Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01178


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Full Text
ARIIU UAL II. 45.

'
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes veaidoa 4,500.
SABBADO 24 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUGO
KMARREUADOS DA SUBSCHIPCVO-
ll'V'tfe, o proprietorio M. I', de Fari.i ; Itio de Ja-
neiro, o 8r. Joao l'ereira Marlins ; Babia, o Si. II.
I'uprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo de Men-
Parahiha, o Sr. liervazio Vctor da Nalivi-
: Natal, o Sr.Joaquim Ignacio l'ereira Juninr;
aralr, o Sr. Animiio de l.cnios Draga; Cea ni, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; MaranhAn, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
llamos ; Amazonas o Sr. Jerouvmo da ("aisla.
CAMBIOS.
Sobre Londres a 28 1/4 d. por 1$000.
c Taris, 32 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por JOO.
Itio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebato.
Acrocs do banco 40 0/0 de premio.
da companliia do leberibc ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconio de Icliras de 8 a 10 por 0/0.
HETAES.
Ouro.Oncas hcspanliolas- 295000
Mocdas do 63400 vellias. Ki^OOO
J. deOSMOO novas. 1(>000
de 49000. 99*000
I'rata.Patacoes brasilciros. 19040
Posos columnarios, ... 19I40
mexicanos..... 1PSC0
PARTIDA DOS COIUIEIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garanjmns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Uoa-A isla, ExeOurieury, a 13 c 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sexias-feiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PREAMAR DE HOJE.
Primcira s 10 boras e 64 minutos da manhaa.
Segunda s 11 horas e 18 minutos da larde.
Al IHEXCIAS.
Tribunal do Commercio, segundasequintas-feiras.
lul.'irao, tcii;as-feiras e sabbados.
Fazcnda, torras o sextas-feiras s 10 lloras.
.Ini/.o do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* varado civcl, segundas e sextas ao nieiodia.
2* vara do civel, quarlas c sabbados ao meio dia.
EPDEMEB1DES.
Fevereiro 2 Luacheiaal hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Qnarlo minguanto aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
lC Loa' nova as 4 horas, 27 minutos a
3.') segundos da larde.
23 Quario rresecnte as 3 hora, 13 mi-
nutos c 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Conrado f. : S. Gabino ni.
20 Terra. Ss. Kleulcrio e Nilo hb.
21 Quarta. de Cinza( Estarlo a S. Sabina.
22 Quinta. ( EstaroaS. Jorge ) S. Marganda.
23 Sexta. i;slaeaoaosSs..ln|oePanlo)S. Lazan.
2i Sabbado. (HstaraosS.SymplironiolS. Malinas.
20 Domingo. 1." da Qnresm ( Estaco a S. Jo-
o in Laterano) Ss. Cezario cDiosi-oro mu.
PARTE 0FFICIAL.
V.

I
m
-,
1


MINISTERIO l.v JUSTICA..
Decreto n. IJtt de 31 de Janeiro de 18.".).
Augmenta os ordenados dos promotoras puldicos das
comarcas do Ouro Preto, c do Rio das Morles, na
provincia de Minas (ieraes.
Ilei por Irein elevar a "WIO-s'X),) cada un os orde-
nados dus promotores pblicos jlas enmarcas do Ouro
Preto c do Rio das Morles, na provincia de .Minas
tieraes.
JoseTliom.u. Sabuco de Araujij do ineu consellm,
ministro e secretario de estado dos negocios da jo-
tic, assim o lenlia entendido e faca exrcular. Pala-
cio da Rio de Janeiro, em 31 de Janeiro trigsimo quarlo da independencia c do imperio
Lorfl a rubrica de S. M. o Imperador. Jo tka;' Sabuco de iraajn.
MINISTERIO DA FA/.ENTIA.
K.rptdienl* do aifii de Janeiro iir, 1S.V.'
Ao presidente da Babia, em resposla ao cilicio
n. 231, relativo as dundas proposlns pelo procura-
dor fiscal ila admiiii-IracSo provincial acerca de con-
flictos que se po lem dar entra a fazend geral e a
proviucial na arrecadarao do imposto do sello de
horanras e legados, se declara que las duvidas se
a'luiii revolvida na or.lem n. 2f> de 1<> de fevereiro
de 1XW.
Ao inspector da tbesouraria de Minas, appro-
vamto a*resoluc;lo que tomou acerca do processo da
Itrnad das coutas dos colleclores, menos na parle
cu OS Ibes di qtiilarao aolcs dos exames prescrip-
taSSJ -gislarao e ordens em vigor, para so venti-
le fnram debitados de toda a importancia das.i-
zas pastas pelos colleclados, e dos dinlieiros recehi-
--HfMo cofres de' orphaos c menles.
Ao de Santa Catliarin.i, em resposla ao oflicin
emque pergenia desde qnando romera a ler vigor
a lei n.779 de ti de setembro do anno passado. e sr
os juros dos einprclmot do cofre de orphaos, elfoc-
lualos antes da pebticir.ao della, eslao sujeitos a re-
dcelo proscripta mi arl. 13, so declara que pel
modo porque esta re Huido o sobredito arl. 13, a ilis-
;ao nelle conlida s deve comee ir a ler execu-
ii I" de jalliai do 18.VS cm diante.
Ao do Rio Grande do Sul, appruvando a deli-
li iraco que tull m demandar aceitar a liara; i que
proslou o escriplurario da alfan I 'ga de I rogunv a-
na, por orcasiaotleercrcer o lugar de inspector, apo-
Zar de nao ler precedido a habilitaran dos fiadores
cm alinelo aos motivos que expoz.
23
Ao Sr. ministro do imperio, conmunicanlo que
S. M. o Imperador, conformando-e por sua iiiinie-
diala rcsolu^ao com o parecer da sece m de fazcnda
do conscllio de estado, a qni ni fui mImuj lliil i i un
pa iio decreto de LT de agoslt de 1838, que appro-
vou a peiisto animal do 3jj>0i) concedida ao si Ida-
do francisco Jos da Silva, que ora requer a expe-
dicao da respectiva carta imperial, bouve por bcni
mandar declarar que, na conformidade do principio
esUlielccido pela resolurao imperial de 12 de ago-
lo do anno passado, de que a prescripro de cinco
anuos de que trata o decreto n. 857 do 12 de noiein-,
bro de 1851 compreliendc lambem o direilo que al-
goea possa Ur a ser declarado credor do estado, sol
qualquer ltalo que seja, se acba proscripto o direi-
lo do supplicaulc, c nio'M pode conseguintcmcnle
pastal .i caria qu; solicita.
Ao administrador do consulado, cummunican-
do em resposla ao oflicio com que iuformoii o reqoe-
riinento de l.->urenco Justiuian Jardim, arrematan-
te do casco da fragata iogloza Cracen!, que na con -
fiirnnJade da imperial resolucao lomada sobre con-
sulta da seecalo de fazenda do consclbo de estado, dc-
vc cousiderar-se em seu inlciro vigor a ordeni do
theseuro de 30 de nove nliro de 1813, no que toca
.i- eiibarcaeoes estrangeiras, einquanto o corpo le-
gislativo uiiii der inlerpretaeo autlicntica ao arl.
51, S lt da lei de 15 de uovembro de 1831; estando
p ir cousczuinle o referido arrematante sujcilo ao
pagamento do imposto de 15 por cente.
25-
A* inspector da tbesouraria de Mallo-Ciros o, dc-
i larandocmaddilainenlo ordin de 5 do correule,
que, ainda quando 1). Rosalina Mara da l'arificaeao
aprsenle a cerlido de casamento, nao pode ser jul-
;ada com direilo ao meio sold de seu marido, por
contar este pouco mais de 12 annos de serviro quan-
do fallecen, e nao estar por couseguinlc no caso de
po ler ser reformado, nos termos do alvar.i de lo de
dexembro de 17'.K>.
AoSr. ministro de cslrarraeiros, rcjpondcndo que
a itidemnisac-lo que pede a casa commercial de
l'rondfort Muiz c Molla!, cstalielccida no Rio de do Sul, pela nslo reenporlacao para o Bucj no
pilacbo sar lo $. Joao /,'a/io de 4 caivas de da-
mascos de algodo, solire que versa o aviso de S.
''
rm

Exc. de 20 de marco do anno lindo, nao pode ser
allendida pelos fundamentos cvposlos no aviso desle
ministerio de '.I de fevereiro de 1853, c nao contra-
riados na contcstacao junta por copia ao de S. Em.'
de 18 de junho do mesmo anuo, assignada pela refe-
rida casa.
36-
O viseonde de Abact, presidente interino do tri-
bunal do tlicsoiir nacional, ordena que facam parle
do regiment interno do mesmo tlicsouro.csejam alii
observadas as suguintcs disposires:
Arl. I.i Todas as ve/es que se rcmcllerem ao
Ibcsouro relaces de forncccdorcs das diversas repar-
licocs do Eslado, para serem pelo mesmo tliesouro
pajas, se enviaran a 2." conladnria os ollieios ou ai i-
sos de .ramean de tacs relaces, depois de lerem
despacho de pagamento, e ah se ennservarao, para
se conferirnm com ellas os couliccimcnlos ou conlas
apreseuladas pelos mesmos fomecedores .i propor-
cao que estes firem coinparecendo; verilicando-se se
csl.'io comprelicndidos lias dilasrelacocs, c bem assim
se combinan! as quanlias mencionadas neslas com as
c/.slanles dos referidos couhecimentosou conlas.
Arl. 2.i Verificadas as duas circiimslancias men-
cionadas no arlino anlccedenlc, e coiisejuintcnicnle
que est aiitnrisado o pagamento do ronliecimenlo
ou canta; ser isso declarado pelos itou olliciaes en-
carregados de examinar previameule a cxaclido do
calculo arilhmrliro dos documentos desla uatureza,
por meio da legniola fui nula por ambos assiguada:
Contemplado na relarao remcltida como olUcio ou
aviso de... a qual se mandn pagar por despacho
de... proferido no mesmo olh'cio ou aviso; rubricando
depois o contador a conla ou conbecimcnlo.
Arl. 3." O pagador da 2. pagadoria pasara o co-
nbecimcnlo ou conla, cal." contadoria Ib' o abona-
n na lomada da sua conla mrnsal, estando o mesmo
conhecimento ou conta revestidos da solemnidade a-
cima prcscripla.
Arl. 4.o A sobredita rclarflo c o oflicio ou aviso
em que esliver proferido o despacho de pagamento
dscredores nclla contcmpladns.se conservarlo na
2. conladoria para os exames indicados no art. 1.,
cmqiianto se nao apresentarem no lliesnuro os co-
iilieeimenlosoii conlas nella contempladas; logo po-
rcm que o sejam ou se leona encerrado o ejercicio
I que perlcncer a despeza, a dita contadoria camel-
lera umae outra cousa i I.' conladoria, onde devem
pcrmaiiecer como parle integrante dos documentos
justificativos da despeza do pagador da 2. pagadoria-
riiesnuro nacional, em 20 de Janeiro de 1855.Fie-
eomlc de ,lbaetc.
Ao presidente de i'ernambueo, exigindo. a bem
da liquidacao da divida que reclama o delegado da
comarca de llores, Mauoel l'ereira da Silva, pro-
veniente de suidos e mais vaniagens de canipanba
que em IH'.l alionou a guardas nacinnacs illi reuni-
dos em eirccivn servir,que remella a esta secre-
taria loda a correspondencia daquellc delegado com
a presidencia a ete rcspeilo ; e que informe se fui
elle aulnrisado para reunir a -forra em queslan, o
fazer com ella as desperas necessarias, nu se pelo
menos leve approvaeao o seu proccdimenlo.
Ao inspector da tbesouraria da mesma provin-
cia, declarando, para o fazer constar ao inveularianle
dos bem deixados por Joaquim Jos da Silva Vicira,
que foi reconberida a divida, e determinado dtyaga-
Wiiloda quanlia de 1:82i-'!)(ll, proveniente de sol-
-oos eclapc vencidos por70 paisanos, deque se com-
piinlia a forra sol o cumulando do fallecido por oc-
rasiao da ultima guerra que leve lugar na mesma
provincia, mas que nao se poder*' rcalisar o dito pa-
gamento sem que a divida seja descripla no inven-
tario. Outro sim reenva o processo de divida do
coronel Jos Maria de Iiarros Brrelo, para fazer
sellar com revalidaran alguns documentos, e infor-
mar se as pracas Torneadas pelo dito coronel foram
ou n.lo abonadas de elape pelos respectivos corpos no
lempo a que respeita a divida.
30
Ao administrador da rerebedoria, para recebar
a mcia'sisa e mulla da cscrava deque trata a rccla-
maco de Joaquim Jos de Souza l'ilho, por nao vi-
gorar a razJo que allega na sua informarlo de 25
do correule, de achar-sc a dita escrava vendida a ou-
Ircm, que j liavia pago a mesma sisa, pois nao com-
pele .i recebedoria julgar da vallidade dos contra-
tos, sobre a qual he livre s parles uzar do seu direi-
lo pelos meios competentes, como ja fui declarado
na ordem do l, de outubro de 1817.
-^31.
Ao Sr. ministro da juslica, solicitando a cipedirao
das necessarias ordens para que o juizes de orphaos
faram recollier aos cofres das lliesourarins as quan-
tiasque por ventura cxislam nos daquclles jni/.os,
pcrlciirciile- a heranras jaccnlcs ou vacantes, acom-
pauhadas das deelararocs necessarias; c igualmente
de quaesquer bens que, nos termos da legislaran cm
vigor, se |*-,mi considerar de defuntus e ausentes,
ou vasos, proredendo porm a rcspeilo desles as fur-
GERMANO BARBA-AZUL.
Por Henrique de la Madelene.
1
i mano fui sem conlradicco o mais Icrrivcl na-
i inorado de todo o condado Venaissiu. Na idade de
qoiu/.c anuos j era fallado as familias; aos vinle
era o Ierro dos maridos, e sen nome razia eslrcmc-
er a todos aquelles que tinlum em casa alguma ino-
ra que guardar.
lavia nao rr.i.oquocosluma-sc chamar, um bel-
lo'mancebo. Tinlia estatura baixa, nariz mili gran-
de, trocea rasgada, heleos Ryissos e potica barba ; a-
lein dislo liulia a fronte lito estrella, que o cabel-
los negros cahiain-lhc quasi sobre os ulhos. Mas em
1 oiiipenscao seos ollios eram magnificos, bem la-
iados, hmidos, avclliidados e ardenlcs ; sens den-
les alvos e linos, seus labios corados, como urna flor
le romaa. e snas inaais neqoenas e afiladas como as
mais deliradas mitos de mulher. Arrcsria a isto que
era maraxilho,menle vivo e delgado, que linlia
i c elegancia em seus .nenores movinienlos, que
era boin roinpaiiheiro de mesa e de jogo, c mili le-
merario pata as cousas de amor.
As milis haviam falla lo lano dcllo as fillias, como
de um iapaz aboniiiiavel C maldito, que ncnliuiii.i
deixava de ruiilempU-lucariosamente no* paasclos.
ns ruase mesmo uaa igrejas, quando Germano l.i
ii com alguma inlenran damnada ; pois de ccrlo nao
ia orar a lieos, lie ordiuario as mais ousadas paga-
vam caro sua ousadin. Pareca que Hermano linha
un rncaMtn, lano as raberas ,| ,s raparigas volxiam-
se p.na eu lado, c mais de una, leudo ido passear
nos t'latano deiciiido < indillcrciile, vollou pen-
sativa e com o rorar.io perturbado.
Germano tirara corajosamente proveitn das prc-
"iKi'iw da- iii.ii-- c 'i^ imprudencia luralmenle ziBmo o sensual deivava aos miUes a-
pecas enceladas, e moidia sem c-erupulo os m.i.
bellos pecego- do Vergel. Referir uiiitilamenle o
mal que elle fe/, pira una larefa inui pesad i ; lano
tu.os porque -n t b ia rcpul.i<;ao fa/.ia-o carreg-n rom
os iicrcados du muilus. U ccrlo lie qoe elle fe* der-
ramar mollas Lignina*, u (oruou-se mn verdadeiro
llagellojiara u pai.
Eraiar baldadas ludas a cntelas; porque elle
lano chegava pela ehainiu, romo pela .niega, c
nunca hesitara em sallar um muro de viole ps de
altura.
He mais Imba una discrir.lo admiravcl, sua pat-
. i era ircniherirta pelas ilcslruicoes que Iiim.i
frito ; pon-in iiinguein o apanliara ntiuc;...... AV
f i .m' cdigo : e- i ilUrnrt......' a
astucia permilliram-llie viver assim qninze annos
' sem desastre.
\'quelle* que avenluravam-se a repreheiid-lo de
sua vida abominavel, Germina erauia os hombros,
e responda com gracejos. I'ouco se I lie dava das af-
llicces das pessoas honestas, e julgava-sc realmenle
com direilo de vivar romo Um agradava. Aleona
prclendiam que elle enganava a Irairao as pobres
raparigas de que fazia-^e amar, c.quecia tao per-
juro quanto mentiroso; porm e-sa gente mo co-
nhecia bem a Germano. Nada igualava sua sinecri-
dade c sua franqueza .-cuan sua inconstancia. Todos
os meios Ibe eram bous para seduzr.; mas nenhu-
ma de suasj victimas ousou dizer que elle promete-
rn-lhe o raiamenlo. Amava por amar, e tintn a esse
rcspeilo nina bella ingenuidade, e urna corrupcan
cmplela.
Ao principio seu pii, que era vellio c ovial, nao
dera grande importancia us suas travessuras, e cos-
lumava responder aosvizinhos que iam queixar-se :
ir Sullci o ineu gallo, giiardem suas galliuhas! a Seu
sangue voltio rerolirava Igum calor ouvindo narrar
as proezas amorosas do filho, e alegrava-te de v-io
com esta nalureza ardcnle.
l'orin depois o riroprio pai ficou espanlado. As
queixas loruavain-sc de dia em dia mais numerosas,
c aogmenlando-se sua reputarao, elle fez mais mal
do que nunca.
l'or urna conlradicco inexplicavcl o nico amigo
de Germano era o rapaz mais manso, mais liinido e
nielhnr conrciluado da cidade. Germano procurava
sua companhia c passeaxam | ublicauentc com jias-
ino das lambarciras. que nao comprebcntliam esse
cummcriio. Ao principio o libertino quizera asso-
ria-lo aos seus prazeres ; porm lodos os seus estr-
eos (oran mal logrados pela vonladc firme do hones-
to Scba-liao, e elle renunciara cordialmcnlo a 'so.
Base Sekastiiio linha urna ndole simples e quasi sel-
vaajem ; era estudioso e circumspeclo, nao conhecia
a embriasiiez que il o vinlio, nem a que vem da
mullicr. Viiia entre alguns livros familiares, e um
heryaiio marvilbosa, Inicio de dez anuos de paci-
encia, o qual Germano comprazia-sc em enriquecer
rom as mais rara- llores do condada. Bilocado pelo
lio, sacciiiolc quasi centenario, Sebasliau ticra pie-
doso. orava a Deas de nolle e de nunliaa, era deve-
lo dos s intns do pai/., e no domingo nao leria fallado
miase netn por um reino.
KinlinraT'-f um anuo menos .loso que Germa-
no, pareca ser minio mais velho. Sua fronte linha
i ugas preciM-c-, e seu corpo loto. ia--e pe-alo. Ti-
. nlia nos ni ivimeiilosn desaso parlit ular. que obstr-
va-se nos seminal i-las. l'or um nada corara, ea
menor tanta mliini laia-o. Tinlia urna alma rdan-
la ; mas tanca aneara, m ni ruesmo durante urna ho-
ra, ileixa-la ile alnoibar livremcnle, e seu eoracgg
eonsumla-ss sobra si mesmo.
Seluslia i liavia-sc alleiroado forlemcnle a Germa-
no por e-sa especie de allraccao doenlia, que oxpe-
rimenlam mullas vezes as almas puras pelas almas
atormentadas, (joand* Germano referia-lhc una
nova loucura, o mancebo senta as vezes um estre-
iiieriiiieiilii periorrer-llie lodos os membros, seus
nlhos rvlinclos reaiiiniavam-serrpenlinaineole e bri-
lliavain de urna man. ira singular. Oepois empalli-
decia -ubilamcnle ; u sangue voltava-lhe ao rorac.lu
rom violencia, e elle varilla va dia ule da revolla de
seus desejos lano lempo vencidos, felizmente astas
especies de embriaguez eram raras e de breve'du-
malidades judiciacs necessarias. para serem declara-
dos taes e lerem o destino que a lei Ibes assigna.
Outrnsim, para recommendar o liel cumprimento du
arl. 38 do regiilamenln de'.l de maio de IK2. quan-
lo aos bens que possam exislir nos cofres de depsi-
tos pblicos.
Ao presidente da Baha, para ordenar alfan-
dega, consulado e mesas de rendas, que rcmetlam
imprelerivclmcnlc mesa provincial do Rio de Ja-
neiro cstahelecida nesta crlc, em vez da duplcala
da carta de guia e despacho dos gneros de proceden-
cia nacional, que foram supprimidos pelo art. 22 di
reculamente de 96de alirii de 1851, urna copia do
manifest da parle relativa aos sohreditos gneros,
alim de se poderem fazer all as conferencias neces-
sarias a bem da arrecadarao das rendas provinciaes.
Ao inspector da thesuuraria de San Paulo
em resposla ao oflicio cm que participa ler
dadoem sessao da tbesouraria urna solucao allirma-
(na a consulta do thesourciro de fazcnda, sobre se-
ren ou nao admitlidas as estarnos publicas da pro-
vincia as notas do Banco do Brasil, se declara que
semclhante decisao lie contraria ao disposto no ail-
12 dos estatutos do referido Banco.de 31 de agosto de
1853, que limitou tal recelo ment as repariiees do
municipio c provincia do Rio de Janeiro; permit i n -
do gmenteeffl cada provincia o das olas da caixa
filial que nella se crear.
MINISTERIO DA MARINTIA.
I>l>edienle do din 22 de dezembro.
Ao i ommaudanlc da academia, remetiendo nao
so o ollicio em que o capilao rio porto de I'ernambu-
eo propoe que os individuos que pretenderem em-
pregar-sc como orticos da costa sejam submetlidos
a exame feito em presenra do seu ajudantc, e presi-
dido pelo praliro-miir, serviras de examinadores tres
praticos matriculados; mas lambem o parecer que a
tal rcspeilo dera a coinmissaodeexamc do armamen-
to, conjuntamente com a ds derrotas ; alim de que
a commissao de que he presidente tome em conside-
rarao esle assiimplo no prnjeclo que lem de organi-
sar na eonformdade do aviso de 27 de outubro ul-
imo.
23
Ao quarlel-gcneral, manda louvar, vista dos
termos das participarijes do presidente o capitao-leiienle Pedro Antonio l.uiz Kcrreira,
commandantc do brigue escuna /.cgalidade, ea res-
pectiva guarnirao, pelos bons servidos que este na-
vio preslou ao patache Dou* Je Agotto e ao brigue
Magano ambos iiarionaes, que se achatan em pe.
rigo na cosa da referida provincia, sendo o primero
levado por elle aleo porlo de Jaragua, e salva a Iri-
puiaraoc a carga do segundo.
. GOVJJfANO DA PKOVIMGIV.
Expediente do da 16 de fevereiro. ~-
OfticioAoExm. commandantc superior da guar-
da nacional do municipio de Recife, recommendan-
do a espedirn de suas ordens, para que sejam dis-
pensados do serviro da mesma guarda nacional, cm-
quanlo estivo em exercendo os lugares de inspec-
tor ile quarteirao, na fregne/.ia da Boa- 'isla, os
guardas Iredericn Vellozo Koope JosCecyio Car-
nciro Monleiro Jnior. Commuuicou-se ao dicte
lie polica.
HiloAo mesmo. Irausmitlindo por copia o aviso
da repartiro da marinha de 11 fie dezembro ultimo,
acerca dos olliciaes da guarda nacional reformados
ou demitlidos do ejercicio ros poslos em virtude de
leis provinciaes.Neste sentido olliciou-se aos do-
mis commandantes superioresda provincia.
DitoAo Exm. Barao de Suassuna, presidente do
consellm de direccao da companhia para canalisar.io
do rio Beberibe c dessecamento do pantano do Olin-
da. Cumpriudo agora o que prometli em ineu otl-
cio de 2i de outubro em resposla ao de V. Exc. de
31) de selembro, remello, nao s a copia dv ollicio to
director das obras publicas, acompanhada dos papis
a que elle se refere, e le que falla o artigo 3 da lei
provincial n. 231, como lambem um excmplar rio
Diario de I'ernambueo, de 13 do correle, conten-
do a memoria escripia pelo digno coronel de enge-
nheirosConrado Jacob de Niincyer, que generosa-
menlc so encarregou de examinar o objeclo da em-
preza do cncanamcnlo do Beberibe, levantando a
planta hidrulica que lambem remello a V. Exc.
para que se digna apresenta-la dirceco da com-
panhia. Com estes eselarecimentos julgo poder ii
car ella habilitada a discutir sobre a reaIisac,ao da
empreza, podendo ouvir o dito coronel Conrado,
que est promplo a dar verbalmentc direccao da
companhia lodos os eselarecimentos necessartos, c
responder a quaesquer ohjeccoes que se suscitaren!,
una ve que elle seja avisado o mais breve possivel,
visto ler de rclirar-se para n corte.
DitoAo coronel commandantc das armas, decla-
rando que o cscrivaoda botica do hospital militar,
Jos de Vateoncellos, apresentou conbecimcnlo de
rar/io ; a liime/a de seu carcter dominava logo as
tentarnos nasceulcs, c na paz do corarlo elle cen-
surava loan.lamente ao amigo saas novas desorden*.
Meu pobre Germano, dizia Sebastiao militas
vezes, temo muilo que le venia algum da urna ler-
rivcl expiaran de ludo isso Dos obra lentamente ;
mas he porque lem a eternidade i sua disposirao :
Ah responda Germano, porque queros que
Dos me. castigue? Elle lem mais que fazer, e pao
oceupa-se com os meus pcccadinhos. Humis nao foi
elle mesmo quem poz-mc na alma esle furor de de-
sejos/ Julgasque alguma cousa seja dada cm vao
por elle *
-- E juigas que seja esse o lim da vida".' tornava
Sebastiao com vehemencia. Pensas que nao lenlie
como tu desejos e cobicaa* Tara que lularei contra
a minba carne, se he indilTcrenlc ser vencido por
ella".' O ardor de tua alma nao deve ser urna causa
de macula para Ii ; porm urna causa do glorilicu-
rao para eos !
Sim, sim, dizia Germano riodn, ad majo'-em
Dei gloriam, nao he isso'.' Conhcro esu moral.
Adeoa, meu charo abbadc, leu sermao valera dous
beijos de mais em Marieta, um tos quaes darci. em
la lencao, c eis-ahi Dos bem einbararado !
Marieta era urna linda rapariga de ilezeseis an-
uos, que pareca ler smente qualorze. Como oceu-
pou na vida de (ierniano um lugar importante, e to-
mn parle uo episodio desla vida que inellior co-
lillero, vou sem outro prembulo d-la a conbecer
ao Icitor.
Marieta deseen lia de urna familia originaria do
paiz de Arles: hcrd.ira deeali urna tez'delicada,
qiienle c per lomada, cabellos admirareis pela sua
cor de azeviche, c lambem por seu comprimenlo,
pesiuhos niaravilhosos e denles alvos, linos e agudos
como verdadeirns deules de ralo. Seus grandes olbos
azues sempre hmidos brilhavam como carbuucu-
los, ou encobriam-se lnguidamente debaixo da" Ion-
gas Pestaas negras e luzulas. Era de estatura bai-
xa, llcxivel como um junco, viva e alegre como um
passarinbo. Exccssivamcnle sensivel, um nada mo-
va-Ibe o riso, um nada a razia chorar, e pastara de
nina eraocao anuir com urna incrivel volubilidade
de impre-io. Oiiantlo alguma eoiiSI riilrava-llic na
cabera, nem o .liabo lli'a leria fcilo sabir. I inha ca-
prirbos como una rabrinha, e era ao mesmo lempo
a alegra e a tormento do pai.
l-le era um borneo) de tstenla anuos, ainda ro-
busto, allavcl, jovial e cm certas occasies amante
do ropo; dorante cinco anuo) elle fura mrrilm caro
la da altlcia c serrelariodoronselho municipal. De-
pois da morle da mulher linha vivido em urna pe-
quea propriedade, que possuia i margem do Sor-
guc, perto de Eulraigues. onde gnjava da conside-
rar.to geral. Chamava-se Diniz Cendri ou antes o
mostr Cendri, e linha visto tantas cousas em sua
vitla, que os mocos do cantan vinham umitas vezes
pastar terao em sua casa para ouvi-lo fallar do
lempo aniego.
Mostr Cendri fazia narrares maupficas sobre
os cnsules munirpaes, -.obre os redores do ronda-
do, solire o nuncio, sobre os bispos de Carpenlras,
\ alteas e Vaisuu, e sobre muilas outras cousas boje
desappareridas na unin franceza. Era o arbitro das
ha ver pago oadiieitot c emolumentos corresponden-
tes ao augmento que obleve em seus vencimeu-
tos.
DitoAo mesmo, rccommendandn a expedirlo de
suas ordens, para que o boticario do hospital militar
forneca ao director da colonia militar tic Pimculei-
ras, urna libra lo arsnico que sera entregue ao sub-
director Jo.io Mariano Cavalcnnli de Albuquerque,
para exlinccao dos cupins que apparecerem nos
quarteis e rasas da mesma colouia.
DiloAo mesmo, rcmetlcudo com copia do oflicio
do i iimmissario vaccinadnr, um calino de peona,
coiilendo tres tubos capillares de pus vaccinieo.
DiloAo capilao do porlo, para contratar com o
meslrc de alguma das embarcaees que seguirem pa-
ra o norte, a conducrao dos arligos de fartlamenlo
mencionados na relaro que remelle por copia, os
quaes pcrlencem aomcio balalhao do Ceam o acham-
sca sua disposirao no arsenal de guerra.Commu-
nicou-se ao director dente arsenal.
DitoAo mejor cncarrgado das obras militares,
reeiimmendandti que mande fazer os conferios de
que precita o lelbade do hospital regimenlal.
i.ninmunit on-e ao coronel commandante das ar-
mas.
Dilo Ao director da colouia militar de Pintea-
luirs, remellen'lo por copia o ollicio cm que o coro-
nel commaiidaule das armas declara os motivos por-
que nao pude seguir para aquella colonia, na quali-
dade de seu empedido, o soldado Idelfonso Barbosa
tle Jess.
DiloAo commissario vaccinador.Tcndo resol-
lido que o segundo cirurgio alfercs Joaquim da
Silva Aojo Amazonas, em lugar de ir vaccinar as
comarcas do sul da provincia, o faca nos municipios
do norte, e que forem indicados por Vmc, c bem
assim, que o facultativo Simplicio l.ins de Souza
Feotes seja empregadu em semclhanlc commissao
as comarcas pan que eslava destinado o referido
cirurgio ; assim o rommunicoa Vmc. para seu co-
nhecimento, c alim de que Tornera ao mencionado
Souza Feotes, as laminas de puz vaccinieo que fo-
rem necessarias para desempenho da mencionada
commissao.Communicou-se ao commandanlc das
armas.
DiloAo inspector ta tbesouraria provincial, pa-
ra mandar indemuisar a repartirn da marinha, i
visla da conla que remelle, da quanlia de l.l'J-jOOO
rs., em que importam (i Iravcs de sicopira que man-
tlei fornecer ao director das obras publicas para a ar-
maran docylindro de ferro destinado a comprimir os
noves empedramenlos das estradas. luleirou-sc ao
insperlor do arsenal de marinha.
ITiloA" junta quatificadora da freguezia de Tra-
cunhacm, acensando receida a copia da lista dos
cidadaos que foram qualilicados volantes naquella
freguezia.
DiloA' cmara municipal tle Caruarri, declaran-
do que opporlunamenle ser rcmellida a asscmbla
legislativa provincial, a conla da reccila c despeza
daquclla rainara, relativa ao anuo financeiru decor-
rido rio I. de oulnbro de 1853 ao ultimo de setem-
bro de 18.55. <
HiloA" mesma, censando rorebido o ornamen-
to da receita e despeas daquclla cmara para o anuo
linanceiro que lem de correr do 1. de outubro des-
te anuo ao ultimo de selembro do auno*vindourn, c
declarando que opporlunamenle ser o mesmo orca-
menlo enviado a asscmbla legislativa provin-
cial.
PortaraDcmiltindo.de conformidade com a pro-
posla do director do arsenal de guerra, a Manocl
Bernardo de Alcntara,'do lugar de guardados a-
premlizes menores do mesmo arsenal, e Horneando
para o referido lugar a Antouio lrancisro Caval-
canli. Fizcram-se as Dcccssarias communica-
res.
Dila .Mandando admillir no serviro do exercito
como voluntario por lempo de (i aunos, o paisano
Jos Ignacio da Silva, que perccber., alm dos v en-
cmenlos que por lei Ibe eoiiipelircm, o premio de
300-:>IXK rs.Expediram-sc ueste sentlo as neces-
sarias commuuicares.
DilaAo agente da companhia das barcas de va-
por, recoinmentlando a expediro de suas ordetis pa-
ra que seja transportado para o Para, no vapor que
se espera do sul, o lente do estado-maior de pri-
maba classe Antonio Vctor de S Brrelo.
17
OflicioAo Eira, presidente das Alagos, decla-
rando que ja foram enviados para aquella provin-
cia, do brigue de guerra Ceareme, nao s o inslru-
mcntal c os objeclos de madeira de que trata o of-
licio do coronel commandante do 8." balalhao de
infanlaria. mas lambem os arligos de fardaiucnto e
mais utensilios a>encionados no Icrmo junto por
copia.
DitoAo Exm. commandante superior da guar-
da nacional do Recife, nlcirando-o de qnescau-
lorisara o inspector da tbesouraria de fazenda a
desamaeas, c o juiz de paz de Monteux dizia habi-
tiialmente que meslre Cendri poupnva-lhe melado
da tarefa. Sabia tle cor ludas as caoces velhas, c li-
nha a bocea ebeia de proverbios, que applicava a
proposito.
Em una sexta-feira a noite, vollando de Carpen-
tras com Marieta, encontrn na descula tle Mon-
teux a Germano, o qual saudou-o mui civilmente.
Meslre Ceudri leria voluntariamente dado algoma
cousa para nao ler de responder a saudacao do nos-
so palito; mas era impossvel deixar de faz-lo sem
moslrar-se grosseiro c mal educado. Alm dislo o
pai de Germano era um de seus velhos amigos, e
nene mesmo dia linham esvasiado junios urna cu
duas garrafas de vinho do paiz. Saudoa, pois, a Ger-
mano sem dizer-lhc nada, e com o ar de quem ia
muilo apressadn, alim de que o libertino nao cui-
tlassc ein del-los. Marieta fez-lhe urna bella reve-
rencia.
Abl tlisse (iermano comsigo filando na rapa-
riga seus olbos rdanles c claros, como lem cssa pe-
quea licado tormosa nesles seis mezes '.... Est gor-
da romo urna codorniz !
Nao olhes assim para Irs, ilizia meslre Cen-
dri a Marieta apressando o passo; esse garoto de
Germano julgaria que Ibe das allenrao.
Ouc me importa sen Germa'no.' rcspomleu
Marieta com um geslo de enfado. Teme que elle
me coma'.'
No sei o que responden mestre Cendri; mas ca-
minhaudo, Marieta vollava-se a cada instante pare-
cendo dizer ao inimigo : Nao le temo !
Germano linha parado no alio da ladeira, c nao
perda tic vista.
Enlilu, dista a rapariga repentinamente depois
de um breve silencio, elle be sosinbo contra Vmcs.
todos, e lemcm-no !
O iltabo tambembe sosinbo coaira lodo o mun-
do, respondeu meslre Cendri. Todos lemcm a Ger-
mano como ao diabo. Pela minba parle nao eslou
longo de rrer que elle venden sua parle do panizo
para tiritar a perder todas as raparigas do paiz ;
poisquaulas Ibe lem fallado, lem liento desgneadas
c descoiireituadas.
-Marieta nata respondeu, c tornou-so pensativa to-
do o resto to caminbo.
Germano pela sua parle nada perder do manejo
tic meslre Cendri c da lilha, e com sua finura rus-
turnada adovinhra que fallavam a seu respeilo. lai-
da vez que a rapariga vollava-se para seu lado, elle
laneava-llie um otilar rpido o brillianle como o re-
lmpago, m sorriso singular pairava-lhe nos la-
bios, e ello miirmiirava ebrio tle cnnlcnlamenlo :
Sun, meu charo, dize-lhe muilo mal de miin.
conta-lbe todas as minbas Iravessuras! Nao sabes
quanto tico-te obrigado. dignoNclho !
Chegando ao ngulo da estrada, Marieta voltou-se
pela ultima vez.
-V mil maravilhat! exrlamou Germano, eis-
ahi una que nao dormir esto noite... lera bellos
sonhos!
E tomou assobiando o caminbo da cidade.
pagar as follias c prels, que acompanharam o sen
oflicio de lioulcm rr. l't.
l)ilo--Ao commandanlc das armas, remetiendo
copia do aviso circular da guerra de 27 de dezembro
ullinio, acerca nao sii dos mappas que sao obriga-
dos a dar mentalmente os commandanles tos cor-
pos tle primcira linha, e dos que se devem enviar
a mencionada repartirn, especificando o numero
dos rccrulas apurados cm cada mez, e o destino
que tiverain, mas lambem das relaces dos eflieiars
nao arregimentatloso dos reformados existentes
nesta provincia.
DitoAo Dr. cueto de polica, inlcirando-o de
liavcr ordenado a llicsouraria provincial que pa-
gue, estando noj termos legaes, a conta das dia-
rias abonadas aos presos pobres da cadeia do llrrjo
no mez de Janeiro ultimo.
DitoAo mesmo, dizendo que, juntas achara as
ordens necessarias n.o so para que" o commandante
do corpo de polica preste os 2 soldarlos, que S. S.
requisita, para escoltaren! o preso de juslira, Tlico.
Ionio Bandeira de Mello Macaba, al a provincia
do ('.cara, mas lambem para serem ditos soldarlos
transportados para aquella provincia no vapor que
se espera do norle.
DiloAo juiz de direilo da comarca de Sanlo-
Aulao, para que informe com hrevidade cm rpic
dia foi capturado Manocl Antonio Joaquim. visto
que verifiroii-sc ser elle desertor do',1." batalbao de
infanlaria, segundo conimunicou o coronel com-
mandanlc das armas em ollicio de bonlem.
DitoAojuiz de paz presidente da junta revisora
de Goianna, acensando a recepcao da lista dos vo-
tantes daquclla freguezia.
PortaraC.oncedendo Fr. Antonio de S. Ga-
millo de I.ellis a demissao que pedir do lugar tle
professor ndjnneto de lalim c lingua nacional do Iv-
cu.Fizeram-se as communirares precisas.
Itclaro ros presosrccolhidos a cadetada comarca,
detde-Xi de nocembro do anuo /indo.
JoSo Veritsimo preso na freguezia tle Papacaca,
por ser reo pronunciado cm ferimenlos.
Paulo Parahibano de Souza idem nesla freguezia.
Foi remullido para o termo da Asscmbla da pro-
vincia das Alagoas, onde he criminoso, segundo a
requisieao do respectivo delegado.
l.uiz Tclles de Carvnlho idem no Buique, c foi
remetido ao delegado da Mala Grande da provin-
cia das Alagoas, onde be pronuuciado, segundo
consla ta requisieao.
Joanna Francisca de Paula presa no rustrido de
Papacaca, sendo rti pronunciada por ferimenlos,
Mauoel Alfonso da Silva preso no Buique crime
de lomada de presos to poder da ju'lira.
Manocl Ignacio da Silva Espinliciroidem reo pro-
nunciado em crime re morle.
Joo Manocl da Silva idem remcldoao delega-
de tle Pcsqueira onde he criminoso.
Francisco Antonio P Velho idem. Acba-se pro-
nunciado por ler feito parle do grupo que ha que-
br annos alacou ao subdelegarlo doCorirr na pro-
vinci,. da Parahiba, no qual ataque bou ver,un
morles c Icrmeidos.
l.uiz Francisco Jnior idem indiciado cm crime
de iiiorlc.
Jos Joaquim dos Sanios idem desertor do pri-
meiro batalllo de artilharia a p, e foi rcmellido
ao lllm. Sr. coronel commandanlc desarmas.
taissiano Lopes de Lima idem ncsIaTreguezia por
roano.
Jos l.onrcnco da Silva idem no dislricto do Cor-
rcnles, pronunciado por soltura de presos.
Jos da Silva por antonomasia Jos Grande idem
rcmellido do termo da Assemblea, provincia das
Alagoas, como criminoso de morle no Buique.
Joaquim le Mello Rocha idem dem.
Albanazio Rodrigues da Cosa preso no dislricto
de Papacaca, pronunciado cm crime de furto.
Jos Francisco Radico idem ueste dislricto, pro-
nunciado em 11 inin de morle.
Joaquim Ciracodem no dislricto das Aguas Bel-
las, pronunciado em crime de ferimento.
Severino Filippe Rosado, Joaquim l'ilippc e Joao
Fdippe. Assassioaram a Antonio Caetano a 10
de jajeiro lindo, o primeiro foi preso no lugar do
delicio, c os ultimas as malas confinantes com a
provincia das Alagoas.
Cosme Jos Correa preso no tlislriclo de Papaca-
ra; be reo pronunciado cm dou> processos, feri-
menlos e tentativa de morle.
Joaquim Jos tle Sanl'Anna idem neste dislricto,
pronunciado em ferimenlos.
Joao dos Sanios Barbosa idem no dislricto de Pa-
pacaca, pronunciado por focadas.
Jeao l.ourcnco de Mello idem no dislricto do Cor-
rcnlcs, por comprar um cscravo furlado, foi jal-
gado improcedente o processo que se Ibe forinou,
por falla de proras,
Jos Bernardo de Olivcira iflem pronunciado por
uso de armas prohibidas.
Joao Carlos de Maccna idem, assissrnou prximo
a povoacao tic Correles a urna mulher.
Ignacio, cscravo dem no dislricto de Papacaca.
Por dar urna surra cm urna mulher livre. Foi
pronunciado.
Jernimo Kerreira de Mello recoll.cu-sc aca-
ricia pronunciado no 1. do artigo 2ti do cdigo.
Jos \ cenle Ferreira Siqucira preso neste dis-
lricto, por indiciado em crime tle morte.
.Mauoel Ferreira de Monea idem idem por toma-
da de presos. .
Paulo Martina da Cimba criminoso de fuga de
presos ueste termo, e rcmellido da Palmeira dos
Indios, provincia das Alagoas.
Amonio Piulo de Carvallo!---^criminoso de morle
cm.Capociras, termo do Bonito, preso no rustrir-
lo de Papacara.
Delegada em Garanhnttt l de fevereiro de 1S55.
~ Carlos de Moraei CtmSo, capilao e delegado.
moni-------
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco na cidade do Recife, em 23 de feverei-
ro de 185S.
ORDEM DO DIA N. 220.
O coronel commandanlc tas armas interino faz
ccrlo para conherimenlu ta guarnirao c devido el-
idi, que o goveruo de S. M. o Imperador liouvc
por bem determinar, por avis do ministerio tos ne.
gocios da guerra de S do correle mez de fevereiro,
que o Sr. capilao do 13." batalbao tle infanlaria,
Joao Pires Gomes, viesse a esta proviuci.i para ncl-
la servir, como addido, no balalbao 10. ra mesma
arma, o declara que -esle Sr. olllcial fez a sua apre-
senlacao no dia 21 do correule.
Dedara igualmente, que o mesmo governo, por
aviso de 0 de dezembro do auno lindo, foi servido
conceder nesta data dous mezes de licenra, com sol-
d e elape, para goza-la onde Ibe convier, ao Sr.
altores do !)." balalbao lambem tic infanlaria, Joao
Carlos de. Paiva, que se acba addido ao 3. balalbao
de artilharia a p.
Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido- Ijtal Ferreira, ajudanlc de
ordens cncarrgado do delalhe.
EXTERIOR.
H
Germano linha adevinbado justamente.
Marieta que estivera aborrecida todo o serio, ape-
nas ficou sosinha em seu quarlo, poz-me a meditar
|anel!a ouvindo os rumores da noite. O ar eslava
rheio de tepidos aromas, e milhares tic estrellas bri-
lhavam no co. O Sorguc, que corra porto da gran-
ja, cuvava-lhe seu murmurio brando e montono, e
os grillos as planlaroes de trigo niisluravam seus
gritos alegres com o coaxar melanclico das rilas nos
juncaes. Reatas horas tranquillas das noilcs serenas
o espirito gosla de passear livremenlc, esquecemo-
Dos do mundo, c a imaginacao leva-nos por veredas
desconhecidas e encantadoras.
Assim fa/.ia Marida. Sem saber porque, .ncdila-
va silenciosa e commovida, esqnecida rio somno c
do lempo, enlregando-se ao arbitrio de suas medila-
rdes, c emhalandu-sc com o calilo llosas harmonas
confusas. Em que pensava assim? Em Germano'.'
Oucn podera di/.-lo, se ella mesma o nao sabia '.'
O ccrlo he que achava-se em um cstatlo novo. Nun-
ca al entao liavia experimentado essa inquietarao
vaga, esse ardor indeciso.
Admiravti-se de adiar tontos encantos cm cousas
que nunca a linham enternecido. Pela primcira vea
cumpreheiiilia sem poder anda explicar urna vida
nova ao lado de sua vida de cada dia; parecia-Ibe
ter sentidos iiovos, urna inlclligencia mais viva, c
ntanrilhava.se das revclar,es repentinas, que lhe
vinham murmurando:
Meu Dos, quanto sois bom!
Todava pouco a pouco a cabera aralmoii-sc-lbe,
c seus Densamente* tomaram una cor grave. Por
mais que titease para afugentar a lembranra de Ger-
mano, ella vellava-lhe a cada instante, e fatiga va-a
realmente.
Esso mancebo he um monstro repela a rapa-
riga ; como permute Dos que elle viva para fazer o
mal'.'
Eulo recordava-se de todas as historias que o pai
lhe contara uc caminbo, enumerava as raparigas a-
bandonadas, as mulheres engaadas, as viuvas per-
didas por esse Icrrivel Germano, o sua alma eslava
c!i"i.i tle perturbaran. Obiillio singular dos olhus
do maacebo alirazaiv-lhc aiuda as palpcbras, e in-
voluntariamente ella fechava os ollios, como se o Ij-
vetse diante de si. Tentn orar para escapar a essa I
visao Migante; mas so us labios nmrmuravan urna !
Ave-Maria do rosarte. Via iocetsaoemente aer-i
mano immnve uo ngulo da estrada, legaiodo-lhej
os menores movimenlu?, bello c altivo, agiczar de
quanto rlelle se di/ia.
A 1MAO' D3SRICA.
O iberismo cxcrcc urna propaganda activa e orga-
nisada. O Progreso he a folha que cm Purlugal
reprsenla os seus interesses.
Arredilamos que urna ronvicrfio profunda impel-
i os seus redactores por este arrojarlo raminho. Ve-
mos que Ibes nao fallece inlclligencia nem ardimen-
o. Nao menos convictos do que cllcs, eremos por-
anto que be nosso dever tomar as armas da discos-
sao em favor dos principios qne do coraran profes-
samos, sem meramente nos limilarmos a una csle-
ril profisato do f.
Os campos esto Iraeados. Aqui as neutralidades
sao suspeilas, as liesitacocs criminosas. Ouein lem
a toa rrenra arma-se e combate por ella. Qneoi
nao lem nenliiima n.lo tic digno da narao, porque
nao loma voz pela sua existencia, nem sabe cscolher
0 que lhe julga mais til.
A questao por ora esta ainda na altura de urna
theoria ; c, sejam quaes forem osesforros que se cs-
lejam fazemlo para a encaminhar no sentido prali-
co, o adversarios podem cslimar-sc o respeilar-se,
mesmo no ardor da acrao. Fique a rabada depra-
vada das chicauas conhecidas para os velhos procu
radores das facres, que fizeram rio jornalismo, nSo
um meio tle Ilustraran, senao um instrumento; de
ruma.
Isto posto, entremos no assiimplo.
Cum assomhro vimos os mais slrenuos defensores
da idea ibrica levantar ousadamenle as mAos a
historia da pennsula, prelendendo adiar n'clla ar-
gumentos favoraveis. Com assomhro, dizemos, vi-
mos (al, porque nada pode ser mais contrario aos
seus intuitos do que as consequencias de semelhanle
allegarao.
Os monarchas absolutos cm Portugal e ('.asidla
foram iberos a seu modo, dizemo os propagan-
distas.
Foram-o, contratando allianras de familia c pro-
curando adquirir direilos de successao. Foi-o D.
Fernando emprebendendo a guerra. Foi-o I). Joao
1 redamando o doto da lilha de D. Fernando. Foi-o
D. Alfonso V desposando a princesa D. Joanna.
Foi-o I). Joao II casando seu hilo, com a herdeira
dos reis calholicos. Foi-o I). Manocl desposando
eslacm segundas nupcias. Foi-o linamieute Filippe
II prevalecendo-se dos direilos de sua mi.
Foram iberos pois os reis de Portugal e os monar-
chas hespanlioes.
Serian. Masque provam os relos allegados-;
Alguma cousa a favor da idea ibrica Pelo contra-
rio ; tudo coutra ella.
emquanlo a cabra coma os ramos baixos dos saissos ;
pois a tosa tos anuos tic seu patlrinho eslava prxi-
ma, e era misler nao perder lempo para que os seis
pares tle meias de seda, que lhe destinava, eslives-
sem loados e marcados ; porcro o trabalho que fe
Dme da nao adanton a larefa. Immovel, e com os
bracos cabidos, ella contmplala a agua azul c trans-
parente, ouvindo em seu coraran perturbado gritos
dcsconhecidos, tremida, inquieta e alegre alternati-
vamente.
Assim passou muilo lempo, c quando ergucu a ca-
bera para expcllii ns pensamcnlos tumultuosos, que
a pcrscgriiam, um grito sultocado escapou-lhe ros la-
bios, e lodo e seu corpo pz-se a tremer.
Em sua frente rio oulro lado do Sorgue, e encos-
tado a um grande rlioupo, Germano a conlemplava
com seus olbos bullanles. Desde quanto lempo es-
lava ahi '.' Teria elle^devinhado sua secreta inquie-
tado ? Podero contar de urna em urna as emuroes
diversas que haviam-na aguado ? A esse pensam'en-
lo que veo-lbe de repente, Marieta sentio-se ainda
mais perturbada, c depois um vivo rubor subio-lbe s
faces.
Bom tlia, senbora dissc-lhe Germano saudnn-
do-a. lie bom tomar fresco a eslis boras, nao be
vertiade '.'
blando mesmo o livesse querido, Marieta nao le-
na podido responder-lhc. I.evantou-sc precipitada-
mente e apanden os novcllosquc tinham-se espalha-
do'em torno della.
Oh : oh tlisse Germano rindo com ar franco
e alegre, Bjarece que foeo-lhe modo '.' Se assim be,
nao se incoinmode por meu rcspeilo ; vou reli-
rar-nie !
De todas aquellas tentativas hericas urna so vin-
ou, a de Filippe II ; c o seu resaltado foi o enfra-
quecimento sistemtico do nosso paiz, a diminnieSo
dos nossos exercitos c a mina do nosso commercio, o
lesbarato das nossas armadas, e o empobrecimento
das nossas colonias, c por lim s heroico arto de de-
sesperaco, que depois de quarenla annos de expe-
riencia, resliluio a independencia ao reino e a indi-
vidualidade a narao. Se estas site as provasda idea
ibrica podem ellas tentar Hespanlioes; mas nao po-
dem convidar Porluguczes.
Nao he nova a idea ibrica '.' De certo. Nao he
nova, ah se v, nem como doulrina, nem como pra-
lien. Como pratica, as suas consequencias seulimn-
las para n.io as desojar. Como doulrina, a ibrica
tos reis he um esludo amargo para a iperia tos povos
AlisorprSo ou conquista, o maior pesa sobre o menor
he a lei plirsica c a lei moral.
Dirao que as ideas de dous seculos nos teparam dos
exemplos cilados De aecordo. Nesso caso porern
se taesexemplos nao podem valer contra o princi-
pio, lambem nao podem valer a seu favor. Se va-
lem a sen favor bao de ferrosamente valer ronlra.
A experiencia he a meslra das naroes, como dos"
individuos ; e a historia he o livro da experiencia
dos estados. Ou o iberismo actual n,To se parece
rom o iberismo dos soberanos absolutos, e, nenie ca-
so, nao haventlo analoga, nao lem significaran as
autoridades ciladas, ouatravez da modificado das
dades, subsiste aquella analoga, c em lal hypolhe-
se, as autoridades referidas s nos d.lo lie-oes dede-
sastres.
As guerras invasoras de D. Fernando foram nfc-
li/cs o dominio oneroso dos tres Filippes lor-
non-sc fatal. Foi necessaria a espada do meslre
d'Aviz para defender a independencia ; foi ucces-
sario para conserva-la o voto dos procuradores do
povo as corles de Thomar. Ja enlAo se discuta
qual seria a lingua olllcial do paiz, e enrgica resis-
tencia da inicialiva popular salvou lalvez all a indi-
vidualidade porlugiieza.
Ja se ponderou boje essa queslo essencial i
Se a dea be anliga, a experiencias fcilat sao in-
dubitavclmenlc um argumento da sua valia, e este
argumento nao be favoravel aos iberos.
Urna das principaesrazOesquese allegara para al-
teslar a necessidade da uniao, he o poder e respeita-
bilidade qqe resultara da juneco dos dous povos
peninsulares n'um s corpo de nacao.
.Mas qualquer desses povos, por s s foi grande,
foi pudoroso c rcspelado : esla-o dizendo
ma historia que se invoca, A possibilidade que se
recusa v ve nclla. Quando esses mesmos povosten-
laram abrarar se na adliga idea ibrica enfraquece-
ram se mutuamente.
Nao foi o iberismo de I). Alfonso V que deu glo-
ria ao seu nome e ao seu povo ; foi a acquisirao das
provincias africanas accresccnlaiido ao imperio no-
ves elementos de pujanra, e tentando aquello Por-
tugal d'alm do estreilo que he a mais bella consep-
rao da itossa conqnisla. Nao foi o iberismo de D.
Mauoel que alargou o nome portuguez pelos mundos
sabio elle tloscslrcitos timles transpondo as po?
ilo Oriente, descerradas ao commero europeo, pe-
las maos ousadas c robustas dos seus navegadores. O
iberismo de Filippe II nao fortalecen a Hespaoha,
antes disso dominava ella meio orbe ; depois disso a
sua inlluciicia decresceu em toda a parle.
Qualquer dos povos, pottanlo lem em si mesmo os
ciernen los do seu eograndecimenlo, pois que, por si
mesmo ja toi grande. Falla-lhe lalvez a cada um
a mesma f, a mesma conanra. Essa he urna de-
clinaran moral, nao ora resollado phvsiro. Ambos
leeni porem a mesma lluslrarao reciproca.
Para se dizer que se nio" pode fazer o quejase
fez. seria necessario renegar todo o passado, isto he,
todos os mimes de avs, c todas as glorias de pa-
tria.
Como se poder pois provar que podererans quan-
do se principia por demonstrar que nao podemos,
e be preciso negar que podemos'.'
Abriram-nos a historia : para a historia aponamos
Se recusara a validado .do argumento, invalidara
lambem o mesmo que allegaran).
'un
A IBERIA.
tt IfilO exprime eloquente-
menle a antinomia social cu-
tre Portugal ellespanha.
Lopes de Mendonra, na fe-
rolurao de 21 de noverahro
de 185 .
Nao venho discutir a Iberia, venho protestar con-
Ira ella. Nem quero disculi-la, nem que o quizaste,
poderia faze-lo. Venlto dizer ao n.eu paiz, em Dome
delle mesmo, que a Iberia he impossvel : que nao
lia um so de seus ilhos que nao preferiste comigo
stijeitar-se ao vilipendioso kbaradi do Padisba dos
inussulmanos a trajar as cores ibricas do Sr. D. Si"
nibaldoMas.
\ Iberia lie impossvel. Desgrarado de qoem o
Marieta nao moslrou ouvi-lo, e toda confusa pz-
se a desembarazar os novellos coiff maos trmulas.
loma-rae por un lobishomein'.' lornou Ger-
mano sera desanimarte, c com urna leve irona.
teme que eu salle os vinle ps de rio que nos sepa-
rara .' Tranquillisc-se, senbora; vim aqui tmenle
diverlir-me. Em cima desle choupo ha um ninho
de pegas, cujos lilbos ja devem ettar empenaades.
V ou lira-Ios, c tlcpois me retirare!.
Duendo isto Germano I ira va a vestiae os sa palos
Come verrladi tro macaco que era. (repou logo na ar-
vorc e desapparecea na densa tolhagem.
I ni lano serenada de sita perturbarlo, Marieta
avcntuioii-se a eneara-lo lurlivaraeiilp liarmio.
hram tres horas da madrugada, a estrella d'alva sabia com admirare! agilidade apo,ad-s,n" ra-
mos llevivcis, fozende estator os seceos correntio mil
vezes o i race tle quebrar o pescoco. O ninho balan-
cava-se inteiraraenle cm cima da arvore, c a pega
mai assustada, dava gritos agudos vendo o inimigo
atlianlar-se.
erguia-se, e Marieta ainda pensava. odiaba eslava
cm casa.
A's oilo horas a rapariga deseen como coslumava
para preparar o alinoco da familia. Tinlia os olbos
abatidos e as faces paludas pela arrenle vigilia. Co-
meu pouco r.ircamlo-se, c nao proferto dez patavras.
Meslre Cendri nao parecen desconfiar de luda, e
foi para o campo ron. a gente da foseada.
Marieta pz ludo cm ordem na raa rom urna ar-
lividatle inaravilliosa.deii de comer as galliuhas e aos
porros, lavou urna pequea porc.lo de roupa lina, e
passando una conla ao pendro da cabra predilecta,
foi assenlar-sc sombra dos salgueiros margem do
rio. I.evou comsigo a agulha e linha para Irabalhar,
Lm terror real apoderou-se de Marieta, quaudo
vio o ousado mancebo montado em um dos ulliraos
ramos, o qual seu peso fazia curvar horrivdinente,
defendendo-se emn orna uiao da |>ega furiosa, e met-
iendo a outra no ninho.
Repentinamente nuvio-te um estala terrivel, e
Cerraano cabio tic ramo em ramo. Marieta deu um
grito pondo as mSos sobre os olhos, e murmrou :
Meo Dos!
Com elleito o periso era grande ; mas Germano
nao se perturbara fcilmente. Cahindo com tima ra-
pide/. assuslatlora, cstendia ao mesmo lempo as maos
e agarrara re passagem os ramos, os quaes quebra-
vam-so apezar de sua tlcxibilidade natural debaixo
do peso to corpo augmentado pela vdocidade. Es-
lava perdido o temerario se nao tivesse encontrado
um ramo mais forte, que cooservando-o suspenso al-
guns segundos, quebrou-sc alinal depois conr
outros. Germano cabio com elle de altura de una
vinle ps.
lrra '. diste o mancebo levaolando-se, escapei
de boa I
Que felicidade excumou Marida paluda e
singularraenle commovida. Julguei-o perdido, se-
nhor Germano .' Ah meu Dos! esta lodo ensau-
guenlado !
Oom effeilo, Germano linha o rosto e as maot to-
ndas cm vinle lugares.
Oh I nao be nada, disse elle lavando-te com a'
agua fresca do regato.
Jess! lornou elle repentinamente e meas pe-
queos 1
Melleu a mao no scio e tirn tres passariohot meio
esmagados, ja morios ; mas ainda quelites, e disse
coulcraplandn-os alternativamente :
Ah que pena eu que quera ollercce-los i
senbora .... Que maldito ramo Se liver ficado al-
gum no ni,dio !... Vou ver !...
Nao quero! nao quero gritou Marieta assus-
tada.
Mas hermano eslava ja sobre a arvore, e trepara
anida raelhor. Smente desla vez leve mais pruden-
cia quando ebegou aos ramos elevados, e dnco mi-
nutos depois descia com o ullimo pastaro no ninho.
A pega voava de arvore em arvore dando gritos
agudos.
He o mais novo, disse o mancebo a Marieta, o
ha de cuslar-lhe mais a cria-lo ; se be que a senbora
dignase de aceila-lo.
K -em esperar a resposla da rapariga, Germana
enlrou resolutamente na agoa, a qual chcgou-llie at
aos peits, e depoz o presente sobre a margem op-
posla.
Marieta perturbada por tantas emoeBes diversas
le adiar una palavra para accili nem para
: i-lendeu silenriosamiinle a mao ao misado
mancebo. r|ue eslava diaule del la lodo moldado e em
um silencio respeiloso.
Germano tomou a man de Marida, c apertou-a
com um tremor nervoso, dizendo era voz lenta :
Adeos, senbora ; perdoe- me o Hiedo que cau-
sei-lhe e a Iiberdade que loniei 1
E lornou a lanrar-so na agu a. Marida trmula
corno urna folha vento desatou a cabra, lomou o ni-
nho nos bracos o vollou para a -granja sera alrcver-sc
a olhar para Iras.
Oh disse comsigo Gorra ano seguindo-a com
a vista, qne bom dia Essa ra origa vale bem ons
arranlies, e nonca ramo algum qaebrou-se-me de-
baixo dos ps mais a proposito.
(Cwii inuar-sc-ha.)

HEGVfl
miitii flnn


IAKIU Ufc fLHHNHIbUUi, AlJAUU \ ut rtvtnuhu ut iodo.

Maldito soja aquillo que |>ac(uou
na patria a una naglo cslrangeirn !
llerua aquelle qu asuste mujo o inipas-
lem urna alma d: Jama, c po.
se venileu por trinta
Em quanlu nenia Ierra,
^^H**1 l'>'r, houver descendentes du Viria-
eui qii.mlii viverem o Qlln
3 das liulias d'EI-
uanto houver quera no formo matare* com-
a o mu.lo, e as perfidias e as cru-
elhanos. 4 palavrtt Iberia ha-
i grito guerra, guerra
Me.
antera se rumor surdo que vai pausan-
do de cabana em cabana, de palacio cm palacio, que,
olido os montes, passa du om a oulro, c enebe
is e as cidades 1 Ee rumor diz
libado loque o nfio entonde !
Desda que appareceu essa idea, a desconfianga la-
la o paiz. O povo olha de sosia i > para es-
* prr-i lores da nossa eseravidlo, como nossos pais
i com raucor un acaslelhar.ado : e da des-
lianca nascc a hoslilidadc, e dcsla a urna leva 'isa distancia ho (do curta que nem se pode
Muila miopa soflre quem o nao ve.
o diz lamben un escriptor distincto, que nao
> suspeito do porluguezismo. A sua inlelligcucia,
lis que possa estar olTuscada pelas novoas dc-
is de umasonhedn frderaglo, e de orna Ihc-
i republicana ( eu nlo o sei, nem quero sabe-lo ;
*-lhe recoiiheeer que separa Portugal de Castclla
muro de bronce, impossivel de escalar, e nao
I de derribar. Essc muro he a antinomia social entre os dous paizes penin-
sulares.
lie possivel por um modo. lio neces-
pelr em Portugal o que no scculn passa do
\uu faAr com os indios do Paraguay : depois
slo, qao se queimem todos os linos porluguezes,
se rndenme o uso dcsta linguagem. Senao
sini, I (til) (ornar a repelir-seexprimiiiio com
loquoncia anda i antinomia social entre Por-
lespanba Os mesmos lilhos dos traidores
i-de querer lavar emsangue a nodoa que
- imprimirn! no seu nomo. *
sei que esta Hngaagem desairada aos vcndi-
ada tambera aos degenerados, que a sua
i ou cobarda chaman) tolerancia, c i sua per-
lidia chamain moderago.
*o ha abi um jornal, orglo de urna coterie rnm-
Exras. do lodos os partidos dcsla Ierra, que
tou juiz do campo, que exige a moderarlo
nesie debale,e quo condemnou eni pbrases que sup-
anaes o (overas, eqno s cram ridiculas e
violencia da plirase de todos os que nao
ivos dos clubs caslelhanos '.' Olanlo
m porlagaezas essas pbrases, cuido que o cila-
enrorcariase fosse capaz de escreve-las na hn-
gnagem de Viera !
cao no dbale ontre os inimigos da patria
is defensores Tambera no juizo do Saloman
mili aecusava a desobediencia c o deseo ne-
nio da verdadeira mili, que se oppunba a que
sea lllm fosse despedazado .'
deraglo no debate, djzcra os beros: mas sabem
o que dizem ? Sabem o que he raoderagao-
ima paixao forte, como be o amor da patria
era peilos bem formado*, nos oceupa e subjuga, e
leva o liomcm ato ao fanatismo'.'
ossivel a discusso placida sobro o actual pos-
suidor e o prctendenla o llirono do celeste imperio;
obre so Portugal ha de continuar a ser una
naglo iodepeodcnle, mi snbmeltcr-sc a ser ma ou-
tra Calliza de Despalilla, he, pelo menos, muito dif-
.
.1-etigcncia be original E quem a faz '.' Os
mesmos que cobrem de injurias aos quo, riisconen-
do obre a guerra do Oriente, incliuam-se a que a
i venga. Nisto sao elles intolerantes, eco
essa intolerancia com o sen alTcoln i civilisacao e .i
liberdade, que all se combatem contra a barhari'da-
.Je e o despotismo < c.slvio pico l'ois se nao po-
den ouvir a sangue fri as opinies que contrariara
idcmnam o ardor que nasco do par
o. deste scntimenlo (lo nobre ".' lla-dc a sua
nada n'um calculo inlciessrtro, ler foros
no mais puro e elevado scnliuicu lo do
lieraem secial?
O que elle* nao querem be seren obrigados a co-
rar, a baixar os olbos (liante da pala vi a altiva de
cm verdadeiro rorlogiiez.
o que be essa antinomia '.' e como se pode la-
za-la desappareccr '.'
antinomia cnlre ambas as naocs, esta em pri-
trn ida, na individnalidade de Portugal,
lado o vida quo Gcariam absorvidas na de
laslella. Assim, entre mim e o Sr. Lopes de Mon-
duas eiistcncias individuaos que repel-
len a absorprio de um pelo oulro.
ni lie que podo fazer desappareccr cssa anti-
nomia .*
la ha era segundo lugar a antinomia que pro-
da diversidade de costumes, de hbitos, de le-
le lingua ;e bem assim a que procede da
fe de destinos e de tendencias, tanto cono
a lia ; desses lempos de fe em Dos, na
patria, e as lelra?.
i n brsro poderoso de bomcm que pode
niquillar eisas antinomias alias tan fortes, que
em ate Im'Jc conseguio destru-las'.'
as anda ha mais, e he essa que lo eloquenlc-
exprimio 1610 ; lia a antinomia que procede
s, que comegaram cm 1578.
ib os iberos que rememoremos o glori-
le dezembro de 1610 que nos linerteu do
um dominio tao atroz c vergonhoso nos seas acto?,
aMuprfido o abjeclo cm seu comerej.
i qo! Icmbrcmos o tempo cm que a
le valerosa era obrigada a r morrer
ira e um re cstrangeiro ; quando o
i t de Ciuin ia fundir-se i.ca-a da moe-
Kadrid, e mais de 00 millioes de cruzados
fornecum o lu\o de nossos opprcsores ; quando os
em vez de peixc, s davam as redes de
cadveres das victimas que o
Basta que comeremos dos meados do seculo passa- No curto esparo de lempo de menos de um quarlo I pela aejao directa dos funccionarldl do governo c pe-
do. 1.a esli ITlUem (|uc I Uespanba invadi Por- de seculo, isto be, desde 1830 at 1854, lies grandes lo clero, o enlliusia-ino patritico do povo, alim de
tugal, e romeroii as hostilidades contra nos antes do
ler declarado a guerra, com olTensa monifesla do di-
re lo das sontos.
Temos 1790, em que fez coma lranca a renova-
i pacto de familia, deixando de contratara paz
a favor de Portugal, que tiulia nobreinonlc auxiliado
* Uespanba, que Mslm o deixuu indignamente cx-
|ioslo i vingan(;a de um ininiigo poderoso e scc-
erado.
Segue-se o annodo 1800 cm que a Uespanba nos
declaro urna guerra tracocira, j depois de ler co-
neijado as hostilidades, e nos louiou Olivcnra.
Temos o auno de 1807 em que pelo infamo trata-
do de Eonlaincblcau pactuou com Napoleao o dcs-
membraincnlo de Portugal, contenlando-se com
urna pequea parle dellc, ja que pelas anteriores
emprezas nao linlia conseguido agarra-lo lodo.
Em 1808 a Uespanba presin-se a servir de hclc-
guim e de earccrcro de nossa iiacionalidade, para
que nao podesse fugir a preza a Napoleao a quem
se tiiilia rscravisado.
Nilo a vimos nos cm 1815 rerusar-se, as confe-
rencias de Vienna, a restituir Olivcnra, que anda
relinda indevidamenlo '.' Nao a vimos depois recor-
rer aos mais miscraveis pretextos para ao menos es-
parar urna restituirao, que lhc foi imposla pelos tra-
tados 1
Em I8;i7, com nm desfacamento, que sil pode ser
excedido pclasuliservienciadosministros porluguezes
que Ih'o consenliram, largoo a mascara, c negou-sc
formalmente a essa restituirao.
Eciu 1810, quem be que Baquetea essas. fanfar-
ronadas quixolesras com que o hroe Espartero nos
amearou d'uma invasao para derribar o ministerio
cm que fiurava o Sr. Kodrigo da '-'onscca, e para
obedecer aos clubs -de V' c de c, que lhc diziam
nos scus jornaes que a conquista do Portugal era um
almoc.o para elle ".'
Aqui estao tactos recentes que exprimem cssa nn-
nnniia entro Porlugjil o Uespanba, a que alludio o
IIO-vO- pt
rava nos seus parocismos de furor
laudo a nossa esquadra, que al
quinta parte nova os campos ara.
E se mais mundohouvcra, la ebegra ;
para avassallar ao imperio das Quinas tantos povos
e nardes to dilfereules, eslava reduzida a um
io podre, tundeado defronle do Paro da Kbc-
. etc. etc. etc.
Porque sera esta exigencia'.' Porque o cslremc-
ne.-voso que Ibes agita os membrus, c o ter-
ror que os fszdevancar'.' porque '.' para que a com-
memorarao dos males, dos crimes c da oppressao fe*-
roz de que fomos victimas por tanto tempo, depois
de antigs proniossas tao lisonjciras, e do tao roilcro-
do juramentos vilmente quebrados, nao soja um in-
cciiMvo para desprezarmos as modernas, tao pompo-
sas e Uo lisonjciras promessas, que baviam de ser
olas do etrcilos iguats aos do eutao ; para dcs-
rouliarmus dos setuaes juramentos que baviam de
eer 13o mal rumpridas como aquelles o foram.
; n as nos os Porluguezes be que Ibes
o podemos conceder is-o, porque procederamos
i nacionalmente.
no he que so pode previnir o futuro senao pe-
lo que se conhecc do passado ".' Gomoso pode ava-
har do que no* lar* a Iberia senao peloconhecimcn-
to de que nos fez Castclla '.' A Iberia nao pode ser
seoSo o que foi a usurparao castellana de 1580 a
llouve entao ama aristocracia retrograda que ven-
den Portugal '.' llojc ha urna democracia progres-
sistaque pactuou a venda dclle, c lem pressa deem-
Eniao preconisavanise as vanlagens
da umao, buje cncarecem-se : mentira em ambos
os Icmpus.
inelham-se ; c mais nao expo-
nlio tolas as [eicQes de urna c de oulra, que moslru-
nan a sua pcrfeila semelli inra porque nem (odas as
les ho dicen,
num eouvi dfMinsaem. Knloa parle da
. qus -- linba vendido, euvergonliava-se
do son (cito ; c boje a parle da democracia, que se
venden, acrresronla ao crian e rynismo, e gloria-se
^ da Iraira por causa dos lucros. Este mesmo cynis-
mn bavia de tornar mais feroz a operen
I ara-se-llies comludo a vonlade. Nao se falle
lias exociicoes nem no rnubo de nossos arsenacs, nem
cm Hii", nesses tempo de bem doloroso marlyno
que inediaiam entro aquella data e 1580. Cuidara
por isso que a antinomia se revela em lacios menos
eloqueoles ? Corno se engaara I
li
Sr. Lopes do Mcndonra, c que augmenta a propor-
ro que vio passando as gerares. c patenleando-sc
mais os crimes de Castella o os igcniVM de Portugal.
Siiilo bem nao ter presente o discurso do tal Don
Isidoro, que a Iberia diz que foi iniiilo cloquente,
c a cujo autor chama senador de Portugal (anda
que nao conllevamos nenlium par cora csse nomo, a
cojos discursos se possa applicar a qualiliraro de
eloquentes} ; e sinlo-o, porque desojara ver onde
elle acbou as vanUgens da tal unfio, poli assim co-
mo (ove forra para levar os nnbres convivas a pro-
porcm um arando mecling ibrico, lalvcz a tivesse
para me fazer mudar de opniao a respeito de nm
faci, cm que por o lado das vanlagens nao as vejo
que valbam una pitada de tabaco, e por o dos ma-
les, vejo-o immcnsos : c sobre o modo como seria
possivel destruir a antinomia entre os dous paizes.
Na falla desse discurso, tcnlio de ir discorrendo
sobre os da los que me ollerece a historia contempo-
rnea de Uespanba para ver so encontr csse modo
nos I.mos, e nos homens de 18'H para ca, que podc-
riam de l faze-lo. Ouanlo aos homens daqui. nao
bao de seros rarssimos asseclas do celebre emissa-
rio o corretor da Iberia de 1817, c que o .Iranio
nos diz que estilo no seu partido conservador, que
ter.lo esse poder.
Seria pelo espectculo que Madrid ofi'crece cm
18'!, quando se assassnavam a tiro c a ferro fro
alguus pobres frades as orejas, cm quaiilo as auto-
ridades do governo e os proprios ministros viam im-
passiveis esta carnificina por esparo de tres longas
horase s depois della concluida, pelo cauraro
dos algozes, sclcmbraram demandar sabir as tro-
pas, e locar a chamada das guardas nacionaes ".'
Seria quando durante a guerra civil, fuzilavam os
Ibricos (entao anda latentes os prsionciros, ou as
fundas dos carlistas, sem aliene. n> a sexo, nem a
idade !
Seria quando, cm Madrid, por occasiao da revolu-
rao da Granja em 1R!6 so trucidavam os suppostos
inimigos da constituirn de.12 : e se esquartejava o
general Qucsada, cujas carnes no dia segrate foram
apregoadas i venda ?
Seria quando com una dainada persistencia de
mais de oito airaos robrram de injurias a sua rai-
nha, lanraram nodoas deshonrosas sobre a sua qua-
lidade do mulhcr c de esposa, para conquistaran o
poder ; c agora depois quo o conquistaran], a pro-
clamara innocente, c se accusain de infames calum-
niadores, ou de Icrcm dcscido pela ambirao do po-
der, mais baixo que a lama dos charcos '.'
Seria quando maciilavam a honra e a dignidade
do s:n proprio paz ?
Seria quando, cm julbo ultimo, culi avara pelas
casas dentro, arrastavajn para a roa os individuos
que all achavam, c cntregarido-os a una especie de
tribunal improvisado dcassassinosrcr.onhccidos, que
repetiam uraa scnlenra de morle derrotada pelos
clubs, os fuzilavam vista de suas inulbcres e fillios
cm lagrimal
Seria quando com urna alegra diablica escreviam
aqu para um jornal ibrico fn. 00 de 110 do julbo :
Quanlo a D. Francisco Chico c a Psito... podis
cncommenda-los ao diabo, lym como oulrosda mes-
ma laia. Os dous primeiros fuzilou-os o celebre
Pucbeta...
Seria quando festcjavain a sua gloriosa revolucSo
com fogneiras das casas dos vencidos, movis e obras
primas d'arle, c das fabricas dos industriaos "!
Seria quando com um rasgo do penua reduziam
i miseria as familias de mais de \00 empregados,
suspelos de polaquismo '.'
Hasta que me falta o animo, c a mao canga, pa-
ra repetir a longa serie de chines que lornam mais
viva a antinomia entre o ibrico de cornr.to de ly-
gre, e o Portuguez de coracao amoravcl.
Oh acudirn os Iberos; isso sao excessos inse-
paraveis das grandes revoluccs : be prova de rao
f argumentar com farlos excepcioiiaes para comba-
ler o advento d'uma situaran normal.
Perdoai-me, Srs. : a Iberia nao pode vir senao
por nico d'uma rcvolui.ao, c devemos porlanio prc-
munir-nos contra excessos que confewaia scrcm in-
separaveis d'uma revolurao. Se a Terocidade dos
vossos amigos nao poupa os proprios llcspanhocs,
que dissentem n'um ponto mu secundario de pol-
tica, o que nao far aos Porluguezes para se vingar
da revolurao de KiO e das resistencias que temos
pposlo ssuas prclencOcs de dominio desde cutan
"t boje t
Se os vossos amigos castigara com o ferro c cora o
fogo asuspeita de urna prcdlecrao por Narvaez, por
cxcmplo, sobre Espartero ; com que atrocidades nao
castizar nos Portusuezcs a prodilecrao por a inde-
pendencia dapalria sobrb a maldita Iberia ?...
Mas nao ha querecciar, dirao linda os Ibricos ;
a uuio far-sc-ha com seguranza e garantas taes,
que Castella nos nao possa calcar. As antigs riva-
lidades j all nilo existen ; os Porluguezes scrao tra-
tados c considerados no mesmo pe que os llespanhocs.
Sim Em 1811) as provincias vascongadas paclua-
ram a conservarlo de scus foros, c sol a seguran ja
dessa prouiessa escripia e ajustada largaran as armas,
e restituirn! a trauqullidade i Despatilla : e oque
fez o vosso Espartero, o mesmo general que pactuou
a convenro com aquellas provincias .'
Falln, como regente, n palav ra de honra que
dera comogeucral ; edespojou as provincias-vascon-
gadas de seus foros assim que as vio desarmadas !
Aqu est que laram a Portugal, que be o mesmo
que ja fizeram cm i.580.
Sim seremos tratados no mesmo p que os Iles-
panboes, o como taes considerados '.' Ilaja visla o
acohterimantns humanitarios se tcem succedido tres
grandes victorias teem sido alranradas na barbaria
pelos lies paizes enllocados lesta da civilisacao mo-
derna ; a Franca, a Inglaterra c os Eslados-Vnidos.
Era Franca que eslava reservada a honra de eu-
cclar esta empreza. A conquista de Argel pelas ar-
mas francezas extingui para semprea pintarla bar-
baresca ; despedarou a barreira sanguinolenta que
fechara as costas inhspitas da frica Septentrional
a relajos inlernacionaes da familia humana, e ac-
cordou do sen torpor secular esses inmensos paita*,
arrancando a casca espessa da ignorancia, do fana-
tismo e da proguira, em quo jaziaro adormecidas
duas carnadas sobre-postas da civilisacao, a parle ro-
mana, e a parle arabo.
Ilozc anuos depois, perlcuccu a seu tumo In-
glaterra aiiniquillar una segunda inuralba. a da Chi-
na. Muito se criticn ou applandio a Inglaterra so-
bre o motivo ou pretexto da guerra, cm que se en-
volved contra o colate imperio, c cfleclivamcnlc es-
ta queslao do opio nunca foi apresentada rom bas-
tante clareza ; mas be a primeira vez que o mundo
lem colbido grande* resultados por causa* mi-rra-
veis '.' O loque do l)e> de Arucl cuslou-lbc bem ca-
ro, mas nao foi um cernen monos importante obra
Iradircuiial dos lilhos de Japbel, conquistando suc-
cessivamonle para a civilisar.lo europea, todas as
liarles do globo primitivamente patrnlcadasaosdes-
ceudculfs de Sem c de Chara. (Jualquer que tenha
sido o ponto de partida no de-arcordo entre os In-
gleses c os Chinas, as suas consequencias nao lem
sido menos preciosas para as naces c pira a illus-
trajao. Este immenso paiz, at entao nicamente
accessivcl ao martvrio dos missionarios, dcixou-sc
alinal penetrar pelas armas, pelo comincrcio, e pe-
las hi/.i's dos povos da Europa. A primeira garanta
dcsta nova allianra foi o eslaliclecinicnlo dos Inglc-
zes cm urna posrao forte do litloral da China, em
Dong Kong ; o actual niovimcnlo dos Chinas contra
a dynastia trtara complolar < trela de fazer en-
trar esta nacao na grande estrada das les do pro-
gresso.
A segunda parle da emprezn foi entregue c con-
duzida pelos Americanos, doze anuos depois: por
estes foi a barreira do Japao igualmente anniquilla-
da. a brecha fez-se. O governo japonez, para pro-
teger as ideas nacionaes contra a invasao de toda a
concurrencia exterior, nao S' conserven cm pristo
as equipageus c passagoiros da familia europea, im-
pelilos pelas tempestades sobre o sen solo inhspito,
mas dava a morle a qutlqner subdito japonez que
vollava ao Japao, depois de b iver sido levado por
algum temporal s costasestrangeiras Assentando
o pretexto nesta le barbara, o governo americano
pedio que os portes d.iqucllc imperio fossem iberios
ao commcrcio dos Estados Unidos. Na sua primei-
ra visita o commodoro Pcrry linba fcito mohecer o
lira da sua inissao, e deixado urna caria cm que ex-
piraba os desejos do seu governo ; cm resposta rc-
cebeu um despacho, no qual se enconlra esta passa-
geni curiosa.
De iutciramcnle impossivel dar desde ja urna
resposta satisfactoria a todas verno, visto que as leis da nossa casa imperial se
oppficm formalmente a que essas proposlat sejam ac-
ccilas Todava se continnarraos ligados cora hypo
crisia (bigolcdly) isnossas anligas leis, parecer que
nos (lesconhccenios o espirito da nossa idade. Pre-
ferimos conformar-nos ao que anecessidade nos im-
po>
De este o primeiro indicio de (pie estos espirites
recalcitrantes, sacudindo o seo santuario asitico, co-
inejam a ser tocados pelo sopro do progreeso. A ho-
ra da inciajao eslava prxima ; c fui acoderada por
urna mudanra do administraran. O filho do falleci-
do imperador eslava desde pouco tempo de posse do
sceptro paternal, quando o commodoro Pcrry appa-
rercu a testa da expedijio, cujos preparativos ba-
viam sido um poueo pomposamente dcscriptos pelos
jornaes americanos ; expedirao que ia ollcreccr a-
quclles povos a escolha entre a eloqucncia do ca-
nhflo, o a das arles europeas.
Isto aconteca em fevereiro deste anuo. A auto-
ridades do paz cstavara preparadas para receber a
mensagem americana, mas estavam persuadidas que
se suspenderia, como da primeira vez, a entrada da
buliia queconduz a Vedo, capital do Japo, em fren-
te de urna pequea cidade chamada Irroga, ondeas
disposijes convenientes haviam sido tomadas. O
commodoro porein. segurado avante desla cidade
com todo o vapor.rnontou resolutamente a baha,
dando os V3pc.cs reboque aos navios de vclla ; Mr.
Pcrrv Icncionava s parar mesmo cm frente do
Vedo ; mas ebegado a distancia de oilo milhas des-
te ponto, os interpretes podiram-llie, com lacs ins-
tancias, que desse fundo, que elle cunsentio era nao
proseguir provisoriamente.
(Iiiinze das de negociajcs se secoderam para re-
solver certas dilliculdadcs entre as autoridades japo-
nczas, que exigiamque a esquadra retirasse para
Fragua, c o comodoro, que insisti cm seguir para
Ycdu. De accordo foi alinal acnito para thcalro das
conferencias, a cidade de Vokobanna, situada entre
os dous pontos do liligio. A discusso do tratado
cemejou, c os scus resultados ja sao condecidos.
A corle imperial de Vedo nao adherio a abertura
de todas os porlos do imperio, que o governo federal
reclamava ; mas adoplou um termo medio ; dous
porlos admiltem os navios americanos, um sobre a
grande i I lia de Niphon, sede principal do governo
do Japao ; e oulro na ilha de Vesso. Os marinhei-
ros e os negociantes americanos poderao livrernentc
circular c i una arca de doz milhas em lomo deslcs
dous pontos. Depsitos do carvo all sarao estabe-
locidos para proviincnlo dos vapores, e esle coin-
buslivel ser pelos agcnlcs japouezes entregue a um
proco antecedentemente marcado. Finalmente o
governo de Vedo touiou sobre s a obrigarao de tra-
lir com huniandadc os nufragos que o mar lanrar
sobre o litloral do Japao, forncccndo-lhes os neces-
sarios soccorros.
Depois da assgnalura do tratado, o commodoro
americano dcclarou que ia seguir al Vedo, para
saudar por moio de salvas deartiUiarU o scnbor de
Ccaiis, c apezar das supplicas dos commissarios, poz-
Mja raminbo ; mas quando estavam a visla daqucllc
porlo, os dignilaros japouezes, que o acompanba-
van no seu navio, lhc manfestaran a firme rcsolu-
rao cm que estavam de se assassinarem se elle pro-
segusse ; c como o commodoro notasse que esta
ameaja eslava a ponto de verilicar-sc, suspenden i
vista deste argumento japonez, e retroceden, con-
lenlando-sc por osla vez do resultado que oblivere
das suas primeiros conquista, na barbaria.
Esta* primeira* couceaaoes nao sao eifcciivamen-
te paradesprezar. Os Edados Luidos cslipulaVan,
pelo que parece, nicamente para si, e nao imita-
ran! o digno oxcuipln dado pela Inglaterra, que tra-
tando con a China, exigi que todas as ames fos-
sem admitidas cora as mesmas vanlagens que se Ihe
roncedessem ; mas a forja das circumslaucias apre-
scnlarnsuccesivamciUe a lodos os povos commerci-
antcs o mesrao que a marinha americana arrancn
ao governo de Tedo. De sufliccrilc que cada paiz
reclamo o mesmo ou mais; mas alada que seria
muito para desejarque o governo fderal tivesse evi-
tado este Irabalho aos demais governos rv Misados, a
humanidade c a civilisacao n,lo podcindeixar.de scr-
Ihe gralas pela sua iniciativa.
{Jornal do Commcrcio de Lisboa.,
persuadi-lo a fazer donativos voluntarios. Assim,
por exemplo, quando ii'iinia provincia, nm conlra-
lador dos Icilocs de licores, que he um monopolio
do governo, nao faz um saorilirio voluntario de li-
mas cem ranadas de vinbo para as tropas om mar-
cha, he ccrlo que o contrato nao ser prolongado.
O phanatismo do povo be excitado por di lloro ules
meios; mas grande numero de pnssoas ja vo apren-
dendo a fazer distiejo cnlre os inleresscs do paz
e os do czarismo. De somonte quando o governo
lome causar miseria e fome, que diminue um pou-
co o rigor das suas medidas fiscacs. Assim, na Fin-
landia, anda se nao atreven a prohibir a exporla-
jao de canhanin, llllho, pez e niadcira, como pro-
hibi a mercanca das materia* cruas do sul da
Hussia. O governo parece decidido a defender Se-
bastopol com todas as suas forjas disponives. Os
ministros Nessclrnde, Dolgorouki e Panin se arham
sobrecarregado* do mudos Irabalho*. O primeiro
foi obrigado a abandonar o seu prazer favorito de
jogar ir/i/Y eomine; Dolgorouki (leve aprosonlar
lodos os das um augmento duexcrcito : c Panin
apresenlar novo registro de dnjees. Infelizmente
a mor parle deslcs nugmentos s figuran] em pa-
pel, ii
O Constiltitionrl Iraz o seguinte acerca do trata-
do de 2 de dezembro :
A terceira condicSu conleuda as garantas de
8 de agoslo, c cuja adopjau nao modilicada a Aus-
Iria exige da Rusia, antes de entrar cm negocia-
Jcs com ella para a paz, he a revisao do tratado de
Li de julbo de 1811, chamado o tratado do Bllrei-
los. Mas qual be o valor do tratado do 1811 rom
as tendencias bem condecidas da Itussia".' Anega-
ra ao czar a possibilidadc de sorprender C.onslan-
linopla, c a certeza de apoderar* della por um vi-
goroso assallo cm algum momento bem escollado.
\ io-sc quo urna das preleocSes manifestadas pela
Rusiia. no tempo da impcralriz Anua, foi a lvre
navegarao do Mar Negro, Itosphoro, Ilcllcsponlo c
Mcditerianco pelos navios russos. Ouarenta anuos
de guerra Turara precisos para obligar os Turcos a
ceder ueste ponto, e alsubmeltcudo-se cm Kai-
nardji a 21 de julbo do 177i, i decisSo da impcra-
lriz Anua, repetida por Calbarina, os sultoes so-
menle conccileram a passagem dos Eslreilosaos na-
vios russos mercantes, e entao com a c.ondirao de
seren vizilados. Os navios de guerra nao estavam
comproheiididns no tratado, sem llovida porque os
czares, ha pouco lempo chegados ao alar Negro,
anda nao linham lido lempo de fundar all estibe-
lecmentos militares.
Cradualmeutc se foram construindo porlos e fun-
dando arsenacs. Kerlcb c Vcnikalo foram oblidos
cm 1775. Kherson levanlou-se era 1778, Sebasto-
pol cm 178(i, c Odssa cm 1796. Aapa, na costa
asitica, foi tomado cm 1791, c Poli foi obtido em
1829 pelo tratado de Amlrianopolc. Fma actividade
febril cuchen estes nnvos porlos de navios de guer-
ra, armou estas ridadelas c abasteceu cslcs arse-
nacs, e al que chegou o momento em que os Rus-
sos oliliv erara, por meio dos scus navios de guerra,
assim como por meio das suas astucias, o dircilo de
passar do Mar Negro ao Mediterrneo. Este acres-
cimo de poder, que nem Auna, nem a propria Ca-
lbarina se alrcveram a pedir, foi obtido pelo im-
perador Nicolao cm 1833, c entao os mappas foram
adornados, para usar da exprsalo de Calbarina a
Vollairc, com urna commuoicajao de Cormibo a
Mosco \v.
Depois que as potencias occidentaes embargaram,
pelo tratado de Kutaycb, em 11 de marro de 18:13,
a marcha de Ibrahim Pacha para Constaulinopla, a
Russia, que liaba desembarcado tropas as praas
do Ilcllcsponlo, em L'nkiar-Skclcssi, conseguio il-
ludir a Porta, quanlu aos scnliraenlos, dcsinlercssa-
dos como cram, das potencias, c por astucia ou por
terror oblevc em 8 de julbo urna convenro secreta
que asscgurou-lhe por oito anuos a passagem do
Mar Negro para o Mediterrneo por meio de navios
de guerra, com a exelusao de lodos os oulros na-
vios.
A situaran da Russia, tao audacosamenlc inle-
resseira, fingin lo proteger o estado e a cidade que
ella cobirava, produzio profunda sensacSo na Eu-
ropa, quando fui mohecida. Na occasiao da expira-
jo do tratado de L'nkiar-SUclessi era 1811, a Rus-
sia fui obrigada a renunciar a iqia navegajao privi-
legiada ; mas, de accordo cora esta falla de com-
prchensao que por esparo ddjjnculo c meio fez das
potencias europeas os complicedlos czares, que ha-
bililou-os a adquirir o froulcira do Dnister pela
cooperajao'da Austria, excitar a Grecia a insurrei-
jaopela cooperacao da Inglaterra, e destruir a es-
quadra otlomana em Navarino pela cooperacao da
Franca, o Iratado de 13 de julbo de 1851, prohibin-
do que a marrana russa navegasse os eslreilos, es-
lendcu scmclhantc prohibirn aos navios de guerra
de todas as nutras potencias ; de sorle que as esqu
dras de Sebastopol podiam seniprc ameajar Cons-
taulinopla pelo Mar Negro, sem que as esquadras
de Portsmoulh e Toulon fossera capazes do ir cm
soccorro della pelos Dardancllos.
Porlanio o tratado de 13 de julbo de 1811, foi
ao menos lano como o de 8 de julbo de 1833 um
Iriunipho para a Russia. Vcrdadc he que o pri-
meiro permitlia que os navios russos de guerra en-
trassein no Me.hierra neo vindo do Mar Negro, mas
estes navios nao tinham cousa de importancia a In-
zer no Mediterrneo cm presenja das esquadras in-
glezas e francezas, ao menos cm quanlo ella nao
possuisse Constaulinopla ; pelo contrario o tratado
de 13 de julbo de 1851, que prohibi que os navios
do guerra das nutras potencias entrassem nos Dar-
dancllos, mas que concedeu a Russia a navegajo
exclusiva do -Mar Negro, deixou Conslantinopla ex-
porta a um assallo, c permllio que os esquadres
de Sebastopol anniquilassein, como foi visto cm Si-
nopc, os esquadroesturcos do Mar Negro, ao passo
que as esquadras alliadas eslavara detidas por este
tratado no oulro la lo dos eslreilos. Por tanto, sao
estas imincusas vanlagens, por muito lempo dse-
jadas, por muito lempo preparadas, c destrmente
oblidas, cujo absoluto abandono be exigido Rus-
sia pela Austria) como preliminar para qualqucr
negociarlo do paz. {Times.)
opniao publica, todava nao podemos duvidar que
exisleiu verdadeiros reces sobre sua eslabelidade, e
que lodos os boatos de crisc ou de raodifirajao sau
fcilmente credilados. A esle respeilo lia una tal
preciparao, que so ntlril.no abaxa dos consolidado5
do quarla-feira pasuda durajo da sesso do eon-
selho de gabinole, que se linba reunido na vespera.
Do simples facto dehaverem os ministros sedemorado
mais lempo, do que he coslumo, aprcssadamcnle se
linba concluido que a leuilo fra tempestuosa, que
linham apparecido dilTerenlcsopiniocs sobre pontos
importantes, e os consolidados descerara.
Eis-aqui a situaran; nos a aprcsenlaiuos cm toda a
sua veracidade. Di/cmot ladavia qnc anda nao ve-
mos razao seria para cror no resultado, que mutf*
bous espiritos parecam prever. Ha cm primeiro lu-
gar urna razao, que nos faz pensar, que o gabinete,
por raais complicados que sejam seus nicios de exis-
tencia, nao est ameacado de um lira tao prximo, c
beque, no estado actual dos partidos na Inglaterra,
quasi que fra impossivel furmar-sc muro. m
Como aronlcre a quasi todos os gallinetos de com-
binaran, o gabinete de que lord Abcrdccii ho o pii-
meiro ministro, e*U experto a abalea, c obrigado a
compromissos, que cnibararam militas vezes sua li-
berdade de aejao, c nao lhc permitiera lomar um
aspecto franco, o que be ura defeilo, principalmente
cm lempo de guerra, quando importa lomar cada
dia rcsolujocs rpidas c decisivas; quando se deve
dirigir de longo, com tanta firmeza, romo prompt-
dflo, operajcs em que a honra c os inlcrcsses do paz
eslao empenbados. So estes todava os inconveni-
entes de que a Inglaterra deve aproveitar-se, por-
que ella nao pode liujo organisar oulro ministerio se
nao o que governa, ou pelo menos um ministerio
que lao fosse de ronibinarao. Depois disso, parece-
nos que o mao humor causado ao paiz pelos poucos
resultados, que ainda se lera oblidn, da guerra, pe-
las Icrriveis revelajes, (pie acabara de ser fcitas so-
bre os vicios da administrarn militar, sendo isto a
nica rausa apparcnle da siluajao actual; parece-
nos, dizeraosns, que eslas qucixas sao exageradas, e
sobretodo nao deve a boajostica explora-las contra
o ministerio actual. Se a opniao be jusla, nao be
de lord Abcrdccu e de scus rollcgas, que deve quei-
xar-se da insulllciencia do penoal 'militar, da rae-
diocridade do servico medico, da nao existencia do
corpo da intendencia e do Irem das equipagens. ti
ministerio teve de crear ludo isto, c ccrlamcule nao
be culpa sua. se nao conseguio rccrular os ,">(l,000
homens, que o parlamento cm sua ultima sessaoau-
gmenloii cifra do cxcrcito.mas que a naro nao lem
querido fornecer, nao obstante o premio de rccrula-
nento, que lera iidoMerecido, os boalos e os dis-
cursos que os recrutadores lem ido fazer as cidades
e aldeias com mais zelo que successo. De verdade
que a Inglaterra ministra luje subsidios de guerra,
com tanto ardor, quao pouco raostrava durante a
paz cm conservar seu exercilo era um pe ronsidera-
Artualmculc qiio.bc pcrmiltido a qiialqucrum mo-
rar onde Ihe oonvicr, e fazer o maior arruido not-i-
vel, o (al tito tolo he extemporneo, porque os ve-
readores cm icgra nao teem naiore* orelhas do que
os oulros.
Meiroles anda na pista do um torpe negocio, qu0
oi feito por um maanala, valcntao do mallo, para
compra infame de certa cousa, vedada pelo arl. 2I'J
do cod. crm., no qual sondo logrado o comprador
por falla de vontade da parte principal, quer ti el
triHt lomar firme o contrato ; e, logo que elle me
cont o negocio com suas circunstancias, referir-
Ih'o-bei. Quanlo ao tal valeole (boje nao estao mais
em moda) he hom que clle lome cuidado com S.
Exc, o Sr. Paes Brrelo, que, de um momento pa-
*ra oulro, pode mandar ajuslar-lbe conlas atra-
zadas.
De dos amigos o avisar ; e cu ueste ponto, nao ce-
do a palma a ninguem.
Mcirelcs nada sabe de negocios thuggacs, llenti-
nbo lem feito ausencia louga; co Galdiao anda mul-
lo oceupado com o archivo da poHcia,
Parece-mc, pos, que passo di/.or, que uestes dias
nada lem havido de novo pela sociedade lliuggal.
As chovas continuara, c Mcirelcs assavera, que
tcm boa safra para o futuro auno.
A saluhridadc publica marcha sem novidj.de.
Os sacrlslas eslao quicios, c os sinos em repouzo.
A questao exocurao municipal parou. Nao sei
que santo se nietleu de permeio, ou servio de iris de
paz. Ainda assim.
Coiiiinuam as prisics de criminosos ; mas como
as lavras de mistura com o ouro colbe-se bastante
Ierra, lanibcm alguus leera sido presos, cuja innocen-
cia be logo recoubcrida, ou posta cm provanra. Os
\ ligativos, e perversos abusara das melhoret intcn-
res ; mas a verdade prevalece por fin.
O enlrudo esleve mais cordato, c hontem pude
passear mpiinemcnlc, sem que me molhasscm oja-
'eco.
Dcos queira que o hom sonso contine, c que nos
nao arhcraosscmprcsujeilos a urna constipaj.lo, que
venda enfrascada era nina laranja.
Nao livemos lamdein a burlesca (arca do /o'Iguedo
3 mar, que Ihe dcscrevi o auno passado.
Consla-me porcm quo no lamban, para onde con-
correu a mxima parte da popularan, teve elle lu-
gar.
Antes por l, que com cffeitoho o lugar mais pro-
prio.
O D. abbade dos benedictinos trata de reparar o
rnorteiro. Estimo muito, que elle vi justificando
quanto dssea seu respeilo, quando Iralci de sua c-
leijao.
O mosteiro necessitava muito, c muilo de um re-
paro, porque eslava ficando iuablavcl; e s o mcu
allcijoado foi quem leve a lombraura de fazcr-lbccs-
se importante beneficio. Dos o ajude, e o conserve,
porque dcstes he que ncccssilam as casas daquella
e i
vcl, c principalmente rm manter os cor pos auxilia- ordem, e nao dos zangues.
Lina carta de S. Pelersburgo de 20do passado,
publicada no CoiuliluUmul, diz o seguinte :
(( A saudc da imperalriz da Russia he muilo m.
bello modo com que sao tratados os filbos das fami- Os lilhos Nicolao e Miguel, a instancias della. fo-
lias porluguezas, que cm 1SO0 permanecern! en I ram chamados da Crimea por nina ordem especial
Olivcnra. Ainda rroje, depois de passados 54 anuos, | do imperador. Dirigram-sc dircclamcntc a tials-
nao se Ibes di a menor considerarao, nao se con-
fia dalles nem esses mesmos cinprcgos quo i sua m-
nima importancia rciracm o seren nicramcnlc lo-
china, onde a corlo esta residindo, caponas sede-
ven demorar poOCOadia*. O ajudantc de campo do
gr.lo duque Miguel, que foi Icrido cm Inckcrman,
caes, Assim nos fariamu nos se apanhassem a Iberia. leve urna licenra de S roexe
Depois disto, n'to posso dcixar de considerar co-
mo ama grande ahorraran da imclligcncia as sc-
Liiinlcs palavr.is do elegante csrriptor a quem devo
a miaba epigrardie : ( Para que havemos de apres-
ura resl,rbclccer-sc.
Amparon o principe contra as balas do inimigo,
foi por lim gravemente ferido. Durante estes l-
timos das o imperador nao lem ido a S. Pelers-
burgo. o dia de Natal nao ser mallo alegre esta
lujo de um problema alhena, que ofu-iaiino. Os inimigos furiosos do Occidente fazcm de-
loro inethor poden resolver, em beneficio comraumJ clarajcs nos jornaes russos contra a compra de oli-
dos dous paizes. n De mais urna de suas coutra-
ilrres.
Pronieitam os Iberos, que nao bao de Conspirar :
e cumirim a promessa ; deixem nina vez s de fa-
zer o q je sempre lem feito, e a Iberia de j ha de
morrer, romo morreo a de 1817, apesar da babilida-
de do agente, o a Je 1S:(G, apesar do cv nismo do
emhaixidor.
Lisboi, 17 dodczcirbro de 1851.
J. A/, rfe Souza Montciro.
(tmprente e Le,.
jeelos francc7.es e ingieres para proslitos. Os pie-
jos ileslis objcclos lem sido elevados a um grao ex-
ros-iv.iiucnlc alto. Para calcular o dficit resullan-
Ic do thesouro pela diminuirlo dos diroitos sobro a
mportajao cslrangeira, o nnnislro da fazeuda, M.
de llrock,' recorreu a varios expcdicnlcs. O prego
do sal, por exemplo, ha sido ciiusii'cravclracnlo aug-
mentado em grande parle do imperio, e um ukasc
recente estipula o aagraento da renda do monopolio
do tabaco. O ministro do interior, conde Panin, pe-
la sua parle, animado com o mesrao zelo fraaocei-
ro, excita por differentes medidas, e especialmente
A posijao do gabinete ingle/, ha dias que nao he
tal qual poderiam desejar scus amigos. Embora
consegusse fazer passar na curia sessao do inez pas-
sado os dous bilis sobre a milicia o rerrutamento dos
estrangeros, todava sabio do dbale enfraquecido
peanle a opiuio. A necessidade cm que se acbou
de fazer do bil sobre o alistamcnlo dos estrangeros
urna queslao de gabiucle c exigudade da cifra da
raaioria, que consenlio em volar esla le sol a pres-
sao de circumslaucias tao criticas, lizcram receiar a
minias pessoas que o gabinete presidido por lord
Abcrdcen nao possuia mais a aulondade moral suf-
lirieiite para dirigir urna gaerra tao inquiranlo, co-
mo aquella cm que a Inglaterra se acba empe-
nbada.
A estes primeiros svmplomas de um enfraqueci-
raenlo real vieran junlar-so a impaciencia, que
causa a um publico inllammado a monotona das no-
ticias, que ebegam de Sebastopol sobre a posijao res-
pectiva dos exercilos, a irritarlo, que produzcm as
correspondencias, as quacs os soldados que solfrcm,
scestendem largamente sobre os dcfcilos da orgaui-
sajo on antes sobre a ausencia de organsajao nos
serviros administrativos do exercilo ingle/.. Asin-
formajOcs dadas pelos flidos c docntes, que oome-
jam a rbegar em graude numero, lera coulrihuido
para incitara opniao. que j fermcnlava vivamente,
quando rcbcnlarnm repcutinamcnlcsobre acibera do
miuistcrn os ataques, quea niaiscousideravcl, amis
ndependente e nielbnr informada das gazelas ingle-
/as, o Times, alira depois de alguus dias com urna
violencia inaudita contra os gencracs, que comman-
dam o exercilo expedicionario, contra lord Ragln
lais lurloinoulc possivel, contra o servico medico,
contra a intendencia, que parece nao poder traba-
Ihar, no risco de deixar o exercilo morrer de fomc
no meio de riquezas ede inmensos abaslccimcnlos,
contra a adniinislrarao superior, que nao sabe csla-
belccer algimia ordem no meio de toda esta confu-
llo. finalmente contra lodos e contra ludo. Relati-
vamente a guerra, a linguageui do Times rotele ea
lia dias i|.i una tal paixao, que nao temos querido
asooarmo-nos a elle, citando-a, mas devemos reco-
uhecer que ella Iciu^iroduzdu na Inglaterra urna
impresslo profunda, (o profunda, que apenas al-
suem lem ousado conlradize-lo, publicando somcnle
o Morning Ckromcle um artigo tmido a favor de
lord Ragln.
Todas estas cansas Iccm produzido seos elfeilos
contra o ministerio, c bem (pie nos seja ainda dilli-
cil dizer positivamente porque elle esta a poni de
ser dissohido por crise interna, ou derribado pela
res, sem os quaes nenlium exerrito be capaz de
grandes opcragOes; porm nao he ludo dar dinheiro
para crear corpos organisados. Pompeo jaclava se
de que s lhc era bastante baler com o pe no chao,
para fazer ipparcccr lcgics, c seu exercilo, compos,
lo de nolires lo bravos, to valcnles, como nao o era
cnlo iK'iihum soldado no mundo, nlo pode dar-lbe
a victoria sobre os veteranos plebeos ou gauleze5
aguerridos no) viole campanhaa de Julio Cezar ;
he um exemplo que a Inglaterra nao deveria es-
queccr.
Durante a paz, ella lem reduzido a nada, como
urna superlluiladc intil, lodo csse mecanismo admi-
nistrativo, cuja ndispensavet necessidade he lio evi-
dente boje, c ella deve absolutamente crear de novo;
deve refazor esta experiencia e reconstruir esta ma-
china, da qual o espirito pacifico c a economa da
Minara dos denotados tcm quebrado as molas e des-
prezado astradijes : ora isto deve oceupar lempo,
mesmo aos ministros mais habis, e sobretodo cm um
paiz, ru fornece sem din ida muito dinheiro, mis d
pouco homens.
Parece-nos diflicil, que se leve em cunta ao minis-
terio (odas eslas consideramos, c que se (leva resig-
nar-se a dcixar Tallar anda por algu.u lempo essas
correspondencias, que fercm o amor proprio nacio-
nal, oppondo constantemente as queixas legitimas
dos soldados do exercilo expedicionario inglez, o con-
traste irritante do bem estar comparativo, que goza
o exercilo do general Canruberl.
A gu|rra da frica nos eusinou a aperfeijoar to-
das as particularidades de nos-as instituimos milita-
res, e \h por cssa razio que ellas boje se mostrara
to superiores s dos Inglczes ; mas isto isto foi a obra
delouges anuos,ese tvesseraos boje de crcrludo.com*
acontece na Inglaterra,deveriamos dizer sem falsa mo
desla, que nao seriamos lalvcz maisfelizesque o du-
que de Newcasc. Eis o que nos parece justo, mas
nem sempre he a razao, que dirijo os negocios hu-
manos, De possivel que causas, que ainda ignora-
mos, que questes de pessoas e rivalidades de amor
proprio exploradas com habilidade, possam produ-
zir resollados, que n3o previmos anda. Nesle caso,
a consequeuca do urna crise ministerial seria refor-
jar boje no gabinete a cor poltica, de que lord Pal-
merslon lera sido al aqui quasi o nico represen-
tante ; ni-ft abi comejariara as difiicutdades reaes,
porque nao lord Palmerston nao est cm posijao
de compor una administrarlo, como at nlo poderia
augmentar sua influencia no gabinete, senao a cusa
de collegas, que pelo menos teem (anta como elle
na poltica o no parlamento. A primeira victima
sacrificada seria o duque de Newcaslle, que fizeram
secrelario de eslado da guerra contra lord Palmcrs-
lon, apezar de lorde Palmerston c dos desejos, que
linba manifestado de ser elevado a este ponto impor-
tante. Nao se poderia fazer de outro modo, por isso
que o pretexto da crise seria a incapacidade do mi-
nisterio cm dirigir a guerra actual ; ora a retirada
do duque Ncvvcasllc 1 ra i a incvitavclmenteas de lord
Abcrdcen o de M. Clads(one, e provavelmcnlc tam-
bera as de M. Cardvvell e de sir James Crabam.
Isto j.i h quasi impossivel ; raais impossivel
ainda seria, depois da sabida dos peelislas do gabiuc-
le, poder crcar-se nelle um equilibrio qualqucr con-
tra lord Palmerston e lord John Russell, queso pri-
v mi com lio pouca ceremonia de seu concurso, ain-
da nao ha Ircs airaos. He um circulo de difliculd.i-
des, era que todos se xolvem, c doqual parece que
ninguem podo sabir. Pela nossa parle nao o senti-
mos ; quaesquer que sejam oe talentos do lord Pal-
merston e a conlianja, qnc se deva ler ucllc pelo
vigor com que dirigira a guerra, nao eremos que
elle possa ser ura mini-lo dos negocios estrangeros
mais resoluto, raais leal o raais moderado que lord
Aberdeen ; duvidamos que cutre scus amigos pol-
ticos ce achc um homcm mais liberal que lord John
Russell, ura Bnanceiro, que. inspire lana confianra
como M. (ladsloiie, un ministio do commcrcio, cu-
jas vislas sejam mais amplasque as de Mr. Cardwcll,
um primeiro lord do alionan!.ido, que saina desen-
volver tanta capacidade administrativa, como sir Ja-
mes Crabara.
Sabemos muilo bem que ha muilos aspirantes ,is
posiges deslcs homens ernincnlcs, mas nao vemos
quem possa subslitu-loscom vanlagempara a Ingla-
terra e para os inlcrcsses geracs da l'.ui "pu.
i Journal des Debis.*
Diz o n. -2 do Commercial, que do dia 8 a 31 do
passado morreram nesta capital 7 adultos, e 7 meno-
res, sendo (i desles crioulos, e I indio. Pequea mor-
talidadc.
Diz mais que foram exportadas, no brigue bespa-
nbol I icloria 8500 arrobas de assucar, 58IG arrobas
de algodao.e 00 arrobas c 10 libras de couros ; na
barca inglcza linthusiasl 5831 arrobas de assucar ;
no brigue inglez Georgc Robton 19500 arrobas de
assucar mascivado ; no brigue inglez Titania 5O0O
arrobas de assucar, 102 arrobas e 28 libras de cuinos,
e 5350 arrobas e 20 lbrasele algodao.
Entraram de 9 a 15 do correule 8(15 saccas de al-
godao, que foi vendido de IJBOO a S, O assucar
branco deu de 2-5, a 29100, inascavado de 1>20O a
1?100, couros salgados do 155 a 160 a libra. Entra-
ram de 9 a 15 um brigue, e dous, bialcs.
leo quanto ha de novo. Saudc, o pataco-, Ihe de-
sejo, aquella lvre dos licenciados, e esles dos desa-
forados, que eutrain pela casa albcia como cm casa
de D. Joaquina.
87ER10R.
. correspoxdi;.\<:i.\ DO DIARIO de
pi:u.\.\Mnn:o-
Panihiba.
19 de fevereiro.
Deixei hontem de cscrevcr-lhe pelo ,S\ Salvador,
porque era domingo, t nlo sao tantos os dias santos,
que pnssamos cslraga-los, perdendo-os, ou para mc-
Ihorjlizcr, perdendoo santo ocio, que elles nos of-
ferecem.
Os vapores, como conloa) ser despachados nos
domingos, c dias sanios nesta provincia, regulara por
tal arte suas viagens, que aqui aportara, c com inui-
(a pressa, nesses dias. Ora, deixar nm liumcxu o sen
dcscango dominguciro, pegar da penua, logo depois
do inissa, e da competente lanciada, ho inconlesta-
M'luieulc urna das coosas mais iusupporlavel, que
eu mollero.
Cumpri o prcrcto, cis-me boje descangado, c dis-
|Misto para continuar cm mcu encargo.
Novidadcs nlo ha, a nao querer tomar como (al a
intimagao, que por dous Bacas* mandn fazer um
vareador a cerlo fuuilciro, de mudar sua leuda para
lugar cm que o fanboso som do (landres o nao in-
commodass?. Em vcrdadc. uns ouvidos illustrisii-
mos municipacs dcvei.i ser respeitados, e nlo sao pa-
ra solTrcrem um chocalliar continuo ; mas aquello
vercador deve fazer rom que a illustrissima posture
determinando una roa para os alroadures funileirvs
e caldeireiros, e asphixianles ferreiros laloeiros, c
padeiros.
Maman guape.
28 de fevereiro.
J vai dcsiisando-se pelo esco.rrega.sso correr do5
lempos, transpirado as regiDes^ilo passado.o corrente
mez de Janeiro, sera que nos fosse possivel escrever-
llie ; quando entretanto ra/.oes sobejas, fados abun-
dantes nos convidaram a imprensa, quando a inver-
dade e a calumnia formigam de lodos os lados, de-
turnando simples oceurrencias, e desvirtuando adre-
de, actos saneciouados pela mais acrisolada discriglo
ludo que pode ler o cundo da legalidad* ; quando
lindamos que fulminar i perfeilas nihilidadcs, fe/
zcs da sociedade. que* favorecidas pela dubied*dc#
defeilos da nossa legislajo tcern torturado i cid/-
dlos rospeitaveis, encanecidos e dedicados exclusi-
vamente ao servigo publico, quando cmlira, traba-
mos que dilucidar lodo esle amalgama, pondo era
relevo e fazendo borhulhar o que de legitimo e ver-
dadeiro fosse, eis que motivos insuperaveis suspeu-
deram-nos a penua, c tollicram-nos o sagrado dever
que nos havemos iniposlo;todavia ainda que um pou-
co lardio,i'cfcrirciuos oquanlo pcrmillir o agodamnto
com quo escrevemos, aguardando-nos para com toda
auslcridade, dragar o csolpello da analyse sobre
os variados objeclos que licara sib a nossa aprcria-
glo, logo que elles esliverem no dominio da cri-
tica.
Temos deixado uestes ltimos dias a nossa pro-
lissao habitual, applicando-nos a leilura dos alfarra"
hios que ha seculos dormitara, era profundo silencio,
na nossa eslao le e servem de pasto as destruidoras
tragas, alim de prolcgerinos diroitos de amigos, in-
justamente estorvados cm seu exereicio, e tambera
de infelizes, que tutanda com as prevenges da des-
graga, acham-sc abandonados ao infortunio, nao
sendo menos innocentes :romprebendendo o nosso
louvavcl empenho, ao qual de muilo bom grado
prestamos os nossos exiguos esforjos, e ccrlo de que
o seu mui iliuslrado correspondente da capital nlo
se furlar.i cm ajudar-nos, aulorisando-nos com sua
sabia opniao, sempre que della houvermos de mis-
ler, lomaremos a liberdade de dirigir-nos a elle, por
intermedio da nossa correspondencia, rogando-lbe
que reparta a bem de muilos inleresscs, os vastos ,.
profundos conheciincnlos que possuc, cooperando
assim por actos lio meritorios,,icios cujo elogio Irans-
luz no iiensamenlo eminentemente religioso do
consclhciro /Junioso nada ha mais bello, nem mais
generoso, nada man festa mais a grandeza d'alina que
o declararmo-nos pelos inczcs c desgragados
pedindo-lhc por agora o seu alvilrc sobre a inlelli-
gencia que damos ao artigo de lci que passamus a
mencionar.
Para mis he liquido que o artigo 175 do cdigo do
processo, que permiti a pristo dos indiciados cm
crime inaliangavcl antes da culpa formada, nao d
a auloridade publica a facildadc arbitraria de usar
a seu leanle daquetlc dircilo ; pois que, ainda que
a lei nao gzasse expressamente o mbito, do qual
nlo seja dado nltrapassar-se, nos principios do direi-
lo c as rogras da jurisprudencia enconlra-se o ante-
mural ao elasterio infeliz c funesto, que se pretende
dcduzir daquella disposigao, elasterio cuja expanslo
cabo meldor o titulo de um soudo do que de um
opniao seria.
O dreilo que (em o cidado ao livre gozo da sua
liberdade, como o primeiro de lodos os bcns.aqucllc
de cujo exereicio resulta uns ossoncalmcnte a sua
felicidade, implica cora o indefinido arbitrio quo di
direilo a tirar-lhc a liberdade sem um motivo plau-
sivo! ou justificado : este principio applaudido
por lodos os publicistas e consignado nos cdigos das
nagfics cultas, esle principio que deve servir de nor-
ma para inlerprelagcs de leis aml iguaj, esto prin-
cipio que resumbra do complexo da nossa logis-
laglo, desle principio dizemos, quando a nos-a lci
fundamental e as mais ulteriores nao ccrcasscm o
cidadlo de inmensas garanta*, poudo-o arobertn
de todo altcntado, bastara para se concluir qnc urna
lei racional,urna lci fundada as eternas mxima* da
juslira nlo podio pcrmillir que se realizaste qualquer
delenjo md Hbitum da auloridade publica ; entre-
tanto que ellas lado precavern! directa ou indirec-
tamente, teniendo lalvez que algucra quizesse mate-
rializar alguma dispo-ijio legislativa para della lirar
partido.
a levez* e A pouco escrpulo podessem usar de una
perseguirlo autorisarTa : nao ; as provas dos indicios
tcm suas rogras. seus limites os quaes serlo fcil-
mente d'2*efmnado3 por urna lgica rigorosa c [icio
bom criterio da auloridade.
Beccaria recatando o abuso da prislo preventiva
em virludc de indicios, diz que a lei deve estabcle-
ccr negras lisas, sobre que indicios do delicio um
aecusado deve *er preso. Aristteles distingui duas
sortes do indicios: signa vero e/ficinl, alia qni-
dem opinioncm, alia vero tcieutiam. Filangieri
os ditlercugou, classificando a sua nalureza e im-
portancia e muilos oulros cscriplorcs tambera o ti.
zeram com muita scicucia e subida ulilidade ; con-
mi rondo Iodos para que a jusliea podes** marchar
segura sobre semelhanle objecto : por tanto a mate-
ria de indicios nao he lo arbitraria como se suppc,
e porque a lei nao delerminou o seu peso c quilate,
nlo se segu que tenha concedido um poder desp-
tico s proprio da inquisigao, poder intenso da li-
berdade e da seguranja pessoal, poder que repugna
rom os principios do justo e da sociabilidad*.
A prislo \dans Carrcslation) diz Oarnier l'agt
he um verdadeiro suplicio, be urna pena applcada,
antes que baja nm verdadeiro culpado : he preciso,
diz elle, que os magistrados della u sem rom amis
raulcloza discriglo, e que no caso de erro, possa osle
ser justificado por graves presuiiipgcs. A privajao
da liberdade antes da condeuinaglo, diz o crimina-
lista chilles Morin, he um facto da mais alia gra-
vidade, he una punijo antecipada que perturba o
socego das familias, invade o credilo dos individuos
provocando prevenges, das quaes nao podsm sem-
pre Iriumpbar a innocencia jurdicamente pro-
vada.
A conslituicao do imperio c lodas as mais leis, li-
beralizando ao individuo meios de defeza, aligeran-
do as prisocs no caso de dclciiclo preventiva e res-
ponsabilisando a auloridade pelos attenlados que
conimcllerem contra a liberdade, carcton e poz di-
ques a estas inter prclames infernaos,(litadas pelo genio
do mal para lorlurar a innocencia.!) cdigo do pro-
cesso,assim no artigo referido nao concede, nem pe-
dia conceder esle poder licencioso que dello se quer
colligir, nao admilte a ihtelligcncia horrivel que se
Ido procura emprestar, inlelligcucia que nos jiarc-
c?ria impossivel, se acaso nlo a vissemos sustentada
por pessoa que a lci presume conhecedora dos prin-
cipias do direilo e cuja npiniao pode alguma vez ser
fatal ; nlo |iode admillir a prislo cm virtud* de
indicios, senn no caso de que elles indiqneni a pro-
babilidad* do chine, probabilidade que pouco disto
da certeza ; cajos indicios mesrao assim nao podem
dar lugar a condcmnajlo, sob pena do vermes umi-
tas vezes a innocencia marlyrisada e Irucidada como
anligamcnte o foram as pessoas de Scrates, Ana.
rugaras, c de oulros muilos sabios e hroes que
subiram ao patbulo victimas de falsos indicios, mas
puros e innocentes.
Do pouco que vimos de dizer concluimos, que a
faculdadc que da oart. 175 do cdigo do processo
[ara prcuder-se aos cidadaos indiciados em crime
iiialinnjivcl, nao se dilata ponto de poder a au-
loridade publica prender a seu bel prazen. apre-
ciando no escuro da sua imaginarlo, nem sentir
esroimada de mizerias os indicios que devem occasin?
nar a prislo preventiva : concluimos com o juris-
consulto Mewtes da Canha, que o juiz deve smeu-
le usar daqucllc direilo quando liver serios e fun-
dados recelos da faga do reo, nlo pela gra'vdade do
criinc, mas por oulras circumslaucias que r.ontri-
buam c probabilizem a fug coucluimos com
Uoslard, que scmeltianle prislo s deve ler lugar no
raso de urna eminente uecessidad% e remala remos
como judicioso pensamenlo del'einecciuta S'il
importe aux saceles i/iie Ihes dtlim n* reslenl pas
impunis, il importe bien plus encor que rfe inno-
cens ne soiend pus livres des supplices crueli, ct'
(/ii on ne fasse pas des exemples en 'la personne de
ceu.r i/ui de sont erposes ti [animadversin publi-
que que parce qu'on admel contre eux les lutrreurs
de la calomnie.
Assim pensando, desejamos a opniao esclarecida
do Ilustre correspondente da capital.
Aclu-se preso apHaUjfranciseo Pulquerio (jon-
galvcs de Andrade, por%imputaSjije-lhe o crime da
tirada de esrravos, mnjunctamcnle com osseiihorcs
dos mesmos escravos, do poder do legitimo deposi-
tario : aquelle cidado sendo advogado dos scnbnrcs
dos escravos, e bavendo estes evadido-se para a
casa dos referidossenhores, succeden que a perver-
sidado, de raaos dadas com a intriga, approveilassem
o ciisejo para opprimircm aquelle dlslincto cidadlo;
e eis que injiislamente acba-se elle soffrendo, con-
vencido de que o capillo Pulquerio levara co prelo
lodo osle faeto, leudnos de tratar estiradamente
delle era occasiao azada, hjgo depois do seu desen-
lare, para l reservamo-nos, dizendo entretanto,
queja/, no sofirimcnlo ura cidadlo que nao pode
ser inculpado do facto que se lhc impula, um cida-
dlo qnc lem so sacrificado por vezes ao servigo pu-
blico, um preceptor da mocidade, que no longo ex-
ereicio de qua.-i 3l)^unosdo magisterio publico, (em
prestado relevantes servigos : e o que mais he ;
soffre lacrimosa, verlcnd lagrimas de sangue, sua
inconsolavel familia, oppressa sobo pezo daquella
calumnia alroz, cchoada pela desregrada paixao da
maledicencia, por esla filba do averno, qnc como
disse Demoslluncs, s acha guarida em corages
perversos, por esla hydra de cem caberas, escolho
da caridade, que (lo infelizmente (cm contaminado
a humanidade: no tempo, ueste coVciro inexoravel
das falsidades, no correr do qual todas as verdades
refulgcm, por mais escuras que sejam as nuvens que
a coiidensem, e na inlelligencia e boas inlengOcs do
magistrado, a quem acha-se affeela a svudicancia
do fado somcnle confiamos.
Lo i tambera preso o capillo Antonio I.uiz de
Mello, como indiciado no crime de assassinato per-
petrado na pessoa do nosso amigo T.niz Francisco
dos Sontos Lima : aquello cidadlo, que lem gozado
durante toda a sua vida, de um nomc dislinclo,
elle, que j idoso.he rccnliecido como bom cidado.
bom pai de familia c homcm religioso, elle quo tem
tantos litlos que o recommendam, nlo deve ser o
autor de tal crime, tan(o mais quando nao haviam
razes para islo, sob pena de ser urna das feras mais
bravias, um dos monslros mais horrorosos que darse
piilc.c qnc cncobria ha tanto lempo debaixo da capa
de cor.loiro nm corago de (igre hvroano ; seus ini-
migos assoalbaram c lizcram recahir sobre elle lio
grave impul.igo, e anda que seu estado acto I
solfredor, damos-lhe todava os paraben-, por se Iba
proporcionar oceaailo de fazer Iriumpbar a sua iu-
nocencia, desmascaraudo a estes abotres da honra
albcia, devendo s pedir a Dos, que a jusliga pu-
blica baja-se nesle negocio de lana importancia, cora
perspicacia, inlelligencia o imparcialidad!-. Mais
duas palavras. Se o capillo Mello est sendo inar-
Ivrisado injustamente, como pamente acredtanos,
que deromorsos nao estarlo raanlo as conscienria-
dos fautores de tamaita iniquidade '? desses dela-
lores, v'erdadciios prescitos, inimigos da humanida-
de, que folgam com as dores c lagrimas di
motilantes .' Desgragados, oslareis convencidos, que
vossas tramas pussam ser occullasaosnlbnsdc i
Nao recciais por vos, por vossa prole'.' Mo sabis
quea espada da justiga eterna he ccrleira c inflexi-
vcl? Continuai. Deas he justo.
Ocapillo I.uiz Antonio Congalvcs, depois dssof-
frer a maior das injusligas, foragido, supporlan I i
mil iucommodos, eile e sua familia, c summariado
por crime de resistencia foi finalmente dcsproniiuri-
ado por faltada menor prova............. vamos rom
o lempo, c sigamos o conseldo de um vario escla-
recido.
fl n'g a de honne rerelte ponr Irourer le bonhenr
que de prendre les g?n< romme ils snnt. le lemps
camine ils ricnt, el d'elre bien arce si mcir.e.
I'oi concedida ao nosso ex-drlegado a dci
quo por militas vezes b.ivi.i pedido, estando ha mais
de dous anuos fora do exereicio daquelle cu
nonioado o nosso aolual juiz municipal para o re-
ferido lugar.
S fevereiro.


i
Noullimo dia do mez passado leve esla vill.i a
lislinrta honra de rccchcr una visita de S. Exx. o
Exm.Sr. presidente, que vindo da capital pelo ca-
Dai aos depoiilaiios do poder exo-ulivo, diz Hcn-' miiiho da praia de Loeea* e demorando-se cmra-i
jamin Constan!, a faculdade de allenlar contra a li- los seus amigos, aqol rbogoii naquellc dia. S. Exc-
herdade individual, que aniquilareis lodas as garan- receben dos nossos muniripos todas as pr
r.
i
.
lias que slo > primeira condigno c o uniro lira da
rcunio dos homens sob o iuipeno das lei-.
O cdigo do processo, perinillindo a prislo do in-
diciado antes da culpa formada c outorgando a fa-
culdadc da prislo preventiva, romo ama necessidade
punigo dos crimes, necessidade sem cuja salisfa-
glo a lei repressiva seria muitas vezes urna nula,
como diz Secbhur, nao abri campo vasto as vel-
eidades e aos caprichos, nlo deu rnargcm para qoe
lo e de mnsiilcragao, receben de uraa rom-
iniss.au do corpo do commcrcio ama mensagem hon-
rosa, visitn a obrada cadera que se cel, edificando,
promclleu-no* mandar construir a |>onle, do ruja
necessidade ja havemos fallado, e rcsolveu que
lodo o diuaeiro tirado por l'nitamonto pira esta
obra fosse applirado para o fazimentodc um
matadonro publico: (iremos occasiao de trocar
algwrjsj palavras com S. Exc, que nos
IIEGVEL

miitii flnn


DMK10 DE PERNAKBlilO, SABBMO 24 DE FkVtRElRO DE 1855'
%JB

parecen um permito catotyajre, e tanta, iyttpa-
thia ello nos uspirou, que resol*eiiHi-nos a axer o
sen panesvriio, rtconseaudo loi
admiuistialivoi, porcm romo mal
que todo-i .1 ,| Diario, adunase
maniatados a procedimenlo leja prccoce, o adiamos para quandn
a iiilluencia go veruamenlal oilivcr em seu occaso,
nlcrpoiido enlao um juizo scm contradirn, seguro
c desinloressado. Acompanhou nesla viagem a S,
Esc, o son secretario o Exiu. Si. I)r. I.indolplio
Joso Correia das Neves ; fui subido o prazer que
lodos liveram Ja conhecer pcssoaliiienle aesle nosso
distinrto comprovinciano, que lie uro dos mais bel-
los tlenlos da nossa Ierra, o Exm. Sr. Dr. I.indol-
pho deixou no seu regresso as mais vivas sau-
dades.
Agora soubemos que enlre os Uanaes motivos que
tfrelendem presentar ao tribunal da relarao como
1 mpugnacao ai.iuvenlario do morcadoSau ftalva-
lordo mundo-desta provincia, figurara:
1." (er sido adjudicado no coronel Francisco An-
tonio de Almeiila as mclhorcs propriedades.
4> lar sido feilo o inventario cun muila ccle-
ridadc.
O pfimeiro molivo nao podo proceder, por sor
falso, como sabemos, aquelle coronel possue mais .le
melada do morcado, coube-llie em parlilbas as
propriedades a quanlb de 11 *:25Gr*!M)0 rs., entre-
tanto que tendo o morgado qnalro engentas supe-
riores na vanea do rio Paradina, apenas r.oubc-l ic
berdeiros sao dos melliores, e assim nao sabemos
oude bouve esta lezao lotairamcnte fanlaslica, nao
era |>osiivel que quem lem tAo craude parle no
morgado deixasse de obter afganas propriedades
de vanlagcns, quando o impugnador com urna parlo
microscpica quer escolher a dedo.
O segundo molivo ojio be menos improcedente
regresso para essa cidade, oSr. l)r. Brando hospe-
dou-so na villa, em casado noss digno juiz de direi-
lo, retirando ue-.se mesmo dia para o Kecife.
Na mandila de 7 do andante I ve lugar na villa o
levanlamenlo ila bandeira de Santa Tbereza, que ha-
rta sido resliluida a sua capella orela do onlro lado
do rio enlre a matriz e o poro do Tahj lia, cclebran-
porquo nao se fallou a menor formalidade, a nen- I se a fcsla no dia 15, quo foi muil i concorrida ile po-
liuma exigencia da le.: depois de penosos Irabalhos,
inenmmodos e despezas, edeganda a jusiira publica
na capital com todos os interessados que de longin-
cuos lugares vieram c acompanliaram i lodo curso
do inventario, mandou o juiz em demora seguir os
seur ulteriores termos, nilo s porque cslavam pr-
ximas as ferias do juizo, como porque aquello- in-
lercssados ja nao podam ler mais detenra, concill-
ando assim as conveniencias, e senleuciuu iiialmcu-
(e as parlilbas, depois de prcenebidas c i limpiadas
exactamente as disposires da Ici, que Ibes san re-
lativas ; nolando-sc que o impugnador do inventario
residente as vizinhanras da capital, nao seabalan-
rnu a ir promover o que pretenda a sua pdantasia,
e liuje, lalvcz impensadamente, est causando incom-
modos o de-pozas, e de do esperar que nada consiga.
Scmel'iaiilcs no-nadas lero a devida eonsiderarao
do Ilustrado o iiitcgcrrimo tribunal da relarao.
Tcm cabido oesles ltimos dias algumas neblina-,
as quacs vao fazendo muilo bem as plantas, que j
enmecavam a rreslar-se com a ardencia do sol.
Temo-nos alongado mais do quo deviamos, torca
tic aqui terminar. Acccilc.pois.o reiiovamcnlo dosnos-
lo termo adjudicando-se-lbe cinco en: e- sos protestos da mais subida eslimaccordialamisadc.
nhos, os tres que reslaram e foram dados aos ontios _____________________" Ordena.
RIO GRANDE DO HORTE.
HAPPA. detnonstrafivo dos presos (|iic cxisliam na cuida da cidado rio Natal
da provincia do Rio (liando, do oclo, desdo o 1- do Janeiro do iS."
2 o l* de marco do mesmo anuo, scus cuines, destino rjtic liveram,
c quantos so acliam reclusos.
Somma
parcial
|
e
E 2
.-. -
28
CRIMES.
II
E
l
28
DESTINO QUBTIVERAM.
OBSERVA-
CO'ES.
f5
il
1 3
Dos 128 pre-
sos evadirn)-
se dous, um
do ciinie de
polyganiia, na
villa de San-,
(mralo e OU-
irn de morlc
dos II con-
demnados) na
\ illa do Aca-
ri, no me/, de
maio prximo
passado. lia
alera dcsles I
que foi rcmel-
lido para a
provincia da
Tarabilla.
28
Criminosos de morle, iuelusive 2 icos cnderonados que liaviam
so evadido do poder da escolla...........
| Por tentativa
Por ferinienlo?
| Por estupro .
C- I Por furtos e roobos
| Por uso de armas .
Por fuga de presos.
| Por fuga ilo reciuras .
Por cstcllionato, simples tentativa. ~ ~
, | Por correccilo em virtude de embriaguez-
~ | Como siispeilos para indagaces policia"es"
Kcculliid"""
ios fgidos

_ | Na cadeia
_| No hospital militar
Posto* a disposirao do governo como -recrulas.
Sollos por ordem do governo por tereni cumprido ;0 dias de prisa
nardas nacionars. \.........
| | Kemellido para Per
ahur
I
Sollos depois de 2 doras de prisilo, por embriaguez.
dem por nao seren criminosos, alientas as avenguarOes que se
fizeram..............."...
| Alineados
e, | Sollos por nao progredir a accusa^fio alenla a nalnreza 'lo criinc,
e mi ha ver parle aecusadra. c nao ser caso de flagrante .
_ | l'm cscravo entregue a seu senhor.
| Existem no xudrez
| dem na cadcia.
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vo, e procedeudo-se nessa oeeasiao a eloicSo das pes-
soas que hilo de festejar a mesma Santa em nutubro
docorrente auno. A noile hoova urna macliiua, mi
balao acroslalico.
A cxempln do que ltimamente so vai pralicando
aln nos dias de carnaval, e-l.io so preparando muilas
POMOII da villa para seaprcsenlarcm mascaradas pe"
las ras naqiielles dias e dansarcm em algnnus nsai:
para o que j fazcmoscoiupetenle- ensaios. Ilom de
que se subslilua o roslumc brbaro introducido en-
tre nos nos dias de enlrudo, dse moldar a gente
com agua, lama o niel de furo, pelo uso das masca-
ra-, que enlrctciido mclbor o povo, o liherla dos
niales que lbc accarrclavam o ser molbado.
Vimos no sea Diario a nomeacito do asente do
corrcio desta comarca, e muilo api lainlinin o acert
da Hornearan, que recado cin |iessoa digna de exer-
cer tal emprego.
Os gneros alimenticios cous rvam OS mesmos
precos declarados ulliin luiente pelo sen veldo ami-
go o )',
Cnriii particular.)
1WMI
KEPARTI?AO DA 1'OI.ICI.A.
Parte do dia 2.1 de fccreiro.
111 ni. c Etm. Sr.Participo V. Iixc. que. das
dillerenles participarOcs doje recedidas ucsta rc-
parlirao, consta lerem sido preso-
Pela subdclegacia da freguezia do riccife, Anto-
nio ContiohO de Miranda Lira, por ser desertor da
armada, o prclo cscravo Caelano, por andar fgido,
Antonio Joso Ferreira, e Pedro Ferreira, ambos por
furlo.
Pela subdelegacia da fregueii le Santo Antonio,
Manoel Ernesto, por insultos-, c Augusto Jos Leo-
poldo, poi usu de armas prohibid is.
Pela subdegacia da fregue/.ia de S. Jos, a prctn
Mara Jos, por brisa.
Por ollic.io desta dala rommunii ou-mc o delegado
do primeiro dislricto deite termo, com referencia a
participaran que Ihe litera o subdelegado da fregue-
zia do Santo Antonio, que honlcn pelas liaras da
tarde punco mais on menos, tonda sido condolido o
preto Manoel, c-cravo do coronel llenrique Percha
de l.urena, por 2 portadores dcslc do quarlcldc po-
lica em que se acbava preso a urJcmd'aquellc sub-
delegado em v irludc de andar l'ug do.para ser entre-
gue a seu saibor no engenho Fortaleza da freguezia
do Bora-Jardim, acontecer quena ra Nova desta
cidade um dos conductores de lime Joo Francisco,
morador na mesma l'icguezia do lioui Jardim, em
oeeasiao de ir amarrar o dilo preio para rom mais
seguranra conduzi-lo, fdra por esle atrozmente as-
sassinado com urna caoivetada, cojo instrumento era
novo c suppoe-se que pouco ante- do assassiualo ba-
via sido comprado por algueni, a pedido do referido
preto, sendo que fura o assassinu immcdiatamcnlc
capturado por pessoas que por all passaram c reco-
Idido a cadeia, leudo o mesmo subdelegado procedi-
do ao competente corno de delicio no cadver, para
instauraran do respectivo summario.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da pulira de
Pernamlmco 23 de feverciro de 1855.liba, c Exiu.
Sr. consclliciro Jos lenlo da Cimba c Figucredo,
presidente da provincia.O ebefo de polica /.ui:
Carlos de Paira Teixtra.
DIARIO DE PERMMBICO.
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ffo dia 22 do correte, pelas i horas da larde, foi
ssassinado na ra Nova desta cidade Joo Fran-
cisco e Andiule, por um cscravo fgido, pertcncen-
te ao coronel Lucelia, quo da cadeia sahira snb sua
guarda o de um irmao.
liefercm-nos que apresentando o cscravo alguuia
reUiclancjajraquella rua,"allfu-so a clie o infeliz
Joo Francisco para segura-lo, sendo nessa oeeasiao
que o pervers) cravara-lhc, junto ao estomago, um
caivete que 'oin sigo Irazia, fazcndo-llic lal feri-
menlo, quc^s^trojufl^Oiicos miuulus liulia ex-
pirado, t
O as-as-ino lu inmediatamente, preso pelo Sr.
Jos l.uiz Pcrcira Jnior c mais algumas pe -soas que
presenciaram o caso, c logo depois foi coQIuzido*a
cadeia por soldados do polica!
ToYpspodocia.
CONSULADO OERAL.
Ueudimenlo do dia 1 a 22.....C7.H'iT;'.i:,7
dem do dia 23 .......'.HlKSttij
72:28
fMVEKSAS PKOVINCIAS.
Rondiment do da i a 2J
dem do dia 23 .
1839930
i:.i:t:)S28l
pa c atira-se, nao aos Ilcspaiilies, mas ios patuscos
de Portugal que pregaran tal uoSo !
Mestrc, eu no faro cadedal das baforadas patri-
ticas da minha Uerlfudes, apezar de que o paizain.
da tem muilas Gerlrudes quocanlam como ella, mas
para Ihe fallar com o coraran uas mos, tenho muilo
medo que islo se realise apezar do cxempln de 1GW.
Meslre, um povo quo uo aprecia a liberdade, lam-
ban nao aprecia a independencia. As virtudes c-
vicas de uossos avs so apenas olhadas como histo-
rias de vclhas rahugculas. Unja oique se quer he a
Caslellan e a Alboui, o mais, invern quem go-
vernar.
Pan e loros, dizem os Despalillos ; pao c cami-
nhos de ferro, dizem os nossns paUiscus do runenlo.
One sejanins urna nacao independenle, ou urna pro-
vincia de llcspanba quid interttt '.' Nao eslao a Ir-
lamia e Escnssia sttgellas ao John ltull i Nao estn a
Polonia sugeila ao lio Nicolao? aJiungria ao lio Fran
cisco Jos, c a Argelia ao sobrinho do to '.'porque
nii baveinos nos eslar sujcilns ao sceptro democr-
tico de I). Ii.il Inniern E a nossa independencia '.'
ora, quem falla c em independencia no Secuto das
lu/.cs'! Cuidosa Uespaiiha diremos um caiiiiubo de
ferro al a China, e assim pequenilos, enfczadinlm, s
pigincus, sii lereuios vias forreas de Sacavm as Ven-
das-novas islo he urna vcrgnnha para a Europa.
Mestrc, va com esta : noshoje nao somos os hroes
de Montes Claros, nem os hnmens de 1640. Sarnosos '"'"' T"* 1 P"B *"""*"'* rar''S ''e f""
mo cin folha, I. cauoes c I pacole com 67,500 cba-
Evportacao'.
Ccafa e Maraubao, is-una nacional nEmilai),
de 1!1 toneladas ronduin o seguinle: '.) cai-
xas c fardos diversas nicrcadorias cslraiigciras,
ti garrafcs alcool, 1 barrica tintas, 1 lata espirito
de lercbenlina, 2' ditas objeclos para militar, j
raixas vidrns, 1 pacole casimiras, 35 barricas fa-
rinlia de trigo, 1 c.lixao lelbas de vidro, 5t) bar-
ricas bacalhau ID ditas bolachinhas S harris
manlcisa, 6 r.uxas'massas, 6 barris banba de por-
co, t dito \inlio, 2 gigos garrafas, l'varanda de
ferro, folbas de cobre, leeisas com KMI libras
de rape, 1 sacco com '> arrobas de cola, 2 bar-
riquinhai com I, arrobas c 12 libras de assucar, 2 cai-
xes e I fardinbo mudezas, 12 latas aguaraz, 1 cai-
iSo objeclos para cbapeleiro, I cmbrulho pennas de
aro
JURY SO RECIFE
Dia 23.
Prtsidencia do Sr. Di. Ih vanare Bernardina don
liis e Silva.
Promotor publico interino, o Sr. Dr. Francisco
es Velloso de Albuqncrquo l.ins.
iscrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente. 9
A'soiue hora- (cija a chamada, acharam-se pr-
senles 35 Srs.ljuizes de fado.
Foram relevados das mullas em que eucorreram
idos seguinles :
Antonio Duarle de Olivcira Reg.
Antonio Jos Rodrgaos ileSouza Jnior.
Luiz Jos Rodrigues de Souza.
Dispensados da sessao por haverem aprescnlado
escusas legitimas, os jurados segunda-:
Manoel da Silva Sanios.
Joio Valentim Vilella. '
Antonio Jos de Castro.
Jos Joaquim de Oliveira.
Daro de Beberibe.
Domingos AWes Matbeus.
Tarabzm foram dispensados em ra,io do hjo tc-
rcm sido notificados, os jurados seguinles :
'incalves Tavares.
Antonio Auguslo Maciel.
I>r. Francisco Serfico de Assis Ca valho.
\uloiiiodc Brilo Bastos.
Joo de l'inlio Borges. '
l'oram multados em 20J rada um, os jurados se-
guinles :.
Francisco Jos Silveira.
Ignacio Alvos Monteiro.
Jos Victorino de l.einos.
Filippe Bcncio Cavalcanli.
Manuel Tboinc da Silva.
Thomaz Jos da Silva (usmao Jnior.
I>r. Manoel Joaquim de Castro Mascarenlus.
Joo Ferreira Cavalcanli.
Joaquim Feliv di Cimba.
Joaqnim Duaitc de Azevedo.
J^bc Alfonso des Santos Bastos.
Leandro Ferreira da Cunda.
Miguel Augusto de Oliveira.
Manoel da Silva Ferreira.
Antonio Flix Perera.
Virgilio Rodrigues (..impeli.
I rancitco Xavier Carnciro da Cunda.
Foram sorteados da urna especial Irc/.c jtii/cs de
tarn supplenles para coinplelar o numero de X, os
quacs sao os seguinles :
Antonio Fernando deAraujo.
Ilemetcrio Maciel da Silra.
de Aquiuo l'onacca.
'api.io Aulnnn Jase de Souza Cuusseiro.
Jos Ribeiio Pon'
Jo Ignacio Ferreira c Silva.
I mhclinoijuedes de Mello.
Joao Miguel da Cosa.
Melq-.iia.hjj Antones de Almeid.
JosMaxcUinoda Ri
Dr. Lourenco Trigo de I.nurciro.
Joo Rodrigues de Miran.ls.
Ignacio Francisco Mnrtins.
O Sr-Dr. juiz de direito presideulc do tribunal
adiou a sessao pira s 10 horas da inanhaa do dil
seguinle.
(OHARCt DEPAOD'ALIIO.
15 de le ver Ir o.
Quando vemos o collcga do Liberal largar o seu
arado para escrever Io a miudo para aquello jornal,
forra he que aprovelcmos lambcm, as horas do des-
c.inro dos nossos Irabalhos ruracs, alguns momentos
pira alinhavar a nossa epstola, na qual nos limita-
remos (romo o temos feto semprc' a narraro verda-
dera dos fados occorridos nesla boa Ierra sern Icr-
mas jamis em vista offender a pessoa alguma, pois
no pretendemos crear partido na comarca, o conhe-
cemos o nosso nihilismo para nos precipitar em to
profundo ahvsmo, reservando esta misso c esta glo-
ria jiara aqucllesque socm apregoar-se dejuizes do
[>ov 0,011 munidos de urna carlciras bomiropatliica po-
den angariar ,1 popularfdadc por meio de suas curas
fcli.'.cs com os scusglobuluzinhos, mormeulccm lem-
pos de febres malignas, das quaes nos livre Dos a
mis e ao mundo lodo.
A' visla dislo, he claro que nao lomos o proposito
que despre/.amos csses prejui/.os de familia que j ca-
duciiam com o progresso do seculo, respeilantosa
qua! |uer cidado pelo sen boin proceder, cmboia
pcrlenra i aristocracia, ou a classo vulgar da socie-
dade, chamada em Pao d'AIlm poejra c cstvgmirlisa-
mos le veras o crime commctlido por quem quer que
fr, porquauto pensamos que a punieo dos crimes
l\e urna das primeiras necessidades sociacs. Islo pos-
(0, entremos na csposro dos fados que inlcres-
sam.
Antes de Indo, devano; asscgiirar-lhe que reina a
r,ais perfeila tranquillidade na comarca, pois uo
consta que, durante a presente quinzena, se lenha
perpcirado crime algn contra a pessoa, ou contra a
propredade. Dos queira que semprc estojamos nes-
se estado ; e por isso viva a santa paz, c lodos aquel-
les que (rabalham para manlc-Ia.
Foram presos a mulhcr, duas lilhns e um filho de
Ignacio Jos de Castro, moradores na freguezia da
Luz (leda comarca, por ordem do Dr. juiz munici-
pal em coiiscqucncia dc'dcnuncia do Dr. promotor,
por cstarcm compromettidos no usetsiMlo do Anto-
nio Dias Feij, pralicado cm 2 de Janeiro ulllmo,
do qual Ihe dei conla na minha anterior, c eslao
sondo piocessados. Convm que os encarregadosda
puniro dos crimes se esforcem para que sojam casl-
gados os autores de tilo brbaro allcnlado, e assim
n.io desaggravcm a lei ullrajadn, como tambem
consolem de alguma sorlo a pobre viuva daquclle iu-
'c!7., sobrecarregada de seis lilhinhos, que reclama
jusiira ccnlra os assassinos de seu desventurado edu-
sorte.
A proposito, uo podemos dcixar de louvar ao re-
verendo |i. abbado do moslciro de S. lenlo, pelo in-
teres-e que ha mostrado na punicio dos autores da
morlc de Feij, ministrando a justira os csclareci-
monlos precisos, para que os mesmos possam ser des-
cubertos, e bem assim pelo acto caricioso que, se-'
guuilo informam-nos, intenta pralicar para rom a-
qnella dcsc'ilosa viuva e seuslilbinbos, suslcnlando-a
r.mquaiito ella se portar honeitamonte, visto ser ori-
gem desse assassinio qucsles do Ierras de S. Bento,
da- (naos era F'cij procurador e viga.
Eai .".1 d> prximo passado locou na villa em di-
rccro ao engenho Malemba, do nosso digno len-
te coronel l.uiz de Albuquerque Miranbjo, o ilus-
trado idvogldo dessa cidade. o distinelo depolado
dcsla provincia, o Dr. Francisco Carlos llraudao.que
foi obsequiado pelo senhor de Malemba, com um
lauto jantar, ao qual assistiram muilas pessoas nota-
veis testa comarca, ede Nazarelh. Depois de ler vi-
sitado 109 scus amigos daquella comarca, e no sen
Scltorcs redactores: Sabcni lodos que fui pre-
so em o dia 30 do mez prximo passado, pelo Sr. Dr.
chefe de pulicia, cm conseqiiencia de certas appa-
rencias, que una falalidade sem nomc, mas de que
nao fallan cxemplos na vida do homem, reuni con-
tra mim, fazendo correr nicu nomo de involla com
um desses crimes que mais degradam a especie hu-
mana, e que anda mais horrorisain, pelas circuns-
tancias que osrevestem : quero fallar do roubo c in-
cendio perpetrados em casa da senhora D. Joaquina
Maria Perera Vianna, de cujo primeiro andar era
eu locatario. Enlao lancei nio da peuna c cscrev1
um commumeado, cm o qual da\a ao publico urna
idea exacta da natureza e importancia dessas appa-
rencias, que o liomem de scuso e criterio rcccbcria
apenas como um fundamente legal para quaesquer
averiguarcs ou proccdimcnlo da polica, mas que
pola maldade de uns c pela lc\iaudade de oulros.
poderiam lalvez ser convertidas cm prova.
Era isso um acto cxponlanco, c ruja naluralidadc
todo o mundo comprehcnderil; mas uo quiz pare-
cer precipitado, indo odiante da polica, que sabia
cu, mais larde loria de proferir um juiz i meu res-
peilo, visto como j.i enlo linda cu sido notificado
para me ver procc-sar pcranle o mesmo Sr. Dr. che-
fe de polica. Guardci porlaulo a miuha exposirao,
aguardando sua deriso.
Como tabeo) ainda lodos, fui pronunciado pelo
juizo do Sr. Dr. chefe de polica. Poda recorrer
desse despacho, que para islo me sobravam funda-
mentos ; poda mesmo olfercccr ao publico essa mi-
nha expnsir.To, que licra adiada pela consiJcracao
j 1 rcfeiida '. recusei porin linear m.o d9 qualquei
desses alvilros. A iaipularo que soflro, lie Io gra-
va e raomentosa para minha repnlarao, o facto tcm
sido t.lo publico o cstronduso, que cu mesmo nao
desejara ver essa qucslan circumscripta as paginas
de um proces-o. Prcliro que ella suba a um tribu-
nal, cuja dccio, como a do jury, lenha o cunho da
opiniao publica, c onde por una franca diseiiso
po-sa minha defeza ser lao coinpletu c solemne co-
mo convem que o seja.
Emquanto, porm, nao chega cs;c momento, vou
rogar ao publico em gcral, o particularmente a
neos amigos a parantes, lenliam'a bondad* de sus-
pender seo jutab a meu respeito. lie este um pe-
dido que esta de acord com a juslica c bom senso, c
que espero ser devidaincntc atlcuddo. E islo pos-
to procurarei ir at l.i descansando nessa lal ou qual
(ranquillida le.com que nos assisle a pureza de cous-
ciencia, anda 110 meio das maiores Iribularocs.
Com a insereno dcslas liabas, saibores redacto-
res, muilo obrigareis a vosso conslaule leitor /o<7o
l.ins Cavalcanli de .llbut/ucrgue.
Hecife21 de feverciro de 1H55.
Liliputbcanos do seculo \l\,as crianras brinca-1
llinnas da Europa Ilcram-nos cm 1820 a lbenla-
do, c nos a trocamos pela honra de puxar ao carri-
nbo de D. Joo \'k. Deram-uos depois a carta cons-
tilucional,_ c mis a deixanios ir so para cantar o fei
ekegou '. Resgatada com sansue de bravos nos con-
sentimos que a'sophsraem, que a rasguem, que em-
brullicni as suas fallas a manteiga da tranquillida-
de publica, e os palcis dos interosses malcraos Ouc
espera Vmc desle povo .'
IVo v, mestrc, a sem ceremonia com que os go-
verno* c os scus amiguinhos ilispoem da urna elei-
leral'.' nao v ,1 frescalura com que o ministerio do
reino, que debutan cm 1820, boje diz ans 'ortngiie-
zeside fazor paredes c ucalcoa, c nos c taremos
as cleirocs .' E que diz o povo a islo '.' reclama o di-
reito cleilorai'.'reage a favor da soberana nacional .'
sostena a independencia do corpa legislativo .' qual
historial o tio Rodrigo ilispoc .la urna Como dilpc
da sua caixa de rapo Nomeia o- depulados no seu
gabinete, c os scus mandarais cuinprcm os firman-
epistolares ou Iclegrapbicos. Temos corles.
E quo diz o povo soberano a islo '.' Nada : come,
bebe, e vai ver os cavaliinbos. E que dizem csses
cales da liberdade '.'csses homens que grlavain con-
tra o conde de Yliomar, contra 1). Femando, contra
Jos Bernardo, parque nao cram mullo liberaos ".'on-
de cslo os Washiogtons do campo de Ouriquc ? os
graiiadciros de Torres Novas '.' os vencedores do cato-
che, e dos chouriros Eslo no quartel general do
lo Rodrigo. Sao os seus agulhetas ; os sous o Dicta-
es de guas. Doje "para estes raines a liberdade nao
he precisa : o povo pode passar scm ella, o que o po-
vo llevo querer beque os lirandoes o assassiguem.
Doje, mestrc, para csses ratocsdo progresso, a in-
dependencia do paiz be ama idea redieula. Portugal
para estes gigantes he um espado mu pequeo : prc-
cisa-se de uin Portugal giganle.c que eslenda as per-
itas desde o raes das Columnas al os Pirineos .' Para
estes defensores natos das liberdades publicas o povo
he um ignorante, e uo sabe eleger os seus represen-
tantes : Quem os sabe eleger bem, muto bem, pa-
pa muilo fina, sao o to Rodrigo c os seus patuscos.
Meslre, loruo a repetir-lhe ; naosc o que ha, ou
que pode haver sobre a tal unao ibrica ; o que sci
he que cm Despalilla he a grande ordem do dia ;
esrrcvem-se artigo* sobre arligos sobre a necessdade
desla unan c entro mis j lem defensores. Os ra-
ines de Despalilla Icimain nesta assalvajada unio :
mas uns querem a unan moiiarcbica, e oulros a un-
an republicana. Os nossos independentes tcm em
.Madrid.o scuonibaixador, e a panella ferve ; c quem
sali se os fcijcs sero deliccis de digciir.
Para que esle plano se va acmalisando tratara de
tornar o povo purlugucz indiferente s quesloes po-
lticas, c 0 enlrelem, c Ihe adoram a bocea com os
intc'rcsscs malcriacs.De assim quo mccadainsam a
estrada para a unio Ibrica ; he assim que vendan
a liberdade, c a independencia do seu paiz ao humis
que ainda rhoram pelo poder, que Ibes roubaram
um Ki'iO, c que cojiscrvam a nossa Olvenla ; como
prova de um amor tatcrnal .'
Meslre, eslou coA" o splccn ; lo por isso pcrn-lhe
que no se assuslc. O- homem pc, c Dos dispoc-
Da genlecucarrcgada de amadureccr a frua, e ou"
Ira de a comer, fia minha conscenca que niio gos-
lo desle estado de ndilTerenlsmo, que de mu per-
goso. O pavo que diz nji se me d de materia dis-
posla para toda a qiialdadc de palifaria. Ou lia car-
la, 011 nao ha caria : se ha carta, lodos os poderes
so iudepcndcntcs.e quem faz as elcircshe o povo,
c no a secretaria do reino ; se no ha carta, desem-
hutem-se por una voz, o proclamem o absolutismo ;
dcixemo-nos de mascaras.
Domingo, 3 do crrante, primeiro domingo do ad-
vento, temos aqui a farra elcioral, cdicc/10 ntida da
ra da Bicca de Duarle Bello. Os depulados ad
lionorcm so os que nomeia o Sampaio cm nomo do
partido progressista, procuraste de 1850.Os dous
dilosos sao o Latino Coelho, c o Dr. Alberto, que foi
presidenta da municipal. Tem voto a favor do ho-
niom do Qoelhas, que continua a rir-se dcslas mise-
rias.
Cbcguou Madrid a duque/.a de Victoria, a senho-
ra Iialdomcro. '.rain 10 da noile quando clicson :
bouve serenata, llouve jantar 110 saino do Oriente;
c vivorio liberdade, cao duque c dnqueza, e mais
sendores do kalcudario. Espartero abrarou S. Mi-
guel, c S. Miguel abrarou Esparlero ; o velho Eva-
risto ainda quiz ir < casa do ()'l)onell dar-lhoo bra-
co fraterno, porin leve medo chava, e nao foi.
Acaba de fazer-sc na Escossia urna cacada eslu-
pendissima. Rcuniram-se a frolcra de 500 csro-
pelas, 2,000 ees o 1,000 caradores. Levaram pro-
vises de bocea para 15 das.
Segundo o meu correspondente, cada individuo lc-
vava um Irasco de rhiiin. N'um sitio conveniente
do monto eslabelcceram um deposito de muirnos,
Para comerem levaram 20 vactas c um rcbanhosilo
de 200 ovelhas ; foi tambem una cornpaohil de ta-
padores |iara aplanar o Icrrcno, c construir ponli-
Ibcs. N.io escapou fora ou animal algum por aquel-
es sitios. Malaram SsISjavalis, 300 corras, 120 vea-
dos, 1.000 rapo/.as. Ao lodo-6,000 pecas.
Participo-Uta que ha cm Londres 360,000 Itizcs de
g. Os tobos conducales oceupam urna cxlencAo
de KM horasa agua que se bebo na mesma cida-
de diariamente anda por 14,383,38 gallos, c o cir-
vo por 3,000,000 tonclladas
As nimbas nulicias de Sebastopol so as do 16.
Continua a pasmacoi.-a.
Saudc, patucos c fralcrnidadc.
Sou etc. Scu.amigo /. riloycii.
Bras Tisana.'
rulos. 106saceos com 1.1 arrobas do caf em casca,
I barrica mijito, I quartola azeite de palma, !l pedras
de amolar, 1 almotariz de Ierro, I cmbrulho colxao
e liras de couro, 1 caixote ferrasen-, 1 crnela do
ferro, lo cai\,w*ardnhas, I foruo de fjrinha, (i la-
las de oleo do ricino.
Boston, patacho americano nJuluib, de 2SI tone-
ladas, condoli o seguinle : 1,100 saceos rom
22,000 anudas do assucar.
Philndelphia, brigoe insto/. Win. Pontana, de
2JS toneladas, condnzio o seguinle : 2,700 saceos
com 13,500 arrobas de assucar.
Maranho c Para, palbabute nacional "Lindo Pa-
quete", de 203 toneladas, conducto o sesiiintc :
IS"> volme* diversas mercaduras, 2,153 ditos diver-
sos gneros, KIMI coros rom casca.
Maranbo, Para e Havre, barra Iranceza nl'cr-
namhiicoi), do 251 loneta las, condnzio 0 seguin-
le : 2,000 saceos com 10,1100 arrobas de assucar.
BECEBEDORIA DE RUNDAS INTERNAS (iE-
KAES DE PERNAMBUCO.
Kcndmenlo do dia 1 a 22. .... .14:495*635
dem do dia 23.........1:Tli-2Sti
VARIEDME.
CARTA DE BRAZ TISANA, BOTICARIO DE
LISBOA, AO BARBE1RO.
Mon clier. Conia o anno de KiO e o
nosso Portugal continua a arraslar os grilhoes
da senhora 1). Caslilha, quando no dh)de hoja, islo
he, no dia !.> do dezembro os nossos avs lucram
a sua bernarda, rebelando-sc conlra oSr. 1). Flip.
pe, o prendendo a duqueza de Mantua, que regia
estes reinos, arrlainaram a casa de Braganc*, que
desde enUo tcm gozado o privilegio de so assentar
no throno porlugiicz. Ja se ve, mestrc, que islo de
bernardas he frucla de que os nnssus aiilepa-sados co-
mcram, e do que D. Joo IV goslou, e mais a sua
querida metade.
Porm, meslre, veja como sao as cousas dcste mun-
do nossos avs. que traziam urna grande cabclleira.
e nao tinham gozado os caniinhos de ferro, uo qui-
zeram quo o seu Portugal vivem unido i senhora
I). Caslella ; c nos boje, que somos os grandes ra-
tees do seculo XIX, os homens dos intereses mate-
riaes, dos vapores, dos camindos do ferro, e dos tcle-
grapboselctricos, apregorfmosa unao ibrica, corno
a nossa laboa de salvaro .' Do de cerlo a maior
COMMERCIO.
PRAQA DORBCIFE23 HE IEVEUE1ROAS3
DORAS DA TARDE.
Colarcs aluciar'.
Assucar mascavado fino Ig850 por arroda.
Descont por pouco lempo10 -, ao auno.
ALFANDEUA.
Rcndimenlo do dia 1 a 22 .
dem do dia23......
246:8363103
9*54*438
256:690*541
ca os manos da padeira de Aljubarrota, pega de urna
Descarregam hoje'i defeterciro.
Barra inglezaI). Itiairdomercadorias.
Itrigue Ingle*Marthaidem.
lirigue ingle*ireltinglonearvSe.
lirigue dinainarqiiczt'iuatabead >.
Patacho suecoYwidaidem
Iniportacao'.
Iliale 11acic111.il .trag'm, viudo do Assii, manifes-
(011 o seguinle:
1,01)0 toros de mangue ; ao mestre.
I barril pregos ; a Joao Fernandos Prenle
Vianna.
Barrassa /lio Jssii, viuda do Gasmare, manifestou
o se::uinle:
32,185 pcixes seceos, 5 arrodas de' cassao, 10 al-
queires de sal, rouros salgados, 6 meios de sola,
23 rouros de cabra ; a ordem.
Blata nacional Correio do Norte, vindd do Assu.
manifestou o seguinle:
!21al.pieiressal, 30 molhos de palba, 5 barricas
cera de carnauba, 12*aecaa dita, 2 pipas dita, 1 l|2
miseria dos nossos dias! A minha Gerlrudes, que libras pennas de orna, 3 couros salgados; a ordem.
he porlugueza velha, dizque se tal se. verificar iovo- 9 barr* cera de carnauba ; a Manoel Florencio Al-
ves do Moraes.
IUGIVE1
16:2393921
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia 1 a 22.....58:369*560
dem do da 2:1........ 3:759*511
62:129*074
MOV1MENTO DO PORTO.
."Vanos entrados no dia 23.
Paralaba21 horas, hiato brasileiro Aragito, de 31
toneladas, mestrc Bernardino Jos Bandeira, equi-
pagem i, carga loros de mangue ; a Joaquim Fi-
lippo da Costa.
Assu'7 dias, hiato brasileiro Correio do Sorlc,
de 37 toneladas, meslre Jos Joaquim Duarle*'
cquipagem (i, carga sal, pallm c mais gneros; a
Caelano Cv riaco da Costa Morcira. Passagciros,
Antonio da Costa, Bclarmiuo Ferreira Chaves.
S. David(Odi.-S, lirigue inglez Spinner, de 187
toneladas, capitao L. Smilh, cquipagem 9, carga
carvn de podra ; a Adamson Ilowie A; Compa-
nhia.
Havre I dias, briguc francez Ccorgcs, de 146 to-
neladas, capullo Esnol, cquipagem 10, cm lastro :
a Laaserre i\ Companhia.
Calbo de Lima82 dias, barra ingleza llenriclln,
de 199 toneladas, capilao Semondcs, cquipagem
12, carga guano ; a" ordem. Veio refrescar c se-
gu para Cork.
-Vatio- saludos no mesmo dia.
Portolirigue porluguez Alegre, capitao Manuel
Jos (iavinho, carga assucar.
Triestelirigue inglez lila, capilao James Adims,
carga assucar.
StockholmBrigue sueco BtnutO, capilao J. 11.
Deidlman, carga assucar.
Rio tirando do SolBrigoe brasileiro Marianna,
capilao Jos da Canba Jnior, carga alabear.
Couduz 1 cscravo.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 13 do correle, manda fazer publico
que no dia 15 de marro prximo vndouro, pcranle
a junla da fazenda da mesma Ihcsouraria, so ha de
arrematar a quem por menos lzer, a obra do 12
lauco da Blinda do sul, avahada cm 13:310^000 rs.
A arremalaro ser fcila na forma da lei provin-
cial n. 313 do 14 do maio prximo passado c sob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozercm a esta arrematarlo
compareram na sala das sessoesda mesma junla, pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maudou allixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcrnani-
buco, 20 de fevereiro do 1855.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
Clausulas etpeciatt para a arremataran.
1. As obras do 12 lanro da estrada do sul far-sc-
liao ile conformidudc com o orramcnlo, plaula, per-
lis, approvados pela directora em consclhc, e a pre-
sentados appruvariio do Exm. presidente na im-
portancia de Irczc conlos Irczonlos e doz mil res,
13:3109000.
2.' O arrombanle dar.i principio as obras no
praze de um mez, e as concluir no de ouze, ambos
na forma do art. 31 da lei n. 286.
3.a O pagamento da importancia da arremalaro
efterluar-sc-ha de conformidade com o artigo 39 da
mesma Ici, c ser feilo em apoliecs da divida publi-
ca provincial creada pela Ici n. 354.
4.a O pra/.o da respousabilidadc sera de um anuo,
dorante o qual sera o arrematante abrigado a riiau-
ler semprc a estrada cm pcrl'eilo o lado de ronser-
varo, sob pona de seren inmediatamente feilos os
reparos necessaros suacusta.
5.' Em ludo o mais que no c.-liver determinado
neslasclausulas, seguir-sc-ha oque a respeito dispoc
a lei 11. 2SU.Conforme.O secretario.
Antonio Ferreira d'. Innunciarao
O Dr. Cuslonio Manoel da Silva Colmarles, juiz de
direito da pi imeira vara do civcl e commercio
nesla cidade do Recito de l'oriiambuco por S. M.
I. c C. que Dos guarde, ele.
Faro saber que por esle juao da primeira vara
do commercio se ha de arrematar por venda, a quem
mais der cm prara publica, o praras successivas no
dia 2(i de feverciro seguinle, urna casa bastante
grande de pedra c cal com duas [tortas de frente,
qualro jancltas com vidraras, e cito ditas envidra-
cadas nos oitoes com oilo quarlos o solau, por dentro
com duas salas, arcada larga na frente, com pilares
c veranda de ferro, com um silio 110 campo 110 lu-
gar dos Apipucos por cinco contal de res, cojo pre-
dio foi pcnboradu por exrcuro da viuva dcGaiidino
Agoslnho de Barros contra Antonio Pedro de Mcn-
donra Corte Real.
E para que edegue a noticia de todos, mnndci
passar o presente que ser publicado c allixado 110
lugar do costume pelo porteiro c publicado peta im-
prensa.
Dado nesla cidade do Recito de Pernamlmco 11
ile dezembro de 1854. Eu Joaquim Jos Perera dos
Santos, escrivoo subscrevi. -- Cuslodi Manoel da
Sitia Guimaraes.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz
de direito da primeira vara do commercio nesla
cidade do Rocife do Pcrnambuco por S. M. I. c
C. oSr. O. Pedro II que Dos guarde etc.
Faro saber aos que o presente cdital vircm, que
RosironRookcr cS; c. me enviaran*a dtaertaaga*
tirao por cscapto,que Leopoldo da Silva Ouciroz com.
mcrcianlc nao matriculado, c estabelecido enm toja
de fazendas na ra do (.laciniado n. 22, tendo-sc de-
clarado cm estado de no poder solver todos os seos
debito* pedindo aos credores, em 10 do corren-
te mez, o abalimcnlo de 00 por cont e os prazos de
0, 12, e 18 mezes, provando o dcduzido em sua pe-
lirao com documentos, e requerendo-me em conclu-
sa a arrecadar ni e inventario dos bens do suppli-
cado c qualificaro da quebra ; c allendendo en
seu requerimenlo, subindo os autos a minha conclu
sao, nelles profer a senleDra do theor seguinle.
Allendendo ao* termos da exposieflo que a II 2 di-
Joziram os credores Ruslron Rooker iv ('.. referindo
as causas que molivaram a ces-arao dos pagamentos
commcrciaes do couimcrcUnlc uo matriculado Leo-
poldo da Silva (ueiroz, estabelecido rom hija de fa-
zendas 11 a roa do Qucimado n. 22, como se eviden-
cia dos documentos de 113 a fl (i, declaro o mesmo
commcranlc nao matriculado (Jueiroz em estado
de quebra, a contar de 10 do crrenle me/, confor-
me os arts. 806 c 807 do cnd. commcicial.
Nomcio para curador fiscal de George Palchett ge-
rente da referida firma Rostron Rooker o; C credo-
ros e supplicanlcsa II 2 cima mencionados. devenJo
o dilo curador fiscal prestar juramento. E ordeno
que se ponham os competentes sellos, e que se re-
molla sem demora ao respectivo juiz de paz urna
copia autocrtica dcsla senlciica, e quo a mesma se
ailivc e publique, ludo na conformidade do art. 811
eseguinles do citado cdigo, proccdcndo-sc neslas c
em todas as medidas provisorias com a devida cele-
ridade.
Kecife 21 de fevereiro de 1855.Custodio Ma-
noel da Silva Cuimardes.
Em cumprimenlo dcsla minha sent m; 1 convoco
a todos os credores presenta do referido fallido Leo-
poldo da Silva (jueiroz, para quo compareram cm
casa de minha residencia na ra da Concordia do
barro de Santo Antonio, 110 dia 2'i do eorrcnle mez
as 10 horas, a lim de so proceder a nome.irao de de-
positario para rcccbcr c administrar provisoriamen-
te o* bens da casa fallida.
E para que edegue a noticia de todos mandei pas-
sar editaos que sern publicados pelos jornaes, c
anisados na prara do commercio, na casa das audi-
encias, c no cstaliclerimenlo do fallido.
Dado e passado nesla cidade do Recito de Pcrnam-
buco aos 21 de fevereiro de 1855.
Eu .Mancad Jnaquim Baptista, cscrivao interino o
e-crevi.Cu.'lodio Manoel da Silva Guiaras*.
DECLAR.\C;0'ES.
ADMINISTRACA'O DO CORREIO.
A escuna Emilia recebe .1 mala para o Ccar,
Maranhau c Para, boje 21 s 5 horas da larde.
As malas que lem do ser condolida* pelo hiato
nacional l.inlo Paquete, para Maranhaoo Par, fc-
cham-se baje as 8 huras da manliSa.
O arsenal de guerra precisa de ofltctaft de cor-
rieiro : quem neslas crcumslancias esliver, drja-sc
a direcloria do mesmo arsenal, nos dial uleis, da* 9
horas em diaiilo. Arsenal de guerra 22 de tovetoi-
ro de 4855. /. I. de M. llego, servindo de aju-
danle.
BANCO DE PEKNAMBUCO.
O conselho de ri-ecrjao do Banco de
Pernambuco 'a/. ciato aos Srs. acclontas,
(jitc se ada aitionsado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de SsOOii r.
poraccSo. Banco de Peina tn buco Si de
Janeiro dv 1855.O secretario do consc-
II10, Joao Ignacio de Medeirot Kcgo.
Pelo juizo de orphos se faz publico, que os of-
ficiacs de justira, que eslao habilitados a Irabalhar
pcranle o mesmo juizo, sao os seguinles : Braz Lo-
pes, Jos Iguacio Cavalcanli, Antonio Corroa Onca,
Zcferino Amaro Antoniodc Farias e Amaro Anto-
nio do Partas.
Pela delegacia do 1." dislricto desle termo, foi
honlcm apprcbendido a Jos Francisco Kaplisla e
Francisco das Chagas de Oliveira, a quanlia de 18*
rs. em se.lulas c um tica do OOijOOO rs. que tiraram
das algibeiras da jaquel 1 de um homem que eslava
no palco do Collcgo vendo o folguedo das masca-
ras : quem fr seu dono coinparera para Ihe ser en-
tregue, mediante os ligaae*. Delegacia desle 1.
dislricto do Rtrifc aos 21 de fevereiro de 1835.U
delegado/". /;. de Carcallio.
LOTiUA USLMIOR BOM JESS DOS
MAHTYRIOS.
Hoje, sabanlo, 2 i de evereiro, he o
induliilavel andamento (Ja referida lote-
ra, as 10 horas damauliaa, no consisto-
rio da Conceie-io dos Militares. Os meus
millietes e cautelas ejtao smente a ven-
ale asl horisda manhia, a elles quees-
tao noreste O cautelisla, Salttstiano de
Aquino Ferreira.
Aluga-se urna excellente loja para
qualquer negocio, na praea da Boa Visla
11. >(>: a tratar na mesma praca u. 22.
O ahaiio assignado comprou meie bilhete de
r.. 2:lS2 da loleria que corre boje, 21 dn eorrcnle, de
sociedade com Joao Baptista do- Santo*.
Amonio Ignacio de Amaniuta.
Precisa-se de urna ama para rasa de pouca fa-
milia, para cozinhar e engommar : na ra do Ran-
ga n. II, primeiro andar.
Os me* bilhele* ns. 2800, e 3333 da toleria
que curre boje, pcrlncem a souedaue do Iionlis-
picio do Carmo.
O secretario da veneravcl ordem terecira de
San Francisco da cidade de Olinda, cm nome da
mesa rogedora, roga aos moradores das ras por on-
de lem de percorrer a prorissao do Suiza, cujas ras
sao as seguinles : Nova, travesa da Misericordia,
ra do Amparo, Covo, beceo de SanPedro, Vara-
douro, San liento, Kbeira, Matbias Ferreira, Car-
mo e San Francisco queirain por obsequio man-
dar limpar ditas ras para inelhcr poder transitar
di la procissJo.
RECBE10 MIL1TVR.
55 (.onvda-se aos socios do Kecrcio Militar
Q para so. rcunirem em grande assembira, na ca-
49 sa de suas partidas no dia 27 as qualro horas
& da larde.Dr. Pilanga, director.
28,&m&m-s&a99G9,99
Precisa-se de um caixeiro para urna laverna e
que loaba pratica de vender a rclalho,'sendo boa
a sua conduela nao se duvida dar-lhe um bom or-
denad pelo seu servir : quem cstiver neslas 1 ii-
ruinstaniias dirija-se a ra da Cadeia do Kecife,toja
de fazcudas 11. ol A.
.'i
AVISOS martimos.
Para o Porto com escala pola ilia de S. .Mi-
guel, segu cm poucos dias a velcira e bem moheci-
da escuna nacional Linda, capilao Alejandre Jos
Alvcs ; lem grande parle do seu 1 -arregamento: para
o resto, Irata-sc com Eduardo Ferreira Bailar, na
ua do \ igario 11. 3, ou com o capitao na prara.
PARA (I AIIACATY
seguo cm poucos dias o bem condecido hiato Capi-
baribe : para o resto da carga lrala-se na ra do
Vigario 11. >.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu por esles das o lirigue nacional
Elvira : para carga miuda, passagciros
e escravos a (rete, trata-se com Macha-
do \ Pinheiro, no largo da Assemhlea, so-
hrado n. 12.
PARA O K10 DE JANEIRO
abarca hrasilcira Flor d'Oliceira, cupiliio Jos
d'Olivera l.cite segue com milita hrevhl ule por ler
a maior paridlo seu .-arre-amento promplo : para
o resto da carga c escravos a frclc, para o que lem
excel lentes commodos. Irala-sc com o consignatario
Manoel A!ves Guerra Jnior na ruado Trapiche n.
li, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigoe brasileiro ConeeirSo, capitao Joaquim
Ferreira dos Santos, segu com muila brevidade por
ler a maior parle do seu crrcgameulo promplo :
para o resto e escravos a frele, para o que lem en-
cllenles commodos, trata-se com o consignatario
Manoel Alvcs Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 11, primeiro andar.
COMPANHIA IIIUSII.EIRA DE PAOL'
DE VAPOR.
O vapor Imperador, commandanle Torrrsao, cs-
pera-se dos portes do norte a 21 ou 2j do eorrcnle,
e seguir' para os do sul 110 dia seguinle ao da sua
chanada.
Agencia na ra do Trapiche 11. 10, -2." andar.
Tabella dos prcias das passagens.
Para 0 sul. cmara, convez.
Marci...... . 20J000 lata*)
Rabia...... . 0NX1O ios 100
Rio de Janeiro. . ., 100*000 23000
Para 0 Norte.
Paralaba..... ... 2i :isooo
Rio Grande .... . 339000 OsOOO
(.cara...... . 73|000 03000
M.11.111I1.10..... . 1101000 189000
Para'...... . 1.JO-rO00 2)jO00
_ Para a Rabia segu iiiiprelerivelmentc no dia
2 do crrenle a bem couhecida c velcira sumara
lorlencia : para o resto da carga, lrala-se com seu
consignatario Domingos Alvos Matbeus, na roa da
Cruz 11. Vi.
PARA O RIO DE JANEIRO.
. ne iinpretervelmonle, amanbaa 2">, o brigue bra-
sileiro Dous Amigos, s pode receber escravos a
frele quem pretender embarcar dirija-sc ao cscr-
plorio de Manoel Alvos Guerra Jnior, na ruado
Trapicha 11. l al a IO Horas da manhan.
CEAR.V E ACARACL'.
Ssgne no da 28 do corrcule o Iliale Correio do
Norte ; recebe carga e passa'geiros : lrala-se rom
Caelano Cvriaco da C. M., ao lado dn Corpo Santo
n. 23.
LEILO'ES.
T. de Aquino Fonseca & Filho farSo Icilao,
por iiilcrvenrao do agente Oliveira, c por conl, e
risco de quem pertcncer,de cerca de80 harris de vi-
nho linio de Lisboa, marcaG S sendo os mesmos
maiores de quarto cm pipas: scgimda-feira, 26 do
carrele, as 11 horas da maiiha em ponto, na porta
daalfandcga desla cidade.
AVISOS DIVERSOS.
Pcrdeu-se em lins da semana passada uns pa-
pis quccouliiihan urna conla correnle escripia em
duas folhas de papel, e com ella alguns documentos
de importancia: quem os achou, querendo reslilin-
ios, dirija-sc a ra do Crespo 11.'.), que ser recom-
pensado generosamente.
A panol que desoja alugar una prcla, que sai-
ha engommar e fazer o crvieo de urna casa de pun-
ca familia, dando I69 men-aes, dirija-sc a ra da
Florentina n. (i, que achara com quem tratar.
Precisa-se de urna ama de leitc : no
paleo do Hospital n. (i, por cima da co-
chea a.
Ronbararn o Mdele n. 3935 da primeira parte
da primeira lotera do Sr. Ilom Jess dos Marljrios,
"qual est a-signado as cosas por Joaqoim da
Rocha Carvalhn Jnior : podc-se ao lllm. Sr. Ihc-
sourciro, que niio pague dilo bilhete, no raso de
sabir premiada, senio o mesmo Carvalho Jnior;
a qualquer pessoa a quem for ollerccido do nao fa-
zer .negocioalgum, visto a complicara que disto
pode resultar, assim como roga-se a appreboiisao de
quem osle negocio propozer, c pede-sc que, no caso
ito o anonadante nao estar bem corlo no numero,
faz certocorn sua assignalora e Brasa.
A pessaa que quer alugar urna preta quesaiba
engommar e fa*er o mais servir de urna ca>a ; pode
procurar na ra Augusta casa 11. 18, que achara
com quem tratar.
Precisa-se (logar om preto do boa conducta :
ni ra da Crut n. 10.
Francisco da Luz, relira-se para o Pai.
1
METIIODO PORTIGIJEZ
CASTILHO
Aos pas c especialmente as mais do
familias.
Ctmlinuar'm do numero antecedente.
I'ossivel he, que huyendo un Mcthodo Porta
tontas creares, tantos aperfeieoainenlus, c um re-
voluto completa na maneira desle ensillo prim
a que deiv.nnas lacada, mo baste para elucii
al-uns leilores, que aiiul: o nao vi-sem pralicar. e
I ai isso presiiponham 11S0 poderem por si su tirar
debe proveila nlgum para o ensillo .le seos filho*
mo lauto ronvina. He una preocupario que me
devn apressar cm dcsvancccr-lhes.
Oualquer pessoa que naiba ler, e nilo carera total-
mente de bom senso, pode, meditando esle livro de
pagina a pagina, en-iuar a outra maravilhosamentc,
iiidepcndciitciiiento de haver assislido a curso algum.
No dia 22 de Janeiro ultimo, roubaram da casa
ue Jo.ao Valentim Villela, varias pecas de ouro, di-
nheiro, e urna apolice n. 1*30, pertcncente ao Sr.
Honorio Perera de Azeredo Couliiiho ; e por aso
ro^a-sc aos Srs. da dirccro do banco desta pro
cia, queiram providenciar para que Ihe seja dada
oulra apolice do mesmo numero.
Aluga-se a terceiro andar da casa da rna dT
Cadeia do Rccifo 11. 4 : a tratar no arraaim da
mesma.
Aluza-so um sobrado de 3 andares, na ra da
Cruz, com bom armazem, proprio para qualquer es-
lahelecmcnto commercial : a tratar na ra da Ca-
deia do Recito 11. 4.
Na inanliaa do dia 22 do corrcule desapparercu
da padaria do atorro da Roa-Vista n. 66, o preto
Malheus, do narao Costa, bem prclo, altor regalar,
pos pequeos, o os dedos rombudos, falla rhuito_alra-
vc-sado ; levou caira de ri-cadinho azul e camisa de
algnd.o bramo rom mangas curias: quem o pegar,
leve-u a mesma padaiia, quo sera bem recompen-
sado.
Precisa-so do um pequeo de 12 a 11 anoos,
que cutenda de mudezas: na ra Nova u. 26.
Recebe-se menino ou menina ato a idade de 9
anuos para baixo, ubrigaodo-se a le-los na escola, e
dar-lhe o Iralanicnto devdo m casa ; refiro-mr
saibores pas, que por alguma circunstancia nao po-
derem le-los : na ra de Santa Tbereza 11. 18.
Precisa-se de um caixeiro porluguez, do 14 a
Id anuos, para laberna, com pratica ou serh^nTJ*w. .
na ra do Pilar n. 90, cm Fora de Portas. ^*%
Desoja-so fallar com os Srs. I.niz Sevcrino
Marques Ilacalliuo, Joaquim Jos da Silva, Franci-
co Case miro l'acs Rarrelo.Joao Ilaptisla Accioly San-
io-, l heophilo Joso de Lomos, Francisco Alfonso do
Aguiar, Manoel Francisco Lima, Joaquim Jos dos
Santos Ara'ujo, Antonio da Silva Rogo, Narciso Jos
de Sanl Anua, Vicente da Silva Monleiro e Francis-
co Percira Rorges, a negocio de seus nteresses, na
ra da Cadeia do Recito, loja o. 6*.
No dia 21 do corrcule voou de urna janella da
ra da Cadeia dn Recito, na direcro da do Apollo,
aonde se presumo foi apandado, m papagaio que
nu pe esquerd lito falta lodas as unlias, e no direi-
to levava um pedaro do correle de ferro : quem o
livor o quizer levar na sobredita ra n. 10, ser Rra-_"
ti Beodo.
~ OJJOOO a qoem der nolicia do 5 encerados roc-
hados de urna canoa, no caes do Ramos, as8 horas da
noile da 22 para 23 do correle ; drijam-se a Ma-
noel Jos Dantas, na ra da Madre de Dos, defrou- ^y
le do cohsulado provincial.
Precisa-so de um caveiro de 10 a 13 annos,
para laberna, prel'crfndo 50 dos ltimos chegados
a tratar no largo do Terco u. 21.
O pralico mor das barrase porto desla cidade,
de conformidade com as ordens do Illm. Sr. cap
do porlo, faz censiar a quem ennvier : 1. que sobo
permitalo aos naviosdepoi-doeslarem era franqua
e mudaran para qualquer dos ancoradouros d car-
ga, descarga, alfandesa ele, e dcsles para aquella
usaran de velas rasleiras, como launas, bujarronas,
traquetes, vela grande etc. ; '2. que podem entrar
o sabir do porto cm qualquer hora do dia, navios de
vela mi vapores, cojo callado d'agu !a de
10 pos Dglezcs; 3. que os navios devem ler prom- j
pos para as espas a ilar 110 mosqueiro cm qiulqner
mudaiira de auroradouroou mesmo as amarrarles,
nem s 300 bracas de cabo de 3 a 4 pollegaJas, cmo
lambem o mais que exige o artigo 10 do regulamen-
to de28 de fevereiro de IS..1. Recito 21 de feverei-
ro do 18.").").Josr Faustino Porto, pratico mor.
O abaixo assignado fiz ver ao respeilavol pu-
blico, que acabou rom a quesillo que linha com Sr.
lern.irdino de Souza Pinto aiiii-avclmenle, leudo
sido feita esla coinmoJaQo 110 dia t9 de Janeiro de
I8")j.Joaquim Ferreira Coelho. -r-"**
Precisa-se do urna ama forra ou captiva para
todo serviro de urna casa de punca familia : 110 ator-
ro da Boa-Vista u. 78, toja. 4
AO PDKL1C0.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimenlo
de fazendas, finas c fjrossas, por
piceos mais baixos do que cm ou-
lra (juahpter parte, tanto em por-
c se aos compradores mu s |
para todos : este estaliclecimenlo
alirio-se de combinarao com a
maior parte das casas commci
inglezas, Irancczas, attemia* c suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta doquese tem vendido, epor
isto. olferecendo elle maiores van-
tagens do que outi-o qualquer ; o
proprietano dcslc importante es-
tabelccimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' l>emdos
seus i nteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collefjion. *, de
Antonio F.uiz dos Sanios i', Rolim.
.

GHAROPE
1)0
BOSQUE
O nico dcpo-ito;conliniia a *cr na botica -te l!ar-
Ibolomeu Kranciffo de Souza, na ra laraa do Rosa-
rio 11. :t6: garrafa grandes 5.30OO e pequeas 3S000.
IMPRTAME TARA 0 PUBLICO.
Para cura de phtisiea em lados os seus dillerenles
graos, quer motivada por constiparnos, lossc, asm-
an, plcuriz, esrarros de smgue, dr de costados o
peilo, palpitarao no corarAo, coqueluche, brouchilc,
dr>r na garganta, e lodas as molestias dos orgos pul-
monares.
*
MUTflnn


DIARIO O PERMMbUCQ, SABBAOQ 24 DE FEVEKLIHO Ut Sbb.
Bacila do i Pinheiro, mudaram i siui
ptorio ila ra do Viga-
i o largo da A nado
n. 1
i,i rua das Cruzcs n. 39,
declara a i d.ide ile enmedoi l.iuibom il.i
uno iill.i se
ucha o bom cha, u pnncpidnieolc o Iioni i
LOTERA. D V PROVINCIA.
c Ferrara de Lima
Met i public, pieos suus bilhe-
laes parle da pri-
men lo Sr- Bom Jess dos Jlar-
l\ii. al'allivel mente a ii (lo
concille, a n. i, ra larga do Rosario
n. 21 i o. 17. travesa do Queiina-
don. 18 C. aterro da Boa-Vista n. 72 A,
ra doCabuga' u. e povoaoo do Montei-
io pelo Sr. Nicola'o, sendo livrc do des-
cont ile8 porcento os bilhetes inteiros.
f
Bilhetes. 5$500
Meios. 28800
Qoartos. l.siio
Oitavos. 720
Decimos. 600
irnos. 520
CONSULTORIO DOS POBRES
25 ftV<* DO O&UftlO 1 AHDAA 26.
(l l'r. I'. A. Lobo Hotceco d consultas homeopallucas todos os dias aos polircs, desde !) horas da
luanli, i atoo nicio da, e eiu casos extraordinario- a qualquer hora do dia ou noile.
i.ilmenle para pralicar qualquer operarn ilo cirurgia, e acudir promplamcnlo a qual-
ijuer mulberque eslea nial de parlo, o cujas circumstancias n.lo permitan) pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO Bit P. A. LOBO IOS0OZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual rompido de meddicina homeopalliica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
tugue/, pelo Dr. Mosoozo, qualro voluntes encadernados em dous c conipanhadn de
um diccionario do9 termos de medicina, cirorgia, anatoma, ele, ele...... 208000
Esta obra, a maisimpilanle de todas as que tratam do estado o pralicada homeopalhia, |ior sera nica
que conten a liase fundamental d'esla doolrinaA PATHOGENSIA ni EFFE1TOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO Eli ESTADO DE SALDEconhcriincnlos que nao podem dispensar ia pea-
soas que se querem dedicar i ortica da venladeira medicina, inleressa a iodos os mdicos que qui/ercni
experimentar a i'oulrina de liahncmann, e por si meemos se convenerrem da verdade d'ella: a iodos os
fazendeiros c senliorcs de engenho que eslfto lonce dos recursos dos mdicos: a lodosos capilesde navio,
ASFALTO.
i
M. I.. Cotillo de Alenla, fabricante de asphallo,
lendn qiianlidade sofliciente ile n.atorial preparado,
e achando-se prempto a applica-lti onde quer que se-
ja da inisler. eflorece seus serviros ao publico ; e
eooiu que sua nina agradar aos que a eacommeoda-
icin. valo cciiiki, lendu oxereido temelhanle Indos-
Iria por espado de 10 limos no llio de Janeiro rom
geral salslaiMi dos licguezes, diiranle esse lempo
adquiri os conhecimeirtus neo-ario- para execular
qualquer dir imn a Diaior pcrfeirSo. O mesmo fa-
bricante pede igualmente ao publico, que 5o ajui/.e
das oliras de asphallo pelas que dexou nesla cidade
um individuo pnuro pralico pin applira-lo, a quem
talUVM eonhecimenlos llicoiicos para acompotirio
da masa asphallica, resultando de sua impericia,
que es ealcatrienlos por elle feilos se ttissolvinm a
-imples ealor do sol. Em breve se oflerecern cu-
(iosidadc publica a prlniOra obra, que o dilo fabri-
cante convida a e\aminareiu-na, principalmente
para (pie melbor so verifique a consistencia do as-
plialln. Olanlo as obras cm que ranlajosamenle se
pode appltcar o asphallo seria quasi ocioso enume-
ra-las ;* porque cm lodos os ealoamenlos qur a co-
berln qurr CX posto ao ar, SullSlilUO elle ptimamente
ao lijulo e pedra, oflercccndo a inaior consistencia, e
mesmo mais aceio : entretanto cono lod.-i hrevidado
Vc:id-sc feijSo mulaliulio e branro, por pre-
rorommodo: na (mina do caes do llamos, por bai-
\o do sobrado.
Veiule-seiima canoa aberla de milbciro de li-
jlos : no aereo de Sanio Amaro n. 28.
FA/.liNDAS PROPRIAS TAHA A Ql\-
I'rerisa-se de una ama para o-reviro de urna
casa da pouca familia : na ra da doria n. I*.
- (1 secretario da veneravcl ordem lerreira de S.
francisco da cidade de Otinda, em noine da mesa
lora, convida a lodos os seus rmaos em geral.
nparecerem no dia 25 do correnle, a I llora da
'arde, para acompanliarem a procissodcCinza, que
a mesnia veueravel ordem pretende aprcsenlar a vis-
ta dos fiis.
Precisa-so de una pessoa dcslas ltimamente
lo Porto ou das Mas que saiba le, c-
mlur, para caixeiro de um cnieu!io dis-
eidade 8 leguas : queni llie ronvicr di-
e ao pateo da matriz de Santn Antonio, sobra-
do n. -2, queeucontrant com queui tratar.
I'recisa-se de nm rapaz nacional ou eslran-
(|ue d coulici miento de sua conduela, paia
iiucm a um sunlior de engcnbo : quem
llie ronvirr dirija-se ao paleo da matriz de Santo
ibrado n. -J, que encoulrar.i com quem
tratar.
No sil o da Trempc, sobrado n. I, precisa-se
alagar 1 esclavos quesejain liis, um para euzinbar,
lavar roupa, e servir de portas a dcnlru, e oulro pa-
ra vender na ra as [rudas e borlalicas do mesmo
i; da-se bom ordenado e bom Iralamcnto : quem
e quizer alugar, dirija-se ao dito sitio, que
achara com quem tfatar.
No sobrado da ra do Pilar n. V.1 precisa-se
ir umtscravo ou esclava para rozinbar e l'a/.er
todo o maisservico de una casa de pequea familia:
.i-se bem agradando.
o jui/.o de orphosdo termo de Otinda. cm
i publica de ^li. J7 e -JX (leste inez, se procedr-
arrem. lio denoiniuado l'uudao, e de
oulro no Beberibede baixo, e de mu sitio de Ierras
giia-Kra de baiio, i: do sitio t'.ampo
dr.inde, junto a povoacao de llcbcribe, rom urna cn-
genlioca, I. moco la, 5 caldeiras pcrtenceules ao
casal do tinado Joo de Alleiuo Cisneiro.
LOTEB1A DO RIO DE JAMURO.
iin-se a'venda os novosbillieles da
igesima-primeira das casas de ca-
lidad*; nos lugares ja sabidos, as lisias es-
peram-se a 5 do luturo mareo. Os pic-
mioi sao pagos logo que se ii/.er a dislri-
buiraodasmesmas listas.
AOS 5:000s000.
O cauteltsta Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao publico pie a lotera de
US dos Martvrios andam as
rodas, sabbado \ do crtenle, no lugar
do coslutoe: os restos de sitas cautelas c
billieles acham-se a venda as lojas ja' co-
ndecidas.
-- No dia 18 do correnle desapparccu o molcqiie
Cyriaco, que representa 1S a-2(1 snnos do idadt. alto,
i, bem preto, o qual leudo viudo ao Itecife ver
ninas nr.ommeiidas alora de Portas, nao volteo
mais. He moilo conbecido |mr vir lodos os dias ao
fe vender leu lia : quem o pegar, leve-o a rua
n. II, ou a Agua-Fra de Beberibe, c lo-
, no eogenhn Piedade, a cntreea-lo a
nlior o (enenle-coroncl Ucmclcrio Jos Vello-
so d Siivcira, que ser generoiamente recon.pen-
Perdcu-se urna lellra da ipianlia de .">31. la a fsvor de Manoel Aleiaudre de Atmeida,
i por francisco de S C.avalcatiti de Albuqoer-
que, venrida.no 1." de agoslo prximo passado ; por
S avisa alim de (fue o aceitante a nao pague
sem que seja pclosacador apresunlada.
que urna ou oulni vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanles : se drenar.o os diversos misteres desla evcellenl
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que ii'in sempre podem ser prevenidas, sao nbriga- "
dos a predar tn contineuti os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vadc-meciim do homcopalha ou traducrao da medicina domestica do Dr. Ilcring,
obra tambein ulil s petwas que se dedicam ao esludo da iiomeopatliia, um vol-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... I0)}00fl
O diccionario dos lemos de medicina, cirurcia. analomia, ele, etc., enrardenado. .
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo segara na pralira A.i
liomeopalbia, e o proprieterio deslc estahclecimcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem 'mutilado possivel e
ninsuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes..................... 88000
Boticas de i medicamentos cm glbulos, a IOS. |> c 1 .">-SKMI rs.
Pilas lili ditos a
Ditas 48 ditos a
Ditas (ni ditos a
Ditas 1W ditos a
...... ttjflOO
...... jtKKI
...., XJOOO
. ...... oOSOOO
Tubos avnlsos......................... igOM
Frascos de meia oina de tiuclura................... j.-nuo
Ditos de verdadeira lindura a.rnica................. 28000
.Na mesma casa lia sempre n vcuda grande numero de tubos de crvslal de diversos lanianlios,
vidrns para medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
dc e por presos muito rommodos*
ama do leite: na rua da
. I O A 1
Ss? o = o C--
S=
es " % "M ,2.1
o g 2 o. -3 O-S g.2 5> S a
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~*~~ ""ss-SSa o
-a u5 as 1*5 rt o o ?. s "g. 2 4 MJi 1 S-2 tz ~ -a 5 0 a.
tr: ~ 3 S '- ~ e
w g. 5- J S 2 a ~ u i Z
es c c c n =.-2 s S Z a 0"M o c O
composcAo. O dito fabricante espera a acqoiescen-
cia publica: quem de sen prestimo quizer utilisar-
sc, dinja-se a sen escriplorio, na travessa do Carmo
n. 10, ouir'oia liecco ilo Sarapalel.
Precisa-se de um lioniem brasileiro que cnlcn-
da de planlacao, para um sitio : na rua .Nova u. 18.
Manoel Barbosa Rlbeiro faz saber a (piem con-
vier. que compren no Sr. liento Alves Rodrigues
Tupinamb a sua taberna, na roa da tiuia n. "i*, li-
vrc c desembaracada, licando lodo o activo c pasSVO
a cargo do vendedor
Ouem liver urna rasa terrea rom :! quai los c
largura de 21 palmos, mais ou menos, desejando per-
mala-la por oulra de menor largura e de 2 quarlos,
situada na rua da Concordia, para receber por in-
demnisacao da dillerenca. dinbeiru nu al^um dijeclo
que (amliem rende ; dirija-so a rua das llores n.
21, a fallar com Justino Uarlyr Corroa de Mello.
Adverle-se ao Sr. Vicente lerreira da Asaum-
peo, morador no Bonilo, i|uc se salisli/er o que se
lite lem exigido por diversas carias dirigidas da rua
do Oueimado n. 21, ser para si nina deshonra, pois
nao be jinto que pague o que (leve em urna loja lia
mais de um auno.Jo*c Perora Cesar.
Sr. Joo Antonio de Miranda,
tpieira ter a bondade de apparecer na rua
do Collegion. l, agencia de lelOes, ;i ne-
gocio de sen interesse.
SVLV DE mSL
l.uiz Canlarelli participa ao respeilavet publico
que a sua sala de ensillo na rua das 't'iincbcras u.
10 se aeha aberla lodaa as segondaa, qnarlas e sosias
desde assete lloras da noile ale as nove : quem do
sen prestimo se quizer ulilisar dirija-se a mesnia
casa das 7 horas da manlifia ate as '.I. O mesmo se
ollercce a dar lices particulares ts horas convencio-
nadas.
J.
DIMISTA. I
f) continua a residir na rua Nova n. i'.l, piimei- ;:,
;; ro andar.
Novos livrosde liomeopalliia lueframcz, obras
'odas de summa importancia :
llahneniann, tratado das molestia*) ebroncas. vo-
O eaulelisla Antonio Jos Rodrigue*
de Sou/.a Jnior avisa ao respeilavel pu-
blico, ijiic lem resollido vender daqui
por diante as sitas cautelas e bilhetes aos
preeos abaixo declarados, obrigaudose a
pagar |>or inteiro sem o desconlo dos S
por cento da le, os premios grandes que
seus bilhetes c cautelas obtiverciu :
Recebe por inteiro.
Bilhetes inteiros.
Meios bilhetes.
CJuartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
Y. por isso acaba de ex por
Prees-se de urna
Madre de lieos n. lili.
1 HEi'.IE/.IA DA 1SCADA.
Benlo Antones de Oliveira Liberal, eslabelecido
rom loja de fazendas e miudezis na roa Direita n.
J55, convida aos seus amigos e conberidos da trciue-
zia da Escada, especialmente aquelles cojos iiomes
indicara, afim de que se dgnein de servir-so de sen
estabelecimcnlo as compras das fnzendas que pre-
cisaren!, e bem assim para elle cncaminbarem os seus
moradores cquaesquer individuos a queincostumnm
abonar. O annuncianle suppoe-sc digno da prole-
cao de seus commarcaos pela probidade com que
sempre se houve em seus contrato- para com ellos,
e assegura que serao servidos i contento em suas en-
ronimend.is. Entre outros lemlra de prsenle.os Srs.
Pereira de Araujo, Antonio Alves da Silva. An-
tonio Jos dos Santo-, Virginio Barbosa da Silva,
Ibeodoro Jos da Silva l.ins, Eustaquio Vclozn da
Siivcira, Manoel Pereira da Silva l.ins, Joo Flix
inlos, JoAo l.opes dos Simios, Manoel Antonio
Kuhno Barbosa, Antonio de Holanda Caval-
canle de Albuquerque. Hetirique Marques l.ins e
seus lilbos.
una rasa no foro da Panclla, com
rommodos para grande familii. : a tratar na rua do
Calinga n. 11.
V viuva e berdeiros do fallecido Dr. Jos
Francisco de P.iiva, lembram e rogam aos Srs. deve-
dores do seu casal, que se dignem dirigir-se i rua
la do Rosario n. :12 A, alim de solverem os seus
dbitos, e poopar-llies minores dilliculdades.
Ordem terceira de S. Francisco.
O actual procurador geral em cxcrcicio de minis-
a vcneravel ordem terceira de S. Francisco des-
la cidade, em virludc da dcliberacao da mesa admi-
adora deO do crrenle me/., pede o ruga a seus
cliarissimos irmflos em geral, a comparecerem no
!3 deste mez, paramentados de seus hbitos, pe-
da manlia, na igreja da mesnia.ordem.
8 embarcados em carro-, irnuis para a cidade
de Olinda acompanhar a procissao de riuza.por con-
iria daquelli rulado fez a uossa ve-
neravcl ordem ; e desde ja pede aos mesmos maos
o favor de nao porcm i menor duvida em rarresa-
rem qualquer andorque aquella confraria Ibes ofl'e-
lecer a r^rregar.
CARKOS FBNEBRES.
Na rba Aogusla.casa n. 2:1 onde foi Ibcatrinlm.
Pinto Magalhaes faz scienle ao respeila-
vel publico, que sen novo eslabelcciinento de
carros fnebres arha-se completamente mon-
tado, possue Iodos os pannos c adornos preci-
ara qualquer enterro; encarrega-sede
agenciar guia, msica, cera, armacoes, carros
de pa- promete bem servir as pes-
dignarcm procura-lo.
No mesmo alugam-se caixoes e vendem-se
mnrlallias de pinhn.
Precisa-sede urna mullicr pteta ou
parda, (pie seja de meia idade, para ser-
vir urna familia de dtias pessoas, urna
dolas doente, na povoacao deApipueos.
O.-cvico lie smenteo interior, e\ccp-
iiiando-se todava o maisgrosseiroe pesa-
do. Ouem quizer prestar-se a isso, appa-
i era na rua estreitado Kosario n. -28, que
nao se duvida dar o ordenado de 1 <000
inen
Precisare de una ana dq leite que
[larda ou erioula, que tenlia bomlei-
le, e paga-se.'hcn: tu rua de Hortas,
n. 50.
Precisa-se ilugr um esrravo por mez, que
aiba Irabalhar de olivada tratar ric capim : quem
i live appaicra n,i rua do Quioeello, n. 29.
Prceisa-ae alagar urna ama de meia idade,
para cozinliar e fazer o mais sei vico de urna casa
de poma familia, e que seja dc-embaracada : na
iu.i da Roda, n. -rl.
Do poder do Sr. Pedro Antonio Teixeira (iui-
mares, da rua da Concordia, desencamiuhou-se urna
vacca lourina rom os seguintes sitiaes; pequena.pa-
rida ha pouro lempo, mas sem a rria. castanha la-
vrada de branco, lem as ponas ou cbifres branrns,
i\ muito volteados ; suppoe-se ter sidofurlada e ven-
dida para lora da cidade : quem (lidiader noticia ua
rua da Praia n.i, receucr una gratificarSo.
Na rua da Cadeia do Sanio Antonio, sobrado
n. 13, precisa-se alugar um preto robusto c fiel para
o servieo do mesmu.
o.S.JOO 5:000.s000
2s800 2:500?000
I.S'iiO 1 :-2.")O.S()O
7-20 625$000
000 oOO.S'OOO
520 25OJOO0
0 venda as
lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da prmeira parle da primeira lotera
a benelicio da irmandade do Sr. Bom
Jess dos Martvrios, cujas rodas andaro
em 2i do presente me/..
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Hi-
gucira Costa resposta da carta, que llie
ioi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste anuo, ussignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decises, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 30, segundo andar, Paulo (iai-
gnoux, denlbla franrez, chumba os denles com a
ina-a adamantina. Essa nova c maravilliosa rom-
posicao lem a vanlagcm de enrher sem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqueriudn
em poucos inslanles solidez igual a da pedra mais
dura,o promeite restaurar os deules mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignarlo de cscravos, na rua
dos Quarteis n. 24
Compram-se c recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevonderem de eommissao, tanto para a
provincia como para fra della, oflerecendo-se para
sso loda a seguranza precisa para os ditos escravos.
RUA NOVA N. 22.
I.. Iiebuirlie, lem a Imiir,, de anminciar
1JL ao respeilavel publico, i|iie h-aha de re-
reber peto ultimo paquete o rr...:s bello
soitimcnlo dcrclogius dcoiiro, prala e prala dou-
rada, palenlese hnrizonlacs, por preros muito van-
titjosos e alliancados: tambein cncarrega se de lodos
os concerlos pcrtenreiilcs a sua ario por mai* dilli-
eullosos que sejam, com perfeirao e brevidale.
Aluga-sc o annacea n. :10 da rua estreila do
Rosario : a tratar na rua do Collcgio n. 21, segundo
andar.
Companhia de Vapores Pernambucana.
o presidente da aawmblda geral convida aos Srs.
accionistas para reunido Ordinaria no da 28 do cor-
renle pelas 11 lloras da manida, na sala das ses-
socs da assoriaro rmnmcrcial, para so tratar de ne-
gocio que diz icspeito mesma companhia. Reci-
te 20 de fevereiro de 18.V.
Precisa-sc de qualro otliciacs de chariiteiro
que Irahalhcm sollrivel: tratar na laileira do Va-
radouro em Olinda, casn n. 38.
1 ma pessoa com bstanle pralira do foro oflc-
recc-se para cobrar dividas tanto na prara romo no
mallo, dpmlo fiador sua conduela, podendo ser
procurado no largo do I.ivraiuoulo n. 27 segundo
andar, ou annuncie.
Aluga-se urna prela esrrava ou forra, para o
crvico de ra-a de um liomem soltciro : na rua do
Raogel n. 20, primeiro andar.
Precisa-se fallar coui grande urgencia ao cor-
respondente do Sr. Di. Amaro Carnciro Ib/erra Ca-
valcanli; na rua do Oiioiinado, loja n. 01, ou an-
nuncie a sua morada.
LOTERA DO SENIIOR BOH JESL'S DOS
MARTVRIOS.
Aos 5:000fl000, 2:(HKI>tHK), 1:0003000.
Corre iudubilavalmente sabbado, 21 do correnle.
(i eanlaUafmSaluslianode Aqulno Ferreira avisa
ao respeilavel publico que o- sens afortunados buh-
les e cautela-c-lao sontos do descont de oito por
Denle da le no acto do pagamento, nos tres primei-
ros premios grandes, e acham-se a venda as lojas :
rua da Cadeia do Recito n. -_:i e 10 ; prara da Inde-
pendencia n. 37e :'d ; rua do Oueimado 311 c :
rua do l.ivramenu) n. 22 ; rua do Cabug* u. 11 ; e
rua Nova n. I(">.
.9300 recebera por inteiro
_'r-"ii
1*440
720
600
320 a
rrancezn
lames.
Teste, rrofesUas dos meninos.....
Uering, homeopaUia domestica.....
Jahr, pharroacnpatrmeopalhica. .
Jalir, novo manual, h vulumes ....
Jabr, molestias nervosas.......
Jalir, molestias da pello.......
Rapon,historia da liomeopalbia, 2 votamos
llai tlunann, tratado completo das mnlcslias
dos meninos...........
A Teste, materia medica bomeopalbica.
De Fayolle, doutrina medica noiueopalhira
Clnica ile Staoneli .......
Casting, verdade da hoinco|ialb. .
Diccionario de Nvslcn.......
Atllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a riescrpeo
de todas as partes do eorpo humana .
vedem-sc lodos estes livros uo consultorio bomeopa-
Ibico do Dr. Cobo Mosco.-o, rua do Collegio n. 25,
primeiro sudar.
2(1.-0011
TJjOOO
KjOOO
169000
(9000
8*000
160O0
109000
89OOO
7S)
63OOO
;-miu
IWI'JO
309000
Francisco Lucas ferreira com co-
chria de carros fnebres no j iteo do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
l'iui"ral, sendo padres, msica, cera, ar-
inacona igteja ot em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, c ilu cn-
contrarao ludo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do ccmileno.
ii FAZENDAS PROPRIAS
RESMA.
Vi Corles de sarja prela lavrada, gros de apo- B)
H les prcl superior, selim preto Macao, sal
prela he-psnhola do excellenlcqualidado. !
."; do para vestidos de aeliliora, linas de pellica *
"" pela ile .!ouv 11 p.ira senbor.i. ditas de relroz,
CP ditas doseda en cas de seda do peso lanibem @
-? para enlloca por procos muito razoaveis: 11.1 1J5
;; luja de Bezerra i\, Moreira, rua do (jueimado %p
K n. i. i
Na lali.'.ica liance/.a do aterro da Boa
Vista o. 50
araba de. rereber pido navio l'crniimlmrn, o melbor
e mais lino chocolate franevz que lem viudo ao mer-
cado, tanto em libra romo em rainjnhas. Re 1011-
menda-te aos amadores deste evrcllente potoral,
(|ue nao iiercam oceasio porque o preco convida.
A I'TENCAO'.
Vendein-'C vaquelas ingleCM, por barato prcro,
sola de lastree branca, cauro ile lustre, pellos mii-
lo grandes, pelo pirro de aMKIO a pello, espatos de
eouro de lustre para senhora a ."ilKlrs. o par: no
atorro da Roa-Vista, loja o. 78.
\ cixle-se nina esrrava do 21 a 2" annos, de
malta bous coslnmes, c conipletamentr livre de acha-
ques o virios, por pirco rominodo : a tratar na rua
do CotovcJIo 11. 45.
\einle-so o eneenho Novo da Barra, distante
meia legua da cidade da Victoria, morle o corren-
le. com proporrdo para ser d'agua, com plaas fri-
tas c boas Ierras para caima o rora, podendo salrejar
2.000 ndes : quem o pretender, dirija-so a rasada
I viuva do Agosliiihn lenriquesda Silva, que dando
gj ) desobri-a da ra-a faia todo negocio rom o proprie-
I lario Joo Francisco de Araujo,
ifi JFRESCES OVAS DO SERTAQ".
Vendem-se muito frescaes ovas do serUo : na rua
lo Oueimado, loja n. l.
Pannos <: casemiras prclas.
Pannos e ra-emiras prelas de todas as qoalidades,
por proco coninio lo : na loja de o/.oria i\ Oliveira,
rua do Odl'imada u. (.
Vendc-sc una casa com litio, no lu-
ir da Torre, a margem do no, edilica,
,1 ha punco lempo, em (liaos proprios,
emn bastantes commodidades, cocheira-
eslribaria, ele, ele. : (|uem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se Tara'
qualquer negocio.
I AlilNHA DE MANDIOCA.
Vende-ce superior familia de mandio-
( 1. cm saccas'tHje tem umalqueire, mo*
dula velha, por preeo commodo: nos
arma/.ens n. o, 5 e 7 defronle da escadi-
nha, e no arma/.em delronte da por I a da
allandega, ou a tratar no escriplorio de
Novatos o C, na rua do Trapiche n. TS,
primeiro andar.


-8
COMPRAS.
MMMt'-$3>@
Na rua larga do Rosario n. 38, rompram-se
escravos do ambos os soso-, prel'oiindo-se os de ida-
de de 12 a 25 anuos, c os que iiverein ollicios, qual-
quer que soja a idade. nao seOlhandu a prcro.
Compra so um sobrado do. um 011 dous andares
sendo ciit boa rua : ua rua Dircila 11. 2i se dir
quem compra.
Coinpram-sc palacoes braseires o bespanhoes:
na ruada Cadeia do Rccife U.5, loja.
Na fabrica do espritus de Jos Joaquim Cima
Bairao, roa Dircila n. 17, coinprau-sc constaulc-
ineiile garrafas e botijas vastas, e pagam-se bem ;
assim romo garrafas brancas c francesas, ainda mes-
mo que fos-cni de azeilc.
Compra-se um relogio patente ingle/, de onro,
usado : na loja de Manoel Ferreira de Sa, na rua da
Cadeia Velha n. 17.
Na casa do sacristn
Francisco, compram-se
sa. que eslojam cm oslado
2 iliissaes romanos.
Compra-se urna escrava de meia idade, que
saiba cozuihar o diario de una casa : na rua do En-
cantamento 11. 3.
de sci vico ; as-im como
VENDAS
3:000
2:500-.
1:2509
6239
5009
3S09
acha-se mi-
Billiete inleiioi
.Meios
Quartos
Oilavos
unos
A tinturara
dada da rua Velha para o aterro da Boa
Visla n. 7."), aondeserao os Vegttezes liem
servidos.
O Dr. Dias Fernandas, medico, pode sor pro-
curado a qualquer hora do dia para os diucreutes
ramos de sua proussao : ua rua larga do Rosario
n.38.

DENTISTA FRANCEZ.
9 Paulo GaigpOOS, eslabelecido na rua larsa @
Q do Rosario n. :!!i, segundo andar, enlloca don- i
} tes com gengvasartiliciaes, e dentadura com- @
fij pleta, ou parte della, com a preaso 1I0 ar. Ot
0 Tamben lem para vender agua denlifricedo $3
@ Dr. Picrre, pii para denles. Una larga do $$
Rosario n. 36 segundo andar.
.'l'BLiaAO' DO STITtTO IIOMEOPA-
TIIIGO DO liliASii..
TIIESOLR IIOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA
Mclhodo concho, claro e seguro de curar horneo-
pal hicamenle todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente w/ucllas i/ue rci-
nam no llrasil, redigido segundo os inelhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario langero Pinho. Esta obra be boje
recouhecida como a melbor de todas que (ralam da
applicarao homeopathiea no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pa-
so seguro sem possu-la e cousulta-la. Os pas de
familias, os scnbores de cngenbo, sacerdotes, via-
jantes, capitcs de navios, sertanejosde. ele, devem
to-la i indo para occorrer promptaiucnle a qualquer
caso de molestia.
Dous voluntes cm b: ocluir por 109000
a encadernados II.^XH)
vendc-sc nicamente em casa do autor, 110 palacete
da rua de S. Francisco iMuudo Novo) U. 68 A.
O Sr. Joao Nepotnticeno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna cncommen-
da na i'ivraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
ALL DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Han-
gol n. II, onde continua a receber alum-
nos inici nos eexlernos desdeja' por m-
dico preeo como he publico : quem se
quizer ublisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias litis.
Acha-se fgida a escrava de nome
Ltii/.a, desde o dia Ifi do corrente me/.:
erioula, baixa, a qual representa ter 30
anuos pouco mais ou menos, cuja escravo
foi comprada a 3ra. Mara Theodora da
Penha ; protesla-sc contra quem a liver
acollada pagando os dias de servieo, e
com as [icnas da le: roga-se portante as
autoridades policiaes e capitSes de campo,
que apprchendam dita escrava que grai-
lirai-se-ha generosa inen le podendo-a le-
var a casa de sua senhora na rua Bella
n. !).
I'erdcu-sc iim'roiihecimenln de n.90,da quan-
lia de WO9OOO rs recebido na thesouraria de fa-
zonda desta provincia : quem o liver adiado, ou
por qualquer modo delle cstrja de posse, diripio a
rua di Praia do Sania Rila n. 12, que ser genero-
samente gratificado, aleui do agradccimeulo.
l'rocisa-so de nm bomfeilor para oimenlio, que
seja das libas e solleiro : 110 caes do Ramo-, segun-
do andar do sobrado de Jos Uygino de Miranda.
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aberla a assignalura- para esta
l'olha que se publica, escripta por mili
habis peonas, no Hio de Janeiro, e suh
adireecaode A. M. Morando; ja' conta
seis anuos de existencia e sempre ha gp-
/.ado lie loda|a csluna. lano na corle COmo
em todas as provincias- Assigna-sc no b-
vraria ila praca da Independencia 11. (i e
8 por 2.S00 por trimestre, .sOOO por se-
mestre, e S.s'por um a'nno: convida-seaos
amntesela leilura para (pie venhan as-
signar ate a chegada do Imperador, que
se espera do norte, alim de receberem a
coileccaono primeiro vapor'.
Traspassa-sea chavo da loja da rata da Cadeia
do Rccife n. 18 : Irala-se na mesnia rua, loja 11. 23.
Deseja-sc saber aonde mora o Sr. Antonio Ti-
tira de Mello l.elao, a negocio de seu interesse.
AIMANAK PAEiliaSo.
Sahiram a' luz as tolftJihas de alglbei-
ra com o almanafa admlilistratrvo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido o acerescentado, contendo
Vetide-se barato.
Corles de vestidos de seda esrorpza a li> 189 o 209
rs., chapeos para senlmras a 169000, diales e romei-
ra-de r. Iros de ultimo go-lo. selim preto lavrado
para vestidos de senhoras, sarja hespanhola, meias c
linas de seda, mantas chales dq seda contras mili-
tas fa/endas: na rua Nova n. 16 de Jos l.uiz Pe-
reira.
Palitos e sobre_casacos.
Palitos e sobre-casacas de pannos finos, de alpacas,
de ganga, de borraxa, e de rucados, por preros com-
modos: na rua .Nova loja n. !l> de Jos l.uiz Pe-
reira.
Vendc-sc pannos linos c casemiras, selim ma-
no para colletca, chapos franceers de lindas formas:
na 111a Nova 11. Ili de Jos l.uiz Pereira.
Vendc-se na otaria do Amoriiu no CoelllO, fi-
guras de pedra artificial, proprias para jardini por
P|C';o couimodo.
FARELO MUITO NOVO.
Vendem-se saceos muito grandes com
larello chegado ltimamente: 11a rua do
Aniotim n. S.
- Vendc-sc urna carroca nniilo boa c un bni
m estado, islo por
precisan : no eaininlio novo, rua da Es-
peranza, casa do Jos Braga.
\'eudc-f.esfipeiirn- (lureclale liance/.
do melbor rp.ie tem apparecido no mei-
cado, e por preeo muito commodo: na
rua da Cruz 11. 2(i, primeiro andar.
Vendem-se relogios de^sraro', patente
ingle/., ,d i I os de prala hori/.ontal^ ditos di-
tos doJiados e Ablcados, todos do melbor
issivel e por preeo baratiksi
. ,. >cnoc-sc una carroca mi
istao da ordem lerreira de S. ., mesnn 0, ,-; ho
so 1 clices de celebrar-se mis- tlnnol otcMa : no caininho
00 pagina
fosio
issivel e por preeo baralrfcsimo
vende-se a 500 rs., lia ii-
vraria n." ti c 8 da praca da Indepen-
dencia.
R1SCAD0S VARSOVIANOS
A .sOOO rs. o corte.
Vcndcm-se riscados Varsovianos de quadrjs fa-
zcnda nova e muilo fina, imitando a soda eaeaseaa
viudos pelo ultimo navio do llambiirgo, com 13 ';
covados cada corle, pelo barato preeo de iJOOO : na
loja p. 17 da rua do Ouciniado, ao p da botica
ORLEANS DE LISTRA DE SEDA.
<00 rs. o covado.
\"pmlcni-sc na ru;i to OiK'ni;hio, loja n. 17, Oe
Faria i\ Lope) para liquidado ile codIm.
PARA 0IADMSMO DO
BOM MISTO.
A 8$000 rs. o corte !!
Vendem-se na roa do Oueimado, loja n. 17, ao p
da botica, os modernos curtes di vestidos de lailala-
na de seda com quadrosde cores, de lindos c noves
desenhos. com 8 varas e meia, pelo barato proco de
85OOO :!
MELPOMENE DE I.A.V DE QUADROS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs o covado.
Vende-te para ultimacin de coalas : na lojj de
Faria cv. Lopes, rua iloOiieiniado n. 17.
TAI XAS DE FERRO.
Na fundtcao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tatnbem 110 DEPOSITO na
ma do Briim logo na iniada, e defron
le do Arsenal de Marinba ha' sempre
buito 1 /Zs
estrangetra,
m


i
i'
um grande sorttmento de tatebas
de fabrica nacional como
batidas, fundidas, pandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
eMstem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros liwes de despeza. O
preeos sao' os mais commodos.
ii Vende-se cobre para forro de ($j
20 ate 2S oncas. ^)
/.'meo para forro com os pregos ^
competentes. /#,
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo. ^
finia branca, ltela e verde, cm ^
($1 oleo. (^ Oleo de liuhaca cm botijas de 3
$ galties. m
/?! Papel de eiubridho. (A
Viclro para vidraca?. S
Cemento amarello. ^>
Armamento de todas as quali- W
dudes, f)
Cenebra de Ilollanda cm Ira:-
queiras. fffl
Couros do lustre, marca grande. ^
Arreios para um e dous ca-
vallos. v
Chicotes para carro e esporas de W)
;k;o prateado. ^
Formas de Ierro para fabrica de {.
assucar. (ffi
Papel de peso Lnglcz. (ij
Champagne mana A\C. S
J-; mu resto pequeo de vuibosdo J^
heno de qualidade especial: ^
no armazcm de C. J- As- w
fo tlev cv C. (&
FRASCOS DE VIDP.O DE BOCCA LARGA
COM HO.liAS.
Novo sortimento do tamaito.de 1 a
1-2 libras.
I'endem-$e na botica de llartliolomeu Fiancitco
de Souza, rua larga do Itosario'n. :t0, por menor
preeo que m oulra qualquer parle.
ua rua da Cruz. n*. 2(i, primeiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa I'arinia de mandioc!, e preeo com-
modo : Irala-se com Antonio d'Almeida
Gonaes &C, na rua do Trapiche, 11. Ili,
st'jpindr) andar.
$ Aloalhados, toalhas e guarda- B
* danapos de linhoe algoduo, ven- (A,
, de-se muito barato: na rua do ?
W Oueimado loja do sobrado ama- (v
l$) relio n. 20, de Jos Moreira ($
'$) Lopes. ($)
NOVAS ALPACAS lE SEDA
A 500 rs. o covado.
\ endem-se ha loja de Faria A; Copes, na do
Oueimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos c lindos desenhos, pelo mdico preeo de 500 rs.
cada covado.
Vende-se farinhade mandioca mui-
lo superior a 3$500 rs. a sacca, no ar-
ma/.eii' de Luiz Antonio Aunes Jacome, e
no de Jos Joaquim Pereira de Mello 110
caes da allandega, e em porciiono escrip-
lorio de Aranaga c\ Brj an, na rua do Tra-
piche Novo n. (i segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muilo superior qualidade, ao pceo de
ITi.sOOO rs. por barrica : no caes da al-
landega armazcm de Paula Lopes.
i
POTASSA BKASlLEfBA.
\ende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada 1 eccntemenle, recointnen-
(la-se aos seuhores de engenhoa os
seus bous cuellos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
'$) ma/.em de L. Leconle Feron & (&
({?) Companhia. 0
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife. 11. .">0 ha para vender
barra rom ral de Lisboa, rccenlcmenlc chegada.
Vende-se urna hatanra romana com lodos os
Seos pertenec, em bom uso e do 2,000 libras : quem
a pielender, dirija-se a rua da Cruz, anmizeiu n. i.
Taixas par engenhos.
Na l'undicao' de ferro de 1). W.
Rowmann, na rua do Brum, paitan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido tic 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
pi ero coinmodo e com promptidao' :
embarcam-se 011 caiTCgam-sc em carro
sem despe/.a ao comprador.'
Em casa de J. KellenV.C., na rua
da Cruz n. ") ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farele novo, rhegadu de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
CEIEBTO ROMANO.
\ ende-se superior ccmsnln em barricas grandes ;
aioi como lambem vendem-sc as linas : alr.izdo
Ihealm. arinazem de Joaqun l.opes de Almcda.
Airenela de Xdwla Mw.
Na roa de A polln. 6. armazcm de Me. Calmn-
os Companhia, acha-se constantemente bous sorli-
mentos de taixas de ferro coado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas Deliras todas de ferro pa-
ra animaos, aaoa, etc., ditas para armar em made-
ra de lodosos lmannos e modclososmais moder-
no-, machina horsonlal para vapor com forra do
ravallos, cocos, passaderas de ferro oslanhado
para casa de purgar, por menos preeo que os de
cobre, csco-ven- para navios, ferro da Sueca, fa-
llas de llandres ; ludo por barato prego.
No armazcm de Vctor Lasne, rua
da Cruz, 11. 27, vendc-sc o seguinte : pa-
pel piulado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermoutlt etncak
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
l!or*leaii\ em caixas de du/.ia ; Lirch
do melbor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdaderro : absinth, chocxi-
lalc muito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacaoa' boa iptalidade.
Vende-se excellente taimado de pinho, recen-
temenle rbegado da America : na ro de Apollo
trapiche do Ferreira. a cnlcndcr-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inveneao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berlin, empregado as co-
lonias ii;lezas e bollandezas, com gran-
de vanlagem para~o melboramento do
assucar, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma porSJHgucz, em casa de
N. O. Biebcr & Compaiili'r, ua rua da
Cruz. n. 4. ^* -.
Vende-se tuna rice mobilia de jaca
randa', coih consolos c mesa de lampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua da
Collegion. 25, taberna.
Devoto Chtisl.ao.
Sabio a luz a 2. ediro do livrinho denominado
Devolo ClirislAo.mais corroclo e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. tic 8 da prara da In-
dependencia a 610 rs. cada excmplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Saino luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissiinos padres rapucbinbs de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nbor da ConceicSo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, crieN. S. do Bom Conselbo : ven-
de-se nicamente na livraria ti. 6 e 8 da prara da
independencia, a laOOO..
Moinhos de vento
'omhombasderepuxo para regar hortas e baixa,
de rapini. na fundirn de l>. W. Ilovvniau: na rua
do Brum us. 6, 8 c 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, rcdowas, scho
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recente-
mente chezadns, de excedentes vetis, e preeos com-
mod.is rin ra-a de N. O. leber & Compauhia, rua
da Cruz n. 4.
Na rua Nova n. 51, vende-se urna escrava,
erioula, que rozinha,. stva de sabo c barrella, e en-
guinma solfnvymeitte.
IECHARISMO PARA ER&E-
110.
NA IT NDICAO DE FEBRO DO EMGE-
NHKIKO DAVID W. BOWNIAN. NA
BA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FA I! I/,
ha sempre nm grande sortimenlo dos segunles ob-
jeclos de mocbansmiis proprios para BOfenho, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslriieran ; taixas de ferro fundido a balido, de
superior qualidade, e de todos i* (ainanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas as propor-
rrivos e boceas de fornalha e registros de boei-
ro, aaulbes.bronzes pararusos e cavilhues, monillo
de mandioca, etr.elr.
NA MESMA FLNDICAO
se cxeculam todas as encommendas com a saperiorl-
dadej conhecida, e com a devida presteza e conimu-
dida le em preeo.
BARRISE PIPAS.
Na rua da Praia. becco do Carioca, armaztm de
Antonio Pinto de Souza,ha para vender pipas ebar-
ris va-io-, de varios tamauhos, e em conta.
Pannos baratos.
Na loja de portas na rna do Quemado n. 10,
vende-so panno preto a 2*800, HJ2O0 e 1S000, ha-
vendo muilo aonde escolher.
Para vestido.
Vende-se selim preto lavrado. superior em quali-
dade c go-lo moderno, strja prela lambem lavrada e
modo : na
de Ma-
hamab.lc de lislras. ludo por pieco coinmc
oja do i portas, na rua do Oueimado a. 10,
loel Jos Lcile.
\ ende-se a armaco e perlences de urna taber-
na, sita na ruado Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante. nu para armazem : tratar na
rua da Madre de Dos n. :I6.
\ ende-se urna rica flauta de bano, apparelba-
da de prala. e com > chaves : na rua do Eucanla-
iiienio, armazcm n. 76 A.
Vendc-se superior cslamcnha, cheaada ha pou-
co de Lisboa, fazenda propria para habito de ter-
i oros franciscanos : na rua do Encantamento, ar-
mazem n. 76 A.
Vendem-sc hcos e renda rta trra de todas
qualidados, c tambem bous litros para roquetes
rua laraa do Rosario, sobrado que volta para o bec-
co do l'eixc Frilo n. !.
Vende-se fardo'de Lisboa, em barricas, rbe-
gado ltimamente : na rua do Amorim n. ls, arma-
zem de Paula & Santos.
Vndese urna mobilia de rnadeira de angico
com algiim uso : na rua da Gloria n. 18.
Na olaria da Malarincira ha bastante material
barato para se vender, sendo lellias, alvenana bsl-
da, iadrilho, lapamenlo etc.: quem quizer appareya
na mesma, ou na rus de S. (&nrallo, casa n. :U.
Vendem-se mantas de bloiide pretas para se-
nhora a SjOOtt, maulas de linhu bordadas a seda a
12-000, bis de linbo pretos Iwrdados a 99 e lOgOOO,
meias de soda pretas de poso a :igo00, ditas a 10600.
e nutras fazendas baratas : na loja de i portas, ua
rua do Oueimado n. 10, de Manoel Jos Leite.
Veslidos netos.
Vendc-se selim preto de Manto para vestido de
senhora a 2S0O0 e2V|00 o covado, grosdenapole pre-
lo muilo muilo superior em qualidade 2&000 rs. o
(ovado, sarja prela de seda a 39000 e 29)00 : na leja
do i portas, na rua do Oueimado n. lo, ae Manuel
Jos Leite.
8a8aeeg-J5@tTrj}>gttdjt.
;:; Ha na lo]a de Manoel Ferreira de Sa. na a)
.-:; rua da Cadeia-\ elba n. 17. vestidos de seda J
.!. os mais modernos a 22;000 rada um : ha
V lambem gnis de aples de llores a 25000 rs. 9JS
j.; n covado, mca easemira de la pura por 9
X yiOO rs. o corle de caira, e oalras fazendas St
S muilo baratas. a
W
i

BOM i: COMMODO.
Vendem-se cortes de vestidos
de selim preto lavrado de supe-
rior qualidade e l.oni goslo, pelo
baraussimo preeo de 25,$OOQ rs.
o corle,, sarja prela muito boa a

i
i
$)
2.S00 rs. o colado., selins pelos @
para enllelcs. pannos preto e de 6ft
cor de diversas qualidados e por
pre(;os que muilo lio de agradar
k aos compradores : na rua do
'' Oueimado loja do sobrado ama- W
relio ni 29. de Jos' Moreira W
Lopes. ()
POR SEDLAS VELHAS.
A .sOOO e nDOII o par, quem deixara
d

Vendem-se lonas da Russia por preeo
commodo, c de superior qualidade: no
armazcm de N. O. Biebcr & C,, rua da
Cruz n. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Ncstc eslabclecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias .moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcnile-sc um cabriole! rom cubera c os com-
pelenlcs arreios para um avalle, ludo quasi novo :
para ver, no aterro da lloa-Vsta, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tratar no Recite rua do Trapi-
che ii. I i, primeiro andar.
Oueijos a l.SliOO rs. : no paleo do
Carmo esquina da rua de Hortas n. 2.
\ endem-se apparelhos de porcelana donrados,
para janlar, por preeo commodo : cm casa de Tasto
limaos.
v. endem-sc 3 sitios com excellentes casas de
vvenda, estribaras muilo grandes, arvoredos de
tracto, baiv.is de capim, e banho perlo, ludo em dif-
feronle lugares de Beberibe: trala-s em Agua-
I na loni o proprielario JoaOjSjgBCnrrcia de Lima
Wanderlcv, ou ua Iravcssa da rmRella n. 6.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas e a rela-
llui.TTtrsujnazem da ni da Cadeia de Santo Anto-
nio de inaleriacs por prcro mais em conta.
LOTERA DA IRMANDADE DO SENIIOR BOM
I JESS DOS MARI VIMOS.
Arhain-sc a veuda na casa da fama no aterro da
lloa-Vi-ta n. 18 os Inllicles e cautelas da primeira
parlo da primeira lotera do Sr. Rom Jess dos Mar-
tvros, a qual corre no dia 21 do correle mez.
liilheles luteiros......... .V^XIO
Meios............ 29800
tjtiartos............ I
Decimos........... )o00
\'igesimos............ ?:120
CAI.DELlSBOAA'i.sOOOBS.
Vendem-sc barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a icOUOpor cada urna : na rua do Tra-
piche u. 16, segundo andar.
OLEO DE I.IMIACA
em barris c bolijoes: no armazem de Tasso Irmo.
Champagne da snperior marca Cometa: no arma-
zcn de Tasso limaos. .

de comprar .
S.ipalocs de lustre francezes para Iminem, ditos de
bezerro de Nantes para uoruem o menino, assim ro-
mo um completo -iirliineiito do raleados do Inda- a-
qualdades. tanto para homein como para senhora,
meninose meninas, ludo por pceo mullo rummodo,
a troco de sedlas velias : no aterro da oa-Visly,
defronle da bolina n. Ii.
Toalhas de superior panno de linbo alco-
xoadas para rosto a l.sl20,
vendem-so n rua do Crespo loja n. 16, asegunda
quem vom da rua das lai/es.
I
2
i
i
i
CAL YIRGEM.
a nns nova que lia no mercado, a proco commodo ;
na rua do trapiche n. 13, armazem de Bastos Ir-
tnlos,
i :as a:^asa(
Ul A DOCHESi'O N. 12. SJ
Vcndc-se nesla loja superior damasco de e
seda de coies. sendo uaiico, encarnado, rio, f$
por proco i azoavcl.
Na livraria da rua do Coilcgio n. 8,
vendse umaescolhida colleceaodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as melhoresque :e podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANBIOCA.
Saccas com superior fariuln de mandioca : no
uriuzem dac Tasso Innos.
Deposito de vinho de cham-
>agne Cliatcau-Av, primeira qua-
idade, de propiaedade do conde
de Marcnil, ruada Cruz do Rc-
cife n. 20: este vinho, o melbor
do toda a Champagne, vende-se
a ."G.sOOO rs. cada caixa, acha-se
nicamente cm casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
I!.As caixas sao marcadas a fo- '7
Q goConde de Marcuile os ro- Sj|
| ti i los das garrafas sao antes. fA
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cideia Velha, es-
criplorio u. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, americana c do Ro de Janeiro, a preros ba-
ralos que be para fechar contar.
Na rua do Vg ario n. 1! primeiro andar, (em a
.venda a superior naneUa para forro desellis che-
cada rccenlenienlc da America.
ramo MIAO lilUMO.
Vende-se cemento romano branco, rbegado agola.
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as ti, as : alraz do Ihcalro, arma-
zcm de lahoas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Ilcnry fiibson. os mais superio-
res relogioi fabricados em Inglaterra, por preeos
iiiodu
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-e a bordo do briguo Co-nreicao, entrado
de Santa Calharins, e tundeado na volta do Forte do
Mallos, a mais nova faiinba que e\i-le boje no mer-
cado, e para porcoes a tratar no escriplorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n.14.
/
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO-.
Desappareccu no da 8 de selembro de 1834 o es-
cravo, ci ionio, de mue Antonio, cor fula, represen-
ta ter 30 a :. anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, rosluma trocar o nome c intitiilar-se fono,
e quaudo so v perseguido diz que he desertor ;-foi
escravo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador ilu
engenho Caite, da comarca de Santo Vulo, do po-
der de quem de-appareceu ; escudo capturado e re-
colludo a cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em 1) de asosto, foi ahi embargado por exe-
curao de Jos Das da Silva Cuimaraes, e ultima-
ineulo arrematado cm prara publica do jurzo da se-
gunda vara desla cidade cm 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assignado. Os signaes sio os sectales: ida-
de 30 a 3 anuos, estatura regular, cabellos prclos e
carapnbados, cor amulatada, ollios escuros, nariz
grande e grosso, beiros grossos, oscmhlanle focliado,
bem barbado, com lodos os denles na frente ; roga-
se as autoridades policiaes, rapililcs decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e niandem nesla
praca do Recife, ua rua larga do Rosario n. 24, que
rocolicr a gralilicacao cima, e protesta colilla quem
o liver occullo..l/anoe/ de .llmeida Lopes.
Dcsappareceu no da 19 do correnle mez de
fevereiro de mandila, indo s compras, um escravo
de. nome Antonio com os sisuacs seguintes : de na-
cilo Ilengiiella, de dada de 30 annos pouco maisnu
menos, haixo, porcm. reforcado, cara redonda cora
-ni.-a-, com cal(;a e camisa escura. Uoga-se, por
laido, as autoridades policiaes, capilar* de campa
de o apprchenderein e leva-lo ao Recife, na rua,do
Amorim. n. i, 3. andar, a seu senhor, Bernardi-
no da Silva Lopes, que ser generosamente recom-
pensado.
Dcsappareceu a 22 de maio de 1851, o preto
Manoel. de uaro Cassauge, de idade 40 a .70 anuo,,
puuro mais ou inein-, (oidiecido |ior Mazanza por
se fingir muilo mole, altura regular, Talla mansa, C
quaudo alia da musirs de riso, quando ande, incli-
na-sc para dianle, tem uas rostetUa t a t marcas
de feridas, e abaixo de um dos jocllins urncaroco:
rogase a todas as autoridades polici.ses, rapitaes de
campo, ou alguma pessoa que o lenha a seu servieo
em titulo de forro, queda avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olinda. ou anminciar por es-
la folha para sor procurado, que sera generosamente
recompensado.
Dcsappareceu do cngonlio P.osqnc Aleara, <\.\
provincia das Alagoas, um escravy de nome Germa-
no, de idade 20 a 22 anuos, cor preta, altura e
sura regulares, lem as peinas nm pouco lorias, bar-
bado, lem urna cicalriz nu ri.go dos peilea, e o dedo
mu i mu esquerdu aleijado, urna marra de frrida na
barriga da perita esquerda : quem o appreheuder,
love-o a prara do Coir.mercio n. 6, ou uo eugenh
cima mencionado a s<-u senhor Liberato Marinlio
Falcar.
CEM MIL BKIS DE GRATIFICA!.: A O'.
Ilesapparcren no dia (i dedezembro do anuo pro-
tuno passado, Ijcncdicla, de 11 anuos ,\e d.nle. ves-
ga, ror arabor.lada ; levou um ve-I ido de chita rom
listras cor de.rosacda cale, e nnlro lambem ae cbi-
U bramo r-jm palma-, um leneamarello no Desco-
co ja deslfjlado: quem n appichcinlcr conduza-a a
Apipuco-, noOileiro. em (asa de JoSo Leite de A'e-
vodo, or. no Recife, na praca do Carpo Sanio u. 17,
que ic'jebera a gralilicacao cima.
1008000.
No da do corrente mez, pelas Giraras da larde
lugioo escravo F:stcvSo, crbmlo, do idade 13 annos
pouco mais ou menos, levando vestido calca c ca-
misa de alcod.lozinho, c chapeo de 'alba ; dito es-
cravo he 6(110 da coma rea do llonilo, e lem os se-
Cuiutes signaos : cor preta, altura, nariz e bocea re-
gular, ro-lo i (dondo, olbos pardos c sem barba : ro-
do campo, ou qualquer pessoa do
pnvo, que o apprehendam e c.mduzam a rua Dreila
taberna de Joaquiu Anlunes da Silva, oudesegra-
lilicar rom a qaanlia cima mencionada.
PERN TYP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
:
*\
llEGIVtl
MU1ILAD0


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