Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01169


This item is only available as the following downloads:


Full Text
ANNO XXXI. N. 36.
Por i mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
OUARTA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripta,
\
DIARIO DE FERNAMBUCO

lACABREGADOS DA SL'BSCRIPC'.A'O.
Recite, o proprielario M. F. de Faria: Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Mnrtins; Babia, o Sr. 11.
Dnprari ; Macei, oSr. Joaqum Herminio le Men-
donca ; Parahiha, o Sr. Gervasio Virlor dad* ; Nalal, o Sr.Joaquim Ignacio Pcrcira Jnnior ;
Araealy, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llorges ; MarnnhAo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Par, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona, o Sr. Jernimo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paria, 312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de leiiras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanhlas- .
Modas de 65400 velbas.
de6-J400 novas.
do 49000. .
l'rata.l'atacoes brasilciros. .
Pesos colttmnarios, .
mexicanos. ,
PARTIDA 1M)S CORREIOS.
29*000 j Olinda, todos os fias.
16-5000 Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e!5.
lf>8000 \ illa-lfella, Boa-Vista, Lxii eOiiricury, a l..e2S.
05000 Goianna c Parabiba, segundas e sextas-feiras.
19040 Victoria o Natal, as quintas-feiras.
!qc L PREAMAR DE 1IOJE.
1 I Segunda s 2 boras e 30 minutos da manhaa.
AUDIENCIAS.
EPIIE.WIEKIDES. IIAS DA SEMANA.
Tnbunal do Commerdo, segundas cquintas-feiras. I Fe\ereiro 2 La eieia a 1 hora, 21 minutse! 12 Scjunda. S. Eulalia v. m. : S. Modesto mi.
Rclaij-ao, tcrijas-fciras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de opbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civcl, segundas e sextas ao mcio dia.
2" vara do civel, quartas e sabbados ao mcio dia.
37 sepundos da manhaa.
10 Quario minguantc aos 49 minutos e
39 sqgundos da inanhaa.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos a
35 segundos da larde.
\
.~~s
parte orricuL.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do da 9 de fe ve rer o
Oflicio. Ao eommandante das armas, Iransmil-
tindo o aviso da guerra de 23 de Janeiro ultimo, de-
clarando que as p'atae de prel promovidas a ofli-
ciars, nAo tem direito a serindemnijadas das vanta-
gens ou preslacOes do voluularios uu engajados da
dala da promo;Ao em (liante.
Dito.Ao mesmn.recommondando a cxpedic,ao dc
suas ordeus, para que o escrivao da botica do hospi-
tal regimental, Jos de Vasconcellos, pagas na reee-
herioria do rendas interna*, vista da nota per copia
inclusa, o que esliver a dever de direito e cmolu
roen los em consequencin do augmento de vencimen-
tn que se Ihe cencedea por aviso da guerra de 19
de Janeiro ultimo, de que remelle ropia. Cum-
municou-sc Ihesouraria de fazenila.
Di lo. Ao mesmo, declarando que o. ciriirgi-
3o capiUo Dr. Manod Adriano da Silva Poules, a-
preaenlou na secretaria do governo o couhecimenlo
de haver pago os emolumentos correspondentes a
sua nnmeaca de delegado do cirurgiAo-mr do ex-
ercilo nenia provincia.
Dito. Ao inspector da Ihesouraria de fazenda,
aiitorisamlo-o a mandar pagar o sold a que liver
direito o alferes reformado Jos Martinsda Silveira,
que se acln cumprindo um anno de prisAo. vislo que
nao pode elle, porsuas rircumslancas, esperar que
venlia orderu do thesouro aulorisando semelhantc
pagamento. Communicon-se ao eommandante das
armas.
Dito. Ao mesmo, coramunicando haver partici-
pado Jos de S Cavalcanli l.ins, 1. snpplenle do
joiz municipal lo termo de S. Anta, em offlcio le
5 do crranle, que no dia 1. enlr.ira.iiiterinamcn-
le uoeierccio da vara rie jnz le direih) riaquella
comarca, vislo acbar-se o respectivo proprietario em
gozo de licenca.
Hilo. Ao mesmo,communir indo que, segundo
consta de oflicio do eommandante superior da guar-
da nacional dos .municipios de Olinda e Iguarass,
datado de lionlem. fra despedido do servir do ba-
lalliio de infamarla do primeiro dos referidos muni-
cipios, o corneta JoAo Francisco do Sacramento.
Dilo. Ao chefe de policio, inlcirando-o le
que acaba de transmittir Ihesouraria provincial
para ser pago, estando nos termos legaes, o prct em
duplcala dos vencimenlo da escolla de guardas na-
es que condnzio 3 presos do termo do Limociro
a capital.
Dilo. Aojuiz relator da junta do juslica, Irans-
willindo, para ser rolalado em sessao da mesma jim-
ia, o processo verbal do soldado lo 9." balallio le
infantera. Cummunicuu-se ao comraandanlc das
armas.
Dilo. Ao eommandante da estaeso naval, en-
loojyiso circular da marinha de II de Janeiro,
doqualconsi que S. M. o Imperador houve por
bem decidir, que o transporte dos presos de juslica de
urnas para oulras provincias leve ser feito pelos na-
vios do oslado, quando para islo se pr.iporcii
casiao, sem que a repartir il i juslica seja obrigada
a pagamento alsum |ior esse transpone, devendo cor-
rer em tal caso,por conla da mencionada reparlirao,
a despeza com o sustento dos presos .. s
ii. w director das obras pu!dicaV-iTizep>Jr,
ui reposta ao officio em que Smc. declara, que len-
i)-se do dar principio ao cali-amento da ra do l.i-.
vrameulo, az-se preciso que sejam, cobradas as quo-
lasqoe devem pagar os proprielarios daquclla ra,
que araba de recommendar ao inspector da tlicsoura-
ia provincial,que proceda i respeito de conformiria-
de com o regutamento de 22 de riezembro do anno
paseado.
Mo. Ao mesmo, inteirando-o le que acaba
denar i Ihesouraria provincial que, a vista do
competente certificado, pague ao arremtame da
conservarlo permanente da eslra.la da Victoria, Joa-
quim Candido Ferreira, a importancia da II. pres-
tado do leu contrato.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha, au-
torisando-o a mandar abonar a JoAo Baplisla da 1117;
o mesmo jornal, que venca o patrAo daquelle arse-
nal, queiBjille snbstituio.Communicou-se ihe-
souraria de nzenda.
Dilo. Ao mesmo, (ransmllindo por copia o a-
viso de 17dejalfiro ultimo, expedido pela reparti-
r da marinha em vista do oflicio que Smc. dirigi a
presidencia representando sobre a insulicieneia das
quanlias consignadas para as verbas arsenal
intendencia capitana do porto hospital pharl
e invlidos.
Dito. Ao engenheir Jos Mamede Ferreira,
rccummendando-lhe, de conformidade com o que
requisituu 0 inspector da Ihesouraria de fazenda, que
envi, com a possivcl brevidade, ;i aquella reparli-
rao, um orramentn dasdespezas que restam a fazer-
se e.om as obras do iclheiio para matadour publico.
Iguac* ao engenheiro Jos Joaquim Rodrigues Lo-
pes acerca dos reparos fazer-se as casas em que
tem de funecionar a faculdadc dedireilo.
Dilo. Ao inspector do arsenal de marinha, so-
bre a edificacao do lazareto do Pina. Coroiuuni-
cou-sc a mencionada Ihesouraria.
Hilo. Ao eommandante do corpo de polica,
0 NOVO PECCADO ORIGINAL *
Par Alfredo JMlcbleis.
*
i

A primcira re que Sebasliao penclrou nos basti-
dores, sent un* iinpreasSn lesagradavel. F^ssas ta-
boos roas, e.-s pannos oleados, essas conlas^clien-
las, es,cs papis aroaseiros, es-a- alampadas ftidas,
com que se eiicantaui os olhos dos especladores, afu-
uanlaram repeiititiainrule suas illuses lliealraes.
Klle li.ilia gozado los qua.lros, que llie olTerecia a
seoiia, de uina nunaira ingenua, e sein procurar sa-
ber como se preparava esse prazer.
Luciana at lalvez o nico objeclo, rujo poder
magntico elle nao ontio diiniiiui-se. As observa-
'-''.....Ie 'da a companhia nao a linhain decidido a
fazer u-o do carmim, c sua fiescura natural dispen-
sava-a rameienlementc di-so. Se em alguns papis
sua lez pareria um tanto p.ilh.la, suas srajas e sua
formosora coupcimvam lorgamenle esse leve de-
ftlo. Naln penliaein ser villa de p.-rb. ; pelo con-
trario a mira de sua pelle, cas lindas delicadas de
-:ii tosi sobresahiam inelhor. Assim o rapaz ficou
verdadeirainenle lesluinhiailo. Demais ella liulia o
sorriso las mulbere* bellas, pie tem conaciencia Je
sen poder, e rio encinlo que produzem.
SebasliAo era desazado e liinid > cuino um solita-
rio, eiperimenlava um embarazo xlremo, o nao sa-
bia como falla>su a Luciana. Ella e-lav.i rodeadn de
galanluadorcs, que augmcnftivam-Mie a perplexiila-
de; p*rquc i> instincla de sen coraca dizia-lhe que
as palavras de amor neressilam de myalerio. A lin-
Ku.igem le >eus rvaes revelava urna opiniAo bem
lillerente. Um ostenta um vestuario em que a
iimda se acba\a raaiwrada, ^ parecia li/.er ;\ Lucia-
na : c 'inleui|il,i-ine, linda mulber, p-is se le silu-
ro, aino-me. amda man, e has de coufes ar que au
me falla raido. Na Icuho una casaca do ultimo
--lo. moa grvala irrepreliensivel, um collete sein
igMl ili esta muda allocurAo ajunlava finezas
I mi pidas e velhis, provaodo assim que a reseuru de
scu vestuario nao impeda seu espirito de dar aaylO
ns ruis velbas lotices humanas.
Junio delle pavoneava-se um mancebo de ar am-
bicioso, cujns bigoilcs espesaos annunciavam prelen-
;0e nerreiras. AlTcelava as palavras a resoluc.lo e
() Vde o Diario n. 3.").
rulorisando-o a demillir do serviro daqurlle corpo
aos soblados, Joflo Baplisla de Sania Kosa e Jos An-
tonio Pedros Brasa.
Dilo.Ao inspector da Ihcsonraria provincial, com
mullicando que, por portara de 3 do rorrenle, con-
ceder rious mezes de licenca, com vencimento, ao
professor publico de Tacaral, Miguel Archanjo Pi-
meulel.Igual communicarao se fez ao Exm. di-
rector geral da iiistruc;Ao publica.
Dilo. A junla qualificadora da fregueza da Bna-
Visla desla cidade, aecusando rerebida a lisia dos
votantes daquclla freguezia.
Dilo. A cmara municipal de Caruar, appro-
vaiuloa proposla, feila por aquella cmara, lo ve-
reador JoAo Salvador da Cruz, para fazer porte da
commisAo de que traa o artigo 1. do decreto n.
409 de 4 le jiinbo le 184..
Portara. Nomeando i Pedro Garrida para mes-
Ire da msica dosaprendizes menores do arsenal le
guerra. Fizeram-sc ai eommunica^es lo eslylo.
Dila. A commanilante b brigue de guerra
llaparira, parareceber a seu bordo e Iransporlar pa-
ra a curte a Mara dos Alijos, viuv.i do anspecada
Viclurno de Souza, e a tres lillios dclla de noines
Francisca Angela Barbosa, Eugenio Marques e Joo
Eustaquio.
Dila. Desonerando, por a .sim o haver pcdiilo,
do cargo le subdelegado da freguezia do Buque,
do lenno le Garanhuns, ao ridado Jos de Albu-
querque Cavalcaii'ti, c nomrandii para o rfcrido
cargo ao cidaflAo Andrc Cavalcanli de Albuquerque
Arcoverdc. Comiiiunicou-sc ao r. chefe de po-
lica.
13 Terca. S. Gregorio p.; S. faibarina dcRecis.
14 Quarta. S. Valenlim m. ; S. Auxenrio id.
15 (luinta. Trasladarlo de S. Antonio.
16 Sexta. Ss. Porfirio, Samuel o Jeremas in.
17 Sabbado. S. Golycrouiob. ; S. Sacundianim.
23 (Ruarlo crescenle as 3 hora, 13 mi- 18 Domingo, da Quincuagsima (Eslagao de S.
nulos o 33 segundos da tarde. Pedro) ; S. Tlieoionio ; SI Semeao b. m.
COMISANDO DAS ARMAS.
Qaartel do commando das armas de Fernam-
buco na cidade do Recite, em 13 do feverel-
ro de 1855.
OKDEM DO DIA N. 214.
O coronel cummamlaiilc das armas nterin faz
Publico para scienria da guarnalo e devido elTeilo,
que o governo le S. M. o Imperador houve por
bem, por aviso do ministerio los negocios da guerra
de 4 de Janeiro prximo lindo, conceder passagem
para o corpo da guarnidlo fisa da provincia da Ba-
bia aoSr. alferes do 2." balalhao de infanlaria, Jo-
s Mara do Nascimeiilo, segundo cunstuu de ofli-
cio da presidencia datado de 6 do corren'e.
mesmo coronel delermina que fique desligado
do 4.0 balalhao de arlilharia a pe, ao qual se acha
addido, o Sr. primeiro cirurgiao -i.pilao lo eorpo
de saude, delegado lo cirurgi.lo do eici cito ne-ta
provincia, Dr. Manuel Adriano da Silva Poules.
Manoel Muniz Tarare
como veremos pela d.clararao oflieial. lodos os do-
cumentos lesse grave negocio. Luzciro da hiimani-
dad, centro de luz, ella nao obra as Irevas. Sem
luvida iiAo submelie incerteza o rontradiciles do
espirito humano o sagrado de|Hisilo das verdades
que Deosconfiou exclusivamente a sua guarda ; po-
rem nAo deseja deixar por mais lempo as almas ira-
cas o menor pretexto le nbscuridade e hesitara.
Ella compraz-sc de abrir seos archivos e sem te-
mer o criticismo de sensadversarios, oiTereee a gra-
idAo de seus filiuos os fundamentos da f que Ibes
mp~ie.
Os domnenlos ja publicados por ordem do sobe-
rano pontfice nao cuchen! menos de nove voluines
e um apndice. Elles coropoem-so nAo Mmenle das
resposlas dos hispo, seuAo lambem dos trabadlos de
muito Idelogos.
Nflo he necessario que digamos rom que alegra
toda a igreja recabar esse adrairavcl inunumenlo
levantado i gloria da Imniaculada Mara !
\arranm dos actos de. nosto latUo padre, o papa
Piof.\,relat>i:of a queslao da immacuiada Con-
reirao da lirgem Mi,\e Peor.
Nngucm ignora que o mondo calhulco lem sem-
pre professado urna admiravel devoeAo para com a
Immacuiada ConceicAo da MAi de leos, cque desde
a mais reinla anligudade os bispos particularmen-
te lem dirigido a s apostlica numerosas supplicas
para o fim de que esta mesma ConceriTO da Santissi-
ma Virgem fosse definida comotlogmade f calholi-
ra ; pelo que sua sanli.lade o papa Pi IX, nosso
senhor, movido pelus mu rdanles rogos que Me lem
sidodirgils ; animado, alm disso, por sua singu-
lar venerarAo e amor para com a Mai de Dos, coa-
Roa no cometo de seu pontificado a entnenles Ide-
logos, escolhidos leulre o clero secular e regdlar, a
commissAode esludarem com o maior cuidado a
quesillo relativa i Immacuiada ConceicAo da Vir-
gem e darem por escriplosua opiaio. Para o mes-
mo fim inslituo lambem urna congregacAo particu-
lar decardeaes da sania igreja romana!
Obrigada depon por bem conhecidos successos a
apartar se da sua se, dirigi carias encvclicas a to-
dos os bispos do mundo calholico, datadas de (iaela
a 3 de feverciro de 1S49, pedindo-lhcs que Ihe l-
zessem saber com a maior brevidade possivcl e nos
lermos mais claros e explcitos, qual era a piedade
te seas fiis para com a Immacuiada Concei.;o da
Mi de Dos ; qual era principalmente a opiniAo e
dsejo dellcs proprios, lendo o cuidado de ordena-
ren preces publicas a Dos para que se dignasse der-
ramar sobre elles a luz de seu sanio espirilo.
, Os consultores Idelogos cima mencionados. de-
Conforme.Candido jtal Ferreira, ajiulanti^'y
.ordens enearregado do delallie.
. .....-"'"B"' nanita iicucioiiauos,
yraai por esrriplo suas eonclusoes, nas quaes riesen-
EXTERIOR.
A DEFINICO DA JMMACULADA CON-
CEICAO.
Eis o que a esle respcilo li-se no Tablet le fi de
janeiro, lransrrplo ^n j, e a i^ngil>H ,ie -jy, ,je
le/.cuibro. ?
Damos boje a traduc;Ao de um docurtenlo qu
recebemos ha lia,, qua f0 publica.lo em Roma
por ordem lo Su,lm, Pontfice. F.ss.i publicai;ao
leamsaMltiJJ^''-raHo .niurtun MHlf'imt do-
mini H'isiri Pii IX Pont. Majr. tuper argumento
dr immaeulalo deipane Virgini* Conr.eplu. Bem
romo annuncia o titulo o objeclo ric-sc documento
he dar urna exposicAo suinmaria dos aclos da Sania
S, que prepararan! a definir lo dogma da Imma-
cuiada ConcecA da Augusta Mai de Dos.
Oppomos cheioj de confianza esla simples narra-
rao as accusacocs de impradencia e precipitaran
que cerlos escriptores nAo lem escrupulisado em fa-
zer contra a igreja nessa solemne ocrasio. Agora,
comosempre, a igreja romana procedeu rom aquel-
le decoro que nada precipita, com aquella madure/a
que aguarda o momento marcado pela Providencia,
com aquella sabedoria do co que 11A11 perlence a
uehum poder humano. Anda mesmo que ella nAo
livesse recebido lo seu divino fundador a seguranra
de perpetua a-sislenria, poderia acaso obrar com
mais circumspeccAo, para cercar-se de mais precau-
cocs, para provercom mais alenlo cuidado contra o
perigo de nina deciso sem fundamento ou innppor-
luna ? A Escriptura inteira c as Iradiriics da igreja
foram examinadas ; os cscriplos los padrea, os li-
vros litOTgicos, em urna palavra Iodos os documen-
los da f calholica. Ao mesmo lempo que os mais
eminentes Ihoologos cousullavam a crtica do passa-
do e achavamnella urna admiravel uuanimidade em
favor da Immacuiada ConceicAo de Mara, o sodc-
rano ponlilirc inlerrogava a f do prsenle e rece-
bia dos bispos de lodas as parles do muudo o tcsle-
munho unnime le que o clero c os liis lodos hon-
ram, todos rccoiihccriu esse glorioso privilegio da
MAi de Dos.
A uuanimidade be com elTeilo inromparavcl a es-
te respeito. De (iio resposlas de bispos que lem che-
gado i t apostlica, apenas ou "> vozes discordam
lo poni principal. Nunca houve pois mais assigna-
lada concordancia sobre urna queslao lvremenle
submetlida a lao grande numero de juizes.
Assim a igreja Vio teme apresenlar a luz do dia,
viveza marcial; levava mais longc que seus compa-
nberos a audacia dos otilares e o desembaraco das
111.inciras, e convencido sem duvida de que as mu-
llieres devem ser atacadas de repente, sollicrlava co-
mo quem esl ccrlo le obter ; mas a frieza escarne-
cedora de Luciana refulava-lbc singularmente essa
Ihenria.
Um lerrciro lomava um caminbo opposlo : fin-
ga languidez eiiudincola. Querendo persuadir que
eslava abatido pela violencia deuas emoroes, vol-
va ao co olhos insignificantes c azulado-,' e punha
de quando rni quando a mao sobre o peilo como pa-
ra moderar as palpilarics do corarAo. Sua conver-
sado era ebeia de las, soes e estrellas ; o venlo so-
prava em valles tranquillos, as lorres, os arbustos,
as cscalas faziam lambem algnm papel. Eessa vic-
tima le una paixAo funesta lenlava lar aos cabel-
los mais speros que as dinas de um cavallo a alli-
lude pensativa e olorosa do salgueiro chorlo.
A rapariga onvia esas lamentaces cun grande
impaciencia, e nAo aculhia nielhor as gramolas de um
pretndeme jovial, que a galanteava sorrimlo, e re-
velava em Unios os seus iliscursus a srosseria e Iri-
vialidade de sua ndole. Oulros personagens, pnuco
mais 011 menos la mesma laia, linbam a mesma sur-
te Um enfado sem colera e sem amargura .piulava-
sa no semblante da bella actriz.
Pelo contrario a nobre timidez de Sebasliao fixou-
Ibe a allenc.io. Ella nao linda mais experiencia que
elle, e a misa.lia dos que a perseguan causava-llic
urna opprrssAo real. A branda alIVicao, que brilha-
va nos odos lo recein-rhegado, nnfadon Ide, e al-
Irahio-a com nin rosto amigo em um da le afllic-
i.A, por laso resporieu graciosamente aos louvores
que elle ilecdio-se a dar-lhe. O rapaz desemhara-
Su-se um pomo, o amor expellio o lemor, e elle
lomou parle na conversarlo Ou por malicia 011 por
desojo le agrailar-llie, ou por esses lous motivos
reniiiilos, ou pelo nslincto que faz com que nos di-
rijamos para onde siippoinos menos perigo, Luciana
pareceu si dar ouvidos as palavras de Sebasliao, e a
ellas adaplou loilas as suas resposlas. Os oulros in-
terlnculores perder.-un suas gentilezas.
Iloiidan clava sorprezo e eiii-anlado : davia nio-
menlos em que senlia as faces einpallidecnrein-llie, e
o corai.'ao Iremer-llie le emoli. Mnilos signaesde
preferencia virram lambem alegra lo nessa noile.
Pouco riepins, rile enlregoii-sc a oidios agradaveis,
e sahndu do Idealro gastn o duplu do lempo ne-
cessario para chegar casa.
A segunda vez que lloudau vio Luciana, davia
entre elles j quasi urna familiaiidade. Ambos eram
moros, bellos e felos para as grandes paixoes ; as-
sim deviain enlender-se promplamente. Apenas
dsseram alsumas palavras de amor. Leram o senti-
menlo que Mies pcrlurbava o corado em aeus olhos,
turnado a Escriplura Santa, o teslcmiinlio los pa-
drea. a Iradjejto, os acto* notaveis la igreja e dos
soberanos pontfices a este respeito, a liturgia a I
bem condecida declarado lo concilio lo Trente imi
lecreto relativo ao peccado origin,i|, toraaa le opi-,
mao que, segundo esses dorumenlos, a Immacuiada
Oonceicflo da MAi de Dos poda ser definida e ou'e
essa itelinicAu era opporluna. /
Entreunto o suberano pontifica roubeeendo'per-
feilamcnle em sua assignalada sabedoria, a gravida-
de da qucstAo c desojando proceder com tida a
madureza possivcl, juliou que 11A ilcvia poupar-sc
^ fadigas nem omiltir nenhum conseldo a fim de que
essa mesma queslao podesse ser examinada em todo
o aspecto e em todas as significaees com o maior e
mais escrupuloso cuidado. Consegiinlemente de-
pois lo sen regresso i ci.lade, estabelecen urna com-
min/o especial, composla de alguns dos mesmos
Idelogos e nonaeou para seu presidente o eardeal
Baphael Fornar. de Ilustre memoria. Essa com-
missao es|>eeial reunio-se muilas vezes debaixo da
presidencia do dito eardeal, no decurso dosannos de
18. e 1853, nos quaes lesempeiihou com assiduida-
de e argenta cuidado a missAo que Ide fra confia-
da, pois pesou exaclameute todos os argumentos li-
rados principalmente dos escriplos divinos, dos tes-
Icmundos da IradcA, dos padres, dos escrplores
sagrados e da liturgia ecclesaslica, calculados para
demonstrar a Immacuiada Concento da Virgem
MAi de Dos, e resolver todas as dfiiculda.les. Ella
fez depois um summari.n de seus Irabaldos plena e
unanimemcnlo approvado pelo mesmo eardeal pre-
sidente e pelos oulros Idelogos da commissAo espe-
cial, no qual se lemonstra a possibitidade e oppor-
Inndade da definicAo da Immacuiada Conceirao da
Saattaataa Virgem. Este summario, por ordem o
soberano pontfice, submetlido ao exime de todos os
cousullores Idelogos, 01 quaes em urna sessao reu-
"ida para esse fim debaixo da presidencia do ditu
eardeal deram-lhe sua a|iprova.ao.
Elles pedir.m lambem a opiniao de um concilio
particular de cardeacs em numero de 21, os quae*
reuniiido-scdepois.de urna inleira invesligacAo e
exame le lodas as cousa, julgaram em sua sabedo-
ria que era possivcl e conveniente definir Imma
culada Conreino da gloriossima Virgem.
Entrelanlo fio;i resposlas de bispos foram recei-
das de lempos em lempo?, segundo as distancias los
panes. Por ordem do soberano poulifice estas mes-
mas resposlas foram iiupressas em nove volumes
com um appendice, menos as resposlas dos arrebis-
pog de Colonia, (iualemala, Tarta, Mlao, Cesrea,
Erlau, Kalorza e Bacya, e dos bispos de Hosean, An-
lum. Clialuus, Abhe-Knyale, 011 Slulhweiszembur-
go, Tcrnessar, Cinco Igrejas, Veszprim, Ncosoliim,
Vacia, Zips, Rosnara, Sabaria e Trcjus; pola as
carias desle< prclailoss chegaram ao soberano pou-
lifice depois da publico;"o dos nove volumes e do
appendice ; ellas sorAo todava publicadas logo que
*so for possivel.
Dcslas raaposlas resulta que 510 bispos nAo s af-
firmam sua singular piedade, a le seus clero e liis
para com a Immacuiada CnnccicAo da bemaventu-l
rada Virgem, senAo lambem dirigem ao suberano
pontfice ardcules c reiteradas supplicas, rogando-
lbe digne-se definir o mais cedo possivel, por seu
supremo poder e jnizo la s apostlica, a Immacu-
iada ConceicAo da Virgem.
Cincuenta e cinco bispos manifestaran! em varios
pontos urna opiniao differenle da dos sens ."40 colle-
gas no episcopado. Qualro ou cinco sAo opposlos i
delinicao, bem que proleslem sua dcvu;Ao, a de seu
cleru, e fiis para com a Immacuiada ConceicAo da
MAi le Dcns, e professem ao mesmo lempo em ex-
cellcntcs lermos que recbenlo com o maior respai-
lo e crerAo lo fondo de seos roracOes ludo o que a
se apostlica julgar a bem definir sobre esle ponto.
Os oulros, posto que sejam favoraveis Immariilada
ConceicAo da beniaventurada Virgem e a sua defini-
cao, c\pres3aram todava varias opinio-s, quer so-
bre a inopporlunidade quer sobre a Dataran la de
linicioa fHzer-se. Alguns delles com effeito. toman-
do principalmente em consideradla os lugares que
dabilam, lemem que esla definirn aoja somonte pa-
ra os herejes e incrdulos urna occasiAo de calum-
niar o aecusar a isreja, cuino se ella proclamasse
novos dogmas; oulros pensam que essa ileliuira
deve ser feila de modo indirecto sen-, conter ticnliu-
ina censura, de sorle que os partidarios da opiniao
cunlraria nao iiicorram 110 slgma de deresia ; ou-
lros finalmente absliveram-se de dar sua propria
opiniAo, 11A0 oh-lante e-es lamhcm alirmarain sua
especial devocao e a le seus fiis para com a Imma-
cuiada Conceirao da MAi de Dos, e declararam da
mesma maneira que leriam a maior subinissAn para
ludo o que a s apostlica julgassc a bem decidir.
Desla laminaria eiposjolo dos tactos, qnalqucr po-
de fcilmente coinprehendrr que cuidadu. que tna-
lureza qoil o soberano pontfice que fossem emprc-
gados no exame desta questo, que uuanimidade,
que sollicitude o episcopado calholico lestemunhou
pela definicAo da luimaciilada 'Conceirao da bem 1-
venlurada Virgem, e que ardente piedade os fiis do
mundo inleira profesum pela Immacuiada Concei-
;Ao da mesma Virgem.
em seus gestos e nas suas menores acc.es. Seus eos.
los, soas nicas e al suas palavris encoiilravam-se :
havia entre elles como una especie de harmona
previa.
A nica nuvem que escurecia algumas vezes s
uniao nasecnte, era a singular e nexplicavel trislc-
za, em que a rapariga cahia inesperadamente. Ella
esfoicava-se vi.ivelmenle por evita-la ; porm a a-
legria, que alfcclava enlao, era m.ns riolorosa do
que sua propria melancola. Anda que sua dor nao
era multas vezes mais q,,P rehi,npago, todava
esse relmpago pareca Iluminar regioes nefandas
'Iieas de espeelros e de ab\smos. *
Urna uoite que Luciana conversava em um nlrc-
act com SebasliAo e muit.is mancebos ,1a cidade,
fallou-se de um assa-sini nnslerioso pie ludia sido
feilo recenteineule perto de LyAo, c cujas particu-
laridades espantavam os leilures dejornaes. Dous
vellios, um liomem e urna mullier que dahilavam
una casinha le campo solitaria, daviam sido dego-
lados e mutilados durante a mulo da maneira mais
cruel. Nenhum indicio fez suspeilar us assassnus,
e a propria aolortdade pcrdia-e em conjeetn-
ras. Os assassi nados eram estimados c amados
de toda a yiziiih.mca, c ninguem Mies condeca in-
mgos. A indgnacao geral eslimulava o zelo c acti-
vava as iiesquizas da juslica.
Baldado ser lodo esse (rabaldo, disse um los
interlocutores, o- a>>assiiius nao sciao lescobeil-,
es-a gente tornase lao hbil!
Sabem agora descubrir o rasto los empresarios
da juslica, tmnou outro ; livemos aqni na Alsacia ha
lous aiinos um fado lessa especie, o os criminosos
nunca l.iram descoberlos.
Ad responden um (crceiro, elles scrAo igno-
rados anda algum lempo, porm sen da cbegar.i.
Us domicilias sa. loucos; a imprudencia que os im-
pone ao cr.me, inipede-os le andarcm sempre acau-
telados, e por fin elles mesmos se lescobrem.
Desde as primeiras palavras desla conversaeAo,
un inconunodo evidente havia-sc apoderado le Lu-
ciana. Ella na saina rpie cxpressAo, que .tiren ao
lesse aosolbo-. o procarava parecer indilferenle, uu
occupa.la rom oulra colisa j mas nao o con urna pallnlez mortal cobra-lhe o rosto, c um tre-
mor quasi imperrrplivel asilava-lde o corpo. Sua
auguslia rrescn de minuto em minlo, e quando as
ultimas palavns mencionadas feriram-llie us ouvi-
dos, rabio sem sentidos.
SebasliAo mal leve o lempo de lanc,ir-se a ella, e
receb-la nos bracos. Sua inquieta emocao nao Ihe
escapara : elle segua -Ihe todas as pitases com terna
e dolorosa sympalha.
Uuando o circulo que rodeava Luciana vio-a des-
maiada, a perlurbarao piulou-sc em lodos os sem-
blantes. A mai e as cotnpanheras foram chamadas!;
N,1o levemos deivar le declarar que nos nove vo-
lumese nn appeu licc que contera as resposlas dos
bispos.fomn inseridas por ordem do soberano pou-
lifice aaosomente as cartas pelas quaes eslimavei
congreg<;Oes le padres, Ilustres familias de religio-
sos e oulros liis sollicam porfa a definilo la
! inmaculada Conocilo da Virgem,-senao lambem
militas itisserlaciles composlas em varias Ilnguas nas
quaes os mais sAos argumenlos manilo.lam o de-
monstran a Immaclada Concei;o da Mai de
Dos.
Em um livro que Mr. Gallet le kulliirc araba rio
publicir com o titulo : otar .\icol llnssia, adiamos um modo novo e imprevisto de
comprtbeiirier-sc c explicar a guerra do Oriente.
....Estaguerra iniqua, nos liz elle, 11A0 foi em-
predendidapelo imperador la Kussia debaixo dos vaos
pretextos de conceder urna protecrAo religiiisa aos
raas, e unicamenle para realisar o pensamenlo de
Pedro, o Grande, teCalharina II e de seu irmAo
Alexandre. Por mais poderoso que fosse esse mi.bil.
nAo liverasirio bstanle para o determinar a abdicar
a poltica pendente de sens predecessores, os quaes
procuraran) a realisar;Ao de seus desejos no Oriente
mais por invases successivas, habilualmenle diss-
muladas, do que por urna accAu manresla.
< .... O czar renunciuu seu papel de defensur
da ordem, sua missAo de pacificador universal, lo-
rias as bellas manciras cavalleirosas que agrariaram
c illudiram a Europa crdula ; renunciou por urna
CjHUsa muito mais seria, por urna causa decisiva.
/Ule niio p.i'i* mais gucernar.
o Senhor absoluto de ludo, emnecava a nao ser
mais enhor de nada. A veldice au aproxrfiar-se-
Ihc moslrava nao s a decadencia do liomem, senao
a do principe. Subindo como a endiente da maro,
debaixo de um impulso uniforme e irresislivel. a
idea de reforma baila a Ihenria caruiichosa lo velho
despotismo ; ella linda aberlocaminlioal os crneos
mais espessos ; lodos, al os mais proiimus visindos
do dolo, os ntimos, os seides, dziam em voz baixa
i/ac esle rgimen tinlm acabado seu lempo, que
coiuinha muda-lo, z/wo era impossicel ir mais
odiante.
A pessoa que escreve estas proprias palavras, ou-
vio-as la docca dos liomeus, que dirigem a admi-
nisIrac.Ao da polica, dos eslndislas mais arerrados ao
sj slema, daquelles mesmos que, tendo sido, os ins-
trumentos activos e cegos do pealado, sao mais di-
rectamente anieV.idos dos odios lo fuluro alm
lisio davia-sc formado entre a nobreza um partido,
que linda lumailu por divisa o progresso. Hila rlas-
setemiret, caneara e desconfiada ao mesmo lempo,
critirando com azedume, e ronservaudn-se separaria
mas anles le Me lerem administrado o menor soc-
corro, ella toruna a abrir o olhos com espanto.
_ O primeiro objertu, que sua visla encontrn, foi
SebasliAo, oqual contcniplavaa com arrie affecluo-
sa cnmpaixan.
Ad de o senhor! disse a rapariga cpm voz an-
glica.
Sua expressAo ahrandou-se, e urna alegra mislu-
rada de tristeza lluminou-lhe 1 semblante.
Como esla'.' pi'rguiilou-lhe SebasliAo.*
Mol le ir, mu lo melhor, respondeu ella fui
urna crise nervosa, um eflito possageim, que' nao
lera consequeneias.
Quanlo a senhora csjava paluda! crea que
causn nos grande inquielarAo.
Assevcro-llic que nAo" he nada ; a fadiga pro-
diizida por papis numerosos que me fatem repre-
senlar... o carcter sombro de quasi lodos... irri-
lam-mc os ervos.
Ella a dizer : Nao son feliz mas narou renenli-
namciile, e iienhuina queixa rahio-lde ls labio*.
Luciana nao larriuu a serenar-se iuleirainenle um
leve rubor cnrou-lhe e aiiiinuu-ldc o seniblaule. I'-
le mesmo terminar a peca, na qual sua presenra era
inrispensavel. Durante toda a imite honra una in-
timidado maiaaffectuosa entre ella e Sebasliao. O
resto ric agitacao, que aimla expermenlava a ili-iui-
aama especie de ternura melanclica: havia
por syslcma, rerrulava em redor de si a nova gera-
;Ao. Em urna memoria muito serreta do Sr. Lipran-
di sobre os conspiradores de 184:1, diz elle :
Os discpulos los diversos collegios tem a rabe-
ra no ar ; estn impregnados dos systemas mais ex-
travagantes ; cada palavra, cada liuha, que sabe de
sen espirilo, respira essas doulrinas perniciosas, ru-
jas consequeneias terriveis militas vezes nao per-
cehem.
1 Em nulro documento, igualmente secreto, re-
ferinrio-se ,1 mesma conspirara e submellido com-
misso presidida pelo general Nahulculf, cucunlra-se
esta |iassagem :
Enlreganlo-se cegamente a essas utopias, he
que elles se ereem chamados para dirigir loria a vi-
lla social, toda a bamanidade, eesUe promptos pa-
ra se fazerem os apostlos e os martyres desta infe-
liz decepcao.
o Na Uussia, a leilura dos pblosopbos francezes
e dos panlheistas allemacs he um ctime le estado.
Dos diversos raminhos, qne vao ler Siberia, esle
he o mais seguro. Entrelanlo osles livros andam em
loilas as mAos; a niocidade s '''. os mcdila ese
cvmpenel ra delles.
Fiqnei inuiln sorprendido diz.-inc o Sr. Plalao
li'hikalrhell. inilo ver na esrula de direito de Pc-
lersbnrso, meu snbrinho, rapaz de dezenove anuos,
de adiar em sas mAos as Qtusliont $COltomiqveM
de Prnudlion.
1 Tendo-llie pcrguulado com um tom severo, co-
mo linda adiado aquelle livro :
i lenho-o, respondeu-mg, de nn dos meus en-
maradas ; lodos elles leera.
a Alm lisio o desenvolvimeiiln rpido do slavis-
mo nacional relalivamenle ao slavismo oflieial, o
ruido sunlo las ronspiraees, que renasccm cons-
taiilemcnle, as agitables dos cainponez.es os homi-
cidios dos senhores, as descrpeoes militares, as mc-
iliilas le vigUoneia publica tomadas contra cerlos
individuos a corlas classes, nao fazem ver soflicicn-
lemenle o trabaldo progressivo a aroescador das
inlelli geneias 1
a O governo lem tirio dianle dos ollios essas ter-
riveis perspectivas, de dia e de noile ; lem vislo
a onda subir, e senhor de lodas as forras mnteriaes,
de selerenlas lognas le espaco e le mais desessenla
nilhues de almas, lem-n sentido mulo fracopur a
dete-\a.
n L'm poder mais fnrmidavel que o scu, o lempo,
obrava em sentido contrario ; o progresso conlava
as doras, e era preciso a todo cusi um derivativo.
O czar abri os dique da /tierra, dirigindo-a para
Constanlinopla, que a liussia considera como sua he-
ran;a ii.ilor.il, romo a base de sua futura fortuna,
1011,00 poni de apoii' le soa espansAo, de nm la-
do para Vienna, do outro para as Indias, ondea
Inglaterra, depois de una lula inaudita, dar rece-
her o golpe m ntal.
Taes foram a falaliiUdc, a cansa e n fim da
guerra de 185:1. O czar nao leu urna rabe;ada, le-
ve um accea*e le desespero.
Os inimigeado poder precipilaram-se rom um
arrior igual ao dos seus cmplices; com ludo este ar-
dor nAo he o impulso do patriotismo somenle. Feliz
ou desastrosa, entendern] que esta guerra era o
preludio das lraiisfonnaei.es.
drgi-lo ; lomavam posicao para a futura reorgani-
sa;Ao social.
o A auerra actual lem portanlo este duplo carc-
ter : se responder s ideas do engraiKlecimenlo e de
conquista, responder lambem s de reforma e de
transformaran...
Cilc extensamente esla opiniao de um Francas,
que habiloii mniln lempo na Kussia, viven entre os
Russos c 110 meio dos Russos, porque parere-me que
nessa grandedevaasa, que a'gaiarra do Oriente abri,
lodos os leslemunhos rieviam ser accilos e ouvidos, o
que 11A0 exclue o direito dos apreciar e julgar, por
que todo leilor de um juiz.
i idea de fazer derivar a guerra do Oriente de
um lerrnr do gabinete de Sao Pelersburgo para a de-
mocraia russa, he redmenle ama das mais orig-
naes, que poriem produz.ir-sc ueste debate; Mr. de
Kulture, que ama mui pouco a llnssia e Me (liria ile
mui boa volitado, como o Olello do drama italiano :
'Ii conosco e pe rio ti detesto... Mr.de kulture nao
sabe lalvez que snpprimiinlo a ambicio ou collocan-
lo-a no segn lo plano, nesla emprez.i rio governo
moscovita contra us rireilos do equilibrio campen.
aprsenla este governo debaixo de um aspecto mui
mais bello do que o he na realiiladc.
Um guveruo que faz a guerra no exlerior para
lar sabida l suas ideas desorgauisadoras, que fer-
mentan! no paiz, he, lao criminoso como se suppoe,
mais digno de lastima do que de censura, nao sendo
seu papel senao o de um perturbador publico, se por
acaso a'ooica Inspiradlo de sua audacia he uina am-
bijo mabifcsla.
Mas nAo se trata de saber o qoo a opiniAo de Mr.
de Kulture pude augmentar 00 tirar ao odios carc-
ter da iniciativa, que suscilou este formhlavel con-
flicto pela invasao dos principados o pelo desasir
de Sinope; Irata-se de examinar se esta opiniao be
verdadeira, e be mesmo no livro de Mr. de Kulture.
ainda que apaixouado a paixAo he permillida em
lempo de guerra e os tipusculos valem algumas vezes
os canhes, com a condirAo de acerlarem uo alvo),
he, digo, em sen livro, que quero beber o elcmenlos
deste exame.
Mr. de Kullure vio bstanle ; raciocina mal no
meu entender, mas v bem. A observado lite ins-
pira ideas justas, que a reflexao transforma depois.
e falsifica nas consequeneias que faz sabir dcllas. A
idea usa he que os elementos, de que se compe a
Kussia, formam um dos eslahelecimentos despticos
os mais completos os mais vigorosos, os mais sabios,
que jamis tem existido no mundo ; a iria falsa, ha
que semelhanle eslabelccimenlo esteja prximamen-
te amcararin por um trahalho interno de reforma de-
mocratica.
A isto Mr. le Kullure pode responder-me : Como
sabis ; NAo quero lar oulra pro va senao a guerra
actual.
Bem longo desla guerra ser o terror do governo
russo liante le urna opposicao ameacadora, creio
que, se o governo russo li.essc dianle de si nina op-
poscAo qnalqucr um pouco seria, nAo teria feilo a
guerra actual. Sua forra tiesta lerrivcl proaa, que
elle provncou lAo graliiilamenle, he senAo a acquies-
cencia de fu povo, ao menos sua resignarlo falalis-
la. sefi silencio, sua subinlinaca. suslciilarios pelo
que 11A0 ousn chamar seu eulliiisiasmo religioso ; na
Russia todo senilmente, mesino senlimcnlo reli-
gioso, lranaforraa-se em obediencia polilica. O im-
perador he papa, quando nAo seja por si mesmo, ao
nicuos be por seus procuradores no synodo dos bis-
pos, o qual s depende do imperador ; o padre be
11111 fuuccionario publico; a propria religiao be um
instrumento para reinar e como espirituosamente d-
zem : o fleos Ae /lusso'.....
Seja enmo for, a idea de una Itussia, gemendo
debaixo do jugo, em que a nobreza, a burguezia,
servas c soldados suspiran! pela hora de urna emanci-
paeao poltica e social, esperada quasi em dia deter-
minado, em que o governo tremo dianle destas aspi-
ra;iies do paiz, anda mesmo Sobastopol' sitiada,
Cronslarit bloqueada, saas esquadras prisioncirasem
seus portos, sua influencia abatida 110 Oriente, tudo
islo |hc parece melhor lo que a revoluci no estada
essa dea, que he a conaeqnencia final rio livro le
Mr.le kullure, estudeino-la um instante em suas
primicias, e ver-sc-ha quanlo vale.
Bem sabemos que ha. como elle diz com molla cx-
aclidao, urna Kussia artificial c Ibeatral e urna
Kussia verdadeira. A Russia thealral he a que re-
presenlava no seczlo passa lo essa contena da con-
quila do imperio bysaiiliuo, cujos incidentes nos
foran lAo engenhosamente pintados pelas Memoria-
do conde de Segur; a Kussia thealral he a que tem
opprimirio nioralmeiite a Europa, durante um equi-
voco de triiila anuos.- be a que lctou, ha rious anuos,
as instrucj;oes do principe Mcnschikofl ; a que por
bocea Inste negociador imperioso, apregoava pre-
lenrftes de predominio, que a forra brula leria de
suslenlar, c que ella nAo justificar jamis. Tal era
essa Kussia Ihealral, essa llnssia
elementos de urna democracia vivaz, e de urna pr-
xima reforma '.'
Serci siam'si! ma servi ognor'frementi....
Os males e as vergonhasda escravidAo sao sem du-
vida os argumentos mais irrefulaveis em favor da
lbenla le, e nao de mster de tanta sciencia. O co-
racAo de sufiicienle aquellos, que a servdao dumi-
1111; o povo russo, nobre, servo ou hurgue/, experi-
menta por acaso, no ponto em que sua manifestacio
1 011a- temivcl ao poder, esle sentimenlo de humi-
IbacAo polilica ? E so nAo de o povo, ser o soldado,
quem hade realisar esla obra de reforma, que Mr. de
Kullure v por toda a parle na Kussia, como se fos-
se bastante a um liberal francez riescja-la para pru-
duzi-la '.' Por ventura ser n esse resignado servo, nao
jada gleba mas do estandarte, que fermenlarii os
germens dessa inssurreirjao democratiza, qoe nosso
aulor v em todos os pontos do horisonte russo,
verdadero alvo creado pela sua imaginando e psi-
xio t
.........
Dous soldados da guarda apreseularam-se em
Sao Pelersburgo em casa do principe Demidol!.
Aoligos moradores de Njue-Taguilek, tindam sido
lineados no excrcilo pelo rerrulameiito.e tendo ser-
vido nelle por vinle anuos, acabavam ri ler baixa,
privados de todos os recursos sem asylo e sem
pao.
i Expozeram sua situarlo em termos simples e
enrgicas :
Que quereisiqae sejamos ? dsseram elles a De-
midotr. Nossa familia na nos condece mais, nossa
anliga profisso, j niio sabemos, o exercilo nos re-
pelle, o oslado nos abandona, somos estrangeros
por toda a parle, d .
Com etTelo, em quanlo esles bomens lindara
perlencido popularlo de Nyae-Tagulsk, a ad-
minislracao local Ides linda dado a subislencia em
compensoslo do seu trahalho ; mas asobrigares do
proprietario linbam ccssailo 110 dia em que, chdlha-
dospaia osrvico pelo recrulamenlo, elles tinham
vestido a farda.
O Sr. Demdoffdeu a cada um vinte, rublos e
riisse-lhes que se dirigissem ao governo.
1 Mas elle nada rara', bem sabis, sentor e enlao
que partido tomaremos ? Deveremos matar 00 rou-
bar para viver ?
" Argumento sem replica Oroubo, o assassinalo
taes sAo as conseqTiencias normaes da posicao do sol-
dado, que lem baixa......1
Uem sei que Mr. le Kullure v em Cuilberme
Tell ou um Aristogton em cada soldado com
baixa....
Em summi, diz elle, a baixa tem lanzado no so lu
do imperio perto de dous milhoes rie liomem habi-
tuados ao manejo das armas, e poucs cuidosos de
urna vida, que se Ibes tem tornado impossive. Pe-
rigo immenso que a guerra actual tem conjurado e
nao destruido !....
Perigo immenso, dzeis vs, e de a um perigo des-
essa Kussia Ihealral, essa llnssia de convenci, ,1c i oenern nno ,m ,.... ix____.____j
_ c.,11. ., .- 1, genero, que um guverno tilo amparado lena vo -
que Talla Mr. de Kullure. Relativamente a'verda- 'iaan-. .., ;An _. ,
... ... ''' as cosas, indo a sua frenlo e concentran-
de.raRussia.be a que elle vio e nos mostra. Dei- do nell. e. .:., in.____.....r... _._
nha
lambem nns laivoi le ainci;Ao no senlimcnl, pelo
qual u mancebo Ihe correspimdia.
A syncopc daattrii o lida rdeiu ilt>um le ro
vago, e le nina urda anguslia. Ella re-lahelecuii-se
le sua indisposi{3o mais brevemente lo que elle'
Iriumpdou rie soa iiquietaea. Porque razan essa
conversarlo sobre um assassinio Ihe causara 1.', pro-
funda cinocAo ? Era mui natural que se livesse iu-
leressado em um aconlecimeuto trgico ; mas cm-
pallidcccr, tremer, perder os sentidos, era levar
milito longe a syinpalbia por velbos desconheciiloa
eram eficilos sein ueiibunia pipn;a com a cansa
com uina simples narracilo. A existencia de Lucia-
na encerrara algum borrvel inyslerio'.' Lembran-
cas trgicas a loroariam assim iiupressionavel 1 Se-
bastian assim o pensara as veras; masa praranca da
rapariga mudava-Rie o corso das ideas. Elle obser-
vara seus ollios lmpidos, sua Trono nobre c pura,
que expriman! a innocencia, a delicadeza e a alti-
vez ; 11 porte, os gestos, o andar, ludo revelava una
alma siurcra, 0111 coraeo franco. O benvolo sorri-
so da bondade pairava-llie nos labios i menor occa-
siAo. Essa moca 11A0 poilia dar asylo senao a pen-
sanienlos braudos c graciosos como ella.
VI
A inlimidade de Sebasliao e de Luciana ia em
augmento. Elle aprecava cada vez melhor as qual-
dades dessa mulher superior, a belleza de suas fei-
ceseo prestigio harmonios de loria a sua pessoa.
A' propnrcao que ereacia o amor, a reilexAo perda
son imperio. O mancebo cbcs'.va a esse grao le en-
Ihusiasmo, em que a gente deiaa de possuir-sr, en-
cara a Ir, e curre ao encontr dos sacrificins. A
prudencia desappamce e redo o lugar a urna esil-
la;Ao cavallcirosa. O herosmo la paixAo dispe-nns
a experimentar prazeres inslitos, bem romo a sup-
porlar BoOrimentos excepcionaes.
Essa embriaguez do espirito e do rnracAo era ne-
ecsaaria para tornar menos disforme aos ollios le So-
baslio, o faz-lo soffrer sem impaciencia a familia
rie Luciana. A joven actriz tinha urna mai e urna ir-
m.la, que em nada se Hie assemelliavain. Anda que
madama Berlbolri nAo livesse feicies repulsivas, e
conservasse, apezar lo sua idarie, os restos rie um
aiiligu hrilbo, a expresado mais odiosa animava-lbc
o semblanle, no qual lia-se a malevolencia, a astu-
cia e a cebica. Sua vista entristeca, como a de um
cemilerio ; suas palavras. seus gestos, seus olhares e
sua conduela aiuiunciavam lima alma "baila c roa.
Desde o primeiro inatenta SebasliAo sentir por ella
una antipathia vizinha do odio. Ficav.i, pois, mudo
em sua presenra. e quando ella 11A0 relirava-se logo,
ahanriiuiavu o lugar.
A digniriade serena le llouilan 11A0 baria lesa-
gradado menos a madama Berlbolri do que scu ar
Mso c cruel molestara a esle. Os entes vis lem con-
ciencia de sua torpeza, e apezar rio amor proprio que
os faz admirar essa mesma torpeza, um instiucto se-
creto os ailvcrlc, quando estAo em face le urna 11a-
tnreza superior, qual devem render lumenagem.
Experimeolam ama especie le huinilharA ,i. q,.
proco rain \ingar-se. O aspecto da luz basta para
enrolerisar 1. anjos las treras. Apenas madama
Berlhobl vio Sebasliao, pareccu-lhe que j linba
centra elle um amigo ranear. Acnmpanbava raras
vezesa lilba-ao Ihealro; porque prefera conversar
com oulras amigas de sua especie ; porm una vez
que la foi sorprenden um ilesses otilares eloquenlcs,
cujo poder faz estremecer oa coragea lieni apa i Mi-
na 1"-. Desde entilo siispeitand o muluo amor rie
Luriana e do mancebo, lornoo-se mais assidua junto
la Blba, e espreilou-a sem cessar. A bella actriz a-
i'auteloii-se, e 11A0 leixou escapar nenhum signa! rie
preferencia para cum Sebastin. Persuadida le que
sua feliciriade acabara logo que fosse sabida pela
mai, amoragara ledas as suas tercas em pretenga-la
e defende-la.
Mas pod9 fingir assim por mulo lempo".' Com-
mellcu sempre duas ou tres inadvertencias. De-
mais a assiduidade do mancebo tinha sem duvi-
da algum fim, elle n,1o procurava agradar a nenhu-
ma outra actriz, e nem ao menos sorria s compa-
deira Russia, be a que elle vio e nos mostra.
xemo-lo rallar :
.... Dizer que a nohre:.i na Russia nada be,
que s existe in nomine, be emiltir urna proposito,
que se demonstra como um llienrena de algebra; por-
que, pundo-sc rie parle a fortuna e os gozos matc-
riaes, que delia dimanam. he a nica classe, que nao
tem horisonte. A liVguezia, a gleba mesmo mar-
cbam para a emanciparAo.....; a nobreza pelo con-
lrario.se encaminba gradual e filialmente para una
dccomposicilo ceda; ameacada de lodas as partes,
ella nao lem prsenle nem fuluro...
E agora chamareis a ella una r.lasse temieel'. Se-
de consequenlcs comvosco mesmo.
Pode se dizer la burguezia, escreve mais ariian-
le o aulor, o que Sirves dizia do Terceiro-Eslado:
a /Ule he ludo e o Ae nada. A burguezia russa
he mnilo rica, mas he excluida da administraban,
queilirige ludo, e por con.eguinte de loria a partici-
padlo nos negocios; ella nao exerce nenhuma acrao,
nenhuma influencia.
i O servo uasre curvado para a Ierra, inclinado pa-
ra a gleba; nada Ihe perlence, nem a familia, nem
o lar, nem o corpo, nem a alma, de que se faz uina
cifra. Alma, corpo, lar, familia, ludo perlence ao
senhor*
" ..... A condicao do cinipnno/ russo pouco df-
tere da do animal domestico, fumo o cAo he mal-
traladn, es pencado o alimentado ; como o cao,
deila-se aos ps do senhor, lambe a mo que o
tere, mas expe imcnla algumas vezes o desejo de a
riespedarar.....
n Muando o rampnnez se revolta, o senhor ani-
quila sua familia e a elle proprio; o camponez bem
o sabe, e se nAo recua he porque s deixa sua hu-
milde resignacAo quando a iniquidade nAo lie mais
supporlavel.
O acaso decide a sua profisso ; o senhor Ihe
diz: Sers sapaleiro, alfaale ou rozinheiro e
o cscravo o he, supprndn a iieressidade s'na vo-
caea. O knoul boje, os afoutes amanhaa, a Sibe-
ria em caso de necessiriade, sAo meslres incompara-
veis...... o
Extraa de captulos curiosos e intelramente sulis-
tanriaes, estas cilaroes incompletas do livro de M.
de Kulture. Mas vejamos ; ha por ventara nelle os
do nelle seus exerctos Devemos contestar qua-
governo russo livera feilo urna admiravel manobra,
indo procurar boro longe no exterior ou na extre-
mdade desuas provincias, a guerra que elle teria
deiado desle modo no coracAo mesmo e no cculro
do imperio.
Se Mr. de Kulture procura a verdade mesmo atra-
vez de sua parxao, como a nao achoa em sea proprio
livro'.'Como sua experiencia nao exclarcceu sua
prevenclo ? Cono nao vio qoe soldados, afrito ao
regme qoe descrevc.nSo porfiara lornar-se de repen-
te e pelo Tacto de urna baixa tarda, instromenlos
ou agentes da liberdade 1
1 Se ama perfeila machina constilusse o bom sol-
dado, escreve Mr. de Kulture, a Russia sem duvida
nao teria igual. Seu valor he lAo dcil, a poni de
receiar menos o cauhA do nimigo, que o bastan de
seu olTicial.....L'm escriplor, comparando o Russo
e o Francez no campo de balalha, faz esta observa-
cao : O Russo enterra seu shako al os odos e avan-
<;a sem oltar ; o Francez avanc.a e oda.... Temivel
em seu lerrilorio, onde a naloreza e o clima Ide sAo
poderosissim, auxiliare, elle ( o exerrlu rus-,
he para temer-se nn exterior pelo numero de seus
batalbes. Sua selvagem impassibilidade lie ama
qualidado negativa, cujos resultados sAo algamas ve-
zes favoraveis, nunca decssivos, quasi sempre runes-
los. 1 i inimigo mata o soldado moscovita, abale-
nbeiras de Luciana. Madama llerlbold tinha muila
experiencia, e podia rieiiar escapar esses indicios.
lomou inforniai.es sobre o admirador de sua fi-
Iha.casque uhleve augmciilaram-lbe o mo hu-
mor. Sebasliao recebia da capital urna mdica pen-
Aii, a qual era loria sua riqueza; nao I raja > a com
laxo nem rommcltia exlravasancias. Seu carcter e
sua fortuna o pramoniaia ignelmeme contra aaea-
peculacoes ria cobica. Nao eram essas as prrlenroes
Ia i.it.t.jt, ., U ..l.iI. 1 1 1 h 1 a i
depois, e passa adante, como em Alma.
Como, repito, nAo vio Mr. de Kulture que sol-
dado, que lem o temperamento desta obediencia
passiva, nAo Irazcm para o piiz, quando vollam e
por mais bravos que sejam, o espirito democrtico e
insstirrecional.e que essas revollas lao raras dos cam-
ponezes contra os senhores, sao apenas qoeslcs do-
mesticas e nao tentativas serias de reforma poltica ?
Mas abreviemos esta controversia, que nada pode
Adianlar. Ninguem demonstra a evidencia ; se eu
livesse de provir qoe a Russia perteuce por muilo
lempo anda ao poder absoluto, que nclla o despotis-
mo he por assim dizer endmico e nacional, e nAo
esla somenle nas iiistituicocs e nos costa mes, mas
lambem nos tizos c quasi nos aostos lo paiz; se eu
l\esse de lemonslrar ludo isto, he no proprio livro
de Mr. de Kullure que procurada lodosos meas ar-
gumentos : as pravas ah abundam.
sua malevolencia pela expressAo do semblanle, e em-
pregavam contra elle certo numero le estratagemas;
mas scu carcter firme e resoluto nAo Ibes permitlia
enlregarem-se muito a esse jogo temerario. Demais
estavam ambos para com Luciana em urna posic,Ao
especial : era ella quem Ibes ganhava o alimento,
ninguem recebe o pAo sem aceitar ao mesmo lempo
urna dependencia mais ou menos eslreila. Quando
,--.._.., a rapanza lestemunhava vivamente um desejo, nem
,e,"'-,:,H,.ni'. ""10"1- >esde muilo lempo ella ron- | a mA nem Tbeodoro ousivam contraria-la. Assim
sidciava Luciana como um bilhete de iuleria, que I apezar de seu despeilo, eram obligados a respeibi
Davia de dar-lho urna opulencia repentina, e tema e-'
sobreludo que a lilba couccbessc uina paixAo ro-
mntica.
Kecoiihc'ccndo com dr que Momia era mu oro-
prio para fazer anacer urna deesas paixes, ella .1-
inaldieoava-o CenMigO mesma, como um liomem que
podia teslruir-llie lorias as esperanzas.
Seu filho romparlilhava seus senlimenlos a esse
respcilo. Era um rapaz lo vinle c seis anuos, e le
estatura alta, mas um lano curvado, cuju olhar an-
niinciava una alma baixa e hypocrila, e enja Tron-
o inesquinlia revelava sua pobreza moral. Sobran-
cclhas que elevavam-se do lado las tantea, a reu-
niam-se nn meio. faces cavadas, o beci inferior
pea lente c riesproporcionario, um queix mui pe-
qoeuo, cabellos ruivos emiles cumplclavamss* 1--
ii'ihil semblanle,, que ollerccia o cundo de todasas
paiies ms; porm seus vicios riomiuanles pare-
can! ser a gula, a rovarriia, a astucia e a rapacida-
de. Sen andar olriiquo c arraslado exprima perfei-
lamente a baixeza de scu coracAo. Theodoro parti-
Cipava da naluieza do maneo c rio chacal.
>ai possuia talento algum: esla cbauma celcsle nAo
baixa sobre (reataras lio vulgares. Sua funceoea
na companhia limilavain-se geralnieule s de com-
parsa. Fazia mui raras vezes papis subalternos,
quer levando para^ Ihealro duas velas sosinho ou
rom ajiidanle, pier indo rollocar urna mesa ajudado
de 11 m companheiro. Sendo uina vez enearregado
de algamas resposlas. lesempenhou-as lAo mal que
n racorraram mais a elle. Come<;ou por un en-
gao grosseiro, que Uov;a riso de lodos os s(ier-
lariore.s leudo le pronunciar : Roxenwi-S'hlnrht,
a balalha de Kavenna, esqiiceeu-se do primeiro li-
me e disse : /labentScMarhl u 5o//a dos cono* .
As gargalhadea aatreadoaas do poico lizor.un-no
parar confuso, laucando sobre o auditorio olhares fe-
rozes. A colera, que assim exprima, ausmentou a
bilaridadc geral de tal sorle que proferio una prega,
e deixou a scena no mcio dos apupos. Desde entilo
entregava silenciosamente carias, apagara -ralas, 011
alimpava nos bastidores as velbas armaduras dram-
ticas.
Theodoro nAo era mais alfeicoario a SebasliAo do
que madama Berlhold. Ambos Me leslemundavam
MUTILADO
em Sebastian a preferencia de Luciana.
Esta pareca ler lambem oulro meio de obrar so-
bre elles. Com um olhar, urna palavra, ou um ges-
to impiiiiba-lhes s vezes o silencio, e nesses Instan-
tes seu poder assemelliava-se fascinarlo. Uina co-
lera muda pcrlurbava o semblanle da'velha e do fi-
lho, o lodavia nem mesmo tentavam tetar contra o
ascenilenle que os esmaeava. Um mvsleiio fnebre
penetrado por Luciana parecia ler-lbc dado esse po-
ler mgico, que produzia a calma 011 a tempestado
na alma irasrivelde seus dous corapanheiros.
Se a joven aclriz nao livesse sirio urna miilher da
rormosura rara c de inlelligencia superior, se Mon-
dan nao hnuvesse concebido por ella urna dems pai-
xiies que arrastara a sen arbitrio os homens 1 ventu-
ra ou ao infortunio, se seu amor nao livesse lido
lempo Je cresrer antea que elle conbecesse a ramilla
de Luciana, tal viziubanca loria podido afasla-lo dcl-
la ; mas linda entrado na barca da deslino; e-o dos
omhrio conduzia-o era silencio para regioes desco-
udecidas.
Apezar do odio, que madama Berlhold e seu filh
ileixavam-llic entrever, aao se Ide apresentavain se-
nAo pelos seas bellos lados, e com SebasliAo s es-
lava em relaco com elles no Ihealro, ubservavam
redas ragras rio polilica, le que n3o onsavam apar-
tar-se. Hundan de sua parle evitava-os, e elles nao
oprociiravam. porque Ijcavam incommodadosem sua
presen ra.
limlui chegou a hora maeica, em que Luciana o
Sobasliao leviam |ierleneer-se mutuamente. A obra
pruna do artista supremo he a uniAo de duas crea-
turas igualmente dignas le amor. O co ixide sor-
1 ir vendo suas leis eumpriilas.
Entio eoeaeearam enlre elles e.sas inlelligencia.
mvslenosas que swlo as delicias das ternuras di
diecii as. Dianle de todos pareriam eslranlms um
ao oulro, apenas Irocavam pbrases banaes. emostra-
vam antes evitarem-se lo que procuraren! se ; mas
um ges'.o, urna palavra, um olhar furtivo transmil-
nam-lbes proras de inalleravel affeicao ; um leve
sorriso altcstava a alegra e a embriaguez de seos co-
racOes.
(Continuar-te-ha.)


DIARIO DE PERNAMBUCO, QUARTA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1855.
Que importa que alguns fulgores de independencia
veuham briliar do lempos a lempos lies* Tundo mo-
ntono de ama servidao pmntavel e tradicional '.'
Que importa que em IgiJ no momento em que Mr.
da Kultnrc vai alrayessar embarcado o Nova em com-
panhia de dous ofliciaes da guarda, de nm sacerdote,
de nina criada e Me nmramponez,urna dama ele-
ida se aprsenlo e intime ao campo-
net a ordem de lhe ceder scu lugar, e osle se recu-
ze-lo dlzendo : (( ,1feu copeck ( moeria russa )
vale o seu. i); que importa qne alguns poetas, mn
dos quaes D> acolitado no gabinete do um ministro,
oulro deportado para o Caucase, este mandado para
a casa dos loucos, aquello impedido ao suicidio, que
importa qne est nobres (ilbos da musa,Pous chi-
me, Sermunlor, Polcvoi, Gogol, Tchedae lenbam
feilo ouvir por instantes livres acentos, e que o pro-
prio imperador tenlia encoulrado ao subir os degrns
do Ihrono, una conspirado dejovens ofliciaes ?Que
importa ? Olhai para a niassa da nagao, aquella que
Mr. de k'ilture pode deixar de piular ao natural,
anda mesmo contrafaieudo sen futnro e glorifiean-
do suas'esperangas.. Onde encontris alli urna na-
gao trabalhando em instituices livres como dizcs'!
Onde adiis liberaes em mn povo, onde a propria
'nsua lem contrahido n.lo sei que maneiras que se
resenlem do servilismo das almas ; onde o campo-
nez dir, Tallando de seu Sr.: tile tem o prazer
de pensar, lem a hondade de dormir.... ; o onde
um coronel, ao qual se perguntava se ama va o im-
perador, responde : Nao sei te islo me seria per-
miltido ; e outro que linha chegado ao termo da
vida e de sua penitencia, resume assim sua historia :
.... As phases da miulia vida tem sido diversas,
mas tenho soffrido os detprezus sem murmurar ;
tenho por assim diier, inventado a hijpocrisia do
eoKlenlamenlo.... >
Mr. de Kulturc multiplica estas provas do servi-
lismo poltico da nagao russa, e quasi que au nos
dcixa riiividarque a escravidso na Russia seja quasi
lao voluntaria como he manifesta. Nao tenho ne-
lade de reproduii-las aqui para reTular sua (le-
se a respailo da guerra do Oriente, e tenho dito
bastante para Taier julgar seu livro, inleressanle e
muitas vezes novo pelos minuciosidades, apaixonado
pela intengAo, cbimerico pela conciusao.
Ha na verdade oulra cousa que fazer com a Ius-
sia, do que preocopar-se dos embaracos de seu go-
verno rclalimenle a' democracia moscovita cas pre-
tendidas concessc?, que elie Taz ao espirito liberal,
asociando-o ao espirito gnerreiro e dando-lbe por
alimento a conquisia do mundo. O espirito de con-
quista e de engrandecimento nao he a phanlasia de
um dia ou o expediente do urna hora no gnverno
russn. lie o Tundo permanente de sua poltica, sen
pcnsamenlo invariavel einveucivel, tendo por pon-
to do partida e por centro de alimentaran o oais
imperio do mundo, por instrumento una po-
pulacho inesgolavel, e por agente o poder de um so,
pudor sem responsahilidade, semexame, sem contra-
peso e sem limite;.
o repelirei ludo quanlo Mr. de Kullure ob-
teve quati levianamente sobre o chefe actual da
autocracia rusta, sobre seus antepassailos e so-
bre sua Tamilia ; nao se leve ultrajar seus inimi-
gos nem engrandece-los ; lie bastante combate-Ios.
He^iislamenteoque a Tranca faz com tanta leal-
dade como herosmo; maso senlimenlo publico em
nga, na Inglaterra, na Europa em toda aparte,
so he justo quandoattribue aos preconceitos heredi-
tarios e a' otislimagAo pessaal de um s homem as
complieages, as de'gragas os desastres da crise ac-
tual; s he justo.quando faz remontar a esse principio
i> falHl dogoverno despoticoos solTrimenlos desle lerri-
vel contlito. A Europa be justa julgando deslc mo-
do a guerra do Oriente.
A Uussiahe o imperador Nicolao; o gabinete russn
pensamento irreprehensvel e solitario que fermenta
em nma s cabeca, compromelle um paiz ititeiro e
perturba um continente. Ura dia, cunta Mr. de
Segar, (durante sua viagem da Crimea, 1787, com
a imperatriz Catharina), um dia Tallavamus ilc todos
- as conjecturas, que iam Tazer-se na Europa sobre
aquella viagem ; lodos nos ciamos da mesma opi-
niiloa este respeito, e pretendamos que por toda a
parte, ia-se imaginar que ella e o imperador {Jos II
queriam conquistar a Turqua, a l'ersia c talvez a
India e o JapSo : finalmente que naquclle momen-
to, o gabinete viajante de Catharina orcupava e in-
^^-quTotava todas os outros. Este gabinete de Pe-
tersburgo, diz ella, que flucta boje sobre o Dniper
parece pois lio grande, porqje da' aos oulros lauto
que fazer '!Sim, senhora, responden o principe
de Lignc, a todava nao (xinhego outro que srja
raais pequeo, porque elle lem apenas algumas po-
legadas de (lmeoslo ; estende-se de una Tonto a
oulra, e desde a raiz do nariz at a dos cabellos. O
dito era facete profundo.
( Jmrnal des Debis. )
Eis-ahi M resultados que as potencias adiadas j
alcanzaran), e ver-se-ha que abracara a maior par-
le dos pontos originad em di-pula. Tem dado me-
nos trahalho, porque sao ohlidos, na mor parle, pola
diplomacia e |xir demonslraces militares anlc que
um s tiro fimo dado pelos exerrilos fraliccz e in-
gle, e porque as importante operares na Crimea
concentraran! depois todo o inlcrc.se ila Europa
aquella porgao do llieatro da guerra. Mas nem por
is-o deheso de ser vantaerns reaes, substanciaos e
importantes. So os exerrilos rosso livessom forga-
do a linha do Danubio e atacado o Halkan ;se livet-
seni marttido a posso dos principados, e compellido
o marccbal SI. Arnaud e lord Itaglan a emprehen-
der urna campanil i no valle do Danubio ou nm pla-
nicies da Valacbia ; se tivessemos expedido da-
quclle territorio depois de duas ou tres haladlas or-
denadas lao sangrentas como as do Alma e Inker-
man, uSo pode haver duvida que saudariamos com
jusla satisfarn esta Iriumphante conciusao da pri-
meira campanha. Nao damos alto valor a estes re-
saltados, porque foram alcanzados sem ellu-fi > de
sanguo eapparentemcnlesem esforz ; mas nem por
isso o respectivo effeito dcixa de ser menos decisiva-
meute adversoa poltica da Kussia, que lem sido der-
rotada em todas as suas pretenges, e rompellida a
desistir do seu ataque.
Como lodos osobjectos primarios c immediatos da
allianca lias potenrias occidcnlaes tem sido deal'arte
realizados, resta ainda urna parle secundaria da al-
lianca, mas nao menos essencial, a qual he obler ga-
randas para o futuro, c adoptar garantas solidas
contra a renovarlo deste ullrage paz da Europa-
He por isto que agora estamos combatendo, c daqui
surgi a necessidade de operages bellicuzas de um
carcter offensivo para tirar Russia a principal se-
de da sua preponderancia no Mar-Negro, e compel-
ti-la a submetter-se aos termos que as potencias al-
ijadas sejulgam ohrigadas a exigir no inleressc da
paz. A invasao da Crimea e o assedio de Sebasto-
pol foram emprehendidos c juslamciitc emprchcii-
didus, para este nico e exclusivo objeelo ; c quaiido
esla grande empreza for coreado pelo triumpho, le-
remos oblido pela forca a mais importante das ga-
renlias que exigimos. Tanto j tem sido feilo ou
concedido.que lodo o negocio em dispula pode ago-
ra ser exposlo em dnas liuh.is a limitadlo da pre-
ponderancia da Russia no Mar-Negro. O senlido
que deve ser dado a estas palavras depende at rer-
lo ponto dos successos da guerra, porque os nossos
diplmalas nilo podem estipular mais co que os nos-
sos exerrilos tem conquistado ; mas indubitavel-
menlc isto incluc as inleiiges dos gabinetes occi-
lenlacsa reducrao de Sebastopol e uina reslrirrao
as Torras navaes de ludas as naques dentro das
aguas do Euxinio. O principe tiorlschakofl at ma-
mfestou a vnntade de submeller-se aos oulros pon-
tos recordados no protocolo ilas tres potencias, de
sorlcipie a diflerenga entre as potencias beligeran-
tes nao consiste tanto na substancia dos novos ajus-
tes que devem ser feils para a prolcci;4lo di in-
dependencia oriental, como na exlen-ao das garan
lias que devem ser adoptadas para este fim.
Alcm disto estas garandas sao o signal da sinceri-
ilade das declararnos feitas e repetidas pelo governo
rusio, e he com este fundamento que a regeicao he
antocipada de S. Pctcrsburgo. As potencias adia-
das, ao considerar os termos da paz, nao odiaran
para forga de qualqucr couce^sao verbal ou compro-
misso, mas para o rcs|ahclccimentn de barreiras
maiseflicazes contra a aggressao. Estiio obrigadas
por tratado a nao procurar vantagem alguma par-
licular ou aquisiges lerriloriaes para si proprias;
annunciaram que nao projeclavam no actual estado
da suerra nenhiini desmembramcnlo territorial da
Kussia ; nao esporam materialmente reiluzir o po-
der inlernu que este imperio deve sua vasta cx-
lensao, sua posicilo geograpMea e sua popula-
rao. Maa esto resolvidas, a mostrar que este po-
der Rifo lie Lio cxleno que habilite a Russia a fa-
zer iiicuiwes com impun lado sobre os seus vizi-
nhos mais fracos. Porao fian a ssa pretendida in-
flucuria que a Russia rerlamava em virlude do
seus tratados com a Porta, e cslenderao ao suliao a
proteccao geral da Europa. Onando estes fins se
acharem definitivamente firmados, se a paz poder ser
restaurada, esta guerra nao ler.i sido' fcila em v3o.
Fura igualmente parar sem ler-se conseguido csle
resultados, ou, quando fossem conseijuidos, prose-
guir cerca de oulros objectos c mais impralieaveis ;
e, posto que nSo nutramos esperanras de que o im-
perador da Russia se submotlaaos lermosde paz an-
tes que Sebastopol caa, os termos dp seu maniTes-
lo mustram que elle tem perdido todas as esperan-
gas de tirar vantagem desta guerra, e qne pode ter-
mina-la pela aceitadlo das condiges que nao san
incompativeis com as suas proprias declaragoes i
Europa. (Times.)
'man ------
LONDRES 8 DE JANEIRO DE 18.V.
imperador da Russia jillsou conveniente mar-
car o eucerramentn de um anuo que ser recorda-
do cerno o mais calamitoso do seu reinado por um
novo appello eonfianga dos sens subditos, os quaes
lem feHo, releva conTessar, enormes sacrificios coru
um grao de patriotismo digno de melbor causa, l)
soberano, rujo grosseiro mao calculo da sua posiran
na Europa he a unir caus destes males largamen-
te espalhados, exhorta o seu povo a perseverar com
-lada na mao c a cruz no peilo, na deTezn d.i
anga c honra do pai?. ; mas a linguagem do
erar hecertamcnle mais moderada do que em al-
gnmas das primitivas occasioes ; ja nao Talla em dis-
persar os seus iuimigos como pal lias de trigo diantc
do vento; contenta-se em blasonar que em alguns
pontos o imperio ha sido defendido com vantagem ;
e declara que nao resellar oflertas de paz se Torem
enmpaliveis rom adignidaile da coroa c os interess
de sin, povo. Com ludo, este manifest he menos 110-
tavel pelo quo diz, do que pclu que dcixa de dizer.
Allirma oulra vez que as causas da guerra nao de-
vem ser altrbuidas a ambiciosos designios ou a e\i-
s injustilicaveis, masomilte qualqucr menco
das amoagas directas dirigidas pelo principe Mens-
chiUotT Porta, da oceuparao dos principados como
violacao dos tratados xislpntcs, do ataque sobre a
esqoadra em Sinope com xiolag.lo de um compro-
inisso positivo, das vastas prepararnos diplomticas
e militares qne os aconteciinenlos snbsequenles tem
dado luz, indicando ludo que o imperador Xi-
rolao havia accumulado inmensos maleriacs para
a destruirlo do imperio ollomano, ainda que seja
pruvavel que pela violencia e indcscripr.lo do prin-
cipe Menschikotf a mina arrebentou muito mais ce-
do do qne linha sido projectado pela corle do S. Pr-
tersburgo. Pelo contrario as potenrias occidental'
sio denunciadas por levarem a guerra alem dos li-
mite da Turqua no territorio do inmigo, por isso
se invoca o mundo a acreditar na moderar3o do ag-
gressot e na violencia dos campees da paz.
Tosi que pela nossa parle nSo regritemos seme-
Ihanle opporlunidade para examinar as occurrcncias
desde a declaragao da guerra, afim de conservar
sempre evidente quaes sao as objeegoes reaes da nos-
sa poltica, quam longe ja tem ido realisadas, e
quaes sao aquellas porque anda estamos contenden-
dn. No momento em qne a Frang c a Inglaterra
roncluirnin urna allianca oDensiva o defensiva com
a Porla, as duas provincias do imperio ollomano ao
norte, do Danubio foram oceupadas pelos exercilos
rominos ; a esqoaoVa turca foi em parle destruida,
e ate o; combis para a Asia Toram interceptados;
Inda a linha do Danubio c o Balkan foram ameara-
dos para o principio da primavera ; a propria Cons-
tanliiiopla fo iniperfeilamei te defendida pelas rs-
quadras adiadas, e a Russia 1130 havia relirado ne-
nliuma dassuas prelengocsa diciar Porla urna in-
terprctagau destructiva dos primitivos tratados. Den-
tro do Ircs me/.es da inlervengflo das potencias oc-
cidenlaes e do Iralado eonrluido entro Austria e a
Porta, rada un destes perigos linha sido removido,
A esquadra russa uunc se alreveu a moslrar-se no
Mar Nruro depois da intimai;ao ijue foi feila em fc-
vereiro. Toda ,i linha das fortalezas na costa rircas-
siana foi evacuada. A tentativa para operar na
inargem meridional do Danubio cedo acahou n'um
tolal malogro, e foi inloiraincnle abandonada. Nao i
Konstantinoplafo defendida, mas nenlmin.i das fur-
lalc/Ms da Bulgaria foi tomada. Logo depois os
principados foram evaruadoi, e a Hussia declaruu
que se limitara exclusivamente a operaees defens-
Vuida mais; afiles do fim do auno o imperado)
dirlarou que eslava nrompl3 a tralar em favor da
paz, abandonando os privilegios separado! que go-
por tratado nos principados, abandonando ,
pn.h clorado separado o especial dos cbrislaos ns
Turquia, que fora o principal pretexto da misao do
prncipe Menschikofl, e abandonando todo o jus que
loaba a interferir na navegagao do Danubio,
BILL SOBRE O ENGAJAMENTO DE ES-
. TRANEIROS.
No correr da dscussiio ,-icerca da terceira Icitura
desta medida no dia '22 de dezemhro lord John Rus-
sellobservou :
n Quasi que posto julgar desnecessario entrar de
novo em argumentaran em favor deste bil, porque,
posto que indubitaveluienle, os honrados membros
se acliom mui sinceramente persuadidos de que as
suas objeeges ao bil sao justas, parece-me, depois de
ouvir os seus discursos, que ellas apenas se limitam
repugnancia ao empreso de eslrangeiros, e decla-
ragao em favor do emprego de (ropas inglezas. Ora,
digo de urna vez para sempre, que se livessemos um
eslabelecimcnlo de 300,000 ou 50,000 soldados in-
slczes, julgaria uina forga lolal mente suflirienlc pa-
ra dirigir a guerra desde o seu romero, c estara
promplo a sustentar que era inteirameute desneres-
sario rerorrer i roadjuvagao do (ropas eslrangeiras-
Mas quando eslabelego a posico em que nos arbainos
collocados, immedialameulc enronlro duas diiTercn-
les rcsposlasurna do honrado membro que propoz a
respiran do bil, o que, depois de expor lodas as ob-
jecgOes ao emprego de eslrangeiros, alinde ao qne
expua acerca do numero dos recrutasque sao neces-
sarios, c acerca da nalureza e disciplina desles re-
rrulas. Se a cmara est disposta a depositar os po-
deres necessarios as mlM do governo de sua ma-
grslade, en lalvez nao expozesse as circunstancias
em qne nos achamos ac(ualmciile%rodocados, mas he
demasiado, primeiro levantar qualqucr ubjecgo
possivel contra o bil, e esforgar-se para agilar aopi-
iii.lo publica contra' elle, e eniao, quando o grande
fado he declarado, de quo o aclual numero das
nossas tropas nao he snfliciente, vollar-se para nos c
perguntar como somos lito imprudentes a poni de
dizermos a verdade. (Apoiados.)
< O honrado e Ilustrado membro que falln por
ultimo, tem oulra resposta, do uina especie difieren-
te, e diz : a Sen.lo podis continuar sem (ropas es-
lrangeiras, entilo perora a Inglaterra. (Apniados.'
Ainda repito, he resposta um pouro extraordinaria,
c confrsso que nao posso concordar com ella. (Apoia-
dos.) Sem duvida se pode cstranhar que sejais for-
rados a procurar o soccorro de (ropas eslrangeiras
em addigao vossa propria forra de .")0,000 homens,
mas digo que nao desejo ver a Inglaterra perecer.
l'Applausos.)
Pela mnha parlo, eslou promplo a propor lo-
dos cu meios que assegurem a feliz prosecugao da
guerra. Desejo que a guerra seja concluzida o mai.s
cedo possivel a nma prospera oondusao ; e, sem que
pretenda declamar de manara ateuma sobre o as-
sumpto, parece-mc que era ronvenienlo ao governo
propor esta medida cmara. (Apoiadus.) Maso
honrado e Ilustrado membro diz qne, se os minis-
tros de sua mageslade se quizessem demillir, seria
islo a ameaga mais inconstitucional que fariarr..
(Ira, parece-me que era esle o enminho direilo a se-
guir para que os ministro.! disecasen), se nao po-
demos Icr os poderes que desojamos para a feliz pro-
ccioao da guerra ; tnmein a resperliva direeeSo a-
quellcs que pensam poder obrar assim, sem os meios
que tomos pedido, a Apoiados.)
Se alguein ilisscr ao pillo de um navio que de-
ve dirisir o navio alravaz dos rochados, mas quo nao
pode Icr discrigao quantn ao ni ir. -juc deve seguir,
quanlo ao franjo das velas e carga geraldo navio,
enlao poderia di/.er rom muila ra/..lo, a nestas cir-
i'oinstancias n.in posso condozir o navio seguro ao
porlo.o yApoiados.,1 Enlo digo lamhom, ou llevemos
ter estes poderes, ou u governo deve ser collocado
nas mSos daquelles que pensam que podem prspe-
ramente continuar a guerra sem laes poderes. (A-
poiados.)
Por lauto, parece-mo qne os arsumeutes a esle
respeito j se acbaai exhaustos, c que se a repugnan-
cia dos membros opposicionistas njo for vencida,
e acredito na sincerdade da repugnancia que expe-
rimenlamcomludo, considerando o estado aclual
do nosso exercilo, considerando o que o nieu honra-
do amigo osecrelario da guerra lem exposlo, e o
que (enha sido obrigado a expor, njo exislo actual-
mente, segundo me parece, argumento algum contra
o emprego dcslas tropas. (Apoiados.}
E a ni'oiisrueuria daquelles que argucm esla
medida ? Di/.em ellos, silo mercouanos que serao
movidos somante por motivos mercenarios, o deve-
nios nos pensar em emprcga-los ao lado dos nossos
proprios concidadaos, que sao guiados pelos mais al-
tos e mais louvavois motivos? Mas nos dizemos
que lie um fado evidente que, ao pasu que acredi-
tamos no enlhusiasmo do povo desle paiz, nao con-
seguimos o numero dos homens requeridos. Entan
dizem, ii Oh pagai-os com mais generosidade.
Aquellos que nos exprohram o emprego de mercena-
rios tomam oulra direcg.lo e dzem, a Daifmas -2 i
ou .1 Conseguiris luda a tropa de que precisis
com mais .10 ou 40 s. (Risadas.) Por tanto digo,
nao posso,dando lodo o credilo nalureza cons-
ceniiosa e patritica da opposicao que lem sido
feit"o posso ver a necessidade de demorar-me
por mais lempo sobre esle assumplo. (Apoiados.)
Mas ha urna qucslao que Toi agitada pele honrado
membro por Weslo Riding,acerca da qual nao dese-
jo estcnder-inc muito. mas sobre quo julgo conveni-
ente dar alguma expliragan c alguma re-posta. O
honrado membro disse que se nao remontara ori-
gem da suerra, ccointudn Inda a sua argumentarlo
Tundou-sc na supposigao do que a causa ostensiva da
guerra nao era a verdadeira. (Apoiados.) O honra-
do membro suppunha que o men nobre amigo o se-
cretario dos negocios do reino e eu, estovamos ds-
pnslos a entrar em urna guerra de propaganda, e fez
reflexes mui juslas c verdndeiras, acerca da lonoora
das nagoes que obram sobre meras noges de raval-
laria, e(Riendo que defendem a rausa dorhrislianis-
mo contra o bararhismo, sem invoca-las paraempre-
hender semelhanle guerra. (Apoiados.)
Mas, Sr. presidenlo, lal nao he a natureza da
guerra em que nos achamos empenhados. A causa
desla guerra he urna empreza contra a agsresso pela
Itussia, e urna empreza conlra a aggressao comerada
pelo mais injusto e injuslificsvcl ataque, intentado,
se nao fose resistido, para assegurar a posso da Tur-
qua o de Comtantinopla, e una preponderancia de
poder que assuslaria lodos os estados da Europa.
(Apoiados.) Esa he a causa, c ccrlamenle he do
mesmo modo provavel dizer que, achando-nosempe-
nliados nesla guerra, se o nosso inmigo for feliz, a
causa ilo barbarismo Iriumpliaria (apoiados), ao passo
que pelo contrario, se o nosso inimigo for desbarata-
da, a rausa da civilisagao seria, promovida. Applau-
sos.) Isto niio he um.i defeta abstracta ou theorira
da civilisagao, mas, considerando o caraclcr e a na-
lureza da torgas oppostas a nos, |. ,|ar ,nil desrrip-
gao justa da guerra em que nos adiamos empenha-
dos. (Apoiados.) A propria guerra nao he urna cou-
a qui fosee tan improvista nem una suerra em
que entrasseraoa sem ampia noticia. Pelo contrario,
ha 33 anuos o imperador NapoleSo predisse que a
eguinle grande guerra na Europa seria cansada por
uina tentativa do imperador da Russia para apossar-
e do imperio lurco, c disse que, se alguma cousa
pode unir Franga o a Inglaterra ser a causa de re-
sislir a semelhanle aggerssao. (Apoiados.;
" Mas da-se una circumstanrfn, c a circumslanca
mais nolavel, a respeito da qual o imperador Napo-
leao moslrou que eslava em erro ; com elTeito, sem
querer fazer reflexo alguma sobre a sua sagacidade,
todas as coiisoqucncas de um succosso nao podem
ser previstas ; e, certamenlc i to que o prnpro imperador da Russia peusou so-
metilo ha cousa de dous anuos que acnnloceria o qne
NapoleSo odiando para o futuro, linha supposto. Es-
ta supposigao era que o imperador da Russia seria
npposlo pela Franga e a Inglaterra, e que a Austria
seria seduzida por um quinhn dos despojus da Tur-
qua, e seria confederada da Russia, de sortc qne ella
seria capaz de vencer qualqucr resistencia que fosse
em pregada pola Turqua easoutras potencias. (Apoi-
ados.; Digo em honra da Austria, o caso nao acon-
tecen assim. (Apoiados.) O imperador da Austria
nao leve parte nesla aggressao. Pelo contrario, leve
a prudencia de ver que, fosse qual Tosse o qunhau
nominal do despojo que da podesse ser dado pela
Russia, o seu prnpro imperio ficaria 13o enfraque-
rido pelos Iriumplios da Russia, que o sc poder
quasi nao existira na rcalidade, ainda que exislisse
*in nomo, por poneos annos depois desle triumpho.
(Apoiados.)
o E agora, qual era a proposirao feila pela Russ.i?
A proposigao feila ao governo inalezfeila nao para
divsao, mas feita na sopposig.ao de que o sullo era
incapaz de moler a sua aulordade era que as
provincias danubianas seriam collocadas directamen-
te sol) a proteegao da Russia, sem que oulra qualqucr
potencia, lal como o sullao, inlcrferissc. Com cfleito,
estos principes leriam sido meramenle prcTeitos da
Russia. (Apoiados.) Ento foi proposlo que a Ingla-
(erra lvesse cerlo quinhao do despojo uo Danubio ;
mas foi provenido cuidadosamente que so n.To con-
redoriam insliluires lvres as provincias, e que o
reino da Grecia nao sera augmentado. Era isto, com
efteilo, urna proposigao para um augmento do poder
rosea, e ao mesmo lempo um cuidadoso contrato
conlra a difuisilo de instituigOes livres, de rivilisacao
e de conhecimentos, que deviamns esperar dos pro-
testos que tem sido folios. ("Apoiados.) Regeita-
mos esla proposigao. Outr'ora conced o que eu re-
pulava mui boas raides, porque nao era di inleresse
la Hus'ia propor semelhanle medida. Ate cheguei,
segundo sella dito, a lisongear o louvar o imperador
la Russia ; c redmenle louvci o quoeu reputava
ser o scu comporlamcnto prudente o dcsinleressado
durante mudos anuos. Apoiados.)
Mas, agora a tentativa tem sido pralicada. A
guerra levo lugar ; e entao o honrado membro para
nlerpcllar-nos acerra da sua causa, colloca-a as se-
suiites condiges :que, como o imperador foi des-
baratado no seu objeelo, como os principados nao
foram oceupados. como as exigencias feilas ao sullao
foram abandonadas, nada mais temos a fazer do que
Ssignar um tratado de paz, e enllocar de novo as
cousas no estado em quo estavam. (Apoiados.) To-
dava digo, que, leudo entrado na guerra con) gran-
de gaslo de sanguo e dinheiro, fora o acto mais im-
prudente enllocar as cousas exactamente no mesmo
estado em que se achavam ha dous annos apoiados,;
e deixar o imperador da Russia na posso de todos os
meios, que elle linha ha dous anuos, para subjusar
a Turqua, sem que livessemos a certeza de haver
uovamonle a mesma combinadlo para destruidos.
(Vpplausos.)
Vejamos, sem detcer a particularesparticulares
que n3o posso cominunicar a nalureza gcral dos
(ermos em que a conciusao da guerra s podo 1er lu-
gar.' (Apoiados.) Concordo com o que se lem dilo.
islo he, que se podemos chegar n urna paz que nos
desse seguranra, nao Ionios desejo de um infinito ob-
jeelo para continuar as miserias da guerra. (Apoia-
do.) O governo nao lem vonlade, nem desojo de con-
tinuar a guerra por iienhuin dos fins que lem sido
declarados pelo orgo rjsso, a saber, para des-
membrar a Itussia ou priva-la do qualquer porgao
dos seus territorio. (Apoiados.) Os qualro pontos
que lem sido apiescnlados parecem-me ser preemi-
nentemente moderados. O primeiro destes diz res-
pello aos principados. Nos principados leve lugar a
invasao da Itussia, e sabemos que as eslipulages do
tratado de Andriaiinplc foramllraradas como para dei-
xar a estrada pira Coustantinopla abarla i Russia
sem guarda alguma ; ao paso que vimos como, ha
dous annos, odmperador da Kussia foi rapaz de oc-
cupar aquellas provincias. He lambem proposlo
cnllorar-se edes principados e os habitantes cbris-
laos eos principes destes principado", sob a garanta
das quatro grandes potencias da Europa, de surte
que qualquer aggressao sobre ellos pela Russia dis-
perte a resistencia destas potencias quo estariam em
posirao de prolcjc-las. (Afolados.) Ha urna segu-
ranga para o fotnro{ c, quanlo a esla seguranra, a
Austria e a Porla concordan) inleiranicnle. A Icr-
reira garanti, que he nao s una garanta para a
Turqua romo urna rspulorao para a defeta da Eu-
ropa, diz respailo abertura da navegagao do Danu-
bio. (Apoiados.) Se for firmado islo conlra o que
lem sido fraudulento romporlainonlo da Russia, c
a caprichoso maneira pela qual ella tem posto obs-
tculos a livrc navegagao do Danubio, contrario s
eslipulages do Iralado do Vicua, e contrario aos
inleresses geraes do commcrcio, e nicamente em fa-
vor dos inleresses proprios da Russia, afim de cha-
mar o commercio para oulro canal, dion, so esla pro-
(eccao o garanda fosc conseguida, collocaria de no-
vo a Europa fora dos obstculos. O Icrcciro poni
conten indulntavpliiieule um assumplo de mais dif-
ficnldade. Refere-sc rev sao do tralado de 1X41,
e refere-se a elle com n addigao dessas palavras sig-
nificativas : der. Ora, o senlido destas palavras he evidente.
Como as cousas se achavam antes da guerra, nenhu-
ma das potencias da Europa poda enviar os seus
navios de guerra, on pedir ao sullao, segundo o Ira-
lado, durante paz que Ibes permittiise subir os Har-
danellns, ou, poroutras palavras, chegar sob as mu-
ralbas de Conslanlinnpla. Mas o imperador da Rus-
sia, tendo urna grande fortaleza c um porto no Mar
Negro, em que se achava urna esquadra de 18 ou do
velas de alto bordo, podia, em qualquer lempo com
bom vento, chegar rom 30,000 ou 10,000 homens,
de tropa, oceuparo Bophoro, e ameagar ou destruir
Constantinopla, ou apossar-se dola (apoiados) ; e,
cerlamente depois quo temos visto tao injuslificavel
aggressao romo a que leve lugar ha dous annos, seria
urna posirao mui perigosa em que tirara a Russia.
(Applausos.)
Sr. presidente, pens, e releva expor de novo,
que tendo entrado em guerra rom a Rusta para
manler a seguranra, a independencia e a inlegrida-
de do imperio turro, fora um arlo da mais groseira
loucura consentir n'uma paz, se fosse evidente que
dentro de seis inez.es depois da assignalura desse tra-
lado de paz, o imperador ,1a Russia, desojando nova
'uta, e leudo fcito novas levas de tropas, livesse o
opporlnnidade para destruir rm poneos dias essa'in-
dependencia que desojamos firmar. Diz o honrado
membro por West Riding, o diz rom muita verdade,
que a Turqua lem sido mal reventada ; e lodos os
viajantes que a lem visitado, lem dado a razao da
nalureza deserla do pail o da falla de adminslragao
propria as ciliados. A Turqua lem progredido
mnilo ; mas como he quo csse progresso tem sido o-
perado ? Tem sido operado om ronsequencia da mu-
danra de maneirasqnc lem lido losar emtoda a Eu-
ropa. Os siilididos chrislaos da Porla,especialmente,
sao nma classe de pessoas cujn espirito he devolado
ao commercio, e cujas operages se limitam princi-
palmente R ereagflo da riqueza.
Mr. Cubilen. Os Turros nao s3o chrislaos.
( Ordem. )
Lord J. Russell.Eslou fallando da Turqua
e os chrislaos Torinam parle da populagaodopaizo,
seo honrado membro me permiti continuar (ap-
plausos), alrevo-mc a di/.er, que a mnha argumen-
Wao ser 15o boa romo a argumentarlo do honrado
membro, e lalvez ella v um pouro mais adianto.
Crcio que he a Inglaterra, e nio a Russia, que, du-
rante estas dillcrenras, lein cnn-lanteniente mostra-
do Porla as vanlagens que so devem lirar de una
jusla adminislracao da lei, Tavorccendo o negocio e
o commercio, c por igual dilTusao de privilegios en-
tre todas as classes de pessoas dos seus dominios.
Apoiados.)
o O sullao da Turqua lem sido em grande grao
T.iv oravel a adopgao dcslas justas id.is. Os Turcos
que lem oslado em Franga e na Inglaterra lem es-
tudadu as maneiras e as insliliiiges de ambos os pai-
tes; e, ainda que o grande corpo tenha permaneci-
do em sua primitiva ignorancia, a cousequencia lem
sido que os subditos chrislaos do sullao lem alcanga-
do grandes vanlagens, e j niio sendo tratados como
foram nos primeiros sceulos, com inquadficavel 0-
jusliga e uppressao, bao feilo grande progresso, e,
como o honrado membro lem dilo, a maneira por-
que sao tratados, a lihcralidade com que Ibes he con-
cedido seguir os seus proprios coslumes, a liherdad0
de que gozam cerra do criticismo, e a geral indul-
gencia que se Ibes musir, lem sido urna grande ra-
zao do adianlamcnlo om riqueza e civilisagao que
se lem manifestado nos dominios do sullao. (Ap-
plausos.)
O que desejo ver he a continuarn desle pro-
gresso (apoiados), e que este qiiarlo artigo seja o meio
de eslaheleccr um syslema cujos limites eslao escon-
didos no prsenle que o sullao conceda taes ga-
rantas as potencias chrislaas da Europa, qoe veja-
mos dentro de pouco lempo igualdade enlrc os dific-
rentes subditos da Porta que as pessoas da nossa
religiao tenhaiii os mesmos privilegios do que gozam
aquellas pessoas de oulra religiao, e desl'arle serao
laucadas as bases para a prosperidado daquelle paiz,
que se for eslabelecida por tacs meios, ser urna
prosperidade cocxslenle com a dilTusao geral do
pensamenlo, com n eonliecimento da litleratura c a
tolerancia das opiuiOes religiosas, combinada cora
urna disseminagao de instruegao religiosa c moral, o
que sabemos que o imperador da Itussia uo conce-
der a nenlium dos seus proprios dominios. (Ap-
plausos.
n Sabemos cabalmente quc.iduraute o reinado do
actual imperador da Russia Miropria-rirrulagao da
Biblia, que era lao promovida pelo fallecido impe-
rador Aleandre, hornera do grande benevolencia,
ha sido prohibida caire os subditos russos, e, se o
imperador da Russia, cujo comporlamenlo o honra-
do membro por West Riding tilo conformemente
procura desfargar, conceder-Ibes seguir o seu cami-
nho, anda qu, indubitavclmeiito, exista culto chris-
tn em Santa Sophia, Tura islo urna nodua na socie-
dade que he o evidente signal de despotismo, a
saber, a ignorancia e o barbarismo da popularan ge-
ral do paiz. (Applausos.)
a J disse que esla guerra foi emprehendida, nao
com algum fim especulativo, mas em cousequencia
da aggressao da Russia sobre o sen visinho ; e o hon-
rado membro por Manchcsler, n'uma carta que lem
circulado em todas as parasens, deixou de justificar
nma lal ameaga como a dirigida pelo imperador da
Russia Constantinopla na qual dizia: Se nao as-
signar urna nota, que didarei, em menos de oito
das, o scu territorio ser oceup ido, se a sua princi-
pal celad mo for destruida.> Mas o honrado mem^
hro, ao deixar de justificar urna ola como esla, diz:
<( Mao he mais do que vos mesmos leudes feilo.
Enviastes nina esquadra Alhenas com amcagas
igualmente forte- .i aquella potencia. Mas quaes
erain as circunstancias daquelle caso? O que he
cerlo he que alguns subditos inglezes, vendo-so pre-
jndicadoanas suas propriedades, e nao podendo ob-
ler juslira, a esquadra Toi mandada com o fim de
instituir um bloqucio, e inlerroinpcr o commercio
daqueda praca, al que o objeelo particular Tn.se
alc.inc.ido, mas nunca se peusou em bombardea-
menlo. (Apoiados.)
Fiz estas observages porque o honrado mem-
bro por West Riding e rcterio no principio do seu
mu moderadu discurso nalureza da guerra. Nos.
tu occasian, assim tomo em oulras inuilas, ludo
quanlo eu desejo fazer he mostrar que deve haver
alguma seguranra para o futuro (applauos,i; c soja-
nie permitlido dizer que, tendo exposlo no fim da
disciissiio na priineiru noile da sesso quaes sao as
eslipulages geraes do tratado com ;i Austria, pens
que a cmara permillira que cu nao reproduza os
termos (apoiados), visto que nao desejo i l lud i a c-
mara, nem aprcsenlar um aspecto exagerado da na-
tureza do tralado. Mas leudo exposlo o que oxpuz,
repilo que a mnha rrenga. li, que ainda que nao
contend! nos termos originaes do Iralado, a Austria
reconher.cr que como nao propomos diminuir o ter-
ritorio da Itii-sia, mas dcixar-lhe um grande e po-
deroso estado, exgindo smenle garantas que sao
nao s necessarias Austria, como lambem sao In-
glalerra e*a Franga, os adiados devem obler este de-
sejo.
a Todava, se a lio- a nao consenlir om lermos
lao moderados, como he do nosso dever propor, de-
pois que o ministro do imperador da Russia doclarou
que lem ordem para entrar em negociagoes, mas se
anda continuar na opniao de que o grande projecl"
que foi comegadono reinado da imperatriz Cathari-
na, senao anles, n o qual deve acabar, juntan loe.
a Turqua aos dominios russos deve ser continuado ;
se ello anda for desla opniao, eslou convencido
que antes do principio da seguintc campanha, lcri-
raos a allianca da Austria, tanto as operages of-
fensivas como defensivas. (Applausos.)
ir Declarar-vos-hei que a Auslra nao esta lilleral-
mcnlo obrigada a comporlamenlo algum. Confesso
qne sempre penscique seriamos obrigados a ler una
guerra mui procras'.inada.so a Auslra lomasso parte
nesla guerra conlra nos; mas se a Austria se unir a
mis, como creio que ha de fazer, nos acharemos em
lal posirao que a guerra nao ser procraslinada, mas
que sera prouiplamenlo concluida por urna paz do-
radora, satrsfaloria o honrosa. (Applausos.^ Ora cu
come.ilouve um quidam, que se diz candidato ao
lugar vago do escrivao do civel desta cidade, que
muito se zangn, por eu ler declarado romo cobrara
os emoliinicnlos devidosas minhas bragages, no caso
de quo me dessom esse lusarzinhn, dizcudo que n se
nao nbtivesse o lugar, no qual j se conlava encai-
xado'a nao lor eu feilo aquella declaragao, infalli-
velmenle quebrara com nm lijlo a rara a alguem,
que snppoe ser o correspondente do Diario.
Se me fosse permiltdo Irocar algumas palavras
com esse quidam, cu lhe dara um rnnsclho pruden-
teeu lhe dira : men honifrale. nao fagis tal con-
sanao peguis em lijlo, porque pode escalavrar-
vos as mao-, de que alias precisis bem limpas, e
macias, para tocardos flauta.E de mais.... Sahei
que aquelles que quebrara a cara dos outros rom li-
jlo, Tirara lamben) com a cara exposta a serrclalha-
da de chicote...
Pr'lanlo, nSo vos importis com o queso mo diz
respeito, isto he, rom o que eu lari, caso fosse es-
crivao.
Algucm hoiivo mais quo, lomando as dores por es-
se mesmo qudam, dissesse quo havia de embrulhar
o pobre corrcspondcule em una fnlha do papel ;
com quinto seja osla urna nperagAo, quo me parece
bem costosa, embralhar um homem aporque nm
correspoudeiile he homem'i em una fnlha le papel,
quando em papel s se emhrulha bobo, ou oulra
cousa semelhanle todava, nunca lao rao, por
quantn, om que COOSa melbor se ha de embrulhar
um currespondenle do que n'uma follia de papel, fa-
zendo ueste caso, de almirante Pelrid, quando ein-
hrulhou-sc na bandeira de sua nagao, e lanrou-se ao
mar. dizendo n o Q^ano he o digiiu tmulo de um
almirante Batavo ?!!
Se o dilo omhrulhadur quizer fazer essa operagao
no lliealio, desde j assesuro-lhe que, grande en-
diente ha do ter, e Vmr. fique convidado para vir
assislir a esse espectculo.
A proposito de espectculo, subi liontem a scena
o niuiloapplaudido drama intituladoMorlc do l-
enlo general (lomes Freirem beneficio do Sr.
Santa llosa : a cchente nAo foi ni-, porm podia
ser melbor. O Ihcalro csteve esplendido, c apega
fui bem ejecutada em lodas as suas parles, prorom-
pendo a platea era bravos, e vivas por diflerentes
vezes. ,
Domingo segunde lera lusar a representaran da
peca intituladaI). Joao Tenorio, ou o Convidado
do Podraom beneficio da Sr.* 1). Rila, espera-se
que llavera boa concurrencia, porque essa senhora
leve a lcmhranra feliz de offerecer o seu beneficio a
variossnnhores de influencia no lugar.
A orcheslra he desnnpenhaila por artistas de.-a
praca, mandados vir pelo Sr. Sania Rosa, e vale a
pena vir ver--f, ou antes ouvir-se ; se quizer...
Quinla e sexta passada (Se!) (vemos (roves, c
abundantes chavas, parecendo-mc que j serao as
primeiras aguas.
Conheceii-se pelo ex.imc feilo sobre o cadver d'a-
quclla muiher, quo foi assassjnada na ra da Palha,
como j dio nollciei, que eslava com o peseogo que-
brado, estando alera disso bem adianlada em gra-
videz, at agora lodos os indicios desse crme re-
cahem sobre um soldado do deslaramer.tn: a polica
continua em suas indagigoes.
Conla-soque a febre amarella dcsenvnlvera-se na
pnvoag.m de Vicencia, leudo j.i enfado em poucos
idas cerca de Muta pessoas.
Ale mais ver. -V.
'Carla particular.)
Pois bem A occasiAo ah nos bate porta. Ap-
proxima-se o grito momento de vennos reparada
urna injustiga, que reverle menos em desfavor do Sr.
A n-chispo do que sobre a dignidade e civilisagao do
nosso paiz. Os Piracn.es la pleileiam a causa do seu
illu.tre comprovinciano, ijue o triumpho da cons-
cienca publica sera cerlo e ndispulavol basta saber
quil o iraracnso prestigio, quaes as alTeigoes prorau.
das que goza entre aquelle grande povo, o Exm. Sr.
1). Romualdo Antonio de Seixas, cujo carcter ele-
vado e bondadoso, he credor dessa especie de culto
patritico que lhe Iribulara os seus palrieios. Edes
leem Mi3o de sobra para ama-lo ; porquinlo o exi-
mio prelado junta aos respeitoj da idade grave toda
a ncxblidadeebrandiir.ida mondada, lodos os en-
cantos de una piedade sincera e esclarecida.
Qnemocommunca de perln nao podo deixar de
sentir urna admirarlo intima e profunda pela can-
dura e amenidade do scu tracto, a par da mais Tran-
ca jovialidado. Todo no grande Arcebispo he ma-
do Souza Leo na ponigAo do crme, conrorria mui-
to para inspirarnos juizosife fado maior conscienca.
A tal certeza de alisal viga,opor mais provado qoe os.
leja o crme, que se presume que se na primeira re-
uniAo dosjarados se aprcsenlar o prnpro Quidale,
(era de ser livrc. L Toi o juz. abrir os jurados de
lusazeira onde o espera grande somma de crimino-
sos, e ningaem mais duvida a feliz serle, que a lodos
aguarda. Deo se amercie dos bons, qucdosinjs
ha mnilo qnem delles cuido.
\Mo scenrugando as testas aos erlanejos, e lalvc1
i mnha mais que a de lodos,em observar as alturas
denude nos vem o liquido origen) de todas as rique-
zas. Desaparecern! as rhuvas, e supposto ainda nao
desanimar-nos, s a incerteza de quando voltario, *
se mesmo virio a lempo ja vai dando o que fazer ;
apezar disto, nao tem havldo alteragao nos preces
dos legumes, prova de que ainda ha boas esperangas.
Formou-se no dia 21 do passado na igrej matriz de
villa Bella, a-mesa de revino (segundo me maudou
I
m
gesloso e sublime Exrcllenle amiso, subdito fiel s dizer o compadre ) que regularmente Iraballinram
insliluiggs mooarchicas, prelado exlrcinoso no cun- seus membro, qualifirando apenas uns 900 e lanos,
priracnlo de seus deveres, idealista iucangavel, de-
fensor exlrenuo dos principios da religiAo e dos di-
reilos da igreja, elle rivalisa cora Bossuel no vasto
campo da polmica Iranscendonle, eroparelha com
Fenelon as doguras e coi rente/a maviosa do ga-
rfio!
Os raciocinios sem replica que iridiara em todos
os seus esrripios sao aprescnladns, ora com calor
ora com forga, ontras vezes cora a iincrAo mais doce
e persuasiva, e qnasi sempre em urna lingaasem.
que seduz, que arrebata, que eleva o espirjto as man
alias concepees A historia ecdesiaslica nAoduvi-
dara um dia colloca-lo na vanguarda dos grandes
apologistas da religiao dtrisUa.
E, e como membro da cmara lempnraria, o Sr.
Arcebispo fez lemhrar, nos mais luminosus discur-
sos, a rcpularao oraluria do cardeal Maury, o gran-
de rival de Mirabeau, como membro da cmara
vitalicia ha de iulubitavclmente disputar a pal-
ma ao cardeal de Luserua, cs-e ornamento insigne
da isreja gallicana.
Paremos aqu por ora. Todo a elogio, por mais
completo que podesse ser, sera inferieran eminente
pcrsonagemecclesiaslico de quera me tenho oceu-
pado. Esperemos, pois, a decisao do grande pleito.
Fagamos votos por mais esse Iriumpho da igreja
brasileira, de que he supremo prolector o mais sa-
ino, o mais patritico e generoso dos principes mo
tiernos.
Avante, Paraentet. p de C.
C0RRESP0\I)E\<;i\.
REPABTICAO DA POLICA.
. Parle do dia V2 de Tevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
diflerentes parlicipaees hoje recebidas nesla repar-
ligao, consta lercm sido presos:
Pela delegada do primeiro dislricto desle termo,
Comarca de Pajeu'.
I de fevereiro de 1K.VU
Nao lendoainda visto, e noin haveiuro lempo de
ver o seu Diario em que vira estampada a ininha
primeira missiva de l:i do I.- mez mandante do cor-
ralo auno, e nem mesmo podendo contar de mere-
ccr-lhe as honras de piiblicidadc, c se mesmo lhe le-
ra chegado as nulos, mui natural me sera pr-
me a capa, c depois resolver continuar ou n3o com
um trabadlo para mim gigante, mas como todas a-
cousas em principio menos adigam, nAo he muilo
que prosiga ate que me resalva ao contrario, al
mesmo por me excasar,de ser palito de inmun-
dos denles. Cumprindo pois as obrgagoesdeque eu
mesmo me sobearreguci. passo como poder, a dar-
Ihc noticias desle pequeo lorrao onde habito. NAo
lendo-me tiendo nem mesmo borrAo da minha pri-
meira, c falto como son de reminiscencia, nAo ser
muito que trate de materia que na precedente tinba
tratado,c neslccaso o benigno loilor pausar adianto,
e me escalpara, ailendeiulo que de anlcmao dei
minhas desculpas bem ou mal cabidas; e com effeito,
nAo me lembrando agora onde liquc, vou referr-me
ao que ullimamentc mandn me di/cr o compadre
Caelano do Roso Tosc.ano, para averiguages.
Pela subdelesacia da freguexia do Rerife, Manoel Malheos,que de cerlo he um amigo que cu tenho que
Jnaquiii da EncarnarAo, por insultos, c o manijo ys^^"'lou..ou..do esto mundo nao se adiar oulro me-
glez P.ischoal Cara-nova, a requisigao do respectivo
cnsul.
Pela subdelesacia da freguezia de S. Jos, Izidio
da Silva, sem declaragao do motivo.
E pela subdelegada da freuuezia da Boa-Vista, Au-
gusto, escravo de Manoel Gongalves Pereira, tam-
bera sera declaragao do motivo.
l\ir esta occasao cumpre-mo participar om fado,
que no foi logo levado ao conhecimeiiln de V. Exc.
por ilever sobre elle proceder as precisas indagar ies
e con^iecer das circumslancias de que se elle re-
vestir.
Morando o ilesembargador Manoel Rodrigues Vl'
lares m um sitio na estrada denominada do Bosa-
rinlio, e leudo alli por scu vizinho ao cidado Do-
mingos Caldas Pires Ferreira, susri(ou-sc entre lles
algumas desavengas, cheg'ando eslas ao poni do dilo
Pires esperar que o desembargador sahse da rela-
cAo as 2 't lloras da tarde do dia 10 de> correnle, na
ra do Crespo desla cidade, e ahi araaado de um si-
po o Bggredio o dcscarregnu urna sipoada, receben-
do lambem urna pancada que lhe den desembar-
gador cora niii guarda sol que (razia, depois do que
seguin-se uina lula, da qual foram apartados pelo
Dr. Alcoforado e outras pessoas que accodiram.
Terminado assim esle fado, communicou-me o
subdelegado da fregueiia da Uoa-Visla, por o Hiri de
honlem, que s "i horas da tardo daquelle dia 10,
comparecen perantc elle o Dr. (jervazio ('.ampollo
Pires Ferreira, queixando-se de que indo para sua
rasa na referida estrada do Rosarinho, fura accom-
raciliio pelo Dr. Luiz Rodrigues Villares, que arma-
do de um punbal tentara contra a sua existencia, o
que uo conseguir por se ler elle Dr. Gervazio es-
capado.
Na occasiu que islo se passava, apresenlou-sc lam-
bem ao subdelegado o Dr. Villares acompanhado de
scu pai, represeulando _quc, leudo noticia de que
havia sido seu pai atacado por Domingos Caldas Pi-
res Ferreira, sahira alim de verificar o fado, e que
em caminho cucoiUira una emboscada feila ou
mandada, fazer por pessoas da casa do dilo Pires, com
o lira de o assassnar, pelo que virase obrigado a re-
correr ao quarlel da Soledadc requistando i pragas,
quo acorapanhadas do inspector du lugar, a quem o
official de eslado naquclle quarlel mandara chamar,
o couduziraii) casa.
A' vista disto, uformanilo-se do inspector o sub-
delegado, soube que com efTeto fora elle chamado
pelo oilit-iul de eslado para acoinpauhar o dilo des-
embargador, e que percorrendo urna das cstrhdas,
cnipianto oulro inspector do lugar vizinho percorria
a estrada prxima, nAo foi descoherla emboscada al-
guma, sendo que das pessoas do lugar ncuhuma vira
darcm-.se os fuclos de que os mencionados dnulores
se aecusavam. Pelo que cnlendeu o subdelegado
quo o mais prudente era fazer recolher cada ura dos
qucixosos sua caso, por gao poder visla do ex-
poslo saber de que parlo assistia a razAo, e nao en-
contrar quem podesse imparcialmenle informar des-
se- fados, recommendando todava ao inspector do
lugar que livesse a maior vigilancia sobre a adrada
para prevenir algum acontecimenlo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernamhiico lde fevereiro de 18.").Illm. e Exm.
Sr. consclhciro Jos liento da Cunh i e Figneiredo,
presiden le da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paica Teixeira.
COfflMADO
A CANDIDATURA DO EXM. SR. ARCEBISPO
DA BAHA.
Nesle mmenlo, esla mesma hora talvez, um
grande crlame popular se Iravou enca nirado e vi-
vo nas feriis regules do Cr.lo Para. A escolha de
ura scu representante na cmara vitalicia prcoecu-
pa boje as alleiiges. as iulelligeneas desse povo ge-
neroso. De todos os labios, naquella heroica provin-
cia, rompe um grito patritico e unisono, que re-
pon ule cm lodo o paizElejamos ura senador, so-
ja ello o venerando Arcebispo da Babia !
Oue (andidalo reuni por cerlo mais ttulos be-
iievdencia e gralidao deseos cnnlerraiions Eu qne
nao poda evitar de dar esla expliragao, sem aja | raro limbro de srr Peruainhorano, muilas vezes to-
dzcr arerca d.i materia que se acha iinmcdialamen- "ll" ''o^'jado ser Paraense para dar um voto de con-
t perantc a cmara. Nao tenho ouvido argumento | '"""C e de T*neragao ao Ilustre prelado da igreja
metropolitana !
algum novo esla noile. So os honrados membros
desejam continuar a discussSu, nao tenho objeegao
alguma a fazer, mas parece-mc que a quesiao tem
sido sofficientciiicnle discutida, e quo se passar den-
tro cm pouco, recebar a approvagao geral. (Ap-
plausos.) (The Economisl.)
COMARCA l)E MZARETH.
12 de fevereiro.
Sempre ouvi dizer queQuem se qaeima, alhos | vergonho lacum I
Em verdade, ningnem que refleclir rom Inda a
raima da justira e da razAo dvixar do reronhecer,
que um dos grandes escndalos que o Brasil ha tes-
lemunhado, desde a sua emauciparAo poltica, he
sera duvida a cxcluso injuslificavel do Exm. Sr. Ar-
cebispo da Babia do sco da ropresentagAo nacional,
como membro do nobre senado do imperio d'Ame-
rica !
QuanlM vezes nao tenho visto nacionacs e i-lr.m-
geiios esclarecidos deplorarem essa nexplicavcl e
lor. Principioo por diter-mc, nao ser sensivcl
a rt'a do Pni-teda.quando 0 delegado supplenle lem
sofriveliiiente desempenhado lio ardua larefa, pren-1
dendo c recolhcndo a cadeia diversos presos por de-
nuncias de crimes de raorle, entr'elles um por de-
nuncia de haver Tclo nina raorle em Prancii e ou-
lra cm Cabrob, c que iilliin.-uiienle declamo ser de-
sertor.e que matara debaixo das bailitdeiras de Pedro
Ivo : varios rccrulas, e ludo islo sem precisar do au-
xilio de (jorga militar
Que ni, dia i.) ( de Janeiro ) sabir-1 uina Torga,
com o protesto de prender-se a Fe" lal aqui
para o lugar du Carro Quebrado '"i" Flix foi
principal. qOe -rnaietleram o a"iio |iassado) se-
gnudo minha lembrangaa 7 de agosto^ a cadeia ifiT-
quella villa, e ugirain com ello os mais imporlanles
presos) mas logolodos adcvinbr.ram ser para o meni-
no de que lhe fallci na minha primeira, que malou
ao primo ; o nada colhendo, por nao rem com as
mAos varas levaram uns tres ilesgragados de quem
nao sabemos crme algum. Tambera mandou-mc
dizer o compadre, qne naquclle da dera-se sepultu-
ra a um mogo do uome Jos Laurenlno de Maga-
IhAes, que apenas conlava uns :l() annos, filho do
honrados pas, sendo o quarto que lhe lem morrido
da mesma molestia phlihsic.Vecom'eiTeilo,iaomogo,
casado com menina bella (diz o compadre) um tnico
fitliinlio, devia elle mais que lodos sentir lAo duro
golpe, restando hoje apenas ura nico filho aos ve-
II"'-. que segundo rae diz o meu compadre nAo
julga salvo, que supposto nAo (cuba conhecimentos
professionaes, que nem tanto precisara para julgar
pela cor macilenta c oulros indicios porque annun-
ciaram os qualro primeiros. Que sortc de pais, que
nos seus 70 janeiros vecm limilar-sc sua prole a :i ou
i iielinhos, e esles mal agourados! O meu compadre
que n.lo lem para romigo ceremonias, ludo me diz
e ludo me conla ; por exemplo ; que lia pouco se lhe
pardo o corago ao passar-lhc pela polla um velhoo
ura r.ipatinho amarrados cora cordas, era um lempo
de cnnstliiigao e liberdade ('como diz elle), mas que
podendo ser alguiis ladroes de bodes (rrime esle de
que por c,i ha rauda gente que avada maior do que
lirar-se a vida a seu semelhanle, nao era muito os
exceptuassem de regadas para oulros mais bem mere-
cidas ; mas que averiguado o caso leve em resollado
saber : que naquellas immcd.iges ha um rico pro-
priclario conhecido por Lopila das Pudrirs
(coiihego-o como as palmas de minhas mAos, por niio
ser a primeira ve/, que generosamente me tem em-
prestado do seu dinheiro a 3 e 4 por cont ao mez,
quando a oulros lera dido a 6 e 8, islo com todas as
cautelas de peuhores de ouro, peala etc., que le-
nbam pelo menos o valor duplo, e que no dia apra-
zado deve ser rcsgal.ido ou licar sem mais condigAo
pelo debito, como dizcm que tora aeonlerido) que
possuindo porgao de escravos, s exige delles u ser-
vgoscm lhe importar o que comem e menos o que
veslcni, e daqui o queixiimc de a uns Tallar o boi, a
mudos as cabras, c a lodos a ruga, c que houve quem
se queixasse ao delegado snpplente que os tacs ne-
gros liiham-lbc intado unas enxadas ao lal vclho,
morador dahi algumas leguas ; imutedialamciite no-
lificaram-se guardas, c mandou-sc uina respeilavel
palmilla prender dilo vclho, e por quebras o menino,
mas que chegados ,i barra do tribunal foram iraine-
dialainenteabsolvidos (louvorcs sejara dados ao juiz
urna vez que fossem entregues as enxadas a seu
dono. Talvez alguem queira saber o que -ull'rerain
os negros vendedores das enxadas, mas islo he mys-
terio. O dilo mou compadre he daquelles que nada
Ibc escapa a justas censuras, por cxcraplo, commu-
mcou-me logo depois qne haldadas lodas as dligen-
srias do delegado supplenle para engaiolar o meni-
no que malou o primo, rocorreu a ura meio bastan-
te simples', que foi chamar a um primo e padrinho
do menino, que bem se presuma ser o protector do
dilo, e taes negociagoes liouveram, que este foi em
pessoa levar a victima no dia i de Janeiro, e que
sendo .iopiiii.il publu-a era favor do menino (excep-
(uando-sc o sogro do merlo c mais alguns, ruja in-
fluencia he nuda na sododade) que houve quem
nio louvasse o prorediment do primo c padrinho,
chainando-se-lhe falso, traidor ele, mas cu que nao
sei avadar o mrito de taes eegocs, julgo menos
lelo e mais natural, o padrinho entregar o allhado
a juslira, do que AbrahAoir monlanha cora o filho
nico de sua chara consorte para o... assar.
Consla-rae lerem entrado om julgamento no jur\
de Tacarat 18 processos, quasi lodos por crimes de
morle, quatro foram condenados a gales perpetuas,
o raais ludo ahsolvido, appellndn o juiz de dous;
lodosos mais ernm lAo innocentes que fas de tanta
malvadeza dos juizes,- que liraram laes processos
l.onge'esiou de analsar aronvcuiencia de assim pro-
ceder o nosso jury; seja porcm quai for a vantagem de
tanta impunidado sem o querer sinto-me arrepiarem
se-rae as carnes, e um suor Tro gelar-me os mem
bros. J ouvi mais de um dizer, que a severdade
no eulanto que aquella Tregneza excede lalvez a LOO
volanles. Ja se vai duvidando da viuda do bilalhao,
que na ininha primeira-filtei, e por isso menos as-
sumbrados aquelles que entendan) suceder.iim rigo-
roso recrutamento, e outros licaram com agua na
borra por perderem de ver pela primeira vez um
temo de msica, que leria de basb.icar a muid gen-
io, resoando por estes montes e valles. O lente
Bios, vai fazendo progressos com a sua crlaira, tem
noje orna clientela que o raais abalisado medico da
praca lalvez nao tenha ; e com tal felicidade que lo-
dos os seus curados v,lo com melhoras ( segundo diz
elle ) e apezar disto, quando se pergunla a qualquer
dos doenlescomo lhe vai. responde como respondeu
o ceg: o Dr. diz, que eu ja vou vendo alguma cou-
sa. Cegos, aleijados. peral) licos.mtidos de nascengj
nao menos de :i ja vio fallando, entr'elles ama meni-
na de 2 para 3 annos que apenas pronunciava ma-
man, ja vai pronunciando papmas meu compadro
que isto me manda dizer, acrescenta, que nao se
admira tanto da cura da menina como de duas mogas
irmaas solleras (alias 3 e lodas mudas ) que de ns-
cimenlo So ou foram mudas ; ja urna dellas faiendn
se-lhe bulha a direila percebe, presagio muilteongei-
ro do progresso que vai fazendo o remedio, porque
logo que se lhe reslilaa a ouga nAo ser muilo que
dezem a tagarella. Oulros mudos doentes de diversas
causas e molestias, desengaados pelos mdicos alio-
palas, eslao muilo esperancosos. e eu em abono da
verdade son boje um devolado liomeopathico, econi-
migo outros, como o meu Lopila, que soffrendo de
crnicos achaques niandou-iue ha pouco dizer, que
lambem se ia ourar rom o remedio da lupalhia. Fe-
lizmente lem sido mui pequea a mora ldade des-
lc (ennosegundo me consta, mas queem relico vai
acudo funeslo o anno para as senhoras muiheres,
por nolar-sc, que o mao rnumero das que leem mor-
rido sao de parto, mormenle cu pela minha vehla. de
quem mais nao cont, por nAo valer apena della tra-
tar. Nao quero perder de contar-lbe que por aqu
passou um Dr. ( cujo oome ignoro ) que londo ad-
vogadu as causas dos innocentes de Tacarat vai
juntamente defender aos de Ingazera, e contara-nos.
quenaquelle jury ( deTacaral ) dindo-se impedi-
mcnlo por molestia do juiz de direilo interino, leve
de presidir aos jurados nm juiz supplenle municipal,
que muilo a cusi julgou da decsAo do conselho,
principiando ua forma do cosluraeCoiiformaudu-
ma ele olcarrematou absolvo o reo e pague a roan-
ciabilidade ascustas. la aqui arrematando esla por
de mais cumprida quando passaudo-me pela peda
urna palrulha coramandada por um cadele, condu
lido presos para lugaieira, para all responderera
no jury de suas innocencias, conlaram-me que na-
quella villa IlelU de Serra Talhada se ia dando orna
dissoliirao de familiasdo dia 30 pura :1 do passado,
e que por um Irix deixou de lomar vallo maior. Foi
pena que nAo me soubessem bem dizer lao claro,q#'
melbor oicomprehendesse. Apenas eolhique naquella
villa exisliam urnas braonas frondosas em terreno
que faz parle da principal roa do lugar, era cnjas
sombras se ahrgavam carpinas, passageiros etc. ele.
oque nAo sahiam porque razAo um lal Marambira
era de upiuiAo quodilar braunas fossem conservadas,
e osla era a a opniao geral, mas que por urna cousa_
senaoexpligava, mais que sendo esla opinilurTfoiBa"-
carabira dev iam as braunas ser deslraias, que enlAo
agenlcs da cmara municipal molieran! mAos a obra,
e PejJJipiarati i derrjbar;mas aparecendo ah o dig-
que no comraaudanlesuperior do lugar o Illm." Sr.
Manoel Pereira da Silva,que bem recoohccia'a ulili-
dade de se conservaren! ditas braunas, pode obstar a
coniiuaeo -;. deslruigAo ; e a(ribaindo-se a elle
arcardo-*f'"o Macambira.pozeram em campo todos
os meios para a dita deslruigAo, mas vendo a firme-
za do dilo commandante superior, proteslaram roni-
pimenlo e alliangis lAo antigs como necessarias de
eslarcm sempre de accordo ; e ja se davam prepares
de raudanga das melhores familias do lugar, quando
aquelle digno commandante superior, de alma sem-
pre srande e nobre, e da paz o anju, enlendeo con-
sentir na destroga.0 das braunas, ficando assim as
cousas acelmadasl
. Al oulra vez. Anuo de Chrislo de 1811.
PUBLICADO A PEDIDO.
Ao Illm. e Exm. Sr. Dezemba ga-
dot- Bernardo Rebello da Sirva Pe-
reira.
SONETO.
Qual sabio Saloman, redo, prudente,
Es tu, seiihor, excelso magislrado,
D'Astrea predilecto, filho amado.
Do grande tribunal aslro fulgente.
Se o feito de ti esta pendente
O direilo por t he respeilado,
As leis, x) mesmo cdigo he guardado,
O pleilo se decide sabiamente.
Da vida e honradez do cidado
Symbolisa leu vol a garanda
Contra as iras crueis d'iinpio mandu.
Es | guarda fiel da inouarchia.
Dos pnvos na defeza s carapeao
Conlra os boles rabies da Ivrannia.
Por Josc H. da S.
Rccr<> j de fevereiro de 1855.
YARIEDADE.
SOCIEDEDE ERAL DE (JA.STROMIM1 A.
O que segu heexlrahidode am livrilo que aca-
ba de ser inpresso com o titulo do Pars -Restau-
ran! :
Trala-se de centralisar dcfinilivamciilc a
tronomia ; o de fazer para a mesa o quo se lem feilo
para a circulagao, para a roupa, para a mobilia,
cousas usuaes da vida que ja se eieculam collecliva,
o nao mais fraccionalinenlc.
o Acaba essa grande cenlralisaglo de ser empre-
hendida por nina sociedade rercnlemenlo formada
com o ((ufo soberbo de Sociedade geral de Gatlro-
nomia. Pretende arrancar a corintia a'rolina em
que dejia tanlo vegeta, o tirara cassirola cotilem-
poranca das mAos do acaso, para enlrcga-li s do
progresso.
Sabis o qoe fez para coraegar essa sociedade
que cuten,le que em punios de cozinba, como em lu-
do, os Tactos dizem mais do que as palavia. '
o En; um dos mais bellos bairros de Pars Tundou
ella ura juntar brilhante de iclualidadc, noiinlio,
modernissimo, qoe vai T.izer una revolugao no con-
sumo contemporneo.
. Vede esse palacio de invern que se erguo pa-
ra abrigar a cohorte jamante que se vai adiar no
meio de um jardiin de invern camelias, cactos,
geranios.'fuchsias com seus cachos do purpura rode-
ara as mesa, sera fallar de qnadr*, de estatuas
Iroscas comoa noile. de repuso* expandidos* susur-
rantes aos mil fogos do gaz. Pois he certo que
jaii!a-se muilo pelos odios c ar ar he n irla.
mae.lo de quanlos cntrom pas actuaos casas de
paslo.
Ahi ter-se-h.i cedeza de respirar emquaulo ..c
come.
(i J vos vemos iatostade rom n roaravilhas aqui
descripta-, esperar o maldito momento de pagai a
desposa,
(i L'm janlar l.lo de fidalgo, de prncipe no meio
dos nossos coslumes de econmico hurguez !
Pois licai j saliendo para nao vos assuslardes
mais: o janlar rusta 5 Trancos.
Cinco Trancos Pois nao os gastamos lodosos dial
na< tristes casas a quo nos leva a sorle !
Conlai, calcula!, vede, vos que janlais (ios ou-
lros me nao dirijo ) vede se por Uo pouco pde-ee
Taier cousa preslavcl.
1 ?
MUTILADO


DIARIO DEPERMIBUIO, QUIRTA FIRA l DE FEVERElRO DE i855.
v
\ -
I
Para nao exceder de muilo cssc algarismo, lie
indispensavel a quera anla eslar de pruino na m.lo.
a Conslruo-se urna eslrada do ferro que da coii-
nli.i val (er as mesas.
Salve! salve! immorlaes wagn do assados,
guindos, de perdiies. que alii chegam fumesando a
lodo o vapor !
n F.m Mijo eteganliaino passar-se-hao s horas
depois de jantar de um modo lodo oriental. Alii re-
unir-se-haoesses fiuanceiros inlelligcnles, esses divi-
nos pregui^nsos que vos consolam com dcsinlercssadas
Palcslradas,, aborrecimonlos da praca c da polilica.
Felizes os que nesse myslcriosn asylo souhcrcm
formar una derradeira oasis do descuidos,- socego.
Possam-nos elles dar um lano dessa vida re sa-
lao, cujas parccllas vito-nos de da em dia arrancan-
do as libernas fumosas, o os clubs inspidos.
{Peridico dos Pobres no Porto.)
COMMERCIO.
PRAVA DO RECIFE 13 DE FEVERElRO ASI
HORAS DA TARDE.
Cotace olllciaes.
Assucar mascavado ordinario1$300 por arroba.
Dilo Hilo bom19680 idem.
Dito dito escolhido19760 idem.
Dilo braurn someno159.V) idem.
Dilo dito 4.a sorle2*J100 idem.
Cambio sobre Londresa 28 60 d(v.
ALFApiDEt'.A.
Rendiroenlo do dia t a 12 .
dem do dia 13......
I ISr-Jffrsfi'Jfi
17:4489344
I33i7140t0
Dttearregam hoje I i deffteiro.
Barca ingleGeneral 7reen/Wllaivas e ferro.
Barca inglezaQueenhacalho.
Krigue ingle Wm. Puntonidem.
Brigue inglezKelpieidem.
Barra americanal'iekeryfarinba de trigo.
Barca francezaPernambucomercadorias.
Importacao".
Barca insiera /tdmiral Gren/ell. vinda de Liver-
pool, consignada a J. Ryder & C. manifeslou o se-
guinte:
.11 fardos tecidos de algodSo; a N. O. Bieber & C
2 barricas estando, 1 caia peilos do camisa e cha-
les ? a Barroca 4 G-sIro.
1 caixa cobre em fbfha. 1 barrica presos de com-
posiran, SO barris manteiga ; a Roilic Bidoulac.
10 borricas en\adas, 1 dita culilaras, 6 ditas fer-
rasen, I cana dita, 1 barrica metal, 1 cala bicos,
6 fardos fio, 1 caUa com dous livros c urna prensa,
ti fardos tecidos de lila, 5 caivas linlias ; a E. II.
Wyall.
2 canas lecidoi lie seda, 1 dila dilos de algodao e
ferragens; a Feidel Piulo 4 C.
5 fardos tecidos ile linlio, 5 caitas dilos de alsodao.
6 Higos louja, 50 barris manteiga c I cesto amostras
de lonja ; a Jonhston Palcr & C.
1 caixa livros; a F. Kern.
8i feixe e II rolas ferro, 30 toneladas carv-io,. 11
(lilas dilo qoeWrtrlo, 11 ditas; 0 qiiinlaes, 2 arrobas
e 1i libras fero>; a D. W. Boumann.
f caita hiscoilo de soda, :i barris presuntos, 2 ca-
xas qneijo-s, t barrica moslarda; a Machado & P-
nheiro.
9 caitas lecidosde linho, I dita dilos de isa, 2 (li-
las sellins, 11 i faldas Wo caixas tecidos de algodao;
a Adamson llowie & ('..
-i crranles, t barricas ferragens; a ordem.
t caixas vidros ; ao arsenal de marinha.
34 caixas tecidos do algodao, 5 ditas dito de linho
algodao, ditas miodexas ; a II. Gibson.
barris cerveja, 50 barr* manteiga; a J. I".
Bastos. 4^H
1 Tardo tecidos de Ma, 5 dilos dilos de algodao, 20
barricas salitre, 50 saceos pimenla, 1 embrulho ob
jeclos deescriptorio ; a M. Calmont III Tardos lecidos de algodao ; a Brunn Praeger &
Companhia.
36 fardos e 38 caixas lecidos de algodao ; a James
Crablree & C.
* barricas copos, I dita c 1 caixa ferragens, 10
fardos tecidos de linho, 21 caixas miudezas, 1 em-
brulho relogio, 1 gigo mangas de vidro, 5 fardos fin;
acames Halliday.
. 1 caixa entilaras ; a L. A. de Siqueira.
38 caixas tccides de***al20dito, 5 ditas chapeos de
sol do algodao ; a Patn Nash & C.
1 caixa ferragens, e 32 laixas de ferro; a J. P
J011 listn C.
1 caixa bicos; a Timm Mousen j C.
158 fardos e 81 caixas lecidosde algodao ; a Ros-
Iron Rooker & C.
1 caixa piano forte, I dila instrumentos de rirur-
gia,10 fardos tecidos de algodao, 19 caixasdilos dito;
a Rosas Braga & C.
152 fardos, 60 caixas lecidos de algodo; a J,
Ryde: & C.
28 barricas ferragens ; a Souza & IrmSo.
10 toneladas carvio qucimaile, 20 ditas ferro bru-
to, 6dilas9qointaes e 2 arroba ferro, 1 caixa relo-
gio ; a C. Slarr & C,
2 wixas lecidosde algodao ; a J. Keller & C.
81 fardos e 46 caixas tecidos de algodao, 16 dilas
dilo de dilo e linho, 2 fardos baela ; a Fox Brolheers
&C.
* Mecos embrulhos amostras ;a diversos.
Hiale nacionalnrenchel, vjndo do Ararais, con-
signado a Jos Mauoel Martins, manifeslou o se-
guidle :
20 pipas abatidas, i mullios de arcos para as mes-
mas, 262 cooros salgados, 370 meios de sola, 21 sac-
eos feijao, 31 ditos gomma, 265 dilos e 2 bicos cera
de carnauba. 2 caixas pennas de ema.
Brigoe inglez Kelpie. viudo de Terra Nova, con-
signado a Me. Calmonl'& C, mauireslou o sesuinle:
2.200 barricas hacalho.
Barcaca Paquete dn Norte, vinda de Mamangua-
pe, manifeslou o seguidle:
50 saceos millio, 86 ditas a Igodao ; a Moreira &
Primo.
Barcada Santa Clara, vinda d- Parahiba, mani-
feslou o seguiht* :
145 barricas vallas, G pipas dilas, :i sarco mi-
Iho : a ordem.
Barcara Borbolela, vinda da Parahiba, manifef
lou o seguinte:
g300 emires de cabra, 1 porcao de pcxesecco, JO
mullios palha de carnauba, 60 alqueire de sal; a
ordem.
Barcaca nacional Amelia, vinda de Marn, manh-
mstoii o sesuinle :
1 porra de peixe secco, 36 alqueires de sal, 225
molhs do palha, CO couros miudos, 31 dilos Mi-
gados ; a ordcin. ,
CONSULADO ERAL.
Remlimenlo do dia 1 a 12.....29:5769924
dem do dia 13........6:3649740
SBA449664
DIVERSAS PROVINCIAS.
Ron,lmenlo do da I a 12 ,
Idem do dii 13........
2:37lj35
1841763
2:5599119
Exportacao'.
Valparaiz": barca chilena Calharina, de 501 to-
neladas, ceyduzio o seguinle : 19,968 arrobas e
24 libras deassucar.
Sliirkliolni, brigc sueco Superior, de 270 tonela-
das, conduzo o sesuinle : 6,000 couros salgados,
1,350 siccos com 6,750 arrobas de assucar.
Marselba, brigue france/ Courageuse /ingenie,
de 946 toneladas, conduzio o seguinte :__2,600 sac-
eos rom 43,000 arrobas do assucar.
I.ivcceool pelo Rio (iraudc do Norte, galera ingle-
/a Seraphina, de l. toneladas, conduzio o seguin-
le : 200 sacros aun 1,029 arrobas e 30 libras de
algodao.
RECKBEDORIA Ili RENDAS I.MKRKAS I.E-
RAIiS I-E PERNAMBUCO.
Reiulirneiilodndial a IJ......&8M#947
Idom do dia 13......
>77-582ll
9:469*767
CONSI I...HO PROVINCIAL.
Rendimen Indo dia
Idem do dia R
a 12.
26:6279692
3.-6594110
30:286-3802
MOVHWENTO DO PORTO.
Satio nitrados no dia 13.
New-Caille50 das, brisue inglez tfellingloii, de
209 toneladas, cipitao David Curameng, equi-
pagemO, carga carvao; a James Ryder & Com-
panhia, Ficou de quarenlcna por j dias pela re-
pnrlicao da saude do porto.
Da commissiloEscuna nacional /.iitdoia, comman-
dantc Joaquim Alvos Moreira.
Nados taludas uo mesmo dia.
SlorkholmBriguo sueco Superior, capillo C. A.
England, carga assucar.
ColingubaIlialc braslero Sergipano, mcslre
Hcnrique Jos Vieira da Silva, earga hacalho.
Passageiros, Dr. Antonio Freir de Mallos Brrelo
c 2 criados, Manoel Viclorino de Menezcs.
EDITAES.
Olllm. Sr. inspector da loesoraria provincial,
em cuinprimenlo da ordem do Eim. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propriolarios abai-
Termodo prolesloAos 22 do novembro de 4854
nesla riiLde do Rocife, peraiilo mim o as leslcimi-
nhas abaixo nsMgiiadas.disse o major Manoel do Nas-
cimento da Costa Monleiro que proleslava contra a
viuva.eherdeirosde Joiio Iranrisco dos Santos Si-
queira, na forma declarada em sua pelicao retro e
supra, e de como diss, e proloslou na forma em dita
pcliran que (ira scmlo paite da presente, aaatgnoa
rom as leslcmiiulias aliai\o declaradas. En Joaquim
JosoPcreira dos Sanios, esrrivao o escrevi.Ha-
noel do Nutrimento da Costa Monleiro.Jemny-
mo Theotonia da Silva Lourciro.Joo de llanos
Urandiio.
Certifico qiieasendo nesla ciliado do Rerife inlimei
a peticfio o protesto rclro, o supra a D. Ilenriquela
Mara de Mello .Siqueira, o ficou entendida. Kecife
28 de nonembro de 1854.-Em f de verdade .1/;-
xo mencionados, a enlresarcm na mesma Ihesoura- '""' Morda de Souza Mma. ollicial dejaizo.
ria no prazo de 30 diis, a contar do dia da prmeira
publiracao do preaenle, a importancia das quolaa
cem que de\em entrar para o calsaracnlo das casas
dos larsos da Penba e Ribcra, conformo o dsposlo
na lci provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
da rnlrcga voluntaria sera punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6 do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1851.
Largo da l'enha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
4. Viuva c herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcauli...........
6. Mara Joaquina Machado Cavalcauli. .
8. Joaquina Machado Porlella......
10. Andr .Vivesda Fonseca........
12. J-'rancsco Jos da Silva Maia.....
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de MaralinoJos
('ahilo..... ...........
3. Iguaria Claudina df Miranda......
5. Auna Joaquina da Conceiran......
de Figueirjajt .
6O9OOO
544400
254900
219600
369IMIO
I2.36OO
Em rumpriini'iilo do que mandoi paaMr a presen-
to caria de edilos com o prazo de 30 dias,pelo Iheor
daqual hei por citados os sopraditoa para o conleudo
quenosla vui transcripto alim de coniparcceicn por
si ou scu procurador a prmeira audiencia deste jul-
io, queter bisar a imnieliala drpois de lindoo di-
lo prazo, sob pena de correr a rau-a a sua revelia
al (mal scnlciic.i e sua execurao. Polo que loda e
qiialquer pes.soa.amigusou coiihecidos prsenlos dos
supplicados os pdenlo fa/.cr srienlc do que lira ex-
poslo o o porlciro respectivo publicara c anisar a
presente nos lugares designado; pelo cdigo do rnm-
mercio, e ser publicada polo Diario de Pernam-
tmeo.
Dado e passado nesla cidade do Rerife de Per-
9. Omesii
11. Viuva e herdeiros de CaelanoCarvalho
Rapozo .................
13. Os mesmos..............
15. Caelano Josc Rapozo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirlo Sanio
19. Joao Francisco Regs Coclho.....
21. Antonio Machado de Jess......
23. Jos Fernandos da Cruz........
25. Joaquim Josc Baptisla........
309000
954300
119400
219600
219600
219600
219600
25-3200
534500
109800
199000
119800
ra de Portas n. 26 com 28 palmos de frente o 70 de
fotjdo, co-nlia fora, pequea quinl.nl. murado, eom
porl.ao para a rna do Bruin, penlioraila a Isabel
Francisca por Fraucisco Jos Simes. por 7009000
rs.; dila do sobrado na ra do Apollo n. 17, com 18
Palmos de frcnle e 80 de fundo, cozinlia dentro e
pequeo quintal, peuhorada a Joaquim Nunes da
Silva, por 1:5009000 rs. ; dila terrea Da ra do Joao
Fernandas Vieira o. 46, com 22 palmos de frente e
58 do fundo, quintal em abarlo pelo lado do sul, c o
mais murado, a qual soacha em armazem, penhora-
hi a Candido de Alhnqurrqne Maranhan, por 3503
rs. ; dita na fregnezi da Ba-Vista lravos< do
Mondejo, berro das Barren** n. 7, a qnal serve de
olaria, com urna so porta de entrada na frente, Icn-
do o quintal cercado, por 9009000 r., rnh*ordda a
Francisco Ribeiro Pires; urna dita terrea na roa
Direila do Afosados 11. 3, rom 23 palmos do frente
c 90 de fundo, co-inha fora, quintal murado a ca-
cimba propna, penhorada a Jo- Martins de Mello,
por 8009000 rs. ; um pequeo sitio na fresueria dos
Afosados ra da S. Misuel, com alguna arvoredos
de fruclo. o orna casa terrea de vivenda n. 130, rom
7 palmos do frente e 33 ditos de fundo, a qual nao
est definitivamente acabada, penhorada a Manoel
Ci.ncalvesServina, por 2509000rs. .-, p,1rtP (|tj ,
aobrado na ra da Senzala Vclha do bairro do Ro-
cife n. 100, avallada por1:21S;20 rs., que fuLdada
a (alenda por pagamento de sello do heranr-nro in-
ventario do fallecido padre Domingos AObnso Ri-
gueira ; o terreno da casa lerrea de taipa n. 52, sita
no boceo do Quiabo da freguezia dos Afogados o
qual lera 30 palmos de frcnle o Sil de fundo, o una
nainliuco 8 de fevereiro do 1855.Eu Joaquim Jo- ; porcao do lelha, penhorada aos lilbos d liento la-
le Pcreua dos Santos, cscrivan o snbscrcvi. j quim de Carvallio, por 259000 rs. ; 20 cnxadas de
ferro a 560rs. rada urna pcolioradas a Joo Fer-
nandos Prenlo Vianna; urna mesa redonda de ama-
Cuttodio Manat da Silva Guimaret.
Joao Ignacio de Medeiros Reg, rommerciante ma-
57498OO
E para constar se mandou aullar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de janeiro de 1855. o secretario,
Antonio Ferreir d'Annxtnciur?i<>.
O lllm. Sr. inspector da tliesouraria provin-
cial, em imprmenlo da resolucn .1 junta de fa-
zenda, manda fazor pqblcn, que a arrematarlo da
obra do segundo lauco da estrada dos Remedios' foi
transferida para o dia22 docorronte.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial do Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreirada Annunciariio.
O lllm. Sr. inspector da Ibesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da rcsolucao da junta de fa-
zenda, manda fazer publico, que a arremataran da
obra dos reparos da'quarla parle da estrada de Pao
d'Alho, foi transferida para o dia 22 do rorrentc.
E para constar se mandou allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.-0 secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciariio.
O lllm. Sr. inspector da tlicsnuraria provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. pre-
sdeme da provincia, manda convidar aos propriela-
ejxo mencionados a entregaren; na mesma
ia no prazo de 30 das, a coolar do dia da
ublicai-ao do presente, a importancia das
olasssjom que devem entrar para o ealcamenlo das
asas da ra da Penba e tres da ruado Rangcl,
conforme o dsposlo na le provincial n. 3.50. Ad-
verlindo que a falla da entrega voluntaria sera pu-
nida rom o duplo das referida-, quolas na conror-
mi.lade do arl. 6 do rcgulamento de 22 de dezem-
bro de 1854.
na da l'enha.
N. 2.Herdeiros de Joaquim Jos Fer-
reira..........
4Julin Porlella.......
ti.Nuno Mara de Salas. .
1.Herdeiros de Jos Mauricio de
Oliveira Maciel......
3.Dilos de Caelano de Carvalho
ltapoze.........
5.Dilos ditos........
7.Domingos Jos da Costa. .
9-Francisca Benedicta dos Pra-
zeres.........
11.Jos Moreira da Silva." .
13.Julio Porlella......
15.Paulina Maria......
17.Alonio Luciano de Moraes Mes-
quila Pmenlel, e herdeiros de
Manoel Paulo Quiutella. .
19.Herdeiros de Manoel Paulo
Ouinlella e Francisca Salusla-
"a da c'<"-....... 509100
21Herdeiros de Manoel Paulo
Ouintella e Francisca Saluslii-
na da Cruz.......
23.Joaquim Jos da Costa Fajoses .
25.IrmaudadedaaAlmasdo Recite.
27.Joaquina Maria da Purificara.,.
99.Viuva e herdeiros de Antonio
Joaquim Ferreira de Sampaio.
31.Marcolno Conralves da Silva.
33Francisco Jos da Silva Maer.
Ilua do /ngel,
'i-Francisco Antonio de Uliveira
Jnior........
79.Dilo dilo dilo. ......
81.Maria Annunciada Adelaidc
Alves da Silva,.....
Iriculado, dcpulado coinincrcal do tribunal de
rommercio da provincia de Pernambuco o juiz
commssario Horneado pelo mesmo tribunal.
Fajo saber que nao leudo comparecido na rcu-
nao, que leve logar no dia 23 docorronte, os rre-
dotes da casa fallida de Oliveira IrmSS& Compa-
nhia, Leonino Brotliars, Jacomo & P. Irm."
6O9OOO CarDOI,'i Gamba Scomo & Mello, Freres Bosanero,
Anlonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaos tV Pas-
sos, Viuva Scve, Sebastiao .lii* de Figueiredo, que
residen- fora deslo Imperio, ou dentrodelle, mas
em domicilios nao condecidos, por nao ler sido a
convocaran fcila segundo o arl. 135 do regulamen-
lo n. 73S de 25 de novembro de 1850, convoco pe-
lo prsenle cdilal a ditos eredorea para que coinpa-
reram no dia 4 de junho do corrcnle anuo, pelas 11
horas da manhaa, em rasa da minha residencia na
ra da Cruz n.O do bairro do Recile, alim deque
reunidos em minha presenca, com lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen! os seua
crditos, se forme o contrato do uniao, e se proce-
da a iioineacuo de administradores dos hens da di-
ta rasa fallida, adverlindo que iipiihnm credor se-
ra admitilo por procurador se esle nao tiver pode-
res especiaos para o aclo, c que a procurarlo nao
pode'ser dada pessoa que leja dcvrdora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar por
doos diversos credores. Em cumprimenlo do que
lodos os credores da referida casa fallida compare-
ram em dilo dia c lugar designado, sob pona de
se proceder a suas revelias.
E para que cheguc ao ennhecimento do lodos,
mandei passar o prsenle edital, que sera aflixado na
prara do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco. Dado e passado nesla cidade do Re-
cile de Pernambuco aos 27 dias do mez de Janeiro
de 1855. Eu Dinamerico Aususlo do Reg Bangel.
Escrivao juramentado o escrevi. Joao Ignacio de
Medeiros llego, juiz do rommercio,
Jos Antonio Bastos, romniercianle matriculad o
depiitado commercial do tribunal do commercio
da provincia de Pernambuco, o juiz comms-
sario. *i
369000
3996OO
609000
9O4OOO
789000
3691X10
4392OO
459OOO
279000
189000
57.3OOO
N.
7:19800
819000
57.36OO
369000
529200
309000
639900
939600
259500
E para constar se mandou allixar o presenel e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 10 de fevereiro de 1855.O secrelario,
Antonio Ferreit a d'Annunciariio.
CARIA DE EDI IOS.
0 Dr. Cuslodio Manoel da Silva Guiinarr.es, juiz de
direilo do civel, c commercio desla cidade do Ro-
cife do Pernambuco por S. II. I. e C, que lieos
guarde ele.
Faro saber aos que a prsenle caria de editos vi-
rom, ou delta livercm nolicia.em como o major Ma-
noel do Nascimenlo da Costa Monleiro, me fez a pe-
licao doIheorseguinte:
Diz o major Mruoel do Nascimenlo da Costa Mon-
eiro, que sendo credor de Joao Francisco dos San-
tos Siqueira porduas lellras a prmeira de 2:100:-.
rs. vencida em 22 deoulubro de 1842, alero dos ju-
ros eslipulados de um e meio por cenlo, saccada pe-
lo supplicanle, e aceita por dito Siqueira, c a segun-
da da mesma ouanlia saccada isualmenle pelo sup-
plicanle, e aceita por aquello Siqueira a vencer em
22 do fevereiro de I83, que sondo endossadas An-
gelo Francisco Carneiro foram pelo supplicanle pa-
gas, as-sn como de urna terceira lellra saccada por
Joo francisco Chaby.garanlida c paga polo suppli-
canle, vencida em 4 de abril do 1843, no valor de
7879755 rs. em moeda de prata, e de outra quarla
no valor de 1:206**70 rs., tamben em prata, Meca-
da pelo mesmo, vencida em i do abril de 1845 alm
dos juros estipulados che-a a sua noticia haver elle
fallecido e como queira o supplicanle segurar o scu
direito.ieqoer 1 V. S. que o admita a protestar pela
Cohranra deslas Icltras e de seus juros para que so
nao complete a prescripc,ao como permiti o arl.
433 5 3o do codigu do commercio, c como nao sejam
conhecidos seus herdeiros, quer faze-los citar por
edilos, rilan .Id-ge em sua propala pessoa a viuva di.
dilo Siqueira, I). Ilenriquela Maria de Mello Siquei-
ra alim de que produza o protesto o seu devidu ef-
feilo. Pedo ao lllm. Sr. Dr. juiz da primeira vara
do commercio II10 mande lomar o protesto pela for-
ma requerida.E. R. M.Alcolorado.'
Distribuida, como requer. Recie 22 de novembro
de 1854.SUca Uuimaraet.A anlosOleira.
E mais seiio conlinlia em dila pelicao, despacho,
distribuicae, depois do que seguia o termo de proles-
lo, citado e verba do sello do Iheor seguinte :
Faco saber, que no dia 9 do junho do Crrenle
anuo pelas 11 horas da rainhaa na cesa d minha
residencia na ra da Ca lea do bairro do Kecife
11. 34 ha de ter lugar a rcuuiao .los credores da casi,
commercial fallida de Richard Roylc na conformi-
dade do artigo 135 do regulamento n. 738 de 25 de
novembro de 1850, afin de que reunidos em minha
presenta todos os credores, vcrUiqucm os seus ere-
ditos, rorinem o contrat de uniao, e procedam a
Hornearan de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverlindo quo iionhum credor scr.i ad-
millidn por procurador, se esle nao livor poderes
r
especiacs para efacto, e que a procuradlo n'io pod
ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
diversos credores. Em cumprimenlo do que bulos
109f>200*cr,,||"res ** r,,|'cril'1 c;|-'' fallidacompareram em
^lilo dia e lugar designado, sob pona de se proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao coiihecimenlo de todos,
mandei passar o prsenlo edital, que ser afiliado
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
Pernambuco.
Dado e passado nesla cidade do Recife de Per-
nambuco aos 8 dias do mez de fevereiro de 1855.
Eu Dinamerico Augusto do Rogo Bangel, escrivao
juramentado o escrevi.Jos Antonio Basto, juiz
commsario.
Joao Pinlo de Lemos, commendador da ordem de
Christo, commerciaule matriculado, dcpulado
commercial do tribanal do commercio da provin-
cia de Pernambuco o juiz comniissario:
Faco saber que nao leudo comparecido na reuna o
que leve lugar no dia 19 de Janeiro do corrcnle au-
no, os credores da casa commercial fallida de Deanc
Voule & C, que residem fora desle imperio ou den-
Iro dcllc, mas'cm domicilios nao conhecidos, por
nao 1er sido a convocarlo feila segundo o arliso 135
do regulamenlo 11. 738 de 33 de novembro de 1850,
convoco pelo prsenlo edital a dilos credores,*para
que comparecam no dia 11 de junho do corrcnle
anno pelas 11 horas da manlia, na rasa da residen-
cia dos mesmos fallidos, na ra da Cadeia do bairro
do Rocife n. 52, alim .le qua reunidos em minha
presenca lodos os credores da referida rasa fallida,
verifiquen os seus crditos, deliberera sobre a con-
cordata ou formem o contrato de uniao e procedan*
0 a nomearao de administradores dos bens da dita ca-
1:2479100 Sa/-""'''"i adverlindo que nenhum credor scr.i ad-
-:il(ido por procurador se este nao liver poderes es-
iaes para o aclo, e que a procuradlo nao pode ser
'ada a pessoa que seja devedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
credores. Em cumprimenlo do que lodos os (redo-
res da referida casa fallida, comparecam em dilo
dia e lugar designado, sdh pena de se proceder as
suas revelias. E para que cheguc ao coiihecimenlo
de todos mandei pastar o prsenle edital. que scr
afiliado na prara dn Commercio c publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dadn e passado nesla ri-
dade do Recite de Pernambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Dinamerico Augusto do Ileso Rangel,
escrivao jtrramenlado o escrevi. Joo Pinto de Le-
mos, juiz commissario.
Olllm. Sr. inspector da Ibesouraria previ U-
rial, em cumprimenlo da rc-oluro da juula da Ca-
lenda, manda fazer publico, que os pretendenles de
qualquer arrematado devem apresenlaros docu-
mentos necessarios para prava da i.loneidadc do seus
fiadores, nao leudo lusar a nlesarao de que oolros
j 1 protii-ap a mesma idoneidade.
E para constarse mandou afiliar 0 prsenle e pu.
mili
peci;
dada
blirar pelo Diario.
Secrelario da Ibesouraria provincial de Pernam-
buco 18 de fevereiro de 1855.O secrelario, Anls-
nio Ferreira da Annuciaciin.
DECLA3ACOES.
No dia quarla-feira I i do rorrele, linda a au-
diencia do lllm. Sr. Dr. juiz dos eilos da fazenda,
que cosluma aser as 10 lloras do dia, na saladas
audiencias, va a prara pela ultima vez os segoinles
bens: a renda aunual da casa terrea n.3 da*rua da
Senzala Nova, penhorada a Joaquina Maria da
Conceirao, por 489000 rs. ; dila de dila na ra Di-
reila dos Afosados n. 84, penhorada aos herdeiros de
Jo- Manoel de Oliveira. por 189000n.; dila dila
da ra da Gloria n. 27, penhorada aos herdeiros do
padre (ioncaio Joso de Oliveira, por 1209000 rs.;
dita dita do sobrado n. 38 contendo dous andares c
relio envernisada de prelo, por 105000 rs. ; duas
bancas de angico avahadas por 109000 r<. ; doze
cadeiras de jacarando, cada orna avahada por 2j
rs. : os quacs. bens foram penliorados para pasa-
menlo da fazenda provincial, por executes felas:
quem quizer arrematar os referidos bens, comparec
no dia c hora indicado. Recie 10 de fevereiro de
1855.O solicitador da fa/.endajiroviucial
Jote Muriaiino Je Alliui/ueri/ite.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, quo o prazo do 30 dias para a cohranca do
imposto de 4 por cenlo linalisa-se no dig ts do cor-
rente: os que deizarem de pasar o referido impostn
no praijD mencionado, incorrem na mulla do 3 por
cchIo sobre o valor de seus dbitos.
CONSELIIO ADMINISTRATIVO.
O conselbo adininislrativo em virlude da aulori-
lacao do Exm. Sr. presidente da provincia tein de
comprar os ohjerlos seguinle:
Para os msicos do 2. tataihSo de infantaride
linha.
Bonetes de panno mesclado com n. 2 pralcado o
conforme, o (sorino existente no arsenal de guerra,
27 ; rharlaleiras rom mei.is las c 11. 2 pralcado pa-
res, 27 ; floretes com polillos dourados, baiulias de
r 01ro prelo envemizado comboccaescponteiras dou-
ra las. 27 ; (alabarlos de couro braqco envernizndo
com chapas de melal dourado e com armas naco-
nacs, 27; cinlos de conro branco enverni-ado cun
chapas de metal dourado, 27> panno mesclado con-
forme a amostra existente no arsenal de suerra, co-
vadoa, 135; bolocs convexos de melal dourado rom
11. 2 e dselo Kjlhas do dimetro, 178 ; dilos dilos
com o mesmo n. o do 5 linlias de dimetro, 216:
COllBlea prelos, pares, 27.
8. balalhnode inantaria.
Boneles, 80 ; grvalas de sola de lustre, 80 .man-
tas de lia, 355 ; panno verde escuro entre-lino co-
vados. 1983 ; brini branco lzo, varas, 41K) ; also-
daosinho, varas, 210 ; panno prelo pira polainas,
eevades, 170 ; boles convexos de melal bromeado
com n.8 de melal amarelln e de 7linbas de dime-
tro, 1120 ; dilos dilos com o mesmo n. e do 5 linhos
de diimelro. 800 ; ditos prelos de osso, grozas, 10 ;
dilos braneos, gruas, 20 ; lapatos, pares, 80; eslei-
rs. 80; cordn de lia prcla de una linha, e gro-
sura, varas. 320 ; col teles prelos, pares, 80 ; panno
cr de rap para as sobrecsacas e Calcas, covados,
119 ; chifarolcs com hainh's de conro prelo enver-
niado. bocaj o ponteara li/.os dourados, punho de
bano guarnecido do melal dourado, 27,
9. batalhao da infamarla.
Beles, 344 ; grvalas, 376 ; mantas do Ha, 376 ;
panno verde escuro ciilrc-fiio, covados, 146K ; hol-
landa de forro, covados ; 1035 ; hrim branco lizo,
varas, 1720 ; algodaozinlio varas, 1029 ; panno pre-
lo, covados, 86 ; esleirs, 343 ; npalos, pares, 318;
boloes convexos' de melal bromeado com 11. 9 de
metal amarcllo c de 7 linhas de diamelro, 4830 ; di-
los ditos com o mesmo n. e de 5 liabas de diame-
lro, 3150 ; ditos hranous de osso, crozas, 71 ; dilos
prelos de dito, grozas, 04 ;cordao de lea prela de
nina linha de grossura, varas, 1380* cbeles
prclo, pares. 345.
Para o meio batalhao da provincia da Parahiba.
Bonetes 194, grvalas 74, panno azul entre-lino
covados 825,hollandade forrolcovados 682,brim bran-
co liso varas 1003, panno prelo para polainas covados
69, algodaozinho vaias 621, maulas deba 71, pares
de sapalos 403, botoes convexos de melal dourado de*
7 linhas de dimetro 2316, diosl dilos de 5 linhas de
dimetro 1940, dito prelos de o-so grosas 29, ditos
branco de dilos dilas 40, cohetes prelos pares 191.
Para o lObalalhao do nlanlana.
Sapalos, pares 281.
Companhia de artfices.
Reles 75, grvalas 72, maulas de 13a 72, brim
branco liso, varas 408, algodozinliOjifaras 261, pan-
no prelo para polainas, covados 25,sflalos, pares 88,
esleirs 88, boloes convexos de 'nejjnl dourado com
n. 3ede 7 linhas deUliamelrn 1050,-dilos dilos de
melal dourado como mesmo numera e de 5 linhas
(75, dilos prelos de osso, grosas 12, dilos braneos do
dilo, dilas I",.
Sccrclaria da delegara do corpo de sai; Ir nesla pro-
vincia.
I.ivro em branco paulado de 100 fallas I, dito
dilo de 200 fallas I.
1." batalhao de artilharia.
Panno carme-im para vivos e vistas, canudos 150,
copo de vidro(!.
Companhia de ra\ aliara.
I.uvas de caiuurra, pares II, maulas de lea II.
Colonia de Pmenleira-.
Faenes com banhas c cintoroei40.
Provimento do armazem do arsenal de guerra cof-
ficinas da 2. elasse.
Junco, felaes 2.
3.a elasse.
Barras de ferro suero de I 'a' polesada 8, m gran-
de I, ara de ferro grosso, arroba I, limas chata mu-
ras de 8 polegadas, duzias 6, limalm- de 10 pek-sa-
d, do/.ias 4, dilos de i dilas 5.
4." elasse.
Caixas com falla de llandres dobrada 2, cobre
vclho para fundicao, arrobas 20.
8." elasse.
Sola curtida, meios 200.
Forncrinenlodo luzee is estarnos mililares.
Azeilc de rarrapalo, caadas 506, dilo -de coco,
dilas 30 j,, lio do algodao, libras 36 valias de car-
nauba libras 155, pavios, duzias 6.
Ouein quizer ven lercsles ohjerlos aprsente as suas
proposlas em carta fechada na secretas-ja do conselbo
as 10 horas do dia 22 do corrcnle mea.
Secretariado conselbo admniatraliajp para farnc-
cinciiio do arsenal de guerra,12de revereirode 1855.
Soad tic /rito Ingler, coronel presidente.__Ucr-
nard Percira ao Carino funior, vogal e secre-
lario.
da' i'xci^lU'nlcs uvoininocliiroi's, Irata-sc
na raa do Trapiche Novo n. 16 legudo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes A C.
Para o Rio de Janeiro.
Serjue com a maior brevidade pos-
sive! por ler a maior parte da carga proni-
pta.o bemeonbecido brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
liala-se com Nova es & C, na ra do Tra-
piche n. 54, segundo andar.
Para o Kio de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dotas Amiao* por ler parle da cama promp-
la : (juein quizer carregar o resto, ir de passagem mi
embarcar esersvos a frele, trate no escriptoriu de
.Manoel Alvos (uerra Jonior, na ra do Trapiche
11. 14, 011 com o capiao Narciso Jo*e do Sanl'Anna.
I'ara o Hio da Prala segoirn dentro em poneos
dias,1 barca br.isilcira Flor dr Oliveira : quemnel-
la quizer carregar, pode dirigir-te 10 rsrnplono da
Mina Amoriin c\ l'illio, na 1111 da Oui h. 15.
Para LSbua pretende sabir com a maior brevi-
dade u patacho purtuguei Destino : quem no mes-
mo quizer carregar ou ir de pasiagem, entenda-se
rom os consignatario Thomaide A quino Fonseca i\
Pililo, na na 1I1 Vigario n. 19, primeiro andar, ou
rom o capilan na praca.
PARA 0 PORTO
sabe imprelerivelmente, no dia 22 do correnle, o ve-
Iciro brigue porloguez Alegre, que anda (em prara
para aluuma caraa o encllenlos eoinmodos para pas-
sasciros : Irala-se com (, eapilAo a bordo, ou no cs-
criplorio de Bailar & Oliveira, ra da Cadeia-Ve-
Iha n. 12.
Coma possivel brevidade segu o bem
conhecido c veleiro hiato Amelia, por
ter a maior parte da carga protnpta :
para o resto e passageiros trati-se com
Novaeg &C, na ra do Trapicbl n. 34,
seyundo andar.
- Para o Porto com escala pela ilha de S. Mi-
guel, segu em | nucos diai a veleira e bem conhrei-
da esruiia| nacional Linda, capilgo Aleiindre Jos
Alvo- ; lem grande parle do sen arregamenle: para
o resto, tratase com Eduardo Ferreira Hallar, na
roa do \ gario n. 5, ou com O Capullo 111 praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu em poneos dias o muito el ro
(-superior brigue nacional Elvira, pot1
ler parte de sen carregamento prompto :
para o resto da carga, passageiros e es-
clavos a frte, trata-so com Machado*
Pinheiro, na ruado Vigarion. 19, segun-
do andar.
Frcla-se para o Hio tirando do Norle, .tracal]
011 Ccara, a baleara Borbolela : a halar na ru do
(Jucimado n. 44.
Para o Araeaty segu cem brevidade o hial
liirrnriiei, por .i irm a maior parte da carga : pa-
ra o resto o passageiros, drija-se Joaquim Jos
Mai lins, ou na ra do Vigario n. II.
Para o Rio de Janeiro.
Segu inalvelmeiite no dia I i do
correnteabarca Imperatriz do Brasil,
a <|uals recebe escravos a frele e passa-
geiros, quedeverao embarcar nesse dia
ateas 9 horas ca manhaa: a tratar no
^escriptoriu de Manoel Alves Guerra J-
nior, na rita do Trapiche n. I .
"al Lisboa sshe imprelerivelmente no da 16
o brisue / tajante : quem quiier ir de passasein,
para o quelem os mais aceiados commodos. enlcn-
da-se com os consignatario, Tboma/. de Aqomo Fon-
sera & Flho, na ra do Vigario 11. 19, primeiro an-
Alnga-se um sido no lugar dea Afosados, na
ra de S. Misuel n. 39 : a tratar ne rila da Gloria
11. 60r na Iloa-Vila.
Jos Anlonio Fernandee Fradique, por aulori-
sar.10 lo juiz de orphSos, rmbarea para o Kio de Ja-
neiro.o escravo, crioul, Saturnino, nerleucenlc ao
casal do finado Joto Alves de Sou/a-. '
O abaixo gssignado, morador no largo do P-
rai/n. -obrado de 2 .indares e mirante, eoofronlc ao
dial rti, leudo deparado no Diario rom um aiiiiun-
cio daSr. Anlonio do Paula Pernandel Eiras, (lla-
mando ao sen riaibado Anlonio de Oliveira Dini/., a
negocio do scu nlereme, declara que dito sea ru-
nhadi-r arba hospedado em sua casa desde jailcird
prximo passado. Iia-iantc docnlc de cama, anudo
pode ser procurado.
Joiio Augii'lfi de I asonedlos Uilao.
|IIoje 11 do concille mez, pelas,'( horas da lar-
de, 11.1 porla do Sr. jnil municipal da secunda vara,
na ni 1 cstroita do Rosario, le'm de se^arremalada a
parlee um sobrado de 2 ndans/solao, lito no
Recife, na roa Ihreita de Fura de Portas, avallada
por I-85596OO, por execurao de Joan Baplista l'ia-
( mura Jcronvino Osar Uarinho Falcan, cs-
crivao Molla.
No dia 18 dn corrcnle mez de fevereiro be a
arremslacan do reslo dos escravo de Lufat Pires Fer-
reira, na porla do Sr. Dr. juiz municipal dn segunda
vara, a larde, por eiecuciu de Antonio Piras Ker-
reiri e oulros.
CM'.LOS CLAUDIO TRESSE, FABRI-
CANTE BE ORCA'OS E REALEJOS,
RUADAS FLORESN. 1!),
avisa aeret-peitayel publico, que roncera brafose
realejos., poe marchas moderna deste pai/, roncera
pianos, saraptiinas, raiasde mii'ira.acordese qual-
quer instrumento de musir ; lamben) fas obras no-
vas, c fabrica cana para- |oias de qualquer nalureza.
Joaquim Mitao Abes Lima,
morador na iraMS-a da ra das I lores B. 3, abrr
lellras em podra para jazia', rom lo la perfeieio, c
mais btalo que em oulra qualquer parle : quem de
seu presumo se quizer ulilisar, dinja-sc a casa de
sua residencia a qualquer hora do dia.
Eii abaiio ns-ienado, salisfazendn ao pedido
do Sr. .Manuel Jos de Azcvedo Santos,
O o
O S
5--S % e? S
g5*B*-|
S a
r.
'- ~T =r
STi
o S o 2 .r- -
r. r. z -
dar, mi rom o capilan Manoel dos Santos.
Para o Rio de Janeiro segucm pon-
eos dias, por ter maior parle da carga
prompta o patacho SantaCruz : para
0 reslo, passageiros. e osera vos a fretc, tra-
1 i-se com Caelano Cvriaco da C. M., ao
lado do Corpo Santo 11. 2.").
Ceara", Maranhao e Para'.
Segu na presente semana a escuna
EmUia, anda recebe carga: trata-se
rom o consignatario j. I!, da Fonseca J-
nior", ra do VijpWo n. h.
LEILOES.
leja silo no aterra da Boa-Vista, penhorada ao her-
deiros de Anlonio Martins Itibeiro, por 7SO|000 rs. ;
dila (bu no becco do Molocolomb na fresuezia do
Kecife, penhorada a Joaquina Maria da Conceirao.
n. 2, por 7280(10 rs. ; dila dila da c..a terrea na ra
da Conceco da fresuezia da Boa-Vista 11. 45, pe-
nhorada a Josc de Frailas Barbosa, por 120-jOOO rs.;
por venda a casa terrea sita na ra do Pilar em Fo-J
avisos sahituvics
aotear.v mahamiao l para*.
\;ii seguir eom a maior brevida-
de o novo v. veleiro palliabote na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
lo Aunes ; quem quijar carregar 011 ir
de passajjem inste excellenle navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Anlonio de Al-
meida Gomes &C,, na ra do Trapiche,
n. l(i, segundo andar, ou ao caiiitiio a
ferilo.
-.^**

AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por
ter
-randepaili: do sen crre;amen-
t tratado, o veleiro ebem cons-
truido brigue nacional MARA LU/.IA,
capitao Manoel Jos Perstrello : para o
resto da carga e para escravos, aosquaes
I.EII.Ao MONSTBOSEM LIMITES,
t) agente \ Ctor far leUlo ne se armazem na
ra da Cruz n. 21, de lodosos objectos evislenles no
mesrno, assim como lamben de 2 eieellentes caval-
los os quaes estarao a porla do armazem para euam
dos pretndeme* : quarla-feira 14 do correlo as
10 ]i horas da manhaa.
GRANDE I.EIL.VOIIE VIDROS.
Hcnrique Biunn. na qualidadede liquidalaro da
casa dojinado J. 1). Wcdphopp, tar leilio, por in-
lervencaodo senlo Oliveira, de grande poreio de
Vidros, como copos ele., que serio vendidos' para
ultimar ronlas, e por isso a todo prcro : quarla
fcira 14 do corrcnle s 10 horas da manhaa, no ar-
mazem que foi do dilo Tinado, ra da Cruz.
O asento Borja, em consequenci.i da thuva,
transfer,) o leilao de joias que devia ter logar terra-
roira 13, em seu armasen), na ra do Coilegio n. 15
para o da qumla-feira, 15 do correnle. as '.) horas
em ponto, consislindo nosobjeclos j annunciados.
Barroca & Castra fazcm lelao, por intervenciio
do asente O iveira, de um novo e romplelj sorli-
menlo de fazendas inglezas do algodao, linno, lila e
seda, lodas proprias deste mercado, c rccenlemcnle
despachadas: quinla-fcira, 15 do correnle, pelas lll
lloras da manhfla, no scu armazem da ra da Cadeia
do Recite u. 4.
J. I". Adour & Companhia Iransfcriram, por
causa da chuva, do dia 1;| do correle, o seu leilito
de lindo si,1 lmenlo do (alendas de lodas as qualida-
des, principalmente trancezas ; lera poia lugar o
mesmo Icilao, por nlorvonrao dp senlo Oliveira,
scxla-feira, i( do crrenle, a* III horas da manhaa,
no seu armazem, rua'da Cruz.
JLivro-mestre para a guarda nacional.
Tendo chegado o papel proprio pera
estes livros, convida-seaspessoas quefal-
laram para a impressao de livros-mestrs
para a guarda nacional, a se diri.-rrem
a liviana n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia para este fim.
Precisa-se de unai ama de lete : no
pateo do Hospital n. 26, por cima da co-
cheira.
Jos Maria Nogueira faz srienlc ao respeilavel
publico, que dora em diante se assiguar.i com o no-
mo abano especificado.
Jos Martins Nogueira de Mello.
Na na dos Quarteh* n. _>'., leja de Cruz & Comes,
achanlo os fresuezes que se quizorem prover do ne-
cesario, um completo o esplendida sertimenlo de
miudezas framezas, bern como chapeos de sol de
seda de cabo do canna. e bengalas tambero de ranna
coro ricos easles; recommenda-se mais um comple-
to soriimenio de lias de coree para bordar, meas
a liomem, senhoras c meninos, filas de sarja e (l-
bicos de hubo, clleles, ssolhas rrancezas,
le seda para senhoras e liomens, linbas de car-
ie 200jardas do meUior autor, peiiles de larla-
rag e de mana a imilacSo dos de tartaruga, c um
ricosorlimenlode eslampas de santo; adverfe-s*
que estas estampas s,ib das mais linas que lem viudo
a icrnaniliuro ; Hesta leja ha runstuileme
para esrrever. de peso superfino, e do
todas as qualidades.
No dia 22 de novembro do anno prjimo pas-
sado. pelas S horas da noite, Fugiram da casa da ma
larca do Rosario n. 22, 2 escravos, Jos, crioulo, e
Antonio lie narao, coro os sii-uacs sesuintes Jos
(Tioulo, reprsenla 15 annos, edr bem prela, bailo!
magro, barbado c com soissas pretas; levoa 2 rai-
gas, 1 do linin pardo com lislras pretas em anadrns
grandes, seiido eslas lislra-
seila,
111 vas
rilel
. respondo
que rombrrhenda o niou auuunrn 1.1I qual Inu sida
publicadb.Antonio de Vanla Femandes Liras.
Desappareceii no dia S no correnle mez pelas T
horas da ttuite, urna prela crinla fula, por nujne
Maria, estatura liaixa, rlicia do corno, com falla de
um den; na frente da liarlo de rima, cara redonda ;
levou vestida de chita amarellocum lislra, camisa de
algOdSo branca ; porla,do. roga-sa a quem dellasnu-
bcr. de apprehonde-la e leva-la a seu lenhor
no Fot le do Mallos, ra do Codorros n. 8, que ser
recompensado.
Micojlo liarleiv embarca sr:i escravo mula-
to Ilenriqie, paia Rinde Janeiro,
Na pjriuieira audiencia do Dr. juiz de orphaos,
lem de aei arrematado por nuda a casa do rabiado
Sita na na, da Guia n. 57. c cujo, aluguel lie pro-
co commMe os pieiendriiic- poden dirigir-se
a casa da audiencia para se elleiluar dila arrnnala-
Queiii precisar de urna escrava para ama de
ra-1. a qual sabr enzinhar o diario e he muilo (el :
dirija-so sua do Queimadolnja n, 14,
I'rerisa-se de um criado, e quo d fia lor sua
conduela : na roa do Hospicio 11. 7.
Loterias da provincia.
Arham-aea vendeos bheles da l. parte daf."
lolera a beneficio da igreja de S. Boro Jess dos
Marlvros desla cidade, unlcamenle na Ibesouraria
das loterias: roa do Coilegio n. 15, e as rodas an-
dan* impreterivi lbenlo jio dia 2 do correnle mez.
I'iuncisro Antonio Je Oliecira.
No hotel da Europa fem bons pelisco a toda
hora, por prego muilo barato.
Bg"8eaB"-g1
-
- 5 3.
a -. *.
B

= c 5 zt
"g % S 3k 2 s I
-- ?.= '- B
B 2 S" r "
s r
S 2.
O O
o 3
i g S= 3 5 ts
-- ~? o s
o 5 t; -3 o
S 2 -2 s o S *
S ft) i O w c
- 5 2 = o e:
9

n
es
p-
{T
*2
S *^Q
I
0^
a ra 0 m e-- a .-1 a*
n C rs 9 - = n -Vi S.
0 03 -.
O 2. v. < a .-
- *~. - ~ a
M
.1
VELLDILHO.
Superiores velludilhrs, escarale lino, rouio, cr
de rosa o prelo a 721)rs., azul, verde claro, e-curo e
aman lio, a ii() rs.: na ra do (jueimado n. 21.
No holel da Europa prcisa-fte de um criado
branco.
LOTERA DOS MAUTYHTOS.
(I rautclisla Salusliano de Aquino Ferreira a\i-i
10 1 speilavel publico, que do boje ero (fiante lomon
I firmo resolucao de senda os seus bilhelcs o Mule-
les 0.1 l.s pane da l.i olera a beneficio da irman-
dade do Senhor Bom Jcjus dos .Marlv nos, as suas
pels prcros abaixo declarado; .Nao soll'rendo
m leferdos b'dhetese cautelas u dcsconio de ailo por
cenlo do imposta geral nos tres primeiro premios
Brandes.
Itillietes 5S300 Hcrebe por iiileiro
Meios 29800
Ouarlos |.-'ii(l
Oitavos 720 11
Dcimo IKK)
Vigsimos :i2u
5-O0O5OO0
aoojooo
1:2509000
5009000
2.50J000
CARROS FNEBRES
Joso Pinto do Ifagalhaes faz scienle ao
espeitavel publico, que. de ora cm diante, be
o proprielario do eslabelerimento de carros
fnebres silo na ra AuEusta n. ->\ da frecuc-
zia de S. Jos, ah continua a forneccr carro
de qualquer ordem rom ricos rnalas de con-
formidade rom o rcsulamciito do cemiterio,
lambem se enearrega de forneccr carros de
passeio, cera, musir, armaedes, snia, elr.,
para o que tem a precisa bbililagao e des-
euvoivimento ; espera o anniincianl ser pro-
curado por lodas as pesaoaa (pie de aemelnan-
le eslahelermenlo precisen* ; no mesmo alu-
gam-se caixfiei para defonlos c anjos, c ven-
lem-se mnrlalhas de pinnn.
CaSa de coininissao de escravos.
Na ra llireila 11. :!. sobrado do 3 andares, defron-
(c do boceo de S. l'edro. rcrebein-se escravos de am-
bos os sexos pera se vendrrein de commissao, nao se
levando por csse (rabalbo mais do que don por cen-
lo, esem se levar rou-a alguna de romedorias, olTe-
rerendo-sc para islo (oda a segurani-a precisa para
09 dito escravos.
Advcrte-se ao Sr. Vicente l'crrcira da As prlo, morador no lionilo, que se salsfier o que se
Ibe lem exigido por diversas cartas dirisidas da ra
do Qoeimado n. 21, ser para si nina deshonra, pois
nao he juste, que pague o que devr em urna loja ha
mais de um anno.Josc Pereira Cesar.
- No dia 8 do correnle, desappareceu ron escra-
vo de nome Joaquim, de nariio (Juicirnaa, de idade
de 24 a 2(1 annos, quando falla Bagoeja alguna cousn
altura regular, cor bem prela bonita lisura ; levou
camisa e calca de algouao azul rom lislras ama-
rollas, bonete d marinbeiro, o qual escravo lem si-
do valo pela Passagem o seus arrabaldes : quem o
pesar, |.ve-o a francisco Alves da Ciuiha ^-C, na
ma do \ gario u. II, que seni recompensado gene-
rosamente.
Os s tnbores credores da mana fallida de J.
A. de Ferial Abren eLima, que lem de reccher a
sua parle uo lercciro dividendo, queiram dirigir-se
liara esse lim. munidos des seus resperlivos crditos,
a Misuel Jos Alvos, caixa da administracilo da mes-
ma massa, ra do Trapiche casa n. (i.
O Sr. Jos de Barros 1'imentcl |cm conlrala-
do vender o seu sobrado na ma da Uniao, que hoOr
ve por urna pcnnulla feila com o Sr. Dr. Chrislevo
Xavier Lopes ; a venda desle sobrado Jai tbi annun-
ciada por esla folha ha dous mezes pourn mais ou
menos, por diversas vezes, pelo intermedio do Sr.
Mane! t.onralves da Silva, que est para ele lim
habilitada por procurarlo bastante do mesmo Sr.
ilarros l'iinenlel : enlielanto sa ha alsuem inlcres-
sanle ou prejudco neslc negocio que a declare.
0 abaixo issignado, proprielario do sitio Ftin-
dao, r.i/. srienlc aos cradoj/s de gado vacum di es-
Irada do llclem al o Arrumbado, que leudo asna
propriedade oceup-da na agricultura, lem os criado-
res cima mencionados vaquejado os leus gados para
pastaren* no lerrcno do abaixo assignado sean seu
conscnlimento. e como no dia 30 do corrcnle mez de
Janeiro de 1855 os gados arrojaram as lavouras, sen-
do vaquejados pelo abaixo assignado e eu escravos
para fora das memas lavouras e dos seus (errenos. ja
leudo avisado nlcuns dos criadores, paraebegar a 110-
ticia de todos publica por esla folha, queda data
leste aviso no msente dentro dos seus terreno
urna su r.ibcca de ado. e aquella que fr encontrada
sera presa e remcllida para o fiscal, cm Olinda, o
seus dono* pagarem lodo damno ou deslriiico ao
proprielario, no raso do seren encontradas 'dentro
das lavourls.oii lercm passado rambada sua divi-
sa 1 para dentro de seus Ierren,,-. Sitio Fundi :o
de Janeiro do 1855.
Antonio Sorberlo de Sonsa Ixaldadc.
Desappareceu do abaixo assignado, do sitio
1- undao, ao amauheccr do dia 7 do corrcnle. um ca-
vallo caslanbo, -rande, carnudo, 3 pes calcados al
o peiadoi, r-trella na lesla, cauda meia romprida,
rima aparada, topete curto que descobro a estrella]
lem8.1 !l anuo, choteiro, pesado, com marca,de
ransalhi, lem na pona da pa de ambos os laSos
calos dccaagalha, sendo o do lado lAquerdo de os-o
piiila.la. e nutra caiga o Ierro isnora.por fazer poneos dias que o compro,,;
1 r cima. .11 pann aro-,, azul, j- veloa, .' cami-a- asegura ler sum ferro do lado direi o he em "rao
Sm!.P?!C,Md?;u.ira' --.-.odiln grosso. chapeo ,oaaa qm ,char o dito cavall,, Tirij.;.^I Tr"t
S. Francisco 11. o2, que ser- recompensado do scu
O cautelista Salustiano de Aqnino
Ferreira avisa aos possuidores dos quar-
los n. t'.IOli rom o premio de IrOOO.sOO
a., da segunda parte da qaarta lotera
de S. PqdrojMartyr de Olinda, podetr. vir
receberna rna do Trapiche n. 36 segun-
do andar. lo;;o que sabir a lista geral, sem
o disconto de8 por cento do imposto ge-
ra'." Penwmbuco 12 de fevereiro de
1855.Salustiano de Aquino Ferreira.
5 u Itr. joiio da Silva Ramos, formailo em med- jsj
w cia e nrurela na universidade de Coimbr
j* rom seus liluln lesalmenle verificados na ft
m academia da llahin, e recentemente chesado 5
9 a esla cidade, faz publico que recebe em sua
. ; rasa na na lar-a do Rosario 11, li, 'anliea a
/3 roa dos Quarleis d s as 10 horas da ma- fa
dU>, e das a a da larde, M pessoas me o aH
,X' queiram consullar. lem como purlici-ia que aa
_ i-la prompto a sabir da cidade para qualquer ffi
lugar, para onde seja clinmado. j
O Sr. Dominsoa Nosoeira lem urna carta viu-
da do Par : na ra da Cadeia Velha n. 35.
O abaiio assignado, tendo de retirar-so para
fiira da provincia para tratar de sua saude, pede a
seos devedores o obsequio de Ibe salisfazerem seus
debito ale o lim do crrenle mez, lindo esle prazo
passar a cobrar judicialmente,
Joaquim Martinho da Cruz Correia.
O secretario da vonoravel ordem terceira de S.
Francisco da cidade do R-cife, por deliberarlo da
mesa reseda*, '..miada em sessao de 9 do correnle,
convida a seus charissmo rmeos em acral, a com- .
parerercm 110 dia 25 de-le mez. parameBlados de
seus baldos, pelas (i horas da manhaa, na igreja da
mesma ordem, alim de, enrorporados, dirigirem-se a
Olinda, para acompnharem a procissao deCnza,
que fa/.ein os noisos iruiAos daquella contraria.
Oner-se saber a raigo por que se nao lem dado
urna s ilisfacao ao publico, cujo juizo est suspenso,
respnndcndo a uns verso* impre-sos ueste Diario aob
a epigraphe :l) VA DIO? Islo pergqnla
O bacalho rom cabera.
O abaixo assignado avisa a lodas as pessoas que
lem penhores em sua mSo, que os venham lirar no
prazo do 30 dias, do contrario serio vendidos para
seu pagamento. Recife 12 de fevereiro de 1855.
Manoel Ferreira da SUca Maia.
Quem liver urna casa terrea com 3 quarlos e
largura de 24 palmos, mais ou menos, desojando per-
muta-la por oulra de menor largura e de 2 quarlos,
situada na ra da Concordia, para rereber por in-
demnisarflo da dillerenca, dinbeiro mi alsum olijeclo
que Uinbein rende ; dirij.i-se o ra das Floros u.
23, a fallar com Justino Martye Correia de Mello.
Precisase de olliciaesdc alfaiate : na ra No-
va u. 49.
Precisa-so de urna ama para lodo servico inter-
no e cuerno; paga-te bem : a tratar na ra Direila
n. 139, primeiro andar.
HOSPITAL KEMMENTAL.
Precisa-se atusar urna casa para enfermara mili-
lar, na Snledadc e sua immediar-oes : a (ralar no
alerro da Itoa-Visla 11. 12, primeiro andar, com o
abaixo assignado.Dr. Prxedes Gomes de Souza
Pilinga, I." cirurgiao cucarregado.
Desappareceu honlem (II) indo para as com-
pras, um prelo por liorna Jos, de nac3o, idade 10
anuos, pouen mais ou menos, tem os ps grossos, fal-
la de i! ni dedo na rtiAo direila, e quando anda bola
um pouco as peritas para dentro ; levou um balde
de compras e chapeo de palha ordinario de abas
Grandes :equem o pegar leve-o ra do Amorim 11.
33 ; e protesta-sc contra quem o liver occullo, ou
emseu poder.
e papel
Imaro de
de curo, tem a falla muito mansa. Anlonio, d
naego, representa SO a 55 annos. ou- rola, ebeio dn
corpo; levou calca de algodo de riacado azul, n-
mi-a igual, com urna corroa na cintura seauraudo a
caira, l-.slrs escravos lem sido \i-|s em ll.+cribe,
fazendo roubos em alauns sitios : roea se a aulori-
daiirs policiaes e capao de camp, apprehende-lea
e leva-loa ra larsailo Rosario 11. 22, que serio ee-
ncrosaiuenle recoiupciisados.
Desappareceu do engolillo Rosque Alegre, da
provincia das Alagnas, ron escravo de nome Cerina-
no, de idade 20 a -I.' anuos, cor prela, altura e aros-
sura regulares, lem as pernas um pouco loria-, bar-
bado, tem urna cicalriz no reso dos peilos, e o dedo
iinmmo osquerdo aleijado, urna marca de ferida na
barriga da perna esquerda : quem o apprehender,
leve-o a praca do Commercio n. 6, ou no cnsenho
orima menciouado a seu senhor Liberato Mariuho
ralcao.
Irabalho-----Antonio Norbcrlo dr Souza Ualdadc.
Precisa-se alugar urna escrava que faca lodo
servico de ama casa que lem 2 pessoas de familia, o
que saiba enuommar : quem liver, dirija se a na
Anguila n. 2. segundo andar, ou annuncie parase
procurar.
Precisa-te do ama ama de mcia idade, que to-
nda boa conduca, s liba colindar c ensommar, para
casa de penca familia : nu largo de S. Pedro n. i
achara com quem Iralar, da, -J loras aa I da lardo.
A viuva Auna Porliria di Molla e seus li-
lbos declaran), que ron sobrado, silo na ra do Hos-
picio, oulr'ora perlciicenlc a J0A0 Ozorio de Caslro
Maciel Moleiro, ilem de oslar hv polhecado a elles,
aclia-se litigioso 5 e por isso prolostam contra qual-
quer venda, permuta ou outra qualquer especie de
contrato feito acerca do dito sobrado.
Francisco Lucas Ferretrt, com co-
cheira de carros fnebres no pateo do
Hospital n. 10, encnrrefja-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ai-
maraona ifjieja ou "em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contranio tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
ROB I.Al'IECIEUR.
O nico autorisadn por decitiio do conselho real e
decteto imperial.
Os njpalicos dos hospitaes recommendam o Arrobe
de l.afKlcur, como sendo o nico aulorisado pelo
- iveroo, 1* pela real sociedade de medicina. Esle
medicamento d'um costo asradavel, e fcil a tomar
em secreto, esla em uso na marinha real desde mais
de 60 anno; cura radicalmente cm pomo lempo,
oom poura despeza, sem mercurio, as ajlcccct da
pello, impigons, as ennsequencia das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos pa, los, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos Inmunes; coiivcm aes ca-
lorrhos, a bovina, as ronlracce*, e > fraque?
oraaos, procedida do aboso das iojecroes ou de on-
das. Como auli-svphiliiico, o arrobe cura em pouco
lempo os tluj.o rcenles 00 rebeldes, que volveui
incessaules em consequenria do emprecu da copai-
ba, da cubeha, ou das injec;esque represenlem o
virfl sem neotralisa-lq. O arrobe I.all'erleur he
especialmente rcromniendado contra as doencas, In-
veteradas ou rebeldes, ao mercurio c ao iodurelo do
polassio. I.isboiiue. Vei.de-sc na botica de Brrale de
Antonio Feliciano Alves de Azevedo.praca de 1). Pe-
dro n. 88, onde acaba de ebesar urna arando poroto
de aarrafa arailes o pequeas viudas directamente
de Par, de casa ,to dito BitTTnin I afboliai 12, ruc
ltichco i Taris. Os formul -rio ,l,io-se grata* cm
casa do agente Silva na praca de I). Pedro, n. .
-Porto, Joaquim Araejo ; Babia, Lima di Irmaos|;
Pcrnambiiro. Soum; Rio de Janeiro, Rocha e> li-
lbos ; el Moreira, loja de droaas ; Villa Nova. Joao
Peroira de Macales l.eilc; Rio Grande, Frau de
Paulo Coulo \ C. i
CHAROPE
DO
BOSQUE
<> Men deposflo]eoatiaua a ser na holica de Bar-
tholomeu Frartcisco de Souza. na ra larga do Rosa-
rio n. 3fi; earrafas grandesSaoOO pequeas .190(10.
IMPRTAME PARA 0 PIBLICO.
Para cura de pbtisira em lodos os seus diflerenles
Rrsos. quer motivada por con-li.i,;oes, losse, aalh-
ma, pl,uriz. escaos de sanguo, dor de costados e
peito, palpilacflo no corat1o, coqueluche, bronchile,
dor na sargauta, e lodas a moleslias dos orgos pul-
monares,
ILEGIVE1
Muinim


DIARIO OE PfcKHA KGUCG, QUARTA FEIRA 14 DE FEVEREIRO DE 1855.
Hateando.
Na na lio Calinga n. 12, loja de onrives, tem lioa
Ciihellciras para alugar. por preco cm consta.
MASSA ADAMANTINA.
Rna rio Rosario n. :'.(i, segundo andar, Paulo Gai-
Rnooi, dentista francoz, chumba os denles rom a
Diasti adamantina. Essa nova e roararilnoaa com-
posl'ao Icm a vantagem de eclier sem pressao dolo-
rasa (odas a* anfractuosidades du denle, adquerimln
em pouco* instajfces solidez cual a da podra mais
riura.e promet* tj*lior.-ir os denles mais estragados,
roma furniat|flr priniiliva.
No hotel 4a Europa da-so para fura almoeo e
juntar mentalmente, por preco commodo. \
I'recisa-so de un foilor para un engenho p lo tiesta praca, que sc-ji de meia idade : na ra do
Crespo n. I.'i.
Precisa-sede nm ranal hraaileiro ou eslrangei-
ro, que saiha montar a (avallo, e que queira servir
"le pagent a um sculior de encentro; a quem enntier,
lando pessoa idnea que afiance a sua conduela, di-
rija-se a casa de un andar n. 2, no paleo da malriz
Casa de consigna rao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-so escravos de ,-imlios os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia romo para fura della, offerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
A fama va.
A' fabrica de charutos da ra do Rangel n. 2, che-
gou um novo sortimeoto de charutos da Itahia dos
liem acreditados ; tambem fumo para vender a reta-
llio ; a vista faz le,e o- freguez.es seriio bein servidos.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia n. 24 a 30, excellentes'oleados
pintado?com diversas larguras, de muito
superior qualidade e ricos padrees, mili-
to proprios para consolos, commodas e
mesas de meio de sala, por Baui^JgM|^
precio.
RA NOVA N. 22.
I.. Delouche, tem a honra de annunciar
ao respeitavel publico, que acaba de re-
ceber pelo ultimo paqnelc o mais be
sortimenlo de relogios de ouro, prala e prala dou-
rada, patntese borizontaes, por precos muilo van-
tajosose amaneados: tambem encarreiia se de todos
o rncenos pertencentes a sua arle por mais dilli-
oullosos que sejam, com perfeirao e brevidade.
PANOS.
Joilo P. Voseley avisa ao respeilavcl publico, que
em sua casa, na "rna Nova n. 41, primeiro andar,
acha-se um sorlimonln de pianos de Jacaranda, os
melhores que tem ale agora apparecido no merca-
do, (aolo pela sua harmoniosa e forte voz, como pe-
la sita conslrucrao de armario da fabrica de Collard
\ Collard em Londres, -os quaes vende por um pro-
co razoavel. O auiiuncianlc continua a afinar e con-
certar pianos com perfeirao.
JOIAS
Os abaiio assignados, donos da loja de onrives, na
na do Calmea n. II, ronfronle ao palco da matriz e
ra Nova, fazem publico, que eslao recebendo oon-
linuadameute muilo ricas obras de ouro dos melho-
res goslos, lano para senhoras como para homens e
meninos ; os presos continan! mesinu baratos romo
lem sido, e passa-se conlas rom responsahilidadc,
especificando a qualidade do ouro de l'i ou 18 qui-
lates, Jicando assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim & Irmao.
Aloca-se o armazem n. :i() da ra eslreiln do
Rosario : a tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 7- da Gloria, as listas vem pelo
vapor Guanabaraa 17 e 18 docorrente :
os premios serao pagos a vista e sem dis-
conto algum, logo que se fizer a distribu-
cao das listas.
O r. Joo Antonio de Miranda,
queira ter a bo'ndade de apparecer na ra
do Collegio-n. 15, agencia de ieilfies, a ne-
gocio de sen interesse.
SALA DE W6L
l.uiz Cantarelli participa ao respeitavel publico
qnc'a sua sala de entino na ra das Trincheiras n.
l'J se acha aberla (odas as segundas', quarlas e sextas
desde as sele horas da aoite alo as nove : quem do
seta i'reslimo. se qni/.er utilisar dirija-so a mesma
casa das 7 horas da mandila ate as 9. O mesino.se
olTercce a dar lices particulares as horas convenci-
nadas.
No hotel da Europa Icm salas t quarlos para
aluguel, com comida ou sem ella.
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BA DO GOsUBUO 1 vWDAIi 25.
O Dr. P. A. I.obo Moscozo di consullas homeopalhicas lodos os di&s aos pobres, desda 9 horas da
manha aleo meio dia, o em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
OHer*ce-*e igualmente para praticar qualquer operario de ciruraia, e acudir prnmplamenle a qual-
quer niulhcrque esleja mal de parlo, c cujascircumstar.rias nao permillam pagar ao medico.
NO CITORIIJ DO DR. P. A. 10B0 MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual complclo de meddichia lumeopalliira do Dr. (i. II. Jalir, tiaduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro voluntes encadernados em dous c acompanhado de
um diccionario ilos termos de medicina; cirurgia, aiiatomia, etc., ele...... 209000
Esla obra, a man importante de lodll as qnelralam do estudo e pratica da homeopalbia, por ser .1 nnica
9XSJS7!. 5" r" MfcMOS NO ORGANISMO EM ESTADO UESAUDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pea-
... .pie nao pooeni dispensar as pes-
soas que se qucreni dedicar a pratica da verdadeira medicina, interesa a lodos os mdicos que quizerera
experimentar a <'oulnna de llaliiiemann, c por si mesmos se convenceren! da verdade
fazendeiros escultores ile ensenho que estilo longo dos recursos dos mediros:
I 4. JANE.-DENTISTA,
9 continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
ro andar.
Novos livros de homeopalbia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
llahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
I umes.
Teste, rrolestias dos meninos.....
Hering, homeopalbia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle...... .
Rapou, historia da homeopalbia, 2 volumes
llarthmann, tratado completo dasmoleslias
dos meninos..........
A Testa, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Caslihg, verdade da homeopata*. .
Dicriouario ile.N'vsteu.......
Aulas completo de anatoma com bellas cs-
lampas coloridas, coutciidn a descriprao
de todas as partes do corpo humano
2t>5(HH)
(WIOO
7|0M
ftsxxi
16-30()
5000
8S000
ItitX)
109000
RftOOO
"JjOOO
C3000
45O0O
10JO0O
30*000
vedem-sc lodos estes livros no consultorio hnmeopa-
l'ella : a lodos os
.. lodosos eapUaOfi de navio,
que urna ou ontra vez niio podem deisar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de scus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslanrias, que ntin sempre podem ser prevenidas, RU obriga-
dos a prestar in ron Unen 11 os primeiros soccorros cm suas enferniidades.
O vade-meciim do hnmcopalhn ou Iraduccfio da medicina domestica do Dr. Ilering,
obra tambem ulil s pessoas que se dediram ao esludo da homeopalbia, um volu-
nte grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10>000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. :isOuO
Sem verdadeiros e bein preparados mcilicamcnlos niio se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopalbia, e o proprictario deslc eslahelerimenlo se lisongeia de Ic-lo o mais bem moiilado pussivel c
itinsuem duvida boje ia grande superioridade dos seus medicamentos.
Holicas a 12 tubos grandes..................... 83000
Boticas de 24 nedicameulos em glbulos, a 10?, 125 e 1.J5000 rs.
H'!M 1 l^ '!ilos a.................. osKWJ
Dilas m Utos a.................. 23a(IOO
i as ddos a.....,........... 30500O
... 'r' 1 ,ll,os a.................. (tisooo
itiBWavHws ....... .............. lKK)
! rasogbde meia mica de lindura................... '>-<0U()
Ditos de verddduira linclura a rnica................, :>-OI)0
ha tatnpre venda grande numero de lubos de crysla de diversos lamanhos,
viurotpara medicamentos, e aprompla-se qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo rommndos.
K.tt
^

thico do D* Lobo Moscoso,
primeiro audar.
ra do Collegio u. 25
DENTISTA FRANCEZ. ($
Paulo Gaignoni, estabelecido na ra larga tic
do Rosario n. 36, segundo andar, enlloca den- 9
les com gengivis artificiaos, e dentadura com- ($
pleta, ou parle della, com a pressao do ar. (g
Tambem lem para vender agua denlifricedo 9
Dr. Fierre, e p para denles. Una iarga do A
Rosario n. 36 segundo andar. cu
s

t'UBLIGACAO' DO IXSTITITO I10HE0PA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATIHCO
OU
VADEMCUM DO ROMEO
PATHA.
Mtthodo concito, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que re>-
nam no Brasil, redigido segundo os inelhores Ira-
lados de homeopathia, taulo europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero l'inbo. Esla obra he boje
recnuherida como a melhor de lodas que Iralam da
applicacao hoiiteopallnca 110 curativo das molestias.
Os cariosos, principalmente, nao podem uar um pas-
so seguro sem possui-la o ronsulla-la. Os pais de
familias, os senhores de engcnlio, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlanejos ele. ele, devem
le-la man para occorrer promptsmcnlo a qualquer
caso de mo'eslia.
Doos volumes cm brochura por IO9OOO
n encadernailos ISOOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) o. 68 A.
OSr. Joo Ncpomuceno Forreira
de Mello, que mora para o SalgadinJio,
queira mandar receber urna cncommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Fcrrer de Albuquer-
queniudou a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internosee.\tornos desdeja' por me-
dico preco como lie public: quem se
quizer utilisar desetipequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' rjiialqucr hora dos dias uteis.
~ A directora do collegio da Conceicao, na Cruz
de Almas, no sitio da Piedade, participa' as pessoas
que liverem de informar-sc ou tratar de qualquer
arranjo respecliva.nenlc qaellc collegio, que alli se
podem dirigir, ou ncsla cidada ao Sr. Kirardo de
I reilas Ribciro com loja de livros na esquina da ra
do Collegio, que prestar os csclarecimentos precisos.
O solicitador nos auditorios desia ridade
abaivo assignado, continua a eiercer as .
fiinccfies desse cario, para o que pode ser ^S
procurado no cscriplnrio do Illm. Sr. Dr. q?>
Jonqoim Jos da Fonceca, o mesmn compro- v^*
melte-se a solicitar cansas de partido an- *^
nual.'com lodo zelo eaclividade, mediante ^^
um pequeo honorario, atrio como as ^
^_ causas parliculares n3o noc preco as ^?
5V parles. CamiUd-Augu>lo Ferreiraila SiM.9
O e&ripturario da cotnpanliia de
Beberibe, continua a encarregar-sc de
comprar e vender ticcoes da mesma com-
pahliia: na ra Nova n. 7 primeiro an-
dar. /
Oflercre-sc um rapaz porlugiicz para raiteiro
de taberna ou oulro qualquer estabelcrimenlo, para
tomar conta por balando ou sem elle, para o que tem
bstanle pratica : quem de sen presumo se quizer
utilisar, dinja-se a praca da Independencia 11. 10,
das 10 cm dianle, que achar com qoem Iralar.
MEDALHAS
PARA 1ASGARAD0S.
Chegou a loja de miudnas da ra do Collegio n.
1, um grande sortimenlo de medalhas de jaspe pa-
ra os mascarado-, pelo diminuto preco de 80 rs, tliO,
210 e 320 cada urna.
OBRAS DE LABYRINTHO.
Ollerecein-sc lindos lencos de labyrinllio cm su-
penor rambraia de linho, ricas tnalhas para rusto, e
cirruladas, e nutras minias obras, ludo por baralirri'
simo preco, para liquidaeflo ile conlas: na na da
CruzdoRccifc 11. 34, primeiro andar.
Dionizio Velloso de Macedo relira-sc do im-
perio.
Jos. Marra Concalves Vieira Ciiiiniaraes, faz
denle, que pelo juico do civel da l. vara, escri-
vao Molla, esl proredendo o invcnlario dos bcusda
fallecida Amia Jacmlha de Souza Raposo.de quem he
Ot-aiinunciaulo teslamcnteiro e herdeiro do rema-
nascenle como administrador de'sua mulber, alim de
que os credores da mesma fallecida npresentem suas
conlas para seren allendidas as parlilhas.
Salvador Marques da Cosa declara, que be ca-
sado ha 46 para 17 anuos com Mara Magdalena da
Triu.laile, c qno por isso pessoa algunta compre bem
algum a sua mulber sem primeiro ter a sua aulori-
aeSo, aliui de evilar quntOes judiciacs, por seren
nullas lodas as vendas que ella fizer sem o scu ron-
scnlimenlo.si'ia qnal for a'clausula por lia allegada
para dilo lim.
Estabelecimentos de caridade.
Salustiano de Aquino Ferreir pede ao
Sr. Jos Pires Ferreira thesoureiro do hos-
pital Pedro 11, o obsequio de mandar
receber a meta de de rs. *0O#0O0, premio
sahido no bilhete ntelro 11. 1156, da se-
gunda parte da qtiarta lotera a benefi-
cio da matriz de S. Pedro Martyr de
Olinda, que o mesmo Sr. Salustiano deu
gratuitamente metade de sociedade ao
referido hospital. Pernambueo 12 de
fevereiro de 1855.Salustiano de Aqui-
no Ferreira.
Precsa-se de um feilor de meia idsde. para
nm engenho perlo desla pra^a : na ra do Crespo
n. 15.
Estabelecimentos de caridade-
Salustiano de Aquino Ferreira oll'ere-
ce gratuitamente sociedade na metade
dos premios que sahirem nos quatro bi-
lhetes inteiros n. 1459, 185V, 1950 e
20iG, da yiimeiraparte da primeara lo-
teria da irmandade do Sr. Bom Jess dos
Martyrios,,.-iohospital Pedro II, os quaej
icam em sen poder depositados. Per-
nambueo 11 de fevereiro de 1855.Sa-
lustiano de AquinoFerreira.
Precisa-sc de urna ama para COZI-
nhar: na rita do Collegio n 19, tercei-
ro andar.
O cautelista Antonio Jos Hodri de Souza Jnior avisa ao respeitavel pu-
blico, que lem resolvido vender daqui
por diante as suas cautelas e bilhetes aos
precos abaixo declarados, obrigando-se a
{lagar por inteiro sem o descont dos 8
por cento da le, os premios grandes que
seus bilhetes e cautelas obtivercm :
Recebe por inteiro.
P99 I Bgg g^^:tifjtff!i|
O Dr. Dias Fernandes, medico, pode ser s)
procurado a qualquer hora do dia pira os t
dilTerenles ramos de sua, profissilo : na ra "
larga do Rosario n. .18. fW)
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
Bilhetes inteiros. 5500 5:000.s000
Meios bilhetes. 23800 2:500s000
Quartos. I,si: 0 1:2505000
Oilavos. 720 625$000
Uecimos. 600 500^000
Vigsimos. 52(1 25(*s00
E por isso acaba de expor r. venda as
lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
las da priineira parle da primeira lotera
a beneficio da irmandade do Sr. Bom
Jess dos Martyrios, cujas rodas andarn
em 2- do presente me/..
Pede-se ao Sr. Dr. Jos .Nicolao Ri-
gueira Cosa resposta da carta, que Ihe
toi dirigida no Diario de Pernambueo
de 5 de Janeiro deste anuo, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse negocio. decidido, e caso o Sr.
Kigueira nao le queira dignar responder,
sera'tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo conlcsso de seu de-
licio.O Curioso.
0- Alogam-se e vemlem-se muilo boas bichas de
llamburgo, chosadsullimainenle, e tambem vai-sc
applicar para mais rnmmodidade dos prclen.lenles:
na ra eslreila do Rosario loja de barbeiro 11. In. o
1 a ni he 1 n lia para vender-se muilo boas cor liras parj
aliar uavalhas.
Aos amantes do bom gosto.
Pede-se aos amantes do bom goslo de
ir a ra Nova'n. 17, loja de Tlico-
l'liile Robert, que acharad um grande
e lindo soi'limrnto de mascaras de to-
das as qualidanes e preco mais barato
do que em qualquer paite, a saber
Mascaras de firame com mola para ho-
mem e senlioi'a, a 2o000 rs., mascaras
de cera com molla para homem esenho-
ra, a 2.S000 e 2.S00 rs., mascara* de
papellao para homem e senhora, a 500,
040 e l.s-OOO.i
AO C0MIT0RI0
DO DR. CAS ANO VA,
RIJA DAS CRL7.ES N, 28,
vendem-se carleiras de homcopalhia de lo-
dos os lamanhos, por precos muilo em eonla.
Elemenlos de homeopalbia. rola. tWO(K)
Tinluras a escolher, cada.vidro. I> Tubos avulsos a escolher 500 c":X)U
Consiillastiralis para os pobres.
Obacharel Jos Mara d\ Trindade,
tem aberto o scu escriptorio de advogado
no mesmo sobrado da 111a da Roda 11. 9,
onde traballiou o auno passado.
mandioca mui-
Re-
l)r.
Po-
se-
di-
COMPRAS.
ATTENCAO',
Contpram-se esrravos do ambos os sexos, lano
para a provincia romo para fora della. sendo rrioiilos
< [lardos de 10 a 3 anuos,lenilo bonita figura.ptgam-
se bem : na ra de Heras 11. CO.
Compra-se una rasa lerrea moderna, e em
bom estado : na ra larga do Rosario n. 1 i ou es-
lreila n. 36.
Compram-se palaeoes brasileros aheapanhes:
na rna da Cade 1 a do Recife n. 54.
Compra-se loda porrao de prala que possa ap-
paiccer, vclha 011 nova, a peso conforme sita quali-'
dade : na ra da Senzala Velha u. 70, se dir quem
compra.
Precisa-se comprar tuna cabra b-
cho) que d bastante leite: quema livcre
quizer negociar, dirja-se ao sitio do Cho-
ra-Menino, ou na ra da Cruz n. 20,
primeiro andar.
VEDAS
AMANAR PARA 1855.
Sahiram a' luz as Iblliinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo', mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e acorescentado, contendo
;eyt 500 rs., na li-
8 da p*Kra da Indepe-
MO paginas: vende-se
viana n. G e
delicia.
FOLHNHAS PARA 188K.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhiiilias impressas nesta tvpograpliia,
de algiheira a 520, de porta*a 160, e ec-
clesiasticas a480rsM vendem-se nica-
mente na livraria n. t e 8 da praca da
Independencia.
RISCADOS VARSOVIANOS
A ijfOOO rs. o corte.
Vendem-se riscados Varsovianos de quadru fa-
zenda nova c muilo fina, imiamlo a seda rsca.e/a
\indos pelo ultimo navio de llamburgo, rom 13 U
covados cada corle, pelo barato preco de 491)00 : ia
loja n. 17 da ra iloQueimado, ao pe da botica
PARA 0 MADAMISMO DO
BOM GOSTO.
A 8 Vendem-se na rna do Queimado, loja n. 17, no po-
da botica, os modernos cr-.es de vestidos de lailala-
na de seda com quadrosde cores, de lindos e novos
desenlies, com 8 varas e meia, pelo barato preco de
8&000! '
Vendem-se velas de carnauba pura, muilo bem
feilas; na rna do Amorim n. 3fi.
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
A <00 r. o corado.
Vendem-se na roa do Qucimado, loja n. 17, de
Faria r Lopes, para liquidacao de conlas.
MELPOMENE DE LA A' DE QUADlA.
COSTO ESCOGEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ultimarlo de contas: na lojj de
Paria & Copes, ra doQueimado n. 17.
Vcnde-sc um rico vesluzrio lodo do vcrbulina ;
a visla faz. f : na ra Diralla n. I-JO.
Vende-se a casa terrea da ra das Trincheiras
n. 1 : a pessoa que pretender comprar, dirija-se ;i
mesma casa, que achara rom quem Iralar.
Vcndem-se sarcas asm milho, por preco com-
modo s na ra das Flores u. 21, confronte a porto
das canoas.
Vende-se um esrravo, rrionlo, com 17 alios
de idade. bonita figura, com ollicio de carreiro: na
ra das Trincheiras n. 40.
Vende-se rap Gaste prosso, rheja.lo prxima
mcnle, cm libras e meias ditas : na praca da Inde-
pendencia, loja n. 3.
Vcnde-sc a armacao da loja do P.isscio o. 13,
bem afresitezada, propria para quem principia : na
mesma loja achara com quem Iralar.
Vende-se farinba de
lo superior a $$500 rs. a sueca, no ar-
masen? de Lu/. Antonio Aunes Jacorae, e
nodc Jos Joaquim l'ereira de Mello no
caes da alfandega, e an porcaonoescrip-
loriode Aranagaii iiivan, na ra do Tra-
piche Novo o. ti segundo andar.
Vende-se bacaha'o de escama de
muito superior fri||ddade, ao preco de
I 5J000 rs. por barric i : un caes da al-
fandega arma/.eiu de Paula Lopes.
iVciide-se o verdadeiro rap l'aolu Cnrdeiro,
em '; libra, rcreiitcmenlc rliesado do Rio de Ja-
neiro :.na loja de ferrasens, ni ra do Qucimado n.
1:1, de Joo Jos de Carvalho Moracs Jnior.
Vendem-se as segnintes obras:
pertoi ioGeral das leis bi auleiras pelo
l'uilado, c as obras completas de
lliii'is. a primeira por 2(.s()()(> rs. e a
gunda (l.lHlil : nesta typograpbiase
ra' quem vende.
PARA HA I LE DE .MASCARAS.
Vende-se um rico vestuario para os pr-
ximos bailes de mascaras, e por preco
coiiuaoilo : na ra do Queimado loja n.
17, iro pe da botica.
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de no-
vos c lindos desanos, pelo mdico preco de 00 rs.
cada covado.
ANDA SE CONTINUA
A VENDER IAZENDAS KARATAS.
Na ra dos Quarlcis, na segunda loja de miudc-
taa n. 22, que fot dos Srs. Victorino & Moreira.
\endem->c as sesiiintesmiudc/ascom os precos men-
cionados, para se acabar rom o estabelecimeoto!
prtenlo convidarse as bocelciras, mscales e mes-
mo a qualquer pessoa que gosla ilo bom c barato,
para que apparcramanlcs que se acabe o reslo.pois
queosprecos silo os mais agradaveis que he possivel
para os compradores.e estas occasioea slo raras appa-
recer. Vcjam. vejam o que lie pechincba, c quem
liver inveja faca o mesmo.BiCOS esleilos a 6011 rs.
a peca, lesoums limpinhas para cosulra a \j a da-
da, lindas brancas de novelo de ns. .10 e 60 a I?IW)
a libra ; liiihas de lodas as cores a ."iOO rs. a libra ;
meias para senhoras a 210 o pac, (lilas para ho-
mem a 160 e 200 o par ; brincos dourados a 160 rs.
o par, ditos de peilras a I JO is. a du/.ia de pares,
ditos dilos em caimnhas de 12 pares a :I20 rs. ; sa-
palinbos de laa para criauca a 100 rs. o par;
rselas douradas c de pedias a 100 rs. o par ; e-.-
pelhos de Rwela a 120 rs. rada um ; punios de ac
para marrafa a 10 rs. a du/.ia. dilos de alisar a 900
rs. a duzia ; colselcs em caivinbas grandes e bem
rlmias a 70 rs. cada caisinha : igulheiros'de pao a
SO rs. a duzia, diloa muilo linos e com sortimenlo
de asnillas a 200 rs. cada um; caisinlias com am-
ibas francezas a 900 rs. suspensorios a SO rs. o par ;
carnudas com 3 dti/.ias de aunis doma.los a
300 rs. ; aunis de chumbo c lamba a 20 r.s. a du-
zia ; caitas com linlias de marcar a 110 rs. ; Bor-
das para viola jilOrs. a duzia; bordos a 2H0 rs. a
dnzia ; apilo* dtwhumhn a 20 r*. a duzia; allinele*
para boimn a 90 rs. dilos prelos a SO rs. a duzia ;
lapis a 100 rs. a dnzia. dilos mullo linos e enverui-
sadosa 120 n."a dir-4 ; lilas de linho brancas a 1tl
rs. a peca faienda muilo boa ; uarganlilhas prelas
para lulo a KOrs. puleeiras prelas a 80 rs. o par ;
marmboa a 160W. a duzia; bcMOes linos para
abertura a 120 is. a dnzia ; rosarios a 210 r-. a du-
zia ; trancihna de lila a 20 rs. a peca ; lilas tarradas
a 60 r*. a rara ditas de seda lisas a 100, 200 c 100
i-, a peca, dilas laicas a 100 is. a vara ; rspjgoi-
llia a 20 rs. a vara ; gaUe 1 simio a 20 rs. a vara ;
palitos de fogo a 20 rs. a duzia de camuas, ditos
em pentes a 10 rs. a duzia de niacinhos; Dlicangas
prelas e de cores a 60 e a 100 rs. o mncinlio ; milito
a <10 rs. o carrinho ; dedaes para senhora a 100 rs.
a duzia ; bolei de seda prcta a 80 icis a duzia ;
aboloadoras douradas o brancas para colete a
200 rs. ; macos de aljofares a 160 rs.; carias de
alfiuelesa IIK) rs. ; macos de conlas douradas com
100 lios a 1.3 : caitas para rap a 100 rs. cada urna ;
lilas de relroz a2S0rs. a p,'ca ; conlas prelas deco-
quinlioa 120 rs. o oasso; boloes brancas para pa-
lil* a 80 rs. ,1 duzia : garfos de ferro eslanhados a
10 rs. cada um ; pehuasde aro muilo bas a 610 rs.
rosa ; lorcidas para caoilieiro a 60 c 80 rs. a du-
zia ; folha* de sombras de ludas as cores proprias
para mascarado* a 40 rs. ; bolees para camisa a 200
rs. a cresa ; asnillas para toser saceos 011 chapeos a
100 rs. o papel com 25 aamhaa ; escovinliaa para
'lentes a 100 rs.; liotfirs. de relroz para farda a
200rs. a crosa f*lus de liulia para camisa a 80 rs.
a grosa ; tidros com grata a 20 rs.; boles prelos
de vidro a 240 is. 1 duzia ; contas lapidadas .le
vidro a 160 1*. o maco com 12 lios ; caitas de Ilu-
to a l>600 rs a duzia ; ramudas domadas para
joias a 10, 80.120 e a 300 r*.; caitii.lias com brin-
quedos para menino a 500 rs. caitinhas com areia
para escrevera 10 rs. ; aunis de chumbo e tamb
a 20rs. a duzia.Os encarregados de acabar rom o
eslbelecimenki dedaram, que alguna dos objeclos
que se linbam acabado, como sejam meifls.lesouras,
lilas de linho e outroa objeclo*. revolvendo-se os
que baviam na fundo da loja acharani-sc ;por isso
contina a vender-se pelos uiesmos precos annun-
riado, como nesle declaramos, assim como lambcm
declaramos, que as modificarnos feilas em piceos em
alguna objeclua j annonciados HO feilas pela ra-
zio de haver anda Brande porriio, e querermos
acabar com o alabelecimenlo.
Vendaprsuperior cliocolate ancez
domellior qne tem apparecido no met-
cado, e por preco muito commodo ; na
rita da Cruz n. 26, primeiro andar.
Vendem-se relogios de ouro, patente
inglez, diofcde 0rata horizontal, ditos di-
tos domadle Coleados, todos do
Negocio-te tuna casa nova u moder-
na na estrada da Ponte d'Lclioa, com leil
salas, oilo ([iiartos ealcovas, cosinba, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade murado com militas flores, cocbeira, i s-
tribaria, quailopara eitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mui l'avoraveis para o compra-
dor : a ti alar na ra da Cruz n. 10.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LARGA
COM ROI.IIAS.
Novo sortimenlo do tamanlio de 1 a
12 libras.
I'emlem-se na botica de Barlkolomeu Francisco
de .Souza, ra larga iit> /lasara n. 06, por menor
preco que m, outru qualquer parle.
-Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a inargem do no, edifica,
da lia pouco tenipo, em cliaos proprios,
com bastante! commodidades, coclieira-
estribaria, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a ra da
Cruz,n. 10, que sendo possivel se ara'
qualciuer negocio.
ARADOS DE FERRO.
Na fundirn' de C. Slari. 1S1 C. em
Santo Amaro acha-se para vender ara
dos a. ferro de -r<~- qualidade.
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de O Starr & Companliia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
rnodeilo e construccao muito superiores
na ra
FARI.MIA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa familia de mandioca, e preco com-
modo : trata-se com Antonio d'Almrida
Comes & C, na ra do Trapiche* n. 11,
scgutldoandar.
Couiiniia-sc a vender comma de ensnmmar
a 2M00rs. a arrobi.....n libra SO rs., cha prelo a
2080 rs. a libra, muilo superior : na taberna nota
da ra Ven Ic-e a cocluira da roa da Florentina, com
.10 a 40 cavallos, 5carros lodos em bom estado;
tambem se vendo nm ou2 carro*, ou os ravallos se
quizerem : .1 Iralar na rn.t do C.abuja loja de onri-
ves 11. 7 de Vlcealo de Paula Oliveira Villasboas.
Vemle-se I1111I1.1 de poreo ilerrelida :
do itangel n. 33, a iOOrs. a libra.
Vende so um palanqun! de rehilen em muilo
bom oslado : na roa do Hospicio n. 7.
RA DO CRESPO N. 2:1.
Vendc-e chite ffanceza larca, nres escuras a 2(K)
rs., riscados dilos. cores fitas a |S0 r*., chite escura
cores seguras a 160, cales de casemira prcla a I.ViOO,
ditos de cassa chita padroea modernos a 2j000, ca-
misas francesas brancas e de cores muilo bem feilas
-1>oo, panno prelo o de cor de caro a :igOO0, melpo-
nicne de laa cosi escorez a 480, c oulras nimias fa-
zendas por precos baratos para jfeitar conlas.
Na loja de 1 portea, na ra do Queimado n.
lo, de.M. J. I.cite. veadem-w as segundes hiea-
das, pelos precos declarados :
Selim prelo de Maco para vestido de se-
nhora, covadi.......... 2>00
Sarja prela de seda, covado..... 2 Meias de seda prela........ 1-000
Loada linho prelos bordados de seda lOgOOO
Manas prelas de linho bordadas de seda 129000
(irosdenapolc prelo superior, covado 1)1600
Panno prelo, covado. 29800, 3e200e 390OO
Chapeos francezes........ (i.>."i00
e oulras mullas fazendas por preco muilo commodo.
Vende-se um bonito mulato de 22
anuos, bom pagem e sapateiro, de boa
conducta, sem vicio: na"ra dos Quar-
teis n. 2 5.
Vcnde-sc urna negrinha de (i anuos,
muito esperta, boa para se educar: na
ruados Quarteisn. 4.
Chapeos du castor branoo a 5 e
O.sOOO rs. cada um, o preco convida e o
desengao he ver: na ra larga do Ro-
sario n. I .
FARIN'HA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccasque tem um alqueire, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
arina/.ens n. ~>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alandtga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. o\,
primeiro andar.
--Vende-se licores de Absyntlie e Kir-
sh doverdadetro. por muito burato pre-
co : na ra da Cruz n. 26, primeuo an-
dar.

Na
Amaro,
porcHo do lamarindos: quem
gosto possii
aa ruada 1'
Vl
Tratado elfl
sica, hisloria
Jos de l'rcnj
somente pora,
po e pode por*]
commodo.
melhor
e por preco baratissimo :
7,n.2(i, primeiro andar.
se na rna .Nova n.S.
litar de gcographii aslrouomica, li-
polilica, ulica nn moderna por 1).
esla imporlanli! obra vende-se tilo
Yo dono receben duas ao mesmo lem-
ao diapencar urna dallas: o preco be
IMCOPARAVEL
UNGENTO IKiLLUWAY.
Militares de individuos de lodas as naees podem
leslemunhar as mi ludes deste remedio incomparavel.
e provar, enftaso necessarie, que. pela aso que del-
le lizeram, lem scu corpo e membraMnieiramenle
>.ios, depois de haver emprecadn intilmente oulro*
IraUmeiitns. Cada pesso.1 poder se-ba convencer
dessacartisunnavilliosas pela loitura dos periodiros
ii'a*Te!ai.iiii lodos o* das ha ntuilos anuos- e
a malor pal ledellas -fio lilo sorprendenles que admi-
ran os mdicos mais clebres. Quanlas pessoas re-
eobraram com esle soberano remedio o uso de seus
bracos e penas, depois de ler permanecido longo
lempo nos liospilaes. onde de\iain Foflrcr a ampu- S1 ou quizer fazer o negocio deoolra citada far
laclo I Dellas ha muilas que liavndo deixado tases S nMacima dilo, pode fallar com o Sr. Uigrn
Vende-so urna
precisar annnncic.
BARRIS MONSTROS COM
BREO.
\endem-se barris rom bren, muilo grandes, che-
gados acora da America : na ra do Amorim, arma-
zem de Paula ^ Sanio*.
Na taberna da rita do (.trmenlo n. :I0, ven-
de-seo afamado fumo de Garaiihnus, barato, sendo
em poreflo.
Patente inglez..
Vende-se um rabriolel descabelle, perfeilo rslado de seguranca, c com os arreios : na
ra do Trapiche 11. 10, segundo andar.
BAILE DE MASQUE.
^ ende-se um rompido sorlimenlo de franjas, ga-
loes, renda e rspigoilhaa de palhela dourada e pra-
leada, a mais rica que tem apparecido, propria para
vestuarios do carnaval, assim como para armaces
de i^reja : na ra do Cabng, loja de miudezas de i
portas.
CAL DE LISBOA A $000 US.
\ endem-se barris com cal de Lisboa, chegado no
ulliino navio a 'i.^KKIpor cada una : na ruado Tra-
piche n. 1(1, segundo andar.
CAL DE LISBOA A 3S000 RS.
Vende-M cal de Lisboa da mais superior que ha
no mercado, pelo mdico preco de 390001. o bar-
ril, na ra de Apollo 11. 8 e 10, armazem dcassucar.
No paleo do Ganan, quina da rna de Moras
II. I. coalinua-*e a vender omina muilo alva a 80
rs.. farinha do Maranlio a 140, carada nota a IGO,
caK a 180. em arroba 3)000. ch a I96OO, -2^**t o
IiliO. bom, dito pelo o melhor possivel, em crubru-
llms de meia libra, a -OSO, lourinho de Lisboa a
.160, amelgas novas a l'IKI rs., bolachinhas do Lisboa
a 400 rs., Jilas de aramia a 4(K> rs., ditas inglesas a
aiO, nuwteiga a 7_'(). 800 e |.^.K), boa, milito a 100
a cma. vinlio muscalel a (00rs, a garrafa, papel gre-
vc,perlina e de entras qoslidades mais baixaa e mais
baratos, ili|o.'i/ul para cliapeleiro, sardinbas deau-
les a (10 c 800 rs., c nulros niuilos gneros que se
vendem baralo, porm a dinhriro, e lambcm csla-
nicnha para leiceiros franciscanos.
Alpakas para palitos.
Vendem-se alpakasde lodas^is cores, fazenda mo-
derna, para polilos, pelo diniiuulo preco de 260 o
covado : na hija de Faria Machado, ra "da Cadete
do Recite n. 30.
Cambraias de gosto.
Vendem-se cambraias de modernissimo goslo. che-
gadas nllimamcnle do Havre, por 180 a vara, fa/.en-
da econmica por ser demasiado larga ; na loja de
Faria .Machado, ra da Cadeia do Kccirc a. 30.
Na botica da ra do Kangel n. C, vende-se
um escravo, nftirial de pedreiro, bonita ligara, e de
18 anuos de idade,
Riscados escocezes.
Vendem-se riscados escocezes, fazcuda de goslo, a
10 o covado, e d-se amostra com penhor : na loja
de Faria Machado, roa da Cadeia do Recife n. 30.
Cortes de riscados francezes.
Vcndem-se cortes de riscedoe iHhcezcs, finos, co-
res seguras, proprios para chambres.pelo mdico |ire-
ro de 15920 o corle : na loja de Faria Machado,ra
da Cadeia do Recife n.30.
FAZENDAS BARATAS.
V cndcin-'e cortes de cassa com barra a j patacas,
ganga amarella fraitreza a 200 rs., riscados franre/.es
largo a 9 viuleiis, cnberlores de algodAo dea cores
muiloencorpados e grandes a 19000, cassas fr ance-
zas Roas de cores fivas a 3s2 o covado : na ra do
Queimado n. 21.
LBMEZL
Para acabar, vcude-sc a 900 rs. o covado dessa
econmica faienda prela, rom 6 palmos de largura,
propria para trages de clrigos, religiosos, vestidos e
maulilhas para mulheres : na ra do Oucimado
U.21.
^ vendem-se ou pcrmiilam-se por casas ncsla
i* ridade rm os bairros .le Sanio Antonio 011
<9 Boa-Vala ; um escltenle c grande silio, len-
w do perlo de .100 palmos de frente, c 1,500 de
S fundo, com.boas bailas de rapim, agua de bc-
Jv bcr, e com muilas arvores das mais deliciosas
m Trolas rpic ttotn 11 visla se podera conbecer ;
muilo porto da citladc por estar no principio 5$
@ da estrada dos Ailhctos, e com mais a parti- ,'
ciilaridade de ler no fundo rain boa d'agua sal- in
gada, onde se pode formar dous famosos vi-
& veiros, e ler tambem alm de ludo isto, a ;'
; fenle loda murada de novo, com dous por- (
laes ao lado de mis alicorees e frente j co-
; ;. mecada de anta magu Oca casa de 16 palmos *
de larga p 116 de fundo: quem o pretender J
i
asvlosde piidcrimento, para se nao submellere
essa operadlo dolorusa. foram curadas complelamrn-
le. luedanle o uso desse precioso remedio. AlgO-
mas das laes pessoas, na efuaao de seu leconlieri-
menlo, declararan! esles resultados benficos dianle
do lord rorregedor, e otiln s magistrados, alim de
mais auli.'uli.Mr.Mn sua allirmalita.
Ninguerq desesperara do estado de sua saude se
livesse h.istanle conlianea para cnsaiar <*lc remedio
conslanfemjue, seguiudo algum lempo o Irata-
mcnlo que neeessilasse analureza do mal, cojo re-
sultado seria provar iiicoulcSIavelnienle: Que ludo
cuia !
" unguenlo he ulil mais nirliculurmenlc nos
scyittnte.' casos,
matriz.
Alporcas.
Cambras.
Calls.
Canceres.
(airiaduras.
llores de (abeja.
das cosas.
nos memhros.
Enfcrmidadcs da culis
cm geral.
Enfermidads do anus.
Erupcoes eaesrbnlicM.
F'istulas no abdomen.
Frialdadc ou falla de ca-
lor nas cvlremidades.
Frieiras.
UangWas escaldadas.
Iiichaees.
InllHininacao do ligado.
Lepra.
Males das pernas.
*los peilos.
de 0II10*.
.Mordeduras de rapiis.
Picadura de mo*1pilos.
ful niea.
Queimadelas.
Sarna.
Supnraroespnlridas.
Tiliha, em qualquer par
lO que aeja.
Tremor de ervos.
I leers ni bocea.
do ligado.
das arliculacocs.
Veas lorcidas, ou nada-
das nas pernas.
1
;-':'T::-:

ILEGIVEI
1
da bexiga.
\endr-SB esle unguenlo no eslahelerimenlogi
de Londres,. 2ii,Slraivl,e na loja de lodos os bo-
lirarios, droguistas e oulias pesauas encarregadas de
sua venda em toda a America do Sul, llavana e
despalilla.
Vende-se a 800 res cada borelinba, conlm urna
iuslriiecao em porlugue/. para explicar o modo de
User uso desle ungento.
O deposito geral he 0111 rasa do Sr. Soum, phar-
maceuiico, na roa da Cruz 11. 22, em fernam-
buco.
-V'
iguel
jj Carueiro no Uerife, ou dirija-se ao mesmo
jj{ lugar a fallir rom o proprielario na primeira
* casa do lado direilo na mesma eslrada,
'.3;:@&5;; 9999
Vendom-se vacas de leite muito
boas, lbas do pasto e com bezerros pc-
rrueoos: no sitio do Sr. Dr. Filippe Mena
Calado da Fonscca.
Um FRANCEZ-
Acha-se de novo eipostn i venda a deliciosa pila-
da desle rolao francs, que s se encontrara na rna
da Cruz n. -_'(, primeiro andar, e na loja da Oardeal,
ra larga do Rosario, por muilo commodo preco.
Toallias de superito- panno de linho alco-
\oadas para rosto a LsldO,
vendem-se n.i rui do Crespo loja n. 16, asegunda-
quem vem da ra das Cru/e*.
CAL VIRGEM.
a niJiis nn>.i fjr.o ha nn incrtaili1. a preco commodn ;
M rado Tra-pcbo n. (.">, ,'iiinu/em de IJasts lr-
in.lus.
.: RA DO UESPO >. 1-'.
") N'cndc-se nesla luja supprinr <1 tv seda decoreb, pendo liraiirn, encarnado, riWo, $$
@ por prc Na livraria da rna do Coilegio n. S,
vende-se umaescolliida colleccSodas mais
brilbantes pecas de msica para piano,
asquacs sao as inelhores <[iie se podem a-
cliar para l'a/.cr um rico prsenle.
I'AUINHA DE MANDIOCA.
Sarcas com superior farinha de maudiuca : no
armiem dao Tasso Irmos.
POTASSA BRASILEIRA. <$>
Vndc-sc superior potassa, la- (g
biicada no l!io de Janeiro, che- tj-
gada recentemente, recouunen- ^
da-se aos senhores de engenhos os ^
seus bous ell'eitos ja' experiinen- *^
tados: na rita da Cruz n. 20, ar- *?
mazem (JS Conipanliia. O
DEPOSITO DE CAL PE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recite n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlcmcnle chegada.
Vende-se urna balanca romana rom lodos o
na perlcuces, cm bom uso e de 2,1)00 libras : quem
a pretender, dirija-se :i ra da Cruz, armazeni n.4.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de I). W.
Bowmann, na ra do Iirum, palian-
do o hafarjz continua haver um
compleljo sortimenlo de taixas de ferio
fundidd e batido de a 8 palmos de
bocea, las quaes acbam-sc a venda, por
preco ^ommodo e com promptidao' :
embarcam-sc ou carrdkam-se cm carro
sem dttpc/.a ao comprador.
Km .asa de J. KellerAC, na rtia
da Crn/. ki. 7>~>, lia para vender 3 excel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, vcn-
de-sc farelo novo, chegado de l.isbua pela barca Gra-
tidao.
CEMENTO ROMO.
Vcndc-so superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as tinas : aira/, do
lealro, an lar.eiu de Joaquioi Lopes de Almcida.
Agenda de Edoric BXaw.
Na ruado Apollon. 6, armazem de Me. Calmon-
i.\ Companbia, acha-se constantemente bous sorli-
menlos de Itiixas de ferro rnado e balido, lano ra-
sa romo fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamanhos e modclososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
5 cavallos, cocos, passadeiras de ferro estaiihado
para casa de*purgar, por menos proco que os de
cobre, eseo-vens [>ara navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de llandres ; ludo por barato preco.
No armazem de Vctor Lasne, rna
da Cruz, ni 2", vende-se o segttinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenlios ; wermoutli cm ai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa (jitalidade ; viubo verdadeiro
lordeaux em caixas de duzia ; kircb
do mellior autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; nbsintb, cboco-
late muito superior qualidade; champa-
gne : o que ludo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qualidade.
Vende-se elidiente taimado de pinho, recn-
tenteme chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do ferreira. a entenderse com o adminis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle era Berlin, empregado na co-
lonias inglezas c bollandezas, com gran-
de vantagem- para o melboramento do
asaltear, acha-se a venda, cm latas de 10
libras, junto com o metbodo de empre-
ga-lo rio idioma portuguez, em casa de
N. O. IJielxr & Companbia, na ruada
Cruz. n. 4.
Vende-se tima rica inobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
marinare branca, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rita do
Collegio n. 2, taberna.
Devoto Clnistao.
Sahio a lnz a 2." edirlo do livriuho denominado
Oevolo Chrislfio.mais correcto e acresceulado: vende-
se unicaincnle na livraria n. li e S da praca na In-
dependencia a 610 rs. cada ejemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Jlw de Mara, adoptado pelos
reverendissmos padres capuchinhos de N. S. da Pc-
nha desla cidade, augmentado com a novena da Se-
iihor ila Cnuccicao, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cde>\ S. do Bom Conselho : ven-
dc-sc uniramenle n livraria u. 6 e b da praca da
independencia, a llOOO.
Moinhos de vento
'ombombasdcrepuxopara regar borlase baixa,
de capan, na fundicao de I'. W. ilotvman : na ra
doBruinns.6.8elO.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, quadrilbas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinlias, tudo modernissimo
chegado do Rio de Janeiro.
Vcndem-se ricos e modernos pianos, rccenle-
menlc chegados, de encllenles vozes, c precos com-
modos cm casa de N. O. Bieber & Companbia, ra
da Cruz n. i.
Vendem-se lonas ta Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: np
armazem de N. O- RieberA C,, ra da
Cruzn. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala aova n. 42.
Nestc estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortment de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
\ende-sc om cabriole! com robera e os com-
petentes arreios para nm cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Viste, amaten do Sr.
.Miguel Segeiro, e para Iralar uoltecife ra do Trapi-
che n. 15, primeiro andar
miXAS DE FERRO.
fuuicao' d'Aurora cm Sanio
e tambera no DEPOSITO na
jua do Bnin logo na entrada, e defron
te do ArseUl de Maiinha ha' semme
m- gra,lc sartimento de taiebai tan.o
de fabrica Racional como cslran^.i,..,
ba ,, as fuLfidas, grandes, LueZ
ra^,e fundas; fe em ambos os|0
extstem qui^dastes, para cambar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precpi sao os mais commodos.
NA VAl.llA i A CONTENTO E TESO IRA S.
Na ruada Ca lea do Recife n.4, pnmei..; an-
dar, escripteno de Anct.slo C. dc ai, e", c ,n-
"'am-se a ven ler a 8WKI0 o par (prero n.'o) as L
bem -""hecidas afamadas navalbas de barba fciliut
pelo hbil fabni nte que foi premiado na e,,.osicao
de Londres, as ( uaes alcm de durarem eilrairdii'ia-
riamenie, iiAosesentem no rosto na acrao d .collar
vendem-se com a rondicao de, nao agradando, oo-
derem ns compradores devolvc-las al 15 diasdtuois
pa compra reslituindo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas lesoiiriuhas para unhas, feilas pelo mes
mu fak 'icanle. {
Em casa de Timm Mousen & Vinas-
sa. praradd) Corpo Santo n. 15, ba para
vender :
L'm sortimnto completo de livros em
branco d superior qualidade.
Viiiho de cl^pagne.
Aosintlieedierry coi-dial de superior qua-
lidade.
Licores de difl'erentes qualidades.
Naipielaspara carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade: tudo
por preco commodo.
. Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de Brunn Praepcr ck
C, ruada Cruz n. 10.
Vcndr-se um carro novo, de 4 rodas, com 4
TZ.'I8-,!*8 'nrr,V'ios cn' boni 'd- e ""''ni urna
parellia de cavallos novos e|fortes : quem prerisar an-
nuicie a sua morada, ou dirija-se a Slidade silio
dos leoos a qualquer hora do lia.
Vende-se um terreno na rna do Seve, com 10
palmo, de largura e mais de :m de comprimenlo.
com frente para o Capibaribe e fundos para o Uospi-
ao. de quina lodo aterrado e j com muilas hemfei-
orias, sendo pela frente alicerre para urna casa de
leda a largura e 100 palmos de aprmenlo, (\,.
lo de um lado por um oitao de casa lambem de-100
palmos, muro e cacimba ludo meciro, e pelo lado
da quina e fundo com alicerre para muro ; ofTerece
commodos para se farer dous lindos predios com bous
quintaos, o que fetodeverao ser muilo procurados
para inorada, nao so pela boa lecali.lade e bella vis-
la romo porque arhando-se muilo proafno a facul-
dadede dire.lo. aerescerno por isso os concurrentes
a Iralar na ra Nova n. :Q, egund andar.
LUYAS DE SEDA A 1,400 0
PAR,
vendem-se na loja da ra do Queimado' n. M, Invas
de ,eda brancas, cor de pallia bordadas a ISiOO o
par. *"
Vende-se nina sobrada de um andar em chaos
proprios. silo na ra da Senzala Velha n. 100 per-
lencenlc berdeiros do fallecido padre l)omiii"o
Germano Alonso Rigueira : artralar no pateo da St.
Cruz n. 70 segundo andar.
Vende-se urna cssa^terrea na ra Aogusla n.
11. quem a pretender dirija-se a ra eslreila do Ro-
'" 36.
Crimea.
Chegou pelo ullimo vapor da Europa urna faien-
da iirteiramenie nova, (oda de seda e de goslo es-
eos-e/., denominada Crimea, vende-se pelo dimi-
nuto preco de 13000 rs. o covado : na ra do Ouci-
mado loja n. 40.
BAREGE DE SEDA LISO A
800 RS. 0 COVADO,
na loja CORTES DE ALPACA ESCOS-
SEZA A 3,800 RS,
na ra do Queimado loja n. 40.
RISCADOS ESCOSSEZES A
260 RS. 0 COVADO,
oa ra Queimado loja n. 40.
CORTES DE BAREGE DE
SEDA DE QUADROS A
7,500 RS,
na loja da ra do Queimado n. 40.
VeDdem-se ptimos pianos boiizonlaes c
verticaes.
Um grande sortimenlo de vidros para es-
pelhos de boa qualidade.
L'm sortimeirio de ricas obras de bri-
lbantes.
Tudo por preco mais commodo possi-
vel, era casa de Rabo Schraettau & C, ra
da Cadeia Velha n. 37.
Vende-se urna preta de 30 annos,
boa quitandeira : na rita dos Quarteis
n. 24.
Vende-se a cocbeira da ra de Horlas: a Iralar
na mesma.
FRESCAES OVAS DO SERTAO'.
\ endem-se ovas do serbio muilo em conta, e lam-
bem se relalha : na ra do Queimado lojan. 14.
OLEO DE LW1I AC
em barris c bolijoes : no armazem de Tasso Irmao.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
Meado Tasso Irm.ni..
d
%
Deposito de vinlio de cham- &
pagne Chateau-Ay, primeira qua- ?!
lidade, de propriedade do conde ^
de Marcuil, ra da Cruz do He- j*
cife n. -20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se ^
a .iG.sdOO rs. cada caixa, acha-se W.
nicamente era casa de L. Le- ^
9 crate Feron ^ li.As caixa* sao marcadas a fo- ($)
Q goConde de .Marcuile os ro- >
A tulls das garrafas sao azues. fe*
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potesfls da
Russia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
rates que he para fechar cotilas.
Na ra do Vig ario n. 1!) primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de aduna che-
gada recenlemenlc da America.
CEHEMO ROMANO BRAMO.
\ ende-sc cemente romano branco, chegado agora,
de superior qoalidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas o as linas : alr.ii do thcalro, arma-
icm de latinas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia dn Recife, de llenry Cibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
I ARIN1IA DE MANDIOCA.
Vende-se a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Sania'Calharina, e fondeadu aavolla'do Forte do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para porees a Iralar no escriptorio de Ma-
nuel Alves Cuerra Jonior, na ra do Trapiche
u. 14.
ESCRAVOS FGIDOS.
v" *-
No dia terca-feira, 23 de Janeiro do torrente
anno, desapanrereii do engenho Cagafngo do niuui-
cipio de leuarass, o escravo, crhuilo, de nome Se-
verno Rabosa, com os sieuars sefiUMiles : idade 22
anuos, pouco mais ou menos, olhoi fraudes, sobran-
crlhas bem fechadas, beicns grossos, Icm muito pou-
ca barba, nariz chato, bailo e cheio do corpo, ps
apalhclados, muilo convivcnlc e rferifla ; desappa-
receu acorrenlado, porm he de crer que no lenha
mais os ferros : roga-sc, porl.Trlo, a lodas as autori-
dades, capitacs de campo c pessoas do pvo, que o
apprchrndam e levem-o a seu seidar Joao Vieira
da Conlia, un engenho Cagafngo ; no Recife, la
Augusta n. i'.l. a Ignacio Ferreira finiaaraaa; 114
ridade do Rio-Fornioso a Joaquim Cordciro Hibetrn
Campos ; na villa de Iguaras-u' a Francisco da*
Chagas Ferreira Duro, que serao genrnisameitlc rc-
com pensado*.
CF.M Mil. RES DE GRATIFICACAO'.
Doappareceu no da fi dedczrmbroH> anno pr-
jimo passado, lirncdicla, de li minos deidade, ves-
ga, cor araboclada ; levou mn veslulo de chita com
lislrus cor de rosl e de caf, c oulro lambem de cbi-
I. bronco com palmas, um lenco amarcllo 110 prsco-
CO j desbolsdo: quem a apprchcii''" conduza-a
I Apipucos, noileiro, cm casa de Joao J.eilc de Aie-
vedo, ou 110 Recife, na prora do Corpo Sanio n. 17
que recebera a graliracjlo'cma-
Uesapparcreii no dia 1. da correle mulato
claro, de nome Domingos, que ji servio na armada
nacional, com o nome de Jos faxtariane de Sania
liosa, iindc esleve !l annos a borlo do brigue Calin-
pe ; lio ile estatura recular, basante grosso c muilo
espadando, pescoen mullo curlu, muilo pones bar-
ba. Irazeudo um pequeo bisodB e suisa. moita r>-
Ireilas e rasas, bonilo c muilo han (allante, edil ser
forro : levou atauma roupasua. *** f natiw de
fazendas, 7 pares de sa palos de H Viao para senho-
ra. 5 rmlos de vestidos, f> golimas de poni ingle/.
'2 camisinhas de senhora lamben de (ionio inglez. e
2 pares de manguitos ; foi modado em um cavallo
Caslanhc escuro, alio c secco, cita um signal branco
na testa manir du que um palacio, loado urna cira-
Iri/. em cada lado do peilo proveniente do servieo de
carro ; be muilo fogoso e lem a manlu de c acuar
.lignina- tcz.es em occasiio de salir de (a-a, sellado e
entrojado ; desconfia-seque o dilo e-cravo lenha se-
guido a estrada da Parahiha ou lo Rin-I'ormoso, ou
serlao : roaa-se a quem o apprehender. de leva-lo a
ra ila Cruz. 11. 7, ou a ra, l.uiz Francisco de barro Rogo.
PER.N TVP. DE M. F. DE FABJa. 1855,
MUTILADO


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID EBYAGMKSM_MIZLHB INGEST_TIME 2013-03-25T13:10:12Z PACKAGE AA00011611_01169
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES