Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01179


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Full Text
ANNO XXXI. N. 46.
for 3 mezes abantados 4,000.
or 3 mezes vencidos 4,500-
SEGUNDA FEIRA 26 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
>
/
^

?

DIARIO DE PERNAMBUCO
KXCARRKGADOS D.\ SUBSCRIPC.VO-
Recita, o propietario M. F. de Faria ; Rio le Ja-
neiro, o Sr. Joao l'ereira Marliiis; Babia, o Sr. I).
Duprad : Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Parabiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dadc ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Jmiior ;
Ararat), oSr. Amonio de t.emos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgcs; MaranbAo, o Sr.Joa-
quim Marques Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Herrulano Ackili Pessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazona, o Sr. Jcronx rao da Costa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/ie 28 1/1 d. por 151.
Taris, 3V0 rs. por 1 f.
Lisboa, 95 a 08 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accocs do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leltras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro. Oncas hespanholas- 29J000
MorTas de 03400 velhas. 169000
> de 69400 novas. 169000
Ha-500O. 09000
Trata.Patacoes brasileiros. 19940
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 19860
PARTIDA DOS CORUEIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruarii, Bonito c Garanlmns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex cOurieury, a 13 c 28,
Goianna c Parabiba, segundas c sexlas-eiras.
Victcria e Natal, as quintas-feiras.
PREAMAB HF. BOJE.
Primrira 0 e 30 minutos da larde.
Segunda 0 e 5i minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequinias-feiras.
Relaro, torcas-reiras e sabbados.
Fazenda, terjas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao mciodia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPHEMERIBES.
Fevcreiro 2 La rheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quario niinguantc nos 49 minutos c
39 segundos da manhaa.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
3."i segundos da tarde.
93 Quarlo crcsccnte as 3 hora, 13 mi-
nulos e 33 segundos da tarde.
PARTE OFFICIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
C^UIIMI o la 1'. de feverelro.
Ollieio Ao Exm. presidente das Alas? oas, ac-
ensando recibida a fe de ofllcio do alteres Estovao
Jos Paes Brrelo, que leve passagem do 8. bala-
I) ao de infantaria para o 10 da mesina arma.
Commonicou-se ao cummandante das armas.
Dito Ao Eira, presidente da relacAo. com-
mjnicando ler participado o bacharel ChristovAo
Xavier Lopes, que no da 8 do correnle entrara no
oxercicio de juiz municipal e de orphaos de Caruarii
por ter o bacharel Jos Filippe de Souza l.e3o as-
sumido o exercicin da rara de direilo da comarca
do Benito. Igual communicarao se fez i Ihesoura-
ria do fazenda.
Dito Ao coronel commandanle das armas, re-
commendando a expedido de suas Ordens, para que
o railele do S. balalhao de infanlaria, Julio Pom-
peo de Barros l.ima pague na recebedoria de rendas
a importancia dos emolumentos que est a dever
pela licenea que oblerc para esludar na escola mi-
litar da corle o curso da arma a que pertence.
Communicou-te tliesouraria de fazenda.
Igual acerca do 2." cadete do 9. balalhao de in-
fanlaria, Feliciano Pereira de Lira.
Dito Ao tnesmo, communicando que nesla da-
ta autorin e inspector da Ihesouraria de fazenda a
mandar pagar, estando nos termos legas, a conla
dos medicamentos comprados a Barlholomeu Fran-
cisco de Souza, para a ambulancia que deve acom-
pauhir ao 2. cirurgiao, Dr. Joaquiu da Silva A-
raujo Amazonas.
Dito Ao mesmo, enviando as relares das al-
terarles occorridas cerca das praras que, perten-
cendo ao 2. c 9." batalhes de infanlaria, achara-
se add idas ao 8. da mesma arma.Communicou-
se ao Exoi. presidente das Alagoas.
Dito Ao mesmo, duendo que, pela leilura do
aviso do ministerio da guerra junto por copia, licar
S. S. inteirido de haver fallecido em Sergipe, em
tt de novembro do anno passado, o lenle do 10
balalhao de infanlaria, Joaquim Gomes de Brito.
Communicou-se a' thesonraria.
Dito Ao mesmo, para mandar por em liber-
dade, visto terem apresenlado isencAo legal, os re-
crutas Manocl Baptisla da Silva c Paulo Jos Fran-
cisco, que se acham no deposilo.
Dito Ao Dr. chefe de polica, declarando em
resposla ao seu ollieio em que requisila o paga-
mento nao s do aluguel da casa que serve de cadeia
no termo de lngazeira dos mezes de malo a novem-
bro do auno passado, mas tambera da quantia de
irjOOOrs. porque foi comprado um tronco, que aca-
ba de autorisar aajliesouraria provincial a mandar
effecluar esse pagamento pela maneira indicada un
parecer de que remet; copia.
Dito Ao mesmo, commiinicando-llie baver
transmitindo a lliesouraria provincial, para pagar
a conta dos colches e travesteiros comprados para
a enfermara da radeia.
Dito Ao inspector da Ihcsouraria de fazenda,
communicando que, com aviso do ministerio da fa-
zenda fora rcmellidn o decreto pelo qual fora Ma-
nocl Antonio Fernandos Trigo de Loureiro nomea-
do para o lugar de 4. escripturario daquella llic-
souraria.
Dito Ao mesmo, Iransmillindo 9 relaees im-
pressas, remellidas pelo inspector geral da caixa de
amortisacao fazendo mencAo de 3K7B99t notas Jo
governo (moeda papel) assiguadas no anno passado
em seguimcnlo das quo ja se lem enviado, e bem
assim as tirinas orisinaes de alguns signatarios que
ora se prestam a este crvieo.
Dito Ao juiz relator da junta de Justina, envi-
ando para seren relatados em sesso da mesma jun-
ta, os proeessos verbaes dos soldados Pedro Antonio
da Cruz, e Antonio Francisco da Rocha.
Igoaes, remetiendo os proeessos dos soldados do
8. batalllo de infanlaria, Euphrasio Alves da llo-
clla, e do corno da polica, Mauoel Joaquim de San-
l'Anna.Fizeram-sc as commnnicarOcs precisas.
Dito Aojuiz municipal da 1. vara desla ci-
ilade, eiiviaudo-tlie, para o conveniente deslino, a
guia dos sentenciados escravos Izidoro c Silvestre,
que vieram de Garanhuus a serem entregues ao Dr.
chefe de polica.
Dito Ao commandanle do corpo de pulira,
devolvendo alim de que faca exocutar a sentenc,a
proferida pelo conselho de julgamcnlo, o processo
fcilo ao soldado daquclle corpo, Francisco Jos da
Silva, por crime de dcsercAo simples.
Portara Mandando ndmellir ao servico do cx-
etcilo, como voluntario, por seis anuos, ao paisano
1 liorna/, (iueclcs Cavalcanli, abonando-se-lhe, alm
dos venciuienlos que por lei lhe perlencercm, o pre-
mio de 3009 OL Igual acerca do paisano Antonio
de Mesquita.Fiteram-se as communicaroes do cs-
Ivlo.
Dita Ao director do arsenal de guerra, para
mandar apromplar, alim de serem remedidos para
as Alagoas os objeclos declarados no pedido junto,
IHtiMIua pelo segundo cirurgiao encarregado do
iio,pilal rcuimenlal do 8." batalhao de infanlaria,
Ur. Jos Lzaro de Carvalho.
20
I UlirioAo Exm. presidente das Alagoas, acen-
sando recebiilo o ollieio da U do enfrente, commu-
nicando haver permillido que os dnus mezes de fe-
vererro e marro que o arrematante das inadciras para
l ponte provisoria do Recife, Barnabc Pereira da Ro-
sa Calheiros, lem para entregar o reslaule das mes'
mas madeiras, fossem independeotes do abalimeulo
da porcenlagcm estipulada no respectivo contrato, e
inlcirando-o de que dera sciencia do citado oflicio s
reparlirAcs compeleules.
Dilo Ao Exm. presidente do Para, acensando rc-
cebidos dous ejemplares da collecr,ao das Icis pro-
mulgadas o anuo passado pela assembla d'aquella
provincia, e bem assim igual numero de exemplares
dos actos da mesma presidencia, que formara a se-
gunda parle da dila collecc,ilo.
DiloAo Exm. prelado diocesano, para que se
sirva de ir celebrar, a horas do costume, a missa vn-
liva do Espirito Sanio- na matriz de S. Frci Pedro
lionralves, por occasiao da abertura da assembla
provincial no primeiro de Marro vindouro.Ofli-
ciou-se cmara municipal para mandar preparar a
igreja.
DiloAo commandanle dan armas, recommendan-
do a expedidlo de suas ordens, para que marche para
a frenle da)casa da assembla provincial no dia 1. de
marro viudouro, nm dos corpos de 1.a linha, alim de
fazer as honras do eslylo por occasiAo da abertura da
sassao ordinaria da mesma assembla, providencian-
do para que a fortaleza do llium d a salva do cos-
ime.
DiloAo mesmo, di/.cndn que, pode autorisar o
cirurglo encarregado do hospital rcgimenlal i com-
prar o arsnico que tem de ser enviado para a colo-
nia militar de Pimenleras pelo respectivo sub-di-
reclor.
DiloAo mesmo, remetiendo copiado aviso da
guerra de 6 do correnle, do qual consta ler-se expe-
dido ordem ao tenenle-gencral commandaule das ar-
mas na corle, para mandar dar baila do servico ao
cadete do 1. Iialalliao de infamara Francisco Pin-
to Bastos.
DiloAo mesmo. recommendando que ordene ao
capellao da reparlico ecclesiaslica do exercito Anto-
nio de S Gusmo, que pague na recebedoria de
rendas internas a importancia dos emolumentos pela
permissao que oteve para tornar a usar do nome de
Fre Antonio deSanla-Rosa Lima, pelo qual era co-
nhecido quando relieioso.Carmelila.Commuuicou-
se Ibesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, recommendando a expedicJIo de
suas ordens,para que o commandanle do t. halalbao
dearlilharia a p mande poslar em trente d> con-
vento de S. Francisco de Olinda no dia 2.", do corren-
le, s 2 horas da larde, una guarda de bonra para
acompanhar a procissilo de Cinza quedever ler lu-
gar n'aquella cidade.
DitoAo mesmo, recommendando que, expeca or-
dem para que o soldado parlicular do 2." halalbAo
deinTanlaria Filippe Hermas Fernandas Trigo de Lou-
reiro, pague na recebedoria de rendas internas a im-
portancia ilos diroilos da sua passagera para o t.da
mesma arma, e licenea para concluir os esludos pre-
paratorios na corte. Communicou-sc Ibesou-
raria.
DiloAo Dr. chefe de polica, Iransmillindo para
Icrcm execueao, os exemplares dos decrclos ns. t.30
e IS9M de 10 de Janeiro ullimo J o primeiro, dando
providencia para cessar o abuso de serem transporta-
dos de urnas para oulras provincias cscravossera pas-
saporles, e o segundo, sentando aos cslraugciros do
lilulo.de residencia, e permillindo que ellcs viagem
dcnlro do imperio com o passaporle que Irouxcrem,
e na falla dellc, com o dos mini-tros, cnsules on
vicc-cons'jles respectivos, lendo o visto da aulo-
ridade brasileira.
DiloAo inspector da Ibesouraria de fazenda,
Iransmillindo o aviso de ledra n. 43 na importancia
de1:4509000rs., saccada pela Ibesouraria de lazenda
do Rio Grande do Norte, sobre aquella e a favor de
Joo Chrisostomo de Oliveira.Communicoo-se ao
Exm. presidente da mencionada provineia.
DiloAo juiz relator da junta de jusliea, envian-
do para serem relatados em sessao da mesma junta
os proeessos verbaes dos soldados Antonio Jos da
Trindadr, e Manuel Autonio do Nascimenlo, esle do
meio balalliao do Cear.i e aquello actualmente addi-
do i companhia lixa do RioGrande do Norte.Com-
municou-sc ao coronel commandanle das armas.
DiloAo direclor das obras publicas, recommen-
dando que expera ordem para que os agentes paga-
dores d'aquella repartirlo levem i Ibesouraria pro-
vincial as folhas dos operarios alim de que os respec-
tivos pagamentos sejam all euceluados, couforme
acabo de recommendnr ao inspector da mesma Ihe-
snoraria. Oiliciou-se ueste sentido Ibesouraria
provincial.
DiloAo inspector do arsenal de mannha, Irans-
millindo o avisodo ministerio da marinha de 31 de Ja-
neiro ultimo.do qual consta ler expedido ordem aos
editores do Jornal ,lo Commercio, para distribuir uin
cxcmplar da respectiva folha i aquella inspectora.
DiloAo commissario vacrinador provincial, para
que remella presidencia algumas laminas de pus
vaccinieo, alim de serem enviadas ao Exm. presi-
dente do Cear quo as requisitou.
DiloAo inspector da Ibesouraria provincial, au-
(orsando-o a entregar ao vigario da freguezia de Ca-
ruarii, depois de prestar banca idnea, a quanlia de
(OOJOOO rs., para as obras da respectiva matriz, de-
vendo sabir ella da verba do arl. 1 i da lei do orna-
mento vigenle.
DiloAo direclor do arsenal de guerra, aulorisan-
do-o alistar na companhia de aprendices daquclle
arsenal o menor Pedio Ferreira Lima, lilbode Mara
DIAS DA SIAIAXA.
26 Segunda. ( Estacan de S- Pedro ad Vincula.)
27 Terca. (Eslecao a S. AnastacioJS. Anligono.
28 Quarta. (Tmporas) Estaraode S. Hara M.)
1 Quinta. (Estacao a S. Lourencoin pane perna)
2 Sexta. (F.siaro aos 12 Apostlos) S. Jovino.
3 Sahbado. (EstacaoaS. Pedro) S. HemeUirio.
i Domingo. 2. da Quaresrn (Eslacao a S. Ma-
ra em Dominica) S. Cassimiro ; S. Lucio p.
GERMANO BARBA-AZUL (*)
Par Hearlque ale la Mtetelas.
III
Na noite do mesmo dia mestre Cendri turnando
frojc debaixo do caramanchel que rodeava a gran-
ja, vio o prsenle de Germano, e perguulou a Ma-
neta :
Ouem trouve isso'.' He um bello passaro para
mi'iler na gaiola?
Marieta lendo previsto a pergunla havia j prepa-
rado a rctposla ; mas cerno al cnlao falhra a ver-
dade, rorou ao proferir a primeira mentira.
Fui en, meu pal, resnandeu ella: mcu prtmo
SilTrein des Paluds deu-m'o lia ponco.
Mestre Cendric reparou no rubor da lilha, c disse
quasi severamente :
Nao goslo disso ; moca que rccelic, vende-sc,
moca queda, enlrega-sc. I) pro\crbio be sabio, e
nlu deves rccebr ncm Jar. Teu primo SilTrein be
um velharo c um preguicnso, e acho-lbe grande a-
Irevimeulo rrn ir aqui. D'ora cm diaule nao quero
que Ibe falles, ouves?
NSojlie fallare) imis, meu pai!
Marieta morria de eoiifuslo. e se mestre Cendri
lives-c iiiss|i,|. ler-llie-hia conlcsailo ludo, lauto a
mentira pesava-luc sobre o eoracSo ; mas por sua
felicidade, eutrou nce momento um vi/.iubo, e o
bom liumcm esqneem-se do niiilio e do primo para
fallar da prxima colheila.
Marieta refugiou-se cm scu quarlo, e poz-se a
chorar amarBamenit.
Saula mai do Dos, soccorrei-mc'. exclamou
ella, cu que era 15o alegre, c que pensafa em,
rir, esloii agora atormentada pela vida! Ment esla
noile, e amanli.ia lerei de nienlir anda! nli Je-
ss fazei-me inorrer quem me dMBJestar mora !
Chorou assim milito lempo invocado alternativa-
mente os santos do parai/n contra teus prnprios pen-
aameulos. A lembranea de Germano assuslava-a, e
embola repclisse iucessaiilenicnle que era um man-
() \ da Concejero.Communicou-se ao juiz de orphilos.
DiloAo mesmo, para cnlregar a Francisco Anto-
nio Paz, os 6 pares de algemas que por portara
de 1l> de dezemhro ullimo se mandn apromplar
para serem enviados ao juiz de direto de Garanhuus
por .Manocl Joaquim do Nascimento.
DiloA' administrucao do patrimonio dos orphns.
communicando que transmudo ao director do colle-
gio dos orphilos, para deferir o requerimenlo em
que Rosa Maria dos Res pede a sabida d'aquelle col-
legio de scus dous fillios de nomes Eduardo e Jovino.
Communicou-se ao juiz de orpbAos.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar dar passagem por conla do
governo para a Babia, no vapor San-Salvador,
Manoel de Carvalho, que leve baixa do servico.
Igual a Antonio Pedro (encalves Rodrigues Franja
para o Para como passageiro de eslado.
DilaAo mesmo, para mandar transportar para a
corle, no vapor San-Salcador, o cadele sargento
I le col ano Gcraldo de Souza MngalhAes, o cabo de
esquadra Excquiel de Souza elmeida, os soldados
Silvestre Manoel Bczerra, Leodegario Francisco de
Souza, Vicente de Almeida Leal, e o 1. sargenlo
Antonio Joaquim de Santa-Auna Barros.Coiiiiiiii-
nicou-se ao coronel commandanle das armas.
DilaAo director do arsenal de guerrra, para
mandar apromplar afiui de serem remedidos ao meio
balalb.lo provisorio da Parabiba, os arligos de farda-
mente mencionados na copia que remelle sob n. 2.
DitaAo mesmo, para mandar apromplar alim
de serem com brevidade enviados ao deposito de ar-
tigo blicos do Rio Grande do Norte, as lauadas'e
agulbas mencionadas no pedido junio.
21--
Oflicio--Ao commandanle das armas, recommen-
dando que remella com brevidade, afira de ser en-
viada a secretaria do ministerio da guerra, a f de
oflicio do lenle Joaquim Nonato Ilvacinlo, que
leve passagem do ->, balalhAo de infanlaria para o
corpo de -u.iniic.lo fu de Goyaz.
DiloAo mesmo, Iransmillindo por copia o aviso
da repartico da guerra de (i de dezemhro do anno
passado, do qual consta que se concedeu 2 mezes de
licenja com sold e elape, para goza-la aonde lhe
convier, ao alferes do 9. balalhAo de infanlaria Joan
Carlos de Paiva, que se acha addido ao 5 balalhao
dj arlilliaria a p.
HiloAo mesmo, para recomendar ao alferes aju-
danle do 9." balalhAo de infanlaria Joaquim Antonio
Das, que Irale quanlo antes de pagar, i visla da
nota que remelle por copia, a importancia dos dirci-
(os e emolumentos que est dever pela licenea de
3 mezes, que segundo o aviso que lambem remelle
por copia, obtuvo de sua sade na provincia de S. Paulo.OflcOB-se
ueste sentido Ibesouraria de fazenda.
DiloAo mesmo, duendo que, pela leilura do
aviso que remelle por copia, expedida pelo ministe-
rio da guerra, licara S. S. inleirado do que se con-
cedeu iO dias de licenea com o toldo e clapo ao ca-
pilAo da companhia de artfices destaprovincia, Tra-
janoAilpioda Carvalho Mcndouea, para -alarde
sua sade. *
DitoAo mesmo, Iransmillindo por copia o aviso
de 8 do correnle, no qual se declara que se maudou
servir no balalhao de engenbeiros o alferes do 9. de
infanlaria Antonio Malloso de Andrade Cmara,
que se acha na crle.
DiloAo mesmo, euviaudo por copia o aviso do
ministerio da guerra de do correnle, do qual cons-
ta haver sido perdoido ao cadele do 10." batalhao
de infanlaria Narciso Pinto Bastos, o crime de desor-
ejo que commetteu.
DiloAo mesmo, recommendando a expcdirAo de
suas ordens, para que o I." cadele 2. sargenlo do 2."
balalhao de infanlaria Alejandre Francisco de Seixas
Machado, pague quanlo anles, a vista da ola que
remelle por copia, a importancia dos direitos e emo-
lumentos que est a dever, pela licenea que, segun-
do o aviso que lambem remelle por copia, lhe foi
concedida para ir em' lempo opportuno esludar na
escola militar da corle o curso da respectiva arma.
Officiou-se a rcspeilo a Ibesouraria de fazenda.
DiloAu mesmo, remellando por copia o aviso
da reparticao da guerra de 26 de Janeiro ultimo, e
bem assim o relalorio a que elle se refere, e decla-
rando haver expedido ordem ao direclor do arseual
de guerra, para fornecer companhia lixa de caval-
laria os arligos de armamento e aqupamenlo, men-
cionados na ola que lambem remelle por copia.~
Expedio-se a ordem de que se trata.
DiloAo inspector da Ibesouraria de fazenda, re-
commendando |que mande pagar, sob a responsabi-
lidadeda presidencia, nAo s as folhas dos veuci-
mentos dos ofllciaes del." linha, empregadosna guar-
da uacional, e os prels dos respeclivos cmelas, mas
lambem as de mais despezas que forem correndo
pela rubricaGuarda Nacional.
Dilo Ao mesmo, devolvendo os documentos
comprobatorios das despezas, na importancia de res
379770, felas pelo alferes Jos Mara do Nascimeu-
lo quando commandaule do destacamento de Gara-
uhuus, alim de que mande pagar semelhantes des-
pezas pela miueira indicada no parecer da contadu-
ra da mesma Ibesouraria. Communicou-se ao
commandanle das armas.
DiloAxi chefe de polica, inleirando-o de ha-
ver Irn-iiuttido Ibesouraria provincial, alim de
ser paga oslando nos termos legaes, as conlas que S.
S. remellen das despezas fcilas com o sustento dos
presos pobres da cadeia de Garanhuus, nos mezes de
oiitubr i do auno prximo passado a Janeiro dcsle
anno.
Dito Ao mesmo, inleirando-o de haver o Exm.
Sr. ministro da guerra remedido para esta provin-
cia o sollado do batalhao do deposilo da corle Joao
Francisco dos Sanio*, que se presume ser o cabra
Joaquim, assnssino do pardo Jos Vicente, escr.no de
Antonio da Silva GusmAo, e bem assim da que o co-
ronel commandanle das armas lem ordem para
mandar por a disposrAo de S. S. o referido toldado,
qui devera reuressar ao respectivo corpo, caso se ve-
rifique nAo ser elle o perpetrador de semelbanlc cri-
me.Officiou-sc a rcspeilu ao mencionado coronel.
Dilo Aojuiz relator da junta de jusliea, Irans-
millindo para ser relatado em sessAo daquella junla,
o processo fcilo ao soldado do corpo de" polica Jos
de Souza Araujo.Communicou-se au comman-
danle do referido corpo.
Dilo Ao inspector da Ibesouraria provincial,
para mandar por em hasla publica a obra do oilavo
laneo da estrada da Escada, servindo de base a essa
arrcmatarao|o oreamenlo c clausnlasque approvou e
remelle por copia.Communicou-se ao direclor das
obras publicas.
Dilo Ao commandanle do corpo de polica, pa-
ra mandar poslar cm frenle do collcgio das orphAas
no dia 23 do correnle a's seis horas da larde, urna
guarda de honra com msica, a qual dever.i conser-
varle all durante o lempo em que esliver aborto o
mesmo collego.
Dilo A junla revisura do Cralo da S de Olin-
da, devolvendo a relarao dos cidados qualilicados
daquella freguezia, alim de que seja cumprido em
sua plenilude o que di le do decrete n. 387 de 19 de agoste de 18i(.
Portera Ao agente da companhia das barcas de
vapor, recommendando i eipcdieAo de suas ordens,
para que sejam transportado! por conla do governo
para a corle no vapor San Sal-ador, o coronel Con-
rado Jacob de Nomexer e o filbo daste de igual
nome.
Dila Ao direclor do arsenal de guerra, para
fazer apromplar alim de serem enviados ao oilavo
balalhao de infanlaria, os arligos de armamento e
cquipamcnlo mencionados no pedido que remelle.
Communicou-se ao Exm. presidente das Ala-
goas.
EXTERIOR.
cebo maldito c despresivel, recordava-se com pra-
zar das menores particularidades de sua entrevista
com elle, e peusava na brandura de sua voz, cm soa
intrepidez, e cm seu recate respeiloso. Era po-sivel
que elle livcsse una alma lAo negra, como se dizia?
De que modo a encarara 1 ni homcm inaoleria po-
dido conservar esse olbar sincero? E mil oulras ra-
zoes hallas, que ella admirava-se de acbar promp-
las no coraran a cada accusarAo nova de sua razao
desfallceme.
Quando a la ergueu-se, Marieta rhegou jmi-
la para Iranquillisar-se om punco frescura da noi-
le ; pois eslava sulTocada em seu quarlo. No momen-
to, cm que entreabra a janella, empallideceu sbi-
tamente e parnu arquejaudo : pai ccera-lbe ver urna
sombra immovel atrs da cancella.
Meu Dos! murmurou depois de um mome-
lo : he elle!
E lanenu-se sobre a cama com a cabera as roaos
mais perturbada que nunca, orando e sulue.inilo al-
ternativamente.
Ao sabir da estrella d'alva, Marielta adormeceu
emlim quebrada de fadiga.
Meslre Cendri levanlou-se com o sol, e sabio da
granja sera acordar a ninguem. Elle lambem ninrt
ra a noile sem dormir ; urna nquiciaco indelnivel
riicbia-lbc a alma, e, apezar de scus sessenla anuos,
em menos de urna hora ganbou Paluds.
Onde est leu lillio"! perguulou elle ao pai de
SilTrein, o qual rmparelhava os bois no carral.
Meu lilbo ? responden ele ; s o dabo sabe
onde elle esl, e fara bem gnarda-ln comsgo! Ha
dous mezes que elle aliaiidonou a casa levando-mc
'piarenla escudos! lie um pal i fe !
Tens certeza de que elle nao esl no lugar !
Sem du\ida, assim como aqui cslo dous Ikis
e me chamo E-levan! Quando elle esla no lugar,
nao diurno un. i noile tranquilla. Robln, o carrei-
ro, di-sc-me lia poueog dias, que cnconlrou-o em
Marsetba na noile de sua partida. Elle passa unta
Vida de aaroto. c eeilameiile acabar no cad.ifaNo !
Ali! dis-e tristemente cumsigo iiiesfrtrBcndric,
nganei-ine. Marida menlio. Eis que hega-
noa e mal No cantan Germn* lie o nico mance-
bo, que. iim.i rapariga nao ousaria cunfessar por seu
amante \ He. lempo de cuidar nUso, e despedndo-
ta de Eslevo, vollou pensativo para a granja.
A inca eslava posta para o almoi.o, e Marieta pro-
cur.iva occullar suas penas enlregaudo-se com acli-
vidade aos cuidados domsticos.
Meslre Leu .'no observou-amuilo lempo; mas na-
L'm odiciat allemao araba do publicar em
Leipsic una brochura sobre o exercilo russo. A
Kiissia tem .ViO.IKH) bomeus de infantera; 80,000 de
cavallaria; 44,000 de arlilharia; 12,000 de enscnlici-
ros; e alm de ludo isto urna reserva de 47S.0OO de
Iropas irregulares e oulras, que formara um lolal de
1,154,000 bomens, e 2.2.V) boceas de fogo. A forja
martima da Russia compc-se de .">2 nana, 48 fia
galas e 4K embareaces pequeas, formando no lodo
^im numero do 18(i'navios armados com 9,000 pe-
cas do arlilliaria. l'sse eleclivo existe sem duvida
nicamente no pape*; um grande numero de ho-
mens eslao nos bospitaes, e o cholera e os com-
bales Iccni diminuido mullo esla niassa conside-
ravel.
A Turqua tem 100,800 bomens de infantera,
17,280 de cavallaria, 1,700 de engenbeiros, o um
corpo de reserva de 32>,000 homens; fazendo ao lo-
do i.")7,f>80 homens, e360 boceas de fogo. A marinha
lurca consiste cm 10 naus, 7 fragatas c 60 navios pe-
queos, no lodo 77 embarcarcs e 3,000 pecas de ar-
lilliaria.
A Inglaterra lem 119,900 homens de infantera,
13,600 do cavallaria, 13,122 de arlilliaria, 2,400 de
eatgenheiroa, 80,000 de milicias, formando um lotal
de 230,000 homens. O exercilo das indias orienlaes
compe-se de 318,000 homens, compreheodendo
31,000 de tropas reaes. A marinha ingleza conla 9i
naus, 92 fragatas, 183 embarcarles pequeas, for-
mando um lodo de 371 navios com 15,234 pecas de
arlilliaria. A sua marinha a vapor he da forra de
">4,3.H carillos.
A Franca possuc 380,000 homens de infantera,
86,000 de cavallaria, 8,200 de engenbeiros, e 33,800
de oulras Iropas, uasqoaesse comprehendem 25,000
homens de gendarmera, formando um eOectiy de
5t6,0u0 bomeus com 1,182 lioccas de fogo. As for-
ras marilimas da Franca cousUlem em 60 naus, 78
fragalas, e 273 embarcacoes ligeiras, total 411 na-
vios e 11,773 pecas, sem comprehender 113 bar-
cos a vapor, representando urna forra de 40,270 ca-
vallos.
A Austria, a Prussia e os oulros estados allem.ics
possuem forras militares moito consideraveis ; 1.*, a
Austria lem era armas 458,000 homens de infantera
67,000 de cavallaria, 47,000 de arlilliaria, 16,800 de
engenbeiros, e 5,200 de oulras tropas, cITeclivo lolal
593,000 homens c 1,140 pecas.
A Prussia lem 372,000 homens de infantera,
60,600de cavallaria, 6,OOOarllheiros, 7,747 soldados
engenbeiros, e 72,700 homens de oulras tropas, for-
mando um lolal de 580,800 homens.
Os demais estados da Confederarn germnica
leem 16(1,000 homens de infantera, 25,000 de caval-
laria, 11,500 de arlilliaria, 2,127 de engenbeiros, c
17,000 de oulras tropas, representando um cITeclivo
de 221,900 homens c 500 pecas. Desla maneira te-
da a Allemanha pode por em campanha 995,600 ho-
mens de infantera, 159,600de cavallaria, 121,600 de
arlilliaria, 26,000 de engenheiros, e 91,900 de oulras
da lhe dsse esse di, e conlenlou-se de rondar em
torno da granja, porrn Mariela nao sabio e Germa-
no nAo deu signaes de vida.
I.ouvado seja Dos! disse meslre Cendric, o
mal anda nAo he grande; mas conv em rurla-lo pela
raiz!
Nesse mesmo momento, lomou sua rcsolur.'to. No
dia seguinle despedio a gente da fazenda puco an-
tes do cnslume, e ficando s com a lilha, disse-lhe
brandamcnle :
Vem c, Mariela, queres adoecer'.' Estas mui-
lo mudada, e ha tres dias que nao le oueo mais rir!
S franca, minha lilha,que leus'.'
Nada, meu pai, rcspoudeu Mariela sem alrc-
ver-se a ergucr os olhos ; be misler que cu ra sem-
pre como una dnuda '!
Ouvc-me, lornou Cendri; souvclbo; mas tc-
nho lions olhos, graras a Dos! Eis que o sei: pat-
taa as noiles sera dormir, meditando em lolices, nlo
leus appelite nem alegra. Eis-aqui o que creio:
Germano lem alguma parle nisso!
Germano ? repeli Mariela espantada, para
que falla-mc de Germauo, meu pai?
Ah para vosss oulras mocas ludo o que he
novo be bello exclamou mestre Cendri. Boga a
Dos para que nAo penses uiis nesse mancebo, ou-
ves, Mariela'.' Que diz o proverbio? Cada qual d
o que lem ; ora, que lem Germano senAo astucia e
malvadcza ? Nao te aecuso, minha ti Iba; mas bem
veje que elle j le enfeiticou. Se eu le conservar a-
qui, acontecer.! alguma desgraca ; porque vosss con-
cordante brevemente em engaar o pobre velho.
Assim lenbo resolvido levar-t para paimarcjl algum
lempo em casa de tua la Serfica cm Malauceue, e
partiremos amanhaa bem cedo ; pois Ionios de au lar
mais de oilo leguas, e musa mua ja lie vclha.
Juro-lheque Vmc. engana-M, meu pai! da-
se Mariela, cujos olhos enrheram-sc rcpenlinamcn-
le de lagrimas. Nao quero separar-mc de Vmc., e
sinto que morrerei se deixar o lugar !
NAo, disr o pai com brandura; nAo morre-
ras; pelo contrario tornars a Picar bella e alegre.
Malauceue he um lindo lugar, onde ha aguas lao
claras como as do Sorgue. Seus habtenles lem bous
costemos, c seus mancebos sao corajosos e honestes.
Desejo que acbes la um marido, e que le esquecas
promplamenle desee hillre, que nao vai miisa," e
nAo reza senu quando troveja !
Marieta couheceiido que era iuulil lular contra a
rcsolurAo to pai, coutenlou-se de renovar aeua pro-
testos a re'peitci de Germauo, c wb pretexto de la-
UEGVrl
zor scus preparativos, vollo para o quarlo lendo o
coracao magoado c os olhos cheios de lagrimas.
Apenas lirou s, deu livre curso sua dr. Ah !
meslre Cendri linha muila razo: Germano a orcu-
pava inleiramenle O que al cnlao fura apenas urna
inquielacAo fatigante, (ornou-se urna certeza doloro-
sa. Quando Mariela refleclio que no dia seguinle
daixaria o paz sem saber por quinte lempo, e que
nao po lena mais ver a claridade da la oermano
rondar como urna alma penitente cm torno da gran-
ja, como havia Mioja qualro noile. o coraro ccr-
rou-se-lhe a ponte de sufioca-la. Filia quena ves-
pera jurara nAo fallar jamis ao lerrivel mancebo, e
evila-lo como a peste, senlo um desejo violente de
v-lo, e cnlrou a excogitar um meio de fallar-lhe an-
tes de partir. A tmida Marieta eslava transformada :
semia-se com forras para resistir, se fosse preciso, ao
proprio pai, e do fundo do coracao subiam-lhe ao
cerebro pensamenlos tumultuosos, que pareciam-
Ibe (Ao ualuracs, quanlo Ibe leriam parecido espan-
tosos urna hora anles.
Praza a Dos que elle venha esla noile re-
pela ella tirando sua roupa de um grande armario
denogueira, e arrumando-a cm nomines.
De noite meslre Cendri annunciou gente da fa-
zenda a viagem do dia segoiule, a vclha mua rece-
beu raco dohrada, c as raparigas da vi/.inlianca,
que liuliam ido fiar debaixo do caramanchel abraca-
ra m Mariela, a qual chora va abundantemente.
El-a, disse Cendri quando lodos rcliraram-se,
vem abraear-ine, minha lilha, c Icinbra-le de que
lleves estar acordada bo.ii redo. Donne Iraiupnlla-
menlc, c consola-te, pois no !m de dra semanas
lera amantes de sobra, que sem duvida valero os
daqui. Nao son rico, porin ba oulros mai> pobres
do que eu, c nada devo a iiiiiuuem! Apstenlos que
a leste de San Miguel nao pastar sem que refleje-
mos tuas nupcias?
lieos o oura, meu pai! disse Mariela enlre
dous sdicos; sei que Vmc. s procura minlia felici-
dade, c que ama-me em lembranea de minha mai!
Ah respondeu o velho enchufando urna la-
grima, Dos a tenha comsigo! lilla nao leve o pra-
zer de ver-le grande c bella como esls, coitada !
porm seja leila a voulade de Dos! acresceulou el-
le em voz baixa persignando-se.
Mariela abraeou o pai rom ell'usAo, eenclui mi as
lagrimas alim deque elle lambem nao chorasse;
pois eslava commovido segundo lhe aconteca tedas
ai vezes que alguem falluvalhe da mulher.
Iropas; efleclivo geral, 1,397,500 homens, e 2,372 pe-
cas de arlilliaria.
{Jornal do Commercio de Lisboa.;
i
A posjrao da Auslria lem sido por muilo lempo
nintellegivel. NAo temos rato para nos admirar da
loa tenga liesitac.lo oudo seu temor abjeclo. Ncsle
paz, enlre lodos os nossos abusos edesionlian-
eas para com ella, nunca apreciamos debida-
mente as dilliculdades e perign; singulares que
rcrcam qnalqucr cslrada possivcl que ella po-
desie seguir. Eslava na siluacao de una mu-
lher pretendida por dous amantes, cada um dos
quaes linha cm seu poder arruina-la se ella re-
eusasse. Tcmia e desconliava dos adiados, conhecen-
do que nciihum deileslbe allianeara realmente cor-
dial disposico on boa vonlade. Tema os seus pro-
lirios subditos, consea de que inlensamen/e, e com
alguma razao, mlhes dclles a dcleslavam. Temia a
Nicolao, era consequeneia da sua posieao dominante
c da sua poderosa forc.a; aborrec,i-n cm consequen-
cia dos serviros que elle ltie prestara, e em conse-
quencia das amarguras de hiimiliarAo que lhe nao
poupava ; eslava furiosa por causa das suas intrigas,c
uvejosa da influencia que elle excrcia sobre as suas
populacoes selavonicas. Desejava com grande ardor
lihcrlar-se, com tudoduvidava da sua habilidade pa-
ra liberlar-se, e nao eslava prompla para pagar o
preco de ser libertada pelos oulros. Qucrcndo ferr
mas com ludo limida para dar o golpe, l mauleve
por esparo de um anno iulciro urna siluacao irreso-
luta, poste que amearadora e preparaloiia ; determi-
nada a nao mover-se emquanlo se nao achasse guar-
dada em todos os pontos, e segura contra qualquer
contingencia ; lixada -rnenle em um ponto nao
oppor-sc activa hostilidade da Russia, emquanlo
nao lvessc ajustado a activa cooperarlo dos alliados
e a neulralidadcou o apoio do rosto da Allemanha ;
inclinada a arriscar pouco e assegurar tanto quanlo
fusse possvel ; parece ler conseguido os desejos do
seu corarAo. Pareca pelo tratado de 2 dezemhro,
que eslavamos obrigados a jcoadjuva-la se fosse ala-
cada pela Russia ; mas nao ba obrgacao correlativa
da sua parte quer para atacar a Russia quer para nos
ajudar. Lancemos urna visla d'olhos sobre os resol-
lados provaveis ddsle ajuste, a medida que os suc-
cessos vocaminhaiido c so desenvolvem, se nesleen-
Irelanlo nao forem modificados. Presumimos, por
que arredilamos, que a Auslria (endona unir-se a
nos, se poder pralicar desla maneira sci algum
grande perigo apparenle,o que a Russia est lao
scienle diste como nos estamos.
Se Sebastopol nAo cahr e nao nos tornarmos sc-
nhores da Crimea invern, a crise pode ainda ser a-
diada por algum lempo. Mas nao presumimos que
esla dilaeAo seja muilo longa. Supponhamos que a
uossa victoria seja completa e certa. Entilo a Rossia
J nao lera motivo para dcler um nico soldado all,
nem mudos na liessarabia. Ella nao duvidar guar-
necer Ismail teclemente cdcfcnde-la denodadamen-
te. Sabe que Odcssa he indefensivel porque pode-
mos deslrui-la domar, senao toiiiarmo-la.Sabe lam-
bem que nem he naBettarabia nem no Danubioqut
o deslino e a poltica da Austria c por -tanto o.
prospectos da guerra!sent determinados. As me-
Ihorcs Iropas russas j cslAo concentradas na frontei-
ra meridional da Polonia. No momento em que a
Crimea cahir, um movimcnlo geral de tedas as for-
ras moscovitas te lugar nesla dirccrAo. Dentro de
algumas semanas, um immenso exercilo estar promp~
lo para marchar para o ataque. No momento emque
Nicolao esliver preparado, nao esperar pelas lardan
gas diplomticas do seu novo inimigo. Cahira sobre
ella como um raio. Elle condece cabalmente tres
cousasI., que os Polacos que compe larga parle'
do seu exercilo, o nos quaes se nao pode confiar
quando forem opposlos a Turcos, Francezes ou In-
gle/.es, se pode esperar que combalam com intenso
odio contra os Austracose que se nao pode esperar
que os Gallicianos, osSclavonios c Magxars ao servi-
co austraco eombalam zelosa c honestamente contra
os Russos ; 2., que a fronteira da Polonia est so-
menle 200 milhas distante de Venna, o que Olmulz
he a nica fortaleza consideravel que existe no ca-
raiuho ; 3.", labeo que ninguem que condece a
historia das guerras napolenicas ignoraque os cx-
ercilos austracos sempre se retirara no momento em
que ha alguma tentativa para ataca-los pelos llancos
ou aineacar as suas communicaces.
Ora, nAo monosprezamos de maneira alguma nem
o numero nem aqualidade das tercas austracas. SAo
adniiravelmente instruidas, providas e dirigidas. NAo
duvdamos que peleijarAo bem ; mas temos lido bas-
tante acerca das guerras de 1796 a 181 i, e nao igno-
ramos que os seus conheci mentes de guerra cansis-
lem antes na estrategia, do que na ardua balalha ;
os seus coslumcs c principios consistem em depor as
armas quando sao balidos, c rclirar-se quando sAo
opprimidos por maior numero ; em tedas as balalhas
em que os Austracos e Russos peleijavam par a par,
a Auitria tempre forneccu os prisioneiros e a Ilussia
os mirlo! e feridos ; na guerra hngara lambem os
Austracos sempre loram desbaratados ; e finalmente,
nAo he fazer-Ibes grande deshonra presumir que sc-
ro desbaratados nos primeiros receiros se as tropas
moscovitas pelejarem com um pouco da mesma des-
esperada furia, se pelejarem corpo a corpo com a
mesma lenacidade que moslraram em Inkerman. He
igualmente provavel que em lao critica occasiao o
imperador da Russia commandar cm pessoa, c que
amoragar todos os esforcos concebiveis paraoblcro
Boa noile, meu pai, dsse ella ; juro-lhe que
Vmc. licar salisfeilo comigo Al amanhAa !
E dcsapparereu correndo.
Praza a Dos que ainda seja lempo! disse
comsigo meslre Cendri dirigindo-se p?ra o quarto.
O que lianquillisa-mc um ponco, he que ella nunca
leve familiaridadc com Germano ; mas o amor he
como o jogo! De dous observadores um vem a ser
jogador, e Germano lem sempre as mAos cheias !
Dos us ajudc !
Quando Mariela fecbou a porta, enchugou reso-
lutamente os olhos, c poz ludo em ordem no quar-
lo. Tinha fabre, e fazia seus preparativos com in-
crivel rapidez. Sua resolurAo eslava lomada ; eslava
tranquilla na apparencia ; mas o coracao balia-lhe
com forca, e olla linha como alordoamentes verti-
ginosos, que forcavam-na a asscnlar-sc de quando
cm quando. Terminados os preparadlos, apagn, a
|uz, lrou os sapadas, e foi por-sc e-preda, junio da
janella eutreab'erla.
A la nAo se linha ainda erguido; mas a claridade
nga, que passa va por rima da linha negra do mon-
te Vcnloux, annunciava que nAo lardara a apparc-
cer. A noile eslava magnifica; urna bri-a alegre per-
corria as arvores fazendo estremecer os rhoupos e
gemer os salguciros vcllios. Urna cancao longinqua
e montona, enloada por alguns pastores nos pra-
dos, mislurava-se s vezes com os latidos dos ces,
que reunan os rebanhos.
Immovel c arquejanlc. Marida*permaneca com
os olhos filos na sebe. Depois de ccrlo lempo urna
sombra sobresalid) na escondan.
Ei-lo murmurou a rapariga quasi alegre, e
eouleudo as palpilares de seu coracao.
Com ruelO era Germano, o qual vinha essa noile
sera maior esperanra que na vespera ; mas era da-
quellcs que nao se cansara com lao pouco. Emprc-
gava cm suas |ierseguicoes amorosas nina obslinaco
o una vonlade, que nada poda desanimar, c quan-
do havia decidido que urna causa leria lugar, nun-
ca recusara passar viule noiles exposlo ao vente,
duna ou ao sereno.
.Mariela coulemplou-o muilo lempo, vendo-n ir e
vir tora os olhos lites na janella, como seesvcsse
cerlo de que ella adi o esperara. Na raea escurido
que o rodeava, Germano pareca oulro hornera. De
cabellos sollos e peilos descoberlos, Mateara ase-
be pisando sem rumor as toldas seccas, silencioso e
ligeiro como um phanlasma. Marida aenlia-ae irre-
Eistivelmenle altrahida para elle, e s o corpo resis-
ts ainda. Poda ser meia-ooile, e a la eslava j al-
Iriumplio. Comprclicndcr a importancia de deste-
char de urna vez o golpe mais desesperado, c anles
que a I ranea c a Inglaterra possara prestar qual-
quer coopcraeao :'por maior que seja acoadjuva-
cao que qualquer deslcs dous estados possam pres-
tar, acliando-sc os seus excrcitos caneados e oceu-
pados, c alm dislo, acbando-se 1,000 milhas distan-
tes da sede do conflicto, e sendo qualquer dicersao
i ni jira lie ,\ el antes do verao,nAo duvdamos imagi-
nar urna parda). Por lano, nao pensamos de ma-
neira alguma improvavelerremos que somos forti-
ficados pela opinio dos mais habis publicistas mili-
lares que antes qae chegue a primavera Nicolao
pode ler dictado Icrmosdc submissao no palacio ou
debaixo das muradlas de Venna. Se elle lizer isla,
a Auslria lera sido justamente punida pela soa iule-
resseira c estpida procraslinaeao.
Mas ponhamns de parte esla calaslrophe possivcl,
c lomemos oulro aspecto do negocio. A /ronleira da
Polonia rus na, e esla ainda mais perlo da grande fortaleza han-
gara de Comorn. No instante em que o czar passar
a fronteira para comecar o seu alaqo.c, chamar a
Hungra molla, c ministrar armas e munices de
guerra na escala em qoc precisar ; e que a Hun-
gra corresponder ao chamado, nao pode duvidar
quem liver esludado os discursos de M. Kossulh, ou
conhecer quan dillerenle he o scnlimenlo deixadn
pela guerra da independencia no espirite dos Hun-
garus pelo (ralamente russo e austracoquao vehe-
mentemente ellos ardom para vingar um, quAo fcil-
mente serao induzidos a perdnar c esqueccr o oulro.
Com orna iusurreicAo hngara em coadjuvaeAo de
urna marcha rusa sobre Venna, quaes serao as pro-
babilidades da Auslria. e qual a siluacao daquclles
que eulraram n'unia allianra defensiva com ella ?
Mas anda islo nAo he ludo. A Auslria lem ou-
lro ponte vulneravcl. A Italiaonnor /rementeso
aguarda urna opporlunidade para levantar-se e que
inclhor opporluuidade podia a fortuna oflerecer-lhe
do que a proporcionada por urna marcha russa con-
tra Vienua, especialmente se for protegida por um
insurreico hiingara ? As Iropas hngaras na Italia
licariam paraysadasas Iropas austracas seriam
retiradasos Croatas nao haviam de querer peleijar
contra as ordens ( que cortamente Ibes seriara Irans-
mididas) da grande Cabcea da raca selavonica. Maz-
zinc j esl trabalhaiido para excitar os Italianos a
Ievanlar-sc e desfechar oulro golpe em favor da li-
berdade. Se as Iropas fraucezas, forem diminuidas
em Roma, e as alera es na Loinbardia, a lenlieao
para nm Icvautamento pode loruar-se irrcsislivcl.
Se Nicolao for Vienna, islo se ternaria absoluta-
mente cerlo.
Segundo semelbanlc conjeclura. qual seria a islua-
i.ao, c qual o dever da Franca c da Inglaterra ? No-
Ic-se que, em virlude do tratado de 2 de dezemhro,
ae nao for modi/icado e acompanhado com reseas
especificadas, seriamos obrigados a coadjuvar a Aus-
lria com as nossas armas. Ora, antes do vcrAo nao
podemos eHVcluar divcrslo alguma em seu favor no
norte; e quanlo a urna divente nosul, anda quando
fosse possvel, a Rossia n.lo faria o mnimo caso:ella
sabc cabalmente que a campanha deve ser decidida
pela|marcha sobre Viennanem pouparia um hornero
on nina peca para qualquer balllm. Os unicot
dous modos posskeis pelos quaes os alliados presta-
riam Aastriaalguma cooperario efpcaz, forasub-
jugando a insurreico italiana, e amearando os
Hngaros com um moiimcnlo na sua fronteira me-
ridional,istu he fazendo-nosexeculores e policas
da Auslria,fazendo o seu Irabalho ignohel por ella
nuroa patarra, subjugando estes subditos insur-
gentes della ayas queixas contra si e cujos esforcos.
para resgalar-se sAo lAo irrefragavelmenle justes,
prestando-nos para esmagar aquelles cujos direitos
lanas vezes temos proclamado, e com cujos agsra-
vos lo profundamente sym pal bisamos.
Ora-podercmos mis fazer islo? Talvez a Franca
nAo seja adversa em fazer a sua parte na Ilalia, por
que o imperador, naturalmente sentira mui poneos
escrpulos, e com a narAo talvez veucesse os princi-
pios de moralidade. Mas poJoria algum guverno
inglcz por um momento julgar decente ou pralica-
vel que as armas nglezas tessem empregada, sob
qualquer pretexte, para supprmir as' constituirles
hngaras ou as liberdades italianas? Podcria algum
governo inglez maguarque alguma guerra continu
popular, da qual esla seria a conclus3o ou mesmo a
consequencia insidcnle? Ora, que ministerio pode-
rir existir urna hora, no caso de pralicar semelhan-
Ic enormidade, ou de lomar parle em lAo ignomi-
niosa liga ? Se assim fosse, podemos somenlc dzer,
que elle seria inleiramenle ignorante ou desconhe-
ceria de um modo extraordinario os sentir entes do
grande corpo da classe inedia deste paiz.
Com ludo he para esta consummacao que tamos
cadentemente caminhando. E so vemos um modo
de evitar islo que agora esl dianle de mis, a saber,
explicar Auslria da maneira mais prompla e mais
franca queposlo que perfeilamenle promplos para
peleijar com ella al o lira se peleijar com nosco,
conlra a aggrcsso russa, ainda que, em caso algum
podemos coadjuva-la em qualquer conflicto, que ap-
pareca culreella eos povos cujas liberdades tem apu-
nhalado e cujos direilos constilucionaes tem deslrui-
do. Se resiguar a Lombardia e restituir as liberda-
des da Hungra, entilo esteremos com ella de' corpo
e alma :-mas eniaoscra tao forte pela jusliea e con-
siliario que nao precisar da nossa roadjuvar,Ao.
( The Economa. )
HTERIOR.
la quando de repente obedecendo a nm poder des"
coubecido, a rapariga abri inleiramenle janella-
Germano deu um salte prodigioso para approxi-
mar-se della, c romecoii um pantomimo eloquenlc
cbeio de ternura c de instancia, que ella admren-
se de comprehender lAo bem. Pouco, depois a domi-
naran loi complete, e a rapariga senlio sua propria
vonlade abandona-la inleiramenle. A um geste im-
perioso, que Germano fez, ella incliuou a cabera
como machinalmente, c com o coracao oppriraid.
trmula c vencida, abri a porta ; mas parou para
escular anles de dcscer.
O quarto de meslre Cendri era contiguo aoscu, e
onvia-se ilislinrlamcnle a rcspirarAo serena e regu-
lar do velho. Mariela quasi Iranq'uillsada dcsceu a
escada ligeiramculc.
No momento, em que cnlreahria aporta da sala
iuferior, o cao velhoacordou, e poz-se a rosnar sur-
dainculc.
Aqu Labrv disse n rapariga.
O cao recoiibeceu-a, e veiu alfaga-la alegremente.
Cala-le, Labrj, cala-lc! repela ella ; dcila-
le, Labry, deila-lc !
Mas o cAo nAo eslava por isso, e augmcnlava o
terror de Mariela, a qual parara a cada instante pa-
ra escalar. Emlim Labry vollou para sua casmlia,
ea rapariga pode abrir a porta, quo dava para o
cercado.
Quem a livcsse visto nesse momcnlo com os ps
desealsos c a cabera descobcrla, andando come una
louca. realmente toBca demedn, depexar, de rc-
morsos c de curiosidade, nao leria reeonhecido c-sa
-Marieta la altiva e lAo prudente, que aiuda na ves-
pera era citada como exeinplu a lodas as ranarisM
do lugar.
Aqui eslon, Gemanlo! disse ella com voz
sulTocada parando desfallecida airas da enneeUa.
Venha, venda e, senhora, disse Germano ; a
la esclarece-nos vivamente !... seriamos vistos da
fazenda.
fazer de
Onde quer conduzir-mc? Que quer
aim? exclamou a infeliz rapariga com u
UII1 aliento
de profundo terror, c assuslada pete tem breve e
resoluto de seu galn.
Que! disse Germano sem peslanejar, lem me-
dodemim? Nao a carresarei forra, embora seja
delicada como um passarinbo Se nao tem confian-
za em mira, volie para o seu quarto, e adeos I
Pronunciando estas patarras com um lom singu-
lar, cuja sinceridade ou irona era diflieil de distin-
guirse, o rapaz deu nm passo como para relirar-se.
i icrmaiio, murmurou Mariela, oura-me Di-
zem que voss perde tedas as raparigas, qoelhe fal-
lara, euganando-as como Um traidor 1..... lie ver-
dade ?
Nunca menti a ninguem! exclamou Germano
elevando a mAo com solemnidade.
Rcspnnda-roe lambem a isto, lornou Mariela
cada vez mais Iremula : voss ama-rae, Germano, u
casar comigo ?
Germano encarou-a um oslante em silencio com
esse olbar lerrivel, que lancava raio, e depois dis-
se com voz sonora c apaixonada :
Amo-le, Mariela e se fosse misler andar so-
bre fogo para chegar a ti, en correra alegremente
com os ps desealsos Desde qoe te vi nao live mais
urna hora de trauquillidade, nem um momento de
repouso Tu me r'nubasle a razAo, a vonlade, to-
da a minha pessoa S vivo por ti, e s por ti de-
sejo viver !... E tu .'... he o momento em que posso
erafim ver-te, fallar-te, dizer que amo-te... que es-
colhes para impor-mc comliroes? Nao me condeces,
Marieta, julgas-me capaz iie negociar com o meu
amor^ TAo pouco me condeces, se me julgas capaz
de enganar-le com um juramento vao, que nada
me impede de fazer-le esla noile, e de esquecer
anianliAa! Ou roe amas, m nao Se me amas, de-
ves confiar em minha lealdade, c nAo te inquietar
com o mais Son recio como urna espda, e nao
tenho dnliie/.!... (.dieres vir?
Parou dardojaudo sernpro seu olbar mi! mimado
sobre a pobre rapariga, que atlouil.i procurava em
vAo siilitrabir-se a essa fa-riiurAo.
Conlo-me loa honra. Germano disse Ma-
rieta com voz apenas disidira, e abri a cancella.
Germano sullorou no pedo um grite de Irium-
pho. e colirio as mana de Mariela de beiios ardeules,
dizendo :
Obrigado es urna boa rapariga! Como Ircmcs !
.Nao leona* medo. meo amor !... Que olas des-
calsa ?... Espera !
E aules que Mariela podesse proferir uraa pala-
vra para oppor-sc sua vonlade, o mancebo lo-'
mou-a nos bracos e levou-a correndo meio mora da
medo. para baixo dos sombros salgueiros, qae
guarnecen] o Sorgue.
(Continuar-ie-Aa.)

