:81 :l98.')7 4|I5, sendo porlanto o dficit
de 20:3559765 1(15, que no estado effeclivo he calcu-
lado em l;l:(>'.!ioii;i 13)15.
Pela poriana do mesmo governador.de 20 de ju-
lho, publicada no bolelim n. 30. foi sutpensa a ex-
ecucau doarl. 18 do decreto de 27 de dezemhro de
1852, acerca da syudicaiicia de alguns empregados
pblicos.
a Por portara do dito governador do 1." de agosto,
publicada no bolelim n." 32, foram modificados os
artigos31 e 32 do decreto eleitoral de 30 de selembro
de 1852.
A cliuva linha iJo regular; mas anda conliiiua-
v.i a careslia de gneros, de que te linha rete id n
o povo, a poni de a santa Caa da Miscricarda esla-
belecer dous depsitos de arroz para ser vendido
mais barato aos necessitados da comarca das
ilhas.
a Em Salary nao linha havido novdade digna de
meocao.
o A Abelha de fombaim Iraz urna longa descripc.ao
da tvndicancia lirada ao ex-juizda praca de llaman,
pelojuzde direilo da comarca de Bardez, oSr. Men-
dos Coulinho, o qual concluiudo aquetle Irabalho
linha ja voltado para Coa, onde Ihc acontecen o se-
guinle desasir logo ao apear da carruagem que o
conduzia. O Sr. Mendes Coulinho (razia urna ar-
ma de fogo carregada, que de repente disparen e
Teo seis pessoas. d'cnlre as quaes um ofllcial de di-
ligencias foi gravemente maltratado no braco, que
foi preciso amputar.
a Vem lambem algumas correspondencias naquelle
jornal que hoslilsam o governador relativamente t
el ciees e oulrot actos.
Macau.A respeilo desle eslaliclecimenlo diz o
mesmo jornal o secuinlc : Temos vista cartas
dcsla cidade dos lins de junho, recchidts pela mala
da China. A esquadra russa o a aproximado e a-
mcaca dos rebeldes conlra CanlAo davam grandes
cuidados aos habilanlcs. O governador prosegua a
sna marcha rcsular, c havia niellioradn as estradas c
caminhos, e feilo algumas lomailas aos Chinas ; mas
as circumslaucias acluaes parece, quo devia ler
feito mais alguma cousa, e aproveitar da cri.se em
que o imperio se acha collocndo, para Iralar cornos
Chinaseconseguir muila cousa, que em oulro lempo
nao poderia ohter. Essa he aopiniao de muilas pes-
soas que desejaiu o beni daquelle paiz.
ChinaPekm anda resista aos rebeldes em cu-
jas maos se suspeitava que nao lardara a cahir.
De Nankim, onde se achava Tae-ping-wang, linha
partido um exercilo de 40 mil homens para refor-
rar o sitiantes. Canian eslava em ronfusao e lerror.
O governador desta cidade linha feito decapitar 300
individuos sutpeilos de terem relajes com os rebel-
de. Os insurgenles linham repellidoos assaltns dos
imperialistas para lomarem Shanghae, que continua
a eslar na posse daquelles. N'um desses ataques os
imperialistas feriram fogo sobre as sen huellas eslran-
_eras, e o almirante iuglez queahi se achava pedio e
obleve salisfaco e garanta conlra quaesquer ala-
ques futuros.
India Ingleza.Aftirma-se eslar j promplo oca-
minho de ferro de Calcula na eitentao de 120 mi-
litas, fallando apenas para o curso das locomotivas o
complemento de algumas ponles, que estao em obra.
Esle meio de > iar.iu tralava-se de estender por toda
a India.
Padroado Portuguez.Os propagandistas nao
deixavam tranquillos os nossos misionarios as pos-
sessoes inglezas, e os chrsiaos adhesus i coroa de
Portugal, que muito se queixam da demora da con-
cl lisio desle negocio.
Chamamos, com muilo inleresse, a allcnro do go-
verno sobre este importante objecto, e confiamos que
activara as diligencias para urna breve solucao, para
que o padreo da nussa gloria mo acabe por urna
vez de ser arrebatado pela congregatao da propa-
ganda.
Um faci assaz singular leve ullimamenle lugar
nos Eslados-Unidns.
Osjornaes de Nova-York annunciam que um
glande numero de habitantes do condado de Maine,
especialmente mulheres, julgando que elava prxi-
mo o fim do mundo, prophetisado pela seila dos
millenaros, perderam o jnizo, a ponto do muilos
delles entrarem nos hospilaes do alienados do es-
lado.
L-se no New-York-llcrald de 23 de selembro o
seguinle:
Um imprtenle passo poltico acaba de ser ten-
tado em Washington : he a reorg.inis.iran do partido
democrtico. Pelos homens que se pozerain a fren-
te do movimento dirigido principalmente contra os
know nothing* pode-se dizer que foi a adminislra-
coque oprovocou, eque ella o approva inleiramen-
le. Com effeilo he o senhor Barrett, director do
crrelo, e muilos outros funecionarios da adminis-
tracao que foram cscolhidos para presidirem o mee-
ting. A commisslo propoz as resolucSes seguin-
let:
Visto que o governo democraliro lulou sempre
para manler em loda a sua integridade at garantas
da Coiisliluirao, vislo que foroiou-se urna certa nrga-
u isa can para restringir os direilot dotedadaos adop-
tivos, est por consezointe decidido que u partido
democrtico Tara urna guerra incestante i organisa-
cao serrla dos A'ROtr nothings, e quo netse intuito
formar urna associarau democrtica nacional ; que
esquerer os antecedentes polilicos, e convidar enr-
dialmenle lantn aos wighs como aos oulrot a rcuni-
rem-se a elle em seus esforros; que lem confianza
na sabedoria e inleireza da administrarlo do presi-
dente l'ierce. e qne todos os tnom nothings sejam
demillidos dos empregos que oceupam oesta adrni-
nislracao, ele. Apezar dos esforjos dos partidarios
da admioistracao nao se cooseguio votar essas reso-
lucoes e um novo meeting ha de ser feilo.
RACTIFICACAO.
No artigo de fundo de hontem, deram-se os fun-
dos brasileiros a90em lugar de 99 qae he o
prero porque clles ficaram a sabida do vapor io-
glez, chegado nol. do corrente.
PBLICACOES a pedido.
Se en fora dos astros um astro brilhanle
S para leus olhos qoizera luzir ;
Se eu fra um an banjo que a torle mudasse
Mudava lea fado em brilhanle porvir ;
Se eu fra dos ares um zefiro ameno
Tcus lindos cabellos quizera exparzir,
Se eu fura um poeta que a lyra livetse
Quizera cantar ten doce sorrir :
Se eu fra dos bosques a rola innocente,
Quizera em teu col gemer e carpir ;
Se eu fra urna onda do mar bonanroso
Bem junio a leut ps me ira partir. *
Mas eu nao son anjo, nem zefiro ameno,
Nem mar, nem poeta, nem rola a carpir :
Son triste vvente, que a mente abrazada
Cometa de amores portia sentir.
Doa 'egredos do corarao.
~timtai8i'-
RelacSo da pessoa que deram esmolas para
tejo de sossa Senhora do Rosario, a Luiz
nio Pinto da Sitca.
Joio Chrisotlomo Pacheco Soares. .
lenle coronel Joau Pedro de Araujo
Aguiar...........
D. Mara Candida Magalhaes ....
Antonio Magalhaes da Silva ....
Tciieule coronel Manuel Kolemberg. .
Jeronyrno Pereita Vilar......
Antonio Alves da Fonseca.....
Joaquim de Albuquerque Mello .
Manuel Fernandos da Silva.....
Dr. Filippe Nery Colafo......
Firmno Moreira da Costa......
Joaquim Martins da Silva.....
Joao Alves Machado.......
Capilflo Jos Francisco Peres.....
Manoel I.ourcnco......- .
D. Carolina...........
Capiao Manoel Joaquim Gomes .
Joaquim Fernandes da Silva Campos. .
Dr. Jos da Cosa Dourado.....
Jos do Reg Pacheco.......
Joaquim Antonio Dias de Castro .
Manoel Ribeiro Fernandes.....
Francisco Goocalves tiuiraaracs. .
o fes-
Anlo-
59000
5S000
:h9-.>()
28000
25000
13920
152H0
13000
13000
18000
18000
180(10
18000
13000
28000
28000
18000
13000
23000
180110
18000
8500
8500
393120
Receb do mesmo senhor cima a dita conla
Era, como esmolat liradas para o festejo de N. S.
osario do nicho da ra das Cruzes.
Rocife 31 de oulubro de 1854.
Francisco Maciel de Souza.
COMMERCIO.
PRACA 1)0 KECIFE 2 DE NOVEMBRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Cotaces officines.
Descont de ledras de 30 dias8 *; ao anno.
Dilo de ditas de 1 a 5 mezes9, ao auno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 g de rebate.
Dilo sobre Londresa 60 d|v. 27 '.,' d. com prazo.
Dilo sobre ditoa 60div. 27 3|4'a dnheiro.
ALFAJNDBGA.
Rendimcnlo do dia 2....... 6:I82$156
Uetcarregum hoje 3 de nocembro.
Barca porluguezaSoiia Cruzarcos c loura de
barro.
Barca porluguezaA -irUarcnscceblas c maraas.
Briguo porluguezIjiiapedras de cantara.
Brigue mglezCarotinebaralho.
Barco francezaCuttaco IImercadoriat.
Barca americanaEcelynbreu.
Escuna hamburguezallenrich y Cusatequcjos
e fazendas.
GaropeiraLicracofumo e charutos.
CONSULADO GEKAL.
Reudimenlo do dia 2...... 886*')18
UIVEUSAS PROVINCIAS.
Reudimenlo do dia 2...... 13600
RECEItEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PEHNAMBUCO.
Remlmenlo do dia 2.......3538324
REVISTA COMMERCIAI. DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
Ilamliurgu :i le uutuhro.
Caf. Efiecluararn se vendas punco irapnrlanlrs
em priineira nulo. O hom do Brasil lem obtido f-
cilmente nm prero firme; o ordinario lem altrahid
menos a alleurao Jos compradores, e te teiivcndido
por precos pouco cima dos precntenles. O de San
Domingos lem casualmente barateado um pouco. O
de Caljuayrn he procurado, e lem_uma extraerlo f-
cil por linus procos. Vendas: 16,500 saccas do Bra-
sil de 4 'i a 5 < *ch ; 5,500 saccas de San Domin-
gos de 4 7(16 a 47|8 sch.; 7,500 saccas de Caljuayra
ilo ,"i a 5 3|4 scb. I'Hunos precos: do Brasil muilo
ordinario 4 7|I6 a 4 't, de San Domingos ordinario
c muilo ordinario de i '; .< i 11|16 sch. Exislenles
uo primeiro de oulubro (1853 19,500,000 Ubrat.
1854 18,000,000 de ditas.)
Assucar. A procura permanece regular. Tem
se vendido sera variaran obra de 4,500 saceos de
Pernambuco trigueiro, 250 caixas da Baha Iriguei-
ro, 300 votemos de llalavia ; 300 barricas da Trin-
dade mascavadn; 1,100 saceos da 11 lia Mauricia,
2,500 volumes de Manilha, 1,600 caixas de Havana
amarcllo e 1,300 caixat dem Irigueiro amarello e
branco. Quanlo a 1,000 caixas de Havana bramo
foram vendutas com elevarlo de 8 sch. por 100 li-
bras. ltimos precos: Havana Irigueiro 13 a 14 3|8.
dilo amarello 13 3|4al6<'. fino amarelln e louro
16 3|4a17 3|4. branco 17 3f8 a 22 .','. Babia Iri-
gueiro 12 'i a 14 3|8, dilo branco 14 3|4 a 17 mb.
Couros. Em consequencia dos avisos da feira ile
l.eipzich, os precos estao firmes, mas como a porcao
existente na praca est assaz rednzida, as Iransac-
cesnao sao animadas; todava fizeram-se diversas
vendas do Prata por baldearlo.
Cacao. Ha procura pelos procos precedentes. A
porcao existente no mercado he diminuta. Presos :
Caracas 7 a 9 1|2; Trindade 3 1|2 a 4; Guayaquil
3 l|9 a 3 3|4; Maranhan e Para 3 a 3 3|4; San Do-
mingos 2 5|8 a 2 3|4; Baha 2 3|4 a 3 sch.
Madeira de untura. As provisoes estao muilo
reduzidas, assim ot presos conservm-sc firmes. O
pao brasil de Pernambuco cotisa-se por continuado
de 75 a 80 mb.
Amslerdam 6 de oulubro.
Cit. O mercado tcm-se manlido mn firme na
paridade dos precos pagos s vendas publicas. Os
nmeros preferidos A 6, 9, II, 20, 22 lem mesmo
obtido occasionalmenle um leve adianlamento; ou-
lrot offerecidos pelos precos dos lcilet lem adiado
compradores ; mas em geral tem havido pouco no
mercado. Nao se lera feltb-iraii'acc&es abaixo do
proonila ullima venda publica. Em summa os ne-
gocios lijo tido assaz animados, e leslcmunham urna
boa posicao. Tcm-se conlianra nos precos actuaes,
e o que os consolida he que a especularlo nao tem
lomado parte alguma as Iransacccs. At eslalis-
ticas publicadas pela soriedado de commercio pro-
vam a excedente opiuiao qne se tem nesse artigo e a
grande falla que existe. He cerlo que pelos precos
(mais elevados do que se operava) pagos nos leiles
o exterior apenas supprio sua necessidades imme-
dialas, e que muilo pouros compradores poderam
salisfazer suas necessidad-s do invern .- todava as
entregas do mez de selembro foram de 29,363 saccas
do amigo deposito, 163,059 da venda de Amslerdam,
115,816 da de Rotterdam, e 6,245 da fera de Mid-
delburgo, ou em summa 314,483 saccas contra
284,314 em selembro de 1853.
Do primeiro de Janeiro at boje as entregas lem
sido assim de 738,446 laceas contra 693,185 em 1853.
Reslam tanto do antigo como do novo deposito
331,616 saccas cdnlra 407,365 em 1853. O preco do
hom, ordinario de Java ha de 28 1|2 a 29 cent, ;
era em 1853 na mesma poca de 30 112 a 31.
Independentemenle destes Tactos o deposito lera
diminuido lano, sobre ludo nos mercados da luan,
que deve-se esperar urna (orle concurrencia da par-
te dos Americanos as compras que te farao prxima-
mente no Rio de Janeiro. Segundo os ltimos avi-
sos do Brasil a perspectiva de urna grande safra, que
tem pesado todo o anno sobre este ar(igo,nio se con-
firma inleiramenle em seus resultados, o nao pare-
ce que se devam esperar d'atii reforcos excepcional -
mente consideraveis.
Todas estas circumslandas fortifican! a confianza
na couservacao dos precos acluaes; porque nao per-
miltem prever-se baralamento.
Se pelo contrario, como ludo nduz a pensar, as
Iraiisacres se manlivereni regularmente activas du-
rante o mez de oulubro deve-se esperar para o Um
do dilo mez um melhorameiilo.
A procura do do Brasil era Amslerdam he mui ac-
tiva pelos prerus de 25 a 25 1|2 o ordinario, 26 a 26
', o liuiii ordinario, c 27 a 28 ccul.o fino ordinario.
Em Rotterdam as vendas Iclaes do mez de tetem-
bro elevaram-se a 239,400 saccas enlre as quaes no-
tam-sc 4.600di< Brasil ordinario a bom ordinario, ex-
trahidas pelos procos de 95 1)2 a 27 1|2 cen. Alera
disto 3,000 saceos do mesmo paiz foram vendidas por
precos secretes.
Assucar.DouscarregainentusdeJava foram ven-
didos com 1 florim de abalimento sobre os presos da
precedente venda publica. Depois 3,500 volumes
viudos lambem de Java para Rotterdam arriaras
compradores por precos que provam urna pequea e-
Icvacjlo. O refiiadu'conlinia a ter boa exlracao, e
faz esperar um novo favor, do qual nao poder dei-
xar de resenlir-se o hrulu.
A gomma copal do Brasil leve elovac.o de prec.0 e
ha muila procura.
Couros e cacao. Nao ha variaran nos prc-
ros.
Antuerpia 6 de oulubro.
Caf.O mercado parmaiwe a mesma p""ico,
as IransaccSes (em apresenlado pouco inleresse de-
pois nao tem variado. Do Brasil ha o deposite de 2,000
saccas, parte das quaes he para a c\pm lacia. Em S.
Domingos apenas houvcram algumas pequeas nor-
Ces para o consumo. De 3,277 saccas do Hait
viudas ltimamente, a melade era vendida a entre-
gar para a exporlacao. O de Java parece despreza-
do, porque nao se salte de nenhuma venda que mc-
rei;a menean detle lugar.
ltimos preco. Em deposite (pavilhSo eslran-
geiro)do Brasil lino verde28 cent.; verde 26 >
a 27 cen.; esverdinhado 25 ,' a 26 > cen. ;
bom ordinario 24 !,' a 25 cent. ; muilo ordinario
a ordinario 23 ,'j a 24 cen, S. Domingos 27 % a
28 cen, (por ;{ kilog.)
Existentes no 1. de outnbro : 97,000 saccas con-
tra 76,500 saccas em 1853. Estas 97,000 saccas com-
poem-se assim:
lava 1.a c 2. mao 15,000 saccat
S. Domingos a idem 36,000
gwail e idem 25,000
Diversos paizes idem 1,000
Assucar.Os precos enntervam-te ; mas as Iran-
sacres limitam-se s compras importantes feitas do
refinado, e s vendas publicas importanlesjdo ara-
ado.
Ullimos precos : fpavilhao nacional) Havana luii-
ro n. 10 fl. 13 %, n. U f|. 13 >{, n. 12 fl. 13 3|4,
n. 13 fl 14 a 14 X. n- 1* fl. 14 y a 15, n. 15 fl.
15 % a 15 ;,', ii. 16 fl 15 3|4. As imporlacoes do
rante o mez de selembro foram de 19.447 caixas, 53
barricas, de Havana, 4,371 saceos da Baha, 266 cai-
xas de New-Vork, 349 saccas de Inglaterra e 104 cai-
xas da Hollanda.
Existentes no 1.do oulubro 43,000 volumes de
lodos os paizes dos quaes apenat 300 caixas e 7,800
sacras eram do Brasil.
Couros. As vendas se bao limitado a 2.500 te-
cos e 3,0(10 salgados de Buenos-Ayres e Montevideo,
de diversos petos e qualidadet tem alterarn de pre-
Co. De cavallos venderam-se tambera 2,500 de Mon-
tevideo teccos do 4 > kilog. a fr. 5 1|4 cada ura.
Reccberam-se smenl 3,000 salgados por via de Ge-
nova.
O mez de selembro, de ordinario um dos mais ac-
tivos do anno no mercado de Antuerpia, foi calmo a
respeilo dos negocios; todava os preces se conser-
varam firmes. Atlribuc-se esla calma a que as fei-
ras do oulnno havidas rccenlemenle cm Francfort
sobre o Mcno.e em Leipzich nao lveram um resul-
ladoJao favoravel como se podia esperar ; a vendas
foram assaz correnles ; mas os precos pagos pela ma-
teria prima to relalivamente mais elevados qae os
pagos pela mercadura preparada.
Durante o mez de selembro os couros leves nao
foram procurados, pelo contrario houvo alguma ex-
tracorto dos de boi que pesavara 15|18 kilog. e par-
ticularmente dos de qualidades secundarias, cajos
precos recobraran! mais cslahilidade. Hotiveram
poucas vendas dos do Rio Grande salgados, para os
quaesi baraja mais disposc5o t* se Iralasse de nego-
cios importantes. O total das vendas de couros em
selembro na praca he em resumo 19.096, dos quaes
7.900 seceos e 6,442 salgados do Prala ; 550 ilo Rio
e do Rio Grande salgados ; 303 da Baha tecco, a
3.901 de cavallos. Existentes no 1. de outubro
39,622 seceos 14,630salgado* do Prala ; 4,700 sal-
gados do Rio e do Rio Grande, 200 da Baha seceos;
1,100 de Valparaso salgado* e 6,935 de cavallos.
Total 67,187 pecas contra 59,507 em 1853.
Chifres Nao houveram Iransarcoes por Talla de
esculla. Chegaram agora alguns reforcos : 44.000 de
Buciios-Ayres he a cifra actual dos eiislenles.
Cacao. Nao houveram negocios nolaveis, nem
variarnos nos proco.
FKima cola : Maranhao 18 ceios (depotito) Baha
li1|2opnt. (dilo) S. Domingos 16 3|4 cciitotnilo)
e Guayaquil cent, (dilo) por meio kilog. O que
existe na praca he avahado cm obra de 2.500 sacras
de diversas qualidades conlra 1,300 saccas domino
pastado cm igual dala.
Zaondre* 8 de outubro.
Cafe.1 enJn os pussuidores retirado grandes por-
ccs da venda o mercado est muilo firme. Do de
Ceylao fize_ram-se perto de 5.000 saccas de 4 sh.
6 d. a 45 sh. pur quintal o good ordinary. Era
planlarues as vendas quasi n,lo tem sido tao impr-
tenles. Ficeram-se obra de 3,000 saceos do Rio,
das quaes 1,000 saccat a entregar a sh. 42 e 43 o
quintal.
Assucar. Os negocios tem sido activot; mas os
procos nao lem experimentado ncnhiim melhornmen-
lo. Do proveniente das colonias fizeram-se perto de
9,000 barr, de sh. 31 6 a 39 o quntelo ordinario e
lino amarello e de sh. 196 o dilo cm inri an. Na
Uta Mauricia 8,000 saceos Toram vendidos em lelao,
2,1IMi:i saceos de Madras annunriadat cm venda pu-
blica Toiam comprados por altes precos.
Em paizes eslrangciros fizeram-se 2,800 sacros de
Pernambuco amarello do sh. 26.3 a 26.6 12 i
I,itel caixas de Havana a sh. 20. 9i um carregamen-
lo de 300 caixas c 900 saceos do masravado da Ba-
bia a sh. 19 para um porto visinbo. Entre as vendas
publicas nolam-se 1,000 saccas de Pernambuco Iri-
gueiro e amarello de 27 a 30 sh.
Couros. Os precos conservam-se bem que o mer-
cado esleja assts largamente prvido. as vendas
publicas que houveram'nos paizes de alera mar ven-
deram-se alguns do Prala 47 libras de 4 5|8 a 5 diu.
e Jos de Nova Gales do Sul. Por contrato privado
houveram poucos negocios, alguns de Buenos-Ayres
salgados foram exportado! a 5 ;l|l din.
I,.ir.ni. Mercado firme. Algumas pnica muda-
ran! de man por precos que ileuulavaiu aguui bara-
lo.menlo, mas he verdade que erara de boa quali-
dade.
Ipecabuanha. Vendeu-se a sh. 96.
Liverpool 7 de outubro.
Algodo. A prucuracu que do priucipio al o
meado de selembro fra menos activa que decotlu-
ino, lornou-se regulai. Essa volt he devida s ulti-
mas noticias da America, as quaes nao parecem de-
finitivamente fazer presagiar urna prolucc,ao la o
abundante como a principio se disse ; mas os fabri-
cantes ruiiliiiuaui a comprar smenle para suas ne-
cesidades do momento, o que impedio um movi-
mento de re,ioc,io hjni noli ve!. Em quanlo elle nao
for mais sensivel, escrevera, nao eremos poder mu-
dar nada era nossas colas, as quaes permanecen! laes
quaes erara desde o ultimo paquete.
A venda do do Brasil tem sido regnlar em pro-
porrao do que be ordinariamente. Ullimamenle o
deposito he de 843,000 saccas lilas quaes 49,100 lo
do Brasil) conlra 855,650 i!6,000 do Brasil) em
1853 na mesma poca.
Havre 7 de outubro.
Cafe. Os carregamenlos do Imperador do Bra-
sil e da Franca e Brasil continuara a alimentar o
mercado. As vendas tem sido em summa mui di-
minutas ; in.tt ot precos se hao conservado firme-
mente. Vendas : 2,532 saccas do Rio nao lavado de
57 f. 50 a 61 b. 50 kilog. deposite 560 saccas do Rio
lavado a 69 f. 57 c. O do Hait lem adiado compra-
dores smenle para 180 saccat de fr. 63 a 63,50 os
.50 kilog. (Dep.) Nao houve movimento no de ou-
tros paizes. Exislem: 19,600 saccas do Brasil con-
lra 13,000 cm 1853.
Assucar. O assucar lem soffrido anda um novo
abalimento, o o preco da boa 4." de nossas Anlilhas
deseen a 56 fr. 50 c. Nesla ullima paridade liveinos
todava transares astas seguidas e al a especula-
rn vullou ao mercado Vendas: 637 volumes de
S. Essago a 55 francos ( vista) 3,400 saccot masca-
vado de Pernambuco a 22 francos por 50 kilog. (de-
posite) 876 das colonias francezat de 50 f. 50 a 57
fr. Exislem 300 caixas e 4,800 saceos do Brasil,
exisliara em 1853 2,500 saceos.
Couros. Os precos maulcm-sc firmes cm pre-
tenda das nrre-si lados reacs existentes. Vendas :
735 de linn i,-A v ros salgados a 55 fr. por 50 kilog.
(a vista) 180 seceos lapestaria a preco secreto7.050
salgados verdes do Piala le 50 f. 50 a 56 50 (.i
vista) 11,967 pollos de cavallo seccas do Prala a 5
f. 50 a pellc (i vista) As vendas lotees do mez de
selembro em couros e pelles elevaram-se a 44,408
divididas da maneira seguinle : 500 couros seceos e
12,700 salgado do Prala; 856 seceos c 13.100 sal-
gados do Rio de J. (desle* 6,000 para exporlacao)
700 ditos do R. Grande ; 1,200 de Pernambuco sal-
gados (a entregar); 115 de Cirthugenasalgados ; 820
da Martinica ditot; e 9,917 pelles de cavallo seccas
Existencia*, no I. de oulubro 43,210 couros seceos
10.9.50salgados do Prala; 4,300 do R. G. salgados ;
8,725 pellos de cavallot seccas, 4,463 ditas salgadas;
163 vaquetas da India.
Cacau.Vendas; 156sacrosdo Para disponiveisde
fr. 45 a 46 parpo kilog. (deposite); 144 saceos da Ba-
hia a entregar a 35 fr. por 50 kilog. (deposito) 575
saceos do Caraias a 97 fr. por 50 kilog. villa.
Marselha (5 de oulubro.)
Caf.At remettat do Brasil conlinuam a ser pro-
curadas. A carga do Acenir rhegado do Ro de Ja-
neiro foi comprada de 60 a 63 francos os nao lava-
dos, e de 68 a 70 os lavadot, ajuslou-se entregar a
carga do Cometen, quo se espera do Ro com 3,500
saceos a 62 francos. as outras torles citam-se 1,200
saccot La Guayra verde e amarcllo, a diversos pre-
Cos nao conhecidos, e 2,000 do Hait esperados de
Jacmel a 61 francos a 4 mezet.
Assucar bruto.Pouca procura ; as remetsas das
Anlilhas franrezas sao atunicat que lem dado al-
gum alimento, \ venda a 53 Trancos por 50 kilogra-
mos (deposito) cora descont o termo.
Purgados.Nenhuma Iransarro nolavel, apenas
algumas revendas se tem feito com pequeo favor no
curso.
Couros.Continua o pouco movimento nesse arti-
go, por falta de mercaduravendas : 1.400 couros
salgados de Montevideo, a entregar a 57 francos por
50 kilograinmot (deposito) 12,000 pelles de Calente
a 72 francos por 500 kilogrammos.
Cochinilla.O Acenir viudo do Rio. e queem ul-
timo lugar locou uas Canarias, importen 387saceos,
dos quaes 38 nao sao destinados a fiear aqu 286
Toram justos a diversos precos que se nao conheeem
atada.
Cacao.Absolutamente sera sabida.
Trieste.
Caf.A posicao do artigo cousolidou se em con-
sequencia da alte sobreviuda no norte da Europa, e
ler-se-hiam feilo m nares Iransacccs no do Rio de
Janeiro te os delenlorct (ivessem manifestadu mais
disposicao a realisar vendas ; 1,200 tarcas de San-
Domingos, venderam-te de 34 a 35 1(2 florint, 900
do;Rio de Janeiro lavado, a :(6floriris, e 1,000 ditas
commum de 30 a 33 florint o quintal.
Assucar.Algumas Iransacres lem (do lugar
que tazem esperar urna alia. AI mu re pcrlo de 5,000
caixas de Havana, venderara'-se 2,690 saccot de
Pernambuco branco a 17 1(5 Ilorins, 350 saceos do
Brasil, branco velho a 15 Ir flurins. e 500 caitas da
Baha, branco de 14 1|2a 17 o quintal.
