Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01181


This item is only available as the following downloads:


Full Text
XXXI. N. 48.
.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 meses vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 28 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREGAUOS DA SUBSCRIPC A'O-
Kecife, o proprieterio M. F. de Faria; liio de Ja-
>r. Joan Pereira Mart ns; Rabia, o Sr. I).
; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Virlor da Nativi-
rlade ; Nalal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lomos Braca; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgcs; Maralo, o Sr.Joa-
qaim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Domingos
H'rculano Ackiles Pessoa Oarence ; Para, oSr. Jus-
10 J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre
Fxindros, a 28 ]/i e 28 1/4 d. por 1$.
Pars, 310 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Arroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de 69400 velhas.
de 69400 novas.
de 4J000. .
Prata.Patacoos brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29*000
1055000
169000
919000
1940
19940
19860
PARTIDA DOS CURRE10S.
Olinda, todos os dias.
Caruan'i, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex eOurieury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e scxlas-fciras.
Victoria e Nalal, as quintas-feiras.
PREAMAR DE IltlJE.
Primcira as 2 horas e 6 minutos da larde.
Segunda s 2 horas e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundascquinlas-fciras.
Relacao, teicas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao mcio dia.
EPI1EMER1DES.
FevcFciro 2 La clieia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quarto minguante aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
16 Lua nova as 4 horas, 27 minutos 8
35 segundos da tarde.
23 Quarto crescente as 3 hora, 13 mi-
nulos o 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
26 Segunda. ( Estac> de S. Pedro ad Vincula.)
27 Terca. (Eslcco a S. Anaslacio) S. Antigono.
28 Quarta. (Tmporas) Estacao de S. Maria M.)
1 Quinta. (Estacao a S. LoureriQoin pane perna)
2 Sexia. (Estacao aos 12 Apostlos) S. Jovino.
3 Sabbado. (EstacaoaS. Pedro) S. Hentelerio.
4 Domingo. 2. da Quaresm (Estacao a S. Ma-
ria cm Dominica) 5. Cassimiro ; S. Lucio p.
EXTERIOR.

FRANCA.
O Sitcl* continua a advogar urna mudanga no
mappa da Europa, por oulras palavras, exige que a
guerra moma urn carcter revolucionario, lio esle
iuleiramente o espirito do parlido que elle reaae-
eenla, mas ha difliculdades no caminho que elle n3o
toma ero consideradlo. Nenlium homem pode di-
ur a que mudangas a obstinagao do governo russo
pude levar, mas presentemente o menos que lie
lito no caminho do eicilamenlo revolucionario lie
o mellior para o grande objeclo que as potencias oc-
cidenlaes tem cm vista. U Siecle diz o seguidle :
fo vamos, como amitos optimistas, um pro-
greseo para a paz no tratado de 2 de dezembro,
as lemo-lo saudade, como proporcionando nma
possibildade de dirigir a guerra sol melhorcs con-
dignos. O imperador d'Austria, comprometindo-
se coro nosco nSo s a oceupar os principados danu-
biano*, mas a defende-Ios contra a volla das Torras
'tunas, o islo sem tancar obstculo algum no ca-
minho das combinages e movimenlus das Iropas
Trnselas, ingle/as ou oltouiaiias nos territorios oc-
cupados, dea um passo para a allianga occidental.
Cada acto qoo conduz a Austria para mais perlo de
nos naluralmeulc separa-a da Russia. Mas dar-se-
ba caso que esta potencia, que he lao cautelosa, no
primeiro de Janeiro se ache empcnb.iMa com nosco
n'uma uni3o oflensva e defensiva ? Nao acredta-
nos ; masj he alguma consahe muiloole-la
induzido a oro tratado que nao pode abandonar sem
que evidentemente se declare nossa inimiga.
lempo dos protocolos j nassou ;e qaando,
depois do prazo convencionado, a Austria declarar
que os seus novos estorgos nao produziram effeilo,
a qae a Russia recasa aceitar as garantas pedidas,
os gabinetes de Londres e Paris lerao somante a
propor ao imperador Francisco Jos as mais eflira-
para obler o objecto da allianga. So-
mos de opin > de lord John Itussel; pensamos que
segundo oa tormos do tratado, a Austria, sem fallar
a sea fe eompromettida, pode acceitar ou recusar a
acg*o em comroum sobre as bases que j devem es-
tar revolvidas entre a Inglaterra e a Franja, se os
neles, como voluntariamente admiltimos, Uve-
ordinaria .perspicacia. Mas objeclamo*
I observages do mes mo minislro sobre o
lemas para nos que elle tem ido muilo
ige. He impossivel qae a Franca e a Inglaterra
nlo tencionem diminuir o territorio da itussia.
Ministros responsaveis nem sempre sao obriga-
dos a dizer ludo quanto pensam, mas nunca usariam
de linguagom imprudente. Se a Austria nao se
tem comproroetliito, eiisleoma obrgagao resultante
o de de dezembro, que tem ugt0Ht ui-
laveie esta obrigarao he que ella nao pode
loruar-se a alliada da Kussia. A vo-
thacaria pode ser empregada por certo lempo em
diplomacia, mas afinalchegao momento de se fallar
cvplicilameolc.
Se a Austria tem desojado somcnle dar lempo
ao czar para fazer prepararles mais eflicazes do que
linha feilo, lacia jugado orna grande partida. A
torga da Franca o da Inglaterra nilo esl somcnle
os seus brilliantes soldados e nos seus valenlcs ma-
rinheiros, mas n'uma reserva, que em nossa opnio
deviam tor feito a sua guarda avangadaa das na-
cionalidades opprimldas, que cstao aguardando um
signal para lcv:^ai>aa.
lia lambem no trabuto urn compromiiso mui
grave; a Austria, as.im coico asoulra duas poten-
cias, nao podem entrar em ajuste algom com a
n que tenham deliberado em commum.
Excepte por om odioso acto de traiga", he impossi-
vel que a Austria (eolia urna inlelligcncia secrcla
cena o czar. Em virtade do progresso realisado na
)i ltimos sessenta annos, n.no ha
governo qae nio seja obrigado a contar com a opi-
niao publicaesta potencia superior qae cada dia
exlende o* limites 4o seu imperio. Indubitavel-
inente temes razio para reccar tibiezas diplomticas
eraa voolade, mas tomos pouco medo de traigan.
a No estado aclual das coasas ha um elemento
que, nem diplmalas nem hornens de parlido nanea
parecern) lomar em consideraco, e que todava nao
he destituido de importanciaqueremos fallar do
orgnlho a obstinagao do imperador da Russia. Nao
podemos acreditar que o monarcha, que he omais
poderoso a Europa pela cxtcngfo dos sens territo-
rios e pelo numero dos seos subditos, possa aceilar
Inda a hamiliagao publica qoederiva dcsie Iralado de
"fle dezembro. Como! poder o czar de todas as Rus-
afadepois de tersido obrigado a levantar o assedio
de Silistria, e passar o Prulhdepois de solTrer
graves choques no Alma c InWerman, depois de
tor lido o mais magnifico dos seus portos quasi blo-
queado al com os seu proprios navios, e as furli-
licagCes de Sebastopol destruidastendo lambem
um dos seus mais poderosos exercilos, cuja frenle
mostraran- os sens dons lilhos, na mais triste po-
igao-Como! dizemos nos, poder-se-ha suppor
que o czar possa abandonar os fruclos de orna poli-
tica de cenlos, possa consentir perder o seu pres-
tigio, que he a sua maior Torca no Oriente, possa
confessar-se vencido, sem pralicar o mais supremo
esforco Nao he impossivel 1 Qnem pensar islo
f
GERMANO BARBA-AZUL. (*)
. Por Henrlque in la Madeleina.
VI
Sebasliaojachou meslre Cernirte mesa dianlc dd
um qneijo de qiialli i c um caugiro de vinho palhe-
le. O hum velho lomava urna refeicao antes de
parlir.
Ah abl disse elle, volla agora, amigo?.....
Enta>, o Gruscau esl anda no mesuio lugar?.....
Ki-a faca como cu, beba um ou dou? copos antes
de por-so a caminho.
D boa volitada responden Sebastiao machi-
nalmeulo com o coraro cerrado por nao vtr Ma-
rieta.
vinho he um boto amigo lornou o velho ;
ha pouco elle subio-ine cabega, eeu sentia-me ale-
gre!... Dorm como um liemavenlurado !...
Nesse inomeulo appareceu um rapaz do moinlio,
Irazendn a mua pelo aabraalo.
Ah! ab! disse meslre Cendri cegando .a pre-
llia, cis a hora das malinas '...... As mulheres van
chorar como Magdalenas... Rem !... j comegam !
Cor ctTiilo Mariela doscia a escoda espiral com os
"lhos chcios do lagrimas, seguida da lia Serfica, a
qual, apezar de sua rudeza, pareca ltnbem mui
coinmtivid.i.
Meslre Cendri abrarou a (riba teruamenlc, pro-
met.eu-llic vir Inisca-la para a novena de N'ossa Se-
nliora da Sade, c passar cm Matauccnc a festa de
San-Miguel. Depois de ler renovado suas recom-
mendaroes i irmaa, monloii na nula, parti sem
querer otilar para atrs, teniendo urna eraofao mui
viva.
SebaslUo cora o coraran perturbado dcpedlo-se o
mellior que pAito da li.i Serfica, c com voz Iremu-
U. e apenas lisliraMa di-e a Maneta :
Adeos, senhura 1
"''i "reu ap. meslre Cendri, o qual
lilcangava ja a YOIla da estrada.
Quando perderam-se de vista, Mariela rompen
em suturo*. A lia Serali.-a assenlou-se ao seu lado,
leudo o lio e a agullia na mjo c emprehendeu i-la.
NM chores assim, minlia mita, dis^e ella Ira-
balhamlo as meias com urna aclividade prodigiosa ;
n3o pode conhecer as condiges da cxslencia dos
potentados poderososou ter couhecimenlo do co-
ragao hnmano.
O imperador Nicolao nao pode aceitaras con-
diges de paz que Ihe foram offerecidas pela Aus-
tria : nao pode fazer islo sfin ganbar urna grande
victoria, ou ser completamente desbaratado. Enlao
devemos esperar um lerrivel coniliclo, e he forga
que tendamos animo para nos preparar para islo.
Mas nao da lempo a perder. Releva que convide-
mos as nages sugeilas liberdade e independencia;
se o Occidente permanecer indeciso, ser excedido
pela Russia.
a Tal he a posigao em que nos adiamos. Os a-
conlecimenlos tem precipitado as crises. J nao
pode haver questao do urna guerra circumscripla,
do que he chamado urna guerra poltica ; mas cun-
pre que seja urna guerra de equilibrio na Europa,
urna guerra para remediar (odas as injusliris que
ho sido lao imprudentemente commellidas quasi
por c*pago de um seclo. Apenas alguns dias agora
nos separam do periodo concedido Austria. He
nesle momento quo a luz so manifestarha de
Iluminar a todo o mando.
OSeculo al chegaa dizer que, depois dos sacri-
ficios que se lem feilo, a Inglaterra ea Franja se
nao podem contentar com as coodicoes que podiam
ter aceiladoantesdaguerra,equecslona necessiaade
de exigir severas garantas do czar. EnMo conti-
nua nos termos seguintes:
e A seguranga de um dia nao ser sudicieole-
menle para os numerosos intereses que bao sido
compromcltidos pela ambigao do czar. Ent.'io re-
leva qae exijamos garantas, que por longo lempo,
se nao para sempre, preservem a Europa de taes
infortunios. Nao discutiremos nesle momento urna
a ama as difTcrenles garantas que devem ser obli-
das. Mas primeiro que ludo exigimos que urna bar-
rera seja levantada eulre a ambigao selvagem dos
czares e a parle occidenlal da Europa.
Islo pode ser feilo, salisfazendo-se ao desejo na-
cional expreso em todas as reunics dos depulados
da Franca sub o reinado de l.uiz Filippe. A he-
roica Polonia, por assim dizer, deve Icvanlar-sc
das cinzas de Sebastopol. He esta urna necessidade
de primeica ordem. A Polonia ser a guarda
avanrada da civilisagao ; protegera o centro da Eu-
ropa conlra as aggresses francas ou desfargadas da
poltica russa. Reconstiluiodo urna Polonia inde-
pendenle, cumpro que pensemos em (odas as oulras
nacionalidades nao menos gloriosas, e qae so acham
igualmente sacrificadas a urna poltica delestavel,
on a ambigao do conquistador. A Franga c a In-
alalcrra, prometiendo esta grande renovac.io da
Europa, augmentariam na estima das najos. O
Oriente..rennvr.-!- pela civilisagao e pela toleran-
cia religiosa, merecera em poucos annos, lodas as
instiliiices de hberdade que ja nao podem ser recu-
sados ao Occidente. {Times.)
------- niaras i.
(DO NOSSO PROPRIO CORRESPONDENTE.)
Berln 3 de Janeiro.
Urna noticia publica, datada de honlem, da re-
parlirao central das obras publicas c commercio, an-
nuncia que, cm conscqucncia do damno causado pe-
las tempestades recentes cm varias porgoes das linhas
lelegraphicasentro oulras, na linha do Rheno,
junto de Madeburg, Bielefcld, e outros lugares*
as communicages lerao de ser iuterrompidas at
quo as ditas linhas sejam reparadas. Tem-se loma-
do medidas para cn"eeior-'se isto com toda a brevida-
do possivcl. Barlim e as diversas partes do paiz bao
ido rcccnlemcnte visitadas por urna successo de
violentas tempestades, e com extraordinarias e re-
pentinas allerages de temperatura, Irazendo com-
sigo en Tenuidades geraes, desusadas nesla estacan. A
tonga conlinuacao das ebuvas tem inspirado receos
acerca das pianlaroes, especialmente nos lugares
baixos.
A siluagao que este governo parece resolvido a a-
somir esl agora claramente definida. As' commu-
nicages que o bar ao Von l'-edom devia fazer ao ga-
binete inglez, e as olas de 19, dirigidas aos condes
Ucrnsiorf e HaUfeldl, leva-nos sement a nina con-
clusao, e podem ser resumidas no mais aperlado es-
pago. Como a Prussii, esl perfelamente satisfeila
com a sinceridide das intenges do czar, ha dedeci-
dir-se em favor das declaragOes russas de 28 de no-
vembro, e nao se unir medida alguma que lenda
a impor qualquer cousa que os dous gabinetes de S.
Petcrshurgo e Rerlim consideren! como immoderado
e prejudicial honra, aos inleresses e a influencia
russa. A Prussia nao se apartar dos principios do
protocolo de 9 de abril ; mas difiere materialmente
da Austria e do Occidente as suas interpretages
applicagcs. sendo as suas inlerpretages sobre estes
negocios coincidenles com as do conde Nesserulde.
Como a Prussia nao tomou parle ns troca das notas
de 8 de agosto, anda que recommendasse em S. Pe-
tersburgo os fundamentos em que se bascavara e
como as inlerprelages dos qualro pontos nao lhe
foram cummunicadasesl todava desejosade con-
tinuar os seus bons officios e mediagao pela paz. El-
la nao pode nem adherir ao tratado de dezembro,
porque, para usar da lingaagem nao grammatical da
uola prussiana, a Franga e a Iuglaterra querero e
deverao contentarse com a aceitarao nao modifica-
() Vide o Diario n, 47.
da do czar acerca dos qualro pontos, e porque nao se
juntar em pacto algum quo lender a involve-laem
hostilidades com a Russia ; mas, como urna prova
ulterior do seu ardeute desejo de reassumir as suas
rclagoes diplomticas com o Occidente, nao objecta
em verdad i' oflerece de um lado, unir-so com
elle cm um Iralado ou ajuste anlogo, ao passo que
por oulro lado lio igualmente desejosa de entrar em
um ajuste, igualmente a anlogo como se deve
suppor, com a Austria. Nao se diz cm que consista
esta analoga ; o mas talvez lenha por objeclo
e islo he clarorfaxer que a Austria retrograde na es-
Irada progressiva cm que se acha, o deslaca-la do
Occidente, ao passo que a Prussia, concluindo um
ajuste separado com a Franga e a Inglaterra, calcu-
lado sobre a probabilidado do poder coadjuvar a
Russia pela renovagSo da sua influencia diplomtica
em Londres e Pars. O objecto supremo e final,
reduzido sua mais simples expresso, he urna in-
lengao e desejo de nullificar o Iralado de dozembro,
e romper o trplice allianga, ou em todo o caso im-
pedir que urna e oalra cousa produzam os fruclos de-
sojados.
A Prussia lem perfeilamente naufragada a-
menoscm Londres e Pars. Neinexistcm fundamen-
tos para recear-sa que ella cousiga melhor exilo
cm Vieuna. A npta de 7 do passado foi totalmente
iueflicaz, e apenas recebida pro memoria. A ola
de 19 apenas obleve maior altengao ; o a missao a-
bortada confiada ao barao Usedom, cujo objecto e
especialidsde geralmenle acreditados aqu, dizem
que foram negados pelo Forcign-offce, foi ncra-
mente transportada Londres para o fim de en-.
Ierro.
Mas asseveram que a Prussia esfrega as mos com
desprezo vista de semelhantes resistencias. Dei-
xam-na mais independente e sola. Ella nao lem
comprnmissos, nem embaragos, n'um ou n'oolro la-
to. Pode acariciar as suas sympalhias russas de to-
lo A coraran. Pode persistir no que chama sua neu-
Irafesluagao. Nao preeisa gastar um penny, nem
mobilisar um s homem, salvo o coronel Manleuf-
fel. As suas geraes relages diplomticas nao esUlo
interrompidas em todos os lados. Pode continuar os
seus estorgos mediancros e publicar notas agora c
enlao, para provar que esl viva c saa, c do sorle al-
guma excluida de offerecer opinies.
Se o czar regeitar as a inlerpretages e a Aus-
tria obrar segundo os seus protestos, (talvez nao pos-
sam ser chamados compromissos definitivos), e o
conde Buol exigir o cumprimento das obrig' '""
prussanas, resollantes dos ajustes feitos com o gene-
ral Hess, e do artigo addieional aceito pela. Dieta, a
Prussia ha de cumprir a sua palavra. o Mobilisar
os seus 100,000 homens, e os collocar na fronteira
polaca. Mas entre o aclode reunir 100,000 homens.
edloca-los aqu ou all,nao sopara cum/rir alellra,
c empregar esles homens, ssim como par o espirito dos ajustes e compromissos, ha justamente
mesma disliuccio que existe entre n activa, o s3a
cooperario e inactiva neulralidade armada, j
Parece ao bom senso que o eslaliclecimeuo dos
100,000 homens lia linha fronteira, cutre Cracovia e
Thorn, fora mais vantajoso Russia do queT^.vus-
tria ; e mais oriental a exlengSo desla distribaigao
prussiana, maior a vnntagem e seguranza para as
tropas russas na Poloniarnais fimplela a certeza
de coadjuvaco ri caso d levantamenloou revolu-
c*c. L'm excrcito prussiano estendido no Posen e
na Silesia, sob previos ajustes secretos com S. Pe-
Icrsburgo, fallando da maneira mais favoravel, nao
seria de mais uso para a Auslria do que se o mesmo
numero de homens cslivcsse acantonado cm roda de
Polsdam. A Prussia esl convencida disto. Sabe
quea sua siluagao equivoca deve obrar como um peso
sobre a Austrian'uma palavra, que a Auslria se
assim estiver disposta, pode difficlmento arriscar-so
a declarar a guerra, se nao estiver couvencida que o
seu flanco e retaguarda na Oallieia occidenlal se
acham perfelamente seguras.
Que probabilidade ha para que ella obtenha esta
seguranga ? Nenhuma, apparenlementc, as cir-
cumstancias acluaes. Que caminho cntao deve a
Auslria adoptar afim de chegar a esle objecto ? Poi,
que,se concluir um tratado oflensvoe defensivo com
o Occidente, deve procurar de urna ou de ambas
coadjuvagao que lhe he negada pela sua irmaa,gran-
de potencia allemaa. Ser isto concedido ? Se-lo-
ha realmente. Ser isto consentido pela Prassia ?
Nesle punto consiste toda a difliculdadc das rehenes
e posigao fulura ra Prassia. Se consentir, o cami-
nho be simples. Se regeitar, um mar de complca-
ges se levantar, qae podem abalar a'Allemanha al
os seus fundamentos, e desfechar um golpe morlal
na existencia de propria Confederagao.
Entretanto o parlido dominante regosija-se em so-
nhos de paz eseguranga, a coosola-se com todos os
.revezes, occidentaese meridionaes, com a conviegao
da approvagao russa, ecom a conlianga de que se se
fizerom tcnlalivas para perturbar a neulralidade
prussiana, um exercito- rasso seria enviado para
coadjuvagao do gnverno, c principalmente, daquel-
les que regulam o governo.
O oraao russo da noite passada conlcm, como na-
turalmente podia ser esperado, um obstinado artigo
contra a lego eslrangeira. Esle artigo ha de ser
repetido ; nem se pode escurecer a indignagao uni-
isso he loucura !... Julgasque nao penalisou-me dei-
xar Eulraigues para vir estabelecer-me aqui ?;.. *A
gente alfaz-se a ludo, e nao he por toda a denuda-
rle que ests separada de leu pai!... Ei-a, conla-me
loas mi.eras!... Sei que estas maguada, e bem ve-
jo que nao he smente de meslre Cendri quo tens
saudades... l'des dizer-me ludo sem reccio. Tive
amantes de sobra em minha mocidade, c derramei
bellas lagrimas por qaem n3o as mereca 1... Quan-
do casaram-mc com leu lio moleiro, julguci morrer,
lao alllicla flquei !... Todava nao mom, miuha fi-
Iha, o posso mesrno dizer, que elle honrou-me,
fez-me feliz como homem honrado que era... Ab !
Jasas I fazem sclc anuos que elle raorreu, c posso
dizer que grilei e cliorei mais do que linha feito na
partida de ineu amante para as guerras do impera-
dor !... Dize-me, filhinha, he bello tea galn ?
Juro-lho que nilo lenho galn, mnlia madri-
nha, responden Mariela enchugando os olhos; isso
he uina idea de ineu pai... mas elle engana-se : eu
nao fallava a ninguem do lugar...
-- Oh! lodas as raparigas dizem isso.....al que
dcixam a casa paterna... E o que he cntao cerlo
(ierraano, de que leu pai fallou-me ? Ah 1 nao me
respondes agora ?
Nao conhceo csse Germano, minha madrinha,
rlisse Mariela contendo sua emorao; vi-o urna ou
duas \ e/es quando inuito, e nunca sosinha !
Sim, he claro que nada queres dizer hnje!.....
Nao quero cooslranger-le... Quando conheceres me-
lhor a ta Serfica, ters talvez mais conlianga... Por
ora nao fallemos mais a esse respeito... c supponha-
mos que eu nada disse. A proposito, que pensas dcs-
se Sebastiao que leu pai apanbou no caminho?
N3o pens uada, minha madriuha... Que quer
Vmc. que eu pense delle?
He venladc que elle he gordo como um pre-
go... mas he filho nico... c dizem que o pai poasoe
alguns bens... Acho-o cora o ar de um conleiro, e
creio que nao le seria mui diflicil fazcr-lhe andar a
caboga roda!... Cuida nisso, filhinha... Elle mo-
ra na cidade, e dar-lc-hia bellos vestidos o filas de
lorias .as cores... Viverias comoumaburgueza... En-
lao que dizes a esse respeito?
MeuPeos! madriiiha,respondeuMarieta real-
menle alicla por essaa pergunlas desapiedadas, ro-
go-llie que nao mo falle dessa maneira... Crca-mc
ou nao crcia-me... mas assevero-lhe que nao prefin
o senhor Germano ao senhor Sepastiao, nem a qual-
quer oulro!... Nao quero casar-me !...
Que! exrlamou a lia pasmada, queres morrer
olteirat... Nao, minlia atllhada, nao consenlirei
que e diga que a lha de meu irmo secca no p
por falla de amantes !... Hei de procurar-te um .'...
e mogo, e bello... ericol... Elu o amaras, eserSs
feliz, o reconhecers se a lia Serfica he boa madri-
nha... Dos nao quiz dar-me filhos, e nilo quero
morrer sem ter aniado, cufaixado e devorado de
bejos nm desses anjinhos do co, que fazem tanto
rumor, c que a gente v crescer como jovens pinlici-
ros!... Dcixa obrar a lia Serfica !... Eis-aqui Re-
zoun que nos chama para a cea... fallaremos disso
com mais dcscango... Ei-a, basta de lagrimas!
Marieta comen muilo pouco, c depois subi ao
seu quarto. Duas jancllas o esclarecan); urna dava
para o moinho, para a repreza o para a montanha,
a oulra para o pateo da fazenda e para a planicie.
Apezar de todas as suas penas, Mariela mirria de
cansago e de falla de repouso; assim despio-se r-
pidamente, arrumou a roupa ao p do leito, e, apa-
gando a luz, adormecen misturando o nome de Ger-
mano com a Ave-Mana do rosario.
A's duas horas da madrugada ella dispertou sobre-
sanada, e olliou em lornou de si mui assuslada. O
mais profundo silencio reinava na casa, e Tora ape-
nas ouvia-sc o murmurio da agua passando por ci-
ma da porta da repreza.
Que sonho arabo de ler I rourmurou a rapari-
ga ; pareceu-me que Germano eslava perlo de mim,
e que langava pedriohas conlra miiika janella !.....
Que loucura I
Nesse mesmo momento um punhado de arcia fina
atirado de fra veio agonlar a janella do quarto.
He elle he elle nao sonhei, exrlamou Ma-
rieta levaulando-sc. Como elle me ama !...
Sallou abaixo do leito e correu em camisa janel-
la, a qual abri com precaugao. Germano (pois era
elle mesmo) montado na prancha da repreza dispn-
nha-se a fangar novo punhado de areia ; mas vendo
Marieta, poz-sc cm p, e levantando a mo accnnii-
Ihe que so rctirasse e deixasse a janella aberra. Ma-
rieta obedeceu. e una pedra envolla em um lengo
veio cahir ao p do leito. O l?ngo cnnlinha um b'i-
lhcle amarrotado; Marieta acceudou apressadamen-
le a candeia e leu tremendo :
Nao le inquietes de nada: eslou alojado cm
Crillon do oulro lado da inonlanha a cinco horas de
caminho de Malauccne. Ninguem me condece ues-
te lugar. Virei lodas as noiles ver-te a urna hora;
espera-me desde amanilla. Amo-te! o
Germano em pe na repreza -esperava a respnsta,
e segua os menores moviinenlos de Marieta. Esta,
posto que perturbada ao ultimo poni, nao hesilou
um segundo. Fez com a cabega um signal aflirmali-
vo, c apoiou-se parede varillando. Qaando lornou
a abrir os olhos, Germauo tinha desaparecido.
Ficou om momento debrugada janella julgando
ouvir-lhe o rumor dos passos, absorta, meio ma, e
sem fazer caso da frieza da noilc. Emliiii disse em
voz alta e com resolugao :
. Alamanhaa!... Elle vira manhaa!... Eslou
versal que causou a lingaagem empregada pelos
membros da opposico durante os debates no parla-
mento inglez acerca deste bil.
Quanlo ao manifest do imperador da Russia, sen-
do reduzido sua simples denomnagao,nada maisou
nada metiossgnificadoque,quc o imperador Nicolao
lem resolvido fazer guerra de exterminio se nao po-
der obler condiges depaz,que nao diminua na gros-
snra de um cabelle a sua influencia poltica, nao res-
Irinjam a sua ufana c ameagadora siluagao no Mar-
Negro, ou obriguem-o e aos seus saccessores a aban-
donar a poltica que lem sido um bem movcl na fa-
milia Romanofl desde os dias de Camarina. A Rus-
sia (diz o manifest) sabe quam innocente be o czar
de ler causado ama guerra inesperada, n Todas as
oulras porgues da Europa, excepto o partido russo
em Bcrlim, nao s conhecem, mas declaram que o
czar lem sido premeditadamente criminoso do ler
mergulhado o seu paiz nesla guerra, c islo a des-
pcilo das admoestagoes, qucixas e paciencia, levadas
talvez a um ponto demasiadamente alio pelas po
leticias occidenlacs. Como quer que seja Moa
endurecidas conlra corages endurecidos deve
ser o grito de balalda dos alijados; e Aquello que re-
gula os destinos dos imperios indublavelmenlo ha de
defender o mais diguo. O imperador diz que s po-
demos ter paz sobro as suas proprias condiges. To-
ra sido o nosso paiz coberlo de lutotorio sido fe-
rdos, terao sido acommellidos de moleslias.tcraosof-
frido milhares dos nossos mais charos o mais caval-
leirososlerao sido gastos os nossos Ihesouros para
este fim somcnle ? Dos nao permita I O Inglez
que advogar semelhanle cousa deve ser marcado como
(raidor e cobarde.
Segundo as ultimas noticias de liarmsladt, do 1.
do correte, el-rei l.uiz de Hirviera tem melhorado
alguma cousa, mas a sua condigno he precaria, c nao
oflerece esperangas de final reslabclecimcnto.
A posigao desle paiz lie considerada como to Ta-
voravcl.lao livre de abates, tao certede Tructificagao,
augmente e pazao passo que ludo ao redor he
guerra e sacrificioque se espera que o carnaval se-
r de um brilhanlismo raro, e os bailes na corle
mais esplendidos que o ordinario.
Em virlude de urna Ordem do ministro das obras
publicas, as biblias remedidas por prenles ou ou-
lras pessoas a soldados, e as carias recommendadas,
quo conlcm dinheiro, devem ser conduzidas lvres
de despezas.
A Correrpondence ilureatt annuncia que esl (ra-
lando de eslabelccer aqui ou em Breslau um grande
jornal, como o orgao dos inleresses calholicos roma-
nos as provincias orcntaes, e que deve ser dirigido
por um ccclesiastico instruido.
Ser o governo inferior aosseus arduos deveres na
presente crise ? Teremos nos o que merece o nome
de um excrcito disciplinado no Oriente ? Sera o seu
illuslrc commandaiile privado de lodas as qa.ili.iaaeYJ
esseneiaes a nm bom general, oa nao ? mandaremos
jord Dalhousic invalidar o duque de Newcaslte,
major Edwardcs substituir a lord Ragln ? Quem do-
ve ser censurado f O lauese deve fazer ? Taos sao as
poncas qoestfisaque sf negligentemente discutirlas
de dame, para (raz en're um~'\ que coslumava
ufauar-se do seu Don. senso, ^Paa paciencia as
difliculdades, e do seu espirito de faceci~delcada.
Com ludo urna respusla complete e eoocludenle ser1
suggerida a todas ou maior paite deslas questes
queixosas por urna breve recaptulagao de poucos
fado bem conbecidos, qae alguemju'lgou conveni-
ente desfigurar com o iouvavel fim de excitar seosa-
ges, e alimeular os sustos e perigos do paiz.
Quererlo estes que estao agora bridando conlra o
ministeriocomo dizempor expor negligentemen-
te tantos dos nossos mais valenles concidadaos aos
horrores de urna campanha de invern na Crimea,
ler meramente ahondado de chamar lembrauga a
condigno do espirito popular.inclusive o seu propro,
quando as ordens foram dadas ao principio para a ex-
pedgao ? N'3o eslava isto em pleno accordo com os
sousdesejos altamente expressados, o nao era sanci-
onado pelas mais elevadas autoridades miniares em
Franga e Inglaterra? Se nao livesse sido empreheu-
didase, pelo conlrario, as nossas tropas livessem
passadoo oulono nosquarleisconfortavets dcConslan-
tinoplapode alguem duvdar que a sua obrigada
inaclividade teria sido atlribuida connivencia e
credulidade ; e que a aecusagao conlra lord Aber-
deen e os seas collegas seria, nao que tem consumi-
do enorme quantidade de sangue ednheiro em con-
equeucia das suas precipilages, mas que tem tote-
'ado nma consderavel presa e urna grande opporlu-
oidade para Iludir as suas garras por meio de frou-
xidao, vacillarao e timidez ? Prudente e felizmente,
como ainda pensamos, os tmidos conselhos foram rc-
geilados, e o armamento deu vela sob os auspicios
mais favoraveis, e depois de preparages cuja gigan-
tesca escala, perfeigao e pcrla combinagao produzi-
ram no momento a mais ampia admiragao em lodas
asparles. Releva uSo esquecer que a Grao-Brela-
nba, anles urna potencia naval c commercial do que
miliiar, coulribuio com 27,000 soldados para a forga
primitiva ; ao passo que o nosso valcnle alliado, por
falla de transportes ou de alguma cousa que u3o fal-
la de zelo, somente cnnlribuio com 21,000. Nesle
nico esforgo, nao exdaurirnos tedas as nossas Torgas
dispouiveis. Os reforgos que immedialamentc se-
guramslo amplamcnte suflicienles, segnydo tudosos
clculos racionaes, para sustentar a nossa parle rou-
tra a-forja invaora ; c, justamente avaliados, acre-
ditan) a prudencia e perspicacia da rcpartiglo da
guerra.
Mas entao para que esta grita constante, urgente
c quasi desesperada por tropas novas e bem prepara-
das ? Eis-ahi o ponto a que exactamente temos che-
gado ; e dizemos ao mesmo lempo que a explcagan
obvia devo ser encontrada na verdade evidente por
si mesmo e umversalmente admitila, de que, poste
que os Francezes lenham pralicado durante toda a
campanha coma sua valenta caracterstica, com tu-
llo lem acontecido que quasi (oda a ardua peleja o o
maior quinhao do arduo (rabalho, tem at boje reca-
hido sobre os Inglezes. Comparem-se as nossas per-
das em Alma, em Balaklava c em Iukcrman, cora
as svfas as mesmas memoraveis occasoes. I.embrc-
mosnos que, alcui da nossa proporrao das Irinchciras
e obras de assedio, temos de guardar todo o terreno
ameagado pelo exercito de soccorro. Recordmo-
nos do lerrivel furacao de ti do nnvembro, que en-
gullo os navios carregados de roupa e oulros neces-
sarios mais precisosespalhou sobre o mar as pro-
prias tendas em que os soldados jaziamlornou as es-
tradas intraiizilaveisc reduzio todo o acampamen-
to inglez i condiglo de um pal. Avaliem-se lodas
eslas tousas, c enlao diga-sc te, oa o comraaudante
cm chefe, ou a administragao do paiz, podem ler
merecido a tempestarle de reprehensoes que lem
desabrochado sobre cites por qae, durante um perio-
do limitado, o commssariado se acbou em apuros ou
a rrparligao do quarlcl-mestro geral leve alguma
falla, ou porque as devaslages de urna visita lao
lerrivel 3o poderam ser reparadas 13o depressa
quanlo podia ler sido'desojado, ou pela Iouvavel
perspicacia do governo na patria, ou pelos mutuos
esforgos de soldados j cangados.
He mui fcil Tallar da estrada qae se est Tazcndo
segundo nm processo familiar e fcil, mas a demora
em macadamisar o oileiro e o trilito lamacento em
questao (quasi sele milhas de eslenso) pode ao me-
nos admitlir paliativos, quando he sabido que cm se-
le noiles os soldados inglezes eslo qualro oceupados
em servigos nocturnos, no passo que os soldados
francezes rondam urna noite dcoilo em oito noiles
circumslancia que recommendamos mais ar.lente e
candida consideragao de alguns dos nossos contem-
porneos Francezes, que nao podem descobrir oulra
causa mais da condgao superior do seu exercito do
que a sua aplido nacioual para a organsagao mili-
lar. Taes criticas podemscr parcialmente justas;
o as pCioresdiflicoldadcs da nossa posigao no momen-
to prsenle podem ser devidas a economa mal ap-
plicada c acaudada dos ancos precedentes, quando
pareca tcitamente presumido, por urna cmara de
communs apoz outra, que era contra a boa razito que
a (ir.ip-ih'ctanha cm lempo algum pensasse temar
parte em ampias operaces militares fora do Mta
proprio territorio. Ella se acha boje neste estado, e
como lodas as cousas nao tem nccorrdo"'exactamente
como fora excessivamentc autecipado no comego,
censuram iiiiiiiidrrlfftrj'-mc fin novo generoso e va-
lenle que, considerando-se os limitados recursos
oa-disposigao, lem positivamente pralicado prodi-
gios, e lem uniformemente feilo ludo quanlo a pre-
videncia humana poda cffecluar para neutralisar
urna successao de accidentes laes,como nunca foram
accummulados para obstruir c impedir urna emprc-
za sem pcrmillr que caia cm coufusao, e termine
em desasir e desbarate.
Mas lodas as noticias recentes concordara que as
tropas nunca parlilharam dos recetes e desesperaglo
que os seus pretendidos amigos tem procurado dif-
fundr e exagerar. No meio das privagesmais crues
ellas lem sempre ido progredindo para um triumpho
seguro e bem calculado ; c, como felizmente podemos
acrescentar, nlo ha probabilidade (salvo de alguma
nova imprevista visita da Providencia) de urna re-
novagao de algumas das suas mais severas prova-
ges. Em breve, as communicages necessarias com
0 porto bao sido estabelecidas, e a distribuigao dos
vveres foi enllocada cm um lugar conveniente. In-
dubitavclmcntc temos falla de (ropas preparadas pa-
ra reforgos, mas os Francezes podem e desejam sa-
isfazer qualquer necessidade desta ordem ; e prali-
cando assim obram smplesmenfe segundo o verda-
deiro espirito e iolcugao da allianga ; pois que nun-
ca se suppoz que, emeampanhas que devem ser di-
rigidas n'uma escala re 100.000 ou 130,000 homens
de um lado, a Grao-Brelaoha compelisse em nume-
ro, u'um remolo e cslranbo solo, com as instruidas
legies da Russia, da Austria, ou da Franga. Tor
(ante, em geral, estamos convencidos que a ronclu-
tao ser honrosa aos grandes paizes que actualmente
empunharam as armas para manlcr a causa sagrada
do direte da jusliga e da civilisagao. Nem o Irium-
pho ser menos as-igualadoou ntenosdecisivo, quan-
do os pavillics inglez c francez afinal flucluaram so"
bre as forlificagcs desmanteladas de Sebastopol, por
que a energa conccnlralada do um vaste Imperio,
coadjuvada por tempestades e pesies, apenas pode-
ram procrasliuar a sua queda.
A sociedade russa consiste de grande parte do
barbarismo asitico, com um pouco do refinamente
pordida !... Bem o sei I... Eslou perdida!... eis-ahT
ludo 1 ^w ^S.-^--
Apagou a luz, e lornou a deiiar-se tranquilla na
apparencia.
VII
A vida do moinho he montona e regular. Marie-
ta, passadns alguns das, acoslumou-sc lagarclli-
cc da lia Serfica, e nareccu mesmo recobrar a ale-
gra. Todas as noiles a urna hora Germano chegava
levemente como nm galo, escalava a janella que
dava para a repreza, e vollava ao romper d'alva pe-
lo mesmo camndo. A lia Seraphica completamente
tranquillisada a respeito da atildada, vendo-a rir
com os viznhos e dansar alegremente nos domin-
gos, comegava seriamente a crcr que meslre Cendri
era um velho louco. Nao so Iratou mais de Germa-
no nem de Sebastiao, e Nicolao Reslout, arrieiro,
passando por Eulraigues levou da parle da lia um
blhcte dos mais tranqnillisadores.
Alguns das depois, Marieta raedlava nma noite
sosinha debrugada n janella, esperando Germano,
que nao podia lardar. A lua eslava alia, e seus raios
tremendo as Toldas dos choupos. que guarnecan) a
represa, illurainavam o ngulo da vereda, que ler-
minava diante do moinho. De repente ama sombra
deseiibou-sc dislinclamenle, e Marieta estremecendo
julgon reconbecer o perfil de Sebaslilo.
A rapariga perturbada fechou a janella, e deu-se
pressa a accender a cndete. Era csse o signal con-
vencionado com Germano para todas as vezes, que
um motivo qualquer lomasse a entrevista perigosa.
A luz de Marieta avislava-se a urna distancia sull-
cienle para que oermauo podesse vollar sem ser
vislo.
Mariela deilou-se; mas debalde procurou adorme-
cer ; pois a presenga de Scbaslio meia-npie qua-
si debaixo de sua janella, a puuha cm urna luquieta-
glo lerrivel.
-- Quem sabe se he a primeira vez que elle vem
assim ? repela ella roinsigo. Talvez exerga j desde
muito tempo esse ollicio de espiao.
E a rapariga trema i idea de ver lomadas publi-
cas por urna teslcmunha ocular suas relares com
Germano.
A's vezes lambem Iranquillisava-se, lembramte-se
do semblante brando, mclancnlcn c resignado de
Sebastiao. Nao era mais um espiao cioso, era um
amante triste, desdiloio e limido. Recordava-sc das
menores circunstancias de seu encontr ; lornava a
v-lo assentado em sua frenle cometido mal, e sc-
guindo-a com os odos, mudo, inquiete e pertrba-
lo, e dizia comsigo:
Elle ama-me! he sem esperangaque vem ron-
dar de noite debaixo de inhibas jancllas..... Coila-
do !... Amo-o lambem... elle parece lao discreto c
lao humilde... Serei voluntariamente sua irmaa.....
MUTILADO
mas quanlo ao amor, nao cont com isso... Germa-
no temou-mc lodo !
Marieta s adormeceu ao romper d'alva. e quando
acordou, seu primeiro pcnsamenlo foi para Sc-
baslio.
Depois detengas reflexes sobre o aconlcci.nenlo
da noite, tomou a nica resolugao, que lhe pareceu
pralicavel. Seu quarto era separado do da lia Ser-
fica por urna sala cheia de saceos de trigo e de fa-
rello, que linha sabida para a mesma escada. Ella
podia desccr sem ser percebida, e costeando o ma-
ro chegar a repreza por ama portinha posterior. Em
vez de receber Germano cm seu quarto, ira todas
as noiles espera-lo junto do Groscau certa le nao
ser viste de ninguem, e de nao poder ser seguida.
Havia um perigo nesse plano, era se por ventura
a lia Seraphica entrando cm seu quarlo noite, o
achasse vaso. Mariela relleclio o que devia fazer
nesse caso, c resolveu confessar Indo preferindo as
tempestades domesticas ao risco de causar urna in-
quiclagao a Germano, contando o que chamava o
amor de Sebastiao. Para ella o nico ponto impor-
tante era evitar que Germano podesse suppr-se
com um rival.
Regularlo lurte assim em sua cabega, aguardou a
noite nlo sem inquetaglo como pde-se imaginar.
Pela meia-nole tendo os sapalos em urna m3o, e
com a oulra guando-se alravez do labyrinlho de
saceos de (oda a especie, gandou a escada, e deseen
sem rumor. Sem rumor lambem abri a porta, e ca-
mindou sombra al pequea sabida. Chegando
ah, parou um momento arquejante : o relogio da
igreja acabava de dar meia-hora.
Um pouco tranquillisada pelo silencio, Mariela
remonlou o curso da agua por baixo das arvores des-
de a repreza al ao Groseau. Apenas chegou ncse
lugar, appareceu Germano desrendo a montanha por
um verdadeiro caminho de cabras.
Germauo disse a rapariga em meia voz, Ger-
mano !
O mancebo leve om sobresalto de sorpreza reco-
nhecendo a voz de Marieta, e correado a ella diss0:
Tu aqui! Que acontoceu no moinho?... Es-
lou devorado re inquietagao...
Tranquillisa-te, respondeu-lhe Mariela, ludo
vai liem, gragas a Dos!... Smenle d'ora em dian-
le hei de esperar-te aqui.
Porque? pergunlou Germano, que nada com-
prebendia.
Ouve-me, disse Marieta, s tens urna cousa a
fazer que he vir, e vens. Quando vs luz, julgas
que ha obstculo e volla. Mas eu, Germano, lenho
de vigiar sobre minha repulag.lo, que te sacrifiqaei,
sobre minha honra qne tedei... S eu estoa em po-
sigao de julgar o que he perigoso para mim.
europeo. He composta de duas nages. Haamas-
sa da popularloignorante, fantica, ordinaria-
mente embrutecida, porcm as mais das vezes cheia
das simples virtudes do um povo pastoril e agrcola
o qual com a velha nobreza moscovita, esla sem-
pre olhando para o Oriente. Ha lambem a arislro-
cracia moderna, corrompida e parificada pela civili-
sagao da Europa, e por lodas as associages que
existera no Occidente. O imperador, no sea carc-
ter pessoal, rene os dous lypos opposlos, e os deve-
res contrarios requeridos para governa-los divide da
rima maneira ridicula o especio que elle aprsenla
ao mundo. Nassuas communicaccs diplomticas
com a Europa occidental se esforga para apresenlar-
se como um Europeo, observando corlczas, man-
iendo urna absurda ostentagao do sea respeito para
com a geral le internacional, e recorrendn a todos
os artificios de velhararia a fim de evitar ser con-
vencido da te-la violado. Pelo contrario, quando
lem dcaprcsenlar-sc a urna potencia asitica, ou,
ainda mais singularmente, quando se dirige aos seus
proprios subditos fascinados, cntao poc de parte to-
do o disfarce, ese aprsenla no seu carcter real.
Este he o seu ponte de junego com o original bar-
barismo oriental.
O ultimo manifest do imperador aos rr seus ama-
dos Russos he a cousa mais singular desla especie
na historia. Sua magestade imperial he um grande
meslre na arte de compor taes prnclamagoes, pais
que ninguem sabe melhor do que elle a quantidade
precisa de fantico estimulante necessario para ex-
citar o povo al o ponte de ir para halalhas ; mas
neste documento ellese excedeu. aple ao mais velho
era grandemente rleslro na preparago de tees apo-
logas para os seus projectos ambiciosos, mas o seu
talento curva-se ante o do imperador Nicolao. Ou-
lro grande meslre da arle he o varillante potentado
que e chamaIrm3o da Lua; roas S. Pelersburgo
decididamente bate Pckin como a manufactura desles
manifeslos peculiares.
Todava, c elemento trtaro ainda nilo esl eli-
minado do eslylo do nosso inimteo imperial. Exis-
te alguma cousa (Morosamente ridicula no tem e
as asseverages dcste ultimo documente. Parece
que a propria almosphera da Itussia he falsa. L
nao ha nada real, nada verdadeiro. Os homens sao
falsos ao Estado c uns aos oulros ; e a lingaagem he
smente coohecida como meio,pelo qual esla decep-
cito universal o omnipresente he mauisfestada. To-
do aquello que (ver visto o imperador ou esludado
o seu theor de proceder, n3o pode duvdar por
um momento que elle possue liahilidndc de ordem
nao commam, que foi dolado pela nalureza com a
my slcrosa e talismanica influencia que faz o goyer-
nador de homens. Todava como reconciliar com es-
la habilidade a proclamagSo de um lal tecido de
transparentes mentiras como as que eslao encorpo-
radas neste ultimo manifest;lao transparentes que
o nico caminho para conseguir a sua accilagao seria
pur um ukase para apagar na memoria do mundo
lodos os acoulccimentos dos ltimos dous annos ?
Acreditar elle nassuas propriasinvengocs e illuses,
ou ser iim gigante especulador do incrivcl barbaris-
mo e fanalisma dos seus subditos ?
F'o np OricVeondc primeiro foi concebida a-erec-
glo syslemalica da mentira era relgiao. O impera-
dor de lodas as Russias parece desejoso de lornar-se
o supremo sacerdote de alguma f semelhanle, 13o
grandemente ambiciosa he a sua franca dcsconfiangS
da verdade quo he notorio a todo o mundo. Todas
as narragocs dizem que todo o syslcma rnsso be urna
continua decepgao, com as ramificages mais particu-
lares. Podcr este espirito de intriga, fraude e fal-
sos pretextes, por alguns meios raysteriosos, ler
dcsl'arte oblido dominio sobre o entendimento im-
perial, de sorle que elle nao possa ver como os oulros
homens veem ? Por oulro lado, como podia elle su-
geilar-se a lio audazes o tao impas desconfiangas de
tedas as mais sagradas obrigages do homem ? Este
phenomeno he um enigma que tememos a resolver,
mas que desesperamos de nunca ver explicado. Ora
se suppozermos este poderoso Autcrata semelhan-
le aos outros homens, e capaz de distinguir a verda-
de do erro, quo lerrivel espectculo ao sentimenlo
moral aprsenla elle, como a eucarnaglo de nm sys-
lcma que move setenta milhoes de homens pelas mo.
las de um fanatismo brbaro, e por seus rocos faria
retroceder alguns secutes a roarda civilisagao, mcr-
gulhando o mundo na guerra, com plena conscienca
de que esla obra era ama estupenda fabrica de frau-
de, cujo verdadeiro carcter esl revelado ao genero
humano.
A audacia desla proclamagao se eleva ao sublime.
Desde a primeira linha at a ultima, n3o ha nao so-
menle urna nica palavra de verdade, mas he um so-
berbo, inslenle, provocador, especie de salanaz,
pregoeiru dementiras. Semelbante syslcma impres-
iona a imaginarlo, bem como una dessas lgubres
e sanguinarios susperstigoes da India que olliam como
se demonias as livessem organisad, o deixado como
om legado fatal i raga humana. Onde est a evi-
dencia da verdade histrica, dos aconlccimenlos que
(em passado e v3o passando debaixo dos nossos pro-
prios olhosonde estao os documentes diplomticos,
as (eslemunhas de viste das recordarnos do jornalis-
mo, as halalhas, o triste rol dos morios e feridos, as
Torlalezas destruidasonde estao esles, se este ho-
Quaulos escrpulos! disse Germano; (odavia
acaba I
Maligno! lornou Mariela, nao he escrpu-
lo... bem o sabes... Sou lua, e nao me arrependo
disso... Todas as vezes que poder vir sem recelo, es-
(arei neste mesmo lugar a urna hora da noite, seja
qual Tor o toruno qnt fizer. Se eu nao estiver aqui
a urna hora, ser porque uo lerci podido vir... Con-
cordamos nisso, n.lo he ?
Sim, respondeu Germano, embora cu nao com-
prchenda a vaulagcn dessa combinagao..... O que
quero anles de ludo he a li! Sendo tu miuha, pou-
co imporla-me o lugar e a hora.
I hiendo isso, attrahio-a a si e aperlou-a enrgica-
mente nos bracos.
O' Germano murmurou dbilmente Marieta
dcsTalleccndo ao ardeute beijo do mancebo... meu
Germano!...
Seguiram a margem do tanque al tente. A noi-
te eslava magnifica ; era urna dessas noiles lepidas,
embalsamadas e cheias de languidez como as noiles
italianas. Mariela silenciosa e cnlevada abandona-
va-se ao brago de Germano, o qual soffria lambem a
influxencia dessa uoite serena, e extesava-se ioge
nuamenle repelindo :
Que serenidade !... que silencio que horas
deliciosas, meu amor!
Germano parou danle da tente Iluminada pela
lua, c depois de um momento de muda contempla-
gao, disse repentinamente a Mariela :
~ Oh I vs... all no meio aquella planta de flores
palllas ?
Sim, respondeu Marieta, quanto he linda !
Queres t-la ? pergunlou Germano.
E sem esperar a resposla, despio-se diante de Ma-
riela confusa, e langaudo-se na agua nadou para a
flor. Esla elevava-se enlre duas ponas do rochedo
cuberas de musgo como em urna ilhola verdejanle.
Germano arraucou-a com algom trabalho, e leudo-a
levantada sobre a cabega, voltou nadaudo com um
s brago.
He nma flor singular, disse elle, e nunca vi
oulra semelhanle, eu que ronhego todas as llores rio
condado... Oxalavclla fosse nica no mundo, eso la
entre (odas as inulhcres livesses respirado o seu per-
fume !... #
O' Gcrmcno I respondeu Marieta chegando a
flor aos labios, como n.lo amar-te de toda a minha
alma, charo amigo !...
Germano, que j tinha tornado a vcslir-se, ficou
repentinamente pensativo e sem dizer nada. Marie-
ta inquieten-se logo, c pergunlou-Ibe :
Que leus, amigo !
Elle encarou-a de urna maneira singular, e tocan-
do com a ponte do dedo urna bsica florida, respon-
deu com voz lenta :
mero pode, apresente-se na frente, nao o dos se.
tenia milhes dos seus proprios sobdilos, mas lam-
bem diante de lodo o mando civilisado, e dest'arte
enrgicamente contradiga a evidencia dos nossos sen-
tidos, as provas escripias dos relos contemporneos?
O paiz, sabe, diz elle, que nem ambiciosos desig-
t tiios, nem o dezejo de obter novas tantagens a gve
a tuto temos direito algum ; s3o os motivos desses
actos e cireuroslancias qae inesperadamente tem
resaltado da lula aclual. N*3o insultaremos a in-
lellgencia, nem renovaremos os desgostoi pastados
do leilor, recapitulando como e porque este solem-
ne eiposigao nao he verdadeira no fado a no espiri-
to ; no que dezejamos insistir he anles no lerror da
posigao de um homem que, por algum designio de
ambigao poltica, ou para realisar um projeclo dy-
naslico, pode dcsl'arte, na presenga do Ceo, que
elle invoca desdo o principio al o fim, solemnemen-
te dar como leslemunha cousas ISo notoriamente
falsas, cr Temos somente em consideraro a salea-
" guarda das inmunidades solemnemente reconhe-
i cidas da Igreja Orlkodoxa, e ios nossos co-reli-
n gionarios no Oriente. Com eflelo em compa-
rag.lo Mabomet foi umdeos e um hroe. Ao menos
nao apresentou pretextes falsos. Froclamou a pro-
pagagao da sua f pela espada, e o mundo oriental
saba o que eslava accumulado para islo. Nao se
langava sobre a sua presa no momenlode fraqueza,
coma hypocrisia na lingoa e a tyrannia na mo di-
reila.
Acrcumspecgao com que lodos os acontecimenlos
c todas as pitases da questao sao pervertidas e mal-
representadas revolla o senlimento moral. As po-
tencias occidenlaes, a depois de teram proclamado
ir como seu objeclo a defeza do imperio oltomauo,
ir conlnuaram i guerra contra nos, nao na Tor-
il guia, mas nos limites do nosso proprio reino.
Aqui a suppressio rerihe cansada para salisfazero
dever da suggestio falsi n'am eslylo qae seria ful-
minado em qaalqaer assemblea dos mais ignorantes
nos imperios occidenlaes ; mas a passagera seguinle
lio rica no seu insolente esquecmeolo dos RrjjiJ*s^~
fados do anno passado. Parece que os Alliados em
a todas as parles enconlram intrpidos oppositorts,
a animados pelo 'seu amor para com nosco para
com o paiz. Onde est a esquadra russa do Bl-
tico ? O que he feilo das heneaos solemnes dos pa-
dres na vespera de Inkerman, c dassoai mentirosas
promessas de rondo ? Parece qae o czar tomou os
acontecimenlos seriatim, com o nico lim de grave-
mente apresentar o reverso da verdade aos seus sub-
ditos ignorantes e loucos. He de observar qae elle
nao so perverte desla maneira os fados qae s3o o
proprio alphabete da histeria do dia, mas delibera-
damente supprime qualquer mencao de Alma e In-
kerman; desta maneira com maligna c infernal arle
vai amalando nnvos milhes ao maladouro, occul-
lando-lbcs o desuno dos seas immolados cantaradas.
O reste desla, realmente infame, proclamagaoem-
pregamoso vocahulo gravemente, acouselhadamen-
ie, e sem paixSohe um mui tremendo deiSfio
mageslade do Ceo, mu blasfemo di sua invc da Divindade, e na sua impaassocagao donme de
chrislao corofltaes mculiras e taes criroes, dignos de
censura. A indignagao d logar a um lai senlimen-
to de pieJade, que qualqoer alma, humana pode
aflligir-se com lao moral obliqoidade.
Urna hypocrila profissao de nm dezejo pela paz,
anda par a par nesle documento com a invocaeao de
um fanatismo sanguinario. Penetrado 4o nosso
rr dever como chrislao, nao podemos dezejar urna
prolongada effusao de sangue ; de sangac, islo
he, qae corre para nutrir a iniqua ambigao deste
chrislao; mas, triodos nos, monarcha e subditos,
se ter necessariorepelindo as palavras do impe-
rador Alexandre, n'um anno de semelhanle ex-
periencia com a espada na mo e a cruz no pei-
tosaberemos fazer face s fileiras dos nossos inira-
rr gos, pela defeza das mais preciosas dadivas desla
mondo,a seguranga e a honra do nosso paiz! o
Para exceder islo fora necessario a audaz invengao
do proprio imperador Nicolao. Elle creou urna lo-
va phase ou forma do carcter humano, lal como
nenhum poeta on romancista nunca coneebeu. E so
os seus defensores procurara algum motivo de lou-
vor, nao conbecemos um melhor do que, que elle he
ISo russo, encarna lao complelamenle o espirito' de
5eu povo, que urna proclamagao, qne aos nossos san-
limenlos occidenlaes parece um insulte hediondo
mageslade da verdade, sahe delle como se fora a es-
pontanea efluso de enlhusiasroo. Crdulo ou enga-
ador, se acha igualmente n'uma falsa posigao ; e,
depois de pezar lado quanlo se pode dizer n'nm ou
n'oulro lado, n3o sabemos realmente se devemoscon-
siderar o autor desle manifest (om piedade ou des-
costo. ,
(Morning Chronicle.)
m m i
AO EDITOR DO TIMES.
Sr. Urna variedade de circumslancia (em lti-
mamente fixado a altengao de varios estados da A-
merca do Sal acerca dos melhorcs meios de desen-
volver a navegagao e o commercio do grande rio A-
mazonas, e ja leve lugar um comego que prometi
resultados de inleresse e de valor. O Brasil, atravet
de cujo territorio corre o Amazonas na extensao de
urnas 1,200 ou 1,500 militas, nao s se resolveu
abrir al em seus proprios territorios esta grande
Essas flores sao teas, o nada retiro do que te
disse ; smente pens qae todas urna pesaos mui fe-
liz, Mariela, deixando-mc levar esla bastea!... le-
nho um amigo, que amo como a mim mesmo, minha
nica amizade neste mundo assim como s mea ni-
co amor... DcUa-me levar-lhe essa flor rara para o
sen hervario... Se te conhecesse, Mariela, Sebastiao
te amara tanto!...
Sebastiao repeli a rapariga empallidecendo,
Sebastiao ha leu amigo ?
Tu ocouheces? pergunlou Germano com um
relmpago nos olhos.
Sim, responden Mariela tranqnillamenle, vi-o
ero casa de meu pai... Fazes bem era ama-lo, jul-
go-o digno de toda a tua amizade.
E tirando ella mesma a haslea, enlregou-a a Ger-
mano.
Obrigado, Mariela, disse elle mellando a flor
na carleira ; nao sabes quanlo praier vis dar-lhe !..
Ah disse comsigo Mariela, se ello souber que
fui eu que a de !
Um gallo pz-se a cantar forlemeute em urna fa-
zenda vizinha.
Tres horas exclamou Mariela, j O dia vai
amauhecer ; adeos Germano, al noite !
E retirando-se, desapparecea debaixo das ar-
vores.
VIII
Em vez de vollar .para Crillon, Germano lomou o
caminho da cidade ; ia alegremente caolarolando e
julgava-se o mais feliz dos homens. Com efleito qae
lhe fallava ? Deixava nma das mais bellas raparigas
do lugar, saa amante, e corra a fazer ama sorpresa
ao nico amigo que linha.
Como ficar Sebastiao contente repela. Elle
poder gabar-se de ser o nico bervanario do Ve-
naissin.'que possue era sua colleccao este flor estra-
nha .'... De que paiz vira ella ? Seria o vente que a
trouxe ? Ser ama planta subterrnea, cuja semen-
te a agua da tente extraho ? Sebastiao m'o dir sem
duvida... elle he mui sabio nessas materias.
A imagen! de Marieta voltoo-lhe repentinamente,
e Germauo scutio como um vago desgosto.
He singular disse comsigo, he a primeira vez
que experimento semelhanle cousa...Esa Marieta !..
que he ella para mim mais do que foram Rosioa,
Ihcreza, 1 elicdado e lautas oulras ... Certamento
he urna linda rapariga, e nio lamento os sapalos que
gasto,nem a extensao da estrada... Mas ah 1 que dis-
tancia enorme Mreos snohosdo caminho e a rea-
lidade quando diego !... Ella be minba quanto ama
mulher pode ser de um homem, c porqoe nao me faz
palpitar mais o coragflo ? O que de ella cara mira
qaando meus sentidos estflo tranquillos ? Porque me
preoecupa? Parece-me que essa rap.usa me fu
i
ii m un


OIARIO DE PERNAHBUCQ. OUARTA FEIRA 28 DE FEUERElRO DE 1855.
'1
pasaslgHtY da* suas provincias septeiitriouaes, mas,
com prudente e Ilustrada liberalidade, cunvidou a
cooperado das Repblicas Americanas Uespauhc-
las na cosa occidental do conlinenle, as qu-acs s por.all podem Icr acecino no Altiolico. Etas re-
pblicas sao 1, Veneinola, que cummnnica com
o Amazonas pclo.Rio Negro, que ahi enlra no por Id
brasilciro, Barra ; 2, Nova Granula, in(crestada
alravet do mesmo Irib lirio a do Japur ;3, Equa-
dor, acccssivel palo lea : 4, Per, por meio de cu -
jos territorios desee o-Alto Amazonas e o seu impor"
Uo(e allluentc, o Ueayali ; e 5, Bolivia, qoe en-
conlra o Amaiouat abaixo da Barra por rncio do
Hadeira, um grande rio, qoe corre por varias cen-
tenas de milhas alravet do Brasil. As (rea colonias
europeas as Guiannas ingleza, hollandeza e Trnce-
la nao deixam de lar uro ioteresse coosidcravel
na questao; porque, poslo que neoliam dos ros na-
vcuave dos saos territorios so lancero no Baiio
Amacolla*, todava a abertura da sua navegacau o
us estabeleciraculea das suas margens conduziriam
exploracso do paii;que fica entre estes e os eslabc-
lecimentos curopeus, provavclmenlo, lambem, ao
ecmenlo de rdacos com elles. Cpm efTeito,
lodo o mundo est em raaior ou menor relac.no com
as fortunas de um rio qae n3o tora outros rivaes
em extanso, capacidade navegavel, ou prodc-
eles nato raes, senao o Mississipo e o Yan-lse-kig.
Como se ha dito, o Brasil est na posse do ambas
as margens do Amazonas, desde as fronteiras ori-
entaes do Pen'i at o Atlntico. Assim, osle impe-
rio temo absoluto dominio da sua navegacio atra-
vez do scu baixo curso, e pode excluir o superior,
ou os Estados occidontaes do aecesso no Atlntico
por este, sua nica passagem. O lenle llerndon,
da armada dos Estados-Unidos, o qual recnteme li-
to visitn o Amazonas, em verdade dispula esle ab-
soluto dircito do Brasil. Falla na a bem eslabeleci-
da doulrina, de que nenliuma nacao que domina a
emboccadura do um rio tem direilo de tapar o ca-
minho ao morcado de urna nacao que sustenta a pai-
te superior, ou de impedir o commercio e as rela-
cee com quem quizer, por urna grande estrada
commum ambas. Mas o desejo do lente ame-
ricano ero adiar nesla doulrina um direilo con-
vencional para os Estados-Unidos ( em virtude do
seu tratado com o Per) navegar o baiio Amazonas
levou-o a adoptar um principio que nem a lei das
a nem a pralica dos paites civilisados podem
'atorar.
Indubitavelmentc. urna doulrina um pouco se-
melhaulo a esta foi aprescnlada pelo governo dos
Estados-Unidos na controversia relativa uavega-
(3o de S. l.oureuro que Mr. Ca y agilou com a nos-
sa reparlicao dos negocios cstrangeiros em 182GT.
Mas fvi ento to cllicazmenle repcllida pelos mi-
nistros inglezcs, que a fechada navegacao daquellc
rio desde aquella poca fui respeilada pelos Estados-
Unidos ; e he difflcil ver como, que sobre os reeo-
nhecidos principios da lei publica ou sobre os mu
patentes exemplo* das narOcs, alguma discuats pos-
ea agora apparece sobre este ponto. Por nenlium
escriptor eminente he o primeiro melhor ou mais
emphalicameute combalido do que por Mr. Whea-
lou, no seu American Texl Book. Eiprimc-sc da
maneira seguinle :
Os territorios do estado incluem os lagos o os
ros inleiramenle encravados dentro dos seus limi-
:)srios qae correm atravez do territorio tam-
irmam parle do dominio, desde as suas nas-
as It as suas emboccadura?, ou al o lugar em
que correm dentro do territorio, inclusive as bahas
ou eslreitos formados pela sua junecao com o mar.
m rio navegavel forma o limite de Estados
contrminos, o meio do canal he geralmenle loma-
do como a linha de separarlo entre os dous oslados,
sendo a presumpcilo da lei que o direilo de navega-
rao he commum a ambos. Mas esta presumpi;ao
pode ser destruida pela pro va actual de oceupacao
anterior, e de longa e pacifica posse que d a um
dos proprielarios ribeirinhus o lilnlo exclusivo a to-
do rio. o
Se cntao o direilo de propriedado de om estado
a ambas as margens de um rio que corre atravez dos
seus territorios ho desl'arle pleno e corliplelo, pa-
rece segnir-sc qae nenhuma oolra nac.no pode ad-
qeerir um-difeito de transito, excepto pelo consenli-
rnelo do Estado Soberano, e em termos que de-
vem ser delusivamente delermuados pelo soberano
local. E islo he exactamente o que foi feilo pelos
tratados de Vicua a respeilo dos grandes ros eu-
ropeos. Estes tratados nao destruirn! nenhum sc-
raelhantc principio da lei publica, ou local ou uni-
versa Imen lo applicavel, como o lenle Ucrndon
diz que esl bem estabelecida. As suas esiipu-
lacos, como foi ferrosamente mostrado pelo gabi-
nete inglez ao americano em 1827, sao o resulta-
do do consenlimcnt mutuo, fundado em conside-
rares de mutuos interesses provenientes da silua-
co relativa dos difireme estados iuteressados as
suas navegacoes.ii
Por tanto, a origem do direilo de lodos os estados
ribeirinhosa navegar o Sclieldl, o Rheno, o Mosel-
la, o Necitar, o Main, o Elbe, o Vstula e o Po nao
he um dircito natural, mas convencional; e os esta-
dos superiores do Amazonas n3o podem ler direilo
natural mais ampio sobre o seu curso mais baixo a-
travoz do Brasil do que os dos estados superiores (les-
tes ros europeas tem sobre as aguas inferiores. Com
effeito, a mais remola exlensao a que os mais exire-
mos advogados legiesda s bem conhecida doulrina t
do lenle Herndon lem chegado, nao a sua asser-
C3o na forma inqualificada de qae elle usa, mas
meramente ao jus de ara direilo imperfeilo de tran-
sito para os finsjde innocente utilidade, qae ellespro-
prios ( particularmeole Mr. Wheaton) admitlcm,
o vida e aciividade podem ser dadas somente por
commissio sobre a parto do estado soberano.
Com ludo liavia alguma duvida quanlo a lei ge-
ral das naeOes acerca desle ponto, mas ha muito lem-
po os traiados reitveram-na quando a America do
Sol se achou neste caso ; porque quando este conli-
nente perleucia Hespanha e a Portugal, estes es-
lados, estabeleceram e reslringiram as suas relaees
ribeiriiihas por via de negociacOes, e o tratado de
Santo-Ildefouso (em 1777) expressamente estipula o
seguinte, como applicavel a lodos os seus lorri-
torios :
A navegado dos rios ao longo dos quaos corre a
fronleira sera commum s duas naces, no ponto
era que ambas as margeos pertencerem a urna outra
e a dita navegacao perlencera nacao a que ambas
;rs margens pcrlcuccrem do pouto cm que lal pro-
priedtdc comerar.
Aqu, cnlo, a lei publica, o tratado expresso a
pralica por muito lempo continuada c reconhecida,
ludo concorre para a disposic,3o das prelenccs ame-
ricanas.
Mas como o Brasil lem esle direilo ndobilavel do
exelusao da navegarao eslrangeira do baixo Amazo-
nas, segando corre airarte das suas provincias, esl
mu liberalmenle difposlo a islo, como a experien-
cia lia provado qoe est em outras parles do conti-
nente di America do Sul. Assim, por exemplo, ho
politicae aos esforco* do Brasil em 1851, qae he
devida n abertura da navegacao do Prala e dos seus
tributarlos, primeiro aoi estados fluviaes, depois ao
commercio em geral ; e, seguindo o mesmo sabio e
cauteloso *\ tema no Amazonas, o Brasil offereceu
trocar com os estados superiores desle ro e dos seus
tributarios a sua livre navegado. Todas as comas
livres de perico neste mundo sao progressivas,e o pri-
meiro patso no scu deienvolvimcuto he torna-Ios li-
vres i navegacao de lodos os estados que cites ba-
nham. Islo consumado, a admissan das nac/ies es-
Irangciras e ultramarinas se lorna meramente urna
questao de lempo, que o crcscimenlo e poder da
propria defe/.a dos estados fluviaes contra adiados
ambiciosos e perigusos determinara, no decurso dos
acontccimcntos. Precipitarn e vehemencia, como
mais de urna vez temos visto, sao em verdade muito
mais capazes de demorar indefinidamente, do que de
adiantar a admissan dos par Hies cstrangeiros no
Amazonas. O desenvolvimenlo das suas proprias
nacionalidades nas suas aguas, he o primario dever
dos respectivos governos. O resto seguir quando
lor lempo.
Depois do Brasil, o Per he o mais importante dos
estados iuteressados no Amazonas. Por lauto, ao
Brasil e ao Per se deve recorrer ; e desde 22 de
oulubro de 1851, um tralado foi concluido entre os
ilous paites, em virtude do qual os dous estados con-
cordaram reciprocamente : 1., abrir um ao oulro
os seas rios livres de quaesquer imposlos. 2., man-
leruina companliia.de navegacao a vapor por 5 ali-
os, cada um com urna subvencao de 20,000 dollars
por anno ; 3.*, convidar os estados contrminos a ac-
ceder c contribuir para este ajuste. Em exeeuco
desle tratado o enverno do Brasil, cm oulubro de
1852, outorgou urna coocessao a urna companhia de
navegacao a vapor, formada pelo senhor de Souza,
do Rio de Janeiro, emenden contribuir, nao mera-
mente com a somma de 20,000 dolais como foi esti-
puladono|lralado,mascom um designio do completo
iriumpho dos seus esforcos, 80,000 dollarscm um
anno para a sua coadjuvaeao, cgaranlio o pagamen-
to dos 20,000 dollars que o Per |-e linha obrigado a
contribuir. Iufclizmenlc, o ciumo peruano foi ao
principio excitado pela promplido brasileira. U en-
verno peruano hcsilou (sanecionar o contrato do se-
nhor de Souza, sobre o fundamento de que o scu re-
presentante no Bio de Janeiro nao linha sido consul-
tado durante a sua formacilo, c, anda depois de des-
cubrir o scu engao sobre este ponto, por algum
lempo esteve debaixo da influencia das prctcncOcs
dos Estados-Unidos a que j lemos|aIludido, e acer-
ca das qoaes o seguinto he urna breve explicarlo :
Em julho de 1851-, um tratado foi concluido
entre o Per e os Estados-Unidos, que conlinha
a clausula] da nacao mais favorecida n'uma forma
modificada a saber, que sendo feila urna conces-
sao pelo Per a qualqucr.outro estado,lambem seria
feila aos Estados Unidos, gratuitamente, se assim
fosse feita ao oulro estado, ou condicionalmonle,
se fr feila condicionalmcule. Ora, o tratado en-
tre o Per e o Brasil foi estrictamente do ultimo ca-
rcter ; um Irocou com o oulro direilos condicionaes
de navegacao, mas nao absolutos. Mas no decreto
de 15 de agosto de 1853, pelo qual o Per affeclou
levar a effeito este tralado, Tora inserido um artigo
pelo qual os navios americanos foram admltidos a
todos os privilegios que o Per linha adquirido so-
bre o Amazonas, comanlo que os Estados Unidos
obtivessemdo Brasil o direilo de entrar neste rio.
Comtudo, o Brasil objectou naturalmente ler algu-
ma questao desta sorte com os Estados Unidos lau-
cada sbreos seus hombros. A sua poltica, no pri-
meiro momento, foi limitada aos estados fluviaes do
Amazonas, e instinctivamentc leve sustos do csla-
bc-lecimcnlo de Vankoes n3o escrupulosos, Irazcndo
comsigo a sua fatal doulrina de destino manifest,
para o proprio corceo dos seus territorios. Por tan-
to o Brasil proteslou contra o Per intrnduzindo des-
l'arle um novo e perigoso elemento estrangeiro, no
qae era lao estrictamente urna queslridomeslica pa-
ra si romo a navegacao do M'ssissipi A para os Es-
tados Unidos, ou o S. Lourenco para a Inglaterra e
Canad ; e o congresso peruano, reconhecendo a va-
lidade dcslas objcccOes, cooservou esle decreto sobre
a mesa sem dar-lhe a forra de lei. Desl'arle repcl-
lida a intriga americana, o Brasil ainda se apresen-
tou mais resolutamente no tocante a grande erupre-
za que linha comecado, e o Per', para fazer-lbe
Justina, depois que o ministro Tirado sabio do poder,
o qual fora scduzn'o pelas sublilczas americanas,
lambem cooperou com eflicacia.
O resultado he que a companhia brasileira, desta
arte coadjuvadafpelo governo brasileiro, lem eslabe-
lecido a navegaran a vapor regularmente entre o
porlo do Para, na embocadura do Amazonas, c Bar-
ra, porto prximo onde o Rio Negro se laura na-
quelle rio ; e em oulubro passado, um dos seus bar-
cos, o Maraio, sabio do Par a Nauta, porto pera-
ano, onde o Ueayali se lanca no Amazonas, no in-
crivel breve esparo de 30 das; conseguinlcmenlc,
dando jus por esle meio i companhia pelo menos a
urna parle proporcionada da subvenrao que o Per'
concordou pagar segundo o tralado de 22 de oulu-
bro de 1851. Assim o Brasil abri o Amazonas
navegacao a vapor, e podc-se dzcr que a historia
moderna do grande rio comurou de urna bella ma-
neira.
Nem o Pcru' lem sido descuidado nas suas pro-
prias aguas. De conformidado com o tralado de
1851, declarou Crelo, scu porlo fronteiro no Ama-
zonas, e Nauta, o porto onde o Amazonas recebe o
Ueayali livre.e consignoii urna somma de $200,000 i
explorado do ultimo rio. Desta somma J>75,0OO fo-
ram gastos com dous pequeos vapores de ferro o
Tirado e o Guallaga, que construidos em New-
York, e poslos no Para, subiram o Amazonas al o
sea destino, onde devem ser empreados em explo-
raeOes.
Nova Granada c Venezuella lambem lem negocia-
do semcihanles ronvcncOes com o Brasil, sobre as
bases do direilo exclusivo dos Estados ribeirinhos
naveearao das suas proprias aguas. Msale aqu a
influencia dos Estados Unidos tem frustrado todas as
lciit.iliv.is para conseguir a cooperario do Equador;
verdade he que, sol pretexto de coadjuvar a liber-
dade de navegacao, os agentes americanos naquelles
Eslados cstao procurando privilegios exclusivos pa-
ra as coiupanhias commcrciacs americanas. Pode-
mos acrescentar que a Bolivia declarou as suas aguas
aberlasa todos oslpavilhes, mas, como a Bolivia he
somente acce'ssivel pelas aguai baxas do AmazonaB
e do rio Argentino, lal decreto nao he de valor al-
gum pratico,
Acerca do futuro valor do cornejo feilo desl'arle,
forainulil especular. Todava he cerlo que a
prnporcao que o Eslados fluviaes do Amazonas de-
senvolveren] os seus'grandes recursos, benificiarao o
commercio cslrangeiro ; talvez nao fazendo nada
mais do que Iransferindo a romessa dos seus produc-
ios do Pacifico para o Atlntico, e por este meio evi-
tando a longa, dispendiosa e perigosa viagem cm ro-
da do Cabo Horn ; realisando desl'arle no seculo
XIX, um grande objcctodesses|heroicos avculureiros
do seculo XVI que procuravam ao acaso apelo sa-
crificio das suas vidas, chegar aos paizes do lado
occidental do continente por esta grande estrada na-
tural. Seu obediente servo .
Um Soregante.
PERIUHBVCO.
ASSEBKBXiEA LEGISLATIVA PRO-
VINCIAL.
1.a Scssao' preparatoria em 27 de feverclro de
1855.
Ao meio da seuuidos na sala das sesses os seuho-
res :
Antonio Jos de Oliveira.
Aprigio Jusliuiano da Silva (uimaraes.
Antonio Epanvnondas de Mello.
Silvino Cavalcanti de Albuquerque.
Jos (.inmuno de Castro l.cio.
Francisco do Reg Barros Barrete
Verificaudo-se uilo haver numero suflicicute, dei-
xou de haver scssao.
nebrosascom o fin do preju licar a alguem, como o
Sr. l'iauhy lino eniinua; e acerca da familia Granja
diremos, qoe ella sempre leve um mime dslinclo ua
provincia pela sua probidade incontestavel a im por-
tantes serviros que ha feto a bem da ordera e das
iuslitui(es.
Um Granja nao pude ser um assassino, porque el-
le ymholisi o Irabalho e a moralidade : menos po-
de ser umempregado venal, porque possuo riqueza
bem adquerida, e acha em sua familia tradiees que
abonam a sua honeslidade.
Parece, porlanto, que o Sr. Piauhylino eslava f-
ra de si, quando escreveu o ollicio a que alludimos,
e quando o mandn publicar em scglimento sua
correspondencia; e embora elle blasone que lano
portn-se dignamente na comarca da Boa Vista
quando all foi promotor, que nenhum dos partidos
polticos teve o que dizer da sua pessoa, seja-nos per-
millido nutrir mu serias desconfianzas a lal respei-
lo ; porque nem olhamos para o silencio da opposi-
cao cm lal caso, como urna prova mui favoravel
S. S., nem nos parece liclo considcra-lo como um
homcm de bem, quando vemos que elle atrozmente
calumnia a um empregado e fazendeiro digno dos
maiores respcilos e consideraran, como he o Sr. le-
nenle-coroncl Alvaro Ernesto do Carvalho Granja.
Aqu paramos, na certeza de que, se u Sr. Pnu-
la ino vollar a carga, achara' na estacada o
Ignimigo dos calumniadores.
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 27 de feverciro.
!llm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differenles parliciparcs boje recebidas ucla re-
partcao, consta lerem sido presos :
Pela delegara do primeiro districlo desle (ermo,
Antonio Kibeiro da ltes.urreir.lo, por disturbios.
Pela subdelegacia da freguezia do Recife, o
pardo Jos Francisco Ramos, para averiguacocs po-
liciaes.
E pela subdelegara da freguezia da Boa-Vista,
Francisco Xavier da Silva, para correccao.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernarabuco 27 de fevereiro de 1855.lllra. c Exm.
Sr. consclhciro Jos Bcnlo da Cuuha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luis
Carlos de Patea Teixeira.
CORRESPONDENCIAS.,
Senhores redactores: Nunca a protervia se
oslentou tan culminante e audaz; nunca a calum-
nia se moslrou 15o insolente e desaforada, como na
correspondencia que o bacharel Jos Piauhylino
Mendcs Macalhacs (cz publicar no Liberal Pernam-
bucano n. 706 contra o honrado delegado do (ermo
de Ouricury, o (encnte-coroiiel Alvaro Ernesto de
Carvalho Granja. Por cerlo, senhor? redactores,
cusa a crer que aquclle bacharel cm scu perfeito
juizochcgasseaponlo de nem ao menos comprchen-
dero Iriste papel que a representar com a publica-
cao de semelhanle correspondencia !
Com effeito, basta ler esse libello defamatorio pa-
ra fazer-so do Sr. Piauhylino o juizo mais desfavora-
vel; e urna 7ez que ella lanrou a luvaaoSr. tenen-
le-coroncl Alvaro Granja c a seus amigos, forca he
que oura verdadescrucis que muito o devem mor-
tificar e chamar sobre sua pessoa a altenrao do go-
verno imperial.
Depois de urna jeremiada que serve de introito
ao officio que acompanha a citada correspondencia,
depois mesmo de contar a sua vida, como estudante
e promotor publico da comarca da Boa-Visla; de-
pois finalmente do inculcar-se como urna persona-
sem altamente enllocada c circundada do prestigio
de urna grande c poderosa familia, o que em verda-
de ignoramos, flssit-OJir. Piauhylino a qualificar o
delegado de Ouricury, e dz qucTihV'-ue titn assassi-
no de muilas morles, que seus prenles tamben) o
sao, que sua casa he o valhacouto de sicarios e in.d-
fcitores, e que finalmente, como funecionaro pu-
blico, elle he venal e cooscguinlemente ladino. Em
abono destas aleivosas e prfidas assercOes o Sr. Piau-
hylino aponta certos fados; e lodo chcio de si os d
como verdades irrecusaveis, smenle pela forja do
seu (estemunho : permilla-nos, porm, que na me-
lhor boa fe Ihe pergunlcmos: nao foi S. S. pro-
motor publico da comarca da Boa Vista, e por ron -
seguinle do Ouricury, que della laz parle, desde 12
de dezembro de 1850 at 30 de junho de 185i, como
confessa no citado seu officio '.' e porque nunca re-
presentou, nunca denunciou contra o actual delega-
do d'aquelle termo, pelos fados de que tao despeja-
mente faz mencao? porque em vez de proceder as-
*im, utilisou-se sempre dos obsequios do Sr. lenen-
te-coronel Alvaro Granja e de sua hospilalera e
honrada familia .'
Se fosse exacto o que o Sr. Pianhy lino aflirma,
certamcute elle que se apregoa como empregado
muito honesto c intelligentc, (oque lambem nao sa-
bemos) loria cm cumpriiiieiitn de seus deveres pa-
lomeado ao Exm. presidente da provincia oscrimes
do referido delegado, logo depois da sua nomcacao,
e procedido contra elle na forma da lei. Se pois o
nao fez, e se s agora, que certos indicios graves se
accumulam contra si, he que S. S. apparece hincan-
do golfadas de improperios contra o mesmo delega-
do, he claro que consliluio-sc um calumniador, ou
por carcter ou pela necessidade que lem de atenuar
aquelles indicios que muito o prejudicam.
Sim, saiba a provincia c o Brasil inleiro que o Sr.
bacharel l'iauhy lino calumniou torpe c indignamen-
te aos senhores lenle -coronel Alvaro Ernesto de
Carvalho Granja, delegado de Ouricury e seos p-
renles, bem como ao Sr. capilo Peoleado, delega-
do da Boa Visla.
A' respeilo desle ultimo, nesla cidade existem
mullos horneas, collocados* cm alias posicOes, que o
conhecem o sabem perfcilamcnte ser elle um bravo
oflicial do iosso cxercilo, honrado, cheio de toda
dignidade, e incapaz de entrar em machn,ires te-
Senhores lledactorcs. I.i urna correspondencia
publicada no Liberal Pernambucano de hontem,
contra meu ti 1 lio, o bacharel Jos Mara Moscoso, de-
legado e juiz municipal da comarca de Nazarclh ; e
cumprido-me nao licar silencioso quando se traa de
meu proprio filho, \ eolio declarar ao publico: que
elle se defender plena e satisfactoriamente, apenas
esta cidade chegar, das prfidas e indignas impu-
lajoesque Ihe faz esse correspondente vil o cobarde,
que se assigna o Vigilante, o qual bem raoslra
ser useiro e viseiro em ferir traicao.
Fique porlanto elle entendido de que 3 mascara
Ihe ser arrancada, e que nao gozar do prazer sel-
vagem de offender o pundonor de meu filho sem re-
cejo do ser levado juizo, ou de por qualqueroutro
meio cstabelccido pela lei soflrcr as consequencias
ilc sua torpeza c injusta aggrcssao. Nem cuide que
as suas amea^as intmidam a quem lem a consciencia
tranquilla como meu filho, e menos ainda, que en
ignoro ser elle correspondente talvez um desses
quem tenho feilo servicos, que um coracao bem for-
mado nao pode esquecer. Nao, a minha experien-
cia e conliaciincnlos dos homens me. fazcm atinar
comessa fera. que se esconde no envoltorio do an-
nimo ; porem, tenho f, que ella ser arrastrada '
publicidade, e cntao o publico a conhecer.
Rogo-lhes, senhores redactores, que deem lugar
no seu eslimavel jornal estas linjias do seu assig-
nanle e ele.
Jos Mara Ildefonso Jacome da P'eisa Pessoa.
LVTTERATlRi.
desgranado... Como'i guoro-o... ilei de mala-la tal-
vez... quem abe'
Esle pensanieulo, ao principio passngciro, apodc-
rou-se-1 lie.pouco a pouco do espirito. Germano vol-
lou-o por lodos os lados ; pois achava urna especie
de prazer em figurar Marieta (crida por elle mor-
rendo-llia aos pea, e (ingindo a relva com o scu
tiangue.
Sim, tornou elle depois de um momento, he
bem possivel que isso acabe assim I... Posso dizer
verdaderamente que amo-a '! Todava sei que a ma-
laria, se a visse nos bracos de oolrem I... Que etra-
vacan.ia 1... Oh Irevas do coracao mentiras da
alma vaidade do amor dos homens ,
Euxugou a fronte banhada de suor. O sol asso-
muYa radioso, a panicie resoava de zuuidos, cantos
de passarinhos. berros e campainhas; o perfume das
flores selvagens tornava-se mais penetrante : oco e
a (erra tinham um ar de festa.
tiermaiio rio comsigo mesmo, e disse :
Ouetciibonacabecaestamanhaa? Viva o sol!
vira o vnbo velhn e as raparigas formosas vivara
todos, e cu cm primeiro luear !
-ele horas cntrou no quarto do amigo. Sehas-
ttto eslava ainda deilado ; pareca docnle e mais pal-
udo que de ordinario.
('.bogaste emfim disse ello a Germano fazen-
do-o assBHtar-se ao seu lado sobre o Icilo. Onde
Icnsandado -emanas '.' Tcnho-te procurado
por toda a parle, e leu pai nao sabia que me respon-
desse.
Meu pai nunca sabe quando parlo nem quando
volto... Nio he de boje que isso he assim I...
Porm, lornou Sebasliau corando levemente,
eu linha tanta neceatidade do ver-te '....Scsoubesscs
Germano !...
De veras .'..^Qae le acontecen ?
Ah meu .imleo suspirou Sebasliao, tomo d-
/er-le isso '.'.... Ocio.... ereio que cstou.... enamo-
rado !
Tu exelamou Germano, tu! tu! He verdade'.'
Tu !...
Eiprmindo-se asim, lancou os bracos cm lomo
do nescorn de SebasliSo, o abracou-o com una ale-
gi la louca.
Emfim emlim exelamou elle. Ah ah .
di cinlim I.embras-te do que en te dzia, Sebas-
liao ? Isso te. vira om bello da de Improviso sem
qne sainas como... Tu enamorado '. I.ouvadn saja
Daos nada mais lenho a desojar este mundo !...
Ah Sebastio, vas ver o que he o amor I... So-
bre -todo para li .'... que alegras I que delicia*!
que (ernai inquietar/es 1 qoe tristezas queridas 1
Desde muito lempo en pensava. em lomar-u pela
mao, e conduzir-ie \ presenes u>qaella que en ti-
Teiss scolliitlo culre todas !... Tcr-vos-hii dito :
Justica e Caridade
Da Justica.
A phylosophia moral c poltica he ou deve ser urna
scicnca de observacao.
l)cve ler por escopo collegir todos os grandes phe-
nomenos de que se conslitue a vida moral dos indi-
viduos, e dos eslados, elassifica-los segundo os seus
caracteres essenciaes, e prende-los aos seus mais
simples principios.
Ora, contra a maior parle dos mais celebres sysle-
mas de moral, de legislaco, de economa poltica,
podemos agitar una geral aecusacao por lerem sido
desvairados pela paixao da falsa unidade, c por ha-
verem reconhecido um s principio onde a natureza,
c a sociedade encerrara dous, que, posto que diffe-
renles, aiulaiii inlimamcnle ligados, islo he, justica
e a caridade. Quantn a nos, he impossivel que sys-
tema algnm se sustente na presencia dos diversos tac-
tos, que deve explicar, e que a menor sociedade vi-
va e marche um dia com um s desles dous princi-
pios. Todo o systema legitimo deve comprehender
.ilbos, porque cada sociedade, como cada individuo
obedece ao mesmo lempo a um e oulro.
Dai-me a mais exlcusa declaraco dos direilo c
deveres do hornera c do cidadao, |que cu me cncar-
rego de provar que esta declaraco se pode conciliar
com a justica c a caridade, sent incompleta, se nao
se designar urna parle conveftnte estes dous sen-
limenlos natiiraes^fcjadeseiivolvimeiilomiis ou me"
nos harmonioso cIMii* torta a sociedade.
Para bem estabelecer estas duas ordens distinclas
de senlimentos, e sua necessaria inlerven^ao nas so-
ciedades humanas, dividirei este escripto em duas
partes, orna relativa i ordem da justica, c caira a da
caridade.
PR1MEIRA PARTE
Da justica.
O homcm physicamenle lao fraco, e 13o pequeo
dianle da natureza, sente-see conhece-se grande pe-
la intelligencia e pela liberdade. Pascal j liavia
dito : a O homem nao passa de um cannico, porm
he um ranniro pensador. Anda quando o uuiverso
o esmagasse, o homcm seria ,apczar dislo, mais no-
bre que elle, porque o universo nao lem consciencia
da vanlagem que possue. Accrescenlamos que nao
s o universo ignora o seu poder, como lambem del-
e nao dispe, e, semelhantc ao escravo, segu leis
irresislveis, ao passo que o pouco qeeu faco, fajo-
o porque quero, c al, se o quero, deixarei de fazer,
leudo em mim o poder de comecar, suspender, con-
tinuar ou oullificar o que resolv execular.
Noblitado aos proprios olhos pelo senlimento de
sua liberdade, o homem julga-se superior a todsa as
cousas, que o roJeio, e considera que ellas nem um
oulro valor lem afora do que Ihes d, visto que nao
se pertencem si mesmas. Reconhece-se com o di-
reilo de occopa-las, de applica-las ao scu uso, de
mudar-llies a forma, da alterar-Ibes a organisac.ao,
era umapalavrade fazer dcllas o que Ihe apraz, sem
que remorso algum pendre a sua alma.
Porlanto, o primeiro fado moral, alleslado pela
coosciencia, he a dignidade da pessoa, relativamente
as cousas, e esta diguidade reside particularmente na
liberdade.
A liberdade, que sublima o homem s coasas,
obriga-o em relacao a si mesmo. Se elle se consi-
dera com o dircito de fazer das colisas o que Ihe
apraz, nao descobre -em si o de perverlcr a sua pro-
pria nalureza, pelo conlraro sent em si o dever de
conserva-la, e do incessanlemcnle aperfec,oar a li-
berdade que ncllo existe. Tal he le primaria, o
lever mais gcrnl. que a razio impc a liberdade.
Por (anto, o capricho, a violencia, o orgulho, a ove-
ja, a preguica, a intemperanca 3o paixes que a ra-
zo obrign o hornera a combater, porque alacam a
liberdade, e alteram a dignidade da natureza hu-
mana.
A forja livre, que conslitue o homem Ihe he res-
peitavel aos proprios olho; por identidad loda for-
ja livre he para elle digna de respeilo, ea liberda-
de s por s Ihe parece grande e nobre, onde qoer
qae se ella ade. Ora, quando os homens se consi.
deram, reciprocamente reconhecem-se como seris
livres.
Desigoaes sob lodas as outras relaces, na forra
physica, na *ade, na belleza, na intelligencia, sao
s iguaes na liberdade, porque nenlium homem he
mais livre que outro. Embora usem differenlcmen-
le-da sua liberdade, nem por issu deixam de ser li-
vres, c de perlenccrem-se asi mesmos. Por este ti-
tulo, porem, s por esle titulo sao iguaes. Logo que
esta rclar.lo natural so manifesta, a mageslosa idea
da mutua liberdade desenvolvea da mutua igual-
dade, e por consequencia a idea do igual e mutuo
dever de respeilar cssa liberdade, sob pena de Ira-
larmo-nos reciprocamente como cousas, e nao
como pessoas. <
Para com as cousas, eu s tenho dircitos ; para
comigo s deveres ; para com vosco lenho direilos e
deveres, que nascem do mesmo principio. O dever
que lenho de respeilar-vos he o meu direilo ao vosso
respeilo, c, reciprocamente, os vossos deveres para
comigo sao os ineus direilos sobre Te*. Nem vs,
nem eu algum oulro direilo, reciprocamcnle, (emos
se nan a mutuo dever de respeitarmo-nos ambos.
Nao devemos confundir o poder com o dircito. Um
sor pode.ria ler urna forca inmensa, como a do tufan,
a do raio, a de urna das potencias naturacs ; se lhc
nao esl unida a liberdade espantosa e (crrivel, mas nao he pessoa, o nem lem
direilos. Pode inspirar grandissimn terror, porm
nao lem direilo ao respeilo. Nao lomos deveres para
com elle.
O dever c o direilo sao irmos. A sua mi com-
mum he a liberdade. Nascera no mesmo dia, cres-
cem e morrem juntos.
l'oderiamos dizer que o dircito c o dever fazem
nm s, e sao o mesmo ser encarado por dous difi-
ranles lados. Na verdado o que he, ja o dissemos,
e nao seria alguem demasiado em rcpeti-lo a si e
aos oulros, o que he o meu dircito ao vosso respoilo,
senao o dever que lendes de respeilar-mc, porque
sou um ente livre. Mas vs lambem sois um ente li-
vre, e o fundamento do meu direilo, e do vosso de-
ver torna-sc para vs o fundamento de igual direilo,
c para mim do igual dever.
Digo igual, no sentido da mais rigorosa igualdade,
porque a liberdade, e s a liberdade he igual a si
mesma. EU o que muilo nlcressa comprehender.
No cu o que ha de ideulico he s a pessoa ; ludo o
mais he diverso ; em ludo o mais, os homens diffe-
fem, porque a scmelhanra ainda he difi'erenca.
Assim como nao ha duas folhas qoo sejam as
mesmas, lambem nao ha dous homuesabsolutamente
Idnticos no enrpo, na sensibilidade, na imagi-
nacan. na memoria, no pensamenlo, no talento e no
coracao. Porm nao he possivel conceber differenca
entre o livre arbitrio de um homem e o livre arbi-
trio de oulro. Eu sou ou nao livre. Se o sou, sou
tanto quanto vs, e vos tanto quanto cu ; aqu nao
ha mais nem menos; urna pessoa moral he lano, c
pela mesmu razSo quanlo o he outra pessoa moral.
A vontade que he a sede da liberdade, he a mesma
em todos os homens. Pode ser servida por instru-
mentos dilTerentes, por forras diversas, quer physi-
cas quer espiriluaes. Mas os poderes, de que ds-
poe a vontade, nao a eonslilucm, c at nao a mo-
dera com exaclidao, porque nao dispoe delles de
um modo absoluto. O nico poder livro he o da
vonladc. e o he csscnralmciile. Se a vontade reco-
iihecc lcis, nao silo estas motores, molas que a mo
vam ; silo, sim, lcis ideas, a da justica, por exem-
plo ; a vonladc reconhece esta lei, e ao mesmo lem-
po tem a consciencia de poder conformar-so com el-
la, ou (teinrfringi-la, obrando de ara meti, ccjji
a consccncva de poder obrar de oulro e vicc-vcrsa.
Nisso csl.' o typo da liberdade e ao mesmo lempo da
verdadera igualdade. Todo o mais he mentira.
.Nay- ,ll; exacto que tenham os homens o direilo de
serern ituulracnte ricos, helios, robustos, de goza-
rcra cnn igualdade, em urna palavra.de seren igual-
nii'iite l'jkiizes ; porque originaria c necessariameute*
differ|m por todos os lados da sua natureza, relati-
vos ao prazpr, a riqueza, a felcidade. Dos nos
creou com paderes desiguaes para todas essas cou-
sas. Nec,c ponto a igualdade he contra a natureza
e a ordem eterna, porque a iversidade he mibem
nma lei da crcacao, como o he a harmona. Ima-
ginar semelhanle igualdade he urna illusao bizarra,
um delirio deploravel. A falsa igualdade he o do-
lo das inteligencias o dos coracoes mal formados,
do egosmo inquieto e ambicioso. A nobre liberda-
de nada lem que entender com as furias do orgulho
e da inveja. Assim como nao aspira ao dominio,
13o pouco lem prelcnc,Ocs urna chimenea igualdade
de tlenlo, de belleza, de fortuna e de gozo.
Alera de que essa igualdade, ainda quando fosse
possivel, do pooco valor seria aos seus olhos, ella
exige lignina cnusa de mui diversa grandeza, como
nao o he o prazer, a fortuna, a posicao ; exige o res-
pailo.
Nao (levemos confundir o respeilo com as borne-
nagens. Ea presto homenagem ao genio e belle-
za, porm, s respeilo a huroanidade; e por esla cn-
leudo lodas as nalurezas livres, porqu ludo, que
nao he livre no homem, Ihe he eslraobo. O homem
he porlanto igual ao homem, precisamente pela
mesma razao que o conslitue homem, e o reino da
verdadeira igualdade nao exige da parte de todos
que
Amai-vos leria vigiado sobro o vosso amor, c re-
cobrado o que lenho perdido sem remedio.
Quedizes".' interrumpen Sebistiao assustado
pelo fundo de amargura deslas ultimas palaYias,
que leus perdido '.'
Eu 1 tor.iou Germano levantando a cabera
quo deixra cahir nas mos. Meu Dos! poderias
comprehender-me ? E como dizer-te isso sem as-
somhrar-lc a alma V Ouve-me, Sebastio I... Esse
primeiro amor na idade que tens he urna das raras
felicidades de qne nao ho dado aos homens gozar
duas vezes I... Gonvm vigiar sobre ti mesmo, e
defender leu Ibesouro cora unhas c denles !... ad-
miras-te de ouvires fallar assim a um libertino de
minha especie '.' Ah I meu amigo, nao sabes o que
se passa em minha alma !... Esle furor de mudanra,
este appelile desregrado, e nunca salisfeilo, esies
desejos continuamente renascentes sao o castigo da
vida que lenho passado al boje!... Vejo, desejo,
toco e quando julgo ler mordido um fruclo saboro-
so, acho a bocea amargosa c chela de cinza I
Sebasliao tinha-sc assentado, e ouvia Germano
com urna adrniraco auciosa.
Sabes o que acontece aquelles que abusaran)
do amor, tornou este com vehemencia... que mo o
rcipeilaram como nina cousa santa no corpo c na
alma... oque rae aconlecc por exemplo agora? Ou-
ve I Tenho urna rapariga adoravel que ama-me co-
mo louca, e da qual posso dispor a' vontade... He
bem conceituada e de urna familia honrada ; a urna
palavra ou a um signal meu, ella pisar esse con-
ccilo c dcixai essa familia 1 Todava (dcbalde pro-
curo oceultar isto a mim mesmo) nao amo-a mais!...
A s vezes peuso que nunca amcia-a 1 O quo ainda
prende-me a ella he a difliculdade c o pecigo de
nossas relarcs... Quando diego, lenho-a sempre
esperado ou desojado ; mas tima hora depois, quan-
do ella esl cm meus bracos, siulo o corarao sera
calor, sem perturbaran, sem desejos!... Que mise-
ria I isso be para fazer chorar sangue !...
Meu cos Germano, exelamou Sebasliao,
cnches-me dcmedol
Germano licou um momento silencioso e absorto
pelos seus proprios 'pciis.-imcnlos* De repente sa-
cudindo a cabera c lomando um ar quasi risonho,
diue: .
Essa he boa ninguem pode recomecar a vi-
da !... Nao fallemos mais disso .'... Brevemente
me contars leus amores... por ora cis-aqui o que
trago-te 1...
A' vista da flor do Groseau, ama indefioivel an-
Ciislia assaliou o corarao de Sebastio, o qual em-
pallideceu hornvelmenle...
Onde achate essa plaa '.' pergunlou elle a
Germano com voz apenas disliocli.
Qae te importa uso'.' respondeu esle.
Pois bem, vou dizer-te lornou ScbasliJ com
nma viveza febril... cssa flor vem do Grusaa) de
Malauccne !...
Germano eucarou Sebasliao interdicto, e disse
lentamente.
Nao he a srencia qae le ensina isso! Sim, he
una flor do Groseau... Que mais.'
Entao vens de Malauccne'/ pergunlou Sebas-
liao tremendo de eraoco.
Vou la lodas as noiles, respondeu Germano...
Como pode isso interessar-te "!
Os dous amigos encararam-se um roomenlo : am-
bos tinham o corarao perturbado, o cheio do urna
desconanca confusa.
Dize-me o nome de la amante lornou Se-
basliao em tom resoluto.
Nao posso dize-lo a ninguem, nem mesmo a
ti, Sebasliao ; como podes fazer-me semelhanle per-
gunta?
llouve um momento de silencio. Sebasliao eslava
snffocado, o arquejante.
Ouve-me, Germauo! disse elle, minha vida e
minha mnrlc estao em luis mos !... A mulher a
quem amo habita Malaucene I... lie bella como os
anjos, c julgo-a pura como a Virgeui .Mara !.. Des-
de que me mostraste essa flor, urna duvida terrivcl
me opprime!... Ao menos Germano, la amante nao
he Marieta Cendri
Germano saltn no meio do quarto como um ti-
gre picado por urna serpele, e grilou com voz ter-
rivel :
Ah que miseria !
He ella murmurou Sebasliao dbilmente o
tornou a cahir fulminado sobre o leilo.
Quanlo a Germano, pareca verdaderamente per-
turbado : as ideas mais contrarias chocavam-se-lhc
na cabeca com espantosa rapidez,os ouvidoszuoiam-
Ihe dolorosameiite e seus olhos nada viam. Sua gne-
la aperlada s deixava escapar um assobio estriden-
te, e elle iade encontr aos movis sem parecer sen-
tir nada.
Quando .passado esse primeiro aecesso, poude ver
Sebasliao esteudido iramnvel, paludo como um de-
fundo, um soluco violento suhio-lhe do fundo do
coracao, c elle derramou lagrimas amargas.
Cuitado 1 exelamou Germano ; Sebasliao ?...
meu irmao !...
E tentando reanima-lo, banhou-lho as Tintes :
Indo foi intil. Enlao allonito de dur, deseen ao
primeiro andar e grilou ao pai :
Sebasliao cita morlo Sahasliao esl morto !..
Alravcssou acozioha c o jardim gritando c cho-
rando, depois lancou-sc ua ra, o correu a perder a
respirarlo : eslava como dondo !
IX
A crise foi longa c cruel. Durante quatlorze das
Outro desenvolvimenlo do pensamenlo, qaasi lao
indino, he o pensamenlo religioso. As relltioes
como as philosophias coiilm mais ou menos verda-
des. Existe urna qoe excede incoroparavolmenle i
lodas as outras; todas, porm, lem um direilo igual
aeulivreexerricio, contanlo qoe nada tenham de
contrario dignidade da pessoa humana. Urna re-
ligiSo, por exemplo, que aulorisasse a polygamia.isto
he, a oppressao e o aviltameiilo da mulher, esta me-
lado da hnmanidade, nao podera ser tolerada. Um
eolio, que, recommendando a seus fiis a reciproca
observancia da boa f e sineeridade, os dspensasse
della para com os fiis de oulros cultos, deveria ser
prohibido. O mesmo leria lugar com qualquer con-
gregacao religioia, que imposesse aseas memoro* a
inteira abdicaran do livre arbitrio, e Ihes prescre-
vesse que, para com scu chefe, se ronsideraiiem co-
mo simples cousas, edmo um bastas, ou nm ca-
dver.
A propriedado he sagrada,porque representa o di-
reilo da propria pessoa. O primeiro acto do pensa-
mento livre e pessoal ja he um aclo de propriedade.
A nossa primeira propriedade he a nossa pessoa, he
o nosso cu, he a nossa liberdade, he o oosso pensa-
menlo ; todas as oulras propriedades derivara-sc
desta e refletem-na.
O acto primitivo da propriedade consiste na livre
impnsiro da pessoa humana sobre as cousas; he por
esse modo que as laro minhas ; desde cntao as-rai-
ladas a' mim mesmo, assignaladas com o zelo de
minha pessoe e do meu dircito, deixam de ser sim-
ples coosas em relacao aos oulros, e por cotiseguinle
nao flcam mais sujeitas a sua oceupacao e appro-
priaco. A minha propriedade participa da minha
pessoa, substilue-me uos meus direilos, se assim
me posso exprimir, ou para melhor dizer, os meus
direilos rae segucra nella c sao estes direilos
mercrem o respeilo.
Hoje he difflcil reconhecer o fundamedlo dos nos-
sos direilos. Um longo habito nos leva a crr que
as leis, que desde o lempo immemorial, no-Ios pro-
legem, os eonslilucm ; e que por conseguinle se te-
mos o direilo de nossuir, c se he prohibido roubar a
nossa propriedade, o devemos as leis que a decla-
rara inviolavcl. Mas realmente sera' isso assim'!
Se a lei constituida repousasse sobre ti mesma,
se n3o tivesse a sua razao em algum principio supe-
ro, seria ella a nica base do direilo de proprieda-
de, e a intelligencia salisfeila nao procurara subir
mais alto, l'orm loda le suppc evidentemente
principios qae fizeram suggerir a sua idea, as quaes
a manlem e a ligitiraam.
Alguns publicistas pretendern! basear o direilo
de propriedade em um contrato primitivo. Mas da-
do este contrato primitivo, qual he, a scu turno, a
sua razSo '! A respeilo do contrato primitivo succe-
de o mesmo que com a lei escripia. Nao passa, afi-
nal de contas, de urna lei que alguns lambem sup-
poem primitiva. Desta sorte, quando mesmo o pre-
tendido contrato fosse a razao da lei escripia, resta-
ra ainda indagar a raz3o do contrato. A theoria,
que funda o direilo de propriedade sobre o contrato
primitivo, no resolve pois a questao, alraza-a.
Alem dislo : o que he um "cnnlralo .' a eslipul aeao
entre duas ou muilas vonlades. D'ondc resollara
qae fosse o direilo de propriedade 13o movel, como
o accordo das vontades. Um contrato fundado sobre
este accordo nao pode assegurar ao direilo de pro-
priedade a inviolabilidadc, que nella n3o existe. Se
aprouve a vontade dos contraanles decretar a in-
violabilidade da propriedade, a mudanra de sua von-
tade pode trazer c justificar oulra conveucao, pela
qual a propriedade deixe de ser inviolavcl e soffra
esta ou aquella mudanca.
Comprehender por esla forma o direito de pro-
priedade, faze-Io repousar sobre um contrato ou le-
gislaco arbitraria, he destru-lo. O direito de pro-
priedade ou nao existe, ou he absoluto, se existe. A
le escripia nao he o fundamento do direilo; se nao,
nao lia eslabilidade nem no direilo nem na propria
lei; pelo contrario, a lei escripia funda-se no direilo
prcexislenle, que el-'a iradnz e consagra, aoxilian-
do-o com a forja em Iroca do poder moral, que dcl-
le recebe^..
Depois dos jurisconsultos e dos publicistas, que
fuudam o direilo de propriedade sobre as leis, e es-
tas sobre o conlrato primitivo, encontramos os eco-
nomistas, que abalados pela importancia do Irabalho
e da produccao, nelle eslabelecem o principio do
direito de propriedade. Cada um, dizem elles, [tem
o direilo natural exclusivo sobre o fruclo de seu
proprio Irabalho ; o tiabalho he naturalmente pro-
ductivo, e impossivel li ao productor o nao diitc-
rencar os seus productos dos da qualquer oulrem, c
conceder ao seu visiiiho o menor direilo sobre aquil-
lo. que elle condece haver possolmeule produzldo.
Esla theoria j he mais profunda que a precedente ;
porm ainda he inconrptcU. Para produzir sao in-
dispensaveis alguma malcra c instrumentos, nao
posso produzir sem o auxilio de alguma cousa deque
j esteja de posse. Se esla materia sobre a qual Ira-
balho, nao me perlence, porque Ululo os productos
obtidos me perlenceriam'.' Donde se segu que a
propriedade preexisle a prodcelo, e quo esta sup-
poe um direilo anterior, o qual de anal\ se cm ana-
lyse, se resolve no do primeiro oceupaole.
A theoria, que funda o direilo de propriedade so-
bre a oceuparao primitiva, alcanra a verdade ; he
at verdadeira, mas precisa de ser explicada. O qae
he oceupar'! he fazer scu, he apropriar-te. liavia
[iois antes da oceuparao urna propriedade primaria,
que ampliamos pela occupac1o, esla propriedade
primaria alm da qual nao podemos subir, he a nos-
sa pessoa. A pessoa nao he o nosso corpo, o nosso
corpo perlencc-nos, mas nflo nos conslitue. 0 que
conslitue a pessoa he, ji cima o provamos, a nossa
aciividade voluntaria c livre, porque na consciencia
dcsla livre energa he que o eu se condece e se esta-

