Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01170


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Full Text
ANNO XXXI. N. 37.
QUINTA FEIRA 15 OE FEVEREIRO DE 1855.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO
F.NCAltlUHiADOS DA SUBSCKIP;.VO-
H-'i-ife, o proprictario M. F. ele Farm ; ltio do Ja-
neiro, o Sr. Joaa Peroira M.irtms; Babia, o Sr. D.
V Duprad ; Hacera, o Sr. Jonquim Bernardo de Jim-
^rionra ; Paralaba, o Sr. tiervnzio Vctor da Nalivi-
ilade ; Natal, o Sr. Jo.iqnim Ignacio Pcrcira Jnior;
Arncaty, o Sr. Antonio do l.cmos Brasa; Cear, o Sr.
VMorfeno Augusto, Dorges; Mjranhao, n Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramo ; Amazonas, *Sr. Jcronymu da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a S8 1/4 d. por 15000.
Paris, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 pot 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da cumpanbia do seguros ao par.
Discerni de letlras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hcspanholas* .
Modas de G-?400 velhas.
de 60400 novas.
do 4*000. .
Traa.Pataces brasileiros. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
299000
l(iO00
109000
955000
1!M0
19940
15800
l'Al'.lIDA DOS CUtltElOS.
OlinJa, lodos os dias.
Cantar, Bonito e Garanhumnos dias 1 e!5.
\ illa-Bella, Boa-Vista, Ex eluricury, a 13 c 28.
Goianna e Parabiba, segundao sexlas-eiras.
Victoria e Natal, as quintas-eiras.
. rnr.vMAii de ioje.
I rimcira 88 2 botas e 54 minitos da larde.
Segunda s 3 horas e 1S minios da manhaa.
EXTERIOR.
T
AUDIENCIAS,
Tribunal do Commercio, segundas cquinlas-feiras.
Belacao, tercas-fuiras e saLbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Jtiizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1" vara do civel, segundas e sextas ao niciodia.
2' vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
BPDEMERIDES.
Fevereiro 2 Luacbeiaa 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Qunrlo minguanlc aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
b 16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto crcscenle as 3 hora, 13 mi-
nulos c 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Eulalia v. m. : S. Modesto ni.
13 Terra. S. Gregorio p.; S. (aiharina de Recis.
14 Quarla. S. Valcnlim ro. ; S. Auxencio m.
15 Quinta. Trasladaco de S. Antonio.
16 Sexta. Ss. Porlirio, Samuel e .Teremias m.
17 Sahbado. Se. Golycrouiob. ; S. Saciindianno.
18 Domingo, da Qiiinquagesima ( Eslacao de S.
Pedro) ; S. TI ico ionio ; S. Semeo b. ni.

ITALIA.
So nosso correspondente proprlo.
Turin 3 de Janeiro.
A manhaa a discusso comocar na enmara dos
, diputados acerca do projeclo relativamente i sup-
onerlo dos conventos, c i medida ajajno dit se vaj
aproximando mais numerosos e mais violento lem
sido o? esforcos feilcs para cmbaracn-lo pelo parti-
do do.< padres. Na cmara dos representantes sup-
pfte-se que pascar por urna immensa maioria ; mas
un senado, pelo contrario, o resultado lie considera-
do como extremamente duvidoso, e depende da clci-
?ao que deve ser feil por est corporac.ao entre o
qae ella considera provavelmcnle nina cscollia de
males,isto he, entro a nceilacAo do bil como Coi
proposlo pelo governo, ou laucar o paiz na desor-
dcln, expellinrio do poder o actual ministerio, no
momento em que nao ha positivamente outro par-
tido no reino capaz de subslilui-lo.
Dizem que outro odicial e senador, o conde No-
mis di Pollone, direclor peral do correin, deu a sua
demissao, em consequencia das suas objecccs ;\ me-
dida proposta pelo governo. slas defeccoes no se-
nado iimslram iiiduliilavclmcntc un gravo embara-
zo aos ministros; mas, como a reparticao que o con-
de-di Pollone presidia lem sido ale aqui notoriamen-
la urna das peiores administradas no paiz, pelo que
elle, justa ou injustamente, recebe" a censura, lem
lalvez empreado os melliorcs ionios ao seu alcance
para adquirir popularidade para si, tornando vaso
um lugar que elle infelizmente desempenhoo (So
mal.
Toda a inlueacia possivcl lia sido empregada para
ingarcar os scnliiuentos d'd-rei, para indiizi-lu a
operar a retirada do projeclo ou a adoiittir os seus
ministro!, a sou pedido S. Etc. o Sr. gliarvar, ar-
eebispo de Genova, que foi outr'ora tutor de sua
maceslade, e que voltou justamente do Roma, onde
foi assislir ao consejan que declamo o dogma da
inmaculada Concstpto, e onde fai honrado com a
ronn inca do papa rlativamenta ao -estado das re-
lacoes polticas entre Roma e o Picmonte, chegou
de Genova antes delhontcm, o levo urna louga con-
ferencia com sin mascslade,' a quo laml>em assislio
o conde Revcl pelo desojo de |J-rc. O fado de sua
inaaesladc ler empreado o leHgrapho para expri-
mir ao seu primeiro lolor ovjescjo de velo iinme-
dialamanle de volla de'Roma, chamando juulaiaei,-
te o conde Rcvel, o cliefo da inai .r npposieJHFna
ornara dosrieputadus para a mesma audiencia, deu
lugar a muilas conjecturas, o por um momento clc-
vou as esperanzas dos ultramontanos. Posto que
nada certo tanda transpirado acerca do que occor-
rca aquella conferoncia, nao lia razio para errr
quesaa mageslade tenha inlenclo.*lguma de cucar-
regara!. Revcl da formacab djjs'oni ministerio, o
qne csleja resol vido a tliudaj/dc parecer acerca do
projeclo que actualmente rfsl dimite do parlamcn-
Com eCfoilo, as suas /xpressocs a M. Bomcom-
*
1
lo.
piignil>pre*jd^nlejajafc.,ara do- deputados (qu m-
do^afrente de-uina depularilo .le membros, aprc-
sentn una meusagem congratulatoria a sua ma-
peslado no primeiro dia do anuo,) moslram que a
sua couviccio acerca do que he ricvi-lo aos princi-
pios couslilucrunaes nao est translornaria por nc-
nliomconselho vacilante. A segiirauca do reino,
disse sua m; estarte, depende da anio do povo e
do soberano, c com o meu conscnlmenlo, senho-
o res, nunca ella ser dissolvida.
Dizem que os esforcos Constantes da corle de Ro-
ma tein cellocado o ministerio aqui em urna posirao
mui critica.
Na Inglaterra a alleucao publica esl mui prcoc-
cupada com oulrascolisas, e nao pode dislrahir-se
com assumptos quo lalvez pareen um negocio de
pequea ou de nenhnnu importancia", c meramente
iniercssanle como a contend de. um estado de se-
gunda ordem com a corte de Roma, mostrando-sc
de grande inleresse ; mas o mrito real da queslao
parece ser plenamente apreciado em Roma, ondeo
car leal Wiseman, que justamente foi Horneado mem-
bro da Congregarlo do Index, lem-se distinguido
pela sua animosidade para com aquillo que julga
n a di menos quo abomioavel rebelliao da parte do
l'ieiinnle, e pelo seu infiexivel zelo em sustentara
sepromaci do papa. Parece ser jolgado em Roma
que o caso prsenle be especialmente um dcs'es ero
que um exercicioou omissloda autoriilade papalsera
oilad.i d'ora em vante como precedente do seu direi-
to d interferir oo Mo n governo internn das
i grojas nacionaes. O poni agora disputado be se
este calado possue o poder jlc governar as rendas da
igreja, aquclles que sao faforaveis a suppressAo dos
conventos, dizem que tem, c que o corpo legislativo
lem um perfcilo direvlo de regular a sua despeza
clerical para fazer Taco ni variadas necessidades da
nncao ; c aquclles qua 3o opposlos idea sustentara
que a adininistracAo da propriedade da igreja pr-
lence smenle igreja, c deve sor conservada inde-
peudente do governo temporal do paiz. .Todava a
parle mais importante da questo, c que cnlrclanlo
. el fra da discussAo, be, realmente, se o governo
di Roma ou o goserno do Piemonle pode legislar -
consequencia, se Homa para o futuro deve cvcrccr
um poder dominante sobre as igrejas das oulras na-
efles, sem respeilo ios seus governos nacionaes. Co-
mo vcr-;e-ha, he este um assumplo digno de una
conleuda, e o governo romano est mui alenlo ao
negocio, ao passo quo as grandes potencias catholi-
cas romanas, que, se a disputa liouvesso sido dolas,
tnriam obrado como o Picmonte lem feilo, indepen-
diente o arrogantemente, ale o presente ou se tem
conservado framente de parle ou mostrado svmpa-
thias para comKonta.
As tropas austrtapasBviam evacuar l.eghorn bon
lem, 2, quaujp algn^p^ modilica^oes scriam feilas
enllocado tem-
porar"rtmemW-r1B.is mitos do Signar Roncliiveccbi, o
delegado provisorio. Dizia-se que ao Sigor Marl-
ni, outr'ora ministro da Toscanaem Turin (em 1818,)
fora otTerccido o gaverno de l.eghorn, mas que nao
aceitara, em consequencia de o salario olTereci-
do nAo ser sulTicienle.
A disputa entre cl-rci de aples e os Jesuilas
arranjou-se amigavelmente, mas nao senv*]ue o ge-
ral dos Jesutas foske em pessoa a aples ctplicar as
cousas ; c, agora achando-se luilo collocado nos ter-
mos mais felizes, \cirilla Catlolica, o peridico je-
suila, est para se^ de novo admittido a circular cm
lodo o reino das DuasSicilias. A conleuda realmen-
te parece ler sido enuina, posto que mui duvidada
pelo povo.cujas ideas naturalmente deviam coincidir
ile um modo completo ; com eITcilo, sja qual for o
respeito que o Cirlla Catlolica professo para com
os governos que n>i sjo despticos quando a occa-
siaoconvem, o governo napolitano smenle semprc
duvidou dos seus vrdadeiros sealimenlos.
O lelegraplio elctrico ser franqueado ao publico
ale Cagliari durante o presento mez, c, se nao fos-
sem as lillicul.lades provenientes da guerra, a por-
i;ao restante do ramesubmarinlio desde Cagliari at
a cosa africaua.j leria sido collocado ha muito lem-
po ; c, so o governo ingle* quizesse, ja poderia exis-
tir ciimmunicacio lelegraphica establecida entre
Londres o Malla. Entretanto, podemos esperar que
a parle que o enverno fcfticez conlratou, afim de
collocar os territorios proprios em correspondencia,
ser completada na primavera, eque enlao o nosso
governo tratar de Conliuua-la al Malla.
i __ (Times.)
Os trabaihadoi-cs livres n;is colonias.
Urna dasqucslos, que interessam no mais alto
ponto o futuro das colonias inglczas c francezas de-
lamento, ser lo temiveis, quanlo sabem torna-
rem-se uleis e preciosos, quando cstao salisfcitos
de sua condcao.
a Nenliuma supersli^ao religiosa parece oppor-se
ao seu movimenlo, porquanlo clles nao pedem
nem bonzos, nem padres para os acompanhar, mu-
nindo-se apenas de alguns dolos, de paos de tinla,
de incens, de papel de cor c com esta ligeira equi-
pagem, arreines-am-se aos mares e a mundos des-
conhecidos. o
Eis-aqui agora a opiniao de Mr. Whilc sobre es-
les trabalhadores chinezes, o qual foi ctpressamente
examina-los na Oiina :
a Nao hesito cm recommendar os Chinezes co mo
emigrantes proprius para es Indias Occidenlaes; di-
zem-me que sao Iralaveis, facis de screm conduzi-
dos, quando enmprehendem o Irahalho, que lem pa-
ra fazer, e moslram urna aclividade indomavcl e
urna perseverancia em ludo quanlo emprehendem.
Pelo que pude jnlgar por mim mesmo, achei-os po-
ndos, de urna indoie aparenlcmcnte pacifica e inof-
fensiva, comerando o Iraballio cedo e ileitando-o
larde, finalmente dispnslos a fazer tudo quanlo lhes
era offerecido e lhes podia dar aiguma vanlagem.
o Julgcos Chinezes dolados de um carcter be-
nigno, e sentindo o necessidade de um poder que os
dirija c os inspeccione ; mas pde-sc, ter a certeza
de que as medidas de rigor n,1o aproveitarao nellcs,
pelo contrario provocarao um espirito de resisten-
cia e de insubordinacHo difficil de vencer.
He geralmcnlc urna raca de bomeiis vigorosos,
de espadoas largas o capazos de soffrerom por muito
lempo umagrande fadiga ; s3o activos e industrio-
sos. Para o Irahalho nm Chinez vale dous Indios. O
calor do seu clima durante o verao pode ser compa-
rado com o de emcrary.
(i Ha no carcter chinez dons traeos, que fazcm
delles preciosos trabalhadores para as Indias Occi-
dentacs rin sua sluac,ioac!ual: em primeiro lugar
amam omito o dinheiroe desejam lauto ganhar que,
nao estando jamis salisfelos com o que possuem<
antes morreriam dd que deixariam de augmentar o
que elles ja lem adquirido ; cm segundo lugar, s3o
extremamente astutos e intelligentes, muito alenlos
para seus inlercsses e promplameute conhecem o
lucro, que pdem tirar da cultura do solo por sua
propria conla, ou como reudeiros ou como colonos
pareciros.
o Pde-sc adiar aqui, como na provincia limilro-
phe do l'okien, bons Irabalhadores ruraes para se
contratar por cinco annos, sem condic,Ao de reconci-
poii daabolicao do trafico dos negros e da cscravi- "iacilo, mediante mu salario de 4 ou 5 piastras por
dao, he sem c intrajic.io a imporlacao de Irabalha-
dores livres para eskas colonias. O movimento ge-
ral deslas imporlacAes ja lem pcrmillido verificar-
se, de um lado, a iliminuicao das imporlatts dos
trabalhadores negro, c de oulro Indo o augmento
consideravcl do indios ; pde-se prever que em
pouco lempo o clcmjeiilo chinez nao tardar a ler
nina grande parle i o contingente dos trabalhores
livres.
Com efieilo o 2n\ ern nqlo/. por intermedio ile
Mr. Barkly, "tovmador dn Guyana, acaba de lo-
mar cm Canlao, Hu g-Koog c Amay,Untas as infor-
inaces necessarias para chegar a este fun, e as par-
ticularidadcss seguinlcs, que tiramos da Kecuc coln-
niale, sao cxtraliii'.al da correspondencia do doutor
Bowrng c dos reltanos dirigidos por Mr. James
T. Whilc ao governador Barkly.
Encontramos nella:.
bre o carcter desse
sua maior ou menor
a que se deslina ; lii
des de successo, que
como se exprimeo di
o A cmiiiracao do
anno nossas regiei
o reforco de colonos,
.Vos momentos de pet
indicarles muilo precisas so-
singular povo chinez, sobre
aplbiao para conseguir o fim
almenle sobre as prohabilida-
'H'en'ci' a empreza. Eis aqui
nlor Bowring :
China parece estender-se cada
e lalvez nao haja limites para
que este paiz pode offerccer.
uria e quando por um motivo
qualqucr os Irabalhadore sao manos procurados, o
numero dos que aspii ain a embarcarse, cresce an-
da necessariamente; mas cm muilas provincias o
excesso da populadlo lie (al, que se vem mullidoes
de aventuren os con ralarem seus servidos por um
certo numero de amis, ignorando completamente e
sem procuraren! sabe: o nome e a distancia do paiz,
para o qual sao enviados. Tao pouco parecem mos-
trar a menor iuqiiiefac/io a rcspciUi das disposi^es
lomadas para a sua inslillaco durante a v'iagem ou
depois delta, nem da i ature/, i do Irahalho a que
lem do applicar-sc ; em urna palavra, nada se lhes
di do que diz respei o ao seu bem estar pcssoal.
a O adianlamenla dealgumas piastras, emprea-
das sempre na compra de vestidos, urna promessa
de arroz c de pcixe por duas piastras e salario de
2 a 6 piaslras por rflez por um ccrlo numero de an-
uos, taes sao feralmente as nicas condices de ajus-
te ; finalmente siio| iudiferenles a que a lettra C. P.
ouS., escripia no|scu peilo, os designe para Cali-
fornia, Per ou illjas de Sandwich.
(Os colonos chinezes exceden! j em numero po-
pulacho indgena em mnilos logares.ondc sua indus-
tria esua miior aclividade os lem feilo preferir como
Irabalhadores. AcQstuniadosMMirem-se, a associa-
rem-se, cafeilos tamlicni aos hbitos de disciplina.de
orilein e de obediencia pelas insiituices sociacs e
certa dos negocios ecclesijslicos desle paiz, c, per" polticas de seu paiz, pdem, em caso de desconten-
0 NOVO PECCADO ORIGINAL. *

Por Alfredo RXfcbiels.
Vil
Nada perturban ao principio as delicias do joven
par. Em seo eulliusasiiiomisturava-se, como em lo-
rias a paixes verdadeiras, um scntimentii de grali-
iluu. Elles eram reconhccidos um o oulro por te-
rem-se visto, falllo, corapreheiidido e amado. A-
gradeciam ingenuamente a felicidade que experi-
menlavain.
I.'uia imite estavam assenlados dianlcda janclla de
Sebasti.to, e cuiilemplavain as estrellas como genios
protectores, que vigiavam sobreseo amor. As ras
loravam- nelr.;va com o icnlojda noite pela janclla. Luciana
lotnou ;l mau de lleudan, e dissc-lhe cm lom allcc-
luoso:
Su tenha lido iima felicidade desde que respi-
ro, e es-a retiririarieS aicu amigo, he de haver-lc en-
conlradi). Anlesdi-t conhecer-te, rivia cm um uro-
fundo holanyenlo. Naoqiiern dilTamar inmha fmi-
lii, :um l'oao sinislro illumliiou-llie um instante os
i'llio. p noia .abe que i natureza engaium-se, quan-
do csiollieu-me Ules (ompaidiciros. Nao ha entro
e'leseiiiiin nenliuma synipallra, ucnlium* semo-
llianc.a ; nao lomos os iiesmns gustos, nem as mes-
mi-. Mana, Nem us nicsnos scnlimcnlos, nem as mes-
mal esperanca-. (i cegt acaso assnciou-iios, comi
para ver ale onde jhc siria possivel Irw.r o capricho
ea /miliaria. Mutilas dores (em igualado a ousodia
de ~ua eiperie.m-M \j|a tao joven, poucos dissa-
borcsinosao dcsBonheoilos.
Ai.ovinlni ti,;, nfilici-lade. espondeu-lhc Se-
lia-liao, apenas fijuntideli Theo loro e la inai.
As oulras [ssuas.rniii qiieni eu eslava em re-
lac.lo, naome cohecian mellior. O* .olores minia-
do di.les inividuoi. Sua ignorancia esua mi-
seria dan-Ibes ^ralmeile senlinieiilos gros
No Ihcalro sao plincipes reis e imperadores, profe-
rein mximas notares emlincuoaei" harmoniosa : mas
apenas liram es*.s vestiarios emprestados, esqne-
ccoi-se iln seuliijii-.-is pu-licas, e da alta sociedade,
fm qne vlveramluin monenlo. L'm enle vulsar ou
bruUI toma o Ugar do hroe tao admirado. Esle
contraste faz par ecer mala repoliivo o personagem
(*) Video/Marin. 3.
real. As creaturas, que me rodeavam, causavam-mc
pois una especie (le asco : habituei-ine a viter cm
mim mesma como em una fortaleza, e a povoar mi-
nha soiidao de ptuinUj>aj graeloam nn magajtoioa;
mas o nborri-cimaiilo introduzia-se ahi. e eu eslava
farla de sonluis, nuando me apparecesle. Tu, mea
Sebasliao, pensaslcomo um heroc, la alma he bella
como teu semblante, e excedes muito os meussonhos
mais cncatadoresL
A felicidadi be toda minies, respondeu-lbe Se-
basliao; lerias partido adiar um amigo mais dignu ;
porcni eu, pohrel desconhecdo c quasi orpho, -pois
urna familia absdrda c m me repelle, nem liaba ao
menos a esperanza de atlrahir-lc um momento a
atlencao. Sou Ijmiilo c nao sci agradar; mas leus
sido para couiigo generosa como a natureza, que ro-
dea a humilde c mupaiia de folhas graciosas, de flo-
res embalsamadas, de sol c de frescura.
Ti vemos al mesma estrea na vida, nossos carac-
teres assemelhaju-sc ; Icnhainns um para com ou-
lro a mesma .uliujao, c depois de una doce existen-
cia urna prompli morlc couduza-nos ao mesmo t-
mulo.
Ouandn Luciana acabava esla phrasc, vio junio
de urna rasa sitala no angun de MIM ru*, que
desembocava i praca, um homem que pareca cs-
preila-la com ci riosidade. Sua allencAo despcrlou a
da rapariga, a mal nbservou-o sem dar mostra ds-
so. Odesci-nhciido, aliunlo da emboscada, cami-
nlinu ao lomro das casas, que fic.ivam em frente da
habilacaii de Sebasliao, sem desviar um instante o.
olhosda janclla. Adquiri provavelmcnle a rcrlc/.a
que procurava, c reliiou-sc por urna ra escura.
Sua estatura, siii Iraoe c sen andar lulo permittiram
H actriz iluviilai que fose lheodaro. Ella eslreme-
ceu iiivulunlari menle de indignaro ou de temor,
ou em coust'qo sucia de ambos efees scutiim-ulos reu-
nidos ; urna pa lidez haca cohrio-lhn as faces, e a
eipressao fniieita, que assombrou Ihc os olhos, deu-
Ihe o ar de um an|o decahido.
I loo Lu au fez-lhe a menor pcrrunla ; pois cs-
.as crista mo t rain no-, as para elle, c nao leudo po-
dido obter uiiii expo-ojao salilfacloria, habiluava-
seaiaae, Demih eram mai passageiras, um vento
levava essa iiiivcm, e Luriana tornava-sc mais ter-
na, mais graciosa e mais bella, quando o sul reap-
pari ca.
l liiinlo cssii nnile ella etpcrimentava urna leve
impiicUrAn a i vidliir para cas.i. Seiiuia pensativa
mas ralroilaft : narnceidas de casas ollucas (ireven-
do que nina si cu i mo ia passar-w, l'.mlim chorno
haliiacao. Er,i um edificio velbo do seculo X\'I.
Tres consirucciies formando ngulos irregulares de-
senhavam um pateo rom um muro vacillanle e uiha
porla carcomida. Quasi todo elle era de madeira,
colicrto por fura de ripas; mas tendo a chava e a
mez, ficando cargo dos importadores o alimento o
a casa.
o O coslume dos salarios mensaes, exceplo para o
serviro domestico, be estranbo ans hbitos c senti-
mcnlos dos chinezes; lalvez seja necessaro pagar-se-
Ihcs um salario mental ("no, durante os primeiros
mezes que decorrerem depois de sua ebegada s In-
dias Occidenlaes ; mas logo que livcrem algum ro-
nhccimenlo do Irahalho quo se lhes pede.lrorarau dei,
mui boa tentado o paganionlo dos 'alarios meo- "
fe.
saos peto trabalho de taref. Esle ultima modo es-
liinula o zelo, ao passo que o outro parece dc-
le-Io.
Pelo que tica dilo, lio evidente quo os chinezes
rcunem todas as condiciies exigidas para fa/.cr-se
delles uleis colonos para as Indias Occidenlaes ; mas
o successo da emigrarlo e da colonisacao permanen-
te daquellas regies por meio desla rac.a, encentra
nasa grande dilTiculdadc na impossibilidade deob-
ler-se mulhercs c familias. Por loda parto ondo os
Chinezes se lera estabelecido, unem-se com mulhc-
res inal.uas ou outras conforme o paiz ; mas he muilo
duvdoso, que os lacos que elles possam formar cotr.
as negras, sejam de natureza, que os prenda ao
paiz.
A-respeilodas tazos que impedem a emigracao
dos Cliiiie/.es.'s* muito dilliceis de conhecer-se.
Sobre este ponto as opinies eslao divididas ; uns
pensam que offerecendo-se-lbes urna passagem gra-
tuita e o adianlamenlo de dinheiro, se poder ob-
le-lrs; oulros acham obstculos serios mesmo na
cndilo social da mulber. A escruvidau domestica
da mulhcr existe eqploda a China e as mocas sao
compradas por presos que .variam cnlre 10 e 80
piastras, ido he, entre 50 e *00 Franco*, segundo
sua belleza.sua idade|c inlelligencia, que se Ihessup-
pe. Me para crcr que essa pobre gente preiira na-
turalmente vender mi i- filhas s familias, que te-
nham cuidado dellas, do que permitlir-lhes que
deiiem o paiz, o que nao Ibes daria nenliuma van-
lagem ; se, pois, tleseja-se lar mulhercs, convem
dar um premio para oble-las, c s este meio po-
der resolver adifliculdade.
Duas causas s3o indispensaveis para a bom xito
das emprezas : primeiro, que a execucao dellas seja
confiada a urna casa bem acreditada no paiz ; se-
gundo, que seja bastante numerosa, para que os Chi-
nezes na sua chegada sejam em numero suflicicnte,
que possam formar por si mesmos urna sociedade;
porque elles sao e9scncialmenlc sociaes e goslam do
viver reunidos ; alm dislo, sendo elles sujeitos i
nostalgia, ser indispensavcl embarcar com elles al-
isjmusiciis,que os diwrlam durante a viagem, por-
queSl msica, por ma que seja, excrce sobre o mo-
ral delles urna influencia enorme ; clles amam-na
nev arruinado cssas ripas, forcoso havia sido subs-
lilni-las por lelhas. Ora as Iraves do lelo qne mo
eram asgas fortes para sustentar essa nova carga li-
nham curvado no meio; assim o* dous declivios
eram igualmente cncavos. Vidracas em losanges,
e guarnecidas de chumbo fechavam todas as jancl-
la-. Una cscada exterior conduzia ao primeiro c se-
cundo andares, e as galeras permilliain andar-se
fin lomo da casa. Era assim que chegava-se mor
parle dos quarlos, pois mu poucos coinmuiiicavam
uns com os outros. As coucciras, as impostas, as fi-
gures das empeas e o desenlio das balaustradas pro-
vavam que essa habilaeao livera outr'ora certo luxo ;
porni eslava muilo mudada. A faia e as outras ma-
deirastinham-sc denegrido, os vidros quebrados nao
bavtam lulo successores, e o musgo veaelava no le-
lo e as galeras. No paleo lonncis velhos, restos de
carretas e oulros utensilios quebrados jaziam cnlre a
gramma. Madama llertholil oceupava com oulras
familias essa habilaeao, onde tudo exprima a Irisle-
za c a indigencia.
Que se passou ahi, quando Luciana cnlrou com
umscnlimcnlo de dr'! Os vizinhos ouviram a mai
acolhi-la rom patarras tao a*aveis como urna lem-
peslade equiooxial, Depois reiiinu o silencio, c lo-
dos se rcculherah; porcm sen somno nao lardn a
ser iulerrompidii por urna altercacao etlremamcnle
ruidosa, (iritos, ncrusaeOos, ameacat, queixas e so-
lucos resoavam alternativamente. Ouviam-se mal as
palavras ; masas cntoacBca davam a conheccr o sen-
tido gernl. Cm tecelao levanlou-so com a iulenrao
de prevenir alguma caelrophe ; puriii a mulber
diaw-lbe:
Tranquillisa-le, mcii amigo, essa gente nao he
boa. A rapariga he gentil; porcm seus olhos nada
dizem cm seu favor;'quanlo aos outrus dona, cu niio
qniera ver-me fechada com elles no mesmo quarto;
[mi- lem una expreaate que me faz modo. Toma a
deilar-le, (jhisbrernl; deixemo-los accoinmodarcin-
se no seu gusto.
O lecelao applicou o ouvido, e como o rumor di-
minua, seguio o eonselho da mulhcr. O reslo da
nuile passou-se parilicamcule.
No da seguiilo lloudan reparou que Luciana li-
nlia os olhos rodeados de um circulo lvido, o rosto
paludo c um ar de abalimeuto, que tomava mais
expreauva a negligencia de seu vestuario, c a dolo-
rosa languidez de su.is alliludes.
Kulrelanlo o oiilono adiaulava se, o a luz do dra
lomara essa cor pensativa, que a estacan das nevoas
Hie da. O menor vento juucavn as veredas de fo-
lhas hmidas, e os cantores alados dos bosques co-
mccayain a se partir para regioes mus brandas. A
rapatiga, tambem como urna ave de ambaran, ia
brevemente retirar-se do paiz de seus amores. A
companhia allcma devia ceder o lugar companhia
com paixAo, assim como as cprescnlacoes luoa-
Iraes.
Pode-sc cslabclccer do moiloseguinlc o total das
emisraces chnezas nos annos di 1850 e 1831 .
De Cunasiiigmooii para a Arocria do sul. ,200
De Hong-Kong para a Californa. 1,000
De Skong-Hai para a California. ... :UH)
De Amoy para diversos paize<.....18,000
A enikracao chinela pode serfeita lodo o anuo-
mas sera provavelmenle mais vintajoso faze-la de
novembroa mareo, lempo cm quereina a mmicilo do
nonlcsle e durante a qual as viaicns podem ser fei-
las em Jrintn ou quarenla das ; os trabalhos agrco-
las esto interrumpidos em pirlc,e o campo lem me-
nos necessidade de bracos ; pode-se conseguinte-
menle oblcr-se melhores horneas e com condices
mais favoraveU. '
Se comparar-sc a'emigracao ch.neza com a emi-
grarlo indiana, ser fcil convencer-se, que a pri-
meira he em qu.-ilidade muilo superior segunda ;
porque se he verdade que o Indiano he mais dcil
que o Chinez, esle offerece sobre aquellc una supe-
rioridade physica inconleslavel, e nina aclividade,
um desejo de enriquecer-se, que nao se encoulm no
Bcngnli, que iuleirainenlc nao tem estimulo.
Quanlo asdespezas Ja emigracao, ellas sao algu-
ma censa mai; rommodas com os cnalgrnnlcs indios,
o a diflcrenca pode cr justificada pola distancia Ja
viagem. Com eflei'.o calculando-se as cargas lenos
na India (comprchendidu ludo) cm 2 libras e 10 el-
llns, e as despezas do navio em 10 libras c 10 xel-
lius, lem-sc como despeza media da emigracao in-
diana Ll libras esterlinas.
As cargas lolacs na China, com un agente raspn-
savcl Horneado pela colonia, nao excedern c au.
igualarao lalvez a cifra das da India, sejam ellas
..........|lib. c 10 xcl.
O frele nao deve exceder a. ti O que da para somma tidal. i libras ester-
linas. Apenas ha una ikuercnca de Stib. eslcrlinas
por carta homem.
. O governo da Guyana inglcza, querendo inlercs-
siir os armadores nesla emigrac/io chineza, resolveu
que se desee um premio de 100 piastras pela nlro-
duccao de emigrantes da China ou das ilhns rhir.e-
zas, entretanto que o premio concedido para a im-
portaBlo dos artistas e agricultores de todas as par-
les da Europa eleva-se apenas melado, islo he, a
50 piaslras ou 250 francos. (Monileur.)
Sentimos deparar tas aulas nglczis com urna
serie de pecas, que moslram que o espirilo revolu-
cionario, o maior perigo boje da Europa, uo se lem
por derrotado em lodos lugares, c que Mazzni con-
tinua sitas deplora vela pralieaa na Italia. Bastan-
temente ceg pelas suas paixoes.ou mu pouco in-
lellgenlepara nao coinprehcndcr quo na rrise ac-
tual, una explosilo revolucionaria s viria pciorar
a siiuncao desla patria que diz amar, elle n ovamen-
le chama s armas, e incita novas victimas ao sa-
crificio nesse execrando aliar para onde leve a fa-
*"*"'-'-' ""''ij-,-
um lo grande numero din seus desventurailoscom-
palrols. Na peca indiscreta que traduzimos,elle
invoca mais de urna vez as lices de nina experi-
encia, que parece ler mui pouco aproveilado. Es-
peramos que os revolucionarios italianos mais pru-
dentes (fue Mazziiri, saberao contar os sacrificios
sanguinolentos, que a sua influencia cnslou a seu
paiz, e comprehenderao que boje um novo movi-
menlo seria o sgnal de novas calamidades, e novos
revezes para a sua patria. Por mais infclizcs que
sejam parte dessas provincias, ligninas ha que con-
servan! boje a honra nacional, e o dispertar das
paixes revolucionarias cuslar-lhes-bia sem duvirta
os direitos, que ellas leem conservado considera-
co dos oulros povos, e at lalvez a independencia.
Reflitam nislo seriamente os Italianos e aquclles
dcnlre elle*, a quem a amargura do presente pode
fazer csqaecer os conselhos da prudencia, csclare-
cam-se, vendo as deplorareis illuses e erros, que a
junta nacional de BOJO ve-se obligado a evocar
para fascinar os incautos, que se deixarem levar
pelas suas funestas inspirarles.
Nao gastaremos nosso lempo em extrahir tudo
quanlo de contrario i verrtade essas poras conleem,
e menos as citaremos todas, seria fazcr-lhes muila
honra. Conleutar-nos-hemos, pois, de traduzir o
ulltimo manifest dajunta nacional dfAcrao.
1. O lempo da rcvellacao se passou A idea qne
temos consagrado nossos espiriPl e fKos, a idei
que foi o souho da nosSa juventudc eo^objcclo das
nossas vigilias, a idea que suslcnlou nadja f na es-
cui id-jo dos carreres e as angustias do exilio, a idea
que os mais bravos dos nossos amigos confessaram
em presenra do algoz, nao neressila boje de lagri-
mas, nem de queixas efeminadas, ella nos pede o
Icsleiiiiinhu do sangue no campo de balalha.
ii >. A insurreicao que foi sempre o nosso dircilo
lornnu-se urna necessidade vital. He nttessario
levantarmo-nos, antes que a Italia ejaV thealro
de urna guerra Napoleooina, ou real, ou entao cum-
l>rc resignarmo-nos i discricao da diplomacia ou
aos caprichos da. sorle. O perigo mais imminente. lloje podemos alTronta-lo, ama-
nhaa lalvez seja tarde. Os exerrilos inglczes reu-
nidos para a deslruicj~o dos Ktisos podem voltar
franceza, os representantes da auliga nacionalidadc
aos representantes da conquista. Luciana e Hundan
coiilcmplavam com terror csse prximo futuro ;
nois nunca lhes nli i viudo a i.lea de que paiiariaiii
separar-so e viver um sem o oulro. Havia nelw tal
harmona de ndole que sentiam-se irm.los c aman-
lea ; lodavia nao poriiam ignorar a desgraea que os
ameacava. A hora da despedida nao tardara a soar,
e era indispensavel tomar una rcsolucilo, quer l-
vessem a forja de separar-sc para sempre, copara-
Co dolorosa como o suicidio, c asusladora como a
idea ila morlc eterna, qur Iralassem dos meios de
licarem juntos.
Foi um abysmo que ahrio-se redenliuamenle di-
anta delles. Nao quebrar o taco que os una era cou-
sa dilliril e quasi impralicavel ; era mistar que Lu-
ciana abiiidouasse seus prenles, os quacs emprega-
riam ludo para couservarem aquella que Ihesganba-
va o pao; era mistar que lloudan aflroutaste a cole-
ra de sua-familin, a qual, ja laaimlisposla contra el-
le, nao deixaria enlao de su-5 imir-lhe a mesada
de estudante. Quesera delle \%i hypolhese, nao
leudo prolisso nem rendas .' I.' ir-se-bia degradar
tilo joven pela enibruleccdora i.o.'ria'! Deixaria cs-
se horrendo esqueleto curvar-lhe a fronte, e tirar-
Ihe o sentimciilo da rtgnidartc humana .' tria eran
Luciana percorrer os lliealros da Allcinanha viven-
do dos ganhos da bella aclriz, objerlo de desprezo
liara si e de desdem para quanlos conhccesscm sua
P'isicao'J
O coraaSa nohre de Sahaslao revol la va-so cm
esta idNBneatva-lbe oulro caminho para sabir do
embaraoo; mas l.io longo, lau escabrosa e tao peni-
vel, que al cnstava-lhe pensar niaso. Tinlia perdi-
do a inai na idade de dozc runos: deviam ler In-
ventariado os bens do casal e Vilo as partjlhas. Era
impossivel que nao live-so sido taita essa operaran
ordenada pela Iri; todava o pai da Sebastian min-
ea dissera una palavra a essa respeilo, t; o rapa-', ig-
norava completamente' o resoltado que ella riera.
Alguns interlocutores ofllciosos liaviam-lhe dilo que
poda reclamar nina l>o somma ; poim lulo linliam
sabido determina-la. A mullo-r indigna, iiue sucee-
dra i sua mal, nao leslemunhava nenhum desejo
do cueetar e--.-o negocio, nem de deixa-lo tratar em
sua |iresenca, c para nao suscil.ir tempestades Se-
basliao guardara o silencio. Agora aguillioado pelo
amor, pensava cm halar seramcnle e.sa queslao,
em exigrcontas, se a isso o farcaseera, rapnrmin-
ilo-lhe a mesada ; mas previa lodos os oh-taculus ipie
leria de vencer : a mu fe da madrasta c a m Tonta-
da do pai augincalariam a vagaren haluli.nl dessas
parlilhas. Assim procurava um meio mais prompto,
mais hraurtn, mais em harmona com os seiilimcnlos
poticos de um coraca"o enamorado.
humiladus da Crimea, o thealro da guerra, que se
cslcndera lalvez de leste a oeste. A Franca pude
anjeitar-se i lyrannia da gloria, porcm nunca per-
loar a huiniliacao da sua bandeira, se ella nao for
levada al o Rheno. Angostlo ressnr de reinar,
e parodia de um imperio succeder a rcalidade
de una rcvolucan. Por outro lado, o povo e o par-
lamento ingle! saldrn da sua apalbia anta o Iri-
umpho dos Cnssacos, c o velho Abcrdecn, o amigo
de Nicolao, nao pode por muito lempo anda resis-
tir a onda sempre crescenle da indgnacao publica.
Lina guerra europea pode, pois, lornar-seiima neces-
sidade. Breve a Austria ser forcadah sabir da sua
prfida nculralidadc, que al o presente s lem a-
provelado Russia. .He, poisf rio nosso llover apro-
veilarmos esla occasio de nos suhlevarmos, se nao
qoizermos que nos chametn roiardcs. Ai de nos f
se nos dcixarmos.anleripar por urna invaso dos
1-raiicczcs ni de nos se urna iulriga dvnaslica lo-
mar a iniciativa de um movimento nacional. Para
que a independencia da Ualiascja urna realidade c
nao una ficeao, paraque o papado, cierno eslran-
geiro cnlre mis, seja destruido, para que a narlo
possa fazer Iriiimphar a sua vonlade, compre qtie o
povo, bem convencido de seus direitos e da, sua
forja desea arena. Lance a democracia o grito de
cuerra, o nao ricscanee a espada em quanlo honver
vcsligk.de lyrannia domestica ou cslrangeira.
o 'I. As circunstancias sao mais propicias do que
nunca o foram. Os exercilos, ha pouco, compactos
c prestes a lancar-sc sobre mis, eslao agora dividi-
dos e distantes;; aofraqnecidM pelos diversos acon-
tecimenlos de urna guerra fatal c irritados contra
aquellc que os coniiiianda, sern incapa/cs de ala-
Ihar ni'Ssos generosos esforcos. Se nao Tumos os pri-
meiros. pelo co juro, nao somos os ltimos a co-
nheccr que he ehegado o momento de obrar que
nos prometi gloriosos e infalliveis successos : seja
a nossa ambicao igualarmo-uos o quanlo em mis
esliver a Grecia nossa irmaa, c briosa nae/ao hes-
panholn. A primeira que levaulou-se com loda
a forra de,urna colera muilo lempo concentrada, e
est prestes a renovar os combatas de margo, nao
suceiimbe por cobarda de icus lilhos, soccunihio
depois de heroicos esforcos: licjo para nos, se a ex-
periencia do passado nao devaste nos cnsinar a des-
conliarmos das alliancas rcaes. A oulra que cm
poucos das deslruio o reino da fraude e da immora-
lidadc, forcou a nela de Fitippe V a humilhar-se
ante as barricadas defendidas pelo povo de Madrid,
e breve, romo o esperamos, expulsar do seu sciu
a infame mea dos Boorbons, nos'pniva que, na si-
luaro actual da Europa, a intervenco cslrangei-
ra he impossivel no cara de um povo determinado
a reivindicar a sua liberdade, c que sabe fazer-se
lemer.
Anda ha oulros motivos que deven) ser para nos
causa de cnnsolacao. c para os nossos uimigos de
fraqiieza e desanimo. Os Estados-Unidos do longo
lempo desejam a conquista de Cuba, c convem a seo.
inleresse.- uue nina *u..a.. ...-r-- .! -i:^. .
reno commom, sellemos um fado, una allianea ge-
ral que solicita todas as forras para destruir lodos
os obstculos liberdade nacional. Esla allianea,
este pacto, mis o temos na eterna, inviolavel o san-
ia dea da ndepcndenn.i e da mudada da naeo.
o Dis.'iilam outros s^ liverem lempo ; prcgiicm
oulros a concordia leudo no coracao o veatno : sn-
licitem oulros a allianea d s reis e i da dipWmacia ;
quanto n nos, lenhnmus um so grito.tjftouio-nps,
cerremn-nos, estamos promplos pava o combate.
o Nos rallamos a lodos i*AjtltKttKBJV,mc ('c
seus direilos, em nome de sens devores.
O direito e o dever he levanlar-se para st urna
naclo livre c unida.
ii O direito e o dever be fazer a guerra contra
lodos osinimigos do povo internos c externos.
a O direilo e o dever he velar para que a guerra bsolvirios 21 de crime de morlc, i condemnados. e
nacional nao seja apartada do seu fim pela Irahi-
cao.
O direilo o o dever he interrogar a nacao eman-
cipada e Uvremeole constituida sobro asinsituices
e formas a cujo abrigo quer por a sua existencia.
ii Dircilo para rada um de explicar a sua f e vo-
to permita o eonselho da nacao.
Dever para cada um de se suhmellcr, salvo a
liberdade da palavra c do pcnsaiiienln, a volitarte
ila nacao.
K cuino consequencia directa. A dirceco su-
prema da guerra ser confiada a um poder naciona]
acclamado pela voulario do paiz.
Armamento da povo, organisaeo da guarda
nacional ao lado de cada corpo armado regular per-
lencenle'a urna das provincias da Italia, e prompto
pa,ra a guerra.
Gmrieninar d'anle-mo como culpado de Irni-
JSO qualquer que provocar o dcsmembraineiilo rio
paiz comnim, qualquer que procurar substituir pe-
la forca sua vonlade particular :i vonlade nacional,
qualquer qne tentar introducir na Dalia urna dy-
naatia estrangoirt, qualquer que entrar em corres-
pondencia rom o inimigo antes da cmaucipacao da
nacao.
a Formarse cm cada provincia, em cada cidade.
em cada municipio um centro de poder publico.pr-
se i frente cinco ou seis dos mais bravos, assuciando-
se lautos demonio; de vida quantos forcm possi-
veis, e fraternisando na grande idea de ler urna pa-
tita.
Crear-se urna caixa em ludas as juntas, e urna
caixa central para a grande assoriacao. Precsa-sc
de muiiic/ics e dinheiro ; cada um d segundo as
suas postes, e esleja prompto para seguir quem pri-
meiro soltar, cm uonie do povo, o grita do ataque :
Viva a Dalia.
a Italia, nuvembro 1854.
( Journal de Debalt.J
|
.........n.nr3i, c as larcas do Veiho mundo. O pio-
sdcule Pierce nao acabar o lempo de seu governo
?ein ler reasado o seu programma do intervengan
nos negocios da Europa, sem ler acrcsceolado urna
nova estrella Ifb pavilhao da L'niao americana. Os
Estados-Unidos nao deixarao escapar ocrasiao que
o mesmo Bonaparte Ibes forneceu, fazendo prender
e escollar a\ a fronteira, como a um malfeilor,
um cidado americano, o ministra plenipotenciario,
Pedro Soul, nova prova de verdade desle dito dos
nossos avos : Dos tira a razo iquelle a quem quer
destruir.
( 'i. Temos agora duas conductas a seguir ; una
de resignadlo, c outra de valor, a surte do fraco, oo
u Iriiimpho do Xnrle.
Na presenca de urna vicloria certa o ittfallivel
temos estado al agora bumilbados e rclalhados ;
milhares de mais pranlcam seus filhos morios no
campo de balalha, lias rnasmorras, rro cadafalso :
milhares de exilados estn bem longe atormentados
no corpo e no espirilo, e soffrendo c deslenlo ; mi-
lhares de novos marlyres e oulros milhares de pros-
criptos augmentarlo a lista, se nao qui/.crem aprn-
veitar-se das li^Ocs que nos lem dado a rxpcricncii
do passado : estas lces se resumem n'uma s pala-
vra oniSo.
a Desconfiados e intolerantes, nos despendemos
intilmente, cm nome de um programma que iin-
nuncia a tolerancia e o amor, urna forca immensa
suhdividindo-a em urna mullidao de riirecces. To-
dos desejam que um plano das conquistas por vir
preceda o comeco da obra. Italianos, nos temos
urna centena de bandearas, e nos reunimos cm ro-
do llallas por pequeas fraeces cm delrimenlo do
granan exercilo da democracia. Nao vivemos ns
para decidirmos nos mesmos das condices da nossa
existencia, c a palavra povo nao exprime ella o
ideal, a phlusop lia e a rcligiao do futuro ?
Primeiro que tudo nos he mistar prov-ir as ne-
cessidades da existencia. Nossos mancebos tem a-
prendido a morrer. Tudo, pois, esl na vonlade,
ua inlelligencia do cada um, no espirito de fraler-
nidarie, na nossa unan, na nossa boa vonlade para
formar um exercilo. Um programma completa do
futuro nao he necessaro, porm he necessaro que
sobre as bases ja conquistadas, c aceitas como ler-
Meu charo, peco-lhcque receba a noticia que lhe
vou dar com muila calma, nada de ajlranheza, isto
por aqui est um co aborto, um panw.
No dia 8 do correte, indo o delegado cadeia fa-
zer a visita do mez, leve de contar dentro delta 4"
presos, sendo 5 de crime de homicidio, 6 de tenta-
tiva, 6 de fe rmenlos, 10 de ai mas prohibidas, e 2
desertores, a casa que exislia para a cadeia nSo che-
gou, o Sr. delegado alugou urna segunda, esta tam-
bem nao arcommodou a todos, emfim procurou a
orna lereeira, que estando s com o caixao sem re-
parlimeoln algum, e ahi os reuni sol urna boa
guarda, nao se duvidando desde j que a nSo ser a
Scrseguicao da polica, nunca se vera na cadeia de
Tacaral tantos criminosos ; desles responderam ao
%, sob a presidencia do Sr. Dr. Castor 43, foram
Um -elho usurario soccorreu-o : cmpresliiu-lhe
Ires mil francos, pelos quaes Sebasliao pnssou-lhe
urna lellra de seis mil francos para pagar no iiui de
cinco amios com oa juros desta nliima somma, A-
rahava tauhem de receher um Irimeslrc da mdica
Donato que lhe riava sua familia. Nao era mi-t r
lano para Iranquillisa-lo. Julgava ler lias mans mn
futuro venturoso, pois a uioeidade cntrega-se fcil-
mente i esperan; i.
Alguns dias depois da noilc terrivel de que falla-
mos, elle rnniiu lodos os seus planos a Luciana,
Alravcssarain entilo o Rheno, c li/.cram nina exenr-
sfte ao paiz rtc Haden para conversarem livremenlc
sobro suas inquelacoes, sobre seus projeclos, sobre
seus bellos sonhos. Ja sabemos como lorminon es-
se passeio : ebegaram muito larde, c foram Alinea-
dos a passar a noilc fra das portas de Slresburgo.
VIII.
Quando Sebasliao c Luciana aeordaram, odia j
eslava claro. As i nvem chuvosas da noile precdan-
le baviain-se retirado ; o orvglho brilhavn as fo-
lhas como lagrimas de dor em um semblante ja h-
soiiho ; o mclharueo, o verdelbo co leulilhao cou-
versavam ein sua diversa lingoagein noaaeiodoa cs-
pinheiros. Um vapor diaphano o roaado abranda-
va Indos os contarnos, c o sol douniva os cirnus da
Floresta Negra.
Alais fresco e mais alegre do ipio essa bella ma-
ullan, o joven par abnndnuou a hospedara. Ne-
nliuma incerteza rcslava a Luciana, nenliuma ap-
prehensao atarme ilava Sebasliao. Mil ideas cn-
cantadoraa preoecupavam a ambos, mil ditos gra-
ciosos acudiam-lhei aos labio. Dma influencia fe-
liz luiba lambem afogonlado para longe delles du-
rante a noile lodss as ideas sombras ; cm seus co
cacoes su havia lugar para dous seiilimculos : a lem-
branca e a esperan ;'.
Pouco depois as escarpas dos reductos lornaram-sc
rada vez mais freqneulcs.
E|les lenlaram separar-sc antes de rhegarera s
portas ; mas mo lveram roragem. ni ultimo arlius-
lo lhes pe miltio darem um ultimo heijo, o depois
enlrarain juntos na ril.nle. Todava rhecou o mo-
inenloda de-pe I ida : Sebasliao vio. fugir-lhe a ama-
vel conipnibeira, e corren casa para' aprestar os
preparativos. Os amantes deviam cm:oulrar-eaindi
i ,-a mesma noile no rhealro.
A' medida que Luciana apprrximava-se "ilo sua
habilaeao. a alegra ab.inrtonnva-a, eos semhlnnles
annibrios da mai o do irmau a|ipareriam-lhe para as-
susla-la. Quandorhegoii a ra, em que elevava-se
a casa, um objecto real de inquietado se lhe offerc-
ecu ios olhos. Diante da porta estvamvarios gru-
pos de gente fallando, nao em voz baixa, mas em
tom um pouco elevado. A lgubre expreslo dos
COMARCA M PAJEli".
T7. ,. "X-^cai....- ox i,d juc.ru
Moilclter.Desejandodo inlimu do men peilo que
muilo o veneran inclhor saudc, paz, e foslas feli/.e-,
com ama entrada' franca para esle novo anuo da nas-
cin.enlo do nosso Sondar, que bem viudo seja, sem
que me dexas* a mnima sindartc o passado, que
nada mais fez do qoc carregar-me o costado com
mais um ; eis-me cumpriudu a promessa que Ihc fiz
na minha primeira missiva, na certeza de qae, em-
quaulo nao livermos urna va de communicarao di-
recta para este termo, a nossa correspondencia ii
rom irrcgularidade*
Pascando pois a noliciar-lhc iis orcurrencias que
lveram lugar duraulc os mezes de riezembro e Ja-
neiro, devo affirmar-lhe que sao ellas da*Jas com o
cunlio da verdade, prudencia, c impareialidade.
No dia fi de ilczcmbro procedeu-se ao sorteio dos
48 jurados paraba sessao de 8 de Janeiro, o Sr. Dr.
juiz municipal redobron os seus esforcos para apre-
senlar um grande numero de innocentes i barra do
Irihunal, (niio leudo cada um menos de duas mur-
tas) diz que para o fim de abrilh miar o arlo, e dar
algum que fazer aos senhores jurados, e na verdade
nao foram inuleis os seus esforcosl e aliante direi
quael foram os resultados dessas diligencias.
Tivemos a felicidade de'scr ouvfdns pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, e Dr. chele de polica, nn
cscolhn que fez para delegado desle termo, na pes-
soa do Sr.- Dr. Tamarindo, elle lomou posse desle
lugar no din -21 dn dezembro. \
4 folganra da fesla do Natal foi pequea, mas a
paz Im lodo o termo foi grande, o nico enlrelen-
meulo que tivemos em urna das oilavas, foi a dansa
dos clmelos, a que elles chamam tor, essa dansa
tem urna mistura de polka, de scioltishs, de solo,
ele, ele, os instrumentos hem se asscmelham a um
desses canudos mais grossos que lem os orgos das
igrejas, porcm rom um som lgubre ; por .lano, j
v \ me. que mo he somenle nessa cidade, que se
diverle, cabaile esteve animado, he bem verdade que
a perfumara nao era das mais agradareis quando
havia csses movimemlos gv mnasticos.
O mez de Janeiro phncipiou com requisres de
presos de Villa Bella para responder ao jurj desle
termo ; alaguis de casa para a cadeia, concurrencia
de ciiminosos para o jury, Irahalhos ilajcamara mu"
nicipal, cmlim liedle o mais frtil em novidades.
semblanlcs dnoolava que urna noticia trgica circu-
lava de bocea em bocea. Algumas mulheresavistan-
do a joven aclriz, cxclamnrnm : La vem ella
Lnciana estremecen c camiuhou paradianle hesitan-
do. Devo advert-la pergnnUM um matrona gor-
da i comadre ; esta pobre rapariga be lalvez inno-
cente. Tendo-lhe a comadre feilo um sgnal de
approvncao, ella dirigo-so a Lnciana e dis-
se-lhe :
Nao cnlre, minha bella mora, nao cnlre; os
gendarmes a esperara.
A rapariga ficou mais paluda que as iiuvens, cga-
gnejou pcnivelmenie :
E que he feilo de minha mai e de men ir-
niiio '/
Eslao prcos por ordem do procurador rio rei.
Luriana vacillou como se eslivesse para cahir ;
mas nitii iiuirnu anda :'
Ohrigada pela ariverlcncia !
A matrona que nao linda o espritu livrcde loda a
desconliaura. llanqui; levar a blindado al susten-
ta-la ; lodavia arrscenlo] :
Faja pela ponte rio Kehl : no fin de meta lo-
ra pode estar na Alleinanha.
Ileiinindo lorias as forras, Luciana arrastou-Me
pelas ras, npoiando-se lias paredes, como devia ler
feilo Jane Sbore em sua agona, quando vagava em
Londres sem que ninguem seatrevesse a dar-I he um
periaco de pao. Chegando assim a habitncan de Hun-
dan, apenas leve justamente a forca ecaesaria pala
subir dous andares e balcr-lh porta.
Nos-o nioinento Sebasliao preparava a mala.En-
Iro exdamou em lom alegre. Mas vendo quo nin-
guem enlrava tai abrir. Luciana eslava apoiada na
porta prestes a desmatar, e nao pode voltar a chave.
I'licio de dor o de espaulo, o mancebo lomou-a nos
bracos, c fe-la scnlar-sc.
Que le acontecen, querida Luciana ? pergun-
loudepoisque fechan a poila, e vio i actriz reani-
mar-so.
Fujamns rujamos! dissc-lhe a rapariga, dn
contrario eslou pe'rdida.
Que-perigo le ampara que pode causar seme-
ntante terror '.'
Meas temores, men- prcsentimenlos realisaram-
se. Saberes ludo. Seha.liao, cmprehenderas mi-
nha- tristezas misteriosas o has de lastimar-me ; por-
que leus liun curaeio, e roo lena dilo muilas vetes
que me amas. Mas fujaino-, fnjnmos, ou entSo dea,
gracada ric mim !
Partamos, riisse Sebasliao, apressaremos assim
minha felicidade. lem vs que cu fazia mcus pre-
parativos. I
Em nome rio co termlna-as sem perder um
minuto, e manda buscar una rarrqagem.
appcltailos pelo Dr. juiz de direilo, faja ideaba
quantos annos nao he regado esle solo de Tacaral
com o sangue de innmeras victimas do ponhal e
bacamarle desses tenues assassinos, que a serem jal -
gadus sem patronato lodos seriam condemnados a
pena ultima. O Tliomaz diz que no reinado do Dr.
Jos Filippe, elles nao Icriam lana bonanza, mas
elle como percebe somenle do sino, respondi-lhe que
se callnsso para flan ler algum substituto, pois o in-
nocentes passeavam na ra, a viuvez, e a orphan-
dadeclamava jostiea. Ea, como ja lhe disse, linha
lambem meu periaco de ino caminho, mas hoje cm
tao hon hora o diga, n1o lenho aquella cousa em
que me possam por fogo, eslou completa ddadao.
O Tliomaz deu-me urna noticia que parece fabulo-
sa, c be que eslava creada a agencia, e collecloria
desle lerino, o'pobre como qae desconlia da esmola
grande, por isso anda fico em duvida, se assim for
muilo terciaos que agradecer ao Evm. Sr. presiden-
te da provincia, esse beneficio de que lano carece a
populacao de Tacaral.
A illu-lris-ima cmara municipal, funecionou cm
sessao ordinaria no dia 25, consla-me que trataram
de organisar as suas postaras, para offerecer ao cor-
po legislativo provincial, pnra a sua approvarao.
O Dr. juiz municipal tem estado bastante doenle
dos olhos, esla molestia por aqui he epidmica, ao
principio sempre cuidei qae fosse pretexto para niio
presidir o jury, mas indo vsita-lo cnconlrei-o com os
olhos bstanle inflammados.
As chusas sao pbucas, a familia vende-sc na feira
a "20 a cuia, o mlho a 480.
Saude e patacos lhe desejo por innmeros anno'
na paz do Senhor. t-'aiele.
_________ (Carta particular.)
REPARTIQAO DA POLICA.
Parlo rio dia l de fevereiro. *
lllm. e Eira. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differenles parlicipsces boje receladas ncta repar-
ticao, consta lerem sido presos: .
Pela delej-acia do primeiro dislrido desle termo,
Manoel Flix de Oliveira, para iveriguacoe-.
Pela subilelegacia da freguezia de Santa Antonio,
a prela Luisa, escrava de Joao Maria de Alhuquer-
IIUP- naca UtrnnmlimmAm, m. r.via.i,, |.Oi
ser encoiilrado espancando nma preia.
O subdelegado da fregaezia-da Boa-Vista' pnrli-
ri|K>u-mecm oflirio rie-in dala,que no.dia II do cr-
lenle, o alienado Manuel Jos Aniones, que vive
em companhia de sua iai D. Maria Joaquina de
Alinela, residente if aquella freguezia, accommelli-
ilo de um accesso lanzara m.1o de um pao e com elle
espancara a propria mai. urna irmaa, urna escrava,
mn menor lilho desta, e um prcto da vi-inhanea
que correr cm soccorroda familia, ficando o menor
co prelo gravemente enfermo, e que para avilar
oulros desastres que podem ser funestas,ia requisitar
a atlminislracao dos cstabdecimenlos de caridade o
recebimcnlo e conservacilo do mesmo alienado no
respectivo hospital.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica do
Pernambuco II de fevereiro de 1855.lllm. e Exm.
Sr. cnnselheiro Jos Benlo da Cnnha e Figueircdo,
presidenta da provincia.O chafe de polica IM
Carlos de Paita Teixeira.
DIARIO BE PERMBIJCO.
Teve lugar anle-honlem na sata da associagau
commercial desta praca, e soba presidencia rio Esm.
barita da Bon-Visla, a 3. sessita da reuniao annual
dos accionistas ila companhia Pernambucana, e en-
lao foram elcilos para supplcntes ra directo os
Srs. : Bryan, (iiierra Jnior, Fegctmeler, Schramm
& C, Alcanforado.
I.eu-se em seguida o parecer da rnmmisso de
exame, o qual depois de alguma discussao tai appro-
vario, excepto na sua ultima parte, e hem assim um
projeclo de resolueao apresenlado pel Sr. I. se-
cretario ;'depois do que levnntou-se a sessao. dei-
xaiido o Sr. presidente de marrar dia para nova reu-
niao por nao lerem anda os senhores directores
apresenlado o orcamenlo, que deve ser discutido im-
mediatamenle depois do sobredilo parecer, na con-'
formidadedo artigo 37 dos estatuios da compa-
nhia.
Consta-nos que lendo ehegado de Mamangoape
em nina barrac,;! um individuo de nome Jos Fran-
cisco da Silva, ou Jos Antonio da Silva, que ali
viuia de negocio, conduzindo alguns saceos de as-
suear para vender, e com o produca e mais di-
nheiro quelroute fazer alguns pagamentos, abo-
lelra-se em casa de um tal Tosca no residente no
hairro do Recrfe, que com elle eahira a passeio pelos
arrobadlos desla cidade de onde nao voltou. O
Sr. subdelegad!, do diio hairro sendo informado do
falla do mesmo Silva, fizera recolhr a cadeia o re-
ferido Toscnuin c a polica prosegue as indagares
necessarias, e hnnlem fui examinar o areal da Cruz
do Patino, onde se dizia csistir urna inhumacao,
que nao encontrn.
lloudan sabio para dar ordens. Luciana exami-
no u a praca rom ar inquieto, c n,1o v>ndo apparecer
neiihura uuiforme liauquillisou-se um pouco ; mas
nssim mesmo pareca a imagem da tristeza e da per-
-onilie ,eao rio ilescspern,
O mancebo voltou, acabou de encher a mala e fe-
chou-a. Emquanto oceupava-se com estas ltimos
cuidados, disse rapariga quasiMnvolanlariamente.
Se nada te ordena o silencio, expe-me no me-
nos de nina maneira geral a cansa de leu sust
Saherci mellior que medidas devo tomar para
var-le.
Nesse momento n rumor de urna carruagem que
se approximava retii na praja.
Deseamos, deseamos, exclamou Luciana, vamos
para a Allcmaiiha, e dize ao cocheiro que nao pou-
pc os en valles.
Hundan lomou as maos a carteira. e a aclri le-
vantou-se para partir ; porm no mesmo instante
passos pesados sonram nos degros da escaria.
No segando andar, disse urna voz de mulber.
Pois bem, responden urna voz masculina.
E mnilos individuos continuaran! a subir. Um
tremor nervoso agilava lodo o corpo rie Luciaca. O
mesmo personagem que fallara em ultimo lugar ba-
len porta, e riisse : Abra em nome ria lei!
Sebasliao abri aheio de sorpreza c de angustia, o
vendo mulos gendarmes, perguutou ao chefe :
Quo quer, similor".' ,
Tanas onlcn de prender madamesclla Lucia-
na Berlhold, actriz do lliealiorie Slrasburgo, res-
pomleu o agente militar.
E qual he 0 motivo dessa prsof?
O mandado diz que essa rapariga he acrusada
de homicidio cunjunc menle com a riai e o irmo.
Estas poJavras* linram o manceba experimentar
nma acerba dr. O sacerdote sincera qu v prota-
nar-se o altar, sobre o qual dsela lieos debaiio de
urna forma myslica, nao sent ama magna lio vio-
lenta, lloudan laucn mn olharsohrje Luciana para
inlerrogn-ln e procurar-lhe nos nlhok urna respaata
triumpliiile ; mas ella nlo podia rcspimiler-lbe :
linha cabido sem santidoa sobre oaasoalho, Pareca
que o aiiju da murta assentado junio delta nao ousj-
va ferir una crealnra Igo formosa. '|s cabellos des-
alados fiirmavain-lhe em turno da cabera ondas gra-
cio-as. suas faces estavam paludas cun a nevn es-
clarecida pela la dorante una uoi? de invern.
!\DI senliiiienlosdolorosos, verdadeiras frechas enve-
lo -nadas Iraii-passaram o coracao de Sebasliao; po-
rciil a com;iaixao vencen Indo.
Os senhores nao levarao esla polire mulber no
estado em que se acba, disse elle aos gendarmes.
I'ei miltain inc que a laca lomar a si. I
Temos ordem de leva-la sem demora, replicn
o elide: os homicidas nao merecem tantas allenjoei.
MUTILADO
\
.
IllfilVl


i
DIARIO DEPERNAMBUC, QUINTA FIRA 15 DE FEVERElRO DE 1855.



Senhores redacloret. Scmprc qua sofiro urna
injustr, nm incoramodo, vou dizendn islo vai
descont dos raeus peccadospos bem, o seu
correspondente da capital, em falla do mollior prem-
bulo, quiz divertir-se comiso, dando o goslinlio de
reproduzir-me, ouerendo melrificar-me em verso
dithyrambu, dlttudo que cu lhe linha m vonladr,
que s havia dito o qtic nao era, que tinha disposl-
coes hoslis cantra o collega, ele, ele, ele, e Indo
islo o que significa .' Segundo a priodia donosso
jesuta ror, nada menos quo a expiacao de algum
peccado; agora o que doro eu responder, quanJo
sou namorado do tal velliinlio sabido, qoando me
icrsuado que ein vez de o tratar mal, ehlreguei-lhc
01 meus respeitos, quando dalle fallei".' Diz o raen
vigario, paciencia be virlude, perdoar as injurias
preceilo do Evangelho, por isso tenlio paciencia,
disculpo o que elle disse contra niim, alm de ludo
porque este senhor as vezes solTre do urna molestia
que elle chama splecn, que diz o Barroso nunca so
receitou para as boticas do mundo, ;c da ierra de-
vendo ser ascaseiras que alrapalham os velhos, de-
pois das suas reproduccoes rproduzidas, e fazem
coro que elles velhos reproductores nao regulem bem
durante o tal incommodu ; todava sempre respondo
o seu correspondente, que elle sendo o mais velho
dos cornssponajanles, he um dos melhores e dos mais
acreditados, que eu o admiro e o rospeilo por sua
sabenea, islo he, sapiencia (para tirar duvidas), e
que elle honra a sua Ierra, que eu nSooolTendi
nem por pensamento, nem por escripto, e que que-
rer considerar-me seu collega, he como diz, Cazuza
novo muila honta a um pobre marque/..
Estivo em talas um da destes, e nito me foi pos-
slvel responder a urna propona, consulta herezia,
com que o 6ode grande me empansjnoo, par ia*n
o remetti botica do Barroso, que he a assemhla
ilos sabio licita Ierra, onde a discussao faiscana o
que poderia significar aquello aborto; e para que u"*a '"* importancias de nossa Ierra,veio juntamente
Xr_. _______________'.- i i i *. i p.!.. fc. P. r.^^i; .1, ....!.~ i- -.I-..;--________-ll_
Vmc. saiba que por aqi lia sua cabec,a de Merluza,'
a quem talvcz esteja encarregada alguma concepcle
inconeebivel, lhe porei tudo no bico, dizcndo-lhe
logo que o meu dedo mnimo a noile pausada, avi-
sou-me que havia na tal historia o verbo rapinagem,
o que o ablativo bode sem ser pequeo lem grande
r.nlpa em certo cartorio, e soflre de urna dor de ca-
beca que o S. Peixoto chama remorsos: vamos
tal historia. Os castigos mundanos diz o qudam
sSo loleimas e loucura9; que c* na Ierra mesmo
principiamos a ser castigados pela Providencia, scr-
vindo-se dos proprins homens, como/cus instrumen-
tos, que estas autoridades filhas do orgalho do lio-
mem, tornam-se novos criminosos, executando leis
criminosas, dictadas pela ignorancia da humanidade
i'ii executando ra peior forma as innocentes ou mes-
mn lioas, levadas pela cegoeira ou mas paxes. Ve-
jo nm bicho la trepado, parecendo dar leis ao mon-
do ; muila vez he um miseravel impostor, mais dcs-
prezivct e mais cscravo do que o mais nfimo dos cri-
minosos, e j coiideronadn pela Providencia, soflren-
do e expiando l mesmo n'aqaella altura apparente
es cffeitos da condemnarao, entretanto he o dolo
dos subditos: vejo um condeninado pelos tribunaesj
do mundo atirado em urna matmorra, ser feliz, re-
pnusando em sua conscicncia, e gozando como por
um loque divino; e o que significa isto 1'! Que he
mais digno de compaix.lu o governante humano do
que o governados: responde o mesmo borle ares-I
tim: Que lal a pulha a discusso lera sens arre-
ganhos inleressanles ; e deixe estar que hei de fazer
por bispa-la, o esereve-la desta mesa, para lhe scien-
tificar da setnela da loucura. .
Tem havirlo por aqu um zum ziim zum dos meus
neceados: a polica tem andado em qoente, pren-
dendo, amarrando, rollando, fazendo de lubsho-
mem, espantando, etc., etc., etc.; tem hayido mu-
la eousa boa, e o Sr. Ordcirn, com a devida venia,
(em-se esquecido de por todo em pralos limpos, ni
aolhe da ra; nito sei porque; pos se elle he quem
dizem, eslava no caso de o fazer, salvo se he poi
urnas cousas que elle chama conveniencias publicas,
opportuniddes, apparencias, diplomacias, etiquetas,
.legras do escriptnr publico, ele, ele etc., de sorte
que as vezes da de rijo, ootras vezes faz Iregoas, mi-
tras espera a consumarlo dos factos; eu.porm, meu
amigo, irau oniciiOv aiot., os. .f..n,ll. n3n snil 00r
litico interesseiro, nito preciso do. governo, sou limi-
to iudependente, son da tempera anliga de pilo,
pilo ; queijo, queijo, e hei de dizer ludo que for e
acconlecer, porque son liberal e a minha penna he
muilo Hvr'e. Nao entenda o Sr. Ordero que eu c
censuro e quera entrar era rusga com elle: nao, se-
nhor, lvre-me Dos : digo isto por dizer; porqut
en o eslimo, reconheco o mrito de que goza, res-
pcito b seu procediinento, e para que algum ofilco-
so (que n3o fallam) nao v alear intrigas que nai
qoero, dou-lbe este cavsco. .
Mo costume van introdu/.indo aqui.de fazerem-si
as diligencias policiaes a cuela dos caVallos dos po-
bres malulos ; urna ou oulra de maior urgencia ad-
miti, porm todo dia nao tem lugar; a boa razan i
mesmo as leis o prohiben): sabe Vmc. o que Icrr
acontecido? os matulos nao qnerom maiscarregar
frotes para aqui, e os agricultores nao adiando con-
ductores senao por excesivos presos, sao prejudica-
dosj os malulos delxam os cavallos escondidos noi
malos visinhos da villa, e d'ahi conduzem os gene-i
ros as costas, e por este excesso de trabalho aug-
mentan) o preeo do transporte; isto he um granda
mal para a agricultura, que parece que todo cons-
pira para oppritnir, e nao deve continuar : cu Mu
contarei d'oulra vez ama calaslrophe que acontecer
por causa de semelhanles procedimientos, e lhe mos-
trare! que sito elles criminosos como avisou-me o
Goncalves.
Saiba Vnjc. que toda popularlo anda araedronlaj
da, porque corre que veio urna le, nao sei se da A+
frica, que manda punir a geracao presente pelos cri-
mes pralicados pelos antepassados, al o vigesimt
grao, por exemplo, um pobre leve um av que com
metteu um crimo, denunciado, vem para a caricia
som haver sanios que o aecudam, solTrer pelo av,
anda que seja tim innocervtaeo, cte'., ele, etc., as
sim por diante: diz mais a le. emquanlo nao fo-t
rem punidos os crimes mofentos, os novos e novissi
mos podem ficar em'paz, porque he preciso segu
a escala da antiguidade, por isso qualquer visita pro
formula antes de lempo, ser acompanhada dncora}-
petenle aviso : diz anda a le, os personagens san
isentos da ponieao porque o espirita sanio recahi >
sobre elles, e conclu; ns denunciantes eseusfilbcs
sofirerao todas as penas dos por elle denunciados, i
do tim de meio scalo o eco e a Ierra se rao liabUadas
por anjos, e o neceado original desapparecer: eu
acbo que ludo isto he brotara, mas o que he ver-
dado, be que o povo vive sem soreg, recciando pa-
gar o que nao dere, nao Irabalha, dorme as malas
e est lan prejudicado, quo lia precisao por aqui de
um mssionario capuebinho.
A polica lem feilo algumas prises o anda restan)
muitas fazer, visto que as visnhancas da villa c
ra fregoezia cxislem muitos criminosos, uns pronun-
ciados c oulros sem prncesso, etc., etc., ele, pro-
melleram-mc urna relele delles, a qual llie hei do
mandar para a ver reproducida em Icllra redonda.
Acha-se preso o capitao Pulqucrio, por dizerem que
trille e seus clientes liraram do poder re um deposi-
irio escravos proprios dolles clientes, mas diz o dc-
losllnrio que os escravos foram denunciados pelo lal
Pulquerio, e nao sabe se fugram ou foram furtados,
fiorque o mesmo Pulqucrio ajudou a have-los, islo
lie, o deposilario baver no tim dedousdias; aqu
todos geralmente defendem' o Pulqucrio, dizendo
que lal prsao he una injuslira: logo roulo-lhc urna
listn ia de ouvido.
Foi preso o capitao Antonio Luiz de Mello, o 1110-
livo ignoro, c esl em segredn ; al agora islo nao
era assim, porque a Ici prohiba, porm depois da
polica secreta, que cu lto dara anles cerlo nonie,
as cousas assim vio marchando : o que houver Vmc.
sal>er.i, saliendo logo quo o Mello he professor de
instrueco publica, e be lido como honesto, bom a-
migo, bom paide familia e he hornero herdado c de
leres, leudo porcm a miseria de nao perlencer ao
partido liberal, e ler-se sacrificado pela aclualidade.
Andn itimamenle por aqui o Exm. Sr. presiden-
te, quiz ir beijar-llie as maos, mas o meu redingote,
filho nico de inuMier viuva, nao se aninou a cnf.ir-
dar-me paraapparecer a tao alta personagem, vi-o
da ra, por onde passava com grande acompanha-
menlo, cliei-o um nuru gentil garboso, proprio
mesmo de presidente, e sympalliisaiulo com elle.
ileHejo-Mic as melhores posiees. O l)r. I.iudolpho,
coa)) S.Evr.. aoslci de ronheee-lo eadmirar o cavallo
m que vnlia montarlo, era um bruto do la-Janho
lem igual: ilcixou aquelle l)r. militas sympalhas
aqu, o que nao he m cousa para candidatos.
Por ler escripto muilo, aqui paro, pedindi-llie
duas cousas, primeiro que nao consinla que corto
especulador saibe na suatypographia, quem he esle
seu criado, c segundo que ordene a quem perlencer
que ltenle para as infalliveis erratas.
O acolito do lom.
Mamansuape 9 de fevoreiro de 1855.
185a.
. 282 mlhoes.
. 100
. 8 S
AGRICILTIR\
U que he, bom de lomar he bom de guardar, diz
um proverbio de moralidarle pouco escrupulosa. Os
Eslados-tnidos, iuvcrleiido os termos do rifao, cu-
bican! muilo, dizem,a possessao de Cuba, que natu-
ralmente a llespanha, de sua parte, muilo deseja
conservar. au sabemos o que resultar mais lar-
de desle grande desojo, que se altribue l-'cdcra*-
fto, de accrcscenlar a seus Irinla e dous Eslados a
ifiaguifica ilha 13o justamente chamada a perola das
Aiililhas.
Cabe aqui lembrar que mu jndiciosamenle, o re-
petidas vezes firam postas nesta ga/.ela as refor-
mas econmicas das rendas publicas por meio das
qiiaes n governo hespaiilml poderia mellior conser-
var a posse da sua colonia." Como quecque seja,
nenhum designio temos de vollar a este assumpto, e
o quanto boje queremos be indicar a importancia
actual de Cuba, e dizer o quanto ella valo pelas suas
prodceles, e pelo seu commercio. Islo ser objec-
lo de ahumas cifras comparativas.
Urna palavra primeiro acarea da popularSo. Cu-
ba, a maior das ilhas do archipelago colombiano, e
que se pode tambem dizer a mais frtil, e a mais
aprazivcl por su cxccllenle clima, contava, segun-
do i>. ultimo censo (1850), 9i5,000 habilanles, a sa-
ber : individuos brancos .160,000pouco maisnu me-
nos, e de cor 485,030, cuja quarla parle era do li-
vres, c as olras de escravos. Calculou-se que, de-
pois de 1790, o accresciroo decennal da popularan
havia sido em Cuba de 9 por 100. Ora, sesundo o
Sr. Miguel Cliarpenter (liisloria 'e descripcjto das
vias de communicncao nos Eslados-llnilos,', o ac-
ensiimo igualmente decennal seria na Uniao de 35
por 100. A diffcrcnra, pos, eolre os 'rjon? pan-
nao seria muilo consideravel.levando-se em coula os
inmensos recursos, que o occidente americano of-
ferece a emiaracao, e devend-se accrescentar que
Cuba poderia dar ainda a' cultura o quinto do seu
solo. .
O trafico de africanos, npezar das inlerdiccOes of-
ficiaes, reeruta ainda mui frequenlemenle negros
para a colonia : nao sabemos o numero, que p'de
clandestivamente boje inlroduzir, smenle julga-se
que em 1814 inlroduzira 10,000 negros, numero es-
le que, diminuindo successivamenlc, estara redu-
zirlo a 5,000 pouco mais ou menos de 1850 a' 1851,
o que lio ainda muilo cnnsideravel. No Brasil, de
56,17-2 negros inlroduzidos em 1847, baixou o nu-
mero, dizem, em 1851 a' 3,287 ; feria sido a repres-
sao do trafico mais etlicaz c de um efieilo mais
rpido. m
Nao obstante a indolencia, qnq a extrema ferlili-
dade de seu solo, c as delicias do seo clima fazem na-
tural (nos diramos quasi desculpavel) aos seus colo-
nos hespanhoes, Cuba he hoje rica de fabricas, e es-
lahelccimcntos agrcolas.
Em 1827 conlavam-se-lhe 510 cngenlios de as-
sncar ; em 1816 a cifra clevava-sc a' 1,442. O nu-
mero das herdades era na primeira poca de 13,947 ;
na segunda chegava a 25,292. As grandes pialares
de fumo passaram de 5,534 a' 9,102 ; a eslas cifras
accrcscenlem-se 5,542 rasaes, 1,670 fazendas de ca-
f (neslas houve diminuidlo, porqoanlo em 1827 con-
tavam-se 2,061). 69 fazendas de cacao, 14 de alop-
dao. 1,731 fabricas ruracs, olaras, dislillacOcs, cor-
lomes, Tornos de cal ele A rara bovina sommava
1.027,313 caberas, eos cavallos c mulos 244,727,
As minas sabidas.eram 112, das quaes 86 do cobre,
7 de petrleo, 4 de prata, c as mais de carvao de
pedra, ou de ferro, cuja maior parle eslava des-
araeadamenle por explorar.
Nao podaramos dar urna perfcila idea da prodc-
elo dessas fonles de riquezas terriloriies, tujo va-
lor so eslimava, excepto as minas, em 323 millies,
senao fazendo conhecer as exportacoes dos Ires pro-
ducios que sos conslituem quasi loria a fortuna de
Coba, a saber, o assucar que ella colhc (res vezes
mais que as noa duas Anlilhas c Bourbon reuni-
das, o caf, o. 7 fumo.
Eis duas pocas comparadas.
Mcd. 1811-45
i-"iar......148 mil. de kil.
-Melaro......61. .
Caf........ 15.......
Fumo em follia. 3.......
Daln se ve, que s a caf diminuio, c bem se po-
de prever que esle producto diminuir ainda mais
em rarto da cultura mais productiva da canna. Dif-
ferenlcinenlc he a rcspcilo do assucar, e do fumo, e
aos 4 milhes o meio de fumo em follia exporlados
em 1852 ajuntem-se 181,610,000 charutos', e mais
1,847,000 caixas de charutinhos. Tal he a enorme
quanlidade de fumo, que Cuba derrama por todas
as partes do inundo.
Avalie-se a exlcnsao dos campos de nicoriana que
he misler cnlllvar para urna tal produccao Joao
Nicot quanrlo, ha justamente trezentos annos, en-
viava a' Catherioa de Mediis as primeiras amos-
tras de pclitni colhjilas em Cuba, bem longo eslava,
sem diivda, de prever o- cspanloso sucresso desle
acre vegetal,naqnclle lempo (Ao apreciado pelos ni-
cos sclvasens, c boje um dos apanaglol os mais dis-
linrtos, apparcntemcnle, da civilisaco..... E he de
notar, que esta vasta expurlae.lo de Cuba nao obsta
de maneira alauma a que llambiirgo, c Brcna se
aprnveilcm da grande reputacao dopuro havana
para espalhar por esle mesmo mundo oulros lanos
fumos germnicos, ou hngaros emmassados em
caixas de escrupulosa imitadlo hespanhola, revestidas
do irreprovado rolulo das fabricas liavananas. A
confianza be cousa maravilhosa !
Se ao assucar, caf, fumo, e melaeo se ajnnlarcm
25 a 30,000 toneladas de mineral cobre, 2 a 3 mi-
Ihcs de pao campeche, cedro, ou acaj, e .50 a 55,000
hcrtolilros de agurdente, ler-se-ha quasi toda a ex-
porlaraode Cuba, exporlacao, que em ludo, com ex-
eepejio do caf como se vio, ha mais que duplicado
Reates vinte annos ltimos. Vejamos, alcm disto, o
valor das (rocas da colonia.
O commercio exterior de Cuba, o qual se concen-
tra principalmente nos porlos da Havana, de Santia-
go, ede Matanzas, da^a em 1826 H 1830 medio quin-
quenanl, importadlo e exportadlo reunidas, 152 mi-
Ibes frane; del anuos depois niel. 1836 1810 217
milhoee; dea annos mts depois 1846 1850 2S2 mi-
Ihes ; finalmenlecm 1852 deu 305 milhoes, o quin-
to pouco mais ou menos do commercio dos Estados-
Cuidos. Ha, pois, em vinte ou vinte e dons annos
um augmento de mais do duplo. E ser a melropole,
a Hespanha, que collieos mais forles lucros deste
commercio 1 Nao. Posto que. privilegios sejam re-
servados ao pavilhao nacional, que nico efleetoa a
carreira enlre Cuba e a melropole, e lalvez por cau-
sa desle mesmo rgimen colonial, a somma das Iran-
saccoes que enlre si fizeram em 1852, nao exrcdeu
de76 milhes : he apenas a quarla parle do total,
c Picando por conseguiile para o eslrangero as ootras
tres queras partes. Em primeiro lugar os Estados-
Unidos 110 milhOas en) 1851,95 em 1852 : depois
apresenlam-se a Inglaterra e a Allemanha ; c fiual-
menle nos mrsmos em 45 a .50 milhes, inclusive,
he verdade, Porto-Rico,a segunda das Anlilhas des-
palilllas que, sem igualara importancia de Cuba
he lambem de urna grande riqueza, e nolavcl fer.
lilidade.
Cuba he um cxccllenle morcado para nossos fi-
nos, nonas sedas, nosus obras do metacs, perfu-
maras ele ele e temos na Iba solidos eslahelcci-
mentos em numero de 80 a 100, cngidos por urna
especie de colonia dos nossos compatriotas, dos de-
partamentos limilrophes da Hespanha. Mas, quan-
to ao commercio, e industria, os KstadMjuidos,
torca he confessar, (em em Cuba urna inconteslavcl
preponderancia. Sao ellos os que, depois da Hes-
pauha, efierlium a mor parte dos transportes mar-
timos : sobre 911,695 toneladas transportadas con-
lavam com 441,389, sobre 499 navios entrados em
Matanzas, o pavilhao americano cubra 323; em Cr-
denas 380 sobro 4 U, ou 91 por 100. O pavilhao
dos Eslados-Unidns heoqne transporta a maior par-
te do assucar, caf e fumo da ilha ; he elle, por con-
segninleo que importa mais familia, bacalho, car-
ne salgada, i|iiinqui|liaria, machinas ele, o lambem
o que he ponto principal, os mais habis contra-mes-
res, os mais perseverantes agricultores, os melhores
artistas que as numerosas fabricas e herdades da co-
lonia empregam: cmPim Cuba deve a aclividadedo seu
commercio as casas americanas, nella estabelccidas,
(i,!! laja ,o ,lo lilr>ril_n|-|c.
Essas casas, alem de verivirarem o paiz, inician-
do -ono espirito d'cmprcza, que faz o principal cara-
clerdo Vankee, facilitan! c ahrcm caminhn aos enge-
nhcirns, machini'lM, carpinteros, serralheiros, e
oulros arHstasda Fedcracao, os quaes, grabas a vizi-
nlianen. e a mnlliplicidadc das viagens, podem f-
cilmente ir a ilha, e eslar os seis ou sele mezes da
forja do Uabalho, e por isso que nao se *veem obli-
gados-a transportar suas familias se salisfazcm com
salarios menores. Assim he que pouco a pouco,
sem canhes, soldados, nem diplmalas, se opera em
Cuba umasortede invasao da rara r.mericana.iiivasao
pacifica, e mais do que nenhum seguro de suas con-
quistas, a melhor, a mais legitima de todas as inva-
socs seguramente ; porque lio* invasao da inlclli-
gencia e do trabalho.
(Journal des Debis.)
VARIEDADES.
Vou melter essa rapariga na carruagem qoc parou a
noria, quando cliegmos, e conduzi-la para a cidria
da cidade. onde a Carao sabir de seu desmaio.
Nao perniitlirei -que a levem assim de minha
easa. disse Sebastiao. O senhor deve prender urna
mulher, e nao nm cadver. Espere que ella recobrje
os sentidos, do contrario s a lera empresando a for-
ra, c depois de uma'lula encarnizad. Nao sou va-
lenlao, assim o melhor que podera fazer ser nao
. exasperar-me.
O commandante da patriilba lornou-se serio romo
a justija que representava. Por felii idade de Se-
beslilo era um liorr.cm sensato. Elle disse-lhecom
ar firme e benvolo ao mesmo lempo :
O senhor he mojo, leiilia cuidado em suss ac-
edes. Pois eeluda o direito, deve saber quanto sjo
graves aresistencias para com a forra publica. Nao
rompromella todo o seu futuro por uns amores pas-
stgelros. Se a accosarln he innocente, ningiiem lli^
far mal algum. e nao lardar a ser restituida a ti-
berdade. Porm se o senhor empregar contra nos
urna violencia inulil, soffrer infallivelmenle muitos
annos de pri-ao.
Eslas palavras prudentes e moderadas applacaram
o arrebatamento de Sebastiilo. Seu adversario linha
ra/ao : forroso lhe era subineltcr-se.
,Pois bem 1 lornou lloudatr, enlao faja-me o
favor de levar-mc com ella c de meller-me na men-
ina prisio. (.loando ella tornar a si desta penivel le-
thargia, e nao acbar-sc s com desconhecidos. um
olhar alTectuoso a salvar do desespero. Se ni-
goem lhe tcstciniinliar interesse nein lhe disser urja
palavra te consolacao, morrera cortamente dedr.T
Sou obligada ainda a recusar-lhe isso ; porque
nao tenho ordem de prisao contra o senhor, respo-
dco-lhe c gendarme. I)eixe-me cumprir minhiis
fiiiiccrs sem obstculo, c fique cerlo de que lodos
se bao de compadecer della.
Enlao s me resta conduzi-la en mesmo car-
ruagem : he o uniro servico que posso preslar-lhe
ucsle momento.
E o inanrejio voltando-so para i infeliz Luciana,
tomou-a nos bracos com a forra de urna constituirn
robusta,e a energa do amor. Como sea actriz con-
servasse algum diaeernimenlo no lorpor em quo es-
lava mergiilhad.i, n acaso quiz que sua caliera se
apoiasse contra o coracao de Sebastiao, o nico, o ul-
timo que palpilava para ella com urna afleirao ver-
iladeira ; pnrquantn os pais nunca lhe haviai tesl>-
miinhad^ ternura, e nina aecusaco lerrivel ia apar-
tar della ate a piedade. O nobre mancebo collocou
Luciana ria carriiagim, lancoii-lhe um ultimo olhar
sobre as lindas feir.ies, as quaes a morte parec
ter estendido sua p^llidez, e depois lornou a subir
com toda a rapidez que lhe pcrmiltiram suas torras ;
UTILIDAOE MILITAR. E IMPORTANCIA ES-
TRATGICA DOS CAMINHOS DE FERRO.
Os movimenlosde Iropas efiectuados nestes lti-
mos lempos para enviar um excrrilo ao Oriente e o
primeiro corpo de outro ao Bltico, bem como para
a tormofito dos campos do Norte e do Sul, forneec-
ram novos dados sobre urna quesiao das mais impor-
tantes, a da nlilidade militar c da importancia es-
tratgica dos caminhos de ferro.
Desde o dia cm qne se verificou que os caminhos
de f.rro pndiam transportar centenares do viajantes
por comboy, com urna vclocidade de 12 leguas por
hora, lodos presenliram por sem duvida os seryieos
que lacs caminhos deviam prestar no poni do?r1sla
dlaclica c da estratgica. He principio na guerra
escreveu um homem .nui competente, qne o Irium-
pho depende da acc.lo combinad-) do numero e da
rapidez dos movimenlos. Mobilisar as massas, subs-
lilur a esforcos dispersos um esforco collcclivo so-
bre um punto principal, lal be o mecanismo de to-
das as opcrares offensivas ou defensivas. Quem
nao sabe que foi a esle genero de manobras que o
imperador Napoleao I deven suas mais brilhanles vic-
torias "' (Juasi se poderia dizer que he em que con-
siste toda a scicnca,.lort,i a arto da guerra. Ora,
que partido se nao dcverJ lirar as oprracoes estra-
tgicas dessas novas > iaspie offerercm mcios de lo-
comodiu lao rpidos, m os de transporte lo pode-
rosos !
Nflo obstante, porm,ter sido comprehendida lo-
go, esla utiliilaile milita conservavu-sc ainda de al-
gum sorle no estado heorico. S linha sido en-
salada em alguna Iranspi les de (ropas do oulru lad
do Kheno. Citava-sc #mo um facto excepcional um
movimenlo cffecluado m junho de 1853, no cami-
nho de ferro de Mosco a S. Pcterburgo, de 18,000
homens c de 5,000 cav.-los, que s tinha exigido 12
dias.
Citava-se mais o trasporte em tres dias de 7,000
homens de (ropas austracas quando so formou o cam-
po de Olmulz. Os meiraentos de que a Franra
acaba de ser thealro ten proporces muilo mais con-
sideraveis, o mostranvlaramcnlc loria a vantagem
que o poder militar 6 paiz pode colher da cons-
Irurrao da nossa redele caminhos de ferro.
Ilcsnlu de um arlio pnblirado recentcmentc pe-
lo Monileur de '.Irire, que o Iransporle das tropas
pelos caminhos de fero se operen na maior escala ;
que os diversos camiiios de ferro que parlem da
capital, e que a rirrimdam, principalmente os do
norte c de l.von, cocorrcrain para esse Iransporle ;
que s o camnbodonorlc transportou em menos de
cinco semanas maisd: 40,000 homens. vindos de to-
das as direc^Oes ; que os movimenlos excederam de
2,000 homens por di,, sem que so mudassem urna
* vez as horas do sevico ordinario, bem que coin-
cdsscm as vezes con o servido 13o multiplicado dos
domingos.
O embarque das lopas he nm espectculo curioso.
Tudo se faz segumo urna ordem presciipla pela
administraran da gicrra. O destacamento forma-
se em columna no |onto do embarque. He dividido
pelo ajudanle, scm,e embarazar com a organisarao
das compnbias, en fracees correspondentes ca-
pacidade dos wagor. Cada fraceao, assim forma-
da, he rondnzida ao sou, wagn por um olTicial,
que a subdivide seeund o numero dos reparlimen-
los. Os dous primein- homens qne eiilram no
wagn pem as mrbidas debati dos bancos ; o
segundo loma a nio billa do homem segrale c ar-
ruma-a ; depois caa um snbc por sua vez fazendo o
mesmo servico aoquese lhe segu, de sorle que
nenhum, nexcepciiu dos dous primeiros sobe ao wa-
gn sem que a niochilla esleja arrumada, lie assim
que o embarque se faz ao mesmo lempo com ordem
e celeridade. Se o primeiro hatalhSo gastn 10 mi-
nulos para subir aos wagons, oulro execulou a mes-
ma manobra em 20 minutos, 12 minutos bastaran ao
terceiro, que linha c-tu lado mellior a ordem que se
devia seguir na operario. Fica porlanlo provado
que, tomando-s as precaures neressarias, se pode
farilmenle embarcar um batalbao em menos de um
quarlo de hora.
Ouerendo-se agora saber qual o malcra! emprc-
gado, diremos que um soldado de infanlaria armado
o equipado pesa 80 a 90 kilogrammas; que havendo
nos wagohs do norte :8 lugares, e 50 oos de I.yon, s
se arcoinmodam 35 homens no primeiros c 15 nos
Segundos, alim de reslarom lugares vasios para as
mochilas que nao cabera dehaixo dos bancos; que se
transportan! de*750 a XOO homens por comboy, ha-
vendo mais dous Wagons dos de mcrcadorias c de ga-
do para o transpone do cavallo do chcfo de batalbao
e para as hagagens.
0 embarque da cavallaria oITcrecc mais difficulda-
des. Collocam-se os homens nos wagons de viajan-
tes, os cavallos nos wagons de gado, os quaes podem
conler seis a oilo.
Os esquadrcs de cavallaria pesada gastaram mais
urna hora e um quarto, os oulros s 50, 15 ou 10 mi-
nutos no embarque. Calcula-se lodavia que peder
bastar mcia hora para o embarque de um esqua-
drao.
Cm comboy transporla, termo medio, 125 homens
e 125 cavallos.
Transporlaram-se igualmente por caminhos de fer-
ro bateras de arlilharia. Os cavallos foram nos wa-
gons de gado, as pecase as caixas de munirOes sobre
piala-formas. O Iransporle de urna balera com-
posta de 220 homons, 220 cavallos, 6 per^s com car-
retas, amos, carros c forja, opera-so por meio de
dous comboys. Sao nce-sarias duas a Ires horas
para carrega-los, e sao os mesmos arlilheiros que
executam esla operadlo com o cuidado e destreza
que se Ibes conhece.
1 U-SB quu jnseiTIWtraa iic Mmplletu'unfaffin-
O transporte das tropas por caminhos de ferro esla
desde agora efitre mis no estado pralicn. Nao sao
apenas alguns balalhcs de infanlaria, he cavallaria,
he arlilharia, he ludo o que .'onstiluc um carpo de
exercito que os nossos caminhos de ferro transportan)
de urna a oulra exlremidade do lerritorio. E ludo
islo se faz da maneira a mais simples e a mais re-
gular.
A administradlo ta guerra traeou as regras que
se deviam seguir, e um official do estado maior, de-
signado por seus esludos especiaes para dirigir o em-
barque das tropas, o commandante Coynard, pode
verifica os seus bous resultados.
Deve nolar-se que os movimenlos deslas ultimas
semanas, tao consideraveis como foram, operaram-
se, como dissemos cima, cm concurrencia com o ser-
vido ordinario dos caminhos de ferro c sem lhe cau-
saren mu,lauca alguma. O que nao se poder fazer
no dia em que se julgar que se deve por urna grande
necessidade publica, deslinar a yia frrea e os veh-
culos s para o Iransporle das Iropas! Nao he so-
menlc dos raeios de circularan de (al ou (al caminho
que se poderia dispor. O caminho de circuito, en-
tregue reccntemenle ao transito, permilliria concen-
trar cm urna s direccao todo o material dos-eami-
nhos que veaMer capital. Assim, tratando-sede
dirigir um otare i lei de Paris para o Norte, Este ou
Sul, ler-se-hiam, caslariam para a expedico de
semelbante massa, todas as machinas c wagons que
irab.ilb.im nos caminhos de Roen, do Norte, de
Slrashourg, de I.yon, do Centro, de Bordeaux, de
Nantes e de Oeste. Islo quer dizer que u mximum
de efPeilo de um caminho de ferro considerado como
instrumento de transporte de Iropas, nao lem ou-
lro limite senao o desse immenso material que se
acha ou se pode achar cm todas as eslaces de
Paris.
Nao precisamos arrescenlar qne, grecas ao svslema
de cenlralisarao poltica que nos rege, a delinearan
da nossa rede de caminhos de ferro, foi feila de ma-
neira qne pudesse salisfazer as exigencia estratgicas
ao mesmo lempo que s commerciaes. Se a expe-
riencia acaba do moslrar-nos a parte imprtanle que
elles podem represenlar as combioacf'esaggrcssivas.
fccliou a porla, dcixou-se cahir sobre urna poltrona
e desfez-se em lagrimas. Elle que raras vezes cho-
rara pelos seos proprios pozares, nao poda agora do-
minar sua dr. Solucos sullocailiM saliiram-ihe do
peilo. e ningucm teria podido ve-lo sem participar
de sna emocAo.
IX
Mil causas de soflrimento rcuniam-se para rasgar
o coraran de Sebastiao! Era na vespera do mesmo
dia. em que Luciana tinha de perteiirer-lhe inleira-
mente, em que haviam de procurar na sulidao a (e-
lieidade que sonham todas as almas bem apabulla-
das ; era na vespera desse bello dia, que se viam se-
parados violentamente um do oulro As fras pare-
des de urna prisao im substituir para ella os pi-
r.heiros plantados na enoosla das collinas, a verde c
risonba relva dos campos, o aspecto longinquo e va-
poroto das montanhas, c esse ocano de ail, que
atravessam ondas re nuveus Elle tambem ia de
sea parle Picar sosinho cm urna cidade eslranseira,
ruja populacho consista a seusolhos loda em.Luria-
na. NJo haveria mais signaes no Iheatrn. nem eso-
versaces de amo1, nem pa-seios-deliciosos sombra
dos densos bosques I Era isso romecur um exilio,
era entrar vivo as regios da morte.
A este pensamenlos tristes succediam oulros nao
menos dolorosos. Como a esposa de seu coraran
achava-se acensada de um rrime tao abominavcl?
Luciana assassin,-! ella que era tao silenciosa para
com os infezes, lao'compadecida dos animaes!
Cma idea cruel, una idea de roorle entrara nessa
nobre intelligenria Essas maos graciosas lerijm
derramado sangue? E teria elle aperlado ao cora-
cao urna mulher reservada ao cadalalso! Apczar de
suas lougas ennversacocs cnlrelacadas de inevilaveis
confidencias, nao teria elle adeviuhado esse hoirivel
myslerio, nem mesmn teria concebido a menor des-
confianza'.' Hundan nao poda cr-lo. Pretoria du-
vidar da justira humaua, e esperar qne os debates
aniquilassem essa aecusacAo monstruosa.
Tranquillisava-se, consolava-se sim, quando as
triste/.-de Curiana Nollaram-lhe memoria. Essas
eniocfs (ernveis sem causa apparenlc. que perlur-
bavam-na, c faziam-na esiremecer, nao scriam por
ventura prodiizidas por urna horrenda lembranja,
ou seriara o efleito do reinorsn ? Keiinr-se-hia o
medo do castigo ao suplicio da conscicnsia para af-
lli-i-la o abate-la Luciana era lambem bella nes-
M instantes; mas bella como o anjo feroz collocado
s portas do paraso. Domis Sebastiao recordava-se
de que desmaiara com a nolcia do assassinio e das
persegnire* dirigidas contra os criminosos.
E alni disto a influencia mysleriosa, c quasi so-
bronaliiral, que rom nm gesto", nn rom um olhar
pois senlia que a curagem abandonava-o. Apenas | ella, tao fraca c 13o pouco amala, exercia sobre
mai e sobre Theodoro .' Qual era sm^orgem* Nao
proviria de urna odiosa complicidadc,' que punh a
existencia dessas crealuras terriveis merco da
actriz ? Cma palavra poda perde-lns, e ella con- eaaorond o irmai
servava-os na submissao pelo temor do algoz. Tudo '
ficava assim explicado.
Quando Sebastian ebegou a esla conclusao, scntlo
angmenlar-se-Ilic a dor, e rabio em um verdadeiro
desespero. Que seu primeiro amor o tivesse arrasla-
do para urna mulher indigna delle, era urna desgra-
ca horrivcl cera exemplo, urna calastrophe irrepara-
vel. O segando rasamenlo do pai rompera-lhe os
laeos da familia : nina combinaran infernal rompia-
Ihc agora lacas ainda mais tornos. Sua amante era
lanbclla, tao iulelligenle, lao pura, c lao nobre na
apparencia, que aa nutras mulhcres pareram-llie
feilas de um barro inferior, e que elle lamentara
at ao tmulo suas illnses embriagadoras. Pendo
comnWlido cm sua entrada na vid um erro tao
cruel, que rapariga poderia dahi cm diante inspi-
rar-llie conlianr ? Nao deveria desconfiar de Ipdss
sem excepeao f Jmaos sararia desea iiiquielar.ao :
bem como m homem qoc leve um memhro grave-
nviile fracturadosenle serii|>re esquiroles moverem-
se-lbe na carne, assim elle sentirla no fundo da me-
moria os restos de su antiga dor. Poda fechar
primeira pagina o livro de seus amores, c deixa-lo
cahir de suas maos trmulas.
Balas rellexes novas nao o consolavam ; porcm
como ningiiem morro para o amor sem expcriinen-
lar os solTrimenlos da agona, sua alTeir3o reanima-
va-se pouco (tennis, e puiilia-lbc (liante dos elhos a
imagen) encantadora de Luciana, c elle di/.ia cmi-
co que c's forma graciosa nao poda encobrir abo-
minaves venenos. Ouvia-llic o metal da voz. tao
brando, tan liarmnnioso c lio affavrl que infund a
coniianca e ganhava o corarlo. Seus nobres senli-
meiilns, (eos generoso- pensamenlos, a delicadeza c
elevaran de loda a sua ndole vnltavain-lhe ao espi-
rito, e elle eulanuva cm um Iransporle de alegra :
Nao, ella nao he culpada a Suspeilava vagamen-
Ic que ainda nessa nrrasiaoella era vic)ima do irman
e da mai, que s elles (mliam rommettido o crime,
se realmente linha havirlo o rrime ; que semelbante
a nma eqiiipagem infame, linbani-iia levado para ten
navio em urna expedirao-funesta, pela qual era res-
ponsavel sem ler tomado parle ncll.
Esla inlerprelai;ao rcstiluio-lbc a coragem; enear-
ccrou por assim dizer i tristeza no fundo do roracao
e dispj>r-se a sabir. Quera ohler infurmares sobro
a prisao da familia1 Bertbold ; mas bem cuino o sol-
dado que oceulta a ferida diante do nimigo, o alti-
vo mancebo nao quera deixar ver snn magoa, e en-
vnlveu-sc em una fri i dignidade. Demais nao lhe-
foi necessarie tirar urna Ioniza devassa ; por quanio
a eslalajadeira, tellia de olbos pequeos e queixo
dao-nos ainda muilo mais torca c seguranza no que
respeila defensa. O que vemos, cm verdade, lan-
zando osolhos para o complexo das linhas concluidas
ou cm consliuccao no no-so territorio? Caminhos
dirigidos, uns pcrpendcularmcnlc da capilal aos
ponlosmais importantes da nossa circumferenca, ou-
lros parallelamcnle nossa fronteira, uns e oulros
disposlos do maneira que lgam enlre -i nus"
sas pracas forles e nossas pravas de deposito.
Assim, os nossos caminhos de ferro acliam-sc
na dircccjto onde devern forrosamenle ler lu-
gar as operares da guerra. Com semellianle sys-
tema lorna-se possivel desguarnecer as partes da nos-
sa fronteira menos amoscadas para refnrrar aquellas
que o esliverem mais. Com elle a defensa, que era
local de sua natnrea, perde o seu inconveniente
mais grave, pois que lhe damos a forra de conccnlra-
S3o que al agora s caba aggrcsso. Com elle,
emfim, a vontade do ebefe do eslado, a voulade su.
perior, esl.i presente por toda a parle, faz por loda a
parle sentir a sua acc,iio, e pode parar lodos os peri.
gos assim como aproveilar lodos os erros do inimigo.
I'raiikliu di/.ia : rr O lempo he ilinhcirn; )> poder-
sc-hia dizer igualmente : n O lempo he torca; e
se he verdade une a mobilidado lem sido sempre a
qualidade rlislini liva dos excrcilos francezes, os ca-
minhos de ferro lliesdaro meio para levaren) esla
qualidade sua mais alia perfeirao.
(CoMsiu/one/.)
O VAPOR.
Cm dos agentes mais importantes na aclualidade
he ineonlcslavclmentc o vapor, c muila da nossa
grandeza e da nossa prosperidade commcrclal deve-
se a essa brilhanle esquadra a vapor mercante que
possuimos, e que tao valiosos serviros presla, quer
na paz, quer na guerra. Com quanlo lodos reco-
nberan que grandes progressos se lera feilo no nu-
mero, no inelhoramenlo da sua conslrucjao c as
commodidades dos vapores, c, ale certo ponto, na
sua rapidez, nao se pode negar que, prescindindo
mesmo dos frcquenles sinstros que desgracadamen-
le aconipanbam a sua navegarao, o progresso dos
navios a vapor nao (em acompanbado o progresso
dos navios de vela ; podendo-se dizer que cm pouco
ou cm nada sao elles superiores a esses clippcrs de 13o
espantosa velordade que se pode contar cora certe-
za com urna viageni curta, c que cm areio, em com-
modidades c cm vasdao nao sao inferiures aos me-
lhores vapores.
Muilo ha lambem ainda a fazer relativamente
economa de combuslivel, ao melhoraiueiilo das li-
nhas dos vapores c ao seu calado d'agua. Ningiiem
dir que lemos chegado ao ponto de que he capaz o
vapor applicado aos Pids da navegadlo ocenica. Em
trra consegue-sc fazer com urna locomotiva 50mi-
Ihas por hora, c por cerlo que ser possivel, por
meio docsliido e da adopcao de alguns melhora-
inenlos, filbos da pratica c da sciencia, conseguir a
inesraa rapidez sobre a agua.
Ha j 15 annos que comerou a navegarao regular
do Atlntico por meio dos vapores da linha Cunard;
a viagein fazia-sc cn'ao cm 12 dias, c raras vezes se
faz boje cm menos lempo.
lia lamben grandes ensanchas para melhoramcn-
los nos nossos botis flurluantes, mclhoramenlos
que reunam todas as qualidades precisas, islo he,
espaco, segnranca e rapidez.
Os nossos conslruclores tem obtido milito maiores
Iriumpbn- na conslrucco dos barcos de vela do que
as dos barcos de vapor, pois que os clippers lem
dispulado mollas vezes os louros aos vapores mais
velozes, tanto em viagens curias, como ern viagens
Ion gas.
Os nossos capilaes mercantes lem mostrado quanto
pude conseguir, a sciencia e a intelligcncia relativa-
mente ao cncurtamento das distancias, e gracas ao
es!n |,, do? venios c dos principios da navegacao
coraposita e de grande circulo, o Constance, o .S'a-
terman, o Soberano dos Mares, o Aguia, o Mar-
co Polo, o Kenl, o Ited Jacltet e oulros lem feilo
viagens inuito notaveis, e rehuido a da Australia a
menos de duas tercas parles. Os clippers america-
nos letn feilo oulro lano a respeilo da California.
A viagem mais curta feta pelo vapor de um a ou-
lro lado do Atlntico foi, eremos nos, a do Pacifico,
que re Liverpool a New-York gaslou smenle 9 dias
e 20 horas ; mas essa viagem nao cstabelcce regra,
Doraueu Pacifico leve sempre nm furscao popa.
O'inTeriz .Irclic veio de New-York a Liverpool em
9 dias e 22 horas. Muitos dos clippers tem feilo
singraduras de mais de 400 milhas, e diz-se que o
Almora, construido em Quebec para os Srs. (iibbs
& C, de Liverpool, andn 500 milhas em 21 horas !
Se isto he verdade, provado esl que os navios de
vela andam mais do que us nossos vapores de maior
marcha. Tenbam os u\ ios a vapor as linhas conve-
nientes e a torca necessaria para alranrarcm grande
rapidez, e conseguida esl a mesma velocidade.
O Sr. Scott Russcll conlaque osen vapor, ora em
construcc,ao, e que tem 673 ps de comprimenlo,
dar um termo medio do 16 milhas por hora. Vimos
os planos de um vapor que so vai construir com li-
nhas que reunem os requisitos cima mencionados,
e sabemos que o seu constructor conla com urna
marcha de 21 milhas por hora. Esla rapidez he u-
sual na America do Norte. O casi (fe que lenha o
navio o necessario comprimenlo, que seja de grande
forja quanlo sua machina e de pequeo calado. O
Herald de Cleceland assegnra que o vapor Rainha
do Occidente foi de Buffalo a Cleveland em 8 ho-
ras e 55 minutos, o que d mais de 21 milhas por
hora duranle toda a viagem, tendo-se feilo parle
della razilo de 25 milhas por hora. Cm vapor flu-
vial chamado Alida, foi tambem de New-York a
Poughkeesie, distancia de 82 milhas, em 3 horas e
10 minutos, o que he igual a 620 milhas por da-
Dada esla rapidez, pode-se alravessar o Atlntico em
menos de 5 dias.
Os Norte-Americanos conslruiram ltimamente
alguns vapores llimaes enormes. O Ceorge Was-
hington, no rio lludsun, faz a viagem cm 6 horas
de Albany a New-York (160 milhas). Tem 500 ps
dequilha. O primeiro vapor de Fullon, que em
1807 emprchendeu a ardua trela de navegar no
Sorlh-Mver, gaslou 36 horas para vencer a mesma
distancia. O Metrpolis, construirlo cm Lnnc-Is-
land cmjulho pa-sadn para a linha do Kall-River,
lem 350 ps de comprimenlo e 45 de bocea. O seu
machinismo, de forra enorme, tem um rylindro de
105 pollegadas. lirlipse, vapor monslro, que na-
vega enlre l.ouis-ville e New-Orleans, (em (i ma-
nbinas e IScalderas; os seus eixos pesam quasi 43
toneladas, e o resto do machinismo conserva as mes-
mas proporces.
comprido, Iroiixe-lhc os boatos que corriam na ci-
dade. Afrmavam que os tres acensados tinham mur-
i mullas pes-oas, que Loriara altrahia mancebos
i eAff onde o irmiio e a mili os assassinavam para
rouhPlos, A voz publica media lambem Sebastian
no numero das victimas,
Todos recusara rrer-me, accrescenla a velha
quando assevero que o senhor nao esl morlo. Cma
miillidan de curiosos lem viudo aqui inlerrogar-mc.
Pensara que be dsrridfo minha, e s sua presenca
os convencera.
Esses boatos absurdos oITcnderam ao mesmo lem-
po Sebsliao em sua raz3u e seu amor. Aingio-se
d rapidez, rom que se propagara as noticias mais
falsas c mais ridiculas : solTreu por ver que degrado-
vam com vis calumnias a mulher de sen cor.-icao. A
lolice palpavcl des-as historias vaasdemonslroii-ihe,
que a raparig.-i era innocente.
Porcm nao podia contcnlar-so com xerses mani-
feslameole engaadoras.
Quiz saber de Luciana mesma os motivos de sna
prisao.Ella linha sido transportada para Colmar cora
a familia : Sebastiao dcixou seu aposento de Slras-
burgo epasson para a capital do Alto Kheno. Quan-
do sua amante lhe botive*sc declarado a purez de
sur. conciencia, elle esperara em urna tranquillida-
dc profunda o resultado do julgamento.
Sebastiao nao linha previsto quo nao llieseria per-
miltido entrar na pri-ao. Toda a familia eslava 0-
coniniuriicavel. As solliclaijes, e os oirereciracnlos
de recompensa acharara os carcereiios intldjveis ; a
Magistratura nao se doisoo enternecer, o sebastiao
perdeu seus rogos. Demais elle acbava-se de algu-
ma maneira comprometilo ; pois leudo Luciana si-
rio presa em sua casa, sen nonie eslava na lista das
teslemunhas que haviam de jurar. Foi-lhe misler
entilo recorrer as folbas publicas; porem suas crueis
narracoes celaram-no de terror. aVntio novamenle
vacillar-lhsa conftaoQa, c urna horrivel inqnietacao
apnderou-se delle. No meio do urna densa sombra
cnineearaiii a fluctuar em sna intelligenria vjsoea
rnnebros, bnasensensanguentadas. .Mesmo na vi-
gilia o duranle o dia cxperiincnlava u cntorpecimcn-
lo de nm homem quo souha, lador passivo ao trabalho desregrado de sen espirito.
Cm infortunio lito cruel depois de lanas desgraras
abalia-o.
Demais sua siluacaoem Colmar nada tinha de a-
cradavel. Era para os habitante objecto de urna
curiosi lado malvola. Viam ncllc o amantes de urna
mulher, sobre a qual pairav nina suspeila lerrivel,
e a ameaca do cadafalso. Os olbares que laneavam-
llie nas na-, penclravam-llie ale ao fundo do cora-
cao. Eca tomo nm homem suspeilo no meio de uniii
popillaeil J hostil.
Vagn assim muitos dias successivos cm (orno da
prisao esperando que um indicio qualquer lhe reve-
lara onde eslava a pobre Lucan. Observav to-
das as jaucllas, exaininava os individuos que sahiam
ou enlravam ; porem dcbalde : os semblantes nada
lhe diziam. c as janellas sempre fechadas nao eram
menos mysleriosas. Nenlium movimenlo senlia-se
nesse edificio montono ; s a luz mudava sobre as
paredes como o aspeclo do co sobre os ledos. Can-
dado de esperar em vao, o mancebo perdeu a cora-
gem, e aban lonuii urna indagado infructfera.
O amor da natiircza, esse amor, que nao he su-
jeilo ucnhuin desencanto, e que fnrtilica-se com a
iddc em lugar de diminuir, foi que offert-rpu a
Hundan consolaees imperfeitas. A estadio cofteor-
dava riun a tristeza do sua alma. Corriam esses di-
as liumidtjs do oulono, einque cada gola de chuva
abale tima follia, em que cada ventana dour-i os ca-
niiuhos com os despojos das arvures. As ultimas
flores debrocsvam.se sobre a margom das veredas,
urna nrvoa diaphana cirrul.iva enlre os ramos ; os
mu-icos du verao apenas sollavam olas sordas, c
os raios do sol rabiara como lagrimas de ouro alravez
dos ramos quasi bus. Sebastian sub a encesta dus
\ usgos, o" perdia-se nas chapadas cobertas de pi-
nheros, e nos valles perfumados de aromas silves-
tres. A vista do sol brilhanle dos campos anda ver-
de, e da on la tranquilla applacava-lhe os primeiros
impulsos dor. A brisa que miirmurava alagando
os ramos das arvores levava rom digo parle de seu
pezar. Elle passava da alllicrao a trisleza. e da Iris-
te/a a melancola ; mas quando pensava que teria
podido gozar desse espectculo com Luciana, e aper-
la-la ao coraran em face do co, no meio de una
solidan embalsamada, reciba nos transportes do
desespero.
Sahindo de manliia. Mondan passava o dia inlciro
longo ilu cidade, e s vollava a norte, como um pri-
sioneiro que loma para o carcerc. l'rociirava a
sombra sali-feitn de sublrshir a visla a historia do-
lorosa, que trazia esnipla no semblante.
Emfim cliegoo o momento, em que a severidade do
jait processaote abrandon-sc para com a aecusada,
c Srbasliao oblcve B DOrmUsao de visila-la.
Coi com o coraran rheio de aiignsli, que pOSSOai
o liuniar da [irisan, atravessou palcos solitarios, su-
bi oseadas sombras, e entrn em lungos corredo-
res. O carrereiro abri urna porta pesada, e o man-
cebo icliou-se em face de Luciana. Apczar da d-
bil elaridade do quarlo, distingui ao primeiro lan-
ce de olbos sua forma eraciosa ; ella tambem estre-
mecen, apenas vio-n. Logo qne a porla tnrnou a
fechar-so, prectpilaram-se nos bracos um dn oulro.
Lagrimas saMrom-lhos dos olbos, suspiros dos
peilos. A alegra ea dor opprimiam-nos ao mesmo
Ha lempos propoz um correspondente que se cons-
(russem vapores de ferro de 720 ps de compri-
menlo, 90de horca c 36 de puntal, para. navegaran
do ocano, que deviam ser movidos por qualro ma-
chinas de 1,000 cavallos cada urna, com um hlice
e oilo muiros armados de velas launas.
Ha 40 annos o redactor do American Ireenl.hj P.c-
gister calculou que a viagem de Ddalo a Ncw-Or-
leans, distancia de 2,714 milhas, podia ser feila em
um vapor de VIO toneladas era32 dias e 8 horas para
baxo, c em 16 dias para cima. A estrada de Was.
hinglon por ltuffalo, Chicago c S. l.ouis a Ncw-Orle-
ans, 3,000 milhas, perrorre-se hoje em menos de 8
das.
EmlSll lancou-seaomarcmPiltsburgo, na Ame-
rica do Norte, o primeiro buco de vapor. Em 1826
foram pela primeira vez sulcadas as aguas do Michi-
gan por um vapor, e islo cm nina viagem de diverli-
menlo. Em 1832 appareceu pela primeira vez um
vapor em Chicago. Hoje o numero dos vapores que
silbara as aguas do Mississipi o do Ohio e seus all l-
enles excede a 600, com a lolacao pelo menos de
110,000 lonchadas.
Era I816duvidava-se que a navegacao do Ohio per
por meio de barcos de vapor fosse pralicavel. Em
1817, porm, o capilao Chcrcvc, homem emprehen-
dedor, fez urna viagem de New-Orleans a Louisville
em 25 dias. Este aconlccimcnlo foi allamcnle fes-
tejado, e o ousado individuo que conseguio aquelle
milagre foi convidado para um janlar publico. Desde
aquella poca o lempo necessario para aquella via-
gem lem diminuido gradualmente ale ao poni cm
que se acha hoje, isto he, a menos de urna se-
mana.
No Mississipi e seus afflucnles ha perto de 17,000
milhas de agua navegadas regularmente por barcos
de vapor.
Elihu Iturrlt disse reccntemenle que dentro em
pouco lempo veramos annuneiados no livro guia da
locomocao, viagens baratas de vapores ocenicos en-
tre a California o o .lapao, a Craa-Urctaiiha c a In-
dia, a America c a Australia. Nao he islo nma uto-
pia. Com vapores grandes e de muitS forc,, de ma-
chinismos melhorados e econmicos no combuslivel,
he islo muilo pralicavel.
Os mares Atlatilico, Pacifico c Asitico, outr'ora
nao (aleados e nao visitados, sao boje corlados em
todos os sentidos por barcos de vapor. Ha 50 annos
eram esles desconhecidos, hoje sulcarn as aguas de
quasi lodo os ros do mundo, e s nos rios norlc-a-
raericanos ha cerca de 3,500 entre grandes e pe-
queos.
As vanlagens do augmento da rapidez san obvias a
lodos. Um vapor da marcha de 21 milhas por hora
ir de Londres a Roulognc em 6 horas, e a (hiende
em 7, ao mesmo lempo que se gasta boje 6 horas c*
3 quarlos para ebegar a llouloguc pelo caminho de
ferro e por vapor, c que a despeas he doblada do que
seria. Para se ebegar a O.leude por via da Dover,
slo he, pelo caminho de ferro e barco de vapor,
astaro-se 10 horas c 3 queras Se ja livessemos os
vapores a que cima nos referimos far-se-bia a via-
gem em pouco mais de6 huras. Esses mesmos vapo-
res fariam.a viagem de Londres i Dulilm em 12 ho-
ras e meia, e hoje be preciso mais lempo para ir da-
quclla capilal pelo caminho de ferro e cm vapor, c
por via de Holjhead.
Esla graude rapidez nos vapores atlnticos prodn-
zira un augmento prodigioso no trafico enlre a In-
glaterra e qiasi Indas as, parles do mundo. A via-
gem de Liverpool a New-York far-se-hia em urna
semana. As Anlilhas eslariain a 7 ou 8 dias de
distancia de Southanipton, S. Francisco da California
23 dias de distancia ; a Alejandra chegar-se-hia
em 7 dias, a Bombaun c a CeiUio em 16 dias e meio,
a Calcuta em 20 dias e meio, c a Port-Philipp em 30
dias. As nossas possesses mais longninquas licar-
nos-biam enlao quasi porla.
Se a Inglaterra pretende manufacturar para todo o
mundo deve (razer os seus freguezes o mais pcrlo
della que lhe for possivel. Se quer continuar a sup-
prir as populares que (em de colonisar paizes dis
(antes, deve tornar a passagera dos emigrantes rpi-
da, econmica ecommoda. E, pois, lodo o melhora-
menlo na rapidez das viagens combinado com a sc-
guranra he da maior vantagem para lodos os inleres-
ses do Reino Cuido.
A respeilo da perrla do Arctic causar sorpreza
aos nossos leilores a noticia que Ibes damos de que
era forrado Ja pinho cm vez de carvalho. Todos
aquellos que lem pratica de conslrucrio naval sahem
que o pinho he excessivamenle frgil, e de pouca ou
nenhuma elasticidade, ao passo que o carvalho lem
tao grande torca de conlruccao quo quasi fecha o hu-
raco feilo pela passagem de urna bala.
He pois provavel que se o Arctic livessa sido tor-
rado de carvalho nao loria solTridn avadas no abal-
roamenlo rom o vapor francez l'esta que causassem
a perda. Em lodo o caso o que parece provavel he
que teriam lido lempo os passageiros para se salva-
rem nos escalcrcs.
Mau grado os repelidos e tristes sinislros que se
tem dado em barcos de vapor, parece que nenhumas
medidas se lem lomado a bordo desses navios para a
seguranza dos passageiros no caso de togo ou de nau-
fragio.
(Journal of Commtrct.)
{Bxtr.)
FABRTCACAO DE CHARUTOS EM MANILHA.
O que ha de mais nolavel em Manilha, diz urna
tolha de Madrid, he de ceno a fabrica real de cha-
roles, nao s porque o numero de pessoas que nella
Irabalham passa de 9,000, romo por serem lodas
mulheres. Essas operaras estilo assentadas por sec-
ces de 10.a 12 eoi roda de pequeas mesas, sobre
as quaes se acham montesde tabaco e as ferramen-
las urces.arias. O harulho que fazem Irabalhando c
conversando, pos fallam constantemente em alia voz,
aturde os ouvidos.
Eslas mulheres, com poucas excepres, sao bstan-
le feias, porm vcslera-se com goslo, e deixam fluc-
tuar pelos hombros seus ronquidos c bellos cabellos
prelos, oque Ibes d um ar pitloresro. Sahem duas
vezes por da do estahclecmuln ; ao meio dia para
janlar, e de tarde quando se recolhem, e eolio en"
chemasruas de Manilha, a ponto que se julgaria
urna cidade quasi exclusivamente habitada por mu-
lheres. Cada operara faz por dia cerca de 200 cha-
rutos, de modo que a fabrica prodoz diariamente
2,000,000, ou deduzidos os das feriados, 700 mi-
lhes dediarutos por anuo.
Alcm desta fabrica, ha em Manilha algumas ou
tras de cigarros, as quaes uccilpara cerca de 3,000 o-
perarios; donde se collige que a oilava parle da po-
puladlo de Manilha gauha a vida com o nico fa-
brico dos charutos c cigarros.
CMA SOCIEDADE CRIMINOSA.
L-se na -tiazelte .des Trihunaux que a poli-
ca acaba de descubrir cm Turim una sciodade
chamada Cocea (n de correr), composla em grande
parle de i elucdenles no crime,e que lom por fin) ra-
ptar mulheres mocas.
Os meinhrosdessa sociedade, pelo que parece, li-
nham sbreludo laura loa mira sobre as jovens cria-
das dos estabcleciinciitos pblicos, pois muilas dol-
as desapparcrcram.
Duas criadas de urna casa de paslo declararamle-
rem sido agarradas na ra por individuos que Ihes
linham vendado os olbos e que as haviam condoli-
do a' forra para urna casa da cidade, onde se arh.
vam oulros individuos que as fizeram passar pelos
maiores ultrajes.
Duas unirs moras foram adiadas de noile cslen-
didas na ra e coberlas de feridas. Disseram qne
linham sido poslas naquelle eslado cm una lula
com individuos que as quizeram levar. Foram con-'
duzidas para o hospital, onde urna deltas expirou.
Prendcram-se varios membrosda sociedade da.
Coceaporm muitos conseguisam escapar.
Especie humanal
O Dr. Gcndron, refere urna folha de Par', calcu-
lou que desde o prracipiudomundo.segunduSj cscrin-
tura sagrada morreram26,628,843,285,075.840 in-
dividuos da especie humana.
Este algarismo, dividido por 3,096,006 legnas, de
que so compc a'supcrficie do globo terrestre, da por
cada urna legua quadradal 1,826,598,732 habilanles.
"ii-
Animaes damnados.
C-so na(jazededes llopileaux: As margeos do
Mar I'.r.mro e os campos daSiberia nao passam ge-
ralmente por paizes lcmperados;o Ihermomelro des-
ee all frequculemenlo a 10 graos nbiiixo de zcro. e
romliido nao so enconlram mais caes damnados em
Archangel do que cm Tobol-k. Quanlo a conside-
rar-se a privadlo de alimento ou de bebida como
susceplivel de pfoduzir a hydrophobia, nao he isso
possivel depois ras experiencias feilas na escola pra-
tica por Dupiivlrenv, Breschel e Magendie ; porque
lodos os animaes fechadosexpressamcute sem comida
nem bebida morreram sem apresenlaro menor svnip-
loma, de hydrophobia : o calor, o fro, a privacao de
alimentos ou do bebida sao. porlanlo insignificantes,
para produzi-la.
Agora, quaes sao os caes quo mais frequenlemenle
se damnam '.' Sao os caes errantes, os caes sem do-
no ? Nao sao us caes de mimo, os caes caseiros : os
que nao oH'rein nem calor nem fri, o mais bem
tratados, os que passeam de carro ou presos por um
cordao.
Se a hydrophobia apparece n'um dcsles animaes,
longe de snspeilar-se a verdadeira cansa, o dono do
animal nao dcixar dc.dizer: a He porque foi mor-
dido por algum animal da sua especie, n assim como
a mulher que tem um caero no peilo, diz sempre
que lhe provm de urna pancada nessa regao.
Se se ohjecla que os lobos, as raposas, os galos que
vivera cm perfcila liberdade, e cujos amores nao
sao contraralos, eslao nao obstante exposlos como
os caes a ficarcm damnadus, responder-se-ha que he
isso possivel, mas que todava slo lao raros cases
fados que todos os mdicos juntos de duas ou tresci-
dades, reiinindo suas recordaces, nao poder ara mui
provavclracnlc rilar um s caso.
Proclamando de um alcaide da Mancha.
Concidadaos A' frenle desle heroico povo, que
nao foi dos ltimos a pronunciar-se, estou disposlo a
i "o tolerar desordens. que he o que sempre diz a nu-
toridade. Como particular lendes-me visto com a fa-
mila.behendo cornvosco, porque creio qoc islo nao
degrada o homem ; porm como alcaide lenho que
pronibir-vos o uso dos vinbos.edos licorera que scm-
prc lem sido muilo alTciroadu este povo. Tambem
estou disposlo a castigar esses homens immoraes.que
andam de noito dandomorraspelas ras, assus-
tando os (juc.dorraem, o fazendo ladrar os eSes va-
gabundos. Cmo querem que lenhamos liberdade,
quainlo mis mesmos (azemos eslas cousas .
Ordem, concilladlos': eu son alcaide, e vossas mer-
ces sao meus subordinado-.. Isto nao quer dizer que
sou um lv ramio, nem o cnsenle a actual ordem das
cousas ; porm antes que ludo rcrgonlia, c nao be-
bis tanto vinho. -<"' ~>i-.
Desla maneira conseguiremos que o paiz e i
trangeiros abusem de nos.
lempo ; porcm nao teriam sacrificado por um mun-
do inteiro esso abraco convulsivo que encerrava em
si as delicias do co.
' ** xr
O quarlo em qne eslava Luciana assemelhava-se as
ronslrurrne- modernas rlessa e--perir. Cma bara
elaridade ah penelrava alravez dos vates de ferro.
Cma cama do vento, duas cadeiras, c urna mesa
carcomida formavain Inda a mohilia.
Applacadas as primeiras emoees dessa entrevista
lao longo lempo desojada, Hundan exarainou Lucia-
na com um olhar alferluoso e inquieto. A rapariga
tinha deperecido na prisao; mas sua graca melanc-
lica, e euar triste o pensativo davain-lic aos olbos
de Sebasliu mais tira stlrativo. Todava alravez da
inquielaraoe s dor que lhe infundio naturalmente
sua pusicAo, a serenidude de una conscicncia pura
brilhava, como urna areia de onro dehaixo das on-
das transparentes e agitadas. Esse brandt rcllexo
da innocencia Uopreasionoo iinmedialaincnlc a Se-
bsliao, e applacou-lhe a sogosUa.
Ilondan tomou a rogo de Luciana, c ambos asseu-
taram-se.
Mo me esquecesle, disse-lhe a rapariga com
enlerncrinicnlo. nflo me julgasle manchada pelo rri-
me ahominavcl de que me aecusam. A nalurcza
crenu-le nobre c generoso, c se meu corceo n3o es-
livesse chciode affirito por ti, me inspiraras ueste
momento um amor inallcravel.
Bastara ver-te para julgar-le. respondeu-lhe
Mondan, c demais nflo lavemos tongas e intimas con-
\n-uos, nas quaes leus menores pcnsainenlns voa-
vam por si mesmos para o bem, assim como as aves
voam para o lado da luz '.'
Olleros som duvida reconipensar-me cm un
momento de lodas as minha* dores, lornou Luciana.
I'ua bondade nao menos que leu amor encliem-mc
de admiracao ; assim juro pelo teu coraran magn-
nimo, que sou tao innocente com lu, mas... nao
posso encobrir-lc agora is S lu exclamoo o mancebo anonado. Ah !
cnmprrhendu cutan tuas tristezas repentinos, o o
ahalimenlo, que se pinlava e:n len semblanle sim,
agora sei a ruis da espressflo fooosta, que te dava
o ar de-uin anjo desterrado do reo. Oh es muilo
infeliz !
Infeliz como ninguem o foi anles de mira, co-
mo ningiiem o ser jamis.
.Cm rombinacno lao espantosa nao se reproduzi-
r duas vezes para affligir urna creatura humana.
Altiva, senstve!, delicada, cheia das pociicas aspira-
dles ila mocidade, um acaso Ihlal quiz que cu m\es-
se fTebaivi rio mesmo (ecto cm asaawinoa e la
mais anda, que Ibes fosse uni la petos la^os du san-
gue I Todos os idiomxs coahei'idus nao poderiain
osesV,
Proverbios rustos.
Nngoem faz o que quer, mas sim o qne pode.
As palavras amearam, mas as pancadas desan-
cam.
Quem puxa pela corda faz locar o sino.
A amizado dos pregos e do marlello conhece-se
pelos golpes.
A defeza do esquillo he a agilidade, a do urso a
torca.
A porca deixa-se sellar, mas n3o se dexa monlar.
Com a amizade do mar sorri-se o vento, mas o
pillo inqoiela-se.
O bom conselho s pode ser aceito da bocea do
homem virtuoso. .
Com a rede apanham-sc chamarises, mas nao fal-
coes.
Os vencidos pagam as cusas.
O azeile he tao necessario alampada como a torcida.
Burlesca aventura. '
Acontecen ultimamenle em nm holel de Paris (dia
orna tolha daquella cidade) urna aventura assaz cu-
riosa. O Sr. l._.. reconlemenle casado, tinha trazido
sna joven esposa a Paris para moslrar-lhe a. curiosi-
dades da grande cidade. Os dous noivos recolherra-
e meia noile para sua cmara no terceiro andar.
O marido fechou a porta por dentro, e dahi a alguns
instantes rcinava no aposento o maior silencio. No
dia seguinle, mui cedo, ogr. L... ainda em somno-
lencia, ia acordar sua mui^er : qual nao foi porcm
o seu espanto ao\cr deilada ao seu lado, em vez do
urna moca boniUe fresca, urna velha rugosa e de-
crepita, que noile (lava olbos cheios de estupefac-
cao".' Promplo salla elle da cama, julgando-se en-
Ireguca alguma liMIncinacAo.
Emquanlo eslava ocupado em indagar o que sig-
nificava essa singular motamorphose, foi arrancado
aoseu pasmo por algumis pancadinhasquedavamde
vagar na porta. Foi abrir ; nova sorpreza.
A pessoa que cnlrou ci um vriho, vestido com
roupasque o Sr. L... rcconheceO serem as soas.
exprimir oque lenhosoBVido. Si'i umarqusa admiro,
he que nao lenha morrid-) de dor, ou <'t as magnas
nao me lenhaui lirado a rizilo.
Cuilada disse o marreho boyando com eme-
rao a mflude Luciana que laiha enlre as suas.
E nao estou no lermo de nimbas dores. O
crime foi commellido, c sou aecusada de complicida-
dc com meu irmAo e minha mai. Brevemente st-
rei levada peranic os jurados omle terei de susten-
tar o olhar de urna mullida i soslil, (cre que respon-
der a pcrgunlas offensivas ou perigosas, lerei de ou-
vir condemnar... mas a torca *j)e faltar ; morrerci
no meio do tribunal.
Oh exclamou Houdan, efta dura prova nao
le abalcr O leslemiinho de Isa consclencia ser
para li como as formulas mgicas qae torna vam os
guerreiros nvenciveis ; aclarecers brilhanle pela
lila innocencia, e Indos os olbos se bao de abrir a
luz da verdade. Mas, perdoa-nio esla observaran,
como nao temaste ocrune impussivel '.' Na devias
lanrar-lc contra os assassinos, suslc-los, amea^a-los,
chamar soccorro, salva-Ios salvando loa generosa
hospeda "
l-'iz o que pude para preserva-la ; porcm a
fraque/ impedio-me de rnnscsui lo. Que poia
una rapariga horrerisada contra um malvado bru-
tal? Theodoro venceu facilmcOle moha resis-
tencia.
Enlao devias fugir, e no ronlmiar a viver
cora elles. l,"ma indulgencia o irolomjada vai c\-
por-te desconfianza.
Oh 1 meu amigo, nao arabo de dtscrcver-le
senao urna parte de ineussoltrinentos ; pois nao pus-
so exprimi-los lodos, e nitigotm liria melhor snce
cesso, por maior cngctihn que livese Has de sa-
ber ludo, has de saber al as nenores particularida-
des ; porque nao quero que ameniir duvida projerte
sobre mim sua sombra. A pjreprifo dos assassinos
que sahem romo leve lugar otrhnel, es talvcz o ura-
co que julga-me innoeenlo; Mim' nito quero que
me suspeiles urna tolerancia mlpaoja.
Ilci de ouvir-le com dir. rrfponden-lhc Se-
bastian ; mas he misler que ai sailia essa lgubre
historia para poder obrar .un ronlirrimenlo de cau-
sa, c prestar-te um soccorro ornea i. I-alta, pobre
amiga, e Pica cerla de qne uras.urn ouvintc com-
padecido.
Parerc-me, disse Loviina, que vou allivar
minha alma do um peso lerrvel (luardo ha lauto
lempo esse horrendo egredo Ha 'auto lempo i|u
rile me opprime, c desespera, sem qne en pera a
ninguem urna palavia.uma spalavr.a de consolarlo
No m io das minhas dores miis violentas eu nao po-
da dar un grilo, nem dnrranar umii lagrima, linha
cuidadosamente occullo no s>io o veneno, que roia-
ine o coracSo. Continuar-te-ha.)

faaa^ml

IIEGIVEI
y


DIARIO DE PERNAMBUCO? QUINTA FEIRA 15 OE FEVEREIRO DE 1855.
i
i
Olanlo ao refein-chegado, inquilino do aposento,
vendo esse m^o tilo in minoribus, o especialmente
admirado de seu ar depasmaccira, nao piule deiiar
de sorrir-sc. A aventura porom chegira o seu des-
techo. O vclho contou-lhe que tonJo sabido i noile
ao mesmo lempo que elle, e para as momas neces-
sidades, linlia por dislrsccaosubido mais um andar.
O mojo ent.1n lembrou-se que do faci ludia adia-
do a porta Tediada ; mas que julgando cnmreller
um erro, c 11A0 podendo orienlar-se na cscurido,
tiulia lomado o expediento ilc descer a escada pura
poder, subindo oulra vez, contar os andares; mas
lindo adiado no andar inferior entre aberta urna
porta correspondente sua, linlia naturalmente jul-
gado que era a do sen aposento. O vellio desculpou-
se como mellwr pode de um engao que amarga-
mente deplorava, emalienlo especialmente i mora,
a quem havra dcivido na maior afflce.An. Immcdia-
tamcnlcdcspioas roupns in;- o cobriam, e restiluio-
as ao sen legitimo proprielario, que rpido veslio-sc
e foi consolar sua mulher que se lamciilava romo
urna Magdalena.
' {Peridico dot Pobres no Porto.)
Pilbj hydrodyn.iin.ica, invenca'o do Sr. Carotio.
I'm genovez, cujo nomo parece destinado a repre-
sentar urna nova gloria italiana, o doutur Augusti-
nho Carosio, acaba de fazer urna iuvcncAn, que ser
por si niestuo una completa rcvolucao no mondo
scienlilic c industrial.
Tratae IAa lmenlo de susbtiluiro vapor pela ap-
plicarao. da piltra hydrudynamica, que, segundo a
idea do Sr. Carosia, produz indefinitamente a forra
motriz. j.
Eis-aqui cm que.consisto a invenco.
Como todos os gratules principios, a descoberta de
que fallamos, lie apparetUemenlc simples.
O apparelho electro magntico, que o Sr. Carro-
sio charaou pilha li) drodj namIrSitf bascado obre a
tlieoria dos equivalentes elecUo-chluiico, e sobre a
lei chamada Taraday, a saber : que a cfrenle elc-
trica est na razao directa da aceito chimica, e por
couscguinlcaelectricidade, que serve par decompor
urna cerla quanlidado rt'agua em seu dous eiemen-
le>, gaz nxigenco e gaz liydrogeneo, he igual a que
resulta da combinaran desles dous mesmos gazes,
qiiand ellcs so unem para formaren! essa mesma
quantidade de agua.
.A prova evidente e incnujestavel dcsla Ihcnria be
a pilha do gaz doSr. roves, cuja quantidade, de gaz
que serve para recompor a agua, he exactamente
igual a que so forma pela decoruposico da mesma
agua. O Sr. I'ouillel he intcramenle dcsla opiniao,
como odcmonslrou da maneira a mais evidente cm
seus elementos de physica experimental, o de me-
teorologa ( ed., Pars, 1853 ).
Apoiado uestes fados, eis-aqui como o Sr. Cirosio
A exprime na peticjlo dos diploma*, que oblem em
Franca, Inglaterra, Estados-Unidos da America, c
em quasi lodos os estados da Europa.
a Stgnndo estes principios, procurei formar urna
rennao de apparellios, a que dei o nomo de pilha
hydrodynaniiea. #
a Estes apparellios se compc :
1." Da ama batera elctrica formada de muitos
tubos sobre o principio da que he condecida pelo
nome de pilha de gaz de Grove, onde' se produz a
corrento elctrica.
2." D urna serie de tubos, onde a agua se de-
compoec produz o gazes oxigeneo e hydrogeneo.
o 3." De dous reservatorios, onde os dous gazes se
accumulam debaixo de urna compressio de militas
atmospheras.
a *. De dous cylindros onde o mov ment de
produzido pela forja clstica dos dous gazes.
.">." De outros dous reservatorios, onde os gazes,
depois de tercm produzido o movirnento, silo recon-
duzidvs de novo, para seren distribuidos depois nos
tubos da batera, e produzrem a concille elec
trica.
De muiros eutros apparellios secundarios, que
servem de equilibrio a comprc.sfio dos gazes,.e para
a distribuirn da agua acidulada eoulras funces da
machina.
a Por meio desles apparellios oblenho :
o l." A formarlo da agua pela combinarlo de gaz
oxygeneo e do gaz hydrogeueo.
2. Urna corrente elctrica sempre em proporc,ao
da dita combinarn,
a 3." A decomnusirao da agua em gaz oxygeneo,
e hydrogciic'o rrffflortiinr: corrente eleclriea, e
igual a quantidade de agua recomposla.
t< ." A separarao dos gazes no lugar mesmo on-
de cllet se desenvolvem, fazendo-os passar para dous
reservatorios, oude sao retidos debaixo da compres-
sao de um numero dado de atmospheras, e pelo aug-
mento de'sua elaslicidade oblenho o movirnento,
servindo-me de um mecanismo semelhante ao das
machinas empregndas no vapor.
a 5. Emfim. depois de ter oblido o effeito mec-
nico, torno a levar separadamente os dous gazes pa-
ra o apparelho, onde lera lagar a recomposico da
agua, para repetir dpois a mesma serie de pliennme-
nos, a saber : a rorrele elctrica, a decomposirao
da agua e o movirnento.
Se jalgo conveniente, posso dirigir1 a corrente
elctrica de maneira que oblenho lamben! o movi-
rnento de um apparelho electrico-magnetico sobre o
principio do de Jacoby, empregando par esle fim
qaer s, qaer unida elaslicidade dos gazes,produc-
cao dos movimcnlos dis machinas.
Para.melbor compreheoder-se o principio, e aap-
plicacao desla admiravel invenco, sera niister apre-
sentar aqu aos olhos do leitor a descriprao completa
Em outros termos, a machina Carosio he essen-
eialmenlc urna machina calrica, comesla importan-
te vantagem sobre as ootras, os gazes que, sendo per-
manentes podern ser cnipregados em urna tempera-
tura cima da dos rorpns circumvizinhos, a saber, o
ar ou a agua, que podem conseguiritcmente ser um
mdium para ceder urna porrflo do seu calor, ao pas-
so que, para marhinas que trabalham em urna tem-
peratura elevada, esle calor devo ser produzido ar-
tificialmente.
o A nica forja elctrica espordrada neslo caso,
he a da resistencia dos mediuns conductores da cor-
rente ; o que, anda mesmo debaixo das circumslan-
cias as mais favoraveis, faz necessaro um suppri-
mento continuo de gaz de urra (tale eslranha, para
conservar a sua quantidade.
< A rcalisarao final do principio ronlido na in-
venrilo Carosio, parece urna rousa certa ao abaixo
assignadn.
Em nutro relalorio posterior o Sr. Siemens diz
que azora Ihc parece mu possvel construir um
aparclho de composiro o de deeomposiro de urna
forra consideravel, em se exprir a uma despe-
za intil e prrjuliri.il aos inleresses dos so-
cios.
lia qninze anuos que o Sr. Carosio seoecupa com
na maravilhose invengan. Em 1840, o Sr. mar-
quez de Rrignule-Sales. naquella poca ministro da
Sardenha em Pars, aprcscnloii a Mr. Arago, enlao
secretario da academia das sriencias, urna exposirao
feila pelo proprio Sr. Carosio, como consta do rea-
torio das sessoes da sobre dita academia de 2 de maio
de 1853. Entre tanto difliculdades que coslumam
sempre aparecer debaixo dos passo das inventores,
obstculos numerosos, que se veem surgir inevlavel-
menlc no prinripio de qualqucr grande crearan, eo-
mo para servir de provarao ao genio c medir a for-
ra de son obra, tinham infelizmente retardado por
muito lempo as experieacias decisivas da descoberta
Carosio.
Mas n patriotismo dos Gcnovezcs nao tardn cm vir
auxiliar os forro perseverantes de seu compatrio-
ta. (I annofSJSsado, nina soriedade auonynu, ap-
provada porTafc decreto especial do re de Sarde-
nha, formon-se em Genova romo por encantamento,
e cniseguio-se reunir em pouco lempo a somma de
dous milhoes de francos para a applicac.lo pralira
dcsla feliz descoberta. Foi-cnlo que o Sr. Carosio
grecedido de uma rccommendacAo oflirial do en-
verno sardo para lodos os seus agentes no cslran-
geiro, deu-sc pressa em partir para Londres afim
de encarregara cxecuc.io de sua obra a mecnicos
c engentioiros experimentados.
He assim que irepois de um auno de experiencias
rs mais felizes, a primeira machina, construida per
coma da soriedade de Genova e sob as ordens do
engenheiro Siemens, eslar cm estado do funecionar
em Londres, antes do invern.
S. M. o imperador, querendo lambem da sua par-
le animar a execucao desle novo progresso da sri-
encia, digimu-se resolver que se conslruisse em Pa-
rs por sua propria conta e sob a directa inlelligen-
le do Sr. general Mono, urna machina igual, da
forra de muitos cavallos, para o conservatorio impe-
rial das artes e ollicios.
Desle modo operarios mecnicos franceses e ingle-
zes trabalham e rvalisam ueste momento para ac-
tivar uma descoberta scienlfica, que parece desIL
nada a asombrar o mundo por sua immensa uti-
ldade inlii-lri.nl.
Cousa admiravel esla machina s consom o que
ella produz por sua propria forca, esla forca cm op-
posicao do vapor, nao he limitada pela reslricao
das resistencias ; Analmente nao traz mais despezas,
nem os peiigosdo combuslivfl.
A applicarao da pilha hydrodynamira i loromo-
r3o naval dar ao seu inventor o dircito de poder
dizer com justo orgulho : a Se men compatriota Co-
loi.ibo dcscobrio a America, eu descobri o verdadei-
ro meio de uni-la Europa.
(Monileur.)
COMMERCXO.
PRACA DO RECII E 14 DE IEVEREIRO AS3
HORAS DA TARDE.
Colaccs olliciaes.
Assucar mascavado regular16700 por arroba.
AI.I'ANDEGA.
Rendimcnlo do dia 1 a 13 ._, 133:7108040
dem doliadA. ...... ,s%r 20:.W.el:lf.
15\kS56lrl76
1 cndele raslanhas ; a Francisco Ignacio Tinoco
de Souza.
1 cndele caslanhas ; a Joi Raplsla Rraga.
2 cndelos Troclas; a J. Fernandes Prenle Vi-
amia.
200 ancorelas azeilona, i caixas pentes e caixas,
(00 liaras de vimes, 300 resleas cebollas, 2 barris
vindo ; Jos de Azevedo Canario.
1 paeole roxins; a Jos Anilo da Cunda & Gui-
roarle*.
1 lata carne de porco, 1 caixa laa ; a Joaquim
Jos da Coala Maia.
45 ceslas enm ceslinlias ; a Vicente Ferreira da
Costa.
1 lata paios ; a Manoel da Silva Ferreira.
30 canaslras aldos ; a Novaes j G.
1 barril pregos ; a Domingos Jos Pereira da
Costa.
1 caixolo roseiras ; a Jos Manuel da Silva
Basto*.
3 barris pcixe, 10 rodas arcos de pao, lila- thoa"
ricas, I caixilo, 1 sino, 1 saco ramisolas, M dalias
garrunclios, 8 ditos arcos de Tuso, i dilos arcos de
maslro, 1 sacco sapaios, 2 car tu xos dinheiro, 1 ca-
xo plantas, I gaiola com melro, > viveiros rana-
rio*, I ancoicla carne ; a nrdem.
2 barris pcixe ; a Anlonin Fernandes Thoro.
1 sacco nozes, I lala salpicoes ; a Antonio Fran-
cisco Marlins Miranda.
2 barris rindo, 1 dito presuntos e salpicos ; a
Joao da Silva Moreirn.
3 ancoretas zeilnnas ; a Jos Pereir da Ciinha.
5 caixas nozes, 1,120 gesteas cebollas, 500 liaras
vimes; a llernardinoFrancisco de Azevcdo Campos.
1 barrica caslanhas ; a Jos Domingos Ramos.
1 fardo pendras, 1 caixa cscovas, 30 caixas i chol-
las, 10 canaslras albos ; a Antonio J. dos Santos An-
drade.
8 bombas de pao, 5 rnndecas marilas, (i canaslras
caslanhas ; a Francisco Moreira da Cosa.
1 lala cliouric.is ; J. lenlo de Souza.
1 lala ; a Antonio Ramos.
Barcaca Santa Mara Boa Sorle, vinda do Rio
Grande do Norte, manifeslou o sesuinle :
39,8111) peixes seceos, i meio- de sulla, fi sacros ce-
ra de carnauba, 20 alqueires de sal ; a ordem.
CONSULADO i.KUAl,.
Rendimenln ilo dia 1 a 13.....33:9419661
dem do dia I i........J:lisl-'|(H)
38:623.5604
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itendimenln do dia I a 13.....2:5599119
dem do dia IV........ 298771
2:588*890
RBCBBEDORIA DB RENDAS INTERNAS UB-
RAES DE NSENAMBUGO.
Rendimenlo do dia 1 a 13......9U694767
dem do dia I i.........17J--.".! I
10:44-29278
CONSULADO PROVINCIAL.
Itendimenlododia 1 a 13.
dem do dia 14 .
30:286)803
4:1979105
34:4849907
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 14.
Marselda38 dias, darca franerza Charles e l'uitli-
ne, de332 toneladas, capilar Charles Lcchevalier,
equipagem 12, em lastro ; a J. P. Adour & Com-
pandia. ,
Rio de Janeiro19 dias, briguc inglez l'na, de 220*
toneladas, rapilo Will Murray, equipagem 10,
em lastro ; a Jodnslou Pater A; Compandia.
Liverpool32 dias, calera inclcza D. Ricardo, de
289 toneladas, capillo John Pye, equipagem 18.
carga fazenrias e mais genero; a Me. Calmonl
Compandia. Passaseiro, Gorge Dancan. Ficou
de quarenlena por 5 dias.
Satios saludas no mesmo dia.
Marselhallrigue francez Courageuse e /ingenie,
capitAo Guisonnier, carga assucar.
Liverpool com escala pelo Rio Grande do Norle
galera ingleza Saraphina, capilao Jodi Sompson
Orr, cm lastro.
Em cnmmissnoRrigne do guerra brasilciro Cea-
rente, coriimandantco lapitAo de fragata Morouu.
I. para conciarse mandn affixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da llicsouiarla provincial de Pcrnam-
Imco 12 de feverciro de 1855.O secrclario, Anto-
nio Ferreira da Annuciacao.
DECLARADO ES.
D'fcarregam hoje 15 defeeereiro.
Barca ingl(/7.a_(7eneral Greenfelllaixas e ferro.
Barca in^eza(Jndacaldo.
Brigue^nglezWm. Puntanidem.
Briguq' yiglczKelpieidem.
Rarca francezaPernambucomcrcadoria.
Rarca americanaicAerymercadorias, farinda c
breu.
Importacao*.
B-Vca portugueza Flor da Maia, vinda do Porto,
^"signada Manoel Joaquim Ramos e Silva, ma-
nicsiou o seguinle :
ycaixao com 2 latas de salpicoes, 1 dito nozei e
2-tpjadros, 1 dito nozes ; s Jo,1o Raplisla Campos.
1 caixa coxins, 19 birris pregos, 1 dilo enxadas,
caixascoxinilhosdo liulio, 2 ditas Techadoras, 6
meias pipas e 4 barris vinho ; a Joao Pinto Regs de
Souza.
3caix5csvclasdecera, 4 caixas coxinillios, 350
I-rodas arcos de pao, 1 caixa macos de linda ; a Jo-
EDITAES.
minuciosa do plano, porque he feilo esle appare/ a(,"im FerTei Mendes Guimariles.
Ido; masconlenlamo-nos, para nao ferinos prolixis,
em citar textualmente as proprias expres-oes cbm
quo o Sr. Carosio (erminou a peticao quo dirigi ao
governo francez para odter seu diploma.
o Tendo dado a explicarlo da uatureza de ni'mha
invenco, e da maneira deapplica-Ia, declaro Vlrc-
tauto que nao se deve entender que no faed lm-
taes forma, o as dmensOes do apparelho, que
acabo de descrever e se acha representado no |r--,.-
nhoanuexo, nem ao oso dos materaes, que di.VCI1]
ser empregados na cun-li uccao dos apporcldos, que
podem variar na forma e na malaria, comanlo ,,u(.
ocaracler particular, edamado nvcneao, srja man-
tillo complelamcnle.
O Sr. Siemens, engendeiro pnissano muito dis-
linclo.membro da academia dos engendeiros c^s ac
Londres e de muilas oulras, condecido por n.u .ril.
sos escriplos, como por suasdescobertas em [b>'sica
eem mecnica, sendo enrarregado de activan ^|_
vencJo Carosio, fez um relalorio no qual se e?pri m(.
uestes ternios:
* Nao ser lalvez superfino terminar estas oiser-
vates com uma exposirao sobre a racinnaKIidade
geral da invenco Carosio, segundo entend.'
a A' primeira visla, o principio parecera aspirar
a um movunento perpetu, que ser sempre impos-
sivel realisar,lp"rqiieilaria matcria^im poder crea-
dor, o qutla. em co,riiradiccao m a pdilosopdia ""'"
. racional, *- > 12 barris enxadas; a Ira
Nettes nllimos annos, provou-se pelas invest-
gares de Claplev ron, Hollinan, Joule. Grove Tdom-
psonede ootroi, que o colorea elcclricidade, a luz,
osom, a aflinid-de chimica e a torca dynamica, sao
aMditrerenlesnianU'eitaroesde uma grande causa u-
niversal, o rnovimenlo.
a Os ptilosophos conseguiram ale eslabelecer uma
relarso numrica entre muilas deslas forras, princi-
palmente entre o calor, a elcclricidade e a forra dy-
namica.
Esla ll.eoria, que se pode chamar Iheoria dyna-
mica, cstabelece que se devo sacrificar uma corla
quantidade do elcclricidade, de calor ou de cintra
mauifeslacao do movirnento para odler-se um cffei-
to mecnico.
Em todas a! madiinas eleciro-mannelicas, a e-
lectrcTdade lie eiperdir.-ula, e romo ella he oblida
por nm preco minio maior do que o calor pela com-
bustao, segue-se naturalmente que estas machinas
devem ser mais raras por sua ronservarao do que
uuia machina a vapor ou qualqucr oulra machina
calrica.
a O mesmo argsmento applica-se contra a produc-
rjo da luz ou do calor pela elcclricidade, pouco im-
porta que a transformarlo seja direcla ( pela gnirao
de um conductor iinpcrfeilo 1 ou indirecta ( pela de.
composiro de ag.ia, c da cumhusliio do gaz hydro-
o\isonco ). *
he emprestada un camcnle, como um agente supple-
lorio ptra transportar os gazes de um rccipienle para
o oulro. Estes gizes em sua expansao por detraz do
pistao da bomba, perdem seu calor precisamenle na
rae-ma prjporcao dynamica do elTerlo oblido. Esle
calor deveser dado outra vez ao gaz antes que entre
no apparelho rccoroposilor.
Marli
4 bombas de madeira aparelhada ; a Antonio de
Souza Dnarle.
1 barril ferragens ; a Amorim & Irmaos.
7 caixas coxins e loallias, 4 barris enxairas, 1 cai-
xao panno delinho e peanas, 1 embrulhn dinheiro,
1 barril vinho, 1 dito presuntos e salpicoes ; a Ma-
noel Joaquim Ramos e Silva.
12 rodas arcos de pao. 1 barril e nm caixao pre-
gos, 1 caixao miudezas, 1 fardo capachos, 1 barril
viudo, I dilo vinagre, I dilo azeite, 1 dito prsenlos,
2 c:ixas freios ; a Thomaz Fernandes da Cimba.
40 rodas arcosde pao, 100 liaras vimes, 1 caixolc
ferramenla para lanoeiro; Machado & Piiheiro.
1 caixa macaas ; a Anlonin Jos de Olivcira.
10 barris enxadas, 24 dilos vinho, i caixas linha,
canaslras retina, 1 conlicte obras de palheta, 6
barris presuntos. 2caixasfaobaduras, Vnmhcles ma-
chados, 1 dito fouces, V barris pregos, 3 caixas lindas
e meias, 1 pacoto lio porrcle ; a Barroca & Cas-
tro.
1 caixolc prata cm odra ; a Thomaz de Aquino
Fonseca 6 Fildo.
3 caixas feicdos pedrezes, 1 dila fecdaduras, 3 di-
tas pedras, 2_dilas maco-.le liulia e lindo, 1 dita
penlcs ; a Bcnlo lfndido de Moracs.
1 caixa miiiile/.i-. I barril vinho, l caixOesSM
ras de Vinho e pomada ; a Manoel Joaquim l)i\ de
Caslro.
Aavier
Bastos.
3 barricas e 3 caixas !eclfhir.is, 7 cimbeles ma-
chados, endiose adis, 13 barris preao-','i caixa
miudezas, 1 Tardo peneiras, 1 caixao bride-, I ranas
tra mafias; a Sabasliaa Jos de Souza.
I Tardo capachos, 2caixoes livros, 1 caixole2ima-
gens panno de linho; a Jo- Antonio da Cimba A
Similo.
3 canaslras caslanhas, 1 dita noze-, 1 barril azei-
lonas, 2 hcelas doce ; a David Ferreira Bailar.
3 canaslras ourros e castanhas, 1 dila nozes, 1
barril azeilonas, 2 hcelas doce ; a Fraucisco Fer-
reira Bailar.
1 barril presuntos, 1 dilo prcsunlos c salpicoes,
360 cadenas ; a Jos Anlonio de Carvalho.
15 canaslras btalas, 10 ditas castanhas ; a llen-
rique da Silva Moreira.
1 lata rijes, 30 canaslras albos, 12 temos ronde-
ras "i ditos cestas, 6 Toadoras a Domingos Rodri-
gues de Andradc A; C.
1 caixo paramentos para missa ; a Rosas Braga
fS C.
1 barril meias e lindas ; a Domingos Ribeiro da
Cuaba Oliveira.
1 caixa hogalhos ; a Manoel Jos NogSMita.
3 ranastras Tolda de louro ; a Antonio Jos lio-
mes de Olivcira.
12 barris pregos, 2 caixas cestos e nozes, 3 dilas
pomada, 2 ditas Habas, 70 rodas de arcos de pao ;
a Antonio Joaquim de Souza Ribeiro.
2 ciixas obras de prala e linha ; a Moreira & Dn-
arle.
100 rodas de arcos de pao, 4 canaslras de casta-
nhas, 1 ancoreta carne de porco ; a Manoel Gonral-
ves de Oliveira.
a \
ii lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm cumprimento da resoluro da junta de (j-
zenda, manda Tazer publico, que u arrematarlo da
obra do segundo lauro da estrada dos Remedios Toi,
transferida para o dia 22 do rorrele.
E para constar se mandou affixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesoiirariu provincial de Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da Annuneiarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimentu da resoluc.lo da junta de Ta-
zenda, manda laxar publico, que a arrematarao da
obra dos reparos da quarla parte da estrada de Pao
E para con blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de Tevereirode 185..O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciafiu.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, cm imprmenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sideute da provincia, manda convidar aos proprela-
rios abaixo mejacionados a eiilregarem na mesma
Idesourara no'prazo de 30 dias, a contar do dia da
primeira publicarlo do prsenle, a importancia das
quolas com que devem entrar para o calcamcnlo das
casas da ra di Peulia e tres da ra do Rangel,
conforme n disposlo na lei provincial n. 350. Ad-
verlindo que a falla da entrega voluntaria sera pu-
nida com o duplo ilas referidas quolas na confor-
roidade do art. 6 do rcgulamcnlo de 22 do dezcui-
bro de 18-54.
Ra da l'eiiha.
N. 2.Herdeiros de Joaquim Jos Fer-
reira.......... 369000
1.Julin Porlclla....... 309600
>.Nuuo Maria le Seixas. 09000
1.Herdeiros de Jos Mauricio de
Oliveira Maciel......1095200
3.Ditos de Caelano de Carvalho
Bapozo......... 905000
5.Ditos dilos........ 789008
7.Domingos Jos da Costa. 369000
9.Francisca Benedicto dos Pra-
zeres......... 43&2O0
11.Jos Moreira da Silva. I590OQ
13.Julio Pnrtella...... 279000
15.Paulina Maria...... 189000
17.Antonio Luciano de Moracs Mos-
quita Pinicnlel, c derdeiros de
Manoel Paulo Qninlella. 575000
19.Herdeiros do Manoel Paulo
'Jjiintella c Francisca San.lia-
na da Crol. _..... 509100
21.Hcrdein de Manuel Paulo
Oiiinlelli e Francisca S.ilu-li ,-
na da Crui....... 739800
23.JoaquinJo-r da Costa l-'ajoses S-ikhi
25.Iruiandxdc das Almas do Rerife. 579000
27.Joaquina Mari da Purlicacao. IMijOOO
29.Viuva e derdei.os do Antonio
. Joaquim Ferreirj de Sampaio. 329200
31.Marcolino Goiirabes da Silva. 303000
13.Francisco Jos da Silva Macr. 639900
100 rodas arcos de pao, 27 canaslras callandas ; a
Jos Monieiro do Siqueira.
K-
Ra do Rnigel.
N. 77.Francisco Antonio ds Olivcira
Jnior........
'9.Dilo dito dilo. T
81.Maria Annond
Altes,da Sii,
io. y
niinciada \ -lelade
Silva, .\ .
939600
259500
509500
13479100
Pela mesa do consulado provincial so Taz pu-
blico, que o prazo de 30 dias para a cobranra do
imposto de 4 por cenlo fmalisa-se no dia 18 ato cor-
rente: os que deixarem de pagar o referido imposto
no prazo mencionado, incorrem na mulla de 3 por
cento sobre o valor de seus dbitos.
CONSELIIl ADMINISTRATIVO.
O consellio administrativo em vir lude da aulori-
sac3o do Exm. Sr. presidente da provincia lem de
comprar os objectos seguintcs:
Para os msicos do 2. batalhao de infanlaria de
linha.
Rmeles de panno mesclado com n. 2 praleadn p
conforme o Aguriiio existente 110 arsenal de enerra,
27 ; rharlatciras com meias las c n. 2 prateado pa-
res, 27 ; llreles com pulidos douradiis, hainhas de
couro preto enveruizailo com boccaeseponleiras don-
radas, 27 ; talabartes de couro brauco envernizado
com chapas de metal dourado e rom armas nacio-
nars, 27; cintos de couro brauco envernizado com
chapas de metal dourado, 27; panno mesrlado con-
forme a amostra asistente no arsenal de guerra, ro-
vados, 135; boles convexos de mclal dourado com
11. 2 e dsete liabas de diamelro, 178 ; dilos dilos
com o mesmo 11. c de 5 liabas de diamelro, 21ti:
cohetes pretos, pares, 27.
8. balalhiode infanlaria.
Reles, 80 ; grvalas de sola de lustre, 80 mau-
las de laa, 355 ; panno verde escuro enlre-fuin co-
lado*. 1983; brim bronco lizo, varas, IN) ; algo-
daosinho, varas, 210 ; panno preto pira polainas,
covados, 170 ; boloes convexos de metal bronzeado
com 11.8 de metal amarello e de "Mollas de dime-
tro, 1120 ; dilos dilos com o mesmo n. e de 5 Habas
de diamelro, 800 ; dilos pretos de osso, grasas, 10 ;
dilos brancos, groza*. 20 ; sapalos, pares, 80; eslei-
rs, 80;cordSo de laa preta de una linda e gro-
sura, varas, 320 ; colxeles prelos, pares, 80 ; panno
cor de rap para as sobreeasaeas acalcas, covados,
119 : rdil'aroles com bambas de couro preto enver-
nizado. bocal c ponleira lizos dourados, pundo de
bano guarnecido de metal dourado, 27,
9." batalhao de infanlaria.
Reles, 31 ; grvalas, :17(; maulas de laa, 376 ;
pumo verde escoro entre-Ano, covados, lilis ; hol-
lando de forro, covados ; 10.(5 ; brim bronco lito,
varas, 1720 ; algodaoziiilio varas, 1029 ; panno pre-
to, covados, 86; esleirs, 343sapalos, pares,348;
boloes convexos de metal bronzeado com n. 9 de
nidal amarello e de 7 lindas de dimetro, 1830 ; di-
'os dilos com o mesmo n. o de 5 lindas de diame-
lro, 3150 ; ditos braucos de osso, grozas, 71 ; dilos
prelos de dilo, u-rozas, 61 ;cordode laa piala de
uma linda de grossora, varas, 1380 ; colxcle-
pretos, pares. 345.
Para o meio batalhao da provincia da Parahiba.
Roneles 191, grvalas 74, panno azol entre-lino
covados 825,hollandado forrolcovados82,biiin brau-
co liso varas 1003, panno prelo para polainas covados
69, algodnoziiido varas 621, mantas de laa 71, pares
de sapalos 403, dolocs convexos de metal dourado de
7 lindas de diamelro 2316, diosl dilos de 5 lindas de
diamelro 1910, dito pretos de osso grosas 29, ditos
blancos de ditos dilas 10, rolxcles prelos pares 191.
Para o lObatalhao de infanlaria.
Sapalos, pares 281.
. Compandia de arlifces.
Bonetes 75, grvalas 72, mantas de laa 72, lirim
blanco liso, varas408, algodaozinho, vara*264, pan-
no prelo para polainas, miados 25,sapalos, pares 88,
esleirs 88, boloes convexos do metal dourado com
n. 3 e de 7 linha- deMiamuIro 1050, ditos dilos de
mclal dourado com o inc-nio numero e de 5 lindas
675, ditos prelos de osso', grosas 12, dilos brancos de
dilo, dilas 15.
Secretaria da delegada do-corpo de saude nesta pro-
vincia.
Livro cm bronco pautado de 100 [Toldas 1, dilo
dilo de 200 Toldas 1.
4. batalhao de artilharia.
Panno carme-im para vivos e vistas, covados 150,
copo de vnlrn I.
Compandia de cavallaria.
Lavas de camurra, pares II, mantas de laa 11.
Colonia de Pimcnlcira*.
FacOes com daindas ecinluroes 10.
Pi ni intento do arinazem do arsenal de guerra eoT-
Acinas da 2.a classe.
Junco, feixes 2.
3. classe.
Barras de ferro sueco de 1 < polegada 8, m gran-
de 1, ara de ferro grosso, arroba 1, limas dalas mu-
jas de 8 polegadas, duzias 6, limatoes de 10 polega-
da-, duzias 4, dilos del ditas 5.
4. classe.
Caixas com tolda de ilandre- dobrada 2, cobre
velho para fundirn, arrobas 20.
5. classe.
Sola curtida, meios200.
Fornecimenlo de luzes is eslaroes militares.
Azeilede carrapalo, caadas 506, dito de coco,
dilas 30 Jt, Ao de algodao, libras 36 velias de car-
nauba libras 155, pavios, duzias 6.
Quem quizer vendrosles objeclosaprcscnle as suas
proposlas cm carta fechada na secretaria do conselho
as 10 horas dMia 22 do crrenle mz.
Secretaria do conselho adminislralivn para forne-
cimenlo do arsenal de guerra, I2de fevereiro de 1855.
Jos de BrilO Ingle:, coronel presidente.Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior,-"vogal e secre-
tario.
O lllm. Sr. capidlo do porto manda Tazer pu"
hlico o officio que receheu do Exm. Sr. presidente
da provincia, com data de' 3 do corrente mez, refe-
rindo-se ao aviso da reparlirao da marinda de 16 de
Janeiro ultimo, e declarar, que acliando-sc ja feila a
matricula dos carpinteros c calabries, ordenada em
dilo aviso, c lula los os respectivos estalciros, nao
podarlo os nieslresaduiillir mais algi'im operario sem
lieenea dcsla capitana, e nem empregar os que nao
eslivcrem matriculados, ludo de conformdade rom
a lellra do artigo 65, cap. 2", do regiilamcnto 11
i 17 de 19 de maio de 1846. Capitana do porto de
Pernambuco 13 de Tevereiro de 1855. O secrclario,
Alcxandre Rodrigues dot Anjot.
N1I5.Rio de Janeiro. Ministerio dos negocios
da mariiiha em 14 de Janeiro de 1855. lllm. e
Fxin. Sr.Remello i V. Exc. por copia, nao s o
aviso dirigido ao capilao do porto do Rio de Janei-
neiro cm dala de 5 do corrente. mas lambem o edi-
lal a que se refere acerca dos calafates Jfjpiitci-
ros de embarcaees, afim de que V. Exc. peca or-
dem ao capilao do porto dessa provincia, para que
faca ah observar o disnostn 110 mesmo edital. Dos
guardo a V. Ek.Jo Maria da Sitia Paran/ios'.
sr. presidente da provincia de Pernambuco.C11111-
pra-se.Palacio do governo de Pcrnamburo 3 de
fevereiro de 1855.FigueiredoConlornieAntonio
Uitt del'inho.Conforme.O secrclario, Alejan-
dre Rodrigues des Anjot.
Joaquim Jos Ignacio, comuicndadnr da impe-
rial ordem da Rosa, cavalleiro das de Christo e S.
Bento do Aviz, ehefefje divisa.. ,Li armada nacio-
nal e imperial, capilao do porto da corte e provincia
do Rinde Janeiro, por S. M. 0Imperador, que Dos
guarde, ravalleira da real ordem porluguoza da Tor-
re IC-pada'do Valor.Lc.ildade e Iterilo o uiembro ho-
norario da as'ociacao commercal de Pernambuco
ele, etc. Em consequencia do disposlo no art. 65,
cap. 2. do rcgutamciito de I9de maio di; 1816, faz
publico que lca abena nesta reparlicao pelo esparo
de 60 dias ulei-, contar de 15 de dezembro futu-
ro, a matricula dos calafates e rarpinterus de navios
que livcrem de servir nos eslaleros particulares do
porio. (is senbores proprielarios ou direelores de
lae-oslalieleciinentos me enviarlo dentro do prazo
de 15 dias urna proposta, em que declarein o nume-
ro de operario-jdeslas classe-;.que|llics'sejani iadispen-
po. Conforme, Anlonio Leilede Pind.Confor-
me, o secretario. Alexandre Rodrigues dos Alijos.
Rio de Janeiro, ministerio dos negocios da ma-
rinda em 5 de Janeiro de 1855, sendo prsenle
S. M. o Imperador, o requerimenlo, pelo qual al-
guns proprielarios de eslaleiro queixaram-se do edi-
tal publicado por V. S. em 30 da nnvembro ullimti,
relativamente aos calafate e carpinleros de embar-
caees e a informacao que a esle respaile dera V.
S. cm seu ollicio n. 21 de 22 do mez prximo passa-
do, houvc o mesmo augusto senlior por bem in.lefe-
rir o supracilndo requerimenlo, e approvar a medida
tomada por V. S. para Tazer cAecliva a matricula
deana*classes de individuos perlenrentes a industria
martima, e proteger n nleresse publico e parliru
larda construccao naval no imperio, por spr a refe-
rida medida conforme ao rcgulanienlo das capilanias
c a le em vrtiulc da ipial fui promulgado. O que
commiinica a V. S. para seu cnnlicdmeiilo. Daos
guarde a V. S. Jos Mara da Silva Paranlios Se-
nlior Joaquim Jos Isnaco Secretarla de estado
em 16 de Janeiro de 1855 Francisco Xavier Bom-
lempo.Conforme, Anlonio Leilc de Pinho.
Conforme, o secretario.
Aitscandre Rodrigues ios Anjot.
BANd) DE PERNAMBUCO.
O conselho de direccSo Pernambuco la/. certoaocSrs. accioni&tas,
<|tn' si; acha autorisado o Sr. gerente a
pagar o quinto dividendo de S.yOOO n.
poraccSo. Banco de Pernambuco 51 de
Janeiro di- isr>.">. O secretario do conse-
lho, Joao Ignacio de Medeiros Kego.
AVISOS martimos.
AO GEARA' HABANHAO E PARA'.
Jt Vai seguir rom a maior brevida-
r"lMss' id' o novo e veleiro palhabote na-
cional Lindo Paquete, capitao lose Pin-
to Nunes ; (|ncm quizer carregar ou ir
depassagem neste encllente navio, ja-si- aos consigqatario^sjL Antonio lo Al-
meida Gomes &C., na na do Trapiche/
11. Ili, segundo andar, ott ao capilao a
bordo.
AO 11IO
seguir'
DE JANEIRO
brevemente, por ter
grande parle do seu erregamen-
1.1 tratado, o veleiro ebem cont-
ttigue nacional MARA LUZIA,
capilao Manuel Jos l'eislreo : para o
resto da carga o para escravos, aosquaes
da' excellentes accommodaroes, trata-se
na ra do Trapiche Novo n. I (i segundo
amlar, com os consignatarios Antonio ele
Almeida 'lomes & C.
Para o liio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
svel por ter a maior parle da carga prom-
pla.o bem cotilleado brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C, na ra co Tra-
piche n. 34. segundo andar.
-- Paraollio de Janeiro sabe com hrevidade o
briguc Dous Amigos por ler parle da carga promp-
la : iiuenqui/.or carregar o reslo, ir de pas-agem mi
rmbarearj escravos a frele, lale 110 cscriplorio de
Manoel Alvos liuerra Jnior, ama do Trapiche
11. 14, ou com o capilao Narciso Jos de Sanl'Aiina.
Para o llio da Prala seguir dentro em pouco
das a barca hrasileira Flor de Oliveira : quem nel-
la anisar ca regar, pode dirigir--e ao cscriplorio da
viuva Amorim & Filho, na ruadla Cru/. n. 5.
Para Lishoa prclendc sabir com a maior hrevi-
dade o patacho porlugue/. Destino : quem no mes-
mo quiter carregar ou ir de pa-sagem, eolcnda-se
com os eonsisjnatorios Tliemu de Aojaina Fonseca A
Filho,na ra do Vigarioji. 19, primeiro andar, ou
com o capilao na piara.
PARA 0 PORTO
sahe iniprclerivelmcnle, no dia -1 do corrente, o ve-
leiro brisue porloguez Alei/re, que anda lem praca
para ahuma carga e excellentes commodos para pa's-
sageiros : trata-se com o capilao a burdo, ou no es-
rriptorio de Rallar & Oliveira, ra da Cadeia-Vc-
llia n. 12.
HITO SERIA ATTEXfAO.
ARMARINHO X. 38, HA LARGA DO
ROSARIO.
Chcgaraui mascaras novas,
A' toja do Cardeal,
De panno, cria o de rame,
tlonsa inda nao lisia hteal,
Tcm mascaras de panno ecra,
1". di' pipelSo mu bellas,
Taiiihem mascaras de rame
Quercom molla-, qaer sem ellas.
LOTERA DA PROVINO IA.
Q caulelisla Antonio Ferreira de Lima
Mello avisa ao publico, pieos seus bilhe-
tacse caulelas da primeira parte da pri-
meira lotera do Sr. Rom Jess dos Mar-
tirio.-que-corre infallivetmcnte a 24do
corrente, acham-se a venda as suas lojas
da ra Nova n. rr, ra larga do Rosario
n. 26, l.slre la n. 17, travessa do Oiieiiii i-
do n. I S C, aterro da Roa-Vista n. 72 A,
ra doCabuga' h. cpovoacSodo Monten
ro pelo Sr. Nieola'o, sendo livr do des-
conto deS por cento os bilhetes inteiros.
Bdhetes. 5|500
Meios. isSiit)
Quartos. I.s'itl
Oitavos. 720
Decimos. (01)
Vigsimos. 520
COMPAMIIA PKUNAMRUCANA.
O conselho de direccao previne aos
poneos senhores accionistas cpie a inda nao
lizeram a entrada da teiveira presfacaodc
15por cento, pedida desde o dia 30 do
me/, dediv.embro passado, que hajam de
salisia/.e-la ale 21) do crlenle p,o,i nao
meoirerem Has penas impostas pelos esta-
tutos: O encarregado dos cecebimen
lie o Sr. 1". Coulon, na ra da Cru/.
2(.
Desappareceu do engenho Ubaqui-
nlia, na noile do dia 12 do corrente, um
escravo crioulo de nome Leandro, alto,
cheio do oorpo. ps e maos grandes, na-
riz, chato, cor fula, ollios um lano VeSgOS,
Ilion camisa de |>aeia : rogn-se aos ca pi-
taes de campo ouquaktuerpesson do pa-
vo queo appreliendadediiigic-seaomes-
tno engenho, ou a ra Direita n. 5, que
sera' generosamente graticado.
-.Madama Tlu-.trd (a/, scientc no res-
peilavel publico, que receben agora de
Franca ricos chapeos, bonins toucadose
turbantes do ultimogosto para bt
vende milito cm conta.
Precisa-sc alugar um andar paracs-
criptorio as segmntes ras; Collegio;
ca', Crespo, Rosario larga. Queirna-
H. 24.
Na ra dos Oiiarlcis n. l', loja da Cruz & Gomes,
acharao os frrgue/.es que se quizerem provento nc-
eessario, um completo e esplendido sortimcnlo de
miudezas francezas, hem como chapeos de rol de
seda de cabo de caima, c bengalas lamliem de caima
com ricos casles; Meomanenda-se mais um comple-
to sonimento de lilas de cores para,bordar, meias
para homem, seiihoras e meninos, lilas de sarja e de
seda, hcos de linha, coheles, asnillas francezas,
luvas de seda para -enhor.isc liomcii, liulia- de car-
niel de 200 jardas (ln mellror aulor, pestes de tarta-
ruga e do massa a imilacao dos .le tartaruga, e um
rico sortimcnlo de estampas de santos; adverle-wi
que oslas estampas silo das mais finas que lem viudo
n I ernambuco ; nr-sla laja ha constantemente papel
para escrever, de peso supeilno, e do ihnaro de
todas as qualidades.
Quem precisar de uma escrava para ama de
casa, a qual sabe enzinhar o diario e he muito fiel :
dirija-sen ra do Oucimado loja n, li.
Precisa-se de um criado, e que d fiador a sua
conducta : na roa do Hospicio n. 7.
Loteras da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da t. parte da 1."
lotera a beneficio da igreja de S. Bom Jess dos
Martirios desta cidade, nicamente na thesouraria
das loteras: ra do Collegio n. 15, e as rodas an-
dam imprelerivelmehte no dia'2i do corrente mez.
Francisco Anlonio de Oliveira.
No hotel da Europa lem bons petiscos a toda
hora, por preco muito barato.
YELLDILHO.
ralle, que
Com a jiossivel brevidade segu o bem
conhecido e veleiro hiale "Amelia, por
ter a maior parte da* earga prompla :
para o resto c passageiros trata-se com
Novaes segundo andar.
Para o Porto com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu em poucos das avcleira c bem conheci-
da escuual nacional Lindan, capilao Alexandre Jos
Alves ; lem grande parle do sen rarrcgamenlo: para
o reslo, trata-se com Eduardo lerreira Bailar, na
ra do Vigario n. 3, ou com o capilao nj praca.
PARA O RIO DE JANEIRO
Segu em poucos dias o muito veleiro
e superior brigue nacional Elvira, por
ter parte de seu carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e es-
cravos a frete, trata-se com Machado &
Pinheiro, na ra do Vigario n. 19, segun-
do andar.
Para o Aracaty segu com brevidade o hiale
Incencicel, pois j lem a maior parle da carga : pa-
ra o resto c passageiros, dirija-sc a Joaquim Jos
Marlins, ou na ra do Vigario n. It.
Para Lisboa sahe impreterivelineiile no dia Ifi
o briguc l'iajante : quem quizer ir de passagem,
para o que lem os mais aceados commodos, enlen-
da-se com os consignatarios Thomaz de Aquino l-'on-
seea & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro an-
dar, ou com o capilao Manoel dos Santos.
Para o Rio de Janeiro segu em pou-
C06 dias, por ter maior parle da carga
prompla o patacho .cSantaCru/." : para
o resto, passageiros c escravos a fele, tra-
ta-se com Caelano Cyriaeo da C. M., ao
lado do Corpo Santo n. 25.
Ceara Maranho ePara'.
Segu na presente semana a escuna
Emia, anda recebe carga-: trata-se
com o consignatario J. R. da Fonseca J-
nior, ra do Vigario n. \.
LEILOES.
-----:-------------------------a______________
saveis para os trabalhos que lem a dcsempeulnr ; e
E para constarse mandou allixar o piesenel e po- | li'1",'", ";l Wligencia de que, depois de estoven!
blicar pelo Diaria.
Secretaria da Ilicsnuraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro do 1855.O secretario,
Antonio Fcrrcit a d'Aiu'U'tciarao.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provin-
cial, cm comprimen!,, da resoluco da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que os pretenderles de
qualquer arrematacHo devem apresenlaros docu-
mentos necesssrios para prova da doneidade ele seus
fiadores, nao temi lugar a alegaclo do quo i>ulros
j.i provaram a mesma idoneidade. \
por iniui approvadas as suas lolacnes, nao Ibes sera
pcrmillido admitlircm mais operario sjgnm sem
licenca miaba por e-criplo, hem como simiente po-
derSo empregar os operarios, que estiverem matri-
culados, ludo em harmona com a lellra do referi-
do arligo, que diz a da mesma forma se matrcula-
rao os calafates e carpinleros de embarcaees, com-
prchendidns no numero que para cada porto desig-
nar o capilao. Capitana do porto da corte e pro-
vincia do Rio de Janeiro cm 30 de novemforo de 185*
Joaquim Jos Igoacio. Conforme, Jos Rodri-
gues Reg.Conforme, Francisco Xavier Bomleai-
O agente linrja, cm consequencia da chova,
transferio o lerISo >le joas que devia icr lagar lerca-
feira 13, em seo arma/.em, na loa ilo Collegio n. 15,
para o dia quinta-fera, 15 do corrente. as i) horas
em poni, consistindo nos objectos j annuuciados.
Barroca (Si Caslro fazem leiljto, por intervencao
do agente O iveira, de um novo e completo sort-
inenlo de fazrndas inglezas de alzodao, linho, laa c
seda, lodas proprias desle mercado, e recenlcmciile
despachadas : quiula-fcira, 15 do corrente, pelas 10
horas da manhaa, no seu armazein da mi da Cadeia
do Hecifc ii. *.
.1. >. Adour A Compandia Irassferiram, por
cansa da chuva, du da 13 do corrale,-*o seu leiiiio
de lindo -o tmenlo de fazendas de lodas as qualida-
des, principalmente tranceza ; lera pois lunar o
mesmo leililo, por intervencAo do agente Olivcira,
sexla-feira, Ifi do crrenle, as 10 huras da manhaa,
no sen aniiazem, ra da Cruz.
O agent Vctor, n,1o podendo fazer o seu lei-
13o iiiniiiH-ia.lo para o dia quarla-feira (l, em con-
si-qucnca da china, transferio para o dia sexla-fei-
ra. Ifi do correte, as III e un ia horas da manhaa,
no seu armazein, ra da Cru/. n. i':.
AVISOS DIVERSOS.
O procurador nesta cidade da Santa Casa da
Misericordia de Loando, cm Anuida, comida .
nli ,res foreiros que estn a dever mais de :l anuos,
pelos foros veneidoa dos terrenos que pertencesn .i
mesma Santa casa, para vroni satisfazer no prazo de
15 dias. em seu csciiplorio, casir n. fi, da ra do Tra-
piche Novo, i importancia cm divida ; alias lera de
usar pira com os senhores foreiros ,lns meios conce-
didos pelas leis. Joaquim Bn/ilisla Moreira
Toma-seSOOSOOOrs. sobre hypolheca em um
sitio: na ra estrella do Kosaiio loja c|e ourives
n. 7.
O abaixo assignada, morador na ra do Cam-
pillo n. 2, com ollicio de pedreiro. pergunta no Sr.
Antonio de Paula Fernandes Eira-, se se nlciidj
com elle o annuncio do Diario de 10 do corrente.
Recito 15 de fevereiro de 1855. Manoel de Axeee-
do Santos.
Fazom-se quaesquer trabalhoscallgraphicos para
qnadros, como se sejam, pautas de irmandade, esta-
tutos para sociedades, taboas com nemes de vicio.-
Cabu
loe na Nova : a tratar no aterro da Boa
Vista n. V").
Convida-so aos crednres de Vicente Monlcirn
Boraes para reunirem-se boje '15) em casa de Feidel
l'iulo iV Coinpaiiliia, ao meio dia.
O padre Leonardo Antones Meira Manriques
mu Ion o seu cscriplorio de advogacia para a ra lar-
ua do Rosario n. l. primeiro andar, por cima da
botica do Sr. Jnaqum de Almeida Pinto.
Deseja-se fallar no Passco Publico, loja n. II,
de Firiniano Jos Rodrigad Ferreira, com os Srs.
que abaixo van mencionados, a saber : Joao Alvos
Ferreira, nesta praca, Joaquim Jos Bello, Afogados,
Joao Marques da Fonseca, etassanfrana, Jos Haber-
lo Padilha, Boa-Vista, -lose t.oncalvis do Miranda,
ider, Jos Aflonao do Reto Barros, Apipucos, l-
enle Rejo, idem, Jnaqum Jos Piiicnlel. nesla
|iraca. Jos Cordeiro .le Crvalho l.eile. Jos Morei-
ra do KcMnengeulio Kodizio, Jo.lo de Barros Araujo
Pereira, Estrada.nova, Joao Vcllo.-o> de Albuquer-
que, Isiiar.i.s, Jos Paos Brrelo, Afogados, Jos
l.aiircnlino de Azevcdo, Catuama, Jos da Silva
Monlero, nesla praca, Joao do Reg Falcao, dem,
Joilo Francisco dos Santos, idem, Joao Severino do
Reg Barros. Apipucos .Jos llemualdo da Silva,nes-
la praca, Jos Roilrigues Sidreira, idem, Flix Paes
da Silva, iilem, Manoel Corroa (tomes de Almeida,
engenho S. Joao, Manoel Jos Mauricio de Sena,
Afogados, Manoel Rodrijues Pinheiro, nesla prnca,
Manoel Joaquim Paes Brrelo, ex-cadete, I). Anua
Joaquina, ra do Rangel, Anlonio Alves Pimcnlel,
Cabo, Domingos Adolpho Vieira de Mello, nesta
praca, Anlonio de Parias Brandan Cordeiro, Afoga-
dos. Francisco.de Paula Mello Brrelo, Timb, 6I-
dino Lopes de Almeida, Afogados, Mauoel Pereira
NcVardo, empregado, herdeiros do Prxedes da Fon-
eca Coutinho, ignora-se .
Quem quer entregar uma caria vinda do Ma-
ranho, do amigo de Francisco Jorge de Souza, o
podern fazer no trapiche do Ramos ao mesmo, ou a
Jos.- Maria l'ernandcs Tlioiuaz.
Precsa-se de urna ama para o servico de uma
casa de pouen familia, que cnlenda alguma cousa de
cozinha: na rua da Cruz n. 7, lerceiro andar.
Tendo o socio gerenle da casa deSchaphellin
iS Compauliia de fazer uma viagem,' deixa durante a
sua aiscncia como proctradores bastantes da mesma
casa os Srs. Leonardo Kuhu o Carlos Scholle.
O abaixo assignado, eacrvla da irmandade do
Senhor Bom Jess das Dores, em S. Concalo, por de-
terminaran maos da mesma irmanoade a comparecerem no con-
sistorio respectivo, para, reunidos cm mesa geral.
no domingo, "> do correle, pelas 9 horas do da,
Iralarem da conslrucro das catacumbas no remito-
rio publico. Consistorio em mesa 10 de fevereiro
de 1855.Cndido de Souza Miranda Couto.
FUMO EM FOLHA.
Na rna do Amorim n. 39, armazein de Manoel
dos Santos Pinto, ha muito superior fumo em folha,
para lazer charutos.
Precisa sede um prelo, rrionlo, de 12 a 15 an-
nos de idade, pouco mais ou menos, forro, c quo se-
ja molla bonito, o qual be para r para a Franca ser
pagem de urna familia cslrangeira : para tratar na
rua do Collegio n. i. com J. Falque.
Na travessa das Cruzes n. 10, precsa-se de um
caixeiro que lenba pralira de taberna.
Prerisa-se de uma ama para casa de pouca fa-
milia : na ruado Hospicio n. 11.
Precisa-sede uma ama para casa, de pouca fa-
milia, para ser orcupada em alguma costura e en-
gomoMde : a tratar no primeiro armazein do btero
do Gonralves.
l'recisa-se de uma ama de leite : no
pateo do Hospital n. 20, por cima da co-
c reir.
Joc Mara Nogueir.i faz scienfe ao respeitavcl
publico, qucd'ora cm diante se aseignara com o no-
me abaixo especificado.
Josa Marlins Sogueira de Mello.
No dia > de novemhro do auno prximo pas-
sado, pelas S lloras da noile, fiigiram da casa da rua
larga do Rosario n. SS '1 escravos, Jos, crioulo, e
Antonio de nacao, com os signaes secoinles : Jos,
i rioulo, reprsenla 55 anana, cor bem prela, bailo,
magro, barbado c com suis ca, 1 tic brim pardo com lislras prelas em qnadros
grande, sendo estas lislras piuladas, e oulra calca
por cima, de panno grosso azul, j velha, -2 camisas
urna por cima da ootra, de algodao gro-so, chapeo
de couro, (em a falla milito mansa. Antonio, de
nai;ao, representa 50 a 55 anuos, nir fula, cheio do
corpo ; levou caira de algodao de riscado azul, o ca-
misa igual, com urna aorreia na cintera segorando a
calca. Estes escravos lem sido vistos em Beberibe,
faxendo roulms em alsuns sitios : roga-se as autori-
dades polriacs c canilles de campo, apprchende-tos
c leva-Ios a rua larga do Rosario u. J, queserao ge-
nerosa men te recompensados.
Jps Anlonin Fernandes I radique, por aulori-
sacao do jitjz de orphaos, embarca para o Rio de Ja-
neiro o escravo, crioulo, Saturnino, ccrtencenle ao
casal do finado Joao Alves de Souza. '
No dia 18 do correnle mez de-fvereiro he a
orrcmalacao do reslo dos esrravos de l.uz Pires Fer-
reira, na porla do Sr. I)r. juiz municipal da segunda
vara, a tarde, por execucao de Antonio Pires Fer-
reira c outros.
CARLOS CLAUDIO TRESSE, FABRI-
CANTE DE ORLAOS E REALEJOS,
ROA DAS FLORES N I y,
isi-a aorcspeilavel publico, que conceda org.los c
realejos, pdc marchas modernas desle paiz, concilla
piano*, saraphinas, caixas .le musir,arordese qual-
qucr instrumento de msica ; lambem faz. obrai no-
vns, e fabrica caixa paras piias de qualquer nalureza.
Joaquim Militao Alves Lima,
morador na travessa da rua das Flores n. 3, abre
letlras em podra parajaziaos, rom toda perfeicao, e
mais barato que em oulra qualquer parle : quem de
seu presluno se quizer utiiisar, dinja-se i casa'de
sua residencia a qualquer hora do dia.
Na primeira audiencia do Dr. juiz de orphaos,
lem de ser arrematado por renda a casa do sobrado
Sopcrrorcs velludilhos, escaralo fino, romo, cor
de rosa e prelo a 72(1 rs., azul, verde claro, escaso o
amarello, a 610 rs.: na rua do Queimado n. 2lV
No hotel da Europa precisa-se de um criado
brauco.
Adveile-se ao Sr. Vicente Ferreira da Assum-
pc,So, morador no Bonito, que se snlislizer o qae se
III- lem^xigido por diversas cartas dirigidas da rua
do Queimado n. 21. ser para si uma deshonra, pois
non he justo que pague o que deve em uma loja ha
mais de um anuo.Jote Pereira Cesar, '
~ ,'i ""llores credoros da massa fallida de J.
A. de Parias Abreu c Lima, qne tem de receber a
sua parle no lerceiro dividendo, qoeiram dirigir-te
para esse hm,munidos dos seus respectivos crditos,
a Miguel Jos Alves, caixa da administracSo da mes-
ma massa, rua do Trapiche casa n. G.
O Sr. Jos de Barros Pimcnlel lem contrala-
do vender o sea sobrado na rua da Lniao, que bou-
ve por uma pcrmulla feila com o Sr. Dr. Clirislovao
Xavier Lopes ; a venda desle sobrado j foi annun-
ciada por esla blha ha dous mezes pouco mais ou
menos, gor diversas vezes, pelo intermedio do Sr.
Manoel (.oncalves ,1.-, Silva, que est para esle lira
lialiililado por procurado bastante do mesmo Sr.
Barros Pirpenltl : enlrclaiilo sC ha alguem inleres-
sanle ou prejudico ncslu negocio que a declare.
-r 0 abaixo assignado, proprielario do silio Fun-
dao, faz srienle aos criadores de gado vacum da es-
trada de Belem al o Arrombado, que tendo a sna
propriedade nccopida na agricullura, lem os criado-
res cima mencionados vaquejadoos seus gados para
paslarcm no terreno do. abaixo assignado sera seu
consenlimenlo, o como no dia SO do correnle mez de
Janeiro de 185.5 os gados arrdjarsm as lavouras, sen-
o vaquejados pelo abaixo assignado e seus escravos
Tiara fura das mesillas lavouras e dos seus terrenos, j
leudo avisado alguns dos criadores, parachegar a no-
licia de todos publica por esta folha, queda dala
desle aviso nao conseiite dentro dos seus terrenos
uma so cabeca de gado, e aquella que fr encontrada
sera presa e remeltida para o fiscal, em Olinda, e
seus donos pagarein lodo damno ou deslruira ao
proprielario, no caso de serem encontradas dentro
das lavouras.ou lercm passado camba d sea divi-
s3o para dentro de seus lerrenos. Silio Fundo 30
de Janeiro de 1S55.
Antonio Sorberlo de Souza Lealdade.
Desappareceu do abaixo assignado, do silio
rundan, ao amanhecerdo dia 7 do correnle, uro ca-
vallo caslanho, grande, carnudo, 3 ps calcados al
o pelador, estrella na testa, caoda meia comprida,
cima apararla, tpele curto que descobro a estrella,
lem 8 i 9 anuos, choteiro, pesado, com marca de
cangalha, tem na pona da j de ambos os lados2
calos de cangalha, sendo o do lado esquerdo de osso,
o ferro ignora,por fazer poucos dias que o comprou,
assegora ter s um ferro do lado direilo, hoem grao:
rosa a quem adiar o dilo cavallo, dirija-so roa de
S. Francisco n. 52, quesera recompensado do seu
trabalho. Antonio -Norberlo de Souza Juealdade.
Precisa-se alugar uma escrava'quc faca todo
servico de uma casa que tem 2 pessoas de familia, e
que saiba engomrnar: quem liver, dirjase rua
Augusta n. 2. segundo andar, ou annuncie parase
procurar.
Precisa-se de rima ama de meia idade, que le-
nha Ikji conduela, saiba cozinhar e engomrnar, para
casa de pouca familia : no larco de S. Pedro n. i,
achara com quem Iratar, das 2 horas as 4 da larde.
A viova D. Anna Porfira da Molla e seus fi-
llios declarara, que um sobrado, silo na rua do Hos-
picio, outr'ora perlcncenle a Joao Ozorio de Castro
Maciel Monlero, alcm.de estar hvpolhecado a elles,
acha-se litigioso; e por isso proleslara contra qual-
quer venda, permuta ou outra qualquer especie de
contrato feito acerca do dilo sobrado.
W l Dr. Joao da Silva Ramos, formado em medi- 9
it cia c.cirurgja na nniversidade de Coimbra 9
tj) com seus tilulos legalmente verificados na a esla cidade, faz publico que recebe cm sua "
@ casa ua rua larga do Rosario n, 14, (anliga
0 rua dos Quarleis) das 8 as 10 horas da ma- w
nhaa, c das 3 as i da tarde, as pessoas que o 9
qoeiram confaltar. Bem como participa que "
JC est prompto a sabir da cidade para qualquer
O lugar, para onde seja chamado. ft
99H@3@
O Sr. Domingos Nogueira lem ama carta vin-
da do Para : na rua da Cadeia Velha n. 35.
O abaixo assignado, tendo de retirar-se para
fra da provincia para Iratar de sua saude, pede a
seus devedores o obsequio de Ihc salisfazerem seus
dbitos,ate o fim do correnle mez, (indo esle prazo
pausar a cobrar judicialmente.
Joaquim Martinho da Cruz Correia.
_ O secretario da vcneravel ordem ferreira de S.
Francisco da cidade do Recife, por deliberarlo da
mesa regedora, tomada em sessao de 9 do corrente,
convida a seus charissimos irmos cm geral, a com-
parecerem no dia 25 desle mez. paramentados de
seus hbitos, pelas 6 horas da manhaa, na igrej.i da
mesma ordem, afim de, eucorpbrados, drigirem-se a
Olinda, para acoinpanliarem a procisso de Cinza,
que fazem os nossos irmaos daquella coufraria.
!
O abaixo assignado avisa a lodas as pessoas que
lem penhores em sna mito, que os venham tirar no
prazo de !!0 das, do contrario scrao vendido* para
seu pagamento. .Recito |- de fevereiro de 1855.
Manoel Ferreira da Silva Maia.
Quem liver uma casa terrea com 3 quartos o
largura de 2'i-palmos, mais ou menos, desecando per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 quartos,
si.luada na rua da Concordia, para receber por in-
demnisac.10 da tircreffca, dinheiro ou algumobjeclo
que lambem rende ; dirjase a rua das Flores n.
23, a fallar com Justino Mrtir Crrela de Mello.
Precisa-se de ofliciaes de alfaiale : na roa No-
va n. 49.
Precsa-se de uma ama para todo servico inter-
no e externo; paga-se bem : a tratar na roa Direita
u. 139, primeiro andar.
HOSPITAL REI.IMENTAL.
Precisa-se alugar uma casa para enfermara mili-
lar, na S..Ie.lacle e suas iininediacOes : a (ra(ar no
aterro da Roa-Vista n. 12, primeiro andar, com o
abaixo assignado.Dr. Prxedes Comes de Souza
Pitonga, i. cirurgiao encarregado.
Apparceeu no dia sexta-feira, 9 do corrente,
um moco na rua do Cotoiello n. 29, para alagar um
cavallo por duas hora, al o prsenle o nao ealre-
gou ; o cavallo he preto ou quasi prelo. tem os dous
ps calcados, dinas grandes e cacheadas, e a cauda
o mesmo, ebstanle gordo ;o moco que o alimou fin-
gia-se esludanlc da academia, .de nome Evaristo
Ferreira da Veiga, lilhn do Sr. Virginio Ferreira de
Mello, morador na freguetia de Cimbres; hede siip-
porque este meco regressasse para compauhia do pai,
vislo nao ler aqu oblido cadeira para primeiras let-
lras (como pretenda;: a pe-soa que do mesmo der
milicia, nao perder sen lempo, se participar a
Manoel 'lavares de Aquino, morador na mesma
rua.
Nicolao Harten embarca o seu escravo mula-
to Delinque, para o Rio de Janeiro.
QBURJ6**flG8a.S
gu.oes para procissocs ele., etc.. com lodas qual- sla na rua da Guia n. 57, c cujo, alugucl he pre-
Idadas de letlras. emblemas e tarjas, ludo irabalho co commodo o, prelendenles podem diriflr-N
rio n 38 tojA eouro:Mrua lrga do Ho- a casa da audiencia para se etTeclasr dila arremala-
H
MUTILADO
NO COIMLTIHUO
DO DR. CASANOVA,
H RIA DAS CR17.ESN. 28,
i{ iondcm-se rarleiras de linmeopatbia de lo- S
,. dos os lamanhos, por pretos moiloem corra -
Ejemenlea de homeopalhia, 4 vols,
2 Tinturas aescolhcr, cada.vdro.
Tabal avntsos a aaeolhera
ConsuKasgrae para os pobres.
Ncjjocia-se uma rasa nova c moder-
na na estrada da Ponte d'L'clioa, com seis
salas, oito quartos ealcovas, cosinha, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
murado com muilas llores, coclieira, es-
tribarla, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicOes mui favoraveis para o compra-
dor : a iiatarna rua da Cruzn. 10.
#
\
S
IIERIVFI


4
'mi
DIARIO OE PERNA SUCO, QUINTA FEIRA 15 UE FEVEREIRO DE 1855.
ao rauco.
No armazem de f izendas bara-
tas, ipa do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de foicmlas, linas c grossat, por
;os mais baixos do queemoui
Era qualquer parle, tanto en poi-
ees, como retalbo, allianc.-uido-
ao compradores un s preeo
para todos : este estabelecimento
aliio-se ile combuiaefio coin a
naior parte las casas oommerciaes'
inglesas, (ranrc/.as, allemaas e sttis-
sis, para vender fa/.endas mais em
Costa do que se tem vendido, epor
isto oflorecendo elle maiorcs van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano destc importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao ]>ublico em f;e-
ral, para que venham (a' bem dos
seus intercsses) comprar l'a/.endas
lamias, no armazem da ra do 3
Collegio n. 12-, de
Antonio Luiz dos Sanios & Kolim. fR
Aluga-se iim sitio no limar dos Afogados, na
ro ile g. Miguel n. 3'J : a tratar ne ra da Gloria
n. 69, na lina-Vista.
Casade consignacao de escravos, na ra
', dos Quartcis n 25-
Compram-sc e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de rominissao, lauto para a
provincia como para fra della, oITcrccemlo-se pira
sso toda a seguranza precisa para os ditos escravos.
RA NOVA N. 22.
I.. Delouclie, tem a lniiira de anuunciar
aao respeilavcl publico, que acaba ceber pelo ultimo paquete au mais bello
sorlimcnto dcrclogios deouro, prala c prala dou-
rada, patntese hori/.outacs, por preros milito van-
tajoses c afiiaucndos: lambem cucarrega se de lolos
os concerlos pericltenles a sua arle por mais difli-
aullosos que sejam, coiu perfeicao c hrevidade.
PIANOS.
Joao P. Voacley avisa ao respeilavcl publico, que
em su.i casa, na ra Nova n. VI, primeiro andar,
acba-se un sortimeulo de pianos de Jacaranda, os
melhores que tem ate agora apparerido no merca-
do, lauto pela sua barmoniosa e forte voz, como pe-
la sua conslruecao de armario da fabrica da Collard
& Collard em Londres, os quaes vende por un pre-
ro razoavet. O aiinuuciaiile continua a atinar e con-
certar pianos com perfeicao.
JOIAS
Os abaito assignados, dones da loja de ourives, na
ra dn'Cabae h. II, coufroule ao pateo da matriz.c
ra Nova, fazeui publico, que eslao recebendo enn-
tinuadameule inuilo ricas obras de ouro dos lucido-
res gostos, lano para senhoras como para homens e
meninos ; os precos conlinuam mesmo baralus romo
lem siiln, c passa-se conlas com respoosabilidadc,
.especificando a qualidade do ouro de II mi 1S %
Jales, Beanflo assim sujeilos os mesmos por qualquer
duxida.Seraphim Irmlio.
Aloga-se o armazem n. DO da ra estrella do
Rosario : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de billiutcs
da lotera 7- da Gloria, as listas vem pelo
vapor Guanabara a 17 e 18 do frrente :
os premios serao pagos a vista e sem dis-
conto alrjum, logoque.se (izera distribui-
do das listas.
O Sr. Joao Antonio de Miranda,
qticira lera bndadede apparecernarua
do Collegio n. 15, agencia de leiloes, a ne-
gocio de sett interesse.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 BA DO COMBOEO 1 AJTDAB 25.
O Dr. P. A. Lnb) Moscozo di consnllas liomeopalhiras lodos os dita aos pobres, desde 9 boias
iiianhaa ateo mcio dia c cin casos extraordinarios a qualquer bora dodia ou noile.
Ollciecc-sc igual aenle para nralifar qualquer operara de cirurgia. e acudir proniplamente a qual-
quer mullierquc osle a mal de paito, c cujascircunstancias nSo permiltam pagar ao medico.
da
10 COLUTORIO DO DR.
25

A. LORO N0SC0Z0.
Manual. rompido de
lugucy. pelo Dr. 1 losrozo, quiltro volumes cncadornndos em doua e nronipaiihndn de
um diccionario d
Esla obra, a mais
que rnnlem a base fi
mpurlantc de todas as quetralam do estado e urlica da linmcopalhia, i
loutrinaA PATOOOENESIA EFFEITOS li
experimentar a ti i r
fazendeiros c sentares!
que urna ou mi Ira ve
a lodos os pais de fai
obra tamben! uli
me graude, acn
Ditas 48
Hitas 60
Ditas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia onca
Ditos de verdadeiral
Na mesma casa b
i jiara medcame
por procos mi ilo commodos.
RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
meddicina liomeopalhiea do Dr. is Irruios de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele.
s as quetralam
nd.'iineulal d'csla i
2DJO08
por ser a nica
MEMOS NO ORGAISMOEM BST> DO DliSArDE-Vonbeci'mcnl'o's omnao'po'd'em'dUpoiisar as pe
as que se qucrein de licar a pruna da verdadeira medicina, inleressa a lodos os iludiros que quizerem
na de llabncmann, e por si mesmosse eonvencerem da verdade d'ella: a lodos 01
de engolillo que eslilo longo dos recursos dos mdicos: a lodosos capitSeade navio,
nao podem deixar de acudir a qualquer iocommodo sru mide seus liipulanlrs :
lilla que por cirriimslaiirias. que 11*111 sempre podem ser prevenidas, sao nhriga-
dos a prestar 111 con itcntt os primeiros sorcorros em anas eufermidades.
[) vide-meciini do In neopalba ou Iraducran da medicina domestica do Dr. llc-rins,
peaaoaa que se dedieam ao esludo da homeopalbia, um volu-
lanbado do diccionario dos Icrinos de medicina...... IO-Olio
O diccionario dos leri ios de medicina, ciruruia, anatoma, etc., ele, enrardenado. MODO
.em verdatieiros 1 bem preparados medicimentoj niose pode dar um paaao seouro na praUra da
homeopalbia, e o proi rielarlo desle estabelecimento se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
da grande superioridade dos seus medicamentos.
------.. ._ ....... g-andes............ K^OOO
Boticas, de ->'i medical lentos cin glbulos, a 10, l) c 155001) rs. '
a.................. 309000
a ................. 59000
a ................. 309000
a.................. 605001)
,..................... laooo
de liurlura................... 2-T000
lindura a rnica............ ^NHNl
1 sempre i venda grande numero do tubos de rrvslai de diversos lamanlios
tos, e aprompta-se qualquer eiicommcnda de medicamentos com loda a bren da-
os
os
os"
^$^: SS^S^>! -Obachai-e
v O solicitador ns audilorios desla ridade
3T abaixo asaicnade continua a exercer as
? fiuieccs desse c irgo, para o que pode ser
%>r procurado lio esc iplnrio do lllm. Sr. Dr.
Joaquim Jos da I onecca, o mesmo comprb-
melte-sc a solci ar causas de partido an-
nual, com lodo zi lo eaclividade, medanle
um pequeo b moraiio, assim como as
causas particulares nao |Kie prero as -
parles. Cimillu. nqinli, l-en eir il fiilctt.%\

Jos' Mara da Triiulade,
$^ j leui mImmIo o sen esenptoro le advocado
$$ I no mesmo sobrado da ra da Roda n.l,
onde traballioupaaiiiio pastado
@
S
9
O escriptu jario da companliia de
Beberibe, coutinua a encarreear-se de
comprar e vende
panlua: na rna
dar.
r acenes da
Nova n. 7
mesma ciim-
primeiro an-
SALA DE DVASA.
I.ni/. Cantarelli participa tfo respeitavel publico
?ue a'sua sala ,lc ensino narua das Triucbeiras 11.
9 se acha aborta lodas as segundas, quarlas e sexlas
desde assetc horas da noile al as nove : quem do
preslimo se quizer utilisar dirija-so a mesma
casa das 7 horas da manh.a ale as 9. O mesmo se
offeiece a dar lices particulares as lloras convenci-
nadas.
No hotel da Europa lem salas c quarlos paro
aluguel, rom comida ou sem ella.
45 3 31@$: 36SS
n l mi DENTISTA, I
) coolinua a residir na ra Nova n. ID, primei-
ro andar. e-t
Novos livros de homeopathia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
llabncmann, tratado das molestias dirimir-, 4 vo-
lumes.
Teslc, iroleslias dos mcuinos .....
Heriii, homeopalbia domestica.....
Jabr, pliarniacnpa homeopalbica. .
Jahr, novo manual, 4 vuluifics ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jabr, molestias da pelle.......
Itapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes
llarllunann, (ralado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalbica. .
De Favollc, doulrina medica liomeopalhiea
Clnica de Slaoneli ... .. .
Casling, verdade da homeopalbia. .
Diccionario dcNysIen........
Alllas rompido de anatoma com bellas es-
lampas coloridas, ronlendo a descripcSn
de lodas as parles do corpo humano .' .
vedem-se lodos estes livros no consultorio bomeopa-
tbico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
aosooo
69060
7jihk)
65000
1(i5tKI
fiatxm
l6StK)0
IO9OOO
S5OOO
"5000
CSOIMI
4jftH)0
IO5OOO
305000
m DENTISTA FRANGE/.. ""^J
HA 'lo Rosario 11. 36, segundo andar, rolloca den- !&
9 Icscom gengivssarliQciacs, edonladora com- ($
pela, ou parle della, com a pressao do ar. Q.
Tambem tem para vender agua denlifricc do
Dr. Pierre, e p para denles. Una larga do A
, Rosario n. .'16 secundo andar.
'S
c
.'BLICACAO' DO nSTITLTO UOHEOPA-
Ililil DO liAML
THESOURO IIO.MEP.VTIIICO
OU
VADE-MECM DO HOMEO-
PATA.
Mtthado conciso, claro e seguro de curar homen-
palhicamente Indas as molestias que af/ligcm a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melliores tra-
tados de homeopalbia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria eineriencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero l'inhu. Esla obra lie boje
reconherida como a mellior do Indas que Iralam da
applicaeao liomeopalhiea no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pas de
familias, os scnbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilSes de navios, serlanejosetc. ele, devem
'"la mao para oc.correr proinpUmcnle a qualquer
a de molestia.
Dou ^plumos em brnebura por 10.^000
encailernados IInii^i
vende-se unicainenle em casa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco (Hundo Novo; 11. O A.
- O Sr. Joao Nepomuceno l'ei reir
de Mello, que mora para o Salgadinlio,
tiueira mandar neceber urna encommen-
da na livraria n. e 8 da piara da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuqucr-
que mudou a sua aula para a na do fran-
ge! n. 11, onde continua a receber alum-
nos intct nos e externos desdeja' por m-
dico preeo como lie publico : quem se
quizer utilisar deseu pequeo prestimo o,
pode procurar no legundo andar da refe-
rida casa a'qualquer hora dosdias titcis.
A directora do collegio da Conctelo, na Cruz
de Almas, no silio da Pesiade, participa a pessoas
que tivcrem do informar-se uu Iralar de qualquer
arranjo respcrlivaaieulc aquello colleuio. que all se
podem dirigir, ou nosta ridade ao Se Rirardo de
l|reitas llibeiro com loja de livros na esquina da ra
do Collegio, que prestar os esclarecimcnlos precisos.
'^9 O Dr. Das Fernandos, medico, pode ser t
* procurado,! qualquer hora do dia pura os ^
f diflerentes ramos de sua jirolissilo : na ra W"
larga do Haajajjo n. .18. (>*
Lava-se e engomma-se com loda a perfeicao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado n. 15.
OBRAS DE LBYRiNTHO.
OHorcccin-se lindos lencos de labvrinlbo em su-
perior ramhraia de lli.hn, ricas loalbas para roslo, e
circuladas, o Miras rpuilas obras, Indo por baralissi-
simo preeo, para Mi uidaeao de conlas*: na ra da
Cruz do Kecil'c 11. 3i 'primeiro andar.
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COMPRAS.
Cumpram-se palacei brasiieiroa eliespanhes:
na ra da Cadcia do Reeifo 11. 54.
Prectsa-se comprar uina cabra (bi-
cho) que d bastan telei le: quem a ti ver
quizer negociar, dirija-se ao sitio doCbo-
ra-Meninu, 011 na ra da Cruz D. 2li,
primeiro andar.
No boceo do lionralvcs, primeiro armazem de
farinba, compra-se um prelo que seja inoroc de boa
conduela.
VENDAS
ALMAJAR PAR\ 18SS.
Sahiram a* luz as (blbinha&de algibci-
ra com o almanak administrativo, mer-
i-anlil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e acCrescentadb, conlcndo
WOpaginas: vende-se a 500 rs., na li-
viana n. e 8 da piara da lude
deneia.
i'jien-
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O cautelista Antonio Jos Hodri"ues
deSouza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, cpie tem resolvido vender daqui
por diaiile as suas cntelas e bilhetes aos
presos abaixo declarados, obrigando-se a
pagar por inteiro sem o descont dos S
por cento da lei, os premios grandes que
seus bilbctes c <-altelas obliverem :
Recebe por inteiro.
Billictcsinteiros. 5|500 '5:000|000
Meios bilhetes. 2^800 2:500^000
Quartos. l^HO 1:250^000
Oitavos. 720 625$000
Decimos. 600 500J(000
Vigsimos. ,120 25(),sOOO
E por isso acaba de expor i: venda as
lejas do coslumc, os seus bilhetes e caute-
las da primei ra1 parte da prmeira lotera
a beneeo da irmandade, do Sr. Bom
JeSUS dos Marlvrios, cujas rodas andarao
em 2i do presente mcz.
Pede-sc a Sr. Dr. Jos Nicolao U-
gueira Costa resposta da carta, que llie
loi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro;desteanno, assignada lelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
lligueira nao s qticira dignar responder,
s'era' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e i o confesso deseude-
licto.O Curioso.
Ahi-ain-e c vcndem-se muito boas bichas de
llamburuo, chegallu ullimamenlc, e lambcm v.ii-se
applicar para mais rominodidade dos prelcndenles:
na ra eslrejla do Itosaroloja de barbeiro n. I),
lambem na paia vender-se mullo boas cortical para
aliar ua\albas.
Aos amantes do bom gosto.
Pede-se aos amantes do bom goslo de
ir a na Nova n. 17, loja de .Tlieo-
philc Kobert, que acbarSo um grande
e lindo sortimeuto de mascaras le lo-
das as qualidades e prero mais barato
do que em qualquer parle, a saber :
Mascaras de rame com nula para lio-
mem e senhora, a 2.s'000 rs., mascaras
de cera com molla para liomein e sen lui-
r, a 2.SO00 e 2S00 rs., mascaras de
papellao para homem e senliora, a 00,
640el, Masca rado.
Na ra do Cabug n. 12, luja de ourives, lem boa
cabelleiras para alugar, por preeo cm consta.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Kosario n. 36, secundo andar, Paulo Cai-
Rnons, dentista franen, chumba os denles com a
ma-a adamantina. Essa nova e maravilbos rom-
posirao lem a vanl.mcn do cncher sem pressao dolo-
rasa todas as anlrarjuosidades do dente, adquei indo
em poneos inslanles solide/, ignal a da podra mais
dura.c prnmeltc (eslaorar os denles mais estragados,
com a turina e a eor primitiva.
Sao diegados a prarja da Indepen-
dencia n. 2i a r>0, c.vcellentes olearlos
pintados com diversas larguras, de muito
superior qualidade c ricos padroes, mili-
to proprios para consolos, commodase
mesas de tbeio de sala, por muito barato
preep.
l'recisa-sc de um rapaz hrasileiro ou cstranaei-
ro, que saiba montar a eavalln, e que queira servir
de pagem a ma scnborde cm;enlio; a quem contier,
dando pci-soa idnea que afiance a sua conducta, di-
rija-se a casa de um audar n. 2, no paleo da matriz
de Sanio Antonio.
No hotel da Europa da-se para fra almoco e
jantar mensalmenle, por preeo commodo.
MUTILADO
FOLHHHAS PARA 1855.
Aeliam-se a venda as bem coTiecidas
(olhinhas impressas nesta typographta,
de algibeira a 520, de porta'a 6Q. cee-
clesiasticas a SOrs-, vendeut-se nica-
mente na livrariii n. t e S da piara da
Independencia.
RISCADOS VARSOVIANOS
A .S()(!0 rs. o corle.
Vriidcm-sc liscados Varsnvii.....s de quadn. f,i-
zenda nova o iinilo lina, imiando a seda isr.i.iva
viudos pelo ltimo navio de Umbargo, com i: .
corados cada corte, pelo barato preeo de 19000: na
loja n. 17 da ra doQueimado, ao p i)\ botica
PARA 0 MADAHISHO DO
BOM COSTO.
A 8$000 rs. o corle! !!
\ cndeiii-.se na ma do Oueiiuado, luja n. 17, ao p
da botica, os modereooH'iir'.es de vestidos de tai (ala-
lia de seda com quadmsde cores, de lindos c novos
desenlio, rom 8 varas e mcia, pelo barato preeo de
OBLEANS DE L1STKA DE SEDA.
A 400 rs. o covado.
Vendem-M na ra do Oueimado, luja ll. 17, de
l'aria Lupes, para liquidacao de conlas.
MELPOMENE DE LA.V DE QUADKOS,
COSTO ESCOC'/.
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ullimacao de conlas : na loja de
Faria A; Lopes, ra do Oueimado u. 17.
Vende-se um rico vestuario lodo de vcrbulina :
a vala la/, fe : na ra Direila n. 12"J.
Vende-se a casa terrea da ra das Triucbeiras
n. 4 : a pessoa que pretender comprar, dirija se
mesma casa, que achara com quem Iralar.
FARI.MIA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinba de mandtce, e pteeo com-
modo : Irala-se com Antonio d'Almeida
Gomes &C, na ra do Trapicbe, n. 10,
segundo andar.
Vemle-se baulia de porco derretida : na ra
do Itanxcl n. :i, a OOrs. a libra.
Vende-se um sitio na Capnnga Nova, rom urna
bonita c grande casa com quartos, sala, coaiulia
fura, grande copiar, nimio fresca, acabada j nesle
auno de 55 : quem o pretender, dirija-se a ra es-
Ireita do Kosario, loja de barbeiro n. 19, ou ne Olle-
ra Menino, no sitio que foi do Jacinlho dos oculos,
ou sitio da Capella que esla cm aberlo.
AITENLAO'.
Vende-se ou alnga-se um vestuario completo a se-
baslianisla, propri,, para os bailes de mascaras : tu
ra do (Jucimado ll. 2.
Vende-se um cscravn de Angola, propiio para
servico de campo, mrmente para o de ongenho.do
que lem bstanle uso : na ra do AragSo, boceo de
Joao Francisco, casa n. 1!). Na nicsnu casa veude-
se unvi escrava, crioula, boa rendeira, cosUireira,
lava de sabao e brrela, c ro/.inha o diario de urna
casa.
Vende-se baratb.20 milheiroade pedras de fu-
go : quem pretender, dirija-se a ra do Quehnado
n. S, que se dir quem vende.
Fio de algodo.
No cscriplorio de Doraingoa Alvcs Ualheof, na
ra da Cruz do Heeife n. .">, lem para vender lio de
algotlao da falo ica da Babia, prop io para pavios de
velas a redes para pescar, por preeo commodo,
Vendera-se ns cdigos criminal e do processo,
e a Coiisiiiinrao, notados pelo Dr. Brez Florentino
llenriques de Suu/a, e encaderiadus em um s, vo-
lumo ou avulsos, e lambem as observ ijoes no cdigo
penal, pelo Dr. Mauoel Mendos da Cuuba Azcvedo :
na ra do Collegio n. 8.
Pli SEDLLAS VELHAS.
A osOOO e 4-iJOOO o par, quem deixara'
de comprar '.'
Sapales de lustre francotes para homem, ditos de
becerro de Nantespara boraem e menino, aatim co-
mo utii completo .soiliinci.li! de calcados de (odas as
qualidades, tanto para homem como para senhora,
ineninosc meninas, linio por prero muito commodo,
a troco do sedlas vetha". : no aterro da Boa-Vista,
defronlc da bollera n. 14.
Para vollarete.
na roa do Qaeimado n. 25, vendera-se fivas para
vollarete, de superior qualidade, por commodo pre-
eo, e suspensorios a 80 rs. o par, ludo p ira acabar.
\ ende-se um rico vestuario para mas-
carado por muito barajo preeo : na ra
Nova loja n. 1
Vende-se um rico vestuario paraos
bailes de mascaras: na piara da Inde-
pendencia ns. lie 16.
MI BULE DE BASCARAS.
Avisa-se aos rapa/es de bom posto que acha-se a
venda um lindo trujo de rooro.aeinilacao aos de ser-
lanejoepor preeo minio commodo : na ra Nova
n. 10.
Vende-se nina escrava do nacn, j dosa, mas
possaute, sadia e de alianravel conduela, oplima pa-
ra sitio ou para vender na ra, do que lem minia
pratira, por prer,o cominodo : na ra da Ale-
gra n. 5.
Vendem-so radeiras c marquezas de madeira de
oleo ludo novo, assim como oulras umitas obras que
se vendem por menos preeo do que em oulra qual-
quer parte : na ra da Cadeia de S. Aulonio n. 20.
Vende-se farinba de mandioca mui-
to superior a l.s'OO rs. a aera, no ar-
mazem de Liii/.Aiiloiiio .Niiius Jarome, e
node Jos Joaquim Pereira de Mello no
raes da allaudega, e em porefiO nu CSCrip-
toriode AranagaBryaii, na ra do Tra-
piche Novo n. o segundo andar.
Vende-se bacallm'o de escuna de
muito superior qualidade, ao pceo de
I5000 rs. por barrica : no caes da al-
fandegaiirmazem.de Paula Lopes.
Vende-se o erdadeiro rap l'.iulo Curdeiro,
em '.libra, rreenteineule rlnv: ido do Itio de Ja-
neiro : na loja de ferragens, m un do ^neimado n.
13, de Joo los de Carvailm Muraos I a mor.
\ endem-se as seguintes ulnas:
perloi o (ieral das leis bi asileiras pelo
Furtado, e as obras completas de
ihiers, a primeira por 2(i,S'00 rs. e a
Be-
l)r.
Po-
se-
gunda 20s000 : nesui typographia se di-
r' quem vende.
PARA BAIL DE MASCABAS.
\ ende-se um rico vestuario para os pr-
ximos bailes de mascaras, e por prero
commodo : na ra do Oueimado loja n.
17, aopeda botica.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na luja de Faria & Lopes, ra do
Qaeimado n. 17, asuiodcruasaipaeas.de seda, de uo-
vos c lindos desenos, pelo mdico preeo de UU rs.
cada covado.
ANDA se continua
A VENDEK .'AZI-MUS BABATAS.
Na ra dos (luarleis, na secunda leja de miudc-
zas ii. 22, que loi dos firs. Victorino^ Moreira,
vendem-se as aegaintoamindeaas cora os procos men-
cionados, para se acabar com 6 estabelecimento!
porlanio convida-se as boceleiras, mscales e mes-
mo a qualquer pessoa que Rnsla do le m e barato,
paia que app.ireeain antes (ne se acabe o reslo.pois
queos[ireeos sao os mais a^radaveis que he possivel
para os compradores,e estas orcasmes san raras appa-
recer. Vejain, vejain o que lie peebiiirb, o quem
livor mveja faca o mesmo,Bicos csireiios a 600 i-.
a peca, lesmuas liinpinbas para costara a lo a ilu-
zia, liulias brancas de novelo de ns. 50 e 6t)a IjlOO
a libra ; linhas >le Indas as cores a 500 is. a libra ;
lucias para senlioras a 2il o par, dilas para ho-
ineui a 160 eUO o par; brincos dourados a 160 rs.
opar, ditos de pedias a 121) rs. a du/.ia de pares,
dilos ditos em caixinbas do 12 pires a 320 rs. ; H.
patinhos de laa para cri.inea a KHI is. o par;
ro-elas deliradas c de pedras a 1(10 rs. o par ; cs-
[lelhos de giveta a 120 rs. cada um ; nenesele aeo
pira inanala a tl rs. a duza, dilos de alisar a DO
rs. a du/ia ; eoheles em ramullas grandes e bem
ebeias a 70 rs. rada caMiilia ; aguMieiros de pao a
SO rs. a du/.ia, dilos nimio linos e rom sorlinieiiti.
de aeulbas a 200 rs. cada um; caiiinhas com asn-
illas francezas a 300 rs. suspensorios a SO is. o par
caixinbas com :l du/.ias de aimeis ilmiraJos a
300rs. ; aunis do cbiiiiibo o lamba a20rs.edu-
lia; eaixas com nnlias de marcar a lo rs. ; cor-
itas para viola alors.a du/ia; bordos a 280 rs. a
du/.ia ; apiles de ebamnoa 120 rs. a duzia; alneles
para homem a 20 rs. ditos pelo- a 80 is. a duzia ;
lapis a IIMIrs. a du/ia, dilos iniiilo linos e cnveriii-
sadosa 120 rs. a du/ia ; lilas de lindo brancas a io
rs. a pera la/enda inuilo boa ; Kargantilhas prelas
rara luto a,SO rs., pulceiras pelas a SO rs. o par;
marimbos a 160 rs. a du/.ia ; boloes linos para
abertura a 120 rs. a duxia ; rosarios a 20 rs. a du-
ria ; trancinba de laa a 20 is. a pega ; lilas lavradas
aliO r-, a vara dilas de se.la lisas a 100, 200 e 500
rs. a peen, dilas Urnas a 100 rs. avara; espigoi-
lhd a 20 rs. a vara ; gaUo cslieilo a 20rs. a vara :
palitos de Togo a 20 rs. a duxia de caixinbas, ditos
em nenies a 40 rs. a dnzia de macinhes; micangas
prelas e de i ores a (dea 10U rs. o maeiiiho ;*inilai>
a 'ni rs. o rarriuho ; dedaes para se......ra a 00 is.
a duzia ; boloes de seda pieia-a 80 res a du/ia ;
aboluaduras douradas e brancas para eolele a
200 rs. ; maros de aljofares m 160 rs.! carias de
alneles a KKI rs. ; maros ,u conlas douradas ruin
IIK) los a l.s ; eaixas para rape a KKI rs. cada una ;
lilas de relio/a 2S0is. a piia ; cuntas prelas deco-
quiihoa 12(1 rs. o masso ; bolees brancos para pa-
I dos a 80 rs. a du/.ia ; garfos de ferro eslanbadoa a
10 rs. cada mu peonas de aro muilo boas a 640 rs.
a grosa ; lorcidas para randudro a 60 c ;-K> rs. a du-
zia ; folbas do sombras de tudas
para masrarados a io rs. ; bol
rs. a arosa ; agutlias
100 is. u papel rom 2.1 agulha
denles a 100 rs.; boles de rclrnz
200 rs. a grosa ; ditos de linh.i para camisa a SO rs
a grosa ; vidros rom grasa a 20 rs.; boloes prclos
de vniro a 240 is. a duzia ; coillas lapidadas de
vulro a 160 is. g m,r com42 lios ; eaixas do hu-
xo a 1)600 rs a dn/.ia ; ciixinlms douradas para
jolaa a lo, 80, 120 e a300 rs.; camnhas rom brin-
quedos para menino a 500 rs. raisinhas com arria
para escrever a lilis.; aunis de chumbo e lamba
a 20rs. a du/ia.Os encarroados de acabar com o
eslalielerimenlo declaram, que alguna dos objeclus
que se tiiiham acabado, como seja ni meiaa,lesooras,
lilas de 1:iilio o" uniros objectos, revolvendo-sc os
que haviam no rundo da loja acharam-se ; por USO
conliiuia a vender-se polos meamos preros annuii-
ciados, como nesle declaramos, assim romo lambem
derlaramosvquc as modificaeoea tedas em preros cm
.akuns ohjeclos ja amiuiiciados s;i0 fritas pela ra-
zan d haver anda grande porrao, u querermot
acabar com o eslabelecimenlo.
Vende-se superior chocolate ftancez
de mellior que tem apparecido no mci-
cado, e por preeo muilo commodo: na
ra da Cruz u. 26, primeiro andar.
Vendem-se relogis de ouro, patele
inglez, dilosde pratahorizontal, ditos di-
los dourados c toteados, lodos do mellior
eOSto possivel e por jirero baralissimo :
na ra da Cruz u. -i, primeiro audar.
Vende-se na rna Nova n.S.
Tratado elementar de geograpbia astronmica, f-
sica, historia ou polilica, anliga on moderna por D.
Jos de Ircull ; esla imporlallle obra vende-se lan
menle porque o dono receben dual no nicsino lem-
po e pode por isso dispenrar urna dellas: o preeo be
commodo.
Vende-fe rape Gasaejtrosso, chegade prxima-
mente, em libras e lucias dilas : na piara da Inde-
pendencia, loja n. o.
Vende-se a armaran da loja do l'asseio o. 13,
bem afreguenda, propria para quem principia : na
mesma leja achara com quem Iralar.
SVSTEUA .MEDICO DE tiljLOWAY.
m
8
m
Vende-se cobre para lorro de
20 ai.- 28oncas. S
Zinco para Torro com os prego X
competentes. t!
Chumbo em burrinhas.
Alvaiade de chumbo. B
Tinta branca, prela e verde, em W)
oleo. ^yj
Oleo de linhara cm botijas de 5 S
gales. _r
Papel de mhrulho. *'*
Vidro para vidraeii?. S
Cemento amai^ello. ^-
Armamento di: lodas as riuali- W)
dadet.
Gncbra de Hollanda cm fras- i
cjueiras. (fi
T.ouros ile lustre
(A
i
Ai
marea
ra um e
dotis
ranile
ea-
(?l
FABIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em suecas que tem um alqeire, me-
dida vellia, por preeo commodo: nos
armazens u. 5, e 7 defronte da escadt-
nlia, e no ariiia/.em delronte da porta da
allaadega, ou a tratar no eteriptorio de
Novaes iV C, na ra do Trapiche n. ,
primeiro andar.
V
$


'&

de
irnos pa
val los.
Chicotes para carro c esporas
BCO jiraleado.
Formas de ferro para fabricado
assucar.
Papel de peso inglez
Champagne marca A&C.
E um resto pequeo de viudos do
Bueno de qualidade especial:
no armazem de C. J. As- ($)
llev&C. (fy
t.nniiuua--e a vender gomma de engnmmar
a 2>',(Mlrs. a arrnlia, cm libra 80 rs., cha pelo a
2j)0H0 rs. a libra, muilo superior : na taberna nuva
da rna ue llorlas n. 1.
Ven le-e a roclieira da ra da l-'lorenlina, com
30 a id cavados, .',carros lodos em bom estado;
lambem se vende um 011 2 carros, ou os eavalloa se
qnizerem : a tratar na ra do Cabug loja de ouri-
~ de Vieenle de i'anla Oliveira Villasboas.

Vende scum palanquimdc rebuco em
bom estado: na rna do Hospicio 11.7."
muilo
rs. a
as cures proprias
para camisa a 200
para coser sacos mi chapeos a
-covinhas para
para farda a
Kl.\ 1)0 CRESPO N. 23.
\ ende-se chita fianeexa larga, cores escuras a 2IN)
rs.. riseados ditos, cores lisas a 180 rs., cliila escura
cores seguras a ICO, corles de casemira preta a (9500,
dilos de cassa cliila padroes modernos a 29000, ca-
misas francesas Inanias c de cores muilo bm feilas
2>.i(H>, panno preio e do rdl de cale a ItjOOO, melpo-
mene de laa goslo escoce/, a 180, e nutras moilas fa-
aendas por procos baratos para jfeixar conlas.
Na loja de piulas, na rna do Qaeimado n.
"O, de.M. J. I.eile, vendrni-se as sci;iiiules fizen-
das, pelos preros declarados :
Selim prem de Maco para xeslido de se-
nhora, rovado......
Sarja prela de seda, cavado ...".'
Meias de seda prela.......
I.nsdc liniin prclos bordados de seda !
Maulas prelas delinlio bordadas de seda
l.io-deiiapole pelo superior, rovado .
. 21600, 39200 e
Peono pecio, covatfp.
Chapeos rrancezes .
e oulras milita
2>i00
09OOO
1.NKI
KHHHI
I29OOO
l.-SOII
39500
9500
fazendas por preeo muilo rommodo.
BARRIS MONSTROS COM
BRE.
endem-se barris com breu, muilo grandes, rlie-
na ra do Amoiim, arma-
gados agora da Ameri
tem de l'aula c\ Sanios.
Na taberna da ra do l.ivramenlo n. 30, ven-
de-seo afamado ionio de liaranbuus, barato, sendo
em porcao.
Palete ingle/..
\ ende-se um cabriole! descoherlo, de patente, em
pcrfeiln esladu de seguranza, e com os ar reos : na
ruado trapiche n. 10, segundo andar.
CAL DE LISBOA A .sOOO US.
\ endem-se barris rom ral de Lisboa, chepudo no
ulli.no i,avi .-, '.-(HKlpor cada una : na ra do Tra-
piche n. l(i, segunda andar.
No pairo do Carino, quina da ra de llorlas
n. 2. conlinna-se a vender gomma muilo alvaa SO
rs.. familia do Marauio a lio, revadn nova a 160
cale a 180, em arroba .'15OIIO. cha a 19600, 9000 e
29 ido, bom, dito prelo o mellior possivel. em einbrn-
llo.sde meia libra, a 2NISH. Imiriulm de Lisboa a
360, amoixas novas a 200 rs., bolarhinlia- d, Lisboa
a iiiors., unas de aramia a KHI rs., dilas inglezas .1
2S0, mautciga a 72(1, MI e lsiCHK. boa, milliu a l(i(l
a una. vinho musralel a lilil rs. a garrafa, papel gre-
m l'Tlina e de eolias qu.adades mais bailas c mais
baralus, dilo azul para cbapeleiro, sardinhas deNan-
l'-a 640e800rs., e onlrus mniloa seeros que se
vendem liaralo, porm a dinheiro, e lambem esta-
iiienba para Icireiros rianeiseanos.
Alpakas para palitos.
Vendem-se alpakas de ludas as cores, fazenda mo-
derna, para polilos, pelo iliiiiinulo preeo de 2(1(1 o
covado : na luja de l'aria Machado, ra "da Calma
do Kceifc 11. 30.
Cambraias'de gosto.
Vendem-se caiubraias de modernissimo goslo, cho-
lladas nllimamente do Havre, por 180 a vara, fazen-
da econmica por ser demasiado larca ; na loja de
Faria Machado, na da Cadeia do Recite 11. :I0.
Na bolica da roa do lian^cl n. 6j, vende-se
.....escravo, offkial de pedreiro, bouila figura, e de
IS anuos de idade,
HiseadoS eseoce/.es.
\ endem-se riseados esrocezes, fazenda de goslo, a
240o rovado, r-d-se amostra com pcnbor : na loja
de l'aria Machado, rna da Cadeia do Kceifc 11. ;.
Corles de ciscados, lianee/.cs.
Vcndem-se corles de riseados franre/.cs, linos, co-
res securas, proprios para chambres.pelo mdico pre-
co de I992O o cm le : na loja de Faria Marhado,rua
da Cadeia do itecife n..')().
FAZENDAS BARATAS.
\ eudeiii-o curies ilo cassa com barra a .1 patacas,
canea amarella franre/a a 200 rs., rnVadns fia neexes
largo a 9 vinlens, cobertores da algodSo dea cores
miiloencorpailos c mandes ,1 I9OOO, cassas fr ane-
las linas de cores Ras a 320 o rovado : na ra do
i.luciinado 11. 21.
POTASSA BRASILEIBA. (fr
Vende-se superior poiassa, la- (4)
bi irada no io ,1^ Janeiro, che- (gf,
gada lecentemente, recommen- &
da-se aossenhoresdeeiigenhosos '*
t seus !m>ii.s cll'eilos ja' experimen- *j
g-tados: narua da Cruzn. 20, ar-
'fr mi/.ein de L. Loconte Fcron \ Q
($> Companliia. Ck
DEI'OSII'O DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia 00 Recite 11. 50 ha para vender
barris rom ral de Lisboa, reccntemeiitc chegadf.
Vende-se urna balanra romana com lodos os
sus pertenees, em bom uso e de 2,00 libras ; quem
I pielcuder, dirija-se a ra da Cruz, armazem n.4.
Tnixa pare engenhos.
Na l'uiidicao' de ferro de D. \V.
Bowmann, na ra do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo soilimenlo de lai\as de ferro
fundido e balido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-ce a venda, por
pceo commodo e coin promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Km casa de J. KellerdC., na roa
da Cruz 11. .">.">, lia para vender o e\cel-
lentes piano* vindos ultimameBlede llam-
burgo.
Na rna do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barra Gra-
tidao.
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior cemento em barricas crandes ;
assim como lambem vendem-se as linas: airas do
Ihealro, armazem de Joaquiai Lopes de Almeida.
tni'-iae EiSwla Miw.
Na rna de A polln. 6, armazem de Mr. Calmon-
4 Companhia, acha-se conslaalemenle bous sorti-
ii'.enliis de laixas de ferro eoado c balido, lano ra-
sronlo fundas, moendas Deliras Indas de ferro pa>
ra animaos, nena, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos lmannos c modelosesmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com forca ile
ra val los, euros, pnssadeiraa de ferro csiaiihado
para casa de purear, por menos preeo. que os de
robre, eseo-vena para navios, ferro da Suecia, fo-
lbas de (landres ; ludo por baralo prer,o.
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenlios ; wormouth cm eai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
bordear,\ cm eaixas de duzia : kircb
lo mellior autor;
ja ; cognac verdaden
agua de flor
ALBANEZA.
, xeude-sc a !)00 rs.
iconomica fazenda prela. com 1; palmos de largura,
iropria para traces de clericos. religiosos, vestidos o
!)00 rs. o covado dessa
FILULAS HOLLOWAT.
Este ncsiiiiiavcl especifico, composto inleiramon-
le de bejvas inedicinaes, au roniem luerriirio, licui
oulra anhinia suli.-tancia deleclere*. Benignosi mais
loara infancia, e ronipleir.i ma:, delicada, he
icualiueiile puiiiiplo c securo para desarraigar o mal
na cimipleirao mais robusta : be iiileirameulu inno-
cenle cm suas operaedese elleilos ; pois DUSCa e re-
iiio\e as doeuras de qualquer especie e cro, por
mais antigs o leatee qoe sejam.
Entre militares de pessoas cmadas com esle re-
medio, militas que ja cslavaru as perlas da morle,
perseverando em sen uso. eoiiscguiram recobrar a
sadee fuea-, depiusde haver Itnladu innlilmenle
(odus os uniros remedios.
As inaisallliclasnjo devem eiilregar-se a desespe-
racao : laeam um j-ampelenle ensato dos ellira/es
eueilos desla assombrosa medicina, e pieles recu-
perarn o hcuticio da sade.
.Niin se perca lempo nii lomar r-se remedio
qualquer das si emoles rnlc imd ales ;
l'ara acabar,
e
pr
maiililbas para mu Hieres : na ra do Oueimado
1.21.
* Vendem-se ou permulam-se por casas nsia "-
ridade em os bairros de Sanio Antonio ou -:;
Boa-Vista ; um eicellonle e grande sitio, ion- ".'"
' do perlo de 900 palmos de Irenle, el, .",00 de
'',. lunilo, rom.boas haixas de rapim, afilia de be-
9 ber, e rom mnuaa arvores das mais deliciosas s?
9 fruas que nicom a vista se podera conhecer ; @
rio da eidade por estar no principio ','.
1 dos Allliclos, e coin mais a palli- ''A
le ler no fundo camboa d'agna sal-
mullo
: da i-i'.ri
S colaridaile
para
(alia de
qualquer
Accidentes epilpticos.
.Vipreas.
Ampo las.
Areias niald').
Asllima.
Clicas*
Convnlsocs.
Dcbilidadc ou extenuar
rao.
Debitidade ou
torcas para
eoosa.
Dcsinleria.
Dor de garganta.
de barrica.
a nos ruis.
Dureza no venlre.
Enfeiinidailes no ligado.
venreas
Knxaqueca.
Merxsipela.
telires biliosts.
intermitientes.
I abre loda especie.
Cola
liemorrhoidas.
Ilydropisia.
Ictericia.
Indiccsloes.
iol.inimarucs.
Irregularidades da mens-
Iruarao.
1.1 mimes de loda espu-
rio.
Ual-ue-pedra.
Mam has na culis.
llbslruceao de venlre.
riilbisirami cuusuiupr 10
pulmonar.
Iteleneao d'ouriAa.
i'dieiinialismo.
Sxmploinas seeund.u ifis.
Temoros.
Tico doloroso.
Ulcera*.
Venreo mal .
ada, mide s0 pude formar dous famosos vi-
V veiroa, e ler lambem abn de linio islo, a C*
trente Inda murada de novo, eom dous por-$
J5 laes ao lado de uns alicorees e Irenle i co-
merada de ulna magnifica casa de l palmos Ji
;; de larga o HC ds fondo: quem o pretendei
;; mi quizerfazer o negorio de oulra citada far- Q
g roa cima dito, pmle fallar cam o Sr. Miguel ig
: Cirneiro no Herir, ou dirija-so ao mesmo an
lugar a fallar com o proprielario na primeira
g casa do lado direilo na mesma estrada. *
:( : -
Vendem-se \ vacas de l".;,\ mu^rj
boas, lhas do pasto* e coa bezerros pe-
queos: nositiodoSr. Dt. Filippe Mna
Calado da Fonseca.
mw msm-
irha-se de novo esposlon vanda a deliciosa ple-
la deste irl.io francez, que sd soenrmiir.u na roa
da Cruzn, -j.i,, primeiro aislar, c na loja de Cardcal,
ra laica do Kosario, por muilo commodo prero.
Toalhas de superior panno de linho alco-
oadas para rosto a I.s121), ,
vendem-se na run do Crespo loja n. tti, a secunda
qiem vem :lu ra das Cruzos.
Veudem.ee estas pilulas no estabeiecimente peral
de Londres, n. 2*4, Slratut. e na luja de todos os
boticarios, droguistas e oulras pos&oasenearregadaa
do sua venda em loda a Anu ira do tul, llavana c
ilcspauha.
Vende-se as bocelinbas a800 ris. Cada urna dol-
as eonlem una inslruerao em portagoea para ex-
plicar o modo de se usar" d'eslas pilulas.
O deposiio geral be em casa do Sr. Soum, pliar-
maceullco, na ra da Cruz n. 22, em Pernam-
buco.
CA' VIRGEM.
a mais nova que 1 im mercado, a prerp eoinmodo ;
na ma do l'rapi ti n. .,, armazem de Bastos li-
maos.
Ll A lu CKES1H) .V 12. f*
\ ende-se nesla luja superior damasco de (#
la de cares, -rudo branca, encarnada, rxo, <}
t l>or preto razoavel. 6$
Na livraria da rna
vende-*c urna escolhida
brilli:.ules pecas de msica para piano,
asfjuijes sao as melhoresque se podem a-
cliar para la/.er um rico presente.
' FARINHA fjp; MANDIOCA.
Sa,ceas com superior farinha de mandioca : no
arrazem dae Tasso Irmos.
f
ilo Coilegio n. S,
colleceaodas mais
de laran-
isintli, choco-
late muito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
coiila, em relarao a' boa qualidade.
Vende-se exeellente laboado de pinbo, recen-
lemeule ebecadu da America : na nu de Apollo
trapiche do Perreira'. a enleuder-so com o adminia
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' io Dr, Eduar-
do Slolle cm Berln, cmprcjjitdo as co-
lonias nuezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoiamento do
assucar, aoha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto cora o melbodo de empro-
ga-lo no idioma portugez, em casa de
N. O. Diebc/f & Companhia. na. ra da
Cruz. n. \. ~~'^
Vende-se tuna rica mobifia de jaca
randa', eoni consolos e mesa di-'\tampo de
marmorebranco, a dinheiro ou\a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na\rua do
Collegio n. !>, taberna. \
Devoto Chiistio.
Sabio a luz a 2. edico do livrinho denominado
Devoto Chrslao.mais correcto c acre-rentado: vnde-
se nicamente na liviana n. Ge 8 da praca'sln-
depefldeneia a CO rs. cada exeniplar.
PUBLICAGAO' RELIGIOSA. y
Sabio loa o novo Mez de Maria, adoplado Pplos
reverendissimns padres rapurbinhos de N. S. d;i Pe-
nda desla eidade, augmentado rom a novena f Se-
nhora da Conceirao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa,odeN. S. do Bom Consclho': v"-
dc-se nicamente na livraria n. (i e 8 da praca c'a
independencia, a 15000.
Moinhos de vento
'ombomfiasdcrepuzopara regar borlase baia.
decapim, na rundirn de D. W. liowman : na ru#
do Brum ns. 0, Se 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-,
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, viplo e flauta, como
scjam.quadrillias, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinlias, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
menlc checados, de excellenles xo/es, e precos COM
modos em casa de N. O. Bieber A. Companhia, ra
da Cruz n. i.
\ cndeir.-se lonas da Russia por prero
commodo, e de superior qualidade: no
armazem deN. O. BieberA C,, ra da
Cruzn. 1.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro balido
e coado, de todos os tamaulios, para
dito.
Veii.le-Sc xxiii' cnriole rom robera eos com-
polenMi aneios para um cavallo, ludo quasi novo
par? Ver, m, aterro da Boa-Vista, arinazeiu do Sr.'
Miaoel Segeiro, e para Iralar nolltcile ra doTrani-
el n. ti, primeiro andar
Deposito, dff vin de cham- ^
-jWgne Cliateau-Ay, primeiraqua- !
I idade, de propnedade do conde t$)
Vende-se licores de Absynthe e Kir-
sh do verdadeiro, por muito barato pre-
eo : na ra da Cruz n. 2(i, primeuo an-
dar.
IECHANM0 PIRA EH&-
110.
NA MNiiCAO DE PERRO DO ENGE,-
MIEIKO-AVIDW. OVVM.W. NA
JU'A DO BRUM," PASSARDO O C11A-
wlosT?!^ """Ic 5,,rli""-'>'o dos srguinlrs h-
ler n e ,"""S"'"S ,""l'""s |,'"a -'^-'"'"'S asa-
ber : moendas c
de ferro fuiddn c balido, de
s peior qu dulade, e de lodo, s lamanho ; roda,
denladaspara a^uaou animaes. de lodas as propor-
io. a.u,ll,cs,bro/.es parafusos c cavilbOes, moml.o
de mandioca, ele. ele.
NA MESMA FUMJ1CAO
se eieeulam lodas as encommendas com i snnerori
mt,;rS-ecomade-a^;"=
prejo
pare,!,, de eavallos novos el^rles :q''em ^'aVTu!
LOVAS DE SED A 1,400 0
PAR,
vendem-se na loja da ra do Queimado n. 40 luvas
de seda branca, cor de pall.a bordadas a lioo o
par.
Crimea.
Cliegou pelo nllimo vapor da Europa urna MU.
na inleirainenic nova, (oda de seda e de oslo es-
cossez, denominada Crimea, vende-se pelo dimi-
nu., preeo de IgOOO rs. o covado : na ra do Quei-
mado loja n. 10.
BAREGE DE SEDA USO A
00 RS. 0 COVADO,-
na loja da ra do Queimado n. 40.
cortes de Alpaca scos-
SEZA A 3,800 RS,
na ra do Queimado loja n. io.
RISCADOS ESCOSSEZES A
260 RS. 0 COYADO,
na ra Queimado loja n. 40.
CORTES DE BAREGE DE
SEDA DE. QUADROS A
7,500 RS,
na luja da ra do Queimado n. 40.
Vendem-se ptimos pianos lioiizqntaes c
verticaes.
Um ffrar.de sorlimcnto de vidros para es-
pelhos de boa qualidade.
Uin soilimenlo de ricas obras de bri-
I liantes.
1 uilo por pceo mais commodo possi-
vel, emeasa de Rabo Scbmettau & C, ra
da Cadeia Velba n. 57:
OLEO
cm barris c bolijcs;
DE LINH A^A
no armazem de Tasso Irmo.
Clmmpaane da snperior marca Cmela: no arma-
zem d lasso Irmios.
ESCRAVOS FGIDor
-+ Ocsappareecii no dia 8 do corrcnle mez pelas 7
horas da noile, urna prela crioula fula, por nomo
-Mari.,, estatura baixa, chcia do corpo, com "falla do
um denle na frente da parle de cima, rara redonda ;
levou vestido de chita amarellocum bslra, camisa do
moa branca ; porlanlo, roca-y a quem della son-
no I orle do Mallos, ra do Codorns n. 8, que ser
lecuinpensado. H
CEM MIL RES DE GRATIF1CACAO'.
Ucsappareccu no dia 8 de selembro de 1854 o es-
cravo, erioulo, de nome Anlonio. cor fula, r.presen-
er .10 a J., anuos, poUCo mais ou menos, he mul-
lo ladino, cosluma Irocar o nome c inlilular-se forro
e quauuo se ve perseguido diz que he desertor
escravo de Antonio Jos de jsai.l'Aniia, morador
ci.Kci.ho (.aile, da comarca de Sanio Anlo, do i
ue
quem
i
i
i
de Marcuil, ruada Cruz, do Rc-
cilc n. 20: osle vinlio, o mellior
*j do loda a Champagne, vende-se
g a oli.s'tll'IO rs. cada cai.vi, acha-se'
llllli'nirii'iilf im i*ns:i \ I. I .r-
nicamente cm casa de L. I.e-
comte Feron & Companhia. N.
#
!!.As eaixas s3o marcadas a fo-
^>, rjoConde de Marcuilc os ro-
huios das garrafas s&o azues. ft
Poiassa.
No anliRO deposito da rna da Cadeia Velba, es-
criplorio n. 1 >, vende-se muito superior poiassa da
ussia. americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ralus ipie he para fechar conla
N
I
Na roa du Via ario n. 1!) primeiro andar, lem a
ruda a superior flanella para forro de sellius che-
gada reccniemenle da America.
CE1EM0 ROMANO BBANCO.
\ ende-se cemenlo romano branco, rlieuado acora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Ihealro, arma-
lem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 00, da ra da Ca-
deia do Kecife, de llcnrv tiibsnn, os mais superio-
res relograa fabricados em Inglaterra, por preros
mdicos.
FARINHA DE MANWOCA.
Vende-se a bordo do brigne ConcetcHo, entrado
de Sania lailliann.i, e fondeado na volla'do Forlc do
Mallos, a inaisnova farinha que eiisle boje no mer-
cado, e para porcoes a Iralar no escriptorio de lia-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Tranichc
n. 14.
se forro,
>r ; foi
dor no
der de quem desappareceu ; escudo capturado e re-
col Indo a cadeia desla eidade com o nome de Pedro
Sereno em cucao de Jos ias da Silva Cuimaraes. e ullima-
menlc arrematado em prar,a publica do luio da se-
Kiinda vara desla eidade em 311 do mesmo mcz, pelo
a. T ^'"ni"in- 0s ignaes.sio os sesuinle : ida-
de .JO al., annos, eslalura recular, cabellos prclos e
rarapiilbados, cor amulatada, olbos cacuros, nariz
grande e crpsso, beicos grossns, o semblante fechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente: rosa-
se as au ondades policiaes, capilfles decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e maadem nesla
praca do Kecife, na ra lafga do Rosario u. 24 o
receber a ralihcaro cima, e protesta conlra qu
o liver oceulto.Manoel de Almeida Lopes.
l)esapparcceahonlem(llj indo para as com-
pras, um preto por nome Jos, de naejo, idade 10
.anuos, pooco mais ou menos, tem os ps srossos, fal-
la de um dedo na mo direila, e quando anda hola
uni pouco as peruas para denlro ; levon um balde
dt compras e chapeo de palba ordinario de abas
andes : quem o pegar leve-o ra do Amorim n.
3.J; e pro esla-se conlra quem o liver oceulto, on
eiu.scuipe.der.
s No dia 8 do corrcnle, desappareceu um escra-
vo di Jome Joaqnm. de nacSo Quicamaa, de idade
de >l lt. annos, quando falla gaKueja alsuma cousa
allu-alregular, cor bem prela bonita figura ; levou
cama; e calca de algodilo azul com lislras ama-
relia, bonete de mariiiheiro, o qual escravo lem si-
do visto pela l'assagem e seus arrabaldes : quem o
pegrj leve-o a Francisco Alves daCnnha A C, na
ruado \ mano n..l I, quesera recompensado aene-
rosa^ienlc.
_ Desappareceu "do engenlio Bosqne Alegre, da
provficia da* Alagos, um esclavo de nome Germa-
no, ile idade 21) a 22 annos, cor prela, aliara e gros-
sur.yfepulares, lemas nemas um pouco lorias, bar-
bad'? lem una cicatriz no reno dos pedos, e o dedo
mi'uno esquerdo aleijado, urna marca de ferida na
|,.,rr-;ada perna esquerda : quem o apprcbeder,
lc-o a praca do Commercio n. 6, -o no engenho
a'mi mencionado a seu senhor Libera) Marinlio
14|lc io.
No dia terra-feira. 23 de Janeiro do crrenle
anno, desappareceu do engenho Cagaftgo do muni-
cipio dt iguarass, o escravo, erioulo, de nomeSc-
vcriuojjaibosa, com os situaos seguiiles : idade 22
anuos, pouco mais ou menos, ollios grandes, sobran-
ceibas bem fechadas, beicos gromos, lem muilo nou-
ci barba, naiiz chalo, l>io e ebeio do corpo, ps
apalbelai'os. muilo conVivile_c rcgrisla ; desappa-
reccii acorreniauov. pfim he de~Yrerja^c l>o tenha
mais os ferros : roga-sc, porlanlo. a lodas as autori-
dades. capiRlcs de campo o pessoas do povo. que o
apprclieiulam e levem-o a seu senhor Jnao Vicira
da Cimba, no engenho Gigafogo ; no Rrifc iua
Augusta n.4'J, a Ignacio Perreira l'.uimarac*'- na
enlode do Kin-Formoso a Joaquim Cordeiro Rib'ciro
Um| o* ; na villa de Iguarassu' a Francisco dsa
(.hagas ri-rreira Ouro, que serao gener^ainenlc re-
cuinpen>sdos. ^^
CEM MIL RES DE GRATfFICACAO'.
Do>appareren no da 6 de dezembro di auno pro-
vine, passado, Benedicta, de 14 annos de aiade, ves-
ta, crtr acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislrs cor de rosa e de caf, e nulro lambem de rhi-
t< bijanco coin palmas, um lenco amarello no pesco-
to ja; desbolada: quem a apprcbeder conduza-a
lucos, no Oilciro, cm casa de Joao I.eile de Aze-
-, ou no Recifc, na praca recebera a gratificaran cima. .
Apipucos
xedoi ou
que reccuna ,i graiuicacao cima.
J Desappareceu no dia 1. do Mrrente oanulalu
claro* de nonie Domingos, que j servio na armada
nacional, con.....orne de Josc Mamiano de Sania
Rosa, mide esleve :f anuos a bordodo brigoe Cali-
pe ; he de eslalura regular, bastaste grosso c muilo
rspadaudo; pescoco mullo curio, muito pouco bar-
ba, Irazeiido um pequeo hicode sui-sa, muil es-
Ireilas c rasas, bolillo e muilo bem olanle. e diz se*
forro : levon alguma roupa sua, imas amo-Iras de
r.'zcndas, 7 pares de sapalos de corjavito para senho-
ra, ., rurle- de'vestidos, ."> golinha> do ponto in.le/.
- camisinhas de senhora lambem le poni ingle, o
2 paies de manguitos ; foi nnmldo cm um raxalb.
caslanbo escuro, alio e sccro, com um signal branco
na lesla manir do que uqkpalaea, lendo urna cica-
triz em cada lado ilo pcilo proveni;nte d servico de
carro ; he muilo fogoso e lem a iniulia de se aeuar
algumas vc/.cs cm occasiao de sahirde rail, sellado o
cnfreado ; deseonlia-se que o dilo escravo ienha se-
gaidoa eslrada da i'arahiba uu do Itio-bormoso, ou
scrlio : roga-se a quemo appreliendcr, ile leva-ln
ra da Cruz n. 7, ou a -en senhor, no engenho Caia-
ni, Luiz Francisco de Barros Reg.
I'ERN TVP. DE M. F. DB FARIA. 1855.
-
IIEGIVI

:


Full Text
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