Cacao.Transaccoes at tras venda* citaremos a de 1,500 saccot do Para de
18 a 19 l|2 llorn, o quintal.
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 2.
Par o portes intermedios16 dias c 7 horas, vapor
brasileiro Imperatriz, commaudanle o lenle
Antonio Concia de Brilo. Passageiros |iara esla
provincia, Joao Pinte de Veras. Jo3o Manuel de
Lima c 1 cscraYo, Jos Caeteno Pereira, Antonio
Mara Lins Cantoso, Jos Antonio da Silva Ribei-
ro, Maacolino Alves Cavalcanli, Victoriano Au-
gusto Borges, sua senhora e 2 escravo*, Thomaz
Lourenc.o da Silva, Manuel Ferreira Nobre, Joa-
quim Ignacio Pereira Jnnior e I escravo, Antonio
Marques da Silva, Canuto Idelfonto Eraereuciano,
Joao felino de Mello, Jos Joaquim de Catiro
Barroca, Anlonio Manoel do Nascimenlo, Fran-
cisco Jos Gomes, Domingos Henriques de Olivei-
ra e 5 escravos, Anlouio Jos Ramos, Joanni Ma-
na da Cmiceiodo, Joanna Francisca da Cnnceico.
Francisco Carueiro, Jos Texeira da Rocha, Ma-
noel da Silva Mcdeiros, Manoel Texeira Piolo,
Leonidia Mara da Penha, o ov-prara Joo de
San'Auna Rocha, 3 condemnados Joaquim Jos
dos Sanios Leal, Manoel Jos dos Sanios Leal e
Carlota Lucia de Brilo, 7 praras que os aeompa-
nham e 3 escravos em companhia do senhor. So-
guera para o sul: D. Mara Cypriana de Miranda,
D. F'lorencia Mara Vidal e 2 escravos, Guilher-
me Vicente Schorl, Custodio Jos Ferreira. Dr.
RicardoAntonio de Lima, lente Antonio Lopes
da Funteca, sua tenhora e 3 filhot, 78 escravos a
entregar, 24 recrulas, 1 cabo e 6 iracas do exer-
cilo.
Ro de Janeiro17 diat. brigue brasileiro Dous A-
migos, de 216 toneladas, capiao Narciso Jote de
Saul'Anna, equpagem 15, carga caf c mais g-
neros ; a Novaes & Companhia. Passageiros, Ma-
noel Cavalcanli Lint Walcaccr, Mara l.ui/.a do
Espirite Sanio e 1 escravo a entregar.
dem17 dias, patacho inglez l'igilanle, de 222 to-
neladas, capiao John Hurter, equpagem 7, em
lastro ; a Johnston Paler & Companhia.
liba do Faial50 dias, chalupa porlugueza Quilha
de Ferro, de76 toneladas, capito Anlonio Jacin-
Iho Velloso, equpagem 8, carga viulio ; a l'ho-
maz de Aquino Fonseca & Filho.
Nado sahido no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca americana llaimbor, capiao
R. Elcherberger, carga parle da que trouxe. Pas-
sageiro, Salvador de Carlos.
EDITAES.
O 111 ni. Sr. inspector da Ihesnuraria provincial,
em cuiupriinenlo do ditpotlo no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
raeulo dos ore dores hypolhecarios e quaesquer iule-
ressadot, que foi desapropnada a Jos Joaquim de
Fredas, Uina cata de laipa tita na villa do Cabo, pe-
la quantia de 8O9OOO r*., devendo o respectivo pro -
prietario ser pago da importancia da Jesipropriaoo
ngo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala detle, cujo prazo lie concedido para as recla-
ma ces.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassucressivos.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de oulubro de 1854. Otecrcterso, Antonio
Ferreira da Annunciacao,
Achando-se vago o officio de cscrivSo do jury
do termo de Inga/eir, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia assim o fazer publico para co-
uhecimenlo das parles iolerettadas, e alin de que os
piolen,ionios ao dilo officio se habililem na forma
do decrete n. 817 de 30 de agoste de 1851, e apre-
tcnlem os seus requerimeutes ao juiz de direilo da
comarca de Paje de Flores no prozo de 60 diat, que
comerou a correr do dia II do correle em diaule,
para seguirein-se os Ira railes marcado* nos arls.
12 c 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 de se-
lembro de 18.54.Joaquim Pires Machado l'orlella,
oilicial-raaior serviudo de seci clarn.
Achando-se vago o officio de escrivao do cri-
me, civel e notes do termo de Iugazeira, manda S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimenlo das parles interesadas, c
alim de que os prclendentes do dilonflicio, te habi-
lilem na forma do decrete 11. 817 de 30 de agosto de
1851, c apresentem os seus requerimenlos ao pri-
meiro suppleule do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias. que rnmocnu a correr do dia 11
do correcle em diaule, para seguirem-se os tra-
mites marcados, not arls. 12 e 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de tetcm-
bro de 1851.Joaquim Pires Machado l'orlella, ofll-
cial-maior servindu de secretario.
Perante a c./iara municipal Ja miado de O-
lima estera em prega nos dias 7, 8e 9 do prximo
viyulouro mez de novembro, para ser arrematada
porquein in.iii.der. por lempo de 3 anuos, a casa n.
9 da ra do Vigaru da cidade do Recite, avahada
por 4069000 rs., c perlouciMile ao patrimonio da
mesma cmara. Os pretendemos podem compare-
cer na rasa das tessoes da mesma cmara nos refe-
ridos dias, munidos do fi.idoro- habilita lus 11.1 forma
da le, para poderem: lancar, sem o que nao pode-
ro ser admilliJos j-hize-lo.
E para quechegue a nolicia de lurtes se mandou
publicar o presente.
Paco da cmara niiiiiirip.il da ciclado de Olinda em
srs.an ordinaria do 12 Jo mil ubi n Jo 1851.Joaquim
Cavalcanli de Albuquerque, preti lente./;duurdo
Daniel Cavalcanli l'ellez de Guevara, secrelario o
escrevi
O I Ir. Custodio Manoel da Silva Guimaraei, juiz de
direilo da priineira vara do civel e do commercio,
nesla cidade do Recite de Pernambuco, por S.
I. c C, que Dos guarde etc.
Eaco saber qoe por etle juizo da primara vara do
civel e commercio, se ha de arrematar por venda a
quem mais der em praca publica, ua tala das audi-
encias, no dia 7 de dezemhro findo os das da lei, e
prac.is sucessivat o seguinle : 1 sobrado de um an-
dar tilo na ra do Pilar n. 118, avahado em 3:500(18
rs. ; a parle do sobrado da ra da Guia n. 53,avalia-
do por 7:5009 rs.. penhorados a Manoel Antonio de
Souza Reis, por oxecuisao de Jos Rodrigues Pereira
c oulrot.
E para que chegue a nolicia de lodos mandei pas-
tar o presente, que ser publicado e afiliado pelo
respectivo porleiro no lugar docotlume.
Dado nesla cidade do Recite de Pernambuco 30
de oolobro 1854. Eu Joaquim Jos Pereira do*
Santos, escrivao o subscrevi.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
Pela admioistracao da mesa do consulado pro-
vincial, se faz publico que no dia 7 do crremete
ha ilc arremalar em liaste publica ao meio dia por-
te da mesma repartir 1, urna cartrira de madeira
de amarello, avahada era 158 rs. apprehendida pelo
guarda Francisco Jorge de Souza, por extravio do*
direitns provinciaes. Meta do consulado provincial,
2 de novembro de 1854.O administrador,
Antonio Carneiro Machado Rio*.
Pela a innnisiraco da meta do consulado pro-
vincia!, se faz publico que no dia 7 do corrente se ha
de arrematar em hatta publica ao meio dia porte
da metma repartirn 35 caixas com charuto* rega-
la, avaliadat em 448800 rs., apprehendidas pelo
guarda Anlonio Manoel Pereira Vianna, por extra-
vio dos direilot provinciaes. Mesa do consulado
proviucal 2 de novembro de 1854.O a (ministra-
dor, Antonio Carneiro Machado /Mu.
Pela aJininistrac.au da mesa do consulado pro-
vincial, se faz publico que 110 dia 7 do crrente se
ha de arremalar em ha.ta publica ao meio dia.
pona da mesma reparti, 44 csleirat da peperi.
avaliadat cm 78040 rs.. appreendidat pelo guarda
Antonio Manoel Pereira Vuuinn. por extravo dot
direilot provincias. Mesi iW consulado provincial
2 de novembro de 1854.O administrador,
Anlonio Carneiro Machado Itios.
O Dr. Cu=lndio Manoel da Silva Guimaraes, juiz
commercial da 1." vara desta cidade do Recite de
Perambiicn, ele.
Faco saber a lodos os rredores de Manoel Bolelho
Cordeiro. que devoran comparecer na casa de mi-
nha residencia ama da Cadeia s 11 horas da ma-
nila,1 do dia 4 de novembro, para te proceder a no-
meacao dot administradores dos bens do fallido, na
forma do arl. 842 do cdigo criminal.
E para que chegae a noticia do lodos, mandei
pattar o pretente, que ser afiliado no lugar do cos-
lumc.
Dado e pastado nesla cidade do Recite, aos 31 de
Oulubro de 1854.
Custodio Manoel da Silva Guimaraes.
A cmara municipal .testa cidade faz publico
que da dala da publicoslo desle se acha em vigor a
seguinle postura addicional, approvada provisoria-
mente pelo Eim. presidente da provincia era 25 do
corrente.
Paco da cmara municipal do Recite em sessao de
31 de oulubro de 1854.Barao de Capibaribe, pre-
sidente.No impedimento do secretario, o ofllcial
maior, Manoel Ferreira Aecioli.
POSTURA ADDICIONAL.
Arl. l.o Ningnem poder edificar, reedificar qual-
quer obra de pedra e cal, de laipa ou de madeira,
que nao seja de conformidade com a plante da ci-
dade, posturas e tabellas em vigor, precedendo 1-
cenca da cmara: os infractores sero multados em
308 rs.. alem da demolirao da obra feita, urna vez
que nao esteja de conformidade com a referida
planta.
Arl. 2.' Fica prohibida a morada de familias no
interior dat casat, em que houvcr .jungues, excepto
11'aquella* que por sua capacidade poderem a.lmil-
lir divisao interna de parede ou taboas, que separe
as familias dos acougues, sem que com estes se com-
muniquem as entradas e sabidas: os infractores
donos dos acougues serao multados cm 108 rs., e no
duplo na reincidencia, ficaudo desde j* obrigad"*
sob a mesma jpena, a fazer retirar dessas casas
os qne nellas morarem.
Sala das sessoes da cmara municipal do Recite
em 20 da oulubro de 1851.Barao de Capibaribe,
presidente. Francisco luiz Maciel l'ianna.
Francisco Mame.de de Almeida.Josi Mara Frei-
r Carneiro.Gustavo Jos do Reg. Antonio
Jos de Oliveira.Dr. Cosme de S Pereira.
Conforme.Antonio Leile de Pinho.
DECLARACO'ES.
CORREIO GER AL-
AS malat que deve o.....lu/.ir o vapor Imperatriz
para os portes do sul, principiam-se a fechar hoje
(3) ao meio da, e depois desta hora recebe-se corres-
pondencias com o porte duplo : os jornaes deverao
achar-se uo correio 3 horas antes.
O artenal de marinha compra no dia 4 do
corrente mez o seguinle : pinceis, breo, vastonrat
de unco, alcatrao, tabao. obreias, pennat de ave,
canelas, linha de coser, e canivelet. At pessoas que
quizerera vender esles objerlos So convidadas a
comparecerem nesla repartte-io pelas 12 horas da
manila.1 do dito dia. Secretaria da nspecro do
arsenal de marinha de Pernambuco em 2 de no-
vembro de 18540 secrelario,
Alexandre Rodrigue* do* Anjot.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial manda fazer publico que do dia 3 do corrente
por .liante pagam-se os ordenados e mais detpezas
provinciaes vencidas al o fim de outubro prximo
findo. Secretaria da Ihesouraria provincial de
P-rnarabuco 2 de novembro de 1854.
O secrelario.
A. F. d'Annunciario.
Por esla subdelegara se faz publico, que se
acha recolhido cadeia, por suppjr-se andar fgido,
o cabra Alono, que diz ter escravo de Jos Concia
Leal, morador no Corado. Subdelegada de S.Jos
do Recite 2 de novembro de 1854.Manoel Ferrei-
ra Aecioli, subdelegado.
Ordenando o Exm. Sr. presidente a esla re-
parlc.lo, em officio de 27 do corrente mez, que se
marcaste o prazo de Ires mezes, designado 110 aviso
do ministerio da marinha de 20 de oulubro de
1848, para cessarem tedas at licencas para corles de
mndeiras nesla provincia a evcepca'o das concedidas
em conformidade de contractos celebrados com indi-
viduos que as livessem obtido depois da dala do mes-
mo aviso, alim de se evilar duvidas de teluro por
nao se ter feilo anda a declararlo do referido prazo.
O lllm. Sr. capiao do porto manda fazer constar,
que poit o ha como marcado pelo presente, sendo
conteguintemente contado desde hoje.
Capitana do porto de Pernambuco em 30 de on-
Inbro de 1854 O secrelario, Alexandre Rodri-
gues dos Anjos.
O abaixo assignado, subdelegado supplente em
excrcicio, da freguezia de S. Joto, avisa aos seus
comparochianos que o arl. 7. lil. l.o das posturas
municipacs, em vigor.prohibe que se sepullem cada-
veres antes de lerem decorrido 24 horas depois do
fallecimento das pessoas, sob pena de pagarem os
encarregados dos enlerraraenlos 108000 rs. de mal-
ta, uu sorfrerem 3 diat de prso, quando nao potsam
pagar a mulla. Outro sim, avta mais que, de con-
formidade com as ordens expedidas pelo Sr. Dr. che-
Te de polica, ero virtude de requisicao da corarais-
sao de Hygiene Publica, o Tallecimento das peisoat
ser verificado e alicatado por facultativo, com pre-
fereneja dos atsitlenles ; pelo qae previne aos encar-
regados dos enterras de pessoas fallecidas na fregue-
zia que, quando Ihe terem apresentar at licencas do
vi-ario para por ovislodevoran levar logo o al-
(ettado de medico ou cirurgiao.Manoel Ferreira
Aecioli, subdelegado supplente.
O MANIACO.
Principiar* s 8 horas,
AVISOS MAJUTIMOS.
PARA A BAHA.
Vai seguir com brevidade o hiate For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com o crisignatarios
Antonio de Almeida (lomes A C., na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
RIO DE JANEIRO.
Espera-se por estes dias do Assu', a mui
veleira polaca Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
de Janeiro: para passageiros e escravos
a frete, trata-se com Novaes dt C, na ra
do Trapiche n. 54.
Para o Rio Rio de Janeiro, sahe no
dia 11 denovembro, o muito veleiro brigue
Recite : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-se na ra do Coilegio n. 17
segundo andar, ou com o capitao Manoel
Jos Ribeiro.
Tara o Rio Grande do Sul, com escala pelo Rio
de Janeiro, pretende seguir era poucos dias o brigue
Juno, capiao Juan Jos da Silveira, o qual smenle
pode receber alguns passageiros e vscravos ; quem
pretender, pode Iralar com o tobredilo capiao, ou
com os comiguatarios Araorira lrmos, ra da Cruz
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu viagem at 12 do corrente mez,
brigue nacional Adolpho, capitao
Manoel Pereira de Sa': para o resto da
carga e escravos a frete, trata-se com o
mesmo capitao, ou cora o consignatario
Eduardo Ferreira Balthar, ra da Cruz
n. 28.
COMPANHIA PERNAMBUCANA DE
VAPORES.
O conselbo de direcoa.i de conformidad* com o
arl. 4. lil. 1. dot estatutos da companhia. convida
os senhores accionistaia realisarem mais25 por cin-
to sobre o numero de aceces que subtereveram al o
dia 15 do correte mez de novembro, alim de terem
feitas com rcgularidade para Inglaterra a* remetsas
de fundos com qne lem de atlender ot prazot do pa-
gamente do primeiro vapor em consli uccao, sendo
enrarregado do recehimenlo o Sr. T. Couten, na roa
da Cruz n. 26.
SOCIEDADE DANVT1C4 EIIPREZIRIA.
15. feeita la aMttijrnalurfi.
Sabbado 4 de novembro de 1854.
Depoit da evecucao de urna escollada nuverlura,
lera principio a representarao do novo drama vau-
devillc em i aclos, e 6 .pa.Iros, intitulado
A ESMERALDA,
Imiladn do romance Nossa Senhora de Pars, de
Mr. Vctor Hugo, por I). Joauua Mancos de Noro-
nha, e poste cm msica pelo insigne compositor o
Sr. Noronha
Personagens. Actores.
Cudula,loura. A Sra. I). Leopoldina.
Esmeralda Bohemia u Osal Mendos.
l-'alur.lel.v clba etla-
lajadeira. ... Amalia.
lina menina. o l.uizinha.
Claudio Froillo, pa-
dre ..... O Senhor Sena.
l'liclm-. capiao. b llezerra.
Quasimo do Sinciro. b Rcis.
Pedro (iregorio, po-
ete ..... 11 Munleiro.
I) procurador do
re..... Pinto.
I oflicial .... Skirncr.
I" honiemdo povo. i> Sebasliao.
Rozendo.
3" 11 Sania Rosa.
i" b l.ima.
y b n n Pereira.
1 carrasco ... N. N.
Soldados, povo, ele.
A acea passa-^c em Parit.
1. QuadroA praca de Crcvc.
2. b 0 mor he ceg.
i. b Em vez de rosas etpiuhot.
1. A doeisan do rei.
. A Ira cao.
6. o O patbulo e o perdi.
Os entre-actos sero preenrhidos cora escolladas
pecas de iniitic.it, terminando o o.poela. nln rom
a euuracada e muilo appl.mJiJ 1 comedia em I aria
inliliilj.la
LEILOES
,Seila-feira 3 de novembro do corrente.o agente
Viclor far leilSo no seu arrnazem, ra da Crnz n.
2, de grande soiiimeolo de obras de mareineria no-
vas e osadas de differentes qualidades, e relogios
para algibeira, de metal galvanisado, om earrlnho
de quatro rodas para menino, e oulrot moitosobjee-
losque seria enfadonho menciona-los.
Rrunn Praeger & C, continuara o
com o seu leilao de fazendas inglezas, fran-
cezas, suissas e allcm&as chegadas no ul-
timo navio, por intervencSo do agente
Oliveira, sexta-feira 5 de novembro, no
seu armazem na ra da Cruz n. 10, a's
10 horas em ponto.
O agente Borja, por autorisacao do
lllm. Sr. Dr. juiz de direito do civel e
commercio, Custodio Manoel da Silva
Guimaraes, a requer ment do curador
lineal da massa fallida de Domingos Jos
da Costa, fara' leilao.la armacao, miude-
zas e movis existentes na loja do mesmo
fallido, sita na rua do (Inclinado n. 57,
em um s lote, ou a vontade dos compra-
dores, no dia sexta-feira 3 de novembro,
a's 10 horas em ponto.
Brunn Praeger ,S Companhia continuaran por
intervenoan do agente Oliveira, o teu leilao da maa-
nifco sortimenio de fazendat at mais prnpriaa do
mercado : sexta-feira I do corrente, at 10 horas da
manhaa, no teu armazein, ma da Cruz uo Recife.
AVISOS DIVERSOS.
TEKCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA ROA-VISTA.
Corre impreterivelmente no dia 24 de
novembro'.
O thesoureiro faz constar que estao
a venda os bilhetes da presente lotera
nos lugares seguintes: rua Nova n. 4,
praca da Independencia, n. 4, rua do
Queimado, loja do Sr. Moraes, rua do Li-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, e na
rua do Coilegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Preco dos bilhetes:
Inteiros. 8.5OOO
Meios. 4$000
PLANO
Para a terceira parte da quinta lotera
concedida pela lei provincial n. 100
de 9 de maio de 1842, para as obras
da matriz da Boa-Vista.
4,000 bilhetes a 8000. 52:000$000
Beneficio e sello. ... 6:400^000
- 25:600^000
1 premio. , 8:000000
1 dito. . 4:000,000
1 dito. . 1:0008000
1 dito. . 500*000
4 ditos. . 200JOO0 800$000
4 ditos. . 100S000 400*000
6 ditos. . 50.S0OO 500*000
10 ditos . HtyOOO 200*000
1.500 ditos . 8$000 10:400*000
1,528 premios. 2,672 blancos. 25:600*600

4,000
O thesoureiro, Francisco Antonio de
Oliveira.
N. B.Os tres primeiros premios es-
tao sujetos ao descont de 8 por cento.
Francisco Antonio de Oliveira.Ap-
Erovo.Palacio do governo de Pernam-
uco 17 de outubro de 1854.Figuei-
redo.Conforme.Antonio Leite de Pi-
nho.
Conlinna o Sr. Francisco Jos dos Santo*, aferi-
dor do Recife, a fazer o mesmo qae o anno prximo
pastado praticon o Sr. Praxrde*. obrigando aos mo-
radoret do municipio do Cabo a aferirem suas anco-
ras naquelle municipio, itlo conlra o arl. 3 capitulo
. dat pntluras mumeipan do Cabo, e deeitao do
Eim. presidente da provincia, n.lo obstante a cma-
ra municipal do Recife ler dado o anno prosimo
patsado at providencias \ respeilo, como declamo o
mesmo Eim.Sr. presidente em urna pelicSodoafe-
rdor do Cabo. NJo pode o Sr. Francisco Jos dos
Sanios negar, pois ah estao os carguciros dos senho-
res dos ciiunhns Tapugi de Baito, e Molinote, lodos
Jesla enmarca, qne furain Toreados a aferirem por n
Sr. Sanio*. Proteste portento, contra este procedi-
mento conlra o Sr. Sanios, e metmn contra ot mo-
radoret do municipio do Cabo, que l aferirem, fa-
zeiidu-lhes elTcctivo a dispnsican do artigo citado dat
posturas, e o mais que por direilo me for concedido
contra o Sr. Santot, ou oulro qualqner.
Cabo 30 de outubro de I8.il.O arrematante das
aferiroet do municipio do Cabo,
Jos Eloy de Paica.
A irmandade do Sr. Bom Jess das
Dore, em S. Goncalo, avisa ao respeita-
vel publico, que por motivos imprevis-
tos acixa de fazer a festa do Sr. Bom Je-
ss dos Pobres Afnictos no dia 5 do cr-
lente, ficando transferida para o dia 12,
e a de N. S. dos Impossiveis para o dia
19. O programma dos festejos sera' pu-
blicado pela imprensa.Consistorio da
irmandade em 2 de novembro de 1854.
O escrivao, Candido de Souza Miranda
Couto.
J.Hunder, alfaale allemao, morador na rua
do A rasan n, 19, offerece-se ao publico pernambu-
cano, para a execurao de teda equalquer obra ten-
dente a tea oIRcio, astira como achate prvido do
fazendas para ditas obras ; entre ellat existe urna
qaalidade de superior brim branco de poro linho
para calcas ; e e*U corlo que ninguem ha de ser
mais bem tervido lanto era presteza como em coni-
moriidade de prcroi.
Precsa-tc de um bom cozinheiro ou cozinhei-
ra : uarua do Queimado n. :is.
Domingos Comes Ferreira, da freguezia de For-
uellns, retira-se para fora do Imperio par falla de
saude.

.


DIARIO OE PERMMBUCO. S XTA FEIR& 3 DE NOVEMBRO DE (854
LIVROS MESTRES PARA A GUARDA
NACIONAL.
Esla ly pographia aclia-sc prvida de
grande |>a|)l de Ilotlanda, proprio para
d;
ruaron nacuma
luios un si ros pessoas pie lem fallado para sua coufec-
cao, dirijam-se a praoa da Independencia
livraria n. 9e 8.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na rua de S. Francisco, dirija-se a
rsla tvpographia a negocio que|lhcdiz
r esperto.
Os senliores lierdeiros do fallecido
coronel Francisco Jacintho Pereira, qttri-
ramdirigir-teaIWraran. Ge8 da piara
la Independencia, a negocio que Ibes diz
espeito.
A sociedade que exista nesta'praca
entre os abaixo assignados, sob a lirma
de Joao Pinto de Lemos & Filho, foi dis-
solvida nesta data, por mutuo accordo,
e a sua liquidaran lica a cargo de seu so-
rio gerente Lemos Jnior.Recie al de
Joao Pinto de Lemos Jnior.
A sociedade que tem gyrado nesta
piara sob a lirma de Joao Pinto de Le-
mos Filho, eque hoje linalisou, conti-
nua de novo seu gyro, debaixo da lirma
de seus successores, Lemos Junior & Leal
Reis.Recife 51 de outubro Joo Pinto de Lemos Junior, Antonio Jo-
s Leal Reis.
Os acadmicos que j foram de Olinda, mas
que se acham residindo, quasi lodos, aqui, pedem
encarecidamente ao.Sr. administrador do correio,
que determine que as suas carias nao sejam mais en-
viadas para all, pois que o menos que sofirero he
o grande incommodo de as mandar vir daquelle cr-
relo.
Manoel Pereira da Silva, com armazem de car-
ne secca na rua da Praia n.40, vendo no Diario de
l'rriiambtuo n. 250 de .11 de outubro do crrenle
auno o edilnl do Illm. Sr. I>r. jtii7.de direilo da pri-
meira vara civel c do commcrcio, cuando por caria
de edictos a Manoel Pereira da Silva para pasar a
Anlonio Maia da Silva a quanlia de rs. 710#142 prin-
cipal de urna lellra vencida, declara a es ao carpo do commerrio desla cidade, que esse cdilal
se nio enlende rom elle, pois nada deve a esse Sr.
Maia, e que nao tem assignado lellra a pessoa algu-
ina.'na qual figure como deveilor.
V*reri*a-se alucar um prelo robusto para andar
rom um talioleiro de hiendas ; qiiem liver, dirija-
se i rua da Conceicao da Boa-Vista, casa n. 33.
Perdeu-se na noile de 28 do passado, no saino
do lliealro de Santa-Isabel, um allinele de peilu :
roga-se a pessoa que o acbou, de o resumir no Pas-
seio Publico, loja n. 13, que ser recompensado.
Prerisa-se de urna ama deleite: na rua Au-
gusta n. 56: paga-se bem.
Na rua do Trapiche n. 11, escriptorio, saca-se
sobre cidade do Porto al a quantia de 2:0009
moda forte.
Aluga-se ou vende-se urna muala moca para
o servico interno e externo de rasa c para ama
sccc.i : a tratar na rua do Vigario n. 29, armazem.
No da 3 docorrcnle, a 1 horada larde, depois
le linda a audieneia, se ha de arrematar cm presen-
ra do Sr. Dr. juiz de direilo da primeira vara do ci-
vel, e provedor do rapollas. a casa n. 46, situada na
praia de Santa Kita, avahada cm 4(103000. a reque-
rimento do leslamenleiro de Joao Antonio Maciel;
he a ultima praca.
RliA DA CADEIA DO RECIPE N. 23.
O liquidalario da taberna da rua da Cadeia n. 23,
querendo concluir a vcuda de diversos gneros que
arremalou na mesma taberna, por isso convida aos
donns de tabernas c mais pessoas para que venbam
comprar, porque esla vendendo barato para con-
cluir ; batanea, pesos, medidas de moldados e sec-
eos, bomba de cobre para Irafego, lorneiras c outros
niuilus iilenrilins da mean, e diversos gneros, gar-
rafas, frascos e botijas vasias, gigos de champagne,
vinhns engarrafados, sardinhas em lata, c oulras
inuitHS cousas.
Precisa-se de urna ama para o servico interno
e externo de urna casi de homem solleiro ; quem
pretender, dirija-se i praca da Independencia D. 34.
Aclia-se de novo fgido o pardo Jos, que foi
eseravo morador na comarca de Paje ; o qual eseravo he
ja bem contiendo nAo m ueste earto. como no da
Brixida e Sorra do Marlius onde lem sido preso : he
alto, reforcado do corpo, cara chala c carnuda, bem
moco, nio lem barba, c o signal que melhor o dis-
tingue, he urna cicalri/. no roslo cm uina das maceas,
provenienle de um couee de cavallo, signal que nao
pode oectll.tr : p>ga-se bem a quem o pegar, cnlre-
gando-o no engenho Covas da Irocuezia da l.oz.
O Dr. Francisco Joaquim das Chagas, lente da
faruldailc de direilo, reside no convenio do Carino
do Kecifc.
