Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01166


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Full Text

ANNO XXXI. N. 33.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
4
SABBADO i O DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.

/
n
?-
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCANssaGADOS DA SUBSCRIPCA'O-
Recife, o propriebrio M. F. de Faria ; Rio do Ja-
neiro, o Sr. Joan Pereira Marlins ; Bahia, o Sr. I).
Duprad : Macei, o Sr. Joaqiiitn llernardo de Men-
ilnura ; Parahiha, o Sr. Gervazio Virlor da Nalivi-
ilade ; Natal, o Sr.Joaqnim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lemos Braga;Ceara, o Sr.
Victoriano Angusto Borges; MaranhAo, n Sr.Joa-
qnim Marques Itodrigues ; Para, o Sr. Justillo Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMItlOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paris, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por lOOi
"Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aci.cs do banco 40 0/0 de premio.
da companliia do Bcbcribo ao par.
da companhia do seguros ao par.
Disconto de leltras do 8 a 10 por 0/0.
MF.TAKS.
Ouro.ticas hesponholas- .
Modus de 69400 volitas.
de 69400 novas.
de 4J00O. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
l'esos columnarios, .
mexicanos. .
29000
169000
16J000
09000
19040
1*940
19S00
PARTIDA DOS CORRIMOS.
Olinda, todos os das.
Caruan, bonito c Garanbuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, l!oa-\ isia, ExeOueury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas o sextas-feiras.
Victoria o Nalal, as quintas-feiras.
I'BF.AMAlt DE IIO.IK.
Primeira s 10 horas o 54 minutos da manhaa.
Secunda s II horas o 18 minutos da tardo.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundascquinlas-feiras.
Rdaeao, treas-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orphaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e soxlas ao mcio dia.
2* vara do civel, quartase sabbados ao mcio dia.
EPIIEMERIDES.
Fevcrciro 2 Luaclieiaa 1 bora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quarlo minguanle aos 49 minutos e
30 segundos da manhaa.
1G La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tardo.
23 Quarto r.rescente as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tardo.
DAS da semana.
5 Segunda. S. gueda r. m.; S. Pedro Baptista
6 Terca. As Cbagas de Christo Senhor Nosso.
7 (Juana. S. Romualdo ab.; S. Ricardo rei.
8 Quinta. S. Joo da Malta ; S. Corinthia ni.
9 Sexta. S. Apolinaria v. m.; S. Anslierto.
10 Sabbado. S. Fscolaslica v., irmaa de S. Rento
11 Domingo, da Sexagsima ( EstacaodeS. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. Clocero e Desiderio.
PAUTE OFFICIAL.
MINISTERIO 00 IMPERIO.
2." SeceUo.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, em 5 de Janeiro de 1855.
IHm.cExm. Sr.Cessando a necessidade de
examot preparatorios nessa faculdadc, visto como o
governo imperial acaba de ordenar que nesla corle
e proceda, no correte mez a exames pblicos das
materias cuja approvarAo he exigida para a matricula
nos cursos superiores, cunipre que. V. Exc. a-sim o_
faca desde j annunriar, afim do que os esludanles
que se prelenderem matricular no primeiro auno da
irif-mj r.icul couselheiro de estado inspector geral da instruceno
primaria e secundaria, na conformida le do artigo 1
das instruccoes de 24 do mez passado, e le que en-
vi urna copia a V. Exc. O que Ihe communicn
para sua intelligencia e execucAo.
Dos guarde a V. Exc.Lili: Pedreira do Cotilo
Ftrraz.Sr. director da Faculdadc de Medicina da
Corle.
2. Seeciio.Rio de Janeiro. Ministerio dos ne-
gocios do imperio, era 5 de Janeiro de 1855.
Tiln. cEiiii. Sr.Tendo-se nesta dala ordenado
que os estudanlos que se prelenderem matricular
no primeiro anuo d facoldade de medicina tiesta
corto acam o exames preparatorios tic que care-
cen! perantc V. Exc, na conformidade das ius-
IrticcSes ultimanienlc publicada* com a dala de 24
do mez passado, devendo dirigir seus requcrimcnlus
a V. Exc. para quo* os mande inscrever, assim o
romniunico a V. Exc. para sin inleltigcnria ecw-
cucAo, enviando-llie copi do aviso que neste senti-
do acabo de expedir ao respectivo director.
Dos guante a V. Exc.Luiz Pedreira do Couto
Ferraz. Sr. visconde de Ilaborahy.
MINISTERIO DA JUSTICA.
.I." Seeerito.Ministerio dos negocios da justira.
--Rio de Janeiro, em 30de dezembro de 1854.
lllin. c Eim. Sr.Foi presente a S. M. o Im-
perador o oflicio de V. Exc, datado de 13 de maio
ultimo, acompanliado de ontro do juiz de dircilo da
pritneira vara criinc da capital, no qual, expondios
inconvcoienles resultantes da demora dos livros de
iroiandades na conclusAo dos juize* decapellas, sen-
doqoer-or essemelivo deixam les livros de ser
vistos em eorreit-o, como tanto ronvem Ima ad-
ministrarlo dellas, pedeque se Arme a intelligencia
do art. 58 do regulamento n. KM de 2 de oulubro
lo 1851, em ordem a prevenir conflictos entre o ju-
iz da correicao c o de capellas. Oulro sim, consulia-
se a casa da miserirojilia de toa comarca que (cm
um hospital, irmandade e capella, esta isenla de
prestar conlas no juizo da correiejo, por gozar dos
privilegios da Misericordia de Lisboa, que Hit- au
pirecem de acord com o regulamento de l"> de
marco de 1843, un cap. 10, iicmcoin o citado de 1
de oulubro de 1S.il.
E tendo o mesmo augusto senhor, depois de en-
vido n conselheiro procurador da coroa, mandado
que a seceso de juslica do conselho de estado con-
suttasse com seu parecer sobre as duas quesloes
houve por bem, conformando-se com a consulla,
decidir por sua imperial o immediata resoluto de
90 do correnle, quanto a primeiro questa, que
enhorna necessidade ha de explicar e lirmar a in-
(elligoncia do citado arligo 58 do decreto n. 834 de
e oulubro de 1851, que he claro, em virlude to
qual o por bem do respeito devitlo a jurisdiccAo de
cada um juiz, e da ordem em que cssas jurisdirees
proretlem, nAo pode o juiz de direito chamar a si
negocios que cstejam altelos ao municipal, devendo
limitar-se ;" reviso depois de decididos, nao obstan-
do que o referido arligo trate de procesaos e nao de
livros, porque, no caso proposlo, estes sao a base
dos procesis de contas. as leis existe o correctivo
para a demora extraordinaria e sem justa causa dos
ji i/.es na decisilo dos negocios que silo de su com-
petencia ; e se o juiz municipal assim procede,
cu mpre responsabilisu-io, sem que por isso fqucm
di volvidas aojuiz de dircilo as ltribticesque s
leis conferom aquello.
Quanto ao segundo ponto, cumpro exigir dos ad-
ministradores da casa da misericordia a cxhibicAo
dn titulo que llegam para se dizercm sontos de
lar conlas ; e quando nAo apresentem em for-
ma legal, obriga-Ios pelos metes que as leis factillam;
devendo, no caso contrario, respeilar o privilegio e
minl-los na sua posse e oso cm quanto no for
legtimamente revogarlo.
) que ludo V. Exc. far constar ao juiz de di-
reito da primeira vara crime da capital, para sua
h clligoncia.
Dos guarde ,vV. ExcJos Thomnz Nabuco de
Tanjo.Sr. presidente da provincia da Babia.
MINISTERIO DA FA/.ENDA.
Fj-pedienle io dia 1. de dezembro de 1851.
Ao Sr. minislro da juslica, responde ao aviso
de 2G de Janeiro ultimo.que he expresso as leis, re-
gulamenlos e ordena em vigor, que estando a cargo
de parodio os livros de ssenlos de nascimentos, ca_
smenlos e bitos de sua freguezia.e pcrlenceudo-lhe
os emolumentos das ccrlidoes que dellcs passa, a elle
incumbe, antes de cscrever nos dilos livros, pagar a
laxa do sello ou a revalidarlo das folhasque liver es-
criplo sem o ter pago ; sendo destituidos do funda-
mentos os motivos allegados pelo parodio da capital
da provincia do Cear para deixar de a pagar, pois
nem a falta de rcndimcnlo da fabrica da matriz o
isenla, nem mmn eriiode 31 de oulubro de 1815,
o qual nada mais fez do que declarar que a compe-
tencia ta fiscalisac,no dos referidos livros rabia is au-
toridades ecclesiatiras,e nao aos juizes do dircilo.
Ao inspector da tbesouraria do Cear, respon-
dendo ao oflicio n. 2G de 3 de oulubro ullimo, que o
ministerio da juslica, aquem foi commcllida a solu-
(to da duvida proposta no dito oflicio, declarou, por
aviso de 23 do me/, lindo, que, rompetindo aos em-
pregados pblicos que sao membros to corpo legis-
lativo o vencimenln de scus ordenados durante o
lempo que decorre desde o dia cm que deixam os seus
empregos aleo cm que (umam assenlo na respectiva
cmara, he claro que o vigario de que trata no men-
cionado oflicio tem direito i percep;3o da congrua,
embora ausente de sua freguezia, al o dia em que
principien a exercer as fuicrcs de membro da as-
semblca previncial.
4
Ao inspector da alfandcga da corle, responden-
do s llovidas propostas em seu oflicio n. :H8 de 9 do
mea lindo, declara : quanto l., que os gneros de
repblica do Per, importados pelo interior na pro-
vincia do Para, e equiparados aos nariouacs, a uc-
nhum oulro dircilo que nao seja o de meio porcenlo
de expediente, se podem considerar sujeitos, sem-
pre que forem navegados por cabolagcm ; e quanto
i 2, que, sem embargo de conter o manifest a
que so refere a cspcciflcacao o discriminado exi-
gida pelo dcrrclo de 10 de oulubro de 1850, e
art. 23 do de 2(> de abril desle anno, clarificando
como gneros nacionaes os chapeos do Chile aln
mencionados; declararlo suflicicnle para a isen-
clio dos dircilos de consumo, e conseguiilemcnle do
expediente do 1 1|2", ; todava, afim de prevenir fu-
turos embaracos, expedem-se nesla dala as precisas
ordens tbesouraria do Para para que, d'ora cm
(liante, faca inserir nos manifcslos de lacs mcrcado-
rias a declararao expressa de lerem sido all inlro-
duzidas pela mutua fronleira dos ros.
A' tbesouraria da provincia do Para, ordenando
que determine ao inspector ta alfandcga da mesma
provincia, que d'ora em (liante os mauifeslos de na*
vegarao por roboiagom que se expeilircm deverao,
quando lenlian de acompanhar mercadorias do Pe-
r, conlcr a declararflo expressa tic que foram im-
portadas na provincia pela muloa fronleira dos rios,
afim de se remover as duvidassuscitadas na alfande-
Ra da corle acerca dacobranca de direitos de consu-
mo Jas mencionadas mercadorias.
Ao inspector ra alfandcga da ccirie. participando
que o tribunal do lliosouro resolvcu que as sedas em
peca, bordadas le ouro, oflerecidas a despacho por
Manuel Alvos de Azevedo, fossem nicamente sujei-
tas ao pagamento tos direitos de 10 % ad valoran.
Ao administrador darecebedoria i>ununicipio.
para que fique na intelligencia de qaA o tribunal do
j Ihesouro resolvQu permifGr, que a aiAardent^rfabri-
r^iin mi pi'ii.i l'ornio5j n. 1411, piWirlos Julio Me-
niche, possa ser rcinellid para o deposito peral do
xrapirhe da Ordem, com a goia de qoe trato o art. 24
do decreto n. 415 de 12 de junho de 1845.
23
Ao direclor gcral do contencioso, communicando
que S. M. n Imperador, por sua immediata rc-o'u-
cio de consulta de 16 do correnle, conformou-se com
o parecer da seccao de fazenda do conselho de es-
lado, declarando que, a vista da redarlo clara do
alvar de 16 de selembro de 1817, com razo opi-
uou o procurador fiscal ila tbesouraria do Cear que
elle scomprehende as ordens religiosas, e nao as
igrejas, capellas, ermidas, confrarias, etc., que nSo
sao dispensadas das leis de amorlisacao, e por isso
necessitam de licenra regia para possuircm bcus de
raiz. E oulrosim que, em virtude da mesma re-
soluto, cunipre revogara circular que foi expedida
pela referida dirertoria cm 12 de Janeiro ullimo,
contra o que expressamente determinaran! a do
Ihesouro de 13 de abril de 1832, e a ordem tambem
destede 19 de dezembro tle 1833, cuja doutrina,
declarando que nao sito comprehendidas no favor do
decreto'le 16 tle selembro de 1817 outras corpo-
rales mais aim das ordens religiosas, ficando todas
as outras a que cabe o nome de corporaces tle mito
mora ajeilas as disposicOes geraes tas leis de amor-
lisacao, eleve continuar cm seu inteiro vigor.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expediente do dia 6 de fevereiro.
OflicioAo coronel CnuradoJacob de Neygmier,
Acabo tle receber o oflicio de V. S. tle hoje, e em
respo'la, cumprc-me dizer-lhe, que neste momento
expeco as precisas ordens, para que sejam prompla-
menlc satisfeilas as duas primeiras requisircs de V.
S. : quanto terecira, remello-lhe o Diario de Per-
nambuco, de 11 to selembro ullimo, onde eslo pu-
blicadas as bases com que se pretende organisar a
companhia para dcscccamonlo do pantano de Olinda,
e canalisacao do lleberibe ; e quanlo a quarla, op-
portunainenle commuuicarei a V. S. o dia em que
ptler Icr lugar a reuniao dos membros da compa-
nhia. '
Dito Ao commandanlc das armas, reeommen-
dando n expedicao de ordem, com urgencia, aos
cnmmaudaules tas fortalezas do Rrum c Huraco, pa-
ra que em todas as mares, al o dia 10 do correnle
inclusive, marquem a altura c largura d'agua nosca-
naes cm occasioes de prcamar e haixa-mar ; o do
Huraco entre o hospital dos lazaros, e o dito forte ; c
o do Rrum da mesma sorte al Santo Amaro, e sitio
dos arates, para, no dia 17 de manliAa, ser entregue
a nota de lacs medidas, ao coronel Conrado Jacob de
Ncymeier.
Dilo -Ao mesmo, recommendando a expedirlo de
suas ordens, para que o primeiro cirurgiao capito
Dr. Manool Adjriano da Silva Pontes, trate quanto
antes de pagar na rcrebedoria de rendas internas,
vista da nota que remelle por copia, a importancia
dos dircilo. e emolumentos, que, segundo o aviso da
reparlijao da guerra que tambem remelle por copia,
esl elle a dever pela nomcaro que obteve para o
lugar .le delegado de cirurgiAo-mr do excrcito nesla
provincia. Neste sentido ofliciou-se tbesouraria
tle fazenda.
DiloAo mesmo, dizendo que, pelo aviso que re-
melle por copia, expedido pela reparticSo da guerra
em IS de jancirn ullimo, licar S. S. inteirado, de
que se conceder passagem para o primeiro batalh.lo
de iufautaria, ao particular furriel do quarlo de ir-
lilharia a p, Jos Kinigdio Pereira do Lago.
Dilo, Ao mesmo, enviando por copia, o aviso da
repartirn da guerra de II de Janeiro ultimo, ao qual
veio anneio o processo quo remelle do alferes do
nono balalhao de infamara, Joaqun) Cardse dos
Santos.
DiloAo mesmo, Irausmillindo por copia, o aviso
da repsrlirilo da guerra de 18 tle Janeiro ultimo, do
qual consta baver-so concedido passagem para o ba-
talh.lo do deposito da corte ao alferes do segundo ba-
lalhao de iufautaria, Secundino Filaano de Mello e
Silvs, sjjac se ada em ser vico na provincia da l'ara-
liilia.JpMnmunicou-se lliesouraria de fazenda.
Ao mesmo, rccommeudaiido a ctpedicAo
iiio
IflLHETIffi,
0 PAIUIZO DAS MULHERES. (*)
Por Pasdo Fe*al.
PKIMEIUA PAUTE.
CAPITULO XIV
Ateulnra* da niie,

Nessa noilc lodos os quarlos do caslello do Mor-
ge, pslavam ecupados. A exccpcAo ,|c Fernando e
illernf, que linliam manife-lado a vootade tle
vollaiem para Mainlenoii, o rei Truflc dava camas
a (odiis o* sus Uupetles. A condessa de Morges qoi/
enrarregar- vam 'alisfciios.
A familia do rei Truflc fora posla junio de sua
pessoa na ala direila do caslello, orcupando elle o
quarlo que ticava nii extremidade do corpo do etU-
Hro. e coofinava com a ala direila. O aposento do
mart|rz e da marqueza era o segundo, c dava para
lira, Segiiiani-sc depois- os quarlos Je Irene,
de Solange e de Anlonia siluados sobre o paleo. Os
de Morges linli mi tomado a extremidade da ala. O
quarlo to vidama de Pomard o de sua inullier li-
nha vista para o parque.
i parte do caslello era rodeada de um terraco,
que reinara na altura do primeiro andar; ella lr-
nunava no corpo do edificio, e conliiiuava tornando
oulro desenlio pela ala esqucrdi, onde se linliam a-
lojado os convidados.
Ahi respira va m Sensilivc c o barilo Polcl socio do
obscuro C.irnliaid. Ileivemos repousar o poeta a
qoem devenios Vumpainhas ( plaas ) e percincas ;
deivenios repousar Polcl, caiulid.ilo perpetuo ao
mamr premio da liherlinagem ; o notario Mancrlrt
e-colliijo pura assi-r ao rei Trulla no importante
Irahallio de sen Icslmenlo ; os jugadores do whisl,
do lao^pieuet e do liilhar.
A proposilo de Mi. Mancelcl, notarlo, convm di-
zermos que n rei Truflc nao pareca muilo> impacien-
te por fuer testamento.
O que vai occupjr-nos he a ala direila, a ala de
familia, dehaixo da t|ual a habilaclu vasia tle Mas-
toe leteinoiihava as tenebrosas intencoes de lord
(auchs.
.Ma-lor eri um cao de bella especie mas Bstava
do pssll. Totlasas noitcs ahria-se .. cadeado de sua
correnle afim de que elle podes-e roo,lar livrcmenie
no pateo. Ato tnlio Masloc havia preenchido sen
dever com proliulado mas o grande Rostan sabia
(*; VidcoZNarwn. 31.
como se compra a conscicncla dos cAes. Oulr'ora
quando elle razia o papel de Koherlo do Diabo as
jtaitas do Norte, trazia scnipre na algibeira algum
, mijar delicioso para os cAes. O grande Kostan era
srepliro a respeito da raja canina ; professava a opi-
niAo de qu(i o riio mais virtuoso niio linha defe/a
contra nina lalliada de salchicho. Acresccntiva nao
soi que insolencia acerca das muflieres. O grande
Koslan era um I.ovelacio muito mal inslruido.
Joan Toiiril, hoincm tle sciencia, ensinra-lhc a
meller no pastel paslilhas de lautlano, e, gra'cas a es-
so estratagema, o grande Rostan linha entrado tic
imite em tudas as la/.endas de Malignon sem pertur-
bar o somnn dos fa/.eudeiros.
Tendo laucado Masloc no ve-lilmlo, ello alTagou-n
amigavclmenie, c dcu-llie o resto do pastel. Masloc
comeo rom bom appetite; mas dcilou se de lirurus.
B grande Rostan esperou. No lim tle dez minutos
chajun Masloc, o qual rolse moveu ; mas para cer-
tificar-se, deu-llie um ponlap. Masloc rosnou sur-
damenlc, porm nflo se moveu. Francisco poz-se a
rir; porque isso Ihe Ira/.ia memoria sua mocidade,
e disse coinsigo:
A' cscada!
Qnando ia sabir do veslibulo, ouvio um leve ru-
mor na cscada, e apagou immcdiatanienlc a luz.
rior, e depois o ruin- r desceu os degraos de um cm
um.
Segundo o uso, o vestbulo linha duas porta, urna
que dava para o palco, pela qual entrara o grande
Rostan rom o rao, oulr.-i que tlava para o terraco.
Esta era envidr.ic.ida, e Francisco vio que se linliam
ido de fechar os guanlaveiilos. Fina Terina
femenina deseiilinu-se na sombra cmbaixo da cs-
cada, parecen hesitar um instante, c depois dirigi-
se par a porta do jardim. Francisco ileixou-a dar
valla a chave, c no momento em que a porta abri-
te, deiiou seu lugar mui braudat.ieule para ir a
ella.
Mas nesse mesmo instante nulra sombra atraves-
sou o ve.-tibiilo c raininliou ligeira como um pa-sa-
ruiho para a porta rio pateo. Francisco veciltou do-
rante um segun lo. I'oi muito : a segunda apparit;Ao
linha corrulu o fcrrolho grande, que defenda a por-
ta principal.
Apanharci ao menos urna! di-sc Francisco
consigo.
De un sallo rhegou ao lumiar dojardim ; maso
phanlasrna femenino ilciiou escapar nm giiliuho e
fugio rcpelhndo forleinente a porta. Francisco vol-
lou-sc para asegunda viso, cojo vestido flncluava
ja no poi.it do palco. O mito da rompanlieira ar-
rancra-llic oulro semclhanle, c Francisco perdeu-a
na cscuridAo da noile, assim como perder a pri-
mejra.
Sabemos quaes eram os coslumcs do grande Ros-
tan, e sabemos tambem qual era sua posicAo para
com a filha. He cerlo que o sentimenlo paterno
vive a despeilo de toda a lgica, assim como he cer-
tle suas ordens, para que o alferes do segundo bata-
IhAo tle iufautaria, Jos Mana do Nascimcnlo, trale
quanlo antes fe pagar na receliedoria de rendas in-
ternas, a vista da nula que reincttc por copia, a im-
portancia dos emolumentos que est a dever pela
passagem que ohteve para o corpo tle guarnirn fixa
da Bahia.Neste sentido olliciou-se tbesouraria de
fa/.enda.
Dito Ao mesmo, remetiendo copia do aviso da
repartirlo da guerra de 9 de Janeiro ultimo, do qual
consta ter-se coocedido 30 dias de licenra de favor
ao alferes to nono btalliAo de iufautaria, Antonio
Mnltoso de Anillado Cmara, que se acha na
corle. ,
DiloAo inspector da thesouraria de fazenda, re-
commendando a expedicjtu de suas ordens, para que
o inspector da alfandcga con-inta no de-parliu iscn-
lode direitos drcinco voluntes, contendo diversos
objectos para o pharol da barra, os quars viera ni de
Inglaterra na galera Seraphina, por ciicommcnda
fcila pelo inspector do arsenal de marinha. Com-
iiiunicoii -e a este.
DitoAojuiz relator da junta de juslica, envian-
do, para sercm relatados em sessAo da mesma junta,
os procesos verbaes dos soldados de primeira linha
Jos Ignacio, Mannel Caelano da Silva, Antonio Joa-
quim da Silva e Manoel Francisco Leito. Parlici-
pou-se ao coronel commandanle das armas.
DiloAo direclor das obras publicas, inteirando-o
de havrr recuminciiilailo ao inspector da thesouraria
provincial, que, visla do competente certificado,
mande pagar ao arrematante das bombas do l.ho e
Tamalameirim, Amaro Fcrnaiides Daltro, a impor-
tancia da primeira e ultima preslacAo do seu ron-
trato.
DiloAo inspector da thesouraria provincial, pa-
ra que, a vista do pedido que remelle, mande Smc.
entregar ao thesoureiro pagador da repartirlo das
obras publicas a quanlia de I :950oOUO rs., para
connuaco das obras por adminisIracAoii cargo da-
quella repartirlo no correnle mez.Communicou-se
ao respectivo direclor.
DiloAo mesmo, remetiendo, para o fitn conve-
niente, a relacjio das despezas feilas pan o expedien-
te c aceio da reparticAo dasobras publicas ni> corren-
le anno.
Portara Concedendn ao arrcmalanle do empe-
dramenloda segunda parle do primeiro lauco da es-
irada do norle, bacharel Antonio Pereira Barroso de
Moraes, quatro mezes de prnrogarAo para conclusao
tas obras do seu contrato. Fizcram se as necessa-
rias commonica^Oes.
Dita Mandando admiltirao servico do exercilo
como voluntario, por lempo de seis annos, o paisano
Jos Maria de Figueiredo, que perceber, alcm dos
veiicimcntosque por lei Ihe competirem.o premio de
to que esse amor de pai Iraz coinsigo um'lcnaz per-
fume de honra. Francisco oslremeceu, porque ha-
via litigado recoiihcccr em uma dessas muflieres sua
filha Irene.
Mas as trovas eram lAo profundas A emoli de
Francisco durou pouco, o elle procurou ver quem
era a oulra.
Orri pos duas Ichrcs ao mesmo lempo, disse
comsigo tlescendo o poial do jardn, se eu tivesse
seguido a primeira, o diabo me levasse se ella me
houves-o escapado !.... Mas esse palile de Masloc
tlonne bem '!... Se uAo ftira o met pastal, elle teria
cortamente mordido urna dessas bellas !
No terraco e alm nada se ouvia. Alsumas luzes
hrilliavain aluda na radiada inferior do caslello.
Francisco dislinguio-a do quarlo do re Truffe, e
disse :
Cuitado para que nos encontrn cm seu ca-
rniulio'.'... Demata se esse seiba patela quer viver
usi/ue ad vilam clernam, basta nao fazer tcslamen-
lo ;isso he fcil. (
(Juando Francisco voltou ao veslihulo, pareceu-
Ihe ouvir um rumor de pasees na galera, que lica-
va por cima da cscada grande. Fecltou a porta e
poz-so a Mentar. O rumor linha Gestado.
Meus ouvidos engaiiam-me, disse elle com
sigo.
Ouvndo dar meia hora da noilc, Francisco pas-
sou o lumiar do palco di/.eudo :
A' nossa larefa !
O grande Rostan depois do ler lancado um olhnr
pelo palco vasio arrimn una cscatla ao terrado, e
comecau a subir. Tendo passado os primeiras de-
grts p-irou, levado talvez pela cmorAo ; porm, le-
vantando a cabera julgou ver una pessoa encostada
a balaustrada.
Ao mesmo lempo um passo furtivo rocou a relva
alm da grade, c elle distingui uma de suas visocs,
quo andar como urna sylphidc pelo prado.
Decididamente era nina imito agitada. A sylphidc
Iralava sem duvida de seus proprios negocios, e nao
imdia incommotlar milito a Francisco ; mas o culo
humano, que fazia sculiiiell.i no alio do le Taco, nAo
e-lava no mesmo caso.
Francisco suhio anda alguna dennos, e encarou
attenlamente ; mas nao vio niiigiieni !
Neste terraco n nao havia onde iiingucm escon-
iler-se ; quando Francisco chegou a elle perdeu lodo
o receio.
A primeira janella perlencia aocavalleiro Rogerio
de Marlroy e eslava fechada. A segunda que era da
marqueza, rommunicava com o quarlo do grande
tosan, tambem o eslava. As duas janella- tle Irene
e a de Solange parecan] estar no mesmo estado.
O grande Rostan linha seu plano a esse res-
peilo.
Depois da janella de Solange as de madamesella
de Morges mottravam alravez das cortinas a dbil
claridade de uma lamparina.
Havia tambem luz nos quarlos da Aslrea e de
3009000 rs.Expcdiram-se as nucessarias coiiiiiiuni-
CBcics a respeito.
inmaisni
lllm. e Exm. Sr.A lei geral n. (il de 2( de Ja-
neiro tic 1852, letra A aiitorisou ao governo a contra-
lar com quaesquer companhias que se propozessem
construir camiuhos tle ferro em qualqiier ponto do
imperio. Apresenlaram-sc os Inglczcs Eduartlntle
Mornay o Alfredo do Mornay, pedindo ao governo
imperial o privilegio exclnsii o pelo tempo ile'.M) anuo
para a con-lruccAo de um caminho frreo nesla pro-
vincia entre acidade do Recife e a povoacao de Agua-
Prcta, o qua Ibes fra pennillido com as contlices
coudas no decreto n. 1030 de 7 de agosto tic 1852
lellra B, approvadas pelo decreto n. 070 tle 11
tic selembro do mesmo anno lellra C; condictjcs
que, em virlude lo decreto n.725 tic 3 oulubro de
1853 lellra I), foram Hllcriormentc modificada!
pclu de n. 2i5 de 13 do mesmo mez e anno lellra
E, csteudendo-sc o privilegio toda a linha frrea
al o rio San-Francisco, cima ta cachoeira tle Paulo
Aflunso. E por decreto n. 2i(> tambem da i.....mu
dala lellra F licaram igualmente approvados os
estatutos da mencionada companhia.
Oras, Indas estas vautagens concedidas Pcrnam-
huco, tambem foram permitilas a provincia bia por decreto n. 1299 tle 19 de dezembro de 1853,
lellra (i, solirevindo a scuuinlc dilTercnra : ()uc
a garanta dnjuro de 5 por ceuto do capital empre-
gadu na ron-truecan ,n caminho de ferro, prestada
pelo governo gcral, foi acrcscenlada pela assemblca
ita mesma provincia, como se v da lei n. 500 lel-
lra II, com 2 por cento addicionacs, a favor da em-
presa da cidade ta Bahia ; a en) visla do que fra ce-
lebrado em dala de 31 de maio dcste anno pelo pre-
sidente da mesma provincia, um contrato com Joa.
quim Francisco /Vives Rranco Miiniz Barretelellra
I-sr- Veio assim a empreza de Pernambiico a ficar
de pcior condcAo na linha da competencia.
Mas, convocando cu extraordinariamente a BSaBRI-
bla provincial para tomar cmconsideracAo esta emer-
gencia,acaba ella de aulorisar aojgoverno provincial
conceder um mnimo de juro al 2 por cento addi-
cionaes aos 5 por cento, concedidos pelo governo so-
bre o capital que se houver tle fixar para as primeiras
20 leguas ta referida estrada, como ver V. Exc. do
documento lellra J.
E, pois, em consequencia desla faculdadc, e da
permissao to governo imperial, que nesla occasiSo
remello a V. Exc, he que teubo a honra de dirigir-
me V. Exc. solicitando com o maior eiicarerimento
a sua valiosa cooperaco bem da empreza do Pcr-
nainhuco, e rogando-lhe baja de cncarregar-e por
parte do governo desla provincia tle cnlaholar rom
os empresarios Eduardo tle Mornay e Alfredo de
Mornay, todas As negociantes que couberem nos li-
mites Irarados pelas leis geraes e proviucacs, e cn-
tralos previos, deque don inteiro conhecimenlorV.
Exc. aliin de achar-se habilitado a propor e aceitar
quaesquer condicoes que julgar uleis e indispensa-
veis para a dcliuitiva organisacSo ta companhia, c
consecucAo da emprea no uleresse desla provincia ;
pudendo V. Exc. no io de encontrar algum emba-
race na lellra ta L -Arimneial. que obste o (nal
accordo das estipulaces que livercm de ser trocadas,
resolver como entender mais razoavel.sujcilando
lodo a miiiha approvacAo. a qual s peder ser ue~
gada cm caso mui grave : lal he a conlianra que dc-
pnsilo em V. Exc, c o empeuho que lenho em que
se no malogre uma empreza de tao alia importancia
para esta provincia.
Aprovcito esta opporlunidatlc para allestar a V.
Exc. a seguranra da mais perfeita eslima c cunsi-
deracAo.
Dos gnartlc V. Exc. Palacio do governo de Pcr-
iiamhiico, 21 de selembro tic 1854. lllm. e Exm.
Sr. Sergio Ticxciro dcMacedo, ministro plenipoten-
ciario e enviado extraordinario do Brasil em Londres.
Jos fenlo da Cunha e Figueiredo.
Legado imperial na (rAa-Brctanha. Londres 20
de oulubro tle 1854.lllm. c %xm. Sr.Tive a
honra tle receber o oflicio de V.Ec. datado de 21 de
selembro ullimo, assim como os documentos e papis
que elle se refere, marcados com as letlras segui-
das em ordem alphabctica de A al J.
Comeen V. Exc. por fazer abreviadamente o his-
trico da concessAo feila pelo goveruo imperial para
a abertura de uma estrada de ferro ta capital dessa
provincia em direccao ao rio de San-Francisco na
na parle superior a cscala tle Paulo Alfonso. Pas-
sa depois V. Exc. a expr o que occorreu respeito
de uma semclhanle concessAo feila i provincia da
Babia, e o que a sua asscmblca provincial fez rela-
tivamente i garanta do juros. Emfim infornia-me
do passo dado por V. Exc. para oblcr, como obteve,
ta assemhla provincial de Pernainbuco, que a sua
concessAo iicasse com a mesma vaulagem de juro
deque goza a da Bahia.
A' esta parle do oflicio do V. Exc. lenho res-
ponder, que o governo imperial me lem dado as nc-
cessarias inslrur;Oes e poderes a respeito dcslas em-
prezas, e que o nfficio que Uve a honra de dirigir
V. Exc. em dala de 21 de selembro, mostra que de
Irene ; mas as cortinas tapavam loda a passagem dos
Diaren curiosos.
O grande Rostan que nAo linha viudo ahi para
nlliai. dirigise janella de madamesella de Beau-
vai--, a qual rom a do cavallciro eram as nicas que
nao linliam luz. E unindo-sc paretlc, adianlou
depois a raheca com precaucAo. Cusloti-lhc a con-
ler um grito vendo que a janella eslava entrcahcrla.
O diabo me leve murmuran elle comsigo ; sen
un rfteniio Esta pcqiirna he mais forte do que eu.
lie evidente que ella me espera.
Lamenlou quasi nao ler ido directamente polo cor-
redor. O escalamenlo era superfluo, c o cAo ador-
mecido (1 grande Rostan envergonhou se de ter-sc
dado a lanos Irabalhos, como um novico.
A janella abrio-se sem obstculo, e Francisco cn-
Irou no quarlo de Solange.
O grande Rostan j era idoso ; masera anda ga-
ln, e alm disto Solange era tao bella 1
Bofe disse coinsigo, nAo se pude ser nielhor
succedido Ella finge dormir ; mas est acordada
como urna ralinba... Supponhu que j.i leve alguma
historia ; mas ha milito que nao son (Ao favorecido
pela sorlp.
Minha bella mocioha, murmuran elle bran-
dando a voz e pondo a mao sobre os ps da cama ;
voss liaba adevinnado que cu siria ?
Ninguem responden.
Bella mocinlia '.... bella mocnha !...
E com a mao alcaneou oslencoe-.
Basta de fingir -omiio. tli/.ia elle comsigo ; mas
as raparigas nao lem medida.
Sentando o leilo vasio, elle corou repentinamente
c proferio uma horrivel praga : pois veio-lhe a idea
de que Solange poda ser urna tle suas visor-.
Ella zombou tle inini murmurou comsigo ;
fui engaado como um esliidanle novico... Ali se
souhessem que dei ludano a .Masloc !
Drinkrr II subindo de Basalto para conquistar nm
leito vasio !
Onde eslava enlAo Solange Beaiivas"?
O grande Rostan assenlou-se no leito, e refieeHo
amargamciile. Emquanto reflcclia, vio urna clari-
dade fraca que passava pela renda du lumiar, e levnn-
loii-sc iininediatamenlc. A porta eslava apatas cer-
rada, elle ahrio-a, e achou-sc no corredor em frente
do quarlo to re Trufle, cuja porta eslava igualmente
entreaherla.
Que I disse Francisco com sorprczi, no quarlo
de Sua Magestado I
A claridade que passava pela renda do lumiar fi-
aba do aposento to re Trufle. O grande Rostan
quasi curado do seu despeilo pela curosidade appli-
cou um olho Techadora. O leilo do re TrutTe fi-
cava justamente em face da porta. O grande Ros-
tan vio o duque que dorma tendo a cabeca coberla
com om brrele de algodao. Junio delle sobre uma
mesinha eslava um copo de agua, no qual Solange
Beauvais derramara nesse momento um p bronco,
que linha em um embralho.
(odas me lenho ocenpado e que inhibas opiniocs fe-
Pzmenlc se conformam com as de V. Exc. a respei-
to da garanta addicional de juros pela Ihesoiiraria
provincial.
Agradeco muito a V. Exc. a prova de eoufianea
que me il, encarregando-me tle tratar com os con-
eessionarios c de lites fazer as conccsscs possiveis e
necessarias ao bom xito da empreza. Aprecio devi-
damcnlo a delicadeza com que em tudo me (rala
\ I-.\c. e estfja corlo que Ionio ueste negocio, co-
mo em todos os que se rgfercm a qualqiier poni
dn Brasil, o interesse quedevo lomar.
Anlcs de pastar adianto permlta-me V. Exc. tli-
zer-lhc, que alcm desle oflicio, que he destinado i
servir-me como iiistruceOes, se faz necessaro que
V. Etc. me mande um pleno poder, redigido em
devida forma rom as solemnidades necessarias tle
sua assignalura, sello da provincia, referouda do se-
cretario e mencAo de ficar devidamente regislrado.
Este pleno poder, ou especie tle procuracAo nu de-
IcgacAo he ndispeiisavel para ser unido ao contra-
to e devidaiuciite tleposiladu.
N'Au me vciu copia autheutica da le provincial,
mas smenle nina do decrelo da mesma assemhla
sem a sanelo de V.Exc. Tambem este documento
he necessaro para o mesmo fin.
Agora patsarei a eipor o que lia a respeilo dcste
negocio. Elle lem at aqu oslado desembaracado
do choque de interesse-. individuaos, que trama as
vezes difilculdadts, s menos difliceis emprezas, e
se nao foram as rircumsUincias actuaus da Europa,
lenho a maior conlianca de que marcliaria i uma
prompla e vanlajosa solucAo. Das Ircs emprezas
brasileirat temelhantes, he a de Pernambaeo a que
se acha inaisadianlada em razaode oslaren! promp-
tos e approvados, pelo governo imperial os planos,
nivellainenlos, socroes, orcamenlo, etc. No dia cm
que fo*se possivel apparocer cm publico com a es-
peranca tle levantar os capitaes necessarios, prnlc-se
tlizer, que comecava a consIruccAo. Infclizinciile o
eslado do mercado he tal que scuao julga possivel
obler azora o levaiitamcnln desses capitaes. Entre-
tanto com o inuilo louvavel desejo de se conformar
s clausulas- do contrato com o governo imperial,
apezar de cu ollereccr a prolongaran do prazo ( pa-
la o que lenho poder ) os concessionarios trataran
tle constituir sociedade legal antes de expirado o
termo concedido, tpie era o dia 13 dcste correnle
mez.
V. Exc. este lempo ha tic j ler ouvido as novas
concesivos que, alm da garanta de juro addicional,
foi solicitar tlcsse governo o Sr. Alfredo*de Mornay,
um dos concessionarios. Pede ser motivo tle emba-
racos o ottar V. Exc. tratando ahi com este senhor.
e eu aqu com o ontro con'cessionario, ou com o di-
rectorio provisorio da empreza. Ou se tlevem reu-
nir em Pernambuco todas as transnrcn.es ou cm Lon-
dres. Evidentemente s aqu se podem c convm
reunir, pois aqui be o thealro dessas Iransacgoes, e
ha poderes do enverno imperial para aquillo queso
aelle compele fa/er.c rfiie piidc jogarcom oque faz
ou pode fazer o poder provincial. Nesta intelligen-
cia osla o Sr. Eduardo de Mornay ; V. Ene. porm
decidir o que cumpre fazer.
As concessXies novas que pedem os concessionarios-
ou antes os capitalistas que rom ellos tralam, se re-
duzem a quatro, que passa a expor, dando desde j
minha opino :
1.a Parecendo o crdito da provincia um pouco
fraco cm visla das ultimas calamidades, desejam que
se faca menean de uma hypolheca, que d confianza
na carantia de juro.
Eu desde logo declarei que a hypolheca indefinida
tas rendas proviucacs pode ser dada sem inronve-
cnte, a hypolheca porm de um imposto espacial o
nao pode ser, porque ligara o governo a nunca abo-
li-lo, e tal obrigacao nAo deve esle contrahir n'um
contrato que lem de durar 90 anuos. O mesmo se
pode tlizer da hypolheca de propriedades proviuc-
acs que o governo se abrigara a nao alienar.
2. Uma garanta expressa de que nunca podero,
pelas autoridades provincaes ou municipaes, ser
lae dos impostos sobre a companhia, ou sobre os
(rabalhos e lucros da empreza,he oulra prelenco dos
concessionorios.
Esla exigencia nao lie infun, la la. porque j em Fran-
ca me lemhro qucacontcccu querer a municipalidade
de una cidade importante de provincia (creio que
Rouen) cobrar impostes municipaes (drocls d'octroi)
sobre cal, lijlos, pedra e oulro* maleriaes, que en-
Iravain por suas portas para a consIruccAo de urna es-
Irada do ferro contratada pelo governo. Alguma
declaracAo, pois, convm fazer-sc neste sentido, so-
breludo depois que a concessao de uma garanta do
juros provinciaes, fez nascer a idea de existircm no
Brasil dislnccoes de poderes, cojos limiles nao cslAo
bem lxados;
3." No orcamento de Mr. Borlhwick se levaram
em conla 10:000 libras esterlinas para jnros do capi-
tal durante a consIruccAo. Esla somma suflicienle
quando os juros eram de 5 por cento, pretenden) os
cpmmissionarios que deva ser accresrentada de 2
quintos, quando o juro passa de 7 por cento. Assim
se o governo imperial garanti juras sobre uma som-
Francisco estremecen. Solange melteu procipila-
damenle o embrulhu no scio, o lancoii-se para a
porta.
Que he isso ? pergiinlou o rei Trufle acor-
dando.
Ninguem Iba responden. Francisco linha fgido
pelo quarlo tle Solange, e esla o segua.
11c rousa adiniravel! disse o duque vollando-sc
sobre o Iravcsseiro, neslos caslellos velhos julga-se
senipre ouvir rumores...
Solange chegou ao seu quarlo no momenln cm que
Francisco sailava sobre o lerracci. o coracao ta ra-
pariga bata a rasgar-lheo peilti ; mas leve a cara-
geni de passar tainbein ao terraco. Vio um hoinein
que sailava a balaustrada, e gtilou-lhe : Quem est
Mili Ninguem responden, e o homeiu dcsappareceu.
Solange adevinhou a escatla, e correu a balaus-
trada. Debrurou-se, o vio com elleilo urna escatla
pela qual dcsciam tlous hoinens ao mesmo lempo.
O que deteifl primeiro espern o outro. Algum.
palavras foram trocadas em voz baixa e rpidamen-
te ; tlepois houve tuna lula, que durou tlons ou tres
segundos. Solange ouvio um grilo suflbeado, um
dos lioniiiis cabio M chao, e o oulro fugio.
Solange eslava mais mora do que viva. Ouvio
un gemido fraco. hesitou ao principio, mas seguio o
inslincto de sua piedade, e desceu. Achou no paleo
um homem ferido e bandado em seu sangue, ajoe-
Ihou junio delle, e inclinando-te sobre seu rosto re-
conheceu o cavalleiro Rogerio de Marlrav.
ma tle 875:125 libias esterliuas, o governo provincial
devo dar a sua garanta para uma somma de
891,125.
Esla preleneaolia tle Irazcr alguma confuso con-
tabilidadc futura, porque a propongo dos lucros nAo
ser a mesma para os clculos relativos provincia
e para 0 governo imperial. A consequencia que li-
ram os,conccssionarios,nflo he liccessaria; pois, quas
pode-so tlizer que, em regra os juros garantidos du-
rante a consIruccAo, costumam ser menores do que
depois la obra fcila. A diflerenca entre 2 por cento
de 875.125 e 891:125 he insignificante e por isso
ser Iioiii evitar esta complicaco, mas ser tambem
bom, fisto a difliculdadc do* lempos, que V. Exc.
traba cm vista esta pretencAo, e me d poderes para
regular como convicr a complicaran que possa
nascer.
i.* Emfim, uo orcamento do Mr. Borlhwick ai in-
demnisacocs por expropriacoes de Ierras, e o preco
de compras della* sAo avialiadas em 25:000 Esla
somma tbs ouvidos inginas soa como insignificanlis-
sima, os conlratadores da* obras declaram que nAo
tomaina si esla verba. Nislo lem elles razAo, c j
houve aqui uma dura licu que deve ler a todos em
caiilclla.
As ev ropraces do terreno de uma linha inglcza
avahada acm 70:000 excederamde um milliAo lcr-
lino qua ido so rcalisou a empreza.
Eu pe so que, comando com a patritica dedica-
ran, eco no interesse bem'conheci lo dos fazendei-
ros Pernambticanos quo olerecem as suas Ierras de
graca.heido esperar que lal nao aconleca cm Per-
nanibuco.le que as 25:000 sejam maisquesufliceii-
les para cubrir o valor de propriedades, que razoa-
velmcnlc, \o nao possam oblcr do g,rac,a, deslruicAo
de predios, e oulras tlcspezas desle genero. Por isso
me parece accilavcl a proposla que f.izem os conces-
sionarios, de enlrcgarein cssas 25:000 ao governo
provincial, obrigando-sc este a dar-Ibes de graca to.
do o terreno necessaro para a estrada, e para as con-
venientes cstacoes, depsitos, ele.
V. Exc. me dir as suas inslruccoes e tlifecr;fies a
lodos estes respeilos, contando adiar em mim sempre
o maior desejo de acertar o ser ulil ao Brasil.
Ha todas as lazoes para temer que a guerra actual
dure por alguns anuos, e que al se complique, e in-
volva maior numera tle potencias do que as aclualf
mente empenbadas nella.
Nflo se pode tlizer que haja falta de capitaes, ape-
zar das grandes despezas e tos grandes empreslimos
conlrahidos pelas diflerenles potencias. Uma con-
lianca especial he depositada no crdito to Brasil.
Apezar de tudo iiiuguem julga que boje se podessem
levantar capitaes suflicenles para as empiezas bra-
sileras. A incerteza prodazida pelo estado de guer-
ra faz que ninguem ouse prender seus capitaes, e lo-
dos prefercm antes transaece* a curio prazo com me-
nores lucros do quo o compromeltimento cm empreza
duradouras. Se esla he a disposicao mesmo dos pe-
queos capitalistas, e das pessoas quo s procuram
emprego a economas, ou fundos accumulados,
mais lirme deve sor tasa disposcAo nos grandes capi-
udistaa c especuladores aclivos, a quem cumpre, em
circumslandascoino os acluaes, usar de uma grande
circimsptcc,Ao,nao augmentar o numero de seusempe-
nhos c coinpromissos. Nao posso pois, ter a salisfacAo
de dzer desde j a V. Ex., que este negocio vai ter
uma prompla solucAo. NAo devenios porm desespe-
rar della.
Dos guarde a V.ExcIllm..e Etiu. Sr.JosBen-
(o da Cunha e Figueiredo.Sergio Teixeirade Ma-
cedo.
lllm. c Exm. Sr. Tenho visla o oflicio de V.
Exc. datado em Londres a 20 de oulubro de 1854,
no qual fazendo-nte a honra de responder ao que
live a satisfacSo do dirigir cm dala de 21 de selem-
bro ullimo, me commonica.o eslado actual dos ne-
gocios tendentes empreza da estrada de ferro desta
provincia, presentando ao mesmo lempo as quatro
condieSes que os concessionarios Eduardo de Mornay
e Alfredo de Mornay, ou antes os capitalistas que
com elles tratam, eslAo sollicilando para final con-
clusao do contrato da mesma empreza.
Depois de exprimir a V.Exc. o meu cortleal agr-
decimento pela sollicitude, e assigualado patriotismo
com que tanto se ha iuteressado por esla provincia
cumprc-me acompanhar V. Exc. no seu prudente
acert de devercm ser concertadas as eslipulaces
no mesmo thealro onde se pattam as transronos re-
lativas a empreza, c onde cxistem j poderes confe-
ridos a V. Exc. pelo governo imperial, e que devem
perf.-il.imenle liarm mi- ir com os do governo pro-
vincial, c que nesta occasiAo transmillo a V.Exc.
Nesta conformidade declarando a V. Exc. que na-
da tenho tratado com o Sr. Alfredo de Mornay, que
vai agora partir para Londres a reuuir-se ao outro
concessiouario o Sr. Eduardo de Mornay, tetiho ne-
cessidade de considerar as qualrn novas coucessocs
que elles sollicilam, e quo V. Exc. mexpoe cou a
sua cxclarccida opinAo.
1.a L'ma hypolheca que d confianza na garanta
do juro, visto que so suppSc enfraquecidos os recur-
sos ta provincia em consequencia das calamidades
da cheia porque passamos.
Esta tomou-lhe o rosto entre as rallos, c seus labios
se cnconlraram ; mas ella repel o-o logo dizendo
ruin voz alterada.
Se voss nAo me ama, Fernando, lano peior
para nos ambos...
NAo me inlcrrompa arrescentou ella vendo-o
abrir a bocea para Miar. Nao tenho chimes de So-
lange... emqMaulo nAo vir... Quero crer que Anto-
nia he para voss um negocio de amhicA..... Bella
ainbir.'o he sonhar a entrada de uma familia arrui-
A miin voss ama por mini mesma, e re-
nada
COI
A la no mcio do ultimo quarlo nao se tinlia an-
da erguido, mas a noile lomava uma cor ruc,a para
o Oriente. As estrellas linliam dcsapparecidu, c o
eco carregava-sc.
Chifln e Lorio! dormiam como hemaventiirados
em seus leilos improvisados ; mas o palheiro nAo era
delles smenle. L'm homem e uma inulhei haviam-
-e encontrado meia noile alguns passos disimile
dahi ; e depois de ilous ou tres minutos de passeio
linliam viudo asscnlar-se deban do palheiro perlo
da nossa pequea Chifln, e de seu amigo Loriol.
Esse casal misterioso alo tuspeitava tal vi/inhan-
ea, bem como nao aiospeilavam tambem Chilln e
Lorio! que souhavam rom Paris.
Do oulro lado do palheiro veio ahrigar-se oulro ca-
sal, quo eslava mudo e asentara,
Fernando havia ajoelhado junio da marqueza As-
lrea, a qual eslava assentada.
Eu nAo ama-la dizia elle com calor; e a quem
amara eu eulAo '! Nao he a senhora a maii bella, a
mais espirituosa o a mais bullante "? NAo duvde de
mimi>or favor, isso me tornarja muito desdiloso!
Amo-a, senhora, e para provar-lhe quizera dar-lhe
toda a minha vida...
Aslrea pcgou-lhe da mAo, e mormuran allrahin-
do-o a si :
Faco por cr-lo, Fernando.
Os labios do mancebo tocaram a bella fronle da
marqueza.
ompenso-o ilando-lhe o que sua amhicAo nunca naj-
ara desojar!
Expliquc-se cxclamou Fernando; a senhora
falla sempre por enigmas.
Vouexplicar-mej, lornou a marqueza: quero
oata-lo, Fernando.
Casar-mol e diz qoe me ama!... Que mulher
me destina'.'
Eu mesma, responden Astrea abaixando a voz.
Fernando estremecen forlemeule.
(I oulro casal andava hraiidamenlc cm lomo do
palheiro para ouvir melhor.
A senhora repeli todava o mancebo louro ;
mas o marquez...
Sou livre, como vos sabe ; diga sim ou nAo
j !
Duvida ainda de minha resposta, querida se-
nhora".'... Smenle eu quizera saber...
A respeilo do que tenho a ponderar :
1." Que esse pnico se desvanece unte a certeza
que posio dar V. Exc. de que as rendas futuras da
provincia nflo licaram, por esse deploravel suceesto,
laiiconiprumellidas que se possa reputar enfraqnecido
o crdito publico, porquaulo alm do topprimento
que se espera do cofre geral se ha certa que os repa-
ros dos estragos j se achautassusad'aDtados.seru mui-
to sacrificio do cofre provincial.
2. Que nina hypothec* especial qor em um ra-
mo determinado da renda publica, qur em proprie-
dades provinciaes, nao pode eo ipso tranquilizar os
concessionarios.
No primeiro caso, porque alm de uma lal hypo-
Iheca importar a desconveniente renuncia de se ex-
tinguir ou alterar a imposicAo sobre que houver d
recahir, pode esla tornar-te, por qualqoer eventua-
lidade lAo diminuta, que melhor fra nAo conttr
com ella.
No segundo caso, por que sabe V.Exc. mui bem
qual he a mistura c confusAo que exisle actualmen-
te entre os beus proprios nacionaes o os proprios
provinciaes: os que eitAo fura desla mislura litigio-
sa sAo tilo poneos, de valor to pequeo e de nenhu -
ma sorle rendlos, quo nAo offereceriara solida ga-
ranta aos emprehendedores.
Fora antes melhor hypolhecar especialmente uma
certa parte da lolalidadeda rendaannual da provin-
cia, por que tssim nem ficaria essa inhibida de alte-
rar, segundo as conveniencias publicas, qualquer ra.
mo de mposico nem a companhia estara expotta
ao inconveniente cima notado. E hem que nAo re-
sulte da lellra da le provincial n. 353 de 21 de se-
lembro de 1854, autorisacAo expressa para'sujeitar
parle ta renda provincial uma hypolheca especial-,
lodavia considerando semclhanle especie, como uma
condicAo que decorre da nalureza do contrato, que
se pretende celebrar, nAo me recuso a aulorisa-la,
potlendo V. Exc. ueste intuito aceitar a supradita
eslipulacAo, se della absolutamente depender a con-
cIusAo da convencao sobre a estrada de ferro ; islo
he: hypolhecar no mximo (em segurancia da ga-
ranta dos tlous por cento) por quatro annos a conlar
do auno posterior ao primeira cm que comerarem
os Irabalhos da consIrucjAo da estrada, uma parte da
lolalidade da renda annual da provincia, sendo 1|I6
no primeiro anno, 2|IG no segundo, 3|16 no lerceiro
c 4|16 no quarto.
2." Garanta expressa nSo poderem at autori-
dades provinciaes e municipaes lancar impostos so-
bre a companhia ou sobre o Irabalhos e lucros da
empreza.
Se a lei provincial n. 353 snpracitada, garanlindo
o mnimo do juro de 2 %, leve em vista robustecer
os 5 % garantidos pelo governo imperial para o fim
cominum de favorecer a realisaciiu da empreza, he
claro que implcitamente admitte, e nem poda dei-
xar de admillr.as isenroes concedidas pelo poder gc-
ral ; e consequenlcmeole nflo poderAo ai autorida-
des provinciaes lancar sotre a companhia, ou Obre
os trabamos e lucros da empreza impostos, de que
foram ou possam ser isenlos pelo poder geral.
Se pois os concessionarios n5o podem exigir da
provincia mais garanlias c favores, do que alcanca-
ram do governo geral, portera V. Exc. nesla especie
regular-se pelos decretos e contratos geraes c dentro
desles limites admitlir a eslipulacflo; e nao mai*.
3." No orcamenlo de Mr. Borlhwick se levaram
em conla 40,000 para juros do capital durante a
consIruccAo.
Esla somma indicente quando os juros eram de
5 por %, pretenden) os concessionarios que deve ser
accrescenladade 2(5 quando o juro chega a 7 por %.
Assim, se o governo imperial garanti juros sobre
uma somma de 875,125, o governo provincial de-
ve dar a sua garanta para uma somma de 891,125.
Se por nenhum modo qaizerem os concessionarios
abrir mAo desta estipularlo, como he natural em
vista de sua insignificancia, V. Exc. a receber po-
tlendo neste caso regula-la dn modo que julgar mais
conveniente evitar a complicaco ou coofusfle fu-
tura na conlabilidade.
4." No orcamento de Mr. Borlwiek as indemaisa-
cfies por expropriacoes de Ierras, c o prec,o de com-
pra dellas, sAo avahadas em 25,000 somma que "
reputa insgnificantissma, e os conlratadores das
obras declaram, que nao tomam a si esla verba.
Nao comparlilhando os receios dos conlratadores.
mas suppondo pelo contrario moi suflicenles as 25
mil para cobrir o vrlor das propriedades que niio
poderam ser oblidas gratuitamenlc, lodavia, e i pe-
zar de haver demasiada exigencia, poder V. Exc.
aceitar a proposta que fazem os concessionarios de
enlregarem essas 25,000 ao governo provincial,
obrigando-sc esle a dar-lhes lodo o terreno de greca
para as convenientes estaces e depsitos, sendo que
nAo haja um lerceiro que queira lomar asna coala es-
la negociaran, em cojo caso niu podero os contra-
la.lores exigir cousa alguma da provincia a semc-
lhanle respeilo.
Parcre-me pois que, em vista do pleno poder, em
devida forma, sollicitado por V. Exc, e que vai a-
companhado das prsenles instrucciies, nflo havera
mais diflculdade quo possa impedir os concessiona-
se cu quizer, o far seo
O duque tle Bosta
henleiro.
Fernando pz a mao sobre o coracao qte palpitava
mui forlemeule, c pcrcunlou :
Esta rerla disso ?
Nesles tres dias o testamento ser feilo.
(I duque anda he moro...
Irene apertou o braco de "Mr. de Calieran do ou-
lro lado to palheiro. e murmuren :
Quando ellos livcrt-in acabado, nada mais lerei
que dizer-lhe... l.-i ule !
Fvslou na idade em que ha misler gozar sem
demora, responden Aslrea a Femando. I'romet-
lo-llie que voss nAo esperar os irnlhoes do senhor
tiuque.
Mai odoutor Sulpicio... disse ainda Femando.
Escole eseule I disse Irene ; os ouvidos zu-
nciii-mc...
Falle) esta manhAa a Joao Tobrl, lornou a mar-
queza... O doulor Sulpicio est eoudemnado...
Irene vaoHIoo, c Calieran suitcve-a nos bra.;os.
Femando hcslava ; mas sentiudo o perigo'do si-
lencio, disse :
Sou todo seu, nAo polo ouro do duque de Ros-
tan ; mas porque a senhora he a mesma, o porque
adoro-a.
Que estas dizendo ahi, I.oriot ? pergiintouChif-
fon acordando com mo humor.
Fernando e a marqueza fjgiram.
Partiremos aoianhaa para Parit, disse lodavia
Aslrea levando Fernando para o oulro lado do pa-
lheiro ; csteja cedo no caslello.
E's tu que tonhai fallando, rcipondeu Loriol ;
se tornares a fazer isso, Chifloninha, nflo dormirei
mais junio de ti.
E's tu I
E's lu !
Tiraram os bracos do feno para brigarem um pou-
co ; mas a la vinha sahindo. Chifln vio Loriol Ho
rosado, c Loriol vio Chifln Uto bella que abracarani-
se em vez tle balerem-se.
Mr. de Calieran, diste Irene, volte amanhAa
para Paris ; 1 i cliegare ao mesmo tempo, e Ihe da-
rei noticias inhibas... Sua tarefa era vigiar sobre o
duque de Kostan ; porque a pobre Solange...
Aqui ella interrompeu-se, e perguntou ;
Ama-a como ella merece ser amada f
Amo-a quanlo posso amar, respondeu Mr. de
Calieran.
EnlAo o senhor he nosso, lornou Irene...Ama-
nhAa saliera o que deve fazer por ella e por niim...
E eslendendoa mAo a Roberto, o qual levou-a aos
labios, Ireno voltou para o caslello, Mr. de Calieran
liiigo-se para Maintenon.
Mil ni Afn
Eia 1 em p nrdenou Chifln ; sonhei que en-
traramos hoje era Parii.
Loriol linha muilosomno; mas levantou-se. Os
dous meninos pozeram-se alegremente n caminho de
bracos liados, e com os soceos as costas.
Pouco tlepois ouviram atraz de si o rodar de uma
carruagem, voltaram-se e reconhereram a famosa
hei liiula. cuja portinhola (inha-se aberlo na vspero
para deixar passar o luiz de ouro.
Devo fazer cambalhotas ? cxclamou Loriol ; o
velho fidalco tiara alguma cousa !
Chilln releve-o dizendo :
Melhor do que isso ; vem comiso I
No momento cin que a carruagein paOOtrva, ella
correu, e agarrou-se sobre uma mala presa atraz da
caixa, Loriol imilou-a.
A gente vai bem aqui disse elle inUallan-
do to.
Quando eu le dizia que cheeariamos a Paatt cm
carrusgem! respondeu Chifln ratliantedcalegiia.
Os cavallos do rei Truffe erara hons. I ma hora
depois aira da rarruagem, que levava Asilrea e o
grande Rostan, Chifln e Loriot faziam sua entrada
Inumphal no Paraizo das Muflieres.
FIM DA PRIMEIRA PARTE,. (1)
(I) O resto dcte inleressanleromanri nflo foi ain-
da publicado cm Paris, nAo contando ci ,m to arande
iiierriipc,ao, demo-nos presta em Ira duzi-lo ; logo
que a l'resse conclua a soa publicaeAo teremos tam-
bem o cuidado de concluir a oosia trr doejao.
OtKR.


DIARIO DE PERMMBUCO. SABAAOO 10 E FVtRtlRO DE 1855.
x
riosou ana capitalistas de chegarem com V. Exea
um ultimtum, sem que me sej i necessario repetir a
V. Kxc. o que diese era roou ultimo olllclo, isto he,
se por qualquer forma encontrar alcum embarazo na
l'Jllra d lei provincial que oliste o final accordo das
estipulajes que livereiii de ier trocidas, resolver
cumo entender mais razoavcl, e conforme a conliin-
ca, 'I i), cerlo de qOo por d-
lo escrpulo, nao deixar que le mallogre uina
empreta lio importante para esta provincia.
Deo V.Exc. Palacio do governo de Per-
nambuco 20 de novembro de 1854. Illin. e Exm.
Sr. Sergio Teixeira de Macedo, minUlro plenipolen-
ciario c enviado extraordinario do Brasil em Lon"
drc.Jos lenlo da Cunha e Figueiredo.
COMMANDODAS ARMAS.
Quartel 4o convalido da irmn de Peraam-
buco cidade do Recite, eo9de Janeiro.
ro de 6865.
ORDEM DO DA N. 212.
(1 coronel comrnandanle das armas inicrino faz
certo para os fina convenientes :
1. Que S. M. o Imperador houve por bem, por
decreto de 15 de Janeiro do corrente anuo, perdoar
ao soldado da companhia fu de cavallaria dnsta pro-
vincia, Augusto Ferreira de Oliveira e Silva, u cri-
me de desertlo que commelteru ; e por aviso de 23
do dito me/, mandar que o mesmo toldado fosse ex-
cuso da servir.
2." Que o governo, por aviso circular do soliredi-
to ministerio de 18 lainbcm de Janeiro, uliaixo trans-
cripto, foi servido prohibir que os cirurgiOcs dos cor-
pos do cxcrcilo de patentes subalternas usem de
borlas de eatiutoes nos chapeos ; oque os capel laes
dos mesraos corpas, que n3o tenham dignidade al-
goma ocelesiastica, usem de mcias encarnadas.
Finalmente, o coronel comrnandanle das arma*
declara, que hontein, por deliberadlo da presiden-
cia exarada em oflicio de 3 do corrente, fei nomen-
,do o Sr. 2. cirurgi.lo alfeees do corpo de saude do
eierciki, Dr. Joaquim da Silva Araujo Amazonas,
parase cncarregar da vaccina nos municipios cin
que presentemente a varila se lein desenvolvido
com niais iiilensiilado.
CIRCULAS.
Hlo de JaneiroMinisterio do negocios da guerra
em 18 de Janeiro de 1855.Illru. c Enu. Sr.Cons-
tando que os cirurgies de alguns los corpos do ej-
ercito, do patentes subalternas, usam borlas de
r.iniilao nos chapos, o que s he pennellido aos
o'Uciaes superiores, e bem assini que os capelles
d.s mesinos corpos, sem que tenham dignidade al-
i ecclesiatlica, usam de meias encarnadas, S.
M.-.i Imperador manda recommendar V. Esc.
que faca cessar scmclhantes abusos, se porvcnlura
cen nessa provincia.
a guarde V. Etc.Pedro de Alcntara ISel-
legarde. Sr. presidente da provincia de Pcriiatn-
buco.
Manoel Muniz Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens cncsrrvgado do delalhe. *
EXTERIOR.
CAUSA DA REVOLUCAO' EM FRANCA.
Todos se Uin espantado das uccessivas revulujes
em Franca, mas ja vilo comprcheiidendo i|ue sao as
oonseqoeacias da miseria do povo. Suppe-se que
o governo he a fontc da urdem e do bem estar na
soeicdade ; asiume a respiusablidadede promover a
stia prosperidade ; e quanii'o a multiddo he misera-
vcl, poderemos nos nos admirar que ella o des(rua<
posto que seja incapaz de crear outro ou supprir o
seu lugar? Com proporoes agrcolas, muito maio-
res do que a Inglaterra, cspalliada sobro mais larga
superficiecom differentes partes c lugares, taes
como todo o departamento do Norte, superior em
produejiio as mclhores parles da Inglaterra (em
parte alguma da Franja existe urna regulo lio es-
tril como as llighlands } cooi nin clima menos ru-
do .lo que a Inglaterra, e no Sul, pro.luzindo vinho
e oliveira, igual ou superior a Italia eu Grecia,
a grande multid.ioem Franja tem vivido perenne-
mente mergulhada ti'am estado infeliz de pobreza,
quasi lao triste como o da Irlanda, sem que o mal
seja limado pela visinhanra de urna e>nlculu
lunliilo e os c)is effeitos subordinados por um
poder. Posto que seja muito mais um puvo
agrcola do que o inglez, e em consequeucia de cr
menos comincrci.,1 e menos manufacturero, a pro-
dcelo agricula dos Francezes, posto quoo solo seja
uiais productivo, he menos do que o da Inglaterra.
Considerada em geral, a Franja, conclue M. I.con-
cc de I.avcrgncl), depois de eipor urna grande
variedade de promenores que juslificam a eonclu-
3o, produz 100 francos por geiraa- Inglaterra
produz 20!). A nossa industria agrcola, exercida
sob circuinslanoias menos fnvoraveisdo que a da
Franca, produz mais do duplo em valor. Na In-
glaterra tres pe.soaa sao sullicientcs para cultivar
como para produzir 200 francos
por geira, ao passo que em Franca sao necessarias
quarenta para obter-se urna produejao de 100 fran-
cos e na Irlanda sessenta. Na Inglaterra lambem
o termo medio do salario do Irabalhador de una
herdade, antes dclSSS, era2 fraucos porcada da
de (rabalho, eo salario do Irabalhador de urna lier-
dade em Franca nao he mais de 1.25 i 1.30 francos
ida dia de !rabalho. Assim, a produejao agr-
ala bo mais abundante e preciosa em relajan ao
Irabalho, eo Irabalhador agrcola iie melhor recom-
pensado, na mauufactureira e agrcola Inglaterra do
quena Franja agrcola.
j relativa da Inglaterra e da Irlanda
exemplifica as vantageus das manufacturas e do
commercio sobre agriculluri, de nina maneira an-
da mais nolarel ; com lado a poltica de todos es
grandes estados da Europa tem sido ha muito lem-
po, e na maior parte delles anda he, dirigida para
auimiir a gricnllura, pondo obstculos na estrada
das manufacturase do commercio, rujo creseimento
lende a melhorar, desenvolver e recompensa-la. Es-
le grmde, e, podemos dizer por causa da sin e\-
Icnj.lj geral e consequencias, porlcntoso erro, he
"m ei i poltica, quasi universal que.
lempre fundada em alguma pre-exislcntc
rndi;.lo da sociedadeem alguns fados pasudo?,
que aunen serao restaurados, taes como as rules
i-oes da idade mediasempre est em opposi-
I nova condijao da sociedade que a natureza
i continuamente para a existencia.
A Irlartda, onde ?s manufacturas se acham aelu-
almciile supprimidaj, ondea agricultura era menos
prwfttcliva e os salarios mais baixos do que em Fran-
ja, at que a forne extingui grande parlo do povo,
> perpetuamente perturbada. A insurrtijln
era asna rnndijan normal. A religio ou os litlos
de trra erain sempre o pretextoa pobreza e mise-
ria do povo eram empre as causas. Acabava pela
submisso, Mace pela revolujao, porque era sem-
pre vencida pelo governo do seu mais poderoso vi-
'.inho. Quaudo a insurreicao ergueu o eolio em
ranja, nao houve vizinho poderoso que a repri-
nisse, a acibouein revolujao. Fosse qual fosse o
pretexto, a miseria social parece ler sido as suas cau-
s.giande verdade que M. I.eonce de I.aversne
illuslrastm inlenjAo quando descreve a agricultura
d.i Inglaterra, c compara-a com a .la Franja. O
rimparalivamcnlo descuidado estado da agricultura
em Franja he provado pelos fados ja citados. As
particularidades ua comparadlo sao cuidadosamente
cxposla- na sua obra : soliicitamos allcnj.lo somon-
te ero favor das causas :
i Concordamos com o autor que alguma coaaa he
Ir ida i condij.) da propriedade territorial na In-
rra ; mas I unbeni concordamos com elle, se-
gundo o cxcmplo de Jerseysegundo o fado de
que rada condijao peculiar da sociedade assim como
o |hivo, he apartadamente disposla ou separada-
menlcdislriliuidaassim como ha um solo frtil na
v i/.iuliaiij.i de nina larga popularSo. ou um solo es-
tril mu afasia lo de tal populaj.io, eiigudo e com-
pcllin lo ditreieute dislubuijao da Ierra para a cul-
turaque mu gnu le importancia tem sido dada i
ivoravel na Inglaterra arerca
da propriedadd territorial que se aclia geralnienle
''"' poucas m.los. Concordamos
i -nalinei te^roni elle, segundo os mesmos fados, que
a iunucn-ii de grandes herdado?, aoinelliorar aagri
rultuia. que ltimamente ha sido menos favorecida
na Inglaterra que outr'ora, tem sido mu exaeera
!' le que mais influencia ha
amor que existe em nossa
j numj ommercial por meio ile
urna vida rural, do que existe na agrcola Franja
mas punco antes cortesa. A diflcrenc,a entro as
duas najos a este respeilo pode ser Irajada Ble o
lempo dos Romanos, quaudo os campos crain aban-
donados ao cscravosquanduo nomc do caniMinez
C ri//ici'ii) ora um vocabulo de desprezo, e ur-
banitut era associadocum elegancia e polidez. As
uajOes da Europa em que prevalecern! asusaucas
romanasItalia, espanha, Franjaconservaram
amor pela vida da cidade, pela respectiva seguran-
ja e requinte : aa iinj8cs menos sugeilas a son in-
fluencia, e entre as quaes urna populajao de cidade
era de nuis tardo dcsenvolvimcnto, nunca prefe-
riram-n'a, c acharam o seu principal poder e feli-
cidad* na posse de largas possossoes do Ierra. Esta
diflerenjn caracterstica, attrahiudo sempre em Fran-
ja todos os liomei.s de talento, considera ja o e lla-
veros para a cidade, deu as cidades dahi mais influ-
encia da que na Inglaterra, e accasiooou que a
agricultura fosse comparativamente desprezada. Na
Inglaterra, os condados, at o periodo mais recente,
eram os corpos que mais iufluiam : em Franca, nem
provincias nem deparlamentos nao tiveram por lon-
go periodo voto algn, e somonte as cidades tinhain
ou organisajo ou poder para manifestar urna opi-
niao. I'ortanlo, s as cidades possuiam influeneia
poltica, e por ellas e pelo urgao dcllas beqnesc
mauifeslava qualqucr seiilimeiitu nacional que pre-
valeca.
A Franca precedeu a Inglaterra em agricultura o
populajio, e no seculo XVI suppe-sc ter sido re-
lativa assim como positivamente melhor povoada do
que a [nglajfrra. No XII seculo parece ler sido
muiu mais adiantada em manufacturas do que a
Inglaterra. Por muito, lempo precedeu-nos em ma-
nufacturar sedas. Durante sceulos a lAa foi expor-
tada da Inglaterra para ser manufacturada em pai-
zcs cstraugeiros. O calculo mais elevado da nossa po-
pula jio no lempo deElizabelh naoexeedcu 4,000,000
A trra era entilo menos cultivada do que em Fran-
ja, e durante lodo o seculo XVIIa Franja exporlou
trigo para a Inglaterra. Mas antes do liui daquelle
seculo houve urna mudanja nos progressos relativos
das duas uajoes. e O assassinato de llenriquc I\'
o mergulhou de novo a Franca no chaos, mas os re-
r sultados do curto periodo de esperauja durante a
tr sna vila forain experimentado* por lempo consi-
deravel. No lempo de Kichclieu e de I.uz XIV,
na primeira parlo do seu reinado.a F'ranja llorcsceu.
n O paiz foi ent.lo habitado por numerosa nobreza,
n enjos interesses cstavam ligados ale com os da po-
i pulacao rural; mas alin.il no reinado de I.uiz XIV
i. a Franja.licou exhausta por causa das suas loucu-
ras, a populajao dimjnuio, e a agricultura dc-
clinou.
A Inglaterra augmenlou em populajao rapida-
mcnle depois das guerras civis. O povo inundou-
Ihe as colonias. Auginenlou-lhc o commercio as
suas manufacturas se deseuvolveram, a agricultura
(oi melliorada, e na ultima motado do seculo XVIII,
posto que suslenlassc urna populajao largamente aug-
mentada no interior do paiz, exporlou, segundo diz
o autor, 40,000,000 I. de ccroaes, grande parle do
que foi para a Franja. Desde a revolujao de 1688,
o commercio, as manufacturas e a agricultnra tem
progredido juntamente lia Inglaterra ; semlo par
Pon*, com ludo o passo ulterior que urna da, em
breve tem sido acompanhado pelo passo ulterior
dado pela oulra, c as manufacturas c o commercio
tem somente sacudido os grilhes legislativos que
Ihes silo impolos em favor da agricultura, para pro-
porcionar-lhe um mercado mais extenso c dar-lhc
estimulas mais poderosos do que nunca havia recc-
bido. A populajao tem encontrado em virlude da
san propria industria os meius para augmentar; tem
augmentado continua e rpidamente; a dospeito
das contendas pela coroa desdo a revoluj3o no se-
culo XVIII, a Inglaterra tem sido, com parciaes cx-
cepjes, extrema c feralmente prospera.
Nao lem acontecido exactamente o mesmo cora a
Frasea. Como a sua agricultura deelinou, ou nAo
mellioroo, pelos fins do seculo XVII, no XVIII a
ua populajao foi empobrecendo. Em 1698 calcu-
lax.-scqueum dcimo se achava n'um estado de
indigencia, e cinco decimos em circunstancias um
pouco mclhores. a O qua.lro dado da sociedade frau-
ecza faz a gente estremecer de horror, diz o escrip-
lor. A Ierra foi arrendada a 3 s, 6 d, 1 s, 9 d, ou 6
de cada geira, e com este alugucl o rendeiro linha
grande didiculdade para m.inter-se. A oppresso da
populajao acerca dos meios de subsistencia, cundu-
zindo a urna condijao calamitosa da sociedade, nao
consegua inspirar aus gnvernadores da Franca per-
cepj3o alguma da verdade. As guerras o as loucu-
ras magnificas de I.uiz XIV foram excedidas em ex-
lr.vagancia?,pelas deva?laees de I.uiz XV. No meo
de profunda paz em 1739, c depois de urna colheila
ni, o povo, exactamente como o Irlandez em 1816
17, morria como moscas-por causa da indigen-
cia, n e comia ervas. As provincias de Maine, An-
goumois, Touraiiic,lIaule,Poilou, l'erigord, Orlea-
mais, Uerry, escreveu o marqaez d'Argeiison, sao
a as mais miscraveis, e a penuria vai progredindo
levou peanle o conselho um pedajo de pao, que
a elle linha tomado para si, feilo de feto, urna crva,
a e, collocnndo-o mesa de el-rci, di&se, senliur, eis
aqu o que sustenta os subditos devossa magesta-
s de! o A lerrivel miseria se fez sentir lias cidades,
e os cscriplores pblicos comejaram-sc a cstender
sobre isto. Com ludo existe ueste facto bastante c-
videncia para mostrar que urna coi I i rao semclhaii-
le conlinuou sem grande inelhoramcuto at 1790.
Quesnay e oulros citan)1 os males enormes. Turgol
fez cxcellenlcs reformas, mas nao poderam immc-
Jialaiiicnle aliviara miseria geral. Tiulia lomado
laes proporjcs que j nao poda ser reprimida; ani-
mo a npiiiao publica; manifeslou-so ii'uma emo-
j.lo natural c poderosa; e a lerrivel revolujao fui a
consequeucia.
A despeilt da revolujao, ou antes cm consequen-
ciu dislo, sem embargo dos scus excessos, a popula-
jao achou meios para creseer. O autor julga que
desde 1740, n3o obstante 50 anuos de revolujcs
horiiveis t de guerras sanguinarias, a produ.c,lo
agricela qnadruplirou c a populajao duplicou. O
consulado foi um periodo comparalivamcule feliz c
prospero. As guerras do imperio foram falaes po-
pulajao e ao progresso, e foi s suhsequcntemcie a
1815 que a industria da najiio se pode desenvolver.
Todava gradualmente a excesiva despeza do gover-
no da paz, e o escriplor favorece a continua interfe-
rencia, com a supressilo das velhas reslricces, lan-
cou oulros impedimentos na estrada do progresso. A
populajao, posto que melliorada subsi-quciilementc
ao lempo de Vauban, foi ronlinusinente embaraja-
dasempre porinlervallos, fallando-lhc os meios de
sobsislencia, e sempre por iulervallo? sugeila is
grandes cxncerbnjcs da miseria social. EnUlo a-
c!iou-se sempre prompla a revollar-sc coitlra o poder
que julgava prevenir e com efleilo occasonou a mi-
miseria.
Eis ah a breve historia, como a (ramos do livro
de M. I.eonce deLa bajoes da sociedade poltica cm Franca. Como a po-
pulajao tem crescido, lem necesitado de mais meios
para crescer: o creseimento natural tem, em perio-
dos successivos,reduzindo-a a grande miseria, e per-
mitlido quelenha tido conflictos com o puder social.
o? quaes elle tem frequeulemente suflucado, o pelos
quaes tem sidofrequentcmente suhjugado. He dif-
licil dizer se o actual, ou qualqucr governo fulur
poilcra remover mui gradualmente todas as barrei-
ras arliliciaes ao dcscnvolvimciilo da industria, res-
Ircjes' c regulamenlos acerca do commercio, que
mpeilem o augmenln dos meios de subsistencia e o
crcscimenloda populajao; masa lirio da liberdadc
commercal lem sido agora liio extensa e lo emplia-
ticiiniente ensillada, que ha alguma razSo para espe-
rar que todos os governo? aprenderam c pralicaram
segundo esle principio, governo. pela sua propria
seguranja, deve permanecer agora fora da estrada
da grande forca naluial da sociedade, que se he, co-
mo se tem dito, o pai da miseria, he cerlamente,
quando a miseria se lomar extrema, o pai dasrevo-
hijoes. A razo, a religio, a experiencia, a nossa
fe poltica em a natureza, ludo nos prohibe condeni-
nar a grande dispensacao pela qual a rara humana
he designada a mulliplirar-so c espalbar-se no mun-
do, e s no? deixa a alternativa de condemiiar as
n".Iriej.lcs que c.iusaui a pobreza c a miseria, e iin-
pedem o progresso da popularlo, ate que sejam re-
movidos a forja para fora do camiuho.
iwi'ii rural da Inglaterra, litcoua e
Irhn once de Lavergnc. Traduzida do
froHCcz, com ma por uin rendeiro etcotte:.
{ The Ecconomst. 1
INTERIOR.
<;oriespoxih:\<:i\ do diario ue
PEIlN-VMBUCO-
Sergipe.
i.arangeiras 22 de Janeiro.
Amic$\ Cumpre-mc antes que ludo dar-The orna
idea lopographica deininba cidade, encarando-a por
dierenles lados, para que desla surte seja Vmc. sa-
bedor de seu estado aclual.
Na primeira missiva, que Iheeuviei, lentei eslrea-
la por esta maneira, porque compete nilo s a cnim,
como ,-i todos, que a igual fia so propem ; porm
estando ua incerteza de ser ou u3o publicada cm sua
folha. dcixei de o fazer, mas agora que j a li em
su Diario, dou cumprimenlo ao raeu dever, e ca-
parilii-me n3o ser tira de proposito por esta razao
Untes tarde do que nunca.
Se acha edificada a miuha I.arangeiras enlre tres
morros, estando enllocada cm um dos quaes a capel-
la do Senhor do Rom Fin, ser indo o seu relogio de
desportador aus scus habilaules. Esto ponto por sua
encantadora posij.lo, loma-so o mais bello da cidade,
sua vista potica prolonga-sc agrande distancia, al-
canjando-se diversos lugares da provincia, e do lon-
gitudes consideraveis.
Nao me convm mais demorar noslc morro, deseo
para a cidade, e me acbo em seu centro, portante
comejarei minli.i descripjao de uin de seus extre-
mos.
Seja o extremo primordial o intitulado Commen-
daroba, originando--e seu nomo de um engcnliu as-
sim chamado, ah assenlado.
Acha-se nesse mesmo exlremo tima igreja que das
differenles fcslas que nella lem lugar, realja com
mais pomjia a do dia oilo de dezombro.
Segue-se cm direccao dellc a ra Dircila, que he
a principal, leudo de exlensao meia legua, Cuidndo-
se no largo da feira, lugar em que passa o rio, e cm
que nosdias desatibado allliic numeroso povo de
toda a provincia para commerciar ; n'esse? diaj lie
tmportanlissimu o commercio pela grande concur-
rencia do povo, mormente no verSo. Nessa ra ex-
islem- as mclhores propriedades, c toda a forja do
commercio, linalmentc he o ornamento da cidade.
Nomencionare! es demaiaaruas por ser desnecessa-
rio e nada ler de notavel, por isso direi-lhe alguma
rous.i sobre as obras publica?.
Minli i Ierra a c?se re?peito he digna do melhor
sorle. He mais que lastmate!, sendo I.arangeiras
urna das cidades de mai? importancia da provincia,
queso eu tora falto de modestia, dira a primeira.
u;1o possuic um templo que estoja cm relajo ao seu
estado de civlisajao o commercio, pas os poucos
que lem, so acham de tal sorto arruinados, que se
o nosso vigario, coadjuvado com os senhores da as-
senibla, mo forera providentes cm providenciar, bre-
ve nos configuraremos cm hereges, por nos fallar
onde vamos render a Dos os nossos cultos.
.imice 1 os meus patricios nSo leem emulaco al-
guma, se negara absolutamente com sen qaaolalWo
para edificacaq oo reedilicijao de um templo, para
inelhoramcnlo de um hospital de caridade, que o ac-
lual se acha em completa decadencia, onifim para
qnalquer oslabelecmento publico; porin fallo-se-
llies em dar alnm dinheiro para urna dasfajanhas
do partido poltico, a que ca la qual pertenre, falle-
le-lhef em festejar a entrada de um presidente ou
vicc-presidenti! de seu credo, ou filialmente de uin
seu CO-religionario, que obleve do governo urna gre-
ca aristocrtica, entilo cada uin ra quer tornar mais
generoso, contrihuindo com grande sarama du lar-
geni, ca la um se quer mostrar melhor ravallciro,
fa/endo subir ao ar immensas dudas de fago, esme-
rando-se com lodo esforjo para apresentar cm sua
porta um arco Iriumphal para por elle passar o do-
lo de sua imagiuacao, e anda desconfiados de nao
lerem pre?ncluilo bem o sen papel, oflerecem-se pa-
r' ludo, que diz a sso respeito.
Que miseria!! Quanta estupidez reina anda cm
miuha pobre cidade, e para melhor expressar-me,
em luda a provincia, que havendo demasiada pre-
potencia, cm lugar de scus filhos rcpcllircm com to-
da a energa, a ella se curvam e vilmente execulam
seus decretos. Continenlos, fni nina pequea di-
grcss3o, alias basl-nte necessaria.
Emqiianto a casa para a seguranja publica, he
blasfcmar-se dando-se-lhe esle titulo; o melhor e
verdadeiro he o de chqueiro, onde devem habitar
porcos e n3o creaturas humanas; era idnticas cir-
cuinslaiicias est o thealro.
Se cncontram as roas principad cousas que de
lia muito deviam ter ido reformadas, ludodevido a
ralta de asscio, para o que a cmara so lem mostra-
do indifferente.
A agua que bebemos lie llrtnla dednus pocos que
l'ies rliainan cacimbas; vejo-mc forjado a confessar-
llie que por essa causa, appareccm muilas c conti-
nuadas molestias, porque fillando-lhe cm bom por-
logaes, ,-illi n3o silo os pujos d'agua, e sim das im-
mundiclas.
Sobre a illuminacao' ou o numero dos lampees,
lio ?3o equivalentes a exlensao da cidade, por isso
lie fcil perpelrar-sc qnalquer ltenla lo.
Duzenlos eiigcnhns pouco mais ou menos circulara
minha cidade, o exportara animalmente doze mil
caixas com assucar, alcm das saccas e barricas.
As machinas adoptadas era sua provincia para o
fabrico de as noque senfio obra com acert, pois silo de grande
vanlagcm.
Emquanto a inslrucjao, felizmente j.i vai tendo
algum impuUo, lemas quatro cadeiras publicas para
o ensino primario, duas para o sexo masculino, c
duas para o femenino, una de laltm, excepto as par-
ticulares, quer para o primarlo, qur para o secun-
dario.
Ha lambem um collcgio onde recebem-se alum-
nos tanto externos, como internos, e se leccionam
diversas materias, sb a direr.jao de Paulino de An-
Iradc Farias, que al agora lera sido de grande uli-
lidade para a mocidade. I.ouvorcs ao incausavcl di-
rector, que a nada se lem puupado para seu pro-
gresso.
Almdessc collcgio ha um outro, porm como cm
breve (eremos de cantar em seu louvor hosana in
cxcelsh nada sobre elle direi.
Emquanto a lypographias por minha provincia he
raridade, e quando por acaso apparecc uina, sempre
lie em qoadia eleiloral, smenlo para oceupar-se
com ventilaeries polticas, e ciiraprida que seja a
inissao, de que se encarregam, cobrem-sc com o veo
do silencio, rcssuscilando loda? as vezes que he che-
gadl a occasiao decrisesde igual natureza sine qua
non.
lie impcrdoavel o alrazo era que se acha aimpren-
Ta cm minha proviucia, nac leudo urna Jfollia digna
le atlcnjao publica, iiilo porque deixe de haver pes-
soas habilitadas para rcligr qnalquer peridico, e
lonia-ln importante, pelo contrario por esse lado so-
mos bera -servidos, mas porque a isso se cxrusam
quando nao be para sustentar ideas polticas.
llcfiro-me a loda provincia por me lembrar do
lempo cm que aprenda philotophia, raen lento di-
zer-me: Que do geral se poda concluir para o
particular.
A ules de concluir esta minha dscrinc.lo, vou fa-
zcr-llic ver alguma rnusa sobre a navegajao.
Os navios que demandara a nossa barra da Cotin-
guiba, niio encerrara "cu commercio smenlc com
esta cidade, c sra cora oulros pontos, comojllaroim,
Rosario, etc., porque o rio se oslen le por ellos, e
lano suas imporlajOes como cxporlajes sao feilas
por essa rnesina barra, que Ibes he a mais prxima.
Logo que entrara fundeam era frente da alfandcga,
actualmente no Aracaj, pouco distante da barra, e
depois da descarga sobem.
Chegados que sejam ao lugar Pona da Colinguiba,
cada qual procura seu rumo, conforme os portes
d'onde pretenden) receber carga ; un? ficam na vol-
ta Mofina e ah reccbcui a daqui, distando segura-
mente duas leguas, oulros porm se encaminliaiii
para o porto das Kcdes c receben) a de Maroim, e as
demais partes; sendo ollas transportadas em barcas,
ao que chamara cm sua provincia alvarengas, promp-
tos elles voltain aa lugar primitiva para screin des-
pachados, c Bullo scgucn sua viagem, havendo ma-
ro, cqiiando n3n esperam miiilos das. No invern
lodos v3o tomar sal no rio do mesmo nome, que
abunda nesse lempo por ca, e he justamente o lem-
po, cm que a barra se loma perigosissitna.
Basta, porque seria inajar-lhfl a paciencia, e to-
mar grande parlo ele sua Tulla, se por ventura me
quUcsse alargar na perfeila analyse de minha Ierra,
a inesino Vmc. pelo que Ihe lenho exposto pode for-
mar sua idea.
l'as-arci a narrar-Ihe o mais que constituo o objec-
to desla.
No dia i do passado, ajada que chuvtsso cm nos-
so cngculio. cora ludo nao me piivoude partir para
a cidade, e viudo a noile me enfici no gilo, c a.p-
proxiuu i-iiic da capclla do Senhor do llompm, cus-
laiido-me bastante, pela minha cansada idade Ven-
cer a ladeira, oque me ubrigou a fazer qualru es-
tajees.
Com a minha ebegada deu-se principio ao leilaa,
eejectrisado fiquei com a presenca das encantado-
ras, que abrillianlavan esse acto.
Findo que fosio, fomoi despertados pelo som ma-
vioso dos instrumentos, que nos convidava a entrar
no templo, para ouvrmos a raissa do gallo, a elle
nos dirigimos, e com punca demora me dei por
promplo, voltando para o nosso palacete, onde des-
cancei o resinla noile, e esperei pelo dia ahencoa-
do : na verdade neste dia lodos os nimos se aprc-
seularam alegres, e houveram diversos divertmen-
los particulares, que foram correspondidos com en-
lliusiasmo.
O enfadonho anno de 1854 n3o nos quiz deinar,
sem que lirasse sua vindicta do povo,que o mal-dizia,
acompanhando-lhe maior gloria por ser ella produ-
zida pelas proprias mSos de seus adversarios; lie ne-
cessario i'ciluzir-lhc isso a oxpresso mais simples,
quo est muito enigmtico.
Em um dos dias de seu cncerramcnlo, eslava eu
com o espirito aquietado, quaudo de repente oueo o
bari-lho de una porj3o de fogueles, que so loca-
vain em diversas porlas, o differentes arcos, enfeita-
dos com gales, semellianles aquellos usados cm 9cu
liedle para ornar as calimbas conductoras dos pr-
senles, que vflo a grande rasa do Hospicio; e lam-
bem pendiam sobre os dilos arcos imniensos papci?
com sonetos c oulras poezias, que dcsgrajadamenle
se a era prostituido para ludo ; e como ignorasse
qual a razo de lano furor, niaudei chamar o com-
padre Oliveira para iiulagar-lhe, c com poucos lis-
iantes me entrn elle era casa com mais furor, do
que o da rus, rimlo-se c dzendo-mc que ludo aquil-
'.o era devido a cidrada do barao de Maroim, por-
que segua para n capital a prestar o juramento co-
mo vlce-presidente. Meu ruinpanheiro de idade, ha
cincocnla anuos que vivo e nunca vi dar-se maior
desfruclc, e jamis haver era I.arangeiras ou cm
qualquer paite do mondo um espectculo igual,
posto que as personagens, que o representam, pos-
sam existir, lodavia nao se me mettem cm outro,
que os remorsos de laes proccdinientos Ibes lian de
acoinpanhar al a campa.
Assim, pois, deixou-nos o malfadado 51, e quan-
do salisfeilos esperramos pelo novo auno de 55,
eis que eslra, trazendo como pharol um caso horr-
vel c dcploravcl.
Um desses houiens, queda tanto apreco a vida de
seus scmelhantcs, como a de um passaro, e que lam-
bem rosluma abusar da franqueza, que qualqucr pai
de familia Ihe d no recinto de sna casa, depois de
ganliar a affeijao da mulhcr de um seu compadre, e
levar ao fin sen desojo libidinoso, desconfiou que o
pobre hornera o quera enviar para o outro mundo,
c cnlao Ihe tomou a diauleira, assassinando nao*6 a
elle como a um outro, que com elle se achava nessa
oceasiSo, c ?c os soccorros niio fossem 13o prestes,
anda eslava com dsposieao de cstender sua perver-
s'ulade na vida da infeliz mullier. A polica empre-
gou os meios necessarios em sualiusca, c foi recolhi-
do a prisilo, restando agora saber-se qual sera sua
sentenja! I
Anda mais um successo, pnrm muito dll'ercnlc
do passado, deu fim ao anno, que mesmo as ancas
da inorle nlo dcsmoiitia os efleitos que rau-ava na
llor da idade.
Um dos mnrinhairos de um barco, que demanda-
va o nosso porto, indo a bordo dclle em occasiao,
em que vinba no grande ocano, para satisfazer urna
das vonlades physicas, por acaso cabio ao mar, e
baldados foram os esforjos cm seu auxilio, resultan-
do da brincadeira o banbar-se para sempre.
No dia 1" do corrente houve na matriz a festa do
Senhor dos Navegantes, nao sendo pomposa como se
esperavu.
O dia de Rcis esleve diverlidissimo, he o da para
meu ver de mais regosijo, que ha por r, ernfira a
fcsla esteve um pouco inspida.
xAppareceu a S. Esc. residente urna molestia
que o obrigou a ir tomar novas ares cm uniros luga-
res; felizmente vai melhor, c cm quanlo ao seu go-
verno lera proseguidosic sic.
A ponte Maranduba, de que Ihe fallei na vez pas-
sada, j se acabou com sua obra, e boje he uina das
melhores.
A nova estrada que se est abrindo da capital pa-
ra aqui, pelo seu bom principio, seu fim he breve,
c por ella j so Iransila.
O commercio continua a soflrer considcravelmcn-
le, c porconsegiiinte os proprietarios de engenlios,
que os vveres estao carissimns e mesquiuhos, e pelo
que vejo ser por longo lempo esc solTrimeulo, co-
mo nos agoura a guerra do Orionlc, da qual sou
imparcial, por isso nao Ihe cxpjfdo minha opiniao a
respelo. ^^
A salubridade publica mo lem soffrido allerajao
alguma, devido ao nosso bom clima.
A empreza dos vapores a reboque quer levar a
xito o seu desejo, pois para ah parti o Dr. Mallos,
a tratar disso c muito esperamos delle pela sua act-
vela lo- c amor patrio, vindo a realisar-so ser de
grande vantagem para a provincia.
Est a concluir oqnalricnnio de juiz municipal o
merctissimo Dr. I.oiz Barbosa Accioli do Ilrito;
oxal que o povo I.arangeirense continu a ler co-
mo juiz um magistrado probo, imparclal e indepeu-
dentc como o Sr. Dr. Brilo ; por lanto desde j sup-
plicaao governo ceral urna escolha, qual foi esta,
que jamis deixar de reinar cm seus corajcs a boa
ordein e a gratdflo.
Seria eu fallo ta poliilcz que deve habitar nos co-
races de lodos os humen?, se acabando esla lite n3o
desse um signal dcgralidao pelo acolhimenlo que
lem cm sua folha minhas linhas, atlrihuindo eu es-
le seu procedimento a sua incxgotavel bondade, e
me confesso nssaz obrigado, rcslando-me a esperan-
ja de algum dia pessoakncnlc mcllioragradc ccr-lbe.
(rajas ao Altissimo, (ico bom, sempre dispnslo a
dar cumprimento as suas apreciaveis ordens.
Eslimo que titease felizts fcslas, acorapanhadas
de inmensas venturas para meu prazer.
Adcos! al a volla.
O agricultor.
periaubugo.
Para feridas bobticas.
R.1'Sublimado corrosivoonjas 2.
Extracto de guaiacol__ ___ ,
dem de salsa p..rrilha}a"1,ona'*-
Dividido era 4 do-es.
Janeiro 28 de 1855. Dr. Basiltcio.
308000 rs.
No dia 27 do mez findoaqui chegou o Sr. V. I.icu-
thicr que me dizem viera encarregado do examinar
urna casa ou duas casas que foram compradas pela
cmara; c bem assim de examinar o carvo que tem
apparecido as iinmcdiajes desta cidade u ver se
com efleilo sera de pedra.
Quauloa primeira das duas incumbencias do Sr. V.
I.ieulhier nada sei se n3o que quando chegou, ja as
casas cstavam compradas, ndependenlemenlo dessa
formalidadc. Bem adiado, pedem auturisajlo ao
governo para compra das casas,e quando esto as man-
da examinar, j estilo compradas! Por isso diz
rhronica bem boas cousas !
Quanlo porm a segunda das ditas incumbencias,
ouvi dizer ao mesmo Sr. V. I.ieulhier, que o carvo
he de pedra, mas nao de boa qualidade ; o que nao
obstante anda tenlio minhas esperanjasde que pro-
curando-?e com cuidado lalvez se depare com algum
lugar, onde o baja melhor : lambem esse que se lem
adiado esl quasi na superficie da Ierra vto como
na estacan aclual mi permiti que so facam esca-
vajoes.
Acaba tic rilar an urna menina que, secundo di-
zem, lera de idade 10 aunos e meio. Nao sei se se-
rian) derrogadas nessa parto as leis cannicas, visto
como diz o meu lunario perpetuo, que a falla de
idade em materia de casamento constituo um impe-
dimcnln derimeiite ; assim como diz que a idade de
puberd.ide he a de 11 annospara os vares, c a de
12 para as mulhcrcs miles da qual nao he pcrmilti-
do, segundo a? mesmas leis, casarem-se.
Essa menina era orphaa de pai o mai, e eslava sob
a guarda de um tutor, o qual parece que nao foi ex-
tranlm a esse arranjo. Consta-me que o Dr. juiz dos
orphaos ficra desapuntado com scmclhanle suc-
cesso, e que ordenara por portara ao tutor que se
oppnzcssc; mas foi larde c beatus quera possue.
A nossa junta revisora da qualilicacao tera conti-
nuado na incsina forma por mira j indicada, mas
dizem que ludo vera a dar na mcsnia, pois I,n mu-
se os termos, bagatella romo se todos es(ives6em
presentes, assignain e est ludo sanaco.
Na freguc/.ia do Tracunhaein anda foi melhor :
nstaloii-so a dita junta, e retiraram-se todos, entre-
gando ludo a um inspector de quarleirao a quem
pagaram 205000 rs., para arranjarda melhor forma.
Domingo (28 do passado) subi a scena a inuilo in-
tereesante tragedia intituladaNova Castra,Cora
quanlo seja essa peca superior as forjas da compa-
nhia, e a eapacidade do nosso thealro, foi lodavia dc-
sempenhada o melhor que era possivel.
O Sr. Sania Kosa n3o lm puupado esforjos nem
despezas, alim de ahrilhaular as re presen la jocs, j
cuidando da roupa e accio da mesma, afim de que
seja a mothor c mais acommodada ao papel de cada
um ; j cuidando cm melhorar a orcheslra, como de
fado muito tem melhurado com oacrescimo de dous
msicos, que mandn vir dessa capital ; c j final-
mente sugeitando sua companhia a rigorosos cnsaios
duas vezes ao dia.
A cchenle domingo foi o que se podia desojar ;
lano a platea como as duas ordens de galeras esl-
vei.ira completamente chalas.
Por que dcccpjao acabo de pasar Estou intei-
ramente desapontado 1 O gaato do Mesquita rom-
bou de minha credulidadc, viudo impingir-me que
o meu nobre amigo c collegao rnicahavia mor-
rido de mora violenta Ali! Sr. Mesquita aa eu o
apanxo !
Vou j cscrever ao meu amigo, nao s congra-
tulando-me com elle por nao ler morrido, cuino ro-
gando-lhc para que ralo admita mais aa historias do
Mesquita. Oh N3o Ihe posso perdoar o ter abusa-
do de miuha confuir por meio de um gracejo t3o
pesado! Espero que o dito meu amigo tomar a
miuha queixa na devida cnusiderajilo, e condemnani
o Mesquita a dar-mc orna salisfacao publica, quan-
do Dio ser condemnado mudez perpetua por 8
dias...............
Modo de conserrar o pcixc fresco al G dias.
Tite-SO bem as tripas, e guelras do pexc, depois
do quc.seja este envolvido cm capim de cainnna,
vulgo de plaa, e conservar-se-ha fresco al 6 dias.
Deve mudar-sc o capim lodos os dias.
A.
(Cartaparticular.)
KEPARTXQAO DA POLICA.
Parte do dia 9 de fevcreiro.
Illin. e Exm. Sr.Participo; a V. Exc. que, das
dilTerenlesparticipaces boje recabidas nesla repar-
tijao, consta que foram presos :
Pela delegacia do primeiro districto desle termo
o porliigucz Jos I.uiz, para averiguajes policiaes,
e L:hano de Souza Salles por uso de faca de pona.
Pela subdelegada da freguexia do Rccife, Joa-
quim Fcrnandesde Azcvedo, por disturbios.
Pela subdelegacia da freguezia de Santo Autonio,
o prelo escravo Jo3o por andar fgido.
O comrnandanle do corpo depolica, na sua parle
diaria ds boje, me communicou com referencia a
parlicipajao que Ihe lizeraa palrulha rondante do
districto da Solcdadc, que um individuo de nome
Antonio Marlins dra urna facada na poma' da par-
da Benedicta Mara da Conceijao nao sendo possi-
vel caplura-lo por so ler iminedialaucntc eva-
dido.
Deus guarde a V. Esc. Secretaria da polica da
Pernambuco 9 de fcvcrero de 1855.lllm. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Bento da Cunlii e Figueiredo,
presidente da provincia.O chefo de polica Luiz
Carlos de Paiva Teixeira.
DIARIO DE PERMBICO.
COMARCA DE KAZARETII
1 de fevereiro.
Sem mais prembulo, no lugar da Tenda, distric-
to ila segunda subdelegacia desla freguezia, dizem
fora snrrada em um desles dias urna mullier irmaa
de oulra, que all inora, a quera chamara Rainha ;
por lauto, faca idea, quando una pruceza nao es-
capou do calabrote, como escapar um pobre pec-
cador!
Tomara ja ouvir dizer quo um descs sumilleres
sofTrera a pena correspondente ; pis posso aseverar-
Ihe, sera lemor de errar, que mais de 8 lenho visto
sem padre nosso, nem ave maria de penitencia !
Nao quero dizer com sso que todas as autoridades
sejam intliflcrenlcs a esses chines, quer antes pare-
cer-mC, que ha flaqueza na lei c difllculdadc de ob-
leras proVas necessarias; mas se apezar disso, ^i3n
redobram de esforjos, nao fazein algum sacrificio
mesmo para desaggravarem a le, mal vai o negocio.
e ueste caso quem eslar livre de levar urna surra !
Tambera ha poucos dias, um escravo do engenho
Cuieiras descarregou dous guipes de foucc em outro
do engenho Caiigauzinho, liculo o paciente em
grande risco de vida, tanto qnc, se ja nao morreu,
dizem n.lo escapar. Segundo alguns, o assassino
ova.lio-sc ; c segundo outros o mesmo senhor o faz
passar coran tal, aliin de o sublrahir a arcan da jus-
lija, e nSo pr-se no risco d perder o seu cobre.
No dia 28 do mez prximo passado dexon de exis-
tir um escravo de cerlo morador desla cidade, o qual
escravo dizem fura curado c bem curado / por um fi-
Iho bastardo de Esculapio. Est decidido : Se as
disposijocs do arl. 25 do regulamcnlo de 29 de sc-
Icinbro de 1851, que diz assim : Niuguem pode
excrcer a medicina uu qualquer dos seus remos, sem
titulo conferido pelas escolas do medicina do Brasii,
nem pode servir de perito peranle as autoridades ju-
dicarias ou administrativas, ou passar certificados
de molestia para qualqucr lim que seja. Os iufrac-
tores incorrerao na mulla de IOO5OOO rs., pela pri-
meira vez, as reincidencias cm 2OO?00O rs., e 15
das de radeia.So as disposijocs desle rcgulamenlo
digo, 11.1 -1 alcanjain al esla cidade,esla decidido,dou
n'um medico; por quanlo, nenliuma outra profissao
flereco mclhores proporjcs para se ganlrar a vida
honradamente. Oh ser delegado de Dos, quero
dizer, malar scm responsabilidade e cm cima ga-
libar dinheiro Nada melhor. Alcm disso como nao
se dilata o corajilo do hornera em discorrer diaria-
mente por esses lies reinos da naturezao animal
o vegetale o mineral! mohecer todas as suas
substancias, cumbiua-la, compo-las, e decompo-
las.fazer dellasa applicajio que quizer! Oblea
aulorisajao de entrar no interior das familias, ver e
apalpar o que quizer, c pergunlar o que Ihe vem as
ventas! lie por demais; est decidido, don u'gm
medico; e para ver cemo sou habilidoso, l vai:
No da (i do corrente leve lugar, na sala da asso-
ciajao comracrcial desla praca, a segunda sesso da
reunan animal da assembla geral dos accionistas
da companhia Pernamhucana, sob a pre ideucia do
piiineii.i secretario o Sr. Dr. Luiz de Carvalho Paes
de Andradc.
Procodeu-se s cleijes de que Irata o art. 26 dos
respcclivos estatuios, c saliirara elcilos :
Para presidente e secretarios da assembla geral,
os Srs. : Bario da Boa-Visla, II. A. Millct, e Luiz
de Carvalhu ; para a nova direejao, os Srs.: Pal-
chelt, Coulon, Amoriin, Leinos Jnior e Von Sahs-
len ;para a commis-ao de came, os Srs : Brgani.
I.asnce Guerra Jnior.
Nao havendo mais lempo para a eleijo dos sup-
plcntcs na forma do art.29, o Sr. presidente lcvan-
lou a sess3o, marcando o da 13 do corrente para no-
va reuniao.
LITTEIUM.A.
INVESTIGACO'ES
obre a origcm da racaTupi. ua inguagem. Iradic-
(o eo. mylhos o costumea.
Tem sido do cerlo dllicil para aquello que csluda
a primitiva historia de nossa patria solver a diivida
em que nos dcixam tradicees lao contradictorias so-
bre o berjo da raja tupi.
Os historiadores porluguezes, a?sim como os brasi-
leo- que Ibes succederaui, dizem que os Tupis pro-
cedem dos Cuar.uiis, c que, emigrando do Paraguay,
se apossaram do Brasil.
O padre Guevara, jcsuila hcspaiihol que se deu ao
Irabalho de recolhcras tradiejes da? dillcrentcs 11a-
rfies indias que h iluta vara o Paraguay 110 lempo de
sua dcscobcrla, refere (Historia del Paraguay, edi-
j3o de Bueiios-.vyres, 1839 ) que Guaran e Tupi
pov iran o Brasil, c que foi (juarani que emigrou
para o Paraguay, deixanilo seu irmo Tupi senhor
do Brasil.
N3o havendo de um nem do outro lado razan al-
guma que lome mais verosmil esla do que aquella
tradirc.10, he de cerlo bem dllicil resolver scmelhan-
te duvitla. Ajudadu porem por um hora mestre, le-
nho espeiauc i-, inlroduzindo a dscussSo sobre esta
materia, de tancar sobre ella alguma claridade e al-
guma luz. Cha 1111re Vico. Esle liomeui celebre, que
ousou arrancar a mascara a todos os mylhos do au-
ligo mando, mostrando a realidade de luda o quo se
repulava fbula, levar-nos-ha peh iu3o 110 obscuro
campo era que ora apalpamos, o nos aponlar 11.10
longo a esquiva e fugitiva verdade.
O raio, diz elle, foi para o gigante ( o sclvagcm
dos lempos primitivos) a primeira manifestaran da
divindade. Aterrado por seu esliendo, o selvagem
disse : pa e gaguejando, como faz o hornera viva-
mente commovido, fez ouvir a voz papa, que pri-
meiro sgnificou senhor, protector, tic, nome que
foi dado a Dos, donde passou depois para os deoses,
isto he, para os hroes ou palriarchas.
Quem negar anloga origem a patarra tapa
( raio ), o Tpana, Daos ?
Em egypcio pac significa abrazar, queimar ; e
touts, ludo.
Os hroes ou palriarchas arrogaram-se o Ululo de
deoses, filhos de Jpiter ( os deoses moraos). e os
cheles das primeiras familia que povoaram a nossa
Ierra, osdmeiros adoradores de Tupana, se deno-
minaran) Tupis, isto he. filho, de Dos (1).
Os gigantes ou selvagens eram filhos da Ierra, para
distinecao dos hroes ou palriarchas, que se dizlam
filhos de Daos. E a voz guaran lem urna sigiiilica-
j3d equivalente i da patarra gigante.
Cita, que corresponde ao grego y, ,em do egip-
cio kah, Ierra ; ra, que he a mesmissima voz egipcia
ra. siguifica produzir, pro lucjao, pro lucio ; e ni he
a proposicao de, ou por. Guaran pois significa pro-
duzidu pela Ierra, produejo da Ierra.
Admirador enlhusasja de Vico, eu folgo em en-
contrar estes fados, que 13o perfeilamenle conndeiu
e se liarmonisam com seus principios.
Os hroes ou palriarchas erara os senhores das Ier-
ras, e nellas aculhiamos selvagens ou gigiiiles ebeios
de miseria, que se faziam seus servos ou cscravos ;
porlauto us Guaranisou gigantes, viveudo cora os
Tapia ou deoses. foram servos ou escravos desles
Tups.
O feroz despotismo, grato aos indgenas, lerou
sem duvida os Tupis a exercercm actos continuos de
extorsSo sobre os Guarauis, isto he, sobre seus ple-
beos ou serros, doude nccessariaraeolc resullou a re-
rolta dos (iuaranis.
Quo houveram dissidenciasntreos dous partidos,
he um facto que se revela as proprias tradiejes,
lano do Brasil como do Paraguay.
Vejamos agora se foram os Guarauis que emigra-
ran! do Brasil para o Paraguay, ou se foram os Tu-
pis qne foram expulsos daquelle para o nosso paiz.
Concedamos primeiro que fosse o Paraguay o ber-
jo das rajas lupi e guaran. Como poderiara (cr che-
gado a esse paiz os primeiros troncos deseas duas
grandes familias Poderiam 1er viudo do Pacifico,
e passando os Andes, ler buscado as margen? do Pa-
raguay e Paran"? Eis o que rae parece destituido
de fundamenta.
Entre (odas as najos barbaras, e do anligo c do
novo continente, o eslrangeiro foi sempre olhado co-
mo inimigo ; no lalim a palavra bosljs exprima ao
mesmo lempo urna c oulra idea. Como pois he pos-
sivel que os primeiros Tupis ralo s desembarcassem
nas praias do Pacfico, mas anda pudessem alra-
ves?ar inclumes o poderoso imperio dos Incas? Se
no lempo do imperador Pachaciilec, sallando no
porlo de Arica (no Per) uina purr.lo de colonos viu-
dos da Asia, foi logo sobre esles um exercito que os
subjugou e encorpurou seuscsiahelcrimentos ao im-
perio, como os nossos palriarchas conseguiran) pas-
sar livremenle do Pacifico ao Paraguay ?. Quando
mesmo iienhura obstculo encotitrassein, que neces-
sidade havia dse ulcrnarem pelo continente, dei-
xando airas desi centenas de leguasde um paiz fr-
til eaurfero ? Julgo pois inadmissvel que pudesse
o Paraguay ter sido o berjo das duas rajas guaran
e lupi.
Admtldo, como mais provavel, que foi o Brasil o
berro das duas raja?, aceitamos a tradiejaode Gue-
vara, que faz os Guarauis emigrados do Brasil. Esle
missionaro diz que os nos parte do mar, dobraram o Cabo Fri, e, saltando em
Ierra, acheram um paiz inleiramente despovondo,
onde se eslabeleccmn e fundaran) cidades.
A diflculdade das cummunicajes do anligo com
o novo mundo j niio he boje objeerao para eslas
questes. Cerca de 13 seculos antes do nossa era j
Tyro, comejava a eucher os portas do Mediterrneo
com scus navios efcilurias ; c poucos lustros depois
j a senhora dos mares se curvara sob o peso de sua
grandeza. No anuo 3387 subi ao Ihrnno do Egyplo
o infeliz Necho II, que fez sabir do mar Vermelho
um navio commandado por pilotos phenicios. Esle
navio, dando a volla cm torno d'Afrlca voltou ao
Egipto entrando no Nilu. Depois desla, oulras via-
gem iguaesse repetiram com fins meramente mer
cantis.
O sabio e profundo padre Cabrera, de Gualimala,
decifrando os liieroglyphos de Volan, tem provado a
coloiiisaj3o,de urna parte do Mxico por emigrados
phenicios. Os manuscrplos escandinavos tem pro-
vado rclacijes do norte da Europ com a Ameriea.
No lempo Jo imperador Pachacutee, como cima ja
referimos, cefgnos viudos da Asia se eslabelcceram
no Per. Que Jifliculdade ha pois em admittir o de-
sembattuc-aaa*.ostag_do Brasil dos nossos primeiros
hroes ou Tupis?
Refere Guevara que os primeiros povoadores fun-
lar.iin cidades na nossa torra deserta. E cm verdade,
nao foi anda provada comohlsa a tradceSo de urna
cidade desamparada nos confus da provincia da Ba-
ha.
O que nos resla saber lio de que paiz do anligo
mundo vieram para o Brasil esses primeiros colonos.
Onde acharemos nos dados que nos levem solujao
desle diflicil problema. Sem nenl.uma especie de
escriplura, scm monumentos, sera Iradicjan que nos
esclarejam, apenas a elvinologia da lingua tup nos
deixar fazer urna hypolhesc nao punco provavel.
He pois da estructura e da origem desta lingua
de que nos ramos agora oecapar.
Tem-se dado o nome de poly-syiilhellcas s ln-
guasda America por serem as palas ras composlas de
muilas syliabas, exprmindo cada ama destns silla-
has urna idea, e a palarra cm sua totalidade um jui-
zo, ou urna proposijo. Assim, em rez do dizercm
hornera diziam : animal de postura vertical
( apehaua ); em vea de di/.crcm lago di-
ziam 1 masa* d'agua estagnad.i ( epaua ), ele,
etc.Ns veremos queapezardo carcter-poly-synthe-
lico que distingue a lingua tup, cada parte compo-
nente de urna palavra he urna voz egipcia ou copla,
urnas vezes em loda a sua pureza e nutras levemente
alterada. N'3o erraran) aquelles que alucinaran) que
as lin-.ua- americanas s3o de origem semtica ; o es-
ludo do quichua, do lupi ou guaran, c de oulros
idiomas indgenas, mo lem convencido desla ver-
dade.
Em primeiro lucir 'o alphabclo lupi carece das
letras d, f, j, l,c.z, e do r forte, letras que, ex-
ceptuando o f o o /, falloivm tambera no egypcio.
lia porm de notar que no egypcio he mu frequen-
le a troca do l por r, o que pode ter feito dispensa-
vcl aquella letra no alphabclo tupi ; c que se le-
tra /"do alphabclo egypcio subslitiiirmos o ph, tc-
remos o mesmo som de p, pois que no egypcio o p e
o ph, 33o de valor idntico.
No hebraico a letra a se antepe ou pospc indif-
ferenleniento a una palavra ; no egypcio a parago-
ge do e e do i se repele a cada instante ; nas lingual
do Sudan, e especialmente no Nagh, a letra o re-
presenta o mesmo papel do a na lingua hebraica.
Na lingua lupi se anlcpe a letra o sempre que se
desoja mudar um substantivo era verbo, c quando se
quer evitar um hiato precede-se a palavra da salla-
ba se.
A asprajo egypcia da escriplura demolica, que
os orientalistas europeas Iraduzcm por lili, existe
igualmente no lupi, c he orlhograpliiada cora hy por
alguns tupiislas (2).
A graminalica lio 1.1o simples como a egypcia e a
hebraica ; e corlas deiinencias nos lempos dos ver-
bos quasi nada dillerem do egypcio.
No egypcio o aflxo nai leva u-verbo ao pretrito
(3); no tup a desinencia an produz o mesmo e-
feto.
No egypcio o aflxo ere leva o verbo ao futuro
(4) ; no lupi se conseguo o mesmo com a (ermina-
jlo ira, ou ura.
Os prouomes pessoaes raras vezes se ajunlam cla-
ros aos verbos ; do mesmo modo que no egypcio
uina simples prolhese determina a pessoa que obra.
Como nas antigs lingual semilicas, os noincs
collectivos se formara 110 tupi repetiudn o nome do
individuo da collocjao. No hebraico, por cxcmplo,
gatsignifica linha curva, e galgal, circulo 011 eii-
cuiiif, leueia do circulo. No lupi, pira significa pei-
xe, o pirapir cardume ; mciirii, arvore, c meur-
meur arvoredo.
Vejamos agora a etvmologia de alguns vocabulo?
No egypcio 60 ha, significa arrore, o no tapi 6a.
Com esla voz se dislinauem tosi os noincs de ar-
roies, o se diz. : baca-ba, pnchihu-ba, ninssarandu-
ba, caruahu-ba, pindo-ba, ilalm-ba, ele, ele.
1 ep-um. Segundo Mr. Morgan Cavanagli (Des-
coberta da ciencia das I.inguas, lomo II) foi primei-
ro a la c depois o sol que deram ao humera a idea
de undade, donde vem que cm quasi todas asliu-
guas o radical de um significa la ou sol. Na ver-
dade, uepc compe-ie do artigo masculino "egj pcio
pe o de obh, o dos Lunus.
linca casa, he em quichua kuace, cm grego,
derivado do radica! egypcio oik.
Tachaua principe, chele vem do egypcio
schaa, director, chefe, cabrea, e de t; paiz, regido.
Remalladorar.Em egypcio mai significa
amar, venerar, acatar ; re Dos; t, que me pa-
rece derivado do egypcio lo, he no lupi uina desi-
nencia augiuenlatva, c significa decisivamente, so-
bradamente.
Aradia vem do egypcio ra, sol, e de a*, exis-
tir, viver, obrar, estar cm aclividade.
Amana ebuva. No egypcio nmoni significa
Cubrir, envolver, occullar. No tup amana-ara quer
dizer invern.
Peulunanoile. No egypcio pol significa afu-
gentar, e ootm, luz.
Apehaua homem. No Egyplo se dava o neni'
de a;iua ao chefe de um paiz alheio (.1). Nao |iode-
riam os primeiros colonos do llra.il lomar para si
esle titulo? Abstrabindo desta liypolbese. alias mu
provavel, a palavra apeliua analysada d : ap-
lu-eau. Em egypcio api siguifica cabeca ;/ia para ;
om, co.
Homanum morrer. Em egypcio ho, face ;
mou, brilho, luz, cor, etc. ; non exprime cessajao.
No relatorio de minha viagem pelo interior do
Per' inclu muilas oulras elymologias, de queago-*
ra me nao lenibro. Tive a estupidez do queimar o
original, na boa f de que rae periuillissem publi-
car meus Irabalho?, ou que ao menos me resliluis-
sem o meu manuscripto ; mas iiegandu-se-me hoje
ludo, vejo-me impossibililado de contentar a curio-
sidade do leitor.
Ajuntarei duas coincidencias notareis do lupi com
o egypcio. Nesla lingua (inainaa significa o Grande
Espirito ; no tupi Tupana he o nome de Dos.
O nomo de Tupis que se davain os primeiros co-
lonos aprsenla lambem urna grande semclhanja
com a voz egypcia tupti. Tap he o nome mystico
da cidade de Thebas (6) ; tupsi significa filho de
Thebas, natural de Thebas. Nao poderiamos pois
suppor que estes Indios emigraram da antiga The-
bas de cem porlas ?
Passemos agora historia dos Tupis.
O que al agora se sabe desles indgenas be que,
perseguidos por loda a parle pelos conquistadores,
elles deixaram o territorio da Babia, e, goiados por
Japy-assu', pa situada na confluencia da rio Madcira com o Ama-
zona?. A siibsequeule conquista do Par appruxi-
mon delles os seus anlioos e acrrimos inimgos, que
os levaran) de novo a ferio e fogo. Conscios da ne-
nhunia seguranja de seu retiro, foram forjados a
emigrar anda uina vez, e segurado para oeste csta-
heleceram-se nas cabecciras dos ros Juru, Julahy
e Javary. Ah, divididos por dissensocs intestinas,
se fraccionaran!. O nome de Tupinambas fui moda-
do (7), c substituido pelo de Lucarna, que significa
desprezador da morir.
A porjao dos (".mama que se separou de seus ir-
mSos carainhnii para oeste, e chegou as beiras do
Gualhaga primeiro grande affluenle do Amazona?,
pela margem dircila, na repblica do Per'. Ah os
encontraram os misionarios jesutas hespanhoes,
que us reduziram ao chrisliaiiismo, e os aldcaram na
Laguna, povoajao situada sobre a margem dreita
do Gualluga, e pouco cima da confluencia.
Em 1827, levantando-se enlre os lodios da La-
guna novas discordias, dividiram-srj pela segunda
vez.
A porjo que permanecen na aldea tomou o nome
de Cncamilhas, e os restantes formaran) as novas al-
deas de Perinary e do Nauta, situadas ambas sobre o
Amazonas, entre a confluencia do Gualhaga e a do
Ucayali.
Alguns Cucamas, j movidos pela saudade de sua
antiga patria, j aborrecidos do despotismo de seos
curas, lem rollado a se eslabelecerem no Brasil. He
desles que se formou a pequea villa de Boim sobre
o Madeira, e a ora aldea de Jurupary, pouco abai-
xo da fronteira de Tabal inga.
A e la le do Para, a maior que alguns Cucamas
lem rslo, he para elles o que para nos he Pars ou
Landres Aquelles quo vallan) ao Pero'de uina via-
gem ao Para leram comsigo urna rede, um grande
cachimbos e um brrele escarale, objectos de lino
de sua particular predi lee jilo. Os prenles e amigos
reunem-se em turno do recem-chegado, para ouvi-
rem-o referir, enlre as bafnrada do tabaco e as os-
cillcocs da rede, as grandezas da cidade grande,
suas elevadas turres, suas grandes rasas, e as mons-
iruusas canoas que navegara no Patan-ass-itc, o
Ocano.
Comtudu, apezar destas descripjcs mgicas, os
Cocamas n3o esquecem o qoe soflreram de nos os
scus anlepassailos. No dialecto encama se chama a
Salanaz, mai, c este mesmo nome ho dado aos Bra-
sileros. O Brasil se chama maire, isto he, Ierra de .
diabos.
O lempo tem alterado am pouco a primitiva lin-
gua desles hmeos. Em geral as palavras no dia-
lecto encamise tem lomado breves. Apresenlatnos
aqui um parallelodas duas Hnguas.
Tapi.
iien. .
mucim
00 .
pira .
yur. .
yacan .
tupa. .
toyo. .
tata .
efe, etc.
Passarei a referir algumas de suas tradijes Iheo-
gonicas, anda boje existentes.
Tupana creou o co (ynhaca), o 10I (curac', a
la (yace), Venus as pleiedes
eos mais astros,e fez Jurupary seu ministro. Anhan-
ga, rrcalara de Tupana, sublevando-se contra seu
chefe, fui condemnado a passar as noitcs em vigilia
cm companhia dos liomcns macs, a quem apparece
sob a figura de um phanlasnia horrirel. Tupana
cuchen a Ierra de produeces variadas por alimen-
to e delicias do hornera ; elle-repruva as grandes
reunios de tupis cm sociedad.-, como causa de
grandes males, e lem reservado a abundancia e a
fcliciilade^iara os que se resolvem a viver nas flo-
restas. Ah se encontra um genio denominado C"i<-
vpira, cujas can'es mgicas, e cuja voz docee me-
lodiosa f.n o encanto da rida dos bosques.
Parece-me que palarra Caipora heumncorriip-
j3o do tupi Curupira.
Os anligos pays (pag', piigas), no-desapparc-
cer.ua. Algumas familias brancas do Para e do Alto '
Amazonas consultam anda boje esles augures, o 09
chamara como a habis medico?.
O pahy acende um grande cigarro, faz mil con-
lorsoes, comprima a parle dorida, e arranca enm
admiravel presteza Brandes espinhos de popunha
[Cuilie'.ma speriosa), palmeir.i a que dau no Per o
nome de chonta. Esses espinhos sao, diiem elles,
inlroduzidos no corpo do enfermo por feitijo ou
nigromancia de nimico?. Nlto he raro, depois
desla miagrc do pahy, ver o doenle continuar cm
seu soffriment e muilas vezes suecumbir apezr da
cura.
Nao posso entrar cm mais dctalnes vista di
lenso a quo me lenho reservado. Possam c? pro-
gresso d civilisaj.lo, penetrando nas cabeceiras rio
Amazonas, rehabilitar eslas reliquias da raja lupi,
cujo herosmo c grandes desgracas excitara ncsa
sensibilidade. !le universal a venerajai que se
vola a qualquer dos povos qne figuraran) um .lia na
scena do mundo; c o Egyplo he de certo um daquel-
les que, pelo conlingenle com que concorreo para 0
progresso da nossa humUnidade, mais interesse in-
troduz na antiga historia. O respeito que nos me-
rece esse grande povo nao pode dcixar dr cnti
rer-nos vista da degradac o c das grandes calami-
dades deque foi victima na Ameriea urna valerosa a
numerossima descendencia.
Francisco Pereira Dutra.
yJornal do Commercio do Rio.)
Portuguez. Cucama.
um. . . up
dous . . mucueca
mo . . pa
peixe . . pira
bocea . . ynro
cabera. . . yak
raio. . . lupa
velho . . la
fogo. . . tala
(1) lleawhamp, listoirc du llrcsil. lome I, chap.
III.
(2) Dizem hebrasta, lingista, orientalista ; posso
pois dizer tambera lopiisla.
(3) Grammairt cgyplitnne de Champollion le
Jeune, pag. 414.
(i; Ibidem.
RIO DE JANEIRO.
l de Janeiro de 1855.
HISTORIA DE VIAGEM AO NTF.'.UOR DO
PERL' PELO ILNENTE F. p. DL1HA.
Introitucrao.
Tendo o governo pedido infnrmarocf ao nosso mi-
(5) Champollion le Jeune, Dctionnaire evyptien
en criluie hyefoglyphi'iue, chapilre II, n. 27.
,(i Cliampollio, iclionnaire gyplien.
O) Tupinamb significa bravo lupi.
Mimmnn



DIARIO DE PERMIBUCO. SABBADO 10 DE FEVEREIRO DE 1855.
y
/
ni-lrocni l.inia, o lm. Sr. Jo Francisco tic l'au-
ll Cavalcauti de Albuqncrquc, sobre as producre*
do terrenos riheiriiilms da republira do Per, sua
industria, poputaejrn, etc., o Sr. Caviilcinli pedio-
as aoSr. Tirada, ministro do interior e da relaces
exteriores. lU-spondea o Sr. Tirado que mui vagas
noticias ilaquellas regios postuia o governo perua-
no, c que por tanto nada Hic poda dizer coui eiac-
lidao.
Chegando ao porlo de Calh.io a corveta Haitiana
declarou cnlo o Sr. minhrtro Cavalcauti que ia
mandar ao interior do pai dous i>flcinc pira eslu-
ilarum. Ho do suppor que esta noticia agradaste
ao Sr. Tirado, por quanlo prometteu de reciiiiimen-
dar os ofliciaes brasileiros a (odas as auloiidarics de
seo transito.
Por intermedio do commandanlc mandou o Sr.
i ivalcanti pcrgunlar aos ofliciaes da corveta quaes
ii'eutrc ellos queriam seguir uesla couiiui ssao, e eu
me otlcreci espontneamente.
Apelar de havercm na Bahiana oliciaes muilo
rnais habilitados do que eu, o Sr. ministro fez-me
a immerecida honra de nao preferir oulro a miin,
dispensando raosnin de requisllar um segundo, ron-
fonue qui/.cra primeramente. Hoje me arrependo
de haver dado semelhante patso, por quanlo nao
tendo ain la entilo dous anuos de segundo lente,
claro est que nao poderei ler dado de niiulia com-
missao um desempenho tilo satisfactorio como qual-
quer de meus cantaradas mais antigos.
Rugo pnis desde ja que mo desculpem os erro; cm
que i'.ecessariaiuenlo hci de incorrer; sou o primei-
rn a reconheccr a ininha inepcia, e a dchilidade ex-
trema de miabas pequeas o soladas forjas.
Doslaquoi da corveta no da 1." de jullio de 185.1,
Iraicmlo em niinha companliia o dispensciro dos of-
liciaes, que ie oflerecou para acompauhar-iuc alo o
Brasil.
O Sr. Cavalcauti, buscando saber a melhor estra-
da que en deveria seguir, resolveu o problema mui
hbilmente. Mr. de Caslelnau seguio a va de Cus-
co, buscn as origens do Ucayaly, o deseen este
rio ; o lente llcrmlon tomn o raminlio neceo, e desceu o Healhaga ; para mim fui reser-
vada viagem por Caiamarca, Chachapayas c Mo-
vabainba, lugares que, alm de puuco conhecidos,
tem-a preferencia por mantercm relaces commer-
ciaes com o Brasil. Pouco lempo depois d.i inde-
peMenria do Per e do nosso imperio foram esles
mesinos lugares visitados pelo teuentc Maw, da ma-
rinos de S. M. Britnica. He fcil de vero progres-
so que lem fcilo o departamento de Amazonas no
intervallo de nossa viagem, comparando o mcu com
o rotatorio ilesseofllrial.
Reuninrio linslmeiile o que disse Mr. de Caslct-
nau e o lenlo Uerndon ao que cu pcssoalmcnlc
ohscrvei, pode-se fazer urna idea mui approvimada
do que he o Per.
Buacaya o Sr. Cavalcauti eselarecimentos sobro as
despeas* indispensaveis durante minlia viagem, c
cu live cntao etn Lima um conliecimcnlo quo par
ese fim ulilisou bastante. Acliava-se ncsla cidario
o Sr. t. Jos Montua, natural de Chacha payas.
Este senhor fez urna viagem ao Para pelo Amazo-
nas, donde passoii-se a Liverpool com um carrega-
mento de quina, de Liverpool vollnu a scu paiz pe-
lo inesmo Amazonas, casando-ie na barra do Rio
Kegreom una senlura brasileira. Aprcsentci este
liouicm ao Sr. ministro, que delle obleve ludas as
noticias necesiarias.
i 180 pesos comprei os utensilios de que mais
iva.
Se ji do Rio de Janeiro tivesse sabido prevenido
para essa espedirlo, teria levado comigo torios os
instrumentos toiirienles a facilitar meus tralialbos. e
a apresent*-lo com a pcrfeiraO possivel ; mas ten-
rcsolvido esta viagem (ao de improviso, e cou-
vindn partir com a maiur brevidade em consequen-
cia da proxim lade di eslaco chovosa, lito falal nos
i-aminhos da Cordilheira, nao me foi possivel mu-
iiir-ine'de muitos ohjcclos imporlaules, que cm Li-
ma s m coosegoe, mandando de proposilo vir da
Europa. Koi assim que sahi pira o interior levan-
do apenas um sextante, un horUoute, urna agulha
do marear, um nteio chronometro, e dous prumo-,
sera poder conseguir urna plancheta, o micromelro
de Roxon (o aperreiroado por Avago ). o barmetro
moroyde, ou mesmo o de Casella, etc., etc.
Basta dizer que, para obler urna agulha do marcar
porttil, foi-me necessarin mandar fabricar as pnu-
las em urna pequea que enconlrei, porque as agu-
Ihas de marear quehaviam, eram mais apropiadas
para a bitacula de urna nao.
Tendo concluido todos os preparatorios, rocehi
doSr. Cavalcauti as inslrnccfics, u [jassajmrle c car-
tas ofliciaes e particulares do Sr. Tirado, recom-
meudando-me s autoridades do primeira ordem do
interior.
ludo e-tava disposlo, quando as vesperas de m-
nha partida desertou meu criado da hospedara Mo-
rin, onde me achava alojado. Seuti bastante este
acontec ment, por sei esse homcm a nica compa-
nliia que en ia lar em miuha viagem ; sabeudo po-
rem depois ser elle um assassiuo fugitivo das caricias
da Babia, dei gracas a Dos por I he. haver inspira-
do lat resoluto, uem. til sem duvida para luiulia
seKuridadc.
Koi e fcilo por urna mulher em sua proprin mai, dando-
llie vinte e nove fculas ; o tal sujeito assenlou que
a infeliz devia soffrer conla redonda, e craveu a tri-
gsima.
II.
O' rio Amazonas Que variadas sao os sentimen-
tos que despcrla no homcm da actualidade o nomo
des'te grande rio O colono europeo, conhecendo-a
apenas pelas exageradas noticias dos viajantes, con-
sidera os oceultos lliesouros que all se encerram,
como o avenluriro do seculo XVI considerava o
Ll-Oourado, ou como os habitantes da Andaluzia
suppunham o imperio dos Azteques e o de Tahuan-
lissuyo no lempo da sua dcscobcrla o conquista. A
fama maior do que a realdade das lavagens de pu-
ro do Chiucipe, do Pongo, de Santiago, do Pastara,
rio apo, do lea, do Japur, rio Rio Branco c do
Tapajoz, desperla-lhes a cubica, c a real farlura de
esses diversos lugares, onde o bomem deilado
faz cahir a caca a um simples c silencioso aceito,
f.iz-lhe imaginar um novo Edn, uina trra de des-
canso e de abundancia, que o colono esta prompto
a trocar pelo borborinho das cidades europeas, bor-
boiinho companheiro da diminuirn do salario, de
superabundancia de braco, da fome, da inauicao,
do pauperismo eiiiliin. As prodceles variadas, a-
liui'.dantes e preciosas, que por toda a parle apr-
senla o valle do Amazonas, lhc pinta um futuro,
nao ja de saciedade, mas de grandeza, de luxo e de
opulencia.
O poltico estrangeiro, enjergando a aurora da
infallivet prosperidade a de consequenle poder que
nessas rcgies despunta para o povo do Brasil, olha
para nossa sorlo com um voraz e pungenle cume.
Brada-se contra um direilo inanferivel, que cha-
mam egosmo c monopolio, e sonha-sc o dia em que
o governo imperial, trmulo e desanimado, abrir
as portas do scnlior dos rios ao commercio do lodo
o mondo.
Nos Brasileiros nao alimentamos menos gigantes-
cas esperanzas a re-peilo da nlilidade que desses
deserto podemos tirar. Agora mesmo, ao passo que
tratamos com os estados limilrophes a navciiaran
e o commercio de nosso monstruoso systema fluvial,
vamos fazeudo ouvir do vapor, multiplicando scu numero, augmentando
seu porte, estabelecendo oflicinas e fabricas, eitu-
danrio os lugares man aptos para focos de colonisa-
jao o de urna agricultura normal, rcalisando as-
sim Otilios que ha bem poneos anuos julgavamos
apenas exequives pela geracao futura.
Todo he hojo animarlo,- ludo he vida no Ama-
zonas. As rendas diiplicam de um para oulro au-
no, a exporlacao loma propor^6es gigantescas, o o
miro corre por lorias as m.os. Do Portugal, do
MaranhSo, do Cear e da Babia afQucm familias a
se otalielcccreni as margens do grande rio.
Nao ha muilo lempo que o commercio do Par es-
lava todo dependente rio Maranho ; hoje Irocaram-
se as sorles. Os neg-tetaiilea do Maranhao eniigram
pira o Par, e esta provincia eslabelece ralacocs
immcdiatas com a Luropa o Eslidos Unidos; e o
Maranhao, nao s depende hoje de sua colonia, mas
alo. ve seu commercio em (jepfuavcl decadencia.
Nanea se vio cm parle alguma do Brasil um pro-
gresso (9o rpido, um movimenlo l.lo accelerado.
No mcio dessa actividade geral, um raio de espe-
ran{M e guarda tambem para nossa nasecnte mari-
nha. Enlrc tima mullidao de madeiras preciosas, a
itahuba, que dizem ser a (eca da India, c que tanto
abunda no Amazonas, nos dar navios de ferro ;
no numero quasi infinito de lagos que de distancia
me dislancia se encontram, e que offerecem com o
jfckssV
ro commuuicacdo fcil, Icieinos cuormes docas na-
IDraes, oudets maiores naos poilerao ser reparadas.
A crescenle no Amazonas, na confluencia do Rio
Mgro e suas vizinhancas, be de 5k) pos ou 8 bracas
de agua, e n'um futido de fi bracas lluclua j.i urna
nao. Encalhadn pois um navio desles nos litis da
ebeia, pode-se nosseismer.es da vazante concert-
lo completamente da quilha i trincheiras.
Depois de :t0 annos de independencia he que vie-
mos n reronhecer que o porlo do Maranhao, onde
a maro se eleva a 18 pos, he urna doca natural.
Ge 33 anuos de independen! ia, anda nao liraiuos
vantagem das cresceoles do Amazonas.
Indicando cu islo, sei que nao tenho descoberto
a quadratura do circulo, a triseccao do orco ou du-
plicarlo do cubo; mas d-se aqui o caso do ovo en-
lrc Colombo e seus amigos.
Parece-me de extrema necessidade que se facam
todas as pablicacoes tendcnlcs a lazer ronliecer as
vanlagcns c as facis riquezas que um colono um
pouco laborioso pode encontrar no tao eslimado
valle do Amazonas. Ouantn mais rpidamente se
povoarem as margens do Amazonas, tanlo mais r-
pidamente crescera tambem nossa prosperidade,' inenhos sao dolad
na universidade, lornando compleln o nmero
dos preparatorios necessarios.
Para o recreio do publico ha ein Lima um thealio
onde se reprsenla a opera Italiana, a praca de lou-
ros, o amphitbeatro para hrigade gallos, e Ires ala-
medas.
Os eslalielerinientos do car'nlaile sao: o hospital
dos enfermos, o hospital militar, a rasa dos aliena-
dos (loqueria), e a dos orphaos e expostos. Nao pos-
so deixar de censurar a falla do atseis que reina
uestes eslabelecimentos.
Lima he sede de um arcebspado, c possue Wl
i.-rcias, inclusive doze mosleiros, i> convenios o
recolhimentos ou beateros. FBentre os mosleiros
de Lima devo distinguir u rios Franciscanos descal-
cos, frades hespanhoes quego/.am de urna justa re-
pntacao pela rigidez de seus cosamos.
Varios viajantes, e mais modernamente M. de
Caslelnau, tcm descripta minuciosamente as tapa-
das de Lima. Esle Iraje vaij senda mcllido pelos
senhores de alta classe. Tero elle origetn entre as
mulhercs de Sevilba, cdade de onde sahiraoi m
povoadores de Lima. Como os Andalu/os, os l,*
nossas riquezas, e o nosso poder, e lano mais rie-
pressa nos aproximaremos do posto que cutre as na-
cocs rio mundo nos lem a Providencia destinado.
CAPITULO I.
Lima. (I)
Lima, edificada etn Janeiro d 1533 pelo conquis-
tador Francisco Pizarro, acba-sc situada sobre urna
pequea chapada, selcnla e oilo bracas elevada so-
bre o nivel do mar, c a sele militas delle distante.
Suas rua, da largura de 36 pea, sao bem ajinhada,
c corladas cm ngulos recios, leudo algumas del-
tas passcios dos lados.
O Jiomc da cidade he urna comtprao da voz fi-
mar. (rallador), nome de um dos famoso no lempo
dos Incas* polos seus orculos. O rio que hanha a
cidade, c que conserva o Dome da antig deidade,
divde a capital do ler em duas porees designaos,
que se commituicam por una punte de itIT pea de
comprido c 36 declevacan. Esta ponte, construida
cm 1608, importe* cm 30,000 pesos.
As mas da cidade sao puuco asseiadas. Corre pe-
lo meio de caria urna ri#ellas nina vea de agua (la
asequia ), que dizem servir para manutengas da
limpeza, mas que me parece produzir eflcilo con-
trario.
As casas sao nela mor parle de um andar, com
janellas ou sacadas de rotulas, que dando-Ibes o ver-
dadeiro aspecto das conslriicces he-panftolas, li-
rani-lbes a graca e a belleza. O interior he rom
ludo espacow, mui claro e arejado, e quasi semprc
ornado com gosto. C.oncorre muilo para isso o gran-
de paleo que se encentra em todas ellas, e as rla-
raboias ((calinas) pralcadas cm quasi lodos os apo-
sentos.
A populacao de Lima, em f890, era de 64,000
almas ; em 1836 achava-se redolida a 51,638 ; bo-
je calcula-se que sera de 70,000 habitantes.
Os nicos monumentos ioleressanlcs que oflercre
esta capital sao : a igreja de S. Domingos rom sua
bella lorre golhica e a ralhcdral. A calbedral de
Lima, edincada em 17j8 sobre as ruinas da anliga,
que foi dcslruida pelo (crremolo de 1746, he um
dos melltores mmiuniontos dcste genero que lem a
America.
O congrcssii acaba de consignar as quanlias nc-
cessarias para a conslrurcao de um Ihcalro, de um
mercado, e de um palacio para o presidente. Esla
medida he realmente urgente, por quanlo o palacio,
o mercado c o theatro boje existentes, nao corres-
ponden) s necessidades de urna capital.
Em Lima, como em todas as entras povoacocs do
Per o do Amazonas, lormigam os uruhs ; do
mesmo modo que no Para c no Itio Negro, lie pro-
hibido mala-Ios, por consumircm os animaos pu-
trefactos.
Para inslraecgo da moeidado ha em Lima um
instituto de engeuharia creada este anuo flNV! a
escola militar c de marinha, a escola de medicina,
a universidade deS. Paulo, onde se formam os ha-
chareis em letlras e em jurisprudencia, o collegin
archiepiscop.il, a bibliolheca publica, com 30,000
volumes, o museo nacional, a aula de desenlio, e
12 escolas publicas de priiueiras Icltras.
Lina grande parte dos livros da bihiiuicrs s3o rc-
liaiusos ou de dev icao. A colleccao de Biblias es-
criptas na maior parle das linguas moras, he urna
cousa das mais intcrcssanles que all se eucoolram.
O resto dos livros traa da historia, dejngens,
dcscienrias medicas e do jurisprudencia. Com pe-
queo numero de autores de grande nulaV
- O mus"rv alirangeudo apenas dous pequeos sa-
ines, demonstra sua pobreza. O que mais nos in-
lercssou neslo esiabelecimento foi a grande collec-
c,1o do vasos, dolo,' lecidogde liia c oiHros objcrlos
da auliguidade, e as mumias de qualro Incas. Es-
las mumias eslao encerradas em vidracas e acocora-
das, posicSo que Ihes davam os anlign. Indios.
A iiuinliear-lo peruana nao rieixa de ter seus
pontos de contacto comaegypcia. Enlrc os Egyn-
cios deseceafam-se os cadveres dos pobres no na-
trum (soda natural) ou no sal commum, depois do
que eram amontoados as catacumbas, envoltos em
liras de grosseiro linbo. Os cadveres dos ricos co-
berlos de differcnles carnadas de cambrainba mui fi-
na, rodeados de figuras symbolicas, de rolos de pa-
pyros, ele, eram encerrados cm muitos caixocscom
a clligio du defunto. Dizem que os Eliupescobriam
os corpos com urna gomma tao transparente como
o vdro.
Uerodolo refere que baria Ires systemas do mu-
milicacao ; um inferior para os pobres, oulro medio
paraaquclles que nao podiam ostentar luxo, e o de
primeira ordem para os ricos.
Segundo o primeiro systema vertia-se no ventr-
culo, .um licor medicinal, e a descrcacao durava 60
dias, depois dos quaes era o cadver entregue aos
seus.
Pelo segundo syslema punham em sciingas oleo
de cedro, e o inlroduziam pelo recio, ferhando-o
depois de modo que o oleo nao pudesse sabir.
Durava a desercac.lo o lempo determinado, pas-
sado o qual despejavam o oleo que se liaba inlro-
dzido. Neata operacAo sabiam os inlcstiuos, as
visceras maceradas. Maccravam-se depois as car-
nes com o i.ilruin, e lulo licava mai. do cadver sc-
nao ossos e pellc. Pelo ultimo systema sacavam a
massa cerebral pelas venias, ja por meio de ccrlos
instrumentos, j introduzinrio ccrlas drogas.
Abriam depois o peilo e tiravam o ventrculo que
era lavado c conservado em blsamos ; cnchiam o
ventre de diversos aromas, e guardavam cntao o ca-
dver no ualrum durante 60 dias. Depois disto la-
vavam o mor'o e cnvolviam-no com tiras de linho
niolbadas de gomma pela parte inferior. Era ues-
te estado qoe c cadver era entregue aos prenles,
que o guardavam cm eaixes com suaelligie c o de-
positaran) na cellula sepulcral c arrimado em pe
contra a muralha.
Os Peruanos arranravam a lingua ao defunlo c
faziam depois uina incisao ao longo do perineo, por
onde, introduzindo a mi, rrancavam as ciilranhas
bi, se o defunto era do povo, era deseccado en-
tre os gclos da Cordilheira, donde passava para as
huecas ; mas so era o de um Inca, depois de sacadas
as enlranhas, cnchiam o vav.io de blsamos e de
seccavam enl.lo o cadver nos gclos. As mumias
que vejo no museo sao envernisadas de nina "om-
ma branca, transparente c hrilhantc como o vidro.
Este veinizmo parece'ser a resina da julahi-tira
mui senielhante gomina-laca, abundante no
Par.,.
Existe no mosco de Lima una colleccao de re-
tratos que dizem ser dos Incas. He de.admirar que
com seu auxilio nao se tenha podido descubrir
quaes os soberanos rujas mumias se acbam aqui de-
positadas, oqnemefazduvidardafidehdade desees
retratos.
Afora estes, temos visto duas oulras collccccs.
lorias dissemilhanles: nma no frontispicio das'^n-
ligutdadet ptruanat, obra rio Sr. I). Mariano E-
riuardo de Itibeiro, eoulra nos neniados de la mo-
nan/uia peruana, do Sr. conego Justo Apu Sa-
lui.ir.iura Inon Ramos Tito Atauchi Yoracde Ariza
Tito Conderuaila.
Basta de mumias c de retratos.
Para o bacharclado cm lellras exigia-se i.l agora
somenle o latir, francez, philosophia, arithmclica
e genmetria. O estado da rbeloiica, da geograptiia
e da historia era inutil para o advogado. Hile an-
uo felizmente fez o rougresso importantes reformas
os de una aduiiravel eloqucncia
natural, que nao delta de lUudir a qnem os oure pe-
la primeira vez. As niullieres dista cidade conscr-
vam ainda boje ai bellas leires de suas rmlas da
Pennsula, que passsam no entender de muitos, pe-
las mais formosas mulheres rie loria a Europa
A Yiziuhanca da Cordilheira c as nevoas que so-
brecarregam a almosphera da Lima, dando-lhe um
clima que so parece propriu do Paraiz.o, concnrrein
para faier dos homens desla cidade os sybaritasdo
Novo-mundo. A chu>a he aqui raiissiina.e assenie-
Iha-se ao orvalho das nuiles de jolln c agosto no Rio
de Janeiro; sem embargo, apenas rahem sobre a ci-
dade essas delicadas gotas d'agua, as mas lornam-
se desertas, o os proprios soldados boscam guarida
nos rorretlores das rasas. Qoando alguma vez cho-
re mais abundantemente, os sinos loium alarma, e
o povo corre a orar as igrejas, cpmo se fosse amea-
cado de uma graudaeataitrophe!
A raridade dos 'grandes phenonienos mclorolosi-
cos he tao grande em Lima, que a historia do pail
apona os rasos negativos como fados dignos de o-
la : Depois da fundacao de Lima sii se ouvio m lia
o trovao no ,lia 13 rie jnlho de 1652 el!) de abril
de 1802. Apenas uina ve/ no auno de ISOX e rie
ISll soirou sobre esta cidanW um vento folie.
A' vista ilrsta bonignidade do eco ninguem riuvi-
dar que s por aojos quiz 'cosque loase povoada
esta capital. E na verdade, se as ppparcneias nao
ciiganain, por lies devenios tomar lodos os seus ha-
bilanles. Oiian lo os campanarios fazem ouvir o
meio dia. ou as Ave Jaria, lodosos viandantes pa-
ram, descobreni-se eoram no mais profiiiulo reco-
lhimenlo. A cidade lira por alguns minutos immo-
vel, c silenciosa, e percebe-sc nos ares as preces ila
populacao. as quaes. se o ventos nao leva, parece
que vao como dardo feriro rorac.lo do Senhor.
Fallemos porem a verdade ; a rdante, a meiga e
feiticeira lillia do Itimac, parece querer renovar na
America os fnnieganles o voluptuosos dias da filba
do Vollurno c rio Cralhis.
Pouco lemos que dizer a respailo de anliguidaries.
A cidade de Lima csla edificada sobre o local de um
grande lemplo do deas que lhc den o nome. A S.
O. da cidade cnconram-se grandes lloaras ou lu-
mulos, cuja exlensao indica a grande populac.lo que
viva junto do orculo. Estas huacas apresenlam o
aspecto de mu albas destruidas, ou de um vaslo edi-
ficio desde muito lempo derrocado.
Serve de poito a cidade de Lima u pnvuar.au de
Calho, edicaila sobre as minas rio anliga, que fui
Ires vetes Caberla pelo mar no grande (crremolo de
Jn d iioliibro de 1710. Estas duas cidades unem-se
por uma va frrea. A populacao de C.lli.io h de
6,01)0 almas. Ilaaqui urna fiirlaleza rujo ronlorno
vai sendo invadido pelas casas particulares.
Em Calho se acha a alfanricga, transferida de Ci-
ma em 1837 ; o arsenal de marinha, creado cm
1799 ; a eapilania do porto, eslabelecida cm 1790 ;
o rommissariadii de marinha e Ihesouraria de pro-
vincia ; um hokpUal, um cemiterio (Panllnin e
duas escolas publicas de primeias lellras.
(Continua.)
rUBLIGAfAO A PfiDIDO.
A Illm. i Exm." Sr.' viscondessii de Al
meid.i Gan et pela sentida mortc de
seu prosa dissimo pai Joao' Bap
tista de Almeida G in et.
E iranqaillo dirci : viv : traquillo
Oirei.- morro....................
................. lo socegado!
Na ierra de meus pais bei de cncostor me!
GARRRT Cumies.
Bem poucos paisas vao da vida a morle.
Que a vida he sonho... bem u'o disse algucm !
Qucm pode arcanos queescreveu a surte
No livro eterno solelrar ?... Ninguem I
A vida be sonho de illusoes donrado,
Da vida morlc que dislancia lem ?...
Qu'importa ao genio pelos cos l'ariado
Morrcr, da campa se inda vive alm ?
Eslrcita campa au restringe as palmas
Que alcanca o genio denlre os seus Iropheos,
Eslreila campa nao eucerra as almas
Que v."u livresa viver nos ecos.
Morrer qu'impoila, se o renomc e a gloria
Elcrnor, viven) como ciemos sao ;
Se nos archivos de elernal memoria
Scu nome c lit'los archivar-se vao ?...

Ao genio a morlc nova vida paga
luleiros scc'los de um viver sem lim ;
Da porvindoura geracao a vaga,
Passando, o genio beindr.i por fim.
Morrer qu'importa, sea viver comeca
Quem cnlre oslouros, cpic alrancoii, morreo .'
1 'nsiei idaile .' sua morle lie esta,
Nao morre o genio que o purvir lie scu !
Nao morre ogpnio, ebja clernidade
Fadou-lbea sorte, prescreveu-llie o ceo .
Se alcanra applausos da pusteridade,
Nao morre o genio que o porvir he scu !
Garret sublime, au in.irresle, vives:
Vivem leus cantos que immorlais serao ;
E da memoria nos aunaes revives,
Das patrias lellras inmortal padrao !
Sea ingrata patria le negar aliares,
A ingrata patria do infeliz Comoc,
Tres continentes le alearan militares
Em honra ao genio de immorlais canfOes,
Vale sublime, leu renome avanca
Alm dos lempo', nao morresle, nao \
Deixastc um nome... sublimada beianra *
A' lilha, e as lellras perennal brazao I
l'ilba do genio, que o amargor do pranlo
As roseas faces le desrora assim,
Nao chores, virgem, da Irisle/a o manto,
S cabe aos tristes, s compele a mim.
Nao chores, vircem, que te ccrcam louros
Soherba heranca que legou-lc o pai.
Seus lernos santos oque sao "? (hesouros.
Sagradas taboas do elernal Siuai.
Nao chores, virgem, que o universo inlciro
Tambem na morle deten pai rhoruu';
Dos cysnes luos o cantor primeiro,
Que neite.sec'lo Portugal conluu.
F. tu, patria de Camcs, nao sojas
lgrala o genio de Camcs rival.
Se a injuria Coila vindicar desejas,
He lempo agora de sanar o mal.
n Sagrai-lhe cullos, crigi-lhe ailares (1,1.
Ao genio eximio de inmortal Oarrtt,
Vale que applausos alcancoii milharcs,
Caiiioeseanlauln, seu rival ja be !....
Bem poneos pasaos VJjo da vida morle.
Que a vida he tonho... bem n'o disse alguem !
Quem pode arcanos que cscreveu .1 sorle
N'o livro eterno solelrar '>... Ninguem !.
Pedro de Calauao.
Recifc 16 de Janeiro 1855.
(1) Todas as noticias histricas c cstalsticas aqu
referidas alo liradas das obras do Sr. D. Jos Maria
Cordova y Urrulia, sobre a historia do Per e so-
bre aeslalistica do departamento de Lima, publi-
cadas em 189.
COMMERCIO.
l'KACA DO RECIFE9 DE FEVEREIRO AS 3
IIOItAS DA TARDE.
Colapsos ofliciaes.
Assucar branco someti------l$90O por arroba.
(1) A. F. de Caslilho. Eseav. Poet.
Dito dito '!.< surte2JO50 ideln.
Descunlo por pouco lempo10 % ao auno.
A LIAN DE'. A.
Rendimcnlo do da 1 a8.....Sj:sn
dem do dial) ........ :13I#I58
94:934|753
Descarregain hoje 10 ilfftereiro.
Barca InglexaGtnttt Grtenftllmercadoria*.
Barca ingle/a-ijurcn bacalb.iu.
Brigue ioglcz"ni. /unindem.
Btigiie nacionalElvira gneros rio paiz.
Patacho brasileiroSanio Cruzdem.
CONSULADO CEBAL.
Keniliinenln do dia 1 a S.....21:2379591
Idcm rio dia 9........:9I.S36
--':l7').Nl-7
DIVERSAS PBOVINCIAS.
Keuriimeulo do da las.....
Idcm do dil 9........
I:37t5il
617*361
l:!ii-ss.,
Exporlacao'.
Babia, biale nacional Fortuna, de 61 toneladas,
condiizio o seguilllo: 911 volumes diversos gne-
ros.
I'araluba, biale nacional Tftt Ir nios, de 31 to-
neladas, conduziu o seguinle : 771 volumes ge-
nero- eslcangciios, S ditos ditos nacionies.
A-su', hiato nacional Anglica, do coudiiiio o seguinle : ts."> vuliiines gneros estran-
geiios, 63 ditos diloi nacionaes.
Acaracti, biale nacional Sobralviise, rie 97 tone-
I olas, condoli o seguiute : 315 volumes gneros
estraugeiros, 13i ditos riilos nacionaes.
Rio da Piala, polaca hespanholii Aconcia, de Jf\
toneladas, conduzio o seguidle:1,700 barucas >
225 saceos com 13,958 arrobas e 12 libras do assu-
car.
dem, polaca hespaiihola Thnma:, de 285 tonela-
l.is, eoiiiluzio o seguinle:1,600 barricas e 7.7 sac-
eos enm 12,427 arrobas c 12 libras rie assucar.
Marsella, hrigue francez .s'. Michel, de 301 lone-
ladas, ioiirio/io o seguinle:3,50(1 saceos com
17,500 arrobas rie assucar.
Clyde, escolia ingleza .imito, de JOi toneladas,
conduzio o seguinle : J.100 saceos com 12,000
arrobas de assucar.
KECliBEDOl'.IA DE RUNDAS INTERNAS UE-
RAES DE l'li.NA.MIil CO.
Renilimenlo do dia 1 a 8......4:781008
Idcm do dia 9.........1:9718301
5:854309
CONSULADO PROVINCIAL.
Keiiiliuiento ilmlia I a S
dem do da 9
17:3939690
3:1-'"COI.".
20:5I9<603
MOVIMIENTO DO PORTO.
Solios entrados no dia 9.
Terra Nova16 dias: briguo ingles KelpU, de 170
toneladas,capillo Richard Bulley, cipiipageni \2,
carga bacallio ; a He. Calmuiit A Cnmpanhia.
dem30 dias, barca ingle/.a Tasso, de JO tonela-
das, capitn William Slabb, equipagein 12, carga
haralbo ; a Me. Calaran! & Cnmpanhia. Seguio
para a Babia,
Nevr-Yerfc67 dias, barca americana 1'teCery, de
210 Instaladas, capitn J. li. Baseelt, eauipagem
II, carga familia c mais gneros ; a Rostron
Rnuker \ Coiiipanbia ; o seu destino he para o
lnde Janeiro. Por ciccnoin-tancia de avaria>ar-
ribou a este porlo. Conriuz o pasaageiro Jo.io Dias
dos Saulos.
Cdli.io de Limabal dias, barca peruana (orina
de 333 toneladas, capilao Samuel Monk, equipa-
gein I i, carga guano ; ao capilao. Vcio refrescar
e segu para Buhan.
Ierra Nova29 dias, barca ingleza Chase, de Mi
toneladas, capilao Thomaz Kirk, equipagein 13,
carga bacalhao; a Jolinslon Paler A Compaiihia.
Navio salado no inesmo dia.
New-VorkPatacho americano Georgc larris, ea-
pll.ln.loseph 11. FreiirbL carga assucar.
EDI "AES.
O Illm. Sr. inspector ila Ihesouraria provincial,
eiiicumprimciilo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnelarioa abai-
xo mcuriouadi, a enlregarem na mesina Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a mular do dia da primeira
poblicacao do prsenle, a importancia das quolas
cum que devem entrar para o calcainenlu das casas
dos largos da Penba e Ribcira, conforme o disposlo
na le provincial B.*350. Adverliudo, que a falla
da entrega voluntara sera punida cum n duplo das
referidas quolas na conformidarie do arl. 6o do regu-
lamenlO de 22 de dezcnibro de 1854.
Cargo da l'enha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. .
. Viuva c herdeiros de Manoel Machado
Tciieira Cavalcauti...........
6. Mara Joaquina Mai bario Cavalcauti. .
8. Joaquina Machado Portella......
10. Andr Alvcs da Fonscca........
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Largo da Riheira.
Ns. I. Viuva c herdeiros de Maralino Jos
alvau.................
3. Ignaiia Clauriiua rie Mirunila......
5. Auna Joaquina da Conccicao......
7. Joaquin Bernardo de ligueiredo .
9. 0 mesmo................
11. Viuva e herdeiros de CaelauoCarvalbo
Hapozo .................
605000
549100
259200
215600
365000
125 305O00
259200
11*400
311600
24*600
13. Os meamos ,...........
I. Caclano Jos Rapuzo.........
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo
19. Joao Francisco Regs Coclho.....
21. Antonio Machado de Jess......
23. Jos Fernandos da Cruz........
25. Joaquim Jos Baplisla........
2IJJ600
210000
605000
259200
5295OO
109800
199000
149800
5749800
E para constar se mandou afiliar o presente c pu-
blii ,11 pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucu .S de Janeiro de 1855. < secrelario,
Antonio Ferreira d'.lnnunciaro.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin.
cial, em eumprimculo ila ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 33 do correnle, manda fazer
publico que no da 22 de fevereiro prximo uiiriou-
ro, pe ante a junta da faz.ciiria da mesina Ihesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos lizer, a obra
lo-, reparos urgentes de que precisa o acude de Ca-
cuani. avahada cm 1KH89O00 rs.
A arreinalacau sera feita na forma da lei provin-
cial n. 143 je 1! de inaio preiimo passado, e sob as
clausulas especiacs ahaixo copiadas,
As pessoas que se propozerem a e-la arremalae.lo
cumparceamDa sala das sesaoes da inesma junla pelo
meio dia competentemente bahcliladas.
E para constar se mandou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
buco 29 de Janeiro de 1855.O secrelario
A. /'. d'.lnnunciarSo.
Clausulas i-'crines para a iirremuluro.
1.a As obr.is rios reparos do acude de Cariiar se-
i.in exvculadas de conformiiladc com o nrcameulo
apprnvado pela direcloria cmconsellio e aprescnlado
a aporovaeta do Exm. Sr. presidente, na importan-
cia de 1:0125000 rs.
2." O arrematante dar eomeco as obras 110 prazo
de um mez, e as concluir 110 de Ires, ambos conta-
dos na forma do arl. 31 da lei provincial 11. 286.
3". A importancia da arremtamelo sera paga'cm
Ulna s preslacao, quanlo esliverem concluidas as
ulnas que serao lugo resabidas rieliuilivamenle, vislo
nao haver prazo de rcsponsabilidade.
. Para ludo mais que nao esliver determinado
estas clausulas, nem 110 orcameuto seguir-sc-ba o
que a respeito dispOe a lei n. 28(i.Conforme. O
secretario ./. F. el' Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm riiuipriiiiciiio da ordem do Exm. Sr. presideulQ
da provincia de 21 do correnle, manda fazer public-
que no dia 22 de fevereiro, prximo vindouro, perau-
le a junta da fazenda da mesma Ihesouraria, se ha
de arrematar a quem por menos lizer, a obra do 7.
lauco da estrada da Escaria, avaliada cm 2j:3O0500O
reis.
A arrcmatarilo ser feita na forma da lei provin-
cial n.343 de li de maio do anno prximo passado,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
eomparecam na sala das sessoes da mesma junla pelo
meio dia compeleiilemeiilc habeliladus.
E para constar se maudou aflixar o prsenle c pu-
blico pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
< o 29 de Janeiro de 1855.O secretario
.1. I d'./niiiiHciariio.
Clausulas espesiaes pura a nr rematar o.
1. As obras do selimo lanco da estrada da Escaria
ar-se-hao ilcrnnfonnidade rom o orcamenln, planta
e perlis appruvados pela directora cm ronsclho, c
apreseidailos appruvacao do Exm. presidente, na
uiporlancia de 25:3005)101) rs.
2." O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de um mes, e as concluir no de iloz.e, ambos mil-
iarios na (orina rio arl. 31 da lei provincial a.286.
3. A importancia do pagamento da arremalacao
vcrilicar-se-ha rie ronformiiladc com o arl. 39 da
mesma lei, e sera fcilo em apuliecs da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 334.
1. O praznila responsabelidade ser da um anno,
turante o qoal develo o arrematante inanter a estra-
da semprc em psrlcilO estado de conservaran, sob
pena de seren iinmcdialainenle feilos a sua cusa os
eparos.
5." Para ludo o mais que n,o esliver determinado
as presentes clausulas nem ilu me.miento segoj-se-
ha o ipie a resucito dispos a lei provincial 11. 2ci6.
Conforme. O secretario, .1. /'. il'.lnnunvia'o.
Miguel FcrreiraTVelloso, collectnr provincial riumu-
nicipu rio Caiuaii1. cm virlude ila lei etc.
Fax sabor quo na cadeia d.i villa rio Caruar
aclia-se rie-rieoilia9 de dezembro iln .1111111 prximo
passado. preso 0 e-navii .Manuel, 11 ionio, do 30 an-
uos de idade pouco mais ou menos, altura regular,
olhos pretns, potfca barba, denles da frente inicuo-.
Orelbas pequeas, nariz pequeo e chalo, beicos
grossos, riizeurio ler o olVo io de rarpioa, cojo es-
clavo foi capturariu cnlre os lugares Capaila c M0-
ruim ila provincia ila Babia, por l'ilippe de tal. ca-
pilao de campo, sem que se saiba .1 quem perlcnca,
pelo que, sendo por csla ra/ao considerado bem do
evento pelo arL l" do regulamcnto da 17 le julbo ije
1852, quem se julcar com direilo no mencionado
eseravo, ojuaira vir provar o sen dominio no prazo
de 60 das contados ila dala da publicar o do prsen-
le edilal, sob pena de ser arrematado..... sen pro-
ducto recolbido a Ihesouraria provincial na forma
('rescripta em 11 arl. i' do rcgulainenlo acuna cita-
do.Lo Angelo ria S-juz.i e Silvcira escrivau da
collecloria do nraniclpio de Caruar liz o presente
que vai assignadu pelo cnlleclor. Cnllerloria do
municipio de Caruar 28 de Janeiro de 1855,Mi-
guel Ferreira I W/e.-u, rollcrlor.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em ciimpriii.enlo d.irisoluciu da jimia de fa-
Zcnda, mada fazer publico, que a arreinatac.iu da
obra rio segundo laen da estrada d h Reniedius foi
transferida para o dia 22 do correnle.
E para constar se mandou atusar o prsenle c pu-
blicar pelu Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial do Pernam-
buco 9 de fevereiro de 1X5. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesooraria provin-
cial, em cumpriuiciilo.ila resolucao da junta de la-
nuda, manda fazer publico, que a arremalacao da
obra dos reparos di qii.nla parle da estrada de Pao
d'Aibo, foi transferida para o dia 11 do correte.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam-
bucu 9 de fevereiro de 1853.O secrelariu, Antonio
Ferreira da Annunviaro.
Jas Antonio Bastos, commerciante matriculado,
Icpulado ctnmercial do Iribuoul du commercio
da provincia de Pcrnaiubucu, e juiz. rommis-
sario.
Faco saber, que no dia 9 de jiinliu do correle
auno pelas II horas da manbaa 111 casa da ininha
residencia na ra da Cadeia do hairro do Recifc
11. 3 ha de ler lugar a reuuiao Jos creriores da cas
coinmcrcial fallida de Richard Ruyle na confonni-
d.ule do artigo 135 do rcgulamenlo n. 738 de 25 de
novcinbro de 1830, ailin ila que reunidos em ininha
presenea lodus os credures, veriliqucm os seus cro-
dilos, fonnem o contrato do guiao, e procedam a
nomearn de administradores dos bens da referida
casa fallida, adverliudo que nenhuiii crerior ser ad-
initliriu por procurad >r, se este nao liver poderes
especiaes para o acto, c que a procuracao nao pude
ser dada a pessoa que seja dvedora au fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous
di versse-redores. Em cumprinienlo rio que torios
os creriores da referida ca-a fallida eomparecam cm
dito dia e lugar designado, sob pena de se proceder
as suas revelias.
E para que chegue ao conliccimento de lodos,
mu.lei pass.ir o presente edilal, que ser aflixadu
na praca do commercio e publicado pelo Diario de
l'ernamliurti.
Da lo e passado uesla cidade do Recite de Pcr-
nambuco aos 8 dias du uiez rie fevereiro de 1855.
Eu Diiiamerico Augusto do Reg Rangel, escrivau
jurainenla'do o esi revi.Jas Antonio Basto, juiz
commisario.
Joao Pinto de Lemos, commendador da ordem rie
Chrislo, coinmercianle matriculado, depulario
coinmcrcial do tribunal do commercio ila provin-
cia de Per nambuco e juiz commissario:
Faco saber que nao leudo comparecido na reuna >
que leve lugar 110 dia 19 de Janeiro do correnle an-
uo, os eredores da casa rommercial fallida de Deanc
Voule 4 C, que residem fura deslc imperio ou den-
tro delle, mas cm domicilios nio conhecidos, por
nao ler sido a conyooaesjo feita segundo o artigo 135
do regulamento n. 738 de 25 de novembro de 1850:
convoco pelo prsenle edilal a ditos eredores, para
que eomparecam 110 dia 11 da jiinho do correnle
anno pelas 11 horas da uianha, na casa da residen-
ciados mesmos fallidos, na ra da Caricia rio hairro
do Recifo 11. 52, al'nn le qua reunidos cm miuha
presenea lo los os eredores da referida casa fallida,
vcriliqnem os seus credilos, delihercm sobre a con-
cordata ou formen o contrato do uniao c procedam
a nomeacao da administradores rios bens ria ilita ca-
sa fallida; adverliudo que nenhiim ere lor ser ad-
millido por procurador ss esle nao liver poderes es-
peciacs para aclo, c que a procuracao nao pude ser
dada a pessoa que seja dvedora aos fallidos, nem um
mesmo procurador representar por dous diversos
eredores. Em cumprimento do que lodos os credo-
res da referida casa fallida, eomparecam em dito
dia o lugar designado, sob pena rio se proceder as
suas revelias. E para que chegue ao conliccimento
do lodos manilei pastar o prsenle edital, que ser
afiliado na praca do Commercio e publicado pelo
Diario de l'ernambuco. Dado e passado nesla ci-
dade rio Recite rie l'ernambuco aos !) de fevereiro
de 1835. Eu Dinamcrco Augusto rio Reg Rangel,
escrivojuramentado o escrevi. Juo l'intodc Le-
ntos, juiz commissario.
A matricula d'aula de philosophia do collegin
des artes contina dolioje im dtante na secretaria
da faculdade.
Pela mesa do consulado provincial se faz pu-
blico, que o praso de 30 dias para a cobranca do
impasto de por cont finalisa-se 110 dia 18 do cor-
renle: osqucdeixarem de pagar o referido imposto
no prazo mencionario, locorrcm na mulla de 3 por
eenlu sobro o valor -de seus dbitos.
Pelo presente se. faz. publico, que o corpo de
polieia precisa comprar os objectos aballa declara-
dos : as pes.-oas que inlercssareni rieverao compare-
cer no riia 12 rio crrenle mez pelo meio dia, na se-
cretara do mesmo curpo, com suas propicias cm
caria fechada, acnmpanhando as complenles amos-
Iras, sendo as rios pannos em pecas :
Panno azul para frdelasc calcas, corados. 1,200
Dito pretu para polainas, covados..... 90
lliim de linho liso para calcas, varas. .2,000
CiM-mira encarnada, covados...... 40
Relroz, oilavas.......... 700
Lona,- varal............ ao
Estopa, varas........... jso
Madapolao pera forro, varas,......100
Qiiarlel do corpo do polica 8 de ferereirode 1855.
Epifanio liorges de Mrnezei Doria, tcnciilc secre-
tario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O corueltio lo directo do banco le
Pernambuco faz ccrtul aoa SrtT. accionis-
Cis, que teacb autonsaiioo Sr. {cenlo
a pagar o quinto (liv'tdtindo de S.sOOOrs.
por iorto.Banco de Pernambuco, 31
de Janeiro de 1855. O secretario do con-
sclbo, Joao Ignacio de Hedeiros Kego.
THEATRO DE APOLLO.
Baile Dusc.irado.i em 17 e 19
do correute.
A direccao convida aos lenliores asso-
ciados pi'a anretenlareui as suas propot-
tas de convites ate odiajlO, noescripto-
rio do mesmo theatro das l as 6 horas da
tarde.
______________ 1
LOTERA Di PROVINCIA.
Hoje, as 10 horas da
aianhaa, andana as rodas
da lotera de San-Pedro
Martyr de Olinda, no con-
sistorio da igreja de N.
S. da Conceicao dos mili-
tares, e es bilhetes que
restam esto a venda at
as 9 horas e meiaO the-
soureiro, Francisco Anto-
nio de Oveira.
O agente Borja avisa
a todas as pessoas que te-
em objectos em sen arma-
zem na ra do Collegio n.
'>, hajam de apparecer
at o dia 12 do corrente
o mesmo armazem, do
contrario seus objectos se-
o entregues pelo prc9o
que chegarem em leilao.
VELLDILHO.
Superiores velluilitlios, escarate lino, romo, cor
AVISOS MARTIMOS.
DECLARACIONES.
Os eredores do fallido Jos Martin* 'Airea da
Cru?, e esto metano, por si ou por sens procurado-
res, eomparecam n dia 15 do corrente s 11 lioras,
na casa ria residencia do Sr. I)r. Francisca ile. Assh
deOliv-iraMaciel.juiz do commercio da secunda
vara, na na eslreila do Rosario n. .'II, para se veri-
ficar os crditos aprescnlados, so deliberar solire a
concrdala, se lor apresentada, ou se formar o con-
trato de iiniau, se proceder nomeacao de admi-
nislradorcs da casa alliri, tirando os eredores ad-
vertidos, que nao serio admitlidos por procurador,
sc esle ii,1o apresentar procuraran bstanle com pn.
leresespeciaes para o aclo, e que a procuracao uo
pode ser dada a pessoa que seja dvedora ao fallido,
nem um mcsino procurador representar por dous di-
versos eredores. Reeife 7 de levcreiro de 1855.O
escrivo interino, Manoel Joai/uim Haptista.
Os eredores do fallido Antonio da Costa Fer-
reira Estrella, e esle asearan, por si ou por seus pro-
curadores, eomparecam no dia 12 do correle rnez
s (O lioras, na casa da residencia do Sr. Dr. Custo-
dio Manoel da Silva Gatearte*, jui de direilo da
primeira vara do commercio, na ra ria Concordia n.
I.para se verificarcm os credilos apresenlados, se
formar o cntralo de unio e se proceder a nomeacao
rie administradores ila rasa fallida, ficaudo os credo-
res advertidos, que mo sero admitlidos por procu-
rador sc esto nao liver procuracao bstanle rom po-
deres especiaes para o acto, e que a procuracao nao
pode ser daria a pessoa que seja dvedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous di-
versos eredores. Kecife 6 de fevereiro de 185..O
escrivo inlerino, Manoel Joaquim llctptista.
AO Ci-A.V MARANHAO li PARA'.
Vai seguir com u| maior brevida-
de o n.ivo i: veicik) |);dliii!)olo na-
cional Lindo Paquete, cipitao Josi; Pin-
to Nunes ; tpiem quizerlcatTegar ou ir
depassagem oeste exceUqnte navio, dir-
janse aos consignatarios, I Antonio de Al-
meida Gomes a&, na rtia do Trapiche,
n. 10, segundo andar, ou ao capitSo a
bordo.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ler
j^S grande parte do seu erregamen-
x~ ",s t0 tratado, o veleiro ebem cons-
truido brigue nacional MARA LOZIA,
capital) Manoel Jos Perstrello : pata o
resto da carga epata escravos, aos quaes
i l.i excellentes accommodaoQes, trata-se
na ra do Trapiche Novou. lli segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida (ornes & C.
Para o Kiode Janeiro tegua riaRen o lier^an-
tim Despique rio llciris, capilao Eliscu da Silva
Araujii : qu.in no iiumiio ouicer earrecar, riirija-se
ascu luiiisignalario Manoel Joaquim Kanius c Silva.
Para o Rio de Janeiro.
Sejjue com a maior brevidade pos-
sivel por ter a manir pule da carga prom-
pla.o bemeonbecido brigue nacional Fir-
ma ; para o'ieslo da carga e passageiros,
trata-se com Novaos & C, narua do Tra-
piche n. 54. segundoandar.
-- Para o Kio de Janeiro sali com breviriade o
brigue Dous Amigos por ler parle ria carca promp-
la : quem quizer carregar o resto, ir de passn;em u
embarcar'escravos a frele, dale no cscriplorin de
Manoel Alvo* (tierra Jonior, na ra do Irapiclie
n. i i, oh rom o capilao Narciso Jos de Saiit'Ainia.
Para a Babia sgne em poneos dias a velcira
aaroupeira tieraeao, por ler parlo do seu rarresa-
meiilo prompla. e para o resto Irata-se Com scu con-
signataria ttomings Alves Malbeus, na ra da Cruz
n. Vi.
Para o Rio da Prala seguir dentro em poucos
rii.is ,i liara luasileira El ir de Otiteira : quem nal-
la quizer carregar, pude dirigir-se ao cscriplorio ila
viuva Amorim & bilbo, na ra da Cruz n. 'i5.
Para Lisboa pretende sabir com a maior brevi-
dade o p.it.n -lio porluguez Destino .quem no mes-
mo quizer carregar ou ir rie pa-sauein, enleuda-se
com os ronsiiialarios Thomaz de Aquino Pouseca &
l'illio, na roa do Vinario n. 19, primeiro andar, ou
com o cap 1,1o na praca.
PAKA O POKTO
sabe imprelcrivelmenle, no dia 2-2 do mrente, o ve-
leiro brigue porluguez Alegre, que anda lem praca
para alauma carga c excellentes commodos para pas-
saiieiros : lrala-e com o rapilAo a bordo, ou no cs-
criploro de Hallar & Oliveira, ra da Cadeia-Ve-
llia o. 12.
/-^.'MialL.
Com a possivel brevidade segu o bein
condecido c veleiro liiate uAmelia, por
ter a maior parte da carga prompta :
para o reslo e passageiros trata-se com
Ni iv a es SC, na ra do Trapiche v. .IV,
segundo andar.
IJ.VIIIA.
Segu o patacho Santa Cruz, capi-
lao Marcos .lose da Silva, recebe carga e
passageiros : trata-se com Cactano Cv-
riaco da Costa Moreira, ao lado do Cor-
po Santo.
LEILO'ES.
LEILAO* DEJOIAS.
O agenle Borja, terca-feira, i:t do correnle.em seu
armazem na ra do Cnllrgio n. 15, tar leilao de
urna inliniriade de olijerlos rie ouro. diamante e bri-
lliante. consistindn em aderece*, meios dito*, pulcci-
ras o allineles, lano com esmalte e camapbeu, come
sem elles, riilos com brilbaulec diamanle, ricos alfi-
nelcs rie lirillianle para abertura, o oulras joias di
goslo sublime, relogios patente ingles, suissos, bori
sonlaes, e mili os rie dillerenlcs qualidades; os qu.ics
objectos seacbarao patentes-no inesmo armazem, as
'.i lioras da mntula.
Leila'o para liquidaca'o.
Ilemirpie Hrunn, na qualdade de l-
quidatarioda casa do linado J. D. Wolf-
liopp, lata' leilao, por inlerveiicrio do
agente Oliveira, de todas as restantes
miudezas e ferragons finas daqueUa casa,
as quaes serao vendidas impreteriveltnen-
le sem reserva de prero, por ser talvez o
ultimo leilao das mesmus: scgunda-leira
I "1 do corrente as 10 horas'da manhaa, no
armazem que foi do dito linado, ra da
Cruz.
O agente Borja. nao podendo con-
cluir o ledo de movis que teve lugar
sexta-leira 9 em seu armazem na ra
do Collcgio n. l, em consequencia dos
muitos objectos que houverain, tcm de
ullima-lo segunda-eira 12 do corrente as
9 horas cm ponto, segnindo na mesma
ordem, sto be, sem limite de prego al-
guno.
J. P. Adour \ Companliia faro leilflo por in-
lervcncilo rio agenle Oliveira, de um lindo sorlimen-
to de fazendas de lorias as qualidadcs, principalmen-
te Iranrezas : terca-feira. lado correnle, as 10 lio-
ras da manbaa, no scu armazem, ra da Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Liyro-mestrepara a guarda nacional.
Tendo chegado o papel pioprio pera
esics livros, convida-se as pessoas quefal-
laram para a impressao para a guarda nacional, i se dirigirem
a livraria n. fl e S da praca da Inde-
pendencia para esle lim.
No dia ti do correnle fugio um prelo de nome
Joaquim. de nac.lo, com um p c perna mais ^ros-
sos ; levou caiga e carniza de algodao de lislra ; qua-
si sempre amia fumando. Jdlga-S* quo andar aqui
peta ciriade, ou que fosse pira o sul, romo j lem
feilo. Koga-so, portanto, as autoridades policines,
nn capiMcs de campo, o capturen) c levem-no ao
Kio-Formoso ao Sr. Kiilino ltodrigues da Silva, ou
ra do Amorim n. 33.
._,-------------- .-- --------,---------.---....vf .wuau, Kx?
rosa c prelo a 720 rs., azul, verde claro, escuro i
uiiello, a (10 rs.: na na rio Quoimado n. 21.
Lotera de S. Pedro Martyr de
Olinda
Hoje, sabbado 10 de fevereiro, lie
itidubilavel andamento da referida lo-
ria, a's 10 lioras da manhaa, no consis-
torio da Conceicao dos militares : os meus
'lideles e cautelas estaoa venda ateas 10
oras da manhaa; a elles que estilo no *
..sio. Pernambuco 9 de fevereiro de
S.j.").Oeaufelista, Salustano de Aqui-
no Ferrara.
lotera nos martyrios.
O caulelista Salusliano rie Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que rie boje em riianle lomou
* lirme resolucao de vender os seus hillieles e caute-
las da I. parle ria I. loleria a beneficio da irman-
larie do Senhor 11 mi Jess dos M irl.vrios. as sins
lujas, pelos procos abaixo declarados. Nao sollrendo
os refei irios bilbeles e cautelas o descont de oito por
rento rio imposto Bcral nos tres primeiros premios
^cuides.
Ililhetcs 5&)00 Recebe por inleiro 5:00OfO0<)
.Meios 2sm| s 5003000
Uarlos 1.-1 o o 1:2.5000((
Odavos 720 625*5000
cernios (00 OOJOOO
\ psimos 320 2505000
Precisn-se de uma mulher parda ou
| i'la, que seja de bons costumes c de
meia idade, para tratar de urna senbo-
ra doente na fregueiia do Poco, da"-se
bom ordenado : na ra estreita'do Rosa-
rio n. 28, das 9 horas da manhaa ate as
) da larde.
Osdevedorcsdaextincla loja doSr.
Marcellino Jos Itibeiro, queiram man-
dar pagar seus dbitos na ra do Cabu-
ga a Jos Alves da Silva Guimaraes. vis-
lo ter elle licado com cssas mesmas di-
vidas.
Prccisa-se de um ou dous ofliciaes
de tamanqueiro para taxiar tamancos :
na rita larga do Rosario n. 1 .
-Prccisa-se de um caixeiro que tenha
pratica de negocio : na ra larga do Ro-
sario n. 11.
Precisa-se de um artista de calcado'
que queira administrar outros artistas:
na ra larga do Rosario n. ib.
Precisa-se de artistas de calcado: na
ra larga do Rosario n. 14.
Precisa-se de um meslre. para eusinar prime-
ras lellras, grammalica portuguezae cnnlabilidade, a
lll discpulos de amitos os scosx. na villa de lagazei-
ra, comarca de Pajeii ; o qual mestre sja solleiro c
de ptima conduela ; garanle-so a conducrao, o or-
drnado rie 100J000 rs.. casa c mesa, por ano, alm
rios mais discipuios, que quizer ariequirlr, conheceii-
ilo-se o aproveilamento dos meninos : a pessoa que
assim quizer ajusfar, procure na ra da Peona n. 25,
das 0 lioras s i) do dia. c das 1 da larde em vante,
que achara com quem faga dilo ajusle : a vantagem
beinuilomuior do que* do professor publico, por-
que o veucimento he captivo ;is despezas.
Desaparecen ro dia 4 de fevereiro do correte
auno, o eseravo rio nome Miguel, com os sigoaes se-
cuinles : de idade de 18 annos, lem a perna direi-
ta mais curta que a oolra, e anda de ponta de pe,
assim como lem uma ferida no p esquerdo entre os
dous dedos grandes, be baiio de estalora, falla de-
sembaracario : roga-ms a quem o pegar, rie o levar
ra ria Caricia de Sanie Antonio n. 20. quesera re-
compensado.
lima mulher de bons costumes offerecc-se para
6er ama rie um homem solleiro ou de ponca familia :
quem precisar, dirija-se ruado Rosario da Boa-
Vista n. 3G.
Uoabaiso assignado desencaminharam-sc 2 bi-
lbeles inteiros da lotera de S. Pedro Martyr de
Olinda ns. 3402 c 3623 ; isto qoaurio nesla dala, es-
lando na eapilania do porlo, leve de fazer um pa-
ca men(o em sedulas.com as quaes e outros papis
arbavau-sede mistura; pelo que previne aos Srs.
thesoureiro e mais pessoas que pagam bilbeles pre-
miados, niloenlregiicra seno ao abaiio assignado o
que por sorfe baja de obler na eitrac,ao da dita lote-
ra. 2." parte da i.' concedida por decreto de 9 de
maio de 18S2 aquella igreja. Achavao-se sem assib-
nalura do abaixo assignado. ou do seu socio nos mes-
mos bilbeles Antonio de Souza Rangel, e eslavao
licm amarrolado.Ricardo da Silva Neves.
i m \^ M *Srf r- HA v ^* ^* SI
No armazem de fazendas bara-
tas, roa do Gollegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais batxos do que emou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores un j preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto ollerecendo elle maiores van-
tagem doque outro qualquer ; o
proprietario deste importante es-
taleleciment convida .1'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus iuteresses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Gollegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos ti Rolim.
V
MUTILADO
GRANDE MASCARADA
A CAVALLO,
Valerosos mascaras!., alerta!... cscusado he reenr-
d.-ir-vos vosses feilos heroicos rios anuos de 52, 5:1 e
54!!!.. O carnaval de .55 esta balendo porla, e
vos adormecido' nos triumphos do anno passado,
esqui-cci que nova gloria vos espera, ea nflo desa-
nimis!... iiAoestou eu ao vossoladoT!!.. fallam os
vestuarios i aln esta o Julio e as lujas con) fazeudaa
le brilliantes cores!... fallam as mascaras?... ,hi ag
ha em todas as lujas..... logo oque vosdetm.....re-
malfange turco, as balas adiadas, ouosca-
nbes Kiissos..... naol nio pric ser, o carnaval por
si s domina o mundo e avassal* os coracoes do* ra-
pazc* de hom goslo. liVrilos mascaras, o campo de
palacio voespera para a reuuiao geral, seja qual
for n seu carcter, alli se estar prompta na ra da
Cadeia para correr as cavalhadas nos 3 dias do car-
naval, c no domingo bavera boi no aceogue da ri-
bcira. Eia .' s mascaras!... Viva o carnaval, viva o
carnaval!.....
O Sr. Ignacio de Souza I.eao queira ter a bon-
dade de apparecer na ra Jo Yigario n. 10, afim de
dar solucito do negocio que foi ncarre^ado.
I


-se un ptimo i scravu para o servir ele ;
casa esUaogrira, por ler estado por varias vc/.es ser-
vando, he multo fiel e se afianea a sua conduela : na
piara da Boa-Visti n. 7. ^iwi
DIARIO OE PERNAMBUC, SIBBADO 10 DE FtVEREIRO 0E 1355.
Ka na dasCruzes n. 40, taberna do Campa.,
lia ilas melhores c mais" modernas bichas hanibur-
Bueza- er-se era grandes porres e a rcla-
llio, e Umbem -
na da Parahiba-
"0 *ii cenle, criuiilo, al-
io. I" arlas, .n calilos da Icsla
Itindc- I inSes toadas, calos por cima tos de-
ara quando corla roupa, pois
'"* al /.era queja rapou a bar-
lia, ja aheca, barha e peilos, lem os dedo
'ocluios para denlro, e enlrco de um
inmediata um signal de lalho ; foi encontra-
do Com cha o.le de mesa, es-
ta de beber, e quando assim, he meltido a pacliola e
valenle, quando Ihe convem saliese fingir muito hu-
milde ; (oi comprado em-Tibtri, oude jnlco ter pa-
renles.e foi da familia do fallecido Bonifacio de tal :
quemo pegar, levo-o ao mismo engenho Una, ou na
loja n. 7, nn Passeio Publico, ou no sitio de Sanl'An-
a de denlro, de Amaro (encalves dos Santos, que
ser generosamente recompensado.
Vrecisa-se de um feilor para um engenho per
to desla praca, que sej do meia idade : na ra do
Crespo n. 15.
D. ("luilhermina Leopoldina de AndradeSoozn,
viuva do (nado Jos Francisco Kiheiro de Souza, es-
ta procedendo a inventario pelo juizo de orphaos de
Olinda, c por isso avisa a lodosos credores de sea ca-
sal para justificarcn ou prepararem suas excruces,
c serem parlilhadosbenspara pagamento desmesuras
credores, e dos qne sao privilegiados por hypotlicca
no sitio de Agua-Fra de Sanio Amaro com scravo
Masca nido.
Na na do Cabug o. 12, loja de ourives, lem boas
cabelleiras para alugar, por preru cm conla.
Precisa-sede um rapaz brasileiro ou cslrangei-
ro, que saiba montar a cavallo, c que queira servir
de pagem a um senhor de eneenho; a quem convicr,
dando pessoa idnea que afiance a sua conduela, di-
rija-se a casa de um andar u. 2, no paleo da nulriz
de Santo Antonio.
O canlelista Salkstiano de Aquino Ferreira pe-
le ao Sr. caulelista Antonio Kerreira de Lima e
Mello os precisos esclarecimenlos sobre as suas cau-
telas, se eslSo sujeitas ao descont de oilo por cenlo
do imposlo Keral ou uSo. Elle de prebende pelo an-
nuncio publicado pelo referido Sr. caulclisla Lima,
eslahelecido na ra Nova n. 4, que os seus billieles
nao soffrem o descont dos oilo por cenlo. porm sim
as suas cautelas. Deseja que o scu annuncio se tor-
ne um pooco mais claro para os jugadores, o qual
esla bstanle confuso a respeilo das cau lelas.
Precsa-se de urna ama para cozinliar e fazer o
serTijo interno do urna casa de pouca familia : na
ruada Senzala n. 42, armazem de ferragens.
Pede-se ao Sr. esludante Lima, que mornu no
(erceiro andar do sobrado da ra do Oueimado. lo-
nba a hondade aununciar a sua morada parase lhe
-jjuaegar ama caria.
Prevlne-8c a quem quizer comprar on fazer
qualquer negocia com oengenho de I'na. que foi do
finado Ezequiel Jos do Carvalho, no qual lem par-
le o Sr. Antonio Carlos Pereira de Burgos l'once de
J'.eao, que anles de o faier recorra a escriplura de
permuta que fez o Sr. l)r. Francisco Elias do Reg
Dantas, com o tinado Pedro Velho de Mello, para
que fique scienle qual a demarcad-no e exlenrao do
mesmo eugenho, como de mallas ele. etc., para que
n3o coute com direitos qne nao (cm.
No dia 5 do correnle desappareceu urna prcla
velba, do iienlio de Angola, lendo saludo as2 horas
da larde com um lahulciro venciendo pan-de-l o bo-
lo de arroz, a qual preta lem 00 annos de idade,
pouco mais ou menos ; levou vestido de chita rom
flores encarnadas e panno da Cosa rom lislras rotas,
e he um lano corcovada ; nunca fugio, c por isso
jolga-so ter cabido doente em alguma casa : por lau-
ta roga-se a quem delta souber leve-a a sen dono ou
participe aonde ella existe : na ra Direila n. G'J.
Offerece-se urna pessoa para tomar conla da
roupa de 4 on 5 homens, para lavar c engommar
com promptidao e aceio : quem pretender, annuu-
cie para ser procurado.
Aos amantes do bom gosto.
Pede-se aos amantes do bom gosto de
ir a ra Nova n. 17, loja de Thco-
pliile Robert, que acliarao um grande
e lindo sortimento de mascaras de to-
. das as qualidades e prero mais barato
do que em qualquer parte, a saber
Mascaras de rame com mola para lio-
mem e senhora, a 2()0 rs., mascaras
de cera com molla para homcm e senho-
ra, a 2x000 e 2^500 rs., mascaras de
_papello para liomem e senhora, a OO,
6*9 e U-000.
Qaem souber dislilar agurdenle e quizer ir
para um engenho, dirija-ge i ra da Cruz, no Reci-
te, n. 14, segundo andar, para Iratar.
Precia-se de urna ama para casa de poara fa-
milia : no Recife, becco do Burgos, n. 11, primeiro
andar,
RA NOVA N. 22.
L. Delouclie, lem a honra do annunriar
ao respeilavcl publico, que acaba de re-
ceber pelo ullimo paquele o mais bello
sorlimeulo de relogios deouro, prala c prala dou-
rada, patntese horiznntaes, por preros muito van-
tajosose amaneados: lambem enctirr'esa sede lodos
osconcerlos perlencentes a sua arle por mais difi-
cultosos quusejam, cora perfcicAo e brevidade.
PIANOS-
Jo3o P. Vogeley avisa ao respcilavel publico, que
em sua casa, na ra Nova n. 41, primeiro andar,
e un. sortimento de pianos de Jacaranda, os
Inores que lem at agora appareeido no merca-
do, tanto pela sua harmouiosa e forte voz, como pe-
a consirucr.lo de armario da fabrica de Collard
& Collard em Londres, os quaes vende por um pre-
ro razoavel. O annuncianlc continua a afinar e con-
certar pianos com perfcieao.
Ojuizdepaz do terceiro auno, do primeiro
districto da freguezia de S.-Frci-Pedro-Gonralves,
di audiencia nos das j marcados. Ierras e scilas-
foiras is ires horas da larde, na ra da Seuzalla-No-
va, segundo andar, n, id.
Fugio, no dia 29 de Janeiro protimo passado,
urna preta de nome Josepha, estatura baixa, rom
talla de denles na frente, lano do lado superior, co-
mo do inferior ; esla prela foi do engenho (etub da
freguezia da Escada, de Jos Gabriel Pereira de Li-
ma. Roga-se a qaem a apprehendcr de a levar
ra da Praia n. 20, que ser generosamente recom-
,peiu OBerece-se um raoc.o portuguez. para caiseiro
de qualquerarrumacao, do que lem pralica, o qual
da conbeoimenlo de sua conducta ; quem do mes-
mo quizer utilisar do pouco preslimo annun-
cie por este jornal para ser procurado.
COMPANHIA PEKNAMBUCANA.
A reuniao da assemble'a geral dos ac-
cionista da Companhia Pernambucana,
tera' lugar no dia 13 docorrente mez as
11 horas da manha, na sala das sessoes
da associacao commercial desta praca,
para ser apreciado o parecer da coin-
missao de exame de contas, segundo o
art. 36 dos estatutos da mesina compa-
nhia. Recife 8 defevereiro de 1833.
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia n. 24 a 50, excellentes oleados
pintados com diversas larguras, de muito
superior qualidade e ricos padroes, inui-
tp proprios para consolos, commodas e
mesas de meio de sala, por muito barato
prero.
O abaixo assignado convida a appa-
recerem no aterro da BoaVista n. 45, a
negocio de seus interesses, os seguintes
senhores : Antonio Jos Martins, Ma-
noel da Silva Couto, Thoma/. Thinns, Jo-
s Joaquim Pinto de Almeida, Jos Mar-
tins Ferreira Coutinho, Gregorio da Cos-
ta Monteiro, Flix Gomes .Coi mbra. Mar-
ctlhno Henriques Pereira, Francisco dos
Santos Moreira, Joao Francisco da La-
pa, Manoel de Azevedo Santos, Francis-
co Muniz de Almeida, Antonio de Oli-
veira Diniz.
Antonio de Paula Fernandes Eiras.
25 aUA DO COX.X.E.aiO 1 AV9AB 25.
0 Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas honieopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
mauhaa aleo nieio dia, c em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
Oderece-sc igualmente para praticar qualquer operaran de cirurgia, e acudir promptamcnle a qual-
quer mulherque esleja mal de parlo, c cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
NO COSSDLTOIIO DO DR. P. L LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUIRTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. 11. 11. Jabr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro voliimes encadernados em dous c acouipanhadndo
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 209000
Esla obra, a niaisimporlanle de lodas asqiiclralam do estado e pralica da bomeopalhia, por ser i unir
que ronl.ru a base fondamenlal d'esla doulrinaA PATllOC-ENEHA OU El 1 El TOS BOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMOEM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pratica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizercm
experimentar n .'oulrina de Ilahncmanu, e por si mesmos se cnnvencereni da verdade d'rlla : a lodos iW
fazendeiros e senhores de engenho que eslo longe dos icrursosdos mediros: a lodosos rapilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pas de familia que por circumstancias, que ntni semptte podem ser prevenida, sao briga-
dos a crestar in contment os primeiros soccorros em suas enrermidades.
O yade-mecum do homeepalha ou Iraduc^ao da medicina domestica do Dr. llering,
obra lambem ulil as pessoas que se dediram ao esludo da bomeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... 109000
O diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele., enrardenado. :t0000
Sem verdadeiros e hem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprielari desle eslabclccimcnto se lisongeia de Ic-lo o mais hem motilado possivel e
mngtiem duvida boje da erando superioridade dos seus medicamenlos.
Rolicas a 12 lubos grandes...............
Rolicas de 21 medicamentos em glbulos, a 109, 125 e 1JJ000 rs.
Ditas 36 ditos a............
Ditas 48 dilos a..........
Dilas 60 dilos a...........
Ditas 144 ditos a............
Tubos avulsos...................
Frascos de meia onca de lindura.............
Dilos de verdadeira lindura a amira...........
Naroesmacasa ha sempre venda grande numero de lubos de rryslal de diversos lamauhos,
vidros para medicamenlos, e aprompla-se qualquer ciicummenda de mediramcnloscom loda a brevida-
de e por presos muito commodos.
SjOllO
209000
259000
308000
608000
1W1O0
2901)0
230(10
I J. JANE, DENTISTA,
contina a residir na ra Nova n. 10, primei-
;:} ro andar. -.,-
@S-@@@ e-@@: 'ri
Novos livros de bomeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Ilahuemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
209000
63000
79000
(iCOOO
169000
69000
89000
1G3JOO
3 109UU0
309000

i
lumes.
Teste, nrolcslias dos meninos.....
Herios, homeopathia domestica......
Jahr, pharmacnpcahomeopathica. .
Jabr, novo manual, 4 vulumes ....
Jahr, molestias nervosas. ......
Jahr, molestias da pello.......
Kapou, historia da homeopathia, 2 voluntes
Harthmann, tratado complelu dasmoleslias
dos meninos..........IO5OOO
A Teste, materia medica homeopalhica. K3OOO
De Fa>ollc, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaoneli........b\9000
Casling, verdade da bomeopalhia. .
Diccionario de Nyslcn.......
Aulas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a desrriprao
de todas as parles do cor|K> humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihieo do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primeiro audar.
>gs t.
DENTISTA FlA.NCEZ.
Paulo Gaignoai, estabelecido na roa larga it
do Husillo 11. 36, secundo andar, enlloca den- $$
les com gensivhsarliliciaes.t dentadura com-
pela, ou parle della, com a pressao du ar. #
lanibein lem para vender agua denlifriccdo (gi
Dr, l'ierre, c pe para denles. Kna larga do Ot
W Kosario n. 36 seaundo andar. ,sv.
;asasees@
PUBLIGACAO' DO NSTITITO H01E0PA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOUHO HOMEOPATI1ICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtthodo conciso, claro e seguro he curar homeo-
pathicamente odas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de bomeopalhia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Pinbo. Esla obra he boje
reconbecida como a melhor de lodas que traa 111 da
apphcaeao hoineopaliura no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possu-la e eonsulla-la. Os pas de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capilaes de navios, serlanejosetc. ele, devem
le-la a railo para occorrer promplameule a qualquer
caso de moleslia.
Dous volumes cm brochura por 100000
encadernados II5OOO
vende-senniramenle cm rasa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) 11. 68 A.
Lava-se e engomma-se com loda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja d'o so-
brado u. 1 j.
O Sr. Joo Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora pira o Salgadinho,
(itieira mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que niudot a sua aula para a ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos das uteis.
BOAS OBRAS.
Cbegaram recenlcmenle ra Nova n.38, defron-
le a Conceirao, lampadas, Ihuribulos, navetas, cal-
deinnhas de agua lenla de lala, e galbelas de es-
taulio, ludo para igreja ; escrivaninhas, tesouras c
biiioruas para funileiro, cadinhos, foles de ferreiro,
rozetas de esporas, e muilas oulras obras de laiao,
cobre, bromws e folha de Flandres que se fazcm c
veudem-se por preco enmmodo.
Jos da Maia contina a dar lires de inglcz,
rrancez c ascripturaao, lodas as lardes, na classe
que lem na ra do Queimado n. 14, e pode ser pro-
curado na loja dos Srs. Gouva & Leite.
O bacharel em mathemathicas ,
Bernardo Pereira doCarmo Jnior, jj|
dar' principio as suas explicaces |
de anthmetica e geometria no dia 1
12 do corrente ; na ra Nova, so- |g
brado, n. 50. M
~ A directora do collegio da Conceicito, na Cruz
de Almas, no sillo da Piedade, participa as pessoas
que liverem de informar-se ou tratar de qualquer
arranjo respectiva Miente aquella collegio, que all se
podem dirigir, ou nc.la ridade ao Sr. Hirardo de
I-reilas Kibetro com loja de livros na esquina da ra
do Collegio, que prestir os esclarecimenlos precisos.
Prccisa-se de urna ama para o serviro de por-
tas para denlro, menos para cozinha : no Kecife con-
fronle ao oilo do Corpo Sanio, loja de calcados nu-
mero 29.
(5) O Dr. Das Fernandes, medico, pode ser S)
4*, procurado a qualquer hora do dia para os ^J
W diflerenles ramos de sua profissao : na ra W"
tfy larga do Rosario n. 38. (f
Precisa-sede um andar muitolimpo,com com-
modos para 2 Inglezcs, preferindo-se 110 aterro da
Boa-Vista : quem liver dirija-se ra da Cadeia do
Recife 11. 36, primeiro andar.
LOTEKIA Di:
CARROS FNEBRES.
Jos Pinto de Magalhilcs faz siienle ao
espeilavel publico, que. de ora em diante, he
o proprielari do eslabelecimanto d* carros
fnebres sito na ra Augusta 11. 21 da fregue-
zia do S. Jos, alii continua a fornecer carros
de qualquer ordem com ricos ornatos de cou-
formidade com o regula ment do cemilerio,
lambem o encarreg 1 de fornecer carros de
passeio, cera, msica, armarOes, guia, elr.,
para o que lem a precisa lubilarSo e des-
envolviinento ; espera o annuuciaiit ser pro-
curado por lodas ai pessoas qoenlc semelhan-
liiilecmenlo prerisem ; no mesmo alu-
gam-se iai\es para defunlns e anjos. o ven-
dem-se mnrlalhas de pinho.
No holel da Europa do-se para fra almoco e
anlar mensalmeule, por prero commodo.
*!- "y.
S. PEDRO
OLINDA.
MA11TYU DE
Aos5:000.s000, 2:000000, I:000,s000.
Corre indubitavelmenle no dia 10 de fevereiro
correnle.
O caulelista Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavel publico, que seus biihelcs o caulclas
nao soffrem o descont de oilo por rento nos Ires pri-
meiros premios grandes, e arham-se i venda as
lojas scguinles: ra da t.adeia do Herir*n. i: pra-
pra^a da Inddfiendeuria n. 37 c :W ; ra do Qoeirna-
do n. 39; ra do Lvraincnlu 11. 22 ; c ra Nova
n. 16.
Biihelcs
Mcos
(Juarlos
Oilavos
Dcriino<
Vigsimos
59300
29800
19500
0800
9700
9-100
recebera
por inlcirn

.'i:0009(M)0
2:5009000
1:2509000
1 6259000
5000000
' 2509000
Lasne, na da
No armazem de Vctor
Cruz n. 27
sao chegados os mu aamados charu-
tos Lanceiros, Regala e Vista faz fe, do
mus acreditado fabricante Dutra de An-
drade.
Casa de consignacao de cscravos, na rita
dos Quarteis 11 24
J.ompr.im-se e recebem-se esrravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, lano para a
provincia como para fra della. olTercrendo-sc para
sso loda a seguranra precisa para os ditos cscravos.
A fama va.
A' fabrica de charutos da ra do Kangel n. 2, che-
gou um novo sortimento de charutos da Rabiados
bem acreditados ; lambem fumo para vender a rela-
Iho ; a visla faz f,e os freguezes sero bein servidos.
Precisa-so de una ama forra ou captiva, que
engomme com perfeirao, para rasa eslrangeira. de
pouca familia : a Iralar na ra do Trapiche n.38,
armazem de Miguel Carneiru.
Da-se dinheiro 1 premio em pequeas quan-
Paliasbrc penhores de ouro ou prala : na na do
dre soFloriano, primeiro andar do sobrado n.71.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao I5-
gueira Costa resposta da caria, que lhe
lo dirigida no Diario de Pernambuco
de de Janeiro desteanno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta-' ancioso por
ver esse negocio .flecidido, e caso o Sr.
Rtgueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
Alugam-se e vendem-sc muilo boas bichas de
llamburso, ebegadas ultiinamenlc, c lambem vai-se
applicar para mais rnmmodidade dos prcleiidenlcs:
lia roa eslreila do Rosario loja de barbeiro n. 19, e
lambem ha para vender-se muilo boas- corujas para
aliar navalhas.
Na praca da Independencia, ps. 2-
a 30, ha para vender excellente velludi-
Iho carme/.m, pelo barato preco de GiO
res, muito proprio para vistarios de
mascaras ou 011 tro qualquer misten ; as-
sim como penas de todas as cores e tama-
itos por muito mdico preco.
Antonio Egidio da Silva, lenle de geometria
dolyccu desla 1 idade, nao podeudo abrir no 1. do
corenle o curso de geometra para todo o anuo lec-
tivo, como .linha aiinimeiado, par nao apparecer
quem o quizesse frequenlar, de novo declara que
aununciar o dia da abertura, loso que appareca
niiinero siillirienle de estiidantes, que o queiram fre-
quenlar : os pretndeme* podem dirigir-se casa
de sua residencia, na ra Diieila n. 78, para darem
os seus uomes malncula, s 7 horas da mauhaa al
as 9, e a larde a qualquer hora,|
JOIAS
Os abaito assignados, donos da loja de onrives, na
ra do Cabug n. II, confrotilc ao paleo da malriz e
ra Nova, fazem publico, que etilo recebcudo con-
linuadameule muilo ricas obras de ouro dos mellio-
res goslos, lauto para senboral como para homens e
meninos ; os preroscoutinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas rom responsabilidado,
especilicando a qualidade do ouro de ou IS qui-
lates, liraudo assim sujeilos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim A Irmiio.
Aluga-se o armazem n. 30 da ra eslreila do
Rosario : a Iralar na ra do Collegio 11. 21, segundo
andar.
Precisa-se de um feilor que enlenda de plan-
tarso e saiba Iralar de vaccas ajardina, para lomar
conla do um sitio perlo desla praca : a Iratar no lar-
go do Corpo Santo, casa n. 13, segundo andar. Igual-
mente se alugam 2 prelos qne saibam Irabalhar de
euaxda.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 21 das Matrizes e 7 da GJoria.
O vapor Cammeta' entrado neste por-
to hoje 6 de fevereiro nao trouxe listas
nem resumo por ter sabido do Rio de
Janeira no dia 23 do passado, as quaes
esperamos a 17 ou 18 do presente pelo
vapor Guanabara Os premios sito
pagos a' vista sera descont algum logo
que se distribuam as mesmas listas.
Precisa-se alugar um sobrado de um andar com
soISooii lojas, que accommndc nao pequea familia,
nos bairros de Sanio Antonio 011 Rua-Visla : no caes
do Ramos, no segundo audar do sobrado de Jos
llyginode Miranda.
SALA DE DANSA.
Luiz Canlarelli participa ao respeilavel publc
que a sua sala de cnsino na ra das Trincheiras 11.
19 so acha aliarla lodas as segundas, quarlas e sextas
desde as sele horas da noile al as nove : quem do
sen prestimo se quizer utilisar dirija-so a inesma
casa das 7 horas da mauhaa ale as 9. O mesmo se
offerece a dar liroes particulares as horas convenci-
nadas.
No hotel da Europa lem.salas o quartos para
alugucl, com comida ou sem ella.
O procurador geral da ordem lerceira de S
Francisco desla cidade, pede ao Sr. Thcnlonln Felil
de Mello, queira ter a bondade de explicar, como
leudo S. Me. requerido a lllma. cmara municipal
em 20dcdezembro do anuo lindo licenra para ile-
molir o oilao de sua casa na ra de Sania Rila n.
22, c em 3 de Janeiro desle anuo renovando aquello
requerimento tm seu mesmo nomo, e para o mesmo
fim, e finalmente em 11 do mesmo mez de Janeiro
leudo pago em scu nome o imposlo de 59000 para
demolir o oilao da referida sua casa na ra da Praia
de Sania Rila 11. 22, e para 1er amassador na ra, e
tazer de novo o ditOOiUo, agora diz que o embargo
de obra nova que se procedeo a requerimento da <.r-
dem lerceira nao lem validado por nao ser S. Me.
o proprielari da supradila rasa : pede mais o mes-
mo procurador geral ao dilo senhor o favor de de-
clarar se porvenlura condece a Sra. D. Oertrudes
Mara (jomes, se sabe aonde mora, e so possoe bens
de raz: e ccrlo de que S. Me. ter a bondade de
dar as declaracocs pedidas, desde agora o procura-
dor geral da ordem lerceira muito agradece a S. Me.
Aluga-se urna casa com Torno para padaria.cm
lugar marcado pelas posloras, ullimarnenle publica-
das : quera pretender, dirija-so a ra do Queimado
n. 10, loja.
SSo convidadas a apparecer no rarlorin de or-
pbos, no largo do Paraizo n. 26, primeiro andar, a
negocio que muilo Ibes interessa, as pessoas secnin-
ls : Francisco de Paula Marinhn, Olvmpio Fiel do
Reg, Miguel Moreira de Souza Maia, Francisco,
casado rom Mara, lilha do loado Rento Goacalves,
Cerlrudcs Lopes Mavignier, Jos Martins l'in'bciro,
Francisco .Manoel de Almeida, SimSo Jos de Aze-
vedo Sanios, Joao Carneiro da Cunda Albuquerque,
Joao Jos de Oliveira Rodrigues, Anua e Rosa, fi-
Ihas do fallecido Jos Francisco Lasoa, Claudiana,
lilha do tinado I-'ranrisco Rernardo Pereira dos San-
tos, Manoel Xavier Corroa Feilosa, Antonio Ferrei-
ra da llora, Jerouymo Maria Marques de Mcnczes,
Anna Joaquina do Sacramento, Luiz Gouzaga de
Sena.
Roga-se segunda vez ao Sr. Adolpho Manoel
Cantillo de Araujn (escrivSo de Fguarassu'j o favor
de vir nn mandar pagar o que ficou devendo ao ca-
sal do finado Manoel Francisco Rodrigues, de cera
que lhe comprou.e islo ha mais de 5 annos, e o nao
fazendo no prazo de 8 dias ser chamado a juizo : na
prara da BoP-Vista n. 7.Pedro Ignacio Baptista.
CONSULTORIO DOS POBRES f^^tefl
liinei.oes iles.-e Cargo, pala o que pude ser ^W
procurado no escupan 1 do lilni. Sr. Dr. *j
Joaquim Jo-e da Fotlcer.i, oi.iesiiui compro- ^^
melte-se a sidirilar Causal re partido ao- ^
nual, com tojo zelo e artivi.lade, mediante *^
um pequeo honorario, assim como n;s ^
causas particulares na pi e pieco as ^[
parles, ('(millo Augilitn Fm riru ihi .S/ Re/VeaiVs s:>>re a educaran pht/Hea e ir.erul ta in
fawiu, olfttttUtu es nuiis de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Xatter.
Esta obra destinada ao hem sorial e necessaria a
quantos seoreopam da cdiirae.m infaniil. para (pie
chegne ao eondeeiinento de todas, arha-se i venda
|elo prero de 3cSH)0 is. as laja-dos Srs. : Joao da
Cunha Magalbi's.na ra da Cadeia do Herir 11. ."il ;
Joo Soares de Avellar, na rila .Nova o. I ; c nas ii-
vrarias Classira paleo do Collegio n. 2, lluivenal na
roa do Collegio, e na do Sr. Honrado no paleo do
Collegio n. (i.
LOTERA da provincia.
O caulelista Antonio Ferreira de Lima e .Mello
isa ao publico, que suas cautelas e bilhetes iulci-
ios garantidos, da 1.- parte da i.;i lotera de S. Pe-
ro Mariyr de Olinda, que corre aabbado tOdornr-
lUle, achaia-M a venda na sua loja, rita Nova o.
", Recite, loja n. II ; ra larga do Rosario n. 26;
dreila 11. 17 ; Iravcssa do Oueiuiado n. 1SC; alcr-
1 da Boa-Vista, casa do Sr. (iregorio n. 72 A.
Ililhcles 59500
Meios 29800
Ouarlos 19.500
Decimos 7IKI
Vicsimos |(K)
No holel da Europa precisa-so de um criado
branco.
No hotel da Europa lem bous peliscos a loda
hora, por prero muilo barato.
MASSA ADAMANTINA.
Una lo Rosario 11. :i(i, seaundo andar, Paulo (ai-
gnoux, dentista francez, chumba os denles com a
masa adamantina. Esaa nova e maravilhosa com-
posirao lem a vanlagem de enrher sem pressao dolo-
rasa lodas as auliarluosidades do denle, adqoerindo
cm poucos instantes solidez nual a da pedra mais
dura.c preludie restaurar os denles mais estragados,
com u forma e a cor primitiva.
O csctiptuiario da companhia de
lieberibe, continua a encarregar-se de
comprar e vender accGes da mesma com-
panhia: na ra Nova n. 7 prineiru an-
dar.
l'crdcu-so 110 dia 4 do correnle, da praca do
Corpo Santo al o Trapiche Novo, nina carleira em
forma delivro rom alara de lauto na parle superior,
contendo urna sedula de .58000, um papel impreaao
cm idioma inglez.e uinrarlao roma Rnnadc W'idnw
Rajmond ,\ Companhia : quem aclion, querendo
restituir menos os 59000, e sera alera dissogratifica-
do : na ra do Trapiche Novo n. :ti, arinazeiiK
Rosa-sc aos senhores que tcm penhores na
inao de Domingos Ferreira de Oliveira, que Injam
de os vir tirar no prazo do-S dias, contados da dala
desle, do contraro sern vendidos para scu pasa-
mento.
Na livraria n. 6 e S da pracinlia da Indepen-
dencia existe urna caria para ser entregue rom ur-
gencia ao Film. Sr. Francnco do liego Barros Br-
relo, por se ignorar su residencia.
Pergiinta-sc ao Sr. Antonio de Paula Fernan-
des Eiras, se o aniilincio inserido 110 Diario de Per-
nambuco por mais de Ires ve/es, entende-se com o
abaixo assignado, visto que alguem nao sabe perfei-
tameulc o seu sobrenorao.
Manoel Jos .Izcicdo Santos.
Procisa-sc de ofliciaes de alfaiale : na ra Nova,
esquina da ponte.
Offererc-se um rapaz portugus, de 16 annos
de idade, para caixeiro de labema, do que lem a pra-
lica precisa,e da eonbecimeulo de sua conduela : na
ra dos Marlyrios, taberna n. :(6.
Ha 15 dias, pnuro mais ou menos, nblcvc carta
le liherdade o crioulo Luiz, de idade 20 annos, o
qual foi escravo de Rvm. conego vicario Loureiieo
Correia de S. o romo ha :( dias desapparecesse lio
palacio de S. Exc. Rvma. onde eslava decoziuheire
ha lempos, e como se ignora para onde leuda ido,
sedando por alguem, deque lhe pode lalvez resul-
tar grande mal, roga a mili do sobredilo crioulo, a
quera dellc souber, o favor de comiuunicar na loa
do Faguiules, casa do mesmo Rvm. conejo vigaiio,
ou no palacio de S. Exc. Rvma., na Soledade.
Precisa-se de nma ama que saiba cozinhar e
fazer o serviro de una casa : no largo do Trro, so-
brado 11. 27, segundo andar.
Casa de commissjo de cscravos.
Na na Dircila n. :!, sobAo de :t andares, defron-
tc do becco de S. Pedro, roj-brm-sc esrravos do ara-
bos os sexos |iara se vendeiMi de oiiimissao, nao so
levando por esse Irabalho fTTiis do que dous por cen-
lo, esein se levar eousa algnma de cumedorias, oiTe-
rerendo-sc para islo toda a seguranra precisa para
os dilos escrdVos.
Satisfacao ao Ilustre Sr. Castlho.
Disse-me lioulem, S de fevereiro, o Sr. Guilherme
Selle, quj no vapor inglcz que aqui aportou no dia
2, passou para o Rio de Janeiro o lllm. lillerato Sr.
Antonio Feliciano de Castilho, e que por um senhor
pasaageiro desla provincia mandar-arma um recado.
Alini de en nao ser litio por orgulhoso, remisso 011
descorlez. declaro em lempo que al o presente nao
recebi lal recado, sendo para lastimar, que lendo
eu a escola era ainadas ras principara desta cidade,
se esquivasse esse 'enbor passageiro a dirigir-mc ura
pequeo aviso. Emhora .' se o deslino me privn de
ler face a face u illuslre lilteralo portagaex, deu-mc
a gloria de ser cu quem oceupava seu iiobre pensa-
menlo quando chegou is plagas brasileiras.Fran-
cisco de Freilas Gamboa, probase! pelo loclhodo
Casliihu.
Aluga-se urna espa^osa sala, alrova e um quar-
lo. de 11111 leiceiroandar na ra do (.indinado, pro-
prio para rapaz sollciro do commercio : a Iralar na
uiesina ra n. 21.
Adverlc-se ao Sr. Vicenle Frrrcira da Assum-
p;ao, morador no Ronilo, que so salislizrr o que se
lhe lem exigido por diversas caitas dirigidas da ra
do Oueimado n. 21. ser para si urna deshonra, pois
nao he juslo que pague o que deve em urna loja ha
mais de um anuo.Jos Pereira Cesar.
A viuva de Ricardo Cbrisoslomo Rodrigues
mora na Ponte Velba n. 14.
Prccisa-se de urna ama que saiba rozinhar e
engommar : na ra do Calinga, loja 11. 18.
A pessoa que annunciou un Diario de honlem
(9) ler urna caria para o tstodanle Lima, queira ler
I bondade de cnlrega-la na ra da Cruz n. 6.
COMPRAS.
Compram-sc palaces brasileiros chespanhes:
na ra da Cadeia do Recife n. 51.
Compra se Cobre al a qoanlia de 5OO9OOO rs.,
rom o premio de 2 por cenlo, e sedlas miudas de
1 tOO c 29OOO rs. cm hura estado, rom o mesmo
premio : na prara da Independencia n. :17 e 39, loja
de calcado.
Compra-sc a obra de Chauveau Direilo Crimi-
nal}, ediciio'belga, em segunda inao : quera a liver.
dirija-se ra Nova 11. 5, segundo andar, que se ta-
ra lodo o negocio.
Comprom-se patacoc<< Ueapanhoei: na ra do
Trapiche 11. 38, armazem de Miguel Carneiro.
Compr.i-se (oda porcao de prala que possa ap-
parecer, velba un imva, a peso conforme sua quali-
dade : na ra da Senzala Velba u. 70, se dir quem
compra.
Coinpra-se una potica por Veiillez, que esle-
ja cm Imiiii estado : na la da Auroran, i i, segun-
do andar.
^~~~ VENDAS
MIAA! PARA I8$S.
Sahram a' bizas folbnbasdealgibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, ajjricola e industrial detta provin-
cia, corrigdo e accrescentado, contendo
400paginas: vende-sc a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da piara da Indepen-
dencia.
FOLEINHAS PABA 1855.
Acham-se a' venda asbern, cenhecidas
olliiihas impressas nesta 1\ pojjrapliia,
de algibeira a ri20, de porta a 160.' eec-
ctesiaaticaB a 80rs., vendem-e unica-
meute na livraria n. t eS da praca da
Independencia.
PARA 0 MADAMISMO DO
B0 GOSTO.
A 8(000 rs. o corte !!
Vendcm-sc na ra do Oueimado, loja n. 17, ao p
da botica, os modernos cortes de vestidos de lailata-
11a de seda com quadrosde cores, de lindos e novos
dcscnlios.com 8 varas e meia, pelo baralo prero de
85OOO!! !
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acba-sc para vender ara
dos d'; ferro de- --arr" qualidade.
MOEN1MS SUPERIORES.
Na ftitidicao le G. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-M para vender
noendas de cannas todasde ferro, de um
modello econstruceao muito superiores
NOVAS ALPACAS DESEO A
A 500 rs. o covado.
Ven leni-sc na loja de Paria & Lopes, ra dn
Qiieiinado n. 17. as modernas alpacas de seda, da un-
vos e lindos desenlio, pelo mdico preco de 500 rs.
rada covado.
(IRLEANS DE LISTRA DE SEDA.
A 400 rs. o covado.
Vendcm-'C na ra do Queimado, loja n. 17, de
Fa'ria & Lopes, para liquidaeflo de contas.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS.
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-sc para ultimaran de ronlas : na loja de
Faria & Lopes, ra du Queimado 11. 17.
RISCAOS VARSOVIANOS
A U'OOO rs. o curie.
Vendrm-se rucados Varsovianos de ijuadr is fa-
zenda nova e muilo fina, imitando a seda israe/a
viudos pelo ultimo navio de llamburso, rom l.'l U
corados cada corle, pelo barato prero de Ignoo : na
loja 11. 17 da na do Queimado, ao peda botica
Vende-sc superior rap Paule Cordeiro, rhe-
gado prximamente : na prara da Independencia,
loja n. I!.
Vendem-se ps de sapotis e pinnas, cm vivei-
ros, por preco mais commodo do que em oulra par-
le : ua Soledade, defronle do palacio do Sr. Rispo.
Na taberna da ra do Livramenlo n. TO, ven-
de-seo afamado fumo de (larauhuus, barato, sendo
em porrao.
Vende-so urna carroca com nm boi.oii lambem
se vende boi s : quera o pretender, dirija-se ao
paleo da Sania Cruz n. 2.
Rarris monstros com bren.
Vendem-se barrs com bren, muilo grandes, che-
ados ajiora da America : na ra do Amorim, arma-
zem de l'aula c\ Sanio*.
CAL DE LISBOA A 'tsOOO RS.
Vendcm- ultimo navio a 49000 por cada una : na ra do Tra-
piche n. 16, segundo audar.
CAL DE LISBT)A A ."<(000 RS.
Vende-sc ral de Lisboa da mais superior que ha
no merrado. pelo mdico prec.o de :3000rs. o bar-
ril, na ra de Apollo n. Se 10, armazem deassucar.
RA LE DE MASQUE.
Vende-sc um completo sorlimeulo do franjas, ca-
les, renda e rspiguilhas de paMiela dourada e pra-
Icada, a mais rica que tcm apparecHO, proprio |wra
vestuarios do rarnaval, assim como para armarocs
de reja : na ra do Cabog, loja de miudezas de \
porlas.
Farnha tle mandioca.
Sacra grandes de superior familia com um alquei-
re cogulado, se veudeni por baralo prero : na tra-
vs.., da Madre de Heos n. :i a 5, armazem de An-
tonio Luiz de Oliveira Azevedo.
Patente injlez.
Vendc-se ura cabriole! doMoberlo, de patente, cm
perfeiln estado de seuuraora, e ruin os arreios : na
ruado Trapiche n. 10, segundo andar.
Veudem-se bonitos ps de rraveiros : no correr
da igreja da Soledade, casa n. 7.
FAZENDAS BARATAS.
A endem--e cortes de cassa cora barra a 5 patacas,
ganga amarella francesa a 200 w., iiscadosfranccz.es
largos a 9 vinlens, cobertores de algodao decores
muilo eucorpados c grandes a IjJOOO, caasas france-
sas linas de cores livas a .120 o covado : na ra do
Queimado 11. 21.
ALBANEZA.
Para acabar, vende-se a 900 rs. o covado dessa
econmica fazenda prela, com G palmos de largura,
propria para Irages de clrigos, religiosos, vestidos e
manlilhas para mulheres : na ra do Queimado
n.21.
*> Vciidem-ee ou permutam-se oilo casas nesta
lade em os bairros de Sanio Antonio ou S*
lioj-Vista ; um e.vcellcnle c grande sitio, ten- $
ip to perlo de 500 palmos de frente, e 1,500 de
6C fundo, coin.boa baixas de capira, agua de be-
p her, e rom umitas arvores. das mais deliciosas CS
30 frutas que scoma visla se poden conherer ;
i' muilo perto da cidade por estar no principio 5S
.'' da e-!rada dos AIDictss, e non mais ,, parli- ;:"
dariilade de ler no fundo ramboa d'asua sal-
gada, onde so pode formar dous famosos vi- @
& veiros. e ler lambem alni do ludo islo, a.gf
frente toda murada de ovo, com dous por- jf
@ laes ao lado de uns alirerecs e tiente ja co- g
J5 merada de una magnifica casa de (i palmos i
T de larga e IIII de fundo: quem o pretender g
;; 1 11 quizer fazer o negocia do oulra citada for- *f
gC 11,a ,ieiin,i dito, pode ft|tlar rom o Sr. .Miguel ^
>; Cirueiro no Keeife, on dirija-se ao mesmo
Q rasa do lado direilo na estrada da Soledade. qq
Vende-sc doce serco de caj de superior qua-
lidade a 400 rs. a libra, lano em grande como em
pequenas porrees: era Oliuda, ra do Varadouro,
numero 17.
Vendcm-se dous cabriolis novos e muilo bem
construidos : na ra do Pires n. 30.
Vende-se au morada de casa de Ires andares
e soiao, em bom rolado, na ra do Vigario n. 8 :
Irala-se na ra do Crespo, loja da esquina que volla
para o Queimado.
* S 5-S-8a@88Si
ff \ cmlcm-se mascaras do rame e de seda =$
lustrosa, as melhores que lera viudo a este JjJ
mercado, a 2JO00 rs. cada urna : na ra do %
2 Crespo loja amarella n. 1. jjj
Vende-se um sitio entre as duas pon-
tes da passagem da Magdalena, terreno
que independe de beneficios, c confinante
por tres lados, com as duas estradase trn-
vessa, com duzentos palmos de frente na
estrada geral e rpiinlienlos na outra, en-
tre dousou tres'jiortos, de ptima situa-
cao para a projectada fabrica de tecidos
tle ulgodfto : lio prximo a cidade nao
lia on tro nenluun terreno de tantas van
tajjens e a preco.
/i?'8S SSSa3
9$ Vendem-se lavas de pellica de Jovin. lano
para bomem como para senhora, a 2d000rs. o
par : na ra do Crespo lej i amarella n. i. ${
9999 ': i i 11) W
Vendc-se urna ueara de nacao, de idade 35 an-
uos, boaquilandeira : na ra da Cruz n. 30.
Farinh de mandioca.
Vende-se (arinba de mandioca muito
superior etn saceos grandes por preco
commodo, no trapiche do Sr. Cuaba. '
Vendem-se i vacas de leite muito
boas, Gibas do pasto ecom bezerros pe-
queiios: nosiUodoSr. Dr. Filippe Mena
Calado da Fon seca.
ROLVO FRANCEZ
Acha-se de novo expeelo a venda a deliciosa pilar
da desle rolan francez, que s se encontrar na ra
da Cruz n. 20, primeiro andar, c na loja de Cardeal,
ra larga do Rosario, por muito commodo prero.
RA DO CRESPO N. 23.
Vende-se chita dancen larga, rres oscuras a 200
rs., ciscados ditos, rres li\as a ISOrs., chita escura
cores seguras a 160, corles de cascinira prela a 19500,
dilos de ra-sa chita padroes modernos a 2J0U0, ca-
misas francesas brancas e do cores muilo hem feitas
29500, panno pelo e do cor de cafo a :fc?000, melpo-
inene do ISa gosto escoce/, a 180, e oulras limitas fa-
zendas |iur preros baratos para feixar conlas.
Toallias de superior panno de linlio alco-
xoadas para rosto a lo'120,
vcndem-SB na na do Crespo loja n. 16, asegunda
quem vcni da ra das Cruzes.
CAL YIRGEH.
a mais nova que ha no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem le Bastos lr-
iiuio-.
*S@@9:l?Sg3
Rt'A 1)0 CRESPO N. 12. t
Vcnde-sr nesta hija superior damasco de
seda de cores, sendo branco, encarnado, runo,
por prero razoavel.
@<3:S
fia livraria da i na do Coilegio n. 8.
vende-se umaescolliida colleccjiodas mais
brilbantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
FARNHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farnha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmaos.
No armazem de Vctor Lasne, ra
da Cruz, n. 27, vende-se o sejjuinte : pa-
pel piulado para fono de salas, com
mui lindos desenhos"; yverraouth em cai-
vas de 12 gualas ; diversos licores deJ
mu boa qualidade ; vinho verdadeiro
Boedeaux ,ln caixas de duzia ; kirch
rio melhor autor ; agua de flor de huan-
ja ; cognac verdadeiro; absinth, choco-
late minio superior qualidade ; champa-
gne : o que tildo se vende minio cm
contaj em relaeao a' boa rrualidade.
.Vende-se execllonle labnado de pinho, recen-
tcmenlo ebegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender so com o adminis
rador do mesmo.
CEMENTO ROMANO.
Vendc-se superior cemento era barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atrazdo
Iheatro, armazem de Joaquini Lopes de Almeida.
Agenela de Edwln Man,
Na ra de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
& Companhia, ocha te conslanlemente bous sorli-
mcnlos de lainas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como furnias, mociidas incliras todas de ferro pa-
ra animaos, agoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos lamauhos c modclososiiiais moder-
nos, machina hnrisontal para vapor com forra de
i cavados, COCOS, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por baralo prero.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Bowmann na ra do Itrum, passan-
do o chafarz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo c com promptidao' :
embarcam-sc ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de I. KellerixC, r/a ra
da Cruz n. 55, ha para vender i excel-
lentes pianos viudos uftimamentede liuin-
boaTgo.
Na ra do Vigario n. 10, primeiro andar, ven-
de-se fardo novo, chegado de Lisboa pela barca Cra-
lidiio.
($) POTASSA BHASILEIKA. ($
() Vende-se superior potassa, fa- jj
() bricada no Kio de Janeiro, che- (
'A ;a('a lecentemenle, recommen- S
S da-se aos senhores de engenhos os ,*?
jjL seus bons elfeitos ja' experimen- W
g lados: na ra da Cruzn. 20, ar- 9
0 mi/.cm de L. Leconte Fcron & DEPOSITO DE CAL E LISBOA.
Na ra da Cadeia do Kerifc n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recenlcmenle chegada.
Vende-se urna balanza romana com lodos os
seus pertenece, em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem u. 4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior furinha de mandio-
ca, em suecas que lem um alqueire, me-
dida vclha, por preco commodo: nos
armazens n. 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes SjC, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias injjlezas e holiandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-Io no idioma portuguez, em casa de
. O. Bieber & Companhia, na ra da
Crusi n. 4.
Vtnde-se urna rica moblia de jaca
randa', cAm consolos c mesa de tampo de
marmoreliranco, a dinheiro ou_a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na na do
Collegio n. 25, taberna.
DevotePCIiristao.
Sahio a luz a 2. edic.lo do livrinho denominad-
Devoto Chrislfto.raais correlo e acrescculado: vnde-
se nicamente na livraria u. lie S da piara na In-
dependencia a 610 rs. cada eicmplar.
PUBLICACAO" RELIGIOSA.
Sabio a luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padrescapuchiuhos de N. S. da l'e-
nha desta ridade, augmentado com a novena da Se-
nhor da ConceirAo, e da noticia histrica 3a me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
dc-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da prara da
independencia, a 1CO00.
Moinhos de vento
ombombasde repuso para regar horlas e baixa,
decapim, na fundirn de U. W. Uuwman : na ra
do Brum ns. 6, 8 c 10.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
sejam, qnadrilbas, valsas, redowas, sclio-
tickes, modinhas, tudo modernissimo
chegado do Rio de Jpiciro.
Vendem-sc ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de evrcllcntes vozes, e presos com-
modas ein ra-a de N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber ex C,, ra da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Luw-Moor. Ra t
Senzala nova n. 42.
Ncste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c nielas moendas para engenlio, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-se um cahriolel com cubera e os com-
petentes arreios para un cavallo, tudo quasi novo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Segeiro, e para Iralar no liedle ra do Trapi-
che n. 1, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
tagne Chateau-Ay, primeraqua- @
idade, de propriedade do conde ft
md
<$ ?
g de toda a Champagne, vende-se
Ti a o.S'000 rs. cada caixa, acha-se
jg nicamente em casa de L. Le-
I comte Feron <& Companhia. N.
; B.As ca xas sao marcadas a fo-
joConde de Marcuilc os r-
tulos das gairahis sao azues.
na
Vende se traa Wroca sem boi, era muilo bom
estado, e por prero favoravel : u pa|eo do Paraizo.
junto a igreja, primeiro andar.
Vende-se a taberna n.....sila na roa Direila
los Aforados, que faz quina para o becco do Ou to-
bo, rom as momas dividas, se assim quizerem : a
Iralar rom \ cenle Jos da Silva lavare- : o mesmo
declara que respeilo ao aluguel, se poderao eulen-
der cora oSr. Justino Pereira de Parias.
Vende-se urna parle do sobrado de dous an-
dares e solio, no aterrada Boa-Vista n. 21, e oulra
dita du sobrado lambem de dous andares solio, na
na do Kangel n. :S.: a Iratar na ra da Alegra
Vendem-se relogios ingle/es. os melhores que
em appareeido no mercado, em casa de Russell niel-
'os Ox Companhia : na ra da Cadeia do Rrcile
Vende-se nma muala de 18 a 20 annos : a
ir.lar na ra do Colleg.o n. 16, terceiro andar.
ERVA MATE.
V ende-se superior erva male, chegada prjima
mente do Paraguay, pelo diminuto prero de CjtflJO a
arroba, e a libra a 280 rs. : uo I orle do Mallo, ra
do Codorniz n. 8.
Vende-se urna parle do engenho Jaguaribe por
(>:.)(Kl3000, e mais um sido junio ao mesmo engenho
no valor de 1:0003000: os prctendcules dirijam-se
ao engenho Mussupinho, que charao com quem
Iralar.
Vende-sc a cocheira da ra de llorlas : a tratar
na mesma.
Vendem-se 2 eacravas com habilidades:
ra das Iriucheiras n. 40.
FARINHA DE MANDIOCA.
\eiide-se saceos grandes com muito
boa larmha de mandiocc, e pieco com-
modo : trata-se com Antonio d Almeida
Gomes 4C, na ra do Trapiche, n. 113,'
segundo andar.
FRESCAES OTAS DO SERTAO.
\ endem-se ovas do sertao muilo em conla, e lam-
bem se rclalha : ua ra do Queimado loja n. U.
Vende-se cebla sola a 500, 800 e 19280 rs. o
cenlo, dila em molho a 1J800, hlala de Lisboa em
minio bom eslado. escollada, a 3jo00 a arroba: a
Iralar na ra du Queimado n. i\.
Vendem-sc ceblas aos ceios, barris de cal e
latas com 2 libras de massa de lmales, ludo ebegp-
du ullim.....ente de Lisboa, e por preco commodo -
na ra da .Senzala Nora u. 4.
OH QUE QUADRA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na ra dos Quarteis, na segunda loja d miudezasn.
22 que ., dos Srs. Victorino e Moreira vendem-se
as segrales miudezas com os presos mencionados,
para -e acabar com o eslabclecimenlo. Por tanto
convida-se as bocelciras, mscales e mesmoaqual-
quer pessoa que gosla do bom e baralo.
Iticos estieilos a Kirs. a peca, lesouras para cos-
tura a ltKK) a duzia, linhas brancas de novelo a
1-KKI a libra, ditas decores a 640 rs. a libra,linhas
de peso muilo linas a 10 rs. a nieadiiiba, brinco aco-
rados a Hit) rs. o par,sapalinhos para rrianraa 200 rs.
o par, rosetas de podras a 120rs. o par, huncos depc-
drasa IG0e:i2O rs. a duzia de pares,vspelhos de gave-
ta a 120, pentcs de aro para marrafaa 100 rs. a du-
zia, ditos de baleia a 320, penles de alisar a 900rs. a
duzia, peines para coco a 80 rs., camnhas de col-
xcles a (iil rs., aaulhciros de vylro a 480 rs. a duzia,
ditos de pao a 80 rs. a duzia. suspensorios a 80 rs.
o par, camnhas com 3 duzias de aneis dourados a
320 rs.. meis do chumbo e tamba' a 20 rs. a duzia,
caivas do linha de marcar a 140 rs., curdas de viola
a 140 a duzia, burdoesa 280 rs. a duzia. apilos de
chumbo a 120 rs. a duzia, alfil,eles dourados para
Sra. a l(i(l rs., dilos para homcm a 20 rs., dilo* pre-
los de vidro para Sra. a 100 medidas para alfaiate a
10 rs., lapis a 80 rs. a duzia, peonas de palo para es-
crever a 40 rs. o quarlcirAo, filas de linbo encarna-
das a 00 rs., a peca, gargantillas prelas para luto a
80 rs., berinbaus a ICO a duzia,lioloes finos para
abertura a 120 a duzia, rosarios a 240 a duzia, Irau-
rinha de l.la a 20 rs. a pesa, carapusas piuladas para
hornera a 160 cada una, bico prelo de algodao a lo
rs. a vara ou a 160 rs. a peca, lilas lavradas a 60 rs.
a \ara,dilaslisasa20 a 40 e a KM) rs. a vara, espigui-
lla a 20 rs. a vara, palitos de fogo em raixinhas a tl
rs. a duzia, missangas a 60 e 100 rs. o macinho, pul-
ceiras prelas de llagraa a 80 rs., milao a 40 rs. o
carrinho, dedaes luancos para Sra. a 100 rs. a duzia,
ditos para alfaiate a 160 rs. a duzia, botos de se-
da prela para casaca a 120 rs. a duzia, abotuaduras
dourada e brancas para collelc a 200 rs., macos
de aljofares a 200 rs., cartas de alfiueles a 120 rs.,
niasus de contas douradas com 100 fios a 1,000, cai-
xas para rap a 100 rs., marcas para cobr a H
rs. a grosa.filas de rclrux a280 rs. a pesa.lrancelins i
borraxa para relogio a 60 rs., dilos prelos a 20 rs. a
vara, conlas prelas de coquinbo a 160 rs. o masso,
cordo para vestido a IjOOO rs. a libra, papel de peso
muilo bom a 29500 a resma.filasourelas brancas e pre-
las a120rs. a pesa, boles brancos para palitos a 100 rs. a
duzia, garfos de ferroeslanhailos20rs.cada um, fivel-
l.i braucascprelas para rollete a 40 rs.a duia,meias
brancas paraseubora a 240o par, penuas d'ajo muito
linas a OtOa-grrAa, torcidas para candiciro e SO rs. a
duzia, folhas de sombra de todas as cores a 40 rs. a fa-
lla,boles pintados para carniza a 200 rs. a glosa, agu-
Ihas para coser saceos ou chapeos a 100 rs. o papel coi
20 agulhas,linleiros bronzeados a 24|e 320 cada un.,
luvas para senhora a 80 o por, fila* brancas de linh
a :t(l rs. a peca, canelas de flandres a 120 a duzia,
escovinhas para deules a 20 cada urna, boles de i
Iruz para farda a 240 a grosa, boles de linha para
ramiza a 80 rs. a grosa, o rulos de arinarau a 320, a-
taradores para rasaca a 20, vidros com crasa a 20 rs.
esporaspara salios de bolins a 240 o par, escovas pa-
ra cabello a 40 rs., boles prelos de vidro o 240 a du-
zia, um candiciro para loja por 4000, papel de peso
de cores folha pequea a 30 rs. o quaderuo.
OLEO DE LIM1 AC
era barris e bolijoes : no armazem de Tasso Irmao.
Champagne da superior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
V
^
S
B
de Marcuil, ra da Cruz do Re- 2
rife n. 20: este vinho, o melhor k
Potassa.
No anligo deposito da roa da Cadeia Velba, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Ruarte, americana e do Rio de Janeiro, a preros ba-
ratos que be pars fechar conlas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanclla para forro de sellins che-
gada recenlcmenle da America.
.CE.E\T0 ROMANO BIANCO.
\ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : airas do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
Vendem-sc no armazem n. 60, da ra da Ca-
deia do Recife, de llenrv dibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por preros
mdicos.
FAU1NMA DE MANDIOCA.
> cnde-e a bordo do brigue Conceirao, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na valla do Forte do
.Mallos, a mais nova farnha que exislc boje no mer-
cado, e para porgos a tratar uo escriptorio de Ma-
noel Alvos Guerra Jnior, na roa do Trapiche
u. 14. V
ESCRAVOS FGIDOS.
A 17 do mez de oulubro prximo passado, fu-
gio do abaixo assianado o seu escravo Laurentino, le
aarao Cosa da Mina, idade 4.5 annos, pouco mais
ou menos, alio, corpulento, bonita figura, falla de.
denles ua frente, lalhos uo rosto e nos peilus. signal
de sua naean, muilo poltico no fallar, eso curva
qoandu ve algum senhor branco, criasAodo seus an-
tios senhores : roga-se a lodas as autoridades poli-
ciaes p. capilaes de campo o faram apprehender e
leya-lo ao abaixo assignado, no seu engenho Calha-
rina, da provincia dasAligoas, na villa do Pac,odc
Cimaragibe, na cidade de Macei, ao Dr. Jos A-
lelo Marcio da Silva, e na prasa de Pernambuco ao
Sr. Antonio Caldas da Silva, ou a Mauoel Firmino
Kerreira, que serflo '>em recompensados.
Joaquim Mauricio Accioli Canatarro.
No dia lersa-feira, 23 de Janeiro do correnle
anuo, desappareceu do engenho Cagafogo do muni-
cipio de Iguarass, o escravo, crioulo, de nome Sc-
verino Barbosa, com os signaes seguinles : idade 22
airaos, pouco mais ou menos, ollios grandes,sobran-
ceibas bem fechadas, beisos grussos, lem muilo pou-
ca barba, nariz chalo, bailo e cheio do corpo, ps
apalhetados. muito coiivivente e regrisla ; desappa-
rereu acn enlado, porm he de crer que nao lenha
mais os ferros: roga-se, porlanto, a lodas as autori-
dades, capilaes de campo e pessoas do povo, que o
appreheodain e levem-o a seu senhor Joao Vieira
da Cunda, no engenho Cagafogo ; uo Kecife, iu,i
Augusta n. 411, a Ignacio Fe. reir l.uinaraes; na
ridade do Kio-1-oruiuso a Joaquim Cordeiro Kiheiro
Campos ; na villa de Iguarass' a Francisco das
Charas Ferreira Duro, que serSo generosamente re-
compensados.
^ Desappareceu do engenho California, termo do
Po-d'Albo, no dia 5 do correnle, o escravo do nomo
Joao, mualo, de idade 17 para 18 anuos, baixo, ca-
bellos carapinhos, lem pannos branco pelo roslo.c
baloto de assoprar cora alguma forra pelu nariz
quando falla ; levou caira de algodao de quadros,
raiuisa de riscadiuho encarnado, jaquela de riscado
lambem de quadros, e chapeo de peina de carnauba
cun um buraco de fogo ua copa : quem o apprehen-
der leve-o ao engenho California, ou casa do Sr.
Mauoel Antonio Uoncalves, na ra do Cabug, que
sera recompensado.
CEM MIL RES I)E 0KATI1TCACAO'.
Desappareceu no dia f> dodezeuibro do anuo pr-
ximo passado, Benedicta, de 14 auno de idade.
ga, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislrss rc'ir de rosa ede rafe, e oulro lambem de rbi-
U bramo com palmas, um lenco au.arello no pesco-
ro ja desbolado: quem apprehender couduza-a a
Apipuco-, no Oileiro, cm casa de Joao Leite de Aze-
vedo, ou no Recire, na prasa do Corpo Santo u. 17,
que recebera a gratilicasAo cima.
Desappareceu no dia 1. do correnle o mulato
claro, de nome Domingos, que j servio na armada
nacional, com o nome de Jos Maximiano dr Sania
Rosa, onde esleve 3 anuos a bordo do hricoe Calio-
pe ; he de estatura recular, bstanle "rnsso o muito
espadaudo, pescoc/i inulto curto, muilu pouca bar-
ba. Irazendo um pequeo hi-ode osujasas eauilors-
Ireitas c rasas, bonito e muilo hem fallante, ediz ser
forro : levon alauma mapa ua, unas amostras de
fazejishs, pares de snalos de rordavAo pura senho-
ra. 5 corles de vestidos, ."> golinhaa de ponto ingle,
2 camisinbasde senhora lambem de poni Ingles, e
2 pares ,lc manguitos ; foi montado em ura cavallo
caslanho escuro, alio e scero, com um signal hraVo
na Icsla maior du que ura palacSn, lendo uma cica-
triz cm cada lado do peilo proveniente do servijode
carro ; be muilo fogoso e lem a manlin de c aCuar
algunias vezes cm occasian rtc sabir de casa, sellado e
enfreiado ; desconlia-se que o dilo escravo lenha se-
guido a estrada da I'arahiba ou do Rio-Formoso, ou
serbio : roga-se a quem o apprehender, de lev-lo a
ra da Cruz n. 7, ou a seu senhor, no engenbo Caia-
I.uiz Francisco de Barros Reg.
l'EK.V: TYP. DE M. F. DE FARIA. 18JJ
V
r^
MiiTiiAnn
m


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