Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01204


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Full Text
ANNO XXX. N. 251.
Por 3 niezes adiantados 4,000.
Por 3 mezas vencidos 4,500.
m**
QUINTA FEIRA 2 DE NOVEMBRO DE 1854.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
/

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'
DIARIO DE
ENCARHBGADOS DA SUBSCRIPTO'.
Kocife, o proprieiario M. F. de Faria; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joao Pereira Marlins; Baha, o >r. F.
Duprad: Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dad*; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pureira; Araca-
ty.cSr. AnloniodeLomosBraga; Geir, oSr. Vic-
toriano Augusto Borges; Haranhao, o Sr. Joaquim
M. Rodrigues; Par, o Sr. Justino Jos Ramos.
CAMBIOS-
Sobre Londres 27 1/2 a 27 3/4 d. poi 1
Paris, 358 rs.por 1 f.
Lisboa, 105 po 100.
Rio de Janeiro, 1 1/2 0/0 de rebate.
Acedes o banco 40 0/0 de premio.
da rnmpanhia de Beberibe ao par.
da rnmpanhia de seguros ao par.
Disconto de lemas a 8 O/U.
METAKft.
Ouro.Olajas hespanholas...... 299000
Moedas de 6400 velhas. 16i?0u0
de C$400 novas. 16*000
de 4000...... ojOOO
Prala.Patacoes brasileiros..... 19940
Pesos columnarios..... 19940
mexicanos.......; 19860
Os senliores da villa de Guarabira,
que quizerem subterever para este Dia-
rio, podem dirigirle ao Sr. Joao Vic-
torino das Noves, da villa de Mamanfjua-
pe, que e*ta" encarregado ele tomar as as-
signaturas, e remetter-IIies o Diario men-
salirente.
Hospicio ; s 8,W ao 9." de infnnlara ; e as9'i ao
4. de artilhara a pe na cidade de Olinda.
Assiiiado.Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
orden* enrarregado do detalhe.
EXTERIOR.
PARTE QFFIC1AL.
i .*----------------------------------------------------------------------------------------
COVERNO DA PBOV1NGIA.
Epdlante do da M da odiobra.
OlUcio. A o Exm. com man I inlc superior da
guarda nacional do municipio do lenle, dizendo
que, por convir nao sejam venados pelo serviro da
guarda nac.ional os esludattles, que, sondo matricu-
lados na aula de desenlio do lyceu desla cidade, por
sua frequencia apresenlarem regular aproveitamen-
to, exigi do respectivo director urna rolaran dos re-
feridos esludanles. aqaal remelle por copia S. Ex.
Tira de que a lome na considerarlo que Ihe me-
recer. (
Dito. Ao comroandanle d.is arma-, remetiendo
por copia o aviso de 12 do corren lo, no qual o Exm.
Sr. ministro da guerra declara que a imperial re-
soluto do 31 de maio passado, tomad i sobre consul-
ta da secrao de juslica doconsellio de eslado, somen-
te se refere aos ofliciaes da guarda nacional, nomea-
dos em virlude da lei de J9 d selemhro de 1850,
que Ibes ennferio honra de ofliciaes do exercilo.
Dilo. A o mesmo, declarando que no 1. de fe-
vereiro desle anno solicilou do E< ni. ministro da
guerra a expedcao das convenientes ordens para
serem comprados na corlo os instrumentos requisi-
Ijilos pelo facultativo encarregado do hospital regi-
mental, e qucnesla data oflicia de novo a S. Ex. i
semelhanle respailo.
Dito. Ao cnsul de S. M. Brilanica, dizendo que
ante* de responder ao officio de S. S. datado de Imje
necessita ouvir -a respeilo ao juiz Moa leilos da fa-
remi, a jucn agora mesmo'oflicia.
.Dilo. Ao chore de polica, inteirando-o de ha-
ver expedido onlem i Ihesouraria provincial para
pagar a Antonio Rodrigues Vieira a importancia
das conlas que Smc. remelleu, das despezas feitas
nos metes de julhn a setembro leslc anno, com o
sustento dos presos pobres da caileia de Serntinem.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha,
transmillindo por copia o aviso de 9 do correnle, cm
que o E\m. Sr. ministro da mariuha nao so manda
autorisar a Smc. a oncommendar para a Europa os
vidros corados de que necessita o pharol da barra
desta cidade, mas larabcm communica que devol-
veu o vidro e caudiciro quo se euviou para amos-
tra. Communicou-se Ihesouraria de fazeuda.
Dilo.Ao mesmo.Conslando-me ile parliciparao
do commandanle do presidio (te Fernando que con-
tinua o abuso do remctlcr-se agurdenle para all,
indo e-la dcnlro de barris com oulrs objeclos, le-
lil i a recoinmeudar i Vine, quc.anles da partida
do tr.uMu<*v!e |a*a-u ia*-.vw,>- ,~i-,-. .--.-
proceder a minuciosa busca nos volnmes que forem
para alli enviados, apprehendendo toda a agurden-
te que for encontrada com destino para o sobredito
presidio.
Dilo. Ao juiz municipal do termo do l.imoeiro,
dizendo que, com o parecer que remelle por copia,
dado pelo conselheiro presidente da relarao, respon-
de ao officio em que Smc. consultando se o procura-
dor bastante de ira collector que em lugar desle ar-
recada e assigna papis tendentes a collecloria, pode
un uan accumalar o lugar de juiz de paz.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria provincial,
inteirndo-o de haver ofliciadoao director das obras
publicas para comprar por 24rs., proco por elle in-
dicado, |o barril do alcalrio de que Smc. trata.
Oflicioa-se ao mesmo director.
Dilo. Ao mesmo, approvando a arrematadlo
que fez Roberto Gomes Pereira de I,ira, da obra dos
concerlos da cadeia da villa do Cabo; com o abale de
umporcenlo novator do respectivo orcnraenlo, e
dando por fiador o coronel Francisco Jos da Costa.
Dito, Ao mesmo, para mandar entregar ao Ihe.
soureiro da administrarlo dos eslabelecimenlos de
caridade, fim de que lenha o conveniente destiuo, a
quantia de 2009, importancia do dote da expusta
Ralbina faria da Conceiro. Communicou-se a
referida administrarlo.
Dito.Ao mesmo, dizendo que somenle a cal e
ilo os oulrw materiaesde que trata o oflicio de24
deste raeze sao precisos para a obra do muro de en-
corio da ponto sobre o rio Pirapama, deve ser com-
prada com a condicito de o vendedor a mandar por
naquelln obra, eomo se evidencia do mesmo oflicio,
e recommendando quo d suas ordena para que
quanto anles-ie cflecluc semelhanle compra, flcan-
caude na intelligencia de que quandoadiar por me-
nor prec/j os roatoriaes que se mandara comprar,
deve compra-Ios logo afim de que nao succeda os
vendafccs elevaren) dejis os procos.
UitaT^ Ao mamo, approvando p arremalacao
das obras das bombas dos riachos Tamatamcrim e
Cha*, fcila por Amaro l-'erna oles Dallro, com o aba-
ta da um por cents, sendo fiador Altsandre Nor-
berlo dos Sanios.
Dito. A' aiminitlritcao dos eslabelecimenlos de
earidadci declarando c,ue a Ihesouraria provincial
tem ordem para'pagar o Ihesoureiro daquella ad-
mistnc.so a qaantia de 159&2IO ris, em que impor-
ta a ambulancia preparada na botica do grande hos-
pital para o corpo de polica.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNABKBUCO.
Hamburgo 4 de catabro.
... \ minba rarla iaaril boje noticia da turnada de
Sebastopol lelosaltiados. T'SorTe *wmpmln
anglo-francez desle auno fica assim decidida. A
Kuasia se acha vencida em lodosos pontos, Pela lo-
mada de Sebastopol fica ao mesmo lempo sellada a
derrota moral do imperio do czar, que bu de mito
mais peso, do que a derrola militar.
No dia fi de setembro a oxpedirao parti de Var-
na, como se sabe. No dia 9 toda a esquadra de que
se rnmpunba css.i c\pcdc;ao se linha reunido perlo
das libas das Cobras, na altura das embocaduras do
Danubio. A' I:.' ella se achata ao longo da coila oc-
cidental da Crimea desde Eupaloria al foz do
Belbck.
Na noilc do lia 13 comerou o desembarque perlo
de Eupaloria, sendo continuado no dia seguinle em
Ires dilTcrenles pontos. O cenlro do exercito de ex-
pedir.> loinou posse da Ierra a 9 legoas de Sebasto-
pol, perlo de um velho caslello, chamado o velho
forte, a ala esquerda perlo da dita cidade de Eupa-
loria no Cabo Baba, e 1 ala direita Ires lesnas ao
norle do Sebastopol. Num oulro ponto, na Klatscha
alnas vapores inslczes e francezes Iratavam por
meio de ataques simu lados e Je oceupar a a I toncan dos
adversario', para desvia-los dos pontos do verdadei-
ro desembarque. Isso porm apenas foi necessario,
porque os Kussos nflo se acbavam na pos^ao de po-
der impedir o desembarque. Em ncnhuuia parle
os alliados cucoutriiram a simples lenlativa de resis-
tencia, e o desembarque leve liuar sem inlerrupco
nosdiastl, 15 e 16. No dia t7 pela 111,minia tir'do
eslava acallado, c durante o mesmo dia os 60,000 bo-
nicos de tropa j (inliim lomadu a snapriineira posi-
Silo oflensiva com 80 catiboes.
Al la a ala esquerda desembarcada perlo de Se-
bastopol linha avanrado al a prnximidade da ca-
pital da Crimea, Simferopol, ao mesmo lempo que o
centro e a ala direita linliam lomado urna po-iro
que Ibes reservava a inmediata coinmunicarao com
a esquadra. Em logar de proceder agora para o
Norte, afim de tratar de baler os rehreos dos Kus-
sos que desse lado se e ciinlra o verdadeiro alvo da expedirn, na inlenc.Io
de tomar a diauleira a csses refoct*por meio d'uma
rpida lomada de Sebastopol. E o resultado coufir-
mou a iolelligento ousadia desse plano.
t) que au pnuco favorecen esse resultado foi a
aflabilidade e amizade om que os desembarcados
l'orain receludos pela popularlo da Crimea. Como
se sabe a maior parle dos halTitanles dessa pennsula
consiste de Trtaros turros, os quaes ligados Tur-
qua pelos laros da rcligiao, e antisameute pertcn-
ccnles a esse paiz, s com repugnancia supporlam o
sovenio dos conquistadores Russos. O resultado
na podio falliar por consequoivea, quando o exer-
cito alli ido pz p em Ierra toro urna proclamaran
do mareclnil Si. Arnaud, qne declarava uoc linha
acabado o gmcruo moscovita, e que n Crimea entra-
ra as mesinas cinum-lancias que eiisliam antes da
conquista. Os habitantes nao so espontneamente
acarelavain toda a qoaliilade ile mantimentos e pro-
vsespara os alliados, comolamhcm se oll'ereceram
a aprcsenl.ir corpos armados pare o Combate contra
O grox do exercifo para cIie^aT-Tiro-oeijrslopni rt
nha de alrcvessar alguns pequeos ros. A passa-
gem do rio Bclganak se fez sem o mnimo impedi-
mento de parle dos Kussos. No rio Alma porm se
enconlrou e exercilo russo n'urpa forra de 50,000
homens, colloCados n'um acampamento forteincnle
loriHir.nl, 1. Koi na da 20, e a balalha se lomou ino-
vitavcl. A' 1 hora da larde comecou e alaque dos
alliados. Os Kussos se defenderam do modo mais
renliido e lizeram retroceder a ala dircila sustentada
pelos Inglezes. .As tropas franco/a- que seguiram,
lomaram de novo o combaleo depois de um combote
sanguinolento, que durou qualro horas, 0111 alaque
de baionela ernprehendido em toda a linha dos al-
liados deu a decisivo. O acampamento rns-o foi
destruido', e estes ohrigados se relirireradaira Se-
bastopol.' Nao sAo exactos os dados ds sus perda,
poj^m todos concordan! que deve ter sido exceasiva.
Tambem os alliados sullreram graves perdis, o M-
mente as divseles francezas liveram cerca de 1,400
moriosc feridos.Do ladodosInglezes e Tureos a per-
da se diz ler si.lo muilo mais consderavel. Anda
fallam os dados ofliciaes sobre essa balalha ; e o que
retiro be lomado dos diffareules despachos telegra-
phicos, ede alguns bolelins abreviados.
urea dos uniros acoulecimenlos depois da liala-
llia, riiamn-nns em certa obscuridade. Segundo
algirns relalorios pareen que a balalha do Alma, foi
seguida por urna oulra no rio Katscha, na qual os
Kussos foram batidos de novo. Porm nada de cor-
lo anda se po- le saber a esse respeilo. O que com
ludo prete ccrlo he, que no dia 23 de setembro os
alliados # linlijm apoderado das alturas em frente
*le Sebastopol, e que o ataque tevo lugar no da 24
ou 25, aoompanliado de.u resultado 13o In'libante,
sobre fortes na margemdjlrcita do porto de Sebasto-
pol. O mais nrrporlanle jfcsses forles he o forte Cons-
tantino.cuja posieflo aniVica toda a fortaleza e o por-
to. Pela sua lomada lirn por consequencia decidi-
da a sorle de Sebastopol.
Segundo as noliriasque alesle momento recebe-
mos, r que sao bstanle fidedignas, porm anda nao
ofliciaes, se eslava tratando da capitularlo.
Urna nulr.i noticia, porm, nao as-a/, segura, diz
q'ue Sebastopol'j:i se ar.hiiva as mos dos alliados, e
s se eslava em ncgociarOes a respailo da sorle da
Hola, que debati do commandodo principe Mens-
chikolf se havia retirado para o porto interior, como
se diz, o principe Menschikofl, depois que os ca-
nhOes dos alliados Ihe meleram.a pique6 naos, linha
ameacado de se fazer laucar ao ar com o resto, se o
ataque fosee continan lo. Os alliados Ihe conSede-
ram 6 horrs para rtflectir, recommendaudo-lhj, liu-
maiiidade fara com a genis debaixn do seu om-
inando. .
Ao Isas flbs aemiterimantos na Crimea, do punco
itilereafcato.deslalvez os laavimenloe nos oulrs thea-
tros da guerra ; com ludo Tilo Ibes falla importancia.
Do Ihealro de guerra asitica, tenho de participar
urna urave derrola dos Hirnos.
Os Kussos foram repclidamenlu balidos pelas tro-
pos de Schamyl, eujo primeiro lenla Daniel Beg,
daalroeou ai tropas rus-as deban a do.commando do
general Wrangee. A mais nolavel consequencia
dessa derrola. foi a reunan das tropas de Scha-
myl eom o corpo do sen lenle, o ambos antearan,
agora Tiflis, depois de haverem destruido mais de 80
aldeas eslabelecidas pelos Kussos as immediaces
daquella cidade. Entretanto o exercilo lirrn na Asia
se prepara a tomar de novo a oflensiva, o- eus che-
les Mustapha Pacha e Mechir Pacha [general Gugon)
forarr removidos, entrando em seu lugar Ismael Pa-
cha, o vencedor de Czelate, e Ferk Pacha, (o anli-
go/genctat L'ngaro Slein). Segundo ss ultimas no-
ticias ile Coiislauiiiopla elles deviam parlir em pou-
cos diapara o seu destino eom um corpo de guar-
das turcas, e 10,000 horneas de tropas auxiliares de
Tome* com a correspondenlecarlilharia.
Sobre a posicao do|lheatro da guerra ungaro-turca
achanto-nos em plena obscuridade. He yerdade que
sabemos que os Kussos agora evacuaram completa-
mente a Moldavia, qua em consequencia disto os
Turcos avan^aram at tialalz. c oceuparam este ul-
timo ponto com corpos maiores. c finalmente qae
em consequencia da evacuado russa tambem rome-
rfia agora a entrada dos Austracos nesse principada
da Moldavia. Ao mesmo lempo se dizia que os Tur-
cos te retiravam da Moldavia, assim como da Vala-
cada, sendo isso decididamente exigido pela Austria,
a qual pretende oceupar por si mesmo os princi-
pados danubianos, lli/.-se no mesmo lempo que a
Austria nao quera snffrer um alaque sobre a Bes-
sarabia pelos Turcos do lado da linha do Prnth, e
que est resolvida a occupar| lia mesma essa linha,
oppnndo-se desse modo a entrada dos Kussos no ler-
ritorio da Moldavia-turca, assim como a passagem
dos Turcos para o territorio russo. Parece que fo-
ram feitas oxignelas dessa nalurcza, dando motivos
lis potencias occidenUn P*r* raier reclamares em
Vicua.
Ao menos so acha um sjgnal disto no Monileur,
o qual falla de um ajaste com a Austria, segundo o
qual esta ceden a nao se oppor aos mo\intentos dos
Turcos nos principados donubianos, reconhecendo a
Austria igualmente o direilo de necuparao desies
paizes pelas tropas anglo-fraucezas.
Pra finalmaiilo lamhem fallar das operaces no
NoiV, no Bltico e no Mar Brauco, direi que no
itallico desila a tomada de Boinarsuud, nao leve lo-
an) para bloquear os porlos russos, al que o gelo e
o invern lomassem sobre si obloqueio. Segundo
as noticias lelesraphiras que recebemos, hoje os na-
vios reeeberam ronlra-ordem, e devem de novo ion-
lar -secom 1 esquadra.
O almirante enlrelanlo conlinuou o rcconhcci-
menlo dos porlos russos. ecomo se dz.lenriona bom-
bardear Sweaborg, 011 um nutro ponto. Entretanto
10 Mar Branro o vapor inglez .Miranda, execulou
um golpe de. m3o contra acidado fortificada de Kola,
capital da Laponia rasan. Chegsdo peraole Kola
o capitn do Miranda, depois de haver de balde exi-
gido o rendimento da guarnirn russa, hombardeou
essa cidade, e arason ludo, de maneira que s ficoii a
torre da calhedral.para designar o lugar onde um dia
se arhnu a cidade de Kola, bqje Ierra rasa,
Ho theatro diplamalieo asneo de novo tnnho a re-
ferir. A posirao he anda a mesma. A Pmssi.t se
conserva neutra, e oflerece os seus hons officios, ora
ao Es|e, ora ao Desle, para as mcdiares da paz ; a
Austria se acha com a halonela calada, ea Dieta tem
ferias.
Ncsla noilc rhegaram>dcspachos tclegraphicos de
\ ienna, segundo os quaes nao se polo masdnvidar
a tomada de Sebastopol. Os despachos sao do segu li-
le Iheor.
I'ienna i de oittnnro, da 6 huras da larde.
A emhaixada ingiera nesla cidade, receben novas
cominiiniracies da Crimea. A queda de Sebastopol
he cerla. O principe MenschikofT, segundo alguns
dizem se suiridon. segundo uniros escapara para o
mar de Azow. lio lado franrez se acbam feridosos
gene-rae. Canrobcrt e Thnmaz.
- ienna 4 de oulubro, as 10 adras da noile.
Cnnfirma-se o rcudimcnlo de Sebastopol a discri-
rao.
A guarnicao esl prisioneira de guerra. Os fortes
do porto foram destruidos pelo almirante llamelin.
A perda dos alliados se diz ser de 7,000 ho-
mens entre murise feridos. Tambemo marcchal
Saint Ai man 1 foi ferido.
Omcr-Pacba se poz cm marcha conlra a Bcssara-
bia.
Um oulro despacho, aqui chegadona noilc pasta-
da Iraz a noticia, que as potencias occideutae* nao
recnuherem mais as qualro condir5es de paz oflerc-
cidas Rnssia, c que dcrlararam como cnndilo fine
qua non da paz, o reembolso de todas as drspezas
causadas pela guerra.
PA1VIIDA UOS COKB
Olinda, todos os dias.
Caruai 11, llnniln e Garanhiins nos dios 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Visia,Exe Ouricoty,a 13e28.
Goianna e Parahiba, segundas e sextas-feirus.
Victoria e INaial, as quintas-feiras.
PREAMAR lE HOJE.
Primeira s 2 horas e 0 minutos d*larde.
Segunda as 2 horas e 31) minutos dimanliaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Cotnmercio, segundas equinlas-feiras.
Rol ac o, lerras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas esextas-feirass 10 horas.
Juizo de orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1.* vara docivel, segundase sextas ao meio dia.
2." vara do civcl, quarlase sabbados ao meio dia.
ll'IIIMEIliniS.
N'ovbr. L ua cheia s 6 horas, 43 minutos o
48 segundos da tarde.
12 Quarto minguante as 7 horas, 40
minutos e 48 segundos da lame.
20 La nova as 7 horas, 43 minutos e
48 segundos da manbaa.
27 Quarto creseente aos 21 minutos e
48 segundos da manlia.
DAS DA SEMANA,
30 Segunda. S. Euno ir. ;S. Macario m.
31 Terca. S. Jejurn (Vigilia) 8. Quintn ni.
1 Quarta. >Sog< Fesla de Todos os Santos.
2 Quinta. Conimemoracio de todos os fiis def.
3 Sexta.S. Malaquias b.; Ss. Herberto o Dona
4 Sabhado. S. Carlos Barromeo are. card.
5 Domingo. 22.* Ss. Zacharias o Isabel pas de
S. Joao Bpiisia ; S. Fabrieio b. ; S. I>eto.
1 ho impossivcl,
es do fim da es-
sl cnergicamen-
GOMXANDO DAS ARMAS
Qaartal c.amiodo das arasas da Faraam-
bM, M cldada do Rada, ea 31 do e*w
bradtltU.
a ORDEM I0 DA N." 164.
O coronel commandanle das armas interino faz
certo, para scieuS* da ;uarn.r o, e necessario effei-
lo, que o governo do S. M. o Imperador houve por
bem, por decreto de 28 de sotembro ultimo, conce-
der passagem aoflk. eapiUo do 9. balalhao de 11-
antaria, Jos Antonio sle Oliveira Bolclho para a
rnmpanhia fixa da proviadn da Parahiba, e desla
para a 2. eompanhia daquelle baUlhao, ao Sr. ca-
pito Francisco Antonio de Souza Camisao, confor-
me foi declarado em oflicio da presidencia datado
de hentem, com referencia ao aviso do ministerio
dos negocios da guerra de 2 do expirante mez de
oolubro.
O mesmo coronel commandanle das armas no in-
teresse do servico e com o fim de acautelar abusos,
determina que as pracas do pret licenciadas para
etlndar preparatorio, apresentem no primeiro de
eada mez aos seus commandanle* alteslados de fre-
quencia, e Irimonsalmeote de frequeucia e appro-
veilaraento, pasiadoi pelos respectivos' professores,
cejes alteslados deverio ser remedidos a secretaria
da caminando das armas, a contar do II." do no-
ve-nbro vindouro en) dianle. No fim do auno lcc-
Uvi|f mesmas pracas exhibirao os certificados de exa-
rca, e todas duraola as ferias far.lo nos corpos a
q'U)pviancem o serviro que Ihe corepetir-
Drbirmina finalmente, que na manliaa do^dia 2
do reftrido mez de novemhro, ..o pasSevfsll de
meilr* OS eorpo de exercito aqui existenler em
sea* altarais, pela ordem segeinle : As 6 horas,' harVciirreueia alguma de impoitnncia. Com ludo
, ... ... parece que all se espera una operacao maior anda
a compsiihla de artfice. ; as 6'._ -., de ravallana ; as ^ ^no. |;ma Kr;,n,|e p,rle aat ,avil ,, ,,.
7 ad balsltilo 10 de infamara ; os 7 '., .10 2." da iu-a alliada se achava j uo carainho de volla para o
metnii VOM e rerulss em deposito no quartel do prlos da palria, e dizia-se qee s os vapores fleari-
Paris 20 de setembro.
Chcgamos aos grandes aconlccimento.se o mez ac-
tual nao ha do acaba sem legar i historia urna lem-
hranca imperivcl. Depois de militas semanos, de
laboriosos preparativos, as esquadras anglo-turco-
franeeza dcixaram finalmente a baha de Varna a 7
de setembro.fazendo se de vela para a Crimea. Es-
quadra mais turunda\el jamis' apparecen nos
mares: ella coinpoe se de 18 naos do linha inglezas,
15 fraileas c 6 lurcas ; alem disto 4 fragatas a va-
por, 6 inglezas c 20 francezas. Nao fallo dos navios
de guerra mais pequeos e fragatas de vella. Ao
lado da esquadra de guerra, lia a esquadra de
lian.porte, formada de mais de.300 navios de todas
asjgramlczas, ele vela e vapor. NeatrS navios cm-
barearaat a perlo de 60,000 soldados com todo o seu
Irem de arlilharia. munirocs e bagageus. I'.onta-se
110 exercilo expedicionario cerca de 26,000 France-
zes. 2i,09U Inglezes e Ha 10,000 Turco. Todas estas
tropas estte cheia* de um ardor indisivel, e ancam
por meilir-se com os Kussos.e dar ao czar um casti-
go exemplar do desasir de Syaeoe. Nao se pode
iinagiuarquo riiidailo.lempn e hatnlidade providente
foi inister para reunir ludo quanto era necessario
a esta espedico gigantesca, e be ja nina garanda
qnasi cerla do successo o ler so podido conseguir pre-
tHtiiitifktie '' '""Ur '" lempo opoorluno.
pedicao ; he roiTir1'^fnVra~e^efasmponu^
ho dirigida, e at itidio-sc o ponto de -eu desembar-
que : dizem que he na cidade de Eupaloria, As
infurmaees que bao de chegar brevemente, e que
iniiha prxima caria Ihe dar, dispeiiKim-me de es-
lender-me em aprcriarOes hipolheticas, quando te-
nho fados que referir-lhe. I'.irere"que o* Kxissos nao
sabem ainda de um modo bastaule cerlo, qual he o
ponto de seu territorio, que he ameacado e seus te-
mores boilem ser apreciados pela segunde proclama-
ran, que foi afosada nos muros de Odessa.
a Aot habitantes de Odessa. O inimigolse moslra
outra vez mais forte que nunca dianle de nossa cida-
de. Nos estamos armados e bem preparados. Sa-
beremos opporuos com .1 maior energa a toda ten-
tativa de desembarque do inimigo, mas os canhoes
dos navios inimigos sao de maior alcance. Todava
n.1 vos assusteis; ha tambem meios de resistir a es-
te perigo. Pre para i pannos e pellos motiladas e ali-
rai-as sobre as bombasque poderem arreroecar so-
bre a cidade. Ciimprc haver nos telhadus baldes
com agua para poder-se apagar inmediatamente ns
incendios, se comludo o inimigo, forte com seus ca-
nhoes de grande alcance, continuar pertinazmente
o combate, nos retiraremos para Tirasopol, depois
de rednzir a cidade a cinzas para que n inimigo nao
encontr ahi um "abrigo. Ai 1 daquelle que flear
alraz para apagar o incendio.A'rusensteiii.govcrna-
dor. d
He de presumir que os pobres habitantes nao se
tenham fiado nos pannos c pellos mnlhsdas, cujo uso
o general moscovita Ibes recommenda, porque apenas
leram a proclamacao do governador, deram-se pressa
em transportar para Tirasopol seus movis e suas
mercadorias.eellesmesmos emigraramem massa para
o interior; porem estes temores sao mal fundados
por agora ; o nico ponto da Russia que se acha em
perigo he Sebastopol, e tenho a esperaura deque es-
ta orgulhosa ridadclla e os navios, que ella oncena.
eslo em pinicos dias em poder dos exercilos al-
liados.
No momento do embarque, o general Saint Ar-
naud dirigi aos seus soldados urna proclamacao, que
d urna idea do enlhusiasmo que os anima. Eis-aqui
o lexlo :
a Soldados! acabis de dar helios exemplos de
perseverancia, de calma ede energa ho meio das rir-
cumslaucias ilolorosas, que importa esquecer. Che-
gou a hora de rombater.e vencer ; o inimigo nao
nos esperou no Danubio ; suas columnas desmorali-
sfoas, ile-truidas'petas enermi lado- sereliram peno-
samente. He a Providencia que lalvez nos.quiz
poupar a pi ovaran de-les paizes doen'.os ; he lam-
hem ella que nos chama para a Crimea, paiz sauda-
vel como o nosso, no qual vamos procurar junios a
garanda da paz e de nossa volla para os patrios lares.
A eraprezn he grande e digna de vos ; vos a realza-
reis com o aoville do mais formidavei apparelho
militar e martimo, que nunca se vio. As esquadras
adiadas com seus 3,000 cauhes e 25,000 bravos mari-
nheiros, vossos mulos companheirns de armas,
levaran para a Crimea om exercito inglez cujo al-
io Salar nosso* pas nos cnsnaram a respeitar,
urna divisan escollada desses soldados olloma-
nos, que acabam de moslrar-se ao* nossos olhos
e um exercito francez,que tenho o direilo en orgulho
de chamar a flor de todo nosso exercito. Vejo nsto
mais do que garantas do .successo, vejo o propro
su ccesso.
Generaes, chefes de corpos, ofliciaes de todas as
armas, vos parlilh reis e fareis apoderar da nos-
sos soldados a coiifianra de que a rjiinha alma esl
cheia.
Brevemenle saudaremns os tres pavlhoes reuni-
dos fluctuando nns muros de Sebastopol, com o nos-
so grito nacional de rifon imperador!
a Quartel general em Varna 22 de agosto de I85i.
A -signado a. de Saint Arnaud.n
No fim de jullio e nn.i primeiros das de agosto n
cholera linha feilo, como Ihe disse, inmensos estra-
gos no exercilo angto-lraiicez, cujas perdas reunidas
excedinm a seto mil homens, mas quando sobe-se
no acampamento que a espedirn eslava decidida e
que se la partir, os soldados reassumiram seu valor
e os proprios doenles pediram para marchar. Dous
chefes i 11 usires do exercito, dous principes de sangue,
um inglez c o oulro frai.ee/, deram a este respeilo o
mais nobre exemplo. Eilcs eslavant deudos em Cous-
laiittnopla em consequencia de indisposires bem
graves. Logo que se fixou o dia da partida, embar-
caram-se para tomar em Varna o cumulando de sua*
divisOes. Este ardor dos chefes e dos soldados he
um presagio seguro do successo.
No momento em que o exercilo anglo-francez em-
barcava para a Crimea, recebia-se em Couslmino-
pla excedentes indicias r'.a Asia. Os Turcos al aqui
victoriosos 00 Danubio, linliam sempro soll'ri lo re-
vezos nos campos de batalba da Asia, mai parece
que os successo* se voltam agora em *cu favur.
O che fe da* tribus 1 o Caucase, o emir Schamyl
deseen de sua* moulaiihas com muilo militares de
combalentes, derramou-se pelo territorio russo, ba-
lando todas as tropas que se Ihe oppuuham, e apo-
derando-so de um grande numero de aldeias, da*
quaes os principas* habitantes foram levado* como
refens. A' noticia desla invastn, o general russo He-
bulor, apressou-se em chantar os corpos, que fatiam
face ao exercilo turco do lado dt Boytxid, e em lugar
de con!1 toar sua aggresso no territorio oltomann,
reuni suas forras em redor do I illli-, capilal da
Ceurgia, alim de proteger esta cidade ronlr* Scha-
myl- Deste mudo ludo vai bem na Asea, e e a ex-
pedicao conlra Scliainyl for feliz, pode-se ler como
orlo, que a Kussia ser promptamente despojada
de sms possessfles do Caucaso.
A' espera de suturan, a cvaeuaeAo das principados
danubianos continua', e a medida que as tropas rus-
sos se reliram. as tropas lurcas e austraca, tomam
posse do territorio. Reina a melhor intelligencia en-
tre a Porla p a Austria, e Onicr-Pacl^i rcrebeu per-
feilamenle a divis.ln, que entrou eraflturliarest ,1c-
baixo das ordens do general Coronal. Os Hus.o<.
dcxando as provincias, quizerara levar comsgn as
tropas moldavas ; o ebefe desla milicia recebeu or-
dcui do persuadir seus soldados a sesuircm as tropas
do czar em seu movimeuto de relinda ; mas logo
que se fez salier aos soldados moldavos esta resolu-
c.ln, a nfanlaria e a cavallaria debdndaram-se para
evitar a sorle, que se Ibes prcparavju- Sessenla ca-
vallcirns smente e o* arliilinrnstaaviHueiUM!usp,,s-
tns ; mas nao era de nenhnm moda para obedecer i
ordem que se Ibes Itavia dado, porqne todos sem ex-
repcao, ofliciaes c soldados, recusaran) reunir-se aos
Russos. Pdem-iios malar, disseram elles, mas nao
queremos marchar. Esh alliva resposta exasperou
o general russo, que fallava em os mandar espingar-
dear. porm recuou dianle desla atrocidade e limi-
lou-se em prescrever o desarmameato dos soldados
moldavos e leva-Ios prisioaeiros dciuerra. He esle
um papel singular para osjiroeco*.1 da Moldavia e
da Valarhia.
No Bltico nada se pasla duran esla quinzeiia.
A obra da destruirao das forlillc*c8*s de Bomarsun-
da foi acabada c ns navios fnmtiaap e inglezes tra-
zem neslc mntenlo parala I rancajo corpo expedi-
cionario. O marcchal Baraguav dTlillers j esl de
volta.
Aflirmam-me que um relalurr eanliilencial do ge-
neral Niel, que, como rommanda|jle cm chefe da
enaeaharia, leve una parte bastad* Erando na lo-
mada de Bomarsund, afllrma qeeras unirs pracas
fortes do Bltico, Helsintrors, lleve!, Cronsladl mes-
mo sao lao facis de-loinar-se remo Bomarsund,
por causa dos vicios de sna roiislrrco c de sen ar-
mamento. Se islo he verdade,
que se Icntasse alguma cousa an
tacao.
Como Vine, v, o imperio ruase
le atacado, a Europa occidental en mi nha para in-
flingir pertinaz amhiran do ezsr im castigo exem-
plar. O imperador Nicolao nao Jostra enlrelanlo
estar disnwto a ceder. Um ukasevecenle prescre-
ve urna leva exlranrdioaria de 10 hbinens sobre mil
as provincias da Itossia occidentfi. Urna porco
da guarda imperial lie enviada ao Aesmo lempo pa-
ra a Polonia.
Esla direccao dada aos nrmameMos da Kusia he
de nalureza para faced a Allemauha reflelir. He
cerlo que roncenlracoes de trepas na Polonia sao
lima aiiieari nAo para nns.que alacanins o colosso lio
norle e un meio dia, mas para a Anstria c mesmo
para a Prussta, que .lo linulroph-s com as provin-
cias polacas da Russia.
Eslou convencido que em Virnna pelo menos Id-
dos se preoecupant vivamente com estas eventuali-
dades de guerra c se preparan! para sustentar firme-
mente o alaque. Mas n gabinete d lie. lim moslra
do sen lado tuna mollcza c urna indecisao iitcoin-
prehensiveis. J disse a Vmc. qne a Kussia linha
repeilidn com mni recusa preremptona, o pedido
de garandas, que Ihe era fcilo. O governo prussia-
110, que linha apoiado formalmente esto pedido, le-
ve a insigne fraqueza de se declarar satisfeilo com a
resposta da Russia. Elle pretendeque, lehdoa llns-
si.t dado a scg'iranc.i do que se conservarla na def-
fensiva, nao ha mais rafia para que elle e invnlva
na quesl.li>. Kilo nao un;. le qu- a Austria obre,
se quizrr obrar mas liuiilar-se-ha a iutervir co-
nt inciliator, se bouver lugar para islo. Esta a!li-
ludc tomada pela corle da Prussia provoca na Allc-
miiih.i una reprovacau geral, porqne lodos nquclles
Hftfii^e^inMIae^Jsta* j^l^oaiprehendoin qae
T-ro-. Pr.si,, o t/aliio, separarr'Wd^j.--ja.qni-s>.-H e
Mas qnaesquef que sej.im as manobras urdidas
em Berlim. a grande empresa da Europa ser leva-
da ao fim c a Austria f.ir.i utilmente o seu papel na
execucao. A oceupacao das provincias danubianas
cobre por Ierra a Turqua, quo nossas esquadras
prolcgem por mar. O exercito de Omer Pacha tor-
na-s dispoiuvel, e diz-sc que vai transportar o Ihe.i
tro da guerra na Bcssarabia para o Icrrilorio russo.
Se esla rampanha for bem succedida, e se lomar-
mos Sebastopol, como espero, as garantas que so
pedia Kussia, Ihe sero arrancadas pela forca, por-
que toreouc, passado ao mesmo lempo o Danubio c o
mar Negro. Relativamente a aholirao do protecto-
rado as provincias danubianas e a reviso dos Ira-
lados obre a prolecrao dos- christaos, o esladn da
guerra supprimio de facto a supremaca de que a
Russia tanto abusou.
O imperador dosJFrancezes passou alguns dias no
campo 'le Bolonha em eompanhia do principe Alber-
to, esposo da rainha da Inglaterra. A mais intima
eordiah.Lulo nao deixou de reinar um s instante
entre os dous principes, e os gritos rimo impera-
dor, cica l'ictoria, acolherain por toda a parte a
sua presenca. O principe Alberto tornou a partir
a 8 desle mez. O imperador deixqaocampo c diri-
gio-sa a Brdeos para receber a imperalriz em sua
volla de Biarilz. Os dous esposos sao esperados
aiiianhaa em Pars, mas o imperador demorar-seha
no campo alguits dias ainda, para as grandes mano-
bras, que devem ler lugar no fim do mez.
A rainha Christiua acaba de chegar a Brdeos,
dirigindo-sc s aguas dos l'v roneos. A situar i-> da
llcsp.tulia continua a ser precaria, todava reslabe-
lece-se alguma ordem as ti naneas.
Acaba-se de continuar a hzer os pagamentos dos
jaros da divida, os quaes linliam sido suspendidos.
7 de catabro.
A Franca, a Inglaterra, a Allamanha acabam de
ser ludibrtadas por urna mntensa mysdficarao, que
durou cinco das, e que nos cr-hrira de ridiculo,
Sebastopol naucahir as maos dos exercilos alliados.
Desde 30 de setembro al 5 de onlubro acredilou-se
lirmemenlc que Sebastopol eslava lomado em Vien*
a, Pars, Londres e Berlim: nnguem dava a dala
desle feilo de armas, mas referia-se as menores par-
ticularidades da lula, a cifra dos prisioneiros e dos
canhoes conquistados por nossos exercilos. A Ponte
desla nulicia era um pnuco romanesca, mas crc-se
tan fcilmente o qne se deseja, que nao se prcsla
altenrao. Eis aqui como o facto chegou ao conhe-
c i ment do publico. Um Trtaro portador de despa
chos, duba sido enviado a Omer Pacha, que elle de-
vi, 11.....nutrar em Bucharcsl.Chegandoaquella cidade
o gencralissimo turco eslava ausente e oJTarlaro se
poz logo em ramnbo para cnconlra-lo em Sih-tria.
Mas ante* de dcixar linchares!, elle foi interrogado
pelo cnsul austraco sobre o conleudu dos despachos
que levava, e eis-aqu o conlo digno das Mil e urna
noltes, que fez esle malicioso Albo do Oriento. Se-
bastopol eslava lomado : 18,000 Russos linliam sido
morios e 22,000 prisioneiros. O forte Constando
eslava destruido: as nutras fortalezas com 200 ca-
nhoes linliam sido lomadas; seis naos de linha rus-
sas linliam sido medidas a pique: o principe Mens-
cbiknlThavia-se retirado para o iuterior do porto
com os oulrs navios, e linha aiimuieiado aos com-
mandanles das Iropas siliantes, que faria pelos ares
os oulrs navios, se o ataque conlinuasse. Ti nha in-
dio dado 6 horas de reflexao, convidando-o para en-
regar em neme da humandade.
O Tortoro aj unta va que dnba chocado em Consta n-
linopla um general franco/, e tres generaes russos fe-
ridos, e que a cidade devia ser iluminada dex dias
consecutivos.
O cnsul da Austria deu-se presta em Iransmllr
estas noticias jncrveis ao seu governu. I.imilnn- a
acrescenlar que, ncm o general austraco, conde Co-
ronini, nem o representante d* Turqua, Derwich
Pacha, nem os oulrs cnsules linliam recebido no-
ticias de Consiantinopla, masque provavelmente es-
tos despachos se arli.iv,1111 nos papis dirigidos a
Omer-Pacha, c nao p.idiam |>or conseguinle chegar
de Silislria senao no dia segunde,
O conde de Btml, minilro dos negocios cslrangei-
ros da Austria, recebendo esto despacho, apressada-
menle o commonicou aos dous embaixadores de
Franca e de Inglaterra, que do seu lado, o Iransmil-
tiram com a mesma pressa aos seus governo*. Os cor-
respondentes das gazelas francezes e inglezas em Vi-
enna recolheram vidamente ns minores, que rircu-
lavam e os enviaran! a Paria e a Londres. A noticia
se derrainou nos dous paizes com a rapidez do rain,
e de lodas as partos mostraram-se siguaes do maii
vivo jubilo. Algumas cidades se illuminaram, em
Par* e l.nndres, antes dednr-*e estas demonslraceg,
espernu-sc pela rom macan nflicial da narraran do
Trtaro ; as duas bolsas linliam subido bastantemen-
te, e emquanlo *e grilava nra n imperador na boba
de Paris, enloava-se o i/ud sace Ihe nucen na de
Londres. A confirmadlo e todava a conDanca per-
mauecia a ponto de ser maltratado todo aquelle que
auiztsse contestar alguma rircumstaneia da noticia.
A illusilo geral durou cinco dias, o compre dizer,
que tui parlilhada pelos dous governos. Antes de
honleut he que scahrirain os olhos, o despacito se-
guinle foi aflitado na bolsa : a Virnna 4 de oulubro,
A narrarn du Trtaro foi desmentida em Burilares!
mesmo. Era a balalha de Alma amplificada. As
nonas milicia* directa* de Cuiialulinnpla s rlmgain
al 24. O cnsul da Austria em 1 Idtasa escrev e pc-
lu telegraphn a-li, que a lula tmlia coniiiiiiiiic|do
no ilia 25 para 27. que os alliados eslavam em Bel-
bcrk, dez veris (cerca de 2 legua* martimas d*-
lante de Sebastopol. Um navio a vapor inglez, com
b in.leira parlamentar, Irazia para Odessa !I00 Rm-
sos gravemente feridos. Aseignado Bourqueney (em-
baixador franrez em Virnna.
Na noile de 25 chegou oulro despacho, he dirigi-
do pelo ministro inglez em Conslanlinopla a sen
collega cm Vienna, e com dala de 30 de selembro.
Os exercilos adiados rslabeleceram sua base de ope-
racOes em Balachava 110 dia 28 pelo mauhaa. o se
preparam p ira maretnr sem demora para Sebastopol.
O Agamenn e milm. navios de guerra dos alliados
saachavam 110 porto de Balachava; havia minia f.i-
eilidadc dr desembarcar a arlilharia de cerco. O
principe Menscliikoll eslava no campo .1 frente de
20,000 homens. esperando reforcos.
o co, como para agradecer-lhc. Esla muda con-. a pique todo* os oulrs naviosae o aUque continuas-
versacao foi comprelciubda. cercam o imperador, e so. Deram-lhe seis horas para refleetir. convidau-
prrgunlain-lhe se Sebastopol foi lomada. Esla no- do-o a render-se. em uomeda humanidade. n
lcia, diz Mapolean, ra provavrl ; hoje ufaiin-me de Assim, he fundado na narraran verbal de um sim-
anuunciar-vo-la, he cerla. Estaspalavras se repe- pies Trtaro, de um eorreio, que o governo anuun-
tem de fileira em flleira com urna rapidez elctrica. "
e gritos de enlhusiasmo se fazem ouvir de urna es-
tremidade do campo a oulra. Depois de algumas
horas a noticia era ronhecida en Paris, c o Ibealros
e as casas particulares*e illuminavam em signal de
r 'gosijo. No dia seguinre, lodos os jornae* semi-of-
ficiaes 011(0avam porfiacntico de victoria, eis-aqui
como so exprima o Pag: .loui al de l'Fmpire:
Sebastopol foi tomado ;* o tfiumpbo lia comple-
to, decisivo, ruluiiiiantoi A -cidade, suas forlifica-
coes, esquadra, guarnicao, ludo se renden. Ja nao
existe pavilbao russo no Mar Negro. J nao existem
his-aqui voi-.l 1 I.-, muilo honrosa cerlomenlr r canliors russos iwmnrx da t.rimw. n*. existe niela.
cou urna noticia lao extravagante t Este Trtaro
he agora urna persoungem que perlence a historia.
Ninguem poderia dar crdito a todas a* facecia qae
divulgaiii sobreest novo lypo da comeda polilca,
Sabe-se que nos svuihulos conveSMienre* do jorna-
liala e do liomein da Bolsa da-se em Franca o nome
de Caar a urna noticia falta. I'ois bem, agora lo-
dos denominam em Paris a tomada de Sebastopol:
um caar l arlare.
Em substancia a posirao nao he tao desesperada
como se poderia acreditar,quando he examinada com
sangue fro. A nossa inquietarn foi qne trampee a
muilo gloriosa para a tropas nidadas, mas que nos
deia muilo longe ainda dos cotilos fabulosos do Tr-
taro. O desaponlamento foi grande, quando se *ou-
bc oilirialmenle que Sebastopol nao eslava ainda to-
mado, e as duas Bolsaa de Paris c de Londres expe-
rimentaran! urna baila nolavel.
Invert a ordem do* faclos, primeiro porque te-
nho por coslume fallar cm primeiro lugar daquillo
em que o publico europeo mais se occapa; segundo,
porque quando se Irala de fcilos de guerra, as noti-
cias mais recentes lem sempre mais inlcressc do que
a oarracao dos aconlpciinenlos anteriores. Entretan-
to continuo a historia dessa tncmoravel expedcao
da Crimea, do ponto em que a deixou nimba ultima
caria.
I eiido partido re Varna no dia 7, o immensn
combo;, das Iropas expedicionarias, depois de se ler
reunido n.?ilha das Serpcnles, eslava n 12 vista das
costas da Crimea. O desembarque se ellerluou no
da 14 cm um punto da cosa, distante oilo leguas de
Sebastopol, na direccao do nnrle, e que esl marca-
do na caria com o nome de OU Fon. All beque
as I ropas francezas e lurcas de-enib.rc.ir.im: os In-
glezes desembarcaran! mais mn pouco ao norle de-
fronle da pequea liba de Eupaloria, da qual se apo-
deraran! sem cnconlrar resistencia. Os llu-os nao
lizeram leulaliva alguma para se oppnrcm ao desem-
barque, que foi contrariado alguma cousa smente
pelo tuno lempo. Osexercilos alliados sereuiuran
s 15 e Ib, e lodas as infurmacocs que lem obliilo no
paiz Ibes lem provado, que os habitantes eslavam
per lei lamen le disposlos a sen respeilo. OsTorlaros
da Crimea (jto mahometanos, e anda que sua inda
pendencia Ibes fosso roubada ha perlo de um seculo,
soflrent sempre com impaciencia o jugo moscovila.
Elles se der.un pressa em fornecer uossas Iropas de
novos vveres, que Ibes foram cvaclaineule. pagos.
Tumaram-se prompUmciite disposii;ftes para mar-
char-se contra Sebastopol, e as Iropas po/.eram-sc a
camiiibo a 10. Tres ros defondem o caminho, que
conduz de Old'-Forl a Sebastopol, o Alma, o Kalcha
eollelbeck;he ncslres Ires pontos que o exercilo
russo enmmaudado pelo principe Menchiknir devia
procuiar dispular-nos a passagem. Com nitrito 20
dvc lugar o primeiro c sanguinolento combale as
margeos do Alina. Eis aqui o boletlm que foi envia-
do ao nosso goverpo pelo niarechal Saint Armand :
Barrara na Alma 20 de'selemhro : Encontra-
mos hoje^o inimigo no Alma. Elle oceupava com
forra* consideraveis. a qu 'bra la accessivel em Ires
pontos smente, onde eslavam slidamente enlriii-
chearadose Cobeftos de arlilharia. \< tripas adiada
poder amearador nos porlos de C.onsuniinopla. A
Turqua pido respirar tranquilla. O concurso ge-
neroso do Occidente vingou com um nico golpe
doiis secuto* de hitmilhacao. A Franca e a Inglater-
ra (em bem merecido da historia e da Europa iviii-
sada.
O qne Ihe parece esto eslylo pymlarco ? Eis-aqui
agora como caula o Constitucional :
a A bandeira dos exerrilos alliados fluclua sobre
os muros de Sebastopol. A soa marcha na trra da
Crimea he smente nina serie de Iriumphos e victo-
rias, e alguns das baslaram para consumar urna das
mais gloriosas campanha* que a historia do povos
modernos lera de registrar. Alguns das foram suf-
licienlcs para ferir no corarn o.poder da Kussia ho-
je risrada dt lista da nacoes. A tritura do* despa-
chos que publicamos boje cochera a Franca de en-
lhusiasmo c do orgulho, e far o espanto ea admi-
racao da Europa.
Eis o que canlarant os poetas ofliciaes. Deixemos
agora fallar em Immildc prosa os homens pblicos
do Journal des Debis :
a A lomada de Sebastopol com a esquadra c lodo
o material de guerra, que seria um resudado verda-
deramente prodigioso em consequencia da sua rapi-
dez, somenle n"s foi annunciada pela thelegrapbia
particular. Temos esperado durante todo o dia o
canhao dos Invadidos aununriar ofllcialmenle esta
grande noticia : releva anleS esperar do que consi-
derar a noticia rnmn ofllcialmente dada. >
O Journal des I>ebats fallava a lnguagem fra da
ra/.n>; mas nao se deve usar da bugugem da razio '
para com homens ebrios de enlhusiasmo. Tambem
a Pre**e no dia aegiiinle iujuriavn brutalmente u
Journal des Debuts pelo orgao de M. Emito de tu-
rando, eo nppeibdava de Cussaco.
O Monileur # coiitenlava com inserir na sua par-
to oflicia I 11111 despacho do marechal S. Arnaud, da-
tado de 20 de selembro. anuujfjaianl) que as tropas
nrargens do
a* do rd-
ete. Dava o
8 tomada de Se-
'gnificaliva: uDamo-
alliadas linliam atacado
Alma, e destrado as tria
diaria, depuis de qualro.;
despacho particular, anal
bastopol com esla modifica
la com toda a reterca. o
He uso em Franca salvar as nos-a- victorias com
cenlo e un tiros do canhao dos Invadida*. Duran-
te qualro dias os oitvidos da pniuUaajj parisiense
eslavam alientos para ouvir a CM^^^Hr ollirial da
lomada do Sebastopol. Os Sftj^H Bs Invadidos
liaviam recehdo ordens par 0*1 Mein
los ao primeiro signal. 0%^
acaram eslas pusicoo.s difllceis com bastante vigor, i graplual nuprrial em o numero 80. pessaram a noilc \ dia a aled nao foi excessiva
e aos gritos deviva o imperador. he que os nos-
sos soldados, que se moslraram dianle dalles. Aba-
ladla de Alma durou '1 hora-. He urna bella eslra
para nossas armas. A* tropas francezas liveram I .{'JO
homens morios ou feridos, Ainda nao sci da perda
lo exercilo inglez, quo combaten valcnleinenle con-
tra una resistencia pertinaz.
Um relaloriu do.jttjtJa~|g,'r^' nnhljr-Mlo neli,
goa.w-.-K. ..-' '' crcil0_ A rcspeild dos Russos,
nao se lem a rtfra ollicai, m... .is despachos Iclegra-
phicos cibui,un, que elles deviam ler perdido cerca
de t,000 homens. O numero das tropas russas, que
lomaram parte na balalha he calculado em 50.000.
Os Francezes, Inglezes e Turcos, reunid,>s deviam
ler apenas em campo o mesmo numero de comba-
lentes, porque o exercito adiado leve, de deixar forles
deslaramenlos para proteger sua retaguarda.
Este romero do rampanha he pois um grande fei-
lo de armas, glorio,is-imo para o alliados, porquan-
lo com forras iguaes desalojaram os Russos de posi-
res muito vanlajosas e muilo fortificadas.
0|que se patsou entre 20 e 28. entre a balalha de
Alma aa oceuparao de Hilarla v a, de que falla o des-
pacho, que ainda ha pouco cilei ? Ignoramos comple-
tamente, mas he cerlo que as vaulageiis perlence *
nossas armas, porque temos sempre avancado. O
principe Mencbikoff nao lem mai* qne 20,000 ho-
mens debaixo de suas ordens e nao ousa retirare
para Sebastopol.
He provavel, e geral mente se er q..e urna segun-
da balalha foi dada cm Kalcha, e que os Russos re-
pellidos de novo nos tenham dado passagem al o
Bclbeck, que lica ao norte duas ou Ires leguas dis-
tante de Sebastopol ; mas resulla desle despacho que
a cidade love de ser atacada ao mesmo lempo pelo
lado do norte e do snl, porque Balaclava, onde aca-
ba de desembarcar urna divisan, lie um -porto excel-
lento simado a ires leguas sul de Sebastopol. Ora es-
le arsenal martimo da Russia, muilo bem fortificado
pelo lado do mar, lem -rnente furtifica^Oes medio-
cres do lado de Ierra, sobretodo na parle do sul. Po-
de-se esperar que o duplo ataque dirigido conlra Se-
bastopol e poderosamente auxiliado pelo fogo das
nossas naos, lenha j ira/ido ou liara brevemente a
entrega da prora.
Inlerromp por um momento esla carta para ir sa-
ber noticias rhegadas esla imite e esta manbaa, por
saber que linha entrado houlem um vapor inglez
viudo de Marselha, o qual Irazia os despachos dos
generaes em chefe. O Monileur publica apenas o
rclalorio do marcchal Saiul-Ariiaud acerca da bala-
lha de Alma, que nesse documento loma As propor-
caes de urna mui grande e bella victoria. A derrola
dos Russos fui urna cmplela destruirlo, e seo ex-
ercilo adiado livesse cavallaria, nm s soldado na
tena lirado a MenschikolT.Tomou-se a enrruagem do
general russo, sua maca e sua correspondencia. A
gazela oflicial nada diz sobre os movimenlos ulterio-
res do* exercilos adiados, mas as noticias Ira/idas
pelos despachos lelegraphicos particulares confirman!
plenamente *s iufurmacoes, que acabo de dar, e
ajunlam que no momento em que ns Turcos parliam
das praias da Crimea (27) aflinnava-se que a segun-
da linha de defeza de Sebastopol era tomada, eque
a prora eslava iiiteiramcnle sitiada. Os Russos li-
nliam medido pique os navios v cilios para fechar
a entrada do porto.
As oulra* milicias punca importancia tem a par
daquellas que nos ebegam do Ihealro da guerra, e
limito-me a rcsumi-las rpidamente. A evacua-
dlo dos principados danubianos he rompida. O ex-
ercito aiislriaco tornou posse de Jassy, capilal da Mol-
davia, eo ei-hospodar da Valacbia. o principe Slir-
bey, foi reinslallado cm suas fniicces. Omer Pa-
cha prepara-se para lomar outra vez a oflensiva
conlra os Russos, e annuucia-sc sua prxima entrada
na Bessarabia 11 frente de (0.000 homens. No Bal-
deo as e eslaco muito adianlada, para dar um golpe impor-
tante conlra Bevel, ou Cruosladt. Em poucusdiaslere-
mos grandes aeonlecimentus. As potencias allemaas
admiraramu vigorde nossos ataques contra a Bussia
a o lurcessos de nossas arma* as levara a pronunci-
are-* eada vez mais em nosso favur,tanto mais quan-
do ellas podem loga precisar de mis, porque o czar
faz na Polonia grandes concentraccs de Iropas, que
niMtram ser urna ameaca contra Al'.cmanha. O
ju om imperador da Austria acaba de escrever ao
imperador .Vapulean felicitando-o pelo successo tic
suas armas.
Na Hespauha nada de novo, a nao ser urna caria
da rainha Chrisliiia, que declara nao ler dado jumis
conaelho* polticos .1 sua filha.
Holetim da bolsa. Os 1 l|2 por cenlo subirain .1
100 fr. e t. cen ; desceram a 99 fr. ; licaram a 98
fr. e75 ruul.
O* 3 por centn inbiram a 75 fr. o 50 cent. ; des-
ceram a 73 fr. o 30 cen.; licaram a 75 fr. elO
cen.
Consolidados inglezes ; subiram a 95 3|i desce-
ram a 93 1|8.
---- UlaMBI'
Ideen 7 de outabro.
Durante quitro dias Paris foi victima de urna das
mais gigantescas myslificacocsdos lempns modernos;
dnranlo qualro dia* Paris acreditou esla grande no-
liria : a lomada de Sebastopol O facto he' mu
curioso,e por isso nao posso deixar de .lar-Ib.- lodos
os prnmennres a esle respeilo. Domingo passado o
imperador se achava no campo de Boulngne, cercado
do seu estada ntninr. com a imperalriz a cavado a
seu lado. No momento emque se preparava para di-
rigir urna ollncucflo an exercilo, miles de despedir-
se delle, un estfela rompa precipitadamente a mul-
lid.lo, o enlref um despacho ao imperador que se
la pi e-sa em abri-lo. taimo todos suppimhnm ser
noticia* do Ihealro d guerra, esperavain o resudado
desta tritura rom anriedade. A imperalriz interro-
ga rom ns odio* a NapoleSo, que faz um signal qua-
si perceplivel, A imnerslriz levanto os olhos para
emeompor e.lilaos que se deviam dislribuir em Pa-
ris, e remoller para todas as municipal.dados de
tranca : mas o Monileur c o canhao dos Invadidos
pcnuaiicciatu mudos. O deasocego e as decepres
se i,mi apoderando dos espirito*. Novos despachos
rhegados de Vienna derr.iinavam duvidas sobro a
veracidade desla grande victoria : Em fim. aules de
boulera na abertura da Bolsa, o governo man lava
dous 4csp.iclius do n
isiii'uiw"*"rt'iiiiiniiwi n.iffrt TCrarb neporaf-m
Segundo os despachos ver ficiaes que ver, as vaolagens sao do nosso lado. -
Nao era razoavel acreditar que orna potencia lio for-
midavei cemo a Russia, nao heuvease lomado pre-
raures contra una evpedirn annunciada ha lauto
lempo. Cremos firmemente no Iritimptto, mas sera
vagaroso e caramente comprado.
Domingo passado, Na,.olean em toda a embriague/
desla grande victoria, di/ia aos *eus cortexos qne
elle se felicitava pela causa da humanidade e pela
liuinili.ic.i.) da Russia em consequencia de om Inuin-
pbo tan prompto e tao fcil, roas que lameatava os
prodigios .la arto inililar, que leriam sido lestemu-
nhados, se a resislrncia fosse mais enrgica.
Esla pretendida lomada de Sebastopol acaba de
romp uineller mui gravemente o imperador da Aus-
Irht : eis-aqui o que se l no Monileur de 5 de ou-
lubro :
or S. M. o imperador da Austria enrarrrgou ao
barao de Hubnerde dar o* parahrns a S. M. o im-
perador dos Francezes pelo brilhanle Iriumpho das
sitas armas na Crimea, e qae acrescenlasse que elle se
assoria cordialmeule s esparaeras que se ligam a
esle aconlecimeiilo. n Como ver, o imperador da
Austria tambem engodo a arara a tartrea. Deve a-
cha-la agora mui amarga.
A myslirtcafa'n de Sebastopol domina ludo, assim
s posso fallar-lbe acerca della : tinha ella dado urna
espaosao maravilhosa aos exploradores de patriotis-
mo, porque no nuvo seculo positivo, faz-se dinlteiro
de ludo.
Os Ibealros preparam cantatas, o Circo encom-
mendoD a um dos seus fabricantes urna pesa de
circnmslaiicia ; autores, pintores, machinislss, lodos
linham passado as uoiles afim do imillir ao peda
ledra o enthusiasmu dos nossos soldados do Oriente.
Mas, oh esperamos que os trabadlos e as vigi-
lias deslcs graves homens nao serao perdidas. Um
mercador de modas, que acabava de abrir o seos
armazeus entrada do fobourg do Templo, e qne
ainda se achava indeciso que titulo pona, mandou
pintar em grandes caracteres : A Tomada de Sebas-
topol Nao sei se boje elle j rclirou esle titulo. Co-
mo o emhaixador lurco linha mandadocnllocar dian-
le da porta do sen palacio lechos carrejados de lam-
pones que servem nos dias de feslas nacionaes : es-
tes infelizes lechos esperaram piedo 3 nuiles; no quarto dia rcsolveram manda-Ios
tirar.
Como bem imagina, a Bolsa representen um papel
importante nesta comedia de Seh.slupol. A Bolsa ho
n promp-| a verdadeira palria do anord.ahi he que elle se en-
ibi lypo- j gorda al que seja depeuadu e comido. No primeiro
a nulicia enrontrava
da balalha u'Alma, e que MenschikofT conservavao
campo com 20,000 homens, aguardando reforros.
Mas o golpe eslava dadu: para l-'r.inra, Ingla-
terra e as partes do mundo que leem os nossos jor-
naes Sebastopol esl tomado. A* gazelas que nos
chegam dos deparlainentos eslao ebrias de procla-
marles enlhusiaslicas dos Mars e Prefeitos, or-
denando lluiiiiuares. Te Dcum, ele. ele. O
jomaes inglezes comparllharam o nusso erro, e
al o excederam. O Times, esle ch.irlal.o por ex-
cedencia, n iriou a lomada de Cadaforlc, os inci-
dcules do assedio, e al assegurou que a bandeira
dos adiados flucluava na igreja de S. Wladimir.
O nosso governo em consequencia da sua dema-
siada precipitarlo e impcrdoavel credolidade, collo-
rou-se na mais falsa situacao que se pode imaginar.
IJue hiimilhacau para elle, se esla noticia, que jul-
gamos ser preinnlura, liual fosse iuteiramente fal-
sa e leriniuas.e ii'om desastre?! Acredila-se mui
fcilmente no que se deseja. Tambem Napoleao
eslava de tal sorle persuadido da eiactidao desla
noticia, que quera absolutamente dar ordem para
adrar o canhao dos Invadidos. Foi o marechal Vail-
lanl, ministro da guerra, qde impeli que o im-
perador commeltesse semelliante falla, que lalvez
fosse irreparavcl. Como he um homem especial,
amigo general do corpo de engenhciros, que diri-
gi o assedio de Roma, fez comprehender ao impe-
rador que semelhanle acontec metilo era mui promp-
to para ser verosmil, e o imperador final se sub-
melteii s suas ra/.es. As-ever.un que de enlio
pura c .Vapulean se acha n'um desassucego e n'umn
anciedade inexprimiveis. Um dos seus criados par-
ticulares disse inysin lusamente a um dos meus ami-
gos, que havia tres noile- que elle nao fechava olhos
e passeava no seu gabinc'.o.
N'um dos ltimos conselhos de ministros, M. Pie-
Iri, prefeilu de pulira, quexou-se vivamente da
leviandade com que os jornaes do governo annun-
ciaram alomada de Sebastopol, e derla ron que a
rrclilicacau desla indicia produziria no publico o
pcior elleilo possivel. Porlanlo escogitou-se um
expedienta polideo para atenuar esle elleilo. e des-
viar a altenr.i.i d.i partido democrtico, pelo qual
se rosluma ter cerla censideraco as situarnos om
pouco graves. Eis-aqui o que se achou : Exista
as masmorras de Relie-Ule 110 mar, um prisioneiro
publico de rnnvicroes ardeules e ao mesmo lempo
inahaldvcis, um republicano austero c religioso.
Moro e rico sacrificara a sua mocidade e fortuna
para eonsagra-los a causa popular. Vinle annos de
captiveiro nao foram capnzes de fazer que elle se
de-v a-e urna linha. Tambem o povo lem tido pa-
ra rom elle profunda veneraran. No dia em que o
governo publicou na Bolsa o despacho que des-
menta a lomada de Sebastopol, la-se nu frontis-
picio do Monileur a caria seguinle de Napole.
a Sr. ministro, rnmmuuicam-rae o extracto se-
guinle de urna carta de Barbes: Um prisioneiro
que conserva, nao ululante longos solTrmenlos, Uln
patriticos seolimenlos, nao pode sobmeu reinado
ficar na prsao, mande-o piir em liberdide immedia-
tamcnle, c sem enndico.
Segue-se o fragmento de orna caria que Barbe*
esrreveu a um dos seus amigos,.e na qual elle
felicita o dito amigo, posto que republicano, mui
enrgicamente por fazer votos pelo Iriumpho das
nossas armas conlra os Russos... a Lamento o nosso
partido, diz elle ao terminar, se ha algum dos seus
membros que pense de outra maneira. Oh s nos
fallara perder o senso commuin, depois de tormos
perdido oulras mudas cousas, o
Como foi que o imperador leve conhecimenlo des-
la caria! Islo he mui simples. Tudo quanto os pri-
sioneiros remellen! por fura he examinado elido pelo
director da prsao, que faz chegar as cousas ao seu
deslino, se julga couvenienlc. Quando se estima a
um prisioneiro, romrauuica-se ao governu ou antes
ao imperador tudo quanto o pode decidir a usar do
seu direilo de grara. Sube de um oflicial que esleve
de guarnirn em Helio lile que Barbes gozava de
urna consideracao excepcional. O director Irihuta-
Itic grande respciln. Os gunnlas.osrarcerciros nun-
ca passam por dianle delle sem descobrir-se. Islo
he I vulo em primeiro lugar ao seu carcter pns-
soal, c depois lalvez tambem ao lempo singular em
que vivemos, que faz que o prisioneiro de boje se
lome o hroe do dia seguinle.
Aceitara Barbes a grara que acabam de coheeder-
Ihe he cousa anda duvidosa ; mas qne importa ? o
efleito esla [.ro-.l-.i7i.lo. c he ludo quanto deseja o im-
perado^
Por ventura (cria o despacho que den lugar a mys-
liliraro, de que tomos victimas, esse carcter de
aiilhrnlieid.idr que possa desrulpara credulidad.' do
governo'.' Julguc-o por si mismo. Ei-lo aqui lex-
lualmenle :
n Vienna 2 de oulubro, mcia hora depoisde meio
dia:
o Hoje ao meio dia rhegou de Conslanlinopla
um Trtaro (razeudo despachos para Omer-Pachs
Como esle ollimo se ache cm Silislria, os despacho.
Ihe foram enviados. Esle Trtaro annuncia a tu-
rna, la .Ir Sebastopol. Segundo o que refere, foram
morios 18,000 Russos, e 22.000 fcilos prisioneiros. O
lorio Constantino foi destruido, e os .nitros forles to-
mados rom duzenlas pora-. Seis naos foram medi-
das a piqui. O principe Menschikor retiro para
o interior do porto os oulrus uavius, e parlicipou ao*
cumniandsiitos das tropas sitiantes que melleria
nuilos incrdulos que esperavant o canhao dos In-
valliilos para se decidirem ; mas o cnido nao se fez
ouvir. E ni fim. pouco* minutos antes do eucerramen-
tn, alguns individuos se prrcipilam na sala, gritan-
do : u canhao o canhao Entao, antes de verilica-
rem a cvacii.lao do tarto, comeraram a gritar ale-
gremente c a baler palma* : eu'fui teslemunlta des-
le espectculo : desla vez era o canard dos Inva!-
(inham derramado a perlurb
uialicas, bnuveram frequentesVonferencTa*entre'M.
Dmuyn de Louis c os ministros dos princpaes es-
tacloa allemae*. Segundo as informarles que colhi,
cuja aulhcnlicidade nao Ihe posso affianrar, resolta
n uccordo lomado irrevogavclmenle por parle de to-
dos os estados, de se conservaren! neutros, qualquer
que seja o resollado da expedcao da Crimea. Os mi-
nistros parlicipajam a M. Drouyn de Louis com lo-
das as formalidades diplomticas, porm da maneira
mais clara, que se os estados fossetn obrigados a sa-
bir desla neulralidade, a confederarlo germnica li-
nha tomado medidas para dentro de seis semanas se
achar no eslado de faze-la respeitar. M. de llasfeld,
ministro da Prussia responden a M. Drouyn de Louis,
que Ihe dizia que a Inglaterra nos arraslava algu-
mas vezes mais longe do qne queramos ir :
O governo francez extree orna preponderancia
demasiada, e por isto he seohor da sua polilca :
alm disso as poleocias adrales nao levam a mal a
expedcao da Crimea, porque, seja qual for o resul-
tado, preparam o caminho para paz, com a cundirn
torio russo... Veja como esta paz parece provavel
com scmelhanles condcoes. Veja a Franca e In-
glaterra dizendo a Russia, depois da lomada de Se-
bastopol : a l'erlurbastes a paz da Europa eda Asia,
sem oulro motivo mai do que a vossa ambicao in-
acavel. Temos esgolado os nossos Ihcsouros, derra-
mado o sangue dos nossos melhores soldados ; mas
Tiramos satisfeilos com o Iriumpho que tomos alean-
codo ; que ludo entre na ordem do costante, a Mas
governos capazesde semelhanle* inepcia* fieariam
perdidos na opniao dos seus povos. Isto prova so-
menle quaes sanas tendencia* das potencias alie-'
mas. Ellas nos arrastarao fatalmente comoj The te-
nho dilo mais de urna vez. a urna guerra geral.
Napoleao ainda maillera a esperanca de se fazer
sagrar pelo papa em pesnoa. Os carros, a* vestes pa-
ra a ceremonia esto promplos de anlemao. Aguar-
da a vestora das nossas armasdoOriento para recla-
mar este favor, a titulo de defensor da f calhulica e
de restaurador da igreja de Jerosalcm.
Um dos nossos almirantes mais enrgicos c mais
v alenles e mais capares, que commandam no Mar
Negro, o almirante Brual est mui descontente por
causa do papel secundario e passivoqueo fazem re-
presentar na expedcao da Crimea. Foi elle o cn-
rarregado do transporto das tropas, dos vivare* e do
111,1 ler al. a Mandam-nie, disse rile, exercer o ofli-
cio de carroceiro.
A vida cheia de aclividade e de emor;es. qae vive
de algum lempo a e-la parle o marechal S. Arnaud
produzio urna salnlar influencia na sua ande, que
se achava depois de algum lempo arruinada:disse qne
nunca passra l.lo bem. Asteveram qae depois da
sua ultima molestia, o marechal tornou-se mui de-
voto e tem por confesaor em padre jesuta que nun-
ca o deita. O proverbio diz : que quando o diabo
se torna velho, faz-se ermita,..
M. I biers v oltnu a Pars, vindo dos banhosdo* l'v -
reos, onde foram confortar-te. Vem acabaros Jre-s
ni I mus volnmes da sua historia do consulado e do
imperio. Mas dizem que elle aguarda lempos mais
favoraveis para pnhbca-los: o juizo severo que elle
fez acerca de Napoleao, nao pode serjapprovado por
Napoleao III.
O governo acaba do publicar um decreto re-
lativo o rrorganisacao da polica municipal de
Pars. Esla reforma he mu importante : tra-
la-se de applicar a Pars o syslema da policio
ile Loo Ires, islo he, assegurar a'presenca de gen-
les encarregado* de vedar na seguranca publica o
particular cm todo* os lugares, qualquer horado
dia e da noile. Para obler esle resultado, se di-
vidir a cidade em cerlo numero de idiotas, eada
urna da* quaes ser percorrida sem inlerrupclo por
um vigilante especial, de maneira que possa ser
soccorrdo nao s pelos agentes das ilhotas visinhas
mas tambem pelas reservas espalhadas aqui e alli
nos porlos ccnlraes. O pessoal da polica munici-
pal em Pars conla actualmente um effeclivo de 750
inspectores de polica. Esle numero ev idenlemenle
usufliciente para o novo servico ser elevado a 35if>.
Dizem que he nicamente para assegurar po-
pularan parisiense o beneficio de urna seguran
absoluta que o governu decretou esla reforma, se-
ria lalvez um pouco arriscado. Muila gente pensa
com i.i/'i.i que ha da parte do governo grande in-
ters** pessoal. Alem disso, o relalorio nao dii-
mula esta presumprao. ... Em presenca desta or-
g a abaran poderosa, sempre prsenle por lodaa par-
lo, os dcsofdrros desde os seus primeiros pastos
srriam presos na* suas tentativas... a Como v, esta
reforma he dirigida niot conlra o* revolucionario*,
como conlra os ladies. Mas qualquer que seja o
motivo secreto que dirigi o governo, semelhanle
medida u3o deia de ser de urna ulilidade incon-
leslavel, c nao pode deixar de merecer a approva-
r.io dos homens honestos, que prezam a sua bolsa e
a sua vida.
