Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01165


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Full Text
ANNO XXXI. N. 32.
Por 3 mezes adjuntados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
i iimn

SEXTA FEIRA 9 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor
V*

I
1
DIARIO DE PERNAMBUCO
?,
EN^ARRKCAUOS DA SUBSO.niPC.VO.
Recife, o prnprietario M. F. de Paria ; Ilio do Ja-
neiro, o Sr. JoSo Pereira Marlins ; Ualiia. o Sr. t.
Duprad ; M.icei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; i'arahiba, o Sr. Gorvazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Aracaly, o Sr. Amonio de Lcinos Draga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranho, o Sr. Joa-
quim Marques llodrigues ; Pai, o Sr. Justino Jos
Amazona, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Pars, "312 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
da oompanhia de Beberibe ao par.
-da companhia de seguros ao par.
Disconlo de lettras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 65400 reinas.
de 60400 novas.
> de 4000. .
Prala.Pa tacos brasilei ros*. .
Pesos columnarios, .
mexicanos. .
299000
165000
109000
05000
19040
19040
19800
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, lionio e Garanliuns nos dias 1 el5.
Villa-Iiella, lioa-\ isla, ExeOuricury, a 13c28.
Guianna e Parahiba, segundas e sexlas-feiras. *
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PBEAUAB DE BOJE.
Primeira s 10 horas e 6 minutos da manhaa.
Segunda s 10 horas e 30 minutos da larde.
AUDIENCIAS.
EPIIEUEiUDES.
Tribunal do Conimorcio,scgundascquinlas-feiras.Fevc;eiro 2 Lita cheia a 1 hora, 21
PARTE 0FFICI1L.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Expedito! do la 3 de feverelra.
OfilcioAo Eim. Sr. presidente das Alagoas, re-
mettondu era satisfacAo a sua requisioao copia do of-
ficio em que o juiz municipal da primeira vara desla
cidade declara aa pocas em que fallecern! os sen-
tenciados militares Ignacio Calisto e Cactano Mau-
ricio.
DitoAo Eim. presidente da Parahiha, Iransmit-
tindo o officio de Mr. Bruuet, ao qual acompanlia
nm eaixao conlendo varias ementes de plan-
tas.
DitoAo Exm. commandanlc superior da guarda
nacional do municipio do Recite, recomAiendando a
expedalo de suas ordens, para que nm dos corpos da
mesma guarda nacional mande postar em trente da
casa do cirurgiao Joaquim Jos Alves do Albuquer-
que, na passagem da .Magdalena, amanilla, s 4 ho-
ras da lardo, urna guarda de honra, alim de acompa-
nhar em procii-.au a imagem do Sr. Bom Jess da
Canoa Verde, para a igreja de Nossa Senhora dos
Remedios.
DiioAo Exm. presidente da rclacao.Conslan-
do-me de parlicipacaoda repartidlo da juslica de 1
de Janeiro ultimo, que por decretos de 10 do mesmo
mea, faouve S. M. o Imperador por bem, nao s re-
mover o juiz municipal e de orphAos bacharel Mi-
guel Goncalves Lima, do termo da Boa-vista, para o
de Cabrob, mas tamhem humear o bacharel Affon-
so Peres de Albuqucrque Maranho, juiz inunicipil
c de orphitos do referido termo da Boa-Vista ; assim
o corr.muiiico a V. Exc. para seu conhecimeulo, prc-
Venimlo-o deque tiesta data odicin aos referidos ha-
chareis, para entraren quanlu antes no excrcicio de
seus cargos, licando obrigados a apresenlar no praco
do 3 mezes, contados do boje, o primeiro a aposli Ha
de sua remocSo, e n aegundo a carta imperial de
nomeajo. Fizeram-ie s oulras conimunica-
CCie.
DitoAo Exm. director geral da inslruccao pu-
blica, nteirando-o de haver concedido dous mezes
de licenca sem ordenado, ao professor publico da
povoacao de San Lourcnco da Malla, Aureliano de
Pinho llorges.Igual cornmumcac.au se fez thesou-
raria provincial. i
Dilo -Ao coronel commandanlc das armas, para
propor um cirurgiao militar que esleja mais desoc-
cupado, alim do ir vacunar nos municipios mais ata-
cados da varila.
DiloAo chefe de polica, inleirando-o do haver
transmitido thesourar a provincial para sor paga,
eslando nos termos legats, a conla que S. S. remel-
len das detpezas feilas nos mozos de outubro a de-
sembrollo anuo prjimo passado, com o sustento dos
presos pobres da cadeia de Olinda.
DiloAo capilao do porto,transmitlindo por copia
o aviso do ministerio da murinha de 16 de jenciro
ultimo, mandando observar nesta provincia o dispos-
to no edilal a que se refere o aviso que tamhem re-
melle por copia, expedid > om 5 do citado mez, ao
capilao do porto do Rio l;e Janeiro.
DitoAo director das obras publicas, dizeudo ii-
ear inteirado du conten lo de sua informarlo daha
acerca do rcquerimeiilo em que Jo. Gomes Leal,
por ti e mais jiroprictarios da ra do Sevc, pedeiu
que ae mande construir i ma rampa^TceTda ra" """"-
da Aurora, e autorisando a Smc. a mandar fazer sc-
melhante ramp i. cerlo dt' que os OOjDIK) rs. offere-
cidos pelo supplicanlepara adjuclorio daquclla obra,
devoras er recolhidos Ihesouraria provinci.il, para
o queficain expedidas as convenientes ordens.Ofli-
ciuu-sea esta nesle sentido.
DiloAo administrador do consulado geral, rc-
commcud indo, em visla de reqnisicSo do Exm. pre-
sidente das Alagoas, que "acuite a exporlacode 300
a 600 saceos de familia de mandioca, que o agente
dos direitos daquella provincia nesta, lem de re-
melter para alli por orden do mesmo Exm. presi-
dente, alim de occorrer a tilla que ora se d de
semclhanlo genero uo mercado da referida proviu-
ca.
DitoA' junta de qualificao.o da freguezia dos
Atogsdos, aecusandu receida a lisia que remcltcram
dos volantes daquclla rrcsiezia.
DitoV cmara municipal do Kecife, communi-
cando haver concedido 6 mezes de licenca sem ven-
ciincnto, ao capellSo do ceroiterio desla cidade frei
Joaquim da Piedade, alim de ir ao Rio de Ja-
neiro.
Diloa' cmara municipal de Serinhaero, dizeu-
do fcar inteirada de bavereu sidu arrematados va-
rios imposlos, que fazem a teceila daquella cmara,
e declarando que approva scmelliantcs arremata-
os es.
PortaraAo agente da ecmpauhia das barcas de
vapor, para mandar transpor.ar para o Para, como
passageiro de estado, a bordo do vapor Imperador,
a Anlonio Invita Correa da Silva.
Dita Nomcando o bac iarcl Jos Fraucisco da
Gusta Gomes para o lugar de promotor publico da
comarca do I.imoeiro. Fiztram-se as necessarias
commuukaco.es a respeilo.
Dita Cinredendi) dous mezes de licenca coro
vencimentos, ao Dr. Simplicio Antonio Mavignier,
professor publico da cadeira de obstetricia desla pro-
vincia.Fcz-se o necessario expediente.
5
Offlcio. Ao Exm. director geral da inslruccao
publica, auforisando-o a mandar foruccer pelo ins-
pector do circulo Iliterario respectivo, os objeclos
precisos aula de nstrucc.1o dementar da povoa-
jSodo Peres, apresentando o mesmo a sua conla
por intermedio daquella dircc.oria, alim de ser
pas.
Dilo.Ao commandanlc dai armas, srientifican-
do-ode que a Ihesouraria de fizenda lem ordem
para pagar, estn Jo nos termos lgaos, o docamenlo
qucacompnhou o sen olTicio de 3 do correnle, ao
segundo balalhao de infanlaria, a qiianliadc JOOO
s. que se dispendeu com a iiihiiraaco do cadver
do tambor do mesmo balalhao, Domingos Jos.
Dilo.A, Ihesouraria do fazoiid, communicando
ha,ver participado o bacharel Francisco Gomes Vcl-
lozo do Albuquerque Lins, que no dia primeiro du
crrente entrara interinamente no exercicio do ear-
ro de promolor publico desle lenno, visto achar-se
impedido o respectivo promolor.
()ilo.A mesma, inteirando-n de 1er participado
o Exm. presidente da reanlo i un 3 do correnle,
que naquelia dala lomara posr, e entrara em cx-
ercinio de um dos lugares de de embarcador o Jlr.
Antonio llaplisla Gilirana.
Dito.A masilla, communicando ler lanrami no
reqiicrimcuto em quo Anlonio I. liz de Frelias pede
liconc paia transferir Francisro Jos da Cosa
Campello, pela quanlia de d:(KKHK)0(l is., nina pro-
priedade de Ierras com casa de venda sita na roa
Imperial em terreno de marinha, o despacho se-
gunde: iin, pagos os Foros vencidos, si/.a c laudcmio,
conforme indica o parecer do procurador fl llic-iuiraria.de fazenda.
Dilo.Ao commandanlc da et ac.lo naval, rcrom-
rnondandoa expedicao desuacenleospara queocum-
mamlaiite do bfleua de guerra Ctarot.se, cntenden-
do-secomo inspector do arsenal le marinha, receba
a seu bordo e transporte para a-: Alagoas, a di-pn-
sicao do respeclivo Exm. presidente, os volumesquo
o mesmo inspector liver de' enviar para aquella
provincia.Oflicioo-je neste enlido ao referido)
inspector. m
Dilo.Ao juiz relator da junla de jnstira. trans-
millindo para depois de vhrto ser relatado em sessao
da mesma junta, o prncesso verbal do soldado do se-
gundo bala Iho de infanlaria Manoel Jos do Nas-
cimoto.
Dilo.Ao director do arsenal de guerra, para
forneccr secretaria de polica duas jarras de ma-
deira, dous baldes de conduzir agua, e 12 pares de
algemas com cadeados grandes para correnles.
Communkou-se ao mencionado chefe de polica.
Dilo.A Ihesouraria provincial, para mandar
pagar ao inspector do circulo Iliterario n. 1, bacha-
rel Cypriauo Fenelon Gucdes Alcoforado, a quan-
lia de 2685.560 rs., que, segundo consta da relacSo
junla, se dispendeu com os objeclos fornecidos
aula de nslruccao clemenlr do segundo grao da
freguezia de Santo Antonio desta cidade.Com-
municou-se ao Exm. director geral da inslruccao
publica.
Dila.Ao commandanle do corpo de polica,
communicando que acaba de transmitir tbesou-
rara provincial para ser paga, oslando nos termos
legacs, a conla das despezas feilas no mez de Janeiro
ultimo, cun o susleulo dos dous calcetas emprea-
dos no servico da limpeza e asseio do quartel da-
qucllc corpo.
Dilo.Ao director das obras publicas, para que,
cnteiulcndo-se com a directora dolhealrode Santa
Isabel, mande fazer a pintura externa do mesmo
Iheatro, e a do respeclivo alrio.Fizeram-se as
commiiniaicOes precisas.
Dilo.Ao juiz de paz presidente da junta quali-
ficadora da freguezia do S. Jos, acensando a re-
cepcao da lista dos cidadaos qualilicdos volantes
naquelia freguezia.
Dilo.A cmara municipal do Brejo, declarando
em resposla aos scus oflicios de 15 do mez ultimo,
os. 30, 31 e 32,qucpprova a arremalacAo de varios
imposlos perteucenlcs aquella cmara.
Dilo.A mesma, declarando que importunamente
erao submellidas a consideracao d assembla le-
gislativa provincial as conlas daquclla cmara, re-
lativas ao anuo financeiro do 18.53 1854, e bem
assiui as posturas addicionaes.
Portara.Concedendo Thomaz d'Aquino Fon-
seca (SiFilho licenca para enviar para Porlugal.no
brigiA porluguez Viajante, 2 pranches de ama.
rellt^ sendo a presente apresenlada ao Sr. iii9peclor
do awenal de mariuha, fim de passar a guia do
estro. m
Dita.Nomcando, de conformidade com a pro-
posta do leneute-coroncl commandanle do segundo
balalhao de iufintaria da guarda nacional do mu-
nicipio do Brejo, e informado de "respectivo com-
inanilanlc superior, para olTiciaes du referido bala-
lhao aos cidadaos abaixo declarados.
Estailo-inaior.
Tenenle-qiiarlelmeslre.Ilerluino Bezerra Caval-
canli. /
Alferes secrelario.JoSo Pila MaKiei.
1." conipanlii;,.
Capiliiu.Josc da B Como Macicl.
;,.lente..In.r,la Silva Amara!.
Alferes.Jo- Manuel da Silva. I
Dito.Gcuiiiiiaiio do llego Coule.*^ \
2.a coinpaiihia. y
Capia...TI.omii7.de Araujo Albu, uerque Jnior
Alferes.I.uiz Alves da Silv. '. A -
!.' companliia. j^.
CapilSo.Fr.m -. das Chagas Pereira.
Tcnenle.Jos Theodoro Pereira.
Alfere*.liento Moreira do Albuqucrque.
Dito.Antonio Rodrigues I.ima.
4. companhia.
Capilao. Joviniano Alves Maciel.
Alferes.Clemcntino Americo do Reg.
Dilo.Manoel Cordeiro de Albuquerque Uchoa.
5. com'panhia.
CapilaoTbomaz Alves Maciel.
mente. Alejandre Bezerra da Silva Uchoa J-
nior.
Alferes.Antonio da Silva Barros.
Dilo.Jos Antonio Bezerra.
6. companhia.
Capilao.Anlonio Joaquim da Cosa.
Alferea.Manoel Joaquim Ferreira da Cosa.
Dilo.Jos Baplisla Pereira.
Corr.mumcou-se ao respectivo commandanle su-
perior.
Dila.Nomcando na mesma conformidade, para
officiacs do primeiro balalhao de infanlaria da guar-
da nacional do municipio do Brejo, aos cidadaos
segundes ;
Eslado-maior.
Tenenltj^Birtel-meslre.-Anlonio Jos de Siqucira
lacere*--1- "-......
Relaro, tcicas-fciras e sabbados.
Fazettda, torcas c soxtas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpbaos, segundas e quintas s 10 horas. |
1* vara do civel, segundas e sextas ao mcio dia.
2* vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
lenle.Francisco Cecilio Manso.
Alferes.Joaquim Ferreira Collado.
Dilo.Trajano do Souza Braga.
5.a companhia.
Capilao.Francisco Correia de S Brasil.
Teoentc.Jos de Mello de Macedo.
6. companhia.
Capilao.Galdino Marques de Pinho Galv.lo.
Tenenle.Jos Januario Correia de Si.
Alferes.Manoel Tliomaz de Azevedo Silva.
7. companhia.
Capilao.Jo3o Themolco de Andrade.
Tcnenle.Jos dos Santos Silva Jnior.
Alferes.Joao Evangelista Ferreira Paz.
Dilo.Thomaz Ferreira da Cunha.
8." companhia.
Capilao.Vicente Campello de Araujo.
Tcnenle.Manoel Henriqucs de Olivcira.
Alferes.Anlonio Lopes Muniz.
Dito.Anlonio Monleiro dos Santos.
Communicou-se ao respectiio commandanlc su-
perior.
DitaNomeando na mesma conformidade,para of-
ficiaes da sercao de balalhao de reserva da guarda
nacional de Caruar, os cidad.los abaixo declarados.
1.a companbia.
CapUSo.Miguel Ferreira Velloso.
Tenenle.Joao Izidro Goncalves da Cruz.
Alferes.Francisco Jos Florencio Jnior.
2.." companhia.
Capilao.Jos Pacheco Alves deCoulo.
Tlenle.JoaoCa|clauo Coelho da Silva.
Alferes.Antonio Alves da Costa Coulo.
3.a companhia.
Capilao.Gregorio Francisco de Torres e Vascon-
cellos.
Tenenle.Francisco Primo Correia,
Alteres.Joao Carlos da Cunha.
Commanicou-sc ao respectivo commandanle su-
perior.
O psesidcnle da provincia lendoem visla a propos-
la do tenenle coronel commandanlc do corpo dera.
vallara da guarda nacional do municipio do Brejo,
datada de II do dezembro prximo passado, e bem
assim a informacao do respeclivo comrnandaiite su-
perior de 12 do citado mez, resolve nos termos do
arl.48 da lei n. 602 de IB de setembro de 1850, no-
mear para ofllciaes do referido corpo os cidadaos
abaixo declarados.
Eslado-maior.
Tenenle quarttl-meslre. Francisco de Salles Teno-
rio Jnior.
Alfcics secretario. Jos Correia de Araujo.
Dilo porta-estandarte Joaquim Simes da Cunha.
Dilo do segundo. Anlonio da Silva Albuquer-
que.
1. companhia.
Capilao.Joao Marinlio FalrSo.
TcnenleTheodoro Martina Chaves.
Alferes.Antonio Joaquim de Mello Jnior.
2.a companhia.
Callao.Manoel Cczar de Andrade.
Iciienle.Francisco Jos Nuiles da Silva.
Alferes.Jos Francisco Mailins.
3.a coinpanliii!.
Capilao.Jos Ignacio da Silva Carnciro.
Tenenle.Antonio Cavalranli de Andrade.
Alferes.Elias Francisco Bastos Jnior.
4.a companhia.
Capilao.Clandino Ferreira Valdevino.
Tenenle.Jos Ferreira de Mello.
Alferes.(M lino Rodrigues da Cosa.
Communicou-se ao respectivo commandanle su-
perior.
minutos e
37 segundos da manhaa.
10 (loarlo minguante aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
16 Lita nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto crescente as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. gueda v. m.; S. Pedro Baplisla
6 Terca. As Chagas de (hrislo Senhor Nosso.
7 Quaria. S. Romualdo ab. ; S. Ricardo rei.
8 (Quint. S. Joo da Malla ; S. Corimhia m.
9 Sexia. S. Apolinaria v. m.; S. Ansberio.
10 Sabbado. S. Fscolastica v., irraaa de S. Benlo
11 Domingo, da Sexagsima ( Eslavo de S. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. Clycero e Desiderio.
insignias e que devia cslar presente a inauguraco
da estatua equeslrc do Carlos-Jo3o XIY ( Ber-
nardole).
Em consequencia, esle funecionario foi ao lor-
reSo da fortaleza d'Ackershems, onde eslavam guar-
dadas as insignias; purm grande foi o seu assum-
bro vendo que a porla desse lorreao, a qual he fun-
dida, linha sido aberla com gazua: passou por ella,
o ebegando i porta do interior composla de forles
barrotes, achou quo a parle loda em que eslava a
techadora, linha ido linda I Bala ultima porla d
entrada para um comprido, tortuoso c escoro corre-
dor em declive, que conduz para urna abobada, da
qual se vai por urna escada de forma espiral para o
local, que conlinha as insignias.
O guarda, precedido de minios militaros com lo-
chas accesas, alravessa o corredor,' sobe a escada c
chega ao lugar do deposito, cuja porla por ser fraca
julgava lamhem loria sido objeclo de urna tentativa
criminosa ; mas ella eslava intacta, c, feila urna ve-
rifcacao, acharam-sc lodas as insignias em bom es-
lado; de maucira quehe de suppor que os malfei-
lorcs que imliim execulado este cusloso e atrevido
trabaUtO de abrir as duas primeiras pollas, nao co-
nhcciain o escuro caminho que ia ler ao deposito.
o O estandarte real da Noruega he mui anligo:
segunda a tradicrao, urna parle do estofo de que he
feilo se remonta ao undcimo secuto: a lauca l.e
encruslada de podras preciosas e de enfeites de ouro.
llonlem foi mandado para Slokholmo o estan-
darte com urna escolla do cincoenla infantes com-
maudados por um capilao e dous alferes.
ii Diligencias se fazem para descobrir-sc os indi-
viduos que commelteram o arrombamenlo das duas
portas do lorre.lo, fado que teria lugar depois do I*
deselembro. Foram interrogados lodos os soldados
que depois desla dala fizeram senlinella diante do
lorreao.
PERNAMBUCO.
Alferes secretario.Sanclino de Almeida.
Dito porla-bandeira.Regino Cordeiro Flcao.
1." companhia.
Capitao.-Belarmino Alvares de Camino Cczar.
Tenenle.Manoel Antonio do Reg Brrelo.
AlteresJoao Marques Pereira.
Dilo.Manoel do Nascimenlo de Albuquerque Ca-
valcanti. # *
2.*.companhia.
Capiao.-Felix Cavalcanli de Alhuqueque.
Tcnenle.Manoel Gomes da Silva Jnior.
Alteres.Sebastiao Jos de Araujo.
Dilo.Amador Nunes de Araujo.
3.a companhia.
Capilao.Jos Antonio Pereira.
Tenenle.Goncalo de Barres da Silva.
Alferes.Joao Nunes de Araujo.
Dilo.Pedro Felisherlo Pereira.
4.a companhia.
Capilao.Anlonio Alves Campos.
Tcnenle.Antonio do Reg Couto Maciel.
Alferes. Florencio Jos de Albuquerque Caval-
canli.
Dito. Manoel Joaqnim Pereira da Cunha.
5.a companhia.
Capilao;Joao Jaime Marlins Chaves.
Tenenle.Joaquim Francisco Cordeiro Wader
Alf< ros.I.uiz Nunes da Silva.
Dilo.Anlonio Francisco Machado.
6.acompauhia.
C.apitilo.Antonio Cordeiro l.eilc.
Teoentc.Francisco das Chagas Pereira de Brilo.
Alferes.Manoel Henrques Pereira.
Dilo.Joao Vieira de Mello Torres.
Communicou so ao respectivo commandanlc su-
perior
DilaNomeamlo na mesma conformidade, para
ofllciaes do balalhao de infanlaria da guarda nacio-
nal de Caruar. os seguidles cidadaos .
Teneute-quarlcl-mestrc. Autonio Florencio de
Carvalhu Ametista.
Alferes ecrelano.-J..ai. Salvador dos Santos.
Dilo porla-bandeira.Jos Florencio de Carvalho
Torqueza.
I." companhia.
tiapilao.Anlonio Vctor da Silva Vcira.
lenle.Simplicio Vieira de Mello c Silva.
Alferes.Franciico Jos Goncalves Florencio.
2. companhia.
Capilao.Angelo de Souza Silvcira.
TenenleManuel CaelanoCoelho da Silva.
Alferes.Joao da Costa Pnheiro.
3.a companhia.
Capilao.Manoel Jos da Silva Vieira.
Tinento.Francisco l.cile de A/cvedo.
Alferes.Gmenlo Jos de Olivcira.
Dilo.Rufino Demetrio da I'aixao Silva.
4.a companhia.
Capillo.Francisco Alves Maciel.
DECRETO N. 1529 DE 9 DE JANEIRO DE
' 1855.
Crea no termo de Cabrob, da provincia de Per-
nambuco, o lugar de juiz municipal que aecu-
mular a* funecoet de juiz de orphaot.
llavera no Icrmo de Cabrob da provincia de Per-
nambuco um juiz municipal e de orphaos.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conae-
Iho, ministro e secretario de estado dos negocios da
juslica, assim o tenha entendido e faca execn-
lar.
Palacio do Rio de Janeiro em 9 de Janeiro de 1855,
trigsimo quarlo da independencia e do impe-
rio.
Com a rubrica de S. M. o Imperador.Jos Tho-
maz Sabuco de Araujo.
Conforme.Jolino do Sascimento Silca.
CODEMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas de Pernam-
buco na cidade do Recite, em 8 de Janeiro.
ro de 1S55.
ORDEM DO DIA N. 211.
O coronel commandanlc das armas interino faz
cerlo, para os lins necessarios, que 9 governo impe-
rial hoiivc por bem permitlir, por aviso do ministe-
rio dos negocios da guerra de 19 do Janeiro prximo
findo, que o Sr. major commandanle do corpo dear-
liiices da corle, Carlos de Moraes Camiso, continu
a*ser empregado nesta proviuca como numeran
servico : o qde constou de offico da presidencia de
houlem datado.
Manoel Muniz Tavaret.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudanle de
ordens encarregado do delalhe. '
EXTEEIOR.
SUECIA.
Stokbolmo S de novembro.
llonlem fcz-se a inauguradlo da estatua cqueslre
erigida ao rei Carlos-Joao.
Es o discurso que o rei prouuuciou anle a es-
laluu de Carlos XIV.
Qoarrata anuos ha passado depois que a forra
eo genio do rei Carlos-Joao levantaran] um m-
mmenlo, cuja solida base he a pennsula Scan-
11 dinava, o cujas vastas dmenses n.lo leem lmi-
u les, pois que olles dependem dos progressos de
dous povos irmaos no caminho das viitudes e da
a honra.
A Baila da Suecia o da Noruega abri para o
a norte urna nova poca, abencoada al o prsenle
o com ee tractos e os beneficios da paz.
Seos futuros deslinos se occullam avista dos
n mortacs, e asseulan na mo omnipotente de
ii Dos. Possam os povos, unidos pela sua solicilu-
do de um bem-cstar reciproco, por seus sacrificios
a urna gloria mutua, pelo seu valor no commum
ii perigo, se mostrar sempre dignos do um porvir
brilhaulc Entao o livre solo da Scandinavia nao
11 cessar nunca de produzir coiu igual abundancia
as ricas messesde u.naprosperidade rrescente e do
louros immorlaes.
A lembranca dos varees Ilustres se perpetua nos
annaes da posteridade, o nclles lem sua homena-
gema mais brillante; porm a gralidao lie o a-
a panagio das nares nohrcs, e he ella que lioje
nos rene. Nossos olhos vSo-se levantar com
11 emorAo para a estatua de um re. cujo reinado
o to glorioso, quo benfico, juslificou sempre a
bella divisa:
O amor do poro minha recompensa!
Escrevem de Chrisliauia (Noruega) em 1 do no-
vembro, o secuiule:
O guarda das insiguias do reino de Noruega re-
cebeu ha dias do governo, a ordem de remelter pa-
ra Slokholmo o estandarte real que fazia parte das
GOIARCl DE NAZARETII
6 de fevereiro.
Nesle momento, que sao (i horas da manhaa, os si-
nos da cidade annunciam ler deixado de existir mais
urna crealura. Quem morreria He o que lodos in-
dagan! : foi urna mulherda ruada Palha, a qual di-
zem ter ido assassinada por um soldado do destaca-
mento, a noite pasuda. O pormenores desle suc-
cesso ainda sao ignorados ( ao menos por mim ), sa-
bendo-sc apenas que a dila miilher fura encontrada
em sua casa com o roslo contuso, assim como que
o soldado fra immediatamente preso pelo cadele
Simoes.
He este o nico coso alleulalorio da seguranca in-
dividual, que lenho de Iransmiltir-lhe por boje.
Nao foi s Goianna quem merceeu a visita de um
reprcsenlanle da nacao : o Sr; dcpnlado, Dr. Fran-
cisco Carlos Brandao, dignou-sc vir lamhem a esta
cidade. onde passou a dia de sabbado (3) e onde fra
muilo bem aculhidoj por lodos, seguindo daqui para
n eugonho do Sr. leiK'ile-coronel I.uiz de All.uquor-
que Maranho, nndailie fra oflerecido pelo mesmo
senhor um janlar epltbJ,iilo, a que assisliram mu-
las pessoas de disliuccao da comarca de Pao-d'Alliu
e desta, nolando-se cnlre oulras os Srs. Dr. juiz de
dircilo c commandanle superior da guarda nacional
daquella comarca ; c desta os Srs. Miciiles-cnroueis
llerculano Francisco Bandeira de Mello, Mauoel
Carneiro Cavalcanli de Laeerda e outros.
Quasi lodos os que assisliram ao janlar do Sr. Ma-
ranho. vieramao Iheatro nesta cidade, findoo qual,
cada um rctirou-se para o lugar do seu domicilio.
Acho bem conveniente essas visitas feilas s locali-
dades por pessoas, que estilo na psito do Sr. Dr.
BrandHo, quero dizer, que gozam do duplo carcter
de depulados geracs c provinciaes ; porque poem-sc
mclhormenle a par das necessidades de cada urna
das mesmas localidades e dos seus recursos, para em
lempo competente saber applicar o remedio a aquel-
lase ajudarao desenvolvimenlo deslcs ; alm do que
eslreila as relaces.adqnire novas.e conhece pratica-
mcnle do nosso alrazo, ou do grao de civilisacao, a
que por ventura tendamos atlingido.
A pei;a, que nessa noile, islo he, na noite de do-
mingo (4) subi a scena, foi a inliluladaAs duas
rivaes Ingierasa qual foi optimamenle desempe-
ohada; e se nao realcou, como devora, foi isso por
falta de msica, visto como tendo esla desorgaoisa-
do-sc, dias anlcs, n3o foi possivel ao Sr. Santa Rosa
apresenlar urna orcheslra, como desejava, apezar de
ler feilo para isso alguns esforc,os, mandando ver m-
sicos j a I'o-d'Alho e j a Gcianna, os quaes nao
poderam vir por eslarem com outros compromclti-
1 lientos.
Reprsenle consla-me que o Sr. Sania Rosa man-
dara ver msica nessa capital para as segundes rc-
presentaces, as quaes nao s por isso, como por ou-
lras circunstancias devem ser muilo inlcressautcs,
esperando-se grande concurrencia.
Tcm causadu por aqui grande sensacao, pelas cir-
cumstaucias de que esl revestido, esse incendio alea-
do ua casa de D. Joaquina Maria Pereira Vianna ; e
mais ainda a detenerlo, por esse motivo, de certa
pessoa, cujo crdito nunca foi ao menos poslo cm
duvida ; pelo contrario, he altamente abonado por
lodos que oconhecem, enxergando lodos nesse alien-
lado alguma machinacao infernal para o perdercm.
Possa essa pessoa Iriumphar de supposires pur de-
ntis injuriosas ; possa ella rchabililar-se no couccilo
e eslima do todos, e recaia tolo o odioso de seuic-
Ihante rrime sobre quem o quiz perder I
A carne fresca lem conservado o prejo de ij rs.
por arroba, c a familia o de 73 a 89 rs. poralquci-
re, esperando-se que qualquer desses gneros su-
ba aida em seu proco daqui ale a entrada do in-
vern.
O peixe, lano fresco, como salprezo, esl caris-
simo.
Frurlas, apparccem algumas, mas de pessima qua.
lidade, e essas mesmas por alio preco.
O calor lem sido intenso uestes ltimos dias, e as
aguas j se vao lomando pessimas ; mas un. me enlis-
ta que isso tenha Irazido alguma alterar.m a salu-
bridade.
Alemos ver. A'.
(Caito particular.)
l;lo miuilinho : nunca os dedos de mo (ao delirada
percam seu natural movimento, para nos Irausmil-
lir tantas navidades. Nao pretendo mais exercer o
nolire cargo do correspondente da comarca, por re-
conhecer minha exiguidade, a faca de iao nobre e
distincto cavalleiro, quem detxo o campo livre para
a sua vonlade hraudir sua espada, c por causa 13o
jusla peco aosleilores, compadres c amigos que acei-
tero minina despedidas, vou cuidar smenlo das mi-
uli 1- obrigaces de beleguim c ver se pilho ccrla ra-
pariga, a quero dedico mcus all'cclos, para ser minha
futura consorte, c tratar de reivindicar a minha re-
de, que qu.iiido ausente de rasa, o capilao da Picada
lirou-mc, por ccrla conlinha que cu Ihe eslava a
dever.
Desculpc-mo as fallas, que foram involonlarias.
Saude no corpo, paz no espirito e lusio melal na
bolsa, eis o que a todos desoja.
O Pedro Cato.
dem )
anaatn
REPARTIDO DA POLICA.
