Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01180


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Full Text
ANNO XXXI. N. 47.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IIIBIII
TERfA FEIRA 27 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
v

ENCARREGADOS I).V SUBSCRIIHJA'O-
Hecife, o propriel?rio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Pereir Martins; Babia, o Sr. I).
- Dtiprad ; Mareit, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
doura ; Parahba, o Sr. Gcrvazo Vicior ila Nalivi-
tl.ulc ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pcreira Jnnior ;
Ararat y, o Sr. Antonio de Leinns Braga; Cear, o Sr.
Virluriano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herculano Ackiles Pessoa Cearenco ; Para, oSr. Jus-
titto J. Ramos ; Amazona*, o Sr. Jcronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/2 e 28 1/t d. por 19.
l'aris, 310 n. por 1 (.
Lisboa, 95 a 98 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acc.oes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discomo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
IIETA.ES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 vellias.
do 63400 novas.
de 49000. .
Prala.ratacOos biasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
29J0O0
1C9000
169000
99000
19940
19940
15860
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruata, bonito c Garanhuns nos dias 1 c 15.
N illa-Bella, Boa-Vista, ExueOurieury, a 13 e 28.
Gnianna e Tarabilla, secundas e sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-foiras.
PREAMAK I>E 1IO.IE.
Primeira 1 boro e 18 minutos da tarde.
Segunda 1 bora e 42 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS. KPUEMERIDES.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-foiras. [ Fevcrciro 2 Lita rbcia a 1 bora, 21 minutse
Rclacao, tercas-feiras c sabbados.
Fazenda, torras c sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpliaos, segundas c quintas s 10 horas. |
1" vara do civcl, segundas c sextas ao mcio dia.
2' vara do civel, quarla? c sabbados ao mcio dia. |
37 segundos da manhaa.
10 Quarto mingnaale mm 49 minutos c
3!) segundos da inanha.
16 Loa nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segunden da tardo.
23 Quario erescenle as 3 bora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
PARTE OFFICIAL
-
V
MINISTERIO DA GUERRA.
BOLETIM OFFICIAL DE 16 A 31 DE JANEIRO
DE 1855.
Decreta a. 16*4 H. 13 o Janeiro e 1856.
Itera o curto de esturin da etcola militar.
Hei por bem, para execurao dos arl. 3. e 4. da
lei n. 63i de 20 de selembro de 1851, derretar o se-
guate :
krt. 1. O stimo anrio do corso de estudos da es"
tola militar, creado pelo art. 1." do decreto n. 401
1. demarro de 1815, passar a denominar-se
5. anno da mrsma escola, (raudo desligad! desla
a doutrinas militare) do 5. e f>. annos de que tra-
ta o referido artigo, e na forma do derroto n. 1536
desla dala.
Arl. 2. Asegunda cadeira do 6. anno daquelle
artigo passari a fazer parte do novo 5. anno.
Arl. 3. Para os alumnos da escola militai*qne se
destinarcm aos cursos de artilharia e de cstado-maior
de primeira classe, ser dispensada (erceira cadei-
ra da lerceiro anno, substituida pela segunda do
quarto anno.
Arl. 4. O curso da escola militar (cara constan-
do de cinco annos de estudos, pela forma designada
nos argosantecedentes, applicando-se a e*to curso
os reenlamentos em vigor sobre o rgimen interno,
conferencia dos graos e provas respectivas.
ro de Alcntara Bellegarde, do meo conselho,
ministro e secrel.irio de eslado dos negocios da gucr-
mha essim entendido, e expeca os despachos
asarlos. Palacio do Rio de Jauciro, em 23 de
le 1855,34." da ndependeucia c do impe-
rio, Com a rnbrica de Su Magestale o Impera-
DECRETO N. 1535 l)F. 2:1 DE JANEIRO DE 1855.
Crea um batalho de engenlieiros.
ido da faculdade concedida pelo art. i da lei
le 15 dejulho do anuo prximo passado, hei
por bem decretar o seguinte :
Art. 1. Fica creado um batalho de engenlieiros
de qualro companhias, organisado conforme o plano
a este junio.
Art. 2. Os ofliciaes combatentes do estado-maior
s snbalternosdas companliixs nao fazem parte do
o do balalhao, e ser .rao por commissao de
jualquer das armas cientficas do excrcilo. Dos ul-
timos porm poder* sir empregado em cada compa-
nhia om que n,lo pertenja aquellas armas.
Art. 3. O preenchimento das primeiras qualro
vagas ile capilao ser feilo com ofliciaes tira-Ios de
qnalqner das armas scienlificas ; depois enlrarao os
c"pitaes dsle batalho em promor.lo com os ofliciaes
Art. 4. N,lo serao admilJos cadetes uo balalhao
de engenheiros
Arl. 5. O qualro sargentos mandadores em cada
cfTmpariha serlo meslresdo obra : dous de madeira.
om de ferro e oulro de pedra ; e na mesma prnpor-
c.1o serao divididos os soldados arlilices.
Arl. 6. Osvencimenlos dos ofliciaes do batalhSo
de engenheiros serao os de commissao activa ; e us
das pracns de prct a'quclles qae pela legislarlo se
acham ou forem estabelecidos para o corpo de artfi-
ces, com excepeflo dos segundos sargento* mandado-
res e dos soldados traballiadores, que vencern, es-
tes o toldo de infanlara, e aquelles o de mil ris
diarios. Conforme os trabalhos em que se occopa-
rem as praras de pret, se Ibes arbilrarao grslificaces
especia.
Arl. 7. O destacamento do balalhao se poder. fa-
er por companhias ou secones para os lugares onde
se tornaren] necessarios os seus servicos.
O quarlel do balalhao de engenheiros se-
ra na escola de applicacao do exercito, creada por d-
lo o. 1536 desla dala, (cando subordinado ao di-
rector da mesma escola.
Pedro de Alcntara Bellegarde, do mou conselho,
ministro e secretario de estado dos negocios da guer-
ra, o tenha assitr entendido o expela os despachos
necenaros. Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de Ja-
neiro de 1855, 31. da independencia e do imperio.
Com a rubrica deS. H. o Imperador___Pedro de
Alcntara Bellegarde.
Plano ia organisaeao do balalhao de engenheiros
a gue ttrtfere o decreto n. 1535 delta dala.
Ltlado-maior.
Coronel on tenenle-co- -i'j^, i r^i ec rr-'i ai
rnnel commaudanle.
Mejor......

Quarlel-mestre. .
Secretario.....
Capelina.....
1." Cirurgiao. .
2. Dito......
^ listado-Menor.
* Sargento-ijudanle. . 1
Sargento quartel-raes-
1
Espiugardeiro . 1
Cortinh-iro. -i------------------------- 1

yOLHETIIB.
GERMINO BIRBHZUL.C*)
Pr Henrlqaa de la Madelelae.
IV
l'ehii qualro horas da madrugada meslre Ceu-
diui entrn no quarto de Marieta, dizendo ;
Ei-a, roinha (ilha, levanta-te Se nao ebegar-
mos a monlanlia antes de nove horas, roorreremos
de calor no caminho.
Estarei prompta em um instante, mea pal!
responden Marieta esfregando os olhos, como se a
enfraila do vellio a livesse rcordado sobresaltada.
Meslre Cendri deseen para mandar albardar a
mua.
Marieta saltn fra do leilo. e vestio-se em silen-
cio ; mas no momento de penlear os cabellos vio-se
no espelho, eeslremeceu involuntariamente murmu-
rando em voz baixa:
-- Como eslou partida O' Germano !
Urna lagrima cudio-lhe aos olhos, ea rapariga fi-
U abroo* mianlos immovel e pensativa.
Que ezslamon ella repentinamente, vou clio-
ir agoraf e endiosando os olhos, acabou de ves-
lir-e rpidamente e deiceu com sua trouxa, serena
o resoluta.
A caminho! disae meslre Cendri montndo-
se na mola velha depois de ter dado as ultimas ur-
dens a nma vizinha. que havia do guardar a casa
etn o.-i ausencia. Ei-a, salta, Ulliinha !
Marieta saltou ligeiramente na garupa, e a mua
ganhoii a estrada a passo lento.
A primeira parte da viagem foi silenciosa : mes-
i'u Cen<,r'e mctlitava em eos negocios bem como na
""ia. Marieta pensava em Germano.
A's cinco horas e meia passaram'dianle das velbas
trinclieiras da i id.ide, c desccram para Nolre Dame
da Sanie. Chegaudo capella afamada, Marieta per-
Mgnou-se com devoc^lo, e rezou urna Ave-Mari ;
meslre Cendri lirou o chapeo, c persignou-se lara-
nem.
Ah a|| i disse o velho alegremcnle, a resta de
V-ssaSenliora nao est longc, Marieta; se te porta-
res bem em Malaucene, irci talvez buscar-te para a
novena. Se Marida continuar a pensar em seu Ger-
mano nao ver., a Testa, nSu dansari, e nao far suas
devooes a Virgem Santissima; unrqae meslre Cen-
dri ia ouvios ile meresdor.
Ah! nien pai | ,-se Marida rom algum aeas-
lamenlu. nao \.- que isso nn-pen.iiisiv Para que f.il-
la-me sempre desse mancebo ? Vine, lie que me luz
pensar nelle.
Selleiro......
Ferrailnr.....
Artfice de fogo. .
Corncla-mr. .
l'ma cojnpanhia.
Capitn......
I.n Tenenle. .
Segundos Tenentes. .
1." Sargento. .
Segundos ditos. .
Segundos ditos manda-
dores......
Furriel......
Cabos de esquadra. .
Ditos conductores. .
Soldados artfices. .
Ditos trabalhadores. .
Ditos conductores.. .
Cornetas......
ItecapilularSo.
Estado-maior e menor.
I Companhias.
111 AS DA SKM VV\.
26 Segunda. ( F.slaco de S. Pedro ad Vincula.)
27 Tetra. (Esteeo a S. Anastacio) S. Anli
28 Quarta. (Tmporas) Estacaode S. Marn Al.)
1 (Quinta. (Estaeaon S. Louiencuii pane poma)
2 Sexta. (Kstaeao aos 12 Apostlos) S. Jovino.
3 Sabbado. (RstaraoaS. Podro) S. Ilemelerio.
4 Domingo. 2." da 0l|ares|n (Estacan o S. Ma-
ra em Dominica) S. Cassimiro ; S. Lucio p.
1 2
i
1
6
9
21
48
8
2
0 8
4 392
98
8
396
i 100 401
Palacio do Rio de Janeiro, em 23 de Janeiro de
1855.Pedro de Alcamara Bellegarde.
DECRETO N. 153G DE 22 DE JANEIRO DE 1855.
Oen nma escola de applicaro do excrcilo, na
conformidade do regulamentoque com elle baixa.
Usando da aulorisacao concedida pelo art. 3 do
decreto n. C:H de 20 de selembro de 1851, hei por
bem crear urna escola de applcar,ao do ciercito on-
de se 0Msnar,"i.i theorira e pralicainente as doutrinas
militares do quinto e seslo anno da escola militar,
(la qual ficam desligadas, na conformidade do regu-
lamenlu que com este baixa, assignado por Pedro de
Alcntara Bellegarde, do meu conselho, ministro e
secretario de estado dos negocios da guerra, que as-
sim o tenha entendido e faca exocutar com os despa-
rtios necessarios. Palacio do Rio de Janeiro, em 2:1 de
Janeiro de 1855, 31" da independencia e do imperio.
Com a rubrica de S. M. o ImperaJor.l'cUro de
Alcntara Bellegarde. '
CAPITULO f.
legulamenlo pura a etcola de applicacao do
e.rere'to.
Art. 1. O curso theorico-pratico das doutrinas mi-
litaras constara de docs anuos, comprchendeudo ca-
da um on/.e mezes Iw.tivos e de excrcicios, contados
do 1. de ni.ii ni.
Arl. 2. Emquanto na lver lugar o intrnalo dos
alumnos da escola militar determinado pelo decreto
ti. 631 de 20 de selembro de 1851, se csbibclcccra na
escola ora creada, c simiente par os alumnos mili-
tare-, nma aula provisoria para o etiaM'vtorinatth-
malhicas rlmcnlare<.
Art. 3. llavera no mesmo cstabelecimento urna
aula preparatoria de leitura, escripia, grammalica
portugueza, arilliuieUca al complexos inclusive, no-
ces elementares de geometra pralica c lices so-
bre os deveres dos olliciacs inferiores. Os alumnos
para esta escola serao tirados das pravas de prct que
nao tenham m.iis de vinte annos de idade, e pela
forma que for determinado pelo governo.
Art. 4. Aos lentes c aos alumnos da escola de ap-
plieacno ficam competindo as mesmas vantagens que
ior lei sao ou forem concedidas aos da escola mili-
tar, darido-se as mesmas circumsUncias.
Arl. 5. A escola he sujeila ao regimanto militar,
e considerada como praca de guerra.
Art. 6. S os ofliciaes e pracas doexercito o arma-
da poder.o ser admillidos como alumnos internos da
escola de applicacao. Outros quaesquer individuos
s o puder.io ser como externos, e por especial li-
cenea do governo.
CAPITULO II.
Materias do ensino.
Arl. 7. As doutrinas do eusiuo theorico serio :
S I. Aula provisoria.
1. Arilhmelica.
2. Algebra elementar.
3. Geometra elementar.
4. Metrologa.
5. Principios de geometra oalylica a duasdi-
meusoes, eompreheudeiido a trigonometra plana.
6. Eiplicac.io e uso da taboa de logarilbmos.
i 2. Priineiro anno militar :
1. Topographia militar.
2. Tctica.
3. Castrametac^o.
4. Eslralegia.
5. Forlilicacao de rampanha.
6. Elemcnlosdeslatica e djnamca com applica-
cao balstica no vacuo.
7. Historia militar e noc,ocs do direilo das gentes
e de legislarlo militar.
3. Segundo anno militar :
1. Balstica no mcio resistente.
2. l-'ortiiicaco permanente.
3. Ataque e defeza de pracas e fortificacao sub-
terranca.
4. Arehiteclura militar.
Art. 8. Os objectos do ensino pralicoserSo :
() Vide o Diario n, 46.
Ah! soueu? lornoii mentre Cendri gracejan-
do. Que velhaquinha! sou cu agora, como se ella
nao pensasse uisso por si mesma !... Ah ah ini-
nha lilhinha, o amor c a losse nao podem occullar-
se, e se nao estivesses enamorada, vcr-le-hiamos pal-
uda e desfeila, sem fallar, e sutrocando suspiros?
Juro-lhe que eslou triste por deixar o lugar,
respondeu Marieta ; mas nao por ontra cousa.
Muitobcm! milito bem! disse o velho, esta-
mos perto da montaiiha, segura-te bem, porque vou
apressar a mua, a qual caminha a passo de conego,
que vai para as vesperas. Ei-a I ei- gritn el-
le posando o cabresto de maneir a quebrar qual-
quer otilra qucixada que nao rosee a da velha mua.
Esta lornou a lomar seu trote melanclico sem
razer mais caso dos aroutes que das pragas do bom
velho.
Telas nove horas, bem como annuncira meslre
Lendne, dcixaram a planirie, e comeraram a subir
a monlanha.
A estrada.eradifllcleescarpada; porm bella pa-
ra a poca; pois duas carretas podiam passar empa-
relhailas. O sol comecava a tornar se abrazador ;
mas de quando em quando baforadas de vento fres^
co v i ii 1 ia ni do monte Venloux, anda coroadn de ne-
v. >i-nlinm rumor pcrlurbava o silencio da rida
sulidao, e apenas ouvia-se a campainha longinqua
de alguma cabra vagabunda, ou o grito rouco das
perili/.es vermclhas sorprendidas i sombra na volla
dos rochedos.
A mua velha respirava rom ruido, e auava abun-
dantemente. Meslre Cendri leve piedade della, e
apendose tomona pelo cabresto, e caminhoii a-
dianle. Marieta licou sosinlia sobre a larga albarda.
.Meu pai, disse ella depois de um momento,
que edificio he aquellc l em cima mao direila?
-- He >'ossa Senhora de Paly, respondeu Cen-
dri. 11c um lugar de romana, 'aonde vi os babi-
lanlea de Caromb, assim como a gente de nosa v-
/inliiinc vai a Saint Gen* pedir ebuva. Tcm havido
inais ile um milagro uessa capella!
Santa Virgem de Paly, murmorou inlerior-
mciite Marieta, faaei que Germano me ame sempre .'
Pendo ehegado pouco depois ao ponto extremo da
estrada, comociiram i descer in-cnsivelmenle.
Eis alli Saint Raudille exclainou meslre Ccn-
dric ; quando ebegarmos la, pederemos dizer que es-
lamos em Milancene.
Junto do nicho grossero que abriga a eslatua de
Saint Baudilio, eslava assentado um rapa/, paludo,
o qual levanloii-se i chegada do velho, c reconhe-
ceudn logo a meslre Cendri, sautou-o cordialmente.
Dos o guarde, senbor Sebasliao gritou-lhe
Cendri. Que faz aqui a estas luirs?
l anude vai Vntr. hunbem* |>ergunlonomaii-
celio .i|,, i i.in.l u mi., .l.i velho. Bom dia, senhora,
arrescenlou elle sem atrever-se a encarar a rapa-
riga.
Vamos a Malaucene, ica>a da lia Serfica,
S I. Evercicios :
1. Descriprao, nomenclatura, manejo e uso das
difTercnies armas c machinas de guerra.
2. Pyrolcrhnia militar.
3. Pralica da balislica.
4. Nalaco c equilarjlo.
5. Evoluces o manobras das difTerenles armas.
6. I.evanlamenlo de plantas, nivelamenlos e re-
conherimeiito militares.
7. Marchas, acampamentos, embarques, desem-
barques e ronslruccao de ponles militares.
8. Trabalhos de forlificacao de carapanha.
9. Ataque o defeza de postos e de pracas.
10. Pralica do servido de paz e de guerra, ad-
minislracao dos corpos.
' 2. Desenho :
1. Desenlio linear.
2. Desenlio de paisagem.
3. Desenho topographico.
4. Desenlio de arehiteclura militar e de machinas
de guerra.
Arl. 9. Os exames das doutrinas do? annos mili-
tares serao feilos na escola de applicarSo, e os da
aula provisoria na escola militar.
Arl. 10. A approvariio de cada anuo dos esludos
da escola de applicacao deve abranger a de todas as
doutrinas Ibcoriras e pratiras estabelecidas para o
ensino do dito anno.
CAPITULO III.
Pessoal da escola.
Art. II. Tara o ensino theorico c prnlico da esco-
la haver :
Dous lentes eathedraticos e nm substituto, um
professor de desenlio, tres instructores de 1.a classe
lirados das armas scientficas, tres de 2., um ofllcial
cncarregado da aula provisoria de malhemetica, om
meslre de aula preparatoria, eos outros que forem
necessarios.
Art. 12. Para aadminislrac/io da osela de appli-
cacao havera
1. l'ni director, nlcial general que tiver perten-
cido as armas scientficas, ou nflicial superior que
perlencer ou livor pertenrido s mesmas armas.
2. Um vice-direclor, ofllcial superior, que ser o
mesmo que commaudar o balalhao de engenhei-
ros.
3. Um aju,lauto do director, de patente menor
que a do vice-director.
4. Um secretario da escola, odieial subalterno ou
capitao.
5. t'm almoiarifc, oflicial subalterno.
6. Un truarlel-meslre, nm agente, don rirur-
gies e um capellao, que serao os das mesmas deno-
minaron, servindo no balalhao de engenheiros.
7. O olliciacs inferiores necessarios para coadju-
varcm o servico.
K. Os guantas c serventes precisos para o servico
.i- aulas e mais dependencias da escola.
Arl. 13. Os lentes eathedraticos e os substitutos
serao desde j escolhidos entre os acluacs lentes da
escola militar.
Arl. 15. As nomeacOcs do director e vice-direc-
lor, dos professores, dos instructores de 1. classe e
do secretario serao feitas por decreto.
Art. 15. As nomcacoes dos oulros cmpreyalns se-
rio feitas petp governo. Fixccptuam-se os guardas
6 serventes qba serao Horneados ou escolhidos pelo
director, c porejle despedidos, quando convier, prc-
cedendo approvaco do mesmo governo.
CAPICULO IV.
Do corpo acadmico.
Art. 16. O corpo acadmico se compon :
1. Dos alumnos internos da escola.
2.* Dos alumnos da aula preparatoria.
3. Do balalhao de engenheiros, que Arara annex
escola.
4." Dos destacamentos das oulras armas do exer-
cilo, que o governo julgar conveniente.
Art. 17. Os alumnos serao divididos em compa-
nhias e secces das dilTercnles armas, e individual-
mente consideradas addidas ao balalhao de enge-
nheiros.
Art. 18. llavera um livro-meslre para os alumnos
da escola, e os mais livros precisos pra os respecti-
vos asscntamenlos; sendo os das companhias de
alumnos estabelocidos sobre o mesmo syslema que os
dos corpos do exercito.
CAPITULO V.
Das obrigarGes dos empregadot.
Art. 19. O director da escola he a primeira aulo-
ridade do eslabelecimento; suas ordens sao termi-
nantemente obrigatorias para lodos; exerce supe-
rior inspeccao sobre a execocio dos programmas rio
ensino, e lodos os mais ramos do servido di escola ;
execula c faz execular o presento regulamenlo e as
ordens do governo, e preside os diOereotes conie-
Ihos.
Nos seus impedimentos, elle he sabslilaido pele
mais graduado ou mais amigo dos seguinlea ofli-
ciaes : o vice-director ou commandanlc cte balalhao
de engenheiros, e os lentes que orem oAlciaes supe-
riores.
Art. 20. O vice-dreelor tem especialmenle a sen
cargo o commando dos alumnos, a polica da cs-
onde minha filha passar alguns dias. Conhcce a ta
Serfica ?
Nao, disse Sebastian.
Pois bem, quero que a eonheca. Venha com-
nosco ao moinho; ser recebido como nm dos I
Mas, meslre Cendri...
Que! vai azer-sc altivo, ou nao pode passar
um da sem procurar plantas Veuha, venh.i, volla-
remos esta noile juntos ao fresco.
Sim, disse Schastiao; mas depois do meio-dia
remos ao Groseau. O anno passado ah achei capil-
ares magnificas, c prometli ao abbade Sorlat levar-
me algumas.
Iremos ao Grosoau, responden meslre Cendri;
mas eis-ahi ja muito lempo gasto em palavras: ea-
miuhemos!
Sebasliao acompanhou o velho, e subiram o ulti-
mo oiteiro conversando.
Durante lodo csse lempo, Murtela havia ficado si-
lenciosa, n.1o porque Sebasliao a intimidasse ; pois
j o tinha visto mais de urna vez do lado de Entrai-
gues, e em sua propria casa ; mas sua tristeza liba-
te tornado tao profunda, e ella padeca lauto pelos
esforjos, que fazia para occulla-la ao pai, que sen-
lio-sc como allviada de nao ler mais que respon-
der a nenhuma pergunta.
Com os olhos meio fechados e perdida em suas mc-
dilacoes, entregava-se ao bataneo regular do passo
da muja. Esqueeia-sc da louga estrada, do calor, de
Sebasliao, do pai, e lornava a ver-se em pensamen-
o margem do Sorgue, paluda, trmula e com
Germano aos ps.
Cma i:\clamaca.i de Sebasliao tirou-a de seo x-
tasi interior. Tinham ehegado ao alto do oiteiro, c
a vistai espraiava-se em um valle roaravilhoso.
Que bella perspectiva repela Sebasliao en-
levado. Ccrlamenle teuho vindo aqu muilas vezes ;
mas creio que jamis me cansarci desla conlem-
placao!
~ Oh disse meslre Cendri moslando urna casa
branca rodeada do choupos, eis alli o moinho da lia !
Lni.io, ulhiiiha, arrescenlou alegremente, enganei-
te cerca do lugar"!
Malaucene be qaasj ama cidade. Siluada sobre a
encosla occidental .lo mnnle Venloux, banbada de
aguas vivas, rodeada do prados imincnsos, c assom-
brada por arvores seculares, eslrndc-sc indolenle-
mcnle ao sol como orna Italiana, e embala-se ao
rumor de suas fabricas, e s c.incoes de suas Aadci-
ras. A cidade he 18o viva e acliva quaulo o campo
que a rodcia he sereno e quasi lnguido. A indus-
tria veio dissipar sua somnolencia natural; muilos
pslabelcrimentos giiariiecem as margens do rio, e
innuineravcis muiihos miirmuram alegremente
sombra das norneira, amoreiras e faias. Os flancos
arillos da inonlaiiha 1-ontraslam enerui.-..inenlu rom
a rica vegelacao da pluoicie. A vista perde-se em
caninos feriis cultivados como jardius, e entre-enr-
iados de canaes. Tudo respira a abundancia ; Ma-
laucene be um dos lugares charos s almas ternas,
cola c a vigilancia sobre o material do eslabeleci-
mento.
Art. 21. Os professores e meslres desempenha-
r.lo as fenles proprias pelo modo por que fo-
rem reguladas as iiislrurcr.es c programmas do en-
sino.
Art. 22. O njudanle do director transmute aos
diiroreutes empregados as ordens derivadas do mes-
mo director; anrigna e publica as ordens do dia da
escola.
Arl. 33. Os instructores de 1' e 2* classe lem a seu
cargo ludo o que lora an ensinu praliro de exerci-
rios, na frma das iuslrucces e programmas respec-
to, c sob as ordens do director. Os da 2. classe
sao especialmente incumbidos de adestrar os alumnos
nos exereicios da escola de oblado e de peloto, c no
manejo das diflerentes armas. Os instructores podem
ao mesmo lempo excrcer os lugares de ofliciaes na
corpo acadmico,
Arl. 2. O secretario da escola tem a sen cargo a
esrripturacao da escola, a bibliolbcca e archivos.
Arl. 2. Oalmoxarife lem sob sua guarda, c cm
estado de boa arrecariaraoe conservadlo, os instru-
menlns c lodos os objectos relativos ao fardamcnlo,
armamento, equipainenlo, utensilios, municOcs, pa-
lamentas e pelrecbos de guerra.
Arl. 26. Os guardas lem por ilever cuidar no as-
scio c arranjo das aulas, coarijuvar o almoxarifc, au-
xiliar os exercicios praticos e cumprir os mandados
dos prufessores cm objeclo de Hntca.
CAPITULO VI.
Dos excrcicios praticos.
Arl. 27. llavera para os exercicios c manobras,
pe^as de companba c de baler, morleiros. obusc
fuzis c todas as mais armas, pelrecbos, palamentas,
muidles e cqoipamentos que forem necessarios;
bem como os instrumentos e ferramcnlas proprias
para os ejercicios militares e para os trabalhos lo-
pographicos.
Art. 28. llavera para os exercicios de cquitarao o
numero de cavallos preciso, nao excedendo a trnla,
promplos para o servico.
Arl. 29. Os excrcicios praticos serio feilos na con-
formidade dos programmas organisados pelo conse-
lho de inslrucc.lo e apprevados pelo governo. A
execuciio desle* programmas ser auxiliada pelo en-
sino das competentes noroes tbcoricas que os alum-
nos nao liverem linda adquirido.
Arl. 30. Os alumnos das armas de engeuliaria, ar-
tilharia c estado-maior de 1. classe, depois do con-
cluirem o estado dos dous anuos militares, c da
mesma lorie os das armas de infanlara e cax aliara,
depois de Dnalisarora o do prirrreiro anno militar, po-
derflo ser obligad.is a conliiiuacao dos exercicios pra-
ticos por mais lempo al seis mezes conforme o juizo
c sob proposta do conselho de iuslruccao, com in-
do nisso o governo.
Arl. 31. Todos os alumnos militares do i.", 2." c 3
annos da escola milijar lerdo, no lempo das ferias, os
soos exercicios praticos na escola do applicacao do
exercilo, qual lacarao addidos por lodo csse
lempo.
Arl. 32. O goveri poder mandar pralicar na
mesma escola os oQx&iacs subalternos dos corpos e
armas do exercilo, quando julgar conveniente, e por
prazo que nao exceda a um anuo.
Arl. 33. Os alumnos approvados nos corsos da es-
cola, c os olliciacs que o lorcm nos respectivos excr-
cicios praticos, na forma do artigo antecedente, se-
rao dispensados dos exames praticos exigidos no re"
gulamenlo de 31 demarro de 1851 para as promo-
res ale o posto de capitn.
CAPITULO Vil.
Dos consclhos.
Art. 31. Na escola de applicacao do exercito have
ri tres ronselhos.
S 1. Conselho de instruccao.
O conselho de instruccao ,e compor.i :
1. Do director da escola, como presidente.
2. Do vico director.
3. Dos lentes eathedraticos e do substituto.
1. Dos instructores de I.' classe.
S 2. Conselho econmico.
O conselho econmico se formara:
1. Do director da escola, como presidente.
2. Do viee director.
3. Do ajadanlc do director,
. Do quarlel-meslre.
5. Do agente.
6. Do almoxarifc.
3. Do conselho de disciplina.
O conselho de disciplina se compora :
1. Do director da escola, como presidente.
2. De um dos professores, por escala.
3. De om dos iuslruclorcs de i. classe, lamben)
por escala. .
4. De doos oAlciaes do corpo acodemico, tambem
por escala.
Art, 35. O secretario da escola assistir a todas as
reunios dos trcseonselbos para redigir as acias das
sessoe.
Arl. 36. Os (res cunselhos se reunirn ordinaria-
mente em das distinelos dentro dos dez primeiros
.lias de rada me*, c extraordinariamente sempre que
0 ordenar o director da escola.
Arl. 37. Ao conselho de inslrurrocompele formar
no fim de. cada annn as listas dos alumnos habilitados
para os oxames, c determinar segundo estes c mais
provas llicoricas c pratiras dos alumnos approvados,
os graos de merecimenlo de cada um por ordeni nu-
meral. OolrOJim compele ao mesmo conselho rmr
sullar sobre ludo que for relativo inslrurco o en-
sillo theorico c pralico dos alumnos; bem conm :
> 1. A dcsigiiac.lo de compendios provisorios, ea
jndicaro dos mcios ile se organisarem compendios
definitivos o inslruccoes pratieas para o entino esco-
lstico.
S 2. A organisac.lo de programmas circumslancia-
dos para o ensino theorico c pralico, extremando
as materias do ensino relativas a cada urna das ar-
mas.
S 3. A dislribuico do lempo para o ensino.
S i. A organisaeao dos pragrammas para os
exames.
Arl. 38. Ao conselho econmico incumbe :
S i. Administrar os luudos de rancho dos alum-
nos.
S2. Conhcccr o estado do cofre da escola no lim
de cada mez, fazer os orramentos e verificar os do-
cumentos de despera.
S 3. Consultar sobre lodos os objectos conecr-
nentesan material do estabclecimenlo.
5 i.Organisar as inslrucce que devem consli-
luffco rgimen interno da escola.
Arl. 39. Ao conselho de disciplina compele :
S 1. Consultar sobre os meios apropriados para
maniera polica geral.a ordem interna e a raorali-
dade nocstabelecimentn.
j 2. Tomar coaliecuieiilo das fallas graves com-
mcltidas pelos alumnos uesta qualidade.
Arl. 40. As penas corrcccionacs imposlasaos alum-
nos serlo, conforme a gravidade das falla*, as se-
guintes:
l Repreliensao particular.
2.a Keprelienso motivada em ordem do dia da
escola.
3.'1 Prisao por 1' a 15 dias, ou no quarlel da re-
sidencia do alumno, ou na pris.l > rnmmum. que para
os alumnos sera o eslado-maor do corpo acad-
mico.
4." Expulsan da escola.
Art. 41. As penas de reprehenso c do prisao por
1 a Sdias podcro ser impostas pelo director da es-
cola, ou cm seu nome pelo vice-director ; as oulras
smenle o poderao ser pelo conselho de disciplina.
Picando dependente de confinnarao do governo a que
importar expulsao da escola.
Arl. 'vi. O vice-director lambem poder reprehen-
der particularmente, c mesmo determinar a prisao
em.seu nome por esparo que nao exceda a 21 horas,
nos casos de fallas leves contra a disciplina.
Art. 43. A pena de pristo nao dispensa os alum-
nos/do servico escolstico.
Arl. i. No processo para mposicao da pena de
expulsao sera ouvirio vcrhalmrntc ou por escripia o
alumno argida, mise admitliudo advogadooupro-
curador, c somonte no raso de impedimento absoluto
se lbc Horneara um curador.
Art. 45. O conselho de disciplina nao poder de-
liberar sem que eslejam presentes lodos os mem-
bros.
Arl. 16. Quando o conselho de disciplina da escola
resolver que o delicio de que se trata he de compe-
tencia dos consclhos de guerra, ser o alumno en-
tregue ao commandanlc do corpo acadmico, para
se proceder na Turma da lei, remcllendo-se as |ieras
da aecusarao.
Arl. 57. Todas as disposiees rcgulameniares a de
execucao permanente relativas ao progrmala riecs-
ImiIos e exercicios, economa e rgimen administra-
tivo, processo de fiscalisac.lo c medidas policiaesede
disciplina formuladas pelos consclhos,.ficam depen-
dentes de confirmaeo do governo, excepto nos
que voltam aos doces onhos, c (ratam-sc familiar-
mente como amigos vclhos reconhecidos.
O moinho da lia Serfica ca situado a dous liros
das Irincheiras. No momento cm que oicslre Cen-
dri apparcceu, a la ajudava a carregar saceos cm
doas carretas puxadas por animan.
Jess! pxclamnu ella acudindo branca de fa-
rinha, ois-aqui meu irm.lo e minha afilhada!
Mariela salluu nos bracos da madrinha.
Como esls grande o bella, Marieta! repela
ella aperlando-a sobre o coraco, ha dous anuos nao
te vejo !...
Ei-a I disse rucstre Cendri, sade a lodos. A-
cahem seus abracos, c lembrem-se de que caminba-
mos ha mais de seto horas, e s Icnho um ropo de
vinho moscatel na barriga... O senbor Sebasliao de-
ve ter tambem muila fume, minha irmaa I...
Que bello cuidado di'se alia. Gracasa Heos,
a casa he boa, c nao Ihe falla o pao, nein lao pouro
o vinho, ncm os queijos de leile de cabra, nena o ba-
calho novo, nem as batatas, ncm o azeilc, ncm
nada ; ouve, meu irmaof Rczoon gritn a lia
Serfica para nina criad, pile a mesa ctiravuho
no barril! Somos pobres, senbor Sebasliao ; mas lu-
do se ofierece de bom coraro, c a gente lioa aceita
da mesma serte.
Sebasliao agradeccu miilhcr, a qual ia e vinha
lagarellando, gritando c apressada, e aiscnlou-so
junio da massera cm urna meia oscuridao.
Meslre Cendri sabio logo para ver se a mua ve-
lha era bem tratada, c Rczouu leudo posto a mesa,
corren borla a buscar talada fresca e fruclns da
eslaclo,
Marieta chegou-se lentamente a um espelho pe-
queo suspenso a parede, lirou a louca de filas a-
zoes, e passou o penlc pelos cabellos desgrenhados
pelo vento da moutanlia. Julgando-se sosiiiha, a po-
bre rapariga aprovcluu o momento para dar um
suspiro tao doloroso, que Sebasliao, que meditava
com os olhos baixos, ergucu repentinamente a ca-
bera.
O rapaz ficou como deslumhrado por urna viste,
e o grito de admiracao, que sahio-lho do peilo, veio
morrer-lhc sobre os labios cnlre-abcrlos. Irritada
pela rebelliao de seus cabellos, Marieta havia lirado
o penle que os suslentava, c soas louras madeixas
(inham-sc-llie espalbado sobre es hombros como um
manto dourado. Eslava verdaderamente encantado-
ra (azendo os aunis, formando as trancas, e rrguen-
do-se na pona dos ps para mirar-se mellior no es-
pelho.
Sebastian con foso c extraordinariamente commo-
vido, seiiliosuhir-lbo ao rorajao nm calor rdanle.
Os olhos pcrttirharam-se-lho, os ouvid"s zuniain-lhe,
e as fonles baliam-lhe ruin forra. I'm eslromoci
nienlo piM corr n-llte todo o corno, depois elle em-
paIIi,le. i u horrivelmeule e desmaiou dando um ge-
mide doloroso.
Quando lornou a si, vio-se confusamente rodear
do de toda a casa; raestre Cendri banhava-lbe a
casos (erminautemente espressos nesle regula-
mente.
Art. 18. O director da escola he o nico responsa-
vel peles medidas que mandar execular; o aceorde
com o voto dos conselhos, que Ihe he livre adoptar
ou nao, de nenhuma sorlc pode salva-lo da responsa-
bilidadc.
Art. 41. O director da escola be o uniro orgao ofii-
cial e legal que pile em rclacao immediata o eslabe-
lecimento com o ministro ta guerra. Em raso algum
se admitlc correspondencia em nomo collcctivo de
qnalqner dos conselhos com o governo ou rom qual-
quer auloridadc publica, deveudo edirector, sempre
que fizer subir a presenra do governu as proposlas
dos conselhos, dar a suaopiniao sobre ellas.
CAPITULO VIH.
Dos icniiinentos.
Art. 50. A tarifa dos vcncimeulos sera regulada
pelo modo seguinte :
O director lera a gralilicarao de commissao acli-
va de engenheiros, c mais 805 por mez.
O vice-direclor, o que Ihe compele como com-
mandanle do balalhao de engenheiros.
presa
fronte com vinagre, c sua m.lo direila eslava
lias inaosinb.is deliradas de Mariela.
Nao he nada .' nao se assuslcm! repeta ..
Ilio. Eti bem dizia ha pouco, minha irmaa; elle lem
muila fome... Oh] r-lo que recobra os sentidos...
Abre OS ollaM... Esses mancebos ta cidade. que mi-
tlesper-
sena 1 nao tem mais animo do que um gallo sangra-
d"!..... Ohl senbor Sebasliao!..... Batain-lbc "as
maos... Oh a sopa esta na mesa, c cheira a
lar um deftinln!...
-- Obrigado! obrigado murmurou dbilmente
Sebasliao tentando levanlar-se, eslou bom... inlei-
ramcnlo bom...
Mariela vendo-o recobrar os sentidos, quiz reti-
rar a mao que Sebasliao liaba brandamcnlc aperla-
da as suas. Ao primeiro movmenlo que ella fez
para isso, o mancebo crgucu-sc como ohericcendo a
una mola, e exelamou apertando a mao da rapari-
ga de mancira que dcixou-a confusa :
Eslou curado! Pcrdocm-mc lodos..... Icnho
nimias ve/es dossas fraquezas... mas ludo est aca-
bado... vamos para a mesa '.... Meslre Cendri cu-
cba-me um copo de vinho!
Asscntaram-sc todos i mesa, Mariela ao lado da
lia e cm frente tic Sebasliao nimia paludo. A lia
Serfica a tinha collocado assim tle proposito: o
movimentn de alguma mancha elctrico, que o to-
que da rapariga produzira sobre Sebasliao, nao es-
capara a boa mulhcr, c causra-lbe liquidarn.
Ou nao Icnho cutcndimeuto, dizia ella'rom-
sigo, ou cis-aqui um amante cabido cm sync.ipc.
Meu Dos, e que amanle Um amante tle cinco sol-
dos magro como mn gcnuflcxorio tle colmo, c sec-
co como Santo Amador! Coiladinha! Mas hei tle
vigiar !... Tcnho bons olhos... Em que pensa meu
irmilo Irazendo-nos aqui csse bello amor? Onde a-
panhnu elle csse gallo sem peonas, esse liinao sem
sumo"! Sim. sim, xolve os olhos, meu rico !....
pira, a rapariga he tua !... ronta rom ella assi
mn ea cbsmo-mc Seraphica I
E murmurando comsgo estas palavras c oulras
to mesmo genero, a boa mulhcr servia a Sebasliao
com urna attoiicoc cuidados infinitos.
V
Pelo fim do janir, meslre Cendri baleu forle-
mente sobre a mesa, c disse :
Eis um bom jantar, minha irma e que mais
podo-sc desojar V pao que tem olhos, violto que es-
puma, queijo que chora, ncm ol-rei lem cousa mo-
Ihor...... Osonlior Sebasliao nao bebo! Nao comi
um alqueire de sal com Vine.; mas lenbo-o por um
rapaz honesto smeote achn-o discreto como urna
tluiizella, c mudo como una carpa!... Seu pai foi
um rompanboiro alegre em seu lempo!... Asando
de seu pai !...
Sebasliao molhou apenas os labios no roporheio de
vinho alo .i bera. A exeilaeao febril, que al enliko
o suslivera, linha cessado; elle havia cinpalliilecitlo
extremamente, e golas de suor fri cobriam-lhe a
Os prnlessorcs c a subslilulo,vc|icimeu(o igual ao
dos da escola militar c mais 60) meeeaes.
O professor da aula provisoria de mathemalira, o
ta aula preparatoria eos meslres, lente as gralili c-
enos que o governo arbitrar.
0 ajudante do director, gratificar/io de commissao
acliva do engenheiros.
<>s Instructores de primeira rlassc, itlem.
1 )s .litos de segunda classe, gralilicarao do estado
maior de primeira classe.
Scrretario da escola, dem.
Almoxarifc, idem.
Ofliciaes inferiores coadjuva.Inres, 125 por mez.
alm dos seus vcncimeulos ordinarios.
its guardas, 109 mensaes.
Os srvenles, 30$ i.lem.
Os alumnos olliciao, sold addiconal c elapc.
os ditos pracas de pret. os veneintentoa relativos
as suas graduae.les, estipuladas no arl. I do decre-
to n. iOido I-. de marco de 1846.
Arl. 51. O*: veurimciilos de lodos es empregados
e serventes da escola o a importancia de despena
deeosteio ordinario serao pagos pelo rofre ta mes-
ma escola, o qual ser suppridn polo tbesnuro a xista
das folhas niensalmenlc aprescnladas, e com as for-
malidades que forem estabelecidas.
Art. 52. Para as referidas despesas .lo cosleio or-
dinario haver supprimonto anlocipado em cada
mez, vista de pedidos feilos pelo director da esco-
la, que remetiera' com o pedido para o mez seguin-
te os documentos de detpexq do mez lindo.
CAPITULO IX.
Das laxa'de matricula e contribu**') de alimr.n-
tacSo,
Arl. 53. A laxadas matriculas sera' de 45 an-
nualmente, podedo o sea pagamento ser eOeetna-
do por desconlos propnrconaes'cW>4ciJrio que nao
exceda I metes. Bslataxa he cspccblmem^rtlesiU.
nada ao augmento da bibliotheca da escola.
Arl, 51. A mesada para a manulcnrao com que
alm da elape, devem concorrer os alumnos inter-
nos, sera'flxada semeslralmeale pelo governo sob
proposta do conselho econmico.
Ella sera' paga por mezes vencidos, descolgndo-
se por inleirn dos respeclvos vcncimeulos no aclo
ilo rcccbimcnlo.
Arl. 55. Exceptnam-s< de lodo, ou de melado to
pagamento de que Iralam os arligos antecedentes, os
alumnos a que se refero o arl. 3-, ^ 1. do dccrelo
n. 634 de 20 de selembro de 1851.
CAPULLO \.
Ditposicdes itcertas.
Arl. 56. Os empregados ta escola, a exrcpcao dos
srvenles, c bem assim os alumnos miniares, traja-
rao os uniformes que o governo designar.
Arl, 57. Aos alumnos internos so dar' quarlel,
alimentos, luz srvenles ou cjmaradas, o que ludo
sera' convenientemente regulado.
Art. 58. Sao nhrigados a residir dentro do eslabe-
lecimento, alm dos alumnos, da escola, ossogiintes
empregados :'
O vicc-tlircctnr.
O almoxarifc.
Dous srvenlo-'.
Os guardas c srvenles que 0 director julgar ne-
cesarios.
Art. 59. Pica absolutamente prohibida a residen-
cia de fami'ias no interior to eslabelecimento da es-
cola,ncm se admiltirao criados ou esclavos an servir
particular dos alumnos acuartelados. Aos empre-
gados com residencia obrigula no interior do csta-
belcr.imcnto se prstamo os movisindispensavei.
Art. 60. No principio tle cada anno o director ta
escola aprescnlara' ao governo um rclalorio abre-
viado do ctadu do eslabelecimento nos seus Ircs ra-
mos, doulrinal, administrativo e disciplinar, com
prehendendo a conla tos trabalhos do auno findo, o
orcamento das despezos para o anno futuro, e a pro-
posla dos melhoramentos, inodilcaccs ou reformas
que, de combinarao com os respeclvos consclhos,
julgar conveniente para a boa marcha dos trabalhos
to eslabeleriinenln.
Arl. 61. O governo poder' revero prsenle re-
gulamenlo c fazer-lhc as altcraccs cuja utilidade li-
vor sido rcconhccida.
Palacio do Rio tic Janeiro.Pedro do Alcntara
Bellegarde.
Perdi.
Ao soldado da companhia liva de cavallaria da
provincia do Pernambuco. Augusto Firmino de Oli-
veira e Silva, que commellera o crime de desercao.
Somcarcs.
Addido cotiladoria gcral, sem vcucincnto, Car-
los Armindo Alarques.
Pralicantcsdo numero de cirurgia do hospital mi-
litar da guarnirao da corle, os pralicanlcs exlrann-
mcraros loto Fcrrcira da Cosa e Lula Augusto de
Azevcdo Caoba.
Pralicanles extranumerarios de cirurgia, os alu m-
nos da escola de medicina Joo Vicente Torres 11o-
mein, Dominaos Lopes da Silva Ar.-iujo, Alfredo Ci-
millo llarnah Valdctaro, Alcxamlre Jos Soeiro de
Paria Jnior, c Antonio dos Santos Roxo.
. sus-
im, en-
fronle. Encaren Mariela com um ar lao singular-
mente doloroso, que a rapariga licou Confusa.
Madrinha! madrinha! disse ella em voz bai-
xa a lia, veja elle vai dcsinaiar novamenlc...
^ Que dizes, minha lilha'.' ncrgunlou meslre
Cendri. ao qual o vinho comec,ava a alegrar, nao
gusto de segredos, c quero que so falle aqui cm voj
alta !... A" sua sade, senbor Sebasliao sade de
el-rei, c to nosso santo padre o papa Oh! quero
que bebam !
E cu, meu irmao, quero que nao bebam mais!
disse a lia Serfica com auloridadc. Que bello cxcui-
plo d voss aos mocos Nao se peja de beber tanto
vinho em sua idade?
Minha idade nao esl.i aqui em qoestto, ler-
nou mestre Cendri. Quanlo mais a idade de seu
vinho npproximar-sc da minha, lano mclhur elle se-
ra !... Dcmais o vinho derramado nem sempre be
bebido... Eis-aqui o senbor Sebasliao tpic nunca (cm
o copo vasio... Ah mocidade moderna !...
Esa mocidade he mais prudente que a sua vc-
Ihice. tlisse a lia, c voss faria bem em ir deilar-se
na granja, se quer achar-se cm eslado de vallar e-la
noile... Va, va, a palha fresca U nao falla I...
O velho levanlou-se pcstaiicjando, c com as per-
nas vaeillanlcs.
Voss folln bem! disse elle, mas a gallinha
nao tlevc cantar diante do gallo... Se vou dormir um
pnuco be porque quero... c nao para obedecer-lbc...
Ouve '.'... Vusso he quein governa em sua casa, e na-
da lenho que tli/.cr contra isso... porm lenho doze
anuos tic mais, c sou o primogeuilo...
Sim, respondeu a lia Serfica empurramlo-o
pelos hombros, v rozer a bebedeira, senhor primo-
gnito !... Vou Iralar da afilhada...
Sebasliao Hnha-sa levantado ao mo-mo lempo que
mestre Cendri, e nao daxa altoncao :i eslas pala-
vras; porquanto sua alma eslava na maior pertur-
barlo, e elle linha perdido de alguma mancira a
conscieneia do lugar cm que se achava. Sem sentir,
sabio do moinho, c quando lornou algum lano a si
adniiroii-sc tle achar-se assentado debaiso dos sal-
gueiros borda da repre-1,
Escriplurario da commissao de inventara do ar-
senal de guerra da corte Ricardo .Uves Villela.
O major Antonio Joaquim de Magalhacs Castro
vogal do conselho administrativo de compras do ar-
senal tic guerra da liahia.
Ajudante do porteiro do hospital militar da guar-
nirao ta corlo, por proposta do respectivo director.
Fortnalo Flix de Souza e Silva.
Para a conladoria gcral da guerra : dieta de sec-
rao Jos Marta liomlcmpo, 2\ escriplurario o t:
dilo l.uiz Manuel Antonio Teixera, 3-. escriplura-
rio o i\ dilo Rento Luiz Gomes Pcreira, %. escrip-
lurario o porlero Jcsuino Jos Victorino do Harros,
porleiro o pralicanle Francisco Jacinlho Fer-
uandes.
Demissiies.
Aos pralicanles tle cirurgia do hospital militar da'
guarnirao da corto Cassiano Augusto de Mello c Joa-
quim Carlos da Rosa, por terem-sc doutorado em
medicina.
Ao almoxarifc das obras das forlificaecs de Obi-
dos Emygdio de Cerqucira Lima, pelo seu mao es-
lado de sauc, e como requercu.
# Ap'isentadotia.
Ao nponlador do arsenal de guerra da provincia
de S. Pedro, Antonio Lopes Duro, dependeudo a
merco daapprovaraodocorpo legislativo.
Anliguidade de praca.
A do capitao Antonio Jos Dias Kanes deve-sc
contar de 27 de selembro de 1836, cm virludc da
imperial resolucao de 13 de Janeiro de 1855, tomada
sobre consulla do conselho supremo mililar.
Bcforma.-
Ao alfercs do 4\ regiment de cavallaria ligeira,
Anlonio Candido de Oliveira Mallos, no mesmo pos-
to, com a Ierra parle do sold ta tabella do 1-. de
dezembro de 1811, por se achar incapaz do servico.
I'assagens de armas e corpos.
- Q 2-. cadele Tertuliano Adolpho de SonzaMuri-
aidhaotie deposito para o corpo de gdarni-
eio lixa da Babia. --N
O particular Idioma/ PaoIdl*e_Altttea*a>(ia com-
panhia fixa de Sergipe para o balal!, psito
da corle.
0>-. cadele Dormevillo de Oliveira Mello, do 9
balalhao de infantaria para o 1-. da mesma arma.
O soldado Joaquim Ignacio Godinbo. do 1\ ba-
lalhao de infantaria para o 12 da mesma arma.
O tambor Jos Telles Barcellos, do corpo de
^linces da corle para o 1\ balalhao de nrlilbaria
a p.
O alfcres Secundoo Felafiano de Mello Silva, do.
2-. batalho de infantaria para o do deposito da
corle.
O particular furriel Jos Emygdio Perera de'Ll-
go, do ',-. balalhao de artilharia a ppara o i: de
infantaria.
O soldado Jos Tilnjrcio Barbosa, do 3'. batalho
de artilharia a p para o i. ta mesma arma.
O soldado Antonio l'errcira da Silva Sanlarem,
do 3". balalhao do artilharia a p para o corpo de
guarnirlo fixa de S. Paulo.
O 2-. lenle Manocl Pcreira de Souza, do >. ba-
lalhao de artilharia a pe para o :!. da mesma
arma.
O major Anlonio Vaz de Almeida, do 13 balalhao
de infantaria para o 7-. da mesma arma, e desla
para aquello o major Andr Alvos tle Oliveira
Bello.
O capan Francisco os Anlonio Jarques, do .-.
regiment de cavallaria ligeira para o 5\ da mesma
arma.
Sentenca.
O alfercs reformado Joao.Martn de Moura, ac-
ensado de (er reldo o soltln tle pracas sob seu com-
mando, de ler ordenad o castigos indevidos e vendi-
do madeiras cortadas por ordem sua pelas praras que
commandava, oi absolvido pelos Irihunaes do pri-
meira c segunda instancia na provincia do Para,
nao se provando os dous primeiros pontos de acen-
sado, ejuslifirando elle que o producto de venda
das madeiras era applicado ao concert do quarlel.
sondo esto seu procediraento approvado pelo com-
mandanlc das armas.
CommissSei.
Delerminou-seque :
"-' cirurgiao docorpo tlesaude FelisbertoAo-
-uslo da Silva seja empregado as companhias de
arlilices e aprendices menores na Babia.
O (cuente do eslado maior de 2.* classe Anlonio
Lopes da Fonsecca Souza seja empregado no bata-
lho do deposito da corte.
O major do cstado-maior de 2." classe Jos Joa-
quim da Silva Sanliago fique dhposico do briga-
leiro graduado director do hospital militar.
O major Carlos de Moraes CamisSo, commaudanle
do corpo de artfices da corle, conlnue a disposico
do presidente de Pernambuco.
11 -' lenle do 1-. balalhao de artilharia a p
Podro Paulino da Fonscca fique disposcao do ge-
neral inspector dos Corpus ta guarnirao da eorte.
O major do corpo de engenheiros Chrisliano Pa-
re ira de Azeredo Coutinho siga i dispusiera do pre-
sidente das AlagOas, sendo substituido na fabrica da
me foz experimentar nada semelhanle ao que expe-
rimento Como pode narecer-me que a vi hoje pela
primeira vez ?... A emoejo desla manhaa foi tao vi-
lenla que julguciqueo corarlo me retentarte no
peilo... Ccrlamenle urna segunda cinuro desta tor-
ca ino malaria !
Sebasliio nao atrevia-se a eonfessar a si mesmo
ludo o que seulia, e s no coracao d.iva um nome a
e-a- novas sensarues. Como todas as almas puras,
tinha evitado quanlo poder lodas s occasies de
dcsregramenlo ; qirantlo os desojos despertaxam-Ihe
na alma, elle resista, e nunca era cmplice volunta-
rio ta tentac.ln. Dessa mancira tinha-se realmente
tomado senbor de si, dominava na imaginarao e nao
ihe permillia neiihum passeio prrigoso.
Assim como tinha vindo sem o sentir al repre-j
do moinho, foi meditando al a fonle do Groseau.
Nessa poca'a administrarlo deparlimenlal nao ha-
via anda mandado elevar essa otliosa arcada de pe-
dias, que encobre a nascenra das aguas e lanca-as
em um tanque circular e regular como um lauque
de Versalbcs. A agua sabia livrcmciilc dorochetln
escarpado, o dcrramava-sC sem impedimento al ao
declivio, onde comerava o rio. Plantas .opiticas da
mais bella cor verde a'.catifavam-lhao leilo semilla-
do, agriocs vigorosos creseiam as margens, e em
cima Iremiam ao menor sopro de vento rapillares
magnificas.
Sebasliao lcinbrou-sc da promesa que fizora ao
abbade Surlal, e doitou-se de bruros sustentando so
com urna m.lo para alcancar as bellas plantas. Seus
olhos excreilados foram impressionados pola visla do
una planta desconhecida, e por um momento a bo-
lanica prevateceu sobre o amor.'
Ficou immovel conlcniplaudo a flor com ingenua
curiosidado. Era una planta delgada, de flores pal-
udas, que (tilias raiies na agua como um sargaro.
Que flor singular repela elle.
Fez vaos esforroj para alcanca-la; porm o roche-
do era nesse lugar corlado a pique, e cinco ps me-
nos elevado cima da flor. A agu tinha nina trans-
maraxilbosa,
parenela maravilbosa, c Soba.iiao liceo assustado
i lempo que urna pedra permaneca xsxel dcs-
1 asseu a mao potos olhos e agilon-se romo quera i ceodo ao fundo. Em co.iseqoenria de sua timidez
la contrao somno : ludo eslava confuso era sua ea-! natural, .no aprender a .[.-,,, ,, ia,, redolido"
expedionlcs, que foram lodosiiisufiicieules.
Eia disse elle cmn tristeza, ftircosone roano
ciar por boje; hn de vollar coui Germano, o qual
nada como um pinxe, c se apreovor a Dos, minha
bella planta aqui estar ainda !
Laucando os pillos cm Ionio de -i, vio o sol que se
P'.inha rodeado de urna nuvem de sanguo ; a lern-
,'naiica de Marieta e de meslre Cendri vnllou-lbc
logo.
Que pensarlo do mim .' dise comsigo, c cor-
reu par o moinho com toda a ligeirezj de sus
(Ciilimiar-se-lta.)
lula
beca, c as lembraiicas volLivam-lhe do tropel mis-
turadas tiuns com oulras. Todava poucoa penco
Mas ideas c>flarerersm-se, seus labios muiiiiiiraiain.
e olio tlisse priinciramenle c;n voz mu baixa c e-
pois alta:
Mariela !
Depoisolbou cm Inrno tic si como assiislado de sua
audacia : o campo eslava deserto, a BCua eorria bran-
damenlc a seus ps, e s as caneos das cigarras on-
chian a ar abrazado.
Meu Dos exelamou i-llo deixando rerabir a
i ab.'c.i na- in p, ,, .pjp |,,. aao se paisa em miin f
l'adeco, e siuln-me contente de padecer ..Mariela !..
Como pode meu mal vir d"lla Conheci-a menina...
lenho-a visto cera vezes em casa do pai... ella nunca
-
UEGIVfl
MUTI1AD0


DIARIO DE PRHAMBUO, TRgA FIRA 27 DE FtVERf.|RO DE 1855.
arma* da Coiieeica, polo capilao do i\ balalhao de
arlilliaria a p, Manuel Jos Machado da Cosa J-
nior,
(i l'.cmuyiao l)r. Manoel Adriano da Silva l'on-
ixa, i'id roroainliiico.do delegado do cirur
mor do exercilo,sent> di-pensadu dula exor-
'itio l'.eirurgiiiu Prxedes Gomes de Soma l'ilanga.
O 2. cirurgao tenle Theophilo GlcmeutoUobiin
no i.' balalhai de arlilliaria a p.
ii 2.cirurgiao aliaros Rodrigo Jos Mauricio sir-
va na fabrica de ferro da S. Joao do Vpanoma.
t ilfcrcs secretario do nieio balalliao do Pianliy.
Manoel Eduardo de Paiva : fique servindo no
I." batalhao de iofaularia, e o capilao do 2. de ar-
tillara a pe, Norberto Augusto Lopes, no 1." desta
.in na.
I.ICENCAS.
Ao lenlo do j.o regiment de cavall.iria Leocadio
-lucredo, 1 mezes coin vencinienlos, para
traUr d na saude. *
Ao soldado do asylo do invlidos Leopoldo Alc-
xandruo Diniz, 2 mezes com veucmentos.
iraca do 1. batalhao de arlilliaria Francisco
Kodcigoes de Almeida, pora frequcnlar os cxcrcicio-;
l>rtU la militar.
I." lente do .> batalhao de arlilliaria Apl-
lenlo Tires Campcllo Jacomc, para frequentar o 5."
anuo da mesma escola.
IferesdoT.0 batalhao do nfanlaria Joao Pau-
lo de Miranda, mais fres meres para tratar de sua
san
Ao I." cadeledo 1." batalhao de arlilliaria Antonio
liiim Gucdes de Miranda, tres mezes.
toldada do 1. regiment de cavallaria Marcc-
rrelo do Siqueira, mais G mezes para tratar
de sua saude.
dieres do 2. balalliio de infanlaria Viclor
Goncjalves Torres para esludar na escola militar.
Ao alferes do 0. balalhao de infanlaria Antonio
Malloso de Andrade Cmara, 30das.
I." cadete do corpo da guarnirao fi\a da pro-
la Uahia Euzubio Gouics de Argolo 1-crro,
2 mezes.
I. lente do corpo de engenheros Miguel
Antonio Joo Haugcl de Vascouceilos, mais dou
metes.
Ao cadete do 1." balalhao de arlilliaria a p Mi-
guel Archanjo Soares do Mcirelles, dous mezes.
I)r. Jos Joaquim da Cunha, lente da escola
militar, dous me/es com vcncimcnlos.
Ao altores do !. balalhao de infanlaria Joao Con-
tenente ajudanle do meio balalhao ilo Piau-
irlioho Jos da Silva, Ircs mezes com sollo c
elape.
Ao capitao do corpo da guarnirao fixa da provin-
cia de S. Paulo Luiz Soares Viegas, Ircs mezes com
sold c elape.
alfercs-alumns Joiio Luiz do Andrade Vas-
concellos, 1. cadele do l.o batalhao de infanlaria
Luiz Francisco da Trindade Padilha, a'.fcres alumno
Francisco Gomes de Souza, para scrcm admillidos
aos exames praticosda escola militar.
Ao particular do 5. regiment de cavallaria Vas-
al Pcreira, para frequcnlar, como ouvintc,
a escola militar na provincia de S. Pedro.
lo particular do 8. balalhao de ianlaria-Jons
es de Araojo, para esludar na escola militar
aapajjjuejEfencc.
-:ento do balalhao do deposito Quinlino
Albino dos Sanios, quatro mezes com venciniculos,
para tratar de sua saude.
Ao 2." eadcle 2. sargeuto do 3.o balalhao de rli-
Iharia a p Manoel Marlioho dos Santos Ahrcu, para
esludar na escola militar o curso da arma a que per-
t:uce.
Ao alteres do 11. balalhao de infanlaria Joao
Tves Baplisla de Moura, dous mezes para tra-
tarle.
Ao 2.o cadete do l.o balalhao de arlilliaria a pe
Leopoldo Perci/a daCosls, e ao soldado do mesmo
batalh cissimo Ferreira Braga, c ao l.o
cadete do meio balalhao da Paraliiba Joaquim Ma-
noel de Medeiros Furlado, al marco.
Ao teucnle do 7.o balalhao de infanlaria Augusto
Cazar da Silva, pira esludar, no Rio Grande, o 2."
anno do curso da respectiva arma.
Ao alfcresdo corpo da guarnirao fixa da provin-
ria deS. Paulo Joo Carlos de Souza Canauea, rne-
les com sold simples.
rada do 1. regiment de cavallaria Joa-
quim Antonio de Miranda, mais 3 mezcj.
Ao l.o eadcle Florencio Jos de Freitas Reis, ( de
favor ) al marro.
major do 1. regiment de cavallaria Sebaslio
Antonio do Rogo Barros, mais 3 mezes.
Ao alferes do 13." batalhao de infanlaria Joao Ma-
noel de Lima e Silva, para cenlinuar a esludar na
escola militar.
Ao coronel do eslado-maior de 2.'' classe Jos Vi-
cente de A mor i m Bezerra, 3 mezes com sold para ir
a Balda.
Ao cadete do l.o balalhao de.arlilliaria a p Jos
Tcixeirado Souza, mais 2 mezes.
Ao i .o cirurgio do corpo do saude do exercilo Ma-
rmol Joaquim de Abreu, r> mezes cor sold.
Ao cadete l.o sargento do 13. batalhao de iufanla-
i- ria Minoel Jos Emygdio de Moracs. al marro.
ddado do 1. balalhao de arlilliaria a p Ma-
noel Fernando de Mallos Araujo, para esludar na es-
cola militar.
> alferes do 3." regiment de cavallaria Gaspar
Francisco Meua Brrelo, para esludar na escola do
Rio Grande do Sul.
Ao scguiido-cirurgi.io do corpo de saude Antonio
Jos Moreira, para aceitar o lugar de medico do par.
tido da cmara municipal da capital do Amazonas,
prejuizo do serviro militar.
Ao lente do 1. regiment de cavallaria Jos de
Souza Silva, (res mezes com sold simples.
Aocadelc do 2. balalhao de infanlaria Julio Pom-
peo de Barros Lima, para esludar na escola militar o
curso da arma a que perlcnce.
Ao 2.o leuente do l.o halaihAo de arlilliaria a p
Jos Joaquim Pinlo Guedcs, para frequcnlar os ox-
erricios praticos do 5.o anno da escola militar.
Ao2. cadete do 1." balalhao do infanlaria Fabio
I aria de Mallos, para esludar na escola militar o
curso da arma a que pcrleucc.
Ao escrivao iia 2. classe do almoxarifado do arso-
ual de guerra da corlo Bernardo Peiiolo de Mello
dous mezes com vencimenlo, para' tratar de sua
taudc.
Ao leante do 6. batalhao de infanlaria Josc Lo-
pe de Olivcira, Ircs mezes cora sold e elape.
Ao cadete do corpo da guarnirn fu da provincia
de S. Paulo Flaminio Antonio de Vasconcelos para
esludar na escola militar o curso da arma a que per-
teuce.
Ao alferes do S." balalhao de infanlaria Jos Fer-
reira de Azevudo, tres mezes com sold c elape, alim
de ir a pro\inci,idc S. Paulo.
Ao alferes do eslado-maior de 2." classe Pedro
l'.laudiiioSoydo, para esludar o curso acral da escola
militar, sendo ohrigailo a fazer examo de lalim an-
tes de lomar o grao de barharel.
Ao mijar do 3. regiment de cavallaria ligeira
Daniel Dmaso dos Reis, para ir provincia do
KioGramlc quando o servioo o permiltir.
AoV> cadete do l.o bslalluto de arlilliaria a p
labio Gomes Faria do Matlos, al malricular-se na
estola militar.
Ao l.o ciruigiao do bospil.il militar da corlo Dr.
Monleiro, i mezes com vencimenlo
|ura tratar de sua saude fora da cidade.
Ao alferes do 2.- regiment de cavallaria ligeira
- Alvos Ferraz, para esludar o curso da sua
arma.
Ao Doronel do esUdo-maior da 2. classe Antonio
l'crcira da Gama Lobo, mais dons mezes.
BITOS.
I allc.-eram :
i > .dieres ajudantc reformado Jos liorges Leal, no
I'iaiihv.rm 20 de iiovcinbro ultimo.
O tenentc-rornucl do corpo do cnuenhcilos Joa-
quim los de Uliveira, na rrle, em 111 do crranle.
O tencnle-coronei reformado Joao da Gama Lobo
de.Vnvcrs, no Par.,, em 27 de dezembro ultimo.
'.'<.ipiia.. reformado A utouioAJves Carqueja, na
lo correle.
lenle do 10.' balalhao de infanlaria Manocl
Joaquim Gomes de Brilo, era Sergipe, r.o dia 11 de
nuvembro ultimo.
MOVIMENTODKEORCAS.
O 2." balalhao de infanlaria segu de Pernamboco
para o Maranhao, c o 5.o da mesma arma marcha des-
ta para aquella provincia.
OH.'balalhao de infaularia he reforrado com as
prieai de varios cornos cxislenlcs as Alagos.
DISPOSICO'ES DIVERSAS.
Itio de Janeiro. Ministerio dos negociosda guerra,
em 18 de Janeiro de 1853.
Illm. e Exm. Sr. Do ordein do S. M. o Impe-
rador declaro a V. Etc., para que lenha a devida
exerurao, quepis piucas-das coinpanhiai de pedeslres
voluntarios e engajados, ti W dever abonar melade
da premio eslabelecido as diveriai hypolhescs para
os pencas dos corpos do exejeito.
Dos guardo a V. Exc Ptiro de Alcntara ttil-
legarte.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra,
18 do Janeiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr. Constando quo os cirurglOes de
aluuus dos corpos do cxcrrilo, de patentes subalter-
nas, usam borlas de rannOo nos chapeos o que s he
permillido aos ofiiciacs superiores; c bera assim, que
os capellaes dos mesmos corpos, sem que lenham dig-
nidndcalguma ecclcsiaslica, usam de ineias encarna-
das, S. M. o Imperador manda recommendar a V.
Exc. que faca cessar semelhantes abusos, se por ven-
tura se dercm ROSsa provincia.
Dos guardea V.Exc. Pedro de Alcntara Del-
legarde. Sr. presidente di provincia de....
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra,
om 10 de Janeiro de 1855.
Illm. o Exm. Sr. Rcsponilendo ao seu aviso de
10 do rorrcnlc a rcspcilo do pasamento pretendido
pelo major do estado maior de 2.' classe Jos Mano-
cl Justino da Cunha, cumpre-mo declarar a V. Exc-
que se n3o trata nesse processo da 2.a classe do de"
crcto de 'i de dezembro do 1S22, mas da creada pelo
decreto n. 200 do primeiro de dezembro de 1811, e
a esla sement tcm referencia o decrelo n. 7(12 de 20
de julho de 1831, em que se mandam abonar aos of-
iiciacs de 2.a classe os vcncimcnlos dos da 1.'1, quan-
do empregados em servido proprio desta ultima.
Ileleva por esla occasiao ponderar a V. Exc. que
ha confuso em suppor-sc que a 2.'1 classe do exerci-
lo o eslado-maior de 2." classe sao urna o a mesma
causa, quando sao mui dislinclas.
A 2.> classe nao exislia anteriormente ao decrelo
do l.o de dezembro, c foi creada para ucllase inclus
rem os ofiiciacs do exercito que por qualquer do"
molivos especificados nesse decrelo, S 1. do arl. 1.,
1. n. 1 do artigo 2, nao coubessem ou mesmo
nao devessem perlencor 1. classe. O eslado-
maior do 2." classe he corpo especial que perlcnce
l. classe do exercilo. Succedequc nesle corpo nao
datara bastantes vagas para lodos os ofliries que
oulros Ihc sao destinados, e enlao forra he aggrcga-
los ou por oulro modo colloca-los na 2.1 classe. Co-
mo porem essa circumslancia nao he filha de inha-
bililaran physica do ofllcial para o serviro aclivo,
quiz a lei que, quando empregados, (ivessem a van-
tagem da 5.' parle do sold, sendo isloo que se ve-
rifica com o major de que se trola.
Alcm do que lira dito a respeit da difierenra das
duas segundas elasses de 1 de dezembro de 1822 c I "
de dezembro de 1811. nao devo omittir que aquello
primeiro decrelo eslabclccc simplesmenlc regraspara
as promorOcs, e nao dispOe a maoeira por que se de-
vein fazer os pagamentos dcyaulagciis, c que eslas
sao seiuprc deudas pelas exercicios, c nao pelas ar-
mas ou corpos, sendo que um oflicial, por excmplo,
da arlilliaria, empregado como engenheiro, vence
nesta qualidade conforme a natureza da commissao,
e nao como arlilheiro, e finalmente que o decrelo de
de dezembro de 1822 esl i revogado pela lei de f>
de selembro de 1830, nao pudendo ter uunca appli-
cae.ao ao caso vertcnle.
Dos guarde a V. Exc. Pedro de Alcntara Bel-
legardc. Sr ministro c secretario de estado dos ne-
gocios da fazenda.
Rio do Janeiro. Ministerio dos negocios da guer-
ra, cm 23 de Janeiro de 1835.
Illm. e Exm. Sr. De ordem de S. M. o Impera-
dor declaro a V. Exc. que as pracas de pret promo-
viilas a ofiiciacs nao tcm direito a ser indemnisadas
das vanlagens ou prestacOes de voluntarios ou enga-
jados da dala da promoro cm diante.
Dos guarde a V. Exc. Pedro de Alcntara Del-
legarde. Sr. presidente da provincia de...
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra,
em 23 de Janeiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr. Pudendo entcndcr-so que os
cadetes o sargentos do exercilo n3odcvem ser admil-
lidos a exame pratico das respectivas armas sem que
reunam todas as oulras coudiees que os constilucm
candidatos ao primeiro posto de oflicial, segundo o
rcgulamenlo de 31 de marro de 1851, declaro a V.
Exc. para sua cxccucao, que cutnpre fazc-Ios passar
esse exanic scinpre que o requeiram, aiuda que nao
lenham preenchido todas ou quaesquer das mesmas
coudiecs; mas no mez prescriplo no dito rcgula-
menlo.
Dos gnarde a V. ExcPedro de Alcntara llel-
legarde.Sr. Antcro Jos Ferreira de Brilo.
Delerminou-sc que :
Joao Jos Inuoceocio Pogo contine a ser encar-
regado da enfermara militar da Parahiba, sendo
elevada a 103 a gratificarlo q*; percebia ni ensl-
menle.
O alferes do 2.- balalhao de infanlaria Jos Carlos
do Oliveira Franco siga para o seu corpo.
Ucapitaodo 7.- balalhao de infanlaria Antonio
Eduardo Marlyri seja novameule inspeccionado de
saude, coiisideraudo-sc com licenca at que se re-
solva sobre o seu destino ulterior,
O major reformado Thomaz Jos Muniz siga para
a colonia militar do Tihagy, deque foi uomcado di-
rector pela repartirlo do imperio.
O capiao do 13.- balalhao de infanlaria Jos Lei-
(3o de Almeida, siga para o seu corpo.
O padre Joao Baplisla Roccalagliala seja engajado
para servir na divisao auxiliadora, com a gratifica-
rlo do 109000 mames.
As piaras da companhia de pedestres de.MaloGro-
so continucm a comluzir as malas do correio.
0 presidente da provincia de S. Pedro mando pa-
gar a passagem para a Europa, ni fio na dos respec-
tivos contratos, s'.praras dos corpos estrangeiros que
liverem oblido baixa.
Os ttulos de cngajamcnlo s praras perlcnccnlcs a
divisao auxiliadora no Estado-Oriental sejam passados
pelo commandante da mesma divisao emquanlo se
conservar fora do territorio nacional.
As pracas do corpo de guarnicao lixa da provincia
de Minas-Genes sejam, como at agora, tratadas no
hospital da sania casa da Misericordia, urna vez que
a despeza diaria com cada enfermo nao exceda a
(00 rs.
O soldado Manoel Joaquim de Miranda, julgado
incapaz de serviro na provincia de Minas-Genes.
n3o deve resliluir a parle do premio de engajamen-
to corrcspoudcule ao lempo qucdcixa deservir, por-
que, no acto de alistar-te, n3o achava-se invalido, e
nem procedeu de mi f.
A gralificarao do boticario do hospital militar em
Pernambuco seja elevada a 5001 annuaes.
O capilao do corpo do eiigenheiros Marcolino Ro-
drigues da Cosa recolha-sc i corte, Lera como o ca-
pilao do 8." balalhao de infanlaria Manoel Gcraldo
do Carino Barros, ambos cm serviro as Alagoas.
O Dr. Jos lavares de Mello seja dispensado do
serviro para que fora contratado no corpo de guar-
nirn lixa da provincia de Minas-Geracs, por nelle
exislirem dous clrurgies militares.
O fornccimenlo de medicamentos para os hospita-
es, c enfermaras militares da provincia de Mato-
Grosso seja contratado com a santa casa da Miseri-
cordia.
Deve cenar a gralificarao alionada ao capilao gra-
duado Francisco do Reg Barros Falcao, na provin-
cia da Parahiba, a titulo de recrulador, porque o
premio para os encarregados do recrutamcnlo esl
eslabelecido no rcgulamenlo n. 10S0 de 11 de de-
zembro de 1852.
Morimcntodas escolas de primeiras letlras dos cor-
pos da guarnicao da corte no 2." semestre de 1851.
1 orara admillidos..........12
Sahiram promptos..........10
Por nao podercm continuar......11
licaiam exisliudo.........101
Moiimcnto do hospital militar da curte no me: de
dezembro ultimo.
Exisliam.............. no
Enlrararo............. ;t:t7
Curados............. 220
Morios.............. 12
Ficarara cxijlimlo.......... 275
i
1130 de 12 de marco do 1853, visto adiarse elle re-
sidindo no municipio de Caruaru'.
Dilo Ao corunel commandante das armas, re-
moliendo por copia o aviso da guerra de 8 do cor-
rele, do qual consta haver-sc expedido ordem pa-
ra vir para esla provincia o capilao do 13 balalhao
deinfalaria Joao Pires Gomes, afim deservir como
addido ao 10- balalhao da mesma arma. Coramu-
nicon-se Ihesourai i.i do fazenda.
Dilo Ao mesmo, declarando que o cadete Ju-
lio Pompeo de Barros Lima, e soldado particular Fi-
lippc Ilermcs Fernandos Trigo de Loarelro, apre-
seniaram na secretaria da presidencia conhecimentos
de terem pago, o priajclro a importancia dos direl-
tos e emolumenlos correspondentes a licenca que Ihe
foi concedida para esludar na escola militar, e o se-
gundo a do sello da licenca que oblcve para o mes-
mo fim e de sua passagem para o 1- batalhao de in-
fanlaria*
Dilo Ao mesmo, para que reemnmonde ao ca-
pcllao da repanirao ecclcsiaslica do exercilo, padre
Antonio de SGusin3o,que pague na recebedoria de
rendas internas a importancia dos direilos o emolu-
mentos pela prorogacau da licenca com que so acha
nenia provincia. Cominunicoii-sc i Ihcsoiiraria do
fazenda.
Dito Ao mesmo, para recommendar ao eadcle
do 0- balalhao de infanlaria,Roberto Ferreira da Cos-
a Sampaio, que pague na recebedoria de rendas a
importancia dos direilos ejemolumentos pela licenca
que aburre para esludar na escola raililar. Coni-
municou-sc Ihcsouraria de fazenda.
Dilo Ao commandante da eslarao naval, para
informar se ha na eslacao algn navio disponirel
que possa ser empregado na conduccao de presos de
jonjea da Parahiba para o presidio de Fernando.
Dilo -- Ao inspector da Ihcsouraria do fazenda,
Iransmillindo a nota dos direilos e emolumentos que
lem-de pagar o Dr. Antonio Jos Coclho pela apo-
sentadora que Ihe foi concedida na dignidade de
mcslre escola da So de Olinda.
Dilo Ao mesmo, para mandar abrir os assenla-
mento, de prara dos tambores Joao .Marques de Sou-
za c Pedro Nolasco, que se conlrataram para servir
no balalhao do arlilliaria da guarda nacional dcste
municipio, providenciando para que sejam clles pa-
gos dosseus venciraentos cm os devidos terapos.
Communicou-se ao commandante superior.
Dilo Ao commissario varcinador provincial,
acensando recebidos 18 exemplarcs d.i memoria por
Smc. escripia cm 1818 sobre a vaccina, ou varila
Tacana!, c diiendo, que louvando a sua lcmbranra
COOlida no oflicio que os acompanliou, mandara dis-
Irihui-los por alguinas cmaras municipaes.
DitoAo presidente da commissao de bygieoe
publica, declarando cm resposta ao seu olliciodc
12 do corretile, que acaba de reti mandar cma-
ra municipal do Recife a cxccucao do arl. 2Gdo til.
7 dos postaras municipaes de 30 dejunho de 1810.
OOiclou-se neste sentido cmara municipal do
Recife.
Dito Aojis municipal la primeira vara, de-
signando-o para no dia 2 do crlente, presidir
extracrao da primeira par! ria primeira lotera cm
beneficio da igreja do Sr. Bom Jess dos Marlyrios
dcsla cidade. lulcirou-se o Ihesourciro das lo-
lerias.
Dito Ao mesmo, dizendo em rcsposla ao seu
oflicio de 10 do corrcnle que acanipanhou o do es-
crivao das execucoes criminacs pedindo prorogarao
para entrega dos mappas exigidos pelo Exm. Sr. mi-
nistro dajuslira, que ordene ao mesmo;esorivflo que
irale de quanlo anles organisaros referidos mappas,
alim de scrcm enviados com a possivcl brevidade.
Dilo Ao commandante do corpo do polica, pa-
ra mandar a presen lar diariamente ao juiz de dircilo
presidente da sess3o dos jurados dcsla cidade, em-
quanlo esliver fonecionando aquello tribunal, urna
guarda composla de um oflicial inferior c 8 soldados
daqucllc corpo. Communicou-sc ao mencionado
juiz.
Dilo A junla qualificadora da freguezia do Es-
pirito Santo de Pao dWlho, aecusando a recepcJJo
da lisia dos volantes daquella freguezia.
Portarla Nomeaodo Jos Mara Freir Ga-
meiro para membro da coiumissao cncarregada do
examc dasconlasda enmara municipal de Olinda,
listo ter sido dispensado de senielhanlo commissao
o bacharel Francisco do Rogo Barros Brrelo. Fi-
zeram-se as precisas commiiuicarOes.
Dita Ao agente da companliea das barcas a va-
por, para mandar dar passagem para a Babia, como
passageiro do estado, i Alfredo da Rocha Baslos.
Dila Mandando admiltir ao serviro do exercilo,
como voluntario, pelo lempo de seis annos ao pai-
zano Faustino Jos Ignacio da Luz, abonando-sc-lho
alcm dos vcncimcnlos que por lei Ihe.compctirem.o
premio de 300-J rs.
ERRATA.
No Diario n. H, de 23 do corrcnle, na pasloral
de S. Exc. Rvm.\ na segonda columna, lirilia ter-
cera, doparagrapho que principia Ningucm Ig-
nora, ele., em lugar do s.lo--leia-sc nao
sao.
COHMANDODAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco na ctdade do Recife, em 26 de feverei-
ro de 185S.
OUDEMDO DIA N. 221.
O coronel commandante das armas interino abai-
xo Iranscrove para cnnhecimcnlo da guarnirao, o
aviso circular do ministerio da guerra da 25 de Ja-
neiro ultimo, que por copia ncorapauliou o oficio da
presidencia de 21 do rorrenle.
CIRCULAR.
Rio do Janeiro. Ministerio dos negocios da guerra
em 25 de Janeiro de 1855.
Illm. o Exm. Sr. Podendo entenderle que os
cadetes c sargentos do exercilo, nao devem ser ad-
millidos a exame pratico das respectivas armas, sera
que reunam todas as outras coudicoes que os consti-
lucm candidatos ao primeiro posto de ollicial, sesun-
do o regularaento de 31 de marro de 1851, declaro i
V. Exc. para sua execurao, quo compre aze-los pas-
sar esse exame sempre que o requerercm, anda que
nao lenham preenchido lodas ou quaesquer das mes-
mas condires, mas no mez proscripto no dilo regu-
laraento.
Dos guarde V. Exc. ~ Pedro de Alcntara
Bellegardc. Sr. presidente da provincia de Per-
nambuco.
Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Ixal Ferreira, njudaule de
ordens cncarregado do delalbe.
EXTERIOR.
GGVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dta 22 de feverelro.
Oflicio Ao Exm. presidente do Geera, envian-
do Ihe des lobos capilares com sement vaccnica.
Dilo AoExm. commandante superior da guar-
da nacional do municipio do Kccife, aulorsando-o
Ol. balalhao do infanlaria he reforrado comJ20 1 mandar passar guia de passagem ao alferes Miliao
pracas de prclirradas do b.i da mesma arroi. iBorges Uchoanos termosdoart. 13 do decreto n-
O Hner, publicou o lexlo lalino e a liaducrao
francezadaallocurao pronunciada pelo Papa Pi IX
no consislorio secreto de 0 de dezembro de 1835.
Eis-aqui a Iraduccao franceza :
Veneraveis irmaos.
He cora una consolaran inleiramenle parlirular,
que nos alegramos no Scnhor, vendo boje reunidos
cm grande numero cm roda de nos aquellos, que
podemos com verdade chamar Hossa alegra e nos-
sa corda. Com efieilo, vs sois urna porro daquel-
les qucparlilliam nossos Irabalhosc nossos cuidado
Ctn apasecntar esle rebanho universal, que o Scnhor
ronfiou uossa fraqueza, era conservar e defender os
direilos da groja calholica, cm Irazer-lhe novos dis-
cpulos, que sirvan o adorein com" urna f sincera o
Dos de juslica c de verdade.
Esla expressao de Christo Nosso Scnhor ao prin-
cipe dos apostlos ; ( Tu al'i'/uando eonvertut, con-
firma fratres titos,) parece as circumslancia sacluaes
convidara nos, que pela grara divina lomos colloca-
doscm seu lugar apezar de iossaindisndadc, a fal-
lar-vos, veneraveis irmaos, nao para lemiirar seu de-
ver ou pedir mais ardor aquellos, que j nos lera in-
llammado com o zelo de csleudcr a gloria de Dos,
mas para que, fortificados como pela voz mesmo do
bemavcnlurado Pedro, que vive o vivera cm seus
succcssorcs, adiis de algiima sorte um uovo poder
para trabalhar na salvarao das ovcllias, que vos sao
confiadas e sustentar os iulcrcsscs da igreja com ani-
mo e firmeza diante lodas as diOiculdadcs do lempo
prsenle.
Nao tivemns de hesitar cm saber, quesoccorro de-
viamos especialmente invocar junto do Pai Celeste das
luzes, para que sua grara nos coadjuvasse em fallar-
ros com soccesso. Reunisles-vos em roda de nos
para dar vosso concurso ao coidado e ao zelo, que
empregavamos era augmentar a gloria da augusta
mai de Dos ; oramos pois um momento Santsi-
ma Virgem, aquella qne a igreja chama o throno da
sabedoria, para qne se dgnasso obler para nos om
raio da sabedoria. divina, o qual nos esclareccsse, de
modo que podeisemos dizer-vos o qoe mais pode
contribuir para a conservado c prosperidade da
igreja de Deot.
Considerando do alio desta cadera, que he como
a cidadella da rcligiao, os funestos erros que em
lempos 13o dilliceis se derramara no mundo catholi-
co, parecen-nos sobretudo convenientissmo indca-
los a vos mesmos, veneraveis irmaos, afim de que
empregueis todas as vossas forgas em combate-Ios,
vos quo sois os guardas o os tenliuellas da casa do
Israel.
Temos sempre de lamentar a cxslcnca de orna
rara impa do incrdulos, que quercriam extermi-
nar todo culto religioso, se Mies fosse possivcl, nao
obstante lodas cssas sociedades secretas filiaes, as
quacs ligadas entre s por um pacto criminoso, nao
desprecian neobom meio do agitare destruir a igre-
ja c o eslado, voland.o todos os direilos. lio sobre
elles somenlc, que cahem eslas palavras do divino re-
parador : Sois filhos do demonio, c queris pralicar
as a croes de vosso pai.Exccpluanilo-sc estes homens
devenios confessar que boje a perversidade dos in-
crdulos inspira horror, c ha nos espirilos ccrla dis-
posirao para aproxircar-sc da reUgiOO c da f; c quer
a causa disto deva ser allribuida a ennrmidade dos
criraes, que a incrcdulidade commetleu no secuto
passado e ningiicn os pode recordar sem estreme-
cer, quer ao receio das agilaroes c rcvolures, que
abalara He infelizmente os estados e trazcm a miseria
para asuaces, quer finalmente accao desle espi-
rlo divino, que sopra onde quer, he evidente que
osla boje diminuido o numero des-es infelizes, que
So gabara c se gloriara de sua incredualidade c nin-
gucni recusa o louvor divido a honeslidadc da vida e
dos .i -lumes. e um senliineiilo de admirarlo se lc-
vanla as almas pela religiao calholica, cuja luz fi-
nalmente brilha a todos os olhos como a luz do
sol.
He esle, veneraveis irmaos, um bera que so n3o
pode dcsconhccer, e urna especie de progresso para
a verdade ; mas aiuda ha muitos obstculos, que
desviam os homens de se entregaren] inleiramenle a
ella ou pelo meuos os relardam.
Entre os que dirgem os negocios pblicos mui-
los ha que prclendem favorecer e professar a reli-
giao, prodigalisain-lhc seus elogios e a proclamara
ulil e pcrfeilanieute aproprada i sociedade huma-
na ; mas desejam tambem regular sua disciplina,go-
vernar seus ministros, ingerir-se na administrarao
das cousas sanias ; em una palavra fazcm esbirros
para encerrar a igreja nos limites do estado, domi-
nar a ella, que entretanto be independente que, se-
gundo a ordem divina, nao pode ser contida nos li-
mites do ncuhoni imperio, porque deve eslender-se
al as extremidades da ierra c abrarar cm seu scio
lodos os povos e todas as naces, para moslrar-lheso
caminho da felicidadc cierna.
Cousa dolorosa de dizer-sc I cm quanlo vos falla-
mos assim, veneraveis irmaos, acaba de ser apresen-
tada nos eslados sardos urna lei, que deslroc as insli-
luroes religiosas c ccclcsiasticas, calca completa-
mente aos ps os direilos da igreja, abolindo-os o
mais que he possivcl. Teremos de fallar oulra vez
sobre esta {rara quesillo, o nesle mesmo logar.
Permita o co qoe aquellos que se oppo i libcrda-
de da igreja calholica, reconheram finalmente quan-
lo ella o mnimo para o bem publico, exigindo de
cada um dos cidadaos o cumpriraenlo dos devores,
que Ibes faz cnhecer, seguudo a doulrina celeste,
qoe ella recebeu Ali 1 queira o co que clles clie-
guem a persoadir-se do que Sao Flix, nosso prede-
cessor, cscrevia outr'ora ao imperadorZeno imada he
mais nuTaes principes da que dcixar igreja a ac-
r3o lvre de suas Icis, porque Ibes he vantajoso,
quando se trata das cousas de Dos, submelterem aos
vigarios de Chrislo a volitado real, cm lugar de pro-
corar curva-Ios dchaixo dessa mesma vonladc.
Tambem ha, veneraveis irmaos, homens distinctos
pela sua sabedoria, os quacs confessam, que a reli-
giao he o maior dos beneficios, que Dos tem con-
cedido aos homens, mas fazem todava t3o grande
idea da razao humana, a ponto de terem a loucura
de a igualar propria religiao. Segundo a va opi-
niao desles homens, as scicncias llieologicas deve-
riaui ser tratadas do mesmo modo que as scicncias
pbilosophicas. Esqucccm que as primeiras se apoiam
sobre os dogmas da f, quo sao as cousas mais fixas e
certas que b, entretanto, que as segundas sSO escla-
recidas c explicadas pela razao lAmana, cuja incer-
teza nada ha que exceda, porqukcllu muda segun-
do a diversidade dos espiritosfjjslaiido sujeita a il-
lusoes e erros innmeros. Porllio, quando a aulo-
ridado da igreja he desprezad, o campo se acha lar-
gamente aberlo is qucsloes mais dilliceis c mais abs-
tractas, e a rz3o humana,confiando demasiadamen-
te cm sua fraqueza, cabe nos erros mais vergonho-
sos. N3o he possivel nem ulil assignalar aqu minu-
ciosamente lodas essas aberrarnos ; vos as conlieccis
bstanlo e lendes podido ver quanlo lem sido falaes
aos interesses da religiao e da sociedade.
Por essa razio, convem moslrar a cslcs homens,
que callara exageradamente as forr,as da razio hu-
mana, que clles desle modo se acham em opposirao
directa com esla expressao 13o verdadera do doulor
das naroes : Se alguem ero ser alguma cousa, en-
gana-sc a si mesmo, porque nao he nada. Con-
vem moslrar-lhcs loda a arrogancia, que ha em exa-
minar osmystcrios, que lieos era sua infinita bonda-
dc, se dignou revelar-nos, e em pretender compre-
hciiJe-los com as forjas enfraquecidas c quebradas
do espirito humano, lao fraco c 13o quebrado, cujo
alcance elles excedem muito, devenios, segundo a
palavra do mesmo apostlo, te-Ios na obediencia
da fe.
Esles partidarios oo anles esles adoradores da ra-
zao humana, que a tomam de alguma sorte por se-
nhnri infallivcl, c speram debaixo de seus auspicios
adiar toda especie de felicidadc, tera sera duvida es-
quecido o grave c lerrivel damno, que a natureza
humana soll'rou com o peccado do nosso primeiro
pai, damno, que Iruuxo as trovas para sua intelli-
gencia, e inclinon sua ventado, para o mal. Tal he
a causa porque os mais celebres philosophos da anii-
guidade, escrevendo admiravelracnte .sobre muilos
assumplos, mancharam seu cnsino de erros os mais
graves; c dahircsultou esse combale continuo, que
experimentamos em nos mesmos, c laz dizer aos a-
postolos ; a Sinto em mcus membros om lei, que se
rcvolla contra a lei do mtu espirito, n He corlo.
pois, quo pelo erro original, propagado cm lodos os
filhos de Adao, a luz da razao dimiouio e o genero
humano decado miserav cimente do anligoeslado de
juslica e innocencia.
Assim, pois, quem pode julgara (azao sufilcienlc
para obler a verdade '!
No meiodc lanos perigosc em urna debilidade
13o grande de nossas forjas, quem pode negar a ne-
cessidade dos soccorrns da religiao divina e da grac,a
celeste para a salvarao c para nao vacillar c cahir".'
Dcos, em suabondade, d abundantemente estes soc-
forros aquellos que pedem por urna humilde sup-
plica, porque esla cscriplo : Dos resiste aos sober-
bos e perdoa aos humildes. lia por essa razao
que Chrislo Nosso Scnhor, vollando-se para seu pai,
afiirmou que os inyslcrios sublimes da verdade nao
sao dcscohcrlos aos sabios deste seculo, que cnchem-
sc de orgulho por seu genio e por sua scicncia, c re-
cusara prestar obediencia a f ; mas sao revelados
aos 111101611? humildes e simples, cujo apoio e repou-
so collocam-nos orculos da f divina.
Importa, pois, que gravis este cnsino salular nas
almas daquclles que exageram a forra da razao ha-
mana, a ponto de ousarcra examinar e explicar com
ella os proprios mysterios, einprczade um ridiculo c
de urna loucura sera limites. Esforcai-vos em reli-
ralos de Uto grande perversidade de espirito, fazen-
do-lbcs comprehender, que a auloridade da f divi-
na be o mais bello dom, concedido aos homens pela
providencia de Dos; que ella he como a locha nas
trovas, c o guia que nos conduz vida ; liualmcule
ella he absolutamente necessaria para a salvarao,
porque sem a f, he impossivcl agradar u Dcos, e
aquello que Dito ere, ser condemnado.
S'iuhcmos com bstanle dor, que oulro erro nao
menos funesto, se tem iuiroduzido em certas parles
do mundo catholico e apoderado das almas de mui-
los calholicos. Levados a esperara salvarao cierna
de lodos aquellos, que se acham fora da verdadera
igreja de Chrislo, clles nao cessam de perguntar,
qual ser depois da morte a sorlc o a condico dos
homens, que nao cstao sujeitos i ti calholica. Sc-
dozidos por vaos raciocinios, dao a eslas perguntas
rcspoitas conformes a cssadoutrina perversa.
Longe de nos, veneraveis igmns.pretender por li-
mites Misericordia Divina, que he infinita louge
de nos querer sondar os conselhos e os juizos rmste-
riososde Dcos, abysmo onde o pensamcnlo humano
nao podo penetrar 1 Mas he do dever da nosso mis-
sao apostlica excitar vossa soliciludc e vigilancia e-
piescopal cm fazr lodos os esforios posiivcis para
apartar dos espirites dos homens i opiniao tao impia,
qnanlo funesta, segundo a qual pode se adiar em
qualquer religiao o caminho da salvarao eterna.
Empregai todos os rocursos de vosso espirito e de
vossa scicncia para dcmomlrar aos povos, entregues
ao vosso cuidado, que os dogmas da f calholica nao
sao contrarios misericordia e i juslica divinas. A
f nos manda crer que fr da igreja apostlica ro-
mana, ningucm pode ser salvo, que ella lio a nica
arca de salvaran, o todo aquello que n3o entrar nal-
la, morrer nas aguas do diluvio.
De oulro lado, deve-se igualmente ter como cerlo,
que a ignorancia da verdadera religiao, se for in-
vcncivel, nao be urna falla aos olhos de Dos. Mas
quera ousar arrogar a 9i o direilo demarcar os li-
mites de urna tal ignorancia, attendendo ascondi-
r; diversas dos povos, dos paites, dos espirilos e d.i
infinita mulliplicidade das cousas humanas Quan-
do livres das priscs do corpo chegarmos a ver a
Dos, como ello he, comprehenderemos pcrfela-
menlo por que laco adrairavcl c indissoluvel cstao
uuidosa misericordia e a juslica divinas ; mas em-
quanlo eslivermos sobre a Ierra, curvados debaixo
do peso dcsla niassa mortal, que opprime a alma, a-
credilcraos firmemente o que nos entina a doulrina
calholica, que sii ha um Dos, urna f.nm kaplismo :
procurar pendrar mais adiante, nao he permillido.
Finalmente derramemos dianle de Dos, como pede
a candado, incessanlcs supplcas para que de lodas
asparles lodas as narOcs so converlam ao -Chrislo ;
trabalhcmos tanlo quanlo podermos para a salvaran
cominuin dos homens. O braco do Scnhor nao est
cnclhido, c os dons da gracj cclcsle nao faltarao ju-
mis aquclles.quc quizercm sinceramente e pedem
o soccorro dcsla luz. Eslas verdades devem ser pro-
fundamente gravadas no espirito dos liis, para que
se nao dcixcm corromper pelas falsas doutrinas, cu-
jo fim be propagar era materia do religiao, a indilfe-
renra que vemos cresccr c derramar-sc de lodos os
lados para a pona das almas.
Oppondc-vos com forca o constancia, veneraveis
irmaos, aos erros principaes, que acabamos do ex por.
c pelos quacs a igreja he atacada em nossos dias ;
para combalc-los cdcslru-los, he necessario qucle-
nhais ccelesiaslicos que vos coadjuvem nesle traba-
lho. Sentimos grande praxer viudo o clero catholico
nao desprezar nada, era recuar dianle de neuhuma
fadiga para cumprir plenamenlc seus deveres. Nem
a cxlenso das vagens, nem seus periges, nem o re-
ceio dos inconiinodos, que Ibes sao useparaveis, po-
llera inipedi-lo do alravessar os continentes e os ma-
res para Iransnorlar-se s regios mais longinquas,
afim delprocurars naroes barbaras, que as habitan,
"s beneficios da humanidado c da lei chrislaa.
Tainbcni be para nos urna felicidadc ver que o cle-
ro, na medonha calamidadc, que lem assolado tan-
tos lugares e lanas grandes cidades, lenha preenchi-
do lodos os deveres de raridade com lauta dedicarlo,
a nonio de ler como honra e gloria o sacrificar a vi-
da pela salvarao do prximo. Este fado prova de
urna mnneira evidente, que na igreja calholica, a
nica verdadera, se acha sempre esse bello fogo da
caridade, que Chrislo vcio Irazcr Ierra para Dola
arder eternamente. Tomos visto religiosos lularcm de
caridade com o clcrojunlo dosdoenles, sem nenhum
t$pipr_dn morte, e muitos delles lem soHrido heroi-
camente. A' villa de lano valor, aquellos mesmos
que se separaram da f calholica, tem ficado chcios
do admiracao, e nao tcm podido recusar o trbulo ds
seu pasmo.
Temos pois justos motivos de rcgozijar-nos, vene-
raveis irmaos; mas de oulro lado, nossa alma esta
repassada de dor, pensando que cm cortos lugares
euconlram-sc membros do clero, que nao se condu-
zem cm tudo como muslros de Chrislo e como dis-
pensadores dos mysterios de Dcos. Resulta dissoque
o pao da palavra divina falla nesses lugares ao povo
chrislao, que uao recebo o necessario alimento para
a verdadera vida, e perdo o uso dos sacramentos,
fonles onde se bebe 13o grandu forja para obler ou
para conservar a grara de ebs. Esles padres, vene-
raveis irmaos, devem ser advertidos eardcolemcnlc
excitados para que cumpram com cuidado, regulare
fielmente, os deveres do sagrado mimsioio. Goin.n
rcprcscnlar-se-lhcs toda a gravidade do erro de que
se tem lomado criminosos, recusaudc trabalhar no
camfio do Scnhor no lempo, cm que a ceifa he lao
abundante. Deve-se exhorta-loa a explicar frequen-
lomcu&aos liis; qual be a virtudo da hostia divina
para abrandar a Dos c desviaros castigos, que-me-
recem o| crimes dos homens ; lembrar-lhes quanlo
imporlKonscguiitemcnteassistir o sacrificio da mi-
sa cura rcligiao c de modo que receba abundante-
mente os inicios salulares, que elle prduz. Os fien,
na verdade scriam em certos lugares mais solcitos
nos aclos de piolado, se recebessemvdo clero urna
direcrao mais activa c maiores soccorros.
Bem vedes, veneraveis irmaos, quanlo os semina-
rios, cujo governo perlcnce aos bispos someule o nao
.lo poder civil, sao boje necessarios para ler-se dig-
nos ministros de Chrislo. leude bstanle cuidado de
formar na piolado c oa doulrina os maucebos, espe-
ranra da religiao, reunidos nesses eslabclccimenlosi
alim do que armados dessa espada dedous guies, se-
jam um dia bons soldados para pelejar os combates
do Senhor. Relativamente s scicncias llieologicas
e aiuda mesmo s scicncias pbilosophicas, nao Ibes
entreguis senao autores, de urna f experimentada,
afim de que ellcsde nenhum modo se arhcm em con-
tado com opuiocs pouco coinpalivcis com a doulrina
calholica.
Desle modo, veneraveis irmaos, concorrercis para
o bem c para o augmento da igreja. Mas para que
nossos esforros lenham fclizes resultados, he necessa-
rio cm primeiro lugar a concordia c a unio das al-
mas. Abandonemos pois as dissences, que quebrara
o laro di caridade, eque o prfido inimigo de nossa
rara nao deixa de fermentar, sabendo de quanlo el-
las Ihc servera para fazer mal. Lcmbrerao-uos dos
defensores da f calholica nos lempos nnligos ; clles
Iriumpharam das heresias mais pertinaces, porque
dcsciam na arena chcios de valor cconfianra, unidos
como erara entre si c com a S apostlica, como sol-
dados com seu chele.
Taes sao, veneraveis irmaosl as cousas, que devia-
mos fazer saber cm nosso cuidado e nossa solicilude
em prccnchcr o ministerio apostlico, que a clemen-
cia e a hondada divinas tem imposto nossa fraque-
za. Mas seulimo-nos animados c chcios do valor com
a esperanra do soccorro celeste ; zeloardenle, deqQc
lendes dado lanas provas pela religiao c piedade, he
um apoio com que contamos com coufianca em lao
grandes e 13o numerosas difliculdades. Dos prote-
ger sua igreja ; favorecer nossos votos communs,
sobretudo se oblivermos a intercessao c as supplcas
da Sanlissima Virgem Maria, Mai do Dcos, que nos
com o auxilio do Espirito Santo e com grande jubilo
nosso, temos proclamado isenla da mancha do pecca-
do original, era vossa presenta c no meio de vossos
applausos. He cerlamcnlc om privilegio glorioso,
que convinha plenamenlc Mai de Dcos, ficar s c
salva no desastre universal de nossa rara. A gran-
deza dcste privilegio servir poderosamente parare-
fular aquellos quo prclendem, que a natureza huma-
na nao licou prejudicada cora o primeiro erro, e exa-
geram as forras da razan para negar ou diminuir o
beneficio da religiao revelada. Permita a bemaven-
lurada Virgem, que lera vencido c destruido todas
as heresias, seja tambera destruido c plenamente cx-
linclo esle pernicioso erro do racionalismo, que em
nossa infeliz poca, atormenta nao s a sociedade ci-
vil, senao anda aITligc Uto profundamente a igreja.
Resta-nos agora, veneraveis irmaos, exprimir-vo*
a consolario com quo vos vimos chegar com grande
s ilieilode e conlentameulo dos pases longnquos pa-
ra esla sede apostlica, baluarte dufo, regia da ver-
dade, apoio da unidade calholica, c nulos de vollar-
des para vossas dicesis, desejar-vos com um grando
zelo de amor todas as sortcs de felicidades, de ale-
gras c de salvacao. Dos, arbitro do todas as cousas
e autor de lodo o bem, vos d o espirito de sabedo-
ria ede inlclli'-encia, para que preservis vos*as ove-
llias dos laoos armados de lodos os lados para a sua
perdirao ; c esle Dos bom c propicio conforme com
sua mao omnipotente o queja leudes emprcheudido,
ou cmprchcndcrdcs de boje cm dianle para vanla-
gera das vossas igrejas, d aos fieis.coufiados aos vos-
sos cuidados, um espirito tal que nao procuren! ja-
mis apartarse do seu pastor, o uuram sua voz o
corram para qualquer parle, que elle quizer.
A Virgem Sanlissima, immaculada emsuaconcep-
CSo vos assisla, e vos sirva de fiel conscllioira cm vos-
sas dux idas, de amparo em vossas angustias, de soc-
corro nas adversidades. Finalmente, levantando as
raaos para o co, nos vos abenr,oaino- com o vosso
rebanho do fundo do coracjlo. Esla benrao apost-
lica lindada sobre vs, seja um como Icslcmuiiho
cerlo de nossa caridade pira coravosco, e um presa-
gio seguro da vida eterna e bemaventurada, que de-
sojarnos a vs o ao vosso rebanho, e pedimos ao sobe-
rano pastor das almas, Jesos Christo, assim como ao
Padre e ao Espirito Santo, honra, louvor c accSo de
gracas por loda a eteroidade.
(Journal des Debis.)
niin
CORRESroXDKXCIA DO IHAUIO UE PER-
NAMBUOO.
Pars 14 de Janeiro.
Muila razao llana eu, na miaba ultima caria, pa.
ra exprimir duvidas acerca da noticia da aatignalnra
do tratado de allianra olTeusiva da Austria. Quan-
lo mais esta potencia v aproximar-te o momento
de lomar um partido decisivo, quanto mais tergiver-
sa c adia as cousas. Como Ihc disse, nas conferen-
cias de Vicua, o principo GorlhschakoH recusara
enrgicamente o artigo relativo a dcslruirao de Se-
bastopol. Este arllfu foi regeilado cm viriude das
solicilaroes da Austria, mas siibslituiram-no pela
scumnle clausula singular, quo as condirics da
paz podiam ser modificadas, segundo as eventua-
lidades ulteriores da guerra. Com espanto gcral, o
imperador da llus-i.i [iimedialamcnlc o cieiioiiiio prin-
cipe Gorthschakofl que abrisse conferencias sobre as
bases do protocolo conhecido na diplomacia sol o
nome de uta verbal de 2S de dezembro. -Necesa-
riamente isto deve oceultar um laro; com effeilo, no
e-lado actual das cousas, o czar nao lem mais do que
as potencias occidenlaes a intM{Io de fazer a paz ;
apenas, parcendo aceitar ludo quando a Auslria
exige, colloca esla na impossibilidade moral de Ihe
declarar a guerra, c alcm dislo a expon a nialquis-
lar-se cora os seus novos alijados. Qucrendo cam-
par de esperta, a Austria acabar por descontentar a
todo o mundo, esc achara' n'unia posir3o falsa, da
qual nem ha do tirar honra nem proveilo.
Esla accil.ir3o inesperada do imperador da Russia
lem feito andar roda a cabera dos nossos iliploma-
las.que enviaram corrcios a l.ondresic Paris para pe-
dir novos poderes aos respectivos governns.Posso dizer
como official que os embajadores francez e inglez,
cm Vicnna, receberara por inslrucrao que sejam
mui tesos e mui flex-aeis cora o representante da
Russia. Ningucm quer ouvir fallar seriamente na
paz, por prero'algum, antes da de'truiro de Sebas-
topol. Ao mesmo lempo, deu-se como sanio aos jor-
naes miiiislcriacs linear no espirito publico dcscon-
fianras acerca da sinceridade do imperador. Nicolao.
Com cffeilo.muilos homens honestos pouco versados
nas Intriga polilica,acrcdiluram ingenuamente qoe
eslas propostas do czar iam terminar tudo: os es-
peculadores da Bolsa se lanraram como esfaimados
sobre estas falsas esper.uiras de que ellos se lem ser-
vido ha muito lempo oque os csperlos exploram
era proveilo delles. lie corita todas as rcgras.anao
direi da diplomacia, mas do simples bom senso.pelce
jar de urna maneira c assignar tratados de oulra. Co-
mo poderao os plenipotenciarios deliberar seriamen-
te sobre a paz, quando a cada momento, um despa-
cho que chega do llicalro da guerra, podo linear a
perturbarlo nas suas deliberarnos, irritar os venci-
dos e tornar os vencedores mais exigentes >. N'uma
palavra, ningucm das alias regioes polticas acredita
na paz ; peto contrario cada um se vai preparando
para continuar a guerra cora mais vigor do que
nunca.
Terra-fcra 10 de Janeiro, o imperador passou rcr-
visla, ua praja do Carroussel aos destacamento! da
guarda imperial que devem ir rcunir-so oa Crimea
ao exercilo do Oriente. Ao enlrcgar-lhcs as ban-
deiras, elle Ibes dirigi a allocucao quc-e termina
da maneira segainlc :
e Idc tomar o vosso quinhao nos pergos quo an-
da restara por vencer, e na glora que se deve alean-
car. Em breve receherew o nobre baplismo quo am-
bicionis c lercis concorriJo para linear as nossas
aguias sobre os muros de Sebastopol.
Este discurso, mui pouco pacifico, foi acolhdopor
gritos deviva o imperador a3\ados cornial forca
que foram ouvidos a mais de um quarlo dejegua de
distancia. *
Estes destacamentos j.i partirn para Toulom onde
nao lardarao a embarcar-se para o Oriente.
Jjfe5Plh*raej> ijoji.to dcsfeeliado ivlilra Sebastopol doj.. a do jaueiro ;
mas chegou um despacho annunciaiido que a 4 an-
da se nao hava passado cousa alguma acerca de Se-
bastopol. Entretanto, ludo induz a crer que as
cousas se eslao preparando para um alaque geral.
O imperador acaba de enviar Crimea o general
Pelissier, o oOical mais enrgico do exercilo d'Atri-
ca, e o general Niel um dos seus ajudantes decampo.
Com alguma razao, suppe-sc que o general Canro-
berl, sabendo desta noticia, se decidir a (cnlar um
esforro decisivo coulra Sebastopol para nao dcixar
aos novos generaes a honra da victoria, e desta arte
de negar que leaos homens mui fortes em o nosso
governo.
IITERIOR.