PARA'.
llclatorio do conseto de direero do Banco Com-
mercial do Para.
Senhores accionistas do Banco Commercial do Pa-
ra. Cnmprindo pela terceira vez a disposicau do
arl. 16 dos nossos estatuios, a directora vem apre-
senlar-voso balanco geral desle eslabelecimenlo.VIo
qual veris que temos um dividendo de n. 4*280
por cada acrAo.
Esle eslabelccimerilo lem lido emprego constante
para o seu pequeo capital de 20O:00'JO0() rs. com
o juro vanlajosode 1 % ao inez c turna-se muilo ne-
cessaria a venda, j resolvda, das 2,000 acc.e cm
reerva, que delirando os capilaes sem accrescimo do
despezas, dever deixar um inleresse de 10 e meio
por cenlo ao anno, indi-pendente da emissao dos va-
les, que pouca circularlo lem lido pela crcumstan-
cia de serem pagareis em moeda nacional, lAo cs-
cassa no nosso mercado.
Terido a dir loria marcado o dia 5 do fevereiro
para a venda das duas mil aeces em reserva, e sen-
do condec .la a falla quo tem herido e hade nume-
rario no mercado, propoe que seja a venda feila
com um pequeo prazo de dous mezes para mai* a
facilitar.
Os livros desle cslabeleciraento foram patentes a'
commissAo de exame, e ouvireis o seu parecer.
Os empregados do Banco lem desempenhado cora
mudo zelo e iulelligencia as obrigaces a seu cargo.
A pedido do Sr. Andrade, a directora o dispensou
do seus serviros, sobsliliiindo-o no seu emprego o
Sr. O nellas.
O movimente do banco, foi o seguinle :
Entrado em caixa.......252:23s4l9
Sabido..........2.19:9 3vv>87
Desconlaram-se 6(1 lellras no valor de 2l8:7769n
Para' 31 de Janeiro de 1855.
Diogo Campbellpresidente.
Henrique de La-Rocquesecretario.
Joaquim Francisco Farnandes.
Joaquim Antonio Alves.
Henrique B. Dcwcy.
Joao Augusto Correa.
Manuel Lopes Horta.
{Treze de Moio.)
.....
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
I'ERNAMBL'CO-
PIAUHY.
Tberezina 3 de fevereiro.
eu charo senhor:Cada vez me conven mail
de que nesle mundo nAo somos nada Esle prolo-
quio, muilo trivial em teda a sorlede pessoas, mili-
tas das quaes o proferem mais por habite, que pela
reflexao,exprime realmente urna verdad%alpavel
e profunda!
Sim, nao somos nada ; porque p, que de o que
neste mundo somos,como bem o disse o eloqnenle
padre A. Vieira, he quasi nada, itois que desappare-
ce ao sopro do mais leve vente. E sendo nos o p,
o venlo sAo as enfermidades e achaques, a que ho
sujela a misera humanidade, os quaes, Irazendo-nos
a morte cnvolla em dores, nos reduzem, depois del-
la, a um monliulio de p susceplivel de desfazer-se
em nada 1
Veja bem isto.Ha pouco, quando lhe escrevia a
minha de If. de Janeiro prximo lindo,qui saude
perfeila que eu froia !que robustez, por conse-
guinle, me assistia Mas hoje !.... e hoje .... que
de dores nao presidem ao arraojo tn'al-amanuado
deslas toscas phrases, que ainda Ibe vou endere-
zar!! He que um desses continuos desaslresphvs-"
cos, lAo communs e fataes ao genero humano, ac-
commelleu a esle seu humilde servo, e eis-mc a du-
vidar da esperanca de viver, e igualmente de ser
seu correspondente daqui deslo bello lorro do Pi-
auliv ...
E he por isso, meu bom sculior, que eu, com lo-
da a sinceridade desla alma, qne muilo venera e es-
tima Vmc, lhe desejo urna saude sempre vigorla e
nunca interrompida por longos e felizes anuos de
commmoda e deliciosa vida; dcsejando-Ihe mais
pan complemente de tanla felicidade, urna endien-
te, sempre crescenle, de dinheiro.
NAo sei se encerr esla smente com esle prem-
bulo.... roas, nAo; bom be dizer mais, e alguma coo-
sa, sobre esla, por mim sempre merecidamente lou-
vada, boa ierra do l'iauhv : e apezar de roe
ser islo apenas possivcl, em razio de meu estado de
dores, lodavia, nao acho calholco escrever-lhe da-
qui sem dar-llic alguma noticia, e nicamente con-
(enlar-me com scienlilicar-lhe sobre minha saude,
que nada importa aos seus leilores.
E, pois vou nleirar-lhe do que aqu ha oceurrido
derradeiramente.
Antes, pprm, que assim o faca, lhe direi, que es-
ta provincia continua ua mais perfeila paz, e ue-
nhum ncontecinienlo presagia aderaran na publica
Iranquillidade.
A pressa, com qaealinhavci a minha anterior de
10 de Janeiro, me certifica de que muilos erres e
omrois-es de palavras a deleiluaram em extremo ;
mas os seus leilores que tenham paciencia e indul-
gencia para cora erras e fallas involuntarios, lera-
brando-se elles de que nAo sou eu o culpado das ir-
regularidades do crrelo que daqui nos conduz a
correspondencia para as provincias e corle, e que
s3o essas irregularidades o motivo de minha presea,
MIITIIAM


