Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01175


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 42.
OURTA FEIRA 21 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
M
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptot.
'-
HGWEGADOS DA, SUBSCRITC-VO-
Rccife, o proprietJrio M. F. de Fariu ; Rio neiro, o Sr. Joi l'ercira Marlins ; Rahia, o Sr. 1).
Dupr.id ; tfacei, o Sr. Joaquim llernanlo de Men-
iinnra ; Parahiba, o Sr. Gervazo Virlor da Naliy-
dade ; Natal, o Sr.Joaqnim Isnario l'ercira JanicV;
Arecal). <> Sr. Antonio de Lemos Braja; Cear, o Sr.
Virlnriano Augusto Borges ; Maranliilo, n Sr. Joa-
qiiim Marques Kodrigu.es ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas o Sr. Jcroiiymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 1&000.
Pars, 3V rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por i 00.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acces do banco 40 0/0 de premio.
da companliia do ISeberibo ao par.
da cotnpanhia de seguros ao par.
Disconto de Iciiras do 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.'Onr-as hespanholas* 298000
Modas de 60400 velhas. 165000
> de 65-100 novas. ltiJOOO
de4000. 99000
Praia.Patacoes Urasileiros. i;!> io
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 15JS60
PARTIDA DOS COKREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruari, bonito c Garanhuns nos dias 1 c 15.
Villa-Helia, rioa-Yista, ExtieOurcury, a 13 e23.
Goianna e Parahiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria c Natal, as quintas-foiras.
PREAMAR DE POJE.
Primcira is 8 horas e 30 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 54 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundas cquintas-feiras.
Rclaro, tcivas-fciras e sabbados.
Fazenda, torras e soxtas-feiras s 10 lloras.
Juizo deorphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1' varado civel, segujidas e sextas ao mciodia.
I 2* vara do civel, q liarlas c sabbados ao meio dia.
EPDEHERIDES.
Fevureiro 2 Ltia cheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da maullan
10 Quarlo minguanle aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
1C Loa nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarlo rresecnte as 3 hora, 13 mi-
nutos c 33 segundos da tarde.
DIAS DA SF..UAXA. .
19 Segunda. S. Conrado!. ; S. GaLnc-m.
20 Terca. Ss. Eleulcrio e Nilo bb.
21 Quarla. de Cin/.a ( Estacan a 5. Sabina.
22 Quinta. ( Estarao a S. Jorge ) S. Margarida.
23 Sexia. (EstacoaosSs. JoaooPaulo)S. Lzaro.
2i Sahbado. !ir.slaro'aS.Symphronio)8*. Malhias.
25 Domingo. 1." da Quresm ( Eslacao a S. Jo-
yo in Laterano) Ss. Cczario o Dioscora mm.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Decreto n. 1516 de 3 de Janeiro de 1855.
Crea nos termos reunidos do Rio Bonito e Capivary,
e noa}n9nquarcma, da provincia do Rio de Ja-
neiro, os limaros de juizea municipacs e de ur-
ph*, c regata a jurisdiccan dos demais juiz.es
municipacs o do orplis cm Indos os termos da
mesma provincia, cm consequencia da Ici provin-
cial ii. 720 de 25 de oululiro de l85i.
Attendcndo nova divisas judiciaria da provincia
do Rio de Janeiro, feita pela Ici provincial n. 72!)
d SS de outubro de 1854, hei por Dcm decretar o
segrate:
Arl. 1. Fica creado um logar de juiz municipal,
rjncaccumularasfuncrrsdejuiz de orplu1os.no
ttrmo de Saquarema, e outro no do Rio Bonito.
Arl. 2. Fica desaanexado oAcrmo do Mago do
da Estrella e reunido ao de Nilheroly : o do Capi-
vary, do de Cabo-Crio c reunido ao do Rio Bonito
este do de Ilaborahy; o de Marica do de Saquarev
ma, e reunido aos de Itnborahy e Sanio Antonio de
Si, o o de Mangaraliba do de Ilaguahy, o reunido
ao do Angra dos Res.
Art. 3. Os termos da Estrella c do Ilaguahy con-
tinuarlo ob a jnrisdiccao de seus acluaes joizes.
Jos; Thomaz. Nabuco de Aratijo, do meu couscllio
ministro e secretario de estado dos negocios da jusli-
ca, assim o tenha entendido c Cu;a executar. Palacio
do Rio de Janeiro, cm 3 de janoiro de 1855, trigsi-
mo quarlo da independencia e do imperio.Com a
rubrica do S. M. o Imperador.Jos Thomaz Sa-
bueodc Araujo.
Decreto n. 1521 de 5 de Janeiro de 1855.
Declara de primeira entrela a comarca de Manij
creada na provincia do Para.
Hei por hoin declarar de primeira ontrancia a co-
marca de Maraj, creada pela assemblca legislativa
da provincia do Para.
Joe Thomaz Sabuco do Araujo, do meu consclbo
ministro e secretario de estado dos negocios da jusli-
e.n, assim o teuha entendidoe Caca executar. Palacio
do Rio de Janeiro cm 5 de Janeiro de 1855, tricsi-
mo quarto da independencia o do imperio.Com a
rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz Sa-
buco de Araujo.
Decreto n. 1522 de 5 de Janeiro de 1855.
Declara de 1" ctitranca a comarca da Palma creada
na provincia de Goyaz.
Hei por hem declarar de primeira ontrancia a co-
marca da Palma creada pela assemblca legislativa
da provincia de Goyaz.
Jos Tliotna/. Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro e secrclario de astado dos negocios da jus-
tie.i, assim o tcnlia entendido e laca cxccular. Pa-
lacio do Rio de Janeiro, em 5 de Janeiro de 1855,
trigsimo quarlo da independencia c do imperio.
Com a rubrica de Sua Magesladc o Imperador.
Jos Tluima: Sabuco de Araujo.
Decreto n. 1328 de !) de Janeiro de 1855.
Marca o ordenado do promotor publico da comarca
de Marai#f s* provincia do Par.
Hei por bem marcar ao promotor poblico da co-
marca de Maraj, na provincia do Paro, o ordenado
annual de QOObOOO.
Jor Themaz Nabuco de Araujo, do-meu conselho,
ministro e secrclario do estado dos negocios da jus-
lira, assim o Icnha enlendido c Cara t'xecular. Pala-
cio do Rio do Janeiro, cm 9 de Janeiro de 1855, Iri-
gcsinio quarto da independencia edo imperio.Com
a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Thomaz Sa-
buco de Araujo.
Detrito ii. 1529 ie 9 de Janeiro de 1855.
Crea no tormo de Cibrob, da provincia nambuco, o lugar de juiz municipal qnc aecumn-
lara os funcr.yes de juiz de orphfts.
'llavera no termo de Cabrob, da provincia de Pcr-
nambuco, um juiz municipal e le orphSos.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conselho,
ministro c secrclario de eslado dos negocios da jusli-
ca, asnina o tenha enlendido e Caca cxccular. Pala-
cio do Rio de Janeiro, em 9 de Janeiro de 1855,
trigsimo quarlo da independencia c do imperio.
Com a 'rubrica de S. M. o Imperador.Jos Tho-
maz Sabuco de Araujo.
lolypodo curanto, que mesmo em quanto despreza-
da ou esquecida nunca oceultou c que ser, e boje
que experimentando algum desenvolvimenlo vai re-
airando a riqueza, belleza e poesa que cm si on-
cerra. Sendo esla provinciaerma do habitan
(es, bojo admira a quanlidade do Urasileiros
do diversas provincias c da corle quo para aqui
tem allluido, assim como o grande numero de
Porlugnezes que aqui so estilo cslabelecendo e en-
raizando uel'a suas afleirocs, csCorcando-se por crea-
ron! Corluna para dotaren) c adoplaram-a como sua
patria ;e, decerlo, quem logo que passar a serra los
Parenlins c comecar a ulcar os ricos ros jue lano
adornam esta provincia, e aun turando a nabal f-
bre as suas bellas margens povoadas das mais lin-
das selvas nao iicar.i ennamorado ? Salvo se Cor quem
ncn Jo mesmo architcclo universal tenha conheci-
mento, pois aqui quiz elle revelar o seu poder !
Nodia 1 do corrento levo lugar o henzimeulo, da
baudeira do natalicio da guarda nacional, na groja
dos Remedios, assislindo a esle aclo o presideote, se-
cretario, commandanle das armas e pessoas. as mais
gradas desla capital, inclusive o vicc-consut porlu-
guez que, cheio do influencia sempro se prestou para
odas os festividades que por aqui lem bavjdo uestes
ultima* dias.
Em obsequio ao conselheirn Pena os ofliciacj da
guarda nacional nesso mcsraokliadguaramsedr a 8.
Exc. um bailo era casa do secretario da provincia, no
qnal buuve grande concurrencia de damas e caval-
Iciros com quem S. Exc. indislinclameiite, como era
de esperar da sua urbauidade, dignou-so dansar di-
versas quadrilhas.
He para mim dia de gloria o da chocada dos feli-
zes vapores da compauhia do Amazonas, que lanas
sympathias lem angariado nesla capital que assim
que so presente oflascar-se em algum lado do hori-
sonte indicando ser espesso Como do earvilo que se
despede dos canudos do vapor, vi-so palpitar nos
corarnos dos morigerados Amazonenscs e mais ama-
dores do progre-sn o jubilo, e dcslasorle maniCeslam
ellesseu rcronhecimonlo ao genio emprciriedo ba-
jan de Maua, c ao sabio governo do fldedigno admi-
nistrador actual desla provincia, o conselheiro Pena,
que na afea despedida encontrara naquclles que apre-
cian) o seu mrito o semblante enlutado.
No dia 7 do andante pelas 8 horas da noite, o va-
por Ilio Atytv, procedenle da capital do Para, vcio
aflagar os habitantes desla Ierra com a sua cara e
Cagucira presenta com G dias e Ii lloras Tronic
alcm de diversos passageiros 50 colonos, que silo
desuados para a colonia que a companhia eslabe-
leceu sob a detiominar-ioColonia Mauprxima
ao logar das Lagos.
Chegou hontem de Naula o vapor Monarcha, e
segundo me dizcm Cara ele vapor no correnle mez
a primeira viaccm pelo Rirr Negro al Sania Isabel.
Quanln he doce a esperanca cm que nos embala-
mos, do vermos cm poneos anuos urna provincia cm
que a prodiga nalureza oOrlando-lhe mil raridades
as mai mageslozas nuc se nos apresenlam ante os
ollios, e qnc (ao immcrecidamcnlo cvislin em Irllitr-
. e ni ja hoie'coin passos agigantada! ameaca-noi
milhaves de pnwperiilailcs, ja no adianlamento ma-
tcrialda provincia, romo no da civilisar.lo c breve
Moheceremos estes indios que vivera acoulados nos
mallos, homens civilisadc/s, que ja no caminho d'ella
velozmente marchan), viudo a capital buscar U-
zendes etc, lornaudo-sc commcrcianlcs e aberrecen-
doa innarao em que permaneciam,
Ja he baslanlcjtardc e receio perder o corrcio, por
isso aguardo a primeira occasio.
O Pygmeo.
IHTERIOR.
CORRESPONDENCIA 0 DIARIO DE
. PERNAMBUCO
AMAZONAS.
Barra 10 de Janeiro.
Sendo do sou iiilercssante Diario um cons-
tante lcilor, e nao leudo anda deparado cons-
derarcs algumas iranscriplas lias suas paginas
dirigidas por correspoiidenle desla, desojo dar
pullicidade a estas minlias toscas lindas, c sofre-
g aspiro a che:; ida do vapor conductor dellas. aCim
de que Vmc. se sirva eslampa-las em urna das co-
lumnas do seu jornal, e merecendo ellas a sua acei-
lajo, screi firme e minucioso cm minhas correspon-
dencias.
Illuminande cm meu peilo o espirito anlcnle de
Brasileiro.parlilhando assim com igualdade di;patri-
otismo dos Amazoiicnses", que nao he scmclhanlo ao
do mais nobre Rrasileiro, nao posso deiiar de annuu-
ciarquclles que, como eu, se ensoberbecen! em per-
tencer ao nah mais rico do mundo, que em "breves
annos Icreraos no Brasil urna cidade que sera o pro-
; .FOL
0 NOVO PECADO ORIGINAL
Por Alfredo MicbleU.
fc
XIII
(CotitinuarSo.)
icnai ilescmos da carruagem, meu irmao alu-
Rou um l'.dUo, aposento cm um lintel, o deilei-me
rom a esperanza de ser brevemente sepullaila na
MARANHAO'
S. I.uiz 10 de Cevcreiro.
O imperador, que sempre levo ama ciccllontc
marcha, aqui chegou antes de honlcm, do sul, sem
que nem linda Cossc de volla do Para o carrora do
S. Salvador, que sement hontem, a Corra de molla
esporada, pode amauheccr fundeado no nosso porto,
e agora mais do que nunca, parle apressado, com o
receio de ser alcancado. pelo Imperador, que hontem
mesmo seguio para o Norte.
O S. Saltador j he um vapor bastantemente
vclho ; o seu casen de pesada forma, nao pode ser
arraslado por nma machina do lao pouca forja como
a que lem, e j 13o estragada como se estar.
A companhia lem lidobem hons lucros com a cm-.
preza.e assim nilo deve pouparem bemservir aos fre-
guczes.Cazendosulisliluiroscarros de lama, que an-
da tem por vehculos deligeira marcha como o Toca-
tins ou o uanabara, os quaes nos garantan com
quasi certeza os dias da chegada, regularisando as
duas visitas mensaes, que temos, essas duas ni-
cas doses, que com tanta usura noj offerece o oppu-
lento snl.
As carrocas marilimas a vapor, alcm de acarrela-
rem prejuizosao governo e aos particulares, fazem
al com que passem por verdadeiro infiarclur os of-
ficiaes que as enmmandam ; por isso, que o vulgo
considera sempre haver ama tal ou qual idenlidade
entre o commandanlo e o navio, lauto quo de ordi-
nario, o que se diz dcslo vai sempre mais ou menos
rcfleclir sobre aquelle. Se o eslado ;cra o rei, na
phrase do um soberano Crancez, o navio ho o com-
mandanle, no pensar do vulgo, que quasi sempre he
demasiadamente caprichoso cm dar i efCcilns as cau-
sis, que bcm Ihe parece. Escuso dizer-lhe, que
principalmente em rcCerencia ao S. Salcador, do
modo algum compartilho semelhante opiniao ; pois
queo seu aclual commandanle,"oSr. Sania Barbara,
que desde longo lempo serve i companhia, ja enca-
necido com as fadigas do mar, he lodos os respei-
los um rnmmandanle digno desso nome : d-se-lbo
um vapor ligeiro e novo, como o Tocanlins, que
entio veremos se o navio nao he o commandanle.
Dcisemos psrem de, lalvcz de balde,-clamar con-
tra o mao Cado, que parece alanasar-nns c, os do
norle. com irregular servir, dos nossos paquetes, e
colloquemos todas as cspcraiiras na futura companhia
cosleira, que deve amiudarcom toda a necossaria ro-
gularidade esse folegodc noticias, que recebemos do
sul.
A peste da beiiga continua maii mt menos a fla-
gelar-nos. A religiao lem viuda cm auxilio do go-
verno, que sa lem esmerado, o mais que pode, para
fazer cessar o mal, ou ao menos, minora-Io em sua
inlciisidadc.
Alem das preces constantes cm varias igrejas, a
devoro dos fiis levou no dia 2 do correnle. cm
solemne procissuo a sagrada imagem do Sr. dos Pas-
aos, da cathedral para onde tinha ido no dia !10 p p.,
lambem cm pomposa procissilo, paraba sua capella
no convento do Carmo. O acompanhamenlodo po-
vo naqucllu segundo dia foi lamanlio, como nunca
vi ; calculou-sc em 10a 11 mil pessoas 1 S. Exc.
flvm. acompauliou a procisso levando pamente a
sagrada imagem do Itcdcmptor na Cruz.
O noso prelado nilo cessa de visitar os hospilaes,
levando aos enfermos verdadeiras consoljjOes d'al-
ma as palavras piedosas, que Ibes dirige.
Durante o mez p. p. mnrreram do terrivel flagello'
152 pessoas.
Nao sci porque falalidadc, tem-sc cspalhado o er-
rado preconceilo de que a vaccinacAo he perigosa
dorante a epidemia Cazendo desenvolver a verdadei-
ra varila. Contra essa celeuma acaba de erguer-
se a commisso vaccinadora, romposla dos Srs. Drs.
Janll'ul, J. Sergio, c Jos Miguel, esclarecendo a po-
pularlo com mauifcslos principios de que tal opi-
niao he urna pura falsidade, e que anlcs do ser um
mal, he um verdadiro beneficio a vaccinaco, mesmo
durante o contagio.
Essa dcclaracilo, ou cousa que o vaina da com'
miss.10, acha-so publicada no I'ul/licador Maranhen-
sc de 8 do correnle, d'ondo Coi transcripta para quasi
todos os demais peridicos.
Consta-mc que o governo, alem do ter montado \
hnspitaes para os impcslados, aonde nada Ibes Calta;
alem de mandar levar as casas dos que nao podem
seguir para aquolles asylos, ludo quanto iicccssilam;
alem finalmente, de incumbir ao Dr. rhcCe de po-
lica, do ser o dispensador de lodosos demais soccor-
ros para aquellas que precisan) : consultando urna
commisso de peritos, acaba do ordenar que a vac-
cna seja levada as casas dos particulares, aonde re-
ceberao o proficuo pre pugnancia que para elle existe, como cima Ihe liz
ver.
A Calta do chuva contina de um modo (al, que
j vai cansando serios cuidados lodos aquellos, que
\ em da lavour.i .- a prolongar-ce esso oslado excep-
cional da prsenle estaban, ser provavel, que (enha-
mos rigorosa secca. No Cear, aonde essa calami-
d ule he sempre terrivel, consta-mo que se agonfa
urna bem tristo sorle.
A calma,que neste momento nos ab Ca, ha dias que
nao tem cessado, causando a esle sei criado inao-
porlavcis incommodos de dores de capera. Algumas
vezes o co engrossa-se de pesadas rftassas de nu-
vens: a calma redobra: as usperaucas de chava bri-
Iham no olhar de lodos ; porem nao sci porque m-
gico poder ludodcsapparcce dentro cm pouco s ra-
jadas do vento; al enlo encadeadas, c ligeiros chu-
viscos salpicam apenas o p das calcadas, para ao
dopois trazer-uos com maior vehemencia o calor c a
calma.
A popularan, porem, apezar do Indas essas calami-
dades, enlrcga-se sem cessar as distracrOes dos bai-
les, dos passeios e do thealri. Nola-sc que, com
quanto tenha sido a actual epidemia mais daino-1
que as febres amarcllas, todava eslas incutiram
muilo mais terror do que aquella o nao tem Ceto
al boje. 9
No Para, consta-me que o mesmo flagello acaba
de apparerer.
Anlcs de honlcm Calleceu ncsla cidade, victima
do urna hydropisa de peilo, o Sr. tenente coronel
Rento Ribciro da Cunlia, commandanle do 3. bala-
Ihilo da guarda nacional do municipio da capital, e
um dos directores do nosso banco. O Sr. Canoa era
a lodos us respeilos am homem prezado i nossa so-
ciedade, c foi por isso que lera sido por (odos dolo-
roamcnle sonlda a 'sua morlc.
Anles d'honlem chegou do Porlo a barca Linda,
(razendo-nos 125 colonos engajados pelo governo :
entrando nesse numero, as criancas c mulheres.
A cada momcnlo eslamos esperando a Graciosa
que nos deve Irazcr dobrada remessa.
Como v, realsam-sc as ideas de colonsaco,
como oulras tantas, que a (aro* do progres* da pro-
vincia, segu ii esclarecida nenie do nosso governo
provincial.
OsraCeirosda Estrella nai'a mais lendo que di-
zer da aclual administrarais limlam-sc no seu
pasquimO Dstandartca umpasinar os seus lcilo-
res, com inspidas arligos pl anlaslicos, que .-unien-
te urna imaginado alcoolc.-i poderia produzi-los :
he urna arganca de palavras : nma verdadeira bato-
logia, que faz al.fevolvcr os intestinos, alcm do
julgava ver anda minha mai lavando o assoa-
lho tinelo de saugue, julgava ouv-la recitar seu i-
nislro monologo. Meu irmao arraslava dianle de
mcus olbos o cadver de madama de Neuburgo pa-
ra um fosso apartado, e depois a sombra da infeliz
velhif erguia-e au p de meu leito amearadora e
cobcrla de frulas, dizeudo-mc: a Es a filha e a r-
mfia dos assassinos, s maldita com ellos! Eniao
eu occullava a rabera noslcncocs, c derramava la-
grimas mais amargas que as dos enndemoados.
Tendo proferido eslas oltimas palavras, Luciana
rompeu em solutos. Houdanhcijou-lhea fronlccom
o resncilodevido aos mariyres; mas nao fallou-lhe;
pois sabia que as palavras nada podiam contra la
lr. Filando sobre a rapariga um olhar cheio do
fiiiiipaiv.in. osperou que essa alma ulcerada poc lao
ngos solfrinieiitns recobras.se alguma sereuidade.
praja c ajii dyfnnr tranquillamenleao murmurio da* IN,, f,m de poucos minutos Luciana enchugou as la-
grimas, c roirlinnou sua narracao :
Minhajiiocnlade Iriumphoii do ludo: a sade
vollou-ine punco a pouco, ecu tinha disso quasi ver-
gonha. lio) dia cmlim vcio-me o desejo do (ornar a
ver os campos, as munlanbas e o co. Conimuni-
quoi-o ;i minhaJDSi, a qual ilissc-mc que nao poda
acompaiihnr-iiiir; mas que, alenla a minha fraque-
za, nao me deixaria sabir sosinha. Acresrentou que
linda pago nma cnada do paiz, cuja nica funefao
seria seguir-me, d.ir-ine o braco e prolcgcr-me em
qoalquer circumslaneta. Chamuu-a logo pelo seu n-
made Betserek, e vi entrar ama rapariga alia, de
ollios duros, nariz procuiiiicnn?, bochcehas carnu-
das e queixadas voliimosas. Tinha, segundo a moda
do pail, un leiiro de seda da ludia alado na cabe-
ra cm huma de turbante, um vestido azul de saia
curia o bolas prelas. Sua alta estatua, seu Irage,
suas largas esnaduaa davain-lhe una apparencia mi-
litar. Dcsci rom ella e loinei o ce.miuho da prai.i
ondas. Mmliu niHi fji chamar um medico, ao qual
dSM que cu liuha cabido durante a viagcni, c havia-
me Cerillo cun a |H>nta do urna Caca que (inha na
ni.i". Ii,lle aliiu-mc a ferid.i. e rcreilnu-mc una po-
ra do vulneraria. Tendo posto junto do mim una
dotedeiS! bebcrageui, uiinia mai de-appareceu com
o ti I lio, e fiquei ca urna solidan rouiplcla.
Pa-sei nu>ilos dias abandonada assim a mim mes-
ma. Meus dons perseguidores voltavam para a casa
alia nuite'.! nao 'ollavam. Urna criada levava-mc
" que me ora necessaro, e deixava-nic immediala-
meule. Tinha ordem de nao fallar-me, e crcio mes-
mo que algiicm a ssnerava :i porta de meu quarlo,
e fechava-me logo que so delerminava seu ervieo.
Minbi mai visilav.-nn; raras vezes acompanbada"do
medico, e Theodom nunca mo>(rava-mc seu sem-
blante odioso: era o nico prazer que elle poda
dar-me.
Pcnei ma de cm mez: minha caliera sohrclud
8aravadillicilmen;>, porquanlo minha queda nilo' Tendo-lhe dirigido algumas palavras cm all.ii.io,
a Iranhel nao receber resposla, o lendo-ine eniao
servido do francez, ella guardn o mesmo silencio.
Julguei que exccalava urna orflem, e nao quiz faz-
la violar; na- eslava encanada; ellas fallava a liu-
cua materna, o idioma alavo dos Croatas. Tinha sido
jnslamciilc cscolbida por esse motivo ; lemendo urna
iiidiscric,5o de minha parle, mcus prenles acaulcla-
vam-se assim de mim.
Como a cidade he pouca extensa, embora eu ra-
ininh.issc lentamente, ebesuei sem muita dillirulda-
de a margem do piar, e atii asscnlei-me sobre um
rochedo carcomido pelas vagas. Era a primeira vez
que va a onda incorruotivcl oscillar a meus ps.
Expc'imenlei a |eca benfica da nalureza qau a-
era a nica caua na dr que cu senlia. O pezar de
ver-me em ama posiro Ia horrivel, e a ima-
gem de minha beiifelora degolada davam-mc urna
especie dedelinu. Ii" tinha as vezes nuiles espau-
. adorraecin com o cerebro rlieio de ideas
fiinebrcs, juljaml. escapar de mirillas (risles pre-
occupaciies. \ aa esperanza Apenas tinha ferha-
do os olbos appar?eiam-me abominaveis visoes; o
soniuo nao liuha repouso para mim. e os pban-
lasma de meus inlios prolongavain os lormen-
tos de minhas vigilias. Se um pesadcllo fazia-
me aeordar, eu nada ganhava com isso, por- que
(*) Vid* o Hartn. 40.
mais, pelo fedilo cheiro de barata descascada, que
dolles exhala.
Como xc, a iminoral influencia da na da Estrel-
la, depois do mora, a mlac,ao dos ulicos func-
raes romanos, devia ter lambem as suas choramica-
deiras,prwfirtr muilo embora, se encubran) de-
baivo do involucro do mais noganlo anmalejo.que
eu conhern. Como salie urna ou duas piladas de
desprezo, he quanto basta par levar as suas fonles,
lodos esses ptridos c fecaes miasmas, que cm si
conlem a immanda cloaca da ra da Estrella !! Es-
scshomens,quc nem menos lem urna resposla as suas
calumnias o provocao/ies de toda a especie ; qnc
mardem-se eonlinuimcnlo ao aspecto prognssivo
em que caminbam as ideas benficas da actual ad-
uiinislraeo que fez, de ha mnilo emudecer o baca-
marte, nao dcxanilo figurar ua cana poltica os cn-
Iroduclorcs de sdalas falsas.osafriranislas c envene-
nadores, caminbando emfim, c dando luz aos seus
adversarios, nao sei digo eu, de que nova maneira
esses honicns revolvern) o charco de immundicia
cm qi'c vivem para mais incommodar-nos as ven-
las Oque nos vale, como ja Ihe disse, he o an-
udlo do desprezo.
No dia fi do correle decidio-sc na noisa relar.lo
a revista enlre os Srs. Barbosa & Guimaraes, c com-
mendadorSilva Guimaraes.
Com toda ajuslica triumpharam os prmeirosda-
quclles senhores, com urna honrosa unanimidade
Calcule Vmc. agora qual nao seria o dcsaponla-
menlo do Jos dos boisoa Cazuza das vareas, que
julgava colher grossas camellas com o palriocinio,
que dedicava a parte boje vcucida Mesmo assim
que cusas nao ir receber o nosso hroe Se elle
quizesse seguir o meu conselho, trocara a pusio,ao de
illii'ilador;pela de liolecuun! Ja tem ensaosna chica-
na poltica; exprimentou agora|os da juslita; e levan-
do a mesma derrota, podo ser que na humilde po-
siciio de meiiinho, seja alguma cousa mais feliz, por
isso mesmo que, mclhor se prestar as naluraes in-
clhiaales do nosso homem. #
Dando parabens aos Barbosa A; Guimaraes pela
justira que alranraram, nao devo lambem dcixar de
dar meus pezames ao Jos dos bois, elle, coilado,
que. i aigadora imagem do melal luzenlc, se con-
tralle c se dilata cm mole conlcnlamento.como urna
gala ao borralho, ou enlao.para Callarmos mais po-
ticamente, move-se suspira c Calla;como a estada de
Mcmuon, ao ser locada pelos raios solares.... como
nao ficaria com essa derrua no campo cerrado c l-
gubre da sua particular rhicana Dos fe amercic
dcllc, o Iho dquanlo anlcs novas especularnos cm
que so empregue alm dessa de ser o archilypo dos
famlicos da ra da Estrella, que boje pouco ou na-
da Iba rende. Consta-me, quo do Rio de Janeiro,
vieran ordens para serom aqui distribuidas 500
aeros da companhia de minerarao do Turyassu' que
cada vez maiores esperanras lem de avullados lu-
cros. O Sr. cummendador Porlo, disseram-me, que
he o incumbido de receber as assiguaturas daqucllas
acedes.
O rcndimcnlo das rcparlirojs geraes no mez pr-
ximo passado Coi:
Alfande (a.
Imporlarao. .......
Desparti........
Exportarlo......, .
Inlcror.........
Extraordinaria .,.,,.
dormece as dores mais acerbas, o pela sua immula-
vel mocidade reanima iiossh esperances, fortifca-
nos a coragem, c faz-nos dest jar vvennos comella.
Relserek n3o tirava a vista de mim, pareca cum-
prir urna senha ; mas seu olhar exprima s vezes
ama pedade singular. Mosliava Iralar-me como um
mollino, coja fado nao es. desenvolvida. Meus
mais leves movimenlos inspiravam-lhe urna especie
de inquietaran. Donde vinb-lhe essa cstranha com-
pahlof Tcr-se-ha dito que eu poda a cada mo-
mento commeller um aclo de loucura ou de desespe-
ro. Pouco depois suppuz que ella julcava-mc priva-
da da ruSo, c nao enganei-me. Minha mai c sen fi-
Iho haviam levado al esse poni a precaurjio. Eu
era considerada ua cidade como urna pessna aliena-
da, minhas palavras nao linham assim valor nenlium,
e anda que nao livesse guardado o segredo de seu
crime, minhas revelarnos teriam passado pelos so-
nhos do ii%esairil.i em delirio.