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-
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ganhar o seu baslao de marcchal.de Franca.
O tratado de allianra com o Piemontche agora nm
fado consumado : foi assignado a 10 de Janeiro. O
Piemonlc enviar 15,000 homens Crimea, a cusa
da Iuglatcrra eda Franca.
Asscvcram que um tratado foi igualmente conclui-
do com a Suecia, que se obrigar a ministrar um
exercito de 10,000homens aos alliados para conquis-
tar a Filnandia, que ihe ser restituida. Cartas par-
ticulares de S. Pclcrsburgo dizem que o czar conta
com a resistencia enrgica das populantes linlandezas.
Verdade he que para chamar a si esla provincia uni-
da Suecia, havia lempos inimemoriaes, tendo os
mesmos costuraos, fallando a mesma lingua, o impe-
rador Alcxaudrc a quem ella foi entregue por trai-
ro, Ihe concedeu grandes privilegios mantillos em
parle pelo imperador Nicolao. Mas a Finlandia sem-
pre ficou sueca no intimo do corac5o, c sem duvida,
cm caso de necessidade, se poderia laucar nos bracos
da mai patria.
Dizia um senador ha poucus dias a um de mcus a-
migos : a o impcrau*or nao quer,paz ; vejo islo com
pezar ; pois que o czar parece aceitar de boa f as
quatro garantas. Sci de fonte pura que elle declar
rou eslar salisfeilo com a sua posirao : humiliou a
Inglaterra, fazeudo-a moslrar a face do mundo a
pobreza dos seus recursos militares: quanto ao im-
perio francez, pouco se iuqueta com isto, cahira por
si mcsmo.n Talvcz alguem se admire da lberdde
de lnguagcm de que usam certas persooagens ofii-
ciaes. Entretanto, islo se pode explicar. Como es-
tes senhores estimara peimeiro que tudoNas honras
e o dinheiro, e queo imperador paga mu largamen-
te os actores de cerlo mrito que se dignara aceitar
um papel na sua grande comeda, cslcs senhores sao
pelo imperio, mas cm substancia, nao o amara, e na
iulimidade, nao dis-imulara a pouca confianra que
tcm na sua duraran.
empreslimo de 500 milhfics se realisou com urna
facilidade, al direi, cora um furor de que o proprio
governo ficou espantado. Ao principio, o aroda-
mento do publico lora, como cu Ihe havia dito, com-
pletamente nullo, e o eslado receava achar-se na
posicao humilladora de um tomador que recebe urna
recusa. Como a Crimea nao enviara bollelim al-
gum de victoria quo podesse accender o enlhusias-
mo, c por oulro lado como os (inaneciros sao por
natureza pouco bellicosos, exploraran! com urna ha-
hilidade maravilhosa as bcsbilholiccs diplomticas de
Vienna, c o santo foi dado aos jornacs minisleriaes
para fazer crer ao bom publico que o imperador da
Kussia quera negociar, c que cm breve a paz sera
concluida c assignada. Como v, os grandes c pe-
queos capitalistas sao como passarinhos que se es-
conden) quando a tempestado arrcbenla, c rcappa-
reccm aos primeiro raios do sol. Eslas noticias
destrmente espalhadas lizcram sabir, como por en-
canto, o dinheiro que se esconder; as secretarias
do llicsonro c das municipalidades vazias na vespe-
ra, ficaram obslruidas de gente; dous dias depois
mais de 3,000 pessoas passavam a noile nas aveni-
das das municipalidades c do Ihesouro, c os empre-
gados n3o eram suflicientcs. Alim de favorecer os
pequeos capitalistas e impedir a agiotagem dos ban-
queiros, o decreto sobre o empreslimo so concede
500 apoliecs a cada subscriptor; mas sempre ha
meio de Iludir a lei. Os hanqueiros, os negocian-
tes, os burguezes, enxiavam seus caixeiros, suas mu-
Iberes, seus filhos, seus amigos, al os proprios por-
leiros subscrever por elles. Cila-sc um fabricante
que coviou os seus 00 operarios. Como a multidao
era immensa nas avenidas do llicsouro, lomaran! o
partido de entregar bilhetes cora un numero de or-
dem ; pois bem, cslcs simples bilhetes se venderam
al pelo preco de 100 francos na Bolsa : os recibos
da primeira enlrega se venam anda honlcm a 200
f. Se o governo livesse pedido mil milhoes, ainda
adiara mais.
O Monileur se conservou prudentemente na re-
jerva, e nao inserio om s dos despachos de Vienna;
deixou qoe os jornaes minisleriaes represenlasscm a
sua farra pastoril; mas quando vio que o empresli-
mo eslava realisado c com excesso, embocou mais
forle do que nunca o clarim gaerreiro. Nao se po-
CORKESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERNAMIUXO.
Maranhao.
S. Lnii 17 de fevereiro.
lia oilo dias qne llic dirig a ultima missiva.D'en.
tan para c, poucasoccurrcoc.is tem bavido que pos-
s*m salisfazer os desejos daquclles des seus leilores,
que tomam algum inlercssc pelo qoe vai havendo
nesse pequeo canto do imperio, qne se chama o
Maranhao. Como v, sereiTioje por forca e mesmo
por vonladc ltenla n pessima i:idisposir3o era que
me achoo mais lart nico qne he possivcl.
Escuso dizcr-lhc, qoe a seguranra e Iranquilldade
publica maicbam sem a menor altcrarao. O jury
acha-se funecionando: bontem foi condemnado a
pena de aroulcs um prcto escravo do Sr. Godinbo,
que cm um da de malfico humor, entendeu que
devia, sahindo de rasa do seu scnhor, ir pelas roas
rhurinando, se bem que levemente a lodos que ia
encontrando cm caminho !.. Honlcm foi absolvido
o lente Almeida, acensado por haver dado algu-
mas bcngaladas no A. B Jorge Sobrinbo. Tem pre-
sidido a actual scsso o Dr. Guerra, lo clc o p<\-
meiro juiz de direito que entre* nos se iprescnlou
revestido da beca com que ltimamente foi mimo-
seada a magistratura de primeira instancia. Sendo
essa a primeira vez que vas lacs togas, confesso-lhe.
rhamem-me muito embora carranca,que tive sauda-
des dos raeus bellos lempos em que os jites daquel-
la cathegoria, trajavam os seus casacos redondos, or-
nados do classco bacalluo, calcoes curios, meiai de
seda e o sapatos rasos de mimosas fivelas d'ouro. Nao
fallando na cabellcira empoada, c no sempre saudo-
so e nanea asss chorado rabicho, rematado pelos
competentes laros do larga fita prela.bem semelhan-
les as azas de um morcego... E o espadim que Ihe*
penda ao cinto ?.. N3o sera talvcz urna fiel ima-
gem da espada de Tbemis pclo menos essa pe-
quena calaa dos nossos vclhos juizes, he mais ex-
pressiva do que o arminho : a menos qoe esse nao
queira ser o emblema da pureza e candidez do ver-
dadero senlimcnlo de jostra que deva caraderisar
os netos, de um juiz.
Dcixcmos porm as queslesde meros gosloi e sem-
pre decididas parcialmente, segundo os lempos an-
ligosou modernos em que passamos ou vamos pas-
sando os mimosos dias da mocidade.
A peste da varila contina no mesmo eslado : as
chuvs que h dias comecaram forlcmenle, vieram
reanimar esperanras quasi perdidas de alguns dos
nossos lavradores.que anleviam como evidente a ler-
rivel calamidade da scea. He provavel que a couli-
nuarcm as chuvas, eslejraos dentro cm pouco de
lodo livres daqucllc flagello.
Seguudo os aponlameolos de om amigo, do dia 1
a 13 do corrente, sepultarara-sc no cemiterio da St.
Casa 100 individuos, desles 58 ;de bexga !
O Exm. prcsidcnle da provincia, considerando
quanlo he couvcniciijc qqe Icnhamos orna casa de
asilo para as crianras desvalidas do sexo ferainino,
que devem receber da provincia a mesma proteceo
que na easa dos educandos recebem as do oulro se-
xo : acabado instituir, dando ja o competente rcgu-
lamenlo, nma casa com o nome de asilo de St. The-
reza, aonde as nossas innocentes patricias lerao urna
educaeao regular a sua posiro, liando por esse
modo livres da desgrara a que do ordinario eram le-
vadas por falla dos necessarios meios. Consta-me
que tem de ser director desse po eslabdecimeolo, o
o Exm. barao do Coroala.
A iustalarao deve ler lugar no dia ti do prxima
futuro mez, natalicio de S. M. a.Imperatriz, debai-
xo de cujoa aospicios deve floreseer aquella sania
instituirse
Em viriude da autorsarao que lhoconfereo 2.do
art. 15 da lei provincial n. 234 de 20 de agosto de
1817,'S. Exc. acaba de expedir cm dala de 2 do cor-
rcnle, um rcgulamenlo rcorganisaiido o ensino pri-
mario e secundario publico e particular. Nelle fo-
ram a li ondida- todas .as reformas Tendentes a fiscali-
saraodo ensino, e que boje cm dia sao. demonstra-
das pela pralica como indispensaveis. ^~-^~-
Creou-se urna classe de profesores adjuntos para o
ensino publico primario, o oulra de repetidores para
o secundario. Dessas doas elasses que formara una
especie ilapipinicre o onde so comer a pralicar o
professoralo dos 13 anuos de *dadc, devem sahir
como diz o Observador, nao so bons substitutos para
os profesares acluaes, mas tambem os melhores
professores futuros.
As escolas do primeiras letras sao divididas cm dous
graos em rclajlo as forjas das respectivas locali-
dades.
No cnsino secundario houvcram tambera uleisal-
leraces ou reformas.O lyccu he dolado com mais
duas cadeirus.que assim completara o curso de bel-
las letlras a saber, a historia anliga, media o mo-
derna, e com especalidade do Brasil,a* de erara-
malica geral com applicar.lo a lingua nacional, e lit-
leralura brasilea e portugueza.
Esta reforma, diz o Obsereador, indispcnsavel ao
progresso da civilsacao entre dos, era um dos anhe-
los do Sr. Franco de S.i, homcm asss conhecedor
de nossas necessidades ; a autorisacao legislativa foi
concedida na sua administracao: assim o Sr. Olim-
pio Alachado, quo lautos ramos de serviro publico
tem mclhorado com regulamcntos adequados, reali-
sou hojo eque aquella seu antecessor, que reorgani-
son o Ihesouro provincial, nao chegou a elTecluar pola
falta de lempo, e fe-lo pela forma a mais desenvol-
vida c lata, que era possivcl.alientas as circumslao-
cias da provincia, e as forras do pessoal inamovivel
do ramo de serx ico publico rcorganisado.
Com esse julgo que he o dcimo quarlo regula"
ment cora que S. Exc. tcm enriquecido a raa ad-
miuislracao.
No dia 11 do correnle, victima da urna dolorosa
enferraidade, falleceu a Exm*. baroneza do Tuay-
Ass. S. Exc. que era dotada di tudas as virtudes
que ornara a esposa c a mai, leve o passamenlo de
um i vordadeira sania : al ao ultimo suspiro, com
a resignaran c palavras de um anjo, ronsoloa e cx-
liorlou os filhos, o esposo, a familia toda, que em ro-
da de seu Icilo dolorosamcule a pranleavam... Era
um qu.idro edificante que smenle a nossa religiao
pode conceller.e os cscolhidos palentca-lo com lodos
os encantos da divina uncao...