senao o mesmo respeilo daqaillo que cada um igual- .belece. O eu, eis ahi a propriedade primitiva e ori-
m en le possue em si, seja mojo ou veldo, feio ou
bello, rico ou pobre, homcm de gcjiio ou hornera
mediocre, mulher e homem, ludo emfim quanlo lem
consciencia de ser ama pessoa e nao urna cousa.
A liberdade com a igualdade, assim definida, cera
lodos os direilos c todos os deveres. O mais ntimo
desenvolvimenlo do eu livre he o pensamenlo. Todo
pensamenlo, como tal considerado nos limites
da esphera individual, he sagrado." O pensamenlo
emsi nicamente oceupado na investigarlo |da ver-
dade, he a philosophia propriamcnle dila. A philo-
sophia exprime no mais puro e mais nobre grao a
liberdade e a dignidade do pensamenlo. A liberda-
de philosophica, porlanto, he a primeira de lodas as
liberdades.
e oulras tantas imites Germano vigioo junio de Se-
basliao ora (Jelirio como leria podido fazer urna mai
No dcimo quinto dia a febre cedeu ; mas urna fra
queza mortal a subslituio e apenas a respirarlo do
doente embacava o cspelho que se Ihe chegava aos
labios. Germano sombro, mudo, com os olhos
abrasados de lagrimas e de vigilia permaneca em p
junto do leilo, e ninguem pode faze-lo consentir em
tomar algum repouso. Quando o medico declarou
o perigo passado.as molas desse corpo iudomavel af-
frouxaram e elle desmaioa como urna mulher. Po-
rm esse desfallecmenlo foi de breve darac.au ; no
dia seguinle o mancebo lornou a oceupar sea posto
junto do leilo.
No silencio doloroso dessas noiles crueis.a imagem
de Marieta linha-lhe vallado muilas vezes ; porm
nao era o perfil gracioso da amante que Germano
via passar-lhe dianle dos olhos; era a rapariga fa-
tal que a sorte lancra entre Sebastio e clle._ Nao
podia pensar nella'sem imaginar logo Sebasliao, fe-
rido morlalmenle em seu primeiro e nico amor, e
em sua dor maldiziaa pobre rapariga c o dia em que
a vira pela primeira vez.
Sabia com certeza qae sua ausencia absoluta, cu-
jo motivo Ihe era desconhecido, devia ler posto Ma-
rieta cm desespero. Via-a correndo lodas as noiles
ao lagar da entrevista com nova ancia, e depois vol-
tando mora de Cadiga, egolada de lagrimas, deses-
perada, e meio louca. Experimentava um prazer
cruel cm sentir-lhe essas inquictac/ies devoradpras,
cssas esperanras incessanlemcnle engaadas, e por
nada no mundo lhc teria poupado urna duvida, um
terror, urna angustia.
Soflre, desgracada "jurmurava elle, derrama
lodas as lagrimas- dos olhos, torco os bracos, torce a al-
ma 1 Que dor peder resgatar jamis o mal que fi-
zaste ?
tiermano linha adevinhado justamente. Em oilo
das a pobre Marieta fleera inleiramenle mudada :
urna febre vilenla abrazava-lhe o sangue, e a lia
Serfica assustada avisou logo a meslre Cendric.
Entretanto o boato da doenra de Sebasliao linda-
se cspalhado na cidade ; todos fallavam della por
causa da dedicarlo de Germano, a qual ninguem po-
dia explicar. Pessoas de Malaucene, vollaudo da rei-
r, Irouxerara a noticia, a qual de bocea cm bocea
chogou ao moinlio. Marieta ficou ao principiu mui-
to alliviada : devorava essas narracOes e fazia com
que Ibas repelissem do. mil maneira*. Emquanlo
soube qae Sebasliao eslava em perigo, cooservou no
fundo do coracao uraa esperance, obstinada ; mas
quando passado o perigu, vio os das sdecederem uns
aos oulros sem que Cermano desse signal de vida,
recahio no desespero e nn febre ; a idea de um aban-
dono cerlo apoderou-se I lie do espirito e ella senlio-
se sem coragem contra essa horrivel euppoiicao.
ginal, a raiz e o modelo de todas as oulras.
Aquello que nao parle desla propriedade primitiva
e evidente por si mesma, nenhuma legtimamente
pode estabelecer, e, quer saiba ou nao, fica condem-
nado a um perpetuo paralogismo e a suppor sempre
o que precisamente est em questao.
O eu he pois urna propriedade evidentemente san-
ta esagrada.
Para apagar o Ululo das oulras propriedades, fur-
ioso he negar esla, o que he impossivel ; c se reco-
uhecem-na, por consequencia necessaria, compre
reconhecer lodas as oulras, que sao o seu desenvol-
vimento e asna manifestaran. Nosso corpo nos per-
lence, como sede e instrumento da nossa pessoa, e
depois della ho a nossa mais Intima propriedade. O
que nao he pessoa, ato he. o que nao he dolado de
aciividade intelliaenlc c livre, ou ainda por oulros
termos oqoejjflo he dolado do consciencia, he cousa.
Ascoota* iflo tor^direilo, o dirailo existe aa pessoa.'
As pessoa* nio tem direito sobre as pessoas; nao po- .
den possui-las, nem dellas usar ao seu arbitrio ;
fortes ou fracas loda* *3o, reciprocamente, saajradas.
A pessoa lem o direilo de oceupar a* cousas, e de
appropriar-se dellas pela oceuparao : por esl, urna
cousa so torna -propriedade >ui, perlencendo-lhe .
exclusivamente, e nenhuma oulra pessoa tem mais
direilo a ella. Desla arte o direilo de primeira oc-
euparao he a base da propriedade externa, mas elle
supine o direilo das pessoa* sobra as' coutas, e em
ulliina analyse o da pessoa como fonle e principio
de lodo direito.
A pessoa humana intelligentc e livre, e que por
este Ululo a si se perlence, estende-se successiva-
menle sobre ludo quanto acerca appropria-sa e as-
-unil i a si, a principio o seu instrumento inmedia-
to, o corpo, depois as diversas coritas desoecupadas,
das quaes primeira se 'apodera, e que serveni de
meio, de materia, ou de tdealro a sua aciividade.
Depois do direito do primeiro oceupante vera o
direito, que nasce do Irabalho e da produccao.
O Irabalho o a produccao nao eonsliloem. sim
confirmara, e desenvolvere o direito de propriedade.
A oceuparao precede ao Irabalho, porm realsa-se
por meio delle. Em quanlo a oceupacao existe s,
lem o que quer que seja de abstracto, de indeter-
minado aos olho* dos oulro*, e he obscuro o direilo,
que ella funda; mas quando o Irabalho se aprsenla
occupicSo, elle a declara, determina-a e lbe d
urna autoridade visivel e certa. Com cuello pelo
Irabalho cm vez da simples posse de urna cousa de-
soecupada, imprimimos nella o nosso carcter, in-
eorporamo-la, unimo-la nossa pessoa. Eis o que
loma respeilavel e sagrada aos olhos de lodos, a
propriedade sobre a qual passou o Irabalho livre e
inteligente do homem. Usurpar a propriedade, que
elle possue como primeiro oceupante, j he urna
accao injusta ; mas arrancar a um Irabalhador a lar-
ra, regada com stus suores, he a todos os olhos urna
clamorosa iniquidade.
Desde que urna cousa ha verdaderamente minha,
posso dispor della com a mesma liberbade com que
a adquir; posso empreila-la, troca-la e da-la cora
esta ou aquella con lirio, ou sem condicSo alguma.
Odireilo.de alusuel e de venda, o de doacao a lo-
dos os que derivara desles, reponsam sobre a bsse
inabalavel do direito primivo e permanente da
pessoa.
Se posso dar o qne me perlence, posso lambem
transmilli-Io, depois de mim, a quem rae apraz, e
com mais forle razao aos meus filho?. Seria absur-
do que se me conleslasse a respeilo de meu* filhos
o direilo que'inanifestamcnle lenho a respeilo de
qualquer estraoho. A traosmissao, qae me apraz
fazer de minha propriedade, he perfeilamenk legi-
lima s porque he livre. Alera deque, ella apoia-se
cm um sentimento sublime, o desejo innato d revi-
ver inleiramenle, comtudo o que temos, era outro
eu, que appcllido meu filho. Emfim, quando exami-
namos esla Iransmisso, nos parece ella soberana-
mente rasoavel, favoravel oa antes necessaria a du-
raran e a perpetuidade da familia, da sociedade e do
genero humano. O direito de heranca Uo salutar
por suas consequencias, he pois sagrado quinto ao
seu principio; porque nao faz mais do qne expri-
mir nos filhos o direilo do pai, e neste o qae lem
qualquer proprielario de dispor da sua costa, (eu
arbitrio, e com maiorja da razio conforma o mais
doce arrecio de lea coracao e inleresse propria, qae
se confunde aqu com o inleresse ceral.
As Iris aeccitam e consagram o direito de dispor
do que possuraos ; ellas nao o creara ; tiram-na de
alguma sorte da consciencia do genero humano ;
nao o eslabelecem, garantem-n'o.
Do que temos dito resulla que o direito natural
repousa sobre um s priueipio, o qual lio a aanlida-
de da liberdade do hornera. O direito natural nas
suas applieaces i* diversas relaces dos homens en-
tre s, e a todos os aclos da vida social, conlm e
yera-cv-.-ito civil. Como realmente o nico ob-
jecto do direilo civil ho o oute livre, o principio,'
que domina todo o direito civil, he o respeilo da li-
berdade ; o respeilo da liberdade se chama justica
A juslica confer a cada um o direilo da fazer lu-
do quanto quer, sob a condiciio de que o seu ejer-
cicio nenhuma lesao cause ao exercieio do direito de
oulrem. O homem que, para exercer a sua liber-
dade, violassc a de outro, infringindo assim a pro-
pria lei da liberdade, se tornara culpado. He sem-
pre para com a liberdade que ello he obrigado, qoer
esla liberdade seja a sua, quer a de oulro. Em-
quanlo o homem asa da sua liberdade, sem offender
a do semelhanle, vive em paz comsigo mesmo a com
os outros. Mas logo que eTl5-rvade liberdade*
iguaes a sua, perturba-as- desacata-as, perturba-
se e deslioora-se a si mesmo porque ataca o proprio
principio, que conslitue a sua honra, e que be o seu
Ululo ao respeilo dos oalros.
Urna le da ordem eterna liga a miseria ao crime,
ea felcidade ou pelo menos a paz virlude.
A paz he o fruclo natural da justica, do respeilo
que os homens leem, e devem ler uns para com os
outros, pela razao de serem lodos iguaes, islo he,
porque sao lodos livre*.
Porm vos concebeis que a paz e a jaslca lem ad-
versarios permanentes e infatigaveis nas paixoes, fi-
Ihas do corpo, e naturalmente inimigas da liberda-
de, filha da alma. Quem intrinco a liberdade he
culpado, e par coiisequeucia reiy.heinivel ; porque
o homem n3o lem somante o.direilo da defender a
sua liberdade, tem lambem o dever. Dahi a idea
de repressao, e a IcgUmidade do dircito do punir.
Se o homem, culpado s para com sua p.-ooria li-
berdade, nicamente esl sojeito ao tribunal da ra-
zao, c da sua consciencia ; desde que elle perturba
liberdades iguaes a sua, fica responsavel parante
seasscmelhantcs, merece de ser trazido ante um tri-
bunal, quo puna os violadores da justica da paz,
o* inimigos da liberdade publica.
Mas quem compor esse tribunal".' Quem poder.i
prender e punir o criminlo ? Quero ser deposi-
tario do poder necessario para fazer respeilar a li-
berdade, a juslica e a paz ? Aqu apparece a idea
do governo.
A sociedade he o desenvolvimenlo recular, o com-
mercio pacifico de lodas a* liberdades sob a prolec-
c3o de seas recprocos direilo*.
A sociedade nao he obra dos homens ; lie da pro-
pria natureza das cousas. Ha urna sociedade natu-
ral e legitima da qual sao copias mais ou menos per-
i

Meslre Cendri, retido na feira de Beaucare para
a venda de seus casillos de bicho de seda, s chegou
ao moinho na anlevcspera da fcsla de Nossa Scnho-
ra. Abracando a filha, achou-a lao mudada que
pot-sc a chorar.
Ah Marieta, disse-lhecom ternura, cu vinha
buscar-lc para as feslas !... mas receio, que se danse
sem li este anno h Eia, minha filha, s sincera,., o
que he que te molesta Qocres voltar para Entrai-
gues ? Falla ; porque anles de ludo quero ver-le fres-
ca e alegre como oulr'ora.
Meu pai, respondeu Marida sorrindo triste-
mente, jiiro-lho que nao tenho nenhum cuidado de
Entraigues nem desle lugar!... Estou mui contente
com minha madrinha, mas voltarei com muito gosto
para a companhia de Vmc... Faca oque quizer...
Meu Dos! murmurou o vclho, como esta ago-
ra branda e submissa !... Que nos reserva ainda Sa-
lanaz t...
Depois disso falluu parte com a lia Serfica,
a qual mntou-llie extensamente quanlo se passara:
como a atildada parecer ao principio aborrecida.
como se a lizera pouco a pouco, e recobrara a ale-
gra, como emfim nos ltimos lempos se tomar tilo
triste, que nao se Ihe podia arrancar urna palavra.
O pobre pai meneou a cabera e disse :
Seja feila a vonlade de lieos !... Ests bem
certa da que es-c Germano de que le fallci nao veio
aqui'.'
Ainda pensas no leu Germano'? respondeu a
lia. A'a Virgem Santissima I es sempre o mesmo...
Se ha um amante cm ludo isso, nao bees-e que sup-
pes!... Aposto que nao tens idea de oulro ?...
De oulro? repeli meslre [Cendri ; nao certa-
men le !
Ah !ah 1 que dzia eu?... Tensa visla mui
curta... Pois bem conhero esse oulro... I.cmbras-le
daquellc mancebo alto c magro que trouxeste aqu'.'
O senhor Sebasliao '.'
Sim, o senhor Sebasliao... elle mesmo...
Nao he possivel!
Ah de veras "! e porque enlo esl ella Iriste
desde que esse bello mclro acha-se docnle '!... Te-
nho bons olhos c bons oavidos, e embora estoja ve-
Iba,sou igual a qualquer outra para penetrar as cou-
sas !...
O senhor Sebasliao repeta meslre Cendri,
isso he muilo extraordinario !... Acaso a pequea
cuufcssou-le '.'...
Ella '.' lornou a lia, quem pode lirar-lho algu-
ma cousa da cabeca'.' J.i cciisei-rne de balde I...
Quanlo finura sagacidade, ella vale por duas !...
Minha irmiia, lornou o meslre Cendri, deve-
moscuidar nisso quanlo anlcs... vou cidade... fal-
larei ao senhor Sebasliao, e...
Ah I exclamen a lia, vas oflerecer minha afi-

Diada a esse moco, nao he assim '.' Esls louco, meu
irmao?... Nao podesdexa-lo vir?
Acalma-le, minha innaa I (ornon o meslre
Cendri. E's viva como o vento. Irra n3o he pre-
ciso gritar Prazaa Dos que seja oqucsuppoes ?...
Haveria smenle meio mal ; porque o senhor Sebas-
liao he boa pessoa... Porm, nao posso crer quo a
pequea... Emlim, breveroeule o sabereraos... le-
nho urna dea...
Tua idea deve ser bella murmurou a lia Se-
rfica.
Bella ou nao, disse mostr Cendri com im-
paciencia, quero segu-la !... Veremos o que valem
teas olhos !...
Oh t eis Rezoan ser viudo a sopa, ponhamo-nos
mesa, e dcixa-me obrar !
A lia Serfica nao replicn, e Marieta sendo
chamada assentou-sc ao lado da madrinha.
Pelo fim da r.eia, meslre Cendri, que linha urna
ideo, dirigi aconversarilo sobre Sebasliao. Marie-
ta n3o pareccu coramoser-se muito, posto que cscu-
lasse com uraa inquielacao vizivrl.
Esse Sebastio, coutinuou o vclho, poder za-
bar-ae de ler feilo urna famosa conversao Na cida-
de s falla-so disso, c na verdade a cousa vale a pe-
na. Pela minha parle acreditara antes no arrepeu-
dmenlo de Salanaz, que no desse abominavel Ger-
mano. Nunca se vio mudanca igual 1 Imagina, mi-
nha irmaa, que lia um uiez elle nao se aparta lo
leilo do amigo, e Iodos os que so Ihe approximam,
sabem maravillados dos desvelos, com qae o Irala.
Has de ver qne ser citado brevemente como-exem-
plar.
Marieta soltou a cnlher de sopa, e poz-se a escu-
lar o pai com ancia. Esle reparn no movmcnlo da
filha sem dar moslras (disso, e querendo levar a-
dianle a prova, continunu era (om indiffercnle :
Assim v o que aconlercu... Ha um mez Ger-
mano nao leri adiado cm ledo o pondado uina ra-
pariga com quem casasse ; porque lodos evitavam-
no como a peale !... Agora falla-se de um casamen-
to para elle cora a filha de Vorande Peines, o qual
n3o se Ihe oppoe. Todava nao lenho grande con-
fianza nisso. Nao ha labaredas mais bellas do que
as do fogo de palha. e sem embargo de ludo o que
conlam-me cm seu favor, crcio que se esse biltre to-
mn pclle 'nova, he como o raposo que s tem de
boma pelle !... Em todo o caso as bodas serio cu-
riosas.
Uuvindo essas revclacOcs indirectas, Marieta sen-
lio como ama lamina traspassar-lheo corarao; le-
vanlou-se repenUnamcute paluda e trmula, mas
resoluta, e disse :
He verdade, meu pai... o que Vmc. acaba de
dizer* A filha de Yeyran vai casar com Ger-
mano t
Eu nao metteria por so a rolo no fogo, res-
pondeu meslre Cendri, repito o que leoha ouvido
dizer... Que te importa isso, Marieta 1
A esla pergunla a rapariga estremecen... Eileve
um momento prestes a confessar ludo ; mal mestra
Cendric linha um ar 1,1o tranquillo, que ella reruou
dianle da dor que llie causara sua conlisslo, e disse
serenando-so :
Tem razao, \neu pai ; que me importa isso ?
Meu Dos exelamou o velfio ; foi baldado
tra/.er-lc para aqui! Sim, Marieta, vejo claramente
o que se passa... Falla-me anda de teus olhos, mi-
nha irma !... Quando eu te dizia que esla desgra-
nada menina pensava ainda naqnelle patito!...
Mas, accrescenlou aninando-se, e dando um marro
sobre a mesa, elle que lembre-sc ao menos de apre-
scnlar-se! Eu preferira para genro o diabo em
pessoa 3 esse Germano por miis convertido que pos-
sa eslar!
Marieta nada responden, e dcixoa meslre Cen-
dri e a lia Seraphic dispularem a seu gosto. Com
a fronte apoiada na mo direila, ella niedilava ab-
sorta cm um pensamenlo nico. Seus olhos firmes
e euchulos olhavam sem ver, assim como seu ou\-
dos escutavam sem ouvir. Nella dava-se ama des-
sas lulas de que dependa a vida inteira.
Quando lomou sua rcsoluplo, senlio-sc sbita-
mente enternecida, e chegando-e para meslre Ceu-
dri com os olhos cheio* de lagrimas, dino-lbc:
Abrace-nao, meu pai!... mas de boro cora-
cao... e diga que perdoa-nic o desgostb. que cansei-
Ide... Eeaaaa poderia dormir tranquilla saliendo
que Vmc. fel agaslado contra mim... Ah! rreia
que ledo nao foi por minha culpa!... Abrace-ma
lambem, minha madrinha... Vmc. que do lio boa
para otnigo... Sinto la-la penathado.., ejurn-lbe
que rfio-a de todo o coracao... Meu pai, minha
madnnha, digam-mc todos que perduam-me!
Marieta solucava. O velho Cendri e a la Scra-
phica abrararain-na tcmamenl*. e lenlaram conso-
lada ; mas quando urna rapariga romera a chorar
tendo boas razfies para isso, quem pode conler-llic a
lorrent; das lagrimas?
Marida arrancou-sc das caricias paternas, o cor-
ren a foedar-sc em sen quarto.
Essa pequea est louca na verdade '. disse
meslre Cendri seguiido-a com a vista... Hci de
leva-la a manha daqui... E ainda que seja roisler
mllela no convenio, nao desmentirei muidas pala-
vra,* !
{Continuar-$e-haO

'
m
/
MUTILADO


I1EGIVEL


DIARIO DE PERNMBUCO. QUARTA FElA ti DE FEVERElfiO DE 1855.
-
feilas lodM as musas sttiedadat. A la sociedade
eorrasponda um governo, igualmente natural, igual-
mente legitimo, para cora o qual
qtis nos delende, a quem devemos d
qoem tiraos o dever de entregar e auslenlar a forra
precisa para o excrcicio de suas fu ncees.
PorfW* forra qae deve servir, pode lambem pre-
judicar.
A arle social oulra cousa nao he senao o systema
da organisar o governo de modo que elle possa
scropre velar, com efllcacia, na defea das inslilu-
toe protectoras dn liberdade, um jamis poder vol-,
lar contra alias a forra que se Ihe confiara para
ma nte-las.
O principio e o objecto de lodo governo humano,
digno desta noroe he a prolecnio dos direilos nalu-
raes, como o lem recouliecido as duas naeoes mo-
rismas, que levaram ao mais alio o genio da orga-
nisaraD social, a Inglaterra no famoso bil dos direi-
los, a sobretodo a Franja na immorlal declararn
dos direilos do hornera e do cidado.
Eii o que a philosophia proclama; porcm ella
pira tqui, ou pelo menos nao agita, sra,'iu com ex-
trema circumspecro, a qucsiao da melhor forma de
governo, porque esta qussto depende ao mesmo
lempo de principios flios, e de circumslaucas, que
varaos segundo os lugares c lempos.
A nossa tarefa eslar terminada com esta theo-
ria'!
Todos 01 nosfos direilos privados e pblicos se re-
duzem aos nossos ileveres para com a liberdade'.'
Nao pens aisim, e meapresso ein chamar a allenrao
sobre urna dstincro importante, que he a alma,
de alguma irle, da philosophia moral e poltica.
Da caridade.
Bespeilar liberdade dos nossos senieibantes, lal
he a lei fundimental, le precisa uo seu enunciado,
(errivei as suas consequencias : porque toda infrac-
cao da lei, sendo prejudicial aos oulros, he lambem
nociva ao agalle, e precipila-o no avillamcnlo e na
sera. Ninguem tem cousa alguraa a exigir do ho-
rnera que ubservou esta lei. l'orem (era elle preen-
chido lodo osen destino ? ter allingido aos ultimo4
limitas da bello. moral'.'
Por mais de ana vez lemos visto grandes homens,
nao contentes par nao attentarem contra a liberdade
de outrem, o dcITenderem a sua, entrar na scena do
mundo para reivindicar a lbcrdadedos seus eme-
Ihmlea. Decio teiia observado a lei, se tivesse inor-
rido tranqnillamer.tc no mcio dos seus concldados,
sem haver prejudicado a um s: fez mais, sacrificou-
se por lies.
Podria tomar ejemplos mais rcenles de dedica-
rlo ; podara acha-los em Ihealros menos ruidosos,
onde o inslincto moral, muilas vezes, produz um he-
rosmo lano raaior quinto mais obscuro. O carc-
ter de lodos osses cxemplos he que, sem seren con-
trarios l lei do rospeilo da liberdade, exedem-nn ; e
sao ao mesmo lempo proclamados por todo o genero
humano como actos da mais sublime virlude.
Ue pois exacto que se subsiste inviolavcl c impres-
criplivel a obrigaro de nunca atlenlar contra a li-
berdade de oulrcm, em certos casos, um inslincto
superior a lei, que he na moral o que o genio he as
artes, transpe os limites da lei, e se atira do dein-
teresse dedieacao, da juslra i caridade.
O desinleresse eu dadicacao sao virtudes de um a
ordem defferenlc, um define-se com rigor, a outra es-
capa a toda 11580. Queris urna evidente prova
Quando um homcm tem desube-
decido a lei, que o obriga ao respeito da liberdade
alheia, a sociedade ameacada julga-se com o direito
de lomar contra elle medidas edicazes; porque a le
do respeito da liberdade, a Justina, encerra em si o
constrangiincnlo. Longe disso, a lei do
inhuma coacro admiti. Neuliuma lei
humana obrigava a eco a sacrjfic.ii-e ; nenhuma
lei humana rondemna ao herosmo ; mas o genero
humana lfmcoroas o aliares para os raartyres e para
os hroes.
lmanlos, eu rae linlocom o dever de soccorrer-
>os, enio (endes todava o direito para ciigirdes de
ruini a menor parto da miulia fortuna ; e, se me ar-
riarais Jim bolo, commelleis urna iniudiflf E\is-
teto deveres sera direilos correlativos, "ij/^
Poder-sa-hia dzer que o sacrificio he de alguma
sorle o superfluo, |o luxo da moral, ao passo que o
denleresse, a probidade, a justira lie a moral obriga-
toria por cxcellencia : esta he o objecto do direito
propriameole dito.
. Oual be pois este inslincto 1 Qual lie esta le su-
perior a (odas asjleis escripias, a todas as definicOos,
a todas as formulas rigorosas do direito e dojdever ?
Esaa lei se manifest pelo brado da conscencia ; eis
a sua promulgarlo.... To pura he que apenas per-
cebenvo-la ; muilas vezes s depois da aceito, c, con-
sderando-a, he que sentimos havermos sido inspira-
dos pelo qaer que seja superior a liberdade: he o so-
pro divino que penetra a alma, e erguo-se cima das
leis otdurias: Est Deus in nolris, agitante calessi-
mutim.
Esse principio admiravel, se existe em cada um de
dos, deve limhem existir no grande individuo, que
chamamos sociedade, e no governo, que a represen-
ta. Sim, o* governo de ama sociedade humana he
lambem ama possoa moral. Tem urn coracao como
o individuo ; lem generosidad?, bondade o caridade.
Ha tactos legtimos e ale umversalmente admirados,
que nao se explicara se redoziraos a funecao do go-
verno a nica protecejo dos direilos. O governo he
obrigado para com os cidadaos, bem que com certa
medida, a velar no sen bem estar, a desenvolver-Ibes
a intelligencia, e forlificir-lhes n moralidade.
Porcm a candado nao escapa a lei, que colloca o
ma! a pir do bem, e condemna as melhores cousas
aos perigos nascido do seu aboso, ue quando tem
lugar a triste mxima : a O que ha de peor he a cor-
rupto do trae ha de melhor, A propria justira,
se exclusivamente *i emparedamos sem ajuntar-lhc
a caridade, degenera em insuportavel sequido. Eis
ah um detgracado loffrendo diante de nos. Picar
satisfeila a nsa conscencia, se pdennos dar
o teslemunho da nao haver conlribnido para o sea
sofl'rmento 1 Nao, alguma cousa nos diz, que he hora
anda datr-lhe pao, soccorro, consolar.de>. Ue sua
parte a caridade lambem pode ler seus pergoi. El-
la leude a substituir a sua propria aerao pela da pes-
soa aqoem pretende servir, apaga um tanto a sua
personalidades, de alguma sorle, se torna a sua pro-
videncia Para ser til aos oulros dminamo-los, e
nos arriscamos a altcntnr contra os seas direilos. O
amor, dedicando-se, subpega. Sera duvida nao nos
he prohibido obrar sobre outrem ; sempre o podemos
pila suppUca e exhortaco;podemo-lo tamben) quan-
do vemesalguns dos nossos semelhanles ir-se despe-
nhando em ama accao criminosa c insensata. Te-
mos al o direito de empregar a forra quando a pai-
xao leva de rojo a liberdade, e faz desapparecer a
pessoa. He aisim qae podemos, qae devemos al
impedir com a forja, o suicidio de qualquer dos nos-
soi scraelhaoles. O poder legitimo da caridade se
grada pelo mximo e minimo da liberdade e da ra-
zio daquelle a quem elle se appllra. Quo delicade-
za nao he precisa no exercicio desta perigosa virlude!
Como apreciar com suflicicnle certeza o grao de li-
berdade que anda possuo um dos nossos semelhan-
les, para saber al onde podemos substilui-lo no go-
verno do sen deslino ? E, quando para servir urna
alma Traca, nosappoderamos della, quera he tao se-
guro de si, que nao va longe, e nao passe do amor
da pessoa dominada ao amor da propria dominorAo"?
A caridade he muitas vezei o principio ea disculpa,
e sempre o protesto das maiores usurpacoes. Para
ter o direilo de enlregar-se aos raoviraentos da cari-
dade compre l*r-se confirmado em ara longo excrc-
cicio da jnslica.
A jusliea, o respeito, e a consemeao da liberda-
de he a grande lei da sociedade do eslado ; mas a
jnslica nao he a nica lei moral. Temos mostrado
que, apar desta lei, outra existe qae nao so obriga
ao reepello *do* direilos do outrem, como lambem
nos impoeo dever de aliviar lodas as soas mzerias,
de soccorrer os nossos semeluantes alejatn preyizo
da nossa fortuna e do nosso commodo. Examinai o
principio da mais tenue esmola, e nao pederis refe-
I d'or ignorancia desla importante verdaile, ibrcm
alguns a porta aos mais fuuesloserros. Por exemplo,
o eslado lem o dever de auxiliar sob cerla reserva,
os Irabalhadorcs no lenipo das ferias involuntarias,
empresindc-os em grandes trabadlos de utilidad
publica ; mis he Mso que os obreiros lenham direi-
to ao trahalho, como hoje alguns o dizem, porque
lodo direito verdadeiro anda acompanhado coma
rorca, que o assegura. O obreiru nao lem mais di-
reito ao Irabalho, que o pobre a esmola ; ou se o po-
bre tem este direito, pode impo-lo i em vez de diri-
gir-se a caridade, pode invocar a jusliea, mover-mc
ura procosso, ou arrancar al cora a frca, o que eu
Ihe nao desse. Proclamar direilos mentirosos he por
cm perigo os direilos cerlos. Pode cada um lembrar
aos particulares e ao eslado o santo dever da cari-
dide, sem dar a miseria pretendidos direilos, que
ella acolite com |embriaguez, e procara reivindicar
com a espada ni mito,
3
I ri-io somenlo a jusliea, porquo esta pequea sonima
| de dialieiro, que julgais dever dar a um destratado,
nao pode, com direito, vos ser por elle exigida. Con-
sideramos a*jusli(;a como o principio fundamental e
a missao especial do estado ; todava pensamos, que
he absolutamente impossivel dcixir de entrar ni so-
ciedade pelo menos alguma parle do dever da cari-
dade, que tao encrgirameute falla a todos os ho-
mens. Quanlo a nos o estado deve primeiro que lu-
do fazer reinar a Justina, e alcm disto deve ler cora-
So a culranhas; a sua tarefa no tica integralmen-
te preenclrida quando elle faz respeitar lodos os di-
reilos, resla-lhe alguma cousa a fazer, cousa temi-
vel e grande ; resla-lhe excrcer urna missao de amor
e caridade?, sublimo e perigosa ao mesmo lempo .
porque, repelimo-ro, ludo (em seus perigos. A jus-
tica, respeitaudo a liberdade de um homcm, pode.
com toda a conscencia, deixa-lo morrer fome ; a
caridade, para salva-lo physica c sobretudo moral-
mente, pode arrogar-se a si o direito do violenla-lo.
A caridade colirio o mundo com admiraveis insli-
luic,ocs; mas foi lambem ella, quem, desvairada e
corrompida, levantou, aiitorisou c consagrou mui-
las t> raninas. He preciso refrear a caridade pola
jusliea, mas nao aboli-la e nem prohibir o seu exer-
cicio na sociedade.
Posso aqu indicar alguns deveres de caridade ci-
vil, que sSo ao mesmo lempo manifeslos o iscntos
do qualqner perigo.
I.' O eslado deve ao cdadao, a quem a mizeria
opprime, auxilio e prolecr.lo para a consoTvar,ao c
desenvolvimento da sua vida physica. Donde a uli-
lidade, e al a necessidade de iiislliiices benficas,
o mais possivel voluntarias c privadas, algumas
vezes publicas ou formadas com a intervencao do es-
tado, sob urna cerla reserva, que he impossivcl de-
terminar de um modo nico c absoluto para varios
e diversos casos. Sera abusivamente multiplicar os
hospicios para a infancia abandonada, para os en-
fermos e velhos desvalidos, deve abster-sc de pros-
creve-los, como o quer urna eslreita e desapiedada
economa poltica.
2. O estado lambem deve, a quem precisar, au-
xilio e prolecro para o desenvolvimento da sua vi-
da inlelleclual. Dos quiz que toda a natureza in-
telligenle produzisse os seus fructos. O estado he res-
ponsavel por todas as facilidades.que abortara por
unta brutal opprcss.lo. Urna Ilustrada caridade deve
a lodosa nslrucrao primaria, que impede ao homcm
decahir de sua nalureza, c ciliir da posirao de ente
racional na do irracional.
3. Elle deve, e deve mais que ludo a todo cida-
dilo, auxilio c prolccrSo no desenvolvimento da sua
vida moral. O homcm nao he somento um ser in-
tellgentc, he, um ser moral, slo he capaz de virlu-
de ; a virlude he, raitilo mais do que o pensamento<
o 11 ni da sua existencia ; ella lio saula sobro todas as
cousas santas.
O eslado deve, pois, muitas vezes. e sempre velar
na eduesrao da infancia, quer as escolas publicas,
quer as particulares ; deve ir em auxilio daqucl-
les, a quera a pobreza privasse dcsle grande bene-
ficio. Ahra-lhcs o eslado escolas appropriadas is suas
necessidades, e conserve-os nellas al que saibam o
que he Dos, alma c dever ; porque a vida human*!
sem estas tres palavras bem comprehenddas, nao
passa de um doloroso e esmagador enigma.
4." A caridade intervem al na puncao dos cri-
mes: a pardo direito de punir, colloca ella o dever
de corrigir. O culpado nao deixa de ser hornera ;
nao he urna consa de que alguem deva desomba-
raear-se desde que se faz prejudicial ; alguraa pe-
dra que cabe sobre a nossa cabera e que arremera-
mos ao abysrao afim de que a ninguem mais lira. U
hornera he ura ser racional, capaz de coraprehender
o bem c o mal, de arropeuder-se o do cougrarar-se
um da com a ordem.
Estas verdades deram nascimento a obras, que
honrara o fim do dcimo oitavoe ocomceo do dcimo
novo sculo. Beccaria, Filangieri, Benlhau rcclama-
ram contra o exccssvu rigor das leis pessoacs. O
ultimo principalmente, pela conccpcao das casas
penitenciarias, faz lcmhrs#*'os primeiros lcnipes_do
chrisliauisnrs, em que o castigo consista, dizem
urna espiarao, que penntlia ao culpado subir
arrependimento a posirao que hava perdido,
nir lia justo, raelhorar he caridoso. Em que pro-
purrilo estes dous principios cleverao unir-se ? Nada
raais delicado, era mais difllcil de determinar. O
que alii ha de cerlo, he que a justica deve dominar.
Emprehcndendo a emenda do culpado, o governo,
por urna uiuto generosa usurparao, invade os direi-
reilos da religiao, mas nao deve ir al o ponto de es-
quecer a sua propria funcr.io, e' seu rigoroso dever.
Em resumo, rospeilar os direilos de oulrcm e bene-
ficiar aos homens, ser ao mesmo lempo juslo G cari-
doso, eis-aqui a moral social nos dous elementos,
que a constiluero. Eis-aqui porque a rcvolurao fran-
ceza, que colheu, o augmenlou todos os progressos
da philosophia moral e politica,depos de ler escrplo
na sua bandeira a liberdade e a igualdadc,junlou-lhe
o grande nome da paternidade, que alicrnalivamentc
tem dado impulso as mais sublimes virtudes, e ser-
vido de pretexto as mais cruas lyrannias.
Por (erem confundido estas duas parles da moral,
os maiores moralistas cahram era theorius exclusi-
vas, tanto falsas quanto perigosas.
Vimos Srrilh depois de haver"descoberlo e expos-
lo as leis haturaes da producto e da riqueza, como
que esgolado por este grande esforro fazer alto, e
quasl uo recouliccer no governo oulras funcres,
senao as do um commssario do polica ; vemo-lo
nao adraitlindo oulro principio mais que a liberda-
de do Irabalho, islo he, a justica, condemnar as mais
necessarias e- benficas inslituirOes, c abrir a porta
sem o querer, a urna economa poltica sem gran-
deza o sem enlranhas, rl\ Veremos um dia o pri-
meiro dos moralistas modernos, Kant, regressar ao
slocismo no fim do decimo-oitavo secuto, reccioso
do myslicismo regeilar o amor, e sacrificar a canda-
do justica, como se a alma humana, como so a so-
ciedade que completamente a representa, n,lo fos-
sem asss vastas para dar cabimento a ambas!
Alcm disto, eu rae apresso cm reconheco-lo, ou
antes em repeti-lo : a justica, anda mais que a ca-
ridade, he a base de tola a sociedade, e essa base he
immorlal.
Os direilos e deveres do hornera, cuja declaracHo he
moderna, sao tilo anligos como o homem. Tenho
necessidade de fazer esla profissao de fe ein honra da
humanidade. Desde que o homcm conheceu-se,
conheceu-se como ser lvre, c como tal se respetou ,-
collocou-sc cima das cousas, e soobe que aviltar-sc-
hia que violando a liberdade de oulrcm, quer dei-
xando violar a soa. Em todo o lempo a liberdade
foi conhecda e honrada, porera mais ou menos, e
sempre parcialmente. Tal drclo ja esclareca a
humanidade, quando tal oulro eslava anda na som-
bra. A santa liberdade nao descobre de urna s vez
a sua face ; ssuccessivameute levanta os seus veos;
porcm, por pouco que a descubra, sem pnlenlca-!;
toda, basta para que o homem ennobrera a sua exis-
tencia, e obtenha a conviccfio de que val mais que
este mundo no mcio do qual foi laucado.
O verdadeiro mundo dp homcm he a liberdade, e
a sua verdadera gloria-mitra cousa nao be senao o
constante progresso della, cada vez mais comprc-
licndida c de dado cm Idade, eslendendo-se sempre
no pensamentodo'homem, aloque, de poca em -
pora, chegue a aquella em que todos os direilos se-
jam cenhecidos o respeitados, o em que, para assim
fallar, a propria essenca da liberdade se mani-
fest.
A philosophia da historia mostra-nos alravcz das
vccissiludcsquoalcame precipitara as sociedades, os
passos continuos da humanidade para a sociedado
ideal de que vos lenlio fallado, o que seria a com-
pleta emanciparlo da pessoa humam, o reino da li-
berdade na Ierra. Esla sociedade ideal nunca se rea-
lisa de um modo absoluto ; porque lodo ideal rea.
lisandu-sc, fica alterado, mus embora alterado, he to-
dava elle que faz a belleza das cousas com as quae,
se ingere ; be um raioda verdadera sociedade, que
palenleando-sc na diversas sociedades particulares
que se soccedem, Ibes communica cada vez mais al-
guma cousa da sua grandeza c forra. *
Por muito lempo a hnmanidade repousa cm urna
forma de liberdade que Ihe he snfliciente. Esla for-
ma nao se eslabelece, e nao se suslenla senao tanto
casas
osdo
*5
-! Acerca dos mritos e vicios da economa ,
tilica de Smilh vede a primeira serie dos nossos
corsos I 4.0 lie. 17 e 18, pag. -270 a 303. Enlrc
nos llr. Say propagando os principios de Smilh. lo-
voa-lho os defeilos a um tal excesso, que siisciluu
essa reacrao exageradae extravagante que chamamos
socialismo. He Mr. Say e a sua escola que podem re-
clamara honra detrr produzido Mr. LuzBlanc eseus
sectarios. Entro estes erros extremos e contrarios,
indicamos aos espirilos rectos e independemos o
commum respeito, a harmona mais ou menos per-
fcila dos direilos privados e dos diroitos do estado,
da justira e caridade.
po-
quaulo conven) a humanidade. Nao ha oppressao
completa e absoluta, mesmo nas pocas qoe nos pa-
recen) boje mais Ivranntiada: porque, sobre ludo,
um estado da sociedade nao dura senao pelo consen-
lmenlo daquelles a quem elle se applica. Os hn-
mens nao deaejam mais liberdade do que a que con-
cebem, e ho roulo mais pela ignorancia que pelo
servilismo que lodoi os despotismos se eslabeleceram.
Assim, sem fallar do Oriente, onda o horaem-men-
no apenas lida o senlimcnlo do seu er, isto he, da
liberdade na tirecia, nesla mneidade do mundo, on-
de a humanidade principia a mover se c a Mohecer-
se, a liberdade Rscente era anda muito fraca.e to-
dava as democracias da Creca nao ciigam mais.
Porera, como be da cssencia de toda cousa imperfei-
la leuder a aperfeicoar-se, qualquer forma parcial
so lem um lempo, e d.i lugar a outra forma mais ge-
ral, que deslruindo a primeira, desenvolve o seu es-
pirito ; porque s o mal perece, o bem permancre e
continua o sou curso. A media idade onde, pouco a
pouco a cscravdao suecumbe sob o Evangclho, a me-
dia dade possua muito mais liberdade que o mun-
do anlgo. lloje nos parece ella poca de? opprcss.lo,
porque o espirito humano, nao estando raais salsfc-
lo com as liberdadcs das quacs culao gozava, querer
cncerra-lo no circulo destas liberdadcs queja Ihe sao
sullicienles, be urna verdadera oppressao. Mas a
prova que o genero humano nao se achara oppri-
mido na mda idad* esla em que elle a supportou.
Dous ou tres serillos depois he quo a media idade
comeea pizar a humanidade ; lambem dous
ou tros sceulos depois foi ella atacada : As formas
da sociedade quaudo appropriadas, sao inabalaves '<
o temerario que ousa tuca-las despedara-se de encon-
tr a ellas; mas quando urna forma do sociedade
tem rompila lo o seu lempo ; quando conceberaos.
quando queremos mais direilos, alcm daquelles que
comclla possuimqs ; quaudo o que era um apoo se
lem convertido cm um obstculo ; quando emlm o
espirito da liberdade e o amor dos povos que anda a
seu lado, se retirara ao mesmo lempo da forma
oulr'ora mais poderosa c mais adorada, o primeiro
que po a mao ueste dolo vasio do Dos que o ani-
mava fcilmente o abale, c o reduz a p.
Assim camiuha o genero humano de forma em for-
ma, de revolurao em revolurao, s marchando sobre
ruinas, porem marchando sempre. O genero huma-
no como o universo, nao vai \ i vendo senao pela mor-
le, mas lio apparenle, pois que conlem o germen de
urna nova vida. As rcvolurOes, consideradas por es-
sa face nao consternara mais o amigo da humanida-
de, porque, alcm de dcstruirOes momentneas, elle
percebe urna renovaro perpetua ; (porquo assislin-
do as mais deploraveis tragedias, conhece o seu fe-
liz dcsfeixe, porque vendo declinar ecihir urna for-
ma da sociedade, ere firmemente, que a forma futu-
ra, quaesquer quesejam asapparenrias, ser melhor
que Indas as oulras: tal he a consolarlo, a esperanra,
a f serena e profunda da philosophia.
As crises da humanidade se annuncam por tristes
s> mptomas e por sinislros phenomenos. Os povos
que perdem a sua forma anliga, aspirara a urna no-
va forma, que he menos dslincla aos seus olhos, e
agila-os muito mais do que os consola pelas vagas
esperanzas qne Ibes d, c pelas longioquas perspec-
tivas quo Ibes ella descobre. S o lado negativo das
cousas he claro _; e o lado positivo he obscuro. O
passado que rejelamos be bem couhecido ; o fuluro
que invocamos, esui coberlo de trevas. Dah as per-
turbaces da alma, quo muilas vozes cm alguns in-
dividuos, terminan nosccpicsmo. .
Contra a perturbara.) c o scepticismo o nosso asy-
lo inviolavel ho a philosophia, quo nos revela a ba-
se moral, o o objecto cerlo de todos os movimentos
da historia, e nos offerecc a vista distincta c segura
da verdadeiro sociedade no seu eterno ideal.
Sim, ha urna sociedade eterna sob formas que in-
ccssanlcuicntc se renovam. De todos os lados per-
guntarao-nos para onde vai a humanidade. Tra-
balhemos antes por coubecer o fim sajf^o, que ella
deve proseguir.
O que ha do ser pod
que devemos fazer, gra;
cinjps qucj,stibsistera
todas as provas da vida, e na perpetua mo
dos negocios humanos. Estes principios sao ao mes-
rao lempo muito simples de um immenso alcs/i
ce. O mais pobre de espirito, se possuo um conoci
humano, podo coraprehcndc-los c pralica-]oJ| en-
cerrara [odas as obrgacoes, quo os individfle os
estados podem encontrar no sen mais eleva* .-' !seu-
volvimenlo. lie era primeiro lugar a justica^res-
peilo iuvolavel, que a liberdade de um homem de-
ter para com a de outrem ; e depois |a caridade,
jas inspiracocs vivifican), sem altaraMos, os rgidos
preceilos da juslra. A justira he o freio da huma-
nidade, a caridade o seu acicate. Tirai nma ou ou-
Ira, o homem para ou precpla-sc. Conduzido pela
caridade, apoiado na ."justica elle marcha para sen
destino cora passo regulado e firme. Eis-aqui o
ideal que procuran) os homens realisar nas leis, nos
cuslumes e sobro ludo uo pensamcolo e na philoso-
phia.
Aanligaidado sem desconhcccr a caridade recom-
raendava principalmecle a justica tao necessaria nas
democracias. A gloria do Chrislianismo esla era ler
proclamado e ditlundido a caridade, esla luz da me-
dia dade, esla consolaro da servidAo, e que cnsna
a sahir d'ella.
Cabe aos lempos modernos collgir o duplo legado
da auliguidade e da media dade, o assim augmentar
o Ihesouro da hamanidade. Finalmente, filha da
revolurao franceza, a philosophia do dcimo nono
seculo deve a s propria, exprimir nos seus especiaos
caracteres e revocar sua harmona necessaria estes
dous grandes lados da alma, esles dous principios
diilerenles, igualmente verdadeiros c igualmente sa-
grados da moral cierna.
"Brai. de t'iclor Cousin.
Por *
1 caixa che, 2 barricas cerveja, 1 caixa passas, 1
barril sal, 1 calta tnnscrvas de peixe, 1 dita muslar-
da, 4 caixai qaeijos, 2 ditas biscoils, 24 presuntas;
a Fonle Irmaos.
1 barril vinho, 1 dito agurdenle de Franca, 2 ca-
xas queijos, 2 dilas biscoitos, 20 presuntos ; a C. C.
.lohnston.
9caixas fazendasde algodo ; a J. Reyder & C.
1 sacco amostras ; a diversos.
Briguo inglez llamj, vindo de Glasgow, consig-
nado a Adarason Howie &C, manifeslou o seguinle:
3.10 (oneladas carvo de pedra ; aos consignata-
rios.
CONSULADO UEHAL.
Reudimento do dia 1 a 26 .
dem do dia 27......
7&853|e99
2:4969973
78:352880.1
DIVERSAS PROVINCIAS.
Ivcndimcnlo do dia 1 a 20.....
Iduin do da 27........
4:734286
141*429
'i 875$711
Exportacao'.
S. John, brigue iugle James Stewarl, de 338
toneladas, conduzio o seguinle: 50 toueladas car-
vjo de pedra, SI) dilas las'lro de aria.
Paro de Camaragibe, blata nacional Novo Dcsli
no, de21 toneladas, conduzio o seguinle: 163
volme* gneros cslrangciros, 2 ditos ditos nacio-
uacs.
Marselha, brgac porluguez I.aia, de 321 tone"
ladas, roudu/ao o seguinle: 4,000 saceos com
20,000 arrobas de assocar.
RBCBBBDOR1A DE RENDAS INTERNAS CE-
UAES DE PERNAHBUCO.
Itondimenlodo dia 1 a 20......20:lll;:>7
Idcra do dia 27..........2:1739243
22:3203790
CONSULADO PKOVINCIAL.
Reudimentododia 1 a 20.....65:0709536
......2:0119722
dem do dia 27
07:0825218
MOVIMIENTO O PORTO.
Natiot entrados no dia 27.
Ass7 das, biale brasileiro Anglica, de 82 tone-
ladas, mestre Josc Joaqun Alves da Silva, equi-
pagem 0, carga sal e mais gneros. Passageiros,
Antonio Fernnndes Lourciro e 1 escravo, l.uij
Francisro Texeira de Souza, Mara Thcolinda de
(llveirn, l.coniliaCrandna de Olvcira.
Philadclpliia22 dias, galera americana Grey Ea-
glc, de 178 toneladas, capiao kinsman, cqnipa-
gem 15, carga fariuba de trigo ; a Koslrun Ron-
ker & Compauhia. Seguio para o Ro de Ja-
neiro.
Mar Pacifico, leudo sahido de New-llcdford ha 27
mezesGalera americana Mercury, de 340 tone-
ladas, capilao F. Diraan, equipagera 22, carga
azeile de peixe ; a ordem. Vco refrescar e se-
gu paraNew-Bedford.
Aracaly9 diis, biale brasileiro Duridoso, de 40
toneladas, mcslre Jo.lo Henriqoes de AJmeda,
equipagera 0, carga couros c mais gneros ; a Jos
Manoel Martus. Passageiro, Justino Antonio
Pinto.
ifac'os sahidos no mesmo dia.
Rio de Janeirollrigue brasileiro Firma, capilao
Manoel de Frailas Vclor, carga assucar c mais
gneros. Passageiros, Clementiua Mara de Mel-
lo, Joao Jos do Medciros Corroa Sobrinho.
MarselhaBarca franceza Sormandie, capilao Va-
leolim Pierre Alsclme, caiga assucar.
EDITALS.
COMMIKCIO.
PRACA DO HECIFE 27 lE FE VE RE RO AS 3
HORAS DA TARDE.
Coiarcs ofliciaes.
Dcscoulode leltras de poco lempo 9 \y> an
auno. *
AI.FANDECA.
Rendmcnlo do dia 1 a 26 272:48660|
Ideas do dia27........21:7089318
29i:19i>9!9
Desear-egam hnje 28 defexereiro.
Barcar inglezaD. Ricardoferro.
Barca inglezaGraoumcrcadorias.
Brigue inglez lfellingloncar\Ho.
Brigue inglezIlarrydem.
Barca francezalacrequeijos e cerveja.
Brigue dnamarquezi'/icalaboado.
Patacho suecoY Junadem
Brigue porluguezAtrevidodiversos gneros.
Importacao'.
Brigue Martlia, viudo de Liverpool, consignado
aJohosloiiPaler & C, manircslou o seguinle:
lOOcaixas folha do Flandrcs; a Barroca &
Caslro.
fjObarrismanlcga ; i E. II. \vyatl.
4 caixas biscoils. 59 fardos fazcndi do algodSo,
I3caixasdila dito, 1 barril agurdente, 1 dito vi-
nho, 2 caixas cha, 0 jarros passas, 1 barril presun-
tos, 1 dito queijos, 1 caixa Inucinho, 1 barrica mos-
lardn, 1 caixa miudezas, 80 toneladas carvao ; a
ordem.
7 caixas tecidos de algodo c Ha, 1 dila cenlos de
seda ; a Tirara Mouscn & C.
1 caixa ignora-sc, 1 dita tecidos do algodao;a Joiio
Keller & C.
79 fardos fazendas de algodo, 7 caixas dilas dito ;
a II. Gibson.
15 caixas bseolu ; a G. Nesbcll.
I caixa lencos de seda, 1 dila chales da dila ; a C.
J. Aslley &C
32 caixas fazendas de alsodao o fio, 8 ditas igno-
ra-se ; a Russell Mcllors & C.
3 barricas oleo, carne, sal, e 1 embrulho eordao ;
a Havis,
10 caixas fazendas de aigodo ; a Bruna Praeger
,iC.
29 fardos fazendas de algodao e liuho, 10 fmbru-
Ihos dilas de algodao. 30 caixas fazendas de algodao
e delnho, 50 barris matflega,26 barrisolo delioha-
ta, 70 gigos lauca, 20 barricas dita, 1 cesto amos-
tras dila ; a Johuslon Patcr & C.
II caixas ferragens, 1 dita pertcnces para selleiro,
SOembrulbos pas, 4 barricas graxa, 4 ditas alvaiade,
20 barris salitre, ditos oleo do linhaca ; a S. P.
Johnslon & C.
1 caixa diversas mercadorias, 1 lata queijos, e 1
presunto ja Hlood.
-- O llliu. Sr. iiispecto"da Ibesouraria provincial
m cumplimento da ord m do Exm. Sr. presdeute
'da provincia de 13 do co rento, manda fazer publico
que no dia 15 de mam prximo vindouro, pcranle
a junta da fazenda da mesma Ibesouraria, se ha de
arrematar a quem po' menos fizer, n obra do 12
lanr.o da estrada do s*l< avaliada em 13:3108000 rs.
A arrematarlo ser|,feila na forma da llf^viii-
cial n.3Wdel4de niio prximo passado e solVaa^
clausulas especiaes a^aixo copiadas.
As pessoas que se rf^jlozerem a esta arrematarlo
comparerara na sala Ais sesscsda roesma junta, pelo
raeio da, compelentRneule habilitadas.
E para consiar se mandou aQlxar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 20 de fevereiro de 1855.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciurao.
Clausula especiaes para a arremataedo.
l. As obras do 12" lanro da estrada do sul far-se-
hao de couformdade com o orramento, planta, per-
fis, approvados pela directora em consclho, e apre-
sentados i approvarao do Exm. presidente na im-
portancia de treze conlos Irczenlos e dez mil ris,
13:3109000.
2.a O arrematante dar principio as obras no
prazo de ura mez, c as concluir no do onze, ambos
na forma do arl. 31 da lei n. 28G.
3.a O pagamento da importancia da arrematarlo
eQecluar-se-ha do couformdade com o artigo 39 da
mesma lei, e ser feito em apoliecs da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 35.
4.a O prazo da responsabilidade sera do Ura anno,
duranle o qual ser o arrematante obrigado a nian-
ler sempre a estrada era perfeito estado de conser-
varo.sob pena de screm immedalameutc feilos os
reparos necessarios suacusla.
5." Em ludo o mais que nao fttiver determinado
nestasclausulas, seguir-se-ba oque a respeilo dispoe
a lei n. 286.Conforme.O secrelario.
AulonioFerreircfd'Annunciaro
O Illra. Sr. inspector da Ibesouraria provincial,1
ara cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da piovincia, manda convidar aos propriolarios abai-
xo mencionados, a entregaren! na mesma Ibesoura-
ria, no prazo de 30 dias,a contar do dia da primeira
pnhlicarao do prsenle, a importancia das quolas
rom que devora entrar para o ralrmenlo das casas
da roa da Pcnha e (res da ra do Rangel, conforme
o disposlo na lei provincial n. 350. Adverlindo que
a falta da entrega voluntaria ser punida com o du-
plo das referidas quotas, na couformdade do artigo
0 do rcgularaeuto de 22 de dezembro de 1854.
Ra da Pcnha.
N. 2. Herderos de Joaquina Josc Ferreira. 3690011
4. Julio Portella........398G00
6. Nudo Maa de Seixas.....60C00
1. Herderos dejse Mauricio de Oli-
veira Macicl..........1098200
3. Ditos de Caclano de Carvalbo Raposo 909000
5. Ditos dlo.........789000
7. Domingos Jos da Cosa.....369000
9. Francisca Benedicta dos Prazcrcs 4:19200
II. Jos Moreira da Silva..... 459000
o 13. Juliao Portella........ 279000
15. Paulina Mara........ 189000
17. Antonio Luciano de Moraes Mesqui-
la Pimentel e herderos de Manoel Paulo
Quinlclla........... 57.J000
19. Herderos de Manoel Paulo Quiutel-
Ia o Francisca Salustana da Cruz. 5O3S0O
21. Herderos do Manoel Paulo Quinlcl-
la e Francisca Salustana da Cruz. 739800
23. Juaqura Jos da Costa Fajoses 849000
25. Irmandado das Almas do Rccife. 578000
26. Joaquina Mara da Purificarn 363OOO
29. Vuva o herderos de Antonio Joa-
qun) Ferreira de Sampao..... 128200
b 31. Marcolino Goncaives da Silva. 305OOO
33. Francisco Jos da Silva Maier. 639900
Ra do Rangel.
77. Francisco Autonio de Oliveira Ju-
"f............ 9396OO
79. dem idem idem....... 258500
81. Mara Annunciada Adclaide Alves
da Silva............ 409500
!:2i78l00
E para consiar se mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 10 da fevereiro do 1851. O secretario, Anto-
nio Ferreira d"Annuneiacaa.
Joo Ignacio de Mederos Reg, rommercianle ma-
triculado, depulado comracrcial do trilfinil de
commercio da provincia de Pernambuco e juiz
commssario nomeado pelo mesmo tribunal.
Faro Saber que nao lendo comparecido na reu-
niao, que leve lugar no dia 23 do concille, os ere-
dores da casa fallida de Oliveira Irmaos & Compa-
uhia, Leonino Brothers, Jacomo & P. Irm."
Carboni, Gamba Scomio & Mello, Frcres Bosanero,
Anlonio Joaquim de Oliveira Mello, Novacs sos, Viuva Sevc, Sebaslo Jos do Figueirodo, que
resdem fora desle imperio, ou dentro delle, mas
era domicilios nao condecidos, por n8o ter sido a
convocaran taita segando o arl. 135 do regulamcu-
to n. 7:18 de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo presente edtal a ditos credores para quo compa-
rerara no da i de jniilio do corrente anno, pelas 11
horas da manha, em casa da ininha residencia na
-rua da Cruz 11. 9 do bairro do Reeife, alim do que
reunidos em minha presenra, com lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquem os seus
crditos, se forme o contrato de uniao, e so proce-
da a nomearao de administradores dos bens da di-
ta casa fallida, adverlindo que nenhum credor se-
r admtldo por procurador se osle nao liver pode-
res especiaos para o acto, c que a procuraro nao
pode^er dada pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
dous diversos credores. Em cumpriraculo do quo
todos os credores da referida casa fallida compare-
ram m dilo dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelas.
E para quo chegue ao conheciracnlo do lodos,
mande passir o presente cdital, que ser affixado na
praca do commercio o publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e passado nesla cidade do Re-
rife de Pernambuco aos 27 das do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamcrico Augusto do Re poR*i>.
Escrvo juramentado o escrevi.'oiio Ignacio de
Medeiro' llego, juiz do comme/cio,
Jos Antonio Bastos, commerciante matriculado
deputado commcrcial do trilj1111.1l do commercio
da provincia de Pernambuco, c juiz comms-
sario.
Faro saber, que no dia 9 de junho do corrente
anno pelas 11 horas da raanliaa na casa d minha
residencia na rua da Cadeia do bairro do Recite
n. 31 ha de ler lugar a reiinao Jos credores da casa,
commcrcial fallida de Richard Roy le 11a confortni-
dade do artigo 135 do regulamculo n. 738 de 25 de
novembro de 1850, afim de que reunidos cm minha
presenra lodos os credores, verifiquera os seus cr-
ditos, forraem o contrato de uniao, c pro>edam a
nomearao de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverlindo que nenhum credor sera ad-
mliid. por procurador, se este nao liver poderes
especiaes para o aclo, c que a procuraro u.io pode
ser dada a pessoa quo seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Era cumprimcnlo do que lodos
oscredoresda referida c,i>a fallida comparerara era
dilo dia c lugar designado, sob pena de so proceder
as suas revelas.
E para que chegue ao coiihccimenlo do todos
mandei passar o presente edtal, que ser adixado
"a prara do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dado e passado nesla cidade do Reeife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de fevereiro de 1855.__
Eu Duamcrico Augusto do Reg Rangel, escrivo
juramentado o escrevi.Jos Antonio Basto, juiz
commisario.
Jo3o Pinto do Lemos, commendador da ordem de
Chrislo, commercianle matriculado, depulado
commercial do tribunal do commercio da provin-
cia de Pernambuco e juiz commssario:.
Faro saber quo nao leudo comparecido na reunira
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do correle an-
no, os credores da casa comracrcial fallida de Dente
Voule & C, que residem fora dcste imperio ou den-
tro dcllc, mas cm domicilios nao condecidos, por
nao ler sido a convocarlo feta segundo o artigo 135
do regulamenlo n. 738 de 25 do novembro de 1850,
convoco pelo presente edtal a ditos credores, para
que compareram uo dia 11 ds junho do corrente
anno pelas 11 horas da manha, na casa da residen-
ciados mesmos fallidos, na rua da Cadeia do bairro
do Reeife n. 52, afim Je quo reunidos em unnlia
presenra lodos os credores da referida casa fallida,
verifiquem os seus crditos, del berrn sobre a con-
cordata ou formem o contrato de uniaa e procedan)
a nomearao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; adverliodo que nenhum credor ser ad-
illido por procurador so egla nao lvcr poderes es-
pBeHes para o aclo e que a procuraro nao pode ser
dada aTtfisgjXTa seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que todos os credo-
res da referida casa fallida, comparecam era dilo
da o lugar designado, sob pena de se proceder as
suas revelas. E para que chegue ao conhecimenlo
de lodos mandei passar n presente edtal, quesera
adixado na pracr do Commercio c publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesla ci-
dade do Rccife do Pernambuco aos 9 do fevereiro
de 1855. Eu Dnamerco Augusto do Reg Rangel,
escrivo juramenlado o escrev i. Joiio Pinto de Le-
mos, juiz commssario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva GuimarSes, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesta cida-
de do Recifo de Peinambuco por S. M. I. e C. o
Senhor Pedro II que Dos guarde, ele.
Faco saber que por este juzo se ha de arrematar
por venda em prora publica, que ter logar na casa
das audiencias no dia 16 de marro prximo seguin-
le, meia hora da larde, ura terreno de marinha n.
204 na rua dos Pescadores frogueza de San Jos, em
conlinuacao da do Santa Rila, com 36 bracas de
frente contadas no aliuhamenloobtiquu do caes pro-
je lado, uvaliado por 3008000, penhorado ao com-
mendador Francisco Ludgcro da Paz, por execuro
de Jos Isidro Borges Leal.
E para qoe chegue a noticia de lodos mandei pas-
sar o prsenle cdital que ser publica do pelo jornal
e dous do mesmo Iheor que sero aflixados na prara
do Commercio e ni* casa das audiencias.
Dado o passado nesta cidade doRecfcdc Pernam-
buco aos 20 de fevereiro de 1813. Eu Manoel Joa-
quim Baptisla, escrito interino o escrevi.
Custodio Manoel da Silca Guimarues.
DECLARAgO'ES.
ADMINISLRACAO" DO CORREIO.
A mala que lem de ser conduzida pelo biale Tres
rnutos para a Paralaba, fecha-sc boje (28) as 10
horas da manha.
Por esla contadoria se faz publico, quedo I.
ao ultimo de marro futuro, se arrecadarao bocea
do cofre os iraposlos sobre esta beleci raen los de com-
mercio c industria, ficaudo sujeitos a multa cstabe-
'ecida os qae nao pagarem dentro do mesmo lempo.
Contadoria municipal do Reeife 28 de fevereiro de
1855.No impedimento do contador, o amanuense
Francisco Canuto da Doaciagem.
Pela subdelegada da freguzia da Boa-Vista fo-
rara apprehendidos um boi c urna vacca, que foram
encontrados vagando pela estrada do Belem : seus
donos compareram nesla subdelegada. Subdelega-
da da freguzia da Boa-Vista 27 de fevereiro de
1855.O subdelegado supplentc era exercicio,
A F. Martin* fibeiro.
Os credores do fallido Jos Marlius Alves da
Cruz, c este mesmo por si ou por seus procuradores,
compareram no dia 2 do muro prximo seguinle as
11 horas cm rasada residencia do Sr. Dr. Francisco
de Assis de Oliveira Maciel juiz do commercio da se-
gunda vara, na rua estreila do Rosario n. 31, para
se verificaren os crditos aprcsenlados, se' deliberar
sobre concrdala, se for aprescnlada ou se formar
o contrato de uniao, e so proceder a nomearao de
administradores da casa fallida; ficando os credores
advertidos que nao sero admitldos por procurador,
se esle nao aprosentar procuraro bastante com po-
deres especiaes para o acto, c que a procuraro nao
pode ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous di-
versos (redores.
Rccife 20 de fevereiro'de 1815.O escrivo inte-
rino, Manoel Joaquim Baplista.
De ordem do Exm. Sr. director gcral da ins-
Irucro publica, fac/) saber a quem convcr, que esl
concurso a cadeira de inslrucro elementar do pri-
meiro gro da villa de Scrnhacra, com 60 dias de
prazo, contados da dala desta.
Directora geral 24 de fevereiro de 1855.Candi-
do Eustaquio Cesar de Mello, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direcro do Banco de
Pernambuco faz curto ao Srs. accionistas,
que se aclia autorisado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de 8#000 rs.
por acc5o. Banco de Pernambuco 51 de
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porto com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu cm poucos das a veleira c bem condeci-
da escuna nacional Linda, capilao Alexaudrc Jos
Alves ; lem grande parle do seu carregamento: para
o rosto, Irala-so cora FMuardo Ferreira Bailar, na
ua do Vigario u. 5, ou com o capilao na prara.
PARA O RIO DE JANEIRO
a barca brasilera Flor d'Oliceira, capilao Jos
d'Oliveira Lcle seguo com minia brevidade por ler
a maior parte do seu carregamento prumpto : para
o reslo da carga c csrravos a frelc, para o que lem
evadientes commodos, lrata-se cora o consignatario
Manoel A.'ves Guerra Jnior na rua do Trapiche n.
14, primeiro andar.
CEARA' E ACARACL"'.
Segu no dia 2H do correulc o hiate Crrelo do
Sorle ; recebe carga e passageiros : trata-so cora
Caelano Cyriaco da C. M., ao lado do Corno Sanio
II. 25.
PARA OACARACU'
segu com a maior brevidade o biale Aragiio, lo-
cando no Ceara se bouver carga para l : a Iralar na
rua do Quemado n. 27, loja de Gouvcia Leile.
Real companriia de paquetes iiifjlcz.es a
vapor.-
No dia 2 do
marro, espera-
se da Europa,
um tos vap-
resela roalrom-
p.uihia, o qual
%dcpois da de-
mora do cos-
tume segujr,
para osul : pa-
ra passageiros etc., trata-so com ns agentes Adam-
son Hoic rX C, na rua do Trapiche n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue Elvira, sirjuc por estct
das : para carga iniuda, passageiros e cs-
crayos a 'rele, trata-se com Machado & P-
nheiro, no largo da Assemblea, sobrado
n. 12.
Para o Cear sczue no fim da presente semana
o bem condecido hiate Capibaribe, mestre Antonio
Jos, V anua ; para o resto da carga, Irala-sc na rua
do \ gario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO
segu em poucos dias o brigue Conceirao. capilao
Joaquim Ferreira dos Sautos: para o resto da carga,
i rala-so com Isaac Curio Compartida, na rua da
Cruz n. 10.
LEILO'ES.
O agente Borja far leilo cm seu armazcm na
ra do Collegio n. 15, de urna infindade de objecios
differentes, como bera : obras de marcineria novas
e usadas, grande quanlidads de chapos de fellro e
do Chili muito finos, idem de charutos da Babia, re-
logios de ouroeprala para algibelra, dilos de parede
e rima de mesa, quadrns, varios livros, e oulros mu-
tos objectos, ele.; um excclleute cabriole! aga no-
vo, com todos os arreios, e diversos canarios canta-
dores ; ludo isto sera vendido sera limite de preco
algnm : quarla-feira, 28 do corrente.. s 9 horas em
poni.
Vctor Lame far leilo por intervenro do a-
gcnleOliveira, de um bello sorlimento do fazendas
de algodao, linho. la e de seda, principalmente
franeczas, e >s ruis proprias do mercado : lerca-fei-
ra, 27 do carrele, s 10 horas da manha em pon-
to, no seu aimazem, rua da Cruz.
Brunn Praeger & C, farao leilo por inler-
vencao do agente Olvcira, de um rompido sorli-
mento de fazendas, de lodas as qualidades as mais
proprias desle mercado : quiita-fcira I de marro
as 10 lloras da manha, no seu armazem rua da
Cruz.
T. de Aquion Fonseca & Filbo, farao lcilao,
por conta e risco de quera pcrlencer, e pur inter-
venro do agente Oliveira, de cerca do 63 barris
maiores do qualroem pipa, cora vinho tinto de Lis-
boa, marca G S, os quacs restaran) do seu ultimo
leilo por nao terem desembarcado do navio, que
d'aquelle porlo os conduzio : sexla-feira 2 de marro
s 11 horas da manha em ponto, no largo de fronte
da alfandcga desta cidade.
AVISOS DIVERSOS.
A nova casa do pasto da rna Idas Cruzes n.
3'J, avisa a lodos os freguezes que tem toda a qOI-
lidade de comidas, caf, cha' e (oda a hora do dia, e
da' almoros o jantares para fra. Tambem ha roao
de vacca lodos os domingos c dias Santos.
Maria Carneiro de Souza Laccrda Villaseci,
lirin conbeciila professora particular, avisa a qnem
ronvier, que contina arereber meninas pensionistas
Janeiro de 1855.O secretario do consc-
lho, Joao Ignacio de Medciros Reg.
O consclho de direccao do Banco Ae
Pernambuco declara que. cm substitui-
dlo a apolicen. 1 'ltl, roubada do poder
do possuidor, como consta do annuncio
publicado Ueste Diario n. 5 de 2V doJ^"'Ci" f " ' tras, gramraalica porlugueza, franrez, c bordados do
corrente, vai la/.er entregar urna nova (odas as quaii.udes, e que tambem ha mestru da
a plice com aquclle numero ao respecti-
vo piopiietario. Banco de Pernambuco
20 de fevereiro de 1855.O secretario
do consclho Joao Ignacio de Medciros
Reg.
Previne-se a todas as pessoas que ne-
gociam com relogios, e com especialidade
aos Srs. relojoeiros, pie deixem de elfec-
tuar qualquer negocio com um de ouro
patente snisso n. 27870, o qual oi furta-
do nesta lypographia.
Extraviou-se d'cntre o falo do abai-
\o assignado, vindo do norte no vapor
Imperador, um pequeo bah forrado de
marroquim com orelhas de couro. e co-
berto de pregara de metal; supple-se
rpie no desembarque, elle fosse contundi-
do nos objectos de algum outro passagei-
ro : quem pois o tiver cm seu poder, ou
delie souber, queira dirigir-te a rua do
Rosario largan. 56, quarto andar, a en-
tender-se com Domingos Antonio Alves
Ribeiro.
I RECREIO MILITAR.
Convida-se a lodos os socios para so rconi- 3>
rom sabbado 3-do marro, as i horas da larde
f na casa de suas partidas, afim de se proceder
a nova cleirao do directorio, e Iratar-se de @
35 negocios concernentes a mesma sociedade. @
O nhaixo assisnodo lendo lido a distinta hon-
ra de ser sempre tratado pelo Illm. Sr. major com-
inanilantc interino, e mais senbores ofliciaes do se-
gundo batalbao de infamara de primeira linlia.com
as mais delicadas c obsequiosas maneiras, e rei-
rando-se para a corte com licenra do governo de S.
M.o Imperador para seguir os estudos da Acade-
mia Militar, dando por esta occasiao ao mesmo Illm.
Sr. major commandanlc, c aos raais senbores ofli-
ciaes um publico teslemunho da profunda graldao
0 alia estima c respeito, que Ibes dedica, deserape-
nha um dever que lem por saartdo para um solda-
do brioso, que sabe apreciar o alto mrito das vir-
tudes militares c sociaes, que dislinsuem os seus
superiores. Dignem-se por tanto o Illm. Sr. major
commandante interino e mais senbores ofliciaes do
dito segundo batalho, aceitar este publico lestemu-
nho de profundo recouhecmeoto dos altos favores
rom quo honraran) o abaxo assignado, durante o
lempo que servio sob seu commando ; e dignem-ie
ao mesmo lempo aceitar as suas saudosas despedi-
das, ficando cerlos qne o abaxo assignado nao so se
esforrara cm todos os lempos e em todos os lugares
por imitar a brilhante conducta militar e civil de
l.io di-lincla nflirialidade, mas reputara por subida
honra ter frequentcs occasoes do se ompregar no
serviro particular de cada um dos dilos Srs. major
coromandaule e mais Srs. ofGciaes.Recifo 20 de
fevereiro de 18).. O cadete, Filippe llcrmcs
Fernandes Trigo de Loureiro.
Desappareceu bonlcm (*2C), pelas 9 horas da
nniie, da casa de su senhora 1). Mara Carolina de
Albuqucrquc Illocm, o escravo Luiz, cujos signaos
sao os seguinles: crioulo, de idade de O annos pou-
co mais ou menos, altura c grossura regulares, des-
dentado na frcnlo e cora nina grande empingem,
que Ihe cobre loda a parle superior do roslo, come
cando no beiro superior al a testa, e tomando-lhe
ambas as faces. Levou camisa de madapolao fino e
caira decir. Roga-se as autoridades policiacs o aos
capiles de campo de o apprehcuderem e levarera-
noacasado sua senhora no Hospicio: promclten-
do-se por esse serviro urna generosa recompensa.
Aluga-se urna boa casa na Capunna com um
pequeo sitio e varios pos de frutos: a fallar na rua
do Cabuga', loja de Joaquim Jos da Costa Fujozcs.
Pcrdeu-se no dia sabbado 2i do corrente urna
letra da qoanlia de ".(.idOO sacada pelo Sr. tlelfino
Goncaives Pcrcira Lima endorada pelo mesmo SR c
aceita pelos senbores Joaquim Filippe da Costa e
Joao Marlins de Barros : rsga-se a quem a liver a-
rhado reslilua ao abaxo assignado, na rua da Madre
de lieosn. 22, quesera generosamente recompensa-
da, adverle-seque os aceitantes c sarcador ja se a-
cham prevenidos. Alexandre Jos da Silva.
Uecebem-se meninos ou meninas at a idade
de 9 annos para baivo, obrigando-se a le-Ios na es-
cola e dar-lbe o Iratamenlo em caa : refiro-me aos
pas, qoe por alsumas rirrumslancias nao os poi-
sam ter cm sua companhia : quem quizer aununcie.
1 Na ma da Senzalla Vellia n. 84 precisa-se de
um amassador.
Manoel Fernandes Ribeiro embarca para o
Para' a entregar a seu senhor Jos Martus da Silva
o seu escravo de nomc Silvestre do menor idade.
que
msica, piano, dansa e desenlio : quem pois de seu
presumo se quizer ullisar, dirjase rua da Aurora
o. 2, segundo andar.
Precsa-sc de urna mulher forra para servir de
criada a umatenhora no convento da Gloria : quem
eslivcr nestas circumsUneias, dirija-sea rua largado
Rosario n. '18, loja do Cirdeal.
A pedido de na familia, precisa-se saber se
nesla provincia ou fra della, existe Manoel Jos dos
Sanios Jnior, naluraLdc S. Miguel do Coito de Ap-
pulia. reino de Portugal : qoem souber noticias del-
le far muilo favor dizer na rua do Oueimado, loja
u.18.
Quera precisar de urna pessoa livre o desempe-
dida para ama de urna casa de pouca familia, appa-
reca na rua das ('.airadas n. 15, que ah se tratara do
ajusle ; assim romo se obriga as coudires, segundo
o trato ruja se firer.
Jos Aniones Goimiraes declara aos Srs. Cas-
lro & Irmaos, qoe respeilo da loja do Sr. Vicente
Monteiro Borges, nenhuma offerta la fizeram direc-
ta ou indirectamente.
Alusa-se nm sitio com excellenle cas de mo-
rada, estribara e corbeira, com boa agaa de belier.
e muilo perlo da cidade por ser ua travessa do Joao
Fernandes Vieira, por delraz do sitio do Sr. Fran-
cisco Acioly G. Lins, no Mangninho : a tratar na
rua da Cadeia do Kecifo n. 51, com M. J. do Pa-
raizo.
SANTO AMARO DAS SALINAS.
Tendo-se levantado o estandarte no dia 24, como
foi anuunciado, apezar de toda a chuva, tem da con-
linuar-se as novenas al o dia I de marco ; dia era,
que ha de ser solemnisado cora loda a pompa e bri-
Ihaulismo o vidrioso Sanio Amaro : depois da Testa
dislribuir-se-ba estampas e mais milagres do mesmo
santo, e urna msica militar vira preencher o reslo
do dia. No da seguinle a nuile ter lugar um lin-
do c variado fogo de vista, e no fim a lirada do es-
tandarte vira rematar a fcsla desta milagroso santo.
Espera-sc dos liis o seu compareciraento para maior
brilhaniismo da festa.
Precsa-sc de um prclo captivo para o servico
de urna casa : na estrada de Joo de Barros, na So-
ldado, n. 7.
O reverendo padre inslcz C. A. Austrn, com a
sua familia, rclira-se para fra do imperio.
Leopoldo da Silva Queiroz, commercianle es-
labelecido com loja de I izeudas sita na roa do Ouei-
mado ii. 22, tendo-se aprcsenlado pcranli esle juzo
coniforme narca o cdigo do commercio arl. 805 ;
rcquerosupplicanlea V. S. dgne-se de mandar
que o escrivo do procosso, que he Cunba, Ihe
passe por certido o dia i;m que o supplicanle se
apresenlou, assim como o Iheor da senlenja que jul-
cou ao supplicanle fallido, por tinlo. Pedo a V.
S. Illm. Sr. l)r. juiz do commercio da 2." vara assim
lefira. E. K. M. O drocorador, Viriato de
Fre tas Tavares.
Deffirido. Itecfe 24 de fevereiro de 1855. Oli-
veira Macicl.
Pedro Tertuliano 3a Conha, escrivo vitalicio do
civel desla cidade por S. M. I. o Sr. D. Pedro II,
que eos guarde ele.
Certifico que revendo os autos de fallencia de
Leopoldo da Silva Queiroz, dos mesmos consta q
o supplicanle,uo dia 13 do crranle mez.se apreseu-
lou pcranle o Illm. Sr. juiz do commercio da segn<
da vara, como consta da peticao e despacho do mes-
mo dni 13 do correle, assim como certifico ser o.
Uieor da sentenra que declara aberla a fallencia d?
supplicanle da maneira seguinle: ^ vista da de-
clararo a lis. duas julgo fallido Leopoldo da Silva
Queiroz, e declaro aberla a son fallencia desde o dia
13 do correte, que fixopara termo legal de sua axis*'
tencia, e por isto mando qae si ponham sellos era
Iodos os seus papis, livros e beus. e nomeio pai
curador fiscal da fallencia ao negociante Ilcnriqu
Gibson, que prestar o juramento do eslylo ; pa,
as cusas pelo fallido. Reeife 23 de fevereiro de
1S55. Francisco de Assis de Oliveira Maciel.
E mais se nao conl inba cm dila sentenra aqu bem c i
fielmente transcripta, que eu escrivo no principio
desta declarado e abaixo assignado, bem e fielmente^
fiz tirar por cerlidao dos proprios autos de fallencia.
aos quaes me reporto, e vai na verdade sem consa
que duvida fara, conferida e concertada na forma do *4
estjllo, e por mira subscripta o assignada nesla ci-
clado do Reeife aos 2i dias do mez de fevereiro de
1855. Subscrevi e assignei em f de verdade.
Pedro Tertuliano da Cvnha. ""V
(Eslava sellado.)
CHAROPE
DO --
BOSQUE i
O nico depositojconlina a ser na blica de Llar-'
Iholomeu Francisco de Souza, na rna larga do Rosa-
rio n. 36; gnalas grandes5*>500 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 PULKO.-
Para cura de phlsica era lodos os sen* diferenles
graos, quer motivada por constipacoes, loase, aslh-
ma, pleuriz, escaos de sangue, dor de costados e
peilo, palpitarlo no coracao, coqueluche, bionchite,
dr una garganta, e todas as molestias dos orgos pul-
monares.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
queira mandar receber urna cncommen-
la na livraria n. 6 c 8 da praca da Inde-
pendancia.
REMEDIO IMCOMPARAVEL



UNGENTO HOKLOWAY.
-ililharcsde udividuos de lodas as naroes podem
lesleniiiiihar as virtudes desle remedio incomparavel.
e provar, cm caso necessaro, que, pela oso que del-
le fizeram, lera seu corpo e merabros inleuamenle
saos, depois de hiver empregado intilmente oulros
iratameulps. Cada pessoa poder-se-ha convencer
dessas caris maravilhosas pela Iciluradus peridicos
que lli'as relatam todo os dias ha muito* annos; e,
a miior parte dcllas silo 13o sorprendente qua admi-'
rain os mdicos mais celebres. Quaotas pessoas re-
robraram com este soberano remedio o uso de seas
bracos e pernos, dejiois de ler permanecido longo
lempo nos hospitacs, onde deviam soffrer a ampu-
tado Dcllas ha muitas qne havendo deixado esses
asjlosde paderimento, para se nao snbmelterem a
essa operar.10 dolorusa, foram curadas complelameo-
le. mediante o nsoxlesse precioso remedio. Algu-
mas das laes pessois, na efusao de sea recouheci-
mento, declararam esles resultados benficos diaule
do lord corregedor, a oulros magistrados, afim de
mais autenticaren! sua aflirmaliva.
Ninsuera desesperara do estado de sua saade se
tivesse bstanle confianza para ensaiar tste remedio
constantemente, seguiado alaum lempo, o Irata-
meulo que uccessitasse a natureza do mal, cajo re-
sultado seria provar inconteslavelmcnle: Que tudo
cara !
O ungento he utll maii particularmente nos
seguinles casos.
K
Alporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabeca.
das costas.
dos membros..
Enfermidades da culis
em geral.
Enfermidades doanus.
KriinrOes escorbticas. I
Fstulas no abdomen.
Friatdadc ou falta de ca-
lor nas extremidades.
Fricaras.
Gengvas escaldadas.
Inchar.
Inllammar.lo do ficadn.
matriz.
Males das pernas.
dos paitos.
de olhos.
Mordeduras de replis.
Picadura de ntosanilos.
l'ulm,.
Qaeimadelas.
Sarna.
Supurarocs ptridas.
Tnha, em qualquer pa r
le que seja.
Tremor de ervos.
Ulceras na bocea.
d ligado.
das arlirulares.
Veas torcidas, ou n'oda-
das nas pernas.
da be
Vende-se esle ungento no eatabelecimonto geral
de Londres,. 244-,Mrana,o ua loja de todos os bo-
ticarios, droguislas c oulras pessoas encarregadas do
sua venda em toda, a America do Sal, Itavana o
Hespanba.
\ ende-sc a 800 ris cada bocelinba, cootra ama
inslrucro em porfuguez para explicar o mado da
fazer uso desle ungento.
O deposito geral he em casa do Sr. Soam, phar-
macealico, na rua 4a Cruz n. 22, em PernanH
buco.
MHTlinn
mm
i
MFlUnQ mUDIAD [UPnyTDAnn
iirniiiri



^^Be ao Sr. Jos Anlimes Guimariles luja
Wtarar por ele jornal, se Castro i intuios, lhes
Pzoram alciima otTerla directa o indirectamente,
da casa cm que liste a loja de Vicente Monlciro
Borge
N3o se leudo ultimado o negocio sobre a or-
matjjo da loja da roa do Collegio n. Il, scientitira-se
*' umi* prclendentes. que traspas-u-sc as chaves com
-na armario, unicaueiilc pelo aluguel-quo se
paga ao proprkrtario, ou vcndc-sc, orno mrlhor llie
cunvier : ni ra do Queimado u. 42, loja de faieu-
da,.
Precisa-te alosar um prelo de boa conduela :
na ra da Cre n. 10.
Precisa-se : de homem
solleiro : rimeiro andar.
v! 11 i .. i lii-MKK> por mez, um mulato bom
cozinheiro, omito fiel o robusto ; o qual lie proprio
para qualquer inister por ser inlelligcnle, como soja
pagetn de que lem pralica, assim como qnaesquer
mandados : na ra das Cruze*, arinazcm de motila-
dos ii. 40.
Domingos Anlunes, porloguez, reliri-ie para
lora do imperio.
O abaixo assignado, natural da provincia de
Minas lleraes, e residente nesla do Rio Grande do
Norte, queiendo dar-so a conheccr c ler noticia de
,'areutes residentes naquella provincsjsna falta
deoutro canal, o faz por mcio da imprenta, e pelo
presento aiiuuncio. O luiente JoSo Pinlo de
.tilles, casado com Francisca de Miranda
Crrela, mi auno de 1800, morava no seu ensenho
Collczin dli supradita provincia de Minas ; tiveram
elles 2 filhos, o espille Francisco Pinto de Maga-
lhaes e t. Auna Joaquina de Magalhaes; esla casott
duas vezes, a primeira com Jos da Molla Itibeiro, e
por fallec ment liaste com l'hristovo Lino Caval-
ranli de Albnqncrque; do primeiro matrimonio leve
um lilho dj nome Constantino, e do segundo dous
gemeos Kruncisco e o abaixo assignado. Falleccram
a dita D. Anua e o lillio Francisco, ficou Constanti-
no ero rompanliia de seus avs, c era companhia de
sea pai o abaixo assignado, que com elle veio para
esta provincia, e se acha morando no sitio Santa Hi-
ta, do municipio da villa de S. Goncallo. Deseja
saberse o seu irmao Constantino existe, o onde ; e
querendo escrever-lhe, o pode fazer para a cidade
do Natal, merco do ncsocianle Joaquim Ignacio
Pereira.SoSo Cacalcanti de Albuquaque.
PERIDICO DOS POBRES-
Aclia-se aberta a assignatura para esta
bllia que se publica, escripia por mu i
habis pennas. no Rio de Janeiro, c sol
a direccuo de A. M. Morando ; ja' conta
ahnos de existencia c semprc ha jo-
te toda a estima, tanto na corte como
odas as provincias. Assigna-se na. li-
vraria da praca di Independencia n. (i e
2.S00 por trimestre, 4,S<)00 por se-
mestre, e 8,S" por um anno: convida-senos
.imantes da leitura para que- Venliam as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera donorte, aim de receberem a
colleccao no primeiro vapor.
Precisa-se de urna ama para todo cent (o de
urna casa de pouca familia : a tratar ua roa eslrcil i
do Rosario n. 10. lerceiro andar.
Previne-se ao Sr. Antonio Rodrigues Vieira,
correspondente do Sr. Goncallo Francisco Xavier
Cavalcauli l'cha, que nao pague urna ordem da
quanlia de 8OJO00, passida ao Sr. Pedro de Assis
Campos por se ler perdido.
O hachare! Jos Rodriguee do Passo aclia-sc
residipdo na ra Nova n. 33, primeiro andar, onde
ontinuar a exeicer a sua profissiio de advogado,
podendo ser procurado a qualquer hora do dia.
O Sr. Marcolino AlvesCavalcanli Cunegundcs
nalural.do Cralo, (Cear,) lem urna caria na loja do
- Ierro da Boa-Vista u. 48.
e\ Previne-se as pessoas que nrrcmalarcm os bens
do finado Jo3o de Allemilo Cisneiro, que vio a pra-f-y^
/capelo juizo dafcVphosdo Olinda, para pagamento
da legitima de I). Mara Anldnia de Aguiar, que
, |iarle das Ierras denominadas Bcbcribe de baiio,
*e acbam aforadas com foro perpetuo lia mais de l'i
^nnos, pelo referido Cisneiro aos abaixo assignados,
e que em ditas '.erraslia bemfeilorias e plaularoes le
aevores fructferas fe i tas pelos mesmos abaixo assig-
nados, como j.ise annuuciou por esta folln no dia
auno prximo passado.Fron-
de Paula Carneiro, Francisco de Paula
uanaes Morcira, Francisco Manuel de Freitas,
fos Pedro Chaces.
DIARIO OE PERMMBUCO, QUARTA FEIRA 28 DE FEVEREIRO DE 1855.
t =

ac
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLBOIO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consultas liomeopalbicas todos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manilla aleo meio dia, o em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
' flerece-se igualmente para praticar qualquer operarn do cirorgia, e acudir promplamcnle a qual-
quer mulber que eateja mal do parlo, e cujas circunstancias n3o permillaiu pagar ao medico.
M CORSEILTORIO. DO BE. P. L LOBO I0SC0ZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENlJE-SE O SEGD1NTE:
Manual complelo de meddicina bomeopalliica do Dr. 11. 11. Jalir, traduzido em por
tuguez polo Or. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhadodc
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 2OS000
Esta obra, a mais importante dctodasasqoelratam do esludo e pralica da bomeopalliia, por ser a nica
qneconlm abase fundamenlal d'esla doutrinaA PAT11UUENESIA OU EFFEITOS UUS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUEconhccimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que seqiicrem dedicar pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos queanizerem
experimentar a doutrina de llabnemanu, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: lodos os
fazetfdetros e seuliores de engenho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
que urna ou nutra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por ciremnstancias, que nem sempre podem ser preveuidas, sao obriga-
dos a prestar in ronlincnli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou Irsduerao da medicina domestica do Dr. Hcring,
obra tamhem ulil s pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 103000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. 3QO0O
Sera verdadeiros c bom preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprietario riesle estabclccimenlo se lsonaeia de te-lo o mais bem mutilado possivel c
ninguem duvida boje da craude superioridade dos scus medicamentos.
Rolicas a 12 lubos graudes,.................... 8&000
Boticas de '21 medicamentos cm glbulos, a 10$, 129 L' 1->SOOO rs.
Dilas 36 dilos a.................. 20?oot)
Ditas 48 dilos a.................. 25*000
Dilas GU dilos a.................. 303000
Dilas 144 dilos a............'...... uO,->000
Tubos avulsus......................... 19000
Frascos de meia mica de lindura................... 29000
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 25600
Na mesma casa ha sempre i renda grande numero de lubos de crystal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por precos minio cora modos.
O Sr. Joo Antonio de Miranda,
queira ter a bondade de apparecer na ra
do Collegion. 15, agencia de leilues, a ne-
gocio de seu.interesse.

er a
SJ3
$.2





a
o
d
3
c
>
O
00
O
u
fi .2 i*
S u fe
o a
.roo
1 f-'i
8 8.1
O"
9
u S
O o w s
5 T.= % s-2-1
o
a
B
5 55
o
-o
w s u _
_ u =J -=
S > "3 O
o
~3
. O
o "2

sa
a
&
O .o
n > y -
o o o -
-5 4> o
(M
V o
"O
cd
o
^ :
H. 24.
g-S
^= =
o
S
v
o
3
u
a c-
1 h- y 3 E-

es
2 o
72 > 4> r 2 fe
So -a o >- f. g
US S J-
S O S C5 -
3 5b?
Cruz & Comes lem por vezes chamado a attencao
de scus freguezes, para que viudo a ra dos (Joa'lcis
n. 24, vejam o rico sorlimenlo de miudezas fraucc-
zas de que se acha adornada a sua loja ; e de novo
rogam que sem perda de lempo venham comprar os
l.io uleis chapeos de sol com cabo de canna, c da me-
lltor seda, por 7JO00 ; penlcs de tartaruga para se-
gurar cabello, o melhor que se lem vslo, por 3.>00
e CgO ; Ifla de cores para bordar a 93000 a libra ;
froco de lindas cores a 500 rs.,a peca penlcs de bu-
falo milito finos para suissa por 500 rs.; dilos para
alisar por 320; espelhos com molduras de massa a
500 rs ; mcias de cores para hornera a jSOO a da-
lia ; ditas cruas, muto encorpadas, proprias para
botins a 39000 a dalia ; caixas de bfalo para rape
a 500 rs. ; riquissimas bonecas dignas de com ellas
so presente a qualquer menina de distiaccao (esle
artigo ha para lodo nreco); excellenles lijas de seda
a I92OO o par ; lencos de seda para senhora e ho-
rnera, dos mais modernos gostos, a 1>'.)20 ; charulci-
ras comcarteira, ohra prima, a 29500 ; grvalas de
seda a I9UOO e 19500; estampas dos mais milagro-
sos santos (trocam-se a 2H0 una) ; c com especiali-
dad* recommenda-se um riqtiissinio sorlimenlo de
filas escocesas, de sarja o de selim, dos mc'.horesgos-
Ins, por pre<;os.muilo razoaveis ; aos rapazes recom-
menda-se as bcngalinlias de untcornc a 89OOO, e as
de cinna por 28000, SSOO c 3?000. Adverlcm os
abaixo assignados,quc eslas miudezas sao as mais nie-
vas e as de melhor goslu, nunca comparaveis aos al-
caides da exliucla loja u. 22.Cruz & Gomes.
^3 '
41 .
--=
se
es.
41
S w
1"!
S J i
3 cd
vraria n. 0 e 8 da prca da Indepen-
dencia .
BRAZELEZ PARA VESTIDOS
DE SENHORA
A 8W RS. O COVAIjQ.
Pelo ultimo vapor viudo da Europa, rhcgoii urna
fazenda nova de tarta-core*, lecida de seda e laa. de
quadrns e de listras, propria para vestidos de senho-
ra, a qual fn/enda ehamam ou intitulara om Londres
por Brazelcza, aonde na presente estacao he a fazen-
da da moda : vende-se ituicamenlc ua loja n. 17 da
roa do Oucimado, ao p da bolir.it, pelo barato pre-
co de 640 cada covado.
FAZENDAS PRETAS RARATAS
PARA HOMEXS E SENHORAS.
Na ra do Queimado, loja n. 17,*rendem-se as >e-
gttinles fazeinlas prctas para bomens e senhoras :
corles de casetniras prdas linas a SjfSOO, pauno pre-
lo lino, de cores firmes, a J, c 59OOO, e inuilo fino,
de prova de liman, a (1 e 7-90(X) o covado, sarja prela
hespanltola verdadeira, prosdenapolc prelo liso, se-
tint prelo de Macao, lelim prelo lavrado,1 velludo
prelo porluguez do melhor. chamalote adamascado,
alpakas do lustre finas, ludo por preco muilo cm
cotila.
CORTES BE ALPAKA DE
ALGODAO ESCOCESA
A TRES MU. E Dl/.ENTOS:
na loja da ra do Oueimado 11. 17, ao p da bo-
lica.
TARLATANA ESCOGEZA
A Cs'OO rs. o corte
Vendem-se na ra do Queimado, loja n, 17, ao p
da botica, os modernos corles de vestidos de larlala-
na desedaescoceza, com S 1|2 varas cada um, de
padroes novo* c lindas cores, a G95OO.
Charutos varetas e ele S. Flix.
Pela sumaca Itortencia, chegada ltimamente da
Baha, vicran superiores charutos vrelas e de o.
Flix, os quacs se vendem na loja de fazendas, na
ra do Queimado n. 9, de Azevcdo & Carvallto.
Luvas de pellica prctas
proprias para senhoras e meninas, por seretn de mao
pequea, a 20 a duzia do pares.
Vendem-se 2 bonitos garrotes e 2 vacca?, urna
com urna cra do pouco lempo e oulra prestes a pa-
rir : trata-sc no alerro da llua-Visla, taberna n. 21.
Na ra do Crespo, loja amarclla 11. -5,
vendem-se camisas linas francezas, brancas c de co-
res a 2>00 cada una,dilas brancas de Italia a39000,
palitos de bonibazini prelo c de cores, c palha da
China a "9 c lO^IO, dilos de panno de cores e pre-
lo a 159000, duzia de loalhas de linlto para limpar e
rosto'a 89000.
Na ra do Crespo, loja amarclla n. i,
vendem-se pecas do madapolaofino enfcslado, de 12
jardas, a 29H00. chitas finas francezas, de cores fias,
a 240 o covado, cambraia franceza de cor, de or-
gandt, a 100 rs. a vara, e oulras inulas fazendas,
por mdico preco.
Vcndc-sc muilo em cotila um veslido de surja
prela, do uso, para quera Tur alia e gorda : ua ra
Imperial 11. 18!).
_Vende-so superior rap do varias qualidades,
Lisboa, Paulo Cordeiro, gasse grosso, meio grano,
princeza to Hio : na praca da Independencia", loja
u. 3.
Vende-se um bom molcque de idade 18 anuos:
na ra Direla D. 3.
Vendem-se relogios de ouro patente inglez os
melhorc* c ja bem conhecido* ueste mercado, linha
de alandro em nnvellos branca e r?e cores, linha do
barrilel de muilo superior qiialidade : em casa de
Hussell Mellors & C, ra da Cadcia do ltecife
n. 36.
A'S PESSOAS QUE PADECEM DE FR1ALDADE
NOS PE'S.
Na ra do Cahug, loja de miudezas n. 4, ven-
dem-se nacas de lila de camena muilo superiores e
por proco baralissimo pra acabar, proprias para
quem padece frialdade ua eslacao do invern.
Ainda existe utna pequea porcao de sarcas
rom O excellenle fej.o j bem conhecido, chegado
uliimamcnle do Aracaly. por pre^o commodu : a
Iralar na loja de Antonio Lopes Percira de Mello iv;
('.., na roa daCadeiado llcctfo 11.7.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muilo frescaes ovas do sertau : na ra
do Queimado, loja 11. 14.
Pannos c casemiras pelas.
Pannos e casemiras prelas de todas as qualidades,
por preco rommodo : na loja de liezerra & Morcira,
ra do Queimado D. 4(i.
Vencle-sc barato.
Corles de vestidos de seda escoeeu a 15; 189 o 20}
rs., chapeos para senhoras a 1t>9lKH), chales e romei-
ras de reros de ultimo goslo, selim preto lavrado
para vestidos de senhoras, sarja despatillla, meias e
luvas de seda, maulas e chales de seda enulras mili-
tas fazeudas : na ra ISova 11. 1li de Jos Luiz l'e-
reira.
Palitos e sobre-casacos.
Palibis e stibre-casacos de pannos finos, de alpacas,
de ganga, de horraxa, e de rucados, por precos com-
modos : na ra Nova loja 11. 16 de Jos Luiz Pe-
eira.
Vcndc-sc o enaenho Novo da Barra, distante
meia legua da cidade da Victoria, moenle e corren-
le, com proporefto para ser d'aaua, com plantas fei-
las c boas Ierras para caima c roca, pndeudo safrejar
2,000 pacs : quemo pretender, dtrija-se a casada
viuva de Agoslinho llenriquesda Silva, que dando
desobriga da cata faro lodo negocio com o proprie-
tario Joao Francisco de Araujo.
Attencao.
Os arremalanlcs da loja da ra dos Quarlcis dos
Srs. Victorino & Morcira, avisan aos Srs. carapinas
e balittleiros e mais pessoa a quem inlercssar, que
lem para vender -ima porcao de laboas, um hatean
e ftleiros. c mais objeclos pcrlcuceutes a arraarao da
dita loja : na ra Nova 11. 8.
llcnry Cili.on, ra da Cadcia do Recite n. 60,
lem pata vender os seguale* arttgos, os mais supe-
riores que vem para este mercado e por muilo bara-
to proco, para fecliantenlo de cotilas : linha cm 110-
vcllos de lodos os sortmeutos, dita em carretel bran-
ca, dita era dilo sorlida de cores, dila era dilo pre-
la, dita cm dito cor de chumlio, filas de laa surtidas,
ditas de coz para sapaleiro, lampecs para carro e ca-
briole!.
Vende-se um piano forte de muilo boas vozes
o de muilo afamado autor Rroadowood de Londres :
na e isa do reverendo padre inglez pegado a casa dos
cxposlos na ra da Aurora.
Manteletes para senbora.
Vendem-se manteletes de fil de linho prelo bor-
dado a 890OO rs. rada um : na loja de 4 portas da
ra do Queimado 11. 10.
< POTASSA RRAS1LEIRA.
(jjjj) Vcnde-sc superior potnssa, fa- }
& bricada no Rio de Janeiro, che- }
jA qada lecentemente, recominen- /a
>j. da-se aos senliores de engenlios os S
W seus bons eil'eitos ja' experimen- jj*
W fados: na na da Cruz 11. 20, ai- W
($) mazem de L. Leconte Feron & O
ft Companliia.
Em casa de J. KellenS.C, na ra
da Cruzn. 55 ha para vendes excel-
lentes pianos viridos ltimamente de Ham-
buifjo.
FAR1NHA DE MANDIOCA.
Vendc-se superior farinlia de mandio-
ca, cm saccasque tem um alt|ueirc, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem del'ronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C., na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recite 11. 50 lia para vender
barris rom cal de Lisboa, rccentemenle chegada.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus pertcnces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
Taixas para engenhos.
Na undirao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, ascpiaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despe/.a ao comprador.
N.24.
s
S si
S o cS 5 P
1:11 sT b
a o ? s .5 s o
1*
f
'
ff.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Aibuquer-
*^|ue mudou a sua aula para a ra do Ran-
" n. 11, onde continua a receber alum-
'litemoseexternos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer uttlisar deseupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Aluga-seuma encllente loja para
qualquer negocio, na placadla Boa Vista
if\ 26: a tratar na mesma praca 11. i-
^e^
O DENTISTA FRANCEZ.
Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga Q
llosario n. 36, seanndo andar, enlloca den- 9f
O tes com gengivasarliliciaes, e dentadura com- JJ)
O pela, ou parte della, com a pressao do ar. (
J Tambera tem para vender agua denlifrice do f$
& Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do 0
qt Hosario n. 36 segundo andar. tlf
l* Notos livros de homeopalhia utefrancez, obras
todas de suroma importancia :
llahncmauu, tratado das molestias clironicas, 4 vo-
lumes............ 209OOO
Teste, molestias dos meninos.....(9OOO
lliTina, homeopathia domestica.....7.9000
Jan/, pliarmacnpiibomeopalliica. 69000
Jalir, novo manual, 4 vulumes .... 169000
Jalir, molestias nervosas.......69000
Jalir, molestias da pelle.......8-9000
Itapiiu, liisloria da homeopalhia, 2 volumes 16^XKI
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........IO9OOO
. A Teste, materia medica homcopalbica. KjOtKl
De Fajolle, doutrina medica homeopalhica 79000
Clinica de Slaontli .......6-9 ng, verdade da liomeopalltia. 49000
Diccionario de N>sien.......IO9OOO
AUlas completo de anatoma Com bellas es-
lampas coloridas, contendo a descripcio
de lodas as parte* do corri humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio liomeopa-
ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio u. 25,
primeiro audar.
S\L\ OE DMl.
Luiz Canlarelli participa ao respelavel publico
que a sua sala do ensiuo na ra das Trincheiras n.
19 se acha aberta lodas as segundas, quarlas e sextas
desde as sele horas da noile al as nove : quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhaa ale as!). O mesmo se
offerecea dar lines particulares as horas convenci-
nadas.
S J. JANE, DENTISTA, I
contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
M ro andar. t
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que llie
oi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste anno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso c arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista trance/, chumba os denles com a
mas.-a adamantina. Essa nova e maraviliiosa com-
posico lem a vanlagem de encher stm pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do dente, adquerndo
em poucos instantes solidez iguat a da pedra mais
dura.e promctle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos", na ra
dos Quartcis n. 2i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fura della, ofTercrendo-se para
sso loda a seguraura precisa para os dilos escravos.
O Dr. Dias Fernandes, medico, podo ser pro-
curado a qualquer hora do dia para os diflerenlcs
ramos de sua profissao na ra larga do Rosario
n. 3S.
Quem lver urna casa lenca com 3 quarlos c
largura de 21 palmos, mais ou menos, desejando per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 quarlos,
situada na ra da Concordia, para receber por iu-
demnisacao da diuerenca,dinheiro ou algum objeelo
que lambera rende ; dirija-se "n ra das Flores 11.
2:1. a fallar com Justino Marlvr Correia de Mello.
No sitio da Trempe, sobrado n. 1, precsa-so
alugar 2 escravos quesejam neis, um para cozinliar,
lavar roupn, e servir de portas a dentro, e oulro pa-
ra vender ua ra as fructas e hortalica* do mesmo
sitio : da-se bom ordenado o bom tralamcnlo : quem
o* tiver e quizer alugar, dirija-so ao dito sitio, que
achara com quem tralar.
No sobrado da roa do rilar n. 82 precisa-se
alagar um escravo ouescrava para cozinliar e fazer
todo o mais terviro de urna casa de pequea familia:
paga-sc bem agradando.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acham-se a' venda os novos bilhetes da
lotera vigesima-primeim das casas deca-
ridade nos lugares ja sabidos, as listas es-
pcram-.se a ~> do futuro marco. Os pre-
mios sao pagos logo que se fizer a distri-
buicodas mesma listas.
I'crdeu-se um lellra da quanlia de 53I900O,
sacada a favor do Manuel Alexaudre de Almeida,
aceita por FrancisM de Sa Cavalcauli de Albuqoer-
que, vencida no I. de agosto prximo passado ; por
r avisa aliin deque o aceilanle a nao pague
sem que seja pelosacador apresenlada.
CARROS FNEBRES.
Na ra Augo*1a,casa 11. 1 onde toi Ihcalrinlin.
Jos Piulo Magalhaes faz scienle 10 respeita-
vel publico, qnic seu uovn eslaheleciiuenlu de
carros fnebres aclia-e complelaraele mon-
ladu, pojsue lodosos pannos e adornos preci-
sos para qualquer enterro; eucaaega-se de
agenciar guia, msica, cera, armares, carros
de passcio, ele, prometo bem servir as pes-
soas que se dianarom procura-lo.
No mesmo alugam-sa caixOes e vendem-se
raorlallias de piuho. ____________
Aluga-se o armazem n. 30 da ra eslreila do
Rotado : a Iralar na ra do Collegiu u. 21, segundo
a ufar.
Companhia de vapores Pernambucana.
O presidente da asscmblca geral convida aos Srs.
accionistas para reunan ordinaria no dia 28 do fr-
rente pelas II lloras da manhaa, na sala das ses-
ses da associacao commcrcialV para s'e Iralar de ne-
gocio que diz respeto mesma companhia. Reci-
fe 20 de fevereiro de 1855.
Urna pessna com baslaule pralica do foro ofTe-
rece-se para cobrar dividas tanto na praca como 110
mallo, dando fiador sua conduela', pudendo ser
procurado no largo do Livramenlo o. 27 segundo
andar, ou annuncie.
O abai\o assignado, curador fiscal
da massa fallida de Nuno Mara de Sei\as,
faz saber a todos os credores da massa,
que pelo Dr. juiz municipal do commcr-
cio da segunda vara foi designado o dia
1 de marco, pelas 11 horas e meia da ma-
nhaa, para a reunio dos mesmos credo-
res, orna casa da residencia daquelle juiz,
aim de assistirem a leitura da sentenca
arbitra, procedendo-se as mais diligencias
que forem de inister para a vcrilicacao dos
crditos c deliberaran sobre o contrato
de uniao, visto nao ter havido numero suf-
liciente de credores reunidos no dia 22
do corren te. Recife 2V de fevereiro de
1855.Joao Pinto de Lemos Junior.
tUJBLICAC-M' DO INSTITUTO 110 %
MEOPATIIICO DO BRASIL. }
TIIESOURO 1IOMEOPATIIICO ou m
VADE-MECL'M DO
IIOMEOPATHA. ()
Mtthoo conciso, claro e seguro de cu- 6*to
rar homeopathicamenle todas as molestias a.
que af/ligem a especie humana, e part- vS9
cularmente aquellas que reinam no lira- &
til, redigido segundo os melhores Irala- 2
dos de homeopathia, tanto europeos romo (<*;
I americanos, e segundo a propria experi- (9i
enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera j
\ Pinhu. Esta obra he boje reconhecida co- (jjfy
, mo a melhor de lodas que Iralatn daappli- /A
cacao homeopalhica no curativo das mo- HV
| leslias. Os curiosos, principalmente, nao (&t
podem dar um passo seguro sera possu-la e /v,
I cousulta-la. Os pas de familias, os senlm- 'i)
i res de enaenho, sacerdotes, viajante-, ca- !j
' pitaes de navios, terlaoejosle. etc., devem
) le-la mao para occorrer promplameulc a fPf
) qualquer caso de molestia. /A
Dous volumes cm brochtira por 103000 ^J
) i) encadenados Itsuoo (%i)
> Vendc-se nicamente cm casado autor, uk
' no palacete da ra de S. Francisco (Muii- w
) do Novo) n. 08 A. (J*
RA DOS QUAIITEIS, LOJA.
Cruz &*Gomes, prvido do urna excellenle machi-
na para fornecr papel,propCc-sc a firmar papel mar-
cado para as repartieres publicas, c lodos os accesso-
rios a ellas necessarios, sendo da melhor qualidade
possivel, como lapis, pennas, caivetes Tinos, excel-
lenle papel e obreias cm pes ; prometle servir a
contento e com loda possivel brevidade.
Joao Calsainc vai para Rio de Janeiro.
Por prcrsao lraspa*sa-se urna bypotheca em
um siliode 5003IXK) a 2 \, c faz-sc alauma conve-
niencia, segundo as circunstancias do traspassanle :
na ra eslreila do Rosario n. 7, loa do ourives.
LOTERAS di provincia.
Acham-se.-i venda os hilhcles da 1.a parle da 5.'
lotera a beneficio da igreja de N. S. do Rosario da
Roa-Vista, nicamente na (hesouraria das loteras,
na ra do Collegio n. 15, e corre imprelcrivelmente
no dia 10 de marc.o.O Ihesoureiro,
Franchco Antonio de Oliieira.
O abaixo assignad*, nao podendo pessoalmenle
dcspedir-se de seus amigos, que o honraran) com
suas visitas, peo seu oslado mrbido, o |iela rcleri-
dade de sua partida para Coianna, o fa por esle jor-
nal : all ouereco-lhcs o seu fraeo presumo, assegu-
rando-lhcs que podem contar com um amigo affec-
luoso c sincero.Ilenrique Luiz da Cunha Mello.
Precisa-se de um homem para feilor de um si-
lio; d-se preferencia a algnm chegado ltimamen-
te : no Pwsco Publico, loja n. 7.
Precisa-se de oflicacs de charuleiro que.lra-
balliem soffrivel : em Olinda ladeira do Varanouro
casa n. 38.
.toias as mais modernas.
Os abaixo assignados, dono* da loja de ourives, na
ra doCabug n. 11, confronte ao palco da matriz e
ra Nova, fazcm publico, que cstao recebendo con-
tinuadamente muito ricas obras de ouro dos meilto-
res gostos, tanto para senhoras como para bomens e
meninos ; os precos conlinuam mesmo baratos como
lem sido, c passa-se cotilas com rcsponsabilidadc,
especificando a qualidade do ouro de 11 ou 18 qui-
lates, tirando assim sujcilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmao.
Perdcu-se no da 10 do correntc me:, pela
.1 lioras da tarde, na rua do Crespo, urna carlera
encarnada, cnnlendo tres bilhetes da lotera do Sc-
uhor Rom Jess dos Mari) ros, assignados, um por
Ilenrique, oulro por Moreira, e o lerceiro nao lem
assiaualura.mas o sen numero he 1035 : quem tiver
sellado dila carleira, querendo restilui-la, dirija-se
rua da Cadeia do Recife u. 40, loja do llorn & Li-
ma, quo ser recompensado. Roga-se o favor de
apprehcude-los a aquello dos vendedores de bilhetes
a quem forem aprcsentndos para ser pago o premio
que por ventura sahir, e de enlrega-los na loja su-
pradila.
O abaixo assignado, morador na casa n. 143da
rua do Pilar, declara que a parlicipacao policial de
3 do crrenle nao se cntende com elle.
Antonio Jos Ferreira
JARDI.M PUBLICO EM PERNAMBUCO, RUA
DA SOLEDADE N. 70.
Ha ueste jardim 100 variedades de roseiras muilo
dilferenlcsentre si, qualidades novas o muto bellas,
tambera ha 300 qualidades de dalias, as mais bonitas,
viudas de Franca c llamborgo, assim como tainbrm
nutras qualidades de flores. Ronilos pes de sapolis,
multo arailes, que breve darao fruclo, frucla-pao,
parreiras, e oulras arvores de fruclo. No mez de
marco ebegam de Franca mais 200 qoalidades tas
melhores rosas, assim como lambem dalias das mais
superiores, 30 qualidades das melhores uvas, romaas
rxas e ligueiras das melhores qualidadcs^elc. Os se-
nliores que cncommedaram ps de flores, manden]
por elles, que o lempo he proprio de se plantar.
Apromptam-sc cncommendas das dilas plantas para
o centro desta provincia, como lambem para as pro-
vincias do norlc e do sul, pois que esle cslabelcci-
mcuto esl bem montado, e be superior cm roseiras
e dalias aos jardins do Rio de Janeiro, dos Srs. Jos
I.uiz Pereira, Anlonio Marques de Olivcira c Jos
Prxedes Pacheco; constara de seus calhalogos, s,
77 qualidades de rosas, c dalias 10. Eu alianro a
perfeila idenlidade destas llores, e lodos scrao servi-
dos a conteni. Nao se vendem roseiras que no lira-
sil iiiin decm (lor, dalias singelas tulo se vendem, e
nem lao, pouco havera repelijcs das memas quali-
dades. Sabcreis. senliores, que cm Franca ha .OOO
qualidades do rosas, porm una grande parle dolas
nesle paiz nao d flor, e sempre que comprantes li-
careis logrados ; elles mesmos que as vendem nao
sabem os nnmes e qualidades deltas, e nem a que fa-
milia perlencem ; aconleeendo sempre ao compra-
dor raorterem-llie muilos pos, c saliirem-llte muilos
ps de urna mesma qualidade ; dalias so vem as mais
ordinarias, as bdas qualidades c novas cm I ranea e
llamhurgo sao raras, eslas nao as Irazem ao merca-
do. Nao mo teulio poupado a fazer despezas alitu de
obleras melhores qualidades de flores.
Carlos Frederico da Silva Pinto.
BRAZELEZ TAHA VESTIDOS.
Pelo ultimo vjpur viudo da Europa chegou urna
fazenda nova de furia cores tecida de seda e laa do
quadros ede listas, a qual chamara ou intitulan] em
Londres por Rrazclcza, aonde na presente eslacAo
he a fazenda do grande lora. Esla lazcnda se vende
nicamente na loja da rua do Oucimado n. 17 ao p
da bolica, pelo baralo preco de (540 rs. cada co-
vado.
FAZENDAS PRETAS RARATAS.
para homens e senhoras.
Na rua do (Jueiraado loja n. 17 de Faria & opes
vendem-se fazendas prelas proprias da prsenle es-
lacao. como sejam pannos linos prclos, cores fixas a
39, tf e 53 rs. o covado e nittlo superior, provade
limao a G^e 73 rs., sarja preU.!iesiiiii.olaj>uperor.
selim prelo'lavrado, groz |e aples liso superior,
selim do Maco, velludo pr.( porluguez o melhor
que ha no mercado, alpacas Reas de lustre, e sem
elle, ludo proprio para vesldoi do senhora e por
presos razoaveis.
-se ao seu
no mesmo
dores, fa-
Vcnde-sc|o|enaenho Agitar, moenle c correntc
a margem do rio Araripe (Ulanle da praca sele
leguas na freguezia de S Luaimco da Malta", com
IcrraAapenle para safrejar ir.^'mil pacs, o mais
se fPPssivcl : quem o prctcaii-r dirija-
proprietario Anlonio LourenrlXavares na
eugcuho, que dando -desabriga Uos seus cre
ra uegocio. ^. t
Vendem-se caixes de pi_ho de lodos os laraa-
nhos para os eutcrrameiilu jWorpos no Ceralterio
Publico, pelo proco inaiVciiniiuodoJc que cin oulra
qualquer parle : quera dellcs tiver rncessidade di-
rija sea loja amarclla con iranio ao porto dos Canoas
da rua Nova.
He chegado loja do Cardeal, na rua larga do
Rosario n. 38, o famoso rape Paulo Cordeiro.
Vende-se um bomcavallo, muilo forte e man-
so : na rua do Queimado, seguuda loja n. 1S.
Vontle-se a collecc,an das leis do Brasil, desde
1838 1853 ; na loja n. S da rua do Collegio: e bem
assim as leis syslheraalicas de Verissimo.
Chitas francezas larrjas a 180 rs. o covado.
Na rua do Crespo n. ,veudem-se chitas fraucezas
largas de varios padroes pelo btalo prer.o de 180 rs.
o covdo. Tamhem se vende lencos de cambraia do
linho pelo baralissimo preco de 4J200 a duzia: ven-
dc-se por esle preco para acabar um resto que ain-
da exisle.
Vendc-se urna taberna na rua da
Senzala-Velha n. 15, com poucos fundos,
livre e desemburaeada de todo o activo e
passivo pertencente n da, e fa/.-se nego-
cio a dinheiro ou a prazo conforme o com-
prador : (juem a pretender dirija-se a rua
da Cruz do Recife n. 8, segundo andar,
que achara' com quem tratar.
Farinha de mandioca.
Vende-se saccas grandes com farinha :
no armazem d'e Jos Joaquim Pereira de
Mello no caes da alfandega, e para por-
roes a tratar com Manoel Alves Guerra
Junior, na rua do Trapichen. 1 i.
Panno preto.
Na loja de 4 portas da rua do Queimado de Ma-
noel Josc'Leilc, ha para vender um completo sorli-
menlo de panno prelo de superior qualidade c por
prec,u multo commodo.
Vendem-se ceblas de Lisboa despencadas a 13
rs. e 13100 o ecnlo ; ditas em molbos, a 13600 rs.,
sendo de 1000 para cima,o dahi para baixo, a ijOOO
rs. ; chocolate de Lisboa muilo superior, a 23000
rs. a lata do i librase 3|4 ; a elle que esla no resto :
ua rua do Queimado n. i.
Vende-se urna rica flauta de chano, appare-
Ihada de pra'a, e com 5 chaves ; na rua do Encan-
tamento, n.ye a.
' *a inwfinii
irla bcspanhula da melhor 5?
avel: naruadoQuei-
-ello n. 29, de Jos 53

