Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01168


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Full Text

ANNO XXXI. N. 35.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
t
DIARIO DE
=
KXCAHRKOADOS DA SUBSCRIPC-VO-
Recife, o proprietario M. F. ile Karia ; Kio neiro, o Sr.Soo Pereira Marlins ; Bahia, n Sr. D.
Duprad ; Macei, n Sr. Joaquim Bernardo do Men-
dnnca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dad! ; Natal, o Sr.Joaquim Ignacio Pereira Juuior ;
Araeaty, o Sr. Amonio de Lcraos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto llreos ; Maranhilo, o Sr.Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazona), o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 1000.
Pars, 32 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebato.
Acrocs do banco iO 0/0 de premio.
da companbia do Beben! ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METIS.
Ouro.Oncas liespanbolas- 2J000
Modas do 69400 valijas. 1G3000
de 6-5400 novas. 168000
de400O. 05000
Piala.Patacocsbrasilciros. 1-?!'! 0
Pesos columnarios, lS'dO
mexicanos..... 19860
PARTE OFFICUL.
GOVERNO D\ PROVINCIA.
Expediente do da 7 de fe> crciro.
Oflicio Ao Exm. presidento das Alagoas.
Tendo de mandar vir da EtUropa um macliinisla pa-
ra montar o relogio do lerreao do arsenal de mari-
nha, reenmmendei o respectivo inspector quo fi-
zesse com que fosse engajado um liomem com as ha-
liililarcs necessarias para colloear inacliinas de
phares, na intenco de e raJfhr 1CTN., orno
agora o fajo. Segu elle pois nesla pecasio, justo
por dei hillings e meio cm rada dia de Irabalho, c
tres nos domingos e dias santos, ao cambio do dia,
alcm do transporte de ida para ahi e volta para esta
prnvinria. '
Estando corlo de que V. Ex. muito estimar esta
miaba providencia, rogo-lhe o favor de fazer voltar
o mencionado macliinista logo que nao seja mais
necessario aos Iraballios do pliarol. Ofticiou-se ao
inspector do arsenal de marinlia para o fazer seguir.
Dito Ao mesmo, devolven lo julgados pela
junta de jusliea os dous proces9es vnrliaes dos sol-
dados Boavenlura Jos do Prado e Antonio Fran-
cisco da Costa, pertencenlr ao 8. balalhao de in-
fantina estacionado naquclla provincia.
Dito Ao mesmo, remetiendo o requerimento
de Bernab Pereira da Rosa Calheros, para que,
cal vista do que elle allega sobre a falla de cumpri-
monlo do contrato celebrado para fornecimenlo.das
madeiras necessarias ponte do Kecifo, so digne S.
Ex. de attende-lo, como julgar em sua sabedoria.
Dito Ao mesmo, inteirando-o de que, apenas
receben seu olficio de 28 de Janeiro ultimo, pedi-
r as convenientes ordens para ser facilitada a cx-
portacAo da farinlia de mandioca, que tem de ser
enviada para aquella provincia pelo seu agente nes-
ta, e que, segundo declarou o mesmo agente, ja se
aelta tudo promplo.
Dito Ao Exm. presidente do Cear.Reenvi-
ando, julgados pela junta de jusliea, os dous proces-
aos verbaes dos soldados Francisco Antonio da Sil-
va e Maranno ltibeiro de Freitas, perleuccnlcs ao
meio balalhao daquclla provincia.
Igual ao Exm. presidento da Parahiba devolvcn-
do tres dos soldados do meio balalhao provisorio da-
quclla provincia, Martinho Ribeiro Piulo, Antonio
Jos Teiieira e Jo, Marsaics de Almeida.
Dito Ao cominandante das armas, dcvnlvcndo
julgados pela junta de justioa, lprocessos verbaes
das praras mencionadas na relacAo junta, alim de
que mande executar as senlcncas proferidas pela
mesma junta.
Retardo/las pracas a que se refere o oflicio supra,
do Exm. Sr. presidente, desta dala.
2. balalhao de iufanlaria.
Soldado Segismundo de Almeida.
Angelo Aogelico.
Manuel Gomes.
Manuel Joaquim de SanPAuu.-i.
< Antonio dos Sanios Ferreira.
H FranciscojLuJ^liagas. -
4. balalhao de arlilbaria a p.
SoldadoAnianrio Joaquim Macicl.
a Jos Francisco.
!). balalhao de infanlaria.
Soldado Jos Malinas Bonifacio.
10. balalhao de infanlaria.
SoldadoAntonio Pereira Garca.
Companbia de cavallaria.
SoldadoTboodoro Jos Rodrigues de Barros '
o Luiz de Franja Barboza.Tambem devol-
veu-sc ao couimandaute de polica o processo crimi-
nal do saldado daquellc corpo, Juvencio Aulonio
dos Santos Reg.
Dito Ao mesmo, recommendando a expedirn
do ordens para ser apresculado ao juiz municipal
da 2." vara dcsta cidade um soldado de cavallaria,
para entregar as autoridades policiaes os oflicios re-
lativos convocnc.no da pnmeira sess.'io do jury des.
le termo.Communicou-se ao referido jniz.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso de
19 de Janeiro ultimo, do qual consta se baver con-
cedido passagem para o lerreiro balalhao de arlilha-
ria a p, ao soldado do 4. da mesma arma, Jos
Tibnrcio Barboza.
Dito Ao mesmo, transmittiudo por copia o
aviso da repartirlo da guerra, de 19 de juneiro ul-
timo,.do qual consta liaver-sc permiltido que o
major commandante do corpo de arlificcs da ciirlc,
Carlos dcMoraes Caniisio, conlinuc a ser emp!
do nesla provincia como convier ao servido.i
muuicou-se lliesonraria de fazenda.
Dito Ao presidente do conselho administrati-
vo, para promover a compra das fazendas e mais
objeclos mencionados na rea cao que remelle, os
quaes sao necessarios o arsenal de guerra para sa-
lsfazcr diversos pedidos.Fizeram-se as necessarias
conuniinicaces.
Dito Ao inspector da thesouraria de fazenda,
communieando liaver o jniz municipal e de orphaos
do termo de Cimbres, bacliarel Miguel Arclianjo
Monleiro d'Andrade Jnior, participado quo por
continuar doenle. deixava de seguir para aquello
termo a entrar no excrciciode seu emprego. Igual
communirarao se fez aoExm. consellieiro presidente
da rclaro.
Dilo Ao mesmo, transmiltindo para os conve-
nientes exames, copias das artas do conselho admi-
nistrativo, .daladas de 8 e 20 de Janeiro ullimo.
Dilo Ao mesmo, enviando por copia o aviso
circular do ministerio da julioa, de 13 de Janeiro ul-
limo, no qual se^delermina noiS qw aquella the-
souraria remella ao mesmo ministerio cm lempo tal,
que possa estar all no mez de Janeiro de cada anuo, o
oroamnitoda despeza que se liver'd fazer nesla pro-
vincia por conta do referido ministerio, mas tam-
bem que na confeccao de semelbanle ornamento se
lome por modelo o que ella orgaoison no anno ante-
cedente.
Dilo Ao mesmo, autorizando a compra de 20
colxci c igual numero de travesseiros necessarios i
enfermarla da radeia dcsla cidade, remelteudo a
conta de semelbanle despeza presidencia para ser
salisfeila pela repartilo competente.
Dito Ao desembargador juiz relator da junla
de justic,a, transmiltindo para seren julgados em
sessao da mesma junta, o processo verbal do solda-
do do 9. balalhao de infanlaria, Joaquim Jos Le-
andro. Communicou-se ao commandante d,as ar-
mas.
Dito Ao inspector do arsenal de marinba;, re-
commendando a expedirlo de suas ordens para que
o patacho l'irapama largue para o presidio de Fer-
nando no dia 10 do correle, depois de oslaren) a
bordo nflo s as pracas de pret mencioaadas no of-
licio de 2(1 de Janeiro ullimo, mas tambem os sen-
tenciados que o jniz municipal da l. vara desta ci-
dade tiverde enviar para o dilo presidio. Fcz-se a
semelbanle respeito o necessario expediente.
Dir Ao director das obras publicas, aolcri-
sando-o i lavrar o termo de recebimento definitivo
da obra do acude da Lagoa Extrema, e inleiran-
dn-o de que acaba de recommehdar thesouraria
provincial que, a visla do rmpeteme certificado,
pague ao respectivo arrematante a importa ncia da
ultima prestarn do seu contrato.
Dito Ao mesmo, autnrisando-o a contratar com
o arremataute dosconceriosda cadeia de Garantan*,
a factura ecollocaro das duas grades de ferro,
tarimha e guarilas de que traa o seu oflicio de 25
do Janeiro, n. 3>, devendo servir de base a esse con-
trato o orea ment constante do mesmo oflicio.
Communicou-se Ihcsouraria provincial.
Dilo Ao juiz municipal da 2.a vara, commu-
nicando hav-lo designado para, no dia 10 do cr-
reme, presidir ao andamento das rodas da 2." parle
da 4. lotera em beneficio p\i groja de S. Pedro
Martyr de Uliuda. Communicou-se thesouraria
provincial.
Dito Ao Dr. jniz de orphAos deste termo, in-
Icirando-o de que aulorisra o director do arsenal
riegeerra a alistar ni campanilla do aprendiz me-
nores do mesmo arsenal, o menor Antonio, li I lio de
una prela tic" nonio Luiza, c recommendando que
faca lavrai o termo de que trata o arl. 4. do regu-
lamanlo de : de Janeiro de 18t, logo que por parle
do dilo director IbejTor apresentado o referido me-
nor.Ofliciou se ao mesmo director ueste sentido.
Dito Ao commandante do corpo de polica,
dizendo que, visto no Icr appnrecido alguem que
queira contratar o fornecimento do fardamenlo ne-
cessario s praras de pret daquellc corpo, mande
Smc. manufacturar no mesmo corpo os artigos de
fardamenlo mencionados em seu oflicio de 30 de Ja-
neiro ultimo, subsliluiido por botos preloa os a-
marcllos de que actualmente usam as referidas pra-
vas.
Dilo Ao inspector da thesouraria provincial, pa-
ra mandar pagar aocdadSo francez J. Brunct 170
rs., em que imporlam 120 amostras dos mineraes
mais notavois dos Alpes, as quaes lendo-lhe chega-
do da Europa, a presidencia resolveu comprar pa-
ra o servico da provincia. Communicou-se ao
mencionado cidadao.
Dito Ao director da companbia de Beberibe,
recommendando que de qnanto antes comero s
obras ramal que lem de fornecer a agua que
for precisa casa de detenerlo.Communicou-se ao
director das obras publicas.
Dito Ao juiz de paz mais volado da fregue-
zia de Una. Constando de oflicio do juiz de paz
dessa freguezia, Paulo de Amorim Salgado, de 23
do mez ultimo, nao ler Vmc., como lhe cumpria,
reunido a junta de qualificacao para rever alista
do volantes do anno antecedente, lenho a recom-
plendar-lhe, que quanlo antes (rate de convocar os
leitores e supplenles para a organisacao da refe-
rida junta, devendo Vmc. no caso de impedimento
legal officiar ao seu imraedalo em votos para o fa-
zer, advertindo que, so esse immediato so achar
lamben) impedido, devora cfficiar ao cidadao que se
lhe seguir na votac.no para effectuar semelbanle
rciinio, e a-sim por (liante, at enronlrar-sc um
0N0V0 PECCADO ORIGINAL
Par Alfredo Mlchiels.
"ni
No principio do mez de junho lloudan alravessa-
ve o Breuil ou praca principal da ridade, quando
um quailr.. extravasante allrahio-lhc a altenco.
Atrs do theatro malas, pceles e fardos numerosos
junca\am o chao. Muilus instrumentos de musir a-
rliavam-se apelados nas caixas, e muilos chapeos de
forma singular espalhadas sobre os oulros objectos.
llomens, mnlneres e meninos aeompanluvam essa
bagagem, nns enlados uniros em p. Seu vestuario
aniiiinriava a miseria, e scus restos nao o desnicn-
liam. As roupas de alguna individuos eslavam rolas,
e quasi todos os meninos esfarrapados. Pareca una
coIlcccSo de indigencias cscolhidas. L"m co nubla-
do, e una ebuva fina que rabia sent inlerru|irao
aufimenlavam o ispeclo" trisle d.-sses grupos.
No numero djs pessoas estranhas que o enmpu-
nbam, Sebasliao vio urna rapariga Jiielhor vestida*
(iw suas compaidieiraa, e quo dislrnuuia-sc sobre-
ludo pela nobleza de sua nbysionomia. Pareca ab-
sorta em tristes relle\i-s, qire a (ornavam .insensivel
aos objectos eilerion-s. Krs Luciana Kerlbold.
Essa rapariga ira nascer na alma de Sebasliao a
viva ernoeao que prodiizem as bellezas rams, que se
dirigeimao coraran ao mesmo lempo que ao espiri-
to o aos olltee. Elle ficnu imuiovcl rom os olhos filos
na craciusa desconhecida, e como dominado por um
orIReaio. Admirava einedilava. Um loque d va-
rinha de teda o tinha por as-im dizer Iranspnrlado
do momio positivo aos deliciosos valles da magina-
S^a e do amor. A noviJadc do senlinienlo que cx-
perimeulava. augmenliva-ljio o cnranlo.
Luciana nHo reparn a principio na llenrao ex-
traordinaria de que era objcrlo. Sen espirito* vaaa-
va manifestaniontc lonsc dclle e doMia-companbei-
ras; apenas senlia a rluva que adnrnaia-llie os ra-
bollusde perolas lran-|.nonios ; m ., o involunlariu
afinco deSebadiao lir>u-a emlim da picoccoparau.
Ella encarou-o rom ar trio c escrutador; mis essa
exprcssAo abrandou-se jimiuIo nbervou o semblan-
te nobremonln inneiiuodo seu admirador. Houdan
n.lo pode deixar de corar, romo se houvesse sido a-
panharleem flagrante ifelii lo, o que lhe impedin de
trocar rom Luriiiu ollar por olb ir; todava a al-
tenco ila moca deii-lheomo um choque elctrico.'*
Emquanlo linlia lugai e--j diala-o mudo, abr ose
a pjrla do thealio, aqutlla por onde entrain os ac-
lores e OS criados. As nulheres proiuraram um a-
brigo no eilificio. c l.udifna acompanbou-as. Aju-
dados por aljuns criadoi, os hnmens comeraram a
transportar as nulas e os fardos, que conlinham lo-
dosos seus utensilios dramticos.
") Vide.o Diario n. 3.
los juizes de paz juramentados que estoja desempe-
dido, o qual ser o presidente da jupia, e como tal
proseguir nos respectivos trabalhos. Itemetteu-se
copia deste oflicio a Paulo de Amorim Salgado.
8
Oflicio Ao coronel commandanlo das armas,
transmiltindo por copia o aviso de 22 de Janeiro ul-
limo, no qual o Exm. Sr. ministro da guerra nao
s declara o destino que evem ler as praras de
pret, meMlhaju na relarao que tambem remelle
Prt^BJHBaj\Wat4rBTjultiniamenle inspecciona-
da-, mas lamliem evice a f do oflicio do soldado do
4. balalhao de arlilbaria a p, Joaquim Manoel Cor-
deiro, e recommenda a fiel observancia das dispo-
sres que regulam o seu engajameulo para o exer-
cito.
Rclaran a que se refere o oflicio supra.
4. balalhao de arlilbaria a pe.
Soldado Joaquim Manoel Cordciro.
a Joaquim Barbosa.
Jos Francisco do Carmo.
a Christov,lo de Hollanda Cavalcanti.
a Manoel de Carvalho.
2. balalhao de infanlaria.
SoldadoJos Ldano Feilosa.
a Jos Germano de Muura.
a Antonio Francisco Segundo.
1." cadete Arislides Duarte Carnciro da Cuuha.
Soldado Manoel Francisco.
a Jos Pereira Santiago.
9. balalhao de infanlaria.
Soldado.Laurcnlino Fernandes.
ti Induro Alves Monleiro.
a Sezisnando Sislau.
Joaquim das Neves.
a Daniel das Chagas Bocha.
a Antonio de Souza.
1." cadete Manoel Cavalcanli Ucha.
10. balalhao de infanlaria.
Sargento armeiro Gonrallo Ferreira da Rocha.
2. sargento Jos da Costa Pinto llandeira.
Soldado Manocl Antonio de Campos.
Companhia fixa de cavallaria.
Soldado Antonio Rodrigues d'Olivcira. f
u Pedro Jos do Nascimeulo.
Companhia de artfices.
AnspecadaAuastacio Joaquim Dias.
Soldado Manoel Ferreira de Souza.
/ Pedro Jos de Carvalho.
a Lnurenco Justiniano da Cosa Camarale.
Dilo Ao mesmo, remetiendo por copia o avi-
so circular da repartirn da guerra de 18 de Janeiro
ultimo, prohibindo que os cirurgies dos corpos do
exercilo de patentes subalternas usem de borlas de
canuiao nos chapeos, o que s be permiltido aos
officiaes superiores, e bem assim que os capelles
dos ditos corpos, sem que tcnliam dignidade algu-
ina ccclesiaslica, andem de meias encarnadas.
Dito Ao mesmo, enviando copia nao s do a-
viso da repartirao da suerra de 23 de Janeiro ullimo,
mas tambem do decreto de 13 do mesmo mez, po-
lo qual foi perdoado o criuie de dcscroao que com-
nictleu o soldado da companhia fi\a de cavallaria,
Augusto Ferreira d'Oliveira Silva.
Dilo Ao inspector da thesouraria de fazcuda,
transmiltindo por copia o aviso de 23 do Janeiro ul-
timo, no qual o Exm. Sr. ministro da marinba au-
torisa a presidencia a mandar construir no arsenal
de marinba um esraler que foi oreado em 800-J000
rs. para o servico da provincia da Parahiba, deven-
do ser paga a respectiva despeza por conta do cr-
dito distribuido aquella provincia, so elle for para
isso sufliccnlc. Officiou-se ueste sentido ao ins-
pector do referido arsenal.
Dito Ao mesmo, remetiendo para os conve-
nientes exames, copias das actas do conselho admi-
nistrativo, datadas de 22 c 23 de Janeiro ultimo.
Dito A o chele de polica, inleiraiido-o de ha-
ver expedido ordem i Ihcsouraria de fazenda pro-
vincial, para que, estando nos termos lesaes os do-
cumentos que S. S. remelle, pague a importancia
das despezas feitas pelo delegado de Garanhuns com'
o sustento da forra que condazio alguus presos da-
quelle termo para o do Brejo, edcsle para aquello,
e pelo de Iguarassii coajo concert de que precisa-
va a respectiva cadeia.
Dilo Ao commananle da eslaco naval, di-
zendo ficar inteirado de se achar no porto desta ci-
dade o briguc de guerra Ilaparica, procedente do
Maranbao.
Dito Ao inspector da thesouraria provincial,
recommendando qnc com Urgencia mande comprar
650 alqneires de cal, sendo 500 para a obra da casa
de delenrao e 130 para n raleanento da baria n. 1,
a razao de :l('.0 rs. rada alqueire, prero osle por
Smc. indicado em sua nlbrmaoo, sol n. 23.
Communicou-se ao director das obras publicas.
Dito Ao commandanlo superior da guarda na-
cional dos municipios do Olinda e Iguarass, intei-
rando-o de baver aulorisado ao inspector da the-
souraria de fazenda a mandar pagar, estando nos
termos legaes, a folha e prel, que Smc. remeltcif.
Sebastian ficando sosinho, laucn a visla cm torno
de si esperando descobrir urna "pessoa que podesse
dar-llie informaccs. Um homem de idade avanca-
da eslava precisamente parado a pnnea distancia,* e
coiucmplava os hroes de theatro com ar meio zom-
bcleiro c meio compadecido. Pensara, segundo to-
das apparenrias, que dabi a alguns dias csses mise-
raves reeresenlanam illu-ties seneraes, poderosos
munacchas c gloriosos imperadores. L'm lano cur-
vado, cesa a- mos sobre a bengala, e leudo a cabe-
ra coberta com um chapeo de abas largas, pareca
tambem em actor retirado.
O mancebo chegou*se a elle, e pcrguntou-lhe com
cerlo embarace:
Pode dizer-mc quem sao csses liomcns que
pOcm a bagagem em abrigo"! Siipponho que silo ac-
tores: mas porque tem urna appareucia 13o mise-
ravel ?
lie a companhia allem.la que vem represenlar
em Slrasbnrgo durante o vern, responden o indi-
viduo interrogado. Ora, a profissao do artista dra-
mtico fallando o idioma de Schillcr he na Alsaria
um oflicio infernal. Mcllior fura condenlnar-se o ho-
mem ao de harqueiro cslranceiro.
Todava, lornoo Sebasliao, o aUemio be a Un-
s nacional do paiz : aqu aprrnde-se o francez co-
mo una lingua eslrangeira.
Boreal una inania dos habitantes consisto em
desapreciar o povo donde sahein. Todo o livro gtr-
inanico he dclcslavel para elles, e dizem ato que
passandose n Rheno, (rans|xiem-se 01 limites da ci-
vHisacao. Dcos tein-nos tratado como filhos-familias,
dcixando as nutras rafas escolliercni entre ludos os
dons da inlelligencia.
O senhor falla como se fosse natural da Alie-
ntan ha a '.'
Nisci em Fulda na llesseeleitoral; porm per-
seguido depois pelas minlias npinies polticas, vira
eslabeleccr-iiic cm Franca. Comiedo nao posso ver
sem colera a popularan da Alsacia testemunhar aos
seas aleos compatriotas um desprezo ridiculo. O
senhor lleve ler reparado que as ciaste* superiores
nunca so servein da liugua allemaa, c deixaiu-ua
para as rlasses inferiores.
Tenho reparado tambem que a gente elevada
falla nina aboinnavel algaravia, que lomam por
francez, embora ella nao fara parte de idioma ue-
nliuin...
A provincia conquistada por l.uizXIV, lor-
nou o inlerlocotor de Sebasliao Hundan, padece pe-
la sua posic.io inj\la, b"in como nin ramo arrancado
da arvore. Di ixou do ser allema geni lomar--e l'ran-
eexa. excepto oorca do patriulisinu e das conviccoes
polticas.
Enlfio es os pobresaelores vjo(iassaraqui nma
o-.i-i.Micia doploraver.'
taimo seus |>redeccssnrcs. Nao llies he |termil-
l'do representar no invern; mas smente no ve-
rao, que he a poca menos lucrativa. Alcm dislo as
pessoas elegante* evitam cuidadosamente snas repre-
senlares. Assim elles s tem por espectadores os fi-
Ihos do povo fiis ao seu idioma nativo, as pessoas
TERCA FEIRA 13 DE FEVEREIRO DE 1855.

Por auno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
tsnio.
AMBUCO
PARTIDA DO
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito e Garan
Villa-IJella, IW-ViMa, E
Goianna c Parahiba, segu
Vicloria e Nalal, nas qu
_ PREAMAB
Primen a i 1 hora e 18
Segunda 1 hora o 11
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundascqttinlas-feiras.
Reloeip, teivas-feiras o sabbados.
Fazenda, tercas o scxlas-feiras s 10 horas.
Juizo de Orphaos, segundas o quimas s 10 horas.
1* varado civel, segundas e sextas ao meio dia.
2* vara do civel, "quariase sabbados ao meio dia.
KPIIIMKIIIDICS.
Fevereiro 2 Lna|cMaa l hora, 21 mininos e
37 segundos da inanha.
10 Quarlo iiiingiianle aos 49 minutos o
39 segundos da inanha.
10 La nova as -i horas, 27 minutos e
35 segundos da larde.
23 (girarlo rrescenle as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Eulalia v. m. ; S. Modesto MR
13 Terca. S. Gregorio p.; S. Calharina doBecis.
14 Quaria. S. Valenlim m. ; S. Auxencio m.
15 Ouinla. Trasladaro de ^. Antonio.
16 Sexta. Ss. Porfirio, Samuel e Jeroinias m.
17 Sabbado. Ss. Golycrouiob. ; S. Sacundianno.
18 Domingo, da Quinquagesima (Eslaco de S.
l'edro) ; S. Tbeoionio ; S. Semeo b. m.
Dilo Ao jur>. ,|C paz nal volado do 1." dislric-
lo da freguezia de lpojuca,*Jbvolvendo acopia que
Smc. remollen da rcvisAo a qoe se procedeu na lisia
dos volantes daquclla freguezia, alim de que s.-j mi
cuuipri los em sua plenitude ec arls. 21 e 21 da lei
de 19 de agosto de isiii.
Dilo A' juota revisora da fret;liczia de S. Pe-
dro Marlyr cm Olinda, aecusando rerebida a copia
quo rcmellcu da lis'ta dos cidadSos votantes daqucl-
la freguezia. j...
Dilo A' cmara fftimictpel do Beefe, recom-
mendando a etpediro de suas ordens para que o
respectivo aferido'r va aferrr com brevidade os pe-
sos e medidas do almoxarifado do arsenal de mari.
nha.Communicou-se ao inspector do mesmo ar-
senal.
Dito A' mpsma. Sendo cerlo qne a pOvoacp
de Saiilo Amaro de Jaboato lem-sc conservado lao
mingoada nicamente por causa de nSo haver facili-
dade do oblcr terrenos por mnitas pessoas solicita-
dos para edificaran, e conslando-mc que o senhor
do engenho Velbo nao tein a menor d uvida de fa-
zer aforamentos nos terrenos que Picaro margem
esqnerda do rio Una, confronte aos terrenos per-
tenecidos ao patrimonio das ierejas, cujos adminis-
tradores nao se esquivam de afora-los, podendo por
couscguiile haver urna grande rea por onde se
possa eslciidcr a edilicarao da povoacilo, julguei
conveniente mandar levantar s approvar a planta
respectiva, e remede-la para Vmcs. podercm por
ella se regular na concessao de licencas para a nova
edificaran.
lllm. Sr. Borthnick. Por ria da lcgacSo brasi-
Icira em Londres me vieram s rallos os dous planos
da ponte, que se projecla construir nesla cidade
entre os bairros do Rccifc e Sallo Antonio, o sobre
a qual foi V. S. aqui por ni i si consultado em sua
passagem para o Rio de Janeiro.
Tanto quantn posso avaliar, me parece mui com-
pleto o Irabalho, que V. S. lote a nimia bondade
de me oflerccer, e que com multa satisfaro vou le-
var ao conheciment do governo imperial, de quem
depende a soluoito da emprezai
A*gradcccndo sobre maneira s obsequio que de V.
S. acabo de receher, espero que lenlia a rondoscen-
dencia de me ouvir e informar obre as consaltos e
proposla que cm devido lempo eu lenha de fazer-
Ihe, como he mu provavel, visto qoe me da a boa
noticia de brevemente achar-se em LondresPalacio
do governo de Pernambuco 9 de fevereiro de 18.3.
De V. S., ele. Jos fenlo di Cunha e Figuei-
redo.
Illm. e Exm. Sr. Tenho a honra de apre"0nlar
a V. Ex. o plano do encanamcnlo do rio Beberibe,
entre a povoaeo deste nome, e t ridade do Recife,
em conformidade das ordens de V. Ex., i visla das
bases seb que foi concebido o prnjerlo.
TalveK nao dusempenhasse rdonamonle os lins
que me propuz; liz porem os pnssiveis esforcos pa-
ra corresponder aos dsejosde V. Ex., que lauto se
interessa na prosperidade desla provincia ; esperan-
do em llenrao a minha prortiplidao, e boa vouladc,
merecer indulgencia.
O actual intendente de marinba, o Sr. capito de
fragala Elisiaro Antonio dos Santos, ollicial mui n-
telligentc e preslaiivo, me fuieren com a planta
exacta das localidades e mais informaccs acertadas,
os meins de apresentar com mais brevidade e menos
dcsconlianca o resultado de meus trabalhos, que sen-
do levados a eSsilo, c corrcspmidendo expectativa
deV. Ex., me darflo completa salisfacao.
Dos guarde a V. Ex. Cidade do Recife 10 de
fevereiro de 1855.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Jos liento d.l Cuuha e Fi-
gueiredo, diguissimo conselhciro presidenlc dcsta
provincia de Pernambnco.
Conrado Jacob de Niemcyer, coronel cngeubeiro.
Frojecto de encaaamento para o rio Beberibe
entre a povoac ,o' deste nome e a cidade do
Beclle
deas geraei.
A siluaraa da cidade do Recife em urna vasta pla-
nicie, a pouca elevaco relativa das suas mais pr-
ximas nascentes d'acua, a duas e mais leguas de
distancia, separados os seus tres bairros pelos ros
Beberibe e Capibaribc. oppozeram at 1841 grandes
'obstculos ao encanamento d'agua potavel para
consumo dos seus habitantes tanto pela pequea
clevacao referida, como por que o grande aqueduc-
to a construir, segundo os meios enlAo condecidos,
devia necessariameulealravessarduas grandes pon-
tes de madeira, cada urna com mais de cem bracas
de evlen-ao, que fcilmente se arruinara, como a
experiencia o cqmprova, e que diflicilmenle, pelo
que observo, se conslruiraodc onlra maneira.
Esta carencia de agua, a difliculdade de a ir bus-
car no Beberibe e Capibaribe, aonde a roarc se nilo
fizesse mais sentir, c o grande incomroodo era a re-
colher, fez pensar necessario iiterromper o curso
enfadadas que procuram distraern em toda a par-
te, os estudanlrs, as lourciras, os Allcmacs e os vi.-i-
janles. A's vezos o theatro est deserto, os msicos
desanimados pela ausencia do publico adormecem
sobre as raberas, os adores rcpre-eiitam come so-
nambulos, c cinlim a geule julga tambem sondar.
Eis nma posicao que nao he favoravel ao ta-
lento.
Se elles nao livessem oulros infortunios, po-
deriam anda soflrer com pacienria ; mas veudo-os
infelizes, lodos procuram opprimi-los. Nao ha pera
que nao Ihes precuem os empregados do lliealr. O inancebo cscolheu "para
Ora as luzes cinpallidccem no lugar satis mieras. jsjBvado, eahi deison flucta
sanie de una obra, ora o panno dcscnrola-se eofn
eslrondo no meio de um monologo. A orrhestra n
eoio elles urna multidao de cavillaccs. (Jiiando os
cantores devem ahaixar a voz, ella crgoe a sua, e
encobre-Ibes o som das palavras ; quando as notas
devem succeder-se lentamente ella precipita o com-
ps, e as cantoras pndem dar-so por felizes, quan-
do nao Ibes falsifica os tons, e as nao lanca em ler-
riveis perplexidades gulluracs. Porm os cmharacos
mais crueis dos actores vem do machinisla. 1'm dia
elle colloca direita os objectos desuados i esqner-
da do llicatro, subslituc os muros de urna prisHo ao
colmo de urna rlioupaua. um rochedo mi aos ramos
de um arbusto llorido. Passo em silencio os tirapos*
que elle fecha sobre os infelizes einqnanto devem sa-
bir dos infernos, as barquinhas que conserva immo-
veis quando o poema as dcscrevn l'ugindo com o
venlo. Na loudanca das vistas be que elle triumpha.
L'm hroe entra cm scena com cabellos desgrciiha-
dos, oldar sombro c cs|iada na m3o, julga-se em
urna floresta tenebrosa, rolla-s e aclia-se cm um
ramarim elegante dosecnlo XVIII. Oulrns vezes
chega um templo rom os capiteis para baixo e as ba-
ses para o ar ; nina collina om pouco lenta vem dez
niinul is depois collorar-se no meio de urna paiza-
gem. A cada instanle os res c as rainhas ficam de
bocea aborta com una agona inexprimivel.
lina noile as cousas chcgarain alai ponto, que
en um movimento de colera o bobo arrastou o ma-
chinisla ao sceuario, e aecusou-o de perfidia. Como
fazia um papel de urso, tinha cm nma nio a rabe-
ra do bruto, e coni a outra sacudi a do vclhaco,
que lomara pelos cabellos. 1) machinisla defenda-
se mais com a lingos do que com os bracos, e a
multidao cscitava-os i lula dando garg libadas.
Na verdade, dsse Sebaslio, mu furor seme-
lbanle denota una crueldade abomiuavel.
O velbo sorno com amargura, etaininou o sem-
blanle de lloudan, e responden ;
O senhor lio moco; a experiencia applacara
sua indignarlo. .Mas a chova molhs-nos e annuo-
cia-iius que devenios vollar para casa.
Os dous interlocutores saudaram-se o separaram-
se. As informaees que Sebasliao acabava do eolbr
sobre a miseria da companhia allemaa tinham-lhe
despertado o inlcresse ecuriosidadr. Promellcu a si
mesmo ir assislir representacao de algumas pecas;
porquanlo quera examinar como esses miseraveis
luuiavam o maulo dos res, o diadema dos impera-
dores, e dar-lhes ao mesmo lempo o seu bolo. A-
lm disto desejava saber que effeito produziria Lu-
ciana sobre o publico.
IV
lloudan costeava urna tarde o III, em latim A.'istr
rio que d seu nome i Alsacia. Camiuliava cabisbai-
xo enlresaudo-sea reflexoes, ora alegres, ora amar-
gas, i: ni li n i chegou a um lugar que dclei(ou-o mais
que os oulros. Era nma campia solitaria, e guar-
necida de grandes freixos, onde paslavam silenciosa-
mente dous ou tres ravallos.
assentar-sc um poni
uar a vista diante de si
em urna muda contemplarlo.
C Mo oulco lado urna longa fileka de chounos suis-
Vos lancava ao acaso seus ramos irregulares, cujas
follias pelludas Iremiam a cada sopro do vento sul. O
co dourado pelo sol, que se punha brildava nosiu-
lerslicios da folhagein. s cobria a superficie desa-
guas de noilnas luminosas. Os penes linham desap-
parecido debaixo das plantas aqualiras, e os insoclos
caruiceiros voavam antes de procurar sen alimento.
A sombra chegava escoltada de sua grandeza, de
suas tristezas e de goas antearas. Enlcvado nesse
quadro, Hundan enlregava-se a urna admiracao iu-
dolenle, e experimonlava n pra/.er que d o livre
e\ercicio do pens nnento no meio de urna lialure/.a
fecunda. Mas em um homem que padece um mal
secreto, lado desperla a dr; assim ideas melanco-
licas vsUsasi logo adejar em lomo delle, como nma
tropa de phaiilasmas; cada urna recordava-lhe um
sollrimenlo do sua inoculado, urna das perseguiees
que siipporlara na cosa paterna. F.s-as desgracas pre-
coces faziani-nodjrdar do fuluio, e preveniam-no
contra a esperance Sua alma era como esses relen-
los da primavera, que prometiera flores brilhanles e
fructos saborosos ; mas cujo creseimcnlo lie impedi-
do por una loa funesta, u pelo fri do inverna.
De seu infortunio particular o peiisamenlo de
lloudan pastea pouco a ponen ao infortunio gcral
de nossa especie, e de reuexoes em rellc\cs, mi-
seria e s lulas crueis dos pobres adores allomaos.
Lembrou-sr que desejava \ los com seus vestua-
rios vid los de principes c de heronas ; domis a fres-
cura ila noile e o brilbo das priinoiras estrellas an-
nuni-iavaiii-llie que era lempo de vollar. Dirigise,
pois, para as ponas da cidade, chegou prara prin-
cipal, e foi asVontar-sc na platn.
O panno suba nesse momento. Itepresenlava-se
nina peca de Mollner intitulada n /iTpiman.
Luciana fazia o principal papel, o de Elvira*, e co-
mo o drama comerava por um monologo de-la. a
graciosa actriz eslava era scena. Agilava as curdas
da harpa propheliea, cujo murmurio annuucia soio-
prc urna desgraga; paluda e com a cabera inclina-
da sobre o instrumento funesto, ler-se-hia dilo que
urna aincHca longinqua, nina especie de maldieao
obscura feria lhe os ouvidos.
Seus cabellos quasi dcsalados.cahiam-lhe com ne-
gligencia sobre os bombios ; Xnha o ar de urna si-
bvlla antiga absorta na contemplarlo de um futuro
triste. Seu bello roslo nao abrandava o enrgico lior-
daquelle rio, romo oflcreccndo mais facilidade, e
menos conveniente na execurao dcsla empreza, que
segundo nina legenda enllocada no corpo central do
actual denominado Varadouro, junto a Olinda, leve
lugar entre o da 7 de Janeiro de 1715, e 20 de oii-
lubro, de 171I, sob a direcr.au de um Ilustre e digno
Pernambucano, natural da cidade de Goianna, de
nomeJoao de Souza de Mina l.obo,enlao juiz de fora
de Olinda, o depoisouvidor goral das minas do Sa-
bara, durante osgovernosde llenrique Luiz Pereira
Freir, c I). Mareos de Noronha.
Eoimaram-se para este fim consideriveis alerros
naextensaocimade72l)braras, mis com largura
de 30, oulros de 40 palmos, e com altura conveni-
ente; no leilo do rio junio a Olinda, se constrio um1
solido cgrande muralhao de nlvenaria e cantara,
ao qual, como Ja se disse, chamam Varadouro, com
:2 bracas de comprido. 28 palmos de largo, o 16 de
alio em sua maior profuudidadc, e 6 nas extremas
independcntcmciitc de seguros alicorees, leudo um
corpo central de oilo bracas de comprido com 5 ar-
cos do rada lado e 1 em cada extremo.
Na dila rxtensao de :i2 nracas se pralicaram 11
aberturas chamadas sangradouros, e \-2 oulras meno-
res, e menos elevadas i que chamam bical, pelas
qnacs na maior secca despejava a repreza mais de
0:000 palmos cbicos cm um minuto, depois de ele-
vadas dous palmos cima das grandes mares do
equin icio, sendo preciso nesla crise fechar por meio
de pintas corredicas, as bicas inferiores, alim de que
a agua, elevando-se podesse sahir nicamente pelos
-angradouros, sem que as mares peuclrassem a re-
preza, e era neslas aberturas superiores que cano-
as de conslruerjio apropriada recebiam a agua, e a
conduziam ao Recife quando a raarc dava lugar
navegajo.
Esta obra que na realidade rrmediava a falla de
agua no consumo, como nao tinha sido feila de
maneira que se podesse limpar a repreza quando
conviesse, Irouto comsigo graves inconvenientes ;
alem da grande perda de terreno necessario a agri-
cultura, lomoo insaluliferos os lugares circnmvizi-
nhos pela ordinaria extagoarao cm mais de 2:200,000
bracas qnadradas snperficiaet, ou anles com appro-
ximaco ao equivalenle em jsjperficie a um quadra-
do de \,rm bracas de lado, intccionando por is.0 a
stmospliera cun os miasma ptrido, procedidos da
conliima enalacaojilos cUluvUsMas plaas, animaes
morios etc. cm nao inlerroinpida fermentacao, difli-
cultando em cxlrcmo a navegaran entre Olinda e Be-
beribe, na qual so dispendiam cima de seis
horas.
Alcm dcslcs inconvenientes resultantes da repre-
za, nao dando os desaguadouror, suficiente vaso as
aguas, quando era ella assallada com as clieiasdoCa-
pibaribe,damuificando-se,e abalcudosiircessivamen-
le os alerros construidos de Ierra movedicasem seres
calcados, ja pelo continuo transito, ja pelo aban-
monto natural desta ^especie de obras, e ja finalmen-
te pelas ralla remaran patee rain. t.r.uM. -
rangueijos.succcdiaque os|cavalzavam crompenetra-
ram repelidas vezas as chelas extraordinarias, for-
mando rombos formidaveis, que alem dos dormios
que enlaorausavam, era motivo de urna quasi conti-
nua, e avullada despeza em seus reparos, sem que
rom islose evilasse a repetirao dos mesmos niales.
He pois necessario por um obstculo invencivel
a cutilinuaciio desla sorlc de dainos, sem privr-
onos a importante cidade de Olinda de ser fornecida
d'agna potavel, falta esta tanto mais sensivel quan-
lo he abundante a do Recife cosa o actual encana-
mcnlo d'acua do I'rat i,segundo o plano que o Exm.
brigadeiro Bellengarde, actual ministro da guerra,
e nos aprese-llamos c foi adoptado.
He islo que varaos, procurar conseguir com o se-
grale plano, bascado nos trabalhos e ideas por nos
expendidas cm 1822, quando ainda pouco exped-
entes, apresenlamos urna memoria ueste sentido.
Se nicamente se preleudesse o desecamenlo do
pantano, esta elle salientemente conseguido com
a simples abertura do arrombo, feila pela endiente
de 1851, dando ao Beberibe o seu curso natural,
mas convir, visla das observaces feitas reslabe-
leccr o pantano, impedindo inteiramente o assallo
das rhcias do Capibaribe, ou dar-lhe alivio por este
lado '.' sendo ellas obrigadas a seguir o curso do rio
dcixarao sem estrago os edificios, predios e mura-
Ihas da Ponte d'lichoa e Manguind e oulros luga-
res nao menos importantes f resistir a ponte da
Magdalena a sua impetuosidade ? eis o que de pre-
ciso mui seriamente considerar, eis urna responsa-
bitidade a que nos n ai animamos a sujeilar.
O volume das aguas que pelos Arrumbados se es-
capa do Capibaribe com as endientes de prodigioso,
os rasgamenlos c aberturas feitas no Varadouro nao
lhe servirlo do alivio, cm quanlo o nao consegui-
ram com a sua impetuosidade natural, depois de
elevadas as aguas a mais de 10 palmos em (oda a
superficie antes alagada. O Capibaribe quasi sera ca-
beceiras longinquas, be una torrente-rio com mais
de ceulo e vinte leguas de curso ; no ver.lo inteira-
mente a secco, a poucas leguas de distancia da ca-
ror do poema ; porque tinha naturalmente urna ex-
pressao mvsleriosa e singular. O fogo inquieto ani-
mava-lhc os odos: foi sem duvida assim que se mos-
Irou a pnmeira peccadora, quando saliiudo do pa-
raizo, vio diante de si negros roededos, tristes oltei-
ros e planicies infecundas.
Esse comeco impressionou vivamente- Seba-o.
O llicalrn oiloreeia a imagem de um sombro castel-
lo do Noile. rom abobadas golliicas c duas janellas
no fundo, que ilei\av.ini ver iiiiij regi'o triste. S
um relogio pcrtiirbava o silencio dessa habitarlo..
Como foge o som debaixo de minha mao
trmula, dizia Elvira, como para a ondularan das
aguas nas margen- floridas, porque nao posso des-
apparecer e passsr a um mundo uielhnr !
Encarrerada longc de raen bello paiz, no meio
das tormentas, nao vira um anjo levar me para res-
liluir-me ao meo co nalal?
(( Tudo me assusla no desterro! Esta sombra so-
lidao, as fnebres trovas que me sorprenderam. em-
quanlo modulava cantos lamentosos..... Meu Dos,
como esl minha alma opprimida A corda quebra-
da entre meus dedos anuuncia-me lalvex urna mor-
le inevitavcl!
Esle lom lgubre e estes negros presenlimenlos
reinara cm loda a obra. L'm crimo, um fratricidio
foi commelliilo, e a ardcnle Elvira, caja erara m-
gica porlurbou o rerebro do assassino, que vcio de-
pois a ser seu esposo, procura intilmente Iludir a
censura de sua cunsciencia.
I.inlim. para lormiiiar suas angustias e recobrar a
paz quo perdeii, apuadala-se peante o culpado. Sua
harpa solta una ultima nota, um som lamcnlavel
annuucia aos habitantes de una inorada mais tran-
quilla a chanada de urna amiga, que necessita de lo-
da a sua ternura.
Luciana eslava vestida, nao com luxo, mas com
Rraca perfeila; um rllele azul c um mantelete da
mesma cor, que cania sobre uina saia branca Minea-
da de llores paludas, davam-ldc um aspecto elegan-
te. L'm ramo de verbena eslava misturado com seus
bastos cabellos, e un collar de pendas com urna
rruzinha mdeava-lhe o pescoco. fin pintor loria
Hcado entovado pelos seus gestos, pelos seos movi-
mientos o pelas suas attiludes.
Sebastian a contemplava encantado. As amargas
preoccupaciies de sua iiooidado haviam-no defend-]
do contra o amor ; elle nAo conheci a o ,1000 suppli-
ci-i dos solidos febris, das esperaneas incurias, dos
lomlos sem fundamento e dos prnjei los fundados
sobre um soniso. A visla de Luciana revelou-lhe o
prestigio das all'vices feltzes, ello experhnenlou o
ano sonto 11 ni homem enllocado sobre urna monta-
nha e rodeada de ni'voa-, qoandn dissipa-se repen-
linainciile o nevoeiro, moslraiido sc-lhe ao longo im-
mensas perspectivas douradas pelo sol, variadas le-
las formas sem numero das clevaeese dossbysmos,
alcatiadas de musgo e de florestas gigantescas.
Todava Luciana causava-lhe nina especie de in-
commodo vago e de lemor supersticioso. Ella o at-
Irahia e repellia : em poucos minutos elle era domi-
nado pelas cmocOes mais diversas. Emquan 1 a ra-
pilal servo de estrada aos viandantes ; mas cm occa-
siao do chovas gera.es arrasta comsigo nos oilo dias
desua durarao vulgar, de cchenle arrebatada ludo
quanlo cncontra ; felizmente taes cchenles nao oc-
correm animalmente ; recordamo-nos da pnmeira
a que assislimos em 1818, da segunda em 18:10, da
lerceira cm 182, c da qurla c ultima em 1851, este
singular periodo de 12 anuos para cada endiente
extraordinaria ser .eleilo do acaso ; mas obriga a
indagaees quo nao couvm espreaar, iperaudo
que por islo dizeaM, nos ifl aprretlMeaide visio-
nario.
Nao consta cm poca alguma que o Varadouro
com sua primitiva construccao fosse iusuflicienle pa-
ira a sabida das aguas do Beberibe de diminuto, mas
constante curso ; por mais violentas que fossem suas
cchenles, em quanlo as do Capibaribe se lhe nao
accumulavam ; c se a experiencia de longos omos
islo nos demonstra para que havemos de abandonar
irabalho de um dislincto compatriota ? aproveile-
ino-lo, demos com a sua reedificaran alma a cidade
de Olinda, esla lao antiga cidade, oulr'ora lao in-
dia e lao florcscenlc, o legenda actual do Vara-
douro se accrescenlem em urna facha circumdante as
seguintes expressoesHcspcitada e melhorada em
1855.
No governo de I). Thomaz, litis do seculo pensa-
do, se projectou, segundo consla, abastecer d'agua
as cidades de Olinda e Recife, removendo a repreza
de Beberibe para o local mais eslreito do alagado,
junto ao sitio boje denominado dos Craveiros, aon-
de he possvel dar-lhe maior altura, visto que de
un e outro lado so encentra terreno elevado, que
pode servir deapoio seguro a repreza, da margem
direita se pretendeu por aqueductos leva-la Boa-
vista om linha recia com 2,(100 bracas, e pela es-
qnerda, costeando os morros ds Fornos da Cal, Ira-
ze-la semclbanteinento parle baixa da cidade de
Olinda, deixando a secco o restante da repreza : u3n
vimos o plano do encanamento desenvolvido, mas
acreditando em parte na sua possibilidade, apezar
da diminuta clevarao, apruveitaremos a idea para
com ella firmarmos o nosso plano de encanamenlo,
segundo as bases oflcrccidas pela forma que passa-
mos a expender, sujolando-nos de boa .vonlade as
corrccciies acertadas que jiidiciosanienle nos for.'m
feitas, csquaes responderemos corno nossas forras
permillirem.
fate:', sob asquaes foi concebido oprojecto do en-
. ornamento do rio Beberibe, publicadas no Diario
de Pernambuco d 1 i de selembro de 1851.
I.e A companhia se abrigar a canalisar o rio Be-
beribe, desde o Recife at a povoarao de Beberibe.
2. O governo garantir a companbia a posse e
dominio de lodo o terreno de marinba, rio abaixo do
Varadouro, assim como dos de rio cima al Bebe-
ribe, que forera desalagados em couscquenrla do en-
cana meulo.
5." Estes terrenos serao distribuidos por afora-
mentu, ou venda |ela maneira leguinte :
\.' Os que iearem m.irgem do 110 ,,.,ii.,,iio
do Varadouro para baixo, serao. divididos empor-
cos iguaes para eiliftVares rom pequeas chcaras,
com a fachada principal para o aliuliamenlo da ra
da Aurora.
. Sja Os lerrenns porm que ficarcm cima do Va-
radouro, depois lie reservada a porcfio necessario e
mais conveniente para um horto-hotanico, c para um
logradouro publico, serlo divididos e exposlos
venda, ou aforaincnto perpetuo, na forma que for
determinado cm um plano organisndo pela compa-
nhia, e approvado pelo governo.
6.a O logradouro publico licar por cerlo tempo
pcrlencendo a companhia, a quem os boiadeiros pa-
ganlo urna pequea laxa por cabera de gado que
all pastar.
7. Ter a companhia o exclusivo (por cerlo lem-
po) da navegacao a vapor do caual, ou rio canalisa-
do, couforme for necessario, para iudemnisaQao das
despezas da obra, e pelo modo quo houver de ser
approvado pelo governo.
8." Nendum terreno a margem do canal, ser afo-
rado, ou vendido s'in a obrigacao de edificar dentro
de determinado prazo, c segundo a planta geral que
for previamente levantada pela companbia, e appro-
vada pelo governo.
9.a Conseguido o numero do mais de cincoenla
assignanjes, serao estes reunidos em assemblca para
organisarem a companhia, formaron os compelen-
tes estatutos, e nomear a commissao que tiver de
contratar com o governo, c finalmanle determinar o
cornejo Jos estudos grapliicos da empreza mediante
auxilio do governo.
(Seguem-se as 110 assignaluras).
Canalisanio de Beberibe at Olinda.
l'ralirar-se-ha um canal em linda recta enlrc o ac-
tual Varadouro e o sitio dos Crafeiros na direccao
NO 70. cora a extensao de 1:280 bracas; a saber,
Me! sobre o terreno, que, leudo sido alagadose acha
boje seco, e peta maior parle consistente ; 320 so-
bre terreno (irme mais arenoso, aonde se devem fa-
zer escavaees, c cem brajas no exlremo opposlo
para suslular a repreza, esle caual dever ler ses-
pariga eslava em scena, Sebasliao linha osnlhos filos
nella, e quando drsapparecia, elle percorria com a
visla o theatro \asio, admirando qnc nnft estivesse
edeio de espectadores. Emliin cabio o panno, e o
mancebo rctiraiido-se com urna especie de deslum-
braincnlo. lomou pensativo o caminbo de sua babi-
laeao. Esla pareceu-lhe Irislc e sombra, c sOa^can-
dea de nnio agouro ; Icinbrou-'se que viva sosinho,
sempre sosiubo, e que para um coracao amoroso a
solnl.io de urna morle antecipada.
No dia segninte trabalhou pouco. como era de es-
perar. Debalde licava com os olhos filos no livro,
vollava as paginas sem t-las lulo : pareca que as
letlras erara raracleres hieroglv piucos. Renuncian-
do enlao ao estado andou lodo o da edeio de uina
vaga emorao. Seguio a linda das forlilicarocs, con-
templando com tristeza a agua salobra dos fossos,
onde vivera legioes de insectos amphibios c de replis
mindos ojueagilam s vezes a varde cortina das eon-
fervas ; sabio da cidade, examinou as eucostas lon-
ginquas dos Vosgos c da Floresta Negra, s quaes a
atmosphera nublosa dava una cor sombra e urna
physionomia quasi ameacadora ; voliou depois, me-
dio (odas as avenidas do Brenii, assentou-sc sobre lo-
dos os bancos e maldisse vile vezes a preguica das
unas; omm foi vagar debaixo das. abobadas da ca-
dedral e applirar o muido as notas magosto-as dos
oreaos. Pouco depois fatigado dessa meloda que or-
linariamenlc amava, subi a lorre, e ah ficou at
noile observando e admiraddo as particularidades
le uina immensa pasagem.
Oiiamlo -o abriran as portas do theatro, Sebasliao
foi um dos primeiros que onlraram, assentou-sc junto
da orcheslra, e esporou com impaciencia. Subi o
panno c cosaram as conversases. Hepresenlava-se
Macbeth, e o principal papel de mulher era feilo por
Luciana llerlhold. O rapaz ouvio com ar dislradi-
1I0 ale quinta scena, na qual appareceu a actriz,
pie tanto o perturbara na vespera. Traz-ia um lon-
go vestido prelo bordado de prata ; os cabellos ra-
lani-lde em anneis pequeos e miilliplieados ; li-
nda urna belleza por assim dizer formidavel ; se una
a graos do gesto n nobreza do andar, seu olhar in-
fundio o lerror, c o rrime pareci |. r revestido sua
orina. Ella leu com ar tranquillo, mas Icirvcl a
carta do thane prfido : sua voz vibiava como o echo
da uiissa dos tinados debaixo de unta abobada se-
puleral.
a O proprin corvo eumuquere annonciando a
viuda fatal de Dunran. Espirilos, que fazeis nascer
pen-ainentos boiniei Ihs, vinde, vinde, despojai-medo
meu sexo, encliei-mc da mais selvageiu crueldade.
Parai-me o eauguc nas veas, imped o accesso c a
passagem aos remorsos...*
A actriz idenlficava-se de tal sarta com osen pa-
pel que lodo o auditorio eslrrineeea involunlaria-
mcnle. Todos esqueciem-se da nalure/a liclieia da
aceito representadaJulgando ver a propria ladv Mac-
beth vida de morle, c como po'suda pelo seu mao
anjo. Com ludo, quando a marido veio perlurbar-the
as reflcxles, a graca pensativa, com que a rapariga
senla palmos de largura, e 10 palmos pelo menos de
altura d'agua constante, a sua m'argem direita sera
abrigada nos terrenos baixnscom um largo o seguro
marachao, que, nao someote evteos arromos, como
que possa servir de commoda e segura estrada entre
Olinda e Beberibe, unindo peta encosta a margem
ilu alagado com360 bracas o sitio dos Craveiros com
o canutillo do Beberibe de baixo, e nesse caso dis-
tar apenas Beberibe de Oliuda 2:000 brabas, e en-
IreOlinda e ponte d'Ueba pouco mais de urna legna
de i:(W bracas, vanlagens estas que unindo entre
si os diversos suburbios da capital lhe dao uina im-
portancia bem saliente, e que couvm ler era grande
consideraejio.
A margem esquerda do canal basta que lenha um
marachao de viole palmos que sustente os arromhos
em quanlo nao forera os terrenos por este lado oc-
cupados com predios', cujos donos por interesse pro-
prio cuidem na sua seguranca e eslabeldade; porm
taes terrenos tendo esgoto natural pelo riacho dos
Fornos dajsCal, dar-se-lhe-ha sabida por um canoco-
berto de cTa 10 palmos de largo entre o. Varaduoro
cavas da roa da Bica, ou mesmo por esta ra, de-
endo a construccao em alvenaria vencer a distan-
cia das cavas mais prximas.
Convm no exlremo do canal junio ao sitio dos
Craveiros construir um largo e solido sangradouro
de alvenaria, e bem calcado com araamasa de ci.
ment I15 draulico, alim de dar repreza sabida na-
tural as aguas para o primitivo leilo do Beberibe,
quando ellas forem lao abundantes e elevadas que se
julguc nao poderem ser todas coudas no canal,
sem risco de Iran-bordarcni.arruinando e cavalgando
os maraches do mesmo.
Reflexionara alguns cautelosos que o Beberibe,
dessa sorle encanado, o seu leito se elevar peta ac-
cumularao de areias que em sua correte arrasta, a
que finalmente correr por cima do Varadouro, ou
cavalgar e deslrnir os maraches; nao julgamos
exacta esla observado, nem a experiencia a compro-
va; o leilo do rio poder ser elevado, como tem si-
do al o solo inferior das bicas, mas d'essa atlora em
diante as areias devem sabir por ellas conjuntamen-
te com suas aguas; o nosso receio, porm, he que
nao davendo medidas polic.iaesacliv.is e acertadas sa
accumulem madeiras, illias (luctuanles da plantas
aqiialicas. canoas, e oulras cousas semelbanle, que
diflicultando a sabida das. aguas pelas bicas e san-
gradouros produzara era consequencia o primeiro
(lestes dainos, c para o evitar conservar-se-ha a
abertura, ou rasgamenlo/de alto a baixo feito no
Varadouro por Mr. Wauthier, a que chamamos re-
gislo de seguranca, addicione-se-lhe orna corredira
do madeira vinbalico em pranches de qualro pole-
gadasde gtossura, que se abra ou suspenda gradual-
mente quando convier limpar a repreza,dar alivio as
endientes, ou sabida as areias que se julga deve-
rcm-sc acumular; mas em todo o caso ser o njsga-
menlo tambera coberto,couio se ada o Varadouro.de
lagedos 011 abobadado. j
o w.re..-> do la'tu Oos Arrnmbados, que as cheias
do Capibaribe arrastrar:)ra, esl boje naturalmente
seco; quando estas se rejpelirem, tendo como actual-
mente tem e devem sempre conservar sabida promp-
la, bao de produzir fraco efleito cm suas furias, com
lano porm que se respcileiu e conservem os esgolos
naturaes que so aprcsenlam, e na planta se nolam'
esgo.tos que se devem profundar, alargar, e canalisar
de maneira que a mar possa por elle entrar e sabir
livremente, alim de se gozar tambem da dupla van-
lagein e segura comiminicacao entre Recife, Olinda
e Beberibe no menos ras grandes mares, c a de tor-
nar productivos, enchutas e sadios os terrenos ora
naturalmente desalagados.
O encanamenlo aclul 11S0 prejudica, mas al fa-
cilita por meio de vlelas, on antes canos de ferro
de oito a doze polegadas de dimetro, encaminhar as
aguas para a ra da Bic, Pisa, Arrombados c Santa
Tbereza, no s para os usos indispensaves a vida,
como para o gozo de balidos, que mui anligos hbi-
tos lem lomado urna quasi necessdnde; mas convm
respeito ora regulamento policial que evite abu-
sos, c bem assim que faca conservar sempre lm-
po como se acha, o acude d'agua do Prata, lauto o
novo canal projectado como a repreza entre o san-
gradouro e a pov oacao de Beberibe, d3o se consen-
tindo especialmente no canal, fazerem-se despejos
nem lavagens, podendo cora ludo lirar-sc agua para
lodos os mistares com taulo que depois de servida se
lance para alcm dos maraches de une outro lado
do canal, aonde ha esgolos iudependentes.
Nenliiiina difliculdade encontramos para que a
agua do encanamenlo seja applicada para mover
machinas de serrar madeiras, e oulras mais ligeiras
que nao demandem grande volume d'agua, visto qoe
aedando-se esla elevada dous palmos pelo menos
cima dapreamar das grandes mares do Equnocio.e
subindo estas 13 palmos e as ordinarias oilo, dao at
meia raart altura suflicienle para os supracitados
usos, podendo com vantagem servir tambem para uso
de regas, mesmo nos terrenos mais elevados.
Convindo aproveilar este canal para navegacao,
para a qual lem bastante capacidade, a polica nao
recebeu-o, subsliluio ideas mais brandas sqoe agi-
(avain os espectadores. Mas onde ella triumphou
realmente foi no quinto acto, quando chegou paluda
e desgrenhada com urna luz na mi, e com a expres-
so cslranha do samnambolismo.
Desapparece, balhnciou ella, desapparece,
nodoa maldita Apaga-le I... I'ma doia, duas ; eia,
he lemas do obrar : o inferno de sombro !... Que,
mylssfJI baajihor, um soldado, lem medo '. Porque
irme Hjaiba, se ninguem pode lomar-lhe can-
ia ".'... Masqucm teria jamis pensado que esse ve-
lie' linha tanto sangue '.
Depois coulinuava :
O edero do sangue esl sempre aqui; os per-
fumes de toda a Arabia nao nodera lira-lo desla mao.
Od oh oh
lloudan nao era noviro no theatro, tinha admira-
do os artistas mais celebres da capital, e nao se teria
deixado ciithusiasinar pelo assumplo, pela aneciaran,
por meios vulgares. Tstlavia nao lemhrou-se de ter
ouvido exprimir seoliinenlos dolorosos com urna for-
ta c urna verdade tao pungenles. O gesto, a phy-
sionomia e a voz da actriz cram como urna li^ao ter-
11 vel, que advena qne ninguem se esquecesse das
leis da moral, l'm espanto lAo profundo, urna per-
turbarn lao cruel estavam de tal sorlc pintados em
seu semblante, que nada loria exprimido melhor o
sinistro furor da ronsciencia, e faziam experimentar
pelo rrime uina especie de piedado severa. A emo-
co de lady Maclielli gandava todos os coracoes.
Sebasliao julgou impossivcl exprimir tao viva-
mcnle o arrependimenlo e as mnsequencias de um
rrime sem ler una ndole delicada, um aborreci-
racnto pro'fundo do mal e um amor enrgico s leis
da dignidade humana. A estima veio reuuir-se .1
admirarlo que o exaltava. Se Luciana houvesse re-
presentado diaate de oulro "publico, cm um llieatro
la Allemauha cora essa profonda sensibilidade, sua
fortuna de actril leria sido feila ao passo que em
Strasburgo seu talento eslava perdido.
Algosa lempo depois Sebasliao vo-a em um dra-
ma, esa que ella acabos de fascina-lo, e raptivnu-lde
completamente o coraejto. Era nma obra de y.arha-
11- Weiuer, rujo hroe he o grande reformador da
Ulcmanha. Luciana fazia o papel de Calharina de
llora. O veo rcaleaxa-lhe a formosiira ; e ella tinha
mu ar de brandara c de compuiiccao, de altivo en-
Uiusiasmoc de nobre piedado que leria seduzido o
anjo de sua gnarda. Os olhos brilbivain-lhe como
estrellas negras debaixo de sua coila branca, llou-
dan invpjoii a sorte de l.iiihorn, e leria fundado urna
-ei'.a nova para calerhisar urna pcpsehla lao ama-
vel ; mas Icinbrnu-se de que n.ln erara necessarios
esses grandes meios. Os bastid.nos nao sao nma Tde-
baiila. e o mancebo jurn peuclidjracllcs por qual-
quer proco que fosse.
O prero nao foi muto elevado : por urna pequea
somnia de diudeiru foi-lhe concedida entrada liyre
no interior do theatro.
(Coniimiar-sc-na.)
I1EGIVE1
MUTILADO


DIARIO DE PERMMBUC, TERCA FEIRA 13 OE FEVEREiRO (JE 1855.
poclera' ser lo eflicaz para conservar agua pura ;
mas com pequeas cautelas domesticas isto se conse -
guiri na parle esencial.
Remataremos porianto esla primeira parle do
nosso plano com o seguate:
Orramtato.
Bracas de canal crranle
com marachoes correspon-
dentes na forma indicada
n > plano.......
Bilaa .de escavarao em
terreno firme lia forma
dita........
Conslruocao da repreza no
sitio dos craveiros e aivena-
ni precisa......
Conslruccao do sangra-
dourcxjunloao mesmo lugar
Reslahelecimento e me-
Ihoramenlo do actnal Vara-
llonro........
Esgoto de alvenaria pan
des-eramento dos terrenos
a margem esqnerda. .
rlrncas cubicas de mura-
Ihas de alvenaria a onde
convem. '......
I.impera e melhoramen-
los no Itilo do rio "e cam-
bis. ...... C:000090
Evenluaesi..... 5:6tX)*O0O
50 403 34:40O>O00
120 30 9:600O00
100 8W 8.-100KHH)
2:0002000
feOGtftJOOO
IdMWfOOO
300 so asiooocmio
Somma. Rs. 100:0005000
observacao'.
Esta quanlia do lOOjOOOOOO ris, com boa ad
ministradlo nos parece im sullrieuta para levar a
efleilo trabalbo semclhaiite, cojas vantageus sao ma-
nifestas, c se lornarao anda mais salientes haven-
do desapropiado, oo a rompanbia comprando com
anleripaco os terrenos esituaees comprehendidas
entre o caminho dos Fornos da Cal e alagado, %r-
renos com suas bemfeilurias, de pouco valor na
acloalidade, mas qne couseguida a canaltsarao se
tornara de subido apreco.
Can*lita(ao do rio Beberibe desde i) linda ateo
Beei/e.
O projeclo de querer com proveilo da navegaran
encauar, ou canalisarum rio como o Beb0bo, que
nasuamaior seca despeja apenas pouco mais de
cem palmos cbicos d'agaa por segundo, o u duplo
em agaasordiuaria* nao pode ser aproveitado sem
o auxilio da maro ; vejadlos se c- de um canal entre
o Yaradouro e arsenal de marinha ser conveniente.
A direer.lo que menos-obstaculos e despezas eflo-
rece o. tal projeclo em sua execoolo, be approvei-
tando de um lado a actual resiinga, c do oulro cons-
truir slidamente urna muralha, tendo urna ecluse
mi acude de comporlas em cada cilrcma ; o canal
dever ler 80 palmos de largo e de profundidade re-
gular 6, vislo lambem que os vapores como se pre-
tende, por pequeos que sejam, nao pdenlo nave
gar cm menos agua, e nao podendo elles lambem
ler menor largura de 30 palmos, carecendo de dar
gem livre, quandosc euconlrem, a distancia de
80 palmos mencionada nao a creio excessiva.
Ora exlcnoao de muralha do canal pelo lado op
posto a restinga, carecendo ler 2:000 bracas e snp-
pondo ser cada braca correnle no cusi de 1O0J},
para bem corresponder importarlo em 200:0005;
e nao sendo possivel que cada ecluse se promplifi-
que com menos re iO.iKKKOOO para ter capacidade
e seguranca sulllrienle, montar a despeza a
380:0009000 n; a (jual se Ihe ajunlarmos a dos dous
pequeos vapores i*> cusi de ,5X):0OO0OO rs. subir
o total a 330:0009000 rs. alem do coslcio e conslruc-
r.lodo sangrados! junio a Olinda ; mas se o Icilo
do canal e das erluscsuo Por. como pensamos, bem
consistente, que a agua se eleve, c abaiie com a
accao da mar, o que couvem verificar, enlao a
despeza lalvez triplique. -
A verdadeira uavcgaco dos cauaes nao he a va-
por, mas sim era barcas chatas que a sirga conduzem
conrvanlagem, e em grande escala gneros fabris ou
ariclas de grandes distancias, para os mercado
qne Ihe s,1o mais vanlajosos ; chegant ordinariamen-
te de manhaa e retiram-sc de larde, e lacs barc*s
5o -..ilas VP7H -a.la Aa ca,n nrnnriMarios e
familias ; he isto muto diverso da idea que se deve
eonceber da navegaran a vapor.
As comportas irtlo esiao continuamenlc cm accao,
abrem-je e fecham-se regularmente duas vezes ao
dia, cnestascircumslanciasnos adiamos reduzidos
ocaso das mares actuaes, em que sem despeza de
eon-lrucoes tao dispendiosas, aproveilamosa nave-
gado qqasi mcia mar de endiente e meia de Ta-
nate.
A distribuirlo do terreno na forma declarada no
quarlo artigo dashazes apresentadas.segundo o mudo
porque ctdo escripias, parece repellir a idea da en-
trada sabida das aguas, lanto da mar como do rio
c das endientes, entao ja accumuladss com as que
o Capiharibc despeja pela Tacaruna, n5o ser pela
canalisacao ; ora se o canal nao tiver menos de oi-
lenU a cem bracas de largura em (oda a sua citen-
cao, someW arcordo, porque assira dar alivio as
enchentes, ecoadjuvado di mar favorecer a na-
vegacSo pelo modo aclual, enlre Olinda, Hecifc, mas
de ncidiuma sorte com menor largura, pois a expe-
ricncia, a lodos patente, dos estragos succedidos cm
1812, e mais salienlemenln em 85(, esl ainda lio
recente que nos parece escusado repeli-tas para nos
acaulelarmos.
O extremo dn canal do lado de Olinda deve ler
maior largura para recehrr uao smente as aguas,
que sahem pelo Varadouro, como as do arrombo
actual, convindo dar maii capacidade a ponlc res-
rertiva da estrada grande, e o mesmo se deve enten-
te! do lado do Rccifc para facilitar a sabida das
liguas fluviaes e accio das mares, dando-se-lhe cm
um c mitro exlremo forma aproprfada, segundo os
principios da arle.
Convem atteu'dcr que se nao deve aperlar o leilo
da Tacaruna, anlcs conscrva-lo cm loda a sua ou
maior largura, por causa das enchentes do Capiba-
nbe que como ja dissemos, por ella sangrara ; con-
vem igualmente que lodo o espaco existente por um
lado entre o canal ea resliuga, e do oulro entre elle
e estrada ora de Olinda seja aterrado, sem nun-
ca dispensar a muralha com que deve rer lodo guar- I
nocido de um c oulro lado, despezas que nao podem !
ser avahadas em menos de ris 500:0005000.
lie induhitavcl que o pouco terreno a aproveilar
com estas disposres e mais vantagens offerecidas
uao eorrespondem a despeza, e que por lano a com-
ranliia deve procurar oulros recursos e garantas
paranfloser prejudicada.
remos expodo com franqueza o nosso^tfjj^ne-
dmlo desculpa das faltas que nellc se iieaarii
al cota a boa vonladc cum que desnliofl^Km-
Ic nos prestamos ao servro de-la preaifli, apan.i-
reteliemos o convite do Eira, presdante dual..
Sr. I)r. Jos lenlo da Cunha eFigueiredo, desdando
sobre ludo corresponder as vistas puramente paler
mam de S. M. o Imperador, quando com generosi-
latejepromplidao nos concedeu lcenoa, ao quel
lelernameute dedicados e reconhecidos.
ade do Recite de Pernainbuco 10 de fcvcrci-
ro de 1805.Conrado Jacob de Memeycr, coronel
eii:eobeiro.
Illm. e Exm. Sr.Convindo, para eslahilidade da
relinga a conservadlo do porto, que o caes actual-
mente construido at ao arsenal de marinha, em
vi-1 dos estragos observados contine al ao Forte
at Olimla, julgamos em nossa consciencia quo na-
qudla dislancia deve ser conslruido costa do go-
verno, eqiio nesla ultima se possa dispensar.
Tambcm do lado da estrada Nova, bastar que
se eomprehenda entre o arrombo fcilo pela ultima
endiente de 18">1, al ao-comeen da mesma na ei-
trnrao approiimada ile 1,700 bracas, segundo o
mappa, o que deve reduzir oorjainculo nesta hypo-
llicse. .imeiios de melade, isto he, que no exce-
der I r. 2O:tK10800O.
^e a V. Exc. aprouver mandar imprimir esle
ollirioemseuuimcnlo do plano, creio quo allcnuar.i
muito a ideia de avultada despeza que se suppoc
iodispensavel, asim romo acredito que se poderao
diminuir lalvez n. 20:0005000, no cnranamenlo
entre Olinda e Beberibe, que foi calculado no m-
ximo, com lauto queemarabos os casos se dimiuuain
quinto forpossivel, os empregados de apparalo, c
que baja fiscalkHcSo enrgica c honrada.
lieos guarde V. Exc. Cidade do Itccifc 12 de
fevcreirn ,le .1855.Illm. c Exm. Sr. Dr. Jos len-
lo da Cunha e Figtaeiredo, dignissimn conselheiro
presidente desla provincia de Pernamhuro.Conra-
do Jacob de .Vicmci/er, coronel enaenlieiro. V
EXTERIOR.
rublicou-sc ullynaniente em Leipsik,.com esle ti-
tulo: Lina guerra da Austria he.urna guerra al-
ima,Mima broebura, que deixa ver um conheci-
menlo profundo dos inleressas allemaes na questan
do Oriente. Nolaremoi nosse livro as consideraces
icgui nles:
Segundo uina opiniilo, que se lem procurado
acreditar, a confederarlo germnica s pode fazer
urna guerra deflensiva na accopcjlo mais restricta da
palavra ; s pode armar-se no raso em que seu ter-
ritorio seja meajado deteralacado por urna poten-
cia o-lr.uicira ; entretanto esta opiniao nao se fun-
da em nenhum dos artigos do acto constitutivo da
confederarao,
O artigo 2, pelo contrario, determina mui positi-
vamente o fim desla confederadlo, o qual consiste
em manter n seguranza intima c exterua ila Alle-
manha, assim como a independencia o a fnviolahi-
liibnle dos diversos estados, de que ella se compoe.
Qucm ousaria sustentar que a obrigacao de manter
a seguranza interna e externa da Allemanha, nao
conlm necessariamenle a aulorisacflo de fazer urna
suerra oftensiva, se as rircumslancias o exigi^sem ?
Como os fundadores desta confederadlo poderiam
ler liilo a inlenc/io de n reduzir a um estado passivo
nas circumstancias as mais graves, prohibindo-lhe
luda guerra offensiva, quando a 8 de julbo do 1815,
dia cm quo assiguaram o acto constitutivo, lodos
elles eslavam quasi para emprchender urna guerra
offensiva contra a Franca, que acahava de reconhe-
cer outra vez NapoleSo I como imperador '!
Os partidarios da opiniao, que limita o poder da
confederadlo a urna guerra defensiva, se apoiam no
artigo 35 do acto final de Vienna. Esle arligo diz
com cffcitf, ^
A i iinfedatacJIo.ronsiderai! i como potencia rollec-
liva lem o dircilo de fazer a guerra e a paz, de con-
cluir tratados c alliancas Dita segundo o fim da cou-
fedcr.icao, delerininadu pelo arligo 2 do aclo cons-
titutivo, ella n.lo pode usar dcstesdiicilosseno para
sua propria defeza, para conservado da seguranza
inlcrna c externa da Allemanha, c da independen-
cia e inviolabilidadc dos eslados, de que ella se com-
pOc
A consequenria que so quer tirar desle arligo do
aclo final de Vienna repula-so por si mesmo ; por
quanlo seria inlciramente contrario nos nlcrrsscs
mais preciosos da Allemanha, prohibhr-M sua con-
federacao a guerra oflensiva cm lodas as eventuali-
dades possiveis. I'ode-se suppor que os homens de
eslado, que aconsclharan e assignar.ini o aclo final
de Vienna, livessem tido a inlencao de annullar an-
lecipadamenle a influencia da ronfederaco, de qne
a Austria e a l'russia fazem parle '.' A Austria c a
Prussia nao podiam ler esla inlencao, porqne cm
sua qualidadc de grandes potencias, podiam de um
mntenlo para oulro arharcm-se arrasladas a urna
guerra, para a qual o concurso da confederadlo Ihe
seria indispensavel.
Esla confederadlo be ou nao urna polencia euro-
pea ? O aclo final de Vienna a qualifica de polencia
collccliva politicamente unida, e Ihe concede pelos
artigos 35 c 50 lodos os dircilos devidos a urna po-
tencia desla nalureza.
Alm disto, a allianra definitiva de 12 de junho de
1817 eslahelecc como principio, que a confederadlo
germnica deve ser considerada cm seu lodo, como
urna potencia livre c independente, oque todas as
consequencias, que decorrem desle principio, slo lio
justas cumo'incontcslaveis ; c como prova de adlie-
so aulhentica a esle principio, as grandes potencias,
laes como a Franca, a Inglaterra e a Russia, lecm
acreditado emhnixadores junio da confederaban.
Portanlo a confedcrar.lo germnica be sem duvida
nenhuma urna polencia europea, que a exlenslo de
seu lerrilorio, o numero de suas populaaes c a im-
portancia de suas forjas defensivas elevam ao grao
de urna grande polencia europea. Se al aqu ella
mo lem usado de sua influencia sobre os grandes
aconlecimentos polticos, tcm si lo culpa sua c ser
ainda, ledesprczar a occasiao, que se llie offerece
neste momento de reconquistar a influencia, qu lh| P"* coiilVderaeao a lem proclamado pela sua adhe-
he devida. oao tratado dr all anca enlre a Prussia c a Austria,
de 20 de abril de 1854 ?
Umtido-sa noAla allianra. a confedora^o Eolemno-
menle reconheceii : 1."o iuleresse de sua influencia
nos grandes aconlecimentos poli ticos da Europa ; 2.
seu dircilo de fazer urna guerra oflensiva, quando-o
inleresse da confederaran o exige ; 3. de concluir
um tratado de allianra offensiva com a Austria ea
Prussia em saa qualidade de grandes potencias euro-
pea.
O arligo addicional desle tratado do allianra na
pode annular o proprio tratado. Associando-se a el-
le a confederajao germnica, a Prussia eaAusIria
reconheccram que esla confederadlo pode c deve,
como grande polencia, lomar parte activa na solu-
cao da queslao do Orienle, e desle modo defender os
iuleresses allemaes e o equilibrio europeo, mesmo
alem dos limites de seu lerrilorio, Se no eslado da
crise aclual ella nao pode oblcr esle resultado pela
sua influencia diplomtica, he de seu dever faze-
lo com as armas na nio. (Monileur.)
Urna polencia que, como a confederar.no germa-
iil. u, |>-uu IwJu. va (ia liiwliriy M.H u, na
nlium grande aconjecimenlo poltico po lugar na Europa sem sua parlieipa^lo, que lem a
consciencia desle poder e a animo para servir-sc del-
le, ebegar infatlivelineiite aos resultados salulares,
de que nada se decidir sem seu consenlimcnlo, e
sem que se julgue obrigada a recorrer s ar-
mas.
Urna tal polencia constituir ao mesmo lempo pa-
ra o desenvolvimeulo das Torcas malcriaes e inlelec-
luacs da naeao c parajk-ongrandccimenlo do espi-
rito e da honra nacional, que serao sempre os ger-
Diens das grandes, e bellas aeces. Porque razo us
Inelezcs, os Francczes, us Russos cstao animados de
um nohre orgulho, ao passo que os Allemaes, que
lem dado e ganbado tantas balalhas, no participara
o direito de serem orgiilhosos? He porque luda a
potencia que, por timidez, por principios errneos ou
por causa de sua constituidlo defeiluosa se abslem de
tomar parle nos grandes aconlecimentos europeus, e
move-se lenta e pcnivelmcnlc smenle quando seu
territorio he amcacado, acha-se exposla a esle pe-
rigoanlesde o ler previslo,e tomado as medidas ne-
cessarias para o repellir victoriosamente.
A perda de urna justa influencia sobre os grandes
aconteriuienlos polticos ja lem causado a perda de
mais de um estado. < loaos nao cram a gloria, o po-
der c a influencia de V.-neza, quando a suerra eu-
ropea se concenlrou na Italia Esla orgulhosa re-
pblica era estimada, honrada e temida.
N.lo foi a descoherla de um novo caminho marti-
mo pelo cabo da Boa Ksperanca, que aniquileVu Ve-
noza; porque no seculo XVII e mesmo no comcro
du secuto XVIII, ella su.tenlava ainda guerras glo-
riosas contra a Turqua. N.lo; Vcneza perdeu-sc,
porque absteve-se syslematicamenle de invnlver-se
nos iuleresses poli lito* da Europa c mesmo nos da
Ilalia. Se, a exemplo dos duques de Saboia, torna-
dos res de Sardenlia, ella livesse lomado parle nas
guerras dasucccssilo de llespanha e nas que segui-
ram-se, leria conservado sua influencia; sua neulra-
lidadea fez perder. Esta mesma ueulralidade nao
privou-asomente ilesua importancia pelilica j mas
como loda forja, que nao se exerce, perdo-sc, ella
pode em 1797 ser eliminada sem esforco d> lista dos
eslados europeus pelo seneral Bonaparle.
Cada eslado curopeu lem relativamente a quai-
quer oulro eslado, o direilode fazer a guerra, quan-
do 1 he pa/eccr, exceptan lo-se apenas a Blgica e
a Suissa, c por isso se Ibes lem assegurado em com-
pensaran uina ncutralidade perpetua por um tratado
europeu.
A coufedcra;ao germnica, longe de achar-se nes-
le caso, lem conservado a plcniludc de lodos os di-
reito*, de que gozam lodas as potencias independeu-
les. He fura de duvida pois que o arligo 35 do aclo
final de Vienua, nao aulorisa a confederara > germ-
nica para a guerra offensiva smente, quando o seu
lerrilorio for acomellido, porque esle arligo diz cla-
ramente ipie ,'i confederacao esl cncarregada de
vellar na seguranca inlerha e externa da Allema-
nha.
Bem falsas ideas teria sobre a marcha dos acnnle-
cimenlos polticos aquelle, que ousasse sustentar que
a seguranca interna c extema de um eslado sii esl
amcac/ida. quando seu lerrilorio he acommetlido.
E.la seguranc,.! he aine.icad.i por cada tentativa que
urna graudo poleucia faz para engrandecer seu ler-
rilorio ; nenhum Calado curopeu lem o direito de di-
zcr quo sua seguranza externa nSo esla amcacaih,
noreste engrandecimento, |rque nao o ataca agora
immcdilamciile. Pelo contrario he do dever de ca.-
da um desses eslados vigiar na inlegridado dos lerri-
lorios, do qnal depende o equilibrio europeu ; e se
esle equilibrio est a poni de ser pcrlurbado e n,lo
pode ser manlido senio por urna guerra offensiva, o
proprio inleresse de cada eslado curopeu Ihe inipoe
um dever de atacar.
A historia prova que loda monarchia, toda rep-
blica, que lem ebegado a um alio grao de poder, se
sei ve dote poder pora subjugar os oulros eslados.
A repblica de Roma o fez, Carlos Magno, Carlos
Muinlo, Luiz XIV, NapoleSo I lambem o fizcram.
A ronfederaco germnica julgaria escapar desla
oppressao do mais forte, porque lio composls de
muilos eslados soberanos Mas esta circumslancia,
que a faz a guarda de mnilas liberdades, Ihe pro-
hibe deixar que urna polencia europea se engranda-
ra Iranquillamenle ; ella deve pensar que apenas
esla polencia liver conseguido seu fim e oblido a
preponderancia na Europa, gozar Iranqnillamenta
desta* vanlagen* para ohir rom lodo seu peso subre
seus visinhos. Nao, nao, a nenlraiidadc nao deve ser
o fim da confederacao germnica, que deve correr s
armas, para assegurar a Europa urna paz duradoura
e gloriosa.
lio evidente que a ltussia, desde o lempo do Pe-
dro o Grande, aspira o dominio do Bltico ; as con-
quistas da Ciirlaudia, da Livnnia, da Finlandia sao
urna prova sulliciente disto. Supponha-se que depois
da cxlinccao da casa reinante de Dinamarca, a Rus-
sia se apodera doto reino e fazendo-se desle modo
senhora do Sunda e do Bell, doveria porvenlura a
confederadlo germnica consenli-lo, porque por ago-
ra ella n.lo ataca nem o Ilolsteinnem o l.anenbourg,
porque renova scus proleslos de amisade essa con-
federacao c acba-se bstanle rica em'princezas para
honrar com suas maos todos os herdeirus presumpli-
vos dos soberanos allemaes 1 Aquello que ousas-
se di/.er : sim, a confederar.lif allema nao deve-
ria Malbaratar a Russia, nao lera um corao.lo allo-
man ; porque se a Russia assegurasse para si o do-
minio exclusivo do Ballico c juntasse lodos os paizes
scandinavos s suas possessocs j vaslissimas con-
federacao germnica nlo tardarla a ser um instru-
mento da poltica russa.
Seria pois de seu dever recorrer a urna guerra of-
fensiva para previnir e impedir semelhanle eslado
de cousas V. Dio ser ehegado esse inomenl* agora
que se Irata do paizes, de que o sultao he'o sobera-
no ? Mas a proteccao dos povos europeus cslende-se
uflo s as nacoes mahometanas, como as lineos ohris-
laas.ca violarlo do dircilo daquellaspode, assim co-
mo a violarlo do dircilo de*la, ameacar a seguranca
dos povos europeus. Se a ltussia realisasse scus anli-
gosprojeclossobrea Turqua, se cm sua guerra aclua
com esle imperio c as potencias occidonlaes, alcan-
S.isso urna victoria decisiva, chegaria a tim grao de
poder, que destruirla o equilibrio curopeu e amea-
cara a independencia do lodos os estados desla par-
le do mundo.
A Austria se acharia directamente anicacad* em
sua existencia, mas a confederacao germnica o por
ciinseguinle a Allemanha inlera. tambera o seria
ao mesmo lempo. Deixar a Rassia apoderar-so da
Turqua ou impedi-l.i pormeio de urna guerra of-
fensiva, be pois uina qnesllo vital.
He inconlcslavel qucoGm do aclo final de Vienna
era impedir que a confederacao cnlrassc em una
guerra, que os mais poderosos iuleresses da Allema-
nha nao livessem feilo indispensavel; mas nesse aclo
nada ha que aulorise a rrer-se, que se telilla querido
rediizi-la a simples defeza de seu territorio.
O arligo 10 desle aclo diz : No caso em que a
confederacao se veja obrigada a nina declaradlo de
guerra formal, ella n.lo pode lomar esle partido, se-
an depuis de ler sido aulorisada por nina maioria
dos dous trros. Se por esle aclo se livesse querido
enllocar a confederaran na impossibilidade de fa/.er
uina guerra offensiva cm qualquer oulro caso, que
nao fosse o de urna invaslo de seu territorio, o arti-
go citado loria sido formulado uestes tesnios : caso cm que a confederadlo se veja obrigada pela in-
vasao do seu territorio a urna declaradlo do guerra
formal, ele.
Talvez nosobjcclem que o arligo 'if, do aclo final
de\ funa diz :qucSc um eslado da confederacao, q'
possuir lerrilorio* fura dos desla confederacao, cm-
penhar-se cm uina guerra na sua qualidade de po-
lencia europea, a confederacao devo ficar estranha a
esla guerra, como nao leudo euhuma rclarao com
seus iuleresses c seus deveres.
. Mas como se poderia lirar desle arligo a conse-
quencia de que cm igual caso a confederadlo deve
ficar inactiva, por quanlo o arligo acre-cenia : ci No
caso era que um dos eslados da confederarlo se a-
chasse araeaea I i no suas ponesses fora do lerrilorio
da confederacao, etia nao seria obrigada a tomar
parle nas medidas darvifeza c surcorre-lo, scn.lo
quando, cm umajajssao especial, a maioria dos votos
livesse decidid^ jac ha perigo para o lerrilorio da
confoderacJaT
Jiilgafflaa ter provado suffiricnle, que he sem razSo
que seprelaiiile, que a eone lorae i nao pode CID
nenhuma evenluali la>l>! oinpenli ir-s> cm urna guer-
ra offensiva. E como nao ousariamoi enunciar esla
Yerdade de nma maueira aflinnaliva, quando a pro-
INTERIOR.
CORRErO\l>E\t;i.\S DO DIARIO DE
I'ERXAMUUCO-
Patahiba.
3 de fevereiro de 1855.
Depois quo o fardo do lempo pesa sobre meus
hombros mais gravemente, depuis quo a idade me
vai fazondo aproxiniar-me aosolo, lenho ganhoamor
a vida cheia de episodios, oceurrencias e aventura5
de viajante. Em miuha mocidade, lalvez porque
enlao houvesse dous lacos que me prendiam, li-
iiha um amor rainha residencia, que dilllcil e bem
dinicilmeiile emprchendia a mais curta viagem ; bo-
je, porm, busco cora ancie lade urna opporlunida-
de de remover-me de um para oulro lugar, de va-
riar as aceas, os gozos e mesmo as amisades de pou-
co lempo. Ser isto coinmum a lodosos xcilio-; Vmc.
me nao p le respouder, porque, creio, ainda n.lo pe-
dio reforma. Eu, que goslo de indagar as causas de
todos os efleilos, lenho ehegado a coovencer-rae de
que essa moblidade, propria da idade senatorial,
proven ou da atrcete da sepultura ao cadver, ou
da natural antipalhia, embora imperceplivel, que
este deve ler aquella, e lalvez, quem sabe, do cho-
que dessas duas forras que nos do um Icrcciro rao-
ximenlo, como asseveram os astrnomos a respeito
dos asiros.
Seja u que or, ou como lor, o cerlu lio que mis
sentimos eisa detplicencia, esse desojo de movimenlo,
csseprazrr pela variedade. que poca nos velhos ro-
dando a podra, que cerlo Iralanlc lomou no inferno
para seu diverlimento, como assovera, se me n,lo en-
gao, Dante. Consum urna pagiua no meu manus-
crito para dar-lhc a raz.lo porque deixei deescre-
ver-lhe pelos enrrcios de 20 do pastada o 2 do cor-
renle; a qual foi loda emanada da lal mohilidade
de que venho de fallar-lhe.
1 i/ uma digre-sao al Alamauguapc, embora in-
cgnito, e curli bous sustos, purque a polica alli....
chilon! Nao quero zomharias com q Sr. Dr. Sobas-
ligo, que emquanlo o diabo c-frega o olho esquer-
do pOe um hornera na cadea, c emquanlo coca o ou-
lro manda-o cidade... Como Ihe ia contando, (ain-
da eslou tao perturbado, que nao sei o que Ihe con-
lava) sim: Fiz urna digressao, incgnito, e com o
meu amigo Meircte* at amangoape, c segoi o
mesmo tri I lio, que S. Exc. o Sr. prcsidenlc, allin ile
ser soccorrido, no caso de alguma suspeila de velhu
peccadu reservado, que meu lodo, lalvez nao muilo
sxnlpalhico, uscilasse por aquellos caminhos c prin-
cipalnienlc na villa que desejava ver.
En letibo escriipulos decunlar miiihas viagens.pnr
que alm da flaqueza de minha pcnna.alm da dilli-
cuidado que lenho de fazer paincls,acre-ce que a L'im
de seusleilores, miodirci asslgoales,parqne nao sei
se o sao. me acliam sofliiveluiento massanle;ealguns
nao s o lem dito pcranlc inim, como mesmo cn-
lendem, que lenho muilo mo goslo, pois ado lin-
dos lugares, que, pare elles. sao inspidos. A pro-
posito, poda dizer de inim o quo ili'se algnem de
outro. A ahclha tira niel da mais amarga llor, a
aranha lalvez s.i oche fel na mais linda rosa. No
caso vcrlenle, com urna pequea inudaiica, sou cu
a aranh. K deverei, porque nao sei encontrar n
mcl, deixar de conlar-lhe quanlo vejo, fallando ao
nossocompromissn Parece-meque nao; lanto tnais
quando he muito fcil aos que nao gostarcm dos
meus devaneios, o fazerem o que cu fajo quando
rae encontr com um arligo de parto/, de homeopa-
l/iia, e oulras quejaudas materias, isto he, fazer
uma ahslraccaoe pas-ar adiante.
Dado esto cavaco, e passada graluilamenle esla
receila, entremos em nossa viagera, para a qual Mi-
relcs me empreslou os Irados princpaes.
No dia 28 do passado, no qual por sigual chegou n
preguicoso .San Saltador s II horas do dia, com
rara de innocente simplicidade, havendo-nos deixa-
do por seis das n'um mar de incertezas c suppnsi-
eoo-, cada qual mais extravagante, nesse dia, digo,
sseis horas da tarde, que bella larde! dirigimo-nos
para o Varadouro, porque liveinos certeza do que S.
Exc. ia al o embarque a caVallo.
Eu nao ia, a fallar-lhe verdad, muilo satisfeito,
por certas razoes, que s a mim interessam ; e por
mais que o jovial Meireles exgolasse os recursos de
sua folgasoua imaginaclio, nao piule conseguir dissi-
par inlciramcnlo uma niivem negra, que ha das me
assombravn o espirito. Quem nao lera tido um des-
ses das de tristura ? !
Quando chegamos ao porto, j l se achava S. Exc,
o secretario, o cirgcnlieiru Retumba c o negociante
Sanios Cielito, amavel eprasenlerocomo sempre.
Al assislimos a um episodio comeen, como silo os
episodios iuglezcs, que deve ser nraixado as ac-
tes de Sebastopol. (Juan lo eslavamos a embar-
car, vimos rhegar de earreira dubia c oscilada, um
longo inglez, que leudo inundado as tripas de rhum
era adianlainenlo lomada de Sebastopol, forea
de eonvicr.au tlcs-e faci, chegou a persuadir-* de
que a nossa cidade era aquella.c sujcila ao transe ilos
conquistados, pelo que, cora liberdade de conquista-
dor inglez, quiz cnlrar, como co cm adega, pelas
casas, mas que encontrando quatro dos nossos Nico-
laos de policio, vinha em commemorarao a batalha
do Inkerman, de retirada batida.
I.ogo que chegou prancha vollou-sc para agra-
decer aos camamilas, naos o trabalbo de Ihe mina-
ran o caminho mais curio, romo tambera algum
supapo, com que o fizeram entrar no reino da rca-
lidade, c couvencer-se de que Parahiba ainda per-
lenco ao Brasil.
Os oulros sucios, quo eslavam a bordo, prepara-
ram-se para resistir aos soldados, c entre estes aprc-
seiitou-se um Napier, armado de boas patas, e um
espeto da pnnla rcvolla, romo um sacatrapos. Feliz-
mente baria l um, que a torca de sopapos c coices
conseguio acalmar as ilispnscoes helliras do nutro:'
Em nada ficaram as lacs demonslracoes, o Meireles
enthusiasmado improvisou :
lie Us forle sen destino,
Tcm lal fnrea o mo coslume,
Que um Ionio inglez presume
Vencer o mundo sopapos,
Armado de sacatrapos.
L'm milhiio c lanos mil,
E mais ainda, querendo,
Derrota um Inglez, bebendo,
De hojudos garrafocs
C'os saca-rolhas breloes.
Achei um ponen jocoso o improviso de sua mu-
sa, e lomci ola S. Exc. embarcou com os seus
companheiros en) um bote ; e cu e meu amigo Mei-
reles cslendemo-nos cm uma canoa, e segumos na
esleir do escaler; mas respeilosa distancia.
Nada Ihe dirci ilo ramantieo passeio no lindissimo
rio ao brillianle luar aae razia, c mesmo nao incom-
modarei as pdicas nimphas que ivelle hahilara. Ja
live occasi.lo de docrever-lhe esse rio, se bem que
me esquecesse o Jacar, esse aprazivel silio de laud-
las recordacBes para ilgnem do seu conhecimenlo, e
para mim, porque alli, cm aprcciavel companhia,
lomci parte cm um janlar campestre.
Na nossa ida livem** de aportar aquelle silio para
fazer aguada ; e uns egoislas ces nos quizeram ve-
dar o desembarque. Esse caes descendentes de Ou-
lros que eclebrisaram aquelle lugar, pouco lem de-
generado de sua anliga rara. Sao ainda richosos e
roazes, como scusavoengos.
Seguimos at a pona de Sanio Antonio, de que j
live occas.lo de Callar-lh* ; c durante toda a viagem
nao cansei de admirar o riquissimo reflcxo da la
sobre as aguas. O sihncio que roinava cm todo o
rio, apenas inte rroirpido pelo sibilar do vento, e
breve marnlho dos remos, a la qne se refleclia ao
infinito nas aguas, levemente aguadas da brisa, con-
vidavam a apreciar a pnvoacao do Catiedello, que se
desenhav.i como um painel, a heroica fortaleza que
alvejava com a sua Ibiiica de cal, e moslrava urnas
sombras nos lujare; em quo mais o lempo lem tei-
mado erasen trabalbo de destruidlo, a barra qoe se
apresentava como uma enorme porta, as escuras li-
nhas de areia, que exlroinam o ro do um e oulro la-
do, como un rico quadro encaixilhado era ne^r
moldura.
Oh! Quem me dora cm metis accessos de hipo-
condra poder cm fraail piroga, entregue ao querer
do rio e vcnlo, sem mais companhia que o meu pen-
samento, srismar cm uma noile semelhanle Iuve-
jei os momentos de um pobre pescador, que deilado
sobre a popa da pequenta canon, paciente esperava
que o guloso peixc raordesse a isca trairocira, quo
Ihe lnha lanzado !... Que p'cnsaiBfalos o oceupa-
riain naquelle momelo Seriara os de uma limita-
da ambicao da boa pesca ? Pensara na esposa e li-
Ibiahos? Ou eslaria como eu, sem pensamento de-
lerminado, e divagando no faino ideal ? Talvez
nem mesmo elle o soubesse.
Chegamos a pona de Sanio Antonio, e cu de bom
grado quizera que a viagem se prolongasse.
Alli bifurquei-me no mais ruim -anden, que co-
me palha. Dizer-lhe os tormentos do inferno, que
soffri naquella aliraaria, he impossivel. Anles que-
ra que um forte temporal me arcommctlesse no rio,
porque redmenlo nao seria mais vascolejado.
O Meireles, que esUacoslumado a tratar rom essa
raca.de animaos, arranjou-se amigavelmenle com
um delles, e marrharam na mais completa harmo-
na.
A nossa viagera al a povoac.lo do Lacena n.lo le-
ve episodios inleressonles, e j de oulra vez Iho des-
crevi aquelle caminho c localidades. Dcmorarao-uos
alli um pouco, porque queria-mos ir seguindo a S.
Exc, e elle lambem leve alguma demora em casado
Dr. Flavio.
Filizmente um amigo fez-me o mais delicado obse-
quio em ceder-me um enorme ravallo, quo poda
bem servir na lomada de Sebastopol,.como oulr'ora,
ri vera est fama, de auxiliar a um lal reilo na cidade
de Troia. Creio que os alliados ficariam bem acom-
modados. Nunca mnnlei cm semelhanle promonto-
rio, e o mesmo Meireles ficou pasmo, e assevcrou
que ia -ulrmellcr ajkso a sua academia.
De /.ucenaalooagenho do Dr. Flavio, Saeco ou
Viraran, lem ambos os nomes, nada de nolavel oc-
eurreu, a lian me fallar o genio para descrever urna
viagem lao romntica, durante a qual, approvcitan-
do-me das dsposires do meo urco, (omava di-tancia
e s me cntregava ao dominio da iraaginacu, excita-
da aqu pela alvura da linaaria, que o mar afagava
docementc, alli por uma onda quo lamba ospesdo
meu enorme cavallo, acola por uma liaba de podras,
que pareciam querer embaracar-noso transito, mais
alem por uma cordilhera de harreiras opposlas pela
mo da Providencia as amias do ocano, que par
dam ameacar-nos com um desbroamenlo, adiau
pelo, suisurar dos coqueiros levemente asilados pela
brisa, nesle ponto pelo risco de uma chocalhcira pon-
lc, naquelle pelo amearo de uma ingrciue, e alcan-
tiladaladcira, e n'aquell'oulro pelas Irevas do uma
densa malla, oudc sibilava j cigarra, chilrava o gril-
lo, e fu/.ilava o faluo penlampo. Pas-ei por lodas
asmis dellciosas impros-es do bello, magesloso c
lerrivel. Mil vezes que eu lenha de saborear laes
iinprcssct, mil voz -
go/are uin pr
npewive
de descrever. Jafeircllcs, que, enlre nos seja dilo, ni
aprecia cssas' aihilidadcs da vida, pois soaBsBl* sa-
borea a parle material, entenda que nisljsacolln
monto e silencio, era lalvcl lilho do incommodo .
mas cu, deixandu-u no erro, sou por de mais impres-
sonavel para .sentir um incommodo pln-ico anlo so-
melbaiitcs quadros.
Chegamos quasi as duas horas ava^madrugada ao
engenho do Dr. Flavio, c cu procurei albcrgar-me
em lugar onde nao luase prcscnlindo, ; porquanlo
nas poucas vezes em que uos aproximamos ao gropo
de S. Exc, ouvinios, que alli se discuta quem seria
o Meireles daquella excurrfe. Mal sainara elles,
que nos os oiivamos Alli passamo* o dia segunda-
fera, o eu o approveitci para percorrer a praia dia-
mada Campia. Vi um silio de coqueiros plantados
cm muito boa uniera, eque apresenlam largas lilas,
por qualquer lado que scjaiu observados. Aquelle
silio pors bcsufliceule a constituir uma boa ren-
da animal.
O engenho pareceu-mo ptimo, c ao Retumba,
com capacidade de ser movido por giia. Sostena
aquelle engenlieiro, que com a pequea despeza de
um cont de reis empregado no esgolo de uma cres-
cida alagna, podc-sc oblcr terreno mais que uccessa-
rio. e poderosamenlc productivo. Consloti-mc, que
o Dr. Flavio dera om ptimo janlar a seus hospe-
des, no qual nlo podemos cu c o Meireles metler
dente. Chegamos a onvir os eslouros de crepitante
champagne, e mesmo alguns de seus efleilos. lie
vnho csscncialracnlc desinquieto, c quem delleusar
sem cautela, deve pastar um arrocho de rame so-
bro a cabera, se nao quizer que ella salle como a ro-
Iha que o sostena, logo que perde os necessarios ali-
Ihos.
A' lardo S. Exc. e mais companheiros, assim co-
mo o commendador Frcderico, que ebegra de ma-
aMw, foi barra do rio Manianguape, que era oulra
Ihe escrevi. Nos os seguimos, e nada hoove do no-
lavel, cxrcpluando os bont desejos do um amiso de
darn earreira.Eu o Meireles apostamos urna earrei-
ra, e, lio mistar confcssa-lo.ellc levou-meas lampas.
Nao live occas.lo de ver o palriarrha Cosme, no-
lavel por sua longevidad e fecundidade ; mas vi
um oulro vclhinhn, que, leudo apenas noventa e lan-
os anuos, possue uma rca dentadura, o Dio esque-
cc um baralho, com que faz circular os cobrinhos
com que o soccorre a caridade publica.
Vollamos casa sem mais novdade, do que a que-
da de um dosordenaSlcas de S. Exc, os quacs sendo
de cavallara, pela mais nolavel singularidadc, pare-
ce que nunca eavalEaram.
No da 23, s 7 horas da manhaa, bifurcanio-nos,
c cu no meu cavallo de Troia, que nunca mais dei-
xei durante a viagem, c Inmamo- o caminho do en-
genho .iratinguhSo commendador Frederico de Al-
enla e Albuqucrqiie.
Dzcr-lhc o quanlo soffri naquelle caminho irre-
gular, lano \\n qualidade, como na superficie do so-
lo, he impossivel; s sim Ihe nevero, que achei-o
por domis prosaico. O menor incommodo era o
acoile ilas rain is no rosto, porqne o cxcessvo tama-
ito do meu cavallo me f.izia ultrapassar a abobada
de verdura, que robria o caminho ; e creio mesmo,
que caneca humana nunca penelrou na atmosphera
era que marrhavn a miuha. Um lal cavallo foi fei-
lo para caminhos sem forro ; mas eu nao conlci com
isso, e nao me era possivel cortara caberla, e aem a-
parar as pernos ao dromedario. ContimW por altu-
ras nunca dantes visitadas, e posso ter a gloria de
que fiz a derrota por caminho novo ; so bem que
nao val a pena do inrnmmodo.
A's 9 do dia chegamos ao Aratingui,t lomando S.
Exc. c seus compaiiheiros a casa dn commendador,
eu e Meireles Seamos soh urna lindissima e copuda
arvore, digna de figurar em um jardim. Sol aquel-
Ja rolira pyramide vegetal,,qne pareca aparada pe-
la discreta (esoura de jardineiro, dormimos em um
tapete de mimosa relva um somno anglico. As lin-
das flores silvestres, o canto dos passaros, e a branda
vracao, lornavain aquelle alvcrguc mais delicioso,
do que o palacio do mais rico, gordo e sensualista
sx barita. .
Uma siborosa /rigiJeira de ostras foi o corrobo-
rante, que encontramos ao dispertar. Um amiiio,
que alh tamos, foi quem nos obsequiou com aquelle
brindo.
Dos Ihe desande safa lembranra, e permita que
elle sempre encontr as melhores ostras, e que
suas gallinhass ponham ovo* de duas gemmas.
A' larde, s 5 horas, dissemos adeos aquella hospi-
laleira arvore, c seguimos caminho de Mamangiiape.
Seria manada impordoavel o dizer-lhe ludo quanlo
vi; portanlo, esquecerei as tangas, ridas e intermi-
naveis campias de um s nivel, que Iranspozemos,
as ladeiras, que vingamos, o* ruidosos c argcnlcos
riachos, que passamos, as vetustas matas que dei-
xamospela retaguarda, e mesmo uma ponte dubia,
coberla do alagad, que linha smenle por fin indicar o Id-
ilio e fobrir um insondavel tremedal, esquecerei
mesmo o risco de desgarrar-se qualquer daque.'le es-
trcilo Irilbo c sumir-se eternamente em una lama
mole, na qual milla est remiti, para, com a liber-
dade de romancista, alirn-lo em corpoe alma no en-
genho Boa-Vista, do coronel Francisco Antonio de
Alincida e Albuquerque. Alli lomar -e quizer,
comnosco um copo de|iicor ou c/iain^ijn.fumar um
bom charuto, oll'erecido por um dos dous Drs. filhos
daquelle coronel,nao direi pelo proprio coronel, por-
que o nao encontrar cm casa, e demoraudo-se pou-
co seguir comnosco para a villa de Mamanguape,
que tica pouco distante, legua e meia.
Sera hora que approveilo a companhia, para po-
der seguir pur um desvio, se n.lo quizer encontrar-
se com o lodacal, e innundac.lo da estrada feita pela
rega do- partidos de um senhor de engenho. Eu
n.lo sei se obro bem em dize-lo, cnlendo que sean
deve vedar a uin particular o que fora bem de sen
inleresse pessool. mas lambem entendo que esse par-
ticular deve empregar os meios, para que o publico
naosoffra por causa de seus iuleresses. Esses prin-
cipio-, que me parecem justos, sao ignorados ou es-
quecidos pela illustrissima mnnicipalidade respecti-
va. Paciencia, Taramos o circunloquio de meia le-
gua.
Chegamos ao ro, e foi misler descrever uma meia
elipse para nao cahir n'um pojo occullo pelas aguas,
no qual mergulhou a vonladc um dos ordenan.;.i-,
que enlendeu ser sempre exaclo o axiomaa corda
he menor que o arco. Essa pequea molhadella
servw-ous de aviso a mim e ao Meireles, que che-
gamos a lempo de ver o lal gemetra escorrendo os
nanitas.
Passamos alguns engenhos, c ponco adianto ao
chamado Diqueencontramos o coraero da villa,
O primeira alegre c piloresco sobradinhn, que
enrnnlramos, perlence a um negociante da villa, e
le cm seu silio ou chcara. Seguimos por uma ra
de casas, no geral baixase mal edificada-, collocada
quasi de sul anude, edeseatkocau.lo em nutra que
cruzava de leste a oeste, tomamos para oeste. S.
Exc. e seus coinpaiihciro* Iqmaram a casa do dele-
gado, juiz municipal, c commissario da inslrucrao
publica, Dr. Sebastian, e nos lomamos uma casa
cm frente da vclha e cachelica matriz.
Coinpile-sc aquella villa de Ircs ou qnalro ras,
edificadas quasi de sul a norle, sendo uma deltas
bstanle longa como principal que he. Tcm oulras
que as cruzain quasi de leste a oeste, menos compri-
das e importantes, ajjaj das primeiras acompanha
a estrada do inleriorvT outra das ultimas a do Rio
Grande do Norle.As < asas em geral sao de laipa.bai-
xas,mal acabadas e anlajBs.muilas dasquaes s3ocous-
Irangidainenli! conservadas em p por forlos escoras.
Tem poucos sobrados, scuJo uin bem soflrvel e al-
gumas casas novas de lijollo e n,lo mal edificadas.
Em sua edinca{to usam, ronvenicnlemenle, de lar-
gas, frentes, o que faz com que ellas sejam claras e
arejadas.
A villa marcha cm algum progre^so ; mas dem-
ralo. Como a linha intermediaria dos vapores des-
sa provincia lem de locar na barra do rio Maman-
guape, onde.-efundo as observarocs do Sr. capullo
de fragata Amazonas podem entrar os vapores, he
muilo provavel que o commercio daquella villa se
augmente, c com ello a mesma villa. A diflicul-
dade opposla pela barra aos navios de vella, ainda
mesmo s barraca, lem retardado quanlo a mim
u maior descuvulviinenlo.
aquella villa o poni rnnis coinmodo | ara o
nnportaales lugares do interior rondituirem
mercado, e por i-so ella j tcm um commertao
sbTTrvcl com essa provincia.
O agricultor encentra alli dous losles mais por
arroba de assucir.'c quasi o mesmo noalgodSo sobre
o preco do mercado desla capital; e os negociantes
que vendemaqu o assucar vao compra-lu a|li mais
caro, pagando alm disso o frele por mar para esta
capital.
He um |ihrui ineno, que nao sei explicar. Que-
rem Sigan* que o locar os vapures em Mamanguape
muilu prejudicar oo commercio desla capital ; n3o
duvido, mas lambem creio que niutn inleressar
agricultura, c concorrer para equilibrar os preco*
cm no-sos gneros desle com esse mercado.
Na ra principal ha mil pequeo regato, que
demanda urna breve ponte ; e cunsta-nie que S.
Exc. c-t.i re-olvido a manda la fazer. para o que a
cmara agentiou duzeiitos mil reis de subscrpees.
Tambcm consta que pretende fazer um corral, e
nialadouro publico. A cadea, que em lamanho cor-
responde villa, esta sendo muilo bem construida,
c de nolavel seguranca. Tcm as divizoes exigidas
peloaystama anligo. Acha-se em um alio e he bas-
tante arejada. Demanda seis eolitos para sua cun-
cluiao, \i-to que lem de ser de sobrado para dar
commodos cantara municipal cjurados.
Os terrenos das proximidades daquella villa s3u
frescos c feriis, c\ pelo geral,regados de muilos ria-
chos.lenieinm.iis oanoo invernoso do que secco ; cn-
treiaulo que cura pequeas sarjas podem litar em
estado de nao temer nem ura e nem oulro excesso.
A mor parle dos engenhos movidos por animaes,
podem s-lo por agua. He espantosa a fertilidad*
daquelle municipio feliz. Em poucos anuos aquel-
la villa lem de disputar a primaria capital, que
s Ihe lera vanlagem pela milhoria do seu clima.
A popnl icio masculina paroceu-me pacifica, como
o geral dos i'ai abibanos, mas divisjva nells esses
Irados que dcnolm uma ceda fortaleza de espirito,
que aconselha cautela aos violcptos. He esse o ca-
rcter dos Paralbanos. Da popularlo femitiina na-
da sei, porque apenas vi algumas sombras sob as
avaras rotulas, que ao filar de olhos curiosos desap.
parecem como tenue vapor matutino. Em minha
imaginadlo figurci as bellas Mamangiiapcnses como
as huris, que Maroma prometi a seus renles. En-
ganar-me-hin Diga-o o collegaOrdeiro, que lio re-
liz apreciador de bom goslo.
Para nolar-llio a simplicidade da popiilac.lo, con-
lar-lhc-hel ascRiiiiite ancdota. N'um bello' dia des-
les, chegou a urna autoridad.: um pobre rapaz, di-
zendoSenhor, Turtol uma moca Para quem '!
Ihe diz a auloridadePara mim, senhor ; mas pos-
so cedcr-lh'a, se V. S. a querA esse lempo a m.li
da raptada procarava a mesma auloridade para pe-
dir-lhe uma urdem para malar o raptor da lilha !
O resaltado foi o santo conjungo, porque a aulori-
dade nao quiz aceitar o obsequio, c nem malar o
apaixonado Pars.
Em oulra lalvez Ihe diga alguma cousa mais acer-
ca daadminislracao la jailiaj naquelle termo ; en-
tretanto quero ouvr priraeiramciilc algum dos cor-
respondemos dalli, cojos dominios parece-me ler in-
vadido.
O meu collega Ordeiro leve a delicadeza de apre-
sen la r-se-me, ralo assim o Cyrineu segundo, qne fal-
ln a um dos deveres do rollcsuismo. Sent devoras
esse pouco caso de lao importante ravalleiro.
A' larde, cinco hora, S. Exc. monlnu a ravallo
com um brilhanteaeompanhamenlo daspessoas mais
gradas da villa que o foram visitar, e de militas ou-
IrasdasvizinlH.icasede nina commisslo do eorpo
commerclal, que Ihe linha apremiado urna felici-
lacao, da qual Meireles promelleu-me uma copia
para mandar-lh'a. Corrcu a villa, o que cu e Mei-
reles lindamos ja reilo, e scguio- para o engenho
Boa-Vista, onde chegamos junios, deixando o arom-
panhamento passagein do rio. Daquelle engenho
seguimos as sele da noile para Viracao, indo em
companhia de S. Exc. o Dr. Antonio Carlos de Al-
meida c Albuquerque.
Chegamos a Virac.lo s duas horas da madruga-
da e nao pude apreciar o pilorapeo dos (aboleiros,
porque Irazia o meu pensamento alguros.
No oulro dia s 5 da larde montamos, e coniccou
para mim nova poesa. Ora pela praia, ora loman-
do o interior por causa das barras, principalmente do
Miriri, cuja ponte pode bem servir para quem esli-
ver agostado com a vida, encontrando pro pos de
praieiras, queiam novena do Coraro de Jess cm
l.ucciia, live uma impagas! viagem.
Chegamos a esla pnvoacao as oilo da noile, em oc-
casiao cm que passava urna homeopalhica msica
de panradaria ociimp.-inhandn unsarcos enroupad
de rendas, que cram condolidos por uns meninos.
Vilo oratorio que eslava bem ornado, conver-
sc com alguas amigo-, vi passar innmeros ranchos
de flexivcis e ongracadas Lu:enisla$, e s oilo e
meia subi no meu promontorio aqucslre e lomei o
caminho da pona de Santo Antonio.
A mesma rraa, a mesma vracao, o mesmo luar,
os mesmos pensamentos, o mesmo esquecimcnlo do
mundo... Nao devo ir praia.
A's dez embarcamos, c S. Exc. ia pouco adiante
de nos. Meireles durmi como um malcrialao, eu
poelsei como um loucu. Qual appiovcilou inelhor
seu lempo'!
Seja Meireles, quem quizer.
A's duas da madrugada desembarramos no Vara-
douro, e enlao, no nicu lugurio, dorm profunda-
mente ot as oilo da manhaa.
Eis como acabou esta viagem l.lo dcleilavel para
mim, e tan massanle para Smc. e' para quem li-
ver a heroica paciencia do ler-me.
Me n.lo foi possivel concluir osla antes da partida
do correio, por isso fiz poni, e cumeco boje sob
nova dala.
Chegou I io ni era o paquete Imperador do sul, e
ainda nada trouxe que podse salisfazer a curiosi-
dad* dos nossos beligerantes. Cada partido conser-
va seus temores o suas esperanras. |) JoaqnisaDen-
goso, vice-con-ul russo, espera o lexaulamenlo do
cerco de Sebastopol para arvorar seo pavilhSoT Tem
raalo, porque o inglez j.i lem sido levantado muilas
vezes.
Nos continuamos sem novdade. As chavas v.lo
fazendo falla a salubYidade continua, na mesma. e
quando menos esperamos la apparece lima victima
da febre amarada. Felizmente nao lem cllachega-
da ao porto.
Foi preso cm Tambad um monslrosnho que alli
se achava muilo s calladas. Joao Jos Evangelista,
que ferio o proprio pai com nma cacetada na calle-
ja, espancou a m.li c um lio. Nao quiz o malvado
deixar a menor duvida de parricida.
Em S. Joflo foi preso no dia 22 de Janeiro JoSo
Mximo de E-pindola, que he criminoso de algumas
morles em Caruar deesa provincia.
Neiihoma obra (huggal me lera constado nesles
das.
A nossa illuslrissima findou suas sessOes ordina-
rias com bstanle pezar de nos oulros.
O meu Cyrineu, que a principio estove iltudid
acerca daquella iilustrissima.ja Ihe conheceu as bal-
das ; e fez-me justica,portanlo a elle a entrego para
que a corrija devidaraenlc.
Esta ja vai csliradnha, portanlo findarci desejan-
do-lhe saude, venturas, o patacos, e o mais indis-
pensavel a quem quer passar bem.
PEKMIBIJCO.
C#iA|C4 E OIAWA.
10 de fevereiro.
llei notado bstanle a moroscidado dada na inscr.
rao da missiva ultima do Janeiro indo, sendo que,
investigando algum extravio na sua entrega, sou in-
formado ques suas mausfoi ella ler, nn virlude do
que far-me-ha ver alguma cousa a respeito, a fim da)
cxlirparem-se as coujecluras motivadas por sem3
loante fado.
Fico na espeelalva de serem as miabas vislas
salisfeitas, alenla a argento as pracisSo que me a-
ssle na publicacao da mesma, acerca do que Vmc.
nao jaz no cabos da ignorancia.
Uma pinselada sobre o eslado excepcional desta
comarca.
Rcnhido confliclc enlre as anin.lados e uma por-
c,ao decomarces fez a presidencia chamar sua pre-
sen$a o capitn Francisco Antonio de Souza Camislo,
commandanledn destacamento, o Dr. Caelano Eslel-
lla Cavalrauli Pasaos, juiz municipal, o coronel Au-
(onio Francisco Pereira, delegado, c o cominandan^
le superior Joan Joaquin da C. llego Barros, scud
que o ultimo acha-se anda a partir.
Embora (ratasse eude por cm contacto com as evo-
lucOcs do da ao amigo Mosquita, acbando-se j de
volla nesla cidade os tres priineiros, com ludo ainda
milito nas Irevas, pois que nada ha respirado al o
prsenle.
Das mlOS da presidencia depende o dique ao cita-
do critico, em que actualmente se v arrojada esta
comarca.
A seguranca individual, como sempre, soflre seus
vaivens.
Ha poucos das, no bigarda povoacao de Pona de
Podras, foi csbordoa.lo Jos Francisco de Souza A\-
rcs, inspector c profossor de inslrucrao primaria do
mesan lugar.
J he a segunda dse que esse individuo ha colin-
do dos seus bons feilus.
\dmira servirse a senhora polica de agentes, que
era vez de acredita-la a desconcciluam, ennrorrendu
por esse fado a que reine naquelle lugarejo sempre a
falla de Iranquilli.laile publica.
Foi causa da tunda ler o referido Avrcs abocinha-
do a nina senhora rasada, c di-parado uina pistola
sobre o marido dessa senhora, iiolando falhar a es-
corva. Senhora polica nada de hesitar em appliear
asemclliante individuo a divida correrclo.
No dia 7 desle foi c-pancado na ribeira do pcixe
desla cidade um preto forro, pe uat'criado do Dr-
juiz de direito.
llevo suppor que a policia nao vacilar na excacao
dos seus deveres.
lloiitam por noile foram rccollii.los i rasa de se-
guranca tres rapadorios, enlrcolles um facanhiidu
que ha nesla cidade, conhecido por .Mallo-lirosso.
sendo o motivo ter esle invadido a cana ilos oulros
dous, doquercsnllou um nao pequeo conflicto, Iro-
vejando cm demasa o pitia.
Aporlou a estas pralM honlcm o Dr. promotor, cm
companrlia de sua Exm.a consorte, c sem mais pre-
mbulo buscn o exerricio do sen lugar.
es-iva celcuma ha origiuado a miniado ver-o-
m quanlo a rainha do baile que leve lugar nes-
lade no roez passado. enlre o niadauismo que
aiiiiiul.
Jt
tan.;
grande difliculdado dar-se-ha na realisajao de um
oulro.
Forle estulticia !
Iloje pelas (i da manhaa, enlroa nesla cidade o
nlrepido capilao CamisAo, i frenle de parle de sua
torra.coiidiizin lo um criminoso de morle, homisiado
na mallas, do engenho (ioianna Grande.
Araba de dizer-me o amigo Mesquila, que fra a
morle perpelrada no inspector de quarleiro da
povoaeau ,ie Coianninha.
He de notar a dsposcao que acompanharn ao
mesmo eapiUo, na realisaco de semelhanle captura,
alenla a horroroza e medonha noile, como foi a de
honlcm.
Que rovoada tremenda !
Recrutadas duas cri.ncas pelo subdelegado de Po-
dras Foso, por mero capricho, acaba a presidencia
de rcslilui-las a seus velhos e chorosos pais.
-Minia (raficancia c disparales veem-sc por esses
mato-, sendo digno de mencao o que v.ii por Tija-
cupapo.
Nada respira acerca do processo do fiscal desla ci-
ado.
Q amigo Mosquita faz-me ver que ha dente de
cocino no lal drama.
A povoac.lo de Cruangy continua sem paz, cons-
ndo-me que o respectivo subdelegado, alm da
uma denuncia queja soffre peranle o juiz de direito,
acha-se a ser mimoseado com mais algumas.
O mercado vai bem.
Copiosa diuva ha visitado esle solo, cm virlude do
que julgam os roceiros ser esperaucoso o invern
Saude c prosperidades almeija-lhe
O rnica.
(.Carta particular.)
REPARTiqAO DA POLICA.
Parle do dia 12 de .fevereiro.
Ulm.c Esm. Sr.~farlcpo a V.Exc. qne, das
Arenles parlcpaces honlem o hoje receidas
da reparlicao, consta que foram presos:
Pela subdelegada da freguesia do Recita, o par-
l.oncalo Ferreira da Rocha, por uso de armas
prohibidas, Francisca Maria-da Conceicao, por fe-
rimenlos, Gervasio Pires Ferreira, por (ser desertar
'oeorpo de polica.
Pela subdelegada da fregnezia de S. Jos', Joa-
lina Mara, para correccao, Jos dos Sanios Paa-
isla, por espancamento, o prelo escravo Cyriaco d
ratieisro Antonio das Chagas, por crirae de resis-
ucia.
Pela suhdelcgacia da h-egueza da Boa-Vista,
onslanca Maria Francisca do Rosario, por briga,
larganda Mara da Conceic.lo, SCm declarado do
mohvo, F.delis Carlos do Espirito Sanio, Eustaquio
Hiltcerio da Penba, ambos para corrccSao, Manocl
Joaquim Soarcs, para recrula, e Antonio Marlins
da Silva, por ferimenlos.
P6r ofllcio de 2 de Janeiro lindo communrtou-me
o capilao delegado do termo da Bo,i-Visla,corn ror*-
rencia a parlicipaeSo que Ihe fizera o subdelegado
do distrelo do Pontal d'aquelle termo, que tara as-
sassinado no lugar denominadoFazenda doPanaico^
do mesmo termo, Jos de tal, por Geraldo de tal,
coiiseguindo este por-se cm fuga, a vista do que fica-
va dando o mesmo delegado as mais promplas pro-
videncias nao s "para ser preso o criminoso, como
para instaurar contra elle o competente processo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Pernarahuco 12 de fevereiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Benlo dn Cunha c Figueiredo,
presidenta da provincia.O dicte de policia Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
do
qui
li-
li
le
\l
Illm. Sr.Approximamlo-so osdias do entrado,
e convindo lomar providencias para obstar lao per-
nicioso jogo, e prevenir qs aocommellam delictos,
julguei conveniente eslabelecer as que conslam da
inclusa portarla, visto a falla de posturas raunici-
paesa tal respeito, a qual transmiti a V. S. afim
ilc que por sj e pelos subdelegados de seu dislricto
tenha a devida execucao.
Dos guarde a V. S. .Secretaria da policia de Per-
nambuco 12 de levereiro de 1855. Illm. Sr. Dr.
Francisco Bernardo de Casvallio, delegado do pri-
meiro dislricto deste termo.O dieta,de polica,
u<; Carlos de Pajea- Teixeira.
O Dr. chete de polica da provincia resol ve que
pela ddegacia do primeiro dislricto desle termo, a
pelas subdelegacias respectivas, se observem as se-
guinles providencias em ordejB-a. obstar a perpetra-
dlo dos delictos por oceasiAo dos prximos das do
enlrudo:
1." He cxprcssamenle prohibido o jogo de enlru-
do, o lanrar-se agua sobre as pessoas que Iransilarem
pelas nas, quer seja islo teilo por meio de vasos ou
seringas, quer pelo emprego das chamadas limas de
cheiro, c bem assira o uso de linlas, lama, e oulros
objectosqoe lem sido empregados em 13o pernicioso
jogo.
2. Sao permilllidos o gropos de mascaras carac-
lersados por qualquer modo, porm sem allusoes a
espedalmenle das que dgaro respeito a religiao e
seus ministros.
3. Nodifferentcs caracteres com que se apresen-
larem os mascaras, nao ser permillido usar de ou-
lras armas que nSo'sejam as fabricadas de papslao ou
madeira frgil.
4. Nao be por modo algum permillida a intro-
dcete de escravos no meio dos mascaras, e os quo
enlre elles forera encontrados serao presos e correc-
cionados.
5." Os mascaras porlar-sc-hSo com deeencia, nao
pralicarao insullos e Ihes n.lo ser permillido vagar
pelas ras depois de 8 horas da noile.
6. Aquelle que formarem reunios para bailes
nos Ihealros, Ir prohibido dar assovQS, gritos, pra- ,
ticarassuadas. Ser respeitado o segredo dos ves-
tuarios e mascaras, e ninguem puder dirigir-lhes
perfumas c Iravar cora elles cunversaces queno se-
jam decenios e dignas de repelir-se nasmelhmes reti-
ios ; do mesmo modo se haverjlo os mascaras ons
para com osnlro-, e principalmente para cum as fa-
milias dos camarotes a que se dirigircm.
7.' Toda a pessoa mascarada que por algum mo-
do oflender a decencia, provocar rixas e perlurhar a
ordem mantida uos salos, ser mandada retirar'im-
uiedialaiiK-iilc. /
S.. Na falla de observancia das providencias ci-
ma, a polica proceder contra os infractores como
desobedientes.
Secretaria da polida de Pcrnambuco 12 de feve-
reiro de 1855chete de policia, Luiz Carlos de
Paita Teixeira.
COMUNICADO.
KfbxSe* (citas pr //. ,;. Milet, na rcuniao da
rOMPA.MII \ PERNAMBI CANA, em 7 de /-
rereiro correnle.
Srs. Accionistas.Em 1818, mullo anlcs que o
goveroo imperial na sua sollieitude pelos iuleresses
materiaes-do paiz, se lembiasse de subvencionar
linhas de vapores, que locando ca maior numero
e punios que os da Companhia Brasileira, facili-
las-em as relaees enlre as capilaes do lilloral e o*
nais importante; centros da popularte das provin-
cias respectivas, houvc quera se lembrasse de pro-
porcionar semelhanle beneficio, ainda que sem sub-^
venlo do governo a esla briosa provincia, e sobre
as bases provisorias que orgauisei naquella poca,
o meu amigo o Sr. Augusto Fredet'iro de Oliveira
procurou cncorfkrar uma companhia de vapores
cosleiros, que fossein da Parahiba a'l'aiiaiidar torn
o-cala em ledo os porlos inlermediarii.
Nao liouve enlao possibilidarle de realisar seme-
Ihante penjamcnlo, cm conscqucncia da pouca mm-
palbia que os capitalistas desta provincia linbam
pelo governo daquella poca, purem se publicaran]
algumas reflcxes sobre as vantigcas e locros pro-
vaveif da empreza.
Encarrcgado cm dias do ann) pareado, de exami-
nar por conla da aclual compaihi*. os porlos com- ,
prchendidos no decreto lili, Icsde Mare al a
cidade da Fortaleza^ nao s sota relacao bxdrogra-
phica, romo sob o aspecto da i nporlancia rommer-
cial e da produceilo das regie xisiiihas, live do
viajar por toda a cosa, eolligi' documentos, infor-
mae .es, c habilitarme para pidor ajuizar com mais
criterio das condicOes de uomtxiloda nossa empre-
za. Entretanto, como o mcujuizo respeito, juizo
fundado sobre os cxain.s e iiilagacoes a que proce-
d e anterior coidiecimento dat localidades, so adiou
em opposicSo flagranle rom i opiniao dos nossos
directores, os quaes qua-i era ludo o por ludo lem
aduptado o contrario das minios conclus-.es, desejei,
quer em qualidade de eirgoilieiro, sucr de accio-
nista, fazer constar que as minhas informaroes em
nada conlribuiram paraospas*Qsdados.peladlra9eaosO
qoe repulo errados. Assim Un eu, e anda sou de
opiniao:
J
llEGIVEl
MtiTit ann


DIARIO OE PERNAMBCO TERCA FEIRA 13 DE FLVERtlRO DE 1855,
i. Que os vapores deviam ler pequeos, de 300
a tOO tonelada quando muito, e 60 a 80 cavallos
defuera erieclive.
2. Qoe deviam ser de madeira..
I)e rodas.
(, Que nSo deviam calar maisde 10 palmos.
5.< Enifim (parcre-me qoej he Tacto demonstrado
peta eiperiencia na Europa e A merica do Norte )
lniietao rpida, e por conscguintc cara, so con-
vam m these aos passageiros c mercado ras ou ge-
eros quc valor, e que derendo a companliia lucrar mais com
passageiros e mercadorias, qne com os gneros pe-
lados do pait, deviam ser as viagens mais troquen-
tes, as escalas numerosas o a demor a cm eada porto
apena* de aignmas horas.
Entretanto a direcc^o em vez do comprar 3 vapo-
res pequeos, empregoo mais de metade da capital
social na compra de um vapor monstro, de ferro,
hlice, calando nSo menos de 9 ps d'agua, o qul
so podera dar urna viagem por me/, e nao entrar
en muitos dos porlos do*littoral.
quero por itso censurar os honrados mem-
fcrot dadireceo, os quaes reputa tanto mais interes-
mJo- que eu no bom andamento dos nossos nego-
cia*, e inteirameute livresde nao pensarcm comigo
acerca das diversas qucles que interessain com-
pjolua ; porem quiz que constasse semclliante di-
vergencia, afim de que, cliegada a hora dos desen:
ganos, nao se possa di/.er que a direccao foi enga-
ada ao menos por mim"
Entretanto pr.ifesso o maior respeito para com os
acluaes membrosda directo, e sou de opinio que
sejant reeleitos lodos para continuarem com a car-
reira j i encelada, at que o futuro mostr quem leve
razio nesle negocio.
rVBLIGACOESJJEDUIO.
OfTerecido ao mea amigo o Sr. Ly-
curgo de Albuquerque Nascimcnlo.
VERSOS.
Sonhei, fl'icidade, prazer,
Qnatro rosas u'um rosal ;
Qualro anginhos seductores
Que prendem opeito mortal.
' A primeira, he um cnmposln
De belleza perfeirjto ;
Ten mitos divas pr'a locar
Mimos, agrados, atlrarao.
'A segunda, ti pensimento,
Como pois haveis pintar ?
Se muther nao he, he anjo
Que entre nos veio habitar.
A lerceira mais a qoarla
Ambas tem igual belleza ;
Tera caricias, iguaes encantos,
Que Ibes deu a nalureza.
SAo qualro anginhos do co,
Qualro l\posde pureza,
Qaatro emblemas de candura,
De innocencia e singeleza.
A rainha do baile milita r no da
10 de fe ve i eiro.
SONETO.
Primavam no salao muitas donzellas.
Ricas de granas, ricas de portento,
Que o enchiam de mago encantamento,
Mais od menos gentis ; mas lodas bellas.
Torem qual oulro sol, que das estrellas
Afabula o pliarol no firmamento.
Roubnu-lhes toda a gloria e tir/.imenlo,
virgem, que se ergoeu rainha dellas.
Qaal divino ideal, j se encaminha,
Entre a turba que pasma, e que murmura,
Cn'n voz do curaranEis a Rainha.
Orna-lhe o pcito, emblema de candura, "
Branca flor que trazia, he moreninha
Trajava azul quem tantas desfigura.
Rcrife II de fevereiro de 1853.
res I ol lio.....
com casia .
muido.....
Carne secca .
Cocos com casca .
Charutos bous i
b ordinarios
regala e primor .


ccnlo


Cera de carnauba .
em velas........
Cobre novo mao d'obra '
Couros de boi salgados .
expiados......
verdes........
de onra .......
b cabra corlidos .
Doce de calda.....;*. .
b goiaba........
seceo .........
jalea ............
Estopa nacional........
eslraugeira, mao d'obra
Espanadures grandes.....
pequeos. .
Fariuha de mandioca ,
iiiillin......,
ararula .....
Fcijao............
Fumo bom..........
ordinario........
em tulla bom......
o ordinario. .
restolho .
Ipcracuanba .........
tiomma............
(icusibre............
I.cnli.i de achas grandes ,



g

um
i>
alqiuirc
@

.Tiqueare
i


I
rento
pequeas . . 1
un tfiros . . t . 11
l'rancJias de amarello de 2 costa dos urna
louro.... . . ''
postado de amarello de35a 40 p
< o 2 a 3 de 1.
de dito usuaes. .
Costadinho de dito . . B
Soalho de dito...... . 11
Ferro de dito....... . . 11
Costado de louro .... . 11
Cosladinho de dito . . . .
Soalho de dito...... . 11
F'orro de dito...... . . . 11
b cedro ..... . . . 11
Toros de lalajulia .... - . quintal
Varas de parreira .... . . . duzia
aguilhadas . . < . . n
quiris -..... . . . u
Era obras rodas de sicupira para c. par
n cixos ii ii
Melar.......... . . caada
Milho........... . . alqueire
Pedra de amolar .... V . una
filtrar..... . . ii
relilos .... . n
Ponas de boi...... . . . cento
Piassava ......... . . . niolbo
Sola ou vaquela..... . mcio
Sebo em rama...... , . . 9
Pclles de caruciro .... . una
Salsa parrilba...... . . f- @
lapioca......... t .
Unhas de boi ... . cenia
Sabio .......... . . .. a
Esleirs de porperi........urna
Vinagre pipa...........
Caberas de caehimbe de barro. milhciro
38000
3500
6t00
5550(1
38000
18900
OR
2*200
9f 118000
8160
8175
81S0
1400
159000
9200
gaoo
9160
>i
8320
19280
1900(1
2000
1)000
3(560
29000
5*500
"9000
<>?000
39OOO
99000
15000
39OOO
h08960
39000
18.500
29IO0
9900
108000
HLjOOO
7JO00
258000
109000
99OOO
9500
48000
68000
59300
392OO
28200
39000
19280
18280
I96OO
9960
409000
161000
9160
19600
8610
69OOO
9800
48000
9980
29100
500
9900
1";O00
38200
3-210
9100
9160
309000
59000
21. Antonio Machado de Jess
23. Jos Fernandos da Cruz. .
25. Joaquim Jos Uaplista .
109800
191000
119800
i8r.Coa o seu officio de 9 do correle re-
cebi o balancel; publicas pertenccnle ao me* de jaYuXoproximo lin-
do, aasim como a demonslrarao do saldo que V. S.
nesla dala nlrcgou.
tteos guarde a V. S. Thesouraria provincial de
ernamhuco 10 de fevereiro de 18-55.O inspector
Jote Pedro da Silta.Illm. Sr. Jos Marcellino Al-
vos la Fonseca. thesoureiro pagador das obras nu-
blk-as.
COMMERCIO.
PRACA DORECIFE 12 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE,
a Colacfies ofticiaes.
Cambio sobre Londresa 60 d'v. 28 j d.
Dito sobre Parsa 310 rs. por fr. .
Assucar braoco someno------18950 por arroba.
Dilo dito 4. sorle28100 dem,
Dilo mascavado18580 e 18600 idem.
Dilo dilo inferior18380 idem.
ALFANDEUA.
RndimenU do dia t a 10 105:6i7789
ldemdodial2........10:OI9j907
116:2678696
Dttcarrejam hoje 13 de fevereiro.
Barca inglezaJueeubacalho.
Ilrigue inglezIVtn. Puntanidem.
Brigue inglezh'elpieidem.
Barca americanaViekeryfarinba de trigo.
Barca francezaPernambucomercadorias.
Barca ingleza General Creenfelllajias e ferro.
Hiate brasileiroIntencicelgneros do pai/.
CONSULADO GBKAL.
Rendimenln do dia 1 a 10.....25:7138229
dem do dia 12........3:8638C9.j
28:578892
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1 a 10.....2:2498351
dem do da 12 ....... 1259003
2:371*35!
ECEBEDOR1A DE RENDAS INTERNAS (iT
R\ES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 10.
- dem do dia 12. ,
-
8:8919917
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia 1 a 10.....22:5279571
Idem odia.12........4:1008118
26:6271692
MOVIMENTO DO PORTO.
Navios entrados no dia 12.
Marselha12 das, barca franceza Coromandel, do
271 toneladas, capilHo Roque, eqoipagem 13, em
lastro ; a Scbramm Wbately Couipanhia.
Assilidias, barra lirasilcira /mperatri: do lira-
sil, 4e550 toneladas, capitSo Antonio de Barros
Valiente, equipagem 11, carga sal e palha. Veio
1 nqjkWpralico e receber orden--, e tagne pan 0
o de Janeiro.
ravre38 dia, barca franceza Per/iamiuco, de 191
toneladas, capitau Durruly, equipagarn 15, carga
hiendas e mais gneros ; a Lasscojl & Coinpa-
nhia. / /r*-~V
Portoi.i das, barca portugueza Flor da Maia, de
220 toneladas^ capito Jos de Azevedo Canario,
equipagem 25, carga vinho e mais geueros ; a Ma-
noel Joaquim Ramos c Silva. Passageiros,.Fran-
cisco Rodrigues de Malos, Antonio Jos Gomos,
Joaquim Alves Barbosa, Eduardo dos Santos For-
tnalo, Antonio Velho, Manuel Jos da Costa, Do-
mingos Dias Cunado, Manpel Francisco de Olivei-
ra, Manoel Gomes da Silva, Jusc Maria de Aze-
vclo, Antonio Joaquim da Maia, Eugcjio Carpen-
_ leiro Hespanliol, Jeronymo da Silva e 1 Tilho,
Antdnio Jos Ferreira Praca, Jo;lo Dias, Joaquim
Percira Constantino, Antonio Gomes da Silva,
Jo-e Lardoso, Paulo Francisco, D. Amelia Pereira
Carduso da Cunlia, Manoel Barbosa Ribeiro c sua
muther,'las Gonralves das Neves Torres, Amo-
nio Fernandes de Olveira, Anlonio Juaquim de
Souza, Luiz Augusto da Cunlia Pimenta, Juaquim
Ribeiro de Carvalho, Manoel tion;alves de Mar-
cos Jnior, Antodio Dias de Brito, Antouio Fer-
nandes Frederico, Beroardino de Bessa, Jos Fer-
reira, Antouio Barbas de Barros, Jos Montciro
da Silva, Manoel Monteiro da Silva.
Sacio* saludos no mesmo dia.
PortoBrigue portoguez Bom Successo, capilSo Ma-
* noel Gomes dos Santos Sena, carga assucar e mais
ueneros. Passageiro, Anlonio Joaquim Leile,
menor.
Rio da PrataPolaca hespaubola Acancha, capitii o
Francbco Millet, carga assucar.
demPolaca hespanliola Thumas, capitau Pedro
^Roses, carga assucar.
MarselhaBrigue francez S. Michcl, capitSo E.
Duhamel, carga assucar.
Babia e Rio de JaneiroBrigue de guerra brasileiro
Itaparica, capilao o 1. lenle Benlo Jos de
Carvalho.
lha de Fernando de NoronhaPatacho nacional Pi-
rapama,commandanle o piloto Cimillo de Lellis
da Fonseca. Passageiros, Frankliu Jos dos San-
ios,' Lourenco Anlonio dos Sudo-, Manoel Tho-
: dos Sintos, Francisco Jos dos Santos, Ma-
Bs Barbosa das Sanios o 1 Pililo manor, Fran-
cisco Antonio do Nascimciito, Antonio Manoel
Eslevo, Maria Thereza da Silva, Thercza Maria
lie Jess, Thercza Maria de Jess, Tueodora Ma-
ria deJcsus, Antonia Maria da ConcenjSo, Therc-
za Maria da Conceicao, Joanna Frailesca da Cruz
c 1 filhos menores, Francisca Maria ira Cruz l'ci-
tosae 1 lillio menor, Clara Maria Fraicsca, Mar-
gariila rsula, Jos Joaquim de SanfAnna, 17
pravas do ezercilo de dilTcrcntcs corpos, inclusivo
3 cadetes, 21 sentenciados, 1 enfermeiro e 5 do-
enlcs, pracas do exercilo.
PALTA
dos preros correnles do assucar, tlgodo, e mais
teneros do pai;, ijue se desparham na mesa do
coiuuiado ic Pernambuco/ na semana dei-2
a 17 d fecereiro de 1555.
Assucar ota caitas branco l. qualidade laV
b 2.
11 a mase.........
11 bar. c sac. branco.......
ii 11 11 mascavado..... a
refinado........v #
Algodao ni pluma de l. qualidade 11
2.*
3.'
o ero carocij. .
Espirito de agurdente
Aguardeule eachnc .
11 de eaili.i .
reslilada .
tienebra........
11 .........
Licor .........
ranada

n
............. botija
............. caada
" ................garrafa
Arroz pilado duai arrobas um alqueire
em casca...........
Azcile de mamona......
me idubiii c de coco
11 de peisc.......
Cacau........... ..
Aves arar.......
papigaios.....
Bolachas............
Biscoitos............
Caf bom.............
caada

B
. 9
urna
um
89200
ffBOO
19100
29-500
I93O0
99900
59100
49700
49300
11275
9600
9100
9500
8 -50
9(80
8220
9480
9290
(9100
18600
8600
29000
18-280
59000
108000
39000
59I2O
79680
49200
5719800
E para coTislar se inandou affizar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O iccretario,
Antonio Ferreira d'Annunciaro.
Miguel Ferreira yelloso, colleelor provincial do mu-
nicipio de Caruar, em virludo da lei etc.
Faz saber que na cadeia da villa de Caruar
acha-sc desde o dia 9 de dezembro do anno proiimo
passado, preso o cscravo Manoel, rrioulo, de 30 an-
uos de idade pnuro mais 011 menos, altura regular,
olhtM prelos, pouca barba, denles da fenle inleiros,
orcllias pequeas, nariz pequeo e chalo, beicos
grossos, dizeudo ler o officio de carpina, cujo es-
cravo fui capturado cnlrens Inaares ('.apella e Mo-
ruini da provincia da Babia, porFili|>|>e de tal, ca-
pitn de campo, sem que se saiba a quem porteo a,
pelo que, sendo piresia raz.lo considerado bem do
evento pelo arl. 1" do regnlamentode 17 de jullio de
1852, quem se julgar com direito ao mencionado
cscravo, queira vir provar o seu dominio no pra/o
de 00 dias contados da data da publicar lo do presen-
te edita!, sob pena de ser arrematado, c o seu pro-
ducto rccolhilo a thesouraria provincial na forma
prescripla cm o art. 1 do regulamenlo cima rila-
do.Eu Angelo de Souza c Silvcira cscrivilo da
collecloria do municipio de Caruar lz o prsenle
que vai antiguado pelo colleelor. Collecloria do
municipio de Caruar 28 de Janeiro de 1855.Mi-
guel Ferreira Idioso, colleelor.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria proTin-
cial, cui eHJpiiiLculo da resoliirao da junta de f.i-
zenda, manda faer publico, quea anemalarao da
obra do se|Bd6 lanro da estrada dos tlemedios foi
transferida para o dia22 do correte.
E para constar se mandou aflisar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 do fevereiro de 1855.O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em ciimprimcnlo da rcsnlucao da,jun(a de f,i-
lenda, manda lazar publico, que a arrematar. da
obra dos reparos da quarla parte da estrada de Pao
d'Alho, foi transferida para o dia 22 do crranle,
E para con-iar se mandou afiliar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1855.O sccrelarioi Antonio
Ferreira da Aiinuiiciariio.
dia e lugar designado, sb pena de se proceder as
suasi-eveljas. E para que chegue ao conliecimenlo
de lodos mandei passar o pjKnle edilal, que ser
fflxado na praca do Coiflmcrcio e publicado pelo
Diario de Pernambuco, Dada e passado nesla ci-
dade do Recifij de Pernambuco aos 9 de fevereiro
de 1855. Eu Dinamerio Augusto do Reg Rangel,
escrivSojuramentado o escrevi. Joao l'inlodc U-
mos, juiz commissario.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da urdcn do Exm. Sr. pre-
sideute da provincia, manda convidar aos propieta-
rios abaixo mencionados a entregaren! na mesnu
thesouraria no prazode 30 dias, a contar do dia da
primeira publicacao do presente, a importancia das
quotas com que devem culrar para o ealcamento das
casas da ra di l'enlia c Ires da ra do P>angcl,
conforme o disposta na lei provincial 11. 350. Ad-
vcrlindu que a falla da entrega voluntaria sera pu-
nida com o duplo das referidas quotas na confor-
midade do arl. 6 do regulamenlo de 22 de dezem-
bro de 1851.
tua da Peiiha.
2.Ilerdeiros d Joaqun Jos Fer-
reira..........
4.Julin Porlclla.......
6.Nuuo Maria de Scisas. .
Ilerdeiros de Jos Mauricio de
Oliveira Maciel. .' .
3.Dilos de Caelano de Carvalho
Kapbzo.........
5.Dilos lulos.......
7.Domingos Jos da Costa. .
9.Francisca Benedicta dos Pra-
zeres........
11.Jos .Murena da
13.Julio Porlclla.
15.Paulina Maria......
17-Antonio Luciano de Moraes Mos-
quita Pimental, c berdeiros de
Manoel Paulo Qoinlella. .
19.Ilerdeiros de Manoel Paulo
Quinlella c Francisca Saluslia-
na da Cruz.......
21Ilerdeiros de Manoel Paulo
Qpinlella e Francisca Saluslia-
ria da Cruz.......
23.Joaquina-lose da Cosa Fajoses .
25.IrinaMOaae das Almas do Recie.
27.Joaquina Maria da Purificaro.
29.Viuva e Ilerdeiros do Antouio
Joaquim Ferreira de Sampaio.
31.Marcolino toncalves da Silva.
33-Francisco Jos da Silva Maer.
"m*> /unge (.
77.Francisco AalBBo de Oliveira
Jnnior. .4,.....
79.Dito dilo dilgK'.....
81.Maria Anuqnciada Adelaida
Alves .da Silva......
a potieo e protesto relro, o supra a delnquela
Mara de Mello Siqueira, c firou entendida. Rccilc
28 de nouembro do 1851.Em f de verdade Mi-
guel Morcira de Souza Maia, official do juizo.
Em cumprimenlo dn que mandei passar a presen-
te caria de edilos com o prazo de 30 dias,pelo Iheor
daqual hei por citados bs supraditns para o conleudo
que nesla vai transcripto afim de comparecercm por
si ou sou procuradora primeira audiencia desle jui-
zo, que lera lugar a immediala depois de lindo o di-
lo prazo, sob pena de correr a cauta a sua revelia
al final seolcnra e sua execuro. Pelo que loda e
qualquer pessoa,amigos ou conhecidos prsenles dos
supplicados ospodero fater Miente do que fica ex-
poslo e o porlciro respectivo publicar c aullar a
prsenle nos lugares designados pelo cdigo do enm-
niercin, e ser publicada pelo Diario de Pernam-
buco.
Dado e passado nesla ridade dn Rccife de Per-
nambuco 8 de fevereiro de 1855.Eu Joaquim Jo-
s Pereira dos Sanios, eserivSo o subscrevi.
Custodio Manat da Silva (iuimaraes.
CARTA DE ED1TOS.
O cidadao Manoel FerreiraAccioli, juiz de paz cm
eiercicio dcsla freguezia de S. Jos do Rccife cm
virludo da lei ele.
Faro saber aos qnc a prsenle caria do cdilos vi-
rom que por parle de D. Ltaiza Thereza de Jesos,
me fui feila a pcticfio, do Iheor seguinle :
Diz I). Luiza Thereza do Jess, qne leudo reque-
rido c ohlidii pelo juizo ccrlcsiaslico dcposilo de sua
pessoa, afim do propor aerjo de divorcio contra seu
marido Antonio Jos Bitancourl, quer anles diMO
cxgotar os mcios conciliatorios, c para este fim re-
quera V. S. digne-sc de mandar nolifica-lo, pena
de revelia, dando o esenvao cerlido do resultado.
E como o supplicado se ache occullo por causa de
um mandado de prisao contra clle'ezpedido, tendo-
se ausentado de seu cslabclecimcnto, quer o suppli-
cante justificar isso mesmo,para que justificado quau-
lo liaste se passe carta de edilos para o fim de se
realisar a citaeao requerida. Pede a V. S. Illm. Sr.
ju do paz assim Ibe delira.E. R. M. Moraes
Carvalho.
E mais se nao conlinba em dita pelcao na qual
doi o despacho scgiiinte :
Justifique. F'recuczia de S. Jos do Rccife 7 de
fevereiro de 1855.Accioli.
Em \irlud do qual despicho produzio a suppli-
canle suas teslemunhas; sendo-mc os autos conclu-
sos dei a sentenca do Iheor seguinle:
Julgo por sentenra o di'iluzdn na pelico a fl. 2
cm vista dos depoimeulos das leslemiinbas de f ilhas
c falbas, c mando que se passe i carta de edilos re-
querida com o prazo de 15 dias, payas as cusas pela
justificante.
Freguezia de S. Jos do Recifc 10 de fevereiro de
i 855.Manoel Ferreira Accioli.
Nada mais se conlinba em dita senlenra aqui co-
piada,por bom da qual so passon a justificante a pre-
ente caria de editos com o prazo de 15 dias pelo
qual se chama e rila ao referido Anlonio Jos Bi-
lancourt para que dcnlrypdo ^ilo prazo compareca
por si ou por seu procurador Bstanle na primeira
audiencia deste juizo,que ter lugar a immediala de-
pois de lindo o referido prazo, pa^a se proceder aos
lermos de coneiliaco na furnia da policio supra
Iranscripta. Pelo que toda e. qualquer pessoa p-
renles ou amigos do justificado o podero fazer scien-
Ic do que cima lira cxposlo alirn de que nao fique
indefezo. O porleiro deste juizo publicar esta-
os lugares mais pnblirus desta freguezia c allixar
passando certidao em forma e ser publicada pela
imprenta.
Dada o passada nesla freguezia de S. Jos do Re-
cite aos 10 de fevereiro de 1855.Eu Jos (ioncal-
ves de S, escrivao a escrevi.
Manoel Ferreira Accioli.
N.
Silva.
N.
:r,.iHu
39^600
608000
109S20O
9O9OOO
368000
139200
459OOO
279000
188000
579000
508100
7.I98OO
819000
579600
368000
529900
309OOO
638900
938600
2595OO
de passagem neste excedente navio,
  • ja-se aos cooiignatarios, Antonio fie AI-
    meida (ornes & C, na roa do Trapiche,
    n. 1G, segundo andar, ou ao capitao a
    bordo.
    AO RIO DE JANEIRO
    seguir' brevemente, por tur
    grandeparte do seu erregamen-
    gl
    *^l3E to tratado, o velciro e bem cons-
    truido brigue nacional MARIA LL'ZIA,
    capilao Manoel Jos Perslrello : para o
    resto da carga e-para escravos, aosquacs
    da' excellentes accommodacOes, hrata*e
    na ra do Trapiche Novo O. Mi segundo
    ailar, com os consignatarios Antonio de
    Almeida (ornes & C.
    . Para o Rio de Janeiro caue viagem o bersan-
    (im a Despique de Beirisii, capilao Kli-rii da Silva
    Aranjn : quem no mesmo quixcr carregar, dlrija-M
    a seu consignalario Manoel Joaquim llamos e Silva.
    Para o Rio de Janeiro.
    Segu com a maior brevidade pos-
    Sivel por ter a maior parle da carga prom-
    pta.o bemeonbecido brigue nacional Fir-
    ma ; para o resto da carga e passageiros,
    Irata-sc com Nova es fi C, na ra do Tra-
    piche n. 54, segundo andar.
    Para o Itio de Janeiro sabe com brevidade o
    brigue Dous Amiaos por ler parle da carga promp-
    la : quem quizar carreear o resto, ir de paasagom 011
    embarcar escravos a frele, Irale no escriplorin de
    Manoel Alves Guerra Jnnior. na ra do Trapiche
    n. 11, ou com o capilao .Narciso Jos de Sanl'Anna.
    Para o Itio da Prala seguir dentro em pouros
    dias a barca brasilcira Flor He O!, vi-ira : quem Hel-
    ia quizer carregar, Dedirigir-so ao escriptorio da
    viuva Amorim & FilDO, na ra da Cruz. n. i5.
    Para Lisboa pretende sabir com a maior brevi-
    dade u patacho porluguez Destino : quem no mes-
    mo quizer carregar ou ir de passagein, entenda-sc
    com os consignatarios Thmnaz de Aquiio Fonseca &
    Filho, na ra do Vicario n. 19, prinieiro andar, ou
    com o capilao na praca.
    PABA 0 POKTO
    sabe imprelerivclmenle, no dia 22 do crrenle, o ve-
    lciro brigue porluguez Alegre, que anda tem piara
    para alsuma carga e excellentes commodns para pas-
    sageiros : Irala-ae rom o capilao a bordo, ou no es-
    rriptoro de Bailar i.\. Oliveira, ra da Cadeia-Ve-
    Iha 11. 12.
    DECLABACOES.
    .500-500
    1:2179100
    E para constar se mandou aftixar o presenel e pu-
    blicar pelo Diario.
    Secretaria da lliesoun
    buco 10 de fevereiro
    Antn
    CART
    incial de Pernam-
    sccrclario,
    tU a d' Annunciacao.
    TOS.
    EDITAES.
    O Illm. Sr. inspector di thesouraria provincial,
    em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
    da provincia, manda convidar aos propne:arios abai-
    xo mencionados, a cnlrcgarem na mesma thesoura-
    ria no prazo de 30 dias, a contar do dia da primeira
    publicacao do presente, a importancia das quotas
    com que devem entrar para o ealcamento das casas
    dos largos da Pcnha e Bibeira, conforme o disposlo
    na le provincial n. 350. Adverlindo, que a falla
    da entrega voluntaria ser punida com n duplo das
    referidas quotas na ronformidade do art. 6 do regu-
    lamenlo de 22 do dezembro de 1854.
    Largo da Pcnha.
    Na. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
    i. Viuva c berdeiros de Manoel Machado
    Teixcira Cavalcanli...........
    6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. .
    8. Joaquina Machado Porlella......
    10. Andr Alves da Fonseca........
    12. Francisco Jos da Silva Maia.....
    Larga da Bibeira.
    Ns. ti Viuva c berdeiros de Maralno Jos
    tialvDu..................
    3. Ignacia C.laudiua de Miranda. .
    5. Anna Joaquina da Concoicao......
    7. Joaquim Bernardo de Figueircdo .
    9. O mesmo ;............
    11. Viuva e herdeirosde Cactano Carvalho
    Bapozo .................
    13. Os inesmos..............
    15. Caetano Jos Bapozo.........
    17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 2.59200
    19. Joto Francisco RegisCoelho..... 528-500
    6O9OOO
    518100
    259200
    219600
    369000
    I256OO
    3O9OOO
    259300
    419100
    2I?00
    21-9600
    2)9600
    219600
    6O9OO0
    O Dr. Custodio Manoel da Silva Guimaracs, juiz do
    direito do civel, e commcrco desta cidade do Rc-
    cife de Pernambuco por S. M. I. e C, que Dos
    guarde ele.
    Faro saber aos que a presente carta de edilos vi-
    rcm, ou delta liverem noticia,em como o mnjor Ma-
    noel do Nascimento da Costa Monteiro, me fez a pe-
    lico do theor seguinle:
    Diz o major Mrnoel do Nascimento da Costa Mon-
    eiro, que sendo arador do.jo.1o Francisco dos San-
    tos Siqueira porduas lellras \ primeira de 2:1009
    rs. vencida em 22 de oululiro de 1852, alm dos ju-
    ros estipulados de um c mcio por cenlo, soccada pe-
    lo supplicanlc, e aceita por dilo Siqueira, e a segun-
    da da mesma quantia saccada igualmente pelo sup-
    plicanlc, e aceita por aquelic Siqueira a vencer ni
    22 de fevereiro lie IS!, <;ne sendo endonadas a Afl-
    JKlo Francisco Caruciro for'ain pelo supplicaiite p-
    ks, assim como de una lerceira lellra surcada por
    Joo Francisco Cbaby,caramida e paga pelo suppli-
    cante, vencida cm 4 de abril de 1843, no valor de
    7879755 rs. em moeda de prala, c de oulra quarla
    no valor de 1:2069670 rs., tamliem em prata, sacca-
    da pelo mesmo, vencida em i de abril de 1845 alm
    dos juros estipulado-, chega a sua noticia haver elle
    fallecido c como queira o supplicanlc segurar o seu
    direilo,requcr a V. S. que o admita a protestar pela
    cobranra dcslas ledras c de seus juros para que se
    nao complete a prescriprao como permute o art.
    4>3 3o do cdigo do commercio, c como nao tajan
    conhecidos scus berdeiros, quer faze-los citar por
    editos, citan lo-sc em sua propria pessoa a viuva do
    dito Siqueira, D. llenriqucta Maria de Mello Siquei-
    ra afim de que produza o protesto o seu devido ef-
    feito. Pede ao Illm. Sr. Dr. juiz da primeira vara
    do commercio lite mande tomar o prolcsto pela for-
    ma requerida.E. It. M.Alrotorado.
    Distribuida, como requer. Becife 22 de novembro
    de 1851.Silva Guimaraes../ SantosOliveira.
    E maissenaoconlinba em dita peliro, despacho,
    dislribuirao, depois do que seguia o termo de protes-
    to, citaeao e verba do sello do Iheor seguiulc :
    Termo de proleslo.Aos 22 de novembro de 1851
    nesla cidade do Becife, pcranlc mim e as leslemu-
    nhas aliaiio assignadas.dissc o major Manoel do Na--
    ciineulo da Cosa Monteiro que proleslava conlra a
    viuva cberdeiros de Joo Francisco dos Sanios Si-
    queira, na forma declarada cm sua petirao relro e
    supra, e de como (Ha, c proleslou na forma em dita
    pelirao que fica sendo parle da prsenle, anrignon
    com as teslemunhas abaixo declaradas. Eu Joaquim
    Jos Pereira dos Sanlus, eserivilo o escrevi.Ma-
    noel do Na/cimento da Costa Monteiro.Jerony-
    mo Tlieotonio da Silva Loureiro.Joao de Barros
    Brandao.
    Certifico qbe sendo netla cidade do Recite inlimei
    No dia quarla-fcira li do correnle, linda a au-
    diencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenda,
    que cos urna a ser as 10 horas do dia, na saladas
    awlienrias, \o a praca pela ultima vez os seguinlcs
    ben*: a renda animal da casa lerrea n. 3 da ra da
    Senzala Nova, pendolada a Joaquina Maria da
    Concoirab, por 189000 rs. ; dita de dila ua roa Di-
    rcilavdos Afogados n. 81, peuhorada aos herdeiros de
    Josc Mauoel de Oliveira, por 489000 rs. ; dita dila
    da ra da Gloria n. 27, peuhorada aos herdeiros do
    padre Gmalo Jos de Oliveira, por 1209000 rs.;
    dila dita do sobrado n. 38 coutendo dous andares c
    luja sito no aterro da Boa-Vista, peuborado aos her-
    deiros de Antonio Marlins Ribeiro, por 7509000 rs.;
    dila dila 110 becco do Molocolomb ua freguezia do
    Recife, penhorada a Joaquiua Maria da Conceicao,
    n. 2, por 729000 rs. ; dila dila da casa terrea na ra
    da Conceicao da freguezia da Boa-Vista n. 45, pe-
    nhorada a Joade Freilas Barbosa,' por 1209000 rs.;
    por venda a casa terrea sila na ra do Pilar em Fo-
    ra de Portas n. 26 com 28 palmos de frente e 70 de
    lundo, cozinha fora, pequeo quicial, murado, com
    porlao para a ra do Brum, peuhorada a Isabel
    Francisca por Francisco Jos Simoes, por 7009000
    rs.; dila de sobrado na ra do Apollo n. 17, com 18
    Palmos de frente e 80 de fundo, cozinha dentro e
    pcqiieno quintal, peuhorada a Joaquim Nuncs da
    Silva, por1:5009000rs. ; dila lerrea ua ra de J0S0
    Fernandes Vieira n. 46, com 22 palmos de frente c
    58 de fundo, quintal em aberlo pelo lado do sul, e o
    maii murado, a qual se acln em armazn, penhora-
    da a Candido de Albuquerque Maranhao, por 350-9
    rs. ; dila na freguezia da Boa-Vista travs do
    Mondego, becco das Barreiras n. 7, a qual serve de
    otaria, com urna so porta de entrada na frente, leu-
    do o quintal cercado, por 9009000 rs., peuhorada a
    Francisco Ribeiro Pires ; urna dita- lerrea na ra
    Direila dos Afogados n. 3, com 23 palmos do frenlc
    e 90 de fundo, cozinha fora, quintal murado e ca-
    cimba propria, penhorada a Jos Marlins de Mello,
    por $003000 rs.; um pequeo sitio na fregueria dos
    Afogados ra de S. Miguel, com alguns arvoredos
    de fruclo, o urna casa lerrea de vivenda n. 130, com
    47 palmos de frente e 33 dilos de fundo, a qual nao
    Csl.i dormitivamente acabada, penhorada a Manoel
    Gonralves Scrvina, por 2509000 rs.; a parte de um
    sobrado na ra da Senzala Velhado bairro do Rc-
    cife n. 100, avaliada por l:2l,S;204-., que foi dada
    a fazenda por pagamento de sello de heranea no in-
    ventario do fallecido padre Domingos Afl'onso Bi-
    gueira; o terreno da casa terrea de taipa n. 52, sita
    no boceo do Qoiabu da freguezia dos Afogados o
    qual (em 30 palmos de frenlc c 80 de fundo, e urna
    porcilo .le ttjjjba, penhorada aos filhos de Benlo Joa-
    quim de Canralho, por 259000 rs. ; 20 euxadas de
    ferro a .fiOrs. cada nina, pcnboradas a Joao Fer-
    nandes Prenle Vianna; una mesa redonda de ama-
    rello envernisada de preto, por 1090(10 rs. ; duas
    bancas de angico nvaliadas por JO00 r-:. ; doze
    cadeiras de jacarando, cada urna avaliada por 29
    rs. : os quaes but foram penhorados para paga-
    miento da fazenda provincial, por cxecures taitas:
    quem quizer arrematar os referidos hens, comparera
    no dia c hora indicado. Becife 10 de fevereiro de
    1855.O solicitador da fazenda provincial
    Jos Marianno de Albuquerque.
    Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
    blico, que o prazo de 30 dias para a cobranra do
    imposto de poreepto fiualisa-se no dia 18 dn enr-
    enle: os que : ;, n de. pagar o referido imposto
    nc prazo meo 1. nado, incurran na malla de 3 por
    cenlo sobre n : ,r de scus deliilos.
    Hinco de pernambuco.
    Ocnii-.'!l) de direcrao do banco de
    IVni.i.-.ilmco faz ni lo aos Sis. acoionis-
    la|,.que seacha auionsadoo Sr. gerente
    1 la;'.-ir oqoiiilo dividendo de S./oOO
    Com a possivel brevidade segu 0 bem
    conheeido e veleiro Ijjale uAmelia, por
    ter a maior parte da carga prompta :
    para o resto e passageiros trata-se com
    Novaes&C.na ra do Trapiche 1?. o-,
    segundo andar.
    Para o Porlo com escala [tela lha de S. Mi-
    guel, segu em pouros dias a veleira e bem condeci-
    da escuna) nacional Linda, capilao Alexaudre Jos
    Alves ; tem grande parle do seuarregamento: para
    o resto, trata--e rom Eduardo Ferreira Rallar, na
    ra do Vigario 11. 5, ou com o cap Itio 11.1 prora.
    PABA O RIO DE JANEBO.
    Segu em poneos dial o muito veleiro
    Csuperior brigue nacional Elvira, por
    ter parte de seu carrgaraento prompto :
    para o resto da eferga, passageiros e es-
    cravos a frete, trata-se com Alachado &
    Pinhejro, na ra do Vigario n. 19, segu n-
    do andar.
    ' Freta-sc para o K10 Grande do Norte, Aracaly
    011 Ceara. a liaren. Ilurbolela : a tralar na ra do
    Queiroado n. 14.
    Para o Aracaly seguc rom Lrevidadc o hiate
    Invenrivcl, pois j tem a maior parte da carga : pa-
    ra o reslo e passageiros. dirija-aa i Joaquim Jos
    Marlins. ou na ra do Vigario 11. 1t*t
    Para o Rio de Janeiro.
    Segu iiiiallivelmente 110 dia 14 rio
    corren te a ha rea Inipcralri/. iIoRrasil,
    aquals recebe escravos a frete e passa-
    geiros, que deverao embarcar njesse din
    ateas l lioras da' manliaa : a tratar no
    escriptorio de Manoel Alves Guerra J-
    nior, na ra do Trapiclie n. 14.
    Para Lisboa sabe imprelerivclmenle no dia 16
    o brigue / iajante : quem quizer ir de passagem,
    para o que lem os mais aceiadus commodos, enlen-
    da-9o com os consignatarios Tbomaz de Aquiuu Fon-
    seca & Filho, na ra do Vigario n. 19, primeiro an-
    dar, ou com o capitn Manoel dos Sanios,
    LEILO'ES.
    1.E1I.AO' DEJOIAS.
    O agente Borja, terca-feira, 13 do corrcnfe.em seu
    armazem na ra do Collegio 11. 15, far leil.lo de
    urna inlinidade deobjeelus de ouro, diamante e bri-
    Ihanle, consislindo em aderemos, meios ditos, pulcei-
    ras o allinrles, lano rom esmalte ecamapheu, como
    sem elles, ditos com brilhanlcc diamante, ricos alfi-
    neles de brilhanlc para abertura, e oulras joias de
    gosto sublime, relogios patente inglez, suissis, hori-
    sontaes, e oulrosde differentes qualidades ; os quaes
    objertos se noharlo patentes 110 mesmo armazem, as
    0 horas da maiihaa.
    J. P. Adour & Cdnipauliia faro leilo por in-
    Icrvenrao do agenl Oliveira, de um lindo sortimen-
    lo de fazendas de todas as qualidades, principalmen-
    te francezas : terca-feira, 13 do correnle, as 10 ho-
    ras da manhaa, no seu armazem, ra da Cruz.
    LEILAO MONSTRO SEM LIMITES.
    O agente Vctor fiir* leilao no seu armazem na
    ra da Cruz n. 23, de lodosos objectos existentes no
    mesmo, assim como tambem de 2 excellentes caval-
    los os quaes eslarao porta do armazem para came
    dos pretcndenlcs : quarta-feira Li d0 correnle as
    10 }t horas da manhaa.
    GRANDE LEJLA'ODE VIDROS.
    Ilenrique Ilruun. na qualidade de liqoidalario da
    casa do finado J. Wolphopp. f,,r leilau, por in-
    lervcnrao do agente Oliveira, de grande pnrrao de
    v.dnis, como .copos clr.. que serao vendidos para
    ultimar conlas. e por isso a lodo prcro : quarla
    fetra l do correnle s 10 horas da manhaa, no ar-
    mazem que foi do dilo finado, rua da Cruz.
    - No dia K do correte, desappareceu um cscra-
    vo de nnme Joaquim. de narSo Quiramaa, de idade
    de Ji a ^(i auno-, quando falla gagueja alcuma eous
    altura regular, cor bem prela bonila ligura ; levou
    camisa e calca de algodao azul com lislras ama-
    rellas, bonete de marinheiro, o qual escravo lem si-
    do \i-to pela l'as.agem c seos arralialdes : quem o
    pegar. Icyc-o a Francisco Alves da Cunha & C, na
    rua do Vigario n. II, que ser recompensado gene-
    rosamente.
    Os senhores eredom da masta fallida de J.
    A. de Farias Abren e Lima, que lem do rcreber a
    sua parle nq lerceiro dividendo, queiram dirigir -e
    para esse lim, munidos dos seus rcspertiVos crditos,
    a Miguel Jos Alves, caisa da admiuijtrarao da mes-
    ma mana, rua do Trapiche casa n. C.
    - Eu abaixo assignado, salisfazendn ao pedido
    do Sr. Manoel Jos de Azevedo Sanios, respondo
    que uo rnmprehonda o meo annuncio tal qual lem
    sido publicado.A'itonin deV'aula'Fernandes l-Uras.
    O Sr. Jos de liarros Pimenlel lem conlrala-
    do vender o seu sobrado na rua da Unio, qoe hou-
    ve por una permutla feila com o Sr. Dr. Christovao
    Xavier Lopes ; a venda desle sobrado j foi amu-
    elada por esta folba lia dous mezes pouro mais ou
    menos, por diversas vezes, pelo intermedio do Sr.
    .Manuel Gonralves da Silva, que est para e.lc lim
    habilitado por procuraran bastante do mesmo Sr.
    Barros Pimenttl : entretanto se ha alguem interca-
    lante 00 preludien nesle negocio que a declare.
    O abaixo assignado, propriclario do sitio l'un-
    dao, faz scMMite ans criadores de gado, varum d 1 es-
    trada de Belem al n Arrombado, qnc leudo .1 ina
    propriedadej oernpada na aarirultura, tem os criado-
    res ocima mencionados aquejado os geni gados para
    paalaren no terreno do abaixo assignado lem sen
    consenlimentn, e como no dia 30 do correnle mez de
    janefro de 1855 os gados arrojaran) as lavooras, sen-
    do aquejados pelo abaixo assignado e seus escravos
    para fora Ha mesmas lavoorase dos seus terrem s. ja
    leudo avisado alguns dos criadores, para chcgar'a 110-
    licia de lodos publica por esla folba, que da data
    deste aviso nfro cousente dentro dos seus terrenos
    urna s caliera decailo. c aquella que fr encontrada
    sera presa o remettida para o fiscal, cm Olinda, e
    seusdonos pagarem .lodo daino 00 antruicao ao
    proprielaro, u,< raso de seren enrorvtVadas dnlro
    das lavours.ou lerein paatado A camba da sua divi-
    sAo'para dentro de scus terrenos. Silio Fundo 30
    de Janeiro de 1853.
    Antonio Norberto de Souza [aldadc.
    _ Desappareceu do abaixo assignado, do sitio
    Fnndao, ao amauhererdo dia 7 do correnle, um ca-
    vallo caslanbu, grande, carnudo, 3 ps calcados il
    o peiador, estrella na Icsla, cauda meia cmprida,
    dina aparada, topete cario qne.descobre a estrella,
    lem S a 0 anuos, choleiro, pesado, com marea de
    cangalh,,, lem na pona da p.i de .indios os lados 2
    calos de cangalha, sendo o do lado c-querdo de osso,
    o ferro ignora.por fazer poneos dias que o compro,.,
    assegura ler so um ferro do lado direilo. he cm grao:
    ruga a quem adiar o dito cay lio. dirija-se rua de
    S. Francisco 11. 52, que ser recompensado do s-u
    Irabalho. ---Antonio Sorberlo de Souia Lealdade.
    Precisa-se alujar urna cscravaque fjca todo
    servirode urna rasa que tem 2 pe-soas de familia, e
    que saiba eogommar : quem tiver, dirija'se rua
    Augusta n. -2. segundo andar, 011 aununcie parase
    procurar.
    Prerisa-sc de urna ama de meia idade, que le-
    nlia boa conduela, s liba cotinhar t engommar, para
    casa de poura femilia : no largo de S. Pedan. ',.
    achara cora quem tratar, das horas as da tarde.
    A viuva D. Anua Porliria da Molta c scus fi-
    lhos derlaram, que um sobrado, sito na rua do Hos-
    picio, nutr'ora perlcnrenle a J0.I0 Ozorio de Castro
    Maciel Monteiro, aleo de estar trypothecada a elle-,
    acha-se litigioso ; e por isso proleslam contra qual-
    quer venda, permuta ou oulra qualquer especie de
    contrato feilo acerca do dito sobrado.
    O Sr. Domingos Kogneira lem urna caria viu-
    da dn Para : na rua da Cadeia Velha n. 93.
    O abaixo assignado, leudo de retirar-so para
    fra da provincia para tratar de sua saude, pede a
    seus devedores o obsequio de Ibe alisfazerem scus
    dbitos al o fim do correnle mez, findo esle
    passar a cobrar judicialmente.
    Joaquim Martmlio da Cruz Crrela.
    _ O secretario da vencravel ordem lerceira de S.
    Francisco da cidade do Recife, por deliberaran da
    meca regadora, tomada em sessao le Odofcrrenle,
    convida a seos charissimos irmaos em gcral, a com-
    parecercm no dia 25 desle mez, paramentados de
    seus hbitos, pelas 6 horas da manhaa, na igreja da
    mesma ordem, alim de, cncorporados, dirigirem-se a
    Olinda, para acompanliarem a proetssao de Cinza,
    qoe fazem os no-sos irmaos daquella contraria.
    j. (Juer-so sabera raxao por que se nao tem dado
    nina salisfarao ao publico, cujo juizo esta suspenso,
    refpondcud'i a nos versos imprc-sos nesle Diario sob
    IgqnJniapbe :O VADIO? Islo pergunla
    O bacalho com cabeca.
    A arrematarlo das rendas das casas dos her-
    deiros de Jos Mariadc Jess Muniz ficou transferi-
    da para odia 13 do correnle. as 11 horas do dia, na
    sala das audiencias, depois da audiencia do Sr. Dr.
    jdiz de orphaoS.
    O abaixo assignado avia a todas as pessoas que
    tem penhqres em sua mao, que os venham Ifrar no
    prazo de 30 dias, do coutrario serao vendidos para
    seu pagamento. Recife 12 de fevereiro de 185*
    Manoel Ferreira da Silva Maia.
    Quem livor urna casa lerrea com 3 quarlos e
    largura de 24 palmos, mais ou menos,-desojando per-
    niuta-la por oulra de menor largura e de 2 quarlos,
    situada na rua da Concordia, para receber por in-
    demnisaeao da Uiflerenra.dinheiro un algum objecto
    que tambem rehde ; dirija-se .1 rua das Flores n.
    23, a fallar comlJuslino Marl\ r Correia de Mello.
    Os Srs. Antonio Francisco Dornellas e Jo3o
    Diniz da Silva tdem carias viudas do norlc, na caes
    do Ramos n. 25, jprimeiro andar.
    Roga-se aos Srs. Jos Anlonio de Araujo e
    Francisco Jorge He Souza Icnham a bondade de de-
    clarar por esle Diario onde podem ser procurado,
    parase Ibes entregar urnas carias de um seu amigo,
    que se acba na provincia do Maranhao.
    Precisa-se de, officiaes de alfaialc : na roa No-
    va n. 49.
    AVISOS DIVERSOS.
    rs.
    por accSo.Banco de Pernambuco, .11
    de Janeiro de 185"). O 'secretario do con-
    selho, Joo Ignacio de Medeiros Reg.
    TRIBUNAL DO COMMERCIO.
    Pela secretaria do Iribunal do commercio desla
    provincia se faz publico, que se malriculou nesle
    tribunal, o Sr. Jos Maria Tbomaz da Silva, cidadao
    porluguez, domiciliado nesla cilide, na qualidade
    de commcrcianle de grosso Iralo.
    Secrelaria do tribunal da provincia de Pernambu-
    co 12 de fevereiro de 1855.Lu: Antonia Siqueira
    secrelario.
    AVISOS MARTIMOS.
    AO CEAKA' .MARANHAO E PARA',
    yt Vai seguir com a maior brevida-
    de o novo e veleiro palhabote na-
    cional Lindo Paquete, capitao Jos Pin-
    quem quizer carregar ou ir
    to Nunes
    Livro-mcstiepata a guarda nacional.
    Tendo chegado o papel proprio pitra
    estes livros, convida-se as pessoas que fal-
    laran] para a impressao de livros-inestres
    para a guarda nacional, a se dirigirem
    a linaria n. 6 e 8 da praca da inde-
    pendencia para este lim.
    Apparcecu no dia sexta-Caira, 9 do correnle
    um moco na rua do Colovello n. 29, para alagar um
    cavallo por duas horas, al o prsenle o nao enlrc-
    gou ; o cavallo he prelo. c qoaii oajtous pos tambem
    sao |irelos, cimas grande e caenanntH, o a cauda o
    mesmo, e bastante gordo ; o mofo ooc o alugou fin-
    gia-se csludaute da academia, de nome Evaristo
    Ferreira .la Valga, filho do Sr. Virginio Ferreira de
    Mello, morador na freguezia de Cimbres; hede sup
    porque este|mor.o regressasje para rompanhia do pai
    visto nao ter aqu obtido cadeira para primeiras lel-
    lras como pretenda): a pessoa que do mesmo der
    nolicia, nao perder seu lempo, se participar a
    Manoel Tavarcs de Aquino, morador na mesma
    Desappareceu no dia 8 do correnle mez pelas 7
    huras da mul, urna preta erioola fula, por nome
    Mana, estatura baixa, cheia do corpo, com falla de
    11 in denle na frente da parto de cima, cara redonda
    levou vestido de chita amarello cun lislra, camisa de
    algodao branca ; porlanto. roga-se a quem dellasou-
    bcr, de apprebcnde-li e leva-la a seu senhor
    no lorie do Mallos, rua do Codornis n. S, que sera
    recompensado.
    _ No dia 11 do correnle, s 2 horas da tarde, se-
    rao arrematadas na sala dns audiencias publicas des-
    ta ridade. cm presenca dn juiz de paz do secundo
    dislriclo da freguezia de Sanio Antonio. 6 cadeiras
    de jacarando parteneenleaa Francisco Lucas Ferrei-
    ra, por esecueao qnc contra o mesmo muve Ladis-
    lao Jos Ferreira.
    Nicolao Harten embarca o sea cscravo mua-
    lo Ilenrique, para o llio de Janeiro.
    Na primeira audiencia du Dr. jiz de orphaos,
    lem de ser arrematado por renda 1 casa do sobrado
    sila na rua da Guia 11. 57, c cujo. alugiiel be pro-
    co commodo os prclendenles podem dirigir-se
    a rasa da audiencia parase elTecluar dila arremata-
    cao.
    Ouem precisar de urna cscrava para ama de
    casa, a qual sabe eozinhar o diario e be limito liel :
    dirija-se a rua do < Inclinado loja n, 14.
    Precisa-se de um criado, c que dr fiador i sua
    conducta : na rua do Hospicio n. 7.
    Aluga-se urna sala e urna alcova de um pri-
    meiro andar, na rua eslreita do osario 11. 33 ; na
    mesma se vende um cao de raca proprio para um
    Ochcfe de esquadra Francisco doAssis Cabral
    de ierre, pela rapidez de sua viagem .1 corle do Rio
    de Janeiro, e tambem por motivo de moleslia, nao
    leve lempo de, pessoalmenlc, de-pedir-sc dos ami-
    gos que o visilaram ; e por conscgoinle agradecer-
    les seus obsequios ; o que agora o faz por meio des-
    le, pedindo-lbes dcsralpa por semelhante falla, c
    otTerecendo-lhes sea preslimo naquella corle.
    prazo
    I'recisa-se de urna ama para lodo scrviron(er-ij,s da 1 nan
    1 c externo; paga-se bem : a tralar na rua Direila dadedo'senho
    u. 139^ primeiro andar.
    HOSPITAL RECIMENTAL.
    Precisa-se alugar urna casa para enfermara mili-
    lar, ua Soledade e suas immediarOcs : a tratar no
    aterro da Roa-Vista n. 12, primeiro andar, rom o
    abaixo assignado.Di:'Prxedes Gomes de Souza
    Pitonga, 1. cirurgio cncarregado.
    Desappareceu bonfem (tt; indo para as com-
    pras, uin prclo por nome Jos, de nac,ao, idade 10
    anuos, pouco mais ou menos, lem os ps grossos, fal-
    ta de um dedo na mao direila, e quando anda bota
    um pouco as pernas para dentro ; levou um balde
    de compras c chapeo de palha ordinario de abas
    grandes : quem o pegar leve-o rua du Amorim n.
    33 ; c prolesta-se conlra quem o liver occullo, ou
    era seu poder.
    -As lellras iniciacs F.. S. ufa se enlendemcom
    oSr. Feliciano Rodrigues da Silva.
    tS O abane assignado declara que a necrologa ^
    Pt do Sr. Manoel Das Fernandos, publicada .no T4
    S Diario de boutem, nao the perlence, posto $
    9 que em.baixo da mesma se vejam eslampa- Qa
    das as inicia' F. IV. C. ~
    Fitippe Ncrtf Collaco.
    O bacbarel Jos Maria d,\ Trindade,
    tem aberto o sen escritorio de advogado
    no mesmo sobrado da rua da Roda 11. 9,
    onde traballiot o anno passado
    : .....,.,,.._......., ... ...jj.^,.,
    g i I)r. Joao da Silva Ramos, formado em medi- 9
    9 cia e cirurgia na universnlade da Coimbra 9
    W com seos tilulos legalmei.te verificados na
    academia da Rabia, e reccutemcnle ebegado fi
    W a esta cidade, faz publico que recebe em sua Ajk
    S{ casa ua rua larga do Rosario 11, l, (anliga 5
    %) rua dos yuarteis) das S as 10 horas da ma-
    nha. c djM 3 asi da larde, as pessoas que o fr
    ^ queiram consultar. Bem como participa que M
    H e-n prompto a sabir da ridade para qualquer
    lugar, para onde seja chamado. g
    Se3Js. @@99JJ>
    O cautelista Salustiano de Aquino
    Ferreira .-.visa aos possnidores dos quar-
    tosn. 1990 com o premio de 1:000.5000
    r., da segunda parte da qiiarta lotera
    de S. Pedro Mari vi- de Olinda, podem vir
    receber na rua do Trapiche n. (i segun-
    do andar, logo que sabir a lista geral, sem
    0 disconlo.de 8 por cento do imposto pe-
    ral. PernamblKO 12 de fevereiro 'de
    1 8.5-5.Salustiano de Aquino Ferreira.
    Precisa-se de-olTiciaes dealfaiate :na rua Nova
    esquina da ponte. '
    Offerece-se um rapaz porluguez, de 1(5 anuos
    de idade, paracaixeirode taberna, doque lem a pra-
    ica precisa, e da conhecimenio de sua conducta na
    rua dos Martyrios, taberna n. 36.
    Casa de commissao de escravos.
    Na rua Direila 11. 3, sobrado de:t andares, defron-
    le do becco de S. Pedro, recebem-se escravos ajo am-
    bos os sexos para se venderem levando por esse Irabalho mais do que dous porre-
    lo, esem se levar eousa alguma de romedorias, offe-
    recendo-sc para islo loda a segoranca precisa para
    os ditos escravos.
    Adverle-se ,10 Sr. Vicente Ferreira da Assum-
    peao. morador no Bonito, que se satisfizer o que se
    Ibe lem exigido por diversas carias dirigidas da rua
    do Oueimado n. I, ser para si urna deshonra, pois
    nao be justo que pague o que deve em urna loja ha
    mais de um anno.Jos Pereira Cesar.
    Precisa-se de urna ama qoe saiba eozinhar e
    engommar : na rua do Cabnga, loja n. 18.
    ias do provincia.
    O tliesourctro das loteras declara, cine
    tendo-se extrjdiido no dia 10 do correnle
    os bilhetes premiados da segunda parte da
    quarta lotera a beneficio dn matriz ele S.
    Pedro Martvr de Olinda, e devendo-sc
    boje 12 do correnle extrahir-se o restan-
    te dos bilhetes nao premiados como de-
    termina o rcgulamento ; nao poude isto
    ter lugar em vrtude de ter do para.
    Iguarass, alim de presidir ao jury, oSr.
    l)r. juiz municipW da segunda vara pre-
    sidente da supracitada lotera, segnndo
    elle mesmo communicou por ofFicio data-
    do.de boje que abaixo vai transcripto; o
    que levou ao conhecimento do Exm. Sr.
    presdante da provincia, nao podendo
    proseguir naquelle trabalho sobre presi-
    dencia de outro juiz pela razao deseachar
    urna das chaves do cofre em poder do Sr.
    Or. juiz municipal da segunda vara.O
    thesoureiro, Francisco Antonio de Oli-
    veira.
    Illm. Si.Tendo boje de prezidir ao
    jury de Iguarass por estar impedido no
    proeessaque deve ser julgado o respecti-
    vo juiz de direito, nao pode por isto ter
    lugar hoje a continuadlo da lotera que
    fica adiada para amanhfia ns 9 horas do
    da, se boje mesmo for julgado aquelle
    processo, o que communico a V. S. para
    o seu conhecimento. Dos gtiawle a V.
    S. Kecife 12 de fevereiro de 1855.O
    juiz municipal da segunda vara, presi-
    dente da loleria, Francisco, de Assis Oli-
    veira Maciel,Illm. Sr. thesoureiro das
    loteras da provincia.
    Aluga-se lima espaeosa sala, alcova e um qaar-
    to, de um lerceiki andar na rua do Oueimado, pro-
    prio para rapaz Isolteirn do commercio : a tratar na
    mesma rua n. 21.
    A pessoa qi.e annunciou no Diario de hontem
    (9) ler urna carlalpara o estudante l.ima, queira ler
    a bondade de enlifega-la na rua da Cruz n. 6.
    Loteras da provincia.
    Acham-sea venda os bilhetes da 1. parle ds 1.
    lotera a beneficio] da igreja de S. Bom Jesos dos
    Martyrios desla cidade, nicamente na thesouraria
    das lolerias : rua 0*0 Collegio n. 13, e as rodas an-
    dam impreterivolmenle no dia 2* do eorrenle mez.
    Francisco Anlonio de Oliveira.
    l'ergunla-se se em face de lei, pode ser joiz
    de paz em urna freguezia o individuo qne reside em
    oulra. se isso nao acarrela nullidade nos pleitos que
    se liligarcm perante o mesmo juizo, conforme di-
    zem presentemente se d na freguezia de S. F'rei
    Pedro (ionealves, com ambos os juizes qne actual-
    mente eslo cm exercicio ? Islo deseja saber um que
    prelende demandar.
    No liolcl da Europa fem bons peliscos a toda
    hora, por preso muito barato.
    , VELLDILHO.
    Superiores velludilhos, escarale fino, ronro, c6r
    de rosa e prelo a"20rs., azul, verde claro, escuro e
    amarello, a G10 rs.: na rua do Oueimado n. 21.
    No hotel da Europa precisa-se de um criado
    branco.
    LOTERA DOS MARTYRIOS.
    O cautelista Salustiano de Aquinq Ferreira avisa
    ao respeilavel publico, que de hoje em dianle lomoo
    a firme resoluro de vender os seus bilhetes e caote-
    e da 1. loleria a beneficio da irman-
    hor Rom Jess dos. Martvrios, as snas
    lojas, pelos preros abaixo declarados^ No soffrendo
    t referidos bilheles e cautelas o descont de oito por
    cento do imposto geral nos tres primeiros premios
    grandes.
    5S00 Recebe por inteiro
    28800
    1!40 a
    720 b
    600
    320 a
    Bilhetes
    Meios
    Quarlos.
    Oitavos
    Decimos
    Vigsimos
    5:0008000
    2:5009000
    1:2508000
    6299000
    500000
    2509000
    Urna mulher de bons coslomes oflerece-se para
    ser ama de um homem solleiro ou'de pouca familia :
    quem precisar, dirija-se roa do Rosario da Boa-
    \ isla n. 36.'
    O Sr. lunario de Souza l.eao queira ter a bon-
    dade de apparerer na rua do Vigario n. 10, afim de
    dar solurAo do negocio que foi cncarregado.
    ^
    CARROS FNEBRES.
    Jose#Pinlo de Maialhaes faz scienle ao
    espeilavel publico, que. de ora em dianle, he
    o proprielaro do estabelecimento de carros
    fnebres silo na rua Augusta n.-21 da fregue-
    zia de S. Jos, ah continua a fomecer carros
    de qualquer ordem com ricos ornatos de con-
    formidade com o regulamenlo do remiterio,
    tamliem se encarregn de fomecer carros de
    passeio, cera, musir, armarnos, guia, ctr.,
    1 que tem a precisa habilitarlo e des-
    imenlo ; espera o annuiicianle ser pro
    or todas as pessoas que de lemcllian-
    'eciment precisem ; no mesmo alu-
    'faOes para defuntos c anjos, e ven-
    Hglbas de pinlin.
    SSA ADAMANTINA.
    Una do Rosario n. 36, segundo andar, Paulo (jai-
    gnoux, dentista fraiirez. rhumba os denles com a
    masa adamantina. Essa nova e maravillosa com-
    posir.1o tem a vanlagem de enelicr sem pressao dolo-
    rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqoerndo
    cm poucos instantes solidez igoal I da pedra mais
    dura,e prometle restaurar os denles mais estragados,
    com a furnia e i cor primitiva.
    Osdevedolesdaextincta loja doSr.
    Marcellino Jos Kbeiro, queiram man-
    dar pagar seus dbitos na rua do Cabu-
    la', a Jos Alves da Silva Gui maraes, vis-
    to ter elle licado com essas intimas di-
    vidajt.
    Precisa-se de
    de
    um ou dous olciaes
    tamanrpieiro para taxiar (amneos :
    na rua larga do Rosario 11. 14.
    MECHANISMO PARA EH6E-
    NHO.
    NA FLNDICAO DE FERRO DO ENGE-
    MIEIRO DAVID W. ROWNIAN. NA
    RUA 1)0 BRUM, PASSANDO CHA-
    TA R17.,
    hasempre um grande sorlimcnlo dos seguinlcs ob-
    jecros de merhanismos proprios para engenhos, a sa-
    ber : mncii,las c meas moenda* da mais moderna
    conslruc^ao ; taixas de ferro fundido e batido, de
    superior qualidade, e do lodos os (amanhos ; rodas
    dentadas para agua ou animaes, de lodas as propor-
    riies ; rrivos e boceas de fornalha e registros de boei-
    ro, aguilbes.bronzes parafusos e cavilhdes, moinho
    de mandioca, etc. etc.
    NA MESMA ITNDICAO
    se eicculam lodas as encommendas com a superior!
    dade j conhecida, e com a devida presteza e commo
    didade em preto.
    Mascarado.
    Na ra do Cabog n. 12, loja de oorives, tem boas
    cabelleiras para alugar, por pre^o em eonla.
    MiiTiiflnn


    r K

    DIARIO OE PERNA MBUCO, TERCA FURA 13 E FEVEREIRO DE 1855.
    Na ra dasCtii7.es ti. 40, Uberoa do Quipus,
    ha das melliorrs c mais modernas bichas hambur-
    Ruezas para vcn.ler-sc em fraudes porche e 4 rea
    lho, e lambem so taca.
    AO riBLICO. i
    No armazem dq fazendas bara- |
    tas, ra do Collegio n. 2,
    vende-se um completo sortimento
    de fazendas, linas e grossas, por
    preeos niais baixo* do que ero. ou-
    lra quaquer pacte, tanto em por-
    tfia, como a rctallip, aiHuncando-
    se aos compradores mn s preeo
    para lodos : este estabelecimento
    aluio-se de combinacao com a
    maior parte das casas coinmercias
    mglezas, rancezas, allemas e suis-
    sas, para vender fazendas mais era
    conta do (jue se tera vendido, e por
    isto oirerecendo elle maiores van-
    tagens do que 011 tro qualqner ; o
    proprietario deste importante es-
    tabelecimento convida a' todos os
    seus patricios, e ao publico em ge-
    ral, para que venliam (a' bem dos
    seus interesses) comprar l'a/.endas
    baratas, no armazem da ra do
    Collegio n. 2, de
    Antonio Luiz dos Santos A Rolim. ge
    JOIAS
    Os abaixo assignados, douos da luja de ourives, na
    ra do Cabug 11. It, confronte ao pateo da matriz c
    ra Nova, fazera publico, que cslao reccbeudu eon-
    linoadameule muito rica- obras de ouro dos inelho-
    res costos, tanto para scnhoras como para bonicos e
    meuinns ; os precos conlinuam mesmo baratos como
    tem sido, e passa-se coulas com responsabilidade,
    especificando a qaalidade do ouro de ti ou 18 qu-
    tales, fcantlo assim sujeilos us mesmos por qualquer
    duvida.Seraphim & Irmao.
    Aluga-se o armazem n. 30 da ra eslrcila do
    Rosario : 1 tralar na ra do Collegi n. 21, segundo
    andar.
    LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
    Aclia-se a venda um resto de bilhetes
    da lotera 21 das Matrzes e 7 da Gloria.
    O vapor Cammcta' entrado neste por-
    to hoje 6 de 'evereiro nao trouxe listas
    nem resumo por ter sabido do Rio de
    Janea a no da 25 do passado, as quaes
    esperamos a 17 ou 18 do presente pelo
    vapor Guanabara. Os premios sao
    pagos a' vista sem descont algura logo
    que se distribuam astnesinas listas.
    SMADED.MSL
    l.uiz Canlarelli participa ao rcspeilavel publico
    que a sua sala de ensino na ra das Trincheiras n.
    19 se cha aberla todas as segundas, quarlas c sextas
    desde as sclc horas da noite ate as nove: quem do
    sen rresliino se qoizer utilisar dirija-se a mesmn
    casa das 7 horas da manhaa ale as 9. O mesmn se
    oflerece a dar lices particulares as lloras convenci-
    nadas.
    No hotel da E uropa tem salas c quartos para
    aluguel, com comida ou sem ella.
    J. JANE. DENTISTA, S
    9 continua a residir na ra Nova 11. l'J, primei-
    8ro andar. ;".-
    Novos livros de homeopathia uicfraucez, obras
    todas de suinma importancia :
    llahnemann, tratado das molestias chronicas, i vo-
    tteooii
    f 79000
    69000
    163000
    69000
    S llCJ00
    10)000
    KSrfMMI
    7CMM)
    69000
    000
    OSOO
    lumes.
    Teslc, rrolcsti.is dos meninos .....
    llering, homeopalbia domestica.....
    Jahr, pharmacnpa homenpalhica. .
    Jahr, novo manual, 1 volumes ....
    Jalir. molestias nervosas.......
    Jahr, molestias da pelle.......
    Kapou, historia da liomeopalhia, 2 volumes
    llarthnianu, tratado completo das molestias
    dos tneuiuos..........
    A Teste, materia medica bomeopalhica. .
    De Fajollc, doutrina medicalioineopatbica
    Chuica de Slaoneli.........
    Casting, verdade da liomeopalhia. ."' .
    Hice-lunario de Nyslen.......
    Afilas cotnplelo de aiiatomia com bellas es-
    lampas coloridas, conlcudo a deecripcSo
    de todas as partes do corpo humana ." 305000
    vedem-sc todos estes livros 110 consultorio homeopa-
    Ihicti do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collcgio'n. "i,
    priniciro sudar.
    @S9 ?CS J53C-@ &
    DENTISTA FRANCEZ.
    Paulo Gaignoux, estabelerido na ra larga
    do Rosario n. 36, segnndo andar, colloca den-
    p tes com gencivas artificiis, c dentadura com-
    pela, ou parle della, com a pressao do ar. fe
    Tambem tem para vender agua denlifricedo te
    Dr. l'ierre, e p para denles. Una larga do fij
    Kosario n. 36 secundo andar.
    @@aia; g
    PLBLIG4C40 DO 1\STITIT0 HOMEOPA-
    TilICO lio BRASIL.
    THESOURO HOMEOPA1HICO
    O
    VADEMCUM DO HOMEO-
    PATHA.
    Mtthodo conciso, claro e seguro de curar homco-
    pathicamente lodas as molestia* que affligem a es-
    pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
    nan to Brasil, redigido segundo os mellones tra-
    tados de homeopathia, lauto europeos como ameri-
    canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
    Sabiuo Olegario Ludgeri Pinito. Esta obra be boje
    reconhecida como a inelhor do lodas que trata 111 da
    applicacao honienpallura no .curativo das molestias.
    Os cariosos, principalmente, nao podem dar um ps-
    so seguro sem possui-la e consulla-la. Os pas de
    familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
    jantes, capitcs do navios, serlanejoselc. efe*., devem
    te-la a roao para occorrer promplametite a qualquer
    caso de molestia.
    Dous volumes em brochura por 108000
    J> encadernados ll^OtM)
    vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
    da ra de S, Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
    O Sr. Joao Ncpomuceno Ferreira
    de Mello, qne mora para o Salgadinbo,
    jueira mandar receber urna cncommen-
    da na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
    pendencia.
    AULA DE LATIM.
    O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
    quemudou a sua aula para a ra do Ran-
    gel n. U, onde continua a recebenguni-
    nos internos eexternos desde ja'j m-
    dico prero como he publit 1: quem s
    quizer utilisar deseii pequeo prestin;
    pode procurar 110 segundo andar da re', -
    rida casa a' qualquer hora dos das titeis.
    BOAS OBRAS,
    Uiegaram recanlcmeule ra Nova n. 38, defron-
    Lonceicao, lampadas, thuribulus, navelas, cal-
    deirinhasde agua benla de lalu, e galhctasMc es-
    tanto, ludo para igreja ; escrivaninbas, Icsouras e
    tngornas para funileiro, cadinhos, foles de ferreiro,
    rozeias de esporas, e muilas ourfas obras de latito,
    cobre, brooie o folha de I'landres que se lazeni e
    vendem-se por preco commodo.
    Jos da Maia contina a dar lices de ingle*,
    Itancez c escrtptgracao, lodas as tardes, na classe
    que tem na ra do Oueimado 11. 1 i, e pode ser pro-
    curado na luja dos Srs. (louvOa & Lcilc.
    O bacharel etn inatlteinalliicas |
    Bernardo Pereira do Carino Jnior, ff
    principio as sitas explicao
    oes
    dar'
    de arithmetca e geometra no'-lia
    12 do crtenle ; na ra Nova, so- L
    brado, n. 5tj. m
    A directora do collegio da Conceicao, na Cruz
    de Almas, no sillo da Pidade, participa as pescas
    que Itvercm de informarle ou tratar de qualquer
    arranjo respectiva mente quelle collegio, que all se
    podem dirigir, ou nesla cidade ao Sr. Ricardo de
    Fmtai Kibciro cun loja de livros na esquina da ra
    do Collegio, que prestara os csclarecimentos precisos.
    Prccisa-se de urna ama para o servico de por-
    tas para deulro, menos para cozinha : no Becife con-
    Ironle ao oilao do Corpo Saulo, loja de calcados nu-
    mero 9.
    9 O Dr. Oias Fernandcs, medico, pode ser feS)
    Pfocurado a qualquer hora do w difTereiitcs ramos de sua prolissilo : na ra V?
    Q larga do Rosario n. 38. M
    CONSULTORIO DOS POBRES
    26 RA DO COI, LE Or O 1 JLSDAA 25.
    O Dr. P. A. Lobo Meacoio i consultas bomeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde U botas da
    manli.ia ateo meio dia, e em casos extraordinario! a qualquer hora do dia ou noite.
    Ollereee-se imialniente para praticar qualquer operacao .le cirurgta. e acudir promplamenlc a qual-
    quer mulner que esteja mal de parto,' e Cujas circunstancias nao permiltam pagar ao medico.
    M 0OS8DLNRIO DO DR. P. A. LOBO H0SC0Z0.
    25 RA DO COLLEGIO 25
    VEBDE-SE O SEGINTE:
    Manual completo de mcdclicina homaopalhiea do llr. ti. II. Jbr, Iradu/.ido em |>or
    tuguez pelo Dr. Moacow, quatro volumes encadernados em dous e aeompanhado de
    um diccionario dos lermos da medicina, eirirrgia, anatoma, etc., ele......
    p, ................. 201000
    Hila obra, a mais importante de todas as que Iratain do espido o prallca da liomeopalhia, por ser a nica
    que i-onli-m abase fondaineiilal i'V-sla douliiuaA PATHOGENESIA OO EIIKITOS DOS MEDICA-
    MENTOS ^o ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEconhecimenios que nao podem dispensar as pe
    soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mdicos que qui/ei em
    experimentar a Ooutrina de llahuenianu, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella: a indos os
    fazetiileirose senhores de ensenho que esUolonRe dos recursos dos mdicos: a lodosos rapitaesde navio.
    que urna ou mitra va nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanle :
    a todos os pais de familia que por circiimstaiicias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao obliga-
    do! a prestar i/t ennliiienti os primen os sorcorros em sitas enormidades,
    O vadc-inecum do bomeopallia ou Iraduccito da medicina domestica do Dr. llcring,
    obra lambeta til as perneas que se dedicam ao esludo da homeopalbia, um vol-
    me graiMse, acompanhade do diccionario ilos lermos de miMicina...... I0M0Q
    O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, analotiiia, etc., etc., cncardenado. .'(K)ll
    Sem verdadeiroa e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
    liomeopalhia, e o proprielario .leste cstabelcriinenlo se lisongeia de te-lo o mais bem motilado possivel e
    nincuem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamentos.
    Hticas a 12 tubos grandes..................
    Boticas do 2i medicamentos em glbulos, a ti)?, 19? e 1."9UU0 rs.
    Ditas 36 ditos a................
    Ditas 48 dilos a .'........... !
    Ditas Gil ditos a............]
    | Ditas 144 ditos .............!."!".!!
    Tubos avulsos........
    f!tK)0
    20*000
    J.'.N ii ii
    3OSU00
    (HIJtliN
    lOtHHI
    2OOtl
    29000
    Fraseos de meia 0115a de lindura................
    Dilos de verdadeira lindura a rnica...........".'.".'.'.'.
    Na meancasa ha sempre venda grande numero de luhos de crvslal de diversos tamaitos,
    vidros para medicamcnlos, e aprumpla-se qualquer eiiroinnieuda de medicamentos com toda a brevida-
    de c por presos minio commodos.
    V t) solicitador nos auditorios desla cidade j>
    Z abaivo assiguado, coulinua a excrcer as ST
    s? fiiiicc;es desse cargo, para o que pode ser eS
    Vi procurado no escriplorio do Illm. Sr. Dr. *
    ^^ Jo.-.quim Jo-u da Fonccca, o mesmo compro- "
    A melte-se a solicitar causas de partido an- ^
    ^ nual, com lodo zelo eactividade, medanle
    ^ um pequeo honorario, assim como as ^
    S causas particulares nao pc preco as ^j?
    partes. Camilla Augusto l-eneira da Silra.^t
    O escripturario da companfaia de
    Beberibe, continua a encarregar-se de
    comprar e vender acedes da mesma com-
    paniua: na rita Nova u. 7 primeiro an-
    dar.
    Na livraria u. 6 e 8 da pracinha da Indepen-
    dencia exisle urna carta para ser eulrecue com ur-
    gencia ao lllrh. Sr. Francisco do llego Barros Jiar-
    relo, por so ignorar sua residencia.
    Oflerece-sc um rapaz porluguez para raixeiro
    de taberna ou outro qualquer estabelecimento, para
    lomar conta por balanco ou sem elle, para o que tem
    bstanle pralica : quem de seu presumo se quizer
    utilisar, dirija-se praca da Independencia n. 10,
    das 10 em diante, que achara com qoem tralar.
    MEDALHAS
    PARA MASRADOS.
    Chcgo.u a loja de miudezas da roa do Collegio n.
    1, um grande sorlinienlo de medalhas de jaspe pa-
    ra os mateando, pelo drminoltr preco de so rs, ItiU,
    - il c 320 cada Ulna.
    OBRAS DE LABYRINTHO.
    Ofleejpem-se lindos lencos de lab)rinlbo em su-
    perior eambraia de lli.ho, ricas loalhas para rosto, e
    circuladas, c onlras muilas obras, ludo por liaralissi-
    simo preco, para liquidacao de cotilas : na ruada
    Cruz do Recite n. :ii, primeiro andar.
    Dionisio Velloso de Maccdo relira-se d
    perio.
    JosMaria Goncalvcs Vieira liuimaraes, fa
    scienle, que pelo jui/.o do civcl da t.' vara, escri-
    vao Molla, esta proceden.lo ., inveiilano dos bensda
    Tallecida Auna Jacinlhadc Souza ltaposo.de quem he
    o.aniiuuciaiile (eslamenleiro e herdeiro do rema-
    nasecnte como administrador de sua mulhcr, alinule
    que os credores da mesma fallecida aprsentela suas
    cotilas para seren alleudidas as parlilhas.
    Salvador Marques da Cosa declara, qoa be ca-
    sado ha 46 para 47 anuos com Maria Magdalena a
    modado, eqne por isso pessoa alguroa compre bem
    algum a sua niulbcr sem primeiro ler a sua atilori-
    sacao, alim de evilar quesloes judiciaes, ^or seren
    nullas todas as veudas que ella fizer sem o seu ron-
    sentimenlo.seja qual l'or a clausula por ella allegada
    para dito lint.
    Estabelecmentos de caridade.
    Salustiano de Arpono Ferreira p<'de ao
    Sr. Jos Pires Ferreira thesoureiro to hos-
    pital Pedro* 11, o obserpiio de mandar
    receber a metade de rs. (K)f(OOO, premio
    sabido nobilbete inteiro n. 1150, da se-
    gunda parte ta quarta lotera a benefi-
    cio da matriz de S. Pedro Martyr de
    Oiinda, que o mesmo Sr. Salustiano deu
    gratuitamente metade de sociedade ao
    referido hospital; Pcrnambuco 12 de
    'evereiro de 1855.Sulusliano de Aqui-
    po Ferreira.
    Precisa-se de um feilor de meia ids.lc, para
    um ctigenho perlo desla praca : na rua do Crespo
    n. 15.
    Estabelecmentos de caridade.
    Salustiano de Aquino Ferreira offere-
    ce gratuitamente sociedade na metade
    dos premios que sabirein nos quatro b-
    Ibetes inteiros n. lio!). 1834, 1<):,n ,
    20i, da primeira parte da primeira lo-
    tera da irmandadedoSr. lomJestis dos
    Martjrios, ao hospital Pedro II, os quaei
    icam em seu poder depositados. Per-
    itatnbucoll de 'evereiro de 1855.Sa-
    lustiano de Aquino Ferreira.
    Precisa-se de tima ana para co/.i-
    nbar: na rua do Collegio n l'J, tercei-
    ro andar.
    iOcatitelista Antonio Jos Rodrigues
    de Souza Jnior avisa ao rcspeilavel pu-
    blico, que tem resolvido vender daqui
    por dianle as suas cautelas e bi I beles aos
    precos abai\o'tleclarados, obrigando-se a
    pagar por inteiro sem o descont tos 8
    por rento da lei, os premios grandes pie
    seus bilhetes e cautelas obtiverem :
    Itcccbe por inleirn.
    Bilhetes inteiros. 5^500 5:000^000
    Meios bilhetes. 2^800 2:500.^000
    Quartos. l.siO 1:250^000
    Oitavos. 7-20 625$000
    Decimos. 000 500^000
    Vigsimos. 520 250jJ000
    E por isso acaba deexpor c venda as
    lojas do costume, os seus bilhetes e caute-
    las da primeira parle da primeira loleria
    a beneficio da irmandade do Sr. Bom
    Jess dos Martyrios, cujas rodas andarao
    em 2- do presente mez.
    Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao R-
    gueira Costa resposla da carta, que Ihe
    loi dirigida no Diario de PeriiambiiCO
    de 5 de Janeiro deste atino, assigiiatla pelo
    Dr. Firmino ; o publico osla' ancioso por
    ver esse negocio'^ksqdido, c .caso o Sr.
    Higueira nao se qeira d'gnar rtspondcr,
    sera' ttdo por caprichoso e arbitrario em
    suas decises, e reo conl'esso de sen de-
    licio.O Curioso.
    Alugam-se e vendem-se muilo boas bichas .le
    llarnburto, cbi-aadss ulliiiiamcnle, e tamlicm vai-se
    applicar para mais enmmodidade dos prelendenles:
    na rua eslrcila do Kosario loja de barbeiro n 19 e
    lambem ha para veuder-se tuuilo boas corlirs para
    aliar navallia-. '
    i T^nl"1'," '''-i'1',0 ,la Si,va' lenl dc Eeomelria
    dolyteu desla cidade, nao podendo abrir no I .o d0
    crranle o curso de geometra para lodo o anuo lec-
    livo, como hulla annun. la.lu, pr ojo apparcrer
    quem o qnizesse frequenlar, de novo declara que
    annunciara o dia da abertura, logo que apparera
    numero sullicienle de estudantes, que o queiram fre-
    quenlar : os prelendeule* podem dirigir-so ,i casa
    de sua residencia; na rua llireila n. TS, para darem
    osseusnomes a malnciila, as 7 horas da manlia al
    as 9, c a larde a qualquer hora,
    Lava-se e engomma-se com toda a pcrfeirjio e
    aceio: no largo da ribeira deS. Jos, na loja d'o so-
    brado n. lo.
    Casa de consignarlo de escravos, na rua
    dos Quarleis n. 2i
    Cotnpram-sc e recebem-se ecravos de ambos os
    sexos, para sevenderem de commissAo, lano para a
    provincia como para Tora delta, oflerecendo-se para
    so loda a segurauca precisa para os dilos escravos.
    A fama va.
    A' fabrica de charutos da rua do Kangel n. 2, che-
    gou um novo sortimento de charutos da Babia dos
    bem acreditados ; lambem fumo para vender a rela-
    Ibo ; a vista faz f.eos fregue/.es sera.) bem servidos.
    Sao chegadosaj piara da Indepen-
    dencia n. 2V a 50, excellenles oleados
    piulados com diversas larguras, de muilo
    superior qualidade e ricos padrOes, mili-
    to proprios para consolos, commodase
    mesas de meio de sala, por muilo barato
    preco.
    COMPANHIA PEKNAA1KUCANA.
    A reuniao da assemblea geral dos ac-
    cionistas da Companhia Pernambucana,
    lera' lugar no dia 15 do corren le mezas
    11 lunas da manhaa, na sala dassessoes
    da associacao commercial tiesta praca,
    para ser apreciarlo o aparecer da coin-
    missao de exame de cotilas, segundo oj
    art. 36 dos estatutos da mesma compa-
    nhia. Recite S tleevcrciio de 1155.
    Antonio Mattpies da Amorim, secretario.
    I! IV NOVA N. .
    \ lieloiiehfHni a honra de .iniiunriar
    ao rcspeilavel publico, que acaba de rc-
    _ ceber pelo ultimo paquete o mais bello
    sorlimcnlo dereUgio- ileomo, piala e prala don-
    rada, palerdw* borizonlaes, or precos muilo van-
    laj.iMi- e affianrailo-: lamh.-iii encane-a .le lo.liis
    os concerlos perlencenles a sua ai le por mais dilli-
    cultosos qoes.jam, com perfeieo e brevidade.
    PIANOS.
    Joo P. \o^ele\ avisa a.i rcspeilavel publico, que
    m sua casa, na na .Nova n. il, primeiro andar,
    acha--e um Miiliiuenlo de pianos de Jacaranda, os
    melhores que lem ale agora'apparecido no merca-
    do, tanto pela sua harmoniosa e forle voz, como pe-
    la sua constrnecao de armario da fabrica de Collard
    iX Collard em l.oudres, os quaes vende por mu pre-
    co ra/.oavel. O anuuneiaiile coulinua a aliar e con-
    certar pianos com perfeicao.
    I)a-se dinbeiro a premio em pequenas quan-
    l'aliasbre penhores de ouro ou prala : na rua do
    dre sol'loriano, primeiro andar do sobrado u. 71.
    Aos amantes do bom gosto.
    Pede-se aos amantes do botn gosio de
    ir a rua Nova n. 17, loja de Tlieo-
    plnle Robert, que acharao um grande
    e lindo sorlimcnlo de mascaras de to-
    das as qualidades e preco mais barato
    do rpie em qualquer paite, a saber :
    Mascaras de rame com mola para ho-
    mem e senliora, a 2#000 rs., mascaras
    de cera com molla para Iiomem e senlio-
    ra, a 2.V000 e 2J500 rs., mascaras de
    papello para bomem e senliora, a 500,
    Oi-OelsOOO.
    o
    No hotel da Europa da-se para fura almoro e
    janlar men-,lmenle, por proco commodo.
    Precisa-se do um feilor para um engenho per
    lo desla praca, que seja de meia idade : na rua do
    Crespo n. lj.
    Precisa-sede um rapaz brasileiro ou eslrangci-
    ro, que saiba montar a cavallo, c que queira servir
    de pagem a umsenhordc engenho; a quem convier,
    dando pessoa idnea que afiance a sua conduela, .li-
    rija-se a casa de um andar n. 2, no palco da matriz
    de Sanio Antonio.
    COMPRAS.
    Compram-seosns. do Diario 1, (i, 12,
    15, 14,16 e 17 do mez de Janeiro: na
    livraria n. 0 e 8 da piara ta Indepen-
    dencia .
    ATTENCAO",
    Compram-se escravos de ambos os setos, lano
    para a provincia enmopnra fota della, sendo rrioulos
    e pardos de II a 2.'>anuos,lctidobouila figura.pagam-
    se bem : na rua de Hurlas n. 60.
    Compra-se urna casa terrea moderna, e cm
    bom estado : na rua larga do Kosario n. li ou es-
    lrcila n. 36.
    Compram-se palacocs brasileiro ehespanlu.es:
    na rua da Cadeia do Kecife n. 54.
    Compr.i-se loda port;ao de prala que posta ap-
    pateccr, velha ou nova, a poso cunarme sua quali-
    dade : na rua da Seala Velha u. 70, se dirquem
    compra.
    Precisa-se comprar nina caba (bi-
    cho) ipiedbjtanleleile: quemativere
    quizer negociar, dirija-te ao sitio doClio-
    ra-Menino, ou na rua da Cruz n. 20,
    primeiro andar.
    VENDAS
    unica-
    praca da
    ALMINAR P4BA Mili.
    Sahiram a' luz as fblhinhasde algibei-
    ra com o almanak administrativo, mer-
    cantil, agrcola eindustrial tiesta provin-
    cia, corrigido e accrescentado, corriendo
    (00 paginas: vende-se a 500 rs., na li-
    vraria n. 0 e 8 da praca da Indepen-
    dencia.
    FOLEIHHAS PARA 1855.
    Acliam-se a venda as bem COnhecidas
    (olliinlias tnpri-ssas nesta typographia,
    de algibeira a 7,(), de porta*a 100. e.eo-
    clesiasticas aSO.s., vendem-se
    mente na livraria n. ti o S da
    Independencia. '
    Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
    ton_& C., na rua de Senzala Nova n. 42.
    Sellins iiiglc/.es.
    Relogios re ouro, patente ingle/..
    Chicles decano u de montara.
    Candieirose casticaes bron/.cados.
    Cobre de forro.
    Chumbo em leucol, barra e tu un cao,
    Paretto de Lisboa.
    Lonas mglezas.
    Fio de"S8pateiro
    MOENDAS SUPERIORES.
    Na fundido de C. Slarr & Companhia
    em Santo Amaro, aelm-se para vender
    moendas de cannas todas de ferro, de mn
    modello e construccao muito superiores
    NOVAS ALPACAS DE SEDA
    A 500 rs. o covado.
    Vendem-se na loja de laria i\ Lopes, rua do
    Qoeimado n. 17, as moderna-, alpacas.le seda, de ho-
    yos c lindo, detonbos, pelo mdico proco de J00 rs.
    cada covado.
    ANDA se continua
    a vt*lder miudezasb iratr.s
    Na rua dos Quarleis, na secunda loja dcmiu.le-
    aw li. 'i, que 131 don Srs. Victorino $ Muretra ,
    tendem-ae usegninles.miudcuis com oa precos men-
    cionados, |iara se acaliar com o eslaoeleciiiiento 1
    portanlo convida-se as boceleiras, maseates e mes-
    mo a qualquer pessua que Rosta do bom o barlo,
    paia que apparecainanles qne se acab o resto,pois
    queosprecos sao os mais agrailaveh que lie possivel
    para os coranradores.eestas oceasiOes sao raras appa-
    leiei. Vejain, vcjaui o que lie pecliinelia, e quem
    liver inveja laca o mesmo.Bicos estreilos a (iiKi rs.
    a |ieca, tesouras limpinlias para costura a ti a du-
    da, linlias brancas de noveli.de us. 50 e 60a IJlOO
    a libra ; linlias .le lodas as cues a .">(H> rs. a libra
    meias para senhoras a 240 0 par, ditas para bo-
    iiiein a Kl c -M)o par ; brincos dourados a Hit) rs.
    0 par, dilos de pedrada 1"JI rs. a duza de pares,
    ditos ditos em caritnuw de 12 pares a 320 rs.; n-
    palinbos de laa para erianca a loo rs. o par;
    rselas douradas c de pedias a 100 rs. o par ; es-
    pelbos de nivela a l0 rs. cala .un ; penlesde ac
    para marrafa a 40 rs. adtizia, dilos .le alisar a '.iiki
    rs. a duzia ; cuteles em caixinlias grandes e bem
    Hielas a 70 rs. cada caixinlia ; agolneiros de pao a
    SO rs. a duzia, dilos muilo linos e 'com surlimeulo
    de agulbas a 200 rs. cada um ; caixinhai com asu-
    llias l'rancczas a SDO.ra. suspensorios a Sil rs. o [.ar ;
    eaixinhaa com :t duzias de aunis domados a
    lllOrs. ; aunis de chumbo e tamba a -JO rs. a du-
    zia ; caixas com liulias de marcar a lio rs. ; cor-
    das para viola a 140 rs. a duzia; bordocs a 2N0 rs. a
    duzia-; aptloa de chumbo a 120 rs. a duzia; alfineles
    para Iiomem a 0 rs. dilos pelos a NO rs. a duzia ;
    lapis a 100rs. a duzia, dilos mirlo linos e euverni-
    Udosa 120 rs. a dii/ia ; lilas de linho brancas a i(>
    rs. a peca faienda muilo boa ; garganlilhaa pretas
    para luto a SOrs. pulecira- pelas a 80 rs. o par ;
    marimbtos a 100 rs. a duzia ; l.ol.es litios para
    abertura a 120'rs. a duzia ; rosarios a 1W rs. a du-
    zia ; Irancinba de laa a 20 rs. a pee,, ; litas lavradas
    a liO rs. a vara .lilas de seda li-as a 100, 200 e 00
    r. a peca, .lilas larsas a 100 rs. a vara ; espigui-
    Ibl a 20 rs. a vara ; galao estrello a 0 rs. a vara ;
    palitos de logo a 20 rs. a duzia de eaixinhaa, ditos
    em ponte* a<0 rs. a duzia de macinhoe; mieangas
    prelasedc cores a 00 c a 1IH1 rs. omacinbo 5'u.ilfin
    100 rs. ; bolees de seda prela a 0 teis a duzia ;
    a 40 rs. o rarrinlio ; dedaes para senliora a
    abotuaduias douradas c brancas para coleto a
    200 rs. ; macos de aljofares a 160 rs.; carias de
    allincles a loo rs. ; macos de coulas douradas com
    100 los a 1? : eaivas para rap a 100 rs. cada urna j
    lilas de reros a 280 rs. a peca ; coulas pretas deco-
    qiiiiilioa 120 rs. o masso ; botosbraneos para na-
    1 ils a SO rs. a duzia ; garlos de ferro eslanbados a
    10 n. cada nm ; pennas de ajo muilo boas a 640 rs.
    a prosa ; torcida' para can.lieiro a (iO e 80 rs. a du-
    zia ; tullas de sombras de lodas as cores proprias
    para maaearados a iO rs. ; boluea para camisa a 200
    rs. a rosa ; agulhas para coser saceos ou chapeos a
    100 rs. o papel rom 27 agulbas; escovinh para
    .lenles a ItK) rs.; holf.es de relroz para farda a
    200 rs. a grosa; ditos de lirrlia para camisa a 80 rs.
    a srosa ; vultos com grasa a 20 rs.; bol.ies pretos
    de vidro a 210 rs. a duzia ; coulas lapidadas de
    vidro a 160 r. .. maco com 12 Ros ; caixas do bu-
    vo a t.-SiOO rs a duzia ; Sumidlas domadas para
    joras a 10, 80. 120 e a 300 rs.; carnudas com brin-
    quedos para menino a 500 rs. carnudas com arei.i
    para escrever a 10 rs. ; aunis de chumbo e lamba
    a 20 rs. a duzia.Os encarroados de acabar rom o
    eslaheieciinenlo declaran), que alguna dos objectos
    queso liulrain acabado, ionio srj.iui meias.lesouras,
    Blas de lindo e outros objectos, revolvendo-te os
    que haviam no fundo da loja aiharain-se ; por isso
    coulinua a vender-se pelos mesmos piceos annun-
    ciados, tomo ueste declaramos, assim cotilo lambem
    declaramos, que as modificar,6es reilasem precescm
    alguns objectos ja annuneiados sao feilas pela ra-
    zan de haver ainda erando poreilo, c querermn-
    aeanar com o c.-labclccimenlo.
    '$). Vende-se cobre para lorio de
    m.,. 2at s-. S
    () /-meo para lorio com os .prcjjos 7Z
    uf, competentes. s
    j Chumbo em barrinhas. 9
    J Alvaiadedeclnimbo. B
    0 Tinta branca, prela e verde, cm ($
    m oleo. ^)
    r^jl Oleo de lindara eut dolijas de (jf,
    Ial"!'s- (A,
    ^ Papel de embruUio. /^
    Vidro pata vidracas.
    Cemento amarello.
    * Arinatneulo tle todas
    W datles.
    '#) Genebru de Holianda
    /^ qoeiras.
    S tomos de lustre, marca grande. (A
    ^ Arreios para um e dous ca- J5
    ^ vailos. t'
    B Chicles para carro e esporas de (^
    aro pi aleado. @
    $ Formas de ierro para fabrica de S
    assucar.
    ;,- Papel tle peso ingles
    ! Champagne marca AdiC.
    O
    i
    ....al,-
    as t|
    cm fias- ^?i
    9
    E um testo pequeo tle viudos to
    Rheno de qualidade especial: Wt
    no armazem de C. J. As- ($
    tley & C.
    sli i
    o :
    dar
    -Vende-se licores de Absynllie e Kir-
    loverdadeiro; por muilo barato pre-
    a rua da Cruz. n. 2(i, primei.to an-
    Venrlc-sesiiperioi- chocolate tanees
    domeldor qlie tem appareeido no mei-
    cado, e por preco muito commodo : na
    vua daCraz n. 2(i, primeiro andar.
    Vendem-se relogios tle ouro, patente
    inglez, ditosde pratahorizontal, ditos <]i
    los douradose soleados, lodos to mcldor
    gosto possivel e por preco baratissimo :
    na ruada Cruz n. 2(j, primeiro andar.
    Vende-se na na Nova n.S.
    Tratado cleiuenlai de geonrapliia astronmica, II-
    sica, iiisiona on polilira, ulica o moderna por D.
    Jos de l.reullit ; esta imporlanle obra \en Ic-se lao
    soinente porque o dono receben duas ao mesmo lem-
    po e pode por isso dispencar nina dellas : o prero he
    commodo.
    Coutinua-se a vender goroma de ensonimar
    a 2JUO0ra. a arroba, em libra SO rs., da prelo a
    19080 rs. a libra, muilo superior: na taberna nova
    da rua ue Hurlas n. i.
    Vende-so a eocheira da rua da l'lorenlina, com
    30*i 40 cavallos, .7 cairos lodos em bom estado;
    lambem se rende uuiuu 2 carros, ou os cavallos se
    quitaren : (ratania rua do Caboga loja de ouri-
    ves n. 7 de Vicente de Paula Uliveira Vlllasboas.
    Vende-se banda de parco derret da : na rua
    do ltauncl n. lio, a 100 rs. a libra.
    Vende-se um palanqun! de rebu.o em muilo
    bom oslado : na rua do Hospicio n.7.
    Vendem-se qnartnlas com viudo superior de
    Bordcau : na rua da Cruz n. l'J.
    No paleo do Carino, quina da rua de Moras
    n. 2, conliuua-se a vender nomina muilo alva a so
    rs., familia do Maranho a lo, nevada nova a 160,
    catea IMI, em arroba :.yl, cha a I ;liO(), 3SXKKI e
    2.>)(>o, bom,di|o prelo.i ne lien ,.,, -ivel, etn embtu-
    Ihos de tneia Kbra. a 2->: >. i.....i,,|lo de Lisboa .i
    '','- aineixas novas a 2>Ki i-.. I,..la, huidas de I
    a illllis., dila-.le aiarula a ,'1'ir-., dilas inriezas a
    280, maiileiga a Jj, snoe i-odii, i,,,,,, ,j|Iio a lliu
    a i uia. Miilio muscalel a tiOOrs. a garrafa, papolnre-
    VCperliru e de ..ulias quiilnl anas e mais
    baratos,dito a/ul para chapeloirOgJSjdiiihas doNau-
    les a tilo e Silo rs., e.niii'- naiilos gneros que se
    vendem barato, pnrcui a dnlieiio^3aV*ainl.eii) esla-
    monha pata lereeiros rraiiciscanos!
    Alpakas para palitos.
    \ etidem-se alpakas de lo.las as cores, faienda mo-
    derna, para potitos, pelo dimiiuilo preco de 21 0 o
    .ovado : na loja de Feria Machado, rua 'da Cadeia
    do Kecife u. 30.
    Cambraias de gosto.
    Vendem-se cambraias de inudernissiuio goslu, che-
    nadas nlli.namenle do Havre, por i,so a vara, fazeu-
    da econmica por ser demasiado lama ; na loja de
    Faril .Machado, rua da Cadeia do Recife n. 30.
    Ka bolira da rua do Kan&cl II. 6i, Veildc-se
    um es.-ravu, olli.ial de pe.lrciro, bolilla ligura, e de
    IS annusde idade,
    Riscados escocezes.
    Vendem-ee riscados escocezes, fazendade gosi.., a
    2)0 o covado, e d-ee amostra com penbor : na loja
    de Paria Machado, rua da Cadeia do Uccife n. 30.
    Cortes de riscados franceses.
    Vcndem-se cortes de riscados fraueczes, finos, co-
    res seguras, proprios para cdambres.pelo mdico pre-
    co de 1-92() o corle : na loja de Varia Machado,rua
    da Cadeia do Recife n. 30.
    RISCADOS VARSOVIANOS
    A 40000 rs. 0 curie.
    Vendem-se riscados Varsovianos de qaadr zenda nova e mnilo lina, imilando a seda esco.eza
    viinlos pelo ultimo navio de Hamburgo, com 13 '4
    ovados cada..,i le. pelo barato pceo .le laflOO : na
    loja n. 17 da rua do Oueimado, ao peda botica
    PARA 0 MADAM1SM0 DO
    HOl (JOSTO.
    A S.SOIIO r. ,, roile!
    Vendem-se na na de Queiniado, leja n. 17, aup
    la botica, os modreos cortes ^e vestidos de lail.lla-
    na de seda con. quadiosde coles, de lindos e liovos
    desenhos, com 8 varas e meia, pelo btalo preco de
    89000!!I
    Vendem-se velas de carnauba pura, multo bem
    feilas; na rua do Aifioriiu ii. 36.
    ORLEANS E LISTRA DE SEDA.
    A 400 rs. o covado.
    Vendem-se na rua do Oueimado, loja u. 17, de
    I-aria i\ Lopes, para liquidacao de conias.
    MELPOAiENE DE LAA' DE QUADROS,
    GOSTO escoc:/.
    A 400 rs- o covado.
    Vende-se para ullimaeao de coulas : na loja de
    l'aria i\ Lopes, rua do Oueimado n. 17.
    Na loja do portas, na rua do Oueimado n.
    10, do.M. J. I.eiie. vendem-se assegaintes fazen-
    das, pelos preeos declarados :
    Selim piel., de Macao para vestido de se-
    nliora, cova.l..........t 2A|00
    Sarja prela de seda, covado..... -j.-ikki
    Meias de seda prela........ 1x600
    laisde lindo prelos bordados de seda IO8O00
    Mantas pelas delinho bordadas de seda 12.SMMI
    lirosdenapnle prelo superior, covado. I.NsOO
    Panno prelo, covado. 258OO, 3oOO o 3>"i00
    Chapeos france/es........ 69500
    e oulras muitas fazendas por preco muilo commodo.
    Vende-se nm bonito mualo de 22
    annos, botn pagem e sapateiro, de boa
    ((induca, sem vicio: na rua dos Quar-
    leis n. 24.
    Vende-se urna negrinba de annos,
    muilo esperta, boa para se educar: na
    ruarlos Quarteisn. 2'r.
    Chapeos de castor branco a 7>s e
    0.S0 rs. cadaum, o preep convida e o
    desengao he ver: na rua larga lo Ko-
    sario n. H.
    Vende-se urna porrfio de lamariudos: quem
    precisar aniiuncie.
    BARRIS HONSTROS COM
    BREU.
    Vendem-se barris com dreu, muilo Brandes, che-
    nados an.ua da AnierieJ: na rua do Amorim, arma-
    zem de Paula ^\ Sanios.*
    Vende-se superior rape Paulo Cordelro, che
    nado prximamente : na praca da Independencia,
    loja n. 3.
    Na hiberna da rua do l.ivramento n. 30, ven-
    dc-sc o afamado fumo de Garanduus, barato, sendo
    em porcilo.
    Patente ingle/..
    Vende-se um eabriolel descoberlo, de palele, cm
    perfeilo estado de senuranca. e com os aireios : na
    tuado Trapiche n. 10, segundo andar.
    BAILE DE MASQUE.
    \ enflese um rompido sortimento de franja?, ca-
    les, renda e espigoilhas de palbela domada e pra-
    Icada, a mais rica que lem appareeido, proprio para
    vestuarios do carnaval, assim como para armarnos
    de nreja : na rua do Cabug, loja de miudezas de
    purlas.
    CALDELISBOAA'i.sOllOKS.
    Vendem-se barris com cal de Lisboa, chenado sti
    iilliiuo navio a lOOOpor rada una : na rua do Tra-
    piche n. 16, segunda andar.
    CAE DE LISBOA A 3$000 RS.
    Vende-se cal de Lisboa da mais superior que ha
    no mercado, pelo mdico preco de HJOOOrs. o bar-
    ril, na rua de A polln. X e 10, armazem de assucar.
    Vende-se nina carrera rom um boi.ou lambem
    se vende .. i.o s qc, u pretender, dirija-se ao
    paleo da Sania Cruz n. 2.
    Aendem-sc bonitos ps;|do rraveiros : nocorrer
    da igreja da Soledad*, casa n. 7.
    FAZENDAS BARATAS.
    \ en.Iein--e orles do cassa com barra a & patacas,
    Ranga amarella (ranceu a -M) rs., riscados fraucezes
    largo a i vinleus, cobertores de algod.Io dea cores
    muiloeiicorpados e grandes a 1HM10, eassas fr anec-
    zas linas de cores fivas a :t20 o covado : na rua do
    Qucimado n. 21.
    ALBANEZA.
    Para acabar, ven.lc-se a 900 rs. o covado deesa
    econmica faienda prela, com (> palmos de largura,
    propria para Irages de clrigos, religiosos, vestidos e
    maulildas para mulliercs : na rua do Oueimado
    n.21.
    * Venileinsc ou pennulam-se por caas ne-i 1
    w cidade em os Inirroa de Santo Antonio ou *
    *v lloa-Visla ; um cvrellcnlc e nrapde silio, Ion-
    do perlo de O!) palmos de tiente, c 1,00 de
    fundo, com.b.ias baixas de capim, anua de be- '''
    ber, e com inuias arvores das mais delicios
    fruas que siirom a vista se podera eonbecr;
    muilo perlo da cidade por eslar no principio 'A
    S da cslrada dos Allliclos, c com mais a parli- @
    cularidade de ler no tundo candna dagua sal- $$
    nada, onde se pode formar dous famosos vi-
    A veiros, e ler lambem aleas de Indo isla., a @
    fenle loda murada ds> aovo, rom-.luus por- ff
    :; I es au lado de nos alicorees e frente j ro- S
    :.;, mecada de tiuin inanniOca casa .le i(i palmos f>
    J0 de lama e 1 lli .le Inndo: quem o pielen.!."
    ou quizer fazer o necor.io de oulra rilada far- j
    lg) ma cima dito, pode fallar com o Sr. Miguel a
    g$ Carnero no Recife, 011 dirija-se ao mesmo jj
    gj lunar a fallar com o proprielario na primeira "
    ;;.} casa do lado dircito na mesma cslrada.
    Vende-se doce secco de caj de superior qua-
    lidade a .100 rs. a libaSMOautu cm grande como cm
    pequeas porees: em Oiinda, rua do Varadouro,
    numero 17.
    Vende-se nina morada de casa de Ires andares
    e solflo, 1111 f .nm cslado, na rua do Vigario 11. 8 :
    Irala-se na rua do Crespo, loja da esquina que volla
    para o Oueimado.
    Vendse um sitio entre as duas pon-
    tes da passagem da Magdalena, terreno
    que independe de beneficios, e confinante
    por Ires lados, com as duas estradase tra-
    vessa, com duzentxn palmos de frente na
    estrada geral e quinhentos na oulra, en-
    tre dous ou tres portos,.de ptima situa-
    dlo para a piojectada labrica de lecidos
    rio algodfio : to pro\ino a cidade nao
    ha outro nenlium terreno de tantas van
    tagense a preco.
    Vendem-se vacas de leitc muito
    boas, lidias ti., pi.sio ,. com liczerios pe-
    fpieuos": nositiodoSr. Di. l'ilippe Meo
    lado da Eonseca.
    RttOFRAN
    Acha-se de novo exposto a venda a deliciosa pila-
    da desle rolan francez, que so se encontrar 11.1 rua
    da Cruz n. _><;. primeiro ailar, e na loja de Cardeal,
    rua larga do Itosario, por muilo rommodo proco.
    RUA D'CRESPO N. 23.
    Vende-se rhila franceza larga, cores escuras a 200
    rs., riscados dilos'e.'ire. hvas a 180 rs., chita escora
    cues seguras a 1110, corles .le rasemira prela a 19300,
    ditosde casta cima palios modernos a -000. ea-
    inisas francesas brancas c de cores muilo dem feilas
    '- .'Ki, panno pelo e de cor de caf a 3)000, melpn-
    menc de laa goslo escoce! a 180, e otitras muilas fa-
    zeu.las |iur preeajs baratos para teixar coulas.
    l'oallias de superior panno de lindo alco-
    XOadaS para Kisto a l.sl-2(l,
    vcndem-se nti rua do Crespo loja o. 16, a secunda
    quem vem da rua das Cruzes.
    CAL IRGEH.
    a mais nova que da no morcado, a preco commodo ;
    na rua do lrapi.de 11. 15, armazem de Bastos li-
    maos.
    f) m:.\ nocittsi'o n. \.
    4 Vende-si nesla loja superior damasco de @
    3 seda de cores, sendo branco, encarnado, idvo, $$
    l. por preco razoavel. f
    *:; -ic;: -::
    Na livraria >\.i rua doCoilegi n. 8.
    vende-se tunaescolhida colleccaodas mais
    brilhantet pecas de msica para piano,
    as quaes sao as lucidores que se podem a-
    edar para fazer umrieo presente.
    FARINHA DE MANDIOCA.
    Saccas com superior familia de mandioca : no
    nrmzem dao Tasso limaos.
    PABINHA DE MANDIOCA.
    Vende-se superior farinha de mandio-
    ca, em saccas que tem umalqueirc, me-
    dida velha, por.preco commodo: nos
    .uiiiaiciis 11. ."i, 5 e 7 defronte da escadi-
    iida, e no armazem detrante da porta da
    alfaodega, ou a tratar 110 escriplorio de
    Novaes & C., na rua do Trapiche n. 7>\,
    primeiro andar.
    P l'OTASSA lilASII.EIItA. ($)
    |fl Vende-se Sti|)erior polassa, (it- ftJJ
    m dricada no Rio de Janeiro, che- ^
    A "'' icccnlemente, rct (iinmen- /k
    fat ^a"*e ac* senhohes de ehgenlios os l
    5 tem ')l,s e"c',os ja experiincn- "
    V> lados: na rua da Cruz 11. 20, ar-
    !x "1:1/"" ll L- Recont FeronA (D
    ') fu lanliia. A
    ?$$$$ S0-SO |MSI
    DEPOSITO DE CAL DE l-ISBOA.
    Na rua ( a Cadeia do Recife n. ."iO ha para vender
    barris com cal de Lisboa, lecenlemenle chegada.
    Ventlc-sc urna balance romana com todos os
    seus perleaccs. em bom uso e de J.OOO libras : quem
    a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem u.i.
    Taixas par. engenhos.
    Na fundicao' de ferro de 1). W.
    Howmann, na rua do Brum, pastan-
    do o chafarit continua haver um
    comiileto tortimeiilo de taixas de ferio
    fundido e batido de o a 8 palmos de
    bocea, as quaes acliam-se a venda, por
    preco commodo c com promptidao' :
    emburciOn-se ou carregam-se em carro
    sem despeza ao comprador.
    Em cafja?de J. Keller&C, na rua-
    da Cruz 11. "), da para vender 3 exced-
    ientes pianos viudos ltimamente de llam-
    burgo.
    Na rua do Vinario n. 10, primeiro andar, ven-
    de-se fardo novo, cliegado d Lisboa pela baica Cra-
    lidao.
    CEMENTO ROMANO.
    Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
    assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
    Ihealto, armazem de Juaquim Lopes de Aducida.
    Agencia de Edwia Maw.
    Na rua de A pollo 11. 6, armazem de Me. Calmon-
    6 Companhia, aeha-se conslantemenle bous sorli-
    meulos de taixas de ferro coado e balido, lano ra-
    sa como fundas, moendas incliras todas de ferro pa-
    raaninaes. agoa, ele, djlas para armar em madei-
    ra de lodosos lamandos,e modclnsosmais moder-
    nos, machina borisontol para vapor com Torca de
    4 cavallos, cocos, passajeiras de ferro cstan'hado
    para casa de porgar, por mcuos preco que os de
    codre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
    Ibas de llandres ; ludo por barato preco.
    No armazem 'de Vctor Lasne, rua
    da Cru/.,n. 27, vende-se o seguinte : pa-
    pel pintado para'fono de salas, coin
    inui lindos desendos ; werraoutd em cai-
    xas de 12 {jrralas ; diversos licores de
    mu doa qualidade ; vindo verdadeiro
    Bordeaux em caixs de duzia ; kirch
    to mcldor autor; agua de flor de laran-
    ja ; cofjnac verdadeiro ; absinth, cdoco-
    late nimio superior qualidade; champa-
    gne : o que ludo se vende muito em
    coiiia, em relacBo a' boa qualidade.
    V'cnde-se crcellente taimado de pinho, recen-
    Icmcnle cheleado da America : na rui de Apollo
    trapiche do Ferreira. a entender se com o admiuis
    rador do mesmo.
    AOS SENHORES DE ENGENHO.
    Rcduzido de 640 para 500 rs. a libra
    Do arcano da invencao' do Dr. Jiuar-
    do Slolle em JJerlin, empreado BM co-
    lonias inglesas c liollandezas, com gran-
    de vantarjem para o meldoramerRD
    assucar, aclia-se a venda, em latas de .
    libras, ju^lo com o metliodo de emprc-
    ja-lo no ;di)oma portuguez, em casa de
    N. O. Kielfer rvCompanhia, na ruada
    Cruz. n. 4.
    Vende-se rima rice mobilia de jaca
    randa', com consolos e mesa de tampo tle
    marmore branco, a dinbeiro ou a pra/.o
    confrmese ajustar : a tratar na rua do
    CoHegion. 25, tabjnia.
    Devoto Cdiistao:
    Sabio a luz a i.'i edicao do livrinho denominado
    Devoto CluislAo.mais correcto e acrescentado: vnde-
    se uuicamenle na livraria n. fie 8 da praca da In-
    dependencia a tO rs. cada even.piar.
    l'BLICACAO' RELIGIOSA.
    Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
    revereiidissimos padres capuchinbos de Ji. S. da l'e-
    nha desla cidade, augmcnlado com a novena da Se-
    nhorc da Cenceicjo, e da noticia histrica da me-
    dalha milagrosa, cdeN. S. do Bom Conselho : ven-
    de-se uuicamenle na livraria u. 6 c 8 da praca da
    independencia, a 1Q000.
    Moinhos de vento
    "ombomitasderepuxopara regar borlase baia,
    decapim, na fun.lirade 1). W. Bowman : na rua
    do lriim ns. 1., fs e 10.
    Na rua do Vigario n. 19, primei-
    ro andar, tem para vender diversas mu-
    sicas para piano, violiio c flauta, como
    sejum, quadrilhas, valsas, redowas, sedo-
    tickes, modjndas tudo modernissimo ,
    cliegado do Rio de J.-neiro.
    Vcndem-se ricos e modernos pianos, recente-
    mente chegados, de excellenles vozes, e procos cosa-
    modos cm casa de N. O. liieber <\ Companhia, ruS
    da Cruz n. 4.
    Vendem-se lonas da ltussia por preco
    commodo, e de superior qualidade: no
    armazem de N. O. BiebertxC,, rua da
    Cruz. 11. ..
    AGENCIA
    Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
    Senzala nova n. 42.
    Ncsle esladclccimenlo continua a lia-
    ver um completo sortimento de moen-
    das e meias moendas para enfjenlio, ma-
    clinias de vapor, e taixas de ferro batido
    e coado, de todos os tainuudos, para
    dito.
    Vend-se um eabriolel com cubera o os com-
    petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
    para ver, ao aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
    Miguel Segeiro, e para tratar 110 Kecife rua do Trapi-
    che 11. 11, primeiro andar.
    Deposito de vindo de edam- ^
    9 pagne Cdalcati-Ay/prinieiraqua- $5
    10) lidatle, de propriedade do conde @)
    f5) de Maicuil, rua da Cruz do Re- {&
    ^ cife 11. 20: este vinf.o, o mcldor ^
    ^* de toda a Champagne, vende-se 2*
    a 56JOO0 rs. cada.caixa, aeda-se |
    w nicamente em casa de L. I*-
    comtc Pern & Companfaia. N. O
    W B.As caucas sao marcadas a fo- Wk
    SE) goConde de Marcuilc os 10- |
    tjt tidos das garrafas sao azues- 0
    Polassa.
    No enligo deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
    criplorio a. 12, vende-se muilo superior polassa da
    ussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
    rates que he para fechar coulas.
    Na roa do \iu ario n. 1!) primeiro andar, tem a
    venda a superior llanella para forro de sellins ede-
    gada reciMileuionle da America.
    isSenlorri'"SJ!Um carr ron, frenle para oCapiharib. dundos^'lHcn.:
    en., de quina iodo aterrado e ji com muas hemfe -
    "ras, sendo pela frente aliccrce para urna c isa %
    '<< Isrgura e 100 palmos de comprimenlo rerha-
    do de mu la.lo por um oilao de casa lambem .te 1
    I'"''"*, inoro e cacimba ludo meeiro, e pelo l
    la quina e ld con, aliccrce para muro'; >'!
    commodo. paia se fazer dous lindos predio, com 1'.!
    1"'teM.oq,re1,o,lcvera, s riIi(0' ZVZl
    para murada, ao M, .,, lor,l|lclml<, ^'^
    ':' "";" '"'"I"* '......-se mu,.., provim,, a fVrt
    SIC.S5MJE-*:
    LDVAS DE SEDA A 1,400 0
    PAR,
    vendem-se na ioja da rua do Queimado a. 40, Invas
    feMda brancas, cor de palha bordadas a I9W0 o
    Vende-se tima sobrado de um andar em chaos
    proprios, silo a rua da Senz.la Velha n. 1W ner-
    Vrm'n.;\rPr'ICnS d r'"0Cll ^e <"''<
    t.e mano Afonso K.Sueira : a tralar no pateo da SI.
    Cruz 11. <0 seguudo andar.
    Vendc-s,. urna rasa frrea na rua Aususta n
    31, quema pretender dirija-se a rua estreiU do Ro-
    sario 11. Jo.
    Crimea.
    Chejson pelo nllimo vapor da Eoropa urna fazen-
    (la inteiramenle nova, toda de seda e de oslo es-
    cossez, denominada Crimea, vende-se pelo dimi-
    nu., prero de IJjOOO rs. o covado : na roa do Ouei-
    mado loja n. 40.
    BAREG DE SEDA USO A
    , 800 RS. 0 GOVADO,
    na loja da rua do Queimado n. 40.
    CORTES DE ALPACA ESCOS-
    SEZA A 3,800 RS,
    na rua do Queimado loja n. 40.
    RISCADOS ESCOSSEZES A
    260 RS. 0 COVADO,
    na rua (Jueimado loja n. 40.
    CORTES DE BAREGE DE
    SEDA DE QUADROS A
    7,500 RS,
    na loja da rua do Queimado n. 40.
    Vendem-se ptimos pianos liorizoutaes e
    vertieses.
    Um grande sortimento de vidros para es-
    pellios tle boa qualidadey-
    Um soitimento de ricas obras de bri-
    I kan tes.
    Tudo por preco mais commodo possi-
    vel, emeasa deltabe Sclimettau & C, rua
    da Cadeia Velha n. 37.
    Vende-se urna preta de 30 annos,
    boa quitandeira : na rua dos Ouarteis
    n. 24.
    Vende-se a eocheira da me de Horlas: a tratar
    na mesma.
    FARINHA DE MANDIOCA.
    Vende-se saceos grandes com muito
    boa farinha de mandioca, e pieco com-
    modo : trala-se com Antonio d'lmeida
    Gomes &C, na rua do Trapiche, n. 16,
    segundo andar. '
    FRESCAES OVAS DO SERTAO'.
    \ ciidem-se ovas do serbio muito em conta, e tani-
    bem se retalba : na rua do Queimado loja n. 11.
    OLEO DE LINII AC
    em i-irris c faSSeamskno arruazerrT'dt fasso Irmao.
    Cbampasne da superior marca Cometa: no arma-
    zem do lasso limaos.
    ESCRAVOS FGIDOS.
    tamo ROMANO BRANCO.
    Vende-se eemeuto romano branco, chocado acora,
    de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
    mo, cm barricas e as linas : alraz do Ihcalro, arma-
    zem de taboas de pinho.
    \ciidem-so no armazem n. f>0, da roa da Ca-
    deia do Recife, de Henrj Gibson, OS mais superio-
    res rebajos fabricados em Inglaterra, por preeos
    mdico-.
    FARINHA DE MANDIOCA.
    Vende-se a bordo do hristie Conceicio, entrado
    de Sana Camarina, e Tundeado, na volla'do Forte do
    .Mallos a mais nova farinha qae e\isle hoje no mer-
    cado, epara porcocs a tralar no cscriptorin deMa-
    noel Alves Guerra Jnior, na roa do Trapiche
    11. 14.
    CEM Mil. RES DE GRATIF1CACAO-.
    Desappareceu no dia 8 de setembro de 185 o es-
    rravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, reprsen-
    la ter 30 a 35 annos, pouro mais ou menos, he mui-
    lo ladillo, cosluma trocar o nome c iotilular-se forro
    e quando se v perseguido diz que he dcserlor ; fo
    esrn\o de Anlonio Jos de Saut'Anna, morador no
    enaenho Caito, da comarca de Santo Aniao, do po-
    der de quem desappareceu ; esendo capturado e re-
    colhido a cadeia tiesta cidade com o nme de redro
    Sereno em!) de acoslo, fui abi embargado por exe-
    cucao de Jos llias d> Silva GuimarSes, e ullima-
    meiilc arremalado cm praca publica do jnize da se-
    sunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, peto
    abaixo asse,nado. s .ignacs sho os seRuinles : ida-
    de :H) a :i anuos, estalura recular, cabellos prelos e
    carapinhados, cor amulatada, olhos esenros, nariz
    Brande e crosso, beicos rossos, o semblante fechado,
    bem barbado, rom todos os denles na frente; roga-
    se as autoridades policiacs, capililes decampo e pes-
    soas particulares, o apprehendam e maodem nesla
    prat;a .lo Recite, ua rua larga do Rosario n."24, que
    recebera a cralilicac.lo cima, e protesla contra quem
    o.livcr occullo.Manoel de Almeida Lope.
    A 17 do mez de outubro prjimo passado, fu-
    Hio do abano assienado o seu escravo Laurentino, de
    :.acao Cosa da Mina, idade 15 annos, ponco mais
    ou menos, alte, corpolcnlo, bonita figura, falla de
    denles Ha frente, talhos 110 rosto e nos peilos. signal
    de sua nacfln, muilo poltico no fallar, ese curva
    quando v algum senhor branco, criac.So de seus ao-
    tigos -eniiores : roga-se a todas as autoridades poli-
    aaes c espilles de campo o facam apprehender e'
    leva-lo ao abaito assignado, no seu engenho Calha-
    rma, da provincia das Alagoas, na villa do Paco de
    Cimaragibe, na cidade dejllacei, ao Dr. Jos An-
    udo Mamo da Silva, e na praca de Pcrnamboco ao
    Sr. Anlonio Caldas da Silva, ou aiManoel Firmino
    ferreira, (pie sern bem recompensados.
    Juaquim Mauricio Accioli Canavarro.
    No dia terca-feira, 23 de Janeiro do ntrenle
    anno, desappareceu do engenho Cagafogo do muni-
    cipio de Iguarass, o escravo, crioulo, de nome Se-
    vei i no Barbosa, com os siguacs !egainles : idade 22
    anuos, pouco mais ou menos, olhns grandes, sobran-
    celhas bem lechadas, beicoj grossos, tm muilo pon-
    ca barba, nariz, chalo, baixo e ebeio da corpo, pea
    ap.dhcl dos, muilo eonvivenle e regrisl; desappa-
    receu acnentado, porm he de crer que nao tenha
    mais os ferros: roga-se, portanlo, a todas as autori-
    dades, eapilaes de campo e pessoas do povo, que o
    apprebriidam e levem-o a seu sculicr Joao Vieira.
    da Cunha, no engenho Cagafogo ; no Recife, ma
    Augusta 11. 19, a Ignacio Ferreira Guimares; na
    cidade do Rio-Formoso a Joaqoim Cordeiro Ribiro
    Campos ; na villa de Iguarassu' a Francisco das
    Cha gas Ferreira Duro, que sero generosamente re-
    compensados.
    Desaparecen no dia \ de fevereiro do corrento
    auno, o escravo de nome Miguel, com os sigoaes se-
    guimos : de idade de 18 anuos, leu, a perna dirci-
    la mais curia que a oulra, c anda de pona de pe,
    assim como lem urna ferida 110 p esquerdo entre os
    dous dedos grandes, he baixo de estalura, falla de-
    scinbaracado : roga-se a quem o pcar, .leo levar a
    rua da Cadeia ale Santo Antonio n. 20, que ser re-
    compensado.
    CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
    Desappareceu no da ti de .lezpinl.ro do anno pro-
    i.....passado, Benedicta, de 14 ano, de idade. ve-
    ga, c.'.r acaboclada ; levou um vestido dccbila com
    lislms cor de rosa e de caf, e oulro lambem de chi-
    ta branco rom palmas, um lenco amarello no pesco-
    eo ja desbolada: ^picn :i apprvlu'nder couduia-a a
    Apiparos, no Oiteiro, cm casa de Joo Leiie de Aze-
    vedo, 011 no Recite, na praca do Corpo Sanio u. 17,
    que recebera a gratificacao cim".
    Desappareceu no dia 1. da correnle tfmulalo
    claro, de nome Domingos, que ij servio na armada
    nacional, com o nome de Jos flaiimiano de Sania
    Rosa, onde esleve 3 anuos a luirlo do briguc Calio-
    pe ; be de eslalura regular, basante grosso c muilo
    .spailaiido, pes. neo mullo, corle, moilo pouca bar-
    ba, trazendo um pequeo bigo.e e snissas muilo'es-
    Ircilas e rasas, bouilo e muilo lum fallante, e diz ser
    forro : levou alguma roupa sua uiuas amostras do
    rzendas, 7 pares de sapalos de eordavito para senlio-
    ra, 5 coi les de vestidos, 5 goliifias de poulo inglez,
    2 caiiiisinhas de senliora lamben de fonlo iikIoz, e
    2 pare de manguito* ; f..i intnlado .'ni um cavallo
    caslanbo escuro, alio o secco, cara um signal branco
    >\a lesla maior do que um palacio, ledo urna rira-
    liiz cm cada lado Jo peito prov.nienledo servico de
    carro ; he muilo fogoso e lem aanaiib: de e acuar
    al^umas vezes em occasiao de s.bir de rasa, sellado e
    enreiado ; dcscoufia-se que o dio esclavo (cuba se-
    guido a cslrada da Parahiha nudo Rio-Formoso, ou
    serlao : roga-se a quem o npprthcndcr, de leva-lo a
    rua da Cruz n. 7, ou a seu sen'ui, no engenho Caia-
    r, Luiz Francisco de Barros Rigo.
    PERN TVP. DE M. F. DB FARIa. 1855.
    mu ni ann


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