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Alagoas.
Maccio 20 de fevereiro.
Se Vmc. tver boa memoria ha de recordar-sa
que em a primeira ou segunda carta que Ihe rigi
o Antonio no anno passado, disse-lhe que tinlia sido
mudado para o primeiro de marco d dia da inslalla-
r.lo das sesoes ordinarias da asscmbla legislativa
desta provincia, conscguinlcmcnle estamos mui pr-
ximos dessa poca appetccida c esperada com ancic-
dade por mula gente : l.o pelos empregados publi-
co provnciacs, que almejam por um acrescimo do
ordenado, aposcnladora, ou algum'qiinlqucr privi-
legio ; 2.", pelos arrematantes do itnposlos ou con-
traanles de obras, que esperara obler algum aba-
le, prazo ou indemnsimo ; 3.", pelos fiadores que
desejam alguma cxoncrar/io das fiancas; |., pelos
mulladcs que contara ser alliviados das coimas; 5.,
pelos meninos desempregadns que conliam na in-
lluencia dos padrinbos, afim do sercm cieados al-
gons empreguiilios era que se cncarlera ; G. fi-
nalmente, por todos os que tem alguma-prelenrao
por mais disparalada que seja, e qoo conlam ve-la
enxertada nas amplissimas e mui clsticas disposi-
rfles da lei do orramento : se he para lodos esperan-
rosa eappetccida a poca da rcunao dos dignos le-
gisladores da provincia nao he menos para mim,
nao so por que cnlao posso ver vclhos misos, quo
habitara longo da capital, c que s a asscmbla lem
poder de Irazc-bjs ao inspido Macoi, como porque
he urna quadra mais frtil em assumplos dignos de
Ihc serom relatados, o enlao posso fizar o meu re-
pertorio de noticias moito mais nleressanlcs c snc-
culcnlas, do que as ltimamente enviadas ; pois ha
a falla presidencial, bonitos discursos, brilbaiiles
discussOes, etc., etc., etc. Para nao perder nada
disso tenho-me ja aprumplado : ped ao Tcixeira
;a cautelan/ a mesinha que tanto bem fez no au-
no pa-sado ao Antonio, que eslava quasi mouco ; a
lim de alcanrar o melhor legar nas galeras, gnardet
um mimo para o ex-lcncnle Araojo, nclito pirlcro
da asscmbla, o qual, segundo Ihc fcz ver meu
irmao, he homem aliladissirao e Icmivcl coucilador
le Incompatibilidades, si esludasse sera um di-
plmala capaz de dar sota c basto ao vclho princi-
po do Mdlcmich ; tenho amimado e acariciado o
Luiz, alim de me tratar bem, quando eu apparecer
pela secrclari da asscmbla j logo que chegar o
\

/
ILEGVEI
miitii flnn


OIARIO t PEr.IUa.BulO, TERCA FEIRA 27 DE FEVERElRO DE 1855.
TOeotonio hei de fazef-lhe umvMla, pois sendo o muilo enlhusiasmo; tscosado ho dizer-lhe que o
primeiro secretario poden: ilellepreeisar ;
que avisto o Mano! Claudinu faro-I lie urna grande
harrclad* ( lie o segundo ) ; em Gm vou dispondo
cin mcu favor os nimos de todos quantos puderc m
roodjuv|r-mc ou lialiilitar-me a carregar este fardo
do ehroahta, que do contrario lornar-se-ha por do-
mis oneroso. Temara eu achar quem queira en-
rjrrfpar-je delle, qoc do liom grado lli'o chin) pare i
no costado.
Mandou-mc Vme. pasear um saboncle porque nao
sei quem llie noliciou a viagem que fez S. Ex. a S.
Mnele nao llie refer semcllianle viagem em mi-, ao subir mlioleiro exigi S. Exc. que cites relro-
nl.a ultima pialla Ora. dase cousa igual '! Quer Kradasscm, fazendo all suas dcspci
l
v
5
Bsm. presidente Sa' c Albuqucrque foi calhegori-
amento saudado, reparando cu no grande amor,
sjmpalhia e vcncracHo que all llic tributan!-
Dansou-sc liaslaute Ol as duas horas c nicia c
otis se dausaria so nao livcsscmos de regressar de
manhaa, mas io haramos pregado ollios em toda a
noite antecedente, c convinlia acordar cedo. As
oilo horas c meia da manhaa eslavamos bifurcados
nos ginclcs, depois de lomarmos ligeira refocao, e
seguimos caminho de Alagoas; muilos cavallciros
clavam disposlos a acompanhar ao presidente, mas
Vine. pr forra que eu depois de velho de para via-
jante Poi saiba que, apezar dos bons desejos, nao
pode la ir ; soube, porm. que S. Ex. fora rom o
duplo intento de asseular as primeiras podras da
radein da villa, o do lazareto do porto do l'raucez,
e ao mesmo lempo assislir a um baile dado pelo
propriclario do engenho Sinimbii, 1". I'redcrico da
Koeha Vieira, por ocrasiao de ler viudo da corle
formada em medicina sou digno liHio, o l)r. llcn-
j.imim Franklin da Rocha Vieira; previ que a
funcrao seria excellenle, o crcia que Itero esforcos
Tu para ir ; mas o maldito rheiimatismo exacerbado
pela viagem do Pilar, de que Ihc dei conti, nao me
permiltio ; via-me, pois, perplcxo (emendo segun-
da deacaicadeira de sua parte, se nada Ihc dissesse
a Ul respeito, quando veio-me ao pensamculo lu-
minosa Wt soube que o novo eapil.to de policia,
J. A. S. de A. Carvalho linlia sido csrolhido para
acompanhar a S. Ex., como ajudanlo de ordens,
visto que o amigo Ilcrardo linha fieado trio esfrega-
do da viagem do Pilar, que cabio docnlc : disse eu
comigo mesmo achei '. o pillando qual Archime-
dcsao sabir do celebre problema de arcomclria, fui
fater urna visita ao capitn sohredito, que eu pre-
amia que me forneccria'as menores circumslancias
da viagem, e me relatara o que por la se passou.
Meu capilao, venho fazcr-lhc una visita, sou-
be qtto V. S. esleve em S. Miguel, c be natural que
eslrja bastante cansado : cnlo como fui de viagem ?
Excedentemente, respondeu-me, apezar de fa-
zermos unta jornada que e pode bem chamar de
estrompa-cacallos : sahimos de S. Miguel no dia
manhaa, e chegamos n Macei ao anoilecer,
vindo sempre a passo, acrescentou elle sorrindo-se.
Prcvino-o de que sou muilo curioso, c desja-
la que V. S. me referisse nao s os episodios da
viagem com ludo quanto por la se passou.
Reveslio-so o capilao do um ar serio e mar-
cial, e ajm incetou seu itinerario : ( atienda, Sr.
covresnoDdenle, que he o capilao quem falla, c que
me nao respoiisahiliso por alguma nexaclido que
por ventura alguent descubra cm suas palavras ; ja
fui sovado pelo collega do Liberal por causa d'iim
jantar, o por Isso vou-me sangrando cm saudc a
respeilo do baile de S. Miguel.) r>
Seriam 9 horas e meia, pouco mais ou menos, da
naito de 10, quando embarcamos no escalcr da al-
fandega, que nos esperava na Ponla-grossa, junio ,i
casa do lleidman, formavaraos urna comitiva de !)
pessoas : a saber, S. Ex. q Sr. presidente, o secre-
tario do governo, o (cncnlu-coroiiel P. Mesquila, o
Itr. Benjamini e o negociante Gustavo (que tinbam
vindo de S. Miguel para acompanhar S. Ex.) cu c
tro ordenanzas, afora o palrao e Irpolacao do es-
caler: esperavamos chegar as Alagoas ao mais lar-
dar ;is 5 horas da manhaa, visto que de ordinario
naqaelle transito se gaslam i a 5 horas em canoas :
nao contavamos, porm, com a impericia do patrao,
que nao conhecendo a lagoa, ia a cada passo erran-
do o canal, e fazendo-nos cncalhar as coras : cm
quanto houver Hierra para a palestra conversamos a
grande ; porm, esgolados lodos os assumptos, vcio
romnosco enlender-9e o poderoso Morpheo, a quem
bem pouem |iodem resistir; nao havia mcios non
hcommodaces para acceder-se ao urgente convite da
dolosa divindade, um nico recurso se aprcseulava,
que era o tapete do fundo do cscaler, alguns o Icn-
laram : porm, bem depressa declararan) que aquel-
la mina ja linha ido explorada por uulras crenlu-
ras, que cram as pule., col^sTfiicS'irao^i'pos"
sivel facer-te comrorroio de amizade, e ellas a l-
nham o direito prmi. copientis, como dizem os bc-
ycaSf'rr!*0 como c.p'i rarenthesis o capilao riudo-se.)
Pastamos, filis, toda a noite acordados, o fomos
chegar t velha mclropole as 7 horas: demoramo-uos
aln urna hora, em quanto aproraptavam-so os caval-
les, o lomavamos caf ; s 8, pouco mais ou me-
nos partimos para S. Miguel, indo comnosco o l)r.
Flix, 'feriamos andado 2 leguas, quando encon-
tramos o illuslre papafcio, armado de untas chile-
nas monstruosas, bem capazes de aterrar o mais
bravio potro : cate cdadao era o guarda avanzada
de urna luzida comitiva que vinha ao encontr de
S. Ex. ; d'ahi a poucoicom cfleilo avistamos uns
30 cavalleiros bem montados, o mais alnt, junio
a urna pequea lagoa, que serve de limite aos dous
municipios, eslavam mais oulros tantos que reuni-
dos formavam um bonito esquadrao ; entre estes
nltimos achava-se o meu comiaandanle, que ainda
esta vez nao quiz desmentir o cpithclo de indefec-
licel com que lao merecidamente o brinda o corres-
l'ondcnlo do Diario de Pcrnambuco. Pelas libo-
ras sahimos da extensa malla que existe no labolei-
ro : tinto, meu amigo, nao ser um Magalhaes ou
liouralves Das, para descrever-lhe com todas as
florea da poesa a rheloriea o lindo panorama que
se descortinara daqaella eminencia. Um extenso
valle, vrenle, florido e ameno so nos aulholhava ;
o rio S. Miguel era caprichosas sinuosidades corta-
va-o pelo meio, regando aquelles feriis campos:
no centro do quadro a villa com suas numerosas c
* brancas casas, sobresaliindo po fundo verde como
um bonquet de flores de laranja ; ludo isto engasta-
do n'uma moldura formada de pillorcscos uiteiros,
que parecem erguer-so dos qualro pon los cardeaes,
- -jara fechar a paisagem: 13o placido, ameno e apra-
ivel era o prado, que dir-se-bia ser all o remanso
da paz e felicidade, fechado pela natureza ao em-
bale das paixes e commoces da vida : eiigcnhos
bem construidos avislam-se espalhidos de distancia
em distancia no immenso campo, como garcas soli-
tarias. Dirigimo-nos ao engenho Sininib, perten-
y ceole ao affavel propriclario F. F. da B. Vieira ;
qualro grandes girndolas de foguelcs Ievaram bem
depressa aos habitantes da villa a noticia de que era
rhegado o illuslre hospede por quem esperavam.
Nao Irte fallarei no bom gazalhado que se nos fez,
nena no afn com qne atacamos um suceulento al
_ moco, *Au cousas quo se apreciara e se gozam, mas
nao se dizem. A's5 horas dirigimo-nos villa, afim
do proceder-se beneio e collocacao da primeira pe-
4 dra da cadeia, para a qual ja existe mais do 1:000*
I rs. provtnicnle da subscripto promoviila pelo
p Exin. Sr. presidente da provincia, que recorren a
incxaurirel generosidade e acrysola'do patriotismo
dos dignos habitantes de S. Miguel: o lugar esco-
lliido para aedificacio foi o largo da matriz ; acha-
va-se all forma'. o batalhao de guardas nacu-
naes da villa, cujas pravas e ofticialidade apresen-
liram-so fardadas com muilo asscio o luiimenlo ;
gostei do desplante, garbo e arreganbo militar do
seu digno commandanle, o Icnenle-coroncl Joao
M. Correa de Araujo, que tcm sabido disciplinar c ius-
(T lrl|ir convenientemente seu brioso batalhao : nume-
roso concurso de cidadaos de lodas as classes espera-
vam no largo a S. Ex. ; a pedra foi bcuzida com
luda a salemnidade pelo reverendo vigario, e na
occasiao de ser depositada lancou o commendador
M. 1). F. Ferro sobre ella urna moeda de ouro,
Percorremosdepois da ceremonia a villa, e vimos o
i-emilcrio onde descansara os ossos do seu fundador.
o rapuchiuho l'r. Ilenriquc, de saudosa recorda-
cao : regresaamos ao Snimb, onde se apromplava
um esplendido baile. Valham-me agora as aparadas
as de Garrell ou de Caslillio para descrever o
donaire, garbo e desembarazo das bellas, alTaveis c
sjmpalhicas S. Miguelcnscs; mas nao o lenlarei
[urque ai impossibUia nenio tenclur.
Esta' bem, Sr. capilao, j que V. S. nao se a-
cha com animo e forras para descrever o baile, dga-
me ao menos alguma cousa sobre o arligo bolos, do-
os, ele. (dase cu ao Serfico, lemendo que elle se
r liasse commellcndo alguma discordancia latina,
que lano me arrepfo os ervos.)
Oh! quanto a mmala posso dizcr-lhe alguma
' la-me ja esquecendo de conlar-lhe que a
Irenlc da caa eslava illumnada c que havia-se pre-
parado um arco deironle della tamhem illuminado
com o aeguinle dislico em letlras tiansparcnles
Viva o Sxm. Sr. Antonio Coelho de Sa' e Albuquer-
que, presidente da provincia das Alagoas. A'
ineia-uoite servio-so urna oppara ceia, em que se li-
zeram numerosas saudes : notei que os bons liabi-
\ lanlesdeSan Miguel nada tem de Abyssinios, pois
lembraram-se dos Esms. Paes Brrelo, conselheiro
i Jote Benlo e Saraiya, cujas saudes foram tilas com
pedidas: as 11 emeia
batamos ;i porta do digno juiz municipal c delega-
do de policia de Alagoas Dr. Q. J. de Miranda, onde
jmininos c nos demoramos al as 3 horas, cm que
partimos para o porto do Francez, distante da cida-
de urnas boas duas leguas de arenoso caminho; che-
gamos ao porto as qualro c meia: csperavain-nos
illi o engenheiro Marcolino, o Jos Alvcs com o
meslre c Irabalbadorcs da obra, e padre Mello (crco
qne indicado ou lembrado pelo secretario, de quent
he muito amigo, para a bencao da pedra)
Un comro de arcia era o lugar destinado para a edilicacao do la/arelo,
cujos formidaveis aliccrccs j i eslao promplos. F'oi
um acto bem simples, grave c mageiloso o que all
se celebrou : aquello padre reveslido dos vencraveis
paranicnlos sacerdolaes, abencoando a primeira po-
dra de um edificio destinado a segregar infelizes da
coniniunhao a abobada celeste, por altar a nalureza cm seu aspec-
to mais pomposo, por pavimento a rea, por msi-
ca o braniir do ocano c o sibilar dos ventos, c por
aclitos e espectadores alguns Immcns silenciosos c
reverentes, tiuha um nao sc que do sublime c gran-
dioso que impiinba senlinicntos do adora(8o, respe-
o e compuncao, c fazia elcvar-sc o pcnsameulo al
as alturas da immcnsidade c omiiipulciicia do Crea-
dor de lodas as cousas!
As horas eslava ludo acabado, e seguamos ca-
minho de Macei ; nao Ihc fallarei das passaaens
das duas barras, nem do pessimo caminho que anda-
mos, pois sei que Vme. por ahi tem patudo milita*
vezes; as7 horas eslavamos em .Macei. J.i ve que
andamos a bom andar, cinco r. seis militas por hora
fe isto a passo !) creio quo bem merece a nossa via-
gem o Ululo que Ihc appliquci de estrompa catallos.
Callou-sc o capilao, c para nao despenar suspe-
las, fiz-Ihc mais unas pergunlas insignificantes, c
apressei-mc em vir escrever o que acabo de referir,
para que me nao esquecesso causa alguma ; no en-
mato lica-llie salvo o direito de ampliar, restringir
ou rectificar qual'qucr faci que por veulura julguc
inexaelo ou lenha escapado.
Neslcs ltimos dias tcm cabido abundantes chuvas
acompanhada.s do medonhas trovoadas: quanto as
chuv.+i tcm sido recebidas com especial agrado ; nao
acontece o mesmo porm com as trovoadas ; no cn-
lanto nao leixam estas de ter sua utilidnde (segundo
aflianeam os physicos), pois que refreseam a alli-
mospltera c como que rcslabelccem o equilibrio da
natureza, purgando o ar deexltalaces nocivas e va-
pores meph) lieos nelle acumulados. Tcnho notado
que nos paizes mais salubres da-se esle phenomeno
melcrcologico mais repelidas vezes, e lia mdicos
que asseveram que muitos enfermos parecem expe-
riincnlir ola veis ntclhoras depois das trovoadas :
desejava bem que alguem me dease a razao, porque
nesla Ierra, cm que urna Irovoada era oulr'ora um
vcnladeiro phenomeno, quo s apparecia de auno
em anno, lem-se reproduzido este mez (ao frequen-
lec forlemcnlc : dizem os entendidos que sao mais
sujeitos a trovoadas os paizes montanhosos ou que
possuem minas metlicas ou metaloides ; mas aqui
nem ha moiilanhas, nem, que cu saiba, exislcm mi-
nas Sarao por ventura algara bom presagio para a
hygiene publica, ou aviso de.alguma mina por ahi
algures escondida '.'
DigaM la os sabios da eariptora
Que ^eSredus sao estes da natura,
"ui um dcslcs das secretaria de polica, no in-
tuito de ver o Mello Vascuuccllos, com quem ha
muito nao converso, aclici-oencanzinado, puxando
dcsapiedadamenle pelas barbas que de brancas se
tem ltimamente lomado prclas (bem como as do
amigo Vieira P.J)
Porque esta' tto zangado, amigo Mello ?
Ucixe-mc que cstou aqui desesperado conlra
um juiz de direito uterino, que me remetteu esle
mappa : (e nislo me foi moa^Undo um mappa, que
com effeito nao fazia moila honra ao seu autor,
creio que era da comarca da Malla-Grande) ; mas
islo nao he nada, acrescentou o Mello, dando om
suspiro, o que mais me tem acabrunhado he a noti-
cia que acabo de receber de ler-se commeltido mais
um assassinalo no dia H : he o lerceiro deste mez,
c isto na primeara quiuzcna .'
Oh! amigo Mello, com elTeilo, he tem lamcn-
lavel essa nolicia, e se cu possuisse tantas barbas
como Vme, por cerlo que agora mesmo atrancarla
um bom punhado dellas; diga-mc porm ao menos
cm que lugares uceorreram esses homicidios.
Enlao o Mello conlou-me o assassinalo de Ma-
nuel Vicente, perpetrado no dia 5 as Alagoas,
(segundo Mo nolicci;; disse-me depois que em a
noite do G fura assassinado na serra da Roa Vista do
municipio da Palmcira dos Indios nm Fuao Vicente,
por um prcto escravo que andava fgido, e quo sen-
do pelo dilo Vicente agarrado e amarrado, aprovei-
tou-sc de um descuido deste. e lancando-se d im-e
proviso sobre elle, malou-o, c evado-se; c por lira
que no (lia 1 de larde na freguezia do Pilar Anto-
nio Custodio malara com qualro tacadas ao infeliz
Manuel Goncalvcs, acliando-se ja' preso o assassiuo.
A salubridade publica continua cm estado litou-
gero, gracas a Divina Providencia. Ja' foi dispen-
sado da comntissAo cm que so achava no Pilar o Dr.
J. T. I.opcs Vianna, por terem completamente
desapparecido as febres amarellas; restando porm
as malignas lyplios e outres endmicas, que pelas ra-
zos quo lhe expuz cm ininlia ultima carta, nunca
podcn desamparar de lodo aquella freguezia. Te-
mos lido ltimamente um bom reforco csculapiuo :
para San Miguel foi, como lite disse a'cinia; o l)r.
Bcnjamim; ja' veio formado o r. Possidonio o o
filho do tbesoureiro da geral Cabral ; alera deslcs
tamhem ja' regressou do Passo o Dr. A. Pinto, de
cujas habililaces medicas ja' Ihc dei noticias : esle
medico que sempre gozou da fama de bom estudan-
Ic, hbil e applicado, deve hoja ler ganho muila
pralica e i inmensa experiencia, depois do seu regres-
so da Europa oudc esleve um auno, c consla-me
que empregou utilmente o seu lempo, esludaudo,
frequcntando os hospilaes e mais celebres academias
e ouvndo aos grandes mdicos europeos : mesmo
uesla (apilal ja' tcm elle dado exuberantes provas
de que muilo aprovetou em sua viagem.
Fundeou nesle porto no dia lfi do manh.la o bri-
guc Cearcnse, cujo commandanle lem-se tornado
credor da geral estima,
Dou-Ihc parle quo tcnho bem fundadas esperan-
cas dever ueste anuo aceso o pharol desle porto: d'a-
hi vcio n'iiina barcaca o machinisla inglcz William
Pnce, mandado.encajar na Europa o para aqui re-
mcllido pelo Exm. Sr. conselheiro Jos Rento, que
jamis su esquece da primeira prauncia [que admi-
nislrou, ntostrando-sc sempre solicito c desvelado
pelosseus negocios ; receba o illustrado conselheiro
o agradecimentos que en nomo dos bous Alagoanos
daqoi lhe envo, e fique cerlo de que, se ha por ca
alguns abyssinios, tamhem exislcm muilos homens
que dclle se recordam com saudades, c que lhe fa-
zem a merecida jusliea. Cliegou no Guanabara o
hbil rnujor de engenheiros Chrisliano Pereira de
AzcrcdoCoutinho, cujas oplimas qualidades c pe-
ricia flo 13o coiihccidas nesta e nema provincia, que
julgo intil accrescontar mais alguma cousa a seu
respeilo, dizendo-llto apenas que foi ello aqui rece-
Itido com os bracos abortos pelos numerosos amigos
que com sna afTabilidade e cavalleirosas manciras
soube grangear. Veio incumbido da commissao de
collocar o appar;lho de luz do pharol,e tcnho f ro-
busta quo desempenk-ra cabalmente sua diffJcil la-
refa.
Nao vai a malar, Vme. (em-sc tornado ltima-
mente muito exigente, e nao tem pena dos meus
pobres dedos : pela minha parle vou-me lambem
lomar difficil c exigente, e dcclaro-Ihc qne, so me
ndo mandar um mimo equivalente ao que os bons
negociantes inglezes do Porlo mandarn! aos seus
patricios comhatenles na Crimea, nao Ihc direi urna
s palavra do que me contarem o cx-tenente Arau-
jo, Luiz el reliqua.
Jale.
PHKAIBI1G0.
JURY DO REG FE
Dia 211.
['residencia do Sr. T)t. .tlcxandre liernardiuo dos
fei SUca.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Fraucisco
Gomes Velloso de Albuqucrque I.ins.
Escriv.ao, Joaquim F'rancisco de Paula Eslcvcs
Ciernen le.
A's 1(1,' horas feila a cliamada, acharam-se pr-
senles i2 Srs. juizes do facto.
Foram relevados das mullas c dispensados da ses-
sao, os jurados seguidles :
Dr. Manocl Joaquim de Castro Mascarcnhas, por
nao ter sido notificado cm razo de se adiar fra
do municipio.
Dr. Joao Vicente da Silva Costa, a requisicao do
director da bcnldado de direito.
Francisco Jos Silvcira, por estar no excrcico de
juiz de paz.
Foram lao tmenle relevados das mulla era que
iicorrcram, os jurados seguinlH :
Dr. l.ourcnco Trigo de l.oureiro.
Jos Ribeiro.Ponles.
Jos Varccllinoda llosa.
Jos de Aquiuo F'onscca.
Jos Victorino de i.emos.
Jacomc Gerardo Maria I.umachi de Mello.
Fo dispensado ent razao de ja ler servido cm
urna las scsscs passadas, Joao Miguel da Costa.
Foram mullados em mais 203 rada um dos jura-
dos que j.i o haviain sido nos diasanteccdcnlcs.
Foi rouduzido ao tribunal o reo Sevcrino Eze-
quicl da Encarnadlo, acensado do crimede ferimen-
los leves na pessoa de Maria Scnhoriuha da Encar-
naco.
Depois dos debates foi conduzido o consclho a sala
das conferencias s -2 horas da larde, d'onde voltou
s 3 com suas resposlas, que foram lidas pelo presi-
dente do jury, cm vista do ruja decisao o Dr. juiz
de direito coudcmnoii o reo a 1 anuo lo prisau e
mulla corre-]'on Ion le a melado do lempa, grao ma-
ximoilo arl. 201 do cod. criiu. c cusas ; c levanlou a
eatto a's ,'J horas da larde, e licando adiada para as
10 horas do dia seguinlc.
REPARTigAO J3A POLICA.
Parte do dia 2(i de fevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
difijrcnlcs participantes hontem e boje recebidas
neala reparlicao, consta lercm sido presos:
Pela subdelegacia da freguezia do Recite, a
parda Rosa Maria da Concoico, por occullar cm toa
casa escraves, c o pardo Francisco, escravo de An-
lonio Francisco Marlins, sem declararan do motivo.
Pela subdelegacia da freguezia de Santo Antonio,
Jos Francisco I.ins, para averiguacocs policiacs, c
o prelo escravo Marliniano, por ser encontrado fora
de horas vagando petas ritas.
Pela subdalegicia da freguezia de S. Jos, o pardo
escravo Agapito, por furto.
Pela subdelegacia da freguezia da Roa-Visla, Ma-
nocl Domingos Januario, para corrcccao, c Antonio
Joao I.opcs, por cspancamcnlo.
E pela subdelegacia da freguezia de S. l.ourcnco,
Lino Jos Correia, para avericuaces policiacs.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pcrnamliuco 2(i de fevereiro de 1S3.).Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Lenlo da Cintila e Figucircdo,
presidenle da provincia.O chefo de policia Luis
Carlos de Palea Tcixeira.
DIARIO DE PERMTOr
A barca franeeza Havre cnegada hontem do Havre
Irouxc gazetasque alcanram a 17 de Janeiro prxi-
mo passado, chegando as noticias,da Crimea a i do
mesmo mez.
Sebastopol ronservava-se cm p,e nciihuraronflic-
lo importante linha lido lugar cnlre os excrcitos bcl-
li-eranlcs depois do de Tnkernian, bem que a guar-
nico da fortalezaJenha leiloatmiDiasiorUdas,sendo
a mais notavel a de 20 de dezembro. De ambas as
partes prenaravam-ee para urna aeco decisiva.
Segundo allirma o correspondcnlo do Mornlng
Herald, os alliados pretenden) bombardear a orgu-
lltosa fortaleza por aspare de 18 horas sera inierrup-
cao, sendo depois dado o assallocm dous pontos ao
mesmo Icnjpo, pelos Francczcsa' esquerda { pelos
Inglezes a' dircita. \
O bonibardcamcnln ser.i dirigido somonte contra
a cidade e seus habitantes, pois quanto as Irinchciras
B*reducios, he j;l (econhecido que zombar.i do furor
da ,-irlilharia, sendo neressario que sejara lomados i
boionela.
Eis aqui como se exprime esse correspondente.
Os Franceses eslo promplos a comecar boje
mesmo, pois tem 98 pecas, quasi todas morteiros.
cm sua terecira parallela... A posc.lo que oceupam
he excellenle, e se ludo devesse ser feito com plvo-
ra e bala os Franeezet pdem dizer com razio qne
eslo babililadus para arrasar a cidade em 24 hpras.
Mo ha urna casa, um edificio, mesmo ao lado do
norte, que nao estoja ao alcance de seus morteiros..'
O assallo final sera' feliz ou desgranado'.' he o que
ningucm pode dizer ; mas lodos eslo aqoi perfcla-
ntcntc seguros de que o bombardcumcnlo do 18 Ho-
ras nlo dallara' pedra sobre pedia cm Sebastopol.
Naturalmente nao se trata aqui seno das casas c
das pequeas bateras ; porquanlo os fortes sao i
prova de bomba c soffrerao comparalvamcnte pou-
co ; excepto os homens. Francezes e Inglezes, abri-
remos o fogo com 2(10 pecas de todas as especies, com
laes mcios develemos tomar a praca insustculavcl;
masdepoisda lerrivel canhonhada a que Sebastopol
resislio a 17 de oulubro, ningucm ousa mais fazer
conjecturas. O que he para temer he que o iniroign
lenha lanos morteiros quantos nos, pois nesse caso
solTrcrcmos do bombardeamento dellcs lano quanto
soffrcr.lo do nosso.
Tcndo o czar concordado em abrir novas negocia-
rnos para a paz sobre a base das i gaiantias oulr'ora
proposlas, um congresso ia rcunir-se em Vienna
composlo dos representantes da Russia, autlria,
Franca, Inglaterra e Turqua.
A imprensa europea tem analysado essa decisao
do czar procurando, por assim dizer, adevinhar o
motivo que o levou a dar esse passo, mas a maior
parle desconfia das inlcncoes daquellc monarcha, c
julga que em vez de desojar sinccramcnlc a paz, s
procura ganhar lempo para mclhor preparar-sc ou
para fazer quo rompa alguma scisao cnlre as po-
tencias conlra elle ligadas.
O que parece com cffeilo de alguma sorle corrobo-
rar essa opiniao, he que na lussia todas as medidas
militares lem lido osmaiores dcscnvolvimcnlos, ac-
crescendo que um uUase acaba de fechar hermtica-
mente as fronleiras moldovallachias.
Nem mesmo aos vassallos ru^sos he pcrmillido val-
lar para suas casas.
O Time de 12 ilc Janeiro annuncia qrie um des-
tacamento turco, que passara o Danubio e entrara
na Bettarabia, fora derrotado pelos Russos, osqoaes,
segundo despachos de Vicua, eslao cm marcha so-
bre a Dobruslcha.
A Prussia manlcm-sc ainda na posiclo cm que se
achava. Nlo adherio ao tratado de 2 de dezembro,
ncmrcgclou-o.
Relativamente > proposla de moliilisaro de suas
forcas,clla recusa igualmente adopta-la e declara rc-
ferir-se a esse respeito decisao da Dicta .federal a
qual rcunio-se a 1 de Janeiro.
O Piemonle adherio ul I i mamen le ao Iratado de al-
llanca, celebrado cnlre a Franca, Inglaterra e a Tur-
qua, obrigaudo-se a fornecer um cxercilo de 1,3,000
|,fmcns de todas armas ; parece que por esta razio o
ministro dos negocios cstrangeiros dora a sua demis-
sao, sendo snbsliluido pelo presidente do conseibo o
conde de Cavour. .
O rei VclorEmmanuel leve o prazer de ver nas-
ccr-lhc um filho no dia t de Janeiro, o qual licara a
ser baplisado pelo arcebispo de Genova, leudo de re-
ceber o nome de Viclor-Emmanucl-Loopoldo-Ma-
ria-Eugcno, o o ttulo de duque de Genova.
Tres das depois, 11 de Janeiro, o mesmo soberano
passou pelo desgoslo de ver morrer sua augusta mai,
a vuva do rei Carlos Alberto, ainda ua idadcdeSi
annos. Estere sete dias docnle.
O parlamento sardo discuta projecto de le so-
bre a suppresslo das ordens religiosas.
Na Dinamarca, C membros da cmara dos depu-
ladosiam fazer urna proposla,pedindoa accnsario do
ultimo ministerio por ler outorgado a conslituicao
geral de 20 de jtilho ; dizia-sc que a maioria da ca-
ntara adoptar a proposta.
Na Ilespanha as corles constituidles conlinuamcm
seus Irabalhos, nao leudo havido felizmente do pr-
ximo nenhum disturbio que lamentar nasdiflerclcs
parles da monarchia.
De Portugal as noticias sao anteriores i que ti-
nhamos.
Em Inglaterra nada de extraordinario havia oc-
currido, Lord John Russell linha passado a Pars,
nilo se salto bem se encarregado de alguma missao
poltica, ou nao.
A Uniao Americana ficara tranquilla," continuan-
do o^congresso regularmente em seus Irabalhos.
lniari".idur.ii, digna de noticia, eslava para ser
subinetlida i consideraclo da cmara dos represen-
tantes. Eis aqui o seu lexlo :
(i Considerando que o povo dos Estados-Unidos v
com dor muilas das potencias da luropa empenha-
das em urna guerra que ameaca durar muilo lempo,
c terconsequencas desastrosas para os iuteresses s-
daos c indiislriaes de una grande parle do mundo
ci-.ilisado, e achando-se, pelo beneficio da Divina
Providencia, no gozo das vanlagcns da paz, aparlado
do thcalro da guerra, cslranlio as causas unmadialas
da qncsl.lo, sem inlercsscna lula, rccoiiheccndoalm
disso quo nao tem nenhum direilo de inlerxr por
ameaca ou porforca.cr (edaviaque a guerra poderia
receber nina solurao amigavcl pela inlcrvcncao de
unta potencia neutra c amiga ; por tanto :
O senado c a cmara dos representantes dos
Estados-Unidos, reunidos cm congresso, retolvem
que o presidente seja convidado a propor s poten-
cias bclligeranlcs a mcdiacSo dos Estados-Unidos na
forma que julgar mais propria para Irazcr a paz.
lisia proposta gatlhava terreno de dia em dia, c
tcinlia a tornar-so popular.
Depois de termes elaborado o arligo suppra, re-
cebemos a caria de um dos nossos corrcspondcnles
de Pars, que dexamos transcripta em lugar corapc-
'cnlc.
PlBUCAtM A PEDIDO.
Diz Manocl Florenlinodos Santos que,.i tem publi-
co, precisa quo V. S. lhe mande passar por cerlidao
o Iheor da pronuncia do processo de Joao Thcmo.
leo d'Andrade, instaurado ncssasubilclcgacia por de-
nuncia de Manocl Francisco do Nascimcuto, tildo em
ermtfj que facam f portanlo.
P. a V. S. Illm. Sr. subdelegado do dislriclo da
colonia militar Leopoldina o deferimcnlo na forma
requerida E. lt. M.Panellas de Miranda 10 de Ja-
neiro de 1833.Manoel FiorentinodosSantos.Como
requer. Subdelegacia da colonia militar Leopoldina
11 de Janeiro de 1855.Bentet
Certifico que revendo o cartorio desta inbde}ega-
cia, n'cllcachci o processo de Joao Thcraolcn d An-
drade de que a policio supra faz menclo, c n'cllc
con-la a pronuncia do theor seguinlc.Avista dos
depoimentos das tcslemunhasdc fl. a n., julgo por
isso procedente a presento queixa, c prouuncio o reo
Joao Thcmolio d'Andrade como indiciado, c incur-
so no arl. 17!) do cdigo criminal, o obrizo a priso
c livramenlo, pagando as cusas. Faca-sc remessa
desles autos ao Sr. juiz .-nunicipal do termo na for-
ma ,1a le. Subdelegacia da colonia militar Leopoldi-
na 8 de Janeiro de lSV.-Joaoda Gama Lobo Denles
E nada mais se conliiiha em dita pronuncia do
que dilo lica, cm T do que passe aprsenle cerlidao
aos onze dias do mez de Janeiro de mil e oto cen-
(tencoenta o cinco, nesla colonia militar Leopoldi-
na, lema da comarca de Porto Calvo; c eu Manocl
de AlmeidaSilva Jniorcscrivao da subdelegacia o
escrevi.
n