s
DIARIO OE PERMIBUCO, SEGUNDA FEIRA 26 DE FEVERElRO OE 1855.
c ilo minias pessoas desta capital ili.ii.arcm Je mettcr
suas caria, ole.
Esla satis fdJAo lio um cavaco que dou, paraos
livtar a lodos de o ilarem ; pois realmente dar cava-
eo he cmisa que inferna bem a gente, e faz crear ca-
bdloi bramos, sonda cuto moti\o do envolheccrem
as miillicri-s lio depreaaa, porque de veras lie gente
para de Indo dar o cavaeo,para ralliar e murmu-
rar, etc., explicando, mu extensamente, e com s
razos que 1 lie convm, aquellas do suas acrSes de
que lera consciencia nao serom. boas. Eu, porm.
queja sou velho, nao teo o desar dos cabellos
lirancos, e s desojo desviar desse mal 04 seus jovens
leilores, al porque fui eu quem cominelti as fallas-
'.'liando lhe fallei na rainlia anterior de 1G do
passado,obre pretender o padre, A. Auguslo de
Andrade e Silva ser o escolhido para esludaro me-
thodo de leilura repentina de Caslillio, cm cojo jo-
go sabio elle perdendo esperanzas o esforjos,es-
quecou-mc cnlao do dizcr-lbe quo esle padre be
lente subslitiilo das cadeiras de primeira classe do
Ivou dcsla capital; e fo por isso que elle tentn o
negocio :mas quando vio, que no projecto anda
ero discussao,que mais logo foi a lei, que aotori-
totj ao presidente da proviucia aquella escullid,se
supprimina palavralente, se subslituindo logo pela
palavracalbedratico, islo he, que o presidente
da provincia lie a aulorisado a escolber uin calhe-
flralicodos mais habis, ele,, ('pouco maisou mc-
nos, pois que cu anda nao lia tal lei provincial,
que al boje anda nao est impress 1 ,o que assra
desfeitas cm nada is suas boas esperanjas,ficou
para 11A0 vver '.... Tal foi a sua desesperajao!...!....
Basla. Fique o padre Antonio A.
Continuamos a sotuer caresta c\ces-i\ a nos gene-
ros alimenticios, j.i se v, eslAo escassos, bem como
ao luisccnle da provincia, e em diversos lugares, etc.
Em Principe-Imperial, Mar\,10, Campo-Maior, etc.,
I seus arrabaldcs, a fomc cnta suas canjes palu-
das, lgubres c horiiveis, que mais se fazem tenlir
pelas classes mouos abastadas IE para maior des-
animo, nao'tem cabido nessas villas e seus munici-
pios, a mais pequcua ebuva !Aqu na capital est
o mesmo :nao ha chuvido al boje: o p excessivo
das ras, que va o so esparge ao sopro do menor
veulo, causa grandissinio incommodo aos habitantes
desta cidade, que apezar do bulicio de tantos indivi-
duo, quo a povarn, exhibe anda as feijes rudes
de urna chapada agreste, insalubre, onde as sczcs
lein inorada, igualmente que os calarrhes, consti-
pajes, cloros, etc., ele.'.Finalmente, o lemoi'
que penetra a lodo o povo, de que algumai daqael-
las borriveii calamidades geraes, chamadas soccas.
de que tem sido victima por inuilas vezes a bella
provincia do Cear, cujos ilhos se leem visto (anda
os mais abastados! 1 na mais triste sita jo,esse
temor, dizia eu, mais contrbue para peiorar o mal,
que ja vai iticommodando!!
Felizmcnlo he cerlo que, para algans lugares *o
suida provincia, como S.Gon jallo, eoolros, ha chu-
vido, econfeguintemcnle.us cousas all vito mclhor.
O rio Parnaliiba, em cuja margem, como Vmc.
sabe, esl plantada esta cidade, be a estrada por
onde nos vem os gneros "de pcimeira necessidade,
quo consumimos : de quando era quando, descem
balsas, pequeas gabarras, canoas, etc., carrejadas
^. de milho, fariuha, arroz, rapadura, etc., c de Indo
^^^ Ibais; do mancira que be o que nos vale : alias
seria peior !...
No dia 22 de Janeiro prximo pretrito, deu-se
aqu um fado, que al hoje, apezar de ja mui surra-
do, ou fallado, oceupa a quesillo do dia.
Keferi-lo-lici como me informara, e como sci.
O c\ -direclor|do cslalielccimeulo^dos educanpos ar-
tfices, Francisco Jos da Silva, por antonomasia
XleSo, mandn espancar coro palmatoria a 14 meni-
nos do< quaesoaquem menos qiiinliauilooonagiieiitou
30 bolos ou palrnaloadas Seruelbanlc barbari-
dad horrorisou a lodos a cujo couhecimento ebegou
tan estranba iielicia !...
Kemetteram-me urna lista dos nomos dos meninos
liorrivelmenlo escoriados, e em que vem nolaot o
numero do palrnaloadas que cada um levon. Eu
llie a Iranscrcvo, ou copio fielmente, aqni, c deixo
seus leilores as rcflexcs que podera fazer respeilo.
Expdfllic-hei lambem os motivos que precede-
ram, e deram origera esse acto desumma brutali-
^--^ dade, para que Vmc. possa bem dar-lhc n deviJo
^ quilate. Eis a lisia na sua integra :
Meninos. l'almaloadas.
esse Si., forja he que llie diga quo assisli um des-
tes das a urna operaran mclindrnzissima que fez n
I)r., exlrabindo do p d'um individuo um osso, e
restluiiilo-lbo desta arle o usa d'aquclle niembrn
que se acbava iitulilisado, d'ahi vera quanto ganha-
mos 10111 a acquisijao desse medico, mas como a ale-
gra em cisa do pobre dura pouco, creio que breve
licareraos no sinU era!, porque meus patricios ainda
nao se querem convencer que seus proprios inlercs-
ses devem eslar superiores a qualquer prejuizo local
do que se devem dospir.
A Iranquillidaile publica lambem vai iuallcravcl.
o que muilo me agrada, porque nSo goslo muilo que
a miuba individualidadc ande ah a merc de qual-
quer qudam.
Por ora nada mais llie posso dizer, porm pro-
'esto para mclhor occasiao.
Sadc, e os quasis Ihe desejo.
PERMM1M0.
RECIPE a* UE FEVEREIRO DE 1855.
A'S (i HORAS DA TABDE.
RETROSFECTO SEMANAL.
Acharoo-nos na quaresma, e a cxccpjiio da folhi-
nha nada mais livcmos que nos ailvertisse da entrada
desse lempo,pela religio tilo considerado. A procis-
Ao de Cinza, que a esse respeilo cosluma servir de
urna advertencia solemne c gcral, falhou-nos ainda
este anuo, e a sua falla fez ponderar a miiila gente
que seria mais conveniente e mais digno dos liis o
empregarem seus esforjos para a celebraran constan-
te das principaes Testas e solemnidades religiosas, do
le dispenderem-nos na sustentajao dessa mallipli-
cidade de feslas de fantazia, ordinariamente empre-
bendidas com vistas alheias da verdadeira c solida
devojao. llouve tambem um lempo em que o come-
jo da quaresma era assignalado pela cessajAo dos es-
pectculos, dos divcrlimenlos, das demandas ele,
etc. ; mas esse lempo j vai mni longe, c apenas nos
he dado remoular-uos a elle como a urna poca de
gola recordajAo.
s (res dias do enlrudo passaram felizmente sem
novidade. O folguedo d'agua foi abandonado pelo po-
vo, e poderam lodos cnlao passear pelas ras a ver a
mascarada, desassombrados do receio de urna molha-
dcla ou de um hanho inesperado, l'or tilo louvavcl
procedimenlo damos os devidos emboras aos nossos
concilladnos, c autoridade policial agradecemos o
valioso auxilio prestado para a obienrao de l.io salis-
faclorio resultado.
as noitcs de 17 e t houvo bailes mascarados no
hcalro do Apollo, e no silio do Cajueiro da Passa-
gem da Magdalena. Tanto cm mis como cm uniros
reiuuu, segundo nos cousla, a decencia e a boa or-
dem, nao se praticando excesso algum que podesse
oITcnder ou desgoslar as familias que a elles concor-
reram. Nos do Cajueiro subreludo, onde foram as
reonioesmais luzidas c numerosas, esmerou-se a di-
recjAo respectiva em desempenhar dignamente seus
arduos e delicados deveres, penhorando a lodos os
convivas pelo seu diligentee nobre proceder. (Juan-
lo ao asseio, elegancia e profuso escusado, parece
enlrarmus em particularidades, pOis que 3o bem co-
ndecidos o gosto e a liberaldade que ntrenos se ma-
nfeslam cm semelhanles funcjes.
Fosse pelos dias chuvosos ou por mitra qualquer
circo instancia, o cerlo he que nao corresponderam os
passcios dos grupos mascarados ao queso esperava.
Nao s o numero de mascaras foi inferior ao do an-
no passado, mas tambem uolou-se menos gosto no
trajar, sendo muilas as figuras de um carador exage-
EscrivAo, Joaquim Francisco de Paula F.slcves
Gemente.
A'sll '. luirs feila a chamada, acharam-sc pr-
senles 39 Srs. jui/es de fado.
Foi relevado da mulla era quo emanen c dis-
pensado da sessao, por apresentar escusa legitima, o
jurado Antonio de Moma Kolun, sendo multados
era 20; cada um dos jurados j.i mullados nos dias
anteriores e mais os jurados segundes :
Jos Itibeiro Pontos,
liemelerio Mariel da Silva.
Jos Marcellinoda Rosa.
I)r. I.ourenco Trigo de l.oureiro.
Jacomc Gerardo Mara l.umachi de Mello.
Melquades Anliines do Alinela.
Antonio Fernanda de Araujo.
Jos de Aquino Fonseca.
Jos Ignacio Fcrrcira e Silva.
Foi aberta a sessao, c o l)r. juiz municipal prepa-
rador dos processos aprcsenloii para seren julgados
na presente sessao, os segundes processos :
I. Autor a justica, reo preso Severino Exequicl da
Encarnacao,
2." Autor a jusltca, reo preso Francisco Alvcs de
Moraes Pires.
3." Aulor a justica, reo preso Americo JanscuTellcs
da Silva Lobo.
i." Autor a justica, reo preso Antonio Evaristo dos
Santos,
." Aulor a justica, reo preso Antonio Manoel.
6. Aulor Jos Dias da Silva Cardcal, reo preso
Francisco Jos (pocilio.
7. Aulor a justica, reo preso Antonio Moreira da
Silva.
8 Aulor a jnstica, reo preso, Joaquim Jos Leoncio.
9." Autor a justica, reos presos Jos Kibciro Gui-
maracs e oulros.
10. Aulor a justica, reo afliancado, Antonio Dias
Fernandos.
11. Aulor jnstica, reo afliancado Francisco Anto-
nio AlVM Mascarcnhas.
\2. Anlora jnstica, reo afliancado Manoel Izidoro
de Oliveira Lobo.
13. Aulor a justica, reo afliancado Antonio Pontes
Fernandes.
11. Aulor a justica, reo aflianjado JonO Raplisla
Furtado.
Ij. Autor a justica, reo afliancado Domingos Adol-
plio Vieira de Mello.
1G. Autor a justica, reos amaneados Manoel Andr
liulclho o o prclo Vicente, escravo.
17. Autor a justica, ro afliancado, Auguslo Candi-
do de Scixas.
18. Autor a justica, reo afliancado Bcrnardno No-
na da Conceicflo.
I',). Aulor JoSo \avir e Silva, reo afliancado, Feli-
ciano, escravo de Francisco dosRcis Kan** Cam-
pello.
O Sr. Dr. juiz de dircilo presidente do tribunal
adiou a sessao para o dia 1*1 ",.;s 10 horas da ma-
n, ,ia.
i10
COMARCA DE NAZARETII
22 defevereiro
Esse folguedo do carnaval, lao celebre na Italia, e
n'onirns paizcscalliolcos da Europa, como urna des-
pedida, segundo a opiniao de certo cscriplor, feila a
carne, c aos guisados succolentos c temperados, de
que nao era licito uz.ir-sc durante a quaresma ; esse
folguedo, digo, depois de atravesar o ocano, e ser
muilo bem a rolhido n'essa capital, como sabemos,
acabado invadir esla cidade, cauzando urna sorprc-
radanienle ridiculo, algumas al indecentes, e por qile nem d.ec se |emi,ravain
Rayniiindo Jos de Barros. .
Joao I.ourenco......
Menandro Jos......
Adito Pedro.......
Manoel de Mirando Sau'l'iago.
Salusliauo.......
Ignacio Forte......
Manoel l'ereira......
Joaquim Vicente.....
Manoel Antonio.....
Leoncio Jos.......
Speridio Vicente.....
Ilonoraloda Silva.....
Joao Jos da Rocha. .
Total.
30
."jO
60
6*
61
74
76
t
196
\-2H
132
132
132
,146
1,318
Se ha exageraban ncslc numero nao he minba, por
que cu fui prsenle a essa gentileza do Sr. Xicao.
-- < quo he cerlo he. que as mos dos pobres infau-
les foram vistas em lastimoso estado dedescommunal
iiuliacan '. !
lauto que o XicJo torminoudc maltratar os mc-
niu is, estes correram desesperados ao palacio da
presidencia, quem apresenlaram as m3os, e urna
larga denuncia dos roubose trafleancias do bom do
diredor, fraudulencias essasque lodosconheccm, por
que niugiiein ignora que os dinheiros pblicos, que
so dispende com aquelle cstabelccimenlo, o Xicao
os tem cnciminliado para seus interesses: o o
E.\m, Sr. Pcreira de Csrvalho mandou formar os
c impelenles processos ao espancador, que ja boje
csl.i diiniltdo, e o cargo de director dos educandos
prvido interinamente, sendo Manoel Ximenes de
Souza Nevos nomcado no dia 26.
Nfto me esquecerei de dizer-lbe, que o Silva Xi-
cao, Iqgu depois de suspenso,pedio sua deinissao, que
Ihe fui dada.
Pelo seguiulo corrcio llie farci urna cxposijAo mi-
nuciosa dcsle fado, do mais alguns que pretendo
communicar ; oque nao faco agora por ler-se ja ter-
minado as 3 horas, e as 4, se me nao enganam, fe-
cha-se a mala docorreio.
Mande-me sempre nm cxemplar de cada numero
do seu Diario, rcgulando-se, pafa o endereco, pela
copia inclusa, dcixando, porem.como Vmc.de man-
dar assignar esse uomc em missiva algoma minha.
Oh isso nao Seria um mal peior que dor de
barriga c enchaqueca para esle sen criado, que Ihe
deseja saude, porquo muito o respeila e estima.
Adeos- ale muito breve, querendo Dos.
He ainda seu criado, quo Iho apetece quanto Vmc.
deseja etc.
Rio Grande do Norte.
Natal, 22 de fevereiro de 185.
Kis-ine mais esta vez qnasi sem saber o que Ihe
bel de dizer, tal lem sido a escassez de noticias nos
din que ha oecorridodesde a partida doronceiro .S'.
Salvador. Por aqui corre tudo com a placidez d'um
mar de rosas, porque al cssas miser.iveis inlrigui-
iili.is, que soe nos allligir, agora tem feilo Iregoas,
e eu fleo pediudo a Dos que as prolongue; porque,
meu charo, nada ha quo mais infern ao Inunem do
que \er-sc atanazado por urna duzia de tezouras que
esto sempre a llie recortar o falo.
D-inc novas de seu correspondente de S. Jos :
cansn muito sedo na jornada '. O negocio creio qce
nao llie sabio como quera, pois que cmquanto ha-
viam estultos, quemis leimososque um burro, que-
riara a loto o transe dar a outrem a paleroidade de
suas carias, nunca o mojo deixou de escrever ; mas
logo que fui isso descoberlo, e que o padocenle ali-
ou para forado si e responsabitidade do que nao li-
nlu platicado, eis quo fez vispora o lionzaga. E o
lie, que j boje nem mais se falla aqni em laes
coiTc-pomlenuas, ilcsapnreccram as oflcnsas, c esl
linlii como se uada liouvesae. V. por que'. Porque...
poique grande musa he ser Calislu !
O Cuannhara aqu passou honlem, mas nada nos
transo de novo da cirio, creio que nem mesma exi-
ias de tunos inappas, que he a praga que lioje
inai-, nos persogue; cu don boje grajas a Dos nao
ser empregadu publico, porquo Si casa de qual-
quer umdesses pobres diabos Ve urna olUcna de
mappas.
A salobridaile publica, apezar da inlensdade do
calor que nos alllige, he satisfaloria, o que muito de-
ve ter agradado tambem ao medico do partido publi-
co o Dr. Joaquim Antonio Alves Ribeiro, porque
pouco lera sido iucouiraoado: j quo veio o bjilha
isto inspidas ou dcsprezivcis, ou incapazes de causar
o menor effeito. Nao nos arrepellaremos com essa
decadencia ; assim va ella em augmento... He nm re-
gressoque, sem maior desar, pode-se ter como appe-
tccivel.
No dia 19, durante a cavalhada que se correu na
ra do Collegio, fot solTrivelmenle maltratado por
um carro certo individuo, que leve a infdicidadc de
ser considerado como obstculo meramente material
por um bolieiro. As maneiras desaforadas e brutaes
dessa laia de gente, contra quera incessautemcnle
clamara lodos que de sou mislcr necessitam ; as des.
grajas que frequcntemcnle occasiouam pelas ras os
seus descuidos, ou antes as suas insolencias, atrepel-
lando os viandantes com os carros a correr ; c final-
mente, a facildade c o descaro com que coslumam
fallar aos ajustes de seus amos e aos deveres para
com as pessoas q e cunduzera, sao oulros tantos mo-
tivo! que reclamara a allcnjao da polica, para o ser-
vijo dos carros, e recommendam i sua justa severi-
dade aos taessenhores bolieiros que sao boje propria-
mente os soberanos das ras. Foi preso o de que
cima tratamos; mas he forja confessar que orna
simples prisao, sem o competente prcesso, nao pode
servir de cxemplosuflicienle, ou capaz de intimidar.
Entraran) era nosso porto a 19, procedentes do
sul e norte do imperio, os vapores (uanabara e S.
Salvador, tendo deixado todas as provincias em so-
reg. Poucas, e destituidas de intere-se, foram as
noticias por elles recebidas; mas o mcsinn nao acon-
tecen com o Great ll'estern, entrado no dia 21, o
qual sempre dea era que tallar, lra/.cndo-nos o boa-
to que na Babia corra sobre a lomada de Sebasto-
pol. Temos por conseguidle novas inflammardes e
novas apostas. He verdadeira ou s provavcl a no-
ticia dada n'aquella provincia pelo capilo da barca
ingleza Ariadne't Eis o objecto das dispulas c das
apostas dos sofregos c bellicosos partidarios da Rus-
sia c (1.1 Turqua.
S. Exc. o Sr. visconde de Uruguay, que veio no
Great Western de pasagcm para a Europa, visitn
o nosso cemiterio publico cm companhia do Eim.
Sr. presidente da provincia.
OSr. visconde nao suppnz encontrar em nossa
provincia um eslabelecimcnto d'aquella nalurcza,
no estado cm queso acha, quer no tocante ao gran-
de numero das sepulturas de lodas as classes, e a sua
elegante capclla, quer no tocante ao asseio e orden)
quo ah observen.
Pelas i horas da larde de 22, foi morlo na ra
Nova dcsla cidade Joao Francisco do Andrade pelo
prclo Manoel, escravo do coronel Lucena, o qual,
lendo sido preso por fgido, Aa levado por aquelle
pobre liomem e mais um irmao, moradores cm Bom
Jardim, a ser entregue a seu sciihor. O perverso
escravo, tentando evadr-sc, e sendo segurado pelo
infeliz Andrade, cravou-lhc nessa occasiao um ca-
ivete junto ao estomago, e to cerlciro foi o golpe
que cm poucot minutos expirou a victima. Parece
urna fdtalidade, um mo fado que nos persegue, o
screm quasi lodos os homicidios que, para vergonba
c deshonra nossa, se pralicam nesta capital, perpe-
trados era pleno ou alio da Ainda que quizesse-
mos, nao poderiamos examinar aqu conveniente-
mente a causal desse phenomeno; mas entretanto nao
deixarcmos por isso de dirigir urna pergunla aos
nossos leilores, que sem duvida reflectiru sobre
ella. Qual ser a proporoAo entre o assassinalos
aqui cnmmclli los.c os exemplos do prorapta e seve-
ra punicAo? Pode muilo bem ser que a resposla a
esla pergunla encerr nm poderoso elemento para a
solnjodo problema que nos aterra, o desacredita.
Felizmente nao liveraos o dssaborde, reproduzin-
do o fado cima, carecer fallar na indiffereiica dos
circumslanles, pois que algumas das pessoas que
o presenciaran!, aliraram-s'e corajosamente ao mata-
nem mesmo faziam idea, por nao lercm-uo ainda
visto.
Pelo que (ka dito, j.i v que livcmos o nosso car-
naval, se nao cora tanto luxo e aceio, como lio cos-
lume n'essa capital, ao menos com aquelle compali-
vel com as forjas, e recursos do lugar : no domingo
a tarde i.lS'vio-se apparecer quasi de repente urna
muliidao cavallciros, vestidos a fantasa, c por difle-
renles formas, todos mascarados, c disposlos para o
dito folguedo ; urna banda do msica liara sido pre-
parada d'anle mao para esse fm; marcaram-se os
poslos, as carreiras, e os passcios, improvsaram-se
argolinhas, appareccu o bello sexo, allluio o povo, c
toca.
Dillicil cousa, senao impossivcl, fora descrever as
differenles figuras, que Hpparecer.-.m, basta dizer
que bouv'e de ludo, cavalleiros, militares, vclhos,
vellias, mojas etc. etc. c ludo com propriedade. en-
contrando todos, ou a maior parlo, na rouparia do
theatro com que veslir-sc a seu bel prazer.
A noitc veio por lermo as correras o passcios,
dando lugar a que todos fossem apreciar o especia-
culo, quo foi a secna em beneficio da Sr. D. Rita'
como j nolicici: o thcalro estove be.n chcio, e lodos
ficaram muito satisfeilos com a repiescnlajao do D.
Joao Tenori.
Nos dous dias subsequentes repetio-sc o carnava'
em maior escala, visto como allluio muito mais povo
de varios lugares, c houvo muito maior numero da
figuras. Assim, parecc-me que ficaria plantado aqu
o gosto por esse folguedo reformador do enlrudo.
Escusado parece dizer que esse divertimento foi
feilo soh os auspicios das niel lunes pessoas do lugar,
Temos tido abundanlcs churas, tendo j corrido o
rio de Tracunhaem.
A febre amarella, de que ja dei noticia na minha
precedente, continua a devastara pequea povoaj3o
do Viccncia, lendo j ceifado pedo de cincuenta
pessoas. como me informa pessoa fidedigna das im-
mcdiajes da mesron povoajAo.
Domingo (25; subir a scena, cm beneficio do Sr.
Jorge,a peja dcuomioadaAntonio Jos ou o poeta
da inquisijao, nao s em altencao ao beneficiado, que
lem merecido a estima de todos, como por ser essa
urna peca geralmcnlc applaudida, espera-sc que lla-
vera boa concurrencia.
A farinlia, sabhado,deseen a .120 res o alqueire,
conservando os de mais gneros o mesmo prejo de
que gozavam antes.
Al mais ver. _\.
Carla particular.)
CONARCA DE LIHOEIRO.
15 de fevereiro.
Sera mais prembulo entrare! no examc das obser-
vajcs da qiiiiizeua passada, referindu os fados oc-
curridos com as datas do seus aconlecinieiilos ; ape-
zar do embajamento da alinosphera, que eslando
bastante carregada de nuvens pretas, nao dexa o
grande ocolo excrcer suas naluracs funcjOes. Dare-
raos as novdades.
No dia 26 do passado mez, ao meio dia em ponto,
Maricas Ptombeira, c Marcionilla cabrinha, por
delraz da casa dcsla, deram urna pisa cm Maricas
Piaba, uiideliouveram tronchadas de bom calibre, e
nomes das antigs tarifas, porm a polica nesta oc-
caso dorma, apezar da aclividade do delegado sup-
plenle que nessa occasiao eslava na villa onde se deu
o fado, mas dizcni os Talladores que nada houvo
por ser a Marcionilla propriedade usufructuaria de
um amigo do delegado supplenlc, a quem este nao
quer desagradar.
De Bom Jardim sabemos por va do Jorge, que no
lugar de Maripic um sujeilo de mime Henriquc,
deu urna facada em Agoslinho Bczerra de Lucena, c
reo, moradora em um recanlo da comarca da Vicio
ra, distante desla villa urnas 25 leguas: laes varie-
dades, diz o Machado, sao prognosticos de bom in-
vern,
Ja varaos colhendo bons inicios da aclividade do
digno commandanlo do destacamento, que sem cus-
i preudeu Jos Francisco Cavalcanti, criminoso de
morle na comarca do Brejo.c a Jos Mendes.tambcm
criminoso de morle nesta enmarca ; se assim for ca-
minhando ser credor de nossos elosios.Aqui ebe-
gou no principio dcsle o Dr. Vkente Vanderlcy com
sua familia, que veio passar algans lempos com nos-
co, praza os cos, que o clima Ihe seja saodavel para
npossuirmos por longos lempo-,por ser bstanle til
e proveitoso entrenes um dos lilhos do Erculapio.
Foi nomeado agente do correio desta villa Mar-
ccllino Alvares Pcreira, aclual cscrivao da collccto-
ria geral cprovincial do termo, porm ignoramos o
lempo cm que entraremos no gozo desse bene-
ficio.
Aflirina-nos o Burilv, que fora nomeado promotor
desla comarca o Dr. Jos Francisco da Cosa Gomes,
por ter sido nomeado o Dr. Aflonso Peres de Albu-
querque Marinhao, juiz municipal e orphaos do
lermo da comarca da Boa-Vista. A nossa illuslris-
sima municipaldade anda se acha de ferias, e nao
se sabe quando ter lugar a sessao da nslallajao de
suas funejoes no correnle anno.
Chcgou no da 0 do corrente o Dr. Nahor, e adia-
se era excrcicio da varada direlo. Tambem enlrou
em evercico de subdelegado supplcnle dcsl? fre-
guezia, no da 3 do correnle, Manoel Ramos da Sil-
va Moreira Jnior.
Diz o Jorge, que desde sua infancia a finada sua
ave sempre Ihe fallava na saheduria dos conegos ;
mas que elle nao era dessa opiniao, porque n3o con-
senta que hoiivessc sabedoria igual a do juiz de paz
do 2. discriclo da sua frcgueza, o para provar o
seu dito tonta a historia scguinle :
No dia 2i de Janeiro de 1851, cerlo dunga daqucl-
la freguezia chamou a conciliajao um velho cain-
ponez, para lhc pagar a qnanlia de (ONtOO rs. pro-
veniente do Toros o rojados, porm dividi isso em
cinco parecidas menores de 16)000 para tudo se con-
cluir naquelle juzado; mas o juiz vendo, que a
conla era excessiva comlemnou o velho nopagamcu-
lo da metade o as cusas de cinco conciliacocs fel.is
uo mesmo acto : passados Ircs anuos apparecc o di-
o dunga requerendo ao juiz do paz duas pinhoras,
urna de ISVH), eoulra de 335000 r?. de principal
e cusas das ditas concilajes, e foi deferido na ma-
ncira requerida, penhorando-sc por essas duas par-
ccllas, tres cavallosem bomeslado, sendo um de sel-
la. Com efleito sendo o caso verdadeiro, acho ra-
/"ni no Jorge, pois o tal juiz he menino de grande
sabedoria.
Temos tido bastante chuva desde o dia 9 do cor-
renle, e ainda continua : j temos n3o poneos ro-
ados plantados e legumes nascidos.
Houveram na feira passada mais de 300 caberas
de gado,que foi relalhado a 48000 rs. por arroba en-
tro bom e mo.
Os legumes tiveram varios prejos, .sendo a fariuha
a 280 a cuia, fejao muhilinho a 800 rs., milho a 160,
carne verde a 13 patacas.
Objectos de exportara da comarca.
Milho.Fcijo.Assucar.Panno de algodao.
Cargas de 1,1a.Gerimuns.Aves.Ovos.Porcos.
Cavados de sella.Azeilo de mamona ou carra-
palo.Talajuba.Couros salgados.Chifres.Re-
des para dormir.Cerdas.Linguijas de parco.
Gamellas.Saceos de. algodao vasios.Rczina de
angico.Gomma de batata.Banh.-i.
Basla por boje, que j vou massando a paciencia
dos leilores, quem peco venia, tirando para a vin-
doura quiuzena o restante, para ir de involla com
as novas observajcs,
Recommendajes da minha parle ao capilao da
Picada, a quem felicito pela sua nova prolissao.
Saude perduravel e boa quanldade de diuhcro
deseja o lodos o Astrlogo.
Tabella dos preros correntes na feira da villa de
Limoeiro no dia 17 de fetereiro.
Assucar branco.......arroba 3S200
por intermedio de urna casa commercial do Rio de
Janeiro, engajar Europa mais 130 colonos suissos
para a provincia.
n Honlem prinripiram a ter lugar as prmei-
ras chuvas nesta capital ; mas consta-nos que no iu'
terior j lera chuvido em abundancia em muilos
pontos.
Tinham fallecido na capital os negociantes Jos
Moreira da Silva e Icnenle-coronel liento Ribeiro
da Cuuha, ambos directores do banco.
Miianto as demais provincias nada encontramos
nas respectivas gazclas, qae se possa mencionar.
O Sr. coronel Manoel Munlz Tavaresi
Desejavamos urna occasiao opporluna para tribu-
tar a esto Ilustre oflicial do nosso exerrilo um tes-
tcmunho de gr.il.idAo e rcconheciinenlo ao seu mri-
to nao vulgar. Etla occasiao se nos olferece agora,
pois que ili/em que o Sr. coronel Muniz lera de re-
lirar-se para o MaranhAo comobatalhAo do seu res-
pectivo coiiiinaiido.
Pensamos que a tarefa mais nobre do cscriplor
desinteresado he esligmatisar os crimes e sagrar as
virtudes dos membros da communho a que peden-
ce ; e quando elle se eucarrega deste Irabalho, a
porjao da sua alma que hinca ao publico pelo or-
-an do jornalismo, relatando os actos honrosos de um
cidadAo prestante, revela o raio divino da crcajAo ;
e o individno cuja vida he urna condijao benfica
para esle dcsenvolviinenlo inlelleclual, lorna-se urna
lijao til c eloqueule para o presente e para o fu-
turo.
O Sr. coronel Munii, actual commandanlo das
armas interino nesta provincia, vai para o Mara-
nhao, segundse diz ; mas deixara entre os Pcrnam-
bucanos indeleveis recordajcs dos serviros que lem
preslado e do carcter de bonestidade que sempre ha
i presentado.
Varias vezes lem o Sr. Muniz commandado as ar-
mas nesta provincia interinamente, e cm todas es-
las occasies ha conquistado as sympalhias de lodos
pela sua dcdicajAo a ordem publica, e pelo espirito
de disciplina que lem sabido inspirar forjas mili-
lares sol) a sua esclarecida c benfica adminislrajao.
'Sempre lem sido nma garanta do paz ; e cm algu-
mas contingencias arriscadas em que aqui se tem
adiado, ha sido um penhor de esperanjas, que nuu-
ca foram malogradas.
Mas, infelizmente, parece que nma estrella fali-
jica o tem acompaohado durante os diversos perio-
dos do interinidade, pois quando lodos esperam a
respectiva confirmajo do cargo que dignamente
desempeuha, vemo-lo voltar para a sua modesta
posijao...
Pondo do parlo os desvarios de doos ou tres ca-
detes imprudentes do 2. de fu/.ileiros. in-
conleslavelmcnle o batalhAo do commando do Sr.
coronel Muniz he um modelo de respeilo e discipli-
na mililar, c nm firme sustentculo da orden) e do
socego publico : he unidos ttulos de honra do Sr.
Muniz.
Enlretinto fazemos sinceros votos rea sorle futu-
ra do digno militar brasileo ; e rogamos-lhe que
aceite esta conlissOo publica das suas eminentes
qualidades, como um feudo de gratidao e urna ho-
menagem tributada ao mrito real.
Recite 2i de fevereiro de 185..
Maular ( cm Batigiiolles. live occasiao de reco-
nhecer que, com um cerlo numero de casillos, e fa-
zendo una despeza que apenas consiste em alguns