Eslcs esffatagemas le parecern lalvcz mu pro-
fundos, mni superiores inlelligencia de duas crea-
luras tilo ordinarias ; mas o temor da mortc aviva o
pensamcnlo, c alm disto o mal impeli dianle do
si seus adeptos assim como un vencedor leva com a
espada na mao prisioncirosde guerra a regidas lon-
ginquas, queellesnao jolgavam jamis ver. O cri-
me lem declivios fataes. Tendo dado o prmeiro
passo, ho msler dar um segundo, depois um tercei-
ro, e depois camnliar iideluidameiilc.
O invern foi limito moderado, c a clemencia do
co permillio-me continuar mcus passeios praia do
Adritico. Esleera com a leilura o meu nico pr.i-
zcr. Ningueiii fallava-me, nem eu fallava aiiii-l
guem; mai esse fcolamento em vez de aflHgir-ma ra-
me agradavcl. Os enrarOes maceados ncrcssilam,
como os doenlcs, de silencio o de repouso. A's vezes
eu chegava al a csqucccr minhas do-gracas: urna
alma joven, e semelhante s primaveras que (lores-
rom mesmo debaixo ,|a nev. Qaando tinha vacado
duas ou Ires horas sobre a praia em una campia
infecunda, mas chcia do accidcules pillnrescos, cx-
perimentava certa alagria "le espirito. O semillante
de lielserek nao me pareca mais tilo duro ; eu Inmava
Mu'o braco e vollavamos lenlainenle. O sol illumi-
nava ao longe as munlanbas pedregosas que guarnc-
cem a planicie, e as quaes elevam-seaqui e all ra-
malhetes de arvores grandes entre vinhas. Menos
secco e menos u, o valle de Fumara abria-se no
Depsitos.
Thesonraria .
Corrcio.....
Collccloria da capital.
66:1679917
6909399
10-.979JH25
633*80
127397*
1939936
78.-526(077
6:1531179
63*9150
1:2133252
8 O vapor est a largar, c como d'aqu i 5 dias te-
remos o Imperador, para elle reserva re o mais que
porventura me Icnha esquccido,c o que al l houver
oceurrido.
Piauhy.
Thercsina 1G de Janeiro de 1855.
Vnu trarar esla missiva com o bom inlenlo de in-
forma lo sobre objeetns, que julgo de alguma impor-
Inncia, anda nao tratados por nenhum dos seus cor-
respondentes daqui ; e pode Vmc. ficar corlo de quO
nao Ihe impinjo mentiras, ou mesmoinformaces fal-
sas, porquanlu nao tratarei do coasas sobre as quaes
cu nao estoja bem certo, ou tenha ao menus boas iu-
formarocs.Isto fajo por consideraran Vmc.,respei'.o
a redaejo do seu jornal, pela homenagem que sem-
pro rendo verdade, e, emfim por prezar a minha
palavra.
Pormc-bei lambem cima de lodas as considera-
cOos, que nao rncrecem ser consideradas, narrando
os faclus com exacldao, c pode contar que os pou-
cos elogios, que baja de leccr, e as censuras que,
'alvez lenha de fulminar, nao sao ditadas, nem por
kijul.'can, que cu muilo detesto, nem por m volita-
do, odio, ou despeilo, que eu nao alimento contra
pessoa nenhuma.
Basla do comprnmissos c protestos, nos quaes ni0
vou alongando muito ; pois, longe de ter o desejo dp
incommodar a Vmc. logo no inlroilo de minha eps-
tola, aspiro pelo ronlrario.angariar a sua sympathia
para ler sempre cm meu favor a sua allcnrao e in-
dnlconcia, e cu lh'as pero mon cher ct {ion Scg-
ncur I
mcus opprcssores; porque separavam-me da liuma-
nidaJe, o fechavam-me lodo o fuluro; longe delles
cu loria podido comecar urna existencia nova ; mas
lielserek uao me deixava, e posto que nada me fal-
lasse, eu nao posala nenhuma mooda. Sosinha, sem
dinheiro, no meio de nma popularlo brutal, eu nao
loria ido longe sem expor-me a toda a sorte de aven-
turas. Eslava assim ligada desgrara por urna ca-
deia indeslructivel.
Entretanto minha mai cThcodoro salisfazi.ini scoj
vergoulia e sem raoderar;ao seu goslo pelos vis pra-
zeres. Meu irmao acliava amplamenle com que con-
Icnlar suas paixoes brutacs, c se algiima luz moral
brilh.iva-lhc anda no fiiudo da nlelligoncia, urna
noite completa Ibes succedeu. Nem elle nem minha
mii pensav.im lias crueis dilliculdades que liavjam
de sobrevr-lbcs, quando livesMm dissipado o pro
duelo do assassinio. Um auno inleiro correram a
passo vacillanle para o abjsmo com as palpebras
meio fechadas pela embriaguez. Enlaa leudo gasto 0
ullimo escudo vendern) as joas, e apruvclaram o
crdito que linham. Mas isso nilo podia durar mui-
lo lempo; assim, dopois que esgotaram todos o re-
curso?, abandonaran) secretamente a cidade, c urna
pequea somina, que linham lomado emprestada
pcrmillio-nos alcaurar llruck na Slvria. Ahi meus
prenles ronsullaram-so para acharem um meio de
viver. Porm a irecuira de Theodoro linha aug-
mentado, e minha mai sabia qnam pouco reudosos
sao os trabalhos de aculha. Tudo oque pode ima-
ginar seu dbil cerebro foi lomar a lomar nosso an-
ligo collar de miseria! Nao xiam oulro refugio pa-
ra mis scniio o llieatro. Como era neressario meu
cnnsentimcnlo, roinmiinicaram-mc seu projeclo. Pa-
receu-me quo aiinunciavam-ine a hora do minha li-
bcrlarno, c respond:
Karam o que quzerem : mas nao me KSD-
tiein aos seus planos de fuluro. E-lou em una Ier-
ra allema, e Vmcs. nao lem mais n mcios de re-
tercm-mc junio do si a forra : dcxem-mc ramiuliar
sosinha pelo miiudo. Que cu seja feliz ou desgrana-
da, minha sorle nao Ibes inlcressa: digamo-iios
adeos para sempte.
Ouvndo-me fallar assim, Theodoro (icou verme-
Iho de colera, e exclamon :
"i Nao queremos separar-nos de Ii; ha um an-
uo le Huiramos na ociosidade; he justo quo us ajli-
des agora.
meio dessa alia niuralha como a porta de um jai Jim Nao nvoquem a justira, pois nao tem esse
encamado. direilo, respond-Ibes ; demais' bem sabem com que
Muilns vezes tive a idea de fugr para escapar de dinheiro me alimuutaram : nada Ibes devo. Separe-
BednZO pouco o que Iho |k>sso mular ; mas me
persuado que nao ser tilo insulso c currado como
sao as historias cm que se enlrelccm dous vclhos u-
licos, amicos c vizinhos.
lio corlo quo muilo tenho njunlado nesla cabera
para lh" apresenlar em conversacao mui^scria, ou
mui sizuda,'ou como Vmc. queira que seja, urna
rnirversacao sem facecias c fanfarrices, e al rcal-
nicnle desojara Cazc-lo ; porm, meu bom setihor, se
Iba for a empurrar, lim tim por linitim, essa cu-
fiada de faclinhos, cuja memoria esla gravada no ce-
rebro deslo seu criado, zanga-lo-hia cm lugar de
o agradar, como ambiciono........e cnlao.....adens,
minhas diligencias e locubraoes que nunca mais
loria o prazer de vos ver cornadas !..... E no cnlan-
lo perdiria o cnsejo de fazer, no sen colnal c con-
cuiluado Diario, varas observaees e reflcxesqae
muilo importara ao Piauhy.
De mais, Vmc. sabo quo nem sempre o desejo, por
mais bello o til que soja bem como he agora o
meu he conciliavcl com apossihilidade ; por lano,
a remedio que teriho he chamar a paciencia cm meu
soccorro : s Iho digo melade do que lenho guardado,
o mais c me fica.....
Rom sci que, quaudo aqui appareccr esla minha
missiva insera as vastas columnas do seu Diario,
muila genio andar com a cabera n'uma roda, mcl-
'er os milos duros tratos, emphlhvsicar..., e al
laucar sorles e adevinhacOes, como sr-r o pen-
samcnlo, e, emfim, far tudo quanto be ca-
paz de fazer um curioso contumaze sempre dc-
sejoso denovidadesni com o especioso lim de saber
que ha o tal engaito que ousa insolentemente, dizer
islo de Fulano c aquillo de Sicrano, etc., ele. I !...
E accrsceulara : Olhem quo desaforo ho do
lal.... & !a Mas eu, desde j, Ibes respondo,
dizendo-lhes, com loda a-calma e saucue fri :Vin-
lc c, innocentes cogiladnrcs; nao vos ides, lao per-
didos nas vossas vaas supposiccs, a quebrar as cabe-
ras com a curiosa vontade do saber econhecer quem
he que escreve esla ou aquella caria para o Diario
del'ernambuco, ou para qualqucr oulro jornal ; nao,
descanrai, puis que o nao saberes :aproveila-vos,
se quizerdos, do que ahi vos inlercs-a, o que vos diz
respeilo, como Piauhyenscs, que sois ; e fazei votos
Divina Providencia para que vos moslre o caminbo
do progresso de lodo o bom, e quo ajude-vos a con-
seguir lodos os incllioramculos que podem pullir c
alindar esle lo rico e formoso lorro, quo por hora
anda so rsenlo da aspereza era que, com pezar o
vemos. AlC.islai, ao mesmo lempo de vos us vicio-
sos nefandos corrompidos, dovassos, venacs, adu-
ladores, etc., cujas ufamos acees, c pestferos cx-
emplosde urna vida passada no charco immundo c
asqueroso de enormes e criminosos costumes,gangrc-
iiam os bous inslnclos, insultara ic anniquillam a
religiao c a moral, concorrendo nssim para desvincu-
lar as mais duces c sagradas relaces das familias, o
consccuiilcmcnle as da sociedade cm gcral !
Comccc pelo pequeo numero de curiosos imper-
linenlcs tiesta capital, e logo o lugo passe a fallar
com os Piaubyenses lionradns.qiie no se podem.sem
grave injusticia aos seus nobres sciiliincnlos, mislu-
rar ou confundir com um ou oulro mariola que
su quer csir.crilbar para enredos, armar !
l'cleveiu-me os nieus patricios Piaubyenses, aquel-
es que mcrecera lodo o conceilo, o ler-lhes enviado
urnas poucas, mas verdadeiras, reflexes, ao mesmo
lempo em que comecci a cAalarcir com os nfimos cu-
riosos.
Esla confiado de erro, meus amigos, sendo assim
lao publica, como esli presenciando, bcm merece
o pedido pcrdo. Espero, pois, que fiquem bem
comigo.....
Veja Vmc. o que aconlccc a quem quer fazer de
pregador sem o ser ; he o que me succede agora...
Comccei por San-Filippe, e acabei por San-Tiago ; o
par pouco que concilio pedindo perdao a ambos ;
mas felizmente ped nicamente ao ullimo dos
santos.
E o peior de ludo lie que os taos maraus curioso!
nao me accilam os conselhos. Como sao desperdga-
los I.... Dos os ajado .'...
Meu sunlior, as cousas por c nao vio boas, como
Vmc. ver.
Osprecos porque so comprara os gneros alimen-
ticios, liram o desejo de se ter lomo. A carne, pou
ca e m que aqui se consom, goza do bom prec.0 de
100 a 120 rs. por libra. O caf quasi sempro por
ora de regra, pessimo, esl a 480 rs. a libra ; c todos
os mais gneros vo sssim neste cortar. A farinha
tambem do ma" qualidade, esl do 25500 a 2588O a
quarla :o arroz, o feijao, o milho, ele, eslo nas
alturas da caresta ; c nao ha esperanras scnAo de
que irlo a peior, mormenlc se continuar a falla de
chovas, pois at ao fazer desla s lemos dianle cha-
padas e mallas soccas e polversadas de poeira, que
aqui be muila.
Co% eslas alternativas be cerlo que os babilanles
de Thcrczina soffrem ; paren., lambem he verdade
qae nenhum engila. ou esluda, os meios de remediar
o mal, c, adiados elles, do es pc cm ucc-o de com-
mura accoedo era beneficio de todos...
Assevcro-lhc, porm, que a mal nao he de lodo o
mal, pois que, cora elle, lucrara alguma*meia-du-
zia de (rabeantes avarenlos, para quem o bcm pu-
blico he urna ficrao, c que, em qualqucr lempos se
sabem aproveitar da geral desgrara. E o que dcllcs
se podo esperar se semclhanle casia de gente, que s
tem cm vista ganbar, c s ganhar|! .' ) nenhum
amor lem i humanidudc 1! Muilo podem .1 ava-
reza e o egosmo quando se apoderara do coraco bu.
mano! !..
Islo he relativamente esla capital e seus subur-
bios, porque sobre as maiscidades, villas o povoaecs
da provincia nada Ihe posso asseverar seguramente
respeilo. em razao de s 1er algumas informaces. O
que nao padece duvida he, que as villas de Campo
Maior, c Marvilo, supporlam o mesmo mal, que a
capital ;e he fcil de conhecer a causa dessa neces-
sdade naquellas villas, se se liver em vista a negli-
gencia c nenhum amor ao trabalbf aercola daqucl-
la parle do povo, que mais devera se applicar'a'la-
voura.
O nosso novado Piauhy. especialmente aquelle
que habita o serlao, lem decidida aversao a' lavou-
ra ; de maneira que muilo raro se ve nma ou
oulra rocinha a' margem de algum ro, ou mesmo
em riachos dos ceiros, c essa mesma be cultiva-
da lao rolneiramenlc que mui pouco produz. Dala
lem oriccm a penuria das elasses pobres, e daquellas
mesmas que sao pouco abastadas. Nem se diga o
serlao nao olfererc sufilciencia para grandes lavou-
ras ; porque os fados c a experioneia mostarm ocon-
Irario : moslram que lodo oslo do Piauhy ho cx-
cellcntc, lio rico, he mesmo o mais adaptado para
lodas as prodcenos vegetacs em qualquc parlcdclle.
O que Ihe falla, sim, be ser cultivado com inlelli-
gencia o assdudadc para se lomar anda mais pro-
ductivo, ameno e rico do que he. #
Sao os homens, que possuem escravatura mais ou
menos numerosa, quasi os nicos que apresenlam la-
voura c cs-a nao boa, por isso que anda se nao liber-
taran) de urna rolina cega c alrazadora a que se
lam : todava, suas lavras sao por ccrlo, melho.
res do que a daquellcs que enleiidcm erradamente,'
que s rom estraves e pode agriealtar. Sao prejui-
zos 011 preconceitos arraigados no entcndimcnlo, e,
sobremodo, apuiados na ignorancia o negacao ao Ira
baldo, sendo que s ao correr dos lempos, c a lenta
dillusao das luzes, lie dado deslrui-los.
Ja' ve Vmc, que nao sao scccasquc aqu molivam
fomes ; pois qae n.lo as da, salvo se so quizer qualli-
ficar de secca una pequea demora de chavas, ou al-
gum verlo, como coslumamos aqui chamar, depois
do comeco das chuvas.
A' excepeo pois, deslas alternativas alimenticias,
nada mais ha de extraordinario, que excile vontade
de saber-se. Todos os poulosida provincia gozara de
pcefeita paz o justamenlo ojsocego publico n.lo lem
sido alterado.
As autoridades Iccm sido vigilantes contra os cri-
minosos : mas, crea que muilo Ibes fica aiuda a
fazer.
Daqui nao passo, pois temo sobre lal poni, fazer
reflexes que, cora quanto nao sojam expendidas com
ms inlcnces, podem todava parecer odiosas.
Ja' ha de Vmc. saber quo urna lei creada na as-
semblca provincial do anno passado, autorisa ao pr-
ndenle a cscnlher d'cnlre os lentes do lyccu, um
mais hbil para ir ao Rio de Janeiro csludar por
-lempo de 2 annos, o methodo de Icitura repentina
do Caslilho, dando a provincia a es-e lenlo 1:000o
rs. annual, o sendo elle abrigado a vir cnsina-lo na
proiiieia. l)irci-lhe agora que, grande crler.ma
se levanten,sobre quem seria o escollado.Depois
de muito ruminar, c de nao poucas hieras c mas von-
tade-,viram que foi Jos Marlins Perera de Alcn-
caslro, professor da cadeira de grammalica philoso-
phica, o escollado para a commisso citada. O padrO
Antonio Angosto de Audrade e Silva prelendeu sor o
enviado ; mas Alcncaslro jbavia requerido a' assem-
bla, que deferio a sua peticao como elle pedio,
concedcndo-lbe 05 seus vencimeclos ; e n reverendo
Antonio Augusto perdeu no jogo em que enlrou
com o Alencaslro, com quem ficou de p alraz e odi-
ando o que Ihe paga na mesma moeda.
O dicterios sarcasticos de vara especie, enfcilados
da virulencia que a ma' voutade e a invrja geram,
accommellcram ao cscalhido com fervor...
Ora, J. M. P. do Alcncaslro ho I lim da Rahia, e,
por lano, leve de affronlar com os Iralos da maledi-
cencia feroz emhurada no rolo mani de um provin-
cialismo 1,10 eslonleado |como ridiculo, c al niquo.
reprovado pelos homens liradas c Ilustrados do Pi-
auhy, pois que, em lugar de ideas nobres e generosas
de que alias deve ser formado,esse provincialismo
retrogrado s patcnteia cxlravacanr as codiosidades!
Felizmente para honra'desla provincia, o gcral do
seus bous lilhos nao nutre lao indignos seutimen.
|ns, que sao nicamente privativos do vulgo preoecu-
pado.
A' despeilo dessas caretas de seas desalfccoados,
la' vai u Alcncaslro a' caminho para o Rio de Janei-
ro, tendo daqui partido no dia i dcslc. Dos o aja-
de a bem methodisar-se de repente, para, felizmente
vir-nos lambem meihodsar repentina castaliamente
a us desla boa lerrinha do Piauhy.
O bacharcl Antonio de Souza Marlins, promotor
publico da comarca de Campo Maior, Coi removido
a seu pedido para a de Jaicoz a excrcer as mesmas
(ncenos de advogado da juslica.
A Ihesouraria provincial lem eslado e anda esla'
em apuros pecuniarios ou magra, como dizcm cerlos
brejeiros, de sorle que por Calla de dinheiro cslo
por pagar-se, nao s alguus empregadosda casa, co-
mo principalmente muilos de Cora.
Nao me esqueccrei de dizer-lhe queS. Exc. o Sr.
presidente da provincia, (o zangado esta' pela o mis-
sao de cerlos empregados da secretaria.
O lyccu anda aqui nao so acha n'um eslado nor-
mal, polo qual se possa ^calcular vanlagcns na ins-
rao-nossem rumor, e praza a Dean que o arrepen-
diracnlii Ibes inspire mclhores sciilimenlos.
a Nao he essa a nossa inten^So. replicou-me
Theodoro ; lemos necessidade de ti, e he mister que
fiques comnosco.
Nada conhern que possa Corcar-rae a isso;
quero ser lvre, passar urna existencia honrada, c
se Vmcs. se oppozerem a isso, Carci por conquistar
minha independencia.
n He o que veremos! exelamou Theodoro cora
Ora gcslo amcaradnr.
a Suas a mearas nao me ,1 u-l ara mais, lornei-
llie, he inelhnr morrer do que padecer muilo lem-
po. Demais recorrerci auloridade publica, o me
pore debaixo da prolecrao da lei.
A lei nao te declara livre, pois nao chegas-
te aiuda maioridade, respondeu minha mai. Alcm
dislo nilo qtrererias chamar a alleiieao sobre mis :
bcm sabes al onde isso poderia conduzir-nos.
Essa ohscrvaeao gelou-mo de (error; por mais
culpada que fosse minha mai, cu nao teria querido
sor causa do sua morle. A idea de fat la subir ao
cadafalso infundia-me ura horror bem fcil de com-
prehender-sc.
n E se perecermos, acrescenloo meu irm.lo,
nao pereceremos sos: nada prova la innocencia, a
Essas palavras abommaveis por pouco nao perde-
ram ludo. Fiqnci transportada de indignaco : ha-
va una rnalvadeza iufernal em amearar-ie com o
castigo desea crime. Eu quera dcixar-ine comino-
ver pela piedade, mas nao pelo modo. Comludo le-
inia acabar assim meus dias, e a nalureza mais forte
do que eu, dava-mc conselhos de prudencia. Mor-
rer lao moca era um peiisamenln inloleravcl! De-
pois de alguus dias de hesitaeo ced.
XIV
N3o le conlarei o que aconleccu-mc durante o se-
cundo perodo de minha vida Ihcalral; pois a la-
mentacao be montona, e esla narraran nada (e en-
sillara que fosse digno de leu interesse. So urna cir-
eumstancia nlo deve ser omillida. N ss., chefe an-
iiiiiciou-nos urna manhaa que iainos partir para
Slrashurgo, alim do represenlarmos ahi durante a
primavera. Esla noticia causou-mc urna sorpreza
penivl, purque cu eslava convencida deque minha
m.li e Theodoro nao quereriam seguir a companhia
a Alsacia.
Com edelo, a principio elles moslriram-se pouco
disposlos, e lenlaiam mesmo romper nosso contrato:
mas o director que me estimava, nlo qniz consen-
tir nisso. Como nenhum oulro ihealro eslava sua
dspnsicjlo, elle nlo leria podido mudar o plano, 99
Ihe houvesscmrogado; mas provavclmenle meus p-
renles nao Ihe testemunharam nenhuma repucuan-
cia pelo lugar do oosso deslino : teria sido mui gran-
de imprudencia. Reslava, pois, recusar absoluta-
mente deixar a Allemanha ; o emprezario dramti-
co nos leria entilo cilado pcranlc os tribuimos, u
que b. miara minha mai c meu irmao. Anda quan-
do o processo nao houvesse lido consequencias mais
graves, nos leria impedido de adiar ulteriormente
emprego ; pois n.lo pudendo dizer nossos motivos,
loriamos parecido obrar por capricho, e com urna
m fe nao razoavcl. ,
Assim um cncadcamenlo falal da circumslancias
arraslava-nos para o perigo. Theodoro e minha mai
pareciam alm dislo feridos de cegucira. Desde a
nossa fgida de Colmar o primeirn linha lido cuida-
dosamente lodos os jomaos : dous 011 Ires holequius
de Hume recebiam as prmeipacs gazetas da Allema-
nha, da franca c da Dalia. Meu irmao procurava
aellas que jui/.us linham -ido fe i tos sobro o dcsappa-
rccimcnlo do madama do Neuburgo, e sobro o nos-
so. Cousa cslranha e singular 1 nao linda podido
deseobrir-se o menor vestigio da velha. Todos sus-
pcitavam um crime; mas nenhum indicio apoiava
csa presumpro. -Muilas pessoasjolgavam quema-
dama oe Neuburgo acompanbara os Berlhold ; mas
enlo para que essa partida royslcriosa, podendo sa-
bir livre e publicamente com ellos t Oulros lembra-
vam que ella recebera urna heranca, que liaba em
casa urna grande somma, c que esse dinheiro podera
tentar seus commensaes. Todos eonfcssavam cmlim
que eslavam reduzidns s conjccliiras. Lina louga
devassa nada liuha explicado.
Ora, os criminosos lem geralmenle a prclenrilo do
erem mais habis que seus avs, julcam lerb -ma-
llo melhor suas medidas, c lisongeiam-se de enga-
ar os empregados da juslica, segu inga lola que
lanra-os quasj -ra.pre nasmos dos seus adversarios.
Meu irma pa lia nutrir a mesn a illusiio com
mais verosimilhanra. Seu crime, lia dozoilo mezes,
linha licado como um problema em solucao, e os
jues da Alsacia tinham-no abandooado sera es-
peranra. lanms icprcsciilar em oulro departamento
no meio de una cidade crande, onde ningueni se
oceuparia comnosco. A islo aeraseis que meus p-
renles haviam modado de nome; pois o do Rerlhold
he emprestado, posto que (enha-me servido dclle a(
acora para nao pe turbar tuas lembrancas e la al-
Icnrilo : meu pai chamava-se Felberg. Assim Tnoo-
doro podia imaginar sem muila loucura, que esca-
para s invesligaeoes; mas engauava-se como os ou-
Irucco para o fuluro: o seu alrazo e desarranjo
bem moslram que elle he um lardo para a provin-
cia, c nada mais.
Por sso que nao ha urna casa boa e commoda, pa-
ra o excrcicio desse aggrcgadoou associarSo de esco-
las, cada um dos professoros cnsina as malcras de
sua respectiva cadeira aos poucos discpulos que tem,
'islo he, os poucos professores que os lem!) emsua_
propria casa das 8 o mcia ao fin.das 0 horas da ma-
nhaa. A escola de rbclorca c potica anda nao te-
ve c nem (cm um s alumno!.... O mesmo aconte-
ce nas do cene, apliia o historia, pbilnsophia, geo-
metra, inelez, ele; c a que conta maior numero de
alumnos be a de lalira, que anteadas ferias liuha 12.
Cumprc cxplcar-lhe. qoc semelhanje laslima
( crcio que assim pusso chamar a (3o falal abandono
da inslruccao !) nao provem ccrlamentc dos diver-
sos professores, que lodos possuem saber, habilidade
e api i.lio para o bom deaempenho de seusdcveres,
nasce, porem, alem de ootras causas, muito princi-
palmente da culpavel incuria dos pas de familias,
que anlcs querem dcixar seus filhos entregues s con-
sequencias da crassa ignorancia de (odas as cousas,
do que fazerem pequeos sacrificios em beneficio de
sua illuslrac.lo futura !Assim, faz a' provincia urna
despeza enorme com o Lyccu, sera que esle produza
beneficio algum !
Dos diversos lentes desse lycc, que mereccm a
maior consderarao e eslima, por seu saber, firmeza
de carador c ms boas qualidades, s Ihe fallarei
do Sr. Jos .Km ni i m Avellino professor da lngua
franceza, o qual por lodas essas qualidades hon-
rosas deque Yenho de fallar, be sobre maneira csli-
mavel e sympalhico, efaz honra sociedado piauhy-
ensc e a corporac.lo a que pcrlcnce.
J que lhc fallci em escolas, nao posso deixar de
pondcrar-llie que o cnsinn primario tambem esl
graudemente atrasado cm loda esta provincia ; por
quaulo alcm do deleixo da maior parle dos pas de
familias, accresce serem os professores, salva ama
ou oulra excepcao, assaz iohahililados e igualmente
omissos no cumprimento de suas ohrigacoes. Nao
menos de lamentar he esle grvame da inslrucrao na
capital, onde a nica escola publica do sexo masca-
lino esl entregue a um homem destituido de inlel-
ligencia, o por consequencia sem liabililacOes-^-He
ccrlo que o professor dessa cadeira he Joaqun) Bor-
ges Camero, que lem as necessarias habilitarnos, e
que em quaulo esleve em exerccio, dcsemneohou
muilo bem as suas obrigaces; mas, lendo pedido e
oblido da assemblca provincial Uceara por 6 annos
para se ir formar cm direilo ou medicina, em urna
das academias do imperio, culregou os ardnos tra-
balhos de meslrc de priraciras Icllras Constantino
de Carvalho Castello Branco, que nao compreden-
dendo a importancia do cargo que Ido foi confiado,
11,10 o pude, portante, desempenbar bom. Conscguiu-
Icmeale dahi lem origem,o alrazo deploravel em
que se acha a inslruccao/ ablica elementar relali-
vamculc ao sexo masculftto.
As duas escolas deprimir.-.s ledras do sexo femi-
nino, que aqui ha, nada (cm qnc se Ihe notar, pois
queasrespeclivas professoras enmprem seus deveres.
Daqui mo se segu que a instruirlo das mulheres
soja oplima c cmplela 110 Piauhy, como tambem
ainda n.lo o be .cm todo o Brasil, mas se cntendescV-
menlequc as duas escolas publicas para as meninas
vao melhor do que a escola publica para os me-
ninos.
Para nao augmentar o numero de maos professo-
res, o Exm. Sr. Dr. Perera de Carvalho tem sido
baslautc crcumspeclo no provimenlo das cadeiras
que est.lo vagas e concurso, nao provendo-as vita-
liciamente i espera, porventura, que se apresenlera.
prelendendo-as homens capazes de descmpciibarem,
digna e iulelligcnlemente, os arduos e penosos de-
veres e obrigaces de qu se uera o professor pu-
blico, o homem que lem seo cargo educar moral,
inlcllecluat e religiosamente as geraees que ven)
apz de nos, e s quaes por ccrlo he mister urna e-
ducarao Ilustrada, superior aquella que nos livemos.
Honra, pois, seja tributada S. Exc, o senhor pre-
sidente da provincia, por sua dcdicaeao a um objeclo
de summa transcendencia, pelo bom desejo que com
seu obrar musir ler de mclhorar um dos ramos pre-
ciosos da civilsac.luo cnsno primario !
A populacho desl cidade, que apenas conla 3
anuos de fundaran, he calculada' em 8,100 pessoas
de todas as condices.
Tambem Ihe direi que a c lificac.io camnha nes-
la cidade a passos largos e sem inlerrupcao ; e he a
a ideia lixa e exclusiva de grande numero daquelles
quepo.lcn dispensardesuasdespezas alguns cobres,
o edificar urna casa !
Alm das 3 escolas publicas elementares, de que
lhc fallci ha pouco, 1 do sexo masculino e 2 do fe-
miiiino ; existen) mais 3 particulares do sexo mascu-
lino, para as quaes concorre nao pequeo numero
de meninos, mormenlc para a de Juaquim de Lima
c Castro, que sobre ser imelligcnlc e hbil, tem a
precisa aplidao para esse mister.
Segundo o que me dsse o fiscal da cmara muni-
cipal desla. Firmo Antonio Marques, incumbido
por aquella do apresentar-ihe a estalistica das lujas,
quitandas, tabernas, ele. ; nesla cidade ha 37 lujas
e 109 quitandas, entrando ncsle ullimo nmero o
lis hibernas, islo he, pequeos armadilhos de la-
boas toscas, era que seu dono vende gneros com
liecnea da cmara municipal ele.
De Caxias nada lhc lenho a contar, porque liada
de extraordinaria ha all occorrido derradeiramene.
Iros criminosos: eslavamos dous dedos distante da
morte.
Vistc-me chegar a Slrasburgo, e sabes minha bs-
(oria desde esse momento. Cahi em um eslado de
profunda tristeza ; mas eslava aborrecida da vida, o
desejava acabar com ella : nao sabia que abi le urba-
na para reanimar-mc e fazer-mc tremer dianle da
sorte que me ameara. O' Sebasliao, para que nlo
partiste mais cedo comigo ?
Maldigo lambem, respondeu-lhe Iioudan, a ti-
midez que me releve ; mas eu nao sabia que eslavas
em pongo, e nao tinha a minha disposir.io os meios
de fugir. Todava nao temas; fafei conhecer la
innocencia, e Dos le salvar.
Dos nlo salvou a madama de Ncuhurso, nao
salvou a nenlium justo, e seu proprio fillio morrea
sobre a cruz. O excesso da desgrara deslroe tow a
coiifianca no co : lendo invocado lanas vezes in-
tilmente o pai dos homens, um desgraeado checa a
duvidar de sua juslica e de sua bandado 1
Sebasliflo ia responder ; mas ou in o carccrciro an-
dar no corredor agitando as chaves : era chegada a
hora da partida. Aproveilou os ltimos montantea
para aportar l.ucia.ia ao coraran, e depois vollou
tristemente para rasa. Ahi o pezar que elle conti-
vera n.i presenra da rapariga roanifeslou-se ; e pon-
do a cabera eulre as raaos, o mancebo abaudouuu-
so ao desespero.
Applacado esse Iransporle de dr, cscrcvcu em es-
hlo simples c enlcrnccedur a historia, que arahava
le ouvir, e depois de l-la copiado cuidadosamente,
eiivolvcu-a o enviou-a ao ministro da juslica, rogan-
do-lhe qu intatrajerta em ura negocio 1,1o trgico e
l.io ponen semclhanle as cansas ordinariamente plci-
leadas pcranlc os Iribuuaes.
Ouando Sebastiao poz essa carta no corrcio, sen-,
lio a re-pirarlo mais livre e o coraran mais leve.
Orne horas davam na cathedral ; nenhuma nuvem
cohria o azul do ro, onde viam-sc at as menores
estrella1. Sobre a Ierra Yeiuava o silencio, a som-
bra e o repouso; no co ludo era grandeza, luz e har-
mona. Esla dupla imagem da ordem eterna tran-
quillisou a alma inquieta de Sebastiao. Elle disse
comsigo que, apezar das duvidas de Luciana, o mes-
mo accordo devia reinar 110 mondo moral, quo a na-
lureza inscnsivel nao podera ser preferida hnma-
ua, c que Dos uau dcixaria cxucular-se umarevol-
tatilo injustira,
(Conlintiar-e-na.)
i
MUTILADO
ILEGIVEL


o s o que Vmc. adiara denotar*! que all houve, |
lie anoticia ci un magnifico e sumpluoso baile,
que deram na noile de ( do crrenle, para o qual
concorreram cerca de 200 pessoas da prraeirn dis-
liucrilo. Assim me informam, e assim llio conlo.
Assoveram-me mais, que para esse bailo promo-
veu-se urna subscripto, da qual se cncarregou urna
cominissao, e que ella apurara seus 8OO3OOO rs. com
que mantuve em p o alegnlo de urna noile / O que
lie verdade be, que a rapaziada que daqui vai pas-
scar Cavias, como que para infiltrar inveja e des-
posto no corae.no dos Therezinensot, quo vivem bem
torios de limpar poeira, que aqu ha muila, vem
contando dabi mil maravilhaa 1
C por TtMMltul naotemos esse carnaval, tanto
que a nossa rapaziada diz, que o motivo de l'allarern
alguns delta da vida allicia, be por nilo terem ou-
tras distrasejs edivertimeulns innocentes I
A imorensa be um vehculo de civilisa^io e de
progresso maferial e inlelleclua necessario na nossa
actual forma social; e tanto mais he til e preciso
esse vehculo, quanto raaior he o pendor e deseu-
volviinentodo espirito humano para a Ilustrarlo c
ti iumphos da intelligencia em todos os ramos de
conhecimcttloj, nesle secuto de transicrao em que vi-
vemos. pois aqu nos experimentamos mais essa
uccessidade'.I Qoasi que a-llic dizer que nenhum
jornal temos nesla provincia, pois o pequeo papel
impresso, que apparece de das em das, be cxclusi-
vamente oceupado com o expediente do soverno d a
provincia; mas sempre lhe dirci que publica-so aqu
csse peridico, que tem este titulo O Semanario.
O proprielario da lypographia do Semanario, o
portuguez Joao da Silva Leite, he nimiamente ava-
renlo, e par isso s publica um ou outro e.'criptinho
por preco exorbitante, motivo porque ninguem se
anima a mandar para essa lypographia arligos de
interesse publico, ou momo particular.
Nein redactor tem o pobre Semanario Mas que
precisao tero ello de redactor ? !
Era Oeiras ha urna boa lypographia, que he de
Tiberio Cezar Iturlamaquc, mas est parausada, por-
que o mclbor, c nao soi se nico compositor que
nell.i Irabalbava, esta paralytico.
Contam tantas historias sbreos motivos que lal-
vez querem csraerilhar, da paralysia desse compo-
sitor, o (i. Marques de Carvalho, que nao sei a qual
doslaes cpntos hei do.dar crdito. O melbor he
ouvi-los, e nao acreditar era quem os conla, al que
a verdade venlia metle-los a conlos o contadores no
despreso.
Nessa lypographia de Tiberio C. Iturlamaquc se
publicara o pequeo, mas interessante, bem escriplo
e melbor impresso, o jornalO Oeirense, que
ippareceu de marro a oulubro de 185i, c cuja re"
larao attribuiam ao 11 r. Casimiro Jos de Moraes
Sarment, pelo quo o vocferavam acrimoniosa-
mente os seus contrarios e desafeiroados!
O Dr. Moraes Sarment he digno da melbor es-
lima e concedo, embora digam o contrario os seus
adversarios, erijas vozes por isso que sao dictadas
pela m vonlade, despeitoe inveja, nao devem op-
pr-se i verdade, e nem Uto pouco obscurecer a sua
illustraefio, saber e mrito. Todos coohecem os
serviros que ello (em prestado ao paiz, sempre que
se acha no exercicio de funches publicas, e he ho-
mem que nutre os mais nobres c elevados senli-
mentosde dedicai;5o sua patria.
C me fita o melbor e o mais interessante assnmpto
com que pretenda acabar esta ; e muito desojara
lh'oenviar desta vez ; nilo o faro, porenv, porque a
mala do correio da corte esl a fechar-se. Se Vmc.
se dignar aceitar a presente, eu lhe prometi dar-
Ibe quanlode interesse eusouber por eala boa Ierra.
AmenL Olhe qoe isto nao he oraron, e se concluo
com um amen, he porque desejo quo assim seja.
Appelceo'a Vmc. infinites prosperidades e urna
longa vida.
l'ceo-lbc derradeiramente que se sirva aceitar os
cumprmcntns desle que, apezar de vclho, deseja ser
de Vmc, criado ele.
Rio Grande do Norte- '
Natal 17 de fevereiro.
Por aqu reina a paz do Senhor cm nm o outro
hemispherio;quero dizer a capital e no centro d'on-
de as ultimas noticias rVVbi
X
DIARIO D PERNAMBUCO, QUARTA FIRA 21 DE FtVERtlRO DE 1855.
^bidas silo satisfactorias,
porque o se deu em lodo o mez findo, um s al-
tcnlado contra a honra, vida ou propriedade do ci-
dado; ora, bem ve Vmc. que isso be urna felicidade
nao pequea para os raeus comprovincianos.
Do Apudi sei que .o delegado de polica deu urna
cossa em urna sucia de criminosos do Ccar. e Para-
liiba que se achavam por all refugiados, o apezar
'le scrcm avisados, foram colhidos seis criminosos do
morle daquella provincia.
Ja v<5 pois o mcu amigo que no meio di activi-
dad* que a Parahiha e oCcara tem desenvolvido na
perseguirn dos criminosos, nos nao fcamos estacio-
narios e nem mesmo temo dizer-lhe quc.se altender-
mosaosmeios de que dspe aquellas duas provin-
cia, nao sei da parle de quem estor a vaotagem;
quando digo dos meios, fallo do dinbeiro e tropa
principalmente, porque a quo existe' cutre nos he 1.1o
puuca que mal chega para o servido da guarnalo,
pequeos destacamentos de 7 c 8 prajas, com os
quaes bem ve que senilo pode fazer quasi nada ; to-
dava a energa e intelligencia do nosso digno chele
de polica, o llr. ilerculano, lem superado esses bi-
ces, c conseguido estabelecer urna polica activa e
vigilante, que nos vai dcsassombrando ; se pois ain-
da nao esl ella no ponto a que deye chegar, s o go-
verno geral he o culpado, por supor que sem (ropa
o rom urna polica gratis pro Deo, se pode conse-
quir urna total repressno do crime : ossa verdade
quo anda o nosso goveruo nao quz reconhecer, ha
muito que he proclamada pelos presidentes de diver-
sas provincias, e aos quaes se lem concedido laucar
mao ele gratificarnos para algnns delegados e subde-
legado, e o resultado desse meio lem sido Uo satis-
factorio que prova do subejo o grande inconvenien-
'cdusvslema que ora temos.
lie urna das cousas que mais admiro, he ver que
ainda ha cnln: nossos agricultores e fazenderns ho-
rnera, que se sujeitam as grandes rcsponsabiliilad.es
dos cargos policiacs sem a menor remunerar.;,., e
antes carrejando com os nao pequeos e bem cntihc-
ci los coniprointllimcnlos dispendios, e de mais a
mais eom as grandes collccraes de mappas, que affl-
gema lodaessagenlc,muitns dos quaes mal sabem as-
signar o nomo; isso pois demonstra que entre nos
ainda ha muito patriotismo, e lano que faz esque-
ccr a esses que, para assim dizer, vivero solados (os
do cenlrojsem outra garanta mais do que a que Ibes
ptle fornecera torca publica em diminuto numero.
()ra,dga-mc o que ser de um desses homens que
exerco no uosso serbio o lugar de delegado, e que
sendo acrrimo perseguidor do crime, se indispoe
cora omandSes daquelles lugares que prolegem, e
se ccreara dessa cfila de selvagcns assassinos, sendo
amanhaa demittidol? Nao he ficar a ovelha na boc-
ea do lobo > Esses homens um da nao conbecerao
os horrores do abysmo em que eslao pisando desdo o
dia que aceilam taes cargos ? Eu, meu amigo, nun-
ca aceitara taes lugares.
Ja que lhe fallei cm polica, cm criminosos, lhe
quero dar por curiosidado e para comprovar a acl-
vidade da policia do Dr. Ilerculano, o quadro dos
presos que exisliam na cideia desta cidade quando
elle loroou conla da polica, no primeiro de tqarco
de 1853, o os qu" foram de cnlao para c captura-
dos ; Irabalho um pouco curioso qoe me forneceu o
meu anign Sicupira, c que na qualdade dn gover-
nasr daquellc caslello, deve ser exacto. Delta ver
Vmc. que do pYimeiro de Janeiro de 1853 ao primei-
ro de marco, oxistiam na cadeia desta capital 28.'pre-
sos de justira, a saber: 11 criminosos de morle, 1
de falsidade, 1 de polygami, 1 de estupro e 14 j
condemuados por diversos crimes.
Do primeiro de marco em que lomou posse o Dr.
Ilerculano al 27 dejunho do anno passado foram
capturados 13S criminosos, a saber : 36 por crimes
de morle, 8 por leulalivas; 20 por ferimeulos, 2 por
estupros, 15 por furtos e roubo3,"4 por uso de|armas,
9 por fuga de presos, 1 por estelionato, 5 para cor-
recto, 17 por suspeilos, 20 rccrulas e 1 cscravo f-
gido. Dos quaes foram renicllidos para a Parahiha
onde cram criminosos 10, 1 para essa provincia,
sollos pela inaudita clemencia do jury 24, falle-
cern! 2, senlaram prara 21, foram rcmctlidos para
a diversas comarcas onde linliam crimes 5, sollos
por nao progredir a acensaran II, depois da prisau
correccional 5, por alo sercm criminosos 1S, por
banca 3, 1 entregue a sed senhor; passaram pora
prisa i mililai :t, cxislera 31 n? cadeia da capital sb
as chaves do Sicupira: ora, de presos e polica j
basta, nao acha !
A looga demora de San Salvador me lem feilo re-
ebeiar de noticias, e por Isso nao sei se alguma me
escapar, porque confio muilo pooco ua niinha me-
moria,
No dia 28 de Janeiro passado livemos urna esplen-
dida fusta de San onralo, na villa de seu nrago ; a
ella afiluio buido concurso de povo, nao s daquel-
les lugares como mesmo desta capital, cutre o qual
nao sei se j lhe conlti, esleve esle scu criado, ainda
quo bem mal acomraodado, pois que sendo a villa
ainda que bolla, mui pequeo, insufiicientes foram
es casas para receber (lo crescida hospedagem. O
digno vigario nada poupuu para o brillianlisinoda
fesla.Esso vigario,pelo retoque mostra por sua gro-
ja, o punca avareza que dcsenvolvc com snas ove-
Ihas, fora do rommum dos vgaros dosta iniulia Ier-
ra, se torna digno de elogios: oh! que bello contras-
to entro elle, c o nosso Candido de Exlrcmoz. Este
lomou conla da freguezia, que he um bispado, a-
chando urna ptima matriz, e leve a habilidade de
converte-la cm ruinas, apezar de quando cm vez re-
ceber nao pequeas sooimas da Ihesouraria para re-
paros; aquello naoachou por matriz sen lo urna pe-
quea capelki dcorar.lo, c boje lem urna boa matriz
acabada com lodo o goslo o esmero, c cm urna fre-
guezia pobre c pequea como be San Gonralo Mui-
(os acbam nislo um n3o sei que de admiraran, cu
porm explico o negocio muilo bem : a villa de Ex-
lrcmoz vai em urna decadencia espantosa pelo gran-
de crescmenlo da povoarao da Bocea da Malla,
que dista della quatro leguas, e bem v Vmc. que
nao linba grasa acabar-se a villa, e ficara matriz; as-
sim pois o bom vigario quer que muilo breve se
possa completamente dizer : hic Troja /'nil!
Pelo que acho que lem ratao o Candinbo.
Pelo nosso San Carlos Nalalcnse houve crisc, nao
sei se mondaria ou humanitaria; o cerlo he que
houve urna farca para se poder excluir um socio
reuniram-se todos, riscaram-sc, o depois se recons-
Iruiramde novo, escluindo-se alguem. Ha diversas
versesa respeito de qual fosse o motivo; uns que"
rcm quo fosse zelos por aa dama da sociedade, a
quemdizcm quexhegnu n se impr a condirao de
casamento se ella nao fizesse mais parte da socieda-
de, ao que ella cavalleirosamenle recusou : dizem
oulros que fora falta de zelo. O mesmo Rocha nao
afirma nada, e o Solaina duvida de ludo; corao quer
que soja a crisc passou.
Foi preso em Goianninha um capiliio de campo,
que diz ser de Minas Geracs, e quo vindo em procu-
ra de uns escravos, se apoderou em San Jos de al-
guns que diziam ser filbos dos que procurava, e re-
duzio-os a boa especie, forrou outros sem dar o me-
nor cavaco polica, pelo que foi Irancafiado c adia-
se nesla cidade al dar mclbor conla de si.
Esl marcada para o dia 5 de marro a primeira
reunan do jury nesla cidade, Jjcm sabe, que me nao
descuidarle de lhe dizer o que por ca houvcr.
Agora cumprirei oque na minha ultima lhe pro-
mclli acerca do nosso El-Dourado do Ccar-mcrim.
Esse ro/foco de urna grande riqueza, lem sua
nasrenra em o nosso seriando Cabuji, donde vem
smenle correnlc pelo invern ate a altura do Pcdre-
gulho, duas leguas pouco mais ou menos cima d:l
nascenlc, c mui populosa povoarao da Bocea da Mal-
Ja anude se reno com o rio Agua-azul, c outras
pequeas correntes, que nao tendo um livre curso,
por se achar obstruido lodo seu leilo desdo csse al-
tura al a descifrbocadura no lugar Genipabu', for-
ma um espraiado m muitas partes de mais de legua
de largura. Sobre esse espraiado he que esl a ri-
queza do terreno, porque as imundaces ferlilisaro
por (al forma esse terreno, que lhe d nma produc-
i;.i" espantosa, fazendo que os agricultores que o cul-
tivara (riumphem dcsassombrados dos horrores da
secca que freqoenlemcnle assallam esta provincia ;
em compensac.io, tamben! nos anuos muilo inverno-
sos, a grande repreza das aguas faz nao pouco mal
as Iavouras, porque nao tendo aiuda o governo ca-
nalisado o rio como convem, e nao podendo ospro-
prelarios para si fazerem essa grande obra, que de-
manda capilacs deque clles ainda nao podem dispor,
por isso que agora he que principiara, o crescmen-
lo das aguas reprezadas Ibes mata nao pequea par-
le de suas safras ; islo porem nem be em lodos os
lugares, e nem cm lodos os annos, pelo que venbo
de dizer, ver Vmc que urna das grandes vanlagcns
(lo Gear-mcrim he o Iriumphar das seccas ; oulra,
que nao lhe lio inferior, be a maneira admiravcl
porque produz a eanna.aprescnlando um numero de
filbos em cada toccira, como ainda se nao encontrn
cm terreno algnm por nos conhecido ; depois com
duas ou tres limpas tira a canna promptn para ir ao
engenho, o que tambem nao acontecer cm qualqucr
terreno, e sobreludo, pelos lugares em que passa o
rio, abundante de moradores livres. c que com faci-
Ijdadc, c urna pequea paga se preslam ao Iraba-
lho da canna faz dispensar o emprego do capitaes
cm escravalura ; esla vanlagcm para mim esl so-
bre lodas as outras. Eu eenlicco senhores de enge-
nho que nao possucm um cscravo, faiera todos os
annos seus 900, c 1000 paes de assncar, sem todava
empregar um s real do produelo do assucar no cos-
leio do engenho, porque be suprida esla despeza pe-
lo produelo da agurdenle, que se exlraho mesmo
no engenho a GiO e 800 rs. a caada : ora ja v pois
que essa vanlagcm nao he pequea : ha anda o
commodo de embarque dos assucares na pequea
distancia de 2, 3 c 4 leguas nos portos mais longin-
quos. Grande parle desses ricos, terrenos eslao an-
da dcsapriroveitado), porque eslao quasi todos habi-
tados por Indios, c ainda boje o he urna grande par-
te da povoarao dos Vados ; assim mesmo ja se coit-
lam liojo uesserio 16 engenhos de ferro, e 12 do
pao. Esse terreno pois merece toda a atierran do
governo, afim de que facilite aos agricultores o mc-
lbor aproveilameulo de scu Irabalho, c provincia
essa fonlcde riqueza, canalisandoo rio pelo menos
ale a altura do lugar DcndcCeiro, na distancia de 4
leguas pela embocadura de rio cima, (ornando-
navegavel al csse lngar para canoas e barcasas. E
a loda essa riqueza vira dar maior descnvolvimenlo
a companbia de navegasSo cosleira com seus vapo-
res, olferecendo um meio fcil c promptode levar a
urna maior prara os gneros dos agricultores, aonde
clles melbor os re pulcra. Agora que nao he mais
um problema o resultado dos Irabalhos dessa compa-
nbia, convem muilo que ella Icnha cm vistas, qoe
da boa escolba de sua agencia nesla cidade depende
nao s o resultado do seus lucros nessa empieza, por
que he ccrlo que quanto mais relacionado for o.
agente com os nossos agricultores e negociantes,
maior confianra Ibes deve imperar o raaior deve ser
a concurrencia do carregadores ; ora, islo eu crcio
que a companbia nos vai proporcionar, porque se-
gundo me persuado, ella laucara' So da rasa com-
mercial de Fabricio Gcnros <& Companbia,a nao que-
rer passar por ingrata e dcsconhecida, pois quo casa
foi essa a que primeramente aqoi lomou a siad-
vogar os inlcresses da companbia, ja peranle o gover-
no provincial, c ja peranle a assemblea, e mesmo
porque me consta, que he a nica casa que ompre-
gou fondos em compra de acres da companbia, c
a mea ver essa casa satisfaz era ludo os desejos da
companbia, porque nao s lio urna das bem acredi-
tadas, c que negocia cm grande escala, como porque
manlem immensas rclarOes com os agricultores de
quasi toda a provincia.
Dcsla vez ullrapassei Levet urna grande mas-
sada, e vou dar nao pequea aos seus leilores, porcm
corao isso nao be sempre me desculparao.
Nada mais ha que possa merecer especial menrao.
Ainda eslou a espera da noticia da queda de Se-
bastopol, pelo que vejo sempre os sanios de mnln;
devorao me ouviram, e os alijados chupara a mos-
tarda ; Dos assim o permita I
Saudc, ele, etc.
PEHAIBEGO.
COMARCA ii; UOIAimt.
17 de fevereiro.
Sem mais prembulos:
A comarca continua no eslado referido na pretri-
ta missiva.
A 12 cirecluou-se urna priso em Joao Bernardo,
como aulor do assassinato perpetrado em Anlonio
Codito, pelo rapilo Camisao.
Conversando com o amigo Mesquila a respeito.
chegoei ao conhecimcnlo de que nao fora esle quem
fizera o oulro desranrar das fadigas desle mondo, c
sim um seu irm3o.
O mesmo capitao seguio a 12 em drccso aos en-
genhos Bonito c Cachoeira.
O amigo Mesquita assevera-mc que o fim a que se
dirigi elle, foi conseguir um amplexo, ou como em
direito melbor nome lenba.
Sendo assim, nao trepidis, denodada soldado, por
um s momeulo em levar avante lao nobres de-
sojos !
Se por ventura conseguirdes fazer reinar nesla he-
roica comarca a pharmacia, congrntulando-se os des-
airelos, sera o vosso uome apoolajlo pela posleri-
dade!
As 3 horas da lardo de 13, dou-sc nesla cidade um
fado, que a levou ao eslado deirrilacaoel-lo :
Joao Theodoro da Cruz, insp.;ctor de quarleirao,
cutendeu, munido de tima palrr aloria o dous solda-
dos, dirigr-se ao becco da Misnricordia com o fim
do corrigir a urnas pretas escravas, que no mesmo li-
nliam urna casioha alugada, ondo urna vez por ou-
lra fa/.iam as snas reunioes.
Admillida a hypolhcse de reuiiocs contra o pre-
visto pelas leis, o que devia fazjr a polica Nada
mais do quo conduzir as infractoras casa dedeteu-
rao, e nclla soffrerem punirn, merecendo.
Chegando casa em questao o t.il inspector, c ven-
do quo sua viagem e seus ardemes desejos estavain
frustrados, visto achar-se ella de fcrrollios corridos,
resolveu arrombar uraa janella no proposito de as-
saltar as cujas raparigas.
Assim o fazendo, foi consequenria levar as que cn-
conlrou a palmaloadas, sendo couduzidas ellas para
lao repgname brincadeira para fra da casa, o que
concorreu, para que se desse um espantoso congres-
so, (li/.endo-me at o amigo Mesquila que as tojas de
alfaiates, sapalciros, ele, ele, ficaram detpovoadaf.
Porlanlo, paicccndo-nie ser apenas parlo do ins-
pector, deve a polica dar ;i previdencias precisas,
afim de que nao se repilara seinelbantes secnas, sof-
I rendo o mesmo a bem merecida ponido.
Toda vez que a polica serve-si! com raaos agep-
les. a consequencia be desconeciluar-se.
A fatal bexiga ainda lavra, embora alguin tanto be-
nigna.
A povoarao de Cruangy acha-sc a soffrer do mesmo
mal, sendo em grande estala.
Infeliz Cruangy, quem le soccorrer cm lao cala-
mitosa poca !
Que Esculapio ir comlgo (er resseestado excep-
cional I
O carnaval vai sem furor.
Tendo, era certa reunan do amavel sexo, sido for-
rado a peregrinar pelo Parnaso, alenlo o eslado a
que fui levado, enlcndi fazer chegar ao seu conheci-
nicnto o meu itinerarioci-lo :
A Um." c /i.rm.* i'r. O.....
I '
Quanlo s amavel,
Oh encantadora beblado !
Negar pdc o humano,
S tu uraa deidade !
II
(Juera ao vcr-lc,
Dcixar de amar-te '.
Quem ao ouvir-le,
Deixar de adorar-lc !
III
Quem ao dcvisar-U?,
Olvidar obiaees ;
Anjn que arrebata
Aos morlaes corarcs.
IV
Teus ollios seductores,
Tcus labios faguciros
Sao arma cora que amor
b'erc aos seus guerreiros.
V.
Tcus azeviehados cabellos
Tuas masaas rubicundas
A* lodos enleiara, prendera
Com allcnrocs profundas.
VI
Tcu lindo semblante,
Ten eolio garboso
Ao mortal tornara
Feliz e venturoso.
VII
Tua voz anglica,
Tcu bem soanle dcdilhai,
S.lo lacs que al forrara
Ao irracional extasiar.
VIH
Sim, Jepbina bella,
, Mulhcr, nao, deidade '
Olveos votos meus,'
Usa de bondade !
Se rasgar pndera
O triste coraso,
Vcrias os estragos
D'uma forle paixao.
X
Se soubera, Jopbina,
Ouc encontrar le viria ;
Direcro a oulros ares
Sem hesitar dara.
XI
Mas, nao, sou feliz...
Perda, anjo mea ;
O excessos rcl%va
Do misero valo leu.
XII
Esles versos acolbc,
Minha linda flor,
(Jue expressoes sflo
D'uro puro amor.
Salulem plurimum, alijue pecunUun in magna
quantitale. o rnica.
(Carta particular.)
VILLA DE IGlAIUSSli
18 de fevereiro.
Nao he smenle nos magiflficos palacios das gran-
des cidades, que o dos vendado eslabelece a prar,a
as suas conquistas; nao, mcu amigo, 3 amor, como
diz Chateaubriand, he urna plaa que brota cm
lodos os climas. Se alii Cupido ( com licensa dos
senhores modernos ) se reveslc de formas genlis e
linda roupagem para sedu/.ir fermosa don/ella de
a Munda testa, ochi azurri, e bruno ciglio.
aqui nao despreza lomar feires menos delicadas,
nu deixaudo por islo de fazer felizes os amantes;
porque, como ainda diz o nobre visconde csse
respeito, o miseravel lisquim era scu penedo de
gelo be tilo feliz corao o inonareba europeo no lliro-
no. Vmc. ha de estar admiradissimo do ver-mo sa-
bir do serio para escrever essas lihas, quo abi fi-
cam, c que lao pouco se casara c porcm,deseulpe, que se incommodci Chaleaubrfllnd.
se boli cora o estpido Esquimo foi para dizer-lhe,
que a inania de furlar mocas, que te urna molestia
da familia do ( ou da ? cholera- morbus, em sua
viagem por esta provincia dignou-se locat nesla po-
bre villa, onde lem feilo estragos consideraveis a
ponto de fugirem n'uma noile tres moras afora al-
guraas, que fugiram antes defeslr, o ullimamenle
urna que escapou-se com um apparalo olllcial. Es-
peram-se ainda algumas fgidas, } esl a cousa em
tal estado, que ja um pobre pai, a quera liraram
urna filba, refugiou-sc cm lugar apartado para que
lhe deixem a oulra. Ja v como ai.dam por aqui
inflammados os corases. Nao ha muilo, que um
nosso I.ovclacio,apandado cm actos attenlaloiios da
honra femenil, cscapou alguma :ousa estregado, o
que deu Ihema aos glosadores d.i ponte, quo sem-
pre sao muito ms lioguas.
Na mesma noile era quo fi.giram as Ircs mo-
ras, fugio da cadeia, pela grade, um preso. De sorlc
que eraquanlo na casa junio voava um pela janel-
la para os brajos d'amnr, voava outro, esfolando-sc
nos ferros da grade, para os da liberdade. Nao sei
quaes achara Vmc. mais macios. O meu especial, a
qnem consultei respeito, disso quo desejava esta1'
nos prmeiros por espaso de um dia, ainda que
se visse privado dos segundos por espaco de seis me-
as, e o Longunho, o iiifallivcl I.onguintlo, que se
acbava presente, hateo compasadamente a cabesa
com um sorriso de quera entende da materia.
No lugar d'Agua Branca um mnino chamado
l.oiirenrn, a 8do mez passado, assassinoo a Joaquim
do Carino em un casamento. Dizem quo foi por
acaso, pois que os assislcnles disparavam, corao he
costme do mallo, as armas era regosijo, o a carga
da espingarda de l.oureuro empregnu-se em Joaquim,
que vinba chegando. Sempre lio bem uata\cl a cr-
curaslancia de estar a arma carregada, quandu o
costme be dar tiros de plvora secca.
Em Alagoa-Secca um Chico gasapa, brigando cora
um scu camarada, deu-lhc urna formidavcl Tacada,
da qual nao sei sejamorreu. Arabos esses rapazolas
puzei m-'p ao fresco.
A' 7 desle conieron a funecionar o jury desle
termo, apicsenlando o juiz municipal quatro pro-
cesaos, O Longunho"oTercceu-rr.e o seguinle resu-
mo de seus Irabalhos:
Presidente, o Sr. Dr. juiz de direilo da segunda
vara, Alejandre Bernardino dos Hcis c Silva.
Promotor interino, o Sr. Dr. Manocl Anlonio dos
Passos e Silva.
Escrivao, oSr. Adolpho Manod Camelio de Mello
C Araojo.
No dia8 comparecern! no tribunal Joao dos San-
ios Amorime oulro para responderera pelo crime
do tentativa de falsidade, previsto no arl. 1G9, Icr-
ccra bypulhese,combinado como3i do cod. pen.,
c foram absolvidos; porern o juiz appellou da sen-
tencia.
No dia O comparecernm Amaro Nuitcs Dandcira c
Joaquim Onra, aecusados pelo crime do antearas,
previsto no art. 207 do cod. pen. ; foram absol-
vidos.
No dia 10 foi julgado o malvado Francisco do O',
cscravo, um dos autores das morles doGucrcr
e do roubn de Monjope. Confessnu pela lerccira vez
o crime com todas as particularidades. O jury con-
demnou-o gales perpetuas, visto ler negado baver
nos autos oulra prova alrn da confissao do reo. O
juiz appellou cm virlude do art. 78 2 da lei
n. 261.
No da 12 enlroucm segundo julgamcnlo, em vir-
ludo da dc-risin da retarn, Marcolino Antonio do
Espirito Sanio, acensado de reduzir escravidao
pessoa livre, crime previsto no arl. 179 do r.od.crim.
Como foi presidente do 1. jury o Iteis c Silva, pre-
sidio a esse julgamcnlo, o Sr. Dr. juiz municipal da
2." vara Oveira Maciel. Foi o aecusado absolvido.
Polo que v Vmc. s houve urna rondemna-
Cho ; ludo foi hnnanca. O l.onguinho csqueceii-sc
de notar, que defendeu os reos, que cntraram nos
dous primeiro das, o Sr. advogado Amaral, que
defendeu o Francisco do O' o acadmico Jos Anto-
nio Coclhn, e que loi defensor de Marcolino, o Sr*
professor Scraphm, que vi pela primeira vez.
No dia 2 do correnlc tivcmos unta fesla bem
soffrivd do l.ivramento, a que asssliram as pessoas
gradas do lug ir, concorren lo muito para o seu bri-
lliantisino a nossa msica, que vai fazendo pro-
gressos. |
I in,denle foi nomeado para agento do cor-
reio nesta villa, o Sr. Alcxandrino Jos do Amaral,
que muito nos agrada por suas qualdades.
A salubridado nao vai bem. Morrcu de moles-
tia interior Josc Francisco Montciro. Morrcu de re-
pente um sujcitoqtic itqoi curava pela bomcopalhia;
c morreu linalmcnle de urna maligna Pedro Paulo
de Moraes, eslabelecido com casa do negocio nesla
villa.
lia muilo lhe nao dou el precodos vveres. A
carne fresca temos a doze patacas ; a secca (do Cca-
r ) nao ha; o bacalbao vende-so a 5JI20. A fa-
rinha a 360 a cnia. A manteiga franceza vende-so a
GiO, porcm ludo rum.
Saudc e felicidades lhe desdo sinceramente.
(dem. )
-------
REPARTIQAO DA POLICA.
Parle do dia 20 de fevereiro.
lllm. e E-.ni. Sr.Participo a V. Exc. que. das
dillerenles parlicipaces hoje recebidas nc3la rc-
particao, consta lercm sido presos:
Pela delegaca do primeiro dislriclo desle termo,
o pardo Joaquim. para averiguares.
Pelo depositario geral, os prelos Malheus, escra-
vo da viuva de Adolpho de tal, e Francisco, escravo
de Candido Jos d'Olivcira, arabos para seguranra.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
l.aurenca Mara, para correcrilo, e um blieiro cujo
nome se ignora, por ler pisado com um carro a um
hornera.
E pela subdelegada da rregueza de S. Jos, a
preta Balbna Ferrcira de Monra por insultos.
Dcos>guarde a V. Exc. Secretoria da polica de
Pernambuco 20 de fevereiro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. consclhciro Jos Bento da Cunta e Figueiredo,
presidenle da provincia.O chafo de polica Luiz
Carlos de Paica Tcixcira.
DIARIO DE PERMBIJCO.
Pelo vapor S. Salvador, entrado do norle no dia
19, recebemos honlein gazetas do Amazonas que al-
canrain a 10 do passado, do Para' a 6 do corrcnle,
do Maranho a 9 e do Ceara' a 13.
Gozara de socego (odas cssas provincias, e nada de
extraordinario hara nellas occorrido, como verao
os leilores das cartas dos nossos correspondentes ex-
aradas em oulro lugar.
Quanlo as provincias donde nao recebemos cor-
respondencias, nada ofierecem os jornacs que se
possu mencionar.
Esl ultimad> o summario cx-ofiicio, instaurado
pelo Sr. dicto de polica por occasio do roubo e iu-
emrtjs da casa de I). Joaquina Maria Pgrcira Vi-
,uni,i."s quaes liveram lugar na noile de 29 de Janei-
ro lindo, na ra do l.ivramento. N'ello foram pro-
nunciados prisao e livramciilo, corao incursos nos
arls. 266 c 269 do cod. crim., o bacbarcl Joao Lins
Cavalcanli de Alboquerquc, c seu primo Bellarmino
Alves de Carvalho Cezar, o qual, estando hospedado
cm sua casa por aquellos dias, se havia retirado pelas
tres horas da larde de 29, corrf destino a sua residen-
cia era Serinhaemou Cabo, em Ierras do engenho S.
Paulo.
Serviram de fundamento a pronuncia o exame,
que procedeu-so cm casa de I). Joaquina, depois que
o fogo foi apagado, e segundo o qual conhcccu-sc
quo no quarlo da salado primeiro andar havia um
arronibamcnlo feilo com pa no forro, por onde com-
mu, iraram para os piarlos dcima, onde D.Joaquina
tinha nao pouco dinbeiro em moeda forle, papel, c
trastes de valor, cujos bailse cofres baviam sido ar-
rumbados, coiiheccndo-se evidentemente que o fogo
nao linba sido casual, c sim de proposito laucado
na casa, com o fim d'incendiada esta ereduzida cra-
sas, desappareccrera os vestigios do roubo, o quaes
vista a maneira porqnc foi feilo, comprometleriam os
moradores do primeiro andar.
O arrombamento no forro o assoalho dos quarlos,
bahs, cofres, o os meios empregados, como o uzo
d'agua raz, palha, coulros objeclos hincados por al-
guns lugares da casa para o fogo atear-se com forra
e desde enhJo nao ser fcil sna exlinccao, nao podc-
ram ser fcitos, segando .o juizo dos peritos, que vis-
loriaram a casa, senfio no esparo de um dia pelo me-
nos, e isto por mais de uraa pessoa, sendo cerlo que
a casa foi adiada fechada pelas suas portase janellas,
o estos sera indicio de lercm sido violentadas quan-
do o povo c a polica leve de invadi-la cora o fim de
apagar o fogo.
Conlra o hachare! Joao I.ins, que n'aquel-
le, e nos dias anteriores estove em casa desde
as oilo horas da manbaa al s cinco da larde,
lempo era que relirara-se para o Poco da Pa-
nella, onde havia poucos dias linba posto sua fa-
milia, ecabirara lacs suspeilas cm razao dos ve-
hementes indicios quo o aecusara, nao s porsup-
por-sc que elle nao podesse deixar de ver lacs ar-
rombamenlosc o mais rdaiiro ao fogo, como por le-
rcm sido encontrados cm um dos babu's deixados por
Bellarmino cm casa de um negociante dosla cidade,
a quera recommendou que os fizesse seguir na primei-
ra occasio para Seriuhaem, alm de 262 palacoes
que moslravam ler pouco uzo por eslarcm guardados,
alguns objeclos do roubo, os quaes foram reconbeci-
dos como proprios de D. Joaquina, depois de um exa-
me muito raiudo c cima do loda a suspeila ; acres-
ceudo que no dia 27 le Janeiro por larde, dous dias
anlesdo incendio, Bellarmino andou trocando nesla
cbJade moeda de prala por notos do thesouro, b effec-
tivamenle, trocou cm casa do negociante Rolimum
conlo de res, e na de Viera cem mil reis, sendo que
n'essa occasia* disse Kolim- que aquella prala ha-
via receblo da venda de urna porrao de algodao, ao
paso que o barharel l.insdissc cm seu interrogatorio
que Bellarmino veio esta cidade nicamente com o
fim de vender um escravo por fujao, vindo cscoleiro,
e nao Irazendocoinsigo nem levando na volla para
Serinhaem se quer uraa maca na garupa.
Mulas outras circumslancias ntiudas, que reuni-
das conslituem vehementes indicios, senao provas,
se deram conlra o bacbarcl I.ins c Bellarmino, que
agora, alem de aecusado fra fastidioso referir: ellas
conslo dos autos, o todas serviram de fundamentos
pronuncia.
COMMIMCADO
do firmamento ; os objeftos quo vi-, ludo que des-
cobre sao indicativos cortos, e nfdiveis do que lem
da putar esoflrer; sjo figuras precursoras da sua
Alina c dissolucao : o primeiro passo que d na vi-
lla, he lambcrn o primeiro que o leva ao sepukro,
liz o erudito HaMilon.
Ilcpor isloquco Idomeo penitente (liassevera rj\io
a vida do horacm he uraa ron I imada guerra, pro-
longada tentativa sobre a Ierra, jnilitia cst titano-
mini.i super terram. O ar quo o hornera respira
evapora-se, o alimento que toma, mais o arruina ;
a trra que o sustento exhala do sen inferior Hedion-
dos c pesliferos vapores que o dcslrocm ; o bomem
em su m in i, vive sempre cm continua agitar.u> al que
fenece e raorre.
As idades diversas, sao como Iteras successcs de
difiercnlcs idade, o cada instante leva comsigo urna
parle da sua duraran c vilalidade ; o momento em
que o horacm falla est tongo c separado dos seus
dias; raorre pouco a pouco; c sendo elle ura ag-
gregado de barro petos mixtos do quo se compile,
arruinado que seja um s orgao, desmanlela-sc a
machina, ludo se dissolve, c lornaj-so no p ecinza
de que era. Nossos anuos nao sao mais que um so-
nto da noile, dizia raui cloquenlcmcnle o Ilustre
hispo de Clermont (2). Sondis que lendes vivido,
aqui osla ludo o que vos resta, todo esle inlervallo
que leudes passado desde o vosso nascimcnlo al
boje, nao he mais que ura rpido tiro que apenas
vistes passar. Tout cet intcrcalle qui s'esl ecoute
depuis otre nainance jurqu'aujourd'hui, ce n'est,
qu'uH traite rapide qu'a piene tousacez tu passer.
lie forroso morrer o grande, o pequeo, o rico,
e o pobre, o potentado da Ierra, o que veste a toga,
o que no campo de Marte empunba a espada, sao
na verdade respeitados pelos seus titules, pela posi-
rao brilhante em que se achara ; a morle, porm, es-
so anjo exlcrminador dos vvenles, armado da fouce
voraz, neiihuma vassalagem, nenhuma dctfercncia
Ibes presta : boje esse heroo 13o assomado por seus
brazes c toros, recebe do subdito humilde, honras
e bomenagens que lito s.ao devidas; no mesmo mo-
mento porm, elle as leude mais solemnemente ao
principe do sepulcro, a morlo ; se agora elle impe-
ra e ostenta sobro aquellos que lhe sao subordina-
dos, dabi a pouco sobr'cllc domina a incxhoravel
parca,
A gloria, a magnificencia que nelles luzUm, seu
nomo respeitoso que repercuta de urna a oulra na-
rao, ludo desapparece, o se acaba para sempre ;
dellcs nao resta mais que o mesmo a que eslo rc-
duzidos os mais humildes, e abatidos dos homens ;
ossos, vermes, ciuzas, p e nada !
O principes o grandes da torra sse dislinguenl
em quanlo lem vilalidade. Que he feilo pois de um
Alexandrc, Cezar, Pompeo, A'arico, vencedores al-
tivos, conquistadores vehementes '.' Que he feilo de
um Turcntia, Vilars, Cucule, gencracs intrpidos,
guerreiros impvidos ? Que ha feilo dos Augustos,
Claudios, Titos, Trjanos, monarchas magnnimos,
soberanos perspicazes ? onde est essa cohorte de
cnsules romanos, capiles famosos que desde o Ca-
pitolio manda vara o mundo, e lao enrgicos foram
colaboradores c participes de lanas glorias e en-
comios ?
Queris saber o fim delles '.' Enlrai no cemilerio,
nesse sitio umbroso e opaco ; passai respeitoso por
cssas imagen de lulo ; alravessai por debaixo desses
cypresles, cborocs, dessas arvores lgubres, desses
emblemas de elor e melancolas, abri a pedra sepul-
cral; levantai a lousa fra que cobre esses aposen-
tos mortuaros ; ab 1 o que vedes crneos hedion-
dos, reliquias ptridas da humanidade, ridos ossos,
corruptas carnes que mal se percebe ; be justamen-
te o que resta dessas personagens, ludo emfira est
envoilo em negras sombras do p donde subir in
pulecrem rccerleris.
Efectivamente lodos mis nascemos para morrer,
e todos morreraos para ressuscilar ; para n'ascer au-
tos do ser, foi mister progeni lores que nos geras-
scra ; porcm para renasccr, ou ressuscilarraos, o
mesmo p c cinzas cm que se corrompen e desfez o
corpo, esses mesmos sao os pais de que havemos de
lomar e ser gerados. Putredinl dUd, pater meus
es, maler mea, et sror mea, vermibus (3).
O sepulcro porlanlo substituc a p todos os esla -
dosc eminencias : alli ndmira-sca alfronlosa mcla-
morphosc a que eslao rcduzidos os nossos autepas-
sados ; nao ha dislincrao o siugularidadc enlre as
rinza drico, do pobre, do nobre, do pichen, do
rci, do vassallo, do general, do soldado, todas cm
sumnta eslao confundidas e promiscuamente depo-
sitadas nesse ccnolaphio pavoroso.
O eximio Dr. da -rara convicto desta verdade,
dizia : abri aquellas sepulturas, c vede qual lio alli
o senhor, e qual o servo ; qual o pobre,* qual o ri-
co ; distingu, se podis, tiestas cinzas, quaes do va-
lenlc, do fraco, quaes do tormosu, do fcio ; quaes do
rci coroado de ouro, c quaes do escravo de Argel
carregado do ferro a rspice sepuebrum ct vide ;
quis dominas, quis servus ; quis pauper, quis dives !
discerne si potes ; regem a vinc'.o, tortera debili,
pulchrum diformi.
lie verdade inconlestavel que o que vive uesla vi-
da nao he o que he, he o que foi, he tornar a ser na
morle o p que foi no nasciraento, he lomar a ser
na sepultura o p quo foi no campo damasceno :
doee revcrlaris in Ierra de qua sumplus es.
Para snpprir as lacunas quo uccessariamentc se
ha do deparar ueste escriplo, nito s pela exiguidade
do Irabalho, corao ainda pela fraqueza da penna
que o Iracou ; jircsenlamos um pensamcnlo do im-
ntorlal padre Anlonio Vieira, colhido de um dos seus
semines sobre a morle ; A nossa vida, diz elle, nao
he mais que um circulo que fazemos de p a p; do
p que tomos, ao p que havemos de ser ; uns fa-
zem o circulo maior, oulros menor, oulros mais pc-
quettos, oulros mnimos. Segundo exclama o santo
Job, a nossa vida be um vento, ventus est rila mea ;
esto vento aconta o p, levanla-6, e eis os vvenles,
acalmado o vento, cabe o p, e is os morios ; logo
he evidente que nos que vivemos no mundosomos
p erguido, os morios porm sao no abatido ;*os vi-
vos sao p que anda, que percorre muito- lugares,
os morios sao p que jaz, os vivos s3o p, os morios
sao p, os vivos p levantado, os morios p cabido,
os vivos p com vento o por isto vaos, os morios p
sem vento, c por isto sem vaidade.
Sao pdeos c cansados os dias do homcm, diz o pa-
cienlc Idomeo ; ellos passara como a flor que abre,
e logo murcha ; passam como a sombra que nunca
para ; semelhanlc a nuvem que foge e desapparece,
o homem assim desee ao imperio das sombras, e nao
voita mais a casa onde tnorava, nem torna mais ver
os lugares onde habitan Abrem-sc as portas da
norte, o homem entra na morada da destruyo e
urna sempilernidade he todo o nico bem que lem de
fruir. Infaliivcl transirao.' medouho passamenlo !
Mas ahij ouro o ribombo dos campanarios an-
nunciar ser chegadoo santo lempo quaresmal ; lem-
po de penitencia o salvasao cm que principalmente
tos devoraos arrepender do nossas culpas ; abando-
nar ocaminbo da ittiquidade, o trilhar cora firmeza
a senda da virlude.
O templo do Senhor franquea suas portas, o os
liis cm um momento apitihoam-se no seu pavimeu-
lo ; a simplicidade de seus aliares, a mudanra re-
pentina que se conhccc em seus paramentos aari-
rubictindos c preciosos para vileles e lbanamciitc
guarnecidos ; a exclusao completo de faustos e cn-
fcles; o aspecto taciturno e melanclico que apr-
senla o lodo da casa do lieos, exigem na verdade do
ehrisiaa urna corapunrao e modeslia, c simultnea-
mente uniiundam o dia que principiara as austeri-
dades, jejiins e penitencias.
I.ogn que os ministros do Senhor recilam os psalmos
penitencaos o oracoes funreas, o presidente desle
acto pavoroso, com paramentos lutiferes, benze tima
porco da cinzas, e depois as impon indislinclamcn-
na tez de cada um dos ficis, quo as recebem de joe-
Ihos, acompanhando a esta aceito as palavras
lembra-tc que es p, o que para o p has de vollar.
( .Memento homo quia pulvis es, el in pulvcrcm
rcvcrlcris.
Ir. /.. .1/. Carmelo.
Memento homo quia pulcis est, ct
fu pukerem recerlccis.
Lei lerrivel promulgada pelo Dedo Omnipotente,
como em premio dos dclictos perpetrados peto infe-
liz progenitor da humanidade I Lei inexh.iurivcl,
scnlcitra definitiva que sera irrcmissivelmcntc cum-
priila pelo deseen lentes do infractor Adao Sen-
tensa, digo que Dos prouttnciou contra o nosso pai,
depois do peccado, ede que a sania igreja se apro-
veila para nos lembrar urna vez cada anno, qqe to-
dos havemos de morrer ; almejando quo esla sauda-
vel lembranga nos acompanhe todos os dias da nos-
sa vida.
De feilo, o homem logo que nasce, logo que des-
prende OS olhos, depara.com o auri-anilado manto
""M
Srs. redactores. Nao lenho a honra de ser scu
corrcspondenle de noticias, nem Dcos permita que
me entre no caco scmclhanle velcidade. Que lite
noticiara eu de mais ou do melbor, ri visto da clo-
quenle facecia, com que preenche esla rais-.io o
correspondente que daqui lhe tornecc engraradas
missivas, nao fallan Jo no da Parahiha c oulros ?...
Islo he que saojcorrespoodcucias ; a minha, porcm,
que tulo tem o mesmo mrito, servir apenas de
(1) Job. cap. 7v.l..
(2) OEuvres de Masstiion, sermn sur la mor.
(3) Job cap. 17 v. 14.
sombra ao matiz eom que ellas adornam as colum-
nas do seu inlercssantc Diarto. Ji v, pois, quo
nilo passo do um mero intruso, que avenlura-se a
rcmcltcr-lho mercadura diversa.
Sim, vou rcmcller-Ibc, como amostra, um pouco
do catear da /lussia, para ver se acha ah extrac-
cao por ser mcrcadoria nova. Os apaixonados da
mimosa manteiga de prala de Iglalcrra e das sabo-
rosas sardinhas de Nanles, talvez lhe arrebilcm o
nariz, por sef cousa manufacturada por selcagens.
Os Turcos de cerlo nafcoslarao de tal ignorancia,
principalmente se entraa sua composcao alguma
bise de toucitibo : fazcm muito bem. Aqoi estou
cu que nao sou mahometano nem judeo, e tambem
nao goslo de loucinho qoandfa esl rancoso. O mes-
mo poner acontecer ao mcu carear se estiver der-
rancado. Resto caso, os liscaes lefio ahi cuidado
de o mandar latear na praia ; nao me fazem pera :
alli mesmo irao os caes lurros Iraga-lo is escondi-
das. He o que cu quero, para velos damnados,
mordendo os seus protectores ; mas coitados Esses
perros j nao lem denles para morder os pes, que
os magam, nem lingua para lamber as trollas que
os prendem. Tocaram o perigeo de sua desgrara ;
nao ha mais poder no mundo que os rehabilito.
Quanlo ao cacear de que (ralo, fallarci sem mais
figura: he urna resposla que don ao improviso,
que o Sr. A. M. O'Conncll Jersey dedica aos bra-
vos cm freule de Sebastopol, o qual (improviso)
vem estampado no seu imparcial Diario, n. 3, de
ido correnle. E como nao seja vedado a ninguem
cantar os fetos dos seus predilecto, qttiz lambem
cantar os dos meus, sem com ludo oftonder o Sr.
O'Conncll Jersey, usando al da sua melrificasao c
consoanles, tamaita he a sympalbia que tenho pe-
lo seu estro Para mais desculpado ser cm minha
dedicaso aos Kussos, cumpre-me declarar que nao
simpathiso com a selvaliqucza, razao por que amo
aquella itarao, quo, sendo sclvagem, como dizem,
cm menos de secuto e meio rivalisa com as mais c-
vilisadas, e at leva-Ibes vanlagcm cm alguns pon-
tos, r. g. : n'abolirao da pena de morle, a qual des
do lempo da sua ultima imperatriz ficou cm desu-
so completo. E que dirci da sua diplomacia '.' a de
Inglaterra nao lhe leva as lampas ; baja Vista ao
Iralado de l.'nkian-Skelessi assignado cm Conslan-
tinopla aos 20 da lita de Sapliar do anno da hegira
1213, isto he, a 20 de julho de 1833, no qual (tra-
tado ) vem consagrado esle arlgo secreto.Em vir-
lude de dma das clausulas do tratado patente de al-
lianra defensiva, celebrado enlre a Sublime Porta
c a corto imperial da Bussia, as duas alias parles
con'ratantes eslao obrigadas a prestar-so mutua-
mente auxilios maleriaes, ea mais efiiraz assistencia
para seguranra dos seus estados respectivos: como,
porcm, S. M. o imperador de lodas as Itussiasquc-
rendo poupar i Sublime Porto o pesu e embararos
que lhe rcsullariam, se livesse que prestar auxilio
material, nao pedir semelhanlc soccorro, ainda
quando as circumslancias ponham a Sublime Porto
na obrigasao deconcedc-lo, a mesma Sublime Por-
to Oltomana, em lugar do auxilio que deve prestar
cm caso necessario, segundo o principio de recipro-
cidade do tratado patento, dever limitar sua acsao
cm favor da corle imperial da Kussia a (echar o es-
trato dos Dardanellos, isto he, a nao permittir
que taso algum de guerra estrangeiro entre na-
quelle estreilo debaixo de qualquer pretexto que
seja.Inglaterra ja linba diaute dos olhos este Ira-
lado, e nao o acredilava. Suscilou, pois, para de-
sengaar-so a presento guerra, c vista do molivo,
respondan! os iraparciaes quera lem razao ; se a
Kussia em sustentar o seu direito sanecionado pela
boa f dos tratados; ou se a Inglaterra em querer
que nenhuma nagan do mundo lhe ponba o p adi-
anto, ainda mesrao quando se firma cm seus trata-
dos. E como a Kussia pugna petos seus direilos he
selvagem, regressista, quer escravisar a Europa,
ele, ele. Ora, eulcndam U essa civilisacao!
Longe de'mim querer arvorar-mo cm juiz nesta
causa para declarar quera lem razao ; mas no caso
era que se acha a Russia, devo dizer com franque-
za, que lite corre o dever de defender-sc com todas
as forsas. E he o que ella faz. O mais a Dos per-
Icnce, c cslott persuadido que o mesrao Dos nao
podo ser imhltorcnto s lulas dos soberanos da Ier-
ra, como Senhor dos senhores. E disto ja vamos
vendo o effcilo al na coaspirasao dos elementos,
uaalhcalro daquella guerra.
A Russia nao he Dinamarca, rujaVapilal Joj bom-
bardeada a falsa f cm 1808 ; nao lio China, cujos
babitontos foram conslraiigidos a farsa de canhoes
a se suicidarcm com opio ; nao fie Brasil, cujo pa-
vilhao ja servio de Jiucha aos canhoes inglczcs.
He chegado, pois, lempo do pescador tornars
suas redes eanzes, c o Gallo dcsccr do poleiro.
Agora he Nicolao quem alto lirada,
E scu brado aos guerreiros va! esto hymno :
Ou Kussia ou Albion Ou glora ou nada
Maccio 25 de Janeiro de 1855.
O Philo-liusso.
IMPROVISO DEDICADO A TODOS OS CIDA-
DAOS RCSSOS.
O Gallo sem Norte
Vai ser enterrada,
* Depois de acossado
Peto gran Mavorte
A um povo indolente,
Que vive fumando,
Um oulro insolente
vai-o anniquilando ;
As tretas famosas
De Brilania c Franca
Baldas de pujanra
O Russo animal nm,
E o Turco ati el iran
Guerreiros do Don
Nao se renden), nao,
Nem redem a patria
A Napolen ;
Como hroes briosos
/'lidiara de Albiao.
Ja Sebastopol
Do gloria coberla
G'ranlc aos filbos livres
Victoria por corla ;
Ai! Francos, ntes !
Quera sao os cercados 1
Quem bombardeados'!
Responda o assomado
Quasi citcurralado.
Guerreiros do Don, etc.
Que nobres sclvagens !
Que heroico furor 1
Esntagar tcnlaram
Do mundo o invasor ;
No Inkcrman batida
A ferro e niel ralba
Saxonia canalha
Ja lila enchutada,
Mas bem dizimada. *
t
Guerreiros do Dor, ele.
Que houvcssctn canhoes
Em Sebastopol,
Ah I nunca suppoz-so
Nem luz, nem pharol ;
Os Francos-reles,
Por seren valcnles,
Keganbando os denles
Coulavatn c'o Norte
Fcrido de norte.
Guerreiros do Don, ele.
Assombrado do Alma,
Trcmcm no Inkcrman : /
Como quebrantar
Slavo talismn ?
Succumbiitdo aos mil
Para cera salvar.
Nao cantara victoria,
Nem raorrem cun glora.
Guerreiros do Do, el".
Nao deve o progeesso
No bem recuar.
Mas Nicolao poda
No mal o atalhar :
Mo grado o.Franiez,
Mo grado o lrclo,
Lhe consentirn
A gloria inurchar,
E o mar libertar.
Guerreiros do Don, ele.
do Poco, e do Sr. Dr. Paiva, chefe de polica desta
provincia, dizendoem resumo, e.com referencia a-
qucllc peridico, que eu fra cncarregado peto dito
Sr. dicto de polica para intimar ao scu redactor, o
Sr. Komualdn Alves de Oveira,que nao continuar-
se a publica-lo, soh pena de ser recrutado ele, ele.
S por considerarao ao publico, e rripeilo a posic
que oceupo, lomci a resolvi delrcsponder a esse
artigo que nada menos he doque urna torpe estrate-
gia do um meu inimgo velbo, sempre insidioso, o
redactor do f.ibcrat Vernambucano. No entapio sai-
ha ello que eudesprezo as suas aggrassoes, como
sempre o fiz, 0 que lhe deixo a mais ampia liberda-
de de obrar como quera he, na certbza de que cu
nao me ifaslarei de proceder como devo. Eis o que
so passou cm relarao ao redactor do Brado do
loto.
Em um dos -lias do crrele mez o Sr, chefe de
plice mando,, a minha casa um do, seus nrdonan-
Ca saber se eu ahi me acbava, pi, que qucria pro-
curarle, P"WBir contigo br. ^u, llcgo-
C'- ,e:" so,u;""> a occasJo, era que ou esla-
va vellido para sabir a ra, e snlo mandei dizer a
S.S. que o procurara na sua secretaria, quando
vollassc dos raeus negocios : assim o fu por dfcren-
c.a ao Sr. Dr. Paiva, de qnem me prez, ser anrign,
Declaraudo-meo negocio quo comigo tinha, ,1,-e-
meo Sr. chefe de polica, que sendo |eu lao ,.i.
sado como elle na rnanateneo da ordem pubca, nie
pedia, que inandasse chantar o redactor do P.iadod;
Poro, e o admocslasse para que na redacro da sua
folha nao ernpregasse expressoes sediciosas, e cfbe
por ventura podessem exaliar as paix&es em detri-
mento do socego da provincia, eda eslabelidade da
insliluicos. Promclli-lbe que assim o faria, porque-
com quanlo nutra o mais ardcnles desejos cm favor
paiz, sempre detestei as conspiracOcs, c tudoquauto
alterar possa a publica Iranquillidade. Passado is-
lo apparcccu em minha casa o Sr. Rornuahto.rcdac-
tor da folha de que sclrata, c entao oxpuz-lbeo que
me havia dito o Sr. chefe de policia, e o aconselhei
que sera, abandonar suas ideas, que lambem sao as
minhas sobre a nacionalisacao do comrncreo, e pro-
lecsao a agricultura, c mais industrias do paiz, redi-
gissc a sua folha com prudencia, e evilasse lansar-
se no campo das hv*erboles e exaitaettes, que cm
materia poltica cm vez de fazerem bem sempre
produzem males ; o Sr. Romualdo pareccu acqaics-
ccr a isto, mss depojs conslou-mo que a sna boa f
fora prfidamente trahida pelo modo segtlinle: Teve
elle de procurar ou casualmente enenntrou-se com o '
redactor em dicto do Liberal Vernambucano, econ-
(ou-lbe o que eu lhe havia dito ; csse mcu inimgo
desleal, como sempre toi, entendeu que a sorto lite
havia feilo deparar com urna boa mina para explo-
rar conlra mim, que quer publica, quer particalar-
menlo guardo sobre sua pessoa o mais absoluto silen-
cio, c desdo logo metleu mos a obra, aconselbando
ao Sr. Romualdo que fizesse urna publicacao sobre a
materia, para que elle podesse appareccr, vomitan-
do convicios e calumnias sobre mim, o o Sr. Dr.
