Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01176


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Full Text
ANNO XXXI. N. 43.
Por 3 mezes adiantado 4,000.
Por 3 mezes vencidos '4,500.
IIIWII
QUINTA FEIRA 22 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto.
'
DIARIO
PERNAMBUCO
KXItREGADOS DA StTISCMITVO.
Herir, o proprieterio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Marlins; Bahja, o Sr. I).
Duprad ; Macci, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donra ; Paraltiba, o Sr. tcrvazio Viclor da Nativi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim I abacio Pereira Junior;
Araealy, 1' Sr. Antonio de I.emos Braca: l .<.\n ,i. o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranliao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronymo da Costa.
- CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por litOOO.
Pars, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro? 2 1/2 por 0/0 de roba le.
A(\ocs do banco 40 0/0 do premio.
da companhia do Bebcribc ao par.
da companhia de seguros ao par. .
Disconto de letiras do 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hcspanholas- -293000
Mo'das de 65400 vclhas. 165000
de 63100 novas. 16*000
de4000. 95000
Prata.- -Patacocs brasileiros. 13940
Pesos columiiarios, 19940
mexicanos...... 15S60
PARTIDA DOS COP.REIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito eGaranhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Relia, ]oa-V isla, Ex eOuricury, a 13 e 2S.
Goianna c rarahiba, segundas o sexias-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PREAMAR DE MOJE.
I rimeira as 9 horas e 18 minutos da manhaa. '
Segunda s 9 horas e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. i.piii;iii:p.iui:s:
[Tribunal do Commcrcio, segundas e quintas-feiras. I I'cvcreiro 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
fidnrao, terrasMciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras as 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas o quintas s 10 horas. |
1* vara do civcl, segundas e sextas ao mciodia.
2" vara do civcl, quarlase sabbados ao meio dia. I
37 segundos da manhaa.
10 Quatio ininguante aos 49 minutos o
39 segundos da manhaa.
16 Lua nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto eresecnteas 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Conrado f. ; S. Gabino ni.
20 Terca. Ss. Bleulcrio e Nilobb.
21 Quarla. dcCiuza( Esiaro a S. Sabina.
22 Quinta. ( Estacao a S. Jorge ) S. Margarida.
23 Sexta. (EslaraoaosSs. JoaoePaulo)S. azaro.
1'i Sabbado. (KslacaoaS.Symphronio)S. Malhias.
25 Domingo. 1." da Quaresm ( Estacao a.S. Jo-
5o in Latcrano) Ss. Cezario e Dioscoro mm.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO-
^^ /expediente dodia\\\ de jantiro.
Ao presidente do Para, communicahdo-lhc que S-
II. o Imperador, conformando-so com o parecer da
nc^So dos negocios do imperio ilo consellio de esta-
do, eiarado ein consulta de21 de dezembro ultimo,
bou ve por bem mandar declarar a.S. Exe sobre a
materia do sea oicio de 15 de oulubro' do auno fin-
do : l., que com justas razocs negou a sancro ao
projeclo a que se refere, da assemblca legislativa
provincial, relativo ,i crearlo da villa de Melgaro ;
%*, pelo que respcila ao fado dcler a mesma assem-
Wa feilo subir saucedo osle projeclo, sein havr
raaolvido sobre a razoes pelas quacs S.#Es.c a liolia
nreado na sessao anterior a oulro projeclo que ver-
sara sobra o mesmo objeclo, nao lie tal procedimen-
lo ofTcnsivo disposico do art. 15 do acto addcio-
nal, visto conler aquello projeclo urna modificacau
que, nao obstante a idonlidade d j disposico princi-
pal, o lornava novo e diflorente para o efleilo da
saarrio.
.i.
MINISTERIO DAJl'STICA.
DECRETO N. 15*5 DK 31 DE JANEIRO DE 1855.
Crea mais um esquadrao. de cavallaria d,i guarda
nacional as freguezias da Muribcca, Sanio Ama-
ro do Jaboal.lo e S." Lourenro da Malta, do ra
nicipio do Recite.
Allendendo a proposla do presidente da provincia
de Pernambuco, lici por hem decretar o seguinte :
Art. I." Ficacreado mais um esquadrao de caval-
laria da guarda nacional as freguezias do Muribcca,
Saolo Amaro de Ja boa lao e S. L"ur,oc.o da Malla,
di municipio do Recite.
Art. 3.' O referido esquadrao ler.i sua parada no
lugar quelite for marcadojpclo presidcnle da provin-
cia na forma da Ici.
JosTIiomazNabiico de Araujo, do met consoHio,"
minislro e secretario de estado dos negocios da jus-
tica, assim o lenha entendido e faja execular. Pa-
lacio do Rio do Janeiro era 31 de Janeiro de 1855,
34 da independencia o do imperio. Com a rubri-
ca de S. M. o Imperador. Jos Thomaz Sabuco
de Aratijo.
MINISTERIO DA FAZENDA.
Dia 12 de Janeiro de 1855.
* Ao-dircclor geral interino das rendas publicas, de-
clarando, ein soluro i seguinlo duvida proposta pelo
administrador da mesa de rendas da cidado de Pa-
ral)se ras tloacGes in solulum sujeitas i sisa se
coioprelicndem as que um pai faz a scus filhos em
pagamento da legitima, (piando por fallccimenlo de
tua mullier llie be lanraJa a meacSo com o onus de
pagar a seus filhos as leailimas, como se em dinlicirn
fissim eslas feitas ; e se os bens sujclos sisa lau-
cados 10 conjiigc sobrevivenlo como referido onus
,|evem ou nSo pasa-la ;-que", so em partilha ao me-
eir, cabera de casal, ou a qualqucr berdeiro, foreni
a liudicailas bens (..Jkuz.de valor superior impor-
tancia de seus quinhera cnTS" aWaac,o de lomar
aos eoherdeiros o excesso respectivo, em lal caso n."o
lem lugar a cobrauca da siso, por isso que nao se rea-
lisou acto algum sobre que recaa cssa laxa.
Ao davRaliia, comrauuicando que, lendo S. M
o Imperador mandado consultar a seceo de Tazcnda
do conselbo de estado sobre o oflicio do juiz dos fei-
los da <1 i la provincia de 2i de oulubro ullimo, a
respeilo da providencia requerida de avocar-se para
o respectivo juizo o sequeslro dos bens pcrlencenlcs
* repella do Santa It'arbara, que ajuissc acba pen-
dente no juizo da provedoria emTMfcdc do proeedi-
meilo do joiz de direito da 1. var^rime em aclo
fle correirao, foi o mesmo augusto senhor servido
ronformar-se com o parecer da referida seccilo, de-
clarando que, em virludc da disposico do alvar de
li de Janeiro do 1807, c da proviso de 28 de agos-
tat ta 1813, aos provedores de capellas, c nao aos
joi,:e dos fciloe, cabe o conbccimcnto das questoes
relativas vacancia dos vnculos e capellas por com-
Mam ou por falla de successao regular e legilima
Ao de Coja/,, declarando que se nao pode au-
lorisar o pagamento dos guardas nacionaes destaca-
dos, de que,lrala o sen oflicio n. 3i de 17 de maio
do auno passado, por nellc S3 nao declararen! as cir-
cunstancias que delcrminaram o deslacamcnt..; vis-
lo como, nos termos dos arls. 87 c 9t da le n. 602 de
19 de salembro del850, os dsjacamcnlos de guardas
nacionaes lano podem correr por coula dos cofres
geraei cotoomIos provinciaes.
Ao mesmo, communicando que o processo de
divida do ejercicio lindo do promotor publico da co
marcada Paranaliyba, Antonio Ribeiro da Fonccca,
foi Iransrailtdo ao Sr. ministro da jnslica para anlo-
. rilar,o sea pagamiento, na conformidade do S 3." das
instriicrc-cs de 6 de agosto de 1817 ; c oulrosim, que
a ordem n. 289 de 2 de marco de 1811, a que o dilo
inspeclor so refere no oflicio quo acompanhou ore-
ferido procesan, est dentada pelo cilado S 3. ; e
que, a-.-im, deve rcmetlcr dircclamcnlc aos minis-
terios a que perlancercm as dividas c os rcspcclivnr
proces>o', .proporcao que se forem liquidando, com
a unir excepeflo dos que esliverem comprcliendiflos
na disposico do decreto n. 1,177 de 17 de maio
de 1853.
16 -
Ao director interino da rendas publicas, decla-
rando, em solucao s duvidas proposlas pelo admi-
nistrador da mesa de rendas de Marica, se eslJo su-
jeilos ou nao a revalidaran os autos policiaes em que
se passra ccrlidao de inlimac,ao da scnlen^a nao es-
tando pago o sello ; bem como se devem tambem re-
validar os que feram,. antes de screm sellados, re-
meltidos ao conladnr ou ao juiz de direilo em correi-
cSo : e, fiualmcnlc, se incorrem na mulla respectiva
osescrivaesque passram taes ccrlidoes, e se deve
ser ella imposU pela cnllecloria ou pelo juiz de direi-
lo em correirao, que tendo j o tribunal do tbesou-
ro resolvido, em aviso de 29 de maio de 1852, que
nos autos policiaes nenhom aclo se devja admillir
depois da senlcnca tem estar pago o sello, fica fura
de anilla que lias liypdlieses tiqueadas. ilo he, de-
pois de escripia a ccrlidao de inltmai;ao da seulenca
e da remessa dos autos para o contador ou juizes de
direilo em correicao, ficarn sujeitas i revalidarlo to-
das as folbas dos mesmos autos que nao tiverem pa-
go antes o competente sello, c o escrivao que taes ac-
tos liver pralicado fica ipso facto i ocurso na multado
art. 87. 6. do reg. de 10 de julbo de 1850 deven-
do a dita molla ser imposta oujulgada pelo collec-
lor respectivo, ou chefe da repartalo arrecadadora.
na forma dos arls. 91 e 92 do cilado regulamento.
Ao mesmo, em solucao duvida proposla pelo
mesmo administrador de rendas, seo favor concedi-
do pelo arl. do regulamento das correicics, se e-
tende a qaaesquer documcnlos que as parles inlc-
ressadas tem de ajiinlar aos aulos, ou s se limita aus
pactos promovidos polos provedores em raz,lo de sou
Wicio, deveudo os mesmos documentos ser sellados
antes de junios ; e quando o nao sejam, se ficamaos
escrivSes sujeitos s penas do regulamento do sello ;
se declara que o arl. 1. do regulamento de 2 de ou-
lubro de 1851, que manda averbar o sello dos aulos
da provciloria.se deve entender com referencia ao .t
viso\pedido por osle ministerio ao da justica em 12
de fevereirodc 1849, que deelarou-que se observas-
se a respeilo de taes aulos a disposico leuflrl. 15 j
12 da lei de 21 de oulubro de 1813 ; comprchcndcn-
(In, porlanto a isencSo do cilado arl. i. somenleos ac-
tos praticados, e os documentes olferccidos pelos cm-
pregados do juizo, o nio pelo lestameuleiro, que a
final lie obrigadu a pagara imposto dos dilos autos
e documcnlos, como o lie, na forma do arl. 52 S i
do regulamento de 10 de julbo de 185Mftaviso de 8
de agosto de 1853, o particular que afora nos pro-
cessos, em que he parle a justira ou a fazenda nacio-
nal. Olanlo ;i ultima parle do oYicio, dever-se-ba
responder que curial Toi a solucao que t!eu duvida
do juiz municipal, declarando isenlos de sello osco-
nhecimeulos de quitacao de siza, quando se tem de
ajunlar a aulos oti peliedes.
18
Ao presidente do Cear, declarando em respos-
la ao olficio que acompanhou o do inspector da lite
souraria acerca da questo suscitada sobre a faculda-
de de enlrarem as rcparlocs publicas os miniares
eiu uniforme mu o sen respectivo armamento, que
embora compila aos clicfes das llicsourari.ts de fazen-
da o rgimen interno dcslas, e roiScguinlcinenlo o
direilo do vedo- qm no recinlo (Mas penetren] pes-
soas armadas, lodavia, cm vista das dispnsirfies do
codFgo cfTmfmH. e da pellica ronslantemenlo segui-
da as repartirnos da corle, lacs nao podem ser con-
siderados os oiliciacs militares, que, cm aclo de ser-
vico, assim se aprcscnlam de imiforme.
o novo p!ccadoiginal
Par Alfredo Mlchlcls.

XV
Cbtgada a poca do ulgamenlo,'Luciana rompa-
reren aerante o tribunal como urna do joveus e
bellas victimas, que a tlrena pagaa sacrificava aos
seus dolos. Tiidia conservado toda a sua formosura
e Inda a sua grart; sii i pallidcz do roslo allcslava
ataargoa ioUrimcnlos. TnUia-se ataviado cuidado-
tule nao por carridice, mas por decencia, por
nal Do e por um seiilimcnto de respeito para comsi
neama. Os juizes nao foderam v-la sem emo-
S*o; pflrquanin nunca urna crcatura lito cnlernece-
orn se as-enlra no banco dos reos. Durante .o in-
leriogalorio o presidente fallou-llic com nolavel
braadura. .
O aulo da,arrusarro dissipava o mvslcrio que al
cutao envolver., o assassinio de madama Neuburgo,
e explica va a prisa dos rn.
ndo (icado (cebadas depoj (|n sut niorlc as pc-
l't-ias da rasa, que a velba habita va, os vizinhos li-
i^iam reparado na ralla de movimcnlo e de rumor,
(pie .tlii rrinava. Nanoile do seauudo dia a polica
I "i advertida, e o commissario brr as portas. N I i liavia desordem alguma, os mo-
veis eslavan cm scu lu^ar. : ferliadns cuidadosa -
.nienle como por quein v.-ii f.i/er viauem.
A policio pcrrorrru lodos os qturlns, subi ao rel-
. Irire, JJesrm :i adcaa ; mas nao descobriiido iiciilium
vcstiaioilujuolcncia, lictoi rcduzida a conjerluras.
PorajOe razan -.iliira madama do Neuliuroo da csaJ
durante a noilc e sera advertir a uinguem'.1 Esse
eolfeaa faligoo lodas afimaginaees, e permaneceu
inctplicavel. Encarresou-se una pessoa de guardar
n casa solilana, c no fim de algumas semanas nao
li iveinlo nolicia alguma da boa viuva, nomeou-sc
um administrador provisorio deseos bens conforme
inden.i a Ici dos alsenles. Deznilu mezes passaram-
se sem que a mais dbil luz esciareersse esse acou-
lecimealo tenebroso. Smente reconlieceu-se que os
() VideoWar/on. 12.
MINISTERIO DA MARINTIA.
Decreto u. 1517 de i de Janeiro de 1855.
Crea urna companhia de aprendizes marinheiros na
provincia do Para, e manda observar o regula-
mento respectivo.
llci por bem, usando da autorisaeao dada no S2.
do art. 4. da Ici n. 753 de 15 Se julbo do auno pr-
ximo passado, crear urna companhia de aprendizes
marinheiros na provincia do Para, conforme o rc-
gulamenlo que rom este baixa, assignado por Jos
Mara da Silva Paranbos, do met consclo, minis-
tro o secretario de estado dos negocios da mariuha,
que assim o lenha entendido c faca executar. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 4 do Janeiro de 1855, 31,
da independencia c do imperio. Com a rubrica de
S. M. o Imperador. Jos Alaria da Silva Para-
nlios.
Hegulamenlo para a organi.wTio, commando e ad-
minislrarao da companhia de aprendizes mari-
nheiros creada pelo decreto desta data na pro-
vincia do Para. ..
Arl. 1. A companhia de aprendizes marinheiros
creada na provincia do Para ser organisada pela
maneira seguinte :
Commandanle (capilo lenle, ou pri-
mero Icnente da armada. ... 1
Tcncnles primeiros ou segundos dilos). 2
Escrivao da armada....... 1
Eucarrcgado. ...... 1
Mcslrc.
Conlra-meslre. .....
Guardiaes.......
Mcstred'armas......
Marinheiros de rlasse superior.
Aprendizes menores. .
' '
1
1
s>
1
8
. 200
218
Arl. 2. Os oitiriaps matinlieiros, e os marinheiros
de classe superior scr.lo lirados do corpo de impe-
raes marinheiros, e cscolhidos d'enlre aquellas pra-
rasque se tiverem distinguido poc sua aplidao e
comportamento.
Art. 3. llavera na companhia dous pifaros c dous
tambores, lirados dcnlre os mesmos aprendizes, o
ros i
dozemil Irancps rtrcbiilos por madama Neuburgo
tinliam desapparerdo com ella.
O administrador provisorio leve enlao a idea de
vender em lcilao o vinlio e a agurdenlo qoe liavia
na adega, e leudo-sc um mariola medido entro as
pecas de" madeira, que suslHahain os loncis para le-
vantar mais fcilmente um harril collocado em um
canto, a terral den um som Ifcvcrnoso debaixo de
srns pea, H.iiuu minias vezes com o calcanhar no
chao, c novio sempre mesmo rumor surdo. Dso
desprtou a cariosidade do aBminislrador e das ou-
Iras pessoas. Jutequlo pie eslavam na pista de al-
ma descobcrla, liram o tonel, afaslaram os cavalle-
les e catana a Ierra. Descobriram lego una pedra
redonda com In) furo no meio, que cobria u boccal
de um poro. -.
Eslcpoo vi se%duvida explicar-nos ludo,
disse o admin slrador: ninguem fique aqui. Veol.am
csperar-nie c na sala emquaulo vou advertir o pro-
curador do rci e o juiz processanlc. He msler que
esse poro seja exaniinadn cih presenca de ambos.
Colmar niio be urna ridade grande, e os emprega-
dos da juslira lem ah pouco que fazer. Os don. ma-
gislrados bumilliadospor nao lercm podido explirar
o mjslcrio, que envolva odcsapparecimenlo de ma-
dama de Nenburgo, legraram-se muilo com a noli-
cia. No caminlio a descoberta do administrador foi o
objecto da conversaran. A adeaa liulia servido de
cn/.iulia, c 0 poro fura aberlo para ter urna bomba,
asim rumo f.iz-sc cm mnilas provincias de Franca,
e niesmo nos arredores da rapilal.
OuilldO Mr. Nculiurao ronverlera em adega sua
Inzinlia snblerraitca. recluir bermelicameule o po-
. Os reslosde um panno de cbamn altcslavam o
antigo destino da adcaa.
Logo que chajpram os magistrado, comecou a o-
peraevo ilcliniliva. Por meio de varias escodas a-
m.irradas fortemunlc unas is nutras, um linmem
munido de lima locba ilc.-rcu no paco, lim t'spccla-
culo horrendo so Ihe olfereceu vista: os restos
qna-i iuleiramenle decomposlvs de um cadver li-
idiam corrompido a nana. O hnmem agarrou-os, e
subi as eacadei dosvia-ndo os olhos. Dcbrucadas so-
bre o boccal, as pessoas prsenles nao poderam sem
eslremecer v-lo vollar assim com o espantoso fardo,
sobre o qual locha derramava urna fnebre clari-
dad!'. Apezar do horror que de lodos se linha apo-
derado ra reslos do cadver foram examinados alten-
tamente. Os vestidos, a forma da cabera c oulros
indicios provaram que eram os despojos mortaes de
madama Neuburgo.
O jniz man Ion Ijvnr um aulo, que lodos assig-
rrr
qtie serao ensillados em Ierra, ou a bordo de algum
dos navios de guerra que cslacioiiarcm no Para.
Arl. i. A companhia ser composta de duas d-
vises, que se denominarao primeira e segunda,
cousliluidas pelo modo seguinte :
!' dieiso.
Tencnlcs...... 1
Meslre....... i
Conlra-meslres, ...
(uardiaes..... i
Marinheirosde classe su-
perior...... |
Aprendizes marinheirus. 100
2' iMsSo.
1
1
1
100
107 107
Arl. 6. Cada divisan se poder formar de duas
seccocs, composta da forra seguinte :
Meslre, conlra-meslre ou giiardiHo. 1
Marinheiros de classe superior. ... 2
Aprendizes menores. ...... 50
53
Arl. G. A companhia ser nquarlclada cm um
dos edificios do arsenal de marinlia, ou a bordo de
algum navio quo para esse fim for desuado de-
vendo ser considerada filial do corpo de imperaes
marinheiros.
Arl. 7. O commandanle da companhia Acara im-
medialamenlo sujeilo ao inspector do arsenal, c
lano elle como as dem.iis praras observaro, quanto
ao descmpcnbo de sens deveres, as disposiroes do
reguiamentu de 5 de julbo do 1815, annexo ao de-
crete n. 111 A da mesma dala, cm ludo quanto
forem compativeis com a dffrcncu de circumslau-
cias e das localidades.
Arl. 8. Para ser admillido na companhia como
aprendiz marinheiro be necessaro :
1. Ser ridadao brasilciro.
2. Ter a idade dd 10 a 17 annos.
3. Ser de consliluicao robusta c propria para a
vida do mar.
Art. 9. Tambem poderao seradmillidos os que len-
do menos-de 10 annos de idade se acharcm com suf-
ficienle descnvolvimenlo physico para comecar o
aprendizado.
Arl. 10. O numero de aprendizes marcado no
arl.' 1." ser prcenebido :
1. Com menores voluntarios ou contralados a
premio.
2. Com os orphaos o desvalidos que, lendo os re-
quisitos dos arls. 8 e 9, forem rcmcltidos pelas au-
toridades competentes.
Arl. 11. Os contratos do alislamento dos meno-
res serao feilos com os pais. tutores, ou quem suas
vezes fizer.
Arl. 12. Para facilitar a acquisico dos menores
se eslabclecero nos dislrictos da provincia onde o
governojulgar conveniente scccies liliaes. formadas
conforme o arl. 5, sol a inspcccilo de um oflicial da
armada, que poder ser tambem enrarrcaado do alis-
lamento respectivo. Nesses losares estacionara urna
embarcacao de guerra para servir de escola scc-
i. > filial, e igualmente de quarlcl se liver as aom-
inodaroes precisas.
Arl. 13. Osaprendizes que asscnlarcm prara na
secroes liliaes sero conservados ne'.las o lempo que
for julgado suflicente -para se irem gradualmente
acoslumndo vida do mar e separacao de suas fa-
milias, sendo entao remedidos para a companhia
aquarlelada na capital da proviucia.
Arl. 14. O lempo de servido dos aprendizes ser
contado na conlormidade do arl. 31 do regulamcnlo
dcSdcjunho de 1815, annexo aodecreto n. 411 A
da mesma dala. .
Arl. 13. A inslruccao mililar dos aprendizes ma-
rinheiros comecari por aprcnderciu a .entrar em
forma, perfilar, volver direito, e i esquerda, mar-
char a passo ordinario e dobrado, ele, ale i escola
de pcloiao, o manejo das armas brancas, e nomen-
rlaiuraada palamenla, carrete e pejas de arlilharia,
c n uso que lem cada um (lestes instrumentos.
Arl. 16. A inslruccao naulica consistir em apren-
der os misleres relativos a arle de marinheiro, co-
mo farcr pinbas, costuras, airas, mis, ele, coser
panno, cnlralhar, ele, e, finalmente, apparelhar e
dcsapparclliar um navio. Esla inslruccao poder ser
adquirida na casa do apparelho, e na das velas do
arsenal, ou a bordo de algum dos navios que esta-
cionaren! na provincia.
Arl. 17. Os menores aprenderao lambe.m a 1er,
escrever, contar, riscar mappas, e a doutrina chris-
liia, servindo-lbcsde meslre ocapellao do arsenal,
ou um oflicial marinheiro que liver as habililares
necessarias.
Art. 18. O commandanle da companhia, e os of-
ficiacs cncarregados das secces liliaes farSo a dis-
tribuicao do lempo para os diflerenles exercicios e
lices, marcando as horas e a durarlo de cada um,
e submelIcrSo i approvarao do inspector o delalhe
que fizercm.
Arl. 19. Sempre que for possivel, lerao os apren-
dizes exercicios de nalarao, lomadas aquellas cau-
telas ordenadas pelo regimcnlo provisional da arma-
da em lacs occasiOes.
Arl. 20. O servico do quartel sera feilo de forma
anloga aoquesc pralica a bordo dos navios da ar-
mada, com agellas raodificac.ocs ou ampliacOes que
o local exigir.
Arl. 21. O inspector do arsenal, mediante previa
iulelligcncia cora o commandanle da e.laki, aulo-
risara' o commandanle da companhia a aWacar pa-
naraui, e as pesquizas da polica lornaram a come-
car. 8eu principal lim.foi adiar a familia, a que
madama Neuburgo dera hospedagem ; porm o pas-
saporlo falso, de que servira-se o irmao de Luciana,
e o nomu de llerlhold siibstiluido ao de Felbera mal-
lograram mais de um mez os Irabalhos da aulorida-
dc. Se o acasi nao livesso rcronduzido os crimino-
sos a urna ridade da Alsacia, (er-se-hia ignorado
sempre o que era feilo delles. Mas as grous de Ibi-
cus paira-'.....j, sobre suas caberas.
Cm habitante de Colmar lendo ido a Slrasburgo
tratar de scus negocios, julgou reconhecer urna noi-
te o maiscriiriiiioso no momcnlo, em que ia passar
a porUnha do lliealro. Tirn infnrmares a scu res-
peilo, e souhe que era arlor cm urna companhia
viuda da Allcmanha, que chamava-seTheodoro Ber-
Ihold, c que linha por mala a primeira aclriz. O
inlerrosador bavia-o conhecido pelo nomc de Ma-
linas l-olberg; assim essas novas dcsignares infun-
diram-lhc algumas desconfiaucas; mas ve'ndo-o pas-
sar seguuda vez de dia cerlificou-se de que nao se
engallara. Tiuha tima rirrnm.perrao natural, que a
idade e n experiencia haviam augmentado ; por isso
nSo fez graude molim com sua descobcrla, e nao foi
preveniros magisirados; mas voltandn para Colmar
fallou entre amigos a esse respeilo. A nolicia espa-
Ihou-se pouco a pouco, c o juiz cbamoit-o sua pre-
senca, onde forcoso lhe foi confirmar sua assercao.
Enliio foram expedidas as ordetts para ser presa a
familia suspela.
Terminada a Icilura do aulo da arcusarn, romc-
cou o inlcrrogalorio. Luciana responden, nao com a
serenidade da innocencia, mas com a iuqnielarao de
urna pessoa muilo infeliz, quo nao sabe, qnando se
faliaar o odio da desuno. Sem duvida eslava habi-
tuada a apparecer cm publico ; mas nunca linha ap-
parecido em 13o funestas condicoes. No lliealro sua
forinosura, suji mocidade c seu latente, qu lodos a-
preciavam de urna maneira nlincti\a. asseauravain-
Ihe a benevolencia aeral: era a raiuha da compa-
nhia, c gozavadu prazer inlimnque da loda a supe-
rioridade, mesmo em um circulo estrefte, IVranle
os juizes era una mullier arcusada c rodeada de urna
mullido indisposla conlra si. A ceremonia do Iri-
bunal. os liomeus vestidos de prelo, a presentados
gendarmes, ludo a inlimidava. Exprimio-sc mnilas
vezes pcnivelmeiite com una hesilarAo e urna falta
de clareza, que preveniram conlra ela os magistra-
dos e o amillono. A pobre Luciana experimcnlava
aiaaugustias do inarlv rio. t
Alm diste sua po;cao era das mais difliceis. N3o
ra bordo dos navios da mesma cslac,ao al o numero
de Tinte aprendizes marinheiros, escolhidos d'enlre
os que livcrcm permanecido no quarlcl por lempo
do um anno, e-forem mais robustos c adiautados,
para all conlinuarcm a receber a inslruccao prali-
ca da arle de marinheiro. Estes destacamentos de-
pois de alatimas viagens ou cruzeiros, se recolherao
ao quartel revezando com oulros, de sorlc que te-
das as referidas pracas recebara succcssivamcnlc a
mesma inslruccao.
Arl. 22." Nao IcrSo lugar os dcslacamcnlds de que
'rala o artigo antecedente, se os apreudizes poderem
fazer as suas pequeas viagens on ernzeiros de ins-
lruccao a bordo do navio-escola, ou de oulro desti-
nado para esse servico especial.
Arl. 23. Y)s aprendizes marinheiros. que tiverem
completado 16 anuos de idade, c contare*! 3 pel
menos de inslruccao no quartel da provincia, e as
viagens ou cruzeiros cima indicados, serlo remedi-
dos para o quarlcl geral do corpo na capital do im-
perio, onde concluirao sua educrao militar c
nutica.
Arl. 21. A escripturacao da companhia c das s0c-
cScs filiaes conslar dos livras scguinlcs, que sarao
todos rubricados pelo inspeclor do atsenal.
\'m livro de soccorros para cada divisao ou sec-
eo filial, conforme o modela n. I.
m para reccila c despezada mesma companhia,
conforme o modelo n. 2.
Um para alardo, e dons para regslros, sendo o
prmero dcsles para as orden, e o segundo para os
oflicios.
Arl. 25. Oslvrnsde soccorros das divises, o o
de reccila e despeza, assim como os de alardo e
regslros. scrfio escriplurados pelo escrivao da com-
panhia, que os deveri Irazer sempre cm dia, poden-
do ser roadjuvado por algum oflicial marinheiro, ou
qualqucr oulra prisa para esse lim habilitada, quan-
do seja necessario.
Arl. 2G. O cncarregado desempenhar as func-
eesde quarlel-moslre, sendo como lal incumbido
de lodos os rcccbimcnles necessarios para o sustente
e servico da companhia c da competente distribuidlo
mediante as ordensdo commandanle.
Arl. 27. O pagamente dos vencimcnlosda compa-
nhia sera feilo por meio de folbas c, prcls mensacs,
formados pelo escrivao, visla dos livros de soccor-
ros respectivos, conferidos e rubricados pelo com-
m.-indante. As ditas folbas c prets serao remedi-
dos pelo inspeclor do arsenal a Ihcsoitraria da fazen-
da, para esla mandar fazer os competentes paga-
mentos. .
Arl. 28. Os livros de soccorrosdas seccocs filiaes
serao escriplurados pelos escrivaes dos navios res-
pectivos, onde os houvcr, e os vencimenlos abonados
por bordo, mediante as folbas e prcls formados pelo
dilo cscrivaoa visla daqucllc livro.
Arl. 29. Scalgnma sccran filial nao liver um na-
vio destinado para quartel ou escola, far as vezes
de encarregado um marinheiro de classe superior, e
do esem.ui e ffleial innri-drciro respertivo, ou raso
este nao lenha a frecsa idoiieidc.de, quem f..r no-
mead pelo inspector do arsenal, mediante proposla
do oflicial que liver debaivo de suas ordens e vigi-
lancia a mesma seccSo. Os compolcnlcs pagamen-
te* serao nesie caso feilos pela collccloria de rendas
geracs mais prxima, i visla das folbas e prcls que
para esse fim lhe deverilo ser apresonlados.
Arl. 30. As raees, fardamenlos e oulros quacs-
quer objectos necessarios companhia serao rorne-
cidos pelo almoxarifado da marinha da provincia,
mediante pedidos feilos pelo escrivao, e rubricados
pelo commandanle.
O que for raisler supprir a cada urna das seccoes
filiaes correr pelo navio que lhe servir do quartel
ou escola, se o houvcr, c na sua falla como pelo pre-
sidente da provincia for determinado, clngindo-so o
mais possivel s disposicoes do presente regula-
mculo.
Arl. 31. O cncarregado prestar conlas na thc-
souraria da fazenda uo fim do anno finanecire, para
o que aprcsenlara na dila rcparlicaoal ao dia 20 de
julbo o livro de reccila edespeza pcrlcncenle ao an-
no lindo, com os documentes respectivos.
Arl. 32. As conlas de que Irala o artigo antece-
dente comprehenderao em separado a reclila c des-
peza das seccoes filiaes, sendo para esse fim remedi-
das, de Ires cm Ires mezes, pelos oflciaes encarrega-
dos das mesmas seccoes, ao inspeclor do arsenal,
urna demonstrarlo acompanhada dos documcnlos que
a comprove, e que ser organisada pelo escrivao res-
pectivo, ou quem suasvezes fizer.
Arl. 33. O escrivao deveri lambeta apresenlar na
Ibesmiraria es livros de soccorros, tedas as vezes que
esla reparlcao os exigir c for necessario para a con-
ferencia dps folbas e prels de pagamento.
Arl. 3t. No primeiro ou segundo dia de cada
mez o inspeclor do arsenal, acoropanhado do um
escriplurario da Ihesouraria que para esse fim re-
qusilar, passarn reviste do mostea companhia,
visla dos livros de soccorros respectivos, e rcmcller
logo Ihesouraria a rclaco com tedas as notas ne-
cessarias, para alii poder ter lugar a competente fis-
caliaaesjo.
Ar. 35. O commandanle da companhia remde-
nnos primeiros dias de cada mez, ao. inspeclor.do
arsenal, Ires mappas do oslado da mesma companhia
e sccres filiaes, com o diario das lirocs e exercicios
feilos durante o mez anterior, dos qdacs um ser
transmillido ao presidente da provincia, c oulro ao
poda defender-sc sem aecusar a mai e Theodoro,
sem parecer mi filha e m ranfla. Porm por; maio-
res que fossem sua perlurbacao c seu.embaracn, as
declar-aYoes dos dous prenles os auementaram. A
principio negaran) o assassinio, e lenlaram explicar
a morle de madama de Neuburgo pelas mais absur-
das mentiras. mas quando viram que esse. meio nao
Ibes sorlia bom cflcilo, mudaram de lctica." A*s ns-
tenles pergunlas dos juizes, madama Bcrlhold res-
poudeu com urna fingida acnerosidade, com um ar
de abueaacao magnnima, que nao quera aggravar
a siluacao de urna lilha amada.
Nao he sua a culpa, dsse aboami, se ella
gostado luxo c da profusao : sua ida.le ama os pra-
zeres e ludo o que brilha. Ella gastara o dinheiro
eslouvadmenle, n\aa,cm imi inlenco ; o arreb.i-
lamcnlo da morida.. ->ra mais forte que tua vonte-
dc. Seus ganhos, os iijmosque recebia, meu Iraha-
Iho c o do irmo nao podiam baslar-lhe. Nao he tima
censura que lhe faro, embora isso lenha lido para
nns liem tristes consequencias. Nossa ruina nao me
dcixaria o menor pezar, se cu nao a visse agora em
pengo. Semelbanle situaran he maj.dolnrnsa para o
enracao de urna mai! Aqni n viuyaTevnu o lenco
aos olhos,) Oh sede indulaonles,. senhores juizes,
nao a condemneis segundo o rigor .das leis. Dai-lbc
lempo para arrenender-M e merecer o pvrdao do
co. Ella he lao joven 1 Pela minha parle ^slam-
mc poneos anuos de vida, nao me esforcarci |ior
prolongar a existencia. Provas mu duras c nume-
rosas desgoslaram-niK df aun mundo, mide s lenha
encontrado afflie{ocs. '
Tcndo pronunciado eslas nllinias paavras, a viu-
va desfez se cm lagrimas, c os assislcntes pareceratn
tocados de sua dr nao menos que de sua dedicaran.
Luciana eslava pasmada de sorpicz.i: a ini/toarin
e o espante dispulavapi rnlre i sna aln.a ja mi
la por lao crueit snffriincnlos.
O depoimento de Theodoro nao foi meraas. artifi-
cioso que o dajmadama Berlbold. Tinham-cc ajus-
ado desde muilo lempo para satisfa/ercrSj sen vin-
enln odio contra a rapariga, e Mihtralnrcm tun del-
les ao castigo. Ijiiando caracteres opposlos achatn-se
reunidos pela naluraw ou pelo acaso, e mil cir-
cumslancias desenvolvem sua avcrs.lo copio una
especie de clerlricfdadc negaliva, esla adquire de-
pois urna energa lerrivel.
As tempestades mais periaosas tem luaar nos cs-
Ireilos e nos mares pouco extensos; assim acontece
na vida ; nas relaces perpetuas da existencia dia-
ria he que amonloam-se os mais profundos rancores
e enconlram-se as mais crueis inimisades.
comraandantc geral do corno de imperaes marinhei-
ros.
Os oflciaes cncarregados das seccocs filiaes envia-
rao ao mesmo deslino os mappas c diarios parriaes
respectivos no dia primeiro de cada mez. parase
poder formar o sobredilo rnappa c diario geral.
Arl. :lli. O rommandaiileda companhia pcrccbcra
os vencimenlos c vanlagens do commandanle de na-
vio de guerra ; os oflciaes, escrivao, cncarregado c
aprendizes marinheiros, assim da companhia como
das seccoes liliaes, lerao os vencimenlos marrados
nnsarls. Glc65do rcsnlanwMPoc 5 de"junhn do
1845 ; os dos olciaes mariiihfletss, mestro de armas
c marinheiros de classe superior serao os mes-
mos qo lhcscompclirem abordo dos navios de
guerra.
. O capcllo oa a praca que servir de meslre de es-
cola pcrccbcra a gratificacao mcnsal de 10)
Art. 37. As pracas da companhia c seccocs filiaes
quando cntermas, serao tratadas no hospital da san-
ia casa de Misericordia da (provincia, ou cm oulro
que seja preferir!, pagando-ee a despeza pela Ihe-
souraria mediante ronla rubricada pelo comman-
danle da companhia, ou pelo oflicial encarregado da
seccao filial.
Art. 38. As fallas de subordinaran o disciplina se-
rao castigadas correccionalmcnlc ao prudente arbi-
trio do commandante da companhia, ou do oflicial
rfspeclvo nas ;cccOcs filiaes. A prisao simples, a
Solitaria, a privacao temporaria de parle da rarao, c
guardas on sculinellas dobradas serao os casliaos
applicados aos aprendizes marirdiciros. ,As oulras
pracas ficam snjeilas aosarliaos de guerra da arma-
da e ao regulamento geral du corpo.
Os crimes de oulra nalureza serao processados o
punidos segundo a legislacao criminal 'do im-
perio.
Arl. 39. O fprendiz marinheiro que desertar e for
capturado, ou se nao apresenlar dentro de tres mezes
ser remedido logo para o quarlcl ccnlral na corle,
sendo .conservado preso al aoccasiao da partida. Se,
porm, apreseolar-se voluntariamente dcnlro de Ires
mezes depois da deserrao, continuar na companhia
sofl'rcndo ueste caso o castigo correccional que e com-
mandanle da companhia julgar juste.
Arl. 10. O commandante, oflicias, oflciaes mari-
nheiros o marnheisas de ciarse superior serao subs-
tituidos para vollarcm ao servico .naval aclivo, ou
para algum oulro destino, tudas as vezes que o o ao-
verno julaar conveniente, allendcndo-sesempre, sal-
vo o caso de absoluta necessidade, conveniencia de
nao screm mudadas ao mesmo lempo tedas as praras
de urna mesma classe
Arl. 41. Os oflciaes marinheiros o marinheiros
de classe superior exercerao na companhia c scenos
filiaos as funcccs respectivamente correspondentes
dos inferiores c cabos do corpo de imperiacs mari-
nheiros.
Arl. 42. O inspeclor provera' aos casos omissos no
presente regulamento com as dispusieres correspon-
dentes ou analognj do regulamcnlo geral. do cajas
de imperiacs manuten es ; e quand isso na seja
exeqtiivel, recorrer ao presidcnle de provincia, que
podera' resolver como julgar mais conveniente, par-
(icipando-o a secretaria de estado.
Arl. 43. O mesmo inspector remollera' lodos os
annos, al nodia 15-do mez de Janeiro, secretaria
de estado, pot intermediodo presidente da provincia
um relatorio.circumslanciad sobre o estado da com-
panhia c seccoes filiaes,, |indicando as medidas que
julgar conducentes ao scu inclino menlo, c bem as
sim qualqucr lacinia ou defeilo que a experiencia le-
nha ntostrado nrsle regulamento.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 4 de Janeiro de
1855.Josi Marta da Silva Paranhos.
DECRETO N. 1513 DE -27 DE JANEIRO DE 18.5.
Crea urna companhia de aprendizes marinheiros na
provincia da llahia.
Hei por bem, usando da aulorisaco dada no 2.
do arl. 4. da Ici n. 753 de 15 do julbo do anno pro-
limo prclcrilo, crear urna companhia da aprendizes
marinheiros na provincia da Babia, conforme o re-
gulamenlo que baixou com o decrete n. 1517 de
do concille mez, para oulra igual companhia na
provincia do Par.
Jos Maria da Silva Paranhos, do men conselho,
minislro e secretario de estado dos negocios da ma-
riuha, assim o lenha entendido e faca executar. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 27 de Janeiro da 1855,
34 da independencia do imperio.Com a rubrica
de S. M. o Imperador.Jos Maria da Silva Pa-
ranhos.
Aviso de 15 de Janeiro de 1855.
Manda ohservar as insIruccCcs por quo devem ser
feilos osevamos para a classificac.lo e accessos das
pracas do corpo de imperiacs marinheiros.
Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios da mari-
nha, cm 15de Janeiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr.Sua Magcshde o Imperador
houve por bem ordenar que se observem as inslruc-
res,que a este acompanham, assignadas pelo ollici-
al-maior desta secretaria do estado, e que foram pro-
poslas a V. Exc. pelo commandanle geral do corpo
do imperiacs marinheiros, para regularos exames de
que dependem a classificacao e accessos das pracas
do dilo corpo, na conformidade dos decretes na, 411 A
a 1465 dc.jdejiinho de 1845 o 5 de oulubro de
1854,0 do aviso regulamenlar de 28 deslc mesmo
mez. O que communico a V. Exc. para sua inU-t-
ligencia c execucao.
Abl senhores, disse Theodoro quando chegou-
Ihe a vez de fallar, ludo o que minha mai vos disse
he exacto. A pahao de Luciana pelo luxo e pelos
prazeres impedio-nos sempre de chcaar commodi-
de, e razia-nos soflrer tengas privaroes. Debable mi-
nha mai a reprehenda com urna brandura, que de-
vera l-la culcrnccido : ella nao quera corriair-sc.
Suas paiies c sua vaidado nulilisavam nossns es-
forros o nossos rogos. Isso devia cedo ou tarde fazer-
noa desgracados. lia dous annos cahimos em urna
miseria Uo horrivcl, que perdi a coragem. Madama
Neuburgo bospedou-nos cniao em sua casa, c Ove-
mos alguns mezes de paz e de alegra. Mas, minha
irmaa, a quem nao agradara casa vida Iranqolla,
deperecia de ahorrccimciilo*. para nao irritar nossa
bemfeilora ca obrigada aconler-se ca passar nina
vida regular, que parecia-lbc faslidiosa como o re-
pouso da morle Vivamos como reclusos, c para nao
mentir confessarei que cssa existencia monacal nao
me deleitara. Eu inpportara-a vnelbor que minha
irmaa ; mas supporlava-a rom impaciencia. Minha
tristeza nuameulava com a de Luciana, qunodo ma-
dama Nenburgo receben tima heranca, e mellen no
btelo os doze mil francos que nos perderam. Essa
somma disperoa a cobiea de minha irma, a qual
sondara com os mil prazeres de que gozara infalll-
velmsnte se a possiiissc.
Que desgraca, ditia-me ella muilas vezes,
cssa heranca nao ler cabido em nossas maos Era
quanlo baslava para lirar-nos da miseria, ao passo
que urna mullier velba c ja rica nao lem a menor ne-
ressjjadc del la. .Nao (parro cnlrar em peniveis
parlirularid ules nem laucar Inda a culpa sobre Lu-
ciana. Argomas paavras me bnslarao agora: ron-
ccbemoi o crime junios. c o cxcruUmos einqiianlo
rnioha mai dorma profundamente eji um qaarlo rc-
lirado.
Isso he urna incidir odiosa, una mentira in-
famo! exclaman Luciana rom desespero.
Marieta) suas e\|rc-ses, di.se-lbeo presidente
Uo tribunal, c nao falte sem ser interrogada. Ma-
Ibias Fclbcia conlintie.
Todava foi misler acordar minha m.l, e dar-
lhe ossa horrivel nolicia. Ella licou Irasaporlada dn
dr, e foi Mmente por piedade, para nao causar
nossa perda retardando nossa fuaida, ou licando co-
mo refem nas maos da juslira, Toi por amor mater-
no que ella seaui-nos.
Quando terminou este pequeu discurso, do qual
reprodu/.imos o sentido, mas nao os termos, o mal-
vado lomando um ar modeste a resignado, assen-
Dcos guarde a Y. Eve Jos Maria da SUva
Parunlio*. Sr. Miguel do Souza Mello c Alvim.
IntlrverOei pelas quacs se devem regular oe e.rames
para a elasri/cacao e accessos das prara* do cor.
po de imperiacs marinheirus. ik'io s no retftetite
quartel,.como a bordo dos navios de guerra da
armada.
Art. I. Os exames de que Irala o arl. 22 do regu-
lamenlo nnnexo ao decrete n. til Adeudo julbo
de 18(5, para a classificacao dos imperiacs marinhei-
ros nas pracas que devam competir-Ibes, a para i
seu regular accesso nas cmnpanhias, versarlo sobre
tedas as obras c mais serviros da arte de marinheiro,
manejo de arlilharia e ejercicio de armas brancas c
de fogo porlaleis, lano quanlo fr necessario para as
diversas occiirreucias que sepodca dar nos alaques
c defezas navaes.
Arl. 2. Dar-sc-ha a principal importancia .arle de
marinheiro, cm segundo lugar as manobras e fogo
de arlilharia, e por ullimo aos oulros misleres. Rea-
la conformidade scro os dilos exames feilos segun-
do as regras que abaixo se prescrevem.
1. O esamede grumete, para o accesio a mari-
nheiro de 3." classe, versar sobre a numcnclalura de
lodos os cabos do apparelho dos navios, maneira de
fazer filaras, mialhar, fazer gaxclas, linha de mo,
rumbos, fusos, palombas, ele ; remar e exercicio
de arlilharia como simples srvenle.
S 2. O de marinheiro de 3." classe, para o accesso
a classe immo.lala, cnmprehcnder.i ludo quanlo fica
cima designado, e mais o seguidle : envergar e des-
envergar panno, risaf, largar, Torrar, fazer loda e
qualqucr obra de mariubeire, indicar onde lahoram
ou sao fixos os cabos do apparelho ; lodo o exercicio
de arlilharia ede armas brancas e de fogo porlaleis
usadas a bordo.
S 3. O de marinheiro da >. clase, para o accesso
a classe immediala, alem do conhecinicnlo de ludo
quanlo so exige das duas classws inferiores, consistir
mais nas opcrarcs de apparelhar "e dcsapparclliar
um navio; de imputiir urna gavia e ferra-ia no terco;
coser panno, prumar, ahilar urna amarra e lomar-lhe
boca; cartear os rumos da agulha, c governar de
caima c de roda.
i. O de 1.a classe, para passar a cabo de mari-
nheiros, versan! nao s sobre os misleres das elasses
inferiores, como sobre o couhecimciilo da numera-
cao das diflerenles handeiras de signacs ; devendo
concorrer na pessoa examinando a precisa agilidade
para se baver sobre urna garrea cm occasi.io de mo
lempo.
i 5. Os eximes para as elassiiicarf.es dos individuos
que enlrarem para o corpo com prajica da vida do
mar, c se jiilgarcmcom mais babililacOcs que as du
grumete, serao fcilas segundo as mesmas rrgras pros-
criptas para os accessos nao comprehendida. a ins-
lruccao mililar, rujo cxamcsomeulcser exigido seis
mezes depois, quando j os alistados dcvcrSo possui-
la no grao que corresponder a sua prara.
Arl. 3. TerSo preferencia nos accessos as pracas
que mais se distinauircm por seu valor, disciplina e
ninialidade, c diSorir-se-ha, se for conveniente, a
promocao daqaeitai que age poMaireas indas* ou al-
gumas dessas olas.
Secrclaria de estado dos negocios da marinha,
em 15 de Janeiro de 18-55.Francisco Xavier Bom-
tempo.
Aviso de 15 de Janeiro de 1855.
Manda observar as inslrucccs. por que devem ser
feilos os exames para classificacao e accessos das
pracas da marinhaacm da armada, a bordo dos na-
vios armados c transportes de guerra.
Rio de Janeiro. Ministerio dos neaocios da mari-
nha, eajl.", de Janeiro de 1855. Illm. c Exm! Sr.
Sua Magcsladc o Imperador houve por bemor-
denar que, para execucao do arl. G do decrete n.
I4G6 de 25 de oulubro prximo passado, e de con-
formidade com o que foi disposfo a esse respeilo no
aviso regulamenlar de 28 do dito mez, se observesa
as ins|rucces proposlas pelo commandanle geral do
corpo de imperiacs marinheiros, e que V. Exc.
(ransmiltio-mo com o seu parecer, \s quacs vio an-
nexasao presente aviso, assignadas pelo oflicial-maior
ilcsla secrclaria de estado. O que communico a V.
Exc. para sua iulelligencia e execucao.
Dos guarde a V. Exc. Jos Maria da Silva
Paranlios. Sr. Miguel de Souza Mello e Alvin.
InstrucrOcs por que devtm ser feilos os exames pa-
ra a classificacao accessos das pracas da mari-
nhagem da armada a bordo dos navios armados
e Iraisporles de guerra.
Art. 1. Os exames para a classificacao o accessos
dos individuos quo como volanlarios on rccrulas li-
vcrcm praca nas elasses da marinhaacm, versaran
sobre as obras e mais serviros da arte de marinhei-
ro, manejo de arlilharia c exercicio das annaliiau-
cas c de fogo porlaleis, lano quanto for necessario
para as diversas oceurrencias que se podem darnos
alaques e defezas navaes, ronsiderando-so sem-
pre como da principal imporlancij a arle du mari-
nheiro. ,
Arl. 2. Nos referidos exames observar-se-ho as re-
gras que rae indirdas-nos paragraphos scguinles. '
1. O cxanic de grumete, para promocao a se-
gundo marinheiro, versar sobre a nomenclatura de
lodosos cabos do apparelho dos navios ; factura de
'oda c qualquer obra de marinheiro, envergar c de-
senvergar panno, irisar, largar, ferrar ; indicar onde
laboram ou sao fixos lodosos cabos do apparelho; re-
mar c exercicio de arlilharia.na qualidade de simples
servente.
lou-se Iranquillametile. Quanlo a Luciana, expeti-
mcnlava lodos os lormenlos de que he susceptivo! o
coracao humano. Senlia verligens e sulTocares co-
mo e eslivesse para perder a r.i/.ao. ou lutar cm
urna crise nervosa. Pedio um crqio d'aaua e levou-o
tremendo aos labios paludos c trmulos.
Nada lem que responder'.' pergunlou-lhc em-
fim o presidente do tribunal.
Luciana levaulou-se e profprio algumas phrases
disliuclas; depois41,10 s&bcndo. se devia pecusar a
mal, convencer a Theodoro de mentira, c rcslabcle-
ccr a verdadr dos fados, balbuciou c pcrlurhnu-se
de lal maneira que lallaram-lhc as paavras. Mui-
las eni'iroes diversas agitavam-lhc a alma ; eslava
romo um navio que gyra em torno de si mesmo nas
tempestades extraordinarias, cm que o vente parece
soprar'de lodosos pontos do borisoute. Enilini cabio
aniquilada sobre o banco c guardou o silencio du
desespero. Os jurados piscaram mutuamente os
olhos: o uhalimeulo da rapariga parccia-lhes urna
prova de sua culpa, um indicio indirecto de sua
csnscicuca.
Mondan foi oljriaado a depdr como leslcmuiiha ;
porque Luciana fura presa em sua casa, e o cdigo
criminal exiga que fosse citado pernote o tribunal,
e ouvdo debaxo da f do juramente. Comparecen
com um nubre desembaraeo ; porquanlo esperava
salvar Luciana fazendo conheccr a verdade. Nao
cncohrio o amor qoe lhe inspirara a aclriz: saben-
do loda a histeria do sua vida, tendo a certeza de
sua innocencia, cheio de estima, de afleiraoc de pie-
dade por ella, aflronlou os risos da mullido, e refe-
ri implcsmente aun forra o dianidade o que li-
nha ouvdo de sua bocea. Sua emocao conlida iiiani-
lcslava-se nesse dia, man arado sen. Enternecen
muilas vezes os nuviutes; mas ii'it'a vira nem ouvi-
ra. Tinha sido informado por Luciana, a qual devia
naturalmente pinlar-serumo victima, e procurar por
lodos os mcios conservar a nff/eicao do amante. Sua
histeria passou por um cont romntico, o elle por
um mancebo crdulo.
Muilas lestemunhas deoozeram depois, o procura-
dor do re fez a aecusneao, o os reos foram dcfehdi-
dos por advogados pouco habis. Todo pareca vol-
lar-se (oulra Luciana. Kmliin no fim de qualro dias
de debales os jurados enlraram na sala das dclihe-
raees. Oilo sobre doze declararam madama ller-
lhold innocente; lies julgaram Theodoro culpado
com cirrumslancias allenuanles, nove julgaram-no
culpado sem essas circumalancias.
Chegou emlim a vez de Luciana; apezar de sua
S 2. O de segundo marinheiro, para passar a pri-
meiro, alem do que precede, comprehenderi mais o
seguinte : apparelhar e desapparelharum navio ; im-
punir urna gavea, e ferra-la no tere/) : coser panno ;
prumar; ahilar urna amarra c lomar-lhe hora ; car-
lear os rumos da agulha ; ao\ ornar-rlc canna e de ro-
da ; exercicio de arlilharia como primeiro carrega-
dor, e de armas brancas e de fogo polateis, quanlo
he de uso ensinar-se a bordo para dar ou repellir
urna abordagem.
g 3.6 de primeiro marinheiro, para passar n mari-
nheiro de classe superior, comprejicndcr nao s os
misleres ja especificados, como o conheciraenlo da
numeraran das diflerenles handeiras de signacs ; de-
vendo concorrer na pessoa do examinando a precisa
agilidade e destreza para se haver sobre nma gavea
em occasiao de mao tempo.
5 4. Os exames para a classificacao dos voluntarios
e dos recrulas que ja tcuham pralica da vida do mar
c possam por isso cuitar em alguma das praras su pe-
ndres i de grumete, serao feilos segunde, as mes-
mas regras cima prescriplas, com excepcao dos ex-
ercicios relativos a arlilharia c Is oulras armas, cujo
exame somente ser exigido seis mezes depois, quan-
do ja os alistados deverao ler-se habilitado no servi-
ro de bordo.
Art. 3. Ter-se-ha em considcraro para os acces-
sos as notes de comporlamenlo, preferindo-se as
praras que mais se Icnhain distinguido ppr seu valor,
disciplina e moralidade, c diflerindo-se, se for con-
veniente, a promorao daquellas a quem fallera lodos
ou alaam desses requisitos. fc ;
Secretaria de eslado dos negocios da marinha, cm
15 de Janeiro de 1855. Francisco Xavier Bom-
tempo.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da mari-
nha, em 31 de Janeiro de 1855. ,
Convindo que lodo o servico da cnustrucro na-
val, das officinas de machinas, e das cnpstruccfies ci-
vis e mlilares, se faca sob a immediala direccao e
rcsponsabilidade dos engenheiros respectivos, e que
a sua a ministrarn e fiscalisarao se simplifiquem ao
mesmo lempo quo se tornera mais eflicazes: Sua
Mageslade o Imperador ha por bem determinar que
seja desde j eilincta a oflicina de obras navaes mia-
das, cncerrando-se a escripturacao respectiva,' e Pi-
cando as dilas obras annexas a oflicina de conslruc-
cao naval: que o constructor Anlonio Luz Rastes
dos llcis seja considerado como segundo o nesta
qualidade fique, bem como os mc-lrcs mandadores
e operarios, subordinado ao Io constructor, a quem
cumpro dirigir, regalar c distribuir lodos os Iraba-
lhos da officina a seu cargo, segundo as ordens que
receber de V. S. ; que assim como fica dilo para o
1 constructor naval deverao proceder os engenhei-
ros das oflicinas de machinas e das obras civis e mi-
litares, a respeilo da direccao dos serviros que Ihes
cnmpclem, cujo syslema cunvem igualmente unifor-
misar e simplificar no inlercsse da boa execucao o
fiscalisarao: que neiibuina obra de couslrucrao na-
val, civil ou mililar se faca sem plano e ornamento
previamente apnrovados por V. S., se o objcolo fot
de sin aiiriboirao, epor esla secretaria de eslado,
nos demais casos ;que esla rogra so applique s of-
licinas de machinas lano quanto for possivel; que
aos pedidos das oflicinas preceda o necessario exa-
me pelos engenneiros respectivos, e onde os nao ha,
pelos ajudantes dessa nspecco, sobre a necessidado
c exaelidao de taes pedidos, e, como ja esla cm pra-
lica, nenhum seja salisfeilo sem a rubrica de V. S.:
que V. S. dever suggerir as medidas que de con-
formidade com o presente aviso julgar conveniente
em quanto se nao di urna nova orgaosacao c rgi-
men aos diflerenles ramos do serviro desse arsenal.
O que ludo communico a V. S. para sua iulelligen-
cia e execajao.
Dos guarde a V. S.Jos Maria ia Silva Pa-
ranhos.Sr. Joaquim Marques Lisboa.
COMMANDO DAS ARMAS. '
Qaartel do commando das armas de Pernam-
bo'co na cidade do Recite, em 21 de feverci-
ro de 1S55. ,
ORDEM DO DIA N. 218.
O coronel commandanle das armas interino faz
publico para cenhecimento da guarnirn, que o Sr.
capilo Tiburcio llylario da Silva Tavares chegou
da provincia do Para o se reuni honlem no seu res-
pectivo baialhao quarlo d'arlilharia a p ; quo fal-
leceu 11 de novembro do auno passado, na pro-
vincia de Sergipe o Sr. lente do primeiro halalhao
de infantera Manuel Joaquim Gomes de Brilo, o-
que conslou de oflicio da presidencia datado de 19
do correntc, com referencia ao aviso, do ministerio
da guerra de 29 de Janeiro ultimo, e finalmente que
a mesma presidencia, por oflicio de 18 deslc mez, re-
solveu dispensar o Sr. segundo crorgiSo alteres du
corpo de saade do exercito, r. Fortunato Augusto
da Silva, da cnrnmis-o de que o liavia eu encarre-
gado nos municipios do reconcavo.
O mesmo coronel determina que o servico da
guarnidlo seja de ora cm diante feilo de caira azul,
Irazeudo as pracas os seus capoles emmalad.us nos
dias em que nao chvner.
Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferrcira, ajudanle de
ordens cncarregado do delalhe.
EXTERIOR.
A cortina cerra-sc sobre oulro anno auno de
perlurbacao e de seu desespero, apezar da pouca con-
anra concedida s paavras de Sebastian, cincujn-
radosdeixaram-sc commover pela mocidade, formo-
sura e desgrarada aclriz, e pronunciaram-se em scu
favor. Oulros seis ponderando a fragilidadc da na-
lureza humana, volaram-na morle. A opiaiao do
duodcimo ia decidir da sorlc da pobre rapariga.
Era um hnmem alio, secco, de nariz volumoso,
rosto enmprido, solirsiicclbas bastas, faces soleadas
de numerosas rugas perpendiculares, e cojos olltos
aiiniinciavam urna indecisao habitual c um espirite
muilo obtuso. Dera ponca altencSo aos debates;
porque pensava em seu armazem de sedas, em suas
vendas e conlas. Entrando na sala das deliberaccs
lera cm ledras grandes a inslruccao oflicial, que ro-
mera por estas paavras : a A Ici nao pede aos jura-
dos conta dos meios que os convencern! ; nao l*aV
prescreve regras, deque devam fazer particularmen-
te depender a plcutlude e a suflicieucia de. una
prova...o
Esta saba advertencia inspiroti-lho nma idea lu-.
miosa. Emquaulo ia de casa para o palacio da ju*-'
lira, comprara lentos brancos e encarnados para mar-
rar os punios, quaodo jogasse o ecarte com scus ami-
gos. Nao saliendo que resposla desse, cnlrelinha-se
cm revolver no bolso os pedarinhos de inarlira.
Krpciiliiiamenle vcio-lhe ao pensameolo laucar sor-
les sobre o parecer que devia emillir, e disse com-
siao:
Vou lira'r tim lente, se for hranro absnlverei a
acensada, se lr vermclho. lano peior para ella
Recorreu cun effeilo a esse expediente, e como sa-
hio-lhe du. bolso um lenlo cor de saogae, co.idem-
iiou Luciana.
Os jurados vollaram sala no inrio de um pro-
fundo silencio, r lornaram a tomar seos lugares.