Observa-se depois de alguns dias em Paris a pre-
senra de cinco ou seis ministros da repblica dos
Estados Unidos. Afliancam que elles se reuniram
para conferenciar enlrc si sobre os negocios de lies-
panba, ou por outra, sobre a famosa que-d.iu Je
Cuba. Os Estados Unidos, como sabe melhur do
que nos, olham rom amor, depois de longu lempo,
pura esta bella lidia das A ni Ibas. Verdad* he que
mais de urna vez elles tem procurado, liberta-la da
k.
1 11
fe-__.
- -
naaaaaaal
aa.
d


D'*'Q DE PMUMBUCO, QUINTA FEIRA 2 DE NOVEMftRO DE 1854.
4
raclro|>ole, senao de urna maneira ollirial, ao menos judicialmente c narossasie por va de soccorros particulares. Mas como as
grande* potencias da Europa lem feil comprehen-
der a repblica dos Eslados Unidos que ellas nao
i'onsenltrao que se reiise ssinelhanlc espoliadlo,
procuram hoje Iralar amicavelmcnle do abandono
de Cuba. Dizem que o governo americano oerecc
1--S>:000,000 de dolan* Hes|iariha. Setalollere-
cimento he verdadairn, a Hespaolia obrar com
juizo em aceila-lo; perqu alinal, quando urna
pessoa nao lem forja para defender a sua proprie-
dado, he melhor Iral.ir com um ladran do que ez-
|>or-e a ser inleiramente roubndo. Km fim sao as
cortes constituales que nicamente lem direilo de
conseiilir n'um aelo Uo importante, e he possivel
que o desgranado estado de Ruancas obrigue os nos-
sos orgulhospsidalgns a urna concessaoque lhespare-
cer un pouco humilladora.
1'. S. -Veste momento sobe que os ministros ame-
ricanos eseolheram Oilco.de para o lugar das suas
conferencias.
As noticias de liespanbn mi pouco animadoras ;
os partidos cometan) a levantar a mascara ; bandos
de carlistas se moslram cm alcumas provincias, em
oh i ras se organisamcominisses republicanas. Era-
lim ludo annuncia triste* proiimas commoc/ie*.
Aseveramquea rainha Isabel busca meios para dei-
xar a tiespanha, o qoe prova que ella ah nao goza
de seguranza.
Porto 9 4a oatabro.
Mg Peor. Isla por ca est soffrivelmenle chocho
e estrila opposicao grita, o governo faz ouvidos
de mercador, o assim vai caminhando a' carancue-
jla. Na esphera poltica nao ha alteraran visivel,
nem indicios de mutarao de scenario ; c at a aber-
tura do parlamento he provavel que nao haja novi-
llada nova. O governo nao se da mal com o dulce
far ni'nii, e como nao p6e impedimento ao desa-
lalo palavroso dos descontentes, estes berram, e para
lescancar aceommodam-se. Materialmente fallando
vilo apparecendo alguns signaesde vida ca pela Ier-
ra de Virialo. O camiolio de ferro de Lisboa a Cin-
tra j est contratado, bem como o est o laen- da
via frrea do Porto a Coimbra, que s espera pelos
amen* do parlamento.
Uiz-se (he preciso ler em conta que se diz muila
peta) que sena'o contratara logo tuda a estrada do
norte, porque he aiitda ponto eontroverso se de
Coimbra ir a Sanlaiem, se a Cintra, por isso que
n'um e n'oulro ponto tem caminho de ferro onde
entrancar. Parece ser j Tora de duvida que a par-
te do caminho Terreo de Sacavem a Villa Franca
principiara a fonecionar no dia-29 do que vai an-
dando, anniversario natalicio do regente. Final-
menta os melhoramcnlos vaporosos vao de vento em
popa. A queshlo do rapto vai esfriando apegar do
memorndum que a mal da menina, que fui alvo da
tentativa, dirigi ubi el orbi dn memoravel Vigo,
digo memoravel porque rale acontecimento 11 ie d
agora um lugar mais ancho na historia. Em Lisboa
anda ludo em um sanllio com a cheauda da celebre
cantora Alboni. 0< procos de entrada no Iheatro
forana dobr.ido, e cada facinho aristocrtico, que da
platea superior quizer ver o fuciuho da cantora, e
oiivir as suas volatas e retornellos, etc., ha de espor-
tular-se de cada vez com 159:20 rs. argnteos, e me-
lade desla quantia quem quizer perfilar o nariz na
plala democrtica.
Acmi lambem se espera com impaciencia a checa-
da da companhia lyrica, e est decidida a mania da
poca vapor e solfa. Appareceu orna carta mani-
fest dirigida de Portugal, pela rainha Christina a
sua hija a innocente I salud, protestando contra as
ral ion ii i< dos partidos que diz contra ella levanta-
dos, e dizendo que para a Hespaoha a poca dos
ltimos 11 anuos foi a melhor phase poltica,oruani-
sadora e de crenra que lem eozado desde o priuci-
pio desle seculo !... E que tal?! La madre delpue-
o/o pilhou-se a salvo, e prometle nao estar callada.
O grande defeilo das mulheres desde Eva, que nao
linha Mora, nem Ere., foi sempre a limpia. Parece
que a viuva de Femando VII, propriedade boje,
pela lei matrimonial, de Mr. Miinhoz, se empenhou
3u*ndo eileve em l.i-bo.i de passagem, para que a
la carta manifest fosse publicada no Diario do
GocerAo, porm o ministerio alianou as orelha*, e
nao esleva pelos auloi, para nao decahir da gracia
de l). Baldomcro Espartero.
Ca para as provincias do norte a colheitu fui des-
granada, com especialidede a do milito e vinlio.
Alguns pro|irielarios ucni fizcram a vendima por
nao ler que veudimar. O pouco vinho que ha be
rao por oslar airectada quasi tosa a uva que csca-
pou a razzia do Oidium, anda assim nao lia de fal-
lar quem o beba. Porm como a necessidade he a
mai da iniluslria, tem-se com bom resultado Mire*
dii.'idii a fabricarlo da cidra, ou vinho de macSa.pa-
ra supprir o marofo. Em Punte de Lima fizeram-
se para cima de 200 pipas do tal vinho de mana, e
unas 50 pipas de agurdente do dito vinho, que di-
zem rhegar algumas a grado ir,1o de 10 graos. Veio
Pomana supprir a diiuccncia do Sr. Bacho.
Por aqui eslao todos de uaiiz lito na Crimea es-
perando a cada momento a noticia da tomada de
Sabaslopol pelos alliados. Pelo que se vai vendo os
Kiisso* veem-sa em calcas russas ou pardas que he a
mesilla rousa. Expediram-se as urden* para a clci-
rao dos deputados que fallam para prcoocliiinciilo
das vagas :m parlamento. He til o iiiihfcrentismo
poltico do povo soberano, que nem em tal cuusa
se onve fallar.
Nao se falla seno cm rriilho caro, em vinho caro,
a poltica
i as veles impoltica.
O duque de Saldanha que a cada momento se es-
perava que fosse de passagem para o mitro mundo,
apezar de ser o commandaute em rinde do exercilo,
est muilo melhor, e al se diz que quasi bom. Esta
melhora acendeu a guerra entre os allapathas, ho-
meopalhas.e raspalhislas, querendo cada um dclles
o triumpho para a sua bandeira. Lase avenham.
As couias de Ilcspanha esiao phosphorcas. Os
elemenlos heterogeueos que se 11 gurain para a revo-
lnoilo principiara a reagir, e a procurar cada um ex-
cluir os nuIros. As eleicoei principiaran! no dia 4,
mas nao sei se *econcluirlo sem moslardarEm lodo
o caso a tal Constituate deve ser urna Babel. O
governo v-se atrapalhado. Parece que ha conspi-
rarles republicanas, e planos para a abdicacao da
rainha, que un dzem era na lidia, e outro no
conde de Moulmolin lillio de t. Carlos. Appareceu
j.i um manifest deste en sentido constitucional.
Em alguns pontos de tiespanha lem j apparecidn
partida* carlistas. A guerra civil est nlli muilo
provavel. Falla-se em colisoes etc., e admiltindo
iiiesmn que milita rousa seja palranha, a stuacAo he
astusladora. O infante II. lienrique a quem a ul-
tima revolaran abri as portas de despalilla, foi
mandado sabir para as Baleares, e mandado sabir
do territorio hespaiihol o general inglez Bristow, pa-
rece que em consequencia da descoberta de urna
conspirarn. Vamos vendo.
N. B. Em conscquencR da caresta dos cereaes
lem aqu subido milito os gneros do Brasil. O ce-
lebre poeta brasileiro Uoncalves Das, sabio de Lis-
boa para Franca, dizem que para tuna commissao
st den tilica do governo brasileiro.
cntaua meada. Mas cm vezd'isso, conenlon-se com
declamarc* e fugio como se alguem a quizesse as-
sassiuar.
Ora o duque de Saldanln nao se devia contentar
com dotis mi Ires artigo* de amigos sen*, muilo cni-
cos [ti artigo, c os amigos lambem) negando a sua
intervenga^ Devia querellar dos jornaes e da viu-
va que Ihe linliam levanlado esse falsolesleinunlio,
que talvcz o seja. Mas al agora nao o fez. Ilon-
lem he aue sube que se linha fallido ao doutor
Marlins Ferro, ha pouco sabido da universidade,
para elle ge encarregar de querellar do Peridico
dos Pobre* do Porto, que primeiro aecusou o duque
de cmplice no alieutado, e bem assim os jornaes
de Lisboa que lizeram edrocom o do Porto, que fo-
ram a Mafia, Porluguez e Imprenta e Lei. Mas
por hora no ha acto ncnhun de procedimeuto con-
tra estes jornaes. Veremos o que resulla deslc pro-
ceso. 0 conde de Saldauha e sua rua a condessa
de Tavarede, deven cltcgar mauha do Porto, por
Ierra. Ti I vez que o letlrado os quizesse ouvir pri-
meiro a elles, como lambem implicados no uego-
cio.
Nada mais lem occorrdo que lenlia relacao com
os negocios polticos. Diz-se que as eleirocs supple-
mcnlares se faru para os principios de iinvenibro,
mas por em quaulo anda se no publcou o compe-
tente decreto.
O ministro da. fazenda Fonles, j recolheu da vi-
sita que fez s estradas e barra da Fisueira. Q du-
que de Saldanha continua cm Infmenlo, c recolhc
de Cintra no dia tl. llodrigo da Fonseca cada vez.
est mais manlioso e caduco. Jervis do Alhougia
anda a banhos, e dizem ase em luzarde sermim
Iro de Urania, que he a deosa da marinha, o he de
una nova Pliedra, iro menos tcrrivcl que aquella
que lautos desguslus den a Tiicseo, segundo resa a
fbula. Oda justica, Frc lerico, cada vez esta mais
encolhi lo; cm summa parece que se mudou Runa
para o Tcrreiro do Pari.
A familia real j recolheu de Cintra para as Ne-
cessidade*, e vo a baiilms torre de Belm lodos os
dias.
Fallecen anle-hontein o anligo camarista de S. II.
Thomaz de Moli BraVner, nulo da camareira mor,
luqueza de Ficalhu. ll'iuba setenta annos, morreu
de scirro no eslouagd, cm poneos das. Era um
homem digno e honrada.romo por c caram pou
eos. O re actualmente esl s com dous camaristas
ronde de Linharcs e o de Penaliel.
Tem havido ltimamente algumas quebras, mas
de ponca importancia. A maior, e primeira que
deu causa As unirs, foi a de um mercador de pan-
nos, Jos Caelann da Silva, de 90 cont*. Este faz
com que dous alfailes siispendesscm os seus paga-
mentos, e tamhem a grande casa de negocio a prara
da ligucira, de Gaimarae*. O Balalha, com fabrica
de chitas em Alcntara Ismbcm fallece, mas esse
no sorprendeu ninguem. O Ras, aclual em
prezario de S. Carlos, tamben] quebrou. Alguns
dcsconla lores de lellras que solTreram com estas
fallcncias, e outros que se assuslaram por verem as
barbas dos viziuhos a arder, e que no quizeram
descontar nenhuma letlra que Ihe offereern, foi o
que principalmente produzio a suspcnso dos paga-
mentos de muitos commerciantes que negoriam com
esles siipprimenlos.que lhes fallaramde aepenle.
Entretanto as cousas vao-*e compondo, porque
muitos de quem se dizia que suspen liam os paga-
mentos ou o coinmercio, lem annuiiciado, uns que
pagam j todas as suas cootas e leltras vencidas, e
outros qiie so falsos osboalos de suspenderen! os seus
pagamente. O descont das lellras aqui he in-
lolcravel ; a Banco leva s cinco % ao auno, mas
qiiercm tres firmas, e desronta apenas urna certa
somma, de sorle que o negociante que necessila des-
contar arruina se, e quem dcsconla por tao alio pre-
mio arruina-se a si e aos outros, que foi o que lig-
la aconlcceu a alguns.
O caminho de ferro "vai agora indo depressa.
Chcgaram j locomotivas para passageiros e tren,
que se bao cstrear no dia dos anuos de el-rei regen-
te, em que se ha de inaugurar um novo ramo de
caminho de Sacavem al villa Franca.
O caminho de ferro do Alemtejo ha do r pra-
C no fin desle mcz. O' de Cintra, ao lungo do
lejo pela Boa- i-ia Balero j se adjudicou a una
companhia franceza, que o pedioseintexigir nenhiim
onu, so com a coucesso di praia que for uecessa-
na para eslabelecer officinas a par da nova estrada
de ferro.
Lisboa 14 de outnbro.
Mui depressa se dissipam as.lrovoadas que se ar-
mam na atmosphera polilica desle abencoado
paiz !
Coslumam dizer as nossas reinas, quando veem
eslar a chover, trovejar e fazer sol, que alguma
bruza se esl enfilando. O mesmo podemos dzer.
mas sem ser abuso, quando vemos alguma nuvem
negra no horisonla poltico, e desabar gfand agua-
ccirosque algum estadista se est rindo e enfei-
laudo. Neslas bruzaras pode a gente crer sem ola
de supersticioso.
Lemhrailo estar do quelheconlei na minha ul-
tima, a respeilo da tentativa de rapto ou roubo
(fallando porluguezmenle) da filha da viava Fcrrei-
ra, da Regra, para a casarem com o Olho do ma-
rechal Saldanha. Levantou-se urna lempestade
liorrivel, lias pravas, na* salas, nos salde*, nos Ihca-
Iros e as lujas, nos jornaes e nos folhelins nao se
fallava de oulra rousa. Ao duque presidente do
coiiselhu, e ao m nislro, do reino Rodrigo da Fon-
seca se attnbuia ale Dlno. Um por ler dado car-
las de promewas, oulro por ler convindo em con-
ceder litlos e condecora;6es para este matrimonio
e realisar.
A imprensa supplicou ao regente para que fizesse
retirar da presidencia dos seus conselhos um homem
que linha commetlido semelhanlc altenlado. A Ka-
rio, o Porluguez, e a Imprenta e Lei distingu-
ram-se nesta grande polmica. Julgou-sc o gabi-
nete abalado, cabido irremissivelmente. A siluac.in
linha chegado ao termo da sua atlribulada e cadu-
ca carreiru. Os Bandarras pnlilicos linliam ja fe-
chado os livros das proahecias. e romerav.iui a es-
irever em papel mysteroso, os nomes dos novo
ministros, ludo parecia consumado, depois de
todos se terem comumido laolo lempo.
Vai seno quando ; varrem-se de lodo as nveos,
eslia, apparece o sol. ev-se que toda aquella chu-
va, que parecia de pedra, linha sido de agua mor-
na. e s"> servir para apagar- a poeira que se levan-
tara dorante a borrasca!
_ O ministerio continua impvido c sereno como
d'anles ; o marechal cheiraodo a ramphora em que
esta embalsamado ha maif de um anuo; o regente
veio lomar banhos do mar; a viuva F'crrcira foi
para Londres; os jornaes ja no l'illain em tal rap-
io ; o conde de Saldanha vem caminho de Lisboa,
meller-se emeasa espera que Ihe arranjem uoiva,
tousa para qoe uo lem geito. e tanto que ja loma
simonle como um saloio de sessenla anuos. E em
summa Rebcllo da Silva vai escrever um romance
era que todas estas scen.is bao de ser contadas com
as lacelas eridiculos qut ocaso pede.
Eis aqui em resumo, e em estylo proprio de lo
nojenla forca, a qoe se reduzio a historia do rapto.
Islo lena lido oulro exilo, se em certas regiocs
houvesse mais bro; mas esle gcueroeataca muilo
no mercado polilco. O mal das vinhas anda pou-
pa alguns cachos, aqaeU'oalro genero esta quasi
sendo nscado da paula. Temos ca um proloquio
muilo anligo que diz, que a vergoulia era verde,
e que por isso a linha comido um burro !
Esle negocio foi realmente mal eneaminhado da
parle dos queisosos. Houve com elleito suspeilas
vehementes de que o duque de Saldanha nao fra es-
Iranbo a esta teolaliva de rapio, porque esle bom
hornera lem roaos tonselheiros, e o casamento era
de tentar at o proprio David, que lambem fez um
rapio, e dernais a mais du urna raulher casada. Mas
foraro so suspeilas, ou ii.ducces. A queixosa, em
vez de escrever a caria que Ihe remelti no paquete
pas>ado, e qoe j .anda' estampada e commeulida
nos jornaes inglezes, devia ter querellado conlra o
perpetradores, algons dos qaats uomeava, para que
Ja corre a nova moerta do prala. Est mal cu-
nb.id, a elicie de D. Pedro V. ah'-m de se no pare-
cer nada, lem urna phisionomia de lapuva. O lo-
que lambem no esl bem calculado em relaco .ios
soberanos, de sorle que lem desagradado. As moe-
das que se baleram no reinado de I). Maria II eram
de bom loqoeede bom cunho. Vo desapparecen-
do por isso mesmo.
Alexandre Hereulano chegoo a Lisboa no dia 2 do
corrente, lendo failo nos diflercnles cartorios que
exammou, graude collicila para a collec;o dos do-
cumentos para a historia porlugneza que a academin
das snencias val publicar, coordenados por elle. Por
o ultimo paquete do Rio, receben este nosso distinc-
Ui historiador nina caria autograplia de S. M. o Im-
perador do Brasil, loiivamlo-lbe os Irabalhos liltera-
riosehuloncos que elle tem publicado. Este honro-
so aclo do joveme Ilustrado Imperador tem sido mui
festejado por todos os uossos bomens de lellras, que
leemporA. Hereulano graudissimaconsiderado, ex-
cepto um rabujenlo vellio padre do Oratorio Fr.
Kerjeio. aue oaamnllsrawwsi u 'quu n,muiiju-f
agora um oulro livro de muilas paginas, que nin-
guem lia de ler provavelmento.
I.istilho ja coiicluio, com bstanle proveito, oscu
curso normal do methoilo repentino na cidade do
lorio. Agora vai da-loem Coimbra, depois volta
a Lisboa a vai ao Rio de Janeiro com o mesmo
hm.
Sempre foi exacto o ler-sc olTerccido o governo
geral da ludia a I). Carlos Mascarcnhas, mas esle
rerusou-o depois doler dito que o aceilava!
Os nossos duques nao foram a vante. He nego-
cio adiado.
O visconde doPinheiro responde a conselho de
guerra esta semana que vem. He seu advogado
o r. Antonio Gil, redaclor da Gazeta dos Tribuna-
es, hora juns consulto. Pinto Cocino,' realista, re-
cusou-se, tpesar de se Ihe olTerecer um grande ho-
norario.
Temos mais um jornal realista, no Porto, denor
minado a Monarchia. Os peridicos crescem-liio,
mas os partidarios nao.
Esle anno temos em S. Carlos urna morlabilidad
artstica da primeira ordem, Mad. Alboni ( Condes-
saPe)HJU.) Em ronse.quoni-ia os procos dos cama-
rotes e das plateas dobram-senos das em que ella
cantar. A Caslrllan lambem vnltou. Eslas duas
damas cantaran ha pouco annos os Iluguenolles
em Londres.
O Iheatro foi arranjado, e o sabio esl lodo -de
novo. Com o llicalr,. francez he que Tomos pou-
co felizes, porque leve de suspender as reoresen-
larnes para se retorcer de artistas, porque alguns dos
que vieram nao agradaram. No Gyranasio esl urna
ptima companhia de quadros vivos, allemaes, que
lem agradado muilo.
O primeiro rahequista que hoje se conhece, eo
mcllior locador que ha depois do I.islz, Sivori, dis-
cpulos de Paganini, lambem esl nesta capital, e
segunda-feira ouvilo-hcmos. Nao nos fallam di-
verlimenlos, e o raso he lodos os espectculos este
sendo concorridos.
0 cholera niorbus que lanos estragos tem feilo
ha mezes em Uespauha, felizmente nao nos tem
accommettido. As precau^Acs por mar, e por trra
hilo sido rigorosas. No Algarve parece ler havido
alguns casos, mas no formalmenle, e vo diminu-
indo com os calores.que esle anno eslveram inlcnsis-
simos.
Pelas eslalislicas se ve que Portugal he actual-
mente o paiz mais sadio da Europa. Apcsir do
anno ter sido estril em muila parle, as nossas co-
llieilas furam boas, tem chuvidoja ha lempo, e o ou-
lono esla furmosssimo.
Ja enoja repetir, que o negocio do consulado de
1 orlugal nessa cidade esta anda no procurador da
coroa. Se nao fosse homem de lo conheeido e
prosado carcter, dir-se-hia que linha sido fallado
para demorar os papis ; mas nao. O homem he
muilo miudo, tem sempre negocios urgentes a con-
sultar, e tem seu respeilo a esle que lauto pode dar
anda que faUar. Entretanto acredita-se nouco a
soliruude-deformagistrado, porque em menos lem-
po fez Luiz de CamOe* a* Ludadas.
O Porluguez tra/. hoje um artigo esperto a respei-
lo desle negocio, c lambem refere" algumas calurri-
ces do cnsul com os que Ihe lem ido "buscar bilhete
para se isentarem da guarda nacional, sendo dos
que assignraram conlra elle.' O mais curioso he
dizerem lodos que este eslado nao pode continuar, e
existir assim ha lauto lempo ; de sorle que se ha
governo como para os uossos agentes d'ahi, que de
viam ser mais previdenle*.
Os negocios de llespanhi eslao parausados, com
a expectativa das eleicoes, que tem do mu lenta.
O governo no tem felto nada deixando para as cor-
les o decidirs reelamaees que Ihe lem sido di-
rigidas. Pedio ao de Franca que houvesse de in-
lernar a rainha Christina para" o centro do imperio,
cm consequencia de urna carta que ella fez publicar
nosjornaes francezas, datada de Monle-Mor, em
Portugal, e dirigido a sua filha. na qual sejuslifica
das iinpluares que Ihe fizeram.
Esla caria foi considerada como um manifest
para alentar os conspiradores pelo que o governo
francez convinha ua inlernaco.
O segunte trecho de um artigo do jornai
ibrico |quc aqui temos | O progresso) pinta
bem a aclual siluacSo de Ilcspanha. Ei-lo :
Contra o espirito democralico que se desenvol-
ve de um modo assiislador para o governo,nao ada
o actual ministerio oulro remedio scuo o Iheonode
Isabel II ; e especialmente O'ilonncll no perdeoc-
rasio de perorar sobre a necessidade de suslen-
ta-lo.
Esse throno, porm. perdn complelamente o
prestigio, para o qno muilo contribuirn! a maior
parte desses mesmos individuos que, para salvar-se
a si proprio*, tratara agora de rehabilta-Io.
J em llespanha he geral a idea de que a dvnas-
lia dos Bourhons lem sido a origem das calamida-
des do paiz, e emquanto aclual soberana, he lam-
bem j evidente e publico, que he impropria para o
grave misler de govemar urna iia^o, e mais im-
proprias ainJa o so as oulras pessoas da familia real
que residem em Madrid.
Aproveilando-se desla crise, e da pessima situa-
co em que e dnlro em pouco provavelmente se a-
chara o governo, vendo eminente a queda de um
tbrouo desaaiorisado e sera vida propria, o partido
carlista se prepara rom aclividade para aprovcar
circnmslancias que anlo o favorecciii.
n -Vssesura-se em Madrid que o conds de Mente-
inoln lillio de I). Carlos de llespanha, e em quem
abdicou seus direiloe), cedeudo a instancias, abdicou
ou vai abdicar a corda cm seu irmo o infa.ite I).
Jon, que pasa por mais utclligeute do que elle, e
que se olerecc a reinar com urna conslitui(n\ pro-
vavelmeule lo liberal como a que Luiz Nnpoleo
deu n Franca. Diz-se mais qnc o duque de Valen-
cia (Narvaer) partir para se reunir com D. Juan
III e Cabrera, o muitos ebefes e olllciaes que se a-
cbaui in em prego reptem publicainenlcque se tal
eoasa e verifica iro para o campo carlista, lie de
advertir que o duque de Valencia he anda boje o
general de maior prestigio no excrcilo hepa-
nhol.
dimitido, anda dadas tae circumslancias, o
Inumplio dos carlistas nfn he fcil. Ha muilissimos
iuleresses pnlilicos e particulares creados sombra
da libcrd.idc, c exislindo j armada a guarda nacio-
nal, o mais que de promplo poder sneeeder he que
l>. Joo III consiga alear a guerra civil, especial-
mente se u proteger ou tolerar o governo francez.
-No he possivel, porm, prever o resollado dessa
guerra, porque seria muilo mai* complicada que a
rameada em I8:lt, c que (erminou cm I8i0.
Agora provavelmente se apresentarao em cam-
po os segunles partidos:
a Os jiiani'las, antigs carlistas ou Icgilimislas.
a Os isabelislas, ou partidarios do throno consti-
tucional de Isabel II.
a Os republicanos.
Os esparleri-tas. ou os que desejam que Isabel
11 abdique emana nina a princeza das Asturias, pa-
ra que o duque de Victoria seja nutra vez regente do
remo al ni liorlade da lilha, do mesmo modo que
antes o foi durante a meunridade da mai. Tamhem
ha esparteras que querem urna repblica com o
duque de Victoria presidente.
No meio desle chaos de ideas, de interesses c
de embicos oppostas, e da persperliva de grandes
males, ha na llespanha varios bomens poltico* e
bem intencionados que volvem seus olhos e pensa-
nentos para nm principe da grandes eaperanca*, ji
conheeido ni Europa por sua esmerada educaro.
Esse principe ho o Sr. I). Pedro V. que jlgam
lalvczouiiicoque poderia allaslar a llespanha da,
voragem da anarchia ou do absululismo, cm que pa-
rece vai precipitarse, sendo urna das primiras e
mais falaes consequencia* a per da. das sua* bellas co-
lonias.
Naquelle paiz j goza bastante prestigio o re de
l 'flugal. e nao Ihe fallaran! partidarios numerosos
e decididos se conlassem coma annuencia dos Por-
luguczcs rotura unio peninsular. Reccando, po-
rm, urna recusa, o partido ibrico hespanhol no
develalvez levantar sua bandeira, nem propor-se a
fazer sacrificios imitis.
_ O ministerio poilugucze os coiKollioiros da co-
roa nao deviam pensar lo pouco, ao que parece, na
importante qoeataa peninsular, nem declarar-se de
leve conlra ella, cmodo voz em quando manifes-
tam.
Os destinos da llespanha mo nos poden ser in-
dierenles. Os males que ella soffrer hflo de mais ou
menos refleclir sobre nos. Ou a repblica ou o go-
verno dos Bourhons da linha mascolina ser igual-
mente consequenle para Portugal, e perigoso para a
dynastia de Bragan^a. .
Portugal |ile, pelas circumslancias que se vao
creando, achar-sc em posiro ,1c sor o arbitro dos
destinos da pennsula. Pode, em vanlagcm sua,
prestar grandes serviros llespanha, salvando-a de
lerriveis e prolongadas crises.
u Descouheccr etsa sluajao, dcsaproveilada, ou
impedir mesmo o seu complemento pela insinuacito
de ideas contrarias aos interesses geraes da pennsu-
la, serao por ccrlo fallas grvese imperdoaveis no*
uossos bomens de estado.
dem. 14 de outnbro.
J lindamos feilo a nossa correspondencia de 29
de selembro ultimo, c posto a bom recado na mala
do crrelo, ja se sabe, dep-us de ler pago a exorbi-
tancia do porte, que nao he do corlo dos impostes
mais leyes dostas senlinras compaubias inglezas, e
que valia bem a pena de um arranjo com o governo
porluguez ; olha quem anda tao alarefado rom
obra fcila. que nao selembra disso. Fallemos em
cousas de mais estofa. Por exemplo, continuando
coin uulicias acerca do paquele em que-lilo; aiinuii-
ciadn como eslava para fazer a escala daqui para o
Brasil BOdia.29, foi nesse mesmo dia que chegou a
esle porto, ji a horas muilo adianladaa ; porconse-
auiiitc continua a ana derrota no dia segunte (30).
depois da entrega do ebrreio do interior e reino vi-
zinlio. A agencia andou bem em proceder assim.
Foi pena que no houvesse novillada que roere-
cosse allenco. Na > se enfasliem, Vmes., por Ibes
tirar lempo com estas ninhanas ; nao seahorreram;
sabom muilo bem que, atraz de lempo lempo vem.
No ha obra sem prologo, s vetea bem insupporla-
vel. As cousas desle inundo so assim. Todas lem
osen CaMCalho. Pola parle que nos loca, podemos
allirmar, que as mesmas bagalcll is e frivolidades
mellemos de permeio, ou antes, ajunlamos Ihe al-
gn sanele, ou ccrlo piro, aliin do temperar mc-
llior os acepipes desla senhnra correspondelicia. He
mutner, por lano, nunca liando. Nem ha outro
remedio senio satistaxer-lha os caprichos; ir com
ella, pensa-la, por todo o cuidado no seu loucador,
n^ luancira (le o a>5 quihmn^iW^ido de lods
J" "O guaWa-roupa na,, ..."T.'.T,,WW TrAaTSe:
i.m hm, ludo o mai* de que rezan os livros para dar
pasta .ios gustos caprichosos, as paixes frivolas, s
veleidades desla cabeca de vento, como se costme
dizer em boa llngnagem. Ai agora nos lembra,
entre oulras (cima* e scslros desla mulher. lem o da
leituiaein subido grao ; em ella asseslando a luneta
n algum peridico, folhinlia, slmnak; que .lo os
individuos que mais estima do rei no da papelaria ;
seeiiconlra a geilo algum desles personagens ( res-
pcilaveis lodos elles) agora a veras ; nao os larga,
ja nao lem cuidado que mais aprenda, lia poucos
dias amos em boa companhia por esla Lisboa fora,
e passando por um bolequim dos mclhores, dcu-lhe
na gana tomar um sorvele. Va l, respondemos
nos ao convite ; meu dito, meu feilo ; barafustou
pela porta dentro do estabclecimenlo, encafuou-se
no gabinete das senhoras, amesendou-se a lima das
(nesas repimpaudo-se no estofo da poltrona, que Ihe
hcava prxima, nem se esqueccu de rucar mollc-
mciile os pea no macio lapele, a endiabrada mu-
lher gosta do conforto, e anda mais do regalo, es-
lenilcndn o braco (rolico) pelo marmore da banca
saboreando a friagem. O caixeiro apparece vista
dos novos concurrcnles, e deslumhrado pela sobran-
cena e singular donaire da seuhora. pergunta sub-
misso e rcspeiloso : Delermiua alguma c..., n,1o po-
de mais de eslatelado ; tal era o esperto do altivo
enojo e superfino desdem, o olhar imperioso que
Ihe lancara adama ; os jornaes inglezes, bradou ella
com sequidao ; o caixeiro lojo que a ouvio. fez urna
impertinente mesura, e foi em busca dos jornaes
pedidos ; nos, porm, como era do nosso dever. tra-
tamos da a servir d'um appelitoso sorvele, dando is
ordens competentes, c cumprindo assim com o que
se deve ao sexo amavel cm boa convivencia. Depois
que vivemos em peccado mortal com esla capricho
sa elegante, muilo lem mudado o nosso carcter ; a
si/.udeza foi-se. Andamos sempre com receio de
alirar a alma no inferno : Deu* super omnia, dizia
o aerante barao de Calanea, lidalgoc Ulular italiano
que aqui houve de muila nomeada. Entretanto a
gentil senhnra Correspondencia asseslando a lu-
ncta. corra com sofrcguidao papelaria da Grao-
Hrelanli i ; a mulher he litlcral'a de marca grande,
e pralicando nas quesloes do dia, podc-se ouvir ;
a empreza de Sebaslopal da-lhe que fazer, lan in-
quieta tem andado por saber o resultado daquelle-
negocio, que ha de dar muilo que cuidar a qualquer
das alias partes que canlar victoria. Ponco lempo
depois alfastou para longe de si as corpulentas folhas
inglezas dizerdo que, nao via maheira como fizesse
liando-a de inmoral e corruptura, he porque nflo
lem importancia da gente do poder, he lambem por-
que nao Ihe dao um naco de presunto, urna folia de
po tremes, ou um ojso para roer ; se a administra-
c,o (lo dia cabJsjM cm tal, enlo viriam como as cou-
sas viravam, enlo todos csses sanles miidavam de
linguagem, esenlandu-sc a mesa .lo orcamento di-
ran (linos de compuncco : que era um sacrificio
que ftziain a sua palria. O homemjSampaio passa
por muilo csperlo. Efle que assim falla, he porque
abe o que diz. La o le, e la o emendo. O
Porluguez, etleilira pedrada vellia no ministerio e
mais gente da laia do sobre tito. O Progresso e O
Echo Popular dn Porto,
Os mais perspirazes
compostura e orbanidade
cidente c tamhem do Oriente.
r.ihiiam no lngara.
O proprio embaixador da Austria leve ordem do
seu governo para romprimcnlar o capilo-mor dos
Gaulezes rongralulaiido-se com S. M. pelo bom suc-
cesso da expcdico. Quem sabe as iiformaces que
leria a corle do Vienna para assim proceder. O que
for soar. Mas aconlera o que acontecer ; nao se
persuada ninguem que v maia alguma cousa do que
dous dedos adianledo nariz como se diz vulgarmen-
te, que a guerra do Oriente terminar com a campa-
nil d Crimen. Ha de ir mait longe. Seja qual
for a parte que Iriumphar. Ambas as parles belhgt-
que sao pessoas de muila [ ranlcs dispOe de grande forras, inmensos recurso;
faziin ouvidos de mercador ambas lem deas poderosas para collocar na divisa
aliraiido sempre dus suas baleras, que eslao mu das suas handeiras; os iuleresses no sao pequeos
etralhada grossa contra lo ponen; o a* complicaciies que de arraslar a lu-
bem dispostas e ordenadas, in
o immigo. O fogo as vezes he tan vivo, que nao ha
raaos a medir. ARecolucHo tic Selembro nada teme;
he sida lutvelho, c muito rspermcnlado nestas li-
das. H'M\"mo-u.i. de figurase charola. Tanto O
BehO Popular do Porto comoO Progresso fle Lis-
boa lera tal decencia no ataque, e conveniencia na
defeza que lem conseguido simpalhias al das pes
soas, ou ntes, leilores que no participam de muilas
da* suas doutrinas. A lleivluro de Selembro estra-
gou-se na lula gloriqsa que suslenlou no lempo cm
que fui opposicao, combatendo com nimigos inferio-
res, uns, era espirito, e maisdons inlellcctuaes, ou-
Irus pela m causa que defendan!, e inlemperaura
de desejos, vio-se abrigada, ou abaixou-se volunl-
rianienica usar de corlas armas para defender-se e
atacar ; mas boje que as cousas mudaram e os dous
jornaes cima mencionados entran com tanta ga-
Ihardia nos torneios da vida publica e oflerecem ba-
lalha como convem a cavalheiros que so, devia
corresponder do mesmo modo. A peconha da zom-
baria, a gargalhada do chasco nem sempre lem ca-
bida.
Tergiversar com irona he agradavel ; mas nem
sempre comvem ; principalmente quando no he
essi a condicaocom que o inmigo entra em bala-
lha. A Itecolunio sabe ludo' slo, pois que he um
bravo csperimenlado. A .Vacilo Jornal continua na
mesnia dedicada sempre, o que he muilo louvavel e
honroso, mas nao esclarecida. He pena.
Por aqui correram hlelas de algum vulto e por-
ta, ninguem ainda o pode.prever. A* inevitavei*
necessidade* a que esl sugeila a marcha do homem
na sua peregrinor.lo sobre a Ierra h de abrir cami-
nhos desronhecidos, envolver as potencias contendo-
ras, c mais partes inlere*sada< cm una rede tal e lo
emaranh ida; que nada se pode avanrar, nem des-
cortinar o que dalli sahira. Apena* com sene*
poder-se-ha dizer que grande* e novos eventos vo
ler lugar ua historia do homem. A guerra esla para
durar. Se a Russia ficasse vencida em succesivns
confliclos; rccolhia-sc para reorganisar as suas forras
e vollar de novo ao combate.
A familia slava lem de desrrever pela sua forja
nativa urna projec^io mimen a; c nao he a primei-
ra que ella loma o caminho da Europa Occidental.
A* duas nares alliadas eslao senhoras das forjas que
o espirito nmauo podedipor actualmente; por lano
qualquer aQroiita da Russia nao (icaria impune a
vista do eslado a que as cousas chegaram: por ins-
lincto ambas o previram; e lodos sabem da pruden-
cia e cuidado com que an.laram antes de se empo-
nbarcm na guerra. A pacienca e tolerancia com que
supurlarain as provocajes insolentes imperador Ni-
colao.
O man successo das armas russianas no Danubio
tornou mais comedido aquelle monarcha; mas nem
por isso menos temivel. E os estadistas russianos
sao homens para muilo como ja temos lulo occasiao
fle observar. Desde que o mundo he mundo a lu-
to do Oriente Irouxe a historia humana urna nova
ventura se reaijzassem, ja llias deriamo* ler nolado; phase; que far agora que as necesidades omais
os seus clculos, c melhor fundasse as suas previ-
soes, tao intrincada parercu-lhe a tal questodo Ori-
ente. Achanos-llie razio. E concordamos mutuamen-
te, que fosse qual fosse o resultado, o mondo occi-
dcrdal tomara novos ramnhos, e n familia slava
vencida ou vencedora assemira lambem urna nova
phase na sua historia ; assim como a familia maho-
metana. Saiamos, disse ella docemente, esava ter-
na, o aspecto estranho e fatdico do* negocios huma-
nos acliialmente linham-na contristado, npoiando-se
no noSso-"braco, marchou por algum'lemp em pro-
rundo silencio com opati Deum dos amigos;
issim oo* parecen a gentil *enhora atormentada por
infinitos desejos, e os eslrcmcrimentos convulsivos
que faza ambulando ja com precipitaeo, ja pausa-
da e grave, troUxe-nos ;i lembranja aquelle ramoso
dito da anligudailc a respeilo dos poetas, e a ma-
Irona da correspondencia possne um nobre coraro
de poola. O que he verdade deve dizer-se. Nem os
queremos o crdito desla illostre senhora, seno mui
bem parado. Assim fomos caminhando al as ave-
nidas d passeio publico; o sol ia no seu occaso
doiirando as janellas das casaras daquelle* contor-
nos; a vista brilhanle que lazia a (arde quasi exlinc-
ta, tucou-a, e disse-fios enlo cm tom prophetico:
o futuro he da America. A Pillonyssa sentada na
trpode, de que fallam os texlos gregns, de certo
nflo apresonlava um tao singular semblante no mo-
mcnlo solemne do orculo. Ao proannciar aquel-
las palavras, o gesto era cslauho, linha um ar s\ bil-
lino. Transpozemos a parla principal do passeio, c
aquella hora concurre all o mundo elegante ; quiz
aspirar o perfume das flores, amhulamos por entre
as alamedas, e depois abatida por tantas e tao diver-
sas emores, repouzamos ambos n'um bauc.i de cor-
lica, (laqucMc* rajos asenlos rollocadoiem sentido
opposlo. poe os conversadores em perfeilo tete a
tele. EnUo a senhora com engracado ademan con-
lioii-nos o que haviamos de informar a Vmrs, ca-
v.lleiros muilo da sua paixo. Machnalmeirtc
mellemos a mo na algibeira, procurando a nossa
carlera, alim de loraarinos os aponlameiilusa lapis.
Inlelizincule liiHia-nos esqoerido. Pedimos descul-
pa nobre' dama ; um ligeiro urrso cheio de be-
nevolencia IraiiquilIisou-nos-.necaiitllndo qoa to-
massomos de memoria o ipiWdi i para dizer:
As novidades poliliras deforldgal au so la de
espantar ; o ministerio el grudado de tal modo nas
pastas respectivas que no ha lira-lo das suas cadei-
ras. Nomearan ltimamente um engenheiro por-
luguez (Aguiarj para Irabalhar cm objeelos da sua
especialidade scientilica concerncnle via frrea de
Sanlarem a Badajoz na fronteira, uegocio que pa-
rece vai lomando algum incremento. \ Htcolucaode
Selembro pela bocea de scu-A. R. Sampaio aprovei-
tou-se dnquella nomcacao para dijer ; que a oppo-
sijao no lem motivo para fallar mal, que as cousas
vo correudo ptimamente, que no ralla boa ven-
tado, eque ludo vai as mil maravilli is ; e que lo-
dos aquelle que ralham da governagao aclual, la.
mas sabamos de boa fonos que no linliam funda-
mento razoavej, Taes foram os boalos que correram
da elevacaoa injau dos urarquezes de I.oul, Fron-
teira e Ficalho. Corren mmbem que 1). Cario Mas-
earenbas, iram do marquez de Fronteira, seria no-
meado goveruador dos eslados da India, c que esle
cavalheiro, ( que o he na cxlenso da palavra) esco-
llieria para seu seerelario, um tal Caldcira secreta-
rio que fora do governo civil de Lisboa durante a
adminislraco do conde de Thoinar. Islo cio ar-
ranjos, segundo consta dos conventculos ejcorrilho*.
Parece que no vai avante.
Emquanto a llespanha, prncipiou ja com as elei-
coes para deputados, e em Madrid ailluem os clcilo-
res en grande numero. Corrcm os manifeslus de
dous personagens eminente, pela sua posirn ; o do
conde Molemolin, o preteudonle e o rep'reselante
de monarchia e dizem lautas cousasdaschamadas par-
tisspcalistas;que nada avanzaremos a este respeilo; he
certo porem, que ten havido coinbinarOese tentativas
armadas ; os partidistas (lesteprincipe trabalham por
conseguir dellcamaabdicajo em favur deum seu ir-
moo principe D. Joo. no dzer delles muilo mais
hbil c Ilustrado ; porem uem lodos es)o de accor-
do sobre a abdicaro. O manifest da rainha mai,
Maria Christina, hecm forma de caria escripia a sua
lilha a rainha reinante;a julgaros negocios pblicos da
nacihespanhola pelo queshz aaugusta senhora, ella
est innocente ; mesmo sem culpa nenhuma. Aqu
lem lugar aquella velha senlenca da anliguidade
Audi ,diera ni parlem. Os jornaes qucixam-se ; as
correspondencias realam manobras planos reaccio-
narios do partido vencido em julho. O que se de-
preliendc de todos esle* aconlccimenlos, he a con-
fuso, a desordem. e toda casta de calamidades po-
lticas dnquella infeliz e heroica nacao; e ludo
conspira cm confirmar o que por vezes Ihe temos
prognoslicado ; que ainla no he desla feila, que a
Hespaoha conseguir soreg nem adiantamcnlo na
vida publica ; o lyrociiiio lem sido doloroso, e pro-
longado ; agora para cumulo da adversidade veio o
colera dizimar a populadlo de muilas provincia*.
As eleices tem-se feito sen alvorolo, e as da capital
sao a r.ivor da parte que se diz moderada do partido
constitucional. Vallemos a Portugal para nforma-lo
do que ha de mais curioso ; o publico de Lisboa esl
agora cm espectativ da opera lyrica ; a companhia
York conseguio 'escripturar Mm. Alboni, ( coudcs-
sa P.-poli) mas leve a triste lembranca de abrir
urna assignatura para 10 recitas cxlraonlinarias cm
que lia de canlar aquella senhora, que he a notabili-
dade da actual epuca Ihealral ; levanlando porem
os proco* com lauta exorbitancia, que provocou a
indignaco de loda a genio que cnsluma frcqueiilar
os eapectacalos Vlaqucila ordem. Os jornaes bra-
inaram, o em todos ,.s circuios praguejaram
contra semelbanle lembranra, realmente mui-
lo desasizada, aggravando "ainda mais a m
te com que procederam os taes scnbores empreza-
rios. Quarla-feira lt leve lugar a elrea da nova
companhia cauuiole. quasi todes os artistas j ero
conhcriilos; p'ds sao os da poca paseada, a fora o
tenor que foi suhsliiuir.u dizendo melhor, supprir o
animoso leonr Miraglia, que anula se acha ausenlc:
nema aclual eiopra/a, esqueceu-se ija o declarar
^nrtr.m.nifciin.sfttiidaqB. \Et*vZ&-*
eetta vez. Nenhiim dclles oo une espante. A
partitura foi a Norma, t) publico leve occasiao de
avivar a sua admraro tornando a ouvir acxcclteii-
Ic cantora Castellana, que nunca enfastia, e arrebata
sempre pela mestria e primor do melhodo com que
cania c o poderoso instrumento da soa voz nimita-
vel. Segunda-reira l(i pnvirenos o suecessor de Pa-
ganini, o immurlal rabequslaSivori,en um concerlo
dado de proposito para esse lira em S. Carlos, e no
qual lomaran parle alguns do* prinripaes cantores.
A empreza.que romo ja Ihe notamos he de casca gros-
sa, hesitou em abrir as portas do edificio ao grande
artista; mas a juvenlude, a sociedado escolbida, o>
jornaes tomaram u negocio a peilo, e a sobredilaem-
preza receiou a anima Iverso publica, de mais a
mais leudo ella suas culpas. Fez bm; seno veri
o poder dos tacoens. Seja como for iremos ouvir o
rahequista que com o seu arco trausporla s regies
desconhecidas do poesa musical.
Toda e qualquer correspondencia desle paiz que
raja omisso do nobre duque marechal Saldanha
cramele grave falla; nem serao completas a* noti-
cias que dcr. O aclual presdeme do conselho de
minislros de Portugal, com a pasta da guerra, e
commandaute em chufe do exercilo pela illuslracao
do seu nascimcnlo, relevantes serviros, e alia posi-
co, talentos earaenidade do sea tracto, est pedindo
pelo lugar que oceupa na sociedade pnrtugueza, ob-
servacoes com juizo, e muilo mais linguagem ade-
cuada para uiscorrer sobre os aclos da sua vida pn-
blica; leudo lambem muitos defeilos, cabido em
grandes erros, nem por isso merece menos da
sua palria; a versatilidad o do seu carcter,'a sua
susreptihilidade meticulosa; o desmazelo com que
sempre tem administrado o seu patrimonio, que
o tem poslo na dura necessidade de fazer urna trit-
io figura, sem a sagacaria d'um diplmala e mui
lo menos vigor nem tino administrativo, he indu-
hitavelmcnlea primeira espada do partido constitu-
cional, assim como o duque de Palmella o carcter
mais entnenle da sua diplomacia; amigo de fazer
bem. cm saber como; ora o bem quando se pratica
som discriro. prejodica em vez de aprovear; e no
Taz mais do que augmentar a lista j i muilo numero-
za dos ingratos. -
He nem mais oem menos o que lem succedido ao
Ilustre general. Aquellos que aggrcdem o nobre du-
que lo mizeravelmeiile. tem de se lembrar que a
espada que se desembainhou em Almosl-r, linha
oulr'ora brilhado com igual fulgor na lula patri-
tica contra o eslrangero. No quadro daquella vida
sobresaliera no meio de tinta* nuil di-postas, pincela-
da de brilho sem par.' Aponamos eslas cousas no
para o justificar, mais exprimir simplesmente o des-
goslo, e ensejo qoe causara certos meios que no a-
chaino* dignos dos que Ihe laten guena, senao in-
justa, ao menos muilo mal dirigida pela m escolha
dos meios que empregam. A teiil iliva do rapio da
joven Ferreirinha esl neste caso; os especuladores
tralaram de levar a mui da rica menina para Ierra
eslrangcira ( VigoJ.no.blicaudo proleslose queixau-
do-se da ralla de Segurara; i no proprio paiz. promo-
vida pelo marechal, que l esl em Cintra calafclan-
do-se com camphora, ou cousa que o valha.dosys-
lema Kaspail. Bom seria que os seus inimigos e"le-
vando-se a altura da sua m vonlade ao commandan-
te em diere do exercilo, fizessem urna opposicao mais
decorosa; al mesmo servio lo-se da intriga e male-
volencia. Ha certas armas de que iicnhum homem de
bem lauca mao. E j no eslamos no lempo em que
soa velliacaria e malas artes prcvalecem. Ja se com-
prehendem cousas manejos mais elevados, e al
mesmo ja surlcm melhor elleilo. Com islo termina-
mos a queslo do ranto.
Demos por linda esta seiisaboria, esle jogo; se o
duque nelle entrn perdeu, sem esperanrade tazer
Van. E se elle livcase menos latuidade e mais al-
cance nos seus clculos lalvez Ihe fosse melhor.
Assim mesmo o duque no lem que se qucixar da
patria, se tem soflrido e padecido por ella, nflo Ihe
lem sido ingrata lem-lhe enchilo as algibeiras de
diiiheiro que elle dissipa om'vezde govemar. A casa
remante a quem lem prestado tantos sorvc,oscerra-
de cuida los i, aleiiro; renden lo-1 he obsequios por
obsequios que iienhum oulro rilada,i ainda logrn.
Por hoje basta do duque.
O (liealro francez esl fechado emquanto no vie-
ren! novo* artista; pois os que vieram nao agrada-
ram e com razio, porque no cram cousas que se
visse com gosta.
Correu por aqui pela Bocea pequea que a espoza
do perlendenle Mool-molin pcrcebcn.lo que Dos
Nosso Senhor eslava par Ihe toser merc, veio al
llespanha dar a luz o Iruclo do seu real ventre. No
sabemos ainda a que genero p-rlenr.e. Dos nucir
que seja commum do dous. Tinha a vantagem de
ser urna novidade; la vai aborrecendo ver sempre
aparecer macho ou fnica. He urna cousa lo anli-
n em lempos romo o nosso lo vido do imprevisto.
Era lamhem mais urna ventura para o reino visinho.
Aallencao publica vollou-se loda para a expedicao
da Crimea. Restes ullimos dias chuveram (antas no-
ticias e tao favoraveis a armas dos alijados, que os
bomens pimiento, cm receber e apurar noticias esl-
veram quasi a dar ouvidos a quanlas participacoes
Mam nos jornaes; si bem que algumas, taes como a
lomada deSebastopoI no eram a rumiadas ollialmcii-
le; as parleciparoes de algumas embaixadaa como
ver pelos peridicos par.-ri.uii ter seus vizos de ver-
dade. Eram os bous desejos e nada mais. Foi um
Trtaro mentresoquo se quu divertir a cusa do Oc-
elevadas".' a rea cm que radia de muito maiores am-
bilos"? ludo^annuncia urna nova era ao espirito hu-
auano. '
I
VILLA DE IGUABASSTJ'
28 de oatabro
Ha bem lempos, que Ihe no dirijo lellras mi-
nhas, c para que no julgue Vmc. que seu pobre
correspondente tem leilo o dspropolo de deixar
vago um lugar neslo mundo, Ihe escrevo esta dzen-
ilo-llie, que anda sou vivo, e que conlinuo a cho-
rar ueste valle de lagrimas. Vine, a bem dizer, ga-
nhava com meu passamento, e eu Ihe digo o por-
que: Vine, tem correspondentes, que pem dianlc
dos olho- de seus lcitores noticias de todas a* partes
da Ierra. Os ltussos nao do um passo aquem ou a-
lem do Prnth; os Turcos nao fazcm o menor movi-
ineulo no Danubio; os alijados nao ordenara a mais
iii-ignili'-.in:e'm.irrlia no llallieo.ou uo m ir Negro.que
Vmc. no cscreva em suas columnas; o que se passa
no paiz dos oHs, dos is, c dos kk, Vmc. pe logo no
ouvido dos assignanles, ou dos filante* de seu con-
celuado Diario. Onde porem nem Vmc. nem jor-
nal algum tem correspondente, he no onlro mundo, e
se Dos me chamasse a si, eu Ihe prometi, que de
l enviara mi-sivas, f.izendo dessa maneira com que
Vmc. ganhasse na exposcito dos jornaes brecel d'in-
ccnlion, c innjia correspondencia medaille oVor, ou
pelo menos menlion honorable, pela singularidade.
Oh como nao lie.iriam envergonhados os rliscipulos
de Malioincd, quando souhessem por caria do outro
mundo, que as JeOMrb nunca existirn seno na ca-
bera esquenlada do almocrcvc prophela Como
no lcaram corridos os tolos dos mytologstas, os ri-
diculos calaleplicbs, us grosseiro* seclarios de Epi-
curo, quando minha- memorias escripias do paiz da
verdade lhes fizessem ver, que sua* sedas no pas-
sam de mentiras, c que o nico, que deveria ser res-
petado dos philo-'ophos. era Diogenes, de cuja es-
chola son acrrimo defensor? Ah! muilo perde
Vmc. em no ler quem d'aquclle lugar Ihe escreva,
arredando lana illuso, ojie anda povoa a calieca
dos miseros morlaes!
Vollamos ao serio, e deixemo-nus de brincar com
o que toca de tclhas cima; principalmente porque
desejo, que por niim no saio os bomens do enga-
o, em que vivem; quero escoltar o seculo 19 al a
paria do vmdoiiro, j que nao posso devassar-lhc o
inlerior. Se depende de minbas memorias d'alcm
2S2SS r\W^^MuSW^-^'l^li:x^'''-^
Ora descoudo dessas alturas, onde foi ter no balao
de minha inagnac.ao, vou dar-lhe noticia do como
passa esl minha estragada mas-a, e do que lem suc-
cedido neste gro de trra. Dcvo dizer-lhe, que a tris-
teza se apoderan de mira de maneira tal, que julgo
que ninguem mais ha triste por esle mundo de Cbris-
lo. Vivia eu aqu muito satisfeilo, lendo por mim o
mais charo amigo, que assaz me servia no nobre car-
go de uoticiador do Diario de Pernambuco; passava
os dias.
N'aquelle engao d'alma ledo e ceg,
(Jjue a fortuna naodeixa gozar muito
Mas hoje, meu charo, anda elle de ovo virado, nao
me diz cousa alguma, e foge de mim, como o diabo
da cruz; asnera de meu amigo, porque ainda hoje he
elle o mea especial.
A polica vai funecionando mui regularmente, gra-
cas ao digno delegado, e seus ageoles. Approveilo
a o.casiao para dizer-lhe, que nao cabe a carapuca,
que para o coronel Manoel Thomaz menos pensa-
(1.imeiiie lallion o meu honrado collega da EscaHa.
Essa historia do preso fgido da cadeia desla villa
he lilha da m informara., do collega. Eu respeilo
o Sr. delegado da Escada, seja elle quem for, mas
pc/milla o meu honrado collega, que Ihe diga, que
nao he o nico probo, enrgico e activo; que o de
Iguarass Ihe nao cede em nada. Dado este cavaco,
passemos a oulra cousa.
Em urna que dcixci de Ihe dirigir por falta de
portador, dizia eu o se-guinte:
Sei que a provincial est trabalhando extraordi-
nariamente, salvando-se assim a palria, segundo
dizem os matiitos, que leem recebido bem a idea,
poslo que \ en liam a ter tanta parte nesse beneficio
como eu nas facanhas de O' Donnell na Hespanha.
Julgo que c para o Norte (be mo ser norte at
nas provincias '. ) lean as cousas cm peior estado :
porque o dinheiro que havia para as estradas que se
io abrindo, ir para o mnimum do (-amarada Mor-
ney, que he quem 'lucra nisto o mximum.
No v Vmc. pensar que eu embirro com as es-
Iradas de Ierro, no, senhor. Aptas* de matlo, es-
lou mais adiantado, queos camponios da Franca
que allribuem ellas lodos os seus males, e al as
fobres. Julgo, nao obstante as opinides das dignos
deputados M. Cavalcanti e Pereir* de Brito, que as
vantagens provenientes das vias terrea- sao innu-
meraveis, mas, meu charo, eu repito : isto de norte
he o diabo al nas provincias. Ed morro, morie-
ra o meu Cazusa, c uo veremos por aqui urna liri-
nha de trro.
Dizia-lhc mais na mesnia caria.
a O nosso juiz municipal desde 14 deslc que esl
no ejercicio da primeira vara de juiz de direilo da
comarca, oceupando osen lugar o coronel M. Tho-
maz, como primeiro -opulento. -Se a patria acabar
de alvar-se no (lia 2, lercmos por qui o Dr. M.
Clcmenlino para presidir o jury ; no raso contrario
ser presidente delleo Dr. Adelino.
Deu-se o primeiro caso, e o tribunal, depois de
dous das de preparatorias, abri suas scssie* no
dia Ti do prximo passado, appresenlaudo o Dr.
juiz municipal l proressos preparados, comprehen-
dendo 2i reos. Os julgamenlo* livor,un lugar da
maneira seguinlc :
No dia -27 compareceu barra do tribunal o reo
Ignacio da Cruz Oliveira, aecusado de ter ameac.ado
o subdelegado do 2 districlo, c como tal inenrso no
arl. 21)7 do cod. penal. Servio de promotor ute-
rinamente o advogado Joao Francisco do Ainaral, e
defended ao reo o advogado Manoel Francisco Cesar.
Foi condemnado a um mez de pristo, c multa
correspondente a duas Ierras partes do lempo.
Nodia28foi julgado o alteres Henrique Tibe-
ro Capistrano, acensado de ler em urna diligencia
morloauma cscrava, como j Ihe dsse em urna
minha do anno passado. Acciisou-o como promotor
o advogado Amarat, e defendeu-o um moco dahi,
que veio cm sua companhia. Foi nbsolvido.
No dia :i do corrente foi levado barra pela se-
gunda vez Manoel Vicente (lomes, aecusado de ler
barbaramenle assassinado um sen primo ; servio de
promolor o advogado Ajuara!, e defondeu-o o Dr.
Manoel Joaquim de Miranda Lobo. Foi condem-
nado a 7 nunos de prisSo.
Foi julgado no da 4 o reo Henrique Luiz de
Sonta, que por ciumes degolou com um faco um
eu cantarada. Foi coudemnado a seis anno- de
prisSo, Entrou em jolgamento no dia 5 Manoel
Joaquim de Sanl'Anna, conheeido por Manoel
Velho, aecusado de ler unirlo seo lio. Accusou-o
o promolor interino Amaral, c foi *eu defensor o
Dr. Lobo. O jury absolveu-o;(primeiro escndalo);
ma9 o juiz de Direilo appellou da senlenca para a
llolao.o. Nesse mesmo dia foi julgado Damao da
Silva, pronunciado no artigo 191 do cod. crim. ; de-
fendeu-o o advogado do alferes Tiberio, dizendo
que aeu consliluinta linha matado por brincadeir,
e islo mesmo confirmou oroem seu interrogatorio.
O jury absolveu-o (segundo escndalo/; o juiz porem
que nao rccunheceu a brincadeira, appellou.
No dia G appresentaram-se na barra do tribu-
nal os escravos Joaquim e Ignacio aecusado* d>
roobo commetlido em Monjope, e o escravo Fran-
cisco de ter conconido para a morle dos rapares do
Ouerer, de que Ihe lenho fallado. Defendeu-o. o
Dr. Lobo. O jury condemnou os dons primeiros
a seis anno* de gales, e absolveu o ultimo.
Foram julgados no dia 7 us reos Mauoel Filgueira
Calvo, Jos Dionizio e Pedro Jos Dias, pronun-
ciados no arl. 193 do cod. penal, por terem em
urna diligencia assassinado o infeliz Antonio Joa-
quim. Foram defensores Julio Fernandino da
Silva e Mello, e o Dr. Correia.eitudantc deOlinda.
Foram absolvidos ( tereciro escndalo ;, porem o
juiz appellou.
Comparececam no dia 10 os celebre, Boto e Jenes,
aecusados de diversas nortes. Accusou-o* o promo-
lor publico Dr. Queiroz Fonceca, e delendeu o Dr.
Lobo. O jury absolveu-os (qualro e liorrivel tacan-
alo, ) e o juiz appellou da injula senlenca. Ma-
noel Antonio Vieira foi julgado no dia 11, tendo si-
do pronunciado no arl. 192, por ler morto no lugar
da Maneota a Manoel Marcellino. Defendeu-o o Dr.
Lobo. Foi absolvido ("qunlo escndalo,) e o juiz
anda leimou cm appellar.
Finalmente no dia 12 foram julgados Manoel Ale-
v.uidro.Cosme Alexandre e Manoel de Moura, |accu-
sadosde ferimenlo.Foram condemuados a um mez de
priso com a mulla correspondente melade do lem-
po.
Completaram-sc os !.">das de sesso, e ainda fica-
rnm processos, que no poderaro entrar em julga-
menlo. .Eu sinlo profundamente nao poder desla
vez razer ao tribunal do jury deste termo o elogio,
que z o anno prximo passado. Nesla sessao desen-
volveu-se ilm patronato escandaloso, a ponto os pro-
tectores Iransigirem enlrc si as absolvieses Se nao
tvessemos o digno Dr. juiz de direilo Manoel Cle-
menlino, que appellou dessas injaslas senlencas, ve-
riamos com pezar grandes criminosus na ra, promp-
tus a commelterera novos e horriveis crimes.
Tvemos no primeiro desle a fesla do orago, feita
com a pompa coslumada. Concorreram muilas pes-
soas do Recife, e de outros lugares da vizinhanra.
Nesse dia deu o abastado proprietario Jos Francisco
Monteiro, um esplendido almoro em sua chcara,
para o qual foram convidados o Dr. Clcmenlino, o
Dr. Adelino, o Dr. Theodoro, o Dr. Bento da Cos-
a, o Dr. Joao Antonio, o lente coronel Hereulano,
o Dr. Jos Ricardo, juiz de um termo visinho, e mais
40 pessoas escolhidns d'entrc os moradores da villa e
das que nella seachavam na occasiao. A par de mui-
la abundanda que remira no almoro, o Sr. Jos
Francisco sorpreendeu os convivas com muitos
manjare* esquesitos, c bebidas delicadas.. O Sr.
Jos Francisco he um daquelles bomens que sabem
comprehender a vida : habitando.um sitio preparado
com goslo, trata-se com luxo, e o.tentaran, dispen-
sando assim urna riqueza ganha cm sua mocdade, e
que nao lem a quem deixar, porque o Sr, Jos
Francisco uto tem herdeiros. O povo, o olha de es-
guelha e o appcllida de lord ; porque o Ir. Jos
Francisco nao se negando a favorecer as fiebres,
Irata-oscom Indo com muila altivez.
Sube agora, que cm Ierras de Vinagre um tal Vi-
eira matou um sugeilo, por cobrar 29000 r. J me
a causando estranbeza nao ler de contar-lhe um
assassinalo.
Falleceu no mez prximo Ipassado as enhora do en-
genho t'.umlio-dc-Cima, D. Mara Antonia de Jess
Mello. A Ierra lhcseja leve.
Adcos. Sadc e felecidade* Ihe desejo sincera-
mente.
(Carta particular.)
DIARIO DE PERNAMBUCO.
Cnnsla-nps que a entrada do nosso noria vai-se
....."w^.- <.. _.,-Fgniii.ii(, > uiiiit/crniglmoir-------TJ
a conveniencia e emVacia dos meios erapregados uo
sen melhoramcnlo. Na mar rheia de 29 do passado,
que foi a menor agua, por ser a de qoarto de la,
entrou um navio de ti pes inglezes (a barca ameri-
cana Baltimore,) e afiirniam-iios que poderia al en-
trar um de 15.
Julgamos necessarin a puhlir.ico do esposlo, para
acreditar aquella entrada e inspirar mais nmlianra
aos navegantes que por ventura desejem demandar
o dito porto com cmbarcacSesde grande porle, assim
como para convidarmo*os paquetes' de vapor ostran-
geiros a fundearem nas laminha*.entre o banco
do ingloz e a bela do norte, L. O. com o mesmo,
visto oflerecer esle' ancoradouro loda seguranca, e
muilo convir aos passageiros que delle usem, pelos
motivos que lodos sabemos.
Pelo vapor inglez Greaf If'ettern entrado hontem
de Southamplou, via Lislwa.Madera, Tenerife e S.
Vicente, recebemos asrartasde nossos eonesponden-
les de Hamburgo, Par*, Lisboa e Porto que fleam
transcriptas em oulro lugar desla folha. c bem assim
varias gazelas ioglezas, francezas e porluguezas, al-
canzando estas a 11 c aquellas a 8de outubro prxi-
mo passado.
As noticias que temos de communicar aos leilores
relativamente s operares hellicas na Crimea, sao
da maior importancia.
O adiados lem alcancado algumas vantagens so-
bre us Russos, e pode-se mesmo dizer que se acham
hoje all firmemente eslabelecido*. visto que conse-
" laklava
a Ministerio da guerra, 5 de outnbro.
S. Etc. o doque de New-Casfle receben boje
ama caria, coja copia abaixo segne, incluindo, por
ordem de lora Clareadon,nma copia de um despacho
lelegraphico do visconde Slralfor.1 de Redclifle, em-
baixaitor de 8. M. en Constanlinopla.
Ministerio doseslrangeiros.j de oulubro.
a Senhor.Ordens-me lord Clarendon, que voi
envi inclua, para ser presente ao deque de New-
Caslle, urna copia de om despacho lelegraphico rio
viscortdc Slralford de Redclifle, com dala de 30 de
selembro os 9 horas a meta da noite, o qual foi en-
viado de Hucha resl pelo agente e cnsul eral de S.
U. com dala de 'V) de selembro na 3 horas' e meis da
noite, relatando os successo* ata Crimea. Sou ele. '
B Hammond.
a Traducco de uma copia Bel de om despacho loL
legraphico, recebido em 5 de outnbro 10 hora* d.-l
manhaa, elranamittido pelo consol inglez na Vala-
chia. em Bochares!, com dala de 30 de selembro, s"
tres llorase meia da tarde :
a Lord Slralford, em Constanlinopla, a lord Cla-
rendon, ministro dos negocios eslrangeiros em Lon-
dres.
30 de selembro, s 9 horas e meia da noite.
Os exercilos alliados eslabeleccram a sua base da
operarnos em Balaklava na manhaa de 28.e prepara-
vara se para marchar sem detenca sobre Sebastopol.
O Agamamnen e oulroa naviosdeguerra do.alliado
eslavam no porto de Balaklava. Ilavi todas as fa-
cilidades para desembarcar o material para baler.
Allirma-se que o principe MenschikotT esta em
campo a frente de20,000 homens. esperando refor'
co* ; os Russos incendiaran! Aapa,n sua guarnicle
marcha par o lugar da acc.o; um comboy de mu-
nices escollado por eossacos, foi apprehendido e
deslruido por ama forra ingles*.
a O Balstico, portador tiestas noticias, parti da
Crimea na larde de antea de hontem.
Slralford ie Redcliffe.
O Times censura acremente a confusSu de dalas
que se enconlra neste despacho, em qua se figura ler
sido recebido em Bucharcst. seis horas antes de chc-
gar a Constantinopla.Dizque o ministeriodoseslran-
geiro* se rtdicularisou em faca da Europa, e que sc-
inelhanle eng.no procedido da perversa estupidez
dos empregadoda secretaria dos eslrangeiros, he um
insulto folio ao paiz. Diz que o despacho foi envia-
do de Constanlinopla no dia 30 por lord Slralford.
porcia, que este* com nm descado indlnsnlpa-vei
transferirn! a dala para Burilares!; lendo checa do ac
da 4.
O despacho recebeu-se segundo parece, no dia 4
a* 10 horas e raei da inaiiliaa, e s foi publicado no
supplemenlo extraordinario no dia 5.
Diz o Times que no dia 6 se aftixou na bolsa de
Pars um e.tiial. desmenlindo a nulicia da lomada do
Sebastopol, aue se dizia annunciada pelo Trtaro.
ilitilspirlu de Pars recebido em Londres un
da 6, diz que se afllrma que os enlrincheiramentos'
russos sobre o Belhek foram vencidos.depois de uma
lerceira balalha. e que os ceneraes alliados se pre-
paravam a por Sebastopol em cerco regular.
Vienna i de outubro.
o O ministro de Franca ao ministro dos negocios
eslrangeiros.
" kA n&,'cia 1" se '"* dlla por om Trtaro em
Badiarest.be desmentida por noticia posteriores des-
la cidade.
a Esla noticia he ama amplifieacilo dabatalha so-
bre o Alma, e nao ha noticias em Constanlinopla
posteriores ao da 24.
O cnsul auslriaco em Odcssa, parleripa pelo
lelegrapho ao seu governo, que o combate recomera-
r do dia 25 para o dia 27, e neste ultimo da4 esta-
yam os alliados poslados sobre o Belbek. ae versls,
10 railhas ioglezas, potico mais de 3 leguas portugue-
Z3S.
. Esle despacho he o que foi alTiiado na bolsa de
Pan* no da 5.
c O mii*lro dos negocio* eslrangeiros de Franca
recebeu um despacho idntico ao que publica o snp-
plemenln exlraordnario a Casera de.Loftdras.
c Os Rasaos, diz-se, que metteram a pique quatro
navios na entrada do porto para obstruir o canal.
lima di\ i-ao da esquadra russa, diz-se, que ten
tou sahir, porem o almirante lrual forrou-a a re-
tirar.
oOsRussos iocendiaram Aapa,depois de ser bom-
bardeada pelos alliados.
a O Monileur de publica um artigo sobre a oceu-
pacAode Balaklava, dizendo que ete pontootTerece
grande* .anlagens como base de operac6es, e que ja
este ponto nxava a attencao dos generaes que ins-
pecciouaram a costa.
a No mesmo artigo diz-se qoe agora pode cooside-
rar-se segura a posicjjo dos alliados na Crimea.
Em todos os combates all occonidos a victoria
lem sido sempre sua. As columnas dos alliados es-
tilo aptas para pa'sar os tres ros sucressivaincnte, in-
fernando alcanzar Balaklava,. e o principo Mens-
chikoU" enm os re-Ios do seu exercilo.
aO mesmo jornal, n'oulro artigo datado de I.ripzir,
em : de outubro diz que a victoria de Alma he un
presagio seguro da prompta queda de Sebaspolol.
(i As noticias por ora lem sido prematuras, mas lo-
dos os sucresoi. fazcm crer que he certo o bom exilo
desla empreza. No mesmo arligo diz-se que he ira-
possivel dcscrever a impres-ao, que tem causado un
Atlemanha as rcenles noticias, e poslo que tenham
sido variadas as inaneiras de considerar os successo*.
he certo que quasi todos conOain nos successos don
guiram oceupar a excelleole posicao de Balakla
que fica situada ao su'l da pennsula, 7 militas em
buha recta de Sebastopol ella lesle do cabo Cher-
soneso; mas eas vantagens sao mais,que cootraba-
lancadas pela morle do general S. Arnand, que.
segundo o ajuste feilo entre os governos inglez e
francez, devia commandar em chefe lodas a* suas
forjas reunidas.
As noticias viudas do Iheatro da guerra annun-
ciam que o general suecumbira a um ataque do co-
lera, mas pela nossa parle entrclemos alguma duvi-
da a esse respeilo, e aguardamos inlorinaccs pos-
teriores para decidir-nos.
A dala da morle do geneial coiilunde-sc tanto
com a da sanguinolenta balalha dada m Alma a 20
de selembro que, poslo annunciem as gazelas in-
glezas c flanee/ que nao lomara parte nella por j
estar doenle, todava parece-no* que dahi Ihe viera
o mal. Essa nossa suspeila forlilicase,cim a leitu-
ra do seguinlc despacho do mesino general ao go-
vernu francez, uoqual, sem coininnnicar cousa algu-
ma acerca da sua doenja, d.i conta da ac^ao como se
a ella tivesse assistido.
c No bivac, sobre o Alma, cm 29 de selembro:
a Encontramos hoje o inmigo sobre o Alna. Oc-
eupa va com forjas considera veis o terreno baixo, por
onde corre o rio, que he cobcrlo de arvoredo e de
muitas casas, e que s pode ser lranposlo por tres
pontos, e asaltaras da margem esquerda em grande
declive; estas posicoas .eslavam slidamente fortifi-
cadas e defendidas por muila arlilharia. As tropas
alliadas alar.ivam-a- rom nm denodo sem par. Foi
bradandoViva o imperador!qoe se apossasram
.(aquellas que linliam na sua trente.
A balalha d'Alma dnroo quatro lioras. He
ama feliz estra para o oosso exercilo. As tropas
feanrezas tiveram 1.400 homens morios ou feridos.
Ignoro ainda a perda do exercilo inglez, que pele-
jou corajosamente conlra nina resistencia tenaz.
O principe MeuschikolT achava-se inlrincheirado
cm Alma frenle de 25,000 homens, mas aabendo
que os alliados marchavam a alara-lo com lodas as
suas forcas reunidas (60 a 70,000 homen*), mandou
vir de Sebastopol um reforjo de 1,000 homens e
com elles esperou o inlmiao. .
Foi no dia 20 de selembro que a balalha leve lu-
gar, sendo us Russos alinal desalojados, depois de por-
fiada resistencia com perda de 2 generaes, 139 otfi-
ciaes e .5,800 soldados entre morios e feridos. Os
alliados porm nao foram mui felizes. pois perderam
de sua parle 1 general, 1.53 ofliciaes, 3,318 solda-
dos e oici .o- inri.ii- entre morios e feridos;
sendo Francezc* I general (Conrombcrl. forillo", 57
ofliciaes e 1.286 soldado* e ofliciaes iuferiore, in-
glezes 96 ofliciaes e 2032 soldados e ofliciaes infe-
riores.
O mensageiro que levou a Omer Pacha a nolicia
da victoria alrancada pelos alliados em Alma, foi
espalhando por loda a parle que Sebastopol linha
sido lomado, c que o exercilo e e-quadra russa que
guarnecen! essa fortaleza linbam-se rendido ao ttii-
migo depois de um acc.lo sanguinolenta. Essa no-
licia transmillio-se cora espantosa rapidez por toda a
Europa e em lodas as parles causou grande impres-
sao. Entretanto a verdade he que anda a 29 de
selembro os alliados nSo se achavam em frenle de
Sebastopol. Soppunha-sc que o principe Menschi-
kolf depois da balalha de Alma se retirara para
aquella fortaleza.
O Jornal do Commercio de I liana, referindo-se a
gazelas de Londres at 7 de outubro prximo pas-
sado, fez um resumo do qual Iranscrevemos os mai*
importantes paragraphns.
A lomada de Sebastopol no se verifica ; o despa-
cho lelegraphico que o Monileur pnblicou, e que
apresenlamo* no nosso numero de honlcm, fund/do
na narraeSo de nm Trtaro, que se dizia porlador de
despachos para Omer-Pach, viudos de Sebastopol,
he desmentido formalmente.
o Um auppteroenlo extraordinario 2 Gazeta de
Londres publica o (seguale ;
a Marselha 6 de outubro, s 8 oras da manliaa.
a_Chegou o Furv, que parti de Constanlinopla no
oO regiment 23 perdeu todos os seos ofliciaes me-
nos tres, dos quaes o capilao Bell era o mais an-,
ligo.
o O coronel Amalie foi morto, quando cravava a
bandeira nas aliaras de Alma.
10 general Btoma leve um cavallo morlo.
O Monileur confirma a noticia de que os allia-
dos tomaram posiejo no dia 28 em Belbek e em Ba-
laklava, ediz lambem que MenschikotT esperava re-
*rros .i frenle de 20,000 homens.
Conforme noticia* de Trebsonda com dala de 16
de selembro, o general AndrookolT, que se fortiBcou
em Lzurghel, permanece anda na defensiva. Os
Turcos estilo em apathia. Os Russos capluraram ou-
lra caravana de 3,000 cavallos.
Vienna 4de outubro.
Noticias deJassy datadas de 2, dizem que os
movimenlos do exercilo aastriaco para oceupar a
Moldavia conlinuam. O general Hess chegou aquel-
la cidade. H
a O correspondente da Tintes eaereve-lhe de Vien-
na que o governo austraco prepara uma nula que
sera dirigida Russia, cujo sentido ser que consi-
dera ca*ut belli a insistencia da Russia em recusar
annuiras qaatro garantas que me se pedidas. Ago-
ra que os alliados Iriumpham na Crimea he provavel
3ue as potencias allemas inaistam coin o impera-
or Nicolao, para que aceite s qaatro condijoes pera
o salvar de maior humillaran ; porm os governos in-
glez e francez veem as cousas com bastante perspica-
cia, para se nao deiiarem Iludir com tramas diplo-
mticas.
Nos-nulros paizes nada de jmporiante linha tido
lugar, todava no segunte numero daremos o qoe tiaf
a respeilo dos mesmos. ir ,-a>
Em Londres os consolidados ficaram. 95 a 95 1(8 i
OS fundos brasileirns a 9o; os sardos, de 88a 88 3)8:
us russos de 86 a 87; os belga* a 93, a os hollande-
zes a 92 t|8.
PUBLIC4C0ES a pedido.
Decifracao da charada de hoje e mais
alguma cousa ao sen autor.
Se a minha intelligencia
Aranhada e pequeuina
Nao rabio em rude engao,
A charada heMarcolina.
Porem meu charo autor,
No pouco entender meu,
Nao ado cousa que posan
Encutir temor ao co.
Tambera da colina o cimo.
Tanto nao sobe a meu ver.
Que os ares fira a ponto tal
voe as nuvens possa romper.
Cercar a Ierra do mundo
He profundo na verdade.
Mas mais profundo seria
Cercando a da e ler ni I a de.
Se a flor serve de esmalte
Ao de amor jardim profano,
Que estrella do Templo seja,
Meu autorisso he engao.
Alzuns dos leus versos mostram
Chan autor, bello (alenlo,
Porm raotella no assumpto
Com elle camella, mais lerto.
31 de outnbro de 1854.
MAPPA denumitrolico do* doente* tintados no
hospital regimenlal no mez de oulubro de 1854.
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ven) brode ia5t
Numero
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Dos fallecidos 3 foram de tubrculos pulmonares,
c 1 de gaslro-hepatile.
Dr. Praxede* Gome* de Souza Pitonga,
1 cirurgiao cncanegado.
VARIEDADES.
lesi
Carta de Braz Tisana, boticario de'
Lisboa, ao barlMuo.
Agosto 20. T
Mon cher.Pelo vapor D. Maria u cecebi a mi-
nha correspondencja brasileira. que no deita de
ser inleressanle. O meu correspondente de S. Pau-
lo conia o sguinte :
Retrocedemos ao lampo em que a diabo se otro-
mcttia sem ceremonia no physico, humano! a ksv
dade de GuoratingiuH appareceu urna mulher qu*j
.1
H
T
I
K
\
- --.
m


-
leiu sete danos no estomago Vej, Vmc. Meslie,
que barulho nao Ira no estomago da pobre mulher
cora seto dinbus junios I O vicario da Ierra encar-
regou-so de expulsar do ostomaao da pobrraila a (al
eoraminsuo infernal dos seto dabinhos.
A endemoninhada lie malhor parda, ehama-sa
Mana, a ho natural de Porte-Alegre, lem os seus
21 anno* de idadc, e he soltoira, e ha einro annos
que lem per ineuilinos do seu lomago os laes sele
ihiihinhos! Parece que os laes hospedes se Ihe en-
callaran) na moela desda que ella se confessoq a una
padres Capuchiuho*! A Sr. Maris, ouvindo pro-
nunciar plumas sagradas, faz cootoraoes e caras
leas, lorce-se, espoja-se, e di eambalholaa diabli-
cas he triste, chora todo e dia, e lem sempre os
ns fri I quando o padre a exorcisma, ella lanca-
se ao chao; e era muse como una cabra, ora ladro
romo u m ciin Espuma, loase, v omita, e eos pe na
cara dos circumstanle Anda no Brasil se usa
disto!
O mcu correspondente do-Rio d-me parle da tes-
ta de 8. Joan. Riostra Icr muilii saudade das nos-
san foguearas de Norte, das eastanholas do Pampare-
Ihao de Braga, das espetadas e peize frilo do arraial
da l.i|>a. e do celebre manjar r paslelinhos de Santa
Clara A noite de 8. Jlo no Rio he prosaicasor-
te de'carteaMlalinho*amenelOasversos desrn-
rhabido* rllelas de ranna assada e lalhadas de
inhume eoiid*. O imperador e a imperatrix esli-
veram na vespera de S. Joan em Nicterohy__houve
cortejo, parada, beijamao, iheatio, proris-flo, fago,
e Te-Deua*. O meu correspondente apexar de es-
tar no Brasil parece-me que nao profesas real, como
se deixa ver da leguinte dcima de que me fez pre-
sente:
Ver o .mares impollados,
N'uma rota embarcaran,
Furioso furaalo
Dcixar os maslros quebrados ;
Ver centra si conspira Jos
Os deaaatas do mundo iuteiro;
Sotuer de nm forte guerreiro
O furor, e saque, o pranlo,
Nao causa tormento lano
Gimo a (alta de dinheiro.
Aqu para nns e hnmem lem raiflo; a falla de di-
nlieiro faz a gente melanclica e aborrecida aus ou-
tros. Isio de ebeirar a pobre lie tcrrvel at os
ces embirraiu com os pobres Deserto he que o di-
nheiro aearuu urna iullurw.i latrivel na ocieiiede.
S+.nao fiouves- coudes! mat dciamoi a moralidade para os ser-
rones de quareami, e paseemos as navidades que sao
o nosso alimento. Os diabos me levem se eu posso
viver sem novidades. Embirro com o outro mundo
so porque U nao ha peridicos, ao monos nn me
consta. ,
Sabera que anda a cholera acesa pelas Europias,
e agora corre que com medo a tal senhora, se reco-
me mais cedo da sua viagem o nosso Monarcha ; e
ate dizem que o Mi-.idello se est preparando para o
ir buscar. Dos o traga a salvamento. A tal mo-
lestia como gente que he urna pouca vergonha Ou-
50 diaer que o doutor rligao vai por ordem do su-
jsdor em Cheto Moacho ao Algarve para evitar que
ella visite os Atoamos O Joaqnim lenlo, barto de
Zezero.jalemtomado medidas militares para evitara
iiivasao. Se he cerlo que ella vem pelo ar, o me-
lhor era mata-la a. tiro.
Os anli-fnriunisias andam com grande ferro, por-
quera Augles Fortuni agraden muito n'um eoncerlo
em Londres, a que assislio lady Palmersloii, e nu-
tra* ladys do grande tom. Quem lambem anda com
grande; Cerro he a Matrona da Bica nao sei quem
Hie mellcu na cabera que tinhamns Bernarda contra
os ministro*, e a pobre senhora. que he hoje inimi-
ga declarada de Bernardas, nao pode levar pacien-
cia que Imj.i quem se mella em laes contradansas,
que alo muito perigosas, e lem voto contra do Lat-
no .Cocino, e do Antonio Pedro, o grande orador da
cmara des communs.
Madre, eu c nao como que baja Bernarda, e
J?lg? IJ*? M ndam diverlindo, e caruan.lo com o
to Rodrigo : ana Exc. he um grande cacuanle, e
por uso nao admira que o cacuem. Seja o que for, o
susto j ningnem llru tira! Diz a minha Gertrudes
que sao mais as vozes que as nozes. Olhe, Musir,
em qnanto o lio Fonles arranjar precunia para ir
pagando no teuha medo de Bernardas. A lgica
he .1 favor do tlalu quo; e segundo diz o meu pra-
ticaule uinuem vai para melhor : e eu acho-lhe
razso. Nao ha Bernarda sem penacho, e nao he f-
cil descortinar urna pendi que faca conta.
Mon cher.Se as chronicas n.Io mentem foi no
lia d'hoje que se dcscolirin a cun-piracaoa favor de
I- ilippe IV euntra o uuvorei I). Juao IV, e pela qual
fnrain decapitados, isto lie, ficaram sem as caberas
o duque de Caminha, o marquez de Villa Real," o
conde de Armamar, e I). Agoslinlio Mauoel por
esta Bernarda de antigadala cstiveiam muilosaniios
nos ferros de el-rei o arcebispo de Braga e o inqui-
sidor goral, dous grandes lubarDes daquella era, e
que (inliain .1 bosM revolucionaria.Nesses lempos
as cousas liavam-se mais serias : quem sfa/.ia pasi-
va-as.
Chovem por toda a parle as feslas de greja. Hou-
ve (esta de Nossa euhura no Campo Grande ; (esta
era Canecas, que he a patria do Caldasfesla dos
artistas no Mylhologico, e festa em Porto Salvoa
"" popular porcm de lodas as feslas foi a que leve
logar em Bellas, chamada do Senhor da Serra: hou-
ve arraial, randanguiuho, namoro em verso, e rene-'
(10-sepor mais de orna vez esta anliga quadra, obra
de alguma Sapho-salia, ven.lo chegar o seu naroo-
rado.com as maos a abanar sem Ihe Irazcr o aunel,
que era de chumbo como os corar/ie*. Eis a quadra
qae lem atravessado de pais a fiihos
Tu teste ao Senhor da Serra,
Nem um aunel me Irouxesle 1
Mem os mouros da Mourama
Fizeram o que ( Tueste.
Por causa destes versosfizeram o que tu fizesle
lemhrain-me quatro versinhosde lavrasaloia. quo
lambem me repello n minha Gertrudes, dosquaes eu
desejava ser o feilor, e que provavolmente foram im-
provisados scru que o improvisador soubesseoque
tiuha feilo. A minha Gertrudes repclio-m'os assim :
Coslomam tanto os meas olhos
Namorar os olhos leus,
Que de tanto confondi-b
Nem j sei quaes aoos 11:mis.
Curvean a cabera os Patos, os Palhas, e os vales
em i
Que nao sao cnpazes
' D'oa fazer assim.
Tamben houve festa no Luraiar, funreao rasga-
da em honra do marlyr S. Sebastiao, que como dis-
se o pregador, viveu o lempo do brbaro Diocle-
ciaano. Este pregador cluunava -e o Filippe, e li-
nha a bossa da toleima muito pronunciada! disse
cousas que nao lembram ao senhor demo. Com ef-
fcito 1 instruceSo do clero he de espantar he tal a
ignorancia destes nossos apostlos que al o padre
Kabecaube Irnmpbo O nosso esercilo clerical pre-
cisa de grande retorma.
O pregador de S. Sebastiao do Lumiar comeceVi o
seu discorso, segurando ao auditorio que Beteo fi-
can saufo longe do Calvario, e foi anda assim a
eoosa mais acertada que nos disse. A minha Ger-
tmda que nao falla nunca Caira de Belem.nao acre-
ditem no dito padre, e disse-me que de Belem ao
Calvario era menos d'um quarto de legua. Olhe,
Meslre, eu sou bem (emente a Dos, e lenho pena de
que padres, que deveriam instruir-nos e deleitar-
nos com etsas poesas de que eslo repassatlos os li-
vros santos, venham para os templos dizer lotices e
lomover e hilaridade.
A pioposito deoradores, o que esl sendo cober-
lo de elogios he o padre Malliao, que pregou as
exequias do conde de Barbacena. O lioraem sobe
pouca vezei ao pulpito, mas quando sobe immurla-
lisa-se. A minha Gerlrqdes assislio as exequias, e
clmrou, e ale ha quem diga que o Couceiro, que he
pouco cfcorSo, derramara urna lagrima inteira, oo
mera lagrima.O Bruschi esta viuvo. Sua esposa,
senhora de bellas qualidades, foi morar para oce-
milerio de Alto de S. JoSo : quem a eondnzio fo-
ram o Jle de Lemoso U. Jo Almadao doutor
Abranches-eo J0S0 Palha. Tmha nascido no Rio
de Janeiro a 2 de abril de I8t0 ; cssou com seu pri-
mo Bruseln a 11 de fevereiro de I86, e separou-se
delle para sempre a 25 de agosto de 1854.
O meu praticante. faz grand tiugm f>o Huerta,
qae loca guitarra divinamente, e cania com cosi fc-
rmaino. Falla-se muito na Pede-roco e em ama
reala em Nossa Senhora da Ameixeera, combinada
lambem entre Portugal, e Hespanlia'; a Santo feste-
j* T "o*58 Senhora da Encarnado.Os homens
da 1 ravessa do Cemiterio acabam de publicar a vi-
da, e aventuras da Alboni, e o rtossoamigo Jos Car-
los, columna do sul, affirma que a ha vemos deou-
viresle invern era S. Carlos : quando vier, c se
cirV larabem affirma que teremos de vero
.satnl-Leon, agrande nntabilidade coreJ-grafica da
Franca, que Vork seripiurara.
A nova empresa ja est no pelounnho: aecusam-
na do exigir mais dinheiro que e ur.ual por certos
lugares da platea superior, e por querer pgar-se
de obras que nao foram feitas sua cusa, como,
por exempln, as pequeas salas contiguas a alguna
camarotes, que lodas lem sido arranjadas e construi-
da pelo* assignaule*. A murmuraran he queme
de invente, e fresca de yero:paroles do Piolbo Vi-
ajante, obra do Sanches e Brilo, que ainda tem urna
irraaa com vida e saude, por signal que cura a sua
enchaqneca com remedios da rainluj botica.
Enlregou-e Bomarsund discricao : parece que
ficaram prisioneiros dous mil Russos, e cem boc-
ea de foco .' quuutos. nao pagariam com a vida e
para que ? para desaflronlar o rito grego 1 tu por
misa nao arrisco a-minha vida ae:o em' defeza da
dila. Parece-me mpossivel que no auna de 1854
anda baja quem se deixe malar para fazer o gos-
linhoaos imperadores da Russia e Franca e a lord
Kuseeii Gracas mil ao lio Rodrigo, que lem *a-
liido sustentar a paz cnlre a chrislandade luzilana !
Segundo a zoologa Ipolilca o l.u/.o he nm animal
pacifico
Todo* o* dias e lodas as noiles se espera a compa-
iihia frauceza de etry. Nesla froiipe vem qu.lro
femeas anda em folha, e oulras 4 ja encadernadas;
por todo* ap peatoat, Disse-ina o I-obo que vem
genla flua, no artigo salas, fazen lnha muito ele-
gente. O l.opai com Mendouca ja anda estudando
" seu speHb d inlraducoao. Daos queira que ne-
iiiiuma deslaiFranMu* do palco scenieo padeca do
ervcao, o qn* m\U> cuidado ao nosso Malta;
nao ao Malta du* Mias, mas ao Malta ca.lelhano.
*.*!*!"* ,'vwl,or monda ; chamase o
V""*"" f a*|Hi o qol guia o discpulo ou
disciputa MU aao, Iheorici. e pralicamenle, i
malotes difflcoldade*. A minha Gurlrudes, que es-
la irapertinaolisuma, lem agora a inania de tocar
piano 1 agarra-*e Ustis, e azoina-mc os ouvidos !
ulure-t por eoBptMs^io, porqui; lem certo pres-
OIIRIO OE PtRRniBUCO, QUINTA FEIRA 2 0 NOVMBflO DE 1854
timo domestico, que he mili til. Urna mulher he
um trasto ndispensavcl n'uma casa, mesmn em ca-
sa de clrigo. O lio Rodrigo acaba de maudar pelo
enrreio ao seu amigo Bretiandos a grao-cruz de
Christo ; e a fila pelo sim pelo no.
No dia 11 do mez que entra leraos urna linda re-
gala no nosso Tejo. O secretario da tal regala he
o... que no mar he mesmn um TrilSo. Esle 7111
quondam foi dos mais acrrimos valenlfles da as-
somhla cstrangeira ; e possuia a maiur c mais des-
arrapada egua ingleza, qne Jleve Lisboa. Certa
menina Ihe acaba de dedicar um idvlio piscatorio.
A Fox do Tejo em broca penedia.
lenho oprazer de Ihe participar que o Fletchcr
enronlrou no tundo do mar mais algumas preciosi-
dades ; entre estas, duas lagostas submarinas de
grandes dimenses ; e o sinele do relugio de Ca-
"idea, .que elle nao vender por cousa alguma ; pois
a pesar de inculcar-so fossil, vive s vezes nos es-
patos imaginarios. Parece fura de duvida achar-se
perigosamente docnte o nosso Antonio Pedro : a
molestia he urna ferida, que portentosamente Ihe
fez o dos Cupido com urna sella envenenada He
bem feilo! quem o maudnu brincar com enancas.
No dia 18 dcste, casaram-so em Friellas um jo-
ven saloio de 70 anuos e uina menina de 75 : elle
Unha sido rasado duas vezes, e ja tem um filhu de
58 annos. Ella era virgem, e foi igreja cum a
sua capella de flores de larangeira cm boto, segun-
do he de uso. Dos os fade bem, e livre esle ca-
cho de uvas dooidum takerv. Ella tem urna ju-
menta branca que conta os "seus 30 anuos de ida-
de ; urna cadella chamada a Pomba, de 16 ; e elle
levod por legitima um macho lar.au de idade de 2i
anuos, leudo a casa em que habita 113 auno* de
construida. Os esposos acham-se circumdados de 328
annos ; e podem ser felizcs.
O Ah um compoz urna peca em verso para o Gym-
nasio : he no goslo da Fabia ; ha de rcprescnlar-
se em oulubro ; hei ir ve-la e mais a minha Ger-
trudes. .Morreo em SeviIIm o celebre (oureim Ma-
noel Trigo, o primeiro depois do Cuchares; arru-
maram-llie duas tacadas pelo seu bandulho dentro I
A Floresta Egypciaca contina a metlcr gente ; lia
montanha russa, polkas, sorveles e msica. Em
urna das seguintes noiles vito all cantar a Fonlozzi.
o llruni. e lambem os conjugas Finochis. Os ur-
sos e os macacos eslao debaito I
tica esta cm calmara surda I
Sou, ele.
saude, patacos
e fralenidsde.
que me nao mandein bilhele : he o mesmo, mas na
sei compra-lo.
O Fcrrer rhegandn 1 janella do quintal deu um
tramholhao, pois cahin com clie a grade da janella.
Nada mais ha do nntavcl ; estoja vai tonga, adeos
al seguinte.
O Correspondente de (Juebra-Coslas.
[dem.)
COMMERCIol~
PRAGA DO RECIFE 31 DK OUTUBROAS 3
HORAS l)A TARDE.
(.nlaces olliciaes.
Desconlo de ledras de 30 dias8 % ao anno.
Cambio sobre o Rio de Janeiro2 % de rebate.
ALFANDEGA.
Rendmenlo do dia 1 a 30.....275:6288(i3
dem do dia 31........18:.532s:i> 294:16182.59
A poltica domes-
Seu amigo
l.e Citoyen
Bra: Tisana.
dilas pelles envernisadas ;
de algodAo, 2 dilas lencos de
pelo seu eugrandecimcnlo, faca-me o pu- algodao ; 1. H. Gaeusly.
juslira ; e como a imprensa he do estado, 20 caixas qu'eijos, 2 d'il
Novaes & C."
5 caixas encerados; J. C. Rabe.
8 caixas tecidos de atondan, 1 dito relalhos de Ca-
lenda de dito, 1 pacole amostras, 2 eaxns tecidos de
algodan, lenros ile ineia 1,1,1, e dlos de algodao, 1
dila ditos de meio lindo ; i Scliipheillin & Compa-
"hia...
1 caixa lecidos re algodao, 2dlt3S meaTde aVgb-
dao, 1 dita chapos ; Timm Slouscn & Vinassa.
2 caixas panno de linh 1,8 dilas tecidos de algodao,
I pacoliulio amostras 2 caixa> ditas de seda, 12 cal-
xas ferragens ; J. Relies &C.
2 barricas e 2 caixas ferragens : E. II. W'y-
atl.
1 caixa tecidos de moia 13a, 1 dita pelles curtidas
1 dila fazenirasdeseda,4dilasbezerrosenvernisados;
N. O. Bieber & C.
1 caixa vidros para botica, 14 barris presos de fer-
ro, 4 caixas bezerros en ver nis,utos. 1 dita livros para
escriptorio, 1 dita couros de boi ; ordem.
1 caixa tecidos de meia seda, c ditos de lita, 6 di-
tas folhas de zinr.0.4 barris pregosde dito : ordem.
CONSULADO GEHAL.
Rendimento do dia la30.....7:0153638
dem do dia 31 ;...... 179i878
CARTA DO CORRESPONDENTE DE QUEBRA-
COSTAS AO BRAZ-TISANA.
Coimbra 23 de agosto de 1854.
Mon-cher. Que importo que a risonha Coimhra
estoja situada n'uma pithoresca cullina, c seja hanha-
da pelas crystalinas aguas do placido Mondego 1 Ha
Ires ou quatro dias parece que estamos na zona
Ion ida ; o sol he ardenlissimo, o ar cresta a epi-
derme e quasi que sufloca, e o mesmo elher Uto con-
densado se aprsenla, que faz recear algum cata-
clysma no orbe terrqueo.
Porm islo ainda aqui n5o fica :
Se a neeessidad me arroja para a ra da Sophia,
e se por infelicdade Eolo levanto as azas, eis-me no
mesmo momento no grande Sahara, onde nuvens
movedicas de p e arei me arrebatariam, se os oasis
confortativos do botequim da Freir, ou da botica do
padre Luz, au evilassem urna morte certa a nm
pobre viandante.
Que metamorphoie De verao he a ra da So-
Elna um slo arenoso do Egypto, e 110 invern he
ma estrada intransitavel, nao pelosdespejus do Nlo,
mas sim pela incuria e dcsleixo dealguem. Islopas-
sa-se prximo aos pagos municipaes da 3. cidade do
reino.
Que fazemosencarregadosjdo municipio '.'Nada ;
esto e 111 completa desharmonia, Icemopinioosdiver-
sas, tcem caprichos mal entendidos, esUto enire si
despeitados. Islo nao podeconlinur assim ; sou o
primeiro a confessar os seus valiosos servicos, e fo-
ram graudes, mas como nao cominuam, he forcoso
que se harmoniscm, o que muilo desejo. ou eiau
pecam a sua exonerado. Sou amigo dos camaristas,
mas torno a repetir, preliro o hem publico amizade
particular. Desejo ler occasiao de luuvar, e nao de
censurar, esperu pois que cumpram como devem a
missao, que os coimbricenses lhes confiaram ; alias...
he um desdouro. porque o municipio nao est dis-
posto a alurar pyrrhonicesvida nova.
tfon-cAerJfrc.s-aimaofe. Pode dcvidamenle ava-
llar o quanlo me he cusloso obler comeaclidao cer-
tos Tactos, e as circumslancias que Ihe sao inheren-
tes ; porque Baila gente havera que nao me medite
um poaco nesla ardua larefa e julgue lalvez, ludo
islo urna mera brincadeira. Porm he illusao.
Desde ha muilo que se falla na imprensa da Uni-
versalnlade, a quem cu liaava piuca importancia ;
porm ullimamanle urna serie de cousas veio illuci-
dar-me. Sempre me interessei por Coimbra. minha
patria, e pelo
tilico esto
e por consequiicia do paiz. tunlicm quero que all
baja progre'-so porque tom ptimos,) recursos e bons
artistas ; todava nao tolero, que se pralqua a mni-
ma arhitrariedade, principalmente quando vai anec-
iaros lillms d'outra arte, que p ir ella se alimentara
evivem. e que he a sua fonte de riqueza. Eis o
*** i
Cosluma-se distribuir pelos encaderpidarc as
oHras para a matricula doseilados.que lem lugar em
outubru. Esta dislrbuigan de (rabalhu d.i realmen-
te a imprensa urna gloria ; e na verdade a typngra-
phia como a principal motora da civilisa?3o dos po-
vos deve ser a primeira a dar o cxemplo, e servir
de modelo. Esperava-se porm, que este anno nao
continuassem os abusos, que seguudo dizem, succe-
diam nos annos anteriores ; isto he, que empregados
a quem o eslabelecimento paga diario e que tem
obrigaeOes restrictas, nao livessem brochuras e en-
cadernac&cs em duplicado, comendo de dous modos,
lesaudo os encadernadores,e lirando-lhes os meio* de
subsistencia ; mas nao succedeu assim, o abuso
coulinuou.
Dzem-me que os enea lerna lores vao representar
e fazer constar isto pela imprensa peridica ; mas cu
julgo, que este procedirnenlo da parte dos encader-
nadores nao se realisar, porque a commi.-a.i e o
prolado ignoram eslat cousas, e logo que o saibam
nao de necesariamente dar providencias, porque nao
liao ile querer censuras. O* cuca Jema dores nao se
qucixam contra o Olympio, mas sim contra nm ho-
mem, que segundo a phrase dos mesmoe e de mais
alguera que tenha ouvido, nao devia eslar na offici-
na. Sobre esle hornera pesa o rnaior dos crimes a
ingratidao, porque foi assasino moral, segando di-
zem do seu bemfeitor J080 da Cruz I
Eu prophetiso ao Olympio, com quera falle qua-
Iro vezes, sendo a ultima na vespera da sua partida
para Lisboa, que se se domina pelo spide nocivo,
ha de ser victima dohomem, emcujo forte se v sem-
pre a bandeja hypocrito. O Cruz esl velho, foi
liberal por convicio, e preslou bastantes servicos
causa con'lilucional al 1831, e manlinha relenos
com os prinnpaes personagens do paz, sendo entre
outros os nobres duques de Sal,lauda e Tcrceira.
As sciencias, assim como as artes, leem regras que
devem ser observadas, porque deslas dimanara o seu
desenvolvimento e os meios para a sua prosperida-
de ; assim como tombem tem suas raias ou linhas
divisorias, quando restrictamente se nao ligam. Por
tanto os encadernadores lem jus e razao plausivel
para se qbeixarcm contra os conlrabaudistas da sua
arle porque sao os algozes dos seus inlcresses.
O Quebra-Coslat ha de em occasiao opporluna
pugnar peto desemvolvimento da industria, pelo m-
ximo cormerco, e pela animacao da agricultura-
para gloria do paiz e honra de sua torra natal.
Agora, meslre, vou conlar-lhe mexeriquces.que, o
han de fazer rir. A minha Ierra he um myslerio, e
mesmo para os meus patricios ainda eu sou mysle-
rio. Quem de o (Juebra-Coslas '.' perrjunta-s por
ah, e en a ouvr. He fulano, he cicrano, he beltra-
no; nao ha tal, digo a\moimme, mas baixinho, to-
mendo sempre a culpa a outros de rijo ; mas em let-
tra redonda sou franco : o Quebra-Costas he urna
palha que o vento arroja, he um pezo inulil na Ierra
parece que nao v e lira argueiros perfeitamenle
he finalmentecosmopolila.
Coimbra aprsenla hoje nm aspecto,galhardo, in-
teressante e variado. Os rpmejrosdo Senhor da Ser-
ra aftoem de toda a part dirdisTriclo, e de tora, e
innundam as ras da cidade. Trajes de rail modas,
figura intereesanles, homens com calcao de rico, e
ceronlM largas ; gandarezas rbusias.serranas bellas,
visitam a princesa da Beira. Londres nao apresen-
la um aspecto e animado to palhetci cmo Co-
imbra uestes ltimos dias. O velho tambor, a.lauta,
a viola, a guitarra; a rabeca c o pandeirosao instru-
mentos ineparaveis deslas masas populares, que
firmes em suas crrnras arrosiam o sol rdanle diri-
giudo-se ao local da imagem devota.
A feira nao me espanta : muito gnarda-chuva,
mullos latoeirns, muilos burgueses e muilos janotas
da Beira, be o qae se tornammais notavel, alm i de
certos bringellas, que desde asi horas da lardale
as 10 da noite sao partes integrantes da praja. O ca-
f carollo-academico oceupa o centro, e serve de
circulo poltico, e as grades do caes de encostos aos
pasteantes do oitavario pasmalorio.
Saber que no domingo o guija S Lopes do cor-
reia, foi lomar um copo de ebalac.a ao carolo, e foi-
Ihe subministrado pelo subalterno Francisco, que he
distribuidor do segundo circulo das cartas ; nao faz
ica o esmero com que este servio o seu chefe.
O Miguel Coulinho passou a planto para Tcntugal
a cavallo n'uma azemola. O hornera reconheceu a
divdale do servco, e como Ihe nao cheirava. por-
que he ignaro ; arrumou o tiro ao meu velho amigo
Cezario. Este he activo, mas he pena, todos os ho-
mens de energia nao mudarem cm certas cousas a
torca de geuio. O governo ainda nao empregou o
Jardim : ha quem diga que o quer Humear outra
vez administrador, uisto acertara muito e furia a
vontade ao publico.
O Theophilo passeou honlem ao meio dia na feira,
eanalysavaas lenda com um modo esqusilo, mas
sempre com cara deromaa.
Chegou o Jos Freir com sua esposa, e acnmpa-
nhava-o sua Ua a viscnndessa de Gouveia. Esta se-
gu daqm para o Porto. Tambem chegou o meu
miso A. da Silva Carvalho, irmao do conseldeiro
Silva Carvalho, e o senhor de Pancas, pai do D. Sal-
vador.
P. S. O cyrio de S. Joflo foi transportado pelo
Ant.o Jos, sereeiro, que he bom rapaz, e lem ami-
go desde que se deisou de poltica.
Apezar do oidium atacar as algiberas vamos ler
especlaculos. As giboias domeslieas. e a vacca advi-
nha dao hoje vistos na praca de Caes. Nos dia 25,
27 e28 ha loaros. Se o Sedovem continuar na mes-
ma timidez como ero junho passado proraelteu dar-
Ihe para baixo, e lalvez a mais alguera, He provavel
Dticarregam hoje 2 dr novembro.
Brigae inglezCaro/i'nebaralho.
Brigue inglezPeerlcssidem.
Barca americanaKrctt/nbrea.
Barra porluguc/aSan/a Cruzloara do barro c
batatas.
Barco fraucezaCuslaro II mercadorias.
Brigue porluuuezaiofarinha, ceblas e vinlio.
Escuna hamburguezallenrich y Gustaremerca-
dorias.
RENDIMENTO DO MEZ DE OUTUBRO.
Rendinicnlo total de-te mez
Restituirles.........
294:1615259
23*5880
Rs. 293:9265379
Importado.
Ilireilo- de consumo..........
Ditos de i por cenlo de reexporlarao
para os porlos do imperio ..:...
Expediento de 5 por cenlo dos gneros
estrangeiros despachados com caria
de guia.................
Dito de 1|2 por r. dos gneros do paiz!
Dito de 1 l|2 por c. dos aeiieros linos.
Armazcnagem das mercadorias.....
Dito da plvora.............
Premio de 1p por rento dos^assiiiadns
Mullas calculadas nns dcs|>chos. .
Ditos diversas...............
Interior.
Sello lixo................
Patentes dos despachantes geracs. .
Emolumeulos de certidoes. ...',.
289:0559665
528227
1129905
548000
319680
2.59000
79040
293:9269379
Nos seguintes especies.
Dinheiro .... 180:0059303
Assignados 113:9219076
Depsitos.
Em balanco un ultimo de
selembro.......
Eutrados no crrenle mez
Sahidos.....
15:7689981
4:8569MH
Existentes........
as seguintes especies.
Dinheiro..... 3:7999*67
Letras......10:95*9190
20:6255385
5:8719728
11:7539657
Dcima dos predios urbanos. .
Sello de heran^as e legado. .
Meiasiza de escravos......
IOO9 rs.. por esrravo exportado para
Torada provincia. .*
Emolumentos de passaporles de polica
Novoa e velhos dreilos......
Imposto de 3 por cenlo. .... .
Matriculas das aulas dcinslrucfo su-
perior...........
20 por cenlo do consumo de agur-
denle. ..........
Mullas..........,
Juros...........;
Cusas...... ....
999857*
7:1599036
1:48*9185
1:0009000
79200
22(I?S35
638780'
109000
2878200
2690*3
48375
1039015
16:3628*67
Mesa do consolado provincial 31 de oulubro de
1851.No impedimento do cscriplurario,
trcente Machado Preir* Pepeira da Silva.
BOLET.M.
LISBOA 14 DE OUTUBRO.
I'recot corrmtes dos gneros de impurlarao do
Brasil.
Por bal Icacan.
Atondan de Pcrnamburo. .
Dilo do Maraubao.......
Dilo do Para..........
Dilo dito de machina.....
Cacao..............
Caf.do Rio primeira snrte. .
Dilo dito segunda dita.....
Dito dilo lerceira dila.....
Dilo da Babia.........
Couros seceos em cabello 2* a 27
Dilos seceos espichados.....
Ditos saig. Baha c Para 28 a 32.
Dlos dilos dilo 26 a 20.....
Ditos ditos de P. e Cesra 28 a 32
Ditos ditos do Mar a 11 dan 28 a 32.
Gravo girte..........
Dilo do Muranbu.......
Gomma copal.........
I pee aciianl 111..........
Ouruni...........
Salsa parrilha superior.....
Dila dita mediana.......
samaM
23I9U7
7*9966
1:4493845
77962.5
2:2339743 Dila dila iuferiur
Caplims de tttMM
otros
125
120
110
110
U900
2965(1
29100
SJ200
$600
. 157
127
132
132
,124
127
. 250
100
29OOO
800
too
. 149601) I5900
a6oo 109.500
S4**> .SO"

120
3750
29-500
167
135
137
125
145
140
59000
I9OOO
185
Conlribuiro de caridade.
Rendimento ueste mez.........
4219397
AlfandegadePcrnambuco 31 de oulubro de 185*.
O escrivao.
Faustino Jos dos Santos.
Importacao'.
Escuna hamburgueza Ilenr>ch & Gustare, vinda
de Hamburgo, consignada a Bruun Praeger J C",
manifeslou o seguale :
4 caixas quinquilharias, 9 dilas vidros, 1 dito con-
toilos, 4 ditas oleo de amendoa, 1 dito 'falo, 4 ditas
pelles, 1 dila com um piano, 5 barrisolco delinha-
a, 2 caixas objeclos do laia.i, 53 caixas tecidos de
algodan, de meia laa. de meia toda, de se la, e de
meio In, 1 dila amostras e quinquilharias, 45 caixas
queijos, 2 barris cove. Mito* fejao, 1 dilo ervlhas,
20 cestos batatas, 10 barris arenques, 30 presuntos,
2 pe^as carne defumada, 2 ditas salames, 10 barris
alcalrao, 25 raassus de cabos, 50 barriquinlias gene-
bra, 3 linas sanguesugas, II caixasarmas, 1 caxi-
nba objeclos do ouro ; Brunn Praeger & Com-
panhia.
2 fardos pannos, 1 pacolinho araoslras, 9 caixas
tecidos de lindo c meio iinliu, 3 dilas dilos ditos de
algodao, 1 dila meias
Assucar de Pcriiambuco j>
Dito do Rio de Janeiro.....
Dito da Baha..........
Hito do Para, bruto.......
Dito mascavado.........
Dilo reliualo 110 paiz em formas
Dito dito quebrado (pil). ...
Dilo dito era p (rap)........ .
Vaquetas de Pern. e Cear urna
Dilas do Maranhao.......
Chifres do Brasil pequeos. mil
Despachados
Arroz do Maranhao c Par ord. .qq
Dilo dilo do inelhor. .....
Dilo dito -n 1 ni i-ii.........
Dilo dilo miudo. .,.....
Dilo do Rio de Janeiro. ....
Pan campeche.........i
Tapioca............
Precos crlenles dos generas dt exportaro para
o Brasil.
Captivos de direiles.
Amendoa cm milo doce do Al-
19300
19700
196.50
19 300
19:100
39200
29300
29200
19100
lamo
31*200
.59200
59800
6-3*110
igooo
/1920o
38200
I9IOO
29100
197.50
19800
1*150
19.350
19800
19600
43000
59400
(8200
69800
49200
49*00
19800
a
.al.].
.
.
.
garve...........
Dila cm casca couca.....
Nozes............
Piona do Alsarve comadre .
Dilos dito branros.....
Ameixas..........
Presuntos,........,
Carne- eiisaccada......
Toucinho..........
Banha de porco......
Pimenla de Goa.......
Sal graso a bordo.....
Dilo redondo dem.....
Dilo Irigueiro groase idem .
Cera branca por baldearao.
Dila em grume ielem. .
Dila em vellas idem.....
Azeitie............
Agurdenle cncascaela : graos!,'. ~p7s2o9000
\111lu1 uiusralel de Sctub.il. caix. SaO'J
39000 39100
9.50 190
410. 500
650 67(1
550 57(1
400 800
39*00
49000
39500
49700
105
de 11,9". 0 saccas do do Brasil c 5*0 saccas do das nos-
sas colonias, conlra 2,5*7 sacras do do Brasil c 1,148
dilas do das colonias em igual periodo do anno pas-
sado. As venias para consumo c reexportarlo du-
rante o mez de selembro ultimo foram de 2,466
sacras.
Cu-ao.1'emras Irausaecoes se fizeramnesle gene-
ro. Despaehou-se urna partida para reexportado,
mas que anula nAo emharecou. O deposito no pri-
meiro de oulubro era de 2,405 saccas do do Brasil,
e 191 do das colonias. O deposito em igual poca
do anno de 1853 era de 408 saccas do do Brasil, e
de 348'do das colonias.
Cera. E\porlaram-e durante a semana 31,109
arralis da amarella, 400 arralis em grume e 2,3*8
arralis em vellas. A existencia no primeiro de ou-
lubro era de 1,214 gamelas, conlra 1,084 cm igual
poca do anno passado.
Gomma cupal. Pon ras Iransarrca se efTerlua-
ram durante a semana. A existencia" no principio do
mez era de 3,151 saccas. O mercado deste genero
lem estado frouxo, e os presos sao nomiuac9.
Couros. Desparliaram-se diversas partidas para
consumo. Os prego* conservam-se firmes.
Mai lins.No* ltimos dias da semana rcalisaram-
se .eliminas vendas, c despacharam-se para reexpor-
larao algumas partidas que ainda nao rmbarraram.
Urzella. Despacharam-se 110 sacca por reex-
porlae.iio. Silo as nicas Iraiisacges ele que temis
conhecimenlo. A existencia era no primenro de ou-
lubro de 16,801 saccas. A de igual poca do anno
antecedente era de 3,672 saccas.
Azeile de oliveira. O deposito na alian leja de
azeite eslrangeirn he ainda cousieleravel. Para o Rio
de Janeiro embarcaram-se 511 almudes. Para con-
sumo despacharam-se diversas partidas.
Vinho. As ultimas nq'licas recebadas do Rio de
Janeiro animtram os carregailorcs." O deposito na-
quella praca commercial era pequeo, e os ullimns
carregamenlos aqui feilo* pouco podarlo aflectar os
proco* porque elle alli esl, lendn-se elfecluado yen-
do* de 3109 a 3159. exporlacAo aqui durante ase-
mana foi de 12.123 almudes, 'a" do mez passado t-
nha sido de 45,5*3 almudes. Os presos destes gene-
ros conservam-se com una ten.leticia decidida para
a alto.
Sal. Os embarques para porlos estrangeiros fo-
ram de 1,310 moios. A exportarao do mez passado
subi a 13,086 moios, isto he, mais 8,459 motos do
que em igual perudo do anno de 1853.
Em inicias e outros gneros de proluccao nacio-
nal olleTiiiar.im-se muilos embarques, especialmen-
te em uvas, nao obslaote os precos elevados porque
se lera comprado. A semana foi pois frtil em Irn-
saeces, c houve animaban cm quasi toda a sorle de
seeros e mercadorias. Pelo resumo que publica-
mos verao nossos lclores quaes foram as transaccOrs
cltecluadus, e pelo prego concille, as cotages dos
gneros mais importantes.
O mercado dos ccrcacs conserva os precos da se-
mana anleci' lente, mas mais firmes e cum apparen-
cia de subida. Para o Porto conliiiuam a expnrlar-
se diversas porces de farinlia de Irigoede mlho.
Em fundos publicos fizeram-se algumas Iransac-
roes. Os Ires por cenlo ficam de 39 a 39 e meio,
em metal sonante. As acciies do banco subiram, bem
como as de onlras companhias. Continua a sabida
da prala, em moeda porlngueza. para Inglaterra. O
vapor F.uxine leva 12*:9599 em Louelres he de 5 shllings poronga. Pelas ulti-
.masnoticias, a prala em cruzados novos oblinha 5
Ihillings c 2 eli ndeiros.
A
.,:..*,
MOVIMENTO DO PORTO.
B
moin 19150
19000
19150
93
b 350
350
alm. 49300
1-3200
19100
19200
360
360
Vinho linio marra F.S, abordo, pipa 969000
Dito dito dilo, ielem......anc. 9S9HOO
Dilo dilo marra II. e F., idem. pipa 9(9000
Dito dito dilo, idem......anc. 9891)00
Dito dilo T. P. e Pililos, idem. pipa 969000
89OOJ 8j500
7:1958516
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 30.....6459988
dem do dia 31........ 6597*8
7118736
RENDIMENTO DA MESA IX) CONSULADO DE
PERNAMBUCOEMOMEZDE OUTUBRO DE
1854.
Consulado de 5 por cenlo. 4:3649746
Ancoragcm.........
Dreilos de 15 por cenlo das
embarcagoes estrangeiras,
que passam a naconaes. .
Dilos de 5 por cenlo na
compra e venda das em-
barcagoes........
Expediente das capatazias.
Sello, fixo e proporcional.
Emolumeulos de certidoes.
2858000
1:2758000
1359000
4979200
6329090
69180
4:36*9746
2:8309770
, Diversas provincias.
Dizimn do algodao e oulros
generado Rio Grande do
Norlo........... 388*0
Dito dito dito dito da Para-
hiba ....... 4638066
Dilo do assucar e oulros g-
neros da dita....... 1109410
Dilo dilo do Rio Grande do
Norte............ 79140
Dito dito das Alagas. 1269380
7:195*516
7118736
7:9079252
Depsitos sabidos.
Dilos existentes. .
6289*03
3:7819523
Mesa do consulado de Pernambuco 31 de oulu-
bro de 185*. O escrivao.
Jacume Gerardo Mara iMmachi de Mello.
KECEBKDOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Hendimenlo do dia 1 a 30.....33:5329016
idem do da 31 ....... 7O69OOI
34:2385017
RENDIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS GERAES DE PERNAMBUCO,
DO MEZ DE OUTUBRO FIN DO,: ASABER:
Renda da (ypographia nacional.
dem dos pmprios ditos.....
Foros de terrenos e de marinha. .
I.an. Icmios..........
Siza dos heos do raiz......
Decima addicional das curporages de
mao mora.........
Direilos nnvns c vellios e de chancellara
Dizima de dila........
Matriculas do curso jurdico.....
Mulla por nfraccoes do regulamenlo. .
Sello do papel fixo e proporcional .
Premio dos depsitos publico. .
Emolumentos das repartigoes de fa-
zenda...........
Imposto sobre tojas e casas de descon-
los............
Dito de 8 V dos premios das mesmas .
Taxa de escravos. .......
Divida activa........,
(9000
309250
1059290
809000
4:1089818
10193*0
2:0079682
30-59860
16:3329800
1691X10
5:9739-372
18715
1I0960
1**4906*
1:2009000
6690O0
1:5479866
3V23850I7
Recebedoria de Pernambuco 31 oulubro de 1854.
O escrivan. Manoel Antonio Simes do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Hendimenlo do dia 1 a 30.....15:90*9976
dem do dia 31........463j>49l
16:3689*67
MESA DO CONSULADO
MEZ DE OUTUBRO DE
RENDIMENTO DA
PROVINCIAL DO
185*.
Direilos de 3 por cenlo do assucar ex-
portado..........
l)Ho de 5 por cenlo dos mais gneros.
Cap*lazia de 320 por sacca de algodao.
5189221
2:11/49808
Hit'dilo dilo. idem......itoefMfOOO
Dito branco marca F. S., idem. pipaVOSOOD
Dilo dito dito, idem......anc. 9*9030
Dito dito marca B. e F., ielem pipa 969110,)
Dito dito dilo idem.......artcKKfeOOO
Dito dilo marca P. G., idem. pipa 9*9000
Dilo dilo dito, idem. ..... anc IHO9OOO
Dito marca T. I'.e Filhos, dem, pipa M9OOO
Dilo dilo, idem.........anc IIW9OOO
V inasrc lin(o marca F. S. idem. plpaJOjOOO
Dilo marca B. e F., dem pipa ogOOO
Dito marca P. G.. idem .... pipa 4*9000
Hilo dito marea J J\ e 1"., idem Dip4,4U90W
Dito branco F. S., idem. pipyiKriOO
Dilo dilo marra B. F".,idem pipa 45*000
Dito dito marca P. C, idem. pipa 4*9000
Dilo dilo dilo T. P. e F." i lem. pipa 159000
EMBARCACO'ES ENTRADAS.
Oulubro 1 do Para, patacho norlguez Alfredo,
capitaoJ.P.deAvelar. '
Mem 6do Rio e Pernambuco, vapor dcIcz Bra-
silea.
SABTDAS.
Selembro 30 para n Maranhao, patacho porlu-
guez Liberdade, capilo C. C. da Silva.
dem para Pernambuco, Babia e Rio vapor
inglez Bahiana.
Oulubro 3 para o Rio, galera franceza "ftiro-
dora, cap Uto J. F. Berrizo.
dem idem, barca sueca Cette, capito N. J.
Holm.
dem idem, barca brasileira Sorle, capitao A.
P. da Costa.
dem 5 idem, brigue portuguer Guilhermina,
capitaoJ.J. R. Contente.
'i'"!.- id9,n' barca portogoeza Ligeira, capilao
R. O. Branco.
A* CARGA.
Jara o Rio brigue porlugnez Carlota Amelia.
Idem barca portugueza Flor do Mar.
dem galera portugueza So6erana. ,
dem galera brasileira llha das Enxadas.
dem barca Progresista.
Para o Para barca portugueza F/or de re:.
Para a Bahabarca portugaeza Bella Figudrcnse.
dem brigue brasilero Anna.
Para o Para palhabole porluguez Imprevisto.
I ara o Rio brtoue dinamarquez Wilhelmina.
dem barca americana Panam.
!>'ern ~Lb.r'.gae Pof'nsoez Incompararel.
I ara a Babia brign? porluguez Intrpido.
I ara o Maranhao brigue porluguez Novo Pen-
Para Pernambuco barca portugueza GratidSo.
LISBOA if DE OUTUBRO.
Revista do mercado.
O mercado esleve mais animado do que as sema-
nas antecedentes. As Iransacgoes em gneros de
rcexporlagao recobraram certa actividade, que era
para desojar durasso sempre, fazendo desta forma
desapparecer a monotona commercial que ordina-
riamente tanto se faz senlir nesla praga. Muilas
iransaccoesse elTecluaram cm gneros coloniaas, lan-
o para o Mediterrneo como para o Norle. Diver-
sos mercados fallos de muilos gneros vieram aqu
procura-Ios. He este um indicio do partido que po-
denamos tirar da nossa situagao geograpbca lendo
sempre abastecido o mercado de lodos aquellas gene-
ros, o acoquinando parte do commercio europeo a
viraqui procurados como o melhor ponto de commu-
mcag.10 entre a Europa e a America.
Assucar.Despacharam-se para consumo durante
o mez de selembro 38,662 arrobase 11 arralis. A
existencia actualmente na alfaudcfjafkje de 2.080 cai-
xas e 7,000 accos. Espera-se o brig* tafo //, que
saino de Pernambuco e que condoz 10,631 arrobas e
16 arralis. Naquelle porte havia falla de assucar
branco de primeira e segunda orle ; o de lerceira
superior eslava no dia 16 do selembro de rs. 2700a
2-9SO0, n da lerceira regular de 28300 a 2*400 rs., o
de qmirta de 28200 a 28300 rs., o de quinto e es-
ta assim como o mascavado de primeira sorle de rs.
I98OO a 18900. A vendas eflectuadas aqui durante
a semana foram poucas, mas o* prego conservam-se
firmes e com tendencia para a alia. Esta tendencia
explicase e justifica-se olhando um pouco para o es-
tado dos mercados eslrangeiros. A falla de vinho
em rranga e por constquencia a de agurdenlo, fez
com que muilos fabricanles de assucar de belerrab*
preferis-cm exlrahir delta agurdente pela vantagem
que daln lhes vem. Calcula-se que pelo menos me-
tado de beterraba foi desviada para esta applicagao.
mercado do assucar iudigena em Franca vai pois
sofirer um desfalque que tem de ser supprido pelo
assucar colonial. He por isso queno mercados de
Londres, <|o Havre, de Burleos, Nantes, Marselha,
Amiens e Hamburgo, os pregos se conservara firmes
e com tendencia para a alto, he por isso que nos sup-
pomos que o nosso mercado ha de sustentar por mui-
lo lempo os pregos das ultimas cotages, se por ven-
tura ainda nao subirem mais.
Algndes.O nosso mercado cm algodao he linii-
(a li-Mino. Nao se eflecluam Iransacres para reex-
portaran, iian ha por lano vendas avultadas nesla
especialidade. No enlanlo parle do que vai para o
Mediterrneo, ppderia er ioncenlo por esle porto.
As vendas limilam-se sempre ao consumo. O depo-
sito no 1 de oulubro era de 2.08* saccas do do Bra-
sil, e 548 fardo do dos Estados-Unidos. O deposito
em igual perodo do auno passado era apenas de
1,890 saccas do do Brasil.
Arroz. EQeciuaram-se diversas transarre em
arroz do Brasil e da India. Para n Porto fizeram-se
algumas remessas. Do nacional nao ha quasi ne-
nhum. Espera-se o da nova colheta que foi abun-
dante. O deposito na alfandega era no I de oulu-
bro de 1,421 saccas do do Brasil e 879 do da India,
conlra 1:18 saccas do Brasil e 2,027 da India era igual
periodo do anno passado.
Caf.Ha muitu que se nao fizeram (antas Iran-
sacgoes em caf como nesla ultima quinzena.
As reexporlages foram consideraveis em relar.ni
an mnvimento ordinario deste genero. Alm dos em-
barques da ostra semana embarcaran) na que lndon
800
Navios entrados no dia 31.
Mar Pacifico, (endo sabido deNwbedford ha 2mczes
e meioBarca americana Scolland, de 380 tone-
ladas, capilao Georga A. Smilh, cquipagem 40,
carga azeite de peixo; a ordem. Veio desarvo-
rada.
Barcellnna e Malaga51 diai, e do ultimo porto 41,
patacho hespanhol Deseo, de 137 toneladas, capi-
lao Paulo Bosque, equipagem II, carga vinho e
mais gneros ; a Manoel Joaquim Ramos o Silva.
Receben alguus refrescos e seguio para o Rio de
Janeiro,
Navios sahidos no mesmo dia.
CharleslowuBrigue americano A. HayforJ, com a
mesnia carga que trouxe. Suspeudeu tln lamei-
rio,
BabiaPatacho hollandez Afrikaan, capilao i. Klok,
em lastro.
AracalyHiale brasileiro Hxalao, meslre Esta-
co Mendos da Silva, carga fazciidas. Passageiros,
Cervasio Cicero de Albuquerquc e Mello, Jos
Torca tu c 1 criado.
Navios entrados no dia I.
Sonlhampton c porlos intermedios22 dias, vapor
inglez Great ll'estern, comraandanle T. A. Re-
vi. Paisaseiros, Antonio Alves Dias. Bozano Do-
menico de Paulo, Herm Friedrich Gaensl, JoSo
Hermano Hcnrque Holm, Dragn. Segaio para
os porlos do sul debaixn de quarenlena.
Babia17 dias, garupeira brasileira Aeraran, de
40 toneladas, meslre Joaquim de Suuza Couto,
equipasem 5, carga varios gneros; a l)umingo<
Alves Malheus.
Porto31 dias, galera portusue/a Bracharcnsc, de
301 lanciadas capitn Antonio llenrique.ida Cruz,
cquipagem23, carga vinhoe mais gneros; a Tilo-
ma/, de Arjuino Fonseca & F1II10. Passageiros,
Jos"Ahlho tJdTSarSeS; Custodio Airtoiilo t.ui-
maracs, Manoel Joaquim de Macedo l.cmos, Josa
Baplisla da Silva Reg, Eduardo Jos de Sooza,
Jos Baplista Braga, Mauoel Teineira Moulinho.
Manuel Jos Ferreira. Joaquim Teixcira Arouca,
Antonio Vicente Ferreira, Manoel Jos Fernn-
des, Jos Joaquim da Cunta, Antonio Jos Villa-
ga, Antonio Jos Ferreira de Miranda, Henrique-
la Ferreira de Miranda, Antonio Gomcsde Olivei-
ra, Luiz dos Sanios, Antonio Teixeira Arouca,
Manoel Mara, Joao Pereira da Rocha, Joaquim
Ferreira, Antonio Carvalho, Fernando Jos Fer-
reira da Silva, Manoel Joaquim de Oliveira,'Ma-
noel Le i> de Castro, Antonia Joaquina e 4 filhos.
Navios sahidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroEscuna brasileira Veremos, meslre
Antonio Francisco Ribeiro Padilha, carga varios
gneros.
ValparaizoBarca ngleza Juverna, com a mesroa
carga que Irome. Suspendeu do lameirao.
Joao Luis Ferreira Ribeiro......
Jos da Rocha Paranhos......
Jos da Silva Oliveira......
Jos de S Guimaraes.......
JuliaoBeranger ........
Joaquim Jos de Paiva. .
Joao Manoel de Siqueira.....
Joaquim Gongalves de Suuza Mia. .
Jos Autopio (uimaraes.....
Joaquim Correa lie/ende -.
Jos Manoel Pereira de Mcndanha. .
Jos Antonio elee Carino......
Josa Francisco Benlo......
Jos Diniz da Silva.......
Jos Antonio da Cunda......
Jesuinn Jos Tavares. .-. .
Jo.ii Malaquias da Fonceca. .. .
Jo3o Jos de Carvalho .......
Jos Joaquim Soares. .'.....
Joao Elias de Azevedo......
Jos Antonio de Souza Quciroz .
Joaquim da Silva Salles......
Ascencio Luiz Gongalves Ferreira .
Jacinlho Jos do Amaral eSilva 4C..
Jos IIigino de Miranda......
Jos Coreleiro do Reg Pontos. .
Justina Mana da Conceicao .... .
Jos Baplisla Adens. ." .
Joan Tiburcio da Silva Guimaiaes .
Jos Flix de Oliveira......
Juaquim Jos Moreira.......
Joaquim Lucio Rodrigues.....
Jos Ignacio do Monto......
Jacinlho Alfonso Bolelho......
Joaquim Carneiro Lciu......
Joaquim de Paula Lopes.....
Joaquim Antonio Themoleo ,
Jos Joaquim Pereira. ,,..,
Joao Gongalves da Silva Bastos .'
Juaquim Ignacio Ribeiro.....
Jas Bernardo de Carvalho .
Jotlo Antonio de Oliveira ....."
Justino Alves da Costa -. \
Jos Carneiro da Cunda.....
Joaquim 1 boma/. Pereira.
Joao Gongalves Moreira
James Leal Garre! .
J0A0 Moreira de Sarapaio/
Joao Monleiro Queirnz .
Joao Francisco Ferreira. .
Jos Rodrigues de Moracs.
Jos Garlos Tavares."". .
Justino Juaqoim da Rosa ...'.,
Joao de Lima Baslds.......
Joao Antonio do Reg......
Joao Lima de Freir.......
Joao Paulino da Cimba......
Joao Cocido de Almeda......
Jos Mara dos Sanios Alinela .
Jos Bernardo de Souza Cantoso. .
Jos Luiz ele Souza Ferraz.....
Joaquim Pereira Ramos......
Joao Luiz da Cosa.......
Joaquim a Silva Mourao ....'.
Jos Pereira da Cosa......
Joaquim Carueiro Moreira.....
Jos Antonio da Silva Vianna .
Joao Jos Leal........
Jos Bernardino de Barros. .
Joaquim da Cosa Vicra.....
Joao Ferreira Baptisla......
Jos Eustaquio dg Amorim Lima .
Jos tenan.les Bastos......
Joao Jacinlho de Oliveira.....
Jos dos Sanios Neves ......
Joronymo_ Joaquim Fiuza de Oliveira.
Jos Alar luis Alvos da Cruz ....
Jos Dumingues Codiccira.....
Jos Francisco de Paula.....
Jos Maria Gongalves Ramos. .
Jos Dias Simes...... .
Jos Dias da Silva Cardeal.....
Joaquim Jos Lody.......
Jos Pestaa & Silva......
Jos de Medeirus Tavares. .
Joao Fructuoso rfa Silva......
Joao Sluart Borburema.....
Jos de Alemquer Simes do Amaral.
Jacinlho Simes de Meuczes ....
Jos Maria Borges.......
Jos Joaquim Alves da Silva.
Joao Snum......
Joaquim Jacinlho. jl ,
Joo Couralves Villa \ ord ,j, .
Jos Dias C uimaraes. .
Jos de Mello Costo Oliveira. .
Joa Pereira de Lima.....
Juao Baplisla dos Santos Lobo. .
Joaqnim Pctcira da Silva Campos
Joaquim Salvador de Siqueira Ca
Joao Anacido de Azcvedu .
Joaquim dos Alijos Soares. y, .
Joaquim Antonio do Ferno. //i- .
-I nao .I i-e de Carvalho |.....
Jos Juaquim da Silva Tasso Jnior.
Jos Eustaquio de Amorim .
J0A0 Ferreira........
Jos Francisco Galvo.....
Joao A pelln ,ri.i Cocido.....
Joaquini Pereira Diniz .
Juao Alai luis Ferreira ...
Jos Juaquim da Cosa Gomes. .
Jjleo;CpriCia Cajiieirp .,,.., ,_
Joaquim de Oliveira Souza. .
Jos Anaslacio........
Jos Peres Pereira de Carvalho ."
W,
.
Cavalcaoli.
-
39OOO
3*000
6#000
29160
78200
68000
39600
48500
396OO
79500
69000
39600
792OO
.I96OO
89640
89640
19*40
49320
495OO
49500
49200
99OOO
49500
38000
69OOO
39000
49320
.59700
396OO
39600
69OOO
108*00
1-59000
396O0
189000
39600
29880
I29OOO
59160
990(10
.29I6O
4200
39OOO
89640
29100
19080
18800
I29OOO
45320
28880
, *>I60
IJO
19*40
I9440
I9O8O
18080
I94IO
19800
I98OO
19800
19*40
18M0
19080
399OOO
29*00
3O00
18800
49500
19800
39600
29O0
396O0
69OOO
28*00
129000
98000
98000
396OO
49.500
79-500
99000
6000
49500
39600
590*0
39000
^"(K)
69OOO
99OOO
99OOO
49.500
39000
49320
39OOO
29160
189000
29*00
89500
89500
45500
29! 60
49320
69000
8600
49500
'toooo
39000
de Janeiro: para pasaageir-os e escravos
a frete, trata-secom No?ae$&C., na ra
do Trapiche n. 51-.
Para o Rio Rio de Janeiro, sahe no
dia 11 denovembro, o muito veleiro brigue
Recife : para o restante da carga e passa-
geiros, trata-se na ra do Coflegio ir. 17 '
segundo andar, ou com o capito Manoel
Jse Ribeiro.
Para o Rio Grande do Sul, com escala pelo Ro
de Janeiro, pretende seguir em poucos dias o brigue
Juno, capitao JoJo Jos da Silveir, o qual smenle
pode receber alguris passageiros e escravos ; quem
pretender, pode tralar com o sobredito capilao. ou
com os consigualarios Amorim Irmao, ra da Crui
LEILOES
Sevla-feira 3 de novembro do corrente.o agento
Victor far leilao no seu arraazem, ra da Cruz 11.
25, de grande sorlimenlo de obras de marcinera no-
vas e usadas de difterenles qualidades, e relogios
para algibeira, de metal galvanisado, um carriuho
de quatru roda* para meniuo, e oulros muilos objec-
los que seria enfadonho inenciona-Ios.,
Brunn Praeger & C, contipuarao
com q seu leilao de fazendasinglezas, ran-
ceza, suissas e alleina* ebegadas no ul^
timo navio, por intervencao do agente
Oliveira, sexta-feira 5 de novembro, no
seu armazem na ra da Cruz n- 10, a'
10 horas em ponto.
O agente Borja, por autorisar^ao do
lllm. Sr. flr. juiz de direito do civel e
Custodio
1
29880
25880
3820
-80*00
39600
:3600
39000
(Continuar-se-ha.)
Pela directora da faculdade de direito se faz
publico, que no dia 3 do futuro mez de novembro
lera lugaroexame de lalirn ; no dia 4 o deiogicz e
ISS6"-- J.aculdade de direito 31 de oulubro do
18a*.O director interino,
Dr. Antonio Jote Coelho.
commercio, Custodio Manoel da Silva
Guimaraes, a requerimento do curador
fiscal da massa fallida de Domingos Jos
da Costa, fara' leilaoda armario, mitidc-
/.as e movis existentes na loja* do mesmo
fallido, sita na ra do Queimado n. 57,
em um s lote, ou a vontade do* compra-;
dotes, no dia sexta-feira 5 de novembro,
a's 10 horas m ponto.
Brnnu Praeger A Companhia conlinnarao por
inervensao do agente Oliveira, o seu leilao d'mac-
nillco sorlimenlo de fazendas as mais prnprias do
mercado : sexta-feira 4 do correnle, as 10 horas da
mandan, no seu armazem, ma da Cruz no Recite.
AVISOS DIVERSOS.
DECLARACO ES.
EDITAES.
3592001 par
I sircas, -eha ainda diversas porces despachadas
reexporlar. A existencia uo 1 de oulubro era
O lllm. Sr. inspector da thesnurara provincial,
cm cumprimenlo do disposto no arl. 34 da lei pro-
vincial n. 129, manda fazer publico para conheci-
raenlo dos credores hypolhecarus e quaesquer iulc-
ressados, que foi despropriada a Jos Juaquim de
Freilas, una casa de laipa sita na villa do Cabu, pe-
la quantia de 809000 rs., devendo o respaclvo pro-
prielario ser pago da importancia da desapropria(ao
ogo que terminar o prazo de 15 dias contados da
dala desle, cujo prazo be concedido para as recla-
OMOOJk
E para constar se mandnu aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario, por 15 diassuccessivus.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 16 de oulubro de 1854.-Osccrctarso, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Achamlo-se vago o ofllcio de escrivao do jury
do termo de lugazeira, manda S. Exc. o Sr. presi-
dente da provincia assim o fazer publico para co-a
nhecimenlu das partes interessadas, e aliin d#que os*
preteudentcs ao dilo ollicio se habilitem na Turma
do decreto n. 817 de 30 de agosto de 1851, e apr-
sentela os seus requcrimenlus ao juiz de direito da
comarca de Pajeii de Flores no pro/.o de 60 dias, que
cumecou a correr do dia 11 do correnle em dianle,
para seguirem-se os tramites marcados uos arls.
12 e 13 do citado decreto.
Secretaria do governo de Pernambuco 29 do se-
lembro de 1854.Joaquim Pires Machado Portella,
ofllcial-maior servindo de secretorio.
Acliando-se vago o oficio de.escrvao do cri-
me, civel e notas do termo de Ingazeira, maneta S.
Exc. o Sr. presidente da provincia assim o fazer pu-
blico, para conhecimenlo das parles nteres.adas. g
ulini de que os prelendentes do dilondlcio, se habi-
litem na forma do decreto n. 817 de 30 de agosto de
1851, e apresenlem os seus requermienlos ao pri-
meiro supplenle do juiz municipal do mesmo termo,
no prazo de 60 dias, que comefou acorrer do dia II.
do correte em dianle, para seguirem-se os tra-
mites marcados nos arls. 12 o 13 do citado de-
creto.
Secretariado governo de Pernambuco 29 de selem-
bro de 185*.Joaquim Pires Machado Portella, offi-
cial-maior servindo de secretorio.
Peraote a cmara municipal da cidade de ti-
ln.la estar em preguo nos dias 7,-8 e 9 do prximo
vindouro mez de novembro, para ser arremata,la
por quem maisder, por lempo de 3 annos, a casa n.
9 da ra do Vigarioda cidade do Recife, avaliada
por 4069000 rs., e pertenecnto ao patrimonio da
mesma cmara. Os pretcndenles podem compare-
cer na casa das esscs da mesma cmara nos refe-
ridos dias, munidus de fiadores habilitados na forma
da lei, para poderem laucar, sem o que nao pode-
rlo ser admiltidosa faze-lo.
E para que chegue a milicia de lodos se mandou
publicar o presento.
Paco da cmara municipal da cidade de Olinda cm
sessao ordinaria de 12 de oulubro de 185*.Joaquim
Caralcanti de Albuquerque, presidente.Eduardo
Daniel Cacalcanti f'ellez de Guevara, secretorio o
escrevi
Ordenando o Exm. Sr. presidento a esla re-
parl.cao,. em officio de 27 do correnle mez, que %
marcasse o prazo de Ires mezei, designado no aviso
do min,sler,o da mannl.a o>. de oulubro de
1848. para cesarem. toda, as liceoca para corles de
raude.ras nes a provincii a exceprJJodas concedida
emcoiiformidado de contractos celebrados com indi-
viduos que as livessem oblido depois da dala do mes-
rao aviso, afim de se evitar duvidas de teluro por
nao seter hilo anda a declaracft, do referido prazo'
nV..- |MP,U d|,0r"> manda far constar,
2ESX ? 'a fomu m8rc;"1 P conseguinlemenle contado desde hoje.
Capitana do P->rl<> d Pernambuco em 30 de ou-
^Lv;:el8;0,;.-O9ccre,ario' """""< ***
Pela contadoria da cmara municipal do Re-
cito se faz poblico. que o prazu marcado para o pa-
gamenlo a bocea do cofre, do imposto de carros, car-
rosas c oulros vehiculus de conduccao hedol.- ao
ullirao de oulubro prximo futuro. Picando sujeilosa
mulla de oO por cenlo os que nao pagarem no refe-
rido prazo. Ivo impedimento do conlador, o ama-
nuensefrancisco Canuto da Boa-Viagem.
Oabaixo asignado, subdelegado supplenle em
exerc.c.o, da freguezia de S. Jo, avisa aos seus
comparochianos que o arl. 7. lit. 1. das posturas
municipaes, em vigor.prohibe que se sepullem cada-
veres antes de lerem decorrido 24 horas depois do
falleciinenlo das pessoas, sob pena de pagarem os
encarregados dos enlegmenlos IO90OO rs. de mul-
ta, uu soffrerem 3 dias de prsio, quando nao-possam
pagar a mulla. Oulru sim, avisa mais que, de con-
formidade com as ordensexpedidas pelo Sr. Dr. che-
rede polica, emvirlude de requsieao da commis-
sao de Hygiene Publica, o fallecimenlo das pessoai
sera verificado e alleslado por facultativo, coro pre-
ferencia dos assislentes ; pelo que previne aos encar-
regados dos enterro* de pessoas fallecidas na fregue-
zia que, quando Ihe torero apresentar as licencas do
vigano para por o-vislodevero levar logo o al-
testodo de medico ou cirurgiSo.Manoel Ferreira
Accioli, subdelegado supplenle.
LIVROS MESTRES PARA A 13ARDA
NACIONAL.
Esta typographia cha-se prvida de
grande papel de Hollanda, proprio para
os livros mestres da guarda nacional; as
pessoas cpie tem fallado para sua confec-
ao, dinjam-se a praca da Independencia
hvraria n. 6 e 8.
O Sr. Machado, encadernador que
mora na ra de S. Francisco, dirija-* a
esta typographia a negocio que Ihe diz
respeito.
Os senhores herdeiros do fallecido
coronel Francisco Jacintho Pereira, qup-
ram dirigir-sea livraria n. 6 e 8 da praca
da Independencia, a negocio que lhes diz
respeito.
A sociedade que existia nesta praca
ntreos abaixo assignados. soba firma
de Joao Pinto de Lemos &Filho, foi dis-
solvrda nesta data, por mutuo accordo,
e a sua liquidaco (ca a cargo de seu so-
cio gerente Lemos Jnior.Recife 31 de
oulubro de 185 i.Joao Pinto de Lemos,
Joao Pinto de Lemos Junior.
A sociedade que tem gyrado nesta
prara sob a firma de Joao Pinto de Le-
mos &FI10, eque hoje fiualisou, conti-
nua de novo seu gyro, debaixo da firma
de seus successores, Lemos Junior & Leal
Reis.Recife 51 de outu.bro de 185___
Joo Pinto de Lemos Junior, Antonio Jo-
s Leal Reis.
TEKCEIRA PARTE DA QUINTA LOTE-
RA DA MATRIZ DA BOA-VISTA.
Corre tnpreterivelmente no dia de
HOveTnirrj:"" *' -*% "**'
O thesoui-eiro faz constar que esto
venda os b I heles da presente lotera
os Uigares seguintes: ra Nova n. 4,
praca da Independencia, n.. 4, ra do
Queimado, loja doSr-Moraes, ra doLi-
vramento, botica do Sr. Chagas, aterro da
Boa-Vista, loja do Sr. Guimaraes, c a
ra do Collegio n. 15. na thesouraria das
loteras.Pernambuco 2 de novembro de .
1854.Francisco Antonio de Oliveira.
Precodo8bilhef.es:
Inteiros. 8^(000
Meios. 4*000
PLANO
Para a terceira parte da quinta lotera
concedida pela lei provincial 11. 100
de Odemaiode 1842, para as obras
da matriz da Boa-Vista.
4,000 bilhetes a 8$000.
Beneficio e sello. ,
premio. .
dito. .
dito. .
dito. .
ditos. .
ditos. .
0 ditos. .
10 ditos .
1.500 ditos .
1,598 premios,
2,672 brancos.
200, 100A000
50000
20$000
8,$000
32:000$000
6:400/^000
25:600^000
8:000*000
4-.000J000
1:000*000
500*000
800*000
400JJOOO
300SOOO
200*000
10:400*000
25:600*600
O lllm. Sr. inspector da thesonraria provin-
cial manda fazer publico, para conhecimenlo dos
conti ilinmies abaixo declarados, os imposto de 3 ti
sobre os nlugucis dos diversus ctlabelecimculos,
lOOgOUO por casas que vcudem bilhetes de loteras
de outra* provincias c iOjJtX) rs. |iur casas de modas
deste municipio, perlencentes aos exercicios de
1836 a 18, que tendo-se concluido a liquidarao
da divida acliva desle* impo*|o devem comparecer
na- mencionada lhs*or*ria dentro de Irinla dias
conlad dWdia da publicaoao do presente edital, pa-
ra se lhes dar a ola do seu debito, nfim de que o
paguem na mesa do consulado provincial, tirando
na inlclligeiicia de que lindo o dito prazo serao sc-
trio exocutada.
E para constar se mandou publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihetouraria provincial de Pernambu-
co -U de oulubro de 18.MO secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Jos Joaquim Lopes Moreira.....isOO
Jos .Mni lins da Cruz,...... 792110
Jos Francisco Carneiro.......((HJO
Jos Baidisla de Almeida......l-VX)
Jos Francisco..........3^*^*0
Jo.l Hanoci Rodrigue* Valonea. ] [ 6|060
Joao Ignacio Rodrigues da Cosa. (,1)00
Ju.iu da Costa lieeiii .eiii.......lOS'/XI
SOCIEDADE DXAI.1TKM EHPREZARIA.
t\o dia 31 de oulubro, nao pdde haver espectculo
por eslar a companhia ensaiando|para sabbado, i de
novembro, o novo drama vaudeville em actos
A ESMERALDA,
Composico da autora da Saloia, e da Familia
Morel dos Misterios de Pars, que lano agradaram
nesle Ihealro, e a mu profesor o Sr. Noronha.
Os bilhetes de camarotes, cadeiras e platea peral,
acham-se venda desde o dia quinla-feira cnl dian-
le, no escriptorio da direcru da suciedade dram-
tica.
AVISOS MARTIMOS.
PARA A BAHA.
Vai seguir com hrevidade o hiate "For-
tuna, capitao Pedro Valette, Filho: pa-
ra carga, trata-se com os consignatarios
Antonio de Almeida Gomes &C. na ra
do Trapiche n. 16, segundo andar.
Para a Babia seguo em poucos dias, com carsa
ou sem ella, o lindu patacho nacional Clemtnlina :
quem ncllc quizer carresar de promplo, dirija-se ao
seu consignatario Francisco ttonies de Oliveira.
A barca portugueza Maria Jos,
sahe para Lisboa no dia 4 de novembro
prximo: para o resto de carga, trata-se
com os seus consignatarios Francisco. So
veneno Rabello $ Filho.
RIO DE JANEIRO.
Espcra-se por estes dias do Assu', a mu
veleita polac Cndor, a qual depois
da pequea demora seguir' para o Rio
4,000
3Othesoureiro, Francisco Antonio de
Oliveira. *
N. R.Os tres primeiros premios es-
to sujeitos ao descont de 8 por cento.
Francisco Antonio de Oliveira.Ap-
Erovo.Palacio do governo de Pernam-
uco 17 de outubro de 1834.Figei-.
redo.Conforme.Antonio Leite de Pi-
nito.
Os acadmicos que j foram de Olinda, mas
que se acham residindo, quasi lodos, aqoH, pedem
encarecidamente ao Sr. administrador do crrelo,
que determine que as suas cartas nao sejam mais en-
viadaspara alli, pois que o menos que soffrerSo he
o grande incommodo de as mandar vir daquelle cor-
reto.
Manoel Pereira da Silva, com armazem de car-
ne seeca na ra da Praia n. 10, vendo no Otario de
Pernambuco n. 50 de 31 de outubro do correnle
anno o edital do lllm. Sr. I)r. juiz de direito da pri-
meira vara civel e do commercio, cuando por carta
de edictos a Manoel Pereira da Silva ,para pagar a
Antonio Maiada Silva a quaolia de rs. 7J08342 prin-
cipal de urna ledra vencida, declara a esse senhor e
ao corpo do commercio dela cidade, que esse edital
se nao entende rom elle, pois nada deve a esse Sr.
Maia, e que nao lem asienado lellra a pssoa algu-
ma. na qual figure como devedor.
Precsa-se alugar um preto robusto para andar
rom nm taboleiro de fazendas : quem tiver, dirija-
se rua da Cemreicao da Boa-Vista, casa o. 33.
Perdeu-se na noite do 28 do passado, 110 salao
do (heatro de Sanla-Isabcl, um altinete de peito :
ro2a-e a pessoa que oachou, de o restituir no PaV
seio Publico, toja n. 13, que ser recompensado.
Prerisa-se de urna ama de leite : na roa Au-
gusta n. 56: paga-se bem.
COMPANHIA l'F.K.VAMItrc.W V DE
VAPORES.
O conselho de direcrSo de conformidad rom O
arl. i. Iil. 1. do* estatutos da compaashia. convida
os senhores accionistas a rea lisurera mais 2". por cen-
lo sobre o numero do acedes que aubscreveram al o
dia 15 do crrante mor. de novombro. afcn de seren
fcitascom regularidad* para Inglaterra a remessas
de iudos com que tem de altender o prazos-dopa-
gamento do primeiro vapor em conslrnciJo, sendo
encarregado do recebimento o Sr. T. Coatoa, na roa
da Cruz n. 2G.
Antonio Ignacio da Silva, com casa de negocio
na roa do Rosario da Boa-Viste n. 53. retira-se para
a cidade de Goianna ; s pessoa que se jolgarem seos
credores, pedem ir receber na mesma can ; assim
como pedo a seus devedores qoe bajara de vir salis-
tazer seus debito.
Arrenda-so por (osla ou anno ama boa casa a
marscni do Capilurilic, no Pncu da Panella, e uo
mesmo lugar urna outra pequea, mas com eorarao-
.ieis a rectificada de novo, pelo commodo prero de
,'iUsOIIO : a tratar rom Joao da Cuuha Res.
^
iMata
-----
ooMk.
i 1 im \mik\th


DIARIO DE PERNAIBUCO, QUINTA FEIRA i DE NOVEMBRO DE 1854
O Sr. Jos Norberlo Casado Lima,
queira apparecer a liviana n. G e 8 da
praca sa fallar a nejjocio-
O Sr. Jos Antonio Brasa lem una carta y'nv-
la ilo Porto, na ra da Caricia, escriptorio n. 12.
__The imn- siened abrilisli ulijorl tices resperl-
fullv lo llm brilish nud olbcr fortign incrrhanls of
Pernambuco Ihal lie has open very rcspeclablp an
111 al ra ila Aurora n. ">H fnr .irrooimodalinn of
raplains and passengera where lo be liad hreakfasls
denner sand suppersand a refreshmenls at auy bour
as also haa superior wines and snirils ales and por-
tera sirnps of all suris all of thc bcsl qualely Tur
modrale prices.1. Menries.
M.uimd Cuucalves da Silva declara pelo pr-
senle. r(ue deixnu de ser scu caixoiro desde 18 tlesc-
Icinnro passado, o Sr. Caelano do Reg Toscano.
ATTF.NCAO'.
O ibaiio assignado, leudo no Diario de 31 do ou-
Iubro um annuncio cm que se declara que os seus
hensassim movis como semoventes tem de ir a ulli-
ina praca no dia 10 de novembro prximo futuro,
declara que lal annuncio se deve 1er por nilo feito,
por quanlo, l.o os seus bens nao tem andado ein
pregao pelos dias que a lei marca : -2." porque para
andarm era pregao os seus bens e nilo publicaran!
os rcspcclivos edilaes: 3. finalmente porque pedio
vista para embargo de millidade a cxecurSo, e sen-
du-lhe islo negado absolutamente pelo Sr. l)r. Cus-
todio Manoel da Silva liuiinaiac>, inlerpdz a recur-
so de aggravo para o tribunal da relajo, pelo que
esta ludo suspenso. Recife 31 Jos Das da Silva.
No hotel da Europa precisa-se de uin criado
para lodo servico.
Perdeu-sc" no dia 30. as 10 horas da noile, no
Ihealro de Santa-Isabel, una lellra da quantia de
490J000, sacada cm 12 de oulubro do currenlc anno,
ao prazo de 6 meces, por Antonio Bolelho Piulo de
Mesquila. aceHa por Antonio Francisco Correia Car-
doso, enllocada em branco pelo saeador, a qual per-
lence a Jn.'io Diniz Kibeiro da Cunha : quem a
achar far o favor de resliluir no largo do Collegio
ii. 1, segundo andar. Adverlindo-sc que estilo pre-
vanidos os aceitante e endoranlc para nao pagarem
a referida lellra senao ao annunciaule seu legitimo
possuidnr.Joao Diniz fibeiro da Cunh.
No dia li de oulubro perdeu-se urna pulceira
de ouro, sem esmalte, da na do Queimado al o
Ihealro de Santa-Isabel: quem a adiar leve-a ra
do (.liieimario. sobrado n. i8, no lerceiio andar, onde
morara as irruAas do liaran da Boa-Vista, que ser
bem recompensado.
Precisa-sede 1:-JOfteOOO com hypollicca cm urna
casa ; a tratar na ra de llortas n. 22.
Precisa-se de urna ama qu; faja lodo servico,
parase encarresar da casa de um liomem solleiro,
dislanle daqui legua e meia ; .a Iratar no largo do
Terco n. 26.
Precisa-se de um feilor para um sitio na Mag-
dalena ; na estrada da Torre u. 78.
lECHAMSIO PARA EB3E-
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO GOX.X.EGIO 1 4JTDAB 25.
U Dr. P. A. Lobo Mosco/o da consullns lime > alineas lo los os dias aos pobres, desde 9 toras da
manlia ale n nielo dia, e cm casos extraordinarios a qualqoer hora do da ou noile.
l)llerece-se igualmente para praticar qualquer operaran de ciruraia, e acudir promptamenle a qual-
quer nullici que es eja mal de parlo, c cujas circumslaurias nao permutara pagar ao medico
NO COSSlLTOlil DO DR. P. A. LOBO 10SCIZ0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo dofDr. G. 11. Jahr, traduzidoem porluguez pelo Dr. Moscozo, qualro
voluracs xracadci nados cm dous :................. 900000
Esla obra, a mais importante de todas as que tratan, da homcopathia, inlcressa a lodos os mdicos que
quizcrcni experimentar a >>outriiia de llahnemann, c por si proprios se convencerem da verdade da
mesnia : inlcressa a lodosos senbores de engaito e fazeiidciros que estao longe dos recursos dos mdi-
cos : iobmsU a lodosos capilcs de navio, que nao podera dcixar urna vez ou oulra de ler precis-io de
acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes ; e inlcressa a lodos os cheles de familia ene
por circuinstancias, que u pessoa della.
O vade-mecum do homcopalha oo lraducc.no do Dr. Ilering, obra igualmente til as pessoas que se
dediram ao estudo da homeopalhia um volnmc grande ,....... 85000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, pharmacia, ele, ele: obra indis-
petisavel ;is pessoas que qucrcn dar-sc ao esludo de medicina........ 49000
Urna carteira de 24 lubus grandes de finissimo christai com o manual do Dr. Jahr e o diccio-
nario dos termos de medicina, etc., ele................ 405000
Dita de 36 com os mesmos livros.................... 45-5000
Dita de 48 com os dilos. ,.................. 50O00
Cada carteira he acompanhada de dous frascos de Unturas indispensaveis, a escolha. .
Dita de 60. tubos com dilos...................... GOJOOO
Dita de 144 com dilos........................ 1OOJ000
Eslas sao acompanhadas de f vldros de Unturas i escolha.
As pessoas que em lugar de Jahr quizerem o Ilering, lero o abatimenlo de lOJOOOrs. em qualquer
das carleiras cima mencionadas.
Carteins de 24 tubos pequeos para algibeira................ 84OO0
Ditas de 48 dilos......................... 169000
Tubos grandes avulsos....................... I000
Vidros de meia onja de tintura.................... 29000
Sem verdadeiros bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratira da
liomcopathia, o o profflielario deslc cslabelerimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado poasivel e
ninguem duvida hoje da soperioridade dos seus medicamentos.
Na rae-ana casa lia sempre i venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos, e
apromplt-se qualquer eucorameoda de medirameoloscom toda a brevidade e por procos muilo com-
modos.'
Compra-sc una casa terrea com quintal, sendo
as mas da Conccirao, Aramio, Sania Cruz. Gloria,
e Vcllia, que sen valor nilo exceda a 1:0009000 :
quem ti ver, dirija-se a ra atraz da matriz da Boa-
Viila n. 5*.
Cnmpra-se urna esrrava. crioula ou parda, com
alaumas habilidades de arraujo de rasa : no segundo
andar do aterro da Boa-Vista li. 45.
VENDAS
CORTES BE CIULY ESCOSSEZ,

g
&
m
i
a


neo.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
RA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um crande sortimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechauismos proprios para engenhos, a sa-
ber : iiiiiendas c meias mocnilas da mais moderna
conslrucco ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, c de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para acua ou animaes, de todas as propor-
res ; crivos e boceas de forualha c recislros de boei-
ro, asuiIh6cs,bronzes parafusns e cavilhcs, moinlio
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FUNDICAO
se exerulam lodas as encommendas com a superiori-
dadej conhecida, ecom a devida presteza ecomiuo-
didade em preco.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Sanio Amaro acha-se para vender ara-
dos <' ferro de *-#ri-- qualidade.
Aluaa-sca casa lerrea n. 1. na roa dolKosario
da Bua-Vista ; para ver, na laberua confronlc
igreja. onde se dir com quem Iratar.
.No aterro da Boa-\'isla n. 41, precisa-se de
una ama para engommar. coser e fazer uulros scr-
\icos, aliancandosiia conducta.
Tiram-se passaportcs para dcnlro e fura do im-
perio, correm-se follias. despachani-se cscravos para
din'ercnles provincias, matriculain-se os mesmos, c
da-ic baixa por qualquer circunstancia ; lirara-se
Idulo- de residencia cora tcinpoc sem elle, e otilras
ineunibencias mais : na ra do (Jiiciniado, luja da
Eslrella u. 7, e na da Cruz do Becife n. 31, se dir
quera disso se cucarrega com presteza e comraodi-
datle.
I'rerisa-se de una ama de lcite : na ra do
Catan, botica de Moreira & Fragoso.
Prccisa-se de una ama quo saiba cozinhar e
fazer lodo mais servico de una casa; no larp do
Terco n. 27, segundo andar.
Manoel Terrcira Alves, subdito porluguez, re-
lira-se para Portugal.
Ossenhorcs assianantes do ndice C.hronologi-
co das l.cis Brnsileiras pelo bacharcl Anlonfn Ma-
noel Kernaudcs, podem mandar buscar a parle 4.
do mesmo ndice, na casa da residencia do Dr. l.ou-
rento Trigo de l.oureiro. ra da Saudade.
RICAS l'VI.CEIRAS.
Os abaixo assifjnados, donos de toja de ottrices
na ra do Cabugd n. 11, confronte ao Pateo da
Matriz e ra Xota, fazem publico que receberam
de oco um escolhido sortimenlo de pulceiras de
differentes gostos, tanto para senhoras como para
meninas, e muito em conla os ireros, continuase
a garantir a qualidade do ouro.
Serafim Si Irmaos.
Hoje 30 do corrente, pelas 2 horas da larde
desappareceu urna esrrava de nomo Marcellina, fu-
la ; levou um balaio com urna Irouxa pequea, d ni
falla de um denle na frente, tem nos dous bracos
urnas bordad uras com 3 lellras em cada um ; levou
vestido brauco e panno prelo : por isso rnga-se as
autoridades policiaes e capilaes de campo que a pe-
gareni, levem-naa roa da Scnzala Nova n. 42, ou na
ra do Amorim n. 39.
No dia 27 de oulubro do corrcnle anno, desap-
pareceu a cscrava Maria, de nac-o, idade 40 anuos,
levou dous vestidos, um de alsoilao azul eoulrn de
chita encarnada jusado, fui escrava de Antonio .Mu-
/. Machado : quem a pegar leve-a a praca da llo.i-
V i-ia, botica do Sr. Moura, a entregar a Manoel Pe-
dro de Alcntara, que recompensara.
Estabelecimentos de caridade.
Salustiano de Aquino Ferreira, deu
gratuitamente sociedade na metade dos
premios que sahiremiios dous bilhetesin-
teiros ns. lG78e 2543, da terceira parte
da quinta lotera, a.benelicio das obras
da matriz da Boa-Vista, os quaes licam
em seu poder depositadosPernambuco
28 de outubro de 1854,Salustiano de
Aquino Ferreira.
AVISO.
Da-se 50,<000 r. de ratilicarao, a
quem tiver acbado um oolho de 12 ou
l-*) chaves pequeas* que se stippoe ter
perdido no caininho da ponte de Ucba
ate o Poco: na ra do Trapiche n. 15.
u Joao da Hacha Moreira, relira-c para o Cear.
Deseja-se saber quem he nesla praca o corres-
pondente do Sr. Jos l'eixolo da Silva.
Alugam-sc duas casas no lugar do Monteiro,
boas para passar-se a fesla, tem bons commodo?,
quintal e. \< irlao, que vai para o rio : na ra do
i.iiieimailo n. 28, loja de ferraaem;
Aluaa-se urna casa terrjra cm Olinda. na la-
deira do \ qualro alcovas, um gabinete junto a sala, coziuha
e copiar fura, quiutal murado e cacimba, quem pre-
tender dirija-se a Fora de Portas, ra do Gnarura-
pes n. 34, que achara com quera tratar.
Aluga-se pelo lempo da fesla, em Apipucos,
logo abajio do povoado, urna casa com soffrivel
quintal todo cercado e com arvoredos, anliga babi-
lacSo do Sr. leneule-coroucl Pedro Jos, situada em
muilo bella posicao, com a frente para o nascenle,
couslaulcmenle arejada e de solTriveis commodos :
quem a pretender, dirija-se ao aterro da Boa-Vista,
loja o. 48.
Se offerece um rapaz brasileiro, rozinheiro,
muilo diligente, para lodo o servico de una casa es-
Iraugeira de humera solleiro : quem precisar, diri-
ja-se Boa-Vista, beceo do Veras n. 8, que achar
com quem tratar.
lima pessoa habilitada se offerece para ensiuar
primeiras letlras fra desla praca ; Irata-se no ater-
ro da Boa-Vista n. 08. Na mesnia casa vende-se um
excellenle papagaio.
O abaixo assignado, Ihesoureiro da exmela
mesa de diversas rendas, nesla provincia, divulga
aos seus fiadores, que por salisfaco a lei preslsram-
Ihe os uoines, tanto para thesouieiro da afandega do
alzodao, como para daquella. por transferencia na
refundido de varias repartieses, que elle se leba
quite com alfazenda em 4:23!)::V)3I0 rs., a saber :
Iiri7:6ll003 rs. em mneda forle, como Ihesoureiro
de predila ltandega, c3:.V>l:.l49307 rs. em prala
notas, como Ihesoureiro de diversas rendas, cujos lu-
aares ejercer desde 10 de niaio de 1828 ate 30 de
junbode 183S, quaudo fra aposentado na oraanisa-
c..o da meza do consulado ; restando-lhc a gloria in-
delivel de nao haver discrepancia em real, em con-
las minuciosissimas, islo devido a prespicacia, zelo c
honradez do digno cliefe da prii icira seccAo, aquem
rail inmunos tribua.
Jone' Feliciano l'orlella.
Pcdc-se encarecidamente o favor, a qnem le-
nha comprado alaum diamante de corlar vidros, a
alguui prelo ou pardo, captivo ou forro, de aprsen-
la lo ao in.-ijur Antonio da Silva liusmo, cm sua ca-
sa, na roa Imperial, ou noarraa/em daillumiuacno,
ra da Praia, que o mesmo Gotario pagar o preco
que o possuidordo diamante pedir, e promelle guar-
dar segredo. se assim o exigirem, e ao mesmo lempo
muilo agradecer este favor, e pede que quaudo o
procurarem para este lira seja em particular.
O Sr. procurador da cmara mu-
nicipal do Limoeiro, baja de mandar pa-
par a assignatiira do Diario de Pernam-
buco, para a mesma cmara, que se
acha em graudeatrazo de pagamento.
9 DENTISTA FRAN.CEZ.
^ Paulo tiaiguoux, estabelecido na ra larga S
O do Rosario n. 36, sesnndo andar, collora den- ff
3g) les com gcugivssarliiiciaes, e dentadura com- 0
@ pela, ou parle della, com a presso do ai. Q
@ Tambem lera para vender agua dentifrirc do g|
J; Dr. Pierrc, c p para denles. Rna larga do $
j Rosario n. 3U segundo andar. ^
O padre Vicente Ferrer de Albu-
querque, professor jubilado de fjramma-
tica latina, propoe-se a ensroar nesla pra-
ca a mesma iingua com todo o esmer e
regularidade concernentes ao adianta-
mento de seus alumnos ; e por isso espe-
ra o acolbimento de todas as pessoas que
se quizerem utilisar de seu prestimo,
Erotestando satisfazer a' expectacao pit-
uca ainda acusta dos maioressacrilicto.s,
e, emquantonaolixar sa residencia, qiie
devera' ser no centro do bairro de Santo
Antonio, os pretendentes dirijam-se a'
livraria da praca da Independencia ns.
6 e 8.
Leitura repentina por Castilho.
Esl aPeiia no palacete da ra da Praia, a escola
por este excellenle mclhodo, nellc acharan os pais
de familia um prompto expediente para corlar ovi-
sio que tem lodos os .....iuhik de comcrcm as con-
coaules finaes das palavras. O frriado em lugar das
qtiinlas-feiras be nossahhados. U professor d gra-
tuitamente pedras, livros, etudo o mais preciso aos
alumnos, e velas para as lines das 7 as 9 horas da
noile. para as pessoas ocupadas de Uia em seus ne-
gocios.
Novos livros de homeopalhia uicfranccz, obras
lodas de sununa importancia :
llahneraanii, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
205000
GStX)
78000
fi-^KK)
ltiStHH)
ticoob
85000
1C3000
109000
cfcOO
7-5000
69000
49000
109000
30cfl(H>
lumes.
Tesle, jrolcslias dos meninos.....
liering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpi bnnieopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, hisloria da homeopalhia, 2 volumes
llarllimann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica hnmcopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica bomeopatliica
Clnica de Slaoneli........
C.asting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nxilen........
Alinas completo de anatnmia com bellas es-
tampas coloridas, conteiido a de-ciipe."o
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homcopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro zudar.
A casa de afericao mudou-sc para o palco do
Terco 11. 10, aonde serio despachados os senbores
que liverem de aferir os pesos c medidas dos eslahe-
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sorti ment
de fazendas, finas e grossas, por
precos mais baixos do que cm ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
ciies, como a retalbo, afliancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
abri-se de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, francezas, allemaas e sus-
sas, para vender fazendas mais em
conta docpie se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabolecimcnto convida a' todos os
fcj seus patricios, e ao publico em ge-
j ral, para pie venham (a' bem clos
g! seus nteresses) comprar fazendas
fS baratas, no ai-mazem da ra do
I Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & Kolim.
m JMMMlHrWIW.........lilil
TOALHAS
E GUARDAXAPOS DE PANNO DE
LINHO PURO.
Na ra do Crespo, loja da esquina que volla para
a radeia, .vendem-se loalhas de panno de lindo, lisas
c adamascadas para rosto, ditas adamascadas para
mesa, guardanapus adamascados, por precos cora-
modos.
Ilesappareceu do sitio do abaixo assignado, na
estrada do Monteiro, um seu escravo de uarao, cha-
mado Joaquim, de idade 40 anuos, pnuro mais ou
menos, cora os signaes seguintes : alio, grossura re-
gular, cor pela, fallo de denles na frente. Um tanto
bisado, rosto comprido c pouca barba : roga-sc
Na ra do Queimado lojli n. 17, vendem-se corles
de charlv ou la.i da escossta, com 11 covados, pelo
barato preco de G9 cada cftrte, a diuheiro a vista.
s<53."ib.s *''&sjsiftaai
BA/AR PERNAMBUCA.NO.
.:!? O narcolicujquc adormecen este eslahele- {$
JtJ cimento, leruiiiiou o sen cOeitn, co soinnn de ;
fI 40 dias Ihe rrsliluio o seu amigo vigor : for- i$
ft roso he porlaulo, convidar aos amigos e fre- 5$
jj guezes do Razar, para a Irnucu de pouen di- Q
lij nheiro i-oniprarera as fazendas que precisa-
g rcm, bem eomo sejam ; rica machinas para
;jj cafe a 109000; chales-de toqnim a 409000 ;
;>;. sedas escocezns de granile quailms a '109000;
romeiras de retro? bordada a 99OO ; cami-
sas de dito bordadas a matiz a 149000 ; man-
^ teleles de camliraia bordado* a 59000 ; cami-
,1 setas de dita dito a 15280. rosetas de ouro era
,. forma do flor a 109000o par 1 meins .-ulereos
q de dilo a 229000 ;dHos inleiros para meninas,
uoloes de ouro para abertura *-3000 o par ;
grampascom flores exivels de brilhantiu.is a
159000 ; chapeos de seda, para meninas orna-
dos de plumas a 69OOO ; colleles de papelina
* a 49000 ; voHidosde dita a 359000 ; unor-
me* mui bonitos para enanca* de 3 a 4 anuos *
9 a I15OOO; plumas lina*, rica pulceiras de gos-
i* lo sublime a 39500; rosstasmui bem galvani- V
O sadas e de bonitos goslos a 8J0 rs. ; lantemas S
5 com palmatoria de vidro a 650OO o par ; gra-
;> vatas de seda, meias de dita para liumens e &
6 senhoras, escovas fina para chap, espedios 'i
de mi, chapeos de palua para liomem, dilos &
de seda supurliuos, e outras niuila. Dizendas, #
9 que .1 visUijUxtlas edo preco ninguem eixar
de comprar. at
&9*9mmmmlt*9m:9m&mmmm
Vendem-se camisas de meia |iara crias recem-
nascidasa 200 rs.; alunles di peilo com lindas es-
tampas, guarnecidos le um metal como ouro a Son
rs. cada um ; dito da camafcu verdadeiro a 800 rs.;
maca para aliar navalhas a KM) rs. o pacotkho ;
pentes paia bicho a 320, 400. 480 e 19280 ; tr'atrca
de algodao de coresestreilas a 40 r. a vara ; phoa-
phoros metlicos s para accender chariiti propriedade de alimentar a brasa por muito lempo,
caixinha de inelal para guardar phosphoros, e Ira-
zer 110 bolso, frascos com pnslilhas para queimar,
conservando por muito lempo o edeiro, a 500 rs.
cada um : no Bazar Peruamburano, ra Nova n. 33.
Vende-se agua de Malabar para lingir cabellos
rpidamente ; no Bazar Pcrnajnbucano.
VACCA DE LEITE.
BOA l-UMACA.
Vendem-se caixas com 100 charutos de superior
qualidade a 19000 rs. a caixa, maros com 25 charu-
tos a 160, dilos de 25 ditos a i'o,' 320 e a 500 rs.,
ludo de superior qualidade : na fabrica da ra do
lia nac n. 59. de Joaquim Jos deSouza l.in*.
VKNDE-SK INDIANA A 480 O COVODO.
Para veslMos <- culioriise bom oslo, fazenda
de seda e lila, ansio chine/, com 24 pulegadas ilc l.ir-
Kura : na na ilo Crespo toja amiirclla n. 4. de An-
lonin^Francisco Pereira.
PECAS DE MADAPOLAO A 20500.
I'ca* de ni ii r i ni ou madapoln francez, srm de-
feito algnm com 10 varas a 29500 r. : na ra do
Crespo loja amarella n. 4, de Aulouio Francisco Pe-
rcira.
LBUM DE PIANO.
Collecrrio tic lindas msicas para este
instrumento, composieao do insigne ar-
tista portugus Fortunato Coellio, una
caderuda elegantemente litografada, con-
tendo tres polkas, mazurks, tres walsas,
umascliottiscli, urna polka e urna varsdvi-
anna, tildo isto acompanhado de um ele-
gante retrato do autor: a' venda na li-
vraria da rita da Cruz n. 52.
PUBLICAQAO L1TTERARIA.
Na livraria da ra do Collegio n. 18,
vendem-se follietos, con ten do a aprecia-
cao do commercio a retalho, feita pelo
"Diario de Pernambuco, cujos artigos
foram reimprexsos com a gratuita autori-
sacao do autor. *
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e di: superior qualidade: no
arina/.em de N. O. Bieler&C ra da
Cruz. n. 4.
- ~Vende-se em casa de Rabp Scbmct
tau&C-, na ra do Trapiche n. 5, o e-
guinle:
Ricas ohtas de brilhantes
ptimos pianos verticaes.
Um dito borisontal com pouco uso.
Vidros de dillerentes tamaitos para
cspelhos.
Tudo por precos muito commodos.
Com toi|uc de avaria.
Madapolao muilo largo a 3-9000 e 39500a peca;
na ra do l.respo, loja da esquina que volla para a
Cadete.
CHALES E MANTELETES DE SEDA
DE BOM COSTO.
Na ra do Crespo loja da esquina que
volta para a Cadera : vende-se diales de
sedaaSsOOO, IffOOO, 14^000 e 18/5000
rs., manteletes de seda de cor a 11 #000
rs chales pretosde laa muito grandes a
tOO rs., chales de algodao e seda a
1X280 rs.
Ven.le-se Bode apaleiro, boni: em caa des.
P. JohDaton & Companbia, ra da Seotala Nova
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY.
ment, que oanligo agente vai aferir, e leve prin-
cipio cm 2 do rom-ule. e finda-se no ultimo dede-
zembrodo corrcnle anno.
Os senhores proprietarios e rendeiros
de engenhos, que nao estiverem mencio-
nados no Almanak, equizeremser con-
templados, queiram mandar suas decla-
races i livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia.
Aluga-se para o servico de bolieiro um escra-
vo mualo com umita pralua desse oOicio. Na ra
da Saudade frouleirS i do Hospicio, casa da resi-
dencia do l)r. I.oiirruco Trigo de Loureiro.
_ O Sr. Joaquim Ferreira que leve loja na pra-
cinha do Livramento tem urna caria na livraria ns.
6 e 8 da praca da Independencia.
ANTIGO DEPOSITO DE CAL E
POTASSA.
No antigo deposito da ra do Trapiche
n. 15, lia muito superior potassa da Rus-
sia e americana, ecal virgem, chegadaba
pouco. tudo por preco commodo.
O Sr. Adolpbo Manoel Camello Lins,
escrivao de Iguarassu', queira quando
vier a esta praca, dirigir-se a livraria da
praca da Independencia n. 6 e 8, a nego-
cio que lhe diz respeito.
Na ra do Vgario sobrado n. 14
segundo andar, cose-se, fa"z-se labyrin-
tho bordase de todas as qualidades in-
clusive de ouro e prata; e recebe-se qual-
quer encommenda das mesmas obras pa-
ra dar com promptidao e prero com-
modo.
l'recisa-sc de urna boa ama de leile, forra ou
captiva ; na ra da Aurora, casa nova junto ao do
Sr. Gustavo Jos do Reg.
RECREIO MILITAR.
A segunda partida de baile lera lugar no dia 12
de novembro : as proposlas para convite scro acei-
las -omenle aleo dia 3, para o qual convida-se aos
socios ;i reunirem-se em assembla geral, a 4 boras
da larde, no quartcl do Hospicio.O 1." secretario
Dr. I'elho Filho.
francisco de Paula Paes Rarreto, julgandu-se
prejudicado, bem como outro* mais, na venda doen-
genlio tiarap, silo na comarca do Cabo, fcila por
sua linada mai seu fallecido tio Jos Carlos Pae
Barrlo, previne ao publico, que nenliuma transac-
cao, relativa quclle engenho, deve fazer com a con-
seubura do mesmo, a viuva do finado Jos Carlos,
visto como o anuunciante desde j protesta em lem-
po compelente fazer prevalecer scu dircito, c o do
uniros berdeiros, que lia muilo foi usufruido indevi-
damenic pelo finado Jos Carlos, e presenlemenle
contina a se-lo pela viuva deslc com grande lcsflo
do'annunciante, seus manos e snbrinbos.
I'ASSAPORTES.
Tiram-se passaporles para denlro e fra do impe-
rio, despacbam-se escravos e tiram-se ttulos de re-
sidencia : para este fim procura-e na ra do Quei-
mado n. 5, loja de miudezas do Sr. Joaquim Mon-
teiro da Cruz.
Chapeos depalha a 12.s000rs.occn-
to, esloras de palhadoAracaty, a 12,?'000
rs. o cento, be pechincha : ipiem preci-
sar bena ra da Cruz do Recile n. 51,
taberna de Luiz Freir de Andrade.
Aluga-se um sobrado cm Sanio Amariulio,
proprio para os senhores acadmicos esludarcm por
ser muilo fresco, c tem commodos para (i ou 10 se-
nhores acadmico, ficando pello da nova casa : tra-
ta-se cora Manoel l.uiz da Veiga.
Joaquim Jos de Araujo, subdito porluguez,
rclira-se para o lirao-l'ar.
Precisa se de nina ama de leile, que lenha de
seis me/es para cima o leile, forra ou mesma escra-
va, pasa-se bem: na ra do l.ivramenlo, loja nu-
mero \\.
O Sr. Krancisco Mamcde de Almcida Jnior
queira mandar a luja n. 4 da ra do Crespo, a nego-
cio de seu inleresse.
Dcseja-so fallar com o Sr. Marcellinn Jos Ri-
beiro, nalural da freguezia de S. Salvador de l.ordcl-
la, a negocio ; queira anniinciar sua murada, ou di-
rija-se a ra da Cadete do Recife n. 44, a Iralar
com Joaquim Moreira de li. Neves.
Na barca americana Hcelyn, viuda de Boston
rccenlemenlc,aclia-sebordo c prestes adescarregar,
um sorlimento de lampadas com seus perleures ne-
cessarios, bem como globos e vidros, c torcidas, que
senlo vendidos simplesmenle : podem dirigirse rua
do Trapiche n. 4, primeiro andar, a fallar com Wil-
luiin l.illy.
Preeisa-se almiar um prelo |m>t mez ou sema-
na |iara andar na rua com um taboleiro : na rua do
Jueiinado u.22.
Iccimcnlos com proraplidao, e faz ver aos senhores autoridades policiaeseaos capiUles de campo. quem
que sao acostumados a arer.r em seu estabelec- se promelle pagar com generosidade, a captura de
dito escravo, podendo ser entregue na rua Uireila,
casa n. 112.Gustavo Augusto de Figueiredo.
No dia 10 de novembro do corrente auno be a
ultima praca, a 1 hora 'da larde, na sala das audien-
cias, e depois de linda a do Sr. Dr. ni/, de direilo da
primeira vara do civel, de diversos bens movis e
semoventes, inclusive orna laja de Jawagen iu rua
da Cadeia do Recife n. 58, por execucilo movida por
Joaquim da Silva Mourao, contra Jos Uia da Silva
e sua muilier, como tudo consta do respectivo escrip-
to que se acha em mo do porteiro do juizo Jos dos
Sanios Torres. Todos os bens estilo em bom estado,
havendo muilas obras de ouro e prata, e 5 escravos
de ambos os sexos.
No dia 24 de novembro do corrcnle anno he a
ultima praca, a 1 horada tarde, na sala das audien-
cias, c depois de linda a do Sr. I)r. juiz de direilo da
primeira vara do civel, de diversas caas terreas e
terrenos, sendo as casas nos bairros de Santo Anto-
nio, S. Jos e A fugados, e os terrenos um na praia de
Santa Rila e outro na Passagem da Magdalena ; as-
sim como urna parle de um sobrado na rua da Ma-
dre de Dos, por cxrcuco movida por Joaquim da
Silva .Mourao. contra Jos Dias da Silva e sua mu-
Iher, como ludo consla do respectivo escripto que
se acha em m.lo do porteiro do juizo Jos dos Sautos
Torres.
No hotel da Europa da rua da Aurora se manda
ahueres e jantares para fra raen-alenle, c tambem
lera comidas e petiscas a toda hora, ludo por preco
muilo razoavel.
Precisa-sede um bom cozinheiro estramtciro
que seja muilo hbil, daudo-se hora ordenado : na
casa do Palmeira, no Corpo Sanio, no Recife.
I.ava-se e ensomma-se com loda a perteicao e
accio : jio largo da ribeira do S. Jos, na loja do so-
brado 15.
Aluaa-se pelo lempo da fesla um sio na Ca-
punga, a margem do rio, com ptima casa, contendo
qualro sala, nove quarlos, cozinha fra, com ludo
os mais arranjos necessaros urna casa de campo:
os pretendentes dirijam-se a rua Uireila n. 93.
No hotel de Europa da roa da Aurora manda-se
para fora almeces e jadiares, meusalmenle, por pre-
co commodo.
Joo Ignacio de Arroda declara ao respeitavel
publico, que contratou com seu irmao Jo.-e Ignacio
de A i ruda, a compra da taberna, sila na rua do Ran-
gel n. 81, lie,indo a mesma obrigada tao smente ao
pagamento dos debilos aos Srs. Joao Martin de
Barros e Joaquim Kilippe da Costa de 138)3851*
ao Sr. liernardino da Silva Lopes de di i-.7o rs., ao
Sr. Candido Alberto Sodr da Motta l.V-.swi rs., ao
Sr. I.uiz Jos da Costa Amorim 79500, e ao Sr. Ma-
nuel dos Sanio Pinto 45520 rs.
-Aluga-ie urna eicrava para o servico de urna
casa de familia ; no Passeio Publico n. 9.
O CRAVO.
Sabbadc, 4 do corrente, saldr o ultimo numero
do primeiro trimestre do Crato. O senhores asig-
nantes que quizerem continuar com as suas assigna-
I uras, dirijam-se desde j i loja do Sr. Boavenlura
Jos de Castro Azevedo.
COMPRAS.
Na ruado Collegio, segundo andar n.'2l, com-
pra-sc para umi encommenda, urnamulaliuha linda
us.oiia. de 12a 18annos, e que seja recolliida, nao
se olha a preco, um escravo e urna cscrava, crioulos,
de lunillas figuras, de 18 a 20 annos.
Na rua do Collegio ti. :l.*pnraciro andar, com-
pra-s o 3. vol. do Repertorio dajl Ordenaces, o 2.
vol. de Maria despatillla, edicto do Porto, o 2.
vol. dos l.usiadas, edicao do Rio de Janeiro, o 5.
vol. do Parnaso Lusitano, o 15 vol. das obras de ti-
linto Elysio, edicao de Lisboa, o 2. vol. dos Incas,
7. c 8. vols das Memorias do Diabo, 1. c i. vola de
I). Ouixote de la Mancha, 2. vol. de Ipsobo, e 3.
dos Desposados por W. Scolt.
Compram-se 60 apolicet da companbia de Be-
herilie : quemasliver, dirija-se a taberna da quina
da Cambado Carino n. 46.
Compra-se urna preta que engom-
meecozinhe, moca, e sem defeito, e um
moleque de 18 a 22 annos: a tratar no
aterro da Roa-Vista n. 45.
Calcado.
No aterro da Boa-VUla, loja nova n. 82, com-
pra-se calcado de loda a qualidade.
Compra-se urna solada de podra, usada,que le-
nha 29 palmos, e veude-se um braco de batanea, pe-
sos e concha, para armazem de assucar : na rua da
Senzala Nova uo Kecife u. 4.
Compra-ae una casa de um andar com sotao,
al dous andar, etn qualourr das segrales rua,
ua Boa-Vista Aterro, Aurora, Praca, AragAo, ealraz
da matriz'; era Santo Antonio, Nova, Cruzes, Ca-
deia. Collegio, paleo do Carino e Paraizo : traa se
cora Manoel Luiz da "Veiga. ou no aterro da Boa
Vista, sobrado n. 45, segundo andar.
Compra-se lima oa'dua prelas raucas liain oo/iiihar e en-iunuiar, MUU vicios ueiu uaoles-
lias; na praca do Corpo Santos, fl, eeeriplorio. He-
rl.ira-se que esla- escravas do para acrvircui aqu,
por isso se quer com boa qualidade*.
Vende-se tima vacca, que da' bom le-
te, e urna bezeirinha: a tratar na rua
do Queimado n. 7, loja da Estrella.
CKMENTO
romano de superior qualidade, chegado
agora de llamburgo, em barricas e as ti-
nas : atraz do theatro velho, armazem de
tulleras de pniho.
Vendem-se superiores corda e bordos para vio-
lo e rebeca e papel pautado para msica : na pra-
c,a da Independencia loja n. 3.
Vemle-se superior rap Paulo Cordciro chega-
do de prximo, em libras e meias ditas e oilavas, e
de Lisboa a retalho : na praca da Independencia
loja n. 3.
Vendem-se duas Inixas de cobre cslanb.ido com
muilo bom uso, urna pdc derreler 4 arrobas e a ou-
lra 3, pouco mais ou menos, que se faz todo negocio,
una porcaodc cerade carnaulia alguma colisa mais
inferior, nao se olha a preco ; na praca da Ba-Vis-
ta n. 7.
Vende-se nm cabriole! lodo pintado de novo
com eichos de palcnle iuglez, c com os seus compe-
leules arrcios : quem pretender, procure na cocheira
do Raymundo, defroule do convento de S. Fran-
cisco.
Pechincha.
Vendem-se corles do brim de linho trincado de
cores, e bonitos padres a IstiOOe M00O o corle : na
rua do Queimado n. 7, loja da Estrella,
lista' se acabando.
Chales de relroz de 4 puntas, muito grandes e bo-
nitas core a IfcjOOO ; na rua do (Jucimado n. 7, loja
da Eslrella.
Sedas escoce/.as.
Na rua do Queimado n. 7, loja da Eslrella, ven-
dem-se cortes je sedas escoeczas a 15gOOO, dilos de
ditas lavradas, bouilus gostos, a 20JO0O; a ellas que
se eslAo acabando.
Clily de laa e seda.
Chaly de quadros dla e seda, fazenda nova e de
gosio, para vestidos, pelo diminuto preco de 800 rs.
o covado ; dao-se as amostras com penhores : na
rua Nova, loja n. 16.
Vende-se urna casa no Arrumbado, com gran-
de quintal plantado de coqueiros, do lado da mar,
cacimba, c que parle pelo fundo com a estrada nova:
na rua de .Malinas Ferreira, casa de Anselmo Jos
Ferreira.
Vende-se um mulalinlio muilo bonito, muito
proprio para quem quizer 1er o goslo de o dar a um
menino ; na rua da Cadeia do Recife, loja n. 50.
Vende-se muilo boa massa de tomate a800 r.
a libra ; na rua da Cadeia do Recife n. 15, loja do
Bourgard.
Vende-se a bem afreguezada taberna do aterro
da Boa-Vista n. 42, oulr'ora chamada do Maia, com
lodos o gneros e mais pertences ; a tratjr na rua
das Larangeiras n. Is.
Vende-se urna casa terrea, sila na rua da Guia;
a tratar ua rua das Larangeiras n. 18.
FAZENDAS BARATAS.
Na nova loja de Irea fsrlas na rua do Livramento
ii. 8 ao p do armazem e loura, acaba de receber
de Franca pelo navio (iuttacc II. um cmplelo sor-
timenlo de fazenda linas para vestido, rico goslos
de oriiandiz.linos e cores (xas, cassas de cores e gos-
lo moderno e cores Gxa, um grande sortimenlo de
chitas francezas linas mais larga c gosto moderno, e
nutras niuila fazendas baratas.
Velludo preto para vestidos, a 5,S'i00
rs. o covado: na rua do Queimado loja
n. 40.
Vende-se chocolate francez, do me-
Ihor que tem apparecido no mercado e
por prero commodo: na rua da Cruz n.
26, primeiro andar.
Vende-se vinbo Rordeaux, tinto e
branco engarrafado, do melhor possivel e
por barato preco: na rua da Cruz n. 20,
primeiro andar;
Vendem-se espingardas francezas de
dous canos, para caca, muito^proprias pa-
ra a rapaziada divertir-se pelo tempo da
festa: na rua da Cruz n. 26, primeiro
andar.
Vende-e urna eecrava de narao, com idade de
quarenta e tantos anuos: na rua do Livramenlo
n. 1.
Na rua do S. Francisco, cocheira do Sr. Joao
Franciico Carneiro Monteiro, vende-se por preco
commodo um cavallo melado, muilo novo, e que
carrega bailo : a Iralar na mesma cocheira.
: Vendem-se duas mei'aguas, citas em Fra de
Porta, beeco da Jos Teixeira; quem pretender, di-
rija-se a Fdra'ltrPorlas, rua do dos Guararapes o.
34, que achara" cora quem tratar.
AOS SEKHORES DE ENGENHO.
Vende-e boa fariuha de mandioca a 39500 a sac-
ca, e em porco por menos: na rua da Cadeia de
Santo Amonio n. 16, taberna.
FAR1M1A DE MANDIOCA.
Vende-se boa farinha de mandioca a 3^500 asac-
ca, cem grande porcAo, por menos: ua travessa do
araenal de guerra n.,9.
* VENBA DE UMA CASA TERREA.
Vende-se casa lerrea da rua da Paz u. 28 : a
Iratar na rua doCoegio u. 1.
VENDA DE UMA CASA MEIA-AGUA.
Vende-se a caa meia-agua com frente para a praia
do forte da Cinco l'outa n. 6 : a Iratar na rua do
Collegio n. 1. "i/
Vende-se urna cata de sobrado de 2 andartt c
soiao, com bstanles commoilos e fresca, em urna boa
rua de Sanio Antonio ; assim como um pequeo si-
tio nerlo da [iraca, i terrenos proprios para edificar
casas, ou oulro qualquer, eslabeleciinenlo.
Vendem-se 12 cadeiras de oleo, novas, maisem
conta do que em oulra qualquer parle : na rua da
Cadeia de Sanio Antonio n. 20.
Vende-se um moleque com boa saude e bonita
figura, de idade 7 anuos; na rua do Cabuga, loja
n. 9.
Vende-se 5 eicjravos, sendo i ptimo mulccote
d'idade de j. annos, de boa conducta; urna escrava
da mesma idade, cose, enaomma. e cozinha ; um
prelo de meia idade. bom carreiro e serrador ; 2
prelo- de todo servico : ua rua llireita n. 3.
Ricas sedas acbamalotadas de cores e
pretas, a 700 rs. o covado: na rita do
Queimado n. 40.
CASEMIRAS E PANNOS.
Vende-se casemira prela e de cor para palitos por
ser muilo leve a 29600 o covado, panno azul a 38 e
15000, dilo preto 39, 39500, 48, 5 e 58-500. corlea
de casemira de goslo moderno a 6000. elim pre-
to de Macao a 3S200 e 45000 o covado : na roa do
Crespo n. 6
ESTABELECIMENTO DE CAKIDADE.
Os senhores proprietarios ou administradores do
trapiches Novo, Ramos, Cunha, Barbosa c l'elouri-
nho, hajam de mandar satisfazer a importancia das
amostras de assucar xlrahidas das caixas pesadas no
mesmos trapiches, perlencenles aos estabelecimen-
tos de caridade.
No escriptorio de Novaes&C, rua
do Trapiche n. 54, continua a ter um
completo soriimcntt de chapeos do Chi-
le do tocios os tamaitos e qualidades, as-
sim como dos de Italia, de leltro, pretos e
pardos da melhor lubrica do Rio de Ja-
neiro, que tudo se vende por preco com-
modo, tambem tem algumas fazendas pa-
ra lojas de miudezas que se vendem por
commodo preco para techar contas.
Vende-se urna mua chegada raninamente do
Rio Grande do Sal. e propria para carro por ser bo-
nita e grande : para ver, na cocheira do Sr. Clau-
dio, na rua da Cadeia de Santo Antonio, e para Ira-
lar, na rua do Trapiche n. 14.
No armazem de Novaes&C, na rua
da Madre de Dos, tem para vender vinbo
do Porto muito superior, em barris deoi-
tavo.
SUPERIOR FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, defronte da alfandega:
ou a tratar com Novaos & C na rua do
Trapichen. 54.
Vende-se por preco muilo commodo, no alcr-
ro da Boa-Vista n. 42 segundo andar, um ptimo
terreno proprio para edilie,in'-.e.-, em frente da igrrja
de N. S. da Paz no Afogados, com 113 palmos de
fuudoc 90 de frente.
Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Ay, primeira qua-
lidade, de propriedade do condi
de Mareuil, rua da Cruz do Re-
" cife n. 20: este vinbo, o melhor
W de toda a champagne vende-
aj se a 56$000 rs. cada caixa, acha-
- se nicamente em casa de L. Le-
9 comte FeronA Companbia. N. B.
0 As caixas sao marcadas a fogo
^jp Conde de Mareuil e os rtulos
das garrafas s&o azues.
PIULAS HOLLOWAY.
rmete ineslimaxsel especifico, compolo nteirimen-
fe de hervas medicinaos, nSo conten mercurio ncm
oulra alguma substancia delecierea. Benigno mai)
lenra infancia, e i coropleic.o mais delicada, |,e
igualmente prompto e seguro para desarraigar a
mal na compleicao mais robusta; he inleiramenle
innocente em suas operacQes e elTeitos; poi busca a
remove as doenras de qualquer especie e grao, por
mai antigs e leoazea que sejam.
huir in i I llares de pessoas curadas con) este reme-
dio, muilas que j estavam i portas da morle, per-
severando em eu uso, conseguiram recobrar, a sa-
de e forra, depois de haver tentado iwuliraaeiile,
lodos o oulro remedio.
As mais alDicla nao devem eolregar-se deses-
perara : facam um competente ensaio rfOs eftlcazes
runos desla assombrosa mediciua, e prestee reru-
perario o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse rniedio para
qualquer das seguintes eufermidadrs:
m-m--m&m&m"
v CEMENTO ROMANO.
i ende-se ceuienlo romano chegadu recenlemcnlc
de Ilambnrgo, eiu huiricas de 12 arrobas, e a maio-
res que ha no mercado : na i ua da Cruz do Kecife,
armazem n. 13.
BOM E BARATO.
Paiino preln e do lodas a, core, ue preco de 3 a
3#t)U rs. o covado, fazeuda que em oulra qualquer
parle he de j^UOU rs., vende-se barato por ter-se
comprado glande perrito : na rua do Queimado n.
21), loja do sobrado aiuarellu de Jos Moreira Lopes.
MUITO HABATO.
Pecas de c-2ui.ii) tino de puro linho com 10 c meia
vara a s--,k;o eajda peca ; na luja de 4 perla, ua
rua do yncunado ji. 10.
FITAS.
Na rua Nova luja n. 2, vuudcm-se fitas para caria
de hachareis a 69.
Por 3005000.
Na rua da Flores n. 37, primeiro audar, veude-se
urna typograpliia noy, prompta a Irabalhar, com
lodosos -cu, pertences, preto, I)pos ele.
Coiiliuua-su a veuuer corles de chita largaede
riscado I ranee/., Iudodecore*tiaa2g000 cada um:
ua loja de 4 portas, ua rua do Qifeunado 11.10.
Vendem-se chapeos prelos frauceze a 09OOO :
na rua do Queimado, luja de 4 perlas u. 10.
Vende-se um iliu na povoarao dos Heme-
dios, junto aponte do mesmo nome; del ron lo do
Ihealro pastoril (dos prezepiosj com casa de vlveu-
da e arvore de frucio: a Iralar na rua das Aguas-
Verdes casa n. 16, ou ua rua de Heras n. 23.
\eude-se a loja de calcado que foi de Luiz
Sanaz, uo aterro da Boa-Vista 11. 11, leudo pouco
fuudos e por pi eco mu commodo ; consta nilo da ar-
maoao nova e iuverniada, de calcado feilo, tanto
para euhora como para menino, de graude nume-
ro de formas, e uulros mullos objeclus de uso da
dita loja, e do mencionado individuo que uella mu-
rava por ter os necessario comisados ; garautindu-
se ao comprador o respectivo arrendamegio : a tra-
tar ua la da Cadeia do Kecife, escriptoriou. 3.
A 19200 CADA CANASTRA.
Vendem-se batatas muilo novas ein canaslrinhas
de urna arroba a 1&200 cada urna ein parean c a re-
talho : na rua da Pcuha, taberna nova por baixo
do sobrado.
Vende-se urna cscrava crioula com urna cria
de idade de um mez, c urna negriuha de 5 anuos
de idade, bonita figuras : quem as pretender diri-
ja-se rua eslreila do llosario. n. 16, 2. andar.
ATTBNCAO.
Vendem-se louea e vidros mais em conta do que
em oulra qualquer parle : na rua Nova n. 51, no
oilao daConceicao, armazem de louoa.
CORTES l)E GEORGINAS A 4><)0 RS.
Vende-se. para vestido e roupao, para senbora, fa-
zenda de pin a la etsjiiiiiu lina, propria desle cli-
ma, com 15 ca,ido- eada corlee facuUa-se amostras
na rua do Crespo loja amarella n. 4, de Antonio
Francisco Pereira.
Carros e cavallos.
Vendc-se um carro de 4 roda e 4 assenlo, novo
e moderno, muilo bem Construido ; veude-se oulro
mais pequeo com pouco uso e muito leve ; e ven-
deiu-se tambem boas parelhas de cavados para os
mesmos, e para cabriolis e carroras, ludo por pre-
so commouo : na rua Nova, cocheira de Adolpho
Uourgeois.
Vende-se urna canoa de carreira no-
^a, ojitima para la mi lia por ser esparosa,
e de excellente marcha: naruadoBrum,
amia/ciii n. 26.
O QUE UARDA FRI GUARDA CALOR:
porlaulo, vendem-se cobertores de algodao com pel-
lo como os de laa a 13400; dilos sem pello a lJ-JOO;
dilo de tapete a 1Q200 : na rua do Crespo n. 6.
Vende-se a iii-tilacau de espritus e licores,
da ruado Rangel 11.54, bem afreguezada,. e monta-
da com os fundos, que convier ao comprador: a tra-
tar na mesma, com o proprictario Victorino Fran-
cisco do Santos, dias utei, das 8 da manh.1.1 a 5
hura da 1. 'Je.
CONHECIDO DEPOSITO DE POTASSA
E CAL.
Na rua de Apollo armazem n. 2 R, con-
tinua a ter superior potassa da Russia e
Rio de Janeiro, e cal de Lisboa em pe-
dia : tudo a preco que muito satisfar'
os seus antigos e novos frguezes.
MIUDEZAS BARATAS.
Vende-se na rua da Cadeia do Recife n. 19, sapil-
los de couro de lustre para senhora a 18 rs. o par,
dilos de marroquim a 600 rs., ditos para liomem a
800 c 900 rs., boles de agath para camua a 200 rs.
a groza, linda de cores a |.-\ dita branca de 800 a
19200, papel de peso muilo bom a 2^400 e 23500 a
resma, pentes para alar cabellos a 240 rs., dilos finos
a 800 e 19. colxetes a 60 c 90 rs. a caixa, bicos, lilas,
allinetcs de lodas as qualidades, agulhas, luvas do
seda para senhoras e meninas, dilos para humera,.
thesouras linas c ordinarias, pulceiras de ouro Yin- 'fft Qi
gindo de lei, carleiras para baile, penetra* de ajo e
dutras muilas rousas por precos muito coi conla.
Vende-se una taberna na rna do Misario da
Boa-Vista n. *7, que vende muilo para a Ierra, os
seus fundos sao cerca de 1:2009000 rs., venoe-se
|iorrni com menos se o comprador assim lhe comfier :
a Iralar junto a alfandega, travesea da Madre de Dos
armazn! 11. 21.
Completos sortimentos de fazendas de bom
gosto, por precos commodos.
Na rua do Crespo loja da esquina que volla para a
Cadeia, veudeni-sc corles de vestidos de camliraia de
seda com barra c babados, .1 88000 rs. ; ditos cem
llores, a ~9, 99 e 109 rs. ; dito de quadros de bom
goslo, i 118 ; corles ile cambraia franreza muilo fi-
na, lixa. com barra, 9 varas por 43500 ; corles de
cassa de cor c un Ires barras, de lindos padrees. A
33200, peras de camliraia para cortinados, roinM1.,
varas, por 33600, ditas de raniagem muilo finas, .1
69 ; cambraia de salpico miudinhos.branca e de cor
muilo fina, 805 rs. avara ; aloalhado de linho acol-
xoado, 900 a vara, dilo adamascado com 74 pal-
mos de largara, 23200c 39500a vara; ganga ama-
rella liza da India muilo superior, 400 rs. o cova-
do ; corles de collelc de fuslo alcoxado c bons pa-
dres lixos, 800 rs. ; lencos de cambraia de linho
a 360 ; dilos grandes linos, a 600 rs. ; luva de seda
brancas, de cor e prelas muilo superiures, a 1600 rs.
o par ; ditas lio da Escocia a 500 rs. o par.
PURLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o uovo Mez de Maria, adoptado pelos
re ere mi i-si mu> padres capurhiiilios de N. S. da l'e-
nha desla rulado, augmentado com a novena da Se-
ubora da l.ouc -u.ao, e da noticia histrica da me-
dallia milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independeaci, a IjOOO.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Coberlorcs escuro muilo grande e encorpado,
ditos branco com pello, muilo grandes, imitando o
de laa. a 19400 : na roa do Crespo, loja da esquina
qoC volta para a cadeia.
Pannos linos e casemiras.
Na roa do Crespo loja da esquina que volla para'
a Cadeia, vende-se panno preto 29400, 23800, 33,
3950O, 48300. 58500. 63OOO rs. o covado.dilo azul,
28. 8800,48, 68, 73. o covado ; dilo verde, i 238OO.
33300, 4f. 58 rs. o covado ; dilo cor de pinliao a
43300 o fovado ; corles de casemira prela franreza e
clstica, 79500 e 88500 rs. ; ditos com pequeo
defini..1 68500 ; dilos inglezenfestado a 58000 ; dilos
de cor a 48, 58500 68 rs. ; merino prelo a 18, 18400
o covado.
Ajnela a Edwln atas.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companbia, acha-se constantemente bons sorti-
mentos de laixas de ferro coado e batido, tanto ra-
sa como fundas, moenda ieliras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, ele, ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos c modelos os mais moder-
nos, machima horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, paisadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prero que o de
cobre, esco-vens para navio, ferro da Suecia, fo-
Ihas de (landres ; tudo por barato preco.
FUMO EM FOLHA.
Vende-se fumo em lolha de todas as qua-
lidades, em fardos de 2 ate 8 arrobas, poi
preco commodo : na rua do Amorim n
41, armazem de Francisco Guedes de A-
raujo.
Vende-se excellenle latinado de pinho, recen-
lemcnlc chegado da Amrica : na rui de Apollo,
trapiche do Ferreira, a culcuder-sc com o adminis-
trador do mesmo.
Vende-se farinha de trigo SSSF de
superior qualidade, e chegada ltimamen-
te a este mercado : a tratar com Manoel
da Silva Santos na rua do Amorim n. 56
e 58, ou no caes da alfandega.
Cassas francezas a 520 o covado.
Na rua do Crespo, loja da esquina que .vira para a
Cadeia, vendem-se castas francezas de muilo bom
goslo, a 320 o covado.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
gada recenlemcnlc da America.
Potassa.
No anliga ileposilo da roa da Cadeia Vellia. es-
criptorio 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conla.
Sepoiilo da Cabrios de Todo* oa Sanio na ahi
Vende-se, emcasa,deN. O. Bieber &C, na rua
da Cruz n. 4, algoclaO trancado d'aquella fabrica,
muilo proprio para saceos de assucar e roupa de es-
cravos, por prec,o commodo.
Verlde-se ou arrenda-se um sitio
bastante grande, no lugar do Rio Doce,
com 720 ps de coqueiros, com boa casa
de vivenda de pedra e cal ; quem o pre-
tender, dirija-se a' rua do Rangel n. 56
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42. *
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortment de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vinho do Ilheno, de oualidades es-
peciaes, em caixas de urna duzia,charutos
de Havana verdadeiro: rua do Trapi-
che n. 3.
Na rna da Cadete do Recife n. 60, vendem-se o
seguintes vinho,u Mi luperiore* que tem xiodo a
este mercado.
Porto,
.Bucellaa.
Xerea cor de uro,
Dito escuro,
Madeira,
em caixitihai de una duda de garrafas, e vista da
qualidade por preco muib em conla.
DEPOSITO UE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, reeentemeiiie chegada.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Bruna, pasean-
do o chafariz continua, haver um
completo sortim.ento de Utxas de ferio
fundido e batido de 5 a palmos de
bocea, as quaes acham-se a yenda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-^se ou. carregam-e em carro
sem" despeza ao comprador. -^
AOS SENHORES DE ENGENHO.
O arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado na co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 1Q
libras, jniilo com o methodo de empre-
ga-lo noVidioma portuguez, em casa de
Bieber & Companhia, na rua da
Crur. n. 4.
Accidentes epilpticos.
Alporca.
Ampolas.
Area (mal d').
Aslhma.
Clica.
Couvulses.
Debilidade ou exlenua-
co.
Debilidade ou falla de
forcii para qualquer
cansa.
He-iiileria.
Dor de garganta.
de barriga.
nos rina.
Dureza no venlre.
Enfcrmidade no ligado.
venreas.
Enxaqueca.
Uerjipcla.
I cl-re- biliosas.
intermitientes.
de toda especie.
Gola.
Hemorrboidaf.
Uydropiaia.
Ictericia.
Indigesto*.
Iuilammares.
Irregularidades da mens-
troacilo.
Lumbrigas de loda enlu-
cir.
Mal-rle-pedra.
Manchas aa culis.
(IbstruccSo de venlre.
l'lithisica ou ciinsumpcan
pulmonar.
Keienro d'ourina.
Rheumaliynu.
S>nipiomas segundario.
Temores.
Tico doloroso.
LTccra.
Venreo (mal).
hni,^ro. a -.'S'ro" boticario, droguistas e outras pessoa, enrarregarias
JJC ,od Amerie do S. SrK."
Vende-se asiiocetinha a 800 ri. Cada orna del-
tas conten urna in.truccjo em portugnez para ex-
plicar o modo dse usardeslas pilula .
- (I deposito zeral heem rasa do Sr. Sonm. plttr-
maceulico na rua di Croa n. 22, etn Peroamuco.
.**** >9iiK
9 Deposito de panno de algodatr da #
li fabrica de todos os santos na 1
9 Babia.
9 \ ende-se esle bem condecido panno, pro- a)
prio para accos e roop de escravos ; no es- di
9 cripioiio de Novaos c5 Companhia, na rna do fe
9 Ira pie he n. 34. Z
grande sortimento de brins para
calcas e palito's.
Vndese brim trancado -de linho de quadros a
600 rs. a vara ; dilo a 700 e 1000; dito mesclado a
15400 ; corles de fualfln branco a 400 rs. ; dilos d
cores de bom gusto a 800 rs. ; ganga amarella lisa da
India a 400 rs. o covado ; corle de casaa chila a
8000 e -25200 ; lenros de cambraia de linho gran-
des a 640 ; dilos pequeos a 360 ; loalhas de panno
de hnl.o do Porto para rosto a 148000 a doiia ; di-
las alcoxoadas a tOJOOO ; guardanapo tambem alco-
xuadus a 39600 : na ra do Crespo n. 6.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender excel-
entes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Collegio n. 3.'primeiro andar, ven-
dem-se para fechar cbnla mil c quindenios macos
de conla de vidro lapidadas a 160 r. cada majo e
i0 duzia de caixa de massa para rape ats'iOOa
duzia.
Emcasa de Patn Nash & C, ha pa-
ra vender:
Sorti liten lo variado de ferragens.
Amarras de ferro de 5 quartos arte 1
55 polegada.
3 Champagne da melhor qualidade
em garrafas e meias ditas.
& Um pianoingh^c^melhore8.
Veude-se um excellenle carriol de 4 rodas
mui bem construido,eem bom eslado ; est exposlo
na rua do Arago, casa do Sr. Nesme n. 6, onda po-
dem os pretendentes examiua-lo, e Iralar do ajuste
com o mesmo senhor cima, ou na rua da Cruz no
Recife n. 27, armazem.
Moinhos de vento
tombombasde repuso para regar herase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brumos. 6, 8 e 10. ~
Devoto Cliristo.
Sahio a luz a 2.a edicao do livrinho denominado
Devoto Chritao,mais correcto e acrescealadcu vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Redes a colchn das,
brancas e decores de um s panno, muito grande e
de bom golo : vendem-se na rua do Crespo, leja da
esquina que volta para a cadeia.
ESCBAVOS FGIDOS.
Fngio a Maria Carolina de Albuquerque Bloem.
oa madrugada de 26 do corrente nm, ana escrava
mulata, de nome Maa, que foi cscrava de Francis-
co Pereira Piulo Cavalcanti, com os signaes segaio-
les : baixa e groasa, com falta de nm dente aa fren-
te, com duas cicatrite perlo dn bocea, tan cabello
aparado do lado de detrax e cresrido na frente, re-
Cretenta ler 30 a 32 annos de iilade : que a appre-
ender nr grnerosameole recompensado, levan-
do-a aa rua do Hospicio, tilio n. 8, oa dando ntv-
elas della.
No domingo 22 do correle fugio de casa de
seu lenlior, ua roa d'Aurora n, 8, ionio ao palacete
do Exra. Barao da Boa Visla, aa preU da orne
Caelano, he crioulo a reprsenla ter de 90 e lano
40 anno, foi vestido com eesjriaa ajj|Uodao bran-
co e calcas de algodao de liiq^^H (crtaa tai-
vez lenha para la seguido ; oM| pagar ceadu-
za-o a casa cima que Mr 'ee
Ao 10G*r(F
Ainda anda fgido d,isde al t de agosto da
18J3 o prelo do *oaio (signado, Pr > Arge-
miio. o qual escravo e balsa aatlgnae comprou
ao Illm. Sr. cepilao Jalo Mara da\lid Feijo,
e esle senhor o comprou ao (llm. Sr. eeronal ianta-
leao, da vilU da Psiq*alra, e este estrave hwu
muilo conhecido pelea lgnaes teguinle : ae lado
esquerdo da cabac tem ama calva de lamaabo de
dous vintn, fafta' de Ola denle ua frente, muito
treto, muilo regosta, anda sempre fumando e lam-
en) loma tabaco, be da altura regular, idade 24
anuo, pouco mal ou meos, crioulo ; (ansia, ter
andado pelos engenhos do Cabo ate Serinltaeru Ta-
cada : porlaulo, auaia o pegar, leve-o oabjjsa as-
signado, na rua da Prala a. 70, que da lOOnQ ; on
mesmo sendo que algum senhor de engrnlrf lenha
Vendc-se nma lialanca romana com lodo o
seus pertenec, em bom uto e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem n. i.
POTASSA RRASILEIRA.
Vende-se .superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada recenteniente, recommen-
da-se aos senhores de engenho os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados : na rua da Cruz n. 10, ar-
mazem. de L. Lcconte Feron &
Companhia.
Iludido por ello
, tambem se faz
Firreirs.
a captura dos
^m-c desle meu
correle ; leudo a
&
^
Bsaa.


Vendem-se relogioa da ouro a prala, mai
barato de que em qualquer oulra parta
oa prata da lndepeudencia a. 18 e 20.
Na rua do Vgario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
Sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scic-
tckes, modinhas tudo moderniuimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Lindos cortes de lanzinha para veitido de
senhora, com I") covados cada corte, a
4<5.
Na rua do Crespo, loja da esquina que volla pan
a Cadeia.
.-
em seu engenbo em titulo del
o dilo Aruemiro, e o queira |
lodo a negocio.Anaclito
Rogo as autoridades
eicravo Jos e Ignacio que
engenho Cachaug, nojdta 16 i
Jet o seguintes signaos: crioulo de 18 apnaa de
idade, pouco mais ou menos, corpa seseo, cor falla,
cabellos sera seren carapralio sm pouco ver-
raelhns, olhus pequeo, e afundadea, tesia um (an-
co elevad, o lem uella urna cicatrta, lem falla de
denles na frente, perna uut, pea aastarnadosi sa-
hio com calca da riscado azul, e levou uva espin-
garda que furlou. U Ignacio tan o segualesig-
nar : crioulo, idade da 24 annos, pouco me* ou
menos, altura regular, pouca barba, eaf
les limados, e bei{o inferior um pouca
margas do roilo larga, ps groisos, sanie
de algodaozinho azul, e levou orna ara
furlou : quem os trouier ou dar noticia
escravos no engenho Cacliang, eu nesla
JoJo Xivier Carneiro da Cunha, ergl
le recompensado pelo proprielariu do m
Marianno Xavier Carneiro da
Desappareceu no dia 8 da selembro o l_
crluulo, de nome-Anlonio, que cottuma trocar
me para Pedro Jos Cerino, e intitalsr-se '
he muito ladino, foi eeravo de Antonio Ju,
Sant'Anna, morador no engenho Caite, remire* de
Sanln Aulao, e diz ser uascido no sartao do And\,
eslatura e corpo regular, cabellos prelos, carapKh-
dos, coa um pouco fula, olho* escuro, Qaris grande
e aroaso, beicos gro.se, o semblante um paveo fa-
enado, bem barbado, porm nrala occasWo fi eem
ella rapada, com lodos na dente na frente tavou
camisa de madapolao, calca e jaquel branca, cha-
peo de patita cora aba pequea e urna transa da roa-
pa pequea; be de supporque mnde d* traga: ro-
ga-sc porlaulo a* autoridades policiaes e pessoas par-
ticulares, o apprehendam a tragara nesla praca do
Recife, ua rua larga do Rosario n. 24, qtie as re-
compensar muilo bem o seu Iraaalbo.
"
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PERN. : W. DE M. ''. DE FAElA. 1834-
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