Paiva. Pela minha parle agradesn-lhe a generosi-
dade. O Sr. Romualdo inexperienle, como be, dei-
xou-sc embar pela prfida camaradagem do seu col-
lega, fazendo urna inexacto, o adulterada cxposicilo
do que eu lhe havia dito, c eis que o redactor do i-
beral laura mao della para ferir-me, corao o fez no
arlgo quo me refiro. Al aqui tenho exposlo o
que na verdade se passou a respeito do que a redac-
Sao to Liberal torpemente qoalifica de inlimarao por
mim feila ao Sr. Romualdo por parto da policia, pa-
ra tleixar de publicar a sua folha ; resta-me explicar
o contacto cm que at aquella dato eu me acbava
com o mesmo Sr. Romualdo.
Natural ile G auna, donde eu tambem son filho,
aquello senhor procuroo-me em novembro do anno
passado, para que eu fallasse cm sea favor ao Sr.
chefe de policia, e procurasse destruir algumas prc-
vensoe que contra ello exisliam cm virlude do acon-
lecimento da noile de li do referido mez; prsen-
me isso, porquepromplo sempre estarc para fazer
bem, e consegu que o Sr. Romualdo, qae se acbava.
occnlto podesso appareccr; dahi pois nasceram as
poucas relaresque comigo linba csse senhor, sen-
do por isso que o Sr. chefe de polica julgou-incita-
bililado para dar-lhe um consclho cora esperances de
que elle o atlendesse.
Diga por lano o redactor do Liberal o que qu-
zer, lance sobre mim as indignas insinuares qua
tlic parecer ; tosa o sen ofiicioMev inimigo cobarde,
sem scnlimentos, sem cavallciitsmo, que eu nao me
arredarci de meu posto do honra. Tenho um juiz
que mais ou menos me conhece, e peranle o qual bei
franca, c livremento expendido as minhas anteases ,
he o paiz, e particularmente a minha provincia, dio
me julgar, o em presenra de seu juizo poderoso na-
da valero s Iraices e miserias do [redactor do Li-
beral Pernambucano.
Tenho dito, Srs. Redactores, quanto basto em def-
feza d: minha pessoa aggredida, o da verdade quo
procuro reslabelecer ; pero-lhcs que consiulam na
publicaro dcslas ludias do scu ele.
Francisco Carlo.s Brandao.
Recito 20 de fevereiro de 1853.
PUBLICARES A PEDIDO.
Srs. Redactores.Um amigo moslrou-me hojeo
Liberal Pernambucano n. 13, cujo primeiro arligo
so oceupa de mim, do redactor do peridico Brado
Em virlude do despacho do lllm. Sr. lenenlc-co-
ronel e commandanle cima declarado', certifico
que no livro de registro de orden do da do bata-
Ulan consta a ordem do dia 12 do corrcnle mez, a
qual he a seguinle :
O lenenle-coronel e commandanle faz constar a"
briosa oflicialdade o mais pracas do bataihao que
bstanle seDSibilsou-o o proccdimento'do Sr. alto-
res I! uuillo Augusto Ferreira da Silva publicando
no Diario de Pernambuco um annuncio que do al-
guma forma c sem fundamento algum punha em
duvida a conducta do seus dignos coinpanbeiros,'
no fiel cumpriniento dos seus deveres, peto que
deu lugar a que o Sr. capitn Ihesoureiro, pelo ze-
to que muila honra lite faz, epelo qual merece lou-
vores, responderse ao, dilo annuncio, no qual leve
nticamente por fim expor a verdade, defendtndo o
honroso comporlamcolo da corporacSo a que per-
lencc.
A visladisto,esperava o Icnenle-coroud que oSr.
altores Gamillo, que nenhuma olfensa havia solfrido
com a resposla do Sr. capitao Ihesoureiro, sa ahsli-
vesso na coulinuarao de outras publicacOes; mas
com orpreza e admiracao sua, vio o^cnenle-coro-
ncl ainda no mesmo jornal unta correspondencia
do referido Sr. altores Cami'llo, provocando o supra
dito capitao Ihesoureiro, a quem ofrende sem a me-
nor razo, pelo que o mesmo lencnie-coroocl estra-
nba severamente o proccdimcntc. menos digno do
Sr. altores, espera que elle dcil, como be, nao
continu a dirigir offensas aos seus honrados com-
panbeiros c superiores, alim do nao plantar de-
harmonia em tima corporaco. que at boje se lem
distinguido poto sem comportamento, uniSo* dis-
ciplina. Assighada, /odUpho Joao Barata d\il-
meida.
E para constar on* convier passer a-presento.
Quarld do 2." bataihao de infanlaria 13 de fevereiro
de 1835.O secretar, Manoel Joaquim da Silca
llibeiro. .. *
. m m
Ainda quo lodos os aclos da transada direejae
da Campan/a Pernambucana cslejam sitflicienle-
tnento juslificados na opiniao dos dignes cavaHciios
k|uc lumaram parlo nesla empreza, vslo que un-
nimemente a rcclcgeram no dia li do corrcnle mez,
julga todava do seu dever, para csdarccimenlo dos
Srs. accionistas, que ralo lem podido comparecer
as ultimas reunioes de suas assemblcas, fazer im-
primirs carias quo escrevera ao icciotiisto encar-
regado de mandar construir cm Inglaterra o pri-
meiro vapor ila companbia. Esses documentos sao
prova autenticas de que a dirccrlo nao e>rocedeu
sera que livesse maduramente rcfletlido sobre os in-
lcresses provaveis da empresa cotada s suas fra- '
cas luzes.
\ opsao que deu aos vaporo de maiores propor-
reslhe foi suggetida pelos calcules que havia feilo,
mas assim niesino levou ao conlietimenlo dos cons-
tru lores lodas as objeroes que aejui lite foram ap-
prcsculailas por pessoas profiscicnles na materia, e
s depois de bcni avahadas pelo Sr. llirardo Ros-
Iron, possidor da quarla parle dat acres da com-
panliia, se coucluio o contrato con o Sr. JoSo Laird
de Birkenbeud, um dos mais celebres constructores,
c aqucl|c que se obrigou a dar o vapor era menos
lempo.
lio livre a cada um dos Srs. accionistas ler ama
opiniao diflerentc da dos directores da companbia ;
mas para que o publico coolicccdor da ctposirao
que fez o Sr. Mjlet em reunan do da 6, c que foi
publicada no Diario n. 33, lambem lenlia conheci-
MUTILADO
M


=
DIARIO DE PLRIUIBUCO, QUARTA FEIRA 21 DE FEVEREIRO DE 1855.
3

\
!
1
ment ilos argumentos com que foi pela direceau
explicada a cansa da sua divergencia, lho lie fran-
queada a Icitora dessas cartas, para por ellas formar
seu esclarecido juizo.
Jti*lifif;'-se a direrriio de nao haver encommen-
d.ido vapores de 100 toneladas, porquo anda mes-
nio Ires seriam iusudiciontes para o transporte da
carga, quo he exportada dos diversosporlos, pelos
quaes terau do fazer encalla, c daran) um prejuizo
de J :>|i por cento, nao contando com as sulivencocs
do governo, oqui/. os vapores do 9G7 toneladas,
que earrcgam do 350 a 400, porque embora cuslas-
scra maior proco, preencliiain as necessidades do
commercio, retribuiran) os accionistas com um
pequeo lucro iudcpeiidcnledassubvences, que Ic-
r.lo do ser cm grande parte applicadas nos primciros
lempos aostrapiches e armezens, que lem a compa-
nbia de mandar construir.
Preferio vapores de ferro e a beliceporserem mais
baratos, e por ter a direrrjo plena certeza do que
so estabeleceria ueste porto um eslalciro- patente,
que nao s servir para os navios da empreza I'er-
nambucana, como mesmo porque com protveilo de
seus accionistas dotar a provincia de mais um me-
llioramcnlo, tornando o scu porto superior aos de-
ronis do Imperio.
E finalmente podendo Irr a satisfacHo d'assegurar
aos Srs. accionistas da Companhia l'crnambucana,
que 16 pontos comprebendidos na zona do scu pri-
vilegio, admitiera o vapor encommendado, que em-
bora da grandes dimensfies s demandar 0 pos de
agua, quando esliver complclamentc carregado, tem
desvanecido o.panico daqiicllcs que, acoslumados a
ver a navcgacSocusleira feita por pequeas embar-
caeci toimai era querer que suas ideas sejam
.idmillidas, embora cm opposico com as dos que
tendo fortes inlercsses comprometidos na empreza,
nao sao eslranhos ao bom resultado dos sous capitaes.
Antonio Marques e'.tmorim, secretario da di-
recrao. .
COMA DA TKDUCCAO PELO SEI ERX.
Pernambuco 24de marro de 1851.
Sr. Ricardo Roslron.
MANCIIESTER.
A pedido de Jorge Palchclt, nosso collega na di-
recejo da Campanilla Vernambmajia, que tem por
fim a navegante costeira a vapor desde este porto
aluao Ceara c Macei, mis lite a presentamos a se-
grate cncommenda para coulralar o comprar por
uossa conta un) vapor, que preencha os fins que
temos um vista.
Em primeiro lugar pomos i disposicite do Vmc.
a inclusa lellra de cambio com data (Thoje (C.P.u. 1)
primeira via, a 60 dv., sacada pelos Srs. Deanc
Youlo & C, sobre o Srs. Deanc Voulc &. C. de Li-
verpool, pagavel em Londres da quantia do .1,000
libras slerlinas a favor de Vmc, valor recebido dos
directores da Companhia Vcrnambucana, a qual
queira receber e laucar a nosso crcdilu em conta
correle. -A nossa prsenle renicssa ser breve-
mente seguida de outra de igual quanlia, o lercmos
cuidado, de em lempo opporluno,' purera saas maos
fundes sunicienlcs para enmprir quaesquer obriga-
Ces que Vmc. possa contrabir por nosso respeito.
Temos reclamado dos accionistas 25 por cento sobre
a importancia das accocsemiltiilas al agora, isto
be, sobre rs. 400:0005000, dos quaei j temos rece-
bido rs. 60:0003000, nao obstante os mesmos so se-
rcm obrigados a pagar at o da 31 do crrante, e
isto durante ama falta de numerario sem cxcmplo
no nosso mercado monetario. Apenas souberraos o
cusi provavel do vaso que Vmc, encommeudar, c
os prazos de pagamente que forera couVencionados
nos requisitaremos quaesquer fundos que forera nc-
cessarios, cujo pasamento be obrigatorio, segundo o
art. 4o dos estatutos da compaubin. As suas com-
missOes sero necessariamenlo as quo se usam na
ciecucao do ordens dcsta natureza, o pedimos a1
Vmc, quo llie sirva do governo, quo nos nao dse"
jamos, que cm ucnbum caso faca adiantamontos de
dinheiro por nosso respeito. Telo fado de estar in-
teressado na companhia,como unidosmaioresaccio-
nlas, nos deposilamos em Vmc. a maior confianza,
e estamos cerlos que esla idenlnlade de inleresses ba-
bditaria mesma a'aproveitar-se da larga experiencia
e coubeciincutos praticos, que Vmc. possue neslas
emprezas, c dos quaes todos os abaixo assiguadus se
confessam destituidos.
.temos discutido mai cuidadosamente a respeito
da qoalidade do bari^|#aiellior preencha os luis
da companhia. mas, nao' possundo os conhecimentos
praliecs necessario* para nos habilitar a tirar urna
?onclus respeitus, o ms ttic as nossas vistas circuiaslanciadaincnte, para que
Vmc. possa ajuizar se as mesmas sao ou nao exactas.
Decamos que antes de encommeudar vapor,
Vmc. consulto algum engenheiro eminente a respei-
to da praticabilidade das nossas vistas, mas roga-
roos-lheque ao mesmo lempo llie sirva de governo,
que uo temos desejo de fazer experiencias.
Estando convencidos por estimativas que temos
feilo (das quaes incloinios copia n. 4 e 2J, que barcos
pequeos nao precneberao os fins da companhia, nos
lodos nos inclinamos fortcraenle idea de ter vapo-
res grandes, islo he, com capacidade para carrega-
rem nao menos do oitoecntas (800) tonclladas de pe-
zo bruto, exceptuando machina,caldeiras, carvao pa-
ra dez das, e ludo o mais que seja necessario para
urna viagcmdo mar,e cora ludo isso nao demandando
mais de oilo a aove ps inglczcs, estando a carga
completa.
Se com este calado d'agua o parafuso poder traba-
llier eflicazmcnlc, damos a esso systemauma decidi-
da preferencia sobre o derodasnao somcule por
causa do rncror justo do inachinisma e maior eco-
noma decarvq, mas lambem porque assira se ob-
tem tnaior espaco para carga. Com todas estas van-
tagens, cada qual de urna importancia tao grande,
nos eslamos resolvidos a sofTrcr algumas inconveni-
encias, que possam resultar do emprego do parafuso,
e Vmc. fica. incumbido do pezar bem os argumen-
tos pro e contra, ficando nos bem cortos de que qual-
quer decisao, que Vmc. lomar, ser vantajosa para
os interesses da companhia. Tem-se apresentado
objcccocs contra a propriedade de applicar o sysletna
d'helice a um navio, que demanda lao ponca agua.
Se esla objeceo for real, liuha d'agua pode ser aug-
tuenlada algumas pollegadas, mas em caso nenlnini,
mais do que seis (6) se este acrescimo fornecer agua
inicenle para o parafuso Irabalhar, e d'eslo modo
ficari o vapor calando nove e meio pos inglczes coro
a carga completa a bordo, o que preferimos a recor-
rer ao syslcma derodas Desojamos muilo que
o barco nao demande mais de 8 ps (8) e rogamos-lhe
que faja qoanlo poder para que este algarismo nao
seja excedido, igualmente damos mui deci didamen-
le a preferencia aos nacios de ferro por causa do scu
cusi diminuto comparado cora os do madeira, pela
-ni motor capacidade, quando a cajislruccilo tempor
base as mesmas linhas exlernas, e lambem, segundo
se dii, por solTrerem menor depreciadlo animal.
Todava he fado, quo os navios do ferro nos mares
Iropicaes ficam cm pouco lempo mui sujos, e que es
mariscos adherem aos mesmos em lal quanlidado c
, tomam lal volunte, que impedem seriamente a sua
veloedade. Esla objeceo he mui imporlanle, e es-
peramos que havera algum remedio a oppor-lhc. Se
Vmc- julgar, que pouca ulilidade llavera em as cha-
pas lerem galvanisadas, e que as tnlas ale agora usa-
das tao sera elTeilo, a companhia cslara prompta a
construir urna daca fluctuante, ou eslaleiro patenl,
ueste porto para uso dos seus navios c de oulros
quaesquer, se o custo da mesma nao exceder muilo a
hUercnca cm preco entre um vapor de madeira c
nm de ferro, cada qual com capacidade para 800
toneladas do carga.pesobrulo.exceptoando machinas,
caldeiras, carvao para 10 das, ele; e ambos do igual
'orea. m ,
Tem-se-nos ahriado que os carregamenlos de as-
sacar produzem grande estrago nos navios .le ferro,
J>ar acor o metal carcomido, e que por consegrante os
sous donos liaban) grande repugnancia cm recebe-
na amcar a sea bordo. Como a nossa principal
Ionio de rcndimenlo sera carrejar assucar dos va-
rios porloj dcsta provincia e das limilrophes, espera-
mos que Vmc. faca examinar esta queslo lienta-
mente, antes de mandar construir um barco de fer-
ro. Se Vmc. aclur, que o assucar causa csso es-
trago no ferro, e assira mesmo preferir ter um navio
deslefnalcrial, cqrlamculc ver a necessidade de fa-
zer com que o puni (iqoe bem prolegido e forrado,
de lal maueira que lvre a carga de todo o contacto
prejudicial com o csco.
Esperamos que Vmc. lenhao maior cuidado co
construceao das cmaras. O nosso desejo he, que
liquen) sobre o convez, seguindo o systema america-
no, esejara lio altas e espacosas, quanto for compa-
lival com a perfeiU segurnc;a do navio, com vento
forte e mar procelloso.. Dewjamos que os baliches,
cmaras c na que se possaqiWnovar aqui. Igualmente desojamos
que nao sej enhregue dourados de nenhuma sorlc.
He dcsnecggsaro declarar o numero debeliches pre-
cisos para passageiros, valo quo o navio, que lemos
cm Vista, ofereccr mais espaco do que ser neces-
sario. Comludo, no caso inesperado, do Vmc. en-
commendar um vapor pequeo, deve servir-lhc de
governo, que serao precisos belicbcspara 2 .passa-
geiros de primeira classe, urna cmara separada pa-
ra seulioras com lodos os comnfcdos, numero do-
bra.lo de belicbcs do segunda clase. A companhia
tera cmyi^a_ac(indjiccao de gado, c sendo possivel
desojarnos que se facam arraujos |iara esse fim.
Parece-nos convenienlo.que o navio.se for de fer-
ro.scja dividido cm rcparlimcntos prora d'agua, ao
comprido o atravez com o fim do dar mais forca
construceao, e tambora urna certa iinmunidadc con-
Ira perda total no caso de naufragio.
Urna forja o chapas de sobrcsalenle devem neces-
sariamente achar-sc a bordo para seren empregadas
no caso de algum accidente.
Ser necessario machinismo de sobresalcnlc, con-
stslindo daquellas pecas mais susceptiveis de se que-
brarem c outras que for dilTicil substituir aqui. Ncs-
la cid.ido temos duas rundirnos capazos de fornece-
rcm as peras raiis pequeas o escrutaren) qual-
quer concert no caso de sobrevie re arcidenlcs,
communs.
No caso ilc Vmc. encommeudar um vapor a hli-
ce, queira Icr era vista, que o seu machinismo ha de
ser necessario, nao s para impellir o barco pelo mo-
do usual, mas lambem para retroceder longas dis-
tancias. A',visla do excedente resultado oh! ido no
lirasileira, da companhia do Liverpool, desojara-
mos que uo nosso vapor se adoptasse o parafuso pelo
mesmo systema conhecido pelo nomo do (Iriffith'i-
patent, segundo eremos.
Soja qual for o navio, que Vmc. mandar fazer, de-
sejamos que seja construido debaixn da inspeceno do
Lloyd's, e, quando prompto, garantido na classe A I
por 12 amos.
Serao necesarias a borilo latrinas para a tripula-
cao e passageiros, com constante e illimitadovforne-
cimento d'agua, e construidas dcbaixo de laes prin-
cipios, quo soja fcil concerla-las no caso do des-
mancho.
Como o vapor ser obrgado a retroceder longa*
distancias, bao de ser necessarios dous teme* para
que o barco fique perfeilamentc maneavcl, nm na
proa c outro na popa.
A cozinha deve ser provida de lodo o necessario
e ser o mais compacta c oceupar o menor espaco pos-
sivel. (
Ser conveniente quo o deposito do gelo pos-
sa ser adaptado para oulros fins, sendo necessa-
rio.
Igualmente recommendamos a conslrnccao de um
(anque para peixes, perfurado de modo, que admita
livremenle a entrada d'agua do mar, em al::tima par-
le segura c conveniente do navio ; o que podo lor-
nar-sc meio de consideraveis ganhos para a compa-
nhia, visto que o pcixc he mulo barato o abundante
era todas as partes da cosa, excepto aqui, onde o
supprimcnto ser apenas igual decima parle do que
o consumo seria; so o mercado estivo-so mais bem
prvido.
A bordo deve-se prover a todas as commodidades
para carregar c desea/regar com rapidez caixas, sac-
eos e barricas de assucar, pipas de mcl. toros de ma-
deira, praiichries de grande comprimento, gigose ou-
lros voluntes graudcs ou pesados.
Ser necessario que asescolilhas sejam convenien-
temente espacosas para admillirem a diversidade de
carga cima mencionada. *
Deve preslar-se o maior cuidado quanto a venli-
lacao do navio, c esperamos que nao so pouparao cs-
forcos para fazer com que as cmaras spjam o mais
frescas quo for possivel.
Parece-nos que velas latinas serao as mais apro-
priadas para um navio comprido, que, por nimios
mezes no anno,lcr de Inlar com fortes moncOcs do
N. E. e S. E.
Desejamos quo o machinismo seja realmente de
primeira classe.eo navio Terdadiramenle bem aca-
bado e solido cm todas as suas parles.
Tendo nos ouvido.dizcr que alguns grandes vapo-
res transatlnticos, de pouca agua, que ao presente
se achara us cslaleiros, esto sendo construidos com
oeiorra*^uTrra". cez Ofrlingue), que oceupa toda a allura do na-
vio, c que diversas vantagens importantes sao deslc
modo obtidas, desejamos que Mmc. miague ale que
ponto esla nqvidade ser digna de applicar-sc ao
barco, que precisamos, e que a adopte sc*fur appro-
vada porjuizes competentes.
Nao obstante as taboas do centro serem usadas
umitas vezes cm navios, que ralam pouca ogua,
com ludo ha objecc,es contra ellas por causa do gran-
de esforz a que sugeilam a cmbarcaraO, c mis dei-
xamos que os lemeos experientes decidan) al que
ponto saoapplicavcis em um navio tao grande como
o que requeremos.
Segundo eremos, os embonos so geralmentc asa-
dos em navios de todos os lamauhos, c podemscr ap-
plicaveis ao nosso vapor.
Tanques para agua, lanchas, bolas, ditas de salva-
c.3o, ancoras, corren les, bussolas, mappas, roupa de
cama, langa, vtdros, tarrico de mesa, de metal bran-
co, ele, etc., sao cousas necesariamente indispen-
saveis, e que por tanto, basla mencionar.
Pelo cima exposlo, Vmc. ver, que o nosso dese-
jo he ter um vapor de ferro a hlice, como o Crifft-
t/i's patent, classificado A I por 12 annos, capaz de
fazer 8 aslO militas por hora, podendo carregar 800
toneladas inglezas peso brulo, nao incluindo a ma-
china, caldeiras, fornallia, carvao a bordo para 10*
dias, cmara de roe de proa, arranjos para orficiacs
tripulacoes, c com ludo nao demandando mais de 8
ps inglezes com a carga completa, e alm dissoqje
possa ser manejado tao fcil e cllxazmenle como
um navio da mesma lonellagem calando mais
agua.
Desejamos muilo que o vapor, qac Vmc. mandar
fazer esleja aqui em oulubro prximo, pois por esse
lempo,'comecara a chegar a nossa safra de assucar, c
pedimos-lhe que nao poupo nenltum (afores para
que a entrega do barco se eflecluc o mais cedo pos-
sivel. *
O comprimenlo, islo he, a proporcao qne deve ha-
ver entre o comprimento o largura d'um vapor tran-
satlntico do grande forra, ou navio veleiro, deve
ser, segundo eremos, 8 pos era comprimenlo por ca-
di p em largura.
Queira informar-nos cmque termos se podecllec-
luar o seguro por anuo em um vapor como o que
agora cncommendamos.
Conlrato de carvao.Esperamos que Vmc lenha
a boodade de indagar porque prero esle combuslivcl,
sendo da me'.hor qualidadc para a navegacao, pode
ser contratado o entregue aqui junio ao costado do
Igualmente lfic pedimos-, qnc so do ao traballio de
oblcr estimativas do cusi d*uma doca fluctuante e
c'talslro patente, cada qua! com capacidado de
acommodar um navio de mil tonclladas. He pro-
vavel, que outras pessoas crliqoi construam esles es-
labelecimentos, e se nos alcancarmos orramonlos,lal-
vez apressemos a sua execurao.
Nmeros 3 e 4. S.lo copias dos decretos ns. 632 c
|U3, equo incluimos para mostrar a base da con-
fessao. Emquanlo ultima, apenas temos a obser-
var, que por intermedio do presidente dcsta provin-
cia, se nos ten) asseverado que o visconde de Para-
n, ministro do imperio, eliminar da listajtodos os
portes ou ros, que oueiecercmdiuiculdadc entra-
da dos vapores em quanto nao se acharem mcios de
fazer o scu accesso mais faci!.
Numero 5. Copia dos cslatatos, quo por esculla
dos acclonislas lio de reger a companhia,
Numero 0. Copia da le provmcial n. 303, conce-
dendouma preslarao annual de :0:(KMr-000 rs, peros
primeiro? dez anuos do privilegio da companhia, o
depois melado daquclla quantia por igual periodo.
Nos lemos toda a esperanra de poder alcanrar
una igual preslarao annual das pro,lirias de Ala-
gas, Paralnba, Kio Grande do Norte c Ccar.l.....l-
menle pedimos ao governo imperial e esperamos ai-
ranear privilegio para corlar gratuitamente toda a
madeira necessaria paraos trapiches c oulros fins da
companhia, e tambera isencao do dircilos no carvao
de pedra.
Nmeros" e8. Sild copias d'uma.carta e estima-
va do inspector do arsenal dcste porlo, c a qoal te-
mos o prazer de recommendar a Vmc. por encerrar
Bailas suggestcs valiosas, as quaes podem vir o ser
mais especialmente uleis no caso de ser necessario
construir vapores mais pequeos do que desejamos.
Numero 9. Copia do relatorio d'um commbsao
nomcada polos primciros cessionarios do privilegia e
por ultimo.
Numerlo. Copiado documento, depois confir-
mado por cscripltira publica, traspassando o privi-
legio dos cessionarios originaos para cerlos indivi-
duos, que depois o investirn) na companhia.
Isu lmenle incluimos duas carias para o capillo
I.ourenco da Silva Araujo Amazonas, as qoaes de-
fpuis de Icr queira fechar c mandar entregar ao mes-
rao. Nos Horneamos esle ufiicial gercnlo da eorapa-
nbia, mas nao lomos rerleza se elle aceitar esta no-
mcaraa. Pelas i ufaren aroes at aqui obtidas, esla-
mos disposlos a deposilar plena confianca ncsle in-
dividuo. O scu conhecimenlo da cosa do Brasil
desde Santa Calbarina at o Para,tornar as suas sug-
gestcs mu valiosas, c nos desejariamos que Vmc.
pesasse bcn qnalqtier objecrao, que elle aprcsenlar
contra o vapor que cncorainendamos.
Nos nao hesitamos cm recommendar a conslrnccao
d'um vapor grande, visto qnc nos limites do DOMO
privilegio temos carga para mola duzia dclles. geno
mais a dizor somos De Vmc. muito obedientes
criados.JoSo Pinte de \Lemos Jnior.Antonio
Man/ucn de .Imorim.FredtrCO Conlon.//. //.
Saifl.Ceorgc Vatchett.
Copia da tradcelo pelo T.uzitviia.
PcrnambitcoO do abril de 181!,
Sr. Ricardo Rostron.
HANCQESTBR.
Annexa offerecemos .i duplcala da nossa ultima da
2t do passado, assim como copias dos documentos
nclla mencionados de ns. 1 a 10 : procurarao do Sr.
Joo Pinto Palchett a assignu por elle a orden) para a enrom-
menda do vapor, e a 2.' via da leltra de cambio de
3:000. (Libras (res mil) julsaudo nos que Vmc.
achara ludo em ordem.
Keflcclindomellior parecen-nos que seria impru-
dente suscitar-nos a contingencia de ter um vapor
que diraandasse mais de nove pSs, quando complc-
lamentc carregado ; porlanlo retiramos a aulorisarao
que lite haviamos dado cm nossa ultima para exce-
der esla liuha d'agua, queremos e espotamos que
Vmc. possa mandar-nos ura vapor cora as iroporcocs
ordenadas, mo calando mais que oilo pos ; Vinc.po.
rnt tem faculdade ,se for absolutamente necessario
cm sua opiniao aos inlercsses da companhia, aug-
mentar at novo pos, que de maneira alsi na ilevc-
ro ser excedidos anda quando esleja o navio com-
plclamentc carregado. Somos de Vmc. muilo
obedientes criados.Assignados.Osmembos da Di-
reccao.
Copia da tradurro pelo Setert.
Pernambucu, 20 de junlij de ISj'i.
Sr. Ricardo Kostron.
MANCIIESTER.
Foi-nos apresentado pelos Srs. Roslron Rooker i\-.
C, a copiada caria que Vmc. Ibes dirigi cm data
deS ilo passado.cm respn-ta nossa do 2 ( c marro c
(i de abril, aecusando receprao da lellra de libras es-
terlinas 3:000. Para o futuro lenha abondade ile
fazer-nos as suas cuiiiniuninios dcbaixo de sobscrip-
lo dos seus amigos desta prac, porra dirigidas aos
direclores da Companhia Vcmambucana. O orea-
mente feilo pelo Sr. Joao Laird, merecen a nossa
mais cuidadosa alenrau, e nos agora aulorisamos a
Vmc. a ordenar a conslriicro d'um vapor segando a
descriprao teila pelo mesmo senhor cm suas cartas a
Vmc. de 6 e 8 do maio passado, so as seguinlcs mo-
dificarocs nao poderem sor levadas a elTeito.
O nosso fim he unir a maior capacidade aara car-
ga, que for possivel, ama marclia de oilo a dez mi-
litas emviagem regular, nao calando todava mais do
que oilo ps. Um vapor de 220 ps le comprimen-
to achara dilliculdadc cm entrar era alguns dos nos-
sos pequeos portes, e por isso desejamos qac sendo
possivel o comprimenlo seja reduzidu a 189 pos de
quillta, que a bocea soja augmentada para JO ou 32
pos, de maneira i poder ter capacidade pelo menos
de 350 a 400 lonelladas de carga,peso bruto,ou mais.
ludo combinado cora a marcha cima mencionada. O
inspector do.nosso arsenal o capillo Elisro dos
Santos, disse-nos que receta quo o hlice n.lo possa
satisfactoriamente trabalbar em 8 a 9 pos, e fez-nos
ver que no mar ohelicc est sugeilo a sabir inteira-
mciite fofa d'agua prejudicando assim lodo o ma-
chinismo. Se esta objecrao for bem fundada, Vmc.
mandar construir o vapor de rodas ; mis porm
nao podemos compreheuder como be que o Sr. Laird
se animara a mandar-nos uif orraniento para vapor
de hlice n'uma Iinha d'agua, que exposesse o ma-
chinismo a perda itxcparavcl na oceasiSo em que
liouvesse qualqner lempo mais rijo.' A opiniao do
capilao Elisiario merece-nos o maior respeito. e pa-
rece de alsunia maneira confirmada pelo Sr. Kor-
mand, celebre conslruclor do Uavse.de quem inclui-
mos copia d'uina caria, pela qual Vmc observar
que ellecr o parafuso improprio para a Iinha d'agua
que n* pedimos, mas vimos lambem o exlralod'uma
carta vinda dosEstados-Uiiidos,cuja copia vai igual-
mente inclusa, escripia por pessoa ulcrcssada em
vapures transatlnticos, a q-aal musir quo all se cs-
lilo conslrttindo navios a hlice com o calado que
precisamos. Debamos portante este ponte contes-
tado, sua eselarcieda consideraran, e estamos cer-
los de que qualquer decisao, que I.oroe ser a me-
Ihor para a companhia.
Sendo as entradas na maior parte dos nossos por-
los de pouco fundo, era todo raso daramos decid da
preferencia a um vapor que uodemandassc mais de.
oilo pos d'agua,, completamente carregado, e loma-
mos a liberdade de pedir teda a sua allcnrao para
que a liuha d'agua da vapor, que Vmc. mamar
construir, carregado do carvao, mercadorias, c cm
summa com todos os pertenres de bordo, de maneira
alguna exceda 9 pos, o que Vmc. estipular sonto
condicao com aquellas pessoas com quem bouver de
eflectuar o conlrato. I.cmbramos que nao seria
mo arranjar de maneira os deposilos de carvao, que
se podessera adaptar ao reccbimenlo da carsa'quau-
do necessaria, vislo que em viagens curtas, como as
da Parahiba ou Maceio, nao sa precisa de carvao
mais do que para um dia.
Cumpre-nos agora remoller I Vmc. ns inclusas
lcltras, como da nota abaixo, no valor de 1:900
a favor de Vmc, as quaes se servir cobrar c lattrar
cm crcdilo de nossa conta, islo ser mais do que
Nuciente para o primeiro pagamente ao fazer Vmc.
o conlrato, na supposiro de que de as suas ordens
ao Sr. C. Laird. Os scguinles pagamentos, que se
exigirem, serao ponlualmente remellidos quando
Vmc nos informar das datas, era que se ven-
cen).
Estamos dcsaponlados por ver que lao longo lempo
se I ./iiui-ter para a conslrucrao, porm nao perde-
mos a esperanra de que Vmc. poder mandar-nos
um vapor no decurso d'eslo auno, e porlanlo bem'
condece a necessidade, que ha, d'cslnfclar como
condicao de contrate, sob urna mulla com os cous-
Iruclorts, a entrega do vapor dentro de certo perio.
do determinado. Dcixamos este negocio inleira-
mcnle entregue s suas maos, e Vmc ter a boudade
de fazer quanlolhe for possivel no qnc diz respeilo
a capacidade para carga, Iinha d'agua, e marcha do
vapor, que encommendar, c igualmente fica ao scu
cuidado seguir integralmente as ideas do Sr. Laird
so as nossas n.lo forcm pralicaveis.Somos de Vmc.
muito obedientes criados. Assignadcs. Ot
membros da nirerrao.
COPIA DA TRDUCCAO PELO IlAlll.iS.i.
I'ernarabuco, H de agoslo de 1854.
Sr. Ricardo Roslron.
MANUIESTER.
Amigo eSr.-^-Anncxa vai' copia da nossa ullirati
com dala de2() de jonho passado, que confirmamos
incluindo agora duas vias do saqua CP nmeros 3 o
1 por libra slcrlina 12i3l90endosiadas ra or-
dem.
Nos de maneira alsoma alteramos as clausulas da
ordem, queacompauha; porm simplesmenle lemos
que observar a Vmc, que a objecrao feita pelo ins-
pector do arsenal ao blico em navios demandando
pouca agua,foi confirmada pelo capilao Amazonas do
Magi e pelo Sr. Portugal, conslruclor naval, eaval-
loiro que vcio no mesmo vapor. O Mag veio cm
10 a II 1|2 ps inglczes, e segundo oque cites ilisso-
ram, quando eslava um pouco leve, o parafuso saina
d'agua, e nao era sem muilo cuidado por parte dos
engonheirus, que o machinismo dcixava de ser es-
tragado quasi alem da possibttidade do concert.
Eslas ebservaf/ies sao foilas por horneas praticos, qu
experimentaran) a inconveniencia do blico cm na-
vio de pouco calado, e anda que dcixamos nleira-
menlc aosrit arbitrio proceder como julgar mais do
inlcrcsscda companhia, depois de consultar as pes-
soas que sao pralicas, em lodos os pro e contra de
semelhanlcj conslrucroes, lodavia tomamos a liber-
dade de chamar toda a tua allenrao para estas ob-
jeccOes, que s forem bem fundadas, pedimos a Vmc.
como pelodupcado junto, que ordene a cousiruccao
d'um vapor de rodas.
Na esperanra de quo Vmc. ompregar.i Iodos os es-
forros para por aqui o vapor tao depressa quanlo for
possivelSomos do Vmc muilo obedientes cria-
dos. Assignados.Os membros da Dirccrao.
TRDUCCAO".
Mancbestcr, 8 de setembro do 1854-
Srs. directores da Companhia Pernambucana.
PEUNAMBLCO.
A minlia ullima a Vmcs. foi com dala de 23 de
agosto, ruja copia oflereco annexa, desda quando ne-
nhum dos sous favores lenho recebido.
Depois do mais minucioso exame sobro diversos
orramenlos e planos aprcsenlados pelos constructo-
res para o vapor de sua cncommenda, dei finalmen-
te a ordem no Sr. Joo Laird de Pirkenhcad, que
so obrisa a construir ura vapor de parafuso com as
seguintes dleaensOes o pela sorauM de t 25,000
devendo ser fcilos os pagamentos d'eslo modo :'
1|5 na occasio de se firmar o conlrato.
1|5 na d'encavernar o navio15 de novembro.
I|5 no momento cm que seja chapeado15 de de-
sombro.
i|5 ao ser laucado ao mar15 do fevereiro.
i |5 quando cstiver de lodo promplode 15 de
marro a 15 de abril. O comprimenlo sera' ilc 22(1
|s, (or 30 pos do bocea, 13 pos de ponlal, mediudo
'.!l7 toneladas (od mcasurcmcnl) medida enliga
forra de 150 cavallos; para carregar de 350 a 400
lonelladas, peso brulo, exceptuando o machinismo,
carvao para dez dias etc.; nao calar mais de 0 pos,
e lera a marcha, termo medio, do Smillms. O pro-
co mencionado he para tero navio acabado ta me-
llior forma cora machinas, maslros, apparelho, an-
coras, cabos, velas, com camarotes no con.cz c para
2 passageiros de primeira classe e 4S de segunda,
incluindo sabio, camarn- parasanhoras ; cujos pla-
nos serao approvados por miin etc., o boas accommo-
d.irocs pira o commandanlo, otliciaes, tripulacao,
cngeubeiros e macbiiiislas, cozinha superior c infe-
rior, deposito para guardar glo, tanque para peixe
etc. O porao ser todo forrado como so convencio-
nou. Os movis para camarotes, inobilia, roupa
branca, loura, vidros, proviscs do navio c dUpensa
de sobrcsalenle, assim como machinas de sobresalcnlc
devero ser Tornenlos pela companhia.
O contrate se esl lavrando para ser assignado, e
se cstiver promplo cm lempo ser-lbcs-ha mandado
por esse mesmo paquete. .Muilo particularmente re-
comir.cndo sua atlencao os prazns convenciona-
dos o consequentemcnle a necessidade que ha de
que eu receba com primpHdao os fundos necessa-
rios para salisfazer os pagamentos, quando nao,
Vmcs. bem devem conheeer que a obra ter do fi-
car empalada, alora de iucorrereiu era urna mulla
pela demora. -.
As ideas do Sr. Scoll Russell approximavara-s
mais daquillo que Vmcs desejavam, do que este con-
trate, porm juizes competentes condemuaram-uas,
vislo que somonte orara adaptadas para a navesa-
rao de rios c de lodo inadmissiveis para o mar. Te-
nho grande confianra uo Sr. Laird, o Vmcs. podem
ficar cerlos de quo scru bem servidos por ello
lodos os respeilos. Verao que o blico Irabalha cf-
ficazmenlc, c eslar incntis sujcilo a desarranjar-se
do quo as rodas, que para o que Vmcs. qnercra de-
vcriaui ser ps raovediras, muito dispendiosas c de
dillicil couccrlo. No lodo, me parece que os seus
desejos, al onde o podiam ser, eslao quasi que pre-
cnchidos no vapor que mandei construir, nao ha-
vendo em poupado diligencias para bem strvi-los
nesla cncommenda, que sinceramente ^desojo possa
sabir sua completa satisfarn.
De Vmcs. muilo atiente criado.
(Jssignado) Ricardo Roslron.
Traduces.
Manchesler, 22 setembro 1854.
Srs. direclores da companhia Pernambncana.
Pcrnambuco.
Agora vou sua presenca incluindo copia dos
meas ltimos respeilos son 'dala de 8 do crrente,
depois do que recebi o seu favor de 14 do prxima
passado.
Imracdiatamenle sabmelli as objeccoes cjue Vmcs.
fizeram a respeilo do parofuso ao Sr. Laird, com
ijuem ja baria feilo o conlrato, viste quo nao Ihc
causara o menor Iranstnrno a cousiruccao do va-
por de urna ou ouira forma, excepte sim no preco,
mas rile diz que mitos navios a blico aqui somen_
le demandan! 10 pos, e que anda nao ouvio fallar
de dilliculdadc alguma relativamente aos mesmos.
O vapor I'jrcramer que elle mesmo conslruio,
somenle -cala de 9 a 10 pos, e com ludo Irabalha
adrairavclmenle. As novas canhmtciras ltimamen-
te consu-uidas pelo almiraulado calara de 10 a 11
pos e lem sido lao boas, que ja se den ordem para
construir algumas outras a hlice demandando ni-
camente 6 pos. Por cerlo quo maior Iinha d'agua
be para desejar, porm no caso cm queslSo ha o
grande inconveniente da differeur.a no fondo de nm
navio de rodas, dada a bypotliese quo o adoptado
por mim fosse dessa qualidadc. Qae o parafuso
ha de Irabalhar bem Je 8 a 9 pos he em minba opi-
niao resultado que n3o admiti duvidas, tanto mais
que a popa do vapor pode ser seinprc conservada
nessa Iinha d'agua cora o simples cuidado do por
mais alguma carga sobre esse lado, quando au cs-
livcr completamente carregado : 1 p ou 2 de'mc-
nos na parle anterior nenhuma diflcrcnlc por cerlo
far em sua carreira e navegarao. Um vapor de
rodas, que Irabalhasse bem com 9 pos, nada fara
se fosso s de 7, viste que loria de ser mettido de
popa a proa para adquirir a mesma Iinha d'agua,
quando no de parafuso basla fazo-lo com algumas
lonelladas de carga, como cima indiquei. Em vis-
la, por lano, das ratona aponladas, conclu adlie-
rindo minba primitiva resolucao, cnconimcndaiido
o do hlice. Por este vapor receberao Vmcs. il o
Sr. Laird o plano para arranjos do camarotes, efc.,
ese bouver alguma allerarao a lembrar fao.m-ua
immodialamcnte para que nao baja demora; desne-
cessarias : torio observado que os camarotes serao
construidos com o navio do lado a lado, e nte sao
meros bilichos cora passagera cm roda, que nao dao
commodu sulliciente, e alm disso, sao geralmcnte
condemnados como pouca seguros c sempre euxo-
valhados pelos trabalhos do navio.
Sou de Vmcs. muito ltenlo criado
(assignado) Ricardo Rotlron.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia I a 19.....51:9*1
dem do dia 20........ 1:827-553
53:7689591
COMMERCIO.
ALFANDEGA.,
Rendimenlo do dia 1 a 19 .'
dem do dia20......
. 200:G27365
. I&273M96
212:9015361
Descarregam hoje 21 defecerciro.
Barca ingiera' D. Ricardomercadorias.
llarca inglczaGeneral Creenfelllaixas.
llrigue inglczJames Sluartbacalbo.
Escuna inglczaOrneardem.
Brgne diuamarqiiezL'ncalaboadn.
Brigoe brasileiro.Xcropipas vasias.
Sumaca brasileirallortcnciafumo c cbarulos.
Hiale brasileiro Cnltai'/;cgcucros do paiz.
Brigue inglezfrei/ino-fONcarvao.
CONSULADO i, lili AL. .
Rendimenlo do dia 1 a 19.....Gl:92t;-l.7
dem do dia 20.......2:08?905
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 20.
CardiuT41 dias, brigue bainburgucz Adolpho, de
188 loneladas, capilao G. H. Lassen, equipasen)
9, carga carvao ; a C. J. Astley c^ Companhia.
ElseneurH dias, patacho sueco Vduna, de 163
loneladas. COpilSoJ. Wessraan, equipagem 8, car-
ga taboado e mais gneros ; a N. O. liiebcr \
Companhia.
Satios saludos no mesmo dia.
FalmoutliBarca ingleza Corrido, capilao J. Lyell,
carga assucar.
CanalBarca ingleza l'.llen .Supina, capilao A.
Ockenden, carga assucar.
l'ar c portos intermediosVapor brasileiro Cua-
nabara, commandanlo o I." lenlo Salom. Pas-
sasoiros dcsla provincia, lenle Antonio Vctor
de Si I!arrete c I criado, C. A. Uordorf, Francis-
co Antonio Rodrigues da b'onseca, Joao .tlauoel
de Lima o 1 csr.ravo, Primenio Duarlc Ribeiro,
M. Rooze, criminoso Theolonlo Bandeira de Mel-
lo Alacaiiha, 2 [iraras que acompanham o preso,
Antonio Aunes Vicira de Sonta, Antonio Pedro
Goncalves liis l-'ranra, Antonio l'ereira Mendos.
DECLARACOES.
As ialas que lera de sor coniluzidas pelo vapor
S. /Mirador para os porlos do sul, serao fechadas
boje (21) as 11 horas da manha, c as corresponden-
cias que vicrcm depois dessa hora pagarSo o (!brlo
duplo al cnlresa das mesillas malas.
Acha-so rccolhido a cadoia da cidade do Re-
cife, n disposicao desla subdelegacia o prelo de na-
caoCabindaenomeJoso.oqualderlar.il) estar f-
gido e ser cscravo do Joo l'ereira morador em llora
Successo, ose faz publico para quem for scu senhor
vir reccbe-lo, provando sea direilo.Subdelegacia
da freguezia da Vanea 20 de fevereiro de 1835.O
subdelegado, Francisco Jaa'/uim Machado.
BANCO ])E PERNAMBUCO.
O consollio de directo Jo Banco de
Pcinninbuco faz certoaosSrs. accionistas,
que se ada autorisado o Sr. arente n
pagar o qujnto dividendo de S.sOOO rs.
por accao. Banco de Pernambuco 51 de
Janeiro ce 1855.O secretario do conse-
llio, Joao Ignacio de Medeiros Rugo.
CNSELUO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virludc ila aulori-
sarao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos seguintes :
Para o 9. batalhao de infanlaria.
Sapaios, pares 125.
10. batalhao de infanlaria.
Algodaozinho, varas 792 ; biini blanco liso, vara-
"85 ; panno prclo, cavados 06 ; holaudadc forro.cos
vados 232 ; panno verde escuro, corados 125 ; bo-
netes 50 ; grvalas de sola de luslre 50; sapaios. pa-
res 50; mantas de laa, 50 ; esleirs, 50 ; bolOcs pre-
los de osso, grosas 9 ; ditos brancos de dilo, grosas
12 ; ditos convexos do metal bronzeado como n. 10,
demelal amarcllo, e do 7 linhas de dimetro, 700 ;
ditos dilos de ditos com o mesmo n., e de 5 linhas
de dimetro, 500.
Colonia militar de rimcnleiras.
Papel almasso, resmas*! ; dilo de peso, resmas 2 ;
pcu.ias de ave, 75; obrcias encarnadas, macos (i ;
caivetes para aparar peanas, 2 ; lapis do pao, (i ;
Unta de escrever, garrafas 2 ; folhas de sorra com os
fuzis Gravados, leudo 5 pollegadas de largura, o 8
palmos de comprimento, 0 ; Irados com 1 1|2 pollc-
sadas de srossura. l ; ditos com 2 pollegadas,!;
imagem do Senhor Cru\i(icado, 1 ; throueto, 1 ; cal-
deirinha para agua benta, 1 ; turibulo o naveta, 1 ;
campa grande, 1.
Rolica do hospital regimenlal.
Althea. libras 32 ; alcalro, libras 32 ; acido uli-
co impuro, canadas 2 ; ambargris,oilava5 4 ; bdelin,
libras h ; cilrato de magnesia, vidros 12 ; colofaua,
libras i ; disilalina, oilavas 'i ; dexlrina, libras 4;
clhcr anlpborico, libras 4 ; essencia de flores de la-
ranseiras, oilavas 4 ; dita de rosas, oilavas i; dita
de bergamota, onras 2 ; dita de r,mella, onris 2 ;
dila de limio, onras 2 ; dita de luis, onras 2 ; dilas
de alecrn), onras 2 ; essencia de lercbenlina, libra.
8, extracto de ratanhia, libras 2 ; dilo de monera,
libras 1 ; dito-de aconilo, onras 2; flores de rni-
ca, libras ; guaran, libras 2 ; gorama Lino, cucas
6 ; manleiga de caco#libras 2; mercurio doce, li-.
bras 4 ; nitrato de prala cryslalisado, onras 2 ; oleo
essencial de arruda, libras 2 ; dito dilo de lonro ce-
rejas, libras 2 ; dilo de amendoas doces, libras 32 ;
olbano, libras i ; raz de lurbilb, libras 4 ; dita de
ratanhia, libras 8 ; rosas rubras, libras 2 ; sub denlo
sulfate de mercurio, onras 2 ; sub-nilralo de biz-
mulb, libras 2 ; sarrafrs (rasuras) libras 4 ; sciine,
libras 8 ; sabao medicinal, libras 2 ; sal de glanber,
libras 8 ; sangue do drago, libra 1 ; sulphalo de pu-
tassa, libras i ; tirano, onras 4 ; tintura ctherea de
assafelida, onras 2 ; gral de pedra de 8 libras, n. 1;
dilo de dito de 1[2 libra, n. 1 ; filtro de 1r2 libra, n
2 ; espanador, 1 ; vidros de G onras a esmeril, 12 ;
dilos de 4 dilas de dilo, 12 ; ditos do 2dilas de dilo,
12; dilos de 1 dita de dito, 21 ; dilos de 1p dila do
dilo, 24.
Quem quizer vender esle% objeclos, aprsenle ns
suas propottas em caria fechada na secretaria do
conselho is 10 horas do dia 20 de fevereiro de 1855.
Secretaria do conselho adminislralivo para forneci-
menlo do arsenal de-guerra, 10 do fevereiro de 1855.
Jos deBriloIngle;, coronel presidente.Rernardo
Pereirm do Carmo Jnior, vogal c secretario.
64:3358552
PIVESAS PROVINCIAS.
Ilcndimcnto do dia lal!).....3:328j720
dem do dia 20........ 12I$IS2
3:44918*8
Exporlacao'.
liin de Janeiro, brigue nacional Maria l.uzi.i ,
de :)3 loneladas, condu/.io o sesiiinlc : 219 volu-
mes fazendas, 400 pedras .de amolar, 21 laboas de
amarello, 180pipas agurdenle, 48 lilas espirito,
l saceos arroz, .1,550 meios de vaquetas, 509 sac-
ros assucar, 30 caixas velas de carnauba, 1 callao
espariadores, 150 saceos milito, 18 barricas farinba de
ararula, 8,000 cocos.
Canal, barca inglesa Elleu Sopbia >, de 309 lo-
neladas, conduzio o seguale : 4,350 saceos cora
21,750 arrobas do assucar.
I alnioulb, barca iugleza aCotrldo, do 403 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 5,2u9 saceos com
20,015 arrobas de assucar.
ECliBEOKIA DE RENDAS INTERNAS GE-
ItAES DE PEUNAMliUCO.
Rendimenlo do dial a 19......13.-0321659
dem do dia 20.........M4f8SS
AVISOS martimos.
13:647j512
AO CLARA' MARANHAO E PARA'.
jf^gt Vai seguir com a maior brevida-
^3Bk)*iio i novo i' veleiro palliabotc na-
cional Lindo Paquete, capitS Josc- Pin-
to Nunet ; quem quizer carregar ou
de passagem neste excellcntc navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de AI-
ncida Gomes & C, na ra do Trapiche,
d. 1U, legando andar, pu ao capilao a
borejo.
-- Para o Kio de Janeiro sabe cora, brevidade o
brigue Dous Amigos por 1er parte da cama promp-
ta : quem quizer carrejar o reste, irde passagem ou
embarcar escravos a frelc, Irale no cscriplorin de
Manoel Alvcs liuerra Jonior, na ra do Trapiche
u. 14, ou com o capilao Narciso Josc de Sanl'Anna.
' Para Lisboa pretende sabir com a maior brevi-
dade o patacho portuguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, cnlenda-sc
com os consignalarios Thomazde Aquino Fonseca &
l'ilho, na na do Vigario n. 19, primeiro andar, ou
cora o capilao na prara.
Para o Porte com escala pela Iba de S. Mi-
guel, segu cm poucos dias a veleira c bem conhrci-
ila escuna) nacional ol.inda, capilao Alcxandre Jos
Alvcs ; lem grande parle doscu carregaraento: para
o reste. Irata-so cora Eduardo l'arreira Hallar, na
ra do Vigario n. 5, ou com o capilao na praca,
Ceara', MaraniaoePara'.
Segu na presente semana a escuna
uEmilia, anda recebe carga: trata-se
com o consignatario!, li. daFonseca J-
nior, ra do Vigario n. -.
Real compauliia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 2|
desio mea, es-
pera-se do sul
o vapor (real
' '',com-
mandanta Be-
vis, o qual de-
pois da demo-
ra do coslnmc
teeuirj para a
Europa: para passageiros ele, Irata-so com os agen
lesAdamson Uowiej C, ra do Trapiche-Novo
n. 42.
PARA O AltACATY
se^ue cm poucos dias o bem conhecido hiato Capi-
brtribe : para o reste da carga trata-se na ra do
Vigario n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu por estes das o brigue nacional
Elvira: para carga miiula, passageiros
e escravos a (rete, trata-se com Macha-
do & Pinheiro, no largo da Assemblca, so-
brado n. 12.
O hiale Amelia) segu para a Ba-
bia no dia i do correhteVpsjra passagei-
ros trata-sc com os consignatarios So-
vaes&C, ra do Trapiche J^S-, ou
com o mestre no trapiche do Algouo^
O brigue nacional Firman segu
impreleiivelmente para a Rio de Janei-
ro no dia 2- do corrente, s recebe escra-
vos a fn!e, para os quaes tem exeeUentes
commodos: a'tratar com os consignata-
rios Novacs& C, na ra do Trapiche n.
PARA O KIO DE JANEIRO
a barca brasileira Flor d'Oliveira, capilao Jos
d'Ohveira l.cilc scsiie com milita brevidade por 1er
a maior parle do sen carrosamente promplo: pura
o reste da carga e escravos a frelc, para o que lera
excellenlea .-ommodos. trala-se cora o consignatario
.Manoel A!>es Guerra Jnior na ra do Trapiche n.
14, primeiro .indar.
PARA i) RIO DE JANEIRO
o brigue brasileiro Coa-cicao, capillo Joaqun)
Fcrrcira dos Sanios. segUC com muila brevidade por
ler a maior parle do sen earregamenlo promplo :
para o reste c escravos a frelc, para o que le'n e%-
cr-llentes commodos, Irala-se com o consionatario
.Manuel Alvos linorra Jnior, na ra do Trapiche
n. 14, primeiro andar.
L2ILOJLS.
o agente llnrja far leilde, quinta letra 22 do
corrente 9 l|2 horas da manbaa em seu armazcm
na ra do Collegio n. 15, eonsiitindo em obras ile
marcineriade dierentcs qualidades, tima grande
porri, de chapeos de folio, e do Chile muito finos,
cliarutos da Haba, qoinqnilharfas diversas c oulros
iniiilos objeclos etc.; um exeellente cabriolel inalez
IIOVO e um ptimo cavallo do oslrihaiia muito gordo,
diversos canarios (Timperio muilo bons cantadores :
ludo islo ser vendido sen) limite de preco
algum.
LEII..VO.
Scbapbcillin i\ C. farao leilo por nteivein..m
do agente Oliveira, de um esplendido sorUmenlode
fazendas ila laa, linbo c d'algodao, as mais propriai
do mercado : sexta feira 2:1 do corrate as 10 horas da
mrnliaa, no sen armazcm ruada Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Para esclareciinento de certo negrv
ci. ja' por esle Diario se procuran saber,
se nesta cidade existia ou existi outr'ora,
um senhor de nonie Ignacio Manoel la-
vares, e naose havendo oblido a menor
noticia ddle, roga-seainda, n quem quer
(pie o conheeer ou tiver conhecido, o fa-
vor de declara-Io nesta typographia.
Precisa-se de urna ama de leilc : no
paleo do Hospital n. 2G, por cima da co-
cheira.
No sobrado da rna do Pilar n. R2 prcisn-sc
alagaran) cscravo ou escrava para cozinhar e fazer
Indo o maisservico de urna casa Je pequea familia:
paga-sc bem agradando.
Os senhores Antonio PinJn Soarcs, Maiimia-
no Francisco Dnarle e Jos aU'cs Guerra Icnbam a
bondade do mandar a fabrica 'lo (elhas de Antonio
Larneiro da Cunba receber o importo dos maleriaes
comprados no anuo provimo passad.o!!!! O Sr. Sc-
veriano Jos de Moura faca o favor vir a mesma
fabrica para ajuste de canias.
Tiooogooo.
l)a-se cssa quanlia por urna escrava quo lenha as
qualidades neressarias para esse preco, alm de sa-
ber encommar e cozinhar ; na fabrica de lellus de
Anlonnio Carneiro da Cunba.
Precisa-se de urna ama de idade para rasa de
bomem solleiro : a tratar ya ra da Senzalla Vclha
n. 'J8.
!
1ETH0D0
CASTILHO
Aos pais c especialmeate as mais de
familias.
O melbodn porlusucz be demonstradamentc o
mais aprazivel e omaiscfiicazdcquaiiloscsislem em
Portugal, na Europa,-e no mundo, para o ensino de
ler c escrever.
Primeira pbase do ensino.
O Methodt Portugus, lie essencial n eminente-
mente analylico. Lomo se le o que so acerasen, c se
escreve o que se falta, deven ser e foi o nosso pri-
meiro (rabalbo ueste ensino esludar a palavra falla-
da em si mesma, c antes de escripia, Coraccauos
por cnsinar a docomposfeRo do. cada vocabulo* que
se profere cm sillabas ; c;i de cada tillaba, nos seus
elementos siropUcea e indecomponiveis. Ncsle ejer-
cicio pralico, insistimos loitsamente, sob a dennmi-
naco de leilura auricular, e leilura auricular alter-
nada ; una o outra fcilas j por clementes ou valo-
res, ja por sillabas; ludo ordenado e secundado pelo
rilhiiio. Esla parte fundamental do svslema, parle
cuja imporlancta capital anda (alvez lobe devida-
nienlc apreciada seno por ura pequeo numero do
pessoas, peso embora a.Porlusuczcs, nasccu na Ierra
purlugueza, donde provavelmenle ser transportada
a oulros pases, e anplicada afinal a todas as liu-
guas. Mais de una razio priori no-Io d a presu-
mir. A leilura auricular, (pie era pouco lempo se
ebega a fazer com perfeir.jo, nao s aplana melade
ou mais, s difliculdades da leilura ocular, tenao que
ensilla a pronunciar cora perfeioao, a corrisir as pa-
lavras, que o uso do vulgo costma adulterar ; leva
por um alalho mais curte scicncia do escrever, c
finalmente as gaguezes que nao forem, como -quasi
nenhuma* sao, orgnicas c incuraveis, por esle meio
desapparecero em pouco lempo, como as escolas
por este methodo se (era podido observar.
Aqui, sacrificando a modestia propria i ulilidade
publica, Iranscreverei algumas linhas do cxccllcnle
relatorio que o Sr. direclor da escola normal de Lis-
boa, Luiz Filippe Leilc, apresentou era data do 1 de
jullio desle anuo, a S. Exc. o Sr. ministro do inte-
rior, dando-lbe couiados resullados que oblivera no
sou bello curso experimental de leitura e escripia,
l>elo..l/cModo Portuguez, dado para esso mesmo
lim, e por ordem superior, a 100 alumnos c 1 alum-
nas mcslras da Casa Ha. Para que a faculdade de
entender robusicra, diz elle, o por assim dizer,
entre era acoo sem resistencia ncm dilliculdadc,
que mellior meio quo a deraonstracao palpavcl, c
infallivel de verdades imporlanles '. Nao ha inlcn-
diuicnlo que vacile cmdccifrar qualquer palavra,
que nao pode ler ncm mais nem meuos, que a_J
a somma dos clementes fnicos que cnlram na sua
u composiao.
a A leilura auricular, adecomposijo e a leilura
auricular tltcrnada que comprehende os dous pro-
cessos, habilitan) a inlclligencia do aluinuo.a nao
duvidar na composic.lo de um dado vacbalo, e a
analisa-lo com a maior exaccao. Pelo habite des-
la analyse e syiilbcse, chega nalurHlmenle a m-
lelligcucia a fazer por si mesma, com a maior fa-
c cuidado, a divisao das sillabas naluracs, cuja exis-
t leticia Iinha cnlrcvislo Tracy ; por este habito de
synlliesce analyse chega o alumno n'nan espado
de lempo incrivclmenle diminuto a identificar-se
com a ndole orlopica da lingua, c coiisegointc-
a mente a conheeer os valores de posicao quo pelo
nosso alphabelo se ve obrigado a ter cada um dos
caracteres, quando rcprcsenlam os elementos fo-
nicos.
n liabililado porcm o alumno na leitura auricu-
lar, ou, seja-mc perniillido dize-lo, na leilura in-
tclleclual, rcsla-lhc muilo menos de melade de
ceminho para saber Icr ; falla-lbe s a leilura
ocular. Essa agora he facilima. Das sillabas na-
[ luracs, passou nalnralmenle ns arUfldaes. Pela
analyse repelida das palanas, llingo, quasi que
maravilluisamcnle, o respectivo valor de posicito
de cada lellra. Sommou esses valores, c leu; ru-
n nimio vaulasem da brevidade, para que concor-
rcu a mnemnica, a da perfeicao e exacto, b
Joaquim Lobato Eerrcira faz publico, que do
inventario qac se proceden por fallerimcnto de Ma-
ra Joaquina da Conceiro, casada que foi com o Sr.
Antonio Joaquim Pereira da Silva, pelo juizo deor-
pbilos de Olinua, eserivSo boje Paria, con-la que
foi dado ao anuuncianle em pagaineulo a quanlia do
176(780, na casa terrea, sila na ra do Cabral da
mesma cidade, entilo avahada cm lUtrjOUO ; e por-
que conste ao annuncianle, que o Sr. Pereira pre-
tende vender a casa como sua, faz o presente annun-
cio. prevciiindo que nao s a casa llie be obrigada
pela ijoaati i cima, como pela do 123;j220 ele, qoe
ludo faz 300-^XKl que o auiiuncianle Ihe empres-
lou para levantar a casa cm queslo, alem dos juros
decorridos de 20 de fevereiro prximo passado e cus-
las, e para queninguem se chame a ignorancia faz o
presente annuucio.
Offerece-sc lima crinla livre para ama de ca-
sa cslrangeira : no becco largo do Kecife n. j.
Manoel Joaquim Lobalo, ora ausente, por scu
bstanle procurador, faz publico, que a taberna n.
IS, no becco dos Expostes llio pertcnce por compra
quedella fez a Joao Jos Lopes da Silva cm 'J do
agoslo de 1853, como consta do juizo da segunda va-
ra do commercio, escrivao Baplisla, da cmara, da
aferieflo, do selles pelo imposte geral, e do consulado
pclojiroviucial, c que na dila venda lem como seu
caixeiro gerente ,i franciscoSeleslrino liamos.
Qacm quer entregar a caria do amigo do Ma-
ranb.lo de Francisco Jome de Snuza, pde-o faxet
no trapiche do Ramos ao mcsino, ou a Jos .Mainel
Feruandcs Tliomaz.
No sitio da Trompe, obrado n. 1, precisa-se
alugar 2 escravos quespjam licis, um para cozinhar,
lavar roupa, c servir de portas a dentro, e oulro lia-
ra vender na ra as rnelas c horlalicas do mesmo
sitio ; Ja-sc homordenado eboni (ralamente : quem
os tivere quizer alugar, dirija-se ao dilo sitio, que
achara com quem tratar.
Quem precisar de urna ama de leilc, dirija-se
ao oilao da matriz da Boa-Vista n. 24.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
2K das matrizes, exahida a 2C de a-
. 20:00();{
. 10:000.s'
. 4:0000
. JtsOOO
i:000.v
4000
1310
1824',
noo'j,
5810,
4965 ,
1200
lOfi
2)i.
3371
. 883
5795.........
00 1!), 291,405, 800,
901 902 1059 ,
1188, 1597 1418.
1510,
1012,
1972 ,
2448 ,
2059 ,
2800,
3622 ,
5819 ,
4111 ,
'755 ,
4802 ,
5025 ,
5007 ,
5182 ,
5415 ,
5799 ,
5975
149
1579,
1857,
2411 ,
2052 ,
97R9
1405,
2254
5209
5992
5V70
1550 ,
1720 ,
225* ,
2407 ,
2720,
5028 ,
5758 ,
5958 ,
4249 ,
4705 ,
4919 ,
"5029 ,
5157,
5579,
57-25 ,
5859 ,
200$
3412,
5807
.102
4017,
1846
4957 ,
5047 ,
515S ,
52 ,
5757 ,
5975 5975..... 1000
100 premios de........ 40
1800 ditos de......... 200
Saliio nesla provincia a sorte de 20
coritos no billiete inleiro 4427, o possui-
dor pode vir receber o competente pre-
mio (pie lie pago sem descont. Tambera
sahio a sorte de 1 :OOO0 no meio billiete n.
1691, c muitas outras de 4000, 200S c
1000000.
Resumo dos maiores premios da lotera
7, a favor da freguezia de Nossa So
nliora da Gloria.
N. 2189
1
I
i
I
0
10.
20..
60
975..........
1078..........
1125252520275501
40004090......
552 85715805474
5918595559905193
52775989...... .
187172117501847
2041 25552 4755152
.,.,! 755055G815822
4220129543041567
4084520955875918
90 112 115 169
20 i 2S2 286 459
" 47 502 855 886
100815021551 1558
1411155510281751
1777 185 i18711951
199522512554250:.
251625 i320202722
2808291950555140
3500^555150004055
4271 13544 fcvO1615
',(;;,',A814^|85170
517755155,3;"V_ 5562
20:000.s
10:0000
4:0000
2:0000
1:0000
OO.S
2000
55G5545755*JK-T>608
500157875810595't 1060
100 nmeros......... O.s
1800 ditos do......... 200
Temos c\ posto a venda os novos billie-
tesda lotera 21 das casas de caridade; a
roda deve correr na casa da cmara mu-
nicipal deNictlieroy no dia 25 do corren-
te, as listas virao a 25 pelo vapor nacio-
nal.
Sendo certo que mal nos havemos sa-
bido da resolucao que trabamos tomado,
e que temos feito publicar, deque paga-
riamos sem descont e debaixo de nossa
responsabilidade s premios sujeitos ao
descont de 8 por cento pela lei:
Attendendo a que precisamos de fazer
sacrificios para o pagamento nesta pro-
vincia dequalqucr premio que saia. como
agora o de20:0000 cm bilbete inteiro da
lotera 21 das matrizes. Attendendo mais
epte haos pelo avultado capital que nos
obriga a erepregar este negocio, como-
poique heellecbeio de riscos, trabamos,
despezase impostos como o de 1 :OO0 que
paga cada loja que vende, e pedindo im-
periosamente todos estes motivos que ao
menos este negocio nos deixc o preciso
para as grandes despezas c juro do di-
nheiro empregado,# c nao prejuizo como
temos tido, resolvemos de novo avisar ao
respeitavel publico que os nossos billieles
serao vendidos ao mesmo preco de 120 pqr
meio e 240 por bilbete, masque licamos
premios de 1:0000 para cima sujeitos ao
imposto da lei. Responsabilsamo-nos po-
rcm como ate aqui a fazer prompto paga-
mento de qualquer premio immediata-
inente que sejam ebegadas as listas. E
para (pie esta resolucao fique bem estabe-
lccida, e possa chegar ao conhecimento
das pessoas a quem interesse, lazemos pu-
blicar este aviso por tres vezes. Antonio
Jos Rodrigues de Souza Jnior.
Ha dias appareceu na Boa-Viagem, no sitio do
abaixo assignado, ura cavallo alaso : quem der o
Cerro c signaes cerlos, pagando as despezas, lite sera
cnlrcgue, assim como nilo se responsabilisa por mor-
Ic ou furlo do mesmo cavallo.
francisco Manoel Coelho.
A pessoa que annunciou querer comprar um
relogio borisontal de ouro, sendo anda precise, pro-
curo na ra Direila n. 2(, padaria.
Geraldo Jos da Silva Monarclia relira-se para
Portugal.
Hescja-se saber noticias doa 9rs. Manoel Sim-
plicio Corrcia Leal, Andr Uezerra de Albuquerque
p Mello. Ilenrique Manoel Malbeirosde Melln.padre
Joaquim Eufrasio da Cruz, Francisco Manoel de Fi-
gueiredo, Antonio Jos i-errciri Viaima, Ilenrique
de Araujo Jordo e Jos Vicente LeSo : quem sou-
bcr desle senliores (era a bondade annunciir, mi
dirigir-sc a ra do Vigario n. 17, ^ne so agradeca
muito.
AI-rENCAO'.
Na ra do Queimado. cm casa do Sr. Antonio
Luiz de Oliveira Aievedo, deseja-sc fallar a um das
filbos do Tiberio Cesar liurlainaquc, do l'iauby.
Prerisa-sc de qualro ofliciacs de charateiro
que (rabalbcm aofflrivel: i tratar na ladeira do Va-
radouro cm Olinda, casa n. 118.
A tinturara franeeza acba-sc mu-
dada da ra Vellia para o aterro da Boa
Vista n. 75, aonde serao os l'reguezes bem
servidos.
I."na pessoa com bastante pralicado foro offe-
recc-se para Cobrar dividas (ante na prara como no
mallo, dando Dador sua conducta, podendo ser
procurad! ,ii largo do Livraraenlo n. 27 segundo
andar, ou annuncie.
Olfercce/se urna mulber do mcia idade com
todas as [labilidades predsaa pera ser cxccllcnle ama
de casa de liomera solleiro, porque, alem de ptima
conducta e lidclidadc, rozinlia hem, cose, engomma
e faz todos ns demais arranjos internos de orna casa,
c de ludo d cnnbecinieiilire fiador, si preciso for}
na ra estreila do Rosario n. 15, sobrado.
SAMO AMARO.
No dia 4 do marco prximo vindonro (em de ser
solemnisadn com (oda pompa o Glorioso Saulo A-
maro das Salinas, levantando-se o estandarte no dia
2\ do crreme as 7 e meia horas da larde.

HEGIVEL
MUTILADO


DIARIO OE PERNA M6UC0, QUARTA FEIRA 21 E FEVEREIRO DE 1855.
NO COMLTORIO
DO DR. CASANOVA,
III A DAS t.Itl/KS.N.-!';.
vcndem-se rarlciras de homeopalhia de lo- aj
dos h tamaitos, por preros limito em coala. *
Elementos do homeop.ilhia, i vols. 68000
, Tinturas a escolhcr, rada'vidro. \JMM ..
Tubos avulsos a cscolhera 50$rw -H
mallas cratis pata os pobns
Pazcm-se quaesquer ii>all.0sralicraphicos para
quadros, romo se sejwi paulas do irmandade, osla-
lulos para socie* aes, tahuas com noines de socios,
guios para i"cissocs. ele., ele com lodas as qnal-
lidadjs de -ultras, emblemas e Urjas, lodo iraliallio
de pena, aquarclla e ouro : Da ra larga do Ro-
sario 11. 8, loja.
Desappareceti a 22 do maio de 1834, o prolo
Manuel, d uarao Cassangc, de idado 40 a 50 anuos,
pouro mals ou menos, conhecido por Mazanza por
se Anuir muilo mole, allura recular, falla mausa, e
quando (alia d mosteas de riso, quando amia neli-
na-sc para dianle/fem as coslellas 1 og 2 marcas
deferidas, eabaixo de um dos jocllios um carolo :
se a lodas as autoridades polici.Tes, capitaes de
campo, 011 ahuma pessoa que o lenha a sen servico
em Ululo de forro, queira avisar a Manocl da Silva
Amorim, morador em Ulinda, ou annunciar por es-
la falla para ser procurado, que sera generosamente
recompensado.
Aos senhores que stibscrcveram a favor da fa-
milia do fallecido desembargador Domingos Nuncs
Ramos Kcrreira, roga Luiz (lomos Kerreira, quei-
ram comparecer quarla-feira, 21 do corrcnle mez,
ao meiodia, na rasa da companbia de Seguros, ra
di C.aileia do Rccife, para so determinar a repartirn
das 86 apolices da companbia de Rebcribe. e 2r<79173
rs. que existem em caixa, producto liquido da refe-
rida subscripeo, depois de dcduzidas as quanlias ja
pagas.
Trecisa-so do urna preta eserava para o servico
interno cestenio de urna casa de pequea familia:
na ra Augusta n. 14.
Aindi est para ser alugado o armazem da ra
da Praia n. 34, pcrtencer.le a veueravel ordem ler-
ceira dcS. Francisco desta cidade : quem o preten-
der, aprsenle o sen requerimento assignado por
pessoa idnea para sea fiador.
Pedro Antonio Trancoso relira-sc para a Euro-
pa a tratar de sua saude.
Aos 5:000.s'000.
Na nova casa Feliz da roa cstreila do Rosario n.
17, eiisle um completo sorlimcnto debilteles c cau-
telas da l. loleria do Senlior Bom Jess dos Marlv -
lio, que corre impreterivclmente no dia ai do cor-
rente ; porlanto quem se quizer habilitar aos pre-
mios grandes, chegue a esta casa Feliz antes que se
acabem, pois que sao de urna numeraran simpalhica
c escolliida ; a elles, rapaziada, antes que se fmdem
tao felizes nmeros !
Francisco Jos da Silva, atraate, ltimamente
chegado de Lisboa, com loja na ra do Collegio n. 3,
primeiro andar, precisa de ofiiciaes, com especiali-
dade para obra grada.
Peda.
Perdcu-se na madrugada do dia 18 do corrente,
do sitio do Cajueiro. i rampa junto a ponte da Maai
dalena.e no desembarque do porto da Capung, urna
pulecira do ouro esmaltada do verde : quem a acliou
e quizer restilui-la na ra do Queimado n. 10, rcr
recompensado. ,
I'recisa-se do um bom fcilor para engenho, que
seja das libas e solteiro : no caos do Ramos, cgun-
do andar do sobrado de Joso tlygino de Miranda.
LOTERA DO SEN1IOR ROM JESS DOS
MARTIRIOS.
Aos 0:0005000, 2:OUOjOO0, 1:0008000.
Corre induhilavalmenle rabilado, 24 do correnlc.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeitavel publico que os seus afortunados bilhe-
Ics e cautelas estao sontos do descont do oilo por
. reato da lei no acto do pagamento, nos tres primei-
ros premios grandes, e acham-se i venda as loj.ts :
ra da Cadeia do Rorife n. 24 e 45 ; praca da Inde-
pendencia n. 37c 39 ; ra do Queimado 11. 39 e 44 ;
ra do l.ivramcnto n. 22 ; ra do Cabuga 11. 11 ; e
ra Nova n. 16.
Billielw ioleiros 58500 receber por inlciro 5:0008
Mcios 2j>io asos
Ouartos 1S0 1:2505
Oilavos 720 b 6258
Decimos 600 5008
Vigsimos 320 2509
LOTERAS da provincia.
Acham-se a ven-la os bilhetcs da pri-
tneita parte da primcia lotera a bcneli-
cio da igreja de SWiom Jess dos Marty-
rios desta cidade^iriicamente na iliesou-
rariarias loteriej^ma.do Collegio n. 15,
cas rodas ndam impreterivclmente 110
da 2i- do corrente mcz.Francisco An-
tonio de Olivcira.
Precisa-se de 120 canoas de arca na
obla dos concertos do caes da ra da Au-
rora : a tratar na ra da Praia n. 45, se-
gundo anda.
Antonio Manoel da Silva Maia vai a Porlugal
tratar do seus negocios, e por isso roga a scus deve-
dores hajam de llie pagar al o lim do mez, do con-
trario cobrar judicialmente ; oulro sim julga nada
deyer lano nesla praca como fora dclla, ese alguem
so julgar seu credor, aprsente sua conla para ser
paga : na ra da Cruz n. 19, primeiro andar.
l'erdeu-se um conliecimentode 11.90, da quan-
tia de 4005000 rs.. recebido na thesonraria de fa-
zenda desta provincia : quem o livor adiado, ou
por qualqucr modo delle estoja de posse, dirija-se a
ra da Praia de Santa Rita n. 42, que ser genero-
samente gialilicado, alera do agradecimento.
Abrio-se ama casa de pasto na ra das Cruzes
n. 39 que tora caf, cli e toda a qnalidado de co-
modonas de boje em (liante, assim como tambera se
da alinoro e jantar as pessoasquo quizercm ajusl.lr
por mez : as pessoasquo quizercm podem so dirigir
a esta casa a qualquer bora.
CONSULTORIO DOS POBRES
2 BA DO GOLXJSCrlO 1 ANDAR 25.
O Dr. P. A, Lobo Moscozo di consultas homeopalhict lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa a|o meio dia, o em casos extraordinarios a qualqucr linra do dia ou noile.
Oerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao do cirurgia, e acudir preadamente a qual-
qucr niullier qno esleja mal do parlo, c cujas ciacuiustancias n3o permitan) pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. A. LOBO EOS.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meiMirina bomeopalbica do Dr. G. II. Jabr, traduzido em por
tuguez icio Dr. Moscozo, qualro volumes cncadernados em dous c acompanliadodc
um diccionario dos termos do medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc...... 208000
Esta obra, amis importan te de todas as quclralam do eludo e pratira da homeopalhia. por sera unir
que contera abaso fundamental d'esla doiilrinaA PATHOENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEeonhccimenlos que nao podem dispensar as pes-
9gas que sequerem dedicar a ortica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizercm
experimentar a donlrina do llaliiiemann, c por si mosnios se cnnvcncercm da verdade d'ella : a lodos os
fazendoirosc senboros de cnccnbo que estao lonco dos recursos dos mdicos: a lodosos capitiesde navio,
que urna ou potra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia quo por circumstaiicias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao nbriga-
dos a prestar in enntinenti os primeiro* soccorros em suas e Tenuidades.
O vade-mecum do bomcopalba ou Iradorrao da medicina domestica do Dr. Merino:,
obra tambera mil s pessoas que se dedicara ao esludo da bomcopalbia, um volu-
nte grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina...... 108000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos naj> se podo dar um passp seguro na pralira da
bomcopalbia, o o proprielario desle cslabclocimontn se lisongeia de tc-lo o maisbem montado possivel c
niticuem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
LOTERA da provincia.
O caulelista Antonio Ferreira de Lima
Mello avisa ao publico, que os scus bjlhc-
Lm's ("cutelas da primerra parte da pri-
meira lotera do Sr- IJom Jesns dos Mar-
n ios que corre nfallivclmenlc a 24 do
corrente, acliam-sea venda as suas lejas
da ra Nova n. i, ra larga do Rosario
n. 20, LstrcUa n. 17, tavessa doQueima-
llo n. 1S C, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
na to Calinga' n. e povoacao do Montei-
ro pelo Sr. Nicola'o, sendo livre do des-
cont de8 por cento os hillietcs nteiros.
Bilhctes. 5$500
Meios. 2s800
Quartos. l.sl)
Uitavos. 720
Decimos. 000
Virrcsimos- 7,-2
Alaga-se um molcque que faz lodo servico de
casa c ra : na ra do Seve, casa terrea de solAo.
Boticas a 12 tubos grandes.
oliras de 2i medicamentos em glbulos, a 10, 128 e 158000 rs.
Ditas 3(i ditos
Ditas 48 ditos
Ditas 80 ditos
ditos
a
a
a
.
Ditas 144
Tubos avulsos .
Frascos de meia onca de lindura.
Ditos do verdadeira lindara a rnica. .*.......".".".
Na niesmaasa lia sempre i venda grande numero de tubos de crystal de ..
vidros para medicamentos, e aprompti-se qualquer cncommenda de nSWeameo 1 os com toda a brevida-
de c por preros mnito commodos.
88000
208000
25-MKIII
308000
G0S000
lyooo
2,-000
2j)000
liversos lamanlios,
. I 1 0 0 0 0 0 y- s f-
m
0 rri^On
es
_ 2 B a = = I 2" = -S-8c.2oa -5 3 a q.u E l s S *a-s
s s 0 a
SSi ca m
*^> 2Z X. -~ 0 3^" ,, c3-OC>--30 C3 "O > 2. S 1^ O r-~ i 2--S -% 0
a
S* ^
{ ; l_*^
w u * T '-> -. G S = ^ol|lTrJg ^S *" 0 = c-B fln'I" i* w O a 3 ** ? O Z2 ^i
css P ^^w
tes
^>>fc =- ^^ S S j r 0 a
-el V. s
53 s s ^ g.a "0 S B o'E s 0 ,-z S a H s*" & = c 0
ZE T a. E
SE -s S* "" -~ 9 5 3 b i 0
es e 0 c ^ 2 fj B S ~-2 O p
9 Quemannuiiciounoiarjodcboutcmquc- @
O rer comprar um relosio horizontal de ouro, ft
tt dirija-se a Ipja de Manocl Ferreira de S, (
@ na ra da Cadeia do Rccife n. 47. -:
Precisa-se de urna pessoa dcslas ullimamenlc
chegadas do Porto ou das libas, que saiba ler, es-
crever e contar, para caixeiro de um cnsenlio dis-
tante desta cidade 8 leguas : quemlbc convicr di-
rija-so ao pateo da matriz de Santo Antonio, sobra-
do n. 2, que encontrara com quem tratar.
Precisa-se de em rapaz nacional ou eslran-
sro que d conbecimcnto do sua conduela, para
servir de pagem a um senhor de engenho : quem
lliecnvier dirija-so ao paleo da matriz de Saolo
Antonio, sobrado n, 2, quo encoutrar com quem
tratar.
PERIDICO DOS POBRES.
Aclia-se aberta a assignatura para esta
follia que se publica, escripta por mu i
habis pennas. no Rio de Janeiro, e sob
a dircccio de A. M. Morando ; ja' conta
seis anuos de existencia e sempre lia po-
zado de toda a estima como em diversa*
provincias- Assigna-se na livraria da pra-
ca da Independencia n. 6 e 8 por 2.S000
por trimestre, 4.S000 por semestre, e 8j
por umanno : convida-se aos amantes da
leitura para que venbam assignar ate' a
fhefada do S. Salvador, (mese espera do
norte, aim de receberem a colleccao no
primeiro vapor.
ao imito.
i No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sor ti ment
de fazendas, finas e grossas, por
liceos maisbaixos do que emou-
tra qualqucr parte, tanto em por-
I eocs, como a retallio, aflianrando-
| se aos compradores um s preeo
I para todos : este estal>elecimcnto
alirio-se de combinarao com a
major parte das casas commerciaes
inglezas, raneczas, allemaas e suis-
sas.para vender fazendas mus em
aconta do que se lein vendido, e pol-
is to ollereccndo elle maiores van-
I tagens do que oulro qualquer ; o
! proprietano deste importante cs-
tabelccimcnto convida a' todos os
scus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' l>c|n dos
seus interesses) compr.11 fazendas
baratas, no armazem dirruido
Collegio n. -de A S
AntoniqJ^y. dos Santos & llolim.
-*- Previne-so .10 publico, que ninguem faca ne-
gocio com Raphacl I elu Josdarci 1, cm 2 ellras
de qoinhenlos e tantos mil reis cada urna, sacadas
pelo mesmo Rsphael, e aceitas pelo Sr. Antonio
iioneaivcs da Silva, por isso que se achara legalmeu-
te embargadas.
O caulelista Antonio Jos Rodrigues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que tem resolvido vender dqui
por,diante as suas cautelas e bilhetcs aos
preros abaixo declarados, obrigando-se a
pagar por inteiro sem o descont dos 8
por cento da lei, os premios grandes que
seus bilhetcs e cautelas ojitiverem :
Recebe por inteiro,,
Bilhetcs nteiros. 5J500 5:000$000
Mcios bilhctes. S.s'SOO 2:500,<(000
Qnarts. 1|*40 1:250^000
Oitavos. 720 025.S000
Decimos. 600 OO^'OOO
Vigsimos. 320 250,v000
. E por isso acaba de expor v venda as
lojas do costume,%>s seus biihetes e caute-
las da primeira parle da primeira lotera
a beneficio da irmnndade do Sr. Bom
Jess dos Martvrios, cujas rodas andaro
em 2i do presente nuez.
Pede-se ao Sr: Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que llie
loi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste anno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licio.0 Curioso.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas-a adamantina. Essa nova o maravilliosa com-
posicilo lem a vantagom de encher sem pressao dolo-
rasa (odas as aulracluosidadcs do denle, adqucrimlo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dnra.e prometle rralaorar os denles mais estragados,
coma forma e a cor primitiva.
Casa de consignacao de escravos, na ra
dos Quartcis n. 2i
Compram-sc c recehem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de comniissilo, lanto para a
provincia como para fra della, offerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
RA NOVA N. 92.
L. Deloucbc, tem a bonr de annunciar
ao respeitavel publico, que a -iba de re-
] 1 i'l r*K*' pelo ultimo paquete o n ..:s bello
sorlimculo derologios de ouro, prata c praia dou-
rada, patntese liorizontaes, por preros muilo van-
tajosose-iifliancados: tambem cncarrega sedo lodos
os concertos perlcncentcs a sua arle por mais difti-
cultosos quesejam, com perfeic.lo e brevidade.
Aluga-se o armazem n. ,10 da ra estreila do
Rosario : a tratar na ra do Collegio 11. 21, segundo
andar.
O padre Leonardo Antones Mcira llcnriques
mudou o seu escriplorio de advogacia para a ra lar-
ga do Rosario 11. 12, -primeiro andar, por cima da
botica do Sr. Joaquimde Almcida Pinto.
O abaixo assignado avio a todas as pessoas qtre
lem penhores cm sua mAo, que os venham tirar no
prazo de 30 dias, do contrario sero vendidos para
seu pagamento. Rccife 12 de feverciro de 1885.
Manoel Ferreira da Silva Maia.
Muilo se desoja fallar aos Srs. Jos Luiz de
Franca e Jos Izidoro dos Reis, a negocio de seu in-
teresse : na ra da Roda n. 11.
Quem livor urna casa terrea com 3 quartos c
largura de 2 palmos, mais ou menos, desejando per-
muta-la por oulra de menor largura c de 2 quartos,
situada na ra da Concordia, para receber por in-
demnisacao da dille-renca, dinheiro ou algumobjeclo
que tambem rende ; dirija-se n rna das Flores 11.
23, a fallar com Justino Martyr Curreia de Mello.
Adverte-se ao Sr. Vicente Ferreira da Assum-
pcao, morador no Bonito, que so salisfizer o que se
lie lem exigido por diversas carias dirigidas da ra
do (.inclinado n. 21, ser para si urna deshonra, pois
nao he justo que pague o que deve cm urna loja lia
mais de um auno.Jone I'ereira Cesar.
Precisa-se de urna ama de moia idado, que le-
nha boa conducta, saiba cozinbar e ei'gnmmar, para
casa de pouca familia : no largo de S. Pedro n. 4,
achara corfl quem tratar, das 2 horas es i da tardo.
Prccisa-se de um criado, c que de fiador a sua
conducta : na ra do Hospicio 11. 7.
Precisa-so de una ama que tenha bastante e
bom leilc : na ra Dircita 11. S segundo andar.
Jnao Martin* da Cosa Marques vai Europa
tratar do sua saude.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
queira ter a bondade de appareccr na ra
do Collegion. 13, agencia de lcilocs, anc-
gocio de seu interesse.
S\L\ DE D\NS4.
Lniz Canlarclli participa ao respeilavcl publico
que a sua sala do ensino na ra das Trincheiras 11.
19 se acha aborta lodas as segundas, qu irlas o sextas
desde assetc horas da noite "al as nove : quem do
seu presiono se quizer ulilisar dirija-so a niesma
casa das 7 horas da manliiia ale as 9. O mesmo se
otlerccc a dar lices particulares as horas convenci-
nadas.
# WWW I J. JANE, DENTISTA, I
continua a residir na ra Nova 11. 19, primei- g)
@ ro andar.
g@ si
M. L. Coelbo de Almeidn. fabricante de aspballo,
leudo quanlidade siillicienlo de material preparado,
e achaiido-sc promplo a applica-lo onde quer que so-
ja de inislcr, oflerere seos servicos ao publico ;
cousla que sua obra agradar aos que a encomnicnda-
rem, visto como, leudo e\ercido semelhanle indus-
tria por espacio de 10 anuos no Itio de Janeiro com
gcral salisl'acaodos Iregue/.cs, durante esse lempo
adquiri os conliceimciitos necessarios para exetular
qualqifr obra com a maior perfeicSO. O mesmo fa-
briranlc pede igaalmenlc ao publico, que nao ajuize
das obras de aspballo polas que dcixou nesla cidade
um individuo poueo pralico era applica-lo, c a qoem
fallavam conhecimentos Ibcoricos para a composicao
da mnssa asphallica, resultando de sua impericia,
que os calcamcnlos por ello feilos se dissolviam ao
simples calor do sol. Em breve se oflerccei a cn-
riosdade publica a primeira obra, quo u dito fabri-
cante convida a examinamii-na, principalmente
para que melhor se verilique a consistencia do as-
pliallo. 1.M1.Hilo as obras em une vautajosainciilc se
pode applicar o aspballo seria quasi ocioso enume-
ra-las ; porque era lodos os clcamenlos qur a co-
bcrlo quer exposto ao ar, subsliiuc elle ptimamente
ao lijlo e pedra, ollerccendo a maior consistencia, o
mesmo mais aceio : entretanto com toda brevidade
se designarlo os diversos mislercs desla excellcnlc
coinposirao. o dito fabricante espera a acquiescen-
cia publica : quem de seu presumo quizer ulilisar-
se, dirija-so a seu escriplorio, na travessa do Carme
n. 10, oulr'ora boceo do Sarapalel.
. OLINDA.
Rernardino Francisco de Azevcdo Campos faz pu-
blico, que a casa sla na ladeira do Varadouro, com-
prada cm caixSo por Antonio Ferreira da Silva Maia
rsuamullier 1). Mario da Conceicao de Almcida
Bastos, acha-se bvpotliecada pelos mesmoscompra-
dores ao aimunciante por 3609080 rs., para acaba-
iiicnlo ,la mesina, como consta Oas notas do tabeliao
rana ; e por isso protesta contra qualqucr negocio
que cora ella so faga sem seu conscnlimcnto.
Na ra Direila n. 33 recorlani-jc papis com
muila delicadeza e perfoicao, e muilo coramodo no
preco.
-Machado i Pinliciro, mtidaiam a sua
residencia e cscriptorio da ra do Viga-
rio, para o largo da Assemblca, sobrado
n. 12.
Novos livros de homeopalhia uicfrauccz, obras
todas de summa importancia :
Hahiicmann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Teste, rrolestias dos meninos.....
ilcrins, bomcopalbia domestica.....
Jabr, pliarmacopca bomeopalbica. .
Jabr, novo manual, 4 volumes ....
-fiilir. molestias nervosas. ......
Jabr, molestias da pellc. .....
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harlhuiann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homcopathica. .
De l'ayolle. doutrina medica homeopatbic.i
Clnica de Slaoncli ...... .
Casliiig, verdade da bomeopatbia. .
Diccionario de Nvslen.......
AUlas completo la anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conferido a rlcscrpcao
de todas as parles do corpo humano .* .
vedem-se todos estes livros itk consullorio homcopa-
tbico primeiro audar.
S09000
69000
79000
(3000
169000
69000
sjoao
168000
108000
ssooo
79000
69000
45000
108000
3tMOO0
ASFALTO.
COMPRAS.
Nesla lypographia eonnra-te o mappa doSr.
coronel Conrado, contendo u* cinco provincias do
bispado de Pernambuco.

Compram-se patacocs biasileims e hespanhoes
na. ra da Cadeia do Rocifc n.54, loja.
Compra-se vnlc e cinco ml'tijolosde alvcna-
na : na ra da Cadeia do Rccife n. 54.
Na casa do sacrislo ila ordem (erecira de S.
Francisco, compram-se 1 clices do celebrar-sc mis-
ta, que estojara em estado de servico : assim como
2 missaes romanos.
Compra-se urna eserava do raea idado, que
saiba cozuiharo diario de urna casa : na ra do En-
cantamento n. 3.
Com pra-sc cffectivarac uto bronzr, lati eco
bre vclbo : no deposito da fuidic&o d'Aorora, na
ra do Rrum, logo na entrada n. 28, c na mesma
fuidn.aociu S. Amaro.
VENDAS
Francisco Lucas Ferreira. com co-
clieira de carros fnebres no j teo do
Hospital n. 10, cncarrega-sc de qualqucr
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
maeona igreja o-i em casa, cairos de
passeio e tirar guia da cmara, o alii en-
contrarSo tudo com aceio, segundo dis-
poe o xegulamcnto do cemilero.
Precisa-se
relinacao, aiuda
se dos ullimos c
Vista n. l.
DENTISTA FRANCEZ.
& Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larga
do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca don-
9 les com gengvas artiliciacs, c dentadura com-
@ pleta. ou parte della, com a prcsso do ar.
Tambem lem para vender agua dentifrice do
@ Dr. Fierre, c p para denles. Rna larga do
Rosario 11. 36 secundo andar.
v'l!BLIGAAO* DO INSTITUTO HOMLOPA-
THICO O BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA. .
Melhodo concito, claro c seguro de curar homeo-
pathicamente lodas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rci-
nam no Brasil, redgido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, tanto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo r.
Sabino Olegario Ludger Pinito. Esta obra he boje
reconhecda como a melhor do lodas que tratara da
applieac,ao homcopathica no curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
to seguro sem possu-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de eugenho, sacerdolcs, via-
jantes, caplacs de navios, sertanejos etc. ele, dovem
te-la mao para occorrer promptamentc a qualqucr
caso do molestia.
Dous volumes em hrocliura por 10j000
encadernados 118000
vende-se nicamente em rasa do autor, no pala:ele
da ra de S. Francisco (Muudo Novo) n. 08 A.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para O Salgadjnbo,
(tueira mandar, receber urna cncommen-
da na livraria n. G e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrcr de Albuqucr-
que mudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preeo como he publico: quem se
quizer abusar descupequeo prestimo c,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'qualqucr hora dos dias uteis.
Antonio Marques de Lemos relira-se para Poi-
lugal a tratar de sua saude.
Offerecc-se um rapaz brasileiro para eaixeir.)
de qualquer negocio, o qual tem pralica, preferindo
para fora da praca ou cm qualqucr lugar : quem
precisar, dirija-se a fabrica de charutos da ra larca
do Rosario n. 32, ou aunando a sua morada.
Roga-sc aos senhores que lem penhores na m.u
de Manocl Luiz de Aiireu. que bajara de os vil
tirar no prazo do 8 dias, rutilados da dala deste, do
contrario serilo vendidos para seu pagamento.
Aluga-se urna sala com 2 quartos, na ra do
trapiche 11. 2, segundo andar : dirija-se ao mesmo
andar, das 2 alo fi horas da larde.
Francisco das ChagM t'.avalcaiili Possoa, esen-
yao de orphaos do termo da cidade de Olinda, e snl.s-
litiuiido ao de capllase residuos, mudou toa resi-
dencia c carlorio da ra do Amparo da mesilla cida-
de para a ra da Roa-Hora.
Acha-se fgida a eserava de nomc
Lniza desde o dia 10 do corrente mez ;
Crioula, baixa, a qual reprsenla ter 30
anuos pouco mais ou menos, cuja esclavo
foicomprada a Sra. Mara Theodoii, da
Penha ; protcsta-se contra iptcm a livor
acodada pagando os di.is de servico, e
com as penas da lei; roga-se por tanto ai
autoridades policiaes e capitaes de campo,
<|ue apprehcndain dita eserava i|tie grat-
icar-se-ha generosamente podendo-a le-
var a casa de sua senhora na ra Bella
n. 9.
. Manoel Marqnes da Silva relira-se do impe-
rio. '
, AM.VVIK PARA ,855.
Sahiram a" luz as iolliinhasde algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, coi-rgido c accresccntado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
dencia.
RISCDOS VARSOVIANOS
A ijjOOO rs. o corte.
Vendcm-se riscados Varsovaanos de qoadru fa-
zenda nova c muilo lina, imitando a seda escueza
viudos pelo ultimo navio de llamburgo, com 13 %
covados rada corto, pelo barato preco de 4WC3 : a
loja n. 17 da ra do Oocimado, ao pe da botica
PARA 0 KADAIISMO DO
BOU GOSTO.
A 8jjf000 rs. o corte !!
Vendcm-se na ra do Queimado, loja n. 17, aopc
da botica, os moderos corles <\i vestidos de larlala-
ua de seda com quadrosde cores, do lindos e novos
desenhos. com 8 varas e mci.i, pelo baralo preco de
83000!!!
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
400 rs, o covado.
Vendom-sc na ra lo Queimado, loja n. 17, de
Feria ,_\ Lopes, paia liquidacAo do contas.
Vcndem-se 3 sitios com cxcellentes casas de
vivenda, estribaras muilo grandes, arvoredos de
fruclo, blitas decapito, o liando perto, ludo em dif-
ferenies logares de Beberibe: Irata-ss cm Asna-
Fria com o proprielario Joaquim Corroa de Liimr
Wandcrlcv, u na travessa da roa'Bella u. G.
3fl VESTIDOS DE SEDA A22y0 0.
ilj llana loja do Manoel Ferreira de S.i, na ;*
::0 ra da f'.adeia-Vellia n. '. vestidos di^ soda A
.!. o mais modernos a 2sOOO rada um : ha ,
i tambem grosde aepolcsdo llorosa 29000 i
*" o covado, mcia casemira de laa pura por 5$
v$ 25"iOOrs. ocorledc calca, o oulras fazen
JS muilo baratas.
. i rs.--.-.-. ,,-.....,,-.. .
Vende-te no armazem tloSr. Annes, no correr
da escadinha ila alfandc-M, feijan niulatiuho milito
novo, chegado ullimamenlo do Aracaly, em sacras
grandes, a I0JO0O por sacca.
Vende-se um alias ceosrapliieo,' ronlendo 37
carias, por M. Roberl de Vannondy, e una secreta :
dirija-se a ilharga do Rosario 11. 1, taberna.
Vende-se una luja do louca bem sorlida, na
mais principal rna desla cidade, a dinheiro00 a pra-
zo. com boas firmas: a tratar na ra do Cabag, loj
de i perlas. Na niesma loja Jnde-se urna casa ter-
rea, na eslrada da Soledado para Relcm.
Vcndo-se fe jilo mulatiiiho o branca, c milho,
por preco commodo : na barcaca fuudeada no caes
do Ramos.
Vende-te ( armaro e pericotes da hibernada
ra do ^.rngflo n. 1(> ; o a dita casa lem commodo
para familia : quem a prelender dirija-se a taberna
la esquinada roa do Arasao que volla para a do Ro-
sario da Roa Vala, 011 na ra lama do Rosario n.
14 loja.
Vendcm-se os livros segundes : Historia Sa-
grada por Royaomonl 19000, Ueographia por Vcllez
:>px\0, Rhcloriea por Carvalho 15000, Potica por
Vcllez iSOOO, Elemeiilos das qoeslOes de Philosophia
I9OOO, Arithmelica por Lacrois IfOOO, Telemaco
19600, Paulo a Virginia em francs por640,Selecta
latina cnoadcrnaeao trncela IrJlHJ, Iraducrao de
Saluslo impressa 9000, dita das Fbulas'latinas
39000, dita de lliicdliaas de Virgilio HJOOO, Rbelo-
riea de Quinliliano 1JO00. Novo Melhodo do cra-
malica latina 1>000, Iraducrao de Selecta por 1J000,
e nma Arithmelica por Risoiil,, por 15000: na ra
das Flores loja de marrincria n.23.
Vcnde-sc por proco commodo nm proto ac-
bralhadn, riioulo, de idado j a vaneada, poten ro-
busto o sem achaques : no atorro da Roa-Visla, so-
brado da quina do becco dos Ferreiros 11. 42.
Vcndem-sc mantas de blinde prolas para se-
nhora a SSO0O, maulas de linbo bordadas a seda .1
li^KK), bis de linbo prelos bordados a 'J3 e IO3OOO,
metas e oulras fazendas baratas : na loja de portas, na
ruado Queimado n. 10, de Manoel Jos Lcitc.
Vestidos pretos.
Vende-se setim prcto de Maco para vestido do
senhora a 29000 c 29400 o covado, grosdcnapolc pro-
lo muilo muilo superior 0111 qualidade a 29000 rs. o
covado, sarja prola de seda a 23OOO e 29400: na loja
de 4 portas, na ra do Queimado n. 10, dc Manuel
Jos Leile.
Pannos baratos.
Na loja de 4 portas, na rna do Queimado n. 10,
vende-se panno prelo a -SO0, 30^00 e 15000, lia-
vendo muilo aonde estolher.
Para vestido.
Vcnde-sc setim prcto lavrado, superior em quali-
dade o costo moderno, serja prela tambem lavrada c
chamalote de lislras, tudo por |ireco commodo : na
loja de portas, na ra do Qncimado u. 10, de Ma-
nocl Jos Leile.
Vcnde-sc a armacao o perlences de tima Liber-
na, ala na ra do Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante, ou para armazem : a tratar na
ra da Madre do l)eon. 3fi.
Vende-se urna mohili-i de angico com algum
uso : no aterro da Roa-Vista 11. 82, se dir quem a
vende. .
Vendem-se apparclhos de porcelana dourados,
para jantar, por preco commodo : cm rasado Tasso
limaos.
Vende-se superior chocolate fiancez
do melhor que tem apparecido no ma-
cado, e por preco milito commodo : na
ra ila Cruz n. (, primeiro andar.
Vcndem-se relogios de ouro, patente
inglez, ditosde piala horizontal, dilos di-
tos domados e Ablcados, lodos do melhor
gosto possivel c por preco baratissimo :
na ruada Cruz 11. 2G, primeiro andar.
FAK1XIIA DE MANDIOCA-
Vnde-se saceos grandes com muilo
boa larinha de mandiocu, e pceo com-
modo : trala-se com Antonio d'lmeida
Comes & C, na ra do Trapiche, n. 10,
segundo andar.
(^ A toa I hados, toalhas e guarda- 8
fg) danaposde linhoe algodo, ven- tA
de-se mnito barato: na ra do
Queimado loja do sobrado ama- @>
i
i
5

MELPOMENE DE LAA' DE OIJADUOS.
OSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ullituacao de colilas: na loja de
Faria & Lopes, ra do Queimado 11; 17.
FUMO EM FOLHA.
Na ra do Amorim n. 39, armazem de Manocl
dos Santos Pinto, ha muilo superior fumo cm folha,
liara fazer charutos.
Oueijos a li'GOO rs. : no pateo do
Carino esquina da ra de Dorias n. 2.
Vende-se 1 par de casticaes do praia, obra do
melhor goslo, o quasi novos. 1 rolber de sopa, e 1
pralo ou bandejailc espivilador, ludo por proco com-
modo : na ra da Roda n. 11.
Vcndc-scum palanquira de rebuco cm mnito
bom estado : na ra do Hospicio n. 7."
Ka ra do Queimado n. l (em para vender No-
breza encarnada muilo superior.
Vendem-se cinco accocs da companbia luso-
brasilcira, as quaes lem agora de receber o dividen-
do : a pessoa que quizer comprar dirija-se ao arma-
zem de Joao lavares Cordeiro, ra do Azeile de
Pcixe.
Vcndem-se 200 Iravcs de qualidade superior e
de louro. de 40 a j0 palmos de rompiido c 100 cn-
cbames de louro : os pretoiulentcs dirijam-se a An-
tonio Leal de Rarro, na ra do Vigario ti. 17.
Vendem-se cm casa de S. P. Johns-
ton & C., na ra do Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes decano e de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre ile fora.
Chumbo cm leneol, barra c nunicao,
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateir"!
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edilica,
da ha pouco lempo,' em chaos proprios,
com bastantes commoaidades, cocheira-
esttibaria, etc., etc.: quem prelender
comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz n. 10, que sendo possivel se ara'
ipialqcr negocio.
FRASCOS DE VIDRO DE BOcA. LARGA
COM KL11AS.
Novo sorlimcnto do tamanho de 1 a
laiibrit.
Vendem-se na botica de liarthtomeu Francisco
te Souza, ra tanja do ftosarion. Mi, por menor
vrcro que cm oulra qualquer paite.
, Vende-se cognac em caixas de du-
sa: no armazem de Brunn Praeger &
C, ruada Cruz n. 10.
29,
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendcm-se na loja de Faria & Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, do 110-
vos e lindos desenlies, pelo mdico proco de 000 rs.
cada covado.
Vende-se forraba de mandioca mui-
lo superior a o.yOO rs. a sacca, no ar-
mazem de Luiz Antonio Annes Jacome, c
110 de Jos; Joaquina Pereira de Mello no
caes da alfandega, e cm porcao no escrip-
lorio de Aranaga & Brj an, n ra do Tra-
piche Novon. 0 segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
13.S000 rs. por barrica : 110 caes "da al-
fandega armazem de Paula Lopes.
tf>
i
i
l!OM E COMMODO.
Vendem-se cortes de vestidos
de setim prcto lavrado de supe-
rior qualidade e bom gosto, pelo
baratissimo preco de 25.S0OO rs.
o corte., sarja prela muito boa a ^
25400 rs. c covado., setins pretos $
{g) para collctcs, pannos pelo c de ^
(\ cor de diversas qualidades c por S
(& preros que muito bao de agradar J?
Jf aosjjpompradores: na ra do P
*% Queimado loja do sobrado ama- W
^ relio n. 29. de Jos Moreira (j)
9 Lopes. (jfr
Vende-se bauh.i de porro derrclida : na roa
do Rangel n. :!., a iOOrs. a libra.
POR SDELAS VELIIAS.
A 3.S000 c LS00O o par, quem deixara'
de comprar ?
Sapates do luslro franeezes para liomem, dilos de
beierro de Nanlea para hnmem e menino, sssim co-
mo um completo sorlimcnto de calcados do Indas as
qualidades, tanto para liomem como para senhora,
meninose meninas, ludo por preco muilo conunudo,
a Iroco de sedlas velhas; no alerro da Roa-Visla,
defronte da bourra 11. .11.
Para vollarctc.
Na ra do Queimado n. 25, vendem-se fixas para
voltarele, de superior qualidade, por commodo pre-
ro, e Suspensorios a 80 rs. o par, ludo para acabar.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadaspara rosto a ($120,
vcndem-se na 111,1 do Crespo loja n. 1, asegunda
quem vctn da ra das Cruzes.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vendc-se Superior farinha da mandio-
ca, cm saccasque tem um alquire, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
arniazcns n. 5 o 7 defronte da tacadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, 011 a tratar no cscriptorio de
.Novaes &.C., na ra do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
POTASSA BRffSLLEIRA. <&
Vende-se superior polassa, la- ^
bricada no Rio de Janeiro, che- (~
gida icccntemenle. recommen- A
(la-se aos senhores de engrudos os /a
scus bons cllcilos ja' c\pcrimcn- H
tados : na ra da Cruzn. 20, ar- w
nri/.ein de L. Leconte Fcron & O
(j?) Companrrrrr. ($1
DEPOSITO DE CAL 1)E LISBOA.
Na ra da Cadeia do Rerife 11. 50 ha para vender
barias com cal de Lisboa, rcccntcmentc chegadn.
Vendc-se urna balanca romana com lodos os
seus pcrlonces, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i na da Cruz, armazem u.4.
Taaxas parn engenhoa.
Na fundicao* de ferro de D. W.
Bowraann, na ra do Bruin, pastan-
do o chafarz continua haver um
completo sortimento de tai xas* de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-se ou caiTcgam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. "i ha para vender excel-
lenles jiiano vindos ltimamente de llam-
burgo.
Na rna do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
CEMENTO ROMANO.
\ onde-se superior rcmsnlo em barricas grandes
assim como tambem vendcm-se as linas : alraz do
Ihealro, armazem de Joaqun) Lopes de Almeida.
Agencia de Sdwla Uaw.
Na r-aa de Apollo n. 6, armazeyn de Me Calmon-
& Companhia, acha-se conslantemcnle bons sorli-
mentos de taixas de forro roado c balido, tanto ra-
sa como fundas, moeudas inri iras lodas de ferro pa-
ra animaos, aaoa, ele, ditas para armar era madeja)
ra de lodosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forra de
1 ravnllos, cocos, passadeiras de ferro eslaiibado
para casa do purgar, |inr menos prco,o que os de
cobre, esco-vcus para navios, ferro da Suecia, fo-
1 lias de flandres ; tudo por baralo preco.
No armazem de Victor Lasnc, ra
da Quz.n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; vvermotith em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mu boa qualidade ; vinho verdadeiro
liordeaii\ em caixas de duzia ; kircl
do melhor autor ; agua de flor de laran-
;;nae -.erdadeiro; absinth, choco-
late milito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, cm relacao a' boa qualidade.
Vcnde-sc escolente tabeado de pinlio, rocen-
Icmenlo cheleado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira, a enteuder-sc com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' :1o Dr. Eduar
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicber .*: Companhia-; "L^-j-ua da
Cruz. n. 4. >
Vende-sc urna rice mobilia de jaca
randa', com consolos c mesa de tampo de
mar more, branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ijlistar : a tratar 11a ra do
Collegion. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2.' edicHodo livrinho denominado
Devoto Christao,mais correcto e acrescentado: vnde-
se unicamcnle na livraria n. (i e 8 da praca da In-
dependencia a CO rs. cada cxcmplar.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mcz de Maria, adoptado pelos
roverrndissimos padres capiichinbos de N. S. da l'e-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da Conceicao, e da noticia histrica da me-
dalha milacrosa, edeN. S. do Rom Concilio : ven-
de-te nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I50OO.
Moinhos de vento
'ombombasdcrcpuxopara regar hurlase baia,
decapim, na fundicao de 1). W. lio man : na ra
do Brumos. 6,8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao c flauta, como
sejana, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendcm-sc ricos e modernos panos, rccenlc-
mente chegados, de excellentcs vnzes, e precos com-
modos em casa do N. O. Bieber & Companbia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber Cruzn. 4.
. AGENQIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc cstiibelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, liara
dito. '
Vcnde-sc ora cabriole! com coberln c os com-
petentes arreios para um cavado, todo quasi novo :
I par ver, no alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
.Miguel Secciro, e para tratar nu Recite ra do Trapi-
che n. 1 i, primeiro andar.
ka*- *\*^rt
ir . siU
';5fc-

tf$8$W
C. STARIt & C.
respeilosamcnteaiitiunciam que no seo extenso ,s-
labclccimcuto em Santo Amaro.continuara n fabricar
com a maior perfeirao e pronipl.dao, lod a quanla-
de de machinismo para o uso da tgticullura, Ll
vegarao e manufactura; e que para maior comm,to
de seus numerosos froguezese do publico em geral,
leen, .iberio cm un do, grandes armaiena no sr
I?* "* rU* rum' a,r" uo arstnal -
DEPOSITO DE MACHINAS
ronslnudas no dilo seu eslabelccimculo.
All arbarao os compradores um completo sotli-
men o ce moendas de caima, rom todo, os mclhora-
mentos (alguns delle, novos e originis) de que a
experiencia de muitos anuos lem mostrado a ueces-
sidadc. Machinas de vapor de baxa t alia pressao
l-nxas de lodo tamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de m.lo e ditos paja conduzir formas da
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, fornos de ferio balido para fariuha, arados de
ferro da mais approvsda conslruccao, fundos para
alambiques, crivos e porlas para forualhgs, a urna
inbnidade de obras de ferro, que sera enfadonbo
enumerar. No mesmo deposilo eiisle urna pessoa
intelligciitc e habilitada para receber todas as en-
comraendas, etc., etc., que os annunciaiites contan-
do com a capacidadedesuas Pinnas e machinismo,
e pericia de seus ofiiciaes, se compromcttrm a fazer
cxecular, com a maior presteza, pcrfc.cao, e exacta
roniormidade com os modelos ou desenbos.e instruc-
"fs que ibes forera fornecidas.
Vende-se cobre para forro de
20 at 28 oncas.
Zinco para forro coraa os pregos !
competentes.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo. $
Tinta branca, preta e verde, em $
oleo. M
Oleo de linhaca em botijas de 5 $
galoes.
Papel de embrulho.
Vidro para vidracas.
Cemento amarello'.
Armamento de todas as quali-
dades. ^
Genebra de Hollamla cm fias-
quenas.
Couros de lustre, marca grande. I
Arreios para um c dous ca- 2
vallos. W
Chicotes para carro e esporas de
ac plateado.
Formas de ierro para fabrica de t)
^ga assucar.
5 PaPcl dc P^ ingle/-
S Champagne marca A &C.
2J E um resto pequeo de vinhos do
tft I W no armazem de C. J. As- $
W 'ley & C. Ja
0

<
$
m
i
m
m
m
8
NAVALHAS A CONTENTO E TESOLRAS.
Na ra da Cadeia do Recifc n. 48, primeiro an-
dar, cscriptorio de Auci.slo C. dc Ahreu, cili-
nuam-se a vender a 81000 o par (preco f.xo) as ja
bem eonhcc.das c afamada, navalha dc barba feils
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxpos.cao
nCi,, ,'nt'irC-:'S 'l"aet Mm de 'luri,rem "a-rdia-
rianiente, nao se senlem no rosto na accao d corlar ;
vcndem-se com a condicao dc, nao agradando, ,-
dercm os compradores devolvc-las ate 15 dias depois
pa compra restilaindo-te o impone. Na mataje.
mo fa'caotirUr"",a8 Para U""aS' fei,as "eio iDes
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao* d'Auror em Sanio
Amaro, e tamb-m no DEPOSITO na
ruado Bruna logo na entrada, c defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sorfWntflyde taichas tanto
de abrica riacioSar^Sino estrangeira,
batidas, fundidas, grandes, pe.iuenas,
razas, e fundas ; e em ambos os logares
CMStem quindastes, para-parregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
procos sao' os mais commodos.
Vendc-se um mualo de bonita figura, dc ida-
de 0 anuos, pouco mais ou nicnos, sem vicios, do
que se afianca ao comprador ; e'.o motivo du venda
se dir : na Camboa do Carmo n, 18.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se superior cemento em barricas e a teta-
lho, no armazem da ru da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriacs por preco mais erfl conta.
Vende-se urna preta de idade por preco commo-
do : a tratar no paleo do Terco n. :I2.
LOTERA 1)A IRMANDADE DO SENHOR BOM
JESt'S DOS MARTYRIOS.
Acham-se venda na casa da fama no aterro da
lioa-Vi'ta n. 48 os bilhetcs e cautelas da primeira
parle da primeira loleria do Sr. Bom Jess dos Mar-
tirios, a qual corre no dia 2* do corrcnle mez.
Bilhetcs nuciros......... J&OOO
Meios............ 23800
Quartos............ UMio
Decimos........... JiliOO
Vigsimos............ -.320
BARRIS MONSTROS COI
BRE.
Vendcm-se barrs com breu, muito grandes, che-
gados agora da America : na ra do Amorim, arma-
zem de Paula & Sanios.
CAL DE LISBOA A i,s000 RS.
Vendem-se barrs com cal de Lisboa, chegado no
ullimo navio a 43000por cada urna : na ra do Tra-
piche n. 1, segundo audar.
OLEO DE-LINHACA
cm barrs e bolijes: no armazem dc asso Irmo.
Champagne da snperior mares Cometa: no arma-
zem de Tssso.Irmaos. *
CAL VIRGEM.
a mala nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche 11. 13, armazem dc Bastos li-
maos.
5 RLAJJO CRESPN. 12. tj
H Vende-se nesla loja superior damasco de (-a)
seda dc cores, sendo branco, encamado, rxo, f
C5 por [ireeo razovel. f*
s; .';$:$sss$
Na linaria da ra do Coilegio n. 8,
vendc-se tima escolliida colleccao das mais
bramantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
ehar para fazer um rico presente.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Deposito de vinho dc cham-
pague Chateau-Ay, primeira qua- W,
lidade, de profjriedadc do conde $
dc Marcuil, ra da Cruz do Re- f|
cife n. 20 : este vinho, o melhor k
de toda a Champagne, vendc-se 3
a 56,S00 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- w
comle Feron ii; Companhia. N.
R.As caixas sao marcadas a fo- il%
ffy goConde de Marcuile os ro- ttt
iffi lulos da garrafas &Q azucs. 8
Potassa.
No antgo deposilo da rita da Cadeia Volha, es-
criplorio 11. 12, vende-se muilo superior polassa da
Itussia, americana e do Rio dc Janeiro, a preros ba-
ratos que he para fechar cotilas.
Na ra do Vis ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior (huella para forro de sellins cho-
cada rercnlemeiile da America.
.CEMEMOUOMAMBRAXCO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegado acora,
de superior qualidade. muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : atraz do tboalro, artna-
111 de laboas depinho.
Vendcm-sc no armazem n. G0, da ra da Ca-
deia da Itecife, do llcnry (iibson, os mais superiu-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA liF. MANDIOCA.
Vcnde-sc a bordo do brigue ConceifaO, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na volla do Forlc do
.Mallos, a mais nova farinha que exislc boje no mer-
cado, e para porces a tratar no cscriptorio de Ma-
saccas com superior farinha de mandioca : no noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
mzem dae lasso Irmos. n, n.
n. 14.
ESCRAVOS FGIDOS.
Dcsappareccu do engenho Bosque Alegre, da
provincia das Alagoas, um escravo de nome Herma-
no, de idade 20 a 22 annos, cor preta, aliara e gros-
sura regulares, tem as pernas um puco tortas, bar-
bado, lem una cicatriz no reg dos pelos, e o dedo
mnimo esquerdo aleijado, ama marca de ferida na
barrica da perita esquerda : quem. o apprebetider,
leve-o a praca do Commercio 11.6, ou no engenho
cima mencionado a sea senhor Liberato Mariubo
PalcSo.
CEM MIL REIS DE GRATUTCACAO'.
Desapparcccu no da 6 de dezembro do anno pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 annos dc idade, vos-
ea, cr arahoclada ; levoii um vestido de chita rom
lislras ciir de rosa ede cafo, e oolro tambem dc chi-
ta branco com paireas, um lenco amarello ao pesco-
co j deshelado: quem a approhender couditza-a a
Apipucos, no Otciro, em casa de Joao Leile de Azc-
vedo, ou no Recifc, na praca do Corpo Santo o. 17,
que receber a gratificacilo cima.
No dia II do corrcnle mcz desappareccu da
casada ruad'Apollo 11. 14 um escravo dc uacAo,
dc nomc Josc, idade 30 a 40 annos, baixo e seero
do corpo, bstanles marcas de bricas no rosto, usa
de cafiirina, levou.vestido calca e camisa prela, lio
bstanle ladino, c sendo a primeira vez que se au-
senten de casa.be de stippor que se cnconlrc nesla
cidade ou seus arrabaldcs : roga-ee as autoridades
policiaes que o appreheridam, levirulo-o na dila ces
da ruado Apollo 11. 14, ou na Papascm"da Magda-
lena no sitio da viuva de Jos Alfonso Moreira.
IOQIOOO.
No dia ."> do corrente mcz, pelas Glioras a larde,.
fuco o escravo Eslcvo, crinlo, te idado 15 annos
pouro mais cm menos, levando vestido ralea e ca-
misa de alcudaozinlio, o chapeo le pilha ; "dito e-
crovii he lili,o da comarca do IHdlo, e lem ae se-
cuintcs signaos : cor piola, altura, nariz e horco re-
galar, rosto redondo, olho- pard c sem barba? ro-
ga se aos capitaes do campo, ou qualqucr pessoa do
povo, quo oapprrhendam c ron lazara a roa liireila
lahcrna do Juaquim Anlttiies da Silva, ondosegra-
tilic.u,; com a quaulia cima mcucionwl.i.
No dia (i de Janeiro fugio do enceuho Moole,
situado 110 Cabo, um pardo de noaic Antonio da Cu-
nba, representando ter 50 anuos, um pouco gge,
secco, roslo cadavrico, estatura media, cabello cres-
po c muilo pouca barba, quando foec ( o que ha
muitus anuos nao acontece )cos(uaia intitular-se for-
ro : quem o apprehender queira leva-lo ao engenho
do Motile na comarca do Cabo, tiu botica do Sr.
Forres na ra Direila junio ao Torce, que sera
muilo bem recompensado.
Mauoel Joaquim de Miranda e Sonsa.
PE8N TYP. DE M, F, DE FARIA. 1&55.
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EVQFQP4ZN_HVA1KL INGEST_TIME 2013-03-25T13:45:43Z PACKAGE AA00011611_01175
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES