Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01164


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Full Text
AUNO XXXI. N. 31.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
IMtaVMI
QUINTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o sobscriptoi.
DIARIO DE PERNAMBUCO

FACVRHF.GADOS DA SL'BSCRIPC.VO.
Recito, o proprieti-rio M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Joto Pereira Martina; Bulla, o Sr. .
Duprad ; Macei, oSr. Joaquim Bernardo do Mon-
donga ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Amonio de I.einos Braua: Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Marauhao, n Sr. Joa-
qeim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Hamos ; Amazona*, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 t/4 d. por 5J000.
Paris, 3l rs. i>or 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoes do banco 40 0/0 de premio.
> da companliia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de loaras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 60400 velhas.
de 60400 novas.
de 4*000. .
Prata.I'a taces brasileiros. .
l'esos columnarios,
209000
160000
16000
90000
1'.40
1 !M0
mexicanos.....10860
PARTIDA DOS CORRKIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, Bonito c Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-Bella, Hoa-Y^ta, ExeOuricury, a I3e38.
Goianna e Parahiba, secundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as (juintas-feiras.
PREAMAR di: hoje.
Prime-ira s 9 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda s 9 horas e 42 minutos da larde.
AUDIENCIAS. EPIIEMERIDKS.
Tribunal do Commerdo,segundascqirinlas-fciras. Fevereiro 2 La choia a 1 hora, 21 minutse
Relacao, lercas-feiras e sabbados.
Fazcnda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orpbos, segundas e quintas s 10 horas. |
1" vara do civel, segundas e sextas ao meio dia.
2' vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
PARTE OFFICIAL.
COmiANDO DAS ARMAS.
Qaartel do cmanlo da armas de Pe
baco ai diada da Radi, eo 7 da fevereiro
r* da 1865.
ORDEM DO DIA N. 210.
O coronel commandante dai armas interino,decla-
ra a guarnicao para os fins necessaros, que por dc-
crelo de 2 de dezembro do anno prximo pascado,
houvc por bem S. M. o Imperador promover
aos senhores olTiciaes do ciercilo que abaixo se men-
cinnam, segundo conslou de ofTicio da presidencia
desla provincia de hunlem dalado. com referencia
ao aviso do ministerio dos negocios da guerra de ;l
do referido mez de dezembro.
Corpo de sade do ejercito.
O I'rirurgiao-lenenle, Mnnoel Adiiano da Silva
Ponles, para i cirurgiao cupido.
h 2." cirdrgics-alfere, Miguel Joaquim de Cas-
tro Mascarenhas. Antonio de Jess e Souza, Olegario
Cczar Cabuss, Koscndo Aprigio Pereira Guimaraes,
Jos Muniz Cordeiro (iilah), Francisco Guncalvcs
Moraes ; para 2.cirurgi6es-tenen(es.
2. batalhao de artilharia a p.
O 1. lente do 1. Feliciano de Sousa Aguiar ;
para capullo da 8.' companhia.
3. batalhao de artilharia a pe.
I Lo lente do 4. Jos Ignacio Coimbra, para
capilo da 7.a companhia.
4." batalhao de artilharia a p.
capilao do 1. segimento Antonio Elias Prxe-
des, para major por anliguid.i I.
O 1.' lente Jos Angelo de Moraes Reg, para
espitan da 1. companhia.
O 1. lente .lo 1. Jos Mara de Alencastro,
para capilao da 2. companhia
O 1. lenle do 3. Tibircio Hilario da Silva
Tavarcs. para capilao da 3." companhia.
Corpo de artfice- da corle.
O capilao do 4.o batalhao de artilharia a p Carlea
le Moraes CamisAo, para major commandante, por
merecmento.
Companhia de nrlilices da Pernambuco.
O 1." tenenle do 2." batalhao .le arlilhara a p
io Alipio de CarvalhoMeiulonoa, para capilao.
Para priraciros lenles.
O 2." lente do 4o. balalhao do artilharia a p
Firmino Herculano de Moraes Ancora.
Dilodo l.o regiment Francisco Manoel Pereira
Foules.
Kilo do I. batalhao Candido Feliciano Pereira de
Carvalho.
Estes primeirns lenles na distribuirlo feila pelo
ministerio da-guerra a i de clezenihru ultimo, ficam
ptrteuccndo ao-i." batalhao de artilharia a p. ,
O mesmo coronel commandante dasarmas, faz pu-
blico que e governo imperial foi servido determinar,
por aviso do ministerio da suemi.de 9 de dezembro
prximo pi-vsado, que o Sr. major do 4. batalhao de
arlilhari a p Antonio Elias Prxedes, continuare
a servir na divisao brasileira estaciona.la em Monte-
video ; epor oulro viso de IK de Janeiro deste anuo
conceder passa em para o halad ao do deposilo da
corle ao Sr. alferes do ti." de-T6ii*siria.Seruj) Pelafiano de Mello e Silva, que si; acha em servico
aa provincia da Parahiba.
Finalmente declara, que a presidencia dcsla pro-
vincia, em penara do l.do correle mezde feve-
reiro, nomeou para servir nterin; mente o emprego
de assislente do delegado do cirurgiao-mor do exer-
cito nesla provincia, o Sr. 2. cirtirgAo-alferes ilo
corpo de sade Or. Jos Augusto de Souza ('langa.
Manotl Muniz Tavates.
Conforme.Candido Leal Ftri'eira, ajudaule de
orden* encarregado do delalhc.
EXTERIOR.

A NAVEGAQAO' DO AMAZONAS.
EXTRACTOS DA RESPOSTA A' MEMORIA 1)0
TSENTE MAURY PELO SR. R. DE
ANGELIS.
Da poltica do Drml.
nlinuaeao )
riiebanos, diz a historia, condemnaram Piu-
daro por Icr louvado os Alhenie iscs: a seus nlhos
era um crime fazer juslioa a seu inimigos. O Sr.
Maury nao pode receiar a sorte do celebre poela. O
Brasil nao podo ser considerado como ioimigo dos
Estados-Unidos ; mas o egosmo nacional do Sr.
Maury nao perda ao Brasil ser um obstculo aos
projectos ambiciosos que sonhou para a sua patria ;
toma a tarifa de denegrir, de calumniar o governo
do imperio com tanla acrimonia como injuslica.
Quando pinlava as riquezas do valle do Amazonas
sua viva imaginarlo iuspirava-lhs dcscriproes exa-
geradas ; someava o ouro e os iliamanles com pro-
digali lado, e aehava nos rios peilras sreciusas anda

0 PAR4IZ0 DAS MUUOES. (*)
Por Paalo Fanal.
PRIMEIKA PAUTE.
CAPTULO XIII
Outra duacarlis.
Quando o cavallciro do Martro) saudava Solange,
a qual acabata de sentar-so entre Irene c madame-
selra do Morges, a marqueza lorou-lhe un braco, e
disse de maneira que fosse ouvida do Solanse :
O senhor oavnlleiro nao he curioso '. Eu Icria
ao inciios lido o sobre-scripto !
Nao *c o que a senhora que" dizer, rfspondcu
gravemente o cavalleiro.
Gracas a Dos, loruoii Astrua rindo, o senhor
he o homem mais leal e mais gene poso que raada-
laeselb) Beaavais condece... Dcixou-Ilie o segredo in-
teirn, salva a pequea porcao qie lomei furliva-
menle.
Senhor Fernando, acresrenlou ella levantando
a yoz, madamesella Beauvais njo o esperava esla
noile ; pos losnou o (rahalhn de csnever-lhc.
Fernando que chegava ao meio do salao bejou-
Ihe a m3o. e rcsponUu :
Eniao rliove carias esla noile. Idilio urna para
a sinhora, o Mr. de (ialleran traz outra para mada-
ma Sulpicio.
Di/on.lo is>o, elle saudoudolongc a Irene, a qual
inclinoU'Se framente.
I ni leve rullnr sutura i faces ihi mo;a, quando
avistara Mr. do Gallera, o o aspecto .lf Fernando
prodiizira um resultado semelhante solire Aul ma
de Moraes. Quanto a Solange, pesian*H>u um ins-
tinto, e de[io:s litou em Astrea seus grandes olhos
, Iristrt o iillivo*.
Coragein disscdlie Irene em voz biixa, ests
entre dua*;ma"a*.
QuemsAu c.ics? perguntou o re TruOe i con-
deasa le Morgef.
A cuniWss;i diste-llie os nomos.
Ah! ah tnruiiu o duquo. sao pis>ias de bem'.'
Cerlameute... Mr. de (ialleran lie li talgo.....O
senhor Fernando he um mancebo espirituoso, a res-
|*ilo do qual correm cerlos boatos...
Que boatos?
Dispnseme, charo duque, responded mada-
na de Morges tentando corar ; o fosse nei-esaari......
fe ir loda as invencoes da maledicencia... Mas el-
los que riingenvse para aqui.
6|1 Trull levanlou--e visivelmonle ilesgosloso.
Nao pndera adquirir anda u desemharaco banal,
que Mo falla a niiiguem, e palpilava-lhe o curasao
() \idco/Jn'(.n. 30.
dcscouheridas dos lapidarios ; a mesma exacerarflo
se enconlra as arcusaees que faz ao governo do
Rrasil; depois de ter excitado a cohiba de seus com-
patriotas, quereria iii-iim,ir.-lhps o odio que parcre
anima-lo contra o governo do Brasil?
Se o Sr. Maury estivesse seriamente animado do
desejode ser til ao commercio em geral, se estives-
se convencido de que a abertura do--Amazonas era
um bem para o mundo inleiro e um bem para o im-
perio, poda expor seus raciocinios c suas provas
com loda a placidez de um homem quo falla em no-
mo da razao. Mas accumular as exprobracoes mais
Inmerecidas, adatar sem lomar o Irahalho de fun-
dar as aecusarocs, juntar a acrimonia a injuslica das
qucixas, esquecer-sc do respeilo que se deve a urna
nacao amiga c do respeilo devido a si proprio, at ao
ponto de substituir os argumentos por injuria-, ser
overdadeuo meio de persuadir?
o O Brasil, diz o Sr. Maury, adoptoa urna polti-
ca peior do que a do Japao. pos que excluo a cultu-
ra, a civilisiijao co commercio do mais bello paiz do
mundo
Esla compararan lisongeira do Brasil com o Japao
sabe a cada momento da penna do Sr. Maury ; he
verdade que elle dit em outro lugar que o Japao nao
commerciava com a Fniao, ao passo que o Brasil
permuta safa productos lelos dos Eslados-Unidos ;
coiilradieco flagrante que o Sr. Maury nao se digna
explicar, e que nao o embanca de modo algum de
persistir em designar o Brasil como oulro Japao,
inaccessivel ao commercio.
O Sr. Maury acha-se na presenra do faclos 13o r-
videnles que Jim heimpossivel nega-los ; cntao des-
nalra-os, e, gracas ao seu espritu de maledicencia,
as medidas mais liberaes lornam-se attentados con-
tra a civilisaco. He o systema que emprega a res-
peilo do tratado de 23 de oulubro de 18.51.
O Brasil, forte por um direito inconlestavel con-
sagrado pelo dircilo das gentes, pelos disimiles das
nacOcs o pelos Iralados, poda, j o provamos, pro-
hibir absolutamente a navegarao do Amazonas a to-
das as bandeiras eslrangeiras. Os estados propieta-
rios da parle superior do rio leriam sido privados
le orna va de communicaciio com o atlntico; o
Brasil preferid sacrificar urna parle do seu direito a
favor daquelles estados; olfereceu-lhes espontnea-
mente, sob as garantas necessarias para sua pro-
pria seguranca, a entrada do grande rio brasileiro.
Vejamos como o Sr. Maury considera cssa generosa
csincossa.
O Brasil, saliendo que a livre navegacao do A-
mazonas comeenva a sor a'sumplo de conversara.!'
nos crculos polticos o rommerciacs dos Eslados Fui-
ilns, tomn Inimedialamente as medidas mais ac-
tivas para inulilisar loda a tentativa da no-si par-
te quetive-se por objeclo a livre navegacao do Ama-
zona.
Redobrou sua energa na guerra contra Ro e deu-se prcss7T-^n^TmaMyjimlros extraordinario'
e plenipotenciarios ao Per, ;i 1t||k| ao E.quador,
Nova Granada c Venezuela, com a] sao de celebra-
rem com cada urna dessas repul
eslalielecessom a favonio Brasil un
navegacao do Amazonas e de se
O seu fim era mpedir quo as
caos celebrassem com aquella- ri'i^ajfS^- tratados
colicernenlos i a\cgacao lluvial.
O Brasil queria retardar os progressos daquelles
estados, fechar-Ibes mais eslreilamente do que nunca
a sabida dessas grandes arterias do commercio, e
perpetuar assim a eslagnacao c a morle que por espa-
to de trezenlos annos lem reinado no vale fluvial do
Amazonas.
O Per cabio riesso laco e assffnra o tratado.
O Brasil propiinha abrir aos estados riheirinhos
do Amazonas a embocadura deste grande rio, o Sr.
Maury concilio dahi que elle queria priva-los de
enmmunicacan com o ocano O Brasil permiltia
que os producios desses estados passassem livremen-
le pelo seu proprio terrilorio. o Sr. Maury conclue
dahi que elle quer fechar toda a sabida a esses pro-
ductos I
O Brasil prelcodia conservar encarecradns esses
productos, e a prova que o Sr. Maury aprsenla he
abrir-Ibes o Brasil urna porta de sabida. Nao he um
espectculo afflictvo ver um lioinam de talento, um
homem que lem prestado a ciencia incontestaveis
serviros, ultrajar as-n, nao smente a verdade ea
juatica, mas al o Imm tenso .'
A quem devia sor maLsvanlajoso csse tratado? Ao
Brasil, oii a- ropuMicas hispano-americanas?0 Bra-
sil he propriclarlo da foz e das duas margens do A-
mazonas na exIensJtode mais de sesccnla legua;
numerosos alfluentes sulcam as provincias do impe-
rio, os producios dessas ricas regies podiam percor-
r-los livrementc, desccr ao grande ro que os con-
duzira at ao ocano. Senhor absoluto dessa grande
va de commuiiicacao, o Brasil nao augrrfcnlava em
nada seus direitns pelo tratado que propunha ; as
colbeitas de suas planicies, as madeiras de suas mal-
las, os melaes c as podras preciosas de suas minas
37 segundos da manhaa.
10 Quario minguante aos 49 minutos c
39 segundos da manhaa --
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
3.") segundos da larde.
23 Qjiario crescenle as 3 hora, 13 mi-
nulos e 33 segundos da tarde.
DIAS DA SEMANA
6 Segunda. S. gueda v. m.; S. Pedro Baptisia
0 Terca. As Cbagas de < hrisio Senhor Nosso.
7 Quaria. S. Romualdo ab.; S. Bicardo re.
8 Quinta. S. Joo da Malla ; S. Corinthia m.
9 Sexta. S. Apolinaria v. m.; S. Anslierlo.
10 Sabbado. S. Escolstica v., irniaa de S. Benio
11 Domingo, da Sexagsima ( Eslacao de S. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. Cloceroe Desiderio.
tratados que
ito excliiMvu
iluenles.
a(0es commer-
qunndo va entrar alguem em seu -alio. Teria de
boa vonlade pergunlado madama de Morges que
devia fazer; mas nao atreveu-sc a sso.
Soubemosque V. Exc. eslava no caslcllo, disse
Calieran, c nflo quizemos passar sem olt'ereccr-lhe
salas hoinenagens.
Sm, sim, halhuriou Roslan-Balofn sorrindo,
estou nu caslello... Tiuhamos ido passear em car-
rnagoni apezar da chuva..... Foram moldados, se-
nhores?
Ilorrivelmcnle, senlier duque, rrspondeu Fer-
nando, lamosa cavallo.
Muilo bem! milito bem! disse o rci Trufle,
estou muilo contente, senhores. porque vamos co-
roar do rosas e dolar urna aldea pobre.
Tornoii a assentar-se, e acrescenlou esfregando as
m,1os:
E alm disto as chaves do caslello em urna sal-
va de ouro... ou ao menos de pral dourada... la-
vemos de divertir-nos..... lie nina idea da senhora
condessa.
A senhora condessa s tem idras excellentes,
disse Fernando dirigindo madama de Morges o
mais amavel de seus sorrisos.
Os dmis mancebos saudaram c passaram adiante.
Mea charo duque, exclamou a condessa log
que clles deram alguns passos, o senhor rerebcu-os
com um.i nfiatiilidade deliciosa!
Devoras? pergunliMl o re Trufle.
Tenho vista uiiiilos,liilalgos, tomn madama de
Morges; porcm um* Ijpo 1,1o exquisito como o se-
nhor. nanea !
O re TruUe iilu levo e lempo de desmatar. Foi
obrigado a vollar-se ropcnliiiamcnle, porque urna
mao pesava-lhc pola parle posterior sobre o hombro.
Miuha bella prima, dife elle reconhecendo
Astrea, vos tem-uos abandonado esta noile.
'O senhor duque pareca muilo deleilado pelo
seu circulo, o lian poda ler saudades de mim, res-
pondta Astrea com alguma amargura... mas nae ve-
nho f,izer-lhe qucixas... Veja bem aquollc maurebu.
g n dedo damtnava Fernando, o qual Irorava a-
porliw .lo mo rain os membrns de lansqueiicl.
Ja o xi, responden o ro Trufle, e a senhora
condes-a ada quo o recebi com inuila alTabili.l.hlo.
Boparou-lhc no -oinblanlc?
Nao muilo... Elle lem um ar Iravcsso...
Tem as feces ilelicadas no ultimo gran.....A
rara, senhor duque, a raca !
A rara! ropelio Roslan-Balofo, ah! sim, a ra-
ra, itsa lie ovidonio !
Tome a observadlo, por favor.
A marqueza linha-sc inclinado ao oavido do du-
que para dizer Ihc i*so, e apezar de sua boa vonla-
de de ouvir, a condessa de Morges foi abrigada pela
decencia a fazer um mnvimeiilo para reinar.
Para que quer que eu o observe tanto? per-
gunlou o re Trufle.
A marquen pronuncian algumas palavras em voz
balsa. O duque estremecen e exclamou :
Como I romo!
Silencio! inl-rrompeu Astrea pondo o dedo
sobre a bocea ; quando prometi urna cousa pde-se
confiar em mim.
rbegavam al ao mar sem lerde alravessar oulro
territorio que nao fosse o do imperio.
O Per nao goza das mesmas facilidades. Possue
provincias fesleis, bandadas por aquellos afflucnles
do Amazonas, cidades importantes romo Lagaa, Sa-
rayac c Nauta, situadas as margeos desses rios ; se
o Brasil tivesse mantillo o seu direito de fechar a
parle infciior de seus rios baudeira peruana, os
producios daquellas reguos (inham de subir ollcav-
ali e o Iluallaga, alravessar as monlanhas das cordi-
Iheiras, embarcar em Callao, dobrar o Cabo de Horn,
e alravessar o ocano atlntico antes do chegar aos
mercados da Europa ; as despezas desle immenso c
diflicl trajelo por Ierra e por agua sobecarrcgavam
ao mesmo lempo os producios exportados e as mcr-
cadorias de importarn.
O caniinho mais natural, o do Amazonas, mais
curio e mais commodo, dava urna economa de mais
de melade no transporte das mercaderas para a Eu-
ropa. O Per liaba porlanto immenso interesse em
aceitar as propostas do imperio; o imperio nada sof-
fra corn a recusa do Per. O laco armado pelo Bra-
sil ao Per abra a esta repblica urna nova foute
de riqueza ede prospcrdaite.
O procedmento generoso do Brasil he'todava ob-
jeclo das mais vivas recrimiuacoes do Sr. Maury.
ic O telo, diz elle, empregado pelo imperio em ne-
gociar esse tratado, nao pode ser considerado seola
como um esforco tentado para reter o progresso da
civilisaco ; porque fechar o Amazonas ao commer-
cio c ao vapor he privar os pai/.es banhados por ose
rio, e do meio dos quacs elle rehenta, das luzes da
civilisaco, dos beneficios do chrisliauismo, de lodos
o elementos da felicidade humana, n
O tratado apreseulado pelo imperio ao Per e aos
outros estados ribeiriubos do Amazonas linba preci-
samente por objecto pcnnillira navegacao deste rio;
desde enlo todas essas pomposas declamarnos caliem
por ai, e Irazem memoria as palavras indignadas
de Benlham contra c-ses fanticos que nao invocam
a civilisaco senio para issimular projectos egos-
ticos.
Nao foi o zelo que o Sr. Maury altela pelos inte-
ressesdo Per que lhe inspirou essa colera e essas
injustas exprohrares ; as vantagens que o tratado
de 1851 oflercre ao Per s.o evidentes, e urna ami-
zade sincera devia approvar essa convenca. -Mas
esse tr.itn.lt> devia frustrar planos lenchrosos, trama-
dos a occullas, e dos quacs o Sr. Maury liana sonha-
do a prxima realisacSo. Os Estados-Unidos procu-
ravamde ha lungo lempo um prelexo para intervr
nos negocios da America do Sul ; clles cnlrctinham
prfidamente a deaoniao entre os estados riheirinhos
do Amazonas, designando o Brasil como o inimigo
eomroum, acorocoaudo preteucoes sem fundamento.
Se as repblicas hispano-amercanas, seduzidas por
mentirosas promessas, tinham reclamado o Dengoso
apoio dos Estados-Fnidos, estos espcravum fazci-lhcs
pagar caro essa inlcrvcncao dpsinleressada na appa-
rencia, e eslahelecer em seu proveilo enndiees que
Mies assegurasscm o monopo^o do commercio interior
America meridional.
O tratado de IS.il, arlo de sabedoria e de libirda-
de do Brasil, desfazia essa trama habilmeiile folrma-
da, lirava ;i UniSo lodas as occasioes de por os ps
em um lerrilorio cujas riquezas ella conicav.i desde
inuito lempo. Dava ao Per o que os Eslados-Uni-
dos queran) reclamar para elle, e con jura va os pe-
rgos dessa perigosa iniervcnoan de urna nacao forlc
e aventurla, as naroes mais iracas. He o que o
Sr. Maury nao perdoa ao Brasil. O fim do Brasil
colchando semelhante tratado com o Per, diz elle,
foi vedar a entrada daquelles ros a esta nacao de pi-
ratas, como all nos chamam.
O qne exprobra o Sr. Maury ao tratado de 18517
Nao abre elle urna suhidanos productos do Per e dos
outros estados ribeirinhos do Amazonas? O dese-
jo lanas vezes manifestado pelo offirial norte-ame-
ricano na sua memoria cslii conseguido. A sua co-
lera nao lem porlanto pretexto algum. Occultavam-
se vistas inleressadas sob essa appareule gencrosi-
dade.
Os Estados-Unidos naopodem quexar-se legilma-
menle de-se tratado. Ellcsmo (em nenhum direi-
to i navegao.io do Amazonas, o tratado nao os exclue
Joste rio, confirma a respeilo delles'o direilo exis-
tente. Prtelender por vonlura o Sr, Maury qne o
Tavoi concedido ao Per deve eslcnder-se Lmin.'
Em que pretexto s pode apoiar esla eslranha dou-
Irina ? Um estado concede um privilegio a oulro es-
tado, he sua vonlade soberana ; nSo causa prejuizo
algum is polcncias que se conservam com elle na
mesma posirao em que dautei estavam ; nao lem
cuntas que dar do excrcicio de sua soberana. As
potencias eslrangeiras podem solicitar o mesmo favor
e nunca reclama-lo como um direito.
Mas, fura desta inconlestavel verdade, que de ra-
zos poderosas aconselhavam o Brasil a conceder ao
Per a navegacao no Amazonas, continuando a re-
cusa-la aos Estados-Unidos! A natureza estabeleceu
ntreos dous estados visnhos eslrcilos lasos ; situa-
dos sob o mesmo eco, ao lado um do oulro na mes-
ma parlo do continente americano, apenas separados
por urna linba de demarcacao ideal, ao hanhadog
pelos ffluentesdo mesmo rio, unidos pelas me ncccssidades, desuados n (rabalhar na mesma obra,
a colonisacilo do immenso valle do Amazonas, de-
vem obedecor a essa solidariedadc do interesses
que Ibes aconselha fazerem reciprocas conocs;0es;
be-Ibes necessaria a amizademais intima emits fiel,
lano para apressar a marcha da prngresso, como pa-
ra evitar os perigos communs. O Per nao pollera,
sem prejudicar-se, abusar du direito do navegara0
na parte brasileira do Amazonas, para suscitar ao im-
perio embarazos com que elle sera o prmeiro a pa-
decer.
Exisle esla solidariedade cnlrc o Brasil e os Esla-
dos-Unidos, separados de um lado por vastos mares-
do outro por numerosas nac,es ? Seus interesaos
nao estilo intimamente confundidos como os do Bra-
sil e do Per As rolarnos enlre aquellas duas afies
limilam-se a essa troca deservicosinspirada pela lei
natural entre sociedades eslranhas urna i outra.
O Per possue provincias aperladas enlre as Cor-
dilheiras e o imperio do Brasil; communicarcs dif-
ficcis com o ocano retardavam o dcsenvolvimenlo
do commercio com essas regite feriis ; o Brail a-
brio-lhes urna passagem pelo seu proprio territorio.
Tem os Estados-Unidos as mesmas razos a allegar
que o Per ? Quaes sao os seus estados ribeirinhos
do Amazonas .' Quacs sao as suas provincias cujo
commercio defiuha por falta de urna sabida por esse
grande ro ? O proprietario de urna casa concede
passagem pela sua porta a um propriclaro visnho
cuja casa nao lem sabida commoda i he urna conecs-
sao bascada sobre rclaces continuas, sobre efsa tro-
ca de serviros que nasce da visnhanca ; todos os
proprclanos da mesma ra ler.lo dircilo de recla-
mar para si a passagem pela mesma porla ? Esla
comparac.io vulgar faz sobresahr a illcgitimidnde
das prctcnrOcs do Sr. Maury.
Se o Brasil manten), a respeito das naccs rihei-
rinhas do Amazonas, o seu direito exclusivu da na-
vegacao desle ro, n3o be porque d ouvidos aos
consclhos de urna polilca incsquinha ; seus esfor-
jos para chamar a populadlo as provincias do im-
perio, desenvolver os recursos commerciaes, dar
impulso ao progresso c ;i civilisaco, sao urna
prova do desojo que o anima. O governo do Bra-
sil lem um dever imperioso que cumprir ; deve
prmeiro que ludo velar pela inlcgndadc do sen
territorio, c pela Iranquilidade publica. A gran-
de nbra que romecou s pode conclur-se no seio
da paz c do socogo ; e em sua r.onscieiicia a a-
bertura do Amazonas a todas as bandeiras eslran-
geiras compromcltcriu o bom xito da sua em-
pieza.
O grande rio e seus alllucnlcs percorrem um
territorio i inmenso mal povoado ; a navegarao
livre couduziria ao^seio do imperio urna popu-
larlo numerosa, soiu tacos no paiz ; a popula-
cao indgena he piuco numerosa c mu pouco ci-
vilisada ; dahia proven) duas sorles de perigos,
perigos muilo serbas |%|ue he diflicilimo conju-
ra-Ios.-
Esses cslrangeiros, altrahdos pelo engodo do lu-
cro, podem abusar da creduldade daquellas po-
pularoos. sclvagens, obter de sua ignorancia pro-
ducios preciosos e importantes, em troca de objec-
los sem valor. Esse commercio clandestino, cu-
ja repressao he por assim dizer impossivel, pre-
judca os interesses dessa populacao que lem di-
reito a prolecrao do governo do imperio. He por-
lanto um dever para ello impedir que se possa
abusar da ignorancia e da boa f de povos semi-bar-
baros.
Essa afflncncia de estrangeiros no interior do
Chame-o, lornou vivamente o rci Trufle, que-
ro fallar-lhe.
Aslrea sorrio e disse :
Elle mesmo ignora anda ludo... Andamos na
pitia da rapariga... Confie em mim para levar ludo
a bom xito.
I'i-iiiii os olhos como se faz aos meninos, equz re-
lirar-se ; mas o rei Trufle pergunlou-lhe relendo-a
pela sala :
A pequea poder ser achada a lempo para
ser coroada de rosas ?...
A entrada de Fernanda e de Calieran prodjzira
no salao do rei Trufle urna sensacao maiur do que se
devia esperar de sua importancia pessoal. Era sem
diivida oelTeilo da campanha. Galleran nao linba
mais dinheiro, e Fernando nunca o livera. Ambos
eram drinkers; porm drinkers das duzias. Sensili-
ve olferecru o dedo aos dous rccem-chcgados, e per-
guulou-lhcs que rfleilo produzia a publu-acio das
l'olliis de elo, ultima collecc,rto do grande Haridel.
Galleran e Fernando confessaram a falla de nao co-
nhecerem as Folhat de feto
Que tem fcilo a Bolsa 1 grilou de longe Polel
a Gambard sea socio.
Que noticias traz de Paris? pergunlaram os
outros.
Ilouve um jogo infernal em casa do marocha!,
disso Calieran dislribuindo apertos de nulo em tor-
no da mesa ; oni Ireze mon-lro !... Mongibert per-
den sesseuta mil francos.
Sobre palavra? pcrgunlou o vidama do Po-
nan!.
Sim.
Lamento quem ganhou!
Foi Sensitivo que disse islo; mas Polel repetio-o
a Gambard como inveneto sua.
O grande Rostan poz-s'e airas de madama de Mor-
ges, e foi assenlai-se cutre Solanae o Antonia.
Boa noile, meus tliesouros, disse elle palernal-
mente.entaonaoorganisaremos urna polka hoje?Goslo
de ver a* raparigas dansarem... Ab! ah Antonia,
miuha rica, decididamente estas em idade de casar.
li vnltando-se repentinamente para Solange que
medilava, murmnrou litando nella um olhar atrevi-
do e cynico:
Pela nossa parle, querida filha. parece que es-
tamos em roaos lencocs !
Nos !... repeli Solange recuando offendida.
Francisco leve esse riso, que tanto a-sonta nos se-
ductores da Maison d'Or, como em Don Juan cam-
ponez.
Ah ah! minba pequea, he urna maneira de
fallar... Nos, quer dizer vois...
E quem lhe fez crer?... comecoa Solange.
Q"e vossft est em mos lences?..... foi urna
idea, nimba pequea... A marqueza disse-mo algu-
mas palavras a este respeito... O cerlo he que ella
sabe coilas i-ousas... e que vosee nao lhe aerada.
Gimo Solange guardava o silencio, Francisco to-
mou-lhe a mao e conlinou :
Minha filha, quando a marqueza quer supplan-
lar : Ignem sabe sempre tetar aunas pira lato. He
urna mulher de muilo tino, urna inulber superior.
