Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01171


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Full Text
1NN0 mi. N. 38.

t
Por 3 mezes adiantados 4,000
Por 3 mezes vencidos 4,500
SEXTA FEIRA 16 DE FEVERE1R0 DE 1855.
-m--------
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
asum.
io\(;.vur.i: Recite, o proprielario M. K. de Fnri.i; Iio lo Ja-
ii k. o Sr. Joo I'creira Marlins; Balita, o Sr. I).
Iiupr.ul ; Macei, o Sr. Joaquim Heanlo i'.c Men-
danea ; Paralaba, o Sr. Uervazio Vctor ila Nalvi-
dadc ; Natal, o Sr.Joaqnini Ignacio Pcrcira Jnior;
Aracalv, o Sr. A'monio de l.cmos Draga; t'.ear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgei; JaranhAo. o Sr. Joa-
quim Marques llodrigucs ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jcronvmo da Costa.
camiuos.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 13*000.
Taris, 3i"2 rs. por 1 f.
por
Lislfp, 10j por.JO.
Kiode Janeiro, 8 1/2 .por 0,0 de rebate.
Acedes do barn-o 40 0/0 de premio.
da companliia de Befieribe ao par.
da rompanhia de sentiros ao par.
Wseonto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Quro.Onras hospanholas- 29000
Modas de C-5400 vellias. 163000
de 69400 novas. l.3000
de4000. 90000
I'rata.Patacoes brasileos. 1!'40
Pesos columnarios, 19940
mexicanos..... 10SG0
PAivriDA nos cotuueaos.
01 i ma, todos os dias.
Garuar, Bonito e Garaibuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, lfoa-\ i-ia, L\ eOtiricury, a i :> c 2S.
Goianna c Plrahiba, segindas e Bexts-feiras.
Victoria e Majal, as qumlas-feias.
PRKAMABWE MOJE.
Primeira s :i horas e 4i minutos da tardo.
Segunda as 4 horas e 6 minutos da manha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Comniercio, segundase quintas-feiras.
Reiacao, lercas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas c sextas-feiras as 10 horas.
Jui/.u de orphoos, segundas e quintas s 10 hora?.
1* varado civcl, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civcl, 'piarlas c sabbados ao mcio dia.
BPHEMERIDES.
Fevereiro 2 La chai* a* 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quario mir.gu.inle aos 49 minutos e
39 segundos da maullan.
lG La nova as 4 horas, 27 minutos e
3."> segundos da tarde.
23 Quarto cresecnte as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Eulalia v. ra. ; S. Modesto ni.
13 Terca. S. Gregorio p.; S. Calhjrina de Recis.
14 Quarta. S. Valentim m. ; S. Auxencio ni.
15 (Quinta. Trasladarlo de S. Antonio.
16 Sexta. Ss. Porlirio, Samuel e Jereiuiai m. m
17 Sabbado. S. Golycroujeh. ; S. Sacundianno.
18 Domingo, da Quinquagesima ( Estafo de S.
Pedro) ;S. Theotonio ; S. Serneao b. m.
PARTE OFFICIAL.
COHMANOO DAS ARDAS.
Quartel do coramando da* armas de Fcrnam-
baeo na cldade do Beclfe, em la de feverei-
ro de 1855.
ORDEM DO UTA N. 213.
t) coronel commandanledas armas interino decla-
ra para os fin convenientes, que, segando consten
do utlicio da presidencia de 13 do correaje datado, o
Si. capitn do quarto lialalhao do infantera Pedro
Alfonso Ferretea resignou ante a inesma presidencia
a licenra que ublivera pare tratar de siki saude peala
iiroviocia, casa o lim de ser empregado em qualquer
lo enrnos mili estacin*; e este conformWade
letermina que o referido Sr. capilio fique serviodo
na qualidade de addldo no balalliao dcimo de in-
l'anlaria.
Determina mais que seja desligado do quarto ba-
talhae de artimaa a pe, o Sr. lenle Jos dos San-
tos Nones tima, que deve seguir para a provincia
das Alaga do vapor que so espera do norte, com o
destino de reunirse ao seu balalliao olavo de inten-
tara.
Manoel Muniz Tacara.
Conforme.Candido Leal Ferrara, ajudaute de
ordens encarregado do dclalbe. .
EXTERIOR.
DISCURSO D VCTOR HICO NA KEUNlAO
POLACA.
Os proscripta europeus eclebraram n'uma reu-
na o aimiversario da gloriosarevolnrjlo da Polonia.
I'allou Victor Hugo. Potica, c inspirado como sem-
pre, a pintura que faz da actual siluarao bcllicosa da
Europa, ncm por ser extremamente pavorosa be me-
nos verdadeira. A' partes coneeilos pessoaes, a voz
de Vctor Hugo repercuto nos ceos da democracia
accento proplietico.
Ourgmo-lo lodos. Logar .i palavra cloquete do
desterrado. Escutai. He elle quem falla.
Proscriplcs :O slorioso anuiversario, que ce-
lebramos neslc momento, evoca memoria de lodos
o nome da Polonia, e a siluarao da Europa faz-la in-
lerrir em todos os successos.
I)e que modo "i Procurarei dizer-vo-lo.
Examinemos antes de ludo cssa.siluacAo.
No poni a que chog.irain as cou?a=, c em prrsen-
ra dos resaltados decisivos que se preparara, impor-
ta muito conbeccra fondo os Tactos.
Comccemos por destruir um erro quasi universal.
Bracas as densas nuvens era que fui astutamente
envolU a origem da queslo pelo governo Trance/.,
nuvens que o governo in.'lezse comprouve cm aggln-
merar, boje, na Inglaterra como na pranra. a Her-
rada Orieate, este grande desastre continental, at-
tribun-so commumeute ao imperador da Kussia. Que
erro A guerra do Oriente he cerlamenle um cla-
me, porra eslo crime nao lie do Nicolao. Demos a
cada um o que llie perlcnrc. Reslabeleramos os To-
ros da verdade WSssjbs* deduzremos as ualias
consequenrias.
Odadilos Era \L de dezembro ric 1851 porque he
.preciso retroceder sempre a esla dala ; c em quauto
Bonaparle permanecer de p, dcsla Tonle Tunesta bao
de brotar lodos os sueccsos,quacsqucr que srjain, le-
vando em ^i inesmos osse veneno que lia de torna-Ios
insalubres e produzir por (im a sua gangrena ; ) em
2 ile dezemliro, repilo, Mr. Bonaparle Taz p queja
saltis ; commelle um crime, erige esse crime cm
Ihrono csnla-sesobro elle. Sendo Seliiudcrbannes
declara-te Cezar ; porcm (".czar necessila de um Pe-
dro. Ja imperador, otim do povo be pouca cousa ;
o que mais importa be o sm do papa...
Bonaparle, o gramle, linh sido agrado: Bona-
parle o pequeo quiz lambem se-lo.
Eis aqu a quesillo. t
Consenlir o papa?
U m ajudaute de campo, chamado de Cotlc, um
dos bomens roligiosos do dia, foi enviado a Anlo-
nelli, o (ionaalvi da ai Insudarte. A missAo deste
liomcm leve pouco xito; |iois se Po VII liulia sa-
grado em Mare'ngo, Pi IX vacitlou em sagrar no
boulccard de Monlmartre. Grande conflicto para
Mr. Bonaparle Que fazer '.
O Cezar decidi fazer um prsenle. Esla lie a
historio.
Cidadaos! lla/uma igreja lalino-catnolica, a on-
tra greco-scismatica. A grega,cujo cbeTe he o czar,
opprimc o sullao com o peso de todas as Itussias.
lira poi: o sullao possuindo a Jo .lea. possue o se-
pulcro de Chrislo. Prestai atlcnca.i a isto. Ha
muitos seclos que a grande ambicio das du.is igre-
jas, greca e romane, be podercm penetrar livrc-
jnentc /esse sepulcro colliciar nelle, nao juntas
e fraternalmente, scn.lo escluiudo-se nina a oulra ;
islo be, a latina i grega, ou a grega latina. Entre
estas duas pretcnciies oppostas, que fazia o islaiais-
roo '.' Manlir.ba a halanra em equilibrio ; islo he,
a parla Techada e Hilo deixava peirelrar no sepulcro
iiem a cruz grega, nem a latina; nein Moscn-, oem
Roma. Grande pesadello, sobre turto para o papa !
Que oDerecer, pois, a Boma para determinada a sa-
grar o coroar o Cezar?Aprcsentai o problema a
Maaliiavclo, responlcr-vos-ha : n Na la mais sim-
ples: inclinar em Jerulascm a halanra para Roma ;
romper diante do sepulcro de Chrislo a hnmilhanle
iguahlarte das duas crozas ; por a igreja do Oriente
aos ps da igreja do Occidente ; abrir santa porta a
urna, c fecha-la i oulra ; n'uma palavra, dar ao pa-
pa a chave do sepulcro.
Eisaqui o que respondera Machiavclo. Assim o
compreheudeu Bonaparle, assim o Tez. A isto se
cliamou, hem lembrados estaris, a questao dos lu-
gares sanios.
Dosalou-sc o n. Este desenlace Tai ao principio
secreto. O asente de Mr. Bonaparle em Conslantiuo-
pla, Mr. de Lavallete, pedio da parte de seu amo a o
sullao a chave do sepulcro do Jess para Roma. < i su '-
la.rtebil.agarbado,senlindoja a verligtm da agona
tendn mcdi^H Nicolao, medo de Bonaparle, nao
sabendo a que imperador altender, soltou a presa c
eulrcgou a chave. O Cezar Trance/, deu os agraderi-
mcnlos, porcm o Busso encolerisou-se. Enviou ao
serralho oulro agente, Menscbikoll, com um aroile
na mao. Exigi em compcnsarfio da chave, cousas
mais solidas, quasi ludo quanlo ao sullao podia res-
tar da sua soberana ; o sullao recusou esla ahdica-
r,lo; a Franca e a Inglaterra apoiaranAio, e, j sa-
bis o resto : a guerra do oriente, rehcnloii com
Turor.
Ale aqu os fados.
Bcstiluamos a Cesar o que he do Cesar, e nao de-
mos a Nicolao o que perlence ao 2 de dezembro.
As prelences de Mr. Bonaparle a ser sagrado
prpduziram ludo. A queslo dos Lugares Sanios e a
chave foram n origen) <
Que tem succedido
Neste momento a A
Danubio, o Tchcrnava
eludo.
depois ? Esciilai-o !
sia Menor, as ilhas d'Aland, o
o Mar Illanco e o Mar Ne-
gro, o Norte c o Mcio-Din, veem dcsTazer-se em
fumo e em cinzas cida
les llorcscentes ha poneos me-
zes. A eslas horas, Sil npe esla incendiada. Bomar-
sund incendiada, Silislria incendiada, X'arna incen-
diada, Kola inceudiada, Sebastopol ardeudo. A es-
las horas, Francezes a Inglez^s, Turcos c Russos de-
gollam-se por emilhaijes, e em breve se degollarflo
por centauas de millares no Orienle, ante um mon-
tan do ruinas. O Atabe vem do Kilo para morrer
;'is mios do Trtaro, que acode do.Volga ; o Casaco
abandona as suas pidas planicies para morrer s
mitos do Escocez, qde baxa das suas pacificas mon-
tanhas. As hateras fvomilam raios contra as bale-
ras ; vam os armazens de plvora, os bastioes
abalem, osreductos/derrubam-se, as balas de canho
desfazc'ii os naviosj as trincheiras levanlain-se enlre
um cbuveiru de bjimbas, os bivnqucs sob as chavas
do eco ; o typhn, a peste o o colera, cabem como a
mclrallia. sobre os siliadorcs, sobre os sitiado^,
sobro os campos, spbre as esquadras. sobre a guarni-
rao, sobre a cidafle, onde lodo um povo, mullieres,
criancase.anciao.si lula com a agona. Os obuses der-
riban] os hospiUel: um desles he presa das eltaniai,
c dous mil enfermos perecen) calcinados. E a tem-
pestado rugeao mesmo lempo : a fragata lialiim vi
a pique so)i velas'; o navio egvpcio .-tbap-i-I)ji/taj
HByS\a-sc (uiit) da. Jwiiadar!lfn*"aWbomens ; os
vendavaes desmajnlellam a esquadra ; o navio a hli-
ce, Princ.e, ea Trgala S.jmpltesdti morar, fSo a pi-
que com oulros qualro vapores de guerra ; o Sans-
l'areil,o Saimn e o Agumemnon despedacamsc
contra os haixios : a Henry IV, magnifica nao de
100 canhoes, naufraga cerca daEupatoria ; o l'lulon
be desamparado] e 32 Iraspnorles, carregados de bo-
mens, d.lo a coala e perdem-se. Em Ierra os recon-
teos sao cada da mais barbaros ; os Russos malam
os feridos s coijonhada: no lim das balalhas, os
nontues de mor os e de moribundos naodcixam ma-
nobrar a infaiilarin, ao passo que durante a noite o
aspecto dos campos de batalha Taz estremecer de es-
panto os generaes.
Os cadveres Trancezes e inglezes jazem mistura-
dos em pavorosa desordem, com os cadveres russos,
como se se niorjdcssem. Nanea vi cousa scmclhnnle,
exclama)) veterano Ragln, cuerreiro de Waterloo.
E cumiado, isto lie aiuda pouco: annuncia-seque
vao empregar-s* contra a desgracada ridade, os luci-
os novos queseLiuhamcm reserva, porque causavam
horror. /;xfermfii as Iriiichcras cdslam diariamente 100 homous. Cor-
rcm rios d aligue humano : um rio de sangue em
Alma, um rio de sangne cm Balaclava, um rio de
,aDjaeem Irkeeman ; cinemil homens morios era
20 de sclenibro, seis mil em 25 de ouliibro, quinze
mil em 5 de novembro. E islo nao he senAo o in-
Iroilo Euviani-se novos excrcilos c os exercitos
dcsappareccin. Que importa ? Enviai oulros Lniz
Bonaparle repele ao general Canrobcrl as estpidas
palavrasde Fili|ie IV Spinola : Mrquez, (omai
lireda.n Sebastopol era houcm una chaga, boje he
urna ulcera, imahha ser um cauero, e eslo cancro
devora .i Vranra. a Inglaterra, a Torqala c a Russia.
Eis-aqui a Europa dos. rcis. Oh! futuro Quaudo
nos dars a Europa dos povos ?
Continuemos :
A bordo dos navios, depois de ca.la combate
anuinlanin-sc earrcsamcnlos de feridos que horrori-
miii. Para mo pilar mais do que os nmeros de
que lenho nutira, supposlo que ignoro a decima
parle, qualroccnlkis feri.los s;1o Iransladados no Pa-
nam ; qualro centos quarcnla e nove ao Coloinbo,
0N0V0 PECCADO ORIGINAL
Por Alfredo Ttlichiel.
\
( oniiiuarao.
Antes de levar-te para a scena do crime, con-
linuo l.uciaua. lie irtfaler que le. Tara conhecer o
que o preparoa ; lio misler que remonle o declivio
(alai dt- iniuha vida ; e comludo repusua-me piular-
le ni i nli .i familia. O- prenles tcslemunham em ge-
i.il entre alieico ou benevolencia : suas acedes c
seos discursos ino-iraui que o mesmo sangue palpi-
ta-lhes as vias. Quando se jolgam, nina preven-
rao l'avoravel rodea de sombra os defeilos, c dirige a
J.'i para as hoas qualidades; porm miiiha familia
nunca leve para eoalicn alTeiro, nem inleresse,
iten.1 CMnpaixao ; sii me apresentou aos olhos vicios,
ii\oiicuon-me lodu a moridade, c romluzo-me de
detzrap,' em desjraca ao radaTalso. Meu mao <*esti-
no coniecv'O, jhit assim dizer, .-inles de meu nasc-
t ment ; pois mu aca" cruel reunir em meu pal to-
bosos virios, que aflaslain as Taiuias-da prosperi-
da;lp. Sen semblante era romo nina prediccao Tu-
iii'sla. Juica por ti misino.
l.ueiana^iruu (Je una bocel.) um relalo a rrcio
j ung lanf) apagado, e entregou-o a Scbastiiio, o
<)u.il examinoii-o com ar alenlo e curioso.
Gabellos hirsiilos, unte baixa c soliraiirelhas ir-
riDudas aiiuuiiciav.ini una inlelliseiicia sein orrtein
e sem vigor, ollio- .rindes flor du roslo de cor cs-
VPidinhada expriman a rol.ira, a : o-iialnbde, a
hasofia. a impudencia < fgnismo ; um nariz volu-
miwi de Turma desisndavel. nina tmera grosseira e
l.'iles iflienadas alleslivnm o predominio de lodos <
insliuelos vis, uo, enormes, carnudas c hrulacs
O desilcm pinlou-se as feiees de lloudan.
Esse semblante epugnante. rtisiedlic Lnriann,
n modelo le leria lioirorisado. Urna circumsluucia
leve, mas que desaostava-me milito em minlia iu-
fancia, lornava mais esagradavel a impressAo, que
eausaya avista demuipa: sobreseas beiros ar-
queados havia sempre um reslo de saliva, rmquaulo
Taltava. Todava e^sas desvanlagens exleriores nao
.impriljam-uo de aihnrar-se ; nunca bnmem algnm
V"oi lAo vairtnsode seu lemblanle, de lo la a sua pes-
aaa, nem Un >ilisfeilo de seu espirito, embora a na-
tereza nAo Iba biuvese prodigalisado a inlelligcn-
,'i Vide o Diario n 37.
ria. Nenlium sucesse, nenhnma posiro Ihe teriam
oaosedo admiraejio como superiores ao seu mereci-
inento.
Minha familia! he havarn, e nasci em Munich, on-
de ella viva. Ora. relo quo sabes que cm ncnluiina
outra cidade da Allenianba os coslumes sAo lAo gros-
seiros: os prazeres enrporaes absorvem lodos os de-
sejos da popularlo. Meu pai olo desmenta sia ori-
gem ; mas sua presumpeao misturada rom o amor
da devassidao lrnova seas prazeres mui dispen-
diosos.
Segundo estes indicios imaginas lalvez quemen
pai oceupava na sociedade nina posirao brilhanle.
que dcsceudia eje urna rara illuslre, e'que Tora des-
do a tai rancia cobfiado a medres liabais. Sera i>so
um erro profundo. Meu pai en-inava a dansar, c -
zia parle do cor
real; seus nicni
Ihe |ieriniltiam
ho de daosarinos. Nao tinba tlenlo
nos "ros-os e seu peso natural nAo
desenvolver grai.a nem gilidarte;
mas como um seu irmao que morrera na idade de
Irinla e qualro
pai herd.irn-llie
no thealro seu l
que rebocavn dous transportes igualmente carrega-
dos, e cujo numero isnoro ;quatro ceios c setenta
ao I vlrtum, o mil e quindenios ao Kangomo. Os
Heridos da Crimea enram-se cm Coiislanlinnpla ;
quer dizer, que medeiam du/.ciilas leguas marili-
mas, (oilo dias !' entre a ferida e a cura. Iluranle
o trajelo as feridas abandonadas Tazem espantosos
prosrcssns ; os motilados, transportados sem isris-
lencia, sem auxilios, iniscravclmenlc amonloados
ans sobre oulros, veem os vermes, horrivel podri-
dAo do sepulcro, sabir das suas prrnas partidas,
das suas coslcllas despedaradas, dos sens crneos
Tendidos, dos seus venlres aberlos ; e no mcio deste
horrivel formisuciro, apodrecem antee de morrer
as impastadas roberJj^| vapores, immeiisasco-
vas rommuns atlestadas de vivos, devorados pelos
vermes. Nao exagsero Aqiji lenho os peridicos
inglezes,os peridicos minsteriaes: lede-os vos mes-
mos.Sim, cu o repilo : I di.un os soccorros. Qua-
lro cirurgies no l'ulcano, oulros quatru no Colom-
bo, para novcecnlos c desenove moribundos! Os
Turcos nao mcrcccm ser curados, o abaudonam-os
sua sorlc !
Eu n.lo son mais do que um demagogo, nm be-
bedor de sangue humano ; hem o sci : porm pre-
ferira ver menos medalhas lenlas no acampamento
de Roiilognc, c mais mdicos no da Crimea.
Prosigamos :
Na Europa, cm Inglaterra, em Franca a repercu-
r,5o do golpe he terrivel.Quebras sobre quehra?,todas
as transacros suspensas ; o commercio agon sando ;
a industria mora. Faz-se alarde das loucuras da
guerra : os Irophos aprcsenlam o seu'balaneo.S no
Bltico,calculando o que se lem gasto nestacanipanha,
ce. la u ni dos dous mil prisioneirosrassos.trazirtosdeBo-
marsund, cuslou F'ranca e Inglaterra dnzentos c
trinla eseis francos.Em Franca reina a miseria.O al-
deio vende a sua vacra para pagar o imposto, a d o
scu lillio para alimentar o monslrodaguerra.O seu fi-
|ho, a sua carne .' Como se chama cstu carne j vos
sabis : o lio hapllsou-a. Cada rgimen considera o
homcm debaixo de um poni de vista perlicular. A
repblica chama-lhe carne do poco, o imperador,
elidir ra o quadro da miseria. Como a guerra be contra
a Russia, nAo ha qne esperar trigo de Odrssa. O pSo
Talla. Urna especie de Duzancai* occnlla-se debai-
xo das cinzas populares c dcSpede centelhas em lo-
das ai direcees. Em Boulogne, o melim da Tome
he reprimido pelos gendarmes ; cm Saint-Brieat,
s mullieres arramcam-se os cabellos, c despedacam
os saceos de trigo. E enlrclanlc, levas sobre levas,
eiuprcsiiiims sobre empreslimos. Pedcm-se cont c
quarenta mil homens este anuo, so para comecar.
Os niillies.sepollain-se como os reclnenlos c 0 ere-
dito socobra com as esquadras. Tal he a situaco !
Tildo isto he um aborto do 2 de dezembro.
Nos os prosciiptos, de cujo corar~o brola o sangue
de todas feridas da patria e de todas as dores da hu-
manidade, con-ideramos esle lamculavcl estado de
cousas com eres-ente angustia.
Insistamos, clamemos, arilqmos pira que se saiba
e jamis se esquo;.!, visto que acabo do demon-lra-
lo com os Tactos n:\ man, visto que he iurontestavcl
e a historia o dir, e desafio lodo o mundo a que o
negu: ludo islo he um aborto da 2 de dezembro.
Supprimi a intriga chamada quc-lao dos Lugares
Santos ; supprimi a chave ; supprimi a Custodia sa.
cerdolal ; supprimi o prsenle que deve Tazcr-se ao
papa ; supprimi o 2 de dezembro ; supprimi, cmlim,
Mr. Bonaparle, c lercis supprimido a guerra do Ori-
enle.
Sim, essas esquadras, as mais bellas que lem visto
o mundo, sao incendiadas e diminuidas ; sim, essa
generosa cavallaria inglcza he exterminada ;
sim, os Escocezcs Grisos, esses lees da montanha,
e os nossos zuavos, os nossos spabis, os nossos admi-
raveis e irreparaveis rcgimenlos da ATrica, silo
aculilailos, destrocados, anniquilados; sim, essas
povoac.6es innocentes, das quaes somos irmAos
porque para nos n.Io ha eslrangeiros, sAo arrasadas ;
sim ; enlre oulros muilos. esse enliga general Ca-
ldear!, c esse joven capilao Nota, honra do exer-
cito ingle/., sflo sacrificados ; sim, as cnlraulias, as
rahec.as arrancadas e dispersas pelo canhAo, pen-
dem enredadas nos mala ges de Balaclava, ou se
despedacen) nos muros de Sebastopol ; sim : du-
raulc a noite, os campos de batalha cheios de mo-
ribundos, uivain como feras ; a la Ilumina a es-
pantosa carnicera de Inkcrman, u/n mcio da qual,
as mullieres com urna I interna na mao, vagan) de
um a oulro lado enlre os morios, buscando seus ir-
maos ou seus esposos, exactamente como oulras mu-
llieres, ha tres anuos, un mulo de i de dezembro,
e\a mi nava ni um apoz oulro os cadveres do boulc-
vard de Monlmarlre ; sim, todas as calamidades pc-
sam sobre a Europa ; sim, esse sangue, todo esse
sangue corre cm torrentes na Crimea, essas vinvas
choram ; essas mais retorcera os bracos de dor, por-
que Mr. Bonaparle leve o capricho de Tazcr-se ben-
zer e sagrar por raonsenhor Maslai...meditemos ago-
ra um momento sobro este assumplo, que bcra o
merece.
Se entre os intrpidos relmenlos Trancezes, que
ao lado do valenle exordio i;:glez pelejam diaule de
Sebastopol contra loda a Torca russa ; se entre esses
heroicos corabalculcs se cticonlra algum daquclles
urna loucura casando-sc, c que se honvesse licaJo
solteiro, leria vivido na abundancia, o Ihe teria ani-
da restado dinheiro no lim do auno. Ora, minha mai
tiiiha-lhe levado de dol vinle mil llorins, que ha-
viaia servido para pagar-lhe as dividas, c lulo gasta-
vamos a decima parle do seus lucros.
Meu lio deixra apenas um lillio j pinado da
mAi, e moirendo depois esse orphAo, meu pai her-
dou sessenla rail llorins, que o embriagaram de r-
ullio, c Iraiisformaram em demencia seu amor dos
prazereSj
Enlo tomou nina rarruascm e criados sumptuo-
sanieute vestidos. Comcrou a cnvergonliar-se de seu
ollicio, de aorta que deepraiou a unir parte dos dis-
cpulos. Mrslre de (lausa'. Esla palavra soava-lhe
mal nos ouvidos: teria querido passar por fidalgn.
Minha uiAi previo a que nos ron.lii7.iria essa febre
de amor proprio ; adevinbouquc mea pai dissiparia
inTelizes soldados que, cm dezembro de 1851, rom-1 Bes despolas, a esses verdugos que leem arrancada a
mandados por generaes infames, obedecern) as lio-i tantos povos os seos sccplros de narocs I Digo o
micidias ordens da traieji) ; as lagrimas arri/.am i sceplro, mas nao a vida. Porque he preciso, pros-
nossos olhos, nossos coraces franrezes estremecen) criptos, repetir cemcessar para desconcertar a ro-
ao pcnsa-lo, parque elles sAo os tilhos dos lavrado-1 bardia o reanimar o valor, que a marte Delicia dos
res, os Tilhos dos operarios; dos nossos labios esca-
para gritos de piedade ao contemplar a sua sorto :
no dia do golpe de estado eilavam embriagados, es-
tovan) seduzidos, ignoravara turto, nao sahiam o (pie
faziam ; islo dizemos, o levinlames as mSos ao reo,
pcdiiidn-ldc gr.ica para estes infelizcs. O soldado
he urna enanca se o enlhisiasmu faz dalle um he-
re.a obediencia passiva pole ronverle-lo n'um han.
diito ; c vislo que hroe, otros Ihe roubam a sua
{.'loria, bandido, aceitera outrov|ua a responsabili-
d.ide das suas maldades. Sira Rianle do misterioso
castigo que ora comer, perdoa, meu Dos, aos sol-
dados; porm em quanlo aos cheles, fre!
Sim, proscriptos ; deixemos oblar o juiz supre-
mo. Bem o vedes A guerra do Oriente como
acabo de repelif-voJ be o pmprio Teilo do 2 de
Dezembro. que chesou passo a paso, em transfor-
marlo cm translormarAo sua coMequenci lgica ;
islo he. a conflagraciio da Europainteira. Oh pro-
fon lJade vcrli'jinosa da expiacSs '. 0 2 de Dezem-
bro volla de novo, e ve le que depois de ler assossi-
nadoos nossos, assassina os som. Ili }res annos
chama-sc golpe de etlado, e dava morlc a Baudin ;
boje cboiua-ae guerra do Orienle, e execula Sainl-
Arnaurt. 'A bala que na noile de \, por mandado
de i.ourmel, milou Dussoubs dian'.e da barricada du
Monl-Orgueil, revolve-sc as trovas, obederendo a
urna lei dcsconhecida e formidavel, e vai fii/.ilar
I.ourmel na Crimea. Estes sJo os golpes tremendos
do raio ; esla lie a sombra que Tere : isto he Dos.
A juslira he um Uiuorcma e o castizo he rgido co-
mo Euclidcs ; o crime tem seus ngulos de inciden-
cia e seus ngulos de reflexAo ; porm nos, os ho-
mens, inaravilliamo-nos quanlo atrevemos na cs-
curidao do destino humano ai luibsie as figuras dcs-
la geometra enorme, que a mu Miao chama acato
e o pensador denomina ProHdencia.
Oque he digno de atleiicAo, digamo-Io de pa-sa-
gem, be qne a chave be intil. O papa, vendo lilu-
hiar a Austria, e por oulra parlo adeviuhando sem
duvida a prxima queda desla, insiste em relroccder
diaule de Mr. Bonaparle, que por sua vci nAo quer
descer desde Mr. Maslai al Mr. Sboar ; resultando
d'aqui que nao foi anda sagrado : porque cm mcio
de ludo islo, a Providencia excrce a sua aceito jusli-
ccira de um modo terrivcl.
Acabo de definir a siluarao. cdsdAos. Agorae
com islo darei fim ao meu discurso, xollando ao ob-
jeclo especial desta solemne rcuuiSDesta siluacao
tao grave para os dous grandes povos. porque a In-
glaterra arrisca nclla o seu commercio e o Oriente, e
a Franca asna honra evida.como poteracoiijurar-.se
salisfaclorioriamenlc!' A Franca tem um mcio : li-
vrar-se, sacudindo o pesadelo imperial que a esma-
ga e a nfoga, elevando-se al victoria, al ao poder
e preeminencia, por meio da-Iibcrdade. A Ingla-
terra lem mitro meio : concluir por onde deven ler
comerado; quero dizer, nao feriudo o czar com o
I.arSo da sin bola, como laz nesle moincnlo, senAo
aponlando-lde ao coracao, sublevando a Polonia.
Aqu, nesle mesmo lugar, faz Imj ovadamente
um anno, dava eu a Inglaterra este conselho, co-
mo nao Icreis esquecido. Eulao a imprensa minis-
terial inglcza qualilicou-me de orador ehimerico.
porra voHe como os aconlecimcnlof veram confir-
mar as minhas palavras. A guerra na Crimea faz
sorrir o czar, ao passo que a guerra na Polonia o Ca-
ria estremecer. Porm, a guerra na Polonia, excla-
mar-se-ba, heuma revolucao! Sem duvida giganta.
Mas que importa islo \ Inglaterra, a essa antiga c
poderosa Inglaterra? Esla potencia Dito pede temer
as rcvolures, leudo por egide a liberdade. Sim ;
porm, sendo Mr. Bonaparle o despotismo, teroc-as.
e nAo transigir com ellas. Nao Iransigiv com el-
las ? Quer dizer que a Inglaterra sacrifica os seus
exercitos, as suas esquadras, a sua fazenda c o seu
futuro, a India, o Oriente ; n'uma palavra, lodos os
seus inleresses a Mr. Bonaparle. Equivocava-mc eu
quando diza ha dous mezes, que a allianra com Mr,
Bonaparle era para a Inglaterra nao suma peda
moral, mas urna calaslropbe?
Esla allianra com Mr. Bonaparle dirigi por mao
camiuho, ha mais de um anno, todos os iuteresses
britnicos na guerra do Oriente. Sem a allianra
com Mr. Bonaparle, a Inglaterra livera ublido j
um triumpho na Polonia em lugar de um destroc,
ou larval de um grande desastre na Crimea.
Nao importa O que entra na orden) natural das
cousas nao pode sadir della. As silnacOes tecra una
lgica ullexivcl, que ronclne sempre com urna pa-
lavra suprema. A guerra na Polonia, ou o que de
o mesmo, emprcgaiido a significativa palavra adop-
tada pelo gabinete ingle/, um systcma de assressAo
francamente continental, be desde boje inevi-
lavcl, lal Itc o futuro mmediato. Nesle mismo
momento, lord Palraerslou conferencia sobre
este particular, as Tolderas com Mr.. Bonn-
parle ; pois bem, cidadaos eis-aqui a minha ul-
tima palavra : a guerra na Polonia, islo he, a revo-
lucao na Europa.
Ah Cumpra-se o deslino '
Que a f.italidadc nppriraa a esses homens e a as-
ninos dcixra scu nome celebre, meu
a gl ira. NAo porque se admiraSM
Ilie de hoTarinliero;
povo?, por lvida que se ostente, por glacial que p-
parera, he una inenbactlo recndita, que encerra
o niysterio de nma nova encarnarlo. A Polonia jai
no sepulcro, porerr., lem o clarin na mao ; a Hun-
gra esla envolta no sudario, porm, conserva cm-
puahado a sabr, a Italia dorme no tmulo, po-j
rm conserva o Togo da vida no coralito ; a Franca
est na cova, porcm a estrella brilha na sua Trente ;
e segundo no-lo annunciam lodos os signaes, na
primavera prxima ; na primavera, hora das res-
surreiroos, como a manhAa he a hora de despertar
ddsnmno, oh! irmaus meus, tola a Ierra estreme-
cer, radiante de alegra, quando ao levantarem-se
sbitamente esses grandes cadveres, estenderem .a
un lempo suasazas inmensas.
(liraz Tisana.)
ACADEMIA FRANCEZA.
Iiccepiia\i de i*if. Oupa^iloup, bispo de Orlcans,
Scnhorcs,
o Nao engnnci-mc sobre a inlcncao que (vestes,
chamando-mc para o vosso scio alim de sub-iiluir
ah um hornera, cuja existencia pertenecra s letlras,
a que, traductor elegante das glogas de Virgilio,
siircessor de Delillc na cadeira de poesa latina no
collegio de Franca, depois de ler, durante um lonso
espace de lempo, oppresentado dianle de um nume-
roso auditorio os belleza da Uncido, c envelliccirto
em modestos eIlustres Irabalhos, acallara por encon-
trar- na voisa cscolda a honra de sua vida c a mais
bella das recompensas ollerccidas i ambirao Ilite-
raria.
Meas fracos escriplos, nrtiguem meldor do que
eu o sube, nao eran sofiicienles para recommenda-
rem-mc aos vossos snflragios ; c no benvolo empe-
nho com qiic vos dignaslcs de accollier-me, nAo vi
oulra cousa, senao o pensaniento de renovar a anll-
ga allianra da igreja com as Ultras, do episcopado
com a academia Tranccza. Julgo-me feliz por ser
o humilde elo, que reala boje esta cadeia, que por
um mmenlo se julgara interrumpida '
Pcrmillircis que cu diga lambem, que na falla
de outros ttulos bnlhanle trazidos oulr'ora para o
seio desta academia por muitos dos gloriosos hispo-,
que me precedern), qniaeslos honrar em mira oa-
mor das letlras, o primeiro, ao menos o mais anligo,
(jue abriga o meu coracao depois do da igreja ; li-
lil, is a certeza de accrcscenlar i vossa Ilustre cor-
poracao um incmbro, que sera duvida mal imiiar-
vos-ba mas saberia sempre compredeuder-vos e ad-
mirnr-vos.
Como quer que seja, foi mais um bispo do que
amIliterato o objecto de vossa escolha, e esse bispo
vos he siiinmanicnte reconhecido.'
o Mas. senderes, anresso-mo a dize-lo, nAo be per
qne o Kllerato nao lnlia aqui urna alia mssS i a
cumprir, e cojos deveres eu aceito com empenho c
sem esforcos da ninlia parle, porque a honra, que
recebo devas, fcilmente se barmunisa com as dispo-
siroes naliiraes de minha alma c com as mais sanias
obrigacoes de minha vida.
c Com c.Tcito nunca pe
as letras fossem um vilo atavio, um~^OTn!ir de eop-
vcncAo para as sociedades humanas, nao; as letlras.
de que abris boje dianle de inim a mais lustre mo-
rada, lem urna gravdade, urna grandeza, urna iili-
ldade superior, que Ibes sao proprias, e que a igre-
ja nunca desronhecera.
a Sem duvida a igrejn cultiva primeiramente as
ieltras divinas ; porcm ella lem leisque vedara acn-
trada do seu santuario iqnelles, que sAo estranhos s
letlras profanas ; ella nesma lem revelacOes, que
Ihe fazcm descobrir as Ieltras profanas um raio de
esplendor divino.
< O que sAo com elTeito as letlras ? SAo simples-
mente o pensamento c a palavra do bomem sobre a
Ierra ; porcm, depois do pon-menlo c da palavra de
Oeos, nada existe de maior Na sna expressAo a
mais elevada e a mais brilhanle, s Ieltras sAo o es-
plendor do verdadeiro, do bello, do bom, quo sao
cousas divinas ; e. eis a razao porque nao he somon-
te por nina vaa figura de linguagcm que se diz o san-
tuario ilas lellras.
ci Na sua cvprcssAo a mais vnlgar e a mais simples
ellas encerrara anda a poderosa harmona das pala-
vra-, das ideas c das cousas, islo he, a pazdo mundo.
Os desordeiros sAo mos grammaliros, dzia oulr'ora
Montaigne, c com razao ; emhnrn esla asserrao possa
parecer eslrnnba, n"io temo alllrmar que a gramma-
lica e o diccionario sio duas columnas da razao e da
sociedade humana ; e se cu pitdnsse ser acensado de
emillir aqu um paiadoxo, nao seria dianle de vos,
Scahores, que sois os defensores o guardas desta'
grandes cousas, c Taris diese um dos vossos mais bel-
los litnlos'de glora.
a Na verdade, existe ah nina nssao c devores que
lizcm respeilo a lodos : alguem pode ser indigno
dclles, porem ningnera Ibes pode ser indilTerente.
n Permilti-mc pois que nesle momento, cm que
entro pela primeira vez ncle santuario, exprinia o
meu pensamenlosobre eslas cousas : sobre este -lau-
de espirito das lellras humanas, sobre o lado divino
de sua nalureza c de sua miasSo, soqre a alia estima
que a igreja sempre tem lulo para com ellas.
o Quem nao o sabe .' excepluando-se a primcira
origem do chrislianismo, cmque Convinlia que ludo
Toase miracoloso c divino, eem que n meslrc da obra
nao quiz que a peana dos esniptores, ncm a lingua
dos oradorese dos philosophos, ncm mesmo a espada
dos Gezares, inflaissem no Irabalhe evanglico, a
igreja sempre procarou, amou, honrou as letlras
profanas.
< E linda assim a verdade ohriga-me a dizer que,
se os nossos apostlos c nossos primeros pais calca-
rain aos ps, como indianas delle-, a pompa vita c
as gracias frivolas da eloqucncia proTana, se elres nao
procuraran mus meios de conviccAo nos raciocinios
snbtis da pbilosopbia, todava annunciavaiii o Evan-
gelho com uina Turen, e una magnificencia deJba-
gungem ineompnraveis.
Sao Paulo, diz Fenelon, excedo toda a arle dos
oradores proTanos. )> O mesmo Fenelon na sua bel-
la caria academia Tranceza, moslra quanlo as es-
crituras divinas cheias de poesa e de eloqucncia,
conten tocllas as figuras as mais foi tes e as mais ma-
gesiosas. Exultei de jubilo leudo nos listados compa-
rados de Mr. Tissot sobraos poetas antigs c moder-
nos, que Homero, Virgilio, Sopbocles, Tasso, Milon
c as suas mais magnificas poesas lornam-se inspi-
das romparaiido-as com Moiss, Isaas e os cnticos
prophelicos.
lEatraos modernos, Bossnel heaquellc cuja gloria
-M. Tissot mais exalta, precisamente porque Baiiait,
versado nos livrs santos, neiics fortalece Incesante-
mente o vigor"li scu genio, e reproduz mais viva-
mente as inaHablimes bellezas.
a Bossuct asim como Fenelon, observaran) que
Sao Mulo, lAo eloqoenle desprezador dos iacioci-
nios da Talsa philosophia, nem por isso deixoa de rac-
cocnar com una Tarca nrtmiravel, c foi quanlo
essencia um cxcellonte philosoplio as-ira como um
poderoso orador.
Devcrei r mais longe .' Sera mister que, ap-
poiando-mc ainda na autoridado de Fenelon vos di-
ga, quo nao he somenle nos escriplos inspirados de
Sao Paulo e dos oulros apostlos, seno anda na
lingnagem daqnelle que os inspiroa, que o christia-
nismo ollerecc-iios mqileloi completos da mais per-
fcila eloquencia ?
Seria fcil, diz o grande arcebispo do Cambrai,
mostrar mnuciosomcute, com os livros na mao que
nao temos cm nosso scculo pregador, qfie Icnha usa-
do de mais figuras nos seas discursos os mais prepa-
rados do que os empreadas por Jcsos Chrislo nas
suas predicas populares. NAo Tallo das seus discur-
os citados por Sao JoAo, onde ludo he fcuMvelmcn-
le divino; fallo dos seus discursos os mais familiares,
os mais simples, o
Eis-aqui o que Fenelon c.-creva'para respon-
der aos prrjuizos de algumas personagens do seu
lempo, como elle os chamava. os quaes pretendan)
que a predica chrisIBl nada liaba que pedir a elo-
quencia, a poesa e as letlras.
Nao foi
ment, da palavra, da belleza, da verdede divina na
ordem natural c no seio da hunianidaJc.
k Com efleilo, genitores, nao ha um sn dos cami-
nbos da inleili^encia humana, em cojas extremida-
des nao mostre-sc o esplendor de Dees que a Uh-
mina completamente, e faz brilhar aos olhos do poe-
ta, do orador, do philosoplt) digno desle nome, o
verdadeiro, o bello, o bem, em seu estado naloral
ou sobrenatural, acendendo assim neslas almas prkr
legiadas essa chararaa celeste com que nada se pa-
rece em a nnlureza, e que-se chama o fogo sasrado ;
nome popular e glorioso do genio inspirado por
Dos.
h E ludo isso nao lem oulro principio, senao que
ha alguma cousa de divino no homcm ; que o Crea-
dor, Tazendo o homem sua scmelhanca, se aprouve
em rcproduzir grandes traeos de sua perTeicao e de
sua gloria, a saber: a inlclligcncia c o amor. Olio- '
mem era a sua obra prima, e quando elle o dolou
rom urna tao bella nnlureza, reuni nelle todas as
ricas facilidades, todos os nobres allrbutos. o caf-
rilo, o (alent, o geiuo, o bom senso, o bom gusto,
as gratas da lingnagem, a inspiraco potica, lodos
esses dous maravilhosos, que formara .o que eu cha-
mei o reflexo.e como que a gloria de Dos no homem
e nos coiihecimenlos humanos.
Assim, nAo udmiro-me de ver o epitheto de
di.-ma dado tantas vezes pelos maiores philosophos
c pelos padres da igrejn a poesa, eloqucncia e mes-
mo erammalica, Crammalicr pene dicinam cim,
di/.ia Santo Agostinho, islo he, s bellas letlras, era
ludo o (ue ellas tem de mais elevado como de mais
humilde.
a O que representa Dos mais pcrTeitamenle na
crcarao e enlre as obras divinas, he sem duvida o
bomem. Com um s dos seus pensamentos, com um
sdos seus olliaresem que reluz o brilho da inlclli-
gcncia, o hornera representa Dos mais do qae qual-
quer oulra crenlurn, mclhor do que o universo in-
leiro : o sol com lodos os seas rcsplendores, nao re-
flecte o raio divino, que brilha nos.olhos do ho-
mem.
A grande e singular prcrogativa das ledras,
consiste em representaren) por sua vez p qomem, es-
ta imagem viva de Dos, com mais pcrTeico do que
todas as oulras obras c todas as outras creaces hu-
manas.
As lellras sao a expressao completa do espirito
humano, porque nao vestem somenle c8m as formas
da linguagem as ideas abstractas da intelligeuria o
as conceptes da razao pura, porra na orden) moral
assim como na ordem physica, reproduzem lambem
a belleza lal qual se mostea i imaginaron, com seu
mais admiravet deial; porque ellas sabem fazer-se
os interpretes de ludo quauto ha de mais elevado,
de maior, de mais virtuoso nos aenliraeiitos do cora-
eao humano) porque finalmente he por ellas que o
verdadeiro, o bello, o bcra, laes quaes a mao dvioa
os imprimi n'alma do homem, achara no exterior
Toi a lim que pensaran lodos os secutes sua nianifestaco a mais brilhanle c a mais perfoila.
instaos be quuermos aliar das idad.es propria- E lal lem sidobwmprc para mim, S
oii o din da expiarao : o cofre vasio de meu pai a-
couselbava-lhe, que llveue m.lo em sua prodigalid-
de; mas elle s deu ouvidos s suas paixes. Usando
do credilo que seu Tasto Ihe assegurava durana al-
gn lempo, conliuiinu sua longa orgia, e minha mai
Turiosa iinitou-lbe ainda o excmplo.
Como ella nao era de ndole superior, o vicio li-
nhn-se-lhc apuderado do corpo c da alma. Meu ir-
mo linda da mesuia sorlc absorvido o veneno ;crri-
vel, c contraliido o habito dn devassidao. Alera de
nossos gozos era commum, elle linda seus recrcing
secretos, e entrecava-s a dissolucao por sua propria
conla. Pela minha parle cuaceilava o prazer, e nAo
procurava-o: rcrehia-o como dospede de un dia, c
nao alleicoavn-nie n elle. Mas ainda que en livesse
conlrahido gostos deploraveis, meu pai nao terin ex-
perimentado por isso tristeza nem inquietarlo ; nao
leria observado a nnlureza do mal nem proenra lo o
n sessenla mil florins, deSBOSlaris o publico e per- remedio, lie assim qne nm homem pode por si s
dorio a clienlella. EnlAo nAo teriamos mais recurso
ateum. c cadiriamos em urna indigencia, que nao
movera iiinguciii piedade ; porque lodos gostam de
file pas- j ver os insolentes humilhados.
ana por ler recibido do defunlo um escolente me-: Miaba mal considerava esse triste lira inevilavcl
-'umerosos discpulos. Suas licoes erara o nao cnganavVsc. A certeza de noesa prxima mi-
lliodo, e linda n
muito caras, e lios nSo valiam as de mallos outros.
Teriamos podh
lUSOS e nos pra
orna Tas!uosa d
rasa quasi lodo os seus lucros. Quando aconlecia-
o vivcr na abislnnca, e mesmo nos
eres, se meu pai nao fosse dado a
vaario, se nAo livesse gasto fura dn
Ihe juntar ou r<
lar c iranosco, cu va quanlo sna ar-
rogancia dava-lde ponen delicadeza. Depois de (ar-
as Tarto de'gqis idos raro) c de viudos costosos, es-
corregava da cadeira sobre o tapete, c ah roncava
como o ogre duS cotilos de fadas. Eses espcrlacnlos
sorprenden os
L'inacAo ; sem i
dgam de
as pessoas que
senlimentos -i
qiiecctn iiuiica
bcram.
.'. conduela i
queias e lazri
elle jo me inspi
nenios, e impressionam-lhes a traa-
arem moslra disso, e sera o saberem,
uina maneira mni sia c mui dura
tsrodeiaro, c como nessa idade os
\i\ose a memoria tenaz, nao se os-
la unp.-evsao dcsavoravel que rece-
o meu pai allligia minli.) miii, cujas
naaansmenlavam a repugnancia que
.iva. 1), balde ella siipplicava-lde pe-
los nidos, por elle mesmo, pelo seu foluro commum,
meu pai nAo dajva-lhe ouvidos. Minha mai que li-
nda casado
|HO
mor, pois lem pou
eo discernimen-
lo e goslo, enlrtgavn-se as ve/es a Irnusportes de co-
lera, srenas esl ondosas passavam-se debaixo do ce-
lo conjugal; mas meu pai nAo se corrigia, e no mes-
mo dia procura 'a com maior furor seus recreiosdis-
solulos.
Nada Iimllav I sua proMisatidade por Tora ; mas
em casa era o conlrario. Diza continuamente que a
sena inspirou-llie no principio o mais violento de-
sespero : ella solTreu anticipadamente todas as angus-
tias dn liudez. Depois a verligem domuou-a : incli-
nad.) sobre a borda do precipicio, nao leve a ener-
gia neeessaria para evila-lo. As-ismlo ao orologo
de sua perda com aconvicc.Ho do que inda podia
desviar a sortc que a nmcacava, nem retardar-lhe a
desgraea, ferlmu ,,< nidos antes de cahir, e cedeu
sem resistencia allrac^ao mysteriosa do deslino.
J.i que meu pai proeorava obstinadamente o pra-
zer sera ouvir os avisos da prudencia, nem assoslar-
i oni a miseria que havia de oppnmir-lhc um di.)
a ramilla, minha mai quiz lambem parlicipar dos
gozos. Desde es-e momento nada mai-, poupou co-
mo linda Teilo at enl.io. A' especie de pobreza que
reinava entre nos soccoderam a abundancia c o lu-
so. Nossos janlares lornaram-se banquetea; bailes,
Ibealres, passeios, ceias, lodos os meios dediverii-
mento paieccratii-lhe bous era lano que Ihe li/,.--
in esqaecer o Tuluro, e mudassem-lhea posicBo de
mulher despnzada, de victima voluntaria. 0 laxo
de nosso vestuario era rotiforme esse cncrode exis-
tencia. Minha nii que ao principio procurara lis-
Iracres custosas stnculc por dcspcilo, nAo lardn a
spaiipnar-se por ella, edeixar-se levar voluptuosa-
meule sobre o rio mgico. No fin de alguns mezes
lodos os gozos da riqueza linham-se-lhc lomado'ne-
cessarios. O inatido c a mullier cavavam perlino
tmulo, em que iam sepultar nAo somenle sua Tcli-
cidade actual, como lambem suas esperancas ulle-
------------ ------------------------------------ ,--------------------------------, ...v ........>.>.. atina ,,|.b,i muuicr c nj nitios arruinaram-no, que commetlera riores, Assim passaram dezoite mezes, o euiQm che-
depiavar uina Tamilia inleira, c deprava-la sera re-
curso.
Todava essa desordem nao poda durar muito teru-
po por falta de meios, Meu pai linda perdido quasi
lodos os seus discpulos: osegredO de nossa ruina
nao tur.lou a ser descoberlo.
Depois de lerem empregado intilmente as solli-
cilacoes importunas, os credores recorrernm tos
meios legacs. Lu meiriiilio fez una penhora cm no-
me dclles. e a mobilia de meus pais foi vendld em
leilo. Eu inda enlao quinze anuos, minha sensihi-
lidade havia seguido os progressos 'le minha l
e cu ralo possnia mais a descuidla traiiqotllidniie
ila jiivenlude. Foi para mim um cSpeclacalo cruel
ver homens dosconhecidos disputartra culto si os
restos de nossos bens. Subiam ruido'-menle as es-
cadas, visitavam osquarlos, rlam, fallavam em voz
alia, sem Jarein f de nossa presenta, on encaran-
do-nos com desdem. Eu senta i i pesar sobre o mea
corae.'io o desprezo que se afierra miseria, o mei-
rinhii laura va aos compradores e aos curiosos urna
miiltido de grarolaS, como so fosse um negocio de
recreio. NAo podaras crer quanlo soflri, quando
minha mobilia pessoal foi penhorad.i! Eu tinl
alleieoiido aos menores objectos por estar habituada
a v-tos, e porque Iraziatn-me memoria leiubraii-
cas de nf.iiu-in e de mocirtnde. E elles passnvan di-
ante de mim a mAos eslranhas Turto foi-me lo-
mado, inhibas hcelas, meus livros, minhas jn,:<,
meus papis de msica, c at um bello pisco de cos-
tas pretas c pelo cor de rosa, que eu inesma linlia
criado, foi vendido cem a gaiola. Era a primeira de
minhas dores grandes.
Meu pai cxpcriraeulava sanlimcntos de natureza
diversa. Nao era tristeza, melancola, nem arrepen-
timiento ; mas ama colera sarda de ver-se despojado,
urna vergonha baixa o trivial. A felicidade linda-
mente (lilas da elrqucucin sagrada, enlao apprcscn-
la-'c-uo-, romo cm teslcmonho da Immorlal allian-
ra das Ieltras divinns e humanas, a gloriosa flor dos
grandes autores de chri mo, a nocen de ouro do orVhtc, Santo
nn, este erande mostr do pailielico e do subljre ;
Sao Bazilio, e Sao liregorioo grande, estas duas bel-
las estrellas da cadeira apostlica, e Santo Ambrozo,
lAo agiadavel no fallar, que M. de Chateaubriand,
nome charo academia, procl-muu-o o Tencin da
igreja latina ; lao afl'avelclo forte na sua bramlu-
ra, que sabia, para defender us povos opprimdos.
oppor um coracao invcncivcl as paxOes dos princi-
pes : NAo nos Tazemos temidos, dzia elle, nem te-
memos cousa alguma : Acc terrimus nec timemus.
Todas eslas grandes almas, como as cbamava
tao indiciosamente vosso secreiario perpetuo, lodos
estes uobres e santos personagens, foram ueste mun-
do os arantes dcsla taclla ailianca. deque fallc ha
pouco ; e na poca actual ser urna das glorias da
academia Tranceza, que um de seus membros os mais
Ilustres lenha viudo revelar de novo a um scculo
por longo lempo injusto ou dislrahido, a eloquencia
ja esquecidados padres da igreja.
Fiel a lodas as suas Iradicciies, a igreja, sendo-
res, nAo a tem abaudonado; c recommendando sem-
pre aos seus ministros o esludo das lellras humanas,
lera Teito ainda mais : o Dos reservava-lhe a gloria
de ser ella a mcslra das ufaes, de ensillar a gram-
natica e a rhetorica, o grego e o lalim aos povos
barbaros, educando-osao mesmo lempo pelo Evan-
gcllio o formando assim estas grandes uaces moder-
nas, lao esclarecidas, lao potadas, lao sabias, as ra-
lihas do mundo civilisado. E a igreja, desde o im-
perador Juliano, lera contado SempTO entre seas per-
seguidores os potentados iuvejosos, quo lem preten-
dido vcdar-lhe este notare c livre entino.
a N.Io se deve suppor nisso am deslcs clculos de
poltica familiares aos dominadores da Ierra. As
vistasd igreja, senderes, sao mais elevadas c mais
poras ; c se ella adopten as letlras p-ofanas, Toi por-
que, cora o senso proTundo com que coslunia desco-
brir o divino por toda a parle onde elle esl, via Das
mesmas lellras nm reflexo do mesmo Dos, c porque
nessa luz vva sublime, donde Ihe vem os cnsinos
sobrenaturaes, que nos ofi'crcce. as lellr.-s humanas
Ihe appareciam como tuna manifestarlo do pensa-
nte dado tarda arrogancia que a miseria humillia-
va-o | rotundamente. Assim como nao livera modc-
racJo na fortuna, Taltava-liie dignidada na desgraea,
e da nesma sorle que eslimava-se demasiadamente
quando era rico, coineeava n despresar-sc, [lorque
via-se pobre. A opnifio vil do mundo, que njoelha
dianle da prosperidade, que desdenha e aborrece os
necesilados, reinava-lln ate no Tundo da consci-
encia.
Sabendo que nada mais possniamos, o propriciaro
expellio-nos da ca-a, e foi-nos misler procurar um
abriao nos quarteirdes pobres, onde habitara os Ira-
balhadores. Ossobarbios das cidartcs arailes n o
so hediondos na Allemanha como na Franca e na
Inglaterra: o assete germnico conserva-Ibes urna
apparencia decenlaFSe as ras nao sao bellas, o se
nellas nao ha edificios brilhanles, as casas hem lava-
das c concertadas nao sao faltas de ar e de luz; po-
de-so viven ah sem sonrimeiilos. A natnreaa esta
mais perlo de nos, e qual mai lerna, consola-nos do
abandono dos homens. Quasi lodas as habitarues lem
jardiiis, embora sejnm pequeos.
O emprego de meu pai no thealro rendia-Ihe Ira-
cos emolumentos. Depois (pie a herauca viera lan-
ra-lo era urna especie de delirio vaidoso, elle prceu-
chia suas Tunceces cen multa nexactid.Io. Assim,
limo qu> viran no un miseria, repararam que nao
linlia menlo, e despedirara-no. Ficnmos"repentina-
mente sem recursos; o desespero ea Tome assenla-
ram-se nossa porta, ionio dous iiieriiilios impa-
cieiiles por nos a^rrarem. ,,, (.,.,|iava.sc aaritocom"seos"oraeres
O temor decah.remt.ia, ternve, mitos fortoa grosseires e n.io ciidava em mim ; ellLot ,,
meus pi isa procuraren) meios de subsistencia. Meu
pai, pouco antes i.o orgulhoso, dea tac,* i t\ dam i
suas ms incliiiaces; meo irmao nao sendo Vigiado
lomou ainisades deploraveis. e reqiienlou as taber-
nas de dia e de noite. Desanimada segunda vez, mi-
nha mai procurou nas bebidas espirituosas o esque-
eimenfo de suas dores; alm disto tomn o lora, a
linguagem, os hbitos e as manetas da ultima clas-
se, onde tuilia amigas] Picamos perdidos para
sempre.
i lavia a necessidade nao lardou a sentirse.- A
devassidao absorvia lodos os nossos salidos, e f.ill-
va-me as vezes o necesario : n.io era raro deixarem-
rae mamilas ou tardes ioteiras sem pelo r sem fogo".
Enlao eu cabla na languidez, c o Trio pepetrava-me
es casos, o vente dn Noria soprava debaixa das por-
tas, ou gema uasjanellas. A essa voz lRabreo si-
no do suburbio mislurava seus tristes acedrdos. Mi-
nha Diuca dislracco era examinar as caravanas-de
un lis, que alravessavam o paitado deserto do reo.
ti' meu charo Soba lio, imagina minha vida .' Fu
eslava na idade em que o coracao enche-se de espe-
rani.a. cm que o Tuluro appaaerc-nos cuno um rci
joven, notare c gracioso, magnifico o l:'ieral,qnc nos
-anda eem as raaos clicias ile prsenles. Para mim
pelo contrario, era um phauliisma horrendo que cu-
car.va-me com ar haro e gelado. Tendo cabido tao
joven em lAo profunda miseria, como podera sabir
dclia .' One bomem disno de meu amor \iria bns-
rar-mc no fundo do abvsmof Que latente, que tr.i-
bniho assiduo me permilliriam lirar-ma dahi? Ea
linha recebido nma oducarAo mui simples, porquan-
senbores, o senli-
;lo destas palavras p:(dundas e.lo juslamcnle :-ele-
ircs, quo lora ni pronunciadas pela primeira vez nes-
le recinto.
(( Ocslyjlo, he-ojiomem.
a Ah.' sem duvida, o verdadeiro,- o belfo, o bem,
existen) lambem no resto da crcacAo ; porm loda a
cieaeao, a excepcAo du homem, nAo osconbece, por-
que ignora al sua propria existencia. E o que col-
loca entre a creacAo e o bomem um inlerrallo im-
menso, he que o verdadeiro, o bello, o bem. nao so
exislcm no bomem, como este o sabe, c o diz, os v
em si mesmo, c os recoubsce em (odas as obras de
Heos, pela impressAo que experimenta em si ; e ho"j
mera nao s os v, mas rjensa e reflecte sobre elles,
admira-os, sent amor por elles, da-llies nomes, es-
creve-os, pinla-os, canla-os, finalincnle repele-os u
toda a natureza, ao coe a Ierra (iracas sejam da-
das.) Dos! porquo ludo islo vem e proven delle,
segundo n sublime expressao de um apostlo:
Omue datnm oplimum el omne donum per/eclum
descendis a Paire luminum...
a Na verdade, lodo dom, natural e sobrenatural,
omne datnm; as descohcrlas do genio humano c as
grandes revelacocs celestes; a natureza e a grara, a
razao e a T, ambas lildas do mesmo pai celeste,- e
que como taes nAo podem jamis conlradizcr-se; lu-
do, lano era urna ordem como na oulra, todo vem
do co; turto vem ri'esta sublime e resplandcceutc
fonte das luzes; porque se exislein muitas taizes, di-
versas na sua irradacao, lodas, sendores, parten de
um mesmo centro divino, que os filbos doEvangelliu
edaranm o Verbo eterno.
le este verbo divino, que illumi/ia lodo o ho-
mem f/ue rem ao mundo, islo he, loda a inimcns.i
familia do genero humano, em lodosos secutes e em
lodos os lugares; e mais pcrTeitamenle a igreja, asan-
la cidade dos Tilhos de Dos sobre a Ierra, e com um
brilho ainda superior c incomparavel, essa laminosa
e Iriuinpliante cidade dos cios, para a qual nao exis-
lcm as alternativas do dia o da noite, nem ella co-
ndece as incertezas e Traquezas da razo, nem mes-
mo os eclipses passageiros da Te, nem finalmente,
scnhorcs, asseparaceseos tristes sebismas de nos-
sos espirites, nem todas eslas dores da duvida, libas
do mundo c do lempo .'
Scsuhi lao lio, foi pela honra das ledras, senho-
res, c espera que m'o perdoareis : quiz c devia dar
tosjovens breteos por un mnimo salario, o com
Han Ihe baslava esse escasso ganho para alimentar-
Be, foi tocar rabera Das bodas c Testas de aldola. '!;-
nba mai procurou para si e para mim Irabalhos' de
agullu, e mi u irmao, que ale enlo nada quizera a-
ler, entrn como aprendiz em casa de um mar-
ceneiro. Com corsgem, paciencia c economa teria-
mos podido vencer as difliculdadcs: sem duvida nao
sio lieos: mas nao teriamos conbecidbas
. Ora, ama vida tranquilino branda he pa-
ra os dissolutos a imagem da inorte. Na didot na
ali las vi i- abale:n-se como odres va-ios. Nos
primeros lempos que scguirain-se nossa ruina.
lodos mostraran) constancia e /ido; pois nma licito
19o cruel nao podia esquecer-se em poucos di.is
porem depois os vicios rcapparcccram pouco a pun-
co. Ilatailuaiido-sc ; sua nova condicao, meu pai e
Theodoro pro r o rara ni nella o prazer debaixo das
formas mais triviaese srdidas. Seus gostos tiuham-
se rebaixado como nossa coodic.au, e o vicio grossei-
ro e vil succedeu ao vicio vaidoso. Nas bodas o nas
feslasmeu pai achava muitas occasioca de seguir
mol. dinheiro s suas devassidcs e ralo destinava
nenlium pera minha instrucrilo.
D.'iuais nada abrandavo mea inforltinio. Minha
ilavn-me fs vezes com alguma ternura : po-
i ni isso era tao raro que nao satisTazia-mc o cora-
cao. Em algons domingos cu va passar diaule de
nossa porta grupos de prenles que moslravam urna
viva e mulla affeirao. Iam hem vestidos respirar o
ar dos campos. Os pais divam o braco as Tildas c os
jUhos s ms. (.ano pan iam ci ltenles de -c acha-
ren) junios Que altivez chota do taondade exprima
o rabiante do pai, quando encarava altaba! Que
ir de lerna sonlianca, de amor e de gralidao ai.ima-
va o semblante da lilba, quando encarava o pai .'
Essa vista fecbava-mo o curasao, moslrando-me os
bens de que en eslava privada, e eu vollava apressa-
damenlepara n mea (piarlo tambada em lagrimas.
lia um genero de consola$6es queas almas puras
nao lomara da Ierra, porem procurara nas regies
celestes. Aquellos que rrtvm. nunca eslo sosiulios ;
lera cm sua desliara una nvisivel testcmunlia de
suas Ingrimas Suas esperanzas raalloradas neste
mundo, podem refosiar-se cm oulra parle : o mun-
do moral he para elles como urna patria divina, oude
mem na* folbas e brlham sobre as aguas, os leves
vapores da noite, a canco do pisco e o mnrmuio
linguagem ou as ndcares mudas dos poderes sa-
premos. Essa correspondencia mgica nao exista
para mim, cu uo podia vollar-me em meu infortu-
nio liara aquetle quo todas as linsuas ltn chamado
o pai dos homens. Eslava per assim dizer enraice-
rada no filudo de minha dr, urna dr fria, (risle e
penosa, e nejihum raio de luz pcoelrava pelos va-
rocs de ferro de minha prisao, nenhuma communi-
cacAn de lora vinha reanimar-me a coragem c a es-
peranea. Meu pai linda essa inerednlidade rhocar-
reira. que be a mais trisle das disposirops moran.
NAo somenle zombava da piedade e das conviecoM,
como escarneca descaradamente de ludo o quo ex-
cedia o nivel de sua iutellizencia. Assim nAo India
religiao, nem principios philosophcos, ncm quaes-
quer oulros; era a nevarn encanada, tima especie
de cemilerio inlellecltial, onde jaziam os cadveres
de tedas as crticas o de todas as ideas notares.
Nossa siluarao que pareca uo poder peiorar, lor-
nou-se todava anda mais (risle. Lina noile meu
pai volteado de nma fera onde fizera dansar os ram-
ponezes, e beber largamente, subi ao leiadilho da
diligencia. A eslrada era cheia de desigualdades, o
nm solavance msis rudc que os oulrnsabalou de lal
sorte a carruagem, que as mullieres deram altos (ti-
los. O conductor de sua paite kdmocstava os caviil-
! con um) ahondancia de pregas, o os viajantes
i se privnram de conselhos c de observacoes. Com
-o boque a embriaguez de meo pai f-lo perder o
equilibrio e rabir do lejadilho sem que ,. rumor per-
uiillis! a uinguem dar l dism. Sua cabeca balea
eonira una pedra graWe que quebrou-lhe o"crneo.
. assou loila a noile eslendido beira da eslrada, e
SO na manhaa segunde foi que algons aldees eucon-
iiaram-o em um lago de sangoe qualhado. Trans-
poriiiram-iio para a nossa casa pallido e contuso
sobre uina rancla.
lima scena de grifos ede lacrimas ncolhcii cs-a
Inste volla. Quaesqiier que bssem os vicios do meu
pai foram esqnecidos em pre'senca de seu cadver.
Amorte,.) itreparav el morle enternece sempre os
coracocs : essa dolorosa prova da miseria humana
parece um rasligo demasiadamente rude mesmo para
asarciies tois criminosas. Porm meu pai nao ti-
nbaccssiido iiileiramenle de viver para sua Tamilia :
a maldicAo de seus vicios ia pesar sobre us.
{Conliuar-te-ha.j
MUTILADO
IIEGIVEL


DIARIO DE PERMMBUCO, SEXTA FEIRA 16 DE FEVERIRO DE 1855.
I

* razilo profunda do iuviolavel amor que a groja lem
sempre conservado por ellas apezar de suas inlidele-
dade*.
Obrando assim nao IraU-i eu dos lilulos de nolircza
Ja Academia'.'
Na lisse lambem a razao,porque ella he lao chara
ao espirito francez; porque a honra de fazer parle
ilclla fui sempre 19o preciosa, c porque os bispos
sempre a procuraran) sem que por isso jnlgasscm
procurar a gloria humana ? .
Sao oslas as razies quo fazem com que eala crande
nsulnirae leiiha rafees lio vivas c lito profundas em
l'ranra, e tenlia sempre florctcido gloriosamente
ainda mesmo depois das mais vilenlas rcvolu-
Porque nno completare! o raen pensamenlo, c
nao direi que esla elevada origom dos couhecimenlos
humanas Ihcs assegora a supremaca c como que urna
preeminencia inmortal uos reinos da inlelligen-
cia'!
a Honra es ciencias! honra as escolas illaslradas!
linnra a estes genios de urna tempera forlc, que cs-
'idara rom tenaeldade e com amqr ludo quantn
Dos subrnelleu s vistas e as invesligaces do espi-
rito humano, eelevando-sc contemplado dos mais
sublimes mysterios da ualnreza, inedem a immensi-
dade dos ecos, abysmam-se cm suas profundezas, c
ah vno reeulihecer e procurar novos asiros; c depois
descendo rpidamente sobre o globo, que habitamos,
penetram at em suas ciilranhas, lera como cm um
livroaberlo o que ella conten de mais occiillo, des-
cobrem seus invisiveis thesouros, c cnm'os seus cal-
rulos lio seguros comoousados, cstendcmde lodos os
ladoeo liorisonte e o imperio do espirito humauo
Honra i ciencias 1
Permiltam-nie porm as sciencias qne eu diga :
cm primeiro lugar, honra as lettras. As sciencias
augmentan) as forrase as riquezas das nacvs; porm
isso leve logar depois que as lettras illuminaram
a trra e fecundaran) os sceulos, depondo no seio
das sociedad! o germen poderoso da.civilisa<;3, fa-
zendo peueliar a luz viva as profundezas da inlel-
ligcncia humana. Por isso os grandes seculos scien-
tilicos foram quasi sempre filhos dos grandes se-
culos luteranos, c o renascimento das lettras foi o
signal ordinario das grandes descobertas da cien-
cia.
a E'quaes sao, senhores; entre nos e no inundo
curopeu os homens, que hojed.lo es sciencias a mais
Ilustre popularidade'.' Nao ouso nomea-los aqui ;
l)3o obstante porcm sua presenca, naodcixarei de
dizer que o dom singular do espirito francez, e a
gloria privilegiada desle grande Instituto de Franca
consiste em que em seu seio o genio das lettras au-
dou sempre gloriosamente associado com o genio das
sciencias.
ir Napolean compre hender ludo isso suflicienle-
inente, quaudodizia com sua viva c enrgica clo-
quencia : Amo as sciencias; cada urna dellas. be
urna bella nppiicacao parcial do espirito humano ;
porm as lettras s3o o proprio espirito humano.
u Bella e profunda expresso, senhores I Nao sei
que exista clguma oulra mais digna d'este grande es-
pirito, que sabia penetrar no amago das cousas, e
recorda-la neste lugar he a mais nobre homenagem,
que posso render ao seu genio Essas admiraveis
palavras, senhores, nao sao mais do que o echo da
voz da historia, que saudou com o epilheto de gran-
des, ossoculos em que primeramente as lcl'.ras lan-
raram o mais vivo hritlio !
N3o devenios crcr que a m3o de Dos seja es-
Iranha a estas phases brlhanles da vida dos povos,
nem que estes grandes seculos liltcrarios nenhuma
parle lenham na ordem e nos designios da Providen-
cia sobro a huinanidado.
(t Sejamos*francos; esses grandes seculos tiveram
phasesbrilhanles, uienio no lempo em que o paga-
nismo cobria a trra : a philosophia, as lettras. a elo-
qaencin, a'poesia, no que tiveram do verdade e de
belleza; lodos esles homens, pelos celestes dons da
iutelligencia, e da luz divina que brilhava em seu
genio; direi anda mais, pelos generosos esforcos,
que fizeram muitos cfbllcs pera penetrar as Irevas
c doscobrir alm do liorisonte de seu sstulo alguns
raios dasluzes divinas, sao por ludo isso dignos de
admirarlo e de respeilo. Posso e devo deplorar o
abuso que fizeram mudas vezes de suas faculdades;
posso e devo condoer-me da impotencia de seus es-
forcos; mas nao posso desprezar nem ahaler os dons,
com qne o Creador os dolara. NSo sinlo-mc cora va-
lor de reprovar e de avillar, sob o nome de paganis-
mo, o que constiluio naquelles grande! seculos o
supremo esforz da humanidade dccahida,para rea-
lar lio quebrado das (radieces antigs, c adiar a
luz. qne Dos ah fazia ainda brilhar, como um ul-
timo e benfico reflexo de sua verdade, apm de nao
deixar dar mottras de si no seio das naroes, e fa-
zer ver que a crealnra decahida n3o ficava eterna-
mente desherdada dos dons de seu amor.
Por determinaran expressa deila misericordiosa
Providencia, foi concedido ao genio do homem ex-
pandir esles ciarnos iau helios, que foram sufficicnles
enlao para revestir com um brilho immortal as obras
do genio anligo.
Os versos que cilava S3o Paulo no Aropago,
nao erara versos pagaos; tambeni nao o eram a luz
maluliva, e as maravilhosas bellezas da naturezasoh
o co de Parlhcnopc, quando essa luz 13o pura e
seus radiantes clames inspiravam a Virgilio que pro-
corasse1 alm dos cos visiveis ama luz ainda mais
lirlhaule e mais pura, um sol e ocos asiros. So-
lemque suum, sua sidera morunl, quando as tris-
tezas terrestres, lacrymt rerum, infundiam em sua
alma aspraees indefiniveis para um melhor mundo,
e faziam transpirar cm seus versos, como que urna
emoc,ao sublime da nalureza agitada por snas longas
dores, econio urna vasta c forte inquietacno da Ierra
e dos cos espera do Libertador desojado !
E o qne diremos de Plat.o que contemplav.i de
onge o idial do justo e via-o sobre urna cruz!
Nao, senhores, s por um designio providencial,
direi linda mais, s por urna inspirado celeste, a
liugua de Plaiao e a de Virgilio encontraran! taes
acentos e produziriam obras lanas, (primorosas
quando Dos decidir que estas duas linguas fosseu)
as da sua isreja.
O mundo anligo preparava desle modo o mun-
do moderno, e as duas mais bellas linguas, que os
homens tem Tallado at hojo, recebiam antecpada-
menlc sua misslo e preparavam-sc para um dia re-
petir na ierra as cousas celestes.
Sem davida a igreja devia acresecntar a ellas
novas e divinas bellezas ; porem era necessario que
estas linguas se prcflarassem desde longo lempo pa-
ra o seu santo e iudestruclivcl destino, e Dos quiz
que grandes genios philosophicos e Iliterarios fossem
empregados nisso.
Os servidores de Dos s3o numerosos sobre a
Ierra ; e cm qualquer momelo, as pocas de gran-
des reformas sociaes, exislem muitos, que nSo ve-
mos nem conhecemos e que Irabalham segundo as
suas ordens para a sua gloria e sem o saber : cou-
vem pois que elles nao sejan ludbriados.
i le evidente para mim, que os grandes seculos
rarios, os grandes imperios, assim como lodas as
couses grandes, foram collocadas por Dos na serie
dos seculos com um designio providencial e adapta-
do, e citando um s ejemplo direi: nao foi assim
que o Ilustre enviado d.eWens, o liere de Xene-
plioste e de Isaas, era cantado duzcnlos annos an-
tes do sea nascimenlo ? Para o seu seculo e para o
inundo elle era Cyro, porem o prophela o cliamava
Ckriito para a igreja e para os grandes seculos fu-
turos, porque elle devia concorrer para a redempoo
dus Judeos captivos o para a edificarlo de Jcrusalem,
lomar parle no plano divino da grande prepararlo
evanglica !
Espero, senhores, que aqui ninguem se admira
da gravidade da miuha linguagciu I Nao gusto dos
equivoco?.
Porque lenho a honra ea felicidadc de ser
chrislao c sendo porcsle titulo, segundo a expresso
do aposlolo, llho da luz, vou cheio de conlianoa re-
unir os seus raios dispersos por loda a parle, onde
se acham.
Cerlamcnlc a luz lie a profriedade nossa ; lo-
dos os sceulos no-la devem e no-la transmltcm, c
sla he a raz.lo porque a respeilo em lodos os luga-
res. Procoro-a, amo-a, cxallo-a por loda a parle
onde a encontr ; recebo-a rom amor anda niesmo
que seja urna ccnlclha, um rain perdido ; c minha
alegra lie grande, quando pos) rcconduzi-la a fon-
le primitiva o divina Seu o discpulo de mu mes-
ir o, que nao quer que se apague a chamma que ar-
de ainda; segando o bello preccilo da igreja, Icm-
bro-me deminha rondi^ao, c respeilo o caniro pen-
sante por mais tlcxivel que soja : leria horror de o
calcar aos ps. Sendo eu mesmo desdoro de ama
grande crearlo d'ecahida, nao desprezu fragmentos,
quaesquei que sejam; e sera lemer confundir aqui | universo,
a linguagem do Virgilio com a do christianismo,
siiloimmenso prazer repetindo osle verso, de que
meu predecessor fez um bello cotnmenlario :
a^ion, ignara mali. miseris suecurrere disco.
o E nao he islo o que tem feilo o Evaogelho, os-
la Evangelho ao qnal seda filo justamente o nome
de boa nova e do Evangelho da paz? Quando elle
desteu dosceos cappareceo no seio do paganismo,
allrahio suave e forlemcnte a si ludo quanlo havia
anida de nobre, Ilustrado, elevado c ludo quanlo
poda ainda illustrar-se, ennobrecer-sc c elcvar-se.
Carcter admiravel da verdade cierna, que he lain-
bem a bondade elerna Os que quieram recebero
baplismu chrislao, os que aspiraram melborar-se, c
Iransformar-sp,lodos foram accolhidos pela groja,lo-
dos poderam entrar e penetrar fcilmente cm se
scia. Pouco depois, sonhora do mundo nao destruio
nem mesmo os templos pagaos, purilicou-os c con-
sagfou-os a eslo Dos desconhecido cujo bello nome
S. ^aulo dssera a Grecia admirada.
a E antes que o genio de Miguel Angelo (omasse
ao l'anllii'on as Formas ousadas de soa cpula, para
eleva-la aus ares o fazer della a coroa de S. Pedro,
o cristianismo fizera desle velho templo de todos os
ido|os das naces, a bella e nobre igreja da Virgen)
Mapa c do lodos os marlyres.
Ejn urna palavra o christianismo purifica ludo
qu pode ser purificado ; refaz o immorlalsa ludo
quanlo lem o seu cunho, nao recusa nada do que ha
de bom no pensomenlo c as palavras humanas !
Na verdade as expresses c os pensamenlos hu-
manas solTicram muilo! O trajelo fora longo e
pcrlgoso para elles; por isso o chrisliauismo os rc-
colliera em seu naufragio nao com analhemas, po-
rcm com piedado ecom amor ; elevoo-os, Ilustrn-
os, forlihcou-os e cousolou-os; c fez dclles os pen-
samenlos e as expresses christaas. Senhores, se
permidirdes a expresso, dir-vos-hci que era a ove-
Iha desgarrada, que o christianismo rarregar cm
seas hombros para o aprisco !
I O que aconleccu no comeco dos seclos chris-
laot, veio a ser a Iradicodos seculos, quese segui-
rn) : S. Paulo cilara Aratus c Menandro : S Jus-
tina! e Sanio Agoslinho cilam Plaiao, S. Tliomaz c
loda a idade media nos fallam de Aristteles.
a E assim devia ser ; quem se admirasse disso nao
comprehenderia a grandeza e a profundeza do chris-
tianismo. Elle he a luz do ronndo, quando lovan-
la-se. lodas as sombras disspam-se, e o Dos do
Evajngelho chama-se o Dos da luz, lux mun ; e
eslai he a razio porque, chamando lodos os asiros,
que por sua ordem linham lanrado as trevas alguns
clar&es antes delle, assignou-lhcs seu lugar sua glo,
ria no seu novo firmamento ; e lodos, como no dia
da primeira crcacao, vollando para seu foco primi-
tivo, responderam succcssivamcnle : Eis-nos ; Ad-
sumus!
Ha sem duvida sobre a Ierra alguma rousa
maior qlie as ledras '. Quem nao o sabe ? Porem
nao ha se nao una : nao contieno dua's; He o K\an-
gelho !
o, Assim, a era do mundo civilisado n3o devia da-
lar dePcriclcs nem do Augusto ; a humanidade de-
via escolher um nome melhor.
a -V Acropole, para a solvarTo do mundo, nao va-
lia i Synai; o Capilolii immobile saxum, cantado
por Virgilio, devia inclinar-sc dianle do Calvario,
e as Olimpiadas e a data romana extioelas, repetem
a I'dos os serillos, que. a vcrdadcira civilisac,ao do
mu ido devia nascer do marlyrio c das c-bagas sagra-
das de um Dos, dando a verdade, belleza, i bon-
dade ciernas, o teslemunho do seu sangue derra-
mado.
a\ O Oriente foi o primeiro que recebeu esle leste-
mujiho 1 Oh qu.io bello ser o Oriento quando
vollar a luz que perdeu, e quao radiantes serao os
ltimos diasda vida do mundo nfl Occidente, quan-
do a luz celeste fizera allianca entre lodas as gran-
des sumidades da humanidade! quando a cruz, Iri-
umphaule depois das tempestades, app'areccr s, em
urna regiao superior e pura, permanecendo sobre
un eco azul, gomo um signal de paz e de socego pa~
ra iodos !
aPossa a bandeira franceza, abenroada pela m.ao
reconhecda de Pi IX. possa o sangue de nossos sol-
dados e de seu valcnle chefe tao generoso e 13o
christamenle derramado ser o instrumento de urna
myateriosa providencia na dispensarlo dos segredos
do futuro, priparar de longe esta grande obra c ob-
ler o galardao de sua gloria !
a Tal he senhores, o segredo da grandeza das Ul-
tras homanaj, tal he a razio da augusta allianca,
que -as prende is bil as divinas. E se o seculo dez-
esete, o grande seculo francez, foi ornis brilhan-
1c dos grandes seculos litlerarios, he porque foi um
grande seculo chrislao, e porque recolheu com um
raro esforco principalmente durante a sua primeira
metade, todas as luzes naturaes e sobrenaturaes das
eras procedentes.
o 1A Justina e reconhecimento universaes associa-
ram ao seculo dezeseis o nome de Le3o X, porqne
lodo comprehenderam qne dirigida sempre por
urna inspirarSo celeste, a igreja, que he a mai c
cabera de todas as igrejas fora ao mesmo lem
po a mai das ledras c a protectora esclarecida das
artes enlrc as naroes europeas.
Nao duvidamos que ainda mesmo nos seculos
dezeseis e dezesele as ledras tivessam seus defeilos :
mas onde os nao ha '.'
As cousas divinas perigam sempre entre as
m.los humanas, e urna s instituirn existe neste
mundo que, nao obstante ja existir lia dezoilo secu-
los, resiste a ludo, ainda mesmo as fraqoezas caos
enfraquccimcnlos passageiros de seus ministros.
As ledras podem cerlamente vollar-se contra a
verdade, contra a belleza, contra a bondade eterna !
Mas enlao a humanidade .-ollro urna grande dor os
asiros desviam-se do seu curso ; os esplendores, as
virtudes dos cos ficam obscurecidas. Pertnrba-sc
ludo, p bem chama-sc mal, o mal chama-se bem ; a
virlude he invocada pelos hypocrilas, que a ultra-
jan] ; os crimes aos mais infames acham apologistas,
e no meio dosla desorden) profunda do sentido da
linguagem humana, serao necessarios talvez cinco-
cnla ou com annos, para reparar-se o mal e cncon-
Irar-se o bem. Anciaos ja' prximos do tmulo Ic-
rao passado toda a sua vida, procurando o sentido
perdido das palavras c das cousas que mais convem
a' paz do mundo.
llavera' luias e combales terrives entre as
opinies.
O sabios desesperados serao rnndemnados a re-
petir com o historiador romano : Jam pridem ver
rerum tocabula amisimus '.
a En) um destes dias de tormentas, a barbaria so-
cial nascera do excesso da civilisar.lo corrompida ;
durante o esparo de cincuenta annos invadir ao me-
nos trez vezes a morada dos res, assenlar-se-ha Iri-
umphanlc as cadeirasdos legisladores e calcara in-
solcnlcsraenlc aos ps lodos osdircilos que invocava !
A liberdade dcsappareccra e talvez seja necessario
nm seculo inleiro, para enmprehender-sc de novo,
cm que consisto a liberdade, a auloridade, o respei-
lo, o complelar-sc a pacilicarno social.
c< Eis os crimes das ledras qoando se desvairam ;
os as tempestades que ellas desencadeiam sobre a
sociedade Os povos parecer condemnados a per-
der at o sonso humano, quando as ledras c o senso
divino se divorciara.
Fallando desle modo, Senhores, n,lo me cons-
liluo o aecusador das ledras, pelo contrario, mostr
urna das suas maiores prcrogalivas, a sua po-
tencia e
As ledras lem na verdade essa forra ler-
rvcl, ellas podem ludo para ruina ou para a paz do
mundo Como o homem, de quem sao a expes-
sao fiel, ellas tem o poder do bem e do mal; c ter-
minando esle discurso, devo assignalar aqu a ra-
z3o de ludo islo.
Convem que nos nao engaemos.
k Existe as lettras algoma cousa maior e mais po-
derosa do que lodoesse hrilho, que lancam em lomo
de s, e todo csse esplendor com que illtiminam a
Ierra: e vem a ser, o bom sentido das palavras ;
porque quem sabe comprcheuder a profunda e mys-
lerosa ligac.lo das ideas das colisas com as palavras
reronhece que disso depende toda a ordem c loda a
seguranra da vida humana. E para exprimir ple-
namente meu pensamenlo c com clareza, direi que
o alphabclo do genero humano, a grammalica de
um monillo, o diccionario de orna nacan despertam
em mim, mais do que as bellas lillcrifluras, um
scntimeiitn indcfinivcl de respeilo e-de reconheei-
menlo para com aquelle que dolou-mc com estas
lettras, om estar plavrar com estos pensamenlos.
Assim, enlrc lodos os (lulos honorficos d'Aca-
demia franceza, nao conhero algum mais elevado do
que o de guarda deslas grandes coasas, o de conser-
vador fiel, nao s da litteratura, seno da gramma-
lica e do diccionario da mais otelligeule naeSo do
Occupando- nos aqui lestes modestos, mas pode-
rosos elementos das ledras, nao rclrngadamos, senho-
res. Porquo nao se relrogada qinndo so dcixa as
alturas, onde a luz brilha para penetrar nas profun-
dezas e niesmo na fonlc, donde ella dimana, c cslu-
dar csse fundo intimo das cousas, eslo inleriona re-
rum em que resido o firme principio de sua belleza
e onde dcscobre-se e sontc-so essi forra occulla da
mao de Dos, que ludo sustenta.
Nao lomo proclamar que a grammalira c o dic-
cionario sao para a litteratura de urna narao o que
os alicorees com ludas as snas forlcs hazes sao para
um edificio. (Jue digo eu '.' Neste vivo e immortal
edificio das ledras, a grammalica co diccionario nao
sao apenas as bazes; sao o centro, o cuine ; forli-
ficam e sustentan) ludo.
" Nao, nao soud'aqiiellcs que tem as palavras cm
pouca cunta. Entre todos os atributos, com que
Dcbs dolou a humanidade, nao existe um s que se-
ja pequeo.
As palavras sao para o pensamenlo humano, o
que o semblante he para a alma, una luz, urna phy-
sionomia. Erras o manifeslan, o revelan!, e o ho-
mem redando ao pensamenlo sem a palavra para
expremi-lo, loria perdido una parle do seu poder e
da sua grandeza.
i Palavra e pensamenlo eis as duas Ilustres pro-
rogadva.s, quo conslitucn) no homem a dignidade de
sua nalureza Eis as duas Torcas, rom que elle apo-
dcrti-so das coosa, as representa o as possuc. O
pcnsainento s nao he sullicicnte ; o homem nao
possuc realmente scnaoaquillo que lem bem assig-
nalado.
Neste mundo as cousas constiluem o grande irf-
Icresso da humanidade ; depois dellas, as ideas que
as representan! ; depois das ideas, as palavras que
as exprimen!. Porcm a correlarao que existe aqui
he tao eslreila o os lacos 13o fortes, que as palavras
podem perecer ou corrompcr-se sem arrastar e sem
perder ou corromper comsigo as ideas ou as cousas.
He islo que aos mcusolhos consliluc o [poder nao s
do homem que falla, seinlo ainda do menino que
balbuca.
Todas as vezes que um homem, um menino fal-
la ou diz alguna palavra, csculoe observo com al-
fejH-o : c se elle na (em perdido o uso da razao
existe urna luz qualquer nas suas palavras.
Algumas vezes cosluma-sc dizer : sao questes
de palavras, cas desprezam sem' raz.ao ; (levemos
prestar alinelo sempre : pao ha controversia entre
os homcns.na qual as palavras lenlram pouca impor-
tancia Todas as grandes rcvolurOes humanas, boas
ou mas, lem sido fcilas pelo poder das palavras, islo
he, pelo poder das ideas e das cousas, quo as pala-
vras exprimen!.
Nao : no genero humano, tal qual Dos o fez, as
grandes quoslcs de palavras revelan! sempre a lula
das grandes ideas e sao sempre questes de grande
importancia.
Oarianisrao, essa grande heresia, versava com-
pletamente sobre urna palavra omousios. O filhode
Dos, o verbo, lie ou nao Dos '.'
O nesloriaaismo nao repellia senao urna pala-
vra : Teotokos.] Mara sera ou nao mai de Heos?
O proprio protestantismo, apezar da aparente
multidao de IUa> negacoes, resume-so em urna pa-
lavra : existe na tierra urna auloridade dooirinal ?
Hojc as quesees sao- diversas ; porem qualquer
que soja o objecti sobre que os homens disputem,
sustento sempre ij meu principio : A paz do mundo
existe na harmona das palavras, das ideas e das cou-
sas. E essa e a tasao,porqne o diccionario de urna
naro he aos mous olhos, urna lao grande po-
tencia !
ir Se as naroes da Ierra se acham boje perturbadas
por modo lao cslraiiho. se os reinos mais poderosos
parecem caminhar para a sua ruina, he porque esta
harmona nao exisl s mais desde milito lempo.
As cousas mai importantes para a felicidadc e
segu-anca publica existen!sem accordo entre si, o ha
urna profunda oppo
bic/io cnlre as ideas, qtft as re-
prcsenlam, e as palavras, que asexprimem. Citarei
apenas m cxcmplo. Essas tres grandes forras mo-
raes, que nas sociedades humanas chamam-sc aulo-
ridade liberdade e respeilo, e sem as quaes nao se'
que possa existir sociedade algutna, foram lancadas
na arena das discusses publicas ; de urna a oulra
extreinidade da Europa, e, podemos dize-lo no mun-
do inleiro, ha somenke urna quesiao socia], talvez a
mais vehemente que leiiha apparecde.
Porem donde nasce precisamente toda essa im-
portancia das palavres"? Nos o diremos:
a Existe providencialmente na linguagem de todas
as naces urna certa sjomma de ideas adquiridas, de
ideas justase de idca certas, que constiluem sua
forra e sua riqueza ijilcllectual, c que representadas
no commcrcio das injleHigencias por um certo no-
moro do palavras, fojmam sobre qualquer assump-
to dado como que o resumo do bom senso publico.
Ora, estas palavras a que pederamos quasi chamar
a moeda corrcnlc da inlelligencia, csiao depositadas
no diccionario nacional com seu valor mais alio e
mais puro, como se eslivessem em um tbesouro, e
qualquer escriplor quks comecando um lvro, inves-
tigasse primeiramenl este grande dominio da razio
publica, alii encontrara urna forra inexgolavel de
ideas,justas, e focundas, donde concluira inmedia-
tamente que he da Jnaior importada profundar a
linguagem humana sobre inda o qualquer questao.
b Mas a vos senhores.que haveis emprchendido a
grande obra do diccionario da nossa lingua, perlen-
ce dizer, se a sriencia das palavras merece lodo o
desprezo que lhc volam alguns cugenhos, e se esle
drspreso nao he a prva mais evidente da irrefle-
xao c da lev andado.
Pelo que respeilji a mim, que al aqui nao Uve
parte nos vossos' trabalhos, n3o!espere esla honra pa-
ra render homenagem ao que ha de importante e
grave cm o diccionario de urna narao. A obra pode
ser mais ou menos pprfeita, segundo a norao ; mas
em qualquer grao qulo o seja, he sempre a raz3o o a
sabedoria, o pensamenlo e a palavra da huma-
nidade.
Sem duvida, o diccionario de urna narao selva-
gata he indigente, limitado e quasi sem ideas geraes
malciial o crosseiro, buasi sem noroes espirituacs ;
todava quando he examinado do perto, ainda se
descobrein nellemuilns luzes, que admiram. Mas
em compensarn, conoprehende-se ludo quanlo deve
haver do elevadlo ; ele forea, de juslira, de grande-
za, de liorisonte. de iqiieza iulellectoal finalmente
no diccionario de un a narao civilisada c cbrisl.la-
como a Franca.
o Um philosopho rumano fazia aos grammalicos do
sen lempo a insigne honra de os chamar : Cramma-
tiri cuslodes lalini sermonis. Comprehendo tam-
ben) que a primeira glora da academia franceza he
ser o guarda da nossa bella liugua, porque se o es-
lylo he o homem,urna lingua he a forma apparente e
visivel do espirito de um povo, e de lodas as propre-
dades, de lodas as grandezas nacionaes, lie esta que
um povo deve ser o mais orgulhoso e mais zeloso
em guardar.
Todos sabem quanlo Pendn cscreneu a esle res-
peilo na sua bella carta ao secretario perpetuo.
Na verdade, he urna grande honra velar um
tal depo'ito cconscrvar-lhesua iiitcgridadc inapre-
ciavel lie guardar ao mesmo lempo a palavra e a
razao humanas na lingua nacional, islo he lodo o
Irahalho do espirito, loda a obra da dvilisaraoem
Franca, loda esla abundante riqueza inlelleclual,
amontoada durante seculos o avahada pelo genio
francez com os processos, que n distinguen).
Na verdade he bello csse Irahalho, que xai inves-
tigar nas ideas vordadeiras, nas ideas primarias, a
luz superior, a qual portcnce somonte restituir seu
sentido verdadoiro a palavras degeneradas, repelle
com um cuidado perseverante o se olido cstranho,
s siguificacoos falsas, as formaees Ilegitima-, e es-
sas corohinaees que se podem chamar adulteras;
e finalmente da s ideas o as coasas seu valor real
c separaudo-as de iima phrascologia lluznria,apar-
la desle modo a corrupto c a barbaria, as quaes
nao ciilram jamis na linguagem sem annunciaras
sociedades a poca de sua decadencia.
Senhores, csse Irahalho licum servir- feilo ao
paiz c digno de algara reconhecimento. Confesso
por minha parte qe.c loJas as vezes que, pondo a
mao no diccionario da academia fiancc/a, pens cm
lodas as ideas e-senciaes, que csln dcposlas ncllc,
em lodas as noroes vordadeiras, em lodas as expres-
ses simples ou grandes, bellas ou Torios, em lodos
os termos necessarios e uleis, que esle livio encerra,
quando vejo reunidas nelle estes preciosos archivos
do pensamenlo e da inlelligencia nacionaes, o co-
mo amontoada a somma immensa de saber, de que
eslolivrohe o depositario, sinlo ein mim algoma
cousa. que se parece com ama emoc,ao respeitosa c
patritica. E ertio nao ser o nico que sinta desle
I modo.
n Por ventura nao succedtii anda a algucra folhear
as paginas de um dicciouario sem designio, o adiar-
se preso a essa leilura por ma especie de atlraclivo
iiidefinivel'.' (Jue homem rcflcclido nao lem algu-
mas vezes pcrgunlado a si mesmo, qual a causa du
prazer cslranho. que experimeutava, passeando
como ao acaso, no muulo das palavras e das
ideas ?
He que para um espido refleclido, percorrer o
diccionario de uin povo, lo percorrer sua historia,
ou para fallar com mais cmcdao.he percorrer a his-
toria, os annaes do espiri humano naquello povo.
E que historia diffcrenle d.quell.i Quanlo nao he
ella mais iiiteressanlc, que a historiados helos com-
muns c das revolucocs vafeares de que se compo a
vida diaria dasnures! O |ue so le o que se aprende
Bella he o bom senso occiilo, he a a inlelligencia
superior da linguagem he algumas vezes a mais
elevada, A mais transcendente philosophia ; sao as
ideas primitivas da humanidade, com suas primei-
ras c mais illuslrcs gcnealigias, com suas mais no-
lircs allianras, com suas conquistas eseus Iriumphos;
mas ah algumas vezes laiibcm he a historia de sua
decadencia, de sua derrota C de sua queda !
Devo cxplicar-mo aqoi e dizer o que na minha
opiniao d ao valor dcste livro nico um prec,o sin-
gular e algumas vezes um interesse doloroso.
ii O diccionario nao he s'mente o depositario do
pensamenlo c da razao liiu.iana : he lambeni o seu
refugio e pode ser o seu salvador no dia do pe-
rigo.
Porque ha, como ha'rouco disso, dias de perigo
para o pensameulo, para i razao humana ; ha dias
de verligem, era que parece que as naroes delram,
cm que o bom senso humano se perturba, as ideas
se alternm, a verdade diminue, os costuraos abatem-
se debaixo do esforro das paixos conjuradas; em
que a grande senhora do erro, como diz Pascal, Iri-
umpha, a propria liuguazcm allera-sc, em que se
procura, por cxemplo, chamar Dos ao mal; a pro-
priedado. roubo, o irahalho um dircilo, a aulorida-
de urna lyrannia; o respeilo urna haixeza ; a licenca
liberdade e a liberdade chimera.
draeas a Dos! o diccionario nao muda tao dc-
pressa Esse velho idmocslador da sabedoria hima-
na, retarda-se foliznentc em urna especie de imma-
tabilidadc ; elle na pode variar lodos os diase mui-
lo lempo ainda dspois das revoluces, permanece
naquellc estado, pntcstando a favor do dircilo c do
bom senso I
a Para dize-lo simplesmenle, as ideas jaslas de
urna narjio ficam en seu dicciouario sem alteraran e
sem perturbadlo, nesmo depois de lerem sido per-
turbadas nos espiritos ; ellas all subsisten) mu lo
lempo ainda depoii de lerem sido banidas da lin-
guagem, onde couservam seu lugar por muilo lem-
po ainda, depois de terem sido banidas* dos cos-
lumes.
Porvcntnra deverci exprobrar linguagem, de-
verei accusa-lade hjpocrisia, por ser mais cstavel
que os coslumcs Nao o farei, senhores, prefiro
pensar que, sea linguagem acontece proceder assim,
he ainda nina homenagem, que ella rende aos im-
prescrptves drcitos da verdade c da virlude.
He ir i-te na virdade ver-sc naufragar as ideas,
as virtudes, os Qrincipios; mas he um consolo ver-
sc permanecer as palavras, que as exprimen) ; por-
que os costumes finalmente nao soflrem urna alte-
rarlo profunda e humanamente irremediavel, senao
quando a linguagem lem decabido a ponto do nao
saber exprimir miis nada de bom e de honesto,
quando ella se (cm pervertido a um grao de chamar
o mal bom, c o hem mal.
o Infelizmente tem havido exemplos disto.
Mas tambem dahf provm que, nao he smente
com prazcr.hc algumas vezes com urna profunda tris-
teza, que um observador atlculo, que um philoso-
pho religioso medita o diccionario do sua nac,ao, e
encontrando nelle os ltimos vestigios do hom senso,
elevado e honesto, que desaparecen! do mundo,
examinando as profundas differenras sobrcvnSdas
enlrc a velha linguagem e os novos coslumes, a op-
posicao doploravel entre o que he e o que loi, o
vidamente dos espiritos e dos'coraccs, a depra-
voslo das ideas c das cousas, chora sobre lanas rui-
nas irreparaveis na ordem inlelleclual c moral, e
apoga-se enlao a esse livro, a essa ledra morta com
una especie de amor desesperado.
Eulrclanto,pde haver um maior mal,nm maior
motivo de lagrimas, qoando a preri-an o a probida-
de do scntimenlo humano tiverem sido apagados
da linguagem c qoando a dignidade de lodas as vir-
tudes perdidas de um povo nao se cnconlrarcm mais
era cm sea diccionario.
Oh enlao sera' um mal lalvcz sem remedio !
Ser cm urna narilo a desorden) do pensamenlo,
da razo o a perda dos ltimos rcslos' da ver-
dade!.
n Como lera lugar eslo fado dcploravcl ?
" A corruprao c o obscurecmento de certas pala-
vras he bastante para que se veja cm um povo per
turbarera-se as ideas as mais essenciaes ordem c
paz do mundo.
ii Toda idea he nm poder que so apoia cm urna
familia mais ou menos numerosa de palavras an-
logas, que cria para seu c esclarece, ou anles trans-
formarse o revela-sc nellas; enlao eslas palavras
participan! do seu poder, exprimen) seu valor, re-
presentara sua forca, reflectem sua luz em diver-
sos graos e com gradaces diversas, na sociedade e
no commcrcio das inlelligcncias humanas. Tudo
islo faz essa grande cousa, que cu chamo o bom son-
so do mundo.
a Mas entre essas palavras depositaras e represen-
tantes da idea, cada urna em sua ordem e por as-
sim dizer em sua medida de auloridade, algumas ha
que excrcem nm mais alto imperio sobre os espiritos,
cuja accao he mais profunda no mundo inlelleclual,
ecujo obscurecimcnlo ou queda lem necessariamen-
Ic um fragor maior e mais funesto : sao as palavras
superiores, aquellas que a ideia (em elevado ao mais
alio valor, penctrando-a, cora sua luz mais viva, c
por isso tomando-so para os homens como a verdade
presente.
a Mas quem nao sabe ? No mundo a mentira e o
erro csUo dianle da verdade; no encontr das ideius
verdadeiras as ideias fal b Se a verdade manifesta-so pela luz das ideias
verdadeiras, a mentira e o erro procoram usurpar
seu lugar e* inlroduzir-sc com o mentido brilho das
ideias falsas.
i< A ideia falsa, o erro, oque nao he, acha-sc na-
turalmente sem luz e sera nome : he um poder de
nada essencialmenlc usurpador, logo que quer pire-
cer alguma cousa.
Pobre, indgenlc, estril por si niesma, dasaper-
cehida, ella sent a necessidade de apoderar-se da
lu, da influencia c da palavras filialmente, que fa-
zem a riqueza da ideia verdadelra, da idea rival ;
infecunda c solada por sua fraqueza natural, quer
le urna familia eura como estado, onde ella reine
pela extensao de suas relares, e dalli possa dominar
asintcllgencias. Para este liiii.cllaseiiitroduz a prin-
cipio na linguagem, nico meio de ebegar cedo oo
larde a invadir os espiritos com segur,mea.
enlrou no mando, senao pela usurparlo das palavras
justas, de quo ella se apodera alterando-lhe mais ou
menos o sentido; porque nas grandes lulas do pen-
samento humano, as opinies, os partidos contrarios
tem suas palavras, como na lula das naces, os exer-
citos leve seus estandartes.
if Mas enfilo lem sempre lugar algoma cousa de
extraordinario, que chama a altcnrao de lodo obser-
vador prudente.
ii Estabclece-sc aparentemente na linguagem, en-
tre as palavras, mas na rcalidade nas ideias enlrc as
cousas, esses choques Icrriveis, que para fallar a ver-
dade, nao sao oulra cousa, seno urna das "phases da
lula eterna entre o verdaderoe o falso, entre o bem
e o mal.
o Acontece algumas vezes qucogpnio faz allian-
ca com os preconceitos c com as paixc ; genio bri-
Ihantce avcnlurciro dos poetas, levado nas azas da
maginacao ao mundo das chimeras; genio mais pro-
fundo cmas perigoso dos oradores c dos philosophos,
desvairado por falsos sxslemas ; genio perturbador,
ah ila ambicio e do ogulho, eugauado cm suas es-
peranzas ; genio sem conscienci.i, que pe suas for-
ras ao servir do etrn, o combate como mercenario.
4 V se enlao asdesinlelligcncias,as divsoes espan-
tosas, e urna nai;ao inleira, he ao mesmo lempo leste-
munba do combate, juiz do campo e rmbateme.
Contudo n3o desesperemos: a Providencia viga sem-
pre.
a Muilas vezes a ideias jaslas parecem vencidas
nesle combate; e fcilmente se acreditara, que
saecumbiram e desaparecern) para sempre com as
palavras que as eiprimem ; mas lodas as vezes que
se traa de urna cousa importante para a, burutiaida*
de, ha una ideia superior, urna ideia soberana c
como senhora le lodas as nutras, que rcsislc, obri-
gada algunnfs vezes a deixar passar a lempestade,
sem oulra cousa fazer senao prolcsl.ir contra a vio-
lencia, triumphaudo finalmente pela virlude dessa
mysteriosa paciencia, que he nesle mundo a pard-
illa e a forra da verdade c do bom senso.
a A ideia justa para resistir, apoia-se no bom ten-
so, sto he, no sentido verdadeiro das palavras, das
ideias c das cousas ; ah esta sua forra natural ; ella
uao lem oulra forc.a maior entre os homens ; he a
ultima Irinchcira da humanidade contra a mentira e
o erro.
a. Por um decreto da Providencia exislem certas
palavras, lias quaes o runfio do bom senso he tao
forte, quo ellas rcsislem a ludo, c dahi prnvcm aper-
sislencia singular,a pnpularidade constante das pala-
vras da boa siguificacao enlrc os homens, dahi a
exellenria desla expresso de llossucl, que chama q
bom sonso a o mestre da vida humana.
No meio das mais vilenlas tempestades das opi-
nies descorreadas, laes palavras decidem c vencem
tudo, se se conseguc fazc-las ouvir ; e o que ha aqu
de precioso, he que nao precisa haver ciencia para
enleudc-las ; Dos as fez populares, porquo as dcs-
linou para sercm a salvacao das naroes nos dias de
perigo.
He o que ha pooco acabamos de ver, e esse es-
pectculo foi grande c bello !
A inlelligencia humana, aguada pelas doulrinas,
pode sem duvida ir baler contra mil escarcen!. Mas,
gracasao co, o Creador nao quiz que houvesse nau-
fragios irreparaveis para a humanidade c por mais
longae medonha, que lenlia sido a tormenta, che-
gao momento em que Dos sabe da nuvem, e diz
ao erro, comoao mar agitado nXao irs mais longe."
b He cerlamente pela vonlade expressa de Dos
quo o mal, por mais Icrrivel que seja, acha sem-
pre diantc de siharreiras, que lhc nao he dado pas-
sar ; he sobretodo no seio das sociedades esclareci-
das pela luz do christianismo, que esta vonlade con-
servadora se lem manifestado, depondo nellas um
poder de razao superior, peraule o qual o mais im-
pudente absurdo deve recuar, Nao obstante o de-
senfreado reinado do vicio, diz Fondn, a virlude
ainda be chamada virlude Entre no<, emhorao
poder das palavras usurpadas, a demagogia Irium-
phantc ainda nao pode eslahelcccr suas toacas Iheo-
rias.
B Dcste modo, dilTerenlemcnle de algumas pala-
vras, de que a idia falsa se apodera c sao fcilmente
vencidas, outras ha quo resislcm com urna forca de
inscnsivcl energa, c que o falso nao consegu' ja-
mis invad-las. E quando nas proprias palavras
subalternas, a verdade o o bom senso lem suecum-
hido, a ideia justase refugia enlao cm urna palavra
superior c primordial, onde se defende desespe-
radamente.
Porventiira houve jamis questo mais grave
do que aquella*quc se agila no mando inleiro entre
3 auloridade e a liberdade "? Ora, acredilar-se-ha,
que as ideias pouca importancia lem nclla, e as pa-
lavras nada signifiquen) ? A historia loda da Euro-
pa, depois de tstenla annos ah est para res-
ponder.
Quem ousaria dizer, que nas linguas eilropeas se
acha boje restituido o verdadeiro sentido deslas
duas grandes cousas, a liberdade e a auloridade t
Todava pergunlo, quo seria das sociedades huma'
nas, no dia fatal cm que a auloridade, a liberdade c
n respeilo desapparecessem ao mesmo lempo da Ierra
com o verdadeiro sentido das palavras, que as ex-
primen) '!
a Devo dizer oulra vez, que Dos poucas vezes
pcrmitle iguaes rafiisiroph.es na humanidade, ou
nao as pcrmitle senao por um momento, o para
castigar as naces, que lem trahido a verdade e a
Justina.
B O diccionacio cedo ou tarde acabou reconcili-
ando-se com o bom senso.
a Mas o que importa saber he, que.**- ideias,
sobre as quaes repousa a sociedade, jamis nao se
perturban) no seio da humanidade sem grande sof-
frimenlo, c que as ideias falsas que Ihcs sao contra-
rias, usurpan! sea lugar. Para que a idoia verdadeira
seja enlao restituida aos seus direilos, he mister al-
gumas vezes da nlervcncjo doceo, eja Iho foi pre-
ciso um dia urna rcvolaco, em Jess Chrislu, apos-
tlos e marlyres: o triumplio da verdade se oblem
por esle preco ; o seu vexcmplo he o mais su-
blime.
a A caridade, a humildadc o a misericordia, a
humanidade mesmo, depois de qualro mil annos de
proscripro, voltaram ao mondo por essa forja su-
perior, que so chama a prova do sangue. Ellas li-
nham sido banidas da Ierra, porque a sua ideia mes-
mo, a sua leinhranra cstavam quasi apagadas na
memoria dos homens: a lingua humana n3o sabia
mais repelidas, ou as blasphemava.
A misericordia era urna fraqueza, um vicio do
coraran '. Misericordia animi vilium ele, dizia o
mais sabio dos philosophos.
ii IFumilitas, a humildadc, era sinanymo da bai-
xeza ; caritas, nao dosignava mais que a amisade,
c as relacoes que a humanidade, humanilas, esta-
beleca cnlre os homens, nao passavam alem da de-
licadeza dos bons costumes.
a Para rcslituir-so ao mando estas grandes ideias,
estas grandes cousas, foi raislcr violentar a lingua-
gem humana e dar urna significaclo sublime a pa-
lavras vulgares ; mas as palavras, os homens, as
cousas resistirn) ; o imperio, o universo, tudo se
itou, e ondas de sangue correram. Todos sabem
oque ero, Pcd/o e Paulo fizeram nesso combale,
e quem logrn a victoria. Hoje os diccionarios de
todas as naces civilisadas repetem com estas pala-
vras victoriosas, as virtudes que ellas exprimem.
ii Tenho ditos, senhores, o que he o diccionario
aos mcus olhos, qual he sua importancia soberana
em urna naci, na humanidade toda, que ordem de
interesses superiores depende dellc, finalmente que
assumplo grave de estudo ministra aos que llie vol-
vom nm olhar inlelligenle e refleclido. F'allando
assim, exprimo a gloria da Ilustre corporadm, que
se digna de Volhcr-me.
a Devo repelir pela ultima vez : examinar, con-
servar, reslabclccer o sentido verdadeiro das pala-
vras, nao he oulra cousa senao conservar a urna na-
riTo a sabedoria, a razao, a verdade, zelando ao
mesmo lempo urna lingua capaz e digna de expri-
mir convenientemente lodas as ideias, que comprc-
hendem estas grandes cousas !
ii Tal he a missao da academia, tal he o servico
que a Franca espera e recebe della, lal he o poder
do bom senso e daquelles que vigiam na sua
guarda.
ii Quando esle bom senso se eleva al ao genio,
como nos cseriplores immortaes, de quem vos, se-
nhores, sois os herdeiros e os represcnlalrtes, enlao
deve-sc inclinar dianle da dadiva de Ucos, a qual
aparece em sea mais bello brilhanlismo e com sua
imiuen-i.i a mais salular ; porque he com laes ho-
rneas, he com seus escriplos, que nao s fez-se e
conscrva-se o diccionario, mas lambem se refaz em
caso de necessidade,. e rcslabelccc-se o verdadeiro
sentido, o bom c grande senlido das palavras, das
ideias e das cousas, islo he, aquillo que mais importa
dignidade e paz das sociedades.
a Por ventura deverci apontar ainda oulro be-
neficio, o mais assignatado do todos lalvcz, que esses
bellos genios c suas obras Irazcm Ierra, depois
que sobre ella lem passado a lempestade da rcvolu-
rao!' A elles he dado algumas vezes resliluir a pre-
ciosa noco das virtudes esquecidas e das verdades
perdidas, as iiilelligcucas perturbadas pelo fragor da
lempestade Elles leeut nao sei que de sublime e
de magcsloso, e um como encanto secreto, para a-
calmar os corarnos agitados muilo lempo pela vio-
lencia das paixos polticas.
* Vivendo no commcrcio pacifico e na doce fa-
miliaridade desses Ilustres morios.
Illuslrcs animas, magnumque in nomen Huras,
a alma parece respirar um ar mais vivificante emais
puro, e encontra como diz Bnssuct, a scrcuidade no
ceo, e podoria fi indagar cm caso de necessidade,
se lnha perdido a forca de entrar na posse de si
mesma.
ii lia um Irahalho elevado, algumas vezes alum
Irahalho de roiiscieiicia, ao qual scute-sc inclinado
a prestar homenageus, c anda com esforcos dividi-
dos e resultados imperteilos, csse esludo he sempre
alguma cousa, que merece a svmpalhia c o respeito.
Enconlrci cm Mr. Tissol um nolavel cxemplo.
ii Senhores, pouco tenho fallado delle at agora ;
esle lugar, vossa presenra, os pensamenlos que ella
inspira, esle grande auditorio, esle vaslo assumplo
me tem arrebatado; comludo posso dize-lo : he com
ora interesse real c conscieqcioso, que tenho cslu-
dado Mr. Tissol em seus principaes escriplos. Pallo
aqui na presenra de homens, a quem a experiencia
da vida tem ensillado o que lenho aprendido della,
ejulgo que me daro crdito, so disser que, lendo
os escriplos de meu predecessor, nao procurei nessas
opposirocs, o que era intil, porque desprezando cu
a polmica com os vivos, leria horror della com os
morios.
Nao, senhores, tenho procurado em Mr. Ti.-oi
o que poderia ler sido nossa reconciliar-Jo possivd,
se me fosso dado euconlrar-lo ueste mundo.
o Tenho feilo com elle o que Taco com qualquer
homem, con) qualquer alma, que aprouver a Dos
colloear em meu caminbo ; o que procuro em pri-
meiro lugar, nao he o quo separa, he n que conci-
lla, nao he a contend, he a harmona. Sao estes os
pontos de partida contmons, porqne desojo ir de ac-
cordo para a conquista de lima harmona mais per-
feila na verdade.
b Mas oh meu Dos! algumas vezes hem pou-
cai censa he bstanle para cnlcnder-se ccunnliar-se.
Nao conheco mais muro de divisao to elevado, bar-
rara (So invencivel que n.lo c abala diaute da boa
vonlade. A maior parle dos homens eslao menos
longe uns dos oulros do qne se er, c do que ellos
mesmos peusam.
Algumas vezes nas longinquas recordaces, c co-
mo nos ltimos recnditos da alma, nessas profun-
dezas, das quaes se poderia dizer com o poeta : 11-
lic posucrc rubilia curre... el luellU... alguma
cousa de mvslerioso, que se occulla e se calla por
delraz das graras do espirito, dos applausos da mul-
tidao, dos grandes successos c dos grandes erros da
vida ,- cnconlram-se ImpressOee, urna voz, um ac-
ecnlo e recompensas militas vezes inesperadas.
Quem nao sabe '.' quem uo lem visto '.' quem
uao tem admirado, algumas vezes mesmo sem coin-
prehender, esses rpidos Iriumphos sobre erros an-
ligos e deploravcis'.'
Na verdade deve-sc ler mais compaixao do que
odio para aquelles que tem alravessado lempos lio
dillireis ; por minha parle, que s tenho condecido
Mr. Tissol pelos seus escriplos, lenho lido a salisfa-
(3a de collier cm suas prcdilecQdes literarias, al-
guns indicios sobre os primeros prazeres de sua al-
ma.
Como lio possivel deixar de observar-se, por
exemplo, o altraclivo singular, que leva militas ve-
zes seu espirito para os grandes genios christaos !
l-'cnolnn, Bossuet, Tasso, Dante, nossos nomes mais
celebres, se encontrara em suas lices.
Mas he Ilossuet que Mr. Tissot admira com cs-
pecialidade, c diante do qual se inclina, c eu pode-
ria quasi dizer, se proslra no cnlhusiasmo e no res-
peito.
a Nesle vaslo campo da litteratura profana e sa-
grada tiveramos lido pontos de contado. Virgilio
mesmo nos poderia ser sufficienle Virgilio junio
do qual Mr. Tissol foi Iranquillisar seu pensamen-
lo, adiar a sciencia de sua inoculado e repnusar sua
alma, depois dos desdilosos annos, que acabava de
atravessar!
Virgilio que lhc inspira um olvido lao natural
para o delirio dfcs lempos, que acabavam de expi-
rar, com estes versos lao tocantes da primeira e-
glaga :
In quo discordia cives
I'roduxit miseros .'...
Virgilio, onde elle leu o desgosto das agilaces
populares, insanumque /orum, quasi sempre acom-
pauhado di frrea jura. Virgilio onde elle pode
gozar os encantos de urna vida pacifica, as (locuras
e o socego da sciencia, entre lautos versos filo pu-
ros, lao doces c tao sevoros :
Al secura quies el nescia fallere rila.
Virgilio finalmente, que fazia ao seculo de Au-
gusto esta ailmocslacao lao propria para oaiosso.
Discile justiliam monili el non lemuere ditos.
a E'este oulro verso, de urna energa, de urna
Irsleza e de urna sublimidade iucomparaveis, que
um velho padre voltando Franca no da seguinte
ao do Terror, repela com o grito de urna esplosao
profunda, ao atravessar Paris e mostrando de lon-
ge a frraca de nossos grandes holocaustos:
Ausi imnes immane nefas, ausoque politi.
b Mas dcixcnios estas cousas. J que meu desli-
no quii approximar meu nome ao de Mr. Tissol ; j
que devia haver para elle um lugar aqui e urna lem-
branca em minha alma, scr-me-ha permiltido, se-
nhores, exprimir diaute de vos o pezar sincero, que
experimento de nao ler podido trocar cora elle estes
peosamentos. _
ir Nao obstan!! luJoquaiH^ia),a_geDaraV-vus,
a diflerenra de noas ideas, de nossas cdiicaccs, de
uossos trabalhos, de nossos lempos e de nossa exis-
tencia loda inleira, asearlas, o Esludo sobre Vir-
gilio, essa bella poesa do cantor de Manloa, te-
riam formado o primeiro laco enlre nos ; nos lea-
mos admirado junios esse genio tao melanclico e
lao profundo, que, mais que nenhum oulro poeta
da autiguidade, pcnelrou em lodos os segredos do
coracao do homem, e achou harmouias para Iradu-
zi-los e soubo reconhecer quantas lagrimas ha no
fundo das coasas humanas e entrevio Dos na nalu-
reza ; loriamos lalvcz adiado lambem cm alguns
dos seus versos, um como prcscnlimenlo do chris-
liauismo, que ia apparecer, e no meio dessas con-
ferencias Iliterarias, alguma cousa mais importante
c mais til, talvez livessc vindo finalmente envol-
ver-se em nossos enlrelenimenlo*.
i! 'terminando este discurso, sinto a necessidade
de agradeccr-vos ainda mais urna vez, senhores, a
esculla cim que vos diguaslcs de honrar-me, e que
eu mereca 13o pouco.
Empregarci agora meus esforcos em fazer-me
digno della, e me associarci zclosamenle aos vossos
trabalhos ; roas convem que ainda aqui implore
vossa indulgencia, ve din do-vas nao olvidis que em-
bola meu amor pelas ledras, oulros raudos cuida-
dos oceupam minha vida.
Como bispo, carrego um fardo, que a poca em
que vivemos, est bem longe de alliviar. Pcrlcnco
primeiro que tudo a esses militares de almas, que
rae sao confiadas, ecojo governo he 15o mltiplo e
tao laborioso : a palavra de Dos, que devenios le-
var as cidados e aos campos, os pobres, cujas mise-
rias se deve indagar; a cura das consciencias ; o
cuidado de correr aps tantos desgranados, perdidos
no mundo, onde vivem sem Chcisto e sem Dos ; o
cuidado mais doce, bem que penvel lambem, de
educar esla mondado, a qual ser nesle mundo meu
primeiro c ultimo amor.
a Eis-aqui, senhores, mais Irahalho do quo lie
preciso para esgotar forras superiores as minhas.
Mas j.i que vossa benevolencia me impOc no-
vos deveres, esforzar-mc-hei por cumpri-los ; lem-
oor irrilabilidadeiU promotoria, juiz de direito. irs-
lemunhas e mesmo de Ss. Ss. I.ancada esla base,
que nao deve ser despre/.ada, de um oplimo syslema
penal, passemos ao que nos interesan mais de perlo.
A salubridade publica continua na mesma. De
vezemquando apparecc urna fsbrinlia amarclla que
di com o paciente no escuro reino da elernidade *
mas a impreesHo passa e umita gente fica ignorando,
que as robres traicoeirainenle vao fazendo victimas.
Felizmente nao lem cliegado ao porlo, e hSo feilo
sua residencia no quartel, c cadeia a pesar dos metos
de desinrecrao de que (cm usado S. Exc.
As chinas comeraram quando sua falla ia-se fa-
zendo sensivd j mas nSo Muwn0J ^ coulinuarao,
como convem.
Os llmggs conlinuam corados, e as prises succe-
lem-s", entretanto porm algum vclhaco vingalivo*
vai approvcilando a monrao do denunciar seu desa-
feicoado, e cansar-lhe o ncommoilo le passar ons
lias no hotel Chagas, cinquaulo aprsenla certifica-
do de rita el moribus.
O recrulamenlo, esse valentc meio de correero c .
repressao, e lambem suida pela de uossa populado,
vai aciivo; mas os malandros, e permutantes de'ca-
vallos leem-so resignado a receber o sagrado jugo le
hymineo, como preservativo contra a mobilidado
forrada. I'ma mulher lacrimosa, dous ou Ires fi-
lhinhos, ainda quo emprestados, advogam 13o elo-
quenlcmenle a causa de um recrula, que nSo ba
recusar-sc a convicio que se infiltra n'alma, ainda
a de mais fina tempera.
A grande familia Ihuggal nao he composU s-
"icnte de homens, mas como j deve ler observado,
tambera contera umseu seio mulhercs; e eslas com-
inummente qoando se aliram na senda dos crimes,
sao pciores lo que um mdliao de Asmodeos. Com
isso n3o quero oftender ao helio sexo, pois entendo
1'ic quando urna mulher perde o' bro e pudor, nao
lem sexo, pef lence a classe dos demonios.e fica como
o anjo decahido.
No dia 13 de Janeiro no lugar Muquem, termo de
Bananeiras, Mara Therc/.a de Jess, e Balbiua Ma-
ra das Neves feriram a Maris Cosma.
Meircles por decencia, quiz. ignorar as causas des-
sa rua; mas ao bom entendedor meia palavra he
bstanle. x
Na i,ole*do dia 27, no logar San Francisco, esla-
va Joaqoim Barbosa cnlre os braceos le Morplicu
em urna sala aberta de sua casa, quando Ib* dispa-
raran) ura uro, que o crivou com urna baila c trinla
e lanos ca reos de chumbo. Qae lal o despertador!
No termo de Campia, no lugar Baixa Verde,' Anto-
nio Gomes de Souza foi assassinado com um tiro.
Na villa de Alagoa Nova, um prelo escravo de
Antonio Bandeira, -.nalou a outro.
Eis o qae ha de obras thitgqaes.t nao be ponco pa-
ra um mez, allendendo ao estado de vexame, em quo
anda a sociedade.
Hojc he irapossivel achar nm thugg era casa. To-
dos tcem suas cboupanas nos malos, e alguns dor-
mem nas arvores teniendo a polica qne nao cosluma
avisa-los da visita.
Continua a ser freqajenlado nosso porlo pelos na-
vios, que pretenden) carga de assucar c algodao. O
mercado iiio csl.i por Isso animado, porque as noli-
das d'ahi nao s3Qjlisongciras.
N3o sei qual a razao porqac os compradores dahi
desapreciara o assucar e algodao desla provincia, se-*
H pela mesma, porque os bens dos pobres nao lem
valor?
Se livessemos urna navegarao directa, lalvez qa
nos vissemos dessassombrdos de todos os especula-
dores e monopolistas, que com pesada maosuOocam
a nossa infeliz agricultura.
Quando poderemos ver derribado esse collosso ?
O fuluro he nosso.
Na noilododia 7 assislimos a urna recita no Ihea-
tro Melpomeuensc. Tocn o sublime do ridculo !!
Ki-me lauto qoe suppoz-me com um furioso ataque
nervoso. Conlieci pralicameule a exaclid.lo do pen-
samtenlo, as coosas devem ser muilo boas ou muilo
ruins.
aua mais direi a respeilo, c s sin repelirci urna
recorainendar3o do ceirchts. Melhor he que a so-
ciedade cesse de lodo com soas recuas, do qae con-
liaue a desacreditar-ie. Parece-me que he justa a
observadlo.
,. Entremos ura pouco na quesUoaBglo-franco-lnrco-
russa. *
Nicolao accitou as qualro bases para as negocia-
roes de paz, o que farao os adiados 1
A julgar pelo que diz oarligo da gazela li'os de
San Pelersburgo, insera no seu Oiorio de 6 do an-
daule, Nicolao prepara-ie para qualquer cvenluali-
dade, afim de fazer urna paz honrosa ou urna guerra
desesperada.
Quererao os adiados leimar em hnmilhar urna na-
C3o poderosa, e que palpavelmcnle lhes lem mostra-
do qae senao deixa hnmilhar como elles sappunham?
Accilaro o caminbo que se Ibes oderece para con-
seguir a paz, ou pretenderlo continuar em guerra
ruiuosa, dispendiosa e fatal, nao s as partes bell-
gerantes, como a todo o mundo commercial ?
Nao sei, mas sopponho alguma cousa, se bem que
me nao delibere a declarar minha supposic^o.
Por aqui os poucos alliados que infelizmente exis-
lem, alcunbam de Cotiacos aos que nao applaudcm
ludo quanlo quer a allianca, e nao acredilam as ma-
ravilhosas, cinliura um pouco contradictorias, noti-
cias dos brilhanles feitoa de suas armas; e a nica
razao que djo, alm do seu capricho, que nao fa-
zem entrar em cunta, he que as naroes adiadas sao
civilisadas e sabias, e que todos devem sympalhisar
com seus principios, que devem ser os mais justos.
A partirme)! dcsles principios os alliados nao deve-
ram fazer causa commum oom os Turcos, que sao
os mais ignorantes dos povos, quo lem alguma civi-
lisaco, os mais egostas, os mais intolerantes, os
mais absurdos, os mais deshumanos e os mais inso-
lentes, afora alguns dos seus amigos.
Alm de que os mais sabios nao s3o sempre os
mais justos.
A Kussia aprsenla e ainaa lli'o nlo contestaran
om motivo nobre da guerra ; e he a proteccao dos
christaos na Turqua, onde soflrem as maiores vio-
lencias, barbaridades c pcrscguijOcs ; os alliados po-
rm loraam parle na questo por ambicio de pre-
ponderancia, equilibrio e mais cousas que elles sa-
bem.
Que a Inglalena, cm cujos exerrlos ha pouco
brar-mc-hei de tantos prelados Ilustres, los quaes ,wnpo nAo havia uraa Penle superior de capitn,
son aqui o humilde herdeiro, e especialmente me
recordarci, como nm soccorro e um apoio, o exem-
plo desse grande arcebispo qne, delido cm Cam-
brai no meio dos cuidados som numero, que pesa-
ran) sobre os ullimos anuos de sua vida, n3o deixou
de seguir de longe os trabalhos da academia france-
za, o do fundo do seu retiro, Ihe dirigi paginas
immortaes.
Nao terci cousa igual para vos offerecer ; po-
rm mais feliz do que elle, poderei algumas vezes,
sem fallar aos devores pasloraes, virsentar-me jun-
to de vos, c trazer-vos lalvez algumas luzes para a
vossa grande obra, ao menos sobre a dcfiiicao des-
sas palavras, que sao da minha lingua, anles de per-
tcncer vossa.
( Journal des Dtbats. i
INTERIOR.
<:oitUEPoxi)i:\i:i\ no di.muo de
PERNAMBDQO
Parahiba.
10 de fevereiro.
Incnmmodos que honlcm me sorprendern),
mas que hoje me s3o explicados, pela chuva que re-
pentinamente appareccu em abundancia, me inipos-
sibilitaram le escrever-lhe pelo cerreio publico ; mas
compartilhando a reanimarlo da nalureza com a vi-
vificadora chuva posso hojc comportar a penna. c cs-
rrcver-lho pelo corrcio particular com a mesma con-
lianea com que o faria pela mais segura posta.
Nao sei o porque nos oulros. os velhos, variamos
com a alhinosphera, mas sei porque osmio, que ella
exerce una influencia lao directa e poderosa sobre
o nosso phisico, que estamos alegres ou tristes, in-
commodados ou mais a contente, niiujenios ou fleug-
maticos, consolados ou desanimados, conforme a
athmosphera esta mais ou menos arregada, sobe ou
baixa o thermomelro.
Dependentes assim, como nos acharaos, das altera-
rnos naturaes, cu eutondo que os jurado?, anles de
julgarem deveriam alten 1er, quando o individuo
fosse de idade senatoria, ou estaco alhmospherico,
uo momento do delicio e al mesmo na occasiao do
julgamenlo, para poderem calcular a maior on me-
nor espotiiueidade do delinquite, a maior ou me-
que fosse calhnlico ou Eicocez, enlujsse nessa lula
nao admira, com tanto que ella veuda ato opio, mas
que a Franca fra do lempo da Convearao, lome
parle espontneamente em ama guerra tal, he quasi
impossivel, a nao ser para enlreler-se, o nao discu-
tir alguns direilos menos legilimos.
Esperemos pelas evasivas para continuar a guerra,
assim como pelo resultado dos arrufos da America
Ingleza, bem digna filha.
Se a qucslao era pela navegar/ do Danubio, a
Kossa diz que nanea a prohibi, e que assim esla
prompla a continuar a consenta.
Se era pelo protectorado dos principados, a Hussia
consenle em que os alliados lamben) sejam protecto-
res, mesmo a moda ingleza.
Se era pela garanda commom dos direilos reli-
giosos e cv6 das populadles chrUlas do imperio ol-
tomauo sem distinejao alguma, por Uso comhaleu
a Kussia Turqua, por isso principiou a questao ; a
a Kussia tem conseguido o seu lira.
A Ingl-lerra incluir a populacho rlamlcza e bri-
(annira cntholica'.' Seria bom que ella fizesse ge-
iioialisar a liberdade de conscioncia combinada cora
a igualdadc dos direilos civis, como (cm querido ge-'
ncralsar a sua philanlropia combinada com o seu
interesan!
Ser pelarexiso do tratado de I8il ?* Assim o
queira o rente mor, como a Kussia o cnsenle.
Parece a Meircles quo nesa revisiTo sem bases*
proposlas, he que est a eslraia dos adiados para a
guerra ; porque, diz elle, teri a habilidadc de ile-
,-ejar o novo tratado com laes tondiees, que passe
ao genero femenino.
Eu creio que a porla esta mais nos refens da
navcgar.io do Danubio, porque lalvez queiram ein-
|>olgar a golpes de penna o qu uio po'Reram a tiros
de canbao.
Ao eoncluir o tratado dro, lodo esta muilobom ;
nas queremos garantas, o remo a Inglaterra lio
muilo fiel depositara, fique ca v. g. com Sebasto-
pol como refens da fiel excedi do tratado.
Cerlamente seria muilo bemlembrado.
Hasta de negocios alheins.
Saude e quanlo he bom lhe desejo por muitos mi-
nos ; e com a burra livre do asalto dos incendiarios,
para livra-lo do sustos, que sao mitos para os ervos.
/

MUTILADO


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FIRA 16 DE FEVERElRO DE (855.
PERN\MBl]C(l.
"^

COMRC, DO BOTO.
8 de fevereiro.
Saotfe b pecunia he quanto tenho desejar a vos-
si;uoria. Eu niio fnio hi da mais solidas autem
s aite, nio sii por jolTrer cortos encoramodos que ha
mudo me 1180 deixam, como porque hci no dorso
a minada Sra. D. velhice, ji bem carregada de
jaiciros a qual por si simiente lie urna boa dose de
molestia, como so diz na svnlaxcseiicclus est mor-
but. Mas assim mesmo arrimado ao mcu baln me
vuu segurando ainda ueste grande vacuo chamado
mindo, onde ha muilo para mim eslao marchas, se-
nao de todo seccas as llores desla pedrego/a exis-
ledKa.
Tudo por aqui v.t hem apenas reina o alvoroto
no famozo campo de Agramantes, isto he, por en-
tro a phalange criminosa, especialmente na freguc-
ii! de Itexerros, onde ha estado o delegado, que Icm
puilo em actividade os 'dous subdelegados: ludo
quanlo he genla que se suppe com culpa no car-
lorio deixou os seus penales, apena* all chegou una
forcioha de liuha. Alcuns mesmos que nao Icnt de
qas correr foram para o mallo.
Assim mesmo cm selctMica afajda
As r.las no lempo anligo I.ycia gente,
Se senlemporvcnlura vir pessoa.
Estando Tora 'agua encaulamcnle,
Daqui. dalli saltando ao charco sa
E acolhendo-se ao cont que conhecem.
lzoram-so cm Bczerros abrumas diligencias, c
foram preos tres; um por parecer oque havia
collado de eeu proprio irmo a cordaqae o prenda
a esle globo ; oulro para averiguarnos, e finalmen-
te outro por ter a bem lempo teito parle de um ran-
cho que assassinou a um inulto do finado tenenle-
eoroncl Joaquim da Silva Vieira tal sugeilinho est
pronunciado. Os Jos primeiros foram sollos e o
ull mo permanece na gaiola usque reunionem jury.
Estas prisnes foram ejecutadas pelo subdelegado
Vaiteonceltos Jnior.
tte Grvala veio um Manoel Antonio da Canha
cuj pristo foi requisilada pelo Dr. Cirne. O Ca-
pislrano foi em pessoa com a tal (orea de linha ver
se dava o agarrabuntur no clebre Jos lioncalves,
|/onmi o bom do farelorio nao foi encontrado, julgn
que helambem dos expatriados.
Em Grvala foi posto em seguro oulro criminoso
de raorlc, um Facundas: mas o amiguinho excessit
depois de estar agarrado, porque logrn os guardas.
A cazinha que serve all da cadeil nada vale; he
muilo sensivcl a falla de una prsilo segura em cer-
tos lugares. O delegado est agora na villa e na
vespera em que havia de eheaar mandn de Bczer-
ros fazer ama visita aqui a cerlo hichinho. Os sol-
dados cercaram-lhe a pernada as 2 da noile, occasiao
envque o supplicado linhaaliido, e por isso nao o
arharam. Ha liem lempo nao vejo por c tanta von-
tade de prender gente, o Dr. Delphino que me di-
zem eoncluio agora o seu lempo de juiz municipal,
parece se estar despedindo. *
Ilootem a noile sahiram o aoldidinhos cm busca
deom mecum e terreram doos.um foi logo sollo.eo
ontre atada nao Ihe sei do resultado, porque me nao
entend com o JWr. le (eolier.
Tambera foram presos urna mulher com ama for-
midavel faquinha, e Joaquim Bacamarle que eslava
era certamen com uns poucos: a esle novo t. Joflo
alendes da Maia animavam bachicos vapores, feliz-
mente nao maln nciihum Castelhano, as duas ulli-
raas prises foram effecluadas pelo tencnte-coronel
Bezerra subdelegado da villa, a tal mulherzinha vi-
>ia amancebada com um homem casado, o qoal ho-
rneas veio ha lempos encarroado pela messalina
desaviar-seda Eva, e conlim que checando em casa
achou a mulher entre selefilhinhos ; a scena o coin-
moveo tanto que desrmou-lho o braco. O sujeilo
he dnquclles que lera honra no coraran como o
Chorinada a quem isso disse o Sr. Bodolpho do En-
gento Sue, depois daquelles chuviscos de soceos, em
dse to pequcuina que nunca me deixarara a me-
moria do tal Churinada. A amasia ficou poaco sa-
tisfeita da commissao, e r*solveu ir em pessoa com
o seo allache malar a rival, esta, lendo a noticia,
veio qoeixar-se a polica, que apenas poude acon-
dicionar a ilita. a qual vai ser procesada pela faca
de pona, pois o ctiTfNfMsieclado nad^n manifestoa
por actos exteriores, e principio de evecur.vi para
ao menos haver tentativa, conforme dizem-me que
dizein os Messeyfs criminalistas. Basta a tal rs-
peito. Daqui parte boje para o Kecifc, o ltvni.
padre Joaquim da Cuoha Cavalcanli que esleve en-
tre nos por quasi 2 uiezes, o modo porque se condu-
zio, as maneiras affaveis c polidas com que a todo
tratou, criaram-lhc nao peqoeninas afTeicoes neste
lugar; elle nos dcixa cheios de saudades. Deseja-
mos o Sr. padre urna feliz viagem.
Como vai Sebastopol!. Eu sei... esloo cada vez
mais pelos Russos, porque sympalhiso comelles, an-
tes que com os Godemes, e lamlicm porque me pa-
rece que os Moscovitas bao de vencer ; e nao esira-
nbo estar eu do lado doqui vincelporque nimia
gente boa assim costuras.
Ser certo o que noiicia o deslindo collega da Pa-
rabiba, de que o alcoocos, Bretes foram dizer i
gente pelaia e portugueza, soccorram-nos com a
bagatella assim de uns 20,000 homens'.' Ora Srs. In-
glezes, Vmcs. nao sao 13o valentes, nao Ibes basta a
Turqua c o sdbrinho para vencerem Ah meus
ijentltmens, j houve lempo emque vosunisles com
a Russia contra um Napeleao, e boje vos ligaes
com um NapoleSo para derrotares a Bussia 1 pode
sur que ainda chegue o da em ;que se Iroqucm as
bolas, lediga de vossa illia como o poeta de Roma
Aqui fe i......quise crgueu altiva a Rainhailo
Biondo. '
O meu correspondente do S. l'elersbnrgo entre
onlras cousas que rae disse em urna epstola cos par-
logli
ludo isto per aqui
Pelo mesmo modo vai,
Morrem Francos, Anglos, Turcos,
Mas Sebastopol nao cabe.
O Assedio em' Sebastopol,
Disse Jiontem na carlinlia,
Para Hollanda o Nicolao
Cniando e'creveu a priminha.
n Que nao di cuidado algum
Por que tudo previnio
E a prova he que inda boje,
Sebastopol nao cahio.
I.iprancli foi dcmillido
Porque na balalha errnu
Napierdiz nao agoento
Deu as gambias nvernou.
VARIEDADES.
O poder da sympalhia.
GLOSA.
Ilizem lodos que a rulia
Ten o seu rabo arrancado,
l'or querer ver derrotado
t) peder da sympalhia
I) que era a liaguaforlugaeza nos primeiros lem-
pos :Ahi vai urna cmcaozinha do Sr. Egas Mu-
ni/, ilespediado-si de ata) apaixonada Violanteda-
ma d'honor da rainha I). Mafalda.
I'icarcdes bos embora
l.mi colada
(Jueeiliovmc per hi fora
De longada.
Sai-sc o vullo de mc corpo
Mais ci nom
Ca os cocos vos tica moito
O' corai;om.
Se pensededes que ei me v
No lo pensles
One em vos chantado,**!,,
A nou tire vedes.
Mei Jiiziilo el mei amar
Bm vosa cara
Grenbas Icndcs despelhar
A luda cara.
Non farcm estes meis olhos
Tal ihcsso
QH esgravizcm os meis dolos
"BTcompesso.
Alas seci for pera Mondcgo ,
Pois la v
Omitas me facom cego
Como ei 's.
Se das penas do amoro
t)ue ei retoueo
Me figerem tornar fri'
Como ei oufo.
Amademeso queredes
Come lusco
, Se nom torvo me acharedes
A mui fusco
Se me bos a mi leixardcs
Deis me gardo
Nom asmeys vos de queimardes
I -lo que arde.
llora nom leixedes nom
C sois garrida
E se nom crislcleson
Perinha vida.
[Extrakido)
N. B. Consta-nos qu j est cm Cargara o nosso
Juiz de dircilo-Dr. Jos Frlippc de Sou/.a l.eao, ain-
da nao Idilio delle ccnhecimculo, mas lodos me fal-
lara bem a seu rcspeilo.
Esquecia-me dizer-lhc que breve ficamos por es-
tes lugares sem nm aerara parfl meisinha, segundo
certa cvprcssAo, porque nunca vi tantos compradores
e por lAo alio precodizeni que nessa praca ha genle
commissariadn por fazendeiros do Bio pata os com-
prara medida que a nossos deputados tomaram
impondo lOOgOOO rs., sobre o escravo que se expor-
portar, lie improficua, convem elevar o imposto a
400$ ou a OOgOOO rs., porque muilo pode a sede do
ouroa venda dos escravos he nm negocio que me
horrorisa.
Scnao podemos ainda lavar essa nodoa que mancha
a nossa civilisaro enos alcunha de barbaros ante
as nanies cultas, concorramos para tornar menos
inmoral semelhanle immoralidade deixe assim ex-
primr-meporque doe-me o coraran ver ;irrancar-se
a filliinha a ana mai, o marido a sua mulher s por-
que acha-sc nissu um interesse.
Adeos, paro aqui porque bale o portador que esta
I dla reculos de lila, 6 dilas calcado c raarroquim;
a N. O. Biebcr 4 C.
2 dilas tecidos de laa, 1 fardo lencos de linho ; a
Schalleillcin & C.
t caixa chocolate, 7 dilas chapos de sol de seda c
algodAo, bonete* c chapos para homem, 18 dilas
calendo para homem, tecidos de algodao, chales de
laa ; a Vctor l.asne.
.ri ditas trastes, piauos e porcelana; a R. de la llou-
tiere & C.
1 dita chapos de pallia ; a J. Saporiti.
2 dilas plantas ; a Vianna.
1 sarco amostras ; a diversos.
CONSULADO GERAL.
Rendimento do da 1 a 1.....3&6238654
Idera do da 15........7AHJ232
a6:S6l9RH6
_________
DIVERSAS l'ROVINCI'S.
Rendimento da dia I a 11 ". 2^88J890
dem do di> 15........ I61S353
leva.
Au recoir.
[Carta particular.)
BEPARTIQAO DA POLICA.
arte do dia 13 de fevereiro.
llltn. e ExoareParticipo a V. Exc. qne, das
difl'erentcs parWiparOes boje recebidas nesta repar-
li^ao, consta lerom sido presos:
Pela subdelcsaoia da freguezia do Recife, o prelo
Luiz, escravo de Marcellino Paes Brrelo, por nadar
fgido, e o marujo francez Ilaseoml, a requsii;ao do
seu respectivo cnsul.
Pela subdelegada da fresurzia da Boa-A'isla, o
pardo Eliodoro Joaquim de Oliveira, para recruta.
Dos guarde a. V. Exc. Secretaria da- polica de
Pernambuco 15 de fevereiro de 1855.lllm. o Exm.
Sr. cunsclliciro Jos Benlo da Cuuha e Figucircdo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixcira.
250J2I3
Exporlacao'.
Lisboa, brizne portoguei l'iajantc, de 2!)i tone-
ladas, iiindii/io n secuiilc : :i,00 saceos e :'. bar-
riquinlias com 17,(UN arrobas e 2 libras de Mancar,
2 prauches deamarello.
BECEBEDORU DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES l)h; PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 1i......10:'.12-27S
dem do dia 15.........721X903
tema, manda fazer publico, qoe os prelendunles de | embarcar-escravos a f re le, (ralo no eseriplorin de
qualquer arrcmalarao devem apresentaros docq- Manoel Airea Guerra Joniorj na ra do Trapiche
' i j i i i i n. 14, ou com o capitao Narciso Jos de saulAiiua.
montos neccssarios para prova na idoncidade de scus :
Para o Rio da Prala tegair dculro cm poneos
fiadores, nao leudo lugar a alegarAo de que uutros
j provuram a mesma idoncidade.
E para constar se mandn aflixar o prsenle e pu
blicar yielo Diario, y
Secretaria da ihesouraXKi provincial do Pernam-
buco 1 ; de fevereiro de 18S5.O secretario, Anl-
nio Ferreira da .4nnuciaca0\
Pela inspccloria da alfadcga se faz publico,
que. no dia 17 do renle, desos do meio dia se bao
de arrematar em halla publica a porta da tema re-
partirn. 22 caixas de pinho va^a* quo conlinham
caslaiihiis arruinadas, viudas de Lisboa no brguc
porluguex Laia II, a 200 rs. total4ft00 rs., abando-
nadas ao* direilos por Jos da Costa Amorim, sendo
a arrematarlo l\re de direiloi ao arrcmalanlc. Al-
fandega de Pernambuco 15 de fcvereirnde 1855.O
inspector liento Jos Fernanda llarrns.
DECLARACOES.
11:16341181
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendiinentn dodia I
Idera do dia 15 .
14.
31:4849207
5:43154S
39r905755
MOVIMENTO DO PORTO.
7".
. Sario entrad no dia 15.
Terra Nova22 dias, brigne ingle/. Jama Sticart,
de 240 toneladas, cquipacem H, carga bacalho ;
a Schramm Whatcly & Companhia.
Nacin saludas no mesmo dia.
Rio de JaneiroBarca brasileira Imperalriz da
llrasil, com a mesma carga que trouxe. Suspen-
Valparai/.oliarca chilena Catharina layes, eapi-
l.in D. Santiago de Abaroa, carga assucar.
PUBLICACAO A PEDIDO.
Ao Ilim, Sr. Dr. Jos' Nicola'.o Ri-
gucira Costa, juiz de Direito da brio-
sa comarca de Goianna.
SOMETO.
Argumentum est redi tna-
lisditplicere.
(Sneca.)
Deixa, deixa gair esses caes gosos,
i.t'i'as ralrad.is cinpestam de (ioianna ;
Desprczao seu ladrar, a raiva, a gana
Com qu'iutentam raorder-le cavilosos.
i'azc qu'ellcs submissos, respeilosos
Ohederam s les.qnc lano os daina ;
Calca, pisa a cerviz do vilTi/ana,
V. mais e mais profliga os criminosos.
Denodado prosegue ; avante, avante
No ci ni i ilim da santa prohidade,
Qu'em leus fdtos trausluz sempre constante.
leu nome, o ten saber e integridade.
(Como Imllia entre as trevas o brilhanlc)
Brilhavam iud'alcm da Elernidade.
P. Al. 11.
EDITAES.
dias a barr brasileira Flor de Oliceira : quemad-
la quizer curregar, piule dirigir-so ao orriplorio da
viuva Amorim & Filho, na ra da Cruz r,. '(5.
Para Lisboa pretende sabir com a majar brevi-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
0io quizer :arregar ou ir de passaaem, enlen !a--e
com os ron>!?iiatarios Thomazde AquinoFonseea \
Filho, na ra do Vigario n. 10, prmeiro andar, ou
com o capilSo na praca.
PARA O PORTO
sabe imprcl;rivclincnte, no dia 22 do rnrronte, o ve-
leiro brinde porlugue'z Alegre, que anda leiu praca
para alguma cama e excellentes commodos para pas-
saeciros : trata-se rom o eapilao a bordo, ou no es-
rriplorio de Hallar & Oliveira, ra da Cadeia-Vc-
Iba n. I-'.
ADMINISTRAt.AO- DO CORRED).
O hiafe Flor do llrasil recebo mala para a Para-
hiba boje (l(i a 1 hora da (arde.
A garopera LitracUo recebe mala para a Babia,
buje Hi, ao meio dia.
CONSEI.1IO ADMINISTRATIVO.
O consclho administrativo cm virtudc da aulori-
sarm do Exm. Sr. presidente da provincia Icm de
comprar os objectos se^uintes:
Para os msicos do 2." balalho de iul'anlaria de
linha.
Blindes de panno mcsclado com n. 2 pratcado c
conforme o guriuo existente no arscual de guerra,
27 ; charlateiras com meias loas c n. 2 prateado pa- para OTCSlo Com a possivcl lireviduli' segu o bem
conliecido e veleFro biatu Amelia, por
ter a maior parle da carga prompta:
para o resto e passageiros trata-te com
Novaes&C.na ra do Trapiche r.. 34,
segundo andar.
Para o Porto com escala pela Iba de S. Mi-
Kuel, sega* em poucos das a veleira e bem conheci-
da escuna) nacional (Linda, CapilSo Alexandre Jos
Alves ; lemgrande parle doseu rarregameulo: l,ara4Kafe c oulri
n resto, trata-se-cora Eduardu I erreira Bailar, na
ra do Vigario n. 5, ou corn o capitao na prilja.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu em poneos das o muito veleiro
csuperior litigue nacional Elvira, por
ter parle de seu carregamento prompto:
Traspassa-sc a chave de una casa terrea na Bua-
Vista, Com muilo mus cominillos, em boa ra, por
un silio que sei* porto da piar.a: quem llic convir-r
csse hegocm drija-se ao aterro da Boa-Vista nume-
ro 5 i.
Fudo do silio da Trempre, do sobrado n. 1,
que lem taberna por baixo, o molequeJoao, de na-
ro Angola, de idadu 22 anuos, pouconiaisiiii inclus,
de boa aliara, lem os pea grandes e os calcanbares
cresridos para Iraz, lem una cicatriz cm um braco,
falla bem claro ; levmiraira o aqueta brancas, cha-
Ei u redol lo de pello Inanco, (em de rostume em-
riagar-sc a roiudo, e qnando assim est he dado a
valeule, cosluma dormir DMescadasqoe ficam aber-
l.is de noile, e algomaf vezes cosluma vender sapo-
lis e oulras fruclas : ni-a-se a todas as autoridades
policiacs, olliciaes das rondas ecapUSes dafjsampo
que o apprebendamc levem-o ao dito sitio cima de-
clarado, que serM ecnerosamente recompensados.
Assim como se pede as mesmas aulondades a priso
daprcla .Alaria Cajoeiro, que anda futida desde no-
vciulirn prximo pasudo, de idadc.Vl anuos, he bai-
la do corpo, minio talladora, tcm bracos e percas
meios fo\ eiros, lem a bocea mcia torta ou franzida de
tra/.cr cachimbo, e cosluma dizer que be forra, lem
Ooflicio de inariscadeira. cosluma andar pela cidado
de Olinda, Bebedor, Casi Forte c Santo Amaro,
mudando assim os lugares para nao ser encontrada,
devendo ser rondiizida ao referido sitio cima, o o
portador recebern boa rceompensa.de seu Irabalbo.
No dia i i do correle mc fudo pelas 11 horas
do dia. mim e-crava de nonio Antonia, de nacilo An-
gola, com os signaos aegointes: bem preta, altura
regular, secca, olhos pequeos, mcia vermelbaca
rosto comprido ; levou 2 vestidos, sendo um cor de
panno i\.\ (".osla novo com franja
branca, c reprsenla 1er 40 anuos do idade : roga-s*
perianto as autoridades policiacs e capilSe* de cam-
po de aapprebcndercm e leva-la cm Santo Amaro,
piulo a rasa do Sr. Antonio (lomes do Correio, ou
na na da Cruz n. II, segundo andar, que ser gra-
tificado.
COMMERCIO.
PRACA DO RECIFE 15 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
4% Cotares olliciaes., ^,
Cambio sobre Londres a 00 div. 28 .'i d. a dl-
nlieiro.
Assucar branco 4.a sorlcS?I00 [ior arroba.
Dito mascavado cscolhido13750 idem
ALFANDEGA.
Rendimento do dia 1 a 14 151:2508176
dem do dia 15........15:243988
O Ilim. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em ruufprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnetarios abai
xo mencionados, a entregaren! na mesma thesoura-
ria no prazodc 30 das, a contar do dia da primeara
publicarlo do prsenle, a importancia das quotas
com que devem entrar para o ealeamento das casas
dos largos da Pcnha c Ribcira, conforme o disposto
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
da entrega voluntaria sera punida com o duplo das
referidits quotas na conformidaite do arl. 0o do rego-
lameuto de 22 de dezembro de> 1854.
Largo da Penlia.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
4). Viuva c lierdeiros de Manoel Machado
Teixcira Cavalcaliti...........
0. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. .
8. Joaquina Machado Portell.i......
10. Andr Alves da Fonsecav.......
12. 1 lain-,-c Jos da Silva Maia.....
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e lierdeiros de Maralino Jos
Galvio.................
3. Iguacia Claudiua de Miranda......
5. Anna Joaquina da Concecao......
7. Joaquim Bernardo de Figuercdo .
9. O mesmo................ ilCOOO
11. Viuva c lierdeiros de Cadanp Carvalho
Rapo/o .................
13. Os mesmos..............
15. Caetauo Jos Raposo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo
10. Joo Francisco Regs Coclbo.....
21. Antonio Machado de Jess...... lSOO
23. Jos remandes da Crrfz........ 195000
25. Joaquim Jos Baplisla........ 143800
oocooo
5*9100
25*4200
218000
30SO00
I270OO
HfcOOO
259200
415100
21-im
2IS600
21-5000
C08O00
25200
5295OO
109:5005164
Descorre g am hoje 10 de foverriro.
Barca ioglezaGeneral Greenfclllaixas e ferro.
Barca americanal'ickerybreu, piche e alcatrao-
Barca inglezaQueenbacalho.
Barca portuguezaFlor da Maiadiversos gne-
ros.
Importacao'.
Barca* franceza Pernambuco, vndii do Havre,
consignada a J. K. Lasserre & C, raanfcslou o se-
guinlc :
12 caixas tecidos de algodao, 3 dilas ditos de seda,
7 dilas culilharia, 7 (litas tecidos do algodao, seda e
mercearia; a Timm Mouscn & Vinassa.
2 caixas tecidos de algodao, 2 dilas lencos ; a C.
i. Astley & C.
40 barris e 60 meios ditos hianUiga, 2 caixas teci-
dos da algodao ; a Brun 1 Praeger & Compa-
nhia.
25 barris c 50 meios
dcm.
3 caixas pianos; a J. Vigries Ain.
4 caixas mercearia e co servas, 50 fardos papel,
100 barris e 100 meios dit is mauteiga, 70 caixas
queijos, 1,000 garrafoes vaz as, 700 ccslos cerveja ;
a J. R. Lasserre & C.
12 caixas sardinhas, 12 dilbspaviel, 1 ditaquinqui-
Iharia, 3 ditas vidros, 1 dita
la lecdos de la. 1 dla cha
litos mauteiga ; a or-
e seda, 10 dilas ditos de
3 barris queijos, 2 eai-
a J. Keller & Corapa-
mcrceariae livros, 1 dt-
los para homem, 2 di-
tas calcado ; a L. Lecoi ule Feron & Compa-
nhia.
9 ditas tecidos de algodao
algodao, 1 dita ditos de seda
xas lecidos de laa c algodao
uhia.
4 caixas mercearia, 3 dita perfumara e instru-
mentos de msica, 3 ditas as ua de Colonia c trastes ;
a Fcidcl Pinto & C.
1 dita mercearia e mod s; a Buessard Millo-
ebeau.
2 caixas chapos para humera ; a L. A. de S-
queira.
I dla sardinhas, 25 ceslob champagne, 1 balote
perfumara ; a J. B. A. Do
II caixas tecidos de algod
.iT-.siK)
E para constar se mandn allixar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d' Aanunciaro.
O lllm. Sr. iuspe-lor da thesouraria prnvin-
cial, em curaprimento da resoluro da junta de fa-
jeada, manda fazer publico, que a arrematarlo da
obra do setjundo lanco da estrada dos Remedios foi
transferida para o dia22 do corrente.
E para couslar se mandou alfixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em curaprimento da resol 11 cao da junta de la-
nada, manda fazer publico, que a arrematarlo da
obra dos reparos da quarta parle da estrada de Pao
d'Alho, foi transferida para o dia 22 do corrente.
E para constar se mandou atusar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 d fevereiro de 18.5o.O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumplimento da ordem do ExinTSr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos proprieta-
rios abaixo mencionados a cntregarem na mesma
thesouraria no pravo de 30 dias, a contar do dia da
primeira publicaolo do prsenle, a importancia das
quotas corn que devem entrar para o calramenlo das
casas da ra da t'enba e tres da ra do Rangcl,
conforme o disposto na lei provincial 11. 350. Ad-
verlindo que a fallada entrega voluntaria ser pu-
nida com o duplo Idas referidas quotas na coufor-
midade do arl. 0 ilo regulamcnto de 22 de dezem-
bro de 1854.
Ra da Penha.
N. 2.Herdciroside Joaquim Jos Fer-
reira. .1.......
4.Julin Poriella.......
6.Nano Marta de Sexas. .
1 .-wllerdciros 41c Jos Mauricio de
Oliveira Alacicl......
3.Ditos de Qielauo de Carvalho
Bapozo.
res, 27 ; floretes com punhos domados, bainbas de
cauro prcto envernzado roniboccaescponleiras deli-
radas. 27 ; talabartes de couro branco envernizado
com chapas de mvjlal dourado e cora armas uacio-
nacs, 27 ; cintos de couro branco envemizado corn
chapas de metal dourado, 27; panno mesclado con-
forme a amostra existente 110 arsenal de guerra, co-
vados, 135; botoes convexos de metal dourado com
a. 2e dsele linhas de dimetro, 478 ; ditos dilos
com o mesmo n. ede 5 linhas de dimetro, 210:
colxclcs prclos, pares, 27.
8. balalhaodc infanlarin.
Bonetes, 80; grvalas de sola de lustre, SO man-
as de lia, 355 ; panno verde escuro eiilre-fino co-
rados, tus:!; brim branco lizo, varas, 400 ; algo-
daosinho, varas, 240 ; panno prcto pira polainas,
covados, 170 ; botes convexos de meta! brouzeado
com n.8 de metal amarello e de 71inhas de dime-
tro, 1120 ; ditos ditos com o mesmo n. e de 5 linhas
de dimetro, 800 ; dilos pretos de osso, groza?, 10 ;
ditos brincos, grozas, 20 ; sapalos, pares, 80; eslei-
rs, iSO; conloo de laa pela de una linha c gro-
sura, varas, 320 ; colxeles pretos, pares, 80 ; panno
enr de rap para as sobrecasacas c cairas, covados,
119 ; rhifaroles com bainbas de couro prcto enver-
nizado. bocal c pouleira lizos dourados, punho de
bano guarnecido de metal dourado, 27,
9." balalhilo de infinitara.
Bonetes, 3ii ; grvalas, 3711; mantas de lia, .",70 ;
panno verde escuro entre-lino, covados, llfiS ; hol-
landa de forro, covados ; 1035 ; brim branco lizo,
varas, 1720 ; algodaoznho varas, 1029; panno pre-
lo, covados, 80 ; esleirs, 343; sapalos, pares, 344)
bolcs convexos de nidal brouzeado com n. 9 de
metal amarello c de 7 buhas de dimetro, 4830 ; di-
'os dilos com o rnesmoi. e de 5 linhas de dime-
tro, 3450 ; dilos brancos do osso, grozas, 71 ; dilos
prclos de dilo, crozas, 64 ;cordao de lila prela de
urna linha de grossura, varas, 1380 ; colxclcs
prclos, pares. 345.
Para o meio batalho da provincia da Parahiba.
Bonetes 194, grvalas 74, panno azul entre-lino
covados 825,hollandad forrolcovados 92,brim bran-
co liso varas 1003, panno prelo para polainas covados
69, algodaoznho vaias 021, mantas dobla 7, pares
de sapalos 403, botoes convexos de metal dourado de
7 linhas de dimetro 2110, diosl dilos de 5 linhas de
dimetro 1940, dito pretos de osso grosas 29, dilos
brancos de dilos dilas 10, colxctes prclos pares 19i.
Para o lObatalInlo de infantaria.
Sapalos, pares 281.
Companhia de artfices.
Bonetes 75, grvalas 72, mantas de laa 72, brim
branco liso, varas 40S, algodaozinbo, varas 201, pan-
no prcto para polainas, covados 25,sapalos, pares 88,
esleirs 88, botoes couvexos de metal dourado com
n. 3 c de 7 linhas de dimetro 1050, dilos ditos de
mclal dourado com o mesmo numero e de 5 linhas
075, ditos pretos de osso, grosas 12, ditos brancos de
dilo, dilas 15.
Secrelaria da delegada do corpo de saude nesla pro-
vincia.
Livro era branco pautado de 100 folhas 1, dilo
dito de 200 folhas 1.
4." balalh.io de arlilbaria.
Panno c,armcsira para vivos o vistas, covados 150,
copo de vidro 1.
cravos a frete, trata-se com Machado &
Pinheiro, na ra do Vigario n. 19, segun-
do andar.
Para o Araeatv segu com brevidada o biale
Inecncivel, pois j lera a maior parle da carga : pa-
ra o reslo c passageiros, dirija-se .i Joaquim Jos
Marlins, ou na ra do Vigario 11. 11.
Ceara', HranhSo c Para'.
Segu na. presente semana a escuna
Emilia, anida recebe carga: trata-se
com consignatario J. I, da Fonseea J-
nior, rita do Vigario n. i.
Rio de Janeiro.
No dia 18 impreterivelmentc segu o
patacho Santa Cruz, s recebe passa-
geiros < escravos a lele: r.ihi-se com
Caetano Cyriaco da C. M., ao laclo do
Corpo Sanio n. 25.
LEILO'ES.
.1. P. Adour & Companhia transferiram, por
Cansa da chava, do dia 13 do correle, oseoleiiao
de lindo sortimenlo de (atondas de todas as ip.iaiid.i-
des, principalmente Franceas ; lera pois luaar o
mesmo leilSO, por inlervenrao do senle Oliveira,
scxla-feira, 10 doYorrenlc, as 10 horas da maullan,
no seu armazcm, ra da Cruz.
O aliente Vctor, nao podendo fazer o sen lei-
lilo annunciadn para o da ipiarta-fcira (14) em con-
sequencia da chava, transferio para o dia sexla-fei-
ra, 10 do corrale, as 10 c mcia lioras da mauba,
uo seu arioazem, ra da Cruz 11. 23.

AVISOS DIVERSOS.
O cautel'ista Salustiano de Aquino
Ferreira vai demonstrar resumidamente
ao respeilavel publico, a desvantagem que
lia entre as cautelas do Sr. caulclisla An-
tonio Feri eir de Lima e Mello, e a van-
tagem das cautelas do cima mencionado
caulelista Salustiano pelos mesmos precos,
os quaes di/.em somenle respeito aos tres
nrimeiros premios grandes.
Hreco das cautelas do Sr. caulclisl.i Lima
sobre premio de 5:000^000.
Meios billtelcs.
Quartos.
Oitavos.
Decimos
Vigsimos.
2^800
i.s-O
72(1
600
sao
2:500$
1:150$
575$
160$
230$
Sobre o premio de 2:000.>000.
Meios bilhetes.
Ouarlos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
:;,;S(lli
l.SU
720
00O
-320
!)20.s
460*
esos
184$
92$
Sobre o premio de 1:000.s000.
al.
ita tecidos de algodilo,
ios, 4 dilas orgaos; a F.
Jim, 1 dilo mascaras, 1
o, 2 dilas cheiro', 1 di-
la chapeos para senhora, 1 < ila ditos de sol de algo-
dao, 1 dita dilos de palba, 1 dila vidros, 2 dilas pel-
lt* de rarneiro.l dila couros, 1 dila objeclos de vidro.
1 dila chapeos para menino : lecidos de alsodao, 1
dita roupa fcila, 1 dita lecii os de seda, 1 dila fio de
dilo, I dila chapeos para lionero, 1 dila objeclos de
ouro ; a i''. Sauvage & C.
1.) dilas armas de fogo, 11|
1 dila roupa fcila, 1 dita pan
(i. da Costa & Filbos.
1 fardo pellss de marrn,
dito chapos de sol, 1 dilo dilas de cabera para me
ninas c mercearia, 0 dilos Jaleado, 1 dilo mercea-
ria, 1 dilo bonetes ; a E, Dudar & C.
1 caixa livros ; a A. V. de Oliveira.
4 ditas chapeos de seda, 1 dita objeclos de ouro ; a
A. M. de Carvalho.
7 dilas porcelana, vidroj c
bert.
4 barris giz ; a J. Soum.
t caita fieira, 3 ditas couris, 1 dita arr;0es, 2 far-
dos vnraes, I caixa tecidos de
I dila calcado, 1 dita eixos, :
Adour & C.
1 dila lecidos de algodao, 1
padas, 2ditas sardinhas, 1 lardo papel, i caixa vidro
porcelana ccaslicaes, 1 dilasj porcelana, 1 dila es-
poletas ; a Benlo Alves & Fr);rcs.
4 Jilas pclles preparadas i filas de soda ; a De-
messe Lcclerc & C.
1 dila roupa fcila, 1 dila blindes dx algodilo, 1 di-
la chapos de senhora, 1 dila mcrcc-iris e modas ; a
E. Burle.
4eaixas tecidos de algodao, 3 dil as peiles prepara-
mercearia ; a A. Ko-
seda, 2 ditas chapeos,
dias cidos ; 1 J. I*.
">.Dilos dilos........
7.Domingos Jos da Costa. .
9.Francisca Jicnedicla dos Pia-
lare*.........
11.JosMorcia da Silva. .
13.Julio Portilla......
1j.Paulina Maria......
17.Antouio l.udano deMuraes Mes-
quila Pime del. e lierdeiros de
Manoel Pa
ilo (Juinlella. .
de Manoel Paulo
Francisca Saluslia-
dc Manoel Paulo
Francisca Saluslia-
dila lo
cidas para lam,
das, 2 ditas trastes, i dila lecitlos d, seda e la ; a J. O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
II. Uaensley. \ c:ai, en
N.
19lierdeiros
Qaiotella c
na da Cru!
21.lierdeiros
l.'iun'.ci.a e
11a d.i Cruz
2il.Jo,if|uim Jaso da Cosa Fajoses .
33.Iruiandadiids Almas do Recife.
27.Joaquina Maria da Purificaclo.
2'J.Viuva e lierdeiros de Antonio
Joaquim l'crreira de Sampaio.
31.Marcnliui iioucahcs da Silva.
13.Francisca Jos da Silva Maer.
Ra do Rangel.
77.Francisco Antonio de Oliveira
Jnior.
7'.l.lito Jii, dito.
81.Mara \11nunciada Addaidu
Alves 365000
39*000
(U-jOOO
1!IS20
0050(10
78O0J/0
3U900U
C'O-NKl
45J000
275WK)
I89OOO
o7-noo
50JM00
73JS00
8(9000
olriMI
30^000
52S300
303000
t?90(
KWliOO
25*500
503500
Companhia de ravallarin.
I.uvas de camurca, pares 11, manlls de la II.
Colonia de Pimcntciras.
Faenes com bainli.is ccinlures40.
Provimenlo do armazera do arsenal de guerra e of-
ficinas da 2.a elasse.
Junco, felaes 2.
3.^ elasse.
Barras de ferro sueco de 1 '.' polcgada 8, m gran-
de 1, ara de ferro gro-so, arroba 1, limas chatas mu-
cas de 8 polegadas, dudas 0, liraales de 10 polcga-
das, duzias 4, dilos de 4 ditas 5.
4.a elasse.
Caixas com falla de (landres dobrada 2, cobre
\cilio para fundidlo, arrobas 20.
5." elasse.
Sola curtida, meios200.
I ornecimcnlo de luzes ,is eslaeoes militares.
Azeitc de carrapalo, caadas 50ti, dilo de coco,
ditas 30 ;*,, fio de algodilo, libras 30 velias de car-
nauba libras 155, navios, duzias li.
(Juera quizer vendrosles objectos aprsenle as suas
proposlas em carta fechada na secretaria do conselho
as 10 horas dodia 22do corrale mcz.
Secretaria do consclho adminiflrativo para forne-
cimcnlo do arsenal de guerra, I2de fevereiro de 1855.
Jos de Rrito Ingle;, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carino funior, vogal c secre-
tario.
BANCO DE PEliNAMBUCO.
O consclho ile direccao do Banco de
Pernambuco faz certo aos Sis. accionistas,
que se aeha autorisado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de 8*000 rs.
por aceito. Banco de Pernambuco '31 de
Janeiro de 1855.O secretario do conse-
lho, Joao Ignacio de Medeiros ejo.
avisos- MARTIMOS.
Meios bilhetes.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
2jjf800
J.s'i'O
720
000
520
'llill.S'
2304
11 ">.s
02,s
Preco das suas cautelas sobre o premio de
5:00Qs000.
Meios bilhetes.
O (tartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
2.s800
1SV0
7-20
000
320
2:5000
1:250j>'
(i2."),s
OO.s
250*
Sol
are o premio ue
: 2:000.s000.
Meios bilhetes.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
2800
'l.SVO
720
000
20
1:000.s
500.S
2.-yi.s
2000
100.S-
Sobre o premio de 1:000.000.
AO CEARA*
cional Liaido
MARANIIAO E PARA'.
Vai seguir com a maior brevida-
dc o novo e fJlJeiro palliabole 11a-
Pa(|ucW capitao Jos Pin-
to Nuiles ; quem quizer eafregar ou ir
depassagem ueste excedente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida (lomes & C, na ra rio Trapiche,
n. 10, segundo andar, ou ao eapilao a
bordo.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por
; ;;runde pai le Uo seu erre
ei
amen-
Meios bilhetes. 2J800 500S
Quartos. I.siO 2500
Oitavos. "720 1250
Decimos. 000 100.S
Vigsimos. 20 50.S'
Pernambuco 10 de fevereiro de lS-iG.
O caulelista. Salustiano de Aquino I er-
reira.
I'rccisa-sc de urna mulher pie saiba bem co-
/.inliar e cnsommar, para ama de urna casa de pou-
ca familia : quem quizer, dirija-se ruado Jardim
n. 63.
Precisa-se de nm caivdro para labcrno, o qual
d fiador sua conduela, brasilciro ou porluiiiuv ;
a tratar cm lora de Podas no paleo do Pilar
n.2l.
Joaquim Pereira (iuimarcs.siibdilo porluguez,
rclira-so para fura da provincia.
Custodio Pereira da Silva liuimar.ics, subdito
porluguez, rclira-sc para lora da provincia.
(iRANI)S MASCARADA V CAVAI.I.O.
Prosramnia.
Iloniinao 1Sdo Corrcne, principiarao os diverli-
meulos do carnaval. A's M horas da (arde deverao
achar-se reunidos os mascaras n cavallo 1111 lar^o de
Palacio, tudo cui grande sala, c 4 lloras partir o
exercilo dos mascara1, reunindo-sc-lbe todas as bri-
sadas tanto a p, como aVavatlo, percorrerito as ras
desla cidade com ordem earalamciilo, vollando pa-
ra a ra da Cadeia, onde se rorrem ns ravalhadas.
Os senhores mascaras qoe correrem as cavalnadas,
dcveraoapreseiilar-se ao mcslre, que lera por devi-
sa um laco no braco direito,e este cscolher.i um cor-
to numero para a boa ordem do dverlimento. As
msicas c&taro postadas na ra tta Cideia, conti-
nuando o iliverlimento nos dias 1!l e -21) do correle,
das 3 horas em dianle. O* clarn* darao o loque de
reunio. O boi para o acougue Ja ribcira vem pelo
A Togado.
Pievinc-se para conhecimenlo do publico ou
a quem pona inleressar, que a propriedade denomi-
nado liba dos Marti re-Jie pertencenle a Clau-
dio Pereira de Cacvalbo.e VcnanriiH'creira de Carva-
lho, e estes transilam os seus poderes a seu sobri-
nbo Miguel l'e'rcira le Carvalho, para qoe pon* a-
t presentar-M em qualquer acedo que pona ipparecer
a favor do* dito* lierdeiros cima declarado*, c pes-
Ksl.i jusla c eonlralada a compra da (ahorna da
Capun-M, pertencenle a francisco Jos Moreira ; se
akiiem se jnlgarcom direilo a ella anniincie por
esies :! das, ou dirija-te ao Mangoinho n. 51. Na
mesma rasa precisa-se do um caixeiro para tomar
oonta por bataneo da mesma casa.
Aluga-sc urna nesr* que cozinha o diario de
nina casa : na ra do (Jucimado n. i4.
O abaixo aisignado lera comprado para as so-
ciedades S. ,N. o Cnnceicaoos bilhetes. a saber : para
a primeira376, lili. i!2, meio 1095; para a se-
suniln 177., 1928, 290-2, meio 1717, d l. parle da
l. lotera da irmaiidadc do Senhor ltom Jess dos
Jlartvrios. Ihesoureiro,
Candido Percha Monteiro.
l'rerisa-se alosar urna canoa que pegue OO li-
jlos de iilvcnaria grossa : quem a Uver, dirija-se .1
leja, 110 l'assein l'ublino. n. 7.
As relacocs dos devedore* de decima do anuo
linanceirn de ltt.">: c IK'ii, acbani-se no cartorio da
f.i/.end.i provincial, ra da Santa Cruxn. Hi.
Olferccc-so 11111 homem solteiro. dando infor-
niacocs de sua conduela, para trabalhar em velas de
cera, carnauba, di.slilac.io do espirito e licores, po-
mada, tanto dentro desla praca como para fura dol-
a : quem de sen presumo se quizer ulilisar, dirja-
se a roa das Cinco Puntas, padaria n. 103, que acha-
ra com quem tratar.
Na ra Nova n. .":>, precisa-sc de bons olliciaes
de atraale c coslurciras.
< Sr. Manoel tezerra de Vasconccllos queira
dirigir-se a repartic.io do correio, alim de receber
urna carta viuda da Parahiba.
O Sr. Antonio Coelho de MercJIes, milural da
cidade do Porto, reino de Portugal, queira dirigir-
le i ra da Cruz ilo Recite n. .77, segando andar, a
negocio de seu interesse ; conga que dilo Sr. he ne-
socianlc de andar mascaleamlo cm feiras; e no raso
de otar lora da praca, roga-ie o favor a qnein delle
souber, de o declarar na casa cima referida,
l'rccisa-se de ama ama de leite para acabar de
Criar urna enanca, que tenba bom leite e sera filho ;
pasa-se bem agradando : a tratar ua praca da Inde-
pendencia n. 1.
Antonio de Mello Rodrigues I.oureiro faz scientc
que niuilou a sua loja do Passeio n. 13, para a ra
do (Jucimado n. 49.
OITerecc-se urna mulher para ama de leile :
quem precisar, dirja-se 1 ca-a cabida defronle dos
Madvrios.
Desappareeen no dia 1i de fevereiro, nm ca-
vallo rodado, com caogalha, urna porciio de bolacha,
baciillio e algara* roupa que ia para lavar: quem
delle liver noiicia e o queira entregar, ieve-o no boc-
eo do Pcixe Frito, taberna do Sr. Joaquim de Ai-
meida e Silva, que se recompensara.
Vicenta Ferreira da Costa, legitimo senhor c
possuid.ir do sobrado da ra do Hospicio, que ou-
tr'ora pcrlcucera a Joo Ozono do Castro Maciel
Monteiro, declara a Sra. I). Anna Podida da Molla
ea seus fillios, que he falso o achar-se aquella casa
litigiosa, vislo como atoo presente nao foi incnmmn-
dado ua posse e dominio dctla, e convida a Sra. 1).
Anua e seus filbos para que publiquen qualquer ac-
lo judicial, o mais simples, que demonstro achar-se
elli lli^insa : declara igualmente, que a bvpolbcca
da Sra. I). Anna j caducou a rcspeilo da ni'e-ma ca-
sa, por isso quo lendo sido ella arrematada em hasta
publica com pleno conhecimento da Sra. I). Anna,
S. S. lonje de fazer a raen ir oposicao a arrema-
tacao, conlcnlou-sc com o fazer aquill que lhe per-
initlia o direilo, isto he, proleslou haver o pasamen-
to de saa hypotheca pelo preqo da casa arrematada,
que foi de\ idamente depositado com o sen protesto
c de oulros credores. A'vista do expendido consulte
a Sra. 1). Anna a advosados conscienciosos, se ainda
lhe rcsla alguna direilo sobre a casa.
Toma-se OOQOOO rs. sobre h> polhcca em um
silio : na ra eslreila do Rusario luja do ourives
n. 7.
O abaixo assisnadn, morador na ra do Cam-
pello n. 2, com oflieio de pedreiro, pcrgunla ao Sr.
Antonio de Paula Fernandes Eiras, so se tnlcndc
com elle o anuuncio do Diario de 10 do corrente.
Recife lo de fevereiro de 1833. Manoel de Azeve-
do Sanio;.
Fazem-se quaesquer Irabalhns'calisraphicos para
quadros, como se sejam, jiajitas de irmandade, esta-
tutos para sociedades, laboas com nonios de socios,
trailles para procissOcs, etc., ele enm lodas as qual-
lidadaa de ledras, emblemas e tarjas, tudo Irabalbo
de peana, uquarella c ouro : na ra larga do Ro-
sario n. 38, loja.
HITO SERIA ATE\fA0.
ARMABINHO N. 38, 11LA LARGADO
ROSARIO.
Chcgaram mascaras novas,
A' loja do Cardcal,
l)c panno, cera e de iramc,
Cousa inda n.in visla igual.
Tcm mascaras de panno e cera,
E de papelao mui bellas,
Tambera mascaras do rame
Muer com mollas, quer sem ellas.
LOTERA da provinc ia.
O caulelista Antonio Ferreira de Lima
Mello avisa ao publico, que os seus billie-
toes (! cautelas da primeira parte da pri-
meira lotera do Sr. Rom Jess dos Mar-
tirios que corre infallivelmente a 2ido
corrente, acham-se a venda as suas lojas
da ra Nova n. i, ra larga da Rosario
11. -20, Lslre'ta n. 17, travenado Queima-
do n. 18 C, aterro da Roa-Vista D. 72 A,
rita do Calinga' n. e povoacao do Montei-
ro |>elo Sr. Nicola'o, sendo livre do des-
cont de 8 porecnto os bilhetes inteiros.
Madama Tbeard faz sciente ao res-
peilavel publico, que recebeu agora de
Frasca rucos chapeos, bonitos toucadosc
turbantes do ultimo gosto pan baile, que
vende muito emeonta.
l)eseja-so fallar no Passeio l'ublico, loja n. 11,
de Firmiano Jos Rodrigues Ferreira, com os Srs.
que abaixo vilo mencionados, a saber : Jo3n Alves
Ferreira, nesta praca, Joaquim Jos.'- lidio, Afocadi -,
Joao Marques da I'onseca, Massangana, Jos nober-
to Pidilha, B los Goncalves de Miranda,
ider, Jos Alfonso do Reso Barros, Apipucos, l-
ente Roso, iiliu. Joaquim Jo- l'imenlel. nesta
praca. Jos Cordeiro de Carvalho Leile, Jos Morei-
ra do litis, engenho l'.odizio, Joo de Barros Araujo
Pereira, Estrada nova, Joflo Velloso de Albuqner-
que, Icnarass', Jos Paes Brrelo, Afosado, Jo*
l.aorenlino de Azcvedo, Caluima, Jos da Silva
Monteiro, nesta praca, Jo3o do-Uceo Falcao,, idem,
Judo r'rancisco dos Santos, idem, Joao Sevcrino di
Reso Barros. Api|iuros,Jos Remualdo da Sitva.nos-
la praca, Jos Rodrignea Sidreira, idem, Flix facs
da Silva, idem. Manoel Corrcia (iouies de AlmeiJa,
engenhoS. Joao, Manoel Jos Mauricio do siena,
Afogados, Manoel Kodrigoe* Pinheiro, nesta praea,
Manoel Joaquim Paes Brrelo, ex-cadele, t. Anna
I Joaquina, ra do Rangel, Antonio Alves Pimentel,
Cabo, Domingos Adolpho Vieira de Mello, nesla
praca, Antonio de Parias Brando Cordeiro, Afosa-
dos, Francisco de Paula Mello Brrelo, Timb, (al-
iluo Lopes de Almeida, Afosado, Manoel Pereira
Nevar.lu. empreado, lierdeiros de Prxedes da Fon-
seca Coatinho, ignora w.
AO PIBLICO.
\ No armazem de fazendas bara-
H tas,rua do Collcgio n. 2,
*M vende-se uui completo sortimento
g^ de fazendas, linas e gi-ossas, por
B pree/>s mais baixos do ? ira qualquer parte, tanto em por-
rees, como a retalbo, allian^ando-
se aos compradores um s preco
I para lodos : este estabelecimento
-; alu-io-se de combinacao com a
gj maior parle das casas commerciaes
^ inglesas, (rancezas, allcmas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por i
isto offerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano dcste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-'
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos <olim.
BBBtB&J&BE3t.m
110 LAFFECTEDR.
O nico autorisado por decisao do conselho real o
decreto imperial.
Os mdicos dos hospilaes reconunendara o Arrobe
de l.allecteur, como sendo o nico autorisado peto
governo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um soslo agradavel, c fcil a tomar
em secreto,, esta em uso na maiinha real desde mais
de (H) anuos; cura radicalmente cm pouco lempo,
oom punca despeza, sera mercurio, as affecces da
pellc, impisens, as coiisequencias das sarnas, ulce-
ras, c os accidentes dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos humores; convra aos ca-
t.-irrlios, a bexiga, as contracrSes, e fraqneza dos ,
orsaos, procedida do abuso das injecces ou de son-
das. Como anti-syphililico, o arrobe cura era pouco
lempo os lluxos recentes ou rebeldes, que votvem
ncossanles em consequencia do emprego da copai-
ba, da cubeba, ou das injcccOes que represenlcm o
virus sem neulralisa-lo. O arrobe Laffecteur he
especialmente rfconimemlado contra as doencas, in-
veteradas ou relteldes, ao' mercurio e ao iodurclo do
potassio. Liabonne. Vende-se na botica de Barral e de
Antonio Feliciano Alves de Azcvedo.praca de t. Pe-
dro u. SS, onde acaba de chegar urna grande porpio
de garrafas grandes o peqoenas viudas directamente
de Paris. de rasa do dito Boyveau-I.affecteur 12, ru
Riehco ii Paris. Os formularios d,o-sc-gralis em
casa do agente Silva na praca de I). Pedro, n. S-J.
Porto, Joaquim Araujo ; Rabia, Lima & Irmos ;
Peruainbnro. Soum; Rio de Janeiro, Rocha i\ Fi-
lbos ; el Moreira, loja de drogas ; Villa Nova. Joao
Pereira de Msales Leite; Rio Grande, Fran de
Paulo Coulo & C."
STARR & C.
respetosamente annuuciam que no seu extenso es-
tabelecimeolo cm Santo Amaro,conlinuaro a fabricar
com a maior perfeiro e promptidao, toda a quaida-,
de de madiinismo para o uso da ag cultura, na-
vesacao e manufactura; e que para maior cooimudo
de seus numerosos freguezes e do publico em gerat,
cem aberto cm um dos grandes arraazens do Sr.
Mesquita ua ra do llrnin, aira/, do arsenal de ma-
rinha
DEPOSITO DE MACINAS
construida-, no dito seu cslabelccimeuto.
All adiaran os compradores um completo sorti-
menlo de modula- de caima, com todos os melhora-
mentos (alguus dclles novos e origioaes) de qoe a
experiencia de muilos anuos lem mostrado a neces-
sdade. Machinas de vapor do baixa e alta pressao,
laixas de lodo lamanho, tanto batidas como fundi-
das, carros de maoe dilos para conduzir formas da
assucar. machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo. Tornos de ferro baJUdo para familia, arados de
ferro da mais approvada coustruccao, fundos para
alambiques, crivos c portas para fornalhas, e urna
inlinidaile de obras de ferro, que seria enladonho
enumerar. No mesmo deposito existe urna pessoa
inlelligenle e habilitada para receber lodas as en-
commeudas, ele, ele, que os annuuciautes contan-
do com a capacidado de suas oOicinas c madiinismo,
e pericia de seus ofliciaes, se compromettem a faier
cxecular. com a maior presteza, perfcieao, e exada
conformidad corn os modelos ou dese,nbos,e inslruc-
rOes que Ibes forem fornecidas.
to tratado, o veleiro e bem cons- soa al.cul1n* "a P0^ m,Pr'11r-.s<'Jn primeiramenle
. -i I ni* i>i li--/! so entender com o dilo meif sobrinho, o memo nSo
iruiuo tingue nacional itlAKIA LL/AA, poderci cu arremata-lo scnao por seu conscnlimcn-
I:7IOO
E para constar se mandou allixar o presenel e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro de 1855.O secretario,
Antonio Fcrreit a d'Annunciarao.
cial, era curaprimento da resoluto da junta da fa-
capitao Manoel Jos Perstrcllo : para o
resto da carga e para escravos, aosquaes
da' excellenles accominodacoes, trata-se
na ra do Trapiche Novo n. 10 segundo
ainlar, com os consignatarios Antonio de
Almeida (jomes & C.
Para o isio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por ter a maior parte da carga prom-
pta, beincjDnbecido briguj naciobal Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C., na ra do Ti-a-
piclic n. 5i. segundoaudar.
Para o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
brisui' Dous Amigos por ier parlo da carga promp-
ta : quera quizer curregar o reslo, ir de paxagem cu
(o ; c por isso pessoa alsuma se chame a ignorau-
cia.
O abaixo atsignado, pede no Sr. Benlo do Bar-
ros Falcao, que Hu aprsente a scVao que lhe fiza-
ran) sen- mauosdesse terreno oulr'ora de seu mano
Anjclo de Barros, ou dizer por este jornal, em que
cartorio existe essa seco, alim de culrarmos em ne-
gocio com o mesmo.
Manoel Turares de Aquino.
Precisa-sc de urna ama que lenhu bstanle pra-
lica de cozinha : quem pretender, dirija-se ra do
Rau^cl n. 57, i|ucsc dir quem precisa,
Manoel Joaquim Candido Teixcira o Diogo Pe-
reira ile Sou/.a fazem publico que compraran! ao
Sr. Pedro Jos do Reg Maia, a loja da miudezas da
ra do Qucimado n. (ij.
OfTercce-se am rapaz porlusnezde 16 annos de
idade, para caixeiro de tabernario que (em bastante
pratica, o qual d fiador a sua conducta ; a tratar no
paleo do Terco n. 3-'.
liillietcs- 5$500
Meios. 2.SS00
Quartos. l.sH)
Oitavos. 2
Decimos. 600
Vigsimos. 320
COMPAMlf.V PERNAMBUCAfA.
O consclbo de direccao previne aos
poucos senhores ccionistas'que ainda nao
uzeram a entrada da leiceira preslaraode
L"> por tent, pedida desde o dia .10 do
mcz de dezembro passado, satisaze-la ate 20 do corrente para nao
incorrerem as penas impostas pelos esta-
tutos: o encarregado dos recebimentos
lie o Sr. 1". Coulon, na ra da Cruz n.
26,
DesappareceS do engenio Lboqui-
nlia, na noite do dia 12 do corrente, um
escravo crioulo de nome Leandro, alto,
ebeio do corpo. pe's e maos grandes, na-
riz chato, cor fula, olhos um lano vesgos,
levou camisa de baeta : roga-se aos capi-
tSesde campoou<|ualqiicr pessoa do po-
vo queo pprehendade dirigir-se ao mi t-
mo engenho, ou a ra Dircita n. 3/ que
sera' generosamente gratificado.
Precisa-se alugar um andar para i s-
criptorio as seguintes ritas: Collegio,
Cabuga", Crespo, Rosario larga, (jucima-
do ei ua Nova : a tratar no aterro da Boa
Visla n. 45.
O padre Leonardo Aniones Mein Mordiques
mudou o seu cscriplorio de advogacia para a ra lar-
ga do posario n. 12. prmeiro andar, por cima da
bolicado Sr. Joaquim de Almeida Pinlo,
Francisco Lucas Ferreira, com ce
cheira de cirros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encarregatse dequa'
fuucral, sendo jiadres, msica, cera, a
macona igieja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cardara, e ah en-
contraro tudo com aceioj segundo dis-
poe o regularaento do cemiterio.
M C0NLLT01
DO DR. CASABOVA,
111 A HAS CRl'ZESN. 28,
vendem-se carleiras de homcopathia de lo-
1 dos ns tamaitos, por procos muito em conta.
Elementos de homeopathia, vols. CSOOO w
jjj Tinturas a cscolher, cada.v idro. istmo {8
g Tubos avulso a cscolliera 500 c :K) g
I Consullas gratis para os pobres.
":.:.: ... .." ";.?.
IECHAHISIO PARA ES5E-
HEO.
NA FNDigAO DE FERRO DO EIGE-
1EIRO DAVID W. BQWNIAJi. NA
RA 1)0 Mil'.*.;, PASSANDO O CHA-
FAR 17.,
ha seapre nm grande sorlimcnlo dos sesuinlcs ob-
jeclos de nierbanismns proprioa para engebos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mai* inodcraa
conslrucco ; laixa* do ferro fundido e balido, de
upe: mr ipialidade, e de todos os tamanhos ; rodas
dentada* pira agua ou animacs, de lodas as propor-
e boceas de fornidha c recistros de boei-
ro, agmies.bronzes parafusos e cavilhOcs, moinho
de mandioca, ele. ele.
Vv MESMA FL-NDICAO
se cxeculam todas as encommendas enm a soperiori
dade j conhecida, e com a devida presteza o commo
didade cm prejo.
MUTILADO


O procurador nesla cidade da Santa Casa da
Misericordia de Luanda, cm Angola, Convida aosso-
nhores foreiros que eslio a devermais de.'i anuos,
lelos foros vencidos dos nenos que perteneca a
mesma Santa casa, para viren] salisfa/.er no prazo de
15 da, iiii seu escriplorio, casa '' 'lama do Tra-
piche Novo, a imporbiuria eni divida ; abas lera do
usar para com os senliorcs foreiius dos meios conce-
didos polas leu. Joaquim IJvpti'ta Moreira,
. Precisa-te do una ama para o serviro de ama
casa de pouca familia, que entenda alguma couM de
cozinha : na ra Tendo o socio renle da casa deScliaplicitlin
iV CompanhU de fazer urna viagem, deiia durante a
sna ausencia como procuradores bstanles da mesma
- Srs. I.eonanlo Kulm o Carlos chufle.
1 ) abaizoassignado, eterivgo da irmandade do
Senhoc Bom Jesos das Dores, em S. Cunalo, por de-
lerminacn da mesa regedora, convida a lodos os ir-
maos sistorio respectivo, para, reunidos em mera eeral,
no domingo, 2o Iratsrem da cunslruecao das calacumhas no cemile-
rio publico. CoDSislorio em mesa 10 de fevereiro
de 1855.Candido de Sou:a Miranda Coulo.
FUMO EM FOLHA.
Na ra do Amorim n. 39, armazem de Manoel
dos Sanios Pinto, ha muilo superior fumo em folha,
para fazer charutos.
Precisa-scdc um preto, crionlo, do 12 a 15 ali-
os da irtade, pouc.o mais on menos, forro, e que se-
ja inuito bonito, oqual he para ir para a Franca ser
pageni de urna familia cslrangeira : para tratar na
ra do Cellcgio n. 4. com J. Falque.
N travesea das Cruzes n. lo, precisa-se de um
ceixeiro que (eolia pratica de taberna.
Precisa-so do ama ama para casa de pouca fa-
milia : na ruado Hospicio n. II.
Precisa-sede lima ama para casa de pouca fa-
milia, para ser oceupada em alguma costura e en-
gommado : a Iralar no primeiro armazem do becco
do lionc.il \ i.-.
Precisa-se de urna ama de leite : n%
pateo do Hospital n. 20, por cima da co-
obeira.
Jos Maa Nogueira faz srionte ao respeitavel
publico, que d'ora em diantc se assignara com o no-
mo abaixo especificado.
Jos /mliii' Sogucira de Mello.
Jos Antonio Fernandos Fradique, por autori-
sao.io do juiz de orplnlos, embarca para o Rio de Ja-
neiro o escravo, crioulo, Saturnino, pcrlenceule ao
casal do linado Joo Alvcsdc Son/.,.
No dia 1S do correnle me7. de fevereiro he a
arremalaciio do resto dos eseravos de l.uiz Pires Fer-
reira, na porta do'Sr. Ilr. juiz municipal da segunda
vara, a tarde, por execurio de Antonio Pires Fer-
reira e oulros.
CARLOS CLAUDIO TRESSE, FABRI-
CANTE DE URtiA'OS I' KF.ALEJOS,
RA DAS FLORESN, 19,
avisa ao respeitavel publico, que roncera oreaos e
realejos, poe marchas modernas desle paiz, roucerla
pianos, saraphiuas. caixasdc msica,acordos o qual-
quer instrumento de msica ; lambem faz obras no-
Vas, e fabrica caixa paras joias de qualquer natureza.
Joaquim Mihlao Alves Lima,
morador na travesa da ra das Florean..3, abre
ledras em pedra para jazigos, com (oda perfeirao, c
mais baralo que em outra qualquer parto : quem de
seu presumo se quizer utilisar, dirija-se ;i casa de
sua residencia a qualquer hora do dia.
Quem precisar de urna escrava para ama de
casa, a qual sabe enzinbar o diario e lie muito del :
dirija-se ra do Qucimado loja n, 14.
Precisa-se de um criado, e que de fiador i sua
conduela : na ra do Hospicio n. 7.
Loteras da provincia.
Arham-sea venda os bilheles da 1. parle da 1."
lotera a beneficio da igreja de S. Bom Jesos dos
Marlyrins desta cidade, nicamente na Ihesoiiraria
das loteras : roa do Coliegio n. 15. o a rodas an-
dar imprclcrivolmenle no dia 24 do correnle mez.
Francisco Antonio de Oliceira.
No hotel da Europa lem bous peliscos a loda
hora, por prefo muilo barato.
DIARIO DE PERHA K3BUC0, SEXTA FEIRA 16 E FEVEREIRO OE 1855.
VELLDILHO.
Superiores velludilhos, escarate lino, romo, cor
de rosa c prclo a 720 rs., azul, verde claro, escuro e
amarcllo, a (lo rs.: na ra do Queimado n. 21.
No hotel da Europa precisa-se de um criado
bramo.
O Sr. Joo Antonio de Miranda,
3 tierra ter a bondade de apparecer na ra
o Collegio n. 15, agencia de leilucs, a ne-
gocio de se ireresse.
SAU DE DASSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeitavel publico
que a sua sala de ensino na ra das Trinclleiras n.
acha aborta todas as scaundas, quartas e sextas
desde as sele horas da noite ale as nove: quem do
seu preslinio se quizer utilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhaa ale as '.). O mesmo se
fferece a dar lices particulares as horas convenci-
nadas.
No hotel da Europa (em salas c quailos para
aluguai, cora comida ou sem ella.
j: mi dentista,
$ contina a residir na ra Nova u. 19, priraci-
ro andar. g
Novos livros de horoeopalliia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes............ 205000
Teste, irolestias dos meninos.....6SO0O
Herma, homeopathia domestica.....7?O0
Jahr, pharmaenpea homeopalbica. 600
Jahr, novo manual, 4 voluntes .... 163000
Jahr, molestias nervosas.......(3000
Jahr, molestias da pclle.......85000
Itapod, historia da homeopalhia, 2 vulumcs ljOOO
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalbica. .
De iayolle, doutrina medica bomcopatliica
Clnica de Slaoneli .......
Casling, verdade da homeopalliis. .
Diccionario de Nv sien.......
Atllas completo da atiatomia com bellas es-
tampas coloridas, contendo a deseripejio
de todas as parles do corpo human .
vedem-sc todos esles livros no consultorio hoincopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua_ de Collegio n. 5,
pnmeiro audar.
10SO0O
SpOOO
70000
69000
43000
ojooo
305000
.#c:
DENTISTA FBANCEZ. $$
0 Paulo Gaignpux, estabelecido na ra larga 0
O d Rosario n. 36, segundo andar, colloca den-
tf) les com gengivas artificiaos, c dentadura com- fg
09 pleta, ou parte della, com a presso do ar. Q
Tambera lera para vender agua denlirricedo *$
(a) Dr. Fierre, c p para denles. Kna larga do fig
ja) Itosario n. 36 segundo andar. as
a@g^@@
MBLICAIJAO DO INSTITUTO H0JIF.0PA-
JHICO DO BILVSIL.
THESOURO IIOMCOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mehodo conciso, claro e seguro de curar Aouico-
pathicamenle ludas at molestias que affligcm a es-
pecie humana, c particularmente aquellas que rei-
nani no Brasil, redigido segundo os melilotos tra-
tadas de homeopalliia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario I.udgeru Piuliu. lista obra lie boje
reconhecida como a melhor de todas que Iralam na
applieaoflo boracopalliica no curalivo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pa-
so seguro sem possui-la o consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jaules, capites de navios, sertauejos etc. etc., deveni
te-la ni.ei para occorrer promptamente a qualquer
caso de uioleslia.
lous volumes era brochwra por 103000
onendernados 113000
vendo-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
O Sr. Joo Nepomuceno Ferreira
(k Mello, que inora para o Saijfadinlio*
uueira anndar receber urna cncommen-
da na livraria o. (i e 8 da prar;i da Inde-
pendencia.
AULA DE LATiM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
i[ue 111111I011 a sua aula para a ra do Ran-
gel 11. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico prero como lie publico: quem se
iin/.or ulilisnr deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das utei
A directora do eollegio da Conroicao, na Cruz
de Almas, no sitio da I'iclado. participa' as pe-.o...
que liverem de iuformar-gse ou Iralar de qualquer
arranjo respectiva .tienta iquetlc eollegio, que all se
podem dirigir, ou nesla cidade ao Sr. Kicardo de
t redas Kibeiro cora loja de livros na esquina da ra
do Collegio, que pretltr os eidareciraenlos precisos,
CONSULTORIO DOS POBRES
25 SUA DO GOXiLBOIO 1 AMBA& 25.
O l)r. P. A. Lobo Moscnzo di ronsullas homeopathiras lodos os dias aos iiobrcs, desdo 0 horas da
manhaa ate o meio da, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noite
(Ulerere-se Rualm4nte para pralicar qualquer operacaa do cirureia. e acudir'prompla.nenle a qual-
quer mull.er que esleja mal de parlo, c cujas circunstancias uto panniltara pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DR.
25
A. LOBO MOZO.
O vade-mecum do hom
RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual complelo de ihoddicina homeopalhica do Dr. (
luguez polo Dr. Mtsrozo, qualro volumes encadernad a em dous c acompanl
um diccionario dos termos do medicina, cirureia. anatoinia ele. ele.
Esta obra, a mais in portante de todas as que Iralam do
que conten abase fundamental d'esta doutrinal PAT
MENTOS .NO OKGAMiMOEM ESTADO DESAUDE
. oiihecinienlos que nao podem dispensar as iics-
soas que so querem dedi :ar i pralica da verdadeira medicina, ioteressa a lodos os medie,
experimentara doutrin.- de llahncniann. o por si mesmos
fazendeiros e senhores di encenho que eslflo lonce dos reci
que urna ou outra vezliao podem deixar de acudir a qual joer iucominodo sen ou de seos tripa
a lodos os pas de familia que por circunstancias, que oim sempre podem
dos a prestar in rnntiii 'lili os primcirus sorcorros em su
II. Jahr, traduzido em por
mu lu i- pratica da homeopalhia, por ser rt nnied
lOtlENESIA Ol EFFE1TOS DOS MEDICA-
qiie qui/i rein
se convcncereni da verdade d'ella: a todos os
nos dos mdicos: a lodosos capites de navio.
topalha ou traduccao da mediria
medicamentos.
obra tambera til i pessoas que se dedicam ao estu
me grande, acompalibado do diccionario dos (erraos
O diccionario dos lermoj de medicina, ciruraia, anatoma
Sem venladeiros c lem preparados mcdirantentas ni
homeopalhia, o o proprifelario riesic cslalielcrimcnto se lii
ninsuem duvida boje dk crande superioridade dos seus
Rol iras a \-> tubos prajndes.........
Boticas de -'i medicamentos era globales, a 109, 129 c'lbjOOO rs
Hilas Itti di(o:
Ditas 18
Ditas 60
Ditas l
Tubos avulsus
Frascos de meia onca de tinctura.
Ditos de verdadeira jtinrlura a rnica.......
Na mesma casa ha sempre n venda grande numero de
vidros para medicamentos, e aprompla-se" qualquer cuco
de c por procos rauiio commodos.
lo da homeopalhia, um volu-
dc medicina...... 1()>Ol)0
etc., etc., cncardenado. .
o so pode dar um passe seguro na pratica da
ongeia de le-lo o mais bem monlado possivol c
dilosi
dito,
ditoi
a
i
a
sor prevenidas, sao obriga-
aoferroidadea.
domestica do Dr. Herinc,
S-^KX)
om
......... 209000
......... -iflOOO
......... 3OQ000
......... 609000
......... 19000
......... "J0
, ........ 9000
tubos de rryslal de diversos lamanhos,
menda de inediramenloscom loda a brevida-
CEMENTO ROMANO.
Vende-so superior cemenlo em barricas e a reta-
Iho, no armazem da ra da Cadeia de Santo Anto-
nio de malcriacs por preco mais 001 conla.
Vonde-sc orna prota de idade (wr iTecocommo-
do: a tratar no pateo do Terco 11. ,'i.
PARA LIQU1DACA0.
Na ra Nova, lujan- i>. endem-#e chapeos de
nias.a lianceza, pelo irtniinnlo proco de 59000 rs.,
ditos de mn dito de ppela* a KO r>., ditos do Chia a I
dito, de palha da Italia a ] Mi, ditos de feltro a
19800, bonetes de nlcjadu a ."i00 rs. Na mesma loja
vende-so um pequcaobalcm com armaejlo e fileiros,
proprio para um pcqii'uo eslalielecimenlo : quem
pretender appareca, que era rinanto ao proco nao
Otilar de fazer negocio.
Vende-se una nulala de .lO anuos com 1 fillins,
sendo : michos, o a iilwui.i Icmea rom S mCZCS de
idade, ec>mais YdliodeNo anuos: a fallar no en-
genho llodizio.
Vcudcm-sc apparclhos da porcelana douradoa
para j.intar, par proco commodo : em rasa deTassO
limaos.
\rnde-se a taberna da roa da Guian. ~i~ :
quera a pretender, dirija--o a mesma.
A
5
liO.M E COMMODO.
Vendetr.-se cortes de vestidos
Setim pido la
i
f$
O solicilader uojs auditorios desfa' cidade
abaixo aaaianado, cootinaa a ejercer as ,
funecoos desse a rgo, para o que pode ser IS

(Obacharel Jos'Mara i\,\ Trindade,
tem tiberio o sen esa tptorio de advocado
no njesmo sobrado da ra da Roda n. 9,
tiaballiott o auno passado.
a procurado noese Iptorio do [Um. ir. Dr. ej onde!
^-^ Jetcqoim Jos da F>Deeca, o mesmo compro- ^-*
CHAROPE
mclte-se a solicitar causas do partido an-
^ noal, com lodo zoo eaclividaile, mediante 3t^
^ um pequeo Injnorario, assint como as ^ !
^, causas particulares nSo poe proco as 2
^ parles. Camilla Matulo Fencira da Siha.Ot
OBRAS DE LABYRINTHO.
(tllercccm-se lindo:
perior cambraia do li
I lencos de labvrintho cm su-
bo, ricas loalhas para roslo, e
circuladas, e uulias m tilas obras, ludo por baratirai-
simo proco, para liqi
Cruz do liedle n. 34)
idacSo de cuntas: na ruada
iriinciro andar.
v, ~ H -^ o u =
O caulelisui Antonio Jos Rodrigue*
de Sonza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que teda resolvido vender daqui
por diante as Mas cautelas e bilhctes aos
preeos abaixo declarados, obrigando-se a
pagar por 11 tetro sem o descont dos 8
por cento da lei, os premios grandes que
seus billietes e cautelas obtiverem:
Kcccbe por inleiro.
Billietesinteirps.
Meios billtetcs.
Quartos.
Oitavos.
Decimos.
Vigsimos.
5:000000
2:30.s000
I:250f000
625^000
oOOiOOO
250.V000
5s500
2s800
1.S0
720
000
Tt-20
E por isso meaba de expor c venda as
lojas do costume, os seus biibctcs c caute-
las da primilla parte da primeira loteria
a beneficio da irmandade do Sr. lJoni
Jes'is dos Majrtj ros, cujas rodas andarao
em 21 do presente me/..
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que llie
loi dirigida no Diario de Pernambuco
de ."> de Janeiro deste anuo, assignada pelo
Dr. Frminp ; o publico esta' anciosopor
ver este negocio decidido, e ctiso o Sr.
I.igueira nao sequeira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
sitas decapes, e reo confesso de sett de-
dicSo.O Curioso.
Alugam-se e vendom-se muilo boas bichas de
llambiir;:o, chesadsulliinaraonlc. e tarabem vai-sc
applicar para mais rommodidade dos pretendenles:
na roa estrella do Itosario loja de barbeiro u.- i'), c
lambem ha para vender-se muilo boas corlicas para
aliar iiavalhqs.
No hotel da Europa da-se para fura alraoco c
jantarmeiisajlmenlc, por preco commodo.
JMASSA ADAMANTINA.
lina do Etosaro 11. :>, secundo andar, Paulo (ai-
gnoax, dentista Franeex, chumba os denles cora a
mas.-a adamantina. Essa nova e maravilhosa cora-
posiciio lem a vanlagem do enolier sem pressSodolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adquerindo
cm poneos' instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e prometi restaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia ti. 34 a 50, ev.cellentes oleados
pintados com diversa largurj, de muilo
superior qualidade e ricos padrdes, ntiti-
to proprios para consolos, commodase
mesas de meio '!e sala, por muilo barato
preco.
Alusp-se itm sitio no lui,ir dos Afosados, na
ra de S. 'Mlgm I n. :;:i : a tratar nc ra da Gloria
n. 69, na Boa-Vista.
Casadeconsignacao de esclavos, 11a rita
dos Quarteis 11.
Compratn-se o recebem-sc eseravos do ambos os
sexos, par se venderom de commissan, tanto para a
provincia como para fra della, offerecen.lo-sc para
-so toda a seguranca precisa para os ditos eseravos.
RA NOVA N. 22.
f.. Dcloiiebe, lem a honra de annunciar
ao respeitavel publico, que acaba de ro-
1JL eher polo ultimo paquete o mais bello
soriimciiti derelogiosdeouro, prala e prafa dou-
rada. pal ileso horizontacs, .o- procos muilo vao-
ljosose a Maneados: lambem ciicarr'esa sede lodos
os coiicertlos perleocentes a sua arte por mais difli-
eultosos emesejam, com perfeicao c brvidade.
Aluia-se o armazem n. :)(> da ra estreila do
Ro andar.
LOTJplA DO RIO DE JANEIRO.
Acli.t-se a venda um resto de bilbetei
da lotera 7- da Gloria, as libias vetn pelo
vapor (iiianabara a 17 e 18 do corren te :
os premios serao jiagos a vista e sem dis-
conto algum, logo que se iizer a disUibui-
cTio darlistas.
DO
BOSQUE
O nice deposito]con(na a ser na boliea ie Bar-
liolo leu FranciscoVc Sonta, na ra larga do Rosa-
garrafas grandes 59500 e pequeas 39000.
iianri PARA PIBLICO;
l'ata cura de phlisica rm lodos os seus diflerenlcs
RroJ, quer motivada por conslipacocs, lossc, asth-
ma, lileuriz, escarros de sancue. dr de costados e
peilif, palpilarap no coraco, coqueluche, broncliile!
a garganta, c todas as molestias dos orgos pul-
rio nJ:i(i; gj
ddr
moiiares.
Quem livor urna rasa Icrrca com :! quarlos c
[ira de -21 palmos, mais ou menos, desojando per-
a-la por oulra de menor largara e de 2 quarlos,
tilda na ra da Concordia, para receber por in-
dei inisacao da diflerenca, dinheiro "11 algum obiecto
que lambem rende ; dirija-se a ra das Flores n.
i, a fallar com Justino Mari) r Corrida de Mello.
HOSPITAL REGIMENTAD
recisa-sc alagar urna casa para enfermara mi-
na Solcdado csuas iinmcdiaces : a Iralar 11
roda Roa-Vista n. i->. primeiro andar, rom o
1
lar,
aloi
aba xo assisnado.Dr. Prxedes Comes dvtvuzu
Pitmga, 1. cirurgiao cncarregado.
- Adverle-se ao Sr. Vicente l'crrcira da Assam-
pcilo, morador no Bonilo, lile lem exigido pof"divcrsas carias dirigida* da roa
do .inclinado 11. -<\, ser para si nina deshonra, pois
une he justo qao pague oque deve em urna loja lia
mas de um inao.Josi Pereira Cesar.
-- Precisa-so de urna ama de meia idado, que te-
lilla boa conducta, sniba cozmhar e eogommar, para
casa de pouca familia: no largo de S. Pedro n. -5
adiar com quem Iralar, das l' luas as i da larde.
-- O abaixo assignado avisa a todas as pessoas que
Ion, peiihorrs ein sua mao, que os venham tirar no
prazo de 30 dias. do contrario scrilo vendidos para
?u pagamento. Rcrife li! de reverciro do 1835;
Manoel Ferreira da Mica Maia.
tt
ae setim preto lavrado de supe- ,V
iorrpialidadee bom gosto, pelo ,*
baratissirno precn de 5.S000 rs. **?
ocorie., sarja.prela muilo boa a vV
(^ -2.SO0 rs. ocovado., selins pt-dos !)
para eo
cor de
etes, pannos pido e de
diversas qitalidades e por
preeos que muilo hio de agradar
aos compradores : na ra do
Queimado loja do sobrado ama-
relio 11. 29. de .lose Moreira
opas.
COMPRAS.
a
&
Comprare enectivamenle brome, labio o r0
velho : 110 deposito da fundieao d'Aurora, na
do li-um, logo na entrada n. M, c na mesma
dirao cm S. Amaro.
- Ko beceo do Gonrahes, primoiro armazem da
nlia, compra-se um preto que soja moco e do boa
far
conduela.
Precisa-se comprar urna carrera que esleja cm
lado : quem a livor e quizer vender, dirjase
' 11. 6:S, que se dir o compra-
.1 1 ua
dor.
do Kangel
-t- Compra-se urna canoa anecia, cm bom estado.
qurjcarrcgiic de NO a 1,000 lijlos de alvenaria ;
no pateo do Carmo n. 17.
Compram-se eseravos de ambos os sesos, e re-
erbem-se de cummisso, leudo para i-so urna esa
con loda seguranca : na ra do I.ivrameto n. 4.
Na fabrica de oleo, ra dos Guararapcs,
con pram-se e alugam-se prclos ; nao precisa que
leu mm habilidades, basla que sejam robustos ; sen-
do pons nao se repara o preco,
VENDAS
ALMANAk -PARA
ftlllit
99.
ram a luz as folhinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agricola e industrial desta provin-
cif, corrigido e accrescentado, contendo
40)paginas: vende-se a 50 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 da praca da Indepen-
de ici a.
POLHIHHAS PAFi 1855.
IAcIiain-se a venda as bem COnhccidas
lolliinlias impressas nesta typographia,
dejalgibeira a ~{), de porta a lo, eeo
cksiasticas a480rs-, vendem-sc tnica-
mente na livraria 11. Iic8 da prara da
Id dependencia.
HISCADOS VABSOVIANOS
A .S'OO rs. o corle.
,'rndcm-se senlos Varsovianos de qaadrjj fa-
zei da nova o muilo lina, imitando a seda rsc.oza
vil dos pelo ultimo navio de l!anibui-o, com 13 '.
covados rada corlo, pelo barato preco de igOOO : na
lojt i'. 17 da ra do Queimado, ao p da botica
PARA 0 BADAMiSBO DO
BOM GOSTO.
A S.sOOO rs. o corte!!!
cndeiu-se na rita do (Jueiiuado, loja 11. 17, aope
botica, os modernos cotes sle vestidos de larlala-
le soda com quadros ile cores, de lindos r DOVOa
dcsrnlios com 8 varas e meia, pelo barato preco de
DRLEANS DE OSTRA DE SEDA.
<00 rs. o covado.
Vendem-sc na ra do Queimado, loja 11. 17, de
aria i\ l.opcs, para liquidaiio do conlas.
MELPOMENE DE I.A.V DE QUADE05,
GOSTO ESGOC!:/.
A 400 rs. o covado.
> ii lc-so paraulIimarSo de conlas: na loja de
Faria iV, Lopes, rya do(Jueimado n. 17.
Vende-se um mualo de bonita ligara,
Vndense firnbadc mandioca mui-
to superior a .".SOO rs. a sacra, 110 ar-
ma/.cir de LutZ Antonio Anucs Jacbme, e
110 dejse'Joaquim Pereira de Mello 110
caes da alXandega, e cm porcaono crin-
torio de Aranaga&Brvaa, na na do Tra-
piche Novo 11. (i segundo andar.
Vende-se bacalha'o de escama de
muito superior qualidade, ao preco de
lo.S00 rs. por barrica : no caes da al-
tandega armazem de Paula Lopes.
Vende-se o verdadeiro rap Paulo Gordelro,
em '. libra, receiilcmente chegade do Rio de Ja-
neiro : na loja de frraseos, na ra do Queimado n.
13, de Joo Jos de Carvalhu .lloraos Jnior.
Vendem-seas seguinles obras: Tie-
pertoiioGecal das leis brasileiras pelo Dr.
I'urlado, e as obras completas de I'o-
ihiers, a primeira por 2G000 rs. e a se-
gunda 2OJ0O9 : nesla I ypograpliia se di-
r' quem vende.
'$ Atoalnados, Ibalhas ( guarda- (S)
^) danos de linhoe algod.'o, ven-'S
(k-, ''"'S!' lnu'u' bfato: 11a ra do V
'*& (jueimado loja do sobrado ama- V^'
relio ,,. 29, d Jos Morara $
B Lopes. g
l'AHA BAILE Di: MASCAUAS
Vende-se um rico vestuario pata os pr-
ximos bailes de mascaras, e por prero
commodo: na ra do Otteimado loja 11.
17, aope da bolca.
ROVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vondem-se na loja de Faria & Lopes, ra do
yuennado n. 17, as modernas alpacas de seda, da un-
voi e lindos desenlio*, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vende-se su perior chocolate fiancez
do melhor que tem apparecido 110 mei-
r-ado, <_ por preco muito commodo: na
ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
Ycndem-se relogios de ouro, pajente
mglez, dilosde pratahorizontal, ditos di-
tos Conrados e ibleados, todos do" melhor
gosto possivel e por jueco baralissirao :
na ruada Cruz n. O, primeiro andar.
Vendc-sc rap Gasse grosso, choaa.lo prxima-
mente, em libras c meias .lilas : na praca da Inde-
pendencia, loja 11. 3.
Vcndc-seaarmacaodalnja do Paselo n. 1:1,
bem afreguezada, propria para quem principia : na
mesma loja achara cora quem Iralar.
A ende-e nm rico vestusrio iodo do vcrbulina ;
a vista Ui. fe : na ra Direila n. i'J.
Vende-se a rasa terrea da ra das Trinohciras
n. 1 : a pessoa que pretender comprar, dirija-se i
mesma casa, que achara com quem Iralar.
FABINHA DE ..IA.NDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa larinlia de mandioca, e pieco com-
modo : tiala-sc com Antonio d'Almeida
Gomes iv C, na rita do Trapiche, n. 10,
ANDA se contiha
VEtDEB FAZENDAS BARATAS.
Na rna dos Oiiarleis, na segunda loja de miudo-
ias ii. j-2, que fui dos .Srs. Victorino & Uoreira,
veudeni^ie as segaintesmiudezascora os procos men-
cionados, para te acabar com o estabclecioaeoto!
pnrlanlo convida-te as bpeeleiras, mscales o mes-
mo-a quahjuer pessoa que gosla du bom o barato,
para que appareramantes que se acabe o reslo.pois
qneosproros sao os mais agradaveil que lio possivel
para os cinpradori^.e estas occasiocs tAorarns appa-
recer. Vcjam, veja ni O que be pccliincha, o qoem
liver invoja laca o mesura.Bicos eslreilos a (imi r-.
a peca, tesouras limpiulias para costura a I9 a du-
na, liobas brancas de novela de ns. "iiie 60a laiGO
a libra ; linhas de ludas as cores a .VIO rs. a libra ;
meias para senhoras a 2S0 o par, ditas para ho-
rnera a IGI) o 201) o par ; brincos douradoa a ICO rs.
apar, ditos de pedias a lO rs. a dozia de pares,
ditos ditos om caixinjias de IJ pares a 320 rs. >a-
palii'bos do 13a para crianza a IDO is. o par-
rosetas d-varadas c de podras a 100 rs. o par ; es;
nelhos de gjvTJ\a,l-JOrs. cada om ; pontos de av-o
para mai rata a id rs. a Ou/.la, ditos de alisar a '.IO
rs. a dozia ; cohetes era cajzinbaa -raudos o bom
cneias'a 70 rs. cada caixinlia; agulbeiros de pao a
80 rs. a du/ia, ditos iiiuiln linos c com sorlimenlo
de agulltas a OO rs. cada um; caizinbas comagu-
Ihaa franccias a QO 1-. suspensorios a SO rs. o par ;
carnudas rom : dalias de aunis douradoa a
300rs. anuas dediumbo o tamba aJOrs.ada-
ta; eaisaa com linnas de marcar a lio rs. ; cor-
das para viola a 140rs.a du/ia; bordos a SO rs. a
duna ; apiloa de chambo a lii rs. a duzia;allinetcs
para Itomem a 20 r: dito* pretos a so rs. a duzia ;
lapis a ItiOrs. a duzia, ditos minio linos e euverni-
sadosa IJii rs. a du/ia ; litas de linbo brancas a ll
rs. a peca fazenda nimio boa ; gargautilbas pretas
para lulo a 80 rs. pulcoiras piel*, a 80 rs. o par ;
inarinilir.os a lOrs, a duzia; bolees linos para
abertura a 1-0 rs. a duzia ; rosarios a I'O rs. a du-
zia ; tranciiiia do loa a :o rs. a [iec.i ; tilas lavradas
a 00 rs. a vara ditas de seda li,as a 100, 00 0 00
rs. a peca, ditas larsas a 100 rs. avara; espigui-
Ina a 20 rs. a vara ; clao estreila a O rs. a vara ;
palitos de fogo a O rs. a duzia de caixiulias, iiitos
J I em peales a 10 i>. a duzia de nucinos; micanga*
. pretas c de cores a 50 e a 100 rs. o luacinho ; miUo
La 40 rs. o cariinho ; dedaes para senbora a 100 rs.
k I a duzia ; boles de seda prela a SO reis a duzia ;
alioluaduias douradas e brancas para colele a
ca
dira
EAHLNIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior arinlia de mandio-
, em saecasque tem um alqueire, te-
la vellia, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 iefronte da escadi-
nlia, e no armazem dexronte da porta la
aliandcga, ou a Iratar no cscriplorio de
Novaes i; C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
POTASSA BRASILEIRA.
^t Vende-se superiov potaisa, ii-
(^ bricada no fcio de'Janeiro, che-
pida tecenlemenle. recommen-
i
0
A gaaa
-' i-se aos senliorcs de enjienltos os
m

Fio de algodao.
No escriptorio de orniugo, Alves Matheu., ,
ra da (.rui: do Kecife n. A, ten, para vcader lio 0e
JgodSo da fabrica da Babia, proprio para pavios de
velas e redes para pescar, por proco commodo.
Vende-se um rico vestuario para mas -
caiido por muito barato preco : na itia
Aova loja 11. 1
Em casa de Timiu Monsea & \'
s. piara do Corpo Santo n. 13, |,
vender :
m so. timeirto completo de livros em
manco de superior qualidade.
\ tnlio de champagne.
Absintbeecherry cordial demperioi ffna-
na>
a para
cus Dons elidios ja expettmen-w T .....
ados: na ra da Cru/.n. 20 ar- <# C0,t's ** d',rerenle qualidade.
nazem de L. Lccontc Feron 4 O W1* P"* aaro-
...........i,;.. a, a1 branca.
piano de superior rpialidadc
serjundo andar.
Vende-se banlin de porro derrelida : na ra
do Kangel n. 35, a 100 rs. a libra.
Vcndc-*e um silio naCapnnga Nova, com nina
hnnila o graaVe casa com i quarlos, J salas, cozinha
lora, grande copiar, muilo fresca, acabada ja neslc
auno do 55 : quera o pretender, dirija-se i ra es-
treila do Rosario, loja de barbeiro 11. 19. ou un Cho-
ra Menino, no sitio que foi do Jacintho dos oculos,
ou sitio da Capeila que esta 0111 abarlo.
ATTEN/AO'.
vndese ou atusa-so um vestuario complefoa se-
baslianisla, [,roprio para os bailes do mascaras : na
ra do (jacimadon. -.
\cndc-se um escravo de Angola, proprio para
servn.o ile campo, montculo para o de ciigenbo. du
que lem batlMite oso : na 1,11 do Aragao, beceo de
Joao Franeiseo, casa n. 19. > mesma casi vnde-
se 11:0,1 escrava, crioula, boa rende..... COSturcira,
lava de sukao e brrela, c cozinha o diario do urna
casa.
\ endem-sc os cdigos elimnale do proresso,
e a Cnr.slitiiiao, notadospcln Di. Ilraz I lorenlmo
lleiiriques do Souza, a eueadernadoa eo um su va-
lame ou avitlsos, o lambem as observarnos ao cdigo
|ienal, pelo Ilr. Manoel Mondes da Cunlia Azevcdo :
na ra do Collegio n. 8.
POR SDELAS \ ELI I AS.
A 5$000 e ':.sO()0 o par, quem deixara'
ile coui]irar '.'
Sapaloes de losire (raneezes para hemem, ditos de
bezerro de Nanlespara bomem e menino, assim ro-
mo um completo sortimento de calcados de toda, as
qualidade.. lano pura hornera como para SOobora,
meninos e meninas, ludo por prero muilo commodo,
a troco do scdnhs voliiuj-j.no aterro da JJoa-Visla,
dclro;ile da boncea n. 14.
Para voltarctc. *
Xa rna do Queimado 11. 25, vcudem-se livns para
voltarete, do superior qnalida le, por commodo pro-
co, c suspensorios a >0 rs. o par, ludu para acaba:.
Vende-scum rico vestucrio paraos
bailes de mascaras: na praca da Inde-
pendencia iis. I V e 10.
Veiidiin-se cadenas e naarquezas demadeira de
oleo ludo novo, assim como oulras nimias obras que
so vendan por menos proco do que em outra qual.
Antonio n. 20.
Vende-se cognac era caixas de du-
zia: no armazem de Urunn Pi'aegci'd
C, ruada Cruz n. I".
-"'Os.; macos de aljofares a ICOrs. ; cartas de
allinelcsa 100 rs. ; macos de conlas douradas com
100 lios a I? : caisas para rap a llin rs. cada una ;
filas do relio/ aj-,li-. a peca ; coalas piolas deeo-
Hfuiuhoa 120 rs. o masso j boloesbraucos para pa-
litos a 80 rs. a duzia : garlos de ferro eslanjiados a
1" rs. cada om ; ponnasrle ac muilo bas a (iiii rs,
grasa : torcida- para candieiro a to e so rs. a du-
zia ; follias de sombras deludas as cores proprias
para mascaradas a 40 rs. ; boles para camisa a 200
rs. a grosa; agulha para coser saceos ou chapos a
100 rs. o papel com S> asnillas ; escovinhas para
denles a 100 rs.; boles de rolroz para farda a
200rs. a grosa ; ditos do linha para caraira a si) rs
a grosa ; vidros com grasa a 20 is.; botoes pelos
de vidro .1 240 is. a du/ia ; cuntas lapidadas de
vidro a 160 rs. o maco com 12 lios ; canas do bu-
zo a 1$6UQ rs a duzia ; caiiinhas douradas para
.joias a id,so. |o) c a:H) rs.; caitlukas com )i.
quedos para menino a ,'ilKl rs. raixiulias com aroia
para escrever a lo rs. : aunis de chumbo e tamba
a sjrs. a duzia.Os cncarregadoa do acabar cun o
calabelecimenlo declarara, que alguns dos objeclos
queselinliam acabado, coraosejal meias,lesouras,
liles de linbo e uniros objeclos, revolvendo-so os
que liaviam no fondo da loa acharara-so por laso
contina a vender-se pelos uic?mos preeos auniin-
ciados, como ne-lo declaramos, assim coiiio lambem
declaramos, que as modilicacOes fcilas em proco- cm
alguns objeclos ja anriuneiados sao fcilas pela ra-
tzaodo haver ainda crande porcao, c querernos
acabar com o e-labclecimenlo.
, Z., S^v00" ?rrob',.em libaV)r.., cha preto a
rs. a libra, minio superior : na taberna nov#
da rna no (lorias n. v.
Vendes.-ora palaoqota* reboco ora muilo
bom estado : na 111,1 do Hospicio n. ",.
Kl A 1)0 CfcESPO N. 2:1.
\ ende-se chita fiaureza larga, cures escuras a 200
rs.. nscados ditos, cores lizas a 180 rs.. chita prora
coros seguras a 160, corles de casemira pela a *.J00,
ditos do rassa chita padrees modernos a -noli, ca-
misas -auecsas brancas e de coros muilo bom fcilas
-C-jOO, panno preto e de cor de caf a :i-O00, melpo-
menc do laa ^oslo escocez a 180, e ontras inuilas fa-
zendas por preeos baratos para [feizar coulas.
.^ ,0 (,(' ': portas, na ra do Queimado n.
10, 0%-is, peles procos declarados :
Setim pelo de Maco para vestido de se-
nbora, covado. .
Sarja prela de seda, covado
Heles de soda prela.
I.s de linbo prol.s bordados de seda .
Maulas prelas de linbo bordadas de seda
Iirosdeiiapole preto superior, covado .
I'aniio preto. covado. '. 25800, ;>-
(.peos franco/es .
e nutras militas fazendas p
23100
29OOO
(9600
IOsOOO
I29OQO
15800
,t200 o 39SO0
..... 69300
r prero muilo commodo.
liEPOSITO 1>E CA. DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kecife 11. 50 ha para vender
barris rom cal de Lisboa, leconlemenle chegada.
Vcnde-ee urna balanra romana com todos os
seus pertenece, cm bom uso e do 2,000 libias : quera '.m
a pretender, dirija-se i ra da Cruz, armazsm n.4.'
Taixas pare engenhos.
Na fundieao' de ferro de I). \V.
Bowmann, na ra do Brum, pastan-
do o cliafariz continua liaver um
comjilelo sortiinenlo de taixaif de ferio
fundido e balido de o a 8 padmo* de
bocea, aseptaes ar-liam-sc a venca, por
preco commodo e com prompito' :
embarcam-se ou carregam-sc em Jarro
sem drapeza ao comprador.
Tre.s
por preco commodo.
ludo
AVALHAS A CONTEMO E TESOUBAS
h* StiSteSft Kecire"- Pnmeifoan-
lar. esriiplorio de Ausnslo C. de Abrou ,oi,
.uam-se a vonder,, belMK) par (preco fixV, as h
'C,i" u 1 h-f,"lM. e al!ma,las navalbs de barba feit '
polo habil fabricante om foi premiado na eiosic,
de Londres, as qu.es alm de duraren, t% 'a
mente, nao se seniora no roslo na acc." co. ir
vondem-se com a condieao de, *, a arada II
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C., na rita de Scnzala Nova n. 42.
aellins inglezes.
Itelogios de ouro, patente inglez.
Cbicotes de carro e d,- montara.
Lm casarle J. Keller&C, na rna Candieiros c casticaes bronzeados
da Ciu/.n. .).), ha para vender > e\cel- j Cobre de forro.
em lencol, barra e muniro.
larello de Lisboa.
Lonas inglez.as.
l"io de sapaleiro
--Vende-se licores de Absyntl.c e Ku-
sli .lo verdadeiro, por muito barato'pir-
ro : na ra da Cruz *}, prirrtei.io an-
dar.
LVAS DE SED1A 1,400 0
PAB,
vondem-se na loja da roa do yueimado n. 4o4 invas
de da brama., cor de pall.a bordadas a WOO ,.
Criiuea.
entes pianos vindos ltimamente de llam-' Clmmbo
burgo.
Na rna do Vieario, n. 10. primeiro andar, v.n-
do-sc raido novo, ebegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
CEMENTO
\cnde-se saperibr cementa em barricas grandes
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
theatro. armazem de Joaquim Lupes de Almeida.
Agenciado Eawai tavr.
Na raade A polln. G, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, aclia-ee constantemente bous sorli-
menlos i\e laias de ferro coado o balido, lano ra-
sa como lumias, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra animaos, aoa, etc., ditas para armar em inadci-
ra de tollosos lamanhos e ttodelnsosmais niodcr-
nos, machina borisoulal para vapor com forra de
ca val los, cocos, passadeiras para casa de purgar, por menos proco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fa-
llas do llandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz, n. 11, vende-se o seguinte : pa-
nel piulado para fono de salas, com
mu lindos desenlio ; wermoutb emrJ|
xas ile 12 gnrrafas ; diversos licores def, ri'"-'"n poli ultimo vapor d
mu boa cpialidadc
Bordeau\ em
do melhor autoi
ja ; cognac verdadeiro ; absinlli, choco-
late muilo superior (Ualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conla, em relaeiio a' boa qualidade.
a Europa urna fazon-
, ...... --i'", o i.i.iu >.i una lazon-
.dado ; vtnho \erdadSrb| ,nl^rauienic nova, loda de seda c de costo es'
caixas de duzia ; .3 n^T rsTo"euv^?'^t {
; agua de flor de larart- ll,i'00 'ja n. 40. v
BARRIS I0NSTR0S COM
\ endcm-ie barris com bren, milito grandes, che-
gados acorada America : na ra do Amorim, arma-
zem de Paula & Santos.
Na taberna da ra lo Livramenlo n. 30, ven-
de-se o afamado fumo de Garanhuus, barato, sendo
em porcao.
Patente inglez.
Vende-so um cabriolet doscoberio. de palenle, cm
perfeilo estado de seguranca, e com os arrcios: na
ruado trapiche 11. 10, segundo andar.
CAL DE LISBOA A 4S00O RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, clieaadn no
ultimo navio a 49000por rada urna : na ra do Tra-
piche 11. l(i, segundo andar.
No palco 1I0 Carmn, quina da ra de Hurlas
n. 2. coiilinna-sc a vender porania muilo Iva a 80
rs., lannlia do alaranliao a 110, cevada nova a IfiO,
cale a WO, em arroba 59000, cha a IJGOO, 2;(KKI e
2|j60, bom, dito prclo o melhor possivel, em embru-
llios de meia libra, a 30080, lourinho do Lisboa a
360, amexaa novas a 300 rs., bolacliiohas de Lisboa
aiOOrs., dilasde aramia a 'i(KI rs., ditas inglolas a
280, anleiga 70, 800e Ijoiid, boa, milho a 1(10
a cuia, vinbo moscatel a litio rs. a garraTa, papel gre-
ve.perlina c de ealras qualidades mais bailas e mais
baratos. .I1I0 azul para cbapeleiro. sardinbas do an-
les a Od e 800 rs., o oulros minios gneros que se
vendem l^djnto. porui a dinheiro, e tarabem csta-
mculia para lerceirol franciscanos.
Alpakas para palitos.
\ endem-se alpakas de todas as coros, lazomla nto-
doma. para potitos, pelo diminuto preco do -lm o
covado: na loja de lana Machado, ra "da Cadeia
doliccife 11. JO.
Cambraias de gosto.
Vendem-se cambraias do moJeriiissiino aosio. rho-
gadas iillimaineiile do Havre, por 180a vara, fazen-
da econmica por ser demasiado larga ; na loja de
faria .Machado, ra da Cadeia do Kecife n. :t0.
Rucados escocezes.
Vendcm-se riscados escocezes, fazenda do gosto, a
2M)o covado, o da-so amostra com penhor : na loja
laria Hachado, ra da Cadeia do Recite n. 30.
Cortes de riscados francezes.
\ endem-se corles de riscados francezes. linos, co-
res seguras, proprios para chambres,pelo mdico pro-
co do 19920 o cirio : na loja lie laria Madudo.rua
da Cadeia do liccife n. 0. **
, FAZENDAS BARATAS.
\cndoiii-e c.rt sdo cassa cora barra a .' patacas,
gama amarella franceza a 200 rs., riscados Iranrczes
larco a !i vinlens. cobertores de algodao dea cores
muiloeueorpados e srandos a 1|000, cassas fr anec-
zas linas de coros (has a 320 ocovado: na ra do
Oueiraadu 11. 21.
. le ida-
do 20 anuos, pouco mais ou menos, sem ilcios. do
queso alianc 1 ao comprador; e o motivo da venda Lquer parlo': na roa da Cadeia de Y.
se dir : na CaniLa do Calino n. tS.
'IIAITO BE HOLA.
Na roa Nova n. i, vendcm-se chapeos franceses,
formas muilo modernas, e superior qualidade, dlll
ilc fellro de todas as cores, lano para bomem como
para seiihura, sendo os para senhora ricamente cu-
fcilados, ditos de castor inglc, lo,uno, ,l muilo
acredilado fabricante A. i;. Pulchard, recenlemeiile
chegados, ditos do castor sera pollo [Thebol tanto
preto como branco, o ludo pur preco razoavel : na
ra Nova n. \\.
MOEXDAS SUPERIORES.
Na fundieao de C. Slarr & Companbia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de caimas todas de ferro, de mo
modeHo econstruccao muito superiores
ARADOS DE FERRO.
Na fundieao' de C. Starr. A C. cm
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos di; ferro de vyucv qualidade.
FRASCOS DK VIMO DE BOCCA LARG \
COM ROLDAS.
Novo sortimento do tamaito de 1 a
I & libras. .
I'eiidnn-sc na boClca da Bartholomru Fra,
de Souza, ra largada Rotaran, 36,por menor
irero que un outra qualquer parle.
Vende-se nina casa com sitio, no ln-
gar da Tone, a margem do no, ediGca,
da lia pouco ienipn, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, coclieira-
stribaria, etc., etc. : cpiem pretender
comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz. n. 10, que sendo possivel MI 'ara'
(|ual<|uer nerjocio.
Para acabar, vcnde-H a 900 rs. o covado daasa
econmica fazenda prela. rom palmos de largara,
propria para Iragea de clrigos, religiosos, vestidos e
mamullas para mullicrcs : na ra do Queimado
11.21. ,
ROLAO' fRANGEZ.
Aclia-sc de novo exposlo venda a deliciosa pila-
da deste roblo (anco/., que s se encontrar na ra
da t'.ruz. 11. 2G, primeiro audar, c na laja de Cardeal,
ra larga do itosario, por muilo oonmiodo preco.
foallias de superior panno de linbo alco-
\Oadas para roslo ,1 I.$120,
vondem-se mi run do Crespo loja n. (i, asegumla
'l'iem mil da 1 na das Cruzes.
CAL VIRGES.
a m.....va que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche o. 15, armazem de Bastos Ir-
Pt Rl > IKKlii-.M'ii N. 12. ts
. Vende-se nesla teja luperior damasco de 41
da decores, sendo branco, encamado, roso,
9 por prero razoavel. r,'
Na livraria da rna doCoegio n. S.
vende-se urnaescolhida coBecrSodas mais
bull;.lites pecas de msica para piano,
asquaes sao as melboresqAe se podem a-
cliar para fa/.cr um rico prsenle.
FABINHA DE MANDIOCA.
Saccascom superior farinhj de niajidioca : no
armzem dac Javo Iruuios.
Vende-se exrellcule labo.ido de pinho, recen-
lonionlo ehegado da America: na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender-so com o ailminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE* ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias ingresas e liollandezas, com gran-
de vanlagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Biebei; c5 Gompanhia^naornacra
Cruz. u. *.
Vende-se urna rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de lampo de
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na ra do
Collegion. taberna.
Devoto Christao.
Sabio aluza 2." edicilodo livrinho denominado-
Devoto Cbristao,mais correcto e acresecutado: v enre-
se nicamente na livraria 11. 0 e 8 da praca at In-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PLBLICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capucbiubos de N. S. da Pe-
rilla dcsla cidade, augmentado com a novena da Se-
nbora da Coaceitao, o da noticia histrica da mo-
dalha milagrosa, edeN. S. dn Bom Conselho : ven-
de-se nniramenle na livraria u. 6 e 8 da uraca da
independencia, a 1JO00.
Moinhos do vento
'ombombasderepuxopara rogar borlase baia,
dccapim.uafundicadcl). W. Bowman : na ra
do Brum ns. 6, 8 c 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender di versas m-
sicas para piano, violao e llauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinhas ludo modernissimo ,
ebegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos c modernos pianos, rccenlc-
mcnlc chegados, de excellenlcs vozos, c procos com-
modas cm casa do N. O. Bieber & Companhia, ra
da Cruz 11. 4.
Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: ro
armazem de N.* O. BieberdC,, ra da
Cruz 11. ?.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nesie eslabelcciraento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas d ierro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
BAREGE DE SEDA LISO A
, 800 RS. 0 COVADO,
na loja da ra do (Jueimado n. O.
CORTES DE ALPACA ESCOS-
SEZA A 3,800 RS,
na rna do Queimado leja n. 10.
RISCADOS ESCOSSEZES A
260 RS. 0 COVADO,
na ra (Jueimado loja o. 40.
CORTES DE BAREGE DE
SEDA DE OMBROS A
im RS,
na. loja da roa do Oueimado u. 4(1.
Vendem-se optiiriot.pianos hotizontaes e
verticaes.
Um grande sortimento de vidros para es-
pelhos de boa qualidade.
Lm sortimento de ricas obras de bri-
lliantes.
Tudo por preco mais commodo possi-
vel, em casa de Rabe Schmettau & C, uta
da Cadeia Yelba n. 37.
OLEO DE LINI AC
cm barris e bolijScs: no armazem de asso "
Champasne da superior marca Cmela: uo
zem de lasso Irmaos.
Irmao.
arma-
ESCRAVOS FGIDOS.
^o da > de novembro do anno.proiima pas-
sado, pelas b horas da uoile, fugiram da casa da ,.-,
lardado osario 11. 22, 2 eseravos. Juse, criuulii, e
Antonio de naco, com os si^naes segainles : W
cr.ouio, reprsenla 4o annos, cor bem prela, bai.o
magro, hartado e com suissas prelas ; levou 2 cal-
as, 1 de bnm pardo com lislras prcls cm queros
grandes, sondo estas lislras pintadas, e oulra calca
poreima.de panno gronso azul, j.vclha, 2 camisa,
unta porcuna da oulra, deatodao rosso, chanco
decouro, lem a.falla muito mansa? Antonio d
narflo reprsenla.* a 55 anuos, cor fula, cheiod,.
corpo levou calca de algodao de riscado a/ul. c c .-
misa igual, com unta coi rea na ciiera segurando
calca. Ksles eseravos lem sido vistos em Beberihe
r.zend-oroubosemalsuus silio, : roSa-.e a. aulon-
dade policiaes c capiiae do campo, apprebende-l
o leva-Ios a ra larga do Rosario n. 22^ue erao s"
nerosamente recompensados.
Vende-se um cabriole! com coborla c ni com-
petenlcs arreios para um cavallo, todo quasi novo ;
par ver, no aterro da lioa-Vista, armazem do Sr'.
aligcel Segeiro, o para Iratar uoltecife roa do Trapi-
che n. 1i, primeiro andar.
rrML$@S:S:SSS@@iH
Deposito de vinho de cham- w
9 paj;ne Chateau-Ay, primeira qua- Wi
>'$) I idade, de propriedade do conde kk
(0) de Marcuil, ruada Cruz do Re- B
^ cie n. 20: este vinho, o melhor S
( (le toclu Champagne, vende-se 4*
ta ..oOO rs. cada caix.i, acha-se f
nicamente cm casa de L.' Le-
comte Feron & Companhia. ,\. %&
9 B--^s caixas sao marcadas a lo- ($)
goCunde de Marcuile os ro-
^ lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Vclha, e<-
criptorio n. 12, vende-so muilo superior polassa da
Kotsia, americana c do Kio de Janeiro, a procos ba-
ratoa ipic be para fechar conlas.
N| rna do Vis ario 11. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llanclla para forro dcscllius che-
gada rcceidciiiei.il- da America.
1
mm
-DcsappaMccu do engenho Bosque Alegre, da
provincia das Alagoas, um escravo de nomc (iarina-
no. do idade 20 a -2z annos. cor prela, altura e pros-
sura regulares, lem as peritas um pouco (orlas, bar-
bado, lem urna cicatriz no reg dos-.peitos, e o dedo
mnimo esquerdo aleijado, uina marta de frrida na
barriga da pona esquerda : quem o pprehender,
love-o a praca do Comnicrcio 11. ti. o 110 engenho
acuna mencionado a seu seuliur Libera) ilarinuo
avfllUOa
"No dia lorca-feira, 3 de Janeiro do cerrcnla
anno, Uesappareceu do engenho Cagafogo do muni-
cipio de Iguarass, o escravo, crioulo, de nomo Sc-
verinoBarbosa, cora os signaos sccujules : idade W
annos, pouco mais ou menos, olbo grandes, sobran-
ceibas bem fechadas, beicos grossos. l(m muilo pou-
ca barba, nariz chalo, baiio e clieio do corpo, ps
apalholados. muilo ronviveitle e regrsla ; desappa-
rerou acnrrcnlado, porm he de crer que nao lenlia
mais os ferros: roga-sc.fortanlo, a lodas as autori-
dades, capilflcs de campo c pessoas do povo, que 11
apprehendam e levem-o a seu senlior Joao Vieira
da Cuulia, no engenho Cagafogo ; 110 Kecife. la
Augusta 11. i'Jp a Ignacio Ferreira Gaimasae*; na
cidade do Kio-Kornioso a Joaquim Curdeirn Kibeiro
Campos ; na villa de Iguaras-u' a I ranrisco da*
Chagas l-'crrcira Duro, qucsciao gciifrusimeiilo re-
cunipensados.
CEM Mil. KEIS DE dCVIlrlCAUO-'.
Doappareccn no da (i dedezembro doanuo pro-
vinio passado, Jciicdicta, de l aunes do Jado, vea-
aa, nir acaboclada ; levou um vestido de cinta i nni
lislrus rdr e rosa o de cafe, c nutro lambem de Im-
U branco cora palmas, un leu amarcllo no Desco-
co j deshelado: quera a apprcbciider conduza-a 11
Apipuros, 110 Oiteiro, cm casa de Jifh Loilc dc.Aze-
RdMAW BR.WC0.
\ ende-se cemenlo romano branco, anegado agora,
de superior qualidade, muilo siiponoi ao do consu-
mo, cm barru,is o as linas : alral do Ihcalro, arma-
zem dr taimas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Kecife, de llenrv Gibson, os indu-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precus
mdicos.
IAKIMIA DE MANDIOCA.
\ ondo-so a bordo do brigue Conreirao, entrado
ile Santa Calbarina, o fuudcado na lolta do I'orlc do
Uatloa, a inris nova familia que existo boje no mer-
cado, e para porc.ocs a Iralar no escriptorio de Ma-
iioel Alycs Oucrra Jnior, na ra do Trapiche
u. 11.
vedo, 011 no Rccife, na prafa rio Co'p Sanio o. 17,
que recebera a gralilicacao cimj. *
I losa ppa recen no dia 1. do onrrrale o rnul,i(0
claro, de noinu Domingos, que j tfvio 11.1 amuda
nacional, com o iioiueilc Jos Maiimiano de .S.,'i,|.
llosa, onde osleve :t ^^TH^ llip I bligue. Cato-
pe; he de estatura recular, bastante gross-j e mullo
espadando, posroen i|o curto, iniilo pouca bar-
ba, trazendo um peqiicnn bisodc esuissis moiln es-
lidias c rasas, bonito o muito bom fallaiUe, e di sn
jorro : levou alsuma roupa sua. alnas amostras do
n./.endas. 7 paros decpalos de cordIMo ?ara senho-
ra, ., renes do vestidos, ."". golinhasMo pillo inglez.
- cainisinlias do senhora lambem ife pono Ingle/, i
2 pare, do mangniln ; foi monis*) em un cavallo
caslaidio escuro, alto e socio, com msignal branca
na testa maior do que um palacio, Tcd urna cica-
triz em rada lado do peito proveniente doserviro do
superio- carro ; bo muilo fogoso e lem a maiibn dt o a'cuar
alcumas vezos cm orcasio de sabir de casa, sellado e
enfreiado ; deseonlia-seque o dilo escravo lenha se-
guido a estrada da Paralaba un do Rio-Fonio.o, ou
serliio : roj-se a quem o apprehendcr, do lev a-lo
ra da Cruz n. 7, ou a seu enhor, no cngeiho Caia-
ra, I.uiz Francisco de Barros Kczo.
MUTILADO
PERN TYP. DE M. F. DE FARIA. lfjS


:
1 '


Full Text
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