l Vende-se pannos linos c casemiras, selim ma-
' 1 c.jo par;
para clleles, chapeos fratice/.rs de lindas formas:
ua Nova u. 1(1 de Jos Luiz Pereira.
FARELO MUITO NOVO.
dem-se saceos muilo grandes com
chegado ltimamente: na rua do
n.48.
Vende-se superior chocolate fiancez
do melhor que tem apparecido no me A
cado, e por preco muilo commodo : na
rua da Cruz n. 2G, primeiro andar.
Vcndem-se relogios de ouro, patente
inglez, ditos de prata horizontal, ditos di-
tos domados e foleados, todos do melhor
gosto possivel e por preco baralissimo:
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinha de mandioc, e preco com-
modo : trata-se com Antonio d'Almeida
Gomes & C, na rua do Trapiche, n. 1C,
segundo andar.
Ja Atoalhados, loalhas e guarda- (i
& danapos de linho e algodao, ven- (.
dc-se muito barato: na rua do .
W Queimado loja rio sobrado ama-
@ relio n. 29, de Jos Morcira '$)
($) Lopes. (i
NOVAS ALPAGAS DE-SEDA
FIMO'EM FOLIIA.
Na rua do Amorim n. .)!) armazem de
Manoel dos Santos Pinto, ha muilo supe-
rior fumo em folha para fazer charutos.
Vendem-se escolenles qtiarlaos para sella ou
r.in-allia, novos c sem o menor achaque, por precos
razoaveis : na cocheira da rua da Florentina.
s. ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
400 rs. o covado.
Vendem-se na rua do Queimado, loja n. 17, do
Faria & Lopes, para liquidaro de cotilas.
A 50 0 rs. o covado.
Ventlem-se na loja de Faria & Lopes, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos c lindos desculios. pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vende-se farinha de mandioca mui-
lo superior a ."sOO rs. a sacca, no ar-
m'azcii' de Luiz Antonio Annes Jacome, e
no de Jos Joaquim Pereira tic Mello no
caes da alfandega, e eni porcao no escrip-
torio ile Aranaga&Rnan, na rua do Tra-
piche Novo n. segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
l.s'000 rs. por barrica : no caes da al-
fandega armazem de Paula Lopes.
' DE QUADROS. 6$@@$$--$litft&
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambera vcndem-se as linas : alrazdo
theatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Afeaeta de Edwla Mi.
Na rua de Apollo (arina/ein de Me. Calmon-
cv: Companhia, acha-sc conslanlemcnto bons sorli-
mcnlos de tainas de ferro coado e balido, taulo ra-
sa como fuudas, moendas incliras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamaiibos c modclososmais moder-
nos, machina horiso'ntal para vapor com forea de
i cavados, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de puraar, por menos prec,o que os de
cobre, cco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres ; ludo por barato prero.
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vendc-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mu boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeau\ em caixas de duzia ; kirch
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacSo a' boa qualidade.
Ka rua do Vicario n. 10, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
Vende-se encllenle taimado de pinho, recen-
Icincnto chegado da America : n.irut de Apollo
trapiche do Ferreira, a entender-se com o admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlir^empregado as ce-
as nglczas e hollandezas, com gran-
vantagem para o melhoramento do
SWJucar, acha-sc a venda, em latas de 10
libras, junto com o metbodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa- de
N. O. Bieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos c mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegion. 25, taberna.
Devoto Cbtistao.
Sabio a luz a 2." edicAo do lvrinho denominado
Devoto ChristAo,mais correrlo e acresrentado: vnde-
se nicamente na turara n. fi e 8 da praca aa In-
dependencia a 640 rs. cada excmplar.
PUBLICAgAO' RELIGIOSA. >
Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchinhos de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Sc-
nliori da Conceicilo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se uiticamenle na livraria n. 6 e 8 da [rara da
independencia, a 1000.
Moinhos de vento
com bombasdcrepuxo para regar borlase baixa,
decapim. na fundieao de D. W. Bowman : na roa
do llrun us. 6, 8e 10.
Na rua do Vigaro n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violo e flauta, como
scjain, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
lickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpiciro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenlc-
meule ebegados, de excellenles vozes, e precos com-
modos em casa de N. O. Bieber i\ Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Venderr.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade* no
armazem de N. O. Bieher&C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Ncstc eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moca-
das e meias moendas para cngenlip, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
c coado, de todos os tamauhos, para
dilo.
Farinha de mandioca.
Vende-se superioi farinha de'mandioca
por preot) commodo, para fechar contas:
no largo da Assemble'a n!l2, armazem de
Machado & Pinlieiro.
Cera em velan.
Vende-se cera em velas em caixas sor-
tida* de 50 e 100 b. cada urna, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar contas : no largo da Assem-
'blea n. 12, armazem de Macbado&Pi-
nheiro. e
Champagne-
Vende-se no escriptorio de Machado &
Pinlieiro, largo da Assemble'a n. 12, mui-
to superior champagne, e por mais ba-
rato preco do que cm outra qualquer
parte.
Saba'o.
Vende-se sabo fabricado no Rio de
Janeiro, o mais superior que lia no mer-
cado, em porcoes e a vohtade dos com-
pradores: no largo da Assembla n. 12,
armazem de Machado & Pinhciio-
Vcndem-se saccas com feijAo, chegadas do Ara-
caiv, saccas de farinha e milhu, por preco commodo]
na taberna da na das Flores n. 21, confronte ao por-
to das canoa*.
e"''e-se um cabra muito moro, moilo eorpo-
lenlo, e boro canoeiro : na rua do Livramenlo m. 4.
Vende-se um par de banca, urna cama de r-
mat-ao, e um espelho, ludo de amarello, em estado
de novo : na rua Augusta n. 50.
-- Vendem-se bicos e rendas da Ierra de todas as
qualidades, por prejo muilo commodo, e lambem
bons bicos para roquetes: na rua lara do Kourio,
sobrado n. 9 que volta para o becco do Peixe Frito.
Vendem-se na loja de 4 porta* da rua do Quei-
mado n. 10, de Manoel Jos Lcile, as segaintes fa-
zendas : selim prelo de Macao para vestido de se-
nhora, o covado 29400, dilo muilo superior a 3JOO0,
sarja de seda prela larga a ieOOO, dila muito supe-
rior a 23300, trosdenapole prelo para vestido a 25
r., los prelo* bordados de seda 11 10JJ000, manas
prelas bordadas a 123000, o oulras fazendas, tde
por preco muilo commodo.
COMPRAS.
Traspassa-sea chave da loja da rua da Cadeia
do Kecife n. 18 : Irala-se na mesma rua, loja n. 23.
Desapi'ireceu no dia 21 do correlo, da praia
junio ao trapiche do ligedlo, una sarca do cera de
carnauba com a marca C & C, pesando 4 arrobas,
pouc/> mai* ou menos, vinda do Aracaly no hiato
Capibaribc: quem della tiver noticia, dirija-se
rua da Crui n. 40, que sera recompensado.
Compra-se urna balanca decimal, de peso de
100 librupara cima, que estoja cm hora estado : no
armazem da travessa da Madre de ccs u. 13, ou
rua do Queimado, loja u. 42.
Compra-se urna enmmoda de Jacaranda, ou
mesmo de amarello, era bom uso : na rua das Cro-
les 11. 40.
Na rua larga do ltosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferiudo-se os de ida-
de de 12 a 23 anuos, c os quo livercm cilicios, qual-
quer que seja a idade, 11.10 se otilando a preco.
Compram-se palaces brasileiros c hespauhoes:
na ruada Cadeia do Kecife 11. 31, loja.
VENDAS.
ALIANAK PARA .85.
Sahiram a' luz as folhinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400paginas: vende-se a 500 rs., na li-
GOSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vendc-e para ultimaran de cotilas : na loja de
faria & Lopes, rua do Queimado n. 17.
Vendem-se apparelhos de porcelana dourados,
para j.inlar, por preco commodo : cm casa de Tasso
Irtnaos.
FAZENDAS PRETAS.
\ ende-sc panno preto muilo lino a 4;iO0O rs. o
covado, corles de casemira prela selim a 53300 o
corle, selim prelo mac.iu a 29800 o cove.lo. leucos
de selim prelo a 13000 : na loja da rua do Queima-
do n. 40.
SETffi PRETO LAVMDO.
\ eudc-se selim prelo lavrado, gusto moderno, uros
de aples prelo o melhor peMvel, -01*111 preto ma-
co lizo, sarja prela verdadeira hespauhola, velludo
prelo, alpaca prela muilo lina, lodas estas fazendas
sao proprias para ve.-lidos de senhora, e vendem-se
por barato preco e dao-se amostras com penhores:
na loja da rua do Queimado ti. 40.
CRIMEA.
Chegou pelo ultimo vapor da Europa urna fazenda
iuleiramcnlc nova, goslo escossez, loda de seda, de-
nominada Crimea, pelo commodo proco de 13000 rs.
o covado : na loja da rua do Queimado 11.40.
SEDA ESGOSSEZA A 1,100 0
COVADO,
\cnde-sc na loja da rua do Queimado n. 40. sedas
c-cossezas, padrots noves, a 1.-100 rs. o covado.
CORTES DE ALPACA ES-
COSSEZA A 3,800 0 CORTE.
na loja da ruado Queimado n. 10.
. TARLATANA ESCOSSEZA.
Vende-se corles de lar lata na cscosseza a ,3000 rs.
o corle : na loja da rua do|Queimado n. 40.
Na rua das Cruzes n. 22, vende-se orna criou-
la de 30 anuos, de figura mediana, prendada de lo-
das as habilidades, urna parda da mesma idade, tam-
hem rom habilidades, e um ptimo escravo de naci
Angola, muito possanie para lodo o servico.
Na rua do Cabugii, loja de miudezas n.4, de
Castro & Irma o, recebcu ltimamente do Porto pe-
la barca Flor da Maia, um lindo sortimento de ba-
bados de linho bordado c liso, largo e estrello,os
ipiaes eslao se vcudendo por baralissimo preco para
se dar a conla de venda.
Vcndc-se urna burra de ferro por preco coro-
modo : no largo da Assembla, armazem de Joa-
quim Francisco Alm.
Vendse para o Rio de Janeiro um mualo,
mojo, de 21 annos de idade, bonila figura, ofiicial
de sapaleiro e muito habilidoso : contrata-sena ros
das Cruzes n. 18, at as 10 horas do di*.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C, na rua de Scnzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montarla.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lenco!, barra c municao.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Gros de Naples a 1 000 rs. o covado !
Na rua do Crespo n. vcndem-se ricas sedas fur-
ia-cores, lisas e de quadros, lindos gustos, cora um
pequeo loque de mofo que pouco se conhece, pelo
baralo preco de 1 o covado. Assim como se acha
na mesma loja um lindo e variado sortimento de se-
das q~~-^>endem muilo baralo.
Vcndut-se"9a_ccas com farinha de mandioca
moilo boa e nova : nc Forte do Mato, ar mazem de
Joao Alves Guerra.
Em casa de Timm Mousen & Vmas-
sa, pracado Corpo Santo n. 15, ha para
vender:
L'm sortimento completo de livros em
branco de superior qualidade.
Vinhoadc champagne.
Absinthe echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de diferentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade L tudo
por preco commodo.
MECHANISMO PARA ENGE-
NHO. .
NA Fl'NDIQAO DE FERRO DO ENGE-
.NIILIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos aeguintes ob-
jeclos de mechanismos proprio* para engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
coitslrucco ; laUas de ferro fundido batido, da
superior qualidade, e de lodos os tamauhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de forualha e regslros de boei-
ro, agtiillies.hronzcs parafusos e eavilhdcs, moinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDIQAO
se executam lodas as encommendas com a superiori-
dade j;i condecida, e com a devida presteza e commo-
didade em preco.
y
i
BOM E COMMODO. |
Vendem-se cortes de vestidos (*,
de setim preto lavrado de supe- /S
riorqualidadee hom goslo, pelo
baratissimo preco de .sOOO rs.
o corte., sarja preta muito boa a
2.S'.00 rs. o covado., setns pelos
para colleles, pannos preto e de f#|
cor de diversas qualidades e por Z
precos que muito lio de agradar
aos compradores : na rua do *?
Oueimado loja do sobrado ama- W
relio n. 29. de Jos Morcira (*v)
i
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a l.S'lO,
vcndem-se n rua do Crespo loja n. 1(i, a segunda
quem vera da rua das Cruzes.
CAL VIRGEH.
a mis nova que ha no increado, a proco commodo ;
na rua do Trapiche u. 15, armazem de Bastos Ir-
maos.
Vcnde-sc rtm cabriolel com coberla o os com-
pclenlcs anclo-- para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Visla, armazem do Sr.
-Miguel Segeiro, e para Iralar no Kecife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
(#5 Lopes.
Deposito de vinho de cham- w
fiagnc Chateau-Ay, primeira qua- *$
idade, de propriedade do conde ^J)
< de Marcuil, rua da Cruz do Re- M
f. cife n. 20: este vinho,'o melhor
g. de toda a Champagne, vende-se
? a 56$000 rs. cada caixa, acha-sc
' nicamente em casa de L. Le-
9 comte Feron & Companhia. N.
ff B.As caixas sao marcadas a fo-
$) goConde de Marcuile os ro-
k lulos das fjarrafas sao azues.
9 FA/ENUAS l'ROPBIAS PARA A QUA-
KESMA. 65
9 Cortes de sarja prela lavrada, gro* de apo- #
9 les prelo superior, setim prelo Macao, urja W
.':; prela liespanhola de excellenle qualidade, tu- S0
S do para vestidos de senhora, luvas de pellica
prela de Jouvin para senliora, dilas de relroz, 9
Ht ditas de seda c ir.eias de seda de.peso lambem
'i para senhora por precos muito razoaveis: na 9
:j loja de Bezerra es Moreira, rua do Queimado 9
$ ii. 46. 9
Vcudc-se farelo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : na rua do Amorim n.48, arma-
zem de l'aula & Sanios.
9ett$^990m9:9m99t
RUA DO CRESPO N. 12.
^ Vende-se Beata loja superior damasco de
9 seda de cores, sendo branco, encarnado, rozo,
} por proco ra/.navcl. f$
Na livraria da na do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolltida colleccodas innis
brilhr.utes peras de msica para piano,
as quacs sao as melhores que se podem a-
cnar para fazer tira rico presente.
IWRINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior fariolu de mandioca : no
aruizem Uac lasso Irmos.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criplorio n. 1, vende-se muilo superior polassa da
ltussia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos quo he para fechar contas.
Na ruarlo Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada reccnlcucnle da America.
CEMENTO ROMANO BRANCO.
\ ende-sc cemenlo romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas o as linas : alraz do Ihcatro, arma-
zem de tahuas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ilenry (ihson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
A 480 rs. a vara.
Ni loja de iiuimares & lleuriques, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cassas francezas muilo linas, che-
gadas ullimamenle, do gostos delicados, pelo baralo
preco de 4S0 rs. a vara : assim como lem um com-
pleto sortimento de fazendas linas, ludo por preco
muilo cemmodo.
VESTIDOS DE SEDA Afc>JO0O. *S
O Ha na loja de Manoel Ferreira de S, na $
roa da Cadcia-Velha n. 47, vestidos de seda .
A os mais modernos a J000 cada um: ha T
, tambera gros de aples de flores a 2(000 rs. 9
r? o covad,u, meia casemira de lila pura por 9
& -J^jOO rs. o corle de calca, e oulras fazsndas 9
9 mullo baratas. $y
CEMENTO ROMAIO.
\ riulc-se soperior cemenlo em barrica* e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anlo-
nio de maleriacs por preco mai* em conla.
CAL DE LISBOA A i$000 RS.
Vendem-sc barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 49000 por cada urna : na na do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
OLFO DE LINII AQA
era barril e botijocs: no armazem de Tasto Irn o.
Champagne da snperior marca Cometa: no onia-
zetn do Tasso Irmao*.
ESCRAVOS FLUIDOS.
Desappareceu a 22 de maio de 1S3*>, o prelo
Manoel, de narAo Cassange, de idade 40 a 50 annos,
pouco mais ou menos, conhecido por Matanza por
se (ingir muilo mole, altura regular, falla mansa, e
quando talla da musirs de riso, quando anda incli-
na-se para dianle, tem na* eostelUs 1 ou 2 marcas
de ftidas, e aballe de um do* joelhos um caroco :
rogase a lodas as autoridades policiaes, capite* de
campo, ou alguma pessoa que o tenha a seu servido
em Ululo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olimla. ou annuuciar por es-
ta folha para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
CEM MIL RES DE l.UATIFICACAO*. *
Desapparecco no dia t dedezemlrro do anuo pro-
timo passado, llencdicla, de 14 annos de idade, ves-
ta, cor acaboclada ; levou um volido de chita cora
lislrs cor de rosa c de cafe, e oulro lambem de chi-
ta lu.iMro com palmas, um lenco amarello no pesro-
co j desbolado: quem a apprchender condiiza-a a
Apiparos noOiteiro, em casa de Juao Leile de Aze-
vcdo, ou no Recife, na prac.a do Corpo Sanio n. 17,
que recebcr.'i a gralilirarao cima.
PEUN TVP. DE M. F. DE FARIA. ltt.
-\
MUTILADO
MELHOR EKEMPLAR ENCONTRADO

r
(LEGIVEL


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ESV7GZHXC_5K74SI INGEST_TIME 2013-03-25T14:44:54Z PACKAGE AA00011611_01181
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES