Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01174


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Full Text
ANNO XXXI. N. 41.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
4


r

DA
TERCA FEIRA 20 DE FEVEREIRO DE 1855.
-m-------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptot.
7
PERNAMBUCO
BNCARREGMMM DA SUBSCRIPCA'O.
Hecite, o proprielario M. F. do Faria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Jlo Pereira Marlim ; Baha, o Sr. I).
Duprad ; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazo Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Juuior;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; MaranhAo, o Sr. Joa-
quim Marque Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMINOS.
Sobre Londres, a28 1/-1 d. por l!>000.
Pars, 32J rs. por i f.
Lisboa, IOS por 100.
Rio de Janfiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aceces do banco 40 0/0 de premio.
da companla de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leitrasj de 8 a 10 por 0/0.
METAKS.
Ouro.Oncas hcspanholas* 299000
Modas de 60400 velhas. liJOOO
deG3>400 novas. 1G5000
de 49000. 95000
Prata.Paiaccs brasileiros. 19040
Pesos coliimnarios.. 19940
mexicanos..... 15S60
PARTIDA DOS CORJIEIOS.
Olinda, todos os das.
Caruar, Bon'uo'c Garanhuns nos das 1 e 15.
^ illa-Bella, Boa-Vista, Ex cOurkury, aloe 2S.
Goianna e Paralaba, segundas e sextas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
. PRKAMAR DI". IIO.IK.
Primeira as 7 horas e 42 minutos da manhaa.
Segunda s 8 horas e 0 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. EPIIEMEKIlil.S.
Tribunal do Cornmcrrio, segundas c quintas-feiras. Fevereiro 2 La cheia a 1 hora, 21
RclacSo, tercas-feiras o sabbados.
Fazenda, torcas e sextas-foiras s 10 horas.
Juizo de orplulos, segundas e quintas s 10 horas. |
1' varado civcl, segundas e sextas ao mciodia.
2" vara do civcl, quarlas c sabbados ao mcio dia.
PARTE OFFICIAL.
MINISTERIO DO IMPERIO.
Reparticao geral das obras publicas
expediente do me: de dezembro.
Oa 5.
Ao presidente do Para, approvando as decises
qne dera ao joz do paz da villa de Obidos, decla-
rando : 1, que todas as posses cm poder do primei-
ro occupanle esto sujeitas lrgilimarao, srjam ou
nilo de mais de trnta annos ; 2o, que por incursas
cm commisso se deven) considerar stsmarias ou nu-
tras concess&es dos governos geral e provincial, quan-
do Bo tenham sido nrecneliidis as formalidades do
arl. 23 do rcgulamenlo de 30 de Janeiro de 185* ;
e 3", que deve ser registrada toda c qualquer porejlo
de territorio, qialquer quesejaa saa exlensao, sen-
do esta mencionada approximadamcnle, quaudo nao
fijr conhecida com exaelidao. Dcclara-se. porm,
que n figurada posse'de mais de trinla annos, que
nao se acha no poder do primeiro occupanle e sim
da segando, por compra, ceneravada dentro de urna
coocessao de rias leguas de Ierras anda nao medi-
das nem demarcadas e connrmadas, nao est sujeita
i legitimario, nos termos dos arts. 22 e 25 do cita-
do rrgulamento e do art. il do mesmo regulamcn-
lo, cora referencia i txecpco da segunda parte do
arl. 5." da Iti de 18 de setembro de 1850, urna vez
que o ululo de sua transferencia esteja revestido das
formalidades exigidas no artigo 26 do citado regu-
lamento.
Quanto a rlovida proposta pelo joiz municipal
supplentc do termo de Obidos, declara-se que se es-
ta duvida tem por fim saber (como parece) se as in-
formares do arl. 28 do citado regulamento devem
comprehender nao s as posses conhecidamenle as
circamstanrias deserem legitimadas, como tambem
aquellas que se acham simplesmenle occupad3s oo
que possam considerar-se como posses nao efectivas,
posto que em poder do primeiro occupanle; nesse
caso bem decidi d mesmo presidente, resol vendo
que deve o dito juiz municipal supplente informar
sobre a eiistencia tanto de urnas como de nutras
posses se nSo tiverem ellas oalro titulo senSo a oc-
cupacito, conformo a regra estabelecida no Sj 1" do
artigo 2* do mencionado regulamento, e orna vez
que em informarlo seja acompauhada das explica-
riei necessaras.
-7- '
A Sr. mioislro dos negocios estrangeiros, decla-
rando que nao he aecilavel a proposla do engenhei-
ro geographo i. Aoselmicr para a formarao de colo-
nias em Ierras devolutas concedidas; porque a le de
18 de setembro dq 1850 nao permute dellas dispr
senao por venda, i excepto de 'determinadas cir-
comslancias inapplicaveis proposta.
Se o proponenlo tem meios e quer emprehendor a
colonisacao podem ser-ihe concedidos os seguinles
favores : 1*, venda de terreno, de que precise, polo
preeo mnimo da lei; 2, ser esta venda da quanli-
dade lolal, ou parcialmente, i medida qne se forera
estabelecendu os colonos, nn razan de "iO,(XX) br.ic.is
quadradas por cada familia.- e garniitindo-sc-lhe?,
no segundo cao, por csftBMiuios, ai Ierras devoTu-
tas de boa qualidide que* se pretender ; c 3", ser a
medievo do permetro feta por conla do governo, e
a des eubdivi-oes dos lotes rii-ta do emprezario,
observando-se em nm e outro caso o syslema do re-
gulamento de 8 de maio de 185*.
18
Ao presidente do Rio Grande do Norte, declaran-
do sobre as quesles propostas pelo vigario de Goian-
niulia : 1", que no cuso deeslarem unidas as posses
c formaren! um s lodo, develo seu proprielario de-
clara-las conjuuclamenle, devendo porcm ser lan-
las as doclararOes guantas as posses, quando nao se
achem estas unidas; 2, que as possesses cm terri-
torio de duas freguezias devem ser registradas cm
ambas com as rircumslaucias especiaes, segunde a
cxlensio que em cada urna se comprehenda.
Ao presidente do Rio Grande do Sul, declaran-
do inadnssivel, por ser exagerada, a pretencao de
Henrique de Verncjoul, i compra de urna legua de
trra, devolutas as vizinhancas de S. Francisco de
Pi.aU, para o estabelccimento de nma colonia, roas
que, quaudo o prepooeote se contente com os favo-
res concedidos ao conde de Monlravel, de que trata
o aviso dirigido uquelle presidente em 16 de novem-
bro nllimo, e quando o lugar indicado seja no mu-
nicipio de Santo Antonio da Patrulha, pddia u mes-
mo presidente conceder-lhe os referidos favores, e
anda mais o do pagamento vista pela compra das
trras, smenle da porcao correspondente s forni-
das na razao de 250,000 bracas quadradas por cada
urna, e b do prazo de tres annos para importar e es-
tabeleccr as 36 familias, que correspondem < legua
pretendida.
-21-
Ao presidente de Santa Catliarina, approvando as
decises quo dera ao juiz municipal dcS. Jos, de-
clarando: I', que todas as Ierras que se nao acha-
vam no dominio ou posse particular ou applicadas a
usos pblicos no lempo da promulgarlo da lei de 18
de setembro doi850 ficaram consideradas dcvolu-
tas, e que por isso as medidas para os engajados ao
sertico do exercito so devem considerar como taes,
emquauio nao forem |>or clles distribuidas, assim
como o so as que so medirem para seren ven-
dida emquanlo se nao venderem; c 2o, que a
reslfcilodas Ierras reservadas, do que trata o artigo
1- da citada lei, o processo a seguir contra os que
nellas praiiearem actos a que se refere o arl. 88 do
regulamento de 30 de Janeiro de 185* nao pode ser
outro senao o decretado nesse mesmo arligo, segun-
do asdispesiccsdusarls. Si e 811 do nTcsmo regula-
mento.
22
Ao presidente do Par, approvando as decises que
dera ao vigario de S. Miguel de Reja, declarando-
llic:1-, que as Ierras poc>uidas devem ser registra-
das as freguezias ende sao situadas, anda que o
proprielario resida em oulra ; 2o, que o proprielario
que lew a rasa de viveuda no lado de um rio c ro-
cas nc oulro deve fazcrdeclak)rves separadas quando
M dous lugares formarcm posses di-lim sendo po-
rcm im s o registro no caso de constituirem urna
menina posse ; c 3o, que>lo compelindoaos vigarios
a\aliar a legtimidade das posses, deviam ser aceitas
as ueclaraciies para o registro, aprcsenladas por a-
quelle que tenha abandonado por anuos a posse do
um sitio adquirido por compra.
Ao prndente1 do Maranhflo, declarando sobro a
sua consulta : >, que na conformidade da res de 23 de outubro de 1852, sb consulla da respec-
liva secr.io do eonscllm de estado, esla em vigor a
eoncessao de Ierras dcvolulas feila a cada nma das
provincias do imperio pela lei de 2S de oulubrn de
1SS, vMo que o dircilo |ior ellas adquirido desde a
promulgaran da Jila lei nao foi prejudirado, pelo que
dispoz cm geral a rcspco de Ierras d'evolutas i, pos-
terior de 18 de setembro de 1850: sendo coniludo
ndispensavel que depois ilo feila a esculla das Ier-
ra devolutas apropriadas colonisacao da provin.
na, se aprsenle ao governo imperial adescripruo do
logar ou lugares de territorio em que mais eonve-
nlia eilabeleccl-la, para que o mesmo governo orde-
ne que a medievo e d.-marcacao das Ierras concedi-
das se f.ic.un pelos oicins convenientes, sem o que
nJu BDderao ellas ser distribuida? ; :.*, que as despe-
na com a medao e demarcato das seis leguas de
Ierras devolutas concedidas a cada urna das provin-
cias devem correr por conta dos cofres provinciacs;
e '!', que pertencerido as Ierras s provincias, e ca-
liendo as assembls provincaes legislar sobre colo-
nisacao, os governos provinciacs devem dispr das
Ierras devolutas concedidas aquellas, segundo a res-
pecliva lcgislac.au;convcm porcm que se mantenha
uniformemente o systema de dislribuicao adoptado
pela lei de 18 de setembro de 1850 a respeito dos
colonos, que as larras venham a eslabelecer-se, e
que smenle icnbam logar us concesses gratuitas
de limitada exlensao de Ierras a emprezarios que
pretendain estabelecer colonos, e a isso se obriguem
com solidas garantas ; ficando habilitadas as pro-
vincias para por este ultimo meio, que he econmi-
co e pode ser proficuo, auxilalWl a colonisacao
quando tentem aproveilar o quadrado das seis le-
guas concedidas pela lei de 28 de outubro de 1818.
minutos e
37 segundos da manhaa.
10 Quarto minguanle aos 49 minutos e
39 segundos da manha.
10 La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto crescente as 3 hora, 13 mi-
nulos c 33 segundos da larde.
MINISTERIO DA JUSTICA.
Ministerio dos negocios da juslca.Rio de Janei-
ro, cm i de Janeiro de 1855.Illm. o Exm. Sr__
Tendo levado ao cunliccimcnto de S. M. o impera-
dor os ollicios dessa presidencia de 12 de fevereiro, e
do presidente do Pibauykle 10 de maio, cobrindo o
primeiro urna representarlo do commandante dol".
batalbao da guarda nacional da capital contra o ex-
presidente da provincia, por ter nomcado para o
corpo do seu commando ofliciaes nao preposlos por
elle ; c o segundo, Iransmtlindo oulra represcnla-
jo do commandante superior da guarda nacional
de Oeiras, na qual expOc que, depois de organisacla
all a guarda e Horneados os ofliciaes leve lugar.a mu-
danca de algunsque eram empregados pblicos para
a cidade de Tbcrasina, dcixando vagos os seus pos-
tes, o presidente fez novas nomcac.ocs, sem exigir
dos commandantcs c do commandante superior as pro-
postas e informares ordenadas pelo art. 48 da lei
de 19 de setembro de 1850. O mesmo augusto sc-
nhor, depois de ter ouvido o conselbeiro procurador
da cora e sccrao de juslija do conselho de estado,
com cojo parecer se confnmnu por sua immediata
e imperial rcsolucao de 20 do pssado, houvo por
bem, indeferidas as duas predictas represenlacocs,
decidir que o art. 48 da lei citada smente deve* re-
ger depois de nomeades os oulciaes, c concluida a
organisacaode cada corpo, sendo que por comequen-
cia as primeiras nnmeacoes para orsanisacao dos
cornos podem ser feilas conlra ou nao obstante as
propostas, e recahir em pessoas nellas nao inclui-
das. Outrosim que as nomearoes depois da organi-
eacao dependein das proposlas que' podem ser rejei-
tadas, mas nao alteradas, cumprindo que conlra os
abusos coinmcllios no excrcicio do direilo de pro.
pr, represcnlem os presidentes ao governoi mpcrial
para providenciar como convier. A sobrcdila ds-
linccao funda-se nao s as Manea constantes do pa-
recer da seccao de justica do conselho de estado, se-
nao tambem em que, anda nao organizados os cor-
pos, nao he possivcl o Metan que o citado art. 48
exige, eauclK! um correctivo ou regrr para a pro-
peala. .
l)cos guarde a V. Exc. Jos Tkomas \abuco
de .iravj^^--M. presidente da provincia do Ser-
,gifc.- ^|aT ^
Consulta da mteran de justira do conselho de esta-
do a que se refere o ariso de 'i de Janeiro cor-
ren le.
Senlior.A aechan de justica do conselho de es-
lado tem a honra de submeltcr i alta consideradlo
de V. M. Imperial o seu parecer sobre a materia dos
ollicios, do presidenle de Sergipe dalado de 12 feve-
reiro, cilo presidente do Pihauy datado aos 10 de
maio, amlujs deslc anno, que Ihe foram remeltidos
com avisos de 6 de maio e 19 de jalao do corrate,
afim de consulta-Ios conjuntamente.
O primeiro oflicio cobre urna representaran do te-
nente-coroncl Jos Guilherme da Silveira Telles,
commandante do 1 batalbao da guarda nacional da
cidade capital de Sergipe, contra o ex-presidente
Jos Antonio de Olivcira c Silva, por ter noraeado
para o corpo de seu commando ofliciaes nao propos-
los por elle. AUcga com ducumentos : a Que o di-
to ex-presidenle, depois de haver nomeado ou .con-
firmado alguns ofliciaes de seu batalbao, em virlu-
de do arl. "I da lei 19 de setembro de 1850,ordenou-
de alguns ofliciaes para a guarda de Oeiras, como
pretende o sen commandanlc superior '.'
X Podem os presidentes nomear para os postos
vagos da guarda nacional pessoas nao comprehendi-
das as proposlas dos commanlantes, no caso figura-
do pelo presidenle de Sergipe ?
Para a rcsolucjio deslas quesles cumpre antes de
ludo examinar os arligos da lei e regulamento que
Ibes sao relativos, c firmar bem a sua intelligencia.
O arl. 48 do cap. 2, til. 3" da lei de 19 de se-
tembro de 1850 dispe o seguinte : A nomeacao
dos ofliciaes subalternos e capilies ser feila no mu-
nicipio da corle pelo governo, o, as provincias pe-
los presidentes sobre proposla ** ebees dos corpos, tante's municipiosV eoraarcai c
e iiiformacao do commandante superior,
DAS DA SKMANA.
19 Segunda. S. Conrado f. ; S. Gabino ra.
20 Terca. Ss. Eleutcrio e Nilo bb.
21 Quaria. de Cinza ( Estaco a S. Sabina.
22 (Quinta. ( Estacao a S. Jorge.) S. Margarida.
23 Sexta. (EstacoaosSs.JoaoePaulo)S. Lzaro.
S4 Silibado. (F.star;aoaS.Symphronio)S. Malhias.
25 Domingo. 1." da Quresm ( Estagao a S. Jo-
ao in Latcratio) Ss. Cezario cDioscoro mm.
Ihe que propuzesse os que faltavam para completar i
orgauisucao. em viftude do arl. 48 da mesma le ;
que, cila por rile a proposla de qoatorzo olhciaes.
o cx-presidenlc, enlcndendo-se |com o commandante
superior, conflrmou apenas dous dos propostos e no-
mcou para os oulros postos pessoas de sua escolha ;
que, apezar dsso, ao publicar ua ordem do dia de
1* de junhode 1852 a nomeacao dos ditos ofliciaes,
lias de colonos que efectivamente Jorem eslabeleci- commandaule superior declarou que o ex-presi-
dente a lizera com precedencia das formalidades re-
commendadas pelo arl. 48 da lei ; que, sem.embar-
go dessa declarado inexacta, elle commandante,
afeito obediencia militar, defeiio juramento, e
deu exercicio a cada um dos ofliciaes assim no-
meados, mas protestando cm oflicio dirigido ao mes-
mocomandante superiorcontra a validada do acloda
presidencia ; que emfim, vsla da lei nao guar-
dada,recorra ao governo imperial para que se servij-
so declarar nulla a nomeacao feU, e ordenar que se
proceda a nova proposta.
O actual presidente de Sergipe, abstendo-sc no
mesmo oflicio de interpr juzo algum sobre a ques-
tao, por considera-la de direilo, aproveila a occasiao
para consultar an governo imperial sobre o que
deva fazer a presidencia, quando se Ihe apresen-
lar alguma proposta para ofliciaes, que, embora fa-
voravelmenlc informada pelo commandanlc supe-
rior, nao Ihe parecer com ludo iligna do approva-
cao ; c, perguuta se, em tal caso, depois de ter de-
volvido a mesma proposla, e nao concordar anda
cpm a aprcsenlada de novo, pude o presidente no-
mear para os poslos pessoas nao comprehendidas
nclla ?
O segundo oflicio do presidente do Pibanj lambem
cobre oulra repreaenUtfo do commandante superior
da guarda nacional de eiras, Jos Fcrreira de Car-
valho, na qu'al expoc que, depois de organisada al-
l a guarda, c Horneados os ofliciaes, leve logar a
mudauca de alguns que eram empregados pblicos
para a cidadeThercsina, nova capilal da provincia,
deixando vagos os seus poslos ; que o presidente
vista disso passou a nomear oulras pessoas para os
ditos postos, sem exigir dos commandantes e do
commainlaiite superior as proposlas o informaces
ordenadas pelo art. 48 da le; que julgando me-
nos regular esta nomeacao o commandante superior
hesitoo cm juramentar e ampossar aos ofliciaes no-
mcados ; que esta circunstancia tem embarazado a
organisacao da guarda miquella comarca, por mais
que inste o actual presidente para quo seconclua:
que emfim, convindo remover este embaraco c con-
cluir a dita organisacao,.cspcra o commandanlc su.
perior, reprcsentanle, que o governo imperial o es-
clareca, fazcinlolbc saber se os ofliciaes assim no-
meados devem ser oo nao rcronliccidos por elle.
O presidente actual ilo l'hauy informa,no mesmo
oflicio, que nao houvc illegalidade no aclo do seu
antecessor, porquank) li/.eraa nomeacao impugnada
quando a organisacao dos corpos ainda nao eslava.
como nao est concluida ;_ tanto afana que nem os
eammandantcs dea mesnios corpos tinham tirado
naquelle lempo as sua patentes.
Do que tica ciposto, c consta dos papis juntos,
resaltan) as segointes questoes :
l. Deve-se considerar nulla a nomeacao de ofli-
ciaes para o balalhao de Sergipe, como requer o seu
commandaule .'
2. Ha molivopara repnlar-se Ilegal a nomeac.lo
onde o
bouver, oliservandose a ordem gradual do accesso,
desorle que ninguem seja nomeado lenle ou capi-
13o sem haver oceupado o posto immediatamentc in-
ferior.
Temos pois aqu estabelecida urna regra para o
provimento dos poslos, que se faena na convenien-
cia de dar aos chefes o prestigio e forca necessaria
para raanter a harmonia c disciplina entre todos os
seus subordinados, chamando-ot)a concorrer com o
seu voto para promocao dos ofliciaes que com elles
servem ou tem de servir.
Mas o art. TI do seguinte cap. *" do mesmo til. 3"
se exprime assim : As dispusieses desta lei, con-
ccrnenlcs ao provimento e vilaliciedade dos poslos,
e a reforma dos ofliciaes sao somonte applicaveis aos
que forem nomrados em execucao, c na conformi-
d.idc da mesma lei. Os existentes ao lempo de sua
publicarlo serSo, sem dependencia de proposla o da
ordem do accesso, comfirmados nos postos que tive-
rem, pasando-se-llics novas patentes, despachados
para oolros, reformados ou demittidos, como pare-
cer justo ao governo na corte, e aos presidentes as
provincias, que lento em eoncideracao os bons ser-
vicos anteriormente prestados.
Parece que a dispbsicao conlida neste arligo pode
admillir duas intelligencias, ambas litleraes. i
Considerada a primeira parte do mesmo artigo
conjo s relativa ao futuro, c asegunda ao presente,
vem a ser a primeira intelligencia ; que a regra do
arligo 48 pa-a o provimento ou nomeacao dos ofli-
ciaes nao he applicavel ,i primeira nomeacao destes,
e sim a sua ulterior promocao, e nomeac.lo de no-
vos, depois de cxeculada a lei, ou do concluida a
organisacao geral da guarda, e especial de seu corpo.
Considerada porem aquella primeira parte como
relativa tambem ao prsenle, c a segunda como ex-
cepto, vem a ser a segunda intelligencia, que a
mesma regra do arligo 48 deve prevalecer sempre,
tanto na primeira nomeacao como depois.
A seccao nao tem a menor duvida em reconhecer
a primeira deslas iolelligeucias como a verdadeira da
lei, e funda-se : 1, em ser a mais conforme com o
espirito della, quo tendo por fim tirar a guarda na-
cional do estado do confuso e desorden) era que se
achava, e havendu abandonado por ineficaz o prin-
cipie da elcic-io dos ofliciaes, nao podia Jeixar de at-
tender conveniencia publica do confiar inleiramcn-
le a nomeacao dtltes ao prudente arbitrio de gover-
no c dos presidenta-, que, superiores as idjpxs d |rsl-|
"do e s paixoes locaes, eslavam no caso de cscolher
pessoas dignas dos poslos, do remover as difliculda-
ilcs inseparaveis do urna reforma 13o profunda, c de
conteras animosidades que ain la alimentan) certo
antagonismo entre os domiciliados de muilos dislric-
los ; sendo cerlo qsic ludo quanlo podesse embara-
car este prudente arbitrio entorpecera pelo menos a
realisaeSo daquellc fim ; 2" cm achar-se mais de
accordo com oulras disposicOes da mesma lei, que
autorisando a deslocacao, reforma e demissao dos
ofliciaes existentes (segunda parte do art. 71), c per-
mittindoa nomeac.lo para oflicial,de qualquer cida-
dito que estoja incluido na lista do servico activo
;art. 5*), tornara muito dflici, senao impossivcl,' a
creacao de um corpo novo em municipio que o nao
livessee a organisacao de qualquer corpo cujos ofli-
ciaes houvcsscm sido dispensados, se a primeira no-
meacao deslcs dependesse da regra do art. *8 ; nao
sendo duvidoso quo em lal caso, s poderiam ser no-
meados os alferes que podessem ser promovidos de-
pois a lenles, estes a capites, etc.^ circunstan-
cia que nunca se deu na antica organisacao das mi-
licias, nem roesmonadaafrancezada guarda nacional
que livemos ; 3, em ser mais lgica, porque nao
ha razilo para suppor-se que a mesma lei que nao
recusou dar o mai, pleno arbitrio ao governo e aos
presidentes para rerorraarem, deslocarem e demit-
lirem ofliciaes existentes que tinham patentes e di-
rcilos adquiridos, recusasse d-Io para nomcarem
aquelles que devessem subslitui-los ; sendo innega-
vel que he mais diflicil e perigoso lirar vantagens a
quem as tem, do que d-las a quem nao (em ; *>,
em fundar-se mais no scno pralico, porque a nin-
guem, e menos ao legislador podia escapar o emba-
razo que poderla encontrar o governo e seus delega-
dos, a cuja discricao alias se condn a reforma,' se
para a primeira nomeacao dos ofliciaes ea organi-
sacao dos corpo ficassem subordinados a formalida-
des de proposta.; que alem de darem azo para a con-
so!idacan de algumasclientelas, rodeando-sc os che-
fes dos seus apaniguados, provocariam de certo coit-
niclosedesinlelligcncias entre os mesmos chefes, c
os presidentes; sendo incontestavel que disso resul-
tara grande cstorvo i prompta execucao da lei, se-
nao a desmoralisacao da guarda, antes mesmo de
ser formada cm alguns municipios.
Nem da clausulasem dependencia de proposta e
ordem do accesso qefkcc acha na segunda parte do
arligo, se yoAeconc^F, a contrario sensu, que a
nomeacao de que trata a primeira parto deva ser
Teila sempre, quer antes, quer depois da execuzao
da lei, com dependencia daquclla proposla. a essa
conclusao oppoe-se a dversidade das especies. A
primeira parle refere-se aos ofliciaes que forem no-
meados, nao existentes anda, ou que bao de existir
depois da reforma da guarda ; c entao era ocioso de-
clarar que se atlendcssc, antes de sua existencia, i
regra do arl. 18, ou proposla e ordem do accesso.
A segunda, ao contrario, refere-se aos ofliciaes exis-
tentes que estavam servindo, linham patentes de
diversos poslos, e devam ter algum desuno ; e en-
tao era forcoso declarar que na sua confirmacao no
mesmo posto, ou em oulro maior que no etercicio
qsc se Ibes dcstjjN)) posto interior, etc., nao se al-
lendcsse dila repa do arl. 48.
E assim, pensa ascceflo que a referida clausula
em vez de conlrariar.confirma a intelligencia deque
a proposla c ordem gradual do accesso s lem lugar
a respeito dos ofliciaes existentes e dos quo ficarcm
exislindo depois de executadaa lei, o nao a respeilo
dos quo forera agora nomcados em execucao da mes-
ma lei.
Ale aqu tem sido consultada a lei ; passemos an
regulamenlo. No examc le suas disposices nada
enconlrou a seccao que pudesse contrariar a intelli-
gencia que acaba tic dar aos arts. 48 c 71 como se
vera.
O art. 70 do rcgulamenlo de 25 de outubro de
> /i determina o seguinte: Approvada pelo gover-
no a nova organisacao da guarda cm um municipio
comarca ou provincia, e fcitas as nomeaees de sua
competencia, pasearlo os presidentes a darordum pa-
ra que lenbam o devido elfeilo cumpriudo na parle
que Ibes toca as disposicOes dos arts. 58 e 71 da lei,
o ciigiiido ilos eomm.indanles superiores, logo que
se achem tmpotsadot, as proposlas que devem fa-
zer para a nomeacao dos olhciaes para o seu eslado-
raaior. u
Poslo que este arligo se refira aquelles da lei con-
junrtamente, e recommende a sua execucao, nao se
segu comtudo quo, por essa simples referencia c re-
commendaeao. livesse era mente obejgar os presiden-
tes i cumprirem fura de lempo o arl. 18 c a cingi-
rem-se a propostas para a nomeazao de capt.les c
subalternos que deviam fazer em execucao da mes-
ma lei, ou para levaren) a efeiloa nova organisacao e
reforma do cada corpo da guarda. Nem tao pouco se
segu do facto de exigir o goveroo propostas dos
commandantes superiores, que devim os presidentes
tambem, e necessariamenle exigi-bw dos chefes de-
signados para os corpos. A mulliplicidade das no-
meaces a cargo do governo, para lanos e tao dis-
torna
mdispcnsavel essa exigencia como meio de informa-
cao. Mas essa razao nao procede com a mesma for-
ca a rcspeilolos presidentes, a cuja prudencia deve
ficar a escolha desse ou oulro meio que mais con-
veniente seja para guia-los as nnmeacoes que Ibes
compelem.
Entretanto parece qac alguns presidente; c com-
mandanles nomcados tem entendido diversamente
esle art. 70 do rcgulamenlo. c julgado necessaria a
observancia do art. 18 da lei, ainda mesmo na pri-
meira nomeacao dos ofliciaes que devem completar a
organisacao de cada corpo ; sem refleclirera que o
proprio rcgulamenlo no seu arl. 97 nao da por exe-
culada a lei, nem por organisado o corpo desde qne
fr nomeado e reconhecido o commindanle della :
apenas abi se declara que esse lacto importa o co-
meen da execucao da lei e da respectiva organi-
sacao,
Da analisc que lem feilo, a secjao julga-se aulo-
risada a concluir:
1." Queoart. 48da lei deve reger depois de
Horneados os ofliciaes c de concluida a organisacao
de cada corpo, e de executada a lei.
2." (,)ue o arl. 71 da mesma lei, ua sua primeira
parte, refere-se aos ofliciaes que ssrvrem nos csta-
dos-maiores dos commandos superiores c nos cor-
pos, depois de reformada, ou reorganisada a guarda.
3." Que a referencia do arl. 70 do regulamento ao
art. s da lei nao obriga os presidentes a observa-lo
anlcs de concluircm a nova organisacao de cada
corpo.
Firmada assim a intelligencia dos arligos da le c
regulamento applicaveis ao assumpto da presente
consulta, a seccao nenhuma duvida enconlra na so-
lucao das tres quesles sujeitas ao seu exame.
Qaanlo i primeira, que he infundada a reprtsen-
tacao do commandanlc do batalbao da capital de Ser-
gipe ; por quauto, embora livesse elle recebido or-
dem do presidente para fazer a proposla dos ofliciaes
que faltavam para aorganisaejio do mesmo balalhao.
nenhuma obrigacao linha o dilo presidenle de Ih'.i
devolver para reconsidera-la, uem decingir-se el-
la quando a livesse por menos conveniente.
Obrando assim, o presidente salislez por urna par-
te ao que Ihe dictava a prudencia, consultando a
opiniao do commandanlc, c exerceu por ouiraa fa-
culdade que Ibe davao arl. 71 d;i lei, poaaeaado
pessoas que julgou mais idneas, pesio quena con-
templadas na proposla. Usou pois o presidenle do
sea dircilo, c nenhuma razao ha para que su julgue
Ilegal o seu aclo e se mande proceder a uova pro-
posta.
Seria mesmo, alm de injusto, mui pouco pruden-
te que ofliciaes nomcados de accordo com a lei, ju-
ramentados o empossados, como assevera o proprio
commandante, fossem agora postos margen) e es-
bulbadosdas suas patentes. A seceso nao se con-
forma pois neste ponto com a opiniao do comman-
dante superior destacone, constante da ua inor-
mac,.1o confidencial junta.
(Jnanto i segunda, que he igualmente infundada
a representado do commandnntcsupcrior de Oeiras;
porquanto, n.lo se adiando concluida all a organi-
sacao da guarda, e por consecuencia nao exceulada
a lei, o presidente'usou do seu direilo provendo os
postos que vagaram pela mudanca de alguns ofliciaes
para a nova capilal. O proprio enmmandanto supc-
riorconfessa na sua representara que anda nao
pode concluir a organisacao de que secadia encarre-
gado. Rasla esta condssao para considerar-se valido
o acto da nomeacao que o presidente lizera. Assim
o entende o actual presidente de Sergipe na sua in-
formaeao, e tambem o entende, cm ontra sua Infor-
macao confidencial, o commandante superior desta
corle, com quem a seccao agora se conforma.
Ouanto a terceira, convm, para resolvc-la, dis-
tinguir entre a proposta feta antes da rcorganisacao
e a que se fizor depois.
No primeiro caso, nao leudo vigor o art. 48 da le,
parece a seccao que o presidente, que por conselho
de prudencia exigir proposla dos commandantes de-
signados pelo goveruo, para os postos de capitacs,
subalternos, etc., c tiver por menos boa a que Ihe
fr aprcsenlada, haja de devolv-la para ser reconsi-
derada, c quando Ihe vollo a mesma proposta tal
qual, ou sem modificaco satisfactoria, ou lhc de-
clareo commandante que nao lem a quem propr
uso o mesmo presidenle da faculdade quc'lem, c no-
meie as pessoas que lbe parecorcm mais idneas, ve-
nham ou nao incluidas na dila proposlc.
No segundo caso, regendo o art. *8, parece sec-
cao que a presidente quando devolvida a proposta
favoravelmcntc informada pelo commanlantc supe-
rior, Ihe seja de novo aprcsenlada sem altcraca a-
uma ou com modificarlo pouco satisfactoria, haja
de sobrestar na approvacao della, e a subraella ao
governo, rom informaca circumstanciada sobre o
motivo da sua repugnancia cm approva-la, a din de
que Vossa Megcsladc Imperial resolva o que fr
maisjusloou conveniente.
Aseccaojiao terminara sem lembrar rcspeilosa-
meulc quanlo he urgente resolver-se esla ultima
queslao, j porque conven) remover quanlo antes a
duvida que tem dado lugar s precedentes represen-
lares e a muilas oulras que lalvez nao lardera, e j
porque convem desde logo supprir a oubsao do rc-
gulamenlo de 25 ile outubro em acautelar os casos
figurados na dita queslao, e habilitar os presidentes
a procederem uniformemente, quer na hypothese
mais grave de proposlas fcitas durante a- execucao
da le, ou anlcs de concluida a organisacao, quer na
oulra hypothese menos importante do proposla que
se fizercm depois de executada a lei, e que se lm-
taro nomeacao dos alferes, visto dever guardar-sc
segundo o arl. 48 da mesma lei, a ordem gradual do
accesso para os oulros poslos.
Tal he, Honor, o parecer da seccao que V. M. I.
se dignara resolver como fr mais justo. Sala das
conferencias cm20dc outubro de 1834.l'isconde
de Abranle<. l'auUno Jase Soares de Souza.
Caelano Marta Lopes Cama.
Como parece, l'aco -21) de dezembro jle 1S5*.__
Com a rubrica de S. SI. o Imperador.Jos Tho-
\ma: Sabuco de Araujo.
3.< seccao. Ministerio dos negocios da justica___
Rio de Janeiro, em 2 de Janeiro de 1835.Illm. c
Exm. Sr. S. M. o Imperador, conformanil i-se
com o parecer do conselheiro procarador da corda,
por copia incluso, houvc por bem approvar a opiniao
de V. Exc, constante do ollicio de 25 de oulu'iro
do anuo prolimo passado, com que V. Exc. respon-
den aoque Iba dirigi o hispo dessa diocese, em data
de 25 do dilo raez ; 'porquanto, em vez de eonside-
rar-se como quebra de forca moral do dilo prelado o
procedimenlo dacamnra municipal da villa da Bailo,
solicitando, por intermedio de V. Fxc, a nomeacao
de um padre que*upprsso a falla do vigario collado,
inhabilitado ha mais de dous annos, ao contrario
esse procedimenlo he muito regular i adminisirarao
da provincia, que deve ter conhccimcnto das neres-
sidades della, para providenciar com propria aulori-
dade, ou por mcio de requisco. nao sendo o caso de
sua competencia, sendo certo que, alm disto, a c-
mara municipal he urna autoridade civil sem re!ac,ao
alzuma de subordinadlo cgerarchiacom n auloridade
ccclcsiastica.
Dos guarde a V. Exc-Jos Ihomas Sabuco de
Araujo. Sr. presidenle da provincia do Para.
Copia do parecer do conselheiro procurador da cora
dado sobre o o ollicio do presidenle di provincia
do I'ar de 31 "le ouluhro do auno prximo lindo,
sob n. 98, ao qual se refere o aviso desla data.
Parecc-me qne o nsiumpto nao motivava tao seria
polmica, nem vale a pena da parda do tem po que
com esta so gastara. Al qncro:persii,)dir-mc que a
lelura do oflicio de 31 do outubro, que com tanta
sabedoria e moderacao dirigir o presidente an reve-
rendo prelado, bastara para delucidar o ponto e dia-
sipar qualquer idea anleripada cm que este laborasso
Em Tardada pretender que as autoridades lempo-
raes neste c em oulros casos anlogos se dirijan im-
mediatamentc ao solio episcopal, nunca por inler-
inedio do presidente da provincia ; reputar ofensa
mitra o desvio dessa pralica ; suppor emfim, que
dessa figurada contraveneao deve necessariamenle
provir iningua e quebra no respeilo devido auto-
ridade ecclesiastica, se o presidente da provincia con-
sentir na conlinuaco della, sao, quanlo a mim,
meras apprchcnsoes, ideas puramente fanlaslic.is,
porque neiihum fundamento real cnconlro que Ihrs
possa dar origen] nem manlc-las. As autoridades ci-
vis em lacs circunstancias, como muito bem ponde-
ran o presidente, podem dirigir-se livrcmente, ou s
autoridades ccclesiasticas, ou srivis, como mclbor
entenderem a bem do servico publico ; nunca parm
>e Ibes levar a mal que se sirvajn da inlcrvcnca
dos presidentes das provincias : antes ser csso um
det meios mais seguros para procederem com acert
c para pleno conhccimenlo do chele civil de cada
urna das provincias, mxime no caso especial de nao
haver quem exerca-as fuiiccf.es de parodio, pois os
parochos tambem desempenham muilas a importan-
tes funeces na ordem temporal. Nem he de presu-
mir que nesse procedimenlo das autoridades cvis so
envolva animo deliberado de ofender o desacatar as
autoridades da igreja. Eu pois, nada tenho a accres-
centar ao bem deduzido oflicio do presidente da pro-
vincia cima citado. Rio de Janeiro, 12 de Janeiro
de 1855.F. G. de Campas. Secretaria do estado
dos negocios dafniica, em 24 de Janeiro de 1855.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco na cidade do Recite, em 19 de feverei-
ro de 1855.
ORDEM 1)0 DIA N. 217.
O coronel commandante das armas interino tem
por muito recommendado aos Srs. commandantes de
cornos a companhia* flxas da oxerctlo, sb sua Ju-
risdiecao, o liel a poniual ruinpri.iieutu Jo aviso da
ministerio da guerra de 27 de detembro ultimo, a-
haixo transcripto, o qual rae foi por copia remol- i
pela preai lenca com ullicio datado do 7 do cr-
renle.
O mesmo coronel commandanlc declara, para os
lins necessarins, quo nesta dala contrado novo cn-
gnjamento por mais seis annos. nos termos do regu-
lamento de I i de dezembro de 1852, e do decreto
n. 1101 de 10 de junlii) do anuo passado, preceden-
do inspeccao de sade, o cabo d'esquadra da tercei-
ra companhia do balalhao 10 de nfanlaria. Jos da
Costa I.eite, o qual perccber.i, alm dos vencimen-
tos que llio competrem, o premio de iOOSOtX) ris.
pagos na forma do arligo 3 do citado decreto, c
dndo o ciigajamenlo urna dala de trras de 22,500
bracas quadradas. Desertando, incorrer na perda
das yanlagens do premio, e daquellas a que (ver
dircilo, ser lido como reeditado, descoulando-se
no lempo do engajamento o de priso, cm virludc
de scnlcnca, averbando-se esle descont o a perda
das vantagens no respectivo titulo, como esl deter-
minado.
AVISO.
Rio de Janeiro.Ministerio dos negocios da guer-
ra em 27 de dezembro de 185}.Illm. e Exm. Sr.
Nao susfazeudo completamente o dm para que
sao exigidos os mappas mensaes da forca dos cor-
pos nem os dos recrutas apurados, que actualmente
veem a esla secretaria de estado, ja porque sao di-
versamente modelados, ja porque viudo de algumas
provincias acompanhados de muilos dclalhes e pa-
pis explicativos, fallam-lhc todava as declaracOes
mais essenciaes, para se poder avaliar a verdadeira
forca do excrcilo, e o numero geral dos recrutas ob-
tidns sem omisses ou duplcalas; o convindo que
em sementantes documentos haja a maior regulari-
dade c exaelidao, remello V. Exc. os inclusos mo-
delos : n. 1, do mappa da forra dos corpos; n. 2, dos
recrutas apurados cm cada mez ; e n. 3, do desuno
que livcram esses iccrulas, cenando por conseiiucn-
cia as rcmessas mensaes de outros quaesquer papis
dc*ta Balare, que nSo v&O aqu mencionados.
Nos mappas da forca dos corpos deve haver, sb
responsabilidade dos respeclivos commandanlc, to-
da a exaelidao, podendo iliminarcm-so nao s as oh-
servaces que disserem respeilo ao cabo, anspecada,
soldados, ferradores, camelas, claris ou tambores,
com lauto que sejam bem explcitas e nominaos as
que rorcm relativas a ofliciaes, inferiores c cadetes,
mas ainda todas as relaces, quo de algumas provin-
cias veem annexas, servindo esle modelo tanto para
balalbes c corpos do guarnirlo dxa, como para com-
panliias fixas, do pedestres, colonias militares c des-
tacamentos, diminoindo-se nicamente as casas lan-
o horiaontaes, como verlicaee, que forem ociosas
conforme as suas respectivas organisacocs c nume-
ro de proras sddidas.
Nos mappas de recrutas devem vir, sem exeepcae
incluidos no de n. 2 lodos os apurados no mez p'ro-
vi mmente findo, c no de n. :! as declararles do des-
tino que tiverem nesse mez. os apurados os'nnlerio-
res, conforme a designaeflo dos respectivos modelos.
A esles mappas deve acompaubar sempre a rola-
cao dos ofliciaes de primeira c segunda rlasscs do
exerrilo nao arregimentados, qne cxistircn nessa
provincia, com declaradlo do exercicio que livcram,
inclahido-se nesla relacao de Ires et Ircs mezes os
ofliciaes reformados, honorarios e da exlincla segun-
da linha, que vencem sold.
O qne ludo de ordem de S. M. o Imperador rom-
muuirn a V. Exc. para que tenha poniual execu-
cao, na intelligencia deque isto em nada altera o
que est disposto acerca das remess.is trimensaes,
lano para uso da serrelaria de estado, como da re-
partidlo do quarlcl-mslre general.
Dos guarde a V. Exc.Pedro de. Alcntara lie-
legarie.Sr. presidenle da provincia de Pernam-
buco. Scguia-seo modelo do mappa.
Manocl Ments Tarares.
Conforme.Candido Iat l-errtira, ajudaute de
ordens encarregado do detalbe.
INTERIOR.
RIO DE JANEIRO.
4 de fevereiro.
Por decretos de 30 de Janeiro prximo p. foram
aprcscnlndos os padres :
Bernardo llygino Dias Coclho, no canonicato que
se acha vago na s do hispado de Marianna.
Marliniano Teixeira (iuedes, na freguezia de l're-
sidio, do Rio I'reto, no mesmo hispado.
Francisco Guarila l'ilgui, na freguezia do Espi-
rilo-Santo da Itapaarica, dito, dito.
Juao Baptisla do Miranda, na Iregaezia de Santa-
Anua de S. Jlo cima, dito, dilo.
JosAlexandrc Gomes daMell n loeziade
Santos Cosme e Damiao, da Serra do l'ereiro.na pro-
vincia do Ccara, hispado de Pernambuco,
.Manocl Jo- dos Sanios \ i i 1 -Ti n lf., na I, e;uezia
de Nossa Senhora d Rosario, da cidade do Penado
as Alagoas, do mesmo hispado.
Francisco l'e.lro da Silva, na freguezia de S. Se-
basUlo da Vla de Oorieory, do dilo bispado.
Ignacia Alvos da Cunha Soulo Maior, na freguezia
de Nossa Senhora da Luz ltimamente creada, dilo
dilo. .
Jacintho Candido de Meudonca, na Iregaezia d*
Nossa Senhora do Pilar, ltimamente creada as Ala-
goas, dilo dito.
Foi nomeado major commandanlc do esquadrao
de ravallaria da guarda nacional das freguezia de
Muribcca, Santo Amaro do Jahoalao e San-I,ouren-
co da Malla, da provincia de ^mamoneo, Antonio
dos Santos de Souza I.eSo.
29.
Por decrelo de 23 de Janeiro rorrenlc :
Forana spresenlados uas freguezias do :
Senlior do Komlim da villa Nova da Kainh.) do
arcebispado da Babia, o padre l.uiz Correa Caldas
l.ima.
Santo Antonio das Almas de Itabaiana, na provin-
cia de Sergipe e arcebispado da Babia, o padre Do-
mingos de Mello Rczcnde.
Tete raerec da serventa vitalicia do odicio de de-
positario geral da capilal de Pernambuco, Manoel
Concalvcs l-'erreira da Silva.
Foram promovidos a
Tenenle-coroncl commandante do balalhao n.
38 de infanlaria da guarda nacional da Babia, o ca-
pilao do mesmo balalhao Jaso de Oliveira Guedcs.
dem dem do balalhao da gaarda nacional do
municipio de Aquiraz da provincia do Cear, o ca-
piao do mesmo balalhao, Ignacio da Costa Ga-
detha. '
Foram nomeados:
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios de Iguass e Vassouras da provincia do
Rio de Janeiro, o harao de Campo Bello.
Chcfc do cslado-maior da mesma guarda nacional,
Carlos Teixeira I.eite.
1 cnente-coroucl commandante do fi> corpo do ra-
vallaria dilo dilo, Joo domes Riheirn de Avellar.
dem idem do 7." corpo dilo dilo dito, Francisco
de I.emos de Faria l'ereira Coulioho.
dem idem do batalbao de nfantaria n. 23 dilo
dito, Joaquim Ribeiro de Avellar.
Mein idem do balalhao n. 2i dilo dito dilo, Jos
Pereira do Bullidos Carvalho.
Comniaiidaiitc do 8." batalbao da reserva dito dilo,
o coronel Ignacio Antonio de Souza Amaral.
Major commandante da 9." seccao do balalhao da
reserva dito dilo, Jos de Avellar Almeida.
Majores ajudanles do ordens do commando supe-
rior da guarda nacional do munidr- tr Nazarelh
da provincia da Babia, Alexandre Corroa de Castro e
Ignacio Vioira de Mello.
Capitn do cstado-mior general do mesmo com-
mando, Feliciano Jos de Mello.
Capilao quarlcl-mcstre dito dilo, Jos Cabral de
Olivcira e Mello*
Majores ajudanles de ordens do commando supe-
rior da guarda nacional dos municipios do Brejo c
Cimbres da provincia de Pernambuco, Antonio de
Carvalho c Albuquerque e Antonio Arrea Maciel.
Capilo secretario geral do mesmo commando,
Joo Baptisla Reg Maciel.
Capitn qnarlel-meslre dito dito, Thcedor.) Car-
*alho Cavalcanli.
Toncnle-cnronel commandante do balalhao de in-
fanlaria da guarda nacional da f.-epoezia -I Santo
Amaro de Jahoalao da provincia de Pernambuco,
Francisco Antonio Pereira da Silva.
Commandanlc superior da guarda nacional dos
municipios da capilal, Pilar e Ijaragn, da provin-
cia de Goyaz, Joaquim Bueno l'ilaluga Caiop.
Chela do cstado-maior do mesmo commando, Fil-
lppe Antonio Cardoso de Sania Cruz.
' Tcnente-coronel commandante do i." balalhao de
infanlaria dilo dilo, Antonio Jos do Castro.
Major do dito balalhao, o capilao reformado da
primeira linha, Francisco Victorino Xavier de
Brilo.
Tenentc-coronel commandanlc do 2." balalhao d
(o dito, Jos Venancio Xavier.
dem idem do 3. batalbao dilo dilo, Custodio Bo-
drigues dcMoura.
dem idem do 7." balalhao de infanlaria da dila
provincia, Alvaro Ayros da Silva.
dem dem do 8." batalbao dilo dilo, Antonio Be-
nedicto Borges.
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios de S. Joo da Palma, Conceirao do or
le, c S. Domingos, da mesma provincia, Francisco
l.ino da Silva Araujo.
Chefe do eslado-maior do dito commabdo, Custo-
dio Jos de Almeida Leal.
Tenenle-coroncl commandanlc do 9." batalbao di-
to dilo, Joao Theolonio Segurado.
dem idem do l. balalhao dilo dito, Torqualo
Antonio de Araujo.
dem dem do II.o balalhla dilo dilo, Antonio
> ieira de Brilo.
Commandante superior da guarda nacional dos
municipios das villas de Calalfloe Santa Cruz da pro-
vincia de Gojaz, Boque Alvos de Azevcdo.
Chcfc do cslado-maior do mesmo commaudo,
Francisco Domingucs Fcrreira de Souza.
Major commandante do 2." esquadrao de cav.illa-
na dilo dilo, Joo Antonio de Araujo Valle.
Tenentc-coronel commandante do 12. balalhao
le infanlaria dilo dilo, Jos Benevcnulo de Meu-
donca.
Mem idem do 13." batalbao dito dito, Manoel Lo-
bo de Souza.
Commandanlc da l.i seccao do balalhao da guar-
da nacional da reserva da mesma provincia, conser-
vando as bonras do poM do lenjiilc-corond qe |j.
nba na anliga guarda, Joaquim da Rocha Maia.
dem da 2.-sccc,, ,| batalbao dilo dilo.Jeronvmo
l'ranciajp deCaslilbo.
Major commandanlc da .I,, seccao dito, Antonio
v ioira de Brilo.
Foram reformados nos mesmos poslos :
O coronel de legiao da guarda nacional da provin-
cia do Rio do Janeiro, Manoel Gomes Ribeiro do
Avellar.
Olenenlc-coronel commandanlc ,1o cxlincto 1.
balalhao da guarda nacional de Vassouras da dita
provincia, l.uiz Muirino da Rocha.
O tenenle-coroncl commandanlc do oxtinclo 3>
batalbao de Iguass da mesma provincia, Juslino J-
se l'ereira.
O lente coronel command.-rtile do cxlinclo 2."
hatalbSoda guarda nacional do municipio d"Anadia
da provincia das Alagoas, Antonio Rodrigues Leite
Gijniba.
O coronel da anliga guarda nacional do municipio
de Olinda e Iguarass da provincia de l'ernamboco,
Jos (.andino Leite.
Foi concedida ao toncte coronel reformado do
excrcilo, Pedro Borges .le Faria, a demissao que pe-
dio do lugar de chefe do estado maior do comman-
do superior da guarda nacional da capilal do Para.
Foi dispensado, em conformidade da segunda par-
le do arl. 01 da lei de 19 de setembro de 1850, o l-
enle coronel Antonio Rapbael Possolo, do comman-
do C. balalhao de infanlaria da guarda nacional ,1o
municipio da curte.
(Diario do Itin de Janeiro.)
------ *eiaa
grandes mclhoromentos materiaes encelados nejo
governo c por emprezas particulares.
No Peni a rcvolucSo pareca chegar ao sou ter-
mo, depois de ter passado por todas as pitases das
guerras rivis daquelle paiz. Em Arequipa, onde
mais seguro se moslrava o goveroe, foram batidas as
forcas legaes, quando todos contavam com o seu
Iriumpho. Esla derrota veio tirar todas as probabi-
lidades de victoria ao presidente Enchenique, que
as ullimas datas ficava sitiado cm l.ima pelo gene-
ral Castilla, chefe da sublevacao.
Api'* muilas tentalivas mallogradas e rigorosa-
mente ponidas, conseguirn) os adversarios do gene-
ral Belzu, presidenle de Boliva. levantar em Potos
a bandeira revolucionaria e balea, as forras do go-
verno. As tullas de Valparaizo tem por provavel
o Iriumpho da revolucao.
Lomos lambem nessas folhas que o inmediato da
corveta de guerra indeza Pido, o lenle Farmer,
fura assassinado por um marinheiro na viagem da-
quclla crvela dcTalralmano para Valparaizo.
Da California ha datas at o Io de dezembro. No
condado de Calaveras linha-sc dcsrobcrlo urna vea
de ouro riquissima. Della havia tirado um garim-
pciro um pedaro de ouro de peso de lfil libras I
Cltegaraao porto de S. Francisco a galera es-
siana Kamlchatka, proccdcnle do Sitka. Tria a
felicidade de escapar ios cruzadores afilados na-
quclles mares.
8
Uecebemos honlem folhas de Porto-Alegre al 30
de Janeiro e do Rio Grande al 2 de fevereiro.
Pouco lemos de accreslar interessante carta do
Rio Grande que publicamos na parte interior.
O presidente da provincia linha feito urna digres-
sao cosa do Tramandahy, o assegura-se que dessa
viagem colhcu importantes resultados, por ter veri-
ficado a fcil canalisacao das grandes lagas do mu-
nicipio deS. Antonio.e oconsegointejaproveitamento
das torras mais ferloisda provincia.
Do Crrelo do Sul e do Mercantil de Porto-Ale-
gre. exlrahimos as seguintes noticias :
a S. Gabriel 31 de dezembro de 185*.
n Passo agora a noliciar-lhe o que por aqu acon-
tece cm o mez de dezembro do anno que findou-
Suicidou-sc no dia 13, com um tiro de pistola nac,
beca, e junio ao cemilerio, s 5 horas da manhaa,
um pardo ourives natural do Tara, de norae Cantillo
de I.clis Cruca.mh.
Consta-me que esse acto de honra fura motiva-
do pelo simples facto de haverem rouhado a esse in-
feliz um par de chilenas de prata.que tinha recebido
para concertar... Porcm cu acredito mais qoe falla
de meios para viver forraran) o pobre desgracado a
pralicarum scmelhanlc attontado I deixou 4 ou 5
filaos.
o No dia 13 seguirn) para continuar com odcscor-
linamento do Vacacachy 80 pracas do 1." e 2. regi-
ment de arlharia, corrmandadas pelo alferes An-
tonio Augusto da Costa, sob a direcrao do capilao
Hallar. O servico assiinalado-qoe o Exm.Sr.Sinm-
b preslo u provincia, c em particular a esta villa,
concorrendo para fazer real a navcgahilidade desse
rio, be mais um hrilhautc fioro que liga a cora de
gloria do qoe ja S. Exc. est adornado. Os San-Ga-
brielcnses agradecidos abenenarao sempra o nome
Ilustre do nobre e prestante presidenle.
No dia 14 marchou para S. Borja uma.divisao
de rlilharia (1. regiment ), commandada pelo Sr.
lente (ama.
Continua a entrada de gneros nesta villa.
Consta-me que s ueste mez lem entrado mais de
100 carretas com fazendas, m< hados e ferrgens. o
o S. Borja 3 de j.inciro.
a No dia31 do passado chegaram a esta villa daas
pecas de rlilharia, com os competentes arlilbeiros,
vindos de S. Gabriel, e foram poslar-se no paco "de
S. Borja.
Sobre o Paraguay conlam varias cousas. Pessoas
que se dizcm bem informadas asveguram que aquel-
la repblica lem i ou 5,000 homens em Itapu,
fronleira do Paran, e 28 ou 30 leguas castelhanas
desla villa. Oulras asseguram que apenas chegaro
a 2,000 homens.
o O que he incontestavel he que fax dous dias
moslrou-se em S. Alonso, territorio correnlino, urna
partida paraguaya.
S. Alonso dea a meio caminho de Itapu a S.
Borja.
a O commandante correnlino de S. Thom deve
ter ido reconhecer essa partida.
Assegura-sc tambem que a fronleira de Corrien-
tes esl se armando, e qae lem 1,500 homens;
promptos.
a Para o que ? Ninguem o sabe.
O nosso benemrito juiz municipal ede orphos,
o Sr. capilaoTristao de Araujo Nobresa, foi ao Pa-
raguay, faz 15 dias.e circulara seu respeito asmis
tristes noticias. Desoje de coracao que nao sejam
verdadeiras.
a Dizcm porm que foi preso, e que pozeram-lhe
um par de machos aos ps ; mas he noticia que ca-
rece de confirmacao.
o Como presumo que na actualidade todas as no-
ticias do Paraguay e Corrientes serao recehidas cora
muita alinelo, nao perder! occasiao neuhuma de
participar ao redactor do Correiodo Sul as que eu
poder recolher.
Algrete 22 de noverabro do 1851.
a De Corrientes consla que, entrando em processo
o coronel Nicanor Casseres, prisioneiro nessa suble-
vacao mal succedida que tentn contra o governador
Pujol, descubri e moslrou documentos pelos quaes
prova Icr assim vibrado por ordem do director Ur-
quiza ; e cm consequencia dislo a provincia de Cor-
rientes se desligou da C.oiTfedtrac.l Argentina, em-
quanlo fr Urquiza director,
Porto Alegre 30 de Janeiro.
m Por nolicias vindas de S. Borja sabemos que o
governo do Paraguay elevou a 2,500 homens a forra
qoe linha cm Itapa, povoajo que dea a 40 le-
guas de S. Borja. O commandaule daquella forra
be um individuo que ha poneos aonos era corneta
do exercito. Ha carreiras militares que sao real-
mente brilhantcs I
5 de fevereiro.
O vapor de guerra norte-americano Stisi/ueltanna,
enlrado honlem de Valparaso com a mui rpida
viagem de 21 dias, Iraz dalas daqnella cidade ate 13
do mez passado.
No Chile nada occorrera de importancia. A rep-
blica continuara a gozar da perfeita paz, gracas a
espirito do ordem da sua industriosa popularan, en-
tregue toda aos trabadlos da lavoura e da minera-
cao, e preoecupada somenle cora o progresso dos
San Pedro do Sal.
Cidade do Rio Grande 18 de Janeiro.
J Ihe tenho dado noticia de alguns eslabclecimen-
los de ulilidade publica que o espirito do empreza
tem erigido nesta cidade, o segundo a promessa que
Ihe fiz vou lambem dar-lhe nolicia do nosso gabine-
te de leilura.
Esla associaro, creada cm 1817 por lembranca e
desvelos do Bononc, lem permanecido al hoje, o
vai em progresso. O espirito emprehendedor, mais
desenvolvido aqu que em outra qnalqucr parte da
provincia, formou immediatamentc urna bibliollie-
ca, que canil j 3,708 volumes.
E ainda que o maior numero deslcs volumes cons-
te de romances do afamada A. Damas o de oulros
diflerenles autores, tem coniludo grande porcao da
obras sricnficas c de litteralura. Durante o anno
passado saldrn) 5,304 volumes c entraran 4,251. A
directora fez eiicommenda do algumas obras uleis.
Conta 121 accionistas com 128 acrf.es, e 126 socios,
prefazendo 254 membros. A sua ca xa tem um ca-
lla! disponvel de 6491834, alm do activo do auno
findo, que he de 1:S!ll>.
Asaccessao de 109, e a monsalidade de lj. O
capital desla associacao, segando o valor approxima-
do dos 3,708 vols., 36 mappas geographicos, jornaes,
IIEGIVEI
MUTILADO


OIIRIO DE PERNAMBUCO. TERCA FEIRA 20 OE FEVERElRO DE 1855.
*>
alfaias, ele, monta a mais do 17:0001}. Tcm urna
caixa com fundos do reserva, destinados i amortisa-
r3o das arges, com tim saldo de 102>00. EsUo,
porlanln, lanzados s fundamentos de urna regular
bihliotlieca ; resta que a assembla geral 011 provin-
cial subministre animalmente ama pequea sobven-
ro, para que em breves lempos o gabinete de leitu-
ra se converla tan ama grande o bem provida bi-
iollicra publica.
O l)r. Joao Capislrano de Miranda e Caslro acaba
do chamar ii rciponsabilidade, perantc o delegado do
primeiro districto da capital, a Luz Jos Murinelli,
proprictario e editor da Tribuna fjo-Grandense,
peridico no qoal su se imprimen! os debates da as"
scmbla provincial. A queixa lem por fim a repa-
rado do segunic grosseiro insulto por urna apostro-
plic com qoe fdi publicado ora de seus discursos :
O burro1 do Capislrano nao disse iSlo.
Sabemos qne se nao compadece com o clraclcr,
illuslrt^o o decencia do Murinelli um tao imbcil
pruccdimenlo, e que elle se esforca em declinar de
si toda a responsabilidade, aprcsenlando o aulogra-
pho sem essa iposirophe, c dando as devidas cxpli-
cacoes ; entretanto, estamos convencido de que o l)r.