dias de jornal.'em combuslivel, ele, pdc com pro-
babilidade resolver-se completamente o problema.
Convm determinar a porjao de lcali que deve em-
pregar-se, o lempo de cozimenlo dos casulos, c o
andamento que deve dar-se ao dobadouro para que
o fio nao qoehre. Tudo islo nao he mais, segundo
creio, do que negocio de dinheiro e de lempo,
que oulros mais felizes 4o que eu, poderao obter
com melbor resultado.
Parece, pois, lerem-se demonstrado nesles pri-
meiros ensaios'os fados debaixo das scguinlescon-
dijes muito favoraveis.
1. Os casulos do bombi/.,-rynth
collado com urna especie de goman, que os pro-
cessos ordinarios empregados cm dobar nao podem
desliar o suflicienle.
2. Que a addijao de um lcali, e urna ebulli-
jAo muilo prolongada traz corasigo o amollecimcnln
oa a dissolujo da gomma, permittiudo enlo screm
dobados.
3." Que estes casillos, ainda quo aberlos era u-
ma das suas extremidades, sao com tudo eomposlos
de um fio inteiro susccplivcl de se dobar como a
seda grega.
4." Que para chegar a dobar aquellos casulos
convm empregar o melhodo Alean, por que admit-
i a fiajAo sem que os casulos llucluem, como se ex-
ige no anligo methodo.
Alm de lodas eslas circumsltnrias, cslcs ensaios
demonstrara que a dnhagem dos casulos he nossivel,
e Mr. Guerin-Mcncvillc lembra as diversas passa-
gens ja publicadas por varios viajantes, donde se re-
conhece quo os indgenas de Bengala e de Assan do-
bam os casillos, exlrabindo dellcs a seda grega, e
nao o eadarsn. Apresentou urna amostra do estofo
fabricado em Bengala com a seda do bombijx-cijn-
thia, estofo que no paiz se chama coran, e que ser-
ve para fazer os verdadeiros lenjos de seda da India,
reputados superiores; comparando pois o fio deste
tecido, e a seda que Mr. Guerin-Mcncville obleve
dos vinle casulos sujeilos a' experiencia na oflicina
de Alean, he fcil reconlicccr-sc que as duas sedas
sao idnticas.
Lina vez que aquellos povos ainda meio selva-
gens podem fazer a seda grega com aquelles casulos,
por que razAo se nao procurar conseguir o mesmo
resultado nos paizes onde a scicncia c a pralica es-
tilo associadas para dar urna lAo grande superiorida-
dc aos acluaes sxstemas de fiajAo ?
Mr. Guerin-Meneville concluio que linlia recc-
bido urna centena do casillos do bombyx-cynthia,
que llie haviam sido dirigidos cm nome de Mr. 11a-
rufli, a quem se deve a sua iniroduran em Turin,
em Franca,na Italia ele. Aquelles casulos destinados
sociedade zoolgica de aclimalajao, produziram
excellentes e vigorosas borbolelas,cujas sement fo-
ram distribuidas a diversos agricultores, que as ha-
viam reclamado da sociedade de aclimatarlo. Mr.
Guerin-Meneville offereceu lambem a' academia al-
gumas borboletas ainda vivas,no acto de desovaren).
(Jornal do Commercio do Lisboa.)
nesinjor
Depoit o metiuSyrnal di cunta nos segiiinlcs ter-
mos da derrota de Hiiglies.
i O famoso andadeiro perdeu a aposla. Domingo,
meia noile, acabara o praxo das cem horas e Hug-
Imcssabio da taboa s 11 horas e 10 minutos. Juna
manhaa do mesmo dia, quizera retirar se, no meio
de um iccesso febril provocado pelo caojatso excessi-
vo; mas oppozeram-se a isso, c elle continuou a sua
montona tarefa. De larde os symptomas de alieua-
jAo reproduziram-se novamente e foi necessario em-
pregar ctlimulanles enrgicos pira os combaler.
Quando se retirou da laboa, Hughes conservara for-
ja Mfllcienle para gandir a aposta. E prova he
que foi a p acompanhado pelos seos amigos, al i
morada do doolorStoul.
Antes de honlem dlzia-ie que os accessosabranda-
vatn e que ia melhorando : quera j sabir, mas o
medico prhibio-lho. Honlem deram-lhe licenja
para dar um pequeo passeio, o que realisou, ainda
que um pouco coxo.
a Apezar da sua derrota Hughes pode dizer-se o re
dos andadelros.
Exista cm (lores pedo do Alhenrg na Irlanda,
um hornera chamado DcnisCovroiie, "de Ballindan-
gin, que morreu da idade de 127 annos. Conservera
o uso de todas as suas facilidades intellectuaes, at
os ltimos momento. Dous dias ante da sua mor-
le, dizia nAo ter solfrido mais do que urna dor de
denles.
Nas ultimas semauas de sua vida, ia de Olotes a
Galiray na distancia de 20 kilmetros, e vnha no
mesmo dia. I.ia todos os dias, sem auxilio de seus
oculos, os caracteres mais pequeos. Os hmneiis mais
inlelligentesdo reino o recouheciam pelo mais hbil
agricullor.
Casou sele vezes, a al lima na idade de 93 an-
uos.
Suas sele esposas deram-lhe 48 llios, 236 netos,
94 bisnetos, e foi 25 vezes Irisav.
PLBLlGAfiAO A PEDIDO.
As cusas c despezas de um prcesso intenta-
do pelas autoridades federaes de Boston a lim de
resliluirem um escravo a seu senhor, mporlaram
na -omina immensa de 27:000 dulUrs (22:6809000
rs. .
VARIEDADES.
dilo 2J880
dito 25">60
alqueire a 83960
alqueire 239600
idem 25j6o5
alqueire 5jjl20
arroba 4-3160
arroba 35840
(nilo houve)
Dilo soraeuo........
Dilo mascavado.......
Fariuha........ .
1'cijAo mulatinho a 800 rs. a cuu,
Dito brinco idem J.
Milho, 160 a cuia.i.
Carne verde....../i..
Dila de porro. ......
Dita do Cear .......
Bacalho. 160 a libra. .
Ilanha nulo de porco.....
Sebo cm rama. ......
Sal. :......
Sola em meio.......
Cordas finas........
Chapeos de couro de ovelha .
Sement de car rapa lo.....
Redes de dormir......
Esleirs.........
Albardas.........
Cocos..........o cenlo
1.anima-......... dilo
Ananazcs........ dilo
Bananas comprdas..... cenlo
Mansas......... dilo
Genmnns........ dilo
Sement de coento..... girrafa a
Saceos de algodao...... o par
Udem.]
arroba
a libra
dito
a cuia a
cenlo
um
55120
2i0
140
160
25000
45000
15000
alqueire 105100
urna 55000
urna 240
urna 15000
85000
500
45000
. o
25000
8S000
160
29OOO
dor c o prendera,.!; mas he doloroso recordar que o PJ" pc,,ido de CCrl I8urao da comi,rca' "Mc,e-
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 24 de fevereiro.
Ilm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
diflerenlcs parlcipaces hoje recebidas nesta re-
partijao, consta terem sido presos:
Pela subdelegada da freguezia do Recite, os
marojos inglezes Henry Ekng, William Crter,
GcorgeMan, Mcrrelle Adams, e Tcmolby Sullivan,
todos a requisijAo do seu respectivo cnsul, o preto
Francisco, escravo de Ignacio de Loyola, por furto,
e o pardo Joao de Dos, para correcjAo.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista, F-
lix Pedro de Canlalicc. sem deelarajau do molvo.
Pela subdelegacia da freguezia dos Afogados, as
pardas Maria Francisca, e Sebastiana Maria de Je-
ss, ambas para correejao.
E pela subdelegacia da freguezia do Poco da Pa-
nella, Jacinlho Percira Salgado, tambem pan cor-
reejao.
O capilao delegado do termo de Garanhuns, com-
municou-me em oflicio de 14 do correnle, que ao
araauhecer do dia 26 de Janeiro findo margem do
rio da povoajaode Correntes, appareccra assassina-
do a infeliz Joanna de tal. c leudo o respectivo sub-
delegado efleduado algumas prisoes, descobrio-se
ler sido aulor da morle JoAo Carlos de Macena, por
baver confessado 1er dado a morle casualmente,
sendo esla resultante do urna briga, que entre am-
bos houve a margem do mesmo rio, tendo licado o
mesmo delegado proceden lo contra elle na forma
da lei.
Dos guarde a V. Exc. Sccrelaria da polica de
Pernambuco 24 de fevereiro de 18>3.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Bento da Cuaba e Figneiredo,
pre-i lento da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Palca Tcixeira.
Leopoldo da Silva Queiroz, commercianlc es-
labelccido com Inja de fazendas sita na ra do Quei-
mado n. 22, lendo-se apresentado pernote esle juizo
coniforme marca o cdigo do commercio arl. 805
requer o supplicaule a V. S. digne-se de mandar
que o escrvSo do prcesso, que be Cunlia, lhc
passe por certidao o dia cm quo o supplicanle se
apresentou, assim como o Iheor da sentenja que jul-
gou ao supplcafite fallido, por lano. Pede a V.
S. Illm. Sr. Dr. juiz do commercio da 2. vara assim
defira. E. R. M. O drocurador, Viriato de
Frcilas Tarares.
Deffirido. Recife 24 de fevereiro de 1855. Oli-
veira Macicl.
Pedro Tertuliano da Cunha, escrivito vitalicio do
civcl desta cidado por S. M. I. o Sr. D. Pedro II,
que Deqs guarde etc.
Certiltco que reveudo os autos de fallencia de
l.coponj ,ia gilva Queiroz, dos roesmos consta que
o supplicanle,no dia 13 do correnle mez.se apresen-
tou perantc o Illm. Sr. juiz do commercio da segun-
da vara, como consta da petijo e despacho do mes-
mo dia 13 do correte, assim como certifico ser o
theor da sentenja que declara aberla a fallencia do
supplicanle da maneira scguinle: A vista da de-
clarajao a lis. duas julgo fallido Leopoldo da Silva
Queiroz, e declaro aberla a sua fallencia desde o dia
13 do correnle, que fixo para lermo legal de sua exis-
tencia, c por islo mando que se ponham sollos em
todos os seus papis, linea e bcus, e noraeio para
curador fiscal da fallencia ao negociante Ilcnrique
Gibson, que prestar o juramento do eslylo ; pagas
as cusas pelo fallido. Recife 23 de fevereiro de
1855. Francisco de Assis de Oliveira Maciel.
E mais se nao conlinha em dita sentenja aqui bem c
fielmente transcripta, que eu cscrivao 110 principio
desla declarado e abaixo assignado, bem c fielmente
fiz tirar por certidao dos proprios autos de fallencia
aos quaes me reporto, e vai na verdade sem cousa
que duvida faja, conferida e concertada na forma do
eslvllo, e por mim subscripta e assignada nesla ci-
dade do Uecife aos 24 dias do mez de fevereiro de
1855. SubscrcY e assignei em f do verdade.
Pedro Tertuliano da Cunha.
(Eslava sellado.)
AGRICILTIRA.
mesmo nao lera acontecido nos allenlados muilo
mais graves, cm que o concurso das circunstancias
aggravanlcs, lanjando o alarma, deveria dispertar
os nimos c cncoraja-los.
Muilo lera admirado a constancia.do mea defe-
vereiro emquorer refrescar-nos. J l vio mais de
15 dias de aturadas chuvas, c peio aspecto da alh-
inosphera dir-sc-hia que estamos no corajo do in-
vern Aflirraam que Islo he extraordinario, e co-
mo que al j esl.Ao alguns com saudades do calor,
tilo difcil he de rnnlentar o mundo....
Hoje 24 abrio-se a sessao do jury desla cidade,
como ver.ao os leilores cm oulro lugar dcsle Diario,
o que todava se nao conseguio sem varios ensaios,
multiplicadas mullas e sorleios, na forma do ca-
tglo.
Renden a alf.111.lcg> 7li:iSJs--7 15 rs.
Fallcccmra 5K pessoas : 10 homens, II nmlhcres
c 22 prvulos, livres; Itlhoinens, 4 inulhero e 1
prvulo, escravos.
Por esta cifra elevada, c pelas anteriores vc-.c
que a san le publica tem sullrido alterajao. A ve-
lha peste das boxigas lera cora cffcilo tomado algum
dcsenvolviinenlo e feilo varias victimas.
JURY DO RECIFE.
Dia 21.
Presidencia do Sr. Dr. Jlrvandre Bernardina dos
feis e Silva.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
Gomes Velloso de Albuquerquc Lim.
gado supploule daquella freguezia deixou de proces-
sar o criminoso, lieando por isso salvo o livre do pe-
rigo.
Un expcrlalliAo, morador na povoajAo cima, diz
Jorge, pedio ao porluguez Porto una filha em casa-
mento, o depois de obtido o consciilimenlo do pai da
moja, Iraioi) de offcnJer urna oulra irma desta, de
que proveio urna hydropisia voluntaria ; depois de
reduzida a este estado a dita moja, tratouo bonifralc
mas na matriz, o que sendo sabido pelo dito portu-
guez, pai da mora, so quexara ao delegado de cujo
resollado ainda rylo liveraos noticia.
Dizcm que n capelln do Podra Tapada, ha dias pas-
sados casara 11111 orphao sera licenja do juiz compe-
tente ; dando-so urna infracjAo de direilo, aegootfo
allirma o advogado da Rihcira: nao sabemos com
certeza o fado e menos quem seja o responsavcl, se
o padre que casnu ou se o vigario que nisso cunson-
lio, -,'10 negocios de juslija com que me nao inlro-
nielto. Foi preso pelo'delegado um lal Castro, por
defloramcnto,e pelo subdelegado da villa um tal Or-
donho para casar.
Diz Manoel Fclix, carccrcro que no da 3 do cor-
renle chegou cnliuhado da capital Francisco Jos de
Lyra, que dizcm ser connivente na morle do infeliz
JoAo Barbosa, qnemorou cm Canafistula deslc ler-
mo ; temos fcslaiira.segundo aflirma o Buril) : j se
acha instaurado o proccso pelo juiz municipal, leu-
do deposto uelle cqmo teslemunha unu sobrinha do
DIARIO DE PERMITO.
Chcgou honlem dos portos do norte o vapor im-
perador, c por elle liveraos gazelas do Para, que
alcanjam a 13 do correnle, do Marauhao a 16, do
Cear a 17, e bem assim as cartas dos nossos cor-
respondentes do Piaiihy e Rio Grande do .Norte, que
vio transcriptas cm lugar compleme.
No MaranhAo continuara a mortalidade quasi na
mesma proporjAo que nos mezes anteriores, n3o
leudo ainda cessado o flagcllo das bexigas, pelo que
se faziam fervorosas preces.
L se no Observador de 12 do correnle :
No dia 8, por larde, chegaram na barca Linda,
procedente do Podo, tlli colonos ou Irabalhadores,
que vera por couta do governo provincial, para a
obra do canal do Arapapahy. Cumpruhcndein-se
ueste numero 11 inulhcrcs c alguns menores. Kc-
ceberara comedorias gralis-por Ircs dias no arsenal
de marraba, ondo se achara hospedados, e devera no
dia 12 partir para o lugar de sen deslino. He \ casulos, par Isso
A dillicil inlro.lucjao na Europa do bicho da seda
indio, que se sustenta das folhas do rarrapateiro,
commum,(Palma CArisfi'.devida aos esforjos perse-
verantes doDr.BaruflideTuriii,e de seu compatriota
Mr. Bergouzi, he um fado de acdimatajAo da mais
alta importancia. Mr. Guerin-Meneville occapou-
se delli por muilo lempo, como se pode ver em
muilos dos seus cscriptos, e foi cffcclivamcnte o pr-
meiro que cm Franja fez conhecer os felizes resul-
tados desta bella empreza.
Como lodas as cousas uleis enconlram sempre
grande opposijo, nAo foi esta isenla de ccrlos pre-
conceilos ; e ja naquelle paiz corneja a dizer-se,que
os csalos deste novo bicho de seda, nao sao tao
convenientes como os oulros, que se nao dolam cm
fio seguido, que no podem cardar-se para pr em
obra, e finalmente que a (cultura do carrapateiro
commtim est exhausta, e exige grande quanldade
de adobos f >
A leilura feila por Mr. Guerin-Meneville aca-
demia das ciencias de Pars, no da 9 de uulubro
passado, he de natoreza a allcnuar muito csses re-
celos,pelo menos no que diz respeilo possibilidade
do dobar os casulos do bombijx-ctjnlhia, porque
peranle aquella corporaj.'io nao s dcmonslrou os
resultados dos ensaios industriaes ja feilo- quanto
ao fado de dobar, ainda que cm pequea escalla.
porque apenas havia destinado para esse fim vintc
casillos, mas indicou que a operajo era possivel, sa-
bendo-se empregar, para a levar a elfcilo, processos
em harmona com a constiluijAo desses caslos.
LITeclivamcnlc al hoje, os ensaios verificados na
Italia ecni Argel, lera lido lugar segundo o melho-
do ordinario de fiajao, islo he, tcm-se querido tra-
tar aquellos casulos como os do bicho de seda com -
mum, que fluctuara sobre a agua quente das caldei-
ras, c se dobam em quanto a agua nao penetra no
interior, concluindo assim o prcesso. Como os ca-
sulos do novo bicho de seda sAo abortos em urna
das extremidades, he c-v idete que nao podem fluc-
tuar, c que por conscqucncia nao podem, dobar-sc
pelos melhndos ordinarios.
Mr. Giierin-Mcnevlle de ha muilo no fado de
lodas eslas qucslcs pralicas, depois de um examc
feilo a respeilo daquelles casillos, ja como natura-
lista, ja cuino industrial, tem decidido que elles
n"o podcr.i dl'cclvaracntc dobar-sn pelos metbodos
ordinario-, tnicamente applicaveis aos casillos fe-
chados ; c como lem lambem feilo um profundo cs-
ludo quanto ao svslema de fiajao de Mr. Alean, he
de opim.lo que esse vslcma convm a estes novos
que nao exige que flurluem sobre
Segundo as eslatislicas recentemente publica-
das pelo almiranlado inslez, consta que no anno de
lSVi,s:i2 navios naufragaram nas cusas e nos mares
do Reino-Unido. Dosle numero, 369 perderara-sein-
Iciramente, 32 em consequencia de rnllisao, 386 sof-
freram grandes avadas, sendo ohrigados a alijar a sua
carga, e 25 ficaram muilo damnificados por meio de
abaln.menlos. O raaicr numero de naufragios, 123,
leve lugar no mez de dezembro; o o menor, 26, cm
junho; 253 naufragios succederam na costa oriental
da Graa-Bretanha, 76 na costa meridional, e 130 na
costa occidental, 81 occasionados na Irlanda; ti na-
vios foram laucados costado Scitly, II ns ilhas da
Mancha, 3 nas ilhas de Orkney e de Scolland, e 12
nailhade Man. Os oulros 260 naufragios tiveram lu-
gar nas proximidades daquelles mares. O nnmerode
pessoas que em consequencia deslos sinislros perece-
rn) no anno, sobe, segando consta, a 989. Ha 168
cstajes de barcos de sslvajAo, c 131 de instrumen-
tos de conduzir amarras em casos destes em Iu-
glalerra; 7 eslajcs do barcos de salvajo, e 15
desles instrumentos na Escocia; 10 eslajes de bar-
cos de salvajAo. o 22 dos ditos instrumentos na Ir-
landa.
As tabellas criminaes lia pouco publicadas pe-
lo parlamento, declarara que, durante o anno de
1853, houve em Inglaterra, o paiz de Galles, 27,057
prises preventivas, (,265 camprimentos de senlen-
ja,c 20,756 conderanajes pronunciadas. Dos crimi-
nosos condemnados, 55 tiveram pena de morle.
2,368 de degredo, 18,130 de pri-ao temporaria, 201
a ajoutes, mullas, ele; 21 aecusados foram presos
como alienados, e 2 tiveram sentenja. As tabellas
do 1853, completan) urna serie de tabellas de 20 an-
uos. Parece que o primen o anno comparado com o
ultimo, d um augmento de 20,5 p. c. Desles viole
airaos, o de 1842 conla o maior numero de prisoes,
mas depois deslo anno, lem pouco a pouco diminui-
do. Se esle vinle anuos se dividirem em qualro
periodos de cinco annos, coiita-se no primeiro lustro,
110,782 prisoes; no segundo 140,290; no lercciro
135,131; no quarto, 137,158. Comparativamente
com o anno antecedente, ha, em 1853, urna dimi-
nuicao de 1,8 p. c, e pode dizer-se como principio
geral, que esta diminuijao he relativa aos a.tentados
conlra as pessoas e propriedades. O augmento no
numero das mulheres presas tem sido continuo, cm
quanto as prisoes dos homens tcom diminuido de 4,6
p. c. em relajan a 1853, comparado com 1852; a
das mulheres augmcnlou em 9.8 p. c Sobre esle
numero total de prisoes em 1853, contam-se 6:178
mulheres, e 20,879 homens. O condado de Middle-
sox, cnmprelicn.le Londres, e forneceu o numero
mais elevado, 3,196; Yorkshire, 2,089; Cheshire,
1,065; Staflordshire, 1,106. Odccrclo (16 e 17 Vic-
toria, cap. 99) que, em ccrlos casos, subsliluo a pena
de trabadlos forjados de degredo, levo forja de lei
nicamente do 1. de setembro de 1853; nos lti-
mos raezes do anuo foram pronunciadas: lOcondem-
najoes a 8 anuos, 25 de 6 a 8; 97 de 4 a 6, c 372 a
1. Do 55 sentencas de morle, apenas 8 foram exe-
culadas.
He sabido quo na Inglaterra lodos os bolequi-
neiros, paslellciros e taberneros, sao obrigados a
fechar os seus e-labelecimentes ao domingo. Mas em
Glasgow 11ra pharmaceulico, protegido pela sua pro-
lissao lembrou-se de eslabelecer a venda de agur-
dente, a que os Inglezes chamara wisk ; o acaso he
que aos domingos cnchia-se asua pharmacia de algo-
ma gente que ia saborear o wisky do boticario, com o
pretexto todava que era um preservativo contra o
cholera, dyssenterias e clicas. A polica descobrio
Csla csperleza dos beberres e do pharmaceulico, a
hi foram conduzidoi peranle o juizo.
Segundo urna estatifica publicada em Ingla-
terra no anno de 1853, foram importados no Reino
Unido de Graa-Bretanha, 56,220 bois, e louros,
38,328 vaccas, 30,705 vueltas. 249,731 carneiros,
9,974 mullas e 12,757 porcos. Tambem se impor-
larain 183,291 quintaos do porco salgado ou fresco, o
190,134 quinlaes de loucioho.
O prejo medio da vacca de qualidade inferior,
durante o anuo de 1853, regulou por 3 fr. 75 cent,
cada srone; a vacca do 3." qualidade 4 fr. 50 cen.;
a de segunda 5 fr. 10 cent.; o a de primeira quali-
dade 5 fr. 45 cents. O prejo medio do carueiro fui,
para a qualidade inferior 4 fr. 55 por stone; tercei-
1,1 qualidade 5 fr. 26 cen.; segunda qualidade 5 fr.
S5 cents, e a primeira qualidade 6 fr. 2> cenls. O
prejo medio do carneiro foi do 7 fr. cada stone. H
porcos grandes pagaram-se, lermo medio na razao
del fr. 50 cenls. o stone; os porcos pequeos de bou
qualidade a 5 fr. 75 cenls. O prejo medio da vtella
foi de 4 fr. 70 cents, a qualidade inferior, e de 5 fr.
95 para a qualidade superior. 403:289 quinlaes de
inanlciga foram importados 110 Reino Unido, no mes-
mu anuo, dos quaes 396,759 foraru entregues a con-
suino interior. Igualmente se importaran) 396,516
quinlaes de queijo, dos quaes 38JJ.461 foram para
consumo do Inglaterra.
Distancias que separara varios pontos que li-
guram na guerra do Orienlo:
De Porlsmouth a Gihrallar, 1,810 kilomelras ; de
GibralUr a Malla, 1,480; do Marsclha a Malla,
1,000; de Malta a CoosUnliuopla, 800; de Toulon a
Constaulinopla, 1,5(0; do Conslanlinopla a Varna,
160; da mesma cidade a Eupaloria, 180; da illiu das
Scrpcnles ao cabo Tarlkan (oeste da Crimea .200; de
Odessa a Sebastopol, 531; de Varna mesma cidade,
360. Por v ia de Ierra, coulam-se de Eupatoria ao
Forte Velho, 24 kilmetros; do Forte Velho a villa
d'Alma, :I6 ; de Alma a Belberk, 10 ; de Belbeck
a Sebastopol, 10; de Balaklava mesma cida-
de, 12.
O navio I.ightning, capilao Forby, chegou ni
liinamcnle a Liverpool, procedente de Melbourne,
em sessenlae tres dias. Hoo trajelo mais rapidoque
at boje se tem feilo da Australia em navios de vcl-
la. O Lightning ronduzio mais de oileula passagei-
ros, e 40,000 onjas de ouro.
O Ac/io do Pacifiro de 7 de setembro contera
alguDS pormenores acerca de nina nova fajanha do
famoso andadeiro Hughes, a qual consisliaem andar
duraute cem horas consecutivas n'uma laboa de al-
guns ps.
lloniem, diz o referido jornal, de larde fomos
ver esle pasmoso andadeiro. Ia coraejar a andar a
hora 71. Ja senta dores instante fortes nas pernas
c nos hombros, comludo ainda caminhava enmocor-
po direilo, inovimcntns firmes, c o audar n3o vacil-
lava. Hughes vesle una jaqueta eslreila e curia, um
cal jilo de peeque nAopassa do jocllm, sapalos gros-
sos, corladosem diversos lugares, afim de ralo incom-
modar os ps ochados com o andar. Da vez em
quando ms-.i pela le-l c pelo alio da rabera um
pouco do gelo para abrandar o calor, resultante de
lanas horas de vigilia; bebe c come muito pouco; o
seu alimento consta do nma falia de carne muito
lelgada e de um pedajo de pAo.
11 So coiueguc ganbar aposta, pode dizer-se que
UEilUl
gente cscolhida, quasi todos mojos do 18 a 30 annos.
a Al o rociado doste mez esperam-sc de Porlugal
10 familias de lavradores, que foram engajadas pelo
Sr. Rillancourt para o eslabelecimenlo de urna colo-
nia agricala nas suas Ierras de Bitia ( comarca de
Guimaraes,) naf.orma do contrato, que com o gover-
no provincial celcbrou aquelle einprezario.
u Consia-uos que o ummo goveruu mandou,
V
anda
agua, pcrrailtini'n mesmo screm dobados
quando chcios de liquido.
Depois de haver apresentado as diversas pilases
das experiencias feilas durante dous dias cm vinle
casulos sujeilos aos ensaios, Mr. Guerin-Meneville
conclue assim :
I enho eanpregado por espajo de dous dias nm
dos operarios do estabelcciraenlo de Mrs, Adn e
A Gran-Brelanha e a Franja, possuem conjunta-
mente urna popularlo de 65 milhes de habitantes;
a Russia posrac 67 milhes, comprchendendo as do
polo, e as rajas mesticas sobre que overee a sua au-
toridade na Europa.
Esla vasta popula jAo he nicamente acccssivel por
Ires pontos, os mares Negro e Branco, e o Bltico.
A grande maioria habita no interior, o eompOe-se
sobretudo de escravos pertencentes ao imperador c
aos grandes proprietaros. He nas proximidades de
Moscow, qae a popnlajAo he mais numerosa, haven-
do de 54 a 121 milhas quadradas.
No condado de Westmoreland, que be o menos po-
voado de Inglaterra, ha 74 habitantes por milita
quadrada ; cm Lancashire ha 944, e em Middlesex
5,590.
A Inglaterra com os seus 29 milhes de habitan-
tes, exportou em 1853, o valor de 2,840 milhes do
francos, (87 francos 50 cents, por rabeja pouco mais
ou meos). A Franja com os seas 36 milhes, ex-
porta animalmente o valor de 1,500 milhes (41 fran-
cos 25 cenls. aproximadamente) emqnanlo as expor-
tajes da Russia nao se clevam a mais de 350 mi-
lhes, que prodzem 5 francos por cabeja : as ex-
porlajOes da Russia compoem-se quasi exclusiva-
mente de materias brutas, e as que dizem respeilo a
Franja e a Inglaterra sao pela maior parte, (alinea-
das. As exporlajes dos Estados Unidos, com 23
milhes de habitantes, clevam-se a mais do dohro
das da Russia.
Em 1817, a Russia envin para Franja prodados
no valor de 185, 691,02-5 francos, e em Iroca rece-
ben fazendas na razAo de roclade desta somina- Se-
gundo as eslatislicas de 1853, a exportaran ingina
fez inlroduzirna Russia 30,7IO,100francos.
O sal figura em grande escala nas exportajiics
francezas para aquelle paiz. A Russia procurou era
Franja mais de 72 milhes de litros. O sal he um
artigo precioso para a Russia, e seu valor lem aug-
mentado muilo depois que chegou a choupana do po-
bre. O caf, o assucar, as epeciaras, c oulros pro-
ductos das colonias sao igualmente necessarios 11 po-
pula j3o das cidades, e na mesa* dos nobres.
Em 1847, foram exportados para a Russia.......
32,500,000 francos de assucar. A distrbuijAo nAo
he all, como em Inglaterra, e em alguns oulros pai-
zes, aproveilavel 1 (odas as classes. Na Kussi, os
nobres consomem os gneros do eslrangeiro, e as
classes inferiores exporlam os do paiz.
A toiiclageiii dos navios que coucorreram no mo-
vimenlo de commercio nos porlos imperiacs auno
de 1848, eslava na proporjao scguinle : 3 toneladas
britnicas por urna tonelada russa, cmquanto que
para os navios russos que eiilrarara nos portos brit-
nicos, a proporjAo foi dejum para 50. All onde c.ul.i
najao do mundo se compensa 'na inzio de 2,500
francos, a Russia nao tom mais de 57 franco* 50
cents. Uiiaiitu a independencia franceza acerca do
varios artigos deconsuino, cnlraram da Russia, des-
de 1840 a 1853, 14 p. c. de crcaos consumidos no
paiz, sendo 8 p. c. dos porlos do mar Negro, De
840 a 1847,72 p. c. de tudo quanto all se frahri-
cou cm linho cm brulo, veio da Russia ; mas no au-
no immcJialo essas admisscs chegaram apenas a
62 p. c, quando o total das importajcs francezas
daquelle arligo foi o dobro daquella proporjlo ;
donde se concloe qae os demais mercados se leem
igualmente aberto a Franja.
O linho c sebo sAo actualmente fornecidos nesta
paiz cm maior qnantiJade por outras najes, do qoe
pela Russia, mas a Franja depende ainda della pelo
que respeila a pinceis e vassouras, porque forneco
1,250,000 kilogr. cm solas de porco. Todos os anno*
porem, no Ohio o nos Estados d'America a creajAo
daquelle gado progride, e he de esperar quo o no-
vo mundo esleja dentro cm pouco em circum-,1 andas
de occorrer a estas necessidades. No espajo decin-
coema c tres annos, a Franja pagou a Russia, ntica-
mente era linho ranlianio, a sunma de.............
2,900,000,0110 ; desla maneira a gerra causara maior
prejuizo Russia do que a Franja.
O projecto de por cm comniiiiicajn os mares
Atlntico e Pacifico, parece que esl prximo a rea-
lisar-se. porque a- obras eiiiprchendidas ao mesmo
llughcs realisou urna grande fajanha. Cacecedo pos- lempo era muilos pontos do Islbmo, que liga as duas
Americas, progridem com moila aclividade, e ja o
caminhn de ferro de Pauam.i.quasi construido de to-
suir irroa*famosa forja pliisica e moral para resistir
por tanto lempo a um conlinoado mo\ intento. Nflo
se pode ver sem tristeza c sera d esta machina bu-
mana, que. redondo a nma vonladc de ferro, anda.
agila-se clula contra as mais violentas dores. Hug-
hes d dez vollas por minuto, ou seiscentas por hora.
Hoje a meia noile concluir a sua sexageulessima
uiiletsima volta.
do, facilita alravcssar o espajo, que separa os dous
mares, era qualro ou cinco dias. Urna oulra via
frrea, que salte de Puerto-Cabello, ni proximidade
de Oraoa, deve trauspor as cordilheiras na altura
de, pouco mais on menos, 1,000 metros, para ir en-
testit curo I baha de (onchagu. O* pontos que
:

MHTiiflnn


DIARIO DE PtRMMBUCO. SEGUNDA FIRI 26 DE FtVERtlKO DE 1855.
I*
/

al agora lern liv.ido a allencSo "H geographos c
engenheiros sao ciaeo, a saber : o islhmo.de Dariiin,
o deTelmanlepecjo de Panam, o .le Dari'en, a pro-
vincia de Clioco finalmente o lago de Nicaragua.
temando Corle*, quando descubri o mar do sul,
suppoi que devia existir algnma communicajao na-
tural catre cosita que (o prximas esta va m, e em-
pregoa na sua dsscoberla a maior perseveran.
O istbmo de Tehuanlepee fora oque mnis attra li-
ra a sua alienlo a Coi ahi que elle julgoii haver en-
contrado segredo do eatreito. I)cz annos depuis
da tomada do Mxico em t528, convencido da inuli-
lidade dassuas nvesligacoes, enviou a corle de Ma-
drid memorias destinadas a desenvolver ai vanla-
gens do ama communcacao que muilo convlnlia
abrir entre os dous mares, por meio de rios, e de
canaes currando na directo de leste para o oeste.
Numerosos planos, depositados depois nos archivos
leu a esta grandiosa empreza ; mas he parlicular-
tnenlo desde o estebelccimento dos Inglezes as coi-
las de Honduras e de Mosqoialos, que mais se sentio
quanto era conveniente abrir ao commercio esta im-
portan^ via, que Cortei ha mais de tres seculos ja
imaginara, e que aproximara da Europa a costa Oc-
cidental das suas Amcricas, as Ibas da Uceania, a
Nova Zelandia, a Australia o tola a Azia Oriental.
O jornal de Spzteg-Field diz que urna parli-
da do cao coinposla de 23 pessoas, hatera os bosques
vizinhos oblivera os seguimos resultados ; 1 galo
bravo, 5 patos bravos, 13 falcoes, 7 rapozas verme-
Ihas, 21 mochos, licodorni/.ei, 31) corvos, 76 galles
do monte, 101 coelhos, 113 perdizes, 020 esquilo-,
1,620 sarapintados, e alem disso muilo- ponidos,pe-
ga?, etc., sendo o total das percas de cara de l.">:illi.
Toda a Kussia meridional lie formada de slei>-
pes, cujo terreno lie absolutamente plauo e compac-
to ; nada varia a uniformidade e a tristeza daquel-
las sollides; nenhuma ondnlac.no de terreno, ne-
nhama arvore, de distancia em dislaucia, nada exis-
te alm dos tmulos com as suas estatuas de pedra
( baba | montees da Ierra de 10 a 15 melros de al-
tura.
O terreno dos sleppes he esleril; as proprias mar-
gens dos rios apenas se encontrain plantas enguica-
das. lie verdade que nos lius de abril, urna vege-
laco abundante cobre os steppes ; he entilo que m
contempla nm prado vienzo coberlo de dores nu-
merosas, mas bem depressa os calores do esli ( 35
graus centgrados) seccain ludo, e urna poeira im-
mensa he sem ces*ar levantada pelo vento quente.
No invern o fri he lito intenso, quanto o calor lia-
vil sido forte ; o Ihermometro desee a 38 e 40 graus
centgrados. A nev checa algumas vezes a dous
mellos deespessura, e quando rebentam as tempes-
tades chamadas melis, on cae geada. qne dnra 8 e
algumas vezes I5 em grande petecos. Os rebanhos abitados pelo ven-
to do norlo, sito assim impcllidosal ao mar, c mili-
tas vezes all precipitados. Em 1827 os metis fi-
zeram perder aos Kirghiz 280,500 cavallos, 30,41(0
liois, um milhao de carneiros e 10 mil camellos.
4 600
4 500 o
2 400 >
i(i a m a 358 i)
E 9 naos mais pequeas.
300 a 350
350
200
100 a 160
O governo inglez vai mandar para o Oriente :
11:1100 capoles de pelles.
4i:000 brreles de pelles.
44:000 pares de luvas de pelles.
44:000 capotes impermeaveis.
44:000 bolas grandes de conrode vacca.
44:000 colleles de flanella.
H:tHH) pares de polainas.
10:000 falos completos para os ofliciaes.
Na poca do ultimo recencomcnlo, haviam no
altoCanad lilioroensel'.l mulliercs que tinliammais
de100 ,iiiiio. Ocapilao Jim, Imlia, que liabilava em
Alnnick, linha 120 annos, e sua miilher 1(10. No
baiio Cannd havia 40 pessoas que contavam 100 an-
nos, sendo 20 humen- e 20 mulliercs.
No oeste do Canad havia da idade de !M) a 100
annos, 112 homens c !I6 mu I lie res ; no este de 90 a
ItXI nios, IOS homens e 200 mulliercs ; no oeste do
Canad de SO a 00 annos, 1:071 homens o 863 mulhe-
res ; no este 1,593 homens e 1,437 mulliercs.
Alem das Iropas franeczas que enlraram em
tlespanha por Dayona e Irun no da 111 deoulubro
de 1807 entraran) mais 17(400 infantes e 7,120 cival-
los, 100 carros, 04 pecas, 18 morleiros e 55 obuses.
Em 1808 enlraram 203,200 infantes e 36,200 caval-
los, 1800 carroso 196 peras de arlilharia. Em 18(10
passaram a fronteira 14,950 infantas e 4,362 caval-
los. 434 petase 365 carros. Em 1810, 121,510 in-
fantes e 25,754 cavallos, 90 pecas, 16 raorteirosc
3,209 carros. Total dos qualro anuos referidos,
120,060 infantes e 73,436 cavallos, 7,650 emprega-
dos no exercito e 7,530 guias. Total geral 508,676
homens, 830 peras, 34 morleiros, 35 obuz.es e 5,471
carros de bagagens. Nos 2Sdas do mez de Janeiro de
1851 s enlraram 600 infantes c 150 cavallos : o nu-
mero de prisioneros liespanhocs, inglezes c porlu-
guezes, conduzidos a Frasca, por Bayona ale ao dia
22 de feverclro seguinlc, foi do 48,288.
Ue todas estas tropas fraucezas, desde 1,807 al
1811, s enlraram cm Franra 53,300 homens. Fcila
a paz, os duques de Dalmacia e de Albufera .linda
linbam debaixo das suas ordens 80,000 homens pelo
menos ; portanlo em 7 annos a guerra na Pennsula
ibrica cuslou a vida ou a liberdade a mnis de 50,000
Irancezes ou eslrangerus ao scu trrico.
Conforme um relatorio presentado ,'i assemlika
nacional, o valor aproximado do material da guer-
ra, existente ein Franra em 1849, era de 459 mi-
lhes de francos (mais de 73 mil conlos}.
A artilheria contava 4:967 peras de balcr, de di-
versos calibres, de bronze, 3:411 de ferro, 3:800 de
campanha, de bronze, 2:075 morleiros quasi lodos
do brouze, 4:382 obuzesd cerco e de campanha,
2S9 pedreirosde bronze, 17:674 carretas e reparos ce
cerco, de piara, de campanha.
Noaarseuaes exisliam 6:091;234 talas, 9:15:3(0
bombas, 1:600:000 balas de obuz, 212:215 granadas,
177:588 caixas de balas para peras e obuzes, 16 mi-
lhiies de balas, 25 milhes de kilogr.immos de pl-
vora, 99 milbes de cartuchos, 86 milhes de sarcos
heios, 4:622 cartuchos de peca. Existem 11 fuo-
dirocs de artilheria.
<> estado tinba mais 2:940:000 espingardas c mais
de 1 milhao de espadas. -
A illta de Cuba, com urna superficie de perlo de
"rjrXt NJlias geugraplucas quadradas, e um milhilo e
meio de habitantes pouco mais ou menos, cuja me-
l.ade sao negros, lem presentemente 76 milhas ge graphcas de caminhos de ferro em actividade. As
linbas principaes ligam com a Ilavana, Mulanzas, e
Crdenas ; alem disso, um caminbo de ferro condnz
de Jucaro, sobre a cosa septentrional a 7 milhas e
meia de interior ; oulro de Cienfaegos a Santa Clara,
nutro de.Nuevilas a Puerlo principe, e da cidade ele
Cuba a el Cobra.
(luirs linhas exislem que estando ja em parle r.a
arlividade, tem a outra parte projeclada, c o ramal
inteiro, quando terminado, tornar accessiveis lodos
os pontos da ilba, o qne be tanto mais importan!'.
quanto as estradas em geral sao mas, e durante ns
eslaces ebuvosas inleiramcnlc impralicaveis. O
primeiro caminbo de ferro, na"o i em Cuba, mas en
todas as possesses hespanbolas, foi o de Ilavana a
Bajucal c Cuines, inaugurado em 1837 e 18:18, em
qaanlo qe na Ilespanba propriaroenlc dila, s foi
em 1818, por consequeucia dez annos mais larde,
que o primeiro caminbo, o que existe entre Matnro
e Barcelona, foi dado a circularlo. Estilo eslabele-
cidoa telegraphoselctricos de Pinar del Rio, apar-
te occidental, a Santiago de Cuba, na parte oriental,
com as suns ramificares sobre os pontos mais im-
portantes da cosa, desde Uavaoa, a Matanzas, Cr-
dena e Ganajay, ao longo do caminbo do ferro ; fi-
nalmente, da Ilavana a Batabano, na costa meri-
dional.
Os dous casos seguinles dao urna idea do rigor
das leis americanas contra os seductores :
Miss Elisabelb Grcnn, de Oldlown, cbamou pc-
ranlc os Iribunaes M. de Wolf exigindo-lhe 10,00o
dollars de perdas e dainos por nlo ter cumprido a
promessa que lbe fizera : M. Wolf advogou cm pes-
soi a sua causa ; porcm todos os seus argumentos li-
caram sem forja visla de alguna trechos de poesia
sentimental,quededicra a MissGrecn. O jurj in-
dignado com semelbante deslcaldadc, concedeu a
aulhora urna indemnsacu de 1,625 dollars. .
i 1:6009000 rs.) '
No condado ele Franklin o tribunal julgou um
processo, que por tanto lempo cntreleve a allenro
publica. Elijah Hodgcs citara perante a juslica Char-
les f.ce por haver seduzido sua lilda Julia Eliza Hod-
ges, Esle proces-o durou duas audiencias, cuja maior
parle foi consumida com asallegarOcs dos advogados
porque as teslemunbas fnram poncas. Provou-so que
o seductor possuia 15,000 dollars. O jury, depois
de urna curta demora em deliberar, votou pela quei-
xosa, e condemnou o seductor em 4,500 dollares
( 3:960000 rs. ), quasi a Ierra parle da sua forluna.
Sang, chefe dos insurgentes cliins, prohibi
uso do vinho. No domnenlo que decreta esta pro-
hibirn empresa os lilulos de principe do Oriente,
consolador Espirito Santo, preceptor, medico supre-
mo, primeiro ministro do estado, capilao general do
exercito.
A pintura a olen lie de lodas a mais solida e con-
veniente ; a pintura a cola he so appljcavcl aos
lelos, paredes c lapumcs que niio ficam expostos a
chuva ; a pintura a fresco he a mais viva, agrada-
Tai c econmica que se pode adoptar em militas
Saltiram no pte de gneros do p u/ para o estrangeiro, tres para a*
provincias do Br isil, e 2 cm laslro.
l'icaram no porto 78, a saber: 3 americanas, 25
hrasileiras, 4 dinamarquezas, 0 francezas, 2 liam-
circumstancias : porm actualmente fa/.-se grande burguezas, 4 hespanbolas, 25 inglczas, 4 porlugue-
applicac,lo de um genero de pintura, denominado a zas e 2suecas.
pinlura de cerveja, a qual, nao sendo anda muilo
condecida dos nossos artistas, nos parecen conveni-
ente indicar-Ibes.
Pintura por meio da cerveja.
Comcra-se, por applicar sobre as madeiras, urna
ou duas desato* de boa tinta a oleo da cor que se
pretende. Depois de eslar bem secca, da-sc-lhc por
cima urna tinta feila da seguinte maneira : dissul-
vc-se cm agua deslcmperada com cerveja nina pou-
ca de Unta da cor que se quer, bem moida c prepa-
rada, e depois de secca cobre-sc esla ultima denijo
com duas ou ires ramadas de remuda alcool.
Este genero de pintura be especialmente empre-
gado para imitar a madeira decarvalbo e oulras se-
melhanles.
As primeiras carnadas de Unta fazem-sc geral-
mcnie le edr amareUa comporta de orea e alvaiade;
e imilam-se por rima segundo o melhodu vulgar, os
veos da madeira com Ierra de Siena ou Ierra de
Cassel amarada cm agua c desfeila em cerveja.
Machina para coser incenrao americana.
No* Estados-ruidos da America, exisle ha alguns
anuos urna machina para co/.er, a qual comer a
divulgar-sc cm Inglaterra. Esla machina pode co-
zer com rapidez, forra e aceio, as blenda* de linbo,
algodao, panno e fazer lodos os artigos de \estuario
excepto pregar botos e fazer asas. A machina
funeciona com duas agulhas alimentadas cada urna
por um fuso scmclliante ao dedobar, que lbe trans-
mita o fio ; a primeir.i dcstas agulhas fuucroiia
verlicalmculee a segunda linrisonlalincnto lias ex-
Iremiilades dos pontos formados pela primeira prj-
duzindo assm urna especie de ponto de rada. que
aprsenla muila solidez.
lodo o marhinismo oceupa apenas o esparo de 3
e meio palmos c pe cm movimcnln um volante mo-
vido a manivela de man, mas que lambem para
maior rapidez se pode mover com um pedal. No
Irabalho dcsla machina, comera-ss por alnhavr.r c
Irafar a liaba da costura que se pretende faier e
basta cncaminhar as agulhas para que ellas ligam o
Irabalho pela linha ou aliiihavu Iracado. Pode a
vontade fazer-se ponlos largos ou eslreilos c a cos-
tura pode levar-se cm linha recia, curva ou em
urna serie de zig-zags.
Com a manivella de man podem dar-se 500 pon-
los por minuto, c com o pedal o duplo dcstes pontos.
Os pontos sao regulares, firmes o de bonita appa-
rencia. Esla machina dizem fazer o Irabalho cor-
respondente a 20 coslureiras.
[Jornal do Commercio de Lisboa.)
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIPE 2 DE FEVEREIROAS 3
HORAS DATAROS.
Cotares lliriaes.
Desconlo por poneos dia*11 '* ao anno.
Frcle de algodao da Parahiba para Liverpool', d-
e 55 por libra.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 23 .... 256:6901541
ldemdodia2........12:IOti-or,
268:S87t">8
Os Irabalho* do caminbo de ferro ; egypcio, en-
tre o Niio e Alexandra, acabam de ser comerados ;
ma* as innundare* peridicas do Niio impedem,
por algum lempo, a coolinuacSo entre Alexandra e
o Cairo.
Um correspendenle do Times diz que os solda-
dos alijados vendem os despojos dos russos que en-
conlraram no campo da batalha de Inkcrman. As
medalhas, conforme a sua iliuiens'10, vendem-se de
5 a 20 schellngs ( de 1j)l00 a 45400 rs.) as fitas, 1
dollar, ( 880 r*.) ; os crucitixos, 1 dollar( 880 rs. )
as imagens dos santos, de 2 a 10 sh, ( 440 a 2S200)
os emulclos, 1 sch. 6 pence ( 280 rs ; ) as espingar-
das, 30sh. ( 73200 rs. ) as carabinas, .50 sl. ( 113000
rs. ) as espadas, 20 sh .-(491O0 rs.)
Lm barbeiro de I.yao ( Franca ) apostou que fa-
ra cincoenta barbas em urna hora, devendo o oflici-
al ensaboar as caras dos freguezes com uilccedencia.
Esla aposta que segundo se diz he sobre urna avul-
tada quanlia, ser decidida perante um congresso de
Fgaros lyonenscs, escolbidos denlre os artistas de
mais nomc no oflicio de cscanhoar.
Descorre jam hoje 2(i deferereiro.
Barca inglezaGeneral Crenfcllo resto.
Barca inglezaD. Ilicardomerradorias.
Ilrigue inglezMarlhadem.
Brigue inglezVari/ .Innplvora.
Brigue inglezWellingtoncar.vo^-~
llrigue dinamarquezl 'ncatabeado.
Patacho suecoY Junaidem
luiporiacaO'.
libreara Caprichosa, vinda do Ass. consijheya
a Bernardo Jos Mouteiro (S I ruin inaiifeslou o se
guinle:
, 57,880 pcixes seceos, 7 conros salgailos, 6. aU|uci-
res de sal, 26 arrobas do carao; aos consignJHarios.
CONSULADO GEKAL. 5'
Rendimenlo do dia la 33 72:286>(i22
dem do dia 2i........1:0060246
. MOVIMENTO DO PORTO.
A'arios entrados no dia 2.
Glasgow e Lamlash90dia<, do ultimo porto 58,
brigue inglez Ilarnj, de 23i toneladas, capilAo
Tliomaz A. JIc. Rae, equipagem lo, carga carvflo
de podra ; a Adamson llowiu iV Companhia.
Londres81 das, brigue inglez Mari/ .Inn, de 182
toneladas, capilao (eorge Rnberl Ilubliar.l, equi-
pagem 0, carga fazendas c mais gneros ; a Fox
Brothers.
rlacios salud is 110 mesmo dio.
CubaPatacho inglez Unward, capilao B. Banks,
em laslro.
FalmoulhEscuna liamlnirgucza llcnrick Gstate,
capilao Clan* Bolz, carga asnear.
lla\re pelo ParBarca franceza PernamIlUCO, ca-
pullo Durruly, carga assucar.
PhiladelpbiaBrigue blglcx "m. J'unlon, capilao
1. tay. carga assucar.
Maranbito e Paralliate brasileiro Lindo Paguis,
mestre Jo- Pinto Nones, carga assucar c mais ge-
ueros.
\aiios entrados no dia 25.
Para e porlos intermedios11 das c 7 horas, vapor
brasileiro Imperador, commandan.c o 1." lenle
Josc Leopoldo de Noronba Torrezno. Passagei-
ros, Antonio Raymundo Teixera Belfort Bxo,
Jos Harienno da Costa, Francisco Domingucs da
Silva Jnior, Franklin Washington de Sooza Re-
g, Raymuudn Angosto deS, Jos Roberto de S;i
Kibeiro, Antonio .Marques Rodrigues, .lo.iquim
da Costa Barradas Jnior, Allino Lellis de Morncs
liego Jnior, I.uiz (ionralves Hachado, Jos Smi-
th de Vasconccllos, Jos Alexandrc de Ainorim
Garca, Jos d.i Rocha Moreira, AngOllo Carlos
A. (arria, Antonio Francisco da Silva Albano,
padre Jos Aicxandro Gomes de Mello, Vicente
Ignacio Pereira, Joaquini Ignacio l'creira c 1 es-
eravo, Domingos Antonio Alves Ribeiro, Vicente
Jos de Brilo, Gabriel Alcides Raposo da Cmara,
Jos Marques Cantadlo, Joaquim Marques dina-
dio, Antonio Marques Caniacho o I escravo, Joa-
quim do Nascimeolo Coala Conha Lima e 1 escra-
vo, Joaquim Gome*da Slveira o I escravo, Rufi-
no Olavo da Cosa Machado, Jos Flix do Reg,
Augusto de AlmeiJa Albuqucrquc e I escravo,
Antonio Camello de llollanda, Antonio Polary,
Antonio Rabello de Oiiveira, Antonio Rabcllo de
1 llivcira Jnior, Manuel Rabello de Oiiveira, Jos
Francisco Moreira, Antonio Pereira Mendes, An-
lonio Rufino Aranhas, Francisco Soares da Silva
Retumba c 1 escravo, Antonio Pereira Vianna,
Manoel Mendes de Carvalho, c I soldado dcscrlor.
Seguem para o sul, Lourenco Antonio da Cosa
Ricardino, Antonio Joaquim Gomes do Ainaral,
Geraldo da Gama Lobo Beutes, lenle Paulo
Mauricio l.ucke c sua scuhora, Lucas Rodrigues,
alteres I.uiz Martina de Carvalho, sua seuhora e 2
escravos, Caelano de Brilo de S. Gaioso c 1 escra-
vo, Manoel Alves Cosa Fcrrcira, Francisco Jos
de Medciros Jnior, Anselmo Ferreira Conde e 1
escravo, Antonio Mendes da Cruz Guimarfies o 1
escravo, Jo.lo Facundo Castro Barbosa, O. Manoe]
Francisco Barbosa, alteres Feliciano Jos Ilenri-
ques, Joaquim Henriques Ferreira B., sua senho-
r.i, 3 lilbos c I criada, 3 cadetes, 1 sargento, 1 ro-
dilla para a marinliu, 7 rccrulas para oexercilo c
36 escravos a entregar.
.lacios saltidos no mes/no dia.
Boston. Pelacho americano Julia, capilao S. B.
Hay. carga assucar.
Maraubao, Cear e Para.Escuna brasilcira Emi-
lia, carga varios gneros. Passageiros, Jos Fran-
cisco Soares, Jos Raymundo Pcssoa, Jos Alves
Guerra, A. S, Macicl Jnior.
Babia.lliale brasileiro Amelia, ni es I re J. Jos da
Slveira, carga bacalho e mais geoero*. Passa-
geiros, Manoel Antonio da Costa Jnior, Carlos
Jos Gomes.
Babia.Sumaca brasilea llorlencia, mestre Se-
basliao Lopes da l^os'a, carga bacalho e mais g-
neros,
commcrciaes do commerciante nao matriculado Leo-1
poldo da Silva Queiroz. cslabelcrido com loja de fa- j
zendas na ra do Qoeimado n. 22, como se eviden-
cia dos documentos do 03 a II ti, declaro o mesmo [
commerciante nao matriculado Queiroz cm estado
de quebra, acontar de 10 do correnle mez, confr-
meos arts. 806 e 807 do cnd. roninicrri.il.
Nomcio para curador fiscal de Gcorge Palcbctl ge-
rente da referida firma Roslron Bunker c C credo-
res e supplicanlesa (1 2 arima mencionados, devendo
o dilo curador fiscal prestar juramento. E ordeno
que se ponham os compelcnlcs sellos, e que se re-
mella sem demora ao respectivo juiz de paz urna
copia aulhenlica desta senlenra, c que a mesma se
all ve o publique, ludo na contbrmidade doart. 811
e seguinles rio citado cdigo, procedendo-se tiestas e
rin Indas ai medidas provisorias com a devida ccle-
ridade.
Recite 21 de teverciro de 1S55.Custodio Ma-
noel da Silca Guinutr&es.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA OO COfcUO 1 .*XrD.iA 25.
O Dr. P. A. Lobo Mnsenzo i consullas bomcopalbicas todo* o* das aos pobres, desde 9 horas da
manMa aleo meio da, c em casos ex Iraord i n arios a qualqner hora do dia ou noile.
Oflerecc-se igunlinenle para pralicar qualqner opcrai;iio de cirurcia. e acudir promplamenlc a qual-
quer uiullicr que estoja mal de parlo, e cujascircumstancia* uao permillam pagar ao meSleo.
SO COSDLTORIO DO DR. P. 1 LOBO H0SC0ZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de mcddkna homcopathica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em por
logues pelo I)r. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompauliadode
um diccionario dos termos de medicina, rirurgia, analomia, etc., ele...... 2U&00
Esla obra, a mais importante de lodas asquetratam doestudo e pratiadahomeopalliia, por sera nica
que conten abase fundamental ri'esla doutrinaA PATI10GENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAFDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
fcm cumprimcnto desla niintia senlenra convoco soas nuc ^ qucrcm dedicar pratiea da verdadeira medicina, interessa a todos os medico* que qnizeieui
a lodos os credores presente do referido fallido Leo- i experimentar a <>outrina de llahnemann, e por si mesmos se convencercm da verdade d'clla: a todos os
poldoda Silva Oueirnz, para que romparecam cm' fazendeiros c senhores decnsenho que eslaolonge dos recursos dos mdicos: a lodosos capiles de navio,
qne urna ou pulra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr inrommodo sen ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por cirenmstancias, que ntm sempre podem ser prevenidas, silo obriga-
dos a prestar in corttinciiti os primeiros soccorros cu suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopatha ou tradurc.ni da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil s pessoas qne se dedicam ao esludo da bomeopalhia, um volu-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 100000
O diccionario los lermos de medicina, cirurgia, analomia, ele, ele, cncardenado. :l000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratici da
bomeopalhia, c o proprietario deslc cslnbelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninauem dovida boje da crande suptrior'ulade dos seus medicamentos.
Boliras a 12 tubos grandes...............
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a l(l, 125 e 159000 rs.
Hilas 36 ditos a............
Ditas 18 ditos
Ditas 60 dilos
Dilas til dilos
Tubos avulsos .
Frascos de meia anea, de lindura. .
Dilos do verdadeira lindura a rnica.
Na mesma rasa ha sempre venda crande numero de tubos de rrystal de diverso* tamanbos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
dc e por presos minio rommodos.
I
73:29i>868
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo da da 1 a 23.....:3335281
dem do dia 21........ 133S936
casa de niinlia residencia na ra da Concordia do
bairro do Sanio Antonio, no dia 26 do correnle mez
as 10 horas, a lim de se proceder a nomearao de de-
positario para receber c administrar provisoriamen-
te os bens da casa fallida.
E para que chegue a noticia de todos inandei pas-
sar editaos que serao publicados pelos jomaos, e
afllxados na prara do commercio, na casa das audi-
encia?, e no eslalielecmenlo do fallido.
Dado e pastado nesta cidade do Recite do Pernam-
buco aos 21 de teverciro do 1S55.
Eu Manoel Joaquim Baptisla, cscrivao interino o
escrevi.Custodio Manoel da Sitia GtUmartt.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
cm cumprimento da urdeni do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propietarios abal-
lo mencionados, a entregaran na mesma lliesoura-
ria, no prazo de 30 dias.a contar do dia da primeira
publicacao do prsenle, importancia das anotas
com que devem entrar para o cairamente das casas
ila ra -la Peoha c (res da ra do Raugel, conforme
o disposio na lci provincial n. 330. Advertindo que
a falla da entrega voluntaria sera punida rom o du-
plo das referidas quola-, na r.onuirmidadc do artigo
6 do rcgulameuto de 22 de dezembro de 1851.
Ba da Peoha.
N. 2. llerdeiros de Joaquim Jos Ferreira.
4. Julio l'orlella........
n 6. Nuno Maria de Seixas.....
i) I. llerdeiros de Jos Mauricio de Oii-
veira Macicl...........
3. Dilos de Cactano de Carvalho Raposo
5. Dilos dito.........
7. Domingos Jos da Cosa.....
9. Francisca Benedicta dos Prazcres .
II. Jos Moreira da Silva.....
o 13. Juliao l'orlella. .......
15. Paulina Maria........
17. Antonio Luciano de Momea Mosqui-
ta Pimentel e llerdeiros de Hanoet Paulo
Ouinlclla...........57^000
19. llerdeiros de Manoel Paulo Ouinlcl-
la e Francisca Salusliana da Cruz. .
n 21. llerdeiros de Manoel Paulo Ouinlcl-
la c Francisca Salusliana da Cruz. .
ii 23. Joaquim Jos da Costa Pajosas .
25. Irmandadc das Almas do Bccife. .
20. Joaquina Maria da l'iirificarao .
29. Viuva e herdeiros de Antonio Joa-
quim Ferreira do Sampaio.....
a 31. Marcolino Goncaives da Silva. .
o 33. Frandsco Jos da Silva Maier. .
Uno do liangel.
i) 77. Francisco Antonio de Oiiveira J-
nior ............
u 79. dem idem idem.......
ii SI. Alaria Anuunciada Adelaida Alves
da Silva............
EDITA ES.
Exislem em Paris 601 padeiros : 500 carniceiros
e 1,721 casa* depaslo, e 3,182taberneiros, 1,872 nl-
faales, 2^02 coslureiras, 918 chapelleiros e 1,125
modista, 3,0lp sapaleiros, 33,000 casas, 6,350 ba-
ldos pblicos, 25 Ibeatros c 1.323 boieqains.
Hoje que atlenrao publica est empregada nos
mares do Oriente, nao deixa de ser curiosa a seguin-
te noticiada* torcas navaes que a Inglaterra possuio
em lomos remolos.
A esqnadra de Ricardo I, quando este monarcha
sabio do Marina para a Terra Santa, compunba-se
de 13 grandes naos, de 250 naos mais pequeas, de
53 galeras, e um grande numero do transportes. A
esquadra do Eduardo III, em frente de Calais, era
1317, compunha-se de 1,638 naos Iripoladas por
11,956 marinheiros inglezes, o quo d um termo
medio de 20 homens por nao ; 15 naos e 195 mari-
nheiros de Bayonna, termo medio 30 por nao; 7
naos e 181 homens hespanhoes; 1 nao irlandcza, com
2.1 homens ; 11 m'os de Ftandrcs, com 133 homens,
apenas 10 por nao ; I nao de Gucldciland, com 21
homens ; 15 destes navios donominavam-se naos
do rei, e eram tripulados por lia homens.
Por aqu se ve que ai naos britnicas desla poca
eram de pequea capacidade.
Nos meados do secute XV comcraram a construir-
se naos de maiores dimensOes. Guilberme Canning,
celebre mercador que foi cinco vezes matrede Bris-
lol, Icndo sido condemnado por motivo de rcbclliilo
a pagar 300 marcos, Eduardo VI commutou a forma
do pagamento, mandando que desse a coioa navios
computados em 2,-170 toneladas.
Entre os navios que por esla occasiilo passaram pa-
a o estado, conlavam-se um de 900 toneladas, um
de 500 e oulro de 400.
Em 1506, Jacob IV, de Escocia, mandou construir
nina nao, que se perdeu indo de viagem para Fran-
ca. Na esquadra de Ilenrique VIII, havia a nao He-
gente, de 1,000 toneladas. O llenriane Grara de
Dos, era anda de inaiores dimenses, o passava
por ser o primeiro navio que dou a volla do
mundo.
Em 1575 a.esquadra ingleza compunba-sc unica-
inenlc de 2 embarejees, c o numero dos navios
mercantes era de 135 de mais de cent toneladas, e
GSSentre 10 e 100 Instaladas.
Tor occasiio da morlc de Isabel, em 1603, apena,
havia qualro navios de 400 toneladas. A maior nao
.le Isabel era de 1,000 tunela-las, ti ii potada por 310
homens, e montando 40 pecas, amis pequea era
de 600 toneladas, Ihpolada por 150 homens, e com
30 pejas.
Ei* a lisia das naos, dadas por sir Wiiliam Mon-
sen, na occasiilo da morto de Isabel:
Em Pars Irabalha-se actualmente na mpressao
de cem ejemplares da obra atlribuida a Kempis. A
Iiuilacao de Jess Christo, para a expsito univer-
sal, os quacs serao verdadeiros primores d'arle. Es-
tes cem volumes cuslarflo, diz a l nio, mais de
150:000 frauros (31:0009000 ris.)
O principe Maharajah-MurrenJer-Sing-Ma-
lunder-Bahadon, de Pullialah (India), cuja prxi-
ma chegada fora annunciada em Londres, c qu e
fora precedido de urna caria que Ihc abr*
um crdito de 12 milhes sobre diversos ban-
queiros da Inglaterra, torna nulavel a sua chegada
Europa por grandes excentricidades.
O Memorial llordelais refere que cm vez de se
dirigir a Londres, como seesperava, comecou as pe-
rigrinac/ies pelo Occidente da Europa, pela cidade
do Bordeo*, ndc desembarcou de um navio vindo
do Calcula.
O npulcnto nababo, cm vez do ir alojar-sc n'uma
hospedara, comprou urna casa na ra Pombe-l'Olv
com pateo c quintal, que mandou mobiliar com o
goslo e luxo, vulgares na India, mas que em Br-
deos nao teri de certo imitadores.
Este rico personagem, indo de encoutro aos habi-
tes europejis, mandou dispor os movis nao sobre o
sobrado, mas suspensos ao lecto. por meio de rolda-
nas, com um artificio muilo engenhoso, que Ihc per.
mille descer as cadeiras, as mesas, os sophs e os
leitos conforme as suas necessidades ou os seos ca-
prichos.
lia dous das foi i loja de um mercador de bar-
retes (casquetes1. Encbeii de brreles um caleche de
aluguel, e percorreu varias ras da cidade aliran-
do-os as pessoas que passavam de chapeo.
Chuvia a canteros, e os laes barretes que silo im-
permeaveis eram apandados com avidez pelos tran-
sentes que iam alagados, no meio de clamorosos
bnrrahs.
i 1679277
Exportacao'.
Babia, sumaca nacional HortcnciaB, de 94 tone-
ladas, conduzo oseguinte :10 barrismlho alpiste,
15 saceos, cominhos, 70 caixas vinho moscatel, 10
saceos pntenla da ludia, 20 barricas familia de tri-
go, 12 caixas loura, 100 caixas velas de cipermacele,
2 dilas fazendas, 500 barricas e 10 barriquinhas ba-
calho,! embrulho pennas de aro, 10 saceos cera de
carnauba, 6 queijos manleiga, 51 cascos com 2,890
medidas de azeilc de carra palo.
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS CE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 23......16:2399921
dem do da 21.........l83BfM9
18:0789390
369000
',l5(itH)
609000
IOS92O0
909000
789000
369000
139200
159000
279000
189O0
509400
7:1-3800
849000
579600
369000
5(29300
309000
639900
93-sftOO
259500
a
a
a
89000
209000
2.59000
309000
609000
19000
29000
29000
O abaixo assignado, curador litca
da massa fallida de Nano Hara de Seixas.
taz saber a todos os credores da massa,
que pelo Dr.jufz municipal do cominer-
cio da segunda vara foi designado o dia
1 de mareo, pelas 11 limase meia da ina-
nbaa, para a reuniao dos mesmos credo-
res, em a casa da residencia rjaqueltejutz,
alim de assistirem a leitura da sentenca
arbitra, procedendo-se as mais diligencias
que foicni de mister para ti ?eriicac5o dos
crditos e deliberarem solire o contrato
d uniao, visto nao lerbavido numeroSuf-
liciente de credores reunidos no dia 22
do correnle. Ilecifc 24 de l'evereiro de
1855.Joao Piulo de Lemos Jnior.
g .'liBUCiCAO' IH> I\STITtT 110- @>
MilU'VTlICO DO BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HO-
MEOPATHA.
i
i
i
I
, 109500
1:247>IO0
E para constar se mandn allitar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria proviaoial de Pernam-
buco 10 de teverciro de 1835. O secretario, Anto-
nio FeTeira d'Annunciacao.
DECLARaCOES.
2 de 1,000 tonelada, com 500 liomciiJ
3 D 900 ,i 400 a 500
3 800 u 400 >i
2 a 700 a 330 a 400
L-sc no Harringtod Guardian, jornal inglez, o
seqninto ;
Convidam-sc as damas da Warirngton e dos arre-
dores para preparar dentro cm oito das a maior
quantidado de plum poding podim ingleza1, que
poderer, lendo a camella de ocoserem bem, conser-
vando-o no envoltorio. O Guardian Ibes indicar.i
n'um prximo numero, onde .lvenlo fazer a entre-
ga, para que parla no prximo correio p;.ra a Crimea,
As receilas dos llicalros, bailes pblicos c ou-
tros divcrlimenlos de Paris, no mez de iiovcmbro
fnram de 1:110.762 fr. 20 c, excederam asdo mez
de oulubro cm 77:872 fr. 08 c. Os llicalros impe-
riaesrendem 400:122 fr. 97 ecos secundarios,
629:281 fr. 38 c. o reste perlence aos concerlos,
bailes, etc.
Os' quadros cstitislicos da emigracuo para os
Estedos-Unidos, moslram que desde 1820 aleo 1.
de Janeiro de 1853, 3,204:818eslrangeiros (bagaram
aquelles estados, sendo o termo medio 100,151 por
anuo : o numero dosbabilantcsdos Estados n.iscidos
no estrangeiro, lio de 2,210,8:!'.!: o numero dos
brancos nascidos nos Eslados be Je 17,737,578 ; e o
de pessoas de que se nao conbtcc o lugar do sen
nascimeolo be de 39,15i.
L-se tanibcm ncslcs quadru.;, que o numero das
igrejasdos Eslados-Unidos be de 38,061, que podem
conlcr 14,234,025 licis. O valor das propiedades
ccclfiajiticas nos Eslailjs-t.'nidoj he de J38.649,(K)0
francos (70:183:84090tKl rt.1
ARTES EINVENCO'ES.
Os muro, paredes tapumes, que formam a cons-
Iruccito de um edilico qualquer, sao de ordinario
pintados c envernizados afim de sulilrabir as ma-
deiras a acc.io destruidora da aimmipuera, e dar-lhe
um aspecto mais agradavel a vista.
PRACA 1)0 BECIIE 21 DE FBi EKEIRO DE 1855
AS 3 HORAS DATAKDE.
Hrtala semanal.
Cambios Sacou-se sobre Inglaterra a 28
'; c 28 'i d. por 19, c a 3 por ',
de descont sobre o Kio de Ja-
neiro.
Algodao- Enlraram 156 saccas, c vnden-
se a 59 por arraba do regular, c
>:!0O do escolbido.
Assucar- Em conscqucncia das cliuvas a
callada foi pequea, c bavendo
neres-idade de concluir diversos
carregamenlos os preros subiram
alguma cous.i, vondendo-sco bran-
co de segunda sorte de 2,~ 29700, o do le ccira de 99900
29500, o de quarta de 25200 a
29250, e o de quinte e sexta de 2r?
a 29050: o masca vado escolbido
de 19700 a I98OO, ,n regular de
19500a 19600, e urna partida mui-
In especial a 19850. Logo que a
entrada mclborar, be provavel que
o preco sotVra alguma baixa.
Agurdente Vendeu-se a 8O9 por pipa.
Couros-------- Mein a 180 rs. por libra dos sec-
eos salgados.
Azcile doce- dem de 29500 a 29000 por galiio
do do Mediterrneo, e a 29800 do
de Portugal.
Ilacallio Tivemos um carrcgamcnlo que
seguin para o Rio com esperaue
de vender do 1lb200 a 209, preco
que conste existir alli. Kclalhou-
so a I61 c lia cm ser 4>500 bar-
ricas.
CatuB-secca- Do carregimienlo \indo de Buenos
Avrcs exislem em ser 8,000 arro-
ba, lendo-sc venidu do 5>500 a
S S600 por arroba,
l-arinliadc trigo- Vcudeu-sc de 259 a 2(1} por bar-
rica a de Pliilaueipbia, a 249 1
de Ballimore, a 329 a de SSSF,
a 309 a de Iticbmond e de 20-" a
239 da de Vnlparaizo. Ficaram
em deposito 3,100 barricas e 1000
saceos.
Manleiga- dem a 710 r>. por libra da ingle-
za, c de 5:10 a 510rs. da franceza.
Disconto llebater.im-.se letras do 9 a 12 por
cenlo ao anno.
I roles...... a cxccprao de um navio que se
frelou a 1|2 d. por libra de algo-
dao para rarregar na Parahiba,
nada se fez, aperar de termos
muilos navios no pirlo, pelas alia
dos genero.
Enlraram duianlc a semana25cmbircaces: sendo
10 com carregamentos de oulras provincias, ', em
laslro, 4 com carvio de pedra, 6 com gneros c fa-
zendas estrangeirase 1 com guano: c tocaram 3 va-
pores, 2 brasileiros c 1 inglez, c mais um navio com
carregamenlo de bacalho.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em cumprimento da ordem do Ein. Sr. presidente
da provincia de 13 do correnle, manda fazer publico
que no dia 15 de marro prximo vindouro, perante
a unta da tezeuda da mesma lliesouraria, se ha do
arrematar a quem por menos fizer, a obra do 12
lauco da estrada do sul, avaliada em 13:3109000 rs.
A arremalacao ser fcila na forma da le provin-
cial B. 343 de 14 de maio prximo passado e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecamua sala das sessOesda mesma juuta, pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou afllsar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pcrnam-
buco, 20 de fevereiro de 1855.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
1.a As obras do 12 anco da estrada do sul far-se-
hao de contermidade com o orcamento, planta, per-
lis, approvados pela directora cm conscllio, e aprc-
scnlados i approvanlo do Exm. presidente na im-
portancia de treze conlos Inventos e dez mil rcis,
13:3109000.
2.1 O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez, c as concluir no do onze, ambos
11,1 terina do arl. 31 da lci n. 286.
3.' O pagamento da importancia da arremalac/io
eftecluar-se-ha de contermidade com o artigo 39 da
mesma lei, c ser teitu em apolices da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 35.
4. O prazo da responsabilidade sera de um anno,
durante o qual sera o arrematante obrigado a mau-
ter sempre a estrada em perfeito estado de conscr-
varAo, sob pena de seren inmediatamente teilos os
reparos necessaros sua cusa.
>.'' Em ludo o mais que nao eslver determinado
ncslasclausulas, seguir-sc-ha oque a respeito dispoc
a lei n. 286.Conforme.O secretario.
AulonioFerreira d'Annunciaro
O Dr. Custonio Manoel da Silva tjumarac*, juiz de
direito da primeira vara do civel c commerciu
nesta cidade do Recite de Pcrnambuco por S. M.
I. e C. que Dos guarde, ele.
Faro saber que por estejuizo da primeira vara
lo commercio se ha de arrematar por venda, a quem
mais der em prara publica, c pracas successivas no
dia 26 de fevereiro seguinte, urna casa bastante
grande de pedra e cal com duas portas de frente,
quatro j,mellas com vidracas, c oilo ditas envidra-
cadas nos oiles com oilo quartos e solo, por dentro
com duas salas, arcada larga na frente, com pilares
e vanante de ferro, com um silio no campo no lu-
gar dos Apipucos por cinco conlos de ris, cojo pre-
dio fui pcnhnrado por exccucilo da viuva de Caudillo
Agosliubo de Barros contra Aulonio Pedro de Men-
donca Corte Real.
E para que chegue a noticia de lodos, mandei
pM ir o prsenle que sera publicado o aflixudo no
lugpr do costme pelo porleiro e publicado pela im-
prcuaa.
Dado ncsla cidade do Recite de Pernnmlmeo II
-le dezembro de 1851. Eu Joaquim Jos Pereira dos
Sanios, cscrivao o subscrevi. ('ustodi* Manoel da
Silva Guimariies.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Cuimaraes, juiz
ilc direito da primeira vara do commercio nesta
cidade do Recite de Pernamiuco por S. M. I. e
C. o Sr. D. Pedro TI que Dos cuarde etc.
Face saber aos que o presente edilal virem, que
RoslronRnokcr &C me enviaran a dizersuapc-
tic.lo por cscripto,queLeopuldo da Silva Queiroz com-
merciante nao matriculado, e estabolccido com luja
de fazendas na ra do Oucimado 11. 22, lendo-sc de-
clarado cm estado de nao poder solver todos os sens
debilos pedindo aos credores, em 10 do corren-
le mez, o abalimenlo de 60 por cenlo o os prazos de
6, 12, e 18 mezes, provando o deduzi do em sua pe-
lillo com documentos, e requcrcudo-ine em conclu-
Mo aarrecadarao c inventario dos bens do suppli-
cado c qualilicacKo da quebra ; c atleodendo eu
sen requerimento, suUndo os aulos a minha conclu
s.lo, nelles proferi a sentenca do Iheor seguinte.
Atlciidcndo aos lermos da exposico que a II 2 di-
dnziram os credores Roslron Rooker (V. C, referindo
as cautas que motivaran! a cessaclo jm pagamentos
Cartas seguras viudas do norte para os Srs :
Belarmino de Barros Correia, Joaquim Aulonio Pa-
ra A.Lima, Jos dos Sanios Nevos, Miguel Jos Al-
ves (2), Sebasliao Jos S.
CORREIO CERAL.
smala; que lem de coiiduzir o vapor Impera-
dor para os porlos do sul, serao techadas boje (26)
ao.meio dia, e as correspondencias qne vierem de-
pois dessa hora pagarao o porte duplo.
O arsenal de guerra precisa de ofOciaet de cor-
reiro : quem neslas circunstancias cstiver, dirija-se
a directora do mesmo arsenal, nos das uleis, das 9
horas cm dianle. Arsenal de guerra 22 de feverei-
ro de 1855. /. /. de M. llego, serviudo de aju-
daule.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direccp do Banco de
Pernamiuco faz certo aos Srs. accionistas,
que se aclia autorisado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de SsOOll rs.
por aeco. Banco de Peinambuco ."l de
Janeiro de 18.O secretario do con se-
Iho, Joao Ignacio de Medciros Bego.
AVISOS martimos.
Para o Porlo com escala pela ilba de S. Mi-
guel, segu em poucos das a vcleira e bem couheci-
da escuna nacional Linda, capilao Alexandrc Jos
Alves; tem grande parle do scu carrcgamcnlo: para
o resto, Irala-se com Eduardo Ferreira Bailar, ua
ua do Vigario n. 5, ou com ocapilao iij prara.
PARA 0 ARACATV
segu cm poucos din o bem cuotcenlo hiate Capi-
baribe : para o resto da carga Irala-se na ra do
Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO
a barca brasileira Flor d'Oiiveira. rapilan Jos
d'Oliyeira l.cile segu com muila brevidade por Icr
a maior parle do scu carregamenlo promplo : para
o reslo da carga c escravos a frcle, para o que lem
exccllenles commodos, trata-se com o consignatario
Manoel A !ves Guerra jnior na ra do Trapicha 11.
II, primeiro andar.
CEARA' E ACABACL".
Segu no dia 28 do correule o hiate Correio do
Morle ; recebe carga e passageiros : trala-se com
Caelano Cyriaco da C. M., ao lado dn Corpo Sanio
n. 25.
PARA O ACARA!.!.'
segu com a maior lirevidade o hiate Aragao, to-
cando no Cear.i se hnuver carga para l : a tratar na
ra do tjueimado n. 27, loja de Couveia l.ele.
Beal companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 2 de
marco, espera-
se da Europa,
um dos vapo-
rosda real com-
panhia, o qual
($) Melhodo conciso, claro c seguro de cu- [Si
< rar homeopathicamenle lodas ta molestias 7/
V1/ (ue affli'icm a especie humana, c part- #;
(^S euUtrmente aquellos ruc rrinam no lira- (4\
i(t\ "' re-huido legando os melhores trata- 1*2
<&) dos de hoincopalbia, lauto eun.peos coinn (>
fA americanos, e segundo a propia a experi- ^ft
* cicia, pete Dr. Sabino Olegario l.udgeni '^
tg) Piafe. Esla obro he boje reconhecida co-
/ji mo a melhor de lodas que tralam daappli- rjfk
VAJ carao homeopalhtca no curativo das mo- w
(en testias. Os curiosos, priucipalmenle, nao (\
podem dar um passo seguro sem pnssui-la e Z
consulla-la. O pais de familias, os senho- -^7
'&) res de engenho, sacerdotes, viajanlcs, ca- M\
*i pitaes de navios, sorlanejosetc. cl(., devem jf
'y) te-la a man para occorrer promplamenlc a ($>)
//*, qualqner caf de molestia. S
T% lious volumes cm brochura por IO|000 W
encadernados 1I5 Vendc-se nicamente cm casa do autor, /a
no palacete da ra de S. Francisco (Mun- W
do Novo) n. 68 A. A
Jos Alves Guerra, em consequencia do sua
repentina viagem para o Para, nao se pude dispedir
de todos os seus amigos, do que Ibes pede desculpa,
e alli lites oftererp o scu poncu presumo, assim co-
mo faz publico, que deixa nesta cidade por seu pro-
curador ao Sr. Manoel Alves Guerra Jnior.
Depois da audiencia do Illm. Sr. Dr. juiz de
direito dn civel. no dia 20 do crrenle mez. va a
praca. para serem arrematados por quem inain dcr,os
escravos da fallecida D. lgnez Mana Marlins, para
pagamenlo dos credores da dita faiteada.
Maria Carneiro de Soasa Lacerda Villascca,
bem condecida professora particular, avisa a quem
convier, que contina receber meninas pensionistas
emeio pensionistas, para Ibes ensinar primeiras lel-
tras.urammalira porlugueza, francez, c bordados de
todas as qualidades, c que lanilicm li 1 meslres de
msica, piauo, dansa c desenho : quem pois de seu
presumo se qnzcr ulilisar, dirija-sc ra da Aurora
n. 12, segundo andar.
1.24.
Cruz & Gomes tem por vezes chamado a .illcnrito
de seus frenuezes. para que viudo a ra dos Uuarl.-is
n. 21, vejam o rico sorlimenlo de miudezas france-
zas .le que se a- lia adornada a sua loja ; e de novo
rogam que sem p?rda de lempo venhain comprar os
lau uteis chapeos de sol com cabo de cuma, c da me-
lhor seda, por 7;O00 ; penles de tartaruga para se-
gurar cabello, o melhor que se tem visto, por 59500
e 69000 ; 13a de cores para bordar a 99000 a libra ;
froco de lindas cores a 500 rs. a peca ; penles de bu-
falo muito finos para suissa por 50-1 rs. ; dilos para
alisar por 320; espellios com molduras de massa a
500 rs. ; mcias de cores para bomem .1 2s800 a du-
zia ; ditas cruas, muito encorpadas, proprias para
botins a 39OOO a duzia ; caixas de bfalo para rap
a 500 rs. ; riquissimas bonecas dignas de com ellas
se prescnlcar a qualquer menina de dislinc^o (este
artigo ha para lodo preco ; exccllenles ligaa de seda
a 1>2(K1 o par ; lencos de seda para sonhora e bo-
mem, dos mais modernos goslos, a 1?920; charulei-
ras comcarleira, obra prima, a 25500 ; Bravatas de
seda a 1J000 e 19-500; eslampas dos mais milagro-
sos sanios Irocam-se a 280 urna) ; e com especia li-
dade rccomincnda-sc um riquissimo sorlimenlo de
lilas escocesas, de sarja c do selim, dos mciorcs cos-
tes, por presos muilo razoaveis; aos rapazes recom-
men de etnna por 28000, 29500 c a^WO. Adverlcm os
abaixo assignados,que estas miudezas sao as mais o-
vas e as de melhor goslo, nunca comparaveis aos al-
caides da cxtincla loja 11. 22.Cruz & Gomes.
.Soins oh mais tnoferna*.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra dnCabug n. II, confronte ao pateo da matriz a
ra Nova, fazcni poltico, queestao recebendo aaa-
linuadamcnte muilo ricas obras de ouro dos melho-
res goslos, lano para senhorascomo para homens e
meninos -. ns precos continan! mesmo barates romo
tem sido, c pass.i-se contas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de lt ou 18 qui-
lates, (cando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Serophim & Irmao.
Precisa-se de urna mulher forra, para servir
de riada a urna senhora do convento da Gloria :
quem cstiver nrslis circunstancias, dirija-se a ra
larga do Rosario n. 38, loja do Cardad.
Perdcu-so no dia 19 do correnle mez, pelas
5 horas da arde, na ra do Crespo, urna carleira
encarnada, conlendo Ires bilheles da lotera do Sc-
nhor Rom Jess dos Marlvrios, assignados, um por
Ilenrique, oulro por Moreira, c o terceiio nao tem
ajsigualiira.mas o seu numero he 1035 : quem tiver
adiado dila carteira, querendo reslilui-la, dirija-se .i
rna da Cadeia do Recite 11. 40, loja do Rocha & Li-
ma, que ser recompensado. Roga-se o favor de
apprehende-los a aquello dos vendedores do bilheles
a quem forem aprcsenlados para ser pago o premio
qne por ventura sabir, e de enlrega-los na loja su-
pradila.
Precisa-se de urna ama forra on captiva, para
fazer o serviro diario de urna casa de punca fami-
lia : quem pretender, dirija-sc ra do Collegio n.
15, armazem.
O abaixo assignado, morador na casa n, 1l:t da
ra do Pilar, decan que a particpaco policial de
23 do correnle nao se culende com elle.
Antonio Jos Ferreira
Desappareceu no dia 21 do correule, da praia
judio ao trapiche do alaodao, urna sacca de cera do
--i n.una com a marca C i C, pesando 4 arrobas,
pouco mais ou menos, viuda do Aracaly no hiate
Capibaribe: quem delta liver noticia, dirija-sc
ra da Crus n. 10, que ser recompensado.
Previue-se as pessoas que arremataren) os bens
do Tinado Joao de Alternan Cisnciro, que vo a pra-
ra pelo juizo de orpliaos de Olinda, para pagamento
da legitima de D. Mara Antonia de Aguiar. que
parle das Ierras denominadas lleberibe de baixo,
-e atinm aforadas com foro perpetuo ha mais de 11
annos, pelo referido Cisneiro aos'abaixo assignados;
e que em dilas Ierras ha beinfeilnrias e planlaces do
arvores fructferas feitas pelos mesmos abaixo assig-
nados.como jase aunuuciou por esla tellia no dia
3, i e 5 de agoste do anno prximo passadewFran-
cisco Jos de Paula Carneiro, Francisco te Paula
Fernandes Moreira, Francisco Manoel de Freitas,
Jos Pedro Chaves.
jBa-Declara-se ao Sr. Manoel Jos Ferreira de
fiusmao, que o Sr. Manoel Thomaz de Souza Maga-
lliacs desde o anno de 1817 nao esla empregado
em servido algum da lypographia dcste Diario.
JARDIM PUBLICO EM PERNAMBUCO, RA
DA SOLEDADE N. 70.
Ha ueste jardim 100 variedades de rosciras muito
dill'erentesentre si, qualidades novas c muito bellas,
lambem ha 300 qualidades de dalias, as mais bonitas,
viudas de Franca e Hamburgo, assim como lambem
oulras qualidades de flores. Ronitos ps de sapotis,
muilo grandes, que breve daro fruclo, fructa-po,
parreiras, e oulras arvores de fruclo. o mez do
marco chegam de Franca mais 200 qualidades das
melhores rosas, assim como lambem dalias das mais
superiores, 30 qualidades das melhores uvas, roinas
rozas e figueiras das melhores qualidades etc. Os se-
nhores que encommedaram pes de flores, mandem
por el les, que o lempo be proprio de se plantar.
Apromplam-sc cncommendas das dilai plantes para
o centro desla provincia, como tambam |ira as pro-
vincias do norte e do sul, pois que esle eslabeleci-
mento esl bem montada, e be superior cm roseiras
e dalias aos jardins do Rio de Janeiro, dos Sn. Jos
I.uiz Pereira, Antonio Marques de Oiiveira c Jos
Prxedes Pacheco; conslam o*c seus cathaloeos, xi,
2i 1 qualidades de rosas, c dalias 120. Eu alian;o a
perteita idenlidade deslas flores, e todos serlo servi-
dos a_contente. Nao se vendem rosciras que 110 Bra-
sil uao deem flor, dalias singelas nao se vendem, e
nera l1o pouco baver rcpelic&cs das mesmas quali-
dade-. Sabcreis. senhores, que em Franca ha 2,000
qualidades de rosas, porm urna grande parte deltas
neslc paiz nao d flor, e sempre que comprantes f-
careis logrados ; eltes mesmos que as vendem nao
-alieni os nomes e qualidades deltas, e nema que fa-
milia perlenccm ; acoutecendo sempre ao compra-'
dor morrerem-llie muilos ps, e sahirem-lhe muilos
pos de nina mesma qualidade; dalias sn vem as mais
ordinarias, as hoas qualidades e novas em Franca e
Hamburgo sao raras, estas nao as Irazem ao merca-
do. N.lo me lenlio poupado a Cazar despezas alim de
oblcras melhores qualidades de flores.
Carlos Frederico da Silva Pinto.
N.24.
ll V DOSQUARTEIS, LOJA.
Cruz & Gomes, prvido de urna excedente machi-
na para forncer papel,prop^c-se a firmar papel mar-
cado para as repartieses publicas, c todos os accesso-
rios a ellas necessaros, sendo da melhor qualidade
possivel, como lapis, pennas, caivetes linos, excel-
lenle papel e obreias em pies ; promclle servir a
conteni e com Inda possivel brevidade.
Joo Calsain vai para o Rio de Janeiro.
Por precisan Iraspassa-se urna hjpolheca em
um sillo de 5009'XK) a 2 ",, e faz-sc alguma conve-
menca, segundo as circumslancas do traspasante :
na ra cstreita do Rosario n. 7, loja de ourives.
LOTERAS Di PROVINCIA.
Acham-se venda os bilheles da l.a parle da 5.a
mora do eos
turne seguir
para osul : pa-
ra passageiros etc., trata-se com os agentes Adam-
son llonic & C, na ra do Trapiche 11. -12.
depois da le- Intcria a beneficio da igreja do N. S. do Rosario da
LEILOES
T. de Aquino Fonsera i_v I-'ilbo far.lo IcilDo,
por inlcrvcncao do agente Oiiveira, c par coola e
risco de quem pcrlenccr.decerca de80 barra de vi-
nho lintn de Lisboa, marcaG S sendo os mesmos
matares de quarlo cm pipas : segunda-teira, 20 do
correnle, as 11 horas da manlia em ponto, na porta
daaltendcga desla cidade.
O agente Uorja fara leilao em seu armazem na
na do Collcgio 11.15, .le urna nlinidade de objeclos
diflerenles. como bem : oliras de marcineria novas
c usadas grande quanlidade de chapeos de feltro c
1I0 logloa de ouro c prala para algibeira, ditos de parede
e cima de mesa, quadros. varios livros, e oulros mui-
los objeclus, etc.; um exccltentc cabriole! inglez no-
vo, com todos os arreios, c diversos canarios canta-
dores ; ludo slo sera vendido sem liuile de prejo
algum : quarla-teira, 28 do correnle, ns 9 horas cm
ponto.
Vctor Lasnc fan lcilo por intervenrao do a-
genteOiiveira, de um bello sorlimenlo de fazendas
de algodao, linbo, iaa c de seda, principalmente
fraucezas, e as mais proprias do mercado : terca-tei-
ra, 27 do correnle, s 10 horas da minhaa em pon-
i, no seu ai na/..111, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
O reverendo padre inglez C. A. Auslin, com a
?ua familia, retira-se para fura, do imperio.
Roa-Vista, tnicamente na lliesouraria das loteras,
na ra dn CoHegio D. 15, e corre imprelcriv cimente
no dia 10 de marco.II lliesoureiro,
Francitco Antonio de Oliceira.
Desappareceu da casa da asscmbla, no dia 21
de teverciro, urna camisa com 3 boles de abertura
presos em um rordao lino r rnsa-sc a qualqucr pes-
soa que Ihc fr oflerecida, appreliender, que o dono
Rralinca : e tamban a mesma pcssoa que a lirou, in-
do cnlregar, promeltc-se guardar segredo.
O abaixo assignado, nao podendo pessoalmente
despedir-sc de seus ainigos, que o bunraram com
suas visitas, peo san estado mrbido, e pela ccleri-
dada de sua partida para Gojtnna, o faz ppfste jor-
nal : alli olterece-lbes o scu fraco preslimo. assegu-
raudo-lhcsquc podem contar com qm amigo al 11 -
luoso c sincero.llenrluue Luiz da Cunlu Mello.
Rniibiram o bilbele n. 3925, da |. parte da
t.a lotera do Senhor Rom Jess dos Marlvrios, o
Mal esta assignado as estas por Joaquim da Rocha
Carvalho Jnior; pede-se ao Illm. Sr. Ibeaonrcfro
para nao pagar0 dilo bilhclc, 110 caso de sabir pre-
miado, seinlu ao mesmo Carvalho Jnior ; assim co-
mo roga-se a qualqucr pessoaa quem Tur o mesmo of-
terecido por rebate, de naoo fazer. visto a rnmplica-
5J0 que disto pode resultar : c bem assim roga-se
lambem a apprelicnsilo de quem esle uesocio propo-
nha : lamliem o mesmo pedido se faz sobre o dilo
bilhelc, no caso que o annuncianlc nao esteja bem
ccrl* no numero, mas faz cerlo ir com sua signatu-
ra c firma.
Precisa-se de um homcm para feilor ds um i-
o; d-se preferencia a algum rhegado ltimamen-
te: no Passeio Publico, loja D. 7.
Precia-se de ofliciaes da charuteiro que Ira-
halhemsoflYivel : em Olinda ladeira do Varadouro
rasa n. 38,
C. STARR&G.
respeitosamenle annonciam que no sen extenso es-
labclecimenlo em Santo Amarovcoulinuam 11 fabricar
com a maior perfeicao e promplidSo, toda a quaida-,
de de machinismo para o uso da agiicultura, na-
vcjarao e manufactura; c que para maior commodo
do seus numerosos freguezes e do publico em geral,
leem aberlo em uro dos grandes armazens do Sr.
Mosquita na ra do Rrum, atrtz do arsenal de ma-
rmita
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo sen eslalittecimenlo.
Alli achanto os compradores um cmplelo sorli-
menlo de moendas de canna, coro Indos os melbora-
mentos {alguns delles novos c originaes) de que a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pressao,
taixas de todo temanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mao c ditos para conduzir formas da
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, temos de ferro batido para farinba, arados de
ferro da mais approvsda conslruccao, fundos para
alambiques, crivos c portas para fornalbas, e una
inlinidade do obras do ferro, que seria enradnuho
enumerar. No mesmo deposite existe urna pessoa
intelligenlc e habituada para receber todas as en-
commendas, ele., ele, que os annunciculcs contan-
do com a capacidad..-de suas oflicinas c machinismo,
c pericia de seus olliciaos, se comprometiera a fazer
exceular. com a maier paiexa, perfciJo, e exacta
contermidade com os modelos ou de-cuhu-,e inslruc-
es que Ihes forem fornecidas.
MECHANISHO PARA ERSE-
NA FUNDICAO 1)K FKRHO DO ENGE-
MIKIKO DAVID W.ROWMAN. NA
KUA DO BKUM, PASSANDO O C1IA-
1 AI'.IZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguinles ob-
jeclos de mechanisnios proprios para engeiihos, a sa-
ber : moen.las c meias moendas da mais moderna
conslruccao ; taixas de ferro fundido e batido, de
superior qualidade, e de lodos os temanhos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de lodas as propor-
ees ; crivos c boceas de fornalha c reastrosde hoei-
10, aguilhes.bronzes parafasos e cavilhcs, noinlio
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FCNDICAO
a executam todas as encommendas com a superiori-
dtde j condecida, e com a devida presteza e comino- '
didade m preco.
MiiTii ann


4
DIARIO DE PERNAM6UC0, SEGUNDA FEIRA 24 E FEVEREIRO DE 1855.

k
Prerisa-sede um bomfcilor para enitcnlio, que
seja das libase solleir.i : do caes do Ramos, segun-
do andar il(> sobrado de Ion llygino de Mirauda.
AULA Di: L ATIM.
O padre Vicente Ferrer queinuctou a sua aula para a rua do Ran-
,7'l n. II, ondecontinua a reoefoer alum-
nos niel nos 'externos desde ja' por m-
dico prero como he publico: quen
querer utilisar descupequeoo presumo o,
pude procurarno segundo anda da refe-
rida tasa a' qii.ilquer hora dos dias litis.
Pcrdeu-si- em fina da emana pastada uns pa-
deis <|ue itmiImiIi.iiii urna roda cnrrenle escripia em
duas Indias de papel, e rom ella alguna acmenlos
le im|Kirlann.i: quem os aclion, querendo restilut-
pos, dirija-se a ra doCresno n. 9, quesera recom-
pensado ^onerosamente.
Precisa-se de urna ama de leife : no
pateo do Hospital n. 2, por cima da co-
cheiro.
Francisco da Luz, relira-se para o Para.
Aht;a-se nina encllenle loja para
qualquer negocio, na piara da Boa Vista
n. 2(: a tratar na mesma prara n. 2.
Precisa-sc de nma ama para casa de pouea fa-
milia, para cozinliar e engoinmar : ua ra do Ran-
-el n. 11, priiiiuiro andar.
S RECREIO MILITAR. I
tD Convida-se aos socios do Kecreio Militar 0 para se reunirem em grande assemhia, na ca-
41 sadesuas partidas no lia i~ asqnalro horas
4$ da larde.Dr. Pitonga, director.
Precisa-se de un caiiero para urna Uverna e
que leuha pralica de vender a rclallio, sendo boa
a sua conducta nao se duvida dar-llie um boro or-
denado pelo seu servico : quem elivcr neslas cir-
rinnsianrias dirija-se a ra da Cadeia do Recfc.loja
de lirragens n. 56 A.
No da 22 de Janeiro oltimo, rouliaram da casa
de Joao Valentim Villela, varias peras de ouro, di-
nlieiro, e urna a plice n. 14:10. perlencenle ao Sr.
Honorio l'ereira de Azeredo Coulinlio ; e por isso
ropa-fe aos Srs. da dirccc/io do banco desla provin-
cia, queiram providenciar para que Ibc seja dada
oulra apolice do mamo numero.
Aluga-se o tercoiro andar da casa da ra da
l'adeia do Kecife n. 4 : a tratar uo armazem da
luesma.
Aluga-se um sobrado de 3 andares, na ra da
Cruz, com borri armazein, proprio para qualqucf cs-
labelecimento commercial : a tratar na ra da Ca-
deia do ltecife n. *.
Na manha do dia 22 do correnie desappareceu
da padaria do aterro da Boa-Vista n. G6, o preto
Malbeus, de nacao Cc-ta, beni prelo. altura regular,
ps pequeos, e os dedos rombudos, falla muito alra-
vessado ; levou caiga de riscadinlio azul e camisa de
ahodao branco com mangas curtas : quemo pegar,
leve-o a mesma padaria, que ser bein recompen-
sado.
Precisa-sc de um pequeo de 12 a 11 anuos,
qne cntenda de miu'dezas : na ra Nova u. 26.
Kecebe-se menino ou menina al a idade de 9
anuos para bailo, obrigando-se a te-Ios na escola, c
dar-lhe o Iralameuto devido em casa ; refro-me aos
senliores pais, que por alguma circumstancia nao pu-
derem le-los : na ra de Santa Thcreza n. 18.
-- Precisase de um caiieiro porluguez, de 1* a
1(1 anuos, para taberna, com pralica on sem ella ;
ua ra do Pilar n. 90, em Pora de Portas.
Deseja-se fallar com os Srs. I.uiz Se veri no
-Marques liacalho, Joaquim Jos da Silva, Francis-
co Gaseaniro Paos Barreto.Joo Baplista Accioly San-
tos, l'licopliilo Jos de l.cmos, Francisco AIToiiso de
Auuiar, Manoel Francisco Urna, Joaquim Jos dos
Sanios Aojo, Antonio da Silva llego, Narciso Jos
de Sanl'Aiina, Vicente da Silva Montciro e Francis-
co l'ereira Borges, a negocio de scus interesses, na
ra da Cadeia do Kecife, loja n. oi.
5O?000 a quem der noticia de "> encerados rou-
badns de nina canoa, no caes do Hamos, asS Noras da
noile de 22 para 23 do correle ; dirijam-se a Ma-
noel Jos Dantas, na ra da Madre de leos, defron.
te do consulado provincial.
l'recisa-sc do um caiieiro de 10 a 12 annos,
para laberua, prelerindo-se dos ltimos chegados :
a tratar 110 largo do Terco 11. 21.
O abaixn assignado faz ver ao rcspeilavel pu-
blico, que acabou com a quesillo que tinlia com o Sr.
Bernardiu de Souza Piulo amigavelmeiile, leudo
lid MU esta acuiiuuoJacJio no dia 19 de Janeiro de
1853.foai/iitm Ferrara Coelho.
Precisa-sc de urna ama forra ou captiva para
lodo servico de urna casa de pouca familia : no ater-
ro da Boa-Vista u.78, loja.
*** me 994K4
9 DENTISTA FKANCEZ. #
4) Paulo Caignoiix, eslabelecido na ra larga t
40 do Rosario n. 36, secundo andar, collora den- 49
Qft les com gengivasarliliciaes, e dentadura com- f$
SJ) pela, ou parte della, com a presso do ar. $,;
4| Tambcm lem para vender agua denlifrice do 4$
8l)r. Picrre, c po para denles, lina larga do 4$
Hosario n. .'iti secundo andar. gft
Novos livros de bomeopathia uiefran.cz, obras
Indas de siimma importancia :
Halinr.mann, tratado das molestias ebronicas, 4 vo-
l"w............203000
I esle, rrolestias dos meninos.....fijOOO
lleriug, homeopalhia domestica....."ooo
Jahr, pharmacopea lionicnpalhica. 65OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes .... lfijooo
Jahr, molestias nervosas.......(000
Jahr, molestias da pelle.......83OOO
llapou, historia da homeopalhia, 2 volumes 1(C00
Il.ullimaon, tratado completo das molestias
d.w meninos..........logflOO
A leste, materia medir lionieopalhica. 88000
He Payollc, doulrina medica homeopalhica 7S00
Clnica de Slaoneli........ (jOOO
Caattng, verdade da homeopalhia. 4jo Diccionario de Njsten.......O'SXX)
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlemlo a descripeo
de todas as parles do corpo humano .' 305O00
vedem-sc todos estes livros no consultorio bomeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
pi uncir audar.
SALA DE MSA.
I.uiz Cantarelli participa ao rcspeilavel publico
?ue a sua sala de ensino na ra das Trincbeiras n.
9 W achu aberla (odas as segundas, quarlas e sextas
desde as sete horas da noile al as nove : quem do
seu presumo se quizer utilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhaa ale as 9. O niesmo se
olfereco a dar lices particulares as horas conveucio-
nadus.
J. JANE, DENTISTA;
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei- a
ro andar. 2
LISTA GE RAL
Dos premios da I.' parte da 1.a Lotera concedida pela Le .Provincial n. 281, de 6 de Maio de 1851, a beneficio da
Irniandadedo ^enhor Bom Jess dos Vlartyros, desta cidade, extrahida era 24 de Fevereiro de 1855.
>v l'UK.MS.
NS. 1 UI.MS.
NS. I'HE.MS.
NS. PBfiMS.
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O Sr. Joo Antonio de Miranda,
oueira ter a hondada de apparecer na rita
do Collegio 11. 1"), agencia de leudes a ne-
gocio de seu interesse.
., Vcnde-seuma rica n.iula de chano, appare-
l'erdeu-se um ronliecinienlo de n.90,d,i quan- Miada de prala. c com 5 cl.avcs ; na ra do Encan-
ta de KlOaOOO rs.. recebidu na lliesouraria de fa- lamento, n. 76 A.



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/.enda desta provincia : quem o livcr adiado, ou
por qualqucr modo dclle esleja de posse, dirija-se a
i ua da Praia de Sania Hila n. 12, que ser genero-
samente gialificado, alem do agradecimeuto.
PERIDICO DOS POBRES-
Aelia-sc aherta a assignalnra para esta
S?:-:;@8@ f?@ J5aJ935*f
4S Vende-sesarja prela licspanliola da incllior ea
? qualiilaclc, por precoramavel; naruadoQaei-
fareilo ciiegado ltimamente: na ra do
Ainoi m n. 48.
Vende-scsuperior chocolate flanee/,
doincllior que tein apparecido no mci-
maoloj do sobrado amarelon, 29, de Jos cacto, c por prcro milito com modo : na
C^ Mreira ^opeSa
494I4M>4M|
;i3::a@
VOICS
drus :
casa dos
f>52 -g_j=
Quem tiver orna casa terrea com 3 quartos e
largura de 24 palmos, mais ou menos, drsejando per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 quartos,
siluada na ra da Concordia, para reccher por in-
domnisaoao da differenca, dinliciro nu algumubjeclo
que tambem rende ; dirija-se ra das Flores n.
23, a fallar com Justino Marlyr Corris de Mello.
Precisa-sc de um rapaz nacional ou estran-
ceiro que de couliecimcnlo de sua conduela, para
servir de pagem a um senhor de engenlio : quem
Ihe convier dirija-se ao pateo da matriz de Santo
Antonio, sobrado n. 2, que encontrara com quem
tralar.
No sitio da Trcmpc, sobrado n. 1, precisa-sc
alugar 2 escravos quesejam deis, um para cozinliar,
lavar roupa, e servir de portas a dentro, e oulro pa-
ra vender ua ra as fructas c liortalica do mennio
sitio; da-se bom ordenado e bom Iralamenlo : qnem
os Irrte quizer alagar, dirija-se ao dito sitio, que
achara com quem tratar.
No sobrado da ra do Pilar n. 82 precisa-se
alagai um eserrr* ou eserata para cozinliar c fazer
ludo o maisserviro de una rasa Je pequea familia:
paga-sc licm agradando.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acliam-sa a'venda os novos hilhetes da
lotera vi'jesima-primeira das casas de ca-
ndado nos lugares ja sahidos, as listas es-
peram-so a .1 do futuro marro. Os pre-
mios ski pagos logo que se tizer a distri-
buirlo das mesmas listas.
Pcrdeu-se urna ledra da quanlia de 5319O0O,
sacada a favor ilo Manoel Alcxaudre de Atnieida,
aceita por Francisco de S,i Cavalcauli de Alhuqucr-
qiic. vencida no l.o de agosto prolimo passado ; por
se avisa alim de que o aceitante a nao pague
sem que seja |>closacador aprcsenlada.
Precisa-sc de urna ama de Icitc: ua ra da
Madre de lieos u. 36.
o

s
Q3
ca
Esa
c: i; O S > -72 O
- Vende-se um piano fnrldVle muito boas
lolha que se puhliea, escripia por mu i e1" muito afamado autor Urojlowoo.l de l.on
habis peonas, no Rio de Janeiro, c sob ^S^ZtiS f" ^^ "
a dneccao de A. M. Morando ; ja' conta ,
seis annos de asistencia e sempre ha go-j Manteletes par.-, sn.hora.
zado de toda a estima. tanto na corte como J^SSmS IT^T.l^. "'" S ","''? prel. 'T
dado a H9RIU rs. cada um : na loja de 4 portas da
ra do (Jueimado n. 10.
4) L
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o tu w a;
2 1.2 .o
2 2.-I-8 2!
n s 2 s &s
g-fl ej o
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ra da Cruz n. 2, primeiro andar.
^S endem-se relogios de ouro, patenl"
ingle/.* ditos de prata horizontal, ditos di-
tos (kprados e 'olcados, todos do melhor
josto possivel e por prero haratissimo :
na ra da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
FAItIMIA E MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinlia de mandiocc, e preco com-
mestre, a 8.S por urna uno: convida-sa aos %& t^T^ X^ X^^ Z o : tvaa-se com Antonio d'lmcida
amantes da leiturapara (pie venham as-menlo de panno prclo de superior qnalidade c por omes *i na ,,la do rrapichc, n. l,
signar ate a chegada do Imperador, que j prc- muito ",|"n">-l- segundo andar,
se espera do norte, alim de recebercni a Attencao.
colleccao no primeiro vapor. | <)s> arremalanles .la loja .la ra dos Ouarlcis dos
Traspassa-sea chave da loj
do Kecife n. 18 : trala-se na mesma i
I)eseja-sc saber aonde mora o Sr. Antonio Vi- i e nteiros. e mais objeclos perlcncenles a armado da
eir de Mello I.citao, a negocio de seu interesse. dita loja : na ra Nova n. 8.
cm todas as provincias. Assigna-se na li-
vraria da piara da Independencia n. G a
8 por 23000 por trimestre, 4.S000 por se-
Punno prcto.
' Atoalliados, toalhas e guarda- t)
^) danapos de linlioc algodo, ven- (*
A de-se muito barato: na rua do '
9 Oueimado loja do sobrado ama- W
29, de Jos Moreira (Jr)

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ja da rua da Cadeia *rs. Viclorino & Moreira, avisan) aos Srs. carapina.' *k
sma rua, loja n. 23., f'",'u,e,ro* ,nals Pesiu'";a ,(l,,em '"lercssar que W
' l lem para vender urna porr.lo de taboas, um balcao X
a o Sr. Antonio \ i- e liten os. e mais objeclos perlcncenles a rmacao da wf
de seu interesse. dita loja : na rua Nova n. 8. AJj
Precisa-se de um bomem brasileiro que enlcn- llenry Gibsoo, rua da Cadeia do Recife u. 60, ,*v
da de planlacao, para um silio : na rua Nova n. 18. lem para vender os eesuiults arligos. os mais upe- -
- Manoel Barbosa Hibeiro faz saber a quem con- r,'"Tes ^c ""' F le mercado e por muito liara- @^%^@-@-^S^@^
vier, que comprou ao Sr. Denlo Altes Rodrigues: lo,Prc50,Pa,a f<*l'men(o de cuntas: linba em no- vsr^ ^bjf o
Tupinamb. a sua taberna, na rua da Cuia n. 57, |. vellos Jo (o^os os sorlimenlos, .lila em rarrelcl bran-I |YA\'K 41 PITK DI GVBI
vre e desembaracada, licando lodo o activo e passivo ? f Cln sor"la ,le r,,r<'s- ,la cr" d'"> Pr=- I ^" ^ ALI AI1A8 llf, MV\
a cargo do vendedor '''' 'll,a cm (,l, cnr ue cbuiwbo. litas de laa sorlidas,
ditas de coz para sapateiro, lampecs para carro e ca-
briole!.
3
3
o
a 1
3 ~
COMPRAS.
w p. 2
a
O

3 2.a
Na rua larga do lt osario n. 38, compram-sc
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de ida-
es i. c--a ti 5
2 g .de de 12 a 25 annos, c os que liverem ollicius, qual-
3 p quer que seja a idade, nao se
a ~- Compra-se um sobrado
2 S sendo cm boa rua : na rua
ta o
RISCADOS VARSOVIANOS
A 500 rs. o covado.
Vendem-sc na loja de laria & Lopes, rua do
Queimado 11. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lindos descnbos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
i.S'000 i-s. o corle.
^en(le-sc farinha de mandioca
Pcde-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gucira Costa resposta da carta, cpie llie
toi dirigida no Diario de Pernambuco i>
de 5 de Janeiro deste anuo, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse negocio decidido, e cas o Sr.
Rigueira nao sequeira dignas- responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licto.O Curioso.
1 quem compra. I loja u. 17 da rua do Queimado, ao pe da bolrca I caes da alfandaga, e em porcaono cscrip-
Compram-se paiaroes brasileiros c bcspanlioes: ORLEANS DE L1STRA DE SEDA. : lorio de Aranaga & Brvan, na ruadoTra-
na ruada Cadeia do Kecife u. 51, loja. 00 rs. o covado. piche Novo 11. (i segundo andar.
Na fabrica de espirilos de Jos Joaquim l.ima .- v.el"'cm-se na rua do y.icimado, loja n. 17, de '
Dairio, rua Direila 11. 17, compram-sc constele- iIdr,a lV Lo|)es- P"" '"l"1*^' mente garrafas e botijas vasias, c pagam-se bem ; nini \ WTlTVl MIOMA TA
assim (orno garrafas brancas c francezas, anda mes- lAllA 11 fl AUA lUliSllll lili
11011 (0SI1.
A S.sO(K) rs. o corte !!
Vendcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, ao |i (h
i da botica, os modernos cor'.et d; vestidos de larlata- Ti
na de seda com quadrosde cores, de lindos e novos 1$)
dcsenlios.com 8 varas e roca, pelo barato preco de f
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Cai-
gnoux, dentista (ranea, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posicao lem a vanlagem de enclier sem pressandoln- 400 na."inas vend
rasa lodos as anlrncliiosidades do dente, adquciindo < o 1
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais : vla
VENDAS
\ende-se bacalha'o de escama de
milito superior rpialidadc, ao preco de
I53OOO rs. por barrica : no caes da al-
; l'andtga armazein de Paula Lopes.
AL1ANAK PARA m
1.
A
Sahiram a' luz as bllimhas de algilci- 830!:!
ra com o almanak ad
dora.e promellc restaurar os denles mais estragados, dencia.
com a forma e a cor primitiva.
minislrativo, mar- MELPOMENE DE I.AA' DE QUADROS.
cantil, agrcola e industrial desta provin-j COSTO ESCOCE/-
Ca, corrigido e accrescentado, contando A 400 ^ Q covado,
e-se a oOO rs., na li-j Ven.lc-se para ullimacflo de coalas: na lojj de,
da piara da lndepen-, ,ar'a i\ Lopes, rua do Queimado 11. 17. .1
CARROS FNEBRE*.
Na ro Au^usla.casan. 23 onde oi lliealrinho.
Jote l'into Magalllflea faz scicnle o rcspeila-
vel publico, que sen novo eslahelecimenlo de
carros fnebres sclu-se rumplctamciilc mon-
tado, possne loilos us pannos e adornos preci-
sos para qualqucr enterro; encarrega-se de
agenciar guia, musir, cera, arroacoes, carros
de passeio, etc., promete bem servir as pes-
soas que se dignaron! procura-lo.
No mesmo alugarn-se caixoes e vendem-se
mnrlallias de pioln.
razoaveis : uacocheira da rua da Florcnti
Casa de consignacio de esclavos, na rua
dos Quarteis n. 2V
Compram-sc o recebem-se escravos de ambos os Anda exislc orna pequea ponao de saccas
sesos, para se venderem do commssilo, lano para a com o encllenle feijao bem conhecido, cheaado
provincia como para fura della, oflererendo-se para ltimamente do Aracaly, por preco commodo : a
sso loda a segurauca precisa para os ditos escravos. tratar na loja de Antonio"Lupes l'ereira de Mello &
C, ua rua da Cadeia do Recife 11. 7.
Na padaria francesa do aterro da Roa j
Vendcm-se Medientes quarlaos para sella ou : Vistan. 50
S52: ."<:.v.0!-e-.55m.0.ln!"orJacllv,'"c-.Por ",rc*-os de rstelwr pelo navio l'ernambucn, melbor
e mais lino chocolate framez que lem viudo ao mer-'
rado. tanto em libra! como cm camnhas. Recom- i /va>
meuda-se aos amadores desla exrcllentc peiloral, v'
1!L'A NOVA N. 2-2.
I.. Ilelouchc, lem a lionr de annunciar
ao rcspeilavel publico, que ;, -aba de re-
_ ccher pelo ultimo paquete o n..:s bello
sorlimeiilo de relogios de ouro, prqla c prala dou-
rada, palenlese borizonlacs, por preros muito van-
tsjosose aflancados: lambeui encarrega se de lodos
os concerlos pertcnceules a sua arte por mais difli-
cultosos que srjam, com pcrfeicilo e brevidade.
Aloga-se o armazcm n. 30 da rua estreita do
Rosario : 1 tratar nu rua do Coilegiu u. 21, segundo
andar.
Companhia de vapores Pernambiicann.
O presidente da asscmblea seral convida aos Srs.
accionistas para renniao ordinaria no dia 28 do cor-
renie pelas II horas da inauhaa, na sala das ses-
ses da associacao commercial, para se tralar de ne-
gocio que diz respeilo i mesma comiunliia. Reci-
fe 20 de feverciro de 1855.
que nao percam occasilo porque o preco convida.
ATTENCAO'.
Vendcm-se vaquetas nglesw, por barato preco,
___ Fm MM J Tlmm .r v sola de luslrec branca, couro de lustre, pellos ini-
Lm casa tfe T.mm Mousen vV N mas- l0 sradcs. pelo prero de 380001 pelle, palos de
sa, pracado Corpo Santn. 13, ha para muro do lustro para seobora a 500rs. o par: no
vendar : aterro da Hoa-Vi-ta, loja n. 78.
Um sortimento completo de. livros em ~~ Vende-e o enseulio Novo da llana, distante
blanco de superior qualidade. meia le8"a dil cilla(le ,la Victoria, raoenle c corren
vt-. 1 ,i_ 1 ,c' co,n proponao para ser dagua, cum plantas fei-
N lll.O tic Champagne. las c boas Ierras para caima c roca, podendo safrejar I ^^ZT^T'Z'^l""l'
Absintheeclierry cordial de superior (la- 2.paes: quemo prelender. irija-so a casa .u "cfr""le ,ld Lu"etd "
lidade. *1t deAgosUnboHearqoesdaSilva, que dando
.- '-', ,.,,. desobriga da casa far todo negocio com o proprie
MCOl-eS de UlIicrentCS quahd.ldes. birlo Joao Francisco de Araujo.
Vat|uetaspara carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : ludo
por preco commodo.
ROM E COMMODO.
Vcndarr.-se cortes de vestidos
de satim preto lamido de supe- aa
rior qualidade e hom gosto, pelo Zg
baratssimo prero de 25J000 rs. w
o corte., sarja prcta muito boa a W
2$40Q rs. o covado., setins pretos (
para colletcs, pannos prcto e de (.
cor da diversas qualidadcsc por )S
precos (pie muilo bao de agradar
aos compradoras: na rua do
Queimado loja do sobrado ama-
relio 11. 29. de Jos Moreira
Lopes. (g)
mitiiiiiii
POR SKDl LAS VEL1AS.
A .".sOOO e 'sOOO o par, quem deivira'
de comprar ?
Sapalocsde lustre franeczes para hnmem, ditos de
bezerro de Nantea para homeiu c menino, assim co-
mo um rompilo sortimento de calcados de todas as
c i qnalidades, tanto para bomem como para senhora,
meninose meninas, ludo por prero muito commodo,
a troco deselllas vellias : nu aterro da ua-Visla,
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte dUchoa, com seis
alica,c!,"'l"n!?;;sa,as' 0l fIuait0S '-alcovas, cosinlia, des-
pensa, rom um ptimo silio com loda a
qualidade de riitairas, grande jardim
inorado com muitas llores, cocheira, es-.
recc-se pira cobrar dividas lano na prac,a como no
mallo, dando fiador sua conducta, podendo ser
procurado no largo .lo l.ivramenln n. 27 segundo
audar, ou annuncic.
FRESCAES OVAS DO SERTAQ'.
Toalhas de superior panno de linlio alcor
xoadaspara roslo a ls!20,
vendem-so 11,1 rua do Crespo loja n. 1C, a segunda
quem ve 111 da rua das Crt17.es.
CAL ViRGEM.
a mis nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche o. 13, armazein de liasteis Ir-
maos.
Aluga-sc urna prela cscrava ou forra, para o
ervico de esta do um bomem solleiro : na rua do
liaiucl n. 20, primeiro andar.
Precisa-se fallar com arando uraencia ao cor-
respondente do Sr. Dr. Amaro Carncro Rezcrra Ca-
vali.inli; na rua do Queimado, loja 11. 61, ou an-
nuncic a sua morada.
O Dr. Dias Fernandes, medico, pode sor pro-
curado a qualqucr hora do dia para os dinercnlcs
ramos de sua profissao: na rua lirga do Rosario
u. 38,
Vendem-se muito frescaes ovas do scrlau : na rua
do Oueimado, loja n. 11.
Pannos c casemiras pelas.
Pannos e casemiras prclas de lodo as qualid.idos,
por prero commodo : na loja de liezerra & Moreira. ?.9r,t-oM., rua du Oueimado n. 46. **~%T?ft7a Yrmrliw Ivu-.ln \ ende-se nesla loja superior damasro de B
' l l,CU M ,W1 al- seda de cores, sendo bronco, encamad, rio,
Corles de vestidos de seda .'scocc/a a I.1.-1 IS-e JO- S |>or prero ra/.oavcl. ftj
rs., chapeos para senhoras a 169000, chales e roroei- i S8tg'S8SSS:S@SSS
1 ii).u i.i, qual 10 pai a Icitoi.cacunlM com ras de reros de ullinio gosto. setim prelo lavrado1
Iramha, etc., etc. : vende-se debaixo de para vestidos de senhoras, sarj.i lic-pinlioia, meiase Na hvraria da rua do Coilcgio n. 8.
condiei.es mui favoraveis para o compra- }gttXatt?Z*lTL*t. V<5ndMe IW*' coUecraodas mais
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Rerlin, empregado as co-
lonias ngteza-.je JjoJlandcas, com gran-
de vantagem para o mclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
N. O. Rieber & Companhia, na rua da
Cruz. n. 4.
Vende-se urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtislo-
Sahio a luz a 2." edicao do livriuho denomi nulo
Devoto Uirist.io.inais correctoe acrescenlado: vende-
se nicamente na livraria n. (i c 8 da pra^a da In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PURLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mczde Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres tapucliinlios de N. S. da Pe-
nda desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da C.onci'ii.ao. e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, c de >. S. do Bom Conselho : ven-
de-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da
independencia, a I9OOO.
Moinhos de vento
'ombombasderepuxopara regar borlase baila,
decapim, nafundicade W. Bowman : na rua
do Brumos. 6, Se 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao c flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos c modernos pianos, recenle-
mente chegados, de encllenles votes, c preros com-
modns em casa do N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendcrc-sclonas da Russia por pceo
commodo, e de superior qualidade: 110
armazein da N. O. Rieber & C,, rua da
Cruz 11. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito. '
Vende-se um cabriole! com robera o os com-
petentes arreios para um cav alio, todo quasi novo :
para ver, no aterro da Boa-Vista, armnzem do Sr.
Miguel Segciro, e para tratar no Recife rua do Trapi-
che n. 11, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
9 pagne Chalcau-Ay, primeiraqua-
m lidade, de propnedade do conde
() de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-sc
a 56<000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
SO.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcuile os ro-
fe 111 los das garrafas sao a/.ucs.
Vende-se feijlio mulilinbo e branco, por pre-
ro commodo: na quina do caes o Ramos, por bai-
lo do sobrado.
Vende-se urna canoa aberla de milheiro de li-
jlos : no beeeo de Sanio Amaro n. 28.
FAZENUAS l'ROPRIAS PARA A 9BA-
W HESMA. SJ
' Cortes de sarja prela lavrada, gros de nano- W
|? les prelo superior, setim prelo Macao, surja ti
K prela liesp.inhola de esrellcnln qualidade, lu- 49
W do para vestidos de senhora, luvas de pellica
5 prela de Jouvin para senhora, dita de relrnz, 3*5
tt dita de seda en.cim de seda de peso tambem s
9 para senhora por preros rrruilo razoaveis: na 4k>
t loja ile Bezerra <\ Moreira, rua do Oueimado Sjt
i n- 16. 44)
;, H>->>99 *
. No armazcm de Victor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, cora
mui lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui Ijiia qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeau\ em caixas de duzia ; IitIi
do melhor autor; agua de flor de Jaran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que todo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
ue-se rarclo novo, chegado de Lisboa pela barra Ura-
liano. r
, CEIESTO ROMANO.
\ enne-sc superior cemento em barricas grandes;
assim como tambem veudem-se as linas : alraz do
Ibealro, armazem de Joaquim Lopes de Alnieida.
A i ene!, de Edwl. Mw.
Na rua deA polln. 6, armazem de Me. Calmon-
6 Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
mentos de taias de ferro coado e balido, Unto ra-
sa como fundas, moendas inetiras todas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modelnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cava I los, cocos, passadeiras de ferro estaiihado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Soecia, fo-
Ihas de (landres ; ludo por barato prero.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Cadeia do Recife o. 50 ha para vender
barris com cal do Lisboa, recentemeolc chegada.
Vende-se urna balance romana com todos os
setis nerlences. em bom uso e le 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i-rua da Cruz, armazem u. 4.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na rua do Rrum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferro
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo c com psomptidao' :
cm barca m-se ou carregam-se em cario
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. KelIer&C., na rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
entes pianos vi i idos ltimamente de Ham-
burgo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um aiqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. i,
primeiro andar.
B I'OTASSA DRASILEIRA. $
(j) Vcnde-sc superior potassa, fa- ($
()- bricada no Rio de Janeiro, che- g4k
(g. gada i ecentementc, recommen- a
da-se aos senhores de engenhos os ZZ
S cus bons elleitos ja' expcrirrrei^|
w tados: na roa da Cruzn. 20, ar- W
(W mazem de L. Leconfe Feron &
(& Companhia. 0k
Na rda Nova n. 51, vende-se urna escrava,
crioula, que cozinba, lava de sabao c barrella, e bu-
gomma solTrivelmenle.
BARRIS E PIPAS.
Na rua da Praia. becco do Carioca", armazein de
Antonio Piulo de Souza,ha para vender pipas e bar-
ris vasios, de varios tamaitos, e em cotila.
Vende-se a armacao e pertences de urna laber-
na, -lia na rttado Codorniz n. 10, propria para qual-
qucr principiante, ou para armazem : a Iralar na
rua da Madre de Dos n. 36.
Vcnde-se Trelo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : na rua do Amorim u. 18, arma-
zem de Paula d Sanios.
**4t-4e *4i acota*
9 VEST IM)S DE SE*\a1Smo. 2
Ha na loja de Manoel Retreta de S.i, na S
3fl| rua da Cadeta-Velha n. 17. vestidos de seda i
J. os mais modernos a 229000 cada um : ha T
, lambciii gros de aples do flores a 2000 rs. $0
o covado, meia casemira de laa pura por 4)
i( 23000 rs. o corle de calca, e ontras fazendas tt
muilo baratas.
#9*4K4f4>9-84i41sl<19
Vendem-se apparellios de porcelana dotirados,
P,^a.Janlar l,or preco commodo : cm casa de Tasao
Irmflos.
CEMENTO ROMAHO.
Nende-se superior cemento cm barricas e a rela-
iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preco mais em coala.
CAL DE LISOOA A ijjOOO RS.
Vendem-sc barris eom cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 43000 por cada urna : na rua de Tra-
piche o. 16, segundo andar.
OLEO E LIMI AQA
em barris e bolijoes : no armazem de Tasso Irmao.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem do Tasso I nnaos.
dor : a tratar na rua da Cruzn. 10.
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara
ilos ds ferro de -niev qualidade.
reir.
Falitos e sobre-catacos.
Palitos e sobre-casacos de pannos finos, de alpacas,
de panga, de borraja, e de rucados, por precos com-
modoi: na rua Nova loja n. lli de Jos I.uiz l'e-
btilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhoresque se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : do
ariozem dae Tasso Irmaos.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
cnplorio n._12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que be para fechar cotilas.
Na rua do Vie ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins clie-
gada rcccnletnenlc da America.
IIMEMOR0jI\M)BRA^0.
\ ende-sc cemento romano branco, chegado aRora,
de superior qualiihule, muito superior aodo eonsai-
, mo, em barricas c as linas : alraz do Ibealro, arroa-
zi'iu de taboas de pinito.
\ cinlem--.' no armazcm n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenrv (bson, os mais superio-
res rehiRios fabricados em Inglaterra, por preros
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se ii liordo do briRuc ronceiftlo, entrado
de Santa Camarina, e tundeado na vnlla'do Forte do
.Mallos, a miisnova farinha que esiste boje no mer-
cado, e para porgues a tralar no escriptorio de Ma-
noel Alvcs Guerra Jooior, na rua do Trapiche
o. 14.
ESCRAVOS FGIDOS.
Desappareceu no dia 19 do correnie ntez de
fevereiro de maubaa, indo as compras, uui escravo
de norac Antonio com os aisnaes seguales: de ua-
cao Bcnguella, de idada de 30 anuos pooco maisou
menos, baio, porm, retorca.lo, cara redonda com
sutssas, com calce e camisa escura. Roga-se, por
tanto, as autoridades policiaes, capilacs de campo
de o apprehendcrem e leva-lo ao Recife, oa rua,do
Amorim, n. 14. 3." andar, a sen senhor, Rernardi-
no da Silva Lopes, que ser seuerosamente recom-
pensado.
Desappareceu a 22 de maio de 1854, o prelo
Manoel, de naeao Cassange, de idade 40 a50 annos.
penco mais ou menos, conhecido por Mazanza por
se fingir muito mole, altura regular, falla mansa, e
quando falla da musirs de riso, quando anda incli-
tia-se para dianle, lem as ro-tellas 1 ou 2 marras
de fendas, e aluiixo de um dos joellios nm carcho :
rogase a todas as autoridades policiaes, capilaes de
campo, ou akuma pessoa que o lenha a seu servico
ea-n titulo de torro, qjieira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Oliuda, ou annunciar por es-
la lo! ha para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
No da 18 do correnie desappareceu o moleque
Cjnaco, que reprsenla 18 a 20 aums de idade. alto,
secco, bem prelo, o qual leudo vindo ao Recife ver
unas enromroendas a Fon de Portas, nao vollon
naw. He muito conhecido por v ir lodos os dias a.i
Recito vender lenha : quem o pegar, leve-o a rua
ilas Flores n. 11, ou a Asua-Fria de Reberibe, e to-
ra desta cidade, no engenho Pie.lade, a entreaa-to a
seu senhor o lenenle-coroncl Hrmcicrio Jos Vello-
so da Silvcira, que ser generosamente recompen-
sado.
CEM MIL RES DE HATIFICACAO'.
^ Dc.-appareccu no dia 6 dedezembro do anno pr-
ximo passado, llcnediclii, de 1 i anuos de idade. ves-
a, cor acaboclada ; levou um vestida de chile com
lislrss cor de rosaipsde caf, e mitro tambem de chi-
ta branco com palmas, mu leen amarello no pesco-
(0 ja desbolado: quem a apprclieuder coiidnza-.i a)
Apipacos, noOileiro, em .asa de Joao l.eile de Azc-
vedo, ou no Recife. na prata do Corpo Santo ti. 17
que recebera a gralilicacao cima.
1003000.
No dia j do cnrrenle mes, pelas Choras da (arJe,
fugio o escravo F.slev3o, crinlo, de idade 1.-, unios
ponen mais ou menos, levando vestido calca e ca-
misa de alsodiozinho, e chapeo de palluj ; dito es-
cravo he lillio da remarca do llonilo, e tem os se-
gundes signaes: cor preta, altura, nariz e bocea re-
gular, rosto redondo, olhos pardos c sem barba : ro-
ga se aos capiles de campo, ou qualqucr p'.-ssoa do
povo, que oapprchendam c ronduzam a roa Direila
taberna de Joaquim Anltincs da Silva, ondesegra-
tilicara com a quanlia cima mencionada.
PERN T\T. DE H. F. DE FARIA. 1855.
*

V.
--

MUTimnn


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