ccnlo
'


(t)
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alqneire
@
ti
alqneire
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Bolachas.............. (a.
Biscoilos..............
Caf bom.............. t>
reslolho........... u
d com casia...........
muido...........
Carne sebea..........
Cocos com casca........
Charutos bons .........
ordinarios......
n regala e primor .
Cera de carnauba.......
era velas.........
Cobre novo mao d'obra ....
Couros de Itoi salgados.....
expixados.......
n verdes.........
.- de ouca........
i cabra corllos .
Dore de cabla.........
goiaba........
seren ..........
o jalea.. ,......
Eslpa nacional........
cslrangeira, mo d'obra
Espanadores grandes......
n pequeos.....
Farinli.i de mandioca.....
n niilho.......
n aramia......
Fcijit.............
Fumo ho:n..........
ordinario..........
t> cm follta bom.........,
i) u n ordinario......
it reslolho......
Ipecacuanha...........
Gnmma..............alq.
Gcngibrc..............
Lenha de acbas grandes......cenlo
t> pequeas.....
t> litros.......
Pranchas de ainarello de 2 costados una
louro.........
Costado de amarello de:(,a O p. de
r. e 2 '. a 3 de 1.....
de dilo usuaes....... o
Costadinbo de dito ........
Soalho de dilo...........
Ferro de dito...........
Costado de Ionio.........
Costadinho de dilo........ o
Soalho de dilo...........
Forro de dilo........... o
cedro..........
Toros de lalajuba.........quintal
X^iras de parreira......... _- aguilhadas........ p
quris..........
Eiu obras rodos de sicupira para c. par
CXOS 1) II 1) u
............. cauada
.......alqneire
.......urna
...... u
COll.MKKUO.
l'll.U.A DORECIFE J\ DE 1EVEREIROAS :i
HORAS DA TARDE.
Colaccs officiacs.
Descont por pouco lempo10 % ao auno.
Assocar mascavailoI57.V) por arroba.
Aleodao da Parahiba G9OOO por arroba posto a
bordo.
AI.FANDEGA.
Kcn.liracnlo do dia 1 a 2 268*87H58
Mam dadiaSfi........3d99#lM
-^*<-_
Mcl.ico.
Milho"......
Pedra de amolar
filtrar .
rcbohts
Ponas de Itoi .
PiassavaVaaW .
Sola ou^> 4h.
Sebo cm rama .
Pelles de carneiio .
Salsa parrilba .
tapioca......
I nlias de boi .
Sabio .......
Esleirs de perperi
Vinagre pipa .
Cabceas do cachimbo de barro. milhciro
. cenlo
. molho
..-^ifrcTO
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7-1:1:1
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39OOO
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39000
109890
39OOO
15300
99100
5900
lOSOOO
169OOO
75U00
239000
105000
95000
1 9500
I9OOO
('..-'KM
59900
399OO
29900
39000
19980
19280
I96OO
9960
409OOO
I69OOO
52(K)
19600
9610
5800
I9OOO
9390
99M0
3900
9200
179000
39200
-210
9120
51 (10
309000
55000
com que devem entrar para a callntenlo das casas
da ra da Penha c tres da ra do Rangcl, conforme
odisposlo na le provincial n. 330. Adverlindo que
a falla da entrega voluntaria sera punida com o du-
plo das referidas quotas, na conformdade do arligo
6 do rcgulameuto de 22 de dezembro de 1834.
Ra da Penha.
N. 2. llerdoiros de Joaquim Jos Ferrcira. 369000
4. Juliao Portella........399600
6. Nudo Maria de Scixas.....6O9OOO
1. llcrdciros de Jos Mauricio de Oli-
veira Maciel..........
3. Dilos de Cactano de Carvalho Raposo
a ."i. Ditos dito.........
a 7. Domingos Jos da Costa.....
'.). Francisca benedicta dos Prazcrcs .
" 11. Jos Moreira da Silva.....
13. Juliao Portella........
15. Paulina Maria........
17. Antonio Luciano de Moraes Mosqui-
ta Pimenlel e herdeiros de Manee! Panlo
Ouinlclla...........575000
19. llcrdciros ilc Manoel Paulo Ouiutcl-
la e Francisca Salustiaua da Cruz. .
2I. Herdeiros de Manocl Paulo Ouinlcl-
la e Francisca Salusliana da Cruz. .
93. Joaquim Jos da Costa Fajoses .
2"t. Irmandafle das Almas do Recifc. .
26. Joaquina Maria da Purificarn .
n 99. Vuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Fcrreira de Sampaio.....
31. Marcoluo Goncaivcs da Silva. .
33. Francisco Jos da Silva Maier. .
Ra do Rangcl.
77. Francisco Antonio de Oliveira J-
nior ............
n 79. dem idem idcni.......
81. Maria Annuuciada Adelaide Alvos
da Silva...........
272:v63()l
Descarregam lioje 27 defecereiro.
Barra inglczaGeneral tlrcnfcllmerendonas.
Barca inglcza/). /lirardo idem.
Hrio.ue inglcz Martadem.
Brigue inglczIKenjoiicarvao.
Brigue duamarquez- -lmca(aboado.
Patacho sueco)'i/Hp.--idem
Brigue iuglezIlar'rycarvao.
Xmportacao'.
Vapor Imperador, vindo dos porlos do norte, cou-
siguado a agencia, manifeslon o seguinte :
1 encapado ; a Anlouio Rernardo Vaz de Carva-
lho.
1 dilo ; a Antonio Lopes Rodrigues.
1 caixole ; a Prxedes da Silva Gusmao.
, 1 sacco ; a Antonio Marques Rodrigues.
1 mala ; ao Dr. J. A. Faria Abreu e Lima.
1 caita ; a J. A. Alencar.
CONSULADO GE11AL.
Rendimcnto do dia 1 a 2i.....73:2949868
dem do dia 26........2::,;n :i.;j
75:8559839
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rcndimenlo do dia la 21.....4:'i(17-277
Idem do dia -26........ 2679009
::7:!ic2N(i
Exportacao'.
Marscllia, barca franeeza Normandicn, do 316 to-
neladas, conduzio o seguinlc : 3,800 saceos com
19,000 arrobas de Bssqcar,
Golhcmburgo, patacho dinamarquez lliblur, de
211 toneladas, conduzio o seguinle : 2,080 vola-
ntes coin 10,100 arrobas de assucar, 2,000 couros
salgados.
l'hnioulh, barca iugleza llindoon, do 12 tone-
ladas, conduzio o seguinle : ~ 5,304 saceos com
26,230 arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, brigue Firma, conduzio o se-
guinte : 3,151 voluntes gneros diversos.
Rio do Janeiro, brigue brasileiro Dous Amigos,
de 216 toneladas, conduzio o seguinte :__27 volu-
ntes gneros estrangeiros, 7,901 ditos dilos nacionaes.
Rabia, blata nacional Amelia, conduzio o se-
guinle : 336 voluntes gneros cstrangeiros, 336
dilos ditos naciouaes.
Bucnos-Ayres com escala por Montevideo, brigue
brasileiro Despique de Beriz, de 285 toneladas,
conduzio o seguinte : 1,830 barricas e 400 barri-
qiiiuhas com 12,S. arrobas c 22 libras de assucar.
llEClBEDOltlA DE SENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
llendimenlo do dia 1 a 25......18:0789390
dem do dia 26.........2:07351,77
20:1519547
CONSU LA DO P110 VINCIAL.
Rcndimenlo dodia 1 a 2.
dem do dia 26 ,
(i:i::i:!Hj;!iifi
l:732fl70
63:0705o36
PALTA
Ot prerns corrcnte.i do OUtCaT, atgodao, c mais
gateros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pcrnambuco, na semana de 26
de fevereiro a 3 de marro de 1855.
Assucar cm calas branco !.' qnalidade
2.'
a mase.........
bar. c sac. branco.......
mascavado.....
refinado ...........
Algodlo em pluma de 1." qualldada
11 D 2.a
11 3."
cm caroco......... 1,
Espirito do agurdenle......caada
Agurdente cachaca........
de caima.......
rcslilada.......
Genebra..............
".............. bolija
l-icor ...............caada
"................garrafa
Arroz pilado duas arrobas, um alqueirc
cm casca...........
Azeilc de mamona ........caada
i> nicudobiui c de coco
11 de pcixe.........
Cacau............... @
Aves araras .........urna
papagaios 1 um
2.-200
I58OO
I9400
29500
I970O
39200
5*400
59OOO
19600
I935O
5<00
-IO
9900
3.50
3W0
5221)
9180
5220
49400
temo
3600
29000
15280
59OOO
109000
39000
HOVIMENTO DO POHTO.
Xaeiot entrados ni dia 26.
Havre38 dias, barca franeeza Havre, de 1S0 to-
neladas, capilao Pugibel, equipagem l, carga fa-
zendas; a Lasserre 4 Companhia.
Ncnport38 dias, barca ingleza //. Millcr, de 430
toneladas, capilao R. Pul, equipagem 15, carga
carvao ; a ordera. Seguio para a Rabia.
Macei3 dias, brigue inglcz Glaucus, de 236 to-
neladas, capilao R. Duncan, equipagem 13, carga
algodao c assucar ; a Schramm Whalely & Com-
panhia. Vcio receber ordens e segu para Liver-
pool.
Xatios saludos no mesmo dia.
l'hnioulhBarca ingleza Illndoo capitn Wm.
Kelly, carga assucar. Suspndcu do laineiro.
Rio de JaneiroBrigue brasileiro Dous Amigos,
capilao Narciso Jos de Sanl'Anoa, carga assucar
c mais gneros. Passageira, D. Maria Emilia c
3 filhos.
GolhcmburgoEscuna diuamarqueza llaldur, ca-
pilao M. M.OIsen, carga assucar e couros,
CorkBarca inglcza Henrielh, com a mesma carga
que Irouxc. Suspndcu dn lameirao.
Rio de Janeiro c portos intermediosVapor brasilei-
ro Imperador, commandanle o l.n lente Torr-
ela. Passageiros, Dr. Manoel da Silva Reg,
Arislidcs da Silva llego e 1 escravo, Dr. Salvador
Correia de Sa Bencvidcs, sua seuhora, 3 filhos me-
nores, 1 criado e 6 escravo*, I). Maria Angosta
Brrelo I.ins, Joao Vasco Cabral, Bcnlo Joaquim
de Medciros, Thomaz Ferreira Cardoso Andradc,
Jos Antonio de Almeida Guimaraes, Antonio
Roberto Cardoso, Manoel Alves Barbosa, Manoel
Francisco Teixeira, Francisco Ncry da l'onseca,
Joaquim da Silva Gusmao, Olavo Adelo Carneiro
da Cunha e 1 escravo, Manoel Elcdino do llego
Valleuca, Francisco Jos de Souza Tavarcs, Irinco
Rrasiliano de Carvalho e Silva, Luiz Carlos I.ins
Wandcrley, Viccnlc Ignacio Pereira, Manoel da
Gama Lobo, Luciano Xavier de Moraes Sarmen-
t, Alfredo da Rocha Bastos, Dr. Jos Pires Pal-
eto Brandan, Francisco Apolgorio Leal, Manocl
Ruerquc Macedo Lima, Alfonso Cavalcanlide oli-
veira Maciel, Filippo A. I. l.oureiro, cadete Julio
Pompcu de Barros Lima, Candido Carlos Pryli,
J.J.Lima eSilva, Esiev.io Cavalcanli de Albu-
querquo Jnior, 1." sargento Antonio Joaquim
de Sanl'Anoa Barros, 1 escravo a entregar, Eduard
Rothwc!, Jos Joaquim de Lima e Silva, 2 re-
mitas para a marinba.
EDITAES.
1099200
999MM
789000
369000
435200
499OW
979OOO
18900O
0O50O
735800
81-5000
579600
369000
5992OO
3O9OOO
639900
9356OO
235500
Para o Cear.i tegue 110 fin da prsenla semana
o bem conhecido lalo Capibaibe, meslre Antonio
Jos N anua ; para o resto da carga, trata-se na ra
do \ igario n. 5.
PARA OllIODE JANEIRO
segu cm poucos dias o brigue Conceicao. capilao
Joaquim Ftrrcirados Santos : para o resto da carga.
Irata-se cora Isaac Curio & Companhia, na ra da
Cruz n. 40.
LEILO'ES.
.09500
1:2175100
E para constar se mandn allixar o presento c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro de 1835. t) secretario, Anto-
nio Ferrcira d'Annunciariio.
DECLAKACO'ES.
O Illm. Sr. inspector da thesour.iria provincial
em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 13 do correlo, manda fazer publico
que no dia 15 de marco prximo vindouro, pcranlc
a una da fazenda da mesma Ihcsouraria, se ha de
arrematar a quem por menos lizer, a obra do 12"
lauco da estrada do sul, avahada em 13:3105000 rs.
A arrematado sera feila na forma da Ici provin-
cial n.313 de l de maio prximo passado e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerent a esla arrematado
coniparecam na sala das sesscsda mesma junta, pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se raaudou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da (hesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 20 de fevereiro de 1855. secretario.
Antonio Fcrreira d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrematara.*.
1.a As obras do 12 larico da estrada do sul far-se-
liao de conformidade com o orcamento, planta, per-
fis, approvados pela directora em conselho, e aprc-
senlados i approvacao do Exm. presidente na im-
portancia de treze conlos Irczentos c dez mil ris,
I3.-S109000.
2. O arrematante dar principio as obras 110
prazo de um niez, c as concluir no do onze, ambos
ua forma do arl. 31 da lci 11. 286.
3.a O pagarr.culo da importancia da arrcraalaco
effectuar-se-ha do conformidade com o artigo 39 da
mesma Ici, c ser feito em apoliecs da divida publi-
ca provincial creada pela lci n. 334.
4.' O prazo da rcsponsabilidade sera de um anno,
durante o qual ser o arrematante obrigado a man-
a* sempre a estrada cm perfeilo eslado de conser-
vacao, sob pena de screm inmediatamente feilos os
reparos necessarios suacusta.
5." Em ludo o mais que nao estiver determinado
neslas clausulas, seguir-se-ha o que a respeilo dspc*
a Ici n. 286.Conforme.O secretario.
AulonioFerreira d'Annunciarao
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
amcumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregarem na mesma Ihcsoura-
ria, no prazo de 30 dias, a contar do da da primeira
puHicacau do presente, o importancia das qaotas
De* ordem do Exm. Sr. director geral da ns-
liuccao publica, faco stltcr a quem convier, que esl
a concurso a cadeira de iiislruccao elementar do pri-
meiro grao da villa de Serinhacm, com 60 das de
prazo, conlaJos da dala dcsla.
Directora geral 21 de fevereiro de 1833.Candi-
do Eustaquio Cesar de Mello, secretario.
CONSEL111 > ADMIMSTRATIVO.
O consclho administrativo, em cumprmento do
arligo 22 do rcgulamenlo de 14de dezembro do 1S52,
faz publico, que foram aceitas as proposlas de Tirara
llousen & Vinam, Domingo! Marlins Vieira, Clau-
lio Dubcui, Anlouio Ferreira da Costa Rraga, An-
louio Pereira de Oliveira Hamos, Guilherme da Sil-
va Guimaraes, Isaac Curio & C, Domingos Fran-
cisco Ramallio, Joao Fernandos Prenle Vianna,
Joaquim Mendos Freir, Joaquim Jos Dias Pereira,
Anlouio Rodrigues Pinto, Ricardo do Freitas & C,
e .Manocl Aulonio Marlins Pereira, pata fornece-
rem : O l.1,700 cavados ,1c casemira prela para
polainas, a 19450 823 dilos de panno azul, a 29230
rs. ; 1,860 dilos de hollanda de forro, a 95 rs. ; o
2., 2 feixcs de junco, 1 10-5000 rs. a arroba ; o
3., 20 arrobas de cobre velho, a 500 -rs. a libra ; o
I., 376 grvalas do sola de lustre, a 360 rs. ; o 5.,
222 dilas de dita de dilo, a 360 rs. ; 27 talabartes de
couro branco envernisado com chapa de metal dou-
rado e as armas nacionaes, a I25OOO rs.; 27 cinlu-
roes, a 69090 rs. ; 27 bonetes para os msicos do 2.
batalhao de infantera, a 99500 rs. ; 27 pares de
charlalciras com meia la c n. 2, praleadas o com
passadeiras de gamo de praia, a jOOO rs. ; 1,120
boloes convexos de metal bronzeado com o n. 8, do
inelal amarello e de 7 Buhas de dimetro, a 90 rs. !
800 dilos pequeos, com o mesmo n., e de 5 dilas
de dito, a 70 rs. ; 1,700 varas de cordo de laa pre-
la, a 60 rs. ; 2,316 bolcs convexos de mclal doura
do.de 7 linha* de diamelro, a 60 rs. ; 1,910 ditos
de 5 dilas do dito; a 30 rs. ; o 6., 1,590 varas de
brint branco liso, a 390 rs. ; 1,911 dilas de dilo, a
380 rs. ; o 7., 169 covados de panno cor de rap, a
39900 rs.; 2,151 varas do algodaozinho, a 205 rs.;
o 8. 80 bonetes para o 8. batalhao de in/ntaria, a
19050 rs. ; 31 i ditos para o 9., a 15030 rs. ; 194
ditos para o 1(9 batalhao da Parahiba, a 19030 rs. ;
75 dilos para a companhia de artfices, a 19395 rs. ;
o 9.", 616 pares de colxctes prelos grandes, a 10 rs;
8 barras de ferro socco do 11|2 polegada.a 12&00 rs.
o quintal ; o 10." 116 grozas do bolcs brancos de
osso, a 280 rs. ; 115 dilas de ditos prelos, pelo mes-
mo preco, 1 arroba de rame de ferro grosso, a 280
rs. a libra; o II.", 511 esleirs do palha de car-
nauba, a 158 rs.; 30 l|2 caadas do azoitc de coco,
a 15990 rs. ; 36 libras de fio de algodao, a 5.30 rs. ;
135 dilas de velas de carnauba, a 3S0 rs. ; 6 duzias
de parios, a loyrs.; o 12.", 506 caadas do azeilc de
carrapalo, a 680 rs. ; o 13., 1 lvro em branco
paulado de 100 folhas, por 25900 rs. ; 1 dito de 200
ditas, por 69OOO rs.; o 14., 10 pedras de m, a 3-5
rs. ; e avisa aos supra lilas vendedores que devem
recolhcr ao arsenal de guerra os referidos objeelos
no dia 27 docorreute mez.
Secretaria do conelho administrativo para forn c
cimento do arsenal de guerra 26 de fevereiro de 1853.
Bernardo Pereira o Carino Junitr, vogal c se-
cretario.
O consclho de dy-ecco do Banco de
Pcrnamliuco declara que, cm substittl-
cio a apolicen. 1 7i0, roubada do poder
do possuidor, como consta do anntincio
publicado neste l)iario-n. 45 de 21 do
porrete, vai fazer entregar una nova
apolice com aquello numero ao respecti-
vo proprietario. Banco de Pcrnambuco
G do fevereiro de 1855.O secretario
do consclho, Joo Ignacio do llego Me-
dciros.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consclho do direccSo do Banco de
Pcrnambuco faz corto aos Srs. accionistas,
que se acha autorisado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de 8.}'000 rs.
por acrao. Banco de Pcrnambuco 51 de
Janeiro de 1855. O secretario do conse-
lho. Joo Ignacio de Medciros Reg.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Porto com escala pela Iba dc,S. Mi-
guel, segu em poucos das a vcleira e bcni confied-
la escuna nacional Lindan, capilao Alcxandre Jos
.Uves; tem grande parte do ecu carrcgamenlo: para
o resto, trata-se com Eduardo Ferreira Dallar, ua
ua do Vi-ario n. 5, ou com o capilao na praca.
PARA O A1IACA1 V
segu cm poucos dias o bem conhecido hiate Capi-
baribe : para o resto da carga trala-sc na ra do
Vigario n. 5.
1WHA O HIO IE JANEIUO
a barca brasilcira Flor d'Oliccira, capilao Jos
d'Oliveira I.eilc segu com muila brevidade por ler
a maior parle do seu carregameuto promplo: para
o reslo da carga c escravos a frote, para o que tcm
exccllcnles commodos, Irata-sc com o consignatario
Manoel A!ves (iucrra Jnior na ra do Trapiche n.
14, primeiro andar.
CEAIt.V E ACAKACL'.
Sesuc no dia 28 do correule o hiate Crrelo do
Sorte ; recebo carga o passageiros : (rala-se com
Cactano Cyriaco da C. M., ao lado do Corpo Santo
n. 25.
PAKA OACARACC
segu com a maior brevidade o hiate Aragao, lo-
cando no Cear se houver carga para la : a tratar ua
ra do Qucimado u. 27, loja de tiouvea Leilc.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 2 de
mareo, espera-
te da Europa,
Uta dos vapo-
res da real com-
panhia, o ipial
depois da de-
mora do eos
tumo seguir
para o sul : pa-
ra passageiros ele, Irala-se com os agentes Adam-
son llowic & C, ua ra do Trapiche n. 12.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigue Elvira segu por estes
dias : para cargamiudn, passageiros c es-
clavos a frote, trata-se com Machado & Pi-
nhoiro, no largo da Assembla, sobrado
n, 12.
-- O agente Borja far leilao em seu armazem na
ra do Collegio n. 15, de urna inlinidade de objeelos
diirerenles, como bem : obras de niaicincria novas
e usadas, grande nuantidade de chapeos de Miro e
do Chili muilo linos, idem d> charutos da Babia, re-
logios de ouro e praia para algibeira, dilos de parede
e cima de mesa, quadros, varios livros, e outros nat-
os objeelos, etc.; um excellenle cabriole! inglez no-
vo, com todos os arreos, e diversos canarios cania-
dores ; ludo isto ser vendido sem limite de preco
algiun : guarla-feira, 28 do correte, s 9 horas cm
pouto.
Vctor l.asne faro leilao por nlervciic.Vi do a-
gcnteUlivcira, de um bello sorlimento de fazendas
de algodao, linlio, laa e de seda, principalmente
franeczas, e is mais proprias do mercado : leica-fei-
ra, 27 do correnle, s 10 horas da manhaa cm pou-
to, no seu aimazem, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
o reverendo padre inglez C. A. Auslin, cora a
sua familia, retira-se para fra do imperio.
Leopoldo da Silva Queiroz, commercianle es-
(abclccido com loja'dc fazendas sita na ra do Qoei-
mado n. 22, tendo-so apresentado peraute este juizo
coniforme marca o cdigo do commercio arl. 80t>;
requer o supplicanle a V. S. digue-se da mandar
que o escrivao do processo, que he Cimba, lhe
passe por cerlidao o dia cm que o supplicanle se
aprcsenlou, assm como o theor da sentenra que jnl-
gou ao supplicanle fallido, por tanto. Pede a V.
S. Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da 2.a vara assim
defira. E. R. M. O drocurador, Viralo de
Freitas Tavarcs.
Dcffirido. Recite 21 de fevereiro de 1833. Oli-
v eir Maciel.
Pedro Tertuliano da Canha, escrivao vitalicio do
civcl desla cidade por S. M. I. o Sr. D. Pedro II,
que Dos guarde ele.
Certifico que reveudo os autos de fallencia de
Leopoldo da Silva Queiroz, dos mesmos consta que
o supplicanle,no dia 13 do corrente mcz,se apresen-
Ion pcranlc o Illm. Sr. juiz do commercio da segun-
da vara, como consta da pellejo e despacho do mes-
mo dia 13 do correnle, assim como certifico ser o
llicor da acnlcnca que declara abcrla a fallencia do
supplicanle da maneira seguinlc: A vista da de-
claracao a (ls. duas julgo fallido Leopoldo da Silva
Queiroz, e declaro aliarla a sua fallencia desdo o dia
13 do correule, que lixopara lermo legal de sua exis-
tencia, c por islo mando que se ponham sellos em
lodos os seus papis, livros e bcus, c nomeio para
curador fiscal da fallencia ao negociante Ilenriquc
Cibson, que prestar o juramento do estjlo ; pagas
as cusas pelo fallido. Recife 21 de fevereiro do
IS55. francisco de Assis de Oliveira Maciel.
E mais se nao continha em dita sentcnca aqu bem c
fielmente transcripta, quo cu escrivao no principio
desta declarado e abaixo assignado, bem e fielmente
liz tirar por cerlidao dos proprios autos de fallencia
aos quaes me reporlo, e vai na vei dado sem coasa
que duvda faca, conferida e concertada na Jornia do
eslyllo, e por mim subscripta e assignada nesla
dade do Recifc aos 21 .has do mez de fevereiro de
1S55. Subscrcvi e assignci em f de verdade.
Pedro Tertuliano da Cunha.
;Eslava sellado.'
Nao se (endo ultimado o negocio sobre a ar-
macao da loj da ra do Collegio n. 1(, scieulifica-se
aos mais prelcndentes, que traspassa-se as chaves com
a mesma armacao, nicamente pelo aluguel qne se
pasa ao propriclario, ou vende-sc, como melhor lhe
convier : ni ra do Quetmado n. 42, loja de fazen-
das.
Precisa-se alugar um prelo de boa coudncla :
na ra da Cruz n. 10.
Pedc-se ao Sr. fiscal, que por sua bondade lan-
ce suas vistas para o muro do sobrado da ra de
llortas, que esta desabando por instantes.
O medroso.
Precisa-se de urna am.1 para casa de hornera
soltciro : na ra Augusta n. 2, primeiro andar.
Aluga-se por 16S000 por mez, um mulato bom
cozinlteiro, muito fiel e robusto ; o qual he proprio
para qualqucr mister por ser intelligenle, como seja
pagem de que lem pralica, assim como quaesquer
mandados : ua ra das Cruzes, armazem de molba-
dos n. 40.
Domingos Anlunes, porluguez, relira-te para
fora do imperio.
O abaixo assignado, natural da provincia de
Minas tieraes, c residente nesta do Rio Grande do
Norte, querendo dar-so a conhecer c ter noticia do
seus prenles residentes naquella provincia, na falla
de oulro canal, o faz por meio da imprensa, c pelo
prsenle aonuucio. lenle Joao Piolo de
Magalhaes, casado com D. Francisca de Miranda
Correia, no anno de 1SO(i, raorava no seu engenho
Collegio da supradila provincia de Minas ; tiveram
elles 2 filhos, o capilao Francisco Pinto de Maga-
lhaes e D. Auna Joaquina de Magalhaes ; esla casou
duas vezes, a primeira com Jos da Molla Ribeiro, c
por fallecimento deste com Chrslovo Lino Caval-
canli de Albuqucrque; do primeiro matrimonio leve
um filho do uome Constantino, c do segundo dous
gemeos Francisco e o abaixo assignado. Kaileceram
a dila D. Auna e o filho Francisco, ficou Constanti-
no em companhia de seus avs, o cin compeobia de
sea pai o abaixo assignado, que com elle veio para
esla provincia, c se acha morando no silio Santa Ri-
la, do municipio da villa de S. Concallo. Ueseja
saber se o seu irm.lo Constantino existe, e onde ; e
querendo escrevcr-lhe, o pode fazer para a cidade
do Natal, a merc- do negociante Joaquim Ignacio
Pereira.Joo Cacalcanli de Albuquerque.
Precisa-se de urna ama para todo servico de
urna casa de pouca familia: a tratar na roa estreila
do Rosario n. 10, lerceiro andar.
Previne-se ao Sr. Antonio Rodrigues Vieira,
correspondente do Sr. oncallo Francisco Xavier
Cavalcanli Uchoa, que n.to pague nina ordem da
quanlia de 80JOOO, passada ao Sr. Pedro de Assis
Campos por se ler perdido.
O hachare! Jos Rodrignce do Passo acha-sc
residindo na ra Nova n. 33, primeiro andar, onda
continuar a exercer a sua profissao de advogade,
podendo ser procurado a qualquer hora do dia.
Roza-se ao Sr. Jos Joaquim da Costa o obse-
quio de ilirigir-se ra da Cruz n. 13, a tratar do
um negocio de seu inleresse.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-sc um completo sortimento
de fazendas, unas c grossas, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, aliancando-
se aos compradores um a preco
para todos : este estabeloeimento
ahrio-se de combinaco com a
maior parte das casas commerciacs
inglozas, Irancozas, allcinaas osuis-
sas, para vender fazendas mais era
conta do que se tem vendido, epor
isto oircrcccndo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario dcsiy importante es-
tabelccimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ffe-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus iuteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de ,
Antonio Luiz dos Santos &Rolr
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aborta a assignatura para esta
folha que se publica, escripia por mui
habis ponnas. no Rio de Janeiro, o sob
a direcco do A. M. Morando ; ja' conta
sois annos do existencia c sempre lia ."(> .
zado detodan estima. tanto na corte como
em todas as provincias. Assigna-se na li-
viana da piara da lixdepcndeftda'n. 6 c
8 por 2J600 por trimestre, .sWK) por se-
mestre, c 8J por um mino: convidarse aos
amantes da leitura para que venbara as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, a m de receberem a
coilecfj'ao no primeiro vapor.
Manoel Barbota Biheiro faz saber a quem con-
vier, que comproa no Sr. Benlo Alves Rodrigues
Tupinambi a sua taberna, na ra da Guia n. 57, li-
vre o desembaracada, licando lodo o activo c paasivo
a cargo do vendedor
MUTILADO


t
DIARIO DE PERMMBUCO, lEfiC* FEIRA 27 DE FEVEREIRO DE 1855.
I
^

Na na das Orines n. 40, taberna do Campos,
lia das melliorcs e mais modernas bichas bambur-
guezas [.ara vender-se du graudos porpes e a rela-
lliu, c Umbcn se litiga.
Perdeu-se nm couhecinienlo de n.90,da qunn-
li.i da tOOjlHI rs., recebidona thesonraria de fa-
/.enda desla proviucia : quem o (iver achaio, ou
por qualquer modo delle cskj.i de poste, dirij i-so a
rna d,i l'raia de Sania Kita n. 12, que ser genero-
samente gi alineado, alem do agraducimenlo.
DesappareeB no dia2i do rorrele, da praia
imito an trapiche do alsodau, nina lacea de cera de
carnauba com a marea C i C, pesando ? arrobas.
pouco niais ou mcno. viuda do Aracaly no hiato
Capibaribe: quem della liver noticia, "dirija-so
iua da Cxus n. 40, que ser recompensado.
Previnc-se as pessoas que arrematarcra os bens
do Tinado Jo3o de Allemlo Cisneiro, que to a pra-
ea pelo jolzo ile orphos de Olin.la, para pagamento
da k'L'iiima del. Hara Antonia de Agolar, que
parle das (erras'denominndas Iteheribe de iiaivo,
se acham aforadas coin fdro perpetuo lia mais de I
.unios, pelo referido Cisneiro aos abaiio assignado*,
e que em ditas Ierras lia bemfeitorias c plantaces de
arvores fructferas feilas pelos mesmos abaixo assiu-
lia.los, como jase aununciou por esta fnlha no dia
1, le "i do .roslo do auno prolimo passado.Fran-
Jose de Paula Carneiro, Francisco de Paula
Fernandes Aforeira, Francisco Aianoel de Freilas,
./ose Pedro Chace.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
que intidou a sita aula para a rita do Kan-
gel n. 11, onde continua a receber aluin-
uos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
quice* ulilisar deseu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
- Pcrdeu-se em lins da semana passada nns pa-
deis quecoiilinham urna ronta correnle escripia cm
duasfolhas de papel, c com ella alguns documenlos
importancia: quem os achou, querendo resllui-
pos, dirija-se a ra do Crespo n. 9, que ser recom-
pensado generosamenle.
Prccisa-se de urna ama de leite : no
pateo do Hospital n. 2(i, por cima da co-
c e'ira.
Francisco da Luz, relira-se para o Para.
Aluga-seuraa excellentc loja para
qualquer negocio, na piara da boa Vista
n. 2(>: a tratar na mesma praca n. 22.
l'recisa-sc de urna ama para casa de pouca f,i-
a, para cozinhar e engonimar : na ra do Han-
sel n. 11, primeiro andar.
RECREIO MILITAR. I
Convida-se aos socios do Recreio Militar
9 para se reuuiremem grande assemdica, na ra-
sadesuas partidas nc dia 27 as quatro horas
da larde.Dr. Pilonga, direclur.
S#-98
Precisa-se de um caixeiro para urna lavcrna e
que leuha pratica de vender a relalbo, sendo boa
a sua conducta nao se duvida dar-llie um hom or-
denado pelo sen servido : quem eliver neslas cir-
cunstancias dirija-se a ra da Cadcia do Recife,loja
de ferragens n. 36 A.
No dia 22 de Janeiro ultimo, rnnharam da casa
de Joo Valeulim Villela, varias pecas de ouro, di-
uliciro, e urna apolice n. 1430. pcrlcnceiite ao Sr.
Honorio Pereira de Azercdo Coulinbo ; e por i-so
-o aos Srs. da direcrao do banco desla provin-
eia, queiram providenciar para que lhc seja ;aila
oulra apolice do roesmo numero.
Aluga-se n terceiro andar da casa da ra da
Cadcia do Recife n. 4 : a tratar no armazein da
mesma.
r Aluga-se um sobrado de:i andares, na rna da
'>u/, com liomarnia/.rui, proprio para qualquer es-
labclecimento commercial : a tratar na ra da Ca-
rtela do Recife n. 4.
Precisa-se de um caixeiro porltfguez, de 1' a
16 anuos, para taberna, rom pralica ou sem ella ;
na roa do Pilar n. 90, cm l-'oia de Porlas.
Dcseja-sc fallar com os Srs. I.uiz Scverino
Marques Bacalluio, Joaquim Jos da Silva, Francis-
co Cascmiro Paca Brrelo Joao llaplista Accioly San-
tos, Theophilu Jos de Lomos, Francisco Alfonso de
Agoiar, Manoel Francisco Lima, Joaquim Jos dos
Santos Araujo, Antonio da Silva Reg, Narciso Jos
deSant'AniiH, Vicente da Silva Monlciro e Francis-
co Pereira Borges, a negocio de scus interesses, na
ra da Cadeia do Recife, loja n. i.
Prccisa-se de um rnixeiro de 10 a 12 annos,
paia taberna, preferiudo-so dos ltimos chegados :
a halar no largo do Terco n. 21.
O abaixo assignado faz ver ao respeilavcl pu-
blico, que acahou com a quesillo que linha como Sr.
Rernardino de Sonza Piulo aniigavelmenle, leudo
siete feila esta scommoJaco no din I!) de Janeiro de
ISo-i.Joaquim Ferreira Coelho.
Precisa-se de urna ama forra ou rapliva para
todt serviro de orna casa de pouca familia: no alcr-
ro da Boa-Vista u.78, loja.
c8> i DENTISTA FRANCEZ.
SU Paulo Caignoux, estabelecido na ra larga f{
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
4S les com gengivas artificiaos, c dentadura com-
pleta, ou parle della, com a pressao do ar. (g
Tanibem tem para vender agua denlifriccdo g(
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do
4$ Rosario n. 36 segando andar. a
^s)*?*
Novos livroade homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa imporlaucia :
llahnemaun, tratado das molestias chronicas, vo-
"'mes............ 2C00
leste, rrolestias dos meninos..... 65000
llcriug, homeopalhia domestica..... 75000
JalH-, pharmacn|iahonieopalhica. 69001)
Jab, novo manual, i volumes .... 168000
Jabr, molestias nervosas....... 69OOO
Jahr, molestias da pelle....... 8BOO0
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 16j000
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 1OSO00
A Teste, materia medica homeopalhica. S3000
De Kayollc, doutrina medica homeopalhica 7;O00
Clnica de Slaoneli ....... 6901x1
Casting, verdade da homeopalhia. 4(XXI
Diccionario de N'vslen....... IO9OOO
Attlas completo de anatoma com bellas cs-
tampas color.das, conferido a descripeo
de todas as parles do corpo human 3OJOO0
vedem-*e todos estes vros no consullorio homcopa-
tluco do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collego u. 25
primeiro audar. '
r S\L\DED\SA.
L011 Cantarclh participa ao respeilavcl publico
!ue a sua sala do ensino na ra das Trncheiras 11.
se acna aberla todas as segundas, quartas e sextas
'lesde assele horas da noile at as nove : quem do
sen presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
rasa das 7 horas da manhSa ale as !). -O mesmo se
oirerecc a dar lines particulares as horas coiivencio-
nada.
l JANE, DENTISTA,
6t
w contina a residir n'aruao\a 11. fa'nrimci- ffft
4t ro audar. g

Quem liver urna casa terrea enm :i quarlos c
largura de 24 palmos, mais ou menos, desejando per-
muta-la por o.utr.1 de menor largura e de 2 quarlos,
situada na ra da Concordia, para receber por in-
lemnisar-lo da differenra, dinbeiro ou algumobieclo
que limliein rende ; dirija-so a ra das Flores n.
23, a fallar com Justino Marlvr Correia de .Mello.
No sitio da Trempe, sobrado n. 1, prccisa-se
alugar 2 escravos quesejam liis, um para cozinhar,
lavar roupa, e servir de porlas a dentro, o outro pa-
ra vender na ra ,is huelas c hortalicas do mesmo
da-se hora ordenado c bom tralamento : quem
osiiver o quizer alugar, dirija-so ao dilo sitio, que
adiara com quem halar.
No sobrado da ra, do Pilar n. 82 prccisa-se
aUgar umescrayu oueacrava pnra cozinhar e fazer
lodo o mais serviro de una casa Jo pequea familia:
paga-so bein agradando.
LOTERA DO RIO Di: JANEIRO.
Adiam-se a'venda os novos bilhetes d
lotera vigcsinia-primeica das casas deca-
ridade nos lugares ja sabidos,' as lisias e*-
peram-se a 3 do futuro marco. Ospre-
mioi sao pagos logo que se lizer a distrl-
buintodas mesmas listas.
Pcrdeu-se nma lellra da qunntia de .")3I000,
la a f4vor de Manoel Alexaudre da Almeida,
aceita por Francisco de S.i Cavalcanli de Albuquor-
qae, vencida uo I. de agosto prximo passado ; por
lasa so ,i\i>,i alim de que o aceitante a nao pague
sem que seja pclosacador aprcsenlada.
Precisa-so de una .una de leite: na ra da
Madre de Dos 11. 36.
WUUISH SliKHS.
Na rut Au-usla.rasan. 23 onde foi Ihealrinho.
Jos Pinlo Magalhiles faz scienle ao respeila-
vcl pulilii'o, queseu uovo eslibelecimento de
carros fnebres nena-so complctamenle inon-
lado, pussuo lodos os pannos e adornos pre i-
I sos para qualquer enterro: encerr::,i-sr le
iriar tuia, msica, eera, armacos, canos
i-I'-., promet: Mm servir as pis-
ilignarem prornra-lo.
No mesmo aluglm-se caiiM e vendein-se
mnrl.illm de pinlio.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLSaiO 1 AlffDAR 25.
., DVi1'' A-' "j"1'0 Mo5COI di WMolla homeopithiCM lodos os dias nos pobres, desde horas da
enluta ateo meto da, e em casos extraordinarios a qualquer hora do din ou noile.
Oflerecc-se igualmente para praticar qualquer operar.Alo eirursia, e acudir'promplamcnle a qual-
quer mullicrque esleja mal de parlo, o cujascircumstancias nao permiltam pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO S0SC0Z0.
25 RA DO CGLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual complelo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, (redondo em por
tuRucr. pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous e aconipanbadode
um diccionario dos termos de medicina, cirnrga, anatoma, etc., ele...... 904000
Esta obra, a mais importante de lodas as quctralam do esludo e pratica da hnmrnpalha, por ser a nica
'.'"'r"n^"' Su .'Sl?55!! ,''<'s,a ll<"r''-A PATHOGENESIA MEN TOS NO ORGAMSMOEM ESTADO DE SAUDE-conheeimenlos que nao podem dupeosar as pes-
soas que se quercm dedicar n pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mediros que qui/ereni
experimentar a lootrina de Hahncmann, e por s meemos se convenrerem da verdade d'ella : a lodos ns
raicndciros c senhores de enuenbo que eslflo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde avio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seos tripulamos :
a lodos os pas de familia que por circumslancias, que neni sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
nos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas cnfcrniidadcs.
O vaile-iiieciini do homcopalha ou traduceflo da medicina domestica do Mr. llerinc,
obra tambem ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhadn do diccionario dos termos de medicina...... IO9OOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurcia, anatoma, ele, etc., cncardeiiado. 39000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um pesso seguro na pratica da
homeopalhia, e o propietario dcsle cslabclooimenlo se lisoiiL-eia de le-lo o mais bem montado possivel e
ungueni duvida boje da srande superiordade dos scus niedicamcnlos.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Bolicas de 24 medicamentos cm glbulos, a 109, 129 e LigOOO r's.
Ditas 30 ditos a..........
Ditas 8 dilos a.........
Ditas 60 ditos a.........
Dilas 114 ditos a..........
Tubos avulsos................]
Frascos de mea onja de lindura...........
Dilos de verdadeira* lindura a rnica.
rjlKK)
.............. 2OJO00
.............. 5000
............ 309000
.............. 605000
.............. lyooo
.............. 2MKXI
-..a ,> *ciu Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubes de rrjstal de diversos lamanios,
vidrov para medicamentos, e aprompla-so qualquer eucommenda de medicamentos com loda a brevida-
de e por presos muito rommodos.
Advcrlc-se o Sr. Vicente Ferreira da Assum-
prito, morador no Bonito, que se salisli/.er o que se
lhc lem exigido por diversas carias dirigidas da ra
do i.iui ima.lo n. 21, ser para si urna deshonra, pois
n,1o he justo que pague o que deve em una loja ha
mais de um anno.Jos Pereira Cesar.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
quera ter a bondade de apparecer na ra
do Collern. 15, agencia de leloes, a ne-
gocio de sen interesse.
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a^ - "O a _
SB IjiSsS&Si B i a i. 3-^5 0 0
es
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que llie
ioi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro dcste anno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver ene negocio decidido, e caso o Sr.
Rigucira nao se queira dignar responder,
sera'tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso deseude-
licto.O Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
riioux, dentista franeex, chumba os denles com a
masa adamauliua. Essa nova e maravillosa com-
posirao lem a vanlagcm de oncher sem premio dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqoerindo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 2i-
Compram-se e recchem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commissiio, lano para a
provincia como para fura della. offerecendo-se para
sso loda a seguranra precisa para os dilos escravos.
O Dr. Dias Fernaudes, medico, pode ser pro-
curado a qualquer hora do dia para os differentes
ramos de sua profisso : na ra larga do Rosario
n. Jo.
Aluga-se o armazem n. .10 da ra cslrcita do
Rosario : a tratar na ra do Collegiu 11. 21, segundo
andar.
Companliia de vapores Pernambucana.
O presidente da assembica gcral convida aos Srs.
accionistas para renniao ordinaria no din 28 do cor-
rentc pelas 11 horas da mauhaa, na sala das ses-
soes da associarao commercial, para se tratar de ne-
gocio que diz respcilo mesma comp3ubia. Reci-
fe 20 de fevereiro de 183.).
L'raa pessoa com bstanle pralica do foro olfe-
recc-se para cobrar dividas tanto na praca como no
mallo, dando fiador sua conducta, podendo ser
procurado no largo do Livramcnto 11. 27 segundo
andar, ou anouucie.
O abaixo assignado, curador fiscal
da massa fallida de Nttno Maria de Senas,
faz saber a todos os credores da massa,
que pelo Dr.jojB municipal do commer-
cioda segunda vara foi designado o dia
1 de marco, pelas 11 horas c meia' da ma-
nhaa, para a reuniao dos mesmos credo-
res, Ai a casa da residencia daquelle juiz,
afimde assistirem a leitura da sentenca
arbitra, procedendo-se as mais diligencias
que forem de mister para a vcrilicacao dos
crditos e deliberarem sobre o contrato
duniao, visto niio ter havido numero suf-
ciente de credores reunidos no dia 22
docorrentc. Recife 2 i de fevereiro de
1855Joao Pinto de Lemos Jnior.
$ .'IJBLICMAr DO INSTITUTO 110
HEOPATIIIGO 1)0 BRASIL.
THESOIRO HOMEOPAT1IICO
OU
VADEMCUM DO HO-
MEOPATA.
() Methodo conciso, claro e seguro de cu- A
^*, rar homcopathicamenle lodas as molestias /a
W que af/lii/em a especie humana, e parl V7
^ cularmnle aquellas que reinam no lira- >?
a sil, rediglo segundo os moldures trata-
^ff dos de homeopalliia, l.fulo europeos como \$>i
(\ americanos, o segundo n propria experi- /A
Z encia, pelo Dr. Sabino Ole-ario I.udgoro v
9 Pinho. Esta obra lio boje reconlieoida co- (&)
nm a mellior de lodas que tralam daappli- /k
car.io honieopalhica no curativo das mo- W
ias. Os curiosos, principalmente, nao ^

i
i
8
Jos Alves Guerra, em ronsequenria de sua
repenlinn viagem para o Pai, nao se pode dispedir
de lodos os scus amigos, do que Ibes pede desculpa,
e all Ibes offerece n se.ii,pouco prestimo, assin co-
mo (ar. publico, que dclxa tiesta cidade por seu pro-
curador ao Sr. Manoel Alves Guerra Jnior.
- Dcpois da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de
dircilo do civel, no din 26 do correnle mez, vito a
praca parasercm errematodospor quem mais der,os
escravos da fallecida D. Ignez Mana Martius, para
pagamento dos credores da dila failocida.
1.24.
Cruz & Gomes lem por vejes chamado a llcncao
do seus freguezes, para que viudo a rna dos Qoarteis
n. 2i, vejam o rico snrlimenlo de niiudezas france-
zasde que se aclia adornada a sua loja ; c do uovo
rogam ipie sem perda de lempo vcnliam comprar os
18o uleis chapeos de sol com rabo de caima, e da me-
llior seda, por 7;O0O ; pentcs do tartaruga para se-
gurar cabello, o nielbur que se lem vislo, por 59300
e GfOOO ; lila de cores para bordar a KffOOO a libra
hroeo de lindas cores a ."iOO rs. a peca ; penlcs de b-
falo muilo linos para suissa por 5110 rs.; ditos para
alisar por 320; cspelhos com molduras de massa a
500 rs. ; meias de cores para bomem n 2-rSIKl a da-
lia ; ditas cruas, mnito encorpadas, proprias para
hotins a 33000 a dalia ; caixas de bfalo para rap
a 500 rs. ; riquissimas bonecas dignas de com ellas
so presenlcar a qualquer menina de dstincrao icsle
rtico ha para todo prcro',; cxrcllciites ligis de seda
a lyaOO o par ; lencos de seda para ~ ora e bo-
niem, dos tois mmlcrnos gostos, a-*"" ^jiarulci-
ras com carleira, obra prima, a 7..IIJ ; grvalas de
seda a I.3OOO c 1)1500; estampas dos mais milagro-
sos sanios (Irocam-sc a 280 urna) ; c com especiali-
dade recommenda-sc um riquissimo sortimenlo de
filas escocesas, de sarja c de seliin, dos melliorcs gos-
tos, por procos muito ra/.oaveis ; aos rapases recoin-
ineiula-so as bengalindas de unicorne a KJOOO, e as
de cmina por 2*000, 2J500 e 39000. Adverlem os
abaixo assignadns.que eslas miudezassio as mais no-
vas e as de melhor goste, nunca comparaveis aos al-
caides da cxtiucla loja n. 22.Cruz & Comes.
H. 24.
podem dar um paseo seguro sem possui-la o A
consulla-la. Os pas de familias, os senho- W
res_ de enuenbo, sacerdotes, viajantes, ca-
, pitaes de navios, scrlanejus etc. etc., devem
I 1.. .r ^^. --__-_- ________.
(0, re* de eogsuho, sacerdotes, viajanles, ca-
fj* pilfe de navios, (erlanejosetc. etc., devem .
(f) le-la nulo para occorrer promplamenlc a ?)
qualquer caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por 102000
&) encadernados 119000
zM Vende-se uniramenle cm casa do autor,
*' no pslaoote da ra de S. Francisco (Miin-
(ffi lo Novo) 11. IW A. (A
Traspassa-sea chave da loja da ra da Cadeia
do Recife o. 18 : trata-se na raesma roa, loja d. 3.
IU A DOS QUARTEIS, LOJA.
Cruz & Comes, prvido de urna cxcellenle machi-
na para forncrr papel,prop'e-sc a firmar papel mar-
rado para ns reparlires publica1!, e lodosos arcesso-
rios a ellas neceesaros, sendo da melhor qnalidade
possivel, comolapis, peonas, caivetes linos, excel-
lenle papel e obreias em pies { promello servir
conlenlii c com loda possivel brevidade.
Joao Cabalad vai para o Rio de Janeiro.
Por precisao traspassa-se urna bv pntheca em
iinisiliode()03IX)0a2n,;, e faz-se alg'iima conve-
niencia, segundo as circumslancias do Iraspnssnule :
na rna estreila do Rosario n. 7, loja de oiinves.
LOTERAS da provincia.
Acbam-se venda os bilhelcs da !. parle da 5."
lotera a beneficio da igreja de N. S. do Rosario da
Boa-Vista, nicamente na thesouraria das lolerias,
na ra do Cullcgio n. 15, e corre impretcrivclmenlc
no dia 10 de marro.O thesoureiro,
Francitco Antonio de 01 i te ira.
Desnppareceu da casa da assemhla, no dia 2'i
de fevereiro, urna camisa com 3 boloes de abertura
presos em un cordao fino : roga-sc a qualquer pes-
soa que Ihe for ofTerecida, apprehendcr, que o dono
gratifica ; c tambem a mesma pessoa que a lirou, in-
do entregar, promette-sc guardar segredo.
O abaixo assignado, n3o podendo pessoalmenlo
despedir-sc de seus amigos, que o honraran com
suas vsilns, peo seu estado mrbido, c pela celer-
dade de sua partida para Goianna, o faz por este jor-
nal : all oflcrece-lhes o seu fraco presumo, assegu-
rando-lhcs que podem contar com um amigo alfec-
luoso c sincero.llenriquc Luis da Cunha Mello.
Precisa-se de um homem para fcilor de um si-
lio; d-se preferencia a algnm chegado ltimamen-
te: no Passcio Publico, loja n. 7.
Precisa-se de olticaes de cbarutero que tra-
hnlhem solfrivcl : cm Olinda Indcira do Varadouro
casa n.38. .
loias an mais moderna.
Os abaixo assignados, donos da loja de oarfveS, na
ra dnCabug n. II, confronte ao paleo da matriz o
ra Nova, fazem publico, que cslAo recchendo con -
linundameiile muito ricas obras de ouro dos mellio-
rcs gostos, lano para senderas como para bonicos e
meninos ; os procos continuam mesmo baratos como
lem sido, c passa-se coalas com responsaliilidadc,
especifienndo a qualidade do ouro de l ou 18 qui-
lates, fienndo assim si'.jcilos os mesmos por qualquer
duvida.Scraphim & irmo.
_ Pcrdeu-se no dia 19 do correnle mez, pela
5 horas da larde, na ra do Crespo, urna carleira
encamada, conlendo ires bilhelcs da lotera do Se-
nhor Rom Jess dos Marlv ros, assignndos, um por
llenriquc, oulro por Morcira, c o lercero nao lem
assigualura.mns o seu numero he 1035 : quem liver
adiado dila carleira, querendo rcslilui-la, dirija-se i
ra da Cadeia do Rccie n. iO, loja do Rocha & Li-
ma, que sera recompensado. Roga-se o favor de
appredende-los a nqucllc dos vendedores de bilhelcs
a quem forem aprcsenlados para ser pago o premio
que por ventura sabir, e de entrega-Ios na loja so-
pradila.
Precisa-sede urna ama forra ou captiva, para
fazer o serviro diario de urna casa de pouca fami-
lia : quem pretender, dirija-se ra do Collego n.
15, armazem.
O abaixo assignado, morador na casa n. 143 ds
rna do Pilar, declara que a parUcipacao policial de
23 do correle nao se cnlende com elle.
Antonio Jos Ferreira
JARDIM PUBLICO EM PERNAMBUCO, RA
DA SULEDADE N. 70.
I In ueste jardim OO variedades de roseirns muito
dlrentesenlre si.qtialidades novas c niuilo bella-,
tambem ha 300 qualidadesde dalias, as mais bonitas,
viudas da Franca e llamburgo,.assiin como tambem
uulras qualidades de flores. Runitus pea de snputis,
muito grandes, que breve daiao Iructo, fracU-pSoj
psrreiras, o oulras arvores do frurlo. No me/, de
marro ebegnm de Franca mais 200 qualidade- del
melliorcs rusas, assim romo lanilieni dalias das mais
superiores, 30 qualidailns das melliorcs iivns, romas
nixas e ligueiras das mclhores qualidades ele. Os se-
nhores que encommcdaiam ps de llores, manden]
por ellcs, que o lempo be proprio de so plantar.
Apromplam-se cncomniendas das dilas plaas para
o centro desla provincia, como tambem para as pro-
vincias do norle eilosul, pois que este eslabeleci-
mcnlo osl bem montado, c be superior cm roseiras
e dalias aos jardins do Rio de Janeiro, dos Srs. Jos
l.uz Pereira, Antonio Marques do Olivcira c Jos
Prxedes Pacheco; constam do seus cathalogos, so,
2i i qualidades de rosas, c dalias 120. Eu afiaitcq ,i
perfeila idenlidadcdeslas llores, c lodos serao servi-
dos a contento. Nao se veudem roseiras que no lira-
sil uo deem flor, dalias singlas naa.se vendem, c
nem lao pouro llavera repelicues das. mesmas quali-
dadet. Saliereis, senhores, que em Tranca ha 2,000
qualidades do rosas, porm urna glande parle deltas
nesle paiz nao da flor, c sempre que comprardes fi-
careis logrados ; tiles mesmos que as vender uo
sahem os nnmes e qualidades dcllas, c nem a que fa-
milia pcrlciiccm ; aconlecendo sempre ao compra-
dor inorreiein-lhe mullos ps, e sahirem-lhe nimios
ps de una mesma qualidade; dalias s vera as mais
ordinarias, as boas qualidades c novas em i-'ranra e
\ llamburgo sao raras, eslas nao se Irazcm ao merca-
do. Nao me lenbo poupado a fazer despozas afira de
obter as melliorcs qualidades do flores.
Carlos Frcderico da Silva Piulo.
O Sr. Joao Nepomueeno Ferreira
de Helio, que mora para o Snlgadinho,
iiuira mandar receber urna Cneouimen-
pendencia.
Roga-se ao Sr. Jos Andinos (iuimnraes baja
de declarar por esle jornal, se Castro & Irniao?, Ibes
fl/eram alguina oJTerta direrla ou Indirectamente,
da casa em que existe a loja de Vicente Monlciro
Borges.
COM PIJAS.
Compra-sc a rolleriio do Mario de Pernnm-
MICO do in,'/ de Janeiro do correnle anuo na l^vra-
ria n. 6 e 8 da praca da Independencia.
Compra-se urna belanra decimal, do peso de
100 libras para cimi. que esleja em bom estado no
armazem ra Iravessa da Madre de Dcos n. 15, ou
ra du Queimadn, lujan. 2.
Compra-se urna rnmmoda de Jacaranda, ou
mesmo de amarello, em bom uso : na ra das Cru-
zes n. ',0.
Na rna larga do Rosario n. 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, prcfei indo-so os de ida-
de de 12 a 25 anuos, c os que liverem ollicios, qual-
quer que seja a idade, nao seolhnndo a proco.
Compram-se palarics hrnsileiros o hespanhocs:
na ruada Cadeia do Recife n.5i, loja.
VENDAS.
4LMAMK PARA 1855.
Sahiiam a' luz as folhinhnsdc algibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accresccntado, contenido
100paginas: vende-sc a 500 rs., na li-
viana n. G e 8 da naca da Indepen-
dencia.
Vcndem-te excellcnlcs quarlnos para sella ou
caiigalha, novos o soin o menor acliaque, por preros
razoaveia "nacoebeira ds rna da Florentina.
RISGADOS VARSOVIANOS
A .s'000 rs. o corle.
Vrndcm-se riscados Varsovianos de qoadrjj fa-
zenda nova e muito Rna, imitando a seda esccete
viudos pelo ultimo navio de llamburgo, rom 13 >,
rovadus cada corle, pelo barato preco de 'iCjOOO: na
loja n. 17 da ra doQueimado, ao | da botica
ORLLANS 1): L1STRA DE SEDA.
400 rs. o corado.
Vendcm-se na ra do Oiieiinadu, loja n. 17, de
Paria <\- Lopes, para liquide^flo de ronta-.
FARA 0 MADAHISIO DO
llftli mo.
A S.sOOO rs. o corle !!
Vcndcm-sc na rna do Oucimado, loja n. 17, an p
da bolica, os modernos cortes de vestidos de tarlata-
na de seda com quadrosde cores, de lindos e novos
desenlies, com 8 varas e nicia, pelo barato prero de
8B000II! *
MELPOMENE DE EAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-sc para ulliinarao de cantas : na loja de
Paria & Lopes, ra do IJucimado n. 17.
Vendcm-se apparclhos de porcelana delirados,
para janlar, por prego cuiumudo : cm casa dcTasiiU
Innaos.
FAZENDAS PRETAS.
\ cnile-sc panno prctu muito lino a 49300 rs. o
covado, corles de rnsemira prrla setim a 59500 o
corle, sclini prelo mani a 2>S0O o cavado, lencos
de setim preto a I96OO : na loja da ra do Oucima-
do n. 40.
SETIM PRETO LAVRtDG.
\ endose setim prelo lavra lo, g slu moderno, grs
de aples prelo o melhor possivel, setim prelo ina-
colizo, sarja preta verdadeira hespanhola, velludo
prelo, alpaca preta muito lina, lodas eslas fazcuda
sao pruprias para vestidos du senbora, e vendem-se
por barato preco e do-se amostras cum penhores:
na loja da ra do (Jucimado n. 40.
CRIMEA.
Chegon pelo ultimo Vapor da Earopa urna fazenda
inleiramentc nova, gosto eseossez, luda de seda, de-
nominada Crimea, pelo cummodo proco de IrOOOrs.
o covado : na loja da ra do ijucima'lo 11. l).
SEDA ESGOSSEZA A 1,100
COYAO,
Vende-se na loja da ra iio (
cscossezas, padrots novos,
leimado n. 40, sedas
100 rs. o covado.
CORTES DE ACPACA ES-
COSSEZA A 3,800 0 CORTE.
na lujada ruado Oucimado n. 10.
v TARLATAHA ESCOSSEZA.
Vende-se corles de tarlatsna esceesesa a 7?000 rs.
o corle : na loja da ra do Qucimado n. 10.
Farinha de mandioca.
Vende-se (uperioi farinha de mandioca
por prcrocommodo.'para fechar contas:
no largo da Assemhla n. 12, armazem de
Machado & Pinheiro.
Cera em velas.
Vende-se cero ein velas cm caixas sor-
lidas de 50 c 100 lib. cada tima, chegadas
ltimamente de Lisboa, por preco barato
para fechar coritas : no largo d Assem-
bica n. f, armazem de Machado* Pi-
nheiro.
Champagne.
Vende-se no escriptorio de Alachado &
Pinheiro, largo da Assembica n. 12, mili-
to superior champagne, e por mais ba-
rato preco do que cm outra qualquer
parte.
Saba'o.
Vende-se saho fabricado no Hio de
Janeiro, o mais superior que lia no mer-
cado, em porcies e a vontade dos com-
pradores: no largo da Assembica n. 12,
armazem de Machado & Pinheiio.
Vendem-se sacras coin fcijao, chegadas do Ara-
caly, saccas de farinha emilho, por preco commodo|
na taberna dn ra das Mores n. 21, confronte ao por-
to das canoas.
\cndc-se um cabra mullo moco, mnilo corpo-
lento, c bom canoeiro : na ra do Livramento n. t.
Vende-sc um par de bancas, urna cama de ar-
macao, c um cspclbo, ludo de amarello, cm estado
de novo : na ra Augusta n. 50.
\ciulcm-se bicos c rondas da Ierra de lodas as
qualidades. por preco mnilo cummodo, e tambem
bous bros para niqueles: na ra larga do Rosario,
sobrado n. 1) que valla para o becco do l'eixc l-'rlo.
Vende-se um bom nvdeque de idade 1S annos:
na ra Uircila n. 3.
Vendem-se na loja de porlas da ra do Quci-
mado n. 10, de Manoel Jos Leite, as seguintes fa-
zendas : setim prelo de Macn para vestido de sc-
nhora, o cuvaJo 2$i00, dilo muito superior a 3JOIK),
sarja de seda prela larga a 29000, dila muilo sapa-
rior a 2350(1, gros.lenapole prelo para vestido a 29
rs., los prelos bordados de seda a llnjOOO, maulas
prclas bordadas a 12.7OOO, c oulras fa/.cudas, ludo
por prero muilo coinmodo.
Na ra das Cruzes n. 22, vende-se urna criou-
la do 30 annos, de figura mediana, prendada de tu-
llas as habilidades, aroa parda da mesma idade, tam-
bem rom habilidades, o um ptimo eseravode nsclo
Angola, muilo paseante para lodo o serviro.
Na roa do Calinga, loja de miudezas n. 4, de
Castro i\; Irmao.'jrcccbcu iltimamentc do furto pe-
la barca F'lor da Maia, um lindo sortimenlo de ba-
ilados de linli bordado c liso, largo eeslrcilo.os
quaes estilo so vendendo por baralissiino prero para
se dar a conla do venda.
Vende-se urna hurra|dc ferro por prero com-
modo : no largo de Asseinbla, armazem "de Joa-
quim Francisco Alcm.
Vende-se para o Rio de Janeiro nm mualo,
moc;o, de 21 annos de idade, bonita figura, oflicial
de sapateiro c muito habilidoso : coiitrala-se na ra
das Cruzes 11. 1K, al as 10 horas do di?.
Vendcm-se reloaios de ouro palente inglez os
melliorcs e ja hem condecidos nesle mercado, linli 1
de algndau em novellos branca c i!e cores, linha de
carrilel de limito superior qualidade : cm casa de
Ruasell Mcllors & C, 111a da Cadeia do Recife
11. 36.
A'6 PESSOAS QUE PADECEM DE IRIAI.DADE
nos ri'.'.s.
Na ra do Cabuga, loja de miudezas n. 4, ven-
dem-sc meias de Isa de carneiru muilo superiores e
por preco bnralissimo pra acabar, proprias para
quem padece frialdade na estadio do invern.
Vende-se cognac em caixas de du-
zia : 110 armazem de Brunn PraegcrA
C, ruada Cruz. n. 10.
ARADOS DE FERRO.
Na furjdicao' de ('.. Starr. & C. em
Santo Amato acha-se para vendet ;ua
dos d' ferro de "liry qualidade.
Anda existe nma pequea porcSQ do saccas
com o cxcellenle feij.io ja bem cunbcciilo, chegado
ullimameule do Aracaly, por preco rommodo : a
tratar na loja de Antonio Lopes l'eruira deMcllo &
C, na rna da Cadeia do Recife n. 7.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Vendem-se muilo ficscaes ovis doserlau : na ra
do Qucimado, loja n. 11.
Pannos e casemiras prctas.
'.unios e casemiras prelas de todas as qualidades,
por prero roininodo : na loja de Rezerra Mureira.
1 ua do Qucimado n. 16.
Vende-se barato.
Corles de veslidos de seda esroceza a 15 183 o 208
rs., chapeos para senhoras a 16.3001), chales c romei-
rasde reros de ultimo gosto, setim prelo lavrade
para vestidos de senbora*, sarja licspnnholn, meias e
luvas de seda, maulas chales de seda e oulras mal-
las lateadas: na rna Nova n. 16 de Jos Luiz Pe-
reira.
Palitos c sobre-casacos
Palitos e sobre-casacos de pannos finos, de alpacas,
de ganga, de borrase, e de riscados, por preros com-
modos : na ra Nova loja n. 16 de Jos I.uiz I*c-
cira.
Pa padaria franceza do aterro da Boa
Vista n. 30
araba de receber pelo navio l'crnamhucn, o melhor
e mais fino chocolate frnncez que lem viudo ao mer-
cado, lano em libra'; romo em raixinhas. Recoui-
menda-se aos amadores destc excedente peitoral,
que uao peream occasiio porque o prero convida.
ATTENCAO'.
Vcndem-se vaquetas inglezas, por bnralo proco,
sola de lustre e branca, eouro de lustre, pellos mui-
lo grandes, pelo prero de 3?0(K) a pelle, spalos de
couro de lustre para senbora a 500 rs. o par: no
aterro da Roa-Vista, loja 11. 78.
Vendc-sc o eseuho Novo da llarra, distante
mei legua da cidade de Victoria, inneule c frren-
le, com nrnporrao para ser d'agua, coin plantas fei-
las e boas Ierras para calina c rora. podendo safrejar
2.000 piies': quemo pielender, dirija-se a casa ds
viuva ile Agoslinlio llcnriquesd'a Silva, que dando
desobliga da cata far todo negocio com o propric-
lario Joo Francisco de Araujo.
Allencao.
Os arrematantes da loja da ra los Quitis dos
Srs. Victorino cV Morcira, avisan nos Srs. rarapina*
c bahnleiros c mais pessoas a quem inleiessar, que
lem p ira vender nina portlo d laboas, um balcdo
e liteiros. c mais objeclos perlcucenles a armar.lo da
dila loja : na ra Nova n. 8.
Ilcnry Gibson, ra da Cedis do Recife n. 60,
lem para vender os seguales artigas, os mais riores que vem para esle mercado e por muilo bara-
to preco, para fechamenlo do cotilas : linha em no-
veltos de lodps os sortimentos, dila em carretel bran-
ca, dita cm dilo sorlida de rores, dita cm dilo pre-
ta. dila cm dilo cor de chumbo, filas de lile sorlidas,
ditas de coz para sapateiro, lampeos para carro c cn-
briulel.
Vende-se um piano lorie de muilo boas vozes
e de muilo afamado autor Ilroadovvood de Londres :
na cesa do reverendo padre inglez pegado a casa dos
cxposlos ua ra da Aurora.
Manteletes para tsenbora.
Vendem-se manteletes de fil de lindo prelo bor-
dado a KeOOO rs. cada um : na loja de porlas da
ra do Oucimado n. 10.
Panno preto.
Na luja de 5 porlas da ra do Oiipimndn de Ma-
noel Jos Lcile, ha para vender um completo sorli-
menlo de pumo pelo de superior qualidade e por
prero muito commode.
Vendem-se ceblas de Lisboa despnenlas n 15
rs. e I5S00 o renlo ; ditas cm molhos, a I56OO rs.,
sendo de 1000 para cima,o dahi para balso, a 29000
rs. ; chocolate de Lisboa muilo superior, a SgOOO
rs. a lata de i libras g 3(1 ; a elle que esla no resto :
RS ra do Qucimado n. l.
Vendc-sc urna rica flauta de chano, apparc-
lliada de praia. c com 5 chaves ; na ra do Encan-
tamento, n. 76 A.
55 v>rr*r-sesarja preta despalillla da mellior <$6
til qualidade, por preco rasoavcl: na ruailoQiuu- @
M niado loja do sobrado amarello n. 20, de Jos
Morcira Lopes.,, gj.
Vcndc-se pannos linos c casemiras, .setim mn-
c.io para collelcs, chapeos franceses de lindas formas:
na ra Nova 11. 16 de Jos I.uiz Tereira.
FARELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito graudcs coa
farell* chegado ltimamente: na ra do
Amoriin n.48.
Vendc-sc superior chocolate iancez
dmelhor^uitcm apparecido no mci-
cado, e por preco muilo commydo: na
ra da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
Vendcm-se relogios de ouro, patente
ingle/., ditosde prata horizontal, ditos di-
tos dourados e folcados, todos do mellior
;osto possivel e por preco baratissimo :
'na ra da Cruz n. 2, primeiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vendc-sc saceos grandes com muilo
boa farinha de mandiocc, c preco com-
modo : trata-sc com Antonio d'lmeda
Comes <.\ C, na ra do Trapiche, n. l,
segundoaiidar.
1g Aloalhados, toalhas e guarda- (*
fg) danapos de linhoe algodo, ven- gk
X dc-se muito btalo: na ra do
2 Qucimado loja do sobrado ama- ^
0 relio n. 29, de Jos Moreira ($)
(f) Lopes. (,
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 50 0 rs. o covado.
Vendcm-se na loja de Feria & Lopes, ra do
Queimailo n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos c lindos desciihos, pelo mdico proco de 000 rs.
cada covado.
Vende-ce farinha de mandioca mui-
lo superior a 5 mazem de Lu'tz Antonio Annes Jacome, e
no de Jos Joaquim Pereira de Mello no
caes da alfandcga, e cm potraono escrip-
torio de Araiiaga&Bryan, na ra do Tra-
piche Novo 11. 0 segundo andar.
Vende-se baeallw'o de escama de
milito superior (ttalidade, ao preco de
li.sHOO rs. por barrica : no caes da al-
fandega ainiazcm de Paula Lopes.
$S$8 SS-S-d#MSssl
'% BOU E COMMODO. 1%
\j Vendem-se cortes de veslidos *
de setim preto lavrado de supe- /a
l or qualidadee bom gosto, pelo Z
7. baralissiino preco de 25*000 rs. *j{
w o corte., sarja prela muito boa a W>
W 2.S00 rs. o covado., setins pretns tt
para collelcs, pannos preto e de ^ cor de diversas qualidades c por /*
<> l11( K aos compradores : 11a ra do J?
y1' Qucimado loja do sobrado ama- &
W t.llo 11. 29. de Jos' Moreira Wk
Lopes. ($)
@SSSSSS^@^i
<$l POTASSA BKASILEIRA. ($)
(jjj) Vendc-sc superior polassa, fa- h
^ bricada no Rio de Janeiro, che- t
lk fiada 1cccntcmcntc, recommen- ^
^. da-se aos senhores de engenhos os
W seus bons elfeitos ja' experimen-
W tados: na ra da Cru/.n. 20, ai- W
W mazem de L. Lcconte Feron & %
($) Companhia. Q
Em casado J. KellerAC, na ra
da Cruz n. 55 ha para vender, cxccl-
lentes piano* viudos ltimamente de llam-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vcnde-sc superior farinha de mandio-
ca, ein laceas que tem um alqueire, me-
dida velha, por pceo commodo: nos
armazem n. 7>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e 110 armazem defronte da porta da
alfandcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes i\ C, na ra do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rna da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris corn cal de Lisboa, rcccntcmenlc chegada.
Vende-se urna balauca romana com todos os
seus perlenccs, cm bom uso'e de 2,000 Mirras : quem
a pretender, dirija-sc a ra da Cruz, armazem n. 4.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do lirum, passan-
do o ebafariz continua haver um
completo sortimenlo de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
piteo commodo c com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-sc em carro
sem despeza ao comprador.
GEIENTO ROMANO.
\ ende-sc superior cemento em barritas grandes ;
assiin como tambem vendem-se ns linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agencia de Edwla Han,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
lt Companhia, acba-sc constantemente bons sorli-
menlos de tahas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, asta, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e mndelnsosmais moder-
nos, machina borisontal para vapor com forca de
i cavados, coros, passndcras de ferro eslaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ibas de flandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, ra
ila Cruz,n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordean\ cm caixas de duzia ; kirch
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qualidade*
Na rna do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-sc fardo novo, chegado de Lisboa pela barca (ira-
licfao.
Vcnde-sc ciccllentc taimado de pinho, recen-
tcnienlc rhesarlo da America : na rui de Apollo
trapicho do Ferreira,"a eulender-sc com o adranis
rador du mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da. invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado ruisco-
lonias inglezas e hollandezas, com g
de vantagem para o melhoramenlo do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ra da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consejos c mesa de tampo de
marmore branco/Jk dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
CoIIcgio n. 25, taberna.
Devoto Cluistao.
Sabio a lus a -2. edic.lo do livrindo denomnsdo
Devolo Christilo.mais correlo e acrescenlwlo: vende-
se nicamente na liv rana n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuebinhos de N. S. da re-
tina desla cidade, augmentado com s novena da Se-
nbora da Conccirao, e da nolcia hslorica da nic-
dalba milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na lvraris n. 6 e 8 da pracs da
independencia, a IjOOO.
Moinhos de vento
"omhombasdcrepuso para regar hortas c baixa,
de capim, na fundicao de D.W. Bowman : na rus
doBrumns. 6, 8 c 10.
Na ra do Vigario n. 19, prirtiei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sitas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendcm-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chegados, de excellcnlcs vezas, c preces com-
modos cm casa de N. O. llicbcr ,\ Compaubia, ra
da Cruz n. 1.
Vendcm-se lonas da Russia por prero
coinmodo, e de superior qualidade: no
armazein de N. O. Bieber &C,, rita da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabclccimento continua a lia-
ver um completo sortimenlo de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito. '
Vende-se nm cabriole! rom robera c os com-
pclcnics arrcios para um esvallo, ludo quasi oovo :
par? ver, no alerro da lloa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Secciro. e para tratar no Itccife ra do Trapi-
che 11. 1 i, primeiro andar. 1
Vendem-secaiics de pinho de lodos or lama-
"1"|*..Para DlWi"nenlos de corpo. no Cemilerio
Publico, pelo preco nuns rommodo de que em outra
qualquer parte : quem delles liver necessdsde di-
da ra NoTa. e0nfr"to M P^oas Canoas
FRASCOS DE VIDBO DE BOCCA URCA
COM ROLDAS.
Novo sortimenlo do tamaito de 1 a
I 2 libras.
rendan-se na botica de tlartholomeu Franci.cn
de Sonza, ra larga do fosarivn. 36, por menor
prrr-o gue em oulra qualquer parle.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora cm Sanio
Amaro, e tambera no DEPOSITO na
ra do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Maiinha lia' sempre
um grande sortimento de taiclias tamo
de fabrica nacional como estraneeira
batidas, fundidas, grandes, pequeas'
razas, c fundas ; e em ambos os logares
cx.stcm quindastcs, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
presos sao' os mais commodos.
s#
Toalhas de superior panno de lnho alco-
xoadaspara rosto a Lsl2(),
vendem-so na ra do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vem da rol das Cruzo?.
CAL YIRGEM.
a mais nova que ha 110 increado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 10, armazem le Bastos li-
maos.
9 HIA DO CRESPO N. BT WWWJ
Vende-se nesta luja superior damasco de @
J seda de cores, sendo branco, encarnado, roso, Sjft
^ por preco ra/onvel. ia
&tv<$S>@@:9SiS@@(*>
Na livraria da rita do Coilegio n. 8,
vcnde-sc urna escolhida colleccndas mais
brilliMites pecas de msica para piano,
asquaes sao ;is melhoresque se podem ;i-
char para razer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armzem dae Tasso rmeos,
Deposito de vinho de cham- @
pagne Chaleau-Av, primeiraqua- ^
ldade, de propriedude do conde 0
de Marcuil, ra da Cruz do Re- M
cil'e n. 20 : este vinho, o mellior fc
de toda a Champagne, vende-se |
a ri.S'OOO rs. cada eaixn, acha-se J
nicamente cm casa de L. I.e-
comte Feron & Companhia. N.
B-As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuilc os ro-
rjj^ lulos das garrafas sao azites.
*$$*&&::*
Potassa.
No antigo deposilo da rna da Cadeia Velha, c.-
eriplorio 11. 12, vende-se muilo superior polassa da
Kussia, americana e do Itio de Janeiro, a procos ha-
ralos que he para fechar contas.
Na ra do Via ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (huidla para forro de sellius che-
gada recculcmeulc da America.
CEMENTO MAM BRANCO.
* ende-sc ccmenlo romano branco, chegado agora,
mo, cm barricas c ns linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia do Recife, do Ilcnry (lison, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglalerra, por preros
mdicos.
FARINHA DE mandioca.
\ ende-sc a drelo do hrigue Conceicito, entrado
de Santa l'.alliai ina, e fnndead.i na villa do 1-urle du
Mallos, a mais nma lamilla que evi-lc boje n.....pr-
iado, o para poruies a tratar uo escriptorio de Ma-
noel Alves Gueiru Jnior, na ra do Trapiche
u. l.
i
i
i
i
9
\ ende-sc cobre para forro
20 at 28 oncas.
Ztneo para forro com os piegos
competentes.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta c verde, em
oleo.
Oleo de Imitara cm botijas de 5
galoes.
Papel de cmbrulho.
Vidro para vidra^as.
Cemento amarello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Gencbra de Hollanda em fras-
queiras.
Couros de lustre, marca grande.
Arrcios para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para cano c esporas de
ac- plateado.
Formas de ferro para fabrica de
& assucar.
j* Papel de peso ingle*
A*4 Champagne marca A&C.
Tr E um resto pequeo de vinhos do
*? Bheno de qualidade especial:
'$) no armazem de C. J. As-
$ tlev & C.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadcia du Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Auznsto C. de Abren, onl-
nuam-se a vender a 88000 o par (preco fio) as ja
brin mohecidas e afamadas nav albas debarba fetas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ei.iosnAo
de Londres, as qieses alcm de durarcm eilraetdia-
riamenlc, nao se senlem no rosto na aecAo d cortar ;
vendem-se com a comlico de, nao agradando, po-
derem os compradores devolvc-las ale 15 dias dcpois
pa compra resliluindo-se o importe. a mesma ra-
sa ha ricas lesourinhas para uuhas, feilas pelo mes
mo faV'icanle.
Vcnde-se feijilo mnlalinho c branco, por pre-
co commodo: na quina do caes do Ramos, per liei-
vu do subrado.
Vende-se urna canoa aberla de mhciro de li-
jlos : no becco de Santo Amaro n. -28.
s e a e-3$ $ 3*e
1 A/EN DAS PROPRIAS PARA A OLA- @
V RESMA.
9 Corles de sarja prela lavrada, gros de apo- W
S les predi superior, selim preto Macan, sarja
. fuela hcspyhoULdgescelIcnle qualidade, le-
Y do para Veslidos de senhora, luvas de pellica
6 prela de Jourin para senhora, ditas de retro, 9
A dilas de seda e meias de seda de peso tambem
para senbora por preros muilo razoaveisj_na-
loja de Bezerra & Morcira, ttif do Oue,mado IV-
11.I6. Z
e@es-8e
\cnde-se a armacSo e perleuces de urna taber-
na, sita na roa do Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante, ou para armazem : a tratar ua
ra da Madre de Dcos n. 36.
-- Vcnde-se fardo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : na ra do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula & Santos.
r:@9&-tta@aatfa,
m VESTIDOS DiTsEll Aa^SSo*W#S
Ha na loja de Manoel. Ferreira de S, na "
S5 ra da Cadeia-Velha n. 47. vestidos de seda
os mais modernos a JOOO cada um 1 ha
- ,------- vw vwu 111 ; na
lanibem gros de aples do llores a 25000 rs.
"c.*a,lui rne' casemira de lia pura por
S S>.jOU rs. o corle de calca, e onlras fazendas
muilo baratas.
QSewss**,-*
CEMENTO ROMANO.
A ende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rus da Cadeia de Santo Anto-
nio de malrriacs por prejo mais em conla.
CAL DE LISBOA A tyOOO RS.
Vendem-se barr com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 45000 por cada urna : na roa do Tra-
piche 0. 16, segundo andar.
OLEO DE LINII AC
em barris e holijoes: no armazem de Tasso Irnto.
Champagne da snperior marca Cmela: no erma-
zem de Tasso Irmilos.
ESCRAVOS FIC.IDOS.
Desapparcccu no dia 19 do correnle mez de
fevereiro de inanliAa, indo s compras, om escravo
de nomc Antonio com os signaos se guildes : de na-
rilo Bcnanella, deidads de 30 annoi pooco maisou
menos, baiso, porm, reforcado, cara redonda cora
suissas, com calca e camisa escura. Roga-se, por
laido, as autoridades policiaes, capil.les de rampo
de o appreheiidercm e leva-lo ao Recife, na ra,do
Amorim, n. i i, 3. andar, a sea senhor. Bernardi-
na da Silva Lopes, que ser generosamente recom-
pensado.
Dtsnpparecea a 22 de maio de 1851, o preto
.Manoel, de nacSo Cassange, de idade 40 a.jO asaos,
peuro mais ou menos, mohecido por Mazanza por
se ungir muilo mole, altura regular, falla mansa, c
uuando falla d musirs de riso, qiiandn onda inrli-
ua-se para dianle, tem as rmtellas 1 ou 2 mareas
de feriilas, e abaiio de um dos joclhos um carero :
rogase a lodas as autoridades policiaes, capiUes'de
campo, ou alguma pessoa que o lenha a seu servco
em titulo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olinda, ou annunciar por es-
la folda para ser procursdo, que sera generosamente
recompensado.
CEM MIL RES DE ORATIFJCACAO'.
Dcsappareceu no dia 8 de selrmhro de 1854 o es-
cravo, crinulo, de nomc Antonio, cor fula, represen-
ta ler 30 a 35 annos, pooco mais ou menos, he mui-
lo ladino, cosame trocar o nome e inlilular-se forro,
e quanclo se v perseguido diz que he desertor ; foi
esersvn de Antonio Jos de Sanl'Anna, morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio Anulo, do po-
der de quem dcsappareceu ; e sendo capturado e re-
ca ludo 11 cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em!) de agosto, foi ahi embargado por ese-
curao de Jos Das da Silva Guimaties, e ullima-
meule arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os ignaes s de 30 a 35 annos, estatura recular, cabellos preto e
cnr.ipinli.ido>, cor amulatada, odos escuros nariz
grande e grosso, becos grossos, semblante fechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente; roga-
se as autoridades policiaes, capules decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e mandern nesla
praca do Recife, na ra larga do Rosario n. 21, que
receber a gratificaran cima, e protesta contra quem
o liver occullo.Manoel de Almeida Lopes.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Donppinurcn n0 dia 6 dedezembro do anno pr-
ximo passado. Benedicta, de 11 anno de idade, ves-
ga, cor neaboclada ; levou um vestido de chita coin
lislrss cor de rosa ede caf, e oulro l.unbem de chi-
ta branco com palmos, um lenco amarello uo pesco-
co ja dcsbolado : quem n apprchcuder cuiidu/a-a ,1
Apiparos, noOiteiro, em casa de Joao Leite de Azc-
vedo, 011 no Kecfe, na praca do Corpo'Sanlo u. 17,
que rcrcbcr.i a gistificer.lo cima.
1005000.
No dia 5 do correnle mez, pelas 6horas ds larde,
fugio o escravo Esfcvao, crioulo, de idade 15 annos
pouco mais ou menos levando vestido calca e ca-
misa do algodAozindo, e chapeo de palda ; dito es-
cravo be lillio da comarca do Bonilo, e lem os se-
guinles signaes: cor preta, allura, nariz e bocea re-
hilar, rolo redondo, olhus pardos c sem barba: ro-
:a >.- aos rapilSrs de campo, nu qualquer pessoa du
povo, i|u.' u apprehendam e rnmjuzhin a ra Direila
taberna di- Joaquim Anlunes da Silva, andesegra-
lifirar com a qdanlia acuna mencionada.
>
:
N
1'IiltN TVP.DE M. F. DE FARIA. 1855.
MHTii nnn


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