Capislrano, nao obstante achar-se muito cima de
nm tal desaforado insulto, nao devia despezar a in-
terven^ao da auloridade publica para descobrir o
autor de semelhante insolencia.
No ctanlo, ser hom saber-se que o Di. Joao Ca-
pislrano de Miranda e Caslro foi j um dos mais il-
luslrados e dignos administradores desla provincia,
e he ifYn dos mais inlclligenles e dislindos membros
da assembla provincial.
Tvemot o prazer de saber que foi nomcado para
o lugar de administrador da nova mesa de rendas de
JaguarSo Cypriano Gonralves da Silva, ordenando
nessa mesma occasiau o governo que seja inslallada
quanlo antes(cssa reparlirao liscal.
Tambem muito nos regocijamos com a nomeajao
do cx-inspeclor da alTandega de Paranagu para a
da villa da Uruguayana nesta provincia. Podemos
asseverar quo lano un como oulro se achara encar-
regados de urna larefa diflicil e espiubosa, pois que
lem de ver-se quotidianamenle a bracos com cente-
nares de audaciosos conlrabaudislas, orgulhosos de
lerem visto o honrado Thomaz Flores o o seu colle-
ga, o mesmo Cypriano, cmmarauhados as suas ar-
timanhas, logrando assim vfi-los presos c destituidos
de seus empregos.
A assembla provincial, a rcqucrimenlo do Dr.
Joaquina Mendonra, mozo de muilas esperanzas, ap.
provoa sem dbale a scguinlc representarlo :
o Senhor. He proverbial o pessimn estado da
barra desla provincia, e inconleslavel a necessidade
que lem o eommercio martimo de que os embara-
zos e perigos quo ella Ihe oppOe sejam lano ou
qoanlo for possivel minorados pelos esforjos do go-
verno.
t)s recursos de que actualmente dispe a admi-
nistrarlo ou praticagem da barra nlo eslao a par da
importancia commercial c poltica desla proviucia
ucm dos meios que com algum sacrificio peder o
governo imperial empregar para melhorar o seu ser-
vico ; e indubilavclmcnle, qualqurr que fssc a prol
lecj.io que da manificencia de V. M. I. parlisse a la-
servico, seria sobremodo compensado pelo incrcmen-
o que tomariam oecessarinmente o confrnercio e os
diversos ramos da industria da provincia.
aoima-se a pedir a V. M. I. haja por bem conceder
i praticagem da.barra mais alguna recursos com que
se possa melhorar o seu servico, e que um desles se-
ja o de urna barca de vapor de conslrucrjio e Torca
adaptadas ao reboque das embarcarnos que deman-
dan] a mesma barra. A assembia, certadozelo com
que V. M. I. allende as necessidades e ao engran-
decimento do Brasil, espera ver benignamente aco-
Ihido o seu justo pedido.
Vem a proposito relacionar aqui as embarcares
que esli Tundeadas na barra a espera de monrao pa-
ra sabirem.
As barcas ioglezas: Mosquito c Espartano;
Os brigues idem finglenlor, S. IV. Pulteney ;
Os brigues brasileiros l'ombinha, e Vrazeres ;
0 brigue prussiano Norma ;
O brigue bespaubol Secundo Dolores ;
O brigue sueco Elenor;
As polacas Trance/as Alerte, lae ;
O patacho portuguez Saudade ;
O patacho americano Sta Foam ;
O patacho inglez Cezar ;
As escunas dinamarquezas Euphrosina e llcnriclt
e Sophie .
As escunas inglezas Alexanire Cochrane, o Sen-
tiller;
A sumara brasilcira S. Joao.
19 emb'arcares esperam pois sahida, e algumas ha
perto de 60 dias, como aAlexandre Cochrane.
Estao fra da barra esperando monrao para entrar
25 embarcaron !...
Calculc-sc bem o prejuizo enorme que deve resul-
tar de semelhante estado de cousas. A barra abri de
ovo pelo SSO, o mperatriz'ji cntrou por este no-
vo caoal.
Comquauto seja mais lisongeiro esle aconlecimcn-
to em razan de ser mais curta a distancia qoe esla
barra oflerece, e a prohabilidade de maior profun-
deza, lodavia torna-se mais diflkiiltosa a entrada dos
navios vindos do Norte, e sem um vapor de reboque
de Torca nao he possivel que com o mesmo vento
com qne demandrem a barra possam entrar. He
esla mais urna ra/no para qne seja attendida a recla-
marjo da assembla provincial que- cima Iransrro-
veoaos.
Consta-nos agora quespuderam bojeeulrar 4 das
25 embarcares que csto Tora da barra, e islo por
queestass demandavam de 12 a 13 palmos de
agua.
21
Reunio-se honlem a commissao da prara do com-
men-ip para representar presidencia runtra a clava-
rio do imposlo provincial sobre a cxporlaro dos cou-
ros, pedindo, ao ir.enos. que poreqmdade, senao por
usura, seja diminuido o termo medio do peso que o
Sr. Sairipaio Vianna aqui cstabelcceu para os couros
seceos.
Allegam para sen bomdeTerimenlo que a courama
scfccaque se exporta, pruvm do consumo e nao das
matanzas das xarqueadas, que em geral ja boje so
malam novilhos c salgam lodos os couros, seguind-
s disto que eslaqociam os couros de vacca e os cou-
ros pequeos de novilho, O termo mdio era para
um coorosecco o peso de 27 libras; preteudem ago-
ra que seja de 22 libras c 55]100.
Para demonstrar a possivel exaclidnd de seus cl-
culos, diz a commissao da prar,a : Exportaram-se
para os Eslados-L'nidos, no anno passado, 248,569
coros de 22 libras, ou 5,468,518 libras ; para a Hcs-
panha 37,162 couros de 22 libras, ou 821,164 li-
bras; para Portugal 17,141 de 16 libras, ou *74,301
libras ; para as Cidades Hanseaticas 10,350 de 23 li-
bras, ou 238,050 libras : Inglaterra 16,478 de 24 1-
; Franc;
cia 30,7
921,300 libras ; o que somma 366,872 couros, ou
8.275,783 libras, que dio aquello resultado. Pede a
rommisso da iraca qoe se S. Exc. nao se adiar u-
lorisado para conceder esla reducr.lo, se sirva rerla-
ma-ia do Ihesouro nacionaj, de quem esperara favo-
ravcl decisao.
Pensamos que ponco pedem os reclamanlcs, mr-
aseme quando o governo lenciona acabar com os
dircilos sobre a exportarn, e por Isso nao duvidamos
qne ser bem acolhida pelo Sr. ministro da fazenda
e-la justa reclamarlo da prara do eommercio, que
alias nao tcm sido at hoje muito exigente.
29
O vapor Imperatrk nesta viagem trouxe urna n-
fnidade de enceloppes cobrindu apenas urna asque-
rosa producto cm verso de lupanar contra nm moro
decente e de mcrecimenlo, empregado na alfandega
desla cidade ; e igual versalhada contra urna classe
do cidadans veio distribuida a diversas pessuas res-
pcilaveis, que naturalmente leve o merecido des-
tino.
bras, ou 395,192 libras ; Franca 6,159 de 2 libras,
ou 153,975 libras ; Suecia 30,710 do 30 libras, ou
(I seu correspoudenie deS. Paulo nao deu o ge-
nuino senlidu que dovera dar ao trecho de urna de-
minhas cartas, cm que lamentava o mal que nos po-
da causar no espirito publico da Europa a conti-
nuada narrac/io dos casos de homicidio de que tanto
>e lean oceupado alguns dos seus correspondentes das
provincias do norte, pois que tambem lamenlavamos
nessa occasiao a necessidade em que eslavamos de
narrar os continuados sinislros havidoi na barra des-
la provincia.
Pela simples leitura das puncas palavras que tn-
lao escrevemes, so conhece perfeilamenle quo o nos-
so fim nao era censurar a pessoa alguma, e lim de-
monstrar que aquellas noticias, em Talla de oulras
menos prejudiciaes, podiara allingir conlra a emi-
graco, que devemos procurar altrnhir por lodos os
modos ao nosso alcance, assim romo estas, muilo po-
dem influir contra a navegarao cslrangeira visla
de taes succes vemos cssas poucas linhas.
Entretanto, perde-nosos'en correspondente vJe S.
Paulo : nao podemos concordar com a sua argumen-
tarlo, equiparando a necessidade e vantagens dessas
noticias com a necessidade e vanlagcus da eslalislica
ollicial (los crimes pblicos commeltidos no imperio,
que lio obrigado a apresentar ao corpo legislativo o
ministro de Justina ; esto cumpre um dever recom-
mcodado pelas leis, c aquellos saliafazem apenas
por devocao e voulade de encherem suas cartas com
essas borriveis narrares, na falla de. materia de
mais deleite, inslrucc,ao,ou cnlrelenimenlo para seus
lcilores.
Felizmente poucos casos de homicidio se tem dado
nesta provincia uestes ltimos mezes ; entro estes
vou sempre narrar-lhe o mais moderuo.quo Toi o se-
guate. Eslaudo o cabo de esquadra Jos Lopes em
urna taberna na ra da Cadew da cidade de Porto-
Alegre, all chegou um individuo a -avallo, que a-
peando-se com urna Taca cm punlio, Torio moril-
menle o rcTerido Lopes, que seudo remelllo para a
Sania Casa alli logo tallecen. O assassino Icndo-so
evadido, deixando o cavallo porta, foi depois pre-
so e acha-sa sob a tcfio da Justina.
A companhia lyrica deu lim, c a mclhor cantora
Angiolina t'ihioni segu para essa curte nesle vapor,
achando-se contratada como comprimaria para o
Ihealro lyrico.
Cnnlina a eslagnaajo do cammercio ncsla prin-
cipal prara da provincia. As rendas publicas v,lo
n'um decrescimentu espantoso. Punco gado se tem
muri as xarqueadas. I)ospacharam-se al honlem
42,31 i arrobas de xarque, 2,722 ditas de graxa,2,36l
ditas de sebo.
O prero da carne es'. a 4S100, da graxa a 838OO,
do sebo a 10.
Eslao carregando as barcas Aorma e fpojuca, a
polaca Marnho, os brigues O. Affonso, Convenrao,
Castro /, llysio, Esperanza c Veloz, os patachos
Industria, Uous de Marr.->, Princesa Imperial, S.
Januario, Moco Temerario, Trovador, Ilom Jetas
e Leo.
A' ultima hora.
Acabo de saber que a Iheiouraria deu provimcnlo
ao recurso inlerposto pelo consignatario das 80 ca-
xas de cha apprehendidas pelo inspector da alfande-
ga, Je que lhe demos noticia cm uan das anteriores
Os aTios de repressSo que esto empregado coraecava
a desenvolver para obstar a inlroduccSo do contra-
bando de JaguarHo no merca nullificados. Ja nao era bstanle que os contraban-
distas abastecessem os pequeos mcrcadus da cam-
panha ; era tambem necessario que se amarrassem os
bracos a este empregado, comlcsccndcndn a thesoa-
raria com o parecer excntrico da fiscalisacao com
que o procurador fiscal, em momentos de urna vcl-
leidade imperdoavel, lhe aprouvo ceder aos empe-
nhos importunos que aqui Toram desprezados pelo
inspeelor la alfandega, abrindn franca entrada ao
contrabando nos mercados principacs da proviu-
cia.
Alero disto, he muilo singular o parecer do procu-
rador fiscal, quando quer negar odireito que lem os
inspectores das alfandegas de fazerem por si appre-
henses de rocrcadorias sublrahidas aos diretos,
quando lenbam sciencia pelos actos que lhe sao pro-
prios, como no caso de que traamos e no das ren-
das, de sorle que o ex-inspeclor da alfandega dessa
corle, o conselheiro Ferraz, nao poda fazer as ap-
prehenses que Tez o Ihesouro consentio, por menos
escrpulos, lalvez (?}, que o procurador fiscal da lhe
sourana desla provincia.
Chamamos a atlenc ra este fado, porque nao s assim o reclamam os
interessesdo eommercio licito da provincia, como a
dignidad* dos agentes subalternos da administraco
fiscal, aquelles para so nao verem prejudicados,
como estao sendo, pelo grande contrabando introdu-
zido na provincia, c estes para se nao verem ludi-
briadas pelos potentados contrabandistas das fronlei-
ras, e pelos insultos e allusOcs insolentes de algum
procurador fiseal pouco escrupuloso.
2 do (evereiro.
Na supposQSo de que o vapor Impcratriz seguis-
so logo depois da chegada do Amelia, que era espe-
rado no dia 30 do passado. Techci a 29 a caria que
devia escrevcr-lhe por aquelle paquete ; porm esta-
mos a 2 de fovereiro, e he hoje que se espera a mala
da correspondencia de Porlo-Alcgre, porqne che-
ando o mperalriz- mais cedo do que era costume,
encontrn o presidente a 18 leguas da capital, e pos-
lo que regressasse inmediatamente, os ventos con-
trarios c o mo lempo que rcinou neslcs tres ltimos
dias demoraram naturalmente a vagarosa Amelia.
"Sestes quatro dias nenhuma oceurrenca extraor-
dinaria se deu que morera attenrao do rcspeitavcl,
e le pouca importancia sao as noticias que aqui vou
transmillir-lhc.
O delegado de polica do lermo dcsta cidade pro-
ntinciou, como incurso as penas do artigo 201 do
cdigo criminal, aocapito da barca americana Oeer-
man, W. Lang, que se conserva preso no quarlcl da
polica, n amuado nao quiz ncm quer prestar fiaura
para livrar-sc sollo. Muitas, c cada qual mais inve-
rosmil, lera sido as versos que sobre esle Tacto se
lem dado ; entretanto estamos na convierto que seus
resultados u3o passarao de um caso ordinario e sem
a gravidade e importancia que se lhe tem querido
dar.
O vapor Activa, apezar de insuflicienlc para o scr-
vni le reboaador, est dollc cncarregado, e sahndo
a sondar os bancos da barra, chegou Talla a urna
escuna americana, o perguiilando-Jhc esta se poda
Iraze-la para denlro, lhe rcspoude que nao, por fal-
ta l'asu.i, e dirigindo-so entao para o patacho hes-
panhol Jovila, o lomou a reboque por vir em 12 pal-
mos. Eslava o vapor dando os cabos ao patacho,
quando, ou de proposito ou por arridens, veio a es-
cuna americana sobre elle. Largou Inda a forra
para fugr ; mesmo assim, alm de perder o rebo-
que, soflreu nm embate que lhe deitou ao mar o ca-
no, parti o mastro grande c soffreu avaria na popa ;
Telizmente pude entrar c acha-sc em concert.
Suicidou-se na cidade do Rio Tardo o capitn
Bclisario Antonio da Cruz Mena.
O Crrelo do Sul, peridico la capital, pu-
blica o scguinlc Irecho de sua correspondencia par-
ticular da villa da Uruguayanna.
Esla a porta da immoralidade aborta ao contra-
bando nesla Trontcira, e ser boje muito diflicil fe-
cha-la.
o Os contrabandistas hoje poem coi casa dos com-
pradores um parole de 20 pecas por 29; e esl visto
que quem pode despachar nesta alTandega nocturna
por semelhante prejo, nao vai a do governo, onde
rcgulam uns gneros por outres bous 30 V"
AsalTandegas desla cidade c do norte pciias
renderam uns 65 contos, islo he, menos de melado
do rcnilimcnto do mesmo ifiez de Janeiro dos outros
anuos antecedentes, nao lendo rendido nos mezes
antecedentes, ncm havendo esperanzas le que sejam
rendosos os subiequentes.
Nao deixou de ser aqui muilo commenlada a no-
ticia da nomea;3o do Sr. Antonio Jusc ('.aciano para
amanuense da alTandega dessa corte, servindo de
inspector o Sr. Sampaio Vianna, a quem o Diario
do Itio Grande lanto deprimi. Sao vollas que o
mundo da.
Das 21 embarcarles que andavam cruzando To-
ra da barra apcuas tcm podido entrar:
O brigue brasileiro Seta.
O patacho brasileiro Vaquete da Invcja.
O dito hespanhol Jqagjiaif,
A escuna dioamarqueza E
Dita hanoverianna Osle.
A barca americana tVyman.
O patacho sueco Hydron.
Dito inglez Farewell.
A escuna dinamarquesa Mcrcuriuf.
O brigue americano Charlte.
O patacho americano llenry Xason.
O brigue brasileru Puritano.
A barra lem Miado pelo SSO com 16 ', palmos
insubsistentes, pois que bailan) as aguas em poucas
horas; c alguns navios na> lem entrado por se ach-
relo distantes.
Hoje resla-mo lempo para llio cscrever; porm
nada ha diguo de mencionar-te.
[Carta particular.)
boa cidade, onde cramantigamente lao raras, qnasi
que dcsappnreccram. Talvez pelo eorreio seguinle
io possa enmmunicarquenos abaniloiiaram de lodo.
Dos as levo, que nao nos deixam saudades.
Contino a perseverar na opinao j enunciada por
veze, que a cllervcscenci das paixfles polticas, ou-
tr'ora raracler'distinelo do grande parle de nossas lo-
calidades, n,To tem sido substituida pela indilTerenca
acerca das cous.is polticas. A aclivdade propria dos
habitantes Icsla provincia he sempre a mesma, mu-
dou apenas o terreno cm que ella se excrcia. 'As
quesillos relativas ao progresso moral e industrial a-
gitam as inteligencias, arredando da discussan as
que linliam por fim o maior ou menor desenvolvi-
menlo do poder ou la lihenlade. E .se em todos os
municipios nao cxrlam o mesmo inlcresse, ncm
por isso se piido concluir o contrario do que expen-
ileinos.
Ainda mesmo quando a lula cnlrc (iuelphos c Gi-
bellinos era mais cncamieada, municipios bavia, ex-
ccpc"ics calmas c parificas, rodeados le outros devo-
rados pela libra da quadra. Se entao o habitante de
um dessss municipios averbasse de falso quanlo so
dissesse acerca da existencia da Tabre, loria negado a
verdade reconhecida por tal. O mesmo succeileraao
que boje, nao ipicrcndo laucar a vista alm do cir-
culo irao.ido pelas conveniencias de suas opinies,
flssessche falso que cm Minas se moslra o maior
empenho pelas emprezas do Mucury, Parahybuna,
pela naveuac.io do Rio das Velhas, ou pela propa-
garlo lo ensino, porque as pessoas que me rodeam,
iiiou- vizinhos, nenhum empenho tcm por ellas.
Alienta a vasta extenrao da provincia nao lio pos-
sivcltque urna estrada, ou a navegado de-umrioquc
lhe corla apenas urna parle, excite cm toda ella o
mesmo grao de inlcresse. Mas porque no L'btraba
nao se sentem as vantagens da navegarao do Mucury
cm Passosas da estrada do Parahybuna, na Ayuruo-
ca as da navegarao do Rio das Velhas, devemos di-
zer, na persuarao de que dizemos urna cousa razoa-
vcl,cm Minas nenhuma dessas emprezas desperta
o cnlhusiasmo '.'
A tendencia, ou antes esse movimento impulsivo
qne apparece sem poder precisamente definir-sc a
causa, cm urna poca dada, para o bem-cstar de um
povo, lio sempro acompanhada de oulra q c a com-
pleta, se nao a dirige as viasdos niclhoramenlos in-
tellecluaes c moracs. Sem a propagaro do ensino e
a cultura da inlclligcncia os progressos induslriaes
sao impossiveis. A industria, romo a enlendcm c
pralicam os povos modernos, nao he senao a applica-
rao da sciencia em urna esphera dada de aclivdade,
he a sciencia que acta por si, torna-sc Torra pro-
ductiva, modificando a materia em ordem a torna-la
mais apla aoscommodos da vida.
Nos Estados-Unidos, como em lodos os paizes in-
duslriaes, oslas duas tendencias se confunden! em
urna s, ou anlcs se maniTestam como dous modos de
ser do mesmo sujeilo. Ao lado das fabricas se multi-
plican! as escolas.
Nesla provincia, haver qualro oii cinco anuos,
quando a aliento publica eslava loda absorvida as
lulas polticas, lodo o lempo era pouco para dispor
as colisas para a victoria dos partidos. Assim, o po-
ler em bolos os sen.- meios le aeran, como a opinio
nao so podiam mover Tora do circulo tra;adS pelas
exigencias do momento, que ahsorviam lodosos re-
cursos da iulelligcnca do coneo. Os interesses da
inslruccao publica, como os da industria, cram Lin-
eados margem, para scrcm altendidos quaodo che-
gasse o lempo, que nunca chegava, porque a lula era
'ncessante. A vida da sociedade se esgotava ua lula
ou nos preparos da luta.
llavera 5 ou 5 annos que este estado de consas se
modifica gradualmente.
So entendis que nao ha vida e aclivdade senao na
agilarao frvida das paixiies polticas, estamos mor-
ios, Iralai donusso enterro ; se porm a vida ou a
aclivdade do ujn povo se piide manifestar em poli-
tica sem essa agilarao equivalente ao delirio, e as
aspiragiics para um melhor fuluro, preparado pela
nstrucc,ao das massas c polas conquislas do traba-
Iho, vamos despoblando risnnliasiio horizonte da ex-
istencia.
Se se contesta o novo movimonto dado i opinao,
se as novas emprezas nada significara, apontaremos
para os estabelccimeulos de nstriicc,ao publica que
lodos os das surgem entre nos. Um mesmo pensa-
menlo esponlaneo como iustinclivo appareceu ao
mesmo lempo cm rouilos dos no-sos municipios, o
da crearlo de collegios do inslruccao secundaria.
Anda haver 4 para 5 annos, alm do seminario
episcopal, possuiamos apenas os collegios de Congo-
nlias e Campo Bello para o sexo masculino, c-Ma-
cabas para o femenino. Hoje, segundo se le no
hem dcduzido relalorio que o jice-director da ins-
lruccao publica, o ilustrado Sr. conego Bhcring, a-
4>resen(ou presidencia a 2 de marro do aono prxi-
mo passado, possuimos, alm desses, os collegios
Roussin, Saborensc, Vtabirano, Ayuruocano, Barba-
cenense, Alheen, Baependano, Duval, Dalla, Fer"
nandes, Minas-Novas, Mar de Hespanha, Caraba, Pi-
ranga, edas limis da Caridade cm Marianna.
Nova organisacio foi d?da s aulas de inslruccao
secundaria creadas nesta cidade, c outras se creram
dando-se unio dcllas a denominarao de LyccuMi-
neiro. O mesmo acaba le se Tazer em Marianna,
com o nome do Lyceu Mariannensc.
Mas o que ha principalmente de significativo no
faci que acabo de assignalar, c demonstra ser elle o
resultado le urna tendencia geral, de urna modifica-
ran no modo de ver as cousas de nossa popularan, he
que o paiz actuou por si mesmo ; aorganisaro des-
ses collegios he o fado da opinao, que, cansada de
ser estril, (ralou de prodnzir alguma cousa. O mo-
vimento que se nota as vas da instrucro publica
n3o Toi creado, mas dirigido pelo poder.
E as localidades pareccram apreciar tanto essa ini-
ciativa, qnetomaram cm negocio de tanta monta,que
a inslaura;ao da maior parle desses collegios Toi mo-
tivo de grandes Teslas de regozijo publico, que s po-
da ser equiparado a esse que oulr'ora se maniTcstava
as localidades pela quedado ministerio de opiuiao
contraria.
Sem tomar nenhum desses collegios particulares
sob sua immcdiala prolcccjto, o governo provincial
nao tcm todava dexadode prestar importanlissimos
auxilios a muitosdellcs. Um, por exemplo, ainda nao
foi negado a lodos aquelles que o requercram, o an-
nexar-lhcs as aulas publicas eslabelccidas as loca-
lidades, ordenando aos professores pagos pelos cofres
provinciaes que vao leccionar nos ditos collegios.
Um dos mais antigos e arredilados, o do Sr. Duval,
de S. Juflo d'EIrei, ohlevc da assembia proviucia!
avultado emprestimo.
Ha alguns que se dlstinguem por muilo bous mes-
tro-, e corisla-me que todos mais ou menos progri-
dcm.
Parando aqu, porque o eorreio nao espera por
mim, peco-lhe veja nessa cova le Caco que ahi foi
Icscobcrla, en asa de um empregado do eorreio, se
nao apparece alsnma correspondencia minha, pois
tenho disiO inhibas de-cnnliam a-, visto V111. nao ter
publicado todas a> que lhe euvici (*).
(lim.)
S. Paulo
Tuncrionarios pblicos, que enlendcm que o seu de-
ver esla cima de conaideraroes, liveram de onvir
arres censuras, pois que alguns individuos, eivados
do prejuizo popular, para vergonba la fapilal, em
caria dirigida propria auloridade policial estranha-
ram a diligencia como um luxo de juslira e profa-
nar-no de cailaver !
Devo uotar-lhe que correram boatos assusladorcs
sobre este fallecimenlo ; a calumnia a mais licilon-
da levaulou o eolio, e a voz do povo foi, desla vez,
a voz do labo. Nesle caso, mais urgente se lomou
a diligeocia policial, que veio esclarecer a qucsiao e
varrer a infamia que se lanrou contra um innocen-
te ; a declararlo profcssional firniou que a morle
foi devida a aneurisma, que ja nessa corle o Dr.
Valladao linha conhcciilo. Assim resulla que se
satisfez a Ici, a consciencia publica, o salvou-sc al-
zuem da infamia inmerecida.
Deixo agora sua consideraran, c los prenles
da finada em grande numero un Rfo de Janeiro, o
peso das censuras atiradas as autoridades que dili-
genciaran] : ellos tambem ligara quo be una pro-
fanaran de cadver fazer-se una autopsia com o
lim de vindicara Ilustre finada, se se rcalisassc o
que so rumnrejou... Mcu charo senhor, nesta nossa
boa Ierra nao ha hitla nem regra para aquilatar o
bom proce,lmenlo le quem exerec nm olllcio pu-
blico seno aquella dada pelos protegidos da fortuna
que cuten lem estar fra da airada da lei. Esl
enleodido que ha por ahi muila excepcao, pouca'
porcm boas.
as iiiinediaccs deTanbatc deu-se oulro fado
lamcnlavcl ; mas esle foi preparado por m.10 hu-
mana.
O Dr. Antonio Jos Pestaa, alli afazendado, leve
de reprehender a um mulato seu cscravo por moti-
vos de servico ; ereio mesmo qdc castigou-o leve-
mente. O escravo obstinou-see (oi por seu senhor
inmediatamente agarrado para po-lo era ferros, e
sej/ur-se os mais termos do processo.
O Dr. Pestaa cinga urna faca, c o mulato, a-
proveilando-se de um momcnlo de irreflcxao do se-
nhor, com ella alravessou-lhc o corarao. Morreo
immedialamentc. .
Este fado trouxe seus consectarios cor peripedas
mais lerrivcs. Acudirn) muilos escravos, que vie-
rara encontrar seu senhor dando o derradeiro suspi-
ro. Levados, ou pelo senlimenlo de amizade a seu
senhor, ou anles por odio ao assassino, com cuja ci'ir
as prctos geralmentc aulipatliisam, resolveram pu-
nir o criminoso cm familia, dislriboindo a cada um
a sua parle da execurao. E, pois, i?ada preto appli-
cou ccrla somma de oroules, qucsnbiram a um uu-
mero prodigioso, pois que nma alluviao de negros
linha acudido ao lugar.
Depois leste juramento e execurao resolveram
conduzir o assassino cidade para ser entregue jus-
lira, c puzeram-se a caminhn, lendo envolvido o
e-panrado em rede. Pclocaminhu, lornando-se no-
lavel a immobilidade do mualo, lram-o da rede, e
reconheccm que nao havia na rede senao um cada-
ver, Tal foi o numero de acoules que lispensaram
a execurao da lei de 10 de junho, o incommodo dos
cidadaos jurados que vao em um movimento sem-
pre cresecnte de preguica. O que he real he que se
as nossas rendas se moltiplicassem por mil, e se ile-
crclasse um bom vencimento ao juz de fado, por
nossa f que os juizes de direito nao ficariam mui-
las vezesem calmara em falla de pares... e que pa-
res Lembra-me de um episodio passado cm urna
das nossas villas do interior, que bem pode servir
para Vmc. mandar com vista ao Sr. Nabnco, quan-
do se tratar da reforma judiciara no senado.
He muilo simples. O jury recolheu-se a sala da
conferencia. Tendo discutido a questao segundo as
forras de cada um, vollou da conferencia responden-
do assim : < Quanlo ao 1. quesito o jury responden
.sim por 2 volos: o reo coramellcu o crime que cons-
U do lihello.
Insensivelmentc sahi fra da quesiao, sendo que
anda tenho de refcrr-lhe um successo desagrada-
vel. Tenha paciencia o collega do Rio Grande.
Teve lugar um muflirlo entre ciganoa na l'arzi-
nlia, vizinhanra de A reas, ficando feridos dous in-
dividuos, Jos Luiz da Molla o Themolho de lal ; c
morios outros dous, Vicente de Siqueira e Bcnto
Soares.
Ja he muila reprodcelo de assassinalbs quo des-
(p'iiram a nossa provincia ; no correte anno prin-
cipalmente a estalistica tem crescido.
Falla de Torra, Talla de forra !
Aqui dcscansou por alguns dias o Dr. Franei-o
Antonio Raposo, vindo da fabrica de S. Joao de
Vpanema. Esle senhor ahi eslevo por esparo de
mais de cinco annos, nao deixando no ostabelcci-
menlo um so desafleicoado, sabendo concillaros seus
deveres como director o como individuo. Pelo que,
recebeu una representara;- em despedida, nssignada
por lodos os empregados do cstabclecimenlo, c con-
cebida em termos que lhe sao muito honrosos.
Ao que parece, e pelo fue tenho ouvido dizer, Toi
o Dr. Raposo o nico que estudou o estado da fa-
brica, e a maneira de toma-la maisntl. Dizem-me
que sua opiuiao he que seempreguc desde ja a es-
cravnliira da fabrica na factura do urna estrada, que
em linha recta, va desla ao Juquii, que se commu-
nica com a ribeira de I; nape. Esfa estrada poder
ter 10 leguas. Pensa ainda que cumpre eslabelcccr
as ricas malas do Juquia urna fabrica filial para re-
fundirlo, recehendo desla o Trro era guza.
A executar-se islo innmeras vantagens decor-
rerao. Abrir-se-ha um porlo de mar (Iguape) cora
pequea viagem de tetra para o immenso territorio
de Sorocaba para diante ; utilisa-sc as matas do Jq-
qnia nao s para a fabricarlo, como para a lavoura c
colonisar.lo ; duas sesmtirias que alli se deram nao
conservam boje vestigio deposse, porque seus donos
fizeram abandono por Taita de recursos e de estradas.
Poderao os carros que conduzircro para a Tabrca fi-
lial o ferro em guza trazer de volta carvo para Vpa-
nema, dando assim lempo de descanso s poucas ma-
tas desta fabrica para que crescam e sirvam no fu-
turo.
O Sr. Raposo he de opiniao que o governo Irale da
estrada c da explorarlo das malas do Juqui, e do
riodesle nome, para ver su be possivel sua navega-
cao; Sendo os ensaios bem succeddos abrir-se-ha a
estrada, sendo enlao vanlnjoso confiar-so o estabcle-
cimento a nina companhia, sob as ron dimes que u
governo entender.
A Tabrca de Ypanema merece todas as atteneftes
do governo. O Sr. Raposo poder informar com se-
guranza que grande quanlidade ella piide fornecer.
Concilio esla signifirando-lhe, que a genio da
provincia espera com anxiedada a deciso da emprc-
za de vas frreas. Tudas as esperanzas se concen-
Iram no Sr. marquoz de Monte-Alegre, que deveras
ama a provincia de S. Paulo. Sabe-se que o Sr.
marquez nao visa os lucros incerlos de semelhante
empreza; interven) para dolar a provincia de S. Pau-
lo com este melhoramento, e deixar entre ni'tscstc
legado dccivilisacao cm tes lem un lio da amizade que
lije vola.
Quanlo a porcenlagem de que se Irala, a urna voz
se diz que um Paulisla se quer nao dar um vol in-
fenso.
(dem.)
guus presidentes (nesle numero nao incluimos algu-
nias honrosas cxccpzes que lem haudo que fazam
Icslescin de A biaban um lugar de ocio c desranro.
Nao exageramos ; e para prova do que dizemo
bastar ver-se que ncsla provincia jamis se Iratou
convenientemente de obras publicas ede outros mc-
Ihoramcntos malcriar- urgenlissimos, tantu que nem
as exiguas quaiiias votadas para esse fim eran) appli-
radas, c caliiam em exercicio lindo sem scrcm procu-
radas ; hoje sao destinados 10:0009 para esse mesmo
lim, e lodos ellcs sao empreados em obras de roco-
nhecda utilidade, reparos, niellioranicntos c abertu-
ras de novas estradas, que l'arililando as i'.niiimuni-
cazoes com o inleriur la provincia, animara o peque-
no eommercio que ha, dao incremento industria,
c prestam-sc aos, interesses das dilTerenles localida-
des centraos.
Os presidios de Genipapo, Amaro l.eilc c Desco-
berlo, creados, organisados e hoje j.i lodos cm efiec-
tivo servigo, gracas actual presidencia, prometiera
vanlagens imporlantes ; entre ellas a de rhamarmos
a um cenlrode proleczo c rivisacao as pnpulaz<~>cs
bravias cspalbadas pelas matas c campos circuiiivizi-
nhos ; o se forcm salisfeilos os pedidos felos ao go-
verno imperial, com nnvos meios pecuniarios para
esse lim necessarios, e al boje desprezados poder-sc-
ba allendcr conveniencia do eslabelecimenlo de
novos presidios, c da exploraijao dos rios navegaveis.
Como demonstraran deadhensao le reconheci-
mcnlo aos servijos de S. Exc, a assembia provinci-
al, antes de concluir os seus (rabalhos, dirgio-Ibe
urna Tclicilacao, cm que, depois de enumerar os be-
neficios que a provincia j lem delle receido, con-
clue por tributar-llic era aen nome os devidos agra-
decimentos.
A oflicialidade do corpo fixo da provincia ofie-
receu aS.Exc. uro baile, que teve lugar na casa do
Sr. raajor Bueno Pilaluga ; esleve assaz concurrido
e brilhanlo. Muilo applaudido Toi esle leslemunho
de publica considerazao e rcconliecimcnto dado a S.
Exc, que lano se tem esforzado pela boa orgauisa-
3o e disciplina dcsle corpo.
O dia 2 do crrenle, anniversario natalicio do
nosso monarcha, foi aqui festejado com pompa e
enlhusiasmo.
Depois do Te-Deum do cuslumc, houve grande pa-
rada da guarda nacional e tropa de linha ; c cm
honra dos dignos ofiiciacs seja dilo que esteve ella
nimiamente lusida e apparalosa ; seguio-se o cortejo
efligie le S. M. o Imperador, era una das salas
do palaro, de novo yjecorada e preparada para esse
fim cconcluio-sc (ao faualoso da com um magni.
Tico baile, o inelhor que por c (eraos lido, dado por
S. Exc. o Sr. presidente ; reunram-sc as familias
mais dslinctas, e livcmosentao mais urna occasiao do
apreciar as singlas cracas das nossas patricias, a
quem'11 poder fallar esse luslre ou verniz que se
adqurecoma frequenca das nossas casquilhas so-
ciedades modernas.
S. Exc. fez sentir prazer quo causava-lhe o ver
reunidas cm um s grupo, por lao Teslival motivo,
(odas as raclhorcs familias da capital ; e apenas no-
lou-sc a falla le urna familia muito numerosa e ra-
mificada que aqui ha, nao menos importante que as
oulras, e da qual apenas appareceram dous cavallci-
ros, ambos com carador oflicial.
Al a madrugada do dia 3 durava o baile sempre
concurrido e animado pelo mais louvavel enthu-
siasmo. (dem.)
{Jornal do Commercio do Rio.;
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Mac ci' 9 de fevereiro.
Seoutr'ora omeu vclho amigo Horacio cantou em
verso heroico n'uma de suas sal\ ras a viagem que li-
zera a Brundisio, mereceodo as honras de seus su-
blimes ca mensos incommodos mosquitos, asgrasna-
doras raas e os borrachos marujos; se o sublime
sensualista Byron, apezar de coxo, andou peregri-
nando, c narra suas aventuras sob a interessantc fi-
gura de Child-llarold; se o immortal Chateaubri-
and e o inimilavel Lamartine nao se desprezaram
de cscrever em proza o verso as impressoes de suas
viagens ; se o insigne A. Humas nos d conla do
seus menores passos, c so finalmente o rccem-falle-
cido principe dos poetas portucuezes dcstas eras, o
sublime Garre!, legou-nos sua viagem a minha tr-
ra, em linguasem ultra-quinhentisla, n.o he de
ra cholera liz proezas, apezar le Treqncnlc e vivo
protesto dos meus pobres intestinos, indo sempre
na Trente de cavalgala, nao so para au deixar esca-
par palavra.alguma du Exm., cumo para ter o gusti-
nlio de sacudir boa purcan de poeira sobre os la re-
taguarda : c com cfl'cilo regalei-me de atinar Ierra
110 secretario, no rpita 1 do porlo, 00 inspector da
Ihesouraria e 110 ajudante de ordens, cojos ravallos
cram prximos prenles do mcu as habilidades"!
chulciraa ; s bavia una lifTercnza que o meu era
manso como um cordeiro. liberal e galopava como
um damnado, no entanlo que os debes eram cslurra-
dinhos, respingados c simplesincnle choles : mes-
mo o Exm. teve um cavallo bem liberal no artigo,
couces! Nao faltaram planlarcs defigueiras e outros
lissaborc concomitantes : um bonito oflicial da
suarda nacional, cm nina das gentilezas de picara
deu com o costado em Ierra mordendo a negra poei-
ra ; o capillo do porto vio-so com as tripas cm tao
continuas convulses c levou lanos solavaneos |ue
nao leve oulro geilo sean recorrer ao Dr. Oitcica,
que mandn proceder a urna troca de alimaa ; o
nclito ajudante de ordens u/iio (indo pela rabera
de um rossinanle ja afamado e celebre por ter que-
brado a cspnhela do pobre capilHo Joaqoim do
Gurja, o qual se acha medicando em consequencia
da queda; o inspeelor da Ihesouraria vio-seeui apu-
ros com o seu burrico ; quanlo ao secretario nao me
consta que solTressc oulro maior desprazer que cer-
tas dores as espaduas as nadegas crios, provenientes
(segundo me disse elle ) dos machis andares do seu
buccphalo. Alem desles houvo oulros dssabores de
mr circumslancia : o Lucio, apezar de sua prova
de bom cavallero, quasi quebra u pc.-coro ,
levando furiosa queda ; o Oilicica escapon de
fracturar urna nenia, passando por urna pingela que
era urna verdadeira arraadillta ; deram-se oulras
muilas quedas e desgostos equeslres, cuja narrar lo
seria enfadonha. Nada lh digo a respeilo da villa
do Norte, porque a lravessamos as escuras, pela
mesma razio n3o lhe descrevereio lindo taboleiro, on-
de qnasi deixei asttripas trituradas pelos deliciosos
niovimeulos do mcu ginele, basta que Vmc. saiba
que as !l c meia da uoite cstavamos na fregucza do
Pilar ( 5 leguas lisiante do Coquciro-Sccco. )
J acharaos comcrada a novena que se celebra-
va na 'apella contigua casa do Dr. A. de C. Ra-
poso, a quem crcio que pertence. O largo eslava
apinbailo de povo que cosluma concorrer, vindo
nao s dj centro, como das cidailes lo Macei e
Alagoas para aquella feslvidade. Conlaram-mc qoe
linha havido enalbada le lanre, que esteve br-
Ihanle ; eslava preparado para a noite o infallivel
leilao, e acbava-se armado um pequeo fogo de ar-
tificio, que devia ser queimado depois da novena.
S. Ex. hospeduu-sc cm casa do Dr. Raposo, nao
pude fazer o mesmo pelo motivo de ser este doutor
opposicioni-Li quand meme, e cu governisia enra-
y ; bem v Vmc. que nao podamos fazer boa li-
ga ; por isso fui abolelar-mc cm casa de um vclho
amigo; antes disso, porm, assisti ao Togo que es-
teve soTTrivel: o que mais me leu no goto Toi um
ataque de duas emharcazes adiadas contra nm Tor-
le de Sabaslopol ; pnis saiba Vmc. que mesmo alli
.ha acrrimos partidarios dos Russos e dos alliados,
sendo aquelles muilo mais numerosos que estes :
at o fogueteiro patenteou-sc Russo dos. quatro cos:
lados, fazendo cora que a fortaleza sahisse victorio-
sa : que mo presagio para os alliados Por mais
qao pregocm os peridicos nao ha a convencer a
nossa |iopolaro, cuja tendencia russa est mais que
manifesta ; n.o sci se isso provra da grande anti-
palhia que a Inglaterra lem sabido golosear entre
ns uestes ltimos annos ; o rerlo he ajsiB'todos n-
(eressam-se calorosamente na grande guerra', e an-
cosos esperam noticias da Crimea ; o voto geral,
porm, he pela Russia, apezar do seu apregoado
barbarismo, absolutismo, ele, ele..' Nao pude
dormir nessa noite por causa da margarida c de
um saudoso coquinho, com que me azonaram loda
noile ; na manhaa seguinle sahi para ver o povoa-
do a meu gosto.
O Pilar esl situado na extremdade da lagoa do
mesmo nome, ou mais propriamente Manguaba,
as faldas lo serrote que a cosleia pelo lado de les-
te, perto de meia millia distante da foz do rio Pa-
rahiba. Consideraudo-se sobo ponto de visla com-
mercial nao pode ser mais vanlajosa situaran do
Pilar, cuja prosperidade e augmento ha de admi-
rar : com quanlo nao tenha ainda as honras de vil-
la, lem (odas as proporzes para isso, cr^fismo bem
1' rl'^*ir que i-nobil rhronisla ibc pespegue urna
reverenda massada, ciGpnrfriando o seu Diario com. .froircas sao as villas da provincia qne rVossaiiTcori-
Minas-Geraes.
(Juro Preto, 1.dc fevereiro.
As grandes pancadas da clima cessaram, estamos
em pleno veranicn. O cilor, posto nao se possa com-
parar rom o dessa cidade, he toilavia muilo intenso.
As Tebres, que lano temor haviam causado nesla
30 de Janeiro.
Acaba de Tallecer nesla cidade a Exm1. Sr. D.
Genebra .Miquclinade Souza (Jueiroz.
Este Tacto causn viva sensarSo na popularao des-
la ; as qualiladcsdesla senhora eram lao recuromen-
daves que sua morte foi feralmente chorada.
Foi sepultada com lodas as honras na igreja de
S. Francisco.
Este acontccmcnto tornou-se aqui nolavcl nao s
pelo pezar que este fallecimcntu derraraou no povo
como pelos Tactos que se lhe seguirn). Houve gran-
des alvororo e Tallatorio, pois que a polica iulerveio
u procedeu a indasazoes. Esla senhora morreo re-
ponlinamenle, e o promolur publico, que ainda he
t dos que enlciidem quo a Ici nao faz lisliucrao do
rico c pobre, requereti jue so procedesso a exame
sobre a nuluralidade do acoulccimcnlo. ( Fui bem
hoaasneira nesta Ierra ainda* so pesna que, quando
se Irala de oxecular a Ici, levc-sc proceder a um
preliminarindagar se a execurao altela gente da
condizao prospera. Islo Toi parcnlliesis: vciiha-
mpa au caso. )
Proredcu-se a examo como lio pralica cm tacs ca-
sos, e os facultativos declararan) que nao podiara
asseverar se esto successo fura preparado pela mBo
de quem pdc, ou lequem nao pude. Neslas cir-
cunstancias eutcmleram as justizas jue convinha
proccdcr-sc autopsia para fiel execuco da lei e
dcscanco da consciencia publica.
GOYAZ.
11 le dezembro de 1854.
Enccrrou-sc a assembia provincial, depois do al-
guns dias de prorogazHo, que forara necessarios para
poder dai ella complemento smedidaslembradaspe-
lo Exm. presidente da provincia cm seu relalorio, co-
a minha viagem a freguezia do Pilar, por occasiao
da Testada Purilicarao de N. Senhora no dia. 2 do
correle, c para macaquear os escriplores romnti-
cos de alto bordo principiarei do seguinle modo :
Era urna dessas bellas Tardes de, verao que s se
vcem nos climas inlcrlropicaes ; o aslro refulgente
descambando no occaso pareca pressuroso era ir re-
pousar no pomposo thalamo d'ouro c d'azul, (nao
repare no gallicismo que isso mesmo he que tem
graza!) adornado de purpurease domadas cortinas i
suave brisa cmpolava branJamentc as aguas da pilo-
resea lagoa do norlc, incitando as rolas velas de au-
daies canoeiros : urnas i duzias do cavalleiros (en-
tre os quues me acbava) collocanscomo atalaias em
urna eminencia, pareciam esperar anciosns por al-
gum signal ou cousa que vies-e do lado do Macei.
Seiiam 6 horas quando una embarc.irao, cstranha a
aquellas aguas, appareceu com a vela gallardamen-
te en fuada cnvalgando com garbo as pacificas ondu-
lulames da lagoa, e fazendo Iremular na proa urna
bandcrola aurf-verde, signal cerlo de que alli vi-
nha algum grande personagem. Dirigirao-nos pres-
suroso- praia para fazer a conveniente recepcSo;
pois o signal 011 cousa com lana anciedade espera-
da, era nada menos que o escaler da alfandega, que
Iransporlava o Exm. Sr. S e Albuqoerque da ca-
pital povoazao do Coqueiro-Secco, donde linha de
seguir a cavallo para o Pilar. A pequea povoazao
do Coqueiro-Secco acha-se defronle de Macei em
distancia de urna legoa, pouco mais 011 menos, si-
tuada as faldas de um serrote que costea (oda a
margem occidental da lagoa do Norte. Ha nclla
nma linda cipella, que passa pela mclhor da pro-
vincia, com 2 torres, corredores c consistorio Icrreos
o de sobrado, um espacoso adro alijollado, 1 orgao,
bellas imagens c ornamentos, una collcgiada do mu-
Ihcres piedosas, que apezar de figuraren! de beatas
n3o tem clausura, voto explcito nem regras mons-
ticas, fj/.em lodo o servirn da capella, em que se em-
pegara com grande zelo e Tervor. Um virtuoso sa-
cerdote, lilbo daquelle mesmo lugar, foi o fundador
da capella, em que applicou grande parle da heran-
Za que leve de seus anlepassados. Ha alli urna es-
cola de primeiras ledras do sexo masculino frequen-
tada por mais de 10 alumnos c 3 particulares do se-
xo Terainino com 30 e (antas discipulas. A povoa-
Zo nao pode prosperar nao ^6 pela prxima visi-
nhanea da capital e da villa ^iorle (de que lisia
urna legua) como tambem porque nenhum eommer-
cio alimenta : no entanlo sua po-irao alm le mu i
bella parece vantajosa, e o passadio rommodo pela
abundancia de paite da lagoa c Tcrtilidade do ter-
reno, que produz as melhores uvas da provincia.
Ia-lho cu dizendoque, apenas vimos o escaler appro-
ximar-se, Tomos receber os illustres viajores que
eram nem mais nem menos que o Exm. S c A Ibu-
querque, o secrelsaio Moura, o ajudante de ordens
Iteraron, o inspector da thesourariajgcral Severia'
no Ribeiro, o capitao do porto Rodrigo e o sempre
indefeclibilis (cneiilc-coronel Vicente ; Tormavamos
nm tolal le (30 pessoas, pouco mais ou menos, entre
mo necessarias para o bem ser da provincia : entre
ellas s.lo de inlercsse geral as resoliires que crearan)
a nova comarca la Palma, romposla dos municipios
deslc nome, S. Domingos e Conccirao, c a da Boa-
Vista, resto daanlga comarca de Carolina, boje per"
lenceule ao Maranhno.
Eram reconhccidamenle necessarias as divses
que importaram a creazao de mais estas comarcas ;
porm he de desojar que, depois de approvadas pe-
lo governo, edmo convem, sejam ellas providas de
juizes de dirclo que venham cxcrccr os seus lugares,
pois que o svslcina introduzido, sobrcludo ncsla pro-
particiilaics e offlciacsda guarda nacional do bala-
lhao da villa lo Norlc. Tenho raoste pesar de nao
poder rcTcrir-lhe o que se con\ersoar*S) cscaler do-
rante o trajelo, pois como lhe disspecriava-me euj
na povoarao Tazcndo alli Irisle figura de espan (assim
quer Vmc.!! I) dahi em liante porm poder-lhc-hia
narrar ludo tira lira por lim lim ; visto que nao lar-
guei nm s instante o presidente, de quem fui uro
verdadeiro Cabrion. *
S. Exc. descrabarcou junio casa do professor le
prneiras ledras da povoazfto M. J. da Costa Graza;
em quanlo so apromplavam os covallos para os Ilus-
tres viajantes, o digno professor do Coquciro-Sccco,
Viuda, de nao quercrem os Horneados vir tomar con- : cuja alT.ihilidadc, corlezia e civlidadc, sao prover-
Procedco-sc, contra o agrado de muila genio, c os
() Temos publicado lodas as carias do nosso ami-
go do Ouro Preto que nos lem vindo nf5o.
V. da f.
la das suas comarcas, Iraz um grande prejuizo ad-
minisirarao da juslira, por nao haverem na mr par-
le dos termos jujzes municipaes formados para as
suhslilnzi>cs ; e tambera soflro com isso o bem pu-
blico, que lera as pessoas dos magistrados das co-
marcas do centro, alm dasvantageos communs, urna
garanda do principio de ordem, unio c civilisar.io,
que tanto desojamos ver firmado entre ns.
Continua incansavel na boa administraco dcs-
ta provincia o Sr. Cruz Machado ; seus e-lorrns tecm
sido coroados de successo ; urna .idmini-tiacn de
biaei, minioseou-os com una bandeja le bellissimas
uvas mosealcis ; ( parece que o maganao ja sabia que
era aquello o fraco do Exm. S c Albuqucrque ''.
Alramos todos com galhardia a bandeja : cerca de
2arrobas de uvas dcs.ippareceramcomo por encanto,
sem que en soubesse onde : asseguro-lhe que le um
srande cacho que mu coube por surte nao dcixci o
men quinhao ao vigirio. Depois que fizemos a bran-
ca magia de passarmos sem preparativo algum as uvas
da bandeja para os es!omasos, bifiirramo-iios nos
gineles, e sen.luja larde ( perl de 7 horas ,1, parli-
curla dala, porem de Irahalho bem ordenado c re- mos romo uns energmenos, fazendo cada qual suas
Hedido, lem Irazido para a provincia mais benefici-1 gentilezas do equitarao: com quanlo eu s podeise
os do que a morosa e rolineira administrazao de al-1 arranjar para a minha individualidade urna alima-
tender com elle em populazo e numero de hons
predios. Collocado, como disse, nos confins da la-
goa Manguaba torna-se o Pilar o emporio de todos
os municipios circuravizinho?, cujos habitantes des-
cendo o grande taboleiro, formado no cimo do ser-
rote, alli encontram oplimo embarque para seus
gneros e soflriveis trapiches. Assim seu eommer-
cio he activissimo : predios de bom goslo e bella
archileclora vo pululando todos os dias ; mire lodos
gostei muito do sobrado do negociante Rebimba e
do predio do commandanto superior Flix de Gur-
ja : o primeiro construido phantasia do seu origi-
nal proprietario, cuja ferlil imaginaran c vcia potica
Js3o inexgolaveis ; o segnndo edificado semellianca
do palacete da assembia provincial. Encarando-sa,
porcm o Pilar sob o poni de vista hygtenico he
pessimo lugar de morada : vollad > para o occi-
dente, tendo por traz o serrle de-que fallei, nao
pude- ser suflicienlcmente arejado durante os calo-
rosos dias lo verao, em que os venios reinantes so-
pram de leste e nordeste, e passam por cima do ta-
boleiro : dous regatos que o atravessara sao o depo-
sito do lixo e immundicias, que co o limo e plan-
las aqualicas cm pulrefaczSo, arrojadas praia pe-
lo vcn'o e maretas da lagoa, e expostas aos ardores
do sol, formam um composlo de miasmas dtetenos,
foro e cansa primordial das constantes febres que
alli reinam. Ao vermos aquelles poderosos elemen-
tos pestilenciaes nao nos admiramos de qoe as Te-
bres amarellas fizessem lao diulurna morada na-
quclle lugar. Nos mezes cm que o verao he mais
rigoroso torna-se aquella habitazo insopporlavel
pelo excessivo calor e pelo desagradavel c suffoca-
dor ftido qne se levanta las bervas ptridas e li-
mo corrompido, de que Tallei, a que os habitantes
appellidam com muila propriedade verdete. Se es-
te terrivel inimiso da salubridade pudesse ser ani-
quilado, se o leilo do Parahiha Tosse melhorado, a
ponto de permitlr livre navegarao a grandes ca-
noas em todas as eslazoes, se emfim uns vaporzi-
nhos sulcassem as aguas da Manguaba, encurtando
o enfadonho trajelo lo 10 leguas que se faz em
incommodas canoas c vagarosas barcazas para a ca-
pilal.bem cedo alli se ergucria urna bella c commer-
cianlecidade que seria o ncleo de lodo o commcr.
lerior de ci do inprovincia.
Nada, porm, ainda dissemos da festa: a capella
era era demasa pequea para conter o numeroso
concurso de povo ; muilos nao puderam por conse-
cuinte ouvir a missa cantada ; S. Ex. assistio a el-
la cora o ajudante de ordens (de fanlao'. o padre
Mello fui o orador, e recilon um sermilo excc!leiilr>
'salvas algumas arrojadas metaphoras c smiles n-
thologicns, de que nao goslo era prdicas.) Depois
da festa leve lugar a ceremonia da bcnrAo da ban-
deira do batalhao de guardas nacionaes daquelle
districto: a oflicialidade apresenlou-se Tardada cora
lodo o luzimeolo, ao benzer o cstandarlc Tez o pa-
dre Mello com cnlhusiasmo marcial urna pralica aos
briosos guardas do halalho do Pilar, cojo disnn
coramandnnle, o tcnente-coroncl Nicolao Alves Ro-
drigues, recitou por seo turno breve, porm enrgi-
ca alloeuro. A' larde leve lugar a procissao que
Toi acompanhada pelo Exm. presidente, ajudante
de ordens, ofiiciacs la guarda nacional c muitas pes-
soas nolaveis ; segua-se a banda de msica da po-
lica frente de urna goarda le honra Tormada de
prarns do sobredito batalhao. Ailmirci-mc de na
ver n secretario Moura era na fesla ncm na pro-
cissao ; dsse-rae, porcm, o Antonio Ignacio que
um maldito callo era a causa daquelle eclipse.
Conlou-me o Soares que nessa noite houve um
oirc era casa do Dr. Raposo, c que na preecilcnle
tambem tiiiham dausado c folgado o joso de pren-
das em que primaraiii o Moura e o Teixeira ; me-
reccudii especial mensao na dansa as marras do l-
enle licrardo, que fez ludo andar em urna roda
viva. O dia seguinle (3 era o destinado para o rc-
gresso, e com cffeilo s fi horas e meia da tarde
percebi um reboli;o le preparativos ; apressei-me
em ajaesar a minha alimaria, c puz-me em adlu-
leviajora. Partimos da povoarao em boa ordem
(ja se sabe levanlando p que era um Dos nos a-
cuda ', ao sabir do povoado exigi S. Ex. dos arom-
panhantes que relrogradassem, agradecendo-lhcs
a prova de attenrao : vi-me ahi em apuros, porque
tambera enlrava em o numero dos dispensados, mas
Tu-mc Tazendo esquerdo e desentendido, fingindo-
me guia ou ciceroui, u poste! me ao lajp do presi-
dente, com quera tive a honra de ir conversando
por lodo o taboleiro : urna legua distaale da vil-
la do Norte, uo lugar denominado Maricas, apre-
scnlou-se-nus de improviso urna cavalltria c'onipie-
la que eu ia turnando pelos Cossacos do Don, e ja
me preparava para retroceder quando reconheci o
Lucio e a briosa oflicialidade da guarda nacional
do Norlc, que ap quedo esperava alli S. Ex. des-
de s cinco horas da larde, afirn do ir acompanha-lo
al o embarque. Com a preserva daquellcs gucr-*
reros tambera rae culhusiasniei e med esporas no
buccphalo, que at alli linha vindo mansa c pacifi-
camente : regalei-me oulra vez de lislribuir
sufficienle quanlidade de p pelos olhos, nari-
zcs c boceas do secretario, capiUo do porlo, aju.
danta d'ordens e inspector da Ihesouraria, os qnaes
por inTelicidadc tornaran] a Icr por sorle cavallinhos
do patente, que por mais que elles Ihes promeltcs-
scmraplm, millio, arroz e al doces/a nada se mo-
v.ara os brutos, deixando-seficar sempre na retaguar-
da. Emfim, as 9 horas c meia eslavamos no Coquei-
ru-Secco. Ja se despeda de nos o prndente, quan-
do o profesor C. Graza com a sua costuruada urba-
mdade convidou-o para tomar cha ; S.Exc. dignou-
S8 lo aceilar, e creio que nao leve de arrepender-se ;
pois appareceu na mesa cerlo bollo inglez, le quo
anda boje me lembro com saudades : finalmente os
Ilustres viajores, parecendo mu satisfeitos, em-
barcaram-se no cscaler que os esperava, e contou-
mc depois o Berardo que chegaram Macei i meia
noite.
Com i minha massanle viagem ia-me esquecendo
de dar-lhe noticias mais succolenlas :
(razas as prornptas providencias dadas pelo Exm.
Sr. presidente da provincia desuppareeeo a caresta
de farinha de pao, achando-se actualmente a capital
sullicientemente abastecida dcsle genero que baixou
a prejos rasoaveis : ullimamente chegiram em una
barcaza 370 saccas remedidas pelo mu zeloso, dili-
gente e digno agente procurador desla provincia
Jos Gnnralves de Albuquerj]ue, a quem S. Exc.
havia encarregado da compra.
A administrazo prosesue na mesma illas'.rada
senda, nao dando quarlcl ao crime, Tazcndo juslira 4
lodos quo multiplicando-so 'para acudir prompla"
mente aos diversos reclamos lo servida pubcn. A
opposrao conlina emscu misterioso silencio ; pare-
ce que o seu orgao o iucomparavel Tempo cessit.evS-
sis, e nao sai se erupit, o caso he que nesle anuo ain-
la nao deu signaes de si al esla dala.
O estado deseguranzaindvidual ainda hellisongei-
ro.nesles nove dias apenas soube.por me contar o Mel-
lo, que as 7 horas da noite de 5 cabio victima de um
tiro dado lo emboscada no sitio Oilizeiro do muni-
cipio de Alagoas um infeliz da nome Manoel Gomes
Limeira : nao se poudc ainda descobrir o assassino,
sendo apenas preso um individuo por indicio vagos-
A aclivdade da polica conlina a ser bem patontaa-
la pela grande quanlidade de facinoras que chegam
a cada hora do cenlro, c vem atiilbar a cadoia desla
cidade, queja nao pode accommoda-los (apezar das
frequenlcs remessas para a illia de Fernando.)
A salubridade publica, merc do Dcos. vai inaltc-
ravel n,1o s na capital como nos diversos pontos da
provincia n exccpzo do [Pilar, onde ainda se acha
o Dr. J. F. Lopes Vianna, medicando alguns indivi-
duos accommcllidos de Tebres indemicas.
Houve ltimamente jubileo do nomeares : o Sr.
Jos Antonio Seraphico le Assis Carvalho Toi nomca-
do cSpitaodo corpo de polica, por haver {oblido a
demisso que desle posto pedir o Jos Bernardo, o
qual na mesma occasiao Toi prvido no lugar de aju-
dante do director das obras publicas ; parece-me^uc
o capitao Seraphico foi ptima acqoisigo para o cor-
po de polica, pois consta-me que he mozo corajoso,
diligente e mu activo; havendo o Dr. A. fiuarque
de Lima completado o seu segundo qnatrennio, Toi
provisoriamente nomeado juiz municipal e orphans
de Porlo Calvo o Dr. Eduardo de Barros Faleao de
Lcenla Cavalcanti de Albuqoerque (irra que nomo
comprido !) eston informado que he moco mui h-
bil, illostrado e inlclligente: o Exm. Sr. S e Albu-
querqne tem dedo para cscolhe-los, por sem duvida
que desempenhar o seu lugar da mesraa sorte que o
mui digno promotor da capital Dr. F. de A. Barros
e o inlelligenle esisudn joiz muuirpal das Alagoas,
Dr. Qiinino Jo-ode Miranda, que, por suas allrali-
vas maneiras e illibada conducta, se lem tornado Ven-
fant gt do sen municipio: havendo o Dr. Jos
Prospero Jehovah da Silva Caroal pedido demisso
de professor de geograpbia, chrooologia e historia do
IvCeo dcsta cidade, foi .iMr-tVimcnte prvido oDr.
Thomaz do Bomfim Espindola nessa cadera, para a
qual consla-me que se acha mui bem preparado ; e
lendo ao mesmo lempo alcanzado o Dr. Adolpho do
Barros Cavalcanti de Lcenla a demisso que pedir
de promotor publico da comarca do Penedo foi para
esse emprego nomeado o sobredito Jos Prospero.
Por Tallar-lhe no Penedo nao posso deixar de dizer-
llie que a noticia da remoran do Vieirao foi alli recc-
bida com jubilo : Pipilel, que sabe da cousa a fundo,
disse-me em segrcdo,que a cmara municipal fizera
um oflicio congralulando-sc -por aquelle successo o
agradecendo ao governo geral como um beneficio ;
contou-me mais qua um individuo appclidado liaca-
Iho dirigir insaltnsao ex-juiziledireito do Penedo,
eqiutpS. Exc. nao ficara de brazos cruzados quando
souSl esso reprelicnsivel proccdiroenlo, dando logo
as mais enrgicas providencias para que nao fosse
menoscabado aquelle juiz : com ofleilo (accresceula-
va Pipilel) he prova de animo o corageui arrostar com
o forte o poderoso, ha mesmo nisso alguma grandeza
d'alma ; porm insultar o forte, que por qnaesquer
circumstancias tornoa-sc Traco, be por cerlo vileza se
nao cobarda, e indica alma mesquioha t
Todo o mez de Janeiro foi perfeila irona do seu
anligo nome le aquariut: pois passoa o mais atea-
mente possivel ; j os nossos hons agricultores pu-
nliain as roaos na cabera vendo torrificadas suas la-
vouras quando os pisces de Tevereiro demonstraran)
exuberantemente que nao podiam passar sem agua,
e como diz cerlo poeta inglez :
............ a Al lasl
The clouds consigo llicir Ireasores lo lhe Celda.
Por fim as nuvens despejaram seus Ibesouros co-
piosamente sobre a trra enriquecendo-a de vidas ve-
gelaes ; porem muilas velhas, mocas, e mesmo al-
guns horoens Dius coiiberidos, dispensariam, se pu-
dessem, de muilo bom grado o horrsono baixo-pro.
fundissmo, de que era acompanhado o chocalhar da
ehuva em a noile de 9 do correle. Tres roedonlos
ealroadores rihombos puzerara lerla os devotos de
Sanla-Barbara, e San- Jcronymo lia muilo nao in-
vocades e mais de urna magnficat foi nessa
noile gagoejava pelus habitantes, desle abonznado
lorrao, u3o acoslumados a aquelle (urniidavel e pa-
voroso concert !
Em minha epstola de 25 lo passado havia-lhe cu
noticiado o naufragio de um navio cujo nome iguo-
rava e sobre o qual recahiam suspeitas le negreiro ;
boje eslou informado que era a barca iuglcza Pa-
nam, procedente de Calbo de Lima cora um ear-
regamento de pao, com deslino ao Canal: loda a
tripularan salvoo-se lias lancliafomo lhe disse, e
dirigio-sea Bahia ; a carga perdlfl-sc cumplclnicn-
le, apenas resta do navio alguma ferragem, mza-
me e oulros objeclas do mui pouco valor, os quaes
foram desprezados pelos louos, vislo que a embarra-
cao eslava segura! DeciJdfmeolc olamos cm ama
quadra climatrica- para a. rain ha dos mares : nao se
falla sean em naufragios dos philanlropicos britan-
nos; o nosso lilloral parece ter-scconverldo cm prulou-
gados abrolhos, cniqueveem elits dar a costa. On-
de est a decantada c infallivel ciencia nutica dos
filhos de Albion '.'! Seus correspondentes do quasi
todas as provincias notician) naufragios dos peritos
[english railors, afora as conlraric^ades, ihipwrc-
cks e perdas que bao suflrido nos mares Bltico c
Segro, c por esse mundo de sjeu Dcos I quem
sabe seno est prxima a soara hora em que o n-
coinraensuravel orgulho roariuno lcrii.de ser abali-
du'.'! I ale.
P. 5 Tenha a bondade de participar a aquelles
de seus correspondentes provinciaes que parecen)
lomar lano inlcresse na guerra do Oriente (e sobro
ludo ao vclho da Parahiha, a quera anda mu
limo por cmsidera-lo leal Csssaco) queos-uossos
pobres Muscovitas eslao perd dos : Toi Icciqidu cm
Portugal que os gallui-anglos han lo se apossar da
capital le todas as Russias ; visto como se acha el-
la edificada na foz do rio Neva, palavra que se com-
pc de qualro ledras, cujas giiilicaz>es silo as sc-
guintes : N Napoleau. E Eugenia. VVic-
toria. AAlberto Quem noliciuu esta impur-
tanlissinia descobcrla foi o ckisloso Braz Tisana cm
urna caria de 5 de novembro, em cujo final brin-
dou-nos com o seguinle lopico : Chegaram no va-
pot I). Alaria II, varios macacos e macacas, entre
estes animaes cinha um barao! Lendo esle 1ro-
chinlio, ferveu-mc as veas meu vtlho aangue de
macaco; pois entend que era kIIusSo feila a alguus
,-
*
I
t
1*
4(
MUTILADO
ILEGIVEL
I


DIARIO OE PERMMBt). TtRCA FEIKH 20 DE FEVERIRO DE 1855.
9
0
.>
Bralciros que l.i chegaram: bem vonlade linha de
poder iier alguma cousa em resposta ao gracioso
Tisana, e entre oulrasque o macacos e macacas de
que ello filia nao nasceram das liervas, a maior par-
le dclles he oriunda de Porloguezcs, e conseginlc-
mcnlequando nao qneirnu esle ser macacoes, nao
podem deix.ir do ser ao menos mono.' ou bugios,
visto que deram o ser a macacoa ; ha porcm lima
pequea riiflerenca entre cllei, (e admira que o t-
relo Brai ignoro) he que os bugios de 1, quando
aqu aporlam, Irazem chapeo de fcllro, japona de
bculo, sapales do quebrar c.ist.rabas e o vacuo as
aUjibciras, precisando ale que se Ibes pagnem as
Dossagena ; muilos delles \cm servir de criados aos
macacos ou pufar carroeis; o? macacos, que l che-
garo, levam chapeo de pello, casaca de panno,mcias,
sapillos finos e as alginciras bem repletas: nenhum
de'los vai por cerlo ser criado ou puxar carrosas;
nem bugio alsum lera o gnslinho de pasar a passa-
gem aos laes macacos c macacas para fazo-Ios sens
criados criadas! Muilos macacos hci visto de l
rcgrc mas anda niio vi um si bugio daqul sabir levando
por domestico algum macaco Se este sen Diario
por qualquer evenlualidade cahir ns mos demes-
tre Braz, veja o Ilustre bugio o troco que lhc envia
o mais humilde dos macacos. .
PERMIB11C0.
porem asseverar que nada liavia oceurrido do novo
as provincias em que tocou.
PIMICACA A PEDIDO.
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 19 de fevereiro.
!llm. e Etm. Sr.Participo a V.Exc. que, das
differentM arlicipaofics hnntcm e hoje recebidas
Mala repartirlo, consta terem sido presos:
Pela delegacia do primeiro dislricto dcslc termo,
o prelo Marcos, cscravo do Jos onralves dos Reis,
a requerimeato de seu senhor, e o pardo Jos Sole-
ro dos*Santos, por ebrio. f
Pela subdelegada da frogueiia do Recife, os no-
rujos inglezes Sdenry Vernon, George dall, Wil-
liam Eduardo, e Rechares Jonis, o primeiro por
ebrio, e os mais a reqoisicao do seu consol, e o ma-
nijo francez Hiplito Smagel, lambern a requisirao
do seu cnsul.
Pela subdelegacia da freguezia de Sanio Antonio,
os escravos Andr e Antonio, eslo por maltratar com
palavras a um individuo, eaquelle por querer dar
urna bofetada em um mascarado.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, a pre-
|a Maria Joaquina da Conceirao, para correccSo, e
o prelo escravo Claudio, por fgido.
E pela subdelegacia da freguezia da Boa-Visla,
as pardas Margarida Maria da Conceicao, e Maria da
CoiiceC/lo do Amor Divino, por briga.
' O eommandante do corpo de polica refere cm sua
parle de hoje,que a requsicao do inspector dequnr-
leriio do aterro do Afogados, a palrulha que ron-
dn da racia noilo para o dia poz all cm cerco urna
casa do pslha com o fim de capturar um individuo,
que havia fcito um ferimonlo em outro, o que se nao
conseguio por se ler o criminoso evadido.
Dos guarde a V. Efe. Secretaria da polica de
Pernambuco 19 de fevereiro de 183o.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cuohj e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Cario de Paira Teixeira.
Flcirao dos jaizes, mordomos, c cscriccs, que hiio
de festejar a Nossa Alai Santissima,a Sentara da
Pieiade, no anno de 1856.
Juizes.
O N. Fr. ronfrade o lllm. Sr. Jos Antonio de Ma-
galhSes Baslos.
O lllm. Sr. Joaquim Esncridiao da Silv^ iui-
inaraes.
Juiz protector.
O llvil. I'. M. definidor l*r. Jorge de Sania nna
l.ocio.
luizas.
As Illms. Scnhoras 1). l'rcula Maria das Vir^ens.
D. Angela Maria'dc Lana.
Juiza protectora.
A N. Ir. confreira, a lllm." Sr.'1 D. Maria ('andida
Ferrcra de Cunha.
Fscrivaes.
Os Illras. Srs. O Rvm. P. Joaquim Yerissimo dos
Anjos.
Miguel Francisco Marinho.
Francisco Jn llorrcia de Queiroga.
O P. definidor Fr. Joaquim de Santa
Maria Cunha.
Fsrviraas.
As lllmas. Srs. i). Knsalina de Jejos Muniz.
I'. Isabel Mara do Quintal.
I). Fortunata Joaquina da Cruz.
D. Candida l.nurenca de Luna.
Mordomos.
Os Illms. Srs. Bazilio Baptisla Furlailo.
Jos Francisco Ribeiro Gama.
Jos da Cunha Ribeiro.
Pedro Alexandrino Bezerra l.in-.
Mordomas.
As lllmas. Srs. I). Maria Egipciaca de l.ocio.
1). Maria Magoalcna do Olivcira
Mello.
D. Clara Joaquina Je Olivcira Moura.
D. Maria da Conceicao .Vives.
D. Thercza do Jejus Figueirua da
Faria.
Procurador gcral.
O 11 vil. Fr. Luiz da lmmacula la Conceicao Lima.
Convenio da Piedade 11 de fevereirode 1855.
Fr. llerculano do Coraco de Jess Brilo.
Prior.

quintal
duzia
par
caada
alqueire
una
Forro de dilo.........
cedro ........
Toros de latajuba.......
Varas do parreira.......
uguilhadas......
quiris......# .
Em obras rodas de sicupira par.i
eixos
Mclaro.............
Milho.............
l'cdra de amolar.......
filtrar..........
roblos......... >
Tontas de boi...........cenlo
WnSStW.............. mollio
Sola ou vaqucla..........mcio
Sebo em rama..........
Pellos de carneiro........
Salsa parrilba..........
Tapioca.............
Unhaa de boi..........
Sabao ..............
Esleirs de perneri.......
Vinagre pipa ..........
Caberas de cachimbo de barro .
i
urna
@

cento
V,
una
milheiro
39000
|y980
maso
1)600
1060
40&000
lli-iKl
9200
19600
6i0
C-jtKK)
&S00
49000
9320
39100
52O0
9200
1T.NKKI
39300
2(0
9190
$160
309000
59OOO
DIARIO DE PRMICO.
COMMERCIO.
PRAGA UORECIFE19 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacOcs officiaes.
Assucar mascavado especialI $300 por arroba.
ALTANDBGA.
Rendimenlo do dia 1 a 17 I9:058->7I3
dem do dia 19.......'. 83689652
Enlrnu honlem don portos do sol o vapor Guana-
bara, por elle recebemos jornaes do Rio de Janei-
ro al 10 do corrente e da Babia at 16.
Reinava perfeila tranquilizado em todas as pro-
vincias desse lado.
O Sr. marech'al de campo Jos Joaquim Cocino a-
eha se nomeado eommandante das armas *sta pro-
vincia, devendo substilui-lo no commando das armas
da Babia o Sr. brigadeiro graduado Manoel Antonio
da Fonseca.
Por decreto do 23 do passado fui creada urna es-
cola de applicai'ilo do excrcito, onde se ensinarao
Iheorica e pralicameole as doutrinas do quinto e
sexto annos da escola militar, da qual ficam desli-
gadas.
Por decretos de 30 de dezerhbro de 5* foram aber-
tos ao ministerio da fazenda um crdito suppleraen-
lar de 70:7809563 rs. e ao da marinha o de ris
593^239660.
No dia !l docorreiilcclicfiaram corte, na barca
norte-americana tltca-nn, procedenlc de inga-
pore, Irezenlos c tres colonos chins para serem em-
pregados na lavoura. Chegaram lodos esses colonos
da perfeila sadc, sem que fallecesse 011 adoceesse
nenhnm durante a viagem.
No dia 5 pela 1 ) hora da madrogida incendiou-
se a fabrica de seges da ra do Lavrdio, tirando a
casa quasi completamente destruida.
L-se no Correio Mercantil :
Sexla-feira passada, Sua Mageslade dcscea de
Tetropolis para asislir a aIgumas experiencias fei-
tas na fabrica de plvora pelo Sr. Dr. Capancma,
director da mesma labrica. Consta-nos que o resul-
tado destas efponencias foi muilo favoravel.
o Na lrca-feira, 30 do corrente, o Sr. Dr. Domin-
gos Jos t'ioncalves de Magalhae leve a honra de
ler no pajo de Petropolis, para SS. B1M. ouvirem,
a sua epopca em dez cantos intitulada .4 Con/ede-
racao des Tamoios. O efleito que produzio esla
primeira c rpida leilura, foi o que esperavam to-
dos que conheccm o distinelo poeta brasilero.
Em oulra parle acharo os letores noticias do Rio
Grande do Sol, Goyaz e S. Paulo, assim como varios
despachos expedidos pela secretaria de estado dos
negocios da juslica.
NaBahia faziam-se preces as malrizes e igre-
jas, para*que cesse o flagello da guerra que presen-
temente issoja o Orienlc. Assira procedendo, exe-
culava S. Exc. Rvm." o Sr. arcebispo a ordem rc-
cebida de S. Santidade o Summo Pontfice Pi IX.
Tiuba tomado posse do commando superior inle-
rino da guarda nacional da capital o Sr. tenenle-
corooel Antonio Joaquim de Magalhes e Castro.
Do Jornal da Baha cxlraliimos mais o seguinle :
c Os (rabalhos de explorarao de terrenos para a
estrada de ferro ao Joazeiro proseguem cora acl vida-
de. Os engenliciros acham-se alcm da Malta de S.
JodO.
n Espera se brevemente um oulro. que vira de
Inglaterra, econsta-nos que o Sr. Vignol jrecebeu
unlem de ficar.
n Pelo qae nos adirmnm, a estrada deveri come-
rar 110 /ingenkoda ConceieSo, e ter um tunnel se-
guramente de unyiuarto de legua.
Encorporou-se cumpanbia em Londres, um
dos negociantes mais ricos ilaquclla capital.
No sabbado 3 do corrente larde, todos os for-
rados ; gales do arsenal de marinha sahiram conve-
nientemente escoltados c acompanbados pelo sargen-
to, que os viga e por um dos padres missionarios
(raneles, e foram s igrejas onde se fazcm preces
Essc acto religioso leve lugar, segundo nos consta, 1
pedido do mamo missionario, c por consenlmento
do Sr. clicfe de dtviso intendente da marinha, dis-
posirai de quem eslo os senlenciadas gales.
AtB o dia 31 da Janeiro exisliam as cadeias do
AljbeTcorreecao e Barbalho, desto capital,306 pre-
' tes, entre coalemnados, pronunciados, cm custodia,
deposit'i c cscravos. Esses 306 presos sao distribu -
dos do modo seguinle :
Aljube 82. ^
C^rrecrilo 124.
,^-^Barballm tOO.
Na Villa da Barra do Rio de Conlas um menino
de nome Joaqaim, lilho legitimo do porluguez Joa-
quim de Souza Pinto Ferrera, all residente, foi
victima no dia il de Janeiro, da dentada de urna co-
bra venenosa, que dons cscravos de nome Joo c Ro-
que, intitulados cMrjrforegffc cobra, traziam era um
balaio, a^que clama ram sambura.
Osacs prelosembuslcirns deram o infeliz meni-
n 1 curado, e asseverando que nada II10 succederia.
anda quando fosse mordido, mandaram-o locar a
cobra, que entretanto o mordeu no dedo polcgar da
1111 o csqucrli. c Iba deu a morte cm menos de 1 2
horas, a despeito de lodos os esforros c contravene-
nos iMprcgados pelo affliclo pai.
CmhUmim que os prelos v3o ser processados, co-
mo convm que fossem lodos aquellos, que lias ou-
lra* villa* da provincia, e mesmo nos arrabaldes des-
la cidade, se ineuleam de curadores contra veneno
de cobra.
Quaalo a AUgas lemcltemos os leilores para
a caria do nosso correspondente em Macei, nico
escriplo que dalli recebemos.
Por enio terem distribuido os jornaw e cartas
viadas das portes do norte pelo vapor .San Salvador,
nada podemos dar no presente numero : podando
200:627*165
Deicarregamhoje'Sidefcvereiro.
Itarra inglezaD. Ricardomerendonas.
Brigue inglezJames Stuarlbacalho.
Escuna inglcza-r-O/ucardidem.
Brigue inglezlyelliugloncarvo.
Brigue dinamarquezVncalaboado.
Barca inglezaGeneral Grcenfellcarvao.
Brigue brasileroSerobarricas vasias.,
Sumaca brasileiraIlortencia fumo e charutos.
CONSULADO GERAL.
RIO DE JANEIRO '.) DE FEVERF.IRO.
Cambios.Londres : 27 5(8 e 27 3|i a 00 das, 27
1|2 a 60 das.
11 llamburgo : 6'i8 a 90 ilias.
i) Antuerpia : :i a 90 das.
A chegada do vapor inglez rcauimou a nossa
praca.
Hoje cITectuaram-se Iransaccfies avulladisaimas
em cambio sobre Londres, maulando pelo menos a
150,000, enirc os extremos de 27 l|2 a 28 d., fa-
zendo-se porm quasi todas as ncgociar/ies a 27 5|8
e 27 :i|i a 90 das. Sobre Paris passou-se cerca de
200,00) fr. a 318 a 90 das, e 75,000 fr. sobre An-
tuerpia a 311 a 90 dia.
Ncgociarain-se lambem 270,000 marcos sobre
llamburgo quasi ludo a 618 a 90 dias.
Estas transacroes representara urna baixa cm re-
larao as eulaees anteriores de a ,' d. sobre
Londres c na mesma projiorcAo sobre as nutra-
praras.
Vnderam-se cerca de 12,000saceos de caf. Por
falta de entradas os precos tem estado mais firmes
esses dias para algumas qualidades.
Fretaram-se quatro navios para o Canal, dos
quacs 3 a 55j, sendo 2 suecos c 1 brmense ; c 1
sardo a 57|6 paracarregar cm Sanios.
CAMBIOS.
Londres 27 5|8 a 3|i. a 90 dias.
Pars:t; a 348, afiOdia*.
Lisboa nominal,
llamburgo (18 a 90 dias.
FRETES.
Antuerpia 62|6. Liverpool nominal.
Canal.....50t| a 57|6. Londres
Estados-Unidos 40 a 50c. Marselha 70 r. c 10 ,. n.
llamburgo 12|l a I5|, Mcdilerranco 50| a 57(6.
Havre. 80 fr. e 10 j.lTriesle 60| nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. ticas liespanholas 299000 a 29*500
da patria. 289750 a 289800
Peeas de 694OO velha. 105000
Moedas de 4?.....D.JOOO
Soberanos.......8?800 a 8)900
Pesos licspanbics 19920 a 19960o.
i) da patria .... 19900 a 19950
.) Pataccs.......I99OO a 19950
Apoliccs de 6 *;cx-dividcndo 109 tf a 110 %.
proviuclaes........ 103) a 104 .
{Jornal do Commcrcio do Rio.)
10. Andr Alves da Fonseca........
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Largo da Itibeira.
Ns. 1. Viuva c herdeirosde Maralino Jos
(ialvao.................
3. IgoqciaClaudina de Miranda. .....
Anua Joaquina da ConceirSo......
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo .
9. O tnesrno................
11. Viuva e herdeirosileCaclanoCarvallio
Rapozo.................
13. Os mesmos.............. 21^600
15. Caetane Jos Rapozo......... (O^OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Sanio 859960
19. Joo Francisco RcgisCoclbo..... 529500
21. Antonio Machado de Jess...... 109800
23. Jos Fernandos da Cruz........ 199000
25. Joaquim Joso Baptisla........ 149800
363000
12-3600
309009
253200
i-no
219600
219600
2I&600
r49800
Rendimenlo do dia 1 a 17
dem do dia 19 .
. 57:2539638
. i 4:6739009
61:9263617
DIVERSAS PROVINCIAS.:
Ilcndimcnto do dia 1 a 17.....3:1759502
dem do dia 19........ 1539221
3:3289726
RECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS GE
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 17......12:509811
dem do dia 19......... 5229W6
MOVUV.ENXO DO PORTO.
, 3:0329719
"""aL CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo dodia 1 a 17.....48:69aj8i0
dem do dia 19........j 3:2508198
51:9119038
caada
B
botija
caada
PAUTA
dos precos correntes do assucar, algodao, e mais
gneros do paiz, que se despacham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 19
a 21 de fecereiro de 1855.
Assucar cm caixas branco I .' qualidade $
B B I 2.'1 B B
b b mase........j.
b bar. esac. branco....... a
s b mascavado ....'.
refinado ...........
Algodao em pluma de 1." qualidade
B B B fl 2.' )>
B 11 3." B B
em caroco......... i
Espirito de agurdente .
Agurdente cachaca.....
b de caima ....
b reslilada ....
Gcnebra...........
B ............
Licor ............
................ garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
cm casca...........
Azcile de mamona........caada
b 11 mendobim c de cucu 11
M de pexc......... ,
Cacau.............. @
Aves araras .........una
papagaios.........ujn
Bolachas.............. i\>
Biscoitos.............. b
Caf linin............... b
b reslolho...........
com casia........... b
b muido............. b
Carne secca ..."......... b
Cocos com casca..........cento
Charutos bons...........
b ordinarios........
regala e primor ....
Cera de carnauba ....... j
b em velas...........
Cobre novo mjo d'obra ...... .
Couros de boi salgados.......
expixados......... 11
b verdes........... x
b de onra..........
cabra corlidos -.
Doce de calda...........
goiaba........
secco ..........
jalea ......
Estopa nacional........
estrangeira, mao d'obra
Espanadores grandes......
pequeos.....
Fariuba de mandioca.....
b b milho.......
b ararula ......
Feijao.............
Fumo bom..........
ordinario ........
b em folha bom. .
11
11
@

um
B
alqueire
@

alqueire
9
ordinario,
rcslolbo .
Ipccacuaulia
Gomma .
Ccngibre. .
alq.
iV
Lcnlia de adas grandes......coci
1 b pequeuas......,
j> a I toros.......
[ranchas de amarello de 2 costados una
b louro......... b
Costado de amarello de 35 a 40 p. de
c. e 2 i a 3 de I..... a
de dilo usuaes....... a
Costadinbo de dito........
Soalbo de dilo........... b
Ferro de dilo........... b
Costado de louro.........
Cosladinho de dilo........
Soalbo de dito ...,,,,.,.,
2-200
19800
19W0
29500
19700
39200
sino
49900
49500
13325
9600
9410
9500
9450
9480
9220
S180
9220
49100
19600
|M0
29000
19280
59000
109000
39OOO
59120
79680
4-9100
39000
3.3-500
69400
59500
39840
19200
9600
29200
99000
119000
9160
9180
9190
9100
I59OOO
9200
9200
9I6
9400
9320
19280
19000
29OOO
I9OOO
29240
29000
53.500
79000
69OOO
39000
99000
49OOO
39OOO
409960
39000
19500
29400
9900
109000
K.- 100
73000
259009
IO3OOO
93OOO
69-500
49OOO
69000
592OO
39200
Savias entrados no dia 18.
Camaragibe3 dias, biste brasilero .Voco Destino,
de 21 toneladas, mostr Estevo Ribeiro, equipa-
gem 3, carga assucar ; a Jos Manoel Martina.
Passagciros, Jos Paulino de Alhuquerqnc Sar-
ment Jnior. Manoel Marinho Falca, Rosalino
Jos Severo, Henrque Alfredo e 1 escravo.
Ro de Janeiro27 dias, brigue brasilero .Vero, de
193 toneladas, capilo Ignacio da Fonseca Mar-
ques, equipacem 11, cargavasilbames; a Thomaz
de Aquino Fonseca & Filho.
Cotinguiba(das, sumaca brasjlcira Flor do An-
gelin, de 98 toneladas, capillo Joao Rodrigues
ilos Santos, equipasen! 10. carga assucar. Passa-
gciros, Joaquim Leilc da Cosa Bclcm, Jos Joa-
quim de Olivcira, Manoel de Araujo dos Santos
Percira.
Montevideo35 dias, brigue bambiirguez Robert,
de 160 toneladas, capito Federico Decker, equi-
pagem 9, em laslro ; a Roslron Rookcr & Com-
panhia.
Babia8 dias, sumaca brasileira Ilortencia, de 91
lanciadas, meslre Scbastio Lopes da Costa, equi-
pagem 9, carca caf emais gneros ; a Domnaos
Alves Matheoi. Psssageiros, Francisco Monleiro
de Moura, Jos Maria de Sonza Araujo.
demS dias, brigue liespanhnl Diego de Lion, de
27-2 toneladas, capilao Jos Mullet, cquipagem 13,
em lastro : a ordem. '
batios sabidos no mesmo dia.
FalmoutbBrigue inglez Porta,capilao J. P. New-
ton, carga assncar.
MarselhaBarca franceza Jean & Camie, capilao
E. Laurunt, carua assucar.
Obscrva^So.
Fundeon no lameirao a barca ingleza liindoo pa-
ja acabar de carregar.
Savias entrados no dia 19.
Rio de Janeiro e portos intermedios8 dias e 11 ho-
ras, vapor brasilero Guanabara, eommandante
o lenle Salom. Passageiros, lente Pedro
Thom de Castro Araujo, Joaquim Jos Augusto
de Souza, C. Rozcmond, capilao J. Pires Gomes
o sua senhora, Candido Percira Monteiro, Tho-
maz Antonio da Costa Pessoa e 1 escravo, L. A.
M. Falco, Henriquo de Araujo Mello, Joaquim
de Castro, Vicente Fcrreira Gomes, Rarlholomeu
Torquato de Suuza o Silva, J0S0 Antonio Ramos,
Jos Jorge Carvalhal, Carlos Jos de Mallos, An-
bal Jos Ribeiro e 1 escravo, Francisco Jos da
Silva Almeida e 1 escravo, Antonio Joaquim Cor-
rea de Azcvedo, Joaquim Alves Nazaretbe 1 es-
cravo, Aurelio Ferrera Espinheiro, Firmino de
Souza .Martin, e 1 escravo, Voule, sua senhora, 2
tlhos menores e 1 criada, Daniel Eduardo Portu-
gal, Antonio Telles da Silva Lobo Jnior, Anto-
nio Manoel de Arroxellas Galvo e 1 escravo,
Candido da Cosa Santos, Rento Joaquim de Me-
deiros, Joao Vasco Cabral, Miguel Soarcs Palma-
ra p 1 criado, Jos Antonio do Almeidn Guinia-
raes, padre Joaquim Baptista dos Santos, Thomaz
Teixeira Oirdoso de A mirado. Epipbnio Verres
Domingues da Silva,Antonio JosMarlins. Delfim
da Silva lavares, cadete Candido Jos de Mallos,
cadete sargento c 1 pracas que escollara, 1 preso,
2desertores, asoldados, Joaquim Verissimo Mai-
mo. Seguem para o norte: C. II. Montlz, 4
francezes, Dr. Manoel M. da Cruz Guunaraes,
Francisco Antonio Rodrigues da Fonseca, Dr. Ce-
sar Augusto Marques, Francisco Percira dos Reis,
.1 da Antonio Magalhacs Castro e 1 criado.
Aracaty12 dias, bialc brasilero Capibaribe, de
39 toneladas, meslre Autonio Jos Vianne, equ-
pagem 7, curga sola e mais gcutros; a Luiz Bor-
gesde Cerqueira.
Liverpool40 dias, brigue inglez Marlba, de 197
toneladas, capilao John Floud, cquipagem 12, car-
pa fazendas e mais goucros; a Johiislou Paler &
Companhia.
Havre40 dias, brigue francez Are Maria, de 183
toneladas, capitao Titos, equipagem 1-, cm las-
tro ; a Johnslon Palor & Companhia.
Para e portos intermedios12 das c 17 horas, vapor
brasilero .S". Salvador, eommandante o lente
Santa Barbara. Passageiros, capilao Tiburcio Hi-
lario da Silva Tavarese 1 criado, Caelanu Augus-
to de Olivcira, Manoel Jus Fernaudes Ribeiro,
I'rancisco Dufiuneiro e 1 criado, o crinulo Be-
nedicto a enjBgar a Dominaos Aflon-o >or\ da
Fonseca-, a cMnl.i Thercza, Dr. Sebasliao do Reg
Barros de Laccrda e 3 cscravos, Jos Maria Pe-
rcira de Alencaslro e 1 criado, Joa Ferrera de
Carvallio, Joo Chrisostomo de Olivcira, Joaquim
Jos dj Lima c Silva, Dr. Felizardo Toscano do
Brilo e 1 filho. Joao Percira Haladlo Braga, Edu-
ard Germoii, Rcnel Anilerson, Manoel Antonio,
2 soldados de polica. 3 presos de Justina com 1
escolla. Seguem para o sul : 1." lenle Basilio
de Amorim Bezerra, tenenle Verissimo Jos dos
Sanios, I). Maria Helena do Romlim, 1. cadete
1-elimo Elisio do Cosa, Luiz Miguel Qudree J-
nior, 2 cadclcs,96 pracas para o excrcito, 3 para
a marinha, 2 menores e 51 escravos.
Xavws sabidos no mesmo dia.
Rio de JaneiroPatacho brasilero Santa Cruz.
mesfre Marcos Jos da Silva, carga assucar e mais
gneros. Passaceiro, Luiz Ferrera Fialho.
MedilerraaieoBrigue purluguez A'om Amizadc,
capifcpAiilonio Ignacio de Almeida M.irlins, car-
ga asipBr c agurdenle.
MarselhaBarca franceza Julia, capilau Francisco
Joao Amiel, carga assucar.
Observadlo.
Fundeou no lameirau para acabar o seu carrega-
menlo o brigue bamburguez Otaca.
EDITAJES.
O lllm. Sr. inspector da Ibesoiiraria provincial,
cm cumpriiuciilo da ordem do Evm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnclarios abai-
E para constar se maudou afiixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco S de Janeiro do 1855. O secretario,
Antonio l'errcira d'Annuncianio.
Joao Ignacio de Medeiros Rogo, commerciante ma-
triculado, deputado commcrcial do tribunal do
commcrcio da provincia de Pernambuco c juiz
commissaiio nomeado pelo mesmo tribunal.
Faco saber que n.lo tendo comparecido na rcu-
niiio, que leve lugar no dia 23 do corrente, os ere-
dores da casa fallida de Olivcira Irmos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jacomo A; P. Irm."
Carboni, Gamba Scomio & Mello, Frercs Bosanero,
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaos A; Pas-
sos, Viuva Seve. Sebasliao Jos de Figueiredo, que
residem fora dcste imperio, ou dentro delle, mas
em domicilios nao conbecidos, por nao ler sido a
convocaro fcita segundo o arl. 135 do rcgulamcn-
to n. 738 de 25 de novembro" de 1850, convoco pe-
lo presente cdilal a ditos credores para que compa-
recam no da 4 de juuho do corrente anno, felas 11
lloras da manhaa, cm casa da inhiba residencia na
ra da Cruz 11. 9 do bairro do Recfc, afim de que
reunidos em minlia prcsenc.a, com lodos os mais
credores da mesm.i casa fallida, veriliquem os seus
crditos, se forme o contrato de utiiao, e se proce-
da a nomeaciio de administradores dos bens da di-
la casa fallida, advertindo quo nenhum credor se-
r admitlido por procurador so esle nao ti'ver pode-
res especiaos para o acto, e que a procuracAo nao
pode'ser dada a pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador ropresenlar por
rios diversos credores. Em cumprimcnlo do que
lodos os credores da referida casa fallida comparc-
ram em dilo dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas rcvelias.
E para quo chegue ao conhecimcnlo de todos,
uiandei passar o presente edilal, que ser adixado na
praca do commcrcio e publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado c passado neala cidade do Rc-
cifc de Pornambuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do Regri Rangcl.
EserivUo juramentado o cscrevi.Joao Ignacio de
Medeiros Reg, juiz do commercio.
Jos Antonio Bastos, commerciante matriculado
deputado commcrcial do tribunal do commcrcio
da provincia de Pernambuco, e juiz commis-
sario.
Faco saber, que no dia 9 de junho do corrente
anno pelas 11 horas da manhaa na casa d minha
residencia na ra da Cadeia do bairro do Recife
11. 31 lia de ler lugar a reuniao Jos credores da casa,
commcrcial fallida de Richard Royle na conformi-
dade do arligo 133 do rcgulamento n. 738 de 25 de
novembro de 1850, afim de que reunidos cm minha
presenca lodos os credores/verifiquem os seus cr-
ditos, f.frmem o contrato de unio, e procedam a
nomoaeo de administradores dos bens da referida
casa fallida, advertindo que nenhum credor ser ad-
millid por procurador, se este nao livor poderes
especiaes para o aclo, c que a procurac/io nao pode
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmi procurador representar por dous
diversos credotes. Em cumprimcnlo do quo todos
os credores da referida casa fallida coraparecam era
dilo dia e lugar designad, sob pona de se proceder
as suas rcvelias.
E para que riegue ao conliecimenlo de lodos,
mandei passar o presente cdilal, 'que ser afiixado
na praca do commercio c publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de feverciro de 1855.
Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel, cscrivao
juramentado o cscrevi.Jos Antonio Vasto, juiz
commisario.
Joan Pinto de Lemos, commendador da ordem de
Chrislo, commerciante matriculado, deputado
commcrcial do tribunal do commercio da proviu-
ca de Pernambuco e juiz commissario:
Faco saber que nilo tendo comparecido na reuniao
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do corrente an-
uo, os credores da casi commercial fallida de Deanc
Voule A; C, que residem fora deslc imperio ou den-
tro delle, mas cm domicilios nao conbecidos, por
nao ler sido a convocacao foita segundo o arligo 135
do regulamenlo n. 738 de 25 de novembro de 1850,
convoco pelo presente cdilal a ditos credores, para
que comparecam no dia 11 de junho do corrente
anno pelas 11 horas da manhaa, na casa da residen-
cia dos mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Recife n. 52, afim Je qua reunidos cm minha
presenta todos os credores da referida casa fallida,
veriliquem os seus crditos, deliberen! sobre a con-
cordata ou formein 0 contrato de unio e procedam
a nomcacao de administradores dos bens da dita ca-
sa fallida; advertindo que nenhum credor ser ad-
mitlido por procurador se esle nao liver poderes es-
peciaes para o acto, e que a procurando nao pode ser
dada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador repysenlar por dous diversos
credores. Em cumprimento do que lodos os credo-
res da referida casa fallida, comparecam em dilo
dia e lugar designado, sob pena de se proceder as
suas rcvelias. E para que chegue ao conhecimcnlo
de todos mandei passar o presento edilal, que ser
afiixado na pra<;a do Commercio c publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dado e passado nesla ci-
dade do Recife de Pernambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do Reg Rangel,
cscrivao juramentado o escrevi. Joao Pinto de Le-
ntos, juiz commissario.
O Dr. Custodio Manoel da Silva Giiimaraes, juiz de
direilo da 1." vara do commercio nesla cidade do
Recife do Pernambuco por S. M. I. e C. o Sr. D.
Pedro II quo Dos guardo ele.
Faco saber que por esle juizo so ha da arrematar
cm praca publica, que lera lugar na casa das audi-
encias 110 dia 2 de marco prximo scgiiinle.a urna ho-
ra da larde,340 duzias de rentes a 29OOO 6809000,40
uiiissus de linhas a 29OOO 8O3OOO, 110 chapeos do
Chile a 25003 2809000, 200 espedios a 960 rs. a du-
zia 169000, 1 coxins para cavallos a 29000 SffOOO,
38 chapeos francezes a 59000 1909000, 30 bonetes a
400 I29OOO, 3 duzias e dez pclles de marroquins a
I92OO cada pello 103800, 100 caixi'nhas de linha a
:*W rs. :10900o, penhorado a Nevosa Coclho e padre
Raphacl Antonio Coelho, porexecucao de JoaoIIcn-
rique Dcnker.
E para que chegue a noticia de todos.mandci pas-
sar o presente cdilal que sera allixado o publicado
pela imprensa, c allixado na praca do commercio e
na casa das audiencias.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 16 de fevereiro de 1855.Eu Manoel
Joaquim Baptisla, esdrivao interino cscrevi.Cus-
todio Manoel da Silvafiuimaies.
O lllm. Sr. inspector da tbesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resolucao da junta da fa-
zenda, manda faicr publico, que as arrcmalnees
das obras do sclimo laen da estrada du Escada, e
scguudu Unco da estrada dos Remedios, foram trans-
feridas para o dia I. de marco prximo Coloro.
E para constar so maudou aullar o presento c pu-
por acejio. Banco de Pcrnambuco l de
Janeiro de IS.V).O secretario doconse-
llto, Joao Ijjnacio de Medeiros llego.
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Visla se
faz publico, quo fora apprcbcdido por andar vagando
sem dono um cavallo russo pedrea rom cangalha c
dous cacuacs, trazendo um par de caifas, duas cami-.
sas, nmlcnrol, nina toalha, seis pares de ineias, urna
jaquela, um lenco, um rollete, dous sacros, oilo li-
bras de baralho, mcia arroba de bolacha, um sacco
de cinta, um couro do cobrir os cassuaes, e um cm-
brulho de rclalhos ; assim como um cavallo casla-
11I10 c um lini na estrada de Belem. Sous rinos com-
parecam pranle mesma subdelegacia.
Subdelegacia da freguezia da Boa-Visla 16 de fe-
vereiro de 1855.O subdelegado supplente cm ex-
ercicio, .-/. /". Martin Ribeiro.
qONSEl.llo ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virliidc da aulori-
aeao do Exm. Sr. presidente da provincia, lera de
comprar os objeelos seguintes :
Para o 9. balalhao de nfantaria.
Sapaios, pares 425.
10. balalhao do infautaria.
diversos canarios d'impcrio mnilo bons cantadores :
ludo isto sera vendido sem limite de preco
alenm.
Algodaozinhn, varas 792 ; brim branco liso, varas
785 ; panno prolo, cuvados 66 ; holandadc forro,co-
vados 232 ; panno verde escuro, covados 125 ; bo-
netes 50 ; grvalas desolla de lustro 50; (apatas, pa-
res 50; mantas de 18a, 50 ; esleirs, 50 ; botes pre-
los de osso, grosas 9 ; ditos brancos de dito, grosas
12 ; dlos convexos de metal bfoozeado como n. 10,
delmolal amarello, c de 7 linhas de dimetro, 700 ;
ditos ditos de dlos com o mesmo n., e de 5 linhas
de dimetro, 500.
Colunia militar de Pimeiilciras.
Papel almasso, resmas 3 ; dito de peso, resmas 2 ;
pennas de ave, 75 ; obrejas encarnadas, macos 6 ;
caivetes para aparar pennas, 2 ; lapis de pao, 6 ;
tinta do escrever, garrafas 2 ; folbas do scrVa com os
razia cravados, leudo pollegadaa de largura, c 8
palmos de comprimenlo, 6 ; Irados com 1 1(2 pollc-
gadas do grossura, I ; ditos com 2 pollegadas, 1;
imagem do Senhor Cruxificado, 1 ; tlironcto, 1 ; cal-
doirinba para agua benla, 1 ; turibulo e navela, 1 ;
campa grande, 1. *
Botica rio hospital rgimenUl.
Allbea, libras 32 ; alcalro, libras 32 ; acido uli-
co impuro, caadas 2 ; ambargris.'oilavas 4 ; bdelin,
libras 4 ; nitrato de magnoia,videos 12 eolofana,
libras 1 ; digitalina, oitavas i ; dextrna, libraa i :
elher sulphurico, libras 1 ; essencia de flores de la-
raugeiras, oitavas 4 ; dita do rosas, oitavas '-. ; dila
do bergamota, uncas 2 ; dita de canda, oncas 2 ;
dita de liniao, oncas 2 ; dita de aniz, onca 2 ; ditas
de alocrim, oncas 2 ; cs-oncia de tercbcnlina, libra.
8. extracto de ratanbia, libras 2 ; dito de moneza,
libras 1 ; dito-de.acnito, oncas 2; flores do rni-
ca, libras 4; guaran, libras 2 : gomma Uno, micas
6 ; mantenga de cacao, libras 2 ; mercurio doce, li-
bras i ; nitrato de prala crystalisado, oncas 2 ; oleo
csscncial de arruda, libras 2 ; dita dito de louro ce-
rejas, libras 2 ; dilo de aroendoaa doces, libras 32 :
olbano, libras \ ; raz de turbith, libras ; dila do
ratanbia. libras8 ; rosas rubras,libras 2 ; sub denlo
sulfato de mercurio, nucas 2 ; sub-nitralo de bis-
mull, libras 2 ; sarrafrs (rasuras) libras!; setine,
libras 8 ; sabio medicinal, libras 2 ; sal de glanber,
libras 8 ; sangue de drago, libra 1 ; sulpbalo de po-
tassa, libras 1 ; t.inino, oncas 4 ; tintura clherea de
assafetida, oncas 2 ; gral de ped,ra de 8 libras, n. 1.
dito de dilo de 1)2 libra, n. 1 ; (iltro dcl|2 libra, 11;
2 ; espanador, 1 ; vidros de 6 oncas a esmeril, 12 ;
ditos de i ditas de dito, 12 : ditos de 2dilas de dilo,
12; ditos de 1 dila de dilo, 21 ; ditos de 112 dila de
dito, 21.
Ouem quizer vender estes objeelos, aprsente as
suas propostas em carta fechada na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 26 de fevereiro de 1855.
Secretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo rio arsenal rieguorra, 16 de feverciro de 1855.
Jos de tirito Inglez, coronel presidente.Bernardo
Percira do Carmo Jamor, vogal e secretario.
AVISOS DIVERSOS.
Para eselurecimento de certa nego-
cio, ja' por esle Diario seprocurou safoei,
se nesta cidade existia on existi oatr'ora,
um senhor de nome Ignacio Manoel Ta-
vares, e nfiose havendo obtido a menor
noticia delle, roga-scanda, a qaer Cfucr
(iie o connecer 011 tiver conliecdo, o fa-
vor de declara-io pesta typogrophia.
PERIDICO DOS POBRES-
Aclia-se aberta a atsignatara para esta
l'oilia que se publica, escrpta por mtti
habis pennas. no RO de Janeiro, e sob
a direccSo de A. M. -Morando; ja' cOnta
seis annos de existencia e setnpre lia go-
Eado de loda a eslima como em diversas
provincias. Assigna-sc na livrariada pra-
ca da Independencia n. G e 8 por 2.s000
por trimestre, 4.ffl00 por semestre, e S.s
por mnanno : convida-se aos amantes da
leiturapara que venfaam assigoar atea
o"
AVISOS MARTIMOS
AO CEARA' MAUANHAO E PARA'.
m\ Vai seguir com a maior brevida-
^aoBide ') novo e veleiro palhabote na-
cional Lindo Parpiete, capitSo Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
de passagem neste excedente navio, dri-
ja-sc aos consignatarios, Antonio de Al-
meida Gomes &C, na ra do Trapiche,
n. lt, segundo andar, ou ao capito a
bordo.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por ter a maior parte da carga prom-
pta.o bem conliecdo brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C, na rita do Tra-
piche n. 34. segundo andar.
Tara o Ito do Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dous Amigos por ler parle da carga promp-
la : quem quizer carregar o resto, ir de passagem nu
embarcar escravos a frete, Iralc no cscriplorio de
Manoel Alvos Guerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 11, ou com o capilao Narciso Jos de Sanl'Anna.
Para Lisboa pretendo sabir com a maior brc> i-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, enlcnda-se
com os consignatarios Thomaz de Aquino Fonseca &
Filho, na ra do Vigario n. 1!), primeiro andar, ou
com o capilao na praca.
TAHA O PORTO
sabe imprclerivclmente, no dia 22 do corrente, o ve-
leiro brigue porluguez Alegre, que anda Icm praca
p^ra alsuma carga e excellcntcs commodos para pas-
UReiroa : trata-se com o capilAo a bordo, ou no cs-
criplorio de Hallar <\ Olivcira, ra da Cadeia-Yc-
Iba n.12.
hegada do S. Salvador, rpicse espera do
norte, a(im de receberem a coileceao no
primeiro vapor.
I'recsa-se de una pessoa deslas ullimamenle
chcg.idas do Porto ou das Uhas, quo saiha ler, es-
crever e contar, para caixeira de um engenho dis-
lanle desla cidade 8 leguas : quem Ihe convier di-
rija-sc ao paleo da malriz de Santo Antonio, sobra-
do n. 2. que encontrara com quem tratar.
I Precisa-fe de um rapaz nacional nu eslran-
geiro que de conhecimcnlo do sua conduela, para
servir do pagem a um senhor de engenho : quem
me convier dirija-se ao paleo da matriz de Sanio
Anlonio, sobrado n. 2, que encontrar com quem
tratar.
Perdcn-se um conlieciincntode n.00, da quan-
lia de 1009000 rs.. receido na thesonraria de fa-
zenda desla provincia : quem o livor adiado, 011
por qualqucr modo delle esteja de posse, dirija-se a
ra da Praia de Sania Rila 11. 12, que ser genero-
samente gialineado, ilcm do agrailccimenlo.
Alirio-sc urna casa do paslo na ra das Crozas
n. 39 que tora caf, rhj e lula a qualidalo de co-
medorlas Jalmoco ejanlar ai pessoasqoe quzcrcm ajoatar
por mez : as pessoasque qnizerom podera se dirigir
a esta eaaa a qualquer hora.
@ Qncm annuncioii no Diarfo de hontem que- C:i
' rer comprar am relogio horizontal de miro, $
@ ilirja-se a luja ile Manoel l'errcira de S
t na roa da Cadeia do Recife n. 17. @
t999
LOTERAS da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da pri-
meira parte da primeita lotera a benefi-
cio da igreja de S. Bom Jess dos Marti-
rios desta cidade, nicamente na lliesou-
raria das loteras, ra do Collegio n. 15,
c as rodas andam mprcterivelmenle no
dia "2\ do corrente mez.Francisco An-
tonio de Oliveira.
Precisa-se de 120 canoas de rea na
obra dos.concertos do caes da ra da Au-
rora : a tratar na ra da Praia n. 45, se-
gundo andar.
Pelo juizo mnnir.inal do termo de Olinda foi
lomado um cavallo a 2 hoincns: quem se julgar com
dircito ao mesmo, appareja, que dando a proYa ne
ceasaria, lhc ser entregue.
Antonio Manoel da Silva Maia vai a Portugal
tratar de seus negocios, e por isso roga a seus deve-
dores bajara de Ihe pagar ale o Tira do mez. rio con-
traro cobrar judicialmente ; oulro sim julga nada
dever lano nesla praca como fora dola, ese alguem
se julgar sen credor, aprsente sua conla para ser
paga : na, ra da Cruz n. 10, primeiro andar.
LOTERA DO SENHOR BOU JESS DOS
MARTYltlOS.
Aos J:O00S(K)O, 2:000-5)00,1:000.-000.
Corre inriubitavalmenlo sabbado, 24 do rorrenlc.
O caulclisla Salusliaiio do Aquino Ferrera avisa
ao rcspclavcl publico que os seus afortunados buh-
les e cautelas eslo isenlos do descont de oilo por
cento da le no acto do pagamento, nos tres primei-
ros premios grandes, o acham-se venda as lojas :
roa da Cadeia iloKccife n. 21 o 15 ; praca da Inde-
pendencia n. :!7 c :i0 ; ra, do Qaeiraado a. :10 o h\;
ra >ln l.ivramenlo n. 22 ; ra do Cabugi n. ti ; e
rna .Nova n, 16.
Ililbctes iniceos ,",r."iOO rereber por iulciro SKMO
2:500
1:2309
035*
500
2005
Aos 5:000x000
Na nova casi Feliz da ra eslreila dn Rosario n.
17, esisle um completo sortimciilo de bilhetes e cau-
telas da 1.< lotera do Senhor Rom Jess dos Martv-
rios, que corre imprcterivclmenle no dia 21 do cor-
relo ; pnrtanto quem se quizer habilitar aos pre-
mios grandes, chegue a esta casa Feliz anlcs que se
cabera, pois que sao de urna numeracao. simpalhica
e escolhida ; a clles, rapaziada, anles'que se lindem
lo felizes nmeros 1
LOTi;niA no RIO DE JANEIRO.
{esumo ilos maiores ni emins da lotera
21. das malrizes, extr, ibicla a 26 de i-
neiro Je 1855.
1 N. iV7. ..... . 20:000<
1 3630. .... )0:000.-{
1 .. 366. . . :00(l.s-
1 >. 725. . . 2-.0IKK
0 010, 1252 , 1091- ,
2790 , 3718, 5469. 1:000*
10 .">!) , 5 59 , 37q ,
3055 , 5.-0 3423 , 1680 5852 ,
598*. > . 400
20 > 128, : 57, (87, 856,
1200, llO , 1 V05 ,
1000 , 182i, 2254 ,
292* , 3009 , 5269 ,
557 i, 5810 , 5992 ,
5885 , 4965 , 1 5476 ,
5795. . .... '200*
O 199, 291,405, 860,
901 , 962 , 1.059 ,
1188, 1597 , 1V18.
1194, 1510, 1550 ,
1579, 1612, 1720 ,
1S57, 1972 , 225 V ,
2411 , 2448 , 2V67 ,
2632 , 2659 , 2720 ,
2752 , 2866 , 5028 ,
3412, 3622, 5758 ,
5807 , 5819 , "5938 f
4102 , 4111 , 4249 ,
4017, 475 V, 4765,
V86, 4862, 4919 ,
4957 , 5025 , 5029 ,
50V7 , 5967 , 5157 ,
5158 , 5182 , 5579 ,
5 VI2 , 5 VI5, 5725,
5751 , 5799 , 5859 ,
5975 , 5975 . . 100,-j
100 premios de . ..... 400
1S00 ditos de . a 20*
Sabio nesta i irovincia a sorte de 20
20:000*
10:9001
4:000*
2:009$
1:000*
400*
200*
Meios 23800
(.Miarlos 1*440
Oitavos 720 1)
Decimos (KM)
\ igesimos :320
\o mencionados, a eiilrcgarom na mesma tbesoura-
ria no pra/.ode ol) dios, a contar do dia da primeira
ptibliracao do prsenle, a importancia das quotas
com que devein entrar para o calijamcnln das casas
dos largos da l'cnba e Ribeira, conforme o disposto
na lci provincial n. 3."0. Adverlindo, que a falla
da entrega vuluutaria ser punida com o duplo das
referidas quolasnacoiiformidadc do arl. 6o do regu-
lamenlo de 22 de dezemhro de 18-j.
Largo da Penha.
.Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. G03000
4. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalranli........... 51.5400
6. Maria Joaquina Machado Cavalcauli. 2">5200
8. Joaquina Machado Portella.....
blenr pelo Diaria.
Secretaria da tbesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereirode 1655,O secretario,
A. F. d'Annuniia'-ao.
DECLAZIAGO'ZS.
As malas que Icm de rnnduzir o vapor Guana-
bara para os portos do norte, serao fechadas boje
(20, a 1 hora du larde ; as correspondencias quo \ ie-
rem dopois dessa hora, pSgarSo o porte duplo ale a
entrega das malas.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direerao do Baneo de
Pernambuco faz certo aos Srs. accionistas,
t|ue se aclia autorisado o Sr. {rente a
21 ?600 payar o quinto dividendo de 8*000 rs.
Com a possivel brevidade sef;ue o bem
conliecdo e veleiro hiate Amelia, por
ter a maior parte da carga prompta :
Dar o resto e passageiros trata-se eom
Novaes & C., na ra do Trapiche D. 34,
segundo andar.
Para o Porto com escala pola Iba de S. Mi-
guel, segu cm poucos dias a velcira c bem conhc-
da escuna) nacional Lindas, capilAo Alejandre Jos
Alvos; lera grande parte do seu carregamento: para
o resto, trata-se com Eduardo Ferrera Bailar, na
ra do Vigario 11. o, ou com o capilao n.i prura.
Ceara', Haraphao e Para'.
Segu na presente semana a escua
Emilia, ainda recebe carga : trata-se
com o consignatario J. I!, da Fonseca J-
nior, rita do Vigario n. 4.
Para o Havre.
A galera franceza Alexanare, capilao Garnicr,
pretende sabir al o fim do crrenle mez. $ |,..n
lagar paira passageiros, aos quacs ollerece os melbo-
ros commodos, com cmara particular e bem arejada
para familia : dirijam-se aos consignatarios J. P.
Adour ,\ Compaubis, roa da Cruz 11. 40.
Beal companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No da 21
deste mez, cs-
pera-M do sul
o vapor Grcat
11 cstem, com-
mandante Be-
vis, o (yial de-
pois da demo-
ra rio eos tu me
seguir para a
Ejjropa : para passageiros etc., trata-so com 05 agen-
tes Adamson Ilowie & C, ra do Trapiche-Novo
n. 52.
PARA o ABACATY
seguo cm poneos dias o bem conliecdo hiate Capi-
baribe : para o resto da carga trala-sc na ra do
Vigario n. 5.
PARA 0 1O DE JANEIRO.
Segu por estes das o brigue nacional
Elvira: para carga miuda, passageiros
e escravos a frete, trata-se com MacIisH
doS l'inlieiro, no largo da Assctnble'a, so-
brado n. 12.
LEILOES.
O agente Borja far IcilSo, quinta feirn 22 do
crrenle as 9 ||2 horas da tnaiiba em seo armazem
na nu rio Collegio n. 1">, consislindo em obras de
inarcineria de dilTerentes qualidades, urna grande
porcao do chapeos ile felto, e do Chile muilo finos,
charutos da Babia, quinqoilharias diversas e oulrns
muilos objeelos ele; um excellenle cabriole! ingle
novo e umoplimo cavallo de estribara muilo gordo,
Francisco Jos da Silva, alfaiale, ullimamenle
chegadode Lisboa, com luja na ra do Collegio n. 3,
primeiro andar, precisa d^ oliciacs, com especiali-
dade para obra grada.
Bento de tarros Falco responde ao SrvMa-
noel lavares de Aquino, que pode procurar o que
pede, no carlorio do juiz de paz. que cotilo era o Sr.
Clao.
Peda.
Perdcu-sc na madrugada do dia 18 rio correnle,
do llio do Cajuciro. a rampa junio a ponte da Mag-
dalena, c no desembarque do porto da Capunga, ama
pulceira de ouro esmaltada de verde : qitem a acbou
e quizer reslilui-la na ra do Queimado'n. 10, rcra
recompensado.
Achou-se urna carlcira de algibeira sobre 11 pe-
destal de urna das columnas que sustentan) o alpen-
riro ou arcaria do Ihcalro de Santa-Isabel, contendo
2 letlras c 1 val, sendo urna das leltras da quanlia
de .',2090(10, aceita por Pedro Borges de Siqocira, c
Oulra de 129000 por Joao Fclix Hamos, c o val as-
signado por Victorino Uomingues Alves Maia ; ad-
verle-sa qe a carlcira eslava uom o feixo forca.lo,
sendo, por esta raxSo, porvcnlura de alguma algibeira
furlada : quera for seu dono, dando os signacs ccr-
los, Ihe ser entregue na rua do Livramenlo, loja
n.14. #
Na rezontia relativa aos trabalhos da sossao de
ronlenrioso da fazenda nacional, publicada no Dia-
rio de 7 do corrente n.:!'.!, Iiouve omissao de de-
clarar-se, que a respecliva arreesdara orcou na
quanti 1 de 74:lfiOj07S.
Precisa-se de um bom foitnr para engenho, que
seja das libas e solteiro : no caes do liamos, segun-
do andar do sobrado de Jos Ilygino de Miranda.
Aos senhores que subscreveram 1 favor da fa-
milia do fallecido desembarsfdor Domingos Nunes,
llamos Fcrreira, roga l.uiz (ornes Ferrera, que-
ram comparecer quarta-feira, 21 do correnle mez,
ao mcio da, na casa da companhia de Seguros, roa
da Cadeia do Recife, para se determinar a repartirn
das 86 apolices da companhia do ltehcril.e, a2879473
rs. que existen) era caixa, produelo liquido da refe-
rirla subscripio, depois de deduzidas as quanlias j
pagas,
Precisa-se de una prcla escrava para o servico
interno cexterno de urna casa de pequea familia:
na raa Augusta 11. 14.
O vendedor de bilhclcs da nova cafa Feliz avi-
sa ao rcspeilavel publico, que nesla casa pagam-se
lodos equaesquer hitbeles c cautelas premiados, que
uraliana a firma do Antonio Ferrera de l.ima c Mel-
lo, quer sejam vendidos nesla loja, ou em oulra qual-
qucr.
Ainriaesl para ser alugado o armazem da rua
da Praia n. 34, pcrlenccnle a veneravcl ordem ter-
ccira de S. Francisco desta cidade : quem o preten-
der, aprsenle o seu rcquerimeulo assgnado por
pessoa idnea para seu fiador.
Pedro Antonio Trancoso relira-se para a Euro-
pa a iralar de sua saudc.
Desnpparecea a 22 de maio de 1854, o prcto
Manoel. d nacfio Cassangc, do idade 40 a 50 anuos,
penco mais ou menos, ronhecido por Mazanza por
se lingir muito mole, altura regular, falla mansa, c
quando falla di moitrai de riso, quando anda incli-
narse para dianlc, tem as cnslelUs 1 ou 2 marras
de feridas, e aohtao de um dos joclhos um caroco :
rogase a todas as autoridades polici.ies, capitilet de
caanno, ou algura 1 pessoa que o leuba a seu servico
em Ululo de forro, queir.i avisar a Manuel di Silva
Amorim, morador era Olinda, 011 anuunciar por es-
la folha para sor procurado, que sem generosamente
recompensado.
Ofl'erecc-sc urna muier para ama deleite, que
o (cm bnni c com muil.i abundancia : na rua estrel-
la ri Rosario n. 18. primeiro andar.
CAKLOS CLAUDIO TRESSE, FABRI-
CANTE DE OKiA'OS E HEALEJOS,
RUA DAS FLORES N. I>,
avisa ao rcspeilavel publico, que roncera orgios e
realejos, pe marchas moileriias dcsle paiz, roncera
pianos, saraphinas, caixas de msica,acordueau qual-
quer instrumento de iihi-hm lainhcm faaftMs no-
vas, e fabrica caixa paras ,01,15 de qualquerMlurcza,
eonlos no bilhetc inteire IV27, o possui-
dor pode vir receber o competente pre-
mioquehe pago sem descont. Tambein
sabio a sortede 1:000,>' no meio bilhete n.
101)1, c umitas outrasMe 400.?, 200.S e
I OOsOOO.
Resumo dos maiores premios da lotera
nhora da (doria.
1 N. 2189 .....
1 >. 352.....
1 'J~7>..........
1 1078 ..........
0 1125252526275561
40004090......
10 552 85715805474
5918595559905195
52775989. .......
20 187172117501847
2041 255524755152
-517556550815822
422612954504i567
468520955875918
60 90 112 lo 169
20 i 282 286 459
547 562 855 886
1008150215511558
1411155516281751
. 177718541871195)
19952251 255 '<2565
251625 4526202722
28682919505551 M
5500555150004055
4271455444904015
V(i5 481449585170
5177551555275502
5565545755 465608
5061578758105954
100 nmeros *.....
1800 ditos de.........
Temos exposto a venda os noyos bilhe-
tes da loteria 21 das casas de caridade; a
roda deve correr na casa da cmara mu-
nicipal deNictheroy no dia 25 do corren-
te, as listas virao a 25 pelo vapor nacio-
nal.
Sendo certo que mal nos havemos sa-
bido da resolucao que tinhamos tomado,
e que temos eito publicar, de que paga-
riamos sem descont e debaixo de nossa
responsabilidade os premios sujeitos ao
descont de 8 por cento pela lei:
Attendendo a que precisamos de fazer
sacrificios para o pagamento nesta pro-
vincia de qualquer premio que saia, como
agora o de 20:000$ em blbete'inteiro da
loteria 21 das matrizes. Attendendo mais
que nao so pelo avultado capital que nos
obriga a em pregar este negocio, como
poique hecllecheio de riscos, trabalhos,
despezase mpostos como o de 1:000# que
paga cada loja que vende, e pedindo im-
periosamente todos estes motivos que ao
menos este negocio nos dei.ve o preciso
para as grandes despezas e juro do d-
nbeiro einpregado. e nao prejuizo como
temos tido, resolvemos de novo avisar ao
respeitavel publico que os n'ossos bilhetes
serao vendidos ao mesmo preco de 12$ por
meio e 24( por bilhete, masque ficam os
premios de 1:000{ para cima sujeitos ao
imposto da lei. Kesponsabilisamo-nos po-
rem como ate aqui a fazer prompto paga-
mento de qualquer premio inmediata-
mente que sejam chegadas as listas. E
para que esta resolucao fique bem estabe-
lecida, c possa ehegar ao conhecimento.
daspessoas a quem interesse, fazemos pu-
blicar este aviso por tres vezes. Antonio
Josc Rodrigues de Souza Jnior.
100*
40,s
20,s
MECEANISMO PARA ENSE-
NA FUNDICAO DE FERHO DO ENGE-
NIIE1RO DAVID W. BOWNIAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FAUIZ,
ha sempre um grande sorlimcnln dos seguintes ob-
jeelos de mechaiiismos proprios para ensenhos, a sa-
ber : moendas e mcias moendas da mais moderna
conslrucro ; taixas de ferro Tundido e balido-, de
superior qualidade, e do lodos os tamaitos ; rodas
dentadas para agua ou auimaes, de todas as propor-
Qes ; crivos e boceas de tomaina e registros de boei-
ro, aguilhdcs,hronzes parafusos e cavilhoes, moinho
de mandiocas etc. ele.
NA MESMA FUNDIQAO
se esecolam todas as encommendas com a superiori
dada j conheeida, e com a devida presteza e comino
didade em pre^o.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O iiuiro depoilo'.conliiiia a ser na botica de Bar-
Ibiil'iini'ii Francisco dcSmi/a, na rua larga do Rosa-
rio 11. :iti; garrafas grandes.">o00 c pequeas :i30t>0.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de plilisica em lodos os seus diflerenles
graos, quer motivada por conslipacTies, losse, asin-
ina, pleuriz, csrarros de saugue, peilo, palplaV.lo no corajao, coqueluche, bronehite,
dr na garganta, c todas as molestias dos orgos pul-
monares.
Fazem-se quaesquer trabalhos caligraphicos para
quadros, como se sejam, pautas de irmandade, esta-
tuios para sociedades, laboas rom nomes de socios,
guios para procisscs, ele. etc.. corn todas as qual-
lidadas de leltras. emblemas e tarjas, ludo trabalho
de penna, aquarclla e ouro : na rua loraja do Ko-
sario n. JS, loja.
I'rccisa-se de urna ama para casa da pouca fa-
milia ; ua rua do Hospicio u. 11.
MUTILADO
ILEGIVEL


UIAHIO OE PtRHa MBUCO, TlgA FEIRA 20 DE FEVEREIRO DE 1855.
ASFALTO.
M. L. Coelho (tndo quauliailc Nffteienlc de material preparado,
e achando-sc. promplo a applica-lo onde quer que se-
ja de mistcr, ollerere seo servidos 10 publico ; c
fomta que sua obra agradara aos que a eneommeuda-
rem, \islo romo, Icndo eicrcido seinellianle indus-
tria |>or espaco de 10 anuos no, llio de Janeiro rom
geral sali*lac.io Jos Iregur/cs, duranlc esse lempo
adquiri os couhccimenlos necessarios para exceular
qfelquc- obra, com a malo* perfeirao. U mesmo fa-
liricanle pede igualmente ao publico, que nao (jatee
l.is obras de asphallo pelas que dcixou nesla cidade
-un individuo pouco pratico ein applica-lo, e a quem
fall.ivain conhocimentos llicoricos para ac.omposicao
da inassa asplialtica, resultando de sua impericia,
que os calcamentus por elle fcilos se dissolviain ao
simple* calor do sol. Em breve so ofl'crecer cu-
i losidade publica a primeira fibra, que o dito fabri-
cante convida a eiamiuarem-na, principalmente
para que mellior se verilique a consistencia do as-
pballo. (.Ranlo as obras cm que intajosamente se
pode apphcar o asphallo seria quasi ocioso enume-
ra-las ;#porque cm lodos os calcamcnlos qur a co-
berlo quer eiposte ao ar, substilue elle ptimamente
ao tijoloe pedra, oflereccudo a'maior consistencia, c
mesmo mais aceio : eiilrelanlo com toda brevidade
se designaro os diversos misleres desla excellenle
roiuposicao. O dito fabricante espera a acqtiicscen-
ria publica : quem de scu presumo quizer utillsar-
e, dirjase a sen scriplorio, na Iravessa do Carino
n. 10, oulr'ora becco do Sarapatel.
Previue-se ao publico, que ninguem faca ne-
gocio com Kaphael Flix Jos Garca, cm 2 eltras
de quiolieutos e lautos mil rcis cada urna, sacadas
pelo mesmo Kaphael, e aceitas pelo Sr. Antonio
tioncalves da Silva, por isso que seacliam legalmen-
le embargadas.
. Precisa-se de um rapaz para Iraballiar em urna
rcliuacao, aiuda mesmo nao leudo pratica ; prefere-
se dos ltimos chegados : nos qualro cantos da Boa-
Visla n. 1.
O cautclisla Salusliano de Aquino Fcrreira
vai demonstrar resumidamente ao respeitavel publi-
co a dcsvanlagem que lia entre as cautelas do Sr.
iantelisla Antonio Ferretea- do l.ima e Mello, e a
vaulagem das cautelas do cima mencionado caule-
lisla Saltaliauo, pelos mesmos presos, os quacs di-
zem -.enle res[>tilo aos tres primeiros premios
grandes..
Prego das cautelas do Sr. cautclisla Lima sobre
o premio de 0:0005000.
Meios billieles 29800. 2:3003000
Onarlos ....'. 1440. lilJOjOOO
Oitavos..... 720. 5759000
Decimos..... 600. 460:000
Vigsimos .... 320.....AlOjOO
Sobre o premio de 2:000*000.
Meios hilheles 29800. 920:000
guarios.....1^440. 460JOO
Oitavos..... 720. '(OJOOO
Decimos..... 600. J849000
Vcsesimos .... 320. Sobre o premio de 1:0005000.
Meios bilheles 7 28800. 4C0SOO0
fiarlos..... 19440. 230000
Oitavos..... 720. 1158000
Dcimo..... 600 925000
Vigsimos..... 320. 465OOO
Preco das suas cautelas sobre o premio
de 5:0005600.
Meios bilheles 23)800. 2:.">00000
guarios..... lj-il). 1:2509000
Otarra. ..'... 720. 6259000
Decimos..... 600. 5009000
Vigsimos .... 320. 255000
Sobro o premio de 2:0009000.
Meios bilheles 2,>S0a. 1:0009000
guarios..... 1>440. 5009000
Oitavos..... 720. 250:000
Decimos..... 600. -2009000
Vigsimos .... 320. 1009000
Sobre o premio de 1 :OO0O0O.
Meios bilheles ." 2800. 5OO9OOO
guanos...... 18440. 2509000
Oitavos..... 720. 1253000
Decimos..... 600. IOO9OOO
Vigsimos .... 320. 508000
Pcroambuco lfi de fevereiro de 1855.
Salusliano de Aquino Ferreira.
O Sr. Jos Joaquim Dias Fernandos lem con-
tratado permutar a sua casa da ra de S. Francisco
desta cidade do Kecife n. 54, com um sitio na po-
voarao de Beberibe : se ha quem lenha o que op-
pr a este negocio, declare dentro de 8 dias.
AS MASCARAS, AS MASCARAS.
Na ra Nova 11. 8, loja de Jos Joaquim Moretea,
ha um helio sorlimento de mascaras de rame de
mola com suissas c bigoder, ditas para senbora, di-
larde cera para boniem e senhora, dilas de panni-
nlio muilo frescas ['ara liomcm e scuhora, meias
mascaras para caricato, cousa muilo grotesca e ridi-
cula, narizes com bigodc* que disfarcam iuteiramen-
le, tudo por preco baralissimo.
. W. 24.
Na ra dos Quarleis.-n, 24, achara rapaziada
mascaras de rame por 18500, e de cera a 500 rs. ; a
ellas, que ja sao poucas.
OUNDA.
Bcrnardino Francisco de Azcvcdo Campos faz pu-
blico, que a casa sita na ladeira do Varadouro, com-
prada cm caiao por Anlonio Ferreira da Silva Maia
* sua mullier D. Marn da Conccicao de Almeida
Bastos, acba-sc hypolliecada pelos mesmos compra-
dores ao annunciante por 3G0800 rs., para acaba-
mente da mesma, como consta das olas do labeliao
I'aria; e por isso protesta contra qualquer negocio
que com ella se faf> sem seu consenlimciilo.
Precisa-sc de 8OO9OOO rs. a juros sobre hvpolhe-
cade dotis escravos, morase bonitas c figuras : quem
quizer fazer este negocio dinja-sc a ra do Senzala
Nova u. 22, que se dir quem precise.
. Sr- Joao Alves-Mergulhflo lem urna caria de
importancia : na livraria>. 8 da ra do Collegio.
Na na Direila n. 33 recorlam-se papis com
muila delicadeza e perfeicao, e muilo commodo no
prcro,
Desejaise fallar com o Sr. Joao Alberto, porlu-
aucz, que leve taberna na ra Direila no anno de
18.il ou 52, c que em Janeiro de 53 assistio festa
da (loria do Goil, e foi mqrador nos Esquccidos,
freguezia de Sanlo-Aniao ; e que annuncie a sua
inorada por esle Diario, que muilo se lite descia fal-
lar a negocio de seu inleresse.
O Sr. Antonio Jos, que foi morador no enge-
nno do Lastro, e dahi mudnu-se para o engenho das
lacas e dalii para o Caja junto deSanlo-Anlao, c
que dahi veio para Capoeiras, comarcado Paod'A-
llio ; annuncie sua morada certa para ser procu-
rado. '
I
Precisa-se de urna preta para todo o
servico: na ra da Cacimba n. 2.
O abaixo 'assignado, curador fiscal da mana
fallida de Nuno Maria Scixas.faz saber a lodos os rrc-
dores da mesma massa, que pelo Dr. juiz municipal
do commcrcio da secunda vara, foi designado o dia
22 do frrenle pelas 11 horas da manhaa, para a reu-
niao dos mesmos credores om a casa da residencia
daquelle juiz, afim de assislirem a leilura da scnlen-
ra arbitra, procedendo-se as mais. diligencias que
forem de misler para a verificaran dos crditos, e
deliberaremsobre o contrato de'nuiao. Kecife 16
de fevereiro de 1855.
Joao Pinto de Lentos Jnior.
Koubarnm honlem do boleo de um paleto de
urna pessoa que se achava no largo de Palacio vendo
as dansas dos meninos do Irem, urna carleira com
959000 em dinheiro.sendo 2 sedlas de 209000 ama-
relias, 1 inoeda de ouro de 163)000 vellias, 1 dila de
IOjOOO nova.1 palacao brasileiro, 1 scdula de 59000.
1 moedadcouro de 2050CO nova, 1 sedula de 2*
vellia, urna lellra de 5205000 sacada coBlra Pedro
Borjes de Cerqueira, passada por Jos da Silva Cam-
po, un vale passado por Victorino Domingues Al-
ves Maia, cujas pessoas se acharo j avisadas para
nao pagarem se nao a seu legitimo dono, e difieren-
tes papis de importancia que s servem ao sen
dono ; quem de dito roubn soubcr ou der noticias
certas, dirija-se ra da l'raia n. 36, que se grati-
ficar generosamente. Pede-se ao Sr. l'edro Bor-cs
do Cerqueira, acceilanle da lellra, c ao Sr. Jos da
Silva Campos, que nao paguem dita lellra sean a
Victorino UominguesAlvcsMaia. Avisa-seaoSr. e\-
periente, que 13o ligeiramcnte ruubnn esta carteira,
que > queira ir levar, para;nao passar pelodssabor de
ser chamado por esto Diario por seu proprio nome,
pois houve quem o conhecesse, esse logo nao foi a-
garrado, foi em allcncao a sua pessoa.
Machado & Pinlieiro, mudaram a sua
residencia e escriptorio da ra do Viga-
rio, para o largo da Assembla, sobrado
n. 12.
Aclia-se fgida a esciava de nome
Lora, desde o dia 1G do correntc mez ;
crioula, baixa, a qual representa ter 30
annos pouco mais ou menos, cuja escravo
foi comprada a Si a. Maria Theodora da
Penlia ; protesla-se contra quem a livor
acoitada pagando os dias de servico, e
com as penas da lei roga-se portanto ai
autoridades policiaes e capites do campo,
juc appivliendam dita escrava que {rat-
iicai-se-lia generosa mente podende-i le-
var a casa de sua senbora na ra Bella
n. 9.
Precisa-se de'uma ama para o servico interno
de urna casa de pouca familia, prefere-sc de meia
idade : uo alerro da Boa Visla 11. 76.
Manocl Marqnes da Silva relira-sc do impe-
rio. '
Muito se deseja fallar aos Srs. Jos Luiz de
Franca e Joslzidoro dos Keis, a negocio de seu in-
leresse : na ra da Roda n. 11.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 *UA DO COLMSMO 1 A9TDJ.R 25.
O Dr. P. A. I.obo Moscnzo d consultas: Immcopalliicas lodos os dias nos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e ein casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite.
Oflerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de cirurgia, e acudir promptamente a qual-
quer mullier que esleja nial de parlo, e cujas circumstaucias nflo permita ni pagar ao medico.
NO CORSHliTOU DO DR. P. L LOBO H0SC0ZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VEMDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homeonalbica do Dr. G. II. Jalir, traduzido em por
l'i.'uez pelo Dr. Moscozo, qualro voliinies cncadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc...... 209000
Esta obra, a mais importante de (odas as quclralain do c-lmln r pralii a da hnmeopalliia, por ser a nica
que conten a base fundamental d'esla dmilrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEIHC V-
MEN IOS JvO ORGANISMO EM ESTADO DESAL 1)Econhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar a pratica da verdadeira medicina, inlercssa a todos os mdicos que quizercm
experimentar a r>onlrina de llahnemann, e por si mesmos se convencerem da verdade d'clla : a todos os
fazcndeiros c senhores de encenho que esto longe dos recursos dos mdicos: a lodos os capilcs de navio,
que urna on-outra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incoinmodo seu OU de seus Iripulanles :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nena sempre podem ser prevenidas, sAo obriga-
dos a prestar in conlinenli os primeiros socenrros en suas enfermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra (ambeni til as pessoas que se dedicam ao estado da liomeopalhia, um volu-
mc grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10--000
O diccionario dos termos de medicina,.cirurgia, anatoma, etc., etc., enrardenado. ;(HK)
Sem verdadeiros e bem preparados medicamenlos nao se pode dar um pao seguro na pratica da
liomeopalhia, e o propriclario deslc cstahclcrimeiilo se lisoncea de Ic-lo o mais bem montado possivel e
ninguem dnvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes.............
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 1>J e 159000 rs.
Dilas 36 dilos a..........
Ditas 18 ditos
Ditas 60 dilos
Dilas 1H dilos
Tubos avulsos .
Frascos de meia onca de lindura. .......
Ditos de verdadeira tinctura a rnica......
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanhos"
vidros para medicamenlos, e aprompla-se qualquer encommcjida de medicamentos com toda a brevida-
de c por precos muito commodos.
a
a
a
89XHX)
208000
259000
309000
6O9OOO
Hiooo
29000
2*HK>
m
m
s
O solicitador nos auditorios desh cidade
abaixo assignado, continua a exercer as
funecOes desso cargo, para o que pode ser
procurado no escriptorio do Illin. Sr. Dr.
Joaquim Jos da Fonema, o mesmo rompro-
inette-sc a solicitar causas de partido an-
nual, com lodo zelo eaclividade, medanle
um pequeo honorario, assim como as
causas particulares nao pe preco as
partes. <"mi//t> Aui/uslo Ferreira da Silva

OBRAS DE LABTRINTHO.
Oflerccem-sc liiidbs lencos de labvrintho em su-
perior cambrai.i de lir.hn, ricas loalhs para rosto, e
circuladas, c oulras muilas obras, tudo por baralissi-
simo preco, para liquidacao de cutas : na ra da
Cruz do Kecife 11. 3, prmeiro andar.
. II 1 e W 1 -OOOOl--c
0
es s> 3 1 .
: 1 C3 --- C5 0 0
' - ^ |g,2"a
t>T2 O a -=-5a.5b = -
&a '5 2 a I, a > -5 2 : 0 j
m
a
s * 0 < r> ^3 5 o.i.o o -- .
^^ ImJi,
ia ea . i* a'-- u u g 5 = S 0 | J-!/>*** *i O j 7 3
ss - ^**
*5 5s9 '-S r.
s 3 9 c 2 B 3-g 72r>-i> T a I B a fl%ij Si
-s S
1-5 5 fofis* -au cpOSBoSw!p3
S*; BE 5 0 13 u -_ -r; O
E5 ~ y -.' 0 a .3 HWUl 3 S g-^ S *BS88"PE
as
~ -3 .j cr
ca S 2 g 2 =-3 S 8
O cautclisla Antonio Jos Ilodri de Sou7.a Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, por diante as suas cautelas e hilhetes aos
precos aliaimi declarados, obrigandrxe a
pagar por hteiro sem o descont dos 8
por cento da lei, os premios grandes (pie
seus hilhetes e cautelas obliverem :
Itecebe por inleiro.
5:000 2:500 1:250o'000
(25,SOOO
500JJ000
250.S00
Bilhetes inteiros. 5.S500
Meios bilhetes. 2sS00
Quartos. J|U0
Oitavos. 720
ecimos. COO
Vigsimos. ,")20
E por isso acaba de expor c venda as
lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da primeira parle da primeira lotera
a beneficio da irmandade do Sr. Bom
Jess dos Martyrios, cujas rodas andarao
em 2- do presente mez.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
guira Costa res posta da carta, que lhe
loi dirigida no Diario de l'ernambuco
de 5 de Janeiro dcste anno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse -negocio decidido, e caso o Sr.
Uigueira nao se queira dignar responder,
sera'tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoesi e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
UASSA ADAMANTINA.
Kua do Knsarin n. 36, secundo andar, Paulo (ai-
gnoox, deulista Iraneez, chumba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhosa com-
posirjio tem a vanlagcm'dc enchcr stm pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindn
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
llura.e promette roslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a edr primitiva.
I Aluga-se urri sitio no losur dos Afogados, na
Tua de S. Miguel n. 39 : a tratar ue rna da Gloria
n. 60, na Boa-Visla.
Casa de consignanio de escravos, na ra
dos Quartcis 11. 2-
Compram-sc e reccJem-se escravos de ambos ts
sexos, para se venucrcm de commissao, lano para a
provincia como para rra dclla, ofrercrendo-sc para
sso toda a segurailca precisa para os dilos escravos.
RA NOVA N. 22.
L. elnuche, lera a honra de annunciar
ao respeitavel publico, que acaba de re-
ccher pelo ullinio paquele o mais bello
sorlimento de rclogios de ouro. prala e prala dou-
rada, patntese liorizonlacs, por precos muilo van-
taj.isose afliancailos: lambem encarrega sedo lodos
os concerlos pertcnccntcs .1 sua arte por mais di(]-
cultosos quesejam, com pereicao e brevidade.
Aluga-sc n armazcm n. 30 da ra estreila do
Rosario : 1 tratar na ra do Collegio 11. 21, segundo
andar.
O padre Leonardo Anlunes Meira llenriques
mudou o seu escriptorio de advogacia para a ra lar-
ga do Rosario n. 12, prmeiro andar, por cuna da
botica do Sr. Joaquim de Almeida finio.
O abaixo assignado avisa a todas as pessoas que
lem penhores cm sua mao, que os vcnliam lirar no
prazo de 30 das do contrario scr.lo vendidos para
seu pagamento. Recite Y> de icverciro de i,S.y,..
.Manuel Ferreira da .'Hita Maia.'
O procurador nesla cidade da Sania Casa da
Misericordia de l.oanda, cm Angola, convida aos se-
nhores Creteos que cslao a dever mais de 3 auno,
pelos foros vencidos dos terrcuos que pcrlenccm .i
mesma Sania caa, para viren) salislait no prazo de
15 das, em scu scriplorio, rasa n. (i, da roa do Tra-
piche Novo, a importancia em divida ; alias ter de
usar para com os senhores foreiros dos meios conce-
didos pelas Icii. Joai/uim Bvplitla Morena,
Precisa-se de urna ama de lete : no
pateo do Hospital n. 20, por cima da co-
cheira.
Quem liver orna casa terrea com 3 quartos c
largura de 2t palmos, maisnu menos, desejandn per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 quartos,
situada na ra da Concordia, para receber por in-
demuisarao da dilTercnca, dinheiro "u alaum idijcclo
que lambem rende; dirija-se ;irua das Mores 11.
23, a fallar com Justino Marlvr Correia de Mello.
Adverle-se ao Sr. Vicente Ferreira da Assum-
Pilo, morador no Bonito, que se solslizer o que se
lhe lem exigido por .diversas cartas dirigidas da ra
do Oueimado n. 21, se* para si urna deshonra, pois
nao he juslo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um anuo.Joxi' Percira Cesar.
Prccisa-se de urna ama de meia idade, que le-
nha boa conducta, s.iibacozinhar e engommar, para
casa de pouca familia: no largo de S. Pedro 11. 5,
achara com quem tratar, das 2 horas as da larde.
I'rccisa-se de um criado, o que d fiador i sua
conducta : na ra do Hospicio n. 7.
Precisa-sede nina mullier forra de meia ida-
de que lenha boa conduela, para ama de una casa
de pouca familia : na rna da Alegra n. 5.
Precisa-sc de urna ama que lenha bastante c
bom leite : na ra Direila n. 8 segando andar.
Juan Martins da Costa Marques vai i Europa
tratar de sua saude.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
queira ter a bondade de apparecer na ra
do Collegio n. 15, agencia de leiloes, a ne-
gocio de seu interesse.
SALA DE DAMA.
I.uiz Canlarelli rtarlicipa ao respeitavel publico
que a sua sala de cnsino na ra das 'l'rinclieiras n.
1!) se acha aberta todas as segundar, quartos e sextas
desde as sele horas da noite at as nove : quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhaa ale as 9. O mesmo se
olferece a dar liees particulares as horas convenci-
nadas.
2@QS:S@S-3;:r;
S .1. JANE, DENTISTA,
}*? conlinua a residir na ra Nova 11. 19, prmei-
S> ro andar.
@eS G.:; :::;; ;f> s@
Novos livrosdc liomeopalhia uicfranccz, obras
lodasdc summa importancia :
llalincmanii, tratado das molestias cornicas, 4 vo-
_ lunics........... 2O.9OOO
leste, n-olestias dos meninos..... 69OOO
Hcrinc, liomeopalhia domestica..... 79(KK)
Jahr, pharmarnpuliomenpalhica. (igOOO
Jalir, novo manual, 4 volumes .... ]6-9000
Jahr, molestias nervosas....... 61)000
Jahr, molestias da pello....... S-iMKl
Kapou, historia da homeopathia, 2 volumes I69OOO
llarlhmann, tratado completo das molcslias
dos meninos.......... 109000
A Testo, materia medica bomeopalhica. S?(KI0
De l-'avollc, doulrina medica liomeopalliica "9000
Clnica de Slaoncli ....... 69000
Caslhig, verdade da liomeopalhis. 4;,000
Diccionario de Nvstcn....... 10>000
Alllas completo de anatoma cen bellas es-
lampas coloridas, contendo a dcscripcan
de todas as parles do corpo humano 30.--O00
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homeopa-
llnco do Dr. Cobo Moscoso, ra de Collegio u. 25,
prmeiro audar.
@S5!SS c
0 DENTISTA FKANCEZ.
@ Paulo Gaignoux, eslahelccido na ra larga t
do Rosario n. 36, segnndo andar, collura den-
S les com gengivasarliliciaes, e dentadura com- f*
it P'eta, 011 parle della, com a pressao do ar. @
Tambem lem para vender agua denlifricedo
9 Dr. fierre, c po para denles. Una larga do
aj Rosario n. 36 segundo andar. S
*8e@@@@@^@^ 2
Na ra dasCruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhorrs e mais modernas bichas hanilmr-
guezapara vender-se em grandes porrSes e a rela-
Iho, elabemscalu2a.
LOTERA da prvinc ia.
O cauelista Antonio Ferreira de Lima
Mello avisa ao publico, (picos seus hilhe-
l.ii-s oVautelas da primeia paite da pri-
meira lotera do Sr. Bom Jess dos Mar-
tyrios qae corre inl'alliveliiK'iile a24do
correntc, acham-se a venda as suas lojas
da ra Nova n. \, ra larga do Rosario
u. 2(, hstreifa n. 17, travesa do Queima-
do n. 18 C, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
ra doCabuga' n. epovoacaodo Montei-
ropelo Sr. Nicola'o, sendo livrc do des-
cont de 8 por cento os bilhetes inteiros.
Bilhetes. 5$500
Meios. -issoo
Quartos. l.';o
Oitavos. 7t)
Decimos. 000
Vigsimos. ~>0
Aluga-sc 11 m moleqoe que faz todo servico de
casa e ra : na ra do Sevc, casi terrea de soli.
COMPRAS.
Na casa do sacristo da nrdem lerccra de S
Francisco, compram-ae I clices de celebrar-se mis-
si, queeslejam cm estado de servico ; assim como
2 inissacs romanos.
Compra-sc urna escrava do meia idade, que
saiba coznhar o diario de uina casa : na ra do En-
cantamento 11. 3.
Compra-se em segunda mao nm relogio de
ouro horisonlal: quem liver c quizer vender, annun-
cie por este Diario para ser procurado.
Compram-sc2 bancosem meio uso que sejam
bem feilos, e que teuliam de-IO 11 12 palmos rada
um : na ra da Alegra u. 5, ou annuncie para ser
procurado.'
Compram-se 2 casas terreas; na ra das Cru-
zcs n. 30.
ATTENT..VO.
Cosa de commicto de escravos.
C.ompam-sc escravos tic ambos os sexos lano para
a provincia como para fiira delta, sendo crionlos de
10 a "i annos e pardos de lo a ts anuos, leudo bo-
nila ligura.pagam-sc bem, assiro'oomo reccbc-sc para
vender-sede commissao : na ra de Hurlas n. 60.
Compra-sc nina canoa alierla, em bom estado,
que carregue de800 a 1,000 lijlos do alienara;
no paleo do Carino n. 17.
Na fabrica de oleo, ra dos Guararapes,
compram-so c alugam-so prclos ; nao precisa que
teuliam habilidades, basta que sejam robustos ; sen-
do hons nao se repara o preco,
VENDAS-
IBLICAtVO' DO RSTITITO IIOUEOPA-
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Mcthoo concho, claro e seguro de curar homco-
palhicamcnle lodas as molestias (ue affligem a es-
pecie humana, e parlkularmcnle ai/uellas que re.i-
nam no Brasil, redigido segundo os raelhores tra-
tados de liomeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, o segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgcro.Pinhu. Esta obra he hoje
recnnlierida como a melhor Je lodas que lralam da
applcacao homconalliica 110 curativo das molcslias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possu-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho. sacerdotes, via-
jantes, capilcs de navios scrlanejosetc. etc., devem
te-la a mao para occorrer prompfamcnlc a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm hrochura por 10JO00
>> eiicndcrnados 11SOO0
vende-se nicamente cm casa do aulor, no palacete
da ra de ij. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
O Sr. Joao Nepomueeno Ferreira
de Mello, cpie mora para o Salgadinho,
queira mandar receber urna encommen-
da na linaria n. 0 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do lan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e ex temos desdeja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer ulilisar descupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
No dia 11 do correntc mez desapparereu da
casada rna d'Apollu n. 15 um escravo de naci,
de nome Jos, idade 30 a 40 annos, baixo e sc'cco
do corpo, bastantes marcas de besigas no rosto, usa
de gafurna. levou vestido calca e camisa prela, he
bastante ladino, c sendo a primeira vez que so ati-
scnlou de casa, he de suppor que se encontr nesla
cidade cu seus arrabaldcs : roga-se as autoridades
policiaes que o apprebendam, levando-o na dila casa
da ruado Apollo n. 1 i, 011 na Passagem da Magda-
lena no silio da viuva de Jos Alfonso Moretea.
Precisa-sede um preio, cronlo, de 12 a 13 ati-
no) ile idade, pouco mais 011 menos, forro, o que le-
ja muito bonito, o qual be para ir para a Franca ser
pagem de ama familia eslrangoira : para Iralar na
ra do Collegio 11. com J. Falque.
Antonio Marques de l.emos relira-se para Por-
tugal a tratar de sua sau le.
Offcrcce-se um rapaz brasileiro para caixpiro
de qualquer negocio, o qual tem pratica, nreuvinilo
par fura da praca ou em qualquer limar : quem
precisar, dirija-se a fabrica de cliarulos da ra lar-a
do Rosario n. 32, ou annuncie a sua morada.
~- Roga-se aos senhores que (em penhores na mao
de Manoel Luiz de Aiircu, que liajam de os vir
tirar no prazo de K das, contados da data desle, do
contrario scrao vendidos para scu pagamento,
Alugase urna sala com 2 quartos, na ruado
Trapiche n. 2,-segundo andar: dirija-se ao mesmo
andar, das 2 al (i horas da larde.
Francisco das Chag.is Cavalcanli Possoa, Wi-
vao de orphos do termo da cidade de Olinda, e mbs-
iiluindo ao de capllas e residuos, mudou sua resi-
dencia e carlorio da ra do Amparo da mesma cida-
de para a ra da Boa-Hora.
ALMAMK TAHA I8;jS.
Sahiram a' luz as lollimhas de algibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, conigido e accrescentado, contendo
iOO paginas: vende-sc a 500 -s., na li-
vraria n. 6 c S da praca da Indepen-
dencia.
RISCADOS VARSOVIANOS
A V.sOOO rs. o corte.
Vcndem-sc riscados Varsovianos de quadr.u fa-
zenda nova e muilo lina, iiniando a seda cscoceza
viudos pelo ultimo navio de Ilambnrgn, com 13 ,'.
covados cada corle, pelo ha ral o preco de'1.9OOO : a
loja 11. 7 da ra do ijuciinaiio, ao pe da botica
PARA 0 MADAMISfflO DO
BOM COSTO.
A 8.S00O rl. o corte!!!
Vendem-se na roa do Qoeimadn, leja n. fr, aop
da liotica, os modernos cortos na de seda com qnadrosde cores, de lindos e HOTOS
desenhos. com 8 varas e meia, pelo barato preco de
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
<00 rs. o covarto
Vendem-sc na ra do Queimado, loja u. 17, de
I'aria & Lopes, para liquidacao de cenias.
MELPOMENK DE LAA' de ouaduos.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-sc para ultimac3o de contas : na lojj de
laria i\ Lopes, ra do Oueimado 11. 17.
Vcndem-sc Iresescravascroulas, mofas,de bo-
nitas Bguras, com alguma habilidades : a ra de
Hurlas n. 00.
FDHO EM FOLHA. -
Na ra do Amorim 11. 39, armazcm de Manocl
dos Santos Pinto, ha muilo superior fumo cm folha,
para (azer charutos.
Quetjos a IsOO rs. : no pateo do
Carmo esquina da ra de llortas n. 2.
Vende-sc 1 par de rasticaes de prala, obra do
melhor Rosto, c quasi novos, 1 colhcr de sopa, e 1
praloou bandeja de espivlador, ludo por preco com-
modo : na ra da Roda n. II.
Vende-se um molcque de 22 anuos: na ra da
Cruz 11. 19.
Xcndem-se 3 sitios com cxcellcnles casas de
Jvenda, cstribarias mdito grandes, arvoredos de
inicio, bauas de capim, e banho perlo, ludo em dif-
fcrenlcs lugares de Beberibe: Irata-s? em Agua-
l-na com o propnetario Joaquim Correia de Lima
VNandcrlcv, ou na travessa da ra Relia 11. 6.
Vendem-secaisoes de piulio de lodosos lama-
nhos para os enlerramenlos de carpos no Cemilerio
I ubhco, pelo preco mais comino lo de que em oulra
qualquer parte : quem dclles liver necessidade di-
rija sea loja amarclla coufronic ao porto das Canoas
da ra Nova.
VESTIIMIS DE SEI.A A 22*K07**
Ha na toja de Manoel I"crrcira de S, na ca
ra da Cadeia-Velba n. <7. vestidos de seda A
A os mais modernos a 23f000 cada 11 ni : lia V
, lambem groa de aples do flores a i#O0 rs. 69
Z SJ2l?d0' mei" casc,n-' '"e H pora por O
9 -sjuwrs. o corle de calca, c oulras fazendas &,
muito baratas. g
Ps;..;^. ::;-;.;;c^k;:;jc
Vende-sc no armazcm iloSr. Aunes, no correr
daesca, inha .la aUandega, l.ijflo in.dalinho muilo
novo.cbe^doull.mameiilcdo Aracalv, em sacras
Brandes, u IG9000 por sarca.
.Z Vcn,le-sc1ui U> Kcographico, contendo 37
cartas, por M. Kohcrl de Vangoridy, e urna secreta:
dinja-sea ilharga do Rosario n. 1, taberna.
-- Vende-se urna loja .le tonca hem sortida, na
mais principal roa desla cidade, a dinheiro 011 a pra-
zo, com boas firmas: a tratar 11,1 roa do Calmea, loja
de 4 portas. Na mesma toja vende-sc nina casa ter-
rea, na estrada da Soledadc para Jielem.
Vndese fejao mulalinlio c branco, e mlho,
por preco commodo : na barraca Tundeada no caes
uu Hamos.
FRASCOS DE ViDUODE ROCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sor ti ment do tamanlio de 1 a
12 libras.
Vendcm-se na botica de llartliolomeu Francisco
a Swtsa, ra larga preco que cm outraqualqucr parte.
\eude-s cognac em caixas de du-
zi: no armazem de Bronn Praegcrd
C, ra da Cruz n. 10.
Em casa de Timm MousenA Vinas*
sa, pracado Corpo Santn. 15, lia para
vender :
L'm sortimento completo de livros em
branco de superior cjualidade.
Vinhode cbampagne-
Absintlie echerry cordial de superior qua-
lidade. .
Licores de differentes qualjdades.
Vaquetas para cano.
Sola branca.
Tres pianos de Superior qualidade: tudo
los preco commodo.
- ARADOS DE FERRO.
Na fundirjao' de C. Starr. di C. cm
Sanio Amaro acha-se para vender ara;
dos d. ferro de -ti.' 'pialidade.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Uelioa, com seis
salas, oilo quarlos calclas, cosinlia, des-
pensa, com um ojiiimo silio com toda a
qualidade de truteiras, pande jardim'
murado com muilas flores, coclierra, es-
tribara, (piarlo p.u.i feitor,cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicOes mui i'avoravcis para o compra-
dor : a tratar na ra da Cruzn. 10.
Vende-sen armaco c perlences dalabcrna da
rna do AragSo n. 1G ; c a .lila rasa lem commodo
para familia: i|ucm a pretender dirija-se a taberna
da esquinada rna do AraRo que volla para a do Ro-
sario da Roa Vista, ou na ra larga do Rosario n.
i leja.
Vcn.lem-so os livros HSOiDles : Historia Pa-
utada por Koyaumonl 19000, IseosraphU por Vcllcz
".iKiO, Rbelorica por Carvalba l-ooo, Potica por
\ ellez fyMO, Elementoi dasqnesloes dePhilosopnla
I9OOO, Arilhmetlca por Lacrois itOOO, Telemaro
18600, Pealo e Vircini.i em fr.-inccz por filo. Solela
latina enradorn.irfio france/.a I9JOO, Iraduccao de
Saiustin impressa 29000, dila dasBsbolas latinas
I, dita do Bucolioai de Virgilio 39000, Ithclo-
rica de Qninliliano I9OOO, Novo Helliodo Ae -ra-
matica latina I9OOO, traducan de Selecta por t|000,
.' una Arilhmcli.a por Risut, por I9OOO: na ra
das Florea loja de iiiarcincija n.-J.
VESTCARIQ PARA BAILE.
Vendem-se ou aluuam-se 2 vestoerioi para o baile
masque : najrua do Queimado 11. 40.
Vende-so por proco commodo um prelo aca-
bralhadn, crioulo, de idade ja a\ aneada, ponin ro-
busto e sem achaques: no aterro da Boa-Vista, so-
brado da quina do becco dos l'erreiros 11. 42.
Vendem-se manas de Monde prclas para se-
nhora a 89OOO, maulas de linbo bordadas a seda a
I29OOO, los de linbo prclos bordados a 09 e 109000,
meias de seda prelas de peso a 39300, dilas a IgGOO,
c oulras fazendas baratas : na loja de 4 portas, na
ruado Queimado 11. 10, de Manuel Jos l.oile.
Vestidos pidos. *
Vende-se solini preto de Maco para vestido de
senbora a29000 a29400 o covado. grosdenapole pre-
to muilo muilo superior em qualidade a -J9000 rs. o
covado, sarja prela de seda a -J5000 e 29100 : na loja
de 4 portas, na ra do Queimado 11. 10, de Mauoel
Jos Leite.
Pannos baratos.
Na loja de 4 portas, na ra do Queimado n. 10,
vende-se panno prelo a 9SOO, 39200 e 9OOO, ha-
vendo muilo aonde cscolbcr.
Para vestido.
Venlc-scsclim preto lavrado, superior em quali-
dade c Beato moderno, serja prela lambem lavrada c
chamalolede luirs, tudo por preco commodo: na
loja de 1 portas, na ra do Qneimado n. 10, de Ma-
nocl Jos l.eite.
Vende-se a armac.lo e perlences de urna taber-
na, sila na ruado Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante, ou para armazcm : a iralar na
ra da Madre de Dcos n. 36.
Ve.ide-se urna mnbilia de anqieo com alsum
uso : no alerro da lioa-Visla 11. S2, se dir quem a
vende.
Vendcm-se limas de chero, e manda-sc levar
as encommendas : na rna' do Itanccl 11. 77.
PARA LIQUIDADO.
Na ra Nova, laja n. 52, vendem-sc chapeos de
Inassa franceza, pelo diminuto preco de .">9000 rs.,
ditos de inassa feilos 110 paiz, pelo preco de 39000,
dilos de ppela.. a800rs., dilos do Chile a I56OO,
dilns de pallia da Italia a 19500, ditos de fellro a
19SO0, bonetes de oleado a 300 rs. Na mesma loja
vende-se um pequeo balero om armacao c fiteiros,
proprio para um pequeo oslabelerim'enlo : quem
pretender appareca, que em quaulo ao preco nao
Ocisara de fazer negoci...
Vendcm-se apparelhos de porcelana dotirados,
para jantar, por preco commodo : cm casadeTasso
Irraaos.
Vende-se superior chocolate i anee/,
do mellior ipie tem apparecido no mei-
cado, e por preco muilo commodo: na
ra da Cruz a. 2(, primeiro andar.
Vendcm-se relogios de ouro, patente
inrjlez, ditosde pratahorizontal, ditos di-
tos domados e foleados, todos do melhor
{osto possivel e por preco baratissimo:
na ruada Cruz n. 26, primeiro andar.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa larmha de mandioce, e preco com-
modo : trala-se com Antonio "Almeida
Gomes &C, na ra do Trapiche, n. 16,
segundo andar.
g Atoalhados, toalbas e guarda- (k
^ danapos de linbo e algodao, ven- (
^l de-se muito barato: na ra do
Oueimado loja do sobrado ama-
relio n. 29, de Jos Horeira '$,
<$) Lopes. A
ROYAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vcndem-sc na loja le Paria & Lopes, ra do
Qneimado n. 17. as modernas alpacas do seda, de 00-
vos c lindos desenbos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vende-se farinnade mandioca mui-
lo superior a jOO rs. a sacca, no ar-
mazem de Luiz Antonio Annes Jacomc, c
no de Jos Joaquim Percira de Mello no
,caes da aUandega, e em porcao no escrip-
torio de Aranaga&Rrvan, na ra do Tra-
piche Novo n. (i segundo andar.
Vende-sc bacalh'o de escama de
tnjiito superior qualidade, ao preco de
1-3.000 rs. por barrica : no caes da al-
fandega armazcm de Paula Lopes.
() BOM E COMMODO. S
(fy Vendem-se corles de vestidos 2*
^ de setim preto lavrado de supe- Sfc
S nwaualidiidee hom^osto, pelo 8
g baralissimo preco de 2.s()00 rs. J
W o corte., sarja prela muito boa a w)
W 2$400 rs. o covado., setinspretos
^ para colletes, pannos pelo e de @)
($) c01' t,c diversas qtialidadcse por S
\ precos quewnuito lio desagradar 2
g aos compradores : na ra do 9
W> Oueimado loja do sobrado ama-
W reUo n. 29. de Jos Moreira 9
W> Lopes. (^)
Vende-se o verdadeira rap Paulo Cordeir.o
em ;x libra, rerenlcmrnlc rhepado do Rio de Ja-
neiro : na loja de ferragens, na ra do Queimado n
lo, de Joio Jos de C.irvalho Moraes Janior.
Vende-se banh.i de porro derretida : na ra
do Rangel n. 35, a 100 rs. n libra.
POIS SDELAS YELDAS.
A 3.S00 e IfOOO o par, quem deixara'
de comprar W
Sapatoes de luslre francees parnfcmem, dilos de
lieierro de Manes para hoineni e menino, assim co-
mo um complelo sorlimento de calcados de todas as
qualidddcs. I.inlo para homem coin para senbora,
meninos e meninas, ludo p..r preco muilo commodo,
alrocodesedulasvellias : no aterro da Boa-Vista,
defronlc da boneca n. ti.
Para volarete.
Na ra do Queimado n. St, vendem-sc (ivas para
voltarele, de superior qualidade, por commodo pre-
co, c suspensorios a 80 rs. o par, ludo para acabar.
\ endem-sc cadeiras c marquetas de ma.lcira de
oleo ludo novo, assim como oulras muilas obras que
e vendem por menos preco do que em oulra qual.
quer parle : na ra da Cadeia de S. Antonio,n. 20.
\ ende-sp um palanqun! de iclnico em muilo
bom estado : na ra do Hospicio n.7.
Na taberna da ra de-sc o araado lumodcGaranliuu<, baraC sendo
em porcao.
l'oallias de superior panno de Imlio alco-
xoadas j.ara rosto a l.sl,
vendem-se n.i rna do Crespo loja n. Iti, a segunda
quem vcni da ra das Crozes.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-sc superior farinha de mandio-
ca, cm saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazensn. 5e7 defronte da escadi-
nba, e no armazem defronlc da porla da
aUandega, ou a tratar no escriptorio de
Ffovaes i\ C, na ra do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
POTASSA RAS1LEIRA. $
Vende-Sti superior polassa, fa- (j)
bricada no Rio de Janeiro, che- |*
gada lecen'temenle, recommen- S
da-sc aos senhores de cmrcnhos os "

" fe*
seus bons elletlos ja esperimen- *g
tados: na ra da Cruzn. 20, ar- fg
mazem ele
Companliia
L. Lecontc Feron &
CAL VRGEM.
i
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recifo n. TiO ha para vender
barr* com cal de Lisboa, reccnleuienle ebegada.
Vende-se urna halanra romana com lodos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n.4.
Tai xas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taisas de ferio
fundido e batido de ." a 8 palmos de
bocea, as quacs acham-se a venda, por
pceo commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Kcller&C, na ra
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
lenles pianos viudos ltimamente de Ilam-
burgo.
Na ra do Vigario n. 1, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
CEMENTO R0I1N0.
\ ende-se superior cojnonto em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as tinas : aira/, do
Iheatro, armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Ajnela de Ertwla Da,
Na roa de Apollo n. 6, armazcm de Me. Calmon-
(\ Cnmpauhia, acha-se constaiilemcnlo bons sorli-
menlos de laixas de ferro coado c balido, lano ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., ditas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos c modclnsosmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forca de
1 cavados, cocos, paseadoras de ferro cslanhado
para casa de purgar, |>or menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
llias de (landres ; ludo por barato preco.
, No armazem de Victor Lasne, ra
da Cruz.n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, conj
mui lindos desenhos ; werraouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaua em caixas de duzia ; kirch
do melhor aulor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende inulto em
conta, cm relaeao a' boa qu/alidade.
Vende-se encllenle taimado de pinho, recen-
lemeuto rhesado da America : na rui de Apollo
trapiche do ferreira. a entender-sc com o adminis
rador de mesmo. ,
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stollc cm Berlin, empregado as co-
lonias inglesas e hllandczas, com gran-
de vantagem para o melhoramcnto do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
Loras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bicbcr & Companhia, na ra da
Cruz. 'n. 4. -~
Vende-sc urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
((infrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Clnistao-
Sabio a luz a 2. edicao do livrinlio denominado-
Devoto Chrislio,mais correlo e acresccnlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 0 e 8 da praca di In-
dependencia a (UO rs. cada ejemplar.
PBLICACAO' RELIGIOSA.
#Sahio la/, o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reveiendissimos padres rapiicbinhos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado rom a novena da Se-
uhora da Conceiciio, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Rom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a t000.
Moinhos de vento
'ombombasderenuxopara regar borlase haia,
decapim, na fundicao de D. W. Rowmau : na ra
doBrumns.6,8elO.
Na ru do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao c flauta, como
scjam, quadrilha3, valsas, rcdowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de ovcellenles vozos, e procos com-
modos cm casa de N. O. Rieber & Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendem-sc lonas da Russia por prero
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bicbcr &C,, ra da
Cruz n. i.'
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc cstabelecimento continua a ha-
ver um completo sorlimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos. para
dito. '
Vende-se MU cabrolol com cubera c os com-
petentes arreios para um eavallo, ludo quasi novo :
["' Vj "o alerro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Migaol Segeh-o, e para Iralar no Recite ra do Trapi-
cho n. l, primeiro andar.
Vande-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da lia pouco tempo, cm chaos proprios*
cym bastantes commodidades, coebeira-
cstribaria, etc., etc.: quem pretender
comprar esle predio, dirija-se a ra d
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
"-Vendcm-se em casa de S. P. Jol.ns-
c ?,. C.' "il rua de Senzala Nova n. 4 2.
aellins mglezes.
Rclogios de ouro, patente ingle/.
Chicotes de^ carro e de monlaCa.
Candieirosc castcaes bronceados.
Cobre de torro.
Chumbo em lencol, barra e munirao.
ha re lo de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro
- Vende-se om mualo de bonita r,gora, le ida-
de 20 annos, pouco mais ou menos, sem v cis. do
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemenlo em barricas e a rela-
Iho, nn armazem da ni da Cadeia de Santo Anto-
nio de maleriaes por preco mais em conta.
_ Vende-se urna prela de idade por preco commo-
do : a Iralar no palco do Terco n. 32.
LOTERA DA IRMANDADE DO SENHOR BOM
JESS DOS MARTYRIOS.
Acham-se i venda na casa da fama rio alerro da
parte da primeira loleria do Sr. Bom Jess dos Mar-
inos, a qual corre no dia 24 do correle mei.
Hilhclrs inlciros......... 59000
Meios.........'.'.'. 2J600
-,,arlos............. 18110
!cclmos........... 600
NlSe*,mos............ 9320
ENFE1TES PARA BAILE.
'turnantes, (oucados, eache-peignes, capllas e
plumas, reeebidas pelo navio Cont Roger, vendem-
se muilo em conta : na loja de modas de madama
Millocliou aterro da Boa-Vista n. 1.
SVSTEMA MEDICO DE IIOLLOWAY.
PIjLUjLAS HOLLO'^VAY.
Esle neslimavcl especifico, composlo inteiramen-
tc de hervas mcilicinaes, nao rnntcm mercurio, nem
oulra alsnma substancia deleclerea. Benigno mais
lenra infancia, e i compleicflo mais delicada, lio
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
nacomplcicaomais robusta; lie inlciramente inno-
cenle ein suas operacoes o cITeilos ; pois busca e re-
move as doencas de qualquer especie e grao, por
maisauligas e Icnazes que seiam.
Entre .miliares de pessoas curadas com esle re-
medio, militas que j.i eslavam as portas da morle,
perseverando cm seu uso, conseguirn) recobrar a
sade e torcas, depois de haver tentado intilmente
lodos os outros remedios.
As mais afOiclas nao devem eolregar-se desespe-
racao ; facam um .ompctenlc cnsaio dos eflicazes
efleilos desla assombrosa medicina, e prestes recu-
perarlo o beneficio da sade.
Nao se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das seguinlcs enfermidades :
Accidentes epilpticos. Febre loda especie.
Alporcas. Gola
Ampolas. Ilemorrhoidas.
Arelas (mal d'). Ilydropisia.
Asthma., Ictericia.
Clicas. Indigesloes.
Convuls&cs. Inflammaees.
Dcbilidadc ou extena- Irregularidades da mens-
'1.- Iruarao.
Debilidade ou falla de Lombrigas de toda espe-
forcas para qualquer ce.
eoesn. Mal-de-pedra.
Dcsinteria. Manchas na cutis.
or de garganta. (ibslruccao de venlre.
de barriga. riilhisirou cousumpco
i nos rins. pulmonar.
Dureza no venlre. KetcncAo d'ourina.
Enfermidades no figado. Rhcuralismo.
venreas Symplomas secundarios.
Enxaqueca. Temores.
Ilervsipela. Tico doloroso.
Febr*s biliosts. lilceras.
iulermiltenles. Vcitreo (maD.
Veudehl-sc estas pilulas no eslahclerimenlo geral
de Londres, n. -2ii, atrand, e na loja de lodos o
Iwlicarins, droguistas e outras pessoas enrarregadas
do sua venda em loda a America do bul, Havana e
Hcspanha.
Vende-sc as boeelinhas a800 rcis. Cada urna del-
lascontcm uma.inslruccao em porlugnez para ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilulas.
O deposito geral he cm casa do Sr. Soum, phar-
maceullco, na rua da Cruz n. >>, em Pernam-
buco.
BARRIS MONSTROS COM
BREO.
Vendcm-se barris com hreu, muilo grandes, che-
gados auora da America : na rua do Amorim, arma-
zem de Paula & Santos.
CAL DE LISBOA A .tyOOO PvS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ultimo navio a 45000 por cada urna : na rua do Tra-
piche n. 16, segundo andar.
Fio de algodao.
No escriptorio de Domingos Alves Mallieui, na
rna da Cruz do Recite n. 54, tem para vender fio de*
algodjo da fabrica da Bahia, proprio para navios de
velas e redes para pescar, por preco commodo.
OLEO DE LINH AC
em barris c bolijoes: no armazem de Tasso IruiSo.
Champagne da superior marca Cmela: no arma-
zem de Tasso I maos.
ESCRAVOS FGIDOS.
a mais nova que ha no mercado, a prcro commodo ;
na na do Trapiche n. t, armazem do Ba-los li-
maos.
RLA DO CKESro N. i>. ^
\ ende-se nesla loja superior damasco de i
la decores, sendo branco, encamado, nixo,
A. por preco razoavel. T
i^- =SjtQf 5
Xa livraria da rua do Coilegio n. 8,
vende-se umaescolhida colleccSodas mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asquaes sao as mclboretque se podem a-
char para lazer um cieo presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armzem dae Tasso Irinos.
Deposito de vinho de cham- @
W pngne Clialcau-Av, primeira cpia- (^
^ lidade, de propriedade do conde A
(^ de Marcuil, rua da Cruz do Re- ||
^ cife n. 20: este vinho, o melhor Z
g* de_ toda a Champagne, vende-se
W a IJ.sOO rs. cada caixa, acha-se !
w nicamente em casa de L. Le- 2
W comte Feron & Companhia. N. O
w !As caixas sao marcadas a fo- $
goConde de Marcuilc os ro- $
H tnlos das garrafas sao azues. (A
Potassa.
Noanligo deposilo da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. i, vende-se muilo superior Eftassa da
Rsala, americana e do lo de Janeiro, a preces ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior flanella para forro desellins chc-
gada rercnlcmenlc da America.
.D1EM0 ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muito superior ao do consu-
mo, cm barricas e as linas : atraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 00, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Itenry (iil.son. os mais superio-
res relogios fabricados en) Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Coneeifao, entrado
le Santa (.alharina, e Tundeado na volla do lorie do
.Mallos, a niBis nova farinha que existe hoje no mer-
cado, c para porces a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, ua rua do Trapiche
n. 14.
Dcsapparcceu do engenho Bnsqne Alegre, da
provincia das Alagoas, um escravo de nome (ierma-
no, de idade ) a > anuos, cor prela, altura e gros-
sora regulares, lom as pernas um pouco lorias, bar-
bado, lem urna cicatriz no reg dos peilos, e o dedo
mnima esquerdo aleijado, urna marca de (crida na
barriga da nenia esquerda : quem o aprehender.
leve-o praca do Commcrcio n. 6, ou no engenho
cima mencionado a seu senhor Libralo Mariulio
Falc.lo.
CEU MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Dcsapparcceu no dia 6 de dczcml.ro do anno pro-
ximo passado. Benedicta, de l anjno de idade, ves-
ua, cor arabiii-lada ; levou um vestido de dula com
lislres cor de rosa e de cafe, e ouleo lamben de chi-
te branco com palmas, nm lenco aiuurcllo no pesco-
ro j ilesbolado: quem a apprehcnder condnza-a a
Apipucos, no Oitciro, em casa de Jo.lo Leite de Ave-
vedo, ou no Kecife, na prara do Corpo Santo u. 17,
que recebera a graliliracau cima.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareccu no dia 8 de scteml.ro de 1834 o es-
crav, crioulo, de oome Anlonio, cor tela, represen-
ta ter .10 a :!5 annos, pouco ih3isjyj_raeli(is, lie mui-
to ladino, costuma trocar o nome e inlitalar-se forro,
e quamio se ve perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de SauI'Anna, morador uo
engenho Caite, da comarca de Santo Anlao, do po-
der de quem dcsappareceu ; e sendo capturado e re-
colhido cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno cm 9 de agosto, IVii ahi embargado por e\e-
cuco de Josc Dias da Silva Cuiniaran, e ultiman
mente arrematado em praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, peto
abaixo assignado. Os ienaes so o srsuinles : ida-
de 30 a :i anuos, eslalura regular, cabellos prelo* o
carapilibados, cor amulatada, olhns escuro*, nariz
rande e grosso, beijos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente; roga-
se as autoridades policiaes, capilaes decampo e pes-
soas particulares, o apprebendam e mamlcm neta
praca do Kecife, ua rua larga do Rosario n. Jl, que
receber a gralilteacjo cima, e protesta contra qoem
o (ver oceulto.Manoel de. Almeida Lopes.
1009000.
No dia "> do correntc mez, pelas Gkoras dallante,
fueteo escravo Estovan, crioulo, de itda 15 aiuios
pouco mais ou menos, levando estilo caiga e ca-
misa de algodaozinho, e chapen de |lha ; dito es-
cravo lie lillio da comarca do Bonilo, i lem os se-
suinles siunaes : cor preta, altura, iisriz < bocea re-
cular, roste redondo, olhos pardos e ssui fcarba : ro-
sa se aos capitilrs de campo, ou qualiucr pe?soa d..
povo, que o apprebendam c condezas a rua Direila
taberna de Joaquim Anlunes da Silva, endoegra-
lificar rom a quantia cima mencionada.
No dia fi de Janeiro fusio do engenho Munle,
situado no Cabo, um pardo de uomc Antonio da Co-
lilla, representando ler jO unos, un pouco gago,
secco, ro>lo cadavrico, estatura media, cabello ci rs-
poe muito pouca barba, quando foge o que ha
innilos annos nao acontece) eos tuina ii.litular-se lor-
io : quem o apprehender queira leva-lo ao riicrnliu
do Monte na comarca do (^.b... ou botica do Sr.
torre* na rua Direila jiinl.. an Trico, que sera
muilo bem recompensado.
Mauoel Joaquim de Mirania e Souza.
PERN TYP. DE .M. F. DE FABJA. 1855.
/
-

MUTILADO


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