Parle do dia 8 de fcvcreiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
dillerenlesparticipacoes hoje recebidas Beata rapar-
licao, consta que foram presos:
PelasubdelcL'acia da freguezia do Recite, o pre-
lo l.oureuco, cscravo de Arm>rtco de Frailas, por
tugido, e Antonio Correia do Nascimenlo, porbriga.
Pela subdelegada da freguezia de S. Jos, os
prclos Ignacio c Domingos, oscravos do major An-
lonio da Silva GtJSmlo, para seren casligados.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, o
pardo Vicente Ferreira, para retrata, a prala Maria.
por ferimenlos, Maria Francisca, Izaias Goncalves
do Sacramento, cu pretn Manuel, cscravo do Manoel
Ferreira dos Sanios, lodos para correcc.lo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernamhirco 8 de fevereiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Cunha c Fignciredo,
presidente da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paira Teixeira.
Srs. redactores.Um aununcio do Sr. capitn
lliesourciro do segundo balalhao de infanlaria da
guarda nacional desta cidade,publicado cm sen Dia-
rio de 8 do correte, obriga-roe a procurar lamhem
as colamnas dosla bem coneciluada gazeU, para ex-
plicar urna insinuacSo pouco honrosa coro que o Sr.
capilao lliesourciro quiz avillar-mc. Eis o caso:
Ha dous mezes, puuco mais ou menos, a ofliciali-
dade do mencionado segundo balalhao, d e que fai;o
parle, concordou cm pagar urna quanlia, que preci-
sava dispon.1er, a qual dividida am quolas sujeita-
va cada official ao pagamento de 2.55000 r?. Essas
quotas, segundo o coslume, sao arrecadadas polos ca-
pilaes de companhia, que as rccolhem a caixa para
dai-sc-lhes o destino conveniente.
lio de notar-te que o capito da companhia a que
pcrlenco, poucos dias depois do convenio de que
Iralci, rlirou-sc para o campo al ante hunlein, sem
que desde cniao exigis-c de mim a referida qnuta,
nein mesmo livossemos algum encontr ; porque cu
tamhem estiva fura da cidade.
Enlrelanto, conslando-me que algucm lachava-mc
de omisso cm salisfazer certas despezas, que pezam
sobre a caixa do balalhao, eu que mo achava quite
respeilo das mcusalidades e apenas devia a predic-
la quola, que s nao havia pago por nao nao me ter
sido exigida pelo capilao, pessoa competente, nem
por alguma mitra, procurei no dia G do correnle o
Sr. capilao thesouresro, e, na presenca doSr. alferes
Jos Ignacio de I.O)ol!a, cujo leslemunl.o invoco,
disse-lhe, que nao leuda sido sollicilado para pagar
a minha quola pelo capilao o Sr. Manoel Joaquim
Ferreira Esleves, que me informavam achar-se no
engenho Peres, passando a fesla, desejava que S. S.
(o capilao Ihesoureiro) receliesseaquella quanlia para
ser applicada ao fu.i convencionado, ao qoc S. S.
iienl.11111,1 ohjeccao offereceu.
Depois disto, para desmentir a maligna insinoacao
com que se prelendeu ferir a minha reputacjlo eu
annunciei em seu Diario del do correnle, que nada
devia ao balalhao, quer de mensalidades, quer de
quots, e pens que o meu annuncio nem levemen-
te feria o Sr. capilao lliesourciro, com quem nao se
poda entender; mas S. S. por um lu.ro de suscepti-
lidade enlcndeu que devia respouder-me, apresen-
(ando-nrc ao publico como um desses devedores, que
s paga ii instancias de alguem.
Convido a S. S. mui formal e solemnemente, para
que se digne de declararquem he esse alguem a
cujas instancias smente me delibcrei a pagar a mi-
nha quolae espero que se servir de indicar-mc o
alguem incgnito, que levanlou-me tal alcive, sob
pena de ser tido como pessoa de muilo pouco cri-
terio.
Com a resposla do Sr. capilao Ihesoureiro lalvez
eu tenha de voltar a seu estimavel Diario ; ontre-
lanlo asseguro-lhes, Srs. redactores,que sou de Vracs.
venerador e criado.
Cantillo Augusto Ferreira da Silra.
LITTERITIRA.
SEITAS RELIGIOSAS NO SECL'LO XIX.
Os Iivingianos e Ot santos do dia Gnal.
I. The Mormons or LatterDoy Saints, a conlem-
porary hislory, Loudn 1852 II. A S'arratice
oflicenls affecling Ihe posilion and lite prospecti
oflhc mitote Christian church. A few IVords
about Ircingism, London, 18i8. III. Puhlica-
ces diversas sobre a seila dos Mormes, Philadcl-
phia, 1852,
COMARCA DO LlNOEIRO
25 de jaaeiro.
Com a grande quanlidade dos mandados dos meus
jui/.es, nao poseo poupar lempo algum, para cun es-
pirito tranquillo cnticgar-ine a coll.eita das diversas
noticias dessa parlo da minha provincia, pois o iu-
comparavel esrrivSo Vello/o c seus companheirus,
zangados $i\ minha cspeculacAu, nao me censenleiu
por o p em ramo verde, e lenho por sla causa,
desiic n festa al esla dala, observado o regulanicnlo
de Iropa volante, com o malote as costas, notifican-
do leslcmuiihas para inslaurarflo de processos de
lanos malvados, que cxislein por esse oco do mun-
do, que molino fra, serem recrulados enviailos de
presente aos cheleados alliados, onde sem davida
dariam que fazer aos Russos e Cossacos. Eslava uro
dia destes recostado ao tronco de um frondoso Ja-
laba, a margero do ameno Sirigi, encantado com o
gorgeio de nm sabia, deixando passar a calmosa vi-
rarao do dia, quando vi passar meu compadre Nofa,
que mo foi entregando um Diario, em que se con-
linha uro artigo assignado pelo Astrlogo, que me
deu lal consolo, que logo senli urna frescura inex-
plicavel por todo esse curpinho, por ser csie rapaz
Ha um quarlo do seculo que as igrejas protestan-
tes leem visto produzir-se cmseu seio um movimen-
to digno da mais seria altcncao. A tendencia .1 au-
tonoma, que he o carcter dislinclivo dcslas igrejas,
gerou na Inglaterra c na Escossia consequencias cu-
ju alcance he diflicil de prever ; mas l.e nos F.-ia-
los-L'nidos principalmente que as manifestacoes
mais singulares teem-se multiplicado rcceiilemcntc;
he sobre as duas seilas americanas as dos Irvingi-
auos e a dos MormOcs que recabo a honra mais
ou menos apreciavel de ler formulado com mais au-
dacia as diuilrin..s qnedimanam da nova interpreta-
cao do protestantismo. Porlanlo a historia deslas
duas seilas (em cabimento, como capitulo de algu-
ma importancia, na historia das ideas religiosas do
seculo XIX. Procuraremos Iraca-la ou ao menos
cotejar aqui seus prineipacs clcmculos, segundo os
documentos mais dignos de fe.
O movimento religioso da America do Norte pren-
dc-se ao da Inglaterra c da Escossia por um lai.o
que tem sido pouco observado.'Este laco he o prin-
cipio de independencia da igreja para com o estado,
realisado com prudencia no reino-unido, e sem ros-
t icoo alen, do Atlntico. A lihcrdade religiosa es-
l quasi sempre cm relacto milito cstreila com a so-
ciedade poltica, em cujo seio dcser.volve-se. A--111
na Inglaterra, onde o governo existe nas roaos da
aristocracia, a igreja adoptou um rgimen iuleira-
monte aristocrtico. A auloridadc do monarcha na
ordem espiritual he ainda mais nominal do que na
temporal, c o poder portence realmente aos bispos
e aos grandes dignilarios : tal he a origem dessa li-
henlaile, dessa vida interior que, sabida da igreja
da Inglaterra, desenvolve-ae na igreja da Escossia c
chega a seus ltimos limites nos Estados-Unidos. Na
Escossia a igreja presbiteriana ( kirk o.Scolland)
aprsenla como na Inglaterra urna jerarchia aristo-
crtica, coro a simples diH/erenca de que a aristocra-
cia he mais suave lauto na igreja como 110 paiz, u3o
coustiluindo mais urna casta, mas tirando sua origem
da eleico. A autor i, hule pcrlonce aos a} nodos, com-
postos de depulados dos presbyterios, e estes de-
pulados leem ministros livremenle escomidos
pelas congregaroes. O presbylerianismo. escos-
scz porlanlo ja por si oonlcm o germen dos ele-
menlos do republicanismo religioso, c da separaeSo
que admilte entre a igreja ea autoridade temporal,
naturalmente se ha chegado a estabelecer como
principio que o estado nao deve imiscuir-se em
nciihuma questaode organisacao religiosa.
Foram estas as ideas que os presbylcrianos perse-
guidos levaram, alem mares, para a Nova-Inglaterra.
Ellas ainda foram desenvolvidas e fortificadas pela*
seilas dissidenles que mulplicar.-yn-so no seculo
X\ II c XVIII no seio do protestantismo anglicano.
O fundador dnsquakers, George Fox, adoplou como
principio fundamenlal de sua igreja, que a autorida-
de civil nao devia exercer direito algum sobre a
crenca religiosa. Depois dos quakers ; os indepen-
deotes, os cougregacionalistas, os universalistas, os
haplistas, parle dos mclhodistas, proclaniarain esse
mesmo principio da separado das igrejas e do esta-
do. A lihcrdade religiosa que exista de modo in-
cmplelo na Graa-Brclanlia, onde os disidentes
eram simplesmentc lolerados e a supremaca era da-
da a igreja anglicana toniou-se,;comoa lihcrdade po-
ltica, completa nos Eslados-lnidos.
Este novo paiz, ao principio povoado quasi exclu.
sivamcnle de.dissidentesque perteuciain s commu-
nhues as mais diversas, consagrou ero sua conslilui-
Co o que poderia chamar-sc autonoma dos cullos.
A rcligiao foi abandonada i conseieoeja privada;
suas maiiifeslaces foram reguladas por couvcnces
e associaces particulares, guando homens de u'ma
mesma f acham-se em numero sufficienle para fun-
dar urna igreja, podem rcuuir-se lvremente, esco-
Iher uro paslor, que umitas vezes fazem sagrar por
ministros de seila difl'crenle da sua. Ajudados por
alguns Idelogos fonniilain urna profissao de f, de-
pois aggregam-sc couforme julgam conveniente a
oulras seilas religiosas j exisleules. Esla indepen-
dencia das igrejas torna-se cada vez mais absolula na
America. Os lacus jerarchicos que exisliam nas sei-
las primitivas aflrouxam ou desappareccm nas no-
vas. Assim, em quanto os anlgos iiulependerries da-
vara a seus ynodos a auloridadc legislativa, os cou-
gregacionalistas s Iralaram de estabelecer commis-
ses eonsullalvas, considerando cada igre^j como um
corpo orsai.isado e munido de ludo quanlo he neces-
sario para preencher sua missao.
Tal he o movimento cujas ultimas consequencias
produzem-se boje sob forma Uto estranlia nas peque-
as coinmunhoes de que rcsla-nos Iracar a historia.
O espirito de separatismo moslra assim seu poder.
Sua aceta nao limila-se aos Estados-Unidos ; faz-se
sentir na Escossia mesmo, donde partir o primeiro
impulso dado as seilas americanas. Ha doze auno,
que ella fez nascer ahi grande scisroa, e inuitos pas-
tores renunciaran as vanlagcns de urna posicao no
seio da igreja ja otabclccida, alim de serem mais li-
ma cm sua fe. A tendencia dos niolhodislas fran'-
cezes, anteos, ele. ieva-os lambem a organisarem-se
cm communhues distinctas,las igrejas eslabelecidas e
assalariadas pelo estado. Apezar de caprichosas cx-
ageracocs, descohre-se Disto o signal de urna vida
religiosa que devenios esludar com allencao, se qui-
zermos apanhar em sua verdadeira tendencia o tra-
balho do espirito moderno no seio do chrisliaois-
mo.
I.
Algumas palavrai haslarao para mostrar como a
historia doi Monnoes e dos Irvingianos prende-se a
mesma historia do proteslaolismo. Duas tendencias
dislinclasdcscohrem-se desde a origem do movimen-
to religioso provocado pela reforma, a tendencia
raccionalisla e a tendencia myslica.~ A primeira
que comocou com Zivingli, fi representada pelo so-
cinanisinn, depois pelos unilarioida Inglaterra e
dos Estados-Unidos. Iransformando-se na Allema-
nha no racionalismo da escola exegelica e hegelia-
na. Esle protestantismo racionalisla que conU lam-
bem alguns adeptos enlre os calvinistes francezes o
hollandezes, lem-se conservado anles no estado de
doutrina scienlifica do que de religiao. Em certas
pocas lem dominado forlemente os nimos e gozado
de favor geral, porem nunca penelrou no culto. Exi-
gindo iutelligeiicias esclarecidas, pessoas versadas
nos conhecimentos histricos, elle nao falla imagi-
nado do vulgo, nem excita o eulliusiasmo, encerra-
do 110 circulo dos sabios e dos pensadores, uSo pode
aspirar a grande popularidade. Na Inglaterra, on-
de lem lomado urna forma mais religiosa que nun-
ca e sob o nome de unitarismo, lem-se constituido
cm igreja, o protestantismo racionalista nao conl
grande numero de adherenles dedicados e a.lqnire
poucos prosely tos. He certamcnle uos Estados-Gui-
dos que o unitarismo conla mais sectarios. Em Bos-
ton, estes formam a quinta parte da populacio e per-
lencem daase a mais rica e a mais esclarecida. Fo-
ram olio- que se puzeram a frente da inslruccao das
classes baixas ; alguns de seus ministros Chai.ing,
Sparks, Dewcy, adquirirn! grande repulaco de sa-
bios e virtuosos; mas Tora de Massachasells, nao
muilo loi.se, ja se UHoeuconlram lanos unitarios; os
quakers unilarius, que existem na Inglaterra e nos
Estados Unidos, nao voem suas fileiras engrossar
muito, e entre as numerosas sociedades de missoes
evanglicas, nao existe urna que perleoca cathego-
ria dos protestantes racionalistas. Os progressos des-
lcs sao lao lentos como os da inslruccao e das luzes
sobre que apoiam-se exclusivamente.
A respeilo du protestantismo, myslico acontece
cousa muilo diversa. Chamamos protestantismo
myslico aqnelle.quc prefere a inspiracao c as luzes da
graea s da razan e da ciencia. O protestantismo
mystico assim entendido faz da theologia urna intu-
cao, e nao um esludo puramente histrico e philoso-
phico.
e cujas figuras slo mais singulares, fornecem-lhes
fonle inesgotavel de explicaces e de iulerprctagoes.
Isaias, Ezequiel, Daniel, sao explicados nos senti-
dos os mais diversos, os mais contradictorios, e toda-
va o interprete protestante faz sobresahir cada vez
mais a clareza e a evidencia de sua explicacao. O
Apocalipsc, que reproduz com cores mais forles as
imagens e o cstylo dos prophelas, he mais que todo
o objecto da predileccilo dos rayslicos. Ahi as trevas
do pensaroeulo permitlem apresenlar vonlade to-
das as iiilcrpretases. Os prophelas hebreus s5o cor-
tamente pouco comprehensiveis; mas no lodo de
suas obras, em suas passagens prineipaes, lodos sao
concordes em reconhecer o annuncio dos grandes
aconlecimenlos que precederam ou acompanharam
a viuda do Mcssias e a dispersao do povo judaico. O
A poca I i pse pelo contrario que perteoce i religiao no-
va, o Apocalipse, que o apostlo bem amado do
Salvador escreveu pouco aules de subir a elle, nao
lem ainda recebido sua realisacao, segundo parece.
0 que signicam o drama mysleroso que ahi se
acha ilcscriplo, e as singulares, porm sublimes sce-
uas de que S. Joao em espirito foi tesiemunha? He
esta urna qiieslau a que qoasi todos os protestantes
dirigem-se.
A doulrina mais clara que resulla do Apocalipse
he a do millenio. O apostlo distingue duas ressur-
reiedes. Depois que o anjo do Senhor llver-se apo-
derado do graude dragao, lancando-o permtannos
uo abysmo, Clirislo reinar durante esle espato de
lempo com seos santos: he a primeira ressurreic.lo.
Quando estes mil anuos se completaren!, Satanaz sa-
ldr de sua pri-ao, e atormentar furiosamente as
uaces al o momento em que tiver logar o fim do
mundo. Doos far descer o fogo do co, o universo
ser consumido, a segunda ressurreicao lera lugar ;
depois nm co novo o urna nova trra apparecerao:
ser a nova Jerusalem, oude Dos habitar
com seus escolhidos. Este facto do reinado de
mil anuos de Chrislo que deve preceder ao
fim do mundo, he apresenlado no Apocalipse
de modo muito explcito para que possa con-
servir a menor duvida quem er realmente em sua
inspirarlo. O protestante mystico. reflecte com iu-
i|iiietarao sobre este numero mysleroso esacra-
mental, e esforra-se por descohrir a ligacSo' que
existe entre esta prophecia bastante clara e o restan-
te do livro. He o que explica a prodigiosa quanli-
dade de tratados e de commentarios sobre o Apoca-
lipse que lem apparecido entre os reformados e es-
pecialmente na Inglaterra. A maior parle desles li-
vros sao lidos e apreciados, e alguns, como provam
exemplos contemporneos, cheeam lerceira e
quarla edicao. Enlre os melhodislas da Suissa e da
1 loll.inda, quero dizer, entro os calvinistas extrema-
dos e anli-racionalislas. a quem temos ouvido esta
deoomiuacao, estas mesmas obras nao tem menos
aceilaco. Em certas familias religiosas, conslituem
a lei ora da tarde. Ha muito tompo que assim acon-
tece, e nao devenios esquecer qoe o grande Newton
deixra por algum lempo de continuar em suas ad-
miraveis descobcrlas para explicar tamhem o Apo-
calipse a sea modo.
O millciiarismo, que contara numerosos partida-
rios enlre os discpulos de S. JoSo c que os conser-
vou cm lodas as pocas cnlro oa calholieos, lornou-
se desle modo o filho adoptivo do protestantismo.
Todava para os reformados esta crenca durante
muilo lempo nSo passou de dogma accesrorio, que
n3o dependa essencialmcnle da consliluicao da igre-
ja, e que nao obrava directamente sobre o symbolo
c o callo. Ja nao aconleceu assim desde que certos
protestantes persuadiram-se, que o fim do mundo es-
lava prximo, e que o m'llemo oa o reinado de mil
annos ia completarle. Como o Apacalipse annun-
cia-nos formalmente novo co e nova Ierra, como
tudo denota que no fim dos secutes a lei que Chrislo
deu-nos sera mudada, e f ucceder-lhe-ha nova cons-
liluicao religiosa, estes protestantes dimitirn) que
parte dos dogmas hoje reconhecidos seriam modifi-
cados, que novos ritos viriam substituir osanligos,
em urna palavra, que ia dar-se nma phase religiosa
anloga a aquella que leve lugar quando o chrislia-
nismo deslhronou o mosaismo, 00 quando o roosas-
mo foi substituido religiao palriarchal. Assim ce-""
mo a poca emque Dos livera um povo escolhido
terminara, apesar de haver Jehovah annunciado a
Israel urna allianca eterna, o christianismo acabar
de sua vez poslo que os chrisiaoscahindo no mesmo
erro que os Judeos imaginero que a segunda allianca
deve durar sempre.
Estas ideas concorreram para que o millenUma
de cerlo modoso consliluisse, sendo escolhido para
ponto de partida de ontra religiao, aprego-ada como a
da igreja que Jesos Chrislo em pessoa lem degover-
ujsal o fim do mundo. O introductor desta religiao
foi uu
F'oi esla tendencia mystica desenvolvida em diver-
sos graos, c dirigida em sentidos difTerenles que fez
nasjer a grande maioria das seilas protestantes, des-
de os inelhodislas c os pielistas, al os recentes es-
piritualistas. Ella lio com effeilo o verdadeiro fun-
damento da religiao evanglica, pois que esla re-
pousa iiitciraracnle sobre a lcilura e a roedilacae da
Escripia Saula. Procuram inspirar-se dos senti-
mentos divinos que ahi sao derramados, e esla ins-
piraran he tida por 13o poderosa c formal, que fazem
dola um guia espiritual superior a lodos os outros.
Foi cm nome da Escriptora Santa que se fez a refor-
ma. A Biblia, distribuida com profuso passou pa-
ra as mos de lodos aeio nulas e sera commeularios
por que suppoc-su existir em seu texto verdadeiro
pudor de illuminac.-io. Nao he do.nii.ado por mera
curiosidado scienlifica c interesse histurico que o
protestante deve ter a Escriptura, como fizeram ues-
tes ltimos lempos os exegelas allemaes, mas para
possuir-se do sentido moral e religioso que ella en-
terra e qoe o espirito de Dos commmiica tanteaos
sunplires romo aos sabios que o procurara. As^im re-
ciinimendada, a lcilura da Biblia provoca a inspira-
cao individual, c desle modo o i:-prito-Sanlociivia-
do pur Jess Chrislo aos apstelos continua a forti-
ficar-nos, a consolar-nos cm nosea fe e nossas espe-
ran cas.
Todava os myslicos fazini escollia na Biblia ; pas-
sam rpidamente sobre aja livros do Anligo Testa-
mento ou do Novo que teem uro carcter puramente
narrativo, e appticam-ae de preferencia aos estudos
prophelicos dos livros, cujo sentido he mais obscuro
01 um sueco, Manoel Svedenborg, nascido em 1688.
Este Iheosopho dolado de conhecimentos prodigiosa-
mente extensos, comecra como homem eminente na
ciencia, sendo-ihe conferida a nobreza em rucompen-
-.1 de seus trabadlos ; mas para o fim da vida en-
Iregra-se exclusivamente a Iheorias religiosas, cuja
essenca consista no millenarismo. Esla doutrina j
nao era smpleamenle urna opioiao, mas urna reli-
giao pouco dislncta do christianismo. Elle reconhe-
cia as Ires phases ou pocas religiosas de que aca-
bamos de fallar, u christianismo, o mosaismo, a
religiSo de Noc e dos palriarchas. A' estas pocas fa-
zia preceder outra, a poca admica ou da religiao
de Adao, dillerenle em sua opiniao, da religiao de
Noc, o que reunido phase nova que elle aniiun-
ciava couslituia cinco pocas. Os reformadores re-
ligiosos de nossos das lem-se interessado muilo nes-
tis grandes divisos da histeria religiosa e moral da
humauidade, Sainl-Simon e Fourier livera as suas,
e em urna mullidao de escriplos socialistas o pro-
gresso da humanidade he assim classificado por co-
lumnas synopticas.
Svedcnhorg figurava estar em communicaco ria com o mundo inviaivel dos anjos e do* espirites ;
conversava com elles, e nas allucnao.oes que nada
haviam alterado sua inlelligencia, posloquc lives-
sem falcado suas ideas, suppuuhi viajar no univer-
so inlcllectual ou auprascnsivcl, de que trana a
carta e fazia urna descripcao minuciosa. Estas allu-
cinacOas loniaram-se contagiosas, perfeilamenle co-
mo as manifestacoes espirituaes, que fazem hoje tan-
to rumor, segundo se diz, nos Eslados-nidns, e fi-
zeram nascer una nova seila, a dos novos jsrusa-
lemilas. Nao a na Suecia, como na Ilollauda, em
Inglaterra e em geral em todos os paizes protestan-
tes, e as vezes mesmo era certos caulOes calholieos.
ella encontroii numerosos proselylus ; espalhou-se
principalmente nas cidades mannfacturelras ingle-
zas, cuja populaco ignorante era fcilmente sedu-
zida pelos sonhos do Iheosopho sueco. Mancheslcr ,
loruoii-se u grande centro do svcdenborgismo, qoe
(ransporlou-se depois para a America. Elle nao fez
ahi numerosas convende; todava clevou mutas
apellas o ainda boje tecrula prosely tes. Se a igreja
da nova Jerusalem nlo chegon dircclaraente a seu
lim, ao monos fez seos principios penetraren em
una rouliid.io derabec.is americanas e desta sorle
.leu nascimenlo a oulras seilas que em essenca li-
uhao as mesmas tendencias, as mesmas ideas que
ella. Por oxemplo, he do seio do sveilenborgianoa
que sahem na realidade as nocas luzes neto lighls,
cujas crearas formam com o protestantismo um
contraste uotavel, para que devam ser consii'eradas
adherenles de una religiao nova. Foi em 1803 quo
a doutrina dos neu-lighu germinou uo cerebro de
cinco ministros que abandonaran! a igreja presbyte-
riana e constituiram-se em corigregac.lo distincta que
fcz-se primeiramentedenomiuar Spring-field-presby-
i
MiiTinnn


DIARIO DE PERIWMEUCO, SEXTA FEIRA 9 DE FEVEREIRO DE 1855.
tery. Pelos aconlccimcnlos extraordinarios,lo que a
revoluc,ao t'rancea fura comcco, porsuadirara-sc que o lim do fundo iio eslava longe; e por islo
pregavam a exaltado do s millenic o, cnndcmnan-
do todas as crencas, todas as profis-r.es de T, lodos
os calhecisinos, e beben lo ero suas simplices ins-
pirares o, principio desuado* a consumir a f
nova. Todava anda lomavam a Biblia por poni de
par Mi, a Biblia, ho verdade, eslranhamenle expli-
cada. Mais lardea (citados espiritualistas s O dar
nina forma Ideolgica .1 sonlio! supersticioso, cuja in-
fluencia sobre 1 soeiedade americana remonlava a
uma dala jti antiga. Estas Iheorias sobre 1 existen-
cia das ahitas que Inrnam para fazer revelarles ao
vivos goisrim sempre de algum favor nos Estados-
Unidos. Conhccernos melhodislas que as linham por
verjadeiras e respeilaveis, sem adoptar todava to-
das a ideas do Ihtosopho sueco. Ora, sabe-se que
fol enlre os melhodislas, na familia Fox, eslabeleci-
da em Ilydesville, estado de New-York, que a as
manifeslacoes dos espirito o comecaram sol a for-
ma de pancadas (rapptngs^. As allacinac<1esa que se
tlevem esse* rumores, quando a fraude nao soccorre
os espiritos produziam-se frequentemeute entre os
riovoi jerusalemilas. O a esplritualismo p dos Ameri-
canos, como he claro, tem toda a ligarao com o seu
millenarismo.
Do eespiritaalismo do millenarismo para as no-
vas icilas americanas s ha que dar um passo. lie
realmente sol a influencia do millenarismo quo a
idea de ama renovara religiosa que deve preceder
o fim do mundo, se tem desde muitos annos apode-
rado de muitas caberas. Encontram-se na America
muilos ministros que sem admiltir ama reconslruc-
r.lo completa da religio, creern todavia que o lem-
po esl deshilado para uma nova pitase : sao prin-
cipalmente congregacionalslase universalistas. Mui-
tos j tem coinposlo para seu uso ama theelogia em
que entram as ideas philosophica? modernas. Sabe-
se que na America basta que a maioria dos mem-
bros de uma communhao reiigiosa adopte principios
noros, para que a minora por mais fiel quo seja
doulrina primitiva veja-se esbulhada de sua capella,
devendo os excluidos ir procurar igreja mais orlho-
y em outra parle. A Escriptura, disseram clles,
anda naodeu toda a luzquanta tinha de dar, be nina
fonle que nao pode seccar tilo cedo. Estamos alm
de I.utliero e Calvino qaanlo a nlelligencia, assim
como esles reformadores esliveram alm de S. Boa-
vnulur.iede S. Thomaz. Estas ideas conduziram a
dogmas de algnraa serte novos, a principios que es-
tilo em completo desaccordo com o velho protesta n-
lismo. E-tes chrislaos progressislas, que quanlo ao
mais approximam-se maito dos a lalitudinarios ,
jilmitlem que todos os horneas podem salvar-se
qi.alquer que seja sua cren^a. Benunciaram ao dog-
ma terrivcl da elernidade das penas, substiluindo-n
por uma especie de depuracSo gradual d'alma na ou-
tra vida. Horremos, dizem elles, cobcrlos de ma-
ciiUs provenientes das fallas commeltidas nesle mun-
do, e, segundo o numero e a eoormidade de-las fal-
t.is, ranisou menos lempo nos be necessario para ex-
piadas, purilirarmo-nos dellas e assim ebegarmos
aelerna bemavenlurauc. Eis pois o inferno, pode
dizer-sc, substituido pelo purgatorio entre os pro-
testantes, de cujas idas primitvasumadas mais en-
raizadas era a negacao do purgatorio.
O soeialismo.que se tem infiltrado nao s na Alle-
in.mha e na Franca, como na Inglaterra e nos Es-
tados-Unidos, veio|por assim dizer enxerlar-se nesle
movimen|o religioso. Annunciando uma regenera-
cao social completa, uma nova era para a publica e
as crencas chrisMas em progresso, elle offerece 11111
ponto do contacto muilo natural comas doulritias
myslicas de que Svedenberg foi pai. O millenaris-
mo presla-se maravilbosamenle t sua utopia, e o
Apocalypse subminislra-lbe prophecias, especie do
cvangclho para o su oso. Com effeito, j boje en-
contram-se entre os millenarios a inaior parte das
Iheorias que leem reapparecido as escolas social is-
'as, quasi todos combinara em fazer da nova Jerusa-
lem uma soeiedade civil e religiosa nolavelmcnle
adiantada nossa. A miseria ser abolida, e a con-
cordia mais perfeita reinar cnire lodos os cidadaos;
nao haver mais vicios, porque os vicios 11S0 acharo
mais moris tiem cmplices. Eslas crencas chrislan-
socialistas tiveram tal voga, que cerlos espiritualistas
ligaram-nas as suas deas extravagantes sobre as ma-
nfesiaoes dos espiritos ueste muudo. O etpiritua-
lisino, resaltado das pelolicas ou das allucinaces da
familia Fox, lende a consliluir-se em roligiiio, e esla
be a razao porque esforra-se em apropriar a si as
opinioesque boje grassam, e convcrle-las emarligos
de seu symbolo.
O jornal socialista dos Estados-Unidos, redigido
pelos amigos de M. Consideran!, moslra notavel pre-
dilecto pela dontriua dos espiritualistas,a seila a
que devenios a dansa de mezas. Em Mountain-Cor,
na Virginia, onde os espiritualistas leem por ebefe
cerlo personagem que inculca ser inspirado por S.
Paulo, iralialliaui com aciividade na redacto de um
novo Penlalheuco, que os espirilos do oulro mundo
dictam-lhes balendo as mesas ou fallando-Ibes ao
ouvido. Parece que este Penlalheuco ser a exposi-
5.10 de doulriuas socialistas liradas de Siinl-Simon,
do Augusto Comle e de Fourier. No banco de AI.
Proudhon, caja queda foi lao prematura, continua-
ra m coni vaulagem os mesmos socialislasde Chicago,
em Illinois. Em lugar de um conselbo de adminis-
trarlo composto de notabilidades da opiniao radical,
existe ama commissao melade de vivos, inelade de
" morios. Os morios sao as almas que mauifcslam
sua presenca por estrpitos e pancadas {rappings,
kinockings) e que anda na ootra rida oceupam-sc
com negocios commerciaes. As almas dos anligos
Sciudiuavos davam-se cara c a combales no co;
o paraso dos Americanos nao podia dcixar de ser
uma praca ou um banco comnicreial!
Vccm pois os leilores porque gradar.au operoo-se
o desenvulvimento do protestantismo mystico. Nas-
cendodo Apocalypse da lugar s Iheorias de Svcdeo-
borg. Penetrando nos Estados-Unidos, produz as
seilas milenarias e espiritualistas : cliega linaliuen-
te a alliar-se com o socialismo. O que-podc resultar
desla uniao 1 A historia dos Irvingiauos e dos Mor-
mes rai responder-nos.
II.
lia mais de vinte annos que cortos ministros escos-
sezes anounciaram uma renovarlo completa da igre-
ja de Christo, e predsseram que 1180 eslava longe o
lempo cm que o Espirito-Sanlo novamente enviara
seos dons a os fiis. A' idea de uma restaurarlo do
chrisliansmo primitivo, clles ligatama da approxi-
raaco do fim do mundo. Durante os ltimos mezes
de 1827, fizeram circular na (jrila-Brelanha um cs-
rriploquo so dizia ser emanado dos doze apostlos do
Espirilo-Santo, e que era dirigido a todos os patriar-
chas, arcebispos, bispos e quaesquer autoridades de
ordem espiritual, assim como aos imperadores, ris,
principes, soberanos c em geral aos depositarios do
poder entre as nares baptisudas. Nelle nnnuucia-
va-se formalmente que novos apostlos receberam a
mis-So de chamar o mundo christ.lo penitencia e
de prepararos caminhos do Sonhor, porque sen san-
rltiario ia edificar-se. hstas opiniOes singulares de-
ram-lugar a Iguma perseguirlo contra os ministros
sons propagadores e sectarios. Esles ministros que
eram na inaior parte Escossezes virara-so repellidos
da igreja nacional e toreados a constituir igreja a
parlo. O mais notavel desles pastores excluidos, era
um lal Eduardo Irving, ministro da igreja escosse/a
em Londres. E l en-le-iaslco dissideiite lornou se
um dos mais dedicados e arderiles apostlos do neo-
protostonli-mo. Expoi a crenra era uma renovarlo
eiVUta c no fim prximo do universo com lano ca-
lor, clevou-se do alio da tribuna ou eniscos escrip-
tos, UM .iberiamente contra o que cliamava corrupclto
do seculo, que arabou por tornar-se a alma da nova
seita. Foi considerado, por aquellos a quem consi-
gui convencer, como o enviado do Senhor, como
evangelista e prophela, e nesla qnalidade permanecen
al'sua morle, que leve lugar em S de dezembro de
Iti31, romo o ebefe, ou segundo se expressam os scus
discpulo-,o (inj'i da nova igreja.
Os Irviugianos, tal he o nome porque esles secta-
rios o ni breve corodfarima ser conbecdos na Ingla-
terra, eram em geral chrislaos muilo sinceros, de es-
pirito fraco o mysliro, desde muilo lempo alormcn-
tados pelo desejo de descubrir o verdadeiro raeio de
rdeanrar a salvacao. Parece que lano Irving como
seus discpulos dirigiram muitas vezes a Dos fre-
qucutes sopplcas, afimde obler as laxes do Espirilo-
Saulo e a volla de seus dons miraculosos, de que a
igreja eslava desde tanto lempo privada, fsislo elle
combinan com a- exbortaeOes que muitos pastore
aiiglieanns e presbylerianos desdo cerlo lempo fa-
ziam i suas ovcllias. Um desles pastores, M. Hal-
daiieSclemrt, dislinguira-se publicando um lirio,
em que convidava todos os liis a reuniremsuas sup-
plicas para o fin de obler nova corammiicaco do
Lspirito-Sanlo, e este livro, assim como muilos ser-
mes eloquentcs no mesmo sentido, pregados por
M. Ilugh M'Neile, fizera grande sensaciio. Segando
os Irringisnos, Dos escutou estas supplicas ardenlcs
c reiterada-, tiraras miracnlosas derramaram-sc sobre
os membros da ora igreja c dispertaran! assim o es-
pirito e a sanlidade do chrisliansmo primitivo, per-
didos desde muilo. Os novos apostlos do Espirito-
Santo e seus discpulos entraram na posse das pracas
extraordinarias que assignalaram a missao dos apos-
tlos de Christo. Tanto importa dizer que o dom
das linguas, o das prophecias, o de curar enfermos e
em geral de operar milagrea foram concedidos aos
Invirgianos Esles esiao a lal respeilo plenamente
convencidos, e citara como testemunhas oculares fac-
tos, que oppoem a critica incrdula.
Em sua organisacao, os Irviugianos empenham-se
em reproduzir as formas e a gerarebia da primen.,
soeiedade ebristiia, porque elles reprcenlam os
santos que compoem o reino de Jesas-Chrislo duran-
te o millenio. Este reino governado pelo Salvador
como grande sacerdote, lie administrado por (res es-
pecies do pastores a quem o Pilho de Dos delega scus
poderes, os bhpos ou anjos, os padres ou andaos,
os diconos. Cada uma deslas quatro ordens espiri-
'uaes lem o qnadruplo caraeter apostlico, prophe-
lico, evanglico pastoral. O anjo governa cada
igreja particular, asistido pelos andaos e diconos ;
mas o governo da igreja universal perlcnce a Dos,
ou por outra, he inspirado aos apostlos chamado8
pelo Espirito-Sanlo e que dependem direclamenle do
Senhor. S3o esles apostlos do Espirito Sanio que
designam os prophelns, os evangelistas e os pas-
tores escolhidos na elasse dos anjos ou inspecto-
res.
Os Irvngianosjaslificam esla gerarchia, apelando,
se nos actos dos apostlos, as epstolas, no Apoca-
lypse, e mesmo nos prnphclas do Antigo Testamento.
N,1o foi sena por usurpara, dizem elles, que
um dos anjos ou bispus, o de Boma, apoderou-se da
aulnridado. As funccoes'dc prophela teem estado
desde longo lempo abandonadas, cahiramem desaso,
porqueoschrisiaosdesprezaram a imposicao das maos
e a invocarao do Espirito Santo, por mcio das quaes
os apostlos commuuieavam c Faziam, segundo dizem, o acto de f, e o prophela
proferia sen orculo de conforinidnde com esle acto.
Os Irviugianos transporlaram esla pralica para sua
igreja. Entendcm elles que he preciso a maior pru-
dencia no excrcciodo dom deprophecia,porque o es-
pirito do mal imita muitas ve/.es a voz do Consola-
dor. Urnas vezes be o Espirito Sanio que falla pela
mesma bocea do prophela c que dicla-lbe aspalavras
queemprega, oolrasillumiua-lhea inlclligencia, dei-
xando-lhc livrc a escolha das expressoes.
.Na liturgia delles, no costme adoptado para seus
padres, os Irviugianos ainda se esforram por voltar
i igreja primitiva, apoiando-se em passagens positi-
vas do Novo Testamento. Seus dogmas nao encer-
rara exclusivismo. Os Irviugianos admiltem em seu
seio chrislaos de todas as communhoes e repeliera
com forra a idea de constituir uma seila parle.
Do pnuca importancia aos symbolos, s profissocs de
f, aos decretos e caones dos concilios, s bullas dos
papase dospalriarchas : a seus ollios nada disto pode
entreter a perteicSo na igreja e anda menos a sanli-
dade n'nlma. Dizem que'nao havia legislado dog-
mtica 110 lempo dos apstolas, c que era por islo os
fiis eram menos religiosos.
Os discpulos de Irving do somculc importancia
s formas litrgicas, aos sacramentos destinados a
nutrir a alma de pensamenlos santos e a recordar ao
chrislao sua mi-sao; laes, a supplica de todos os dias,
o oflicio da nianliaa e da larde, porquanlo va o ao
templo dtias vezcspor.dia,o baplismo c a commu-
nhflo. Por esle ultimo sacramento, approximam-sc
muilo mais dos calholicos do que todas as seilas pro-
testantes. A eucharistia, segundo clles dizem, tem
um carcter duplo, polo quo iudivisivel; be ao mes-
mo lempo o sacrificio do corpo c sangue de Christo c
a acrao de rccebe-lo como alimento. Todava clles
nao admitiera a presenra real na accepeao verdadeira
da palavra. Scmduvida, asduas especies loruara-sc
realmente o corpo e sangue do Salvador, mas ein-
quanlo s3o accilaspor Dcos como sacrificio, de tima
mancha cima do sensivcl. A substancia malcra!
do pao c do vuho nao desappareceu.
Os Irvingianos rccrularam c recrutam ainda nu-
merosos partidistas na Inglaterra, na Eseossia c na
Allemanha. Elles lambem os coutam na America,
e tcem boje missionarios em Pars. Suas assembloas
religiosas assemelham-se a muitos rcspeilos s dos
quakers e dos melhodislas. Nellas cabe grande pa-
pel inspirarao. |)e repente, no meio do oflicio, um
dos prophelas senlc-se sollicilado pelo Espirito San-
to. Eis que chega, grita elle, o esposado (bride-
oroowi) Immedialamenle a esla express3o favorita
romera a prnplielisar. Onlras vezes um dos fiis falla
|inguaseslranhas,eo milagre do Pentecostsrealisa-sc
frequentemenle. Muilas vezes dao-se tambem sce-
nas menos edificantes. He por exemplo um possesso
que se exorcisa. I Ihmameute, em ifma aldeia da Po-
merania, em Klcin-Schweisen, pela feslada Paschoa,
emquanlo es sectariosechavam-se reunidos 110 orato-
rio e enlrcgafam-sc a cnticos e supplicas, um delles
grilou que estara possuido.do dabo, o supplicou aos
assislenles que o fizessem expcllir quanlo anles.
Scu cnmpaiiheiros horrorisados dao-se pressa em
munir-se de bengalas c pozerara-se a castigar o
supposlo possesso cora repelidas bastonadas. O des-
granado soflreu este castigo cora uma coragem verda-
deramente estoica, e quando no fim de mcia hora os
golpes chtgavam parte superior do peito c ao dor-
so correspondente : cxpellido por rosso golpes lera subido conlinuada-
mcnlc c acha-sc ja na garganta, aperlai-me o pes-
coroque elle sabir infallivclmcnle pela bocea.
Assim o fizeram; o o desgranado expiran..... Seus
corapanheiros com lodo o sangue fri levarara o ca-
dver para um qnarlo visinho, c depois continua-
ram era seus cnticos c supplicas.
Foi principalmente pelo medo do fim do mundo
que o irvingismo fez progressos. Os grandes acon-
lecimentosque occorreram 110 romero de nossa re-
volurao sao para muilos os signaos precursores do
fim do universo, sempre adiado. Esla idea ainda
boje preaecupa muilosesprilos.cspecialmenlcaqucl-
les mais propensos ao rovslcismo e cuja f he mais
viva. Ella foi muilo gcneralisada entre os jan-
senistas desde o fin do seculo passado ale o comeco
dcsle, como pode verificar-se percorrendo seus es-
rriptos, principalmente os de Asfeld, de Duguet e
1I0 presidente Agier. A Babxlonia de que Irala-sc
no Apocalypse nao he smente Boma, dizem os
Irvingianos. Esla cidade he apenas uma das ras
ila eidade de confu-ao. O christanismo actual he
a grande Babxlonia. O inysterio da fornicaran c da
iniquidade tem hoje chegado a um ponto a que
nunca rhegara a Boma papal anles da reforma ;
mas esle eslado de cousas cm breve cessar, a igre-
ja de Boma como a da Inglaterra lera fim, c Jess
Christo sssomr por si mesmo a direcrao de sua
igreja. A Biblia simplemente nao basta para go-
veruar nossoseoracOcs, he preciso que o Espirito-
Santo nos Ilumine o dirija. Os noros santos nao
recriara ncni a perseguirao ncm as aecusarocs de
lieresia.ju-tilicain seu desaccordo com a igreja pro-
testante, como o fez o anuo prximo passado cm sua
defeza M. John Canfield Slcrling peranle a igreja
episcopal da Amrica. Sua linguagem, sua auda-
cia, suas convicres, c, podemos dizer lambem, sua
severa moraldade dam-lhe cerlos Iraros de seme-
lbanrn rom os priineiros cluislaos.
O mormoni-mo lem com a doulrina irvingana
grande semelbanca quanlo aos principios e mesmo
tgrlam os povos chrislaos, e leem principalmeulc
muita influencia sbreos espirilos crdulos da Ame-
rica.
Cada Iremor de Ierra deqne Ira lavara os jornac,
um cometa novamente descoberto, a queda de um
nieleon que so observa qualquer boato de guerra
que circulava, o nasriraenlo mniislruoso^de homciis
oa animaes, linalinenle qualquer acoulccimcnto
ainda pouco exlraordinario era representado pelo
prophela como um signal cerlo do lira prximo do
universo. Elle aeompanhava suas prodiceoes de ci-
lacSesda Biblia, de palavras do carcter inspirado e
em formula de jaculatorias que prodoziam muilo
effeito entre os homens simplices, que n3o fallam
no eslado de Ohio onde resida. Os nimos exal-
taram-seem seu favor c cm breve conseguio reunir
cm lomo de si discpulos articules que no 1. de ju-
nlio ile 1s:!ii l'orinaraiii na ridade de Fuxello seu
primeiro concilio sol a presidencia de Jos Smilh.
He desta poca que dala realmente a existencia
do mormonismo, mas a vocarao de seo prophela e
as ideas que ellesupgeric aos scus papalvos remon-
lavam mais alio. Desde sua infancia, Jos Smilh
recebera coniraunicara das luzes do Espirito Sanio
o lem-nos contado minuciosamente a historia em
paile verdadeira c era parle ficticia, porera mais
ficticia do que verdadeira de sua vocarao. Jos
-Smilh foi cedo slormentadu por prcoceupacocs re-
ligiosas e rellexoes sobre as cousas celestes. Poslo
que tivesse rerebidn de seu pai apenas educacao
muilo imperfeila, oceupando-se quasi exclusivamen-
te era (rabalhos agrcolas, seu espirito era por sat-
rela serio e reflcelido : diriga incessanlemcnlc a
Dcos fervorosas supplicas, afim de conhcecr quaes
erara as verdadeiras condiroes de salvarao. Ila-
veuilo-sc um da relirado para mu pequeo bosque,
nao longe da berdade paterna, vio de rcpenle como
que biliar um fogo do eco c Iluminar todo o bo-
risonlc. Como esla chamraa avancasse sem cessar,
o joven Jos esperava ver a folbagem incendiar-se
e ia relirar-se, quando vio se a s mesmo immedia-
lamenle cercado e penetrado cm lodo o seu ser de
una sonsacan indefinivcl. Seus olhos despregaram-
se cniao dos ohjeclos que o rodeavam c elle foi ar-
rchala lo n'uma visao celeste. Duas pessoas cajos
signaos eram absolutamente iilcnliros, vieram-lhe ao
encontr, annuncando-lhc que seus peccados llie
eram perdoados. Sem esla intervencao milagrosa.
Jos Smilh nao teria podido pretender o Ululo de
inspirado, porque elle mismo confessi que fura rru-
chnenlc leulado pelos poderes das trevas, e com-
quaiilo diga que rcsislira vigorosamente, v se que
a obsolvicao divina devia vir de propro-ilo po-lo
cm eslado de apparecer (liante de Dos. Pelo que
parece os dous dcscoiihecidos eram ou dous anjos
ou as duas prmeiras pessoas da Sanlissima Trinda-
de.
Desles seres celeste Jos Smilh soubc que as reli-
gie* da Ierra eslavam inquinadas de erro, e que
Dcos nao rcconhcca neuhuma por sua igreja e sen
reino. Promelterara-lhc que a verdadeira doulrina
nao lardaria a ser revelada, depois a vislo desvane-
ceu-sc, c elle tornando a s, conservou-se n'um es-
lado de calma c de paz iiulcsrriplivcis.
Talvez supponha-sc que o joven inspirado agur-
dou as supplicas o uas boas acedes o feliz, momen-
to em que a promessa quo llie tora feila devia reali-
sat-sc. Todavia asini nio nconlcccu. A nica cou-
sa que parece le-lo tocado foi o perdao que oblivc-
ra. Esle perdao permillio-lhe comnicller novos
peccados, entregar-se aos prazeres deslc mundo e
as loucuras da mocidade. Smilh contara certamen-
le com a rcini-sao de suas novas faltos, o nao se en-
gaitara. A >l de sclcmbro de 1S:1 a larde, o Se-
ihor veio visitar Smilh em sua propria morada. Sua
casa apparcceu toda cm cha ramas, c arrebatade.ain-
da cm extase vio um aojo que aununciava-lequc
scus peccados eram-lhe perdoados c que suas sup-
plicas foram ouyidas. Cerno reconheceu Smilh que
o visitador era um anjo-; Foi ccrlamenle por sua
semelbanca rom aquellos que nos dcscrevein as es-
rripluras: um veslidn pcrfeilamentc brancoescm
costuras, umolliar onde brilhavam ao mesmo lem-
po a energa e a doctira. O mensageiro divino 1ra-
/.ia-llie a alegre nocia do prximo rcslabelecimcn-
lo da allianra feito onlr'ora cora Israel. O Messias
devia brevcmenlc comecar seu reinado ueste mun-
do, reinado de paz e de felicidadc universal. Bes-
lava que cada um se preparaste para esse grande
aconleciracnto. Novo Nu, Smilh fura cscolhido pa-
ra receber as confidencias do Allissimo. O Evan-
gelbo eterno, o Evangelio completo devia ser pre-
gado a todas as iiagcs, c um povo novo ia ser pre-
parado pela f e. pela verdade para o reinado de
Dos sobre a Ierra. Nao se limitaran! a isto asad-
miraveis revelarles do anjo do Senhor. Smilh sou-
bc que os Indios da America eram descendentes de
uma das Iribus de Israel, que 110 lempo de sua emi-
gracaopara o Novo-Mundo formavam ainda um po-
vo esclarecido, que po-suia o conhecimenlo do ver-
dadeiro Dos c obtinham todos o; dias os efleilos de
sua graca c de suas heneaos. Entre elles exisliram
prophelas o cscriplores inspirados que receberam
ordem de consignar por escriplo a historia dos acon-
Iccimcntos mais importantes, eestes minaos (rans-
iiiillirain-se de geraro em gerarao al o momento
em que os filhosde Israel calorara cm uma extrema
perversdade. A maor parle da nacao pereceu i
mas o livro sanio que encerrara grande numero de
revelaees relativas ao fim dos seculos, tora deposi.
lado em lugar seguro, para ser assim suhlrahido as
maos daqucllcs que queriam dcslrui lo.Eis como
acabou a visao qne foi acouipanliada por Smilh de
circum-lanrias interiores semelhatites as que assig-
nalaram a primeira. Ella renovou-se ainda de noi-
te, e de cada vaz o anjoarcrescenlava alguraa cou-
sa s suas iurormac.es-
Finalmenle, nodia seguinle pela manliaa,-quan-
lo Jos Smilh sabia paro o sci trabalho ordinario,
Estando pois aua aulhentieldado tora de rontc-la-
jSo, s reslava uraa cousaa fazer.era inlerprcta-las.
\ einprezi teria sido das mais difllceis, se os que as
cuterraram nao houvessero prerinido a difllculdade,
collocando aos lados daas pedras transparentes
como cryslal, o engaslador como uma luneta
e quo eram o mesmo urim e o Ihumuim col-
locados oulr'ora no peiloral do grande sacerdole
habeao. Estas geminas, quo tanto preocuparan! a
curiosidade dos eruditos., serriam para consultar a
vonladc do Senhor c permlliam ler no luluru. Tal
era lambem o uzo que deviam fazer dellas os Ameri-
canos descendcnles dos Israelitas. Porlanlo ja nao
havia nercsstladc de philologo para derifrar os ca-
racteres egypcios reforinadoi, baslava a-e-lar a lu-
neta mgica sobre as laminas de que se Irata, c o
sentido dellas era revelado. Como auxilio deslas
lunetas maravilho-a-, Smilh Iraduzio todo o con-
tenilo das laminas, e assim escreveu o Livro de
M01 inon ou Historia dos povos aborignes da Ame-
rica, que um dos apostlos da seila, M.Juliu Tay-
lor Iraduzio para o franrez.
O a l.ivro de Mormoim emeeira muilas parles dis-
tinclas, Ira/endo cada uma dellas o nome do palriar-
eba son autor. Nephi, Jacob, Enos, Alma, Hclaman
linalinenle iMormon, cujo nome eslcndc-se a todo
o livro cque julga-sc ler coinposlo a ultima parle.
He esle palriarcha que nos ensina que os raracle-
res san do egxpcio reformado, lingua que estes Is-
raelitas preferirn! ao hebreu, parqueas ledras he-
braicas teriam tomado muilo lugar c as laminas nao
eram de largura sulBcienle. Islo he o que nos lera
a crer que as palavras do cgypcio reformado leem,
como as palavras (urcas do Bourgeois ('cntilhom-
mc a propriciladc de dizer toda uma phrase em
poucas s> tobas. Depois do l.ivro de Hormn 1
vera uma especie de o po-l-soriplum rujo autor
be 011 anjo do Senhor de nome Moroni que tora 011-
Iro'ra prophela entraos descendentes da Irib dej-
se, no continente americano. Foi Moroni que poz
os sellos nos aunaos, aconipanhando-os de uma cx-
hnrtocAo a seus iraiflos.
O Licro de Hormn he evidentemente um.i falsi-
licacao da Biblia, urna especie de irailacao confusa
to Gnesis, dos Livros dos Res, das Epstolas tos
Apostlos, c do Apocalypse. Nao s enconlram-se
ahi iinilaces muilo claras, como verdadeiroi plaga-
los. Todavia nao se podara dizer que para as pes-
soas honestos e habituadas a leitura da Escriptura
sania esle livro tosse desliluido de inlercsse. Pelo
ronlraro para aquellas que sao menos facis c mais
esclarecidas, os anachrimismos, as inverosimiIban-
gas, a cslranba disconconlancia dos noines liram ao
livro loda a auloiidadc. As prophecias pesias na
horca de pessoas anteriores a Christo, sobre sua viu-
da e o eslabeleciraento do chrisliansmo, as de Jess
mesmo, que suppe-se ler ido a America depois de
sua ressurreicao anuunciar seu evangelho aos filhos
de Israel, sao bastante claras para que se conheca
sua falsidade; mas nao aconteca tambem assim com
os orculos das sibyllas, inventados pelos primeiros
chrislaos? E nao obstante quaulos fiis dcixaram-se
engaar, al padres da igreja '!!
Tres povos liguram no licro de Mormon, o povo
de Jarei, cujos avt'is vieram para a Anerica depois
di confusao das linguas; o povo de Zarahemla, que
deixou Jerusalem no lempo do captiveiro de Sede-
cias; finalmente os descendentes de Ixhi, que lani-
bem abandonaram ucdade santa no lempo do mes-
mo rei mas no comero de seu reinado. Estes tres
povos oceupam no livro de Smilh lugar muilo desi,
gual; o primeiro, que pereceu, deixou laminas mys-
tenosas, cujo conlcudo cunslilue o icro de listher;
o segundo he apenas mencionado de passagem; o 1er-
ceiro faz verdaileiramenlc o assuinpto da Biblia no-
va. Elle divide-se cm Xephitat e Lamanilas. Os
Nephilas sao bous, os l.amanitas maos. Os primei-
ros dexam-se corromper por sua vez, c desapparc-
cein cm poniese de seu delicio. Os l.amanitas sos
ficam senboics da America, sao os Indios ou Pellcs-
l'ermtthas.
Como um homcm (,1o pouco Ilustrado como pare-
ce que Smtth tora pode compor uro livro scmelhan-
te'.' He o que se nao poderia explicar salisfacloria-
meule. Na origem das religics existe sempre algu-
ma cousa de mxstcrioso, de obscuro, que nao per-
muto a explicaro de muilos toctos extraordinario*
c que presla-sc singularmente a fo dos fiis. Dizem
o que parece verosmil, que Smitb nao he o autor de
seu livro. He um romance otUrjora composto por
um padre Salomao Spauldiug, Ata imaginacao tora
excitada pela descoberta do ai*g\idadcs americanas
nos arredores de New^SaternT onde babilava. Isto
leve lugar cm 1812. Elle emprestou seu manus-
crplo aos visinho-, que dcrain a esle romance o no-
me tle fiblia a'ouro (Golden Bible). O autor por um
artificio muilas vezes repelido, apregoava que esle
livro era obra de um dos ltimos descendentes de
uma raga extincla e por este motivo hava-o intitula-
do: Manuscripto achadtr{Manuscript found). O ro-
mance foi entregue a um impressor do Pittsbourg.
Da Peusilvania, de nome Patlerson. Este que acha-
va o livro extravagante e soppunha necessario adver-
tir o publico da liccao, quera um prefacio e um no-
vo titulo. Spauldiug recusou-n, e o manuscripto
conservou-e por milito tempo esquecido na lypogra-
phia de Pallerson, onde ura lal Siduey Bigdom veio
linaliiienle copia-lo; mas como depois passou a co-
pia para as raaos de Smilh ".' He o que nao sabemos
perfeitaraenle. Islo porera nao he cousa incxplca-
vcl: Rigdoui, que parece ler sido lao simples como
ignorante, veio a ser um dos primeirus discpulos do
novo prophela. Elle foi pois seu zole ou cmplice.
He todavia cerlo que a mulhcr, o socio, diversos a-
migos e o irmao de Salomao Spauldiug ailirmaram
sol juramento a idcnlidade das priucipaes parles do
itro de Mormon com o Manuscripto adiado.
Olanlo ao autor, morto cm 1816, he claro queja
nao podia depor contra seu plagiario, o prophela.
o mensageiro divino aprescnlou-se-lhe para ciiai- Naluralmcule Smilh sugeitou o romance do inno-
nar-lhc o lugar rayslerioso do deposito : Era na
grande estrada que vai de Palmyra a Canamligqa,
no condado de Ontario, estado de New-Vork, na
risinhanra da pequea aldeia de Manchcsler, que
babilava a familia de Smilh. A m.1o direila, sobre
o lado occidental de uraa alia collina havia uma ex-
cavaran, no fundo da qual enconlrava--e um peque-
no carocho formado de quatro pedras polidas, fe-
chadas por uma quinto. Foi ahi que Smilh coudu-
sitlo pelo anjo pode contemplar o precioso deposito
feilo ha trila seculos. Nesle momento elle foi
Iluminado pelas graras do Espirito Santo, os reos
abrram-se, a gloria do Senhor circumdou-o com seu
brilhn, pairando sobre sua calicha. O anjo disse-lhe
s Olha neo principe das trevas pasmo dianlc acom-
p inha lo de seu numeroso cortejo. Tildo islo te
he mostrado, coulinuou o mensageiro divino, o bem
e <> mal,o puro c o impuro, a gloriado Dos eo po-
der das trevas, afim de que (Soasas sempre distinguir
as duas potencias e le nao deixes nunca dirigir pela
m ; mas na podes anda obler o livro que vs, o
preccilo de Dos be formal s pelas supplicas c exac-
ta observancia de suaslei- podo-se adquirir as rou-
sas sanias. Ellas s3o destinadas n.lo para lornar-se
um mcio de riqueza c de poder, mas tnicamente
para glorificar seu nome.
Qualro annos decorreram sem que Smilh fosse jul-
gatlo digno de entrar na posse dos annaes sagrados,
comquanlo recebosse frequentemenle intonnaces
doanjoque linba se tornado seu genio familiar. Pe-
la inauha do dia 22 de selembro de i;s27 toi-lbe l-
nalmcnle entregue o precioso Ibesouro. O anjo do
Scnlror cnlregou-lhe Tullas de mclal que parecan
do ouro e que eslavam reunidas cm forma de livro.
Eslas laminas eram presas por Ircs annes, que as
atravessava a ledas. A espessura das folhas era
afgana analoga quanlo .i organisacao, posto que os ligeira, o sobre parle dellas via-se a appoclo de un
discpulos de Irving juhzacm que nada leen de sello mysleriow. Os caraeleresque coiiliubam estas
rommum como os tic Jos Smilh, .1 quem chamam laminas metallicas tinhaiii um aspcrlu cstranho e es-
cnviilos do demonio. A nova igreja dos Morrones; lavara dispostos em columnas. Smilh disse que erara
funda-se igualmente na idea do fim prximo do cartas egx peas. A julgar pelos vestigios que che-
ceule ministro a'transtormaccs appropriadas a seus
projerlos, e he aqu que oslcnta-se sen genio de
falsificador. Os erros grammalicaes, os anaclirniiis-
inos, abundam no Licro de. Mormon; mas, nos o
reptenos porque parece-nos que se lem depreciado
cxcessivamcnle a nova Biblia, todas estas fallas de-
sapparcceni no raeio da narrarlo, cuja easenca cap-
tiva a allencao. O livro pode nao ser inteiramente
approphado ao uosso espirilo e as nossas ideas; po-
rera esl inconlcstaveluieulc adaptado ao gosto de
muilos Americanos. Alan dislo, se os escriplos de
Smilh nao siio lodos de grande valor luterano, os
Mormoes felizmente encontraran! um Ihcolngo que
preslou sua causa o auxilio de sua dialctica e de
sua erudirao; foi Orson i'ralt, o advogado por ci-
cellcncia da nova revelarlo. Esle apostlo que or-
ganisou era Liverpool uma agencia de emigrar o
mormoniana he ura dos amigos do successor de Smi-
lh, Brigham Voung. Foi elle que eucarregou-se da
larefa de refular todas as objecees que suscilaram-
se a nova estrada que abrir Smilh, e que ameaea-
vam tomar-lhe a passagem. Orson Pralt be, como
todos os ministros protestantes, extremamente ver-
sado no conhecimenlo da Biblia e muilo applcado
cm descobrir os lexlos que podera justificar suas
ideas.
Seria entodonho inscrever aqu por extenso o cre-
do mormon (|). Todavia cxlrahinioso que he pro-
prio para completar o quadro que acabamos de Ira-
car da nova rcligiao. Omillircmos o que he pura c
siraplesmente lirado da f chrisiaa, a que s Mor-
moes Icein a prctenrao de pcrlcr.cer.
a Crcio que 11,10 h.i senSo ura sxslema verdadeiro
de doulrina e de culto religioso, revelado do eco aos
boincns, pelo qual possam ser dirigidos e governa-
dos, e obler a vida cierna; que esle nico syslema
verdadeiro foi revelado no principio do inundo peto
Creador o Pai do genero humano, manifeslando-se
ello mesmo a seus filhos e conversando coro'clles,
gentos lambem cnlraram nesle plano de salvar.io
segundo Jess Christo, na porque excrcesse seu
miuislerio pe-soal enlre elle-, mas porque seus apos-
tlos c o Espirito Sanio revelava-lhes sua existencia
e nprescnlava-lhes provas de que elle ressascitora
d'entrc os morios como rei e salvador dos homens;
que esto nico plano de salvacao foi corrompido c
alterado pelos judeos o os gentos, a poni que seus
principios verdadeiros e seu poder os homens desde
longos seculos perderam de vista, c cm neuhuma
parte os coraprehendem e possucm cm sua plenitu-
dc: donde provem nasa anarebia universal, cssas
guerras inlcrminavcis que leem desolado a Ierra e
Iransviado o espirito humano.
Tal ha, reduzida a alguns pontos essencacs, a re-
veladlo mormoniana. Bcfcrimos parle da historia
de sea prophela. Desde que a nova revelar.ao en-
conlra adeptos j nao he a vida de Smilh, sao os
progressos de toda uma'seila que temos de acom-
panbar,
III.
A propria familia de Jos Smilh foi nma das pr-
meiras que collocaram-se sol sua handeira. Pouco
depois do concilio tle Fayelle, o nnmero dos adhe-
renles elevava-sc a trinta. Smilh comecou a dar o
baplismo por mersao, c (para facilitar a adminis-
Iracao deslc sacramento fez construir uma comporto
cm uma rorrenle que exislia nos arredores da eida-
de de Fayelle. A populara queolhara com mos
olhos para o novo prophela c que de ordinario nao
espera por Irihunaes para executir os preccilos do
que chima juslica, destruo a comporta, laucando
gritos c anieaca- contra Smilh c ossens, c Iralando-o
por impostor c velhaco. O prophela nao deixou-se
Intimidar por esle primeiro sympioma de persegui-
cao. Peranle todos coufessou humildemente sua vida
pasuda. nao dissiniolando scus erros e loucuras;
mas aecrcscenlou com firmeza, aom apparencia de
profuinla conviccao que o senhor perdoara-lhc seus
peccados. lora o Senhor que cm seus insondaveis
designios o c-riilbera, apesar de fraco e peccador
como ora, para instrumento de sua gloria, o Sou
sem lellras, sera inslruccao, dizia elle; mas S. Pedro
nao fon tao ignorante como eu' S. Jo.lo e oulros
apostlos que Jess Christo clegeu nao foram tira-
dos do condicao lo humilde como a minha ? Nao
pode Dos repetir o que j fizera uma vez"! s Esto
allocucao produzio elleilo; fortificou a f do pequeo
numero tle scusdiscipulos, e fez calar alguns de scus
adversarios. Quanlo aos oulros, seu odio mais se
escandeca. Elles modilaram projerlos de vinganc.i
contra J. Smilh. O novo enviado de Dos sentio que
sua eloquencia lalvez nao ohlivessc o mesmo resolta-
do iluas vetes; por islo aban loiiou com sua familia
Palmyra c Fayelle, e foi residir era Hertland, pe-
quea eidade situada, como Fayelle no esla lo de
Ohio.
A perseguirn fez apparecer enlre os Mormoes a
idea de cinigracao. 'I ial.ir.un immedialamenle de
ir escolher no Far-Wcst algum territorio onde po-
dessem cura seguraoea pralicar sua' nova religiao.
Para essa descoberta cnviarain ura delles, chamado
Olvicr Cowdery, que vollou logo depois fazemlo 11.
ma narrado (an favoraxel sobre a belleza, a feriili-
dade do condado de Jacksnn no Missouri, qae Smilh
delerminou-se a r examinar esta nova ierra promel-
lida. Em companhia de alguns dos seus mais arden-
tes apostlos, chegou com dilliculdade e depois de
uraa viagcmtle mais de mez ao Missouri. O novo
prophela approvou a escolha que fizera Cowdery, e
lomou a resolucao irrevogavcl de ficar no Missouri a
Soca-Sitio. Por isto desde o primeiro domingo de-
pois de sua rhegada, comecou a conrerter no meio
do descro uma mullitlao de Indios e de gastadores
allrahidos pela visla desles homens dsseonheeidos,
noramontc chegados. Conrerleu ao mormonisino
alguns detus ouvintcs, depois preparou ludo para
o prxima eslahclecimcnlo de sua coapnia. Encar-
regou a Marlin llarris, nm dos anjosar Dos, islo
he, um dos bispos ta nova igreja, do cuidado desse
pequero rebanbo. Depois de haver cscolhido a loca-
'idade para o novo templo e de o ler consagrado so-
Icmncmenlc, coulinuou o caminho de Hirlland. A-
qui encontrara oa Hotoayque consoryaram-sc no gre-
mio de sua nova igreja, mas cujo numen nao cres-
cera era sua ausencia. Proseguindo com ardor infa-
Hgavel cm seu apostolado, Smilh percorreu cniao
parle tos Eslados-Uudos, pregando por lodosos
lados sua nova doulrina. O numero dos convertidos
augmculava lodos os dias, mas a esle successo aconi-
panhavam cerlos djsgoslos quo sodria o prophela.El-,
le viaTchentari'ui em sua nova igreja as divises, os
sebismas. Ja era sua volla a Misaaori, uma dcsaven-
i;a suscilara-sc enlre elle c um de scus discpulos
mais ardenlcs, Siduey Bigdom. Esle discpulo am-
bicioso aspirara a aulorida le suprema na commu-
nhao, e o prophela nao podera acabar a desavenga
sanao daudo-lhe o cargo imporlanlissirao de caixa do
banco mormonico; porque J. Smilh, que na qualida-
de de Americano entenda muilo bem de negocios
commercijes, para fazer prosperar sua commuuh,1o,
eslabelecera cm Hirlland um escriptorio, um deposi-
to de mercadorias e um moinho. Todavia Itigdiur.
nao tora o nico assallado dessas 'lenla^oes de Luci-
fer. Huiro, chamado E. Maclcllau, que achara
muilo fcil o processode revelarao usado por Smilh,
c que liuha mais inslruccao que Bigdom, quiz fallar
em nome do ceo. Um terreno chamado Ezra Boo-
Ih, dcnuucou do prophela como impostor e hornera
perverso, chegaudo a por era perigo sua rcpulacao e
seus dias. lio.lmenle obstculos de outra natureza
impedirara raomcnlaneamenle a execucao dos pru-
jeclos do lueosopho. Era lempo de dcixar Ohio que
amearava tornar-so Ierra de roaldijao, e lauto para
escapar a seus porseguldores como para saber o que
lornara-se o rclianho de Marlin llarris, que ficara
em Missouri, J. Smilh parti para l.uisville, sem-
pre amear,ado na viagem por seus inimigos, e obri-
gado a recorrer a protocolo do capitao do vapor cm
i|ue embarcara.
Smilh chegou em a Nova Siao a 26 de abril de
1832, c leve a satisfaga, lalvez inesperada, de adiar
no estado mais florcsccnle o campo que semeara a-
pressadamentc. O gr.lo germinara ceuluplicada-
meule. Elle foi rcccbiilo coro enlhusiasmo pelos
santos que esperavam com impaciencia sua chegada
e que o proclamaran seu prophela, seu senhor, o
grande sacerdole da nova igreja. Era sua ausencia, e
conforme a ordem que Dos dera por sua bocea em
sua parlida, haviam montado uraa mprensa, o W.
\V. i'hclps creara uro jornal meusal em favor da f
niornioiiica. Elle linba por titulo a strclla datar-
de c da maiihaa [BttHng an dmorning llar). Smi-
lh tonnou logo o projeelo de eslabeleccr um jornal
hebdomadario que luiiiou o Ululo de Soticiador do
Alto-Missouri tfpper Missouri Adcerliser]. Esles
jornaes inundaran o paz c os territorios ou estados
lisiamos das declainacocs inspiradas de Smilh c de
scus apostlos, (jraras a esle meio activo de publi-
cdade. o numen) dos Mo-moes em breve elevou-se
a dous ou Ires mil, a maior parle habitantes do Mis-
souri.
Tudo prosperara pois na Nova-Siao, ej n.lo era
ah que a presenca do prophela tozia-se necessaria.
Tinbam tleixado o mormonismo cm uma posicao bat-
anle critica no mcio das popular,-,,.- do Ohio. Smi-
lh leve pois de reliar a Hirlland para velar em seu
deposito, na sua herdade. do que elle como nanea
necessilara para occorrer s necessidades insepara-
veis de uma colonia nascenlc. A parlida do prophe-
la quasi lorna-se funesta a commuuhao que elle
suppunba estar dcfiiilivaraenlc constituida un Mis-
souri. Os habitantes dcste pas olhavaro para os
novos sdanos cora mos olhos. Pessoas de baixa
reputaco que se aggregaraui e elles linham aug-
nienladoas nrexenroes a seu respeilo. Mil aecusarocs
circularan contra clles. Di/ia-se que clles na reco-
nherian a propriedade, oque adnillian nao s a
commuuhao dos bens como a das muflieres. Por
betas ajoelhavam-sc diante do Senhor. De manhiU
linba lugar a mesma supplica ; depois conliuuavam
a viagom alravez dos partea anda os menos povoa-
dos.
Esla singular cxpedic.lo chamava a allenc.lo de
lodos quanlos a cnconlravam ; mas os Mormoes, que
linham tantas vezes experimentado perseguicao,
acaulelavam-se muilo de se darsm a eonhecer. Che-
gando a' margem da Illinois atravessaram-nu em-
barcados e foram acampar na distancia de dous das
de riagem, no lugar do um amigo cemilerio indio.
Era boa occasiao para o prophela recordar a histo-
ria maravilhsa do poro primiliro da America que
lera as laminas de melal. Elle fes carar a Ierra
quasi am pede profundidadesdescobro-se um es-
queleto enlre cujas ilhargas estar crarads uma sel-
la. Eniao reproduzio-se o milagre realisado outro-
ra 110 Egyplo pelo solitario Macario. O crneo de
um antigo Egx[icio ensillara ao anachoreta chrlsl.lo
a historia do hnmem a coja rabeca perloncera, da
mesma mam-ira Jos Smilh soube de loda a historia
do guerreiro cujos osos acabara tle descobrir : era
um rerto Zelph, morlo cm um grande, combato en-
lre os l.amanitas e os Nephilas, e que serria sob o
celebre prophela Omandago. Ela torea produzio
effeito; fortificou a fdos fiis lalvez um pouco aba-
lada por too tonga viagem. A caravana conlinuou sua
marcha, passou o Mississipi nao obstante as aniea-
ra- ila popularan que encontrn, e qne prctendeu
impedir que ella passasse do Illinois para o Missou-
ri. Os Mormoes linham a sua disposiclo um sobar-
co, e na altura em que alravessarsm u Mississipi,
esle rio nao linba menos de milha e meia de largu-
ra. Dous dias pois empregaram-se cm realisar c-la
diflicil passagem. Os santos suppunham chegar ao
tormo de suas fadigas ; achavam-sc finalmente na
visinhanra do paiz de que foram expellidos. Foi
enviada urna depulacaoao condado de Jackson, afim
de contrastar o resgate de todas as torras que os
Mormoes foram forjados a abandonar a' Indepen-
dencia ; mas apenas espalhou-se a noticia da rolla
da seila maldito reinou a acilaeao enlre os habi-
tantes de Missouri. Un celebre Campbell jurou
que havia de malar prophela e dar a carne a co-
mer as aves de rapia. Esle louco correu ao encon-
tr dos Mormoes. Seu barro afundou-sc ao pas-
sar o Missouri, c tanto elle como os seus corapanhei-
ros morreram afogados. Pods-se calcular que par-
tido tiraria Jos Smilh do fim inesperado de Camp-
bell. Esto morle deu lugar a uma nova reveladlo
que Dcos ciiviou-lhe para consolar os santos.
Todavia os Mormoes nao haviam chegado ao ter-
mo de suas provas. O cholera rebenlara enlre el-
les. Dchalde o prophela leutou curar os docnlcs
com a imposicao das roaos; o flagello prosegua ero
sua marcha, e J. Smilh leve de reconhecer
!|ll'
quando o grande Jehovah decreto a destruirn.
ninguem deve ir de encontr a' sua vontade. A
nica ronsolac.v. que procurou dar aos Mormoes
foi annunciar-lhcs que seus inimigos ainda linham
de soffrer mais da molestia do que clles, o que de
fado realisou-sc.
Finalmente o prophela chegou enlre os colonos do
condado de Clay : mas demorou-sc pouco em suas
cidades nascentcs. Deixou ahi o pequeo rebauho
que havia conduzido alravez de tantas dillirul lades,
e conlinuou o camiulio de Hirlland. Aperar das
perseguicoes, dos ataques incessanles promovidos
contra os Mormoes, seu numero aagmenlava todos
os dias. Todo o estado do Missouri apaixnnava-se
pro ou contra elles. Huanle este lempo, J. Smilh
procurava activar no Ohio suas operaces commer-
ciaes ; mas parece que ero sempre foram prospe-
ras, pois que no uutulio de 1837 seu banco foi obli-
gado a suspender os pagamentos, e lodo o dislriclo
de Hirlland achou-sc inundado de seu papis em
valor. O prophela s linba um recurso que era Dos,
tima revelarao ortlcnou-rlie que vollasse para o Mis-
souri e alii se eslabelecesse definitivamente.
A fgida era o grande meio de Smilh, e suas he-
giras contoro-sc por dezenas. Elle mudoo-se d<
note como verdadeiro banca-rolero, e foi ter quan-
do menos se esperava no condado de Clay, onde en-
conlroa sua igreja no mais triste estado. A anar-
ebia, o schisma, erguiam altivamente acabeea. O
theosopbo vio-se na soc
c de separar-se dj sjcus
Dcnunciuu esmo irai
da pi uncir,-, igreja t|a
que era quasi seu igi|
edade de dar grandes golpes
mais anligos e liis servo,
lores a Marlin llarris, hispo
MiiMouri, a Siduey Bigdom,
al no pontificado, c Olirie
Condcry que instilas vecesserria-lhe de cmbaixador,
e que alero ilyfto |ra 1 roa das tres testemunhas ila
.ulli.'iilicidadhj* laminas. A populaba to pai/.,
lu.til como non I eos MormOes, aproveilou-sc desla
l"-un.nara,a) car os santos em diversa- occasies.
de eslrondoem tod? a America. J. Smilh n.lo per-
da nenbu 111 a oc.asiao de se dar a eonhecer. Abri
r-orrespontjencia com muilos homens de eslado emi-
iicules-da Uniao, e acabou mesmo por aprescnlar-sc
em 18i candidato 1 presidencia da repblica. Lon-
ge de forlifica-lo na posicao que tomara, este cres-
ciraento de fama so servio para cxpo-lo mais aos li-
laques de scus inimigos. Pouco anles da candida-
tura de J. Smilh i presidencia, ja se llie havia fcito
uma emboscada. Habitantes do Missouri haviam
aproveitado sua presenca em Dixon, sobre a fron-
teira dcste eslado c do de Illinois, para apanhaiem-
no de sorpreza. Depois o antigo governsdor sub-li-
toto Boggs, que persegua os Mormoes com odio im-
placsvcl, fez exigir offlcialmente ao eslado de Illi-
nois a cxlradicao do prophela, afim de que podesse
ser julgado pelo jury do Missouri pelos arligos de
aecusarao ha muilo lempo dirigidos contra elle. Pa-
rece que para augmentar o maravilhoso desta histo-
ria, uma prophecia realisada de um modo eslrondoso
veio burlar os projeclos prfidos de Boggs. O con-
selhciro J. Arlington Bennet lomou a defeza dos
Mormoes e empenhoa os cidadaos de Illinois a nao
consenlirem na exlradicao de Smilh; elle annanciou
ormalmenle que as perseguicoes dirigidas contra a
nova seila brevemente redundaran! em dcsvanla-
gem de seu fim, que i. Smitb seria morto, anas que
esta morle s fara augmentar o nnmero de seo par-
'idislas, e que repellidos de todos os todos, um da
csiabcleccr-se-hiam alem dos^Monlagnes-Rocheuses,
onde formariam um estado poderoso.
Os perigos a que a soeiedade dos sant do dia fi-
nal achara-se exposta da parte de seus inimigos no
extenar, nao eram lalrez os mais temiveis. As di-
vises intestinas agitavam-na iomo nunca; os sebis-
mas e as heresas sao a chaga das relig'Oes que come-
caoi, e nenbuma tora menos isenla dellas que a dos
Morroes. Um lal Uigbee, que segundo parece,tora
aveuiurcro de muilo baixa cndilo, tornara-se iui-
raigo encarncado do prophela, enja f alias abraca-
ra. Acensado por este de harer seduzido muas
muflieres,e por i-lo expellido de Nauvoo, captol dus
sectarios, lligbee excitou lodos os reseulimentos con-
tra J. Smilh. Um doutor Fosler, niembro lambem
ila nova igreja, relorquio contra seu chele as aecusa-
cles de que Higbee fura objeclo, acensando o homem
de D-os de haver querido lazer da mulher delle Fos-
ler sua esposa espiritual. Fundou mesmo em Nau-
voo um jornal sob o titulo de Expositor, unicamen-
le dirigido contra J. Smilh, Esle como maire de
Xauvoo e com assislencia dos aldermans e do priu-
cipaes magistrados, todos Mormoes, condenou t
jornalisla imprudente, ordeoou a deslrnicao de sua
imprensa e a suppressao de seu jornal. Todos os
numeres desle foram queiraados. Fosler e l,aw,
seu cmplice foram obrigados a fugir e a procurar,
refugio na eidade de Carlhago, onde apresenlaram
-uas queixas.
A ventura de Foster e de Iligbu s> faziam coufir-
mar mais a populacao de Illinois na opiniao pouco
favorarel que faziam dos noros sedarios. A arsui-
c.lode poljgaraia e de maos coslumes que desde
tanto lempo se Ibes fazia, achava muilo clara jusli-
ficacao. As autoridades de Carthago.pois.tomaram a
defeza dis perseguidos, e havendo Fosler c Law aprc-
tentado uma queixa regular contra J. Smilh, seu
iranio Hxruine mais dezeseis pessoas que lomaram
parte no abuso de auloridade contra os redactores
1I0 Expositor, inlimou-se ordem ao maire de Naroo
e a seus correos para que se apreseolaisem peranle
o tribunal de Carlhago. Os Mormoes que seuliam-
se mais poderosos do que nunca e quo haviam forti-
ficado sua eidade, recusaram obedecer notificacao
disautoridadcsdocoudado.e declararan! sua intoncao
de antes combaler afea ultima eilremidade, do que
entregar seu prophela.
Quando cm Illinois sonbe-se do precedimento dos
habitantes de Nauvoo, houve agtacao geral. Uns
suslentovam os sectarios; oulros, e destoser o maior
aomero. pronunciaram-se enrgicamente coul.a
elles. Era para recetor uma lula semelhanlc a
aquella de que o Missouri tora Ihealro. O governa.
dor do estado, M. Ford, recei.mdo effusao de sau-
gue, conseguio que os dous irmaos Smilh compare-
cessem voluntoriamenle peranle o tribunal do con-
dailo, e deu sua palavra, empenhou a honra do es-
lado cm que nenbuma illegalidadc se cnmmelleria
contra os Morroes e seu ebefe. Cm esta condicao,
Nauvoo devia abandonar saaallitudehostil, e a le-
giao que ella manliuha para sua defeza devia acei-
tar o commando de um oftidial do estado.
A paciencia, a perfeita maderacao de queJ. Smilh
dar provas em lodascslascoujuocluras sao realmen-
te notareis. Nunca parecer 13o conveucido da di-
vindade de sua mis-ao como quando eslivcra expos-
e procurar expelidos pjla segunda vez. Est.is.len-, iujje Iodo6-oiatlos, lro-rnterior' no cxleriop ; a a-
Ulvas vieran a dar Din um ataque recular no fim
de outubro de 18 (S, dirigido pela milicia do paiz
comraatidada pelo geuersl Doiiphan. As autorida-
des haviaro-se declarado delinilixamento contra o-
sectarios.
Depois do diversas conferencias, sorprenderam
os Mormoes,e massacrajram criielmenle muitos delles.
A nova igreja lornou-sle enlao inteiramenle militan-
le. Enlao scus membros s Iralaram de defender--!
priinei-amente, c, tlepjiis, de procurai um refugio no
Illinois. -O major gcijoral Clarkc. que commaiulaxa
as tropas do paiz, aiindnciava abei lamente o projeelo
de seu completo cxler/mnio. O prophela c seu irino
llyrum cahiram em lioder de seus inimigos, assim
como Ires dos priucipaes Monnocs. Os santos do
dia final defeiideuilofse, combalamao mesmo tempo
por suas propriedade* c por sua vida. Acensram-
os de Iraeao, como Se lies se houvcsem insurgido
conlra o estado de Missouri ; de -homicidio, por que
em um dos combates haviam morto alguns dos assal-
tanlcs; de lalrocinio, porque em consequencia des-
las lutos por meio de torca aunada, huuveram bens
saqueados c rouhiidos Jos e llyrum Smilh com
gramle difliculilade conseguirn! sua soltura, depois
de seis mezes de delenco c de soffrimentos. Por es-
le lempo, os babitontos de Missouri obrigavam os
Morroes, sempre sem tlefeza, a deixar seu eslabclc-
cimenlo, e no rigoroso invern de 1838 a IS), loda
a colonia foi inexoravclmcnle expedida sem ler lem-
po de contratar a venda de suas herdades. Obriga-
dos a refugiaran -se nos prados e as florestas, aquel -
les desgranados din pequeos grupos o na mais lerri-
vel nudez alcancarara o eslado de lllinois.onde feliz-
mente os esperava o acolhimeulo ho-pilaleiro dos he-
bilanlesamericanos c indgenas. Abriraro-se subs-
cript;esem sei| favor ; foram prvidos de herdades,
de moinho- e armazens. A -ociedade dos santos do
da final o enlrpu em um periodo de prosperidades
mundo. Assim como os Irvingianos, os [discpulos
de Smilh chamam-se mis aos oulros santos, s cora
adiuerenra de que arcrescentam aesle noraeas pa-
lavras do dia final ( lalltr dai saints ), porque he
em virtode desla calastrophe, a qual acreditara nao
esiar remla, que conservaas-se separados do resto
da cliri-landaiJe. escolhendo um genero de vida que
giram al nos, be do roppor qae Cbaupollion e seus
discipulos nao fossen precisaiucnlc do mesmo pare-
cer. Tal foi lanflieui a opiniao de uro sabio de Rew-
Vuik M. Charles Aullion, a quero um dos 110-
vtw convertidos, Marlin llarris, trouxe una copia
doscaracleresdesenterrados na ctlliqa deCuniorado
Todava a sciencia humana uio podia ler nada de
possa assegurar-lhc seulcnca favoravcl quando Dos rommum com a revelarao, c para os Morrones bas-
julgar solerouemonto suas crejluras. Para chega-
rcui a ura eslado de santidadeque os torne um po-
to que o anjo tenha dito a Jos Smitb que era egx-
pcio. Alera disto a objeccao que poderiam aprc-
vo esrolhido, os Mormoes esforcaro-se por lornarem sentar os egx ptologos contra a aulhenlicidade das
a eonsliluicao dos lempos. He precisamente o que
fazcm 05 Irvingianos, como ja vimos. Todavia os
Morroes vflo mais longe do que elles. Nao be o
Evangelho o nico livro que lomam por le e fun-
damento de sua orgauisarao : rcgnlam-.se lambem
pelo Antigo Testamento, renovando em seu proveto
a Ihencraria bblica. O fundador da seila Mormo-
laminas cabe por si mesma, pois quo Smilh aecrcs-
cenlou quecsles caracleres nao eram do cgj peto puro,
mas do rcfoamrdo ; he o que se le no mesmo livro.
Ora como nao sabcinqs era que consisti a reforma
que os descendentes de Israel fizeram soffrer a lin-
gua dos Hiraos, pode-seadmiltir que fosse bastante
profunda para que o novo cgypcio se nao asseme-
eiiviando-lhcs anjos, mandaudo-lhes vises, e com- '"ais que os jomacs mormOns desraenlissem oslas ac-
niano, Jos Smilh, cxplorou piimeiraniento esses Ihasseabsolulamente ao antigo. Estas laminas alem
reeeios do fim do mnndo que de lempos a lempos \ dislo Iraziaro o sigual da mais 'remonta antiguidade.
municando-thes o espirito de revelarao e de pro-
phecia; que esle nica plano tle salvacao o muilas
vezes pervertido e desconhecido pelos homens, de
sorlc que foi ncces-ario que o Pai do ceo e da Ierra
o revelas-e novamente pelos meamos nietos que no
principio; donde resullou a uecessidade d diversas
suspensas e nianifestocoes ila misericordia divina
para com os homens cm difierenles pocas c em di-
versos paites ( No, Alirahain, Moyss. lona Banda-
la). Cremos que Jesus;Chrislo, o Messias, depois de
sua ressurmgaominislrou pcssoalinenle cssas graras
aos judeos na Palestina, aos restos da tribu de Jos
na America, s dez tribus de Israel perdidas nos
pazcs do Norte, aos espiritos encarcerados, ou a a-
quclles que morreram autos do Evangelho, e que
por esle raudo o Evangelho e o reino de Dos 0-1,1-
belcceram-sc as difierenles parles da Ierra; qae os
(1) Esle credo foi inserido na Estrella do Deteret,
orgiio tln igreja de Jess Christo e dos santos do'Jia
final, puiilii-.nl,! em Parisem dezernbro de 18.il enos
mezes seguales por Joao Taylor.
tu-; res, ellas nao dcixavam de gaohar crdito. E
depois o caraclerde poro esrolhido que os sectarios
se .-itliibiiiain dava-lhcs esse mesmo orgulho, essa
me-ina avenan dos inflis, que faziam delostsr ns
Judeos das oulras nacOes. Teiliia-se das .Mormoes
lauto naia quanlo clles rolo orcullavam a esporanca
de um i'.ia virem a sor senhores de lodo o Missouri.
Gcrmens tic disscnr.o c de schisma vinham anula
complicar sua posic,1o.
J. Smilh deciilio-sc a partir para a ora colonia
do ronda lo dcCIay, afim de animar os Irabalbos cora
sua presenra. Organisou uma caravana a de mato
de 183, e lomou o caniiuho do Illinois. Nada of-
torecia a-pcelo mais singular do que o pequeo
excrcilo inorinonauo que ia rcunir-se a seus irmaos
do descro. Os mancebos iain na frcnle armados;
seguiaui depois os velbos e os dilfercutes membros
do sacerdocio ; alraz delles ia uma tonga comitiva
de carros ebrios do utensilios e de irslruinenlos de
loda a ualureza. Carainhava-sc pouco por dia. To-
das as Urdes arraavam-sc tondas, e ao som das (ron-
que toiassigua ado como sempre por numerosas con-
versdes. Fui 110 raeio do sua igreja regenerada
queJ. Smitb, -ahindo da pri-.io, veio subilameule
ipparener pela primavera de 1839. Elle rcanimou
com sua eloquencia o enlhusiasmo de seas sequazes e
chaniou tle lo los os pontos dos Estados-Unidos para
o Illiuois aquoiles que al)rar,aram sua religiao, con-
vidando-os a vir Irazer a Jerusalem o soccorro
de scus bracos c de seu dinheiro.
O grande dpsenvolvimenlo que a seila mormonia-
na tomou no llllinois inspirou a seus adlicrcntos uma
ronliaiic 1 que favorecen a causa dos lllcrday saints.
Elles organisjrara missOes na Inglaterra, e em 18W
o numero dos convenidos na liraa liretanba elcrava-
se ja a dez mil. No auno seguinle um dos apostlos
Lourcnro SnAw, apresentava n rainha Victoria e ao
principe Alberto um exemplar dos l.ivro des Mor-
rnons. Par* dos novos convertidos foram rennir-se
a scus correligionarios e engrossar a populacao ja
bastante considera! el de sua colonia. A conslrur-
eao de ana magnifica igreja, ceja belleza e sump-
luosiilade, alem dislo 'os jornaes mormnns, que
haviam rcappareciilo sob melhores auspicios, exage-
raram muilo, foi levada com grande aclividade. Jos
Smitb, que de mais a mais pelo que se passara, re-
mullen,! a uecessidade de forra armada, organisou
nm corpo de tropa de que fez-se o tencnle-gencral.
Elle passou muilas vezes revista com app.1r.1lo e na
presenca de cslrangciros, a essa legiao de aillos cm
que loda a sua familia orcupava postos.
A cifra dos Mormfies elevava-se a cniao moto c
rincociilc mil. J. Si^ilh presidiaran incrivcl acli-
vidailc a ajuiinistracau da colonia, deixando as ar-
mas para examinar as operares connerciaes da
communhao.que eram seu grande meio do reemso,
ou as culturas que prosperavan a olhos vistos, e as
vezes abandonando seus irmaos para ir levar aos set-
v.ieens indios do Illinois o que chamava a palavra
da rida. Desgraciadamente esla era de grandeza nao
foi de muilo longa dnrac.3o. A arersao que os seda-
rios linham dispertado conlra si nos condados de
Jackson e de Clay cm breve deelarou-se lambem no
eslado de Illinois, o poder dos Morroes inspira-
ra alem disto legitimas apprehensop-. Suas prclcn-
ces a gove narein-se por si mesmos c a declinar a
autoridade do estado foi a primeira occasiao de hosti-
lidades. Sua prosperidade cninecava a fazer gran-
laques coulra sua vida e sua repulaco. Visos,
apparicOes de anjos vinhao fortificar sua coragem e
inspirar-Ule uma energa que sabia conciliar com a
resignacao e a docura. o Eu von, diz elle a scus
irmaos de Nauvoo, deixs ndo-os para ir a Carlhago,
como o cordeiro para o maladouro; estoo porem cal-
ino como una manhaa de esli, Icnho consciencia de
que n3o offend a ninguem, morrerei innocente.
.1. Smilh linba muilo justo prcsenlimenlo do que o
esperara cm Carlhago, u.lo obslanle as garantas da-
das pelo governattor. Apenas entrn com llxrum
na prisao tiesto eidade, a populara nao esperando o
resultado do precesao dirigido contra elle, fez asmas
reunir de ameacas e de gritos de vinganca. A
milicia cm voz de manler a ordem. fez causa com-
mum com os agitadores. Os Mormoes naturalmen-
te milito inquietos sobre a surte de seus apostlos
exigiarm que uma grande guarda fosse posto prisao.
Pela maiiliaa do dia 16 de juoho da 184, o gover-
nador riera visitar os presos e Ibes segurar sua
proteo;,'m conlra a- violencias de que eram nices-
sanlemenle araeaados. Logo depois espalhou-se
11,1 ci lade o boato de que prelendia-se soltar os
Mormoes e qus o governador eslava combinado com
ellos. Uro bando de miseraveis grilou que, ja que
le nao podia altingi-los,seria a plvora ea baila que
as i,o am punir. No dia seguinle pelas seto horas da
larde um grupo de qua^.i duzentos homens mascara-
los para nao seren conhecidos, forcou a porto da
prisilo e penelrou no quarto onde aehavtu-se aquel-
tos que a prucuravam. Os Smilh consulto vara etiblp
conidou- tle seos amigos. Os furiososaliraram. llyrum
foi o primeiro qae cabio gritando, a Estou morlo.o
Jos procurou sellar pela janella, mas anles de con-
segui-lo foi ferido o expirou |ironuuciaiiil > eslas
palavras a Senhor Mea Dos! Finalmente mu
dos oulros dous Morroes foi ferido gravemente, mas
leve a felcidade de reslabelecer-se dos feriraentos
que receben.
Esta conspiracilo produzio um efleilo deploravcl ;
coosternou a lodos quaulos sendo oppostos a doulri-
na dos Mormoes, censuraran! todara qualquer vio-
lencia exercida conlra elles; fez de J. Smtli um
marlyr, e lodos os seus detractores emudeccram
peranle seu cadver ; o enlhusiasmo, o tonalismo da
uova igreja augmentaran!. Comecaram a circular mil
legendas que se atlrlbuiam ao prophela. Como seus
assassinos nao foram descobortos ncm encontrado'
seu cadver, a imagin,nao dos sectarios enlregou-
se livrcmcnlc a phanlasias. Compararam Smilh a
Moiss e a Jess Christo, cujo corpo lambem de sap-
pareecra. Os Mormoes reuniram sua legiao e con-
servaram-sc debaixo de armas, lardo para sua defe-
za I vi-lo como au sabiam se novas crueldades le-
riain lugar contra clles) como para celebrar as exe-
quias dos dous marlyrcs. Eslas exequias foram cele-
bradas com a maior pompa, e presididas pelo irmao
mais moco do prophela, Samuel 11. Smilh, que so-
uexixeu pouca- semanas a seus irmaos mais velbos.
O governador For-I. teniendo a vinganca dos Mor-
moes, procurou acalma-tos por uma supplica, era
que todavia deixara entrever quo repellria com
cnergi.i qualquer aggressSo de sua parle ; lorore, po-
rro, de cnidarem em represalia-, os Momc- (es-
lemunharam as disposices mais pacficas. Aunuirsm
mesmo a entregar suasannas.com tanto que scus
ilvcrsarios fosseai desarmados, e prolcslaram sua
submissao as leis.
A seita, pcnleiulo o seu dicto, ia lessar |>r uma
nova criic. Os fiis eonheciam que deviam afaslar
ludo o obstculo exterior afim de rencer os inicrio*
res. Tratando-so de substituir J. Smilh, una rirali-
ilade lerrirel appareccra enlre Siduey Bigdtim e
ilrigham Voung, um dos doze apostlos. -> Ric/Jon
livera uma revelaran que or llenar a aos sanios aban-
iluna-sem Nsuroo e fossem c-tohelecer-se na Pensil-
rania. Esla ordem do co eslava em contiadicrao
coro ludo quanlo J. Smilh disse cm sua vida. Rig-
dom foi nolificado para comparecer peranle o tribu-
nal tos doze apstalos, entre os napes, alero de Bro-
ccgham Vouug, figuravam Beber C. Iliraball, Par-
la) A hierarchia morinaniana romo se vera mais
ahaixo roniprebeiule. alero de um prophela, doze
apostlos, setenta conselheiros e alguns uncaos ou
padres.
i
, I
\
MIITIIAII


OIIRIO DE PtRMMBUCO SEXTA FElRA 9 DE FVERllRO DE 1855.
V
%
ley P. Prall, Orson Hyde, Wiltard Richards, John
Taylor e Orson Prall. Risdoiu foi coudemuado oes-
te priiuciro conscllio. Assim vio-se com admiraran
que foram surcessiramcnle riscado* la sociedade
mormoniana seus verdadeiros fundadores, os pri-
meiros rompanlu'iros de J. Smilh ; Rigdom, Qav-
dery, Marlin Ilairis.
O sanio' do dia final demoraram-se apena dous
annos em Nauvoo sobre o governo do Brighnm
Young.que foi o siieeeseor de Smilh. Posto que a
seila nao cssasse de recrular adeptos no differen-
tei estados da Unilo, augmentando lodos os das a
populadlo de sua colonia no Illinois, os ataques, as
aecusaefies contra os sanios siiccediam-se sem inler-
upcSo. Sen grande publicista Phelps, em sen jor-
nal iuiilolado Times and .leaeons refulava-os como
pmlia. O templo por elles construido era o principal
assurapso di suas amplificar,oes lisonceiras. Elle
elevava-se como por encanto ; abundava dinlicir0
para fazer face s desperas de sua construccao, e lu-
do promettia ora edificio mais esplendido do qoe
nenhem de quanlos ergucram as rcligioes antigs,
O* Mormoes s chamavam a Nauvoo a Cidade-
Santa, a Cidade de Jos ; mas estas denominaces
I lies erara fataes, e a Cidade Sania era assallada
por cohortes promptas a reproduzirem contra a no-
va Jerusalem a obra de destruic,lo realisada contra
a antiga no lempo de Vespasiano. Urna vez, a po-
pulara anli-morraoniaui veio incendiar as casas e
os oelleiros possuidos pelos sectarios do sul do con-
dado de Uandcork ; onlra vez, eslabeleccram um
sitio regular contra Nauvoo. E-tes ataques foram
Uto reiterados que a nova igreja lomou o partido de
abandonarseu territorio c ir procurar anda em ou-
Ira parle sua Ierra da pfumisso.
Aqui comees o eiodo dos novos Israelas. O po-
vo escolhido, pois que os Mormoes j i formavam um
povo, depois de hivcr sefli ido os horrores de um as-
sedio em que foi bombardeado por tres das, dei-
xando o solo juncado de cadveres, fugio com gran-
de cuito em sclembro de 1846 na direceo do vale
do grande Lar-Sal, onde fundn seu cslabelecimen-
to definitivo. Quem dirigi os Mormoes na escolha
dcsle lerritoriii tao afastado de sua antiga morada '.'
Parece que andaram um pouco ao acaso. Sua via-
gem foi antes urna tuccessao de emigracSo, una
vida nmada do que urna expedirlo propriamenle
dila. Na frente foram batedores, que atravessaram
as Monlagnei-Rocheuses, viverara com os Indio*, le-
vando dipnle de si os robanhos que forneciam seu
alimento, e armando tendas em cada eslacSo ; longa
lileira de cairos condozia sua bagagem e graos de
que necessilavam para semear. Urna vez cslabele-
cidos no territorio de I'tah, ou como elles chamara-
no de Descre, semr'vaes, sem vlzinhos, unidos pela
necessidade de viver ; esclarecidos pela experiencia
de longossollrimentos, os Mormoes subuiellerain-se
a urna organisaeao que em pouco fez dclles nao urna
seita, mas ama nac,iio.
IV
A sociedade mormoniana he em grando'parlo mo-
delada pelo antigo povo de Israel : os sectarios lem
tirado da Biblia, do Antigo Testamento suas nnces
tbeologicas e suasdoulrinas polticas. Povo de Dos,
julgara-se governados dircclsmenlo por Dos, e o
leeni porseuchefe immedialo, desde logo foram ar-
raslados, como os Hebreos, porcm anda mais do
que elles, a representar Dos como re inleiramente
humano, quo (em nossas paiiOes, nossas ideas e al
nossa figura. J. Smilh em um de seus escriptos dis-
se-misque Dos he urna inlelligencia material orga-
nisada. que possue corpo e partes ; lem, segundo el-
le cntende, forma humana e pcrlence rcalraenlc a
nossa especie, posto que infinitamente superior a
nos em perfelcao ; don le resulta a negarlo do que
chamara obiquidade da Divindade. Jeliovah nao es-
11 ao mesmo lempo prsenle em toda a parto; be
mu .cihoorro que dala dos primeiros lempos ilo
christiaoisuio. Santo Epiphanio f.illou de certos he-
rticos que suslenlavain que Dos linba urna figura
humana.segundo a qual ohumem fora crcado,eoque
he para notar he que estes anlitopomorphistas con-
servavam lambem, como os Mormes, muilas pres-
cripjes judaicas, inspirados, como elles, da letlra
material daAntigo Testamento.
A constiluicao mormonica repousa sobre o cdigo
que lem por titulo: o Uero da Doutrina e das Al-
liancus da igreja de Jetus-Christo, dos tantos do
da finai ( segunda composco de J. Smilh, especie de Alco-
rnoque foi-ihe, como a Mahomet, revelado por um
anjo. Se Smilh nao foi ajudado na redaccao desla
segunda obra por Orson Prall, ellehavia realmente
adianlado muito como cscriptoi dep >s da sua Ira
ducojodas /Minina- de nuro. Os Mormoes sao ac-
tualmente goveruados por um propheta ou presi-
dente que he o representaste de Jcsus-Chrislo na
trra, um verdadeiro papa. Os Irvingianos, os Sanl-
Siin manos teem tambera o seu. '
A autocracia, como vem os leilores, he a forma
pgmitiva de quasi todas as religiSes. Abaizo do
propheta oxistem doze apostlos, depois um consc-
Iho chamado dos setenta, e cerlo numerode ancians,
de sacerdotes, de doutrinaiites e de diconos. leo
apostlo que ordena os diflerentes membrus desla
liicrarchii sacerdotal ; elle administra o pao e o vi-
lito que sao s emblema- ,la carne e do sangue de
Chrislo ; confirmaos baplisados dando-Ibes pela im-
nosiejiodaa mos o segundo baptismo, o do logo edo
Espirito Santo ; preside ;is assemblas e na sua falta
he substituido pelos anclaos. O padre prega, cnsina,
explica, exhorta ; na falla do 'apostlo, administra o
baplisroo e o sacramento ; visita os membros da
iat'ija emsuj morada, loma pSrle as supplicas que
fazem em suas necessidades, e pode tambem orde-
nar padres, doutrinantes e diconos. O doutrinanle
ajuda ao padre, prega a palavra sania, mas nao po-
de baplisar ocm dar a eurliaristia. Os anciaos sito
moneados por outros anciaos; compoem a adminis-
Iraeaoda igreja e rcunem-se de lempos a* lempos
em conferencias e em synodos.
Existem duas classes de sacerdocio, o de Melchi-
seaeeh e o do Aarao. He ao primeiro que pertence
a superioridade. popue Melchisedecli fra o grande
sacerdote de Dos, o homem commiseionado por
Chuto. O sacerdocio aronico pelo contrario nao
tinha senilo as chaves do ministerio dos anjos. O
sacerdocio de Melchisedecb lem autordade sobre
tojas as cousas santas, e o ministro desla elasse po-
de officiar em todas as igrejas. Os sacerdotes de
Aarao qne sXo invernados pelos bispos. s adminis-
Ir^m o baptismo de arrependimento ; os de Mel-
cliiscdech tem verdadciramenle as'chaves do. reino
dos ecos.
Os Mormoes procuran] approximar-se dos primei-
ro- christns, tanto nos ritos, como as jerarebias;
b.i tisam por immarsao, e o baptismo nao deve ser
adininislrado senao s pessoas que creem o so arre-
pendem conforme as paiavras de S. Marcos. Aqnel-
le que haplisa deve ser chamado e aulorisado por
Jcius-Chrislo ; elle mcrgulha com o calbecumeno na
agua baptismal, chamando a este por seu nome em
altas vozes. Esta ceremonia do baptismo por immer-
le um emblema frisante da purificai;ao d'alma ;
sobre imaginacoes vivas e irapressionaveis, exerce
urna aejao realmente poderosa. He por este moti-
vo que explicam se os progressos comideraveis ,-*,ue
oulra seita, a das baplislas, que administra o bap-
lisiio daquelle mo lo, faz incessantemente na Ame-
i'i.i, principalmente as classts inferiores, entre os
ne;ros e os gastadores do Far-ll'esi. Na California
a primein igreja protestante que se ronstruio foi
urna igreja kaptlsta, c o que admira he que um ilos
ramos dos baplislas, os gcneral-baptists, qne ubs-
lili iran n baptismo por aspersao ao baptismo |>or
miner-ao, teem em tn-jito menor progresso do que
os tlarlieutat-iapti.it; que pugnam pela mmersao.
se mesmo di/.er que he esle moilo de adminis-
trar o baptismo que conslitue a difTerenra essencial
eolre os sectarios baplislas e os outros protestantes.
Ellos Bao teem omdade di primeiros apostlos, Joflo Smilh, que pregava em
Inglaterra pelo principio do secuto XV11, fazia rou-
iva doutritio principalmente no baptismo
por iinmiu iTii
studarmos a estalistica das igrejas baplislas,
iff admna los de sen considernvel desenvohi-
mento. Na America j haviam em 1703 936 igrejas
de pnriinilar-Onptisis, 21) de gnural-bapUiU, 1-'
de "'tpi-tts-s/ilbalairri o. nutras *on:;regacoes com
dillorenles ixtudancas. Ili je o numero tein mais que
daslicado. S no estado do Virginia, onde em 1771
n,1o passavain de 1,333 memoro, contavam-sc 31,032
em !8I0, cha alguns annos mais de 30,000. Os bap-
lislas mandarnin miwioeartoi al as Indias, e um
dclhs, W. Caray, loi um orientalista muito distine-
lo- N Inglaterra elles anda sin muilo numerosos,
e siias capcllas multiplicam-se lodosos das. Esta in-
fluencia que exerce o baptismo por immcrs.1o, prin-
cipalmente no espirito dos negros, n3o escapou aos
melhodislas, cujo zelo alm disto nada cede a seus
rivaes os reliaptisans, e muilos lomaram o partido
de administrar o baptismo por iinmersao, que os ne-
gros furiosamente sustentam ser o mais eflicaz. As
negras principalmente tem prcdileccao pelo sacra-
mento assim administrado. Tem-sc vislo muitas fa-
zerem-se bnptisnr a cada nova missao. lie verdade
que asroupas brancas quo veslem e os spalos com
fivellas de prata que calcara, cnlrelem singnlarmcn-
le seu fervor de. ncoplijlo. Os rgidos methndislas
viram-se ohrigados a recorrer a estes meios para fa-
zer proselytos; vio-se mesmo elles levaren*a indul-
gencia ao ponto de permitlir aos negros, cuja pa-
ciencia fatigavam dcmasiadamenle com seus discur-
sos, fazerem circuios e movimenles cadenciados
em torno do pulpito, o que degencrava em perna-
das dadas ao som dos psalmos.
V-se, pols, que o baptismo por mmersito foi Imi-
laeu que os Mormoes (iraram de seitas mais anti-
gs: a imposicao das mos tem onlro carcter, tanto
entre os Mormoes, como os Irvinsianos. As duas
seitas fundarn-se sobre os actos dos apostlos para
eslabelecerem que o dom do Espirilo-Santo perpe-
luou-se entra os sanloi mediante esta ceremonia.
O direito de impor as mos pertenc.a^ios apostlos
ou aos ancians, seus delegados, e dom do Espirito-
Santo s deve ser communicado a aquellos que creem,
arrependem-se e s.lo baplisados na nova igreja de
Jesus-Cbrislo. Esla iroposicSo das maos conslitue o
baptismo do espirito, assim como a mmersao o bap-
tismo da agua. Aquelles a quem estes doos baptis-
mos ttem administrados teem seus peccados per-
doados, etornam-se, os filbos, osherdeiros presnmp-
livos do reino de Dos.
A argumentaran pela qual John Taylor, que be
depois de Orson Pratt o theologo mormou mais pra-
tico, sostena a continuario da manife-laco do Es-
pirito-Santo no homem, he urna das mais cerradas e
mais lgicas que leein partido do pulpito dos santos
do dia final. Dir-sc-hia que Joo Tavlor servo-se
na manir parle dos mesmos argumentos de seu pre-
decessor Irving, que foi o primeiro que na Inglater-
ra defeudeu a mesma causa com habilidade. O dom
das linguas, o de propbecia, mesmo o de milagrea,
sao efleitos de inspraco do Espirito-Santo, c os
Mormoes, a exemplo dos Irvingianos, apreseulam
provas de lodos os dias. Nao fallo de Smilh, que
prophelisou o admiravel snecesso de sua igreja a
seu cstabelecimcnlo no Far-H'est, mas de oulros a-
postolos, de outros santos, cuja virtudc prophclica-
occulla-se ein una mullidao de eireumstauciaa par-
ticulares. Este espirito de prouhecia acaba inultas
vezes por degenerar om contagio, romo pode ver-se
nessas asscmblas extravagantes tao frequentcs nos
Eslados-Unidos, e que sao conbecidas pelo uomc de
general camp tneetings. Ahi veem-so Domen) que
pertencem as seitas as mais diversas, primeiramente
melhodislas, depois quakers, presbiterianos, unita-
rios mesmo, apfagoarem-se como influenciados pelo
Espirito-Santo, sb o iufluxo desta idea delirante
dansarem, saltarem, grunhircm, esganicircm-se, e
chegarem a cabir de cosas, victimas de verdadeiros
accessos de epilepsia. Estes protcslantea, que lauto
se teem revollado contra o incens e as genullexOes
da igreja romana, imitadas do paganismo, nao teem
escrpulo de renovaras loucuras dasgalhas edos co-
i > bantei. Estas predicas em campo livre sao grande
meio de proselylismo no Kenlucky, o Ohio c a Vir-
ginia. Ahi veem-se frequentemente os field methq-
dists armarera no-meio dos claros das florestas seus
tablados, como fazem certos monges em aples, o
pondo de parle as pernadas que dao, he preciso re-
conlieccr que dizem as vezes bous cousas popu-
lara.
A nova seita reivindica com o espirito de propbe-
cia o dom dos milagros. Nesla parle anda serve-lhe
de apoio a-tendencia singular das popularles de um
paiz, onde a crem.-a no inaravilboso be generalisada
pnr toda a parle. Nao insistiremos sobre estes traeos
bcra conbecidos da pli)sionomia dos Monnps ; be
sobre causas mais profundas de seus successos, sobre
sua siluacto actual e seu futuro, que nossa altenjao
deve applicar-se.
lie inconleslavcl que os Mormoes fizeram c fazem
anda muilos proselytos, nao s entre os gastadores
dos novos territorios da llniao, como na Inglaterra e
as diversas partes do norte da Europa. Anda lia
pouco novos convertidos parliram da Dinamarca e
dos ducados para as margeos do grande l.ac-Sal e
para a nova Jerusalem. EiicontraramfpUffcsinn no
Uavre alguns crdulos, qoe antes de- Marcaren)
para a America fiteram-se baplisar moi niramen-
te. Na Oceauia o uiormouisino faz granrt
las. Os missiouarios cnconlram popula^ virgen-
de loda a incredulidade, e de urna simpVidade in-
lellerlual verdadeiimenle priiniava. jle-lhes i:i-
canlao ; n'enhuin rio vai levar fora o tributo de suas
aguas ; a radeia da monlaubas qm- o cerra forma um
baluarte natural. Eulretanloquc nenhiima vegeta-
cao se nfferece a dar reponso ao olho do viajanle que
vai para a California, depois de ler deixado o rio-
Azul, magnificas arvorescobrem a cidade dos Mor-
moes, o que lhe tem grangeado o nome de diaman-
te-do-deserto. Se no anno de 1817 os Mormoes po-
deram chegar ao valle do grande l.ac-Sale, c Ires an-
nosdepois (IS>(> era j um paiz cultivado que pro-
va em grande parle i subsislencia do seus habitan-
tes. Este fado mostra qual he a lerlilidade do solo
epor mais actividade, por mais inlelligencia agrco-
la que se aitribua aos colonos, he foreoso reconbe-
ccr qoe elles deviam (ersido grandemente auxiliados
pela liberalidada da nalureza ueste paiz.
Indo leva a erar que a California csti reservada
para os mais bellos deslinos. A descobcrla provi-
dencial de minas aurferas reuni ahi urna popula-
cho numerosa, e estes avenlurciros lomar-se-hao o
tronco de nma uacao rica c poderosa. Lm solo vir-
gem, clima temperado, vastas corrcnlcs do agua,
urna magnifica posrao relativamente ao Mar Paci-
fico, fanln talvez pasear um dia para estes paizes a
prosperidade a civiliacao da nossa Europa, que nao
oecupar enlao senao o segundo lugar. Ao passo
que o eslado de Descre domina esle paiz do futuro,
elle liga-se pelos afllucutes do Misaissipi e do Mis-
souri, qu nao eslo muilo longo, i uniao c por
eonscguinle ao vclho mundo.
O perigo que talvez corre a sociedade mormonia-
na pertence a sua annexacao aos Eslados-Unidos.
Ja em 18VJ o paiz dos Mormoes foi rcconlieridn
como territorio, mas elle aspira ser reconhecido es-
tado. Urna vez que entre na federacao americana
soffrer a influencia das oulras popolacdes. O go-
verno que boje heemessencia una theocracia, lefn-
do a sua frente ltrigliam Voiing, devora mudificar-se
e por-sc a par da organisacao republicana das nu-
tras provincias. Essa reclidao, cssa lealtlade que
os viaj,ints teem admirado enlre os novos sectarios,
esse sentimento de ordem c de disciplina que anima
a colonia desde sua chegada margen) do l.ac-Sal,
devem pcrvcrlcr-se ao couUicto de oulros homens.O
espirilo de separacao. favorecido pelo territorio que
escolheram, inspira-Ibes essa "orea, essa rigidez de
principios pela qual querem dislingiiir-sedosgantios.
Sua qualidade de povo escolhidn sobre que asienta
sna relisiao nao poderia harmonisar-se com relaces
muito frequentes entre elles c os discipalos das ve-
Ihas rrencas. lia cerlamenlc seraelbanra muilo no-
lavcl entre oa Mormoes e os an ligo* Israelitas. Ina-
ttuieocs e lerrilorios sao anlogos. (Is Bslados-Uni-
dos teem sido vordadeiramenle seu Egv pto e o gran-
de l.ac-Sal faz recordar inleiramente0 Mar-Morlo.
Para augmentar a analogiaviis Mormoes baplisaram
como nome de Jordao o rio que nascc delle. Ora
a uaeionaldadc judaica, o mosaismo primitivo recc-
beram golpe mortal no dia em que a extenso) do
cummerriu e as conquislas dos monarchas assyrios
lizcram sabir os Hebreos da Ierra prometila, onde
antes Viviana encerrados. Quanln mais este povo cs-
palhou-se na Ierra, tanlo mais cnl'raqueceu entre
elles o espillo do Peutalheuco para dar lugar a
ideas e a creuraseslrauhas.
Portante os Mormoes, una vez inlroaiizidos na
Uniao, serao amistados a modificar os dogmas que
Ibes impoz J. Smilh, e de duas una : ou approximar-
se-bao das seilas chrislaas ja existentes, do que sao
apenas urna variante, ou farao um amalgama de suSs
duulrinas acluacs com as ideas novas que agilam as
caberas nos Estados-Unidos, sera haver anda loma-
do nma forma religiosa.
Na verdude, o maior obstculo appareute que se
nppie a que os Mormoes entren) uo movimeiito de
nossa civilisacao europea, be sua tolerancia em ma-
teria de polvgaruia, lie verdade que os Mormoes
prelendem que a aate respeilo s.io calumniados ; mas
os leslemunbos dw capilao Stausbury c do lente
liunoison, sao formac. a este respeilo. Estes dous
ofliciaes que visitaran] o territorio de Ulah, e que
alera disto mostram-sc muilo favoraveis ios
Mormoes, nao podem dcixar davida alguma. Enlre
e-Ir- MM-|,irio^aHu^ui|faiuni homem ja casai/o (neieo-
de tomar seguitoK ^^cr he preaiss piimeirainena-
c ino entre nos, qPrclle oblenha o cmiscnliincnlo
da esposa que vio e o de seus pas ou tutores, depoi
Croohed. Una eompauhia de New-York que com-
prara aos Indios trras ueste canlao, cedeu-lbe certa
astensBoj onde os discpulos do Chrislo feminino vie-
ram eslabelecei-se ; mas o Friemlt-Seiltement nao
leve longos destinos. Jemimah que sob o uome de
Amiga governava a colonia, o como. J. Smilh rerc-
bia suas iuspiracOes do reo, leve de abandonar a no-
va Jerusalem.
Se J. Smilh e seus companheiros houvcssem mos-
trado menos perseveranca, menos tenacidade em
seus prnjeelos, o propheta nao leria sido senao copia
desmniada de Jemimali \\ ilheisson ; leria pura e
smplesmcnle augmenlalo com mais um nome lisia
los fanticos e dos impostores que lodos os dias lo-
gran) aos tolos nos Eslados-Unidos, c ainda cncon-
lram discpulos mesmo depois de desmascarados. He
a persislcncia dos santo* do dia final em reedificar
constantemente sua igreja destruida pela perseguirn
que os destingue de outras seitas de tempera menos
vigorosa. Esta persistencia he a grande condico de
vilalidade que Ira/, comsigo a grande conimniihao cs-
labelecida em DeaereL Hesta-lbe boje escolber enlre
doos destinos, o de una pequea igreja que engrossa" blicar pelo Diario.
ria o numero de mil associacoes do mesma genero,
eahidas do aoio de protestantismo, ou o de urna socio"
dade nova que se elevara e existencia de eslado in-
dependente enlre o Mxico c a federacao americana.
Qualquer que seja a escolha que f.icam os Mormeos,
he a seu espirito de perseveranra que deverao pedir
boni resultado n'11111 011 n'nulru caminhn.
Alfredo Maury.
(fente de Dru.r Mondes.)
S. Joaquina Machado Pnrlella...... HtCOO
Itl. Anilr Alves da Uouscca........ 36(000
1. Francisco Jos da Silva Masa..... 125000
Larga da Itiheira.
Ns. 1. Viuvac berderosdcMaralno Jos
(alvao.................
3. Ignncia Ciandina de Miranda......
3. Anua Joaquina da ConccieSo......
7. Joaquim Bernardo de l-'igueiredo .
i). O mesmo................
II. Viuvae berdeirosdeCaelanoCarvalho
Rapo/.o.................
13. Os mesmos............... 2tS00
13. Caetano Josltapozo......... fiOj>000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo '"t)
19. Joiio l'rancisco RcgisCoelho.....
SI. Antonio Machado de Jesns......
23. los Fernandos da Cruz........
"3. Joaquim Jos Ilaplisla........
:.7i.->siio
E para constar se mandou afiivar o prsenle e pu-
30^000
9bU00
tttfMO
S19600
919600
2I600
529500
10J800
191000
115800
PliBLICVrvO A PEDIDO.
Secretaria da thesouraria provincial de Pcmani-
buco 8 de Janeiro de 1833. O secretario,
Antonio Ferreira d'Ann'inciariin.
Pelo prescito se faz publico, que o corpo de
polica precisa mitinear os ohjeclos ab.iixo ilecljia-
dos: as pessoas jiue uleressarem deverao compare- e
cerno da \1 do torrente me/, pelo meio dia, na se-
erataria do mesmo corpo, rom suas proposlas em
carta fechada, aeompanliando ns competentes amos-
Iras, sendo as dos pannos em pecas :
Panno azul para frdelase calcas, covados.
Dilo prelo para polainas, covados. .
Ilrimdc linlio lio para calcas, varas. .
Case-mira cucar ada, covados. ,
ltelroz, oilavas.
Lona, varis. .
Estopa, varas-.
Madapolao pin.
1,200
90
2,00t>
'
700
30
180
100
forro, varas
Quartel do corpb de polica 8 de fevereiro de 1833.
Epifimio llorgis de Menczes Doria. Icncolc secre-
tario.
BANCD DE PERNAMBL'CO.
O consi-llJo de drecri do anco de
Pc'inatnuiicip faz certo aos Srs. accionis-
tas, que se licita aulorisado o Sr. gerente
a pagar o quinlo dividendo de S.sOOO fS.
por aceo.-Banco re Pernambuco, .11
Mais um tropheo do Sr. Castillio.
Illm. Sr. Antonio Domingos Piulo.DizOBI quon
illustrc Iliterato Antonio Feliciano de Castilhn paj-
sou no prximo vapor ingle/, para o lio de Janeiro, e
cuino lhe quero enviar um Implico do sen glorioso
metlioilo, rogo a V. S. digne-se resposlar-mc nesla,
se o.:eu menino esteve em oulra escola, a sua idade,
e qual o seu dcsenvolvimento em 73 dias que boje
completa no melhodo Castilho, cm ler, escrever e
[icqucnas ronlas de sommar, pcrmillindo-inc fazer
de sua respusla o uso conveniente, e lien) assim se ha
soffi ido o menino castigo. Son de V. S. respeiladnr
c criado obrigadoFrancisco de Frcitas (iamhi'ia.
Illm. Sr. Francisco de l-'rcilas Gamboa.Em sa-
lisfacao ao que de niim exige, tcnbo a responder-lhe,
que em 3 de oiilubro prximo pascado entrfguei a
V. S. um menino ron) (i anuos de idade para lhe en-
sillar as primeiras lellras, pelo melhodo Caslilbo ;
leudo liavido porni,durante esletempo, alguma- iu-
terriipc~.es, nao poaso com cerle/.a di/er quanlos dias
lem de escola ; mas posso asseverar a V. S. que cs-
lou asss satisfeilo com osen adianlamenlo, porque
combinando oque elle presentemente faz, rom oque
fazia um outro irniao quando linba um auno de es-
cola pelo melhodo antigo posso asseverar-lhe que
o seu adianlamenlo lie superior ao nutro. He o
que tcnbo a responder a V. S., podendo fa/.cr desta
ininha rcsposla o uso que lhe rouver. Em quanln
ao castigo al boje anda o menino se nao queixou de
ler soffrido castigo algum. Son de V. S. respeitador
criado obligadoAnlmuo Domingos Pinto.
0 Illm. Sr. inspector ria Iheseuraria provin.
cial, cm cutnprinienlo da ordem do Kvtn. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do crrenle, manda fazer
publico que no dia 22 de fevereiro prximo vindou-
ro, perantca junta da hienda da mesnia lliesouiaria.
se ha de arrematar a quem por menos lizer, a obra
dos reparos urgentes do que precisa o acude de t'.a-
cuani, avaliada cm 1:OI2>000 rs.
A arreniatacao ser feta na forma da le provin-
cial 11. 3i:i ile l de niaio prximo paseado, e sob as
clausulas especiaos ahaixo copia las,
As pessoas que se propo/.erem a esla arremalacao
comparccan na sala das aessOes da mesma junta pelo
meio dia compelenlenienle babcliladas.
E para constar se maudou afflxar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de Janeiro de 1853.t) secretario
A. F. eC.lnnunciaciio.
de Janeiro
sel lio, J0O0
e 1 <->"i-"). O secretario do con-
Ignacio de Medeiros Reg.
THEflTR DE APOLLO.
Bailes mase arados em 17 e 19
/ do correnle.
A diiWeo convida :ios senliorx asse
ciados pafra apresentarem as suas propos-
tiis de convites ate odia 10, no escripto-
rio do ihesmo theatro das 4 as 6 Doras da
larde. /
VISOS MARTIMOS.
COMMERCIO.
phai;a DO BECIFB 8 DE FEVEBKIRO AS3
DORAS DA TARDE.
Cota(6ea olliciacs.
Assucar mascavado baixoI.Jitl a IJ30.
Dito dito escolhido19030.
Dilo dilo fino1?7.30.
Cambio sobre Londresa 28 l|'j GO d|v.
Al.l-AM'Kl.A.
Ilcndimcnlo do dia 1 a 7.....65:0509236
dem do dia8........20:733*338
85*038591
Disearregam hnje'.) de fevereiro.
Itarra ingle/aGeneral Greenfclmerradorias.
Ilrigue inglezl'untonbacallino.
Bscuna inginaBridem.
barca inglezaQueenidem.
Barca americanaMinesolabreu.
do que deve fazer approvarsua uniao pelo diente, palacho brasilciro.S'a/ifn Crihgneros do
dTcTcntcuJii.hi queo grande Atu cliama-se Je-
siis-Chrislo, ou que nao he outro senao Jos Smilh.
Sua conversan a esla ou aquella religao depende
realmente da ligeireza desle ou daquelle vapor, des-
te ou daquelle hateeiro. Apossam-sc de sua f como
de suas Ierras pelo direito de primeiro oceupante.
Pde-se portanlo predi/.er que os MormSes farao
grandes prosressos na Polynesia, se liverem o cui-
dado de prevenir a chegada de mission.irios cathnli-
cos ou mclhfdistas, o que he muito provavel, atien-
to o zelo desenvolvido pelos seus apostlos. Suas mis-
ses comeraram lia muito lempo. Brigham Yodng,
Orson Prall e Heber Kimball, tres dos fundadores
do mormonismo, vieram elles proprins evangelisar
na raa-Bretanha, e em 1813 linham j ganho para
sua religiao mais de vinle mil pessoas. Joao Taylor
Iransporlou-se franca, mas seu apostolado foi me-
nos feliz.
Todavia a causa principal dos successos da noVn
religao n.lo-esla tanlo nos esforjos de seus misio-
narios como na ignorancia dos emigrados a quem
pregara. He sabido que a Inglaterra, a Irlanda, a
Allemanha derramara lodos os annos no Novo-
Mundo uina mullidao de indigentes de suas cidades,
e a parla mais simples, mais grosseira de sua popvj-
lssao campestre. Para essa gente, os anachronismos
do livrode los Smilh e o absurdo do egypcio refor-
mado nao poderiam ser objecces. Alm dislo ella
pertence a una rara, aampre as-ignalada por sua ten-
dencia inyslica ou Iheoaophica, como quizerem. He
de preferencia enlre elles que os prophelas recru-
lam sens papalvos, e isto nao s cutre o povo como
as classes que se dizem esclarecidas.
Outra cousa de descnvolvimenlo para a seita mor-
moniana, particular aos Estados-Unidos, consiste no
extremo orgullo nacional de seus habitantes. Os
Americanos leem annaes muito curtos, que nao re-
montara a muito lougc, mas quenem por isto sao rae-
nos inleressanlcs c menos bellos. Islo nao Ibes bas-
ta. Elles quereriam ler una historia antiga, e nao
Ibes haveiido osPclles-Vcrnielhas deixado memorias
sobre suas emieracoes, fazem os mais enrgicos es-
foifos para tirarem das anliguidades americanas in-
dicaees histricas. A idea favorita de mullos sabios
americanos he que os Indios vecm do Oriente c da
Palestina. Muilos livrosse escreverain neslc sentido.
Josias Prieste em suas American Antiquilics and
desr.oieries n lhe ll'est (1833) faz chegarem ao Novo
Mundo tribus de Israel, e o Arsarelle mencionado
no livro de Esdras be, em sua opniao, a America.
M. eorge Jones, em una historia da antiga Ame-
rica publicada cm 1813 identifica os Pelles-Vcrme-
Ihas com os Tyrds e os Judeus.e continua as plian-
lasias dosmissionarios bespanhocssobre ainlroducc.ao
do christiaoismo na America por S. Thomaz. Esles
anliquario sao ainda o- mu. reservados. Ha oulros,
como William Pidgean, que descobriram muito
mais, grecas ao ultimo dos Alces-Indios (Elks,) De-
coo-l)ah, que confiou u M. l'idgcon todas as tradi-
cOes do seu paiz e rererio-lbo as aventuras dos Mo-
und-Buihicr'. lima moeda romana ilescoberla as
margeus do rio "Esperes, no Missouri, e urna moe-
da persa adiada as margena do Ohio provam alm
dislo de modo irrefragavcl quo os Egypcios vieram
para o Novo-Mundo, onde deixaram momias Fo-
ram sem duvida anliquarios dcsle quilate que inspi-
ravam a M. Spaulding seu exliavagantc rumance
puldcado por Smilh, e o successo das obras de que
acabo de fallar explica e justifica o do fiero de Mor-
mon. O mundo antigo tinha sua biblia, porque o
novo nao teria a sua"! Alm dislo os Indios, lendo
deliiiilavamenle vindo do Egyplo, cslsvam uo caso
de ohter nm segundo Moiss.
A escolha da nova patria adoptada pelos Mor-
e a mullier lhe be enlao garantida sob a sanecHo so/
lenuie da igreja. A segunda esposa entra enl'n e'n
casa de sen mariilo absolutamente com o mesmo pp
que.a primeira ; e gozado mesmo rcs| i-ilo c cousi-,
derarao. l-;.|e segundo casamento pode mesrao lo-
mar o caracler de verdadeiro sacerdocio, e ueste ca-
so be considerado como infmilainenle mais sagrado e
mais obrigalorio do -qoe a uniao matrimonial no
inundo do gentos. Arazaodislo he porque a f
mormoniana fez depender de eslreila submissilo ao
homem a salvado futura da mullier. Nenhuma mu-
llier, dizem os Santos, pode chegar gloria celeste
sem o marido, nem esle chegar a plenilude da per-
feicao no mundo futuro, sera una mulhcr pelo rae-
nos. Por consegrante, quaulo maior for o numero
das esposas que um humera pode tomar, tanto mais
escolladas lera e lano mais elevado ser seu asiento
no paraso. Eslas ideas explican) porque a polyga-
uiia he designada enlre os Mormoes pelo titulo de
sgstema da mulhcr espiritual. Compra notar que a
polygamia foi tambera pregada pelos primeiros ana-
baptistas. Estas excentricidades inoraos livcram en-
lre elles pouca durado, ola impedindo que seus
discpulos e successores fossem homens de costuraos
simples e puros. O mesmo podeni acontecer com os
Mormoes. Osyslema da mulhcr espiritual naorons-
liluc parte muito essencial de seu credo, para que u
deixem cabir em desuso quando a poltica o ordenar.
Nao foi o mesmo que acontecen aos Judeos, enlre os
quaes a lei talmdica aboli a polygamia, afim de os
por em harmona com os outros chrisiaos? Com ef-
bjilo nforniacoes datadas de 15 dejunho ultimo, nos
scienlificam deque apparecera um schisma entra os
Mormoes de Ulah. Muilos de-tes Mormoes que lo-
maram do nome de seuebefon deuominarao do
gladdonistes, repeliera a pluralidadc das raulhe-
res.
Oque ronslluc principalmente a forra dos Mor-
mes be sua energa colonisadora ; esli energa tem
sempre salvo sua sociedade prestes a perecer c asse-
gura boje seu Iriumpho. Foram elles os primeiros
que exploraram as minas aurferas, explorarlo qua
fui una das primeiras origens de sua prosperidades
Cuuharam moedas de ouro com sen Ululo, Iratendo
de um lado o olho de Jeliovah, lendo por cima nma
especie de mitra com esla insrripcao : /lolincst lo
the Lord, e de oulro duas maos unidas em signal de
amizade, depois a dala e |o valor da peca. Tadavia
os santos do dia final compreheuderam cm lempo
que nao he na abundancia desse metal que consiste
a verdaileira riqueza ; applicaram-se logo cultura
en industria, e os progressos que fizeram sao real-
mente extraordinarios, o accio, a elegancia de suas
casas cada una das quaes he cercada de um jardra
e proviila de lodosos utensilios e de lodosos aniones
necessarios, fazem admirar o viajanle que vai ler no
oasis de Descre, lia dous anuos, a cidade contara
mais de seis mil almas c sete mil nos arredores, lano
ao norte, do lado do lio Wober, como ao sul, para o
lago de L'tab ou Sale, cujas margeos ficam i nove
mi Ibas da cidade. I) reslo da populacao esta distri-
buida cm todo o territorio.Os Mormes tcemfi intro
duzido muilas de nossas arvores fructferas c os pe_
cegueiros. Os vestidos dos habitantes sao limpos e
fortes. Os meninos principalmente distnyuem-sc
por um caracler de vigor e sade ; seus pas teem
grande cuidado com elles. O; meninos sao com cllci.
loo fulurn da cilnnja eda religiao. e he lalvez com
o fin de augmentar esses reimos da sociedade dos
SOMOS que os sectarios adoptan) a polvgaolia.
Toda a colonisaco exige muila persereraoea ; e
esla h? a razan porque nos oulros l'rancczes somas
tao maos colonos, entretanto que a rara germnica
he a rara colonisadora por exccllcnria. A paciencia
no Irabalho he a virlude dislinefhra dos Allemaes, e
he para notar que os inelhores colones que tem a
Tranca, vein precisamente de origen germnica : sao
os Alsacianos c os do franco-Condado. A empreza
da J.Smilh nao tinha Bada de mrito original na
America ; foi a porstveranca que a fecundnu. Colo-
nlsaf por um movcl religioso, repetir o proeesae de
pas.
Impor/tacao'.
litigue inglez //'m. I'iiiiton, viudo de Terra Nova,
consignado a Schramm V'-alclj ck C, manifeslou o
seguidle: ,
2,270 barricas, bacallar?; aos meamos*
Patacho brasleiro Santa ('ruz, vindo do Uin de
Janeiro, consignado a Caelano Cyriaco da Costa Mo-
ten-.i. manifeslou n seguinle :
20 pipas vazias, I caixao pertenceule a guarda na-
cional, (i volumes cha, (i saceos cola, 7 caixas rap,
2 ca.xes chapeos.."tO bitas e 100 rolos fumo, .">0sac-
cos feijao, G barris toucinho, 'J30 caixas sabao ; a or-
dem.
3 caixoes chapeos ; a Novaes i\; C.
f dilo dito ; a J. P Regs de Son/a.
103barricas vazias; a Vinva Morena.
2 cii ,s merradorias ; a Saumier.
liei g.inlim brasleiro Flcira. vindo do Rio de Ja-
neiro, consignado a Machado (SkPiubciro, manifes-
lou o seguinte:
00 pipas vazias, 120 volumes barricas vazias, 1
caixole livros, 100 caixinhas cha, 275 mos fumo, 3
volumes mercadurias, 5 caixes chapos, 1 pacotes
fio, 3 caixoles rap, 1,429 caixas sabao; a or-
dem.
1 caixao chapos ; a Ferreira & Araujo.
3 ditos ditos ditos ; a Machado 0, Piuheiro.
1 caiM rap; aJ. J. Dorges da Cosa.
3 ditas dilo ; a Seve& C.
CONSULADO GEItAL.
Rendimenlo do da 1 a 7 17:9139005
dem do da 8........ 3:32SS566
DIVERSAS PROVINCIAS.
Renilimcnto do da 1 a 7.....
dem do 21:2378501
1:051*915
2761309
1:327^,21
Exportacao'.
New-Vork. patacho americano t'.eorge larris, de
288 toneladas, ronduzio o seguinle : 1,500 saceos
com 22.300 arrobas de assucar.
llUCEbEUORlA DE RENDAS INTERNAS CE-
ItAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 7......1:0G8I7G
Idem do dia 8.........7129332
1:780}308
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlododia I a 7.....14:4321685
Idem do dia 8........2:%ls005
17:3939690
a na qual sua sociedade leve 1*0 rpido c tao Moiss c prometler urna nova (erra deCanaan he
admiravel dcsenvolvimento, parece serum dos ele-' idea qne linba-se j mnilas vezes aprescnlao aos
raenlos prinripaes de sua prosperidade. O Descre 'compatriotas do MMosophelde llirlland. Conbece-se a
comprehende o valle do grande l.ac-Sal. Esle valle lenlaliva da celebre Jemimah Wilkinson. Eslaquaker
estende-se por molade do caminbo entre o vasto ler- | fez-so apregoar em Philadelphia como encarnacao de
rilorio do Mississipi e a California. ccupa urna
larga cavidade chamada a Grande Bada que forma
como um oasis no meio do rido deserto das Mon-
tagns-Hocheoses. Era impossivcl melhor escolha
lano para a seguranza da commuuhaonascente cuino
para o futuro de suas relaces. O valle da Grande
Haca nao esl na dependencia de nenlium oulro
MOVIMENTO DO PORTO.
Sanos entrados no dia 8.
Rie de Janeiro22 dias, paladn brasilciro Santa
Cruz, de 102 toneladas, meslre Marros los da
Silva, equlpagem 9, carga sabao c mais gneros ;
a Caelano Cyriaco da Costa Morcira. Conduz 1
e-iTdvo a entregar.
lena Nova33 dias, barca ingleza Queen, de 253
toneladas, capilao iVm.Nanl. cquipagem II, car-
ga 3,iOO barricas com baralho ; a James Crab-
tree iV Companhia.
Idem 28dias, briguc ingle/, l-clipse, de 120 tone-
ladas, capitn tieorge Milrhell, equipagera 10, car-
ga bacalho ; a Schramm Whately V Companhia.
Seguio para a Baha.
Rio da Janeiro20 dias, briguc brasilciro Eldra,
de 181 toneladas, capitn Joaquim Piulo de Oli-
yeira a Silva, equlpagem 11, carga sabao e mais
gneros ; a Machado i\ Piuheiro.
Sarios sahidos no mesmo dia.
IlarrellonaEscuna liespaahola Culebra, capilao
Jos Vcnlura, rarga algodao c couro-.
Rio de Janeirolitigue brasleiro Estrella do Sul.
com a mesma carga que liouxe. Suspendeu do
lamcirao.
Clausulas especiacs para a arremataeao.
1. As obras dos reparos do acude de Carnal ii se-
r.ao executadas de conforniidade com o orcamenlo
approvado pela directora em couselbo eapresentado
a approvacau do Extn. Sr. pre-idenle, na hnportan-
cia de t :0123000 rs.
2." O arremtenle dar comeen as obras no prato
de um mez, e as concluir no de tres, arabos conta-
do, na forma do art. 31 da lei provincial n. 280.
3". A importancia da arremalacao sera paga cm
una sil presiaco, qoanle esliverem concluidos as
obras que serao logo rerebdas dclinitivamenle, vislo
nao haver prazn de respousabilidade.
4.a Para lodo mais que uao estiver determinado
estas clausulas, nem no orcamenlo seguir-se-ha o
que a respeilo dispou a lei n. 286.Conforme. O
Secretario ./. /". rt' .-iinuicioro.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
era cumpriincnio da ordem du Esm. Sr. presidente
da provincia de 21 do corrnte, manda fazer puhlic-
que no dia 22 de fevereiro, prximo vndouro, pean-
te a junta da fazenda da mesma mesouraria, se ha
de arrematar a quem por menos ti/.er, a obra do 7.c
lauco da estrada da Escada, avahada cm 25:3009000
res.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial 0.343 do 11 de malo do anno prximo pasando,
e sob as clausulas especiacs ahaixo copiadas.
As pessoas que se propo/.erem a esta arremataeao
comparecan) na sala das sesses da mesma junta pelo
meio dia compelenlemeiile habeliladus.
E para constar se maudou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pertuimbu-
co 29 de Janeiro de 1853.O secretario
//. F. d'Annunriaeao.
Clausulas etpettaee para a arrematarlo.
1.1 Asobrasdo stimo lauco da estrada da Escada
ar-sc-hao de conforniidade rom o orcamenlo, planta
c perfil approvados pela directora cm couselbo, e
apresenlados approvacau do Esm. presidente, na
raportancia de 25:3005000 rs.
2.-' O arrematante dar principio l obras no pra-
zo de un mez, e as concloira no de doze, ambos con-
tados na forma do art. 31 da le provincial n. 280.
3.a A importancia do pagamento da arremalacao
vcrilicar-sc-ha de couformidade com o art. 39 da
mesma le, e sera feito em apolices da divida publi-
ca provincial creada pela lei o. 354.
4.a O prazoda rc?.ponsahelidadc serado um anno.
durante o qual dever o arrematante manler a estra-
da sempre em perfeto eslado de conservacao, sob
pena de sercm inmediatamente fetos a sua custa os
eparos.
5.a Para ludo o mais que nao estiver determinado
as presentes clausulas nem do orcamenlo seguij-se-
lia o que respeilo dispOe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secrelario, A. F. ttAnmwiriafao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
manda fazer publico que, fie prorogado por 60 dias,
a contar da dala dcsle, o prazo concedido para as re-
clamaceseo pagamento da divida da decima c mais
mpostosque cobrara asesla^Oes deste municipio nos
exercicos anteriores ao de 1832 a 1855, c que lindo
esle prazo, qe o neeemrio para se conseguir a es-
crpturaco desla divida, ser ella cobrada judicial-
mente.
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Serrelaria da thesouraria provincial de Pcrnambu-
31 de Janeiro de 1835.O secretario
A. F.d'Annunciacao.
Miguel Ferreira Velloso, colleclor provincial do mu-
nicipio de Caruar, cm vrtude da lei ele.
Faz saber que na cadeia da villa de Caruar
acha-se desde odia 9 de dezembro do anno prximo
passadn, preso o escravo Manuel, crioulo, de 30 an-
nos de idade pouco mais ou menos, altura regular,
olhos prelos, pouca barba, denles da frente in teiros,
orclhas pequeas, nariz pequeo e chato, hecos
grasase, duendo ter o oflicio de carpina, cujo es-
cravo fui capturado entre os tugares ('.apella e Mo-
ruim da provincia da Haba, porFilippe de tal, ca-
pilao de campo, sera que se saiba a quem perlenca,
pelo que, sendo por esla razo considerado bem do
evento pelo art. 1 do rogulanicnlode 17 de julho de
1852, quem se julgar cun direito ao mencionado
escravo, queira vr provar o seu dominio no praio
de 60 dias contados da dala da publicacao do prsen-
le cdilal, sob pena de ser arrematado, c o seu pro-
ducto recolbido a thesouraria provincial na forma
prescripla cm o art. i do regulameulo cima cita-
do.Eu Angelo de Souza e Silvcira escriv-ao da
collecloria do municipio de Caruar fiz o prsenle
que vai assignade pelo colleclor. Collecloria do
municipio de Caruar 28 de Janeiro de 1855.Mi-
guel Ferreira l'elloso, colleclor.
1EARA' MARANHAO E PARA'.
Vai seguir com. a maior brevida-
cli: o novo v vcletro palliahote na-
cioml Lindo Paquete, capttao Jos Pin-
to Nunes ; tfuem quizer carregar .ou ir
depassagem neste excellente navio, diri-
ja-jse aos consignatarios, Antonio de Al-
incida Gomes i\: C, na roa do Trapiche,
ii- I (i, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
AO RIO DE

JANEIRO
brevemente, por
ter
QS grande paite do sen erregamen-
pSSSto tratado, o veleiro ebem cons-
truido brigue nacional MARA LUZIA,
capitao Manoel Jos Perslrello : para o
reslo da carga e para escravot, aos quaes
na ra do Trapiche Novon. 1( segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida (ornes & C.
I'ara o Itiode Janeiro segu viagem o bergan-
tn! ce Despique de lleiris, capillo Elsea da Silva
Araujo : quem no mesmo qutr carregar, dirija-se
a seu consignalario .Manuel Joaquim llamos e Silva.
Para o Rio de Janeiro.
1ANOS.
.loan I'. Voaoley avisa ao respeilavel publico, que
Nova n. 11, primeiro andar.
o de pianos de Jacaranda, os
me I hores que lem ate agora apparecido no merca-
do, lano pela sua harmonio-, e lurte vuz, como |ie-
la sna (or.struccno la fabrica de Collard
A. Collard cm l.ondres. os quaes vende por um pro-
co razoavcl. O i.....unrianle contiena a aliar e coti-
cerlar pianos com perfei
Ojaizdopaz io lcrceiro anno. do primeiro
di-lriclo da i ie S.-l"rci-redru-Goni;alves,
da audiencia nos das ja marcados, lerdas c scxlas-
feiras s Ires horas da, larde, na ra da Senzalla-Nu-
va, segundo andar, n. (o.
Fugio. no dia g'.l ile Janeiro prximo passado,
nma preta de nome Josepha. estatura baisa, cem
falta de denles na frente, lauto do lado superior, co-
mo do inferior; esla preta fui ,1o engenho Geluba da
fregnezia da Escada. de Jose,Cahriel Percira de Ci-
ma. Roga-se aqaem a apprehendcr de a levar
roa da l'raia n. 20, que ser generosamente recom-
pensado.
Quem souber dislilar agurdenle e quizer ir
para um engenho, dirij-se ra da Cruz, no Reci-
fe, n. 14, segundo andar, para tratar.
Precisa-se de urna ama para casa de pnoca fa-
milia : no Recifc, becco do Burgos, n. 11, primeiro
andar.
RA NOVA N. 22.
I.. Delouche, lem a honra de annunciar
ao respeilavel publico, que acaba de re-
ceber pelo ultimo paquete o mais bello
sorlinicnlo de relogios de ouro, prata e prata dou-
rada, patntese horiznnlaes, por precos mailo ve-
lajososenfli.-incidos: lambem encarrega se de lados
os concerlos pertenccnles a su^ arle por mais difli-
cullosos-que srjain, com perfeic/lo e brevidade.
O agente Borja, avisa
a todas as pessoas que te-
eiirobjectos em seu arnia-
zem na ra do Gollegio n.
l, hajam de apparecer
lioje at s 9 horas da
manliaa no mesmo ar-
mazcm, do contrario seus
objectos sero entregues
pelo preo que chegarem
em leilao.
Aos amantes do bom gosto.
Pede-se aos amantes do bom goito de
ir a na Nova n. 17, loja de Tlieo-
pliile liobert, que acbarao um grande
e lindo sortimento de mascaras de to-
das as (jualidades e preco mais barato
do que em qualquer parte, a saber :
Mascaras de rame com mola para lio-
mem e senhora, a 2.v000 rs., mascaras
de cera com molla para homem e senho-
ra, a S'000 e jjfOO rs., mascaras de
papellao para homem e senhora, a 500,
(i id e ls'OOO.
Lotera de S. Pedro Martyr de
Olinda-
Amanha, sa!)!>ado 10 de fevereiro, lie
n indubitavel andamento da referida lo-
Segue com a maior brevidade pos- leria, a*s 10 oras da manhaa, no consis-
sivel por ter a maior parte da carga protn- lorio da Couceicao dos militares : osmeus
pa,o hemeonhecido brigue nacional Fir-
ma ; para o reslo da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C.,- na ra rio Tra-
piche ii. 34. segundoandar.
Para o Ko de Janeiro sabe cora brevidade o
brigue Dous Amioos por ler parte da carga promp-
la : c|ucm queer carrecar o resto, ir de paatagem ou
embarcar escravos a frele, Irale no eseriptorin de
Manoel Alvea Guerra Jnior, na ra do" Trapiche
n. H. ou COD1 0 capilao Narciso Jos de Sanl'Auni.
Para a {Sabia segno em poneos das a veleira
garoupeira f.icrtirao, por ler parle do seu carrega-
mento prompta, e para o resto trata-se com sen con-
signatario Domingoa Alves Malbeus, na ra da Cruz
n. j'i.
Para o Ro da Prala seguir denlre em pouro
dias a barca brasileira Flor de Oliirira : qaem nel-
l.i quizer carregar, pode dirigir-so ao csrnptorio da
viuva Amorim iV l'ilho, na ra da Cruz u. 5.
Para Lisboa pretende sabir com a maior brevi-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar on ir de pasagem, cnlen.la-se
com os consignatario* Thomaz de Aquno Fouseca &
I-illu, na roa do Visario n. l'J, primeiro andar, ou
rom o capilao na praca.
Para o Porlosahe imprclerivclmenle no dia 12
do correnle o brigue porluguez /oiii Successo : para
0 reslo da carga e passageiros, para o que lem DOM
coinmodos, liata-se com os consignatarios Thomaz
de Aquino Pouseca & Pililo, na ra do Vigario n.
1!), primeiro andar, ou com o capitao do mesrao o
Sr. Manoel Comes dos S. Sena, na praca.
PARA O PORTO
sabe mprelerivelmente, uo dia 22 do correnle, o ve-
leiro brigue porluguez Alegre, que anda lem praca
para alguma carga e eicellenles commodos para pas-
sageiros : trala-sc com o capilao a bordo, ou uo es-
eriptorin de Hallar 4 Oliveira, ra da Cadeia-Ve-
lha n. 12.
EDITAES.
DECLARACO'ES.
Com a posstvel brevidade segu o bem
condecido e veleiro hiate Amelia, por
ter a maior parte da carga prompta :
para o resto e passageiros trata-se com
Novaes & C. na ra do Trapiche n. 34,
segundo andar.
BABIA.
Segu d palacho Santa Cruz, capi-
tao Marcos Jos da Silva, recebe carga e
passageiros : trata-se com Caelano Cv-
riaco da Cosa Moreira, ao lado do Cor-
po Santo.
LEILO'ES.
Jess Chrislo. Ella tinha junto a si duas miilhcres
muilo smplices para acredilarem na sua missao, que
aprcsenlava como as duas testemunhas de que se falla
no cap. XI do Apocalypse. Espedida da sociedade
dos quakers, propoz a seus palidislas (havla grangea-
do bom numero delles) irem cstabelecer-se cm urna
O Illm. Sr. inspector da fhesooraria provincial,
emcumprimenlo da ordem do Esm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprietarios ahai-
xo mencionados, a enlregarem na mesma thesoura-
ria no pfajM de IKI dias, a contar do dia da primeira
publicacao do prsenle, a imporlanria das piolas
com que devrm entrar pata o calcamenln das casas
dos largos da Pcuha e Ribera,. conforme o dsposlo
na le provincial n. .TH). Adverlindo. que a falla
da entrega voluntaria ser punida com o duplo das
referidas quolas na couformidade do art. G do regu-
lameulo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Perda.
Ns. 2. Bernardo Antonio de .Miranda. OOjOOO
I. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teiscira Cavalcauli........... 5t>i00
lerri nova nos arredores do lago Sneca e do lago, 6. Maria Joaquina Machado Cavalcanl. 2i;200
O palhabole Sobratcnse, fecha a malla para .\ca-
racu, boje, as 2 horas da larde.
Os eredores do fallido Jos Marlius Alves da
Cruz, e esle mesmo, por si ou por seus procurado-
res, comparceam no dia 15 do correnle as 11 horas,
na rasa da residencia do Sr. Dr. Francisco de As-i-
dcOlivrira Mario!, jtiiz do comniercio da segunda
vara, na ra eslreta do Rosario u.:i|, para se veri-
ficar os rredilos apresenlados, se deliberar sobre a
concordata, se for aprescutada, cu se formar o con-
lalo de uniao, e se proceder nomeaciio de admi-
nistradores da ca fallido, licando os eredores ad-
vertidos, que nao sern admillidoa por procurador,
se este nao apresentar procuraeo bastante com po-
deres esneriaes para o acto, e que a procuracto nao
pode ser dada a pessoa que soja ilevedora an "fallido,
nem um mesmo procurador ic|irespnlac por dous di-
versos eredores. Ilerife 7 de fevereiro de 1S.V>.O
cscrivio interino, Manoel Joaquim llaplista.
Os eredores do fololo Antonio da Cosa Fer-
reira Estrella, oeste mesmo, por si ou por seus pro
curadores, comparccan no dia 12 do crrente mez,
s IU lluras, na rasa da residencia de Sr. Dr. Custo-
dio Manoel da Silva liuimaraes, juliIp direito da
primeira vara do commercio. un ra da Concordia n.
I, para se vericarem os crditos apresenlados, se
(orinar o contrato de nimio e se proceder a nomeic.io
de administradores da rasa fallida, liculo os credo
res advertidos, que nao sero admillidos por procu-
rador se este nao liver procuracao bastante com po-
deres especiaes pjira o acto, e que a procuracao nao
pode ser dada a pessoa que seja devedora ao fallido,
nem um mesmo procurador representar por dous di-
versos eredores. Recifc 6 de fevereiro de 185.").JO
cscrivao interino, Manoel Joaquim Daplista.
A matrcula d'aula de pblosophia do rollegio
das artes continua de boje rm dianle na secretaria
da faculdade.
Pela mea do consulado provincial se faz pu-
blico, que o prazo de 30 dias para a cohranca do
imposto de 4 por cenlo linalisa-se no da 18 do' cor-
renle: os que deixarem de pagar o referido imposto
no prazo mencionado, incorrem na multa de 'i por
eenlo sobre o valor de seus dbitos.
bilhetese cautelas estoa venda ateas 10
horas da manbga; a elles que esto no
resto. Pernambuco 9 de fevereiro de
1855.Ocautelista, Salustiano de Aqui-
no Ferreira.
No dia 5 do correnle desnpparereu urna prela
vi Iba, do gento de Angola, leudo sabido as2 horas
da larde rom um laholeiro v endeudo plo-de-l i
lo de arroz, a qual preta lem GO anuos de dade,
pouco mais ou menos ; levou vestido de chita com
llores enramadas c panno da Cosa rom lislras roas.
e he um tanlo corcovada ; nunca fugio, e por
julga-se ler rahido.doenleem alguma casa : portan-
lo roga-se a quem della souber leve-a a sen dono ou
participe aonde ella existe : na ra Direila n. G9.
OITerece-se nma pessoa para tomar conta da
roupa de 4 on 5 homens, para lavar e engommar
com prompliihlo c aceio : quem pretender, nnnon-
cie para ser procurado.
O caulclisla Salustiano de Aquino Ferreira pe-'-.
de ao Sr. cautelisia Antonio Ferreira de Lima e
Mello os precisos esrlarecimentos sobre es asas cao-
lelas, se eslo sujeilas ao descont de oilo por cenlo
do imposlo geral ou nao. Elle deprehende pelo an-
nuneio publicado pelo referido Sr. cautelisla Cima,
estabelecido na ra Nova n. 4, qoe os seos bll
nao soffrem o descont dos oito por cenlo. porcm sim
as suas cautelas. Deseja que o seu annuncio se lor-
ne um pouco mais claro para os jugadores, o qnat
esla baslante confuso a respeilo das cautelas.
Precisa-se de urna ama para coznhar e fazer o
servijo interno de urna casa de pouca familia : na
ra da Senzala n. 42, armazem de ferragens.
Pede-se ao Sr. estudanle Lima, qoe naorou no
lerceiro andar do sobrado da roa do Quelmado, le-
nha a bondade annunciar a sua morada parase lhe
entregar urna caria.
Previne-se a qocm quizer comprar ou faxer
qualquer negocio como engenho de Una, que foi do
tinado Ezequiel Jos de Carvalho, no qual lem par-
le o Sr. Antonio Callos Pereira de Burgos Ponce da
l.e.lo, que anles de o fazer recorra a escriptura de
permuta que fez o Sr. Dr. Francisco Elias do Reg
Dantas, com o finado Pedro Velho de Mello, para
que lique scienle qual a demarcarlo e extenrao do
mesmo engenho, como de maltas etc. ele, para que
iilo conle com dreilos que nao lem.
O thcsourero da sociedade Philarmonica coei-
prou por conla da mesma o bilhete inteiro n. 170*
da 2.a parte da 4. lotera de S. Pedro Martvr de
Olinda.
D. t'ioilhcrmina Leopoldina de Andrade Soma,
viuva do finado Jos Francisco Ribeiro de Souza, es-
t procedendo a inventario pelo joizo de orphaos de
Olinda, e por isso avisa a lodos oa eredores de eu ca-
sal para justificaren! ou prepararen) suas evecuces
c sercm parlilhadosbcnspara pagamento dos meamos
eredores, edosqae sao privilegiados por hypolhera
no silo de Agua-Fra de Sanio Amaro cem estrave*,
Mascarado.
Na ra do Cabog n. 12, loja de oorires, tein boas
cabelleiras para alugar, por preco em conla.
Precisa-sede um rapaz brasleiro ou ettrangei-
ro, que saiba montar a cavallo, e que qoeira servir
de pagem a um senhorde engenho; a quem convier,
dando pessoa idnea quealianre a sua conduela, di-
rija-se a casa de um andar u. 2, no pateo da aaalris
de Santo Antonio.
Desappareceu do cngeuho Una da Parahihe.
no da 2 de fevereiro, o escravo Vicente, crioulo, al-
to, beiros grossos, geogivas prelas, os cantos da testa
fundos, ps e mitos grandes, calos por cima dos de-
dos procedidos da lesoura quando corta roupa, pois
he alfaiale, barbado, mas dizem queja rapou a bar-
ba, ja pinta na cabera, baiba e peilos, lera os dedos
grandes dos ps metidos para dentro, e entre o deura
pe o o immedialo um signal de lalbo ; foi encontra-
do com chapeo de pello e faca grande de mesa, gas-
ta de beber, e quando assim, be mellidn a pachoU e
\alent, quando lhe convem sbese fingir muilo hu-
milde ; foi comprado em Tibir, onde julgo ter pa-
renles.c foi da familia do fallecido onifaco de lal :
quem o pegar, leve-o ao mesmo engenho Una, ou na
loja n. 7, no Passeio Publico, ou no sitio de Saf An-
ua de dentro, de Amaro tioncalves dos Santas, qoe
ser generosamente recompensado.
O abaiio assignado, respondende ao Sr. Tbc-
maz Thiiins, declara qne lis verdade ter lomado 09
rs. por conla de 35jO00 que Smc. era devedor, e
como rcsla 159000, queira vir pagar para mais nio
dar incommodo.
Antonio de Paula Femantes Eiras.
ROB I.AI FECTEl ft.
O nico aulorisado por deciaie do conselho ret e
decreto imperial.
Os mdicos dos ho.iitacs recoinniendain o Arrobe
de Lalleclcur, como sendo o tnico aulorisado pelo
governo, e pela real sociedade de medicina. Esle
medlaaienlo dura gosl ;. c fcil a lomar
reto, esla em uso namaiinha real desde neis
de lil) anuos; cura radicalmente cin pouco lempo,
oom pouca despeza, sem mercurio, as alTecroes da
pello, iinpigeu-, as couseqoeocias das sarnas, ulce-
ras, e os accidentes dos parios, da idade critica, e da
acrimonia hereditaria dos huuioies; conven) aos ca-
annos, a beviga, as contracroe-, e a fraqueza des
urglos, procedida do aboso das iojeccoe. on de son-
da-. Como anli-sjf luli' .".:.-. '-uia em posea
lempo os lluxos recentes oa rebeldes, que volvem
incessantes em eon-equenria do emprego da 11
ha, lia cubelMi, ou das iiuooriies qoe represculeni O
virus sem nculr. lisi-lo. i) ano: urbe
especialmente reconiinendado contra as doearas,
velcradas ou rebeldes, ao mercurio c ao indureto de
i. I.isbunne. V| de-se na botica de Rarr.il e de
Antonio Feliciano Alves de A a de ll. Pe-
dro n. 88, onde acaba de chegar nina grande porrAo
de garrafas grandese pequen neciamente
de Par", de casa do dilo lin\vcau-lalTecteur i>, ru
Bicheo a Pars. Os formularios Te se gratis ca-
rasa do agente Silva na praca de !'. Pedio, n. 81.
Porto. Joaquim Araujo ; ltahia, Lima Ai Irmo ;
Pernambuco, Soum; Rio de :iocha ^ Fi-
lhos ;el Morcira, loja de drogas ; Villa Nava, JoSo
Pereira de Msales l.eilc; Rio Cunde. Fran de
Paulo Couto c\ 6."
Precsa-se de um feiterpura um enrenho per-
Rio-Formoso ao Sr. Rufino Rodrigues da Silva, ou 11' desta praca, que seja de raeia idade : na ra de
a ra do Amorira o. 33. I Crespo u. 15.
O agente ltorja fara' leilao enj seu
armazem na ra doColIcfjio'n. 15, de to-
dos os objectos existentes no mesmo, os
aunes se cntregariio pelo maior preco for oll'erecido, visto nao haver limite de
qtialidude alguma: se\ta-feira 9 do cor-
rente as 9 horas em ponto.
LEILAO' DEJOIAS.
O agenlc Borja, terca-fera, 13 do correnle,em sen
armazem na ra do Collegio n. 15, far leilao de
nina inlinidade de objectos de ouro, diamante e bri-
lli.inle. roesislindo em aderecos, meios ditos, pulcei-
ras o nllinetes, lano cora esmalte ecamapheu, come
sem elles, dilos com brilhanlcc diamante, ricos atr-
lleles de brilhaulc para atwrlura, e oulras joias de
gosto sublime, relogios patente inglez, suissns, hori-
sonlaes, e outros de differentes <|ualidades; os quaes
objectos se acharan pateles no mesmo armazem, as
9 horas da manhaa.
Grande leilao'de fazendas.
riiiiti Praeger A C, continuarao, por
intervencao do agente Oliveira, o seu lei-
lao ile fazendas de todas a iptalidades, a
mor parte recentemente importadas e as
mais proprias deste mercado: sexta-fei-
ra 9 docorreute a's 10 horas da manhaa,
no sen armazem ra du Cruz.
Leda'o para iquidaca'o.
Ilenrirrue Brunn, na qualidade de li-
quidatario da casa do finado J. 1). Wolf-
hopp, fara' leilo, por interrencSo do
agente Oliveira, de todas as restantes,
mjudzas e. ferragans linas daquella casa,
as quaes serao rendidasiinprelerivelnii;n-
lu sem reserva de preco, por ser taires o
fillimoleilao das mcsuius: segunda-eira
2 do corrente as 10 horas da inanhaa, no
armazem que foi do dito finado, ra da
Cruz.
AVISOS DIVERSOS.
Livro-mestrepara a guarda nacional.
Tendo chegado o papel 'proprto pura
estes livros, cnnvidrt-scas peiso is que fal-
laram para a mpressao de livros-inisli s
para a guarda nacional, a se dirigrem
a livraria n. (i e S da praca da Inde-
pendencia para este fim.
No di.) ti do correnle fugin um prelo de nome
Joaquim. de nacSo, com um p e peina mais gros-
sos levou calca e carniza de algodao de lislra ; qua-
si sempre anda fumando. Julga-se q-ie andan aqui
pela cidade, ou que fosse para o sol, como j lem
feilo. Roga-se, perianto, as autoridades policaes.
on capilae de campo, o capturen) e levem-no ao
Mil tu finin


DIARIO DE PERNAMBUCO, SEXTA FEIRA 9 J FEVEREIRO DE 1855.
A
Frontispicio do Ca ino.
Omero bilhele n. 2281, c o quarlos llO, lilis,
'2170 e 3590 da lotera que corre no da Id do cor-
rente, perteiicem a saciedade do Kroulispicio do
Carao.
Iloga-se segunda ven ao Sr. Adolpho Manoel
u favor
io cou devendo ao ca-
ndrigues, de cora
que I e o nao
faicn lo a juiio : na
prac,o**a1lH 7-l'edro Ignacio BofUsla.
i Cosa, lenlia a bonda-
do se dirigir-so ao aterro da Boa-Vista n. l, alini de
recel :ila.
.-ico pqfiucuez, para caixeiro
rlfiqu naco, do que tem pralica. o qual
daconheoii ua conducta ; quem do mes-
mn quizer uliiisar de punco presumo annun-
cie por ente jornal para sor procurado.
Desapparccca dos Afogados, casa n. 21, uo pa-
teo de N. S. da Paz, urna escrava por nome Oelphi-
n.i, de Idade, poaoo mais ou monos 40 anuos, milito
fei.i, nariz chalo. baixa, sellada, os pos inrbadns e
feridos pelas ponas dos dedos, a qual escrava per-
bocea ao Sr. Alanocl Coelho Cintra : roga-se a
quem a apprehender, leve-a casa cima, que se
gralilicar.
No armazem de Vctor Lasne, ra da
Cruz n. 27
sao chegados os mui ai amados charu-
tos Lanceaos, Regala e Vista faz fe, do
mus acreditado fabricante Dulra de An-
drade.
Pelo annuncin de hojo no Diario n.30, He 7 do
corrate, alm de oulros ja feitos da venda da loja
de miudezas o. 65, da ra do Queimado, declaro que
ninguem Faca negocio sem o consenlimenlo do pro-
prietario da casa, para depois seno queixarera, pois
que o vendedor nao s deve alaguis vencidos, como
raesino urna leltra tambem vencida ; do qao liquem
entendidos. O queixoso.
COMPAMIIA PERNAMBUCANA.
A reunido da assemblea geral dos ac-
cionistas da Companhia Pernambueana,
tera' lugar no da 13 do corren te mez as
11 horas da manlia, na sala das sesses
da associaco commercial dcsta praca,
para ser apreciado o parecer da cojii-
missao de exame de contas, segundo o
art. 36 dos estatutos da mestna compa-
nhia. Recife 8 de fevereiro de 1853.
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia n. 24 a 50, exeellentes oleados
pintados com diversas larguras, de milito
superior qualidade e ricos padries, mili-
to proprios para consolos, comuiodas e
mesas de meio de sala, por milito barato
preco.
O abaixo assignado convida a appa-
'ccerem no aterro da BoaVisla n. 45, a
negocio de seus interesses, os seguintes
senbores : Antonio Jos Martins, Ala-
noel da Silva Couto, Thomaz Tliir.ns, Jo-
s' Joaquin Pinto de Almeida, Jos Mar-
tins Ferreira Coutinho, Gregorio da Cos-
ta Monteiro, Flix Gomes Coimbra. Mai-
cellino Henriques Pereira, Francisco dos
Santos Moreira, Joao Francisco da La-
pa, Manocl de Azevedo Santos, Francis-
co Muniz de Almeida, Antonio de 011
veira Dinz.
Antonio de Paula Fernandos Eiras.
U IwolL I UtiflIU UUd UK ILaijfc ,u" 'i'-'-i amillones desla ridnde v
* abaixo assignado, continua a exercer as ^
fumnos dcs-c cargo, para o (po podo ser
procurado no escriptorio do lllin. Sr. l>r.
25 BA DO COoblaSOIO 1 AXtUAlX 26.
O Dr. P, A. lobo Moscozo d consultas horueopalliica lodos os das aos pobres, desde '.I hora- da
manhaa ale o meio di.i, o era casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
Olerece-se igualmente para prattear qualquer operaoo do cirurgia, e acudir uromplamenlc a qual-
quer mullier quo esleja mal de parlo, e cujascircumslaucias nao permitan) pagar ao medico.
#N0 CONSULTORIO DO DR. P. 1 LOBO BOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual rompido de meddicina homeopalhica do Dr. (.. 11. Jahr, tnitlu/.ido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encudernados em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... SQfOOO
lisia obra, a mais importante de todas as que Iratam do estado e pralica da bomeopatliia, por sor a nica
que ronlui abasa Fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA OI EFFEITOS DOS MEDIC V-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO-DE SAliDEconbecimentos que nao podem dispensar as pos-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizcrcm
experimentara dootrina de liahnemauu, e por si mesmos se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
Fazendeiros c seuhores de cngeuho que eslo longe dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes do navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodu seu ou de seus tripuladles :
a lodos os pais de Familia que por circumslaucias, que iicui senipre podem ser ('revenidas, sao obriya-
dos a prestar in conlinenli os primeiros soccorros em suas enFermidades.
O vade-mecum do homcopalha ou Iradurrao da medicina domestica do Dr. Uering,
obra laiuliein til s pessoas que se dediram ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina...... IttgOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., cncardenado. 391KX)
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietano dcslc eslahelerimento se lisongeia de Ic-lo o mais bem montado possivel c
ninguem duvida boje da urande superioridade dos seus medicamentos.
Ilolicas a 12 tubos grandes..................... K9000
Bolicas de 24 medicamentos em glbulos, a 108, 125 c 155O00 rs.
Dilas 36 ditos a.................. 20^000
Ditas 48 ditos a................. 259000
a ................. 3O9OOO
di los
ditos
Dilas 60
Ditas 144 unos a.................. 60&000
lilbos imiIsos......................... INMHI
Frasros de meia onca de tinctura................... 2f000
Hilos de verdadeira tinctura a rnica................. 25UOO
Na mesma casa ha sempre i venda grande numero de lubos de eryslal de diversos lmanlo,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eiicommenda de medicuiueuloscom toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
aswsssar^K;-?
i J. M, EWISTA, I
CARROS FNEBRES
Jos Pinto de Magalhaes Faz acicale ao
espeitavel publico, que. de ora em diante, he
o proprietario do estabclcciinenlo de carros
Fnebres silo na ra Augusta n. 21 da Freguc-
zia de ti. Jos, abi continua a fornecer canos
de qualquer ordem com ricos rnalos de con-
Formidade com o reaulameiito do cemilorio,
lamhom se encarrega de Fornercf carros de
passeio, cera, msica, armacoes, guia, etc.,
para o que tem a precisa habilitaran e dcs-
envolvimento ; espera o anniiuciante sera pro-
curado por loda as pessoas que de semellian-
ihelecimenlo preoisein ; no mesmo alu-
gam-se oaixoea para deFunlos c anjbs, e veu-
moilallias de pinho.
LOTERAS di provincia.
O thesoureiro tas lote-
ras avisa que sahbado 10
do correte mez, andam
impreterivelmente as ro-
das da segunda parte da
quarta loteria a beneficio
da matriz de San-Pedro
Martyr de Olinda, e es
poucus bilhetes que res-
tam acham-se a venda na
thesonraria das'j loterias,
ra do Collegio n. 15.
O thesoureiro, Francisco
Antonio de Oliveira.
No dia lerca-Feira, 23 de Janeiro do correnle
apno, desappafeceu do engcnbo CagaFogo do muni-
cipio de lguarass, o escravo, crioulo, de mue So-
ferino Barbosa, com os signaes seguintes : idade 22
.anuos, pouco mais ou menos, olhus grandes, sobran-
ceibas bem Fechadas, beicos grossos, lem muilo puu-
ca barba, nariz chato, baixo e clieio do corpo, pos
apalnetados, muilo convivenle e regrisla ; desappa-
recen acurrentado, porm be de crer que nao lenha
mais os Ferros: roga-se, porlanto, a todas as autori-
dades, capilaes de campo e pessoas do povo, quo o
apprehendam e levem-o a seu sonhor Joao Vieira
da t'.unha, no eugonlio CagaFogo ; no IteriFc, la
Augusla n. ,!l, a Ignacio Ferreira (juimaraes; na
culade do Rio-1'orinoso a Joaquim Cordeiro Itibeiro
Campos ; na villa de lguarass' a Francisco das
as Ferreira Duro, que serao generosaincutc re-
compensados.
Aluga-se nma casa com Forno para padaria.cm
logar marcado pelas posturas, ltimamente publica-
das : quem pretender, dirija-se a ra do (Jucimado
n. 10, loja.
Sao convidadas a apparecer uo cartorio de or-
pilaos, no largo do Paraizo n. 26, primeiro andar, a
uegiKiu que muilo Ibes ioteressa, as pessoas seguin-
ls: l'rancisco de Paula Marinlio, Olympio Fiel do
<. Reg, Miguel Moreira de Souza Ma, Francisco,
casado com Mara, lilha do Ouado liento (joncalves,
(jertrudes Lopes Maviguier, Jos Martins Pinheiro,
Francisco Mauoel de Almeida. Simio Joso do Aze-
vedo Santos, Jo3o Carneiro da Cunha Albuquerque,
JoJo Jos de Oliveira Rodrigues, Auna e Rosa, l-
lhas do fallecido Joso Francisco Laga, Claiidiaua,
tillia do linado Francisco Bernardo Pereira dos San-
tos, Manoel Xavier Correia Feilosa, Antonio Ferrei-
ra da llora, Jeronymo Maria Marques de Meuezes,
Amia Joaquiua do Sacramento, Luiz Gonzaga de
Sena.
Pede-se a Sra. viuva do finado Ricardo Cbri-
sostono Rodrgaes, qoeira declarar por osle Diario
aonde he a casa de sua residencia para se Ihe Fallar
a negocio de seu inleresse.
LOTERA DE S. PEDRO MARTYR DE
OLINDA.
Aos 5:000.^000, 2:0008000, f:00j000.
Cjrre indubitavelmcnle no dia 10 de feverciro
correnle.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira avisa
ao respeilavol publico, que seus bilheles e cautelas
n.lo soffrem o descont de uilo por ceulo nos tres pri-
'os premios grandes, e actiam-se venda as
tojas seguintes : ra da t_adeia do Recite n. 1">: pra-
praia da Independencia u. 37n3'J ; ra doQueima-
du ii. 3'J ; ra do l.ivramentn n. 22 ; e ra Nova
n. 1.
Bilheles .\-)VX) recebcr.i por inteiro 5:(KK000
Meio- ajSOO 2:50050(10
Ouarlos 1")00 1:".()9000
Oilivos 9608 625000
llo-ilim- D .VMI.-IHKI
Vicsimos >J00 B jINtOOO
@ contina a residir na ra Nova n. 10, primei- fi
ii ro andar. $
Novos livrosde homeopalhia uieFraucez, obras
todas de summa imporlaiicia :
lUhneinaiiu, tratado das molestias ebrouicas, 4 vo-
lumes............ 205000
Teste, rrolcslias dos meninos..... 65IKKI
lleriug, homeopalhia domestica..... 7WKK)
Jabr, pbarniacn|)ahoiiieopalhica. r-ouu
Jahr, novo manual. 4 volumes .... ItUJOOtl
Jahr, molestias nervosas. ..'.... 6.?4JOO
Jabr, molestias da pelle....... }<9(KK)
Rapou, historia da homeopalhia, S volumes 16J000
llarlliinann, Iraladu completo das molestias
dos meninos.......... lOj-OOO
A Testo, materia medita homeopatliica. KtHMI
De Fayolle, doulriiiu medica lioineopalhica 78000
Clnica de Slaoneli........ 651KK)
Caaliug, verdade da homeopalhia. 45000
Diccionario de Nvslen....... OJOOO
Alllas completo de anatomia com bellas es-
lampas coloridas, conten.lo a descripciio
de lodas as parles do corpo humano ." 3O5OOO
vedem-sc todos csles livros 110 consultorio homeopa-
thiep do Dr. Lobo Moscoso, na do Collegio n. 25,
primeiro audar.
->aK g
DENTISTA FIANCEZ.
Paulo Gaignoai, esUbelecido na roa larga s;
do llosario 11, 36, segundo andar, enlloca den-
les com genitivas ai liliciaos, e dentadura cmn-
ii piola, ou parle della, com a presso do ar. gf
Tambem tem para vender agua denliFricedo rgi
Dr. Fierre, e po para denles. Una larga do 3$
9 Rosario n. :ili segundo andar. ^
S?4SSfeeii;3' PlBLICAC-tO' I0 HSTITIIO HttHtOPA-
TIIICO DO BRASIL.
THESOURO IIOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA
Mtlhodo conciso, claro c seguro de curar homco-
palhicamenle Indas as molestias jue afUgem a es-
pecie humana, e particularmente agellas que rep-
utan 110 Brasil, redigido segundo os mellones tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propiia experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ladgera Pinho. Esla obra he boje
reconhecida como ti melhor Je loda- que tralam da
applicacao honieopalluca uo curativo das molestias.
Os curilos, principalmente, nao podem dar um pas-
so tegOTO MU pomi-la c con-ulla-la. Os pais de
familias, os seuhores de eogeoho, sacerdotes, via-
jantes, capilos de navios, scrlanejus etc. ele, devem
le-la a BISO para occorrer promplaiucnle a qualquer
raso de molestia.
Dous volumes em brochura por IO5OOO
u encadernado 11CKM)
v"ende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lova-se e engomina-se com toda a perfeic.lo e
accio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Jofio ftepomticciio Ferreira
de Mello, que mora para o Salpullidlo,
aueira mandar receber urna eiieomiiieii-
a na livrari a. 6 e 8 da piara da Inde-
pendencia.
Al LA DE LATLM.
O.padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a ra do Hau-
;el n. 11, onde continua a receber alum-
nos litemos ee.vternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quera se
quizer utilisar deseu pequeo prestiino o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
BOAS OBRAS,
Chegarara recenlemente ra Nova n. 38, dcFron-
teCuioeicAo, lampadas, Unir bulos, navetas, cal-
deirnibas de agua lenla de laido, c galhetas de cs-
rlanho, ludo para igreja ; escrivaniuhas, lesouras e
liiKonias para Funileiro, cadiuhos, foles de Ferrero,
rozetas de esporas, e limita- nutra- obras de lat3o,
cobre, brouze e Folha de Flandres que se fazem e
\endem-se por preco commodo.
Jo|e a Maia contina a dar lie oes de inglez,
francei eacriplurac.io, lodas as lardes, 11a classe
que tem a ra do Queimado n. i, e pode ser pro-
curado loja dos Srs. GouvaS Lcilc.
O padre Joo Jos da Costa Rbcro, substitulo
da aula de ralim desla cidade, abri a sua aula par-
ticular uo I. de Fcvereiro, e continua receber alum-
nos internos: no paleo do Collegio n, 37, segundo
andar.
@K mmmwmitmmmn
O bacliorel em mnthcmatlii
bernardo Pereira doCarmo Jhior,
dar' principio a*.suns explicacoes
de arithmetica e geometra no da
12dcon.ente ; na ra Nova, so-
brado, n. 5(i.
Casa de consignarlo de escravos, na ra
dos Quarteis n !2i
Conipram-sc e recebem-se esclavos de ambos os
sexos, para seveuderein de conunissn, tanto para a
provincia como para Fra della, olloreoendo-se para
aso toda a seguranca precisa para os ditos escravos.
A fama va.
A' Fabrica de charulos 0.1 ra do Raime! n. 2, ebe-
gou um nuvo sortimeulo de charutos da Babia dea
bem acreditados ; lambem Fumo para vender a reta-
llio ; a visla faz F,e os Fregue/.os ser.io bem servidos.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
engomara com perfeicSo, para casa eatrangeira do
pouca familia : a tratar na ra do trapiche 0.38,
armasen) de Miguel Carneiro.
Da-so dubeiro a premio em pequeas quan-
Palia-hre penhores de 011ro oa prala : na ra do
dre sol loriano, primeiro andar do sobrado 11. 71.
Dr. Josti Nicolao lu-
da carta, que Ihe
V i'ru
Joaquim Jo-e da h onecoa, o mesmo compro-

m
m
AiTKNCA'O.
') agente Vctor tundo dcdei.xaf
um dos arma/.ens b, adverte a todcs os sniores
que lem abiertos ex pos tos a ven-
da, bajara rie os retirar at odia
!) do con ente, do contrario serao
vendidos 110 primeiro ledao que
guir por o maior preco olle-
reoido.

A directora do collegio da Concoicao, na Cruz
de Almas, no silioda Piedade, participa as posma*
qne liveiem de inFormar-se ou Iratar de qualquer
arranjo respectiva .nenie aquello colleuio, que alli se
podem dirigir, ou nesia cidade ao Sr. Ru-ardo de
1'retas Ribeiro com loja de livros ua esquina da ra
do Collegio, que prestara os csclareciiuenlos precisos.
Jo3o Ferreira da Costa Nevos Faz scienle ao
publico quo romprou ao Sr. Joao Francisco Maia, o
seu eslaheleciuienlo de calcados e miudezas, silo uo
aterro da Boa-Visla 11.82.
Precisa-se de urna ama para o servico de por-
tas |iara dentro, meaos para cozinha : no Recite con-
fronte ao oiliio do Corpo Santo, loja de calcados uu-
niero ).
({$ Jos Ignacio de Loyola, ten- (fJ)
^ do vendido o seu estabeleciment g%
-^ para retiiar-se para fra do Im- 2
9 perio a tratar de sua saude. nao
Qp o pode la/.er sem que as pessoas (,
A que Ihe caram a dever Ihe pa- '
" guem. aim de que nao Ihe seja w
prcuiso linear mao dos ineios ju- '$,
diciaes para tal. ($)
1 T ^a1u'm iIb Souza Maia, compren por ordem
',,' r- culo* Carmina, do Maranhan, meio "bilhele n.
.'ii, ila segnnda parle da quarla loloria de San Pe-
dro Mari jr de Olinda.
1
fifia O Dr. Das Fernantles, medico, pode ser fl&
gj procurado a qualquer hora do dia para os 2*
2 dilTerciito- ramos de sua profissao : na ra
(fa larga do Rosario n. :n. A
Precisa-se de um andar muilo limpo.com com-
modos para 2 Inglezcs, preferindo-se no alerro da
Boa-Visla : qocm tiver dirija-se ra da Cadeia do
Recite n. 36, primeiro andar.
Pede-se ao Sr.
gueira Costa respotta
hm dirigida no << Diario de Pernanibuco
de Janeiro deste anuo, asgnada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigueira nao tequeira dignar responder,
lera'tido por caprichoso e arbitrario em
suas decises,- e reo coiil'csso de seii de-
licio.O Curioso.
Alugam-sc c vciulein-se muilo boas bichas de
llamburgo, Chegadaa uilimainenle, e lambem vni-se
appliear para maia comniodidade dos preteBdenlea:
M rna estrella do Rosario loja de barlieiro 11. 19, e
lambem lia para vender-e mullo boas coiln.as para
aliar navalhas.
Na praca da liidepeiidineia, ns. 21
a o, ha para vender excellenle vellurii-
lho carmezin, pelo barato preco de G10
reis, milito proprio para vislartos de
mascaras ou outro qualquer inislei ; as-
sim como penas de todas as cores c lma-
nnos por muito mdico preco.
A matricula da aula de l.iliin do collegio das
artes est abeiia iodos os dios uleis de manbaa al 3
horas da tanlc. no primeiro andar do sobrado 11. 22,
na ra das Cruzcs.
AULA DE OBSTRETICIA.
A nialriciila eslarn abei la desde o 1.- at o ultimo
de fevereiro. no bairro de Sanio Anlonm, ra da
Palma, casa de um andar. As licoes piincipiarao no
di.i 15 do nic-uio mez.
Antonio Eaidiu da Silva, lenta de geometra
do Ivceu desla cidade, nao pudendo abrir no 1. do
correnle o curso de geometra para lodo o auno lec-
tivo, como liaba aununci'ilo, pr n.ln apparecer
quem o quizesse Froquoutar, de novo declara que
aiiuuiiciar o ilia da abertura, loso que appareca
numero sullioiente de esludaiiles, que o quoiram ti 0-
quentar : os prelendeule- podem dirigir-se casa
desua residencia, na ra Direila n. 78, pan darem
os seus nomes a matricula, s 7 horas da manbaa at
as 0, c a larde a qualquer hora,
JOIAS
Os ahaivo assignados, dono- da loja de nurives, iki
ra do Cabug n. II, confroiile ao paleo da nalriz e
ra Nova, Fazem publico, que eslo recebendo con-
linuadamcule muilo ricas obras de ouro dos niclho-
res gostos, lano para senhoras como para bornean c
meninos ; os procos continan! mesmo baratos como
lem sido, e passa-se contas com espousabilidade,
especificando a qualidade do ouro de l ou 18 qui-
lates, liculo assim sujeitos os mesmo.- por qualquer
duvida.Seraphim I rumo.
Aloga-se o armazem n. 3(1 da ra estreila do
Ii- ai 10 : a Iratar na ra do Collegiu 11. 21, segundo
andar.
Precisa-so de um Feilor que enlenda de plan-
lacio c sai ha Iralar de vareas e jardim, para lomar
conta de um sitio perlo desla praca : a tratar 110 lar-
go do Corpo Santo, casa n. 13, segundo andar. laual-
menle se alugam 2 prclos que saibain Irabalhar de
amida.
LOTERIA DO'RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da loteria 21 das M a trises e 7 da Gloria.
O vapor Camnela' entrado neste por-
to boje G de fevereiro nao trouxe listas
nem resumo por ter saludo do Rio de
Janeira no dia 23 do passado, as quaes
esperamos a 17 ou 18 do presente pelo
vapor Guanabara. Os premios sao
pagos a' vista sem descont algum logo
que se distribuam as mesmas listas.
Precisa-se de um negro para se alugar para o
servico ordinario de urna nadara:: 114 ra dos Pires
o.4t
Precisa-se alugar um sobrado de um andar com
Olio 011 bijas, que accommodc nao pequea familia,
nos Mirras de Sanio Antonio ou Boa-Vista : no raes
do llamos, no segundo andar do sobrado ide Jos
llygiuo de Miranda.
SA1A DE UM.
Luiz Canlarelli participa ao respclavcl publico
que a sua sala de ensino na ra das Triiirhciras 11.
1! -o ada abarla todas as segundas, quarlas e sexlas
desde as sete horas da noile al as nove : quem do
sen prestalo se quizer utilisar dirija-se a mesma
casa das 7 horas da manbaa ale as 9. O mesmo se
oITcrece a dar licoes particulares as horas couveiic)-
nadas.
No lintel da Europa tem salas c qual los para
aluguel, com comida ou sem ella.
No hotel da Europa d-se para hira almoco c
anlar mensalmoiite, por preco commodo.
0 procurador geral da ordem lerceira de S
Francisco desla cidade, pede ao Sr. Theolonio Flix
de Mello, queira ler a uondade de explicar, como
leudo S. Me. requerido a I lima, cmara municipal
en 20 de dezeuibro do auno lindo liecnca para der
molir o oilo de sua ra-a na ra de Sania Rila 11.
22, c cm 3 de Janeiro dcslc auno renovando aquejle
requeriineulo tin seu mesmo nome, e para o mesmo
l'nn, e finalmente em ti do mesmo mez de Janeiro
lindo pago cm seu nome o imposto de 50UO para
demolir o 011.10 da referida sua casa na ra da Praia
de Santa lula 11. 2, e para ler amassador na ra, o
laxar de novo o dUooitao, agora diz que o embargo
de obra nova que se procedeu a requeriinento da or-
deo lerceira ilo lem validado, por nao ser S. Me.
o proprietario da supradita casa": pedo mais o mes-
mu procurador geral ao dito senhor o favor de de-
clarar se porvenlora coubecc a Sra. Di Gertrodes
Maria (iomes, se sabe aonde mora, e se possue lien-
de raiz: e cerlo de que S. Me. lera a buudade de
dar as declarace- pedida.-, desde agora o procura-
dor geral da ordem lerceira muito agradece a S. Me.
m> :mltok
DO DR. CAS ANO VA,
RA DAS CRU7.ES N. 28,
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- g
dos os Umanhoja, por precos muilo em coala. 3
Elementos de homeopalhia, 4 vols. (>(XIO H
Tinturas a escolher, cadavidro. IjOKt fc<
Tubos avulsos a escolher a 500 e 300 3
Consullas gratis para os pobres. g
inelte-se a solicitar can-as de partido an-
imal, com lodo zelo o actividado, mediante
um pequeo honorario, aun como lias
causas particulares nao pdo preco as
l*! parlo-. Catllo Augusto Ferreira da Ailia.
Refleaet schre a educaban phyrea e mtral da in
faneia, offemstas asmis de familias, pelo l)r\
gnacio Firmo Xavier.
Esta nina destinada ao bem social e necessaria a
quantos seorciipam da edmacaii infantil, para que
chegue ao onnliecimculo de indos, acha-se 11 venda
polo proco de ^XHI rs. lias loja-dos Srs. : Joiio da
Cuaba MagalhAes.na roa da Cadeia do Berilo n. SI ;
Joao Soarc- ile Avollar, na roa Nova n. 1 ; e lias li-
vrarias t'.laica paln do Collegio 11. -J, Universal na
roa do Collegro, e na do Si. Dourado no paleo do
Collegio n. (i.
ALERTA RAPAZIADA.
ChegOU toja do Moreira na 111,1 Nova n. S, um
bello torlimento de mascaras de rame de qaeiios
inovedioos e suis*as, meias mascaras de panno para
caricalo, narizes com bigiidc, mascaras de panno
muito leves com barbas, bigodcse |ieras, c laintioin
mascaras para senhoras, ludo por preco mais com-
ino lo do que em oulra qualquer parle. Tambem ha
na mesma loja um bonito aortimento de sapa tos de
selim brauco tiros, para senhoras, chegados pelo va-
por ingle/..
LOTERA DA PROVINCIA.
O cautelisla Antonio Ferreira de Lima c Mello
avisa ao publico, que suas cautelas c bilheles intei-
ros garantidos, da 2.a parle da 4.a lotera de S. Pe-
dro Marlvr de Oliuda, que corre sahbado IIIdo cr-
renle, acham-se a venda na sua loja, ra Nova n.
; Recife, loja n. 11 ; ra larga do Rosario 11. 2(i
estreila n. 17 ; Iravc-sa do Oueimadn 11.1S C; afer-
r da Boa-Vista, casa do Sr. (jregorio n. 72 A.
Bilheles 5J500
Meios 'j->S(KI
Inarlos lp-VIO
Derimos 71X1
Vigsimos l)0
No liolcl da Europa precisa-so de um criado
brauco.
No ilia II do correnle mez, as horas da tarde
na porla do Sr. Dr.jail de orpbSos, se ha de arre-
matar urna mci-agiia n.'.), na Iravessa do viveiro,
eiitraixlo ua roa do Alccniu ; oulra dita 11. 11, na
mesma Iravessa ; oulra dila 11. 13, ua mesma Ira-'
\e--a.; nutra dila ua ra Imperial iifbO: una casa
terrea na ra de Hurlas n. 7S ; oulra dita na ra das
Aguas-Verdes n. 51 ; oulra dila na ra do Alecriiu
11. 16 ; oulra dila na mesma ra u. 14 ; o sitio do
viveiro, sobrado c seuzalas que firam no fundo do
mesmo silo o. 16, por renda y anual, e he a olUma
praca.
No hotel da Europa lem bous peliscos a loda
hora, por proco minio barato.
Guilhcrme Willson, 11.10 leudo lempo de des-
pedir-so pessoalmenle de lodos os seuhores, que 11
obsequiaran! durante sua estada nesla cidade, o fai
por osle Diario ; eaproveila a occasi.m para ollcre-
cer-lhes seos sol neos 11.1 pi.10.1 do Rio de Janeiro,
para onde relira-se no paquete inglez.
A\ i-a-so aos seuhores amadores do carnaval,
que se acha expeato um novo e bollo trajo de eouro,
imitando aos de serlanejos, por preco commodo : na
ra Nova 11. 10.
Anda esl.i por vender a armacao da loja de
fazeudas da ra da Madre de Dos ii.', lugar pro-
prio de quem quizer vender muilo a relalbo, sondo
es alueueisda casa muito em coula : quem quizer,
dirija-se mesma tua 11. 32.
MASSA ADAMANTINA.
Ra do Rosario 11. 36, Segundo andar, Paulo Cai-
gooox, dentista franen, chumba os denles com a
mi-a adamantina. Essa nova c maravHbosa com-
posieso lem a vanlagom de eneber sem pressaodolo-
rasa lodas as anfractuosidades do denle, adqiierindo
em punco- instante! solide/, igual a da podra maia
dnra.e promelle reslaurar os denles mais estragados,
coma forma e a cor primitiva.
Na ra Direila n. 21, se dir quem compra um
sobrado de um ou dous andares, sendo cm boa ra
O esfi pturario da osnipauliia de
Beberibe, continua a encarregar-sc de
comprar e vender acresda mesma com-
panhia: na ra Nova n.
dar.
PARA 0 MADAMISMO DO
BOU COSTO.
A S.s-OOO rs. o corte!!!
Vondni-se na ma do (Jueiiii ulo, loja n. 17, ao p
da botica, us modercoa ror'.ea -le vestidos de t.irlata-
na de seda com quadros do cures, do lindos e OOVOS
desodlos, com S varas e meia. pelo barato preco de
suouo:::
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o covado.
\ onilein-se na toja de Faria o' Lopes, ra do
Oueiniado 11. 17, as maderaasalpacas de seda, de uo-
vos e lindos desodlos, pelo mdico proco de 500 rs.
cada covadd.
ORLEAN'S DE USJRA BE SEDA.
A 400 rs. o covado.
Vendem-se na ra do Qoeimado, hija 11. 17, de
Faria i Lupes, para lH|uulaoao de coMas.
MELPOMENE DE I.AA- DE QUADROS.
GOSTO E8COCE2
A 400 rs o covado.
Vende-te para ulliinaoflo de contas : na loja de
Faria i\ Lopes, ra do (Jucimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A i.s'OOO rs. o corte.
Vendem-se liscados Varsovianos de quadras fa-
zenda nova e maito fina, imitando a seda isci.c/.i
viudos pelo ultimo navio de llamburgo, com 13 '.
covados catla corle, pelo barato preeo de ri3*00l) : na
loja n. 17 da ra do Qoeimado, ao pe dabuiica
CAL DE LISBOA A *|000 RS.
Vendem-se barra rom cal de Lisboa, chegado no
iillimo navio a 4s000pnr cada una : na ra do Tra-
piche 11. 10, segundo audar.
CAL DE LISBOA A 3$000 RS.
Vende-te cal de Lisboa da mais superior que lia
no mercado, pelo mdico preco de 35000 rs. o bar-
ril, na ra de Apollo 11. 8 e 10, armazem dcassucar.
Vendem-se caslanhas em canaslras, chegadaa
ltimamente de Lisboa, por preco commodo : na
ra do Banel 11. 1.
BAILE DE MASQUE.
.Vendc-se um completo aortimento de Franjas, ca-
les, renda c esniguhaa de pamela dourada e pra-
leada, a mais rica que lem apparecido, proprio |nira
vestuarios do carnaval, assim oomo para armariies
de igreja : na ra do Cabag, loja de miudezas de 4
pollas.
FAZEHDAS RARATAS.
\ endom-e curios de cis-a com barra a ."> patacas,
ganga amarolla franceza a 200 rs., rispados fraucozes
largos a 9 virrlens, cobertores de algodao decoros
muilo encornados c grandes a Ijmkk). eaasas frauce-
,as lina- de mo- li\a- a 34) o covado : na ra do
Ouciinadu-n. 21.
ALRANEZA.
Para acabar, vende-se a 900 is. o ovado dessa
econmica fa/enda prela, com (i palmos de largura,
prupria para Iragcs do clrigos, religiosos, vealidea o
inaiililhas para mulheres : na ra do Oucimudo
11.21.
/ [)niiRii'iai!-
No armazem de Vctor Lnsne, 111a
da Gnu, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pinta do para fono de salas, com
muilindosdcsenlios ; wermoutb em cai-
xas de 12 j-.irratiis ; diversos licores de
mui boa qualidade ; rinho verdadeiro
Borqeaux em cai.tas de duzia ; kircli
do nielhor autor; agua de flor de lat ali-
ja ; -o late nltosuperior qualidade; champa-
gne : o tpie indo se \cm\r muito cm
conta, em rea rao a' boa qualidade.
ita,
Vonde-se excellenle labmdo de pinho, recen-
lemcnlo rliecado da America na rui de Apollo
lrapic|ie do Ferreira. a euleuder se com oadmini-
1 ador do mesmo.
CEMENTO ROMANO.
Venile-se superior cmanlo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz d
tbeatro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
gemela de Edwtn M,
Na ra de .' polln. 6. armazem de ale. Calmon-
& Companhia, acha-se constantemente bous sort-
meulos <|e taitas de ferro coado e batido, lauto ra-
sa como funda-, moondas incliras todas de ferro pa-
ra animaes, agua, etc., ditas para armar em made-
ra de'todosos lamanhos e modelososinais moder-
nos, machina borisontal para vapor com forca de
i civallos, cocos, passadeiras de ferro estanhado
para casa de purgar, por menos preco que os do
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de flandres ; ludo por barato preco.
Taixas para engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Rowmann, na ra do Brum, passan-
do o cliafariz continua baver um
completo sortirrento de taixas de ferio
fundido e balido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao* :
euiba cam-se ou carrefjam-se cm carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruzn. 55, lia para vender o excel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidiio.
VELLDILHO.
A direcco do baile de mascaras na
passogem da Magdalena (em o sillo dn
Cajueiro) previna> aos sen lunes socios diS,]
que as pessoas eneaiVegadas de recebe-
rem asjoias esto igualmente autorisadas
para liaxcrcm dos Mesmos senliores as
Shas propostas p.u/iJoVs convidados, de-
vendo eslas ser apresentadas ate o dia 12
do correnle : sendo que o baile sera' im-
preterivelmente em os dias 1" e 19.
l'recisa-se de um molcque Forro ou escravo pa-
ra alugar,: nesla lypographia.
Ilcsapparcccu do cngeuho ('ilifornia, termo de
l'au-d'Allio, no diL5 do correnle, o escravo do nome
Juan, mualo, de idade 17 para 18 annos, baixo, ca-
bellos carapinhos, lem pannos branros pelo rosto.e
o habito de assoprar com alloma forca pelo nariz:
quando falla ; levou calca de algodao do quadros,
camisa de riscadiuhqajanearuado, jaquela de riscado
tambem de quadros, e chapen de palha de carnauba
com um buraco de fogo na copa: quem o appreheu-
der leve-o ao engeiibo California, ou casa do Sr.
Manoel Antonio (joncalves, na ra do Obliga, que
ser recompensado.
. I'erdeu-se no dia 4 do correnle, da praja do
Corpo Sanio al o Trapiche Novo, urna carleira em
forma delivro com ataca de lalao na parle superior,
conlcndo urna sedule de 9000, um papel impresso
em idioma iuglez.e um carian com a Arma de Widow
Baymoud & Companhia : quera aclmu, qiiereodo
restituir menos os 59000, c sera alm dissogratifica-
do : oa ra do Trapiche Novo 11. 34, armazem.
Ruga-se aos seuhores que lem penhores na
mao de Domingos ferreira de Oliveira, que hijam
deosvir lirar no prazo de S da-, contados da dala
de-le, do contrario serao vendidos para seu paga-
mento.
Aluga-sc um ptimo escravo para o servico do
casa estrangeira, por lereslado por varias vazes scr-
vimto, he muilo liel e se afiance a sua conducta : na
praca da Boa-Visla n. 7.
Superiores velludillios, rannisnn verde, ama relio
e azul a (40 rs., n'no e prelo a 720 : na roa do Quei-
mado n. 21.
W^$tg)39g:*-3>
9 Vendem-se 011 ponniilam-seoiio casa nesla *
W ridado ini us hairios de Santo Antonio ou Bo i-Visla ; um cxcellcule e grande silo, Icn- 9*
fi 1I0 perlo do 51NJ palmos de frente, e lj500 de @
S fundo, coinjlxias haixas de capim, agua de be-
f her, uruiii miiias arvores da-mais deliciosas 5
frotas que siicom a vista se poder conliecer ;
muilo perlo da cidade por eslar 110 principio &
$i da estrada dos Atbelos, o com mais a parli- vS
i-i eularidado de ler lio lundu camboa d'.igua sal- {
da, onde se pode formar dp^a famoso- m- @
% veros, e ler lambem alm de ludo islo, a S
)fj trenle loda muralla de novo, com dous por- <
JJ laes ao lado de us alircrers e (Yeiili! j co- @
.; .....oa.la do una imignilica cas;i de 'iti palmos @
.3$ de larga c 11ti de fundo: quem o pretender
;:j un qui/.er fazer o negocio de oulra Citada for- $
;i n,,i n.ina dilo, pule fallai^ywtr. Miguel ^
^ Carneiro no KecHe, ou { ao mo-mn m
(a) lugar a fallar com o proprie. na primeira fia
ff casa do lado dircilo na estrada da Soledade. .;,;
riladc a 'iVA) rs.
COMPRAS.
Compram-se palacoes brasileiros chespanhes:
na ra da Cadeia do Uecife n. 54.
Compra sa cubre ale a quanlia de 5009000 rs.,
com o premio de i por ceulo, < sedulas miiidas de
llOOO c 29OOO rs. cm I10111 estado, com o incsiuo
premio : na pracad Independencia n. 37 e 30, toja
de calcado.
Compra-sea obra de Chauveau llireilo Crimi-
nal], edir.io belga, em segunda mrto : quema tiver,
dirija-se a na Nova n. S, segundo andar, que se Ta-
ra todo o negocio.
(-ompraiB-sc patteSea kespanhoes : na ra do
lrapiciie 11. 3S, armazem de Miguel Carneiro.
Comprarse inda porclto de prala que poeta an-
paiecer, velha 011 nova, a poso conforme sua quali-
dade : ua ra da Sen/ala Velha u.,70, se dir qutm
compra.
Compra-sc urna potica por Venillas, que esle-
ja em boga estado : na ra da Aurora u. 44, segun-
do andar.
'se doce seno de caj de superior qua-
....) rs. a libra, l.ml 1 em grande como em
pfcuenas pornics: em Oliuda, ra do Yaradouro,
nvmero 17.
. Vciidem-sc dous cabrios novos c muilo bem
rouslriiidos : na ra do Pires n. 30.
Veode-se una inorada de casa de lies andares
c solAo, mi bniii i-ladu, na roa do Vigario 11. H :
Irala-so 11,1 ra dn Crespo, loja ala esquina que volla
para o Qoenado.
:::.:;: :..v: : ::-?-Rgv?? :;':: ::
9 \ endem-se mascaras do rame c de sea
) lustrosa, as melhorcs que tem viudo a este
33 mercado, a 2900o rs. cada urna : ua ra do
ii Crespo loja amarella 11. 1. p,
W&8>S,9V$i&9m999>9m
Vende-se u/h sitio entre as duas pon-
tes da passagem da Magdalena, terreno
que independe de beneficios, e confinante
por tres lados, com as duas estradas e tra-
vessa, com duzentos palmos*de frente na
estrada geral e quinbentOS na outra, en-
tre dousou tres portos, de ptima silua-
cao para a projectada fabrica de tecidos
de algodao : taO prximo a cidade nao
lia outro nenlium terreno de tantas van
tagens e apceo.
#*! ,iaae@@@
9 Vendem-se luvaa de pellica de Jovin, lano @
para homem como para scuhora, a igOOO rs. o
S par: na ra do Crespo bj.i amarella 11. 4.
m%& ;.; a*
Vende-se urna escrava de nacao j idosa, mas
possaule,sadiaede aliancavel conducta : jia ra da
Alegra n. 5.
Vcude-se urna negra de nacao, de idade 35 an-
uos, boaqnilaudeira : na ra da Cruz 11. 30.
Vende-se milho muilo novo, agarnel a 49000
rs. o alqueire, medida velha, abordo da barcaoa Di-
lijcncia, encostada a rampa do Bamos.
Farinli; de utandiac*.
Vende-se (.uiiilia de mandioca muito
superior cm saceos pandes por preco
commodo, no trapiche doSf. Cunha. '
Vendem-se i vacas de Ieite muito
boas, lidias do pasto e com be/.erros pe-
VENDAS
U14NAK PAR4 I8S5.
Sahiram a' luz as fcnliinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, comgido e accrescenlado, contendo
V00 pai'inas : vende-se a 500 rs., na I-
rana 11. G e 8 da praca da Indepen-
dencia.
rOLHIHHAS PARA 1855.
Acliam-se a' venda as Iil-ih condecidas
lthinhas impressas nesta lypograpbia,
de algiljeira a 520, de porta'a ItiO. eec-
clgsiaslicas aiSOrs., vendem-se nica-
nii-nu-na M-aria n. t e 8 da praca da
Independencia.
l'arinlia de mandioca.
Sacias grandes do superior l'arinha rorq um alquei-
re cogulado. se \01nl01n p ir barato preco: na Ira-
vessa da Madre de Dos n. .'! a .">, aruiaz.'eui de An-
tonio Luir, de Oliveira Azevedo.
Patente jngle/..
Vende-se um cabrielel deseoberlo, de patale, cm
peifeitn estado de seRurao^a, o cmn os arreios : mi
ma iio Trapiche n. 40, segunde andar.
Vend' se nina carraca sem bo, em muilo lioin
eslado, c por preco Favoravel : no paleo do Panizo,
junto a igreja, primeiro andar.
~ Vendeawe bonitos pos de rraveiros : noeorror
da igreja da Soledade, ea-a 11. 7.
AHAOS Jlli FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro acba-se para vender ara
dos c"-. ferro de --pricv qualidade.
Dr. Filippe Mena
fpenos 110 sitio do Sr.
Calado da Fonseca.
Coiidecas
Na ra do Collegio n. 1, toja de miudezas, ven-
den! se condecas de Indos os lamanhos por preco
commodo, que be para acabar.
Yendem-se bilheles da lolcra de S Pedro
Marlyr de Oliuda. que correa 10 do concille : no
aterro da Boa-Vista 11. 48.
ROIAO' UkWEL
ACha-se de novo exposto .1 venda a deliciosa pila-
da deste rollo tranco/., quo a le eoeonlrara na ra
da Cruzn. 26, primeiro andar, e na luja do Cardeal,
rua larga do Rosario, por muilo commodo preco.
ItlA DO CRESPO N. 23.
Veude-se chila Fianreza larga, coros escuras .1 200
rs., riscados ditos, coros li\as a ISO rs., chilaescttra
cores seguras a 100, enres de raseiinra prela a 49OO,
diius de caaaa chiia padroea modernos a 20000, ea-
mi-as Ii,. 111 esas brancas e oc cores muilo bem feilas
2j-00, panno prelo e de cor de eaT a :13000, inelpu-
inene de l.i.i gusto escoeez a ISO, o oulras inultas fa-
zeudas pur precos baratos para feixar contas.
Toallias de superior panno de linbo alco-
\oadas para rosto a l.$"l 20,
vendem-se mi rua do Crespo loja n. 16, a segunda
ipiem vem da rua das Cruzes.
CAL VIRGEM.
a mis nova que ha no mercado, a proco commodo ;
na na do Trapiche II. t j, arinazeni lie Bastos li-
maos.
BA 1)0 CRESPO N. 12: '-
lia Vende-se nesla luja suporior damasco de'_
ila do ciuos, sendo brauco, encarnado, rio,
proco i.i/.o.ivel. f.
Na Lvraria da rua do Collegio n. 8.
vende-se una asoolbida colleceaodas mais
brlhantes pecas de msica para piano,
asqtiaes sao as nielliorestpie se |K>dem a-
cliar para fazer um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior familia de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
i
i
POTASSA U15AS1LEIRA.
Vende-se superior potassa, fa- fefi
bricada no Rio de Janeiro, clie- t#.
B gada recentemente, recommen- (\
(la-sc aos senliores de cngnliost)S ^
seus bons elleitos ja' e\perimen- J
tados: na rua da Cruzn. 20, ar- W
tua/.em de L. Leconte Feron & O
($ Companhia. jk
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rcceulcmenlc ebegada.
Vende-se urna balanca romana com todos os
sviis perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se i rua da Cruz, armazem 11.4.
FARINHA DF MANDIOCA.
Venderse superior farinlia de mandio-
ca, em saccas epie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens'n. 5e7 defroute da escadi-
nlia, c no armazem defroute da porta da
allaudcga, ou a tratar no escriptorio de
Novaes di C, na rita do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas c hollandezas, com gran-
de vantagein para o mellioramento do
BSSUCar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, e**~*f con o methodo de empre-
ga-lo 11 liorna portuguez, em casa de
. O. I ber & Companhia, na ruada
Cruz, i A-. ,____
Veile-se urna res rnobilia'de jaca
randa', com canslos e mesa de lampo de
uiarinoreHwraaieo, a-diulieii n 011 a prazo,
confrmese ajoslar : a tratar mi rua do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chtistao.
Sabio a luz a 2. edicao do lvrinho denominado
Devoto Cluislo.mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na I i vr aria 11. 6e 8 da praca ua In-
dependencia a fiiO rs. cada exemplar.
I'FKI.ICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capucliiuhoe de N. S. da l'e
nhaydesla cidade, augmeutado com a novena da Se-
nhor ila ConccicSo, e da milicia histrica da me-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uno amonio n i In rana n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1&000.
Moinhos de vento
'orn bombas do repino para regar borlase baixa,
decapim, na fundicao de D. W. llowman : na rua
deBruin us. C, 8 c 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
lickcs. modiubas tudo modernissimo
chegado do Rio de Jeieii-o.
Yendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
mcnle chegados, de evcclleules vozes, efirecos cotn-
moihis cm casa de N. O. BieberA Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de Ni O. liieberoi C,, rua da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Nesle cstabelecinicnto continua a ha-
ver um completo sortimento de moeu-
das e meias nioendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os lamauhos, para
dito.
Vndese um cabriole! com coberla eos com-
petentes arreios para um cavallo, ludo quasi novo :
par ver, no aierro da Boa-Vista, armazem do Sr.
.Miguel Segciro, e para Iralar noKecife rua de Trapi-
che 11. I i, primeiro andar
Deposito de vinho de chara-
raqua- !*fr
propriedade do conde i0
de Marcuil, rua da Cruz do Re- ag
cile n. 20 : este vinho, o melhor M>
de toda a Champagne, vende-se a
a 56JOO0 rs. cada caixa, acha-se 1
nicamente em casa de L. Le- |
com te Feron & Companhia. N. O
B.As calvas sao marcadas a fo- (jjp
(joConde de' Marcuile os ro-
lulos das garrafas sao azucs. (A
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12. vende-se muilo superior potassa da
Roasia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior flanella para forro de sellins che-
cada 101 enlmenle da America.
mmm ROMANO BRAMO,
Vende-se cemento romano brauco, chegado agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do cnu-u
un, em barrica- e as linas : alraz do Ihealro, arma-
zem de lahoas de pinho.
Vendem-se 110 armazem n. 00, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry (ilisou, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
\ endc- de Sania Calbarina, e tundeado na Tolla do Forte do
Hatlot, a mais nova Familia que e\isle boje no mer-
cado, e para porgues a Iralar no escriptorio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, oa rua do Trapiche
u. 14.
Vendc-se a taberna 11.....sita na roa Direila
dos Afogadoi, que faz quina para o berro do Ouia-
bo_com as mesmas dividas, se assim a quizercm : a
li-alar com \ iceule Jos da Silva Tavares : o mesma
declara que rcspelo ao alusuel, se iMMlerSo enten-
der com o.Sr. Justino I'ereirade Farias.
Vende-se urna parla do sobrado de dous an-
dares e sotilo. os aterro da Boa-Vista 11. 21, c oulra
dila do sobrado tambem de dous andares suUo. na
rua do Rangcl n. 38.: a Iralar na rua da Alegra
n. 11. ^
Yendem-se relogios ingieres, os melhorcs que
lem apparecido no mercado, em ras.i de Knssrll Mel-
ln c\ Companhia : na rua da Cadeia do Recite
11. 3b.
Veude-se urna muala de 18 a 20 annos : a
iralar na rua do Collegio n. 16, lerceira andar.
de VelnaTi?. ""*"* """'" "t'" di'"'
ERVA MATE.
Vende-se superior en a mate, rhegada provima
mente do l'araguay, pelo dimiuulo preco 6*00 a
arroba, e a libra a 280 rs. : uo Forte do Matlot, rua *
do Codorniz n. 8.
Vendem-se 600 esleirs de carnauba muilo
crandes e alvas, por preco commodo : no alerro da
Roa-Vista n. 14.
' V onde-se urna parle do engenho Jaguaribe por
0:3009(100, c mais um sitio junio ao mesmo engenho,
no valor de 1:0000U0 : os prelendentes dirijam-se
ao oiuimiIio Mussupinho, que acharSo com qoem
iralar.
Vende-se a cocheira da rua de Horlas : traUr
na mesma.
,."~.Ve.?de,n"se 2 bravas com habilidades: na
ma das lrincheiras n. 40.
FARINHA DE ^MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa arinha de mandjpce, c pierdo com-
modo: trata-se com Antonio d'lmeida
Comes &C, na rua do Trapiche, n. 16,
segundo andar.
FRESCAES OVAS DO SERTAO'.
V endera-se ovas do sert.in muilo em coala, e tam-
bem se retalba : na rua do Qoeimado Wja n. 14.
Vendc-se cebla sola a 500, 800 e l280 rs. o
cenio, dila cm molhp a I96OO, hlala de Lisboa em
muilo bom eslado, escolbida, a 3$500 a arroba : a
Iralar na rua do Queimado n. 44.
Vendem-se ceblas aos ceios, barris de cal e
talas com 2 libras de massa de lmales, ludo checa-
do ltimamente de Lisboa, e por precs commodo :
na rua da Seuzela Nova n. 4.
OH OLE QlIADRA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na rua dos Quarteis, na segunda loja de madezasn.
>> que foi dos Srs. Viclorino e Moreira vendem-se
as srmeles miudezas com 03 presos mencionados,
liara se acabar com o eslabelecimenlo. Por Unto
rouvida-se as boceleirat, mscales e mesmo a qual-
quer pessoa que goSla do bom e barato.
Ricos eslreilos a 000 rs. a peca, lesouras para cos-
tura a IcOOO a duzia, ludias brancas de novelo a
1-7100 a libra, dilas decores a 640 rs. a libra,liuhas
de peso muilo linasalO rs. a meadiuha, brincosdon-
rados a 100 rs. o par, sapatinhos para chanca a 200 rs.
o par, rosetas depedras a liOrs. o par. brincos dciic-
ilrasa 100 e 320 rs. a duzia de uares.espelhos de gave-
ta a 120, nenies do ac para marrafaa 100 rs. adn-
zia, dlos de baleia a 320, penles de alisar a 900 rs. a
duzia, peines para coco a 80 rs camnhas de coi-
seles a 60 rs., agulheiros de vidro a 480 rs. a duzia,
lilos de pao a 80 rs. a duzia, suspensorios a 80 rs.
o par, canillitas com 3 duzias de aneis dourados a
320 rs.. aneis de chumbo c lamba' a 20 rs. a duzia,
caixas de linha de marcar a 140 rs., curdas de viola
a 140 a duzia, burdoesa 280 rs. a duzia, apjlos de
chumbo av.120 rs. a duzia, altineles dourados para
Sra. a 100 rs., dilo para homem a 20rs., ditos pre-
lo de vidro para Sra. a 100 medidas para alfaiale a
40 rs., lapis a 80 rs. a duzia. peunas de palo para es-
crever a 4 rs. o quarleirao, titas de linho encarna-
das a 60 rs., a peca, garganlilhas relas para lulo a
80 rs., berinbaus a 160 a .duzia, boles linos para
abertura a 120a duzia, rosarios a 210a duzia, Iran-
cinha de la a 20 rs. a peca, carapuijas pintadas para
homem a 160 cada urna, bico prelo dealgonao a 10
rs. a vara ou a 160 rs. a peca, lilas uwadas a 60 rs.
a \ara,dilaslisasa20 a 40 e ,1 100 rs. avara, espigui-
lla a 20 rs. a vara, palitos de fogo em camnhas a lll
rs. a duzia. missangas a 60 e 100 rs. o maciulio, pnl-
ceiras pretas de Gllagria a SO rs., milao a 40 rs. o
0,11 rinho,dedacs brancos para Sra. a 100 ra.a duzia.
tilos para alfaiale a 160 r-, a duzia, boles de se-
da prela para casaca a 120 rs. a duzia, aboloaduras
dourada* e brancas para colletc a 200 rs.. maros
de aljofares a 200 rs., carias de atrlleles a 1*1 is.,
majos de contas deliradas com 100 fios a 1,000, cal-
vas para rap a 100.rs., marcas para cobrir a 100
rs. a rosa,lilas de relroza280rs. a peca.lrancclins de
borraxa para relogio a 60 rs., dilos prclos a 20 rs. a
vara, conias pretas de coquinho a IIK) rs. o masso,
conUo para vestido a 18000 rs. a libra, papel de peso
muito bom a 25.300 a resma, li tas mrelas brancasepre-
Iasa20rs.a pec,a, boles brancos para palitos a 100 rs. a
duzia, rarl'us de ferroe*lanharto,a20rs. cada um, fivel-
lasbraucasepreta para collele a 40 rs.a du/ia,meias
brancas paraseiihora a 240 o par, peunas d'a"> muitu
linas a 610 a prosa, torcidas para caudieiro e"0 rs. a
duzia, folhas de sombra de todas ascorcsa40rs. a Fo-
lha, boles pintados para carniza a 200 rs.a glosa,agu-
Ihas para coser saceos oucbaiMiosa 100 rs.- opapel com
J> agulhas.linleiros bronzeadosa 240e 320 cada um,
luvas para senhora a 80 o par, lilas brancas de linho
a 30 rs. a peca, canelas de flandres a 120 a duzta,
cscovinhas para denles a 20 cada urna, boles de re-
iroz para farda a 240 a grosa, boles de linha para'
carniza a 80 rs. a grosa, oculos de armacao a 320, a-
taeadores para casaca a 20, vidros com graxa a 20 rs.
esporas para saltos de botins a 240 o par, escovas pa-
ra cabello a 40 rs., boles prelos de vidro o 240 a dn-
zia, um caudieiro para loja por 4000, papel de peso
de cores folha pequea a 30rs. o quaderno.
OLEO DE LINH AC
em barris e bolijes : no armazem de Tasso Irmo.
Champague da snperior marca Cometa: 00 arma-
zem de Tasso Irmos./
GARRAFAS VASIAS
cm gigos degroza e de 110 garrafas : no armazem
de 1 asso Irmos.
pague Chateau-Ay, primer!
iidade, de proi)nedade do
ESCRAVOS FGIDOS.
A "17 do mez de outubro prximo passado, fu-
Sio do abaixo assignado o seu escravo Laurelino, de
:iac,lo Cosa da Mina, idade 4.3 aunos, pouco mais
ou menos, alto, corpolcnlo, bonita li(ura, falta de
denles na Frente, lalhos no roslo c nos peilos. signal
desua na^ao, muilo poltico m fallar, ese curva
quando ve algum senhor brauco, cria^Sode seus an-
ligos senliores : roga-se a lodas as autoridades poli-
ciaes e capibles de campo o fajam apprehender e
leva-lo ao abaixo assignado, no seu eogeoho Calba-
rina, da provincia das Alagoas, na villa do P<;o de
C mura i; 1 he, na cidade de Macei, ao Ur. Jos An-
ecio Marcio da Silva, e na praca de Pernanibuco ao
Sr. Antonio Calilas da Silva, ou a Manoel Firmino
ferreira, que serao bem recompensados.
Joaquim Mauricio Aocioli Canatarro.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareccu no dia 8 de seli-mbro de 184 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor Fula, represen-
la ler 30 a 35 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
to ladino, cosluma trocar o nome c inlitular-se Forro,
c quando se \ perseguido diz que he desertor ; Foi
escravo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador no
enuenho Cail, da comarca de Sanio Aniao, do po-
der de quum desappareceu ; e sendo capturado e rc-
collndo cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno emO de agoslo, Foi ah embargado por exe-
cuc.io de Jos Dias da Silva GuiruarAes, c ltima-
mente arrematado ein prar;a publica do joizo da sc~
gnnda vara dcsta cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abaixo assiguadu. Os signaos so os seguintes : ida-
de 30 a 35 aunos, estatura regular, cabellos pretos e
carapinhados, cor amulatada, olhos oscuros, nant
rayide c grosso, beicos grossos, o semblante Fechado,
bem barbado, com lodos os denlos na frente; roga-
se as auloridades policiaes, capilaes decampo e pes-
soas particulares, o apprehendam e maadem n
praca do Recire, aa rua larga do llosario n. 21, que
recehei a gralilicaco cima, e protesta contra quem
o tiver oceulto.Manoel de limada Lopes.
CEM MIL RES DE CRATIl-TCACAO .
Desappareceu no da 6 dedezembro do anuo pr-
ximo passado, Benedicta, de 1 annos de idade, ves-
M, cor acaboclada ; levou um vestido de chila com
lislras cor de rosa c de cafe, e onlrn lambem de ci-
la branco com palmas, um lenco amarcllo no pesco-
co j.i desbolado : quem 1 apnrehender cooduaa-a .1
Apipucns no Oilciro, em casa de Joao l.cile de Aze-
vedo, ou no Recire, na praca do Corpo Sanio 11. 17.
que recebera a gralificacao cima.
Desapparccca no da 1. do correnle o mulato
claro, de nome Domingos, que j servio ua armada
nacional, com o nome de Jos Maximiaao de S
Rosa, onde esleve 3 annos a bordo do Inicuo Callo-
pe ; he de estatura recular, bstanle grosro e muilo
espadando, pescoco mullo curio, muito punca bar-
ba. Ira/.eiulo um pequenrV hicodc e siii-sa- muilo es-
trellas e rasas, bonito e muilo bem fallante.fi diz ser
forro : levou alcum roupa sua, urnas ami&ras de
Fazendas, 7 pares de sapalosderordavilo pira senho-
ra. 5 corles de vestidos, 5 poKnhan de punto inglez,
J camUiubas de stjihoia lambeta de panto insle, e
2 pares de ma lganos; Foi montado en um cavallo
castauho escaro, alto e aereo, com um aignal branco
na lela maior do que um palacAo, lelldo urna 1
lii/ em rada ladodoneilo proveniente dn servifiode
carro ; be muilo Focoso e lem a manlia alguinas vezea em orcasiao le sabir de cata, sellado e
enfreiado dcsronCa-se que o dilo escravo teuha -e-
guido a estrada da Plraroba ou do Rio-Formose, ou
serlao : roga-se^a quem o apprehender, de leva-lo a
rua da Cruz n. 7, ou a sen senhor, uo engenho Caia-
ra, Luiz Francisco de Barros Reg.
PERN.: TYP. DEM. F. De FariAi 1855
MUTILADO


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