Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01173


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Full Text
s.
ANNO XXXI. N. 40.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 19 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
DIARIO DE PERNAMBUCO
i;\.\miK<;.vu<>s i.v sl'bscriim;.vo.
Reeife, o proprelario M. F. de Faria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Join l'ereira Marlins ; Baha, o Sr. D.
Dnprad ; Ifaeei, o Sr. Joaqun) Bernardo ilc Men-
donc ; Parahib, o Sr. Uervaiio Viciar da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignara l'ereira Juniur;
Araealy. o Sr. Amonio de l.eiiios Brasa; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcrouymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Paris, 3 % rs. por i f.
Lisboa, 105. por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companbia de Beberibe ao par.
da companbia de seguros ao par.
Disconio de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METALS.
Ouro.Oncas hespanholas* .
Modas de G5400 velhas.
de 03400 novas.
de 49000. .
Prala.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. ,
293000
105000
163000
95000
19940
19940
15S60
PARTIDA DOS CORREUS.
Olinda, lodos os das.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos das 1 e 15.
^ lla-lella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 1.1 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas e seMas-eiras.
Victoria e Natal, as quinlas-feiras.
PRKAMAIl DE MOJE.
Primcira s 6 horas e ;">4 minutos di ruanhaa.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS. .
Tribunal do Commereio, segundas cquintas-feiras.
Rclacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
I* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPHEUERIDES.
Fevereiro 2 La ebeia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manha.
10 Quarlo niinguanle aos 49 minutos e
39 segundos da manha.
10 l.ua nova as 4 horas, 27 minutos e
3."> segundos da tarde.
23 Quario orescente as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
19 Segunda. S. Conrado f. ; S. Gabino m.
20 Terca. Ss. Eleuterio e Nilo bb.
21 Quarla. deCinza( Estaco a S. Sabina.
22 Quinta. ( Estaco a S. Jorge ) S. Margarida.
23 Sexta. ('EstacoaosSs.JoaoePaulo)S. Lzaro.
24 Sabbado. (EsUCao aS.SymphronioJS. Malbias.
25 Domingo. 1." da Quresm ( Estaco a S. Jo-
o in Lalcrano) Ss. Cezario eDioscoromm.
PARTE OmCIAL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 10 de fevereiro
OfllcioAoExm. commandante superior da guar-
da nacional do Kecifc, recommendando a expedido
da toas ordens, afim de seren dispensados do serv-'
co da mesma guarda nacional, cmquanlo eslivorem
servindo de inspectores de quarlerao na freguezia
da Boa-Vista, os suardas Antonio Ignacio de Oli-
veira e Uervazio Portazio Simoes.C.ommucoii-se
ao chefe de polica.
UitoAo coronel commandante das armas, intei-
rando-o de liavcr o alferes Jo Mara do Nascmen-
lo, apresenlado o conhecimento de Icr pago os emo-
lumentos correspondentes a passagcm qne oblevc do
segando balalhao de infantaria para o corpo de guar-
nirlo fu da provincia da Baha.
DitoAo mesmo, transmittndo por copia, nilo s
o aviso da repartirlo da guerra de 27 de dezembro
da anuo prximo passado, mas tamboril da informa-
c5o a qne se refere o mesmo aviso, e declarando ha-
ver axpedrlo ordem ao director dn arsenal de guer-
ra, para fornecer aos batalhes nono c dcimo de
infantaria, os arligos de faldamento mencionados as
doas notas que tamben remelle por copias. Offi-
eiou-se neslVseulido ao mencionado director.
DitoAo mesmo, declarando, que a lliesouraria
de fazenda lem ordem, para que estando nos termo
lega os documentos que S. S. remellen, seja paga
a quaotta de 2O5I6O rs. que foi dispendida pelo ca-
pillo do nono balalhao sle infantaria, Domingos de
I.ima Veiga. na qualidade de commandante do des-
tacamento volante do Rio Formoso, coni alugocis
de cavados para condujo de sua bagagem e de nm
preso docnle.
DitoAo chefe de polica, inleirando-o de baver
reeommendado ao inspector da lliesouraria provin-
cial, qne estando nos termos legaes, pague os 6-5000
rs. porque foi alagado um cavallo para a conducho
do criminoso Theotonio Bandeira de Mello Macaba,
do diitrcto de Gnivali para esta capital, visto adiar-
doenlc.
DiloAo inspector da lliesouraria de fazenda, au-
lori da presidencia, al que o governo imperial delibere
o que Mr mais conveniente, as despeas que forcm
oecerrendo pela rubrica forja de linba no cr-
ranle ejercicio depois de lindo o respectivo ere-
dito.
Dilo#o inspector do arsenal de marinha, dizen-
do que a sabida do patacho Plrapama para o presi-
dio de Fernando, lira transferida para o dia 12 do
correle. Fizeram-se as oulras comrauoicacocs a
mpeito.
BitAo mesmo, ditendo fiear inlcirado de liavcr
Smc. mandado fazer os reparos de que oeccssilava o
brigue ta guerra Cearente,.e declarando que appro-
va (tmelhanle despeza.
DiloAo commandante do presidio de Fernando,
'mmunirandn que no palacbo 'irapama seguem
ara atroelle presido,-iflTrrvJe cumprirem as penas a
que foram condemnados, os 28 sentenciados, cujos
nomes constam da relacAo que remelle por copia.
DitoAo commissario vaccinador provincial, para
indicar ao segundo cirurgiao alferes do corpo de sau-
de do exercilo, Dr. Joaquim da Silva Araujo Ama-
zonas, encarregado da vaccina em alguns pontos des-
ta provincia, os lugares mais infectados da varila,
o fornceer-lhe o pus vaccnico que fr raister para
eaaa cmmissao.
DitoA' junta qualificadora da fregoezia de S.
Frei Peilro Goncalves do Reeife, devol.vendo a copia
da revisao qne se procedeu na lisia dos volantes
daquella freguezia, afim de que seja cumprido em
na plenilade o que dispar o arl. 24 segunda parle
do decreto n. 38"? de 19 de agosto de 1846.
DitoA' junla qualificadora da freguezia de Ca-
ruar, acensando reeebida a copia da lisia geral doi
volantes daquella freguezia.
DiloAo juiz de orphaos desle termo, inleir
do o de baver concedido a Jo.lo Facundo da
(uimarfles. a permissao que pedio para entrar d
ja en) exercicio do ofllcio de segundo 0-01 van
quede juizo, para o qual foi nomeado por decreto de
3 dejaueiro desle anno, marcando-lhe o prazo de II
mezes para a apresenlaco da competente carta.
Igual communicac.lo se fez ao conselheiro presiden-
te da rclaco.
12
OfllcioAnEtm. commandante supi
da nacional do Reeife, para que mand
o armamento encommendado para o
ria, eiistente no arsenal de guerra,
aoha adaptado, para alguns dos corpo!
cional sob seu commando.
Di lo- Ao commandanlc das armas,
para Ibedar a devida execueio, copia
le Janeiro ultimo, no qual o Exm.
guerra, coustandorlhe que foram din
mellidos ao ririirsiao-mr de brigada
Reg MaoVIo, pelo oscrivSo da bolica do hospital
militar pesia provincia, papis, que deviam ser en-
viados por intermedio desla presidencia, manda ad-
vertir ao referido escrivao para que nao commclla
mais lemelhaiile irregularidade. ,
DitoAo mesmo, communicando-Ihe baver falle-
cido ni colouia militar de Pmenlciras, no dia 13 de
dezembro tle anno passado, o soldado colono I.uiz
d.1 guar-
Blaminar
de poli-
e se o
rda 11a-
entlo,
de 19
slro il,i
me re-
uoel co
0 NOVO PECCADO ORIGINAL
Jos dos Sanios, e enviando a certidao de ter sido o
cadver do mesmo sepultado no dia 14 do cita-
do mez.
DitoAo mesmo, inteirando-o de baver antorisa-
do o inspector da lliesouraria de fazenda a mandar
pagara Manoel Joaquim Machado, asdespezas fci-
las com o cnlerramento do cadver do alferes refor-
mado Antonio Carlos Pcssoa de Saboia.
DiloAo mesmo, dizendo que pela leilura do avi-
so da guerra junio por copia, ficar S. S. inleirado
de baver expedido ordem para que o alferes do 9.
balath.lo do infaularia Joaquim Cardozo dos Santos,
que se acba preso na corle, cumpra na fortaleza da.
Santa Cruz o resto da pena que Ihe foi imposta.
DitoAo chore de polica, inlcirando-o de haver
transmiltido lliesouraria provincial para serem pa-
gas, estando nos lermos legaes, as contas das despe-
zas feilas com o 9uslenlo dos presos pobres da ca-
deia do Limociro nos mezes de julhoa dezembro do
anno passado.Fez-se o expediento de que se traa.
DitoAo juiz relator da junta da juslica, remet-
iendo para serem relatados em sessao da mesma
junta os processos verbaes dos soldados do meio ba-
talhao provisorio di Parahiba Cosme Jos Ribeiro, e
Joaquim Peraira dos Sanios. Commuuicou-se ao
Exm. presidente daquella provincia.
DiloAo mesmo, remetiendo o processo criminal
do soldado de! polica Jos Vicente Barbosa. Com-
municnu-se a respectivo uomroandante.
DiloAo director das obras publicas, autoiisan-
do-o comprar o malcraos precisos para execuco
dos moceros do cae; do aterro dos Afogados pelo
menor preco .que encontrar. Communicou se a
lliesouraria provincial.
DiloAo inspector do arsenal de marinha, appro-
vando o baver Smc. mandado fazer os pequeos con-
cerlos de quc'necessitava o brigue de guerra llapa-
rica, e bem ssim fomecido os manlimentos de so-
bresalcnles requisilados para o mesmo brigue.
DitoAo mesmo, Iransmillindo copiado aviso da
marinha do 16 do Janeiro ultimo, recommendaudoa
Smc. a necessidade do usar essa inspectora de toda
a moderacao p procurar manler boa intelligenca em
suas rclarOei officiacs com os de mais agentes do
mesmo ministerio.
DHe"Ao mesmo, enviando nao s copia do aviso
da marinha de 18 de Janeiro ultimo, mas tambem o
qne sccxpcdSona mesma dala ao intendente de ma-
rinha da Baliia, declarando a Maneto qu,e leve a du-
vida suscitada na lliesouraria de fazenda daquella
provincia, erh consequencia de julgar o mesmo in-
lendenteqncjosencarrcgadas de receberem gneros
as secres d) almoxarifado nao podem ser conside-
rados como ojs recebedores de que trata o 0 da
parte 3." do syslcma de escripluraclo de 30 do abril
de 1834..
l,i,eAO jnspcclor da lliesouraria provincial, pa-
ra mandar p^gar ;i Cruz Gomes a quanlia de
195200, importancia de 4S pastas por elle:- rorneci-
das para o archivo da directora Beral da inslrucc.lo
publica.Colnmunicou-se esle.
ItiloAa jbM mnnKf>nl Ja ,. ,umla Vara, rc^om-
mcndandtf que, quauto antes trate de ultimar a ex-
Iraccaodn restante dos bilhelcs da lotera da igreja
de S. Pedro Martyr de Olinda. remetiendo, no caso
de motivado impedimento, as chaves do referido co-
fre, que exislcm em- seu poder.
DiloAo director da colonia de Pimenteiras, de-
clarando-lhe que acaba de ordenar thesouraria de
fazenda que, pague as despezas feilas com aluguel
de cavallos para a condocao de Smc. e do cirurgiao
Francisco Gnncalvos de Moraes at essa colonia.
DitoAo hachare! Ernesto d*Aquino Fonseca,
rommunicandn que, por decreto delO de Janeiro To-
ra Smc. nomeado juiz municipal, e de erpbaos do
termo do Cabo, e recommendando que venda quan-
lo antes prestir o devido juramento pira entrar em
exercicio, ficando-lhe marcado o prazo de.3 mezes
para a apresentacao da respectiva carta.Fizeram-
se as precisas communicardes.
DiloA' cmara municipal do Ro Formoso, re-
commendando, que facilite ao facultativo quespara
all segu afim de ser empregado no servico da vac-
cina, o que so lizer mister para o bom dcsempenbo de
semelhanle cpmmissSo.Igual i cmara municipal
de Barreiros.
DiloAoageolcda companhia das barcas a va-
por, declarando, que lliesouraria provincial lem
ordem para pagar a quanlia de (i-5000 por Smc. re-
clamada emofliciode 30 do mez ultimo, e que,quan-
loao pagamento da passaaem do capito da guarda
nacional Joaquim AI ves Sinioes, deve Smc. dirigir-
s ao Exm. presidente das Alagoas.
PortaraNomeando de conformidade com a pro-
posta do lente coronel commandanle do balalhao
de inranlaria da guarda nacional do Bonito, c infor-
marlo do commandante superior respectivo, para of-
ficaes do mesmo batalbao aos cidadaos abaixo de-
clarados.
Eslado-maior.
Tenente quarlel meslrc.Candido Ribeiro Pessoa.
Alferes secretario.Francisco de Paula da C. Bastos.
Dito porla-baudeira.Joaquim l.uiz de Araujo.
1.a Companhia.
Capiao.Anlonio Jos l'ereira.
lente.Jos Comes Cahral Jnior.
Alferes.Joao Comes da Silva.
Dilo.Francisco Jos do O'.
2.i Companhia.
Capilao.Anlonio Francisco Torres Galindo.
Por Alfredo Mlchlels.
XIII
Centra minlia eperanca dorm profundamente
ate urna hora da madrugada, conlinuou Luciana; mas
entAo urna opprcssau nervosa, urna especie de suflo-
caedo acordau-me. Asscnleime para respirar me-
llior, ejulgnei ouvirdiversos rumore* no quarlo de
madama ile Nenbursn, o qual era situado justamen-
te em baixo do meo. Escutei: andavan, fallavain
c deslocavam os movei; alguma musa extraordina-
ria ahi se passava. Eslremce, vesli-nie pressa e
deaci. A porla da alcova de madama de .Ncuburgo
eslava fechada.
Deixcm-mo, dizia a boa vcllia, nao com voz
eofraquecida, mas rheia de horror e de indignacao,
deivein-ine : nao querem sem duv ida matar sua bem-
feitora, aquella que os salvou da miseria, da vergo-
nha, da mor^ !
Ilouve um momento 1I0 silencio.
Baila do 1 alav-as, replicn minlia m,li com
n* lojB 4#* toe le/ e-tremeccr; ci-a, Thcudoro,
Cura ; perdemos o lempo.
A'obra! Ella consi ctava um Iraballin, nina la-
refa ordinaria a execurao de um horrivel projertn.
----ir MaS que queiem? exclamnu madama de
Ncuburgo sem perder sua presenta de espirito. He
f dinlieiro que recebi lia punco'.' Sao minlia joias,
meus vestidos'.' Turnen) lodos, eu lli'os dou ; lumcni
ludo, lim. ludo ; mas i|a.> se maiicbein com um cr-
me abominavel, c nSonrra-Iem cumsigo ao abjsrao
essa pobre Luciana qublantn amo
Esta Itinbranca, eslclSgnal de affeirao em um pe-
rico lerrivcl commovcrJm-mo a ultimo puni, e
resliluiram-mc a furr;a. quo linlia-ine abandona lo.
Abram exclariei batendo porla, abram !
do contrario chamarei lodos os vizinbos.
a Ab es lu. ninba Luciana, eslu disse ma-
dama de Ncuburgo. Entra, ininha fillia, vem ver
como quoreiia recompensar rninhn caridad.:, n
u Alir;..... abran! griiei baleado mais forte-
mente. Se hesiUm, es ao perdidos.
() Video Diario n. 39. !
a Vmc. bom o v, disse Theodoro com cole-
ii; eu liaba raza de temer essa...
Elle servio-se de urna palavra grosseira.
-. Deixa-me obrar, o respondeu sua cmplice
diriBindo-se para a porla. Quera empregar sua au-
lon.ladc materna para mpedir-me de por obstcu-
lo a um assassinio !
Eulrcabrio sement a port>. Posto que seu sem-
illante eslivesse pouco esclarecido, pois a luz vacil-
lava airas delta, a expressao terrivel de suas feicOes
encheu-mc de horror.
cr Luciana, disse me ella, volla para o leu
quarlo, do contrario... leras de arrepender-tc.
Quizera azer-me urna ameaca mais dura.; porm
conlcvc-se: seu olhar feroz fallava ajaa clara-
mente.
Embora en me arrependa, nao sabirei da-
qui sem madama de .Ncuburgo.
E impcllindo a porla com violencia, prccipilei-me
no quarlo apelar dos esforcos de minlia mai. Por
nm mnviment.. tambem repentino ella fechou a por-
la a .las volt:... e mellen a chave no bolso.
lela ininlia parle, liidia-me laucado a madama de
-Neuliurgo, apcrlava-a nos bracos, c cobria-a coui o
mcii corpo.
Desde que estou no mundo, disse-lde eu, s
a scnhnra lem-me le-lemunliado urna afleirao verda-
dera : leremus o mesmo destino, ou viviremos, ou
morreremos junios, n
No estado do ev. laclo nervosa, em que madama
de Sdobursii se acliava, essas simple, pulavras fize-
ram-fne una imnres8o extraordinaria. Sua sensi-
bilidade nradoa de curso, e* a bo 1 velha desfec-ae em
lagrima, fcu tambem eslava miiilo commovida para
nao parlicipar de seu efilcrnecimcuto : nossas lagri-
mas c nossos sohicjs ini-luraram-se.
Nossos dous persegu.lores eslavan desconcerta-
dos e abalada; mil senlimenlos o> ajilavam ; roas
ilera prevaleca pouco a pouco. Viam com exas-
peradlo que eu eia a dfculdadc principal, que a-
meacava mallograr-lhea o designio. Theodoro en'ea-
rava-me, c depois vollava-se para minlia mai com
ollms omle piulavam-se a embriaguez, 1 impacien-
cia, o amor da rapia c da crueldade.
He misler acabarmos com isso, disse elle
com ar sombro.
Minlia mai fez um sicnal de assenlimenlo. Theo-
doro laucoa-aa sobre mim. garrou-me pelo pesroro,
einquanio madama de .Ncuburgo aferrava-se a mim
enm Indas as suas lorcas, c impelliu-me l.ao violen-
lamenlc para longe delta, que cahi de costas. Mi-
ulia cabeca baleu contra o ngulo de um movel,
Tenente.Jos Joaquim da Silva.
Alferes.Jos Lourcnco Torres Galindo.
Dilo.Antonio r'crrera da Silva.
3." Companhia.
Capilao.Pedro Jos da Silva.
Tenente.los dos Santos Souza.
Alferes.I.eaudro Percira Barbosa.
Dito.Joao Soarcs de Figucredo.
A." Companhia.
f.apil.01.Manuel Francisco de Amorim.
Tenente.Joao Francisco de Miranda.
Alferes.Manoel Joaquim da Cunda.
Dilo.Jos Remigio uimar.lcs.
5. Companhia.
Capito.Manoel Francisco Vieira.
Tenente.Manoel Anlonio Alves da Silva.
Alferes.Manoel Teixeira de Carvalho.
fl.a Companhia.
Capito.Francisco Bezerra Vasconcellos Jnior.
Tenente.Miguel Francisco Vieira.
Alferes.Joao Francisco Cavalcanti.
7." Companhia.
Capito.Jos Chrisliano da Silva.
Teuenle.Kufino Baptista Maranhao.
Alferes.Francisco I.uiz do Sacramenlo.
8.a Companhia.
Capilao.Joao Capislrano Torres Galindo.
Tcnenle.Joao de Araujo I.ins.
Alferes.Jos Clemente da Silva.
Communicou-se, ao respectivo commandante su-
perior. *
Dita\.o agente da companhia dos vapores, para
mandar transportar, 110 vapor que se espera do nor-
te," para os lugares indicados na relajo junla, o l-
ente Jos dos Sanios Nunes Lima, e as pracasde
pret mencionadas na mesma relaco.Commuoicon-
se ao coronel commandante das armas.
13
Officio Ao Exm. commandante superior da
guarda nacional do Reeife dizendo, em resposla ao
seu oflicio de 10 do correnlc, que pode expedir suas
ordens para que as formaluras do esquadrao de ca-
vallara da guarda nacional desle municipio, por oc-
casiao de incendio, lenham lugar no pateo de pala-
cio., conforme requisilou o major commandante do
mesmo esquadrao.
DitoAo Exm. conselheiro presidente da relarao,
communicando-Ihe ter o .. supplenle Uo juiz mu-
nicipal do Cabo Domingos Francisco de Souza l.eao,
participado que entrara no exercicio da vara de di-
reilo, por impedimento do respectivo proprelario.
Fizeram-se as demas communicaccs.
DiloAo commandante das armas, dizendo que.
visto continuar i lanar a varila em diversos mu-
nicipios da provincia, sagundo communicou o com-
missario vaccinador provincial, sirva-so S. S. de p'ro-
por i presidencia mais um cirurgiao militar, caso
baja disponvel, afina de encarregar-so da vaccina
nos lugares que se achara mais infectados de seme-
lhanle epidemia.
DitoAo mesmo, dizendo que pode aceitar a de-
si*i-.ein ,.. f. ..r;,; ,, ,.. bataihao ,|c aran.
laria Pedro Affonso Fcrreiravln liecnca que obleve
para tratar de sua sade nesla provincia, pedindo
ser addido um dos corpos aqu existentes, e recom-
mendando a expedicao de suas ordens para ser esse
official empregado no servico da guarnirlo.
DiloAo mesmo, commanicando-lhe haver-sc
contratado o soldado do 9.- bataihao de infantaria
Viceule Ferrera da Costa para servir por 3 annos,
como colono, na colonia militar de Pimenlei-
ras.
DiloAo mesmo, para mandar por em liberdade,
visto ter apresentado isenrao legal, no recruta Casi-
miro dos Santos Costa, que llie foi remetlido com o
nome de Casimiro Jos da Costa.
DiloAo mesmo, iuleirando-o de que a Ihesou-
raria de fazenda est autorisada para indemnisar o
2.-bataihao de infanlaria da quanlia de 48000 ris
que se dispendeu com a indumaco do cadver do
soldado do mesmo bataihao Valdivino Jos Joa-
quim.
DitoAo inspector da theouraria de fazenda Irans-
millindo o aviso de leltra n. 42 na importancia de
1:126)000 ris sacada pela lliesouraria de fazenda do
Rio Grande do Norte sobre aquella, e favor de
Manoel Gomes Monlciro.Communicou-se ao Exm.
prcsidcnle daquella provincia.
Dilo-rAo mesmo, recommendando que, visto
acharem-se esgoladas as quolas consignadas para as
despezas da rubricaobras militaresmande S. S.
pagar, sob responsabilidade da presidencia, al que
o governo imperial resolva o contrario, as des-
pezas que forem correndo pela referida ru-
brica.
DitoAo mesmo, Iransmillindo o termo que foi
enviado pelo director da colonia de Pimenteiras, do
qual consta existir em m3o do respectivo sub-drec-
lor a importancia de duas elapes diarias cada orna, liradas do 1.- de jullio at 31 de oolubro,
ludo do anno passado, para os colonos Manoel Vieira
da Cosa c Jos dos Santos Rabello, visto que estes
as perecbam illegalmenlc.
DiloAo Dr. chele de polica, communicaudoque
a lliesouraria provincial lem oidem para pagar, cs-
lando nos lermos legaes, as coolas das despezas feilas
nos mezes de junhoa dezembro do anno passado com
o sustento dos presos pobres da cadeia da Passagcm
do Joazeiro, e com o alagucl da casa que all serve
de cadeia e de quartel ao destacamento.
ouvi no cerebro um zuido sordo, e perd os sen-
tidos.
O que passou-se emquanto cstve cabida sobre o
assoalbo, iusensivcl c fra como as estatuas deiladas
nos tmulos, nAo o sei nem desojo saber : meus ca-
bellos embranqueceriam lalvez de horror ede susto.
Quando lornci a abrir os ollim, um espectculo
infernal se me ofierrceu i vista. Minha mai accoco-
rada no meio do quarlo lavava nodoas de sangue,
que mancbavam o assoalbo, ejulgaodo-me anda
lesmaiada fallava comsigo mesma enlre os denles, e
le urna maneira sobresaltada. A's vezes um louno
iutervallo separava-lhe as phases.
Naverdade livemosmnito trahalho Jui.
guei que nao o conseguiramos. Os \cilios lem c
sangue acre... estas manchas nao querem desappa-
recer. Emlim devenios viver. Os pobres sao de-
testados, deprezados. cncarcerados... Assim clles sa-
fam-se da dilneijldadc como podem. Estas nodoas
de sangue hAodc iraliir-mw.E a srigaila que veio
melter-se de permeio Ser misler fugir i toda a
pressa, e para bem longe '. Theodoro repellio-a
rudemenlc ; mas... ella tornar a s. Theodoro j
larda... se o dia nos sorprender lima norrao de
ciuza... milito bem !... Estas taimas sao novas ;' 11111-
guem desconfiara de nada. Ab o mal nao be Mo
fcil de fazer-se como se pensa
Ouranto esle monologo, minha mai esfregava o as-
soalbo do quarlo. derramando agua, e enchufando-a
depois com tama esponja. L'm caslical po-to no chao
illuminava'.he o rosto com urna claridade sinislra.
As paixoes mais horrendas oconlrahiam alternativa-
mente, c davam-llic urna feialdade abominavel, que
ordinariaincnto nao liiiha.
Golpes surdos, que parecam sabir da* monlanhas
da (erra acompaiihavam seu lgubre soliloquio cr/ni
una musir iijo menos fundir.
Emfim ouvi passos pesados subirem a escada da
adega, e depois Theodoro abri aporta do quarlo.
Como pinlar-te a expressao horrivel, que animava-
Ihe o semblante'.' Seus vestidos eslavam em desnr-
dem, suas maos ensanauentadas. Meu coracao cer-
rou-se, r perdi novamen; os senlidos.
Mas esse segundo desmaio duroo pouco. Senl que
esfregavam-mc as fontes, e faziam-me respirar saes.
Apenas lornci a mim. minha rali disse-me:
He raister partir, fze por levanlar-te.
E ambos agarrando-mc pelos bracos, assenlaram-
nio prineirnmcnlc, e depois por.efam-mc em p.
Por algum lempo nao pudesiislinlar-me ; mas reo-
bre as Torcas, apoic-me em u:n movel, e fiquei co-
mo um aulomalo. O golpe que recebera na cabera
DiloAo commandanle da estaco aaval, dizendo
que pode fazer sabir o brigue ('trente para a con>
missao em que tem de ser empregado.
DiloAo cnsul de Bremen, declarando que nao
s approvara a deliberado que ,S. S. lomou de 011-
carregar das funcrcs d'aquelle consulado, durante a
sua ausencia, Gustavo Pracger, cnsul da Prussia,
como lambem ecpedia ordem para se Ihe dar o pas-
saporte, que requisita.Fizeram-se as necessarias
communicar/ies.
DiloAo presidente do conce!lio luminislralivo,
para que promova a compra das fazendasc mais ob-
jeclos mencionados na relac.lt> junta, os quaes sao
necessarios ao arsenal de guerra para formar artigo
de fardamcnlo aos balalboes 9.- e 10.- ;ie iiifan-
laria.Fizeram as demas commanicacOcs.
DitoAo mesmo, para informar com urgencia, se
os medicamentos mencionados na rolaran que remet-
le.sao os mesmos que ltimamente secompraram para
a colonia de Pimenteiras, e em que dala se fez rc-
messa desles para aquelle esiabelccimenlo.
DitoAo mesmo, para promovera compra de me-
dicamentos e mais objectos mencionados nos pedidas
de n. 1 a i, afim de serem enviados para a colonia
de Pimenteiras. Communicou-se a thesouraria de
fazenda.
DiloAo juiz dos feilos da fazenda, enviando co-
pia do aviso da marinha de 5 de Janeiro ultimo, com-
muncando a decisao dada acerca dn represenlacOes
feitas pelo bacharel Joao Anlonio de Souza Bellrao
de Araujo Percira, relativamente a demolido de al-
guns pilares dn. trapiche novo perleocenlcaos filbos
menores do mesmo bacharel.Igual ao capilao do
porto.
DiloAo director das obras publicas, approvando
' compra de 12 ps de ferro e igual numero de cu-
chadas cil.;,ida>;d'aco para os reparos do caes do ater-
ro dos Afogados, Communicou-se n lliesouraria.
DiloAo mesmo, declarando que, o cidado Joao
Marinho de Barros Wanderley, deve continuar en-
carregar-se deTazer os pagamentos das despezas da
obra da poule do Gindahy, na forma j determi-
nada.
DiloAo mesmo, declarando que n3o s approva-
ra e Iransmittira por copia thesouraria provincial
0 orcamenloquc acompandon ao cu officio n. 71,
mas tambem autorisando-o a comprar os maleriacs
precisos para a factura da rampa quo lin de ser cons-
truida na ra da Aurora.Communicou-se a thesou-
raria.
DitqAo mesmo, dizendo, em adillamenlo ao of-
ficio de 5 do correle que, alm da pintura que (ra-
la o citado oflicio, mande Smc. fazer os concertos
de pedreirn e de campia,dn que precisa o edificio do
Iheatro de Santa Isabel.Offlciou-se neste sentido
thesouraria provincial.
DitoAo inspector da thesouraria provincial, di-
zendo que, cmquanlo o Ihesourciro pagador da repar-
licde das obras publicas nao apresenlar outro fiador,
nao Ido mande Smc. entregar quanlia alguma, de-
vendo os pagamentos que se douverem de fazer, Icr
lugar por essa thesouraria com as lormalidades le-
gaes.
DiloAo mesmo, para entregar 00 vgaro da fre-
guezia de S. Jos desla ridade, depois de prestar li -
anca idnea, a quanlia de 2:0005 rs. lirada da ver-
ba do artigo 1* da lei do orcamento vigente para as
obras da matriz daquella freguezia.
DiloAo mesmo, para mandar por em hasla pu-
blica a obra do 12.|laneo da estrada do sul,servindo
de base a essa arremalacau o orcamento e clausulas
juntas por copia.Communicou-se ao director das
obras publicas.
DitoAo Dr. Candido Jos Casado Lima, decla-
rando que, segundo o artigo 16 das medidas sanita-
rias aprcsenladas pela commisso dehygiene, o lugar
de director desse lazareto deve ser preenchido pelo
respectivo medico, competindo-lhc, alm de oulras
altribuiecs, rubricar as folhas e conlas das despezas
feilas com aquelle eslabelecimcnto, pelo que obrou
Smc. em regra quando rubrcou a conta e folha, que
se devolve.Remellcu-se copia desle lliesouraria
de fazenda.
DiloA' cmara municipal do^Recife, enviando
um cxemplar das inslrucces escripias em 18i8, pelo
commissario vaccinador (provincial, sobre a vaccina
011 varila vaccinal.Igual remessa se fez s rama-
ras municipaas de Olinda, Goianna, Victoria, Naza-
relh, Rio Formoso, Iguffrassii, Cabo, I.imorciro, Pao
d'Albo, Bonilo, Barreiros, Escada, Garanhiins, Bre-
jo, Cimbres e Flores.
14.
Olllcio Ao Exm. presidente das Alagoas, re-
metiendo copia, nao s do officio do coronel cora-
mandante das armas desla provincia, minslrando os
esclarccimentos pedidos pelo commandante do oila-
vo bataihao de infanlaria, acerca do soldado Joa-
quim de Sanl'Auna, mas lambem das infurmaces
que obleve o referido coronel respeito dessa pracV.
Dilo Ao chefe de polica, inleirando-o de haver
Iraiismittido a thesouraria provincial, para serem
pagas, estando nos termos legaes as conlas que S. S.
remellen das despezas feitas com o sustento dos pre-
sos pobres da cadeia do Rio Formoso desde 20 de
oulubro do anno prximo passado al 31 de Janeiro
ultimo.
D!ot-ao commandante da estaco naval, com-
muiiii .111 lo haver em vista de sua normac,ao expe-
dido ordem a thesouraria de fazenda, para mandar
pagar a Candida Marn do Espirito Santo o sold que
linha-me entontecido, e alm de orna grande dor no
cerebro, senta o pescoco dordo. Tinba perdido qua-
si iuteiramente a memoria e a facial lacle de rcllec-
tir: via, ouva ; porm nao pensava. O que me do-
ininava era nm horror indefinivel. As scenasque eu
linba visto, o cheiro do sangue c as emoces dessa
uoile terrivel haviam-me dcixado um nojo quasi
plivsico: por instantes meu coracao rcvollava-se.
Nao leudo mais disccrnimenlo nem vontade eu Ic-
mia a norte,* morle horrivel, que d a faca ele um
assassino. Eu a teria desejado ardenlcmente mesmo
dehaixo dessa forma abominavel, se minha intelli-
gencia nao livesse eslado adormecida. Tenbo passa-
do desde enlao urna existencia cruel e digna do in-
ferno! Embora innocente lenho tido todos os terro-
res dos criminosos. Via-mc inccssanlemcnle presa e
condeinuada a perecer no cadafalso por 11111,1 morle
que me era cxecravel. Como poderia provar que nao
era cmplice desse arto infame? Urna palavra, um
olhar faziam-mc estremecer: julgava ver ahi um in-
dicio de que o crime de meus prenles niio era ig-
norado. Passava noitea sem somno, c dia sem re-
potiso. Cada vez que alguem balia nossa porla cu
estremeca, e o sOMorro dos venios do invern nos
longos corredores parecia-me o rumor demuilas vo-
te longinquas, que nos aecusavam, c dirigiam-se
para a nossa dabitacao.
Quando minha mai e Theodoro viram que eu po-
da suslonlar-mc em p, prepararam-se para fugir.
Tendo feilo duas Irona, cujas iracas dinicnses al-
testavam o receio de demorar o passo, abriram*ti
porta que dftva para o jardim, e levaram-mc comsi-
go. A frescura do ar rcaniniou-me, c sahunos pela
porla do jardim. l'ercorreinos campos ebeos ile res-
tolhos, seguimos vereilas escabrosas, passmos'rega-
los e terrenos receiilcmcnlc cultivados. Minha mai
e meu irmao andavam sem a menor hesitado como
se j livessem estudado desde miiilo teiapo ocami-
nbo. Ajudada e susliila por clles eu adianlava-me
machinalmonte, ou para mclhordizcr arraslava-me ;
pareca una idiota levada para um hospital. Demais
n.lo sabia para onde me condiiziam.
Caminhmos assim.perlo de duas horas. A luz do
dia comecava a esclarecer os cimos da.FIoresla Ne-
gra como outros lautos lumulos.
Theoiloro tomou ento a estrada principal para
nao despertar desconfianzas. A fadiga anoderava-re
tle mim, e eu senta met incommodo augmentar :
uuvia na cabeca um rumor continuo. (Jucixei-me;
mas meu irmao, que nao eslava disposlo a deivar-se
enternecer, respondeu-me brolalmenle. And.unos
anda urna hora inicua, duraute a qual eu scnlia-
se licou a dever a seu fallecido marido Jos Joaquim
dos Sanios, como racslro extraordinario que fui do
brigue Cearcnsc, e bem as fardamcnlo que tinha elle vencido na qualidade de
cabo de imperiacs marnbeiros.
Dilo Ao mesmo, dizendo que pode mandar por
em liberdade o paisano Joao de Dos, visto n,1o se
ter verificado ser elle desertor da armada c nao po-
der servir na marinha, em consequencia de soffrer de
epilepcia.Commuuicou-se ao subdelegado de Ipo-
juca.
Dilo Ao director das obras publicas, aecusando
recebido o oflicio a que veio annexo o orramcnlo dos
concertos de qne precisa o acude da villa do l.i-
moeiro, c dizendo que contrato Smc. com alguem a
factura dos referidos concertos, e submella seme-
lhanle contrato approvaro da presidencia.
Dilo Ao juiz municipal da primcira vara desla
cidade, recommendando que mande apresenlar ao
coronel commandante das armas para o servico da
fachina da fortaleza do Brum, dous clcelas em lu-
gar dos que Smc. fez retirar d'aquelle servico, em
consequencia de terem de segoir para Fernando.
Communicou-se ao referido coronel.
DitoAo inspector ta thesouraria provincial,
Iransmillindo por copia o lermo de conlralo celebra-
do pelo director das obras pulilicas com o arrema-
tante dos concerlos-da cadeia de Garanlmns, para a
execncao das obras- de que ainda precisa a referida
cadeia.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor, para mandar transportar por contado gover-
no at a provincia da Bahia no vapor que se espera
to uorle, o alferes Jos Mara do Nascimcnlo e urna
filha menor. Igual acerca de um caixao com arli-
gos de fardamenlo para a provincia das Alagoas e
communicou-se ao coronel commandante das armas.
Dita Ao mesmo, para fazer receber e transpor-
tar para o Cear no primeiro vapor que passar para
o norte o criminoso de morle Tenorio Bandeira de
Mello Macaba. Communicou-se ao chefe de po-
lica.
Dita Ao mesmo, mandantjo dar urna passagcm
do estado ate o Maranhao 110 primeiro vapor, que
passar para o norte no mez de marco prximo fotu-
ro, ao bacharel Pedro Camello Pessoa.
Dita Nomcando o segundo tenente reformado
ila armada nacional Jos Mara de Cnr.\ albo Jnior
para ajudanlc de engenheiros da repartirlo das obras
publicas. Fzcram-se as necessarias commiinica-
?0es.
OflicioAo Exm. conselheiro presidente da rela-
co, inlciraudo-o de haver o bacharel Nabor Car-
neiro Bezerra Cavalcanti, juiz municipal e de 01-
phos do lermo do I.imoeiro, participado que reas-
sumra no dia 9 do corrente, o exercicio da vara tle
direilo d'aquella comarca*Igual commmiicacao se
fez a thesouraria tle fa/.enda.
DitoAo coronel commandante das armas, re-
commendando a expcdicSo de suas ordens nara ser
recebido como addido na companhia de arlifices o
aprendiz do arsenal tle guerra, Augusto Cezar da Ro-
cha Falcao que foi classilicado mancebo.Communi-
cou-se ao director do referido arsenal.
DitoAo inspector da lliesouraria de fazenda,
Iransmillindo por copia o officio era que o parodio
da freguezia de Sanio Anlonio, parlicipou haver
fallecido all no dia 23 de dezembro ultimo, a menor
Mara Iguaria de Jess, que perrebia o meio sold
tle seu finado pai o lenle Jos Gregorio de Jesos.
DitoAo mesmo, inleirando-o de baver lanrado
no rcquerimenlo de Antonio Tiburcio da Cosa Mon-
lero, relativamente a divisao do terreno de marinha
em que se acham edificadas as casas ns, ., 7, 9, II,
e 13 do becco do Sarapatel, boje hpvessa do Carino,
o despacho seguinlc :Como requer mostrando o
supplicanle que nada se deve do foros vencidos, e
que estilo pagos o competente laudemio e siza, bem
como preenchidas as demais formalidades.
DiloAo mesmo, Iransmillindo para o fim con-
veniente o aviso de iettra sob n. 41 na imporlancia
de lOOjsOOO rs., saccada pela lliesouraria de fazenda
da provincia do Rio Grande do Norte, sobre a desla
e a favor de Joaquim Gomes da Silva.Parlicipou-
se ao Exm. presidente d'aquella provincia.
DiloAo mesmo, recommendando a expedicao t!e
suas ordens para que seja passada para o cofre pro-
vincial a quanlia de o0:000o000 rs., que pela ordem
do Ihesouro nacional de 2">ile Janeiro desle anno sob
n. 8, foi mandada por a disposicao da presidencia a-
fim de ser applicada aos reparos dos eslragos causa-
dos pelas ultimas endientes.
DiloAo chefe de polica inteirando-o de haver
transmitliiln a lliesouraria provincial para ser paga
estando nos lermos legaes a conla que S. S. remelleu
das despezas feitas com o sustento dos presos pobres
da cadeia do lermo do Iguarass nos mezes de ou-
lubro ao ultimo de dezembro do anuo prximo pas-
sado.
'DitoAo presidente do conselho administrativo
recommendando que nos termos do regulamcnlo de
14 de dezembro de 18V, promova S. S. com brevi-
dade a compra dos medicamenlos e mais objectos
mencionados na nota que remelle por copia.Fize-
ram-se as necessarias communca;Oes.
DiloAo direclor das obras publicas, dizendo,
que pode mandar fazer os concertos de que presen-
temente precisa a ponte do Reeife.Communicou-se
a thesouraria provincial.
DitoAo presidente da junta, qualificadora de Na-
zarelh, aecusando reeebida a copia da lisia dos ci-
dadaos qualilcados volantes n'aquella freguezia.
Portara Ao agente da companhia das barcas de
vapor para mandar dar urna passagcm de estado pa-
ra o Rio de Janeiro no primeiro vapor que passar
para o sul, a Alfonso Cavalcanti de Olivcira Macel,
soldado particular do olavo balalhao de infanlaria
EXTERIOR.
me enfraquecer como se estivesse para cabir mora.
Emfim no meio de urna elevarn que subamos, nao
pude mais suster-me e cabi. Theodoro entrn em
urna violenta colera, e proferio pragas espantosas.
Foi o demonio quem inspirou-a para per-
der-nos, disse elle a minha mai ; Vine, nao quiz
que eu me desfizesse tiesta rapariga que desfallece
como orna duqueza. lima de mais ou urna tle me-
nos que nos imporlava isSo? Agora estaramos des-
embarcados, ao passo que arraslamos esla moca de-
licada ha tres horas. E e-la que cabe na estrada
dous passos distante da frnnteira, quando basta-nos
11111 esforz para sermos salvos! Pelo inferno! isso
nao pode solfrcr-se a
E balia com o p no chao cm um accesso de
raiva.
Sua violencia irrlou-me os ervos, c deu-mc tor-
ta para lallar.
Tem razan, disse-lhc eu, nao vacille, crle-
me o pescoco, lrale-me como a madama de Neu-
biiruo.
Elle nietteu n mao no bolso, c pareceu procurar
alguma eousa.
ct Oh Theodoro, disse-lhc minha mai, nao te
osquecas de que Luciana he lu irmaa. A-seiba, sim,
era misler.
Andars 011 n,1o? a tornou Theodoro com a
expressao tle tima fera.
o Estou abatida, nilo posso dar 6m passo,
respondi-lbe.
Elle mellen ai maos nos cabellos rom ar deses-
perado, as veas 1I0 pescoco eiilumcciain-se-lhe, e
seu rosto eslava cor de sangue.
De qualquer maneira estamos perdidos cx-
clamuu. Se f.onrmos aqu seremos presos, julgadus e
decapitado, se a deixnrmos, a jogca Ihe arranca-
ra conlissoes, se Ihe fizermos provar pao, os cam-
ponezes a vern, c 110 lim de um quarlo de hora se-
remos perseguidos. Se nao fra esla lidalga i.i estaj
riamos bern longe 11
E seus olbos brilhavain de urna minera sombra,
como es de um lobo perseguido por una malilna.
11 (.Inores ser a causa de no-sa mnrte".' disse-me
minha mai. Ei-a, roragem. S boa (Iba : nos lo re-
compensaremos.
E acrescentou depois cm tom mais baixo:
Agora sumos ricos, vamos ser felzes j>
Felzes pelo preco de um crime, disse comi-
go mesma, felzes por um assassinio, com as maos
linlas de sangue! Que perspectiva I
Mas nao respond urna palavra, nem fir um mo~
viraeulo.
He preciso I he preciso exclamou Theodo-
Sfc Peterslrargo, 25 di; novembro.
O Journal de S, Petersbourq publica o agujte
rescrito, dirigido ao coude de Perowski, ministro do
apanago:
a O conde Len Alexivilcb. a vista dos perigos
que os esforcos inimigos agtam contra no-sa amada
patria, nosso coracao se regosija de ver todos as
elasses da naco concorrer com ardor para a defeza
do sol russo. He com esle fim sagrado que, condes-
cendendo com o desejo de uossa imperial familia,
aulorisamos, durante a guerra, a leva entre os cam-
ponezes dos apanagos de nm regiment de alirado-
res, sobre as bases .indicadas cm um regulamcn'.
lo especial.
tt Em todo o lempo nosso povo orthodoxo tem-se
tornado notavcl pelo seu zelo para com a fe, pela
siinticdicacao para com o soberano, e pelo amor da
palria. Fazcndo por vosso ntrmedio um appello
aos ramponezes dos apanagios para a defeza da san-
ta l'ris-ia, nos lite damos occasiao de mostrar, ao la-
do de nossos valenlcs soldados, a anliga roragem da
naco russa.
a Nos vos confiamos o cuidado de organisar este
regiment do .Miradores, e tiramos certos que esla
missao sera cumprida com todo o xito desejado.
Permanecemos para sempre vosso aITcieoado.
Assignado Meotff).
Galchina, li de novembro de I8V1. a
AI.I.EMAMIA.
Oldemburgo, 30 de novembro.
Sabbado passado leve lugar a entrega solemne pe-
lo grao-duque de Oldemburgo i Prussia do territorio
situado nos duu. lados da entrad j de g'olplio dcJah le,
e que, como sabemos, foi cedido pelo primeiro des-
les estados ao outro, que se propoe a construir ah
um vasto porlo militar.
Para esle lim, o almirante principe Adalberto da
Prussia, commissario de cl-rei Frederco Cuilhcrmc
IV. acompaiihado do cpaUo de fragata principe
Guilhcrme de Slcrre-Phillipslel, do capilao Kraev>ell
ajudante de-campo de S. A. R. e do lenle Balhwe-
gcl, dirigin-se pela madrugada i Varal, aonde se
achavam ja os commssarios do grao-duque de Ol-
demburgo, Mrs. o bario tle Berg, ministro de estado,
e Erdmiin, conselheiro do governo.
Do Varel lodos foram ao campo, diz la llalterie
Francaite, junte a Fachrcnbeck, na margem do mar
1I0 norte, onde liavia. sido erigida tima iiia^irilica
barrara em frente da qual eslavam fondeado os na-
vios de guerra prussianos Six*. Salamander os vapo-
res de guerra lela, Aigle e 76c, navios vela.
Dianle da barraca se linba feiro um recinto, onde
se achavam muitos altos funecionarios prussianos e
oldcmburguezes, assim como ciucoeula pas de fami-
lia representando a populado das duas parles do ter-
ritorio cedido.
Os commissnrios oldemburguezes se adianlaram
para o recinto, e um delles, Mr. o bario de Berg,
declarou que em virluJe dos plenos poderes de que
S. A. R. o grao-duque'de Oldemburgo o tiuha re-
vestido, e em cumpriraento do tratado de 20 de ju-
Ibo de 1833, enlrcgava em nome do seu soberano,
S. A. R. o principe Adalberto, como representante
e plenipotenciario de el-rei da Prussia, o territorio
de Jahde com o direilo de plena e iulera soberana
sobre este territorio cuja posse o grao-duque de
Oldemburgo renunciava formal e perpetuamente.
Em seguida Mr. de Berg procedeu, segundo o coslu-
me, a tradiceo iymbolica do territorio ; tomou urna
p;i, lirondo solo com esle instrumento om pouco de
trra, o o deu ao principe Adalberto, que o receben
e o mandou encerrar em urna bocela que foi la-
crada. a
A um signal dado pelo principe, Mr. de Gaebber,
conselheiro do governo, leu em alta voz as cartas
regias de el-rei Frederco Guilherme IV, dizendo
que o territorio de Jahde era e faria para sempre
parle integrante da monarchia prnssiana.
Operarios de marinha erigiram postes conlendo as
armas do reino da Prussia ; e ao mesmo lempo en-
genheiros prussianos e oldemburguezes fizeram
eslabelcccr as balizas dos limites. Durante es-
tes trabalhos, os numerosos insistentes fizeram reti-
ir o ar com grilos de la e-re o os navios de
guerra salvaran).
Mr. tle Berg se aproximou dos pas de familia rc-
presenlanles da popularn do terilorio de Jihde e
Ibes annunciou que o artigo 8 do tratado de Mafia
permitlia a cada hautante um espado de um anno c
um dia para declarar se queria conlinuar a licar su-
jelo aos oldemburguezes ou passar para a sobera-
na prussana.
O principe Adalberto inslallou depois os funecio-
narios prussianos chamados>or el-rei para o novo
territorio cedido a Prussia.
A ceremonia terminen por um banquete. Neste
banquete houveram brindes entre os quaes sobresa-
ldrn) os dous seguinles : 1. por Mr. do Berg ; O
pensamenlo que guiava o gro-duqoe e el-rei a con-
cluir o tratado de 20 de julho de 1853 se realise, no
inleresse da Prussia e de toda a Allemanha %
Por Mr. Erdman: ti Ao principe que, ha muilos an-
nos conceben o projeclo de crear urna marinha de
guerra prussana para a proteceo de toda a Alle-
manha, e que depois comecou a desenvolver e a exe-
cular esle projeclo ; ao augusto chefe da mariaha
real da Prussia
Depois do banquete, o prncipe Adalberto ordenou
que o .Via? c o Hela parlissem para Danlzicb, e o
Salamander para a Inglaterra, onde este navio, co-
mo dizcm,ser transformado cm urna fragata ingleza
de 34 canhoes. {Journal des Deba:)
OS GABINETES EM 1833.
( ConclusSo)
A todas as potencias, ao alliados que de si mermo
se offereriam, e aquellos cujo concurso se fazia es-
perar, a Porta moslrou que ella anda possuia em
grao eminente o espirito de governo e ofentimenlo
das necesidades diplomticas : e com effeito o divn
com urna habilidade toda digna de louvor fez cara a
lodos os embarazos, que Ihe foram suscitado Des-
de a rejeieao do primeiro projeclo de tratado apre-
sentado pelo principe Menschikoff al a do ultim-
tum da Russia, desde a occupacAo do principado
danubianos at as modificuce propostas ola de
Vienna, e desde ento at a declaracao de guerra, e
a chamada das torcas de Ierra e -de mar da Franca a
ta Inglaterra, a Turqua n3o deu diplomticamente
um so passo que se podesse considerar errado, ou
arriscado ; ea esle respeito ella cnnservou sem du-
vipa alguma a vantagem sobre seu poderoso adver-
sario. "
ro como fra de si, c procurou com a vista om po-
co, um barranco para lancar-mc sem duvida depois
tle Irr-me estrangulado. Mas mudou repentinamen-
te de narecer, c disse-me cravando-me a pona da
faca 110 braco esquerdo*
Nao sabes o que hemorrer' Prova aotecipa-
uTimenle.
Dei um grito, c levantei-me por urna especie de
sobresalto como tocatla por um choque elgglrico. El-
le agarrou-mc de um latn, ininha mai do. oulro, e
ambos arraslarain-me quasi correntio para a mar-
gem do Rheno, que era pouco distante. Urna barra
Icvou-nos para a margem opposla. Quando os mal-
eados lie a rain c'erlos de n,1o eslarem mais debaixo da
jurisdiccao francesa, seus olbos radiaram de alegra,
c s a presenca do barqu-iro impedi-os de manifes-
la-la eslrondosaiiiciilc. Conduziram-me apressada-
uicnle a urna monta onde ataram-nic um Icnt.o no
braco le ido, e meu maulo colirio esse apparelho
grosseiro. Eslavamos perlo de Alt-Breisach; meu
irmao levou-nos lugo para l. e moslrou s uulori
dades um passapnrle, que nao fra feilo para elle, e
que fra sem duvida furlado. Alugou depois urna
rarruagem, que minha fraqueza lornava absoluta-
mente necessara, e cujo emprego minha pallidez e
meu ar de abalmiento justificava a todos os olhos.
Chcg'mos a Frihurgo em llriscati quasi a urna ho-
ra ; ah entramos em una diligencia, eno din se-
guintc lindamos andada) dezoito milhas allcmaas, ou
Irinla leguas francezas. Em Mengcn meu irm.lo
comprou-nos outros vestuarios, mais brilhanles to
que osque linhamos. Deiiou cnlo a estrada prin-
cipal, e mudou incessanlemenlc tle dircrco para
ile-encamiiihar aos que livessem querido seguir-nos
a-pisla: empregou toda a sorlc de vehculos desde a
sege de posla al carreta dos camponetea,
l'odavia por mais caprichosos que parecam ser
nossos desvio, adianlavamo-nos rpidamente para
lesle. Eu padeca milito da cabeca edo braco, e es-
porava raorrer brevemente, porque a mnrte em um
Icito sem violencia nao assuslava-me lauto como a
vista tle urna pistola ou de um punhal. Tciiho cora-
gem, Sebastin ; mas sou mulber, c ludo o que he
brutal espaula-mc. Minha mai pareca compadecer-
se de minhas dures. Desejava sinceramenlc minha
cura 1 N.lo o crcio. Eu linba una ndole mu dif-
ferenlc da sua, e cmharncava-a muito assim como ao
filho para que nao tlesejassein no fundo do corarn
verem-se livres tic mim. -Mas o co sem piedade nao
quiz deixar acabar iiiinha exislencia miseravel : es-
lava escnplo que cu tlcsceria de um cm um Indos os
degracs da espiral, que conduz aos abysmos sem
fundo.
Como a Franca, o divn linba pressa de terminar a
queslao dos Sanios Lugares c de a desembarazar do
negocio muito mais grave do protectorado dos pratri-
archados gregos; tambem como a Franca, elle nao
duvidava que, do momento que a exlenco dos pe-
didos, que Ihe diriga a Russia, fosse conheedia, teria
as sympalhias da Europa. No justo terror que Ihe
can-a va as primeiras diligencias, e as primeiras con-
fidencias do principe MensehiWofi, inmediatamente
reclamaran- o nuxilio'das esquadras da Franja e da
Iuglaterra. ,
Se bem que o goveruo inglez nao livesse julgado
o perigo eminente, e que s a esqoadra franceza
se livesse aproximado das aguas da Turqua, a Porta
com an(ecipacai) saba do inleresse que as duas grau-
des potencias occdentacs tomariam na vicissitudes
porque ella livesse de passar. Ella sabia que a sua
independencia he urna queslao geral, e que nao po-
llera ser abalada sem que lambem o fossem as roea-
mas bases do syslema poltico ta Europa: conhecia
pelos debates sobre a queslao do Oriea]Pdede tan
los anuos, a firme iiitenco do grande estados do
occidente de impedir urna cataslrophe, qne aprovei-
lara nicamente a urna potencia ja incomraoda no
presente a liberdade da Europa cejitral, e temivel
para a seguran*-* lodos no futuro. Esla convie-
cao naturalmente inspirava a Porla Oltomana urna
confianza mui propra para sustentar o.seu valor.
Todava a energa constante, e calculada que desen-
veu nao vnba smenle da idea de que os gabinetes
do occidente nao podiam deixa-la perecer : ella com-
prehenda que meihor era mnrrer honrosamente do
que viver dehaixo das condiroes que a Russia prelen-
desse impor-lhe, e a resoluco tirmemenle tomada
de se arriscar antes a urna ruina irrevocavel do que
comprar cusa da deshonra urna existencia preca-
ria, atlestava assaz quo a raca ottomana he digna
ainda de governar em Constanlinopla.
A Porla, com um ministro como Rechid-Pachi,
nao podia desconhecer as diOiculdadcs, que linha de
vencer para fazer faceao inimigo. Essas dlficulda-
tles, consistiam sobretudo, de urna parle em tirar aos
pedidos da Russia loda a apparencia de fundamento
aos olhos das populaces chrisiaas do imperio olio-
mano e da Europa, e de oulra, cm apromplar forja
militares sufiicenlcs para provar aos quo conlesta-
vam a vlaudado da Turqua que ella poda* ao me-
nos oppor urna resistencia seria a seu poderoso ini-
migo. Tacs foram os cuidados qie occuparam'a ac-
(ividade da Porla. Ao pedido de um ajuste que il-
Iribuisse a Russia o protectorado dos Gregos, respon-
den a Porla confirmando todos os privilegios al en-
lao concedidos as suas grejas; e esla medida para que
livesse mais brilho, e mais alcance foi ainda exten-
siva a todas as commuuhes chrisISas : Os protestan-
tes, cuja existencia legal dala de poneos annes, rece-,
bcram as mesmas garantas, emfim a communhao
judaica vio igualmente garantidos os seas direilo ;
e esta providencia de tolerancia adraron desla forma
todas as populaces nao musulmanas do imperio.
Eram cslcs os preliminares Je concessoes mais am-
pias que se deduziam dos principios eslabelecidos'
na Carla de Gulhana, e que a serie dos aconlecimen-
los naturalmente linham de (razer. Os partidarios
da reforma tinham hbilmente de aproveilar a ac-
cao, que as circunstancias davam as potencias occi-
denlaes sobre a opiniao publica na Turqua, para
proclamarem medidas de igualdade, que teriam lal-
vez sido emprazadas por muito lempo ainda. Nes-
la calhegoria entra .vadminislraco dos chrislaos a
depor era juizo ; primeiro passo verdadeiramenle
decisivo da assemelhacjlo das condiroes sociaes entre
os musulmanos e rayas.
No interior, estas medidas erSo necessarias para
combater a influencia que procurava on ja exercia a
Depois de longa viagem chegmo a urna provin-
cia retirada da Austria estavamos na Croacia, na
fronteiras do imperio otlDmano, no meio de urna po-
pulacho quasi selvagem. *las a barbaridade dos
indgenas nao depusiera como a dos lempos primi-
tivo- : clles uncm a devassidao ignorancia, astu-
cia e i ferocidade. O vinlio, o jogo, o prazeres
grosseiros, a pilbagem, o contrabando, alleraroes a^^
lillas oceupam lodos os seus momentos vagos; os IrMftj
hlitos peniveis das monlanhas ou do marabsorvem-
Ilies o resto do lempo. O primeiro lugar a que dei j,
urna leve allencao, foi llarlsladl, cidade quasi loda *
construida de madeira. onde julguei que i amos pa-
rar. Vivos soflrimeulos comecavam a substituir mea
longo lorpor, e meu espirito despelava. A cabeca
e o braco doiam-me cada vez mais por falla de cui-
dados e de repouso. Eu lancava nm olhar apalhico
sobre as choupanas denegridas que guarnecen! a
ras eslreitas e sinuosas de llarlsladl. Mu Hieres al-
tas de feees varpuis estavam no luniiar das portas
ctexaminavam-me com os olhos enchuto. Ab quem
me dora ter morrido nesse lugar selvagem que teria
bannido de meu coracao todos os prazeres I
Todava nao deviamos demorar-nos ahi. Fiel
sua direccao obliqoa e tortuosa, meu irmao queria
reconduzr-nos para o oesle margem do mar adria-
lico : essa volla de viola c cinco leguas tinha por
fim, bem como as oulras, desorientar as pesquizas.
Entramos puuco depois em valles profundos regados
por trrenles c plantados de pinlieiros. (tuvimos
gemer alravcz dos ramos os venios do outono que
lem ja loda a tristeza do invern. Sua voz mavosa
f.illava-me ao coracao : ao menos elles parecam
ter piedade ilc meu infortunio, c qucrer-mc con-
solar.
Depois de lermos seguido nma estrada monlanho-
sa, que faligava muilo nossos cavallos, avistamos uo
meio do segundo da as ondas longinquas do mar
guarnecidas por essa cosa estril. Era ahi que
iamos residir durante ossnmbrios mezo das tempes-
tades. Nao lardamos a descubrir o porlo de Fiume
com suas casas italiana, c as alias chamins de suas
fabricas. Theodoro tinha sem duvida escolhido esse
lugar afim de poder embarrar-se ao menor signal de
perigo. Estavamos nao smente longe da Franca;
mas porto dos limites da Austria : a Turqua de nma
parte, as provincias italianas de oulra offereciam-nos
um refugio em caso de perseguires.
{Conttnuar-te-ha.)
LEGIVEL
MUTILADO


DIARIO DE PERNIMBUCO. SEGUNDA FElRA 19 DE FEVERtlRO DE 1855.
Russia ; romo para justificar debajxo do poni villa de civilisacao, o concurso que os governos da
Europa occidental c central preslavam a l'orta.
Mas, cmqaanto o divn lulava assim com malta
inlcliigcncia para segurar a lidelidade dos seus sub-
ditos, e merecer a estima do mundo, linlia tambera
de preparar moios riateriaes de resistencia ; alii so-
bretodo he que o cireravam tanto os seus amigos,
romo inimigo*.
Importa inuito ennfessar que no principio da cri-
sc nao se fallava senao com o riso nes labios das
torcas do imperio otlomano; eram recordados tan-
tos reveYe soffridos de meio secuto fiara c; traziara
a lembraucsi sobretodo ai guesjas cmpreliendidas
contra o pacha do Eeyplo, em que se vira o exerci-
(o do vstalo rebelde dispersar nos primeiros tiros
do canhao tropas sem disciplina o sem energa. As
Iropag da nova orgsnisaro liaviam, lio verdade,
comprimido algomns revollas na Asia ou na Euro-
pa ; porm os successos mais ou menos brilhantcs
rom que furnm cornados os seus estorbos, nao prova-
vam que ellas poderam sustentar o ataque de um
eiercito europeu. Alm disto um grando erro ad-
ministrativo fura commcllido no anno precedente
com urna improvidencia, cuja consecuencia se linlia
de soflrer: um eiupreslimo concluido na Europa e
n.to ratificado.
O estado das rendas publicas era precario e todo
appello para o crdito eslava muito arriscado de ser
improficuu. Rcpelliram-no quandu vinham de al-
guma sorlo a6 encontr do governo ; agora iam-no
procurar em todas as pravas da Europa sera boin
xito. Mistcr, pois, era que a Turqua com os seus
nicos recursos achasse o meio de se preparar para
a guerra, grabas aclividade do governo eaopalrio-
'ismo dos got ornados, que nao recuaram diaulc do
sacrificio nem de seu sangne. ncm de seu diuheiro,
dous excrcilos foram levantados no Danubio e em
Auatolia.
For occasiao dessas levas sobretudo foi que se po-
de apreciar os resultados do syslema de temporisa-
rao adoptado pela Porta Ollomana de accordo corn-
os seus alliados. Independentcmentc do desojo sin-
cero que se linda de salvar o paiz por meio de urna
(ransaeco, a necessidade de se uanbar lempo para
apromptar seus meiosde defeza irnpunhn ao gover-
no turco o dever de nada precipitar. Esta acertada
inoderaoaOjScrvio para grangear-lhe a eonfiaiira da-
quelles governos europeus, que nflo obstante com-
prelienderem por simesnios a necessidade de reco-
rtliecer a independencia da Turqua, exigan) toda-
va desta potencia provas de urna grande prudencia,
e nao queriam se empenhar em um negocio de tan-
ta gravidade, seiulo no caso que os aconlecimenlos
os forcassema isto. Pela prudencia com quesoube
evitar a guerra antes de estar prompto para suslen-
la-la, o governo turco pox-se em estado de a come-
car quando foi chegado a lempo: a este respeilo'
pois, felicitaran Ule lie devida por nao ter considera-
do a oceuparan dos principados do Danubio como
um casut belli, e por ter continuado a negociar es-
lando j;as tropas lussas acampadas no territorio da
Moldo-Yalacliia. "
Entretanto, excepto esta invasao, qual bavia as-
sisldo passivamunte, a Porta nao soffrera quebra al-
guma da sua dignidade : ella tinharegeitado o pro-
jecto de tratado, o sened e a nota, depois o ultim-
tum do principe Menschikoffe o do conde Nesselro-
dc: s adherio a nota redigida pela conferencia de
Vicua, inlrodu/.indo modificarnos convenientes pa-
ra prevenir ns iuterprelares perigosas, c emfimdc-
clarou a guerra a Itussia antes .do que nada ceder
das modficaroes que julsavo-necessarias para sua
independencia. as novas proposirGes de paz que
leve de formular em consequencia de urna nova con-
ducta, e por convite da conferencia de Vienna, elle
se manlevecom firmeza no terreno em que se lnba
collcado. Finalmente, a Porta tinha muilo gando
por todos os modos aos ollios da Europa. Os pri-
meiros successos obtidos pelo seu exercito no Danu-
bio e na Asa linliam produzido urna ropressao tan-
to mais favoravel e profunda quanto eram inespe-
rados, liosa por si o direlo e igualmente a sym-
pathia geralft os reveles que na Asia c por mar soc-
rederam aquellos successos vieram inlcressar anda
mais aopiniio em seu favor.
Os revezes do exercito da Asia eram de pouca im-
portancia, c por esto lado os Turcos anda ficavam
sanhores do forte S. Nicolao, do qual se tiuliam apo-
derado no comero da campanha. A destruirlo da
frolinliad'Osman-Pachii em Sinope tinlia mais gra-
vidado, e este incidente tornava-se o ponto de par-
tida de urna pliase nova na crsen ia decidir urna me-
dida pcranlc a qual as duas grandes potencias mar-
timas pareciam ainda hesitar : a entrada das suas
esquadras no mar-Negro.
Esta hesitarlo porein, s se dava por causa das pro-
testarnos e promessas da Russia de que se limitara
a fator urna guerra defensiva-, e da esperanra, que a
rusta se renuncia, de conservar a paz. Em Sinope,
os navios nissos foram atacar n esquadra lurca que
este**ancorarla as aguas, turcas ; a aggressSo era
flagrante, c constitua, alcm disto, urna evidente of-
fen a a honra martima das duas potencias, enjos
pavillies tremulavam na entrada mesmo do mar-
Negro. Calculada, ou nao, era urna provocarse a
que se deveria de necessidade responder, ainda mes-
mo que o perigo a que se acliava dahi cm dimito cx-
posla a Turqua nao o nrdenasse como um dever.
Assim he que foi encarado este negocio pelos gabi-
netes de Paris c de Londres, c decidida a oceuparao
do mar-Negro, romo compensaran da occupacjlu dos
principados do Danubio pela Itussia, e como um ga-
rante at a evacuarlo denlas provincias e a reslabele-
cimento da paz. No mesmo lempo os dous gabinetes
davam a este principio urna applicacao precisa, pres-
crevendo a seus almirantes de significar ao romman-
danle cm cliefe da marraba russa cm Sebastopol.que
elles eslavam resolvidos a evitar a repetirlo do acon-
lecmenlodc Sinope, que todo o navio russo encon-
trado no mar, seria dalli por dianle convidado re-
colhcr-sc ao ponto de Sebastopol, e que toda aggres-
sao dirigida, apear desle aviso, coulra o territorio,
oa o pavilhao turco, seria repellida com a forra.
Esta altilude nao era a guerra, e os novos estorbos
tentados pela conferencia de Vienna para reenlabo-
lar as ncgociar/ies enlr* os bclligeranles, favrorav,ol-
menle accolhHas em Constaulinopla, conlnuaram a
manter um* esperanra de par. Nao obstante, a Itus-
sia leudo pedido s duas grandes potencias ex plica-
enes do sentido das inslruccoes dadas aos almirantes.
esleve para dar-so um rompimoulo diplomtico. A
Kussia tomara a iniciativa ; a Franca c a Inglater-
ra iam responder por um ultimtum, exigindo a eva-
cuarao dos principados em breve -pra/.o, e a regeicao
leste ultimtum devia ser para a Franea e a Ingla-
terra o sgnal da gnerra.
Em todo o periodo das negociaces, vio-se que a
Austria e a l'russa se linliam associado complcta-
mcnlc a lod.-is as diligencias diplomticas dos gabi-
netes do Paris e do LofTdres. Os acconlccmenlos
mudavamdccarcter;se manter-se'hia esta allianra '.
Soberanos tflo cstreitamente Miados ao imperador
Nicolao, como o eram o imperador Francisco Jos
e o rci Frcrlerico Guilherme, podiam sem duvida he-
litar em declrar-lbe a guerra. Enlrelanlo a Itussia
Ipmoarava 13o directamente todos os nteresses e lo-
dos os direlos, que os dous' governos germnicos es.
lavam nao s desligados de todas as suas obrigarcs
para com ella, mas realmente at ohrigados, por sua
seguranra como pela da Europa, a se armarem em
defen da causa commuin ; porm, elles linliam
motivos para se separaren? decididamente da Ilus-
sia, mas esta tcntava esforros para as desviar de urna
allianra com o Occidente.
Pela-allilude que elles liaviam tomado as nego-
ciari~.es a Itussia va bem que nao poda espe-
rar a cooperario delles. E por isso nao era um con-
curso effeclivo que ella Ibes pedia : ella se contenta-
ra da sua neulraldadc, c offerecia obrgar-se por
couvenro a garanli-la. Tal foi o objecto da mssao
confiada ao conde Orlof. junto ao governo austraco-
A Austria se moslrara a principio disposla a um
tvaleau de neutralidade, quo tivesse sido combinado
rom os de mais estados da confederarao ; porm a
Prussia sa oppozera e esto plano dir abandonado.
A altilude arrogante do condeOrlof c sua linguagem
irritante linliam produzido em Vienna um efeito
contrario do que se aperara. A Austria responden
rom ama dignidade firme e sem ostentarlo, e, para
melhor manifestar suas Meneos, fez apoiar pelo seu
ministro em S. Petersbur'go o ultimtum da Franca
e da Inglaterra. A Prussia, pelo contrario, depois
de ter repellido as proposiee* do conde Orlof com.
mullicadas em Iterlim pelo baro de Budberg,parcceu
romo que inquieta pelas consequencias da firmeza
que mostrara, c lornou por momento s ideas de neu-
Iralidade precedentemente rejeitadas por ella mesma;
ronludo nao abandonava o partido-das grandes po-
tencias occidentaes ; ella o poda tanto menos quan-
to a Austria Oca va fiel a sens deveres para com a Al-
lemanlia o a Europa ; e por isso, refusando assignar
um tratado a quatro, que tera empenhado a sua ac-
eso desde o comero da guerra, aceitn um novo pro-
tocolo que mantinlia c defina de urna maneira mais
precisa ainda os principios estabelecidos pelos actos
precedentes da conferencia de Vienna.
O governo prussiano pareca entretanto preoecu-
pado de urna idea que I lie pareca propra po-lo
em regra ao mesmo lempo com a Rrussia, e com o
Occidente. Hesitando fallar s oulras potencias dos
nteresses geraes, elle consenta levar emconla os
nteresses da Allemanlia ; ora assim que adhera a
urna convenrao de allianra defensiva e offensivaque
Ihe propunha a Austria, e quecstipulava urna garan-
ta reciproca das possessos dos dous Atados, c atoo-
peraraoda Prussia, caso fosse reclamada pela Aus-
tria. Ora, a Austria eslabeleeia a quesio do Da-
uubio como cssencal: o tratado dizia que ella seria
o objecto de um ultimtum, e que a encorporac,ao dos
principados, ou um movimento dosRussos para Irans-
por os iialkans lomara obrigaloria a inlcrvcncao
das duas potencias.
Em ambas as bypolheses, a Prussia devia marchar
se a Austria fosse inquietada em suas fronteiras cm
consequencia das medidas que houvesse de tormar
para obler a cvaeuacao dos principados.
No lempo era quo se assignava esta convetirao em
Berln) entre a Prussia e a Austria, um tratado aca-
bva de ser igualmente concluido em Londres entre
a Inglaterra e a I ranea. Esla ultima convenrao era
precisa, e formal coma)a conduela das duas potencias
signatarias. Ella exprima ao mesmo lempo a in-
lencju das duas potencias 'de nao procurar iuteresses
particulares, c a firme vontade das mesmas, nao s
de rcpellir a asgressao da Russia, mas tambera de
tomar as medidas necessarias para impedir a vol-
ladeprctenQcsscmelbanles, a estas queforejavam a
Europa a se armar. Esta convenrao ficaria aberta
assigoalura do todos os governos que quzcsseo to-
mar parle na guerra. Esperava-se um expediente
que formasse entre a convenrao de Londres e a de
Uerlim urna especie de enlace. De felo, em 23 de
maio de 18-i, um novo protocolo veo realar estes
dous actos as obrigarcs cjntrahidas pelo protocolo
de 9 de abril, e consagrar o iccordo das quatro po-
tencias para o proseguimcnlo do fim commum.
Os estados secundarios da Europa se interes-
avara elles mesmos mui e fortemcnle na lu-
la que a comecar : uns romo a Suecia o a Dina-
marca, por que so acliavam situados na proximi-
dade do llieatro da suerra martima ; outros por que
lemam a repercusso para o seu coramerco. Al-
guna tambera lemam quo o espirito revolucionario
nao se aproveitasse das circumsroncias. Para es-
tes .havia urna poltica mui simples : era nao se de-
xarom de parle, formando pequeuos gropos, como
muitos o teriam desejado na Allematiha, a pretexto
de se garantircm sua neulraldadc, antes pelo con-
trario de se chegarcm o mais ossivel as grandes po-
tencias implicadas na guerra, c de fazerem causa
commum com o restante da Europa. A revoluto,
em verdade, s tinha probabilidades nu dfvisao que
se podesse produzir ntreos governos. Uniudo-se
de sympathias, se nao de fcito, as potencias que
combaliam pela causa da Europa, elles fecbavam
toda perspectiva demagogia. Quanto ;i Suecia e
i Dinamarca, ellas estavam n'uma silnac,3o espe-
cial : a neulraldadc dos estados allomaos leria sido
urna especie de complcidade tacita e impotente da
poltica da Itussia ; a dos estados scandiuavos era
pelo contrario um acto de adbcsao poltica da Eu-
ropa. Elles s se declararan! neutros para esca-
paren da pressao que sobre elles exercia a Russia
com a esperanra de llie irem por empenhos hoslis
as potencias martimas, se Bltico viesse a ser o
tbealro da guerra.
Em fim, mais' a questao que armava a Franca e
a Allematiha se aggravava, tanto mais tambem se
lornava gcral. Nao lie somenleem razao dos nte-
resses lerritorjaes implicados no negocio do Oriente
que os estados secundarios seguiam-lhc com anxie-
dado o ilcseuviilviir.cnlo : os interesses coramerciaes
do mundo lodo estavam em jogo, c os pequeos es-
tados so perguntavam o como as questes de dire-
lo martimo seriara compre|iendidas pelas potencias
bclligeranles. Esla espeelarao era misturada de al-
guma tAquielarao ; por quanto recordavam-se os
ilisscnliracnios, e as mcrprcio^oc Mivtumi <
deu fugar na Europa, ha um secuto, a legislaco
dos neutros : mas ^Inglaterra, que a aeran da Itus-
sia procurava apresentar aos pequeos estados, como
buscando occasiao de destruir lodo commcrcio e to-
da marinlia, devia erapenhar-se em repellir seme-
Ihantes accusajcs por urna inlcrpretarao verdadei-
ramente liberal do dircito dos neutros. A Ingla-
terra comprehendeu que imporlava transigir sobre
questocs que liaviam oulr'ora dividido os dous pas-
tea. Com efieito, depois de um examc .aprofnnda-
do, no qual os dous gabinetes aprcsenlaram essa c-
mularo de gencrosidade de que ja liaviam dado
lanas pravas, o governo ingle/, adherio a urna de-
clararlo que constitua um acoutocimcnlo da mais
subida importancia, o um progresso dos mais signi-
ficativos na historia do direito das geutes. Assim,
por fra mesmo da questao que formava |o fim da
allianra, os maiores nteresses da civitisarao recc-
hiam urna salisfarao manifesta, (aula a reuniao da
Franca c da Inglaterra he fecunda pelo nico fado
da sua existencia, o tanto est ella no voto da na-
lureza.
Era razio os nlercsses commerciaes, a guerra,
dissemos nos, aleaiicou todos os povos do mundo ;
era motivo sufliciento para os Estados-Uni-
dos d'America do Norte scgulrem o seu descu-
volvimcnto. A poltica desle governo as suas rcla-
rocs com a Europa lem ficado al boje indecisa, a
despeilo das multiplicadas c importantes discussoes
a quer ella, ha alguns annos, deu lugar.
A crise de 18i8 parecer aos Americanos urna
occasiao favoravel para cstenderem sua acro fra
do novo .continente. Elles se liaviam comprazido
em dizer que a conformidade das suas instituirles
com as que pareciam estar acreditadas na Europa
Ibes impunham um dever. Entretanto *as sympa-
thias dos Americanos do Norlc para os governos de-
mocrticos da Europa lulo se inharn manifestado'com
certa forra, senao na occasiao da questao dos refu-
giados Hngaros. Sabe-se que elles linliam recla-
mado a gra*a de dar hospiladadc ao antigo dicta-
dor da Hungra.
Todava nao he smenle pelo partido democrti-
co europeu que o governo dos Estados-Unidos pa-
recer se inlcressar. A Turqua pareca ter lamben)
es suas syinpafhias. A Russia disto se persuada :
s sympathias tentn do oppr os interesses, ese
nao so lisonaeava de arcastrar o governo arierra no
a urna lula aberta contra a Franri c a Inglaterra,
talvez confiara ao menos no engodo de um lucro f-
cil para rccrular corsarios as popularnos emprc-
liendedorns dcsla repblica ; mas a poltica liberal
que as duas grandes polcnciis adoptaran) na ques-
tao dos neutros, tirando todo pretexto inquietas
rao quo se procurava disperlar entre os Americanos,
cuntrbuio para os manlcr no caminho, que Ibes ui-
dicavam ascuas sympathi.is^ Offcreca-se a esla re-
pblica urna occasiao mais bella do qne cm 1818 de
lomar urna altilude cm frente da Europa : era nos
lmites dos seus meios de acrJo nsta distancia, de
mostrar que eslava com os governos, que defendan!
a independencia das nacionalidades c os principios
da civi-aro moderna contra o espirito do con-
quista e a barbaria asitica. Os Estados-Unidos se-
guirn) esta conducta, do maneira que a causa abra-
sada pela Franca o Inglaterra com a pprovaro
manifesla ou tacita de lodos os estados europeus a-
chava adheses mesmo alcm do ocano. Todos os
outros estados do novo mundo, sem eslarem em
estado de influir par modo algum sobre a marcha
dos aconlecimenlos, partlliavan ao menos o senli-
niento geral, e mirado os seus applausos, as suas fo-
lhtis publicas nos reproduziam o cchu dos granees
debates diplomticos de quo a Europa era o tbea-
lro.
Sabe-te o interesse que a Asia lomara. Intimi-
dado ao principio pelo apparato que a Russia de-
senvolva e a linguagem arrogante que fallava ao
sultn, le Srhah da i'ersia parecer um momento
inclinar para o lado do czar, o a nova de nina al-
lianra contratada entre a corle de Tehern e o gabi-
nete de S. Pctcrshnrgo bavia por algumas semana,
causado inquietarnos na Europa, nao porque a hos-
lilidadc da Persia fosse muito perigosa para o impe-
rio otlomano, pois que sem diuheiro c sem exercito,
est reduzida a um estado completo de impotencia;
mas sim porque, lomando o partido da Russia, tives-
sc talvez excrcdo urna ac;ao funesta no animo das
pnpulaces indisciplinadas do Kurdistan, situadas no
flanco do exercito otlomano : alm disto o faci s
de urna allauja da Persia com a Russia leria sido
funesto a acra" da Inglaterra naquellas regies. En-
tra nos designios da potencia que possue as Indias
impelir que a influencia russa faja maiores progres-
sos na Asia central. Era do dever da companhia
das Indias vigiar attentamenle e com solicitude esta
importante posicao. Posto que a Persia nao tivesse
lido seriamente o desejo de sabir da sua neulra-
ldadc, a emocao nao fora menos viva as Indias.
As popularf.es asiticas estavam ellas mosmas agua-
das por esla lula das duas grandes influencias que se
encontraran.i Asia,eo abaloda Europa se havia com-
municado at essas tribus mais ou menos poderosas
que.-il nadas entre os dous imperios, eslo destinadas
pela sua posic.o geographica serem levadas a es-
phera da acrao de um ou do uulro.
Assim o mundo eslava implirado na guerra que
eslava ilumnenle; a solidaricdadecreadaquer pelos
principios, quo pelos interesses, entre lodos os go-
vernos se manifestava com estrondo. Os imperios
fechados da extrema Asia ficavam sos de parte no
grande movimento que se operava pela questao do
Oriente, um absorvido pelas rcvoluroes quo dilace-
ran) o seu MO, ooulrnorrupadocoin as relarcs que
rom ello encala os Ivsladns-Unidosdcestabelecerpur
vontade ou por forra; mas graras aos nteresses que
as grandes potencias martimas e a Russia ella mes-
ina se crearan) neslcs mares longinquos,a reperens-
so das lulas europea s se fazia resenlir a essa dis-
tancia c o abalo se commuuicava assim at as extre-
midades do globo.
He com vcrdiidciro orgullio nacional que lemos
visto o papel que soube lomar as vicissiludes poli-
ticas do anuo de 1853. Apenas sabido de urna lou-
ga crise revolucionaria lornou a tomar nos consclhos
do Oriente o logar, quo a sua civilisarao lhe lem
dado entre os povos. O prmeiro que presenlio o
verdadeiro alcance da conlcnda no'scu principio, foi
lambem na maior parle das occasies, o primeiro a
propor aos seus alliados as medidas que lem ampa-
rado c salvado a dignidade da Europa, c a lecm
posto cm posiro de defender a sua seguranra. Gra-
tas a sua firmeza romo a sua previdencia, una das
mais poderosas comhinaces da diplomacia moderna,
a sania allianra se qi-ebrou. Nao se podia entrar
cora mais feliz cxilo na carreira das grandes empre-
zas internacionaes, c reconciliar-se mais dignamente
com as melhores tradicejies da Franra.
{Jnnuaire des deux mondes.)
INTERIOR.
O concurso estefe minguado, lalvez pelo temor da
chova ; mas, embon eu n3o cstivesso muilo a meu
goslo, foi brilhanle. Um rosliiihn redondo que ti-
nha us ulhos travessos e matadores, mereceu mi-
uha altenran. Aquellos lypos sao os que me agra-
dan). Se cu fora pintor s faria Venus do roslos re-
tando?, olhoi negros,cabellos crespos, e cintura del-
gada quantum sdti.s.
Parece impossivel. que um rosto redondo nao le-
nha urna tela inlelligcnle ; .que uns blhos negros
dcixcm de ser penetrantes, ardentes.e que em urnas
bem arqueadas sobrancelbas nao resida muito es-
pirito.
Mas, dir alcuem, e s3o pouco suaves e conquis-
tadores uns olios azues cm um rosto oval.oscamlha-
do em cabellos louros ? Conhcro. responderei, ros-
tos de lodos os ypos que valcm muito e muito ; c
nem quero deiapreciar alguem ; mas tenlio predi-
lecrjio por aqueles, sem grave olfensa dos direilos
dos millos. De ma9 oque importa na grande ques-
tao dos mais liidos roslos, a opiniSo de um reforma-
do veterano. Senhuma de minhas leiloras, deqnal-
quer cor que Icnha os odos, se ncommodar com
ella; nenhumj de olhos negros se ufanar com a
preferencia.
De 1 a 7 do corrento sahiram para Falmouth. o
patacho dnanurquez Peler & Louril: com 14,0110
arrobas de assicar mascavado ; para Gibrallar o pa-
tacho inglcz Ilirret L. com 1C,:I30 anobas de dito
hr.inro ; para Liverpool o brigue inglez Delle com
17,900 arrobas de dito mascavado ; e a barca ingle-
za Star of Truon com 400 couros, 3,886 arrobas e
18 libras e142 saccas do algodao com 9005 arrobas
c 18 libras.
A alfa'ndegc rendeu.......826860
Consulado.....- ,14:875f391
Mesa de rendas inlcrnas .... 4:043$i3G
COUUESPOXDEXCIA DO DIARIO DE
PEBNAMBPCO
Pnrabiba.
12 de feverciro.
Estou por um quasi em nao lhe escrever, porque
vou Picando como o ferrero de maldirao, que quan-
do lem ferro falta-lhc o carv&o ; assim, quando le-
nllO pachorra e vagar, como agora, falla-rae malc-
ra, quanJo tenho materia, falta-me paciencia ou
subram-me massanles, que me consumera o precio-
so lempo. As horas n.lo param, o lempo va, o
curroio nao espera, c Vine, lira sem milicias minhas,
e meus affeicoados arrepollados com o dcsaponla-
menlo, quando lhe chega o Diario' sem a minha
mi.ssi'ia.
Hoje lenlio paciencia, direi mesmo disposiao pa-
ra escrever, cstou s, porque os freguezes andan)
por onde Dos os conserve, Mcrcles foi fesla da
Batalha, Beiilinho esta aforrado ; mas, oh dor fal-
ta-me assumpto importante, e cu fulo lenho reme-
dio senao devauear, dizendo pouco cm inuilas pa-
lavras. Se eu tivesse o dom de cerlo amigo, que
paraphrasea qualquer cousa, que nunca diz urna pa-
lavra, que nao soja acompanbada de dous synony-
mos ad cautelam, enlo poder-me-hia fallar [o pa-
pel, mesmo as columnas do seu Diario, mas nunca
torturara a imaginarao, esta imaginarao cansada e
enfraquecida pela idade c pelo tr.ili.ilii nao Ilite-
rario, mas... para que dize-lo"? nunca tortorara a
imaginarao para completar urna missiva. Se eu, co-
mo lhe ia dizendo, dispozesse da facundia do tal
amigo, dir-lhc-hi.i, pouco masou menosEsla no-
bre e heroica provincia, una das mais bellas frac-
Ccs do brasilco imperio, urna das fulgurantes es-
trellas, que brilham no meridiano circulante de
nossas armas, urna das preciosas pedras, que ador-
nar o diadema imperial, frue, goza e saborea as
doruras da Iranquiildade, no vivincauur ismanso
da Iranquiildade. Oh ncsle estylo pode-se ir
longe. Infelizmente, porm, esgole-me no pou-
co que tica dito, e nao posso passar alm da Iran-
quiildade publica.
Cada qual para o que nasce. A agua remonta-
se s nuvens, e a modesta andorinha vara a Ierra
com as suas azas. Serci andorinha, porque a na-
tureza me nS fez agua.
Com as chuvas um pouco posadas, que lhe noli-
ciei cm minha ultima, reanimou-sc a natureza ; mas
lambem pciorou asalubridade publica, de sorte que
uestes dous das 'era ldo bastante que entender com
o sino o sacrislao da matriz, convidando os fiis a
acoinpanhar o Sanlissimo Sacramento. Enlrelanlo,
parece-me que a morlalidade nao lem crescido,
porque nao lenho ouvido os rouquenlhos sons de fi-
nadns. Nissoposso dizer com certeza, porque lenho
pelas minhas vizinhanras o maior armazem de de-
funtos desla capital, que nunca recebe freguez sem
chocalhar nos sinos, para oque lem um alentado
sacrista, com tcenla da illustrissima municipalida-
da, que ainda se nao lembrou de mandar deilar
canga aos sacrislaes para nao podercm subir s tor-
res, visto que, sem ellas, n3o fazem caso de urnas
posturas ou cousa que menos vaina.
Os thugg* vSo sem novidade ; e o hotel Chagas
conla duzenlos freguezes, e diz, que nao pode rece-
bcr mais.
A polica anda activa como co com cbucalho, ou
galo escaldado ; e parece que nao entrale do jubi-
len- ; pois lera trancafiailo individuos por pocen los
velhos, alguns dos quaes al lem bilhele de absol-
vilo dado pelo jury ou juizes de beca.
A municipalidade Ilustre findou suis scsses or-
dinarias, ediz Meirclcs, que foram bem ordinarias.
Quanto a ello as posturas limitaran) sa a cabras
com cangas, caes sem cabellos, intestinos de bois
na alagoa, lavagem de burros de qnatro ps, tripas
de peixe pesadas e aferires ; mas o Mcirelcs li
suspeilo. Eu enlendo que ella fez muita cousa boa.
principalmente em pagar aos meirinhos e cscrivaes,
que, como sabe, he gente que ganha conseienciosa-
menle.
O que do mao fez, foi dcixar-se citar, porque as
ctares nao acreditara muilo, quando para paga-
mento de dividas pequeninas.
Appareceu-nos um novo peridico impresso na
I] pographia do Sr. Ilrilo, inlilulado o Commcrcial
l'arahibano. Parece que nao se dedica poltica,
c s quer tratar de rommercio, c mclhoramcntos
materiaes. Com o auxilio delle dir-lhc-hei algunia
cousa sobro os preros correnles o movimenlos do
porto, j que Meirelos, entregue a advogacia, e a-
grcultura, nada me diz do commerco, como ou-
lr'ora. *
Foram poniera approvados os cstalutos do banco
paraluhano, e determinado o dia para a primeira re-
uniao da .".sscmbla geral, que lera lugar a 25 do
andante. J ve quo muilo breve nao estaremos
mais a p, c sim muito hem assenlados.
Assisl anle-honlem a reeila do Stlitario no
Ihealro Apollo. A pera seria snffrivcl, so alguns
dos arlores soubcssem melhor os papis ; c cnto
cvilar-se-hia o ouvirmos o ponto, como so fra um
outro ador.
Um dos primeiros ligres esqueceu-so que de-
via cahir 3i) cerlo Iransc, e o ponto grilou-lhe lo
apressada c vigorosamente cabe, cabeque pro-
vorc.u a hitaridade do respeitavcl.
Oulra scena grotesca deu-se cm ficar o panno
suspenso da cabera de um extenso representante,
que, todo ofla-iado cm seu amor, nao deu pelo pe-
so que tinha naquella importante parle do rorpo.
He mais um elfeilo do amor, o ficar-so na possibi-
lidada de comportar, sem conscicncia, grande peso
no crneo. Nao perd osla observarao, porque
pretendo fazer um tratada sobre as graiides paixes.
Parecc-me, ainda nao live occasiao de verificar,
quo um namorado perdera a cabera sem dar pela
falla. Os que tenho visto fazem mnilo pouco uso
della. Quanto ao mais, a pera correu bem, c mui-
to melhor do que a ultima de que lhe fallei.
Reprcseulou-se a farraA roscaque foi muito
aplaudida. Exccllcnte especifico contra os massan-
les. Ao primeiro que cncontiar pcrguntar-lhc-hei,
se traza rosca, e no caso negalivo,ponho-lhe na pis-
fa os rapazes.
A D. Jezuina brilhou na rosca. Como mulher re-
singuenta mostrou saber o que fazia. Eslava per-
feilamente a carcter. Todos os mais fizeram sen
dever.
19-.7459435
As rendas provinciacs no mez de Janeiro rende-
ram 98:840t6 rs.
Enlrnram desde o da 1 atSdo crvente 1168sac-
casde algodao, que foi vendido entre 45500 e "fi> rs.
Assucar branco de 29100 a 2^300 ; mascavado de
1JO00 a 18100 eouros salgados de 155 a 160 a li-
bras.
Enlrnram de 1 a 5 tres navios em lastro.
Eis o que ha de mais importante, que lenha che-
gado ao meu conhecmento. Saude e quanto apele-
ce, lhe desejo por muitos annos e que me facilite
occasies de gozo, j que nao he o qoc mais en-
contr.
RECITO 17 DEFEVEREIUO DE 1855.
A'S 6 HORAS DA TARDE.
RETROSPECTO SEMANAL.
Buscando a etymologia da palavra carnaval, que-
rcm muitos que ella venha das palavras latinas car-
no rale, adeos carne, ou de cam-aval, pela razao
de que ueste tempo comc-se muita carue, cm des-
pedida e previa ndemnsacao da abstinencia que so
tem de guardar pela quaresma. Nao contestamos a
etymologia do termo, mas achamosquea inslluirao
que elle designa nem lera uada de razoavel, nem
lhe corresponde exactamente.
Com efieito, ao menos entre nos nao representa a
gula o primeiro papel nos folgares do entrudo: ain-
da uao ha muilo lempo os fabricantes de limas de
cheiro travam d'ahi maiores lucros doque os pas-
lelciros; hoje os alfaates e vendedores de mascara5
sao os que mais Iraballiam e ganham no servico dos
folgasoes. Seja porm qnal tor a especie de extra-
vagancia ou do desordem que caractersc o carnaval,
be fina de duvida quenada pude ser mais contra-
rio aos principios do christanismo, qar o conside-
ren) como relgiao, qur como pbilosophia. Para os
chrisiaos observantes da quaresma ho um mo'mcio
de prepararlo o cntregar-se incontinencia ; para
os que nao fazem diTercnc,a entre ella c o tempo
commum, nao ser urna despedida, um apartamento,
urna indemnisaro sem perda a soffrer?
Com dala de 12 do correte expedio o Sr. chefe
do polica o rcgulamenlo que se deve observar nos
prximos das do entrudo, euclle foi prohibido o oso
d'agua por meio de quaesquer vasos, seringas e li-
mas do cheiro, assim como o de tintas, lamas e ou-
u.. objooio.- ijue ;,,, cosim:ivnm imr" oV nrujnt
das de loucura passageira e procurada. Tambem
foram all proscriptas varias regras para observancia
dos mascaras, qur nos passeios e bailes, qur no
propro Irajar.
Escusado nos parece desenvolver aqu a juslira> e
conveniencia das prescripc,es da polica, j conde-
cidas c bem aceitas pela popularlo pensadora ; por-
quanio, taes sao os males resultantes do entrudo,
sendo pralicado,como ora, la > desalina lamente, que
niuguein deixa de os commemorar e referir em gran-
de escala, e s isso he bastante para juslficarao das
medidas ledenles a supprimir urna causa d'onde
provinbam lio funestos effoitos. Resta smenle que
os recalcitrantes nao sejam benignamente tratados,
porque do contrario nada se conseguir cm prol da
ordera publica. Na carreira do crime ningucm an-
da ordinariamente de cima para baixo ; pelo contra-
ro he ile baiio para cima que quasi sempre se ca-
miulia; e d'ahi resulta que tanta severidade pelo
menos deve haver na repressao dos crimes leves, co-
mo na dos graves.
O fado mais notavcl, oecorrido na presente sema-
na, foi o dcsappareciinenlo de Jos Francisco da Sil-
va, que lendo chegado de Mamanguape, hospedara-
se em casado um certo Toicano, residenle no bar-
ro do Recite, e sahindocom elle a passeio pelos ar-
rabaldes da cidade, nao voltoa mais casa. Varios
sao os boatos que correm acerca desle successo, sen-
do o mais geral qne Silva fora assassinado por'amor
do diabetes que comsigo trainera. A polica, infor-
mada aesse respeilo, fez por cm custodia a Toscano,
e proseguc as necessarias indagaces, sem que al o
prsenle nada nos consto liaver-se descoberlo, que
possa bem esclarecer tal mysterio ; n3o fallando to-
dava quem, na forma do coslume, inventasse a a-
chada de um cadver e de um cavallo enterrados.
Esse invento porm nao surti cffeito algn;.
Alcm do exposto, lornou-se a semana recommen-
davel pela'copiosa chova que uos trouxe durante 3
das consecutivos, sendo a mesma acompanbada de
fortes Irovoadas, pheuomeno atmospherico que ha
bastantes annos nao se observava nesta cidade. Al-
guns raios calmara pelas ciicumvizinhauQ.as, bem
como em Appucos; mas felizmente a ninguem of-
fenderam. Desle modo, va-se corroborando a volha
experiencia de Sania Luzia no corrcnle anno de 55,
e permita Dos que para nosso bem recobre ella to-
do seu crdito, sendo plenamente confirmada.
Os preparativos para os bailes quo devem liojeco-
owcar, augmentaran) o movimento ordtuario das
i u.s c das tojas do fazenda de certa ordem. Aguar-
damos os resultados desla lufa-lufa, para delles in-
teirarmos os leilores.
Rendeu a altandcga 86:1109924 rs.
Falleceram 47 pessoas : 9 homens, 12 mnlhcres e
19 prvulos, livres; 1 hornera, 1 ruulhcres c 2 pr-
vulos, escravos.
Quando em a moha procedente de 6 deale mez,
lhe disse quo cu pens, que a repressao nao deve
aqu abrandar, e que smeute a severa polica ac-
tual pode com alguma vanlagem lular contra os
inslinclos sanguinarios de cerlo numero ainda aval-
lad* de individuos, que parece, teem em peito o
desacreditar a 13o preconisada generosidade do I-
luslro sangos Godo alliado ao dos naturacs da Ier-
ra do grande Ararigboia, disso urna verdade de lo-
dos aqu sabida: direi mais, que ser mui inconve-
niente a sabida do Sr. I", irai-o ns circunstancias
cm que nos acharaos, principalmente se a com-
missao, de que se elle acha encarregado, nao bou-
ver de ser dada a oulrem, quo bem o subslitua.
Cerlo, faz horror, irrita os ervos, ou serei eu mui-
lo apprehensivo ; he para desanimar o mesmo ator-
rar ao bomein pbilantropo, he para desconcertar
todos os clculos e por cm evidencia, se anda o
nao crra, a fraqueza, a impotencia dos nossos
meios preventivos e da sancrao penal, esto estado
violento e anormal, segundo a expressao do Sr. mi-
nistro da justira, a que nos vemos rcduzidos ; e ha
ainda quem er na brandura dos estonios da nossa
popularao do interior Venham para c. Nao ha
muitos dia*, que tralei |de um assassinalo perpe-
trado, nao mui longe da villa de Ganbaos, no
lugar Inhumas ; o assassino o o infeliz morlo eram
amigos e prenles: urna ninharia, urna pequea
rixa, originada de momento, por causa dero-
tados, tanto baslou para revolver a alrabilis a
ambos, e cm um volver do olhos, arrastrados pelo
satnico e irresislivel allralivo de vr*jorrar sangue,
um dos contendores cabio moribundo de urna ma-
chadada na rabera : um mez havia que so casara.
Que ndole generosa nao be a do tal sangue Godo
vasado nodo Tapuyo!...
Ha quem censrenos correspondentes do norte do
imperio (li isto em nma carta escripia de S. Pedro
do Sul do lornal do Commercio do Rio; porque re-
gislra-se os casos de homicidios que s* commeltem,
para nao exhibrmo-nos ao eslrangciro como bordas
de sicarios. Na mesma pena ncorreu o ministro
de estado, quando o anno passado na cmara tem-
poraria desdobrou o sangrento e melanclico quadro
da siluarao do paiz em relarao a seguranza pessoal.
Boas! O silencio uestes casos he que seria condem"
navel, porque revelara que nao nos condoemos des-
la actualidade ou que nao confiamos assaz nos pode-
res do estado, donde nos pode vir o remedio.
Hontem constou-me que no lugar da Palmeira, a
G leguas da villa, bou ve mais urna morlc e um fer-
menlo por motivos igualmente fuleisbrocas de ro-
tados,e essa carnificina foi obra de uns celebres fa-
cinoras Noratos, all residentes. No Crrenle appa-
receu dentro do rio o cadver de urna mulher, que
se presume fra mora por seu propro marido!
Nesle mesmo instante sei que um portuguez, no
lugar Morim, acaba de assassinar, desfecliando um
tiro, urna pessoa cujo nome nao me disseram.
A forja do major Curasao esl redijzida a um Ier-
ro : nao se pode mais ter um destacamento em Bui-
que, foco de grande numero de malfeitores : o des-
tacamento de Papacara he de mui poucas praras ;
em S. Benlo, no Corrcnte, cm Aguas Bellas nao ha
torca alguma, como seria para'desejar. De que ser-
ve haver o Sr. Camisao levado de assallo esta prac,a,
se a n.lo pode defender convenientemente? Rcce-
berara-no com o assassinalo de Joaquim Barbosa,
a duas brajas, por assim dizer, do sua residencia;
com o do infeliz Jos Bazilio de Freitas Peixolo, pai
de numerosa familia, bem como o primeiro ; e foi
somonte cm vista desseprincipio de reinado.qne
S. S. conhcccu que lhe convinha ser enrgico, para
nao fazer urna triste (gura como o nm lem feilo,
juslira se lhe faja ; e ficou cerlo da ndole e disposi-
roes de muitos d'aqucllcs com quem tinha a tratar ;
mas, repito, como poder o Sr. Camisao continuar a
polciar a comarca, por melhor vontade que lhe as-
sisla, se nao tem forra sufficeiile i sua disposiro.
Meu nobre amigo, parece-me que me illudia a res-
peilo de nossa seguranra pessoal, quando llie dirig
aquellas animadoras expresses, que se le-em em a
minha precedente: les jours se[suivent el ne se res-
semblentpas: soffra esto francezorio, que vem muito
ao caso.
Estao a findar os reparos da cadeia da villa.
Das demais localidadc da comarca nada sei.
Adeos.
3 Ao Covcrern.
Tenho a salisfarjao de "ommuiiicar-lho em addita-
mentoa minha ultima carta, que o assassino da mu-
lher cujo cadver foi visto no rio do Correle, fo'
preso pelo subdelegado do dislrcto Alfonso Caval-
canli de Albuquerque; nao foi como em principio
se presuma o marido o autor desse brbaro assassi-
nalo, mas sim um tal Joo Carlos.
Logo que conslou ao delegado o assassinalo e fei-
menlos da Palmeira, de que arabera ja tralei, ex-
pedio a aventurar o caphlo Jos Angelo chj Moraes
llego com urna lorie escolla de tropas do destaca-
mento, para o que fui necessario ficar a cadeia guar-
necida por paisanos, e depois de alguns das de ex-
ploraran vollou hoje o capitn trazeudo sob sua guar-
da nao s os assassnos Noratos, quem fra prender
como outros mais. Nem os poucos iniciados nosse-
gredos da polica, nem talvez o propro delegado
muito dariara pelo hom xito dessa diligencia, por
se havercm sumido os assassnos como se um abysrno
os tragas-e, mas e-los all na cadeia : o delegado e
os seus agentes -o incansaveis c por isso merecedo-
res de todos os encomios: licamos em paz.
( Carta particular.)
Mas porque foges f Son tigre ".'
Nao tojqs, nao, lindiuha,
Quero ao som da lyra minha
Oflerlar-le urna canr.lo
as-me cm troca um beijo ? Nao.
Como encanta leu semblante I #
Que magia lem (cus olhos 1
Vadeara o mar por elles,
Por elles calcara abrlhos;
Um odiar por compaixao I
Um ollmr meu aojo !Nao.
Queres pois, o triste bardo,
Ande errante aqui alm,
Na lyra frouxa cantando
Teus desprezos, leu desdn);
Que chora, e pene por fim
Quebr a l\ra e morra "!Sim.
/tu revoir.
'Jdcm.)
CMARA MUNICIPAL DO REGIFE
Senao extraordinaria de 31 de ianeiro.
Presidencia do Sr. llanto de Capibaribc.
Prsenles os Srs. Vianna, Rego.Dr. Sa I'erera c
Gameiro, faltando sem causa participada os mais
Srs. abrio-se a sess3o e foi lida o approvada a acia
da antecedente.
Foi lido oseguinlo.
EXPEDIENTE.
Um olflco do Exm. Sr. presdeme da provincia,
dizendo haver-lho participado o bacharel Manoel
Clcmentino Carneire da Caoba, juiz municipal da
l. vara desle termo, quo terminando-se no dia 22
do correnle o quatrienno de seu excrcicio, conti-
nuar no mesmo por ter sido reconduzdo em dita
vara por decreto de 11 de dezembro ullirao, preve-
nindo S. Exc. que o mencionado bacharel se acha
presentemente oceupando o lugar de juiz do direilo
da 1." vara crimeInleirada.
Oulro do procurador, remetiendo dousmappas das
pessoas fallecidas de febre araarella em cada mez
dos dous ltimos annos, e que foram sepultadas no
cemiterio publico d'csta cidade.
silou.
Oulro do mesmo, informando que em vista da in-
formado do fiscal de S. Jos, entenda que Antonio
Nobre de Almeida Jnior, eslava no caso de ser al-
leuddo quanto a ser eliminada da codela, urna das
suas carrocas, por se ler inutlisadoinleirada e do-
ferio-se ao peticionario.
Oulro do bacharel Manoel Clcmentino Carneiro da
Cunha, parlcipando ler entrado no dia 23 do correnle,
no exercicio do lugar de jua municipal da t. vara
desle termo, no qual tora reconduzdo por decreto de
11 de dezembro ultimo, c que continuava a oceupar
inlerinamenle o cargo de juiz de direilo da 1. vara
inteirada.
Oulro do amanuense servindo de contador, dizen-
do que no dia 1 de levereirn se tem de vencer urna
letlra da quanlia de 5099387 res, aceita por Joaquim
Lucio Monleiro da Franca, afim de ser tirada do co-
freinleirada.
Oulro de Jo3o Francisco Bastos, juiz de paz do
2.o dislrcto dcsla freguezia, pedindo que a cmara
lhe enviasse a copia da acta de sua cleirao para lhe
servir de litulo, e poder assim exercer legalmente
dito cargo, como ohscrvouo Dr. corregedor da comar-
ca no provimento que enviava.Que se remeltesse
o litulo, e devolvesse o provimento.
Oulro de Francisco Casado da Fonceca, juiz de
paz supplenle do 1. dislrcto dos AHogados, dizen-
do que por ter recebdo no dia 19 do correule, noi-
le, o oflicio desta cmara, convidando-o aprestar ju-
ramento do dito cargo, no mesmo dia, nao compare-
cera, o que faria se ainda fosse necessario, e lhe ofli-
ciasse a cmara marcando outro dia.Que se lhe
ofliciasse par9 comparecer aos 7 de feverciro prxi-
mo futuro.
do gado morlo para consumo desla cidade na sem;
de 22 a 28 do correnle (556 rezes). Que se arsMvas-
se.
Oulro do amanuense desla repartirlo Hiplito Cas-
siano d'AIbuqucrque Maranho, participando adiar-
se fazendo parle da junta revisora da qualficacao da
freguezia da Boa-Vista desde 21 do crranteInlei-
rada.
Outro do fiscal de S. Lourenco da Mala, remetien-
do a nota das rezes que se mataram para consumo
aquella freguezia durante o mez de dezembro ul-
timo (62 rezes.)Que se archivasse.
Oulro do fiscal da Muribeca, dizendo que se ma-
taram para consumo d'aquella freguezia. durante o
mez de dezembro'ultimo, i rezes-Inteirada.
O Sr. Gameiro fez o seguinle requeriraenlo que
foi approvado.
Requeiro que se ordene ao fiscal da Boa-Vista
aprsenle imprclerivclmeiile na scssSo viudoura, a
liecnca c cordearao que ohteve Manoel Jos Dantas
para edificar muro na estrada do Manguinho, junto
ponto do mesmo#ome,eJosSapurill, para cons-
truir casa e muro na estrada dos Aflictos.
Sala das sesses 31 de Janeiro de 1855Gameiro.
Nao foi concedido Severina Francisca da Cosa,
moradora na ra da Paz, o prazo qBe pedio para
remover o seu eslabclecimcnlo de malar porco, vo-
lando contra os Srs. Gameiro e&i Pereira, que que-
riam lhe fosse concedido o prazo de 30 das.Des-
pacharam-se as pelccs de Antonio Bolelho Piulo
de Mcsquila, de Antonio Lopes d'Almeida, de An-
tonio Jos de Olivera, de Bernardo Jos Rodrigues
Pinheiro, de Bernardo Antonio de Miranda, de Do-
mingos Jos Ferreira, de Francisco dos Sanios Cor-
reia, de JoaoMarlins de Barros, de Joao Pacheco de
Queiroga. de Jos Duarle Continuo, de Joanoa Iz-
dora do Nascimeulo, de Jos dos Santos Neves, de
Manoel de Andrade Pestaa, de Manoel de Sooza
Tavares.deJManoel Antopio d'Oliveira.de Paula Coe-
Iho da Conceicflo.de Severina,Francisca da Costa, de
Thomcz de F'arias ; o lovanlou-se a sessao.
Eu Joao Jos Ferreira de Agujar, secretario a
V quem os requi- sus<:''cvi. Baro de Capibaribc, presidente.
liarala d!Almeida.Gameiro.Rtgo.Sa Pereira
Mamcde.
REPARTICAO DA POLICA.
Parle do dia 17 de fevereiro.
Illm.e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
ihfferenlcs participareis boje recebidas ncala repnr-
l'cao, consta lerem sido preso unicamenls pela sub-
delegada da freguezia de S. Jos o prelo escravo
Joao, por embriaguez
Por oflicio de 14 do correnle communcou-me o
delegado do termo de Goianna.com referencia a par".
Uciparao que lhe fizera o subdelegado do dislrcto de
Pedras de Fogo e Itamb, que no dia 6 fora assassi-
nado Manoel Francisco da Silva por Antonio Fer-
nandes Camnha, o qual nao foi capturado por se ter
evadido- No entretanto o subdelegado Iralou logo
de instaurar o competente processo, e por esla re-
parlicao foram ji expedidas as convenientes provi-
dencias para a sua priso.
Communicou-me por oflicio de 8 desle mez o de.
legado do termo de Nazareth, que na noilc de 5, na
ra da Palha daquelle tormo, fora encontrada mora
em sua propria casa a parda Marianos de tal, verifi-
cando-sc pela vestoria a que se procedeu que ella ti-
nha sido assassnada por meio do asfixiamento,e que
leudo-se descoberlo ser o autor de um tal allenlado
o soldado Loiz de Moraes, que fazia parle do desta-
camento daquelle tormo, requisilou a sua prisao ao
respectivo commandanle c flcara contra elle proce-
dendo-se nos termos da Ici.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pemambuco t7de feverciro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselbciro Jos Benlo da Cunha e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Li:
Oulro do fiscal e S. Jos, remoliendo o mappa i Carlos de Paiva Teixeira.
COMARCA DE GARAMIIaS.
30 de Janeiro.
Dou-mc pressaem felicitar a. Vmc. por haver"sido
por S. M. o Imperador condecorado com a pequea
commenda de ollicial da llosa cm o feliz aniver-
sario do 2 de dezembro de 1825. Vmc. he por sera
duvida merecedor dessa dislincrao, sem lisonja o
digo, c tambem sem a inlenro do oflender a sa
modestia, porquanto Insta considcrar-sc, que be
Vmc. o digno propriclario do Diario de Pernam-
buro, empreza til ao paiz e que nos acredita an-
te o eslrangciro. Ncsla poca, cm que se pode dizer,
que o jornal subslluio o litro, o sen jornal, fazen-
do-se cargo em promover sob largas vistas o nosso
lieiii-estar, ha prestado a todas os rlasscs da nossa
soriodade um serviro real e transcendente; e o cida-
d3o que lem empregado constantemente lodos os
seus esforros, applicado nao pequeos oapitacs no
louvavcl (ni de levar a elfeiln e animar senielhanle
empreza, enteudo, que se ha distinguido d'enlre a
niiiltidao.
Com ser isto por c um fim do mundo, nSo lhe pa-
rera que por, tal fosse esquerido no lauto banquete
do dia 2 de dezembro do anno passado ; uao. sc-
nhor ; coube o officiaialo da Rqsa ao Sr. coronel re-
formado da guarda nacional e dino presidente da
nossa municipalidade, Antonio Tcixcira de Mace-
do ; e dous nossos hospedes, os Srs. rapilao de ar-
lilharia, Carlos de Moraes Camisao, e primeiro l-
ente da mesma arma, Jos Angelo de Moraes Re-
g, foram nesse dia promovidos nos postas immedia-
Ios, o primeiro por mereciraento e o segundo por
sua antiguidade. '
COMARCA DO BONITO
12 de fevereiro.
Sao 10 horas da noilc, e como lenha amanliaa mili-
to cedo portador para ah, nao quero dexar de ra-
biscar alguma cousa; comquanlo pouco adianto por
havcr-lhe escripia cm bem recente data, todava l
vai e. por estes ares apres la dernicre, e, pois, continua-
mos bem, hontem a noile sahiram daqui uns 15 sol-
dados la merci des rentes el des flots, e voltaram
esla manliaa apeoas com fim as corda-; a tarde vie-
ram lambem para cadeia dous do Riacho Seco, ainda
n.lo pude conhecer o valor inlrinzico desses menino-
rios. Pelo quo lhe exponho ver quo a Signora po-
lica a>lo lem muilo somno (l)eos a conserve assim.)
Consta-nos quo foram ao promotor os autos do
Antonio Malalinho, a dita patrulhnha ainda vive
pelos bosques. Estao em andamento outros pro-
cc>sos.
Mclhoramcntos materiaes.
Ora, afinal estamos com o nosso .acude, que con-
cluo a Sra. illuslrissima do municipio, a quem so-
mos devednres deum beneficio de tanta importancia.
Temos porlanlo agora agua para dar c vender, c um
excedente banho, ondose nada vontade, c que se
nao he lo sahoroso como o seu aristocraticoCapba-
ribe, ao menos nos satisfaz quantum satis parapiSo
ler calor. Mas a obra nao esl acabada, falla-lhe
um pequeo caes de um lado para impedir nao caa
o atorro que foi necessario fazer para levantar mais
a agua. Seria muito conveniente que S. Exc. oSr.
presidente mandasse aqui um engeuheiro, que exa-
minando essa obra, indcasse o que convm para fi-
car ella perfeila. Tomamos a liberdade de fazer essa
lemhranra, porque temos mais de urna prava deque
o Sr. consclhero Jos Benlo nao despreza ludoaquil-
h que se Iraduzcm vanlagens desla bella provincia,
que ja assaz deve benfica adminslrac,3o.
As chuvas se estao annunciando com Irovese re-
lmpagos, mas ludo lem ficado em araaares, o que
bei estimado por quanto ainda ralo queimei o rora-
dinhn. *
A Cariaba vai-se tornando mais ribicunda, e tem
ja dado a pataca, omilhoa 12 patacas o alqueire, e
o fcijao a 610 a cuia. Ha lempos n.lo temos tarrada
barata; nao sei se para isso ter concorrido a suerra
da Itussia, se bem que os taes homens do rhum nao
comemfarinha,cmesmoavantlaguerraji estsenhn.
ra esla cara; he com essa guerrinha que ge dcscul-
paru ale os vendedores de s.ibo, porque dizem que
l para esse mundo se suja muita roupa.
VARIEDADES.
l'asseava cm seu jardim
Urna vrgem pura c bella,
A flor mais bella e mais pura
Era menos que a douzclla;
Suspirei, dnbrei o passo
Por me ver mais perlo della.
A vrgem pa,rou
Sorro se e corou.
Em que meditas, bella ?
Porque ests tao pensativa
Se um amante le abandona
De novo amor quem te priva '.'
Aceita meu coracao I
Acedas meu anjo ?Nao.
Senhorcs Redactores :Stndo nossa vida publica
por demais conhecida nesta provincia, onde temos
sempre seguido a poltica liberal, nao s por ser a
nossareligiao poltica so nao tambem por perlencer-
mos a urna familia fanalica pelas ideas livres, desde
que no Brasil brilharam os primeiros fulgores de
liberdade e progresso ; poltica que lemos adoptado
sem quebra em nossa rcpularao, e conseguinlcmenr
le sem o menor descrdito para o partido praieiro
coja sorl havemos constantemente compartilhado
com os maiores incommodos e sacrificios, como os
tactos o provam de sobejo ; parecia-nos que Unha-
mos direilo a nao sermos, pelo menos, maltratados
por aquellos que se dizem nossos alliados e se apre-
sentam com directores do partido ; mas infelizmen-
te assim o nao enlcndeu a redacrao do Liberal Per-
nambucano, aceitando e dando publicidade em o
numero 652 do liberal de 13 de dezembro proxi"
mo lindo a urna correspondencia sob o pseudonymo
.Ouricurycnse ( cujo autor principia por jactar-se de
ser saquarema ) em que lodos os liberaos desle
Exu', morracnte os principaes, sao insultados, qoa
lineados de reos de polica c aecusados de assassnos
de." e 6 morles! correspondencia que, segundo nos
consta, folha neohuma saquarema dessa capital se
atreveu a publicar, porque nao he crivcl que todos
ospraieiros de urna populosa freguezia sejam astas-
sinos de 5 r l> morles, masque achou guarida as
paginas do liberal Pernambucano, e cuja trans-
cripto abaixo rogamos, como um padrao de gloria
para esses senhores, quo hoje dirigen) na provincia
a imprensa Liberal.
Nesle cruel desengao pois, cm face de 13o ingra-
to qu3o vil e Irairoeiro proeedimento,ferroso nos he
darmos urna prova nao equivoca de nosso justo re-
senlinenlo, declarando alto e hom som de accor-
do com lodos os praiciros desle importante c popu-
loso lermo de Ouricury, que nao confiamos na^ ac-
tual redacr.ao do Liberal l'crnamburano, e que con-
seguintcmento nos afastamos da poltica, cmquanto
na redacrao do Liberal continuaren) esses indivi-
duos que, sem titulo algum que os torne rerommen-
daveis, se fizeram chefes de um partido, alias cheio
do honrosos precedentes, 13o rico dclradices, para
converlercm cm instrumento de vingancascontra a
praia a tj pographia que a mesmi praia montara em
nppnsro a actualidade !
Fique, portante, registrado esse nosso protesto; fi-
cando bem cerlos os nossos amigse alliados, que,
taes re laet
Ihor trata;
Quanto
servarlo ej
esses rep
fora das
-chefes, de que temos direito a me-
uricuryense, faremos orna nica dlr-
tisfacao ao publico : Se fossemos
como nos aprega o- Ouricuryensc ;
do poder, como havemos estado ha
7 annos, lendo sempre por nossos adversarios polti-
cos ns autoridades policiaes nosda freguezia, se-
nao do termo e da comarca.inclosive os eoramaodan-
Ics dos destacamentos volantes, ha muilo estarianos
pr'ocessados ; mas assim nao tem acontecido ; sendo
que todas ai autoridades ( que alias nao devem ser
suspeilas ao Ouricuryense ) nao obstante a ma von-
tade que nos leem,*e os meios de que spoem, al
hoje nos nao respeitado e julgadolmpos de culpas...
Esse tacto que falla bem alio em nosso abono, he
por s bstanle para pulverizar a nojenta catlinari.i
com que o Ouricuryense pretende, mas de balde>
erabaciarnos a reputaran. Urna vez que, Senhorcs
Redactores, o jornal que se diz oia|o dar ideas li-
beraes nn provincia nos insulta e nos trata deca-
nalha praicira (sobre esse tpico da corresponden-
cia chamamos a atteuc.io dos nossos amigos c adia-
dos ) nao podemos deixar de rogar-lhcs a publicarlo
deslas linhas as paginas do seu Diario, com o quo
IhesseiSo agradecidos os seus ltenlos venerado-
resloque Carlos de .Henear Peixoto.Corncl'o
Carlos Peixolo de Alcncar.
Exu 2i de Janeiro de 1855.
CORRESPONDENCIA A QUE SE REFERE O
PROTESTO SUPRA.
Senhores Redactores:Scguindo'ppollticasaqu-
rema como felizmente sigo,^ nao quera propor-mo
a escrever para o publico, porcm ao mesmo lempo
desojando ver a Iranquiildade do meu paiz, o eoi-
seguintemente montado por todos os 'idos o parti-
do saquarema, n.lo posso por s-o deixar em silencio
o acontecido nesta comarca.
a Pcnsci que a viuda do capilflo Penteado, com
delegado do tolmo da Boa-Vista a cuja comafca
perlenro N fosse para dar cabo o foco de criminosos
doparlidodapraia na /regaeUa io li.ru', aondt
todos os principaes o sao; mas pelo contrario assim
aconlcreu, foi o Sr. rapilao Pcindo aquelle lugar e
obraron triodos os praiciros tmbora fotsem assas-
snos de 5 c ti crimes, sem qu ao menos ( alm de
outros ) se lembrasse do assass no do seu collega o
alteres Jatai 1.1, "e das embdkodas e locadias d'um
oulro ollicial dessa capital |e sulr'ora dcslacava
nesta comarca : pareceu-nos ao tempo qoe elle prin-
ciuiou a perseguirlo ao coroml Luii de Cirvslho
*
V
V
firmes cm nossos principios politicos, tornaremos ao | Braudao, que onlinuasse com toda canalha prai-
serviro activo, lugo qne fren'e do partido virmos os j eir, porm n.lo acontecen asssu, sement persegue
homens de nossa inieira conlianca, os marlyres das a este porque lhe nao quiz dar os cobres, quo nos
ideas lberaes ; sendo que, qoer nesla ou em ootra j informarr no Exu' lhe ospedarrm bem, e para me-
qualquer posicSo em que nos collocarmos; aguarda- Ihor se acoberlarem dos prestigios desse ollicial, en-
remos a opporlunidadc pera fazermos sentir aos! (rcgaram-lhe meia duzia de arnai vellias que para
UEGIVEL
MUTILADO


/
DIARIO GE PERMIBUCO, SEGUNDA FEIRA 16 DE FEVERElRD DE 1855.

a
<
i


mai nada serviana) e licaram com o l>om armamen
lo para nao s. pralicarem seos dourados intento.,
como mesmo para quando quizcreiu fazer urna revo-
^ucjlo ; he preciso declarar-llio quo se o Exm. Sr.
Rovernoila provincia informaste-so do delegado des-
le termo do Ourieury ( omlc moro ) leria disso urna
exacta informarloLoticemos aperseguicao deLuiz
de Carvalho, pois lie poltico, e daqucllcs que nos
podenrfazer frcnte.pormao mesmo lempo conhece-
mos que cssa perseguido devia ser feila por oulros
meiot, nao como assassino, que na realidade o nao
he, sendo por conseguinle injusta.
o Rogo por tanto ao Scnlior Redactor queira in-
erir no seu respcitavel jornal estas mal tracadas
linhas, que muilo obrigar no seu respeitador 0 obri-
gado
O Ouricuryense.
(Do Liberal Pcrnainbucano n. (52de 13 de de-
sembro de 1854 1!)
riBLICAM A PEDIDO.
Illm. Sr. Herculano Francclino Cavalcanti do Al-
buqoerque.Amigo e Sr.Becifc 21 de fevereiro
d 1854. Parllcipo-lh que no dia 21 do mez p.
p., apartamos a sociedade que girava sob a firma de
ll.i n Jeira Sr. Baudeira, e eu encarregado do lodo o activo c
passivo. Nao sci se V. S. ja lem coiiliccimento des-
(a.occarrencin, porquanlo nao Icndo al agora rc-
meltido assucar algum, quando a safra ja est cm
mais de nieio, e nao sabendo cu se V. S- (em algum
motivo de queia de nos para proco.lcr desse modo,
desejo qoe me escreva' respeito para meu gover-
no ; admira-mc sobreludo esse modo de proceder,
quando V. S. se mostrava 13o uosso camirada. Ou-
Iro sim, (eolio a pedir-llie o especial obsequio de
scicutificar islo mesmo ao seu amaneado o Sr. Anto-
nio Verissimo de llollaoda, e qoe veja se/ esse Sr.
nos manda pagar o que nos he devedor, pois V.
S. bem sabe que o lempo ja he suflicicnte. Como
eu ficasse com|a casa, e recebendo os asoleares de
todas aquellas pessoas que coslumavam consignar-
t Baudeira & Garca, por sso desejo que V. S.
^ laude dizer se quer continuar ou nao, certo de
que nas ordons serio cumpridas ficlrrlenle. Fico ao
seu ilispor, e esperando sua resposta. Soa de V. S.
amigo muilo venerador e criado.
faphael Flix Jos Garca
Illm. Sr. Uapliael Fclij Jos Garca. Bccife 16
de fevereiro de 1855. A vista de sua carta data-
da era 21 eomraanicaa|dissolucodasociedadc|Bandera & (Jar-
cia, a qnem cu era devedor, c como uessa caria
me mandasse Vmc. dizer que ficava o Sr. JoSo Au-
gusto Baudeira de Mello desligado da me.ia, ve
Vmc. nico encarregado e respousavel de lodo o
activo o passivo, o que se acha da mesma sorlc con-
firmado em suas cartas de 11 de marro, c 23 de de-
lembro do mesmo anno, as quaes exige Vmc. com
instancia o pagamento do que devia eu a mesma
firma do Baudeira & Garca ; estando nesla praca,
onde vim d.o proposito para ajustar minluis coutas e
pagar, desejo comtudo que para minha salvaguarda
futura, Vmc. me responda ao p desla se esta com-
pletamente aulorisado para receber scmelliantes d-
bitos, pois que me nao convem ficar jamis incom-
roodado por scmcllianle cansa. Creia qne sou de
Vmc. muilo ltenlo venerador obrigado. Hercu-
lano Francelino Cacalcanli de Albuquerque.
Illm. Sr. Herculano Francleino Cavalcanti de Al-
buquerque. Em resposta i de Vmc. datada de 16
do corrente tendo dizcr-lhe oque lendo dissolvido
a sociedade commercial de Bandeara Garca em 21
de Janeiro do anno p, p., flquei cu por accordo dos
creadoras da casa eucarregado da liquidadlo da mesma,
e.por isso mim compele receber o activo,e salisfazer
o passivo, o que llio lira (oda a duvida. Sou com
respeilo, de Vmc, aliento venerador e criado obriga-
do. Sua casa no Recifc 16 de fevereiro de 1855.
Raphael Flix Jos Garda.
(Eslavam reconhecidas.)
VARIEDADES. ~
COUSAS DO S1NGLEZES.
Appareccu perante o tribunal do polica do dis-
Iricto do Tamisa um negociante que nos fornece um
rasgo curioso dos costumes inglezes. Urna rapariga'
allucinada por dcscsnfcula .amor e por algumas U-
baeOes, precipilou-se no Tamisa. Salvaram-na e
eoiiduakam-iu presenta . sam que elle se informou das causas deste acto para
alliviar algum tanto a peoa^ que devia ser imposta a
victima Pelo contrario. Nao a censura por se que-
rer malar, mas por tentar pjrlir deste mundo sem
ler fcito-os preparativos para a jornada, a He nes-
e estado que procuris por lermo existencia, diz
elle. Vos nao csta\cis em estado de morrer conve-
nientemente.
Um marido como ha muitos, e um alcaide como ha
poucos
Um marido dirigio-sc em Madrid a um alcaide
queixaodo-se desla maneira :
Vcuho, senhor alcaide, reclamar justica, para
que ponha freio a minha mullicr c a orna sobrinba
que lenlio do 20 anuos, as quaes tecm relajos com
um linmem a quem a igreja lli'as prohibe, privndo-
me de comer e dormir com aocego n'um canto mui-
lo desprezivcl da casa para onde me obrigaram a ir-
P.Vmc. em pralica todas as medidas pruden-
tes e conciliadoras que reclama a boa ordem domes-
tica 1
Sim, senhor, porem nada tenho conseguido,
porque mo tenho cm minha casa voz activa.
Usou Vmc. daauloridadc quelhe conceder as
leis para fazer-se respeitar ?
Sim, senhor, porem quando me revisto da aulo-
ridide, poem-se como vboras lia c wbrinha ; mas
islo anda nao be o peior, o que remata mais com-
pletamente a minha desgrara, he ver enllocados na
sola uos quadros de que lhe fez prsenle o amanto-
e que ellas guardam e vencram como reliquias.
E Vmc. nao lem (ido coragem bstanle para
(irar alguma vez o p dos quadros'!
Nao, senhor, porque eniao me leriam envene-
nado, que he com que 'me ameaeatn a cada mo,
menlo.
Nesse caso, aconselho-lho qoe compre urna ro-
ca com a sua eslriga de canhamo, que lomando o
sol prla do Valencia, v Vnw. reduzindo o linho
a febra lo delgadas, que possa tecer um soga para
jungir (s meninas.
FAULECIMENTO:
Em urna modesta casa de campo, perlo de Lon-
dres, acaba de morrer obscuro, um desles homens,
que por suas dcscoberlas uleis, sao considerados co-
mo os verdadeiros bemfeilores da humanidade, co-
mo as maiores glorias do nosso scalo, tao frtil, em
(3o grandes repulaccs. Alludimos a Mr. llenri
Fourdrinier, francet deorigem, inventor da machi-
na pira o fabrico do papel : inveneao diz o Times
que conlribuio para a dQuso das luzes, progresso
'da civilsaco, e sem a qual a impreusa nao leria
chegado ao estado de perfeirao a que allingo.
A familia de M. Henri Fourdrinier resida em
urna das provincias do norle da Franca. Na poca
das guerras religiosas, obrigado a deixar a patria, foi
estabelecer-se na Uollanda. O pai de M. Henri
Fourdrinier pas-ou depois o Inglaterra, onde mon-
tou urna fbrica de papel. M. Henri Fourdrinie,
nasceu em Londres ata 11 de fevereiro de 1766. Foi
no anno de 1800, que elle iuvenlou a priraeira ma-
china de fabricar o papel. De 1800 a 1807, associar
do cora seu irmao, dispenderam 1,500:000 fraucos,
( r. 240:000*000 J, para a levar aquella perfeirao,
que depois foi o objeclo de admirar.lo geral c cujos
resultados moraes e maleriaes, sio realmente muilo
incalculaves.
CARTA DA VISCONDESSA DE KIK1RIKI A
SEU ESPOSO, 0 VISCONDE DO MESMO TI-
TULO.
I
Reccbj, visconde, a sua
De qualorzo de noveniliro,
Saiba que sempre rae lembro
Do meu caaro viscnudiulio.
v\pezor de ser velhinho.
11
Acredite-re, visconde;
Pois que lhe digo a verdad e.
Eu pastei a mocidade
No convento de Monchiqe ;
Dci (ambem o meu repique.
III
Cono ai madres namoravam
Eu tamliem namoricava.
, Todas as lardes passava
as grades cavaqueando,
E^versalhada esculando.
IV
Jamis goslei de rapazes :
Sao petimetres, nao mais.
O sea programma alo ais,
Em suspiros se derrulem,
E s mentiras nos mellen).
V
Quem se fia, meu visconde,
Ncstes janotas da moda,
Traz seropre a cabera roda.
Dormir nao pode ; cmmagrece ;
Enlisica, emlim padece. '
VI
Quando cu era solteirinha,
Namorei soflrivclmeule.
liiiha sempre um pailecenle
Agarradinho argola,
Que nao pesava da bola.
VII
O paleta passeava
De manilla, de tarde a rua,
Chamava-me a deosa sua,
O seu anjo, o seu paraizo,
E oulros nomes sem siso.
VIII
Escrevia em bilhetiiihos
De papel asselinado.
Passeava esparlilhado.
Era zanaga d'um cilio ;
E India passa-piolho.
IX
Na sua bocea (razia
Sempre charuto ou palilo.
Era um traslinlio bonito,
Ale, visconde, fazia
Qua.lro sonetos por dia.
X
Inculcava-se morgado,
E fidalgotc do Douro,
Porem a respeilo d'ouro,
A respeilo de metal,
Nao professava real.
XI
Namorava a velha, a nova,
A viuvioha.a casada,
Nunca perda pitada.
_ Vendo saia embasbacava :
Logo nos mares se alirava,
XII
No Guichard, na Aguia d'Ouro
Dos scus namoros fallava,
Conquistas improvisava,
Cifaudo das felizes
Com dansarinas e aclrizes.
XIII
Ja.se vi qne um trasle desles
Agradar-me nao podia.
Sim, um marido quera,
Mas um marido arr. njado,
E algum tanto sazonado.
XIV
Um marido que lives c
Pelo menos os scus Irinla,
Idadc que inda nao pinta,
Que com prudencia c vigor
Compra risca as leis de amjor.
XV
E que me desse caleche,
E me pozesse escudeiro,
Que nao olhassc a dinheiro
Que nilo (rouxesse chin,
E me deixasso andar s.
XVI
Quera um marido assim,
Porm um marido nobre, j
E que nao cheirasse a pobre,
Que um fidalgo sem patacos
Nao vale qnatro macacos.
XVII
Felizmente, o meu visconde
Appareceu, carambolou ;
O seu lodo me agradou ;
Enlregoei-lhe a minha ino,
Tive logo carrorao.
XVIII
Da Apdrilac os armarios
Despejci dentro d'um mez ;
lesli ao Rosto franeez ; .
Fui dos bailes a rainha :
Das Bellas-arles madrinha.
XIX
Eis-aqui por que molivo
O trago sempre no caco.
Dou-lhe agora esle cavaco ;
Pois o coracSo me diz
Que comsigo sou feliz.
XX
Toda a frucla que se i
Deve ser sempre madura
Vinho velho lem procura,
E prezunto velho faz
Um caldo muilo rapaz.
X\l
A pioposito de caldo.
Dir-lhe-hci, rica prendinha,
Slive caldos de gallinha.
Fui ao theatro ; suei,
E .i sahida conslipei.
XXII '
Guardei (res dias a cama.
Por ordem do meu doutor,
Que me faz sempre o favor
De (res visitas por dia,
Efleitos da sympathia.
XXIII
Gslo dalle, meu visconde,
Porque he moro mui prudente ;
Quando loma o pulso i genle.
Pe sempre os olhos em alvo :
Pena he, que seja calvo I
XXIV
Facullali-vos conheco
Comeara de vomitorio,
Com mui cliocho palavrorio ;
Trazcro a morle pintada
Na caveira doulorada.
x.vv
Saber quo o triste invern
J ehegou, e com ms ventas ;
Ja se falla de tormentas,
De tempestades no mar,
E de gente a naufragar.
XXVI
Foi-se o calor, veio o fri,
Friozinho de rapar ;
Trago o nsriz a pingar ;
Sojarei, segundo pens,
D'liora em hora um novo leneo.
XXVII
J comprei de gulla-percha
Unssapatos no Mor,
Pela forminha do pe ;
Sao sapalos mui calilas,
lloje moda entre as bouilas.
XXVTII
Temos theatro luryjuc,
llous Iheatros porluguczcs ; '
Cavallinhos, cntremezes,
Acrbatas, e jomaos,
E abundancia de locae<.
XXIX
A rua de Sanio Antonio
J nao pude ler igual ;
Parece o Palais-Royal :
I.uvas, doces, palitos,
Lumes promptos, dminos.
XXX
Nos botequins se discuten)
Crimea e Sebastopol ;
O Sparlilo, o Bemol;
Nos pasmatorios raloes
S se falla de clcirCu-s.
XXXI
Adeos, visconde, que rhega
O meu doutor assistente ;
Dne-iiio boje muilo um denle,
Tcnha saudc c pcse(as ;
Tudo o mais, meu bem, sao helas.
( 5ra; Tisana-, )
ALFANDEGA.
Rendimenln do dia 1 a 16 .
dem do dia 17......
18i:C73JH24
7:385*289
1(12:0589713
COMMERCIO.
PRACA DORECIFE 17 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
CoIaeCos olciaes.
Cambio sobre Londresa 60 d(v. 28 1|41. 28 }i d.
Assucar inascavado bom1]}720 por arroba.
Dito dito especial1J800 dem.
Detcarregam hoje 19 de fevereiro.
Barca iuglezaGeneral Greenfellrucrcadorias.
Barca inglezaD. Ricardodem.
Brigue inglezWllingloncarvao.
Brfgue inglezJames Sluarlbacalho.
Escuna inslezaOrnear didem.
Brigue hamburguizf'ricosfarellos.
Barca porluguezaFlor da Maiaarcos de pao.
Imporlacao".
Brigue inglez Well'nglon, viudo de New Caslle,
consignado a James Ryder & C, manifeslou o sc-
guinle :
lis lonell.idas. 8 quinlaes carviln de podra, 116
lonelladas, 12 quintacs, dito queimado ao mesmo.
Brigue hespanhol Restaurador, vindo de Buenos-
Ayrcs, consignado a Amorim Irmos manifeslou o se-
gunle :
11,250 arrobas de carne secca; aos mesmos.
Brigue ingle/. James .Sewar/.viudo deTcrra-Nova,
consignado Schramm A..C.manifeslou o seguiule :
2,575 barricas bacalh.io.
50 lonelladas carvao de pedra ; ao mesmo.
Escuna ingleza Ornear, vindo de Terra-Nova,
consignado a Me. Calmonl &.
1,912 barricas hacalho.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 1 a 16.....53:373*098
dem do dia 17........34809540
57:2539638
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 16.....3:0779372
dem do dia 17........ 985130
3:175502
Exportacao'.
Genova por Trieste, brigue porluguez Sova Ami-
zade, de 310 toneladas, conduzio o seguinte :120
pipas agurdenle, 2,400 saceos com 12,000 arrobas
de assucar.
Mancilla, barca franec/a Jean Camilie, do 373
toneladas, conduzio o seguinte : 5,000 saceos com
25,000 arrobas de assucar.
Marselha, barra franceza Jttlie, de 381 toneladas,
conduzio o seguinte:5,200 saceos cora 26,000 ar-
robas de assucar. *
Canal, brigue inglez Porlia, conduzio o seguiu-
le:. 5,000 saceos com 25,000 arrobas de assucar,
Valparaizo, brigue inglez Rianca, do 383 tonela-
das, conduzio n seguinte :3,560 saceos com 21,360
arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, patacho Santa Cruz, de 101 3|4
toneladas, conduziu o seguinte :5,364 volumes g-
neros eslrangciros.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS *.E-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlododial a 16. ... .11:925-5118
dem do dia 17.........58.0693
12:509c8l(
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimento .lodia 1 a 16.....45:1053369
dem do dia 17........ 3:2859171
48:690-850
PRACA 1)0 RECIFE 17 DE FEVEREIRO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.
I Revista semanal.
Cambios Sacou-se a 28 ji e 28 ;i d. por 19,
sobre Londres, e a 340 rs. sobre
Paris.
Assucar-----------Em consequencia das chuvas que
livtmos esta semana a entrada foi
fraca, e como a procura fosse ac-
Jiva, principalmente para Franja,
os procos tornaram-se firmes, e
mesmo liveram alguma melhoria;
. co deposito diminuid. As com-
pras para o Canal tem estado pa-
rausadas por nao cslarera de ac-
cordo as ordens com os precos da
praca. As vendas do branco re-
gularan, de 29109 a 29600; e do
mascavado de 15500 a 15800 por
arroba; e do.somenos a 15950 por
arroba.
Algodao- Vcnitcu-se de 59 a 55200 por ar-
roba, e cnlraram 556 saccas.
Couros--------- dem de 170 a 180 rs. por libra.
Bacalho De Ires carrcgamcnlos que visita-
ran, nosso porto um seguio para a
Babia e dous foram vendidos de
145 n 119500 por arroba. Ha cm
ser 9,500 barricas, e o consumo
lem sido grande pela falla de car-
v.e ; (endo porem chegado um na-
vio com ella lera de afrouxar.
Carne-secca- Alinal (vemos um carregamcnlo
com 11,000 arrobas de Buenos-
Ajres, que deu en(rda por frau.
quia, o qual eremos nao vender
a menos de 55500 por arroba.
Fariolia de trigo- Vendeu-se de 2-59 a 265 por bar-
rica de Philadelphia, c lia em ser
2,300 barricas; a 21 da de Bal-
timore, da qual ha em sor 300 bar-
ricas ; a de Richmond 299 e ha
em ser 800 barricas; a 329 a Je
SSSF, e lia cm ser 800 barricas;
e de 205 a 235 Pnr seis arrobas da
de Valparaizo, da qoal fcaram
em -'.oposito 1,200 saceos de 100
libras cada um.
Discoolo Rebateram-se letras do 9 a 10 por
cento ao anno.
Freles ------ Do assucar para Londres a 27, c
para Liverpool de 20 a 25; o sem
preco para o Canal.
Entraran, durante a semana 21 embarcarles, sen-
do : 1 com sal, 9 em laslro, 1 COm-fzendas c gne-
ros, :t"coni carvao, 3 com bacalho e 1 com carne sec-
ca. Saturara no mesmo lempo 21 ditas a sa-
ber: 12 com carregamentos de seeros do paiz para
diversos pnrlos es(rangeiros, 5 com dlcrenlos objec-
(os para as provincias do imperio, 3 era laslro e 1
cora bacalho.
Exislem no porto 78, a saber: 3 americanas, 22
brasileiras, 4 diuamarquezas, 10 franco/as. 2 liam -
eburguezas, i hespaabolas, lili inglezas, 5 porlugue-
zas e 2 suecas. Das existentes conferirn) para sa-
bir 1 brasileira, 1 porlugueza, 2 inglezas e 2 fran-
cezas.
referidas quolas na conformidnde do art. 6
lamento de 22 de dezemhro de 1854.
Largo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio do Miranda. .
. \'uva c herdeiros de ManoelMachado
Tcixeira Cavalcanti...........
6. .Mara Joaquina Machado Cavalcauli. .
8. Joaquina Machado Porlella......
10. Andr Alves da Ponseca........
12. Francisco Jos da Silva Maia. .'.
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Vittvnc herdeiros de Maralino Jos
Galvilu ................
3.
Ignacia Claudina de Miranda......
Auna Joaquina da Concciciio......
Joaquim Bernardo de Fgueiredo .
O mesmo................
Viuvae herdeiros de CaetanpCarvalho
Rapuzo .................
. Os mesmos......1.......
Caetann Jo- Rapozo.........
. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo
Joao F'rancisco Regs Coelho.....
Antonio Machado de Jess......
. Jos Fcrnandcs da Cruz........
Joaquim Jos Baplista........
do re-l. -
605000
-iW0
259200
2(9600
369000
12J6C0
3090(10
25*200
415400
2186(10
2I96OO
2I96OO
319600
6O9COO
239300
5295OO
109800
I99OOO
119800
574J600
E para conslar se*maudou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial do Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O ccrelario,
Antonio Ferrcira d'Annunciacao.
O r. Custodio Manoel da Silva Goimraes, joil de
direito da I.1 vara do comincrcio nesla cidade do
UcriTe do l'emambuco por S. M. I. eC. o Sr. D.
Pedro II que Dos guarde ele.
Fajo saber que por este juzo se ha da arrem&tar
cm praca publica, que (era lugar na easa das audi-
encias no dia 2 do marco prximo seguinle.a urna lio-
ra da larde,340 duzias de pcnles a 29000 6809000,10
rnassos de linhas a 29OOO 8O9OOO, 140 chapeos do
Chile a 29000 280-5000, 200 espclho, a 960 rs. a d-
za I69OOO, 4 coxins para cavallos a 25000 89OOO,
38 chapeos francezes a 55000 1909000, 30 bonetes a
400 I29OOO, 3 duzias e dez pclles de marroquins a
19200 cada pello 4O98OO, 100 caixinhns de linha a
300 rs. 309000, penhorado a NevcsA; Coelho e padre
Raphael Antonio Coelho, porcxecucGo de Julio II .mi-
rique Denkcr.
E para que chegue a nolicia de lodos.mandci pas-
sar o presente cditalquc sera aflixado e publicado
pela imprensa, c aflixado na praca do commcrcio c
na casa das audiencias.
Dado o passado nesla cidade do Racifc de Per-
oambucoaos 16 de fevereiro de 1855.Eu Manoel
Joaquim Baplista, cscrivo interino cscrevi.CW-
todio Manoel da Silva Guimai aes.
DECLARACO ES.
MOVIMEWTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 17.
Havre37 dias, barca franceza Miza, de 239 tone-
ladas, capilao Depoilly, equipagem 12, em laslro '>
a i. P. Aduar & Companhia.
Buenos-Ayrgs39 dias, escuna dinamarqueza The-
t legrapho, de 118 toneladas, capilao J. C. Nessen,
equipagem 8, em laslro ; a Schramm Whalcly &
Companhia.
Babia6 dias, brigue hespanhol Joaquim, de 248
toneladaa-aapUao Gcraldo Orla, equipagem 13,
em lasIrd'Pt Aranaga & Bryan.
Liverpool40 dias, barca iugleza Rosphorus, de 331
toneladas, capilao William Gray, cqoipagcm 13,
carga carvao ; a ordem. Veio receber ordem e
segu para a Babia.
.Vacio sahidos no mesmo dia.
BabiaLaucha brasileira I.ivraciio, meslra Joaquim
de Souza Couto, carga bacalho e mais seeros.
Passageiro, Marcolino Scrates de Moura Pogges.
demBrigue ingle/ Gilania, com a mesma carga
que Irouxc. Suspcndeu do lameir.lo.
ValparaizoBrigue inglez Rianca, capilao David
George Thompson, carga assucar.
CorkBrigue inglez Sir Robert Campbell, carga
assucar.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspector da lliesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprietarios abai-
10 mencionados, a enlrcgarem na mesma lliesoura-
ria no prazo de 30 das, a conlar do dia da primeira
publicarlo do prsenle, a importaocia das quotas
com que devem entrar para o calcamenlo das casas
dos largos da Penha e Ribeira, conforme o disposlo
na Ici provincial n. 350. Advertindo, qoe a falla
da entrega voluntaria.ser punida com o duplo das
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em v ii lude da autori-
sacao do Exm. Sr. presideute da provincia tem de
comprar os ohjectos seguidles:
Para os msicos do 2. balalhao de nfautaria de
linha.
Bonetes de panno mesclado com n. 2 pralcado e
conforme o figarino existente no arsenal de guerra,
27 ; rlinrlateiras com meias las e n. 2 pralcado pa-
res, 27 ; llreles com punlios dourados, baiuhas de
couro prelo envernizado comboccaesepontcirasdou-
radas, 27 ; talabartes de couro branco envernizado
com chapas de metal dourado e com armas nacio-
naes, 27; cinlos de couro branco envernizado com
chapas de metal dourado, 27; panno mesclado con-
forme a amostra existente no arsenal de guerra, co-
vados, 135; bolOes convexos de metal dourado com
u. > e dsele linhas de dimetro, 478 ; ditos ditos
como mesmo n. ede 5 linhas de dimetro, 216:
colxclcs prelos, pares, 27.
8. balalhao de infinloria.
Bonetes, 80; grvalas de sola de luslre, 80 man-
as de laa, 355 ; panno verde scuro entre-fino co-
vados. 1983 ; brim branco liza, varas, 400 ; algo-
daosinho, varas, 240 ; panno prelo para polainas,
covados, 170 ; bol%es convexqs de metal brouzeado
com n. 8 de metal amarello c de 7linhas de dime-
tro, 1120 ; ditos ditos com o mesmo 11. c de 5 linhas
de dimetro, 800 ; ditos pretos de osso, grozas, 10 ;
ditos branco?, grozas, 20 ; snalos, pares, 80 ; eslei-
rs, 80; corajio de laa preta de urna linha c gro-
sura, varas, 320 ; colxeles prelos, pares, 80 ; panno
cor de rap para as sobrecasacas e raleas, covados,
119 : chifarolcs com bainbas'iie couro prcto enver-
nizado. bocal e ponteira lizos douradgs, punho de
bano guarnecido do metal dourado, 27,
9. balalhao de infantaria.
Bonetes, 341 ; grvalas, 376; mantas de 13a, 376 ;
panno verde escuro eulre-iuio, covados, 1468 ; hola
lauda de forro, covados ; 1035 ; brim branco lizo,
varas, 1720 ; algodaozinho varas, 1029; panno pre-
lo, covados, 86 ; esleirs, 313; sapalos, pares, 348
boloes convexos de metal brouzeado com n. 9 de
metal amarello ede 7 linhas de dimetro, 4830 ;di-
tos ditos com o mesmo n. e de 5 linhas! de diamc-
Iro, 3450 ; ditos brancos de osso, grozas, 71 ; dilos
prelos de dito, grozas, 64 ; cordao de laa preta de
urna linha do- grossura, varas, 1380; colxeles
pretos, pares. 345.
Tara o meio balalhao da provincia da Parahiba.
Bonetes 194, grvalas 74, panno azol entre-lino
covados 825,hollandad forrolcovados o82,brim bran-
co liso varas 1003, pauno prelo para polainas covados
69, algodaozinho vaias 621, maulas de 13a 71, pares
de sapalos 403, boloes convexos de melal dourado de
7 linhas de dimetro 2316, diost ditos de 5 linhas de
dimetro 1940, dito prelos de osso grosas 29, dilos
brancos de dilos ditas 40, colxeles prelos pares 194.
Para o lObalalhao de infanlaria.
Sapalos, pares 281.
Companhia de artfices.
Bonetes 75, grvalas 72, majtas de laa 72, brim
branco liso, varas 408, algodaozinho, varas 264, pan-
no preto para polainas, covados25, sapalos, pares 88?
esleirs 88, boloes convexos de metal dourado com
n. 3 e de 7 linhas.de dimetro 1050, ditos dilos de
melal doura'do com o mesmo numero ctIc 5 linhas
675, dilos pretos de osso, grosas 12, dilos brancos de
dito, ditas 15.
Secretaria da delegacia do corpo de saude cesta pro-
vincia.
Livro em branco pautado de 100 follias 1, dito
dito de 200 folhas 1.
4. balalhao de artilharia!
Panno carmesim para vivos e vistas, covados 150,
copo de vidro 1.
Companhia de cavallaria.
Luvas de carnur^a, pares 11, mantas de laa 11.
Colonia de Pimenteiras.
FacSes com baiuhas c cinlurcs 50.
Provimento do arinazcm do arsenal de guerra cof-
ficiuas da 2.a classe.
Juuco, feixes 2.
3.= classe.
Barras de ferro sueco de 1 polesada 8, mi gran-
de 1, ara de ferro arosso, arroba 1, limas chatas'rau-
casde 8 polegadas, duzias 6, limatoes de 10 porga-
das, duzias *^lilos de 1 ditas 5.
4.a classe. #
Caixas com folha de (landre* dobrada 2, cobre
velho para fundicao, arrobas 20.
5." classe.
Sola curtida, meios 200.
Fornccimenlo de luzes s estacos militares.
Aile de carrapalo, caadas 506, dito de coco,
ditas 30 1., fio de algodao, libras 36 velias de car-
nauba libras 155, pavios, duzias 6.
Quem quizer vendrosles objeelosapreseute as suas
proposlas em carta fechada na secretaria do conselho
as 10 horas do di.i 22 do correnle mez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
ciuiento do arsenal do guerra,12de fevereiro de 1855.
Josc de Rrito Inglez, coronel presidente.Rcr-
nardo l'ercira do Carino lunior, vogal e secre-
tario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccSo do Banco de
Pernambuco faz certo aos Srs. accionistas,
que se acha autorisado o Sr. fjerentc 1
pagar o quinlo dividendo de S.sOOO rs.
poracrao. Banco de Pernambuco i de
Janeiro de 1855. O secretario do conse-
lho, Joao Ignacio de Medeiros Bego.
Pela subdelegacia da frcguczj da Boa-Vis(a se
faz publico, que fora apprehedido por andar vagando
sem dono um estallo russo pedrez com caugalha e
dous cacuaes, trazendo um par de caigas, duas cami-
sas, um lenrol, urna loalha, seis pares de rucias, urna
jaquela, um lenco, um collele, doga accos, oito li-
bras de bacalho, meia arroba de bolacha, um sacro
de chita, um cooro de cubrir os cassuaes, e um em-
brulho de rclalhos ; assira como um cavallo casta-
nho e um boi na estrada de Belcin. Scus donoscom-
pareram peranle mesma subdelegacia.
Subdelegara da freguezia da Boa-Visla 16 de fe-
vereiro de 1855.O subdelegado supptcute em ex-
ercicio, .-/. F. Martins Ribeiro.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, cm virlude da auturi-
sagao do Exm. Sr. presidente da provincia, lem de
comprar os objeclos scguinlcs :
Para o 9. balalhao de infantaria.
Sapaios, pares 425.
10. balalhao de infantaria.
Algodaozinho, varas 792 ; brim branco liso, varas
785 ; panno prelo, covados 66 ; holanilade forro,co-
vados 232 ; panno verde escuro, covados 125 ; b-
lleles 50 ; grvalas desolla de luslre 50;sapalos, pa-
res 50; manas de la, 50 ; esleirs, 50 ; botcs pre-
los de osso, grosas 9 ; dilos brancos de dilo, grosas
12 ; dilos convexos de metal brouzeado como 11. 10,
dcmctal amarello, e de 7 linhas de dimetro, 700 ;
ditos ditos de dilos com o mesmo n., e de 5 linhas
de dimetro, 500.
Colonia militar de Pimenteiras.
avisos mvEasos.
Para esclarec menlo de certo nego-
cio, ja' por este Diario seprocurou saber,
se n esta cidade existia ouexisticoutrora,
um senhor de nome Ignacio .Manoel la-
vares, e nao se havendo obtido a menor
noticia delle, roga-se anda, a cfiiem quer
(|ue o conliecer 011 tiver conbecido, o fa-
vor de declara-lo nesta typograpliia.
Roubaram honlemdo boleo de um palcl de
urna peasoa que se achava no largo de Palacio vendo
as dantas dos meninos do trem, urna carteira com
955000 cm dinheiro.sendo 2 sedulas de 249000 ama-
relias, 1 moeda deourode (ft^XX) vclhas, 1 dita de
(0>O0O nova. palacio brasilciro, 1 sedula de 53000,
1 moeda de ouro de 209000 nova, 1 sedula re 2>
velha, nma leltra de 5209000 sacada costra Pellro
I'urjcs de Cerqueira, passada por Jos da Silva Cam-
po, um vale passado por Victorino llnmingues Al-
vea Maia, cujas pessoas se achamj avisadas para
Dio pagaren se n.lo a sen lesilimo dono, edifleren-
(es papis de importancia que s serven) ao seu
dono : quem de dito roubo snubcr ou der noticias
corlas, dirija-se rua d*Praa n. 36, que se grati-
ficar generosamente. Pedc-se ao Sr. Pedro Ilorges
de Cerqueira, acceilanle da ledra, e ao Sr. Jos da
Sita Campos, que nao paguen) dita ledra senao a
Victorino DomlngaesAIvea Maia.
.. Avisa-scaoSr. ex-
Papcl alniasso, resmas 3 ; dilo de peso, resmas 2 ; pnenle, que tao ligeiramen(e roubou osla carteira,
peonas de ave, 75; obreias encarnadas, maros (i ;
cauivetes para aparar peonas, 2 ; lapis de pao, 6 ;
tinta de cscrever, garrafas 2 ; folhas de serra com os
fuzis cravados, tendo 5 pollerudas de largura, e 8
palmos de comprimento, fi ; Irados com 1 1|2 polle-
gadasde grossura, I ; dilos com 2 pollegadas, 1;
imagem do Senhor Cruxilicado, 1 ; llirouelo, 1 ; cal-
deirinha para agua benla, 1 ; turibulo e naveta, 1 ;
campa grande, 1.
Bolica do hospital regimcntil.
Allhea, libras 3*2 ; alcalrSo, libras : ; acido uli-
co impuro, caadas 2 ; ambargns,oilavas 4 ; bdelio,
libras 4 ; curato de magnesia, vidros 12 ; colofana,
libras 4 ; digilalina, oilavas 4*; dexlrina, libras4 ;
elher sulphurico, libras 4 ; essencia de flores de la-
rangeiras, oilavas 4 ; dita de rosas, oilavas i; dita
de bergamota, oncas 2 ; dita de canella, oncas 2 ;
dita de limOo, oncas 2 ; dita de aniz, oncas 2 ; ditas
de alecrn), onras 2 ; essencia de terebentina, libra.
8. extracto de ralanhia, libras 2 ; dilo de inone/ia,
libras 1 ; dito-de acnito, oncas 2; llores de rni-
ca, libras 4; guaran, libras 2 ; gomma kiuo, onras
6 ; mauleiga de cacao, libras 2; mercurio doce, li-
bras 4 ; nitrato de prala cryslalisado, oncas 2 ; oleo
essencial de arruda, libras 2 ; dilo dilo de louro ce-
rejas, libras 2 ; dito de amendoas doces, libras 32 :
olbano, libras 4 ; raz de (urbilh, libr.-.s i ; dila da
ralanhia. libras 8 ; rosas rubras, libras 2 ; sub denlo
sulfato de mercurio, oncas 2 ; sub-nitralo de bz-
mulli, libras2 ; sarrafn(rasuras) libras4; senne,
libras 8 ; sabio medicinal, libras 2 ; sal de glanber,
libras 8 ; sangue do drago, libra 1 ; sulphalo de po-
lassa, libras 4 ; (anio, oncas 4 ; tintura ctherea de
assafelida, oncas 2 ; gral de pedra de 8 libras, n. 1.
dilo de dilo de 1|2 libra, n. 1 ; filtro de 1|2 libra, n!
2 ; espanador, 1 ; vidros de 6 oncas a esmeril, 12 ;
dilos de 4 dilas de dilo, 12 ; dilos de SdiUl de dilo,
12; diloszle 1 dita de dito, 21 ; ditos de 1|2 dila de.
dilo, ->;.
Quem quizer vender estes objeclos, aprsenle as
suas proposlas em caria fechada na secrelaria do
conselho s 10 horas do dia 26 de fevereiro de 1855.
Secretaria do, cunsclho administrativo para forncci-
menlo do arsenal deguerra, 16 de fevereiro de 1855.
Jos deBritoInglez, coronel presidente.Bernardo
Pereira do Carmo Jnior, vogal e secretario.
AVISOS MARTIMOS.
Para o Aracaly segu com brevidade o hiate
Inccncicel, pois j lem a maor parle da carga : pa-
ra o resto e passageiros, drija-se i Joaquim Jos
Martins, ou na rua do Vigario 11. 11.
AO CEARA' MARANIIAO E PARA'.
Vai seguir com a maior brevida-
de o novo e velciro palbabote na-
cional Lindo Paquete, capito Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
depassagem ueste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida (ornes &C, na rua do Trapiche,
n- lt, segundo andar, ou ao capilao a
bordo.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por ter a maior parte da carga prom-
pta,o bem conbecido brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes piche n. 5i. segundo andar.
Para o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dous Amigos por ter parte da carga promp-
la : quem quizer carregar o resto, ir de passagem u
embarcar escravos a frelc, trate no escriplorio de
Manoel Alves Guerra Jnior, na rua do Trapiche
n. 14, ou com o capilao Narciso Josc de Sanl'Anna.
Para Lisboa pretendo sahir com a maior brevi-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de patsagem, entenda-se
com os consignatarios Thomazde Aquino l-'nnseca <&
Fllho, na rua do Vigario n. 10, primeiro audar, ou
com o capitao na praca.
PARA O PORTO
taha imprclcrivclmenle, no dia 22 do correnle, o ve-
leiro brigue porluguez Alegre, que anda (em praca
para alguma carga e excellenlcs commodos para pas-
sageiros : Iral.i-se com o capilao a bordo, ou 110 es-
criplorio c'c Bailar Oliveira, rua da Cadeia-Ve-
lha n. 12.
Com a possivel brevidade segu o bem
conbecido e veleiro hiate Amelia, por
ter a maior parte da carga prompta :
para o resto e passageiros trata-sc com
Novaes segundo andar.
Para o Porto com escala pela ilha do S. Mi-
guel, segu em poucos dias a veleira e bem conheci-
da cscuual nacional Linda, capilao Alexandre Jos
Alvos; tem grande parle do sen carregamenlo: para
o resto, Irala-se com Eduardo Ferreira Bailar, na
rua do Vigario n. 5, ou com o capilao nj praca.
P,ABA O BIO DE JANEIRO.
Segu em poucos dias o Bonito veleiro
csuperior brigue nacional Elvira, por
ter parte de seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e es-
clavos a frete, trata-se com Machado &
Pinheiro, na rua do Vigario n. 19, segun-
do audar.
Geara Haranbao e Para".
na presente semana a escuna
recebe carga : trata-se
Segu
Emilia, anda
com o consignatario J. B. da Fonseca J-
nior, rua do Vigario n. \.
Para o Havre.
A galera franceza Alexandre, capilao arnier,
pretende sahir al u fim do correnle mez. S lem
lugar para passageiros, aos quaes offerece os melho-
res commodos, com cmara particular e bem arelada
para familia : dirijam-se aos consignadnos J. I'.
Adour & Companhia, rua di Cruz n. 40.
lleal companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 91
desle mez, es-
pera-aa do sul
o vapor Great
ll'cstern.com-
mandante lie-
vis, o qual de-
pois da demo-
ra do coslumc
seguir para a
Europa : para passageiros etc., Irala-se com os agen-
tes Adamson Howie&C, rua do Trapiche-Novo
n. 42.
LEILOES.
LEILAO' SEM LIMITE.
O asenta Vctor, nao podende concluir o sen lei-
ISo do dia scxla-feira |ii contina -osunda-feia
19 do correnle, as 10 1| libras da aianhaa, no seo
armazem, rua da Cruz 11. 23.
O agenle Borja far leilao.'quinia feira 22 do
correnle a 9 1|2 horas da manluia cm seu armazem
na rua do Collegio n. 15, consi-lindo em obms de
uiarcinaria de dilTerenles qualidades, urna grande
porcao de chapeos de fello, e do Chito muilo fins,
charutos da Rabia, quinquilharias diversas e outro
muilos objeclos ele; um excellente cabriole! ingle!
novo e um ptimo cavallo de estribara muilo sordo,
diversos canarios d'imperio muitobon canladores :
tudo islo ser vendido sera limite de
algom.
preco
que a queira ir levar, para nao psssarpelodssabor de
ser chamado por esle Diario por seu proprio nome,
pois houve quem o conhecesse, esse logo n3o foi a-
garrado, foi em nltencao a sua pessoa.
Machado & Pinheiro. mudaram a sua
residencia e escriptorio aa rua do Viga-
rio, para o largo da Assemble'a, sobrado
n. 12.
Acha-se fgida a escrava de nome
Lniza. desde o dia l(i do corrente mez ;
crioula, baixa, a pial representa ter 30
anuos pouco mais 011 menos, cuja escravo
Ib i comprada a Sra. Maria Theodora da
Penha ; protesta-se contra rpiein a tiver
acoitada pagando os dias de serviro, e
com as phas da lei: roga-se portanto as
autoridades policiacs e capitaesde campo,
cjue apprehendam dita escrava que grat-
bear-se-ha generosamente podendo-a le-
var a casa de sua senhora na rua Bella
n. !).
Precisa-se de urna ama para o serviro interno
de urna rasa de pouca familia, prelerc-s de meia
idadc : uo aterro da Ba Visla n. 7G.
l'recisa-sc alagar nm primeiro 011 s^sundo an-
dar nos bairros de Santo Antonio ou S. Jos : quem
o tiver dirija-so ao paleo do Terco n. 10.
Manoel Marques da Silva rclira-su do impe-
rio.
No dia 11 dn correle mez dcsapparereu da
casa da rua d'Apollo ,n. 14 um escravo de naeao,
de nome Jos, idadc 'M a 40 anuos, haixo e sceo
do corno, bastantes marcas de bexicas no roslo, usa
do safurina. levou vestido calca c camisa prcla, he
bstanle ladino, e sendo a primeira vez que se au-
senlou de casa, he de suppor que se encontr nesla
cidade ou seusarrabablcs : roga-so as autoridades
policiacs que o apnrehendam, levando-o na dila casa
la ruado Apollo n. 14. ou na l'assasem da Magda-
lena no silio.da viuva de Jos Alfonso Moreira.
1005000.
No dia 5 do correnle mez, pelas Choras da tarde,
fusio o escravo EstevUo, crinlo, de idade 15 Jannos
pouco mais ou menos, levando vestido calija i ca-
misa de algodaozinho, o chapeo de palha ; dito es-
cravo he lilho da comarca do Bouilu, e lem os se-
grales signaes: cor preta, allura, nariz e bocea re-
gular, relo redondo, olhos pardos e sem barba : ro-
ga-se aos capitacs de campo, ou qualqucr pessoa do
povo, quo o apprehendam e conduzam a rua Direila
taberna de Joaquim Anliincs da Silva, onde se gra-
tificar com a quanlia cima mencionada.
No dia G de Janeiro fugio do ensenbo Atonte,
situado uo Cabo, um pardo de nome Antonio da Cu-
nda, representando ler 50 anuos, um pouco gago,
secco, ro-to cadavrico, estatura media, cabello cres-
po c muito pouca barba, quando foge ( o que ha
muilos annos nao acontece) costuma intilular-sc tor-
ro : quem o apprehender queira leva-lo ao engenho
do Monte na comarca do Cabo, ou botica do Sr.
Torres na rua Direila junto ao Terco, que ser
muilo bem recompensado.
Mauoel Joaquim de Miranda e Souza.
Precisa-sede um prelo, criuulo, de 12 a 15 an-
nos do idade, pouco mais ou menos, forro, e qoe se-
ja muito bonilo, o qual he para ir para a Franca ser
pagem de una familia eslraugeira : para (rar na
rua do Collegio n. 4, cbm J. Falque.
Anlouio da Silva Maia vai a Portugal tratar
de scus negocios, e por isso roga a seus devedores
bajara de Ibo pagar ale o fim do mez, do conlrario
cobrar judicialmente ; oulro sim julga nada dever
lano nesla prarja como fra della, e se alguem se
ulgarseu credor, aprsente sua conl para ser paga :
na rua da Cruz n. 19, primeiro andar.
Antonio Marques de Lima retira-se para Por-
(ugal a Iratar de sua saudc.
OUcrece-se um rapaz brasilciro para caixeiro
de qualquer negocio, o qual tem pralica, preferindo
para fra da praja ou em qualquer lugar: quem
precisar, dirija-se a fabrica de charutos da rua larca
do Bosario n. 32, ou annuncie a sua inorada. *
Querrr annunciou precisar de 3003000 rs. a
premio sobre hypotheca em urna rasa terrea, dirja-
se a esta typographia, que se lhe rr quem os d.
Roga-se aos senhores que lem penhores na mao
de Manoel Luiz de Abreu, que hajam de os vir
tirar no prazo de 8 dias, contados da data desle, do
contrario serao vendidos para seu pagamento.
Aluga-se um molcque que faz lodo serviro de
casa e rua : na rua do Seve, casa terrea de sotao.
Francisco das Chagas Cavalcan*( Possoa, escri-
vo de orphaos do termo da cidade de Olinda, snbs-
lituindo ao de capllas e residuos, muJou sua resi-
dencia e carlorio da rua do Amparo da mesma-cida-
de para a rua da Boa-llora.
Aluga-se urna-sala com2quarlos, na ruado
Trapiche n. 2", segundo andar : dirija-se ao mesmo
andar, das 2 al (> horas da larde.
Muilo so desoja fallar aos Srs. Jos Luiz de
ranea e Jos Izidoro dos liis, a negocio de seu in-
teresse : na rua da Roda n. 11.
Vcnde-se 1 par de castices de prala, obra do
melhor goslo, e quasi novos, 1 colher de sopa, 1
prato ou baudejadcespivilador, tudo por preco com-
modo : na rua da Koda n. 11.
Vende-se um molcque do 22 annos: na rua da
Cruz n. 19.
Vendem-se 3 sitios com excellenlcs casas de
vivenda, estribaras muilo grandes, arvoredos de
fructo, bailas de capim, e banho perlo, tudo em dif-
fcrenles lugares de Beberibe: trata-s? em Agua-'
Fria com o proprietario Joaquim Corrcre de Lima
Wanderlcy, ou na travessa da rua Bella n. G.
ASFALTO.
M.'L. Coelho de Almeida, fabricante de asphallo,.
lendo quanlidade sufficienlc de material preparado,
e acharido-sc promplo a applica-lo onde quer que se-
ja de inisicr, oderece scus serviros ao publico ; o
consta que sua obra agradar aos que a encommenda-
rein, vislo como, leudo exercido semelhanle indus-
Iria por espajo de 10 anuos no llio de Janeiro, com
geral salrsficao dos rcgutzcs, durante esse lempo
adquiri os'conhcciraciitos necessarios para_execular
qualquer obra com a maior perfeicao. O mesmo fa-
bricante pede igualmente ao publico, que nao ajuize
das tfbras de asphallo pelas que dcixou nesla cidade
ora individuo pouco pralico emapplira-to, e a quem
fallavam conliecimpntos theoricos para acomposieao
da masa asphallica, resultando de sua impericia,
que os calramcnlos por elle felos se dissolviam ao
simples calor do sol. Em breve so oITcrcccr cu-
riosidade publica a primeira obra, que o dilo fabri-
cante convida a examiuarem-na, principalmente
para que melhor se verifique a consistencia do as-
phallo. Ou.iutii as obras em que rantajosamentc se
pode applicar o asphallo seria quasi ocioso enume-
ra-las ; porque, em todos os calcamentos qur a co-
herlo qur cxposlo ao ar, subslilue eHc ptimamente
ao tijulo e pedra, oferecendo a maior consisleucia, e
mesmo mais aceio: entretanto com toda brevidade
se desnanlo os diversos misteres desla excellente
coni'/osirao. O dito fabricante espeta a arquiescen-
cia publica : quem de seu prcslimo quizer ulilisar-
se, dirija-se a seu escriplorio, na travessa do Carmo
n. 10, uulr'ora beceo do Sarapalcl.
Previue-se ao publico, que ninguem far^a ne-
socio cora Kaphacl Felii Jos Garca, cm 2 ledras
le quinhcnlos c lanos mil res cada urna, sacadas
pelo n.esmo Haphael, e aceitas pelo Sr. Antonio
(Joncalves da Silva, por isso que se achara lcgalmcn-
le embargadas.
(Juemannuncicu precisar de 3005000 com hy-
potheca cm urna casa nesla praca, apparcra a
rua da Cadeia de Sanio Antonio n. -jj, que so" dir
quem he.
Precisa-se de um rapaz para Irabalhar em urna
retselo, aiuda mesmo nao lendo pralica ; prefere-
sc dos ltimos chegados : uos quatro cantos da Boa-
Visla n. 1.
A pessoa que annunciou comprar um relosio de
ouro horisonla!, procure na ruadas Cruzes n. 25.
Est justa e contraa.la a compra da taberna da
Capuu:a. pcrtcnccnle a Francisco Jos Moreira ; se
alauem se julgar com dircilo a ella annuncie por
estes 3 dias, ou dirija-se ao Mansuinho n. 51. Na
mesma casa precisa-sc de um caixeiro para tomar
conla por halauco da mesma caa.
Precisa-se alugar urna canoa que pegue 500 li-
jlos de alvenaria grossa : quem a liver, dirija-se
loja, no Passeio Publico, o. 7.
O caulelsla Salustiano de Aquino Ferreira
vai demonstrar resumidamente aorespeilavel publi-
co a desvantaccm que ha entre as cautelas do Sr.
cautelisla Antonio Ferreira de Lima e Mello, e a
vaniaecm das cautelas do cima mencionado caule-
lsla Salustiano, pelos mesmos precos, os quaes di-
zem Mmente cespeilo aos Ires primeiros premios
grandes.
I'rero das cautelas do Sr. cautelisla Lima sobre
o premio de a-.000S000.
Meios blbeles 25800. 2:30081)0(1
Ouarlos.....fMO. 1:1505J(KK)
Oilavos..... 720. 5758000
Decimos..... 600. 4605000
Vigsimos .... 330. 230500
Sobre o premio de 2:000(000.
Meios bilhetes 25K00. 120JO00
Quarlos.....Ii40. 4605000
Oi(avos..... 720. 2305000
Decimos..... 600. 184000
Vegesimos .... 320. ..." 928000
Sobro o premio de 1:000000.
Meios bilhetes 58OO. 460J8000
Ouarlos..... I4i0. 23O000
Oilavos..... 720. 1158000
Decimos..... GOO 92s Vigsimos..... 320. 4G5OOO
Prero da- suas cautelas sobre o premio
de 5:0005000.
Meios bilhetes 25800. 2:500SO0O
Quarlos..... 15410. 1:2509008
>' Decimos..... 600. 50(1*000
Vigsimos .... 320. 2.505000
Sobre o premio de 2:0009000.
Meios bilhetes 2jf60a. 1:0005000
Ooarlos..... I5WO. 50O5OOO
Oilavoa..... 720. 2505000
Decimos..... 600. 2008000
Vigsimos .... :20. OOJOOO
Sobre o premio de 1:000500o.
Meios bilhetes 28800. SOOfOOO
Quarlos...... 15410. 2505000
Oilavos..... 720. 1258000
Decimos..... 600. 1005000
Vicesimoa ; 320. 50J000
Pernambuco 16 de fevereiro de 1855.
Salustiano de Aquino Ferreira.
O Sr. Jos Joaquim Dias Fcrnandcs (cm con-
tratado permutar a sua casa da rua de S. Francisco
desla cidade do Recite n. 51, com om sitio na po-
voacao de Beberibe : se ha quem tenba o que op-
por a esle negocio, declare dentro de 8 dias.
AS MASCABAS, AS MASCARAS.
Na rua Nova n. 8, loja de Jos Joaquim Moreira,
ha um bello sorlimenlo de mascaras de rame de
mola com suissasc bigodes, di las para senhora, di-
las de cera para homem e seuhora, dilas de paiini-
nho muito frescas para hornera e senhora, meias
mascaras para caricato, cousa muito grotesca e ridi-
cula, narizes com bieodes que disfarram iuleiramen-
le, ludo por preco bdratissimo.
Furlaram no dia 15 do correnle, da rua do
Trapiche 11. H, de cima dn urna cama, urna carteira
contendo urna leltra de 30?500, aceila por Francis-
co Lucio Coelho, vencida a 8 do correnle : quem a
encoulrar leve-a i dila casa, que sera recompensado.
N. 24.
Na rua dos Ouartcis n. 24, achara 11 rapaziada
mascaras do rame por I55OO, e de cera a 500 rs. ; a
ellas, que ja sao poucas.
OLINDA.
Bernardino Francisco de Azevcdo Campos faz pu-
blico, que a casa sila na ladeira do Varadouro, com-
prada era caixao por Aulonio Ferreira da Silva Maia
esuamullicr D. Marn da Conceic.ao de Almeida
Bastos, acha-se hypolhecada pelos mesmos compra-
dores ao aiinunciaule por 3Glfi(000 rs., para acaba-
menlo da mesma, como constabas olas do tabeliao
(aria; e por isso protesta contra qualquer negocio
qua com ella se faca sem seo consenlimcolo.
Precisa-sc de 8005000 rs. a juros sobre hypollie-
cade dous escravos, mocse bonitas c figuras : quem
quizer fazer esle negocio dirija-se rua do Scuzala
Nova n. 22, que se dir quem precise.
Sr. Joao Alves Mergulhao (em orna caria de
imporlancla : na lvraria n. 8 da rua do Collegio.
Na rua Direila n. 33 recor(am-se papis com
muila delicadeza e perfeicao, e muito coroniodo no
prego.
Quem liver orna lellra da quantia de 1:0005,
saccada por Diogo Soares de Albuquerque, e aceila
por Joao Xavier Carneiro Rodrigues Campello, a
vencer-se no i. demarro do correnle anno, queren-
do receber o %eo importo comparar na roa da Cruz
casa do fallecido Caclauo Pereira Gonralves da Cu-
uba n. 43.
..
Ignacia Mara Bandeira embarca para o Ro
de Janeiro e seu escravo mualo de nome llenrique.
Descja-se fallar com o Sr. Joao Alberto, porlu-
suez, que leve taberna na rua Direila no auno de
1851 ou 52, c que em jancinr de 53 assistio festa
da Gloria do (ioit, e foi morador nos Esqirecidos,
freguezia de Santo-Adiao ; e que annuncie a sua
morada por esle Diario, que muilo se lhe desoja fal-
lar a negocio de seu inleresse.
~ Sr- Antonio Jos, que foi morador no enge-
nlio do Laslro, e dahi mudou-se para o engenho das
lacas c dahi para o Caja juulo deSanto-Antao, e
que dahi veio para Capoeiras, comarca de Pao d'A-
iho ; anjioncie sua morada cena para ser procu-
rado. v
Precisa-se de urna preta para todo o
servieo : na rua da Cacimba n. 2.
O abaixo assignado, curador fiscal da massa
fallida de Nuno Maria Scixaa.faz aber a lodos os ere-
dores da mesma massa, que pelo Dr. ioiz municipal
do commercio da segunda vara, foi designado o dia
22_do corrente pelas 11 horas da raanha, para a reu-
niao dos mesmos credores om a casa da residencia
daquelle juiz, afim de assislirem a leitura da senton-
es arbitra, procedeodo-se as mais diligencias que
forem de mister para a verifrearo dos crditos, e
deliberarera sobre o contrato de uniao. Recifel6
de fevereiro de 1855.
Joao Pinto de Lemos Jnior.
Precisa-s de 3008000 a juros, pelo lempo de
8 mezes, hypothecando-se para seguranca urna casa
torrea nesla cidade : quem quizer fazer esle negocio
annuncie para ser procurado.
Precisa-se de urna mulhcr que saiba bem co-
zinhar e engoramar, para ama de urna casa de pou-
ca familia : quera quizer, dirija-te ruado Jardim
n. 63.
~" Precisa-se de um caixeiro para taberna, o qual
d fiador sua conduela, brasileiro ou porluguez ;
a (ralar cm Fora de Tortas no paleo do Pilar
n.9|.
Joaquina Pereira Guimares,subdito porluguez
retira-se para fra da provincia.
Custodio Pereira da Silva Goimraes, subdito
porluguez, retirase para fra da provincia.
Vicente Ferreira da Costa, legitimo senhor c
possuidur do sobrado da rua do Hospicio, quo ou-
tr'ora pertencora a Joao Ozono de Castro Maciel
Monlciro, declara a Sra. D. Anna Porfiria da Molla
ea seus filhos, que he falso o achar-se aquella casa
litigiosa, visto como at o presente nao foi iucommo-
dado 11a posse c dominio dclla, e convida a Sra. 1).
Anna e seus filhos para que publiquen) qualqucr ac-
to judicial, o mais simples, que demonstre achar-se
ella litigiosa ; declara igualmente, qu"a hypotheca
da Sra. O. Auna j caducou a respeilo da mema ca-
sa, por isso que tendo sido ella arrematada em hasta
publica com pleno conhccimcnto da Sra. D. Anna,
S. S. longe de fazer a menor oposicao a arrema-
tado, coutontou-sc com o fazer aquillo qoe lhe per-
miltia o direito, islo lie. prolcstou haver o pagamen-
to de sua hypotheca pelo prec.0 da casa arrematada,
que foi devidamente depositado com o seu protesto
e de oulros credores. A'visla do expendido consulte
a Sra. D. Anna a advogados conscienciosos, se ainda
lhe resla algum direito sobre a casa.
Aluga-se urna negra que cozinha o diario de
nma casa : na rua do Queimado 11. 44.
ROB LAFFECTEUR.
O nico autorisado por decisSo do conselho real e
decreto imperial.
Os mdicos dos ho-pitaes recommendam o Arrobe
de Lall'ecteur, como sendo o nico autorisado pelo
Koverno, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um goslo aaradavel, e fcil a tomar
em serrelo, esta cm uso na marinba real desde mais
de (0 annos; cura radicalmente em pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as alfecres da
pelle, impigens, as consequencias das sarna, ulce-
ras, c os accidentes dos partos, da dao critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convin aos ca-
tiirrhos, a bexiga, as contracciris, e a fraqueza dos
orgaos, procedida do abuso das injecees ou de son-
das. Como anli-syphilitico, o arrobe cura em pouco
lempo os fluxos recentes ou rebeldes, que volvem
incessanles em consequencia do emprego ala copai-
ba, da cubeba, ou das injeefes que representom o
virus sera neolralisa-lo. O arrobe LaOecleur he
especialmente reemnmendado contra as docn;as, in-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio c ao iodurclo de
potassio. Lisbonnc. Vende-sc na bolica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedu,piara de D. Pe-
dro 11. 88, onde acaba de chegaruma srande pore.io
de carrafas grandes o pequeas viada* direelamenlo
de Paris. de casa do dito Bnyveau-Laflctcur 12, me
Bicheo Paris. Os formularios dao-se gratis cm
casa do agente Silva na praca de I). Pedro, n. 82.
Porto, Joaqun) Araujo ; Babia, Lima & Irruios ;
Pernambuco, Soum; Ro de Janeiro, Rocha i\ li-
lho- ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova, Joao
Pereira de Msales Lene; Rio. Grande, Fran do
Paulo Couto iV C."
NAVALHAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
Na rua da Cadeia do Recite u. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auci.slo C. de Abreu, ooti-
nuam-se a vender a 88*100 o par (preco fixo) as ja
bem condecidas e afamadas Davalos de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,iosi,_ao
de Londres, as quaes alm de durarem exlraardina-
riamentc, nao se sentem no roslo na accao d ccortar ;
vendem-se com a condieflo de, nao agradando, po-
derem os corr.pr;.dores devolvc-las at 15 dias depois
pa compra restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feilas pelo mea i
mofakricaote.
___ UiiTiinnn


DIARIO OE PERNA R3UC0, SGliNJA'FEIRA 19 DE FEVEREIRO DE 1855.
. O Sr. Aiiluniu Coellio de Merelles, natural da
cidade do Porlo, reino de Portugal, qocira dirigir-
se a ra da Cruz do Id cife n. .".7, lecundo andar, a
negorio de >eu Intcrcsse ; rotula que dilo Sr. lie ne-
pocianle de andar mascaleando em feiras ; e no caso
de estar lora da prac.a, roga-se o favor a quem (Me
soober, de o declarar na casa cima referida.
As relaeos dos devedores ile decima do anuo
fnanceirn de 183:1 e 1854, acham-sc no'cirtoriu da
fazenda provincial, ra da Santa Cruz n. l(j.
Offerece-sc urna mulher para ama de leile :
quem precisar, dirija-so n casa cahida defronte dos
Martvrios.
esappareccu no dia 14 de fevereiro, ilm ca-
vallo rodado, com cangalha, una porriln de bolacha,
bacatho c alguma roupa qne ia para lavar : quera
delle liver noticia eo queira entregar, leve-o no boc-
eo do l'efce Frito, taberna do Sr. Joaquim de Al-
meida e Jsilva, qoc se recompensara.
m COLUTORIO I
DO DR. CAS ANO VA.
RLA DAS CRl7.ES N. 28,
vendem-ge carteiras de homeopalhia de lo-
do os tamaitos, por preros limito eia conla.
Elementos de liomeopathia, i vols. 6S000
Tinturas a escolhcr, rada'.vidro. IgOOO
Tubos avalsos a escolber a 500 c 300
Consultas gratis par os pobres.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico depositojcontinia a ser na botica de ltar-
tholotneu Francisco de Sonta, na ra late lo llusa-
rio n. :)6; carrafas grandes52500 e pequeas 35000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Pira cura de pbtisica ere lodos os seus diflercules
graos, quer motivada por constiparnos, losse, aslh-
ma, pleuriz. escarros de sangue, dcir de costados e
peilo, palpitarlo no corara, coqueluche, bronebite,
4iir na gargaala, e todas as molestias dos orgaos pul-
monares.
LOTERA da provino ia.
O cautelista Antonio Ferreira de Lima
Mello avisa ao publico, que os seus billie-
taese cautelas da primeira parte da pri-
meira lotera do Sr. Uom Jess dos Mar-
tvrios que corre infallivelmeute a 24 do
corrente, acham-sc a venda tas snas lojas
da ra Nova n. 4, rita larga do Rosario
n. 26, tstreita h. 17, travessadoQueiina-
do n. 18 C, aterro da Boa-Vista n. 72 A,
ra do Cabujja' n. e povoacao do Montei-
ropelo Sr. Nicola'o, sendo livre do des-
cont de 8 por cento os bilhetes inteiros.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA. DO COXiIBOIO 1 ANDIS 25.
0_ Dr. P. A. Lobo Moscnzo d consullas homcopathicas lodos os dios aos pobres, desde 9 horas da
maithiia ateo meio dia, e cin casos extraordinarios a qualqucr hura do dia OU noite.
Ollerce-se ignalinentc para platicar qualquer operaciio de cirurgia, e acudir promptamenle a qual-
qucr mulherque esleja mal de parlo, e cujas circumslaucias nao permutara pagar ao medico.
NO C011LT0R1 DO DR. P. A. LODO IOS00ZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de medilicina hoineopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
. tugue* pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous c acoinpaithad de
iim diccionario dos Irruios de medicina, cirurgia. anatoma, etc., ele...... 20(000
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam do o.ud.. e pralica da homeopalhia, por ser a unir
que conten a base fundamental desta dnulrinaA PATHOtENESIA 01' EITEITOS DOS MEDICA-
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE S.U'DE-eouhccimenlos que nao poden, dispensar as pes-
soas (|ue sequercm dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mediros que quizerem
experimentar a .'oulrina de llabncmann, e por si mesmos se convenceren! da verdade .Pella : a lodos os
razeiidcirosesenbores deaengenho que estilo tange dos recursos dos mdicos:, a lodosos capiliesde Duyio,
que urna ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualqucr incomntodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que nem sempre podem ser prevenidas,
dos a prestar in coutiiieilti os primeiros sorenrros em suas cnfcrniidades.
O vade-mecum do hoineopatba ou traducc.no da medicina domestica do Dr. llering,
obra tambera til as pessoas que se dediram ao estudo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina.......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, analomia. etc., etc., encadenado. .
>em verdadeiro* c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica d.-
homcopalhia, e o proprietanu dcste estabelcrimcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel I
iiinguem duvtda hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 luhos arandes. ...#....
Boticas de 24 medida*)
pr
si o obriga-
109000
3*000
a
c
Ditas
D:las
Ditas
Ditas
3f.
48
00
144
ditos
dilos
ditos
dilos
enlos cm glbulos, 1 10, 12 e 158000 rs.
a
a
a
a
Tubos avulsos .
Frascos de meia 011ra de lindura..........., \
Ditos de verdadeira lindura a rnica. '..........
Namesmacasa ha sempre i venda grande numero de lubos de cryslal de diversos lamanl.os
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualqucr encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de c por precos muilo commodos.
88000
208000
2JO00
30*100
WINiOO
ICOOO
28000
000
.v^w > mij-v llllftl't |*lil I II
<^ procurado no csrriplorio do !
Joi.quim Jo- da I-'onccra, oin
Bilhetes. S$50
Meios. 2s800
Quartos. l.S-440
Oitavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. .120
Pazem-se quaesqser Irabalhoscaligraphicos para
quadros, como se sejant, pautas de irmandade, esta-
tutos para sociedades, laboas com notnes de socios,
guioes para procissOes. etc.. etc.. com todas as qual-
lidadas de ledras, emblemas e tarjas, ludo trabalho
de penna, aquarclla e ouro : na ra larga do lio-
sa rio o. 38, loja.
Prccisa-sc de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ruado Uospicto o. 11.
CARLOS CLAUDIO TRESSK, FABRI-
CANTE DE OBGA'OS E BEALEJOS,
RUADAS FLORESN. 19,
avisa ao rc-pcilavel publico, que roncera orgaos e
realejos, poe marchas modernas dcste paiz, concerla
pianos, saraphinas,raizas de msica,acordese qual-
quer instrumento de msica ; lambem faz obras no-
vas, e fabrica caixa paras joias de qualqucr natureza.
Precisa-se de um criado, c que d fiador i sua
conducta : na ra do Hospicio n. 7.
Loteras da provincia.
Arham-sea venda os bilhetes da 1. parte da 1."
lotera a beneficio da igreja de S. Bom Jess dos
Martvrios desta cidade?, nicamente na thesouraria
das loteras: roa do Collegio n. 15, e as roda, an-
dam imprelerivelmente 1.0 d*ia 21 do corrente mez.
Francisco Antonio Je Olireira.
YELLDILHO.
Superiores velludilltos, escarate lino, routo, cor
de rosa e preto a 720 rs., azul, verde claro, escoro e
marcllo, a 640 rs.: na ra do Queimado o. 21.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
queira ter a bondade de apparecer na ra
do Collegio n. 15, agencia de leudes, a ne-
gocio de seu tnteresse.
SALA DE UM.
Luiz Cantarelli participa ao respeilavel publico
que a sua sala de ensino na ra das Trincheiras n.
19 se acha aberla todas as segundas, quartas e sextas
desde as sete horas da noite al as nove : quem do
seu presumo se quizer utilisar dirija-se a mesmu
casa das 7 horas da manhaa ate as 9. O mesmo se
offerece a dar licGes particulares as horas convenci-
nadas.
^ O solicitador nos auditorios desta cidade -^
^-s abao astignado, continua a coercer as
funcriies desse cargo, para o que pode ser !*^
' lllm. Sr. Dr. <
mesmo compro- v-'
<^ melte-sc a solicitar cansas de partido an- *^
"** nual, com lodo zelo earlividade, mediante 3^
- causas particulares niln poe preco as ^
parles. Camilla Anqutlo Ferreira da' Silva.^t
OBRAS DE LABYRIHTHO.
Ofterecem-sc lindoa lencos de labvrintho cm su-
perior cambraia de lir.lio, ricas loalhlis para rosto, c
circuladas, c outras mollas obras, ludo por baratissi-1 ahaixo assig
simo prero, para liquidaran de cuntas: na ra da Pilonga, 1.
Cruzdoltecife n. 31, primeiro andar.
m 1 1 .* i 1 -!*4v I
es 7i*hi!
(0 a -' Cs o u
' '_ s e>88u80.fl
Ss^3 s a B-8a.2gfia
^7 ~o fA u y g ^ c S'O'. 1 S'v P S g. o. 9 i fe a 8 ~ T) "' m C ~ a O a.s s o^ 3
S s ~ ? 3 3 -o v a s a >-a o a r, W 0) r. i
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W0^t ^~~~ g o .'
S3S sSfSS'H o
<* isa 8 t S-g c u i, a --S a o r .~ o
<2 aa - "^ss^ mm a a es f=c.a~= a a f t o g2 | 1$ | 5 o = &* 3 =-.- a^J 8atb'f>88S,0< ^11^ = :-=^ .^ os > a o i. -^ 9 b-c'J i s| cj ia y7, k o
^3 si* Cao5^
feE S a o a -.5 x 5 p

__ 3=-i;s
ea B So S C-^ O tj
M J. JA^iE, DENTISTA,
a$ contina a residir narualSova n. 19, primei-
49 ro andar. ((
MIUMMI <#
Novos livros de homeopalhia utefrancez, obras
Indas de sumira importancia :
Habnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
20JO00
f.3000
73000
6*000
161000
6.3CKK)
8-3000
1&3000
103000
H300
73000
6|000
48O0O
103000
:10300o
lames.
Teste, rrolestias dos meninos.....
llering, liomeopathia domestica.....
Jahr, pharmacnpahomeopathica. .
Jahr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas........
Jahr, molestias da pclle.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 voluntes
Darlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli s .
Cistii.g, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descrpc.ao
de' todas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio bomcopa-
thico do DrrLobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro sudar.
*<*
( DENTISTA KKANCEZ. #
( Paulo Gaignoux, estabelccido na ra larga gf
% do Rosario n. 36, segundo andar, colloca den- Q
4J tes com gengivis artificiaes, e dentadura com- ga)
) pela, ou parte della, com a presso do ar. ajp
8Tambem tcm para vender agua denlifricedo
Dr. Pierre, e p para denles. Rna larga do S
j^ Kosario n. 36 segundo andar. cg
1*C1I.ICACA0' DO INSTITUTO HOHEOPA-
THICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA
Methodo concito, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Pinlio. Esla obra he boje
recouhecida como a inelbor Je todas que Iralam da
applii-a.;."... homeopalhica no curativo as molestias.
Os curigsos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro scui possui-la o consiilla-la. Os pas de
familias, os senhores de engcnlio, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejosetc. ele, (leven.
te-la man para occorrer proinplameule a qualquer
caso do molestia.
Dous voluntes cm broebura por 10SOOO
encadernados II3OOO
vende-sc uniramenle em casa do autor, nn palacete
da ra de S. Francisco ^Mundo Novo) 11. 68 A.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
cjueira mandar receber tima encommen-
da na livraria 11. e 8 da piara da Inde-
pendencia.
ALADELATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
iptemudou a sua aula para a ra do Ban-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico prero como be publico: quem $e
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualqucr liora dos dias uteis.
O cautelista Antonio Jbse Rodrigue*
de Sottza Jnior avisa ao respeitavcl pu-
blico, que tem resolvido vender daqui
por diante as suas cautelas e bilhetes aos
Urerosabaixo declarados, obrigando-se a
pagar por inteiro sein o descont dos 8
por cento da lei, os premios grandes que
seus bilhetes e cautelas obtiverem :
Kccebe por inteiro.
Bilhetes inteiros. 5$500 5:000.s'O00
Meios bilhetes. 2ff80 2:500.S'000
Quartos. I.s't40 l-:250fS'000
Oitavos. 720 25$000
Decimos. 600 500$000
Vigsimos. 32Q 250'000
E por isso acaba deexpor b venda as
lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da primeira parte da primeira lotera
a beneficio da irmandade do Sr. Bom
Jess dos Martvrios, cujas rodas andarao
em 24 do presente mez.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Bi-
gueira Costa resposta da carta, que lite
loi dirigida no Oiario de Pernambuco
de "> de Janeiro desteanno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
O bacbarei Jos Mara da Trndade,
tem aberto o seu esa iptorio de adverado
no mesmo sobrado da 1 ta da Boda n. 9,
onde trabalhoit o anuo passado.
Quem liver urna casa lenca com H quarlos e
largura de 24 palmos, mais ou menos, desojando per-
mula-la por outra de menor largura e de 2 quarlos,
Sudada na ra da Concordia, para receber por 11-
demnisaco da differenca, dinbeiro nn algum objcclo
que tamlicn rende ; dirija-sc a ra das I-lores n.
23, a fallar com Justino Marlyr Corris de Mello.
HOSPITAL RGIMEN IA 1..
l'rccisa-se alugar una casa para enfermara mili-
tar, na Soledadc e suas iininediarocs : a tratar nn
aterro da Roa-Vista n. 1-J, primeiro andar, com
nado.Dr. Pra.redes domes de ouza
cirurgiAo cncarregado.
Adverle-se ao Sr. Vicente l-'crrcira da Asum-
peflo, morador no Bonito, que se silsfizer o que se
Ihe tcm exigido por diversas carias dirigidas da ra
do Queimado n. 21, ser para si urna deshonra, pois
nao he juslo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um anuo.Jote Pereira Cesar.
Precisa-se de urna ama de meia idade, que In-
nha boa conducta, saibacozinhar e eugommar, para
casa do pouca familia: 110 largo de S. Pedro 11. 1,
achara com quem tratar, das 2 horas as 4 da" larde.
Precisase de urna ama do leile para acabar de
criar urna enanca, que lenha bom leile c sem filho ;
paga-se bem agradando : a tratar na praei da Inde-
pendencia n. 1.
AO PUBLICO. I
tj No armazcm de fazendas bara- S
tas, ra do Collegio n. 2,
SM vende-se um completo sortimento j*
3 de fazendas, linas c grossas, por g
M preros mais baixos do que em ou- 2
!y* ta qualquer parte, tanto em por- 65
| roes, como a retalho, aflianrando- SR
^ se aos compradores um s prero S
fo para todos : este estabelecimeno K
g ahrio-se de combinarlo com a ^
g maior parte das casas commcrciaes S
^ inglezas, rancezas, aemSas e sttis- S
if sas, para vender fa/.endas mais em g
j conta do que se tem vendido, e por fe?
I tsto oll'erecendo elle maiores van- 0
tagens do que outro qualquer ; o itt
proprictario deste importante es- Si
B tabelccimento convida a' todos os K
seus patricios, e ao publico em ge-
Ja ral, para que venbam (a' bem dos g
t& seus interesses) comprar fazendas !
g baratas, no armazem da ra do m
j Collegio n. 2, de
H Antonio Luiz dos Sanios i\ Bolim. H
Offerece-se um bomcm solleiro, dando i.tfor-
marOes de sua conducta, para trabalbar em velas de
cera, carnauba, distilacjro de espirito e licores, po-
mada, lano denlro desla praca como para r.ira del-
la : quem de seu presumo se quizer ulilisar, dirija-
se i ra das Cinco Ponas, padaria n. 103, que acha-
r com quem halar.
Precisa-se de urna ama quo tenha bastante pra-
lica de cornha : quem pretender, dirija-sc a ra do
Kangel n. 7, que se dir quem precisa.
Manoel Joaquim Candido Teixeira c Diogo Pe-
reira de Soma fazcm publico que compraran) ao
Sr. Pedro Jos do llego Maia, a loja de miudc/.as da
ra do Queimado n. 63.
. Offerece-se um rapaz porlusuezde 16 annos de
idnde, para raiteiro de taberna, do que tem bastante
pralica, o qual d fiador a sua couducta : a Iratar no
paleo do Terco 11. 32.
Traspassa-se a chave de urna casa terrea na Bua-
> isla, com muilo bons commodos, em boa ra, por
um sitio que seja perlo da praca: quem Uto cunvier
esse negocio dirija-se ao aterro da Boa-Vista nume-
ro ol.
PARA 0 MADAISMO DO
BOl GOSTO.
A 8s000 rs. o corte! !!
Vendem-se na rita do Queimado, loja n. 17, aup
da botica, o< modreos cortes 4a vestidos de lorala-
na de seda com quadros de cores, de lindos e novos
desenlies, com 8 varas e meia, pelo burato prero de
83000!! !
OBLEANS DE LISTBA DE SEDA.
100 rs. o corado.
Vcndcin-se na ra du Queimado, loja n. 17, de
I aiia & l.opcs, para liquidaran de eoiilas.
melpo.uene de i.aa' de quadros.
costo escoc;/.
A 400 rs- o cov^ado.
Vende-fe para nllimaeao .le eonlas : na loja de
Faria .\ Lopes, ra do Queimado n. 17.
Vendem-se Iresescravaserionlas, nioeas.de bo-
nitas figuras, mu alguma habilidades : na ra de
Hurlas u. 60.
FUMO EM FOLHA.
Ka ra do Amonio u. :)!), armasen) de Manuel
dos Sanios Pinto, ha inuito superior fumo em tulla,
para (azer charutos.
Queijos a l.S'OIK rs.*: no pateo do
Carino esquina da ra de Dorias n. 2.
Vende-sc a armarn 8 periclites da taberna da
ra do Ar.igBO n. 16 ;"e a dita casa tem cummodo
para familia: quem a pretender dirija-se a taberna
da esquina da roa do Arago que volia para a do Ro-
sario da Boa Vista, ou na ra larga do Rosario u.
44 loja.
Vendem-se os livros segundes : Historia Sa-
grada por Royaumont 49000, Ueosrphia por Vellez
>CtiOO, Rhelorica por Carvallo. IjOOO, Potica por
\ elli/. (9000, Elementos dasqucsles dePhilosophia
18000, Aritlimelica por Lacrois IjOOO, Telemaco
1-"s latina cncadernaeio francesa 19200, Iraduce.io de
Saloslio mpraesH 39080, dita das Pabolas latinas
39000, dita deltucolisas de Virgilio 38000, Riteo-
rna de Quinliliano lyXM), Novo Mel.....lo de gra-
mtica latina 19000, Iraduceaode Selccla por 19000,
e una Arilhmrtia por Bisoiil, por 19000: na ra
das Flores loja de marcineria n.23.
VESTUARIO PARA BAILE.
Vendem-se ou ilupam-se 2 vestuarios para o baile
masqu : na|rua do Queimadn 11. 10.
~ Vende-se por prejo enmmodo um piolo aca-
liralhad", crioulo, de Idade ju ayancada, porm ro-
bu.locseifi achaques : no aterro da lloa-Visla, so-
brado da quina do becco dos Kerreiros n. 12.
Vendem-se mantas de blmide relas par sc-
nlima a 85OOO, mantas de linlm bordadas a seda a
I29OOO, los dliiiho prelos bordados a 99 e 10-000,
metas de seda prelas de peso a :t>i00, ditas a I9OOO,
e outras fazendas baratas: na loja de portas, na
ruado Queimado 11. 10, de Manoel Jos l.cile.
Vestidos pretos.
Vcndc-sc selitn prelo de Uaco para vestido de
scnliora a-39000 e S94O0 o covado, grosdcnapoli; pre-
lo muilo muilo superior em qualidade 2:*)00 rs. o
covado, sarja pela de seda a :O00 e 5O0 : na loja
de 4 ponas, na ra do Queimado n. 10, de Manoel
Jos Leile.
Pannos baratos.
Na hija de |tortas, na ra do Queimado 11. 10,
vende-se panno prcio a 2>800, 3-J2O0 e ^OOO, ba-
VeodO muilo aunde escolber.
Para vestido.
Vende-sc selim prelo lavrado, superior em quali-
.ia,lc e costo moderno, serj.. prela lamben) lavrada e
chamelote de lislras, Indo por preco commodo: na
loja de i portas, na ra do Queimado n.
noel Jos Leile.
10, de Ma-
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Bigueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas deeisoes, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
MASS.V ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 3f, segundo andar, Paulo tiai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
maya adamantina. Essa nova e niaravilltosa com-
posieao tcm a vanlagem de enclier sem presso dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqueriudo
em poucos instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prnmelle reslaorar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
,Alil??:se "m silio no lP' ^s Afogados, na
rna lo S. Miguel n. 39 .....-
n. 69, na Boa-Visla.
COMPRAS.
a tratar.ne rna da Glora
Casa de consignarlo de escraves, na rita
dos Quarteis n. 24j
Compram-se c rcrebem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rommissao.i tanto para a
provincia como para fura della, offereeendo-se para
sso toda a seguranra precisa para os dilos escravos.
BA NOVA N. 22.
L. Delouebe, lem a honra ao respeitavcl publico, que ataba de re-
ceber pelo ultima paquete o, mais bello
sorlimculo derelogios deouro, prala c prala dou-
rada, patntese borizonlaes, por precosVmuito vnn-
lajasose alliancadus: lambem encarrega de todos
os rncenos pcrlenccnles a sua arte por mSis difli-
cultosos que sejam, cora perl'cirflo c lircvidade.
Aluga-sc'p armazem n. ,'10 da rna estrena do
Rosario : a Iratar na ra du Collegio 11. 21, scguAdo
andar.
O padre Leonardo Aniones Meira llenriques
mudoii o seu cscriplorio de advogacia para a ra lar-
ga do Rosario n. 12. primeiro ,dar. por cima da
bolica do Sr. Joaquim de Almeida i'inlo.
O aballo assignado avisa a todas as pessoas que
lem penhoresem sua inflo, que os venham tirar lio
prazu do 30 dias, do contrari serao vendidos para
seu pagamento. Koriro 12 de fevereiro de 18.J").
Manuel Ferreira da Silva Maia.
O procurador nesta cidade da Sania Cusa da
Misericordia de Loando, em Angola, convida aosse-
nhores foreiros que eslao a dever mais de 3 anuos,
pelos foros vencidos dos terrenos que pertencem a
ntesma Santa rasa, para virem satisfacer no prazo de
15 dias. cm seu eseriplorio, rasa n. 0, da ra doTra-
pirhe Noy, a importancia em divida ; alias lera-de
usar para com os senhores foreiros dos meios conce-
didos pelas lei*. Joaquim vptisla Moreira,
Precisa-sede urna ama para casa de pouca fa-
milia, pasa ser orrupada em alguma costura e cn-
gommado : a tratar no primeiro armazem do beceo
do lioliea ves.
Pr?csa-se de urna ama de leite : no
pateo dp Hospital n. 2G, por cima da co-
ebeira.
Compra-se una casa Icrrca, que seja boa : na
rna do Collegio n. 9.
Na casa do sacristn da ordem terecira de 6.
francisco, compram-se '1 clices de celebrar-te mis-
sa, queestejam cm estado de servido ; assim como
a missaes romanos.
Compra-sc urna escrava de meia idade, que
saiba coznharo diario de urna casa : na ra do En-
cantamenlo n. 3.
Compra-se em segunda mao um relogio de
ouro norisoatal: quem liver e quizer vende, aniiuu-
cie por esle Diario para ser procurado.
Compram-se 2 casas terreas: na ra das Cru-
zes n. 30.
Compram-se palaces mexicanos : na ra da
Cadcia do Recic u. 24, loja de cambio.
Precisa-,!- comprar urna rarroca que esleja em
bom estado : quem a liver e quizer vender, dirjase
a ra do Rangcl p. 63, que se dir o compra-
dor. '
ATTENCAO.
Casa de cominissao de escravos.
Compam-se escravos de ambos os sexos lano para
a provincia como para Cora della, sendo crioulos de
10 a 25 anuos e pardos de 10 a 18 anuos, tendo bo-
nita figura,pagam-se bem, assim^como recebe-se para
vender-se de commissio : na roa de Moras n. 00.
Compra-sc urna canoa aberla, cm bom estado,
que carregne de 800 a 1,000 lijlos de alienara ;
no pal*o do Carino n. 17.
Na fabrica de oleo, ra dos Cuararapcs
compram-se e alngarn-se pretos ; nao precisa que
lenham habilidades, blsla que sejam robustos; sen-
do bous nao se repara o preco,
VENDAS
ALMAk par 18:;;;.
Sahiran a' luz as lolitinlias de aigibei-
tJfcptU, agrcola e industrial desjta provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
00paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria \n. (i e 8 da piara da Inde
dencia.
lepen-
'* ::
FOLHfflHAS PARA 1855.
Achain-se a venda as bem conbecidas
tolhinbas impressas nesta tvpograpbi,
de alj;iheii;i a 20%de porta*a. 100. eec-
elesiastituis a480rs., vendem-se nica-
mente no livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
RUCADOS VARSOVIANOS
A 4.SO0O rs. o curte.
Vendem-se risrados Varsovianos de quadrjj fa-
zenda nova e instilo fina, imitando a seda esej.-eza
vindospclonliirqo navio de llamburso, rom 1:1 .,
covados cadaetirta, pelo barato preco de 49000 : a
loja n. 17 da na. do Queimado, ao pe da botica
\ ende-se a armaean c perlcnces de tima taber-
na, sita na ruado Codorniz n. 10, propria para qual-
quer principiante, ou para armazem : a tratar na
ra da Madre do Dos n. ;!ti.
Vende-sc una luobilia de aiigico com algum
uso : no aterro da Boa-Vista n. 88, se dir nuein a
vende.
Vendem-se limas de cheiro, e mandare levar
as cncommendas : ni ra du Rangcl n. 77.
Negocia-se tima casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Ucboa, com seis
salas, oito ([liarlos calcinas, cosinha, des-
pensa, com um pplitrio lio rom toda a
qualidade de 'rttteiras, grande jardim
murado com militas llores, cocheira, es-
tribara, (piarlo para l'eitor, carimba com
bomba, etc., ele. : vende-se debaixo de
condicoes mui favoravei parafk compra-
dor : a ti atar na ra da Cruzn. 10.
ABADOS-DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara-
dos ". ferro de --t i.- qualidade.
. PARA LIQDIDACAO.
Na ra Nova, loja u. 52, vendem-se chapeos de
masa francesa, pelo diminuto preco de 3|000 rs.,
dilos do massa feilos no paiz, pelo preco de 39000,
ditos de ppela. aSOOrs., ditos do Chile a 19CO0,
ditos de palha da Italia a IJiOO, dilos de fellro a
19800, bonetes de oleado a ."0O rs. Na mrsma loja
vcndc-sc um pequeo baldo com armaran e lileiros,
proprio pafa um pequeo estabelecimeno : quem
pretender appareca, que em quanlo ao preco n.lo
dcixar de fa/er negocio.
Vende-se urna mulata de 30 anuos com i fillios,
sendo ti machos, c a ullitua teme* com 8 mezes de
idade, e o mais vclbo de 10 anuos: a fallar no en-
gento Rodizo.
Vcndem:se apparellios de porcelana dourados,
para janlar, por preco commodo : em casadeTasso
IrtUclos.
Vcndc-sc a taberna da ra da Guia n. 57:
quem a pretender, dirija-se a mesma.
BOM E COMMODO. (,
Vendetr.-se cortes de vestidos
Em casa de Tiinm Mousen & Vinas-
sa, pracado Corpo Sanio n. 15, lia para
vender:
Um sortimento completo de livros cm
branro de superior qualidade.
Vinho de champagne.
Absinthc echen y cordial de superior qua-
lidade.
Licores le difFerentes qualdades.
Vaquetas para carro-
Soja branca.
1 ft's pianos de superior qualidade : ludo
por prero commodo.
Vende-se cognac em caixns de du-
/ia : no armazem de Brunn Praegerdt
C, ruada Cruz n. 10.
FBASCOS DE VIDRODEBOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
I -1 libras.
l'rndein-se na botica de llartliolomeu Francisco
le Souza, ra larga do Rosarion. 36, por menor
preco que cm outra qualquer parle.
IECBANSMO PARA ENSE-
NHO.
NA FUNDICAO D FERRO DO ENGE-
NIIEIRO DAVID YV. BOWMAX. NA
BA DO BRUM, PASSANDO O CIIA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sortimento dos seguintcs ob-
jectos de mechanisinns prnprios para cngenlios, a sa-
ber : mocil.las e mcias mocadas da mais modei na
conslruccJ) ; taixas de ferro fundido t balido, de
superior qualidade, e de lodos os lmannos ; rodas
dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
ees ; crivos e boceas de fornalba e rei:islros de boei-
ro, aguilliOes,Ironzes p.irafnsos c cavilliOcs, inoiulio
de iiiaudioca, ele. ele.
NA MESMA EUNDir.AO
se esecolam lodas as encommendas com a superinri
dadej conhecida, e cora a devida presteza c comino
didade em preco.
V^SS @:@ SS@@@i)
||& Vende-se cobre para forro de (f)
@ 20 at 28on;as. S
^ Zinco para fono com os prego! S
l<* competentes. 9
Chumbo em barrinhas. W
Alvaiade de chumbo. (&
Tinta branca, prela e verde, cm ($)
oleo. ^
01e) de buhara em botijas de 5 M|
aloes. /ff.
Papel de embrtilho.
7 Vidro para vidracas.
Cemento amarello.
Armamento de todas
dades.
Genebra de Hollanda em iras- (j
queiras. 2
Cuinos de lustre, marca grande, a.
Arreos para um o dous ca- /5
vallos. '7'
2 Chicles para carro e esporas de @>
W ac prateado. ($)
(^J) Formas de ierro para fabrica de ftft
(A awucar. S
Papel de peso ingle/.. Z
Champagne marca A&C. 9
E um resto pequeo de vinlios do w
Bheno de qualidade especial:
no armazem de C. J. As- ($
1 lev & c. m
Vende-se o verdadeira rap Paulo Cordcr.o
em X libra, reeenlemenlc rhegailo do Rio de Ja-
neiro : na loja de lerragens, na ra do Queimado n.
Id, de Joo Jos de Camino Moraes Jnior.
, ~Z Vwlde" h"'U:' ,lc Prco lerrelida : na*na
do Rangel n. 35, a 400 rs. a libra.
POB SEDULAS YELDAS.
A 5 de comprar ?
Sapatfies de lustre franrezes para homem, ditos de
uezerro de NaiUes para homem c ineiiiuo, assim co-
mo um completo sur|imcnto de calcados de lodas as
qu.ili.iadc* tanto para homem como para seuhora,
meninos e meninas, ludo por preco muilo commodo
a1 troco de sedlas velhas : un aterro da Roa-Vista
defronte da boneca n. 14.
Para vol trete.
Na ra do Queimado n. 25, vendem-se Blas para
vollaretc, de superior qualidade, por commodo pre-
co, e suspensorios a 80 rs. o par, ludo para acabar.
Vende-se um rico vestuerio para os
bailes de mascaras: na praca da Inde-
pendencia ns. i\ e 10.
Vendem-se cadeiras c marquezas demadeira de
novo, assim como outraB minias obras que



(. de setim prelo lavrado de supe- ^>\
/^ rior qualidade e bom gosto, pelo 2*
baratissimo. prcro de ">,sOOO rs.


m
8
a .wiaoMiuu^ |iini 111; J^VVU ri- ^
'j! 0( sarJa preta muito boa a w
2.S00 rs. o covado., setins pretos ^
para rolletes, pannos preto e de Jl
cor de diversas quididades e por i*
precos que muilo lio de agradar ^
aos compradores : na ra do 9
Queimado loja do sobrado ama-
relio n. -2.>. de Jos Moreira
$) Lopes.
Vende-sc forinba de mandioca mui-
lo superior a o.v.jO rs. a sacra, no ar-
mazem de Luiz Antonio Aunes Jarome, e
no de Jote Joaqun) Pereira de Mello no
caes da alfandega, e em orcaono eserip-
lorio de Aranagai!. Br\ an, na rna do Tra-
piche Novo 11. ti segundo andar.
Vende-sc bacalha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
1 -i.SOOl) rs. por barrica : 110 caes da al-
lartdega armazem de Paula Lopes.
*P -Voalhados, toauas e guarda- fk
j) danapos de linhoc algodo, ven- S
. I'l'-Sl' muito batato: na ra do c
Vj Queimado loja do sobrada ana- @)
'$) relio 11. 29, de Jos Moreira '?
'$) Lopes. <
ROYAS ALPACAS S)E SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de laria & Lopes, ma do
Qneini.nl.. n. 17, as modernas alpacas de sada, da no-
vos e lindos desenlies, pelo mdico prero de 500 rs.
cada covado. .
Vende-se superior chocolate (iancez
dcmeliior que tem apparecido no mrt-
cado,e por preco muito commodo: na
1 na da Cruz 11. -Iti, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
ingle/., ditosde prala horizontal, ditos di-
tos dourados e toteados; todos do nielhor
gosto possivel e por prero baratissimo :
na ruada Cruz n. (i, primeiro andar.
FARINHA ,DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa larinha de mandioce, e pceo com-
modo : trata-se com Antonio d'Almeida
Gomes &C, na ra do Trapiche, n. l,
segundo andar.

as
i
(piali- D

i
8
oleo ludo
se vendem por menos preso do que em outra qual.
quer parle : na rna da Ca.leia de S. Antonio n. 20.
l~ri!)"li""a"se ,n ven(lcr gomma de engommar
a% ? "Ioha- c,n I'lra80rs., cha prelo 1
-3RMI rs. a libra, muilo superior: na taberna nova
da ra U llortas n. ;.
Vende-se um palanquim de reburo em muilo
nom estado : na ra do Hospicio n. 7."
IA~^K '"ja ''o 4 porlas, na ra do Queimado n.
10, ue:V. J. Leile, vend.-m-sc as seguinles fazen-
uas, pelus preros declarados :
Selim prelo d Uaco para vestido do se-
nbora, covado.....B ->*t(H
Sarja prela de seda, covado ....'. SaQOO
Meias de seda prela......p st^K)
l-ns de linlio prcl.s bordados de'scda '. '. IO9OOQ
Mantas prelas delinbo bordadas da seda 128000
l.rosdenapole prelo superior, covado lS0O
Panno preto, covado. 29800, 3*400 c 3.V,00
Lliapeos Irnre/es........ 63300
c outras mullas fazendas por preso muilo commodo.
Na taberna da ra do I.ivramenlo n. 30, ven-
de-seo afamado fumo de aranbuus, barato, sendo
fin porcao.
ra de Borlas
muilo alva a Sil
No paleadlo Cajoy), quina da
n. >, continua-sc a vender gomma ..
rs.. familia do Blaranbao a Ho, eevada nova 160
oSjSJ, '.S0' e"' arroba jjOO.I, clia a lgX), -JJHIII
>. bom, dito prelo o inelbor possivel, em emhru-
Ihos de meia libra, a 28060, loucinho de' Lisboa a
360, amebas novas a -IN) rs., holachinbas de Lisboa
ajOOrs., ditas de ararula a (MI rs., dilas inglezas a
-SO, manleiga a730, SOOe IjOOO, boa, milho a 1(K)
a cuta, violto musealel a 00 rs. a garrafa, papel gre-
vc.perlina c de oulras quslidades mais baixas e mais
baratos dilo azul para rhapclciro. sardinhas deNan-
les a tito e 800 rs., e oulrus iiaaMos gneros que seal
vendem barato, porcm a diiihrUV. c lambem esla-
menba para lerreros franciscanos.
FAZENDAS BARATAS.
\ endem-c curtes de cassa com barra a 6 patacas.
ganga amarella fraiiceza. a 200 rs., riscados francezes
largo a !l vinlens, cobertores de algodao dea cores
muiluencorpados e grandes a 1.-SI0O. cassas fr ance-
zas Anas de cores Isas a 320 o covado: na ra do
Queimado n. 21.
ALBANEZA. ,
I ara acabar, vende-se a !I0(I rs. o covado dessa
ecoiioiuira fazenda prela, rom ti palmos de largura,
propria para tragas de clrigos, religiusus, vestidos e
manlilhaa para uiullieres : na ra du Queimado
it.21.
ROLAO FRAM*
Acha-ie de novo ezposto venda a deliciosa pila-
da deste rola.) francez, que s se encontrara na rna
da Cruzn. 2(i. primeiro andar, c na loja de Cardeal,
ra larga do Rosario, por muilo rominodo prero.
I'oalhas de superior panno de lindo alco-
\oadasp.ira rosto a l.S'120,
vendem-se n rna do Crespo loja n. 1(i, a segunda
quem \cm da ra das Cruzes.
Acha-fi
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior familia de mandio-
ca, em saceas (pie tem um alqueir, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta du
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes Ai C, na rita do Trapiche n. V,
primeiro andar.
tifo POTASSA BRASILEIRA. Bk
f^) Vende-ce superior potassa, fa- (fa
i*, bricada no Rio de Janeiro, che> /gj
,a gada recentemente, recommen- a
& ila-se aos senhores de engenhos os iC
'' seus bous elfeitos ja' evpcrimen- *"
thores de engenhos os
ja' e\pi
tados: na ra da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
\$) Companhia. Q
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na roa da Ca.leia do Recite n. .">0 ha para vender
han i- com cal de Lisboa, recentemente cliegada.
Vcndc-sc urna balanea romana com lodos os
saus perlenccs. cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a prclender, dirija-se ra da Cruz, armazem n.4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafar continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea," asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
eniharcam-se ou carregam-sc em carro
sem despezarse comprador.
Em casa de J. KcllenvC, na ra
da Cruzn. ha para vender e\cel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam*
burgo.
Na ra do Vinario n. 19. primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, ebegado de Lisboa pela barca ra-
tidao.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-sc superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alrazdo
titeado, armazem de Joaquim Lopes de Aducida.
Agencia de Edwin Mu.
Na na de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
fi Companhia, acha-se conslanlemcnte bons sorti-
menlos dr taixas de ferro rnado e batido, tanto ra-
sa romo fundas, modulas Deliras tudas de ferro pa-
ra animaes, agoa, etr., ditas para armar era madei-
ra de lodosos tamaitos e modelnsosmais moder-
nos, machina Itorisonlal para vapor com forra de
eavallos, cocos, passadeiras de ferro eslauhado
para casa de purgar, pnr menos prero que os de
cobre, eseo-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas de (landres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenhos ; wermoutb em ca-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em caixas de duzia ; kirch
ilo melhor autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Venda-ee cxccllcnle taboado de pinito, recen-
tcmente cliegado da America : na rm de Apollo
trapiche do ferreira. a entender se com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com omethodode empre-
ga-lp no idioma portuguez, em casa de
SF. O. Bieber Cruz. n. 4.
Vende-se tima rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinbeiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rita do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Clnistao.
Sabio aluza
Devoto Chrisino,
se nicamente na livraria n. 6e 8 da prara da In-
dependencia a 610 rs. cada templar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capuchnhns de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceir.lo, e da noticia dislorica da mc-
dalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praco da
independencia, a 1,-<>Ot).
Mohnos de' vento
'ombombasderepux'opora regar borlase baia,
de capini, na fundicaodc I). W. Bowman : na ra
do llrrfm ns. 6, 8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
cjam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinbas tudo modernissimo ,
cliegado do Rio de Janeiro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, rcenle-
mente chegados, de excedentes vnzes, e precos com-
mods cm casa de N. O. Bieber xCompanhia, ra
da Cruz u. H.
Vendem -se lonas daRussia por prero
commodo, e de superior (fualidade: no
armazem deN. O. Bieber&C ra da
Cruz n. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra .da
Senzala nova n. 42.
N ste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e mcias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vende-sc om cabriole! com robera c os com-
petentes ar reos para um cavarla, tudo quasi novo :
para ver, nu aterro da Boa-Visla, armazem dn Sr.
Miguel Scgeiro, e para Iralar nollecife ra do Trapi-
che u. 11, primeiro andar.
Vende-se um mualo de bonjla figura, de ida
de 20 annos, pouco mais ou menos, sem vicios d
que se aflama ao cooiprador ; c o motivo da venda
se dir : na Camba do Carino n. 18.
CEMENTO ROMANO. '
X ende-se superior cemento em barricas e a reta-
lho, nn armazem da rus da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por preco mais em coala.
Vende-se urna prela de itlade por preco commo-
do : a iralar no pateo do Terco n. 3.
LOTERA DA IRMANDADE DOSHtHJM BOM
JESS DOS MABTVKIOS.
Acham-sc a venda na casa da fama no aterro da
lioa-\ i-la 8 os billiele e raulclat da primeira
pane da primeira lotera du Sr. Bom Jess dos Mar-
ivrioa, qual corre nu dia 24 do eorrenle mez.
Hilhelrs inteiros -,,finn
Meios .... ....... 522?,
Ouarlos..... ..... T^?.
Decimos........... %.
Vigsimos.....'.'.'.'.'-'.
E.NFITES PARA BAILE.'
inm.. V-aead.0^ c,cl'e-peignes. capellas e
plomas, recebidas pelo navio Co,e Boger, endem-
M, tic o,."", """? :i!'a 'ft1 ,,e moda, de madama
Millochou aterro da Boa-Visla n. i.
MASCARAS,
rus dnPr/,rC''da.Il"11pendencia 14e 16 l> naM-
nhnr 1 v. "* P"a '""""" 'wni.iu. e se-
nhoras, a .m rs. cada urna, para acabar.,
IrJida.'unto 7 ?2" ***" forl" e bem eons-
mi lambem pe, de larangeiras de umbigo e da
China, de sapod, de ftncla-piio, de limito para cer-
ca e ronces para cor,^ c,p7m ^^ ,
u L T, r T1"010 : na Ponte de Ichoa, si-
tio de Joao Oirroll.
REMEDIO IMCOMPARAVEL
2.^edicao do livrinbo denominado
o,mais correlo e acrescenlado: vende-
UNGENTO HOLLWAY.
Milhares deaindividuos de lodas as naedes podem
icsleraunhar as virtudes desle remedio incbmparavel
e provar. emeaso necessario, que, pelo uso que del-
lo lZi.le,m.S'UCOrp0 emfDbros inlcuamenlc
i^!1 V de1 '*ver epregado intilmente outros.
Iratamentos. Uda pessoa poder-se-ha ronvencer
dessas curas marav.lhosa, pela lelurados periodo"
que II, as re alara lodo, os dias lia muilo. anuos e
a m.,r par e deltas sflo Uo sorprendente, q tTdn.-'
rain os mdicos mais clebres. Quantas nessos ,e
cobraran, com este soberano reniedra o mo"'e su
braco, e peina* depoi, de ter permanecido, Ion
lempo nos hospitaes, onde deviam com-., B
aeao Deltas ha milas ,'&??,^ ado'es^
asvlosdc padec.mento. para se na snbm"u?rni^
essa operario doloro.a. foramcoradas c.mpleraTn!
te. medanle o uso desse precioso remed? Afu-
mas das laes pessoas, na efusSo de seu reconheVi-
menlo declararam estes resudado, benfico, dUnta
dolordcorreRedor, e outros magistrados, ,r,m j*
mais autcntiearem sua aftirmaliva.
Jiinguem desesperara do estado'de sua saude sa
livease bastante conhanca para enwisr J^^^
cons antcmenle, segundo algum tempe. o "ala-
mcntoquenecess.lasse analureza do mVl, cojo re-
sultado seria provar inconlestavelmcnte : Qoe ludo
O ungento he til mais particularmente noi
seguinles casos.
matriz.
Mporcas.
Cambras.
Callos.
Canceres.
Corladuras.
Dores de cabera.
das coslaA
dos memhros.
Eufermidades da cutis
em gcral.
Eufermidades do anus.
Krnnees escorbticas.
Fstulas no abdomen.
Frialdade ou falla de ca-
lor as extremidades.
Friciras.
Ccngvas escaldadas.
Incliafes.
Inllammaeao do ligado.
Lepra.
Males das peritas.
dos pedos.
de olhos.
Mordedura, de replis.
Picadura de mosquilos.
Piilmes.
Oueimadelas.
Sarna.
Supurares ptridas.
Tiliha, em qualquer par
te que seja.
Tremor de ervos.
Cceras na bocea.
do ligado.
das articulaces.
X eias torcidas, ou nenia-
das as peritas.
da bexiga
Vende-se esle ungento no eslahelecimenlo geral
de Londres, n. 244,Strana,e ua loja de lodos o?bo-
ticarios, droguistas e oulras pessoas encarregada's de
Iieaspnna.em Ame"Ca d W' Hava"a e
\ende-se a 800 res cada bocelinha, contera una
1$ rU..C T PrlUH"e?.l!Aexplicar o modo d*
URernso deste ongneniof^^^-
BARRIS MONSTROS COI
v, i "RED.
a.aD,om"'2 ."" r-om breu- m"il0 Rfandes, ebe-
em h. i"ra.daxAJneVM : na r" d0 Amorim, arma-
zem de Paula & Sanios.
CAL DE LISBOA A 41000 RS.
_endem-sc barri. com cal de Lisboa, cliegado no
ultimo navio a 48000por cada uma : na roa do Tra-
piche o. 16, segundo andar.
Fio de algodao.
r..aerrp,0.rOd^Domin*"5 Alves Matheus, na
na da Cruz do Rec.fe ... 54, tem para vender lo do
veta? ereH.''rlCa da ^"^ ^" P'" PaVOS d.
velas e rede, para pescar, por preco commodo.
--Vende-se licores de Absynthe e Kir-
sh do verdadeiro, por muito barato pre-
co : na rna da Cruz n. 20, primei jo an-
dar.
Vendem-se ptimos pianos hoiizontaes e
verticaes.
Um grande sortimento de vidtos para es-
pelhos de boa (jualidade.
Um sortimento de ricas obras de bri-
Ihantes.
Tudo por preco mais commodo possi-
vel, em casa de Kabe Sclimettau & C, ra
da Cadeia Velha n. 37.
OLEO DE LINIIACA
em barris e bolijoe,: no armazem de Tasso Irmo.
Cliampagne da snperior marca Cometa: ne arma-
zem do lisso Irmaus.
ESCRAVOS FGIDOS.
a lu-
na na
.naos.
CAL TIRGE1
ia nova que lia no mercado, a preco commodo ;
ia do Trapiche u. Ij, arma/cn de lla-los Ir-
.
Vende-s nesta loja superior damasco de
Ti seda de rores. sendo branco, encarnado, roso,
W por preen ra/.oavel. m
Na livraria da rna do Coilegio n. 8.
mmmm
g Deposito de vinho de enante ^
9 pagne Chateau-Ay, primeira qua- W
) bdade, de propriedade do conde
l de Marcuil, ra da Cruz do Re- O
^ cife n. 20: este vinho, o melhor S
tde toda a Champagne, vende-se S
a o6,s000 rs. cada caixa, acha-se \
. nicamente cm casa de L. Le- w
9 comte Feron & Companhia. N. @
W 15-As caixas sito marcadas afo- ($)
m goConde de Marcuilc os ro- 2
gt lulos dai garrafal sao azues. f>
Potassa.
No anlgo deposito da ra da Cadeia Vellia, o--
eriptorio n. 12, vende-se minio superior potassa da
Kossia, americana c do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos quo be para fcrliar conta?.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para Torro de scllins clie-
gada recentemente da America.
.CESEMOROIAROBIAKO.
\ ende-sc cemento romano branco, cliegado agora,
de superior quolidadc. muito superior ao do consu-
mo, cm barricas c as linas : atraz do llicalro, arma-
zem de tahuas de pinito.
X'endcm-sc no armazem n. GO, da ra da Ca-
i dcia do Rerfe, de llenrv (iilison, os mais superio-
vende-se umaescolhida callen-nr> , ... t.auuduuas inais|rc, relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
bnUiantcs peras de msica para piano,
asquaes sao as melhores que se podem a-
char paca azer um rico prsenle.
FAKI.MIA DE MANDIOCA.
Saccas corr superior farinha de mandioca.: no
armzem dac Tasso Irtnaos. .
mdicos.
FARINHA 1)F, MANDIOCA.
Vende-se a bordo do lirgue Uonctico, entrado
de Santa Catbarina, e fundeadu aa volta do Forte do
Mallos, a msi, nova farinha que. esiste hoje nomer-
radn,ae para porcocs a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves uerra Jnior, ua ra do Trapiche
o. 14.
Desappareccu do engenho Bosqoe Alegre, da
provincia da, Alago,-,,, um escravo Je^nome Germa-
..o.de .dade-JU a 22 annos, cr preta, altara e gros-
sura regulares, tem as pernas ura ponto lorias, bar-
bado, lem uma cicatriz no reg dos peiVw, e o dedo
iniiumo esquerdo aleijado, uma marca di ferida na
narriga da perua esquerda : quem o apprebcnder,
leve-o a prara do Commercio n.jS, ou no engenho
cima meuctouado a seu senlior Liberato Mariuho
FalcOo.
CEM MIL RES DE CHATIFICACAO'.
Desapparereu no dia ti de dezembro do anoo pro-
iimo passado, Benedicta, de 14 anta* de idade, ves-
ga, cor acaboclada ; levuii um vestido de chita com
listos cor de rosa c de caf, e oolro lambem de chi-
ta branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
C ja desbolado: quem a apprcaendfr conduza-a ..
Apipucos, no Oileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no lenle, na praca do Corpo Santu o. f7,
que recebera a gratificarlo ieima.
No dia 14 do corrente mez fogio pelas 11 hacas
do dia. urna escra\a de nomo Anloaia, de nagao An-
gola, com os signaos segofnles : bem prela, adora
regular, secca, ..no, pequeos mei vcrmelliaea
roslo comprido ; levon 2 vestidos, seadotim cr de
rafee oulro rovo, pano.i da Osla novu cum franja
branca, e representa ter 10 anuos de idade : ruga-se
perianto as autoridades poliriaes e rapitaes de cam-
po de aapprehcnderem e leva-la em Santo Amaro
junio a casa do Sr. Antonio Gome do Cerreio, ou
na ra da Cruz n. 11, segundo andar, que sera gra-
tificado. .. *
Fugio do silio da Trempre, do sobrado n. 1,
que lem taberna por baiso, o moleque Joita, de na-
rdo Angola, de idade 22 annos, proco mais ou menos
de boa altura, lera os pos grandes os caleanhare .
rrcsciilos para Iraz. tem uma cicatriz em um braco,
lana bem claro ; levou calca e pirueta brancas, cha-
peo redondo de pello branco, leu de coslume em-
brigar-sc a imudo, e qu.indo aim esta he dado a
valctile, cosluma dormir as escaras que licam abor-
tas de noile, e alguma, vezes coslama vender
ns e oulras fruclas : roga-se a lula as autoridades
policiacs, odiases das rondas ecapilSes decampo
que o apprchendamc levem-o ao dilo silio .cima de-
clarado, que serto grnerosamenlc recompensados.
Assim romo se pede a, mesillas ailondades'a pristi
da prela Maria Cajueiro, que andi fgida desde no-
vembru prozimo passado, de idade 00anuos, he bai-
a do corpo, muilo ralladora, lem bracos e pernas.
meiosfoveiros, tcm a bocea meia t.rla ou frauzida de
Irazer cachimbo, e colnma dizrrque he forra, tem
o .Hiri de mar.scadeira. costuma andar pela cidade
de Olinda, Bebenbr, Casa Forte e Santo Amaro,
mudando assim os lugares para ni ser encontrada,
devendo ser conduzida ao referido sitio acim, e o
portador recebera boa recompens de leu trabalho.
I'ERN
TYP. DE M. F, DE UBJA. 1835.
Miminnn


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