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Diario de Pernambuco
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Permanent Link: http://ufdc.ufl.edu/AA00011611/01177
 Material Information
Title: Diario de Pernambuco
Physical Description: Newspaper
Language: Portuguese
Publication Date: Friday, February 23, 1855
 Subjects
Genre: newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage: Brazil -- Pernambuco -- Recife
 Notes
Abstract: The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding: Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation: Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities: Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.
 Record Information
Source Institution: University of Florida
Holding Location: UF Latin American Collections
Rights Management: Applicable rights reserved.
Resource Identifier: aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID: AA00011611:01177

Full Text
AMO XXXI. N. 44.
^
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500-
------ lili MI
SEXTA FEIRA 23 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por cuino adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
MM4


DIARIO DE PERNAMBUCO
E.VCARUEUAUOS DA SLItStKIPCAO.
Itocife, o proprielirio M. F. de Faria ; Hio de Ja-
neiro, n 8r. Joao I'creira Martins; Babia, o Sr. I>.
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Kcrnardo de Men-
i ; Parahiha, o Sr. (ervazio Viclor da Nalivi-
I, o Sr. Joaquim Ignacio I'creira Jnior ;
Araralv, o Sr. Amonio de Lemos Braga; Coarii, o Sr.
M etnriano Augusto Borges ; Maranhao, n Sr. Joa-
quina Marques Rodrigue ; Para, o Sr. Justino Jos
llamos ; Amazonas, o Sr. Jcronvmo da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Pars, 3i rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio do Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebato.
AccScs do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Bcbcrihc ao par.
da companhia da seguros ao par.
Disconto de ledras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro. Oncas hcspanholas- .
Modas de 63400 velhas.
de 63(00 novas.
de 4J0OO. .
Trata.Paiacoes brasileos. .
Pesos columnarios,
mexicanos. .
PARTIDA DOS CORKEIOS.
29*0001 Olinda, lodos os dias.
163000 i Caruar, Bonito c Garanbuns nos dias 1 e 15.
109000 Villa-Bolla, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28.
93000 Goianna e Farahiba, segundas c scxtas-fciras.
1*'J40 Victoria e Natal, as quinlas-fciras.
18940 l'ltr.A.M \U DF. IIOJE.
13S60 Primeira s 10 lioras e 0 minutos da manha.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase, quinlas-fciras.
Relacjio, icrcas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 lioras.
Jnizo de orplios, segundas e quintas s 10 horas.
1' vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2* vara do civel, quartas c sabbados ao meio dia.
i i-mu r.im.s.
Fevcrciro 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
J" segundos da manha.
10 Quarto minguanle aos 49 minutos e
39 segundos da manha.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
3."i segundos da tarde.
ti 23 Quarto crescente as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Conrado f. ; S. Gabino ni.
20 Terca. Ss. Eleuterio e Hilo bb.
21 Quarta. de Cinza( Estacao a S. Sabina.
22 <)uinla. ( Estacao a S. Jorge ) S. Marganda.
23 Sexta. (EstacoaosSs.JoaoePaulo)S. Lzaro.
2i Sabbado. (EstadioaS.SymplirnniniS. Malinas.
25 Bomingo; 1 . da Quaresm ( Estacao a S. Jo-
o in Lalerano) Ss. Cezario eDioscoro mu.
v



0
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA J ESTICA.
3. Stero.Ministerio dos negocios da juslira.
Hiofle Janeiro, em 27 de Janeiro de 1855.
No olllcio da 10 do corrCnle mo, rom o qual Vm.
nMiwlteu os mappai qua Ihe foram enviandos pelo
promotor publico do municipio da corte, mandados
o-ganisar por aviso de 6 de novenihro do anuo pr-
jimo prclerito. prope Vmc. as seguinles duvidas:
I." Se a vista do art. 331 do cdigo do proresso
iruninal, lia preterirlo de urna formalidade substan-
cial, apprOvando as partes, eftinccionandn o mesmo
le sensene,a rom cxclusao do um outro juiz
de faeto recusado pelas mesmas parle-.
Se nos lugares era qoe ha casa de correcrao lie
aliaoravcl a tentativa ou compliridade do crime de
roneo, especificado no art. 2!) do cdigo criminal,
aliento o disposto no arl. 311 do mesmo cdigo.
Se, ex-v do art. 71, S Io 'lo cdigo do proces-
an criminal, compele ao promotor pulilico denunciar
as tentativas ou complicidades dos crimes inalianoa-
veis, embora admittam ellas fianza.
S. M. o Imperador, a quem foram presentes laes
llovidas, houve por bem decidir quanto a I1, que
usan de um ou oulro, ou de um s juix de fac-
'o, destre a identidad do jury, que, conforme o
"1.351 a-Cdigo'uoprocessu, devi ser .o mesmo,
-gando certu que as expres.es do dito artigo nao
TBMaainreferetri-sc. a lodo o jury, lalqual fui com-
postn para julgar o prlmeiro processo,c exclticm por
o niseqoencia as recusacOes individuaes, que aliar-
desairosas : que nao se pode deixar de ter
mcial nina formalidade que versou sobre
a ooniposirao do jury, o de cuja preterirn resullou
qua a causa fosse julgada por diverso juiz, e nao
por aquello que, conforme a lc, devia ser.
Pelo que respeila segunda duvida, que ella nao
procedo : 1", porque as flautas se devem regular nao
na da tentativaoa complicidade, senao ccon-
ioart. 101, pelo mximo da pena imposta ao
me, sendo que alias n.lo baverla razao para que
lambem nao ossem attendidas pelo legislador as
-islancias attenaantes, afim de rcgular-se a
no caso deltas, pelo mnimo da pena ; 2",
porque a disposicJo do arl. 311 nao se refere senao
ucAq, que lie local, e uTo as lianras e compe-
ssau geraes.
E qoanlo, liiialmenle, a 3" duvida, que ella se
acha decidida pelo aviso n. 268 de 13 de novembro
deI8.il.
O que commiinicoa Vmc. para sita inlcjligcncia
e em resposla io sen citado oflicio.
lieos guarde a Vmc.Jo'i Thomaz Sabuco de
.franjo.Sr. juiz de direito da 1 vara criminal da
curte. ^-- ~^^w
3." Secrao.Ministerio doi negocios da juslica.
Rio de Janeiro, em o I. de levereiro de 1855.Exm.
e Nerm. Sr.11 avendo o procurador fiscal da llie-
souraria da provincia do Espirito Sanio, reprcsenla-
dn a dirccloria gcral do contencioso do tliesouro pu-
blico nacional a ilifllculdade que tcm encontrado pa-^
ra obler rerlidocs de bitos de pessoas devedorasir
fazenda nacional, por isso que o escrivao daquella ar-
cipreslado se nega a passa-las, n governo imperial
lia por bem que V. Exc. expeca as convenientes or-
dcos ao arcipreste, para que faca com que o dilo cs-
nivao satisfaga promplamenle a exigencia do referi-
do procurador-fiscal a bem dos iiileresscs da fazenda
publica, na inlelMgenciade que os ij 28, 29, 30 c
.31 da ord. liv. I'., lit. 2, gencralisados sem dislinc-
cao a lodosos tabelliaes uu esenvaes do judicial pe-
lo S 15, do lit. 79 do mesmo livro, alcmde inuilas c
repetidas disposicocs de direito, que todas ,o acliam
cm pleno vigor, sao, e sempre foram. applicadas aos
tabelliaes ou escrivSes do juizo ccclesiaslico, sem re-
serva alu'ima ; e qiie no caso de nao dar o dito es-
crivo ciimprimcnlo a semellianlc exigencia, serres-
ponsabilisado, como nesla data se recummenda ao
presidente da sobro-dita proyocia..
Dos guarde a V. Exc. Jo Thomaz Sahueode
.tiaujo.Sr. bispo conde capollAo-mr.
.Ministerio dos negocios da juslira.
Rio de Janeiro, em o 1. de fevereiro de 1855.
Illin. e Exm. Sr.l.evei ao conliccimenlo deS. M.
o Imperador, o oflicio u. 184do 21 de dezemhro ul-
timo, no qual "V. Exc. participa que, leudo o pro-
motor publico da comarca do Brejo, dessa provincia,
consultado, em quo hypolliesc se devia applicar, no
c/sode homicidio, o minino das penas do arl. 1 ->
(lo cdigo criminal, visto que para se dar este crime
era indispensavcl que elle fosee reveslido de algunia
ilas ririiiinslancia, agravantes no mesmo artigo a-
ponladas, as quaesob.lavam a impnsiro das penas
no grao minino, embora apparcccsseui circuin-lan-
i'ias denature/a altcnuantes, porquanlo o concurso
' deslas com aquellas faziam quetivessem lugar as pe-
nas do medio, e sem as circuDslaucias aggravanles
as do arl. 19:1 do cilado cdigo, V. Exc. Ihe respon-
der que o mnimo das penas no lito crime* de ho-
micidio, definido no arl. 192, era applicavel nos
mesmos casos em que o be nos oulros crime-, c se-
gundo regras denliras ; caben lo ponderar que qual-
quer das circumslancias nellc mencionadas, aggra-
vandn o homicidio, c constituindo urna especie que
era punida rom penas mais severas, como se va com-
parando as do referido artigo com as do art. 193, nilo
poda influir dupiieadamente na azsravacao de de-
licio, qder na sua especie ou classifirarao, quer na
graduaran das penas impostas a esta especie, da mes-
illa mancira que no casoilc. furto, a circumslauca de
arrombamento ou violencia, consliUiia o crime de
roubo sem que so pudesse romtudo entender cr-
cumslancia aggravanle do dlo crime ; por ronsc-
quencia, que na especie de homicidio do arl. 192 do
cdigo criminal, so o reo, pelas circumslancias altc-
nuanlcs que acnmpnhram o delicio, solTre as pe-
nas do grao mnimo, sao cslas.por causa da crcums-
lanca aggravanle ja allendda na classificacao mas
grave do que as de igual grao do arl. 193, ou do ho-
micidio, que nilo fr revestido de ncnliuma das cir-
cumslancias declaradas no arl. 192.
E havendo o mesmo augusto scnlior por bemap-
provar a decalo por V. Exc. dada, assim Ih'o com-
munico para sua1 inlelligenca c para o fazer constar
ao mencionado promotor publico. ,,
Dos guarde a V. Exc.Jos Thomaz Sabuco de
.Iraujo.Sr. presidente da provincia do Maraubo.
BISPADO DE i'ERXAMBl'CO.
Dom lodo da l'urificara'o Marques I'crdigao, conego
regranle de Santo Agiislinho, por- graca de Heos
c da~Sancll S Apostlica, hispo de Pernambuce,
do cunselbo de S. M. o Imperador.
A' todos us nossosdocesanos, saudc, paz c bencao
cm iioine de Jess Chrslo.
He cn virtude dcsle Divino Nomc, dilectos filbos
e iriiijos, que a vos nos dirigimos na prsenle qua-
resma, bem dizendo a Providencia, que anda nos
concede opporluna occasiao de vos exhortar a com-
prar o preccilo da confisso c commoubao animal,
ao qual somos obrigados, pelo menos urna vez no
anno, se em oulras orcasies por dsposc nilo for misler recorrer ao Sacramento da Peniten-
cia, instituido para remisso dos peccados.
He, sem duvida, dcploravel a sorlc dos quo recu-
sam, negligenciam ou desprezam a freqoencia ile
'lo saudavel Sacramento, posto q^e convencidos de
uilo poderem obler a sanlificacilo de suas almas, sem
a generosa resolucao de frequcnlar um Sacramento
que nosdispoe para regular nossa conducta,para tribu-
tar a lieos o amor que Ihe llevemos, e para compa-
recer no fnrmidavcl tribunal, sem temor de naufra-
gar eternamente, confiados as promessas de Jess
Chrislo, pelas quaes Indo o pcccadorverdadeiramcnte
conlrirto alcanra perdao. Esta verdade nos be an-
uunciada |>clo Evangelho. Eque mais podemos de-
sejar para nos aiiimarmos a prcslar perfoila adhesao
o ingenua aireic.ao ao S^icramenlo da penitencia. '.'
As frivolas c-cusasquegeralmcnlcSlIcgain ns que
rom escndalo se subtraem a laoesscncial dever, nos
contrislam, na consid-raro ilo que silo inlciramen-
tc destituida-, do fundamento juslilicavel, c na ve-
hemencia de nossa sensibilidade lamentamos a pos-
Icrgacao de um preceito, a cuja inobservancia est
annexa a.pcna de excomunbao maioi.
Ouando merecer nema priinciro esforco a devida
exacc1o dcsle dever '.' Ouando atlraliir ello Indas as
noas allcnrfics, para nos constituir no estado de
(iraca, c amisade de Dos pela dclcstaco dos crimes,
ema pralica nos designa inimiga* de loda a juslics,
Tomo laes perniciosos sociedade e dignos das pe-
nas eternas, designadas sem remi-so para lodos os
que cxhalain scu espirito no estado de culpa
norial .'
Predilectos diocesanos, dignai-vos escotar a voz
do vosso pa.-lor, inlcrcssado na salvaran das vossas
almas, convencidos que lano mais vos ama em Jess
Chrislo, quanto se julga prximo ao lermo de sua
cxlnaniro.
Diminuto he o lempo, que Ihe resta para vos in-
sinuar o amor de Den*, inseparavel da dileccio dos
nossos innans, recommendada com grave preceilo no
primeiru mandamento da le que professamos.
Ningnem ignora esla.doulriua. Ella faz persu-
adir infruclifero o exercicio das virtudes, qoando
silo baseadas na ca id.ole. que suavemente nos indnz
acreditar as mximas da nica verdadeira religiilo,
c a conformar nosso proceJimenlo com nossa
crenra !
Venha em no-so sorcorro a profunda verdade,
impressa no roraco do homem, pela qual estamos
coiivcncidos de que a f, sem a pralica que Ihe cor-
responda, he mora, c por isso intil para a salvarao,
segundo nos diz o Evaiigclbo, cujadoutrina, anuuii-
ciada pelos upo.tolos o seus successores, lem sido
scralmcnlc acreditada em todo o orbe, posto que o
menino nilo aconlera na pralica. Nos porcm evita-
remos c*lc doloroso desar, se nos recordarmos da
ulilidadeque expcrimcntam os que frequenlam dig-
namente o Sacramento da Penitencia, nao prolon-
gando sua insensibilidade na oinisso desle appreci-
avel e Miniar exercicio, cojos cflcilos compreheu-
deudo c acreditando, deliberemos lavar nossas man-
chas na virtude de um Sacramento; que fortifica a
alma para resistir illusocs do cummum inimigo, e
NOVO PECCADO ORIGINAL.
For Alfredo Mlchltls.
*
XVI
corrobora o corarao humano para reporlar brilbaule
e glorioso Iriumpho contra as paixcs. .
Se, pnis, al agora nos desviamos do caminho da
rcclido, prcslandn assenso ao nosso formjdavcl ad-
versario, (-onstautemeiile vigilante em promover a
irreparavel perda de nossas almas, retraclemos nos-
sos sinislros scnlimentos, principiando a dcleslar o
peccado, causa motriz de lodos os funestos aconlc-
cimentos que nnsopprimem, cqueclcrnamcnlc pode
privar da fruici;ao da gloria, e precipitar as cham-
inas abrasadoras aquellos, que se deixaram dominar
pelos vicio* que deviam reprimir.
Oh verdade iudisputavel, que nao soffres a me-
nor contradirito Ouando penetrars os nimos
do que al agora nciibuma alieno lo le preslaram!
A criminosa indiferencia que le be relativa, tcm
produzido a perpclr.ic.lo de frcqiientes assassinios,
roubos c a universal- desordem, perturbadora da
tranquillidade publica, entregando os bomens ao
esquecimento da Ici de Dos para se nulrircm de
suas execraveis paixes, como se fossem eternos no
lugar de seu dcploravel exilio, de cujo indcfcctivcl
lermo ignoram o dia c a hora.
Se, porcm, Jess Chrislo em sua infinita sabedoria
niiojulgou conveniente declarar o ultimo momento
de nossa precaria existencia, lodavia ja mais deixou
de nos prevenir assiduamente contra os assaltos e
prepotencia de nossos inimigos espirituacs, qiiandu
por suas astuciosascavillares se dcsvellam em afas-
lar de noss mente a rccordailo do ultimo periodo
da vida, peritura concedida a toda a crealura para
negociar sua eterna TBUtwUay****- <
He sem duvida censuravcl a repugnancia que
commiinimcnte manifeslam os negligenlesnapratica
d umacto penitencial, ao qual devem recorrer com
a maior avidez cm loda a occasiao, que se senlirem
gravados com o enorme peso da culpa, como Ibes
determina o divino preceilo! Se, porem, a malicia
ou fragilidade humana pretender contrariar o jusln
designio ile abominarmos a iuiquidade, previoamos
esla enfermidade perigosissima, applicando-lhc a
lempo a competente medicina para naoapparecermos
na presencade Jess Chrislo,extremamente vexados
com a respnnsabilidadc de faclos que exigen acre e
cierna punirlo. ,
Seja esle o fruclo resultante da leilura dcsla nossa
doutrinal allocurao, em favor da qual supplicamns
a maior allenrilo, tanto mais necessaria, quanto de-
cididamente devemos considerar nico digno de a-
colbimcnlo o presente objeclo, ao qual convem re-
ferir lodos os oulros, de que se trata cm todo o u-
niverso.
Concluiremos esla nossa carta pastoral, filha da
verdadeira predilcerao to tributamos aos nossos
cbarissimos diocesanos, pci-njilindo a observancia
do prccpitodii lejuin, .".i-iiirad'j. ^j u Jess Clirislo
I no deseito por esparo de 40 dias e 10 rimTcT-figra
nossa\inslrucrfl.
Nilowescrcvemos as virtudes queojcjnm produz,
porqneJnlgamos os nossos diocesanos sullicienlemen-
lo instruidos sobre este benfico preceilo, e nica-
mente os exhortamos sua estricta obscijvnncia,
nao existindo motivo legitimo que os dispense, o qual
lleve ser Cpprovado porpessoa para esle fin inlori-
sada, e rklo por proprio arbitrio, ordinariamente
sugeilo as-uggcsloes com que o amor propasos
pode Iludir.
I)elcniiincmo-nos a reparar nossos excessos pela
proporcionada maceraciio da carne, sempre rebelde
contra o espirito. A mortificacito dos sentidos cor-
poracs seja o nosso primeiro intuito. Estas silo as
portas, pelas quaes os inimigos pcnelram at ao in-
timo de nossa alma, e o mais recndito do coracjlo.
Exoremos a divina clemencia para que escute e at-
ienda nossas rogativas, dirigidas a implorar os ce-
lestes auxilios, que esperamos receber da benigna
liberalidade de Jess Chrislo, que se dignesnpprir
nosso demerito com seus infinito, mritos.
E para que esla rbegue il noticia de Indos os
nossos diocesanos, determinamos .que seja impressa
c enviada aos reverendos prochos desta diocese por
intermedio de nossos Rvms. visitadores, que a
facam distribuir c 1er na eslaco da missa conven-
tual, e registrar no competente livro.
Palacio da Soledade 20 de fevereiro de 1855.
JoSo, liispo diocesano.
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartcl do commando das arma da Pernam-
buco na ctdade do Reclfe, em 22 de feverei-
ro de lS$5.
()IU)EMkDO DIA N. 219.
O coronel couimandanle das armas interino d
puhlicidadc, para sciencia da guarnidlo e devido cf-
feilo as seguintes imperiacs disposices, que Ihe fo-
ram pela presidencia oflicialmenlc commuuicadas as
datas de 20 c 21 dp rorrcnle :
1.nQueS. M. o Imperador houve por bem, por
aviso do ministerio da guerra de 26 de Janeiro proxi"
mo lido, permillir que o Sr. capcllo da reparlic.m
ecclesiaslica doexercilo Antonio de S Gusmao, tor-
ne a usar do nomede Kr. Antonio de Santa Rosa de
Lima, pelo qual eraconhecido quamlo religioso car-
melita, visto ler renunciado ao seu breve de secu-
latisarAo.
2." Ouo o mesmo auguslo senhor fui servido per-
doar ao I." cailclc do 10. balalhao de infanlaria,
Narciso Pinto Basto, o crime de deserciio que com-
mellera, segundo conslou do aviso de 5 do corrcnlc
mez de fevereiro ; bem como, qoe na data de (i se
nrdenon aEx.m. Sr. teiicnle-gciieral commandanlc.
das armas da corte, niandasse dar baiva a praca em
questilo.
3." Que por aviso de 7 do fevereiro, se concedeu
50 dias de licenca com sold c clape ao Sr. capillo
da companhia de artfices desta provincia Trajano
Alipio de Carvalho Mendonca, para Iralar de sua
sade.
." Finalmente, que por aviso de 8, lambem de
fevereiro, se mandn servir no balalhao de engenhei"
ros, ao Sr. alferes do 9." balalhao de infanlaria Anto-
nio Maltoso de An.Irado Cmara.
Manoel Mnniz Tarare*.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanlc de
ordens cncarregado do delalhe.
IITERIOB.
O lome fui ocenpado a principio pcloimmcdialo
do comlnaiidanlc e depos pelo |.e lenle M. C. C.
Lemas, que vinna de passagem. e que linha junto a
si sua esposa e dous filhos, um de dous anuos, oulro
de 20 dias. O majnr de cngcubeiros Moracs Aulas e
dous ofliciacs de caradores ostentaran] a maior core*
gein, sangue-frio c artividade;aggarravam os solda-
dos e marinheiros, que procuravam fugir do Togo c
da fumaba, e clles mcsinoslanravam agua na fogiici-
ra. Na confusan, no meio do romo, mu alferes de
catadores, que se lembrara de desrer a praca "ar-
mas para apandar bacas c baldes, escapoo do ficar
asplrj dado.
Iccer-se a oflirina de regislro dos ohjeclosde que fal-
la o artigo anterior quo passem por Ierra ; fazen-
do-o da mancira mais conveniente facilidade do
commercio de ambos os Estados.
12. Para mais fcil commuuicar.iio de todos os
povos que compoem a Repblica Argentina, convm
lambem ambos os governos cm que os individuos
particulares c os correios extraordinarios ou mensa-
gein despachados pela administracilo de Bucuos-
Avrcs, paraqualqiier dos povos da Confederacao Ar-
genliiia, ou repblicas vmnhas, poderao tomar as
estradas que Ibes convierem, e serilo servidos as
poslas do territorio da Confederacao Argentina, sem
a Ouvi fallar de lodos estes moros com elogio, c i necessidade de tomar novas licencas ou passaporle*,
com efleitocra preciso muilo valor e sangue fri para ou pagar ou|rosdircilos ou encargos mais do que os
comliatcr um incendio que de fado DSo estragn I que so impocm aos habitantes do lerrilorio por onde
lu.-indii madama lelberg ouvin a declarac.ln do
|ur\, nao ex|H!iimenlou oulro senlimenlo senlo a
alegeia de escapar da giiilbolina. No momcnln em
e Toi-lbe panado O alvara de soltura, lima imite
invern, nina noile fria e lgubre reinava na ri-
ilade. As iiuvcns deixavam cahir urna neblina sla-
i-iaL, que lornova o (ein(io anda mais funelire. Om
ludo a mili de Luciana nilo hesiton um instante em
por-aa a eaminlm ; porquailo nao conheceiido .as
leis Irance/as, neni mrsmoas de seu paiz, lama que
a prendessem de novo, e a fizessem passar por se-
gundo julgameiilu. Sem oulros remisos mais que al-
gumas muelas, ella alravcssou rpidamente a cida-
le : o vento, que gema as rnaa, ileleilava-lhe os [ci do vida c de morle :
nuvidos como urna msica divina. I'assou o lilieno casos
rom transporta de alegra ; pois pareca-lhc galibar
um anuo de existencia a rada pa-so que dava. Ca-
. ^ niinlioii cinco lioras sem descansar, a despeilo ila
*' i buva e das estradas roberas de lama ; s a fadiga
pode suspeuder-lhe emlini a viagem. Enlrandu na
1 iiuica hospedara de una aldeia, dnrmio profunda-
mente. .No da segunlc conlinuou sen caminho men-
digando durante o da, e implorando a bospilalida-
| ale de noile al rliegar ao meio da Silesia.
Entretanto Sebasliao nao perda a coragem. A ear-
la, que dirigir ao ministro da juslira. Picara sem
resposla. Elle arbava ease silencio incxplicavcl ;
ponpie a piueza descu corseflo fazia-o pensar que
un inforlunio liio grande poda reclamar o nteres-
se de li-dos o- bomens, e devia especialmente allra-
Inr a allenrao do rhcfo da oidem judicial. Porque
'. |Hiis, ncm lequer havia sido Inleirado da rc-
eepejo desiia carta?
' desgrara o a conJomnacSn da mullier amada
niio abaUan no. Elle vi.iluu o defensor de Lucia-
na, fez iiiiii que a appellaoao l'o-e inlerpostl no lim
^ ile Ires dias, ublcvc a permi-slo ile ver pela ultima
xcz a joven vicliina, e dopuis cerreu Paris.
I Durante a viagem, Sebastian lave dianle dosolhos
* a paluda iinagmn de Luciana; ouvia o snm triste e
desesperado de sua voz, e senlia oap-rlo de sua man
ardenle ; porque urna febre cotiiiua devorava a jo-
ven actriz, e acrescentava-lhe aos sollrimentos inii-
- dore-do urna exaltaciio doenlia.
Alienas rlicgou capital, Sebastian lmoii infor-
, I mariies sobre O ministerio daju-li.i, sobre os* das
I de audiencia, e pessoas a que devia dirigir-*. O en- e.p..nlos,r! Quanto m peras de Ihealrolsi'. a vista de
carregado de ler as peliroes, cartas e avisos diversos
para dCpois fazer rclatorios mais ou menos liis, s
(lava audiencia lias quartas-feiras; ora leudo o ulli-
mo protector de Luciana passadu a barreira na quin-
la-fcrn, eslava a semana perdida.
Iloudan esperou com impaciencia o momento de
ser ouVido; a ante-cunara foi-lbo ahcrla s onze
horas; elle cnlrou c assenlou-se cm um banco.
Que deseja o senhor'.' pergunlmi-lhe um
criado.
Desejo fallar an chefe do gahiele.
Traz carta de audiencia"!
NSe: ignorava que isso era nceessario.
-'- O senhor nao pode entrar sem um bilhele de
coiivoearilo. Bem sabe que de contrario o palacio
seria invadido por mil snlliciladorcs e por mil ne-
gocios.
Mas ningnem dissc-me, que devia seguir esse
caminho.
Porque o senhor interregno a pessoas ignoran-
tes, ou que julgaiam-nn inclhor informado.
He urna verdadeira desgraca! Corr cenlo e
vinle leguas para fallar ao chefo do gabinete ou ao
senhor ministro ; eslou .i espera seis dias, c nao ron-
lava coui essa nova tardanza. Trala-se de una neg-
se o regulaineiilo admitle
cxcepconacs, sua tolerancia deve aprovei-
lar-rne.
O regulanienlo nao faz nenbuma dislincriio.
Kequeira ao secretarlo tima audiencia. Elle o rce-
bcr lahez quarla-feira prxima.
Oilo das be una cleruidadn para quem teme
pela existencia do una pea&oa amada, c que esla a-
mcaca la de niorrer do cadafalso. _
Nao neg, senhor, responden o empregado
com ar impaasivel; mas devo manfer a ordem esla-
bclecida no minislcrio.
.Terminando esta plirase, deixou Mondan, ooecu-
pou-sc com oulru individuo. O mancebo desceu a
recada com u.na colera sorda.
Sebasliao recorren a umitas pessoas, quejulgava
Mana mllucnlcs pera I be abreviarcm a qiiaren^na ;
porm debalde. I'orroso roi-Hia pa-sar oilo dias cm
urna Juan io ti nivel. Tcmendo que o pai e a ma-
drasta qnizessem impedMo de vallar a Culmar. abs-
leve-so de vi-ila-ln', e ncm ao menos foi a casa de
nenbiini prenle. Se aa gazelas Iheslivessem annun-
ii ido que l|, Midan eslava complicado no preeeaao
criminal dos Berilio! I, elles s leriam eslbreado para
rcleVJo. Como uilo quera eiiconlr.i-los, o mancebo
evitoe os p.is-cios pblicos eos limares mais frequen-
I idos. Assim nao rcstoa-lbe distraceau alguma ;
poii nao tostara dos boteqoini e oulros cslalieleci-
mentos desse genero. >.ao |iodia ler: que Mi impar-
lavam os elegantes discuisos dos aolores, c mesmo
sen talento'.' que lile impnrlavam ledras prelas so-
bre papel branca, ojiando a n-posa de seu corarao
gema er.i nin carcere com a idea lixa de urna morle
>) Vide o Diario n. 13.
I um anniiucio lixailo as esquinas causava-llie um es
Ircinecimenlo doloroso, pois trazia-lhe vivamente
RIO SE JANEIRO.
12 de fevereiro.
Recbenlos lionlem as cartas que nos fallavam de
Montevideo.
Em principios de Ijanero corren de plano no Rio
da I'rala que a esquadra brasilcira nao cnlraria no
Paran, por terem sido ajustadas nessa corle pelo ge-
neral Lpez todas asdifleranras enle os governos do
Brasil c do Paraguay. Com a chegada do vapor
Ypirtutga a Montevideo, no da 1, dissiparam-sc po-
rcm lodos esses boatos, o a datar desse dia nolou-se
a maior aclvidade a bordo dos vasos de guerra brasi-
leiros. Segundo lodas as informaees, o estado de
disciplina c de elliccncia da maior parlo desses na-
vios faria honra primeira esquadra do mundo.
No dia l do passado embarcaran!, da divsao im-
perial estacionada no Estado (l'iental, quindenios
Soldados para os vasos da esquadra brasilcira. Essa
forra compoc-se de cem aliradores lig e de qua-
Iroceulas pracas do balalliao de cassdores n. 12. A
gente, que he aguerrida c condecorada qua-i na lo-
laldadc com a medalha de Monte Caseros, apresen-
lava ora aspecto vcrdadciramenle marcial.
No dia 15 os vasos de guerra brasileiros (asteados
em Montevideo c dcslinados expedirlo seguiram
para as Ibas dos Hornos, ponto de rcuni.ii, de toda a
furca. O .Imazonas o o Hag, qje se achavam em
Buenos-Ayres, li/.eram junccfin no dia 21, e no dia
30 a esquadra singrava ji Pirana cima.
J annunciamos que o Sr.conselhciro Silva Pon les
fallecer ponen depois de cumprida a sua missao
junio do general Erquza. As cartas que temos a vista
dizem que essa missao Uvera por lim dar aquello ge-
neral, como ja se havia dado ao governo Oriental e
de Buenos-Axres, ns necesparias explicaces relati-
vamente entrada da esquadra brasilcira nas aguas
interiores da ConfedcrarSo, o accrescenlam que u ge-
neral Urquiza feara -llenamente salisfeito com essas
explcacOcs, como Un, am Acodos governos de Mon-
tevideo e de Uucnos-xjlyrcs.
O Sr. Silva Pontes, e o commatnlante e olliciacs
da crvela .Vag, tiveram na Bajada o mais cordial
acolhimcnlo, n.lo s da parte do governo como de
lodas as classes da popularito. '
(J vepor de guerra Ypiranga escapou quasi mila-
grosamenle, na sua viagem do Rio de Janeiro para
Montevideo, a um incendio que rebenlou a bordo por
um descuido indcsculpavel. L'm nosso corresponden-
te de Montevideo refere-nos a este respeilo o se-
gunlc :
No da 12 noile ouv a narracao de anfln-
cendio que Uvera lugar a bordo do vapor Ypiranga
na noile de 5 para li, na lalitude correspondente a
S. Sebasliao. O navio tomando rumos prximamente
directos edeixando por isso dcacompanharas curva-
turas drosla, achava-se a mais de 30 mi Ibas da
Ierra : dizem que os ofliciaes se repulavam a 32 mi-
Ihas. Ncslas circumslancias, um incendio a bordo de
um vapor pequeo carregado com grande quanlidde
de plvora na proa, e de balas ocas no cenlrn,eslcvc
a dous dedos de urna cxplosilo de que nao era possi-
vel escapar urna so crealura.
a Explica-seo incendio e o seu progresso poninas
causas notaveis : urna dcllas foi o ter-se ccllocado
sobre o ledo da caldeira 500 achas de Icnha, oulra
foi nao haver a bordo urna bomba contra fogo. Nilo
sabemos se lie exacta esta falla. Custa a crer que se
nilo fornecesse a um navio, e navio a vapor, urna
bomba para os casos de incendio. No circulo em que
ouv irnos referir os pormenores do incendio fallava-sc
com enlhusiasmo na coragem desesperada com que
os ofliciaes do navio, e tres de Ierra que vinham de
passagem, seempenharam ua ettincclod fogo.
Dizem que durante hora e mea se lutara ; que
o commandante do navio se achara no lugar de
maior perigo, isto he, quasi sobre a caldeira, que
podia rehciilar, cs(orcando-se por at'alhar o incendio
alim de que nao proseguisse mais mea duzia de pal-
mos para o fatal paiol da plvora. '
memoria a prolssao de Luciana, as noiles em que
ella desenvolva seu enlhusiasmo trgico, e as deli-
cias de um amor, que elle julgava dever delcilar-lhe
o eslo de vida.
Iloudan a todos os dias ao palacio da juslica pa-
ra saber que causas scriam julgadas em segunda ins-
tancia ; anas essa visita durava pouco lempo, c fica-
va assim abandonado a si mesmo. Em seu quarto
de hospedara, quarto fro, hmido c sombro, qu
tomara por economa, recciando que a falta de d-
iiheiro Ihe obslasse os passos, elle achava-se pcor do
que cm qualqucr oulra parte. O isolamenlo, o s
lencio c a tristeza dos lugares oppriniiam-no com
um desgosto sombro. Era como urna agona interior
que paralysava-lhc pouco a pouco as faculdades.
Iloudan sabia cnlan para respirar livremenle, para
ver os bomens obrarcm, para ronvencer-se de que o
mundo nao rabia em um fnebre lelhargo. Sua in-
quielacao arraslava-o para os qoarleirocs deserlos e
passcios apartados, onde residen) familias pobres.
As arvors ah desenvolvem-se magestosameule;
mas na poca em qoe Sebasliao la' ia distrabir-se da
dr, nenhuma folha guariieca-llies os ramos negros.
O estallante eagava al ao anoitecer dcbaixo das ar-
cadas mas que clles formavam. Os vapores da lar-
de rodcavam-nos eniao ofcullando o eco e o hor-
sonte. Scmelhanles a aspeclros, bomens lvidos pas-
savam acendendn os lampees. Tudo lomava um ar
de tristeza, o fri gelava os ossos de Sebasliao, e el-
le vollava para o scu quarto hiais sombro e pensa-
tivo do que tinha sahido.
Entretanto linha recebidoa caria de, audiencia pa-
ra o secretario. Ouando rhegou sua vez de ser ou-
vido, ach ni-,o era frente de um humem de estatura
media, pescoco longo, pclle salpicada de marcas de
bexiga, olhos um tanto vesgos, c um ar de sobera-
na insolencia.
0*il he o fim de sua visita '.' perguntou elle a
Sebasliao sem olTereccr-lbe um assenlo.
Desrjo saber, responden n mancebo, o que pan-
sa o senhor ministro da coramiinicacan que Uve a
honra de fazcr-lhe. Clutmo-mo Sebasliao Iloudan:
nimba carta viulia assignada.
Nao sei de que o senhor quer Tallar, lornou o
secretario.
Admiro isso, porque minha narracao nao era
das que podem ser lidas com frieza.
Expliquc-se com mais precisan para ajudar
minha memoria.
Tralava-sc de Luciana Berlhold, que o jury do
Alio Rbeno acabava de condemnar morle. Julgo-a
innocente-, e a juslica parece-mu ter sido eoganada.
Eu referia a historia da r, historia dulorosa ao ul-
timo ponto, supplicando no senhor ministro que se
dignasse de intervir directamente em urna causa tao
extraordinaria.
Nao lonlia lembranra alguma dessa caria, ds-
se framente o altivo personagem.
llavia urna boa razao para elle nao poder recor-
dar-se della; pois n.loa linha lido. Tundo-a aberto,
laucara os olhos i assignalura, e como nao era de
o navio, pois que nao chegou o fugo s rarvoeiras,
nein a nutras pecas onde havia plvora, masque po-
dia ler sido fatal, tanto mais que sua causa c sua
origen) nao podia ser condecida por bomens que se
Icvanlavam da cama despertados pela invaslo da fu-
mara e pelos gritos : fogo fogo venha agua a
Fie Montevideo comtnnnicam-nos que para As-
sumpc.'io Iiiiliarn seguido alguns ofliciacs que li/.eram
parle das forcas do general Oribe durante o assedio
daquella praca. De Bucnos-Avres tiiibam partido
lambem alguns ofliciaes e marinheiros a bordo do
vapor paraguayo Tacuary.
Dissemos liontcm que entre ns governos de Buenos-
Ayres e da Confederacao se linha celebrado um tra-
tado de commercio. Aqui o publicamos '.
(i governo do estado de Buenos-Ayres e o da
Confederacao Argentina,aQm dedarem rumprimen-
lo ao arl. 3." do tratado de 20 de dezembro de 18")i,
e regular as suas mutuas relaccsde commcrcio c boa
amizade, cmqiianto se conserva o rtofsj quo, recouhe-
cido por ambos os governos no dilo tratado, nomca-
ram os seus respectivos commissionados, a saber : o
governo do eslado de Buenos-Ayres ao seu ministro
da fazenda. 1). Juan Bautista Pena e o da Confedc-
rae,ao Argentina aos seus ministros do interior c da
fazenda Drs. I). Santiago Derqui e D-Juand'el Cam-
pillo, os quaes depois de trocarcm os seus respectivos
plenos poderes, c de acha-los em devida forma, cou-
vieram nos seguintes artigos :
h 1." Ambos os governosee ebrigam da mancira
mais formal a nae consentir desmembramenlo algum
de territorio nacional, e em caso de perigo exterior
qoe comprometa a integridade do territorio da re-
pblica, ou algum oulro direito da soberana nacional,
se porao immediatamcntedc accordo para a defensa
eommum, c para esle lim unirn os seusesforcos.
a 2. Emquanlo nao se ajeniar a linha de fronlei-
ras c nao se estabelecer a forma porque ha de ser
defendida das invascs dos barbaros, ambos os go-
vernos darlo as suas respectivas ordens afim de que
as fortalezas e mais posirocs militares se auxilem
mutuamente cm todos os casos cm que o exigir a
defensa do algum ponto aggredido ou aracacado de
aggress3o.
3." Ambos os governos deelaram igualmente
que a separado temporaria do eslado de Buenos-A v-
res da Concdcracao Argentina de mancira alguma
altera as leis geracs da naci, sobre a entrega s jn-
rdceoes competentes dos reos processados por delic-
tos que nao sejam meramente polticos, pela forma
porque ellas o prescrevem ; ncm a torea dos actos
pblicos passados em um ou oulro territorio ; nem i
excciicdo e cumprimenlo devidos s sentencias ou au-
tos judciaes dos tribunacs de um e oulro eslado.
i. Os navios argentinos, ou sejam matriculados
no estado de Buenos-Ayres. ou na Confederacao Ar-
gentina, arvorarao somente a bandeira nacional.
ce 5." Os navios de cabolagcm do eslado de Buenos-
Ayres eos da Confederacao Argentina serio admilli-
dos, como at aqui, nos respectivos porlos, qualqucr
que seja a sua tonelagem, sem impor-se-lhes oulros
direitoi mas do que aquelles que pagam os navios
de cada estado no son proprio territorio.
(i." O eslado de Buenos-Ayres admitida livre
de direilos de introdcelo lodos os producios nalu-
raes da Coufedcrai-o A rgen I i na.e a Coufederacao Ar-
gentina admllir do mesmo modo lodos os produc-
tos naluraes de Buenos-Ayres.
7. Serao lvres de direilos no seu transito a ex-
tracto paia Buenos-Ayres os metaos cm piuha, cm
barra ou amoedados.
o 8." Sao tambera livre- de Inda a casta de direi-
los no seu transito e inlroduccao em qualqucr dos
povoados de um e de outro territorio os auimaes vac-
cuns, cavjlhire-, muars c langero.
a 9. As mercaduras eslrangcirasque saldara dos
porlos do estado de Buenos-Ayres para a Confedera-
Ce Argentina, ou dos porlos desta para os do eslado
de Buenos-Avres, nao pagarn oulros nem maiores
direilos do que os que forera impostos aos que pro-
cederem de oulros mercados, como esl convencio-
nado no tratado'do 20 de dezemhro do 1851.
10. A imporlac.'io ou exportadlo de lodo o arti-
go Je commcrcio, ou o transito de toda a sorte de
mercadorias, pnder fazer-se por Ierra ou por agua
de um territorio para outro.
11. Arabos os governos se compromcltem a de-
signar sobre fronlera o lugar cm que deve cslahe-
transilam ; c reciprocamente os individuos particu-
lares, correios extraordinarios, ou mensageiros da
Eonfederacao Argentina, podero tomar a estrada
que Ibes convenba no territorio de Buenos-Ayres,
e serao igualmente servidos na lindadas poslas desle
Estado, sem pagarem outros direilos o encargos
mais do que os que sao impostos aos habilanles do
lerrilorio por onde transitan).
13. os correios ordinarios eslabeleridos actual-
mente, ou que se estabclecerem para o futuro, con-
tinuadlo como al aqu! ; porra as cnmmuuicaccs
dirigidas de Buenos-Ayres para a Confederacao Ar-
gentina, ou dcsla para Buenos-Ayres, serao previa-
mente franqueadas na repartirn respectiva, c entre-
gues lvres de porte.
I O presente tratado sera ratificado aos 30 dias, o
mas lardar, c as ralilicaciics trocadas nesla cidade
no lim de 50 dias contados desla data.
Em todo que, firmamos o presente convenio na
cidade do Paran, a^S do mez de jancico do anuo de
um magistrado, nem de um homem conhecido no
foro, ou nas sociedades, a entregara simplesmentc
ao desprezo largando -a no cesto collocado debaixo
do bofele, donde patearla para o commercio a re-
lalho.
Nao ouso dzer-lhe que isso pnrece-mc singu-
lar, lornou o mancebo com um arenlo chco de dor;
mas nao posso conceller que lenliam sido esquecidos
aconlcninentos lao trgicos.
O interlocutor de Sebastian linha anda os cabello:
negros: a censura quo Ihe razia indirectamente o
estudaiile, pertu bou sua imp i'sibildadc admiuistra-
tiva. Elle ia encolerisar-c, quando a affliccao im-
pressa no semblanle de Iloudan o suslevc.
Maiidare procurar sua caria, senhor, disse el-
le, mas como talvez nao seja adiada, sera methor
expedir-me segunda copia. Promelto l-la c exp-
la ao ministro.
Por ludo o que lia de sagrado no mundo, con-
juro-o que cumpra sua promessa. O senhor obse-
quiar u* homem que Ihe ser eternamente agra-
decido.
Logo que o ministro lionver tomado una de-
cisao, liei de advert lo por nina caria. '
Sebasliao retirou-se, e o supplicio que solfria des-
de duas semanas continen a raagoar-lhe o corarao.
Depois de dez dias de espera, receben um bilhele' de
convocncao para a quarla-feira scguinle.
Counninquei ao ministro, disse-lheo secreta-
rio, a historia de mailamesella Luciana Berlhold es-
cripia pelo senhor. Elle ja a sabia por Ic-la lido na
Gatera io* Tribunac*, a qual rererio-a segundo os
jornaes da Abacia. Como o senhor a cxooz peante
os jurados c elles au julgiram-na digna de crdi-
to, ella nao pode aunuliar sua decisao. Essa hisloria
nao he falla de interesse dramtico ; mas lie despida
de pravas.. Demais os condeninadosappellarain, dei-
xe o tribunal de rassac.lo examinar o negocio. Se a
senlcnra for confirmada, o senhor pnder enlao re-
correr clemencia real; mas o ministro nao Ihe a-
consclha isso. O senhor esluda direito, algum dia
figurar no foro ou na magistratura. Nao compro-
meta scu futuro ; j commctleu a imprudencia de
depr era favor dessa rapariga sem apresentar pro-
ras em apoio de suas paiavras. lie natural que um
mancebo galanleie as mocas bonitas ; mas deve do-
minar suas paixes, c nao dar passos inconsiderados.
Convein respe i lar anlccipadamentc a prolssao a que
se destina. Nao fallara quem Ihe censure sua indul-
gente narraran. Eis a resposla do ministro : he in-
til sullicilar-lbe mais.
Iloudan ficou mudo de dor; saudou o secretario,
e relirou-so sem proferir urna palavra.
Vamos ver, disse elle comsigo, dirigindo-se pa-
ra o palacio da juslica. se lerei em oulra parle algu-
ma noticia mais favoravel.
O tribunal deliberava sobre a appellacTio de Lu-
ciana. Sebastian espern o resultado desse exaine
com ama angustia inexprimivel. A seiilenra dos
primeiros jaizes fui confirmada pura esmplsmen-
te, e a ordem da execuco parti as seis horas pelo
ILEGIVEl
corrcio. A's cinco horas Iloudan leudo terminado
urna pclco de grata, veslio-sc o melhr que pode,
Irocou por pecas de ouro lodo o diubeirode que ilu-
da dispr, e depois cnciminhou-se para asTiilhe-
rias. A senha do porleiro c a dos criados cederam
eloquencia de suas gralilicares generosas; porm
nao aconteceu assim com una especie de secrclario
ou empregado superior, o qual rcpellio-lhe as oller-
as com um sentimento de colera.
Pefdoc-me, senhor, perdoe-me, dsse-lhe Se-
basliao ; cstou cm urna posicao lo crpel. qai; nic-
reco indulgencia ou piedade. Era consequencia de
um erro judiciaro a mulhcrquc amo, nina rapariga
boa c graciosa, acha-sc condemnada mortc. Sua
sentenca fui confirmada, ella perecer, se a clemen-
cia real nao a salvar. Es-aqui urna policio que fa-
ro humildemente a Sua Magesladc. Como poderei
culrcga-la'.'
Encarrcgo-mc della; isso eabe em minhas
fiinr^oes.
Oh! quanloagradccimcnto Ihe deverci !... O
senhor faz-rae recobrar a esperanza. Mas per-loe
minha insistencia: julga poder aprcscnlar brevemen-
te minha supplica ao principe?
Hci de apresenla-la amanilla ; se elle nao a
ler immcdialamenlc nao tardar mais de um ou dous
dias.
Poi m a ordem da execuc.lo lia de partir ja ;
ueste momento ella deve estar assignada, pois os jui-
zes observam o principio de nao Tazercmos condera-
nadossuflrer urna longa espera. A clemencia do re
se cxercer.i assim-muito tarde, e nao salvar a vic-
tima.
O senhor esquece-se deque podemos recorrer
ao telcgrapho.
Oh! sm, cxclamnu Iloudan, o telcgrapho !
en n.lo peasave nell. Enlao tudo nao esl perdido.
Rogo-lbe que nao desprezc nada. Desvie da aecusa-
da o golpe mortal, e voltarci a aperlar-lbe amia,
como a um amigo, a um irmao. Jamis se lera vis-
to gralidilo igual. O scnlior ler.i sublrabido ao ca-
dafalso una crealura anglica, nina mullier digna de
amor, de adinir.ican e de respeilo. Tomare! a paira*
da de Colmar, aiiiiuuciarei aos juizes a bondade do
re, c fare, se poder, retardar a execucao. Adose,
senhor, adeos.
Ditas estas paiavras, o mancebo preriploii-se pa-
ra a escada. desceu-a rpidamente c correa esta-
cao das poslas. O correio tinha parlido, o nao havia
o menor lugar na diligencia; o coebeiro eslava ja
as-cnlado, e dava a primeira chicolada nos cavallos.
Seha-liao nao leve o lempo de fallar aos viajantes
para que um delles llie eedesee o lugar ; so pode sa-
bir da cidade no dia seguinle. Dtenle o caminho,
supplicou ao conductor que apressasse a carruaccni,
e deu-lhe mesmo peras de ouro, que prolnziram
sen i-lleilo. A diligencia cliegnu as nove horas da
note do lerceiro dia; mas a sega de posta a linha
precedido dezoito horas, e na mem- raaoliaa Lu-
ciana e Tlieodro foram prevenid lerianj
exceulados no dia seguinle. Houdan correu a casi
1855.
a Juan Bautista Pena.
Santiago Derqui.
Juan del Campillo.
foi ratificado por ambos os gover-
Este tratado
nos. .
No jornal El Plata, folha ofliciai do governo de
Buenos-Ayres. encontramos o seguinle artigo :
EXPI.ICACO'ES OFFICAES.
ci A inlerveneao do imperio vizinho nos negocios
inlcruosda Repblica Oriental e as desavengas des-
gracadamente suscitadas entre o dito imperio e a Re-
pblica do Paraguay: despertaran! rancores anda
mal adormecidos, e deram lugar por um lado a cri-
ticas, c por oulro a inlerpellaces, que consideramos
igualmente intempestivas, pois que le))denia~iriTra4~^A-
quecer as relacoes francas e cordiaes que nos inle-
ressa cultivar com todos, e compromeltem a rescr
''< diplomtica ; nao lie dado divulgar sem expresso
couseuliiiienlo de ambas as parles. Em laes casos a
responsabilidade ministerial he rauito mais grave do
que a do cscriptor public.
, Corajudo o governo quer fazer dcsappareccr os
boatos cansados por cortos artigos impremedita-
dos.
A inlerveneao imperial na repblica vizinlia re-
conhece-a o governo daquclle Eslado como urna ne-
cessidade a "'-f- - --tita rim rtniliaajjii nfll
riaes do governo brasilcira, nao quer nem pode du-
vidar da boa r daquella gabinete. At agora os sa-
crificios todos tcm sido i sua cusa, a em favor da
Bcpublica.esecbegasse o da cm que o Brasil qui-
zesseabusar do seu predominio, os governos da Re-
publica Argentina saberiam obrar conformelhes acon-
sclham os seus direilos e interesses.
Quanto s desavengas suscitadas enlro o impe-
rio e o governo de Paraguay, o governo de Buenos-
Ayres mais do qoe nenhum outro lamenta a sua
existencia; c os seus votos sao lodoaajm favor de
urna solucu pacfica.
Nao oflcrcceu a sua mediarlo, porque urna mc-
diacao oITcrccida envolve ccrlos deveres que sera
imprudente a-sumir nas nossas circumslancias ac-
Inaes. Porm, se em qualquer lempo, ambas as
parles snlirtarera a sua mediarao ou os seus bons of-
ficios,o governo de Buenos-Ayres envidar os seus
Ulimos calreos para conseguir um arranjn pacifico,
equitativo e amgavcl. Elle deseja ardentemeu-
Ic a opporlundade de palentear a um e a oulro os
seus senliraenlos de benevolencia e de confraterni-
dade.
Tambem se disse que o: direilos argentinos po-
dem ser rrtmpromcllidos passaudo pelas aguas do
Paran allolilba brasilcira.Emsalvaguarda deslcs di-
reilos o governo deu os paaeee necessarios, e receben
do chefe imperial explracocs que considera satisfac-
torias, e guarda a reserva imposta neste momento
pelo seu carador de negocie pendente. .
No interior c no exterior a poltica do governo
be de paz e de conciliaco, subordinando tudo ao re-
pouso c bem estar do estado c da repblica, sem per-
der de vista a sua gloria c os seus direilos. Com es-
tes principios e estas vistas lem direito' de exigir da
imprensa que seja comedida c- conscienciosa na dis-
enssSe de quesles tao espinhosas em si c de lo
trascendentes consequencias.n
No dia 15do 'correte reunir-se-lia a assemhlra
legslaliva do Eslado-Urienlal. Eis a lisia dos futuros
legisladores :
Senaioret.
Montevideo, T). Salvador Torl; Canelones, D.
Santiago Sayago ; San-Jos, D. Jos Alvarez del
Pino ; Colonia, I). Antonio Rodrguez ; Soriano, 1).
Juan I.eon de las Casas ; Paisaud, I). Manoei B.
Iliislamanle ; Sallo, 1). Manuel Acosla y I^ra ; Ta-
cuaremb, I). JuanM. dla Sola ; Durazno, I). Ma-
nuel Flores ; .Minas, D. Apollinario Cayoso ; Serr
Largo, 1). Juan Podro Ramrez ; Maldonado, D.
Jos M. Pl.
Representantes.
Montevideo: D. Erancisco Arauchn, D. Eujenio
Fernandez, D. Narciso, I). Tenorio^ D. Jos Maria
Muoz, I). Carlos V. Lpez, I). Hermenejildo Sol-
sona, I). Pedro Bustamanlc, I). Fernando Torres.
Canelones: I). Maleo Magarinos, D. Juan A. La-
bandera. I). Eduardo Beriraud, D. Gregorio Conde.
San-Jos : 1). Zacaras Mayobre, U. Eduardo Mar-
tnez, 1). Adriano Acosla y l.ara. Colonia : I). Juan
C. Neves, D. Juan Francisco Rodrguez, D. Patricio
Vzquez. Soriano : i). Francisco Tesano, D. Jos
E. Zas, D. Pedro I.atorre. Payiandu : D. Joan J.
Ar'.caga. Sallo: I). Francisco, D. Arauchn. Ta-
cuaremb : I). Pedro Cbucarro. Durazno : D. Ra-
fael F. Echcnique. Minas: D. Romn Fernandez,
D. Juan Jos Aguiar ( hijo ). Cerro Largo : D.
Francisco Fernandez Fislerra, I). Jos Maria Mon-
tero. Maldonado : D. Francisco Veira, D. Juan J.
Acosla, I). Jas G. Palomeque, I). I.uz Magarinos.
A diflcil loaran finaoceira do paiz conlinuava a
absorvef a aliencao de lodos e a conservar o governo
no maiores erabaracos. ltimamente tinliam enftV
do para o thesouro algumas sommas por conla do
emprestimo de 210,000 patacoes, que o Sr. barSo
de Mau, graras inlerveneao do Sr. I). Andr
Lamas, fez quelle governo. Essa quanla nao sa-
tisfaz as necessidades da actualdade, mas o mez da
marco esl prximo e enlao ler.i o governo, livre de
empenhos, as rendas das alfandegas, e podar dispr
de quaotias maiores.
A despeilo da penuriado thesouro tomou o soj^
verno urna delerrainaro importante, que ha de in-
fluir ravoravelmenle sobro o credilo publico. Re-
ferimo-nos ordem expedida pelo Sr. ministro da
fazenda para que comerasse na forma "da lei a a-
morlisarao da divida consolidada, applcando-se
raensalmenle naquella amortisaco a quautia de
10.000 pesos.
-isseajiai.. ------ -
do defensor da rapariga ; o telcgrapho nao Iransmit-
lira ordem nenhuma ; todava o mancebo cada vez
mais opprimido esperou que s priineiras claridades
do dia os signaos areos Irariara a expres-iio da cle-
inencia real. I'assou a imite junio do fogo enm
muitas velas acezas, porque tema a sombra, e osso-
nhos horrves, que poderam perlurbar-lhe o som-
uo, se o excesso da fadiga Ihe fechasse um mouieiilo
os olhos..
XVII
l.ma execucao nas provincias be urna especie de
fcsla publica. Essc espectculo cruel langa alguma
distracao no meio de urna existencia montona. Em
vez de evitar a vista da gulhblina, lodos procurara
collocar-se bem para melhor verem o tertvel ins-
Irumenlo. Logo que amanliece.as ruaseslao cheias
de curiosos vindos de lodos os pontos da cidade a dos
campos vizinhos. Foi isso mesmo que aconteceu no
da em que haviam de cahr as cabec'as doa dous con-
demnados. As hospedaras dos suburbios estavam
cheias de caraponezes, que tinliam preparado (luan-
le a noile suas ligeraa carretas. Ouando os primei-
ros raos da aurora Iluminaran) os lelos de Col-
mar, ja a praca eslava povoada. Todava era no mez
de fevereiro, c a claridade alravessava nuvens fiine-
hres, desenliando no oriente longas faxas cor de co-
bre, l.'m vapor Irislo tornava o ar pesado, c.alguns
podacos de nev cabiam de quando cm quando. O
cadafalso eslava roherlo : loria passado por um altar
adormido da loalha branca, se nao livesse o ferro
ameacador, que os bracos da guilholna suspendiara.
O lelegrapho nao havia dado a ordem de diflerir a
execucao. O secretario entregara a policio de Ilou-
dan ; mas el-re parta para urna cacada em Fontai-
neblcaii, c s leve conlieciraonlo della oilo dias der
pois.
Passaram algumas horas, ea multdSo lornou-se
cada vez mais compacta. A cavallaria linha-se col-
locado cm torno do cadafalso, e os gendarmes con-
linham o povo nas ras, que devia jiercorrcr a si-
nlra rarruagem. O murmurio augmcnlav.i o di-
minua fliieliiainbi cuino as ondas do mar. Bisadas
eev-lainacoes doniinavain um instante, 0depoisato-
gavam-se no rumor ger.d.
\ s oilo horas c mea abriram-sc as portas da pri-
siio, e a carreta fatal comcrou sua v i.igcm. Ira tm>-
viment exlraordinario, urna especie de limo c rc-
fluxo agiten os e-tiecladures. Ins erguiani-se sobre
os ps, outros debrucavam-se nas janellas, c os sol-
dados diflicilnienle inanlinham scu alinhamcnlo.
Estas paiavras : Ei-los, e-lo I enrreram de boc-
ea cm.bocea, e todos os olhos litaram-se com vida
curiosidade sobre as lices paludas dos que iam
morree
i'heodoro pareca complelamenle abatido. As an-
sosl.ia do medo lornavam-lhe anda mais ignobil o
semblante ; porm Luciana tinha urna expressao bem
differenle. Em seus olhos observavam-se um amar-
go desdem da vida e um profundo asco dessa mull-
S. PEDRO DO SUL. _^^
Cid' nde, 9 de janei> fo~J>r3senlemenle a al-
Iciiao u>. _. .umerco desta cidade ha o es-
tado pessimn da barra. A diurna briza do nordeste
lera seccado o canal da barra, e a falla de cliuva, ou
antes de urna famosa endiente nos ros do interior,
como as de 183:1 e I8i:), com cujas enchurradas pro-
fundnu-so moito o canal do sul, que se acha boje
obstruido, reparlindo suas aguas com o 'canalete do
norte, por onde era amigamente o canal principal, o
assim nem umnem oulro offerece bstanle profund-
dade para a navegacao dos barcos que clao mais d
i-2 palmos d'agua.
L'm cavalleiro cslmavel do commcrcio desla cida-
de, ferido era sens inleresses, porque sendo consig-
natario de alguns navios, o tem visto demandaron
a barra por semanas inteiras. a arribaren) a oulros
porlos por nao poderem entrar, queia-se amarga-
mente da falta de aclvidade ezelo da admnistracao
da praticagem da barra. Nao Ihe adiamos razao. Co-
nhccemqs a lodos, e sao tao briosos no cumprimen-
lo de seus deveres. Nao podemos achar razao para
a(trbuir-se a causa de semelbaale infortunio aos dis-
linclos ofliciaes da nossa raarinba que ullimaracnto
lera estado ao servico da adminislracao da pralica-
gem.
Os faclos fallam bem alio. Veja-sa quantos bar-
cos lem-se perdido depois dos successos da barca
Harinhn >. Quantos eslao arruinados por terem in-
vestido a barra sem seren chamados pelos signaes da
Atalaya'.' Essas vararcs, esses sinislros, lia pouco
acontecidos, longe de provar que o nal vam da im-
pericia, relaxacai> ou malvadeza dos encarregados da
praticagem; nao eslao moslrandoclaramentcque pro-
vem antes dos bices naluraes da barra '.' Quantos
lem investido sem signaes e cnlrarara sem bater nos
bancos'.' I'ns nao se perderam, oulros nao enlraram
fazendo agua '.' Como lomar responsavel a adminis-
lracao da praticagem por eslar a barra no eslado em
que se acha Para corrobora nosso peusamenlo cm
favor dos aecusados, lemos o fado de nao haver a
prac,a do commcrcio desla cidade dirigido ao gover-
no amis leve queixa contra a adminislracao da bar-
ra; pois que reconhece ella a causa dos Iraustonius
quo a lem aflligdo, c que de lempos em lempos he
costme haver esta mudanra que bstanles prrjuizos
tcm causado.
Quando era lsfi o distentido Manoel Diabo esla-
va na barra,nao se perderam em um s mez uovern-
bro tres navios,a sumaca nacional Trinta de Jalho,
o brigjie inglez Maria, viudo de Lisboa, c o brigue
escuna Sota Amizade ?
O vapor Imperalriz naocsteve a vista da Atalaya
por mais de dias sem poder entrar '.' Poder-se-ba
acredilar na idea nicsquinba e infamanle de que
dan tola e cruel, que alegrava-sc com seu suplicio.
Ella vollava a vista para os espectadores mais vizi-
nhos da carreta com ar que exprima o denejo a a
inquietacao; procurava evidentemente Sebasliao,
mas lemia v-lo, nao sabendo se esse ultimo olhar
Ihe reanimara ou aniquilara a coragem. Nove lio-
ras son vam no relogio da cidade, quando a carrua-
gem parou junto do cadafalso : um silencio fnebre
acolheu essa chamada do tmulo. Nessa momento
as nuvens deixaram cahr nevoa em maior abundan-
cia, como se quizessem semear de llores brancas o
lugar cm que ia perecer Luciana. Poueo depois
ella appareceu nos degraos da escada, lendo o eolio
nu c os cabellos corlados. Como descrever a (cena
que leve entao logar'.' O algoz e seu ajudanlc visi-
vclmeule commovidos alaram a rapariga prenda,
onde haviam morrido lanos desgranados, e fizeram
jogar o instrumento fatal. Um grito sinistro, um s
grito sabio de lodas as boceas...
O algoz razia os preparativos da segunda execu-
cao, quando ouvio-se no fim da praca peilo do thea-
tro oulro grilo mas horrendo por si s do que a ex-
elamacab terrvcl que escapara mullidlo. Nio
houve quem nao eslremecesse da cabeea aos ps : a
appai ic.lu da propria morle nao leria causado lama-
nlio susto, l'm ultimo relmpago de esperance le-
vara Sebasliao Iloudan ao lugar da execucao. Nao
podia crer que lana formosura, innocencia, enge-
nho o desgraca deixariam a Providencia impassivel,
nem quo a eterna sabedoria vera una innocente
prestes a perecer, sem fazer um milagre para salva-
la. Fora-lhe mui diflicil abrir passagem entre n
tnuliidao, a o primeiro ohjecto que se Ihe apresen- .
ton a vista, foi o ctelo brilhaodo cima das ondas
populares, e tinelo do sangue de Luciana. Enlao ello
deu involuntariamente o grito furmidavel que assus-
t.ira lodos os espectadores, e depois cabira desmata-
do .ios bracos dos vizinhos.
l'ransportaram-no para a casa paludo como as duas
caberas, que a Justina acabava de reunir em sen hor-
rendo panciro, c todos julgaram que dahi ihe sobre-
vina urna tonga enfermidade ; porm a completan
dos bomens, mais forte que a das mulheres, resiste
melhor a dr. Padece hurrivelmenle sem ter gran-
de allerac.lo : s o espirito carrega lodo o peso do
soflrimenlo, como um alhleta nascldo para essa ruda
prava. Iloudan nao cabio doente ; mas sua alma
ferida inorlalmente nao sarou nunca. A's paiavras
de juslica e de l'rovidencia elle sorria de una ma-
ncira lao lerrivel, (pie lazia estremecer a quem ovia.
Visilou successivaraeule todos os lugares de Slras-
burgo e dos arredores, que Luciana Ihe tornara cba-
vcepcao da prac;a e do Iheatro. Depois abor-
receu a cidade e deixou-a. Vollando a Paris, seu
nico cuidado foi evilar o mais possivcl os negocios
e as reuniOes. Vive em um retiro estudioso devora-
do por um sceplicismo incuravel. despreaaudo lado,
duvidando de tudo menas da miseria humana.
FIM.
MEIHDR FNFMPIAR FNRnNTRAnn
MUTILADO


DIARIO DE PERHAMBUtO. SEXTA FEIBA 3 DE FEVEREIRQ DE 1855.

servico 15o impoi tanta bajan) prcditeccocs, ini-
'! Mas para que demorar-nos
lano sobre o lado mais impertinente o improprio da
romos de encara-la sobro o lado que
ulil pode ser para o melhorainonto do estado
mida barra. Ha sobre este ponto que se lan-
ado lodos aquello que desapaixonados
procuram descubrir a cansa para remediar seus etlci-
A destilttrSo do 1. lenlo De Laraare do
(ominando da pralicagem da barra, ou do rapilao-
lente Pinto, que all inteirameule estove, nlo re-
mnveacausa. Saja quem for que se encarregue desse
-pondo dos meamos mcios ou recunos que
aquellos, sobre que tantas injustas aecusaees sa Ta-
ha do incorrer no mesmo desagrado, porque a
barra se achara como agora impralicavel. A ques-
(orlanto quo convm discutir versa sobre o mcio
de remover esses bices que lornam a barra da pro-
i lemivel aos navegantes. Ha opinioes, como
a do fallecido consclhciro Antonio Mauoel Correa
da Caara,que se podiamelhorar o seu estado ca-
nalisartdo-a por meio de navios vellios clicios de pe-
drat, ineltido* a pique em duas lindas parallelas
em toda a estenso ao longo do canal, como un meio
iiit)Hivcl do o profundar sullicioutementc para a li-
vre pratica de navios de alto bordo. Mas enlcndcm
algumas pessoas que esse rneio, alcm de muito dis-
pendioso, e ate impraticavc.1 pela grande oxlcnsao
que ser preciso canalisar, lem anda o inconveni-
ente deajunlar as arcas e fazo-las accumular, rosta,
bolecendo para logo os mesraos bancos fora ou na
embocadura do mesmo canal, por quo em urna tonga
extensa da costa segu um immenso esparral que a
robre por dezenas de militas, correado do siil ao nor-
c da barra. Oulros opinam c lem loila confiaura
i que uuvimoi,emitlida pelo senador Candido
Baptislu, e que acaba do reclamar da presidencia a
la realisarao o digno capilo do porto, e vem a ser
lo profuuda-la por meio de urna grade de arras-
lar puxada por un vapor de forra.
Quauto ao noisopeusar, este meio he o menos ds-
liendioso, oque algura resultado pode aproveitar.
forra da vasanle da barra he tal que cliega a le-
var boles e lanchas, com a correspondente tripulario
para sepulta-las ua arrebenlara das ondas sobre os
bancos. Anda ha poneos mezes que den all fundo
nina embarcara que ia esperar monrao de sabida,
e arrcheulaudo todas as duas amarras foi sobre os
caberos, e estara (otalraenle perdida se nao fossem
corros promptos do rebocador e da pralicagem
da barra,
Basa correnleza, de cerca de 5 a (i milhas por hora,
varia as reas movidas pela grade para fra de
Puntas, ese couservaria maior profundidade por al-
{irai lempo, sendo necessario repetir annualmcnlc.
lous em dous anuos, a mesma operaran, e le-
iwim oblido algam mclhuramenlo do estado
da barra. Porm infelizmente o governo com-
mandnu para o serviro da esquadra o melhor
que para esse lim podamos aqui ler.
Entretanto he necessario confessar que alguma
i se deve. fazer para aeaulelar tantos prejuizos o
dres de perdas de vidas, como tcm acontecido e
le acontecer cinquanlo se nao procurar promover
* mellioramenlo de que he susceplivel a bar-
0 unta previucia lao importante como a de S.
Pedro.
.perava continuar traanlo de outro assumplo
que nao fosse relativo aos negocios da barra, porm
dio sena loma-Ios como a minha moli-
llie mais um sinistro.
a inglea Abrahame Sarah, (-arrogado com
-sos, encalhou na sabida, c apezar de ler
i ao mar, perdeu-se totalmente, salvaudo-
is a tripulara. lio de notar que antes de
er-n^jra/ium e Sarah-' "-----"\sahiram
^tachos
Sorpresa em 13 palmos, e"S*. __rrV> ;4 ;
us, a calraia fez srgnal de sabida
para 15 palmos, arreando o que linha de 13 ; sus-
pendern) enlao, e sabiram sema menor uovidade,
una dinamarqueza .\ancy em 1i ,', o patacho
inalcz Arme H'allcer cm 15, a galeota hanoveriana
i/eem 15 e .1 pollegadas, encalhando o Abra-
hame Sarah, que (razia signaos do 15, o ia aps
de.la !
-e pois que o cipilo desle navio oceultou que
sua embarcaeao eslava em mais de 111 palmos, como
foi verificado pelo digno encarregado da pralicagem
adiando-saja encalhado o mesmo brigue, quando
Iratava de o farer safar.
1 dos Estados Unidos, Jorge Uplnn, lem
i em polmica com o delegado de polica por
c, da prisa do capiliio Ua barca Oteerman, Wil-
li.im l.ang, o roqtiisilou a soltura deste c a entrega
do marinheiro porluguez Manoel Nunes, que havia
desembarcado como ja Ihe dei noticia anleriormen-
foi/eila a 27 do passado, "exigindo
nsul a sollura do capilAo l.ang, alienando ser il-
a *ua prisSo, pis que ella, a nao ser o motivo
bclecer a Iraquillidade publica, nao podia ler
> os principios de direito internacional
e a le-'irlae.lo do Brasil. v
ido respondeu que urna vez que linha tido
perturbada a tranquillidade publica, como elle con-
ifoniocia tanto pelos principios de direito inter-
pacionalomopeIa legislariiodo Brasil ira competen-
te pira cjribeccr do delicio que havia commellido o
capilar* Laiig. Explicou-llte o delegado que o seu
prorediincnln linha por areslo a decisao do ronselho
da Franca sobre os crimes commctlidos a
navios Sejton c Sally, transcripto por
e principalmente no legulamento do 8 de
novombro de 185H da legislado do paiz.
larou mais que o oapilo, segundo a le, nao
- lio sen) prestar liaoca, ou sem se decidir
: fazendo-lhe sentir que mandara cnlre-
i bordo o marinheiro, logo que se lhe lizesse
oiular que eslava lesalmenle contratado ; porcm,
que anda ueste rasco rapito assignaria o preciso
termo deconlianra, por ser caso disso.
nsul replicou, declarando que nao quera en-
trar em quesles de dircilo internacional, que nao
Hte competa deslemhrado lalvez de que foi quem
primeiro invocou esso direito) ; que o rpita l.ang
Jamis prestara flanea ; que inslav.i pela entrega do
inarinlieiro, porqiianlo o conliecimento da legalidade
do contrato nao compela a elle delegado ; e ton-
el ii io protestando contra a violacao feita bandeira
an e'ricana.
J delegado em seu ultimo ofllcio, como para ler-
nr nar tilo desagradavel correspondencia, declarou-
que, como elle cnsul sabia, o sen procedimenlo
en i caso algura leve por fim fazer a menor violencia
nrltira uorle-ainericaiia, o que ludo quanlo pra-
lirou foi em satisfarn de seus deveres, o raesmo para
salvar o capitao VYilliam l.ang de algnma aggrcssAo
dn insulto, para o que estavam os nimos dispostos;
que ello delegado, que se havia esposio para salvar
o rapito, nao era capaz de om attentado qualqer ;
ii.ie era um empregado responsavel, c quo suppti-
nlia ler, bein que com pozar seu, cumprido o seu
dever.
Pensamos que o negocio seaclia affecio presiden-
cia ; entretanto, progrico processoe ainda est pre-
so o capitAo I.au-:.
15 --
de eleiro popularMc algu-
ma" villas do interior das provincias do norte que
appurcrem artos idiotas orcupando esses cargos, n
por i .i lamben) os temos. Em certa municipiilidade,
teiid" sido Humeado para urna commisslo um dos ve-
readores, pedio este a palavra c proferio oseguinle c
eloquenle discurso :
a Seuliorcs, pec,o quo me dispenscm desla com-
i, porque oilo me resta lempo para nada ; le-
nho lodos os diaso Irabalho de veslir-me e ir lomar
a Iicik.'.Io ler.ieupai, e depois tcnbo a grande pensAn
de cuidar do* meus pasariulios ; ja saben) VV. SS.,
que uio me po^sodislrahir destas oceupaeocs. n
K que tal ; nilo he ancdota, nSo ; foi um facto ; a
redacro he que estar um pouco favorecida.
A paralysaf,flo do commcrcio e sua completa o-
lagiiarjo, tem eamido um grande desanimo nos rnm-
nierciantes denla praea. < tuvimos referir fsclos que
(leven) oceupar a aHeneao do goveruo. K-lao esla-
bellidas prconlenienk'. na villa da Conccirao do
1 i'igiiav em Corrientes, (i ou 7 casas de grosso Iralo
que. Iiinieceni toda a fronteira dcMissoes ; e 4 o im-
porlanle iniinicipo da Algrelo nao^ompra nst.1
cidade, em Pella* ou Porto-Alegre, urna s' peca de
Ijzeifl. O seu commerriose dirijo para as mar-
geos do Uruguay, c aquel'as casas, cujos nomes po-
deriamos apnnlar se fosse necessario, lhe veudem
is facturas com o augmento de 10 por canto, se
a ellas Rea o encargo de faze-las Iranspor a fron-
teira aleo ponto do nosso lerrilorio convencionado
pura screm recebidas.
Se, por aquellelado da prorincia, o conlrabando
esla eslabelecido em proporeoes taos comoas que ge-
ral mente se refere, pela fronteira do Jaguar^oellc so
raz,enao em gnaea proporeflet, ao menos com urna
audacia desmesurada, a poni de se fazerem grandes
eiicoinmendas para a villa do Jaguan com o mes-
mo emponhocomo se fosse para alguns dislricios raa-
nufactureiros da Graa-Brelanha ou da Franca. 11 ou
ve lempo que se raaudavam vir desaa corte fazendas
de lino; hoja, porm, ellas so encommendam para
.lauuarlo, pequea villa do interior, cujas fabricas
so limitan) a esrolar alguns bois, porm, que est si-
tuada em frente villa do Arredondo, que be o grao-
do deposito do contrabando escandaloso evercido no
Estado Oriental do Uruguav.
O rendimenlo das alfandegas desla parle da pro-
vincia nesle mez, assiin romo uo semestre lindo,
tem decrescido consideravelmente, como se ve do
quadrn comparativo dos dous anuos anlecedcnlcs,
que mo fez o favor de fornecer um dos seus em-
pregados :
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A (lifleienea para menos no ultimo semestre de
185i comparado com o de 18511 v-se que foi de
rs. 1 i0.'.i:iO502, e com o de 1852 rs. 114.-7D9KH .
porque o de 1853 comparado como de 185:2 houve
tambem a dilfercnca de 3:7305030 rs. Nilo se diga
que no semestre quo se segu do Janeiro a junho
desto anuo pode desappareccr essa grande diminuicHo
de renda, como aconlcceu em 1853 que em todo o
anuo houve excesso do 113:25538)8, comparandoo
a renda de todo o anuo de 1852: na ha esperanzas,
I antes Icnho (oda certeza quo o decrescimenlo sera
proporcionalmcnlc maior em todo o auno, nao s
pelo oslado da guerra da Eurc-pa e pelo estado de
paz das repblicas v izinhas, como pelo grande con-
trabando das fronteiras.
Appareccram na circularn algumas olas falsas
de IcOOOo de 20SO00 : estas da l>. serie, eslampa
azul e papel amarello, assignadas por l.uiz AI ves de
Almeida, o aquellas da 2n. serie, eslampa encarnada
9 papel azul, assignadas por Custodio (lardoso de
Freilas.
O colleclor das rendas geraes, a quem foram apre-
santadas algumas dessas cdulas, depois de reconhe-
cer que eram falsas, as reniclleu ao delegado de po-
lica, que instaurnu o competente processo, do qual
resulta lao adsenle saber-so que a prela forra Polu-
cena havia adiado cin um dos comoros em frente
obrigado a tomar urna cadeira em alguma toja,
deslas cm que se reuncm os que fallara da vida do
Estado.
He' pois ah que fajo a minha prara do morcado,
e de oiide tiro para encher esta, cm caso grave de
penuria, como o presento.
A grande questao que se agita he a do monumento
thatral que se pretende levantar.
Ha de recordar-se quo o mao fado persegue a
questao theulrina : parece que lia cabera de burro
no seu negocio, como figuradamente falln o seu se-
manciro, referindo-se ao (healro da corte.
O empresario Quarlim recebeu a primeira pre-
lafito de-9:000^000 ; eomprou pedra c cal, e cavou
o largo do Collcgio, pura hincar os fundameolos da
nossa futura dhlracra.
Mas, dos abvsmos que so cavaram parece que se
ouvio fallar algum phaulasma,morador da auliga rasa
dn Trem, que proteslou contra a invasao. Fallou-
: se muito no projectn,e nasneanhadas dimensoesque
| o edificio ia lomar, pois que nilo se Iratava do thca-
i tru do bonecns. Inlervcij a corporaeo municipal,
recorren ao presidente, e houve clleilo suspensivo.
F^m conseqiicncia lii foram as sementes para o har-
raco, sob a informarao dos entendidos ; carregou-
se podra c cal, o de novo comecou-se a cavar a Ier-
ra. Mas veio-sc a saber que nilo havia base para o
edificio, que havia commuiicarito com os ;anlipodas-
pois que os obreiros n.lo aehavam fundo, e alm de
tudo seria necessario levantar urna muralha Chinen
para seguranca de nos todos. E, pois, cesaram as
diligencias caguarda-se a prxima reuni.o da pro-
vincia, que se ha de liavjr com estas cousas, sen-
do que o mais dilTicil he resolver-sc a quedan de
um modo jurdico, sem prejuizo da fazenda ncm do
emprezario.
A inspeccao do Ihealro passou ao major Al-
meida, subdelegado da S, que rcsolvcii aniquilar a
anarchia dos frcquenladores da platea.
lio de primeira necessiiladc a energa policial no
Ihealro de S. Paulo, onde niio so observa nem lei,
nem cslylo, nem respeilo a auloridade ; he necessa-
rio que se sinla que nao estamos em Ihealro de al-
dea, em que urna rutile do eipeclaculo marca urna
oceurrencia desagradavel.
Em ultimo espectculo preudcii-sc um esludanlc,
c (Mitro espectador, por infracrao do rcgulamento,
c, a nao ser a energa da subdelegada, feriamos de
presenciar algom desacato do feias cores.
A rompanhia tinha annuniiado drama e farrn ;
mas sendo a regra geral, nrmenle no Rio de Ja-
neiro, que a saude das aclriziis be frgil como ovi-
dro, urna das nossas declarou-se doente, c um an-
nimco declarou ao publico que a farra'eslava pros-
cripta.
A auloridade sanecionon o faci, o os espectado-
res de bom sonso, dando o espectculo por lindo,
cuidaran de rclirar-se. Mas una grossa turma de
c-ludaiiles e fatricat, como (hamam por aqui, com
urna hermeneiilira Iheatral do nova especie, cuten-
deu que plalca aasislia o lireito de reclamar a
oliscrvancia do carlaz, 0 actriz devia licar lina : in-
sisliram para que viesse a farja ; isto em vozerias.
A auloridade vio-sc brigada a fazer a forja arma-
da penetrar na plalca : olase cncarreu'ou de acn
selhar aos desordeiros que fossem dormir. Ora,
como a rena faz milagre a Irovoada ficou nislo.
.Militse fallou cm descolicrta do ouro as im-
mediacoes da Villa l-'ranca. Parece que cm todo
este negocio nao houve senao comedia.
Umacorresponpencia daqucllc ponto, insera no
Cerna PauUstano, assevera que foi redonda ra-
ramiuhola ; que algumas pescas por artificio cmi-
co tizeram sinaes de ouro ein ciprio logar. Islo
fez acudir povo.
Kada soi ao ccrlo sobre esto negocio ; como Ymc.
publicon a noticia, he bem que lhe oriente no que
ha de verdade.
Oarlisla Joaquim Augusto ja vollon, e continua
a desenvolver o seu [(alent de om modo qoc^nos
maravilha. '
I Himamcntc representou na Clotilde, desempe-
uhaudo salisfacloriamenlc o C'iriiliano.
O que lie real beque a empieza lia de baquear so
cou embararar a acj.lo da polica o mal entendido
medo de soflrer urna pequea perda, anteposlo ao
justo e honroso temor de proteger, por considera-
roes de srdido inlercssc, um escravo assauino, e
arororoar assim o braco do oulros da mesma conJi-
(3o semprc disposlo a descarregar golpes guies,
quando nilo cm membrosda familia, como tantas ve-
zes lem aqui succedido, em pessoas eslranhas, con-
tando achar protectores e amigos naquelles mesmos
que deveram ser os primeiros a antrcga-los i puni-
rn da lei. Compre que Ymc. organise o competen-
te processo. e fique corto de que nilo s frci cons-
tar na provincia, como parece desojar no Vinal de
seu oflicio, o empenho com que a policia trata do
perseguir o assassino, mesmo de um desgranado, em-
boca tenha cm son favor altos patronos, mas vou le-
var ao conliecimento do governo imperial o resulla-
do de suas diligencias nessa captura, pie lhe faz
honra, e pela qual, justamente salisfelo com o di--
aggravo da lei, lhe don os louvores que merece.
Dos guarde a Ymc. Palacio do governo do Paran,
23 de outubro do 185S. /.wariuf de (loes e l'at-
concello*. Sr. Dr. obele de policia.
a Illm. e Exm, Sr. Em a noile de 17 de sclem-
bro foi assassnado Anastacio de tal, no Itociode*la
cidade, conforme live a honra do coinmunicar a
V. Fk. cm ollicio de 18 do memo mez. Primeiro
Dem baja o governo que nao atiende nem om-
penhosnem a consideracoes parliculares quando Ira-
la de deeempenhar a missHn do honra que lhe he
confiada.
O que distingue o autor das cartas do Coriliba do
de Paranagua, he que o primeiro so moslra minu-
cioso, enlretrclanlo que o oulro se conserva no va-
go. He o empenho de ambos que lenham sabida as
suas petas; mas aquelle mente analyticamenle, em-
quantu esle o faz de um modo synlhclico. E pensa
o despeilado escriplor que, dirigindo-se a um publi-
co, como he o nosso, lao amestrado pela experiencia,
t,1o exigente de provas quando o consliloem juizdas
autoridades, conseguir fazer valer o artificio gros-
sejro que emprega para desmantelar o credilo da ad-
ministrara do Paran '.' Crcia firmemente o corres-
respondente dcTaranagu que seu artigo provocou
osomno emmais de um leilor : e que so eu, natu-
ralmente interessado nas qucsles relativas a esla
provincia,live a paciencia de o ler de principio a fim,
s por este faci me julgo com algum direito a urna
medalha decampaiiha.
> pudendo altrahir a altenca geral do publico
por mcio dessas baforndas de rcscntimenlo, nilo do-
vendo contar com o menor apoio no espirito dos Pa-
ramenses, quacs s-ao as aspiraroesdo correspondente
de Paranagua '? Seriio por ventura, como prclcncio-
acoulecimcnlo de tanta gravdade queso (lava nesta smente o diz, as de Ilustrar o governo centrar.'
casa do lloherlo Marlins, na ra da Prala desta ci- osle actor quizer rclirar-se ; o publico ja nao pode
dade, essas cdulas na importancia de i:112S, cm- ''ir ao espectculo em quo elle n^o figura.
brulhadas em um panno oudc se cnconlraram algu-
mas dilaceradas pela humidade do solo em que fo-
ram enterradas. Pelo csamc a quo se proceden na
delegacia de policia se reconheceu os caracteres que
as lornam dulcientes, c sao os que so seguem :
a Nas verdadeiras os circuios cm qoc estilo cscrip-
losos algarismos20sAocircumdadosde urna risca
azulada que se distingue fcilmente, o que nao se d
nas falsas. Os nomes das provincias esenptos no cen-
tro das lellraImperio do Brasil,que nas verda-
deras se lem pcrfeilamente.sem o auxilio da lenta,
nao acontece oulro lano nas falsas,que anda mesmo
observadas com esse instrumento sao impercepliveis.
No cruzeiro, nola-sc que a cruz do centro nao he for-
mada d ealf elinhas como nas verdadeiras,e o campo
do circulo Onde se tcha impressa a dita croz nao he
de um sombreado tito escuro como nas verdadeiras,
iiAoto podendo tambem lera legendaBenemeritum
pra,miuo>,--quc nas verdadeiras he muitoinlelligivela
A coroa imperial que se acha.sobre o globo be muito
iinperfrita, sendo quasi invi'ivel a cruz de sima.No-
la-sc que o papel he do umeorpo bastante aspcro,de-
moiistraiidoquc foi engordurado. As GG cdulas uo
valor de 205000 cada urna, sao todas da l, serio, e
firmadas por l.uiz Manocl de Almeida, cm cuja as-
signatura acha-se grande dillcrenra das verdadei-
ras.
Eslas scdulas acham-sc quasi lodas manchadas
do nodoas, que pela cor dftnonslram ser de vindo.
Nas scdulas de IJI enconlraraos sercm impressas
cm papel mais azulado e grosso do que o das verda-
deiras, assim como a linla encarnada com que sao
eslampadas he de qualidade muito onliuaji?. It'eco-
nherc-seque a chapa he muito scmclantc s verda-
deiras, com a dilTereiica de que as falsas csiao mal
impresas, devido riiim qualidade da tinta. Os no-
mos das provincias cscriplos no ceulro das Ictlras
Imperio do Brasilnas verdadeiras sao distingui-
das por meio da lente, o que nas falsas ncm assim
c cousegue. Sito 02 cdulas lodas da 2.-1 serie, o as-
signadas por Custodio Cardoso Pontcs. Esistem frag-
mentos de algumas sedulas dos valores de 20?) c de
I.J, e diversos pedacinhos do panno velho j apo-
drecido, que pareco ter servido de envoltorio s di-
las notas e fragmentos, o que ludo estove enterrado
em lugar hmido.
Rio Grande, 12 de Janeiro de 1855.Manotl
Jote de Astil Xwiiga.ilanoel Coelhn da Rocha.
Inlonio Jote Comes Porto-Alegre.
Temos aqui nma interessaute associacao particular
intitulada de nslruiiioe fecreio presidida pelo Dr.
Candido Alves Percha, c sustentada por O socios,
pela maior parlo joveus dedicados ao commercio. c
alguns empregado* pblicos. Esla sociedade, que foi
inslallada cm agosto do auno passado, tcm presente-
mente asseguiutes aulas: de trance/, ingle/, dese-
nlio, msica, dansa e esgrima.Tinha aula de escrip-
lurar.lo mercantil, que fui snpprimida pnremqitanto.
Trala-ae-de eslabcleccr a de gymnaslica. Suas reu-
nioes sao em (odas as nuiles o as aulas trabalham al-
ternadamente. Cada socio paga (>000 rs. de joia c
i*000 de mensalidade. nnsla-me quo ha ordem c
rcgularidade nos seus Irabalho., e que all se entre-
ten) alguns moros de boas familias que, a nao Icrem
dea ulil distraeco, leriam de procura-la no terrivel
dicertimenlo do jogo, ou na devassidao.
A associodadi'. Iv rica cncabccada pelo DomingosCal-
cagno tem-so adiado cm grandes apuros financeiros,
fi esleve para dar a'pciihora os |capacclcs, bor/eguins
e as grandes bombachas com que se alaviaram para a
representadlo da opera Krnani ; porcm a generosi-
dadede seos credores c a condescendencia da orches-
1ra, a quem devia, fez com que tomassem todos os bi-
Ihetes proporcionando-Ibes assim os mcios de traba-
harem alo solveren) suas dividas. Lamento a falla
de gusto que tcm. esta genle por semelliante deleite
cm urna cidade j,i bastante populosa e rica como esta,
ondo n3o ha nemarrabaldes, nem mcios de distrae-
rlo para algumas horas
Enlrou honlem do Rio de Janeiro, por Saula-Ca-
Iharina, o vapor de guerra I), l'edro, enmmandan-
te o priniciro-tcncnle Antonio Mariano de Azcvedo.
Ditera-ru que veio rceebrr cirvaD c alguns parafu-
sose peras do macliiniamo para seguir a reuuir-se ii
esquadra no Itin da Prala, oque lera por aqui demo-
ra dc2 ou 3 dia--.
(Carla particular.\
A cnmpauhia veio com um novo e rico repertorio.
Entro as pecas que aqui se nao vio figuras as /tuinas
deliab'jlonia, a l'irandeira o i I'lianlasina Bronco
do Sr. Dr. Macedu. >
Resta que nao se lev ante o subsidio que a assem-
blca di ao Sr. Quarlim, que ser do de 3:000-), nao he
grande, atlcndendo-se que temos na Ierra o sem
conlestaco segundo ador bras)!ciro.
Tcm batido alguns assassinalos em Braganca.
Emquanto ojala municipal rulo for s municipal
e delegado, a estalistica criminal all crescer.
Yem chegando os depulais provinciaes : ha
poneos na capital, c os siipplcnles estao esperan-
cados.
( dem.)
S. Paulo.
'.) de fevereiro.
Nao ha aqui acoittecimenlo que valha a pena.
Mis eu sou obrigado a dizer-lhe em cada rorrcio
PARAN-.
Coriliba, 25 de Janeiro de 1855.
Nao lia remedio senao abandmar o santo ocio a
que me tinlta volado, para desmentir as duas carias
transcriptas no Jornal do Cornil ercio de 23 e 28 de
dezembro do anuo prximo passado. Conlinuarei a
dar-lhc regularmente noticias < as cousas desta pro-
vincia, para evitar aos autores destas carias a incom-
moda missao de illudir o publico.
O primeiro desses senhores dala a sua caria de
Coriliba : o segundo o faz de Paranagua. Al nisso
sao fabulosos. Basta 1er as cartas com que tizeram a
sua estra para reconlieccr-seque a primeira he es-
cripia no lilloral, o provavelmcnio no lugar mais ri-
co, c industrioso da provincia do Paran, e que a se-
gunda vem l das bandas de Castro.
Pcrgunlarei ao pseudo-correspondcnle do Corili-
ba como be que, querendo iuculcar-sc habitante
desta cidade, elle iguora certas particularidades que
estao ao alcance de lodos ? Quem nao sabe que o
Sr. Zacaras, no seit rcgrc \ ci por Campo Cargo, o nao por Tindicocia, lugar
perfcilamenle dcscoiihecido de S. ris., que la nun-
ca foi Quem nao taba que o assassino do infeliz
Anastacio era escravo do Sr. Jo,lj Silveira de Mi-
randa o nao da viuva Mir '.' Como allirma o corres-
pondente que Anastacio era feilor do Sr. Silveira,
quando he publico e notorio quo esse pobre velho
era um morador do Roci e inleiramente indepen-
dcnle da casa do Sr. Silveira ? (orno he que cm
(i do dezemhro, dala da sua caria, annuncia a che-
gada dos Sr?. Borgcs e Dr. Carvalhacs n Paranagua,
quando j nesse da cslavam cs liba recebendo visitas e comprim utos'.' Ser pos-i-
vel que um facto como este, sabido de toda esla pe-
quea cidade, s cscapasse as observacocs do desa-
ceitado correspondente ? Como se lrcve a dizer que
o Sr. engenheiro l'ralcs veio desempenhar dous con-
Iralos que fez com os Srs. minilros da'guerra c
marinha para, a ronduriln e transporte pela estrada
do Paran, por espaco de tres anuos, de trens belli-
cos e 1,200 colonos, quando o Sr. Prates nenhiiin
contrato fez com o ministerio da guerra, nem tao
pouco com o ministerio do imperi), para a condu-
rao dos colonos a respeito dos quacs apenas fez urna
proposla aoSr. Pedreira, que ainda a nao accilou '.'
Nao he sabido em Coriliba que crlre o Sr. Prates c
o governo nao existe senao o contrato que elle (cz
com a intendencia da marinha da corle '.'
E-bi claro que esse correspondente cscrcvc sem
consideradlo nenhiima verdade dos fados. Nao ha-
bitando a Coriliba, donde dala a sua carta, as infor-
marnos que transmiti sao apanhadas em Morreles c
Paranagua, onde as noticias rlugam necessaria-
mcnle viciadas. he com dados desla ordem que
pretende historiaros successos desta provincia '.' Bem
sodeisaver a m fe com que esc correspondente
encela a sua carreira. Sen lim he illudir o publico,
calumniando as autoridades que mclhorcs serviros
leru prestado a esta provincia.. Eu me incumbo de
provar a falsidade do suas asserroes, lano a respei-
lo dos negocios de Coriliba como dos de serra abaixo.
Para que Ymc. possa avallas o empenho que tem
o autor daquellas cartas em denegrir a repotaco das
nossas autoridades, ah lhe olTerecj os seguinlcs do-
cumentos, a respeilo do ussassinalo do velho Anasta-
cio. EslaquetUo he de Interawe geral cm um paiz
como o nosso, onde avulla a popular cscrava. Yeja
Vmc. c veja o publico se be ou rao digno dos elo-
gios da auloridade superior c da gritidao do publico
o eliefc do policia que, na perneeuirao do escravo
criminoso, se houve com o zelo, imelligcncia e acli-
vidade quo nesta occasiao, como em muitas oulras,
manifeslou o Sr. Fernandes Jnior.
Acabo de receber o oflicio r!e boje sob o. 99,
em que Vmc. communica-me adnr-se cmlim reco-
lliido cadeia Ignacio, escravo de Joo Silveira de
Mirinda, o assassino do infeliz Ansslacio, depois da
que a provincia vai em paz : para ato he preciso
alinhavar cousa de urna pagina, anda que me veja | vencidos todos as ardis e diOlculdatles com que bas-
cidade depois da inaugurarn da provincia, desper-
lou em mim lodo o zelo c empenho por dcscobnr c
capturar o criminoso ; c boje veuho dar parle a
V. Es. das medidas que tomei para esse lim, medi-
das que semprc communicava a Y. Ex., algumas das
quacs eram por V. E<. ordenadas.
M.uide inmediatamente fazer o corpo de de-
licio respectivo, c interrogar urna mulher por ome
Jacintha, que morava com o referido Anastacio, e a
quem maudei rccolher priso. Pelas deelaraces
delta souhe que um escravo de Jo.lo Silveira de Mi-
randa, de quem Anastacio havia denunciado como
roubadiir de uns couros que haviam faltado em ras i
de Silveira, o fora procurar por duas vezes
nesse dia, e que de noile lhe ouvira a voz, se-
guindo-sc a morte de Anastacio quaudo este sabia
para ir ver quem o procurava. O espirita publico
nas v sinhanras aecusava o prelo Ignacio, que apre-
sentava mais contra si a circomstaneia de ter-se re-
tirado naquclle mesmo dia. l-'.nio, saliendo que os
escravos Je Joao Silveira de Miranda apenas prati-
cam qualqucr acto que mereea castigo, se rccolhcn
a Morreles em casa de sen cunhado Jos Mir, e por
oulro lado lendo noticia de que elle fra avisado
desse crime de seu escravo, e que por isso bem po-
dia fazer com que o preto se retiraste, o mandei cha-
mar e lhe commuuiquei as minhas apprchcnses,
declarando-lho que por seu bro c nobreza de carc-
ter devia empregar todos os recursos para entregar
e scu escravo i policia : que cu punha sua dispn-
siro lodos os pedestres para as diligencias que jul-
gasse necessarias ; quo escreveria a Indas as auto,
ridades em cujos districlos bouvesse suspeita de que
ellepudesse estar, e que no prazo de 8 dias me. de> a
dar conta dclle, prazo. que entretanto foi esperado
por mais I i ou 1(> dias. Entretanto oflicici aos dele-
gados e subdelegados de Paranagua, Anlonina e
.Morreles, aos administradores das barreiras de Gra-
oosa, Ytupava c Rio do Piulo, que empfcgassem
lodos os mcios para a captura do preto, de quem re-
media os signaes. Passados alguns dias soubc por
um pedestre que eu havia mandado aS. Jos dos Pi-
nhaes, que o prelo linha all passado levando urna
carta, e recehi participaran do administrador da
barreira do Rio dn Pinto de que elle havia estado
all, dizendo que ia com seu senhor, que licra
atrs descansando. Mandei mostrar esta participarlo
a Silveira, rccoraulcrrdando-lhe escrevessea seu cu-
nhado Mir, em cuja casa dovia estar o preto, ex-
pondo-llie eslas circumslancias, o convidando-o a
que o enlrcgasse. Dccorreram 22 dias, c nao lendo
*olur,o alguma resolv rccolher i priso o mencio-
nado Silveira, nico meio de que me lembrei para
conseguir a entrega do preto, que nao eslava fgido,
mas asyldo em casa dclle, ou de seus prenles, cm
Morreles. Soubc depois que o prelo eslava em casa
do Jos Mir, cm Morreles, e recebi participarn do
subdelegado respectivo de que lhe tinha dado bus-
ca no sitio, e quo fallando depois com Mir, este llio
dissera, dcbaixo de sua palavra de honra, que o pre-
lo lhe apparecera Iros dias deftois de commellido o
crime, o que para o nao perdor o havia mandado
para o Rio de Janeiro no -'^f Varanaeme cm lu-
gar do um marinheiro de qujn conseguir o lugar
mediante a quanlia de 30*Tfuo llicdera. Rcsolvi
cnlo cntender-me rom Jos Mir, que assim af-
frontava a juslira publica, alardeando scu fcio pro-
cedimenlo peante urna auloridade de seu districlo ;
ia escrever ao chefe de policia da corte para mandar
saber em poder de quem eslava o escravo : ao dele-
gado de Paranagua, o cnpilo do porto para provi-
denciar sobre a sabida do barco : ia mandar pren-
der a Miro: e quando eu eslava uestes trabalhos,
me apparece Mir em casa e me diz que sabia do
prolo, mas que recciava enlrega-lo, com medo de
que esla entrega desdourasse seu nome o o conecilo
que merece na prara. Respoodi-lhe que era isso um
engao, e que pelo contrario scu nomo sollre ia se
se soubesse de que elle rocusava entregar um escra-
vo juslira; mas que em lodo o caso lhe era livre
recusar, sujeilando-se s consequencias desse seu
acto, a respeilo do qual eu passava a providenciar.
Eutao prometleu enlrega-lo o deisei-o seguir ; mus
no caminho escrcvcti-me dizendo-mc que o prelo li-
nha fgido. Expondo a Y. Es. esta circumslancia.
Y. Ex. me deu ordem de ir aMorrcles examinar de
mais perlo este negocio, e empregar os meios a mcu
alcance para a captura do criminoso. Chegando a
Morreles, ja depois de ter recehi lo nova carta noti-
ciando o apparc menlo do preto, cnconlrei a Mir,
quererlo de nao ler recurso algum, a menos que
nao fosse urna fuga vergonhosa< que abalara a sua
casa, e lite quebrara os interesses, mandou-me en-
tregar o preto ; c lie com udzivcl salisfaro e en-
tranliavcl prazer que communico a V. Ex. que se
acha elle na cadeia desla cidade, e que mesmo de
Morreles maudei nm proprio com ordem do sollura
a Joao Silveira de Miranda, vislo eslarem concluidas
as averiguarles.
Levando a presenra do V. Esc. esla informarao
lao minuciosa em virtudc do mcu dever, ccomojus-
hlicarao ile meit procedimenlo, cahe-me a honra de
observar V. Exc. e desejo que conste na provin-
cia, que a policia do paiz persegue com toda a acli-
vidade e empenho o assassino, mesmo de um%desgra~
ra lo, embora tenha elle em seu favor altos patrona-
les e valiosis prolccrocs.
Dos guarde a V. Esc. Secretaria da policia do
Paran, em Coriliba, 23 de ouluhro de 1851. O
chefe de policia, Antonio Manoel Fernandes J-
nior, n
O procedimenlo do chefe de policia, justamente
apreciado pelo governo geral, mcreceu-lhe o emprc-
go de desemhargador c o oicialato da Kosa, honras
que nao teria cerlameule recebido se seus actos hou-
vessem sido reprovados. Que diz a isso o pseudo-
correspoiidciilc ?
lie falso que no dia cm que houve o naufragio da
canoa que conduzia as malas do corre io houvcss"
naufragado um biale, como allirma o corresponden-
te. O pretendido naufragio da canoa leve lugar no
dia 27 de novembro, e nao consta que nenhiima ou-
Ira canoa solTrcsse a menor avaria nesse dia.
Foi so a 29, islo he, dous dias depois, que sosso-
brou na baha de Paranagua, nao um hiile, massim
o patacho nacional Carador, que hordejava cm via-
acm para o segundo districlo, morrendo nessa occa-
sia'o um menino de 10 a 12 anuos, e nao dous ho-
mens.
Na partcipacAo que ao governo dirigi o rapilao
do porto de Paranagua l-se mu claramnte i res-
peilo do naufragio desse patacho a scguiite infor-
marao : a o lempo estovado chuva, pocem lionan
roso, e allribuc-sc o desastre facilidade com que
o mestre navegava rom laslro de pipas d'agua, sem
eslarem pcadas. c que, ao virar do bordo, correntn
as pipas a nm lado.
Nao houve porlaulo temporal que podesse occa-
sionar semclhanlcs desastres. No dia 27 havia ape-
nas virarao fresca, de que netilium mal resullnu a
iicnhunia oulia canoa que nao fosse a que conduzia
as malas do rorrcio. O mais galante he quo as ma-
las que viuliam da corle com reclamarles contra o
agente do corrcio de Paraingu foram ao fundo, en-
tretanto que se salvou a que viuda do S. Paulo. Co-
mo ha de o correspondente explicar esta excepro'.'
Ainda procurar argir o governo da provincia que
o suspenden, o o governo geral que o demittio '.' ta-
ra o correspondente por dirigir lernas consolarOes ao
Sr. Raymuudo ; mas crcia que a sua demissao era
urna necessidade que se ia de dia em dia (ornando
mais urgente.
Mas quem netdor que o governo central tcm lido
occasio'do apreciar a marcha da administraran ties-
ta provincia desde a sua feliz inslallarn t Nao be
sabido na corle queaniquillada a perniciosa influen-
cia de ccrlos senhores feudac, pode boje o presiden-
te, paraphraseando o celebre dito de Luiz XIV, di-
zer tambem uo sentido da cnjislituiro e das leis, o
governo sou eu ?
N3o he sabido que os dous partidos polticos em
que se divide esla provincia, dantas lito encarnira-
dos na lula clcitoral, adoptaran), nas ultimas clei-
res de senador e dcpulados provinciaes, tima s
chapa composla em partes iguaes de saquarcmas c
lozias .'
Nao lio sabido que esse partido litzia, d'antes tao
insistenle na sua opposii;o syslemalic aos actos do
governo dcS. Paulo, presta boje a mais leal adhesao
adininislrarao do Paran, prova de que essa edmi-
nisIrarAo tem sabido traduzir em Tactos a poltica
conciliadora do actual ministerio, fazendo ruin o
ostracismo que repellia dos cargos pblicos os le-
meos, ainda os mais honestas, desse partido'.'
Podar o correspondente de Paranagua contestar
esses fados que lhe apunto como um fesleniunho do
muito que a provincia tem ganlto cm moralidade
depois da sua separado de S. Paulo".' Era dantas lao
precaria a seguranca individual que nunca linha
sido possivel conseguir-se a excnirao da lei quanlo
ao uso das armas defezas ; boje um simples edital do
chefe de policia fez cessar essa pratica selvagem que
dava a esle lerr^ori ^feirao de um acampamento
de rabes
^Q-que dir o correspondente, salvo o seu direito de
mentir, para contrarirosla minha assercao .' Quer
oulras provas do muito que em moralidade lem ga-
mba a provincia do Paran desde que entraran) cm
excrcicio as novas autoridades'.' Procuremo-las no
syslcma adoptado para a arreradaro das rendas pu-
blicas ; e vejamos se a nossa lliesouraria de fazenda
be urna simples casa de agiolagein, como diz graciosa-
mente o correspondente de Paranagua, pensando com
islo desdourar a nossa-raparlicao fiscal, como se lodas
as thesourarias do imperio nao descontarsem leltras
e como se o proprio Ihesouro nacional nao fizesse as
mesmas operaroes.
Nunca orcou a Ihesouraria de S. Paulo em mais
de 100:0005 a renda do imposto dos animaes do-Kio-
Ncgro, I tarar ou como lhe quierem chamar, eo
o rameo!" su foi elevado a essa cifra no exercicio de
1853 a 1851.
Pelos batneos daqclla provincia, que correm
impressos, nao consta que cm qualqer auno livesse
o imposto pS aiaTfriaes produzido 100:000. O Sr.
Joao Caelanuda Silva, bem informado da quantida-
de de anmaos imjiodadosjlpjul, e do quanlo ex-
portjj^#-ftfYicia de criaro propna, rens venda
para o excrcicio de 1855- a 1855 em 120:000^!. Os
amigos do rgimen da at)liga comarca da Cloriliba
enxergaram nesse proceder do Sr. Joao Caotano um
pretexto pira cohonestar os soflriveis vefcimentos
dos entarregados da coLiaura desse importo ; mas o
certo l que j.i so acha recolhida ao cofre da Ihesou-
raria, li o dia 25 do correntc, a quanlia fie . .
127:5rj;08(l constando mais, pelas contas oa agencia
mo se atreve o correspondente a dizer que sem cri-
terio foram lancados os fundamentos dessa estrada,
quando se sabe perfeilamenle que os exames a que
procedern) os professionars duraran) muilos mezes,
e que ao depois de minuciosamente esludadas as dis-
posiroes pliyskas, lano da serra do Mar, como do
canal de Anlonina, foi preterida a estrada da Cra-
ciosa I Ousara o correspondcnlo contestar as vanla-
gens desta estrada sobre as oulras f Ousar negar
que o porto de Anlonina he incomparnvelmenle me-
lhor que o de Morreles, quando este nao admitiese
nao canoas e isso mesmo com difliculdade*, entre-
tanto que o oulro he um escolente aneoradouro para
toda e qualqer embarcado que pode varar a barra
da baha de Paranagua? Nao se ingira em quesles
que eslo muito alem da espitara dos seus conheci-
mentos ; p .obrcludo nao commelta a njuslira de
argir o Sr, Zacaras de erros de que elle rio pode
ser responsavel. Se o correspondente lem razes a
apresenlar contra o procedimenlo de S. Es., pro-
cure aver-se com os Sr. Bulhes, Amaral, Beaure-
paire, Villalva, e C-engcmbre, aos quacs cumpre sus-
tentar seu parecer, como eslou certo que o bao de
fazer.
Diga-me agora o correspondente se, quanlo a es-
trada do lilloral, podia S. hs.llor feito mais do que
lem teilo '.' A velha estrada da (raciosa, depois de
dez anuos de Irabalho, nao linha o adianlamento
que chegou o novo traradn, porque esle cl sobor-
do mundo, a roswtancia russa, a taima alliada, o
curso do tcniaa, que me tem laucado nesle abati-
mento ? Ifaosei ; mas crcio que nao. Qual a cau-
sa, querera saber Smc, ou algum de meus leitores,
essa, respondo, be loda minha, e o que he mcu he
do dominio particular, c o dominio particular eslii
fra da airada do minhas missivas. Principiemos
com o cxemplo por casa. ,
Nao prometi ser mais etaclo d'ora cm diante,
porque minhas fallas nao lem sido voluntarias, e
por isso me nao comprometi por ellas. Em quanlo
nao forera dissipados por urna brisa bemfazeja os va-
pores aglomerados no horizonte de minha imagina-
rao, hei de reincidir nma, muitas, nm milliAo de
vezes...
Nada (om occorrido contra a seguranca individual
instes ullimos dias. A perseguiru e captura de
criminosos, di/.-o Chagas carcereiro, t confirma o
(ialdino, ex-carcereiro e porleiro da polica, conti-
nan) activas. Raro he o dia, diz o Galdino, em
que nao tornos communicares de duas ou Ires pri-
ses. Este Galdino, boa alma, lem urna prcdilec-
ro pela polica, gyra ao derredor della como a
mariposa ; esla nao he de cores brilbanles ) em tor-
no da luz ;. c eu auguro que ser por lim abrazada.
Foi soldado de policia, foi carcereiro, c, deixaudo
fugir uns presos, leve do fazer nma romaria ao Ro
Grande do Norte, donde veio com scntinella i vis-
la ; fez parte de um tribunal de jurados { como

O
< v:
diuado a um uivclamcnlo que lhe assegura urna in- j ro donde sabio para ser iuquiliuo daquella mes-
clinarao nao maior de 5 por ccnlo, cnlrctanto que a ma casa, era que figurn como scnborio ( capricho
pela
do Xapcc, existir all mais 3:3(i;?l80, prefazendo
assifn a quanlia de 130:9379160, nao estando ainda
terminada a passagem das tropas.
He de esperar que esla renda exceda no correnlc
exercicio a 110:0009, islo he, mais (0 ou 70:000
do que se arrecadou em cada nm dos anuos ante-
riores.
Segundo me consta, a passagem de animaes no
excrcicio passado foi mais avullada.
A eollecloria desta cidade, quo no semestre de ju-
Iho a dezembro de 1853, quando ainda pertcncia
anliga comarca, arrecadou de renda geral 3:303.5501,
e de provincial 1:052533, no mesmo semestre de
1851, c ja sobo rgimen da nova administrarao, ar-
recadou para a geral G:37(S80, e para a provincial
:91H0I0, havendo assim um augmento de ...
6r9069856 !
Tambem a eollecloria de Anlonina, no ultimo tri-
mestre de 1853 arrecadou 99i250, e no mesmo tri-
mestre de I85i arrecadou 1:539)836, isto he, mais
5159682, sendo os impostas os mesmos.
Nas barreiras se nota o mesmo accrescio de ren-
das, o que prova que as demisses dadas pelo Sr. Za-
caras lem produzido com ellcito. No trimestre de ou-
tubro a dezembro de 1853, quando leve lugar a ebe-
gada do lodos os ompregados'e transporta de suas ba-
gagens, eo commercio da herva-maleseachava mais
animado, renderam :
Ytupava........... 2:85'200
Rio do Pinto.........1 027:000
Graciosa........... 23H-2IKI
total. .-0979300
Em IKi, e no mesmo trimestre, renderam
Ytupava.
Rio do Piulo
Graciosa. .
:igK50550
1:7839200
5289970
Total. 6:1629720
sendo a dilVereura a favor da nova administrarao de
2:0459*30.
Se cu livesse a conta dn rendimenlo das diversas
colleclorias no lempo da auliga comarca, uao s mos-
trara os erros de que estao tiradas, como tambem
o augmenta que lem lido depois que ella passou a
calhegoria de provincia. Fique isso para oulra vez,
se for preciso.
Diga-me o correspondente de Paranagua se esse
nnlavel accrascimo no reiidimento da provincia nao
faria parlo de seus sonbos dourados'.' Ser possivel
que essa lgica dos nmeros o nao convenra de que a
Ihesouraria do fazenda se lem havido com zelo na
arrecadacj dos dinheiros pblicos '.' Nao sabe elle
que o zeloso chefe desla repartirn nao se potipa a
viagens, quando eulende necessara sua presenra
nesle ou naquelle poni, para examinar o estado da
escriplurarao nas diversas colleclorias, alim de que
naocommellain faltas os seus cmpregados.'Negar el-
le, en) presenra de laes documentos, que esto ao
alcance de lodos, que os rcgulamenlos dados pelo Sr.
Zacaras para a arrecadarjio dos dinheiros pblicos,
c a ira me lala demis-o dos emprega los que a seve-
ra opiniao publica indigjta como prevaricadores, sao
a causa desse incremento qne se nota nas rendas
tanta geraes como provinciaes '.' Nao din ido que a
nossa Ihesouraria de fazenda como repartirn nova,
tenha seus defeitos ; mas se o correspondente de Pa-
ranagua os condece, ponha-os em evidencia, e nao
nos venha enjoar com seus indigestos palas roes.
Ja venios que relativamente aos melhoramcntos
inoraos he completamente inexacto o correspondente
de Paranagua. Enlcndtmo-nus com elle a respeito
dos mclhoramenlos maleriacs.
lio sabido de todos, c o nao deve ignorar o corres-
pondente, oque eram as obras publicas einquanto fa-
ziacslaproviiiciaparlecladcS. Paulo.O que fezo Sr.
Zacaras logo depois da sua pnsse'.'ltccuuhccciidoque
a obra amis importante era aconslrucrao daestrada
do lilloral,encarregoii inmediatamente acngendei-
ros o csamc da mais conveniente tocalidade para
o cslabelecimenlo dessa viadecommunicarao ; e lo-
go que leve o parecer desses professionaes, constan-
te dos relatnos que apresentaram e que correm im-
pressos, mandou proceder aos trabalhos necessarios
para a determinaran da directriz do projeclo. Esle
Irabalho, ao qual se lem procedido com lodo o rigor
da sciencia se acha lo adiaulado quanlo o permit-
iera os recorsos postas a disposiro do governo. Co-
outra, entregue direcro de pessoas perfeitamente
ignorantes, apreseiilava declivios de perlo de 30 por
cenlo. He islo um fado que nao poder.i por cm du-
vida nem a mais requintada in.i f.
Nao s a respeilo da estrada do litloral.fcnmo^de
todas as mais, lem-se providenciaste.-' A da mala do
Rio Negro lem sido reparada. A importante ponte
de Canihu foi renovada ; c ainda ltimamente foi
de proposito a Palmas o Sr. lenciite-coronel Bcau
repaire, encarregado de examinar a estrada de Mis-
scs, c de dar o seu parecer sobre ella, oque ja exe-
culou.
O paro da assemblca provincial esla a concluir-se,
c nelle funecionarao os dcpulados na prxima rcu-
niao que lera lugar em 1 de fevereiro. Esle edifi-
cio foi comprado para este fim, c nao estando enlao
nem assoalhado, ncm forrado ncm rebocado, hoje se
acha elegantemente preparado e digno a lodos os
respeilos do obieclo a que lie destinado. Nenhuma
provincia o tcm incline Este trah'alho foi esecil-
la do su h a direcrau do Sr. Joao Caelano da Sirva,
inspector da Ihesouraria, ao qual nao se pode recu-
sar um tribute de recouhecimento pelo zelo com qu'-'
lem aclivado o andamento da obra, e a exacta fisca-
tisarao que tem eslabelecido a bem da fazenda pu-
blica. ._ .-
Ja se lanraram os alicerecs do edificio do lyccu,
cujo plano foi dado pelo Sr. Gcngcmhre, engenheiro
francez de muito merecimenta. O mesmo aconte-
ce aos cemiterins pblicos que se esto couslruindo
lano nesta cidade, como na villa de S. Jos dos l'i-
ohaes e freguezia do Campo Largo, e cujas obras
van cm adianlamento.
F'oi encarregado o Sr. Gcngembro de apresenlar
o plano de umpharol para a barra de Paranagua. O
projeclo est concluido, c logo que o ministerio da
marinha consigne os fundos necessarios se pora mitos
obra.
Bem ve o correspondente de Paranagua que lbe
cito fados para destruir suas asserf Oes vagas de que
nada se lem feito depois da inslallarao da provincia
do Paran. Nao he por meio dessa linguagem cho-
cht quecaraelerisa seu enigmtico artigo que elle
poder provar que os sonbos dourados, os vos de
imaginarn desapparecern) como fumo. Todos os
Paranaenses reconbecem o moilo que lem ganho
com a desmembraro da sua provincia da de S. Pau-
lo, e ludo quanlo em controversia quizer dizer o
correspondente provocar o riso de qualqer. Aca-
baram-se os ltimos vestigios dos antigos captes-
mores de aldea. A aeran bem fazeja da auloridade
he sentida pela generalidade da popularlo ; e quan-
lo mais grilarem os deshincados potentados tanto mais
valcnle ser i provo de que o povo vive satisfeilo.
Ainda nao houve um Paranaensc,ainda o da mais hu-
milde condiro. que rcorrendo ao Zacaras a bem
de seus requerimcnlos bouvesse tido a ocasio de
o tachar de orgttlhoso. Esla qualiticaco pertence
ao despeilado correspondente, e sabe Dos se com
toda a ta/ao.
Teoho respondido ao pseudo-correspondenle de
Coriliba e Paranagua. Agora tralarei do mais queij
tero oceurrido nesta provincia. i
No dia 15 do correntc abrio-se o jury desta
cidade sob a presidencia do Sr. Dr. Antonio Can/i-
do Ferreira de A breo. ,
No dia 19 cncerroa esle tribunal os seus Iraba-
llios depois de julgados qualro procesos, a saber:
1. O do prelo Joaquim, escravo do"Sr. Tobas Pin-
to Rebelto, por ferimeuto feito em um seu parceiro.
Foi absolv ido ; mas be cren(;a de lodos que essa ab-
solviro o nao livrar do castigo que, para cxemplo
dos mais, lhe hade impor seu senhor.
2. O dos reos Manoel Ribeiro c llcrnardino, ir-
inaos, por homicidio perpetrado na pessoa de Joa-
quim Bonete. Foram alisolvidos, e com juslira por
qoe foi em defeza de seu pai que estes dous moros,
armados de adas do tenha, malaram a Joaquim
Bonete.
3. O dos reos Joaquim Tcrcira do' Valle e Anto-
nio da Craz, acensados de homicidios por occasiao j
dos laraenlaveis aconlccimentos de S. Josc 'dos Pi-
nhaes. Foram ahsolvidos.
i. O do reo Ignacio, escravo de Joo da Silva de
Miranda, por homicidio na pessoa do velho Anasta-
cio. Foi condemnado a 550aroules c a ler ferro ao
pesenco dorante um auno. Nao havia prova tcsle-
raunhal coutra esle reo.
No processo dos reos Joaquim Pereira do Valle e
Aulonio da Cruz foi dado de siispcilo o Dr. Antonio
Candido Terreira de Abreo, o qual, aceitando a sus-
pendo, dirigi ao primeiro supplcole do jniz muni-
cipal o seguinle ollicio, que vai lilleralmcnte co-
piado :
Illm.Sr.--- Tcndo resotvido nao presidir a ses-
sao do jury que tem de jalgfr os reos Joaquim Pe-
reira do Valle e Antonio Jos da Cruz, pronuncia-
dos por assassinalos commctlidos no dia 7 de novem-
bro de 1853 oa villa de S. Jos dos Piuhacs ; assim
communico a V. S. alim de comparecer no lugar das
sessuesdo mesmo jury no dia 18do coircnlc as 10
horas da manhta. vislo ler de ser julgado a m.inha
um oulra processo cuja priso dos reos he mais an-
liga.
Dos guarde a V. S. Coriliba 1G de Janeiro
de 1855. ele.
dem.
Jornal do Commercio do Rio.;
da sorlc que os franciscanos allroiitain, fazeudu-sc
ruin anuo guardiaes, c no oulro porteitot). Pin-
d o lempo de sua residencia e pago o aluguel, ju-'
ridiramente chamado mulla correspondente, di-
vagou um pouco ; mas cedendo altracQao pela po-
ei-lo porleiro da secretaria da mesma ; e ho-
<:ORiiEsroxm-:x<:i\ i><> ihauiu de
i>Kit\.\.\iiii <:>
Parahiba.
17 de fevereiro.
A falla confessada merece ser perdoada, quando
ha firmo proposito de emenda ; mas quando fallece
essa importante circumslancia, parece qoc o remis-
so nao deve esperar o perdi. Nesta posrio me
achu, o por isso nao recorro sua generosidade. Tc-
nho andado omiso uestes ltimos lempos", c quan-
do cqido cm minha falta, tem partido o crrete pu-
blico c vejo-me forrado a recorrer obsequiosa
preslabilidade de nm amigo, que faz seguir a tarda
masiva pelo corrcio particular. Nao si-i que que-
brante me laucn hruclia maligna, mas ando dis-
(rahido, meditabundo, mcrenrorio, e como se cos-
luma dizer ad Efkeot. Sob a influencia desse
tpleen chronico, esquero-mo de cscrcvcr-lhe, c al
mesmo que contradi esse habito lia longo lempo.
Kao eslou, crcia-mc, sol a dominio da ambicio,
nem formando ufhsv sienta do financas, um plano
sricnlifico, nem em procura de urna incgnita ; nao
Irabalho na soluco de um problema, mi dcdfraco
do tuna charada, e menos em algum invento uti
a bumanidade, assim como a plvora, bailas asphi-
xiartfcs, espingardas a Minie, ou oulros que letn le-
vado posteridade mais de um nome Mustie ; te-
nho nao sei o que, oceupam-me nao sei que idra>.
pens nao sei em que, a assim eslou vegetando, no
rigor da palavra.
Em um ou oulro lampejo de ronscirncia do meu
ser, entro por um pouco na realidade, escrevo-lhe,
mas o que'.'
Meircles nada mais me diz, Bculinho me nao ap-
parece,'os thuggs andam'em holandas, a pouco po-
derft obrar, a [Milicia gyra activa, a Russia ainda
resinga, Sebastopol nao foi lomada, o mando conti-
nua sea gyro de rotarao, o 'cnipo pass* calmo, as
novidades escaceam e eu declino...
Ser o abandono de meus noliriadnres, a falten-
ciade novidades, a aclvidade dj policia, a rolaco
licia
je nm dos meus noliciadores. Creio que acabar no
poder executico, senao no paciente.
Como desejo que cuntiera as pessoas, com qaam
tem do cnteuder-se, por isso lbe don a biographia,
como se dira do um harao, ou outra qualqer im-
portancia de nossa mariposa policial.
Assevera-mc elle, o Galdino, .que muito breve
nao (em onde reedita bacamarles, pislollas, facas de
pona, dardos, espadas, .tantas sao as que a polica
tem tomado por esses sertes ; c mesmo ca pelas
uossas proximidades. Quanlo a mim, coiha ella es-
ses instrumentos de destruirlo, que eu ensioarei ao
Galdino um meio econmico e fcil de dar-lhes con-
sumo.
Ja v, pois, quo caminharaos bem quanlo i poli-
ca ; e, graras ao major Moreira, j temos palm-
illas noile, que lomara coalas aos preludios, es-
cravos, que ouli'ora.fafando-se das casas de seus
senhores. auilaram pelas ruaj psairrtiaiido- paiaVfj-
nltas de um gosto apurado. Se o Dr. chefe de po-
liria se Icmbrassc de dar urna ordem para que os
soldados fustigassem os preludios, que encontrassein
anda de da pelas tabernas fallando, e molhando a
palavra, pelas calcadas, nas fonles e prinripalaaen-
te defroute do muro do Carmo, onue fazem im
rendez-vous geral, seriamente que muilos escravos
encherain mais promptamentc seus baldes, e ou-
lros cumpririam com mais proinplido seos reca-
des.
Isto cusa pouco. L'm junco a cada soldado, c
urna rccnmmendaco ao incancavcl raijor Muurei-
ra. Com duas palavras S. S. podera fazer-nos uiu
grande beneficio.
Consta-me que na corle, onde a consliluirao deve
ser mais barata, os captivos ainda nao lem a lber-
dade de reunirem assemblas deliberantes ; como
tolera-tos onde cerlos arliguinlxvs da de/unta, como
lhe chama o senador Costa Ferreira, nao lem ainda
intelligencia clara '.'
. Disse-me um sujeito, que nao conbero, que o
commandantc do mcio balalho provisorio lora
mandado chamar da corte. Dos o leve bom cami-
nho, e que sejaimandado crear algum provisorio cm
Goiaz, ou Mallo Grosso.
Eu sinto porque n3o lerei de apreciar de meia
cm meia hora, as melodiosas cornejas, qnc faz lor
car no c.iiasWl *m fHK salisfaco de nossas ouras.
Eu quizera que Smc. em urna bella e sonora ma-
drugada, ouvisse um trio cornetal, cstrideule e as-
pero, como a tuba do anjo de Juizo, a eomj>ac cm
primeira, segunda e lerceira ; e enlao lhe pergutt-
laria se a melhor inspiraran de. Itossini seria equi- ,
riaravel do nosso Uomem dos mappas conducentes.
(Juanlas vezes, em minhas insomnios, nao (cnli_
saltado da encherga para ouvir aquella meloda
caustica, capaz de por em irritabtlidade os ervos
mends sensiveis .' Dovido que baja ataque histhe-
rico quo resista primeira parle de urna peca do
alvorada, com qoe comeram semprc os laes loques
A harpa de David nao produzia melhor efteite nos
ervos do rci Sal.
Se o successor do Amendoim, sacrista do Rosa-
rio, lhe quizesse dar um auxilio de corita, cerla-
meule qqe nao Picara finado nas sepulturas.
A cmara illustrissima lem andado cm aperto
com o contencioso. Um escrivo cujas cusas nao
qttiz vender, ou nao lhe quizeram pagar, movett
contra a illustrissima cxeruro, comecandb por pe-
nhoia no cofro da mesma. Os malsins da juslira
penetraran) sacrilegamente, no santuario no momen-
to mesmo cm que all, se celebravam os mysterios.
Al aqui liouvc sacrilegio do juizo. Por um man-
dado ohrigaram ao procurador, que nao he thesou-
rciro, c nem clavicularlo, a assignar deposito de
urna quanlia que se suppuulia existir em cofre.
Aqui houve abuso do um, loleima de outro.
Oulro mandado intimava a dous claviclanos "
entrega das chaves, fallando intimarn ao presi-
dente da cmara, 3." clavicularte. Pouca voutade
de abrir, ou muila de arrumbar.
L'm tareciro intimava sob vara aes venadores il-
pislres para irern contar de que maneira se porta-
ran) os malsins, quando metieran) seos narzes de
juslira no snela anclnrum dos vereadores. pti-
mo calculo, cheque mate.
Os illustrissimos esquecendo o que disseram imu
um oflicio ao Exm. presidente, asseveraram, com as
veras de que sao capazas, que os malsins tizeram in-
Iroduzir suas venias com o maior calamento e
respeilo, e que a inlimaco foi feita cum tenia, com
a qual, jurdicamente, al os filbos podem citar
ospais. Falta de reminiscencia, ou de... urna cou-
sa, que poucos lem, e ninguera quer qoe se lbe
note. .
Cm oulro mandado... licou pendente, nao sei
se ser para trancafiar o procurador, qoe, coilado !
nunca pensou que lizessem tilo publicamente um
acto que jamis ello mereceu ; ou se ser para ar-
rombar o cofre.
Se os tllujlrissimos, va a quem loca, nao abusas-
sera do sea lugar paraexcrcer vingancinhas.ncgando
despachos s parles ; se pn. olico, e n.lo por mesquinliarias e inlcresscs parlnt-
lares : se finalmente pagassem igualmente as divi-
das da itiunicipalidadc, sem preferencias, que fa-
zem suppor inleresses, cerlamentc que laes secnas
veraonhosjs a'qurlla corporar.lo. so nao dariaui
com escndalo de lodo o domen) honesto.
L'ma qucslao. Sera pcriuillido obrigar assim, c
por lal maneira, a cmara a pagar dividas, princi-
palmente de cusas '! No caso alllrni.ilivo, o que im-
porta enlao a delerminarao de quola tiara esse lim
pela assemblca provincial, no orramenlo muni-
cipal *
A que estado ficarilo redu/idos, rm pouco, os \>.
Irimnnios muniripaes 1
Temos, lie verdade, um caso julgado ncsla pro-
vincia.
O finado.Irgosfoi o primeiro, sema nao falla a
memoria, que execulou acamara pelas cnslas de um
processo de abuso de liberdaile do imprciisa, mas
quid inda T
Para ludo ha casos julgados ; porque ainda nao
houve estravaganria, que nao fosse esecutada.
Eu nilo preste atleni.ao alguma aos laes jalgados ; ,
porque lenbo-os vislo multiformes.
Chegou o Dr. chefe de polica deTaquara. c nada
transpira do resultado dos proeessos, q le all foi ins-
taurar. Trotixe um hospede para o Chagas; mas
desses de meia tijella. que no deis.nn interese ao
eslabelccitncnto. O Galdino lem and.idu farejandu
para ve* se dcscobre alguma coua -, maa al aqu
todo tic segredo ; ou nlao nada se derobria.
Quem me dera aqui Meirelcs I Oh Ei-lo.
Fallar no mao, preparar-llico pao.
Enlao, Sr. Meireles, o que temos de novo?
FIstou ardendo."
Porque f
Porque os senlinres lentes de minha academia
borrical, s Iratam de comer oa ordenados, a nada
de apresentarem nma doseoberta interassanle, um
resaltado proficuo. Die-Ibes, que rnj redigissem
um projeclo de posturas para apresenlar naesmara,

.- '
i

IIEGIVE1
MELHOR EXEMPLAR ENCONTRADO
...iJTiLAnn



mua^Mmmgiej
Uhmi

DIARIO UE PtnMiBUCO, StXTA FURJt 13 t FE.tREiRO DE 1855.


o os bregeiros, egostas que sao J s coidiram de si
como vera. E nisso paxou de mi papel, o foi
lendn..
Arl. 1. Nio ser pcriaillido d'ora em dianle andar
a cavallu, salvo em algara purea, on boi ; porque
leudo essss cavslgaduraj o passo demorado, nao lia
o de esmagar alguem pelos caminhos.
Art. 2, l'ica ipioliihido n queraquerqne seja o dei-
tar carga em animal cavelter, alvo de capim.
Arl. 3. He prohibido o arrancar-se o capim da
ra, e carainhos.
Arl. 4. Todo o cidado deve plantar capim as
-uas tostadas..
Baila, mea amigo, a prime-ira vista qualqner
dir, que suas posturas forain feila por qnadrupe-
dcs du familia rincbanle. Vamos 10 que interessa.
Sabe alguna novidade ?
No ; a nao ser que S. E\c. nomeou nm ins-
pector interino pera a alfandega, em ordem a nao
ser perturbado pelobarolbo, que ol i se faz.
Isso he vetho, e pouco nos importa.
Entio saiba que niorreu o Arijos.
Vire follia.
Foi nomeado o cadele Hermenegildo subdele-
gado de Mamanguapc.
Isso *m he novidade ; e lica aquelle lujar bem
servido. Tem un delegado juiz, um subdelegado
militar, deve ler um inspector frade.
Mas tem oRemiano na Rabia da'lraicao.que ja
fui all subdelegado.
Oh Ent.ln milito bem ; despensamos o frade.
Nada mais ha.
Nada 1
Abolotamente.
E por Sebastopol ?
Nao me toque nessa tecla, porque soa alio.
Entilo arrumo-lhc.
Assim o qner, v l.
I.i, nao sei onde, qne a Europa vira a ser repu-
blicana, 011 cossaca'palavras de Napoleao I. tres
faros distante do III...
E acredita?
Inteiramenlc nilo, ouca-me : .i mais, lambem
nao sei onde, mi os alliados vencem na quesillo pen-
dente, ou nito. Se mo vencem, os cavallos djfs t;os-
saeos IrSo tomar banbos perfuma los as baubeirosde
marmore do serralbo do grito-sullao, que sao, segun-
do me iufurmam, pouco mais ou menos como as do
hotel Pharoox, onde se gasta 1} rs. por cada banbo.
Mafnma dar, sera dnvida, grande eavacn, e espirra-
r era Meca; rmis a humanida.le turca gndara mui-
lo ; pois os Cossaros sao mais civilizados do que os
crentes, e o Alcorao muilo pcior do que o rito grego-
oricntsl.
A Franca e Inglaterra perdem as cusas ; mas
nao terao occasiao de brigar pelas parlildas,
iicolao cresce uns palmos ; mas o Leopardo enco-
lde urnas puncas de bracas as unbas.
A Russia lica poderossima ; mas a Inglaterra
cha muilo em seu orgoldo, e as naces pequeas
ft%am.
primeira bypolbese, para que a Russia fique
inteiramenlc Micnpaz de novas tentativas, os alliailns
libertara a Polonia, c fazem della urna cousa assim
pelo Iheor da Suissa, Blgica, ou (recia. A Aus-
tria, ou a Prussia bao do quere-la ; mas qualquer
deltas he urna Russia de capole para os alliados ; e
- elle* nio couliara muilo em qualquer della : alo en-
tre n.i
A Polonia nlo tem l muito boa cabera ; e por i>-
so dar-lhc-ho um governo fertao, assim um gover-'
M miur. que pcasa fazer esquecer as saudades da
ilussia. Ora, a Polonia esl acostumada rom isso ;
portanlo nao eitranba o jugo, e assim temo-la cos-
o que mais be mutoagradecida aos alliados,
cenos obedecer. Agora qual a fara mais
preces mover-sc be quesillo do fuluro.
Temos pois que a liberdade nada ganda na Po-
lonia.
Para que (recia e a Turqua possam repcllir a
invasn cossaca para o futuro, be raister, he neces-
sario, que, alm da proteno dus alijados, seyam
r. dous exeti tos permanentes, em lugar de dujs narflijs
constituida-. Ao contrario as HaToes oterderifats teeio,
de um momento paru'nutro, de fazer novos sacrili-
peconiarns, $aje sanguc. A tal protecrao dos
llHt importa a quebra di soberana nacional da-
queltas duas nacoes, que terao de ser regidas, como
di es mandarem, e nao como entendereiu. Tor esse
lado o-Mo cossacas. Sobo dominio das armas, nao
podem ser paizes conslilucionaas, o principio liberal
nilo pode nelias dominar ; e nem aos alliados con-
ven que o sejam. Qncrem all despolas, que se ba-
leen) em sua protecrao armada, e por conseqoencia,
qoe Ibes obedecara. Ainda por esse lado cstao eos-
sacas. '
O re de aples esla na coalisao ; a Auslria de
urna das alliadas. A Inglaterra, generosa de inslinc-
to, e propagandista de palavras. nao pode proteger
a nacionalidade italiana contra o rgimen absoluto c
a protccc,0 da Austria.'Ficam cossacas, romo dun-
* Hungra porque razao deivar de ser cossaca?
s alliados bao de brigar por cousas tao pequeni-
' Us?
A Inglaterra fica como era, e como ser semprc.
Amante da liberdade para si ; philanlropira por e\-
cellencia ; jniza das queslftes aldeias ; commcrciante
esseoeialmenle ; si mi-cossaca por calculo.
. A Franca ser livre ? NapoI.Ao qaercra .um parla'
ment onde eiislam Guizol, Thiers, Montalcmberl,
Berryjer ? Querer os Cirardins lilbos da imprcosa '.'
Duvido, com o tal escriptor que li. A Franca ni
cossaca. E o que gandam s homens da liberdadee
progrciso, que sao alliados por amor da liberdade '.'
Ima completa logracao, um desapontamenlo ler-
rivel.
Tornemos segunda hypolliesc. Se venecrem os
Russos. Estes, despeilados pela cruzada, acccndcro
o ardile revolucionario na Ilalia;cnntra o rei de a-
ples, e o imperador da AUsIria; na Hungra contra
este ultimo ; e na Franca contra Napoleao...
E so o nao flzerem? atalbei.
Sao muilo (oos.
Ese as edammas Ibes sallarem em casa '.'
.Mellior paradles, que lambem dei\am de ser
-aros.
tem improvisado muilo, Sr. Meirelcs ; mas a
alia poltica canra-me, c ico nao posso mais alu-
ra-lo.
O improviso nao be meu ; l-o, nao. sei onde ;
c como combinei com as ideas, que me pareccm do
prophecia, colbi-as, e nada mais.
- Bem, fique-se com ellas, e adeos.
Dos masiintes, que me importunan), este be o mais
dcil, loleravel. Lobo que o despero, pe-sc no an-
dar Mas, lomando discussao, que com elle livc,nao
arda singular, que Meireles queira campar de poli-
tico, o abordar quesles de alta monla '.' .
(1 mundo he tal qual. Todos querem fallar era lu-
do, como se ludo fosse para todos.
A' vista do esposto vamos ver o resultado da alli-
anr,a librrima em que entra a Franca edeirando a
repblica, a Inglaterra a mofo, aples, Austria.
Prussia c Turqua a cosiacos, somcnle com o lim de
libertar a humandade, c Ilstrala. Desse bollo he-
terogneo fermentado sahr a felicidade do mundo.
Sera uro phenoineno muilo para ver.
Nada mais oceorre, quo mereca as honras de urna
especial menean. Esta vai deboadimencan, contra o
que suppiu a principio ; mas antes assim.
E-quecia-me dizer-lhe, que hontcm liouve tima
recia na Melpomenense ; mas cu uio assisti. por in-
'comuiodado. O que Mcirelescnnlar lliedirei.
Sattde, c fortuna, cousa que muilos desejam, pon-
en, leem, o uinguem julga siillicicnle, lite desejo por
HDM longa serie do annos. Amen.
Jos Joaqum de Uliveira. a
Francisco Jos Silveira.
Ignario Alves Mouleiro.
Jos Victorino l.enius.
Antonio Duarte de Obveira Reg.
I-ilippo licnicio Cavalcanli.
llarao de Beberibe.
Manoel Tliom da Silva.
Thoraax Jos da Silva taoslo Junior.
Dr. Manoel Joaquina de Castro Mascareuhas.
Jo.io Ferreira Cavalcanli.
Joaqoira Flix da Cunda.
Antonio Jos Rodrigues de Souza Junior.
Juaquin uarte de Azevedo.
I.uiz Jos Rodrigues do Souza.
Jos Alfonso dos Santos Bastos.
Leaudro Ferreira da Cunta.
Miguel Augusto de Olvera.
Antonio Jos de Castro.
Manoel da Silva Ferreira.
Manoel da Silva Sanios.
Joao Filippe Cavalcanli.
Antonio Flix Percra.
Virgilio Rodrigues Campillo.
Francisco Xavier Carneiro da Cunda.
Bar.io de Camaragfhe.
Joao Valentn! Vilella.
I.uiz Marques Cavalcanli.
Forain sorteados da urna especial para completar
o numero de 48 jurados que faltaran!, os seguiules
juizes de facto supplcnles :
Major Filippe Duarte Pcrcira.
Dr. Manoel Jos Pereira de Mello.
Joaquim Francisco Duarte.
Joao Hermenegildo Borges Dinjz.
Dr. Francisco Serfico de Assis Carvalbo.
Dr. Jos dos Anjos Vieira de Auionm.
Cosme das l'rcvas Teixeira.
Manuel Fraucisco Marques.
Jos Cjclano Vieira da Silva.
Dr. Joao Vicente da Silva Cosa.
tialdino dos Sanios Nunes do Olivcira.
Francisco Mamedc de Almeida.
Ignacio Jos da Silva.
Jos Ignacio Xavier.
Dr. Jos Antonio de Figucieedo.
Jos Peres Ferreira.
Jos Joaquim de Lima.
Domingos Alves Maldeus.
Antonio Joaquim de Oliveira Badiiem.
Jo.lu Policarpio dos Sanios Campos.
Severiano Piulo.
Domingos das Nevcs Teixeira Bastos.
Jo3o de l'inlio Borges.
Jos Antonio de Brilo Bastos.
Antonio de Moura Rolim.
Jacomc C-rardo Maria l.uuiardi de Mello.
Dr. Jos Joaquim de Suma.
Jos oncalvcs lavare.
Anlunio tion^alves Ferreira.
Barlholomcu Francisco de Souza.
Antonio Augusto Maciel.
A ses1o foi adiada para as 10 horas da manda''
do dia '1 do corrente.
Silveira Tavora Indgena, residente ncsla cidade, na
qualieladede liomeopalda ; a bem ni cu. interesses,
precisa que V. S. mande ao carcerero da cadeia des-
la mesma ridade passar um certilicado do numero
dos presos, vctimas das bexigas, curado i tanto pela
scienciaallcpatlia, como pela homeopata, liaven-
do toda cautela na expsito; por lano P. a V. S.
mande na forma requerida. E R. M.
Coran requer. Cidade de Coianna, 1. de feverci-
ro de 18.">5. I'ereira,
Ea o carcereiro actual da cadeia dusla nidada
de (ioianna abaixo assigoadu em observan:ia do des-
paedo retro exarado na peUffln lambem relro :
Cerlilico que reinando a peste de bexigas nesta dita
cadeia desde o mez deoulubro de 1853, tiveram be-
xigas porespaco de Ires mezes.pouco mais 00 menos,
o numero de 18 presos, osquacs sendo cuiados poli
sciencia allopalda, foram vicliinas da mesma pesie
Ires presos seguinles: Joao Jos da"Silva em '2 de
novembro, Joa Alexandrc em 15a Jos Forrcira do
Nascmenlo em lf> do mesina mez c auno cima de-
clarado, que moderando dita peste por espaco de
dous mases, depoia do que conlinuou a sobredita
pesio furiosamente, que al o presente ainda esl la-
\lando, <|iie ila continuai;ao da peste em oiaule fo-
ram c lera sido curados homeopalhicamenlc o numero
de IHi presos, inclusive os que tem ido para a capi-
tal e sido sultus, de cujo numero sii morrea o preso
Jos Malneee em 23 do deraubro de 1834. Afirmo
o prsenle em f de verdade. Cadeia de (ioianna
!-! de fevereiro de 1835.Manoel da Cosa Oaiclha
Contando apenas 2Sanno< do fdadt, lendo sido o
leu passar noslo pelago do illuset quasi que um
continuo mnrlyrio, forraste a -J:'. de Janeiro prximo
pretrito a la Illm. familia c aos leus amigos acar-
pircm o leu passamento, verlendo copiosas lagrimas
sobre a lotiza depositara dos leus roslos moraos.'....
Eis como Iranzilou e fenecen no completo estado
de juvenilidade Jos l.udgero Jardn) da Silva.
Descancea sua alma na gloria celestial dizendo-se
com o poeta.
Da raocidade os gozos que soiara.
1 eus dias batojar,
~ Sumirani-se de li ;
Nao ;nais (c bao de embalar.
Oh saudade!.......
Cidade de (ioianna 13 de fevereiro de I8.">j.
Por./. /..
COMMERCIO.
PRACA DORECfFE _> DE FEVEREIRO AS ;i
HORAS DA TARDE.
Cotaes olliciacs.
Cambia sobre LondresafiOdp?. ~2 1(2d.
Atracar branco29230 |>or arroda.
Dito semana20000 i detn.
Descont por pomo lempo10 ',. ao anuo.
Frclc para o Havrea 00 fr. e l'l
ALFAMDEGA.
Reudimeiito do dia 1 a li .... 229:081#706
dem do dia 22........17:7519395
CONSULADO PROVINCIAL.
Ilendimentodoilia I a 21.....56:381*383
dem do dia >........ l:'dss-]77
58:3*360
MOVIMENTO DO PORTO.
RSFAHTiqAO DA POLICA.
Parle 0: dia 22de revcreiro.
Mira, e Exm. Sr.i'arlicipo a V. Exc. que, das
differeiitcs participarnos boje recebidas ncsla re-
pariir.io, consta lercm sido presos :
Pela delegara do'primciro dislriclo dcsle termo,
a parda Margarida Maria do Espirito Santo, para
correcc,ao.
Pela subdelegara da /aguata de Santo Antonio,
o prelo escravo Sabino, por fgido,
E pela subdelegara da freguezia da Boa-Vista,
a parda Ignacia Maria da Conceicao, para correceau.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Peruarabuco 22 de fevereiro de 185-').Illm. e Exm.
Sr. conseldciro Jos Benlo da Cuulia e Figuefrcdo,
presidente da provincia.O chafe de polica l.ui:
Cario* de l'aira Teixeira.
Sft. flcdactorcs.!)>! lodas as partes siirgein no-
ticias dos Iiuns e mos fcilos dos liomcns das locali-
dades, quer desla provincia, quer das oulras: o pu-
blico vai sendo inteirado, e cmihcccndo as oceurren-
cias, vai conbeceiido os homens, que devera ser, ou
olhaduscomo amantes da virlude, ou dignos do mais
cierno desprezu : s n^sla cidade, yelda e anliga ca-
pital, que foi, de Pcrnainliiirn, jaz um silencio pas-
moso ; una so voz ainda senao levanlou nos prclos
desla provincia para denunciar as fallas, que por
aqui se vao dando em mcnnspresu dos dircilos dos
culadaos.
He a cala (arefa,. que nos vamos dar, promcltendo
distoriar, c moralisar os Tartos sem individuar as
pessoas. Sei que esta carga be pesada, e al supe-
rior ai minbas debis torcas; mas devo, como cida-
do, levar miuha pedra para o grande c magestoso
cdiAcio da prosperidade moral e malcrial desla
Ierra, que nos vio nasccr. NSo lenbo odios, raneo-
res, nao abrrelo a ningucm, porque sigo as mxi-
mas do Evangellto ; porm fallando dos vicios, fal-
las, e defeitos, nao trago dezar a ncnlium nomo
proprio, que ser por mim religiosamente respci-
lado.
Isto poslo, veja Vmc. se Ide agrada o prsenle,
que oe minnai missivas lli vou fazer: submelto to->
tic o meu trabaldo a corrcccao de Vmc emende,
altere, risque, e at (se quizer) pude inesmo dcixar
de dar-lite publicidadc.
Vivo n'um canto desla pobie c infeliz Olinda,nau
lenbo conhccimenlos d,t iingoa palria, nao cursei
aula algmia, sou velbo, c (culto sobre meus hom-
bros quarenla c qualro janciros. O que ueste mundo
^ci bei adquerido, devo a experiencia e aos incom-
modos porque bei paseado. Prometi ilizer as cou-
sas como ellas se pasearen), sema maii me compro-
meller, nao usarci dos atavos da cloquencia, e toda
a falla, que por is'.o commeller, merece dcsculpa, c
a peco, desde j.
F'alla,re da juslicade mmlta trra, da polica, dos
crimesque se commeller-iS, da municip.ilidade, dos
conveulos, igrejas, emliin de linio que se lizer digno
de censura ou louvor. Fallarci dos acougues, illu-
ininaeao, de policia de cmara, renda c seu patri-
monio.
Nao csqueccrci de (aliar a respeilo do jury, ad-
vogados;emlim de Itidn fallarci. Se por ventura
ucslc Irabalho for infeliz, se algucm apparecer que
faca alguma reelamacao, sen lo justa u bem fundada,'
neiibuma duvida lerei em dar o seu seu dono,
porque como ja di-e,nao screi levado por odio, ami-
z-idj. despeii", <;,.!, oa qaatqui. naim movel, que
Uerseja a verdade pura e singela. Bis, poi-,
24636I03
.SenAoiea rasBcorcs: Ura forle obstculo me
Taz a disciTpcJ para nao transcrever esta carta do
lllm. Sr. Dr. Manuel Ladislao Anana Dantas, um
dus melhorcs mdicos c lentes da escola.de medeci-
na da Balita, e mesmo sera duvida enlre os mais va-
liosos do Rio de Janeiro; mas como teslemuulias-sc
o publico o epilheto com que algucm naptisra aqui a
esses meus artigos de quo falla o Sr. Dr. Aranba. e
que inserios foram no liberal Pernambucano ahai
xo transcrevo a dita carta que inopinadamente u j
veio tr as maos: c tanto mais que minlu reputa-
cao medica nao esta no caso de poder desprezar o
que por ventura Ido possa ser prcveiloso.
Cerlo eslon,'fondores redactores, que o Ilustre
lente muilo me prodigalisou suas civilidades e be-
nevolencia-, mas o que nao deixa duvida be que elle
em malcras desta ordem eucerra, como sabem to-
dos que o conhecem, tanta severidade quanlo be
grande seu saber c illuslracao ; o quo por conse-
quenria na livre manifestarlo de seu vol, senao
houve recia justi;a, ao menos nao faltou-lhe bous
desejos de a fazer a este humilde autor dos artigos
contra o contagio do cbulcra-morbus, quarentcnas e
lazaretos.
Sou, senhures redactores, de Vine, aliento, vene-
rador, obrigado e criado. Dr. Carolino Francisco
di Lima Santos.
lllm. amigo e collcgi Sr. r. Carolino. En-
lendendo que V. S. quiz ler a bondade de brindar-
me cora seus excedentes artigos sobre o cholera-
morbo, venlio agora, que se me offerece oppurluni-
dade, cordialmenle ag.-adccer-lhe lao distancia don-
ra : li-os com a devida altenrao, e tanto maior inlc-
resse, quanto vi que se germaiiava nosso modo de
pensar sobre o assumpto, se bem que nao fosse capaz
de dcscnvolvc-lo com a riqueza de sciencia e forja
de raciocinio, com que V. S. cabaloenteo fez.
Cnulinuai'.da a honrar-me cora suas luzes e prc-
ceitos, dar summo prazer ao de V. S. muilo adec-
luoso collcga, amigo e criado Manoe[ Ladislao
.lianlm Dantas.
Babia li de fevereiro de 1853.
" incu
programla, veja Vmc. se de do seu agrado. '
Em lempo declaro que nao me faco carga dj^ em
poca certa c determinada,rcmetler-lhcmuilug mis-
sivas ; confio no corrcio, he verdade, mas,ccnio da-
qui para o Rccife ha sempre porladoresi por clles
mandarei o meu tosco Irabalho, alm du que nao
goslo de compromisso senao quandolicr. ajineu bel-
prazer a sua rcalisacao. Basla. Disponha desle que
de e se assigna. O reformado.
Olinda ^1 de fevereiro de.1855. '"
: a Antonio Ignacio do Reg
PERD4MB11C0.
JUBY DO BECIFE.
Dia 22.
Pretidcncia do Sr. Dr. Alexandre Bernardina dos
i Silva.
Promotor publico interiim, o Sr. Dr. Francisco
i.oin.es Velloso de'Albuquerquo l.ins.
Escrivao, Joaquim Francisco de Paula Esleves
Clemente.
ilec horas c 3|i fcila a chamada, adiarain-se
presentes 15juiz defacto.
O Sr. juiz de direito presidente do tribunal dis-
ponsou da prc.eule sessao, por motivo legitimo, os
Srs. jaizes de fado seguintes :
Amaro Gonealres dos Sanios.
Jos Thomaz Pires Machado Porlclla.
Jos Fernandes da Cruz.
Marcellino Antonio Pereira,
Francisco Xavier Carneiro l.ins.
Foram multados na qaaolia de 20 rada um, os
jurados aegainUs :
PlRLUiADAO-A PEDIDO.
Sri. Redaelores. Tarta o prazer que ludo
quanto se havia passado entre mim e o Sr. Jos Lu-
cio Monteiro da Franca, nao continuasse ; porcm
vejo-me na rigorosa necessidado de ir acoropaiihan-
do ludo quanto contra mim se vai forgicando para
dncslar-ni; porque onlro lim nao da senao o de
desconcciluar-me peraute o publico ; felizmente es-
tamos em Peruarabuco, onde somos ambos bem co-
nhecidos, e esle puhlieo-illuslrado como be, nao dei-
xar de fazer-nus justica.
Olanlo a Ordem do Dia que o Sr. Franca poblicou
no Diario de quarla feira 21, nao o sei pcrfeilamcn-
(C a que atinja, o certo he qUe ella mi publicada com
fins sinislros, por isso nao adeixarei passar dcsaper-
cebida sem prcstar-lbe as necessarias rallexoes.
Io Quanto ao por em duvida a conducta dos meus
Ilustres companbeiros, ja esl plenamente destru"
da, comoprovo com a correspondencia publicada no
Diario de 12 do corrente.
2o (Juanlo a provocarlo mo diz (cr eu feilo ao
Sr. Frauca.nao ha razo snflicienlc que o prove.pe-
lo contrario fui cu direelameule aggredido [icio Sr.
Franca, quando disse que eu s paguei por instan-
cia^ de algucm, o quo me obrigou a pedir o nomc
desse algueui, como se v' no Diario de 0 do crren-
le, o que at boje nao o fcz,deduzindo-sc dahi que
Lno passou isso de urna miscravcl e raesquinha inven-
cao do mesmo Sr. Franca.
3 Sobreo zelo dor. Franca, he o que mais ad-
miro, e me parece irrisorio ; quando csse Sr. bem
longo esla de zelar-sc.
4 Quanlo ao plantar desharmonin no balalhno.eu
rr.c ufauo de dizer que;em qualquer sociedade que
me lonho adiado, semprc sou eslranbo a csso proce-
dimiento, pois a educaran que recebi he muilo supe-
rior a csse vil modo de obrar, mas nao me ensina-
taro a solrcr aflronlas.hc por isso que lenho cxposlo
o proceimenlo pouco cavalleirodo Sr. Franca para
ceinigo.
Aqui (ico por ora, esperando na bondade do Sr.
Franca nao provocar-me mais.
Sou,scnhores redactores seu,constante assignante.
Camillo Augusto Ferreira a Silva
a m
Senhorts redactores: Consegaindo Camillo lien-
rique da Silveira Tavora-lndigena louros sobres lou-
rosv loda vez que lem deapplicar a sua sciencia ho-
mcopalha, trato, aliento o grave caso que acaba dr
rdegar ao meu dominio, de leva-lo ao do publico ;
notando ser sempre revestido de beneficencia o phi-
lanlropl.i.
o lllm. Sr. delegado. Canillo fienrique da
NENIA.
j
A prematura morte de Jos Ludse.ro Jardm
da Silva.
Toul passe nt'nsi sur la
ierre'. Ansi fleuril el
se jane l'homme!
(Chateaubriand.
Ja nao existe .'...
Ja (rauspoz da elernidadeos umbracs!...
A incxoravel parca ura lio mais de existencia dc-
luio!
Sini, (nou-se Jos l.udgero Jardira da Silva '....
Desappareccit da face da Ierra, quando justa-
mente a puberdade lite antoldava um vaslo campo,
um infinito palco, a representar o papel, que Ide
marrasseiii as paginas do carcomido livro dos des-
tinos !...
Nascido na cidade do Recifc em 1827, leudo por
progenitores ao lllm. Sr. Cosme Damiao da Silva, c
Exm.'Sr.-' D. Joanna Maria doSacramcnlo c Silva,
transportado ainda em lenra idade para esta cidade,
em compantiia dos seus mesmos progenitores, fre-
queolando as escolas primaria c secundaria, projec-
tava buscar um lugar na pbalangedos Levitas; mas,
quanto de contrare lado era seus planos! Debilita-
da a sua partida para a cidade de Olinda para o lim
a que se deslinava, eis que assallado foi de urna af-
l'i'ccao pulmonar, seguida de furlc hoJiiorrhagia.
Tendo lugar o mal cin.*i ile Janeiro de 1831, a me-
dicina o foreou a buscar urna albmnsphera mais pu-
ra, era virtude do que a 22 de maio do inesmo atino
seguio era direrrao a cidade de Souza, provincia da
Parahiba, onde conseguindo unitivo ao seu mal, e
bom acolhimenlo, esleve al que en comeros de se-
lembro do.anno prximo lindo, regressou ao seio de
sua chara familia, que anciosa almejava estreita-lo
cm seas bracos. Sendo como-que apparente o leni-
tivo do seu mal, tanto que -dias posteriores a sua
ebegada vio-sc a solfrer allerabilidadc, resolvcu an-
da por mais urna vez a soccorrer-se da medicina ;
porm, quo de balde o fez! Dispersuadido de que
os cuidados da medicina nao seriam mais capazes
de restitu lo ao estado de saudc, ou de melbora ao
menos, nao vacilou a buscar recurso por mais urna
nutra vea nos salutferos ares do sertao. Assim o
fazendn no I." de Janeiro lindo, pode apenas, alen-
lo o grave estado dcabatimento, em que se acbava,
gatear a povoacao de Podras de Fogo, cm distancia
de (i leguas. Tratando de conseguir nesse solo al-
guma robustez, afim de levara cvccucao o seu pro-
jcclo aggravaram-se de sorle tal os seus soffrlmcnlos
que a 2'! do mencionarlo me/, deu alma ao Creador,
deixando urna numerosa familia involta no crep da
dor, e aos seus amigos Iranzidos de saudades.
Antes que passe a dar termo a esta mal delineada
prova do apreco qne mo merecas, conscule, oh jar-
dim enlre solncos c lagrimas, que dirija eu um
.solemne Icslemunho da gratidao de que eras possui-
do aos leus amigos da cidade de Souza, mcrcccndo
um lugar dislnclo na ordem dellcs o lllm. Sr. vi-
gario Jos Antonio Marques da Silva Guimarcs e
sua Exm,' familia.
Sim, fosleis vos, sousenses, que, aportando ao ant-
as solo um detciinhecido cm busca do quo lia demais
precioso, franqueaste-lhcas portas da bospitalidade,
dignai'.do-se al alguns de vs ciilrclcr com clles re-
lan'ics de amizade!
Sim, fosleis vs, oh levita do Scnbor.c vossa Exm.-
familia, cm quera encontrn cssedesconbecidu,ulcui
dos bons oflicios do amizade, soccorros que somonte
um pai pode os ministrar I
Turlanlo acolbei a bem jusla rolribuicao, em no-
me daquelle qoe passou a jer hospede da fria lage,
dos immcnsos favores que com mao prodiga Ib* con-
cedesleis.
Quanlas e quillas vezes, oh jardn, me dissesle
de que maneira poderei remunerar lautas finezas,
tSo boa hospitaidade!
lloje nada mais dizes!...
Ilojc o leu corpo inaoiuo jaz oeculto por dura
campa I...
Hoje (na alma, subindo mancho dos justos, goza
da abemavenlurnca eterna I...
Descarregam hoje 1 de fevereiro.
Barra Ingleta/). fliaardomercadorias.
Barca inglezaGeneral (ireenfelleartfo.
Brigue itiglezll'etlinglonidcni.
Brigue ingleslames Sitiar!bacalbao.
Brigue porluguezAlrn'ulodiversos gneros.
Batea americanaFilandcascos de oleo.
Importacao'.
Patacho sueco. I daa, viudo de Sloekbolm, con-
signado a N. O. Bicber & C, manifestou o sc-
gunlc :
l(i8 barras de ferro, 3l '; duzias de labous
dojpinho : aos consignatarios.
l'i duzias de laboas de pind ; ao cap lao.
Brigue escuna porluguez, Atrevido, viudo de Lis-
boa' consignado a I doma/, de Aquino roncera i_\ I "
dio, manifestdu o seguinte :
380 barr** vindo, 150 barricas sardinbas, 20 barris
azeile, 20 ditos lournbo, .V) barricas farinda de trigo,
10 pipas vinagre, j caixolcs bolacha ; aos consigna-
tarios.
13 barris vinlio, 3 pipas vinagre ; a Machado i
Pinbeiro.
10 pipas vinagre, 10 barricas sardinbas ; a Novaos
& C..
1 caixao bracos de batanea ; a Fraucisco Moreira
da Cosa.
1 caixa com lampos c ilbargas do madeira para
violas ; a Joao Jos da Cruz.
3 ditos e 2 fardos mercadorias diversas ; a Migue'
Jos'c'AIves.
20 barris sardinbas ; a Domingos Jos Ferreira
Cuimaraes.
1 barril (ourinlio, i dito carne ; a ordem.
li" barricas sardinbas; a Luiz Jos da Costa
Amorim. --.
1 barril vinho.l dilo vinagre, 1 dilo-a?cile, 1 cai-
xole legumes; a Benlo Candido de Moracs.
1 caixolc imagens, 2 ditos brochas, pinceis c livros
impressos,! dito fecbaduras, 10 barris vinho, 3 fardos
condecas, noses e capsulas em caixinhas ; a Augnslo
Cczar de Abrcu.
'i fardinho* linda de conloara ; a Miguel Anlunio
da Costae Sil.,
2il barris cal, 10 saccas farcllo; a Manoel Ignacio
de Oliveira.
i0 canaslras hlalas a Antonio Alves Vilella.
1 caixa livros impressos ; a Manoel (ioncalves da
Silva.
2 ditas vidrns vatios, 1 fardo fio de linho, 2 lar"
dos drogas, 1 dito relalliosdc pellica ; a Barlliolomeu
Francisco'de Souza.
10 barris vinho, 10 meias pipas vinagre, 13 barris
carnes, tO ditos ,azcite de oliveira, 2"i barricas sar-
dinbas, 20 caixas'. ceblas, -20 canastros balotas ; a
Antonio Joaquim/dc Souza Ribeiro.
1 pacote object>s de seda': ao consignatario.
2 barricas flqj je sabugo ; a Jos Venancio Pa-
reira. "S
1 caixote semenfs
Medeiros.
idilo livros impressos ; a ordem.
1 pacole retro/. ; a Antonio Joaquim Panasco.
Iiigue amburguez Adolfo, vindo de Cardifl, con"
signado a J. C Astlcy & Companhia, .manifeslou o
seguinte:
317 toneladas earvSo de pedra ", a ordem.
IIale nacional 7'rcj Irmaos, vindo da Parahiba,
cousignado au mostrado mesmo Jos Duarte de Sou-
za, manifestou o seguinte :
30 barricas abatidas ; a Jos Joaquim de Sanla-
Anna.
900 loros de mangue ; ao mesmo.
Barca dnamarqueza l'ncas, viuda de Copenha-
gue ; manifestou o seguiute :
3,000 ladrilbos, 120 barris e 110 meios com alca-
trao, 223 Iti duzias de laboas de pitillo de vanas
ojimenses, 3t> cadeiras, 200 saceos rom farcllo ; ao
consignatario.
Ilialc nacional Novo Destino, vindo de Camara-
gibe, consignado a Jos Manoel Marlius : manifes-
lou o seguinte :
213 saecus, 9 barricas c t lascas assucar, 8 saceos
arroz pilado, 2 saccas farinba de mandioca, 7 potes
niel e 7 esleirs ; ao consignatario.
Sumaca nacional llorlencia, viuda da Baha,
cunsignada a Domingos Alves Maldeus J manifes-
lon o seguinte :
', voluraes com eadeiras de palha da Italia, 10
ditos com podras de marmore lavradas, (2 fardos c
12 barricas fumo, I dita rapadura, I sacco farinda
de mandioca, 200 saceos caf, 1 pacole, 3 cixes c
(ilil caivudas cdarulos, 2 barricas, 1 caixote 112
pecas de Iones, 8 duzias de loros de Jacaranda : a
ordem,
100 duzias de rosarios ; a Voz & Leal.
1 caixao fazendas ; ? Y. Chame. .
1 caixa fazendas ; a Ernesle Schramm.
2 caives fazendas; a Antonio Luiz de OlMCra
Azevedo.
(i barris sal d'cpson, i dilos pedra hume, 2,000 li-
bras lio de algodao, 3 caixas rape, 000 caixas cha-
rulos, 23 fardos fumo; a Domingos Alves Ma-
tbeus.
300 caixinhas chartilos ; a Anlunio Joaquim de
Souza Ribeiro.
Vapor brasilciro ,S. Salvador, proceden le dos
portes do norte; manifestou o seguinlc :
2 caixas ; a Ferreira & Matbcus.
2 dita ; a Antonio Joaquim Sevc.
1 dila ; a Luiz Francisco de Sampao c Silva.
2 barrquinhas ; a Antonio do Aducida Comes
& C.
i barricas ; a J. R. L. & C.
I panella ; a Novaos & C.
1 sacca ; a Alfredo Youlc.
1 encapado ; a Fcrrao & Machado.
CONSULADO UEKAL.
Rendimenlo do da 1 a 21.....65:9309196
dem do dia 22........1:8883*61
Navios entrados no dia -'-'.
Parahiba2 dias, dale drasilciro Tres iVatloi, de
31 toneladas, meslrc Jos Duarte de Souza, equi-
pagem 3, carga toros de mangue : a Joaquim Du-
arte de Azevedo.
Ierra Nova20, dias, brigue ingles Claudia, de 186
toneladas, rapiUo J. Brooking, cquipagem 11,
carga bacaldo ; a Schramm Wlialcly Compa-
nhia. Seguio'para a Babia.
Liverpool73 dias, brigue ingle/. Pearl, do 188
toneladas, capilai A. Foskey, cquipagom 10, car-
gacarvSo do podra ; a ordem. Vcio refrescare
segu para Valparai/o.
Parahiba2 horas, dale dr.isileiro Camdei, de 31
toneladas, meitre Aloiandrino da Costa c Silva,
cquipagem 3, carga (oros de mangue ; a Victori-
no Pereira Mata.
dem25 horas, lalo brasilciro Conrciao tic Ma-
ra, de 27 toneladas, meslrc Isidora Brrelo de
Mello, cquipagem , carga loros de mangue ; a
Paulo Jos Baplisla. Passagciro, Antoniu Fran-
cisco da Cosa.
Vacos salud"' no mesmo dia.
HamburgoBrigue hamburgus Otaca, carga as-
sucar. Suspenden do lameirlo.
Soulhamplon e porlos iilcrmediusVapor ingle/.
(real H'estern, commandanle Bevis. Paasagei-
ros desla provincia, Francisca 1). Feucrhccrd,
Henriqic Bruiin.
Obscrvacao.
Suspenden do lameirao a barca ingleza .llancc,
em lastro, lgnora-se o seu deslino.
Barro Silva, d ispar SoaresVianna, Julio Augusto
da Cunda Cumiarnos, Jeronymo Jos Ferreira,
Joaquim Jos de Sanl'Anna Barros, Joao Jo-
s Pinto, Jos Antonio Ferreira Adrio, Jos
Baplisla Ribeiro de Furias, Jos Dornellas Cor-
rea, Jos Narciso Camello l.udgero Contal-
ves dSilva, ausente, l.udgeroGonealves Dias, Li-
no Jos de Castro Aranjo, couego Marcelino Dornel-
las. Manoel Flix da Silva. Manoel Pires Quinto.
Scbastiao Jos da Silva. Vital Ferreira de Moraes
Sarment.
EDITAES.
(03000
54*400
Sgaoo
2131)00
369000
139600
:io-ooo
259200
IhlOO
219600
213600
67*479937
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....3:82."o7O
dem do dia 22........ 23*102
:l:8i;i33-2
Exportacao*.
Porto, brigue porluguez. Alegre, de 263 tonela-
das, eonduzio o seguinte:2,l30 saceos, 31 bar-
ricas c/< meias ditas com lt,.Vi arrobasen libras
de assucar, 13 barra c 2 quartolas niel, 54 saceos
gouiina, 430 arrobas de lalajuba, 112 courus salga-
das, 3t dilos espixados, 06 saceos milhu, 1 barrica
farinba de mandioca.
I almoiilb, escuna hamburgueza llenrkk i\ Chs-
tace, de 175 toucladas, eonduzio o seguinte : 2000
saceos com 10,000 arroba* de assucar, 1 caixa passa-
rinhos, 1 dila doce, 1 barril vinho, 1 pao de tarta-
ruga, 1 caixa obras de ouro.
RECIBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PUUNAAEBCO.
Rendimenlo do dia 1 a 21......13:0133921
dem do dia 22.........5103712
O lllm. Sr. iuspcclorda tbesourara provincial,
cm cumprimeulo da urdem do Exm. Sr. presidente
da provincia,manda convidar aospropnetariosabai-
xo meuciouailus, a enlregarem na mesma tbesoura-
ria no prazo de 30 das, a contar do da da primeira
publicaran do presente, a importancia d.is nnotns
com que devem cnlrar para o calcaincnlo das casas
dos largos da Pcnlia c Itibeira, conforme o disposlu
na le provincial n. 350. Advcrlindo. que a falta
da entrega voluntaria sera punida com o duplo das
referidas quolas na conformidade do ar!. 6o do regu-
lamento de 22 de dezemhro de I8.">.
Largo da Per.ba.
Na. 2. Bernardo Anlunio de Miranda. .
i. Viuva c herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli...........
ti. Mara Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Porlella......
10. Andr Alves da Fonseca........
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Larga da Itibeira.
Na. I. Viuva c derdeirosde Maralino Jos
Calvan.................
3. Iguaria Claudua de Miranda......
5. Auna Joaquina da Conceicao......
7. Joaquim Bernardo de l'igucircdo . .
9. O mesmo .,..............
tt. Viuva e derdeiros de CaetanoCarvaldo
Rapozo................. 21-3600
13. Os mesmos.............. 2I36OO
l. Caetano Jos Rapen.......... (03000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 233200
19. Jou Francisco Regs Cocido ...... 529500
21. Antonio Hachado de Jess...... IO58OO
2.1. Jos Fernandes da Cruz!*....... 19.-000
25. Joaaquiui loso rtaptiata........ 8800
5749800
E para conslar se mandou anisar o^prescnlc o pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da llicsouraria provincial de Pernnni-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunriarao.
O lllm. Sr. inspector da tbesourara provincial
em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia dc.Lldo corrente, manda fazer publico
que no dia 15 de marro prxima vindouro, peante
a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha de
arrematar a quera por menos fizer, ,1 obra do 12
lanco da estrada do sul, avahada cm 13:3103000 rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 1 de maio prximo passado e sob as
clausulas especiae* abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
compareram na sala das sessoesda mesma junla, pelo
meiu dia, competentemente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de l'crnam-
buco, 20 de fevereiro de 1855.O secretario.
Antonio Ferreira d'Annuncimao.
Clausulas especiad para a arremalacao.
1. As obras do 12 laen da estrada do sul far-se-
h.lo do conformidade cora o orcamenlo, planta, per-
lis approvados pela directora cm consclbo, e apo-
sentados approvacao do Exm. presidente na im-
portancia de trezc conlos trczcnlos c dez rail ris,
13:3109000.
2.i O arrematante dar principio as obras no
prazo de um mez, c as concluir no de onze, ambos
na forma do art. 31 da lei n. 28C.
3. O pagamento da importancia da arremalacao
effectuar-se-ha de conformidade com o arligo 39 da
mesma lei, c ser feilo em apoliecs da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 354.
4. O prazo da responsabilidadc ser de um anuo,
durante o qual sera o arrematante obrigado a rnan-
ler sempre a estrada em perfeilo estado de conser-
vacao, sob pena de screm immcdialamenlc fcilos os
reparos ncemelos sua cusa.
5.' Em ludo u mais que nao esliver determinado
neslasclausulas, seguir-se-ha oque a respeilo dispc
a le n. 286.Conforme.O secretario.
. Antonio Ferreira d'Amiuiicianio
O Dr. Custodio Manoel da Silva Cuimaraes, juiz de
dirclo da primeira vara do commercio nesta cida-
de do Rccife de Peinambuco por S. M. I. e C. o
Senhor 1). Pedro 11 que Dos guarde, ele.
Faro sabec que por este juizo se ha de ai 1 enlatar
por venda em pqaca publica, que lera lugar na casa
das audiencias 110 dia 16 de marco preximo seguin-
te, i meia hora da tarde, um terreno de marinba 11.
204 na ra dos Pescadores fieguezia de San Jos, em
conlinuacao da de Santa Rila, com 36 bracas de
frente contadas no aliiidamcnloobliquu do caes pro-
jectado, asaltado por 3003000, penborado ao com-
mendador Francisco Ludgcro da Paz, por cxecu;ao
de Jos Isidro Borges Leal.
E para quechegue a noticia de lodos mande! pas-
sar o presente edilalque sera publica do pelo jornal
e dous do mesmo Iheor que serao aixados ua praca
do Commercio e na casa das audiencias.
Dado c passado nesta cidade do Recife (le Pcrnam-
buco aos 20-de fevereiro de 1835. Eu Manoel Joa-
! quii Baplisla,.escri.ao interino o cscrevi.
Custodio Manoel da Silva Cuimaraes.
O Dr. Cuslouio Manoel da Silva Cuimaraes, juiz de
direito da primeira vara do civel e commercio
nesta cidade do Itecife de Peruarabuco por S. M.
I. c C. que Dos guarde, ele. ..' .
Faco saber que por este juizo da primeira'vara
do commcrciu se lia de arrematar por venda, a quem
mais der em praca publica, c pracas successivas no
dia 26 de fevereiro seguinte, urna casa bstanle
grande de pedra.e cal com duas porlas de fronte,
qualro jancllas com vidracas, c oilo ditas envidra-
cadas nos oilOes com oilo quartoa e solo, por dentro
com duas salas, arcada larga na frenlc, com pilares
e Miranda de ferro, com m sitio no campo 110 lu-
gar dos Apiparos por cinco eolitos de ris, cujo.pre-
dio foi pendnrado porexecucao da viuva deCaudino
Agoslinlio de Barros contra Antonio Pedro de Men-
donca Corle Real.
E para que cheguc a noticia de todos, mandei
passar o prsenle que sera publicado e aixado no
luger do cuslumc pelo porleiro e publicada pela im-
prensa.
Dado nesla cidade do Rccife de Peruarabuco 11
de dezembro de I85i. Eu Joaquim Jos Pereira dos
Santos, escrivao o subscrevi. Custodi Manuel da
Silva Guimariie.
DECLARADO ES.
O arsenal de guerra precisa de ofHeiats de cor-
rieiro: quem neslas circunstancias esliver, dirija-se
a directora do mesmo arsenal, nos dias ulcis, das 9
horas cm dianle. Arsenal de guerra 22 de feverei-
ro de 1835. /. /. de M. /lego, servindo de aju-
dante.
Acha-se recolbidu a cadeia da cidade do Re-
j cife, 1 dispusicao desla subdelegara o prelo de na-
ci Cabinda c nomc Jos, o qual declarou cs'lat f-
gido e ser escravo de Joao Pereira morador em Bom
Soccesso, ese faz publico para quem for seu senhor
vir recebe-ln, protanda sea direito.Subdelegara
da freguetia da Vanea 20 de fevereiro de 1833.O
subdelegado, Francisco Joaquim Machado.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O couelbo de directo do Banco de
Pernamfauco faz certo aos Srs. accionistas,
que se aclia autornado o. Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de S.sOOO rs.
>or aceito. Banco de Pernambuco 31 de
Janeiro de 1855.O secretario d eonse-
11)0, Joao Ignacio de Medeiros Reg.
Pelo juizo de orphos se faz publico, que os of-
ficiaes de juslica, que eslao habilitados a Irabalhar
peranlc o raesmojui/.o, sao os scguinles : Braz Lo-
pes. Jos Ignacio Cavalcanli, Antonio Corrafa (Jura.
Zeferino Amaro Anloniode barias o Amaro Anto-
nio de Parias.
Pela delegara do l. dislriclo dcsle termo, foi
hontem appredendido a Jos Francisco Baplisla e
Francisco das Cdagas de Oliveira, a quanlia de 1K.->
rs. em scdulas e ura lica de ."lOflaOQO rs. que tiraram
das algideiras da .piqueta de 11111 domera que eslava
no palco do Collcgo vendo o folgucdo das masca-
ras : quem fr seu dono compareca para Ibc ser en-
tregue, medanle os signaet. Delegara desle 1.
dislriclo do Recifc aos 21 de fevereiro de 1855.o
delegadoF. II. de Carrallio. .
AVISOS MARTIMOS
1:'i 95*635
IlEfiVfl
|S^ L" -J..-
- Cartas seguras existentes na administrarn do
correio para os senhores: Angela Maria da Con-
ceijao Cesar, Domingos Moreira Dias, ausente, Jos
Antonio Moreira Dias, Francisca Senhorinha Mello
o Albuquerque, Francisco Duarte da Costa Vidal,
Francisco Gonjalves Nato, Francisco Pereira de
-- Para o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dous Amigos por ler parle da carga promp-
la : quem quizer carregar o reslo, ir de pastagea) ou
embarcar escravos a frele, trate no cscriplorio de
Manoel Alvos Guerra Jnior, na mi do Trapiche
n. II, ou com o eapitao Narciso Jos de Sanl'Anna.
Para o Porto com escala pela filia de S. Mi-
guel, segne cm poucos dias a veleira e bem conheci-
da escuna) nacional Linda, capHTio Alexandre Jos
Alves; lem grande parle du seu carregamento: para
o resto, Irata-se com F.duardo Ferreira Bailar, na
ua do \ gario 11. 5, ou com o capiau 11.1 praca.
PARA O ARACATV
segu cm pouco* dias o bem conhcrido hiato Capi-
baribe : para o resto da carga trala-se na ra do
Vigario 11. 5.
PAKA O RIO DE JANEIRO.
Segu por estes das o brigue nacional
Elvira: para carga miuda, passageiros
e esclavos a (rete, trata-se com Macha-
do & Pinbeiro, no largo da Aaembla, so-
brado n. 12.
O liiatc Amelia segne para a Ba-
bia no dia 2- do corrente, para passagei-
ros trata-se com os const
vaes&C. ra do Trapiche p_. i';,*'ou
cota o mestre no trartM he do Algodio.
O brigue nacional Firman segu
impreterivennente para o Rio de Janei-
ro no dia 2 V do corente, s recebe escra-
vos a (rete, para os (jiiacs temexceentes
commodos : a tratar com os consignata-
rios NovaestSi C, na ra do Trapiche u.
o.
PARA O KIO DE JANEIBO
a barca brasileira Flor d'Oliveira, capilao Jos
d'Oliveira l.cile segu com muita brevidade por ler
a maior parte do seu carregamento prompto : para
0 resto da carga c escravos a frele, para o que tem
i'xccllenlrs commodos. Irata-se cora o consignatario
.Manoel A!ves Guerra Jnior na ra do Trapiche n.
1 i, primeira andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue brasileira Conceicao, capilao Joaquim
Ferreira dos Santos, segu com muita brevidade por
(er a maior parle do seu carregamentu prompto :
para o reslo e escravos a frete, para o que lem en-
cllenles commodos, trata-se com o consignatario
Manoel Alves Cuerra Junior, naarua do Trapiche
11. I i, primeiro andar.
COMPANHIA BUASII.EIRA DE PAQUETES
DE VAPOR.
O vapor Imperador, commandanlo Torresilo, es-
pera-sc dos porlos do norte a 2i ou -25 do crrenle,
e seguir' para os do sul no dia seguinte ao da sua
ebegada.
Agencia na ra do Trapiche 11. 40, 2. andar.
Tabella dos precas das passagens.
Para 0 sul. cmara, convez.
Macci........ . 2USO0O IgOOO
Babia........ . 40>000 105000
to de Janeiro..... . lOlWXX) 225000
Para 0 Norle.
Parahiba ....... . 209000 H8000
Itio (irandc...... . 3550OO O-OOO
Cetra'...... 75)000 05000
Maranho....... . 1105000 1X5000
Para'........ . 150-5000 255000
Para a Babia segu iinprelerivclmenlc no dia
25 do curenle a bem couherida e veleira sumaca
llorlencia : pata o reslo da carga, trala-se com seu
consignatario Domingos Alves Mulheus, na roa da
Cruz n. 51.
LEZLO'ES.
LEILA'O.
Schapheilliii \ C farto leilo por inlcrvchcao
do agente Oliveira, de um esplendido sorlimeulo de
fazendas de lila, linho c d'algodilo, as mais proprias
do mercado : sexta feira 2:1 do corrente as 10 horas da
nirnliaa, no seu armazem ruada Cruz.
Leilio.
O'agenle Viclor naopodeudo continuar o sea lei-
lo, que devia ter lugar seRunda-fcira 19, comu an-
nuiciou, faz scienle que ser* a conlinuacao soxla-
feira 23 do correnle, is 10 1|2 huras da tnanbaa, no
seu armazem, ra da Cruz n. 23.
METHODO \u
CASTILHO
Aos pas e especialmente -as mais de
familias.
CoaiJiMoco dojiumeru antecedente.
A escripia seguio a passo e passo 'lodo o processo
da Icitura. No dia em que o no-so alaOMfO s.lie ler,
sabe lambem eaerever ; ralRiaficimetile 1110, mas
legivelmente de certo ; e pelo uso de ler com pon-
sabe, punco mais ou menos, ponluar. Eis
em poucas palavras o em qne o Methado Porluguez *S
consiste, os titulosquc abonara a sua nar;ionalidade,
as vantagen* que recoinuiendam e aliaucain aS*a
generalisacin.
Ainda urna consideraejo anles do sabirmns desle
assumplo. Tein-se dito que um dos caracten
luiente bom, be ser bom para mais do que o
lim propuslo. O MelUodo Portuguez nSo s ames-
Ira no ler e escrever ; serve ao corpo, cm quanto
substituea fon ..a inimubiiidade dos alum-
nos, os iiioviuicntos do marchar c palmear, o cinto,
o nma variedade constante nos exercictof. com que
lano lucrara as facubladcs corporaes, como as inlel-
l.jclivas e moraes ; afaz o corarilo a scntiinentos be-
nignos e humanos, ao amor mutuo, e a nobre cubica
do bem ; afaz o espritu desde lodo o. principio, por
nina parlo a raciocinar lgica e metdicamente ;
por oulra parle aos habitas mnemonicns, iirs:
pliarnes d'antemao acesos para todos os estados ul-
teriores; e por nutra parlo ainda, forma a puericia
ao rilhmo. Sobre a importancia desta ultima pon-
deraco oueamos o Sr. I.eilc no j meucionado rela-
lorio. Se memoria c rhlendimenlo enlrarain no
o esludo cun quanlo podiam, a volitado nSo concur-
11 re menos, subjugada pela sua mais natural es-
te pressaoo rilhmo, que conslilue um do* mais
K indispensaveis processos do Methado Cattillio.
a O rilhmo, proporco que lem enlre sj 8s partes
" do mesmo lodo, o rithmo que lie como o regula-
0 dor da nalureza, lauto na ordem pbvsica, como na
11 moral ,'ouso dize-lo, sem inquilir s ja anles al-
gnein n dissera, porque ha verdades que per si
memas se aolorisam) o rithmo diapasao univer-
11 sal, o rithmo, digo, he a eipressao da vontade. o
k >u inovimenlo das espbcras celestes, as mais
i iniporlanles funcees da yida animal, cireulacao c
11 respiracao, na propuredo artstica de todos os ob-
ci jeclos sensiveis. alea successao das proprias
e atcelos, o rilhmo existe, domina, rcvel
11 obriga, enleva, persuade, niove, regula, e nao se
pode abslrahir da cria<;lo, considerado sob as di-
luas firmas por que o podemos conheecr.
1 Passando desle rithmo. por assim di/er natural,
(i cnnsidercmo-la as suas formas artilir.iaes c facti-
ciaso inclio ; e nem agora, como entilo, se apre-
sentara menos, como cvpressio da vonlade.
Tirc-se o coihpasso da msica, o melro ou an-
n damentn da marcha, os ps da poesa, ns sillabas
naluraes da palavra, o renlo do voi abalo: que
" tica '.'A despropor;ao, o ledio, una cousa inipia-
lilicavel para qne nao ha lermo cm tingos alguma.
a nao ser o de chaos.
o -Nao sera o rithmo a evprcssao da vonlade
' A leitura auricular be rillimica ; 1 decompusi-
I cao be rilbmica ; a leitura correnle he rillimira ;
'i as regias mclrilicadas c cantadas s3o rilhmo. To-
II do o molinillo he essencialmenle rillimico; e a
1 vontade do alumno, que j nao poda allegar as
1 reluctancias da memoria, nem a falla de clarc/.a e
ii evidencia pelo que respeita ao enleniliinenlo, lie
I altrabda e irr.sistvelmenle levada pela fiiajev-
pressSopelo rillimo. 11
11 E a brevidade e perfeiQflo acresce a amen
1 ilceondices indspen~.iveis para que .1 um 111c-
( llioilo se possa valar a coroa da superioridad!
II bre lodos os oulros coiiheri:!
niiniiar-ie-J
No dia 1S d> correnle desapparecen o molcqu
Cyriaco, que represeula 1S a 20 annus de idade, alto,
secco, bem prelo, o qual lendo vindo ao Kecife ver
urnas enrommetidas a Kra de Porlas, uo voltou
mais. He muilo enaltecido por vir lodos os dias ao
Itecie vender lenha : quem o pegar, leve-.o' rua
das llores 11. 11, ou a Agua-Fra de Beberibe.
ra desla.cidade, no engenlia Piedade, a entrega-*) a
seu senhor o lenente-corunel Hemelerio Jos Vello-
so da Silveira, que ser generosamente recompen-
sado.
Desoja-se saber aonde mora o Sr. Anlonto Vi-
eira de Mello I.eit/fi eCOCifl de seu inleresse.
Oueni tiv^uma prela qoe sarb-- fazer o maiMervi^0 de nina rasa de -^familja.
ejTjieJrii^ifucar puf wyw'JO xnn'waes.auuuucic para
seTprocurado.
Pcrdeu-se urna letlra da quantia de 5:;i50oO,
sacada a favor de Manoel Alevai. re de Almeida,
aceita por francisco de S.i CavalcanU de Albuquer-
que, vencida no 1. de agosto prximo passado ; por
isso se avisa al'un de que o aceitante a nao pague
sem queseja pelusacador apresentada.
Hoje 2! risila-s o rollegio das orpbaas, silo "
na rua da Aurora, o qual estar abcrlo das 6 as 0
horas da noile.
--- O bilbele da l. parle da |. lotera*Io Senhor
Bom Jess dosMarlysIos n. 2667, perlence a 1
do segundo batalbao da guarda nacional desla ci- .
dade.
Prccisa-se do nma ama de leite: ua rua da
Madre de Dos n. 3G.
Precisase arrendar urna casa que tenha bons
commodos para familia, no bairro de Sanio Autonio,
c ainda mesmo na Boa-Visla, ou um sitio o mais per-
la que for possivel a esla cidade, que tenha boa casa, '
planta de capim, e oulros cominodos precisos: quem
liver, dirija-se ao escriplorio de Aureliano.v Andra-
do, rua do Queimadu n. 8, primeiro andar, que
achara com quem tratar.
FREGUEZIA DA ESCADA.
Benlo Anlunes de Oliveira Liberal, eslabelccdo
rom loja de fazendas e mudezas ua rua Direila n.
65, coifyida aus seus amigos e couhecidos da (regue-
/ia da Escada, especialmente aquellei cujos numes
indicar, afim de que se dignen! de servir-se d'
estabelecimento as compras das fazendas quepre-
csarem, e bem assim para elle eiicamiiiliarem osseus
moradores equaesquer individuos a quem cosiiinaui
abonar. O annunciante suppoe-se digno da prole-
cao de seus commarcSos pela probidade com que
sempre se liouve em seus cuulralos para com elles,
e assegura que sern servidos contento em suas en-
rumineiidas. Enlre oulros lembra de presento 0-
Joe Pereira de Araujo, Antonio Alves da Silva,An-
lunio Jos dos Santos, Virginio Barbosa da Silva,
Theodoro Jos da S/lva Lilis, Euslaquo Vcloto da
Silveira, Manuel Pereira da Silva Litis, Joao
dos Sanios, Jo3o Lopes dos Santos, Manoel Antonio
Dias, liiiliiio Barbosa, Antonio de Oliveira Garat-
eante de Albuquerque. Delinque Marques Ltn o
seus filhos.
Quem quizer comprar porcjto de tiestas de ro-
da minio boas moedoras, dirija-se ao eugenlio Bom
Sucesso distante da cidade de Sanio Anlao urna le-
gua, no engenho que lera o alferes Jos l'ran
Pedrozo, que vai levantar d'agua, por is>o as vende
c eslao gordas por screm muilo manteada!
tirito a moage.
Aluga-se nma casa no Poco da Panella, com
commodos para grande familia : a tratar na rua do
Cabogio.lt:
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de urna ama de leite : no
pateo do Hospital n.-26, por cima da co-
cfaeira.
No sobrado da rna do Pilar n. 82 precisa oa
alagar um escravo ouescrava para cozinhar e fazer
Indo o maisservieo de una casa de pequea familia:
paga-se bem agradando.
Aluga-se urna negra que coiinba, cngnmma e
compra, e be tnuito fiel: na rua Direila 11. 21.
Pelo juizo de orphiiosdo tormo de Olinda, em
praca publica de 26, 27 c 28 desle mez, se procede-
r a arremalac.lo do sitio denominado Fundan, e de
oulro no Beberibe de uatxo, e de um silio de trras
no lugar de Agna-Fria de baixo, c do sitio Campo
1 irandc, jnnlo a povoacao de Beberibe, com nma en-
senlioc, I." raoenda, 5 caldeiras pertencentcs ao
casal do finado Joo de Alleinao Cisneiro.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Acliain-se a' venda os novos billicfes dfl
lotera vifjcsima-priineira das rasas deca-
ilade nos lugares ja sabidos, as listas es-
peram-se a 3 do futuro mareo. Os pre-
mios sao pa;os logo que se lizer a distri-
liuiraodasmesmas listas.
AQS 5:000s000.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
e Mello avisa ao publico (pie a loteria de
San Bom Jess dos Martyrios indam as
odas, sabbado 21 docorruirtc, no lugar
do costume: os restos de suas cautelas c
billietes acliam-sc a venda as lejas ja' co-
nliecidas.
LOTEIUA DOSi;MIOIl ROM JESS DOS
MARTVKIOS.
Amatilma, sabbado 2\ de l'evcreiro.ueo
indubitavel andamento da referida lote-
ria, as 10 horas da mauliaa, no consisto-
rio da Conceicao dos Militares. Os meus
milhetes e cautelas eato somente a ven-
at as 10 horas da nianhaa, a elles que es-
lao noresto. Salustiano de A'ptiuo Fer-
reira.
C. STARR & C.
respetosamente annnnciam qoe no sen extenso es-
labclccimento cm Santo Amaro,continan) .1 fabricar
com a maior perfeicau e promplidao. toda a quaida-,
de de machLsmo para o uso da agiicullura, na-
vegacao e manufactura; c qoe para maior comisado
ile seus numerosos freguezes e do publico cm -
leem aherto cm um dos grandes armazens do sr.
Mesquila na rua do Brutn, alraz do arsenal de ma-
rinba
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
Alli arhario os compradores um completo
iiieiibi de inoendas de caima, com tudos os melhora-
mculus alguns dellcs novos e ori que a
experiencia de mullos anuos Ifin mostrado a 111
sidade. Machinas de vapor de baixa.e alia prestan,
taitas de lodo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de mu c dito-para rondiuir ftirmas da
assurar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferro batido para farinba, arados de
Ierro da mais approvada cojislrocriio, fundos para
alambiques, crivos c porlas liara fornalbas, a ulna
inlinidade de obras#di: ferro, que seria cnfadoiiho
enumerar. No mesma deposito existo ums pi
intelligente o habilitada para recebar todas as en-
commendas, etc.. ele, que os anunciantes contan-
do com a capacidadn de -uas ullicinase ma< binisma,
c pericia de seus olTiciaes, se comprometlem a fascr
execular, com a maior presteza, perfeijao, e exacta
conformidade com os modelos ou deseulios.e inslruc-
Sfles que Ibes forcm fornecidas.
lECHABlSMO PAR ESSE-
HHO.
NA fundicao de ferro DO ENGE-
NIIEIRO DAVID \V. ROWN1AN. IfA
RUA DO BRL'M, PASSANDO O CHA-
KA RIZ,
ha sempre um grande oilimcnln dos regulles ub-
ieclos de mechanismos proprios para engenbo-.
bcr : moendas meias moendas da mais moderna
conslrucrao ; tai xas de ferro fundido balido, da
superior qualidade, c de todos os lamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animaos, de lodas as propor-
Ces ; erivoa e boceas de fornallia e registras de boei-
ro, aguilboes,brenzes parafusos cavilliftcs, nioinho
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eieculam lodas as cncommendas com a soperiori-
dadeja condecida, e com adevidu presteza e conraio-
didade *m preco.
MIITH flnn


DIARIO OE PERNAMBUCO, SEXTA FIRA 13 DE FEVEREIRO CE 1855.
loteras d.v pwmwit.
la os bil tele da pri-
!i primcia lotera a beneli-
S. Bom Jess dos Martv -
ule na th<
i I ra dn Gollegio n. 15,
i impreterivelmente no
/..Francisco An-
tonio de liveira.
I.dl

ir
>It 110M JESS DOS
IVKIOS.
WM, frOOOsOOO.
do rorrele.
i*liano de Aqinno Ferreira n>is;i
i seus afortunados bilhc-
nlos do descont de oilo por
rcnln da le no arto ilo pagamento, nos Ircs primei-
ro 11 r. les, e >cham-se i venda as lojus :
roa d.i Kccife n. 21 e i", ; praga 'la Imle-
pendci :i9 ; na do Qaeimado n. 39 e Vi ;
i ".i do I.ivnmenlo n. 22 ; tua do Cabugt n. II ; c
ruja Nova n. 16.
Rabeles inteu os JOO receber por inleiro 3:0005
B 2:5005
Ouarto* ijmo i) 1:2508
TJO 6258
600 500
320 2508
Joaquim Lobato Ferreira faz publico, que do
inventarlo que se proceden, por fallceimenlo ile Ma-
ra Joiiquina da Coceicao. casada que f com o Si.
Antonio Joaquim l'ercra da Silva, pelo juno de ur-
de linda, escrivo boje Faria, cansa que
annuncianlecm pagamento a quanlia de
57H), na casa terrea, sila na ra do Cabral da
- cidade, entilo avallada em 4008000 : e por-
que consle .70 amiiinciaiite, que o Sr. I'ereira pre-
lende vender a casa como sua, faz o presente annun-
rio. preveaindo que nao s a casa llie be abrigada
liiantia cima, como pela de 123*220etc., que
3005000 que o Hununcaute Ibe empres-
ta levantar a casa em queslio. nlm dos juros
idos de 20de fevereiro prximo passado e cus-
para queningucm se chame a Ignoraneia.faz o
' annuucio.
-wmvmwBBKm
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COXaUGCUO 1 AHDAS 25.
(i Ib. I'. A. Lobo Moscoto d consultas homcopalhiras lodos os dias a_os pobres, desde il horas da
manli'a al o meto dia, e cin casos extraordinarios a qnalquer hora do da ou noite.
iece-sc igualmente para praticar qualqucr operaran do cirursia, e acudir promplamcntc a qual-
quer inulhcr que esleja nial de parlo, e cujascirriimstaiicias nao permillain pasar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. I L LOBO BOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. li. II. Jahr, traducido em por
tugue/, pelo Dr. Mosrozo, qualro volumes curador nados em dous c aconipanbado do
um diccionario dos termos de medicina, cirnrgia, anatoma, ele., ele...... 209000
Esta obra, a mais importante de todas asquclratam docstudo c praliradahomenpalhia, por ser a nica
queronlm abase fundamenlal d'esta doiilrinaA PATHOGENSIA 01' EFFBITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAIDEcoiihccimcnlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar t pratica da verdailera medicina, inleressa a todos os mediros pie quizerem
experimentar a <>ou(rina de llahuemann, c por si mesmos se convenrerem da verdade d'ella : a Indos os
fazendeiros c senhores de engenho que esto longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capities de navio,
que urna ou oulra vez no podem dcixar de acudir a qualqucr nrommodo seu ou de seus Iripnlanles :
a todos os pas de familia quo por circumstancias, que iitin sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in cimlinenli os primeaos soccorros em suas cnfcrniidades.
O vade-raecum do homcopalba ou traduccAo da medicina domestica do Dr. llcring,
obra lambem ti til as pessoas que se dedicam ao esludo da bomeopalbia. um volu-
mc grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 10>000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., ciicardcnado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
bomeopalbia, e o.propriclario deslc eslabelccimenlo se lisongcia de Ic-lo o mais bem mutilado possivcl c
nincuem duvida boje da grande superioridade dos seus mcdicamcnlus.
Boticas a 12 lobos grandes..................... 89000
Boticas de 24 medicamentos cin glbulos, a IOS, 15 o lSOOO rs.
Dilas 30 dilos a.................. 209000
Dilas 48 dilos a.................. 258000
Dilas 60 dilos a................, . 308000
Dilas 144 ditos a................... 608000
Tubos avulsos......................... 18000
Frascos de meia onca de lindura.................... 28000
Dilos de verdadeira lindura a rnica................ 28000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lulos de oryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamento*, e aprompla-sc qualqucr cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
dc o por presos muilo roiumodos.
DO DR. CASANOVA,
Ul.A DAS CRUZESN. 28,
lem-se carleiras de homeopalhia de lo-
os lamanhos, por precos muilo em ronla.
Elementos de liomeopalbia, i vols. 68000
f.as aescolhcr, cada.vidro. 1>(XH>
is avulsos a cscnlher a 500 c 300
sullas gratis para os pobres.
A tinturarla* franee/.a aeha-se mu-
dada da rita Velha para o aterro da Boa
a n. 7."), aonde sero os fregueses .bem
ios.
O Dr. Dias Fernandes, medico, pode ser pro-
lo a qoalqaer hora do dia para es riiflcrcnlcs
ramos de sua prolissao : na ra larga do Rosario
n. 38.
A viuva e berdeiros do fallecido Mr. Jos
co de l'aiva, lembram e rosam aosSis. deve-
o sea casal, que se dignem dirigir-so i ra
estreita do Rosario n. 32 A, afim desolverem os seus
'lupar-lhcs maiores diflkuldidcs.
Irdem tevecira de S. Francisco.
I procurador geral em ejercicio de minis-
tro da veneravelordem terceira de S. Francisco des-
Jadc, em virlade da dcliberacHo da mesa admi-
i trrenle mez, pede o roga a seus
is em geral, a rnmpareccrem no
paramentados de seos hbitos, pc-
inha, na igreja da mesma ordem.
alm de embarcados em carros,' irmos para cidade
de Oliiid.i acompanhar a procisstlo de cinza,por con-
vite que a contraria daquelU cidade fez a nos*a ve-
("1 ordem ; e desde ja pede aos mesmos irniaos
u3o porem a menor duvida em carreja-
rein qualquer andor quftgzjuea cotia-aria Ibes oll'e-
lliiS I i vi. v.lilS.
2.) onde foi IhealrTlrtm-.
igalhaes faz scicnle ao respcila-
que scu uovo eslabelccimenlo de
Ins acha-se completamenle mo-
udo, lossue lodos os pannos e adornos^neci-
sos para qualquer enterro : encarn ua-se de
agenciar guia, musir, cera, armaries, carros
ele, promete bem servir as pes-
ie se dignaren! procora-lo.
ino alugam-se caixoes e vendem-se
morlalbas de pinbo.
LOTERA DA PROVINO IA.
O cautlala Antonio Fcrrcira de Lima
Mello avisa ao publico, me os sens biIItt-
ldese cnidas da primeira parle da pri-
meira lolci ia do Sr. Hoin Jess tos Mar-
lyi'ios (pie corre LfaUivelmcnte a 2 ido
crrente, acbam-s a venda as suas lojas
da na Nova t. , na larga do Rosario
n. 2li, l'.slic la n. 17, Ira'vcssado Oueima-
do n. 18 C, alerto da Boa-Visla n. 72 A,
rita do Calinga' n. e povoacao do Muilei-
fo pelo Sr. Nicola'o, sendo livre der des-
cont de8porcenlo os billictes inicuos.
Bilhetes. 5?S00
Meios. 2$800
Ouartos. .s.o
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vicsimos. 320
Precisa-se de unja mullter pela ou
parda, que Jeja de meia idaHe, para ser-
vir a tuna familia" de duas pessoas, nina
deltas doeote, na povoacao de Apipucos.
be smente o interior, excep-
luando-se todava o maisgrosseiro e pesa-
do. Queta rpiizer preslar-sc a isso, appa-
(treitado Rosario n. 28, (pie
vida dar o ordenado de i i.sOOO
ntetu
Precisa-se de una ama de leite (pie
parda ou erictula, (pie tenlia liom lei-
paga-se bem : na ra de IJortas,
11. 60.
I'recisa-se alocar um escravo por mez, qu
Irabalhar de nuada c tratar de capim : quem
o live na ra do Colovello, n. 29.
Precisa-so alugar urna ama demeiaidade,
pura eoziuhar e fazer o mais servico de urna casa
1I0 pouca familia, e que srja desembaracada: na
ra da Boda, n. o2.
- Do poder do Sr. Pedro Antonio Teixeira ("iiii-
maraes.da rna da Concordia, desencamiuhnu-se urna
1 lourina com os seguintes signaes; pequea.p-
lida ba juiuco lempo, mas sem a cria, caslanba la-
. lem as ponas 00 cbifre brancas,
e moilo volteados : suppoe-se ter sidofurlada e ven-
dida 1 1 cidade : quem dola der noticia na
ra da Praia 11.15, recebera urna gralilicacao.
la da Cadeia de Santo Anlonio, sobrado
n. l.'l, precisa-se alugar um prelo robusto c lid para
viro do mesmo.
. II 1 rf V> 1 m
0 O O O O - = S *S is-Se s.a
es
^-^ ^ - t 0 5 * g = g.-EJ ' 9 S B'tf 5 ~. 8- =--" 2 8
r-~^ -' t 5 -- P-,-2 -s c -5 s.2 5 ~ a '5 S;1; = -2 3 S 0 rs-3 ?Z'S 2 a.gs n 3 "~^ S'
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CCS [- _a 0 ?j a & q ^
w ss ~ e r, = 0 e
c a
tio'SSot: -
e - -a ~" S S a> (.liiem livor urna casa terrea com 3 quarlos c
largura de ^t palmos, mais ou menos, desojando per-
muta-la por oulra de menor largura a do 2 qoarls,
." o o [siluada na ra da Concordia, para receber por in- que os calianienlus por elle foi loa se dissolviam ao
ISl I J*aniaan8n A-, .l^lli.ir....... ,i;.,l,n;r.. .......-. ..!.;..!.. immU. mIm .1.. ..Al I?... k. .. . nn*.------------'. ...
[OUNDA.
Hernardino Franeisco do Azi vedo Campos faz pu-
blico, q 10 a casa sila na Lnleira do Varadouro, com-
prada em caixflo por Antonio Kcrreira da Silva Maia
c sua inulber 1). Alaria >\^\ CunceiCO llaslos, acha-se hypoUiecada pelos mesmos compra-
dores ao aniuinrianle par 360T10II rs., para acaba-
monto i\.\ mesma, como consta das olas do tabelian
Faria ; e por isso prolesla cmilra qualqucr negocio
que com ella se faca sem scu conseiitinienlo.
ASFALTO.
M. I.. Coelbo de Almeida, fabricante de asphallo,
lendo qii.inlidadc sullicienle de n, c arliandi)-sc prnmplo a applica-lo onde quer que so-
ja de inisler, oOerece seus servidos ao publico ; c
consla que sua obra agradar ao* que a enroininenda-
rein, visto como, leudo evercido seimllianle indus-
Iria por espaco de 10 anuos no llip de Janeiro com
geralsaliilacaodoslre2uez.es, diiranle raH lempo
adquiri os coiihecimeulos uecessarios para execular
qualquer obra com a maior peifeicao. O mesmo fa-
bricante pede igualmente ao publico, que nao ajuize
das obras de asphallo pelas que ileivoo ncsla cidade
um individuo pouco prolico em applica-lo, c a qurm
falluvam conbeciniciilos Iheoricos para acomposico
da massa .isphallica, resultando de sua impericia,
dcmnisac/io da dill'ereiira.dinheiru nu'ilvum objeclo
1 que lambem rende ; dirija-so a ra das Flores ti.
2:t, a fallar com Justino Marlvr Corrcia de Mello.
Adverlc-sf ao Sr. Vicente Ferreira da Assiim-
pcao, morador no llonilo, que se satisfizer o que se
Ibc lem exigido por diversas carias dirigidas da ra
do i.iueiniado u. 2\, ser para si urna deshonra, pois
nao he justo que pague o que deve cni una loja na
mais de um auno.Jos l'crcira Cesar.
Precisa-se de urna ama, que d fiador a sua
conducta : na ra do Hospicio n. 7.
O Sr. Joao Anlonio 'de Miranda,
queira ter a bondade de appareccr na ra
do Collegion. 15, agencia de leiloes, a ne-
gocio de sen nteresse.
SALA DEDADA.
I.uiz Canlarelli participa ao respellavcl publico
que a sua sala de ensillo na ra das Tiiiicbciras n.
10 se ada aborta Indis as segundas, quarlas c sextas
desde as setc lloras da noite al as nove: quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
rasa das 7 horas da manhaa alo as 0. O mesmo se
olfcrece a dar lices particulares as horas convenci-
nadas.
.Ocaulclista Antonio .lose Rodrigad
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, (jiic tein resolvido vender daqui
por dianle as suas cautelase bilbetcs aos
precos abaixo declarados, obrigando-se a
pagar por nteiro sem o descont dos 8
por cento da lci, os premios grandes (pie
seus bilbetcs e cautelas obtiverem :
Recebe por inleiro.
Bilbetcs inteiros.
Meios bilbetcs.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
5:000x000
2:500/)000
1:2.i0,s000
1 J. JANE, DFMISTA. S
.:; contina a residir na ra Nova n. 10, primei- {
ro andar. }J
Novo livrosde liomeopalbia meframez, obras
Indas de summa*imporlancia : ,
llabnemaim, halado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
68000
7? 60000
Ki-rooo
(i-JtKKI
sjooo
168000
."iOOsOOO
250.V0OO
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um- completo sortimento
de fazendas, linas c grossas, por
precos mais bai.\os do que em ou-
lra qualquer parte, tanto em por-
), como a retalbo, alliancando-
aos compradores um s preco
para todos : este estabeleciinento
abrio-sc ele combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglesas, francezas, allemaas e suis-
. para vender fazendas mais em
oonta do que se tem vendido, e por
isto ofi'ei'ecendo elle maiores van-
tagens do que outro quhlqucr ; o
proprietano dcste importante es-
ta belecimento convida a' todos os
seus patricios, eao publico em ge-
ral, para que venharn (a' bem dos
seus iuteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Anlonio I.uiz dos Sanios & Rolim.
5|500
2.S800
l.Sit)
720
600
520
por isso acaba deexpor n venda as
lojas do costme, os seus bilbetcs e caute-
las da primeira parle da primeira lotera
a beneficio da irmandade do Sr. Boni
Jess dos Martvrios, cujas rodas anda rao
cm 2\ do presente mez.
.Pede-te ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposla da carta, (pie Ibe
loi dirigida no Diario de Pernambuco
de de Janeiro deste anuo, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueira nao se queira dignar responder,
sera', tido por caprichoso e arbitrario em
suas deeisoes, e reo confesso de scu de-
licio.O Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (jai-
gnoux, ilenlista fraucez, chumba os denles rom a
IIIH--.I adamantina. Essa nova c maravillosa com-
posicio lem a vanlagem de cneber sem ircssao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez isual a da pedra mais
dura,c prometle restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de consignaeao de escravos, na rita
dos Quarteis n. 25
Compram-se c'reccbcm-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fura della, oITcrccendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os dilos escravos.
lames. wm
Teslc, rrolcslias dos meninos _<-" .
Ileriiig, hoineopalhia dopjeslic?.-;'.
Jahr, pliarmaciipOalirieopalbira. .
Jahr, novo manual,,* volumes ....
Jahr, molesliasjicrvosas. .......
Jahr, jjmJrs,Tas da pclle........
Tapl, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos. :.......
A Teste, malcra medica homeopalbica. .
He Favolle. doutrina medica homeopalbica
Clnica de Slaoneli .......
Castihg, verdade da honienpallia. .
Diccionario de Nvslcn.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnulciido a descriprao
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos osles livrns no consultorio bomcopa-
Ibico do llr. I.obo Moscoso, ra de Collegio n. 2o,
primeiro sudar.
IOOOO
S^KHI
79000
69000
49000
ItlCOtH)
30*000
. Ka rna rlasCruzcs n. 10,'taberna do Campos,
ha das melhorc* e mais modernas bichas bambur-
is para vender-se cm grandes porrOcs c a rela-
llio, c lambem se aluga.
Francisco Lucas Ferrena. com co-
clieira de carros fnebres no j itco do
Hospital li. 10, encarrega-se de qualquer
liin Tal, sendo padres, msica, cera, ar-
io na ig'cja o'i em casa, carros de
passeio e tirar guia da aunara, e all en-
contrarao tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemjterio.
|r
K
RA NOVA N. 22.
I.. Deloiicbc, lem a honrn de aiinunciar
ao respeitavel publico, que a -aba de re-
ceber pelo ultima paquete o n ..'s bello
sorlimeiilo de relogios deouro, piala c prala dou-
rada, patntese horizoiitacs, pur precos muilo van-
lajosose afliancados: lambem encarrega se de lodos
os concerlos perlenccnles ti sua arle por mais difli-
cullusos que sejain, com perferao e brevidade.
Aluga-sc o armazem n. 30 da rna eslreila do
Rosario : i Iratnr na ra do Collegio n. 21, segando
andar.
Companliia de vapores Pernambucana.
O presidente da assciuldc.i geral convida aos Srs.
accin.-las para rcuniao ordinaria no dia 8 do cor-
rale pelas II horas da manhaa, na sala das ses-
soos da assnciarao commercial, para se tratar de nc-
gocioque diz respeilo i mesma compinhia. Kcci-
fe 20 de fevereiio de 1853.
No dia i! dn^orreiitp, fimla a audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de nrpbaos, as 10 horas da ma-
nhaa, c na sala das mesmas se ba de arrematar una
e-crava motila por mime Mcrrellina, avahada por
6.">tr>000 rs., por evecucao de Jos Francisco d'Aze-
vedo, conlra-.Miiiocl de Rcende Reg Itarros, ro-
mo administrador de sua mulhcr : be a ullima
prara.
Prccsa-se de um oftlcial de Garapia ou roar-
ecueirn, que queira fazer camas de veulo : na ra
da Praia, armazem n. 76.
Geraldo Jos da Silva Monarcha rclira-se rara
Portugal.
Dcscja-se saber noticias dos Srs. Manoel Sim-
plicio Concia l.cal, Andr Bezerra de Albuquerque
e Mello, llcuriquc Manoel Mallieosde .Mello,padre
Joaquim Eufrasio da Cruz, Francisco Manoel de li-
gueiredo, Antonio Jos Ferreira Vianna, llenriquc
de Araujo Jordao c Jos Vicente I.cao : ipiem sou-
bcrdcslcs senhores ter a bondde annuiiciar, ou
dirisir-sc a ra do Vigario n. 17," que se agradecer
muilo.
Precisa-se de quatro oflidacs de cbaruli-iro
que Iraballieni" sorfrivd: halar na ladeira do Va-
radouro em (lliuda, cas.i li. 38.
l'ma pessoa com bstanle pralica do foro ofle-
r para cobrar dividas lano na pracii como no
.mallo, dando fiador a sua conduela, pudendo ser
procurado no largo do l.ivramenlo n. ^7 segundo
lindar, ou anuuucie.
Quem ipier entregar a caria do amigo do Ma-
ranbao de Francisco Jorse' de Sou/a, pde-o fazer
no trapiche do Hamos ao mesmo, ou a Jos Manoel
Fernandes Tliomaz.
Aluga-sc urna pre'a escrava on forra, para o
ervicu de casa" de nm noinem solteiro : na ra do
Rangel n. -JO. primeiro andar.
Preci*a-se fallar com grande urgencia ao cor-
respondente do Sr. Dr. Amaro Carnciro Uezcrra Ca-
valcanli ; na ra do Oueiinado, loja n. 61, ou an-
Inuncie a sua morada.
. es@a@itffise
li2o,SOOO ^ DENTISTA 1 ItANCEZ. J
@ Paulo Gaignoux, estabelecido na roa larca Q
Q do Itosario n. 36, sesundo andar, colloca den- f$
les com gencivas arliliciaes, c dentadura com-
O pela, ou parte della, com a pressao do ar. tj)
14 Tambem lem para vender agua denlifricedo fc
ti Dr. Picrre, e pn para denles. Una larga do t
Q Rosario n. 36seguirlo andar. gf.
'fS#slHtt>t>#+>sl |
,'LBLICACAO' DO IASTITITO IIOMEOPA-
IIIICO DO UIIAS1L.
TirESOURO UOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtthoo conciso, claro e seguro de curar honico-
palhicamenle ludas as molestias que af/ligcm a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rri-
nam no Ilrasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de liomeopalbia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pulo llr.
Sabino Olegario langero Pinbo.. lisia obra be boje
recouhecida como a melhor de lodas que tralam da
applicacao homeopalbica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
eo seguro sem possui-la c cousulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilaes de navios, serlauejosele. ele, devem
le-la mflo para occorrer promplamenlc a qualquer
caso de molestia.
Dous \ohiiiies em brochara por tOjOOO
encadernados HjOOO
vende-se nicamente cm casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco ^Mundo Novo} 11. 68 A.
O Sr. Joao Nepomueeno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlto*
queira mandar receber tuna encommen-
(ia na livraria n. 6 c 8 da praca da Inde-
pendencia.
ALL DE LATIM.
O padre Viccnie Ferrer td Albuquer-
que niiidou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 1 , onde continua a receber alum-
nos internos e externos desdeja' por m-
dico preco romo be publico: quem se
quizer ulilisar de Seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo anda da refe-
rida casa a'qualquer hora dos dias uleis.
Acha-se fgida a escrava de nomc
Lniza. desde o dia 10 do corrente mez
crioula, baixa, a (pial representa ter 50
tumos pouco mais ou menos, cuja escravo
foi comprada a Si a. Maria Tbeodora da
Penha ; protesta-se contra quem a tiver
aooitada pagando os dias de servico, c
om as penas da le: roga-se portanlo ;is
autoridadespoliciaes e capitesde campo,
que apprehendam dita escrava que grat-
liear-se-ha generosamente podendo-a Ic-
var a casa de sua senhora na ra Bella
simples calor do sol. Em breve se ollrcceni a cu-
riosidade publica a primeira obra, que o dilo fabri-
cante comida a exaininarem-na, principalmente
para que ir.clhnr se verifique a consistencia do as-
phallo. Q lano as obras em que vanlajosamenle se
pude applicar o asphallo seria quasi ocioso enume-
ra-las ; porque em todas os calcamcnjos qur a ro-
berlo quer esposlo ao ar, siibsliiue elle ptimamente
ao lijlo e pedra, ollercccudo a maior consistencia, c
mesmo mais aceio: entretanto rom toda brevidade
se designara!' os diversos rni-leres desla encllenle
composicilo. O dito fabricante espera a acquicscen-
cia publica : quem de seu presumo quizer ulilsar-
se, dirija-se a seu escriplorio, na travesa do Carino
n. 10, outr'ora becco do Sarapalel.
Machado iV Pinheiro, mudaram a sua
residencia e escriptorio da ra do Viga-
rio, para o largo da Assctnblea, sobrado
ti.12.
A nova casa de pasto da ra das Cruzes n. 30,
declara a lodos os senhores. que lem toda a quali-
dade de comedio as a toda hora do dia, c lamben] di
almajos ejantares para fura. as*in^cjiri'io -lella se
acha o bom cha, 1 prinripalmcnlo.0 hom caf.
Precisase de urna ama para o sei viro de urna
casa de pouca familia : na ra da Gloria 11. 18.
O secretario d,-j veneravel ordem terceira de S.
Francisco da ri.daile de Olinija, cm nomc da mesa
regedura, CMrvida a lodos os seus irmaos em scral,
a coi>i',ireccrcin no dia 25 do corrente, li I hora da
larde, para acompanharem a procissfio de Cinza, que
a mesma veneravel ordem pretende apresenlara vis-
ia dos fiis.
Preciase de una ama para o servico de casa
de pouca familia, prefere-sc pessoa do mallo, por
ler de assislir em um silio : a tratar no armazem
de materiacs da ra da Concordia onde lem labo-
lela.
Precisa-ce de una ama e um criado pequeo
para pouco servico, ou um molequiuho c ama, se
for escrava melhor, para lavar, rozinliar, eugoin-
mar, para lodo servifo de casa : ra de Hurlas, so-
brado de um andar, varandas piuladas de verde,
quem vem do pateo do Carino dircila, nao lem
numero a casa.
Precisa-'o de urna pessoa desla ltimamente
chegadas do Porto 011 das libas, que saina ler, cs-
crever c contar, para caixeiro de um engenho dis-
tante desla cidade 8 leguas : quem Ibe convier di-
rija-se ao paleo da matriz de Santo Antonio, sobra-
do 11. 2, que encontrara com quem tratar.
Precisa-se de um rapazv-guional ou eslran-
geiro que de coiiher.iincnlo do li^k conduela, para
servir de pagem a urn scnbor ^Pmgcnho : quem
ic convier dirija-se ao pateO-JH matriz do Santo
n. 9.
Perden-sc um'rnnliccimenlo de 11.110, da quan-
lia de Miomoo rs., recebido na Ihesouraria de r.i-
zenda desla provincia : quem o liver adiado, 011
por qualquer modo della estija de posee, dirija-se a
na da Praia de Santa Hila 11. i:i, que ser gencro-
samciile gialilicado, alcni do agradccimenlo.
Prccsa-se de um bom fcilor para engenho, que
seja ibis libas e solleiro : 110 raes do Hamos, segun-
do andar do sobrado do Jos II jgino de Miranda.
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aberla a assignalura para esta
folba que se publica, escripia por mui
habis peonas, no Rio de Janeiro, e sol
a direccao de A. M. Morando ; ja' cotila
seis anuos de existencia e sempre lia co-
zad de loda'a estima, tanto na corte como
cin lodas as provincias. Assigna-se na li-
vraria ila praca da Independencia 11. G e
8 por 2,s()0() por trimestre, i.sOOO por se-
mestre, e 8.v por urna nno: convida-seaos
amantes da leitura para que venham as-
Stgnar ate a chegadti do Imperador, que
se espera do norte, a(im de reeeberem a
coileecao no primeiro vapor.
Traspassa-se a chave da loja da ra da Cadeia
do Recife n. 18 : trata-se oa mesma ra, loja n. 23.
Anlonio, sobrado
tratar.
que encontrara rom quem
Precisa-so de urna ama de idade para casa dc
liomem solleiro: a tratar un ra da Senzalla Velli"
11. 98.
No silio da Trempc, sobrado 11. 1, precisa-se
alugar 2 escravos qucsrjam liis, um para coziohar,
lavar roupa, e servir de portas a dentro, o outro pa-
ra vender na ra as fruiras e borlalicas do mesmo
silio > da-sc hom ordenad* c hom li almenlo : quem
os liver e quizer alugar, dirija-se ao dilo silio, que
adiar com quem tralar.
COMPRAS.
Na ra larga do Rosario n. 38, compram-sc
escravos dc ambos os sexos, prcfcriiulo-se os de ida-
de dc 1-2 a 2:> anuos, e os que liverem ollicios, qual-
querque seja a idade, nao seolhando a preco.
Ncsla Ivpograpbia compra-se o mappa do Sr.
coronel Conrado, conlendo as cinco provincias do
bispado de Pernambuco.
Compram-sc patares brasileiros e bespanhocs:
na ruada Cadeia do Recife 0.54, loja.
-- Na fabrica dc espirilos de Jos Joaquim l.ima
Ilairao, ra Dircita 11. 17, compram-sc constante-
mente garrafas c botijas vastes, e pagam-se bem ;
assimeomo garrafas brancas c francezas, anida mes-
mo que fossem de azeile.
Compra-se um relogin patento inglcz. de ouro,
usado : na luja dc Manoel Ferreira de Sa, na ra da
Cadeia Volita 11. 17.
Compra-se vinlc e cinco mil lijlos de alv cuti-
ra : na ra da Cadeia do Kecife ti. 5.
Na casa do sacrislo da ordem lerccira dc S.
Francisco, compram-se 4 clices do celcbai-r ini--
sa, quceslcjam cm estado de servico ; tis-iin como
2 missaes romanos.
Compra-sc urna escrava dc meia idade, que
saiha cozniharo diario de urna casa : na ra do En-
cantamento 11. 3.
Vcnde-se um cabra muilo moco, muilo corpu-
lento, c bom canoeiio : na ra do lavrameulo 11. 4.
Na ra Nnva n. 51, vende-se urna escrava,
crioula, que oziuha, lava de sabau c barrclla, e cu-
gomina solVrivelmenlc.
BARRISE 1 h'AS.
Ns rna da Praia. becco do Carioca^ armizrm de
Anlonio Pinto de Son/1.lia pira vender pipas ebar-
ris vastos, de varios lamanho*, e em canto.
Vende-se barato.
Corles de vestidos de seda escore/a a IV; |gj c ^0
r~., diapi'os para senhoras a 169000, chales e romei-
rasde n Iros de ultimo goslo, selim prelo lavrado
para yeslulos de senbora-, sarja hcspanliola, meia* e
luva* de seda, maulas t chales de seda contras imil-
las fazendas: na ra Nova n. 16 dc Jos I.uiz Pe-
reir.
Palitos e sobrecasacos.
Palila c sobre-rasacos de pannos finos, de. alpacas,
de ganga, de borrava, e de rsrados, por precos enm-
modos : na ra Nova loja n. 16 de Jos I.uiz I'e-
reira.
Vende-se pannos linos c rasemiras, selim ma-
can para rlleles, chapeos fr ancez.es de lindas formas:
na rna Nova n. 16 de Jos I.uiz Pcreira.
Vende-se na alaria doAmnrim no Coolho, fi-
guras de pedra artificial, proprias para jardim por
preco cuiniu.do.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O milco ilopofiilo'conliiia ;i f^cr ni botica :le Bar-
Uiolomeu Francisco dcSnoxa, na ra larga rio n. \\(\; garrafal gran IMPORTANTE PARA 0 PIMHO.
Para cura de phtislca em Indos os seus dillereiilcs
graos, quer motivada por cnnslipares, lossc, aslb-
ma, pleiiriz. escarins dc sangue, udf dc costados e
peilo, palpilaofio o coracao, coqueluche, bronrliilc,
dr na garganlti, c lodas as molestias dos oreaos pul-
inoiiarcs.
Em casa de'Timm Mousen A: Vuias-
sa, praca do Corpo Sanio n. 13, ha para
vender :
Um sortimento complelo de livros em
branco de superior qualidade.
\ uilio de champagne.
Absinthe echerry cordial dc superior qua-
lidade.
Licores de dill'erenles qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Ircs pianos de superior qualidade: ludo
por pceo comiiiodo.
FRASCOS DE VI URO DE BOCCA LAUCA
COM ROLIlAS.
Novo sortimento do tamanho de 1 a
VI libras.
l'endcm-se na botica de Dartliolomm Franoitco
de. Smisa, rna larga dn Itosario n. 36, por menor
preco que cm oulra qualqucr parte.
FARELO MllTO NOVO.
Vendem-se saceos milito grandes com
farello chegado ltimamente: na ra do
Amorim n. 48.
Vcnde-se para o Uio dc Janeiro una iicgrinha
de 17 anuos dc idade : na ra Dircila n. 8, segundo
andar.
Vendem-se 2 caiioes de zinro, qjc servem
para banbeiros : na ra Nova n. l.
Vende-ce urna crionlinlia escrava, com 10 a
\2 anuos de idade. nplima part o servico de casa
por preco muilo mdico : quem quizer esta perhin-
cha, dirija-se ra da Penha n. . segundo andar,
junio i casa do Sr. coronel Joaquim Bernardo.
Vemlc-so urna carrera muilo boa e m boi
para a mesma, ludo cm muilo bom eslado, islo por
o dono ler precisan : no eaminho uovo, ra da Es-
peranca, casa do Jos Brga
- -Vende-se superior chocolate
doincllior (pie tem apparecido no mei-
eatli', e por preco milito com modo: na
ra i\a Cruz n. 2li, primeiro andar.
Vefrdem-se relogios de ouro, patente
tnglez, iitosde prata horizontal, ditos di-
los dot(fados e soleados, lodos do melhor
goslo possivel o por preco baratissimo :
na rita da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
FAltlMlA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa larinha de mandiocc, e pteco com-
modo : trata-se com Antonio d'Alniqjd
Comes iS:C., na ra do Trapiche, n. lo,
segundo anclar.
(& Atoalhados, toalhas e guarda-
j) da na pos de linhoe algodao, ven-
L de-se milito barato: na ra do
w Oueimado loja do sobrado ama-
(3> relio n. 29, de Jos Moreira
<$) Lopes.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Faria & l.opc. ra do
as modernas alpacas de seda, de uo-
ihos, pelo mdico preco de OO rs.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior iriiiha dc mandio-
ca, cm saccas tpie tem um alquejre, me-
dida velha, por preco commodo: nos
arinazcns n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, c'no armazem del'ronte da porta da
allandi ga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes &.C., na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.

VENDAS
AL14NAI PARA.I8S8.
Sahiram a' luz as folhinhas d algibei-
ra.com o alraanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido c accresccnlado, conlendo
00 paginas :- vende-se a 30(1 rs., na li-
vraria n. Ge 8 da praca da Indepen-
dencia.
RISCADOS VARSOVIANOS
A i.sOOO rs. o corte.

Queimado n. 1
vos c lindos'dese
cada covado.
Vendem-se riscados Varsovianos dc qnadra.. fa-
zenda nova e muilo Ijna, imitando a seda esC4ua
v indos pelo ultimo navio dc llainburg.i, com 13 i
calo* cada corle, pelo baralo preco de 4*000 : na @^@t$ ^-@-@i^^>^^a@^
loja n. 17 da ra do Oueimado, ao p da botica
Vende-se larinha de mandioca mui-
lo superior a 3,v30() rs. a sacca, no ar-
inazetr de I.uiz Antonio Annes Jaeome, e
node Jos Joaquim I'ereira de.Mello no
Caes da alfandega, c em |iorcaono(crip-
loriq de Aranaga & Rr\ an, na rita do Tra-
piche Novon. (i segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muilo superior qualidade, ao preco de
f3.s()l)0 rs. por barrica : no caes da al-
fandega armazem de Paula Lopes.
ROM L COMMODO. (dj)
Vendeir.-st; cortes de vestidos
k de setim preto lavrado dc supe-
g rioripialidadet! bom goslo, pelo
%! baratissimo preco de 23.S000 i-s.
v> o corle., sarja pela milito boa ti '*>/
D 2s00 rs. o covado., setinspretos
para eollelcs, pannos pelo e de
cor de diversas qualidades e por
precos que muilo ho de agradar
aos compradores : na ra do
Oueimado loja do sobrado ama- \
relio n. 29. de Jos Moreira
Lopes.
i



ORLEANS DE LISTR.V DE SEDA.
<00 rs o covado.
Vendem-se na roa do Oueimado, loja n. 17, de
Faria Ov topes, para quidacRo do conas.
PARA 0 MADAMISMO DO
ROM G0STO.
A S.sOOO rs. o corte!!!
Vcndcm-se na rna do Oueimado, loja n. 17, ao p
da bolica, os modreos ciir'.es de vestidos de larlala-
iii de seda com quadrosde cores, de lindos e novos
deseiibos.com 8 varase meia, pelo barato preco de
89000III
MELPOMENE DE LA A' DE QADROS,
(.OSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-so para nltimacflo do coarlas : na loja de
Paria S Lopes, ra do Oueimado n. 17.
TAIXAS Di FERRO.
Na ftiiidicao' d'Aurfa em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
i na do Uriitn logo na cnlitilla, e delron
le do Arsenal de Manaba ha' sempre
uin grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pequeas,
rasas, e fundas ; e em ambos os logares
existem (ptindastes, para ctirregar ca-
noas, ou carros liyres de despeza. O
precos sao' os mais comraodos.
POII SEDULAS YELDAS.
A 3.S000 e i.sOOO o par, quem deixara'
de comprar 1
Snpales de lustre franceses para liomem, dilos de
bezerro de Nanlespara luimein c menino, assim co-
mo um complelo sorlimciilo de calcados dc lodas as
qualidades, lano para hornera como part senhora,
ineninose incninas, ludo pur preco uiuilo commodo.
a Iroro desedulas vcltia : no aterro da Boa-Vista,
derrtale da boneca n. t.
Toallis de superior panno de linho alco-
\oadtisptira rosto a 1 ,V120,
vendem-se ni ra do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vea da rna das Crasos.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na rna do Trapiche n. lo, armazem de Bastos li-
maos.
**:S|9trJ
lil A DO CRESPO N. IS. t
t) Vende-se nesla loja superior damasco dc 9%
9 seda dc cores, penda branco, encarnado, roso,
T.$ por pteco ia/oavel.
P)e:SJft #
Na livraria da rita do Co'ilegio n. 8.
vende-se umaescolliida colleccaodas mais
bi Hit,ntes pecas de msica para piano,
asquaeS/SSo as melhores que se podem ti-
cliar para fa/.er um rico presente.
FARINHA QE MANDIOCA.
Saccas com superior fariuha de maudioca : no
armzem dae Tasso Irmaos.
$) DOTASSA RRASILEIRA.
() Vende-se superior potassa, fa- QJ)
(i bricada no Rio de Janeiro, che- ft
<\ ,u('a tecetitemente, recommen- /A
i; d:i-se aos senhores de engenbos os Z
j2k S<'IIS bons elfeitos ja' e\]>erimen- H
W lados: na ra da Crirzn. 20, ar- W
'*9 ni r/.eih de L. Leconle Feron & Cv
($ Companhia.
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife n. 50 ha para vender
barris com cal dc Lisboa, rccenlcmenle chegada.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
seus pertenece, em bom uso e de 2.U00 libras : quem
a prcleuder, dirija-se i ra da Cruz, ariiw/ern u.4.
Taixas pare engenhos.
Na futidicao' dc ferro dc I). W.
Bowmann, na ra do Rrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
emba cam-se ou carregam-se cm carro
sem despeza ao comprador.
Em casado I. KelIcr&C, na rna
da Cruz n. 33 ha para vender ('Ml-
lenles pianos vindos ltimamente de llam-
btug).
Na ra do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-sc fardo novo, chegado dc Lisboa pela barca Gra-
lidao.
CEIESTO ROMANO.
\ ende-sc superior cernelo em barricas grandes ;
assim comn lambem vendem-se as linas : aira/ido
Ihealro, armazem dc Joaqni-n Lopes dc Almeida.
Afoncla de Eawln Mjw.
Na rna de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
Companhia, acha-se conslanlemcnle bons sorl-
menlos de taixas de ferro roado e balido, tanlo ra-
sa como fuudas, moendas ineliras (calas de ferro pa-
ra animaos, asoa, etc., ditas para armar em intuid-
la dc lodosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, machina horisoiilal para vapor com forca de
cavados, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para rasa dc purgar, por menos prero que os dc
cobro, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de llandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasnc, rita
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermotith em cai-
xas de i-2 garrafas ; diversos licores dc
mui boa qualidade ; vinbo verdadeiro
l!ordeati\ em caixas de diizia ; kircli
do melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro : absinlh, choco-
late muilo superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende mmto cm
conla, em relacao a boa qualidade.
Vende-se cxcellentc taimado dc pinbo, reeen-
Icmcule chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlcndcr-sc com oadminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenrao' do Di., Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglesas e hollandczas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aeha-se a venda, em latas dc 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no, idioma portugitez, em casa de
Nj. O. Bieber iSt Companhia, na ra da
Cft-uz. n. 4.
) Vendc-sc tima res mobilia de jaca,
a'aiida', com consolos e mesa de tanipo de
jmarmorc branco, a dinheiro ou a prazo,
conforme se ajustar : a tratar na ra do
Collegion. 2o, taberna.
Devoto Christao.
Sabio a luz a 2.a edicilo do livrinlio denominado
Devolo CbrislAo.mais correelae acrcsccntado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e s da prac,a o In-
dependencia a Od rs. cada eiemplar.
PUBLICACAO* RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo Mez de Mara, adoptada pelos
rcvcrendissiinos padres rapiichiubus de N. S. da Pe-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nliura da Conccicflo, e da noticia histrica da mc-
dalba milagrosa, c deN. S. do Bom Conselbo : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 da prafa da
independencia, a 1J000.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar borla* c baia,
derapim. na fundicade D. W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 c 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, (|uadrilhas, valsas, redowas, scho-
lickes, modinhas tudo modernssimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc ebegados, de cvccllcnles vozes, e precos com-
moibis em casa do N. O. llieber^ Companhia, ra
da Cruz n. i.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commoBo, c de superior qualidade: no
armazem dc N. O. Rieher^t C,, ra da
Cruz n. 1.
AGENCIA
Da Fundico' Low-Moor, Ra da
Scnzala nova n. 42.
Ncstc estabeleciinento continua a ha-
ver um completo sortimento dc inoen-
iltis e ninas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamauhos, para
dilo.
Vcnde-se nm cabriole! com cubera c os com-
petentes arreios para um cavallu, ludo quasi novo :
par ver, no aterro da' lioa-Visla. armazem do Sr.
Miguel Segciro, e para Iralar no Kecife ra do Trapi-
che n. II, primeiro andar.
8 Deposito de vinbo de cham-
pague Chateau-Ay, primeira (pa- fs)
$ I idade, de propricdade do conde @)
() de Mareuil, ra da Cruz do Re- m
Sk cife n. 20: este vinbo, o melhor a*
uAl de toda a Champagne, vende-se 2
8? a 3ti.s000 rs. cada caifti, acha-se 1
nicamente cm" casa de L. Le- J
comte Feron & Companhia. N.
W R.As cautas sao marcadas a fo- (f
W BConde de Mareuile os ro-
lulos das garr.ilas sao azues. (A
Potassa.
No anlico deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. \2, vendc-sc miilo superior potassa da
llns*ia, americana e do Uio dc Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar cotilas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanclla para forro de sellis che-
gada recenli mente da America.
CFHKMO ROMANO BRANCO.
\ ende-se ccmcnlo romano branco. chegado agoi a,
de superior qualidade. muilo superior ao do consu-
nto, em barrica* e as linas : atraz do Ihealro, arma-
zem dc laboas de pinbo.
Vendem-se no armazem.rr. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de Beor tlilison, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos,
mdicos.
I AltIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se a borda do brigna ConcMfio, entrado
de Sania Calharina, e tundeada na rolla d Porte do
Mallos, a mais nova larinha que existe boje no mer-
cado, c para porcOes a Iralar no escriplorio de Ma-
nuel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14.
l'rcseaes ovas do serto.
Veudem-se muilo frescaes ovas do serlie : ua ra
do Oueimado, loja n. I i.
Pannos baratos.
Na loja de 4 portas, na ra do Quebrado n. 10,
vende-se panno prelo a ->800, 3ft00 e JOOO, ba-
vendo muilo aonde escolbci.
Para vestido.
\>nde-se selim prelo lavrado, superior em quali-
dade o goslo moderno, serja prela tambem iavraila e
chamalolcdc lislras. ludo por preco commodo: na
luja de i portas, na ra do Oncimado u. 10, de Ma-
nuel Jos l.eilc. i
Vende-se a armacm e perlences de tima taber-
na, sila na ruado Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante. f,xr ilrnlazcm ., ,r,Ur ||a
ra da Madre de Dos n. 36.
Vcnde-se urna rica flauta de bano, apnarell.a-
da de praia, c com 5 chaves: ua ro. do Encanla-
mciiio, armazem n. 76 A.
Vcnde-se superior cslamenb.1, rhecada lia pou-
co de Lisboa, fazenda propria para babilos dc ler-
cciros franciscanos : na ra do Encanlamenlo. ar-
mazem n. 76 A.
1
para o uec-
~ ^ endem-sc bicos e rendas da Ierra de lodas
qualidades, e lambem bous bicos para niqueles
ra larga drrTvosario, sobrado que volla para o I
co do Peise i-rilo n. !.
-- Vende-se farelo de Lisboa, em barricas, che-
gado ltimamente : ua ra do Amorim n. 18, arma-
zem dc Paula & Santos.
""* uma n>Wlw de rnadeira de angico
com algum uso : na ra da Gloria u. 18.
r,ar7inNn,0larU dl Malarineir ha bstanle material
la l.d?iH'i V "' Se"'1" le"""' alvnaria b*
,' mesml' ,a',ame,"01 cl-: I""" <\"r appareca
na mesma. ou ua ra dc S.licncallo, casa n. :H.
NAVALIIAS A CONTENTO E TESOLTtAS.
Na ra da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio dc Auenslo C. de Abreo, cjoli-
nuam-se a vender a SJOOO o par (preco liso) as ja
bem condecidas e armadas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na csaosicao
dc Londres, asquaes alem de durarem estraardia-
riamculc, naosesentem no rosto na aerflo d collar :
vendem-se com a condcao de, nao agradando, p-
dercm os compradores devolvc-las al l dias di pois
pa compra rcstitnindo-se o imporle. Na mesma ca-
sa ha ricas Icsourinhas para unbas, feilas pelo mes
mo far>icanlc.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. 4 2.
Sellins nglezes.
Relogios de ouro, patente inglcz.
Chicotes decano e de montara.
Candieirose tastieaes bronZeadbs.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello dc Lisboa.
Lonas inglezas.
Eio de sapateir-1
Vendem-se manas de Monde prclas para se-
nhora a K3OOO, mantas de linho bordadas a seda a
1-CO0O. los de linho prelos bordados a 99 IICUSH,
meia* de oda prelas dc peso a 300. dilas a fiR'
e ouiras fazendas baratas : na loja dc 4 portas, u.i
ra do (Jucimado n. 10, de Manoel Jos Leite.
Vestidos pelos.
Vende-se selim prelo dc Maco para vestido de
senhora a S000 o >100 o covado, grosdenapole pre-
lo muilo muilo superior em qualidade a 2J00 rs. o
invado, sarja pela dc seda a ->*)00 e 3100 : na loja
de i porta*, na ra do Oueimado ti. 10, de Manoel
Jos Leite.
f VESTIDOS DE SEDA-A <2mzl
ti Ha na loja de Manoel Ferreira de S. luTTJiV"
;: rna da Cadeia-Velba n. 47. vestidos de seda '
A es mais modernos a 000 rada um : ha
i lambem grs de aples do flores a 2*000 rs. & o covado, meia rasemira de laa pura por 9
S 2jj 5S muilo ba ralas. ijlj
Oueijos a l^lliOO rs. : no pateo do
Carino esquina da ra dc Hurtas n. 2.
Vendc-seum palanquim de rebnco em muilo
bom eslado : na ra do Hospicio n.7J
Vi ra d'OiieTmatq n. !l tem para vender No-
breza ene-imada muito superior. ,
Vendem-se 200 travs dc jtelidajje superior e
de louro. de 40 a 50 palmos de comprido e-MITW--'~
clismcs de lauro : os prelendcnles dirijam-se a An-
lonio Leal de Barros, na ra do Vigario n. 17.
Vendem-se apparelbos de porcelana dourados,
para janlar, por preco commodo : em casa dc Tasso
Irmaos.
Vendem-se 3 sitios rom excellcnles casas dc
vivcnda, cslribarias muilo grandes, arvorrdos de
fructo, baisas do capim. e banbo pcrlo, ludo em dif-
fcrcnles lugares de Beberibe: Irala-si em Agua-
Fria com o proprietano Joaquim Corris de Lima
Vi anderlev, ou na Iravcssa da ra Bella n. (i.
Vende-se um mulato de bonita ligora, de ida-
de 20 anuos, pouco mais ou menos, sem vicios, do
que se alianca ao comprador ; e o motivo da venda
se dir : na Camba do Carmo n. 18.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-sc superior rmenlo em barricas e a reta-
lbo, no armazem da ra da Cadeia de Sanio Anlo-
nio de maleriacs por preco mais em conla.
LOTERA DA IRMANDADE DOSENIIOR BOM
JESS DOS MARTVRIOS.
Acham-se a venda na casa da fama noa|erro da
llua-Vi*la n. 48 os buhles e cautelas da primeira
parle da primeira lotera doSr. Hom Jess dos Mar-
Ivrir.s, a qual corre no dia 2t do corrcnle mez.
Bilhelrs inteiros......... 5:)000
........... 29808
arlos............ ]-j(i
Decimos........... nmki
Vigsimos............ ja-jo
BARRIS MONSTROS COI
BREO.
\ endem-se barris com bren, muilo grandes, rlie-
sados asura da America : na ra do Amorim, arma-
zem de Paula & Sanios.
CAL DE LISBOA A 000 RS.
Vendem-se bams com cal de Lisboa, chegado nu
ultimo navio a 43000por cada urna : na ra du Tra-
piche n. 10, segundo andar.
OLEO DE LLMI AC
m barris c bolijes: no armazem dc Tasso Iimao.
\
%io
Ijar
Champagne da superior marca Cometa: no arma-
zem de lassn Irmaos.
m
ESCRAVOS FGIDOS.
Ilesapptireccu no dia 19 do corrente mez de
levereiro de manhaa, indo as compras, um escravo
de nomc Antonio com os sieoaes seguintes : de na-
cao llensuella, deidada de "30 auno* pouco maisou
menos, baivo, porm, reforrado, cara redouda com
suissas, com caifa e camisa escora. Roga-se, pur
laido, as autoridades policiaes, capiltles de campo
de o apprebendcreni e le,va-li> ao Kecife, na roa,do
Amorim. n. 44, 3. andar, a seu senhor, Hernardi-
no da Silva Lopes, que ser gencrosameule recom-
pensado.
Desnppareceu i 22 de maio de 1854, o prelo
Manoel, dc nartio Cassange, de idade 40 a,50 anuo*,
pouco mais ou menos, condecido jwr Mazanza por
se lingir muilo mole, altura regular, falla mansa, e
quainlo talla da musirs de riso, quando anda indi-
na-sc para dianle, lem as cn,lells I ou 2 mareas
deferidas, e aliono de uin dos jodbos um caroen :
i. --a -e a todas as auloridades policiaes, capiltiesdi-
carnpo, ou alguma pessoa qnc o lenba a seu servico
em ululo dc torro, queira avisar a Manuel da Silva
Amorim, morador em Olinda, ou annunciar por es-
la folba para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
Dcsappareccu do engenho Jlosqiie Alegre, da
provincia da Alagoas, nm escravo de mime Germa-
no, de idade 20 a 22 anuos, cor prela, altura e trros-
sura regulare*, lem as nemas um puuco lorias, bar-
bado, lem una cicatriz no reg dos peilos, e o dedo
mnimo esquerdo aleijado, urna marca de (elida na
barriga da perna esquerda : quem o apprebender,
leye-o a praca do Commercio u. fi, ou no engenho
cima mencionado a seu scnbor Liberato Marinlio
Foleto,
CEM MIL RES BE (illATII ICACAO".
Dcsapparcceu no dia 6 dc dezembro dn uno pro-
vimo passado, Benedicta, de I i anuos de idade, ves-
ta, cor acahoclada ; levuii um vestido de chita com
listrss cr de rosa ede cale, e oulro tambem de -lu-
la branco com palma*, um lenco amaicllo un pesco-
r j,i desbolada : quem a apprchciider conduxa-a a
Apipucos, noOileiro, em casa de Joao Leite de Axe-
vedo, ou no Itecile. na praca do Corpo Sanio n. 17,
que rcccbcra a gralilicaro rima.
1009000.
!< dia 5 do corrente mez, pelas ti horas da larde,
lu-ioo escravo li*levao, ciiuulo, dc idade 15 anuo,
pouco mais ou menos, levando vcslido calca e ca-
misa de alsiidioziiiho, e chapeo dc palha ; "dilo es-
cravo he fdbo da comarca do Bonito, e tem < -
guintes sicnaes : cor prela, altura, nariz e boc
guiar, ro-lu redondo, olho* pardo* e sem baiba : ro-
i* capilaes dc campo, mi qualquer pessoa do
povo, que oappreheiid.ini e couduiam a ra Direila
taberna de Joaquim Antones da Silva, undetegra-
lficara com a quamia cima mencionada.
PERN TVP. DE M. F. DB FARIA. 1835,
/
IfFRIUFI
miitii Ann
{