Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01172


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Full Text

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
MH
SABBADO 17 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptoi.
RNAMBUCO
BKC41UIEGAOOS n.v sl"bscrip(;.vo.
Rorife, o proprietario M. 1". de Fario ; Hio ile Ja-
nciro. o Sr. Jo"> Pereira Marlins; Babia, o Sr. I).
Honrad; Macci, o Sr. Joai|uim Bernardo de Jflen-
ttonca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Yiclor da Nalivi-
dade ; Nalal, Sr.Joaqnim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracalv, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; .Muranh.lo, o Sr,%oa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Paris, 3Vt rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por J00.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acriies do baneojiO 0/0 de premio.
da companhia de Ccberib* ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
mi: i \i;s.
Ouro.Onrasjicspanholas- 291J000
Modas de 60400 velhas. 16JJ000
de 63 OO novas. 169000
de 48000. 9?000
Prala.Fa taces brasileiros. 13040
Pesos columnarios, l>40
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS COKP.ElOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 115.
\ illa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 c 28.
Goianna e Parabiba, secundas e scxlas-feiras.
Victoria o Natal, as quinlas-feiras.
PHEAMAR DE BOJE.
l'rimcira s 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Secunda s 5 floras e 42 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundascquintas-feiras.
Rclaeao, tercas-feirase sabbados.
Fazcnda, torcas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quarlas e sabbados ao mcio dia.
EPIIEUEBIDES.
Fevereiro 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quarto iiiinguante aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
b 16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde,
23 (Juarlo crescenle as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
muida.
DIAS H.Y SEMANA.
S. Eulalia v. m. ; S. Modesto ni.
12 Se*_.
13 Terca. S.. Gregorio p.; S. Camarina de Recis
14 (Juana. S. Valenlim m. ; S. Auxencio m
15 (Quinta. Trasladarlo de S. Antonio.
16 Sexta. Ss. Porfirio, Samuel e Jeremas m.
17 Sabbado. Ss. Golycrouio b. ; S. Sacundianno
18 Domingo, da Quiuquagesnna ( Estadio de S
Pedro) ; S. Theoionio ; S. Semco b. m.
parte orncitL.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartal do commaado das armas de Pernam-
bac* ai ctdade o Reclfe, esa 16 de feverel-
ro de 1855.
ORDEM DO DIA N. 216.
Na forma resolvida pelo Exm.Sr. consclheiro pre-
sidente da provincia, era oflicio de 13 do corrente.
he Borneado o Sr. segando cirargiSo alferes do cor-
po do saude do exercilo Dr. Fortunato Augusto da
Silva, para encarregar-se da vaccina nos municipios
do interior cm que a varila se lem desenvolvido,
devendo apresenlar-se ao mesmo Exm. Sr. conse-
lheiro para receber as suas orden.
Deixa de ser empregado no hospital regimental o
Sr. segundo cirurgiao alferes do mesmo corpo Tra-aj acerca das operaees que sao por elle executadas-
jano de Souza Vclho, visto que esl servindo actual-
mente no quarto balalho |de artilharia a pe, esta-
cionado na cidade de Olinda.
Manoel Muniz Tararet.
Conforme.Canio Leal Ferrrira, ajudante de
ordens encarregado danelalhe.
depositar confianra na firmeza dolas, pu estar corto
le que a manobra, que era de natureza dilficil pa-
ra ser exeeulada, fosse rcalisada por ellos. Ora,
Sr. presidente, um militar critico que houvcsse.des"
roberto que tal manobra podia ler sido executada,
nte censurado o grande capitno por
|o ; mas elle, conhecendo todas as
;e tendo consciencia da sua posirao,
oceupava, e da tempera e dsposirao
, mdiibtavelmentc nao eslava mui
tcticas que adoptava.
Assim, o mesmo acontece aterra das operaees
luililaees, se nao cmiheceu exactamente a natureza
do terreno etn que o general se ocha collocado, e se
Hilo podis contar exactamente com a forra que elle
commanda, e Igualmente com o estado e tempera do
sea exercilo, vos he impossiucl julgar precisamente
I0R.
fui ser addide
ley. Foi ad
todos os grao
cito hao sido
mrito. (Esl
VOTO UB AGRADEC MEMO AO KXEKCITO
FRANCEZ E INGLE/.
Oraeeo de lar* Jola Raawl.
Nrsla importante oceasSo lord Jonli Kussel levou muito cima de ontltcur.'0 : pronunciou
urna das maiores e mais felizes onrex dos lempos
moderaos. A sua mcnsagen caara dos communs,
considerada em gcral, cm todaMS suasparles e por
lodos os seus aspectos, foi o e elix esforco da
eloquencia parlamentar en nosso lampo. Quer nlhe-
mos para a grande copia de pronienores Sirteressanles
cncorponulos nesta pera ; para os primores historial fj
eos ; pera os profundos traeos de sympatliia ; para
os sublimes quadros de dever e perigo, de patriotis-
mo e soffrimcnio ; ou para a varonil simplicidade
oo eslylo, nada tem sido pronunciado nos lempos
modernos mellior calculado para excitar a energa do
ridadflo, assimeomo do soldado, na grande causa que
o pai/. tem entre mitos. Quanto ao discurso de Mr.
Disraeli, a porro final he palhelica e nteressanle,
principalmente qanndo se refere com delicadeza e
om termos geraes aos soltrmieiHos de ama especie
peculiar, cejas particularidades sao liem Mohecidas
ueste mntenlo.
Ao propor om vol de agradcrimenlo aos exrrci-
teselkadus na Crimea, lerd John liussell fez as se-
RoiBte* oaservacoes na cmara dos eomnuDs, a 15
de carre ule : 4- *>*
S para cumprir a larefa. de que
arito de coBhcrer
Clmente qne a lrc-
(lliia desla osa ; Ap-
plausos. ) Nao poseo dgaTeW^ que todos aquellos
que tem lido parteo que apjirovaui a expedirao que
foi mandada a Ciirak^pHecefdia'inicut* unnimes i siinloliga c
a I.evaalando-
me lobrecarreg'u
qoe, por roais fr
fa seja ejecutada.
(Apoiados. ) ()ra, digo isto, por que he minha in-
iciican somenle expor quacs silo as operacoes que lem
sido exceulads, san que llies faca commentario al-
um. Nao telio duvida alguma que tenham sido
exeruladas co^n mui grande habilidades ( Applau-
sos). Vio lenho duvida alguma que foram execu-
tadas segunda o meihor calculo que occorreu as
circumstancias. Mas nao lenciono nesla ocrasiAo
oceupar-mc c|>m quaesquer objeccOes que possam
ser feilas relativamente a algum tlieor de proceder
seguido pelo i osso exercilo em qualqucr dia. ( Apoi-
ados. )
a Seja-me licito expor a posiciio de lord Ragln.
I.ord Ragln fui escolhido per sua magestade para
cummaiidar a expedirao que foi mandada aoOrienlc-
Esta esculla Ifoi dictada pela refleao dos serviros
que elle ja tiiiha cxeculado lano no exercilo como
em oulros lugares. Lord Ragln, quando era moro
ja, sob a
vezes dominados, mas que tem precnchido nobre-
mente os seus deveres, sem se importarem com as
proprias vidas, e ao mesmo lempo com om senli-
menlo de religiosa obrigacao que e-panla. (Applau-
505.)
Por algum lempo tem elIessofJVido com a maior
firmeza os assaltos dos inimigos, tem-se abstido com
o maior escrpulo de commeltcr o minimo ollrage
sobre alguem. (Eslrondosos applausos.) Tenlio para
mim que esles lilhos dos camponezes da Inglaterra
nao sao menos dignos em sangue e valor do que os I
que a vida de umeommandante se nao devia arris-
car lanoalguem do seu estado maior dissc-lho que
suppunha que elle se expunha demasiadamente, cn-
13o a rcsposla de lord Ragln foi, Nao me falle
agora, eslou oceupado. (Applausos.) Nao ha nislo
pensamento epigrammalico, nao ha talvez senlimen-
lo heroico neslas palavras, mas sao as palavras de
um cavalleiro inglez applaasos), aliento aos seus
deveres e totalmente descuidado de qualqucr perigo
quando os est cumprindo. (Applausos.)
Depois da balalha do Alma o exercilo fez urna
filhosdos mais elevados e dos mais nobres do man-1 pausa, em quanlo os soldaloi a os marinheiros da
do. (Applausos.) O embarque das tropas ngleza wqoadra'eslaTara oceupado em tratar dos mor-
leve lagar nos fius de agosto, c n'um despacho de 2"
nfluencia do mui poderosas rclaces de
lia, oble qualqucr posii;ao a que aspirasse; mas
ca cousii que pedio ao governo daquclle lempo
ao estado maior de Sir Arlhur Welles-
ido a este eslado maior, e dahi para c
i que lem ganhado as lucirs do excr-
devktos ao sen meriloe somenle a seu
ondosos applausos. ) Recordo-me del-
le perfeitamente, cm dilTercnles occasiOes, quando
Ijve a honra decslar no quarlcl general do duque
de Wellingloa na Pennsula, exercendo todas as func-
rdesde serrelario militar daquclle grande capillo,
n'um lempo em que elle nao linha somenle de diri-
gir a corrcsrK ndencia militar do exercilo, mas lam~
bem a corres pondenca com o governo patrio, com
o sccrelario d eslado, como secretario da guerra, c
com os gover os porlusuoz e hespanliol. (Apoiados.,'
Islo era traba lio amptamcnlc suflicienle para em-
pregar qualqi er rcparlicao neste paiz, e com ludo
era cxeculado lodo por lord Ragln, em virludc da
clara inlelligencia aria facilidade do trabalhar que
possua, entre a coiifusiio das armas ; e islo sem que
[ior nm momc lio desvia-se a sua allencao dos seus
deveres do ca upo. ( Eslrondosos applausos. )
Depois di acomptibar o duauc de Wollinclon
irseira, foi tfinal Horneado para urna
desle mez lord Ragln mencioua os agradecimentos
que julga que sao devidos aos oflicaes da marinha
ingleza (em que fallarci, quando chegar a esla parle
do vol) pela coadjuva^Su quo preslaram afim de
proporcionar o embarque de lao grande numero. A
expedicao parlo para a Crimea. Houvcram algu-
mas duvidas quanlo ao lugar do desembarque. O
proprio lord Ragln precedeu a esqnadra cm um ve-
loz vapor de guerra, examnou a cosa, c verificou
que alguns pontos que linham sido reputados pro-
prios para o desembarque das tropas cstavam defen-
didos por numerosos reductos c fortilicasoes, e afinal
(i\ou um lugar para u desembarque, que mereceu o
assentiinento do marechal Saint Arnau I, o comman-
daulc do exercilo franecz. Esla cscolha foi M ju-
diciosa que todo exercilo desembarcou sem opposi-
cao, e a importante operarao foi rllorlu ula livre c
completamente no espaco de dous dias. Ilouve nislo
urna prova da pericia de lord Ragln, que causou
grande satisfazlo a esle paiz. (Apoiados.)
a Tendo desembarcado a I i desetembro, o exer-
cilo proseguio, e effecluou urna marcha de conside-
ra ve! exlensinal 19. A 20 do mez m-irchou dua
niilbas para diaulc, C, encontrando o exercilo russo
tos, em conduzr os feriaos pera es navios, e enter-
rar os morros.
rio Katcha foi atravessado sem difflculdadc algoma,
pois qne os Russos linliim abandonado loda a defeza
daquclle rio; mas quando chegou ao Relhek enron-
Irou no corso daquclle rio certas obras de defeza
que os Russos baviam construido. Nesla conformi-
dade nova consulla foi necessaria, entiio considerou-
sc se csIhs obras seriam atacadasse o exercilo devia
proseguir como oricnariamente se projeclra para
atacar o lado septentrional de Sebastopol, ou se se
devera tomar outra direccao ? Foi decidido que em
vez de oceupar-sc com a redacrao deslas obras, o ex-
ercilo ao mesmo lempo e com lodo o risco marchasse
por meio dos bosques ao sul de Sebastopol, c se cs-
forcas.se para se turnar seiihor de Ilalaklava. Esla
marcha foi rcalisada a 25 do setembro com grande
pericia, expondo-se o exercilo por consequencia aos
perigos de um alaquo pelo flanco ao passo que exe-
culava esla marcha; mas foi prsperamente cxecula-
da, com a sorpreza do commandanle russo.
A retaguarda da forca russa foi sorprendida di-
reila de Sebastopol, enlre Bakshiserai e aquella pra-
ja, e o exercilo inglez e francez proseguio sem diffi-
entrincheirado as eminencias cima do Alma, ala- C"lda,le *!? Z^P* SCB,,or l^cminenciasque fi-
em reconliccer os actos de valor, conslAcia e forta-
leza que bao sido o que linliam direilo a esperar que
fosseni pralrados, e eu diria ainda com mais'rignr,
que aquellos que jiensavam qoe a e\ cdirrio era
emprchendida commeios inadequailos, e que o nos-
so exercilo foi exposloa vanlagens dcsiguaes, ainda
serao mais inclinados a admirar os esforcos sobrehu-
manos que bao sido feilos por este exercilo. (Applau-
sos eslrondosos. )
n Por lnlo, Sr. presidente, prosigo com esta lare-
fa na plena confianza de que a casa approvar cor-
dialmcnle as proposires qne pretendo submeller
sua considerarlo. ( Apoiados.) Cumprindo es|a la-
refa,Calvez cu possa dizer cm geral que me esforra-
rei, lano quanlo me for possive!, pgra evitar a re-
peticao de promenores de acrcs, cuja narraro ja foi
dada por lord Razian na sua propria linguagem cla-
ra e admiravel. (Applausos). Tambem me esfor-
Sarei para que no enlre em qucsiao alguma de lcti-
ca, ou de crilica militar. Eolendo que ncnhnm de
nseslii bem habililado para cumprir esla tarefa
larefa queso pode ser adequadamcnlc cumprida por
aquellos que nao s esUo perfeilamcnle familiarisa-
dos com a arle da guerra, mas tambem que conbe-
cem todas as circumslancias das operacfies que teem
sido emprehendidas, e da maoeira por que estas o-
perorocs lem sido dirigidas.
Se eu quizesse desenvolver as minhas opinies,
menrionaria que n'uraa Historia do imperio fran-
cez o historiador, ao narrar as operares que tive-
ram lugar na batalha Wagram, diz que Napoleao I,
leudo dirigido a balalha em certo sentido, e vendo
que a vieloria eslava inclinada em eu favor, orde-
iiou que se execulassom certas manobras,ms que elle
dizia depois que havia outra manobra que teria sido
rouilo mais decisiva e loria produzido resultados
muilo mais esplendidos, mas que o seu exercilo na i
era naquellc lempo compos'.o dos veteranos que es-
lo acoslumados com a cuerra ,- que maltas das suas
ropas eram novas c incxperienlcs, e que nao podia
0N0V0 PECCADO ORIGINAL.
Per Alfredo AZicuiels.
XI
A morle de meu pai, proseguio Luciana, augmen-
tou unssa miseria. Elle dissipava lodos os seus sa-
nhos fra de casa ; mas o que nos dava ajudava-nos
a viver. Quando fallou-nos esse recurso, enibora mu
fraco. nossa pobreza nao leve lmites. Meu irniao
em qualidade de aprendiz nadaganhava, c seu pini-
co amor aOf Irabaltio recoava o momento, em que
seria pazo. O oflicio de coslureira mo be rendoso.
Pouco fallava-nos para serillos forradas a ir pedir de
porta ein porta dosso alimento.
Era mi-ler lomar mu partido. Como meu pai f-
ra dansarinn no jhealro de Munich, as ideas dcmciis
prenles incliiursni-se ao principio para a secna, c
propozerarn-me alislar-me em um.i companhia com
*Mes dizondo me, que en era moca, linha um exte-
rior sgradavel. e no mo fallava inlelligencia natu-
ral, pelo que nao lardara a representar bem os pa-
pis de llamaradas. O Ibcalro nao me sorrio ; pois
eo tinlia timidez da desgraca ; todava recejando
ceuta pelar, aceite! a sorlc qiic me deslnavam, c
re-ignei-mo a dar-mc em espectculo. Keslavam as
clilliculdades ,1a ciecuco. Nao podamos pensar no
Ihealro graodode Munich. Tinham offerecido 011-
lr ora a ineu. pai dar-me lires gratuitas, c fazer-me
depois cstrear ; porm meu pai ebrio de orgulho, o
adecendoeaela postrio inferior, que oceupava entre
sens collcgas, havia recusado brulaliocnte. Sua e\-
iiulsao dos churus, si m conduela, as prevcnrOes
que ella dexra cunta nos, e 0 desprezo de que' c-
ramos objeclo por caisa da nossa nudez, formavam
oulros obstculos, (lio me leriajn impedido de ser
recebida. Meus pareites liveram de vollar as vistas
posirAo no seriicoda que foi chamado para cxecular
oulros e mais importantes deveres ao seu paiz. E
se o carcter (1 o exercilo desle paiz lem sido exaltada,
de alguma maneira, e se a seleccAo para a pruinorilo
que se fez revela grande merec ment, he em alto
grao a lord R iglan que o paiz he devedor destes re-
sultados. ( Ap liausos.)
Por tanto tal era o homcm que foi nomeado por
saa magestade para commaudar o exercilo na Cri-
mea ; c perm lla-se-me dor alera disto, que tendo
sido dcsl'arle lomeado, ao mesmo tempo conquislou
a confianca c i fleirjld do exercilo inglez, e dentro em
pouco oblevci plena confianra e a cordial coopera-
ro dos gencrajes do nosso alliado, o imperador dos
Fraiicezes. (Applausos.)
' ic Quando consideramos que as nossas operares
devem serdiri idas en commum, e que devem ser
dirigidas em c immum com as forcas de um alliado
com quem nao temos eslado em lodos os casos acos-
lumados a coo icrar no campo, por mais intima que
a allianca enlr t os dous goveruos possa ter sido du-
rante um peric do de paz, a cmara e o paiz verao
que nao foi soncnle por sua deciso daquillo que
devia ser feilo no campo, mas quo foi igualmente
por oulras e nlio menos necessarias circumslancias
sobre que lord Ragln devia pensar c dacdir, que
elle se presin ao servico do seu paiz. ("Applausos.)
E agora, Sr. presidente, continuare! a referir esta
expedirn c ess^sconteslaroes em que o meihor son-
gue desle paiz lem sido derramado applausos;; o
quando digo o tielhor sangue desle paiz, nao preten-
do de maneira ilguma referir-me a alguma calhe-
goria parUenlar, mililar ou social (applausos) ; pois
culn lo qne entro o mellior sangue desle paiz est o
sangue deslcs fi los do Irabalho que, tendo cutrado
no serviro mililar, dedicaram os peilos aos 9eus de-
vores (applausosjhomeiis que tem eslado no campo
de balalha sem ti esperanra de serem distingaidos
por essas recomacnsas, pelas quaes os bomens collo-
cados as mais levadas condirOcs sociaes sao muilas
a fome. O propt io director jejuava militas vezes.
Elle dizia que hso era bom para o tlenlo, pas lor-
nava as ideas m is claras, c a execocao mais palhe-
lica ; assiin noss s salarios licavam quasi sempre em
eslado de puras l icrOcs. Quando receitas insolilas da-
vam-uos um mctdo abundancia, esle era seguido
de longas prova que tos leriam beatificado, se as
(Memos soflr do volunlariamcnlc. Emquaulo os
reiae as prDcez is dcclamavam suas liradas, ouYiam
muilas vezes a lame bramlr-Hie as aniabas. Isso
logo mais dramalico que o proprio
mente as tribua
aanha-lo. Sen <
neira romprido.
vam-llu! o ar de
llenznia ini|ierlu
a fome. As-ini h
nha de mais poli
um artista eslav
reilo.
Aluns de seusJ
lo ; mas quem d
he mislcr ser fel
Pondo mesmo
para oulra parir, oois de mui^ls esforcos e pasaos Aos olbos da mu
v.los, uhliveram uiinka adiniss3o em uma conipa-
nhia nmada, que reirescnlava irregularmente nos
llicalros das provincias.
^ Ciuirordoiise que me ensinariam a pressa, que
Theodoro seria empicgao romo comparsa, e que
minha inji Iralialluira nos vestuarios. Peiisav.imn*
que nossa indigencia ia terminar, e que a sorle esla-
va caneada de perseguir-nos. Meus companheiros
de infortunio celelxaram essa accommodacao com
muilas liharOcs, e eu mesma deixei meu coraran a-
brir-se i esperanra. Mas .di era o comcro de no-
va desgranas, maisborriveis que lodas s oulras!
Pouco depois vimis que nao caininliavamos cm
urna estrada florida. Os adores nmadas silo uma
encarnara.) da misera, e a companhia, ein que aca-
bavamos de alislar-nos, lulava constanlcmenle com
() Vide o Diario u. 38.
formava um di,i
drama.
Em semelbanlle siluacao nao era bagalclla prover-
Eaziamos dos que possuiamos um
lo. I) quanlas maneirasassociava-
mos-lhes as dilTe enles peras Quanlas vezes os con-
cerlavamos! S ompravam-sc vestuarios invos na
ultima exircmidide para as peras de que esperava-
se muito.
O dictador des ia repblica faminla soffria esloica-
;es de lodo o genero que vinham
meo pcllado, seu roslu sobre ma-
beus olhos zoes c inexpressivos da-
aiueiro resiaaado. Elle nada cs-
Iranhav.i, neni c lrcgava-sc Jamis ao desespero, e
os maiscrueis embararos loravam-no apenas super-
ticialmcnle. Se i m oven arlor eslava doente. elle
Inmava seu vcsli ario, e recilava phiascs de amor em
seu lugar. Se o linheiro psreria fusir da caixa, en-
carava melaocol cameulc a gaveta vasia, c procura-
va com parienrii alguma mentira para engaar os
credores. linha i Iranquillidade inerte de um aulo-
mato, a imlilfcn ule quietarlo de um papalvo. Sua
longa etperienei das miserias da vida e seu peso
natural conlrihu am igualmente para dar-lbe essa
bavel. Tinha visto lanos dcszra-
eados que o boim m parecia-lbc nascido para miiirer
via reuuidu o que a Allcmanlurii-
e e de mais descarnado. I.ogo que
i sem p,lo, perlcncia-lhe por di-
companheiros linham lalvez lalen-
iva-se ao Irabalho de aprecia-lo?
lidAo a sortc sempre tem razSo, e
para parecer diimii da fclicidade.
le paito esses ioforlmiios, o nieu
noviciado fid-nie muilo penivcl. Era uma arle in-
leira, que cu linha de aprender, c minha memoria
> stava sohn carreada a ponto de surcumbir. Os o-
Ih.ires do publico nioleslavam-me, iulimida\am-mc
e zelavam-uic as palavras sobre os labios; mas
quando venc os >rimeiros obslarulos. quando hihi-
luei-mc um punco sreua, apaixouri me Dsensivel-
inenle |ielo Ibeal o. A poesa dramtica eucanlava-
me. Representa'amos sem duvida s vezes pessi-
mas pecas; mas ironlecia-nos lamhem representar
obras primas de (Incllie, de Schiller, de Werner, de
Immermaun e di Kol/.ebue. Eu estudava enlo meu
papel com enlhii! iasnm ; essa nnbrc linguagem, esses
senliinenlos elev.i
i natureza inlelr
dos, esse brilhanle rolorido lomad
i Irauspiirlacain-me a um mundo
superior, l'aretii-me percorrer osjardiDS maravi-
cou-o, c no decurso de dnas Iroras se tornou senhor
deslas eminencias apdausos sem que o exercilo
russo pralicasse algum?tentativa ulterior para reha-
ver ou oceupar aquella posiolo. Anplausos.; Fo
urna posiciio bem i lambida e de grando forra natu-
rallao grande que a dlteita da posirm russa nao
pode ser de maneira algumaiccommellida emcousc-
quencia da natureza" 4o terreno; e acrcdilou-se ge-
ralmcutc que o principe MenscbikolT, que comman-
dava ahi, disse que era uma posiro cm que o exer-
cilo alliado podia ficar delido por tres semanas, e
por este meio impossibililado de proseguir para o
assedio de Sebastopol. (Apoiados.) Com ludo foi tal
o brilhanle valor das tropas inglezas e france'zas que
venceram estas eminencias. (Applausos.) Comoadi-
vislo ligeira do exercilo ingle/, se cnconlrasse com
um denso chuveiro de balias e metralha que, por al-
gum tempo, lbe rareou as fllciras, a brigada dos
suardas c os highlanikda.corrcram calacaram a po-
sirao com tal visor c,ae|Jlhiuar5o que os Russos ce"
deram as eminencias qunMaca mais tenlaram oceu-
J disse que quanto abs promenures desla ac-
rao, lord Raglau reforio-os da maneira mais clara e
mais completa. Com lado mencionarci algumas cir-
cumslancias relativas a esle nobre lord. O marecha|
Saint Arnaud baiia ao mesmu tempo a esquerda da
posirao russa: O ataque dos Erancezcs foi ISo impe-
tuoso c lao vigoroso que os Russos cederam o terreno,
e o exercilo francez se eslabeleccu as eminences
que elles liuham oceupado. (Applausos.) No lado
iuglcz se aceumularam grandes massas de Iropas.
f.ord Ragln, vendo a grande Corea cem que linha
de contender, mandou a um ofcial do seu eslado
maior que se dirigisse a uma eminencia que elle dc-
signou, e visse se havia alguma probabilidade de
ap'.oximar-sc della cum as uossas peras. O oflici.il
vollou e disse que julgava a cousa possivel, lord Ra-
gln immedialamenleordcnou que duas petasfossem
'conduzidas eminencia. A artilharia russa era lao
poderosa c 13o inressante, que nimios dos arlilheiros
qne guarneciam estas pecas foram morios, ao subir a
eminencia; mas as pecas foram collocadas onde lord
Ragln desejra, c um ofcial do seu proprio eslado
maior foi quem dirigiu os primeiros tiros. ('Apoia-
dos.) Nao foram felizes, mas oulros liros foram tito
bem dirigidos contra as massas da infaolaria russa, e
Ibes causaram laes estragos as filciras, que depois
de cerlo lempo lodas as massas comeraram a mover-
se, assolumnas ficaram enfraquecidas, e os Russos
compclli los a relirar-se. (Applausos.)
a Supponho que esla prova era decisiva acerca da
ai pericia come general da sua maneira de ver
com nimiasexaclidao em que poni o inimigo podia
ser atacado, e dirigir com a placidez que lbe perlen-
ce, e com a decisao que be igualmente o seu carc-
ter, o modo porque se podia oppor com mais vnn-
lagemis vastas forjas do inimigo. (Applausos.) Fal-
lando na placidez de lord Ragln, seja-me permit-
tido mencionar o qne fui teferido por um ofcial do
seu proprio eslado maiorque, pensando que elle se
eipunha demasiada me uleque chegava mui perto
de um lugar onde o fogo dos Russos era eicessivo, e
Diosos das Afile urna Noile, onde |se vcem mance-
bos bellos como o sol, e princezas radiosas como a
estrella da larde. Procurava imilar o carcter das
personados e exprimir bem suas cmocOes e as mi-
nhas. Eleclrisava as vezes nosso auditorio ignorante,
o qual nao me agradeca julgando nada dever aos
meus esforjos, mas ludo ao assumplo da peca.. Meu
ardor auzmcutou-se gradualmente, c depois eo rc-
prcsenUvajj>m uma especie de paulo, como por
meu prazer pcssoal. Meu gaxalegrou o nosso direc-
tor, cuja fleugma somnolenla ammava um poucu.
Quando via-nie cheia de inspiraco, c fazendo pas-
sar loda a minha alma na minha reclarao e nos
meus gcslos, seus grandes olbos paludos dlatavam-
so da maneira mais cmica. Tonco depois ello pro-
clamou-me a primeira pessoa da companhia, o que
assegurava-mc vantazeus positivas, quando as re-
citas eram abundantes; porm ellas nao eram mu
frequcnles.
Se o canto dos poetas lazia-mc como uma fot m-
gica esquecer minha miseria, minha m,u c Theodo-
ro nao linham a mrsma consolarlo: nossa doscrara
prolongada abalia-os c irritava-os. Sua physionomi
e suas palavras exprimiam uma colera surda e um
mo liuroor perpetuo. Eu via lodos os dias a sombra
subir-lhespor assim dizer ao espirito, e ideas lunes-
las ahi rcuiiiam-se no meio das trevas, como essas
tempestades que formam-se durante a escondi.
Percorrcmos assim muilos thealros da Allema-
nha com fortunas diversas. As raparigas da compa-
nhia, segundo um uso enligo como o Ihealro, aog-
menlavam seus beneficios vendeudo seu amor ; po-
rm eu linha horror desse odioso commercio. Ou-
sarei djze-lo? Minha mli e Tbeodoro esgolavam-se
cm insuuares, *m esforcos indircclos para corrom-
perem meus coslumes, c traficaren! cum minha mo-
cidade. Seus desejos manifcslavam-se claramenlc, e
eu nao podia conservar a menor duvida a esse res-
pcito. Oh! quanlo he horrivel senlir-se uma mora
impedida para a vcrgunha por aquellos mesmos qiie
deveriam protcs-la contra o erro c desvia-la do
r.nnr=mrtiua, TTuTprlO' o seu dever.
Nao posso omitlir aqu as palavras com que o
marechal S. Arnaud fallou no comportamenlo de
lord Ragln na balalha do Alma, porque sao pala-
vras sabidas da bocea do chote do exercilo de oulra
narao, que, poslo que moslrem a generosidade do cs-
criptor, ao mesmu tempo dignamente mostrara o
carcter daquellc que fui o objeclo dellas. (Apoia-
dos.) a A valenta de lord Ragln (cscreve o mare-
chal S. Arnaud) rivalisa com a da anliguidade. No
meio dos tiros, de peca e de mosqueles manifestava
uma placidez como nunca fora vislo. (Applausos.,.
Enlao o commando do exercilo francez passou
para as m.los do general Canrobcrl, he com grande
satisfazlo que posso dizer que, tanto cm anteriores
dclibcraroes como depois que recelieu*este comman-
do, lord Ragln c o Scncral Canrobcrl tem obrado
juntamente com a nica rivalidade acerca de quem
mellior sirva a cousa commum sem mais oulra
rivalidade, sem especie alguma deciume, mas cada
um admirando c applaudindoo carador e as acres
do oulro. (Eftrondosos applausos.)
a A 28 de setembro oceupava o exercilo as emi-
nencias na vizinhanca de Sebastopol ; c 10 dias se
tinham passado quando, depois de pleno exame do
terreno, a impressao de Sir Johu Burgo} ne c de ou-
lros eminentes oflicaes menciono Sir John Bur-
goyue porque era mais habilitado para dar uma opi-
niao a esle respeilo a sua impressao foi, que a la-
refa seria muilo mais diDicil do que se suppunha.
{Apoiados.) Tinha sido imaginado que, como as
forlificarocs regulares de Sebastopol no lado de Ier-
ra nun.ca linham sido prrfeilas, o exercilo se podia
aproximar pcrlo da cidade, destruir aquellas defezas
com a artilharia que eslava prompla, e que a captu-
ra da cidade se podia realijar muilo depressa.
("Apoiados.) '
o Quando olho para as carias que foram escripias
naquellc tempo por varios oflicaes e trausmillidas a
nos, linha eu uma confianra anlecipada de Sebasto-
pol cahiria em breve. Todava, Sir John Biirzoynr,
que nao linha diuheiro algum, c nos rcsliluia a li-
berdade.
Nao possuindo bstanles fundos para deixer a Al-
sacia, minha familia e cu cahimos em uma miseria
mais riucl do que lodas as prcredeutes. Minha inji,
que lera poura dignidadc, queixava-se cunlinuamen-
le e a lodos ; assim commoveu uma boa velba, nos-
sa vizinba. Viuva de um mercador de viubos e es-
pirilos, que dirigir bem seu commercio, ella viva
na abasteaca. Tinha sido formosa oulr'ora, e livera
para com o sen corpo uma viva ternura, donde Iba
resultara o habito de Iralar-se constantemente, ede
jolgar-se quasi sempre doenle. Como muilos indi-
viduos, que padecem esse mal, ella era em compen-
sarlo mui caritativa : as doresalheias iiifundiani-lhe
a mesma piedadeque as suas. Infelizmente suas ren-
das liinilavam-lhe inuito a generosidade. As lacrimas
de minha mal, o abalimcntodcTheodoro, minha mo-
cidado e minha tristeza cneberam-na de compaixao,
e ella prncrou os meios de soccorrer-nos semembar-
go da escassez de seus recursos. A vclha criada, que
a tratara desde muilos anuos, enfraquecia de da em
dia, e leudo ficado surda, linha formado desde mui-
lo lempo o projeclo de relirar-sc para sua aldcia.
Madama Neuburgo aconselhou-lhc, que realisasse
seu designio, c propox-nof ao mesmo lempo acolhcr-
nos em sua rasa ale o momento, em que uma ,cir-
cumslancia feliz melliorasse nosso ilcslino.
Minha mai devia encarregar-se dos cuidados do-
msticos, o que nao fara inudanra alguma ein sua
maneira de viver. Aceitamos essa ollera liberal pa-
ra sahirmos da miseria, a criada de madama de Ncu-,
burgo fez-uosa despedida mais affecluosa, e loma-
mes possede nossa nova habitarn.
JSra a peaaltima casa do suburbio do lodo do cam-
po. A fachada dava para a ra, c linha um jardim-
z.iiiho rodeado de muro, que formava-lhe os oulros
tres lado, lana hilada velba cobria-lhe as paredes ;
o saiao cor de rosa, e o goiveiro amarello ornavam-
Ihc o ruine. Esse lerieno agreste linha a grara dos
losares plantados desde muilo tempo. Aores ali-
mal! (.ouservei-lhes por isso un vivo rancor, c de libadas, o boreal de un oco, onde o mosca deenha-
* ..!,. .11.. I.._________- .........s- l..t.______.....-____ __ ..-.'.
cam entre Ilalaklava e Sebastopol operarao que
foi Maculada com grande parida e fclicidade. (Apoi-
ados.)
o Mas iinnio lialamento depois desla operarao lord
Ragln leve do lamentar que o ofcial com quem
linha cooperado, com quem (|tfaa consultado acerca
da decisao original c da empreza da ctpedi;flo, do
meios de embarque e desembarque, e da li3lallra do
Alma, fosse rcduzido pela molestia a ponto deque ja
nao pode continuar no commando. (Apoiados.) O
marechal S. Arnaud, com esse valor heroico que o
distngala, determinou perseverar al o fin, cum-
prindo o seu dever ao sea soberano e ao seu paiz,
resolvido que, denlro cm puncas semanas, lalvez
dentro de poucosdias, s restara o seu fio p, que
esle p seria cobertocom louros. (Applausos.) Elle
relirou-se do campo, foi para bordo da esquadra, e
um dia depois expiruu. (Apoiados). Todos nos la-
mentamos um ofcial que mostrou lana valenta c
lano herosmo, e com quem o nosso proprio exerci-
lo linha tanta razo para eslar salisfeito, e mis Ihc
seremos eternamente gratos, como um oflicial flueJ-lropas inglezas nesla occasiao. fl' n lunnn nao.
aie e -i.....u
.Apoiados.)
examinando o terreno, arhou que como as rollinaV
do lugar donde parliam c se dirisiam para Sebasto-
pol se abriain em ampias quebradas separadas ninas
das oulras, as Iropasque cstavam collocadas em uma
parle de una collina nao podiam cooperar com as
tropas collocadas na oulra ; achou porlaulo que se-
ria mui diflicil pralicar as operares segundo o pla-
no crizinalmcnte projerlado, e que fora perigoso
conduzir qualqucr parle das forras inglezas nao de-
fendidas n'um terreno tal romo esla parle da vizi-
nhaiira de Sebastopol. (Apoiados.;
Nesla conformidade resolveu-se que se condu-
zisse para as baleras a artilharia pezada qne fosse
possivel, eos nossos soldados, de dia a dia, e de Bol-
le a uoile, Irabalhavam com pcrscvcranca afim de
collocar uma sufiicienlc quanlidade de peras e de
grosso-calibrc para destruir as defezas de Sebasto-
pol. (Apoiados). Mas era evidente que desde o
momento em que esla delerminarao, esla necessaria
delerminarfio foi lomada, o hoiisonlc lornou-se mui
distante ; porque como os Russos tinham grande
quanlidade de artilharia pesada cm Sebastopol, leu-
do isoalmeiilc todas as peras da sua grande esqua-
dra que jaz no porto, e tejido consideravel guarni-
S3o, sciri contar a popularao de Sebastopol, leriam
uma forra igual, se nao superior .i dos alliados. Pnr-
lanlo, desle esle momento a larefa lornou-se de
mui grande Irabalho e dilliculdade ; mas tanto do
lado francez como dolado da torea ingleza ludo foi
empregado afim de|apressar as obras, e encelar um
fogo tormdavtl sobre as fortificarnos russas.
A 17 de oulubro este fogo foi encelado, c pro-
duzio mui consideravel cffeilo. Muilas das peras
das baleras russas foram desmontadas, c algumas das
suas obras foram quasi destruidas por algum lempo.
Ao mesmo lempo, as esquadras ingleza e francez i,
se aviznbaram dos fortes que licarn ao lado do mar,
e comeraram um fogo mais formidavcl por algumas
horas conlraeslas defezas; mas.comoeste fogo nao ti-
vesse produzido o efleilo de deixar a prara aberta
para o assalto immediato dos alliados, os Russos du-
rante a noile se oceuparam era reparar as defezas
que linham sido destruidas, c subslitur com oulras
peras aquellas que linliam sido deslroidas. (Apoi-
ados.)
a Assim desla maneira permaneceu o assedio al
23 deninubrn ; os Russos, viudo cm roda do vale do
Tchernaya, atacaran os nossos poslos avanzados, e
conseguiram tornar-se senhures de um ou dous re-
ductos. Tinham grande forca de cavallaria ; mas
a cavallaria pesada dos Inglezcs. nao se importando
com a siiperioridade do numero, alacou-us com
grande valor, e forrou-os a relrar-se. (Applausos.
No mesmo dia, cm consequencia da m inlcrprela-
ro de uma ordem que linha sido dada por lord Ra-
gln, leve lugar um ubique pela cavallaria ligeira
sobre a linha dos Russos, comprehendendo as suas
baleras, que eram guardadas por oulras bateras de
flanco, e por um grande corpo de tropas montadas.
Nada pode ser mais distiuclo do que a valenta das
sos.) Creio que cnTIeiripo aig'inn nos anuaes do excr-
cito inglez se desenvolveu mais valor. (Eslrondosos
applausos.; Todos nos lamentamos a m inlerpre-
larao que occorreu, e a falla do cffeilo que podia cr
sido produzido se ualaqxc fosse dirigida de manei-
ra diflerenle ; mas nislo nao pode haver o minimo
dezar para o valor dos bomens que eslSO promplos
desl'.irlc a tacar com todo risco os bomens que
se acham diaulc delles. (Applausos.)
o As obras do assedio conlinuavam, sendo eslas
obras cm s mui laboriosas, ocriipando muilo mais
do que a proporr.lo ordinaria dos forles siliantes, c
fatigando ainda mais porque grande porrSo da sen-
le tinha sido accomellida de molestiasnao leudo o
cholera cessado no campo dos alliados. Foi neslc
eslado de cousas que um esforro immenso foi feilo
pelos commandanles das forcas russastalvez fosse
mellior dizer, pelo proprio imperador da Russia
porque dous dos, seus filhos estarn prsenlesa-
fim de opprimir as forjas dos alliados.quc permane-
can de um lado, sitiando uma grande prara forti-
ficada com numerosa giiarnirno e cnlrincheiamen-
los defendidos por prodigiosa artilharia', e no oulro,
confrontado por um exercilo russo.; Apoiados. )
Esla tentativa foi feila, sesundo se lem dilo,
por (X),00O bomens, mas pens quo o numero nao
foi menos de 80,1X10. (Apoiados.) Eram Iropasque
nao esliveram presentes na balalha do Almatro-
pas que nao conheciam o inimigo com quem linham
de combaier. (Apoiados.) Eslas tropas, exaltadas
ao mais elevado cume do fanatismo. <,' sesundo di-
zem, com a coragem animada por oulros meios
(apoiados!, vier em vastas columnas alacar a posirao
ingleza a 5 de novembro. I.ord Ragln relalou os
aconlecimenlos dcsta batalha. Expoz a maneira
porque enlre as trevas da noile o os nevoeiros da
manhaa, os Russos poderam collocar grande forra
de artilharia e avanrar cm vaslas columnas cerradas
para a posirao ingleza. Na obscuridade e densida-
de da nevna era impossivel exercer os poderes c a
discriminarao de um commandanle. Era impossi-
vel vigiar o campo ou dirigir operares. Apoiados.)
sua parle elles (nmaram-me aversao. Julzavam-me
rrsponsavel pela sua miseria, pois en teria podido
por-lhe termo. NAo treviam-se a Icstcmunhar-mc
seu furor ; pois era cu quem ganhava, rom que ali-
menta-loa, mas elle brilhava no fundo de seus otila-
res como os primeiros clares de um incendio.
Emlim a desgraca qoiz que lonassenna o caminho
da Alsacia para rcpresenlarmos no Ihealro de Col-
mar durante os mezes do verao. Nosso director, que
nao conhecia o paiz, agourava bem deesa empreza.
Sabes qual be a malevolencia deesa acule para com
seus anlgos compalriolas. Nao lardamos a experi-
mentar lodos os seus efleiios. Foram dirigidas con-
Ira mis as persesnires ruinosas c embrulccedoras,
que nos vistes soflrer un Slrasburgo. Sendo menor a
cidade, lindamos um auditorio menos numeroso.
Desla vez o direrlor nao pude resistir ; seu estoicis-
mo exemplarsurcumbio i m fortuna. Elle dccla-
rou-uos que a sorte trinmphava de sua conslancia,
va seus arabescos, enormes moulas de madresflvas
c de clcmatiics, e algunasroseirasnodosasdavan-lue
urna expressao de anlisnidade campestre.
As menores particularidades dessa habitarn, on-
de lano sollri, esliio presentes a minha mcnroia.
Ao principio fomos asss felizes em rasa de mj-
dama de Neuhurso; ao menos eu OZperinentava
um scntiiueiiio de saliafaelo, que augmenliva mi-
nha affeirio pela boa velba. Ella linha alguna delei-
tes : era as vezes hnpertinenle, o na* podia soffrer
rnnlradirrao ; mas com essas leves imperleires era
a brandaia e a bnndade em pessoa. Quando havia:
lido um momento de mo humor nao lardava a ar-
repender*se. e lestemuuhava-nos enlao seu pezar de
uma maneira enlerneccdura, que ganhava-noso co-
raran. Essa volla sincera fazia-a parecer mais csli-
mavel e mais digna de alfeirao, do que se nunca li-
V08H romincllido fallas. As suas produziam-lhe no
carcter o mesmo elleilo que as bellas sombras dos
grandes meslrcs, que abraudam ludas as formas de
um quadro.
Quando ella quera passear no jardim, era en
quem dava-lhe o braco. Eslavamos no fim da bolla
cstarSo. Madama de Neuburgo nao era iusensivel as
bellezas pensativas do oulono. As Eraras \.< nalure-
za oflcrcciam-sc-lhc romo uma ullim i sedurrao, que
vinha-lhe deleitar a serenar a larde da vida ; pelo
contraria eu sandava-as como emblemas de esperan-
ras : cada Dor, cada'alomo de luz, cada sorscio, ca-
da murmurio enchiam-me de alegra ou faziam-me
meditar. Nao pensava mais em nossos solTriinentos;
era muilo joven para ler a memoria da desgraca.
ii Pobre Luciana, dizia-me as vezes madama
de Neuliurzo, entraste na vida Irislemenle ; mas a
sorle dcve-le una compeusarao : leu futuro aera
mais Miz. i>
Ah ella nao linha o dom da propheca !
Minha mii c Tbeodoro supporlaram bem no prin-
cipio essa existencia tranquilla. O excesso do infor-
tunio adormecer seus gostos depravados, c zozavam
com prazer dessa siluacao nova c dessa abaslanca
inesperada ; porm as boas disposieoea alleram-se
fcilmente em senielhmies nalurezaa. A sede da de-
vassidao, o aborrcrimcnlo de uma vida regular ani-
mavam seus olhos com uma expressao feroz, e davam
a loda sua pessoa uma agilarau febril, a inquiclarao
dorma dos animaos captivos. Eu reparara nessea
odiosos svmpiomascom uma tristeza crescenle. Tbeo-
doro e minha mai, enfadados dessa existencia Iran-
quilla, quercriam absoliilamentc ronlenlar suas pai-
xes brulars, e desde enlflo a casa de madama de
Neuhurso se ronveteria cm um logar de orgias, on-
de a pobre velba seria obrigada a soflrer scenas allo-
zos deplorando sua senerusa imprudencia, e Bfio po-
dendo livrar-sc de seus lerriveis hospedes. Era para
mim uma perspectiva horrenda. Eu conreina os de-
signios raais extraordinarios, quera revelar ludo
nossa hemfi'ilura ; mas librando assim, (cria apressa-
do as desgranas que lema ; a devassidao e as lulas
leriam romecado mais cedo, pe deudo cu sem resul-
tado nossos Bltnoa das de Iranquillidade.
A inquietaran afiigenlou de Illim 0 SOIllno. relle-
les dolorosos conservavam-ne acordada grande
parle da noile, c a joviahdade de meu carcter lor-
nava minha posirao ainda mais penivel. N0 nasc
para soflrer, au lenho a orsanis.icao que rompraz-
se as ideas melanclicas, e ropp 'rio o pozar romo
um fardo lucvlavel. Os menores siirrisos da fortu-
na me leriam feilo feliz, e o deslino perseguia-me
rom um furor tinistro Quanlo eu lulava com as
desgrnrjis Em que desesperos di ixava-me cahir I
Havia momentos eiri que eu julsava eulnuquccer.
Levanlava-me, lavavaas fon les rom asna ira e paa-
seava apressadamenle para applacar a lerrivel agia-
rao de meu rerebro. Vagava como um pbantasina
no grande quarlo que habilava : com os olbos firmes
e as faces paludas eu devia ler o ar de uma alma
comlemnada. Quando a la vinha por acaso allu-
nnar minha janella, sua luz alliviava-mc um poucu.
Esseaslro melanclico pareca synpalhisar rom mi-
uha dor, e seus raios impressionavam-me como olha-
liavia somenle cousa le S.OOO soldados inglczes na-
quellc acampamento (eslrondosos applausos.' ; mas
poslo que o seu numero fosse pequeoposlo que
se achassem enfraquecidos por molestias e por bata*
Ibasposlo que se aprcscnlasscm esfarrapados em
consequencia dos Irabalhos e privacSes que linham
solTridoposlo que, entre as trevas nao dislinguis-
sem os companheros e cantaradas dos seus proprios
resimenlosposlo que grande porcao delles che-
sa-se depois de arduo Irabalho de i horas lias Irin-
Cheirasposlo que nao livessem lempo para tomar
um osea jo alimenlo antes-de ffrentaf ule poderoso
inimigo, com ludo o valor do soldado inglez perma-
neceu incxllnguivel, e este valor conduzi-os i vic-
'oria. ( Eslrondosos app lausos.) Esla balalha foi
como disse em oulra noitco meu honrado amigo o
sccrelario da guerra, a batalha dos soldados.
o Mas com ludo esle bando de hroes, expostos
como se ochavara a uma artilharia contra que nada
por mui longo lempo podia ter resistido, foram, nao
expedidos do campo ou desbaratados, as forjados
a depor as vidas as eminencias, que o inimigo, em
consequencia do seu immenso numero, podia enlao
ler oceupado, se neslc mesmo momento nao livesse
chesado, depois que os inslezcs por algumas horas
linham resistido ao mais delerminado ataque, um
reforco dos nossos alliados [ applausos ), commanda-
do pelo general liosquel, um dos maisdislinrlos che-
fes do exercilo francez, c que dirigi com grande
pericia e valor as tropas que conduzio ao lugar.
', Repelidos applausos. )Os soldados franeczes arom-
melleram rom tal impeluosidade que salvaran! o
dia, e preservaran) ambos os exercilos dos desastres
que lhes podiam ler aconlcrido, se os Russos gauhas-
scmqualquer parle da posirao. e da qnal tinham po-
dido continuar a alacar as forras alliadas. ( Apoia-
dos. )
Com ludo, inclusive eslas tropas francezas, ha"
via apenas li,(XX) bomens dos alliados empenhados
nesla famosa accao ; e creio, vista da deslroijao
do inimigo, difficilmeule se encontrar na historia
uma batalha igual a esta. ( Apoiados. ) Mais de
5,1X30 morios foram deixados no campo de balalha
pelos Russos, e fora um calculo moderado dizer que
o numero dos feridos foi o triplo dos merlos ; de
sorle que esles l.OOO soldados alliados causaram
uma perda ao inimigo maior do que o seu proprio
numero. ( Apoiados. )
i Tenho para mim que n,1o ha animes modernos
que conlcnham a historia de orna batalha que msis
honre aquelles que a ganha'ram do que esla a que
eslou alludiudo. ( Applausos. ) Certamenlc-cnslou
a perda do muitns bomens valcnles, e a mizeria e.
alllicrao a muilas familias, m.is eslou persuadido
que o renome desla batalha ha de durar, e que os
seus efleiios serao apreciados pelas geraees futuras.
( Applausos.) No decurso desla balalha houveram
algumas vicissiludes, mas o herosmo que as valen-
tes tropas alliadas desenvolvern] be indispulavel ; e
aquelles que liveram de baba? com laes Iropasaqnel-
passerao vagarosos em pensar que a Russia possa
jamis tirar vaiil.isem na guerra que csi asora pe-
lejando conlra soldados lao iudomnveis. ( Ap-
plausos. )
Agora me referirei somenle as operares do as-
sedio, e i roadjuvacao que lemos recelado da mari-
nha. ( Apoiados. ) As operares geraes do assedio
como ja lenho esposlo, lulo sido dirigidas por offlciaes
ile grande experiencia, e lora sido das mais laborio-
sas. Os solTrimcntos c privarnos das tropas tem si-
do laes como nunca foram conhecidos; o, alludindo
as perdas que lomos solTrido, nao posso deixar de
mencionar um nomeonome de um general que
morreu na balalha de Inkermanpois que, cm
consequencia do seu carador, do seu tlenlo, e dos
seus primitivos serviros, o paiz linha _muila razo
para esperar ver nello um complelo commandanle
mililar. Aliada a Sir (ieorse Calhcarl. ( Apoia-
dos. Dolado de grande hahilidadc o de alto valor,
era elle lao umversalmente eslimado que, quando
asilou-sea qucsiao de enviar um gnvernador ao Cabo
em consequencia de alsumas emergencias, essa gran-
de auloridadc mililar o duque de Welhnglon, foi
lamhem de parecer que nenhum commandanle mais
feliz e nenhum chefe mais prudente podia ser esco-
lhido do que Sir G-eorge Calhcarl. (Apoiados. ) Re-
cordo-me ter vislo o anno passado, depois que elle
vollou para esle paiz daquclla importante missaoem
que linha salisfeito a especlaliva do seu soberano e
do sea paiz, a alegra ;e exaltado com que sauda-
ra a sua nomeacao para um commando na Crimea.
(Apoiados.) Al a ultima hora da sua vida esle
senlimento de alegra e de exaltaran parece ler con-
tinuado, c parece que elle nao leve outra ambicio
nem nutro desojo mais do que dedicara sua vida ao
seu paiz, e tierranfar a ultima gola do sen sangue em
seu serviro. ( Applausos. ) Taes sao os homens que
honrara a esle paiz, e o nome de Sir George Calhcarl
nunca sera' esquecido por esle paiz. ( Applausos.
Tendo ja dilo bstanle quanlo ao exeicilo, te-
nho agora de declarar que tambem sera do indi de-
ver propor um voto de agradecimentos marinha
MUTILADO
res amigos. Os suspiros tfo venlo no tecto pareciam-
me serem sua voz, e eu eseulava-os rom eulerneci-
menlo, bem como uma lamenlacDo fraternal.
No ilia scguinle madama de neuburgo observan-
do minha pallidcz c o circulo profundo que rodca-
va-me os olhcs, pergiinlava-mc rom bciicvulencia se
eslava doente, e queria empres ir mil remedios para
curar-me. Suas numerosas persunlas emharnra-
vam-rae; poiseu nao poda fazcr-lhe conherer a fon-
Ic real de minhas magoas.
Entretanto o m.io humor e a impaciencia de mi-
nha mai e de Tbeodoro cresciam de dia cm dia. Ap-
proximava-se o momento cm que perderiamlodo o
imperio sobre si mesmo, c lirariam sem pejoa mas-
cara, quando uma cireomsiancia inspiroa-lhes ideas
ainda mais funestas. Madama d>- Neuburgo rece-
ben urna heranca : sua ultima irmfla linha morrillo
deixando-lhe alen de um pedaro de Ierra doze mil
libras cm moeda. A boa velba" anniincioii-iios isso
cheia ta alegra pela cominodidade rommum que ia
augmenlar-se. O diuheiro chegoo c foi poslo em um
bofele que havia no seu quarlo. Este era siluado
no primeiro andar, e linha vista para o jardim : licava
justamentedebaixodo mea aposento, o qual era pcr-
lo do lecto.
Quando madama de Neuhurso deu-nos essa noli-
ria. um relmpago sinistro illuminou os olhos de
rbeodoro. I'iquei admirada vendo a mu laura que
onerecea sua conduela e a de minha mai: o man hu-
mor desappareceu, e os appetiles grosseros gnarda-
ram o silencio.
Eu nao comprchendia essa muda.ira repentina, e
pensava qu a rerleza de vivercm na abundancia, ao
menos por algum lempo. Ibes inspirava um plano de
reforma. Esperava cum alegra quo concebcnain
emlim senliinenlos mais dignos, c repelliriam para
lons de si seus hbitos triviacs, bem como se tlei-
\am andrajos.
Essa idea Iranquillisou-mc o espirito, minha n-
dole prevalecen, uma leve cor da rosa diminuio-me
i pallidcz, e umsorriso deslisou de quando em quan-
lo tle meus labios. Encarci o futuro sem lerror,
minhasnoites lornaram-se tranquillas e gozci plena-
ineole dos beueficiusdosomiin, os quaes so me f.izi im
cada vez mai necessarios para prcscrvar-mc de urna
doenra rrael.
Erna uoile madama de Neuhurso levou-mc ao seu
quarlo. Era no fun to oulono ; um loso le ramos
-orcos aquecia c illuminava o aposento espalhando
:\n\ rhcuo asrad.ucl. Asscnlamo-nos juntu da cha-
iiiinc depois de fechada coidadosamente a porta. A
boa velba eslava do humor triste e aflectuoso, expe-
rlmentava dmdesejode fallar francamente,de iro-
rar proleslos auiisaveis. de scnlir o calor de oulra
alna vivificar a sua c provar-lhe que nao estiva so-
sinha no mundo, lia momentos em que a grille ala-
rada de um desfallecimenlu interior, procura fora de
si um apoio mural e lica como que paralvsada Inlel-
leclualnenle, sem ler mus a forca de viver sosinhi
e sem soccorro. A's vezes essas syncopes dnlorosas
alacain-iios na vespera de uma grande crise, c enlao
sao consideradas como preseulimenlos.
pela sua cooperar. ( Applausos. ) Mencionei que
Lord Raslan. no comeen das operacoes, disse que o
zelo e effiracia da marinha, praticando o serviro de
dezemharcar as Iropas, elevou-se cima de lodo o
elogio, e que desde o almirante Dundas al o mais
humildemarinlieiro se havia manifestado o mesmu
zelo e a mesma energa no cumprimento de deveres.
Elle noticia especialmente o comportamenlo de Sir
E. I.vons ( Applausos. ) Relatando a batalha do Al-
ma, c depois de exprimir o seu profundo senlimen-
to de gratidao ao-- oflicaes e marinheiros da armada
real, diz elle, em termos que julgo que devo ri-
lar:
Espreilavam os progressos do dia com a mais
intensa aociedade; c como o meihor meio de mos-
trar a sua participadlo em os nossos triumphos, c a
sua s\ m pal I iii para com os sol rmenlos dos feridos,
nunca cessaram, desde o fim da balalha at que dei-
xam->s o terreno esla manhaa, d6 cuidar dos doentes
e feridos, e conduzi-los para a praia, Irabalho em
que alguns dos proprius oflicaes tomaram parte
aclo que nunca cenar de recolher os mais ardentes
agradccimenlos. Nao mencionarei nome, com rue-
da de omillir alguns que devem ser -apontados ; mas
ncuhumdos que scassuciaran com nosco poupou qual
queresforco que poda prestar a 13o sagrado dever.
Sir Emnndo l.vuns, que linha tildo a seo cargo,
foi, romo sempre, o mais sollicito em coadjuvar a
providenciar as emergencias, a ( Applausos.)
Regosijo-me que elle menciona que esle distnc-
to ofcial, que, junlamenle com aquelles que assim
pralicavam, he uma honra para a prnfissao a que
pertence, e de quem .confio que podemos esperar,
no decurso da guerra em que nos adiamos agora
empenhados, grandese brilhanlcs serviros. (Applau-
sos.) Nunca encontrei um homcm de maior habili-
dade, em qoalquer servico que possa ser emprega-
do, c o seu meritorio comportamenlo he cabalmen-
te coohecido do seu paiz. (Apoiados.) Depois
dislo, Sir E. Lyons excedeu-sc aiuda mais as ope-
racoes cm Ilalaklava. entrando no porlo ao mesmo
lempo quo-lord Ragln a desembarcando naqu<-lla
prara, e desde aquello momento al o prsenle lem
sido o mais preeminente cm prestar loda a coadju-
var lo ao exercilo. (Apoiados.)
Depois que o fogo contra Sebastopol comerou,
lord Ragln e o general Canrobcrl pediram aos al-
mirantes Dundas c Hamelin que cnoperassem com
fogo dos seus navios. Esle servico foi voluntaria-
mente empreheudido. Como j disse, os damnos
mo foram laes que habilitassem as (ropas a tentar
um assalto immediato, mas se o exercilo podesse
por meio das suas bateras na praia abrir a prara.ro-
mo pareca ler sido esperado, esto a destruirlo
causada pela marinha teria sido mais proveilosa-
Apoiados.) Ocio que lodos os oflicaes que toma-
ram parlo naquelle servico cumpriram o seu dever
ila maneira mais excedente. (Apoiados.)
ti Depois de propor esles votos avcnlurarei pro-
i i, mas, tendo bi considerarao os scnlimenlos do
paiz, um qoe esta casa nao ha de duvidar do aprovar
promplamenlc. (Applausosj Pretendo propor um
voto de asradccimcnlo ao general Canrohert, e aos
officiaes francezes esol Lulos que teem cooperado com
as forras de sua mageslade. (Applausos.) Tal lem
sido o si'iilimenlo creado pelos brilhantes actos pra-
ticados pelos Inglczes e Francezes conjunclameole,
que lenho para mim que os vineulos -de amisade
desparte formados entre as duas naroes, que sempro
se respeilarum mutuamente, nao se rompero fcil-
mente. (Applausos.) Eslas duas naces. as mais il-
Iuslradas, as mais inlelligcntes, e as mais valerosas
da Europa, podem funecionar em allianca, e dar um
exemplo ao mundo de deveres resolutamente cum-
prdos e tle elevados principios adequadamenle man-
lidos. (Applausos.)
Igualmente pretendo propor Om voto, lamen-
tando a sorle daquclles que perecerara uestes cm-
bales ; e daodo os nossos psames s familias daquel-
les valcnles soldados que morrerem no s?rvro da
palria. (Apoiados.)
Desejra que nao exislissc uma parle da larefa
que lenho a precncher, da qual, poslo que pense
que nao posso omitlir, nao me posso aproximar sem
algum senlimenlo de repugnancia. Todos os rela-
tnos que lemos recebido daquclles que testemunha-
ram a balalha de Inkerman e existem algumas
nrranos semelhanlesacerca da balalha do Alma,
dizem que quando os oflicaes soldados do exer-
cilo alliado rabiara feridos, os Russos, em vez de
faze-los prisioneiros, ma(avam-os a bayoneta no
campo de balalha. (Expresses de desgoslo.) I.ord
Ragln eo general Canrohert, reputando;i introdc-
elo de scmclhanlo pralica obominavel humanida-
de (eslrondosos grilos de apoiados, apoiados, ) e
uma abe.-racao das usanras militares civilisadas, sao
de opinio que esle fado nao deve passar desaper-
cebido ; o consequenlemenle lord Raglau ordenou
quo a auloridadc competente tomasse por termo o
fado. Vinle qualro lestemunhas, officiaes c solda-
dos, foram examitados, e depozeram 1er lestemu-
nhado esles actos de barbara da parle dos solda-
Querida Luciana, di-se-me madama de Neu-
burgo, pareces-ine alegre desde nlgum lempo. Jul-
go que la indisposirau nao vinha do corpo mas do
espirito.
tt A senhora he muilo boa, respond-Ihe, e oc-
cupa-se demasiadamente com uma duerna passn-
geira.
a Os descoslos rain mi s vezes a nrganisaco,
lornou ella. Nos oulras mulheres somos pobres crea-
turas. Sobrcludo quando somos mocas, deixamo-
nos devorar pela dr. Quando somos velhas, tam-
bem lemos momentos de tristeza ; porm nao soflre-
mos mais rom o mesmo ardor c com a mesma vio-
lencia. Nao somos assas forles para empregarmos
nisso Lio boa vonlade.
o Quem a ouvisse, julgaria que a senhora tem
passado por duras provas ; lodavia nao deve ler vislo
o infortunio tle lao perlo como mis.
Todos imagiuam ter o privilegio de uma sor-
le cruel, querida Luciana ; e rom ludo a desgrara
faz bem poucas excepres. Para animar-te basla'r-
nie-hia crmlar-le cerlos episodios do minha vida.
Fallaremos a esle respeilo oulro da ; pois esta noite
me seria muilo penivel evocar a leus olhos minhas
lembranras.
Com cffeilo a senhora parece mais triste que
de ordinario. Que tem Senle algum mal '.'
ti Nao soll'ro ; mas eslou de um humor som-
bro. Ouves como o cao de l.amliert d uivos. sinis-
tros ? lie sem duvida a mim que se dirige a pruphe-
ca. Demais que importa ".' J sou velba : meu pa-
P"l esl leimina lo. Pela tua parle, minha pobre
lilii.i, nao le inquirir. ; ruidei cm leu futuro. Se cu
morrer brevemente, herdaria uma somma, que te
permittira casar bem. Es bella, e os homens se bao
de apaixonar por li : um delles serv mais hbil ou
meihor dolado tpic os nulrcs, e le dtixars enterne-
cer, t'raza ao co que elle seja digno de teu co-
rarao .'
it Esse lempo nao esla to prximo romo a se-
nhora juica. Acho-mc feliz, em sua companhia, es-
peru que lrns lbe conceder ainda longos dias, e que
mena rosos nio serao inuleis.
ii Na idade de sessenU c nuve anuos, respon-
den ella, ninguem pode contar com o da scguinle.
Sabes so verei tnanMa naseer o sol ?
Islas ultimas palavras lizcram-inc uma impressao
extraordinaria, e um cslremccimcnlu percorru-me
lodosos menbros. Allribui-o emorao bem natu-
ral que rausava-me a idea de perder madama
de Neuhurso. Ella era a minha nica omisa no
inundo: eu leria lirado como orplula depois de sua
morle.
Em caso de desgrara, lornou ella, se cu dei-
xar de viver. nao fiques com leus prenles, minha
blha : sao almas frias quejante ama......em le apre-
cian, como mereces, e coaroniperiuin la sorle pela
sua malevolencia, -o nao descontias-r. delles. Ago-
la, minha querida Luciana, vollgaMra leu quarlo, e
Dos le d uma uoile trauquilla nr
(CoWnuar-se-ha.)
HEGIVfl


DIARIO DE PERMMBUCO, SABBADO 17 DE FEVEREIRO DE 855.
dos russos, instigados como suppunham, por alguns
exemples de ollici.ics russos. (Apoiados.)
" <> comiiiaiidanlc dos alliados mandou iim ofli-
ciaicomun pavilhao ilo tregua ao principeMenschi-
koff, reprcsenter-llie as circumstancias, declarar que
eslava totalmente convencido de quo laes actos fo-
ram commellidos contra as ordens do principe, e
expressar a esperanja de que o commandante russo
lomara medidas para prevenir laes actos para o fu-
turo. Eu desojara poder declarar qne a resposla
do principe MenschikofT exprima o horror que se
poda esperar de un olTIcial collocado na eua po-
sijAo, vista de taes actos deshumanos. (Apoiados.)
Dcclarou que nao era coslumedo cxercilo russo dar
quarlcl; mas acresrentou que as tropas russas po-
diain altar excitada?, pos que urna igreja linlia si-
do saqueada por alguns destacamentos das forjas al-
liadas?
(i Uizem.schevcrdadeounAo.iido sci.quc urna igre-
ja fura invadida por alguns dos soldados alliados, c
Tora saqueada, mas que esta circunstancia seja men-
cionada comoattenuajAo de actos 13o barbaros como
os que tenho citado, nao acredita ao commandauto
russo. (Eslrondnsos gritos do apoiados. ) 'ludo-
nos sabemos qual fui o comporlamcnto reciproco dos
soldados fraueczes e inglczes, quando se acharara era
lula n'um campo de batalha europeu. Todos nos
sabemos que na Pennsula, depois que urna batalha
era concluida, rom osseus tclinsa liracollo, como o
duque Rchmond disse, cncostavam-se uns aos ou-
tros, o convcrsavara.da maucra maisamigavel, mos-
trando que se rispeilavam mutuamente. (Apoiados.;
Todos nos sabemos que quando urna videta era vis-
la pelo cxercilo que avancava, quer inglcz quer
l'rauce/. as tropas queso aproximavam desprezavam
alrar ou capturar um homom quo eslava sosinho,
mas, ajudando-o a por a mochila, ditiam-lhe que
vollasse para os seus camaradas. Taes actos per-
Icncem as najOes r.ivilisadas, e se espernva qoe esta
pierra fosse dirigida segundo semelhanlc espirito.
(Apoiados.)
n As atrocidades a quctctiho alludido para mostrar,
nao certamenle que algum general russo ordenasse
que actos lao crucis fossem praticadosnAo certa-
meote que o grande soberano do imperio russo os
apadriuhemas que o inimigo com que traamos,
se obtivesse um dominio sobro maior parlo da Eu-
' ropa, quereria, em vez de civilisar e melhorar, nao
so destruir as artes da paz, mas barbarisar as pra-
ticas da guerra. Apoiados.
Por tanto confio por islo, enlre oulras razos,
que a causa da Inglaterra o da Franja Picara' Irium-
phantc, pois crcio que esta' ligada com lodos os rae-
lliorcs interesaos da civilisajAo, com o progresso da
humanidade, e com a exlencAo da religiao verdadei-
ra. (Applausos.
Homcns que linham sido desl'arle excitados pe-
lo fanatismo, como sabemos que os Russos foram
anteriormente a' batalha de Iukerman, que foram
invocados em nome da religiao para ir para o campo
de batalha, sAo criminosos de actos laes como lenho
exposlo. Confiamos que o governo da Kussia, cn-
vergonhado desles feilos, ha de tomar medidas para
impedir a respectiva repelilo.
Ha anda urnacousa que lenho a dizer, o de
urna uatureza mais agradavel para mim, e a respei-
lo da qual confio que terei o concurso da cmara.
Foi dito por M. Wyndham, em referencia a urna
victoria ganhada no decurso da ultima guerra,
que por sua parto, prefera antes celebrar um si-
lente feilo d'armas pralicado pelo exercito inglez do
que a conquiste de nm archipelago inleiro de ilhas
produr.issem carinas de assucar. O dito he espiri-
tuoso e sabio, lio neslas cousas que se ve a vida de
urna najo; he por aclos laes, como temos de com-
memorar hoje, que o espirite de urna naco he man-
(ido do secute em secute. (Apoiados.)
He por balalhas e victorias como estas que le-
nho chamado a allenjAo da casa, e que os Inglezes e
Francezcs lem agora de recordar nos seus annacs,
que cada najAo lem a sua existencia separada ; esAo
laes fajanhasqoe conservara todos os estados promp-
tos para defender a respectiva independencia a todo
cusi. (Apoiados.) Vimos por alguns annos o parla-
mento, o povo, lodas as classes, empenhadas em es-
pecula jesc pralicas ligadas com o progresso da ri-
lieza, das artes, de machinas u uiulliurauculi de
. MUtM
pectivasj Iripolacoei.e agradccam-lhes o sen louvavel
O digno comporlamenlo.
o Eslji casa reconhece com admralo o dislinclo
valor e j comporlamenlo daquellcs que pereceram
duranleja presente lula uo servijodoseu paiz, o con-
fessa a sua profunda sympathia aos seus patntese
amicis.
neral Canrobert e ao cxercilo francez pela sua va-
loulo O: prospera cnoperafao com as forras terres-
tres de Ba magestade no ataque sobre a posijAo do
inimigo no Alma, pela sua enrgica o opportuna co-
adjuvajlo em repellir o inimigo cm Inkcrman, o
polos seas distinclos esteros, de asordo com as tro-
pas do ana magestade, no assedio de Sebastopol ; e
dezeja i uo o feld marechal lord Ragln lites apr-
sente esla resol uj3o. i
Scjam dados os agradccimenlos desla cmara ao
prazia : mas persuadido que por oras so (ralava do
negocio do Montenegro c dos lugares santos, rafusa-
va crcr o perigo lao inminente. O que havia de as-
sustadnr nos projcclos, que llio linham sido confiados,
dcsapparecia diaule das seguranzas que llio haviam
sido dadas do quo nada do decisivo se emprelieinre-
ria sem ello ser ouvido previamente : ponco lardn
a conhecer que eslava engaado, e desde entilo nao
hesitou mais unir o seu pavilhio ao nosso. As duas
esquadras receberam ordem do ir para Ilesika, as
aguas da (recia, e depois desse dia os dous gabine-
tes de Franca e da Inglaterra nao lem deixado de
concertar suas resolujoes. A guerra prevista depois
da passagem do l'rulli, lendorehenladodecommum
accordo (izeram tvanjnr suas frotas at Ileicos no
Bosplioro, o depois ordcnaram-lhes do oceupar o
Mar-Negro ; he de commum accordo que resolveram
mandar seus exercilos de Ierra cm soccorro do im-
almiranve c i marinha franceza pela sua cordial coo- [ perio otlomano, e que declararam a guerra a Rus
C3o a estes syslemas nao lem do maneira alguma aba-
'idoa coragem que pcrtcncc a teda a najo. Te-i
mos mostrado, quer seja Inglez, Escossezou Irlanilez,
que semelhanle espirito anima a lodo o reino uni-
do, e.que estamos promptos para arriscar cm urna
jusla causa ludo o quo he mais charo ao homcin.
(Applausos.) Digo oulra voz que as*" viclorias que
tem sido ganhadas cm tal causa como a presente, e
com (al espirite como a nacao lem mosteado, nao
redundara somenle cm fama e gloria do paiz para as
gerajes futuras, mas habilila-o a aprcscnlar-sc
como um objecto de considerarlo, respeilo e admi-
rarlo a lodd o mundo. (Eslrondosos applausos.)
O nobre lord concluid propondo os differenles vo-
tos de agraderimento, a saber :
Sejam dados os agradccimenlos desta cmara ao
teld marechal o honrado lord Ragln ; cavallciro
grao cruz da mui illuslreordem do Itanho, pela ener-
ga e di.linda habildade com que lem dirigido as
operajOes das forras de sua magestade na Crimea, pe-
la brilhante e decisiva victoria oblida sobre o exer-
cilo do inimigo no Alma, o pelo assigoalado desba-
rate de urna forra de numero vastamente superior
as eminencias de Inkcrman.
Sejam dados os agradocimenlos desla cmara ao
lente general Sir John F~ox Burgo)no, cavallciro
grao cruz a mui Ilustre ordem do Banho.
Ao lenlo general Sir Ucorge lSrown, cavallci-
ro commendador da mui Ilustre ordem do Banho.
Ao lenle general, sua alteza real o duque do
Cambridge, cavallciro da nobilissima ordem da Jar-
releira.
o Ao lenle general Sir De I.acy Evans, cavallei-
ro commendador da mui illuslreordem do Banho.
n Ao (onentc general Sir Richard England, caval-
lciro commendador da mui Ilustre ordem do Ba-
nho.
a Ao lenle general, o condo do I.ucan.
Ao major general o condo de Cardican.
Ao brigadeiro general, actualmente major ge-
neral.o honrado James Vorke Srarfelt.
Ao major general Sir Coln Campbell, cavallciro
commendador da mui Ilustre ordem do Banho.
Ao major general Villiano John Codrington.
Ao major general John I.yvaght Penncflhcr,
commendador da mui Musir ordem do Banho.
Ao brigadeiro general, actualmente major gene-
ral, Henry William Adams, companheiro da mui
Ilustre ordem do Banho.
a Ao brigadeiro general, actualmente major gene-
ral Sir John Campbell, Bar.
Ao brigadeiro general, actualmente major ge-
neral Georgo Bullcr, compauheiro da mui Ilustre
ordem do Banho.
, neral, William Eyre, companheiro da mui Ilustre
ordem do Banho.
Ao brigadeiro general, actualmente major gene-
ral, ArlhuT Welleiley Torren?.
E varios oulros ofliciaes pelo zelo, intrepidez
e esforjos distinclos as differenles acjes cm que
as forras de sua magestade tem lutado com o iuimi-
g"-
a Esta cmara altamente confessa a dislincta disci-
plina, valur e esforetjg desenvolvidos pelos ollici.ics
nao commissionadose soldados do exercito sobo com-
mando do feld marechal lord Ragln, cm tedas as
operajocs na Crimea ; e o mesmo Ibes seja significa,
do pelos commandantes dos differenles corpos, aos
qoe* se agradece o comporlamenlo dislinclo e et-
forjado.
a Sejam dados os agradccimenlos desla cmara ao
\cr almirante James Whilley Deans Dundas, cum-
panlici.o da mui Ilustre ordem do Banho ; ao con-
..d-almirante Sir Edmund I.yons, eavalleiro cr.ao
cruz da mui illuslre ordem do Ranio ; o aos ditfo-
renles cipitaes c ofliciaes da esquadra sob o comman-
da do dito vite almirante; e lamhem aos ofliridcs da
rauda e marinheiros empregadns no assedio de Se-
bastopol, pela infuligavel aclividado e esforjos em
conduzr as forras lerreslres do sua magestade a Cri-
mea, elTecluaudo o respectivo desembarque, c coope-
rando com ellas durante o assedio do Sebastopol.
ii Esla cmara aprova altamente c reconhece os
servijos dos marujos e marinheiros a bordo dos na-
vios sob o cummando do vicc almirante Dundas, c
lamliem dos marujos e marinheiros empregados na
praia no assedio de Sebastopol, na sua infaligavcl
actividade e esforros em conduzir na conducho da
torras terrestres de sua magestade Crimea, effec-
loaadu o respectivo desembarque, e cooperando com
ellas durante o assedio de Sebastopol ; e os capitaes
dos diOcreutes navios signifiquen) o mesmo as res-
pcracaoicom n esquadra de sua magcsladc na con-
ducho das forrasalliadas Crimea, efiecluandoo res-
pectivo dcsembari|uc, e no assedio de Scsbaslopol ;
e dezejai que o vicc almirante Dundas Ibes comrau-
nique a presente resolucao.
( The Er.onomiit.)
OS GABINETES EM 1S3.
Phinjonomia geral co mundo polticoXovas al-
lianras.
Estado da Europa no principio de 1853.Introi-
tos da qacstao do Oriente.Proposites da corte da
Ilnssia ao governo inglez para a partilha do impe-
rio oltomauo.A Franca e a questao dos santos-lu-
gares.l'rclcnc.oes da Kussia ao protectorado dos
rayas tfeos do religiao grega.Attitude ao princi-
pio reservada da Inglaterra.Acord dos gabinetes
de i'aris e de Londres.Ncgociacoes enlro as qua-
Iro potencias ptira a pacficac,ao da contenda.Con-
ferencia [ife Vicnua.Mediac.lo officiosa da Austria
e da Prussia.Isolamento da Kussia.Poltica da
Turqua.Declararan de guerra da Porta.Ultimas
negociarles.Declararao de guerra da Franca e da
Inglaterra.Questao da neulralidado martima.
Acord dos gabinetes de Pars o Je Londres com Al-
lemanha.ConvenrAo de Londres entro a Franca e
a Inglaterra.Tratado de Berln) entre a Austria e
a Prussia.Ullimo protocolo de Vienna.Poltica
dos Estados-Unidos sobro a questao do Oriente.
Rebate da crise na Persia, as Indias o Asia supe-
rior.
Apenas a Europa havia saludo da crise revolucio-
naria, linda do entrar em urna serie de piovas de
nutro genero. Graves qnesles inlernacionaes dc-
viam succeder s questoes internas que haviam cau-
sado lanas perlurbarOes.e agitarOes esteris nosqua-
Iro anuos precedentes. Anda que dessas lulas dos
governos devesse resultar um novo abalo, ningucm
poda dcixar de so regosijarde vera Europa arran-
cada das preocuparnos das guerras chis. Ojogo das
rivalidades dos puvos entre s terna a entrar no cur-
so natural das colisas humanas, e, quando mesmo
lance alguma inquietado nos negocios e nos espiri-
tes, manlm todava estes n'uma cerla elevarflo sa-
luiar. Sa os grandes movimenlos da hisjoria levam
caro pelos; bens que Irazem, cm recompensa sorvem
para reanimar a inlelligcncia humana, sempre (lis-
posla a se entorpecer na busca do bem eslar, logo
que um grande lim falla sua actividade.
Os aconteciincnlos, que perturbavam a seguranca
da Europa, implicavam .lem diste questes de um
inleresse maior. O equilibrio territorial, e a inde-
pendencia) por conscguiule dos estados da Europa es-
lavam cm'jogo.
E por isso os negocios do Oriente por si sos iam
absorver a alinenlo de lodos os governos. De mais,
nada se Irala cm lodo o curso de anno de 1853, e o
mundo fica pouco i pouco silencioso ante o ruido
dosaconleciinentos que necupam todos os cuidados
da diplomanj.As doulrinas revolucionariass dexam
vesligio na desgranada empreza temeraria de Milito
em fevereiro de 1853 ; as dfficuldades qne dellc
resullam entre o gabinete de Turin e o de Vienna,
em conscqtieucia do soqucslro dps bens dos Lom-
bardos.naturalisados Piemonlczes, depois de ler In-
cido um rompimenlo enlre os dous governos, deixam
ile oceupar a diplomacia, e se acharo impliclamen-
le anrazadas. Asquesles religiosas, que haviam
1.10 lorlelliClUCoO.nuo u Opirn.iu a.rr ruuj ..i.....w..
annos, conscivam anda algum inieresse. O papa
restabclece a hierarrhih calholica na Ilollanda ; e a
contenda a que deu lugar este negocio em breve se
apasigua. 1 m conflicto do poder civil com as au-
toridades lcigas suscite pouco depois no grao-ducado
de Badn discusses desagradaveis, que licam loda-
vio localsadas. Emfim na mesma ordem de ideas
as conlestacoes muito mais graves, que haviam di-
vidido a Sania S e o Piemonte se allrouxam. Pare-
ce que o Piemonte, nao alistante conservar frias re-
lares com a corle de Roma, hesila decidir d'ora em
(liante sobre materia de religiao sem um previo a-
cordo com o papado. Todos estes nlcresscs desap-
pareccm, a medida que a questao estabelecida em
Conslanlinopla toma mais extensa e preocupa mais
profundamente a Europa ; o por isso mal para a at-
lensSo um instante sobre a situarAo agitada da Hcs-
panlia, sobre as vellcidades de insurrecto militar,
que vem altcslar depois de dez anuos de paz, que
as ambirOes pessoaes, sempre indisciplinadas, sobre-
vivem as paixOes polticas. O Oriente s alrahe
todas as vistas, c concentra toda a actividade polti-
ca da Europa, lodosos inlercsscs do mundo.
Posto que o .anuario precedente tenha como de"
via, para melhor csclarecimenlo da historia de 1852
entrado na de 1853, c seguido at urna poca adian-
lada desse anno os desenvolvimenlos da questao le-
vantada em Conslanlinopla pela Ilnssia, nAo seri
com ludo inulil repassar rpidamente as origens da
contenda para bem se comprehender o todo.
No principio desla contenda dcslinada a lanas vi-
cissiludes, se disse que a rivalidade dos (rogos e dos
Latinos era a causa uuica : mas documentes aulhen-
'icos vieram provar depeM, concurrentemente com
os actos do gabinete de S. Petersburgo, que esla po-
tencia espceulava sobre nm inridcifle religioso para
eucobrir mais vastos designios, oque seu pensamen-
to era dar o ultimo golpe ao imperio oltomano.
A siluacAo geral desle imperio no principio de
1853 pareca er favoravcla una tentativa desle ge-
Mkvro. Se a Kussia no negocio dos lugares sanios via
um pretexte para agitar as paixOes religiosas e recla-
mar o protectorado dos subditos do sultn, a guerra
sobrevinda ntreos Moulenegr nos o os Turcos forne-
cia-lho argumentos para fallar as paixcs nacionaes,
o fazer appcllo o panslavismo. O governo da Kus-
sia lemiadexar escapar una semelhanlo occasiao, e
se preripilava rom lauto mais ardor para aproveita-
la.quanlo, nodia seguinte do restabelecimoulo do
imperio em l'ranrn, cra possivel engaar os gabi-
netes europeos o isolar o governo francez.
A Russia, nenbun. caso fazenduda Prussia, e eren-
do ler sujeila sua vonlade a Austria, empregou lo-
das as suas seducres para convencer a Inglaterra.
O czar fez redgif um plano de partilha no qual,
chamando a si o protectorado da Moldo-Valachia, da
Bulgaria, e Siberia e a possessAo provisoria de Cons-
lanlinopla, oflerecia a Gr.ia Brclanha o Esv po. e
Canda ; mas o gabinete inglez, comprcliendeudo
bemque um ncnnlecimcnlo lao grave como a parli-
Ilia do im'pcYio oltemario nao poderia realisar-sesem
provocar urna guerra gcral, a quo a parte que se
lliedava nao oquivaleria nunca ; que a Russia scre-
MBavadebaixo da apparenca de um simples protec-
torado do Danubio, c d'ama occupacAo momenlanea
de Conslanlinopla, deelinou eslas proposces confi-
denciaes, que repugnavam nlcm disto sua probi-
dade (fevereiroabril de 1854.)
Poslo quo o gabinete de Paris nao foss* de modo
algum instruido dos manejos, que a Russia a esse
lempo fazia em Londres para formar contra a Fran-
ca urna liga, cujis cusas pagara o imperio olloma-
no, penetrara todava os desenlies do czar. Como
via quaulo o apparalo diplomtico o militar, que
esle soberano apreeealava sob o pretexto de resolver
a questao dos Santos-Lugares, cstava fra de propor-
rao com a quesillo em s mesma, se diseera que o
lim real devia ser mnilo dificrcnle do appareule e
confessado ; comprchcndcra desde enlao qao a in-
dependencia e a existencia da Turqua eslava amba-
rada. Consagrava lodos os seus cuidados em conven-
cer a Europa, c cmquanto esperava o resollado dos
seus avisos, enviava aSalamina, nao lauto para ga-
rantir os iiiliTcsses que ihe eram particulares nos
lugares sanlosj romo parase por cm estado de fazer
frente aos pericos maiores, dos qunes Ihe pareca a-
mcacado o equilibrio europeu.
A Inglaterra, cuja esquadra entao eslava cm Mal-
la, n3o julgaral dever aslpciar-se a esla primeira dc-
monstraco da Franca. (s\ibinele inglcz, de cerlo,
eslava pelas confidencias doSjmperador da Russia
avisado dos prjeclos com que este soberano secom-
sia. O | i imeiro rcsullado da altiliidc azgressva do
imperador Nicolao no Oriente, foi de aproximar des-
ta surto as duas grandes polenrissdo Occidente, c de
estabelecer esta allanca anglo-franceza, ainda fra
do caso lao natural quauto necessaria para os dous
paizes.
O governo francez, forra he dzc-Io, nada havia
desprezado para formar urna allanca nao menos
honrosa que til. No momento que o Kussia enlra-
va n'uma lao ousada politira de conquiste, o gover-
no francez podia-se dcixar tentar por diversas pers-
pectivas, se elle mesmo se livesse lembradode rete-
mar tedas as (radirees do imperio, como se Ihe ha-
via attribuido ao principio o pensamcnlo. Elle po-
da encarar a questao dcbaixo de um duplo ponto de
vista, e cscolhcr entro os dous termos desta alterna-
tiva ou se anlorisar com a tentativa com que
a Russia amoacava o imperio otlomano, e lo-
mar compensarles a sua salisfacAo, ou procurar
urna allanca que a poltica rnssa teria acoln.lo com
(ante mais ardor, quanlo eslava sobretudo preoecu-
pada de dividir Franca c a Inglaterra,e que depois
de ler sido mal succedida em Londres em suas ten-
tativas secretas, para Pars foi que se voltou reitera-
das vezes. Napoleao III teria podido ler para esla
poltica laulo mais inclinarao quanlo s baslava para
se dcixar scduzir inspirar-sc das lcmhranras do
Tilsill, e lalvez lano mais fcil de ser aceila pelo
paiz, por isso que existe em Franca, depois da res-
taurarlo um grande numero de espiritos que consi-
deran! fcil e desejavcl um novo arranjo territorial
com a ajuda da allanca russa. Todava, quaesquer
que sejam as indemnidadesque a Franca possa es-
perar de urna partilha do imperio oltomano, os ter-
ritorios quo Ihe locariam, nao seram jamis urna
compensacao siifllcieule, aviste dos que a Russia ob-
leria, lomando posse do Bosplioro c dos Dsrdancllos.
Por outro lado, o imperio era novo entre os gover-
nos europeus; suas intencoes na poltica internacio-
nal cram suspeiladas de ambicao. Na Inglaterra co-
mo na Allemanhasuppunham-lhe projeclos de con-
quistas. O imperador comprchendeu que a poltica
do seu governo devia ser cora effeilo urna poltica
de conquista ; mas de conquista moral. Havia des-
confianzas a vencer, e alliancas a proseguir ; era es-
la pelo menos a condiejo preliminar de toda a po-
ltica prudente. Era mister dar-so a Europa um les-
leraunho de que se quera francamente a paz, o ga-
nliar-se a opiniao a forc,a de Icaldade. A occasiao
era admirax el quando se fia adianto de si orna pol-
tica tortuosa empenhadaem urna empreza tilo injus-
ta cm si mesma quanlo perigosacm suas consequcu-
cias para lodo o resl'o da Europa. Se mister fosse
lar-so a guerra, se apezar dos mais sinceros ensejos
de conciliarAo terroso fosse desembainhar a^spada,
seo faria enlAo as cundirnos as mais tevoraveis,
com alliancas seguras c poderosas, com approvacao
e animadlo de teda a Europa. Tal he o pensamcn-
lo que o ministro dos negocios cslrangeiros o Sr.
Drouyn de Lhuystoraoii como regia de conduela com
a maior rlareza de vistajnas aprecaces.CiUm espiri-
to de iniciativa nos aclos,e a diplomacia franceza
dirigida com urna firmeza, que ella nao conhecia
mais desde longos annos, para um lim claramente
asscnlado d'anlemao, levo de fallar a lodas a gran-
des corles da Europa urna lingoagera nobre e pre-
cisa, que devia ao mesmo lempo tranquilizar, e
convencer. Em Londres he onde elle foi primeiro
comorclieuddo.
Acslima lecipiuL,,, ..^r.n.u, mmh,
que r.izcra a Franca c a Inglaterra se unireni, de-
pois que ellas aprenderam a se conhecer cm lulas
seculares c gigantescas, haviam parecido exiladas)
depois do 2 de dezembro do 1851 por causa de um
efano, que nao poda durar. As fnlsas apreciarnos
que se haviam feilo sobre as consequencias interna-
cionaes, da mu.anca operada as instituirnos da
1-ranea, os temores sem fundamente, que as recor-
darnos do comcro desle scula haviam despertado,
nao lardaran a dar lugar a sentimenlos mais justes
e mais pacficos. A confianza reappareceu de parle
a parte, e quando o imperio francez rcstabelecido
leve de se razer reconheccr pelas potencias, a GrAa-
Brclanha foi urna das primeiras a renovar as carias
crcdenciacs do seu emba xador era Paris. Todava
cmquanto os dous governos nao linham lulo um lim
commum a proseguir,f.iltava a essa aproximaran nm-
gavcl urna consagracao evidente,e que nAudexasse a
menor duvda. A questao do Oriente tinha rebenta-
do a proposite ojes.lc o dia que os projeclos da
Kussia se haviam descascarado, a allanca ordenada
pela siluarao mesma se havia formado naturalmente.
Quando allenlamos para o estado de civilisaeao
a que os dous paizes tem chegado, para a opposigo,
que no mundo oceupam a frente de lodas as grandes
emprezas, pergunlamo-nos se urna guerra entre cites
nao seria a mais desastrada calamidade, urna espe-
cie de fratricidio, qna nao teria desculpa na histeria.
Quando consideramos, alcm diste, na distribuidlo das
influeucias e das tercas na Europa, nos engrandeci-
mcnlos to rpidos de nina potencia j colossal, na
deferencia, que os gran'des estados da Europa ceu-
Iral parecan) ler tomado o habite de Iribatar-lhe:
quando entramos no exame dos nieos de accM,
que as circumslancias histricas communhho de
religiao, e o senilmente de rara dao a esla potencia
sobre una parle das popul,ic.cs da Europa Oriental,
reconhcccmos que a unao cslreita da Franja e da
Inglaterra he o principal y>oo da independencia
das naces, assim como desla civilisacAo occidente!,
rcsullado das tarugas de tantas gerac,cs, e de que
lAo justamente nos gloriamos. He sobro este ponte
do apoio que repousa o futuro da Europa e do
mundo. As duas nadies o seulein in-ti uctiv menle, e
a diflerenca occorrida reccnlemente no principio de
suas inslilucGcs polticas nAo poda bastar para se-
parar os governos, que a forja das cousas e a sym-
palliia mutua dos dous povos tanlo approximavam.
Em brevo lempo a uuidade das ntencOes tinha an-
da de ser tal, que a cordialidade das rclaccs nao
poda ser maior. Eslava para darse o momcnlo em
que lord Clarendon nao temera declarar cm pleno
parlamente, que houvcra mais acord entre o ga-
binete de Paris c o de Londres do que se d.i muilas
vezes entro os membros de um mesmo gabinete.
Nao he, porcm, que o governo inglez livesse en-
trado iiileiramenlc, desdo o primeiro momento no
pensamcnlo do urna allianja lAo intima, e abracado
a poltica resoluta, da qual cssa allianra era a ron-
di can necessaria. Ao menos he notorio que, no seio
do gabinete inglez, a idea de s se cnipeiibar coin
certa reserva liuha ao principio ochado um orgao na
pessoa do conde de Aberdccn, sobre o qual obravam
lalvez antigs lemhranjas da ultima lula europea
contra a Franca, alem de cuslar-lhc ceder da opi-
niao favnravel. que o impera lor da Kussia soubera,
desde alguns anuos, dar do seu governo aos estados
do Occidente. Qualquer que fosse a influencia desle
estadista sobre os seus collcgas, sens conscllios cram
antes oux idos do que tomados: cites tinham alm
disto um contra peso uas disposiees diflcrcnles de
um hornero mui diversamente julgado, mormente
depois da gran le cris? revolucionaria que a Europa
alrave-sou. Reputado por uns o defensor da dema-
gogia, o por oulros o verdadeiro representante do
espirito aristocrtico dos antigos lite*, acensado ora
de meditar urna hoslilidade syslcmalca conlra as
potencias absolutas do continente, ora (por alguns
inysliros, he verdade) de ser o instrumento passivo
e voluntario dos designios da Russia, lord Palmen-
tan bem poderia ler sido imperfeilamcntc apreciado
por lodos os partidos. Se a opiuao lano cuslou fi-
xar-se sobre as verdadeiras iiilcnccs do honrado
lord, foi menos por causa da mobiidade apparen-
le da sua poltica, do que em conscqucncia da ips-
labclidadc das circumslancias, que nunca permitti-
ram-lhe confiar cm seu concurso. A questao do
Oriente foi sempre de alguma corte o principal ob-
jeclo das suas preocupadles quanlo ao externo, e ns-
lo moslrou grandemente sua prcvsAo, e o alcance do
seu espirito j mas para proseguir seus intentos era-
llie necessaria una alliauca, a da Franca, Em cer-
la poca a Franca Ihe havia fallado no momcnlo de-
cisivo, e foi por islo sem duvda que se volteo lao
tentadamente contra ella, e que pela vivacidade de
suas iinprcssoos parece ligninas vezes ser um ad-
versario resolulo da nossa poltica. A Franca desla
voz procurava Ingl.lerrfl.c com una vonlade lao
clara e lao firme de ir al o fim, que lord Palmers-
lon nao linha mais que hesilar: e por isso sua con-
duela foi Tranca o resoluta, e a demissAo que pedir
logo que a guerra fo -jjmellida como provavel, as-
saz prova a franqueza^* seos senlimentos.
Os membros do gabinete inglez, retesando aceitar
esla demissao e pedndo a seu collcga de nAo se se-
parar dellcs, moslraram que cites meamos parlilha-
vam plenamente o pensamcnlo de lord Palmcrslon.
O principal secrelario de estado dos. negocios cslran-
geiros lord Clarendon'havia alcm disto, depois da
expedidlo combinada das esquadras i Besika, segui-
do una poltica decidida. Engaado ao principio
pelas scgiiranrasdo gabinete russo. do qual so havia
onslluidoorgAo no parlamento, devia-e empenhar
para que se soubesseque o erro havia durado pouco
lempo, ecomeITcilo elle aprcsenloii as relaees es-
trellas, que se eslabelecoram entre o seu paiz e a
Franca, senlimentos que nada dcixavam a desojar.
Todos os membros eminentes do gabinete lord John
Kusscll, Sir James Graham, M. Gladslone se associa-
ram i nossa poltica.
Indcpcndenle do fim que Ilie era assignalado, e
cuja grandeza nao poda ser excedida por inleresse
algum poltico, esla allianca, n'um ponfo de vsla
mais particular ao novo governo da Franja, linha
um rcsullado mporlantssimo: ella alteslava de um
modo brilhante a sua entrada na familia dos gover-
nos, muito mais anda do que a facildade com que
fora o imperio reconhecido. E a este respeilo se po-
deriafazer urna aproximacao, cuja justeza sera esta-
belecida pela serie dos aconlecmenlos: o vem a ser,
que na criso europea suscitada pela Kussia no Orien-
te, as grandes pntcncUs seguiram nma marcha an-
loga a que haviam adoptado no reconhecimenlo do
imperio ; urnas, como a Inglaterra, se apressandn de
enviar a seu embaixador novas credcn.ciaes; oulras,
como a Austria e a Prussia, hesitando separar-sc da
Kussia, mas abandonando-a definitivamente na so-
luco sobre a queslo de dircito.
O governo francez com cflcito, coroprehendendo
bem desde o comcro que o negocio era eropeu, da-
va niiiit" grande importancia em communicar esla
conviccAo aos grandes gabinetes alternaos, e nAo
obstante os lai;os de nmizade que uniara au czar os
soberanos da Austria e da Prussia, ellos nao podinm
dcsconhecer o interetse que ellesmesmos linham em
auxiliara poltica da Franca e da Inglaterra no
Oriente. Mas bastava a evidencia dos interesses pa-
ra vencer a influencia que a Russia exercia em Ber-
lim e em Vienna?
Pelo que loca a Austria as suas relaces cora a
Russia antes de 1818, posto que milites amgaveis,
nAo eram ntimas. Pela maneira porque pesava so-
bre o Oriente em gcral, e sobre o Danubio em par-
ticular, o governo russo ameacava mui directamente
o futuro da Austria, para que unindo-se sobre ou-
lros pontos, em considerarlo de um perigo commum,
como por exemploa insurreirao das nacionalidades
em 1818, os dous paizes podessem se dar inleira c
reciproca confianca. Todava a inlcrvenro na Hun-
gra havia eslabelecido entre ellos nma cordialida-
de, que assegurava nccessariamcnlc a Kussia milita
accao cm Vienna, e assim se explica porque o gover-
no austraco nio lomara desde o cornejo da crise
urna attitude lao decidida como a Franja c a In-
glaterra.
Vcndoaallianjaqn|se formava enlro os dous
grandes gabinetes do Occidente n'um inleresse que
locava mais do porte a Austria, o gabinete de Vien-
na se devera interiormente regosijar : sua poltica ti-
nha ao mesmo lempo um pretexto para recobrar a
sua liberdade de areno, c um ponto de apoio para
dclle usar com teda a independencia desejavel. Nes-
la circumstanca, o governo austraco todava se
bouve cora miiila Icaldade as suas relaees com o
gabinete russo. O papel que a Austria reclaraou
primeramente fui a da mediaran.
Em razAo da amzade que o imperador Nicolao
consagrava ao imperador Francisco Jos, o gabi-
nete austraco eslava em melhor cirenmstan-
v_ do quo nriihum nutro para ser o orgo do peii-
samentos d conTlTnrjTt emm-gv u iiutm^u, u -xTir-
quia e os seus alliados; ao mesmo lempo o nter '--e
que linha o imperador da Austria do prevenir urna
lula lao pergosa para os principios conservadores
como para o equilibrio, e assim duplicadamente te-
mivcl para a sua seguranja era um garante da sua
actividade, e da sinceridade dos seus esforjos na
missao que as circumstancias Ihe offereciam.
.0 gabinete de Paris desde o cornejo da crise pro-
curara o concurso moral do de Vienna ; e lodo o
fundamente linha para o esperar, por ser a Austria
urna potencia calholica, e como lal intercssada.como
a Franja a defeuder ua Palestina a posijAo que os
Gregos disputara aos Latinos. Iurelizmcnle, se cm
muilas occasioes*o gabinete de Vienna lem prestado
a Franja seu apoio em Conslanlinopla para a ma-
nutcnjAo dos privilegios dos religiosos latinos da
Terra-Sanla, lem acontecido algumas vezes tambera
que peusamentos de rivalidade, de influencia Ihe.
leem inspirado urna conduela menos favoravel ao
calholicismo. Foi islo o que se notara no lempo da
missao do principe Mcnschikofl. Alm disto, a Aus-
tria pudera crcr que nao linha cabimento separar-sc
da Prussia n'uma questao que llio pareca, emfim,
secundara. Por motivos differenles daquellcs por-
que a Inglaterra se conservara de parle, durante a
primeira phase da crise, a Austria mesmo nao se aba-
lara com a conleslajaodc que os lugares santos eram
o objecto, mas logo que as pretenjes da Kussia ao
protectorado dos Gregos se formularan), e se soube
em Vienna que o gabinete de S. Pelershurgo fazia
da adopjSo do ultimtum do seu embaixador um ca-
so de occupajAo armada, o governo austraco se aba-
lou : lio desle momento que data a sua resolujAo de
se constituir mediador entre as parles.
O desojo lao sincero, que a Europa manifeslava de
conservar a paz, facililava a Lirefa da Austria. As
potencias occidenlaes, como ellas o provaram, adop-
tando o que se chama a nota de Vienna, nao pe-
dan) a Russia nenhuin sacrificio de inleresse, nem
de amor proprio. Esla modcrajAo, que a serie dos
aconlccimentos nos aulorsa hoja a chamar cxcessi-
va, leve todava um resultado importante, c foi de-
cidir Austria a entrar ponco a pouco nos intuitos
da Frnjate da Inglaterra. Erapeiihndo nesle ca-
ininho, o gabinete de Vienna tafite menos poda se
apartar quanto se vira profundamente oflendido com
a poucc considerajAo que o czar (raba pelos mais
amgaveis passos do imperador da Austria. Esle
joven soberano, logo que soube das inlenjcs da
Kussia de invadir os principados do Danubio, se a-
pressou de enviar a S. Petersburgo um oflrcial hon-
rado com a sua cunlianja (o conde Giulay) a quem
encarregou de entregar ao imperador Nicolao urna
carta cm que pedia-lhe de suspender lao grave pas-
so, oITcrecenilo-lhe seus bonsofticios para se termi-
nar a contenda pela via diplomtica. Os principa-
dos foram todava invadidas sem demora, e sem
allenjao caria do imperador da Austria, A con-
ferencia de Vienna se consliluio, o grojeclo de o-
la, proposlo pela Franja, foi emendado pela Austria
n'um sentido amigavel para a Kussia. O gabinete
de Vienua se consliluio nesla occasiao garante do
sentido que a Russia allrbuiria aos prinripaes pon-
tes desla ola ; mas o commcnlario que Ihe fez o
senhor de Ncsselrode vco crear para este gabinete
separar-sc da Kussia.Que considerajao a poderia re-'
ler nos lajosde uina allanja na qual nao encunlra-
va alinenos nem para sua dignidade nem para sua
seguranca "! A solidariedade na poltica de conser-
vajao, cm prcscnja|das insurreiroes de 1818 e 18il>,
nao devia mais pezar as resolucos do gabinete de
Vienna, por quanto a Russia lomando a iniciativa
de nma guerra injusta, expunha ella mesma sem es-
crpulo a Europa, apenas tranqullisada dos seus
abalos, a lodas as calamidades revolucionarias. A
Austria se achava, pois, desla forma arrastrada para
a Franja e a Inglaterra pelos mesmos motivos, que
a tinham cm 1819 feilo abrir seus bracos a Russia.
O inleresse de conservajlo eslava de acord com os
interesses terriloriacs para aconsellia-la de se unir
as potencias, que, defendendo o equilibrio gcral,
protegan! ao mesmo lempo os principios de ordem
e a independencia das najos.
A Prussia, por paridade de razag linha seguido
urna politice anloga a da Austria: ella linha con-
corrido para lodos os aclos da diplomacia, qur cm
Vienna, qur cm Conslanlinopla. Debalde o impe-
rador da Kussia, cm uina visita cm Potsdam em se-
guimenloda sua cxcursAo de Ollmls, fizera uraen-
sejo da sua influencia pessoal sobre o rei seu cunha-
do: estes esforjos for^m malsuccedidos, e o gabine-
te de Berlim, sustentado pelo barao de Maulcullel
n'uma linha de sabia previdencia, continuara a ca-
mnhar de acord com os do Paris e de Londres, Pi-
cando todava, como o de Vienna, nos limites da ac-
jSo diplomtica. A Franja, para salsfazer ao re
Fredcrro Guilherme a respeilo das suas preocupa-
jocs pessoaes, se liuha applicado a Ihe fazer com-
prehender que o rhrislianismos linha a ganhar rom
o apoio que os governos prestassem a Porte ottoma-
na; c assim (cava descartado o principal argumen-
te que esle soberano teria allegado titulo de escr-
pulo. Se a Prussia pareca, i primeira vista, me-
uosdirectamente que as oulras (res poleocias.impli-
cada na causa do imperio oltomano, ella tinha, quan-
lo au esseucial, as razcs as mais graves para nao
deixar que urna queslao europea se debalesse sem o
seu concurso. Ella nao poda alcm diste deixar
Austria s o cuidado doslnleresscs evidentes da con-
federajAo germnica no importante negocio da li-
berdade do Danubio : emfim ella devia lauto mais
desojar contribuir para a manlenjao do equilibrio
territorial, quanto no caso de urna dissolnjAo do im-
perio otlomano, nenhuin mcio teria para obler u-
demnisajoes a que as oulras grandes potencias po-
deriam cm rigor pretender. Concebe-se, pois, que
a Prussia livesse, como a Austria, pouco a pouco a-
bandonado a Russia para uuir-sc aos gabinetes do
Occidente, c que ella se livesse associado a lodos os
actos da conferencia de Vienna.
Esle accordo dos governos, encarado no ponto de
vsla particular da questao do Oriente, linha um re-
sultado todo significativo: elle allestava o (riumpho
desle pensanienlo, que desde a origem fra o da di-
plomacia franceza ; a saber, que a integrdade do
imperio oltomano he una queslao europea, c nao
urna questao de alguma sorlo privada enlre a Porla
e a Russia, como esla o pretenda.
Os aclos da conferencia de Vienna consagraran! o
fado mesmo; asqualro potencias chamadas para coo-
perar admittiram ou antes proclamaram que cra
desde rauilo o voto deltas que a existencia da Tur-
qua he nma das condijoes do equilibrio europeo, c
que os gabinetes signatarios da resolujcs da con-
ferencia seriara representados as negociacOcs, onde
se concloisse a paz. Esle principio receben, se he
possivel, nina conlirniajo mais brilhante anda-
quando a mesma conferencia, que em 5 de dezem-
bro de 1853 a eslabeleceu solemnemente, lomou dc-
baixo do seu apoio, em 13 de Janeiro seguinte, as
proposijes de paz formuladas no inlervallo em
Conslanlinopla. Visto as grandes relajes des-
te imperio com os governus da Europa, a Sublime
Porte lem plenamente o dircito de se char no cir-
culo de urna seguranja collecliva, e desercomprc-
heudido no concert europeo, e para sto ser neees-
sario confirmar e completar ueste seu sentido o tra-
tado de 1811. Assim lem-se a confianja de qne as
corles alliadas de boa vonlade empregarao a este
respeilo osseus bons servijos. As potencias haviam
respondido alTrnialivamenle a este vote expresso
era laes termos pela Porla, e era este o rcsullado das
negoriaces proseguidas de um anno a esla parte,
--iio resultado, ou principalmente a inielK
gencia c firme actividade da Fraoja c da Inglaterra,
havia sido presentido desde a origem da contcstajao-
e procurado pelo governo oltomano com urna pru-
dencia que muito o honra. Tal he ao monos o pen-
samenlo dominante em lodos os scua*proccdimonlos,
desde o dia cm que foi Rechid-Pach reconduzido
ao poder. Este ministro, formado na escola euro-
pea, c mnilo inlcrado dos negocios dos gabinetes,
concebeu, no momento mesmo que as prclencos
do principe Menschikofi punham cm perigo a iodo-
pendencia da Turqua, umaesperauja que poda pa"
recer naqucllc lempo urna illusA, masqno os atuui-
leciinentos justficaram: elle pensou que seria pos-
sivel, em razao mesmo do abalo que esta aituajo
imprima a Turqua e a Europa, fazer seulir aos ga-
binetes a necessidade de admillir definitivamente a
Porta na familia dos estados europeos por urna ex-
(ensao do principio de garanta collecliva conlido no
tratado dos eslretos de 1811. No meio das vcissi-
ludes porque a crise passou, Rechid-Pach nao dc-
xou escapar urna s occasiao de provocar a applica-
jAo desla idea fundamental, communicando s gran-
des potencias representadas junto a Porla todos os
actos diplomticos a que as circumstancias deram la-
gar c chamando assim constantemente os gabinetes
signatarios do Iratado do 1811 a screm ju'.zes entre
o sulto e o czar.
Na situajo delicada cm que se via, a Torlaalevia
primeiro que ludo oceupar-se das suas allianjas.
Felizmente havia algumas que se offereciam por si
lodavia conteslou, propendo o adiamento da dis-
cussao at o momento cm que o ministerio podesse
aprescnlar documentos completes sobre a siluajAo
"uanceira. Alo aqu ludo islo he muito simple*]
mas o Sr. de Cavour acresrentou que muilas cir-
cumslancias imprevistas liniain eiercdo urna peno-
sa influencia sobre as rendas do llicsouro, augmen-
tando ao mesmo lempo seus encargo) ; quo a con-
fianja do ministerio nao eslava abalada, porque cou-
-ava com o apoio das cmaras para occorrer as ne-
cesssdades extraordinarias do eslado, se por acaso
ellas sobreviessem.
Esla decIararAo produzio urna impressAo bstente
viva: entendeu-se que o producto do empreslmo
votado no mez de julho, nao seria batante para res-
tabelecer o equilibrio entre as rcccilas e as despezas,
e que novo sdeficils nao viriam logo augmentar a di-
vida publica. ji bem onerosa.
EmlSSo capitel desla divida era de 115 milhcs
de francos, ao passo que v-sc figurar no budget do
anno de 1851 nm credilo de mais de 36 milhOes de
francos, desuado a pagar, com os juros da divida
consolidada, os das apoliecs do Ihesouro e das accOes
industriaos. A progrc=s5o be pois, muito rpida, e
he lempo que o governo pare nesla carretea. En-
tretanto, nao causa rereios a fortuna financeira do
Piemonte, que de nentium modo se acha compro-
metlida, podendo-se atlirmar quo os negocios desle
paiz sao dos mais favoraveis entre os dos dillerciilcs
estados da Europa ; mas he inconlcstavel que, se s
novas calamidades juntar-se o peso de novas empre-
zas, queacarrelam despezas extraordinarias, o equi-
librio seria definitivamente rompido e ao poderia
ser reslabelecido, senao com rauilo lempo e custa
dos maiores sacrificios. Ninguem sabe ido melhor
que o Sr. de Cavour, e ninguem he mais proprio do
que elle para conjurar o perigo : mas, diremos ain-
da urna vez, he mister que elle pense nisto com a' fir-
me resolujAo de resistir a todas as seducj-cs, e res-
tringir-sc nos limites do qoe exigem imperiosamen-
te os mais urgentes interesses do eslado.
O segundo incidente foi provocado por um depu-
tado da oppo-ie.io a respeilo dos vveres. O cursos
dos mercados conservara prejos mui elevados: re-
sulla dahi para a elasse dos operarios urna grande
penuria, cujo fim ninguem prev. Perguulou-sc
quo medidas o governo tinha tomado, e para que
nao linha prohibido aexpnrlajAo do- graos c facili-
tado sua imporlajao. O Sr. de Cavour respondeu
que o governo c as cmaras haviam proclamado ha
pouco a liberdade do commcrcio dos cercacs, e que
a lei, que livrou dedireilos os graos importados, tem
prodnzido j os mais felizes resultados, (iracas a
esla lei, os grAos eslrangeiros tem chegado cm gran-
de abundancia,tem quo ana concurrencia tenha preju-
dicado os productores nacionaes. Se a caresta dos
vveres contina, he porque ella nascc de causas su-
periores, conlra as quaes o governo he impotente.
A nova lei lem animado os commerciantes de Geno-
va, que leem conseguido reunir provises suflicieu-
les ; he ludo quanlo se poda fazrr, porque o gover-
no est resolvido a respailar o grande principio, que
as cmaras leem sanecionado. A lei solTreu urna
prova que nao deixava de ser perigosa ; e pde-so
couciderar a liberdade do commerciodos cereaes, co-
mo estabelecida definitivamente no Piemonte.
Emquanto a cmara dos depalados discuta e vo-
tava a lei do orjamento do anuo de 1855, o governo
Ihe apresenlava, pelo orgao do Sr. Ralazzi, ministro
da justica e dos cuites, o projeclo de urna lei sobre a
suppressao dos cbnventos c das ordens monsticas,
lei quo lem sido esperada ha muilo lempo e recla-
mada muilas vezes, c que, versando sobro os inte-
resses mais respeilaveis, deve infallivelmenle susci-
tar difiicoldadcs excessivas c inflammar paixes vio"
tenase desabridas.
Jodissemos: no Piemonte o que domina a si-
luajAo interna, he a questao religiosa, islo he, a
questao que se refere i constituidlo da igreja calho-
lica, e sua organisajao temporal, eludo quanto
diz respeilo s relajes da igreja com as instiloijOes
do paiz. As populaccssAo profundamente catboli-
cas, o que nao se nido duvidar ; o clero he nume-
roso, rico e poderoso ; possuc privilegios considera-
veis, aos quacs se apega tanto mais, quanto os consi-
dera como urna das funles de sua influencia. Todas
as vezes que o governo c as cmaras, regulando urna
materia de iuteresse geral, atacara um desles privi-
|t~rS,os, o clct.,.s-a.. L*M.odrtJo., tro e foro do parlamento.
Esta queslo tem sido rcproduzida muilas vezes
permite as cmaras durante a acatan de 1854.
A primeira vez que ella appareceu, foi quando se
Iralou de regular na lei do rcrrulamenlo do derri-
te os casosde dispensa do servijo militara favor dos
ecclesiaslicos ; depois foi rcproduzida por occasiAo da
discusso de urna lei, que tez no cdigo penal refor-
mas julgadas indispensaveis; finalmente quando o
ministro Ralazi conliou a ura agente de sua escc-
Iha a adminislrajao dos bens do seminario de Tu-
rin, em prejuizo do arcebispo metropolitano e de
seus representantes. Esta questao se reproduzir
continuamente, emquanto nao fr resolvida por me-
Ulidas conciliadoras fundadas cm concessocs recipro-
cas, aceites como a melhor (ransaejao possivel enlre
|ipretenjes rivaes e iuleresscs muilas vezes con-
trarios.
As recordajei de um passado, que ainda nao esl
[onge de nos, favorecem os designios daquclles que
proseguem cora actividade o qoe elles chamam o
regulamenlo da queslao religiosa. O Piemonte ainda
nao esqueceu, que fez darle do imperio francez, que
csleve sugeilo i legislaran franceza.e por conseguidle
i concordata de 1801 e a lei qoe della rcsullou. Os
Picmonlezes nao leem reparado que esta legislarlo
lem extinguido cm seu corajAo a f chrislaa,e os tem
feilo mios catholicus.
Elles nao ignoran que a igreja de Franja eshi
vista, disse elle ainda, os cinbarajos finalceteos sao
grandes, e nao podeni deixar de augmentar, se me-
didas enrgicas e preventivas nao forcm lomadaa;
tal he a suppressAo dos conventos odas Ordens mo-
nsticas ; o governo poden vender, com auloriiajo
das cmaras, urna raassa de bens, cujo proco tara
convertido cra rendas sobre o estado, com grande
vanlagem do Ihesouro publico c do proprio clero, cu-
ja doiacA sera garantida e inalicuavel. Os bens ven-
dido* serao mais productivos, rmilribuiAo em urna
juste proporrAo para os encargos pblicos. Taes sAo,
segundo o Sr. Ralazzi, as verdadeiras inlenjoes do
projeclo da lei.
Alm disio, esta lei Irar um grande melhorjjpini.
lo aos membros do clero ; aquelles que lem exami-
nado os elementos de quo se compoem os bous da
igreja, leem reconhecido que eslas riquezas sao cun-
sidoraveis, mas repartidas nem igualdadc, e qoe este
dcsigualdade aproveila necessariamenle aquelles quo
morerem menos. Trala-sede fazer orna dislribui-
'.'Ao mais jusla, o que se conseguir supprimindo os
convenios e as Ordens inutei*, diminuindo a porjio
dos que lem muito e augmentando a dos que leem
pouca.
O projeclo nAo supprima indislinclamenle lodas
as ordens, conserva as irmSas de caridade c de San-
Jos, as comniunhes de ordens monsticas, e as
corporajoes religiosas e seculares dos dous sexos, que
sAo principalmente consagradas tanto a educajAo e
instruccAo publica, como i prclica e assitteocia' dos
doeules.
Estes indicajcs sAo suflicien.es para dar ama
idea geral da prpoaela do Roverno, e fazer compre-
hender o lim que elle se prope.
Lendo-se o projeclo de lei e a cxposijAo dos moti-
vos, queoacompanha, pcrgunla-sc os ministros lem
estudado suflicieutcmcnle o seu projeclo Quando
se emprehende urna obra lAo importante, e lAo difli-
cil, nao sao poucos os cuidados e precAujes, que se
tem por ella ; porque nAo he bastante que se lenlia
razio, devp-sc ainda convencer o publico de que te-
mos razao. Recelamos que o Sr. Ralazzi nao se le-
uha compenetrado bem desta necessidade. Seu pro-
jeclo lem sido alocado com igual violencia pelos ad-
versarios da direila e da esquerda. Os primeiroso
enndemnam o o criminara como urna tentativa ins-
pirada pelas mais dcleslaveisintencoes. Como erado
esperar, elles nada ponteara, nem desculpam a nin-
guem. Os oulros exprobram ao ministerio suas fra-
quezaspelo clero, que se devia despojar simplesmen-
te sem iudemnisajAo e sem compensajao. Mas a
materia das cmaras dos depotados approva a pro-
posta, tanlo que os membros da commissln, que de-
ve examina-la, eslAo dispostesa propor a sua adop-
jAo unnimemente.
He no senado sobretudo qoe o ministro cncontra-
r opposijAo numerosae acreditada, c he sem duvi-
da para inutilisa-la, q'ne elle propoz ltimamente
aorei, uina promojao de oito membros.
He diucil de prever o resultado dodebale que se
travar logo. Nao tamos necessidade de dizer, que a
existencia do ministerio est dependente do tiftcesso
da proposla. O Sr. deCavour assim o en tendee lem
ra/.n : mas nio a lea, se livesse persistido na adop-
ojoiio proieclotjasjoalsahid das maos do Sr. Ra-
lazzi. Este projeclo pode ser fcilmente corrigido o
melhorado. He um Irabalho deque a commissAo da
cmara dos deputados so poderia encarregar, e o
desempeuharia provavelmenle a contente de lodos.
{Journal des Debis.)
mesmas, porquanlo a independencia do imperio ol- *-"'> estabelecida sobre o mesmoprincipio, sera que
lomano faz parte da seguranja de lodos, nlretan-
lo a Turqua, cujas relajes com a Austria linham
eslado difflccs depois da desagr.idavel qucsIAo dos
refugiados, s com umita prudencia podia-se conci-
liar a benevolencia do gabinete de Vienna. A po-
sijAo do imperio otlomano, amcajada pela grande
potencia absolutista da Europa he, mormente depois
de 18*8,' assaz cstrauha n'um ponto de vsla, e a
questao mesma dos refugiados contribuid a dar-llie
este carcter. Os Turcos sao considerados pelos
partidarios das ideas de democracia e de nacional-
dade como cus alliados naluracs. Este opiniAu pela
razao mesmo de ser especiosa, impunha uraa grande
prudencia a Porla oltomana cm suas relajes com a
Austria, e apressemos de o dizer, o divn deu ao ga-
binete de Vienna os mais seguros lestemunbos da
sinceridade cora que declinava a solidariedade das
ideas proprias a inquietar a Austria.
J* tCon/iiiuar-se-a..
As cmaras picmonlezas reoniram-se em Turin a
27 de novembro para continuar sua sessflo de 185i.
Quizeramqac esta sessAo conlinuasse mais cedo do
que costuma, alim do que o budget das reccitas e
despezas do anno de 1855 podesse ser votado antes
do 1. de Janeiro. A cmara dos deputados j o ap-
provou ; o senado o discute ucsufjmomcnlo. e cm
um ou dous dias lalvez loremos do publicar sua pro-
mulgajo. Pela primeira vez a lei da finanjaser de-
cretada antea de comejar o exercicio, que ella deve
reger, c o ministerio n lo lera necessidade de medi-
das provisorias.
He uina feliz novidade, pe'a qoal (levemos felici-
tar o governo do re Viclor-Emmanucl
A discussAo da lei das Onaiiras na cmara dos de-
INTERIOR.
a llloaclo a mais desagradavel. Elle nao menos pinados nao lera levantado opposijio alguma impor-
consenlio logo depoisdn encontr dos dous impera-
dares riiiOllmiit/, a propor una nova formula de
acenmmodajao, que, garaulindo Porta nAo se abu-
sar da nota de Vicua, dcixassc lodavia subsistir o
lexlo. Emiim, pelos disvcllos da mesma conferen-
cia, novas propositos foram assenladas, e adoptadas
tambera pela conferencia as bases de ncgociacoes,
coja iniciativa os cmbaixadorcs das quatro poten-
cias haviam lomado cm Constaiilinopla, segundo o
espirite das proposiees de Vienna, o governo aus-
traco, as communicando a S. Petersburgo, as'acom-
nhou com as mais vivas rccomincndajcs. Em ver-
dade o imperador Francisco Jos nao interviuha
direclamcnle.comoo tin)ia foito cm oulras occasies;
mas seu ministro dos uogocuis cslrangeiros, o con-
de de Ruol, que havia apresentado as relaees ,1o
gabinete de Vienna rom o de S. Peterburgo toda a
calma e toda a prudencia que Ihe sao proprias, fez
valer nesla circumstanca as considerajes as mais
amgaveis, e as mais urgentes. Esta nova tentativa
uo momento supremo nao foi melhor accolhida que
as precedentes.
Se interesses poderosos obrigavam o governo aus-
traco a se ligar poltica das grandes potencias, se-
tenio. As proposlas do governo tem sido rcecbdas
pouco mais ou menos sem emendas, mas observou-
sc quo urna somma quasi de um milliao de francos,
dcslinada ao pagamento das congruas dos pi.rochos
mais pobres, linha dcsapparecido por mete de urna
previa delibcrajao da cmara dos deputados, e que
esta parle la til c lao rcspeilada do clero se adiara
logo cra urna miseria absoluta, se os muistros do
culto e das Imaujas nao conseguisscn obler recursos
para substituir somma supprimida. Esta discussan
tem sido nolavel, alcm diste por dous incidentes
importantes.
O ministro das finanjas, que tambem he o pres-
deme do ronselho, linha aprcsenlado o extracte das
operacoes de crdito do anno, explicando que a som-
ma total do Ihesouro cra circnlacao no 1. do dezem-
bro, cra anda superior a 97 railhes de francos.
Nesla occasiAo um dcpulado lcmbrou-se que o mi-
nistro havia prinnellido, que as despezas do anno de
1855 nAo excederan! as reccitas, e qoe esla pro-
messa nao linha deixado de excrcer certas influen-
cias sobre a votajao do ultimo empreslmo. Pergun-
tou, portante,se acamara poda contar sempre com
aquella promessa. O Sr. de Cavour recouheceu i
mellunte falla de allenjOes o aulorisava lambera a | importancia da iulcrpellajao, cuja opporltinidade
por isso tenha perdido coosa alguma da autoridade
que Ihe pcrtcncc.
Nao he de admirar que se perguntc porque as re-
lajees da igreja com o eslado nAo sao no Piemonte
o que foram durante mntus annos, e oque sAo em
Franja depois de mais de 50 anuos.
Relativamente aos convenios e n ordens monsti-
cas, podc-se notar que linham sido supnriniidas du-
rante a dominacAo franceza, c foram reslaiiclecidas
em I8U depois da reslaurajAu do rci Vlclor-Em-
in inuot T. Esto re, por um acto de sua vonlade snp-
prcma, deu-lbes os bens das anligas cummui.idades
religiosas, os quaes fazam parte do dominio do es-
lado.
Por ventura foi muilo prudente esla rcslaurajAo f
foi feila com bastante moderajite "' Por acaso a con-
ducta, quei segua em Franja o rei l.uz XVIII, foi
mais sabia e mais hbil.' Poderia mas guasi atlirmar,
vendo o que se passa hojeem Turin. He cerlo que
urna reacjAo enrgica e perseverante appareceu con-
tra as medidas de restauradlo monsticas, lomadas
em 1814. Esla rearjo nao he geral, mas lera pe-
netrado no espirito do maior numaru ; e a prova dis-
to, he que as medidas, quo o governo tem proposto,
(em scmp|e obtido o apoio de urna grande maioria
na cmara electiva, e leem sido approvadas pela
maioria do senado, o qual nAo est certamenle ani-
mado do paixOes revolucionaras nem de sciilimcn-
tus irreligiosos.
Propondo urna lei sobre a sappressio dos conven-
tos e das ordens monaslicas, o governo do Piemon-
te fez um aclo decisivo ; entrn directamente em lu-
la com o clero, alacando-ii em seu direilo de pro-
priedade ; fez reviver questoes odiosas de fado e de
direilo, de dircito civil c direito cannico. O clero se
defender por lodos os metes, de qcc dispe ; cha-
mara a imprensa em seu soccorro ; e se fr vencido
na cmara, a despeilo do auxilio da imprenta c de
seus amigos, se refugiara nas conscicncias, perturba-
ra o repouzo de lodo iquelle que, de longc ou de
perlo, directa uu indirectamente, leve parle na exc-
coco da lei.
He mister pois que esla lei Ibawjolgaaa muilo ne-
cessaria para que os raiiiislrosafl'ronla-seiii l.io gran-
des odise um rcscnlimoiild l.lo profundo.
Esta lei tei apretentada pelo Sr. Ralazzi como ne-
cessaria e urgente. Necessaria, disse o ministro,
porque s ella pode reparar as consequencias da dc-
liberajAo legislativa, que tinha separado do budget a
congrua dosparochos dos campos. Esla congrua era
bem modeste, era bstenle que osparochos podessem
obter com ella as cousas mais neeattariaa ao sustente
de sua piedosa c ardua vida : se elles nAo forcm sor-
corridos, morrerao de fumo. A lei proposla pora
disposijAo do governo nma somma, com a qual pro-
ver suas necessidades mais urgentes.
A lei he urgente, porque no primeiro de Janeiro a
tente dos ordenados e soccorroestar exhaorida pa-
ra lodos estes ecclesiaslicos, qoe se dirigirAo em vo
ao ministro, cuja boa vonlade ser estril.
JORREPONDEXCIA DO DIARIO DE
l'ERXAMBUCO-
Rio Grande do Norte.
Goianninha 8 de fevereiro.
Ha dous correios que nAo recebia os ns. do seu
Diario: (*) diflerentes juizos se faziam por aqai; uns
aflirmavam qoe as minhas epstolas nao leriam mais
as honras da insercio em as columnas do seu con-
ceiuiado jornal; porque empenhos orles linham
conseguido esta illiminajAo : oulros diziam que el-
las estavam sepultadas na adminislrajao do corrcio
da capital : oulros quo linham sido tiradas por al-
guma mSo caridosa. NAo dei quartel ao primeiro
juizo, porque seria desconfiar de sua sinceridade, e
ao mesmo lempo hondada ; lano mais porque nao
era esle o mcio ellicaz e proprijj de destruir o acido
das verdades, que sempre llre tendi manifestado, o
que linda se nao fez, e espero em l)eos (quoniam
adhuc confitebor iUi ) que nunca se far ; porque
I nesle caso ellas apparecetao revestidas dos compe-
tentes documentes. Nao dei vullo ao segundo jti-
zo ; porque nao lenho razoes especiaes de formar
mo conceilo da repartirn do crrete. Tuou-me,
porm, o Icrceiru ; porque alguma oiooia teria ti-
do o cuidado do engolir o Diario : e bem sabe
Vmc. que em qualquer parle se encontrara giboias
de verdades, giboias de servijos, giboiat de votes,
giboias do processos, de carias, ele, etc. Eslava
eu nesle fluxo e relimo de pensamentos, quando,
pelo iorreio de 2 do cerrenle, recebi os ns. do pa-
ro e com elles a qaieUcao de meu espirito. Dado es-
le cavacoexhord*Jl, quero explicar a expressAo do
que usei, |o que pode s;r susceplivel de diversas
nter prelajoes.
Fallando das diversas especies de giboias ( que
tarabein as ha do grvala lavada ), vou narrar-lha
um caso ; o pelos domingos va lirando os dias san-
ios. Na minha carta de 10 do passado, noliciei-llia
o Irocadilho, que bouve na pronuncia do prO-
cesso de Thomaz Vieira, que no Urfc emboscou i
Vicente Ferreira : e para cumulo de espertara o
processo desappareceu Logo, alguma giboia mais
ou menos inlercssada o eugolio. Quem sera a
giboia, n3o aei; o lempo declarar ; porque n>hil
cst occullum, quod non sciclur. Esle simples Tacto
Ihe dar guia pira conhecer as giboias conforme
is suas cognontinajes.
Felizmeole&qoi chegou o amigo P..., cuja
ausencia me raava o corajo de sobresaltes ; visto
que elle, percorrendo diversos lugares da Parante*.
dava-m lugaft a pensar que n5o escapara de ser
preso ; por qalnto o Exm. Sr. Paes Brrelo nAo es-
la para gra jad onde Ihe consta que ha deftilo no
feiloalii caU ello com a sua autoridade. A che-
gada, pornido amigo matou os meus recejos, e ju
durmo tranonillamenle. Mas elle veo com a pau-
cada alia ; lera docslado o correspondente desla vil-
la, na supposijAo de que he o vgario Borges : eu
digo mais ; ainda que elle cnnh:endo o verdadei-
ro correspondente me cmpreslasse seus baldoes., o
lilliu de meu pai nAo o acompanharia para a lija,
em que s gladiam os qne nAo (iveram o adubo da
educarAo; e em que mais se nodoa quem mais se
quer alimpar. O amigo quiz rapar c ficou losquea-
do: o vgario foi defendido ( vale apena dizer-se)
por dous seus desaffeijoados, quo presentes se a-
chavam, licando por isso a defeza fra de suspeila :
o que defendeu em segundo lugar, cilou-llic urna
quadra, que bem quadrou :
Pilrileiro, que das pilrilos,
Porque nAo das cousa boa I
Mas nAo cada um d
Conforme sua pessoa.
E o que medizes '' O amigo Priganua ficou bem
en liado. Bem feilo Ihe seja. licitando o amigo no
seu elemento favorito, que he o dotslo, vamos ao
mais.
Apezar dos protestos, que elle tem feilo, de nAo
revelar-ine seus segredos, sempre me conliou muito
a cusi que procurava vender o ollicio de eserivo ;
e por cn're masticados me diste que o lemor d,i
correijno do.Sr. l)r. Lobo a islo o ubrigava quando
ns bons causara temor, alguma.'cousa do mo lia cm
quem os teme.) A correijo ,liss-llie eu', nao o de-
ve assuslar... sim, sim, nao moassusla (respondeu
elle inlcrrompendo-mc.i; porque os provimentos,
queme poderiam dar volla i I ola, esladManjados
nos inventarios e feilos, que ja firara vistes na plu-
ma carreijAo. Nesle caso loriei-lhc eu) nose a-*
presse tanlo era vender o ollicio Vmc. lem genio e
macaquices de cserijo ; e lalvtt nAo lile onlro of-
ficio com lanuda le,_ salvo se lae alguma denun-
cia. A islo nada me responden: creio que, >c n.io
lirci a aryoliuha, piquei a gara que as vezes he
maior vanlagem. O hornera ota com obras corta-
das; da conversa colligi que es foilos de recentes ,
dalas dao-lhc occasiao de lerair. Veja l Ymc,
nao seja aigillisla! O P... rae conlioo :slo em
muilo segredo : c se Vmc. espicurno seu W/ario...
adeos, minhas cncomuicudas |crco a acquisijn de
ccrla lisia... que elle promclbu dar-mo, e que
muito conven) que fique sob o dominio do publico.
Na feira de 3 do crrenle tei preso um individuo
(") A remessa tem sido feiti iom a maior regula-
ridade, todas as quintas fciras, (sim como na p
gem dos vapores; e afalla sem Esla lei e necessaria ikb.uso de culi o ponte de | correios. 'Js Ueia:lores.
MUTILADO
ILEGIVEl


DIARIO DE PRNAMBCO SABBAO 17 DE FtVERElRO DE 1855.
mirador no I.imoal : os soldado que o escollavam,
conduziam un formidavel lucilo, com qoe elle esla-
va armado, "raras a Dos, exclamei, ja temos po-
licia I P""'os poneos momentos, o preso eslava
bollo de ranga e corda, e no livro gozo de seu> di-
rejtiis MU, polticos e impolticos 1 EnISo recordei-
me de ler oovido dizer ao Farotaque os face nao
esto ooraprehendidos na lista das armas prohibidas
Levci i) quinao : em todo o cdigo nao esl es-
rripto o nome facao ; a pela regra odia res-
tringenda o individuo nao devia ser preso pelo
uso de urna arma, que, sobre nao ser prohibida, es-
ta muito em moda.
O (mullo popular pela controvertida inteligen-
cia do registro das Ierras contina no mesmo p ;
parece que nlguma mi oceulta lite subministra a
cava;; de sorlo quo esl longe de caminhar para o
sen occato.
N5o posso deixar de nloretsa-lo no apuro de sof-
friraenlo, em que esta o povo. Ha iim costume de
se notificaren) os pobres para a conduccao da cor-
respondencia oflicial. Este costume nao he aulori-
sado por le, nem pela pratica das autoridades pri-
marias da provincia. Como se poder ver eonaxal-
ma de espirito quo se obrigue a um pobre homem
a cooduzir officios (que muilas vezes so tem de of-
ficio o sobrescripto) para a capital, on para dentro o
foro do municipio? Como be possivel que esse ho-
mem, cujos recursos para n propria manutenrao
consistem na Irabalho diario, possa. sem ter um
real, manter-se na jomada de tres e mais dia, con-
forme a distancia, que tem de percorrer '! A que
privacoes nio fica sujeita a familia desse pobre es-
tfela'* E nada disto pesa na conciencia de nma
autor! lade I E o que mais he, nao ha allegarlo
por mais justificada, que o exonere de tao penivel
mandato Urna cousa tenho eu observado : as au-
toridades primarias ou se servem do correio publico,
se o negocio nao he muito urgente, ou fatcm espe-
dir um soldado no caso contrario. E te aquellas au-
toridades nao lera poder para lano, pois que s po-
dem o licito c o justo ; desconheco a razao^ do po-
der, de que se enveslem as subalternas para lao
desmarcada opprcssao.
Enlendem certas autoridades que podem ludo
quanto querem ; e porque a faculdade do querer
abrango ludo, anda mesmo o imposiivel, julgam
que o poder nao he poder, quando nao est a par
do querer. Eu quizera que urna nutoridade sou-
besseqne o seu poder, por grande que seja, cir-
cumscreve-se dentro das raas dolicito c do hones-
to ; que o Ilcito injusto mrtica se pode fazer,
ainda que se faca. Mas he tal a jactancia destes sc-
nhors, que tem poralTrort do seu poder cuidar-
se que tem limite o que podem. Ja vejo, mcu ami-
go, que taes autoridades proenram chegar com o po-
der das obras onde o mesmo Dos nao pode ebegar
eom o pcnsnmento ; por quanlo, sendo Dos omni-
potente, militas coosas Hilo pode fazer quam mulla
non potest Deas, el omhipotem est ?' ao contrario
nao sendo nma autoridide omnlpoteiile, faz lado
quanto qoer, e anda acaba com muito sol!
Eu procurarei remetler-lhe^cm cada quinzena
nma lisia nominal dos individuos, qus a (lulo de
servico publico sao arvorados em estfelas, con-
tra lodo o sentimento de huminidade : ai daquel-
le, qne ousa dizer em voz supplicanteeu nao pos-
so .' nem ao menos llio he permiltido dar outro
por si. Dos permita que scmelbanlc oppressao
faca chcgir o seu echo aos onvidos do governo da
, provincia : ficarci desobrigado da remessa da lista ;
e o povo descantar.
At hojo nao se abri a aula do ensino primario!
Creio que sao enfesladas as ferias para o ensuo des-
la villa O professor la anda pcla'capilal .' .Vmc.y
quo manlem relaces com os seus correspondentes,
irva-se de pergunlar ao da capital dcsla provincia
o que faz la o professor d'aqui ? O collega nao se
negar de salsfaze-lo. Tambcm Ihe pero que me
de noticias do collega de S. Jos de Mipib, que
tao silencioso se lornou : nao sabe elle quanlo me
apraz a leitura de suas missivas.
J l se foi o domiogo da septuagsima ; e qnan-
do eu julgavaque o senhor monopolio conduzisse a
sua esposa, a senhor dona usura para outra
freguezia, onde consliluisse sua residencia, nao, se-
nhor, aqui ficou morando, e com animo manendi.
Vou fazer este troco em miado. No couguc publico
desla villa ha un raso que dimiiiucm a vonlade
do vendedor, serrr quea vonlade o comprSIIcir"slf-
va de embargos de terceiro prejdicado. Alcm de
que os pesos marchan, ainda ha outro mingoante
nio menos sensivel; e vem a ser corlar-sc a carne
viva, isto he, no mesmo dia cm qne se mata a rez,
contra a expressa prohilreao das posturas : e porque
este mingoante ainda nao encluj o vacuo da ambico
. do veododor, elle expe venda a carne, posta ao
sol em um s da, como se fra secca. Reunidos os
abates provenientes do mingoante artificial dos pe-
sos ; do mingoante natural da carne relativamente
nos pesos, sendo vendida no dia cm que so mata a
rez ; c do excesso ou differenca da venda da carne
em salmoira em -vez do secca ; he fcil calcular o
prejuizo que soffrem os particulares em beneficio
dos chamados carniceiros. Eu, que nao posso
roanter o costume de nao comer, quizera que este
mal fosse extirpado, e que de umi vez ficasse ga-
rantida a regularidadc dos pesos.
Pelo que vejo, Sebastopol anda nao foi tonada '.
lslo creio ; porque as correspondencias do seo J5a-
rio assim o manifeslam. E o que he feito das mi-
lagrosas espingardas a Mini'.' Da leitura da caria
do Sr. Napoleao a Canroberl collijo que oetarcm
breve estar desthrpnisado ; o que ser dovido re-
mana das barracas de madeira Agora sim, desco-
brio-sc a pedra philosophal da gu,crra : o o pobre
czar nem poder mandar suas tondas de guerra, e.
quando as mande, nao serio tao bera ttlinhas, nem
terso lana perteirao de enlidade. cobo as da Fran-
ca '. Ja me compade<;o de ver os nasos ( coiladi-
nhos !) ficarem exposlos as intemperies do invern ;
ao passo cm que os alliados estarlo a couvcrt den-
tro do seu cavallo de Troia Prwnjvelmenlc as
taes barracas serao da fabrica dat'espingardas a
Minie. *
Faltam-nos agora os dous celebre pliilosophos
Dcmocrito o Ueraclito : um pira esvair-c cm la-
crimas em frente de lauta sandice ftpKro para cs-
tourar pelas costas, semelhanoa da cigarra, de ri-
so, vista c face de tanlo presumir Se a remeso
Has taes barracas de madeira era o presagio de um
triiimpho inevilavel, o Sr. Napoleao deve ser res-
ponsabilisado par tantas mil vidas, que lia sacrifica-
do, podendo o devendo ler emprehendido a guerra
no lempo do invern, quando, enlaipando o seu ej-
ercito no cavallo troiano, dara urna licao ex ca-
thedra ao inerte Nicolao. Nao ser assim Ainda
me resta saber so Portugal e Hespanlia emprestarao
os 26,000'iiomcn*, que se llies pediram por com-
modalo'i Feilo o eroprestimo, conven pergunlar
em que moeda ser feito o pagamento Como acei-
tar orna IIespanh jI.i. ou Porlugueza a um Fran-
cez, Turco, on Inglez cm pagamento de seu marido,
qoe l ficou nos campos de Sebastopol victima da
lotice anglo-lurco-franceza? Ja me disseram que
o Sr. Napole.1i olferecora um grande premio a
quera eompozesse urna columna de nucm com o
macbinismo da do lempo do povo da Israel para a Ierra da promissao; a qual
ilever substituir s barracas de madeira, caso es-
las nao prodazam o effeilo desejado Ora, urna co-
lumna de nttctm ('que lantbem dever ser a Mini)
com o calibre da de Moyses, que cobria seisecntas
mil familia!, he causa digna de ver-so !
Mas, v vendo Vmc. como tanta genlc vai roendo
a pallia. I):sse-se principio que a lomada de Se-
bastopol, quando muito, (note bem o quando mu-
|n' se efectuara cm nove dias Para esla prc-
sumpran e vaidade fique desde j(emprazad do Sr. iftmocrito. Ao depois se disse quo Sebaslo-
. pol s liiiba .ferjificaces inacessiveis pelo lado ilo
. .rio : gota ja asi do sul nao cedem a preferencia !
fnra esla declarativo nao fique lji na comarca do ou-
tro mnndo a alma Jo Sr. Ueraclito. De seguida se
fez ver que a lomadaVle Sebastopol corcova todos os
Iriiimphos dos alliadesX contra todas as potencias do
izar Mais logo s pubnicou que, se nao |impossivel,
M monos oaiinenlcmcnts; diflicil era a lomada de
Sebastopol; pois que os Ktissos, rccolhidos aos edifi-
eioi dacidae, lornar-sc-biatn invulneraveis Agora
muilo de fresco, e com toda \ a franeczia se allirma
quo aindi que Sebastopol seja lomada (repare bem
para oaiadi que,) islo nAo^scria mais do que
o principio do fon Ora enlemJam I os senhores
alliados E os pobres soldados ongolindo alegremen-
te as pilulas Eu agora digo :
Com o labo de molinos era mclhor
Que as tropas vollassem dos alliados,
Do que, que por lodo o mundo se dissese
L fieanm os valenles sepuliados.n
gr. dato rasu, cu
Mas, o mal entendido capricho dos alliados nao
quer embridar-se, nao conhece paradeiro na sua car-
reira : confiados as espingardas .l/miee as bar-
racas de madeira, e, com mais nlgunsdias, ua colum-
na de nuvem, julgam ter debaivo de suas chaves os
destino da guerra : nem oljiam para o prsenle,
em consideram o futuro Ouo mildiabos os levem.
pouco imporla,
P'raque nao queiram '
Teimsosser,
E pela teima
Viren morrler,
Nao mais que rendo
Anda viver.
Porque, aperldo o ponto, v.
cntciido c com os mens boles
Que be melbot
A patria gozar,
Do qoe por ella
A vida enlreglir.
E o mais he asneira. Eslajrci fra dos ciios da
boa lgica ? Embora me chantan fraco, o que digo
em verso, affirmo cm pro*a : tiern entender o con-
trario por acertado, cu Ihe concedo lodosos lucus po-
deres havidos e por haver, aerp.es c especiaos, e an-
da os illimilados para morrer, como valenlc ; reser-
vando somcnlc para mim o llireilo inauferivcl de,
como molino, viver c ncslc inundinbo, no qual sci
onde piso : e renuncio quacv|uer vantagens desde
boje para sempre de caminha para a outra vida :
"fio sabe porque 1 Porque aJ vantagens (ransfor-
mam-sc em urna necrologa,) ou am soneto, ou
odc, c nada mais.
As cliuvas nao tem correspo
do Santa Lata, c menos aos des
conserva-s no maior grao de i
rizes vAo seudo aqui a molesli dominante da csta-
jAo. ,
Deceba os protestos de estima,
3
dido as experiencias
bjos do povo; o calor
ilensidade : os picu-
do seu amigo
A.
COHARCi DO I.nillllll.
30 de Janeiro.
Deisc de cscrever-llio no dia bonvencionado, rtnr-
qe estando inleiramenle distraliido, nao me pas-
sou pela lembranra, que era da de partida de cor-
reio particular. Dcsculpe-me a franqueza, e lenba
alguma caridade com esse seu criado.
O nosso Machado anda oceups dissimo com os afa-
zeres de sua leuda, e por osse motivo pouco nos
pode orientar quanto as novidades deste pedazo do
orbe terrqueo ; felizmente pnrem nao tem isso ac-
conlecido ion o esperto Burity, quo nao deixa pas-
sar camarAo pela malfia.
Passemos ao que inlercssa aot leitores.
No dia 11 do correntc mez t ve lugar urna pes-
cara no poco Caruar deste termo, onde houvcram
bacamartes armados, facas dcscinbainbadas, porcm
nAo cliegou tanla suada ao ulrtio grao do thermo-
metro ; nao obstante, dizem, que o delegado sup-
liente instaurou umprocesso, po|- nessa contradansa
andarem alguns valenlesde gralndccalibre, bem co-
j iino um do caslello feudal de Serrara.
Passa por corto, qdo um senhor Zuza de Pirauhira
vender um moleque de nome
cente aos orphos seus filhos, sen consenso do juiz,
ao capitao Alciandre, morador na Picada, celebre
advogad'da Kbeira e dos pascar.osdaiiucllcs subur-
bios ; e dizem, que esse comprador ja vender o re-
ferido escravo na capilal desta provincia, cm das
prximos passados, onde goal nenie venden urna
e cuja cmbrulliada,
lo resultado. Bem
e de polica man-
volantes da came
negra, que declarou sar forra, i
diz o Uurity, ainda nao se sabe
acertado seria, que o digno che
dasso segurar esses mercadores
humana, para fazer-lhes as pequizas necessarias, e
trancada-Ios na casa de correcta o.
De Bom Jardim sabemos, por
Napoleao, penen-
Keceio tornar-me aborrecido pela longa narrarao
desla, e por isso concluo, reservando para outra oc-
casiao o que mais liouver dizei\
Saude no corpo', e dinheiro na bolsa, Ihe ape-
'S6 o astrlogo.
( Carta particular,)
- !- ---------
REPARTIQAO DA POLICA.
Parto do dia 16 de fevereiro.
lllm.e Esm. Sr.Participo a V. Exc. quo, das
diiTereutes parlicipacoes hojo recebidas ncla repar-
tijao, consta terem sido presos:
Pela delegada do primeiro dislriclo dcste termo,
Pedro Antonio de Carvatho, ennhecido por Pedro
Baliianu, o o hespanhol Francisco Xavier, para ave-
riguaces policiac*.
Pela subdelegacia da fregueiia do Recifc, Antonio
Maria da Costa, por furto, as pardas Alexandrina
Harta da Cooceic^o, o llosa Maria da Conceicao,
ambas por asaltos, a prela Quiililliana, escrava de
Francisco de Olivcira l.eite, c os marojos freneczes
Recheux. Legal, lloufonl, e Buacr, lodos sem de-
claradlo do molivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio ,1c
Pcmambiico IG de fevercirode 1855__lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos lenlo da Cimba e Figucircdo,
presidente da provincia.O chcfo de polica Luiz
Cario* de Paira Teiaeira.
COMMEKCIO.
PBACA D RECIFE 16 DE 1 EYEREItiO AS3
HORAS DA TARDE.
ColacCes oillciacs.
Cambio sobre Londres a 60 d|v. 2S l|i d.
Dito sobre Paria340 rs. por fr. 60 div.
Assucar mascavado cscolhido 18750 e 15760 for
arroba.
Dito dito especial1>S00 idem.
Couros salgados seceos180 rs. a libra.
ALFANDEtiA.
Rendimenlo do dia 1 a 15 .
dem do dia 16......
169:5009164
15:I732<>0
181:6735124
Descarregamhoje I! defecereiro.
Barca inglczaGeneral Greenfcllmerr.adorias.
Barca porluguezaFlor da Maiadiversos gne-
ros.
CONSULADO GBRAL.
Rendimenlo do dia I a 15.....I6:564J886
dem do dia 16........6:80S-2I2
53:3733098
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 15.....&750J243
dem do dia 16........ 3279129
3:0773372
Exportacao'.
Canal, briguc inelez a Sir ItobcrlCampbell, de
211 toneladas, conduzio o seguinlo : 3,360 saceos
com 16,8(K) arrobas o libras de assucar.
Rabia, garopeira nacional Livrarao, de 10 to-
neladas, conduzio o seguinte : 330 barricas baca-
Ibo, 200 caixas com 8,000 libras de sabao, 32 nio-
Ihos 800 esleirs de carnauba, 15 cascos com 730
medidas de azeile de carrapalo.
Parahiba, lale nacional Flor do Brasil, de 2S
tonela'das, conduzio oaguinle : C.S-i volumes g-
neros estrangeiros, 88 diloadilos nacionacs.
RECEBEORIA DE RENDAS INTERNAS E-
RAES )E PERNAMBUCO.
Rondimenlododia 1 a 15......11:1634481
dem do dia 16......... 7615637
11:925*118
mi do Jorge, que
alli appareceu urna nova machina de fazer proces-
sos crimes, quo vem a ser : o subdelegado sup-
plcnlo interroga as leslemunbas^ e quando estas pou-
co dizem contra o reo, despromincia esle, eo manda
prem liberdade, semouvirao prbmotorpublico, nem
ojuiz municipal, que Icrrivcl m icbinismo ora Ubi,
senhor Jorge.
-'Tkailipjit.sabnmn^ .ni,. n inspector .l.'nui-llo lugar
Jo3o iTypolito, merecedor de ledo o elogio,prenden
a Hercnlano de tal, por crime lo furto de cavallo,
e por urna moi te fcita pelo n esmo na Barra de
Natuba, foi para aquello lugar rcmeltido ao subde-
legado.
Foi tAmbem preso na fregue ia de Bom Jardim
um Jos Curuja, par crime do furto de cavallo, e
por artes de berliques e berloqnjes loi sollo pelo sub-
delegado supplente do segundo dislriclo da dila fre-
guezia. Na raesma occasiao f< i preso um escravo
do pai do dito Curuja pelo mes no crime, e aiuda se
acha preso na cadeia desla vlllu.
Dizem, que o fiscal daquelU fregne/.ia, alcm de
boas cousas que tem feito, den licenca a cortos me-
ninos filhos da boa-ventura, para nos sabhados jo-
garem na fcira, onde se tem roobarlo publicamcnlo
o povo, se (al historia nAo fo i exacta, ahi esl o
Jorge como principal fiador.
Em Malta Virgem houve una testa ao advogado,
contra a peste, S. ScbastiAo, sendo bastante concur-
rida, mas iiouve pouco dinheiro: houveram cava-
Ihadas em cavallos magros; rcuniram-se dous vi-
garios, sendo a missa cantada pelo do Bom Jardim,
segundo informan! algumas da l pe-so* que alli es-
livcram.
No lugar de Passassunga tambom houve urna se-
melbanle feslanra por molivo igual, sendo bastante
a concurrencia dos devotos, ro liando paz e tranquil-
lidade entre lodos, com a difleCenca de aqui haver
algum dinheiro, bons cavalles e algum luxo nal
povo.
No dia 19 do corronle entrn em exercicio de
carcereiro o Manoel Flix do Sou/.a, que ha mezes
eslava suspenso do exercicio dolemprego, pelo dele-
gado supplenteGaiao sem motilo justo c legal,ficando
assim enforquilhado o Machajo, que nau ia mal
com esse modo de vida. |
Conla-nos o Burity, quo o dito carcereiro v ai fa-
zondosuas pirraras aos prosqs," porque amarra-os
a noile, por lenlarem arromb.ir a canina ; que assim
obrava por orden do delegado supplente, e por
causa dessas duvidas o juiz municipal esla dando
orden a remoller para a capil; I dous desses presos
sentenciados por crimes do morle, com o destino de
seguirem para Fernando, onde consta haver abun-
dancia de carangueijos, oceup: cao til a gente dessa
laia.
O nosso promotor vai dosonvolvendn sua energa
contra os criminosos, e vai mostrando que o exer-
cicio de seu emprego he um dever, que tem a cum-
prir, c que nao se limita some*te a recchor ordena-
dos : se assim continuar os criminosos ver-se-bao
em papos de aranha.
Nao se reuni no dki 15 do
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 15. .... 39:9059755
dem do dia 16........5:1999614
15:1059369
MOVIMIENTO DO PORTO.
Marios entrados no dia 16.
Ierra Nova25 dia, patacho inglez Ontcard, de
125 toneladas, capilao Bfnjainim N. Banks, cqui-
pagem 8, carga bacalbo ; a Me. Calmont &. Com-
panhia.
dem30 dias, brigue inglez Citania, de 198 lonc-
hadas, capilao J. Exlele, equipagem 12, carga ba-
calbo ; a ordem.
Rio de Janeiro13 dias, biiguc inglez Barkill, do
175 toneladas, capilao Thomaz Ealcs, equipagem
11, em lastro ; a James Crabtrce & Companhia.
Liverpool38 dias, briguc inglez Aune, do 255 to-
neladas, capitao Wm. Tilley, equipagem II, car-
ga carolo do pedra; a ordem. Scguio para o Rio
do Janeiro.
Londres33 dias, barca ingleza Alliance, do 338
toneladas, capitao Philip Tocque, equipagem 15,
cr. lastro ; a Schramm Whalcly & Companhia.
Buenos-Ayres32di*B, briguc hespanhol Restau-
rador, de 202 toneladas, capilao Antonia Fonla-
nelle, equipagem II, carga carne secca ; a Amo-
riin Irmaos.
Copenbigue65 dias, brigue dinamarquez Unctu,
do 200 toneladas, capilao Aje Trolle, equipagem
11, carga madeira e mais gneros ; a Rolh & Bi-
doulac.
Nados 'saludas no mesmo dia.
LisboaBrigue porluguez l'iajanle, capilao Manocj
dos Sanios, carga assucar.
ParahibaMale brasileiro Flor do Rrasil, nlcstrc
Joao Francisco Marlins, carga bacalho e mais g-
neros.
trrenle a junta qua-
lificadora dos jurados, que linl a de funeconar na-
quellc dia, porque, diz o esen vo de paz, o juiz <'e
direilo nao enviou a lisia, que Ihe foi dada pelo de-
legado supplente, ao juiz municipal primeiro sup-
plente, senAo no dito dia 15, quando este em exer-
cicio de direilo, uo leve tempe de convocar a mes-
ma junta.
No dia 21 organisou-se a mLsa quatificadora dos
votantes dcsla freguezia, apezijr da cabula r\- alguns
Jobee de paz, e ainda vai Irafcalhando regulaiaiin-
lc. .Nao succcdcu oulro lano cm Bom Jardim,
pois diz o Jorge, que no da 2J nao se reunir.mu os
cieilores, e que sem falla baver reunio no dia II
do mez do fevereiro.
No dia 35 o delegado supp^cnlc sollou um preto
de nomo Raimundo, tendo sijo preso por indiciado
na morto de Florencio Botelhp, morador que foi na
comarca do Pao d'AU.o sem fazer-sc processo, caso
bem notare! !! Dizem que cse preto quando fez a
morle era captivo, masque dppois den* execurao
houve quein o forrasse ; epara esse arranjo, dizem,
que o delegado supplenle pedir ao carcereiro a or-
dem do pris.loexpedida naqublle sentido, paraa re-
formar, depois de visla porialgumas pessoas, c al
Uo'ie nAo vollou a primeira, nem appareceu a se-
gunda ordem : l se avenham com lacs novidades:
ocerlo he, quo os meninos contam, queesso dia foi
bem assignalado, porque viris correr pola ra a-
baixo com otufAo do veiitoj, flVnas rodcllas ama-
relias, e sii nao afiancam se ram das leves ou pe-
zadas, mas quem duvidar do fado podo indagar do
barao da Malhadiaha, portador da carregacAo.
Apparercram bexigas na entrada da viila, e com
esse fado vai o povo bem affliclo, por falta de pro-
videncias e recursos ; bem (il seria, que o Eira,
presidente nos enviasse algumas laminas de vao
cina para allivio dos habitanle6.
EDITAES.
Olllm. Sr. inspector d Ihesourara provincial,
emeumprimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abat-
i mencionados, a entregarem na mesma thesoura-
ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
publicarlo do presente, a importancia das quolas
com ipie Jcwm entrar para o racamento das cosas
dos largos da l'cnha c llibeira, conforme o disposlo
na loi provincial n. 350. Advertiudo, que a falla
da entrega voluntaria ser punida com a duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o do regu-
lamenlo de 22 de^ezembro de 1851.
Fargo da Pcnlia.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 6OJ000
. Viuva o berdeiros do Manoel Machado.
Tcixeira Cavalcanli..........
6. Maria^|oa'4uinMfltbado Cavalcanli.
51-5100
25J200
8. Joaquina Machado l'arlella...... 219600
10. Andr Alves da Fonseca.
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Largo da Ribcira.
Ns. 1. Viuva e berdeiros do MaralinoJos
Galv3o.................
3. Igoacia Claudina de .Miranda......
5. Auna Joaquina da Concciro......
7. Joaqun Berrlardo do Figucircdo .
9. O mesmo................
11. Viuva e lierdcirosdeCactanoCurvallio
Rapozo.................
13. Os mesmos..............
15. Caetauo Jos Rapozo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo
19. Jojo Francisco RegisCoelho.....
21. Antonio .Machado de Jess......
23. Jos Feruaiidcs da Cruz........
25. Joaqun Josc Baplisla........
365000
12:600
303000
259200
4l00
219600
215600
213600
249600
6O5000
2592OO
529500
IO38OU
499000
119800
5749800
E para constar so mandou aflixar o prsenle c pu-
blicar pelo Otario.
Secretaria la thosouraria provincial do Pcrnani-
buco 8 de Janeiro do 1855. O secretario,
Antonio Ferrcira d'Annunciariio.
O lllm, Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumpriii.cnlo da rosolueSo da junta do fa-
zenda, manda fazer publico, que a arrematante da
obra do segundo lauro da estrada dos Remedios foi
transferida para o dia 22 do corronle.
E para constar so mandou aflixar o prsenlo e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial Je Pcrnam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferrcira da Annuncurao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimento da resolu..ao da junta de te-
lenda, manda fazer publico, que a arrematado da
obra dos reparos da quarla parle da estrada de Pao
d'Alho, foi transferida para o dia 22 do correte.
E para constar se mandbu aflixar o prsenle pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da Annuuciaiao. '
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos propricla-
1 os abaixo mencionados a entregarem na mesma
thesouraria no prazo de 30 dias, a cootar do dia da
primeira puhlicar,ao do prsenle, a importancia das
quotas com que devem entrar fiara o calramcnto das
casas da ra da Penha e tres da ra do Rangcl,
conforme o disposto na lei provincial n. 350. Ad-
vertiudo que a falla da entrega voluntaria sera pu-
nida com o duplo das referidas quolas na confor-
inidaJc do arl. 6 do rcgulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1851.
Ra da Penha.
N. 2.lierdciro de Joaqun Jos Fer-
reira..........
1.Julia Porlella.......
(i.Nuno Maria de Seixas. .
I.Heidlos de Jos Mauricio de
Oliveira Maciel......
3.Ditos do Caelano de Carvalho
Rapozo.........
5.Ditos dilos........
7.Domingos Jos da Costa. .
9.Francisca Benedicta dos Tra-
zeres.........
II.Jos Moreira da' Silva. .
13.Juliao Porlella. ....
15.Paulina Maria......
17.Antonio Luciano de Moraes Mes-
quila Pimental, o berdeiros do
Manoel Paulo Quinlclla. .
19.llcrdeiros de Manoel Paulo
Quinlella o Francisca Saluttla-
na da Cruz.......
21.llcrdcims de Manoel Paulo
Quinlclla e FranC :a Salustia-
na da Cruz.......
23.Joaquim Jos da Cosa Fajoses .
25.Irmandadc das A linas do Recifc.
27.Joaquina Maria da Purificara.
29.Viuv.' o berdeiros de Antonio
Joaquim Ferreira do Sampaio.
31.Marcolino Conealves da Silva.
33.Francisco Jos da Silva Maer.
Ra do Rangcl.
N. 77.Francisco Antonio de Olivcira
Jnior.........
79.Dito dito dito.......
81.Maria Aimunciada Adelaido
Alves da Silva,.....
363OOO
3996OO
6O3OOO
1099200
9O90OO
783000
363000
533200
159000
73000
18*100
57^)00
503IOO
733800
849006
579600
369000
5292OO
303000
639900
033600
259500
503500
1:2479400
E para constar so mandou aflixar o presenet e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pcrnaiii-
buco 10 de fevereiro de 1855.O secretario,
Antonio Fcrreii a a"Annuncianio.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da resoluco da jimia da fa-
zenda, manda fazer publico, que os pretcndenles de
qualquer arrematara dcvcni apresenlar os docu-
mentos necessarios para prova da idoneidade de seus
fiadores, nao leudo lugar a alegarao do quo oulros
j provaram a mesma idoneidade.
Epara constarse mandou aflixar p prsenlo o pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria pvnvincial de Pcrnam-
buco 12 de fevereiro de 1855.O secretario, Anto-
nio Ferreira da Annuciarao,
Pela inspectora da alfandega} se faz publico,
que exislcm nos armazens da mesuia os volumes
abaixo declarados, alm do lempo marcado no rcgu-
lamenlo, o pelo prsenle sao avisados os seus respec-
tivos ilonos, para que os despachem no prazo de 30
dias contadas dcsla dala, lindo o qual serao arrema-
tados cm hasta publica na forma do artigo 274 do
regulnmen'.o, sem que em lempo algum possa haver
rcclamacao contra o effeito dessa venda : a saber :
Armazeni n. 6.
Marca S. M.1 embrulho viudo na barca porlu-
gueza I.igeira, entrada cm 21 dciiovcmbrodo 1852.
A ordem.
Marca lelrciro. 1 embrulho vindo na barca por-
lugueza I.igeira, entrada em 24 de novembro de
1852. A ordem.
Marca C. P. Ns. 141|210-----1 barrica vinda na
barca inglcza Calumbus, entrada cm 21 de feverei-
ro de 1853. A ordem.
Marca lelrciro. 1 lata vinda no brgoe portu-
guez ,1/ar/a Feliz, entrado em 5 de setembro. A
Jos Francisco da Silva.
MarcaS. M. 1 feiie vindo na barca porlugueza
OUjmpta, entrada em 18 de oulubro de 1853. A
Francisco Ribeiro.
dem idem 1 ggo vindo na barca porlugueza
Sania Cruz, entrada cm 19 de Jczembro.A Fran-
cisco Alves da C. <\- C.
Marca F. 1(16. 16 caixas vindas na barca por-
lugueza Santa Cruz, entrada cm 19 de dezembro.
A Jos Fernandes Ferreira.
Marca lelrciro. 2ancorlas vindas na barca por-
lugueza Santa Cruz, entrada em 21 de dezembro___
A Joaquim Antunes da Silva.
Marca S. M. 1 mollio de louro vindo na barca
porlugueza foa l'iagem, entrada em 20 do abril de
1851.A Domingos Jos Pinlo.
Marca C. F. 1 gigo viudo na barca ingleza
Swordfish, entrada a 12 de maio do !8Vi.
Marca diamante A. 2 volumes vindo) no hiale
nacional Duridoso, viudo a 25dejulhodc 1854.
A ordem,
Marca B. & C. 1 barril vindo no brigue porlu-
guez Laia,enlrado a 21 de agosto de 1854.A Tilo-
ma/, de Aquno Fonseca & Filho.
Marca B.<& S.N. 1 a 4.-4 barris viudos no bri-
gue inglez t7 A N. O. Biebcr & C.
Marca B. T. L. 1 caixole vindo na barrara
Triumphanle, entrada em 19 de abril de 1851.
A ordem.
dem idem. 1 barril vindo na barcaca Trium-
phanle, entrada cm 19 do abril de 1854.A ordem.
Alfandcga de Pcrnambuco 10 de fevereiro de 1855.
O inspeclor, lenlo Jos Fernandes Barro*.
DECLARACO'ES.
CONSEI.IIO ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo em virludc oa aulori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia lem do
comprar os objectos seguinlcs:
Para os msicos do 2. batallulo de Infartara de
linba.
Bonetes de panno mcsclado com 11. 2 praleado c
conforme o figurino existente no arsenal de guerra,
27 ; charlateiras com lucias las e 11. 2 prale.Jo pa-
res, 07 j llreles com punhos dourados, liaiubas de
cauro prclo envernizado comboccaeseponleirasdou-
radas, 27 ; talabartes de couro brinco envernizado
com chapas de melal dourado c com armas nacio-
nacs, 27; cintos de couro branca envernizado com
chapas de metal dourado, 27; panno mesclado con-
forme a amostra existente 110 arsenal de guerra, co-
vado, 135; boloes convexos do melal dourado com
u. 2 e desete linhas de dimetro, 178 ; ditos ditos
com o mesmo 11. e de 5 linhas do dimetro, 216:
cohetes prclos, pares, 27.
8. batalhaode infartarla.
Bonetes, 80; grvalas desoa de lustre,80 ;man-
tas de 13a, 355 ; panno verde escuro ciilre-lino co-
vadot. 1983 ; brim bronco lizo, varas, 100 ; algo-
daotinho, varas, 240 ; nanno prelo pira polainas,
covados, 170 ; boloes convexos de metal bronzeaflo
com n.8 do melal araarello e de 7 linhas de dime-
tro, 1120 ; ditos ditos com o mesmo n. e de 5 linba
do dimetro, 80!); ditos preius de osso, gro/as, 10 ;
ditos braucos, grozas, o { sapalos, paros, 80; eslei-
rs, 80;cordao de la prela de umalinlia c gro-
sura, varas, 320 ; coUetes prclos, pares, 80 ; panno
cor de rap para a sobreasaras o calcas, covados,
ll) ; chifarolcs com bainhas do couro preto enver-
nizado. bocal c pouteira li/.os dourados, puuho de
bano guarnecido de niotal dourado, 27,
9. balalhao do infartara.
Bonelf*, 344 grvalas, 376 ; maulas do la, 376 ;
panno verde oscuro cntrc-lino, covados, 1468 ; hol-
landa do forro, covados ; 1035 ; brim liranco lzo,
varas, 1720 ; algodo/inbo varas, 1029 ; panno pre-
lo, ciados. 86 ; esleirs, 313; sapatos, pares, 348
botocs convexos de metal bronzeado com n. 9 de
metal amarello c do 7 linhas do dimetro, 4830 ; di-
los ditos com o mesmo n. e de 5 liulias de dime-
tro, 3450 ; dilos braucos de osso, grozas, 71 ; ditos
prclos de dilo, urozas, 64 jcordAo de lita prela de
urna linba de orossura, varas, 1380; colxeles
prelos, pares. 345.
MUTILADO
Para o raeio balalhao da provincia da Parahiba.
Relos 194, grvalas 71, panno azul entro-lino
covados 8>5,hollandad forrolcovados ("i82,brim bran-
co liso varas 1003, panno prelo para polainas covados
69, algodaozinho vaias 621, maulas de la 74, pares
de sapalos 403, boloes convexos de melal dourado de
7 linhas de dimetro 2316, diost dilos do 5 linhas de
dimetro 1910, dilo prclos de osso grosas 29, ditos
braucos do dilos dilas 10, cohetes prelos pares 194.
Parao tObalalhao do infamara.
Sapalos, pares 281.
Companhia de artfices.
Rondes 75, grvalas 72, mantas de 1,1a 72, brim
branco liso, varas <0S, algodaozinho, varas 261, pan-
no prelo para polainas, covados 25, sapalos, pares 88,
esleirs 8H, botoes convexos de metal dourado com
n. 3 e de 7 linhas do dimetro 1050, ditos ditos de
melal dourado com o mesmo numero c de 5 linhas
675, ditos prelos de osso, grosas 12, dilos brancos de
dito, ditas 15.
Secretaria da delegara do corpo de saude nesta pro-
vincia.
Livro cm branco paulado do 100 folhas 1, dito
dito de 200 folhas 1.
1." balalhao do arlilharia.
l'.iimo carmesim para vivos c vislas, covados 150,
copo de vidro 1.
Companhia de i-avallara.
I.uvas de camurra, pares II, mantas do laa 11.
Colonia de Pimcnlcras.
Facos com bambas ecinturoes 10.
Provimenlo do armazcm do arsenal de guerra eof-
ficnas da 2.a elasse.
Junco, feixcs 2.
3. elasse.
Barras de ferro sueco de I < polegada 8, nni gran-
de. 1, ara de ferro grussa, arroba 1, limas chatas mu-
ras de 8 polegadas, duzias 6, limaloes de 10 polega-
das, duzias i, dilos de ditas 5.
4.a elasse.
Caixas com folba do flandres dobrada'2, cobre
vellio para fuudjrao, arrobas 20.
5.a elasse.
Sola curtida, meios200.
Fnrnccimcrtode luzes s estacos militares.
Azeile do carrapalo, ranadas 506, dito de coco,
dilas 30;!, lio de algodao, libras 30 velias de car-
nauba libras 155, pavios, duzias 6.
Ouem quitar vendrosles objectos aprsente as suas
proposlas cm caria fechada na secretaria do coiselho
as 10 lloras do dio 22 do correntc mez.
Secretaria do conselho administrativo para fornc-
rinicnlo do arscual do guerra,12de fevereiro de 1855.
Josc de Brito Inglez, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino lunior, vogal e secre-
tario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccSo do Banco de
Pcrnambuco az ccrtoaosSis. accionistas,
que se acha autoilsado o Sr. arente a
pagar o quinto dividendo de K.sOOl) rs.
por accSo. Banco de Pcrnambuco l de
Janeiro de 18.".". O secretario do conse-
lho, Joao Ignacio de Medeiros Bego.
Pela subdelegara da freguezia da Boa-Visla se
faz publico, que fora apprehedulo por andar vagando
sem dono um cavallo russo pedrea com cangalba e
dous cacuaes, Irazendo umpar de calcas, duas cami-
sas, 11 m lenco!, urna toalha, seis pares de meias, urna
jaqucla, um lonro, um rllele, dous saceos, oilo li-
bras de bacalho, mcia arrolla de bolacha, um sacco
de chita, um couro de cubrir ns cassuaes, e um em-
brulho de rclalbos; assim romo um cavallo casta-
nho e um boi na estrada de Belem. Seus dunoscom-
pareram pcranle mesma subdelegacia.
Subdelegara da freguezia da Boa-Vista 16 de fe-
vereiro de 1855.O subdelegado supplente cm ex-
ercicio, A. F. Marlins Ribeiro. '
CONSELHO' ADMINISTRATIVO.
O conselho administrativo, om virludc da autori-
sacao do Exm. Sr. presidente da provincia, ten de
comprar os objectos seguinlcs :
Para o 9. batalbo de infanlaria.
Sapalos, pares 425.
10. balalhao de infanlaria.
Algodaozinho, varas 792 ; brim branco liso, varas
785 ; panno prclo, covados 66 ; bolandadc forro,co-
vados 232 ; panno verde escuro, covados 125 ; bo-
netes 5 0 ; grvalas desolla de lustre 50; sapalos, pa-
res 50; mantas de l.la, 50 ; esleirs, 50 ; botoes pre-
los de osso, grosas 9 ; ditos brancos de dilo, grosas
12; dilos convexos de metal bronzeado como 11. 10,
de|metal amarello, e de 7 linhas de dimetro, 700 ;
dilos ditos de ditos com o mesmo n., o do 5 linhas
do dimetro, 500.
Colonia militar de Pimcntcras.
Papel alinasso, resmas 3 ; dilo de peso, resmas 2 ;
pennas de ave, 75 ; obreias encarnadas, macos 6 ;
caivetes para aparar pennas, 2 ; lapis de pao, 6 ;
Unta do escrever, garrafas 2 ; fallas de serra com os
fuzis cravados, leudo 5 pollcgadas do largura, e 8
palmos de comprimonlo, G ; Irados com 1 1|2 pollc-
gadas de grossura, I ; ditos com 2 pollcgadas, 1;
imagem do Senhor Cruxifica lo, 1 ; Ihroncto, 1 ;cal-
deirinha para agua berta, I ; turibulo e naveta, 1 ;
campa grande, 1.
Botica do hospital rgimen di.
Althea, libras 32 ; alcalro, libras 32 ; acido uli-
co impuro, caadas 2 ; nmbargris,oilavas 4 ; bdelio,
libras 4 ; cilralo de magnesia, vidros 12 ; colofana,
libras 4 ; digilana, oilavas i ; dextrina, libras i ;
elher sulphuricu, libras 4 ; easencia de flores de la-
rangeiras, olavas4 ; dila do rosas, itavas 1; dila
de bergamota, onras 2 ; dila de canda, onris2;
dita de limao, onras 2 ; dila de miz, onras 2 ; dita
de alccrim, onras 2 ; e--enc%de lercbcnlina, libras
8. extracto de ratanbia, libras 2; dilo de monezia,
libras 1 ; dito de acnito, onras 2; llores do rni-
ca, libras 5 ; guaran, libras 2 ; gomma kiuo, onras
G ; manlciga de cacao, libras 2 ; mercurio doce, li-
bras '1 ; nitrato de prata crystalisado, onras 2 ; oleo
essencial de ai rula, libras 2 ; dila dito do louro ca-
njea, libras 2 ; dilo de amendoas doces, libras 32 ;
olbano, libras 4 ; raiz de turbilb, libr.-.s 4 ; dita de
ralanhia, libras8 ; rosas rubras, libras 2 ; sub denlo
salalo de mercurio, onras 2 ; sub-nitralo do biz-
niuli'j libras 2; sarrafni (rasuras) libras!; senne,
libras 8 ; sabao medicinal, libras 2 ; sal de glanber,
libras 8 ; sangue de drago, libra 1 ; sulphalo de po-
tassa, libras 4 ; lanino, oucas 4 ; tintura 'elberea de
assafelida, onras 2 ; gral de pedra de 8 libras, n. 1;
dilo de dilo de I|2 libra, n. 1 ; filtro do l|2 libra, 11.
2 ; espanador, 1 ; vidros de 6 onras a esmeril, 12 ;
dito, de i ditas de dilo, 12 ; dilos de 2ditas de dilo,
12; ditos de I dila de dilo, 21 ; dilos de l|9 dila de
dilo, 24.
nuom quizar vender osles objectos, aprsenle as
suas propostas en caria fechada na secretaria do
conselho s 10 horas do dia 26 de fevereiro de 183.5.
Secretaria do conselho administrativo para forneci-
menlo do arsenal deguerra, 16 de f,>verciro do 1855.
Jos deBriloIngle:, cronel presidente.Bernardo
Pereira do Carino Jnior, vogal c secretario.
PROCL'RADOKIA FISCAL DE IUZENUA.
Morimcnto da ttefto do contencioso da thesouraria
defazenda no anirj de 185j.
De i-se andamento a 2:007 aalos e processos de
con tas.
Fizcram-sc e regis(raram-se ';2'J ollicos dirigidos
a diversos.
Remcttcrain-se 309 precalorias aos collcclorcs da
provincia, c a diversas auloridaJcs deulro e fora
delta.
Regislraram-se 1:500 cortas de llovedores, sendo
3:390 pertenecidos as 156 relares remelllas a esla
soccao 110 lempo do mcu antecessor, c 1:200 da ac-
rieA- remeltidas em mcu lempo.
Organisaram-sc c regstraram-so duas relaces dos
processos de nalureza diversa c exeentiva perlen-
cenlcs ao 2." semestre do anuo de 18531854, que
foram remellidas directora geral do contencioso,
contendo a t. 12 individuos e a 2.-1 526 devedores.
Itegistraram-sc ls doas relaeocs do semestre ante-
rior, contendo a !. 37 individuos c a 2. 366 deve-
dores.
Passar.im-se 20 termos do finuras c i dc.conlralos.
Begislraram-sc 'il tormos de llancas passadas na
thesouraria provincial e 69 termos do assignanles da
alfandcga,
Seccao do conlencioso da thesouraria de fazenda
de Pcrnambuco 15 do fevereiro de 1855.'O procu-
rador fiscal e dos frilus^crnando Affonso de Mello.
AVISOS MARTIMOS.
M
AO CUABA* M.UUNIIAO E^AHV.
Vai seguir eom a maior hrevida-
de o novo e veleiio palliabote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
to .Nunes ; <|iem quizer carregar ou ir
de passageni ueste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de AI-
meida Gomes & C, na ra do Trapiche,
n. 16, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por ler a maior parte da carga proin-
pta,o bemeonbecido brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da sarga e pasiageiros,
trala-se comN'ovaes& C, na ra do Tra-
piche 11. 7<\. segundo andar.
Para o llio do Janeiro sabe com brevidade o
briguc Dous Amigos por ter parle da carga pronip-
la : quem qui'cr carregar o resto, ir de passagem ou
embarcar escravoa a frelo, trate no escriplorin de
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do 'trapiche
n. 11, ou com o capilao Narciso Josc de Sant'Aiina.
Para Lisboa pretende sabir com a maior brevi-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de passagem, cnlcnda-se
rom os consignatarios Tbomazdc Aquino 1 misera i\
Filho,na roa do Vigario 11. 19, primeiro andar, ou
rom o capilao na praca.
PARA 0 POKTO
sabe imprglorivclmente, no dia 22 do correrte, o ve-
leiro brigue porluguez Alegre, que ainda tem praca
para alsuma carca c excclleules cnniuiodos para pas-
saueiros : trata-M com o capilao a bordo, ou no cs-
criptorio de Hallar ^ Oliveira, ra da Cadca-Vc-
II1.1 n. 12.
Com a possivel brevidade segu o bem
conliccido e .veleiro biate Amelia, por
ter a maior parte da carga piompta :
para o reslo e passageii-os tratarse com
\ovacs &C, na rita do Trapiche 1:. 34,
segundo andar.
Para o Porto com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu cm poucos dias a vclcira e bem condeci-
da cscuiia| iracional Al.inda, capitao Alcxandre Jos
Alves ; lem grande paito do seu (arregamento: para
o reslo. trata-so com Eduardo Ferreira Bailar, na
ra do \ igario n. 5, ou com o capitao 11.1 prora.
PARA O RIO Dl^ JANEIRO.
Scgtic em poucos dias o iniiil'o veleiro
csuperior brigue nacional Elvira, por
ter parte de seu carregamento prompto :
para o reslo da carga, passageiros e es-
cravos a l'rcle, liata-se com Hachado &
Pinheiro, na ra do Vigarion. 19, segun-
do anclar.
Ceara', Haranhao cPara'. -
Segu na presente semana a escuna
EaTlia, ainda recebe carga: trala-se
com o consignatario J. B. da Fonseca J-
nior, ra do Vigario n. A.
Rio de Janeiro.
No dia 18 iinpieterivelmenlc segu o
patacho Santa Cruz, s recebe passa-
geiros e escravos a fele: lrata-secom
Caelano Cyriaco da C. M., ao laclo do
Corpo Santo n. 25.
Para o Havre.
A galera franreza Alejrandre, capilao G.irnicr,
pretende sabir ate o fim do correntc mez. S lem
lusar para passageiros, os quaes ufferere os melho-
res commodos, com cmara particular e bem arejada
para familia dirijam-se aos ronsignaianos J. p.
Adour & Companhia, ra da Cruz n. 10.
AO RIO DE JANEIRO.
O brigue nacin il UARlA LUZ (A, se-
gu impreterivebnenle na segunda-eira
l) do correntc, s recebe passageiros e
escravos a free, aos quaes da' excellen-
tes accommodaroes, c estes deverao (car
a bordo ate as 10 horas da manlifia do
referido dia : trata-se com os consigna-
tarios Antonio de Alineida Gomes iV C,
na ra do Trapiche Novo n. 16, segundo
andar.
Real companhia de paquetes inglezes a
vapor.
No dia 21
doste mez, es-
pera-se do sul
> vapor Creal
''fsni.coin-
maii.lano Be-
vis, o qual de-
pois da demo-
ra do costume
seguir para a
l-.uropa : para passageiros etc., trala-se com os agen-
tes Adamson Howic & C, ra do Trapiche-Novo
n. 42.
Para o Aracaty segu com brevidade o hiato
Inrencivel, pois j ten a maior parte da carga : pa-
ra o reslo e passageiros, diiija-s i Joaquim Jos
Marlins, ou na ra do Vigario A. 11.
AVISOS DIVERSOS.
.HASCAR4D0S
Domingo 1S do correntc, llavera no largo da Paz
dos Afolados, cavalbada monslra corrida por in-
signes cavalleiros, ricamente vestidos ; lambem lla-
vera msica marcial para a lirada das argollinlias .
convida-so portauto a rapaziada do b,.m lom, com-
parem no dito lugar para mais brilhanlismo. .Vier-
ta rapaziada he de uionla a fnneeao !
O raulclista Salustiauo de Aquino Ferreira
vai demonstrar resumidamente ao rcspclavel pnbli-
co a desvaulagem que ha entre as cautelas do Sr.
caulelisla Antonio Ferreira de l.ima c Mello, e a
vantagem das cautelas do cima mencionado raulc-
lista Salustiauo, pelos mesmos procos, os quaes di-
zem somonte respeilo aos tres p'rimcros premios
grandes.
Proco das cautelas do Sr. raulclista Lima sobre
o premio de :u00000.
Mcios bilhelos 23800. 2:30000(10
'.loarlos.....1?50.
Oilavos..... 720. .
Herimos..... (00. .
Vigsimos .... 320. .
Sobro o premio de 2:0005000..
.Mcios biiiietes 2(800. .
Qoartoa.....l>)ii. .
Oilavos..... 720. / .
Decimos..... 600. .
Vcgesmos .... 320. .
Sobre o nrciuio do 1:01X1^)00.
Meios bilbclcs 23H00. .
Ouarios..... 19440. .
Oilavos..... 700. .
Decimos..... (Hi .
Vigsimos..... ;|(). _
Prero das suas ciilas sobre o premio
de 5:001)3000.
Meios bilbeles
Na run dos Quarleis 11. 24, achar .1 rapaziada
mascaras de rame por I5.1OO, e de cera a OO rs.; a
ollas, que ja fflo poucas.
Fazcm-se fmozes de seringa de bonitos modelos
de oulras qualidades mnilo bem feilos, quem os qui-
or deve logo do vetpera encoinmenda-los, lambem
se preparam bandejas, debolliohos lauto de armado
alia como razas, faz-so pastis de nala.bollos inglezes
elrancezes, pndelos esfcilados rom alfinins, empa-
ds, doces seceos e de calda, jalea de substancia : na
ra ireita sobrado de um andar n. 33, ao p da bo-
bea. '
Oi.I.NDA.
Bernardmo rranrisco de Azevedo Campos faz pu-
blico, que 1 casa sita na ladeira do Varadouro, com-
prada em caixSo por Antonio Ferreira da Silva Maia
esuamulberU. Mana da Conceicao do Ahneida
Bastos, acha-sc hvpolhccada pelos mesmos compra-
dores ao annuucianle por 36IDS0O0 rs., para acaba-
mento da mesma, como consta das notas do tabellan
tana ; e por isso protesta contra qualquer negocio
que com olla se faja sem seu consciitimenlo.
Precisa-*c de OO3OOO rs. a juros sobre hypollie-
ca de dous escravos, morse bonitas e figuras : quem
quizer fa/cr esle negocio dirija-sc a ra do Senzala
Nova n. 22, que se dir quem precise.
Sr. Joao Alves Mcrgulhao lem urna carta de
imporlancla : na livraria n. 8 da ra do Collegi.
Na ra Dircila n. 33 reenrtam-se papis com
muila delicadeza o prfeicao, o muilo commodo no
proco.
Quem livor nina lellra da qaanla de 1:0O0-<,
sai cada por Diogo Soares de Albuquerqiie, e aceita
por Joao Xavier Carneiro Rodrigues Campcllo. a
vencer-seno 1." de marco do correle anuo, querco
do receber o seu importo compareca na ra da Cruz
casa do fallecido Caelano Pereira (lonralves da Cu-
rta n. 43.
Ignacia Mara Bandeira embarca para o Rio
de Janeiro e seu escravo mualo de nomo llenriquc'
Descja-se fallar com o Sr. Joao Alberto, porlu-
suez, que leve taberna na ra Direila no anno de
18.)I ou j2, c que em Janeiro de 53 assislio testa
da (loria do (iuil, c foi morador nos Esquecidos.
freguezia do Sanlo-Anlao ; e quo annuncie a sua
morada por esto Diario, que muito se Ihe deseja fal-
lar a negocio do seu interese.
O Sr. Anlonio Jos, que foi morador noenge-
iiliu do Lastro, e dalii mudou-se para o engenho das
Pacas e dalii para o Caja juuto de Sanlo-Anlan. o
que dah veio para Capoeiras, comarca de Pao d'A-
lho ; annuncie su 1 morada certa para sor procu-
rado. '
O abaixo assignado, morador na freguezia de
Sanlo-Anlao, declara que nada deve a pessoa algu-
ma, e so algucm se jalear son credor declare por este
Diario no prazo de 8 dias. Victoria 16 de feverei-
ro de 1855.Rosendo Jos da Silca.
Esta' usa e contratada a compra de
urna casa terrea sita na ra Imperial n.
70, pertencente aos Srs. Joao Rodrignes
de .Miranda Nobre, e seu irmao Jos -For-
tunato de Miranda : se alguem se julgar
com algum direilo a mesma, queira de-
clarar por esle Diario dentro do prazo de
tres dias a contar,da data deste, ou diri-
ja-se a rita Nova n. 8, a entender-se com
Jose'Joarjuim -Moreira.
-Precisa-sc de urna preta para todo" o
trrico': na ra da Cacimba n. 2.
O abaixo assignado, curador fiscal da massa
rallida de Nano Maria Seixas.faz saber a Iodos os ere-
dores da mesma masa, que pelo Dr. Ja\z municipal
do commercio da segunda vara, foi designado o dia
22_do correlo pelas II horas da manilla, paraa reu-
niao dos mesmos cre lores om a casa da residencia
daquelle juiz, alimdeanislirem .1 leitura da senlen-
ra arbitra, procedendo-sc as mais diligencias que
forem de mislor para a verificar dos crditos, e
deliberaren sobre o contrato de uniSo. Rccife 10
do fevereiro de 1855.
Joao Pinto de Lemps Jnior.
Prccisa-s de 3003000 a juros,, pelo lempo de
b mezes, hvpolhccanila-se* para seguranra urna casa
terrea nesla cidade : quem quizer fazer este negocio
annuncie para ser procurado.-
Vcndo-se no Diario de Pcrnambuco de 15 do
correnle mez, ir por venda a olaria n. 7 do becco
das Barrciras, por csecucilo da fazenda, sendo a Ul-
tima praca de 14 do correte, e como n3o bouvessa
audiencia no dia 11, por isso faz-so ver a quem con-
vier arrematar a mesma olaria. que osle predio nao
pode ser vendido, visto que foi doacAo fcita pelo les-
lador na sua terca, como consta do estamento. Re-
cife 16decvereiro de 18,V>. a
ERRATA.
No soneto imprasso no Diario do dia 16 d cr-
reme, no ultimo lerrdo, ern vez de Brilhavam
Icia-se Brilbar.no.
Precisa-se de urna mulher que saiba bem co-
zinhar e engommar, para ama de urna casa de pou-
ca familia: quem quizer, dirija-ie ruado Jardim
o. 6.1. "
Precisa-sc de um caixejro para labern, o qual
de fiador .1 sua conducta, brasileiro ou porluguez ;
a tratar era Fora de Portas no patoo do Pilar
n. 21.
Joaquim Pereira Guimaraes,subdi(o porluguez,
relira-se para fiira da provincia.
Custodio Pereira da Silva Guimaraes, subdito
porluguez, relira-se para fra da provincia.
O abaixo assignado, pode ao Sr. Bento de Bar-
ros Falcan, que Ihe aprsente a seco que Ihe lize-
ram seus manosdesse terreno nulr'ora de seu mano
Aljelo de Barres, ou ali/.cr per este jornal, em que
cartnrio existe essa serao, allm do enlrarmos cm ne-
gocio com o mesmo.
Manoel Tacares de Aquino.
Precisa-sc de urna ama que lenba bstanle pra-
tica de cozinha : quem pretender, dirija-sc a ra do
Rangei n. 57, que se dir quem precisa.
Deseja-se fallar no Passeio Publico, loja n. II,
de Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, com os Srs.
que abaix v3o mencionados, a saber : Joao Alves
Ferreira, nesla prara, Joaquim Jos Bello, Afogados,
Joan Marques da Fonseca, Massangana, Jos Rober-
to Padilba, Boa-Visla, Jos oncajves de Miranda,
den-, Josc Alfonso do Reg Barros, Apipucos, l-
enle Reg, idem, Joaquim Jos Pimcnlel. nesla
praca. Josc Cnrdeiro de Carvalho I.eilc, Josc Morei-
ra do Res, engenho Rodizio, Joao de Barros Araujo
Pereira, Estrada nova, Jo.lo Velloso de Albuquer-
que, Iguarass, Josc Paes Brrelo, Afogados, Jos
l.aurcnlino de Azevedo, Catuama, Jos da Silva
Monlciro, nesla praca, Joao do Reno FalcSo, idem,
Joao Francisco dos Sanios, idem, Jo3o Severino do
Reg Barros, Apipucos Jos Remualdo da Silva,nes-
la praca, Jos Rodrigues Sidrcira, idm, Flix Paes
da Silva, idem, Manoel Corrcia Gomes de Alroeida,
enuenlioS. Joao, .Manoel Jos Mauricio de Sena,
ofljoaeMAfogados, Manoei Rodrigues Pinheiro, nesla praca,
HtlJuW *la,10cl Joaquim Paes Brrelo, ex-cadete, I). Auna
Joaquina, ra do Rangcl, Antonio Alves Pimentcl,
Cabo, Domingos Adnlphn Vieira de Mello, nesla
praca. Anlnnio do Farias Blandi Cnrdeiro, Afoga-
dos, Francisco do Paula Mello Brrelo, Timb, Cal-
dillo Lopes de Almcida, A togadas, Manoel Pereira
Ncvardo, empregado, berdeiros de Prxedes da Fon-
seca Cnutinho, ignora-sc. '
Manoel Joaquim Candido Tcixeira e Diogo Pe-
reira de Sou/.a fazom publico que rompraram ao
Sr. Pedro Jos do Reg Maia, a loja de mudezas da
ra do Qucimado n. 65.
1:1503000
5739000
46OSO00
230500
99
46O31
2309OOO
1KIXKK)
'J2,?000
KitbjOOO
230*000
1159000
929000
O5OOO
Ouarlos .
Oilavos. .
Decimos .
Vigsimos
2J800.
19440.
720.
00.
320.
Sobro o premio de 2:000j000.
-Meios bi Hielos 2960a. .
Ouarlos..... 1-', (O. .
Oilavos ..../. 720. .
Decimos..... (00. .
Vigsimos .... 320. .
2:500.3000
1:2509000
6250000
5009000
KO9OOO
IrtOOgOOO
500.-SKXI
2509000
2009OOO
loOO
.5003000
12.450K)
1003000
505003
Sobre o premio de 1:000300o.
Meios biihctes 29K00. .
Quarle....... J.j'iO. .
Oilavos..... 720. .
Decimos..... 600. .
Vicsimos .... 320. .
Pcrnambuco 16 de fevereiro de 1855.
Salustiauo de Aquino Ferreira.
O mcu anuuneio nao se enlonde con o Sr. Ma-
norl de Azevedo Sanls,inorador amado Campcllo.
Anlonio de Paula Fernandes Otras.
O Sr. Josc Joaquim Das Fernandes lom con-
Iratado permutar a sua casa da ra de S. Francisco
cidade do Recite 11. 51, com um sitio na po-
voar.o de lieberibe : se ha quem lenba o que op-
pr a esle negocio, declare dentro do 8 dias.
AS MASCARAS, AS MASCARAS.
Na ra Nova n. 8, loja de Jos Joaquim Moreira,
lis 11 m bello sorlimciilu do mascaras de rame de
mola com suissase bigodes, dilas para sonhora, di-
la de cera para homem e senhora, dilas de panni-
nbo muilo frescas para homem e senaora. meias
mascaras para caricaln, cousa muilo grotesca o ridi-
cula, nariz com bigodes que disfarram inleiramen-
le, ludo por proco baralis-uno.
Furlaram no dia 15 do rorronle, da ra do
Trapiche 11. 14, de cima de urna cama, urna carteira
contendo urna lellra de 309300, aceila por Francis-
co Lucio Coelho, vencida a 8 do corrento : quem a
encontrar leve-a i dila casi, quo sera recompensado.
Iloje 17 do correnle mez, pelas lies horas da
lardo, na porta do Sr. juiz municipal da segunda va-
ra na roa estrella do Rosario, lem de ser arrematada
a parle de um sobradle dous andares e sotAo, silo
OfTerece-se um rapaz porluguez de 16 anos de
idade, para caixeiro de laberua, do que lem bastante
pratica, o qual d fiador a sua couducla : a tratar 110
pateo do Torco 11. 32.
Traspassa-se a chave de urna casa terrea na Boa-
Visla, com muilo bons commodos, cm boa ra, por
um sitio que seja perlo da piaca: quem Ihe convier
esse negocio dirija-sc ao aterro da Boa-Visla nume-
ro 54. .
Esl.i justa o contratada a compra da labernassla
Capanga, pertencente a Francisco Jos Moreira ; se
algucm se julgar com direilo a olla annuncie por
estes 3 dias, ou dirija-so ao Manguind n. 51. Na
mema casa preeisa->c de um caixeiro para tomar
corta por balan da mesma casa.
Aluga-se urna negr que cozinha o diario de
nma casa : na ra do Oucimado u. 1 i.
Prccisa-se alagar una canoa que pegue 500 li-
jlos do alvenaria eressa : quera a liver, dirijao ,\
loja, no l'asscio Publico, n. 7.
Vicente Fcrraira da Costa, legitimo senhor e
possuidor do sobrado da ra do Hospicio, que nu-
lr'ora pcrlcnccra a Joao Ozorio de Caslro .Maciel
.Monlciro. declara eSra. I). Anna Porfiria da Molla
ea seus filhos, que bo falso o achar-se aquella casa
litigiosa, visto como al o presente nao foi incommn-
dado na posso e dominio della, e convida a Sra. D.
Auna e seus filhos para que publiquen qualquer ac-
to judicial, o mais simples, qne demonstre achar-se
ella litigiosa ; declara ieoallent*, que a hvpotheca
da Sra. D. Annajeadueon a respeilo da m'oma ca-
sa, por isso que tendo sido ella arrematada cm basta
publica com pleno conliccimenlo da S:a. I). Anna,
S. 5. longo de f.i/cr a menor oposirai a arrema-
taran, rontcnlou-sc comorazer aquillo que Ihe per-
nutlia o direilo, islo he. protesten haver o pagamen-
to de saa hvpotheca pelo preco da casa arretada,
que fi debidamente depositado com o sen protesto
o de oulros (redores. Avista do expendido ronsnllc
a Sra. II. Auna a advogados consciencosos, se ainda
Ihe resta algum direilo sobre a casa.
OlTerece-se um homem soltero, dando infor-
marnos de sua condurla, para Irabalbar em velas de
cera, carnauba, disldar.'io do espirito e licores, po-
mada, tanto dentro desla piara nono para fra del-
la : quem de seu prestimo se quizer utilisar, dirija-
no Recife na ra Dircila de Furas de Portas, avalia- I se a rua da' ''inco l u"la*' I)adarla 103, que adia-
da por 1:3559600. por execurao de Joao Baptisla! ra com ''uem ,ra,ar- .
Fragoso, contra Jetonymo Cczar Marinlio Fakae. Na rua Nova n. 52, precisa-se de boas officiaes
Bscnvao, Molla. I do atraate e costurcras.
"T:---------
IIFRIUFI


DIARIO OE PRNA MBUCO, SABBADO 17 DE FEVEREIRO DE 1855.
Madama Theard faz sciente ao res-
peitavel publico, que recebeu agora de
I"'ranea ricos chapeos, bonitos toucados c
turbantes do iillimo jjosto para baile, que
vende mudo ein coala.
Precisa-se alagar uin andar para cs-
criplorio as eguintes ras; Collegio,
Calinga', Crespo, Kosario larga. Queima-
doe i ua Nova : a datar no aterro da Boa
Vista o. 45.
lotera da provino ia.
O cauk'lista Antonio Fcrreia de Lima
Mello avisa ao publico, que os seos hilhe-
taese cautelas da primeira parle da pr4
ieira lotera do Sr. Rom Jess dos Mar-
Iwiosqu corre infallivelmente a 2ido
(orrente, acham-se a venda as uas lojas
(\.t na Nova u. i-, ra larga do Rosario
n. 26, fcstreUa n. 17, travessa do Queima-
do n. 18 C, aterro da Boa-Vista n. 72.A,
na do Cabuga' n. epovoacaotlo Montei-
ropelo Sr. Nicola'o, sendo livre do des-
cont de8porcento os billietes inteiros.
Bilhetes. 5$500
Meios. 2.S800
Quartos. 1.S-V10
Oilavos. 720
Decimos. 600
Vigsimos. 520
Kazcm-se quaesquer Irabalhosraligraphiroa para
quadros, como se sejam, paulas ilc irmainlade, esle-
alos para sociedades, laboas com nomes de socios,
guies para procissocs, ele ele com todas ng qual-
lidadas de ledras, emblemas e larjas, ludo Iraballio
de penna, aquarclla e ouro: ua ra larga do Ro-
sario ni 38, toja.
MITO SERIA ATTEWAO.
ARMARIMIO N. 08, RA LARGA 1)0
ROSARIO.
Chcgaram mascaras novas,
A' loja do Cardeal,
pe pjitno. cora c de rame,
i.ou-4 inda nao vista igual.
'lem mascaras de panno ecra,
K ile papelo mui bellas.
Tambera mascaras de rame
Quer com mollar, quer sein ellas.
Tendo o socio gerente da casa de Schipheillin
A Companhia de fazer urna viasoni, dcua durante a
su ausencia romo procuradores bastantes da raesma
casa os-Srs. Leonardo Kulin e Carlos Scholle.
FUMO EM FOLHA.
N.i ra do Amorim n. 39, armaiem de Manoel
dos Santos pialo, ha muilo superior fumo em folba,
para Inzer charutos.
Na travessa das Cruzes n. 10, precisa-se de um
caiMiiro que tenha pratica do taberna.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra do Hospicio n. II.
Precisa-se de urna ama' para casa de pouca fa-
milia, para ser oceupada em adunia costura e en-
gommadn : a tratar no primeiro armazem do beceo
doGoucalves.
Precisa-se de urna ama de leite.: no
pateo do Hospital n. 26, por cima da co-
cinara.
Hoj 17 do correnle mez de fevereiro he a
arrematado do reslo dos escravosde l.uiz Pires Fer-
reira, na porta do Sr. Dr. juiz municipal da segunda
vara, a tarde, por eiecurSo de Antonio Pires Fer-
reira e outros.
CARLOS CLAUDIO TRESSE, FABRI-
CANTE DE ORUA'OS E REALEJOS,
RUADAS FLORESN. 19,
avisa aorespcitavel publico, que coucerta orgaos c
realejos, pic marchas modernas dcsle paiz, coucerta
pianos, saraphinas, caiasde musir,acordoeso qual-
quer instrumento de msica ; lambein faz obras no-
vas, e fabrica caixa paras joias de qualquer natureza.
PrecrsMo do-um criado, e quo de fiaJor sua
conduela : ni ra do Hospicio n. 7.
Loterias da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da !. parle da 1.'
lotera a beneficio da igreja de S. Bonf Jess dos
Marljrio.s desla cidade, nicamente na Ihesouraria
ilas Inlerias : ra do Collegio n. 15, e as rodas an-
dar impreterivelmcntc no dia 21 do eorffente mcz."
Francisco Antonio Je Uliceira.
VELLDILHO.
Superiores velludilhos, escarale fino, romo, cor
de rosa e prelo a720rs., azul, verde claro, escuro e
marello, a tilo rs.: na ra do Queimado n. 21.
O Sr. Juo Antonio de Miranda,
3 licita ter a honda/le de apparecer na ra
o Collegio n. 15, agencia de leiles, a ne-
gocio de sen interesse.
S\L\ DE D/M.
Luiz Cantarclli participa ao respcitavcl publico
que a sua sala do ensino na ra das Trincheiras u.
1!) se acha abcrla todas as secundas, quarlas e sextas
desde asselc horas da noile at as nove : quem do
seu preslimo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhau ale as 0. O mesmo se
uuerece a dar lices parlicu|arcs as horas convence-
nadas.
I JANE, DENTISTA,
continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
90)000
ItylOO
"8000
(8000
168000
68000
S8000
168VO0
103000
8000
78000
68000
48000
108000
308000
*
Novos livrosde homeopalhia uicfrancez, obras
lonas de suinma importancia :
llahiicmanii, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............
Tesle, rrolcslias dos meninos.....
Ilering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pliarmacopen homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 vulurae .
Jahr, molestias nervosas. ......
Jahr, molestias da pello.......
Kapou, historia da homeopalhia, 2 vulumes
llarlhroann. Iralado completo das molestias
dos 'meninos..........' ,
A Teste, materia medica homcopathica. .
I>e Favolle, doulriua medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalhia. .
lliccionario deNvslen.......
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homcopa-
. tilico do Dr. Lobo Hoscoso, ra do Collegio n. 2,
primeiro andar.
DENTISTA FRANCEZ. ^^^
9 Paulo Gaignoui, cstabelecido na ra larca
09) do Kosario n. 36, secundo andar, coiloca den- J
0 les com gengivas artificiaos, e denladura com- *J>
8 pifia, oii parte della, com a pressao do ar. *
Tambero lem para vender agua denlifrice do
fg l)r. Pierre, e p para denles. Rna larga do
gl Rosario n. 36tegoodo audar.
-.'UUUCaCAe' DO INSTITUTO HOMEOPA-
THICO DO BRASIL.
TIIESOURO IIOMEOPATHICO
U
a VADE-MECUM DO HOMEO-
FATHA
Uttnoio concho, claro e seguro de curar homeo-
pathicomenle lodas as molestias que affligem a es-
peis himaita, e particularmente aquellas que re.-
iiam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de homeopalhia, tanto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo t)r.
Sabino Olegario l.udgera Pinho. Esta obra he boje
reroiihecida como a inelhor de todas que Iralam da
applicarao houieopalhica no curativo ras molestias.
Ih curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
no securo sem possui-la o consulta-la. Ospaisde
lannlias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
janles, capilaes de navios, scrlaucjoselc. ele., devem
te-la a mao para occorrer promplamciite a qualquer
rasiide moleslia.
Dous voluines em hrochura por 109000
encailcrnados 118000
vende-se nicamente em casa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
OSr. Joao Nepomuceno Fercia
de Mello, que mora para o Salgadinho,
nucir mandar receber urna encommcii-
da na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Fcrrer de Albuquer-
que miiUou a sua aula para a ra do Ran-
;;el n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ee\ternos desde ja' por mc-
dico preco como lie publico: quem se
quizer utilisar deseu pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COLLEGIO I ALTOA& 25.
O Dr. P. A. I.oho Mosco/.o manhih aleo meio dia. e ein casos extraordinarios a qualquer hora) rio dia ou nole.
Oflcrece-se igualmeulc para pralicar qualquer operaran de cirurRia, e acudir promplamenlc a qual-
quer muiiier que esleja mal de parto, e cujascircumstaiii as no bermitlaiu pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR. P. i LOBO IH0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
-Manual completo de meddirina honiiopalhica do Dr. (1. II. Jahr. Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernados em dous c acompaiihado do
um diccionario do lermos de medicina, cirurgia. anal
aloinia, etc., ele.
20000
tarta obra, a mais iinporlanlc de lodas as quelralam do eatndo e pralica Ha homeopalhia, por ser n unir
Vv.",;!,!S5S .flv';'';',':'.'','!! ^^y^S-l^ PATHOGEiJiESIA o EPFE1TOS DOS MEDICA-
ME>IOSM)<)l<,AM.V\I(>fcMthlAD(M>ESArili:-.nnhec,menlosquei,a,.|1od,md,.|,e,,,.lraspes-
soas que sequerem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizerem
eiperimenlar a loutrina de llahncmann, o por si meslo* se convcncereni da verdade d'ella: a lodos os
fazcmleirose senhores de enccnbo que esUo longe dos recursos dos medico*: a lodosos capilaes de navio,
que urna ou potra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pas de lamilla que por circumstaiicias, que iitm sempro podem ser prevenidas, sflo obrBa-
dos a prestar in mitinenti os primciros soccorros em suas eufeniiidadcs.
O varic-meetim do homeopalha ou Iraducrao da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra lambem ulll as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me graude, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. .
Sem verdadeiros e heni preparados m-dicamenlos nao se pode dar om passo seguro
Homeopalhia, e o propriclano desle estabclecimento se lisonceia de te-lo o ruis bera montado'possivci'c
mngucm duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Bol iras a 12 tubos grande-...............
Botica* de 24 medicamentos cm glbulos, a 10, 123 e'ljoob rs. '
Ditas 36 ditos a .*..........
Ditas 48 ditos a........ .....
Hilas 60 ditos a........
Ditas 14* ditos a.......... '
Tubos avulsos..............; \ ,
Frascos de meia onea de lindura. ...!..!!.'..' '.
Ditos de verdadeira lindura a rnica.........'.*."..'*''
.a,NameSa'asa l,a 8e",pre" vcnda Bral,de numero "le ubos de cry'slai de diversos lamanhos,
viros para mcdicamenlos, e aprompta-se qualquer cucommenda de medicamentos com toda a brevida-
108(K)0
:isooo
na pralica da
9000
209000
2.">8OO0
309000
6081100
18000
28000
28OI0
de e por presos muito commodos.
^ O solicitador nos audil'-rios deca cidade a
^, abaixo aaafyrnado, eonlinua a exercer as 2?
^ fiincrocs desse cargo, para o que pode ser ^
^ procurado no escriplorio lo Ulna. Sr. Dr. 4Gt
^~^ Joaquim Jos da Konceca, o mesmo compro- '"-'
^ metle-se a solicitar causas de partido an- 45.
^ iiu.il, rom lodo zelo eaclividade, medanle ^
^ um pequeo honorario, assim como as a^
- causas par rulares nao poe prero as \j?
V parles. Cimillo Augusto Ferrrira il Silra.^
^S@@ 8MMM
OBRAS DE LABTRIHTHO.
OHerccem-se lindos lencos de labvrinlho cm su-
perior cambraia de lii.lio, r,icas toalbas para rosto, e
circuladas, o oulras muilas obras, ludo por baralissi-
simo preco, paru liquidacao de conlas : na ra da
Cruz do Uecife n. 34, primeiro andar.
=^ t 6 c 0 0 %
es C "" *" 5 "^", 0 ."
: - S n>-=,2.2
; '2 c 5 2 g t" s
= = :M.-s
sa m a "O 9 0 y 'x y c k ~. 5 a ~ s 0 > 0 = 0 0 a 01.:~ g ra U ~ '- 0
~* S PB|
sxs 1
(-d es * 5^5 S t- fl 2 a ~ -~ v 0 g .= 0
Smmi e> ^^^^ Islilla! gl. e-3 5 -"5 |g^l-|1s,i.
-s 5 s E 'O
Ss CX2 ;; 8 >5^ - a m r25>~ S "SJ'E F- -1 .=-v S sl*.a 2.B S o, cs aJ 1 s
m^Z vZ wm
-5 9 - 5.f S isSil ^05,0 = 3^ = 0
eE
w 2 !, J 8 2 E? 2.
S3 9 SafSJsfcS
es 0 "=^2o c j a ~^ u 0
Bilhetes inteiros.
Meios bilhetes.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos
loj'
Ocautelista Antonio Jos Rodrigues
de Soma Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que tein resolvido vender daqui
por diante as suas .cautelas e bilhetes aos
precos abaixo declarados, obrigando-se a
pagar por inteiro sem o descont dos 8
por cento da le, os premios grandes que
leus bilhetes e cautelas obtiverem :
KeceRe por inteiro.
3JI500" 5:000s00
2.SS00 2:")OO.sOO
1/>'V0 1:2,"0.S(I00
72 625.S00
GOO 500$000
.">20 250.S000
y. por isso acaba de expor n venda as
jas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da primeira parte da primeira lotera
a beneficio da rmandade do Sr. Boni
Jess dos Martyros, cujas rodas andarao
cm 25 do presente mez.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que Ihe
io dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 re Janeiro deste auno, asignada pelo
Dr. Firmmo ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, c caso o Sr.
Rigueira nao se queira dignar responder,
lera' tao por caprichoso e arbitrario em
Ras decisdes, c reo conl'esso de seu de-
licio.O Curioso.
ItASSA ADAJIANTINA.
Ra do Rosario n. *, segundo andar, Paulo Gai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
mas-a adamanlina. Ka nova e maravilhosa roin-
posicao lem a vanlagcm do encher sem pressao dolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adquerindo
em poucos instantes solidez goal a da pedra mais
dura.c promette restaurar os denles mais estragados,
com a Turma e a cor primitiva.
Ahiga-seum sitio no losar .los Afogados, na
roa de S. Miguel n. 39 : a Iralar ne ra da tilqria
n. (>!), na Boa-\ isla.
Casa de consignacao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2
Compram-sc c rerebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se vendercm de comromao, lauto para a
provincia como para lora della. ollcrerenJo-sc para
sso toda a segurane.1 precisa para os ditos escravos.
RA -NOVA N. 22/
L. Deliimhc, tem a honra de annunciar
ao respeitavel publico, que acaba de re-
I1! mlL rel^r pelo ultimo paquete o mais bello
sorlimcnlo dcrelogios dcouro, prata e praia dou-
rada, patntese horizonlacs, por precos muilo van
tajme-amaneados: lanrliem cncarrega se de Indos
os concerlos perlcnccnles a sua arle por ma difl-
cullososquescjam, com perfeicao e brevidade.
Aluga-se o armazem n. .10 da ra eslreila do
lio-ario : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da loterii, 7- da Gloria, as listas vem pelo
vapor Guanabaraa 17 e 18 docorrente :
os premios serao pagos a vista e sem dis-
conto algum, logo que se lizeva distribui-
CSo das listas.
O procurador nesla cidade da Sania Casa da
Misericordia de Loando, em Amfola, con,ida aos se-
nhores foreiros que eslSo a devermaik de : anuos,
pelos foros vencidos dos terrenos que pcrlenccm a
mo-ma Santa rasa, para vrem salisfazer no pra/o de
Lidias, cm seu escriplorio, casa n. 6, dama do Tra-
piche .Novo, a importancia em divida ; alias lera de
usar para com os senhores foreros des meios conce-
didos pelas leis. Joaquim llD>lista Moreira,
Precisa-se de urna ama para o servico de urna
ca-a de pouca familia, que anteada alcuma cousa de
cozinha: na ra da Cruz 11. 7, lerceiro andar.
Precisa-sede um prel?, erioulo, de 12 a 1.1 an-
uos ile idade, pouco mais ou menos, forro, e qoe st-
ja muito bonito, oqual he para ir para a 1'ranea ser
phgem de urna familia eslrangcira : para tratar na
ra do Collegio n. 1. com J. Falque.
Obacharel Jos Hara d,i Trindade,
teiliaberlo o seu escriplorio de advocado
no mesmo sobrado da uta da Roda 11. ),
onde trabalhou o auno passado.
Quem lvcr urna casa' terrea com :t quarlos e
largura de 25 palmos, mais ou menos, desejando per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 aoartoa,
situada na ra da Concordia, para receber por in-
deniraisae.lo da dill'erenca, dinheiro nu alcuin objcclo
que lambem rende ; dirija-so a ra das Flores 11.
23, a fallar com Juslino Martyr Corroa de Mello.
HOSPITAL REGIMENTAL.
Precisa-se alagar ama casa para enfermara mili-
tar, na Soled.ole e suas iinmediacocs : a Iralar no
aterro da Roa-Vida n. 12, primeiro andar, rom o
abaixo aatigoado.Dr. Prosuda Gomes de Souza
l'llanga, I. cirurgiao cncarregado.
Adverlo-ce ao Sr. Vicente Ferreira da Assum-
pefio, morador no Bonito, que se satislizer o que se
lhe lem exigido por diversas carias dirigidas da ra
do Oiieiiuado n. 21, ser para si nina deshonra, pois
uno he justo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um anno.Jo*c I'ereira Cesar.
Prccisa-sc do una ama de meia idade, que le-
nha boa conduela, s.iiba cozuhar e ensommar, para
casa de pouca familia: no larco de S. Tedro ti. f,
achara com quem tratar, das 2 horas as V da larde.
O abaixo assignado avisa a lodas as pessoas que
lem penborescm sua mao, que-os venhain lirar no
prazo de .'Odias, do contrario serlo vendidos para
seu pagamento. Becifc 12 de fevereiro de 1855.
Manoel Ferreira da Silca Maia.
COMPANH1A PERNAMBLCANA.
O conselho de direcoao previne aos
poneos senhores accinistasque ainda nao
tizeram a entrada da terceira prestacode
15 por cento, pedida desde o dia 7,0 do
mez de dezembro passado, qiie bajam de
satisfaze-la at 20 do correte para nao
incorrerem as penas impostas pelos esta-
tuios: o cncarregado dos recebimentos
he o Sr. F. Coulon, na ra da Cruz n.
20.
Toma-se .1003000 rs. sobre hypolhoca em um
silio : na ra cstreita do Kosario loja do ourives
n. 7.
O abaixo awgnada, morador na ra do Cam-
pello n. 2, com oflicio de pedreiro, perganla ao Sr.
Antonio de Paula Fernandos Eiras, se se 9111011110
ronychVo annuncio do Diario de 10 docorrente.
Itecife 1.1 de fevereiro de 1855. Manoel de Azcvc-
do Santos.
O padre Leonardo Anlunes Mera Ilenriques
mudou o seu escriplorio de advogacia para a ra lar-
ga ilo Kosario n. 12, primeiro andar. ,por cima da
bolita do Sr. Joaquim de Almcida finio.
As relaroes dos devedores de derima do anno
Bnanceim de 1853 c 1854, acham-se no carflirio da
fazenda provincial, ra da Santa Cruz n. 46.
. O Sr. Antonio Coelho de Merelles. nalural da
cidade do Porlo, reino de Portugal, queira dirigir-
se i ra da Cruz do Becifc n. ,17, (agnado audar, a
nesocio de seu inleresse ; consta que dito Sr. he ne-
gociante de andar mascateando cm feiras ; e no caso
de cslatfra da praca, roga-se o favor a quem dclle
souber, de o declarar na casa cima referida.
Precisase de urna ama de Icile para acabar de
criar urna enanca, que tenha bom leilc o sem fillio ;
paga-se bem agradando : a Iralar na praca da Inde-
pendencia n. 1.
Antonio de Mello Rodrigue* Lourcro faz scienlc
que modou i sua loja do Passcio n. 13, para a ra
do Oueimado n. 49.
Offerece-sc urna mullir-r para ama de Irite
quem precisar, dirija-se a casa cabida defronle dos
-Martyros.
Desappareccu no dia 14 de fevereiro, Om ea-
vallo rodado, com cangallia, urna porclo de bolacha,
baealbao e alauma roupa que ia para lavar : quera
nene liver noticia c o queira cnlrecar. leve-o no bec-
eo do Perxe Fr.Io, tafeerna do Sr. Joaquim de Al-
meida c Silva, que se recompensar.
COMPRAS.
r..7aCrTr"''e "m.a Casa ,crrca' (lue fl I" na
ra do Collegio n. 9.
Compra-se em sesunda m.lo nm relocjo de
ouro borisonlal: quem liver e quizer vender, annun-
cie por esle Diario para ser procurado.
Compram-se 2 casas terreas; na ra das Cru-
i- T .ComP"n'-sc palac.es mexicanos: na ra d
t-adcia do Kccife u. 24, loja de cambio.
No boceo do tioncalves, primeiro armazem de
lariniia. oompra-se um prelo que seia moro e de boa
conduela.
Precisa-se comprar urna c.irrora que csteja em
nom eslado : quem a liver e quizer vender, dirjase
i ra do Bangcl n. 63, quo se dir o cumpra-
ATTENCAO.
Casa de commissaode escravos.
Compam-se escravos de ambos os sexos lano para
a provincia como para fura della. sendo rrioulo* de
10 a 25 anuos e pantos de 10 a 1S anuos, leudo bo-
nita figura.pagam-se beui, assim^como recebe-sc para
vender-sede commratgo : na ra de Dorias n. m.
Compra-se urna canoa aborta, cm bom estado,
quccarrecnc de 800 a 1,000 lijlos do alvenaria :
no pateo do Carino n. 17.
Compram-sc escravos de ambos os sexos, e rc-
cebem-so de commisso, leudo para so urna cata
com toda seguranca : na ra do Liviamento n. 4.
Na labrica de oleo, ra dos Guararapes,
eompram-se e ahigam-se preloi; nao precisa que
leuhain habilidades, basta que sejam robustos ; sen-
do bous nao se repara o preco,
VENDAS
kXmkl PAR i8o.
Sahiram a' lu/. as folliinhas de algibci-
ra cotn o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e accrescentado, contendo
400 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acnam-se a venda as l>em conliecidas
lolhinlisis impressas nesla rypograpliia,
de algibeta a 20, de porla'a, ICO. eec-
clesiasticas a-iSOrs., vcinlem-se nica-
mente na livraria n. ti e 8 da praca la
Independencia.
RUCADOS VARSOVIANOS'
A i-.S'OOO rs. o corle.
Vendem-se riscados Varsovianos de quadr.u fa-
zenda nova e muilo lina, imitando a seda escocesa
viudos pelo ultimo navio de Uambiirso, rom 13 ',
covados cada corle, pelo barato preco de 40000 : ua
loja ii. 17 da ruj doQueiuiado, ao pe da botica
PARA 0 SADAMISMO DO
BOM GUSTO.
A S.sOOO rs. o corte!!!
Vendem-se na roa do Queitnado, luja u. 17, ao pi-
da botica, os modernos cortea de vestidos ,1c lorala-
na de seda com quadros de cora*, de lindos c novas
desenlio*, rom 8 varas e meia, pelo barato proco de
8500011! -
ORLEANS DE USTRA DE SEDA.
<00 rs. o corado.
Vendem-se na ra do Queimndo, luja n. 17, de
ralla i\ Lopes, para u'qoidarao de conta*.
MELPO.MENE DE LAA' DE QUADROS.
GOSTO ESCOCE/.
A 400 rs- o covado.
Vende-se paraaltimarjAo de coala*: na loja da
rara c\ Lopes, ra do Qiieimado n. 17.
Vendem-se tres esi r,na-rrioulas. mocas, de bo-
nlas ligaras, com alguna habilidades : na roa de
Hurlas n. 60.
LOTERA DA IRMANDADE DOSENHOR ilOM
JESS DOS MARTVRIOS.
Acham-se a venda na casa da fama no aterro da
l!oa-Vi>la n. 48 os bilhetes e raulelas da primeira
parle da primeira lotera do Sr. Ilom Jess dos Mar-
tyros, a qual corre no da 24 do correnle mez.
59000
29600
tallo
J600
5320
liilhetes inteiros .
Meios...........
Quarlos...........
Decimos .......
Vigsimos...........
ENFEITES PAISA BAILE.
lurhanlcs, toncados, eocbe-poignes, capcllas e
plumas, rerebidas pelo navio Cont Iloger. vendem-
se muito em cunta : na loja de modas de madama
Millocbou aterro da lloa-Vsla n. 1.
MASCA AS.
Na praca da Independencia n. t c 16 ha masca-
ras de cera c de seda, para homeni, meninos e se-
nhoras, a 500 rs. cada urna, para acabar.
MASCABAS E VELLUIILHOS.
Vendem-se na ra Nova n. 40 c 42, a
l,S'500e:2.sOO rs., de cera caame muilo
linas.
Vendem-sc carracas novas, fortes c bem cons-
truidas, tanto para boi como pararavallo, cairos ,1c
mao, lambem pes de lanngeiras do umbigo e da
China, de sapoli. de froeta-pe, do limao para cer-
ca e fouces para curial capim na eslribaria, ludo
por prero muilo rommodo : na Ponte de l'choa, si-
lio de Joao CaiToll.
Vendem-se em oasa de S. P. Jobas-
ton S C., na ra de Sen/.ala Nova ti. 42.
Sellins ingle7.es.
Relogios de ouro, patente ingle/..
Chicles de carro e de montara.
Candieirose castcaes bron/eados.
Cobre le lorio.
Chumbo cm lencol, barra c munco.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, edifica,
da ha pouco tempe-, em chaos propros,
com bstanles conmiodidades, coebeira-
estribaria, ele., efe.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a roa da
Cruz n. 10, que sendo possivel se tara'
qualquer negocio.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirao' de C. Starr. & C. cm
Santo Amaro acba-se para vender ara-
dos ferro de nv- quatidade.
Vende-se um mualo de bonita Agora, de da-
do 20 anuos, pinico mais ou menos, sem virios, do
que se aBaoca ao comprador c o motivo da venda
se dir : lia Camboa do Carino n. 18.
N flHI'FJJS E OL
Na roa Nova n. 1, vendem-se chapeos francezes,
rormas muilo modernas, e superior quatidade, dilos
de rellro de lodas as cores, lano para homem como
para aonbora, sendo os para eohOra ricamente en-
fetados, diloa de caslcr inglez, branco, do muilo
arrcdiiadu fabricante A. F. Putehard, rceciitementc
Chegados, dilos de castor sem pello (Thebel), lano
prelo romo branco, c ludo por proco razuavcl : na
ra Nova n. 14.
CEMENTO ROMANO.
\ eiule-se superior rfiiienln em barricas e a rela-
Iho. no armazem da ra da Caricia de Sanio Anto-
nio de materiacs por preco mais em conta.
Vende-se urna prcla de idade por preco enramo-
do : a Iralar no paleo do Terca u. 32.
. PARA LIQUIDACAO.
Na ra Nova, loja n. ,12, vendem-se chapeos de
mana franceza, pelo diminuto prero de 59OOO rs.,
ditos de m.iwa feitos no paiz, pelo proco d 3.S100,
ditos de papel.lo a 800 rs., ditos do Chile a I96OO,
ditos de palha da Dalia a 1JKM), ditos de felro a
l->S00, bonetes de oleado a .100 rs. Na mesma loja
vende-se um pequeo balcio comarmaejo a liteiros,
proprio para um pequeo esl.ibelccimenlo : quem
pretender apparec.i, que em qiianlo ao preco nao
dcixar de fazer negocio.
Vende-se urna mulata de 30 anuos com 4 filhos,
sendo ., machos, c a nlliiua femea com 8 mezes de
idade, e o mais velho de 10 anuos: a fallar no en-
golillo Itodizio.
- Vendem-se apparclhos do porcelana delirados,
para jantar, por preco comniodo : cm casa de Taiso'
Irmaos.
Vende-se a taberna da na da Guia n. 57:
quem a pretenderdirija-se a mesma.
ROM E COM MODO.
Vendem-se cortes de vestidos
de setim preto lavrado de supe-
rior lualid.idec bom gosto, pelo
baratissmo pirco de 25.S000 rs.
o corte., sarja preta muito boa a
2,S'i00 rs. o covado., sclus pelos
para colletes, pannos preto e de
cor de diversas qualidades e por
precos pie muito ho de agradar
aos compradores : na ra do
w Queimado loja do sobrado aina-
g relio d. 29. de Jos' Moreira
ffi) Lopes.
Vende-se fitrinbade mandioca mui-
lo superior a ",s.")()0 rs. a sacca, no ar-
mazem de Lu/. Antonio Aunes Jacome, e
no de Jos Joaquim Pere'tra de Mello no
caes da aliitiidcga, e em potvaonoescrp-
foro de AranagaiV Bisan, na ra do Tra-
piche Novo n. ii segundo andar.
Vende-se bcallia'o de escama le
muito superior qualidade, ao. preco de
I5$000 rs. por barrica : 110 caes da al-
landega armazem de Paula Lopes.
:$ Atoalhados, toalhas e guarda- jh
^) danapos de hnlioe algodao, ven- (A,
l de-se muito barato: na ra do ^
W Queimado loja do sobrado ama-
W relio n. 2(J, de Jos Moreira O
$) l.o 1 es. m
NOVAS ALAfAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja ,de Farra A' Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de no-
vos c lindos desrnhos, pelo mdico prero de 000 rs.
cada covado.
Vende-se superior chocolate ft aera
domeHior que tem apparecido no mer-
cado, epor pceo muilo rommodo: na
ra da Cru/. n. 2(i, primeiro andar.
Vendem-se relogios deoui-, patente
ingle/., dilos le prata horizontal, ditos di-
los domados c Coleados, lodos do inelhor
goslo possivel e por prero baraiissmo :
na ra da Cruz n. 2(i, primeiro andar.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa l.irinha de mandioca, e pieco com-
modo : trata-te com Antonio d'lnn.ida
Gomes & C, na ra do Trapiche, n. 10,
segundo andar.
a
i
A
i
i
i
i
1
Vende-se o verdadeira rape" Paulo Cordeir.o
cm i, libra, reccnlcmcnle chegario rio Kio de Ja-
lla loja de ferragens, na ra do Queimado n.
neiro
13, de J0S0 Jos de Carvalho Moraes Jnior.
Venric-se banha de porro derretida
do Rangel n. 3.1, a 400 rs. a libra.
Vende-se 11 m silio na Canaoga Nova, rom urna
bonita e erando casa rom .} quarlos, S salas, cozinha
fura, gran,le copiar, muito fresca, acabada j ueste
auno de 55 : quem n pretender, dirija-se o ra es-
lreila do Kosario, loja de barheiro 11. 19, ou no Cho-
ra Menino, no silio que fui do Jacintho dos
ou sitio da {apella que est em aberlo.
na ra
oculos,
ATTENCAO*.
Vende-se oa aluga-se um vestuario rompido a se-
baslianisla, preprio para os bailes de mascara* : na
111a do Queimado n. 2.
\ endem-se os cdigo* criminal c do proresso,
e a Constituirlo, notados pelo Dr. ltraz Florentino
Ilenriques de S011I..... encadernados em nm a vo-
lme 011 avulsos, c lambem as observadles ao cdigo
penal, pelo Dr. Manoel tiendes da Cuiha Azevcdo :
ua ra du Collegio n. 8.
POP, SEDLAS VELHAS.
A 5|000 e .sOOo o par, quem deban*'
de comprar ?
Sapalott de lastre franceies para homem, dilos de
bezerro de Nante* para homem c menino, assim co-
mo nm rompido sortimenlo de calcados de todas as
qualidade*. tanto para homem como para senhora,
meninose meninas, ludo por preco muilo commodo,
a troco deselllas velhas : nu aterro da Boa-Visla,
dcfrunli! da boneca 11. 1i.
Para voltarcte.
Na rui do Queimado n.25, vendem-so SlM para
voltarcte, de superior qualidade, por commodo pre-
co, c suspensorios a 80 rs. o par, ludo para acabar.
Vende-se um rico vesluerio para os
bailes de mascaras: na praca da Inde-
pendencia ns. 14 c 10.
Vendem-se cadeiras e marquen* de madeira de
oleo ludo novo, assim como outras muilas obras que
se vcndein por menos preco do que em oulra qual.
quer parte : na ra ria Cadeia de S. Antonio n. 20.
ANDA se continua
A VENDER FAZENDAS BARATAS.
Na ra dosQuarfcis, na segunda loja de niiudc-
zas 11. 22. que fui dos Sis, Victorino & Moreira,
vendem-se as seguinlcsmiudczascom os precos meu-
Cionados, para se acabar com o cslabelccimenlo;
porlanto coinida-se as boceteiras, mscales o-mes-
ino a qualquer pessoa que costa do bom e barato,
para que apparcoam antes que (o acabe o resio.pois
que os precos sao os mais agradaveis que he possivel
para os compradores,e estas orcasioes silo raras appa-
recer. Vejara, vejan o que he paeJuncha, e quem
liver inveja faja o mesmo.Iticos estrilos a GOO rs.
a peca, lesouras limpinhas para costura a fl a du-
lia, Indias brancas de novelo de ns. 50 e li a I.3IOO
a libra ; liona* de lodas as cores a .100 rs. a libra
meias para senhoras a 210 o par, ditas para ho-
mem a Hit) e 200 o par ; brinco dourados a tW) rs.
upar, ditos da pedias a 120 rs. a duzia de pares,
ditos ditos cm caivinhas de 12 pares a 320 rs. ; sa-
paliuhos de 13a para enano* a too rs. o par-
rosclas dourada* o de pedras a 100 rs. o par ; os;
pelhos de givela a 120 rs. cada um ; pcnlesde ac
para marrafa a i rs. a duzia, dilos de alisar a OO
rs. a dnsia ; colielea em cniviuha%grandes e bem
cheias a 70 rs. cada caixinha ; agulheiro de pao a
80 rs. a duzia, dilos muilo linos o com sorliiucnlo
de agulhas a 200 rs. cada um; caisioha* cora uu-
lbas Irancezas a 200 rs. suspeusorios a 80 rs. o par ;
caivinhas com :t dalia* de aunis dourados a
300 rs. ; aunis de chumbo e tamba a 20 rs. a du-
zia ; calvas com buhas de marcar a 140 rs. ; cor-
das para viola a 140rs.a duzia; bordes a 280 rs. a
duzia ; apilosde chumbo a 120 rs. a duda; alunte*
para homem a 20 rs. dilos prclos a 80 rs. a duzia ;
lapis a 100 rs. a duzia, ditos muilo linos e euverni-
sadosa 120 rs. a duzia ; lilas de liubo brancas a 40
rs. a peca fazenda muilo boa ; garganlilhas prelas
para lulo a 80 rs. pulceiras prelas a 80 rs. o par
mamullaos a 160 rs. a duzia ; DOtoM linos para
abertura a 120 rs. a duzia ; rusarios a 240 rs. a du-
zia ; iranclha de lila a 20 rs. a peco ; lilas lavradas
a 00 rs. a vara ditas de seda lisas a 100, 200 c400
rs. a peca, dita* larga* a 100 rs. a vara ; espigui-
lla a 20 rs. a vara ; galio estreiio a 20 rs. a vara ;
palitos de fogo a 20 rs. a duzia de caivinhas, dilos
em pentes a 40 rs. a duzia do marinaos; micangai
prelas e do cores a 60ea 100 rs. o maciuho ; milao
a 40 rs. o carrinho ; dedaes para senhora a 100 rs.
a duzia ; boloe* du seda preta a 80 rcis a duzia ;
abotuadura* dourada* e brancas para colde a
2011 rs. ; maros do aljofares a ICO rs.; callas de
alliueles a 100 rs. ; maros de conlas douradas cura
IIHt lios a 1J ; caivaspara rap,a 100 rs.cada urna ;
lilas de retroza 280 rs. apera; conlas prelas deco-
quinlioa 120 rs. o masso ; bolocs brancos para pa-
litos a 80 rs. a duzia ; garfos de ferro cstaDhados a
10 rs. cada um ; peonas de ao muilo boas a 640rs.
a gran ; torcidas para r.mdiciro a 60 e 0 rs. a du-
zia ; folhas de sombras de tudas as cores propria-
para malcarados a 40 rs. ; bolocs para camisa a 200
" Pros'1 agulhas para coser saceos ou chapeos a
100 rs. o papel com 2.1 agulhas ; escoviuhas para
denles a 100 rs.; boloes de retroz para larda a
200 rs. a grasa ; ditos de liaba para camisa a 80 rs.
a grosa ; vidros com grava a 20 rs.; bolocs pretos
de vidro a 20 rs. a duzia ; conlas lapidadas de
vulro a 160 rs. o maco com 12 lios ; caitas do bu-
vo a 19600 rs. a duzia ; cailinha* douradas para
joias a 40, 80, 120 e a 300 rs.; cami.has com bro-
quedos para menino a.100 rs. caixiubas com areia
liara escrevera 10 rs. ; anneisde chumbo c tamb
a 20 rs. a duzia.Os cncarregado* de acabar rom o
eslahelerimento declarara, que algn* dos objedos
que se linbain acabado, como sejam meias,lesouras,
lilas de linho e outros objedos, revolveudo-sc os
que havjam no fundo da loja acharam-sc ; por isso
conliuiia a vender-sc pelos uicsmos precos annun-
ciados, como ueste ricclaiamos, assim como lambem
declaramos, que as modilicacoes fcitas em precos em
alguns objedos ja aniiunciados sao feila* pe'la ra-
zaode haver ainda erando porfo, e querermos
acabar com o eslabelccimenlo. v
, ZT/i;!,"li"ua"sc, vem,cr mm* de engommar
,Cl', ?.roba, em libra 80 rs., cli prelo a
*f"p. a libra, muito supeiior: ua taberna nova
da na ae Dorias 11. .
Vende-se um palanquim de relmco cm muilo
bom estado : na rua do Hospicio n. 7.*
ufi^1, '"i" '= portas, na rua do Queimado 11.
i", deM. J. Leile, vendem-se as seguiutes fazen-
das, pelos precos declaiados :
Selirn neto de Macao para vcslido de se-
nhora, covado.......
Sarja prcla de seda, covado I '.
Meias de seda preta......[
Los de linho pretos bordados rie'seda
Mantas prelas de linho bordadas de seda '.
brosdenapolc prelo superior, covado .
I anno preto, covado. 25800, 3*200 c
Chapeos francezes........
e oulras muilas lateada* por prejo imi'ilo'comiuod7
Na taberna da ma do I.ivramento 11. 30, ven-
de-seo afamado fumo de arai.huus, baralo, tendo
em porr.lo.
No palco do Carmo, quina da .ua de Dorias
n. 2. conlinua-se a vender gamma muiloalvaaSO
rs.. lamilla do Maranhilo a lio, (ovada nova a 1110
Cafea 180. MU arroba.13000. cha a lGO0, 2JMI0 c
5M<>. bom, dito pelo o inelhor possivel, cm embru-
llios de meia libra, a 231180. toucinl.o de Lisboa a
360, ameixa* novas a .HXkrs., batkehiahaa de Lisboa
,, S"."i'' ,rarUl'' W0~ dita "Piezas a
280, mante.ga a ,20, WK)c I3OOO. boa. milho a 160
a cma, vinho muscalcl a 600 r<. a garrafa, papel "rc-
ve.perlina c de outras qualidades mais balsa* e mal-
baratos, dito a,ni para rhapelciru. sardinbas dcNan-
Icsa hiOcrjoOrs., e oulms muilos gneros uue se
vendem barato, porcm a dinlitn,,. e lambem esla-
menlia para lerceiro* franciscanos.
FAZENDAS BARATAS.
\ eiidcin-e corlea de cassa com barra a -' patucas,
ganga amarella franceza a 20O rs.. riscados liancezcs
largo a !) vinlens, cobertores de algodao dea cores
iiiuiloenciwpailos c grande* a l00O, cassas fr ance-
ia* linas de cores lixas a 320 o covado : na rua do
Queimado 11. 21.
ALBANEZA.
Para acabar, vende-se Mo rs. o covado densa
econmica rizepda preta, rom (i palmos de largura,
propria para Irage* de clrigos, religioaus, vestidos e
maalUhas para mulhercs : ua rua do Queimado
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca, ein saccasque tem nm alqueire, me-
dida vellia, por preco commodo: nos
arma/.ens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e 110 armazem delronte da porta da
allandcjja, 011 a tratar no escriptorio de
.Novacs i-v C, na rua do Trapiche 11. 7>\,
primeiro andar.
(L
I
i
23S00
2NKK1
13600
1031100
121000
13800
33100
3100
Acha-sc de novo esposto 11 venda ,1 deliciosa pila-
da desle rulan francez, que so te encontrara na rua
da Croza. 36, primeiro andar, c na loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por muilo commodo prero.
leo-
l'oallias de superior panno de linho
toadas para 1 oslo a 1^120,
vendem-sc na roa to Crespo loja a. 16, a segunda
quem vem da rua das Cruzc-.
CAL VIRGEM.
a mus nova que ha no mercado, a preco commodo;
na rua do Trapiche 11. 1.1, armazem de llaslos Ir-
Na livraria da rua dq Coilejpo n. 8.
vende-se umaescolhida Clecc5odas mais
brilhantes pecas le msica para piano,
asquaes sao as melhorcs/pte se podem a-
char liara J'a/.er um rico presente,.
FARINHA Dr MANDIOCA.
Saccat com superior farinhj de maudioca : no
arm/em dae Tasso Irinos,
POTASSA BRASILEIRA.
Vende-se superior potassa, la- (t)
(^) bricada no Rio de Janoiro, che- (*
a. gada ecentemente, recommen- ^
da-se aos senbores de engenhos os 7t
seus bons clleilos ja' e\perimen- Jy
lados: na rua da Cruzn. 20, ai- w)
m i/.em de L. Lcconte Feron & &
Companhia. Q
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Kerife 11. .10 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, rccentcmcutc llegada.
Vende-se urna balanca romana com torios os
seus perlcnces, em bom uso'e de 2,000 libras : quem
a prelender, dirija-se i rua da Cruz, armazem n.4.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Itrum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa le J. Keller&C, na rua
da Cruzn. 5." ha'para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-** fardo novo, rhegado de Lisboa pela barca G"ra-
tidao.
CEMENTO ROIAHO.
Vende-se superior ccmcnlo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atraz do
Ihealro. armazem de Jnaquiai Lopes de Almcida.
Asonla do Edwln Man,
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
iS Companhia, acha-se constantemente bons sorli-
menlos de laisa* de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animacs, acoa, ele., ditas para armar em madei-
ra de lodosos tamauhos e modclnsosmais moder-
nos, machina liorisontal para vapor com forca de
4 cavallos, cocos, imssadeiras de ferro eslaiihado
pura casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
lhas de landres; turio por baralo prer,o.
No armazem de Victor Lasnc, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos tlesenhos ; wermouth etn cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em caixas de duzia ; kircl.
do inelhor autor ; agua de flor d laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o qtie tudo se vende muito cm
conta, em retacao a' boa l-alidadc.
Vcnrte-sc cxcellcnle lahoado de pinho, recen-
Icinenle chegadn da America : raro] de Apollo
trapiche rio Ferreira, a enlender-se com o admiuis
rador do inesino.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Slolle em Berln, em pregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagem para o mclhoratnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
gaMO no idioma porfiifjiKvrrfiDxicasa' te
N. O. Bieber S Companhia, naNruada
Cruz. n. 4.
Vende-se tima rice mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo le
marinore branco, a dinheiro ou a prazo,
i infrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Christao-
Sabio a luz a 2.*flicao do livrinho denominado-
Devoto Chrisl.lo.mals correcto e acresceulado: veprie-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prae,a da In-
dependencia a 640 rs.' cada exemplar.
. PL'BLICAQAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mcz de Mara, adoptado pelos
rcvcrenilissimos padres capiichinhos de N. S. da Pe-
nba desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhori da Conceicao, e da noticia histrica da me-
(lalha milagrosa, e deN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria u. 6 e 8 da praca da
independencia, a lOOO.
Moinhos de vento
'ombombasde repuso para regar horlas e baisa,
decapim, na fundicao de W. Bowman : na rua
do Brumas. 6, 8 c 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
hegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recrnlc-
menlc chegados, de escellentes vozes, e preco com-
modos em casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
\ endem-sc lonas la Russia por preco
commodo, e de superior (iialidade: no
armazem deN. O- Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
* AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor, Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabclecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
^ ende-se um cabriole! com cubera c os com-
petentes arrrios para um cavallo, tudo quasi oovo :
para ver, no aterro da Boa-Visla, armnzem do Sr.
Miguel .segeiro, e para tratar noKecife rua do Trapi-
che n. < i, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham- (
9 pague Chateau-Ay, primeiraqua- $|
($) I idade, de propriedade do conde
() de Marcttil, rua da Cruz do Re- fift
^j cife n. 20: este vinho, o melhor 2
l a G&'OOO rs. cada caixa, acha-se 1
W iih'k ament cm casa de L. Le- f
9 comte Feron & Companhia. N. H
W B-As caixas sao marcadas a fo- (^
O goConde de Marcuile os re- &
tidos das garrafas sao azues. *4t
mu
Potassa.
N'ianligo deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
cnpiono n. 12, vende-so muilo superior potassa da
RoMia, americana e do Itio de Janeiro, a precos ba-
ratos que be para fechar conlas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanella para forro e sellins che-
gada reccnlcmcnle da America.
BARRIS MOHSTROS COI
v BEEU.
-aaT'-Tm*S', ba/r,s com br,u- muil grandes, che-
Patente inglez.
" roiiu lie n. 10, segundo andar.
r-M- DE LISBOA A .sOOO RS.
alli.no nat^S3J5"m'all'1" lisb"^ '*, no
Pid-e ... 16, seguSTdar!11' ""* '' "" r"a dTr"-
!'io de algodao.
ala "lio da fabrica da mJ' ZSZ* *'""" ',C
velas e redes para r^X^^JSt! *'
Vemle-se licores de Absymhe e Kir-
sh lo verdadeiro. por multo barato pro-
co : na rua da Cruz n. 20, primeo an-
dar.
- Vendaje um carro novo, de 4 ,d rum 4
assenlos, os arrcios em bom estado, e lambem ma
parelha de cavallos novos cjforles : quera precisar a,
iionrie a sua morada, ou dirija-se a Solidad.; Ua
dos i leoos a qualquer hora do dia.
LUYAS DE SEDA A 1,-400 0
PAR,
vendem-se na loja da roa do Queimado n. 40, It.vas
de teda braucas, cor de palha bordada a ISiOO o
par.
Crimea.
Chcgou pelo uliim.i Vapor da Eoropa urna fazen-
da inlciramenle nova, toda de seria e do goslo es-
cos-ez, denominada Crimea, vende-se pelo dimi-
nuir, preco de IjOOOrs. u covado : na rua do Quei-
mado loja n. 40.
BAREGE DE SEDA USO A
800 RS. 0 COVADO,
v da rua do Queimado n. 40.
CORTES DE ALPACA ESCOS-
SEZA A 3,800 RS,
na rua do Queimado loja u. 40.
RISCADOS ESCOSSEZES A
260 RS. 0 GOYADO,
oa rua Queimado loja n. 40. '
CORTES DE BAREGE DE
SEDA DE OUADROS A
7.800 RS,
na loja da roa do Queimado n. 40.
Vendem-se ptimos pjanos hoiizontaes c
vertteaes.
Um grande sortimento de vidros para es-
pellios de boa qualidade.
Um sortimento le ricas obras de bii-
Ihantcs.
Tudo por preco mais commodo possi-
vel, em casa de Rabe Schmettau & C, rua
da Cadeia Velha n. 57.
OLEO DE LINH AC .
em barris e bolijOes : no armazem de Tasso Irmo.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem do lasso Irmaos.
na loja
ESCRAVOS FGIDOS.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareccu no dia 8 de scteoibro de 1&54 o s-
cravo, emulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
la ter .* a Jo anuos, pouco maisou menos, he mui-
to ladino, cosluma trocar o rime e iotitnlar-se forro,
o qu-anoo se ve persecu.do'rffl'que lie desertor : f
etl*,\ r A."l0?, J0S engenho Caite, da comarca de Sanio Aulao, do po-
> e re-
Pcdro
exe-
menlc arrematado cm praca pul'iiiw'djjmio"dae-
giinda vara desla cidade em 30 do mesmo mez", pelo
abaao assignado. Os ignaes s;0 os seguinte* : ida-
de .10 a.I, anno, estatura recular, cabellos prelos e
carapuaiados, cor amulatada, olhos escuro, nariz
araude e grosso, beicos grossos, o semblante fechado,
bem barbado, com lodoso* denles na freule; rosa-
se as aulor.dadcs policiaes, capilaes decampo e pes-
soas parlicularet, o appreheudam e maudm nesta
liara do Itecife, na rua larga do Rosario n. 24, quo
recebera a gratilicajao cima, e protesta contra quem
o liver oceulto.Manoel de Almcida Lopes.
No dia 22 de novembro do anno proiimo paa-
sailo, pelas S horas da imite, fugiram da casa da rua
larga do Rosario n. 22, 2 escravos, Jos, erioulo, a
Aiilomodeiiacao, com os signaes segumles : Jus
rrioufj, reprsenla 4.". anuos, cor bem prela. baim
prela, haito,
o com somas prelas; levou 2 cal-
bai liado
ido brim pardo com lislra*r prelas emanada
m. sendo estas listra* pintada., e oulra calca
por cima, de panno grosso azul, j. velha, 2 camisas
urna ppr ciua da mitra, de algodao grosso, chapeo
decoafts lem a falla muilo mansa. Antonio/de
nnc1,W!I '"' M H :,:' ann09' cor ful. cheio do
corpo tierna calca de alaodao de nscado azul, e ca-
misa igb Ucoan urna crrela na cintnra aegorando a
W"*'" 'cm sido vislos em Beherihe,
jera aleuns sitios : roga-se as auiori-
eapitaes de campo, apprehende-lo*
arga do Rosario u. 22, que sera ec-
ni pensados.
u do engenlio Bosque Alegre, da
goas, um escravo de nome Germa-
22 anuos, cor prela, altura e gro*-
pm as pernas um pouco loria, bar-
Walriz no reg dos peilos, e o dedo
aleijado, urna marca de ferida na
esquerda : quem o apprehcnder,
o Commercio n. 6, ou no engenho
a seu senhor l.iborato Marinho
fazendo rou
dades poci
e leva-Ios
ncrojam
Dcsai
provine h|
no, de ida
-ora regula]
bailo, tem
ininino o*q
barriga*
leve-o '
cima nt
l-'alcao.
CEM MIL RES DE Gr.VTIFICAC.VO'.
Desappareccu no dia 6 de rtezcoibro do anno pro-
uno pass.do, Beiicdicla, de 14 ana,,, de idade, ves-
ga. or acaboclada ; levou um vestido de cbila com
ilr*s cor de rosa cde caf, e oolro lambem de chi-
U branco com palmas, um lenco amarado no pesco-
ro ja desbotado: quem a apprchciider co.iduza-a ,i
Apipucos, no liteiro, em casa de Joilo I .elle de Aze-
vedo, ou no Itecife. na praca do Corpo Santo n. 17.
que recebara a gratificarlo cima.
Desappareceu do engenho Ubaqui-
nha, na noile do dia' 12 do corrente, um
escravo erioulo de nome Leandro, alto,
cheio do corpo. pe e maos grandes, na-
riz chato, cor fula, olhos um tanto vesgos,
levou camisa de baeta : roga-se aos capi-
tftes de campo ou qualquer pessoa do po-
vo que o apprehenda de dirigir-seao mes-
mo engenho, ou a rua Direita tf. 3, que
sera' generosamente gratificado!
No dia I i do correnle mcz fogio pela II horas
do dia, urna escrava deuomc Antonia, Je nacSu An-
gola, cun os signaes seguinte* : bem prela, altara
regular, secca. olhos pequeos, meia vcrmclhaca
rosto comprido ; levou 2 vellidos, sendo um cor rio
cafc oulro n'uo, panno da Coila noto com franja
branca, e representa ter 40 anuos de idade : rogao
porlanlo as autoridades policiaes e capilfle* de cam-
po de aappreben.lcrem e leva-la ero Sanio Aoi.ro.
junio a casa do Sr. Antonio I.oiiim do Correio, uu
na rua da Cruz n. II, segundo andar, que ser gra-
tificado.
rao, cm barricas e as linas : atraz do thcatro, arma-
zem de laboat de pyibo.
Vendem-se no armazem n. CU, da rua da Ca-
deia do Itecife, de ilenrv (iihson, es mais superio-
res relogios fabriradoscm Inglaterra, pur precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ ende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Sania Cathariiia, e Tundeado na voltario Forte da
Mallos, a mais nova feriaba que existe boje no mer-
cado, c para porcocs a tratar > escriplorio de Ma-
noel Alvcs Guerra Jnior, aa rua do Trapiche
ti. 14.
Fugio do sido da Trompre, do sobra**) n. 1,
que lem laberna por haixo, o molcque Juilo, de na-
cao Angola, deidadc 22anuos, poucemais oa mepos,
de boa altura, tem os pes crandis c es ralranharcs
reselos para traz. t,em urna cicaAiz em um braco
falla bem claro ; levou calca e jsela brancas, ch.- .'
peo redondo de pello branco, l/m de costume e"j-
br.agar-ic a miudo, c quandq/ assim est hedai'n l
valenle, cosluma dormir nas/scad*s que ficam i ber
lasdenoite, e algomas vezo rostorna vender ,'ai.o-
li e oulra fruelas : rora-sfc a todas a utor fdadea
polinac, oluciaes das roldas c (apilan d'4canuta
queo apprebemlam c lev<-m-o ao dito sitio wcima de-
clarado, que ser.lo generosamente reconjpensarlos
Assim romo se pede as/mesmas aiiloridale* a prisii
da prela Mana Cajueito, que anda f.lgi-A rles.lc no-
vembro prjimo pasdo, de rinde.'Manan*, be bai-
la do corpo, muilo ralladora, lew bracos e peina,
meios foveiros, lem a bocea meia loria ou tranzida d
Irazer cachimbo, e cosluma dizer ue be forra, tem
onflicio de mariscadeira, cosluma indar pela cidade
dellliiida, lleberibe, Casa Forte c Santo Amaro
iiiuilaiido assim os locares para n3j ser enconirada*
devendo er conduzida ao referido silio cima, e n
portador reeeber boa recompensa de seu trabalho
J

lltGIVEl
MUTILADO
PERN TYP. DE M. F. DE FARU. iW5.


Full Text
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