Convidado pelo presidente, seu chefe levntense,
pz a mo sobre o peilo. c disse : I'cla minha hon-
ra e consricncia, peanle Dos e os liomeus a decla-
racao do jury he :
Nao, a re viuva Felberg nao he criminosa.
Sim, oreo Malhias Felberg he criminoso.
a Sim, a re Luciana l-'elbcrg he criminosa.
Nao se fez menean das cirrumstaitcias allenuanles.
Sehasliao oiivindu eslas ultimas paavras, licou
paludo como um espectro, e laiicou aos jurados um
olhar, que contiuha lodos os odios e todas ss vinsan-
Cas do inferno ; mas foi smenlo um olhar, e a jus-
tir.i continupii seos Irabalhos.
{Continuar-'e-ha.)

MUTHAnn
H


OSARIO DE PERMIBUCO. QUINTA FEIRA 22 OE FEVERElRO DE 1855.
mudaneas o virissiludes extraordinarias, deespcran-
ra e cxullaco, deanciodade o desesperoanuo que,j
o mesmo lempo uos lem cobcrlo uido coi descrdito, ealravez decujos variegados
annacs procuramos de balde algai claro c dislincto
signal do futuro que pende sobre nos. O uno nos
ii bou cm pai, c nos deia em guerra ; achni>oe
rom um ministerio poderoso, e nos deix
; achou*u
ixa^s^fn un
i uja Influencia est enfraquecidn o cujo-presligo cs-
l.i no lim. O anuo suhvcrleu a no? f em mudas
musas, abalou muilas conviejj^r, e dissipou militas
illusoes. Coin ludo, ajjnnos separamos delle nao
sera saudades, como de um sincero c severo amigo,
cujas palavras poilein rauitas vezet olTender o nosso
;unor pjaprio c mortificar a nossa vaidade, mas de
quetn umita nos separamos sem um sentimento de
que a sua seveiidade be inslruclivi e a sua exposi-
rao da nossas fallase nossos erros justa e salutar.
Em Janeiro dcsle auno as experanoas de par se li-
ndara (ornado mu Tracas. A matanrade Sinope des-
truir toda a confianza nos protestos do czar, c a
nica possibilidatte que roslou foi que-ellc daria nina
respoita favoravcl as ultimas proposires das poten-
cias occideutaes. A probabilidade de semclhante res-
posta foi mili diminuida pela ignominiosa repulsa
que o scu exercito suslenlou na batalba de Cilate, c
pela efltrada das esquadras alijadas no Mar-Negro
aclo dehostilidade mal disfarrada. Sol estes auspi-
cio- reunio-se o parlamento, e em breve loruou-se
evidente que o Milu da liaran, pelo orgao dos seus
representantes, era unnimemente pronunciado em
favor da guerra. A publicarn dos despachos secre-
tos, que revelaran) a interesseira e usurpadora polti-
ca da Hussia, inflammou este sentimeuto, c a nica
dilliculdade que os ministros liveram, foi justificar,
se por no Icrcm mais cedo adoptado o processo que
ludas as pessoas enlo reputavam ser iuevitavcl. Ton-
co precisa ser dita aqui cerca do mrito desla con-
troversia. Confonne o sentimento coni que conside-
rara o actual governo, os homens estao disposlos a
pensar que o imperador qeria ou nao ler sido indu-
cido a condescender com as nossas exigencias, sem
que primitivamente se bouvesse adoptado maneiras
mais bellicosas. Nao temos dala para esta especu-
laran, e releva dcixar aos partidarios declarad"- pra-
tca-la. lie bastante para us,que agora couhece-
tnos mais plenamente do que condecamos o auno
passado que cousa l>e a guerra, cquo calamidadoa
seguem,que os nossos ministros nao pndem ser
acensados por ncnliflma pessoa razoavcl de le-
rem sido precipitados uu ardentes cm segui-las.
No encerramenlo da sessao passada examinamos
plena e rircomslanciadamenle os actos do mais a-
borlivo e inadequadu dispendio de trabalbo c habili-
dade, mostramos quanto os -ministro-, insistindo -
cerca de medidas fm cosas da parte de urna cmara
involuntaria, se expunbam a urna serie de desbara-
tos modificadores e prejudiciacs. Na po-icao cm que
actualmente nos adiamos, eslames mais habilitados
parajulgardo quo no comeen da guerra, do absurdo
involvido na leotaltva de reformar o nosso syslcma
representativo, modelar de nojro os nossos juramen-
tos parlamentare-, alterar o principio de nleoXo para
o servico civil, mudar a lei de remocho e contratos,
e reformar a maucira de averiguar eleicoes disputa-
das enipresenca de*uma guerra actualmente existen-
te. O discurso da rainba de fevereiro annunciava
estas e nutras muilas medidas; o de dezembro con-
tcnlou-se meramente em asseverar que alguraa coli-
sa se devia fazer por causa dos melboramcntos do-
msticos, anda quando a guerra continuasse, e nes-
,ta linguagem modificada reconliemos a conscencia
dos nossos ministros, de que erraram gravemente
quando procuraran] filara alienen em negocios que
nem eiam" uavacs, nem militares, nem diplomticos.
Entre os resultados actualmente, alcanzados na pri-
meira sessao deste anno, alm da declararlo da
guerra com a Russiaa27 do marco, podemos noti-
ciar o bil sobro a universidade de Oxfordmedida
que, pnsto que esleja mu longe dos desejos odas
eiigericiasrazoavcis das universidades liberaos, to-
dava laticeu fura urna oligarcha eslopida e inoom-
pelenlc, e substiluio-a por um consellio representa-
tivo composto de bomens de dislinrcAo e talento ;71eo
a cada collegio os mais ampios poderes do mclhora-
mento proprio, e estabeleceu urna cooimissao que
pode, se quizer, obrigaT a adopcao, n'um syslema
uniforme, de ideas saas o liberaes. A consolidaran
das leis niercanlis n'um acto he urna medida de
grande utilidade ; e a abolicao das leis usurarias pa-
rece remover um dos ltimos traeos das norocs com-
merciaes da idade media, e, so nao mu importante
em si, aliviar a nossa lecislar.no de uva aecusarao Je
descuido e inconsistencia. O mais precioso princi-
pio provavelmente que a ultima sessao estabeleceu
lie o de liberdade de associacilo,do direilo dos bo-
mens combinar entro si quanto a objectos de com-
mercio ou accidentes sob as condiees o cnnvenrOes
que Ibes approverem, com tanto que estas condirocs
e eonvencoes sejam lev idas ao conhecimento do pu-
blico. O "syslema do conceder provisOcs pela Junta
do Coinmercio toruou-se absolutamente intil, e a
necesudade de legislado a este respeilo fie urgente.
O principio desfaMegisIacao foi cstabelecido de anlc-
mao, c esperamos c cromos que a sessao seguinle
nao se concluir sem dar a quesl urna soluraofliiak
Osaconlccimeiilossubscqucnlesdb anno parecem
suflicicntementc mostrar que o lempo publico fora
muilo melhor empregado n'uma minuciosa pesquisa
acerca do trabalbo das nossas repartirnos de guerra,
considerando com a adrrrinislracao militar do paiz
poda ser dirigida com mais presteza e mais simpli-
c idade, o como as recentes descobertas e applicares
da seicncia poderiam ser mais prompla e eflicazmcn-
fe introduzidas, doqueexlorqtiindo a urna legislatura
involnnlara a considerarn do mudaneas orgnicas,
e de raelhoramenlos salulares, posto que nao ur-
gentes. O unirj passo dado ueste sentido foi o esta-
B bclecimenlo de um raiuislro da guerra, e osla medi-
da pela maneira porque lem sido pralicada, nao lia
correepondido de maneira ajguma espeelaliva dos
respectivos promotores. A auloridade dividida an-
da contina ; os guardas a cayallo mantona a sua
quasi independencia do secretario de Estado, e a
arlilharia nao fui rcduzida, como devera ser, una
repartir-Jo inleiramente sob a sua superintendencia.
As machinas sao Ilieoricamente defeiluosas e a pra-
lca lem sido 15o pouco satisfactoria como a theoria.
A naooanda nao sabe sobre quem lance a respon-
sabilidadc de numerosas e morliflcadoras faltas c dcs-
( cuidos, e pode taire commetter urna injustica ir-
reparavel, censurando a um liomem publico pelos
aclos de onlro. A guerra existe apenas ha oito inc-
zcs o no decurso deste lempo se lem extendido so-
hre paizes mui distantes enlrc si, e lem sido dillcrcn-
le por muilas allcraresda fortuna, O paiz esl tal-
vez maisdisposloa fazer juslir.i aos feilos da esqua-
dra do Bltico desde que soube do resultado das
opeiaeflcs no Euxnio. O encerramenlo damarinba
russa uos scus partos, a interrupr,ao do seu com-
mcrciopor mar, o a captura do grande numero de
navios mercantes, lem sido effecluado sem perda,
posto que nao sem dillicnldade, n'um mar tempes-
tuoso e intrincado ; c a queda de Bomarsund, posto
que uno fosic un feito mui diflicil, dcstruio o prin-
cipio de urna fortaleza destinada a ter o Bltico em
sugeirao, c impor a volitado do imperador as enres
do norte da Europa.- Em Pctropanlovsk encontra-
mos com urna repulsa, causada em parte pelo la-
mentare! incidente que prceedeu o ataque, parto
pela traicao do nosso guia, e parte pelas difliculda-
detjgphcrciites empreza ; c o anuo nao se encerra
sem apjirclicnses quanto maneira porque os na-
vios q nao podemoscaptiirarpodecc presentemente
ser cmprcgtda.
. Mas estes ataques no cMremo Occidente e Oriente
da Uussia sao insignificantes comparados com as
sienas que bao sido representadas as costas do Mar
Negra. Os Rotees, perdendo as esperanzas de for-
rar as linbas dc.Kalafal, evacuaram a Valachia, e
Manirn (odas as na furias rom o fim de siliar Si-
llona. Diante de urna brecha desla fortaleza mili-
tes miibarcs do Russos pereccram, sem poderem
causar impre-o alguma nos dsfensores, sustenta-
dos e instruidos palos conhecimcnlos c valenta de
ilous olliciaes ingle/.cs, e a maro da suerra; depois
de ler ebegado al este ponto, relrocedcu almez do
Danubio. Entretanto bombardearemos Odcssa, cm
cambio de um insulto feito ao nesso pavilhao do tre-
gua, mas desisliramos, com incomprchensivel bran-
dura. depois de causar graves damnos na prara, e
deivnnos que se toma-e um deposito c praca l'ar-
m.is para as tropas que actualmente estao contenilen-
do conlra mis na Crimea. O primeiro empresn das
im-as tropas ao chegar ao Oriente foi fortificar (Jal-
liopoli/e fazer obras, como se os Russos j tivessem
forrado o Balkan, e smenle foi permitidn aos al-
liados defender o ultimo promontorio do imperio
turco. De (lalliopnli as nossas tropas marrbarain
para Varna, onde estiveram acampadas em urna po-
svc^ojujrilavcl aos olhosinas que o mais simples
e'-ame teria mostrado ser notoriamente pestilencial.
Depois de gaslai. o vento nesla costa insalubre, que
nos cuslou urna triste lisia do valenles soldados, o
-cxerc'^embarcou para a Crimea, c, fkt nina fac-
ulta singular nos annacs dos accidentes militares c
navaet, ebegou s suas praias n'um estado da inaior
segurimja e efucacia, e desembarcou sem perda, c
quasi sem confusas.
I-ora intil descrever novamento successos cuja
li'inbraiicu j.i esl impressa no enlenflmento publi-
co,a marcha sobre o Alma, a indecisiva escaramu-
za de 19 de sclcmhro, a gloriosa victoria de 20, com-
prada pelas vidas de lanos soldados valenles, a
marcha para Balaclava, co cornejo doassedio. Al
17 de nutubro, quando rompemos o fogo, ludo pa-
reca ler ido prsperamente. Alguns pezares ou du-
vidas podiam ler sido experimentados'quanto po-
ltica de consentir que o ininigo Iranquillamenlc
conslruissc solidas furlilicai-osein nos-a frente ; mas
os nossos cugenbeiros conlavam que cahisscn dian-
te dos primeiros esforeos das nossas baleras, e os
douloros eslavam disposlos a conlenlar-se com tc-
ticas que promediara um Iriiimpbn certo sem a cf-
fusao de langoe. Naquclle infeliz dia manifeslou-
sc a iialurcza real da nossa empreza. As baleras
francezas licaram mudas dentro de puncas horas, e
a nossa propria dillicilmcule pude manler-sc contra
o fogo horrivel dos Kussos ; mas, o pcior que Indo
foi que a nossa esquadra nao conseguio impor si-
lencio ao Forte Constantino, e nao conseguio, ap-
parcnlemente. purque apenas ama pequea parle
dos navios foi conduzida ate o ponto do qual s o
fogo das bordas poda ser eflicaz. Scguio-se a batalba
de 25da outobro, cm que a nossa cavallaria ligeira
foi enviada destruirio, prevista econhecida de an-
lenin, por algom engao incomprehensivel de or~
dens, e na qual foi condecido que os Turcos que nos
acnnipanliaram Crimea cram de um carcter uiui
diftercnle dos defensores de Kalafat e Silslria.
Enlao leve lugar a memnravcl batalba de Inker-
man, com a sua sorpreza, lo pouco honrosa ao nos-
so general c aos aofliciacs do scu estado inaior ; c os
scus resultados lao fatacs ao inimign c t> tristes
para mis. Os|vcntos o as oiulas cm breve cnlram cm
rivalidade com o furor dos bomens, pois que um fu-
raco sem exemplo uaquclla costa tempestuosa dcsa-
brocliou sobre a frota allada, o engolio homens, na-
vio-, vveres e thesouros, do flm numero e semina.
dflicilmcnlc igual nos anuaes dos desastres. Desde
aquello lempo o exercito lem soflrido com paciencia
e calado, a mais falal e desnecessaria mzeria. Em
quanto o lempo era bom nao se fez tentativa alguma
para ligar o acampamento com os navios por ama es-
trada, e o resultado foi que os vveres e confortes
desembarcados cm Balaklava estao tao distantes do
alcance dos nossos soldados como se anda se achas-
sem as margens do Tamisa. Oito milhas dilantes
dcllc se achara vestuario, sustento, materiaes para
edificaran de casas, leuda, c muitosoutros confortes;
os soldados se achara esfarrapados, (em estado a meia
racao, estao reduzidos a fazer covas no chao para
abrigar-sc, e a ir a tesares longinquos procurar lenba
em urna superficie saturada de chuva. llaviam pe-
cas e municoesem abundancia em Balaklava, ao pas-
so que o assedio ha sido inlcrrompido por falta de
pecas e munir/jes. Ha cousa de tres tncz.es que os
soldados se achara na mesma situaeo ; a bagagem
esl distante dclles oito militas, mas nao podem rece-
be-la, e nesta ponieo as ultimas noticias do anuo
passado deixam um exercito victorioso em qualqucr
parle onde lem encontrado o ininigo, nao caneado
por tengasmarrhasou separado da suafbase de opera-
rnos, mas concentrado cm um nico ponto porto dos
scus supprimcnlos, c prvido de longe com o mais
rico arma/.em do mundo.
Nos anda esperaremos ludo dos nossos soldados e
e dos nossos valenles altiados, mas o resultado indu-
bilavclmcnlc he que sob a prcsso da presente guer-
ra as nossas rcparrlees militares, com a unicaexcep-
cao do comraissariado, se achara completamente des-
acreditadas. Nao lia syslema, nem previso, nem
nvenrao. A repartirlo medica lem sida mal suppri-
da com todos os materiaes necessarios. Tudo quan-
|0 ha sidom andado para fora lem sido uniformemente
enllocado cm lugares inconvenientes, e parece que
ninguem se lem encarregado de regular o destino e a
distribuisao dos objectos remedidos. Alguus icag-
gon* paia substituir os mizeraveis arabas do paiz le-
riain evitado sofl'rimentos c perdas incalculaves,
mas nao foram mandados, e agora esta projeclado um
caminho de ierro, que justamente ser comecado no
lempo cm qlfe a estrada, que teria sido feila ha
muto lempo, lera sido concluida, (oslamos pouco
desgastar lempo em que inlin lasacusare* e recrimi-
naeoes. O primeiro daver da naeao he ver que a falta
de syslema, de que lera prnvindo Unios males, seja
cllicazmenle corrigida, e elevar a eflicaca das suas
repartirnos militares ao nivel do manejo das empre-
za- particulares, ^
O.chotera, que nos ha visilado de novo cornnama-
nlia severidade, felizmente j vai desapparecendo, e
confiamos que o mal pode ser dissipudo completa-
mente, se a certeza dos rcrursos contra este flagello
erg breve tempodilfundr alinat cm lodo o paiz o sin-
cero de-ojo pelos mclhoramenlos sanitarios que s
podem de um modo permanente embargar as devas-
tacies das molestias e da peste. A sessao do parla-
mente que ha pouco comecou lem produzido duas
medidas os bilis sobrea milicia e o engajaroenlo de
tropas estrangeiras acerca do que tudo quanto po-
demos dizer he que augmentaram os nossos recursos
para a guerra sem reprimir o ardor^atriolico da na-
S3o. O anno se termina apropiadamente com o
firme edigno discurso do imperador Napoteao sua
legislatura, que daao mesmo lempo urna prova agra-
davcl da unio entre a Inglaterra e a Franja, e da
determnaejo era que est o nosso alliado de dirigir
a guerra n'um espirito digno da sua magnitudc. Em
substancia-", anda ueste auno, fizemos muto. Collo-
camos os direilos dos neutros em urna bazc firme e
jusla ; erremos os Russos do mar, c os desbaratemos
cm dnas grandes balalbas cm Ierra ; eslabelecemos
muilas cousas na arte da guerra que no principio
do anno cram dcsconbccidas ; elevamos o nosso ca-
rcter militar a um ponto anda mais alto na eslima
do mundo.; e consolidamos a allianea da Franca,
c8m cuja cooperario nos podemos reputar invenci-
veis. Por mais escuras que cslcjam as noven- in-
mediatamente sobre a cabeca, ohnrsontc lie bullan-
te com o presagio da gloria e do triumpho.
(Times.)
INTERIOR.
A vos, Srs., que Icndes de escollier o hornera il-
loslrado, o estadista consumado para oceupar no se-
nado llrasileiro o lugar vago pelo fallccimenlo do
Exm. conselhciru Josc Clemente Pcrcira, me dirijo
esperando, que nao obstante niinba lacuna e insuf-
lirieiicia identifica, vos me farai- ju-lira a vista da
verdadera demonslracan, que passo a expender-vos.
Muto applaudimos a upparico dos dous Ilustrados
candidato- para senador c nao duvidamos de lodos os
predicados, queosornam, porem emiltindo tranca-
mente nossa opiniao ninguem poner censurar-nos
por aprcscnlarmos com iuual direilo para oceupar o
referido lugar o Exm. Sr. coiise.lheirn Jcronymo
Francisco Cocido, a quera por lodosos ttulos lie
Ide grteoste nossol'ar Oh, e se nao ha nada
mais natural do que a gralidao, porque razio sere-
mos inilifferentci a quem nos prodigalisa o bem '?
E duvidareis, que o Exm. Sr. conselheiro Coelho se
torne niuduno senado a pnil desla provincia e de lo-
do o Brasil '.' Nao sois v< s testemundas dos servi-
rus a bous desejos prestados a mesma quando elle
na administrara della '.' Nao vos recordis da ndif-
fercnc.i cora que elle se portou as crises clciloraes
estando com a redeas da governaoca ? Duvidareis
do aogmenlo que esta provincia a elle deve, cujo
principio boje a vemos llorescenlo ? Depois de haver
proclamado o direilo que liuha (pialqucr cidadau fa-
cillou ao povo a liberdade ? Occupando-se unica-
iiipiilc%m manter illcza es.i mesma liberdade, inlro-
pii/.indoaigualdade de todosos.cidad.iospcrantealei'.'
l'rnporcionando a gravidade das penas, a gravidade
dos delietos ? Minorando o rgimen das prises t
Onviudo benvolamente as queixas de todos e quan-
do eran ju-las apre-ava-se em atiende-la*? Vizi-
lando frequentcmente prises e bospilaes provava o
pao e o vinfio dos deudos o castigara os fornecedo-
res inlieis'.' E para cumulo de sua gloria ahi estao
patentes as obras publicas e todos os mais raelhora-
menlos de que boje Jramos. Finalmente ahi leu-
des o valioso relatori de sua ai'lmini-lracjjo o qua'
transluz e brilha cerlamenlc na primaba plana dos
Tactos da pbilosophia. lie pois esta a occasiao, Srs.
elcilores de meditantes qual o escollado para ISO
eminente cargo,bem cortos de que cscolhendo vos o,
i-iila ln\eril.ideirameole pliil.inlropo,prestis um ser-
vico assignalado a patria que bem dir vossos nomes,
e nem vos dexeis levar desse principio errneo de
provincialismo, porque de iuquestionavel, que o
Brasileiro,. que por lodos os ttulos de prestante a
seu paiz ninguem dcixar de rnnvir ler lodo o direilo
a oceupar este ou aquello empregu. que o povo ou o
governo lde confiar.
Espero.pois Srs. redactor do TftSt de Mato, que
dando V... publiridade a estas lindas, preste cmo
co-tuui i um srvico ao Brasil c com especialidide a
esta provinci .
Manoel Coi lao da Silva
(Tres ieMaio).
TEimBIJCO.
RIO DE JANEIRO.
12 defererelro.
Por decreto do 5 do corrcnle :
Foi rcconduzido o dacharel l.uz Barbosa Accoli
de Brito, no lugar de juiz municipal c deorpdaos
dos termos reunidos de l.arangeiras c Divina Paste-
ra, da provincia de Sergype.
F'oi nomeadojuiz municipal e de orpdaos do ter-
mo do Carolina da provincia do Marandao, o dacha-
rel Carlos fedro Kibeiro.
l'or decretes de 7 do mesmo mez :
Foi commula.la a pena de gales perpetuas, a que
foi condemuado Antonio Jos de Andradc Azcdo, pe-
lo jury da cidade de Camela, no Par, na de C an-
uos de prisao que devoran decorrer desla dala.
Por decretos de 'J do mesmo mez foram Hornea-
dos:
Majores-ajudaules de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do municipio de Cailcl, da
provincia da Babia, Jos Antonio Pimenla o Deral-
dode Brilo Gondim,
Capitao-secrelario-gcral do dito commando, An-
lonio Joaquim de (.arvalhn.
Capiao-quarlel-meslre dodifo.Josc Joaquim Pi-
res da Silva.
Captiio cirurgiiio-mr do dito, Aulonio Jos das
Noves.
Commandanle superior da guarda nuajonal do
municipio do Codo c Coroal, da provincia do Ma-
ranhao, Joao Sevcriano Bayma.
Commandanle superior da guarda nacional dos
municipios de Santos, S. Vicente, Ilanhaem. gua-
pe c Canana, da provincia de San Paulo, Aulonio
l'crreira da Silva Jnior.
Tcnenleroronel commandanle do batalhao n. .10.
da guarda-nacional da mesma provincia, I.uiz Alva-
res da Silva.
Fui ^reformado no mesmo poste o major do cxlinc-
lo primeiro batalba* da guarda nacional do muni-
cipio de Campo-Maior, da provincia do Piauhy,
Raymundo Carvallio Callello-Branco.
(Diario ilo fh de Janeiro)
^ -
Para' 16 de aneirode 1855.
Aos s>. eleitore* de toda a pioyinria -e dirige o
Correspondente abnio assicnado.
COMARCl DE SAMO AMAO.
Victoria 19 de fevereiro.
Mou cher. Saiba que era um dcsles dias fiquei
bem ancua, pois live noticia por firmas boas c segu-
ras que algumas pessoas de grvala lavada lem dilo
que cu de alguma sortc vou prestando um serviro
a esta cidade, c a esta pobre gente simplona,porque
oslrampolineiros, salimbancos c gatunos, sabendo
que nao tendoeu papas na lingua para fallar, c nem
os dedos lolbidos para escrever, se v,1o conlcndo
mais cora reccio de verem as suas bellas heroicida-
des noollio da ra. AinT.i outro#dia ura figurao cs-
carrou isso mesrao as minhas rochoiichudas boche-
chas, e cu, meu amigo, subindo-mc a cor do pejo
al os cabellos com este lisonja, por pouco me nao
Irahi: lossi, lossi duas vetea, outras lanas tempe-
re! as guellas clicias de raneo, e sorvendo urna boa
pilada, podendo dc-ta forma illudir as vistes curio-
sas do tal amigo disse : o Vicloriensc, de verdade
que nos tem feito algum bem, porque ccrlos auda-
ciosos se tecra reprimido algum tanto,mas acho que
falla de um modo desabrido, c forte domis, c... O
que, Sr. Vfme redarguiram com viveza sem modeixa-
rcm corlnuar, pois isto nada lie, e eu acho que o
Vicloriensc anda he muilo moderado, viste ser essa
a MUlc mais cavillosa do mundo. Oh! se elle soubes-
se de muilas coasas, que anda es(So encoberlas... v
losando elle de rijo, e far ura servicao a sociedade
dos homens de bem. Confesso, Sr. correspondente,
.que isto me fez ler urna vaidadezinha, que depres-
sa se evaporou. A quanto nao esta sujeito ura po-
bre correspondente, dizendo a verdade nua c crua
(Jue sustos nao rapa '.' Figiirc-sc-lhc que diante de
mira se levanlou um furibundo energmeno, a quem
a minlia ultima carta espinhou dolorosamenle, e que
com horriveis e espantosos zurros procura aterrar-
me, cconfundir-mo por urna vez, ui !
Arripiam-sc as carnes.e cabello
a A mim, e a lodos, s d'ouvi-lo, c ve-lo
Pois, meu cdaro,de cem urna furia deslas, que eu
leudo de hilar.
Cobrci felizmente aiaimo, encarando o diodo, por
isso nada por mim lema. Botes,paladas, couecs cu
os se rcbalcr com esforco ; bem hade saber Vmc.
que de boa tempera como sou, posso com um bom
pontap afugenlar este, u oulros gozos, que andam
gandido alraz de mim. Quero que Vmc. melhor
rae cntenda, por isso continuo a ouvir-mc com a sua
eo-luinada hondade e .'paciencia, liouve por aqui
quem tomas-e para s (por adiar muilo ctipdonico)
o magcsloso e campanudo epildcto deRex bobo-
rum c como de preciso desaggravar um tao pom-
poso titulo, que de alguns lempos a esta parle se
aeda dio abocauhado c ridicularsado, appareceu
este fiel yalido de Aslarolh que pretende reduzir lu-
do a pe: he pois para um solemne desaggravo que o
tal vai chamar a responsabilidade, denunciar, e es-
crever no/c/ro conlra a pessoa, qac julga ser eu.
No digo que nao faca ludo ist, e ate ajuntando o
meu conscldo ao seu desejo terreo, o animo para que
nao esfrie nesla facilima empreza ; mas sempre
ochava melhor que para bem principiar, este hroe
denunciasse primeiro de tira criminoso que, jogando
com um pobre porluguez, o assassinara brbara-
mente, como conten pessoas serias : ochava melhor
que chamasse a responsabilidade, e denunciasse de
um (rampolinciro, quo abusando da hondade de gl-
guem, empalmen bous cobres cm certas partilhas
corlando algumas folhas para engaar aquello q ue
menos deu, como por curiosidade se pode ver no
carloro do Sr. Maridillo : achava melhor que de-
nunciasse a polica de um cerlo pardo por nome
Amaro, que he fogueteiro, c que mora segundo
conste no Limociro, aliin de ser capturado, para
averiguar-sc a respeilo de um Uro, que levou o Sr.
Mello l para as bandas de Meringabas: achava me-
lhor que este papalvo se dcixasse de andar pavone-
ando a cada cauto, viste ter urna vida toda edeia do
mazellas: achava melhor que procurasse viver bem
cutre as pessoas da boaedueacao: achava melhor...
dam vi meu llex btbamm, que cu o poderia sus-
pender al eslas alturas, e o zurzir por seculos. E
de un liomem deatea, meu amigo, que se atreve a
querer dar denuncias, c escrever sem duvida nojen-
las dcscompos luras : mas dcixe-o comigo, que o irei
esfregando, al que elle abaixe a grimpa.
Teolio certas experiencias, e por isso he que sei
quo
o Burros nao tornara de caminho mi
Sem que as ancas so Ihe eslenda um pao.
A-ienlei pois, de podra e cal, quu devo assestar
pernease mclquelrcfe urna cofubrina de alto calibre
carregada de lana mtlralha, que o reduza a cinta
so elle continuar cora bravatas, c n.lo se conliver :
chiten Isto farci porque a niinlia paciencia es-
ta cm apuros, e quando ella chega a eslo estado de-
genera em furor. Bem esta vendo, liomem que n.lo
sou pessoa, que recue (liante de qualqucr bicho ca-
rola : estoja mais que ccrlo que cu, (como ouvi 'um
galn Maricota) nao s de saudo como eslou, mas
adida docnlc, no leito da dor, as ancias e agonas
da mortc, morlo, cuvolto em fnebre morlalha, no
esquife, levado a cova, sepultado, roido dos verme,
oilo esbrugadotao dia de juizo Ihe poderc aparecer,
como raedonho phanlasma para di/.cr-lde com|vozse-
pulcral, atroadora, e Icrrivcl. Meu... Rex... bobo-
rum... s um perverso.., Passcmos a oulra cousa.
Aqui, meu amigo, como nesse ISccift, e> vez eni
quando se vao dando alguns ca-os do rapios de mu-
llieies; mas sempre se lem seguido a marcha ordi-
naria, 'slo he, acida ludo pelo casamente. Quanjdec
porem algum ladrao de moras mostea animo equivo-
co para umlalfim.poi icguranca vai a cadeia e dlii
s sahe para cazar-se.
Acho bem mo goslo querer antes de ouvir
o sonoro, e melodioso,eonjungo eoslomar fresco
era tal casa. Sobre fados dessa ordem nada Ihe le-
udo dilo. porque leudo titeado intil as minhas Ios-
cas rtflleiOes sobre biu-i materia, que ji lem sido
exposta com rauila intcllisencia no retro-pecio se-
manal do seu acreditado jornal.
Agora porem como ha pouco apparecesse nesla
cidade um deslesraptos, que, apocar de muito com-
inillo, lera dado que fazer, o que fallar a umita gen-
te, permita que Ihe diga alguma cousa respeilo.
Cm rapaz namorava-secom ama bella, sua visinha,
a qual tambera Ihe corresponda touo amare. Nao
podendo este podro mojo ropportar por mais lempo
0 incendio, quo se Ihe aleava dentro no peilo, pen-
sando com razSo que pedindo em casamente a sua
querida, Id'a negassom, Iralou de surripia-la e de-
positada em lugar lulo : o que levou a effeilo, espe-
rando com ancia que chegasse a sua la de mcl.
Mas, (egitado) foi infeliz. Alcxandre Be/erra, (io
da moca raptada, julgaudo que era grande alrcvi-
menlo, e altentedo nunca visto querer urna pequea
crcalura, era rujas veas anda circula o sangue dos
Cbeles, dos Tupinambos, Poliguars, Canucajaras,
alliar-se com elle, emboaba, que descerni de alavil
regibnt, procuran pelos nicos, que a lei Ihe facul-
la, impelir um Casamento, cm que senao davara
corlas conveniencias sociaes. Itcqucreu, e obteve
mandado do juz competente para desencovar a pe-
quena, alim de Kconduti-la a sua casa. O escrivo
Lus, e um companlieirn ofllcial de ju-lira foram
encarregados da exocuojio |do mandado. Ele dili-
gente e dadilidoso cscrivao, edegaudo i casa, oiule
eslava a moca depositada, como esta moslrassc gran -
de repugnancia em lomar para as garras de seu lio,
lde inculio terror, e amearou-a, dizcudo que se ella
no^iizesse acompanba-l por bem, iria requisitar
urna guarda, que a teria seguir a lodo o cusi. Que
procedimento! Que grosseria S quera ver islo.
Mas o cscrivao falln assim, porque fui tirar a moca
estando ausente o dono da casa, senao a cousa era
oulra. A pobresinha, meu amigo, vendo aquello
liomem,tiuc lde pareca um grande m'agislrado,
munido de altos poderes, edea do medo o aoompa-
ndoii ao meia dia em ponto a casa do seu lio, (aqui
para nos, que ninguem nos ouve, este to deu
sen espectculo solteivel, mandando ver a fgida
luz do sol,) qup por causa das dio-illas a encarcerou
em om quarto, do qual anda com a chave. Con-
la-se com certeza que elle dissera que : a sociedade
1 i nba perdido de mais aquella moca ; e que elle de-
liberara o que conviesse, visto que das*uas portas
para dentro era um rei, e poda fazer o que Ido ap-
prouvesse Como est engaado este pobre liomem !
lem a mana de querer parecer um rei em ludo!
I-ac idea do que uao lera solfrido esta pobre moca
as maos de um liomem 13o iracundo. Dizem que
ella fora maltratada com pancadas, c de mais a mais
que levou ferros aos ps para exemplo doj outras
iimaas ; o que, nao acredito, porque islo he dema-
siada brutalidade. O que aflirmo he que o liomem
nao he boa abelha. Estes dias lem andad tao fu-
rioso que parece querer, balar o mundo abaixo. Dis-
se o Panlaleao que este amigo lera pronieltido pre-
mios a quem descubrir o raptor, porque desoja en-
siua-lo, fazendo-o povoar a marinha. Eu agora sei
que elle esl aqui pcrlinho, e no quero ganhar o
seu premio. Sempre he muita malrgnidade a deste
lio : elle mesmo nio quer ouvir fallar em seraelhan-
e casamento, e procura tirar o sustcnlaculo de urna
pobre familia. O lal rapaz, que est na capoeira,
lie de boa conduela, o Irabalha muto para susten-
tar seus irmaosinhos menores :.lem um pai, he ver-
dade, mas este, sendo aleijado, pouco pode azer
para occorrer as necessidades de sua onerosa fami-
lia, e se llie for arrebatado este lilbo, o que ser del-
le? Nao quer o lio (da mo$a) este casamento, n,lo
queira, e esta acabado tu lo ; a culpa he sua, mas
nao faca urna perseguc/io iniqua. Acabo de saber
que tem sabido gente para o mallo a procura do reo
de lesa-magestadc,e que entretente esl sendo pro-
cessado peranle o subdelegado do primeiro dislriclo
desla cidade nao sei porque. Digo que nao sei a
causa do lal processo, porque lenbo procurado no
cdigo criminal (tambera oleio, apelar de ser plan-
tador de fumo e uao posso descobrir sobro que ar-
tigo se devia formar o processo, que ha de ser dos
bous. Julgo que o raptor nao tendo em vistes lira
libidinoso, como prova a sua boa conducta, c o ter
elle depositado a moca om casa muilo capaz, como
de a do Sr. lente Miguel, sendo mesmo provada a
((csigualdadede qualidado entro elle o a raptada,
aiuda assim nao est incuno em artigo algum do co-
dgo.o a fortiori oppondo-se o (al llbsinho com tedas
es forjas ao casamento. Este processo prtenlo tem
de cahir, viste nao estar fundamentado em bases
solidas. Ouvi dizer mais que a raptada he maior
de 17 anuos, por isso julgo que deve no processo ser
acostada a sua cerlidao de idade. Tornara!, meu
amigo, a fallar sobre islo com attencao, que o caso
requer. Nao este em mim ver em silencio urna pes-
soa valer-se de sua posicio mais forte para espezi-
rdiar o mais fraco. Na historia que acabo de Ihe
contar, ha um pequeo oppriraindo ura pjchililioho.
Ora, meu charo, era ludo quanto Ihe tcnlio dilo nao
quero que Vmc. suppouha que eu sou defensor dos
raptes. Doos me livre de defender um crimt, para
o qual se cstabeteccram penas, que o puncm. Sei
qual he a sua opiniao a esse respeilo, e par i ido
della. Dcve-se procurar por todos os meios fazer
desappareccr seincllianles fados, mas apparecendo
elles lie evidente, que so devem remediar da melhor
maneira possivei. Pergunto agora se o meldor meo
de remediar o caso presente, de perseguir este pobre
moco, arrebata-lo a sua familia, que sem elle fi-
car exposta a grandes necessidades? Suppoudo que
nao, nao he este o melhor meio. Isto ainda lodos
sabem, como sa pode sanar. Eu lenho viste oulros
casos, uos quaes teda accommodaco, lodo remedio
be quasi impossvcl. (Jue diremos do hornera, que
abusando da confian;*, que nelle se poz (crcums-
tanciaaggravanledo crime) inlroduz a suspeila, a
discordia e mais alguma cousa entre os cazados, fa-
zendo assim muilas vezes a iufelicidade de urna fa-
milia inleira ? ,
lie ura monslw, lieum perverso para quem de-
via haver uina lei muilo severa, a rigorosa. E
quaulos desles demonios nao vivem impunemente
ntreos homeus de bem? Quanlos nao exislem, j
nao digo por este mundo do mou Dos, mas mesmo
nesla cidade da Victoria ? D'enlre alguns daqui sei
eu de um, que veio corrido do serbio, quando para
Ii almocrevava al o Bjnito, d'ahi vuou para Lagoa
Cercada, c desle lugar corren para aqui. As im
prccacijes, as maldices, quo lem cahido sobro urna
cabera lao perversa, bao de faze-la vergar at a
Ierra.
No da 28 do prximo passado foi a solemndade
do nosso padrueiro, c esleve, lal como se esperava,
com grandeza c pompa. Dizem os anligos dcsle lu-
gar que esta foinima das melhores feslas que aqui se
tem feito.
C-randc concurrencia de povo houve as noiles de
noveuas, as quaes se fizeram com lodo o esplen-
dor. .
A noile das sc*nhoras casadas e das sollciras, esti-
veram muto boas, aellas houvcram pralicas, e boa
Iluminado.
As nuiles das senhores empregadospblicos, ca dos
Kvms. Srs. sacerdotes rivalisaram em brilhanlismo e
anparalo : nellas pregnu o nosso coadjutor, houve
gTandc lluminarno tanto dentro, como fra da gro-
ja, e nesla ultima, alm de fogo (te vista, que lam-
bem liouve na dos empregados pblicos, e cm algu-
mas mais, subi ao ar pela primeira vez nesla cida-
de ura grande balao de cstrella*-'
Os versos das novenas foram muito bem cantados
pelo Sr. Boque, que desse Becifc veio com alguns
companheiros.
No dia da testa canlou a missa, o presidio ao Te-
Dcum o Bvm. Sr ^Icario da Escoda.
Pregou de niaaMJT.e anoile pllvm. Sr. I, (reg.
A procisslo esteva em tudo anloga i tao brildan-
le testa: reinen cmscu transito muilo boa ordem, c
as ras por onde pissou esliveram muto limpas c
assciadas. Ilouvcbom fogo, c machinas a noile. A
armarn da igreja foi muilo bem acabada, oSr. Alc-
xandre nella se esmeron.'b
"A nuestra da orclieslra levou a missacampo'da
honra-jjjlgumas partes foram bem cxeculadas, algo.
mas'onWBs rarcriaa de perfeicao. Julgo que este he
urna Hfca, que para ser bem exceulada, lie neces-
sario unta maior e mais deni ciercitada orrhcslra,
do que eete, que aqui temos, entretanto as-im mes-
mo raniloflpram os nossos msicos. As duas ban-
das de masaea de paneadaria, que cm todos a actos
4tcaram, estiveram boaa, especialmente a do cemi-
(erio, segundo foi |ulgado por pessoas entendidas na
materia : o que porem nao esleve bom foi quererem
es mnsicos rivaes despedarar-se, e morder-se : isto
cortamente acontecera, se nao fossem as providen-
cias do delegado, e as diligencias do lente Pesta-
a, que te mostreo muito solicite era manter o so-
reg, la-me esqueeendo duer-lbe que lanibem ti-
Temo; i dia de cavalhadis; os cavalleiros esliveram
bem vellidos, e a meu ver correram alguos muito
bem. Emfim n nossa testa foi milito pomposa, e to-
das as pessoas, que a ella coucorreram se porlaram
cora decencia, salvo una ou oulra, que nao merece
ser classicada de pessoa, mas de cousa.
No da I. do cm ron I o foi daqui essa capital o
nosso escolenle juiz de direilo Dr. Pirclli, substi-
luindo-o o primeiro supptente de juiz municipal Dr.
I.ins, passandoa vara deste juizo para o Dr. Barros,
segundo supptente do mesmo.
A nossa cidade vai muilo bem de empreados ; is-
lo nao me canso de di/.cr-lhe sempre, porque lodos
os dias elles morecem louvores pela maneira porque
se couduiem.
A' proposite de empregado*, conluu-mc o Panla-
leao que indo crrla terrinlia.ortvio dizer que leudo
um empregado condescendido cm pequeas cousas
com nao sei quem, liouve quera fizesse este categ-
rica rcflcxfio : /"ulano esl agora muilo bom, he por
que j ral conhecendo canga de branca.
Houve aqui no dia II o baplisado esplendido de
um lilho do coronel Ferraz, sendo padrinhos o Exm,
ara de pojuca, c sua Exm. i S.", que paraeste fim
vicrara a esta cidade. Deu-sc grande janlar, e iloi-
tc liouvesoirreera que appareceu bastante gente,
gente de todos os cslados, de tedas as .qualidades, c
condiees. Suas. Excs. haviara deficar pasmados de
to brilhanle sociedade. O nosso devoto vclho Ta-
veira dausou tanto e sempre achou com qocra) que
no oulro da nial se podia ajoeldar para ajudar as
missas dos nossos Itvms. padres. Disse-me elle que
o Exm. Sr. Barao nao podio ser mais attencioso, c
agradavei.
Antes que me esqueja, dcxe-me dizer duas pata-
rras respeilo da nossa illustrissima, que merece ser
sempielembradi; sera urna ingralidao o esquece-la.
Vejo que este sapicntissima senhora lem feilo suas
consultas bem boas : o que na verdade he muto pa-
ra admirar, porque em algum lempo deixava passar
muilas cousas com mais ligeireza, do qae aria man-
gaba cm minhas guellas, que nao sao das mais aper-
ladas. (I meo- i-amaradas -.creadores deeidiain lu-
do ex calhedra. adevinbavam charadas, c resolvain
com grande facilidade os problemas mais diflicullo-
sos, capazes de embatucar ao mesmo Archimedes, e\
nao davam cavaco a ninguem: agora porm j nao
fazem, assim, mas eu sei porque. Ha de estar Vmc.
Icmbrado que na rainba ullima carta cu Ihe disse,
quo a cmara daqui linda contratado com um verca1-
dor, para este cobrar as suas dividas, mediante um
hora inleresse, c que eusuppunha nao ter isto lugar,
viste haver na mesma cmara om procurador : com
effeilo cncelou-se este negocio, ou melhor concluio-
se : mas vendo os vereadores que o Mermes ia dar
urna denuncia disso, e que eu, que nao perdo eslas
e oulras, j tnha principiado a fallar lal respeilo,
recciosos do que podesse acontecer, ofliciarain ao
Exm. Sr. presidente, consullando-o se podia este ne-
gocio ler lugar.
C vi a rcsposla quo leve a cmara, e sempre s ip-
puz, quando ouvi fallar em consullas, que ralo fosse
outra senao aquella. Para que ha um procurador na
cmara senao para arrecadar os seus dinlieiros ? Em
conscqucncia da resposla do Exm. Sr. presidente se
levaulou tal balburdia ua cmara, que mis pensava-
raos que iamos ser ameacados de um terramolo. O
vereador Alexandre Bezerra, vendo fugir-|he d'al-
gibeira a boa pecliincda, qucresullavada (al cobran-
za, propoz cm plena sessao,que se edamasse contas
o procurador, que da bem lempo nao as preslava, c
nem ao menos apparecia ; od meu charo, isto foi o
o mesmo que assanhar ura cesto de jararacos. Tudo
se oppoz ao Alexandre (note de passagem quo o pro-
curador he prenle prximo da Illm.) que se vio eu-
(re a cruz, e a caldcirinha. Ser prenle pois o pro-
curador, e ler nina onerosa familia eisas terlissimas
zoes para se nao chamadlo a cotilas. Que (al aelia
Vmc. islo, meu amigo ? Que tees os nossos verea-
dores, que deixam os dinbeiros da cmara (13 a
18 conlos !) ir por agua a baixo s porque o pro-
curador he prenle, o tem rauila familia ?! I Quem
porm de teda esta mixordia esl em pcior cir-
cumstancia lie o temerario Alexandre, que se propoz
desatar este n gordio. Seus mesmos collcgas ve-
readores, e mais alguns prenles de vereadores tetan
capazes de o comer de tedas as maneiras, vivo ou
morlo, rru ou cozido etc., e al cerlo liomem (um
filho do tal procurador) que ha bem lempo anda na
capoeira, jurou que apenas o enconlrassc o relenla -
ria lodo. Isto me faz arripiar os cabellos ; l se lia-
jam: aiuda bem que eu nao lenho cousa alguraa com
liso. Smenie me hei de rir muilo so o Alexandre,
como prolcstou, descobrir todas as relhacadas da nos-
sa Illm'. A etpreatto nao he minba, mcus senhores.
Bem se diz, senhor correspondente, que brigam os
compadres, e deacobrem-se as verdades.,. Amigo
Alexandrced sc que vossesinhp n3o gosla muilo de
mim ca por certas, cou'sinhas, mas olhc, eu goslo
muito do vossesibho, e mais goslarei'se for pondo a
calva deslas creancas ao sol ; se V. S. porm fizer
treguas, adeos atnor Nao sei em que ponto est a
denunca,*quc o Mermes deu da Illm". : dsseram-
rae smente quecsta,para responder a orna cousa que
tanlo desprezava, mandara buscar a respesta neste
Recite, entretanto que arrolavam por aqui queaquil-
lo nada era. Fallarei com o Panlaleao ,-ifim de me
dar melhores noticias da tal denuncia, Cerlofcgeito
d'aqui por nomeCanjarana, que n3o hem crealura
apezar de seu ar de grande|cousa,coroprou um escra-
vo aocapitao Coulo,passando-lheuma lellra ou vafe,
ou fica, nao sei o que foi, e como elle he negociante
dcsaugne humano, agencia que Ihe'tem deixado
bastante lucro, (dilo por elle mesmo; foi vender no
capital do llecife, como diz cerlo sabichao geogra-
pho, o escravo que linda negociado com o capilo ;
nao adiando porem prc^o que lde conviesse, lornou
para esta cidade cora o dilo escravo. Indo a casa do
capilo com toda seriodado pedio Ihe a lellra, assim
com ar de quera quera paga-la, ea foi rasgando
pouco a pouco, e ltimamente acabou por dizer ao
capilo : agora deyo-lhe e nao lhc devo,ahi este o seu
escravo pode dello lomar conla. O vendedor aturJi-
do com semelhantc proco lmenlo appresenlou a sua
qucixa, a qual tei allcndida. O Canjarana, aiuda
que logo depois aconseldado por algumas pessoas
desse o dindeiro,por causa de duvidas poz-se ao lar-
go, pois foi commellMo o crime no aclo de ser a lel-
lra rasgada ; o que foi presenciado por algumas les-
temundas. Estou com bem saudades de meu amigo
Canjarana ; lenho pergunlado por elle, c ninguem
diz onde esta : no meio da solidan o chamo, e s o
echo me responde : Cau,..ja.,.ra...na... Que amigo
lenho cu, hei ? Comu he cspcrliiilio ;. Elle que v
fazendo muilas deslas, o ver cora que se acha.
Tciihn reparado, meu amigo, que as pessoas que de
mim poucocosiao, sao sempre aos que lem mais
pcccados.Brio menino qae vegeta l para o pateo
da Malrizirose na laja do Sr. Manoel Silvcrio, que
se aquillo que eu disse do Bogio fosse com cllc.sem
duvida alguraa me chamara a responsabilidade ;
Eu, meu charo, i este caricioso escriba poderia fazer
techar o bico cora pouea cousa, mas nao quero ser
lo precipitado ; lico esperando que o liomem crie
azasc vc para enlao para fazer-Ihe puntara cerlci-
ra. Oulro palpslvo, lalvez querendo inculcar-se
para ver o seu nome em lellra redonda, me pespe-
gou com l.lo grande descomposlura que s com bom
arrucho no alan ado espinhaco elle pagara este te-
la audacia, mas cu, como faro proposilo.de desprc-
zar latidos, principalmente quando estes sao de ele
gozos, volo-o ao silencio c ao desprero, nao porque
me falle o que dizer, mas para nao dar importancia
a urna loupcira lao vil. Dos me guarde de escrever
o nome do um cute (ao desgrarado cm seu rcspcila-
vel Diario. Dou-lbc parte, que o amigo Tei-
xcira (be sempre o da venda, porque aqui ha oulros
Tcixciros os quaes s3o muilo boas pessoas) lera an-
dado muito zangado, c esta era vesperas do ir para a
casa dos orales: nao o deixam parar.Quando este po-
dre sahe ra salta-Ihe um d'aquiai Teixera fci-
lieciro; oulro d'alliah Tcixcir.i endiabrado, crafim
todos lhc dizem mil pherias com o que esta elle
um doudo de podras. Ja grilou na ra quebavia de
dar um tiro do dous palmos uo diabo do Vidoricn-
se. E esta, meu charo t Como me dei de safar desle
apcrlo Vejamos se, anafando as crinas, elle se do-
ma. Vcm ca, meu rico Teixera, que mal lao grande
te fiz cu para ser tratado tao desapiedadamente ?
Por ventara disse de ti o que nao era verdade)* nao;
roubci a la riqueza '' nao ; malci o lea raosindo ?
tambera nao.
Pois enlao.Tcixeira.quo te lenbo feilo senao mui.
lo bem '!'.'. Ora nao sejas mal agradecido. Quero fa-
zer do Ii um liomem de hem.e lo sempre aos couecs;
tenho-lc lomado celebre a ponte de muita gente
desejar conttecer-le.e lu nem ao menos le mostr.-is re-
conhecido para comigo. Sempre es ura -andeu. l tilia,
accomomaa-te comigo, que nao son lao ruim como
le dj o amigo Alexandre Bezerra, ouve sempro at-
iento, e calla o bico; o que te digo he para oten he-
Para, que queres eauanar a' ama senhora, persnv
indo-a que a sua molestia he feilieu, e encalcan-
do-to ao mesmo lempo de curandero ? Sim, he para
empalmar os 100.;, diphero que pediste pela cura :
foi para filiar urna escrava por bailo proco, pois
tambera liveslc a habilidade de dizer a senhora que
este pobre escrava era quem Ihe India botado teili-
50. Que csperleza Enlao isto he bom, Teixera ?
Anda direilo, ve que a polica nao culre no conhe-
cimento deslas historias e de outras que ront.lo por
essas ras. Quem le avisa teu amigo he. Na inhiba
primeira le hei de dar ainda sigual da,minha alkicao
011 melhor, nao te dcixarei de mao era quaulo nao
le quizeres amoldar as regras do bem viver.
Existcm por aqui certos innocentes que vSo mar-
chando n'uma educarao verdaderamente brilhanle.
Dale, jogam, bebem, fuman com grara e delica-
deza, sadein dar bem o seu tiro que nunca de per-
dido, montara niarovilhosamenlea cavallo, nainoram
que tez goslo ele, etc. Quem lem todas eslas dahi-
lidadcsque mais desoja ? He pena que urnas crian-
cas tao prendadas nao leudara Jiingo de juizo. Mas
de que serve este fa/emla aqui pelo mallo ? Sim,
basta que se possuam eslas prendas para ser comple-
ta urna excedente educado : ludo he progresso"!
O lente Venderle?, capataz mor dos namorados
desla cidade, ( onde nao ha poneos ) vai fazendo pro-
gressos espantosos na t,i! arte de fazer caretas e de
piscar os olhos; estou vendon a hora, que o desan-
cara : elle bem o mererc. Mas, meu charo, quem
podera resislir a urna creelura lao elegante c encan-
tadora, como he Vanderlev .' Quem deixar de cx-
thasiar-sc de ternura a vista de seus delirios poticas
que amaciam as mesmas leras ndomaveis '.'
Os seus quindins, c seus me deixes
Kn/ciliram o mando inleiro. .
Eis a causa de ter este feliz maganao prendido a
lodos em deliciosos grilhes, cs a causa dos seus pro-
gressos amauteticos. Que genio lao transcendental
se esl perdendo nesta acaudada Vicloria?quando el-
le elevando-sc da Ierra, vaguea pelas regieselhe-
reas, lodos pendentes dos scus nacarados labios, so-
bem com elle tambera a um eco de prazeres. Mas,
meu amigo, se por esses ares se formar alguma me-
donha Icmpcslade, temos o Vanderlev em Ierra, co-
mo um genipapo. Quero ver seo preservo de algu'
ma queda, observando-o de perto, cinhora nao fique
gosloso de passar de repente de um exiliase amoroso
a urna realidadc prosaica, e sem goslo.
Fra analphabeto, fra carranca Fra na-
inorado telo.
Contou-me o amigo Panlaleao que Mr. Lucio Pru-
dente ( imprudente di^o eu ) andava aprendendo
locar radeej, para me offereccr apenas soubcssa ar-
randar alguma cousa, um bello rclornelln; o que es-
limo infinitamente, porque vou 1er mais este para
me divertir. Ma do serjocosissiraa a brincadeira !
Moje 18 do mez
prejuizo o meu q
cm um palacio de laipa silo defronte da cadeia, o
qual principiou a incendiar-se, dizem que por culpa
e descuido do inquilino, o barrigudo Poixe ; feliz-
mente aecudindo alguns soldados do destacamento
puderam apagar o fogo. Que perda solVrcu o meu
amizo '.' !
Foi preae om bixo feroz por nome Manoel Jo-
s do Nascimento. por eslar e-laqueando um menor;
be quanto pude obter respeilo desle faci, o qual
se oflcrecer alguma circunstancia interessaute como
parece, Ihe exporc na muida primeira.
O lenle Pestaa lem lido muilo cuidado de man-
ter as feiras o meldor socgo possivei, alim de que
nao apparecan disturbios causados por bebedeiras.
Tem vigiado tambera sobre os atravessadores de g-
neros de primeira necessidade ; muito mal fazem es-
teiespeculadores pobreza, ma- -lo vai sendo re-
mediado. Acabei agora de saber que entrando este
tenenle no arongue, c vendo quo as facas com que
se relalhavam as carnes, cram de agudissimas pon-
las, reduzio-as estado de nao poderem estes espi-
nhos espelar a alguem, quebrando os bicos 10. A-
cho que o Sr. lente obrou muio bem.
A salubridade publica tem ido soflrivelmonle : as
bexigas Vta diminuindn alguraa cousa.
Eslas duas semanas lem dado por aqui muilo boas
chuvas para allegria dos agricultores, e lamdem para
a minda, pois estando a plantarn de fumo, que me
Perlcnce, em esddn pessimo, agora est que faz gos-
lo: mandar-lhe-liei 11111 ponen delle para sua torrada;
ha de aeda-lo sem duvida excedente.
No dia 16 houvcram nos curraos 10 boi?, e ven-
deram-sc a :KR> os de 10 arrobas. A feira dos ali-
mentos de primeira necessidade, abundante. -A fa-
rinlia boa esleve a 300 rs. a cnia ; .0 fcijao bom, a
880 rs. a cuia ; o railbo, a 360 e 080. rs.; o arroz, a
280 rs.; o azeile de carrapato i 280 a garrafa. Tem
havido abundancia do fructas.
Aceite lembrancas dos amigos, e de as mesmas da
minda parle ao charo Baglan e CA
Saudc, felicidade e muito dinheiro Ihe desoja seu
amigo. ^ o l'icloriense.
{ Carla particular. )
Sr. Antonio da Silva Gusmo. O Sr. Dr. chefe de
pelicia sendo, informado de que aquello criminoso es-
I lava da praoai assentada ua corle, requisilou a sua
prisao e rcinessa, e desl'arle conseguio a joslica, pu-
blica apoderar-sede um daquellcs sobre quera deve
iccadir foi teniente a sua vendida.
Chegou hontem a larde do sul o vapor inglez
Great-lfettern, Irazendo-nos jornaesda corte al li-
do correle, e da Badia al 19.
Foi agraciado com a commenda da ordem da Ro-
sa o Sr! Dr. Domingos Jos Guncalvcs de Maaa-
Ihaes.
Foi nomeado 2. vicepresidente da provincia do Pa-
ran o Sr. Dr. Tbeophilo Kibeiro de Kczende.
Reuni se no dia l a asscmbla geral dos accio-
nistas da companhia da estrada de ferro de Mau,
representada por 6U2 acees.
De Buenos-Ayres alcancam as'nolicia.s a 31 do
passado, e as (e Montevideo ao I. do correnlc.
No dia 30 fallecer cm Bucnoj-Ayres o Sr. Ro-
driRo da Suva Pontes, envuMo extraordinario e mi-
nistro plenipotenciario do Brasil na Confederarn
Argentina, leudo vollado da mistan diptomalica de
que o covernoimperial o encarregara junto do ge-
neral l'rquiza.
A esquadra drasilcira composta de 8 vapores 5
barcas de vela c 3 Iransporles, arhava-re no dia 30
una legua alm da bocea do Quazu no Paran, e
reinara n'ella a maior aclividade.
Segundo o jornal El-Piala de Buenos-Ayres o go-
verno do Paraguay tnha 20 mil homens sobre o Pa-
ran, e bavia (ornado impralicavel duas das 3 occas
do no Paraguay, metiendo a pique algumas embar-
caees carregadas de pedra.
Ogoveroador Obligado tnha regressado de S. Ni-
colao e reassirmido a presidencia de Buenos-A vre,
recolhendo-sc tambera a essa capitel o exercito es-
tacionado na fronteira.
De Montevideo nada ha de nlerosse. O governo
Oriental approvou o emprcstimoconlralado pelo Sr.
Andr Lamas cora o Sr. barao de Mau, da qaan-
da de 210,000 patacos pagos em mensalnlades.
A hora adilntada em que recebemos os jornaes nos
nao permute dar noticias mais circamslanciadas,
ante sobro as occurrcncias do Paraguay, como so-
hre algumas das nossas provincias do sul, donde alias
nao ha nov idade.
O Greal-l-estem traz a sen bordo o Exm. Sr.
conselhe.ro de eslado, Viscgnde do Uruguay, que
vai a Europa em missao especial, levando como se-
cretario interino o Dr. Joao Belisario Soarcs de Sou-
za, nomeado addido de primeira classe
Tamben, segu neste vapor para a Europa o Sr.
r. Manoel do Reg Macedo, encarregado de urna
J
1 wu ?ci neosis-iiiiic ii 111 un ann a __..; .....:
, _. _d Commissao pelo ministerio da "nerra
z acaba de sofirer um dcsmarcadB- n .. J -ucrra.
r. "a Baha nada ha nuo se mu,
ucrido amigo Cazuza, juiz de paz, .,, e I*05"
. -. ._ *. 'mente para cnlrelermos a .r!.ia
REPARTigAO DA POLICA.
Parte do dia 21 de fevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
dillerenles participares boje recebidas n",la re-
partido, consta Icrem sido presos :
Pela subdelegada da freguezia de Santo Anlonio,
Juvcniano Alves I.ins, para averiguaris ; Pedro
Clemente, por ferimento e o pardo Eduardo, escra-
vo do Dr. Carolinn, por desobediencia.
Pela subdelegada da freguezia do Recite, Elseo,
escravo de Uuilhcrme Frcderico, para ser casti-
gado.
Pela subdelegacia da" freguezia da "tea-Viste,
o pardo Fausliuo Juyila da Silva, para recrute.
E pela subdelegacia da freguezia da Varzca, o
prclo Jos,. por fgido.
Por este occasiao cumprc-mc levar ao conheci-
menlo de V. Exc, que o summario por mim ins:
laurado, cm virlude do roubo e incendio praticado
em a noile de 29 do Janeiro findo, em a casa de 1).
Joaquina Mara Pcreird Vianua, na ra do I.ivra-
menlo desla cidade, acha-so ullimado sendo
pronunciados a prisao e ti vi menlo o bacharel Joao
I.ins Cavalcanti de Albaqucrquc c seu primo Bel-
larmino Alves de Carvalho Cesar, como ocursos
nos arls. 26G e 2G9 do cdigo criminal.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 21'dc fevereiro de 185-).Illm. eEsm.
Sr. conselheiro Jos Benlo da Cunha e Pguciredo,
presidente da provincia.O chete de polica Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO DE PERMITO.