Anlonio Ignacio da Silva, com casa de negocio
na rua do Rosario da Roa-Vista n. 53, retira-te para
a cidade de tioianna ; as pessoas que sejulgarem seus
rredores, podem ir receber na mema casa ; assim
como pede a seus devedores que hajam de vir salis-
i.t/i'i seus dbitos.
Arrcuda-se por fesla ou anno urna hoa casa i
margem do Oipiharibe, no Poco da Panella, e no
niesino lugar una oulra pequea, mas com comino-
dos e rectificada de novo, pelo commodo preco do
50)000 : a tratar com Joao da Cunha Reis.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 RUA O COLLEGIO 1 A.KfAR 25.
O Dr. P. A. I.obo Moscnzo d consullas bnmeopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manir aleo meio dia, c cm casos extraordinarios a qualqucr hora do dia ou noile.
()flerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco do cirurgia. e acudir promplamenle a qual-
qoer iiiulherque esleja mal de parlo, c cujascircumslancias nao permitan! pagar ao medico.
m mmwm do n. p. l lobo ioshizo.
25 A DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Aluga-sc urna grandclcasa alraz da matriz do
Poco da Panella, inulto fresca c perla do hanlio : na
rua do Hospicio n. 15.
Manual complete dol)r. 0. II. Jahr, traduzi.loem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
volumes eucadernados em dous :................. 208000
Esla obra, a mais importante de lodas as que Iralam da homcopalhia, interessa a linios os mediros que
quizerem experimentar a doulrina de llabncmann, c por si proprios se convenceren) da verdade da
mesma : inlcressa a lodos os senliores de engenho e fazc.ideiros que eslito longe dos recursos dos mdi-
cos : interessa a lodosos rapilacs de navio, que nao podem deittr urna vez ou oulra da ler precisan de
acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus Iripolanles ; e inlcressa a lodos os ebefes de familia ru
por circumslancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, saonbrigados a prestar soccorros a qualquer
pessoa della.
O vade-mecum do liomcopallia on traducen do Dr. llering, obra igualmente ulil as pessoas que se
dediram ao esludo da liomeopalhia um volme grande.......... 83000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, pharmacia, etc., etc.: obra indis
peiisavel s pessoas que querem dar-se au estudo de medicina........ i;iKM)
Urna carleira de 24 tubos grandes de fnissimo chrislal rom o manual do l)r. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., etc.......-........ 403000
Dita de 3G com os mesmos livros.................... i >!10
Dita de 48 com os ditos. ,.................. 503000
Cada carleira he acompanhada de doos frascos de tinturas indispensaveis, a escolha. .
Dila de 60 tubos com ditos...................... 603000
Dita de 144 com ditos........................ 1003000
Estas sao acompanhadas de 6 vldros de tinturas escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o llering, lerao o abatimento de 1OJO00 rs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteiras de 24 tubos pequeos para algibeira............... 8JO00
Ditas de 48 ditos......................... 163000
Tubos grandes avulsos....................... 13000
Vidros de raeia 0115a de tintura.................... 23000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar om passo seguro na pralica da
liomeopalhia, e o proprictario desle cstabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
iiinsuem duvida buje da superioridade dos seus medicamentos.
Na mesma casa hw sempre venda grande numero de tubos de rryslal de diversos tamaitos, e
aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com teda a brevidade e por precos minio com-
modos.
i NO CONSULTORIO
DO DR. CAS ANO VA,
RUA DAS CRUZESN. 28,
( coiilinua-se a vender carleiras ue boineopa-
^ Ihia de 12 tubos (arailes, medianos e iicquc-
w nos) de24, de 36, de 48, de 60, de !)6. de 120,
g de 144, de 180 al 380, por procos razoaveis, y*
3 desde 53000 alo 2003000. gj
Elemenlos de liomeopalhia. vols. 63OOO 2
S Tinturas a esrolher (entre 3o0 quali-
g dadcsi rada vidro IJOiK) J3
fH Tubos avulsos a escolha a 500 c 300 m
Roga-sc aoSr. J. A. de S. R. o favor de chc-
gar ao carlorin du Sr. juiz de orpliaos, alim de se
concluir com o inventario.
COMPRAS.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, naja de mandar pa-
gar a assignatura do Diariode Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
aelta em grande a trazo de pagamento.
% DENTISTA FRANCEZ.
."* Paulo (iaignous, estabelecido na rua larga Q
;j do Rosario n, 36, segundo andar, colloca den- 99
g$ tes com cengivis arhfieiaes, c dentadura com- ($
d pela, 011 parle della, com a pressao do ar. f
Jg Tambem lem para vender agua denlifriredo
j}} Dr. Picrrc, c po para denles. Una larga do Q
M Rosario n. 36 segundo andar. j;
a8s 9
O padre Vicente Ferrer de Albu-
quei|ite, professor jubilado de gramma-
tica latina, prope-sc a cnsinar nesta pra-
ca a mesma lingua com todo o esmero e
regularidade concernen tes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolhimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Crotestando satisfazer a' expectarao pu-
lica anda a custa dos maiores sacriiicios,
e, cmquanlonaoiixar sua residencia, que
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretenden tes dirijam-se a'
livraria da piara da Independencia ns.
6 e 8.
Novos livros de liomeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llahnemanu, Iralado das molestias ebronicas, 4 vo-
lumes. .......... 2O3OOO
Teste, rrole-lias dos meninos.....63OOO
llering. homcopalhia domestica.....73000
Jahr, pliarniaropa liomeopalhira. fgOOO
Jalir, novo manual, 4 volumes .... 16.NHH)
Jahr, molestias nervosas.......63OOO
Jahr, molestias da pclle.......89000
Rapou, liisloria da lioineopathia, 2 volumes I69DOO
llarlhmann, Iralado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica hoincopalhica. .
De Kavolle. doulrina medica homcopatliica
Clinicii de Slaoncli........
Casling, verdade da liomeopalhia.
Diccionario de N\ sien .
103000
83000
7,-HKXI
6}000
49000
IQajOOO
O Sr. Jos Norberto Casado Lima,
quena apparecer na livraria n. 6 e 8 da
praca da Independencia riue se Ibe preci-
sa fallar a negocio.
O Sr. Jos Anlonio Braga lem urna caria viu-
da do Porto, na rua da Cadeia, escriptorio n. 12.
The under signed a brilish subject begs respect-
fully lo llie brilish.and olher foreign merebants of
l'eruambuco thal he has open very respeclable an
I1111 al rua da Aurora n. 58 for accommmlation of
caplains and passengers where lo be liad breakfasts
denners ainl suppersand a refreshmenls at any liour
as also has superior wines and snirils ales and por-
lers sirops of all suris all of tiie besl qualety for
modrale prices.1. Mendes.
Manoel Goncalves da Silva declara pelo pre-
sente, que dei\ou de ser seu caixeiro desde 18 dese-
lembro psssado, o Sr. Caelann do Reg Toscano.
ATTENCAO'.
O abaixo assignado, lendo 00 Diario de 31 de ou-
tubro um annunrio em que se declara que os seus
bens assim movis como semoventes tem de ir a ulti-
ma praca no dia 10 de novembro prximo futuro,
declara que tal annuncio se deve ter por nao feilo,
por quanlo, 1. os seos bens nao tem andado cm
progao lelos dias que ,1 tei marca : 2. porque para
andarcm em pregao os seos bens se nao publicaram
os respectivos edilaes: 3." finalmente porque pedio
vista para embargos de nullidade a execurjie, e sen-
do-lhe islo negado absolutamente pelo Sr. Dr. Cus-
loilio Manoel da Silva Galmarles, inlerpoz a recur-
so de aggravo para o tribunal da relacAo, pelo que
esli ludo suspenso. Recite 31 de outubro de 1854.
Jote Dias da Silca.
No hotel da Europa precisa-se de um criado
para lodo servico.
Perdeu-se" no dia 30, as 10 horas da noile, no
Iheatro de Sanlu-lsabel, urna lellra da quanlia de
4908000, sacada em 12 de outubro do correte auno,
ao prazo de 6 mezes, por Anlonio llolelho Piulo de
Mcsquila. aceita por Antonio Francisco Corroa Car-
dse, enclocada em branro pelo sarador, a qual per-
tence a Joao Diniz Ribeiro da Cunha : quem a
achar far o favor de restituir no largo do Collegio
n. I, segundo andar Adverlindo-sc que csiao pre-
vauidos os aceitante e endonante para nao pegaren
a referida lellra senao ao annuncianle seu legitimo
poMiidor..Iimo Diniz Ribeiro da Cunh.
No dia 14 de ouluhro perdeu-se uina pulceira
de ouro, sem esmalte, da rua do Queimado al o
lliealro de Sanla-lsabel: quem a achar leve-a < rua
do (.liii'imado. sobrado 11.48, no lerceiro andar, onde
moram as irmaas do RarOo da Roa-Vista, que ser
liem recompensado.
No aterro da Boa-Vista n. 41, precisa-se de
urna ama para engommar. coser e fazer outros ser-
vidos, alianrando sua conduela.
Tiram-se passapnrtes para denlro e fura do im-
perio, correm-se folhas. despacham-se esrravos para
ililTereiitcs provincias, malriculam-so os mesmoa, e
d-sc baixa por qualquer rircumslancia ; tiram-sp
lilulos de residencia com lempoc sem elle, c oulras
incumbencias mais : na rua do (Jucimailo, loja da
Estrella 11. 7, e na da Cruz do Recite n. 31, se dir
quem disso se cucarrrga com presteza c cummodi-
dade.
Prensa se de nina ama de Icile : na rua do
tahugii, olica de .Mor.-na t^ l;ragoo.
Manoel l;erreira AIvcs, subdito portuguez, re-
lira-se para Portugal.
Os senliores assignautes do ndice Clironologi-
ro ilas l.eis llrasilciras pelo bacharel Anlonio Ma-
noel Fernaiitles, podem mandar buscar a parte ?.
do inesnio ndice, ua casa da residencia do Dr. I.011-
ren^o Trigo de Courciro. rua da Saudade.
Hoje 30 do correte, pelas 2 horas da larde
tesappareceu nina eserra de nome Mrrellina, fu-
la ; lovot um balaio com urna Irona pequen, lem
falla de um denle na frenle, tem nos dous bracos
urnas bordadoras rom 3 lellras em cada um ; levou
MWo branco e panno prcio : por isso roga-sc as
auloridadps policiaes e eapiUes de campo que a pc-
garcm, levem-naa rua da Senzala Nova 11. 42, ou na
ruado Amorim 11. 39.
Estabelecimentos de caridade.
Salusliano de Aquino Ferreira, deu
gratuitamente sociedade na metade dos
premios que lahirem nos dous bilhetes in-
teiros ns. IG78e 2545, da terceira parte
da quinta lotera, a beneficio das obras
da malnz da Bou-Vista, os quaes ficam
rin Seu poder deposiIndos Peinambi 11 o
28 de outubro de 185i,Salusliano de
Aquino Ferreira.
Alllas completo de analomia com liellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de lodas as partes do corpo humano 303000
vedem-se lodos esles livros no consultorio liomcopa-
lliico do Dr. Lobo Moscoso, rua de Collegiu n. 25,
primeiro audar.
r A casa de aterirn mudou-sc para o paleo Terco n. 16, amule serao despachados os senliores
que tiverem de aferir os pesos e medidas dos eslahe-
lecinicnlos com promplido, e faz ver aos senliores
que sao acoslumados a aferir cm seus estabcleci-
mentos, que oanligo agente vai aferir, c leve prin-
cipio cm 2 do crrenle, e linda-se 110 ultimo de de-
zembrodo corrente anuo.
Aluga-se para o servico de boliciro um esera-
vo mualo com muita pratica desse oflicio. Na rua
da Saudade fronleira a do Hospicio, casa da resi-
dencia do Dr. I.ourcnco Trigo de l.oureiro.
O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
ciuha do l.ivramenlo lem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da [iraca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da rua do Trapiche
n. 15, ha muito superior potassa da Rus-
ta e americana, ecal virgem, chegadaha
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpho Manoel Camello Lins,
escrivao d Iguarassu', queira quando
vier a esta piara, dirigir-se a livraria da
prara da lnde|)endencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na rua do Vigario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, faz-se labyrin-
tho borda-se de todas as qualidades in-
clusive de ouro eprata ; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e preco com-
modo.
Precisa-se de urna boa ama de leite, forra ou
captiva ; na rua da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
HECREIO MILITAR.
Asegunda partida de baile ter lugar no dia 12
de novembro : as proposlas para convite serao acei-
tas smente aleo dia 3, para o qual ennvida-se aos
socios ;i r cu n i re mo era assemblca geral, as 4 horas
da larde, no quarlcl do Hospicio.O I." secretario
Dr. relho Filho.*
Francisco de Paula Paes Brrelo, julgando-se
prejudicado, bem como oulros mais, na venda do en-
genho Garap, silo na comarca do Cabo, teila por
sua finada mai seu fallecido lio Jos Carlos Paos
Brrelo, previne ao publico, que nenhuma lranac-
cao, relativa qucllc engenho, deve fazercom a con-
senhura do mesmo, a \iuva do finado Jos Carlos,
visto como o annuncianle desde j.-i protesta cm lem-
po competente fazer prevalecer seu direilo, e o dos
oulros lierdeiros, que ha'moito foi usufruido indevi-
dameule pelo filiado Jos Cario, e presentemente
contina a se-lo pela viuva deslc com grande Icsilo
do aunoncianle, seus manos e sobrinhos.
PASSA PORTES.
Tiram-sn passapnrtes para denlro e fura do impe-
rio, despacham-sc esrravos e liram-sc ttulos de rc-
sidenria : para este lim procura-se na rua do (Juei-
mado 11. 25, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
Iciro da Cruz.
Chapeos depalha a lSjOOOrt.ocen-
to. esleirs de palhadoAracaty, a 12^000
r. o cento, he pechincha : quem preci-
sar he na rua ua Cruz do Recie n. 31,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
Precisa se de urna ama de leite, que lenha de
seis mezes para cima o Irile, forra ou mesma escra-
va, pagase bem: na rua do l.ivramenlo, loja nu-
mero 1f.
O Sr. Francisco Mamedc do Almeida Junior
queira mandar a loja n. 1 da rua do Crespo, a nego-
cio de seu interesse.
Joao da Racha Morcira, rclira-sc para o Ccar
Deseja-se sabor quem he nesta pnce o corics-
do Sr. Jos Pcixnlu da Silva.
pon lente
Alugaui se iluas casas no lagar do Monleiro,
boas para passar-se a fesla, lem bous eosMDedos,
quintal e parlan, que vai para o rio : na rua do
Qeeinudo n. 28, loja de ferragem.
Alon-M urna casa terrea cm Olinda. na la-
deira do Varadoiiro, propril |iarapassar fesla, com
qualro alrovas, um gabinete junio sala, cozinha
e copiar fiira, quinlal murado o cticiml>a, quem pre-
tender dirija-se a Fora de Portas, rua do tiuarura-
pes n. 3i, que achara com quem Iralar.
IVde-se encarecidamente o favor, a quem le-
nha comprado algiim diamante de corlar vidros,
algiim prelo ou pardo, raplivo ou forro, de a presen-
tado ao. major Antonio da Silva (iiisiiio, em sua ca-
sa, na rua Imperial, ou noarmazrm dailliimiiiacan,
rua da Praia, que o mesmo GasfnSo pagar o preco
que o possuidor do diamante pedir, p promcltc guar-
dar segredo. se assim o exigirem, c ao mesmo lempo
muito agradecer este favor, c pede que quando o
procurareniJseja para este lint em particular.
I'rersa-scde 1:2003000 com h\polliera em una
casa ; a tratar ua rua de Hurlas n. 122.
Privisa-se de um feilor para um sitio na Mag-
dalena ; na estrada da Torre o. 7S.
Aluga-sc a casa terrea n. I, na rua do Rosario
da Itoa-Visla ; para ver, na taberna confronte n
i-ieja, uinie se dir cun quem Iralar.
TOALHAS
E GUAKDANAPOS DE PANNO DE
LINDO PURO.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vnlta para
a cadeia, vendem-se loalhas de panno de linhn, lisas
c adamascadas para roslo, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos com-
modos.
No dia 10 de novembro do corrente auno he a
ultima prara. a 1 hora da tarde, na sala das audien-
cias, e depois de linda a do Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara do civel, de diversos bens movis e
semoventes, inclusive urna loja de lerragens na rua
da Cadeia do Recite n. 58, por execu^o movida por
Joaquim da Silva Mourao, contra Jos Dias da Silva
e sua mulhcr, como ludo consta do respectivo eserip-
lo que se acha em mo do porteiro do juizo Jos dos
Sanios Torres. Todos os bens cslilo em hom estado,
havendo muilas obras de ouro e praia, e 5 cscravos
de ambos os sexos.
No dia 24 de novembro do correte anno he a
ullima prara, a 1 horada (arde, na sala das audien-
cias, e depois de linda a do Sr. Dr. juiz de direilo da
primeira vara do civel, de diversas casas terreas e
terrenos, sendo as casas nos bairros de Sanio Anlo-
nio, S. Jos e A logados, e os terrenos um na praia ele
Sania Rila c oulro na Passagem da Magdalena ; as-
sim como urna parle de um sobrado na ruada Ma-
dre de Dos, por execucao movida por Joaquim da
Silva Mourao, contra Jos Dias da Silva e sua mu-
llier, como ludo consta do respectivo e-c-nplo que
se acha em mo do porteiro do juizo Jos dos Santos
Torres.
No hotel da Europa da rua da Aurorasemanda
aleteos e janlares para fra men-almenlc, c lambem
lem comidas e peliscos toda hora, tudo por pceo
muito razoavcl.
I.ava-se e engomma-se com teda a pcrteijao e
accio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
Aluga-sc pelo lempo da testa um sitio na Ca-
puuga, a margem do rio, com ptima casa, conlendo
qualro salas, nove quartos, cozinha fra, com todos
os mais arranjos uccessarios urna casa de campo:
os prclendeules dirijam-se a rua Direila n. 93.
No hotel de Europa da rua da Aurora manda-se
para fora almoros c janlares, mens lmenle, por pre-
co commodo.
Joao Ignacio de Anuda declara ao rospeitavcl
publico, que conlralou com seu irinao Jos Ignacio
de A i ruda, a compra da taberna, sita na rua do lan-
uid n. 81, licandu a mesma obriRada lao siimenle ao
pagamento dos dbitos aos Srs. Joo Marlius de
llarros e Joaquim F'ilippe da Costa de 138^185 rs.,
ao Sr. Bernardina da Silva l.opcs de 303370 >S-, ao
Sr. Candido Alberto Sodrc da Molla I.VgKOO rs., ao
Sr. I.uiz Jos da Cosa Amorim 7&5O0, e ao Sr. Ma-
noel ilos Sanios Pinto 43520 rs. "
O CHAVO.
S.lidiado, 4 do crrante, sahini o nllimo numero
do primeiro trimestre do Craco. Os senliores assig-
nantesque qnizerem continuar rom as suas assigna-
luras, dirijam-sc desde ji i loja do Sr. Boavenlura
Jos de Castro Azevedo.
Aluga-se um sobrado com bom quintal c perlo
do banho, no lugar .dos Arrombadns, cm Olinda :
quem pretender, cnlcnda-sc com Jos Antones tlui-
maraes, na rua de Apollo, armazem n. 30.
O Sr. Jos Francisco de Olivcira, administra-
dor do hospital do Lazareto, na ilha do Pina, lenha
a bondade de apparecer defronte da matriz da Roa-
Visla, taberna n. 88.
DA'-SE DE GRATIFICACAO 203000.
Fin laram da rua de Aguas-Verde n. 22, no dia
29 de outubro de 1854, om dedal de ouro com a fir-
ma I. I. M., um annelSo com 7 diamantes, de ouro
de lei, com peso de 2 oilavase meia, um corte de se-
da de qoadros grandes, cada quadro de sua cor. Tur-
lando cores, urna porco de renda e bico, 223000,
um lenco de cassa novo, amarello, com barra em
roda de salpicos azues,umparde brincos oucos com
2 diamantes cada um : roga-se a pessoa a quem fiir
offerecido algum dos objectos, de tomar c levar a
rua de Aguas-Verde n. 22, primeiro andar.
CASA DE COMMISSAO' DE ESCRAVOS.
Na rua Direila, sobrado de 3 andares, defronle do
becco de S. Pedro n. 3, recebem-se escravos de am-
bos os sexos para se venderem de enmmissao, nao se
levando por esse (rabalho mais do que 2 por cento,
e sem se levar cousa alguma de comedorias, ofiere-
cendo-se para islo toda a segoranc.a precisa para os
dilos escravos.
Na tarde do dia 4 do corrente mez se ha de ar-
rematar em [Taca publica, i porta da casa da resi-
dencia do Sr. Dr. juiz do civel da segunda vara, na
rua eslreila do Rosario, a requerimento do leslamen-
leiro dos bens do tinado padre Domingos Hermano
Alfonso Rigueira a casa n. 20, de 3 andares, sila na
rua do Torres no Recite, sendo essa a ullima [iraca.
No dia 29 do passado mez de outubro furlaram
de dentro de um bah, de um dos cubculos do con-
vento do Carina desla cidade do Recite, urna pulcei-
ra de ouro que anda nao foi servida, duas caifas,
sendo urna de brim branco de linho c oulra de meia
casemira de quadros, e urna camisa de homem de
madapoln ; e para eftecluar-se esle ronho arromba
rain o referido bah : quem o denunciar ou levar a
pulceira, ser bem recompensado por seu dono, que
se acha hospedado na rua do Hospicio, em casa do
Sr. Vicente Ferreira da Cosa.
Manoel de Souza Silva Serodio. esidente em
Rcachao de Panellas, lendo negociado nesla prara
com varios senhores a quem suppe nada dever al
o dia 30 de outubro prximo passado, o pelo prc-
HWute convida a quem se lulgar seu ere leu lhe apr-
senle sua ronla no prazo de 3 dias, as Cincu Pon-
las n. 71, que serao iminediataiucnle pagas licandu
assim desonerado para o futuro, excepto duas lellras
por nao estarcm vencidas, sendo urna ao Sr. i.aiz
Aulouio de Siqueira, e oulra aoSr. UuimaraesIlen-
n<|ui'< ,\ l.umpanliia.
Roga-se ao Sr. Prudencio Jos de Mcdciros
Caneja, quesesuppe morar nos Apipucos, que le-
nha a boudade de se dirigir a rua do Queimado n.
20, oue rauilo se lhe deseja fallar a negocio do seu
inleres.e.
Muito se deseja fallar com Agoslinho Jos da
Silva a negocio de seu interesse ; na rua do Cabug,
loja de Joaquim Jos da Costa Fajo'zes.
O abaixo assignado, proprietario
da linha de mnibus, faz sciente ao
respeitavel publico, que lem propos-
lo dous mnibus na direccao de Apipucos, sendo as
horas da partida do Recite um as 4 horas, e oulro as
5 da tarde, o regressa de Apipucos a 7 e 7 horas
da manilas ; o preco das assigualuras meusalmeiile
he 2.VSKI0 pagos adianlados, bem como os avulsos a
13000: lodos os domingos e dias santos parle para
Apipucos um mnibus as 7 horas da manliaa, c ou-
lro as i da tarde, e volla dalli um as 7 horas, c ou-
lro as 8 da noile.Candi Dubcux
PrecUa-sc alugar urna prela que seja fiel para
vender na rua ; a trotar ua rua do Rosario da Boa-
Vista n. 41.
Na madrugada do dia 2 de novembro fagio urna
cscrava de nonio Joscpha, rrioula, moca, com 22 ni-
os, cur bem prela, alta, c com todos us denles ;
levou brincos uas orclhas, cotilas a;.ues nu pescuc,
vestido roxo e panno da Cosa. Foi Compito a Sra.
D. Mara Comes do Amparo, senhora do engenho
I orno da Cal, no dia 23 de ouluhro prximo passa-
do ; presume-se que seguir a estrada dos Afoga-
dos : quem a pegar, leve-a a rua larga do Kosario
u. 22, segundo andar, que sera generosamente re-
ceinpciisado.
LOTERA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Anda a roda no dia 24 do corrente imprcle-
rivelmcnlc %
Aos 8:00031100, 'cOOOplJOO, 1:0003000.
Na casa da Forluua, alerro da Boa-Vista n. 72 A,
vendem-se os mui acreditados, bilhelcs, meio- c can-
lelas os bilhetes c cautelas dcsle caulelisla nao sull'rem o
descont de 8" do imposto geral nos tres primen o-
premios grandes.
Bilhetes a 93000 recebe por inlciro 8:0003000
Meios a 43500 dem 1:0003000
Quartos a 23.100 idcui 2:
llilavns a I- um ideui 1:00031100
Decimos a I31IMI dem* NOUjtKIO"
Vigsimos 9600 idem .uii-nnir
O Sr. Cinriiiato Maviuiiier queira dirigir-e.i
loja du abaixo assignado. para ellerluar u lialu que
fez com u mesmo.Joti to"Suato -Veces.
Na ruado Collegio, segundo andar n. 21, com-
pra-se para um i encommenda, uira mulalinha linda
estdia, de 12a 18 anuos, e que seja recolhida, nao
se olba a preco, um eseravo c uina cscrava, crioulos.
de bonitas figuras, de 18 a 20 anuos.
Na rua do Collegio u. 3. primeiro andar, com-
pra-s o 3. vol. do Reperlorio das Ordenamos o 2.
vol. de Mara Hespanhola, edn.ao do Porto, o 2.
vol. dos Lusiadas, edic.au do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso l.n-ilano, o 15 vol. das obras de Fi-
lilo Elysio, edieao de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. e 8. vols das Memorias do Diabo, 1. e 4. vols de
I). Quixole de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scotl.
Compram-se 60 apolices da rompanhia de Be-
bcrbc : quem as liver, dirija-se a taberna da quina
da Cam ba do I .armo n. 46.
Compra-se urna preta tpie engom-
meecozinhe, moqa, e sem defeito, e um
moleque de 18 a 2"2 annos: a tratar no
aterro da Boa-Vista n. 45.
tlrado.
No aterro da Boa-'V'isla, loja nova n. 82, com-
pra-sc calcado de toda a qualidade.
Compra-se urna solada de pedra, usada,que le-
nha 29 palmos, e veude-*e um braco de balanca. pe-
sos e conchas, para armazem de assucar : na rua da
Senzala Nova no Recite n. 4.
VENDAS.
CORTES DE CHALY ESCOSSEZ,
Na rua do Queimado loja n. 17, vendem-se corles
de rharly ou lia da cscossia, com 14 covados, pelo
barato preco de 68 cada corle, a diuheiro a visla.
Vende-sc um oratorio grande de celebrar mis-
sa, com 7 ou 8 imagens: na rna de S. Cecilia n. 14.
Vcndc-se um lindo eseravo rrioolo de 22 an-
nos de idade, official de alfaiate, de boa conduela o
molivo se dir porque se vende : na rua da Praia
u. 43, 1 andar.
a ral do Range!, sobrado n. 38, se dir
quem vende objectos de prata sem teilio.
Vende-se una grande casa de pedrn e cal na
povoacao deNazareth, muito bom local para negocio
por ser no lagar de teira : a tratar cm Olinda no
Varadouro, sobrado onde morn o fallocido Joaquim
da I.iicucla.
HE BAKATISSIMO.
Cambraias organdizes bonitos padrcs pelo hara-
li-uno preco de 560 rs. vara ; ditas de ditas com
barras a 49500 o corle; e um complete sortimenlo
de fazendas finas por muito barato prcro : na loja
da estrella na rua do Queimado n. 7.
Na roa do Queimado n. 38 em frente do becco
da Congregacao vende-se :
Alpaca de seda a..........440
Varsoviana a...........3to
Melpomene a...........1200
Seda aoHamalolada a.........640
Cassa france/.i a vara........520
Vendem-se missae< para missas, novos e boa
i'iii'acleniae.io: quem precisar, procure na rna do
Cabug, loja n. (i.
Vende-sc agua das Caldas da Rainha, exceden-
te cura para o estomago e ilieiim.ili-mo ; quem prc-1
cisjr,procurc na Indicad- Ignacio Jos do Coulo, no
largo da Boa-Vista.
Vcndc-se urna prela de idade 30 anuos, pouco
mais ou menos, com um uiolcque de 5 anuos : ua
rua da Praia n. 32.
Vende-se umsellim inglez em meio uso, com
todos os seus perlcnces, pof prceo commodo ; no ar-
mazem da rua Nova o. 67.
Veude-sc um prelo muilo bom canoeiro; na
rua do Vigario n. 14.
Vendem-se camisas de meia para crias recem-
nascidas a 200 rs.; alAncles dt pcilo com lindas es-
tampas, guarnreidos de um metal romo outo a 800
rs. cada um ; dilos de caniafeu verdadeiro a 800 rs.;
mar' panr-aftar itavalh.it a 100 rs. o pacolinhn ;
penles para bicho a 320, 400, 480 e 18280 ; trancas
de algodao de cores estrellas a 40 rs. a vara ; phos-
phoros metlicos sii para arcender charutos, tendo a
propricdade de alimentar a brasa por muilo tempo,
raixinbas de metal para guardar phosphoros, e tra-
zcr no bolso, frascos com paslilhas para ipicim.tr,
conservando por muilo lempo o ebeiro, a 500 rs.
cada um : no Bazar Pernamburano. rua Nova n. 33.
Vende-sc agua de Malabar para lingtr cabellos
rpidamente ; no Bazar Pcrnambucano.
VACCA 1)E LEITE.
Vende-se urna vacca, que da' bom lei-
te, e urna bezeirinha: a tratar na rua
do Queimado n. 7, loja da Estrella.
CEMENTO
romano de superior qualidade, chegado
agora de Hamburgo, em barricas e as ti-
nas : atraz do theatro velho, armazem de
taboas de pinho.
Vendem-se superiores cordasebordes para vio-
lan e rabera e papel paulado para msica : na pra-
ca da Independencia loja n. 3.
Vende-se superior rap Pauto Qordeiro chega-
do ile prximo, em libras e mcias ditas e oilavas, e
de Lisboa a retalho : na prara da Independencia
loja n. 3.
Vendem-se duas taixas de cobre estanhndoxom
muilo bom uso, orna pode derredor 4 arrobas c a ou-
lra 3, pouco mais ou menos, que se faz ludo negocio,
una iiorc.lo de cera de carnauba alguma cousa mais
interior, nao se olba a prcc,o ; na [iraca da Boa-Vis-
la n.7.
Vende-se um cabriole! lodo pintado de novo
com eichos de patente inglez, e com os seus compe-
tentes arreins : quem pretender, procure na cocheira
do Ka) mundo, defronle do convenio de S. Fran-
cisco.
Pechincha.
Vcndcm-sc curies de brim de linho trancado de
cores, c bonitos padrftes a 13600 e 23000 o corte : na
roa do Queimado n. 7, loja da Estrella.
Esta' se acabando.
Chales de releo/ de 4 ponas, muilo grandes e ho-
nilas'cores a 163000 ; na rua do Queimado 11.7, loja
da Estrella.
Sedas escoeczas.
Na, rua do Queimado 11. 7, loja da Estrella, ven-
dem-se corles de sedas escocezas a 158000, dilos de
dilas lavradas, bonitos gastos, a 208000; a ellas que
se estao acabando.
Chalv de 3a e seda.
Choly de quadros de las e seda, fazenda nova e de
goslo, para vestidos, pelu diminuto preco de 800 rs.
o covado ; dao-se as amostras com peiihores : na
rua Nova, loja n. 16.
Vende-se nma casa no Arrumbado, com gran-
de quintal plantado do coqneiros, do lado da maro,
cacimba, o que st*e neb fundo com a estrada nova:
na rua'de Malinas 'Ferreira, casa de Anselmo Jos
Ferreira.
Vende-sc um mulatinho muito bonito, muilo
proprio para quem quizer ler o goslo de o dar a um
menino ; na rua da Cadeia do Recite, loja n. 50.
Vende-se muito boa massa de tomates a 800 rs.
a libra ; na rua da Cadeia do Recite n. 15, loja do
Bourgard.
- Vende-se a bem afreguezada taberna do aterro
da Boa-Vista n. 42, oulr'ora chamada do Maia, com
lodos t> gneros c mais pcrlenccs ; a Iralar na rua
das Larangciras n. 18.
Vende-sc urna casa Ierres, sila na rua da Guia;
a Iralar na rua das Larangciras n. 18.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de Ires [rorlas na rua do Livramento
ti. 8 ao p do armazem de louca, acaba de recetar
de Franca pelo navio (instare II. om complclo sor-
tiinculo de fazendas linas para vestido, ricos goslos
de organdi/.,linos e cores lixas, CBSSSS de cores c gos-
lo moderno c cores lixas, um grande sortimenlo de
chilas francesas linas mais Urga c goslo moderno, e
oulras muilas fazendas baratas.
Velludo preto para vestidos, a .l$i00
rs- o covado;. na rua do Queimado loja
11. 40.
Vende-se chocla le franci.'z, do me-
lhor que lem apparecido no mercado e
por prero commodo: na rua da Cruz n.
i, primeiro andar.
Vende-se vinho Bordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na rua da Cm/. n. 26,
primeiro andar-
, Vendem-se espingardas fiancezas de
dous canos, para cara, muilo proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo tempo da
Testa : na rua da Cruz n. 2G, primeiro
andar.
Vende-se urna cscrava de nato, com idade de
i|ii irona e lanos iiiiick: na rna do l.ivrainenlo
Vemlein-se duas mei'agii.is, rilas em Fra de
Corlas, becco de .lose Iriveira ;i|iiem pretender, di-
rija-se a Fora de Pollas, na do dos Cuararapes n.
31, que schar com quem iralar.
AOSSENHORES DE ENCENHO.
Vcndc-se hoa farinha de mandioca a 39500 a sac-
ra, c em pure.ui por menos: ua rua da Cadeia de
Santo Amonio n. 16, taberna.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se boa farinha de mandioca a 31,500 a sac-
ra, cem grande porcao, por menos: na travessa do
arsenal de guerra n. 9.
VENDA DE UMA CASA TERREA.
Veude-se a casa terrea da rua da Paz n. 28: a
Iralar na rua do Collegio u. 1.
VENDA DE UMA CASA MEIA-AGUA.
Vendc-se a casa meia-agua com frente para a praia
do forte das Cinco Ponas u. 6 : a Iralar na rua do
Collegio ii. 1.
Vende-se urna casa de sobrado de 2 andares e
solao, com bastantes cominodos c fresca, em urna boa
"rua de Sanio Antonio ; assim como um peqoeno si-
llo perlo da praca, c terrenos proprios para edificar
casas, ou oulro qualqucr esialielecimenlo: a fallar
com Miguel Caruciro.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novas, roaisem
couta do que em oulra qualquer parte : na rua da
Cadeia de Sanio Anlonio u. 20.
Vende-se um moleque com boa saude e bonita
figura, de idade /anie.; na rua do Cabug, loja
i. 9.
Vendc-se 5escravos, sendo 1 ptimo mutecote
d'idade de 22 annos, de boa conducta ; urna escrava
da mesma idade, cose, engomma. e cozinha ; um
prelo de meia idade, bom carreiro e serrador ; 2
prelos de lodo servido : na rua Direila n. 3.
CORTES DE GEORC-INAS A 49500 RS.
Vende-se para vestido e roup.o, para senhora, la-
mida de pura la e muilo fina, propria desle cli-
ma, com 15 covados cada corle e faculia-se amostras
na rua do Crespo loja amarella n. 4, de Anlonio
Franci-co Pereira.
VENDE-SE INDIANA A 480 O COVODO.
Para vestidos de senhoras de bom gosto, fazenda
de seda e l.ia, goslo chine/., com 24 polegadas de lar-
gura : na rua do Crespo loja amarella u. 4, de An-
lonio Francisco Pereira.
PECAS DE MADAPOLA'O A 2$500.
Pecas de murun ou madapoln francez, sem de-
feilo algnm com 10 varas a 28500 rs. : na rua do
Crespo loja amarella u. 4, de Antonio Francisco Pe-
reira.
LBUM DE PIANO.
Colleccao de lindas msicas para este
instrumento, composirao do insigne ar-
tista portuguez Fortunato Coelho, urna
caderneta elegantemente litografada, con-
tendo tres" polkas, mazurks, tres walsas,
umaschottisch, urna polka e urna varsdvi-
anna, tudo isto acompanhado de um ele-
gante retrato do autor: a' venda na li-
vraria da rua da Cruz n. 52.
Ricas sedas achamalotadas de cores e
pretas, a 700 rs. o covado: na rua do
Queimado n. 40.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-sc casemira prela e de cor para palitos por
ser muito leve a 28600 o covado, panno azul a 38 e
18000, dito prelo a 38. 38-500, 48, 58 e 58500, corles
de casemira de goslos modernos a 68000, selim pre-
lo de Macau a 38200 c 43000 u covado : na rua do
Crespo n. 6.
No escriptorio de Novaes&C, rua
do Trapiche n. 34, continua a ter um
completo sortimento de chapeos do Chi-
le de todos os tamanhos c qualidades, as-
sim como dos de Italia, de feltro, pretos e
pardos da melhor fabrica do Kio de Ja-
neiro, que tudo se vende por preco com-
modo, tambem tem algumas fazendas pa-
ra lojas de miudezas que se vendem por
commodo prero para techar contas.
Vende-so urna mua chegada ltimamente do
Rio Grande do Sul, c propria para carro por ser bo-
nita c grande : para ver, na cocheira do Sr. Clau-
dio, na rua da Cadeia de Santo Antonio, c para tra-
tar, na rua do Trapiche n. 14.
No armazem de Novaes&C, na rua
da Madre de Dos, tem para vender vinho
do Porto muito superior, era barris deoi-
tavo.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se no armazem de Jos'Joaquim
Pereira de Mello, defronte da all'andega:
ou a tratar com NovaesiN. C na rua do
Trapichen. 54.
CEMESTO ROMANO.
\ ende-sci cemento romano chegadorecentemente
de Hamburgo, em barricas de 12 arrobas, e a* maio-
res que lia no mercado : na i ua da Cruz do Recite,
armazem n. 13.
BOM E BARATO.
Panno prelo e de todas a, cure?, de preco de 3 a
38500 rs. ^OfCovado, fazenda que em oulra qualqucr
parle be de 58000 rs., vendc-se barato por ler-se
comprado grande poican : na rua do Queimado n.
29, loja do sobrado amarello de Jos Morcira Lopes.
MLTTO BARATO.
Pecas de e-guian lino de puro linho com 10 e meia
varas a 83000 cada pera ; na loja de 4 porlas, na
rua do Queimado n. 10.
FITAS.
Na rua Nova loja n. 2, vendem-se filas para carias
de hachareis a 68
Por 3008000.
Na rua das Flores n. 37, primeiro andar, veode-sc
urna lypographia uova, prompla a Irabilhar, com
todos os seus perlences, prelo, typos etc.
Conlinua-se a venuer corles de chita larga e de
riscado francez, ludo de cores filas a 28000 cada om:
ua loja de 4 porlas, na rua do Queimadu n. 10.
Veudem-se chapeos prelos francezes a 68000 :
na rua do Queimado, loja de 4 porlas n. 10.
Veude-se um sitio na puvoacfiu dos Reme-
dios, junto aponte do mesmo nome; ilefrontodo
Ihealro pastoril (dos prezepios) com casa de vlven-
da c arvores de Inicio: a tratar na rua das Aguas-
Verdes casa n. 16, uu na rua de Hortas n. 23.
Carros e cavallos.
Vende-sc um carro de 4 rodas e 4 assenlos, novo
e moderno, ntailn bem construido ; veude-se oulro
mais pequeo com pooco uso e muilo leve ; e ven-
dem-se lambem boas parelhas de cavallos para os
mesmos, c para cabriolis e carrocas, ludo por pro-
co commodo : na rua Nova, cocheira de Adolpho
Bourgcois.
Vende-se urna canoa de carreira no-
va, ptima para familia por ser espacosa,
e de excelleiite marcha: na rua do Brum,
armazem n. 2(i.
O QUE GUARDA FRI GUARDA CALOR:
prtenlo, veudem-se roberlores de algodao com pel-
lo como os de l.ia a 18400; dilos sem pello a 18200;
dilos de lapele a 1Q200 : na rua do Crespo u. 6.
Veude-se a dislilarao de espirites e licores,
da rua du Rangel n.54, bem afreguezada, e monta-
da com os fundos, queconvier ao comprador: a Ira-
lar na mesma, com o proprictario Victorino Fran-
cisco dos Santos, dias uteis, das 8 da manliaa as 5
lloras da tarde.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 B, con-
tinua a ter superior potassa da Russta e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dra : ludo a prero que muito satisfar'
aos seus antigos e novos freguezes.
MICDE7.AS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recite n. 19, spa-
los de couro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., dilos para homem a
800 c 900 rs., boles de agalh para eanu a 200 rs.
agroza, linha decores a 18. dila branca de 800.a
18200, papel de peso muito bom a 28400 e 28500 a
resma, pentes para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 80O c 18. colxelos a 60 c 90 rs. a caita, bicos, filas,
allinetes de lodas as qualidades, agulhas, luvas de
seda para senhoras e meninas, dilos para homem,
lliesnuras linas e ordinarias, pulcciras de miro fin-
gindu de lei, carteiras para baile, pendras de ac,o c
oulras muilas cousas por precos muilo cm coula.
h ttfy
Vcnde-se um encllenle carrlnlio de 4 rodas i NAVALHAS A CONTENTO ESTE OUI1A8.
mui bem construido,cem bom estado ; eslaeiposlo) Na rua da Cadeia do Recife o. 48, primeiro an-
ua rua do Aragao, casa do Sr. Nesme n. 6, onde po-
dem os prelendenles examina-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou ua rua da Cruz no
Recite n. 27, armazem.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruzn. 4.
--Vende-se em casa de Rabe Schmet
tau&C., na rua do Trapiche n. 5, o se-
gu nte:
Ricas obias de brilhantes
ptimos pianos verticaes.T
Um dito liui-isi ni tal com pouco uso.
Vidros de dill'erentes tamanhos para
espelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toque de avaria.
Madanolio muilo largo a 38000 e 3#500 a peca :
na rna do Crespo, loja da esquina que volla para a
Cadeia.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM GOSTO.
Na rua do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadeia : vende-se chales de
sedaa8$000, 12j000, 14*000 e 18J000
rs., manteletes de seda de cor a 11x000
rs chales pretos de laa muito grandes a
5*600 rs., chales de algodao e seda a
1*280 rs.
Deposito de vinho de cham-
[>agne Chateau-Ay, primeira qua-
idade, de proprtedade do condi
A* de Marcuil, rua da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinho, o melhor
w de toda a champagne vende-
se a 56.?000 rs. cada caixa, adia-
se nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N. B.
Ascaixas sao marcadas a fogo
Conde de Marcuil e os rtulos
das garrafas sao azues.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Cobertores cscuros rauilo grandes e encorpados,
dilos brancos com pello, muilo grandes, imitando o*
de laa. a 19400 : na rua do Crespo, loja da esquina
que volla para a cadeia.
Pannos finos e casemiras.
Na rua do Crespo teja di esquina qoe volla para
a Cadeia, vende-se panno prelo i 28400, 28800, 3J,
38500, 48500, 58500, 68000 rs. o rovado.dito azul. .1
28, 28800,48. 68, 78. o covado ; dito verde, i 28800,
38500, 48, 58 rs. o covado ; dito cor de pinhao a
43500 o rovado ; corles de casemira preta franceza e
elaslica, ;i 78500 e 88500 rs. ; ditos com pequeo
defeito. 68500; dilos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de nir a 48, 58500 68 rs. ; merino prelo a 18, 18400
o covado.
Ajnela de Edwia Hiw,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
\ Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos de laias de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra an i maes, asna, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamanhos e modelos os mais moder-
nos, machina borisontal para vapor com terca de
4 cavallos, cocos, pnssadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prec,o que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
lhas de (landres; tudo por barato preco.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em iolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, por
prero commodo : na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vcndc-se encllenle latinado do pinho, recen-
temente chegado da America : na mi de Apollo,
trapiche do Ferreira, a eiilendcr-6C com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado: a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas f rancezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que vira para
Cadeia, vendem-se cassas francezas de muito bom
goslo. a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro de sel lins che-
gada recentemente da America.
Potassa.
No anligo deposite da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he pan fechar cenias.
Beposito da fabrica de Todoi om Santo*na Sabia
Vende-se, em casa de N. O. Bieber & *.., na rua
da Cruz n. 4, algodao trancado d'aquella fabrica,
mnito proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, porprejo commodo.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42. ,
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamanhos, para
dito.
Vinho do Rheno, de qualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiros: rua do Trapi-
cHe n. 5.
Na rua da Cadeia do Recite n. 60, vendem-se os
segundes vinhos, os mais superiores que lem viudo a
esle mercado.
Porto,
Bucellas,
Xercz cor de ouro,
Hilo escuro,
Madeira,
cm raivinlias de urna duzia de carrafa', e i visla da
qualidade por preco muilo cm ronla.
DEPOSITO 1)E CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de 1). W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua lia ver.-.um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
pretjo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em cairo
sem despeza ao comprador.
AOS SENHORES DE ENGEfHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. 0. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
lar, escriptorio de Augusto C. de Abres, cooli-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco ixo) as ja
bem condecidas e afamadas navalluu de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicAo
de Londres, as quaes alm de duraren extraordina-
riamente, nao tsentelo no rosto na ace.Se de cortar ;
vendem-se com a condijAo de, nao agradando, po-
Jerein os compradores devolve-las ate 15 dias depois
pa compra reslitoiodo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas lesouriuhas pira uuhas, feilas peto mes-
mo falrcanle.
COGNAC '
de superior qualidade, em caixas de urna
duzia: vende-se em casa de Brunn Prae-
ger& C, rua de Cruz n. 10.
PLANOS.
Em casa de Brunn Praeger & C., ru
da Cruz n. 10, vendem-se dous exceden-
tes pianos chegado* no ultimo navio da
Hamburgo.
CHARUTOS DE HAVANA.
Charutos de Havana' verdadeiros, ven-
dem-se por prec/) commodo: ca rua da
Cruz n. 10.
Na rua da Cruz n. 10, casa de Brunn
Praeger* C, vende-seo seguinte:
Cadeiras e sofe's para terraqo e jardim.
Oleados ricos para mesas.
Ricas pinturas de oleo com moldura acu-
rada.
Instrumentos para msica.
Vistas de Pernambuco.
Licores de dill'erentes qualidades.
Vinho de Champagne.
Vendem-se em casa de S. P. Johns
ton & C, na rua de Senzalla Nova n. 42.
Vinho do Porto superior engarrafado.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro patente inglez.
Chicotes de carro.
Farello em sacras de 5 arrobas.
Fornosde farinha.
Candelabros e candieiros bronzeados.
Despenceira de ferro galvanisado.
Ferro galvanisado em folha para fonu.
Cobre de forro.
*c$if caceas ccccccftcce
9 Deposito de panno Ue algodjo da
0 fabrica de todos os santos na 2
Bahia.
C Vende-se esle bem conliecjdn panno, pro- y
pno para saceos e roupa de eseravo* ; no es- aj
triplano de Novaes & Companhia, na rua do C
Trapiche n. 34. Z
*..** coeecc-ccccS
grande sortimento de brins para
calcas e palitos.
Vende-se brim trancado de linho de quadros a
SS Zf" ;Jdi,. 700e i*000'' dil nesrlado a
19400 ; corles de fosISn branco a 400 rs. ; ditos de
cores de hora Roste a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
nriv .t^t?" ." CUY,do ; rorte* de "" "" *
.fiWO e 234 ; lencos de cambraia de linho grai-
10 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
des 1
de linho do Port para roslo aT1480001 a" dozi;"di-
tas alcoxoadas a 10*000 ; goardanapos lambem aleo-
nados a 38600: na roa do Crespo n. 6.
Em casa de J. Keller&C., na rua
da Cruz n. 55, ha para vender o excel-
entes piano* vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Collegio n. 3, primeiro andar, ven-
dem-se |tara fechar conlas mil equinhentos rosaos
de cantas de vidro lapidadas a 160 rs. cadsr mac,o e
70 duzias de caixas de massa para rap a la-200 a
duzia.
S RUA DO TRAPICHE N. 10.
I Emcasa de Patn Nash &C, ha pa-
ra ra vender:
,g Sortimento variado de ferragens.
a. Amarras de ferro de 5 quartos at 1
polegada.
Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
Um piano inglez dos melhores.
Moinhos de Vento
"ombomhasdc repulo para regar hortas e baila,
dreapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Devoto Cluistao.
Sahio a luz a 2." edieao do livriuho denominado
Devolo ChrisUo,mais correloe acresccnlado: vnde-
se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes acolchoadas,
brsncas e de cores de um s panno, mnito grandes e
de bom goslo : vendem-se na rna do Crespo, loja da
esquina que volla para a cadeia.
ESCRAVOS FGIDOS.
__ Vende-se una taberna na rua do Kosario da
Boa-Vista n. 47, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos slo cerca de 1:2008000 rs., vendc-se
porm com menos se o comprador assim lhe convier :
a Iralar junto alfandega, travessa da Madre de Dos
armazciii 11. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
fia rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, vendem-se corles de vestidos de cambraia de
seda com barra e baados, n fc9000. rs. ; dilos com
llores, i 7?, 00 e 105 rs. ; dilos de quadros de bom
goslo, i ll-> ; corles de cambraia franceza muilo fi-
na, lixa, com barra, 9 varas por .ijsOO ; corles de
cassa de ror rom Ires barras, de lindos padrees,
SatOO, pecas de cambraia para corl nados, com 8;,
vara, por 38600, dilas de ramacm muilo finas, a
(i- ; cambraia de salpicos miudinhos.branca e de riir
muilo lina, 800 rs. avara ;aloalh.nlo de linhoacol-
xoado, i 900 a vara, dilo adamascado com 7 '. pal-
mos de lamina, 28200o 38009a vara ; canga ama-
rella liza da India muilo superior, i 100 rs. o cova-
do ; corles de cutete de fuslau alroxoado c boas pa-
drcs lixos. Vi 800 i. ; lencos de cambraia de linho
i 360 ; dilos grandes finos, n 000 rs. ; luvas de seda
brancas, de ror c preta muilo superiores, 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia 1 000 rs. o par.
PUBL1CAQAO' RELKUOSA.
Sabio i luz o nova Mez de Maria, adoptado pelos
reveieiidissimos padrescapiirhinhos de N. S. da Pe-
nda desla ridade, augmentado rom a novena da Se-
nhora da l'.onceieilu, e da milicia histrica da lue-
dalha milagrosa, edefc. S. do Rom Conselhn : \en-
de-so aicamenle na livraria 11. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OO.
Vcne-se urna balanca romana rom lodos os
seus perlences, em bom uso e de 2,000 libras : qncm
a prclcnder, dirija-se a rua da Cruz, armazn) 0.4.
i

POTASSA BRASILLIKA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recomren-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons ell'eitos ja experimen-
tados : na rna da Cruz n. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron Companhia.
Vendem-se relogios de ouro e praia, mai
baralo de que em qoalquer oulra parto
na prara da Independencia n. 18 e 20.
Na rita do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para-vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
tejara, quadrilhas, valsas,' redoiMas,/scho-
tickes, modinhas tudo modernssimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para vestido de
senhora, no 15 covaxtos cada corte, a
>.>00.
Na rna du Crespo, loja da esquina qne volla para
a Caricia.
No dia 27 de oulubro do correle anno, desap-
pareceu a escrava Maa, de nac'-o, idade 40 anuos,
levou dous vestidos, uni de algodao azul eou iro de
chita encarnada jusado, foi escrava de Anlonio Mu-
niz Machado : quem. a pegar leve-a a pra^a da Boa-
Vista, botica do Sr. Moura, a entregar a Manoel Pe-
dro de Alcntara, qoe recompensar.
Desappareceu do sitio do abaixo assignado, na
esleda do Monleiro, um seu eseravo de naci, chi-
mado Joaquim, de idade 40 annos, pouco maia ou
menos, rom os signaos seguinles : alto, grossora re-
gular, cor prela, fallo de denles na frente, om tanto
bicudo. rosto comprido e pouca barba : roga-se as
autoridades policiaes o aos espitaos da campo, quem
se promedie pagar com generosidad", a captura de
dito eseravo, pudendo ser entregue na roa Direila,
casa n. 112. Gustavo Augusto de Figueirto.
Fogio a Maria Carolina de Albuquerqoe Bloem.
na madrugada de 26 do corrente mez, orna cscrava
mulata, de nome Maria, qoe foi escrava de Francis-
co Pereira Pinto Cavalcaoti, com os signaes seguin-
les : baixa e grossa, com falla de um denle na fren-
te, com duas cicalrizes perlo da bocea, loro o cabello
aparado do lado de detraz errescido na frente, re-
presenta ler 30 a 32 annos de idade : queaa a appre-
hender ser generosamente recompensado, levan-
do-a na rua do Hospicio, sitio n. 8, ou dando noti-
cias della.
No domingo 22 do corrente (agio de casa de
seu senhor, na rua d'Aurora n.8, junto ao palacete
do Exm. Barao da Boa Visla, um preto de nome
Caeino, he crioulo e reprsenla ter de 30 o lanos
a 40 anuos, foi veslido com camisa de algodflo b/an-
co e calcas de algodao delislras, he do serbio e lal-
vez lenha para l seguido : quem o pegar eondu-
za-o a casa cima qoe tari recompensado.
Aos 1001000.
Anda anda fgido desda o dia 12 do agosto de-
1853 o prelo do abaixo>assignado, por nome Arge-
miro. o qual eseravo o abaixo assignado compren
ao Illm. Sr. capitao Jlo Maria de Almeida Forje
e este senhor o cemprou ao Illm. Sr. coronel Panla-
Icao, da villa de Pesqueira, o este eseraVo se torna
muilo conhecido pelos signaos segniotes : ao lido
esquerdo da cabeci lem orna calva de lamaoho de
dous Miiiens. falla de nm denle na frente, muilo
prelo. muilo regrsla, anda sempre fumando e lam-
bem toma tabaco, he de altara regular, idndo 24
annos, pouco mais ou menos, crioulo; consta ler
andado pelos engenhos do Cabo at Serinhaem e Es-
cada : portante, quem o pegar, leve-o ao abaixo as-
siguado, na rua da Praia n. 76, que 4 1001000 ; ou
mesmo sendo que algum senhor de engenho o tenha
em sen eiicenho em titulo de forro, (Iludido por elle
o dilo Arcemiro, e o queira comprar, lambem se faz
lodo o negocio.Jnacltto Anlonio Ferreira.
Rogo as autoridades policiaes a captura dos
escravos Jos e Ignacio que evadiram-se oeste meu
engenho Cachang, nojdi 16 do corrente i tendo o
Jos os seguinles signaes: crioulo da 18 aaoos de
idade, pouco mais ou menos, corpo secco, cor fulla,
cabellos sem seren carapuchos o um pouco ver-
melhos, olhos pequeos, e atendidos, leste um pou-
co elevada, .o tem nella urna cicatriz, tem falla de
denles na frente, peritas finas, ps descarnados; sa-
hio com calce, de riscado azul, e levou ama espin-
garda que furlou. O Ignacio lem os seguinles sig-
naes : crioulo, Idade de 24 annos, pouco maisou
menos, aliara regalar, pouca barba, cor fula, den-
les limados, o beico inferior um pouco cabido, as
maesas do roste largas, ps grossos, sahio com ralea
le algodSozinho azul, e levou urna granadeira que
furlou : quem os Irouxer ou der noticia certa desles
cscravos no engenho Cachang, ou nesla .praca ao Sr.
Joao Xavier Caruciro da Cunha, ser generosamen-
te recompensado pelo proprietario dos mtsinos
,1/ariunno A'aeer Carneiro da Cunha.
Desappareceu no dia 8 de selembro o eseravo,
crioulo, de nome Anlonio, que cosloma trocar o no-
me para Pedro Jos Cerino, e intilnlar-se forro,
he muiln ladino, foi ecravo do Antonio Jos de
Sanl'Anna, morador n engenho Caite, comarca de
Santo Anio, e diz ser nasrido no serlAo do Apody,
estatura o corpo regalar, cabellos prelos, carapinha-
dns, cor um pouco fula, olhos cacuros, naris Brande
e grosso, beicos grossos, o semblante nm pouco fe-
chado, bem barbado, porm nesta occasiln foi com
ella rapada, com lodos ns denles na frente ; levou
camisa de madapollo, calca o jaqueta branca, cha-
peo de palha com aba pequea o urna Irouxa de rou-
pa pequea; lie de suppor que mude de Irage: "'-
sa-se prtenlo as autoridades policiaes o pessoas par-
ticulares, o apprel.end.ini e Iragant nrsla praca do
lieciie. ua rua larga do Rosario n. 21, que so re-
compensar muilo bem o sen Iraballm.
i

I
i
PEKN. : TV. DE M. ,;. DE FAKIA. 1854-
. SMaMasI
HHH if i
att.
-----
m.


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