Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01167


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Full Text
ANNO XXXI. N. 34.

Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SEGUNDA FEIRA 12 DE FEVEREIRO DE 1855.
/
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBCO
ENCARREG.VDOS DA SBSCRIPC.A'O-
Reoile, o proprieUrio M. I", ile Farin ; Rio do Ja-
neiro, o Sr.Join Fercira Marlins ; Baha, o Sr. 1).
lHipr.id ; Marei, p Sr. Joaqun) Heanlo do Men-
dnnea ; Paraliilia, a Sr. Uervazio Viclor da Nativ-
dade ; Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio I'creira Juni Aracaly, o Sr. Antonio de l.einos Brasa; Cear, o Sr.
Yirtorialio Augusto ltorges ; Maranhao, n Sr.Joa-
qnim Marques Rodrigues ; t'ar, o Sr. Justino Jos
K.unns ; Amazona*, o Sr. Jeronyino da Costa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Pars, 3*2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Bio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 Je rebalc.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da companliia de Bcberibc ao par.
da r.ompanhia de seguros ao par.
Disconio de leilras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Ornas ljospanholas- 299000
Moedas de G3400 velbas. 11R3000
de 05 i 00 notas. 108000
de 4O0O. 95>000
Piala.Palaces brosileiros. 19940
Pasos coluinnarios, 19940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS COKKEIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Helia, Boa-Vista, ExeOiirieury, a 13 e 28.
jGoiaruia e Parahiba, segundas e scxlas-eiras.
Victoria c Natal, as quintas-feiras.
FltKAMAK DE 1IOJE.
Primcira 0 e 30 minutos da tarde.
Segunda 0 e 54 minutos da inanha.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras.
Ilelacao, tercas-feiras e sabbados.
Fazenda, lerdas e sextas-feias s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas c quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao mab dia.
2* vara do civel, quartas c sabbados ao mo da.
PARTE OFFIGIAL.
COMISANDO DAS ARMAS.
Quartcl do comaudo das ,irmu ala Penaam-
baeo na cidade do Recite, en 10 da faverel-
ro da 1855.
ORDEM DO DA N. 213.
O coronel commandante das armas interino faz
publico para coiihccimenlo da guarucio c devido
efleito, que o governo de S. W. o Imperador houvc
por bem, por aviso do miuisterio dos negocios da
guerra d 25 de Janeiro, ultimo Hornear para o em-
prego de delegado do cirurgiao-raor do exercilo nes-
(a provincia o Si", primeiro cirurgilo capilo do cor-
po de aaode Ur. Manoel Adriano da Silva Pontos,
licando de nenluiin efleilo o aviso de 15 de julho do
anuo passado, que nomeou para o referido emprego
o Sr. primeiro rirurgian tcncuto llr. Prxedes Go-
mes ilc Soaza Pilanga.
O mesmo governo em circular expedida pelo so-
liredito ministerio a 23 de Janeiro prximo lindo,
foi servido declarar que as pravas de prel do ejer-
cito promovidas a odiciaes, nao (em dircito a ser in-
demnisadas das vantagenspu preslaoes de volutila-
iios,mi engajados, da data da promocao em disido ;
oque ludo ronstou dejoflicios recebidos da presiden-
cia com o fecho de lioulem.
Determina o coronel commandante das armas que
Di senhores segundos cirurges, lente Jos Mu-
niz Cordeiro Gitahy e aire'rcs Trajann de Souza Ye-
ito, passem a exercer suas hncenos, o primeiro no
nono batalliAo de iufanlaria. e o segundo no quarto
em que presentemente estao; e mais que s 5 horas
da larde do da 12-lo correntc, dever o balalbao no-
no de iufanlaria estar formado em ordem de marcha
a frente do respectivo qu.irlel, para urna revista
9ue I he tem de passar.
Mantel Muniz Tacares.
Conforme.Candid* teal Ferrtira, ajudanle de
erdens encarregade do detalhe.
EXTERIOR.
O papa Pi IX conceden a 2c5 de julho passado
urna bulla que fui communicada pelo conde de Gi-
vodan gazela Uniao. Eis osen lexlo :
PI IXP4.PA.
Para perpetua memoria
A ordem militar dos cavalleiro* de S. Joao de Je-
rusalem, que por seu denodado valor assignalou-se
com lano brilho nos seculos pistados, rebatendo o
Caeos doa barbaros, o prolegendo a christandade, foi
aempre objeclo de urna afleioao particular dos ponli-
(lccs romanos noisos predecesores, que nada ommili-
ram do que pedera contribuir par a conaervacao,
ecxplendor desla OroVm. Quereudo nos seguir esles
ejemplos, e ailendendo os relevantes servicos pres-
t des a religiao por dita Ordem. somos animados em
sin favor de iimaaullicludc paternal, o cuuhecomos,
lienta a mudanca das circumslancias e dos lempos,
que as formas prcscrrptas pelos eslalulos para os vo-
lt solemnes do que desejam seucrebidos ra\ illoi
rs professos desla miliria nto conven mas poca
presente. E por isso, afira de que us candidatos pos-
am com toda a madureza de juizo oecessario i.uma
resolucAo tao importante obrar com reflexao, e nao
quebreui, com grande delrimenlo de sua sal vacilo
eterna, os votos que fizerem solemnmenlc Dos,
temos resolvido prescrever a esle respeito algumas
dsposiooe, que jugamos em servido a Dos, oppor-
'unas.
Derrogandn. pois, por nos as leis c estatuios dos cavalleros ile Jerusalcm, que-
remos e ordenamos a todos aquellesque para o futuro
desejareni ser admiltidos cavalleiros proTessos desta
Ordem, pronuncien) primeiro,, tendo 16 anuos eom-
pleavs, votos simples e so possam fazer votos solem-
nes pass.idos 10 anuos da pronunciacao dos votos
simples : que ueste jntervallo de 10 anuos, os velos
simples sejam renovados cada anuo por todos os ci-
vil eiros, afim de que possam mudar de rcsolucao, e
fiquem inteiramenle livres, antes do renovaren) seos
volis, de veltar ao estado secular, e ueste caso, nos
M desligamos e declaramos desusados por oossa aulo-
ridadeapostlica dos votos simples, e re Inda obliga-
gto, que liverem contraliido, e ao mesm i-uipo pri-
vados de todas as honras, podeies c privilegias quo
poderiam gozar, ou j gozassem na Ordem, clWirtu-
ile dos ratos simples. Nos lamben) queresa que
esta regra comprehenda os capcllaos convcneall da
Ordem ou sejam clrigos ou recebidos lias sagradas
Ori'ens.
Mas aquellos d'aiitro os rapcllacs que sao reves-
lido, das ordena ~ncras uu do sacerdocio, como se
.ichemj.i ligados pelo voto perpetuo de castidade.so
proiiunciarao votos simples de pobreza e obediencia,
com a ubrigaciln de os- renovar cada auno, como lira
cima preaeriplo. Oulro aim, dcrng.indo por nossa
aulnridade apostlica os estatuios da Ordem, resol-
vemos que os c.ivalleirns nao sajan) obrigadoa'a pro-
nunciar seus volos simples, ou solemnes em ass'm-
bla da Ordem, e que o possam fazer lias maos ou do
grao-prior, a queiu esliveres sujeitos. otideuinca-
valluiro prjfesso especialmente delegado paraesse lim
pelo lugar-lenenle e seu conselho. Se nao liouver
cavalleiro professo no lusar, ou eliver muito longe,
o candidato poder pronunciar seus votos simples nas
maos do Ordinario, que llie passaru um cerlicado
do cumprimciito desla furmalidade; e se n Ordinario
lambem eativer dislanle pronuncia-lo-ha nas maos
do capelln da Ordem, ou de um cura visinho, os
quacs altcstarao por cscriplo que os votos simples fo-
ram pronunciados.
Cniliui, queremos que para a pronunciaran dos vo-
los.solemnes se conserve a anliga_ formula ; quantn
porcm a pronunciaraodos votos simples,adnplar-se-ba
a formula especial que por nos for indicada, da qual
un cxeiDiil.ir dwci ficar guardado nos archivos dn
nosso secretario dos breves, c outro remedido ao lu-
gar-tenenlc do meslrado.
Ordenamos, e declaramos js presentes'dsposicOes
sem embargo das decises apostlicas, prescripees
los concilios c synodos unversaes ou proviuriacs, te-
gulamenlos particulares e estatuios da Ordem de S.
Joao de Jerusalem, ronnrmados pela auloridade
apostlica ou outra, e luda e qualquer derisao em
contrario.
Dada em Roma em S. Pedro, sobo annel do pes-
cador, 2K de julho de ls>i, nonodo nosso poulincado.
f. Cardeal Macchi.
Formula da pronunciacao dos votos simples para a
ordem de S. Joao de Jerusalem, em execurao do
breve do papa Pi IX de 28 de julho de 185.
Eu N.....juro a Dos todo poderoso, sua im-
maculada mu c a S. JnAo Baplisla, observar pobre-
za, caslidadc, e obediencia a todos os superiores que
me forem dados pela Ordem, e faro cses votos con-
forme a consliluicao publicada por S. S. o papa Pi
IX, a rcspcilo da pronunciacao dos volos na ordem
militar de S. Joto de Jerusalem, a qual conslituicao
corneja por estas palavras : Militarem Ordinem
et/nitum.
formula da pronunciacao dos votos simples pelos ca-
pellaes conventuaes revestidos das ordrns sacrass
l Eu >'.. juro a Deostndo poderoso, sua inunacu-
|a la .M.li, c a S. Joao aplista observar pobreza, c
obediencia a to*los os superiores que me furcni dados
pela Ordem, c faco esles votos conforme a conslilui-
cao publicada por S. S. o papa Po IX, a respeilo da
pronunciacao dos volos na ordem militar de S. Joao
de Jerusalem, a qual consliluicao comeca por estas
palavras : Militarem Ordinem ci/uitum.o
I Journal des Debis.)
REC1FE 10 DE FEVEREIRO DE 1855.
AS (i HORAS DA TARDE.
BETBOSPEGTO ISIANAL.
Eslamos rom o enlrudo a porla, e misler be que
em lempo nos acautelemos contra esse pertinaz ini-
uiigo da ordem, da civilisacao, e al da sau.lc pu-
blica. Cosime barbar, iuslituic.lu meramente pa-
gaa pela sua rcconliccida descendencia das famosas
taturuae*, o enlrudo lie una das anligulhas mais
perniciosase ijntoleravjii, que nos transmiiliram
nossos anipfssad.is: favoreceudo a liecnca e i de-
vaasidae, occasionando rixas e disturbios criminosos
bem merece elle a por mes ttulos a vigilancia c
severa repressao da polica enlre povos que se dizcm
rivilsadis ; transformado porem em fnlsuedo d'a-
gua, limpa ou inmunda, o enlrudo pe demais a
mas em pergo a nossa saudc sob o clima em que
vivemos, tornaniln-S! origcm de cons liparrs e
gravis'imas molestias. E como desde eulao pode
scmilhautc costme ser lolrradu ?
Pela nossa parte temos constantemente combatido
essa barbara usanri, fazendo sobresabir os males
sem numero que ella ocrasiona, anda quando re-
duzida i fonnn mais delicada (e potica sequiscrem)
dos limcs oii'limas do cheiro ; e enjabono da ver-
dade cabe-nos a satisfac(o de dzcr que alguma
cousa havemus aleancado a lal respeilo. Tanta he
a razao que nos assiste, o tanto tem ella collado no
animo da popularan mais sensata Com cll'eilo de
dona aaaoa a esla parlo lem diminuido considera-
vclmenleo folgucdo d'agua.frucUi podrs etc., etc,
vollando-se os MgaaBea para os bailes e passeios
mascarado', que alias so eximo urna Iransiciio ne-
cessara se podem admllr. Entrelanto o arraigado
costiimc nao resson de todo, e cs o motivo pnrquo
anda boje uea veuiui na necessidade de dirigir-no*
polica, pcdiiida-lbc, em nome da ordem publica,
medidas clliczcs para sua completa eiteittlo. As
simple- prnhibiees da polica por si as nada valen)
o qoesobretodo he neceasaro, he a mais completa
0 severa vigilancia na captura e punicao dos infrac-
tores sem ecepcSo : Oieranl penare mal formi-
dinc pena.
Os passeins c bailes mascarados sao lambem aus-
cepliveis de graves abusos ; mas com tanto que ncl-
les se uluervem os resulameulos policiacs, preven"
1 i vos das desordens que podem dar lugar, nnguem
haver nue Ibes con leste 'a preferencia sobre u
maldito e prejudicial folguedo d'agua. Oala que o
"osflhinvo, compenetrando-teda verdadeejastica.de
"dfc on-laiilesrefleMies, abandonasse oxponlane-
amfMe aquellc rpprovado coslume ; e para que o
desayao Me na.i fosse penoso, buscasse nas masca-
ras outro meio de divcrlimenlo mais suporlavel.
J que nos na he dado chegar de sallo ao bem,
0 NOVO PECCADO ORIGINAL.
Par Alfredo Mlchlela.
I
O sol linha desaparecido por Irs das mnnlanhas
da Asacia. quando um rapaz e una iparga vollun-
do de Kelil, paraiam sobre a ponte' de balis, que
rene vase lugar a Allcinanha .i Franca, Termina-
-vam una excurso aos feriis campos do gi.n duca-
do de Hilen. L'nia mutua satisfarn cinhcllczava-
llie- o temblante: eiicaravam-se I .i > mudo que nao
Ha suppr nelles o habito deeslaiem juntos, o
rus olhoa enconlravam-se com tanto pr.izcr, que
na i se poda jolga-loa udiuereiiles um m> outro.
o roato da rapariga annuneiava o Ijp ausiriacu e
bavam. Keunia aos olhoa e cabellos negros do Meio-
dia a pelle al va das raras .lo Norte, linas sobranro-
Hias esireilas, mais regulares que abundantes, nina
"val mu pura, um sorriso ebeio de finura distin-
gu un particularmente seu semblante, e seduziam
prnneira vista. Sua estatura nao exceda o nivel ba-
bilual de u sexo alcm disto era bem propoVciona-
da e mudo graciosa em seus niovimenlns. A liarino-
iia das trnias dava aos seus gestos una elesanra
pono coinmum. Cabellos bastos e anneladus aug-
ineiilii im-lhe na apaarruria o volme da cabera, e
diminuiaiiilbe o dn i.-lo. limbora parecc-se le' boa
erislituieSo, anas fies eramcuradas uuti levemente.
Iiajava a maueira das filhaa do l'yrol.^O vestua-
rio na Allemanlia n> be unifornio comu'ein oulras
parles; as diferentes provincias lem minias caraclc-
rislicas. e aran le pirlc desses trages nriuinaes a-
rbaiii-sc as vezes remido, em um s limar. A .-Usa-
ra olferpre nina gur varedade. Onantu rapariga
deque traamos, precia (rajar maueira das lillus
1U1 Txrol anlos por pianlsia que por habito. Seus
e suas alliluilejassiii) n Icslemunhavam. De-
mais til linha alguma razan: ocnllelcquc lito a-
jusla\a a cintura, a cimizinha alxa que robria-lhe o
eolio, sua saia curia e abundante de pregas, suas
meras brancas e rosadas, seu chapeo de fcllio ponlu-
do e ornado .le nina danniuha de -alio, esse ve-tua-
ro que ccopa o mei euiro o Irage ordinario das
miilberea e o dos lincns, daxa-ibe nina pbxsumo-
mia agradavel, e cerli graca c.ivallieire.ea. Tolana
a expres..i .le-eu semblan! anliunriava urna mu-
laneona habilanl, que abrandava-lbe a viveza. es-
e mesmo in-iinle, en que lodos os seus deaejos pa-
rerijm MtWeitos, urna leve tristeza escurecia-lhe
a fronte, penas a rnnvcrsacfio perda o gaz: dir-se-
aina lembranra ranala eclipsara-Ule re-
enle a juvialdade.
I la
e m
ria
a ime u
I^^Hr. linha iiun phvsionnmia menos animada
md^Bvaiiaxcl. Sua- feres elegantes nao oltere-
"ni^Prunlin de iieuhuma paixao; liubain nnia
branda seriedade e urna uubreza serena. Sua esta-
tura alt-i cnilribua para dar-lhc um ar de dignida-
de. Sen rftMo possuia linda toda a frescura da ju-
venlude.
O quadro que so Ibes ollerecia aos olhos nao era
pmprio para inaplrar-lhea rellexOcs iristes. A' dirci-
la os cuines azulados dos Vu-gos resahiam sobre o
reo rsalo da occidente; a es.pierda os raberos da
Florasla-Negn elevavam-se como lendas obscuras,
sobre as quacs as nuvens imilavam bandeiras bran-
cas. No intervallo nina planicie de dez leguas eslen-
dia sua vegetariao abundante ao pe dos campanarios
le (oda- as formas, p ja quasi apagados pela nevo
da larde. Piante (Ipiles as atoas dn Hhcnn seinlllb'
vam .1 rlaridadc do crepsculo. Caila onda affagava
Ulna estrella naseeule, c vinha quebrar-se contra a
proa dos balis rom nina especio de rugido.
Amanhaa, dase o rapaz, estaremos un meio
de-sas monlanhas narifica-, e ellas nos comunin a-
ra sua serenidade. Ten bello semblante se esclare-
cer, c uAo verei mais passarem nelle as sombras
ui\ de lodu o rui lado e de lodo o incftmmodo, a vida
sera para ii.is nina longa fesla. Passearemos sem les-
leuiunhas a margen dos rentas, que banharn qua-
si lodos os valles.' As sombras llorestns de pinhpros
sobro a encusla das collin.is nos embriagaran rom
sua Malera Urandeaa. Oue accidente da natureza
nao nos alegrara na meio deasas solidoes cucaua-
iias"' Osorilaa dagarvoasvnafando em lomo dos
mcliedos uu dos caslcllus arruinados, os suspiros do
vcnlo nas clarciras dos bosques, a fumara que se
eleva da rlioupana do Icuheiio, o siissurro das tor-
rentes, o brilho c o chairo dos moraugos silvestres,
ludo isse deleitara nossos sentidos, enlevara noso
corae.lo p exaltara nosso amor. E quando o orvalhu
da noile liumedccer a rclva, t o perfume do- bus-
ques se tornar mais penetrante, voltaremos alegres
para a nossa babilacao. As eslrellas se accenderao
sobre uosaas caberas como tochas amigas, o loque do
htelas nos saodara dando-nos boa imite, c a pro-
pria sombro parecer arollier-nos enm a inlimidade
sileiu losa .Ir nina coullilenle.
I> quadro que me leras, date a rapariga, se-
uuzria um rnrara.i menos apaisanado que o meu :
mas deiiarasaim minha n.mlia!...
loa familia I Que te ha feito ella, e que le
p<.de fazer'.' Knearreia-te na desgrara. Com eHa
nunca sahnas da triste posicao; em que langucie,
prestemo-noa ao menos s Iransiefle* que sito os de-
graos do prngresso no caminbo da civilisacao.
No da S leve lugar em Olinda a inleressanle ce-
remonia da abertura das aula* da Seminario Epis-
copal, a que assistiram os Eims. Srs.bispodiocesano
e presidenta da provincia, com grande numero de
pessoas gradas, inclusive a torporaciio dos lentes,
recitando uqj deslcs, o Rrm. Sr. I)r. Paras, um dis-
curso aproplaido ao asanmplo. O Seminario de
Olinda, instituido por um doa maia dislinctoa e il-
luslres prelados da igreja peniambucana, leve como
sabem os letores ana poca de lloreaceneia, a che-
sou a prestar, valiosos serviros religiao e palria,
instruWlo e preparando em seu spio filhos presli-
mosos e de inconlestavel merecimenlo.
Mas entretanto, pr urna dessas desgracadas v-
cisslndes, a que eslo sugeilas as cousas humanas,
decahio, c echava-se por assim dizer entregue ao
mais completo esquecimenlo e abandono. 0 pro-
prio edificio, ameacando ruina, nao ollerecia maia
aos desvalidos aspirantes do eslado sacerdotal, ha
perto de 7 anuos, abrigo e pausada certa enlre suas
paredes e sol seu lecto, outr'ora protectores.
Felizmente paren outra poca, por ventara mas
lisungeira, por ser urna poca de restauraban, parece
Iwver emfimsurgdo para o Seminario de Olinda, san-
'.'o o da 8 do crrenle o de sua inauguraran. O
governo imperial, luncaudo Mas vistas bemfazcjas
para tao importante cslabclccimenlo, resolven li-
ra-lo do deploravel eslado de decadencia era que se
acliava ; e parlicularmcnlc o aclual ministra da jus-
lica, a Exm. Sr. Nabucode Araujo, altendeudo seni-
pre s soliicilares do nosso bom prelado, consliluio-
se o activo e deligenle prolcclor dn velho Seminario.
Com o auxilio, pos, das subvcnc.'.es voladas pelo cor-
po legislativo e dos crditos concedidos pelo gover-
no, o edificio tem sido consideravelmeute separado,
e acha.se em vesperasde.se-lo complelamenle ; com
a creadlo de 11 cadeiras, entre malcras llieologicas
e humanidades, ter sem duvida esse melhoramento
material de ser arompanhado pelo progresso das
luzes, cuja falla tanto resscnla o rmsso clero. Fa-
zemos sinceros votos pela prosporidade do semina-
ro, eao governo imperial rendemos os devidos a-
gradecimenloa pelo servido prestado' nossa pro-
vincia em pariirul.tr, com a restaurarlo desse es-
tabelecimenlo.
Preoccupados como lera estado os leilores com o
roubo ltimamente pratcado nesla cidade, pensa-
mos que talvez Ibes seja agradavcl o proporcionar-
Ilies aqui o exacto conhecmonto do resultado final
das diligencias policiaes, por occasiao do que foi
perpetrado na.loja de rclojoeiro da Praca da Inde-
pendencia, e que Jauto pelos valores suhlrahidos.
como pelas circumslancias que o precederam e a-
coinpanharam, captivaram da mesma sorle a publi-
ca attencao. Em materia de crines he j um bom
motivo de seguranza a certeza de que ?* autores de
um grave allenlado acham-ae teguro* para enlra-
rem mnjulgamenlo, e receberem da jaslja publi-
ca o castigo que mcrecerem. No proresao instaurado
para averigalas do roubo a que alludiraos, foi- o
Sr. delegado desle primeiro dislricto a auloridade
summaiianle : lio pois a pronuncia por elle pro-
ferida qae abaixo transcrevemos, e que intimar os
leilores do resultado sohredito:
E-la : .
A' villa dos depomenlos das (eslemiinhas n fl,
interrogatorios feilos aja reos, lermo de buscas, e
adiados, e do mais que dos autos consta, v-se qua
os reos Icnacio Damiao, esclavo de Frederico Cha-
ves, o cabra Eusebio, cscravo de Manoel Carneiro
Leal, o pardo Jos Itiheiro Guimarles, por epilhelo
Jos Carioca, de combinaran com os Porluguezes
Francisco Gomes da Fonscca e Joao Igncio Coelho,
denominailo Joao Pintor, fhram os aulores do roubo
fcilo no cstabelecimento de Cbapront c Berlrand, na
praca da Independencia, em una porc,ao de relogios
e correles de ouro e prala, sendo que, laes objer-
los, foram apprehendidos em poder do dilo Fonsera
e Joao pintor, pelo que os considero ocursos no art.
2fi!l do cod. crim., p no mesmo arl. de combinaran
com o art. 35 do referido cod., como cumplicea a
porlugueza Mariana Augusta e o pardo Angelo
Francisco de Souza, aquella por morar com o dilo
Jn.in l'inloi, e haver lambem recebido por compra
parle de laes relogios, e esle por haver igualmente
recebido por compra ou guarda de Euspbio, escravo
de Manoel Carneiro l.eal, seis relogios, como parte
ilo roubo de Cbapronl, bem assim, considero como
incurso no mesmo arl. 269 do cod. crim., o prelo Ig-
nacio Iluiuiao, cscravo de Frederico Chaves, e o es-
cravo Eucbio, de Manuel Caneiro l.eal, c o pardo
Jos KibciroGuimares, como aulores do roubo fei-
lo em diversas obras de ouro de Joanna Maria, mo-
radora na ra das Aguas Verdes, e no mesmo arl. de
combinarao com o arl. 35 do cod. crim. os Porlugue-
zes Joao Ignacio Coelho, e ana amara Marianas Au-
gusta, por haverem recebido tac* objectos por com-
pra, havciido-os enlcrrado em un canto de sua ca-
sa, donde, pela polica, foram desenterrados, c ap-
prehendidos como se v dos termos de adiados, a n ;
lambem considero como incursos no arl. 26ydo cod.
crim., epato Ignacio Damito, como autor do roubo
feilo em Wtns de panno fino feilas e por se acabar,
do alfaiale Flix, com eslabelccimentn na ra do
Crespo, e como cumplice de combinarao com o arl.
35 do referido cod. crim., o portugus FranciscoGo-
mesdal'onseca, por haverem sido apprehendidos laes
objectos com oulro- mais, denlro de uns bahiis do
dilo Gomes da Fonseca, que j se achavam a bordo
da barca Sania f,"ni;,para serem transportado para a
cidade do Porlo em Portugal, o os obrigo a priso e
livramenln, condemnando-os, outro sim, nas cosas ;
cmquanlo aos reos Jos Pereira Serra, Pillo dn bar-
ca Sania Cruz, Francisco Jos de Soma, Antonio
Fernandes Braga, Justino Ferreira Catherino, Anto-
nio Fcrrcira do Souza Csslello, I.uiz de Franca c Jo-
s Manuel de Araujo, julgo improcedente o prucajli-
meulo ollicial ea municipal id ule cumlcmuada nas
cusas. O escvivAo junte a osles autos o auto de ves-
tona feilo iiu arrombameulo da gaveta de urna mesa e
portada casa de Joanua Maria, moradora na ruadas
Aguas Verdes, e depois do que faco remessa deslcs
autos ao Ur.juiz municipal da priraeira vara, na
conformidade da lei. Delegacia desle 1." dislricto
do KecifeaosIS de Janeiro de 1855. Francisco
Bernardo de Carvalho. a
O me/ de fevereiro que pareca ser o conlinuador
inexoravel dos rigores de Janeiro e seus immediatos
preilecessorcs? araba por felicidade nossa de trazer-
nos algum refigecio. Be bonlcni para hoje rlmveu
em abundancia, e o calor acha-se um lano appla-
cado. Islo- nao devesmente ser praveitoso aoi ba-
bitanles desta capital; os do interior (se la ehega-
ram as chuvas) lerao com ellas um duplo inlcresse
salisfeilo.
Ao concluirmos o prsenle relrospecto fmos in-
formados, que boje s 3 horas da larde dera-se na
ra do Crespo um desaguisado baslanle sensivel en-
lre os Srs. Dezembareador Villares e Domingos Cal-
das Pires Fcrrcira, chegando esle a offender aquel-
lo rom una bengala, edefendeiulo-se o primeiro rom
o chapea de sol, islo depois' de trocaren) palavras
desagradareis, por causa de rixa anterior entro pes-
soas de familia de ambos. Sentimos sobre maueira,
que bomens que receberam urna educacao fora do
comnium, c sendo pais de familias sedegradem a lal
poni, causando escndalo aos outros, quando de-
viam dar-Ibes excmplo da um procedimcnlo ejem-
plar. Dizem-nos que apezar de acodirem varias
pessoas que all se achavam, flcra mui maliralado
o Sr. Uezemhargador Villares.
Rendeu a al faudega 83:5989321.
Falleccram duranlc a semana 16pessoas : 12 bo-
mens,. mulberes e 22 prvulos, livres ; 2 bomeu,
2 mulberes e 3 prvulos, escravos.
das
REPAHTigAO DA POLICA.
Parle do dia 10 de fevereiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que.
difTerenlesparlicipaces hoje recebidas nesla rapar.
I'rao, consta que foram presos:
Pelasubdeleaaciada fregucaia do Rccife, o pre-
to escravo Venceslao por andar fgido, c o inaru-
jo inglez Alexandre Rudiger por desordem.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernambnco 10 de fevereiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cuuha e Fignciiedo,
priden dn provincia.* chefe de |wHcia :;
Carlos de Paira Teixeira.
Senhores redactores.Rogo-Ibes o obsequio defa-
zcrem publico por seua prcciavel Diorio.queem meu
annuncio de 0 do correnle, nelle publicado, nao live
o proposito de dar a entender que alguns de meus
companheiros.ofliciaes do 2." balalbao da guarda na-
cional, houvessem sido omissos em Satisfacer quaes-
quer contribaites devblas ao balalbao. nem seme-
Ihanle inlerpretacao se poderia rasoavelmente dar
phrase simples, deque usei no mesmo annuncio. Eu
quiz apenas arredar de mim-n suspeita que arleira-
menle se procurou incutir, deque me acliava em fal-
la, para coma caixa do mesmo balalbao, e nada mais.
Recite 10 de fevereiro de 1855.-------Cantillo Augusto
htrreira da Silva.
r
Iii mesma convieslc nisso ainda nao ha muito lempo,
l'criaa mudado tao brevemente de npiniao ?
Oh nao sou Uto voluvcl assim Mas suppon-
do que eu os abandone, que sei delles sem mim?
E que ser de li com lie-'.' Basta v-los para
experimentar urna especie de inrnmmodo: sente-se
fri no ar que elles respiram. Foi um singular ca-
pricho da orle ler-lc unido a semelhaules creatu-
ras I A repoblo que inspiram-te fechar lodos os
ramiuhos da prosperidad?. Demais em que os po-
derias coccorrer agora 1 A estacto adianla-se, da-
qoi a urna semana nao leras mais ominar.m : e
oniao?
Enlao me bao de opprimir enm injurias e mos
Iralanienlos. lian de laurar-inc em rosto sua mise-
ria, romo se lo-se obra minha.
Bem vs. Luciana, que deven lomar um parli-
do decisivo. nn.dquer tar.lanra fra fraqueza. Tan-
bem leus deveres para comtigu mesma. Embora me
lenhaa revelado muito* solTrimentos, eslou certa ile
que n'ao me confiaste lodas ai tuas dores. Os olhoa
enchem-sc-me de lacrimas, quando pens em leu
destino. A'a vezes imagino que ha entre ti e leus
prenles um srgredg lerrivel, cen muitas occasioes
vi eslremeccrcs, quando le fallavam, ou lilav.im a
vista sobre li.
Queillusao! diese a raparica eslremerendo.
Nao he illuso, querida Luciana. Teu rosto
brava paludo, e trus olhoa lomavam repentinamenlc
tima expressao fuue-ia, como se o aiyn da morle le
apparecpsse. Eu prorurava em vio romprchender
I"0"- Mas que leus'.' Essa palli.lez assastadora es-
patha-se sobre leu rosto, essa expressao fnebre ani-
ma leu olhar Tremes, e leu coraran palpita violen-
lamenle. Que entes'* due-me! Qual piide sera
causa desse subito abalimento? Oh alome encu-
bras nada, e perdoa-me, se sou a causa involuntaria
do mal que le allliae.
Com ellcilo o semblante de Luciana exprima o
lerror, e um tremor convulsivo agilava-lhe asmaos,
tila apoou-se no parapeilo, c disse fazendo um es-
forro pxlranr.liiiarin :
lia flaqueras de que a gente nao pode defen-
dpr-se, e caja motivo nao se pode todava adiar.
Procuras debalde dissimular, tomn o rapaz:
leu semblante deamentc las palavras. Confia em
mim, pobre e querida Luciana, nao me oceultes na-
da do que le alllige. Nao suspendas um mx ferio do-
loroso como um veo enlre mis; pois cu julgaria que
nao s toda minha, e que me sulitr.'.hes urna parle
de leu eocafao. Nunca live segredo para comligo,
lindes |rr no fundo de minha alnm como em um l;-
vro sempre aherlo. Imita meu abandono : v'ininha
aem pnrlilha, sem preronceilo; nao deixes a menor
nuvem escurecer nosso bello reo..
Bem vs, Sebasliao, a dr que experimento, a
A PEDIDO.
Acaba de baixar ao tmulo um dos brasileiros
mais inlelligenle, mais honeslo, mais inslruido, mais
patrila. Nao lomos o arrojado intento de dcscre-
ver as hrilbantesqualidades do dislinclo cidadao,quc
no meio dacorrupc.au, no seculo do ulerease, suubc
conservar illcza, a honra maniendo seu nome a par
de sua elevada inlelligencia. O dislinclo lenle
coronel dn corpo de engenheiros, o lente insliceiro
da escola militar da corte, o hbil administrador de
Mallo-Grnsso, o modeslo nome de J.oaquim Jos de
Oliveira, falla mais alio que lodas as epopas, e a
mais bem aparada peana nao poderia estocar os
adornos de sua nalureza loda privilegiada.
Desconhecido nesle Brasil, Ierra que pelo olvido
esteriliza o verdadeiro tlenlo, que mala pela cor-
rupto as mais nobres aapiracoes, quo despreza a
verdadeira sabedoria para lancar-se incauta nos bra-
cos de urna poltica desregrada, desconhecido, dite-
mos, liii'i.i um eoracta eminenlemenlebrasileiro.que
amava a patria com o fogo desses hroes da reslau-
rarao, cuja lembranra nao pode ser invocada pelos
bomens do modernismo poltico : ana vasta inlelli-
gencia guiava, qual melhero brilha.ile, a mocidade
ao campo inundo das sciencias exactas ; e vs que
fostes seus discpulos ainda ouvis o echo de sua vuz
sonora explicar concisa pur enlre as .ramios
das do templo dos Newolon, dos I,aplace,
graoge, estas Brandes Iheorias que s ao
dado comprender morreu! e com elle
excrcito c a armada o mais devolado ami:
juslo c previdenle. o Ilustre Parahibano,
eompatriola do immortal Negreiros, va co
a nullidade a que se buscava reduzir a br
que lano se orgolhava de jiossiiir o grande
da sciencia, e um brado de iidignacao pro-rompia
do intimo de su i aa contra a mudiocridade vida
do mando, antagonista da virlu.le, que com perigo-
so BXClaaivisma dirige miope os deslios do IUvhI.
EPBEMERIDES.
Fevereiro 2 La ebeia a 1 hora, 21 minuiose
37 segundos da inanha.
10 Quario migoante aos 49 mininos e
39 segundos da inanha.
10 Lua nova as A horas, 27 minutos e
35 segundos da larde.
23 Quarto crescenle as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DAS DA SEMANA.
12 Segunda. S. Eulalia v. m. ; S. Modesto ni.
13 Terca. S. Gregorio p.; S. Calharina deReri>.
14 Quaria. S. Valen.iim m. ; S. Auxencio ni.
15 Quinta. Trasladado de S. Antonio.
10 Sexta. Ss. Porfirio, Samuel e Jeremias m.
17 Sabbado. Ss. Golycrouio b. ; S. Sacundianuo.
18 Domingo, da Quinquagesima (Eslavo de S.
i'adf) ; S. Theolonio ; S. Setneao.b. ni.
Nerologia do Sr. Manoel Dias
Fernandes, offerecida ao Sr.
Fumino. Mor eir da Costa-
miro Panrracio Pereira dos Santos; o primeiro Ira-
duzndo correspondencias de Pars, Chronica de
Qufnxena e mais arligos do francez, o segundo Ira-
duzndo os folhetins. Amitos anda ronlnuam a
exceular a mesma larea.
Em 18-52 Iraduzo o Sr. Or. Silvcira grande par-
le dos arligos ingleses publicado! nesse anno, mas
nao cnnliiiiinii nos segmntes.
Em Iri-VI fui conlralado o Sr. A. P, de Fiauere-
do para ajudar a (raduccao dos artigas ingleses na
falla do Sr. Dr. Silvcira, e cnnlinua ainda a fazer o
mesmo Irabalho, Iraduziodo lambem corresponden-
cias Em principios de 1854 foi conlralado o Sr. Ur. F.
de A. Barros, o qual Iraduzo varios srligos franre-
zes, mas nao continuou por ler-se retirado para fura
da provincia. Pelos fns do mesmo anno foram con-
tratados lambem os senhores doutores A. J. da C.
Ribciro c J. F. Teixeira, os quacs Iradaziram do
francez varios arligos, mas presentemente nlo con-
tinan) mais nesse trabalhe.
O prodocto liquido das vendas do guano foi :
Eml8.il.
Em 18->2......
Em 1853 (I. semestre )
2,390,365 p. 0 r. '
,2!l:l,080 0'
1,196,ISfi
Total. 8,179,901

nao procuras ponpar-m'a O silencio que me impo-
nlio me he mais penivel do que a ti. Amo-le sem h-
railes: viver comligo ou morrer sem libe ornen
nico sonbo. Todava nao iiosso|salisfazer teu deso-
jo. O que esl.i na sombra deve permanecer nella.
Lm dia lalvez... salieras... porm nao approximes
com leus volos esse da lerrivel.
Estas ultimas palavras foram proferidas com voz
sorda, e nrompanhadas de upi olhar eslranho, que
impresionaran! vivamente a Sebasliao.
Nunca mais, disse elle, locarci nesse triste as-
snmplo que le causa tao pungentes emores ; po-
rm inaslirci na nossa partida. S ests unida a lua
familia pelador: quebremos esse laro funesto. Lon-
go de lua nnli e de leu irmao, recobrars a paz a
confianea no futuro, e se meus esorcos nao forem
vaos, sers jKladairamciile feliz.
Sim Rrlamnu Luciana, be mster que cu os
dene! Teitt-me feilo comprebeudrr essa necessida-
de imperiaH. Preciso de repouso c de solidilo; pre-
ciso de ouvir smenle o murmurio das florestas eo
som de lua voz. Oh! acrescentna a rapariga rom
urna express.in anglica, ella be deliciosa ao meu eo-
racle aligado como a luz do ceo aos olhos de um
coiivalescente.
Essas palavras, essa promessa lano lempo to-
sejada tamben) me sao deliciosas, respondeu-lbe o
rapaz. Vamos, pois, ser felizes sem nlerrupoao!
.Marra o dia, esrolhe a hora: quera partir ama-
nbaa? Jaque lua resoloc.lo o-t tomada, nlovacil-
les, nem lardea mais, nao me fajas sollrer o tormen-
to de urna longa espera. S senlirc o confia livre
e o espirito alegre quando livermns visto riesappare-
cer ao longe a torre da ralhedral de Slrashurgo.
_ 1 retaremos disso em camiuho, tornou a rapa-
riga, lia pouco deram oilo boras na igreja de Kebl;
os ullimos clames du crepsculo vo desapparerer,
e vs oslas nuvens que o vento sul impelle para tos
llo ile formar brevemenle um dorel smaecedor so-
bre nossas caberas. Nao esperemos que se feclieni as
portas de Slrashurgo.
O rapaz ergueu o olhos na direccao do sul,' e vio
rom rllcito muitas linhas de nuvens, que adianla-
v une gravemente como um excrcito formado en
ordem de balalha. Tomou a man da compaiihcira e
respondeu beijaudo-a :
Seja feila a tua vontade, querida Luciana.
Coutiiiuaran, pois, o cainiubu guiados pela fre-
cha de Munsler ; mas ou poique Sebasliao nao co-
nhpcia a estrada, e Luciana nao poda dar-lhe con-
selho algum, ou porque eslava dislrahido pelas suas
rellcxes, nao lardnu a desencaminbar-se. Acba-
ram-se no meio das forlificaroes entre meias las,
reductos, escarpas a fosaos de defeza. As maiores
prcraures lornaraui-se-lhcs necessarias para evitar
quedas perigosas, e murtas Vezes foram obrigados a
I)ar-sc-ha caso que ludo seja vacuo e ausen-
cia na regito dos sepulcros'.' Nao haver nada
nesse nada!' Nao serlo existencias nfimas,
pensamenlos de p? E csses ossns mo leriio
molos de vida que se ignoran) '.' Quem conlie-
ce as paisoes, os prazeres, o abraeos dos mor-
ios"? As couas que soiibaram, crearan), aguar-
daran, serSo idealidades como ellos, acumu-
ladas promi-cuanientc com elles?
Sonbos, prazeres, dores, fraqueza, primes
e virtudes, honras e infamias, riquezas e mi-
serias, (alenio. inlpllgcncas, glora, illusoes,
amores, seris perrep^es ile um momento,
perceproes cxlinclas nos crneos destruidos em |j
que se gcraram.uo peiloem que oulr'ora balia sil
um cora cao!'
Nesle silencio eterno dos tmulos, Dos he
a unir realidade que sobrevive li impastara
desle universo. Fechemos os olhos a elida-
mos o ab) sino desesperado da vida com essas
grandes e ni).leosas palavras do marlvr :
Sun curanto."
He confMsilo neslas duas palavras que a
Exm.a sellriora 1). Candida Rosa do Espirito
Sanio, nas suas constantes e piingcnles sauda-
des, enconlraconsolado e conforto para s e pa-
ra os seus cinco filhmhos, legadosjpreriosos e
queridos que llie deixou o seu finado marido,
o Sr. Manoel Das Fernandes; e s a religiao
he qiiem nos alela nessa ilur suprema !
O Sr. Manuel Dias Fernandes, natural da
cidade do Porto, era Qlho legitimo de Manoel
Jos Dias Fernandes e de l). Antonia Alvos
Fernandes. Seus pais perlcnciam a tima fami-
lia hnne-la, os quaes possuindo alguns bens da
fortuna, deslinavam-o oulra vida que nao a
do commercio. Mas elle iuipellido pela forra
das inclinarnos naluraes, separou-se da fami-
lia, parlio para o Brasil, e rbegoii a esta cida-
de na idade de 1:1 anuos.
Chegando aqu upplicou-sc ao commercio,
loquea sorle nao Ibe foi adversa, e na idade
de /:, .um .s easoifcaa earq .u (ih* dofina.la
Antonio Moreira da Cosa, e ueste consorcio
resallaran ciaeo filhos, que boje se acbam or-
phao, anda de tenra idade. Mas nao eram
estes os uniros memhros da sua nova familia.
Cerlamenle depois de algum lempo de casado,
morreu-lhe o sogro, e elle rerebpu em sua ca-
sa cinco cuiiba.lns. cinco cunbadas e sua velba
sogra, aos quaes considerara como parles inte-
granles da sua propria familia, e Ibes propor-
eionava iodos os bens que poda, a ponto de
eslabelecer a dous cimbado-, que hojS vvem
sobre si; e liualmenle enno duas das cunba-
das cnviiivassem, elle recebeu-as em sua casa
com os respectivos filhos, que Iratava-os, nao
como s ibrinhn-. mas como se fossem seus pro-
prios filhos.
O Sr. Das Fernandes nao gozava de boa sau-
de; e em consequenca os mdicos aconaelha-
ram-lhe que lzesse urna viagem a Lisboa.
Parti.... e no lm de qualro mezes e 15 dias
sobreveo-lbe a anliga molestia (pleuropneu-
monia) e apenas duruu nove da*! Expirou
nos bracos de sua desolada esposa, a senhora
1). Candida Rosa do Espirito Santo, de sua li-
Iha mas velha e de um dos seus cuuhados que
o acompanhou nesla viagem fatdica. Mor-
ra'..... mas vivera eternamente na Isntbrsnca
da aua familia incousolavel, e na dos seus saii-
dosos amigos,
Duranlc 25 anuos que viven enlre os Per-
nambucanoa, nunca fe/, mal a nnguem, nem
soflreu o minino aggravo de pessoa alguma,
porquo so se oceupava rom as suas obriaar,6es,
e respeilava a todos. Fiel s leis e aos coslu-
mes do paiz que Ihe dera hospilabiliifade,
nunra se envolveu uessas quesles polilcas,
que lautoseduzem a uniros. Esposo desvela-
do, pai carnboso e amigo sincero e presthDO-
so, o Sr. .Manuel Oas Fernandes s linha um
desejo, agradar e ser til a todos, s.i li-
nha um pensamenlo, fazer a felicidade da
sua familia.
Oh porque razio a Providencia nao levan-
la algumas vezes um canto do vn quo cobre o
fuluro Ella da a esle respeilo um presenli-
nienlo a cortos bomens; mas, neste presen l-
menlo, elles nao veem claramente para bem
assegurar-se da eslra la desla vida, lem ape-
nas urna estrella que os guia: a religiao; e fui
osla a unir luz que sempic seguio o Sr. Ma-
nuel Dias Fernandes.
F. S. C.
Pessoas yue tem Iraduzido ytigot para este Diario
de 1851 ale ao prsenle.
Em principio .de 1851 nuneraiam a Irabalharos
senhores Francisco de Paula Sales Jnior e Marco-
Errata da poezia publicada no Diario de 10 do'
coi rente.< morle do cisconas daUfmeid Garret.
Em vez deque vio livres i viver nos cos,
lea-seque voto livres viver nos cos.
LITTERATIRA.
Hislona de viagem ao interior do Per pe, tenante
F. P. DuUa.
(Conliniiarao do numero anlcccdeule. )
CAPITULO II. .
A repblica.
A popularan do Per he avallada em 2,000,001) de
habitantes. Segundo um rescenseamenlo feilo pouco
depois da conquista baria no paiz 8 milhf.es de indi-
viduos dorara indgena. Esla gcnle vai dcsappare-
cendo de maueira lal que hoje conla-se pouco mais
de um milbao.
O overno do paiz, pelo que diz aconsllucto do
general Gamarra, he republicano e democrtico.
O soberano rongresso compoe-sc de senadores e
denotados,; os primeiros elelos por Ires annos, e os
ullimos por dous. Os depulados e senadores Iraba-
Ihsm cojijunlamenle.
O congresso elege ponannos o'presidenlc, nomcia
os que devora preencher as vagas do conselho de es-
tado, promove os officiaas generaos de mar e Ierra,
mposlas e coiitribures, fixa annualmenlc a
laura
forra publica, ma-ca as desposas, faz responsaveis
presidente e seus ministros, commula ai penas pro-
feridas pelos Iribunaes contra os criminosos, etc.
O poder judicial reside na corle suprema,'que cor-
responde ao nosso supremo tribunal de juslca ; nas
coi tes superiores, que sao as nossas relacoes : e fi-
nalmenle nos joizes de dreto, que sao amovveis e
e-iolhidosd'enlre os advogados. O jury julga somen-
le os abusos de liberdade'de mprensa.
0 presdenle he o chefe do poder execulivo, e pac-
lillia com a cmaras o poder legislativo.
A consliluicao admiti a lberdade do -il nr-I w
atora a rellgim. raltionca, que be a do diado, non-
huma das outraspode ter culto em edificios com for-
ma exterior de lemplo.
\- rendas do paiz sao provenientes do iinposlo
laucado sobre os melaes exportados, da laxa sobre os
Indios e gcnle lo cr.do producto das alfandegas, da
conlribuirao geral dos eidadtos segundo suas propor-
cocs, das patentes, do guano, do papel sellado, e de
oulros oiijerios de menor importancia.
Do relalorio do ministro da fazenda aprescnlando
ao congresso em 185:1 cxlrahimos o seguinle :
Produelo das alfandegas:
Em W51.....2,221,556 p. 7 r.
E 838.....3,112,056 1
1 Em lS5:t, I. semestre. 1,23l,l0 6
Nos primeiros dous mezeado segundo semestre ca-
da una das alfandegas linha produzdo o segunte :
parar sem saberen quo direrrao lomassem. Luciana
I auca) a de quando em quando ciliares tristes sobre
os arrabaldes. Algumas luzes scinliliavam nas vi-
dracas das casas, as nuvens cuiidcnsavam-se cada
vez mais, e na escandio crescenle os morcegos rori-
vam quasi com as azas os passeadorea iuquiel'os.
Cbegaram emliin estrada principal : mas apenas
pozrram nella os pt, deram nove horas uu relngio
da cillic.lr.il. No mesmo momento as portas da ci-
dade gyraram sobre os gonzos rom um rumor sinis-
Iro, c as correles da ponto levadira agitaram-se.
Forcoso loi abandonar loda a esperauca de entrar
anles do dia seguinle.
Luciana sentio por isso um vivo desgnslo, e ao
seu despeito mui natural reunia-se a mpressao en-
In lecedora dos objectos exteriores. As duas flloiras
deehoppos, que goarneoem a eatmla assamelha-
vam-se a duas urden .h; frade. veslidos de prelo. e
escollando um corpo i sepultura ; os venios imila-
vam nos ramos as sordas palavras do. cntico dos
defantos, e os diversos smos, que repellan) ahora.
parecan dar um dobre fnebre.
Eslava cscriplo l.i em cima, disse a rapariga,
(pie nosso passeio se terminara de urna maueira lio
triste quanlo cemerara alegrenienlc.
O nico mal nesle caso seria o mo humor que
elle poderia can-ar-to. Paciencia, querida amiga !
Aronteciincnlos desle genero sao inevitaveis para
quem habita nina cidade de guerra..
Sem duvida ; mas nao sei porque esle aconle-
rimenlo inquicla-mc boje. Minha inli e iben loro
bao de lomar esle pretexto para alnrnicnlarein-me
e esproilarcm anda mais. A sorle nunca me fa-
vorece !
.Nao le deixes abalrr por esla frivola circums-
lancia, responden Sebasliao. A escurdao, o rumor
do vcnlo p as magens lgubres que us rodeiam,
agitain-le o espirito. Coragem S forte como aquel-
los que lem no CoraeM urna grande esperauca.
Anda nao linha articulado estas palavras, quando
um grande relmpago inundou todos os objectos
com urna claridade sinilra. Diriairam-se apres
nenie a urna das numerosat hospedaras em qne os
burgueses procoram um refugio, quando nao podem
chegar anles do so ferharem as piulas. A abova .,,-
mei;ava : cahir, quando alcaucaraiu um desses lu-
gares de asvlo. Alegres pur s'e \crem junios, nao
conservaram um longo despeito de sua aventura, e
adormecern) no rumor das arvores arouladas pelo
vento, do trovlf que se (ornava cada vez mais sur-
do, e da chova que caba sobre os ledos, e destes
sobre as calcadas.
Ouem eram este rapaz e essa rapariga que lano
seamavam? Eis o que vamos indagar cmquanlo
doriuem.
Alfandegas Agosto. Selembro.
CM""..... 181,8% 1 187,079 111
A"ca..... aai4 I 23,010 3 3|i
'h>....... 26,f08 2 1|3 53.746 3 '.
Iliiaucbaco : f,:l'J7 t 10,018 ,'j'
S.Jos. .... 2,216 3 ti 1,011 1 "
l>'"la..... 1,193 7 4,282 3
\ conlrrbiicao de 1852 a 1853 montou :
No 1. semestre a. 1,60K,R11 4 i.'
No 2." emcslre a. i ,113,737 1
Segundo Villa, a quanla de guano exisleule em
1852 elevava-se a 46,632,180 toneladas. Em junb.i
do mesmo anno o capilo inglez Pcacock avaliou que
as Uhas cunlinham I1l,5l3,.50t| toneladas.
Segundo o mesmo Villa, se a exportarlo annua
fosse sempre do 20,000 luns., o guano poderia du-
rar^')l#annos; segundo Peacock, expurlaiido-se an-
nuaimenle a mesma quanlida durarla 5.595 anuos.
Esles dous clculos sao fundados sobre a eslma, e
nao sobre quanlidades cxaclas ; eMr. Peacock, mais
pretencioso, d ramada de guano urna e*pe maior do que ella lem realmente, sem duvida por-
que, nao eslaudo mui adiantadas as excavares, nao
scpodiasabercomacerloquala verdadeira altura do
rochedo sobre que assenta a base da carnada de gua-
no. Tomemos pois o lermo medio das duas avaliasoes
vejamos qual o verdadeiro numero de anuos que
podera durar o guano, qucsiao entau de urna alia
importancia, pos que dola he ltincr,ao a sorle do
Per.
Assim, pos, em 1812 sera o lermo medio'do gua-
no existente igual a 79,072,810 toneladas, e vafeado
cada tonelada de guano 22 pesos, vem a importar o
guanoexslenle em 1842 era 1,739,602,1X0 pesos. Snp-
pondo o peso 110 valor de 15800 de nossa moeda, o
valor do guano existente eleva-se a 3,131,284:461:;.
1843 De Janeiro a agosto a ex-
porlacto foi de 7,6j}2
Ion--. ; pode-se pois a-
valiar a exporlar.io to-
tal desle auno em.
IH Sobre a evporlacao de 3
mezes avaho a exporla-
cao tolal em .
1811Foi a exportarlo de .
1845 Foi a evporlacao de .
1.3,083 ton.
15,i 17
16..4.(
IS.079
b2,722
Tolal exportado desde 1842.
Quanlidadc media de guano ex-
istente em 1812......79,072,810 .
Exportaran al 1816..... i\1.72
Quanliitade restante em 1816 .79,010,118 fl)
Comprando a oxporlacao do perodo supramenciu-
nado se ve que ella crescia annaalmente 1,6o,5 tone-
ladas, lermo medio.
No primeiro anuo da tabella, que copiamos do re-
lalorio do Sr. ministro da fazenda, se v que a ex-
porlaco nessa poca (1851 ) foi de 199,043 tonela-
das. Comparando a expnrlacao dcste mesmo auno
com a de 1815 se v que a exporlacto augmcnlou
180,965 toneladas nos 5 annos e que por ronseguinie
a razao da progressao desle 2. periodo be de 36,193
2 toneladas em cada anno.
erU
motlHi ..
ve que a somma dos termos deste 2." periodo da
7-59,931 toneladas, quanlidadc lotal exportada duran-
te os inesuios 5 anuos.
Guano existente em 1816. 79,010,118 tons.
Quanlidade exportada no 2. pe-
riodo. ....... 769,931
3.212,581
Tolal. .
No mesmo esparo de lempo preduxiram as pali-
les :
I. semestre. 63,322 p. 7 X
2. semestre. 67,812 6 J,
Tolal. 130,935 4
A quanlidade do guano em toneladas exportada
ern 1851 a 1852, e no primeiro semestre de 1853,
a designarao dos lugares para onde foi, be a se-
1851 1852 1853 Tolal.
Inglaterra 1.56,226 Hraoea c colonias. 962 73,1.59 31,96.5 361,680
8..560 3,80.5 13,327
lipspanlia. ___ 1,3*5 1,713 6,088
liba Mauricia. 1. IMI.I ... _____ 782 782
313 327 760
alados-Unidos. 11,817 22,875 110,582 25,905 91,597
Total. 199,015 (i 1,527 371,151
II
Em um magnifico dia de invern Sebasliao Hou-
aii rhcgra 1 Slrashurgo. Na estrada que roudiiz
e Pars as fiouteirasda Allemanba elle vira oileiros
arregadosde florestas, muitos sitios poticas e sol-
I iros, mili mullidao de igrpjas, cujas santas immo-
esparecan sorrir-me em seus nichos, o raparigas
ne Ihe sorriam verdadeiramenle da* janellas ; nas
ue impnrlavam ao desterrado as seducees da nabi-
na, a benevolencia das mulberes e es prodigios das
ile Sebastian apenas laucara a vista pelos campos
ue o sol illuminava : magens mais tristes oceupa-
im-lbe a alleucao. Fugia como proscripto da rasa
liorna ; urna madrasta Ihe envenenara os lenros
inos, e como o passaio ferido, prorurava um abri-
go tranquillo para sarar longe dos bomens.
Haviaji tres motea que llnudan babilava a capi-
I da Abacia, e linha-ae afeito fcilmente aoscostu-
II es do paiz ; porquaolo a simplicidad dos hbitos
irmanieos eoiivinha sua ndole inimiga da aflto-
jio, e os lingimentus das sociedades elegantes sem-
ip liaban desagradado, lio-lava da fumara das
lricas de cerveja, e julgava-se felix bebendu um
po della em face de 11111 camponez que fallava-lhe
suas mnulaiiba-'.
Ocriipava dous qurlos de urna casa velha siluada
1 nina praca hahiluaimentc solitaria. A relva ahi
psea pelas paredes, e as galinhas paaseavam sem
reio cun sua leu* familia. Apenas viam-se pas-
r de nole dous uu trea aldeoes munidos de lanlcr-
s. val igreja romana desde rauiln lempo aban-
nada, formara o lado meridional da prara. Toda-
nada annunciava nma deslruirlo prxima: o
upo havia embolado contra essas pedras vigoro-
ua fouce mvlhologca. Smenle alguns goivos
Ianoavain-se em cima das arcbivoltas, o edificio
iba tomado urna cor vermelha-esrura, e as ando-
riiibas aninbavam-se entre lodas as moldura-.
Sebasliao laocava midas vezes os olhos sobre ese
letado de una idade passada, e acliava urna ^rara
infinita em seu grave cararicr. Idenllicava-se cun
esijo monumento, eniprc-lava-lbc sua alma c julgava
tornar a ver lodas as sornas do que elle fiira outr'ora
modo espectador.
llnudan nlo frequenlava as reuniOe*: duas ou Ires
peksoas, que visilava com longos intercilio, rjmpu-
iililiin sua nica socieda.le. Tinha o recalo um tan-
to nesdenboso que se euconlra nos mancebos que es-
Ireimna vida pela desgiara. Quando urna pessoa
dr-ennhecida se Ibe approximara. seus olhos pare-
ca n di/er : Que novo infortunio me Irazes ?
Aq lelle que soll'rcu dores precoces, e vio minio lem-
po mas esperaura mallograrem-se de ums em una,
cor serva no fumn du corar io urna tristeza e urna
lm .I.-/ que encoinuiudaiu. paralysam-lbe as vetes
osneose corrompem-lhe u reslo da exislencia.

n. ,
I-..71
(iuano cxslcnle em 1851. 78,260,184
Sesundo a tabella do Sr. ministro, a quanlidade
(oll exportada desde 1851 aleo fim do primeiro se-
mestre, de 1853 foi 374,151 tons ; e lercmos para os
Ires anuos 158,681 lons., dobrando .0 primeiro se-
mestre de 1853.
tluano existente em 1851. 78r260,184 tons.
Exportarlo do lercero periodo. 1.58.681 k
Guano existente em 1854 77,801,509 s
Villa e Peacock, suppondo que a evporlacao sera
urna quanlidade constante, deram-lhe a horrorosa
duraran evos ; vejamos, com os dados que agora te-
mos a disposicto, qual a mais provavel durarao des-
le artigo.
lia/ando 1. periodo 1.66.5 lons.
Kazao do 2." periodo 36,193
Hazlo do 3." periodo 53,407
A navegacao da Australia, bem como os aconleci-
menlos polticos do (trenle, parecc-me ecrem a cau-
sa da diminaieto que vejo na differenra enlre o
duna ullimos periodos, lie de suppor que, ressandu
eslas circunstancias eicepconaes, a exportaran do
guano va augmentando a razao da progressao. Qaje-
ro porcm conceder que marche ella sempre como ac-
tualmente, islo be, que nunca a razao de progressu
exceda a 53,467 lons animaos.
Com esla razao, e com a evporlacao de 1851 como
primeiro termo da progressao (120,654 toneladas j,
adiamos que no fim de 52-annos a exportarlo sera
de 2,855,907 toneladas. A somma dos .52 termos
desta progressao da 77,610,022 toneladas, que difie-
re apenas 199,000 toneladas da quanlidade exisleule
em 185i.
Durar pos o guano 22 annos na hvpolhese muilo
favoravcl de que nunca augmente a razao ; mas seu
ufallivcl oro-cimento prora que mesmo antes desse
I As quanlidades desle primeiro periodo sao li-
radas de M. de Castelnam, nico escriplor que da
noticias do guano nesla poca.
HEGIVEl
Assim Sebasliao viva anles nos livroa do que na
vida real. A bibliothera de Slrashurgo era mu ri-
ca : elle ah passava tongas boras urnas vezes procu-
rando com os pliilo-oph o sentido do invslero uni-
versal, oulras vezes embarcando-sc com os poetas e
fugindo para a regao das almas. Nao contente rom
leitnras no meio do sancluario, leva.a comsigo
preciosos voluntes para cntreler sua exaltadlo.
A primavera permillio-lbe pouro depois percor-
rerns campos. tem como todas as inlelligenciM
elevadas, elle amava a nalureza, admrava-lbeos mais
leves caprichos e traa,a-a ruino urna irmla bene-
vola. .Nao era raro saln de mauhla com um livro
a man e so vallar para casa de nole. Guiado pelas
suas eniorOes, elle vagava procurando os sitios mais
bellos e menos condecidos.
As margens do ltheno (em junto de Strasbsrgo
1111 carcter aelvagem que perdem mais abaixo. A
estrada grande nao costea ahi o ro como na altura
do Worms; a passagem perpetuadas cairelase 'las
seges burguezas nao lira aos campos a cor verdejan-
le, uem ao sitio cousa algama de sua belleza origi-
nal. Nesse lugar o rio he Uto rpido que os balis
a vapor o sobem dflcilmente. Orando massas are-
nosM separan eu curso da Ierra vegetal c dao-lhe
um ar de profunda tristeza. As margens sito rober-
as de salgueros. abviiobeiros siheslres, acacias e
arbustos esninhosus, que formam urna especie de
mala de corle. A inargem direila eleva-se em cer-
ina lugares. e desse terrado natural a vista espraia-se
sobre os feriis campos da Alsacia, sobre as costas
longinqoas des Vosgos e sbreos declivios lencbro-
sas da Floresta Negra.
Era esse o lugar que Hundan escolhera para seu
liasseio favorito. Ahi passeav elle das iuleiroame-
dilaudo ao susurro das ondas, ao grito qucixnso da
aguia de agua dore quo ronba rnnlinuamenle ness.is
paragens. A (rslcza e a grandeza do quadro cun-
rordavam com a elevaeao de sua alma. Sua energa
transbordara sobre a ualurea, interrogava aa plan-
tas como se podessem comprehende-lo, e -pguia com
um olhar sviupalhico as caravanas de fnrmiaas que
viaiavam pela areia. Neiibuma belleza o adiava in-
dilTeronle ; exparineolava urna alecrn infanlil viu-
do os traeos luminosos que as ondas mais proxim,.
da praa deseuhavam sobre o Irilo branco do ro.
_ .V noile quando o venlo gema nos amieiros c us
sinos choravam em Indo o valle, elle derramara lam-
bem lagrimas abundantes cuidando que nao linha
mais familia.
Porquaolo tal era seu mi arlo : dcbaWo da appa-
ranria de urna firmeza inabalavel, nutria ulna viva
ternura, e bem longe de desaliar as paisoes, tua al-
ma nina vez perturbada (ornava-se mais tempestuosa
que os mares equinoxiaes.
(ConinwaT-re-to.)
MiiTitann



QiARIO DE PERHAMBUCO, SEGUNDA FIRA 12 DE FEVERElRO OE 1855.
prazo na riqueza do Per ser extiocta. NSo lie de
cerlo pequea a diQcreura para os ovos imigindbs
por Villa c Peacork.
Conlinucmospnrem cun as nossas noticias sobre as
linancas do Per.
O imposto de papel sellado produzio :
Km 1851.....109,888 p.
Em 1852.....90.2M
Total 200,182
O quadro seguate moalra n reecla c despezado
paiz em difiranles anuos :
Annos. feceila. Despez.
9,9H,60 5,963,390
18..I 9,783,930 t y 7,599,3*9
1.-V2 B,te9,035 3 '.. 8,378.08* S ';
1853 1M--!7,000 11,219,631 T '.
A despera do anno de 1854 he oreada em .
Jl,7:13,867 p. 401. He provavel que a receila lenha
um augmentoproporciouel aosdousannosanteceden-
te*.
A eiporlagao consisto cm agurdenle e vinlios de
Pisco, chapeos de palha, tabaco e asaucar, que vilo
para o Chile ; em las de carneiro, de al|>aca, de i-
Ih.ima e ele vicunlia, que vao para a Europa; no
nano, que he propriedade do (overno; e nos me-
taes extrahidos das mina, que vai todo pama Ingla-
terra. Alein dettes productos sahe ainda alguma
quina para diflerentes paizes, c para Brasil salsa-
parrilha, ouro, tabaco e tecidos grosseiros de algu-
dao.
O rommercio de importadlo he feito pela Europa,
U-tados-Ciiidos, Equador, Chile e Brasil. A impor-
tarlo feita pelo Brasil ser mencionada no lugar
competente. As nutras nares da Europa o Anieri-
i'.a'inlroduzcm fazendas da 13a de seila, de linhoe do
algodao ; ferro, cobre e chumbo manufacturados,
vinhiM, licores agurdente, laboro, madeiras, fari-
nha de triso, artefactos de ouro o prata, movis, etc.
O valor de rommercio de imporlaro e exportarlo
ueste ltimos annos lem sido o sectate:
Annos. Kxporlanw. Importarao
- 1840 9,741,333 10,000,000
18.11 13,085,705 i '' 9,4-47,465 5 h
1852 10,086,774 9,382,630 2
A divida externa ha de 24,567,000 pesos c a inter-
na de 23.211,400. No interior a mor parle dos crc-
dorossao os servidores do estado, a quem o governo
l'as i somente meladu de seus ordenados, dando o
re*lo em Iclras com o nome de vales de consoli-
dacSo.
Para pagamento da divida interna a loi de conso-
lidarlo do 10 de marro de 1850 assignalou para fun-
do da caixa o producto de varios ramos, dos quaes
lora ni alguna exlinclos, trocados, alterados, e de que
os actualmente existentes sao :
1. Mensalidade das alfandcgas.
2. Dircii de 1 "sobre certas mcrcadorias cslran-
geirae.
3. Dircito de 3 $ poralcavalasdc alienarles, doa-
roes e heranras transversaes.
4. Os novenos arrendados nos bilheles pelas Ihc-
sournrias. #
5. 120,000 pesos mensaes do produclo do guano.
6. Os restos das antigs caixas do amoriisucae,
censo e temporalidades.
7. As capellanas. leigas de patrimonio nacional
do livre disposicalo.
8. Os bensdas ordeus religiosas que forem sup-
piiinindo ou exlinguindo.
. Calcula o ministro da fazenda que estes difieren-
tes ramos produziro no anuo de 1853 a 1854 urna
renda de 491,789 pesos; como poror as despezas
feitas pela caixa de consolidarlo sobem a 1,417,942
peros e 6 reales, resultando daqui um dficit de
mais de 900,000 pesos, o governo trata de passar pa-
ra a externa 13 milhoes da divida interna, afim de
que til dficit desappareca. Podc-se pois dizer des-
de j qne a divida exlerna lie de 37,567,000 pesos,
e que a interna lie de 10,211,400.
Oexercitu peruano ronsla de 3,000 homens em
tempo do paz. Na ultima questao com a Bolivia o
numero de praras foi elevado a 10,000 em quanto
durou a guerra.
A marinhacompe-se de Iros vapores, um brigue,
qualro brigucs-esctiuas e um transporte. O maior
destes navio, he o vapor Amazonas, que csteve no
Kio em 1852. Este vapor, fazendo no porto de Ari-
ca exercicio de artilharia ao alvo, abri agua, e a-


trouxe de Inglaterra. Com to exiguas lonjas milita-
res o Per' maulera 40 geueraes, e cerca de 200 co-
ronis.
Um gr3o-ma radial percebe 12,00 pesos de or-
denado.
CAPITULO III.
Partida de Lima. Huanchaco. Truxilho.
/tuinas.
Deixei a cidade de I.ima no da 16 de julho, qua-
reula e cinco das depois da minha chegada ao por-
to de Calho. Emliarquei-me no brigue Truxilho
{Trujillo), commandailo por um rpita-, porlugez.
Apezardos incommodos da Viagom cm um pequeo
navio de vela, rfreferi partir no brigue para nao de-
morarme-o esperado paquete inglez. A ancia de
ver-me nenes Andes, do tratar com o sombro e
orgulhow selvagem, e de contemplar a magnificen-
cia do senhor dos rios, fazia-me considerar como
uminartyrio cada dia de demora.
Segundo o louvavel coslume dos navios mercan-
tes, foi a partida transferida para a madrugada se-
guale.
Apenas os primeiros raios da aurora douraram os
mais elevados cimos da cordilhcira, os marinheiro8
Tambaleando de somno atiraram-sc sobre as barras
do cabrestante.
Ja o panno cabe em fesles do alto das vergas, as
escolas beijam os laises, a ancora sobe, e, livre o
barco, espreguira-se graciosamente sobre as ondas,
mostrando enfunadas as brancas velas, como o cys-
nc que slenla sobre o lago a ntida alvura do eolio.
Os passageiros, em numero de Irinta, espoliados
ao longo da borda, delcilavain-sc ouvindo o canto
melanclico da equipagem, o sussurro da proa la-
Ihando as aguas, o siciar da briza pelos cabos, e
contemplando o porto laixiinimado que fugia, e as
escalvadasc desertas cosas que chogavam, o os ban-
dos de avesmarinhas que, voando em direcce* diver-
sas, allernavam o ruido das azas com um forte e a-
nimado piar. As gaivola, rasando a superficie do
mar, lomavam no biro a presa que se Ibes oflcrceia;
o pellicano e o mergulbSo, comprimindo as azas e
alongaudo ocorpo, cahiam como raios sobre o pei-
xe que do .alto lobrigavam ; e varias phocas e bra-
rhyptcros, elevando aqui e all a humedecida cabe-
ra, mostravin na bocea o inimigo commum con-
vulsivo e moribundo.
Em poucos momentos perdeu-sc ilc vista pela po-
pa cm fra a cidade de Calho e a fronte ira ilha de
S. Lnurciic,o, e nao mais duvidci do minha partida.
Nao foi persea sem pesar, sem um grande aperlo de
coracao, que me vi quem sabe se para sempre, fra
da rapllal do Per'. As crueis saudades de I,una
teinpcraram em mim a alegra efe vemn j i de v ia-
~ni para o Amazonas. Nao lamento a perda de es-
ules, Ihuatros e passeios que nflo hus-
le que tambem milito carece a cidade de
nlo porrn o deixar as tres nicas fa-
milia que alli conheci, e cuja*Mriolio4i hnspitali-
dado me cncheu sempre de satisfaco e de gratulan.
Pino tenho palavras com que exprimir o meu re-
i'onhecimento excessiva bondade com que se pres-
taran espontneamente a aoxliar-me o Exm. Sr.
Jos de Souza Ferreira, cu fillio, o Sr. Antonio
Ferreira de Olivcira, nrgoCianle da pra^a. Os obse-
quios qne me prodigalisaram esles dignos Brasilel-
nis forjo seus nomes lerem por mim eternamente
lembrados.
Nao menos agradecido ficare ao nosso mu digno
ministro o Exm. conselliciro Jos Francisco de Pau-
la I r.-airante! de Albiiqucrquc, c sua mui amnvel
familia. A deferencia, que inmerecidamente en-
contr! na pessoa do Sr. ministro, foi (ronfesso-o) um
dos e-tiinulos que me reduzirain a ellerluar esla vi-
agem. cujo bom resultado Miaguen deixarn ilc en-
trever que esla muito alm de ininhas soladas e pe-
queas forras.
Foi princpalmenlc a casa do Sr. minislro que mais
fiequenlci durante minba residencia em Lima.
Bnsquc muito de proposito os sores ilc sua familia
para poliressas maneiras bruscas e toscas que adqui-
rc o horaem de mar depois do uma tonga vUgem :
maneiras produzidas pela iuHuenria dos elementos
com que vive em lula o martimo, c que a rom-
pauliia amavcl do bajto sexo he capaz de corrigir c
conler. j, *
O sabio do Sr. ^Klcante. que he inconlcstavel-
inentc o primeiro de lima, foi redmenle una ex-
cellentc esculla. Quando ouvia madama Cavalcanli,
a amiga c companheira de infancia de sir Wasliing-
lo brilhanle eloquencia sobre ludo oque de me-
llior cncerra a alta lilteratura expriinindo-se com
admiravel correcc-io c elegancia em quasi todas as
linguas cultas da Europa, parecia-me que um syu-
chronismo de (iochc me transpoaha corte de Sc-
vigne, de Stael, de CarlowiU, de Sommcrville, ou
de Mculieu. En cqnsiderava, nflo sem grande ma-
goa, que a lelura das bellas poesas de mademoislles
Cavalcantis, ja originaos, j imitadas de Lamartine,
de \. Hugo, de Ilyron, de Klopstork, iam em breve'
ser sulisliluidas pela dolorosa audirao da can-
cn montona, rudo e insulsa do grosseiro selvagem.
Tres dias durou a' viagem al Huanchaco, onde
fui atacado de uma forlissima conslipaijao (la ca-
ten tur a). '
Fui hospede cm Huanchaco cm casa do Sr. 1). Jo-
s Casanoba, interventor daallandega, para o qual
Irouxe uma carta de rccoinmendac,o do Sr. I.aflen-
te Filho.
Huanchaco lio uma pequea povoarao india, cu-
jos habitantes vivem da patea.
As autoridades e os empregados da alfandega sao
os nicos braneos que aqui residem. Apenas dorante
o venlo aflluem de Truxillio varias familias allrabi-
das pelos baulios e pelo ar mais fresco do mar.
Como as chovas sao desconbecidas ueste lugar, as
casas dos Indios lem as paredes c o ledo feilos de
esleir. S as casas dos braucos e a alfaudcga sao
feilas de a lobes.
A populadlo deste lugar lie de 2,000 almas.
Nao se ve por aqui vcgelaco alguma, nem a mais
diminuta vcia de agua. Os habitantes cm lempo de
vern recolbem cm numerosos vasos grande porejio
de agua que em enxurradas desee ila cordilhcira. Es-
la agua corrompe-se e produz en. si grande quanli-
dade de vermes. Estes vermes desapparccein pouco
depois, todo o sujo precipita-se, e agua torna-sc en-
tilo lmpida e polavel. He esla agua, assim conser-
vada, que hebem os babilanlcs de lliiacliaco du-
rante o invern, lempo em que cessam as enxurra-
das da cordilheira.
i.lnaii lo ebeguci a Huanchaco enconlrci fundoado
no porlo um anico navio de cnminercio, de narflo
iuglw.1.
Este porto he desabrigado e mo. Forma-se desde
uma millia loiaje da praia uma grande rebenlacao,
scipclbanle a que se v na barra le Campos c na do
Itio Grande. Nao harendo qnebra-mar, nem cae de
desembarque, os passageiros, mutas vezes molhados,
aluumasver.es acoinpanhados de perigos, passam das
mal construidas lanchas para as costas dos ludios,
que os depositan! cm Ierra.
He grande a inclinoslo dos habitante!-, de Huan-
chaco para a vida do mar. Ilecsle o lugar onde o
gorento faz frequcnles rcrrulamenlos para a cqui-
pascm de seus navios. As emharcaeoes ein que sa-
liem pesca s.lo feilas de dous grossos fcixes de lo-
tera (especie de Jonrea) forlemenlc amarrados, e
sbocando cada um forma de phoea.
Ii-les Indios oonservam cerlos coslumes do lempo
dos Incas. O tracto do Irabalho de cada um he re-
partido entre todas as familias, segando o numera
de pessoas de cada nina dallas. Todas as manliaas,
logo que os pescadores depfie na praia o pcixc apa-
ndado coucorrem as m.lis de familia a buscar a par-
lo que Ibes compele. Esla grande dislribuicao sc
faz com a maior ordera e silencio que se pode dar.
Da nie-nia maneira aquellcsqiie rcmam as lanchas,
que carregam os passageiros e desembarcan! suas
cargas, reuncm no fim do da o diuheiro que ga-
nharamc o dislribuem entre os oulros com toda a
equidade.
Convm comludo notar que so no meio da ilislri-
buir.'io da pesca algum hranro apparece, nao Iho rc-
dem peixe algum.sem que Ibes pague por bom di-
nheiro. Ao romper do dia aflluem praia as mu-
llieres com seus lilbos menores, para banha-los c
exercila-los na nata;aujw
J de Huanchaco comeco a ver achicha, bebida
feila do milho fermentado, de grande uso em toda a
cordilhcira, e muilo em voga na corte dos Incas.
Para sc fa/.cr a chicha couserva-sc por alguns dias
o milito dentro d'agua at grelarem lodos os graos.
llalli vji a cozer, depois a atetar, depois do que pi-
sa-see guarda-so de novo n'agua, onde finalmente
frmenla. Achicha he uma bebida mui refriacran-1
le, e quando nova ou fresca mui agradavel ; os Pe-
ruanos porin preferem a chicha mais antiga, por
JUVilizcni, mais saudavel do que a nova.
t:oino nao enconlrasse cm Truxilho o Sr. For-
rcygne, prefeilo do departamento, ealrccuei ao Sr.
tnnasa as cadas do Sr. Tfrado. O Sr. Canosa, sub-
prefeito da provincia, fez-me muilosoflerecimenlos.
Truxilho he uma pequea cidada do 5,000 almas,
amurada, bem edificada, com ras mui acetadas, c
situada sobre nma pequea chapada aseismilhas
de distancia de Huanchaco. Esla cidade lio sede de
um lispadb c possue urna corte superior e um col-
leo onde se ensinam as hcllas-lellraso a jurispru-
dencia. Ha aqui urna linda alameda e agradaveis ar-
redoress
Esl ainda em moda em Truxilho a saia e o rebn-
t-o las mullieres da Lima, masa: princpaes senho-
ras da cidade comer un lambcm a desprezar esle
Irajc.
Pal Truxilho a primeira povoarao do Per' que
soltnu ogrilo de independencia; por isso sc den o
nome de Liberdade ao departamento de que he ella
capital.
Entre Troxilho e Huanchaco enc*onlram-sc as rui-
nas dos palacios do Gran Chimo ou Chimo Gauche,
reguloqueviveu.no lempo do imperador Pacliaru-
Ire, e foi subjugado pelo principe Vupanque, lillio
de Inca, frente de ara exordio de 30,000 homens.
Esles vastos palacios, primitivamente cercados de
uma muralha de enormes adobes, cncerravam tam-
bem huaras, c grac.desjardins fechados por.paredoes
dcasralho charro. A porrfiode cada um dcsles dous
palarios destinada ns concubinas do principo lie de
uma2ran(leexlcns.io,econlcm, no maior dellcs, (',:!
aposentos. As hablaroes desuadas s elasses infe-
riores sao rumcrosissimas, c indican) a grande quan-
lidade de pessoas qne sirviam o Chimo. No local
dos jardins, boje completamente rido, unta-se ain-
da os suleos feilos para as plantadles. Os artefactos
de ouro encontrados as huleas lem j.i produzi.lo,
segundme informara, cerca de2,000,01)0 de pesos.
Oque boje resta destes palacios nada tem de ad-
miravel senaosua vaslidfm ca grande sulrlez das
paredes e mtirallias. O bello liad i dcixou que nos
mova a pena no meio destes dcslrorus.
CAPITULO IV.
Passagcm Ca.ranarr.a.intitjuhlades.
Anexar dmeachar ainda doenie, resolv nao
demorar-me por mais lempo cm Huanchaco, pa-
ra nao loruar-mc molesto familia ,1o Sr. Casa-
noba.
Envici portante no dia 2 uma cuta ao Sr. Ca-
nosa rogando-lite o obsequio de dar suas ordena
posta de Truxilho, para que esta me ministratse no
dia scguihlc 04animan que me eram necessarios pa-
ra seguir minha viagem.
O Sr. Ganosa in.indnu-me com elcilo no dia 23 as
beata* que reqaUttei, pagas pelo Iheaonro peruano.
I'eixci imiiiediatanienlc lliiauchaco. Dirig-me pri-
mciramenlc a Santiago, pequea villa de 2,000 habi-
tantes, qualro leguas lisiante da precedente, e situa-
da duas milbas tonga do mar.
A eslrada de Santiago be loda ao longo da praia. c
guarnecida dolado dircilo por uma radn de monta-
unas de granito escalvadas c nuas. A larga o inclina-
da praia que horda estas monlanhas he quasi in-
leiramcnle despida de vegetarla; apenas uma era-
minea mu choca apparece aqui e alli como teniendo
a morle nomcio deslas soli l>., Nem urna avc/.inha
ao menos por aqu volleia para dar alguma vida a
esle rido descro.
O pessimo ravallo que mo euaiou a posta, tro-
tando lodo o cnmnho, esfregou-ine complcta-
menle, o fez-me chegar a Santiago anda mlsVcn-
fennado.
Alojei-me na mesma casi da posta, onde um di-
luvio de pulgas completou durante a noile o incom-
mcdocoinque me arhaya. Ni(c infernal!
Deixei mesmo assim esta povoarao no dia 24, e
segu para Ascope, aldea que tica 8 leguas a NO, de
Santiago.
Na primeira jornada, o aspecto do mar em conti-
nua mohilidailc, rebenlando sobre as abas cm fofa e
raleada espuma, compensava de algum modo a
tristeza e aridez do terreno, ericado de rochedos pe-
lados, aflcclando formas as mais extravagante! e si-
iiistras.
(Ulive! cacto, grato as reas, e aos lorenos seceos e
pedregosos.
Varias fontcs pouro importantes cruzara a eslra-
da, regara as chcaras, c coucorrem a eugrosasr as
asnas do ribeiro de Ascope, que vai desaguar jun-
to de Malo-abrigo, lugar que serve de porto a As-
cope.
Ncslas chcaras do camiuho varias grammneas
sao cullivadas. Avulta principalmente a caima, de
que sc faz algum assucar e muila gurdenle, e fi-
nalmente o milho e o arroz.
Ao enlrar cm Ascope vi para o lado de ocsle um
serr de forma cnica, coreado por um objeelo que
se me ligurou uma fortaleza. Cbamam a este serru
Campana de Ascope. Indaguei o que sgnilicava
aquellomouliim'iilo.c meicspoudcram que no lempo
dos Incas fra deposito de ouro. Naojnlgo islo exac-
to, pois que nao ha noticia do minas de ouro as \i-
siiihancas desta povoaco.
Apcci-mc em Ascope cm casa da Sra. D. Kosa Ca-
bero de Rosales, a nuera vim recommendado por sen
filho, que conheci em Huanchaco. Era tal o meu
estado quando rliegue a esla casa, que alirando-me
sobre um estrado que cnconlrei, ahi dorm mais de
21 horas, dispertando apenas para comer.
Desojse de aprovelaru lempo, e bailante cslafa-
do pelo nenliiim baldo da equitaro, resolv poupar-
mc aoJacomniodoilc um passeio prtico a Campana,
que sean dnvda me augmentarla as chagaa feitas pe-
lo maldito rossinanle da posta de Trnxilbo.
Despertado completamente de meusonino.busque
a autoapado da lugar para aprcscnlar-lhe mcuspas-
aporlos, c exigir a muda de auinacs.
leudo fallecido na vespera o invernador, apre-
senlei-nje ao alcaide. Esle magistrado, de origcm
india, fimou os orulos, c dando sua postura to-
dos oFvisos de importancia, leu o passaporte, e
disso :
Nao cnlcndo islo; esse pasaaporlc esl escrplo
cm iuglezou francs ; o que devo fazer he pren-
de-lo.
Esleja embora cscripto em cliinez, he una pas-
saporte que lem o vislo do Sr. Tirado, ministro das
relarcs exteriores de sen paiz, c o sello das armas
peruanas.
Nao sci que rousa lie Tirado, nem o que sao
rilarnos exteriores; la isso de minas qualqoer pode
fazo-las.

Que tal! He mesmo urna raspala de alcaide. VI-
me bastante atrapalliado cora esta especie de doulor.
Abri finalmente una chirla que me den o Sr. Ganosa
para o sub-prefeilu da Caxamarra, com que o alcai-
de se moderan, mas sem dar-me o auxilio que re-
quer.
Por intermedio da Sra. Cobcro COniegui pnrem os
animan, esahi de Ascope pelas horas da madrugada
de 26. nrmemente resolvido a nunca mais apresen-
lar o meu passapoiloa auloridadc algunia. Em As-
cope termina o oasis que roinecci a lravessar desde
Santiago.
t) camiuho de Aseflpo a Cascas, que lira 12 leguas
a ENE, he um desello pedregoso e erirado de ser-
ras. Logo quo se sahe de Ascope sobe-sc uma al-
tor*, que separa a povoaco do lugar denominado a
Encanada. Tendo ebegado aos pincaroa desta pe-
quea serra fui locado por uma stena chci.ide novi-
dajle para mim. A nevoa que se clevava sobre a
planicie que cu acabava dedeixar, pousaudo loda
sobre uma mesma ramada almospheriea, ligurava
um grande o vaporoso lago, cercado em roda por
carrancudas monlanhas. Os vrtices de alguns mon-
tculos e habitaees mais alias, sobrepujando a su-
perficie deste mar de nevoa, a-seinallMMam-so a pe-
queos ilholcs por elle disscniinados. Ao erguer do
sol porcm ludo desappareceu, e o bello painel su-
mio-se como por ura encanto : nao perdi de vista
esle soherbo quadrosenao para ser espectador de ou-
Iro lodo imponente. Fallo da Encanada, eslrada
que cnmmuuica Cascas com Ascope. -Esta estrada
he um Brande leitocoberlo de enormes rochas errti-
cas, i! a- monlanhas que a ladeara, formara altas mu-
ralhas corladas a pique, parccetulo mais obra huma-
na que da ualureza.
Como acontere cm qnasi todas as eslradas de Per,
a Encanalla aprsenla cm diversos lagares exrava-
res feilas pelos viandantes era busca de minas de
praia e de robre de que se encentra por aqui alguns
indicios. Na verdade, as monlanhas que separara
cate sitia da planicie de Ascope enconlra-se o paco
(rocha argillosa, friavel. de um auiaicllo escuro, c
rhca de vcias de bydroxido de ferro), que he para
os minaros um dos signan da forma^So do mineral
de prata.
Paseada a Encanada, eomece-ee a subir as (nidal
dos Andcs,,subre as quaes se acha a aldea de Cas-
cas.
O nbmc Andes vem de anli, voz quichua que si-
gnifica eonTe, era razo de abundar esto metal cm
toda a cordilhcira. MJfcdc Caslelnau, porcm, diz
que Andes vera de antis, nome de uma tribu ind-
gena das margena do Urabamba.
Pens o contrario, islo he, que fura ni os Andes
que deram scu nomo aos Indios das cabccciras desse
rio.
Na lingua quichua a palana anlissuyo (banda
oriental) designa nao s a parle oriental do imperio
dos lucas, nas anda o ruino leste da rosa dos ven-
tos; os.incsiuos Peruanos nao dSoo noinc de Andes
senao ao CordSe mais oriental da cordilheira (2;. a
hi vem sem duvida o nome do antis, dado aos Indio-
de Urubamba, por ser este um povo que viva a ls-
Ic de Cuzco.
l'-j aagulha moslra que os Indios antis nao oc-
CUpara nina posic.lo rigorosameu'.e oriental a res-
pailo ila capital dos Incas ; Irace-se porm na caria
nina linha recia de Cuzco a Quilo, linha idn-
tica ao meridiano incsico, c ver-se-ha que com
elfeilo o Urubamba dea ao oriente incsico de
Cuzco.
Justamente a'nieia distancia de Cascas ha um pon-
so, cujo dono vive de alguns reales que agencia for-
necendo viveros e agua aos viajantes. Este pobre
humera vai buscar agua a duas leguas de distancia
de sua habitacilo.
as approxiinares de Cascas vai reappareeendo a
vcgelaco. Na Encanada, os raios do sul reverbera-
dos pelas rochas nuas de , produxem um ca-
lor abafadico, que me fez lemhrar os das dedezem-
brn no Kio de Janeiro; as visinhancasde Cascas,
abandonada no serr deCunanlim, e grande quanti-
dade de cromo.
De Cascas em dlanto romecam os camnhos pela
cordilhcira ; mas as monlanhas, situadas ja no ex-
tremo occidental dos Andes, ofierecom pouca ele-
varlo. Misando o valle de Cascas, a vegetadlo di-
minue coiisideravelmonlc. Os valles e encoslas de
loda a Mirada sao abertos apenas por uma especie
de grammiiica, mas com grande rscamei de agua.
Cheguei a liirdiuha em ConlnmasE, rciolvdo a
partir no din seguinlo para Caxamarea ; mas, sendo
cniao nnniversaro da independencia do Pcru', n.io
enconlrci ura s humera nesla povoaco, alias com-
posla de arrieiios, que qnizossc servir-mo de guia
e alugar-mc animaes.
Tive pois de por-mo a rapa, esperanlo que rer-
minassea celcbracao da independencia porua. Os
habitantes passaramo da era corridas de louros,
leudo abluido a villa cerca de 2,IKK) pessoas dos lu-
gares vistamos.
O governador, vestido de grande uniforme, c
montado a cavallo, lomara parlo as corridas.
Avallo cm 1,000 almas a populadlo deste lugar.
De Contnmas cm (liante comeca o uso da cica
'rn/trn.ri/hn coca, ,|,. |,an. ) folha que os indios
eomem com cal, e que os sustenta contra a fome.
\ coca he mullo estomacal, e lomada em co/.inien-
lo he um escolente remedio para dysonleria. Esla
planta evislc na provincia do Alio-Amazonas, onde
os Indios faxem della o mesmo uso que no Per'.
Dao-lhc no Solimes o nome do hipadu. A add-
CJo da ral, usada somente no Pcru' parece-me ter
por fim neutralisar o acido da coca.
A chicha c a nica coiistiluem os alimentos dos ha-
bitantes deslas povoacoes, onde tenho observado que
reina uma abaslar.ei negativa.
Em l.oiiliima- os qiiinlacs c rocas s.lo fechados
com plantaron de cactos ede magueys (Agave ame-
ricatut. )
O maguey, do que os anligos azteques fabricavam
papel, cordas, tecidos de ludio, co famoso pulque
mi chicha mexicana, nao lem por aqui nutra ulili-
dadealmda queja refi/rimos.
Consegu finalmente, no da 29, os animaes e o
guia, e parli para a aldoola de Magdalena, que lira
no caminan de Caxamarea, c a sele leguas de Con-
tnmas.
Ao sabir da povoaciovi algara gado varcum a
pastar as cteoslas das imiiilauhas viziuhas.
Atravessei um paiz bastante mnnlanhnsn. nada
regado, roberlo apenas ,1c chochas grammneas, e
quasi inleirameiile deserto, como costumam ser os
camnhos do interior do Per'. A penas a meta dis-
tenta da Magdalena enconlrci mu rancho (tumbo j
habitado por uma pobre miilliere ura lilhiuho, que
niela liuhan maisdoque algumas espigas de milho
e grande quavilidndc de chicha.'
Pela primeira vez enconlrci no camiuho de Mag-
dalena ura desses sublimes horrores que de vez em
ipiaudo offerecem as estradas da cordilheira. Pouco
depois que sahi de Conliimas live de passar a ca-
billo sobro a arcsla de uma montanha, que leria
apenas 1 '. a 2 palmos de largura. De ura e de ou-
Irolado do caininlioafunda-sc um abyimo de cen-
tenas de vara, obstruido de grandes rochas, entre-
meadas de cacles espiuhosos. Nao foi sem grande
cuidado que governei o animal durante todo esse
trajelo.
f) lugarejo de Magdalena cski siluailo no fundo
de um valle, cujas elevadas mniilanlias rorrem de
um e outro lado ao rumo EO. Avi-tei a povoa-
rao as 3 horas da larde, quando me arhava no cimo
da serra, e s a 7 horas enlrei nclla. Variando
assim de clima a cada intente, passando do fri
para o calor, e vkc-versa, o viajante nesla lugares
lie acommellido de frequenles constipares e de um
reflnxo continuado. Em serras mais elevadas que
nao sao as destes dislriclos os incommodos se com-
plicara ; a rarcriltcao do ar produz vilenlas dores
de cabeca, grandes nausease vmitos, o o hornera
senle-sc como o enjoadoa bordo de nm navio ; nos
lugares, porm, que percorro vejn-mc felizmenle
livre de laes mofinas.
Vivem cm Magdalena uns illa 60 indviJuos.
Corre ao longo das chocas do valle um arroio on-
de se colhe algum peixe do agradavel sabor, com
que sc regalara a< inelhores mesas de Caxamarra.
Pelas 4 horas da madrugada do dia 30 deixei a Mag-
dalena, e ronlnuei o eaminho de Caxamarea, onde
ootrel a 1 Hora da tarde, leudo folio uma jornada de
6 leguas.
Osdous valiendo Caxamarra o Magdalena silo se-
parados por uma serra que offerere algumas fonles
le agua correle sobre a' curosla meridional. Por
isso se encentra desse lado algumas hahilacijes
boira mesmo do camiuho, rodeadas todas de grandes
c formosas scaras. O resto do terreno, por falla de
agua, he por isso ingrato cultora. Eucoutrei po-
rm na descida para Caxamarea numerosos rebanhos
de carneiros, que fornecem a carne nica das me-
sas desta cidade.
Os condores enconlrain nesses animaes um agra-
davel paslo, ja malango a Incidas os maiores, ja car-
regando pelos ares os rilis pequeos.
Poucos lugares do mundo apresentam um 13o en-
cantador aspecto quanto o valle cm que se acha a
cidade de Caxamarea. O deleite que produz a vista
este delicioso sitio adquire duplicado valor quando
es'nola o contrasteollcrecido pela completa aridez
das monlanhas que a ocsle e a noric bordao o valle.
Tcm o valle de Caxamarea Ires milbas de longitu-
de e uma de laliludc, A povoajao fica no eanlo
do SO. O resto da planicie he oceupada por louras
searas, divididas cm grandes quadrados lodos ignaes,
feilos de alas de salgueiros c de sarca. cujo verde
hrilhanlc, deslacando-se da cor dourada do trigo,
produz um efleilo sum-menle agradavel. Para
alimento deslas planlaccs corre cm torno de todas
as chacanas urna asequla, para onde concorrem os
carneiros, maulando com o hranco de suas lilas o
graraincu esmalte dos campos.
Ilospede-me em Caxamarea em rasa do Sr. I).
Juliao do Campo e Montciro, sub-perfeilo da pio-
vincia.
Caxamarea, com 16,000 almas lie uma das mais
populosas ridades do Per'. Tem algumas igrrjas
mui inleressaulcs, um convenio, um hcateiro, dnas
alamedas, nm collegio semellianle ao de Truxilho,
e um mercado abundante, variado e mui barato.
Nao se ve mais cm Caxamarea as tapadas de Lima e
Nesla segunda jornada, se me fallece a visla do
Ocano, percorro um paiz plano, de marne calcreo,
eoherlu do verdura, quasi todo cultivado, c oflere-
cendo bellos camnhos guarnecidos de cercas de
cheirosas myrtaccas, e cmmaranhadas mimoseas, no
elevan.lu-so gradualmente o terreno, e crescendo
proporrionalinciilc a vegetaran, a ventilarlo so res 'lu'l',"*ill">- As aenhoras, poslo q
labelece.c respira-se nm ar agradavel. c,a ccnlri,, lr*Jani a europea : s
Apenas se avista a povoaco, situada no fundo de
um valle, a naluroxa mulliplica lodos os seus en-
cantes, c o paiz aprsenla um .ispelo brilhanlo,
vivo c rtsonho.
A agua corre por lodos os lados cm sonorosas ca-
choeiras; as flores matizara o solo sombreado por
grande! aivores, e nandoidelvozinhas de lindissiraa
plumagein csvoaeam por loda a parte, juntando o
deleite de sen eanlo ao doce murmurio das fonles.
Todo em Cascas he bello, al mesmo as muihcrcs.
Digo assim. porque as povoaroos que acabo de per-
correr mo vi mais do que formas desagradaveis e
plivsionomias completamente repulsivas. Parese-
me que por esses lugares nao se entender a mao de
Dos abencoandoa belleza. Cascas be habitada por
gente de origcm india. As manenlas deste aldea
sao realmente formosas. Islo se ola em loda a par-
le onde a rana branca se lem cruzado com a india.
As mamelucas do Para o do Alio-Amazonas sao jus-
tamente celebres por sua gentileza.
Nao ha muilo tempo que um espccolador inglez
passou-se a Caxamarea cora um eiephaulc, donde
regressou com o intento de levar sua premia a ou-
Iras provincias. Tendo rhegado a Cascas, o animal
perereu pela cslranheza do clima, e seus restos,
abandonados no campo por muito lempo, ser-
virn! de pasto aos cndores, ao passo que, infec-
tando o ar. causacam incommodos aos habitantes da
aldea.
Daqui a alguns aunes chegar a Cascas um natu-
ralista que, encontrando os osso dnaai etephante,
Millara a Europa annunriando a rcenle dala da
extinicao desle grandes pacliydermes sobre a cordi-
lheira.
i O valle de Cascas he abundante cm deliciosos
(relos. Encontramos aqui a grandilla (l'a'sifloru
late), fructo ipie mui levemente difiere do mara-
eiij.i do Brasil. Sua forma he a, de nm e-pheroide
alongado, de ura amarcllo ureo, com o pericarpo
muilo mais delgado, e apparonlomenle farinhoso.
O sabor da pulpa he perfeitamente saccharino, sem
nenhumn tempera de rido.
No dia 27 pela manhaa ileixci Cascas, e segu para
Conlnmasa, pequea villa seis leguas lonae da aule-
ccdcnle. Encontrei no camiuho uma mina de prata
ton living, discutir com tanto discernimenlo e com I meio das quaes moslra a cabera aqui e alli o in-
que n uma provin-
menle na igreja
roraparecem com a cabeca como em lliienos-Ayres,
mas nunca occullandon in-l.i como em Truxilho e
cm Lima.
\ c-so na praea do lado oriental os restos do pa-
lacio de Alahualpa, habitado nos principios desle
seclo pelo cacique Aslopilico, que so julgava fe-
liz por oceupar a residencia de sens anlepassados'
Conserva-se ainda as paredes do aposento em que
esteva prezo Atahualpao risco escarale por elle Ira-
<;.*ido, marcando a quardidmle de ouro que dava era
sen ragate. He este o palacio onde ha pouco mais
de ires mcuIo*, sc osteutava a magnificencia dos se-
nhores de Tahiianlissuyo, onde se decida a serle dos
povosSiil-Americanos, e onde o mais poderoso dos
monarchas sucrumbio sob^o braco do mais feliz dos
aventura! ros.
Helao admiravel considerar como Pizarra, ho-
mem analpbahclo c mador de pono* em Sevilha,
pode conquista eni nm pice, o auxiliado apenas
por uma centena decompanheiros, um imperio po-
puloso, guerraira e Ddrescenle, quanto o ver como
Alahualpa, cujo poder era tal, que ( segundo saas
proprias expressOes), poda fazer parar os pastaros
voando, se vio obrigado a dobrar lodo o seu orgulho
de indio e a entregar a cabeca ao garrote (3).
Aponla-so na praea o local da muralha parallcla
aos qualro lados, a qual foi abatida pela prcsao do
povo, quando inerme c em tropel lucia aos leqna-
zes de Pizarra, que nellc faziam a mais barbara nia-
lanca.
cisco, que desemboea a meio do lado oriental da
praea. lie por esla ra que Inca viudo dos ba-
ndos, cnlroii na cidade para ver Pizarra. Apona-
se ao norte de Caxamarea o serr ao Caxamarcorr.n,
(2) De luda a cordilheira por mim percorrida tem
somente o nome de Andes o cordao de Pisco qoa-
nliuna, mais oriental de lodos.
i Aos que desejarem conhecei a historia da
deseoberta c conquista do Per' reeorameadamos
Icilurada inleressanlc obra do sir William Presenil
llistoiy of Ibe Conquisl of Pcru, a feila sobre
um grande numero de manuscrptos inditos que
Ibe frauquearam as biUiolbeeai de Hcspanha.
Os cscriptosdo .Mr. Prescott mereccm bem una
tradcelo em no-sa lingua. O grande efiilo que
clles podem produzirno coracaode nossa mocidade,
bea) como as obras de oulros autores americanos
(Irxing. Cooper, etc.) convidara a abandonar a lei-
tura perniciosa de E. Sue, ti. Sand, F. Souli, de
Kock, etc. Mr. Prescott fjix particular estado cm ino-
cular todas as paixoes capazes de produzir grandes
cidadaos.
por onde eutrou o conquistador procedente do
Turnber.
As caldas de Caxamarea, ronhecdas por banbos do
Inca, estn hnjecm grandoderadencia. Dillcilincn-
te sc er que este lugar fui a habilaco favorita de
um principe lao rico c ostentoso.
Quiz ver a podra era quo Alahualpa Foi sacrifica-
do, e o Sr. suli-prcfeilo manden quo m'a moftrae-
sem na capella onde era conservada. Parliciparam-
Ihe anteo quo o juiz de direito a dislrahira desse lu-
gar, Iransforinando-a em soleira do porlo da cadeia
Indignoii-se o Sr. sub-prcfeilu cora scinellianle pra-
famrao, o ordenou que a relirassem, e a subsli-
luisscn.
Esta ordem foi cm poucos minutos execulada.
Tem esta podra (> palmos do comprido, 5 de largo
e7pollegadasdeespessura. Ve-se no meio varias
veas coradas, que os indios venerara muilo como
aagne do Inca. Dma pequena cavidadeqiic lia na
superficie di/eni ellcs Icr sido produzida pela pres-
slo do p de Alahualpa.
Pegado cidade e do lado lu fica o pequeo mor-
ro do Sania Polonia, que antes da Conquista ser-
via de eemilerio ou luiaca, e de onde por dilTeran-
les vezes sc lemti-adu preciosos artefactos de ouro
o praia enterrados cora os cadveres. Entra oulros
ohjcrlos cilarei herblelas com azas feilas de nina la-
mina de ooro lito delgada, que solas no ar eonser-
vam-se por algum lempo suspensas, gravitando com
dilllriildade c arenando com as azas.
Em Caxamarea eneoolraraoi pela primeira vez a
andar, instrumento de sopro usado no Pero' desde
o lempo dos lucas, e que o Sr. I). Mariano de Ribei-
ro da chamar-se hiiayra-puhura. Esle inslrumeii-
to, feito de pequeos canudos de caima brava, difie-
re pouco da gaita eom que se reprsenla o Dos Pan,
e produz Soni summamcnlc agradaveis.
Comeca desde Caxamarea a dieco quichua entre
os indios. Vamos no segniole captulo dizer alguma
cousa sobre esla lingua.
CAPITULO v.
Sobre a lingua i/uirhua.
Nada de cerlo mais dilllcil do que a iinesligacao
da origcm dos diflerentes povos da America. lin
sen n Ensato Poltico ( lomo I, pag. 349 ) llum-
boldl nao sjulga esla queslao fra dos limites da
historia, mas ale duvida que ella seja plulusopliich.
E na verdade, o anliquario que sc entrega a edas
indagaroes, enconlra un Uto grande numero de coin-
cidencias, e eslas entre si tao discordantes, que con
venrendoaseda origem simelici dos povos da Ame
rica nlo pode concluir de qual paiz do antig mun-
do vieraui os primeiros povoadores desle ou daqoel-
le poni do nosso continente. Nao-he sem a maioi
prudencia e circumspeccao que se deve expor boje
uinjuizu sniire seraelhanlo materia ; e o mais segu-
ro meio de obter un feliz resultado he c>ludar lo.
dos os datlos pie se podera apresentar, siijeilando-ns
lodos discossn c critica.
At boje lem se nicamente comparado os usos c
coslumes, as ladiees llicogoncas e cosmognicas, ns
cultos c ns mouumenloi archilectonieos do Novo-
Mundo eom usos, coslumes, Irailices, cultos e mo-
numentos dovellio Egypto c da Asia. A esles Ira-
balkns, ja por si importantes, ajuiilam-se boje as
sabias investigaees de Cabrera, e as reveladles dos
inanuscrplos escandiuavos publicados cm Cope-
nhague.
Esles manuscrptos c os Irahalhos de Cabrera sao
os nicos que lera feito conhcccr cora cxaclid.lo as
rclacoes do Velho rnm o Novo-Mundo ; todos os
mal Irahalhos archcologicos nao tcm feito mais do
quelanrar-nos em um verdadeiro mar de conjec-
turas.
Um grande campo pnrem rcsla ainda a explorar,
e por elle sem duvida beque nos orientaremos um
dia ; fallo do esludo da origem das diflerentes lin-
guas da America. Oue poderiamos nos saber com
exaelido sobre a origem da raen tupi, se nos gulas-
sernos nicamente por seus coslumes selvagem,
por sua vida degradada, per sua borrvel anlropo-
phagia, por seu potico mas bem grosseiro curapira
ele, ele, ? Entretanto, estodando a estructura c a
etjmolosia da sua lingua,lenbo mostrado em um ar-
ligo publicada no Jornal do CommeretoitSdt dc-
zembro prximo pasudo (Vide o Diario anteceden-
te, ) a perfeila igualdade, e algumas vezes a leve
corrupc.lo das roSM eg\ pcias, enmpondo as palavras
tupis. Fiz ver mesmo os altivos da lingnaegypcia,
usados na eonjugacao dos verbos, reproduzidos
quasi sem allcrarao nos verbas lupis.c varios prio-
cipios geraes da gramtnalica das antigs linguas se-
milicas, ficlinenlc seguidas na grammalica dosfi-
Ihos de Tpana.
Nao be lo fcil concluir a origem dos indios Ay-
mars pelo simples esludo da lingua quichua por
iso, cm misar expor una piniau a lal rwpeito,
cunleuto-nie cni fornecer novos dados aquella que
com maisaptido tiverem afelicidade de atinar com
a solacio do lo importante |irol,lema.
O alphabelo quichua conten nao somente todas as
ledras do alphabelo ctrusco, de que usamos, mas
anda onlras que vamos indicar. Ta". be primera-
mente a lellra cuja pronuncia he scmelhanlc /. al-
loman, ou inelhor do Th inglez: assim a patarra
cuzco ( otubig ) se diz cu'dzro ou eulzeo. He esla a
razilo porque na rada cm que tracei o ilincrario de
minha viagem, escrevi Ulzucuamba, afim de fazer
pronunciar exactamente o Z de uzuco falgodao).
Vem depois dcsla a forte gulliirac u, quichua que
algunsrepreaenlara rom ura C dubrado, e oulros,
como o padre Holgain (i) com kh.
Qualquer das tres elasses de palavras nome, verbo
ou partcula, muda-sc fcilmente para classe dixer-
sa com o simples auxilio dos aflixos. He esla uma
daspropriedades da lingua hebraica, onde como
mesmo mecanismo o obstantivo se transforma em
verbo. Os substantivos sin deelinaves, eadecliua-
co,lem um completo numero de casos ; os adjeclivos
porcm lem urna mesma terminaran para lodos os
casos, generas e nmeros.
Nos casos obliquos dos siihslaulivos nola-sc que as
desinencias rcspeclvas sao derivadas de radieaei
egypcos. formando iireposi^oes proprias de cada um
dos casos (5). No genitivo, por cxcmplo, a ternii-
naco /iparcrc-me ser o cgypco pa, que significa
pertenrente tt oui/un edeetc.
Lingua poh-sxnllielica por execelleucia, o qui-
chua pussue para lodos os gneros de palavras uma
grande vane l.ide do desinencias, cada uma das
quaes cm um uso ou ama appltcacilo particular.
No plural dos substantivos, por cxemplo^.alin da
tcrmiiiarao cuna, ha nutras para cerlos e detei inni.i-
dos rasos. Assim a desinencia purap, que corres-
ponde ao portugiiez ambos, serve para o plural dos
nomos que exprimem dualidade, do mesmo modo
que noegypcio a voz bi dous) forma tambera o plu-
ral dos nomes duacs.
Do mesmo modo que no tupi, repetc-se no qni-
cliua uma palavra quando se quer formar um nome
collerlixo ; de hacha (aivore) se faz achaacka (arvo-
redo), etc.
Os djer.tivopossueni tres lerminares dilTercn-
tes para formarfo dos comparalixos de igualdade,
Ires para os de supcriori(Ude, o Ires para os de infe-
rior idade.
Os pronomes quichuas sao pela mor parle vozes
egx pria; mais ou monos alteradas ou modificadas.
INhaca, en, corresponde ao cgypco anok.
Can, tu, corresponde ao pronone de segunda pes-
soa k, altivo do singular.
Pay, elle aquclle, he o mesmo pronomo cgypco
pai ele, etc.
Os vcrlms que podem, como no hchaico multipli-
ca r-se ao iuliniln, lem uma s conjugaran, mas al-
gumas vezes duas desinencias dllcrenlcs para um
mesmo lempo. A conslruccio da phrasc esl sujci-
lil a mesilla le das linguas dos anligos povos ; islo
he, a idea objectiva he a primeira que se aprsenla
no enunciado dajimj-iizo, ficaudo a anbjocliva em
lugar derradeiro.
OSr. D. .Mariano Eduardo do Ribeiro diz que, de
oilo oh nove rail palavras americanas, apaas una
s se acbon cora Ijil ou qual seinellianca a oulra de
igual >l milii acm nil rai/.es do sanscripto, c quo
mui pouca ou iienliuina retacee ha entre as lingnas
do antigo e do novo continente. O-mesmo Sr. Ri-
beiro faz o perltelo de qualro palavras calhida cm
qualro lingual diversa- comoutrirde igual ligoifl-
caru na lingua dos Chcrqucres, dos l.esgos, dos
Abipones c dos de Congo.
ll) Graiiiinatii a y art nueva de la lengua general
de: lodo el Pcru'
(5; Eis a forma gcral das derlinafe* quichuas :
Declinacao do substantivo bamba, vale
Casos.
Nom.
Gen.
Ual.
A ce.
Voc.c
, Abl.
bingutar.
bamba,
barabap.
bamba pac.
bambacla.
a, bamba, ya!
bamba.
Plural,
hnmhacuua.
ITarabacunap.
bambacunapac.j
bainbacunccla.
a, bambacuua, va
bambacuna.
\ eompararao com uma palavra abipone n.io po-
de ter lugar, visto que os Albipones lio povos ame-
rirhlios, habilantes da Confederadlo Argentina, cn-
l.-co Paraguay o a Bulivia ; a rmpamelo feila com
I lingua dos Chorqueres,: dos l.esgos e dos de Con-
go nem sempre he admissivel, pois que cs-as linguas
o monoyllabca, c as americanas poly-synlhcli-
cas| Alm de que, podar SO ha concluir que nao ha
retadlo alguma entre as linguas dos dous mundos, s
porque nao io enconlra analoga era qualro palavras
destacada! '.' Ccrlamenle nao.
Nao me resla lempo para indagar a origem de oi-
lo ou nove mil vocahulns quichuas; mis cslou cer-
lo de que o pequeo numero que aqu aprsenlo se-
r suflicicntc para dar ao lellor uma idea da clymo-
logia desla lingua.
Miruy comer ; cm eg. omk.
Miinay amar; vem do ce. man, m.li qHB se
diz cm bcb.oinin, onem ; a ultima avilaba naij vem
do egxp. naque corresponde ao lalim ruor, do qual
vem tambem o desinencia porlugueza or da pala-
vra amor.
t hurc filho; em cg. schere.
I le ura ; cm eg. un, i/r, ou oi.
I cha cinco ; em sanscriptopancAa.
S seta seis; era sanscripto 'tal, em eg. sou.
1 ix ir ; era eg. re.
I iinay fallar ; cm hebraico rn significa bocea ;
c n un mover.
< reo serra ; em hcb. Iior, monlc ; cm egxp.
koh significa multiplicar.
I iti sol ; em cg. (<, fazer ; en ou cni, despon-
larj nasccr, alludindo ao poder vivificante do sal.
I uncb.iu dia ; cmeg. phnn ou pon, derramar,
derramado ; eho, luz ; tche, a Ierra.
Caipy tomar ; cm cg. kop ou chop.
Hnayrachuva ; era eg. huou. O radical r
exprime forra, abundancia, etc.
Parcem-me suffieicnles excmplus para demons-
trar que nao he o quichua nina lingua primitiva,
como ensiniia o Sr. D. Mariano de Ribeiro. Damos
em seguida a tradcelo do Padro Nosso, para apre-
ciarao da ^iccao desta lingua.
Y.iyc hnac pchaetmapi cae; suliy qni mu-
chsca cacbum ; ecapaccaynhiyqne nhocaycuman
hamnchiim ; munaynliiyqiie rurasca e.iehum ; ima-
nat hanaepachapi, hinalar, cay pachapipas ; ppon-
chaminenna tlanlaycncta cunan cohuycu ; hu-
rha ,-curlari pampacbpuliiiaicii manan nhocaxcu-
pas nhocaycuman hiichalhicucciinacla, pampachay-
cu turnan. Amntac cocharhuayuchu hiialercay-
mnn nrmancayciipac. xalhinrac mana alhimanlac-
i|uespichliiiaycu. Amen.
O complicado mecanismo da grammalira quirliua
parece-mc ser una prava da anliguilade'desla lin-
gua. Nao he de cerlo era dous ou Ires sceulos que
uma lingua podo tornar-se, sem o auxilio da escrip-
tura lao subtil e arlificiosa como a presente, perden-
do cm lao pouco lempo a preponderancia das vo-
gacs e diplitliongos que rararlerisam as linguas no-
vas dos climasanalagos ao de nosa patria. Incon-
Icslavclmenle o quichua foi fallado desde milites sc-
culns antes de Manco-Opac. para poder ternar-se
lo grave, ecom um lo grande equilibrio entre as
vogaes c as consoautes.
Esta conjeclura est em barmonia com a daquel-
les que prclendem ler existido no Per' um gran-
de imperio civilisado, o dos Aymars, ao qual suc-
cedeu o de Tahuantissiiyo, e que a lingua quichua
he um dialecto aymar. En pnrem contenlo-me
em admiltir nicamente a antiguidade da lingua.
sera aceitar a bypotheso do lal imperio Aymar.
Esla queslao ja nao lera relajan alguma com a ori-
gem do quichua; uma vez porcm qne nella toco,
nao sera mo cxplicar-me.
toando uma uacao alarga suis fronteiras, sua lin-
gnagem se eslende com suas armas ; entretanto nao
consta que nenhiim dea estados subjugados pelos
Incas fallasse o aymar ou quichua ; pelo coulra-
rio, dizcni os historiadores que os Incas faziam per-
mutaees violentas de populacho, enviando colonos
tirados-de provincias antigs para as rocenteiaente
coiiquisladas, nao si", para assegurar suas coi,(|Us-
las, como para generalisar o quichua, c obter mim
a prompl.iunid.de da lingua. ~
S a uniformidade da arcliitecliira de milites po-
vos subjugados pelos lucas, assim a da moinificn-ao
e oulra) arles podo Icr levado os anlquarios a ima-
ginar um grande imperio primitivo. Alas porque
ra/.io essa uniformidade n"o sel a produzida pela
denudada de origem desse. mesmos {w***? Por
que nao dar uma mesina patria no anigo mundo a
lodos a-melle- que,lcspalbaiolo-so pelos Aodes. pro-
duziram naces de osos e collames semclhaiiles "f
A archilectura rxclopea de varios monumentos es-
palhados pelo paiz he uma das origens da hypolhe-
se do imperio primitivo ; mas pode tambem cr suc-
cedido que os fundadores dos primeiros eslados im-
porlasscm no'Peru' o systema archileclouico usado
em sua patria na poca de sua cmigrac.ao, e que o
correr dos lempos Irnuxesse a esse syslema as modi-
lcaeOes convcnienlcs.
iz-sc que durante a dynasla incsica s se le-
vantaran) monumentos de archileclura ryclopea no
reinado do primeiro imperador Manco-Copae. Co-
mo |ie porem pssivel que esle syslema nao conliau-
asse depois de Manco ? Pois ura povo iuvnriavcl cm
seus usos e coslumes podero fazer uma mudauca
13o rpida de um para outro reinado'/ Necessaria-
menlo pois essas coosIruccOes continuaran) depois
doManco, ou seremos forrados a negar ajoalqucr
fun lacio desla ordem durante o imperio dos Incas.
Ja me vejo porem desviado de mea objecto. Con-
rluirei rom urna iilliui i observadlo sobre a lingua
quichua.
No meio da grande riqueza de vocabulos desle
idioma, not.ini-.--i as scguinles anomalas bem singu-
lares, lina s e nica palavra se enconlra no qui-
chua para exprimir as ideas de mentira, engao c
equvoco ; uma s c nica palavra exprime lambcm
as duas ideas bem diversas de poder c de dever.
Eu posso fazer islo, he o mesmo que eu devo faze-
loi c vico-versa.
CAPITULO VI.
Passai/em a Cliacliapoyos.
No dia 2 de agoste ao meio dia deixei Caxamar-
ea, mui penhorado pela rariuhosa hospitalidade que
cncoulrci na pessoa do Sr*. D. Juliao, e de sua mui
amavcl familia, t) Sr. sub-prefeilo deu-me carias
de rccominciidaeao olliriacs e particulares paralo-
da- as autoridades das povoacoes de meu tr.
Atravessei,deixandoCaxamarra, a bcllissima
pina, cojo aspecto me bavia deleitado tanto, qaaido
pela primeira vez avisleia do alto da Cordilheira.
l'assci os haulios do Inca, que licain na exlremidr.de
oriental da campia ; atravessei as fi horas a fazen-
da de Polhoc, e sT apeei-me era rasa do governa-
dor de Tamboinax o, lugarejo que fica a 1 Icajab de
Caxamarea. paiz que percorri lie qu k^^Bd,
rom mui pequeas onduladles. A veget, r.ToaKes-
cassa ;o Icrrcno be coberto goralmenle de itfp, es-
pecie de joneen, c-de pequeas gramufiieas. O ea-
minho alcas visinhancas de Polhoc he dcsa/lo ; mas
ja' as proximidades de-la fazenda sc encontrara va-
rias chocas rodcidas de um bello arvoredo e de bel-
lis-imas scaras.
as Ierras de Polhoc abundara muilo as perdiaes,
que se cacam com falcoes.
Apenas apeado, a miilhcr do governador apresen-
loii-nic o pratiiiho favorito dos Indios mais abastados
das aldcias da serra : duas breas de carne secca, c'al-
gumas btalas nadando em ura bem apinicnlado
caldo.
Espichc-me depois sobre um cbocaleiro e rolo
estrado, onda nial dorm.
Hesperio pela madrugada, levanlo-mc, chamo o
guia, proriiro-u, e nada de novo. Sem duvida o fri
dispertou-lhc as saudades da chara melade e o redu-
zo a fazer meia ~olla a' direita. Paciencia !
Fz n aniciro soltar os cavallos, aprumplar as car-
gas, e numan lo inmediatamente, largee-me para
Seleudim. Seg|li o camiuho as apalpadelas, leudo
mollas vezes de resolver problemas de duas e Iris
variaveil: masom bom genio fez com que eu achas-
se o resultado, buscando lmente o valor de uma
incgnita.
Islo quer dizer que rlicguci a Sclendiin sem ler
errado o camiuho, haveudo alias mutas encroxilha-
da por lodo elle.
Nada de arvores; gramma, icbo, c nada mais. Ter-
reno quasi plano, mui pouco accidentado, pouco re-
gado, e completamente descro.
Qualro leguas de Tambomaxo a Seleudim.
Selcndim he deiiinaapparencia sananamente dos-
agradavel. Ha aqui tres a qsatro mil almas, gente
mui pobre. O lugar be falto de recursos, a Ierra in-
grata, as ca'as immuudas, c os carrapatos mais nu-
merosos do que as estrellas do co c as reas do
mar.
Hospedei-me cm casa do lenenle-gove'rnador, que
nao enconlrci, mas que foi substituido por sua mai,
que'geiiii'u loda a noile.... Troaxcram-me as batatas
do coslume, com uoi dx de carne secca, e algum mi-
lho cozido.
Pela manhaa seguinte suspend, e fiz forca re v-
la para Balsas, pequena aldcia sobre a margem
direita do Maranhao, e ciuco leguas louge de Se-
leudim.
Uma elevada serra separa estas duas povoares.
Do alto della avistei pela primeira vez o Maranhao,
que, pcrJcndo-se as sinuosidades de seu curso r-
pido, pareca de longo nm pequeo lago.
Quando romce,ava a descer a encesta oriental da
serra, as nuvens que sc acharara acaslolladas poura
abaixo comeraram a dar berras e a fuzilar de raiva.
Presenciando este quadro, julgue-iuc por alguns
momentos um Jpiter Tonante, levando sob mens
ps ns raios e as tempestades.
A borrasca durou pouro ; quando pelas cinco ho-
ras cheguei margem esquerda do rio, o co esla-
va ja' tranquillo e sereno como uma virgem a dor-
mir.
Nada de agradavel no lal eaminho. Ladeiras
quasi a prumo ; podras a cada instante ; habilaco
iienhiinia ; vegetaran aranbada c rara.
Chegnu cm pouco lempo o barquern em tima jan-
sa.la. e nclla depoi minhas cargas. Embafqliei por
minha vez, e largando da arenosa margem, ganha-
mo, em pouco lempo com forles remadas a banda
opposla.
Curso rpido c ruidoso do Maranhaoleilo povna-
do de rochas todas mcrgulhadaslargura 5 bracas
fundo 2 bracas a meio do rio.
O Maranhao divide aqui a provincia de Caxamar-
ra da de Chachapoyas, ou o deparlamcolo da Liber-
dade do deparlamento do Amazonas.
Margens arenosas smenle no recinto da aldeia ;
fora dahi as beirai do rio s3o serras alias o acanti-
ladas, vegelacao quasi nulla, bromelias e cactos eo-
brem as serras. Os habitamos lem suas ptaotacoos
mu arredadas da povoadlo, onde cullivam a cora.
Um pequeo espaeo de Ierra laboravc-l que esl jun-
to da aldcia lem bellissmas plantaroesile laranjas.
chirimoyas (Anona chirimoya), limas, bananas e
abaraten,
Alm da chirimoya d-se aqui um oulra fruclo
ceiiero, a nona, ronhecida* no Para pe-
do tnesirl
lo nome de jaro do norte, que he um pouco acidu-
lado. I sle fruclo he mai fri, e ninguem o como
em Bal i, porque produz imnicdialamenlc as febres
intermil entes ; os viandantes ompram-o para com
elle se refrigerarem nos camnhos ja' fra da al-
deia. .
O clii aa de Balsas he mui quenle. As trovoadas
e venlai ias dan-se aqu lodas as lardes, e as febres
dominan rruelmeole. Os grandes sustos sao o re-
medio exclusivo para esla molestia. Mosquiles era
abnnda cia. O rio ronUVn algum peixe, c o lagar-
tilho (a lana), saurio (fe tres pes de comprido o de
carne ci mivel, mas excessivamcule quente, produ-
zindo q lasi sempre forles empees de pelle.
Encoi tra-se desde ?qu os vcados, nncas, e o ar-
ia negre.
Um uijeilo da Balsas lem alado a um dos esleios
da varai da de soa casa um pequeo urso apandado
n'uma c averoa sobre a Cordilhcira. Os pellos desla
animal, le um negro luzido, nao s.\o bastos e den-
sos coim os do urso dos Alpes, da Noruega ou da Si-
beria, sim duvida em ronsequlnria da dillercnra do
clima. Parccc-me que esle animal he da mesma es-
pecie da'tiellcs que habitara a America Septentrio-
nal as i Itas'regies do .Missouri, e que se encontrara
tambem no Kamschalka.
Talve ; em consequeucia da idad, me parecem
as pern s deste um pouco mais longafc o delgadas. A
jtilgar pirduas pellcs de que me fez prsenle em
Charhai ovas o Sr. D. Joan Jos Rodrigues, esle urso
attinge o comprimenlo de qualro pos, desde a raix
da cauda at o focinho.
O di-trido de Balsas lio rico em mineraes. Em
sua diarera colfie o governador algum ouro. que
fez o ibsequio de raoslrar-me. He de exccljenlo
qualidale.
A pobreza deste hornero nao lite permute infeliz-
mcnlc fazer uma lavra em grande escala.
Dcmorei-mc dous dias em Balsas por falla de con-
duce.lo. i Estes dous dias passe a cacar pombas, que
abundan) na lal chcara da's Larangeiras, qe ha na
povoarao e de qu- cima falle. Voo sempre arom-
paiihadolpchi filho do governador, que he muilo
amgnle desle divcrlmcnlo. Sslorapaz insta por
carregar elle s toda a caja, que elle amarra em
torno de seu cnld* Assim paramentado e todocheio
de si, passaelle na volla pela porla de sua nainora-
da, que o contempla cora cnlernecidos olhos de al-
dea. De minha parle devirlo-me em apreciar es-
le pralinho, que sempre me move um agradavel
snrrso.
O governador de Balsas, o Sr. Ovaron, he nm ho-
mem pobre, em verdade, mas mcig'o e carinhoso co-
mo um bom pai, c hospitalero como um sabio que
vive oo deserto. Elas boas qualidades fazem com
que me enmpraza em mencionar aqui seu nnme.
No dia 7 de agosto, leudo otitidn os animaes c o
guia que me eram prerisos, deixei a aldeia de Balsas
e scru a estrada de CliacTwpoyas. Pouco depois do
minha partida sobreveioa Irovoada e a chuva dgaps-
tume. As aguas, descendo reunidas do alto da Cor-
dilheira e fazendo um lemivel estrondn, invadiram
rpidamente as quebradas, impedndo o Iransilo e le-
vando ludo dianle de s. Os rochedos arrancados
pela avenida eram trazados como pedrinhas ao fundo
dos valles. Fui obrigado a demorar-me no eami-
nho, esperando que passafse a chova, e que a en-
xurrada dcsempcdis.e a passagcm. He tal a mpe-
tuosidade com que desccm a< aguas, que os Indios,
ja'airalos a cal es camnhos, nao so animara a pas-
-i los. Uaveria nada menos -I-.pie o ri.ro de serar-
ndialas pela torrente, e espedacado de encontr aos
Esta demora fez com quo buscasse ponsada no pri-
meiro lambo qucoflercce a estrado, o Carrisal, onde
cheguei moldado edmo um pinlo. Esle lambo Rea'a
dnas leguas de Balsas, no alto da sorra qne borda o
Maranhao pela margem direila. Os mosqoilos aAo
aqu substituidos pelos carrapalos, masrarrapilos da
uma especio particular, cuja dealada prodnz um gran-
de circulo roxo. queem alguns sujeiloj mal humora-
dos Iraniforma-se em ulcera, edura muitas vezes al
lous annos.
Pela manhaa segninle deixei o Carrisal, resolvido a
pernoilarna alda deie Leymebamha; mas a grande
chuva, e o riaoroso fri que rae atarou na cordilhcira
de Cathe-Calhc, obraou-me a bucar abrigo no
lambo de Lhuy, que fica a qualro leguas de Carrisal.
lie nesla cordilheira, e nicsiiin a um lado do o*,
minho, que esl a origcm do rio litruc ibaiuba, prt-
ineiroamucnto do Maranhao pola raareiu direita.
lie esle o ro que alguns chamara Chachapoyas, A'
vista do nome Ulrucobamba, valle do algodau, pa-
rece que no lempo dos Incas grande plantarles de
nlgodao ornaram as margens dcsla rio.
O eaminho da Carrisal ale Lhuy ha menos incom"
modo e accidentado do que os ltimos que percorri-
A vegci'acao cometa. Enconlrci alguns capes de
malo, qnerendo arremedar llnrcilas, onde ouvi (gra-
cas ao co) o eanlo dealgumai aveatatas.
Os vcados ahundaonestes lugares. Estes animaes
que os Indios indican) cumo o syinboloda curioside-
dc, chesam lemcrariamenle beira da eslrada para
verem a causa do ruido que oiwem, toman,lo-seas-
sim victimas muitas vezes de sua imprudeucia. Estes
vcados cervus guarupila) sao dcspmvides de ramos:
tem apenas dous ps de comprido, e sSo do aciozenlado. Esla cor iodca que esles animaes
sao propros de lugares .pedregosos a de pouca ve-
getaran. A naturea di sempre a seu filhos cores
em harmona rom os lugares que lialulam. Cousa se*
mclhante se observa com o vcadoialinguciro, riabi-
lante das florestas calingas do valle do Aina/.oua-.
l) vermellio escuro da palle desleanmal parece har-
iiionisar-e com a fulhagein cahi
naquellajparagens, para que elh posta confundir-ae
com ella e escapar inelhor a persguico dos jagua-
res.
No dia !l deixei o lambo de Llnj c cheguei a Ley.
mebamba, que fica dua leguas O divnelo de Ley mebamba lu abundante em mi-
nas do chumbo. Os habitantes d aldeia, cm numero
de 100 pouco mais ou menos, cillvam mitin, c b-
talas.
Parli no dia 10 para Suta.asa aleguas de distan-
cia, e onde vivem miseravclraenlo uns 80 Indios.
Excellenle camiuho. quasi lodo plano, ao longo da
margem direila do rio Clrucobimha, qua-i sempre
sombreado de arvores e guarneUo de chcaras em
grande parle. Plaulaccs de mllio, grande quanli-
dade de pomhas torquase, eicessiva carencia de
pastos, c por consequeucia poucos cavallos, c estes
pouco mui magros.
A alfalfa ( medicago sativa ), que le a forragen-
I
ilEGIVi
miitii nn


DIARIO OE PtRNAMBCO. SEGUNDA FEIRA 12 DE FtVERtlRO DE 1855.
3
uada eni todas a repblicas do Pacifico, he aqu ca-
rissiraa c mal cassa. A rieblidade dos animaes re-
^ dfi o viaja' muda-Ios de provaarJo em povoa-
* So, apezar da curta dislaucia em que ellas soacliam
neste lado da provincia de Chachapovas. Mesmo
assim, os ludios alugam os cavallos com grande re-
pugnancia, porque estas mesmas jornada?, curtas,
como silo, slo snflicienlcs para estafa-Iris de urna vez.
* fo da 11 rieiiei Sola, e sesui para Magdalena, po-
voacao debOO habitantes, c quatro leguas longe da
precedente. A estrada continua ao longo do rio
Ulrucobatnba, que por fim se afasia um pnuco de
Magdalena, c vai encontrar os suburbios de Chacha-
poja-..
Cerca de seis milhas a ujn lado da Magdalena tica
a fortaleza de Malea, conslruccflo cyrlopea do lempo
ilos Incas, e no descripta em nenhuma das obras que
tralamdasinliaudadesdo Peni. Tem rila a forma
de um hemiciclo, como dimetro sobre urna face ver-
tical e quasi plana da montanha. A entrada he pra-
V tirada do lado oppqslo, e d apenas passagem para
um hornero. Para chegar-so a esta entrada, sbe-
se urna planada bastante larga na base, c quo vai
eslrelando medida que se sobe. Urna s peca
de arlilharia e dez homens defeuderiam ptimamen-
te esta fortaleza de um assallo, ao passo que podem
nellaaccommodar-se pcrfetaraenle j(M) homens de
guarnido. A ineio da fortaleza ha urna especie de
. mirante, cujas paredes sSo parallelas s muralhas.
Encostados muralha veem se anda pequeos ran-
chas imitando fornos,onde parece que se alojavam os
soldados. He este um dos poneos monumentos da
anlistiidadcquese conservam em bom eslado ; com-
tudo, a vegetarlo que por lodos os lados se lem es-
pantado, ameac comecar muito breve a cruel obra
da destruidlo.
tNorlin ldeiiela Magdalena, c part para Cha-
chapoyas, capital do departamento de Amazonas, t
da provincia de Chachapoyas. Aum lado da estrada
deivei a r.idadc de I.amaz o a aldeia do Cercado. Ilos-
pedei-mc em Chachapoyas en casa do sub-prefeito
da provincia, o Sr. I). Joao Jos Rodrigues.
O raminho da Magdalena para Chachapoyas he
ronumodo, quasi lodo pratcado sobro a arestada ser-
r;r, qoe se estende entre as dirs poaoaces. S-
*% incnie a descra para Chachapoyas he um tanto mo-
lesta, pela grande rapidez de scu declive.
Grandes capes de mato arremedando selvas, ter-
renos incultos e desertos, deliciosos pontos do vi-la
mbre a estrada rio alto da serra por Inflo o paiz qae
se estende de um e oulro lado, monlanhas elevadas
grande parle despida de rvorerio, arreciando for-
mas cilravaganles.e asscmelhando-se superficie en-
capellaria do grande ocano,, quando acolitado por
urna tempestada violenta-
Todos estes terrenos slo formados por gres, al-
temando ora com o granito c porphjro, ora com o
calcreo o chislp, que forman) capas mas on menos
espressas, e nclinando-se geralmeule um pouco de
Norte para Oeste. Na serra que acabo de alraves"
sar o gtt repousa sobre um calcreo branco, que a
seu loruo assenla sobre a base de granito.
CAPITULO VII.
Cidade e provincia de Chacliapoyas.
O departamento de Amazonas comprchendo as
duas provincias de Chachapoyas c de Maynas, da
' ultima das quaes he capital a cidade de Moyo-
bamba.
Chachapoyas he orna pequea cidade de 6,000 al-
mas, sede de um bispado, com um collegio seme-
ntante ao deTrutilho e Caiamarc.'e um beatero.
Segundo o recenseamento feitoem 1852eiistem na
provincia cerca de :il,l)il() habitantes.
Chachapoyas potsne no reino mineral : minas e
lavagens de ouro, alguma prala, muito cobre, ferro,
chumbo, azougne, pedra-hume, capa-rosa, sal-gem-
ma, salitre e pedras calcreas ; .no reino vegetal
afora os productos da lavoura, possue o snngue de
drago, o copahyba, a quina, a c mella, o estoraque
a baunilha, o annil, a bombonasze, etc., etc.
Os producto? ao summamcnle variados. O ter-
reno monlauhi.su da provincia permute a cultura do
trigo, da vinha, da hlala, do tabaco, do milito; do
arroz, da canna, do cafe, do cacao, 3o feijo, etc.,
etc.
O cnmmercio de ciportacao consiste em assucar,
sal e tabaco. Em 1852 aesportacSo foi :
Assucar 10,000 a no valor medio dcOi 20:20000
Sal...... 6,000 b b 3310 2:0108000
m Tabaco 20,000 i> 3360072:0009000
da a James Crabfree & Companhia, manifestou o se-
guinle :
3,100 barricas com bacalhao ; aos mesmos.
Barca americana I irUery, viuda New York.consig-
nada a Roilron Rookcr ,'; Companhia, manireslou o
scguinli!:
11ill barris com farinha de trigo, 300 barris brou
SOdilos alcalro, 50 .litos pixo, 60 fardos e 30 alias
panno de algodao azul ; aos consignalarios.-
21 pipas com lampas o arcos de ditas, W fcixes de
ditas abatidas ; i I. I. Miranda..
CONSULADO GERAL.
Rendimento do dia I a 9.....24:1793027
dem do dia 10........1:534990-2
25713229
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimento do dia 1a9.....1:9449885
dem do di 10........ 3049466
2:219s:i.-.l
Exportacao'.
Porto, brigue porlusuez iBom Successo, de 246
((incluas, condola oteguiule : 1,060 sarcos c 29
barricas com 1(1,792 arrobas e 30 libras de assucar,
3 cascos niel, 1,100 ponas de bol, 9,600 unhas de
dilo, 15 fardos cravo, 30 sacras com 17! arrobas e 9
libras de algodao, 2 caixes doce, 350 meios de sola,
20 saceos de gonima.
Parahiha, hiale brasilciro Arac.i, de 31 tone
ladas, coudozio o scgunle : 271 volurues gneros
eslrangeiros, .488ditos dilos nacionacs.
Cotirrsuiha, hiato brasilciro Seriapano, de 51
tonelada, condumio o sacuitite: 2113 barricas com
800 arrobas de bacalhao, 30 ditas farinha de Irigo,
1 cais.no Igberco.
RECI'.BEDOIUA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimento do dia 1 a 9......5:8519309
dem do da 10.........2:151*851
19.llcrdeiros do Manncl Paulo
Quinlella e Francisca SalusUa-
na da Cruz....... 503100
21.llcrdeiros do Manoel Paulo
Ouinlella e Francisca Saluslia-
na di Cruz.....'. 7:13800
23.-JoaquimJos da Coala I'ajoses 8i9000
25.Irmandade das Almasilo Recife. 579600
27.Joaquina Mara da Purificaran. 363000
29.Viuva o, herdeiros do Antonio
Jnai|uiin Ferrcira de Sampaio, 52J2IX)
31.Marcolino Goucalves da Silva. 909000
'13.Francisco Jos da Silva Mae. 639900
llua do lamjcl.
N. 77.Francisco Antonio de Olivera
Jnior.........(,939600
79.Dito dilo dito....... 253500
81.Mara Anniinciada Adclaidc
Alves da Silva,..... 503500
8:.003s63
CONSULADO PROVINCIAL.
Kendimenlorioriia 1 a 9
dem do dia 10 .
94:2903000
Todos estes arligos passam para as provincias i\
oeste do Maranhao. Alguinas mercadorias vndas do
Brasil sao importadas pelos degocianles dealoyo-
. bamba, quo as cedem em troco de fazendas que Cha-
rhaboyas manda vir do pacifico.
O que por ora Chachaboyas recebe do Brasil he
algum vioho, ferro em barras, machados, pregos e
caldeiras do cobre.
O que impede o progresso de nossas relacoes com-
merciaes cum Chachapoyas he a grande distancia em
que ella se acha dos porlos do Ilualhaga, e ospessi-
mos caminhos da cordilheira. Se se effecluar o pro-
jada de urna eslrala que de Chachaboyas v' ler ao
Maranhao, abaixo do Pongo de Mouseriche, o terre-
no por onde lem de passar, sendo muito menos ac-
cidentado do que as serras que separam as duas pro-
vincias, perniitlir urna coinmunicac,,1o fcil com o
Maranhao, c em muito menos lempo do que o que
boje se despunde para chenar-se beira do Ilualhaga.
Em troco das mercadorias directamente importadas
enviara Chachaboyas no Alto Amazonas o assucar, o
chocolate, o tabaco o outros gneros de- grande ca-
rencia nesla provincia.
Obtidas porm as facilidades de rommunicicocs,
ser. anda,neces alandegd do Para, urna tarifa mais moderada,
de que os gneros enviado* do Brasil possam
em concurrencia com os que Chachaboyas reo
Pacifico ; porque estes vendem-so em Chachapoyas
pelo mesmo preco que nos nossos portns. Um crande
abalimenlo da tarifa da arandega do Par lie a con-
ditfs principal do desonvolvimenlo de nosso com-
mercio com as repblicas quo nos limilam pelo nor-
te. Nesse abalimenlo deva entrar em considerado
""'> so a coiuiirrencia com os im|orladores do Paci-
fico, mas linda as despezasfeitas com os fretes n'oira
exlensao de mais de mil leguas.
IMPORTACAO r'EITA NO ANNO DE 1852.
Omero. Quanlidade annxia. Preroda unidade.
Algodao americano 1,500 pocas 3225 vara
A5".....20 arrobas 423S00 arroba
Baelilha .... 8,000 varas I58OO vara
(Unas. .... 200 pecas 58100 peca
Caldeimsdc cubre. 20
500 pojas
10 qnlutaes
2,000 varas
500 -
1 caiv.o
20:5199605
2:0078969
22:5279574
PRA(.:A DO RECIPE 10DE FEVEREIRO DE 1855
AS 3 HORAS DA TARDE.
lieristti semanal.
Cambios---------- F'lcram-se saques regulsres de
28 ;{ a 28 y d. por 13 sobre
Londres.
Assucar- A entrada do interior fol boa, e
aerresccram carrecamcnlos viu-
dos da parahiha c Colingiiiba; de
sorle que leudo sido boas as ven-
das o deposito nao diminuio. O
mercado estove animado, vendan-
do-se o mascavado de 1;4O0 a
1800, o sumeno a 1-3900 e os"
brancos de 23 a 23600 por arroba.
Algodao- Entraron) 832 saccas, e as vendas
regularan) a 53 por arroba.
Cuuro*--------- Os possui lores eligen 175 rs. por
libra, mas nao iros consta obli-
vessem.
Bacalhao ... Tivemos seis earregamenlos, dos
quaes tres seguiram para os porlos
do inl, e os outros venderam-se
f de I4700 a 153 por barrica, por
seren de dilTerentcs qualidades:
bem quo continu a falla de calilo,
e que (enha prompta eslra^ao, ha
boje em deposito 10,(KH) barricas.
Fariuha de trigo- Tivemos um carregamentovindo
de New-York com 1,110 barricas
de farinha de trigo de Kichmond,
que liada nao foram descarrega-
dos. O deposilo, menos aquelle
carresamento, monta a 2.600 bar-
ricas de Philtdelphia, 300 de Ilal-
tmorc, 800SSSF, e 1,400 saceos
de 100 libras de Valparazo. Re-
lalhou-se de 253 a 263 a priineira.
a 24 a seuunda, a 323 a lercera, e
de203 a 233por seis arrobasda ul-
tima.
Disconlo ^Ucbateram-se lelris do 9 a 10 por
rento.
f retes--------------Frclou-se para o Canal um navio
de maor porle a.40; e havendo
poneos para carregar, os rctes
lornaram-se mais firmes, poden-
do-se colar: Li verpool 25 pelo
assucar e ;' d. pelo algodao.
Eiislem no porto 83 emharcaces sendo : 3 ame-
ricanas, 27 brasileiras, 1 chilena, 3dinamarquzas,
8 francezas,2hamburguezas, hc-panliolas, 26 ingle-
a, 6 portuguezas e 3 suecas. Sahiram 4 com se-
eros para as provincias limilroplies, 5 em lastro, 13
com assucar, sendo 1 para acabar de carregar na Pa-
rahiha, 7 com a mesma carga que trouicram, os
qrraeslocaram 110 porto para receber refrescos, e 1
com carregamento de algodao. A entrada foi menor,
porquanlo limilou-se a 24 embarcaefies, sendo 6 em
lastro, Iqueyieram refrescar, 1 com farinha de tri-
go, 6 de bacalhao, 3 com assucar das provincias l-
milrofcs, twom sal e (res com gneros de oulras
provincias.
kiii na
la.afim
MOVIMENTO DO PORTO.
Cintas.. ....
Ferro em barras.
Flanella. '. .
Enxadas. .
Inslrs.'de carpint.
1-enc.os de algodao.
Lauca.....
.Machados .
Morm ....
Presos.....
Papel Viudos portugs. .
3900 libra
123600 peca
223 a :>23qo*St.
3\W0 vara
23500
06O3OO caso
1,000 pecas I340 a 59VK) p.
4 gigos 2003000 gigo
6.000 I98OO
660 pecas 59400 peca
10 quin(. 599500 quii.
200 resmas 49050 resma
13800 garraf.
Falla incluir nssl.i relajao os utensilios de costura
ripia, os livros le educacao, e urna pcqueua
quanlidade deobjeelos de lino, que por oceuparem
grande espaco t screm de pouca importancia nos
dispensamos de referir.
(Jornal do Commercio.f
COMMERCIO.
PKACA DO RKCIFE 10 DE FEVEREIRO 1S3
BOBAS DA TARDE.
, fipUefie%mciaes.
Cambio sobre Londres-a 28 l| e 28 <: d 60 div
AI.F\NI)E(',A.
I! 1.'nd i me rito do dia 1 1 9. .
dem do dia 10......
'.11:9313752
10:713:1117
105:6479789
Dettarrcgam \ajc Mdtfevereiro.-
llura inglezaaenera. <."cel/H-mcrcadorias.
llana inginaQueenbacalhao.
Hriiie inglrzIVm. Pintnidem.
inglezKelpieidem.
Barca americana l'Ukyyfarinha do trigo.
Impartacao'.
Billa nacional 'nrdp Braiil, viudo da Parahiha,
manifestou o legniute : .
i barris Mitiga, 3 jipas abatidas, 1 quarlula di-
la, 5 barris ditas; a Vicente Ferrcira da Cinta.
200 accos assucar branco ; a Bailar & Olivera.
100 loros de angue ; a Jo3o Francisco Marlins.
Barca ingleza Quetm, \inda de Arichal, consigna-
Navio entrado no dia 10.
Aracaly8 dias, hiale brasilciro Invenciiel, de 37
toneladas, mclre Antonio Manoel AlTonso, equi-
pasi'iii 6, carga couros e mais gneros; a Jos
Manoel Marlins. Passageiros, Antonio Rodrigues
da Silva, Vicente Ferrira da Costa.
-Varios tahidns no mesmo dia.
LondresBarca ingleza Ptychc, coma mesma carga
que Irouxc. Suspendcu do lameirSo.
ParahihaHiato brasilciro Tres Irmaos, mestre Jo-
s lluarle de Souza. carga bacalhao e mais gne-
ros. Passaseiros. Placido Ferrira da Silva, Joa-
qnm Anlonio de Fisuciredo.
BabiaHiale brasilciro Fortuna, meslre Pedro Vl-
lete e Filho, carga bacalhao c mais gneros.
Ilil! 111 Barca peruana Colina, enm a mesma carga
que touxe. Siispcnleu do lameiro.
ParahikHiale brasilciro Aragao, meslre Bernar-
diiiaiipisc Baiidcira, carga baralhio e mais gene-
roa. Passagciro, Francisco de Paula de Almeida
Albuquerque.
Narios sabidos no dia 11.
GlasgowEscuna insleza .-irror, captao G. Me.
Leaijjjrga assucar.
Acarj^B|iate brasilciro Sbrateme, meslre Fran-
cisco^R da Silva Ralis, carea assucar. Pas-a-
ceiroslfcajedcs Juvcniano da Gosla Oirnciro,
Jos Anlonio de Araujo Barros.
AracalyHiale brrsileiro, Anglica, meslre Jos
Joaquim Alves da Silva, em laslro c ligan gne-
ros. Passageiros, Justino Poreira Gallo, Jos
Lourenco da Cruz.
1:2479100
E para constar se mimlnu aullar o prescnel a pu-
blicar pelo Diario,
Secretarla da Iharaurarta provincial de Pcrnam-
buco 10 de fevereiro de IS55.II secrelario,
Antonio Ferrrit a d'Aiinuncianio.
CAUTA DE 1-DITOS.
0 Dr. Custodio .Manoel da Silva Guimaracs, juiz de
direito do rival, c comnercio desti cidade do Itc-
cife de Pernambiiro por S. M. I. o C, que Dcos
-nardo etc.
Faro saber aos quo a presento caria de edito) vi-
rem, ou dclla livercm noticia,em como o major .Ma-
noel do Nascinienlo da Costa Monleiro, me fez I De-
licio do Iheor sesuinte :
Diz o majorvMruoel do Nascimcnlo da Cosa Mon-
ciro, que sendo credor de Joo Francisco dos San-
ios Siqueira por duas letiras ,1 priineira de 2:1003
rs. vencida em 22 de ouluhro de 1S42, alm dos ju-
ros estipulados de um c mcio por cenlo, laceada pe-
lo supplicanlc, e aceita por dilo Siqueira, e a segun-
da da mesina quanlia saccada igualmente pelo sup-
plcanle, e aceita por aquelle Siqueira a vencer em
22 de fevereiro de 1813, quo sen.lo endonada* An-
gelo Francisco Crnero foram pelo siipplicantc pa-
gas, assim como de urna lerceira ledra saccada por
Joao Francisco Chaby,earanlida e pasa pelo lappli-
canle, vencila em l de abril de 1813, no valor de
7879755 rs. em moeda da prala, c do ouir.i quarla
no valor de 1:2069670 rs., tamhein cm prala, sacia-
da pelo mesmo, vencida cm (de abril de 18* alen
dos juro- estipulados, chesa a aua noticia haver elle
fallecida e como queira o supplicanle segurar o -en
direito,requer a V. S. que o admita a protestar pela
cohranca dcstas letlrase de scus juros para que se
nao complete a prcscripc,ao corno pcnnlle o arl.
1 3 ^ 3o do cdigo do commercio, o como nao sejam
couhecdos seus lierdeiroa, quer fazc-los citar par
editos, citan lo-sc cm sua propria pessoa a viuva do
dilo Siqueira, I). llonriquela Mara de Mello Siquei-
ra alinde que prodnza o protesto o seu devirio el-
feilo. Pcdeao llm. Sr. Dr. juiz da primeira vara
do commerrio lhc mande lomar o protcslo pela for-
ma requerida.E. 1!. H.Alcolorado.
Distribuida, como requer. Recife 22 de novembro
de 1854.Si-a (iuiiiaraei.A SantosOlircira.
E maissenao coiilinha em dita peticao, despacho.
dislribuicao, depois do que segua o termo de proles-
to, cilacno e verba do sello do Iheor sesuinte:
Termo de protcslo.Aos 22 de novembro do 1S5i
nesla cidade do Recife, pcraule mim cas tesleimi-
ilias abaiso assignadas.disse o major Manoel do Nas-
rinento da Costa Monleiro que prolestava contra a
viuva eberdeiros de Joao Francisco dos Sanios Si-
queira, na forma declarada em sua peticao retro e
supra, e de como di*n,< proleslou na forma om dita
peljcao que fica sendo parle da presente, assisnou
com as testemunhas abaixo declarada-. Eu Joaquim
Jos Pereira dos Sanios, escrivao o c^crevi.Mfll-
noel do Xasrimcnto da Cusa Monleiro.Jerony-
mo Tlieolonio da Silttt Loureiro.Joao de Sarros
Brandao.
Certifico que sendo nesta cidade do Itccfe intime!
a peticao c proleslo retro, c supra a D. Henriqncla
Maria de Mello Siqueira, c ficou entendida. Recife
28 de noucrahro de 1851.Em f de verdadr- Mi-
guel Moreira de Soma Mata, oflicial do jnizo.
Em cumprimenlo do que mandei passar a presen*
le .arla de (dilos ''om o prazo de 'MI djas.pelo Iheor
daqual hei por clailosos sopraditos para o coiileudo
qrro nesta vai transcripto atim de comparecercm por
si ou sen procurador a primeira audiencia deste jui-
zo, que ter lugar a inimediata di pns de lindo o di-
lo prazo, sob pena de correr a causa a sua revelia
al final scntcnc,a c sua exerucao. Pelo que (oda e
qualquer pessoa,amicos ou couhecdos presentes do-
supplirados os podero fazerscienlc do que fica ex-
poslo e o porleiro respectivo publicar c aflixara a
prsenle nos lugares designados pelo cdigo rio com-
mercio, e ser publicada pelo Diario de Pernam-
buco.
Dado e pastado nesla cidade do Recife de Per-
namhuco 8 de feveteiro de 1855.Eu Joaquim Jo-
s Pereira dos Santos, escrivao o subscrevi.
CiUlodio Manoel da Silca Cuimaraes.
DECLARACO'ES.
EDITAES.
* O Illm. Sr. inspector da Ihcsonraria provin-
cial, em cumprimenlo da orden do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia, manda convidar aos propieta-
rios abaixo mencionados a cnlresarem na mesma
Ihesouraria no prazo de 30 dias, a conlar do dia da
primeira puhlicacao do prsenle, a importancia das
quolas rom que devem entrar para o calamento das
casas da ra da Penha e Ires da ra do Rangel,
conforme o disposto na le provinrial n. 350. Ad-
verlindo que a falla da entrega voluntara sera pu-
nida com o duplo dos referidas quotas na confor-
midade do arl. 6 do rcgulameulo le 22 de dezem-
bro de 1851.
llua da Penha.
N. 2.Herdeiros de Joaquim Jos Fer-
rira.......... .163000
1.Julin Porlclla....... 399600
6.Nuno Maria do Seixa..... 609000
1.Herdeiros de Jos Mauricio de
.Olivera Maciel...... 1099200
3.Dilos de Caelano de Carvalho
Rapozo......... OOjOOO
5.Dilos dilos........ 783000
7.Domingos Jos da Costa. 363000
9.Francisca Benedicta dos Pra-
zeres......... 139200
11.Jos Moreira da Silva. 459000
13.Julo Porlell;...../ 273000
15.Paulina Mara. ,..... 186000
!"Antonio Luciano de Moraes Mes-
quita Pimcntel, c herdeiros de
Manoel Paulo QuinteUa. 5730OO
Os rredores do fallido Antonio da Cosa Fer-
rira Eslrella, eeste mesmo, por si ou por seus pro-
curadores, cnmparerain no dia 12 do coirenlc mez,
s 10 horas, na casa da residencia do Sr. Dr. Custo-
dio Manoel da Silva Guimarael, juiz de direilo da
priineira vara do commercio, na ra da Concordia n.
I, para se verificaren os crditos presentados, se
formar o contrato do uni.lo e se proceder a nomearao
iloailininislradores da casa fallida, tirando os credo-
res advertidos, quo nao serio admillidos por procu-
rador se este nao tiver procuraran bstanle com po-
dnres especiaes para o acto, et|ue a procuradlo nao
polo ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido
uem um mesmo procurador representar por rious di-
versos credores. Recife 6 de fevereiro de 1855.O
escrivao interino, Manoel Joaquim Baptista.
A matricula d'aula rio philosophia Jo collcsio
das arles contina de boje da faculdade.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que o prazo de 30 diai para a cohranca rio
imputo de por cenlo finaliaa-so no dia 18 rio cur-
rme: os que Jeixarem rie pagar o referido imposto
rro prazo mencionado, incurren na multa rie 3 por
cenlo sobre o valor do cus dbitos.
Pelo presente se faz publico, que o corpo de
polica precisa comprar os objcclos abaixo declara-
dos: as pessoas que inleressarcrn deverao compare-
cer un da 12 do coirenlc mez pelo meo dia, na se-
cretaria do mesmo corpo, com suas proportas em
caria fechada, acompanhando as competentes amos-
tras, sendo as rfos pannos em pecas :
'anuo azul para lrdelas e calcas, covados. 1,200
Dilo preo para polainas, covados..... 90
Brim de linho liso para calcas, varas. .2,000
Ciiemira encarnada, covados...... 40
Relroz, oilavas...........7qq'
Lona, varas............ 30
Estopa, varas...........j^q
Madapolao pura forro, varas......JOO
Qnartel do corpo de policio 8 de fevereiro do 1855.
h'pifanio Borijct de Menezcs Doria, lenle secre-
lario.
ANCO DE PERNAMBUCO-
O conscllio ele clirccrao do hunco d
Pernambuco taz certo tos Srs. accionis-
tas, que se acha autovisado o Sr. gerente
a pagar o quinto dividendo do 8gOO(lrt.
por accSo.Banco de Pernambco, ."I
de Janeiro de 1855. O secretario oo con-
scllio, Jo;"io Ignacio de- Medeiros liego.
AVISOS MAHITIMOS.
As malas que lem de condnzirobriquc de guer-
ra brasilciro tapanca, para a Baha e Rio de Janei-
ro, serao fechadas boje (12) as 10 horas da manbaa.
No'lia qiiarla-fcira 11 do correte, linda a au-
diencia do Illm. Sr. Dr. juiz dos feilos da fazenria,
que costuna aser as 10 horas do dia, na sala das
audiencias, vana praca pela ultima vez os seguintes
lien-: a renda annua da casa terrean. 3 da ra la
Senzala Nova, nenhorada a Joaquina Maria da
Conreicao, por 483000 rs. ; dita de dila na ra Di-
reila dos Afogados n. 81, penhorada aos herdeiros de
Jos Manoel de Olivera, por 48-3000 rs. ; dita dila
da ra da Gloria n. 27, penhorada aos herdeiros do
padreGongato Jos de Olioeira, por 1203HO0 rs.;
dita dita do sobrado n. 38 conleinlo dous andares e
loja sito no alerro da j i- Vista, penhorado nos her-
deiros rie Anlonio Marlins Ribairo, por 7503000 rs.;
dita dila no becco do Molocolombii na freguezia do
Recife, penhorada a Joaquina Maria da Conceicao,
n. >, por 723000 rs. ; dita dila da casa terrea na roa
da Conceicao da rreauezia da Roa-Vista n. 45, pe-
nhorada a Jos de Frailas Barbosa, por 1203000 rs.;
por venda a casa lertca sita na ra do Pilar em Po-
ra de Portas n. 26 com 28 palmo* de frente e 70 de
fundo, corintia fora, pequeo quintal, morado, con:
portan para a ra rio Krun, penhorada a I-ahe|
Francisca por Francisco Jos Sinioes. por 700JOO0
rs.; dila de sobrado na ra rio Apollo n. 17, con 18
palmo* de frente e 80 de fundo, cozinlia dentro e
pequeo quintal, penhorada a Joaquim Nudos da
Silva, por 1:50-3000 rs. ; dita lenca na ra de Joao
Fernando) Vieira p. 46, com 22 palmos de frente e
58 de fundo, quintil em aherto.pelo lado do sul. e o
maismiirado, a qual se acha em armazn, penhera-
da a Candido de Alhiiquirque Maranhao, por 350$
rs.; dita na fregania da Boa-VMa trnveasa do
Mondejo, becco das llarreiras n. 7, a qual serve de
olaria, com urna sjiurla de entrada na lenle, tcn-
rio o quintal cercado, por 9903000 rs., penhorada a
Francisco Ribciro Pires; una dila terrea na ra
Direila dos Afogados n. 3, com 23 palmos de denle
e 90 de fundo, cozinha fura, quintal inorado e ca-
cimba propria, penhorada a Jo- Martina de Mello,
por KOI 13OO rs. ; 11111 pequeo sitio 111 freguei ia dos
Afosados ra de S. Miguel, com algum arvoredoa
ds (rucio, c una casa (erroa de vivoda 0. 130, ruin
17,palnosde frenle e 33 dilos de fundo, a qual nao
esta definitivamente acabada, penhorada a Manoel
(uncalvcs Sen ina, por 2509000 rs. ; a parle de un
sobrado na ra '.la Senzala Velha do liairro do Re-
cife n. 100, avahada pocl:248J204 rs., que fui dada
a fazenria por pagamento de ello de heranr 1 no in-
ventario do fallecido padre Domingos AOonn Ri-
gucrajo terreno da casa terrea de taipa n. 52, sita
no heceo do Qniabo da freguezja dos Afogadua o
qrral lem 30 palmos de fredo o 80 de fundo, e urna
poreflo do lejha, penhorada aos ftlhoa de Bcnto Joa-
quim de Carvalho, por 259000 rs. ; 20 crrxadas de
ferro a 560rs. cada una, penhoradas a Joo Fer-
nanries Prenle Vianna; una mesa redonda de ama-
rado enveraijada de prelo, por 10MXM rs. ; duas
bancas de Ingico avahadas por IO9OOO r-. ; doze
cadeiras rie jacarando, cada urna avalia-la por -1?
rs.: os quaes bens foram penhorados para paga-
mento da fazeiula provincial, por execnaBea fellaa:
quein quzer arrematar os referidos bem, romparec.i
rro dia e hora indicado. Recire 10 ile fevereiro Je
1855.O solicitador da fazenria provincial
/ot Mariana' ,ic Albuquerque.
Os credores rio fallido Jos Marlins Alves da
Cruz, e este mesmo, por si ou por seus procurado-
res, comparecen no dia 5 do correule s 11 horas,
na casa da residencia do Sr. Dr. Francisco rie Ail
do Olivera Maciel, juiz do commercio da segunda
vara, na ra estreila do Rosario 11.31, para se veri-
I ficar os crditos apreeentados, se deliberar sobre a
jconconlala, se for apremiada, ou se formar o con-
1 Irato de oniio, e se proceder' nomeaco de admi-
| nistradores da casa fallida,.licando os credores ad-
venidos, que nao serao ailnillidos por procurador,
se este nao apresen I ar procurado bastante com po-
deres especiaes'para o acto, e que a procuracao nao
pode ser dada a pessoa que seja llovedora ao fallido,
neni um mesmo procurador representar por dous di-
versos credores. Recife 7 rie fevereiro de 1855.O
escriva interino, Manoel Joaquim Baptitta.
AO CEAIIA' MARANHAO E l'Ali.V.
Vai seguir com a maior brevida-
de o novo e veleiro palhabatc na-
cional Lindo Paquete, capito Jos Piu-
lo Nunes ; quem quizer carregar ou ir
de passagem ueste excediente navio, diri-
ja-so aos consignatariosji Antonio de Al-
meida Gomes &C, na ra do Trapiche,
11. l(i, segundo andar, ou ao captao a
bordo.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
grande paite do seu erregamen-
to tratado, o veleiro ebem cons-
truido biiguc nacional ftlARlA LUZIA,
caprtao Manoel Jos Perslrello : para o
resto da carga e para escravos, aosquuea
da' cxcellenles accommodacOes, trata-se
na ruado Trapiche Novon. l(i segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
Para o Rio rie Janeiro segu viasem o bi rgan-
lin o Despique de Iteiris, capllll9 lil-eu da Silva
Araujo : quem no mesne quitar carregar, dirija-se
a seu oonsignalario Manoel Joaquim Hamos e Silva.
Para o Rio d Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
si vel por ter a maior parte da carga prom-
pta,o bem cotilleado brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da caiga o passageiros,
trata-te com Novaes& G., na ra do Tra-
piche n. a V. segundo andar.
Tara o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dou Amigo por ter parle da carga promp-
ta : quem quizer carrejar o resto, ir de passagem ou
embarcar escravos- a frele, trate no eseriptorin rie
Manoel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
u. li, ou com o capillo .Narciso Jos de Sanl'Aima.
- Para a Rabia aesoe cm poucos dias1 a veleira
saroupeira Utrarao, por ler parle rio seu caircga-
menlo prompta, e para o resto lra(a-se com seu con-
signatario Domingos Alves Malhcus, na ra da Cruz
n. 51.
Para o Rio da l'ral sesuir dentro cm pouco'
dias a barca brasileira Flor de Oliceira : quem nel-
la quizer carregar, pode riiriiar-se ao esoriptork. da
viuva Amorim t\ Filho, na ra da Cruz n, 'i5.
I'ara Lisboa pretende sabir com a maioMrevi-
dade o patacho portuguez Destino : quem 110 mes-
mqui/.er carregar ou ir de passagem, entend.i-sc
com os conssnalaros Thomazde Aquiuo Fonseca &-
Filho, na ra do Vicario n. 19, primeira audar, ou
con o rapilao na praca.
l'AR O PORTO
sabe iinprclenvelinenlc, no dia 22 do crranle, o ve-
leiro brigue portuguez Alegre, que atada tem praca
para aluma carga c encllenles commodos para pas-
sageiros : Irala-se com o capillo a horrio. ou no es-
critorio de Rallar & Oliveira, ra da Carieia-Ve-
lha n. 12. -
Com a possivcl brevidade segu o liem
conliecido e veleiro ltate Amelia,'por
ter a inaior parte da carga prompta :
para o resto e passageiros trata-se com
Novaos &C, na ra do Trapicho n. 7\,
segundo andar.
BAHA.
Segu o patacho Santa Cruz, capi-
tao .Marcos Jos da Silva, recebe carga e
passageiros: trata-se com Caelano Gv-
riaco da Costa .Moreira, ao lado do Cor-
po Santo.
Para o Porlo com esralajpela lha de S. Mi-
guel, segu en poucos riia- .1 veleira e bem cunheci-
da escuna nacional l.inria : tem grande parto do
sen carregamento : para o resto, Irala-se com Edu-
ardo Ferrira Rallar, na ra do Vigario n. 5, ou com
o capillo 11a praca.
PARA () RIO DE JANEIRO.
Segu em poneos dias o muito veleiro
e superior brigue nacional Elvira, por
ter parle de seu carregamento promplo :
para o reski da carga, passageiros c es-
cravos a ('rete, trata-so com Machado &
l'iiili.ciio, na ra do Vigarion. 19, segun-
do andar.
Frela-se para o Rio Crande do Norte, Aracaly
011 Ceara, a hnreaca Borbolcla': aOraiar na ra do
Qocinada n. i i.
LEILO'ZS.
UULAt)' Di- JOLAS.
O agente Bofja.tgtca-fcii.i, 1:( do correnlp^m seu
arinazen na na do Collegio n. 15, tara leilaodc
nina inliniriade deobjectos do ouro. diamante e bri-
Itiante. cansNliirio em arierecos. meios ditos, pulrci-
ras o alfnetes, tanto com esmalte efamaplicu, como
sem el les, ditos com brilhanlec diamante, ricos alti-
nclcs debrilhanle para abertura, o oulras joias de
gi slo sublime, relngios patente ingle/., suissos, liori-
sonlaes, e oulrosrie diflerenles qualiriaries; os quaes
bjcctus se acharilo pateules no mesmo arinazein, as
9 horas da inauhaa.
Leila'o para liquidaca'o.
Uenrique Brunn, na qFialidade de l-
quidatarioda casa do finado J. j). Wol-
hopp, lara' leilio, por intervcncfio do
ageBte Oliveira, de todas as restantes
mutdczas, e ferragans linas daquelia casa,
as quaes serao vendidas impreterivelmen-
le sem reserva de preco, por ser taivez b
ultimo-Ieilao das mesmas: segunda-feira
I -1 do correte as 10 horas da manha, no
armazem que foi do dito finado, ra da
Cruz.
O agente" forja, nao podendo con-
cluir o h-ilao de movis <|ue leve lugar
sexta-feira 9 em sen armazern oa ra
do Collegio n. 15, cm consequencia dos)
muitos objcclos que bonveram, tem de
ultima-lo segunda-leira 12 do corenle as
9 horas em ponto, seguindo na mesma
ordem, isto he, sem limite de proco al-
rgttm.
Bilhetes inteiros.
Meios bilhetes.
Ouartos.
Oilavos.
Decimos.
Vigsimos.
O.s-O'JO
J. V. Adour A Companhia l'aro leilSo por n-
lerveucau do agento Oliveira, do um lindoaorlinen-
lo de fazendas de todas as qiiali.lades. principalmen-
te Irancezas : lerca-fcira, LI do correule, as 10 ho-
ras da inanhna, no scu armazem, roa da Cruz.
LBOAO MONSTBOSBM LIMITES.
O agente Virlor far leilflo no seu armazem na
roa da Cruz n. 23, de Indos oa objcclos cusientes no
mesmo, assim como lanbcm de 2 excedentes aval-
los os quaca eslaro ;i porla do armasen para exante
dos prelemlenles : quarta-feira 11 do corrento as
10 4 horas ria manbaa.
AVISOS DIVERSOS.
Livro-mestre para a guarda nacional.
Tendo ebegado o papel (iroprio pitra
estes livros, convida-se as pessoas que fal-
laram para a iinpivssfio de livros-mstn .
para a guarda nacional, a se- dirigirem
aliviara n. 0 c 8 da praca da Inde-
pendencia para este fim.
Ocautelista Anlonio .lose' Rodrigues
de Souza Jnior avisa ao respeitavei pu-
blico, que tem resolvido vender dfjqui
por diante as suas cautelas e bilhetes aos
procos abaixo declarados, ubi igando-se a
pagar por nteiro sem o descont. As 8
por cenlo da lei, os premios grandes 'que
seus billietes e cautelas obtiverem :
llecebe por i
O-SoOO
2J800
I.SO
720
600
320
Y. por isso acata ilc expor a venda as
lojas do costume, os seus bilhetes c caute-
las da primeira parle-da primeira loteria
a liesjiijlifiio da irmandade do Sr. Iloni
.Ics'is dos Martvrios, cujas rodas andarao
em -1\ do pi cseiite mez.
Precisa-se de moa ama para co/.i-
nhar: na ra do Collegio n 1!), lercci-
ro andar.
Ocautelista Salustiauo de Aquino
Ferrcira, avisa ao possuidr do bilhclcin-
teiro n. 1156 em que sabio a sorte de
100^000 rs., e aos possuidores dos piar-
tos n. l))l com o premio de i:000$000
rs., da segunda parte da (piarla lotera
de S. Pedro Martvr deOida, podem vir
reeeberna ra do Trapiche n. 56 segun-
do andar, logo que sabir a lista gcral, sem
0 disconto de 8 por cento do imposto re-
ral. Pernambuco 1^ .! fevereiro de
1 So.).Salustianode Aquino Ferrira.
Estabelc-cimeDtos i'.e caridade-
Salusttano de Aquino Ferrira oflere-
ce gratuitamente sociedade na nfetade
dos premios cpie sahirem nos quatro bi-
lhetes inteiros n. 1459, \H7>'i, 1!)0 e
ID'iC), da primeira parle da primeira lo-
teria da irmandade do Sr. Rom Jess dos
Martvrios, ao hospital Pedro II, os quaes
ficam em seu poder depositados. Per-
nambuco lffcg fevereiro de 1853. Sa-
lustianode Aquino Ferrira.
Estabeicclmento* de caridade.
Salustiano de Aquino Ferrira pcdeao
Sr. Jos Pires Ferrcira tlusoiirciro do hos-
pital Pedro .11, o obsequio de mandar
receber a metade i\c rs. i!"!>;:>((), premio
sabido nobilhete inteiro n. 1156, da se-
gunda parle da qunria loteria a benefi-
cio da matriz de S. Pedro Martvr de
Olinda, (pie o mesmo Sr. Salustiano den
gratuitamente metade de sociedade ao
referido hospital. Pernambuco 42 de
fevereiro de 1855.Salustiano deAqui-
1'0 Ferrcira.
Preciaa-60 rie um feilor de mcia iritile. ara
iim erraenho perlo desla praca : na ra do Crespo
n. 13.
Jos Maria Gojicalvcs Vieira Ciuimaracs, faz
srienle, que pelo JUIZO do civel ria 1.' vara, escii-
vSo Mola, est procedendo o invenlariodoa bensda
Tallecida Auna Jacinthade Souza lta|ioso,dcquein he
o aiinunciante leslamentciro e herdeiro do rcma-
nascenle como administrador de ua motber, alini de
que os creriores ria mesma Cajiecida apresentera suas
coalas para screm atlcndidasnasparlilbas.
Salvador Marques da Colla declara, que be ca-
sado ha 46 para 17 annos con Maria Magdalena da
Trindade, e que por isso pessoa alguna compre bem
alaom a sua mulhor sem primeiro ler a sua aulori-
sa{(lo, alinde evitar quesles indiciaos, por seren
utas todas as vendas que ella lizer sem o scu ron-
senlimenlo.seja qual for a clausula por ella allegada
para dito din.
O abao asaignado faz sccnle que, aleo dia,
inez e auno abaixo indicados, n3o deve nada aos
Srs. abaixo declararlos, com quem lem lirio emitas, e
que fra desla praca de l'ernamburo iiSk compren
nada fiado, seja qual for sen valor, e quem Mjulgar
prejudicailo, dirija-sc casa do .~-r. Antonio liamos,
na ra ria Cacimba. Cidade da Victoria 10 de fev-
reiro de 1 R.Y>.Manoel Jos Pereira llorges.
Os Srs.Joilo lavares Cordeiro, saldo cm o l.o
rie Janeiro rie I8.'>>, Joaquim Jaconie Pinbeiro, idem.
Vinva Bastos & Companhia, em 9 de fevereiro idem,
Joao da Cunha Neves, em o I. de Janeiro .lem, V-
renle Ferrira da Cosa idem. Joaquim ria Silva Lo-
pes, em 10 rie Janeiro iricni, l.uiz Jos ria Costa A-
morim.emo 1." de Janeiro idem.Jos Vicenta Lima,
em 9 de fevcreiro'idem, Vicente Jos de Brito, cm C
de fevereiro idem, Paulad Santos.cm o.o de jain-i-
n idem, Seise* & Azevodo.em 10 do fcvcrflro dem,
Candido Alberto Sodr, em o I." rie Janeiro idem,
Manoel da Silva Santos idem, Thomaz Kernandes da
Cunha. em 9 de fevereiro idem, Josa Rodrigues A-
raujo Porto, cm (i rie fevereiro idem, Jos Pereira
Cenr.en 0 l. de Janeiro den, Cruzt\ (ornes iriem,
Jos Kodrrsues Pereira idem, Beriianlino ria Silva
Lopes den, TaaSO Irnilo iriem, (iuimaraes tV Al-
canforado den. Joaquim l'ilippe da Cusa idem,
Joao Marlins de Barros idem, Jos Joaquim Diaa
Fernandes, em 25 de Janeiro den, Ferrira \ Ua-
Ihciis.en o l.o rie Janeiro iriem, Jos Joaquim (ionral-
ves, cm 8ric fevereiro lem, .Manoel lavares Cor-
deiro, em 9 de fevereiro idem, Francisco Xavier ria
Fonseca, em o l.o rie Janeiro idem, .Manuel do Keu'o
Lima, em 1(1 de fevereiro idem. Francisco Alvos Se
Pinito, emol.o do Janeiro idem.Joao Alves rio Carva-
lho Porto, em 9 rio fevereiro deirr. Anlonio Jo- da
Silva, em o I.0 de Janeiro iriem, Jos Marcelino da
llosa idem, Anlonio FranciscoCorreiaCsrrioso iriem,
viuva I). Juanira rio Bosnio Machado idem, Delphi-
iio (encalves Pereira Lima idem, Anlonio Jos rie
Castro ideo!, Claudio llubcui dem, Anlonio llamos,
em 9 de fevereiro idem, Manoel Figuciroa de paiia
idem.
O abaiso aargnado raga aos Srs. F. R. S F.
I... M. I.S., lt. O. Chacn, S. I. P. o A. I. N., lo-
dos moradores c resllenles nota praca, c qa* j.i e--
livcram na riihnle da Victoria, qoeiran inandar-lhe
salisfazer o impoi le rie seus riehilos na mesma cida-
de, ou no Bncife, becco da Cacimba, ao Sr. Antonio
Hamos, c nao o fazendo, o ahaio aasignado se ver
na neepsidaue rie publicar os mineados mesmos por
extenso. Cidade da Victoria 7 de fevereiro do 1H5.";.
Manoel Jote Pereira llorges.
Persurrta-se a quem souber responder, se a lei
ria "uarria uarional manda qualicar algoem sem
ler a iriarie compelenle, para quando completar oa
annos razer servioo ; lalvez que ua California asairn
se pralique ; cm Pernambuco he desaforo!
Esl para alugar-se um elegante sobrado de um
andar e aoUlO, no paleo rio Terco : quem o preten-
der, dirjase s Cinco Ponas n. 71, taberna.
Olferece-sc um rapaz portngnet para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer eslabclccinento. para
lomar tonta por balanc.iousem elle, para o que tem
batanle pratiea : quem rie seu presumo se quizer
ulilar, dirija-se praca ria Inilcpcnrieucia n. 90,
das III endiento, que achara con quem tratar.
Pergonta-se a certa pes oa.qnal he o sanio re
sua devocao. c ao mesmo lempo o anjo da sua guar-
da, para ler o anejo de prometler CSpancar a mais
rie > pessoas livres por seus e-navo. qUe (raba-
Ihainen Irenlerie sua casa em terreno que Ibe nAo
porteare, por rioac.io que rielle fez.ha mais rie 15 an-
uos, o qual veodeu ltimamente para a obra une se
cst hiendo !......o Pacifico.
MEDALHAS
PARA MASCARADOS.
Uwgon a toja Tic niiudezas da ra rio Collego*n.
1, um grande sorlimcnlo de mcrialhas de jaspe pa-
ra os ma-rarados, pelo diminuto preco de 80 r l(il)
240 eitOcada urna.
OBRAS DE LABYRHIHO.
Oderecem-se lindos lencos de lalivrinllio cm su-
perior cambraia de linho. ricas Inalhai para'roslo, e
circuladas, e oulras umitas obras, ludo por baralisi-
simo preco, para liquidacao de conlas : na ra da
CruzdoBccire n. 31, primeiro andar.
ionilio Velloso de Macedo retira-sc do im-
perio.
CONSULTORIO DOS POBRES
25 AUA DO GO&UBUO 1 AMUMA 25.
O llr. P. A. Lobo Moscnxo d. ronsullas homeopathicas Iodo os dias aos pobres, desde 9 hora- da
manbaa aleo mido di*, e em rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noilt.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operaco de ciruruia. e acudir proinptaniente a qual-
quer niulher que etlcja mal de parto, e cujascircunistancias 3o permittam pagar ao medico.
1 CtRSUlTOHO DO DR. P. 1 LOBO S0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENPE-SE O SEGINTE:
Manua complelo de meddicina honeopalhica rio llr. li. II. Jahr, Iraduzido em por
ucz pelo Dr. Mosrozo, quatro volumes encadernadoa em "rious c aronpanhadode
diccionario dos termos de medicina, eirorgia, anatoma, etc., ote...... ()d()00
la obra, a maisimporlanle de loria* as que tratan do escodo epralirarialiomeopathia, por ser a unir
irlein a base funriamcolal .i'esla dootriiiaA PATHOliENESIA (II EFFEITOS DOSMEDICA-
.MI.M )S hO ORGANISMO EM ESPADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
ni i- Be queren dedicar ;i pralica da verdarieira medicina, inlcressa a todos os mediros que qui/ercm
neniar a riontrina de llabnenaon, e por si mesmos se convencprem ria rerdade d'ella: j> todos os
tiros csenboics de cnaenbo que eslc longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
ia ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer iucnimiiudo seu ou de scus tripulantes :
a lo lo os pas de familia que por circunstancias, que uem semnre podem ser prevenidas, s*> obriga-
prestar in contintnti os primeiros wccorros cm suas enfermirindes.
-mecum rio homeopalha ou Iradurcao da medicina domestica rio Dr. Hering,
ra lambeui ulil as pessoas que se deriieam ao esludo da homeopathia, um volu-
o grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... KlgOOO
onaiio dos termos de incriicina, cirurgia. anatoma, ole, etc., cucanleuadn. :t9(10(l
im yerdadeiroe a bem preparados mericamenlos nao se pode dar um pauso seeuro na pralira da
I ti
rri
E
quo co
soas qi
fazend
que u
dos a
ii rad
I
k
>) di
borne
nuc palhia, e o proprieiario dealc eslabeleeirnento ee liaangeia le lelo o rais bem inonlado'possivel e
i nintiifcm diiMda boje da irande superiordarie ilos scus medicamentos.
Boticaa a 12 lobos" grandes,
Boiicls de31 medicamenios em glbulos, a 10, i9 e 155000 rs.
89OOO
ditos
dilos
dilos
dilos
Dina 36
Dilas 18
Hilas (0
Dilas 1H
Tubos avulsus
Frascos do meia unta de lindura. .
Hitos de verdarieira lindura a rnica.
Na neana casa ha sempre venda grande numero rie tubos de rrvsla rie diversos tamandoa,
is para inedicnninnlos, e aprompta-se qualquer cncommenda de medicamentos com loria a brevicla-
pnr precos nimio comino los.
20?000
:Woo
IWHI0
tHOOO
2t**M.)
de e
O escripturario da companhia de
Beberibe, continua a cncarre^lr-se ele
comprar e vender acn.es d mesma com-
panhia: na na Aova n. 7 primeiro an-
dar.
Na livr.iria n. fl c S da praeinha da Inriopn-
dencia oliste ana caria para ser entresne rom rrr-
gencui a niin. St. Francisco rio Rogo Sarros Bar-
reto, por ignorai sua residencia.
O Solicitaddr n auriili ros desla
>. abaixo mtianado, continua aeveiccras *
nnecOes desse car-o. para o que pode ser *^\.
. iroflirado nocscrrptorn rio illm. Sr. ir. .loaqnim Jos da l'onceca, o riiesnio compro- "*-*
. rnette-se a rolirilar causas He partido en- 4?.
* iinal. com Indo lelo eadividaric, mediante 5?
^ um pequeo honorario, assim corno nas <_
sfi causas parlicularea nao poe prcro as "^
' partes. Camilla Augusta Ferrira da Silra.^9
No hotel da Enlapa precisa-se de un criado
blanco.
No hotel da Europa /en boas peliscos a toda
hora, por preco innilo barato.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Bosarin n. :M, seauudp andar, PauloGai-
511011K, denlisla francez, chumba os denles com a
ni 1- a adamantina. Basa nova e maravilhoaa com-
poir ie ton a ranlagen do encher lem pressao dolo-
rasa todas as anfractuosidades do denle, adqnerinda
em poucos instantes solidez anal a .la pedra mais
dura.o promclle rcslaurar os denles mais estragados,
com a forma e a cor primitiva.
O agente Borja avisa
a todas as pessoas que te-
em objectos em seu arma-
zeni na ruado Collegio n.
li, hijatn de apparecer
at o dia l do correiite
no mesmo armazem, do
oontrario seus objectos se-
ro entregues pelo preco
que chegarem em leilaj.
VELLODILHO.
Superiores Terlndilhos, escarale lino, muso, coi
de" rosa c pelo a 1 :) rs., azul, verrie claro, escuro e
amacollo, a 610 rs.: na rua do Queiinado 11. h
LOTEBIA DOS .MABTYBIOS.
O raulelista Salustiano rie Aquino Ferrcira avisa
ao respeitavei publico, que de boje em dianle lomou
a firme resolucio de vender os scus tullales e caute-
las da l.a parle da l.l lotera a beneficio da irmao>
dadedu Senlior Bom Jess doa M il.rios. nas suas
lojas, pelos procos abaixo declarado*. N,io soffrendo
o- referidos bilhetese cautelas o descont de oito por
cenlo do imposto geral nos Ires primeiros premios
grandes.
llecebe por inteiro 5:000S000
2:3003000
o 1:230500o
(3-3000
3005000
23O5OOO
Precisa-se de urna niillicr pardaOU
preta, que seja de bons coslumes e de
meia idade, para tratar de urna senlio-
ra doenle na freguezia do Poro, da'-se
bom ordenado : ua rua estreita'do Rosa-
rio n. 28, das 9 horas da manliaa ate as
o da Urde.
Os devedores da extincta loja doSr.
arcellna Josc Riheiio, queiram BDngf
dar.pagar!eutdbitos 11a ruado Gafan-
ja', a Jos Alves da Silva Guiniaraes. vis-
to ter elle icado com essus mesmas di-
vidas.
_ 1
Precisia-se de um ou dous offlciaes
de tnmanqUciro para taxiar tamancos :
na rua larga do Rosario n. *14.
I. ma mulher de bous coslumes oITcrecc-se para
ser ama de um komem solleru ou rie pouca familia :
quem precisar,! dirija-se a rua rio Bosara da Boa-
\ isla n. 96.
Bilhetes 5)600
.'lelos
Ouailus !-iill
Oilavos '20
Decimos 000
\ igesimoa :m
O Sr. Isnario de Soma I.co queira !cr a bon-
illo de appareeqr na rua do Vigario n. 10, afim de
ir solucao do negocie que foi encarroado.
r. TfKi'^ffiBTaEV-i3S3SBl
CARROS FUNEB11ES.
Jos Piulo rie llagalhSaa fai scienle ..
espeltavel publico, quo. de ora em dianle, be
o proprieiario rio eslabelccinenlo de carros
fnebres silo nalrua AnCnata n. "21 ria fie-ne-
zia de S. Jos, abi ronllua a fornecer carros
de qualquerordriin rom ricos rnalos de nm-
rormiriario com b regnlamento do cemilcrio,
lamben se enMiregn rie fornecer carros de
passeio, cera, m.isaca, armacoes. aula, ele,
para o que lem I a precisa habililacBd e rics-
envolvimenlo ; enperay annuucianli* ser pro-
curado (ior todas as pessoas quo de semellian-
leeslabirieriinento prerisem 5 no ncsino aln-
gam-se cafiOes |>aila defunlos e anjos, c ven-
l-m-'e mntal|i.,s He pinbn.
No hotel da Euttopa ihr-se para fra aluioro c
jantar mensalmente, ppr ptvro cornmndo.
Precisa-se rio un feilor para um cnsenho per
to desla praca, que sej de meia idade : na rua do
Crespo n. 1.3.
D. Gnilbermina l.eopoldinadc AndradeSooza,
Vinva rio finadn Jos Fianeisen Hilieiro de SoOM, es-
I piocedcnilo a inventar in pelo jui/.o rio urphaos de
Olinda, e por isso avisa a lodos os credores do scu ca-
sal para justificaren oa pri'pararem'tiasesecuroes,
o seren pailiHia.las heos para pasamento .los mesmos
, I rivileniados por hvpotheca
no sitio de Asna-Fra Je Singo Amaro com escravos
Na rua do (!abugi n.
cahelleiras para alagar
Malcarado.
12, i"ja rie mimes, (emboas
por preco cm corita.
I'iei isa-sede um a paz brasilciro or eslrancei-
ro, que saiba montar a cavallo, e que queira servir
rie pacema um senhorde cnseuln,; a queru coruier,
dando pessoa idnea que afiance a sua conducta ili-
nja-se acasa de um andar 11. <, no paleo da inalii/.
de Santo Antonio.
Ocautelista Salustiano rie Aquino Ferrira pe
rie ao Sr. caulclisia .Vnlonio Ferrcira de Lima e
-Mello os precisi s es. larecimeuli s ,|)IP ;l< s|ias ,.,,,,_
telas, se eslSo sujeilas ao .i -1 miio ,\, ,u, por rento
do impoeto ceral ou mo. Klh- deprehende peloan-
nuneio publicado p 1 referido Sr. caulclisla Lima,
decido na rua Nova 11. que os scus bilhetoi
nao soflrem o descont dos oilu porcenlo. porm sim
as suas cautelas. De-ij 1 que o scu nnnncio se tor-
ne un pouco mais claro para os jogadorea, qual
esla bstanle confuso a espeilo ri.is cautelas.
Da-so diuheiro a premio cm pequeas quau-
Paliaabre penhore de ouro ou prala : na rua do
dre soFloriano, primeiro andar do -obrado n. 71.
Precisa-se de urna ama para cozinhar c faier o I
servico interne de urna casa de pouca familia: na
ruada Seuzala 11. armazem de ferrageus.
l'cde-sc ao Sr. esluilante Lina, que morn no
lerceiro andar rio sobrado ria rua do Queimario, le-
nba a Bondade annuuciar a sua morada parase Ihe
culegar'uma caria.
Previne-so a quem quizer comprar 011 fazer
qualquer negocio com o engeoho de L'na, que Coi do
finado Ezequiel Jos de Carvalho, no qual Ictn par-
le o Sr. Anlonio Carlos Pereira de Burdos Ponce de
l.eao, que arries de o farcr recorra a cscriplura rje
permuta que fez o Sr. Dr. Francisco Elias do Beso
Dantas, con o-finado Pedro Velho de Mello, pata
que fique scienle que I a rirmarcacao e eilenrao rio
mesmo eiiReiiho, como rie maltas etc. ele, para que
nao cont com dircitns que nao lem.
Oll'i rece-se una pessoa para lomar cotila 'da
roupa de ou .1 homens, para lavar e rnrjonnar
com promplidao e accio : quenrr preleiidcr. annun-
Cie para ser procurado.
Aos amantes to bom gosto.
Pede-se aos amantes do 00111 gosto de
ir a rua Nova n. 17, loja de Tlieo-
phile Robert, (ne acbarao um grande
e lido sordment de mascaras de to-
das as qualidades epreco mais barato
do que cm qualqtfer paite, a saber :
Mascaras de rame com mola para ho-
inem e senhora, a 2JJ0O0 ri!, mascaras
de cera com molla para homem e senho-
ra, a ,'000 e S00 rs., mascaras de
papellao para homem e senhora, a 500,
6*0 e l.sOOO.
Quem souber riislilar asueTdenle e quizer ir
fiara um engenho, rtirijj-se rua da Cruz, no Reci-
fe, n. l, segundo andar, pira tratar.
? Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : no Recife, becco do Burgos, n. 11, primeiro
andar.
RUA NOVA N. 22.
L. Delouche, lem a honra de annunriar
au respeitavei publico, que acaba de re-.
. ceber pelo ultimo paquete o mais bello
sorlimento de relogios de ouro, prala e prala don-
rada, patntese horizonlacs, por precos muilo van-
(ajososealliancados: lamben endirrega ae de lotos
os cotcenos perlonrcntes a sua arle |ior mais difl-
cultosos que sejam, com perreicao e brevidade.
PIANOS.
Joo P. Vogeley avisa ao respcilavel publico, qoe
em-ua casa, na rua Nova n. 11, primeiro andar,
acha-sc um sorlimcnlo de panos de Jacaranda, os
melbores que tem at aaora apparecdo no merca-
do, laolo pela sua lianmmiosa e forte voz, eomo fe-
la sua eonslruccao de arinjrio_da fabrica de Collard
Si Collarri em Londres, os quaes vende por um pre-
co raioavel. O anuuoeranle continua a afinar e cun-
cerlar panos com perfeic.lo.
(1 juiz de paz do lerceiro anno. do primeiro
dutriclo da freguezia de S.-Frci-Pedro-Goncalves,
ria audiencia nos dias j marcados, (erijas e scslas-
feras ..s ires horas da tarde, ua rua da Scnialla-No-
va. segundo andar, 11. 40.
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
A reuniao da assemlila geral dos ac-
cionistas da Companliia'Pernambucana,
lera' lugar no dia 13 do'corrente mezas
11 horas da manha, na sala das sessoe*
da associacao commercial desta praca,
para ser apreciado o parecer da com-
missao de e.vame de contas, segundo o
art. oij dos estatutos da mesma compa-
nhia. Recife 8 deevereiro de 1855.
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia n. 2, a 50, excellenles oleados
pintados com diversas larguras, de muito
superior qualjdade e ricos padrees, mtii-
lo proprios para cmelos, commodase
mesas de mcio de sala, por muito barato
preco.
'O abaixo ssignado convida a appa-
recerem no aterro da Boa Vista n. 45; a
negocio de sciis interesses, os seguintes
senhores: Antonio Jos Martins, Ma-
noel da Silva COuto, Thoma/. Thinns, Jo-
s Joa(|iiim Pinto de Almeida, Jos Mar-
tins Ferrira Coutinho, Gregorio da Cos-
ta Monteiro, Flix Gomes Coimbra, Mar-
cellino Henriques Pereira, francisco dos
Santos Moreira, Joao Francisco da La-
pa, Manoel de Azevedo Santos, Francis-
co Muniz de Almeida, Antonio de Oli-
veira Diniz.
Antonio de Paula Fernandes Eiras.
Casa de consignarlo de escravos, na rua
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
S*X^JIFa ,e vem,erem do eomrnissao, tanto para a
provine como para fra della, offerecenrio-se para
sso loda aeguranca precisa para os dilos escravos.
A fama va.'
V fabrica do charutos da rua rio Ransel n. >, che-
eou um novo sorlimcnlo rie charutos da Babia dos
bem acreditados ; laniheiri fumu para vender a reta;
Iho ; a vi-la faz f.cos freiuezcs serio bem servido*.
STARR&C.
respeilosamcnle aniiuuriam que no seu cvlen'o es-
tabclecimeiiloein Santo Amaro,conlinuaio a fabricar
Com a maior pertercao e promplulAo, luda a quai da-
rle de machiiiismo para o uso ra amirullura na-
vesacao e manufaclura; c que para maior eom'inoriu
de tena numerosos freguezese do publico en geni,
Irem aberto cm unidos mandes armazens no .Sr.'
esquita na rua do Brum, alraz do arsenal de m-
rinlia
DKPOSITO DE MACHINAS
construidas no dito seu eslabeleciniento.
All adiarlo wcompradores um completo sorli-
menlo de moendas de ci.....a, com lodo, os mclhora-
menios atgonsdeiu-s nevos eoriginaos de que a
experiencia de muitos annoa lem meetradn a neces-
sidade. Machinas de vapor de baixa e alta pri
latxai de lodo lamanho, lauto batidas como fundi-
las, carros denloeditos para conduzir rdrnUs do
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dito, tumos do Torro balido para arinlia, arados de
Ierro da mais approvida consti ucean, fundos para
alambique*, envos e p 1;a- parajjjferualhas. e urna
infimdade do obras de rerro, qneerria enfadonho
enumerar. No mesmo d ; \i Hte urna pessoa
intelligenle e habilitada para receber lo las as en-
commendas, ele, etc., que os anfRciaules contan-
do com a capacidarie rie suas ollictiiase macbinismo,
c pericia rie seus ofliciaes, se rompromettem a faier
executar, com a maior prstela, perfccflo, e exacta
conformidade com os modelos011 desetthu5,e iuslruc-
res que Ibes forem fornecidas.
ILEGIVEL
MUTILJinn



GIIRIO OE PLRMMBUCO, SEGUNDA FEIRA 12 UE FEVEREIRO DE 1855.
- Pede-seaoSr. l)r. Jos Nicolao Bi-
iiiia Costa rcsposla da carta, que llie
ioi dirigida no Diario de Pernambuco
de .) de Janeiro ilesle anuo, assijjnada pelo
Di\ Firniino ; o publico isla' anciosopc-r
ver esso neg( ululo, e caso o Sr.
Bigueira nao se queira dignar responder,
sera' tide por caprichoso c arbitrario em
Mas decisoes, creo confesso de sen de-
lirio.O Curioso.
Alugam-se c vcmlom-sc muilo l>i>aa bichas de
Hambnrgo, ehegadas ltimamente, c l.iniliem vni-sc
applicir pira mato cmumodidndn dos p. alenden les:
11.1 tus estrella do Kosario loja de barbeiro n. 19, e
lainliem ha para Ycnder-se'muilo boas corlicas para
aliar navalhas.
Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lyeu desla cidade, nao podendo abrir no 1. do
rorrente o cufso de geometra para lodo o anuo lec-
tivo, como linha annunciado, pr nao apparerer
quem o quizesse frequenlar, de novo declara que
annunciar o da da abertura, logo que appareca
numero sullicienle de esludanlcs, que o queiram fre-
3uenlar : os prelendeute* podem dirigir-sc i casa
e sua residercia, na roa Direila n. 78, para darem
osseus nomes matricula, as 7 horas da mandila al
as 9, e a (arde a qualquer hora,
JOIAS
Os abaiio assignados, donos da loja de nurives, na
ra do Cabug n. 11, confro'iile ao paleo da malriz e
rui Nova, fazero publico, que est.lo recebendo con-
tinuadamente piuilu ricas obras de ouro dos melho-
res gostos, tanto para senhoras como para homcus e
meninos ; os precos cootinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 14 ou 18 qui-
lates, ficando assim sujeilos os mesmos por qualquer
uvida.Seraphim & /romo.
Aloga-se o armazem n. 30 da ra estreila do
Rosario : a tratar na ra do Collegiu n. 21, segundo
andar.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 21 das Hatrizes e 7 da Gloria.
O vapor Cammeta' entrado neste por-
to hoje 6 de fevereiro nao trouse listas
nem resumo por ter saludo do Rio de
Janeira no dia 23 do passado, as quaes
esperamos a 17 ou 18 do presente pelo
vapor Guanabara Os premios sao
pagos a' vista sm.descont algum logo
que se distribuam as mesmas listas.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar com
soljoo.i loja, quoaccommode nao pequea Familia,
nos bairros de Santo Antonio ou Boa-Vista : no caes
do Hamos, no segundo andar do sobrado de Jos
1I>giuo de Miranda.
SAIA DE DWSV.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavel publico
que a sua sala de ensino na ra das Trincheiras n.
19 se acba aberta todas as segundas, quarlas e sextas
desde as sele horas da noilu al as nove : quem do
seu presumo se quizer ulilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manhSa ale as 9. O mesmo se
offerece a dar lices particulares as horas convencio-
nadas.
No hotel da Europa lem salas c quarlos para
aluguel, com comida ou sein ella.
. J. JANE, DENTISTA, 1
continua a residir na ra Nova n. 19, primei- @
19 ro andar. 2
MMUMMIt @Sg
Novos Iivrosdc homeopalhia mefrancez, obras
todas de summa importancia :
ilahnemann, tratado das molestias ciironicas, 4 vo-
lumes............205000
Teste, molestias dos meninos.....6g()00
HeriDg, homeopalhia domestica.....7S00O
Jahr, pharmaropa homeopalhica. fcOOO
Jahr, novo manual', 4 volumes .. 16.300o
Jahr, molestias nervosas...... 6*000
Jahr, molestias da pclle.......83000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65OOO
llartlimann, tratado completo das molestias
dos meninos.......... 10.JO00
A Teste, materia medica homeopalhica. 8.3OOO
D Fayolle. doulrina medica homeopalhica 73000
Clnica de Staoneli........65OOO
Casliiig, verdad.; da homeopalhia. 4s00tl
Diccionario de Nyslen........ IOJOO
.Villas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripeo >
de todas as parles do eorpo humano ." 303000
vedem-se lodos estes livros no consllorio homcopa.-
thico do l)r. I.obo Mostoso, ra do Collegiu 11. 2o,
primeiro ludar.
6>
i
. 0#
DENTISTA FRA.NCLZ. Q
Paulo Gaignoui, estabelecido na na larga aa)
do Kosario n. 36, segundo andar, colloca den- i
les com gengivasartificiaes, e dentadura com- Aj
pleta, ou parte della, com a pressao do ar. aj)
Taiubem lem para venderkagua denlitrice do fij
Dr. Plerre, e po para denles. Rna larga do 9
Rosario n. 36 segundo audar. a
LISTA GERAL
Dos premios da 2/ parte da h: Lotera concedida pela Le Provincial n. 106, de 9 de Maio de 1842, a beneficio da
Matriz de Sao-Pedro-Martyr de Olinda, extrahida em 10 de Fevereiro de 1855.
N l'HEMS.
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36
FlBLlfACAO'-DO INSTITUTO H0ME0PA-.
TIIIGO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATHICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA
Mclhodo conciso, dar e teguro de curar homeo-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil-, redigido segundo os inelliores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgera IMidiu. lisia obro he boje
reconhecida como a melhor de todas que Iratam da
appliracSo homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao ppdem dar um pas-
so seguro sem -^ossui-la e consulta-la. (Js pais de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, *ia-
janles, capites de navios, sertanejosetc. etc., devem
te-la m3o para occorrer promplameule u qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochura por 109000
encadernados H9OOO
vende-s'! nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Laya-se e engomma-se com toda a perei;ito e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferrara
de Mello, que mora para o Salgadinho,
citieira mandar receber urna cncommen-
da na livraria n. t e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
ftue mudou a sua aula para a ra
,T(I n. 11, onde continua a rece
nos internos eexternos desde L
dico piero como lie publico!
quizer uttlisar deseupetpienqp^
pode procurar no segundo andar
gundo i...
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
BOAS OBRAS,
garam reciMitemenle ra Nova n. 3K, ilefron-
n;ao, lampadas, thuribulos, muelas, cal-
deinnhas de agua lienta dAtatao, c galhelas de es-
tanto, tudo para igreja ; escrivaninhas, (esouras e
Ingornas para funileiro, radinhos, foles de lerreiro,
rozetas de espora., e mollas outras obras de lalao,
cobre, bronze e folha de Flandres que se fazem c
vendem-se por preco coinmodo.
Jos da Maia contina a dar lices de iagtez,
francez e eschpturacao, todas as tardes, na classe
que tem na ra do Queimado n. 14, e pdc ser pro-
curado na loja dos Srs. Gotiva & Lcile.
mmmmwmmmmm
O bacliarel em mnthematiucas
Bernardo Perera do Carmo Jnior,
dar' principio as sitas explicaoies
de arithmetica e geometria no 'lia
12 do corrente ; na ra Nova, so-
brado, n. ."> I'recisa-sc de ofliciacs de alfaiale : 11a ra Nova,
esquina da ponte.
Oflerece-se um rapaz porluguez, de 16 anuos
de idade, para caixeiro de taberna, do que lem a pra-
lica precisa, c da conhecimeulo de sua conducta : na
ra dos Marlyros, taberna n. 36.
Casa de commissio de escravos.
Na rna Direila n. 3, sobrado de 3 andares, defron-
le do beceo de S. Pedro, recebe 111-se escravos de am-
bos os seos pera se vcuderem de rommissau, niio se
levando por esse trabalho mais do que dous por ren-
to, e sem se levar eoosa alguma de comedorias, ofle-
recendo-se para islo loda a segarane,a precisa para
os ditos escravos.
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O
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51
59
FRASCOS DE VTDRODE BOCCA LARGA
COM ROLDAS.
Novo sortinlenlo do tamanlio de 1 .1
12 libras.
/ enaem-se na botica de farlholomeu Francisco
ile Souza, ra larga to Rosario n. 36, por menor
prefO que m outra qualquer parte.
t Vende-se uina casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margen) do no, edilica,
da ha pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes cotnr.iodidades, coclieira-
estribaria, etc., etc. : jiiem pretender
Aluga-se urna espacosa sala, alcova e um quar- pnmm-n. ,io l.j-
lo.deumlercciroandarnaruadoOueimado. pro-V P '. PrediO, dinja-se a na da
prio para rapaz solleiro do commercio : a tratar na Crtir. 11. 10, que se
mesma ra n. 21.
Adverle-se ao Sr. Vicente Fcrreira da Assum-
pcao, morador no Bonito, que se salisfizer o que se
llie lem exigido por diversas cartas dirigidas da ra
do Queimado 11. 21, ser para si urna deshonra, pois
nao be justo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um auno.Jos Pereira Cesar.
Precisa-se de urna ama que saiba coziuhar c
engommar : na ra do Cabugi, loja 11. 18.
A pessoa que annunciou no Diario de honlem
(9) ter urna caria para o estudaute Lima, queira ter
a bondade de entrena-la na rna da Crui n. 6.
Loteras da provincia.
Acham-se a venda os bilhetes da 1. parle da 1.
lobina a beneficio da igreja do S. Rom Jess dos
Marlvrios decta cidade, nicamente na tliesouraria
das loteras : ra do Collegio n. 15. e as rodas an-
dar impreterivelmente no dia 24 do corrente mez.
Francisco Antonio de Oliteira.
Pergunta-se se em face de le, pode ser juiz
de paz em urna freguezia o individuo que reside em
oulra, se isso nao acarreta nullidade nos pleitostfiue
se litigarem perante o meamo juzo, conforme di-
zem presentemente se di na freguezia de S. Fre
Pedro Gonralves, com ambas osjuizesque actual-
mente eslao em ciercicio ? Islo deieja saber um que
prelcnde demandar.
T GRANDE FABRICA DE CHA- *m*
PEOS DE SOL.
RLA NOVA N. 23, ESQUINA DO BECCO DA
CAMBOA 1)0 CARMO,
DE MAMEL & VILL.1N.
Esta fabnca estabelecda nesla praca lia 2 annos,
e leudo vendido al hoje rnente em porfo, os
donos para que o publico possa participar dos
prec.es vantajosos que elles coslumam vender,
leem resolvido a abrir a dita caa cima de va-
rejo, aonde se af liara um grande sorlimenlo de cha-
peos de tol para homem e para senboras, bengalas,
chicles, etc., ludo do melhor goslo. Em conse-
quenca das relaces que tenham com Paris e
Evon, acham-se em estado de vender por precos
muito mais baratos do que em qualquer lugar.
Contiuua-se a vender tarilbem cm porcao, e cncarre-1 '"?ar-
' das, pelos precos declarados :
~,.,re1c,sa-c ,le uma ania 'le lcile : no pateo do Selim pelo do Macao para vestido do sc-
llospilal u. 26, por cima da cocheira. nhora, covado.......
----------------------------r~----------------------------------1 Safja preta de seda, covado .
COMPRAS. Meiasdeseda prcla.......
-------------.-----------------------------------_ 1 Los de linho prelos bordados de seda .
ATTENCAO', j *-a"^',as Prelas de liuho bordadas de seda
covado .
que sendo possivcl se lata'
qualquer negocio.
Vendem-se cm casa de S. P. Joli.is-
ton & C., na ra de Senzala Nova 11. 42.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e ca$tcaes bronzeados.
Cobre de forro *
Cliumboem lencol, barra municao.
Farello de Lisba.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro
Vende-se um Iwnito mulato de 22
annos, botn pagem e sapateiro, de boa
conducta, sem vicio: na ra dos Quar-
teis n.2i.
Vendc-se tima negrinha de ( annos,
muito esperta, boa para se educar : na
ra dos Qtiarteisn. 21.
Chapeos de castor bronco a ">.s e
I) rs. cada um, o preco convida e o
na ra larga to Bo-
desengano he ver
sario n. 1 .
Vende-se uma porco de tamarindos: quem
precisar annuncie.
BARRIS MONSTROS COM
BRE.
\endem-se barris com bren, muilo grandes, che-
gados agora da America : na ra do Amorim, arnia-
zem de Paula 1.V, Santos.
Vende-se uma porcao de tamarindos
precisar annuncie.
quem
Vendem-se bellos meles da ilha de llamaraca,
j muilo saborosos : na ra do Pilar, em Fofa de Por-
i tas n. 95 ; assim coiao as bellas mangas do mesmo
Comprnm-sc escravts "de'ainbos.os sesos, tanto <,:ro,'li;nPolepretoupeiior,
ilocrioulos {!i"'nn Pto, covado. 29800. 3-3200 e
para a provincia como para fora della, sendo
29WO
29000
196IH
lOOOO
I29OOO
19800
39500
69500
ra
Vcndein-se bonitos pes de eraveiros : no correr
da igreja da Soledade, ea-a n. 7.
FAZENDAS BARATAS.
\cndem--e cortes de eassa com barra a 5|palacas,
ganga amarella franreza a 200 rs.,liscadosfiancezes
largo a 9 vinlens, cobertores de lgodBo dpa cores
perior qualidade; champa-!
gne : o que tudo se vende multo em econmica fazenda preta, com 6 palmos de largura,
COBta, em relaraoa boa qualidude. uiropria para trage* de clrigos, religiosos, vestidos e
,. .. i mantilhas para mulhercs
Vende-se relente labnado de pinlio, recen- ->|#
tcmenle cheeado da America : na mi de Apol'o
Veml
3797
98
3805
9
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11
12
13
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55
ide-se superior rap Paulo Cordeiro, che-
gado prximamente : na praja da Independencia,
luja 11. 3.
Na taberna da ra do Livramento 11. 30, ven-
de-se afamado tumo de Oaranhuu, barato, sendo
em porcao.
AOS SENHORES
No armazem de Victor Lasne,
da Cruz, 11. 27, vende-se o eguinte : pa-
pel pintado para lorio de salas, com
mu lindos desenhos ; wermouth em cai-
xas de lgarrafe ; diversos licores de
mu boa qualidade; vinho verdaderol'i,r"0 a'J villlc"s- roburtorcs de aigodao dea cores nu sciiiuhls ije. oubAllu.
Bordeaux em caira de amia Ll.-r-l, 'nul'op"co,rl>ados e grandes a t000, cassas fr anee- Reduzdo de 640 para 500 rs a libra
noiae.u\ un caixascl clu/.ia kuch ; /as linas decores litas a 320 o covado : na ra do nnlniMiTinla JLh' -U n, I.\l
do melhor autor ; agua de flor de laran- Qwimado n. 21. '' can0 da nvenrao do Di. Ld.tar-
ja ; cognac verdadeiro ; absi.ith, choco-1 AI DM7i 1 ,em ,,n,,l emPre8tdo nas co-
late mu.to suoerior nualidade : chamoa-l ALDAHtZli\ lDIM 'ngleras e hollandezas, com gran-
Para acabar, vende-se a 900 rs. o covado den de vantagem para o melhoramento do
,ao.e,fS,SUCi"'r aC,)a-Se a Venda' C!n latas dc 1
na ra do Queimado i oras, junto com o metliodu de empre-
lga-lo no idioma portuguez, em casa de
d99eST:8.s9@9;N. O. Biebcr & CompanhV na ruada
trapiche do l'orreira. a en(ei.)cr-sc com o adminis
raor do mesmo.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento eni barricas grandes ;
aatinr como lainliem vendem-se as linas : alrazdo
theatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Afenda.de Edwiu BKaw,
Na ruado Apollo 11. 6, armazem de Me. Calinon-
& Conipanhia, acha-se conslanleinealc bous sorti-
inentns de taitas de ferro coado e balido, tanto ra-
sa como fundas, niocndas ineliras todas de ferro pa-
W Vendem-se ou permulam-se por casas nesla
! cidade em os bainoa da Sanio Antonio ou
Boa-Vista ; un etcellentc e grande silio. leu-
, do perlo de 500 palmos de fente, e 1,500 de
fundo, com.boas baitas de capim, agua de be-
$& ber, e com mollas arvores das mais deliciosas Sil
B fruas (pie adeom a vista se poder coidiecer ; GQ
muilo perlo da cidade por estar no priqcipio vj
da (tirada dos Afllictos, c com mais a parli- fit
, @ ciilaridadc de ler no fundo ramboa ri'agua sal- @
:' gach, onde M pode formar dous famosos vi- S;
^ veirus. e ler lambem aliu de ludo islo, a 9%
frente Inda murada de novo, com dous por- Jf
,-, "mi < lliuiflilll IIK IIUIU) I
ra animaes, agua, etc., ditas para armar em inadei- q$ |aes ao lado dc una alicorees e frente ji co- @
". II", s c modelososmais inoder- s BK,,|a ,|e llinn mil:nnca ca&i de ti palmos 5
Cruz. n. 4.
Vende-se uma rica mobilia de jaca
randa', com consolos e mesa de tampo de
mai inore blanco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto (".11 tis 1 ao.
Sabio a luz a 2.a eili-.-.m do livrinho denominado
Devoto Cbrist,1o,inais correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 c K da praca da in-
dependencia a 6-10 rs. cada etemplar.
nos machina borisoiilal para vapor com fotca de 3, ,|e |. u, e IIG .1. fondo: quem o pretender PI1KI ir r *\- npiiimd '
1 eavallos cocos, passadeiras de ferro eslanliado ; ou quizer fozer o negocio deiqalra citada fr- I ,l UBL.iC.ACAO RELIGIOSA.
para Risa dc purgar, por menos preco que os illa ma .-cima dilo, pode fallar eam* Sr. Miguel ji !>aluo a luz o novo Mez de alaria, adoptado pelos
cobre, csco-vens para navios, ferro da Suecia^fu- 4j Camciio no Herir, 011 dirija-* ao mesmo Z reverendissimos padres rapncliinlius de IS. S. da Pe-
08 'ar a fallar com o proprielario na pnmeira ffi "l'" <,csi' c',,a<,e- augmenlado com a noveua da Se-
S casa do lado direlio na mesma estrada. S n,l,,.r" *! Conccic.to, e da noticia histrica da me-
8#'jH4..->-^..>1.. milagrosa, cde>. S. do Bom Conselho : ven-
-.-. .1-. -...-..-. .-:-.. MMM*1 # aena o.itamenie ai livraria ....; e gdapneada
Vende-se doce secco de caj dc superior qua- independencia, a I9OOO.
Iidade a ItIO rs. a libra, lano em srande como em H .
pequeas porcoes : em Uliuda, ra do Varadouro, j lOinnos Oe vento
numero 17. 'ombombasde reputo para rcg,nr borlas e baila,
v. 1 1 decanim, nafuiidicaOde D. W. Uowman: na ra
Vcndem-so dous cabriolis nnvds e muilo bem -
construidos : na ra do Pires n. 30.
has dc llaudres ; tudo pur barato prceo.
Taixas par;, engenhos.
de
Na fundicao' de ierro de D. W.
Bowmann, na ra do.llruin, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sorlimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
cinbarcam-sc ou carregim-se cm carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keer&C, na ra
da Cr
Vendc-se uma morada de casa de Ires andares
doBruinus. 6,8el0.
Na ra do Vigario n.
1 Cri.zn. 5r>, ha para vender 5 excel-i 22. 5ir" quf lcm vi'"lu "*,
... ., mercado, a 2JO00 is. cada urna: na ra do S
lentes piano viudos ltimamente de llum- -
19, primei-
c slito, em bom calado, na ma do Vigario' "n.8 ? r. a"dar, tem para vender diversas mu-
Irala-se na ra do Crcpo, loja da esquina que volla sicas para piano, violao e flauta, como
para o Queimado.
Vendem-se mascaras de rame c de seda 55
sejam, rpiadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
esto chegado do Bio de Jpneiro.
inirgo.
Na roa do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
gi Crespo luja a.naralla .1. i.
e pardos de 10 a 25an.ios,lendo bonitaigura.Viagm- cllilPeo1 franeczes
se bem : na roa de Heras n. 60. e oulras rr.uilas tazendas por preco muilo commodo.
bom e^Z .a?r' -, rufo "'u" '"0,lern-, ". Vende-ie un. terreo na ra do Scve, com 40
l^reita 'ifi S "' '' U eS~ >,a,mo' de Ur-ura nlais *" '' "-nprimento,
*'<"n frcnle para o Capibaribe e fundos para o Hospi-
t.onipram-se pataeoes brasileiros chespanlics: ''. la da Cadea do Recite u. 54. lorias, sendo pela frenle aliceres para uma casa dc
I toda a largura c 100 palmos de coniprimciiln, fecha-
do de um lado por um aillo de cas;, lambem dc 100
palmos, muro e cacimba ludo meeiro, el. pelo lado
da quina e fundo com alicerec para muro ; olTerece
commodos parase lazeriluus lindos predios cun bous
T,A d,r*ctora do collegio da Conceicao, na Cruz
de Alinas, no sitio da Piedade, participa as pessoas
que liverem de informar-sc ou tratar de qualquer
arranjo respecliva-nenlc aquelle collegio, que all se
podein dirigir, ou nesla cidade ao Sr. Kicardo de
Ireilas Ribeiro com loja de livros na esquina da ra
do Collegio, que prestamos esclarecimenlos precisos.
I recisa-se de uma ama para o servico dc por-
tas para dentro, menos para eozinha : 110 Recite con-
fronte ao oilao do Corpo Santo, loja de calcados nu-
mero 29. JL\
(p O Dr. DM Fernamlis. medico, pude sor S)
procurado a qualquer hora do dia para os 4*
dlfTeu'nles ramos de sua protisso : na ra Ir'
larga do Rosario 11. :ix.
d@SS* $ = 0#S0M
Compra-se loda porcao dc prala que possa ap-
paieccr, velha ou nova, a peso conforme sua quali-
dade : na ra da Senzala Velha u. 70, se diru qum
compra.
VENDAS
ALMAiK TARI \m.
quinlaes, o que felodcverao ser muilo procurados
para morada, ..lo s pela boa localhladc c bella vis-
la como perqu achamlo-se muilo prximo a f.u-ul-
- dadede dircito, acroturto por isso os co.hiiirentes :
a tralar na ra Nova n. 50, segundo andar.
Vendem-se velas de carnauba pura, muilo bem
Sahiram ;.' luz as folhinhas dc algibei- r'H**! "a rua do Amor'm '
ra com o ahnauak administrativo,"mcr- OBLEANS DE LISTRA DE SEDA,
cantil, agrcola e industrial dcsta j.rovin- A <00 # eado
ca, corrigido e accresccntado, contendo Vendem-se aa roa do Queimado, loja n.J7, de
V00 paginas : vende-se a 500 rs., na li- Ii"ia & Lol'cs. P"* liquidacao de comas.
vraria n. C e 8 da praca da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-se a' venda as bem conhecidas
olhinhas iinpressas nesta tvpograpljia,'
de algilieira a o20, de porta"a 160. eec-
clesiasticas aiSOrs-, vendem-se nica-
mente na livraria n. o e 8 da praca da
Independencia,
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lopes, rua do
Queimadu n. 17, as modernas alpacas de seda, de 00-
VOf e lindos discnhos. pelo mdico preco de 500 rs.
eada covado. .
Vaoda-M um carro novo, de i rodas, com 4
asscnlos, os arreios em bom estado, c lambein nina
pareil.i de eavallos novos ejforlcs : quem precisar an-
nuncie a sua morada, ou dirija-se a Solidade sitio
dos 4 Icoos a qualquer hora do dia.
P POTASSA BBASILEIBA. $)
(^) Vende-se superior polassa, fa-
(g) bricada no lto de Janeiro, che-
f) gada recentemcnle, recommen-
(A da-sc aos senhores de engenLos os
seus bom elleilos ja' experimen-
tados: na rua da Cruz 11. 20, ar-
mazem ile L. Lecoutc Feron &
Companliia.
'"
~- Vendtm-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chegados, de excellenles vnzes, e precos em-
, nimios cm casa de N. O. Bieber A Companliia,
Vende-sc: um Sitio entre as duas (ion- da Cruz n. 4.
tes da passagem dn Magdalena, terreno I .,
que independe de benecios, e confinante i ~"V cndtIE-*c lonas tla ".a por preco
commodo, c dr} superior qualidade: no
armazem deN.*0. Bieber & C,,
Cruz 11. 4.
i
tt
por tres lados^ com as duas estradas e Ira-
vessa, com duzontos palmos de frente na
f): estrada eral c quinhentos na outra, en-
i I re dous ou tres portos, de ptima sifua-
cBo para a projectada lubrica de leudos!
de algodao : tao prximo a cidade nao
ha outro nenhuin terreno de lautas van
tagens e apceo.
rua
da
LUYAS DE SEDA A 1,400 0
PAR,
vendem-se na loja da rua do Cnieimado n. 40, lavas
de seda brancas, cor dc palba bordadas a Istiio o
par.
Ve'inlo-se uma sobrado dc um andar em clifln
pioprio.. sito na rua da Senzala Velha n. |o(i, per-
'ncenle a herdejros do fallecido pailre llamingo*
hermano Afonso Rigucira : a tratar no pateo da SI.
Cruz n. 7(1 segundo andar.
~ Vende-se uma rasa terrea na rua Augusta n.
di. quema pretender dirija-se a rna eslrcila du Ko-
sario n. Ili. '
Crimea.
(.heuon pelo ultimo vapor da Europa uma fazea-
'ii inleiramenle nova, loda de seda e de aoslo es-
c -'V, denominada Crimea, vende-se pelo dimi-
nuto pivco de loOOOrs. o covado : na rua do Quei-
mado loja u. 40.
BAREGE DE SEDA USO A
, 800 RS. 0 COVADO,
ni loja da rua do Queimado n. in
CORTES DE ALPACA ESCOS-
SEZA A 3,800 RS,
na rua do Queiuudo loja n. 40.
RISCADOS ESCOSSEZES A
260 RS. 0 COVADO,
na rua Queimado loja n. 40.
CORTES DE BAREGE DE
SEDA DE QDADROS A
7,500 RS,
na loja da rua do Queimado n. 40.
Vendem-se ptimos pianos hoiizontaes e
verticads.
L'm grande sortimento de vic!i-os para es-
pellios de boa qualidade.
L'm sortimento de ricas obras de br-
Ihantes..
1 ttdo por preco mais coinmodo possi-
vel, emeasa deBabe Schmeltau & C, rua
da Cadeia Velha n. o".
Vende-se uma preta de 50 annos,
boa quitandeira : na .rua dos Ottarleis
n. 24. v
Vende-e urna mulata de 18 a 20annos: a
tralar na rua do Colle?io n. 16, leroeiro andar.
Vende-se a cocheira da rua de Horlas: a tratar
na mesma.
FARIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinha de mandiocu, e preco com-
modo : trata-se com Antonio d'lmeida
Gomes &C, na rua do Trapiche, n. II),
segundo andar.
FRESCAES OVAS DO SEBTAO.
\ endem-sc ovas do sertao muilo em conla, e tam-
bom se retalha : na rua do Queimado lojap. 14.
OLEO DE LINHACA
era barris c bolijds : no armazem de asso Inno.
Champacne da snperior marca Cometa: no arma-
zem do Tasso Irmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
;*
Veudem-se luvas de pellica dc Jovin. lauto S
@%^^^$V^;'C^i@,^^) i l"""''1 li"nie.ncomoparasenl.I>r..,a i^MIOrs. o
~"^'<^-~*~r r<^ v_^ v.- jjy ^jy par : na rua do Crespo loja amarella n. 4. '-
HELPOMENE DE LA.V DE OUADBOS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-te para ultimaran dn coalas : na Inj.i de
l-'aria i\ Lopes, rua doljueimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A i,000 rs. o corle.
Vendem-se riscados Vaoovianos ile quadr.i.. fa-
zeuda nova c muilo lina, imitando a seda esra.eza
vindos pelo ullimo navio de llamhuri:o, romlll^
cavados cada i orle, pelo baralu pseeo de {{000: na
loja n. 17 da rua do Queimado, ao p da botica
PARA 0 HADAMISMO DO
BOM GOSTO.
A 8.S00O rs. o corte !!
\ endem-se na rua do Queimado, loja n. 17, ao pi-
da botica, o moderno* cr'.es de veslidos de larlala-
ua de ojala coro quadros de cores, de lindos e novos
desenhos, com 8 varas e meia, pelo baralu preco de
S5000I
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recite n. SO lia para vender
barris rom cal de Lisboa, recenlemenlc chegadn. J
Vendc-se uma balanca rumana ron. lodo oa
sms perteiire>. em bol, atoe dc 2,000 libias : quem
a pretender, dvija*se i rua da Cruz, armazem n.i.
FARRUIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas|iie lem un alipicire, me-
dida velha, por preco coniniodo : nos
arm.-iziris n. Ti, ~i v 7 definiilc da escadi-
nl.a, i; no armazem d.lionl.; da porta la
allandega, ou a Iralar no escriptono de
N'ovaes &C* na rua do Trapiche
primeiro andar.
n.
'

AGENCIA
Fundicao' Low-Moor. Roa da
Senzala nova n. 42.
Neste cstahelecimento conlinu*a ha-
ver um completo sortimento dc moen-
das o metas moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, c taixas de ferro batido
e coado, de todos os-tamauhos, para*
dito.
Vendeiu-se i vacas de leite muito
IjOas, ilhas do paslo e com he/.erros pe-
nos: no siliodo Sr. Ui. Filippc Mapa
o da Fonscca.
atiene
Calad.
Farinha de mandioca.
ROLW FRANCEZ
Acha-se de novo evposlo a venda a delicic.:-a pila-
da deale rolo fraucez, que su te encontrar na rua
da Cruz n. 26, primeiro andar, c na loja de Cardeal,
rua lar;:;, do Rosario, por muito commodo preco.
III A DO CRESPO ,1. 23.
Vendc-se chita francesa larga, rdre escuras a 00
rs., rucadosdilos, cores hiai a 180 rs., chila escura
cores seguras a 160; rrlca de casemira preta h ?.Vmi,
ditos de eassa cima padrdes modernos a 2J000, ca-
misas francesas brancas e de cores mniU bem feilas
j 21500, panno prelo c de cor de cafe a :ioOOO, melpo-
Sacras Brandes de superior farinha rom um alquei- \ mene lo lia aoslo escoce/, a (80, e outras mu.!.;- I,.-
re cogiiladu, se veiideni por btalo preco: na Ira-' zendas por precos baratos pira fritar conlas.
vessa da Madre de Dos n. ] a $, ariua/.em de An-
tonio Luiz dc Oliveira Azcvcdo.:
Patente in Vende-se um cabriole! deacoberlo, de patente, em
pcrfeilo cslado de seguranca, e rom os arreios : na
ruado Trapiche n. 10, segando andar.
ilco-
Toalhas de superior panno de linho
xoadas para rosto a 1$120,
vendem-se ...i rua du Crespo loja n. 16, a secunda
quem vem da rua das Cruzcs.
Vende-se um cabriole! com cubera ajas com-
petentes arreios para um cavalln, ludo oaSi novo
par ver, no ajterro da lloa-Yisl.i. armazn do Sr.
Miguel Segeir i, e para Iralar noKecife rua do Trapi-
che ... I i, |>ri[i.eiro audar
:1a o os
qavasi i
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha no mercado, a preco conmnelo ;
na rua do Trapiche n. 15, arma/em de Bastos Ir-
maos.
BAILE DE MASQUE.
. \ eude-se um complelo sortimenlo de franjas, ca-
les, renda a espiguilbas ile palhela duurada e pra-
leada. a mais rica que lem apparerrdo, proprio para -'=Mirs..A, ,*,
vesluanos .lo rarnaval, as... como para ari.ia'oes 2*C ,., ,',V,;;, ;$ CS;-.^3
de igreja : na rua do Cabng, loja de iniudezas ie i "
Jiurtas.
CAL |)E LISBOA A VsOOO RS.
Vendem-se barris com cal de Lisboa, chesado no
ullimo navio a lyOOO por rada una : na rua do Tra-
piche: n. 16, segundo andar.
CALDELSBOAA3$0O0 bs.
\endc-se cal de Lisboa da mais superior que ha
no mercado, pelo mdica preco de 39000rs. o bar-
ril, na rua de Apollou. Se 10, arma/em dcassucar.
Vende-sc urna carioca ron. um boi.on lambem
se vende o boi s : quem o pretender, dirija se ao
palco da Sania Cruz n. 2.
De^sito de vinho de chato- @>
I nagne Chateau-Ay, primara qua-aj
f$ lidadeJ de propredade do conde M
^ cil'e n.| 20 : este vinho, o melhor
* de tod|a a Champagne, vende-se
S a .".li.sdOO rs. cada caixa, acha-se
g'unicaipente em casa de L. I.e-
W cpmtel Feron A Companhia. N.
W B-As caixas sao marcadas a lo-
& goConde de Marcuile os ro-
||| lulos das garrafas sao a/.ues.
Potassa.
No antiga deposito da rua da Cadeia Velha, cs-
criploriu n. 1J, venilc-sc muilo superior polassa da
Rusia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que ho> para fechar coalas.
Na ruajdo Vis ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a sqperior llanella para fono de sellins che-
cada rceenleiiieiile da America.
CESJEMO R0li.N0 BRACO.
Vendc-ije cemento romano branco, chegado acora,
de superior qualidade, muilo sunenor ao do ronsu-
^seGs@g:tts8ei;cyd:5;^: a,r" do,,l,ea,ro'i'rma-
Na livraria danta do Coilcio n. 8 Ve,)(lem-se "n armazem n. 60, da rua da Ca-
.,U- ,._.,. .,^li :,i ii -"i ." i deia do llecifc, de llenrv (iibson, os mais sunerio-
endc-seum.iescolhida colleceao das mais res reloios rabrieadoa'em Inalaiern, por .Vecoa
?J RUA DO CRESPO N. 11.
i Vende-sc nesla loja superior damasco dc
%) seda de cores, sendo branco, encarnado, rxo,
* por preco razoavel.
V
hrilli.inles peras de msica para piano,
as quaes sao as DtelhoresqueVpodem a-
ehar para fa/.er um rico presente.
FABIM1A DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha uj: mandioca : no
armzen. dae Tasso Irmaos.
. l-or I
mdico..
I l'AKIMIA DE MANDIOCA.
Vende-se a Iwrdv do Iiikiic Conreicao, enlrado
de Sania Catl.ar.ua. e Tundeado na volla du Forte do
.Miltus./a mais nova farinha que esWa hoje no mer-
cado, epara pnreoes a Iralar no carriplorio de Ma-
nuel ^Ives Guerra Juuior, na rua do Trapiche
u. 11.
A 17 do mez de oulubro prximo passado, ru-
gi do aballo assiunado o seu escravo Laurentiuo, de
aac.Jo Costa da Mina, idade 4 annos, pouco mais
ou mcuus, alio, corpolenlo, bouila figura, fallado
denles na fren|e, talhos no roslo e nos peilos, siena I
Je sua uaco, muilo polilico no fallar, e ss curva
guando ve algum senhor branco, criaeAo de seus an-
ligos senliores : roga-se a ludas as autoridades poli-
ciaes e capilaes de campo o Tacam apprebender e
h-va-lo ao abano assiiinadn, uo seu eimrnbo Calh.i-
r.ua, da provincia das Alagoas, na villa do Paco de
Ctmaragibe, na cidade de Maceui. ao Dr. Jos A-
lelo Ma.cio da Silva, e na praca de Pernainbuco ao
Sr. Antonio Caldas da Sit-rarou~a Manoel Firniino
terreira, que serilo bem recompensados.
Joaquim Mauricio Accivli Canatarro.
No dia lerca-feira, 3 de Janeiro do correle
anno, desappnreceu co engenho Cagafoso do muni-
cipio de iRuarass, o escravo, rrioulo, de lime Se-
m......i II... liosa, com os siguaes seeuinics : i.lade 22
anuos, pouco mais ou menos, olhos grandes, sobran-
ceibas bem fechadas, beicos grossos, lem muilo pou-
ca barba, nariz chalo, baixo ebeio apalhetados, muilo convivente e regrisla ; ilesappa-
receu acorrenlado, porcm he de crer que nao leuda
mais os ferros: roaa-se, perianto, acodas as autori-
dades, capilAes de campo e pessoas do povo, que o
appreheudam e levem-o a seu senhor Joo Vieira
da Cunba, no engenho Capitolio ; no Hecife, la
Augusta n. 49, a Ignacio Fcrreira Cuimarae*; na
cidade do Kio-Formoso a Joaquim Cordeiro Ribeiro
Campos ; na villa da Iguarassu' a Francisco das
Chagas Ferreira Duro, que serilo generosamente re-
compensados.
No dia 5 do corre ule desappareceu una preta
velha, di, sendo de Angola, lendo sabido as 2 horas
da larde con. um labole.ro vendeodo po-de-l e bo-
lo de arroz, a quaj preta tem 60 anuos de idade,
pouco mais ou menos ; levou vestido de chila conr
llores encarnadas e panno da Cosa con) lislras roas,
e he um lano corcovada ; nunca fugio, e por mo
julga-sc ter cabido doente em algama casa : potlan-
lo roga-se a quem della suuber leve-a a seu dono ou
participe aonde ella lisie : na rua Direila n. 69.
Fugio, no dia 29 de Janeiro prximo passado,
urna prla de nome Josepba, estatura baifa, com
talla de denles na frente, lano do lado superior, co-
dw do inferior; esta preta fui do engenho Uetiiha da
ipgnezia da Escada, de Jos Gabriel I'ereira de Li-
ma. Ko,i-se aqjcm a apprebender de a levar
roa da I'raia n. 20, que ser generosamente recom-
pensado.
Desappareceu do engeuho Una da I'arahiba-
no da 2 de fevereiro. oescravo Vicenle, crisXilo, al-
io, beicos grossos, gengivas prelas, os canios da lesla
fundos, pos e mos grandes, calos por cima dos de-
dos procedidos .1a lesoura quando corla roupa, pois
be alfaiale, barbado, mas dizcm aucj rapou a bar-
ba, ja piula na cabera, barba e peilos, tem os dedos
grandes dos ps metidos para dentro, eenlreodeum
p e o immediala um sigual de taino ; fui encontra-
do com chapeo dc pello e faca grande de mesa, sos-
la dc beber, e quando assim, be melado a pachola e
valenle, quando llie conven) sabe se fingir muito hu-
milde ; (oi comprado em Trbiri, oude julgo ler pn-
renlcs.c foi da familia do fallecida Ooniracio de lal :
quemojiegar, love-u ao mesmo engenho Una, ou na
loja n. 7, no Passeio Publico, ou nositiodeSanl'A-
na de dentro, dc Amaro (onealvcs dos Sanios, que
generosamente recompensad*.
- No dia (i do correnletusio uro prelo de nome
Joaquim. de naru, com un. p e peina mais gros-
sos ; levou calca o ramiza de algodlo de lislra ; qua-
(.si sempre anda fumando. Julaa-s que andan aqui
pela cidade, ou que fosse para osul, como j lem
feto. Roga-se, portante as autoridades policiaes,
ou capilaes de campo, o caplurem e levem-no ao
Kio-Formoso ao Sr. H.iliuo Rodrigues da Silva, ou
i rua do Amorim n. :13.
Desaparecen no dia i de evercirp do coirenle
aniio, o escravo .le nome Miguel, rom os signaos se-
guinles : de i.lade de 18 anuos, lem a perna direi-
la mais'curia que a outra, e anta de punta de pe,
assim como lem uma ferida no p esquerdo entre os
dous dedos grandes, he baixo dc estatura, falla de-
sembarazado : roga-se a quem o pagar, do o levar a
rua la Cadeia de Sanio Antonio ... 20. que ser re-
compensado.
CEM MIL RES DE (.RATIFICACAO1.
Desappareceu no da 6 de dezeiubm d anuo pro-
simo passado, Rcncdicla, de 11 anno. de idade, ves-
sa, cor acaboclada : levou um vestido de cinta cota
lis|rs cor de ros;i ede caf, e nutro lambem de cbi-
t branco com palmas, un. louco an.arello no pesco-
co ja desbolado: guem a appreliender conduza-a a
Apipucos, noOileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recite, na laaai.a do Corpo Santo u. 17,
que recebtra a g'.alilicarao cima.
Desappareceu uo dia 1. do corrente o mualo
claro, de nome Domingos, qic j servio na armada
nacional, com o nome de Jos- Maximiano dr Sania*
liosa, onde estove ;i anuos bordo ilo brisue Cao-
pr ; he de estatura regular,bastante grosso e muilo
espadando, pesri.cn mullo unto, muilo punca bar)
ba, Ira/.rndo nm pequeo bgode e suissai muilo es-
Ir citas crasas, bonito e inuit) bem fallante, edia ser
forro: levou alguma roupa sua, ornas amostras de
f/endas. 7 pares de sapalosiie rordavao pura sriilin-
ra, h cilcs dc veslidos, 5 pliiihas dc puni ingle/.
2 raniisinlias de senhora lanbi n. le poulo inglez, i
2 pares dc manguitos ; foi montado em nm cavalln
caslanho escoro, alto e serc, con. um signal ltrai.ro
na lesla maior do que um pilacao, leudo uma cica-
lii/ em cada lado do peilo proventnle do sonido de
carro ; he muilo fogoso e lcm a tumba de se acuar
alsiinias vezes em orcasio ifc sabir de casa, sellado e
enfadado ; dcsroiilia-se que o dilo escravo lenl.a -e-
gindoa estrada da Parablbaou do Rio-Formoso, ou
serlo : .oga-se a quem o appri header, le leva-lo i
rua da Cruz ... 7, u a seu senhor, no engentio Cala-
ra, Luiz Francisco de Barres Res...
PEIl.\ TVP. DE M. F. DE FRIA. 1855.
/
IIEGIVEI
MUTILADO


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