Constando polica, segundo j noticiamos aos lei-
lores, que baria desapparecdo o porluguez Jos
Francisco da Silva, o qual cm 18.V1 fPa caixeiro da
loja de louca de Vicira, na ra da Cadeia do Recite,
c presentemente se achava cstabelecido do sociedade
com Simcs cm Mamanguape da Parahba do Norte,
donde chegara cm uina barcaca, este cidade nodia
7 do corrcnle, Irazendo a/gura dinheiro c ,'!G saccosde
assucar, os quaes venda* Marques Amoriin no dia
8; e dando seu desapparecimento lugar suspeilar-se
que fora assassinado, recahin lo as suspeitas na pes-
soa, em cuja casa disse Jos Francisco que ia dor-
mir n,opidla noile ; foram pela polica feilasasavc-
riguarcs e diligencias necessarias, com o fim de
descobrir o deslino daquellc liomem, de quem com
a lindarlo de scus crcdorcs,orrcsponilenles, c de
lodosnin bavia noticia ateuma desde a imite de s.
Em resultado de su as diligencias pode a polica sa-
ber, quena manhaa de 9. pelas 8 horas foi Jos
francisco viste na estrada do Mondcgo, dcfronle da
casa do Sr. commendador l.uiz (lomes Herretea, se-
gurada dcsl.i cidade a cavallo, levando uina pequea
maca na garupa, c que a 12 chegara ao Rio Formo-
so, onde vendeu o seu eo cavallo de ura pardo que
oacompanhava a Manoel Jos de Oliveira, o dahi
seguir por marera urna jangada para Macelo, sendo
no dia l."> viste desembarcar no lugar da Barra de
Camaragibc, onde pergunlava sC poderia ir i Ma-
ceid sera passaporte, ese poderia scgaJir em jangada
para a Babia., ,
A' vista do exposto, he dir de duvida que Josc
Francisco da Silva nao foi assa-siuad, como se sup-
punha, e sim rclirou-so detta 'cidade occullanicnle,
parecendo antes que quera fugir ao pagamento de
seus endona, 01/^nc negocio importante c por ven-
tura illcilo, cujo hora evito dependa de segredo -
ccrca de sua vagcm aipiclles logares.o levou a ,\ la-
gdaa e Babia : c a polica mandn por cm liberdade
as pessoas que bavia dolido cm custodia emquanto se
condeca do fado.
otfclfett
Acha-sc preso na forlalcza do Brum o pardo
Jos Vicente, que se dizia chamar Joaquim,
que na tarde de 12 de no-embro do anno pas-
sado asajttoart no aterro dos Alonado? o escravo do
mencionar ; e
para cnlrelermos a curiosidade dos nossos
le.tores, orereccmos-Uies o segrale pequeo artigo,
exlralndo do Jornal da Bahia relativamente a
guerra da Crimea, sem que de maneira alguma pos-
samos garantir a veracidde dos fados, que lambem
nao da como cerlos o referido Jornal'.
Espalhou-se uo sabbado o boato da lomada de
Sebastopol.
A barca ingleza Ariadne, chegaija de Liverpool
Com 37 das de viagem, adianla alguns as dalas do
Creat-Hcstem. O capilo desla barca, consta-nos
que dissera, que o seu mercante escrevera urna carta
aos consignatarios deste cidade, Johonslou Corober &
C., dizendo-lhes, que corra na Bolsa quo Scbaslo-
pol bavia sido lomada no dia i de Janeiro pelas tercas
alliadaseque 110 dia.inmediato (da sabida do navio)
o mesmo mercante Ihe bavia dito yerbalmeule, qua
(ola sido confirmada a noticia por elle dada ao Srs.
Johonslon Combcr.
(i Essa caria,segundo nos dizem, accresccnla que.
linham sidoaccommelldos pelos Russos 30,0O0Turcos
desembarcados de pouco lempo, e qne, estando o ge-
neral fraucez nessa occasiao passar revista s trepas,
sabendo, marchou logo com as mesmas, recebendo
dahi a pouco o auxilio das Iropas inglezas, qae se Ihe
reuniram ; que a batalha foi reunida, e quecabou
licando cerca de 30,000 alliados morios ou inullisa-
dos, e lenho deposto as armas 33,000 Russos, que
ficaram prisioneros, sendo alm disso muilo grande
a morlandade dcsles ltimos.
Tambera nos disseram qwnesse reohidocon-
Hicto morrera Ing^Raptan e>seneral Bosqaet com
a xplosao das minas, i quelos Russos lancaram fo-
go. O .general Menschikoff rctirara-se para Odssa
com o grosso do exercito, e nao sa sabia do destino -
de um dos filhos do czar. >.
a Nao pudemos saber se he verdadera este noti-
cia, porque, como se v, he quasi orna noticia d e
passagem, que tem sido transmitidla de diversos
modos ; nos ahi a apresentamos como no-la deram
e consta-nos lambem que a barca ./india, qne
no mesmo da 17 do correte tarde chegou de
pillos d- Inglaterra, parece confirmar a noticia, di-'
itendo que la caerla o mesmo na occasiao de sua sa-
bida.
Depois do termos escriplo o que cima se l
coolou-nos pessoa, que esleve com o capilo da
Ariadne, c que nos merece grande conceito; que el-
le Ihe bavia dilo que nao trouxera caria, masque,
depois de ter suspendido o ferro para dar vela.
este porto, o dono ou armador do navio, o fizera
parar para dar-lhe a noticia da lomada de Sebasto-
pol.
tomiiuairO

O Brasil da e\posicao universal de
Paria.
Vo\ clamanlis indeserto.
Por duas vezes foi o Brasil convidado tomar par-
le na famosa cxpoicao da primavera prxima cm
Paris, declarando sc-lbe al o esparo que no sump-
luoso edificio rara reservado aos productos desle Im-
perio. Espcrava-se que tao bella opportonidade nao
fosse perdida viste da liccslo quo nos dera Portugal,
nosso tao conjunclo, no esmero com que se apprescu- .
lou na expsito l.ondrina ; e anda mais pelas ad-
moeslaces do depulado Pereira da Silva em cartas
escripias d.1 Europa, publicando e demonstrando o
erro quccomcllemos no descuido de appareceremos
nella. Ora, o erro de enlao'pareca desculpav'el,por
quanto osimprcssusda poca presagiavar o aclo cm^
tal magnificencia que realisaria, como de.fado reali-
sovt, os sonlios dos contos das mil e urna noiles ; ,e
que aquella poca seria unidade nos faslos do mun-
do. A' visla de lamanho brilho, o Brasil nao podia
apparecer : sua luz, qual a das estrellas qge s lu-
zem as Irevas de noile serena e profoiida, seria des-
lumhrada pete do sol raiando sobre 0 horsonte. A
compararte nao sabio de ludo exacta: o sol hrilliou,
sim, e brilhou al cima da#ex.oectacso; seus expec-
ladorcs licaram rstupefactos sendefibes preciso re-
cobrarem primeiro todas as suas facilidades para po-
derem admirar ; mas ainda assim mesmo foi reco-
nhcculo depois, que a estrella do" Brasil podia ser
visla, ao menos como em urna larde pura se v resu-
mida a luz de Venus em preseoca dt do sol prximo
rccolher-se no occidente.
O mal enlao parecen dolorosamenlf irremediavcl,
porqae oulra etposicao nao mais appareceria. Mas
esle mesmo proenostico triste foi ainda urna decep-
e.lo. Segunda esposirao so annuuciou, e rcalisou
em Londres, da qual se tanlo se n.lo fallou, foi por-
que os espirites como que cansados pelos fulgores e
descripces da primeira (emeram esfadar-se, e aos
Icilores na ausencia de urna primeira novidade. Na
primeira foi viste o Brasil, pelos cuidados de uina
cxlrangcira, reprcsentado'ainda que incompletusi-
ma, agradaveltnenlc por urna grioibit de flores das
mais vivas tintas nalnraes de sc|M phtnw'ins canto-
res, ecatatis amadores ; grinalda lito bella quefoi
premiada.
Na segunda expsito l.ondrina, destinada especi-
almente aos objectos e maravilhas da arle, he cerlo/
que o Brasil uenhum papel liuin que representar.
Se artefactos scus ah nao sarguam, nem podiam
tur^ir, nem por isso seu nomedeisou de ser Icmbra-
do pela presenra do memoravel diamante, levantado
as lavras da Bagagem pela envida de uina podre
e mesquinda escrava : este diamante dcnoroiuado-
eslrellado sul.apparcccu sera cnnfuiidir-so vista do
seu temoso cmulo-monlanlia de luz-symbolo da su-
zcrania da rainba de Inglaterra em niu das reinos
da India, e que oceupara lugar dislinclo na primeira
exposirao. A Franca, pois, vai nol.de maio do
anno correle abrir era Pars urna exposico de pro-
ductos nalnraes, agrcolas, e d'arte ; espectculo quo
nao he possivei consentir seia inferior aode Londres.
Vede o seu monarcha declarando que, pezar dos
insanos trabadlos da guerra gigantesca do Oriente
os eslrangeiros vero que a Franca nao amortece o
brilho do seu pro -re-so, e de sna agricultura e arles.
Vede.de novo Porlng!aliente, Porlui.a| queja bou-
r
.
MiiTimnn



DIARIO DE PRMMBUCO. QUINTA FEIR 22 DE FLVLRIRO DE 1855.
rusamente figurara na prmeira espantosa cxposic.ao
1,endrina, nao qaer perder o seu posto nos jury in-
ustriaes de Pars; prepara-te e manifeta ao mun-
do, que nio remetiera para a Frarira primores de
posto, nem phantasias do genio ; mas que lem a cer-
teza deque o seu paixlhe pode facilitar urna das
.mais preciosas collcroes que se possam admirar em
Taris. Quo ama medida de trigo significa para o
economista un ponto serio do eUudo : ora frasco
de viuliodo Domo urna proeminencia commercial de
tal o-dem, un privileio tao importante que no po-
de ser disputado : urna das laranjas produzidas as
povoares dasaba de Lisboa, e de que se enriquece
a ilha de S. Miguel, a idea avultafla de capiaes :
m frascoMe aieile merecer uo exame do negoci-
ante intelligente preferencia ao de oulros objeclos
que primeiM vista possam parecer mais dignos de
figurar na exposicao. Al E que diremos os Bra-
sileuos. lima conmissiio igual nossa devora terfei-
lo lamber seumanifeslo a nacSo, e declarar: De-
vemos ser modestos: nao podemos nem ao menos ser
admithdos as honras da compararlo rom os europeo*,
sonhores reinantes em materia de prodigios das obras
da inteligencia, e productos das artes; masa nalureza
sempre fecunda em suas compensares, nos dado agrcolas e naturnes de tal ordem, que attra-
bir.lo os maravilliados olhos desses mesmos europeos
soberbos de suas arles, c arao brotar em seus pensa-
mentos a idea de que, se a mesma nalurcza Ibes t-
vesse dado 1.1o abencoado solo, entilo podiam reinar
em receio do que algum dia soffrcssem competido-
res. O Brasil pussue, portanto, com que encherhon-
rosamente a sala que no palacio dos encantos de Ta-
ris, lhe foi talluda pelos sabios directores da esp8-
sic,ao, nao por amarga irona, ou irrisao, mas bem
consejos deque bava com que preencbe-la. Nos,
anda que confundidos c deslembrados por essas ma-
ravilbas da Franja e oulras nare?, nao nos devia-
mos. nimiamente acobardar; antes desde o principio,
deviaraos ler-nos preparado para irmos collocar so-
bre as orgulhosas mesasdaquellc magnifico palacio,
diversas e modestas redomas de cryslal, que roos-'
trassem aosolhos dos espectadores outros tantos dif-
i fereiitcs productos ; assim por exemplo, o claro e
candido assacar, o Irigueiro cafe, o negro tabaco em
mullios para fumo, em p, em rap, em charutostao
prezados dos europeos, o alvo algodao, o polido ar-
roz, o rolo cae), a escara gnmma elstica ou borra-
cha em broto, conglutinada, liquida e em obras, o
amarello 0U0 de cupahiba,o fragrantsimo e lino de
umiri (ou estoraque', o de coco indiano, o de dito
asreslo (de catlo) que summa o de oliveiras para
lo/, o amargo du andiroba, o de deudo, o de auien-
doa de cumar, fragraolissimo, o bellissimo e sabo-
roso de rastanha l'aracnse (vulgo do Maranhlo?, o de
bacaba.-o de palana e mil oulros.A haunilha.o cravj
carajur, o puxnry, a cauella, a pimcnla indiaoi
que tao escolenle d sem cusi no lirasil ; o cha, o
amydo ou tapioca, a aramia, o grude de pe se ; o
gergelim, a rezina de jutay, dita de angco, dita al-
mcega, redes de palha, piassaha em rama, em ca-
cin amarras, dilTereutes, bellissimo* e linos li-
nlios, que se exlrahcnf de tantos vegetaes. A salsa
parrilha, sumama, uruc, cochonilha e s la, e o
ail ou azul da|Prus*ia. Que diversas, variegadas, e
bellas amostras de madeiras com caprichosas, vistosas
cores, lislras e rualhas, nao podamos apresentar '!
Recapitulemos algamis.
Aores de construccao nutica.
Anani amarello, bacdry, borajubi, casUnheiro,
cedro vennelho,.'cumar, cupiba vermelha, gua-
riba preta, itaba, louro, mararanduha, pao araa-
rellrr, pao rozo, parauaaary, piqun, paracuba, pi-
qniraua vermellia, pao d'arco, sapucaia, sacupira,
talajuba, omary, etc., etc.
Arvores de construccao de movis. -
Ccdrojjacarand, louro, ruuracuolira, murapini-
. ma, raacacaba, murapiranga, po selim, pao roxo,
pao de rosa, pao mu'alo, pao cor de laranja, etc.,
etc.
Por brevidade supprimimos os nomes de vintc c
duSs especies mais nolaveis e forlcs, prop'rias da ed-
ficaro e architertura de canoas oa embarcares flu-
viaes. Que diremos do-reino mineral '.' O Brasil se
Ilustra pelo seguinle abundante catalogo : Ouro,
prjta, platina, cobre, estanto, chumbo, ferro, dia-
mantes, rubins, topa/.ios, esmeraldas, stiras, chyso-
litas, gatas, crysinae, agi^s marinhas, pingos d'a-
gua, jaspe, granito^afl^i(as^i4|Sj9>vj)edra,-sa-
bao, naaguele, pedra caKarca, pedra hume, pedras
de amolar, talco, pedras de aliar, amiantho, molyb-
deno, enxofre, salitre, sal gemma, argilas de varias
cores. Anda mesmo no ramo da industria propria-
inotile manufaclureira, possuimos muila cousa pre-
ciosa que deizamos de mencionar, que nao podiam
cortamente competir com as de Franca, e onlras na-
rcos, mas que ao menos dariam idea de que"uao es-
t o Brasil tao aquem de certa meta que se, lhe pu-
de imaginar na Europa. Algwis desses productos
podiam excitar o desejo capriattoe^oa europeas ; e
asua procura fomentar enlra BsKiifcrrao dclle.
em maior escala, e dar oceupaco wt laboriosos. Em
nmma, bastava qty; do Ionio catalogo, que apresen-
lames.n o descarnado de cominelos encarece lores,
se-apresentasseem Taris urna amostra na cxposirSo,
para que allrahissom grande quanlidado de obser-
vadores alientos da classe de negociantes especula-
doras e manufactareiros, desejosos de apresentar va-
riedade de productos. E ludo sso redundara em
nosso beneficio. Mas oh dor I O salao se achara va-
zio, e o Brasil ser crido pelo vulgo dos observadores
um paiz anda semibrbaro, ainda asss povoado
por tapias indmitos, antropophagos; por onras,
jacarts, cobras venenosas, que alerram os viajantes ,
e de que se deve fugir. A nossa tarda \ ot ser a-
qui por Ora julgada voz do que clama no deserto.
3." He grande hospitalera e philanlropica ; alli
achain azylo os refugiados e proscriptos de todas
as nares e de todas as opinioes pallucas;
4. He liberal no sentido mais ampio da palavra:
tolera, c mesmo applaude as opinioes de >eus hos-
pedes, que leem a liberdade de proclama-las em p-
blicos meelings,e publica-las na imprensa, at con-
tra a poltica do proprio governo inglez.
5. lie a itamlia dos maros, pelo seu commercio,
e pelos seus numerosos e encllenles vasos de guerra.
Conquistou esta posiro pela intrepidez e denodo dos
seas marinheiros, pelo seu acrisolado patriotismo,
pelo seu aferr o perseveran;,! no trabalho ele. ele,
nao lhe teuho inveja, admiro-a I
6. Uc a mai de todas as instituirnos populares
modernas ; da liberdade da imprensa (sania liberda-
dade de mpreusa I!) do jury, do ystMM represen-
tativo etc.
Goslo da Franca porque :
1. He a nao!" cajos tilhos san os primeiros solda-
do do mundo ; bravos no cmbale como lees, ge-
nerosos e cavalheiros para o inimigo vencido :
2. Marcha a frente do progresso intellcctual :
3." Ogenio nacional francez he alegre e activo ;
0 Francez avanra sempre:
4. Desde menino que sou enlhnsiasta de Napolean
1 e dos seus veterano^ conquistadores da Europa,
que por toda ella derramar;im os prinieiros germeosda
liberdade ; nao me agradou o 2 de dezembro de Na-
poleao III. ms. j lhe perdoei esse peccado ilepois
que adoptou a poltica de acamar o pai czar, autcra-
ta e Tapa de todas as Kussias, c nao consentio que
este anneasse a Turqua aos seus dominios, o que
saleria, dentro em poucos annos, a conquista de toda
a Europa, e o systema cossaco em todo o mando.
Finalmente no meu entender, o Iriumpho dos Al-
liados na guerra do Oriente he o Iriumpho do pro-
greso sobre a barbaria, da Irfcardade sobre o despo-
tismo ; o da Kussia seria o das idas do scalo XIII
sobre as do sceulo XI\.
Reconheto que a Inglaterra nos tem feilosuas pir-
rabas ; mas o que nao far o forte contra o fraco ?
Agora mesmo o que vamos nos fazer ao paraguay '!
O que fazemos com 4,0011 homcns.em Montevideo '!
Como estas naces sao mais fracas do qne nos, bao de
conceder-nos per fas ou per nefas o que enlender-
mos que justamente nos he devido ; embora ellas
enlendam o contrario.
lie o que, pouco mais ou menos, a Inglaterra pra-
lica com usco : todava a miuha opiniao he que nao
devemos atorar insultos, ou exigencias desarrazoadas
deestrangeiros, fortes ou traeos, loglezes ou Para-
guayos, Francezes ou Orientaes, nma vez que a dig-
nidade e honra nacional reja compromeltida ; e ues-
te caso sadeve exigir nma repararlo plena, e, ne-
gada esla,declarar a guerra, cuslc o que costar, baja
o que bouver.
Apoiarci o governo n'uma guerra eslrangeira, en-
tenda-a eu justa ou injusta ; vencer primeiro o ini-
migo, e depois njuslar contas com o governo ;j pro-
ve esla minha opiniao em I <", i (. |n,i testa de um
peridico oppoficionista. e em nutra occasiao farei o
mesmo ; isto, porm, quanlo ao que nos toca por
casa.
Mas, na guerra do Oriente o meu grito he !-* Vi-
va a Inglaterra viva a Franca 1 viva o prog'esso !
viva a civilisaro abaixo os Cossacos .' fora Ni-
colao.
A batalha de. Inkerman foi um milagre, em que
Providencia moslron que protege a boa causa :
a Alliado bateu-se com qualro Itussos, e esles fu-
iram vergonbosamente.
E tal he, Sr. Philo-Busso, a confianca que deposito
nos halalhes anglo-fraocetes, que parece-me es-
ar'vendo a completa derrota do exercito de Mens-
chicofi'. a entrega de Sebastopol por capsularan, ou
a sua escala pela brecha, me,smo anles da prima-
vera.
Os Franco-Breloe* s3o hroes; balem-sc rom o
cholera, com o lypho, com as tempestades, com a
fome, com a nudez no invern, e com fjkltussos ;
soldados desla ordem nao sao vencidos, vencem sem-
pre.
Ao pensar em tanto denodo, em tauta bravura,
a musa inspira-me e vou cantar este
o ,r
QUE
AOS BRAVOS EM l'REXTE DE SEBASTOPOL
S7FSM0X c se? sirr:-:7siajR
A. M. O'Connell Jersey.
Salve .valentcs ->
Filhos de Marte,
Sois do progresso *
Grao baluarte.
Salve bravos da Lrimca,
Sebastopol st cahindo ;
A causa-santa triumpha,
Mcuschikoff vai fugiudo.
Salve valcnles
Filhos de Marte,
Sois do p.'ogresso
(ir.lo baluarte.
J (error nao faz ao mundo
De Moscovia o tiran'Moghol ;
Seus Cossacos j nan podem
Sustentar Sebastopol.
v r_^ 9 Salve! valentcs
Filhos de Marte,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Senkor\* redactores. Seja-nospermitlido dizer
duas pala,ras em prova do progresso, que a cerlos
respeilos se revela do presente no louvavel proceui-
menlo dos nossos patricios; rclermo-nos as elasses
menos abastadas, e naturalmente menos bem educa-
das. Com cfieilo, entendemos que se he til aecu-
sar e reprovar os mos hbitos de um povo qualquer,
nao he menos til e necessario Iributar-lhe eoco-
mios e louvores quando dellcs se faz digno.
Nao ha miilos annos que a rr ais Kgeira feslivida-
de dos nossos sahurbos era acompanhada de assua-
as e molins, que infelizmente denunciavam um ccr-
to espirito de hrulalidadc e sclvagera queem ver-
dade conlristava o coracao dos homens honeslos c
verdaderamente patriotas; boje, porm, eraras
Providencia, mui diflcrcnle he o comportamento da
nova populaban.
Assistimos as feslas do Monte, Santo Amaro do Ja-
boatao, Toro da Tanella, ele, e confessamos que co-
mo Ternamburano sentimos um indisivel prazer ob-
servando a m idcstia, civilidade e honesto porte com
que ahi se hoiivera(|l as elasses a que nos referimos-
e a experiencia nos Vai cada vez mais ronvenrendo
da docilidade o das tendencias amenas dos nossrA pa-
tricios, cojos excessos e desabrimeutos em cerlas po-
cas sao em grande parte devdos aos tramas e seduc-
res malvolas de cerlos aventuremos anarchslas,
que procuram celebrisar-se a, lorio o transe, com Itn-
tque consigam seus fins; e que rnnsltuindo-se
defensores do povo (pobre povo...) s preleodem 1-
ludi-lo e arraslra-lo para a ilcslrnic,1o e aniquila-
nienlo completo. Mais urna prova:"
Os das do carnaval uesla cidado era em verdade
urna poca de crise: exallavam-se os nimos e tai-
vez possaroos dizer que em todas as ras reinava a
desordem appareciam confuidos terriveis e abomi-
naves !.... Quio difireme porm nao he o porte do
nosso povo actualmente! No anuo passado e no pre-
sente, esses momentos de terror e de afnirces para
as pessoas honestas, se tem lomado em jiprasiveis
folganras, aonde os olhos do honem experieole des-
cobrem o germen do palidez v. moderarlo que se
manifesla pelo progresso nas ideas.
Sabemos que estas nossas reflexoes nao podem a-
gradar a certa gente e nem qaadrar a todas as opi-
nioes; porm nem sempre a verdade he agradavcl a
todos....
Receban), pnis, os nossos duros compatriotas os
parabens e louvores que cordialmenle I lies dirijo
neste momento, e praza a Dos que ellescontinucm
a Irilhar a vereda da honestidad:, oceupando-se de
seus (rabalhos domsticos, e desprezando.cssa aluviao
de especuladores que nao cessam de impelli-los para
o camnho do mal. Finalisando a preseuie lio do
meu dever declarar que nao dcsconhercj, que para a
mudanca de coslumcs expendida muito ten coope-
rado a prudencia e aclividade das autoridades desla
capital.
Sou, senhores redactores, sen constante lcitor
O Pernamhucano.
PIBLICACOES A PEDIDO.
O ferrenho despotismo
Todo o mundo esmagaria,
Se ilous povos generosos
Nao salvassem a Turqua.
CORRESPONDENCIAS.
Srs. redactores.He bem poucoagradavelquando
se tem de dar urna resposla e se ignora a quem ; ba-
ler-Seum individuo a dcscuuerlo contra ou tro enca-
potado, lie duro; os Alliados, porcm, j esli coslu-
mados a eumbalcr e vencer, a peitolimpo, os Cossa-
rsaou Moscovj(as entrincheirados nos seus reductos;
he justo, paranlo, queaqocllesque fa/.em volos pelo
triumphodosFraneo-Breloe, aquellesqueadmiramo
seu herosmo na Crimea, balam tambem descober-
to os co'-rdigionarios dos Cossacos, anda mesmo en-
volvidos noanonymo.
Ooando aqai chegaram as primeiras noticias da
vicioria de Inkerman, foi tal o entiiusiasmo de que
me possui, que improvisei urna cantata, a qual
Vmcs. me fizeram o favorde publicar i de Janeiro
ultimo, e o mesmo obsequio devo aos outros jornaes
desta ddade, cujos redactores me confesso agra-
decido pela sua transcriptas : boje, que de tal can-
tata mo nao lembrava mais, vejo em seu Diario um
Sr. correspondente de Macei, que, ainda que larde
e a mas horas, cornos consoantes daquella poesia
pretendeu cortejar os Russos e o seu Papa, o aut-
crata Nicolao.
Nao tenho agora lempo de averig-ear se oSr. cor-
respondente, que se assigna O Tbilo-Kussoen-
caixouliem oa mal os consoantes de minha can-
tata na sua publicaran de hoje ; e se esta exprime
a verdade dos fados da questao do Oriente c das
operarles militares na Crimea, como o allirmam as
noticias otUriaes publicadas ncsle jornal ; nao quero
mismo apreciara certeza e bom gorto A a metrifir
ca^ao da sua poesia ; ou se.esla guerra foi ni-rilada
por Napoleao III para dar de, prsenle o Pipa as
chaves do Sanio Sepulcro de Jerusalem, c alcaocar
delle a sua coroarSo, como diz Vctor Hugo; ou
pelos Inglezes, para abrirs suas na as oeslreito dos
rdanellos, como aflirma'b Sr. Tbilo-Kusso; isto
"cara para depois.
SeoSr. Philo-Rdsso Uvera bondade de descabrir-
0 apresentar o seu nome, aceito a discusso sol)
aegnintesbases, que. ua'questaodoOrienle, formam
a minha profistlode f.
Nao gosto da Kossia porque :
1 .> He am estado demasiadamente grande e forte,
jenaosissimo pelas enormes raassas armadas de que
-'. Sea governo he absoluto : abonero o absolu-
lismo, o corcundismo ; u^mmua o ultimo cartuxo
para exlinciii-lo:
rim."Ci Tu'"uPPr'"'l'o constantemente todas as na-
dn o *" qae a reumdam, e supprimi-
dooi ras : roubou ararios territorios. Turqua ( en-
*K,a.tr'nlC',afUCai acab,,u coma l'ol-
^r^I^e^^i^t^3"11^"^
rrue, ,. ade forea. ^iikX^,^^^
udestaduram.uutos.eadaque.u'duraX:
(>.' < Iriumpho da Russia importara o triumnlio
.o knout e do feudal., retrogradara a I ,umJ -
dailc *eis seculos ou mais, ,,uod Deus aiertai
tjosln da Ingletcrra, porque :
1. Heumanacaoeininentemenl^pauiotica Te-
nhamos palnolismo igual ao dos Ingle e seremos
dern*.* re'pe"au0, qaaDl0' *,le* 'ist0 depende
2. He a mais industriosa do mundo ;teus en"c
nheirof, seus machoislas, seas, arlislas vvein em
continuo lidar, procuwndo descubrir lodos os me-
iiieraraenloa para o comuwdo e beiieficj.) ,ia hu-
mamdade:
Salve valcnles
F'ilhos de Marte,
Sois do progresso
diio baluarte.
Nao faz raso4| Cossacos
O soldado Anpo-l-'rauce/,
'.liando avanra ai) inimigo
I. ni s bale dous ou tres. *
Salve valcnles
Filhos de Mario,
Sois do progresso
'rao baluarte.
Iloura e brio desconhece
Da gleba o misero escrave ;
O knuuil degrada o homem,
Nunca o pode fazer bravo.
Salve valcnles
Filhos de Mario,
Sois do progresso
Grao baluarte.
De soldado- um milhao
Oue Nicolao faz mover,
T'ra domar hroes do Alma
Sao poucos, nao lem poder.
Salve I valenlcs
Filhos de Marte,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Marchando dez contra dous
Moscovita valeroso,
Quando enconlra forja igual
E' cobarde, desbrioso.
Sajve! valcnles
Filhos de Mario,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Nem MenscInkolT, nem filhos
Do Czar em Inkerman
Moslraram valer um dedo
De Canroberl e Ragln.
Salve valentes
Filhos de Marlc,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Fogo e mar, gelo, tormentas,
Teste e foine nao aterra
Denudado Anglo-Francez,
Quando ao Russo faz a guerra.
Salve! valcnles
Filhos dcMartc.
Sois do progresso
Grao baluarte.
De Nicolao toda forra
N'um s campo aceamulada
Euquizera, parartVJa
N'um momento aniquilada.
Salve valcnles
Filhos de Marte,
Sois ilo progresso
Gr3o baluarte.
Sangue, naos, thcsourns, ludo,
Tudo a honra st volado .'
Auglo-Fraocez nao recua,
Nicolao vai ser domado.
Salve valcnles
Filhos de Marlc,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Nunca mais lyranno altivo
De Moscovia assustara,
Salve Franca, Gra-
... Iirclanhd!
Que o progresso vingarl
Salve 6 valentes .
Filhos de Mario,
Sois do progresso
Grao baluarte.
Agora, Sr. Philo-Rsso, o seu nome... o seu no-
me he indispcnsavel : vamos a ella ; corasen)!
Nao haja vergonha do ser Cossaco como eu a nao
(eolio de ser Alliado ; V. Exc, V. 8., V. Rvm.,
V. candado, Vmo. (penlo. nCe se com qlem fallo'
Koala du knoat russo. eu do jury inglez ; preferc a
Siberia guilholina franceza, cu nem urna nem
nutra ; sao goslos, egostos que eu minio respeilo,
porque coslumo respeitar todas as opiuioes polticas
de quem quer que soja, quanlo mais as do primei-
ro campeo que aqu se aprsenla defendeudo as
ideas cossacas, ,
Avanle.tpois, Sr. Philo-Rosso ; cuidado, porcm,
na metrificaran e na applicarao d os consoantes ; a
sua prosajie boa, mas nao deile a perder a sua cau-
sa no verso, esse verso que... s Cossacos podero
tragar.
Confesso-mc, Srs. redactores, seu, ele, ele.
Antonio Mara O'Connell Jersey.
Recife 21 de evereiro 18V.
MINHA DESPEDIDA,
OFFERECIDA A' MINHA FAMILIA.
Eu parto, charos prenles,
Vou longo do vos viver :
Vou soffrer impas saudades,
Ou (alvez dellas morrer !
Eu parlo... mas de meu peito
Levo apenas s metade :
A oulra fica enlre vos
Repartida com igualdade !
Eu parto... porcm, quem sabe
Se a ver-vos eu torna re''
(Jucm sabe se em onlra Ierra
Meu sepulcro eu nao lerei ?
Ah se em outra Ierra estranha
Meu corpo a campa dcscer,
Sabe4*jue sinlo somenle
Por longe de vos morrer !
Porque qnera que fosse
Por vosso pranlo regado
O escuro, eslreilo canlo
Onde fosse cu enterrado.
Quera por vossas maus
Um rypreste ajli. plantado !...
E ncs'a fnebre planta .
Veiasse vosso cuidado !...
Quera mais urna prece
Deposla aos ps d'uma cruz
Dessc guA que a nossa^uluia
A' eternidade conduz.
Quem tem um scio materno
Nao teAe o rigor da sortc,
Duplica as forras da vid.l
Mesmo nas aucias da moie _
Porcm, eu ja nem mai teuho,
Meladc do meu viver
De vos agora me ausente...
Que me rcsla p'ra morrer '.'
# Meu horscopo fatal
Algum presagio prediz!
Parece que em vos deixando
Tenho de ser infeliz.
Quem sabe '.' o peito do liomem
Muilas vezes he prophela !
Prediz lerriveis desgraras
Ferido de*cstranha sefa.
Oh mea Dos ouv meu pranlo
Chorado com tanta dor !
Dai que cu morra salisfeilo
Na Ierra do roeu amor l
En nao vos pero mnis nada...
S quero, sro, sepultura
Onde possa correr livre
Doce pranto de ternura.
Sepultura onde funrea
Desponlc lea a manhaa,
Mas onde corra saudoso
O prauto de minha irmSa.
Oh meu Dos l isto he lo pouco...
Nada vos cusa fazer !
Dai que a Ierra onde nasci
Seja onde hei de morrer !...
\L. C. L. Wandcrlcy.
Assii 2 de fcvcriro 35.
.FESTA DO GLORIOSO SANTO^iTAO*.
v mu das \n\msm
Poesa otTereclda aa bellas Vletorlenset.
I.
Era urna neile de brisa suave,
De bello luar;
Que importa que a la em parle seu rosto
Quzcssc occullar?
Mas era urna noilc tao clara e Jonosa)
De Unto luzir,
Que a deosa dos bosques a todas (azia
Trazcres sentir!
Sim!era urna noile de gratos enlcvos,
De doce morSo,
A noile dosAnjosa noilc que cu Irago
No meu corarao!
II.
Uc mil comhusliveis as ciammas ardentes
A prac,a aclarando,
l'aziam patentes as nuticas griiopas
Alli Ircmulando!
Qual co estrellado, do templo a fachada
. Ao longe finga
O grifndc clarao de im menso luzcro
Que resplandeca !
Uradavam os bronzes. biadavam ufanas
llandas marciacs.
Bradava a orchestra no coro do templo,
Urna das rivacs.
O povo se agrupa em crossas lorrmlcs
Na tasa sagrada,
E em breves momentos ao sejo do templo
au ha mais cutrada !
III.
E as castas donzellas, tao lindas, 13o melga
Que rao aflluindo,
Esveltas, formosas, osleuiam donaires, .
Odor espargindo.
Com ellas enlravam os mimos, as ijraras,
O mgico encanto;
Encantos d'aqnellas, que a s3a cas ida di,
EnvQlye em seu manto.
Vestidos mais alvos que o mrmor de Paros
Algumas Irajavam,
E aos lisos oitentes, quao finos, cabellos
Capellas- ornavam.
Mas oulras o extremo da moda presando,
De laas niullicores
Volidos Irajavam que asss resumiam
Prazeresamores 1
Aiiimam seus olhos (3o vivos brilhantcs
Do luslre o esplendor ;
Animan) as lochas; os cirios ardentes
Lbcs dao mais primor.
O templo se (orna qual um paraizo
Alierlo em fulgores;
Os thronos exalam dos reos a arrfbrozia,
Exhalan) as llores I
E ludo brilhava na neile d|l virgen-,
De doce inocuo ;
Brilhavam os tbrnnos e as rieres e as luzes,
Brilhava o sermaol,
llrilhavam os olhos, brilhava "o artista,
Que os versos runtava ;
Brilhava a orcheslra c o adorno do templo,
A Irania brilhava 1
Qual coro dos anjos nas cortes empyreas
l.ouvando ai Scnhor,
Que cutoam nas harpas seus hymnos de glora
Seus hymnos de amor ;
Assim as donzellas dobrundovos joclhos
Com sil devorao,
Ao gran padroeiro envam coulriclaa
Tocante ora^ao.
IV.
E lirada a orcheslra na bella quadrilha
O pcilo abalando,
E a flauta saudosa nos ver.-os se.cscula,
Os ares quebrando^/'
E bradam as bfjmbas; cuniusus aniumbain
Dos bronzes os sons,
La soben) as flexas nos ares Iroaudo
Quaes outros Irovcs!
La gyram as rodas, j zue o xadrez,
Que os raios dardeja ;
La sobe raivoso irado cbafariz,
Nos ares lampeja !
La brilha o painel, e as duas rivacs,
Hymnos entoando,
A machina salvain, que vai-se no espado
Saudades deixando !
Saudades do templo, saudades das bellas
Saudades!.... saudadcsl...
Saudades dos olhos, saudades das llores,
Da fes i,i saudades !
COMMERCIO.
PRACA DO RUCHE 21 DE FEVEREIR0AS3
HORAS DA TARDE.
Calales ofliciacs.
Cambio sobren Itio de Janeiro3 de dcscoulo.
Assucar brauco2^-2"0 por arroba.
ALFANDKGA.
Kcndimenlo do dia 1 a 20 2I2:90I93G1
dem do dia21........l(i:IK:f:7
229:0818708
Descarregam hoje 23 de fevereiro.
Barra inglczaD. firardomcrcadorias.
Itriguo inglezifetlingtoncarvao.
Brigue inglezJames Stuartbacalho.
Itriguc dinamarquezlincataimado.
Brigue brasileiroSeropipas vasias.
Hialc brasileiroCapibaribegneros do paiz.
Sumaca brasilcraHurlencia fumo e charutos.
Xtnportacao'.
Galera ingleza Dom Ricardo, vinda de Liverpool
cnsigpadaa Me. Calmont & C. ; manfestou o se-
guinte :
2 caixas tecidos de linho, 4 fardos ditos de la,
13 caixas c 10 fardos ditos de algado ; a J. Crab-
tree & C.
22 taixas de ferro fundido ; a S. P. Johnston
& C.
31 gigos loura, 1 caixapapelao, 5 barris ferragens,
80 ditos cuchadas, 4 ditos Irem de cozinha, 10 cai-
xas phosphoros ; a ordem.
1 caixa e um fardo terido do algodao, 4 caixas
couros, 6 ditas algodo e la, e algodao ; a J. Keller
& C.
6 fardos tecidos de linho, 30 barris salitre, 40
caixas tecidos de algodao, 32 fardos tecidos de dito,
3 caixas lencos, 5 ditas tecidos de linho e algodao, 1
dita ditos de lila, 1 fardo tecidos de algodao e I3a, 2
caixas miudezas ; a F. Brothers & C.
5 barricas cuchadas ; a Brcnder a Brandis & C.
1 barril cemento ; a Rolhe & Bjdoolac.
90 fardos tecidos de algodo, 100 barris mauteiga
50 toneladas carvao de pedra, 50 saceos pimenla dq
reino, 00 toneladas ferro bruto, 18 chapas ferro ; a
Me. Calmont & C.
120 fardos e 19 caixas tecidos de algodo, 0
fardos tecidos de linho ; a Roslron Rooker & C.
2 caixas tecidos de liuho, 90 dilas folhas de (lan-
dres, 2) fardos e 7 caixas tecidos de algodao ; a Pa-
ln Nash & C.
7 caixas cordao ; a Tinn Mousen & Vinas-a.
38 fardos tecidos de algodao ; a N. O. Bieber
& C.
3 fardos tecidosde algodao c lia; a Johnston Pa-
lor & C.
5 caixas tecidosde algodao e linho, 4 fardos loa-
llias, 30 ditos tecidos de algodao, 12 caixas chapeos
de sol ; a Russcll Mcllors A C.
5 fardos e 0 caixas tecidos de flbdao ; a Brunn
Praeger C.
1 caixa chis, 1 cesla escovas, 1 embrulho papel
com desenho ; a D. W. Bnwmann.
4 caixas tecidos de.algodao : a 11. Gibson.
:)JOpaucllas ferro fundido, 2 caixas ferragens, 13
ditas miudefas ; a J. Halliday.
18 fardos tecidos de algodao : a Adamsou Hewye
&C.
1 pacole caixa para oculos ; a P. F. Ncedham.
2^3110008 amostras; a diversos.
Sumaca nacional Flor do Angelim, vinda de Ser-
gipe, propietario Antonio de S Lcilao ; manfes-
tou o seguale :
985 caixas assacar- branca, 210 caixas assucar
mascavado e 3 barris com mcl ; a Jos Teixeira
Bastos.
Bcrganlm nacional Sero, vindodo Rio de Janei-
ro, consignado a I liorna/. d'Aquino Fouseca & Filho;
manfestou o segunle :
90 pipas vasias, 198 barris vatios, 150 volames
com barris abatidos, 1 caixao chapeos, 50 rollos
fumo ; a ordem.
Vapor nacional Gaanabara, procedente dos por-
tes do sul : manfestou o seguinle :
1 caixote ; a Luiz Gomes Ferreira.
1 caixole ; a J. Jesc de C. Moraes.
1 pacote ; a Antonio des Sanios Vicira.
1 caixa : a ordem.
1 encapado ; a Manocl Duarlc Faria.
1 lata ; Luiz Antonio Aunes Jacome,
1 embrulho ; a linilhcnnc da Silva Guima>3es.
2 Inrrihnhos ; a bar3o de Behcribc.
1 caixolc; a Saloslianu de .Vquiuo Ferreira.
1 embrulho ; a Tinn Mousen.
1 embrolho : a Gabriel Antouio de Castro.
1 embrulho ; a Manocl Caclaetf.de Mcdeiros.
I canudo de falla ; a Aii)ta*nj|tjrmaos.
1 embrulho ; a Joao Piulo de pernos Jnior.
1 encapado ; a Domingos Montciro.
1 encapado ; a Leopoldo Augusto Ferreira.
1 caixolc; ao dczcmbargadorAgostinho Erracliudo
de Late.
I barrica ; a SamuataWinston.
II y ate nacional Capffrib
rr)anifeslou :
1 caixao fazendas c mercadorijs, Itxi -acent fari
nba, 134 Jilos cera de carnauba. S\ caixa telas de
'ariiaub;!,20t>cou||nhos de rabra, 216 imos de
la, lS cbfpeos te palha de carnaubSnVardos
'. II molhoi esleirs; a ordeiu.
CONSULADO GEI1AL.
Rcndlmento do dial a 20.....ril:33>\j2
dem do dia 21 ....... l:ifc'Jl4
bc, vindo do AracaMl
Exporlacao'. '
Rio Grande do Sul com escala pelo Ro de Janei-
ro, brigue nacional ciMariauna, de 238 I.nieladas.
eonduzio o seguinle : 1,356 barricas/ 70 meias
dilas e 200 sarcos rom II ,:ii"i arrobas e 32 libras de
assucar, 178 barrlinhos com 712 libras de doce cm
calda, 1 barriquiiha esporas de latao.
Trieste, brigue inglez Viola, de "l2 toneladas,
condu/.io o seguinle : 3,060 saceos com 18,300
arrobas de assucar.
Slockbolm, brigue sueco F.rncst, de 308 tonela-
das, eonduzio o seguinle :4,010 saceos com 20,050
arrobas de assucar, 2 barris com 7i medidas de mef.
RECEBEDOIIIA DE RENDAS INTERNAS. GE-
KAES DE PEHAMBl'CO. .
Rendimenlo do dia 1 a 20.......13:6476512
dem do dia 21........- 2964ti
iatteSf923
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendmentododia 1 a 20.....53?T08.V)9I
dem do da 21........2:6120792
56:3819389-
RIO DE JANEIRO 13 DE FEVEREIRO.
Negociaram-se hoje 20.000 sobre l.ontires de 27
', a 3|l, dando o total dos saques este mez de i'
415,000, sendo:
3,000 a 27 i|l a (10 dii,
> 7,0tHt 87 :i|8 a '- lias,
88,500 a 27 112 a 60 e 90 dias.
90,000a 27 5|8 .
175,500 a -Si 3|4
19,000 a 27 7|8
32,000 a 2S ,, ,,
Apezar das IransacrOM cll'eduadas bnnlem a 27
1|4 e 27 3|8. o cambio hoje fechou-se de 27 1|2 a 3)4
fruuxo, segundo os sacadores.
O governo tomn 10,000, sendo 10,000 a 27
1(2 60 das c l 30,000 a 17 .">|S a 90 das.
Sobre Franca passaram-se hoje letras de quantias
insigniQcantei a 3.">0 rs.
Negocaram-se 60,000 marcos sobre Hamburgo, a
maior parle a 048 rs.
II total das (ransarroc- este ez sobre Hamburgo
he pas de 750,000 marros, pato mais ou menos.
Nao nos consta que so fizeesem vendas de caf.
CAMBIOS.
Londres 271|2 a 3|4, frouxo.
Taris 350 a 00 dias.
Lisboa nominal.
Hamburgo 648 a 050 a 90 das.
FUETES.
Antuerpia 02|0.
Canal ...... 45( a 55|.
Estados-Unidos 40 a 50c.
Hamburgo ". 42|0 a 45|.
Havre. 80 fr. e 10
Liverpool nominal.
Londres ,<
Marselha 70 f. clO t n.
Mediterrneo 50| a 57|6.
Trieste 00| nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Onras liespanholas 29tfXK) a 2il.-.j(X)
da patria. 288750 a 283800
Peras de 0;100 vclhas. 103000
Moedas de if. .
>x> Soberanos.....
Pesos hespanhes .
. da patria .
> Palaces.....
Apolices de 0 ex-divideudo .
pro>inciaes......
9S000
9J000 a 9S100
19920 a lj)900o.
19900 a 1-90
1?900 a I9950
109 > a lili .
103 a fui .
(Jornal do Commercio do Rio.'
MOViMENTO DO PORTO.
Savios entrados no dia 21.
Lisboa38 dias, brigue escuna porlaguez Atrevido,
do 92 laudadas, capilao Jos Venancio Pcreira,
oquipagem 10, carga viuho e mais gneros : a
Thomaz de Aquino Fonseca & Filho.
Calcula e Santa Hcllcna116 dias, do ultimo porto
16, galera americana Findlama, de 550 toneladas,
capilao Gardiner, equjpagem 18. carga linhara e
mais gneros ; ao cnsul. Arribou a este porto
com agua aberla, seu destino he para Londres.
Liverpool48 dias, barca maleza Uaiour, do 271
meladas, capilao Thomaz Williams, equipagem
12, carga fazendas e mais gneros ; a C. J. Aslley
V Compaiihia.
Rio de Janeiro e Baha6 das e 3 horas, vapor in-
glez Creal IVestcrn, commandanle Beviz. Tas-
sageiros para esla provincia, Manocl Carneiru de
Olivcira Janqueira, E. S. Rabello. F. L. de Cam-
pos, I- M. deCcmpos, C. O. Junqoeira, L. R.
Nuues.
Salios taidas no mesmo dia.
Rio do JaneiroBrigue brasileiro Atarla I.uzia,
capilao Manocl Jos Trestrello. carga assucar e
mais gneros. Tassageiro Manoel Mara de
Mergu.
dem e portos intermediosVapor brasileiro' S.
Salvador, commandanle o 1. lenle Santa Bar-
bara. Tassagciros desta provincia, Joao Xavier
Faustino Ramos, Joao Ribeiro de Brilo, Manuel
Victorino Bellrao, lenle Jos dos Sautos Nuues
Lima, furriel Jos Emigdio Percira do Lago, 2
desertores, 2 praras de prel, 1 2." cadete"c pra-
rasde infamara, Dr. Relarmino Correia de Oli-
vara Andradc c I cscravo. Dr. Julio Augusto rn
.unha o 1 escravo, Dr. Joao Minervino I!, da
Cunha o 1 escravo, corooel Conrado Jacob Nee-
meyer, alferes Conrado Jacob Neemever, Agosli-
nho Goncalves Pcreira Lima, Charles James Sch-
wond, Ricardo Auslin, alferes Jos Mara do Nas-
i criado, eosejfcravos Victoria, Joan-
DECLASA^O'ES.
I cria
o, Isa
na, Francisco, Isabel, LaiK Vicencia.
;
EDITAES.
o III111. Sr. inspector da (besouraria provincial,
,em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnelarios abai-
xo mencionados, a entregaren) na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 das, a contar do dia la primeira
publicac.30 do prsenle, a importancia das qtiotas*
com que ilevem entrar para o caljamenlo das casas
dos largos da Pcnba e Rbeift, conforme o disposto
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade do art. 6" do regu-
lamenlo de 22 do dezembro de 1854.
Largo da Penlia.
,Ns. 2. Bernardo Anlonj) de Miranda. OOJOOO
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanti........... 54>iOO
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanti. 25.?200
8. Joaquina Machado Porlella...... 219000
10. Andr Alves da Fonseca........ 36000
12. Francisco Jos da Silva Maia/ .... 129600
. Largo da Kibera.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maralino Jos-
GalvSo................. 309000
3. Igoacia Clandna de Miranda...... 259200
5. Anna Joaquina da Conceirao...... 419400
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo 219600
9. O mesmo j........... 219600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvlbo
Rapozo ................. 219000
13. Os mesmos.............. 2I9OOO
15. Caelano Jos Rapozo......... OO9OOO
17. Jos Pedio da Silva do Espirito Santo 259200
19. Joao Francisco Regs Coclho..... 529500
21. Antonio Machado de Jess...... IO98OO
23. Jos Fernandos da Cruz........ 199000
25. Joaquim Jos Baptisla........ 1198OO
Acha-se rcr.olhido a cadeia da ddade do Re-
cife, adisposiriio desta subdelegada o prrlo do na-
ro Cabinda c nome Jos, o qual dcclarou eVar f-
gido c ser esrravo de Joao Pereira morador ora Bom
Successo, c se faz publico para quem for seu sonhor
vir recebe-lo, provando seu lireilo.Subdelegada
da freguezia da Varzea 20 de fevereirn de 1855.O
subdelegado, Francisco Joaquim Machado.
BANCO DE PERXAMBL'CO.
O consellio de dveccSo do Raneo de
Pcrnaiuhuco faz c;rto aos Sis. acxionislas,
que se aclia autorisado o Sr. gcente a
pagar o quinto dividendo de SsOIlTl rs.
por aceito. Banco de Pernainbuco 31 de
Janeiro de S.")."). O secretario do consc-
II10, Joao Ignacio de Mcdeiros Reg.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consellio adminislralivo, cm virludc da auhiri-
sar3o do Exm. Sr. presidente da provincia, lem le
comprar os oijectos segiiinles :
Para o 9. batalhao de infan .ori.i.
Sapaos, paros IS5.
10. halalhn de infanlar.i.
Algoilaoziiihu, varas 792 ; fatiga brauco liso, aran-
785 ; panno prclo, corados 00 ; holanda de forro,eos
vados 232 ; panno verde escuro, covados 125 ; bo-
netes 50 ; grvalas desolla de luslre 50; sapatos, pa-
res 50; mantas do 1.1a, 50 ; esleirs, 50 ; boloes pre-
tos do osso, grosas 9 ; ditos brancos de dilo, grosas
12 ; dilos couvexos de nidal brouzeado como n. 10,
de metal amareHo, e de 7 linbas de diamelro, 700 ;
ditos ditos do dilos com o mesmo n., e do 5 linbas
de dimetro, 500.
Colonia militar de Pimcnteiras.
Papel almasso, resmas 3 ; dilo de peso, resmas 2 ;
pennas de ave, 75; obrejas encarnadas, maros 6 ;
caivetes para aparat pennas, 2 ; lapis de pao, 0 ;
Una de escrever, garrafas 2 ; folhas de serra com os
fu/is cravados, leudo 5 pollegadas de largura, c 8
palmos de comprimenlo, 6 ; Irados com 1 1|2 polle-
gadas de grossura, I ; ditos com 2 pollegadas, 1;
imagero do Senhor Cruxificado, 1 ; tbronelo, 1 ;cal-
deirinha para agua benta, 1 ; turbulo e naveta, 1 ;
campa grande, 1.
Bolica do hospital regimcntil.
Alinea, libras 32 ; alcatro, libras 32 ; acido uli-
co impuro, caadas 2 ; ambargris,oila)as 4 ; bdelin,
libras 4 ; cilralo de magnesia, vidros 12 ; colofana.
libras 4 ; ligitaliha, oitavaj 4 ; dextrina, libras 4 ;
elher sulphurico, libras 4 ; essencia de flores de la-
rangeiras, oitavas ; dita de rosas, oilavas 4; dila
de bergamota, unrns -> ,)ia de canda, onjas 2 ;
dila de limao, onras 2 ; dila de aniz, onras 2 ; dilas
de alecrim, onras 2 ; essencia de lereheiilina, libra.
8. extracto le ralanhia, libras 2 ; dilo de mnnezia,
libras I ; dilo-de acolito, onras 2; llores do rni-
ca, libras 4 ; guaran, libras 2 ; nomina kino, oncas
6 ; mauteiga de cacao, libras 2 ; mercurio doce, li-
bras 4 ; nitrato de prala rryslalisado, onras 2 ; oleo
esscncial le arruda, libras 2 ; dita dilo de louro ce-
rejas, libras 2 ; dilo de amendoas doces, libras 32 ;
olbano, libras 4 ; raz leturblh, libmg 4 ; dila de,
ratanhia, libras8 ; rosas rubras, libras 2 ; sub denlo"
sulfato de mercurio, onras 2 ; sab-nilrato de biz-
mulh, libras 2 ; sarrafn'w (rasuras) libras 4-; senne,
libras 8 ; sabao medicinal, libras 2 ; sal de glanber,
libras 8 ; sangua de drago, libra 1; sulphalo le po-
tassa, libras 4 ; lanino, oiiQas 4 ; Untura ctherea de
assafelida, on^as 2 ; gral de pedra de 8 libras, n. 1;
dilo de dito le 1|2 libra, n. 1 ; filtro de tr2 libra, n-
2 ; espanador, 1 ; videos de 0 onras a esmeril, 12 ;
dilos de 4 dilas de dilo, 12 ; dilos le 2dilas de dilo,
12; dilos de 1 dila de dito, 24 ; ditos de 1i2 dila do
dilo, 24.
Quem quizer vender este objeclos, aprsenle as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho is 10 horas do da 26 de fevereiro de 1855.
Secretaria do cooselho administrativo para fornec-
menloxlo arsenal deguerra, 10 de fevereiro le 1855.
Jos de ritoInglez, coronel presidente.Bernardo
Pcreira do Carmo Jnior, vogal c secretario.
Pelo juizo de orphos se faz publico, que 03 of-
ficiaes de juslica, que estao habilitados a Irabalhar
perantc n mesmo juizo, sao os seguidles : Braz Lo-
pes, J05 Ignacio Cavalcanti, Antonio Correia Onra,
Zeferno Amaro Antoniode Farias c Amaro Anto-
nio do Farias.
Pela delegada do 1. dislrdo dcsle termo, foi
hontem apprehendido a Jos Francisco Baptisla e
Francisco das Chagas de Oliveira, a qainlia de 189
rs. em scdulas e um fica le 500901M) rs. que liraram
das algibeiras da jaquel 1 de um homem que eslava
no paleo do Collcgio* vendo o folguedo das masca-
ras : quem fr seu dono comprela para lhe ser en-
tregue, mediante os lignaet. Tlelcsacia deslo 1.
dislrdo do Recife aos 21 de fevereiro de 1855.u
dclegado-. B. de Carvalho.
-----___________________________
marcineria de dilTerenles qualidades, urna grande
norrio de chapeos de felto, c do ("hile muito finos,
cbamtos la Babia, quinquilhariaf diversas e onlroi
mullos ot.-m-los etc.; um rxcellenle cabriole! inglez
novo c um opi'r.110 ravallo de estribara muilo gordo,
diversos canarios d iiperio muito bons canladnres :
indo isto ser vendiu *m limite de prcro
[-Iguin.
Leilao.
O senle Vctor r.aopodeudo cnnlinnareaM Vi.
19o, que devia ler tusar segunda-fera 19, como an-
nunciou, faz sccu> que ser* a conlinu.irao scxla-
fera 23 do corrcnl_ 'i 1|2 horas da mauhaa, no-
sen armazciii, ra da Cruz n. 1 i.
AVISOS DIVERSOS.
Precisa-se de tima ama de ldte : no#
pat< dt? Hospital n. 26, por cima da cr>
clieir. *
No sobrado da roa do Pilar 11. 82 precsa-se
alugar um escravo ouescrava para rnzinhar e fazer
todo o ni,ii- ser, h;n do urna casa Je pequea familia:
pagase bem agradando.
1:tJ00900.
Ha-se cssa quantia por urna cscrava que tenha as
qualidades ncressarias |iara es-e prcro, alm de sa-
ber enaominar e cozinbar ; na fabrica de lellias do
Aulonnio Carneiru da Cunha.
PERIDICO DOS POBRES.
Acha-se aberla a assigna tura para esta
folha que su publica, escripia por mu
habis pennas, no Rio de Janeiro, <; sob
a direccao de A. M. Morando ; ja' conta
seis annos de existencia e sempre lia go-
zado de todaa estima, tanto na corte como
em todas as provincias. Assifjna-se na li-
vraria da praca da Independencia n. G c
8 por sOOO por trimestre, 4.000 por se-
mestre, e S.s- porumanno: convida-se aos
amantes da leitlira para riue venham as-
signar ate a chegada do Imperador, riue
se espera do norte, alim de neceberem a
collecro no primeiro vapor-
C..:95994%
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia i a 20
dem do dia 21 ,
MA|M8
3759892
3:825?740
5749800
E para censlar so maudou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial le Pcrnam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaruo.
O Illm. Sr. n-pudor da thesouraria provincial
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 13 do corrente, manda fazer publico
que no dia 15 de marro prximo vindourn, perantc
a junta da f.i/.cnda da mesma thesouraria, se ha de
arrcmalar a quem por menos fizer, a obra do 12
lanco da estrada do sul, avallada cm 13:3109000 rs.
A arrematarlo ser feila na forma da lei provin-
cial n.343 de 14 de maio prximo passado e sob as
clausulas especaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla orremalaco
comparcramna sala das ses5esda mesma junla, pelo
meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar se maudou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernani-
buco, 20 de fevereiro de 1855.O secretario.
, Antonio Ferreira d".InnuncifirSo.
Clausulas especiaes para a arrematara'}.
I.1 Asbras do 12 lanro da estrada do sul far-se-
ho de conformidade com o orcamento, planta, per-
fis, approvados peL drecloria em cooselho, e apre*
senlados approvarflo do Exm. presidente na im-
Bktanria de trozo conlos Irezentos c dez mil res,
1O9OOO.
BhV* O arrematante dar principio as .obras no
prazo de nm mez, c as concluir no de onze, ambos
oa forma do art. 31 da lei n. 286-
.!. o pagamento da importancia da ancmalacSo
elTecluar-ta-ha de conformidade com o artigo 39 da
mesma lei, osera foi lo cm apolices dadivada publi-
ca provincial creada pela le iu 351.
i. I) prazo da re. ponsahilidadn^si r de un auno,
durante o qual sera o arrematante obrigado a man-
ter sempre a estrada em perfeito estado de conser-
varo, sob pena de sciem immcdialamenle feilos os
reparos necessarios sua cusa.
5." Em ludo o mais qae nao esliver determinado
nestas clausulas, seguir-se-ha o que a respeilo dspc
a lei d. 280.Conforme.O secretario.
AutonioFeirttra tAnmnciacaa
AVISOS MARTIMOS.
Para o Ro de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dous Amigos por ler pacte da carga promp-
ta : quem quizer carregar o resto, rde passagem ou
embarcar escravos a fretc, Irale no esrriptorio de
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n.14, ou com o capilao Narciso Jos de Saul'Anna.
Para o Porto com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu em poucos dias a veleira e bem conheci-
da escuna; nacional Linda, capilao Alcxandrc Jos
Alves ; lem grande parte do seu carregamen'lo: para
o reato, trata-so com Eduardo Ferreira Bailar, na
ua do Vigario n. 5, ou com o capilao na Braga.
Ceara', Maranhao e Para'.
Segu na presente semana a escuna
Emilia, ainda recebe carga: trata-se
com o consignatario J. B. da Fonseca J-
nior*, ra do Vigario n. 4.
PARA O ARACATY
segu em poucos dias o bem condecido hiato Capi-
baribe : fara o resto da carga trata-se na ra do
Vigario n. 5.
PAHA O RIO DE JANE.RO;
Segu por estes das o brigue nacional
'(Elvira: para carga miuda, passageiros
e escravos a fretc, trata-se com Macha-
do & Pinheiro, no largo>da Assembla, so-
brado n. 12.
O hiate Amelia seguc para aBa-
hia no dia 2i do crrante, para passagei-
ros -trata-se com os consignatarios Nc
vaes & C, ra do Trapiche n. 54, ou
com o mestre no trapiche do Algodao.
O brigue nacional Firman segu
imprcterirclmcnte para o Rio de Janei-
ro no dia 2 i- do corrente, s recebe escra-
vos a lele, para os quaes teine\cellenles_
commodos: a tratar com os consignata-
rios Novaes&C, na ra do Trapiche n.
3'i.
PARA O RIO DE JANEIRO
a barca brasileira Flor d'Oliveira, capURo Jos
d'Oliveira l.cile segu com muila brevidade por ler
a mainr parledo seu carregamento prompto: para
o resto la carga e escravos a frete, para o que lem
cxccllentes commodos, trata-se com o consignatario
Manoel A! ves Gueaja Jnior ua ra do Trapiche n.
II, primeiro andar.
PARA O RIO DE JANEIRO
o brigue brasileiro Conceirao, capilao Joaquim
Ferreira dos Santos, seguc com muila brevidade por
ler a maior parlo do seu carregamento piomplo :
para o resto c escravos a frete, para o que lem cx-
ccllentes commodos, trata-sc rom o consignatario
Manocl Alves liuerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, primeiro andar.
COMPAMIIA RHASII.EIRA DE PAQUETES
DE VAPOR.
O vapor Imperador, commandanlo TorreSo, es-
pera-sc dos portos do norte a SI ou 25 do corrente,
e seguir' para os do sol 110 dia seguinle ao da sua
chegada.
Agencia 11- ra do Trapiche o. 40, 2. andar.
Tabella dos preras das passagens.
Para 0 sul. cmara. come/.
Mamo.......' 20201M) 43000
Baha.........408000 ii*-ooo
K de Janeiro......1009000 asgooo
Para 0 Norte.
i'aralnba........205000 39000
Itio l.randc.......339000 Ceara'......*. 75*000 itoooo 5O0O
Maranhao........llftfXX) 1SJMI00
25.^)00
LE1LOES. .
1.E1I..VO.
Schapheillin iV C. farAo leilao por intcrvcn(o
do agenlc Oliveira, de um wlemlidu sortimeulo de
fazendas de laa. linho c '1'aSuMp, a* (Dais proprias
do mercado : sextafeira Ido correle as 10 horas da
inrnhaa. 110 sen armazcm rtlanni.
O aaente liorja tara leil.lo, quintal' fcira 22 do
corrente *s 0 1|2 horas da manb2a em seu armazem
na ra do Gllegio o. 15, coniistimio em obras de
CARROS 11.NKRRES. ;
Na rOa Augnslti.casa n. 23 onde ro lliealrinhn.
Jos Piulo Magalhaes faz scienle ao respeila-
vel publico, que seu uovo cslabelecimenlo de
carros fnebres acha-se completamente mon-
tado, possuc lodos os pannos e adornos preci-
sos para qualquer enterro ; encarrega-se de
agenciar guia, musir, cera, armac-es, carros
lo passeiir, etc., promete bem servir as pes-
soa que se dignaren) procura-lo.
No mesmo alu=am-so caixiies e vendem-se
mortalhas de pioln.
Precisa-se de urna mulhcr preta ou
parda, que seja de meia idade, para ser-
vira tima familia de duas pessoas", uina
dellas doente, na povoaco de Apipucos.
O servico he smente o interior, excep-
tuando-se todava o mais grosseiro e pesa-
do. .Quem quizer prestar-te a isso, appa-
recanarua estreitado Rosario n. 28. que
naoseduvida dar o ordenado de 14$000
mensaes.
Precisa-se de urna ana de leite que
seja parda ou crioula, que tenha bom lei-
te, t: paga-se bem: ha ra de llortas,
n. G().
Precisa-se alugar um escravo por mez, que
saba Irabalhar de enxada o tratar de capim : quem
o tiver apparera na ra do Cotovello, n. 29.
Precsa-se alugar nma ama de meia idade,
para cozinbar c fazer o mais sciviro de urna casa
de pouca familia, e que seja desembarazada: na
ra da Koda, n. 52.
METHODO PORTUtiUEZ
CASTILHO
Aos pais e especialmente as mais de
familias.
Qonlinuarao do numero antecedente.
Segunda phasc do ensino.
Extremados bem os elementos da palavra fallada,
seguc-se mostrar os sigiaes de convenrao em que se
traduz para os olhos cada um desses valores. Entao
apparecem as lcltras.
Cinco horas, termo medio, baslam para se apren-
derem os 52 caradores mnusculos e minsculos,
com lodos os seus 40 valores.
Desde que asTetlras se comecam a. mostrar, se
comcrfim- lamben) a ler palavras, o que sobre-modo
mnravilha, lsongeia, e eslorra os principiantes para
prosecuircm.
Tcrccira phase do ensino.
A cscolhaaanlre os valores mulliplicesde-consoan-
les idnticas, be felizmente snjeilavel 'a principios
geraes, e a leis constantes. Sabidas essas leis, e Ira-
zdas bem presentes na memoria, lem-se urna estra-
da de Anbal alravez dos Alpes. He isso o que lam-
bem empreheudeu e cicculou o Melhodo l'orlu-
guez. Um cdigo muito breve de preccilos mailo
curtos, muilo claros de si, c assim mesmo muito ex-
plicados, em verso, com rima, e com msica para
mais facililacao no decorar e no reler, se segu in-
mediatamente ao ensino das lcltras, dissipa a maior
parle das numerosas pcrplexidades que ellas s per
-ideixariain nos espiritos.
1 .loarla phasc do ensino.
Sabidos lodos os valores dos elementos esrriplos,.e
atesa assim urna luz clara, para se ir por enlre elles
esedheudo, islo he, habilitados os eslndantps para
lcriim palavras, seguia-se explicar-lhes, gravar-lhes
com imagens sensiveis na memoria os valores da'
pon titanio e mais signaes grficos que aviventam o
periodo, vindo a ser para as palavras o que o espi-
rito he para o corpo. Tambem isto commelteu e le-
vou a cabo o Melhodo Portuguez. As paradas, o
lom, e a inlenrao de pensamenlo e aQecto consigna-
dos aos varios signaes da puntiiarno-, foram tao efll-
cazmenle mnemonisados, como os nomes das ledras
o baviam sido. Nao he esla urna das iuuuvares me-
nos importantes. Se pelos (rabalhos precedenlesas
nossas crianras proferiam j os vocabulos crrela a
ntidamente, agora por esta lirao, pela enlselo for-
te, exagerada,aexcessifn, que na pralca UM fazer
lendo unisona e rilmamente em coro, formam-se
ledores animados, c quando cada um delles lomar o
livro para ler solitario, modificando pelo seu proprio
pudor natural o excesso de entoarao qae empregara
afoilado pelo cstrondo mesmo do coro, vai ler, pou-
cos mezes depois da sua entrada para a escola, como
danles o nao faziam os alumnos de seis anuos le tra-
balho e de marlyrio ; e como anda hoje o nao faz,
nem jamis o ha de fazer a maior parte, os nove de-
cimos lalvez, dos mestres ramerraneiros. dos berodcs
tolerados e otliriaes do secuto XIX.
(Juinlae derradera phase do ensino.
Assim como se muemonisaram as figuras e valores
das ledras, as figuras e valores da pontuaco, o cor-
po en alma de um escriplo, assim tambem se mne-
monisam. brincando, e n'um relance, as formas e
valores dos algarismos, e se ensina a le-los. A idea
de recordar por figuras as Ultras de conta do systc-
ma arabird, n.1o nasceu em l'orlujal ; pertence tal-
vez ao mnemonista allemao l-'eiucHe. A exerurao,
todava, pertence-nos, bem como inleirameutc nos
pcrlence a mnemonisarao dos aiumcros escriptos a
romana, que, explicada como a damos,. faz com qua
u'um^uarlo d'ora se aprenda o que a maior parlo
da gente, mesmo da que sabe ler, retinara de apren-
der por diflicilimo. ^ (Confinuar-e-fci.)
Na ma larga do Rosario n 38, compram-se
escravos de ambos os sexos, preferindo-se os de da-
de de 12 a 25 annos, o os que liverem officios, qual-
quer que seja a idade, nao se otilando a prejo.
O Dr. Dias Fernandes, medico, pode ser pra
ciliado a qualquer hora do dia para os dilTerenles
ramos de ma prolssao : na "ra larga do Rosario
n.38.
A vuys e herdeiros do fallecido Dr. Jos
Francisco de Parva, lembram e rogam ans Srs. deve-
dores do cu casal, qae se dignen) dirigir-se ra
eslrdla do Rosario n. 32 A, am de solveren) os seos
debilos, e paupar-lhes maiores dilTiculdides.
Ordem terceira de S. Francisco.
O actual procurador geral em ejercicio de minis-
tro da vcncravel ordem lercira de S. Francisco del-
ta cidade, em virlude da deliberadlo da mesa admi-
nistradora de 0 do corrente mez, pede e roga a seas
charissimos irinaos em geral, a comparecern) no
da 25 leste mez, paramentados de seus hbitos, pe-
las 6 huras da manhaa, na igreja da mesma ordem,
afim de embarcados em carros, irmos para a cidada
de Olinda arompanhar a proemio de rinza.por con-
vite que a confrara daquelU cidade fez a nossa ve-
neravcl onlein ; e desde ja pede aos mesmos irmaos
o favor de nao porem a menor duvida em rarrega-
rem qaalqaer andar que aquella contraria lhes olle-
recer a corregar.
Do poder do Sr. Pedro Antonio Teixeira tini-
maraes. dama 'Ui Concordia, desenraininhou-teun
vacca lourina com os seguntes signaes; pequea.pa-
rida ha ponen lempo, mas sem a cria. casUnha la-
vrada de brauco, tem as ponas oa chifres brancos,
e muilo volteados ; suppe-sc ler sido furlada e ven-
dida para fra da cidade : quem dcllader noticia ua
ra da Praia n. 45, rcccbcr urna gratificarlo.
l'rerisa-se fallar a negorio de seu nteressts
aos Srs. l-'ilippe Jos do Reg Rarros, Jos AQouso
do Reg Barros. Thomaz da Cunha Canillara, Rer-
nardo Damiac Franco, Jos de Amorim Lima, Au-
lonlo Alves da Fonseca Jnior : na ra Nova
n. 16.
Na ra la Caileia de Sanio Antonio, sobrado
n. 13, precisa-se alegar um preto robusto c Bel para
o serviro do mesmo.
Traspassa-se a chave da leja da ra da Cadeia
do Recife n. 18 : Irata-se na mesma. ra, luja a. 23.
-

5
MHTitnnn


DIARIO OE PERNAMBUCO, QUINTA FEIRA 22 UE FEVEREIRO DE 1855.

LOTEULV DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos minores premios da loterU-
81. das malii7.es, extrnbkla a 2(1 de a-
neirode 1855.
.... ..." 20:0001
f.......10:080
.........\-AH)()h
N.
10
20
1427.
5620.
56jr}.
723.
910
2796
59 .
07
5665 ,
5982......,. .
128, 537, 687,^856,,
, 1252, 1601 .
' 5J4fr y^v.. 375 ,
, 530 1660 ,
i 3*23 3852 ,
l:000s
400*
1200 ,.1510,
60-
1606, 1824
202* 5009
5574, 3810,
4883 W65 ,
5795.........
199, 291, 05, 860,
1406
225',.
5269
5992
5476
200$
901 962 H)59
1188, 1597, 1418,
1494, 1516, 1550 ,
1579, 1612 1720 ,
1857, 1972, 2254 .
2411 2448, 2167 ,
2652 2659 2720 ,
2752 2866 5028 ,
3412, 5622, 5758 ,
3807 5819 595S ,
4102, 4111 4249 ,
4617, 4754, 4765",
4846, 4862, 4919 ,
4957 5025 5029 ,
5047 5067 5157 ,
5158 5182 5579
5412 5415, 5725
5757, 5799, 5839,
5975 5975 ....
100 premios de.......
1800 ditos de ......'..
Saliio nesta provincia
contos no hillictc inteiro 4427, o posstii-
dor pode vir receber o competente pre-
mio que lie pago sem descont. Tambera
saliio a sor te de 1:000s no meio billiete n.
1691, e muitas outras de 400.?, 2*00.s' e
lOO.sOOO.
Resumo dos maiores premios da loleria
7, a favor da frejjuezia ele Nosja Se-
nhora da Gloria.
N. 2189 ........
. 100.S
. 40.S
... 20.S
a lorte de 20
20:000.s-
10:000,*
4:000,*
2:000,*
>> 552..........
975..........
1078..........
.. 11232525 2627- -5561
40604690...... 1:000.*
10.. 552 85715805474 *
5918595559965495
52775989....... 400.*
20 1871.721-rl7561847 "
2041253524753132
3317356556815822
422642934304-r- i 567
4684520955875918 200,*
60 90 112 115 169
'. 204 282 286 459
547 562 853 886
1008130215511558
1411155516281731
1777183118711951
19952251 23542565
251625 i-526262722
2868291950555140
3500355156004055
4271^551S49061q
463 ,4814 49585170
5177551553275362
536554375546560S
5661578758105954 100,*
100 nmeros......... 40#
1800 dito de......'..._ 20.*
Temos exposto a venda os novos. buh-
les da loteria 21 das casas de caridade; a
roda deve correr na casa da cmara mu-
nicipal cleNictlieroy no dia 25 do corren-
te, as listas virao a 25 pelo vapor nacio-
nal.
Sendo certo que mal nos liavemos sa-
bido da resolucao que tinliambs tomado,
e que temos 'eito publicar, de que paga-
riamos sem descont e debaixo de nossa
responsabilidade os premios sujeitos ao
descont de 8 por cento pela lei:
. Attendendo a que precisamos de fazer
sacrificios para o pagamento nesta pro-
vincia dequalquer premio que saia, como
agora o de 20:000$ em bilhcle inteiro da
loteria 21 das matrizes. Attendendo mais
que nao s pelo avultado capital que nos
obriga a empregar este negocio, qomo
poique hecllecheio de riscos, traballios,
despezase impostas como o de 1:000.* pie
paga cada loja que vende, e pedindo im-
periosamente todos estes motivos que ao
menos este negocio nos deixe o preciso
para as grandes despezas c-juro do d-
nheiro empregado, c nao prejuizo como
temos tido, resolvemos de novo avisar ao
respcilavel publico que os nossos bilhctcs
scrao vendidos ao mesmo preco de 12$ por
meioc24$ por billietc, masque licam os
premios de 1:000$ para cimasujeitQS ao
imposto da lei. Responsabilisamo-nos po-
rcia como ate aqui a fazer prompto paga-
mento de qualquer premio immediata-
mente (pie sejam cliegadas as listas. E
iara que esta resolucao fique bem estabe-
ecida, e possa chegar ao cohliecimento
das pessoas a quem interesse, facemos pu-
blicar csteavfco por tres vezes. Antonio
Jos Rodrigues de Souza Jnior.
lia dias appareceu na Boa-Viagem, no sillo do
balso assignado, un cavallo alaso : quem der o
ferro c signaes ccrlos, pagando as despezas, liie sera
entregue, as-im como nao se responsahiliss por mor-
1c ou furto do mesmo cavallo.
Francisco Maiioel Coelho.
A pessoa que annunciou querer comprar um
relogiu horisonlal de ouro, sendo anda precise, pro-
curo na rua Direila n. 20, padaria.
Heraldo Jos daSilva Monarclia retira-se rara
Portugal, ^s*
Desoja-sc saber nolicias dos Srs. Manoel Sim-
plicio Correia Leal, Andr Bexerra de Alhuquerque
e Mello, llenrique Manoel Malhcrosdc Mello,padre
Joaquim Eufrasio da Cruz, francisco Manoel de Fi-
gueiredo, Antonio Jos Ferreira Vianna, llcnrique
de Ara ojo Jordn e Jos V cenle Lean : quem sou-
bcr dc.;lea senhores lera a blindado annuiiciar, ou
dmajr-te a ra do Vigario n. 17, que so agradecer
IDUlO.
ATTENCAO'.
Na ra do Queimado, cm casa do Sr. Antonio
Lata daOliveira Azevedo, deseja-sc fallar a um dos
fillios do Tiberio Cesar Rurlainaquc, Precisa-se de qualro ofTiciacs do charoteiro
que IrabalheB solfrivcl: tratar na ladeira do Va-
rudouro em linda, casa n. 38.
A tinturara francesa aclia-sc mu-
dada da rua Velha para o aterro da Roa
Vista n. 73, aonde scrao os freguezes bem
servidos.
Urna pessoa com bstanle pralicadn foro olTe-
recc-se para cobrar dividas tanto na praca como no
mallo, dando fiador sua conduela, porteado ser
procurado no largo do l.ivraiueiilo n. 27 segundo
andar, ou annuncic.
OITerece-se urna mullier de mcia idade com
todas as habilidades precisas para ser encllenle ama
de casa de bomcn solleiro, porque, alcmdc oplima
conducta c fidelidadc, cozinha bem, cose, engornma
e faz lodo os dentis arranjos internos de unta caa,
e de ludo d conhecimenlo o fiador, se preciso for;
. na rua eslreita do llosario n. 15, sobrado.
Quem quor entregar a carta do amigo do Ma-
ranhao de Francisco Jorge de Sonza, pde-o fazer
no trapiche do Hamos ao mesmo, ou a Jos Manoel
Feraandes Thomaz.
TORIO DOS POBRES
RUA DO COX.Z.BOIO i iflTDAB 25.
O Dr. 1'. A. Lobo Moscozo di consultas homeopalhicas lodosos dias aos pobres, desde 9 horas da
nanhaaalo meio dia, e etn casos extraordinarios a qualquer hora 9o dia ou noite.
Qflerecc-se Igualmente para praticar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promplmenlc a qual-
quer mullier que festeja'mal de parlo, c cujas circumstnucias nao permittam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RUA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de iitcddicina lionicopalhica do Dr. (i. II. Jahr, Iraduzido em por
tuguez polo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanliadode .
um diccionario dos lermos le medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele. SOfflOO
Esla obra, a mais imporlanlc de todas as quetratam do esRido c pralica da lioincnpathia, por sor a nica
que conten abase fundamental i'csla doutrinaA PATHOGENESIA OU EITEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconliccimcnlos que uo podem dispensar as pes-
soas. que se qucrcni dedicar pralica da verdadeira nredirina, inlcressa a lodos os mdicos que quizerem
csperimenlar a 'oulrina de Ilalincmann, c por si mcsnios se convenccrenyla verdade d'ella: a lodos ns
fazendeiros c senhores dc_ engenho que eslo lonce dos recursos dos mediros: a lodosos capiles de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer-incnntmodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circumslancias, que ntni sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in cimlincnli os primeiros socenrros em rana curermidades.
O vadc-meciim do bomcopallia ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulil as pessoas que se dedican) ao esludo da homeopalhia, um vol.i-
aie grajide, acompanltado do diccionario dos lermos de medicina ..'.... Kb-000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia, le, ele, enrardenado. 39000
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homcopath?, e o propriclario desle cslabclccimtyilo se lisongcia do tc-lo o mais bem montado possivel c
ninguein duvida boje da grande supcrioriilade dos scus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grande-...............
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 125 e 133000 rs.
Dilas 36 ditos a ...........* .
Ditas Dilas 60
Dilas 144
Tubos avulsos,
Irascos de meia onca de lindura. .
Dilos de verdadeira lindura a rnica. .
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de tubos de eryslal de diversos tamaitos,
vidros para mcdicamcplos, e aprompla-so qualquer enrommenda de mcdicameuloscom toda a brevida-
- e por precos muito ccmiTiodos.
dilos
dilos
a
a
a
85000
209000
259000
308000
609000
15000
23000
S5000
lotera, da provinc ia.
O caulelista Antonio Fcrrcira de Lima
Mello 'ivisa a publico, que os seus billie-
taese cautelas da primeira pait da |iri-
meira lotera do Sr. Rom Jess dos Mar-
tyrios pie corr: infeliivclmcnte a 2i- corrente, acbam-se a venda as suas lojas
da rua Nova n. 1, rua larga do Rosario
o. 5i(i, bstrc'tB n. 17, travessado Queima-
do n. 18 C, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
rua do Cal tuga' n. e povo.icao do Montei-
ro pelo Sr. Ntcol'oj sendo livre do des-
cont deS |iorirnlo. os blielcs inteiros.
lidhcl.s 5?500
Meios.
Ouarlos.
OiUvos.
Decimos.
Vigsimos.
2^800
l.sil)
720
000
.120
. OI.I.MIA.
Bemardiim EfRiri-co lilicn, qim ,. casiftlla na ladeia dn Varaduuro, com-
prada ni r.iixSopor Antonio l-'erreira il.i Silva Maia
sua mullier D.. JLui;i d Bastos, arba-so tijpcillierada pelos mesmos compra-
dores ao aiinuacia'ilo pr,r .'(itlSKM) rs., para acaba-
mcnlo da mesma, como consla das nol.is do tabeliSo
I'aria ; c por isso protesta contra, qualquer negocio
qua com ella se faca sem seu cor.sentimento.
fundidas, grandes, pequeas,
fundas ; e em ambos os logares
ASFALTO.
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O cautelista Antonio Jos Rodrigue5
de Souza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, f|iie tem resolvido vender tladui
por diante as suas cautelas e billieles aos
precos abaixo declarados, obrigaudo-sc a
pagar por inteiro sem o descont dos 8
[ipr rento da lei, os premios grandes que
seus bilhctcs c cautelas obtiverem:
Hccebe por fnleiro.
5:000s000
2:500,s000
1:250.S-000
(i2.J,S'0OO
500.OOO
250.S-000
Rillietcs inteiros. 5o'500
Meios bilhetes. 2.s800
Quartos. I. Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. 320
por isso aflba de ex por i: venda as
lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da primeira parte da primeira lotera
a beneficio da irmandade do Sr. Rom
Jess dos Martyrios, cujas rodas andarao
em 2i do presente mez.
Pedc-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa res posta da carta, que llie
foi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro desteanno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueipa nao se queira diguar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. 36, secundo andar, Paulo tiai-
iiouv, denlisla Traucez, chumba o*dcules coma
inas.-a adamantina. Essa nova c maravilliosacom-
posicao lem a vanla;;em de encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez goal a da pedra mais
dura.e prometle reslaorar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Casa de cnsignacao de cscravos, na rua
dos Quarteis n. 2i
Compram-se e recebem-se escravos dn ambos os
sexos, para sevcndcrein de commissilo, lauto para a
provincia como para fura della, oll'erecendo-se para
sso loda a seguranca precisa para os dilos escravos.
RUA NOVA N. 22.
L. Dclouche, lem a honro de annunciar
ao rcspiilajvel publico, que a -aba de rc-
IU=3. cel)er peld uMimo paquete o u.'s bello
sorlimculo dcrelosK.s deouro, piala c prala- dou-
rada, palenlese liori/.onlaes, por precos muito vau-
lajososc anianrado.<: [antbein encarr'ega sede lodos
os concerlos perteucentes a sua arle por mais difli-
cullosos que sejam, com perfeicao e brevidade.
Aluga-seoarmazcm n. 30 da rua cslrcila do
Rosario : a tratar na rua do Collcgio n. 21, segundo
andar.
Aos senhores que subscreveram a favor da fa-
milia do fallecido dewmbargador Domingo* Nones
liamos I'crreira, roga Laii Gomes berreira, quei-
rain comparecer quarla-feira, 'Jl do corrente mez,
ao ntcio da, na'rasa da companliia de Seguros, roa
da Cadeia do Rccife, para se determinara repartiese
das 86 apolices dacompanhiade llebciil.e, e287>t73
rs. que cxislfm em caixa, producto liquido da refe-
rida subscripcao, depois de deducidas as quaiilias ja
Precisa-se do urna prcla e-crava para o servico
interno cexterno de urna casa de pequea familia:
na rua Augusta n. ti.
Anda est para ser alagado o armaren! da rua
da t'raia n. 31, pcrlenrenle a veneravel ordem Icr-
ceiradeS. Francisco desta cidade : quem o preten-
der, aprsenle o seu reqiieriiuento assignado por
pessoa idneo para seu fiador.
Pedro Antonio Trancoso rclira-se para a Euro-
pa a tratar de sua saude.
Francisco Jos da Silva, alf.iiale, oilimamenle
chegado de l.Mioa, tom loja na rua do Collcgio n. 3,
primeiro andar, precisa de ofliciacs, com espeeiali*
dade para obra grada.
Peda.
Perdeu-sc na madruaada do dia 18 do corrente,
do sitio do Cajueiro. rampa junio a poni da Mag-
dalena, e no desembarque do porlo.da Capunga, una
pulceira de ouro esmaltada de verde : qutin a achou
e quizer re.-lilui-la na rua do (Jucimado n. 10, rera
recompensado.
Companliia de vapores Pernambucana.
O preiidenle'da nssemblca qeral convida aos Srs.
accionislas para reunan ordinaria no dia 28 do cor-
rete pelas 11 horas daTnauliaa, na sala das tcs-
scs da associaco cummerrial, para se tratar de ne-
gocio que diz respelo i mesma compinhia. Rcci-
le 20 de feverciro de t&jj.
No dia, 23 do ccrrcnle. linda a audiencia do
Illm. Sr. Dr. juiz de orpbioe, as 10 boros da ma-
nbaa, e na sala das mesmas sa ha ilearreinalar urna
oscrava crioula por nomo Mcrccllma, avallada por
6.J0-^X)O rs., por eseco|So de Jos francisco d'Aze-
vedo, contra MfivpelJLl Revende Reg Barros, co-
mo administrador de sua rnulhcr
praca. I
he a ultima
Preciaste de om offieial de carapina ou mar-
ceneiro, qne queira fazer camas de venlo : na rua
da Praia, armazcm o. 76.
Ouem livcruma casa lerrea com :> quartos c
largura de 21 palmos, mais ou menos, desojando per-
muta-la por oulra de menor largura e de -1 quarlos,
situada na rua da Concordia, para receber por in-
demnisacio da dilTercnra, dinlieiro nu algum objeclo
que lambem rende ; dirija-se n rua las Flores n.
23, a fallar com Juslino Martyr Correia de Mello.
Adverlc-se ao Sr. Vicente Fcrr'eira da Asom-
pc.lo, morador no Bonito, que se satieTizer o que se
llie lem exigido por diversas cartas dirigidas da roa
do (Jueimado n. 21, ser para si una deshonra, pois
nilo he justo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um anno.Jos I'crcira Cesar.
Precisa-se de urna ama, qncj d liaJor i sua
conduela : na rua do Hospicio n. 7.
t- Joilo Marlins da Cosa Marques vai ;i Suropa
tratar de sua saude.
O Sr. Joao Antonio* de Miranda,
queira ter a bondade de apparecer na rua
do Collegion. 15, agencia do leilocs, a ne-
gocio de seu interesse.
SALA DE DA.
I.uiz Canlarclli participa ao respcilavel publico
que a sua sala de ensino na rua ilas Tiinclieiras n.
1!) se arba aberta lodas as segundas, quarlas e sextas
desde as seto horas da noile al as nove : quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
rasa das 7 lloras da manliila ale as ). O mesmo se
oflerecc a dar lices particulares as horas convenci-
nadas. .
?;33@$@S3aS:@S2 gs
I J. JASE, DENTISTA, %
continua a residir na rua Nova n. 19, prir.iei- @
J.-J ro andar. Z
@tS@@5?&8S
Novos livros de bomeopalhia uiefrancci, obras
lodas de summa importancia :
llalincmann, tratado das molestias chronicas. 4 vo-
69000
7j i jOOfl
lfcOOO
dJOOO
vSHNI
1(1)000
lumes.
Teste, irolcslias dos meninos.....
llering, bomeopalhia domestica.....
Jahr, pliarinacnpalinmcnpalbica. .
Jabr, novo manuali 4 volumes ....
Jahr, moleslias nervosas.......
Jahr, molestias da.pello.......
Rapou, historia da homcopaiia, 2 volumes
Jlarlhmann, tratado completo das moleslias
dos meninos..........
A Testa, materia medica homeopalhica. .
De Fayolie, doutrina medica lioincopalhira
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhis. .
Diccionario de Nyslcn.......
Alllas complelo.de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a deseripcSo
de todas as partes do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio home'npa-
thico ilo Dr. Lobo Moscoso, rua do Collegio u. 2j,
primeiro sudar. *
-9@ G?tmi3) -
@ DEN-rfrA 1 I1ANCEZ. o
Paulo (iaigiioux, cstabelccido na, ra larga
do Rosario n. 36, sesnndo andar, enlloca den-
S> les com gengivas arliliciaes, e dentadura com-
pela, ou parle della, com a prcsso do ar. a
&, Tamben, tem para vender agua denlifrcedo m
i Dr. Picrre, e p para denles. Rna larga do 2
@ Rosario n. 36 segundo andar. gj
1OS000
f-tlKHI
75000
6)000
i.TUOO
IOjOOO
3(>i000
i'liBLICACAO1 DO IXSTITITO IIOMEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOUKO llOMEPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar hon.co-
pathicamente lodas as moleslias que af/ligcm a es-
pecie humana, particularmente aquellas que re
nam no Jlrasit, redigido segundo os melhorcs Ta-
lados de bomeopalhia, lano europeos como ameri-
canos, c segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olcsario l.udgeru I'inho. Esla obra be I oje
recouhecda como a melhor de lodas que tratam da
appUeaeJtt homcopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, prinipalmcutc, nao podem dar um ras-
so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de cngenlio, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, scrlanejos etc. ele, devem
te-la a muo para occorrer proraptameolo a qualquer
caso de moleslia.
Dous volumes em brochura por 10000
encadernados lljJOO
vende-se unicamenle em casa do autor,, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
troeira mandar receber urna cncommen-
riuen
da na livraria n. Iic8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LAT1.M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rua do Uan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja- por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer ntilisar de seu pequeo prcstiiuo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uleis.
-Acha-se fgida a cscrava de nome
Lniza, desde o dia lti do corrente mez;
crioula, baixa, a qual representa ter 30
anuos pouco mais ou menos, cuja escravo
foi comprada a Sra. Mara Theodora da
Penha ; protesta-so contra quem a tiver
acoilada pagando os di.is de servico, e
coin as penas da lei: roga-se portano as
autoridades policlaes e capirles de campo,
quo apprehendam dita escrava que gn ,-
licar-se-ha generosamente podendo-a le-
var a casa de sua senhora na rua Bella
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico ilepositolconlna a ser na botica Je Bar-
IholomeaFranciscodcSoii/o, na rua larja do l!os.|-;
rio n. 36 : garrafas grandes >jOO e pequeas :- IMPRTAME PARA () PIBLICO.
I'ara cura do phlisica'cm todos os seus dillcrcnlis
grios, quer motivada por constipacoes, tosse, aalh-
ma, pleuri/. osenos de sandio, diir de coslais.e
peito, palpilacAo no coraron, coqueluche, l.conchite,
d"r na garganta, c todas as molestias dos orgos pul-,
mouares. *
_ Perden-se iim'cnuheciiiienlo de u.'.1 >,da qnan-
la do iOOpOCK) rs., recebido na thosouraria de fi-
zenda desta provincia : quem o tiver adiado, ou
por qualquer modo delle esleja de posse, dirija-se a
rua da l'raia de Sania Rila n. -'vi, que ser genero-
samente gialicado, alem do agradecmcnlo.
.Precisa-se de um bom fei lor para engenho, que
seja das libas e solleiro : no caes do Ramos, secun-
do audar do sobrado de Jos Ujgino de Miranda.
M. I,. I'.oclhode Almeida, fabricante do aspliallo,
leudo quaiilidadc suflicienle de material preparado,
e aiii.i iido-si: prompto a applicn-lu onde quer que se-
ja de mislcr, oerece seus servicos ao publico ; c
consta que sua obra agradara Sos que a encommenda-
rem, visto como, lendo exercido seinclhanle ndus-
Iria por espado de 10 anuos no Rio de Janeiro com
(eral salislacao dos Iremic/.es, durante esse lempo
adquiri os conhecmenlos necessarios para executar
qualquer obra com a maior perfeicao. O mesreo fa-
l.ricaole pede igoalnieole ao publico, que nu ajui/.e
das obras de asplia,.'o pelas que leixou nesta cidade
um individuo pouco pralco napplica-lo, e a quem
i.iltavam conliccimentos IheorTcos para a composicao
ila raassa asphallica, resultando de sua impericia,
que os calcamenlos por elle lefio* so disolvan, ao
simples calor do sol. Em breve se olicreccr.i cu-
riosiilade publica a primeirolua, que o dito fabri-
cante convida a examinarcio-na, principalmente
para que mellior se verifique a consistencia do as-
phalto. Qoanto as obras em que vanlajosamente se
pode applicar o asphallo seria quasi ocioso enume-
ra-laa ; porque em todos os calcamenlos quer a co-
berlo qur exposto ao ar, subsliiue elle ptimamente
ao lijlo e pedra, ollereceudo a maior consistencia, e
mesmo mais aceio : entretanto com loda brevidade
se desiguarao os diversos misleres desia cxcellente
composicoo. o dii rabricanle espera a acqoiescu..
ca publica : quumdeseu presumo quizer ulilisar-
-e, dirija-so a seu cscriptorio. na travessa do Carino
n. 10, outrora becco do Sarapatel.
Machadoi\ Pinhciro, mudaram a sua
residencia e cscriptorio da rna do Viga-
no, para o largo da Assemblea, sobrado
n. 12.
' A nova casa de pasto da rua das Cnu.cs u. 39,
declara a lodos os senhores. que lem loda a quali-
dade de comodonas a loda hora do dia, C lambem da
almocos e jan tares para (ora. assim como nella se
acha o bom cha, e principalmente o bom caf.
Precisa-se de unta ama para o sen ico de urna
casa de pouca familia ^na rua da Gloria"n. 18.
O secrelarioda veneravel ordem lerccira de S.
Francisco da cidade de Olinda, em nomo da mesa
regedora, convida a lodos os seus irmaos em ccral,
a comparcccrem no dia "> do corrente. a I hora da
larde, para acompanharem a procissodeCinza, que
a mesma veneravel ordem pretende aprcscnlar a vis-
la dos liis.
Precisa-se de tima ama para o servico de casa
de pouca familia, prefere-se petaos do nialto, por
ter de assislir em *um sitio : a tratar no arma/em
demalenaes da ruada Concordia, onde lem lal.o-
lela.
Tundo lido no Otario de boje una ordem do
da, na qual se me ofrende virulenlaniciilc, nao pos-
so deixar de responder, o que no faro ja, por ter
requerido ao Illm. Sr. tonente-coroiie para decla-
rar o nome desso eneremneno, que requereu
porcerlidao essa ordem do da, e assim que obli-
ver, vollarei a carga sobre elle. Recife -Jl de fe-
verciro de 18". Cumulo Augusto Ferreira da
Precisa-se de urna ama e um criado pequeo
para pouco servico, ou um molcqinlin cama, se
lor cscrava melhor, para lavar, colindar, engom-
mar, para todo serv .lo casa : roa de Hurtas, so-
brado de um andar, varandas piuladas do verde,
quem vera do paleo do Carino direila, nao tem
numero a casa*
Desapparcccu no da 19 do correnlc* mez de
levcreiro de mauhaa, indo ;is compras, om escravo
de nome Antonio com os lisnaea seguiutes : de na-
cilo Bengnella, de dada de 30 anuos pouco maisou
menos, bailo, porttl, rcrorcado, cara redonda com
suissas, com calca c camisa escura. Roga-se, por
tanto, as autoridades poiieiaes, capliles de campo
de o apprchciidercm c leva-lo at. Recife, na rua.do
Amoriin, n. /,.'i, .o andar, a seu senhr, Reruardi-
no da Silva Lopes, que ser generosamente recom-
pensado.
Precisa-se de 120 canoas de arca na
obla dos concertos do caes da rua da Au-
rora : a tratfrna ruada Praia n. 45, se-
gundo andar.
Precisa-e de una pessna destai ltimamente
cliegadas do Porto ou das Unas, que saiba ler.es-
crever o contar, para caxeiro de um engenho dis-
tante desta Cidade 8 leguas : quem lite convicr di-
rija-se ao pateo da matriz de Santo Antonio, sobra-
do u. que encontrara com quem tralar.
Precsa-se de um rapa/, nacional ou eslran-
geiro que d coiihcciincntn de sua conduela, para
servir de pagetn a um senhor de engenho : quem
Ihe convier dirija-se ao paleo da matriz de Santo
Antonio, sobrado n. -2, que encoulrar com quem
tralar.
Precisa-se de urna ama de dade para casa d
hoinem solleiro: a tratar na rua da Scnzallu Ycll.a
n. 5)8.
Joaquim Lobato Ferreira faz rulilico, que do
inventario que sejiroccdeu por fallcrimcnlo ile Ma-
ra Joaquina daaConccicao, casada que foi com o Sr.
Antonio JoaooflP'erc.ira da Silva, pido juizo de or-
Idiiios de OTinrJS, escrivo boje Faria, consta que
loidatlo ao annuncianle cm pagamento a quanlia de
1769780, na casalem, sita na rua do Cahral da
mesma cidade, enlao avahada cm (K)>O0O ; e itor-
que consle ao annunciaulc, que o Sr. Pcreira pre-
tende vender a casa como sua, faz o presente anniiii-
co, preveniido que nao a rasa Ihe'he obligada
pela quanlia cima, como pela de ll"*40elc., que
ludo faz <|0O|00Q que o annuncianle liie erii'pres-
lon para levantar a rasa em questao, alem dos juros
decorridos de -JO ile feverciro prximo passado e cus-
las, c para queiiingucm se Chame a ignorancia faz o
prsenle aunuucio.
Offerece-M urna crioula livre para ama de ca-
sa ealrangeira : no becco largo do Recife n. 5.
No sitio da Trompe, sobrado n. 1, precisa-se
alugar -2 cscravos qucsijain liis, um para cozinhar,
lavar roupa, c servir de portas a dentro, e outro pa-
ra vender na roa as frurlas e liortalcas do iiie-mo
silo da-so bom ordenado c bom (ralamente : quem
os tiver e quizer alugar, dirija-se ao dilo sitio, que
achara com quem tralar.
PARA 0 MADAHISMO'DO
ROM iosto.
A 8()tM) rs. o corte!!!
Voodoui-.so na roo do Queimado, toja n. 17. m p
da botica, os modreos rr!.es de vestidos de lailala-
11a de seda com ipiadiusde cores, de lindos c novos
dewnbos, com S varas e mcia, pelo barato oreen de
89000!!! '
MELPO.MEXK DE LAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 is o covado.
Vende-se para ulliniacao dr conlas na |ja de
I aria o. Lopes, roa do Queimado n. 17.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'A inora em Santo
Amaro, e lambem no DEPOSITO 11,1
na do Brum logo na entrada, e deron
te do Arsenal de Maiinha ha' sempre
um grande sortimento de taidias tanto
de fabrica nacional como eslrangeira,
batidas,
razas, c
e.vistem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
preqos sao' os mais commodos.
I A I! KI.O WL'ITO NOVO.
Vendem-se saceos mu ilo grandes com
farcllo chegado ltimamente: amado
Amorim n. K.
Ycnde-se para o Rio de Janeiro unta negrinha
de 17 anuos de idade : na rua Direila n. 8, segundo
andar.
Vendem-se 2 caixoes de lineo, qac servem
para banheiros : na rua Nova n. 10.
Vende-se urna eriooiinha cscrava, com 10 a
12 annos de idade. ptima para o servico de rasa e
pftr preco muilo mdico : quem qnizcr'csta pccliin-
clia. d^ajMC a rua da Penha n. :., segundo andar,
junio a CUfa do Sr. coronel Joaquim Itcrnardo.
Vende-se unta carraca muito boa e nm bol
para a mesma, ludo em minio bom estado, islo por
o clono icr precisan : lio camnho novo, rua da Es-
peranea, casa ito Jos Braga.
l'rescaes ovas do sertao.
Vendem-se muilo frescaes ovas do serbio : na rua
do Queimado, loja n. 14.
Vende-se urna rica llanta de chano, apparelha-
da de prata, c com 5 chaves : na rua do Encanta-
mento, arinazciii 11. 7(> A.
Vende-se superioreslamenha, chegadabapou-
co de Lisboa, fazenda propria para hbitos de Icr-
rcirus franciscanos : na rua do Encantamento, ar-
mazem n. 70 a>
COMPRAS.
Necia Ivpographia compra se o mappa do Sr.
coronel Conrado, conlendo as cinco provincias do
bispado de Pernambuco.
Compram-se palacoes lirasileiros chespanhoes:
na ruada Cadeia do Recife n.54, loja.
Comprante vinte chico nrll lijlos de elveoa-
ria: na roa da Cadeia do Recife 11. .li.
, a rasa do sacrslao da ordem terecira de S.
Francisco, compram-se i clices de celebrar-se mis-
ar, que estoja m em estado do.arrvicu ; assim como
2 mistaei romanos.
Compra-sc unta cscrava de meia idade, cpic
saina colindar o diario de urna casa : na rua do En-
cantamento n. :.
Compram-se 2 lencos de labyrinlbo em cam-
l.raia de linlio, quesejam ricos : quem os tiver, an-
iiunrii' 11 h'vo-us-yj r.o;a d i Iiidepciidencia, loja
n. 7 e 8, que dirtfJRii os compra.
FAHIM1A DE MANDIOCA.
Vende-te superior iarinha de mandio-
ca, cm iaccaaque lem umalqueice, me-
dida velha, por preco commijido: pos
armazens n. r>, "> e 7 dcfronle da escadi-
nlia, e no armazem dclrontc da porta da
atfandega, ou a tratar no escriptorio de
Noacs A: C, na rua do Trapiche n. oi,
primeiro andar.
t(% -POTASSA 1II5AS1LEIRA. () Ycnde-se superior polassa, 'a- @)
(A tricada no Rio de Janeiro, che- (A
2

Vendcm-sc bicos e rendas da Ierra de Indas as
qualidadi
rua la
Fu do
chc-
arma-
lades, c lambem bous bicos para roquetes : na
rua do Rosario, sobrado que volla para o bec-
reixe l'rilo n. 9.
-- Vende-se farelo de Lisboa, em barricas,
gado ltimamente : na rua do Amorim n. is,
zcmdc Paula & Santos.
Vende se unta mohilia de madeira de angico
com algum uso : na rua da Gloria n. 18.
Na olara da Malarineira ha baslaute material
barato para se vender, sendo Iclhas, alvenaria bati-
da, ladrilho, lapainenlo etc. : (piem quizer appareca
nal mesma, ou na rua de S. G-oncallo, casa n. M.
4- Vende-se 1 par de casUeaes de prala, obra do
mellior gusto, o quasi novos, 1 colhcr de sopa, e 1
pobl oo bandeja de espivitador, ludo por preco com-
modo : na ruada Ruda n. II.
Pannos baratos.
Na loja de i portas, na rua do Qneimado ti. 10,
vende-se panno prelo a 28800, 3320 e i?00, ha-
vendo muilo aonde eseulber.
Para vestido.
Vcnde-c selim prelo Invrado, superior em quali-
dade e gusto moderno, serja prela lambem lavrada e
chamalole de lslras, ludo por piejo commodo : na
loja de portas, na rua do Queimado u. 10, de Ma-
nuel Jos Leite.
! Vende-se a armat.lo c perlcnces de urna taber-
na, sila na ruado Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante, ou para armazeea : a tratar na
rua da Madre de Heos n. 36.
Vende-se superior chocolate ftancez
do mellior que tem apparecido-no ma-
cado, e por preco muito commodo: na
rua da Cruz n. 20., primeiro andar.
Vendem-se reiogios de ouro, patente
ingle/., ditosde prata horizontal, ditos di-
tos domarlos e loteados, iodos do mellior
gosto possivel f por preco baralissimo:
na rua da Cruz n. '20, primeiro andar.
FAK1M1A DE MANDIOCA-
Vende,-se saceos grandes -com muito
boa iarinha de mandiocc, epiero com-
modo : trala-se com Antonio d Almeida
Gomes iSt C, na rita do Trapiche, n. l(j,
segundi^andfr.
gada leeentemenle, reeoimnen-
aa-se aos senhores deengenhosot
seus bous cuellos ja' experimen- *
lados: na rua da Cruzn. 20, a- *'
iiia/.cn de L. Leconte I'eron v', $#
Companliia. Q
DEPOSITO DE CAL 1)E LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rcccntcmentc chegada.
Vende-se urna balanca romana com todos os
seus pertences, em bom uso e le 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazcm 0.4.
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Dowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, asquacs acham-sc a venda, por
pceo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem desjicza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na rna
da Cruzn. ")."> ha para vender excel-
lcntes pianos viudos ltimamente de Uam-
burgo. *
Na rua do Visarlo n. 19, primeiro andar, ven-
de-jc farelo novo, chegado de Lisboa pela barra tira-
lidiio.
CEIENTO ROMANO.
A endeo superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atraz do
thealVo, arniazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agenda de Edwia BXaw.
Na runde Apollon. 6, armazcm de Me. Calmon-
& Companhia, acha-sc constantemente bous sorli-
mcnlos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
sronlo fundas, moendas ineliras todas de ferro pa
raanimaes, agoa, etc., ditas para armar em madei
ra de lodosos lmannos
nos, machina hnri
ravallos, cocos, passaderas de ferro eslanhada
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
llias de llandres ; ludo por barato preco.
i~ 121"40 man,i" de brondc Prelas V" c-
ii hurai a JWOO mantas de linhu bordadas a seda a
1*9000. los de linio, prelos bordados a 9> e 109O0O
metas de seda tretas de peso a :i$m, dilas a I36OO,
e oulra fazendas barata : na loja de 4 porla, na
rua do Queimado n. 10, de Manoel Jos Leite.
Vestidos pretos.
Vende-se selim prelo de Macio para vestido de'
nhora a 29000 e 2>i00 o covado. osdenapo.e pre^
o muito muito superior em qualidade a -2&m rs. o
T s"rj'' I,rc,a ios] TSS:""rua d0 yucin,ado '"dc %*&
a
laml.em gros de apuies do nres .^wq fs
ocovado. me., csemtra de laa pura por
n^IoSral,rdeC1,a'0^oS
Vende-se
H,1uarm"I"n ,1(,Sr- Al. "" correr
novo el ',' t al.randea*. feiian mulalinho muito
c.r's^ortrnT "."f'^Wplco. conlendo^
I i"-'sePH ifli ,"r. rrdC Va"8uJy. e urna secreta V-
nirija-sea niiarga do Rosario n. 1, taberna.
Vcndc-sc urna loja de loura bem sorlida. na
mais principal rua desta cid-ido .'a;Li
.. u.i i- '"-" ciaaue, a dinhc roou a pa-
/o, com boas hrmas: a tratar na rua do C.buga, loja
rea, na estrada da Soledade para Belem.
Vender leijao muUUnho e branco, e miibo,
por preco commodo : na barraca tundeada no caes
do Ramos.
Oncejos, a ljGOO rs. -. no pateo do I
Carino esquina da rua de llortas n. 2.
Vende-se um palarquim de reburo em muilo
bom estado : na rua do Hospicio n. 7."
N.i rua do Queimado n. 0 lem para vendar No-
breza encarnada muilo superior.
Vendcm-sc 200 Iraves de qftalidade superinr'e
de louro. de 10 a 50 palmos de romprido c 100 en-
chames de louro : os prclciiden.esdiriiam-se aAn-
lonio Leal de Barro?, na rua do ViSario 11 17
Vendem-se apparelhos de porcelana doura.los,
para jamar, por preco commodo : em casa de'lasso
i
i
Atoalliados, toalhas e guarda- f.
daa pos de linhoe algodao, ven- Al
de-se muito barato: na rua do
Queimado loja do sobrado ama* W
(m relio n. 29, de Jos' Morara tt
lm Lop* a
ROYAS ALPACAS HE SEDA
A 500. rs. o covado.
Vendem-se na loja de I'aria & Lope, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, dn no-
vos c lindos desenlies, pelo mdico preco de -V00 rs
cada covado.
Vende-se farinlia de mandioca mui-
to superior a $500 i-s. a sacca, no ar-
mazcm de Lui/, Antonio Annes Jacome, a
no de Jos Joatpiim Pereira de Mello no
caes da alindega, e em porreo no escrip-
torio de Aranaga .\ lirvan, na rua do Tra-
piche Novon. (i segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
ll.SOOO rs. por barrica : no caes da al-
indola armazem de Paula Lopes.
Vendem-se cortes de vestidos o*.
,'A de selim prelo lavrado de supe- 7&.
(jA *'or(jualidadec bom gosto, pelo *
*" liaraAsiii:i) niren rl 9Jv
VENDAS
ADIANAk n
ilLill.HVlK l'AHA 18SI).
lahiram a' luz as folliiolias de al.^ibci-
ra com o almanak anminisli r.tivo, mer-
C-njtil, if-ricola e induslrial desla provin-
cia, oori(ido 4; accresflentado, conlendo
0O paginas: vende-se .1 o VA) is., na li-
vraria is. e 8 da prara da Indepen-
dencia. M
BISCDOS YABSOTUSOS
'A V,s(t00 r. o corle.
\ endem-se lisraili's Varsovianos c!e quadrjj fa-
zenda nova e-tnuito lina, in:ii;imlo a seda esco^eza
vfndos pelo ultimo n ni 1 de Ilamburc ., ,om 11 1
coaados cada corte, pelo barato preco de i 501 a): ni
loja 11. 17 da rua do Oueimadn, ao |v da botica
OKLLANS DE LISTOA DE SKA.
400 rs. o covado.
Vendem-se na rua ilo Queirrjado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidarlo de coalas.
i

bai"jjpsinio pceo de -io.sOli rs.
*Jj* o corte, sarja preta muito boa a
) 2.-)V00 rs. ocovado., setins pretos ,
i$) para colletes, pannos preto e de g)
cor de diversas qualidades e por X>
precos que muito hao de agradar l
aos compradores : na rua do *
Queimado loja do sobrado ama- **5
cello 11. 29. de Jos Morcira M
PB SEDULAS VELHAS.
A osOO e ,s00()>o par, quem dexara'
de comprar ?
Sapaloes le lu!ie trnceles para bnmem, dilos de
bezerro de Nanles para homem e menino, assim co-
mo um completo sorlimcnlo de calcados de t.idas as
qualidades, lano para homem como para senbora,
memnose meninas, ludo por preco muilo commodo,
a troco dcsedulas velias : no aterro da Boa-Vista,
defronte da buucca 11. l.
Toalhas de superior panno de linlio alco-
soadas para rosto a I$120,
vendem-se na run do Crespo loja n.,l, asegunda
quem vem da rua das Cruzcs,
CAL YIRGEM.
a mais nova que lia no mercado, a proco commodo ;
na rua do Trapiche n. 1 ">, armazem de Barios Ir-
maos.
% Vendc-s ncii loja superior damasco de Q
B seda de cores, sendo branco, encarnado, rovo, M
a por preco razoavel. c*
i -?:*@8l
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolllida colleeivodas mais
brillt,;.ntes pecas de msica para piano,
asquacs sao as melhoresque se pcxlpm a-
char para fazer um rico presente.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Saccas com superior familia de mandioca : no
armzem dao Tasso Irmos.
\endem-sc 3 sitios com cxcellenl casas de
vivenda, estribaras muito prandes, arvoredos de
Inicio, banas de capim, e hanho perlo, ludo em dif-
rerentcs lugares de Beberibc: traa em Agiia-
Iria com o propriclario Joaquim Correia de Lima
vtanderley, ou na travessa da rua Bella n. 6.
Em casa de Timm Mousen AVinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
Jm sortimento completo de livros cm
landos e modclnsosmais moder-I branco de superior qualidade
"1 TLSTJSSJt Vin!'o de champagne.
Absinthc echerry cordial de superior qua-
lidade.
Licores de diircrentes qualidades.
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preco commodo.
IECOUISI0 PAR EME-
MI
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BItUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimenlo dos seguintes ob-
jeclos de mechanismos proprios para enaenbos, a sa-
ncr : moendas e meias moendas da mais moderna
conslruceao ; lanas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade, e de todos os lamanhns ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de todas ts propor-
cws ; crivos e boceas le tornadla e reRislros ,|c |>oe.
ro, aguillkes.bronzes parafusos e cavilhoes. monillo
de mandioca, etc' ele.
NA MESMA FUNDIQAO
se executam (odas as encommendas enm a superiori-
da.le j.i conhccida, e com a devida presteza e commo-
dnlade em preco.
Vende-so um mulato de bonila figura, de i la-
de 0 anuos, pouco mais^-i nywui. sen, ico... do
que se^nanc^j^mn"^ror,nolivo da venda
se dtrr: -tnrt5)fi)l7Sf- CEHENTb ROMANO.
\ cn llio, no armazem da ruada Cadeia de Santo Aolo-
nio de materiaes por proco mais em con.la.'
LOTERA DA IRMANDADE DO SENHOR BOM
. JESCS DOS MAlllVKIOS.
Acbam-se veiida na casa da fama no alerro da
lloa-\ ita n. 48 os bilhetes e cautelas da primeira
parle da primeira loleria do Sr. Bom jess dds Mar-
(\rms, a qual corre no dia 2i do correlo mez.
Ililltetcs inteiros.......... 5^000
......... 23)600
......... 15440
No armazcm de Victor Lasne, rua
da Cru4|n. 27, vcndc-sc o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; vvermouth cm cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em cacas de duzia ; kirch
do melhprautor; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muilo superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito cm
conta, cm relacao a' boa qualidade.
Vende-se escolenle taimado de pinito, recen-
temeiito cheleado la America : na rm de Apollo
trapiche do Ferreira, a euleuder-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO,
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empreado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em ^asa^de
N. O. Biebcr Cruz. n. 4.
Vendse urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
mar more branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajusfar : a tratar na rua do
Collegion. 25, taberna.
Devoto Cluistao.
Sabio a luz a -2. edicao dejjvrinho denominado
Devoto Christao.mais curredBe acrescentadu: vende-
se nicamente na livraria nTije 8 da praca da In-
dependenaia a 640 rs. cada exemplar. .
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
reverendissimos padres rapnchinhos de N. S. da Pe-
nha desta cidade, ausmcnlado com a novena da Se-
nhor da Conceico, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Boin Consclho : ven-
dc-sc nicamente na livraria n. 6 e 8 dj praca da
independencia, a 13000.
Moinhos de vento
'ombombasdcrcpuiopara regar borlase baixa,
de capim, n fundicao de D. \V. Bowman : na jua
do Brum us. 6, 8 clO.
Na-rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversa* -m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
'chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
mcnlc chezados, de e\ccllentes \ o/o, e presos com-
moih.s cm rasa de N. O. Biebcr & Companhia, rua
da Cruz n. i.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazcm de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. .
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Scnzala nova n. 42.
Nestc cstabclccimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos 06 tamauhos, para
dito.
Vcndc-sc um cabriole! rom coberla o os com-
petentes arreios |Kjra iTin cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para tralar no Recite rua do Trapi-
cho i:. 1 primeiro anda
Deposito d
Cl
de
vinho de cham- (^
pague Chalcau-Ay, primeira qua- (t
hdade, de propi-iedade do conde (R)
^ de Marcttil, ruada Cruz do Re- (g
^ cife n. 20: este vinho, o melhor Z
/^ de loda a Champagne, vende-se 5
J a ofisOOO rs. cada caixa, acha-se \
J nicamente cm casa de L. Le- '%
9 comte Feron di Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuilc os ro-
fulos das garrafas sito azues.
i
Potassa.
No anliso deposito da rua da Cadeia Velha. cs-
cnpiorio n. 12, vende-se muilo superior potasas da
Kussia, americana e lo Rio de Janeiro, a procos ba-
ratos que tic para fechar conlas.
Na rua lo Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
vciula a superior Banella para forro de sellis che-
gada rerenlemeiitc da America.
.rE.yffi\T0 ROMANO IB ASCO.
\ ende-sc cemenlo romano branco, rbesado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : atraz do Ihcalro, amia-
zem de latinas de pinho.
Vendem-se no armazcm n. 60, da rua da Ca-
deia lo Recife, do llenrv (iihson, os mais superio-
res reiogios fabricados cm Inglaterra, por procos
mdicos.
FABINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo ilo brigue Conceieao, entrado
de Santa Calharina, e fundeadu na volla do Forte do
.Mallos, a mais nova familia que esisle boje no mer-
cado, e para porgues a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Juoivr, na rua do Trapiche
n. 14.
Meios
Ouarlos
Decimos .
Vigsimos..
361)0
20
BARRIS MONSTROS COI
BREO.
,\ endem-sc barris com bru, muito grandes, che-
gados agora da America : 'na rua do Amorim, arma-
zem de Paula i Santos.
CAL.DE LISBOA A isOOO RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, ahecado no
ulliino navio a 49000 por cada urna : oa rua do Xra-
piche n. 1G, segundo andar. '
OLEO DE LINII AQA
em barris c bolijoes: no armazem de Tasso Irmo.
Champasne da superior marca Cometa: no arma- '
zem do lasso Irmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIITCACAO'.
Desapparcccu no da 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, crioulo, de nome Amonio, cfirTula, represtn-
la ter 110 a :!5 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, costuma trocar o nome e iulitular-se forro,
e quauiu se ve perseguido diz que he desertor ; foi
esersvo de Antonio Jos de Saiil'Anna, morador no
ensenho Caite, da comarca de Sanio Antao, do po-
der cnlUidu a cadeia dcsla cidade com o nome de l'edro
Sereno cm'.l de acost, foi ah embarcado por e.ve-
curao de .lose Das ila Silva Guimarnes, e ultisfla-
incnte arrematado cm praja publica do jalzo da se-
gunda vara desla cidade en) :)l) do mewt pelo
abaixo assignado. Os signaes s"o os scsuinles : ida-
de 10 a Xt anuos, estatura recular, cabellos prelos o
carapiuhados, cor amulatada,- olhos escud,, rariz
grande e grosso, beicos giossos, oseinblanlSfefhdt,
bem barbado, com lodos os denles na frente ; roga-
se a> autoridades poiieiaes, capiles fccam|io c pe--:
soas particulares, o apprclienilam c inaadem nesta
praca do Itecfe, na rua larga do llosario n. -25, que
rereber a gralilicacao cima, c protesta contra quera
o tiver occullo.Manoel de Almeida Lopes.
Dcsapparecen a 22 d roaio d18i, o preto
.Manoel, de liarlo Cassange, de dade 40 a 50 annos,
peuco mais ou menoi, tullecido ose Mazanta por
se lingir'inuilo mole, altura regular, falla mansa, e
quando falla da moslsas de riso, quando anda incli-
na-se para dianlc, lem as coslelUs I ou marras
de feridas, c abaixo de um dos joclhos um caroco :
ruga se a (odas as autoridades poiieiaes, capl.ies do
campo, ou alguma pessoa que o lenha a seu servico
cm lilnlo de forro, queira avisar a Manoel da Silva
Amorim, morador em Olinda, ou annuiiriar por es- "
la folha para ser procurado, quo sera generosamente '
recompensado.
Desapparcccu do engenho Bosqnc Alegre, da
provincia das Alagoas, um escravo de nome Germa-
no, de idade 20 a 22 annos, cor prcta, altura e gros-
sura regulares, teirt as peritas un pouco tortas, bar-
bado, ttni uma^icalrz no rego dos pellos, e o dedo
miiiiino esquerdo alcijado, una marra de ferida na
barriga da perna esquerda : quem o apprchender,
leve-o i fira^a do Commercio n. (i, ou to engenho
cima mencionado a seu senhor Liberato^ Mariulio
falcao.
CEM MIL RES HE GRATjnCACAO*.
Dcsapparecen no lia 6 de dczcmkro "lo auno pro-
simo passado, Benedicta, de I i .unios de idade, ves-
ta, cor arahoclada ; lovoii um M-tido le chita com
lslras c'.r de rosa e le caf, e oulr lambem de chi- .
(i l.ianro rom palmas, um lem*' amardlo no peaco-
cn j.i dc-bolad..: quem a apprehesdej ronduza-a i
Apipticns, ni. Oilciro, cm asa de JoAo l.eile de A/r-
\c lo, ou nt> Recife, na praca lo Orpo Santo u. 17,
que recobcr.i a gralilicaco'acinia.
I00KMKI.
No dia ."> do coi rente mez, pels B horas d larde.
fugio o escravo Estovan, crioulo, de idade' 15 annos
pouco mais ou menos, levando vestido cale q ca-
misa de algodnozinbo, e chapeo le patita ; dito es-
cravo lie lili,o .ki coman do Bonil, tem os se-
guintes signaes : cilr prcla, altura, ireriz t bocea re>
gular, rosto redondo, ollios partios e sem barha : ro-
. ao. rapilftes le esmpo, ou |iialquer pseos do
povo, que iapprehendam c rnndnzam arua Direila
labcriM le Joaquim An I unes da Silva, oiidesegra-
lilicar.i com a quanlia acuna mencionada.
-------------------------------------------------,------Ja_
PERN TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.


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