Se alguem nao lomar sua defeza, minba filha, pre-
bendo-se que mesmo os Eslados-Unidos lem contes-
tarnos anlogas com qualro diversos Estados. A
presenca de alguns cidadaos da Uniao bastn para
suscitar embarazos aos governos de Borneo, Taiti,
Greytown c Paraguay. O Brasil tem necessidade
de consagrar lodo o seu lempo e lodos os seus cs-
forcos ao desenvolvimento do progresso no seu
vaslo imperio ; ludo que tender a dislrahi-lo des-
sa nohre larefa he por elle ronsiderado como um
perigo ; e como he mais simples evitar que elle nas-
ca do que dcsvia-lo, obedece aos conselhos pru-
dentes da sabedoria e espera o dia em que po-
der', sem prejudicar seus proprios interesses ,
decretar a livre navegaclo de seus rios inte-
riores.
Oiga o que disser c Sr. .laury, esse adiamcnlo
he necessario para a seguranca do imperio. A ci-
vilisaco de vastas regioes na < se opera n'nm dia ;
nenhuma forra no mundo poda fazer repentinamen-
te scmelhaiitc milnsre. O governo do Brasil res-
pondo llorante a nacao pela s.guranca do imperio ;
desvia com mao prudente Indo quanto pede compro-
mell-la, e, gratas a essa paz consolidada, poder es-
paldar a civilisaco por lodosos pontos daquclla vas-
ta regulo, sem receiar os alalos, os perigos c as re-
voluces.
A crer-se o Sr. Maury, ai os Eslados-Unidos he
que poderiam levar o progresso s populac/ies er-
rantes que' habilam as margens do Amazonas. O
Oriente, no dizer de Tcito, precisava da sabedoria
de Germnico : Orientan, niti Oermanici sapi-
entia, eomponi; o Rrasil nao precisa da sabedo-
ria dos Eslados-Unidos. Semino governo do im-
perio o onico responsavel pela sua obra, he o nico
juiz da csrolha dos meios quo piule empregar para
leva-la ao rabo ; lem ( no futuro para o qual mar-
cha com passo firme ; mas sabe que seus esforco*
nao podem conseguir ludo n'um dia, e que lhe he
necessario o auxilio do lempo, esse grande innova-
dor qu innora ludo, mas lentamente e por graos
i/uasi imperceptiieis. (1)
O Sr. Maury accausa u Brasil de inaplidao ; mas
o Sr. Maury ao he pruphela, porque suas pre-
diccoes n respeito do imperio lem tido felizmente
desmentidas pelos acontecimenlos.
Quando o Per, diz elle, foi convidado para
celebrar o tratado de 21 de oulubro de 1851, c o
Brasil lhe propoz a inlroducr,ao de barcos de vapor
nos rios peruanos, deu-se um tarto pelo qual se de-
via julgar o valor dos projectos do imperio. Mes-
mo na embocadura do Amazonas ha um rio magni-
1ro que corre inloiramenlc pelo territorio brasilei-
ro ; oTocanlins alravesta mais graos de lalitude do
que o nosso Mississipi, recebe numerosos tribulariu-
cujas margens cslAo povoadas de villas e de aldeas,
habitadas por mais de 1:20,000 subditos Brasileiros ;
nasce mesmo no coracao do imperio ; de suas nas-
cenlcsao palacio do Imperador ha apenas 500 mi-
Ihas ; e todava o Brasil, apezar do espirito de cm-
preza do que se gaba boje, anda n,lq foi capaz de
inlrodnzr all barros de vapor, ncm se quer o Icn-
tou. Nao he singular que o Per nao tivesse Sus-
pcila alguma vendo o enviado do Brasil, que deixa
os ros de seu proprio paiz em lai abandono, fazer
urna viagein de alguns mudares de milhas para ir
propr ao Per a navegacao pelos rios do seu terri-
torio, mesmo ao p dos Andes I
Para alem do Tocanlius eslao o Chinga, o Ta-
pajoz e urna duzia de oulros ros, correntio inleira-
mente entre duas margens lirasilcras ; alguns des-
een) das venientes das monlanhas de Diamantes,
seus leilos eslo chcos de ouro eos barcos de vapor
nunca all cnlraram. Suas nascenles, perdidas no
inferior do Brasil, sao completamente dcsconhec
das; e os astrnomos tem dados mais cerlos sobre a
la do que os homens de Estado c os gcographoi
terrilorio da' alm disso ao contrabando facili- ;sohre as "S'es bandadas por aquellas aguas cor-
contrarias aos interesses do Ihesouro pu-
dades
blico.
Finalmente, o maiot de lodos esses perigos he o
que amoaoa a paz publica. Os commcrcianles es-
lrangeiras bao de submelter-se aos regulamentos
e s lanas de navegaran ; mas que de embaracos
quoldianos, que de conlendas as relaccs neces-
sarias entre os capililes dos navios o as autorida-
des locaes! Nao he de receiar que se susclem
conflictos que scriam Uto pouco facis de conjurar
como de Irrminar ? O amor-proprio nacional e os
interesses particulares, arhando-sc envolvidos em
laes discusses, podem fazer nascer embaracos se-
rios qne o imperio lem obrigacao de evilar. No
meio do imperio, no cenlro de urna reg3o quasi
deserta, n'uma pequea aldea de duzenlin habi-
tantes, leu anta-so urna discussao entre o rapilao de
um navio eslrangeiro ea administrarao ; o capi-
lo nao quer submeller-sc as reclamarles da aulo-
ridade, a queslao azdase, a equipagem suslcnla o
seu chefe, pede seguir-se urna lula sanguinolenta
que provocara' represalias, suscilaramao goveruo
crias difliculdades.
Estes receos nao se podem chamar chimericos, sa-
vino-a aingavelmcnlc de que esla perdida... Tem
alguem para defcndc-la ?
1 ni Mirriao Irisle velo aos labios de Solange.
Comprehendo-a, disse Francisco ; ah para
mim nao he rtisler que ningucm ponha pontos
sbreos is... Voss lem alguem... mas que nao lhe
merece milita coufiaiica, nao he verdade? Era a es-
se alguem que se diriga a carta ?
Senhor!... disse a rapariga erguendo-sc.
Bem sabe que isso me he iiidiflcrente! lornou
o grande Boslan lomando um copo de ponche da
bandeja... Mas se quer... Ah meu Dos!... Sou a
discririlo personificada... Comprehcnde?... Sou ra-
paz de fazer ludo pela mulher que amo... Quaulo a
urna declaradlo potica, onde se falla de extase se-
gundo a aria : A' claridaile da la, au culendn !
Sou franco... isso he mclhor! Quaulo marqueza,
se voss quizer... sabe?... Roo-llie as unhas, e nada
mais!
Solange eslava como absorta.
Ella nao responde, disse comsigo o grande Ros-
tan ; lodavia isso he claro... Quem cala consenle...
Conheco a geographia dos corredores, e vou tarar a
minha avanlp.
E coi rendo aps a bandeja, tnmou oulro copo de
ponche.
Fernando dirigio-se a Solange, e disse-lhe :
llevo crer, senhora ?...
A senhora marqueza enganou-se, senhor, disse
a rapariga liudamente, c Duendo nm signal im-
perceplivol a Roberto, que viada apis Fernando. Os
olhos de Roberto aninaram-se; mas elle p.issou pa-
ra fallar a Irene. Solange recostou-se na poltrona e
espern,
Fernando saudava nesse momento madamcsella de
Morges.
Eu sabia que a senhora eslava no caslello, dis-
se elle em voz breve e mui baixa; andei Irinta le-
guas a cavallo e exposto chuva para v-la um ins-
tante.
Que! ni.nl,mu-sella de Morges lambem disse
a marqueza alr.-.s delle.
Sua mai a procura, acrescenlou ella dirigiudo-
se a Antonia... Tem vocacau para ser coroada de ro-
sas e dolada ?
Antonia corou e correu mai, a qual nao a pro-
curava.
A marqueza apertou o braco de Fernando, e disse
lenlando zombar :
Meu gentil Feicesler, qual das duas he Amv
Robsarl ?
Fernando beijou-lhe a miio, e responden disfar-
?ando seu desprilo com o sorriso feminino e faguei-
ro que Ihc era natural:
Elisabellt era ruiva, e seu Dudley podia Irahi-
la... mas onde se achara a rival da aeiihura mar-
queza ?
Qual? repetia Aslrea apertando-lhe mais for-
lemenle o braco.
Nem una nem outra, respnndeu Fernando sen-
lindo o braco dorido.
Enlao, disse marqueza snllando-o, cuidaroi
em ambas.
Veio-lhe urna idea ao espirito, e ella pergunlou :
rentes. Como he que o Per, leslemiinha d.i incu-
ria e do inaplidao do Brasil, pode dar ouvidos is
proposlas que lhe foram feitas 1 s
O curso do Tocanlius acha-sc rodeado de ir
meros obstculos que o Sr. Caslelnau descreve mi-
nuciosamente em suas viageni ; o Sr. Maury, a
quem os obstculos nunca retem, acensa o Brasil
por nao ter tentado orna empreza que o viajante
francezconsidera impossivel ; c conclue dahi coma
mesma lgica que u Brasil he inapto para cstalebcccr
urna navegacao a vapor no Amazonas : romo
poder elle inlrodvzir barcos de vapor nat aguas
do Per, assim como o quiz fazer crer ao governo
dessa repblica'!
a O Brasil fez como csse phlosopho state de
quem se negava o movimcnlo, andou ; urna linba
round ir do barcos de vapor percorre hoje o Ama-
zonas desde o Para al Nauta, a despeito das pro"
pitecias do Sr. Maury.
O lenlo americano aflirma que o Brasil nunca
ser urna nacao marilima ; seus habitantes nunca
podetao arrancar-se das doraras do clima, abando-
nar um solo frtil para affruntarcm os rigores do
(1; Bacon. Ensato. Das innovacOes.
Onde mora esse Mr. de Galleran ?
Na mesma casa que eu.
Em que andar,'
No mesmo.
Acaso madamesella de Beauvais?... comerou a
marqueza.
Mas inlerrompcu-sc repentinamente. Mr. de Gal-
leran eslava junto de Irene, c a emano aaltava-lhe
dos olhos.
Oh! que he aquillo? disso Aslrea dcsignan-
do-os com a vista.
Pouca cousa, respondeu Fernando... Roberto
teme Sulpicio... A pronosito, estamos desavindos.
Mr. de Galleran, e voss ?
Sim, desavindos morle.
E o doutor?
He por causa do doutor. O doutor deu-lde
nina carta para Irene... Nisso da alguma vclliacada
occulla, c se a senhora nao apressar-se pcrder'o
jogo.
Hei de apressar-me, meu charo. Que noticias
nos traz?
Femando lirou urna caria do bolso, e enlregou-
Ihtajliiendn:
Recehi-a de um portador viudo de proposito
de It iinbiniillol.....Julguci reennhecer a lellra de
Mr. Durand de la Pierre.
A marqueza rosgou vivamente o envoltorio, e ex-
clamou :
Oh! ludo se arranja !... Previno-o, Fernando,
de que no de lempo aida de romper cmico.
Fernando nao ousava mais encarar madamesella
de Morges. Balbucioo nao sei que cumprimcnlo in-
spido, emquanlo a marqueza lia a carta.
_ Com eOeito he de Lapierre, disse ella, temos
nao tornate os dous pequeos, como lambem urna
leslemiinha irrecusavel... Fernando, alo podemos
fallar de ludo isso agora, nem aqui; todava he mis-
ler que conversemos seriamente a este respeilo.....
Ei-lo feito hroe de um cont de fadas! Esta noile
sahirei do ca-lcllo; voss me achar no labolciro de
relva fura da grade.
Nao eonhoco bem as pessoas, senhora...
Em vez de vollar para casa, fique no parque.
e procure um palheiru grande, que est a esqaerd
a entrada da campia. Late achara.
A marqueza relirou-sc. e Fernando enchugou o
suor da fronte peusando :
I ni ionio de fadas! Eu nao me julgava 13o
perto do desenlace... Esse idiota de Kohorto fez mal
anear pela janella seus dez por cento!
Quando dispertou, vio os olhos do Antonia filos
em si. A rapariga desvian vivamente a vista, a qual
encontrn a de Rogerio de Marlroy. Ella eslreme-
ceu, e agitou-se cunfu-a em sua poltrona.
Bem 1 bem! disse Fernando comsigo; (lave-
mos de deixar-le suspirar em van, virtuoso Amadis,
al o lim do mundo. Ah \ se cu estivesse livre como
lu, nao icaria esta noilocom os bracos cruzados.
Elit he deliciosamente formosa, e tmo-a loucamen-
lej mas nao lano que perca por ella os milhAesde
Sua Mageslade. lira a marqueza he capaz de dei-
IST-me por um olhar sorprendido. Suppriinamos lo-
dos os olbares, ejognemos firmemente..... J disse
mar ; ser.lo sempre toreados a encarregar as ou-
Iras nncoos do Iraasporle de seus proprios produc-
tos. O Sr. Maury deridio-o assim, mas o Brasil
perseverando nos seos esforco, limitando discreta-
mente toa ambirao, j, provou que nSo linba ne-
cessidade alguma de confiar a outros o cuidado de
guardar-lhe as cosas
O Brasil, que apenas conta Irinta e dous annos
de existencia poltica, j lem Irabalhado muilo para
o progresso. Os barcos de vapor sukao os rios ; os
caminhos de ferro v.lo unir as cidades menores ;
a imprensa goza da mais ampia liherdade, a ins-
Iruccao espalha-sc no povo, gracas :is numerosas es-
colas que o governo lem eslahelecido em lodas as po-
voacoes ; a corrento da emigracao europea lem sido
hbilmente dirigida para o Brasil ; lem-se formado
colonias em todas as provincias as margens fer-
iis do afflucntes do Amazonas ; o Brasil v a pros-
peridade corresponder a esses corajosos esforcos.
O imperio nao se lem contentado com esses pro-
gressos interiores ; lem associado no exterior o seu
nomo a nohres c justas emprezas, qne lhe bao as-
segurado na America do Sul respeito de todas as
naces, nica preponderancia que ambiciona. Es-
lendeu protectora mao ao Parasuay que acordava
para a independencia, reconheceu-o como nacao e
prestou-lhc generosamente o son apoio as diflicul-
dades que assignalaram os primeiros lempos de sua
existencia. Os soldados brasileiros tomaram parle
uessa campanha que deu fim i tanga dictadura do
general Rosas. Hoje linda urna repblica vizinha,
enfraqiiecida por tongas desgracas, arruinada por
urna guerra de dez annos, enconlra no governo do
Brasil a mais eflicaz e desinlercssada cooperario.
O Brasil nao abandonar essa marcha em que en-
Irou definitivamente. Tem por garanta a sabedo-
ria do Imperador qne preside aos seus desldos.
Edacado no meio das ideas modernas, csse joven mo-
narcha levou ao Ihrono o amor da liherdade e do
progresso ; rodeado do conselheiros habis, conlri-
bue poderosamente para a prosperidade do imperio,
o seus nobres esforcos o tornan digno da nfleicaode
seus subditos e da eslima do mondo inleiro.
Temos exposto as razoes que deviam obstar a que
o Brasil cedesse a um amor mal entendido peta pro-
gresso, declarando livre para lodas as bandeiras a
navegarao do rio Amazonas. O governo do Brasil,
encarregado primeiro que ludo de velar pela inlo-
gridade do imperio, deve receiar, dissemos nos, in-
troduzir no cenlro de popularices mui pouco civili-
sadas um elemento ao mes io lempo narigona para
ellas e para a Irnquillidade publica. A marcha do
progrssso ser lalvez mais lenla, porem he mais cor-
la. Se o governo do imperio livesse pensado um
instante em preferir perigosas theorias aos consclhos
da prudencia, as preleuces claramente manifestadas
petos Estados-Uuidos teriam bastado para recordar-
Ihe que a velha mxima rumana era sempre verda-
deira, e que o primeiro dever de um governo be
volar pela tegoraitea da nacao. Careovi ewntite.
Nao lallam na memoria do Sr. Maury os proles-
tos a fa,or da paz. A cada pagina gaba-lhe elle os
benefirios, e nunca falla senao em nome da civilisa-
co e de toda a humanidade.
n As conquistas do commercio sao pacificas por
nalureza, ellas dito em resultado a didusSo da civili-
saco, a marcha progressiva da liherdade civil e re-
ligiosa, o desenvolvimento da industria, a prospe-
ridade e a riqueza para as uaces, bem como para os
individuos, o
Se reclama a livre navegarn do Amazonas nao
he de modo algum para que a sua patria se apro-
veile della, mas unicamenle no interesse das cinco
repblicas hispano-americana, cujos territorios s.lo
atravesado pelos tributarios daquelle grande rio.
Por sua parle nao tem em vista seno a applicacao
dos grandes principios a a Justina, a poltica do com-
mercio, as luzes du secuto, o direilo natural e o di-
reito das gentes, n O interesse da humanidade, cis
ah o seu lim. Longe delle todo o pensameulo re-
servado de interesse nacional! Quem poderia aecu-
sa-lo de alimentar ideas tao acaudadas?
A sua memoria (ermina com estas palavras:
A livre navegacao do Amazonas, a colonisacilo,
a cultora c a civilisaco do vasto paiz que he banda-
do por esse grande rio, sao de urna imporlancia im-
mensa; mas nao he nem a violencia nem o braco
armado do poder que devem altingir a semelhante
fim. He .i sciencia com suas luzes, i diplomacia
com sua hahilidade, ao commercio com sua influen-
cia, i paz com icus beneficios, que compele dar ao
mundo a livre navegaran do Amazonas, a cotoaisa-
cSo e a cultura das regioes atlnticas da America
Meridional.
Esles prole-Ios do amor ,i paz c de desprezo da
violencia silo por sem duvida bellsimos; e Brasil
poderia ler-se deixado convencer do sincero desin-
lercssc do Sr. Maury, se este nao se livesse encarre-
gado de explicar como compredeudia a juslic,a a
paz c a influencia do commercio.
. Eslava cerlaiuenlcanimadopelo sentiraenlo dajns-
lCa quando accnmulava as exprobracoes mais graves
duas palavras ao ouvido dessa chara rapariga, c isso
basta.
Tambera fazes versos, Fernando ? peraunlou-
llie Sensitive.
O mancebo pz-se a rir, e respondeu lomando-lbc
0 braco :
Pode-se fallar sosinho em prosa.
Se nao poela, enlao ests enamorado...
Fernando e Semilivo en tro rain na salado bildar.
A marqueza linda-se chegado ao rei Trufle, e di-
zia-lhe :
Meu charo duque, o senhor j tem um lilho
nesse rpazinho. Nunca vi sympathia semelrranle.
Custou-me muilo impcdi-lo de precipi(ar-se-lhc nos
bracos !
Na peca que vi representar, responden o rei
1 nulo, lo- um bailio quem coma a pobre alde.i.i. Jul-
ga que posso coro ir sem ser bailio ?
Nao ha mais bailio-, disse madama de Morges.
Ah lornou o rei, justamente... A quem deve-
rei dirigir-me para ser presidente do censellio mu-
nicipal de Mainlenon f
A marqueza franzio as sobrancelhas.
J onvi, minha bella inimiga, disse o rei Truf-
fe com o lom mais obediente. Tenho grande ale-
gra pelo que voss araba de annunciar-me... O r-
pazinho tem um ar liudo e brando que me agra-
da... Mas seu sexo oppe-se a que possa ser coreado
de rosas c dolado...
No mesmo lugar en que l-'rancisco Boslan e As-
trea baviain conversado (muco anles, .Mr. de Galle-
ran encontrara Irene, e einquanto saudava-a respei-
losamcnie, ella dbia-tns :
Eu nao esperava v lo ao cedo.
En mesmo, senhora, responden Roberto, con-
fesso que nao o esperava.
Irene lornou a caria qiieellc Ihc enlrcgava, e mur-
murou com nm principio de sorpreza :
He de meu marido I
Galleran cuardou o silencio. Quando Irene aca-
lmo de Icr, lancou lhe um olhar ue profunda admi-
raran, c disse duas vezes :
O senliur o senhor !
llei de explicar-lbe... quiz responder Mr. de
Galleran.
Mas ella inlcrrompeu-o:
. Nao temos lempo para isso. Se meu marido
escoldou-o, he porque o sendor Ihc perlence. O res-
to torna-so secundario.
Nao pertenco ao doutor, senhora ; mas nao pos-
so Inlar com elle.
Irene deu-lde a caria abcrla. Ella s conlinta os-
las palavras :
Querida amiga, eis-aqui o homem, cuja vinda en
lhe havia annunciado. Sirva-se rielle.o
Ora, lornou ella, o 'bornee*, cuja viuda meu
marido htvia-me annunciado, era um homem dedi-
co! \ s-guro c promplo para todo.
Irene conltoaou pensativa :
Quando meu marido falla assim de um ho-
niem...
Mr. de Galleran, interrompeu-se a moca, tom
e mais inmerecidas ao governo do Brasil; qnando,
depois de ter exagerado com um Gm prfido as rique
zas daquellas bellas regioes acusava sem fundamento
o Brasil de nada ler feito para tirar partido desses lo-
souros, e comparava sua poltica do Japao. Era
sempre o senilmente de justiraque o levava a negar
direitos umversalmente reconhecidos, e a substituir
a principios ndmillidos por todos os seculos e por
todas as naces, formulas vagas e hypocrilas sob as
qoaes podiam abrjgar-se os mais insidiosos projectos !
Foi sem duvida. por amor da paz que o Sr. Mau-
ry deslgnou o Brasil a cinco naces vizinhas como o
nico obstculo ao sea engrandeciraenlo e a sua
prosperidade. He com o fim de cimentar as reta-
cos amigaveis enlre o Brasil e essas repblicas que
elle procura eslabelecer em sen favor, sobre os es-
Irauhos principios de um dircilo internacional mais
eslranho anda, o pretendido direilo de uavegar li-
vrcmente nos rios interiores do imperio, c que Ihes
deixa enlrever que ha urna nacao tarta e poderosa
prompla para njuda-las ( com as vistas mais puras e
ni.iis desinteressadas; a reivindicar csse pretendido
direilo !
Mas de que serve procurar enlre as declaraces
da Sr. Maury e as deas que elle tem cmitlido con-
tradiccoes que nos revelam ludo quanlo ha de de-
sinleressado e de pacifico em suas intences? Efle
mesmo levanta com frequencia o veo transparente
com que s vezes encobre o seu pensamenlo, e de-
clara mui explcitamente o fim a que aspira.
sua memoria, conservar com o Brasil em termos
de paz e de amizade. Compramos a melade do seo
principal artigo de commercio, o caf; os nossos pro-
ductos acliam igualmente grande extravio no Bra-
sil, e nos apreciamos altamente as retacea amiga-
veis que existen) boje eutre os dous paizes. Mas teja
qual for a imporlancia que liguemos a conouacao
dessas boas relacfies, assenlamos que n3o tdes lleve-
mos sacrificar os principios eternos do direito I
Os principios eternos do direilo le sempre sob
essa capa de donesldade que o Sr. Maury occulla as
mais ambiciosas ideas de engrandecimenlo nacional!
Ja vimos que ha grande somma de egosmo no fun-
do desse desinleresse. Mas anda exisle duvida sob
aquella anteara, e o Sr. Moury nao quer que nin-
guem se engae a respeilo da maneira porque julga
dever applcar suas bellas theorias sobre a juslica e
sohre a paz; e por isso d-sc pressa em accrescenlar:
o Nos n.lo queremos nada exclusivo sobre a parle
superior do Amazonas, mas estamos mais prximos,
quer das aguas superiores desse rio, quer da sua foz,
do que nenhuma oulra nacao, sem exceptuar mes-
mo o Brasil, se se calcular a distancia ou o lempo
necessario para vence-la desses pontos ao Rio de Ja-
neiro, a New-York ou a New-Orleau, tomados co-
mo ceiros dos dous paizes. Deve-se por consc-
quencia suppr que a polilca mosquintia do Brasil
c a sua obstinarlo em fechar ao homem civlsado,
Ilustrado e ehrislao as portas da mais bella parle do
mundo, scrao consideradas como urna injuaHua-r-
para uo dizer como ama injuria para com/os Ame-
ricanos, n
Assim, os principios eternos do direito sao ultra-
jados porque o rasil persiste em querer continuar
a ser senhor em sua casa! He orna injuslica com.
mellda para com os Americanos He'urna injuria
de que elles devem exigir reparacAa !
Prosigamos estas edificantes citacoes.-
a A China queria commerciar cnmnoscu, mas o
Japio est no caminho e conservava-se completa-
mente fechado s outras nacOcs, como se estivesse
tora do mundo. Enviamos urna esquadra para fazer
entender aquello povo que nao he possivel formar
parle do mundo e viver ao mesmo lempo tora delle.
Dos eomprehcndeu no globo o paiz oceupado peta
Japo, o Japao n3o pode tira-lo delle por meio da
sua polilca.
a As cinco repblicas hispano-amerieanas desejam
lambem commerciar subindn e deseando o Amazonas
o Brasil peior do que o Japo, oceupa precisamente
a porta da entrada do rio e diz: N"3o quero apro-
ii veitar-me do Amazonas, mas no quero lam
permitid- que outros se aproveilem delle. o
Esta poltica poder convir as grandes naces
commerciantes? Nao, por certo, porque semelhante
prohibilo Ibes be mais prejudicial ainda do que o
estado de guerra. i>
Aqui j nao ha a menor obscuridade. Em que
pararain pois as declarares pacificas do Sr.JMaury ?
Na ameaca de urna expedido, em urna declarajao
de guerra ?
Nao linhamos porlanto razjo de dizer que as pre-
lencOes dos Eslados-Unidos deviam aconselhar, se-
an a desconfianca, pelo menos a prudencia do go-
verno do Brasil ? Sem duvida : s3o as palavras de
um nico homem, e sera injusto responsablisar por
ellas urna nacao inlera ; mas as ulliraas paginas da
historia dos Estados-Unidos dflo infelizmente a essas
palavras um commenlario assuslador.
Se houve nos lempos modernos um espectculo
admiravcl foi o que apresenlou o engrandecimenlo
(,o-
cet
Mil Til A 1.11
elTelo ser rnister que o senhor me d urna esplica-
CAo... Anles disso eu lhe darei lodas as minlias in-
Irucces j que aceitn oi papel de obedieacia... M-
nbas iiisirtcijes sao mais urgenlos que suas cxplira-
;es... Posto que se tralede urna pessoa mui chara...
mui desgrasada...
Dizendo isso, ella Uncin rapdamenle a vista so-
bre Solange Beauvais, a qual filava em ambos um
olhar inquieto, e nao pude reter um suspiro.
Eu leris preferido ver chegar oulro, e nao o se-
nhor 1 disse a moca.
Depois acrescenlou levantando-se repentina-
mente:
Observam-nns, senhor. Tenho muito que di-
zer-lhe para encelar aqui essa convcrsaco...A' meia
noile sahirei de mea quarlo e descerei ao labolciro
le relva tora da grade. Fique na campia em vez
de voltar para Mainlenon. Ha de achar-me do lado
do palinuro grande, que deve ter visto, quando ebe-
gou... Al brevemente !
Irene foi reunir-se a Solange, a qual inlcrrogou-a
em voz baixa ; mas em vez de responder, ella bei-
jou-lhc a fronte.
Pelas onze horas e meia da noite lodos dormam
no caslello de Morges. O re Trufle gostava apar-
radamente de dormir : era o onico excesso desse ler-
rivel tare!.
1 m homem desceu levemente a escida grande
q Je conduzia ao vestbulo. Ahi nina alampada ar-
da ninda. Qualquer leria reconhecido as faces aver-
rnclhadas e ao mesmo lempo bromeadas do grande
R isln. Elle abri a porla do pateo, e tirando da
algiheiraum pedazo de pastel, pronuncisu mu bran-
da mente.
Mastoc Mastoc sou eu, bom c3o.... vem
ci:
Lma rnsnadura sabio do lado da casinha do cAo
grande que lauto modo causara a Chilln e l.oriol no
palheiro. I) grande Rostan vollou-se para a facha-
da do caslello. Brilhavam ainda muilas luzes as
alcovas.
A escada ser bstanle comprida, mormurou
ello.
Depois tomn dirgindo-se para a casinha do i
c ein tom mais lagueiro :
Mastoc Mastoc !... meu bom e.to... sou eu...
Aqui Mastoc I
O enorme cao sahio da ca.nha, e dirigio-se para o
grande Rostan. Este lancou-lhe um pedneo de pa,-
lel, do qual Matloc si fez um bocado.
Mastoc, ten lo provade cssa excellenlc ica, foi
dei(ar-se aos ps do teulador; mas este tornou a su-
bir o poial dizendo :
Aqui Mastoc I... bom cao bom cao !
E lanrava alrai de si pedajos de pastel, que o cao
coma seguindo-o.
Chegando ao alta do poial, o grande Rostan lan-
cou no vestbulo o resto da inca. Mastoc hesilou ;
porque fura ensillado a nunca pausar o humar ; po-
rm o grande Rostan aaarrou-u pola colleira, arras-
tou-o para dentro, e depois tornou a porta.
{Continuar-te-ha.)


-
DIARIO DE PERMMBUCO. QUINTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO DE 1855.

dos Estados-Unidos da America. A lula heroica
pela qual firmaran! sua independencia nu. pintara
szotar-lhcs as forras ; n ormilho legitimo da victo-
ria podia langa-Ios nn perigosa carreira das ronqiijs.
tas un srnn lo homem, un grande ciliada, mos-
'rou-lhus o al>\-mn cm mi poda ser tragada tua
recenta nacionalidad*, ftesprezando a guerra u scu
dispendiosos Iriumpho*, dirigirn lodos os catorros
para conquistes; roais scaoras a mais fecundas cm
resultado alis.
\- circunstancias niixiliarani-os maiavilhosa-
mentc. Toda n Europa se achara a bracos eom
guerras sanguiolentas ; a l'rnnra republicana Pona
feilo tremer n Europa nionarrhica, e todas as po-
tencias se haviam reunido para esmacar aquella foco
de rcvolug.o que ameagava abrasar ludo. Eofrn-
quecidn, etliaiisla por suas discordias interiores, mas
nio vencida, a Franca prccpilou-sc nos braco d
um toldado, o a lata ronlinuou, mais Ireineuda'
niais implaravot ainda.
A Inglaterra afeada as snas possesses da India
ameagada at uo sen proprio territorio, ja nao
poda, como outr'ora, cobrir os mares de navios
mercantes.
Os Estados-Unidos arrecadaram a tua grande par-
te dessa heranga commerrial. A Franca ceden Ibes
d'enlro en pouco a maisbella parlo de scu territorio
a l.ouisiana. Tempo dopois a Hespanlia ob.indo-
nou-Ihes a Florida. ,
Clieios de aclividado c de audacia, ongradecendo-
sc no meio da paz, os Americanos viram logo a sua
bamleira floctar nosdous Ocanos; chamaram cm
scu auxilio ocnmmcrco ea industria, e suas soli-
povoaram-se inmediatamente: as matas con-
verlcram-se cm campos feriis ; censtriiiram-se
grandescidades ; c a 1'iiiSo ciiegou cm poneos ali-
os aesse grao de prnspeTidade que fe/, a admiraglo
do mundo. Os Norte-Americanos tem direito de
ufanar-sedes.se rpido riescnvotvimenlo, devido ao
mesrno lempo a obstinada acliridade da rara anglo-
saxonia, e anm reuntao de circunstancias favora-
mas nao be de ruceiar que um legitimo orgu-
llio possa degenerar cm atrevida ambirao '.' A cons-
ciencia de sua tarca, que foi para os Estados-Unidos
a alavauca poderosa com que derribaran! lo los os
podo tornar-se boje urna prfida
conscllicira 'i Desejariamos engauar-nos ; mas quan-
ilo so examina enm cuidado a nova allitude que os
Estad k'in tomado no mando ; quaudo se
compara a poltica pacifica, a que ellos devem a
sua L-raudea, a poltica aggrcssiva, que nao se dio
ao traballio de dissimular boje, nao be possivel
s deixar de descubrir o germen de bastanlc calami-
^-bHh.__
O grande cidadao que durarle a vida ludo fizera
pela gloria dapalria, lenrge Washington, quiz ain-
da ser-lhe til depois do sua morle : dexou um tes-
tamento poltico, pbra de sabedoria e de prudencia
do qne os governosda oiJo nanea deveriam esque-
cer-sc. Nessc memoravel discurso de despedida
Washington rccnmmenda a seus successores que vi-
van eni paz rom o resto do mundo, c iudica-llirs
que a linha de proceder que os Estados-Unidos de-
ven seguir he abslcr-se de toda a intervengo nos no
is internos das oulras naces.
Mas hoje os Estados-Unidos lem ja renegado as
tradires do passaclo, e esse respeilo pelas naciona-
lidades,, esse principio legada pelo fundador da
I nulo, essa prudencia poltica de que elloscolhcram
tantos fruclos, parecen) pesar a sua ambiguo.
Ka sesso legislativa de 1S36 um senador pronun-
cou em pleno congresso estas palavras:
A bandeira estrellada brevemente fluctuar so-
bre as torres do Mxico, e dalli seguir' a sua mar-
cha al ao Cabo do llorn, cujas ondas agitadas sao
o nnico limita que o Yankee rcconhccc a sua am-
birao. a
Desde eniao o testamenta de Washington foi cs-
quecido o substituido pela aventurosa predegao do
Sr. Prestan.
Dopois, que de tristes acontacimentos justificaran)
essa ameacadora prophecia !
De nada servio ler ja o presidente Jefterson nr-
raslado a barra dos tribunaes urna das illuslrarpsdo
paiz, o coronel Bnrr, que havia reunido tropas e
municoes para tintar urna cipedicao contra o M-
xico. Os Norte-Americanos sabiain o caminho do
Aleudare o coronel Uurr arliou viqga lores.
A historia do Texas ahi osla para mostrar como a
Uniao sabe respi ilar as nacionalidades cstrnngciras*
Os Estados-Unidos cram demasiado sagazes para des-
pertar directamente os suspeitas da Europa conquis-
tan lo o Texas a viva forra. Maso Texas, deslum-
hrado por proroussas engaadoras o esperangas Ilu-
sorias, declarou sua independencia c ckainou os
Estados-Unidos cm sen soccorro. Desde esse da
puderam os Norte-Americanos dizero Texas be
nnsso.Itamasiido frsco para poder lular- ao mes-
mo lempo conl)a as tentativas dos Mexicanos e con-
tri elementos interiores de desorganisaso, rom os
quaes os Eslads-Uiudos linbain coutado, o Texas
enlrcgou-se aos seas suppostos libertadores. O enn-
greeso deliberou pr-forma. Ilouve, he verdade,
algumas vozes qne proteslaram em nome dos prin-
cipios; os Srs. Clay, Webster e o cx-prcsidenle
V sil-fiaren, invocaran! em vio as tradiges de Was-
hington, o congresso acobertou com o nomo de
anisexaeiio essnousada vtolacao do direito interna-
cional. -
^___yinlia-so adiado um termo honesta para disfarrar
escandalosas tentativas, esse termo engendrou um
:na, ea California fui por soa vez annetada i
Se insistimos uestes acontecimenlos lie porque ci-
tas indicam da parte dos Estados-Unidos una nova
poltica ; he porque nos mostram o alcance que lem
os protestos do Sr. Maury a favor da paz e do pro-
o. Os Ncrlc-Americanos cnsaiaram comeTe-
sas om ayate* quo parece prevalecer boje entre
ellcs. Foram cora palavras de pac e do progresso,
acororoaram cjui loda a apparencia de desinteresse
tentativas de ^dependencia ; conheciam as desur-
d ns interiores daquella desgragada provincia, e bem
sabiain qoe Ihu eraimpo'svel governar se a si. Aju-
dam-a portanio a despedagar os lagos que apren-
den ao Mxico, c deiiaro-a depois entregue a cen-
as de que ellcs devem tirar provvto.
Hilando o Texas, lacerado pela guerra civil, inapto,
sena recursos, mfiaragado com a intil liberdade que
conquistan, se revulse e se agita sem poder aebar
atbasesde una organisaglo solida, a L'nlAo mos-
tra-lbe enlao ; sua prosptrdade interior, a sua ri-
queza, a grandeza de seus Estados ; eo Texas des
lumbrado, nao sabendu ja o que lia de fazer de sua
estril independencia, reclama como om favor sua
encorporacAoaos Estados-Unidos.
Nao ha uest! hvpocrisia, calculando framente os
beneficios que as de*ftracas de urna najSo devcni
pmiluzir, aluuina cousa menos leal, menos contra-
ria honestdade nacional, do que em urna conquisli
audaz, ahertamente eniprchendida o abcrtamenle
consuma.'
O que deve sobre tudo abrir os ollios ainda nos
mais cejo", ho o nieio commudo empregado pelos
Estados-Unido i para justiticarem suas lontalivas.
a A annexaijci levo tugar, diz o Sr. Everell fallan-
do ilo Tenas ; como qowllo interior, ella n.lo he
propria para ser coiiimcnlada em urna communica-
e$o dirigida a um miistro cslrangeiro. Pelo lad0
do direito, nunca houvc urna extansao de territorio
mais natural e mais justamente feita. Produ/.io
giande perturbiro em uossas relaces rom o gover-
no mexicano. Seguio-se a guerra, que deu em re-
sultado a ai |) ir meio de una enorme roin-
rio pecuniaria] dos vastos territorios que foram
accrescentados ; Uniao.
Sem se prender com as opiniOes oppostas que
se iprc-i-nlar.iir arespcto dessa guerra, como suc-
cede u senipio los paizes livres por ocra-iao de se le-
niarecu grandes medida', aquellc que olliar para es-
tes aconlecimcidoe da altura cm que deve collocar-
W um boiiiein (le otado, nao podera deixar de ilu-
tar o priuripal esulladu dos elleitos da le de nossa
existencia potica. Eslasconsequencias estao i vista
do mundo inliM-o.
Vastas provincias que se tinhain exbaiirido do-
rante tres secu os sob o reg'nnou sufloraule de um
sysienii eitaclonario, vao bojeengrandecendo aob a
nilucncia do nina activa civili-.ir.ln. Liberdade de
rlbr e de escrever, justira taita pelo jury, gualda-
de religiosa o coveruo representativo, cs-abi o que
a constituirn dnsEstados- Unidos levou aquellas vas-
las reciea ondi tacs beneficios cram al entao des-
cobIiccJo
erell 11.10 se digaa demorai-;e era
examinar se be u nao contrario aos principios en-
grandecer om paiz em detrimento do nutro ; oque
I lie importa a juslira I O bom exilo justifica ludo.
Sublvame* provincias contra os seus goveruo-,
ajuiliimo-las a conquistar una sombra do indepen-
den 11 ; depois, faligados da sua liberdade, pedram
zar dos beneficios da nossa administrar.i,> ;
Inuinmo-lga. Nao lia nada mais natural; be talvcz
inju-lica, mas pouco imporla, visto que ellas parll-
cipam da poesa prosperidado.
Eis-ahi pois a juslica banida das rnlaccs inlerna-
eionaes e substituida por um novo principie Desdo
en Uto podein os EsUidos-Unidos emprebender ludo,
Conquistar tudo. Ja o Sr. Manry onsjia n applica-
fio do syslema do Sr. Everell. Calcula, enumera os
immensos recursos dos Norte-Americanos, todo quan-
lu cites podein fazer pela pro.-|ieridade das regies
situadas as mamens do Amazonas Eseessasre-
aies, seduzdas pelo poiler e pela riqueza dos Esta-
dos-Unidos, pedirem para fazer parle da Uniao, o
Brasil nao poder quoixar-se : essas provincias lem
lireito de preferir a Uniao Americana ao imperio do
liilsil. Se este principio lie admittidn, o Sr. Peston
disse a verdade ; a bamleira estrellada fluctuara don-
tro cm pouco sobre os roebedosdo Cabo de llorn.
Esta estranlia doulrna j produ/.io tristes fructos,
O bom xito da invasao do Texas o hrilbante cam-
paoli i do Alexico persuadiram aos Niirlc-Anierica-
no qnelhes baslava querer para que ludo Ibes fosse
possvel. Por isso, mais cuidadosos das vanlagcns do
que ila legilimidade dofim, os Norte-Americanos so-
nharam oulr.i conquista, oulra annfi.Tra'o, a da ilha
do Cuba.
(i He nm tacto l.lo ccrlo como deploravcl, diz um
publicista francez (3)i que naquelta uacao o senso
de modo ataum occultar o verdadeiro sentido dessa
recusa.
a Os Estados-Unido--, diz elle, obrtaar-so-hiam por
sua parle, peta tratado proposlo, a renunciar a urna
arquisirao que pode ler lugar sem cansar a menor
pciturbar.To as relarocs eelrangeiras aclnalmenle
existentes, e 11 ordern natural das COUMW.
A ilha de Coba esla as nossas portas. Dominan
(eaenn do golplio do Mxico, que banba as coalas de
cnro de nossos Estados. I'ccha a enliada de grande
rio que banba a melade do continente norte-amer-
eano, e forma com seus tributarios o mais vasta sys-
lema ile cominunicaro interior por agua que
existe no mundo. He urna sentiuella que tem os
ollios no nosso trafico pelo isllnno com a Califor-
nia....
A opnio ilos estadistas americanos, sobre o deso-
jo vehemente que lem os Estados-Unidos de adqui-
rir a ilha de, Cuba, lem rliflerido cm diversas cir-
cumslaucias. Pelo lado do territorio o do coinmcr-
cio, aquella illia seria cm nosso poder urna
poilMldO do grande valor. A oulros respeilos,
poderia lornar-sc necessaria para a nossa s?ga-
laura.
Onde encontrar urna juslilicacao mais completa dos
actos do general Lope/.;' OSr. I'ill inore qualiliau-ns
severamente, porem ao mesmo lempo cncarregou o
scu secretario de oslado de provar oflicialmenie que
essas tentativas poderiam limito bem tornar-so nc-
eesorias !
Desde o da em que os projeelosde inv.is.lo enn-
Ira nai.ocs amigas foram desculpados pelo governo
da Uniao, deviam lornar-s populares ; por isso
manifesla-so a opiniao publica em sen favor des-
moral, no que respeta poltica internacional, esl | de as margens do S. Loureneo ate pona da Flo-
enfraqnecido desde que as empree espoliadoras d-
riai las contra a repblica mexicana foram Uta com-
pletamente bem succedidas ; ebega isso a tal ponto
que s urna fraca maioria dcsapprova com alguna
energa o projerto dirigido contra a ilha de Cuba por
particulares que trahalliam por sua propria conta.
lia urna lal analoga entre as expedcoes contra o
Texas o as primeiras espedirnos contra Cuba, que se
pode sem Icmcriilade aflirniar que nschcfes dos ;iro-
mtnriamenlox linliam alguna ra/ao de contar rom o
auxilio dos Norte-Americanos. Foi com voluntarios
que o coronel Burr quiz tentar a conquista do Mcvi-
co ; foi com voluntarios que so fez a evpcdicao do
Texas ; sao lambeni 400 voluntarios que o general
Lpez rene cm 18*0 ; nnprega seis me/es inlcroe
em formar o sen pequeo excrcilo, cm preparar a
nua ex[icdicao : uto scoceulla, e todava o governo
da Uniao nao pode conseguir cmbaraca-lo.
Mallogra-so a empreza, Lpez lie procettado, mas
sabe absolvdo.-
O sen revez nao servio senio para lomar mais po-
pular o projeclo contiM a raiuba das Antilha-.
Em consequrncia comeca a reunir de novo a sua
gcnlc, o o governo fecha os ulbos como da primera
vez; nina corveta encarroada de perseguir os a-
veulurciros nao pode encontra-los no golpho do M-
xico A tentativa he repellida, os Americanos sao
balidos, dispersos : 5(1 deltas nao poita.m fugir e sao
fuzilados na llavana I
A quem perlence a rcsponsablidade de todo rsse
sanguc derramado ?
O governo da UniSo repelle-a por sem duvida :
o Nao ho de admirar, diz o presidente Filmore (I),
mas deve-se deplorar ver certas indivios levar o es-
pirita de empreza ao poni de lomarem a umdanca
por prosresso, e os ataques contra os dircitos dos ou-
lros por bravura nacional e gloria... Sao projoclos de
ambirao que se abrigam sob o prclexto engaador
le eslemler a esphera da liberdade. Estas aggres-
ses reptehensiveis nao fazem senao retardar o ver-
dadeiro progresso da uacao c manchar a sua repula-
cao. Dcvom porlanto ser nlhadas com ndignav.no
por todo o bom cidadao que ama sinceramente o seu
paiz, c toma a peilo a honra e a prosperidado na-
cional, o
Sao palavras nobres; mas o Sr. Fillmorc devia
pensar ao pronuncia-las que ellas condemuavain pe-
los^mesmos niolivos tanto a cxpedic,to do Texas c da
California, como a de Cuba. S o succeaso juslificou
as primeiras ; as de Lopu nao allrabiram a seveii-
dade do governo senao porque se mallograram.
Bem desejamos acreditar na sinceridade do Sr. I" i I -
more ; mas se o governo da Uniao nao be culpado de
cumplicidade, lie pelo menos culpado de eslranha e
incivel negligencia. Lpez prepara suas emprezas
rom toda a publicidade, porque nao Ib'as emba-
nirou ?
Alcm disso, os iiisurgcnlcs de Puerto Principe cm
{851 nao receiam declarar no sen manifest que 1 a
ilha do Cuba lem direito de conquistar sua indepen-
dencia romo auxilio doscslrangeiro* )>, e es revolto-
sos foram manifeslamenle acorocoados pelos Ameri-
canos. No mesilla da cmque ebegou a Nova-Orleans
a noticia da insurreicao eis o que se passou (5):
a Na mesma noito da recepc,lo das primeiras no-
ticias urna salva de IDtl liras attrabio .40 roolhe lo-
dos us amigos da sania causa, que confundirn! suas
vozes de alegra com o ribombodo canillo. Todos os
coracCie* palpilavam de alegra s com a idea de que
os patriotas de Cuba linliam feilo um esforco para
se sulitrahireiii a seus tyramios c conquistaren) a li-
berdade.
Cerca de mil cidadaos, espontneamente e de com-
muiu acrordo, arga-.iiaram-se logo e drigiram-sc
ao caf de Cuba, ra Graxier, onde so improvisou
nina assemblca. No da seguiste formuuse una as-
scmhla regular na praca l.afayetle, e adoptaram-se
ii'solucoes, das quaes damos aipii asduas principacs:
n Keso|veu-se que se declarasse termos recebido
com o m.iisvivo pra/.er a noticia de principio da rc-
volue.lo na ilha do Cuba : que ofterecemos aqu aos
lilbosoppriinidos daquella ilha nossas mais profun-
das sjraipathias na lula desigual que Uto felizmente
inauguraran! uo da anniversario do hascmento da
nossa liberdade nacional; c que dirigimos a Dos
nossas preces para que a ilha de Cuba seja breve-
menta cantada entre as naces livres e independen-
les da trra.
a Itcsolveu-sa que he direito sagrado c dever im-
perioso de lodos os verdadeii os republicanos da Ame-
rica a dar auxilio c protaccao, por lodos os metas
legaes quepo lem einprcgar, aos habitantes de Cuba
na sua lula para rcpellir ojnge da llespanha. n
Os Estados-Unidos nunca proceden) de outro mo-
do, nunca faltam ao sen principio de nao interven-
cao, nao comnicltam nunca um acto aggrcssvo con-
tra as provincias que cubican) ; sao sempre cidadaos
que sem participacla do governo, o me grado os
desejosde-te, cmprcbcndcm taaoperaccs; nao que-
rem senao auxiliar seus visinbee em seus projeelos
de independencia. E sombra desse desinleresse a
bandeira da Uniao coula dahi a pouco mais urna es-
trella.
Cuba escapou dessa vez linda sorlc de Texas ;
mas o perigo nao passou.
Al cniao o sysjfcma empregado pela Uno para
augmentar o scu territorio nao se linha revelado se-
nao por tactos cm que o acaso c as crciunstaucas
podan ter larga parle; mas a audacia dos E-lados-
U nidos augmentan com seus triumplius; esse syslema
be boje urna (beora recoulierida c proclamada pelo
governo da UntSo.
As tentativas contra a Iba de Cube, essa taU-ran-
cia criminosa de um governo que consenta que cs-
Iran^eiros apiomplassein a sua vuiilade expedirots
centra naces vi-inbas e amigas, cslavioiaelo eviden-
te dos principios do direito internacional, disperta-
ran naturalmente a alinelo da potencias europeas;
ellas nao linliam acreditado inicuamente na juslifica-
caa apresentada pelo Sr. Iillinore.
A Franca c a Inglaterra entenderam-se para ver
se lornavam dahi por dianle impossivel a repe-
lilo desses cscandolosos ataques ; propozeram de-
clarar sem a menor reserva que nao linliam nc-
nliuma prelcuro ,1 Iba de Cuba, com a condicao
de que os Estados-Unidos lizessetn o mesno da sua
parle.
a As altas parles contratante*, di/.ia o projeclo
de convenci (6), declaran! pela presente cooveu-
i;lo renunciar 110 presente c para o futuro loda a
ntenrao de obler a pu.sse da Iba de Cuba, e obri-
gara-so a embarace/ lodo o projeclo lendentc a esse
lim da parle do qualquer poder ou da parle de indi-
viduos.
Os Estados-L'nilos recusaram adherir a esta de-
claracao. Esta fado nao precisa de commenlarios ;
alcm diese o gabinete de Washinslon nao procurou
rida.
J.i nao sao tmidas aspiracoes, desejos coudos
pelo respeilo devido aos tratados, una protercao ta-
cita concedida a bandadas de avcinurciros ; he cm
pleno senado, be sob a forma de nina mocan que as
theorias de invasao se producen c se discuten com
apptausDs do publico. O general Cass res*uscila. no
meio da paz, a velha iiiocioquc Monroe apre em face das declarantes do congresso de Laybach e
ile Verana, cm' face da invasao da Hesnenha, 11o
momento en qne os Estados-Unidos podan julgar-
seameacados pelos projeelos da Sania All anca. He
depois que a Franca c a Inglaterra oflerccerain de-
clarar solemnemente que renunciavam para sempr*
a inlenso de oceupir Cuta, c que o* Estados-Unidos
recusaram asso*ar-se a essa dectaracao, que o gene-
ral Css propde ao congresso decidir que a infloencia
europea no continente americano he allenlaloria dos
dircitos e da seguranca dos Estados-Unido*. En
desejo, brada elle, a posse da ilha de Cuna; deaejo-a
ardentcnieutc; qiianln mais depressa a obtivermos
niellior.... O golpho do Mxico he o Icilo natural do
rainta rio americano; o golpho do Mxico deve lor-
nar-se um lago americano (7). i>
Oulro senador (8) completa a idea de scu collega,
Se a llespanha, diz elle, desoja desfazer-sc de Cu-
ba e propoe cede-la mediante razoaveis condicites
VOlarei que se negocie com a llespanha. Se ella re-
cusar tratar eonmosro, e pretender transferir seus di-
reilos sobre essa Iba a una potencia europea, vola-
re que se lome posse delta, e pila sua annexaclo por
lodos os inoios.
O senado, fiel poltica ambigua que se tornnu a
da Uniao, nao volou ncm repcllo a mocao ; conlcn-
lou-se com ada-la !
Naquella tribuna onde Washington pouco antas de
morrer pedio, em nome da salvaco do Estado qu^
havia fundado, que nunca se faltassc dos negocios
cslrangeiro*, snscitam-se discusses sobre principios
abstractos, sobre casos hypothclicos de poltica "\ler-
na; c quaudo por acaso a voz de um cidadao h<otto,
como Van Burn, 50 levanta para protestar contra as
novas tendencias, abafanva com apupadas.
Foi no meio deslas sgitacOes, desle ardor hellicoso
petas invasSes, que leve tusar a ultima oh i .ao para a
presidencia da Uniao; devia-se esperar que sahissem
ila b cea do Sr. Pierce cousclhos sensatos para acal-
mar essa imprudente exaltarlo; o discurso ilc inaagu-
racao do novo presidente nao foi mais do que o re
fexo das paixcs populares.
'i A poltica da mnha administraran, dlssc clle(9)
n.to se dcixar dominar pelos tmidos prnplielas qne
predicen as desnracas que pode altrahir-nus a cx-
pansao. He ccrlo que se uto pode dissimular que
a nossa allitude como nacao o a nossa posir.lo no
globo tornam a acquisiclo de algumas posses-
aocs que luto nos perlenccm de una importancia
inminente para a nossa seguranca ; se he quo tal
acquisiriio nio for 110 futuro essencial para a con-
scrvaclo dos dircitos do commercio c da paz do
mundo.
Eis-ahi a doulrna da expansao proclamada como
um principio, como urna neccssuladc; o augmento
do terriloriu da Uniao annimuado ao mundo da ma-
neira a mais intelligivel Acorncoam-sc as mais le-
tncraras emprezas; uovos sectarios poilem armar-se
c invadir Indos os pontos do continente visiuhn ; nao
tarto mais do que obedecer aos principios eslabcle-
cidos pelo presidente Pierce.
Temos csmciilhado a historia dos ltimos anuos
da I na 1 Americana ; temos mostrado as ideas de
conquista atufadas primeiramente pela prudencia,
crescendo depois pelo iufluxo do apota publico, prn-
duzndo-sc na tribuna, tornando-sc finalmente urna
doulrna temeraria pregada pelo governo da Uniao a
um povo cntliusiasinado. Aquella historia por dc-
mais rca, estes fados por domis ucontoslavcis,
sao nina lirSo terrivcl, e devem ajudar-nos boje a
apreciar oalcaucedaspalavras de paz que o Sr. Mau-
ry enalben pela sua memoria.
O presidente Pierce esqueceu-se do indicar quaes
cram os territorios cuja acquisiclo so tornava neces-
saria para a conservarlo dos dircitos do roinmerroe
da humauidade. Nao deve o Brasil rccc*r que os
Norte-Americanos tciibam leularao de fazer uo 1er-
rilorio do Amazonas um novo ensata dessa llirorta de
expansaoqueselornou a poltica oflicial dos Estados-
Unidos. '.'
O governo do Brasil recebcu a missao de conservar
a nlegridade do impeno; he para elle um dever re-
; -Un- 111 do o que pode cjynprumollc la. Couluuc a
dar urna sabia proteceaefes idas do civilisafao e de
eirogresso, conclua com calma e prudencia a obra
que principila sem ceder a perigosas theorias; nada
lera' que temer das reticencias ameacadora* co-
udas no discurso do Sr. Pierce o na memoria do Sr.
Maury. .
Os Norle-Americanos sao ousados e fortes; sao po-
derosos cm homeiis, cm calillos, cm navios; um cs-
criptor celebre chamava-l!ies//rrcta.s- y berro; mas
o Brasil dc-aa todas as empre/.as temerarias, porque
pode apoiar-sc na matar de toda, as tarcas humanas,
a juslica e o direito.
(Jornal do Conuncreio do Bio.)
di/.em que os engouhcrt feran ahi un alojamen-
toque lie rhamailo o jardim ila Balera. Com cffei-
lo, estn tan parte dj corpa di praca quo o momen-
to do assallo naquelta lado lie smenle adiado por
motivos de prudencia, cm combinarlo com as nu-
tras operares do excrcilo. Algumas baleras novas
e extensas lem sido construidas e monta las com pe-
Cas montadas i frente dos ataques de ambos os cx-
ercitos, das quaes devia comecar um fogo de ex-
traordinaria violencia sobre a praca, achando-se ca-
da uma peca proviJa de 500 saceos do muirlo. As
farras alliadas do exercilo aimlo-francez (exclusive os
Turcos) monlavam antes do fim de dezembrn pelo
menos a 8(1,(K) homens, pois que o excrcilo francez
rerlamenle nao lem menos do 55,0(10 combatenies,
e as nossas propria* tropas de todas as armas mon-
tara a quasi :!(i,(HKI homens. He uma forra que ere-
mos excedernos poderosos recursos dos Bussos, qur
em Sebastopol, quer as viinhanras, e alguna movi-
moulos ulteriores, a que presentemente alludiremos,
mdcam falla do seguranza nos melhores dos com-
mandanlr; russos,
Nn correr do loda a rampanha nao se praticoit 1110-
vimento algn Uo ventajoso ao* Knssos o tao ita
conveniente aos alliados como a marcha para o valle
de Balaklavaa 26 de ontabro, quando Liprandi lo-
ou uma posirto di qual pareca que os nossos se-
neraes nanea poderiam desaloja-le por forra. To-
dava os Rnssos foram obrgados a abandonar esla
pstalo, cm ronsequencia da extrema diflkuldade
de abastecer postas que licam milito a Maulado* ao
al, c agora tai verificado por um tingada de cavalla-
ria franceza que avanrou at perto da aldcia de
Frhorgoun, que fica aln do Tethemaya, que os
Hussos anda nao tem forra alguina poderos;) so sul
diste rio. Oulra partida de intentarla, conslindo
le lliglitaudcrs e Zouaves, exploran a rcgiilo que fi-
ca ao orienta de Balaklava, e apenas encontrn com
iim posto de Gosmcos entro aquello porlo c as emi-
nencias que circulara n frtil val" de lid I ir. Por
lano a compressio das massns russas que cercavam
as posices dos exercitos sitiantes lio cerradamente
no principio de noverabro lem si lo gradualmcnlc
quebrantada, e, cm ronsequencia da impratiravcl
natureza da regiao, nio he provavel que se empre-
henda algara ataque/ulterior sobre os allta los na-
quella parle.
Todava o general Canroberl lappSe que .1 causa
provavel de*tc niovmcnto no excrcilo russo he o
desembarque das tropas russas cm Eupatorio, o qual
porlo assume agora consideravrl importancia em re*
lerenca as seguinirs uperantes. O governo austra-
co contrahio pelo tratado de 2 de dezemhro um rnm-
promisso formal com as patencias alliadas para de-
fender os principados e o territorio turco de qual"
quer ataque novo pela Rnssia. Achaudo-se a linha
do Prulh eflicaznicnle protegida pela Austria, a prc-
scnca do Omer Pacha c o seu excrcilo na Moldavia,
com designios defensivos, lornoa-se desnecessera, e
foi reconhcriln que elle nao era bastante forlc para
atacar o mu poderoso excrcilo russo retiido na Bes-
sarabia. Porlanto os corpos turcos vullaiam para
Varna, onde embarcaran em considcravel forra pa-
ra tlapalera, c Omer Pasha se dirigi Conslanli-
nopla, onde reoebeu as ordena da Porta para lomar
o commando das tropas oltomanas na Crimea. Gran-
de crdito adquiriran os nfliciacsquc conseguiram
collocar Eiipaloria n'um estado de defe/.a c sustentar-
se ahi, posto que frequcutametile ameacados por
largos corpos inimigos. A posiro da praca, no flau-
ro de uma das principies linha* de communicacSn
entre Sebastopol e Pcrekop, torna-a um admiravel
ponto de alaqoe, e a estrada, posto que nao segura
cm cerlos vento*, he un dos melhores portas da cos-
a da Crimea para 11 desembarque das tropas. O exer-
cilo turco commaiidado porljmcr Pacha se lem mos-
trado ale boje ser cousa diflerenle de um exercilo
lurco sb a direcrao de olliciacs de juizo e valenta
inferior, e uma diversao na cosa occidental da Cri-
mea ho do malar valor no lempo em que as nossa9
operarnos contra o inimigo se acham prximas do
sen complementa.
Oulra circiimstancia, que ser saudada com a
matar salistarlo pela esquadra e pelo exercilo, he a
nomeacao do almirante sir Edinun 1 Lyons para o
commando naval, cm lugar do almirante Duudas ;
pois que he conheeido por anillas as esquadras (pie,
de acord com um oiUcial tan dsttncto como o almi-
rante Bruat, da inarinha trance*, que|subsliluio o
almiranle liamelin, ludo quaniflo possvel ao po-
der naval efiectuar, qur no^ar.tjuer na praia, se-
ra rcalisado. A uuilo cordial dos servidos da Fran-
ca o da Inglaterra, no exercilo e na marinlia, con-
tinua a sor o mais feliz carcter da rampanha actual,
c, se ho possvel, lem sido augmenta la pela mutua
coadjuvarao que as tropas e os nav.os se tem presta-
do reciprocamente durante as suas recentes fadtaas
e privacoes. Com extrema delicadeza e distiiiccau o
general Canroberl menciona os servicos que tem
prestado ao excrcilo inglcz, transportando os nossos
doentes a Balaklava e Irazendn inunices para as
nossas peras, nao como favor, mas como amigavcl
retribuico pela condcelo da matar parle da val-
lara franceza Crimea em navios nglezes. Esla
troca de actos de cvilidade su lem tornado agora
tao habitual, e esta cordialidadc das duas narocs lio
seguran que quasi que. passa sem observadlo ; mas
he a mais louvavel n'um momento de severa priva-
ran aosdous exercilos, quan.lo lodos os esforros exi-
gen) grande augmento de traballio, e quando a pers-
pectiva de Iriumpbo era menos inmediata.
Oulro nenente, menos nolavel em circumslanrias
ordinarias, mas de nto menor importancia, lem con-
tribuido para consolar as tropas inglezas. Durante
as tres semanas passadas os soldados receberam uto
s grandos supprmenlos de mua de invern, mas
lamben es seos uniformes de regiment e rasacoes,
por cuja falta linliam cruelmente soffrido. A matar
parte das tropas que sahiram da Inglaterra na pri-
mavera passada levavam ve-li los do 185:1, c a mil-
pa eslava nteiramentc es,arrapada pela constante
lida ,1a campanil,!. O espectculo que os soldados
aprescnlavam era deploravcl, c se tornara impossi-
vel reconhecor necias tropas imniundas e rolas a in-
trepidez do soldado hrlanntao. O effeilo da mudan-
ca na saudo e no vigor foi saluliir, e ha umita razao
para esperar que os primeiros dias do novo auno te-
nbam tcslemunliado successos da maior conseqnen-
cia para o Iriumpbo dos exercitos afiladas, o pare a
faliz prosecucao da guerra.
(Times)
atlia
recusa a unir-so trplice Wlanca foi seguida por
proposlas para renovar as negociarnos por sua pro-
pria conta. Esla parece ser a intoncao da saa dc-
1 larario de I!) dedezembro,c as misscs especiaes
queja disseino* ler por fim conduzir a semelbanlc
resultado. A mais simples e evidente respnsla a
estas pioposices pereca ser, que os acluaes conse-
iciro de cl-re da Prussia lera dado militas provas
prevista desde a abertura da sessio passada, e para
bem dizer, prophelisada por um anguslo e profundo
pensamento espanta a Russia e os seus parlidarios.
Os odios ainda nio evitarlos de 1SI5 nio compre-
hendem que uma grande potencia por muito tempo
amiga, tara repousar sua poltica cxleror na livre
applcasao dos seus intereses legtimos, e nio mais
no medo da revoluc,,lo franceza ; porm nao escapou
la sua notoria adheso Bussa, e tem prestado sagacidade do imperador da Austria, que umitas
muilns serviros,! osla potencia e por isso a Ingla-
terra e a Franca nio podein entrar cm ajustes con-
lidcnciaes com homens lio devolados aos inlcresses
do seu antagonista. Mas a reflexaode um momen-
to basta para mostrar que, posto que he ainda mu
compalvel eom a honra da Prussia junlar-se al-
Itanra de 2 de de/.emliro, e rea-sumir o seu lusar
as conferencies de Vienna uestes termos, he mpos-
sivel s oulras parles desla allianra, 011 algumas
dcllas, entrar cm rompromissos separados com a
Prussia para a consecurito dos meamos objeclos. Se
os objeclos sao realmente os mesmos, os mcios de
consegu-tos devem ser idnticos; se sao diflerenle*.
serian incompaliveis com os eompromssos i con-
trabidos para entrar ii'uma carreira dislincta de pro-
ceder. Todas c*las dilliculdaitas provieram do cos-
lume que tem el-rei da Prussia de adantar as suas
sugsestOi s parliculires, lendocm considerafo o scu
proprio inlcresse, ao paseo que as condiedes adopta-
das pelas onlras potencias lodas lem o cunlio itaum
ampio c dcsinleressado designio dos interesses geracs
di Ion iipa. A missao de M. Vou l.sedom pode ser
designada para a*segurar s polencias occidenlaes
que a Prussia vai gradualmente camiihaudo para os
seus lins, c al se esla preparando para fazer uma
demonstrarlo militar en apota dacaasa commun ;
mas para effectuar estas declaracoes.a primeira con-
diclobea inteira imito das principacs potencias al-
tamas c o cordeal assenlimentade lodos os membros
desla liga para o fim da allianra. Ainda a adeaflo
da Prussia ao tratado de 2 de dezemhro sera de pe-
quea importancia se ella tambera nao adoplasse o
prolocolu de S de deienbro em toda sua pleuiliido;
pois que nina potencia (pie nina vez se rclirou das
colleclivas deliberacOcs da Europa, c enlcrronipcu a
seriedossons conpronssos publicos*para cora os
oulros csl.nlos, ach cxlreniainrnte dillicil rehaver
sua primeira posigAo sem aceitar uma variedade de
medidas lomadas sem a sua ronriirrcncia. Assim,
nem o cunde Arnim, ncm o coronel Manleufi'ell at-
sisliram a dscossao que leve lugar quinla-feira na
embaiva ta britnica em Vicua, mas Dito podem
ignorar ncm aduplac os resultados dcsta nolavel
conferencia.
Tem sido errneamente dita por diftareutos jor-
naes que, ao pas.-o que estes compromissos geraes
cram concluidos em Vienna a respeilo da quesllo
oriental, urna negociagao separada e especial linha
lugar entre a Frunc e Austria para urna conven-
ci que garantase as possessoesda ultima potencia.
Nao acreditamos na existencia de semelbanlc trata-
do, c estamos persuadidos que, no estado aclual das
relaees ilesle paiz com as corles de Paris o Vienna
semclhanle medida nao pollern ser lomada sem o
pleno conhecmeulo do governo inglesa Todava
pratcameiilc fallando, f, existencia de algum trata-
do re allianca entre a Franca c Austria e o eslabe-
lecimcnta de retantes confidenciaes entro estes im-
perios podem operar urna especie de seguranca pora
as possesses italianas da coma austraca. A proxi-
midade einfluencia da Frange na Italia sao ludo
que a Austria tem seriamente a temer, e posto que
Mr. Haninj assegnre s suas victimas infatuadas
que o momento para a aceto inmediata he cliegado
he evidente que a uniao de todos os sovernos que
lera forras militares na Italia esmngariam instant-
neamente qualquer movimenlo desla urdem. Nao
pode haver maior prava da boa iutelligcncja que
agora subsiste entre Austria c a Franca doqupo tac-
to de que as forras auslrica lera quasi iuteiramente
evacuado a Toscana c quasi 40,000 mil homens
parliram das ga.traic.oesda l.ombardia para o exer-
ritoda Moravia, ao nasso que a guarnirlo franceza
de Boma tai ronsidrravcluientc rcduzida. O cur-
so da ocruparto militar estrangeira pie tem cm todos
os lempos pozado sobre as cidades da llalla, nto he
smenlo motiva lo pelas perturbarnos ila popularo
senlidas pelos governo, mas pelo ciume dos gover-
oos eslrangciros entro si. No caso da Austria cm-
peuhar-fc cm activas operarte* militares ita armoi
as potencias occdontaes, he provavel ou
cnlrasse em compromissos anda mais po-
sitivos* a este respeilo, pois tic bem conheeido a am-
bos estes governos que a potencia pela qual alguns
vestigios de agitaran revolucionaria ainda sao con-
servados na Italia he a Bussia, e que por uma mons-
truosa perVcrslo, ella lera procurado agentas e al-
liados entre os perturbadores da ordera da Europa.
Outro dia. cm umo rcunifio de 10 mil homens nos
Esta los-Unidos, presidida pelos refugiados irlandc-
zcs, o nome do imperador da Bussia foi saudado com
frenticos applausos; e os mesmos sentimcnlos de
amargaaniraosi lade ans governos existentes da Eu-
ropa conquistan) asympilliiado partido democrtico
na causa do scu mais mortal inimigo. Ellos lem
ura instinclivo scnliinenlo que o comportamciilo que
o czar Nicolao vai segundo he lio cruel o destruidor
como o seu proprio ; que lenta por a forra de seus
exercilos cima dos direitus edas tais da Europa, e
que o excess. do poder desptico he menos opposlo,
a revolucto do que o Irium'plio da libertado tem-
perada e da juslica publicarle do coramum iuteresse
siillocar eslas perturbaroesseja qual for o parlido
011 o lado do que possara proceder, e esta principio
une loda a Europa a resistir ao perigo coramum.
(dem.
mu dancas se leein dado no mundo com a aseen,10 de
Napoleao III ; quo o llirono imperial crgueu-se nao
sobre as ruinas dos principios sociaes, mas para a
Iriumpbo das ideas, que facm segurus e florescentes
os esledos ; e que era ehegido o momento de renun-
ciar a Iradicces capciosas, e caducas para se confiar
n'um poder, que sustenta cun lealdade o equilibrio
da Europa, e a paz dos povo*.
Tudo se encandeia na poltica : o restabelecimenta
da ordera pelo i de dezemhro devia necessaramentr
[raser a volla da verdado as relaees internacio-
naes.
Tal he, senhores, a sluarao dos negocios exterio-
res do paiz. Para conservar as vanlagcns desta slua-
g5o, fazer frente as necessidades ila guerra c encur-
'ar-llie a duraran pela energa dos meios, o corpo
legislativo votou uma le, que autorisa o governo a
contratar um eniprrstmu de 500nilhues, tendn
imperador indicado o modo prctarivel do effectua-lo.
Agora, senhores, a constiluicao s vos pede uma
<"ousa ; saber se ha na le algum poni que Tira os
grandes principios de que sois os guardas. Circums-
criplOS ueste estrcilo crculo, quc'desejareis poder
alargar para dar mais livre expansao a vossos scnli-
menlos, vos devereis lembrar-vosdas raas de vossas
alliibuires, e limilar-vos a responder por unanmi-
dade, que nada so poda fazer de niellior, ncm para
a honra da F'ranca que deve ficar victoriosa nesla
pila da juslira contra a ambicio, nem para a conso-
lidaran 1I0 llirono imperial, base da cousliluicao,
ncm para o mesmo imperador, a quera llevemos o
pdennos fazer uraa guerra poltica e nao revolucio-
naria, ler a allianra das duas matares nares civilisa-
das da Europa, e apresenlar na liga europea a auto-
ridade le um governo poderoso por seus principios,
por sua torga esna sinceridade.
Este emprestimo lera, tara disso, um oulro resul-
tado para a eslahelidade das nstiluices mperiaes.
Depois das cleires que deram gloria ao nome do
imperador, depois da subscriprao nacional que lia
pouco tao patriticamente rcspoudeu ao scu convite,
haver nesla nova prova uma quinta e solemne sane-
cao ; e nenhum asseuso lera fallado ao eslabelcci-
raenlo poltico, cuja fundaban haveis contribuido,
len os suffrasios reiterados do povo. era o concur-
so dos inlcresses os mais empenbados no desenvolv-
memo da riqueza publica.
Por lauto, a* eommissao vos propo a declarar
que o senado nto so oppe promulgarao da le.
PERMBIJCO.
CMARA MUNICIPAL DO RECIPE.
Sesso ordinaria de 23 de Janeiro.
Presidencia do Sr. Ilariio de Capibaribe.
Presentes os Srs. Beso, Mamedc, Barata c a-
meiro, abrio-se a ses.-auafoi lida eapprovada a acia
da antecedente.
Foi lido o seguidle.
EXPEDIENTE.
Um ofiicio do Exm. Sr. presidenta ita provincial
coinrauuicaudo que, leudo cm vista a iiiformacao
desla cmara de 1H do corrnnlc sob n. 0, acerca do
requerimenlo em que Thomaz de AquiioCarvalho,
pede hcenca para collocar um guindaste de ferro no
caes do Capibaribe em frente a sua serrara, Ihe con-
ceder dla iirenra com a condicao de ser o guindas-
te enllocado soba nspeceflo da rcparligto das obras
publicas, c de modo que nao embarace o transito.
lo labrada.
Besolvcu-sc officar-se ao Exm. presidente da pro-
vincia, ponderando a necessidade de serem conser-
vados no baiiroda Boa- Vista, conforme aplantilla
01 lado,don, pequeos canaes, que commuiiicando se
pela ra do Hospicio, recebao c despejen) as aguas
da Capibaribe as duas pequeas ponte*, na ra da
Aurora, hsliililandoS. Exc. a cmara a cinprehcn-
der e-ic melliorai^Malo pelos cofres geraes, visto na"
na cola a*
a Franca <
I
aulas da municpalidadc.
do Sr. Everell, secretario de
du Sr. l'ilmore, ao Sr. conde de
Sarita ro do coverno francez junto ao ga-
binete d Wash ngtoh, 1. de dezembro de 1852.
(:l) M. J. Lemoint, Journal des Ucbatie 10 de
ilczenibro do IH".
Vfensagem apresentada ao Congresso a G de
1 1852.
1 Correioda Louisiana.
t\ Carta do conde do M ilinesbury ao Sr. Cramp-
'nn,ministro ingles junto dogahinete de Washington.
Foreign ollice 8 de agosta da iH.~r>.
Londres 6 de Janeiro.
O escolente despacho do general Canroberl de ii
de deiembro nos habilita a resumir a historia das
operaees militares dianle de Sebastopol, que se ha-
viam airofccido durante 0 espago das seis-emanas
passadas cm con-ei|oeiicia da Insto c acahrunhadora
recerdaeSo das Fadgas do excrcilo na sua obslioada,
mas nao ingloriosa, coulenda contra tempeslades,
molestias c falla do supnrimeiilos. Temos f que
aconlecimenlos do um caracler mais positivo edeci-
sivo eslo cm vespera de recompensar a paciencia ex-
einplar das tropas, o mostrar que, por mais que 11111
exercilo inglez tenha solfridn por ausa da incle-
mencia da estarlo o da 111,1 direcelo dos respectivos
dietas, o seu valor se exalta no dia da batalha, e
apaga a lcmliranga dos soffrimenlos no orgulfio da
victoria. A retirada do excrcilo sb o commando
de sir John Mooro foi a oceurrencia mais triste quo
se deu as cainpanhas peninsulares, e as respectivas
peritas sao muito inaiores do qucqiiacsqucrquc se le-
iiliam eipernanlade no prsenle aasedio, rom tudo
o re-lo daquellc valenle exercilo leve bastante cner-
gil para mu lar a roda da fortuna e embarcar com
os 11 ovos Uniros de Corunna. Quando chegar nmo-
m,nto da aceto, nio reclanos qaantoao resultado,
e as coinrauncariies dos commandaulcs cm ebefo
alliados nao deixara duvida a este respeilo. Segun-
do as parUcparc's do general Canroberl parece que
as operaees do assedio (cm progredido rom rapidez,
c quo a incussunle chava n.to lem arruinado nenhii-
1111 ,1 is obras, posto quo lenh 1 lomado as commu-
nicag&es do exercilo extremamente diflireis. Sem
embargo dos frequentes ataques nocturnos do inimi-
go, os Hussos anida nao conseguirn destruir poreflo
atauma das obras dos sitiadores. As Buhas france-
sas sy cxlcndcn al o lim^l i porto Quarcnlcna, c
(7) Sessio do Congresso do 18 de julho de I8">3.
(8) Ojaiz Dougtes.
(9; Uiscarsa do general Pierce, lomando posse da
presidencia em i de margo de 1852.
Posta que cl-rci da Prussia nio bouvesse pensado
cunvcucule, por dillereulcs razes, aceitar a pro-
posta de se unir a trplice allianra de i do dezem-
hro. o gabinete de Berlim j vai inoslraudo signaes
de impaciencia e incoininodo sob o isolainuuln era
que so acha, e al lem taita alguns esforgos para
rehaver a roulianra das polencias occidenlaes. A
10 de dezembrn foi dirtaulo um despacho aos minis-
tros prussianos era Paris c Londres, em que M. de
M.inleultal tenia mostrar que, posto quo a Prussia
decline lomar parle no halado austraco, deseja as-
Sociar-se na obra comnium do restabelccinicnto da
paz sobre bases justas c permanentes; sustenta que
0 concert diplomtico entre si o as nutras polencias
ainda existe ; e al auuuncia que csl preparada pa-
ra entrar em compromissos com as patencias occi-
denlaes anlogos aos j.i conlrahidos pela Austria.
Au mesmo teinpn M. Vnn Ifsedon foi despachado
para Londres. O principe llolicnzollern-Sigmarin-
gen foi convidado a ir a Paris era semclhanle mis-
sao, que nao aceitan, c o coronel Mauleultall foi
mandado a Vienna, e dahi a S. Pelersburgo. Estes
esforgos mostram que el-rei da Prussia nto se alera
de mancha alguma as coiiseqncncas naluraes c ine-
vilavcis da sua propria. poltica. Ello linha inques-
lioiiaveliiicnle direito a rclirar-sc inteiramenlc das
deliberagucs das grandes potencias europeas sobre
esle objeclo, o a manuleuca-' de uma uculralidadc
restrcta, evrlusvaiuenlc governada pelos seus pro-
prios inlcresses particulares, seria somculc preser-
vada conservaudo-se tange da scena da guerra. Mas
a corle da Prussia uto tom seguido este comporta-
ment; lem continuado a prostar servirn, rssenciaes
SO ninig 1, ao passo que lera reiterado os seus pro-
testos de boa volitado s potencias occidculacs ; e
quando o Iratado de 2 de dezemhro foi assignado em
Vienna el-rei mosliou o maior desgosto, .como se se
tivesse esqiicrdo do quo simiente por sua propria
contumacia e oppusicAo semclhaute tratado nao fui
un luido cutre todas as qualro potencias desde
marco passa lo, uo maior auge das hoslilida les. O
resultado lem sido urna divisan apperente entre os
qualro estados da Europa central c occidental, c
una directa animarlo ao imperador Nicolao para
perseverar ua sua poltica de aggresso.
.Nesla (oudicAo, e com estas nfeliiee resultados da
sua politica dianle dos othos, cl-rei da Prussia fez
uma nova tentativa para evitar esto completa sota-
nelo cm quo se acha naturalmente col tacado; e a sua
Kclalorta do presidenta do senado de Franca cm no-
me da eommissao encarroada de examinar a le,
que autorisa o ministro da tazenda a coulrahir
um emprestimo de 500 inilhes.
Senhores.Quandoo anuo passado a iuvaslo do
territorio olloinann truuxc o quebramento da paz,
ito chara aos interesses dos povos civilsados, a Fran-
ca um s momento nao hesitan acerca da superiori-
dad)' das suas armas, raes ella nunca espern por
uma s campanha terminar logo uraa guerra difllcil,
e louginqua.. A victoria realmente so ha mostrado
fiel ao estandarte que vencen cm/.urch eem Mosko-
a ; e todava a Kussta.apezar dos revezos da sua di-
plomacia c dos seus cxcrctas,moslra querer resisitr as
queixas da Europa e s licites de Boinar-und, Alma,
e Irkernan. ,
Senhores, vos ouvistes as palavras Uto firmes do
imperador: ellas vibraraiu 110 corarlo de um povo,
que ere nada ler taita, cmquanlo alguma cousa res-
ta-lhe por fazer.
(irandes accoiilccimcntos preparam-se,( pois, para
I Si',. O mais iniportauto de todos seria sem duvi-
da una sotarlo pacifica, que surgisse desse movi-
menlo cui.'i' 11, rujo pensamento dominaple, ainda
110 meio do ruido dos combates, be a paz : mas, se
algum meio ha seguro para a conseguir be fazer bri-
lliar a 11 issa tarca a par lo nosso direito, e mostrar
quo a Franca era qualquer momento pode tudo es-
perar dos seus soldados, da sua riqueza, c do seu ere-
dito.
Era poucos nena j os nossos exercilos leein ro-
lliidn lournsiuiraorlaes ellcs leem suppoilado a epi-
demia, e a Irmpe-dade, superado as redigas, s pri-
vacoes, e affrontado a desigualdada do numero. Sua
Constancia ha sido sublime.e o seu inapreciavel valor
lera cnchido de assomhro, c qoasi de admraclo o
proprio inimigo'
A Frama se orgulba de tacs filhos : ella conta rom
enes bravos, ipie desdo a primeira batalha, se bao
mostrado os dignos "mulos do grande excrcilo aguer-
rido por cera cmbales.
Ella coula tambera con) as suas alliaugas.
No principio daseasio passada tal icitavamo-nos pela
nossa uniao cora a Inglaterra : era a obra da sabedo-
ra dos tlous governos e ila razio dos dous povos.
Hoje uma -didare lade fraternal se ha formado no
Oriente peta comnium efiuaSo do sangae o mais pre-
cioso, c pela parlicpac.lo das mesillas provangas,,e
das mesillas tarias. E por isso u sessao imperial,
uo momento que o imperador lio iiohremcnle ma-
nitoslnu a gralidao nacional pelos senlimentos do
parlamentri raglez, pela cooperacio dos inlrcpidos
exercilos ila Grla-Brclanha, c pela pericia de seus
illutlrcs chafa*, acclamaroes unnimes eslroudaram
com enthusiasrao ; c as vossas nao leem sido menos
calorosas.
Essas acclamaroes que aqui confirmamos na ma-
dureza de nossas reflexocs cchoaram 110 outro lado
do estrcilo : ellas cchoaram tambera no fuluro para
asstanalar a regenerarlo fundamental da politica
moderna, e um dos caracteres os mais salientes do
reinado do imperador.
Oulra altiauga loo memoravel por sua data quanlo
por seu espritu, acaba de ser contratada com a Aus-
tria, e espedaga a velha liga do .Norte. Esla allianga
ser penarte! pe
Ucspacliou-si etican de Francisco Jos Baposo,
e levantou-se A sslo.
En Joao Jo^^Jcrreira de Agoiar, secretario a
Eiihscrcvi. !ao de Capiharib-, presideulc.
iWeud. BarataCameiro.
AELACO DAS IESSOAS FALLECIDAS NA
FBEOIIEZIA DE S. ANTONIO NO MEZ DE
JANEIRO DE 18.V..
Marcelina Antonia Maria das Neves, parda, soltera,
75 annos.
Umbelino Marques Cameiro, pardo, casado, 26 an-
nos ; pobre.
Mari, parda, fillia da Feliciano Jos, um mez ;
pobre.
Pauta, africano, cscravo de Misuel Jos da I.yra,70
annos.
Maria, africana, eserava de Jacintho Eliodoro Mar-
ques de Oliveira, 85 annos.
Joaquina, africana, eserava do Manoel Filippe da
Fonseca Cand, 67 anuos.
Josepha, africana, liberta, soltera, 't annos,
Josepha Mara do Rosario, crioula, viuva, 49 annos.
Francisco d'Assumpgao Torres, pardo, viuvo, 8
annos.
Thcodora, crioula, eserava de Rufino do Reg Pa-
checo, 50 annos.
Candido, brauco, filho de Joaqun Antonio Ilenri-
ques da Silva, 16 mezes.
Francisco Bibeiro lavares, branca, solleiro, 25 an-
nos; pobre.
Mauoclla de Meira Lima, branca, viuva, 38 annos.
Antonio Marlius de Sousa, brauco, solleiro, 15
annos.
Januaria Maria da Conccgao, parda, sollcira, 40
anuos; pobre.
Sabina, africana, eserava de Joaquim Bernardo da
Cunlia, V) alios.
Auna da litara Bibeiro Xavier, branca, solleira,
2:1 anuos.
Um prvulo, encontrado na porta da igreja da
Couceigs; pobre.
F'mila Clarisse llover, branca, sollcira, 30 annos.
Francisco, pardo, filho de Maria Antonia dos San-
tos, 3 mezes, pobre.
Joao, africano, escravo de Jos Francisco da Costa,
30 anuos.
Manoel, crioulo, cscravo de Anloiiio Fraucisco Ci-
dreira,9 mezes.
Maria Raclud do Espirita Santo, branca, casada, 22
aunos.
Helena, crioula, eserava de Cipriano Luz da Paz,
12 annos.
Jos Comes Lele, brauco, solleiro, 20 anuos.
Ventura, crioula, eserava de .Manuel da Costa Albu-
querque, t(> annos.
Romualdo da Couceigao Vivas, branca, viuva, 61
annos.
Isabel, africana, eserava de Policiano Loarenro da
Silva, 15 annos.
Manoel Ferreira da Silva, brauco, solleiro, 25 annos.
Joaquim Mari 1 n-, brauco, solleiro, 25 annos ; pobre.
Joao Jos de Souza, pardo casado, i anuos; pobre.
Maria, prela, ingenua. 62anuos; pobre.
Senhoriuha Maria da Conccirio, parda, sollcira, 22
anuos; pobre.
Maria Anglica da Silveira, branca, sollcira, 21
annos.
Malinas Joaqun) da Mata, brauco, solleiro, 3i
annos.
Manuel, africano livre, 12 annos.
Padre Leonardo Joao Grego.
Prioste,
PtlJLIMES AITEIHIMI.
lllm. e Exm. Sr. Em observancia do arl. 46 do
regulamcnfo de 2 de dezemhro de 1833 levo ao co-
uhecimenta de V. Ex. o estado do corpo, de rujo
commando fui por V. Ex. encerregedo em 8 de fc-
vereiro do auno prximo panado, nos termos do re-
ferido artigo.
Como batango, que incluso rcanilio, vera V. Ex.
as despezas que se lito feilo dentro do anuo lindo,
acrescentando que nellas se ai lian compichendidas
as que se li/.erjm [na pasamculo dos fardan utos
atrazados que sedcviaiu as [iracas do corpo, cuja
importancia monta a afllfiTJQfJO rs.; c ainda cum.
pre observar que logo que pntrei no commando do
corpo achei 3,'Ji'J covados e 2|1 de panno azul oidi-
nario e com esta quanlidade tiz o tardamento, que
se deve vencer em abril do amia crrenle, constan-
te de 45 fardas ricas, 3'JI jaque, 371 bonetes,
372 calcas e 400 capoles, o que tudo foi feilo eom
3,901 covados e i|3 sobrando por ronsequencia da
lotalidadc do panno, que arhe, 48 covados c 113,
Itecordo-me que achei de saldo di quola de confra-
ria 909826 rs. e das economias da quola de luz e
agua 82&520 rs., e hoje existe de contraria 1639700
rs., c 55-3680 rs. de luz e agua, leudo despendido
por conta desta ultima a quanlia de 2ii,~2S<) rs. em
conccrlos e reparos da arrecadag.'io edas compauhias
para arranjo o conservarlo do armamento, farda-
raeuto, e cqupainentn, e caiiilios para as moxila-,
Approveiln a occasao para dar V. Es. uma
dea tao ampia quanlo me he possvel do pcssoal do
corpo e de quanlo lito \a relativa. O estado efler-
tivo do corpo quando Inrnei o commando era de 319
pragas, e boje consta de 382, faltando para o seu es-
tado completa 18 pragas, como ver V. Ex. do map-
pa junio; e devo declarar V. Ex. que se o corpo
se uto acha completa quanlo ao numero que Ihe foi
marcado pela le provincial n. 307 de 9 de maio de
1853, nao he por falta de individuos que concorram
para uelle se alistar; mas sm pela escrupulosa
cscollia que lenho feilo daqnelles, que bei aceitado,
pois be quanlo a mira, e patente a todas as luzes,
que o corpo de polica nao pode satisfacer o fim de
'uacrcagSo se nao for compostn de pragas cujos cos-
tamos possam garantir a observancia dos deveres
que o rcgulamcntn Ibes impoe, e sobre que V. Es.
he tao escrupulamcnle vigilante.
Tiveram baixa do corpo 9 praras, a saber : 53
por lerem lindado o tempo do servigo para que fo-
ram engajados e por irrcgularidadc de conduela ;
14 que este commando remetleu para o exercilo ; 3
que voluntariamente pedirn passagera para o mes-
mo ; 9 que tiveram baixa por ordem de V. Ex. ; c
16 que desertaran).
O corpo, Exm. Sr., acha-se completamente far-
dado e equipado, fallando somente armamento pa-
ra algumas pragas, sendo de notar, que o que exle
nio be bom. como j em oulra occasiSo cominuni-
qae V. Ex. Quanlo cscriplurarto, tanto o 1-
vro meslre como os demais perteuces ao corpo se
achara completamente em dia.
Posto assegurar a V. Ex., qoe nio bei pon paito
esforgos e diligencias para cncorporarao halalhlo do
inou commando a disciplina, que Ihe convem se-
cundo o regulamenlo citado, e quo sendo a base de
todo o servigo publico o he especialmente na classe
militar. V. Ex. me far juslira de crer.
Depois 1I0 que fira dito, nada me rest* mais do
que pedir a V. Ex. dcsrulpa das faltas que por ven-
tura possa ler o balango, e que uto podiara ser se
nao involuntariamente commellidas
Dos guarde a V. Ex. Quarlel do commando
do corpo de polica 10 de Janeiro de 1855.Pedro
.los Cameiro Monleiro, Icnenle-coronel coramiu-
danle.
Bataneo da recelta e despesa do corpo do pa-
lela da provincia de Pernambaco no auno
de 1854.
ItECEITA.
Feverciro.
10. Importancia que se rccolhe ao co-
fre, .1 saber : 7869880 rs. do farda-
menta vencidn no mez de Janeiro ul-
timo, e 359250 rs. dos descont* da
3.* parte do sold, feito a difTcrcn-
tes pragas, na forma do ar|. 139. 822$ 130
Marco
4. Importancia que se recalbe ao co-
fre, a saber : 7259360 rs. de farda-
'menlo vencido no mez de tovereiro
ultimo, c 3.5J755 dos desconlos da
3.a parta do sold feita a differentes
pragas, na forma do 111. 139 ... 7619115
15, dem que serecolhe ao cofre, a sa-
ber : 7509 rs., recebida da Ihesou-
rara provincial, provenieule da en-
liga caixa do corpo, e que all se a-
chava em deposito, e 1239700 dos
vencimenlos do tres pragas da 4."
cnmpuiihia, de 21 de novembro a de-
zemhro do anuo prximo passado, e
t Janeiro ao ultimo de feverero do
crrenle anuo, duas das quaes se
arham destacadas em Paje de Flo-
res, e uraa que, oblcndo baixa do
servigo, nao procurou o vencimenlo
a que linha direito......... 8739700
17. dem quo se recollie ao cofre do
faldamento dos mezes de julho a de-
zemhro do auno prximo passado,
que se hajjajaaixade.de lira, 4:8889960
Abril ,
5. Importancia que se rccolhe ao co-
fre, a saber : 8K1988O rs. de farda-
menta vencido no raes de margo ul-
timo, e 509180 rs. dos desconlos da
3.a parte do sold, feilo a differen-
tes pragas, na forma do arl. 139. 8619060
20. dem que se rccolhe ao cofre, pro-
veniente dos vencimenlos de 10 a 20
de margo do correte, do cabo da 4.a
compnihia, Jos Francisco Corola-
no, que tallecer cm Villa-Bella em
-29 de margo ultimo ........ 129000
Maio
13. Importancia qne se recolbe ao co-
fre, a saber : 7669800 rs. da consi-
gnagao do tardamento, arrendada
das qualro companhias, relativa ao
mez de abril ultimo, e 329271 rs.
da 3.a parle do sold das praras pre-
sas, durante o mesmo mat, na for-
ma do arl. 139........... 8099071
27. dem que se recolbe ao co-
fre, recebida da Ibosouraria provin-
cial, era vrlude da portara do Exm.
Sr. presidenta da provincia, de 26
do correntc de couformidade ao arl.
19 do regulamenlo, como consta do
lermo nesla dala n. 21....... 2.QOO9OO0
Juana
3. Importancia que se recolhe ao cor-
po, a saber : 8083320 r>. do tarda-
menta vencido no mez de maio liu-
do, e II9SSS rs. dos desconlos da >.
' parle dos sidos das pragas presas,
durante o mesmo mez, ua forma do
arl. 139 do, regulamenlo...... ccJ-
Jiiibo
5. Importancia que se recolhe ao co-
fre, a saber : 7999840 rs, do farda-
menta vencido no mez de junho
findo, e 279572 rs. da 3.a parlo do
sold das pragas presas, durante o
mesmo mez, na forma do arl. 1:19,
como consta do termo n. 31 8279112
5. dem quo se recolbe ao cafre los
adiaulamcnlos, que so fizeram s
qualro compauhias, dos vencimen-
los das praras destacadas as dife-
rentes comarcas, do mez dejanho
findo, como consta do lermo n. 35. 7729000
19. dem que se rccocollie ao co-
fre recebida ila Ihesouraria provin-
cial em virlude do resolugo da as-
semhla lecislativa provincial, prove-
niente des vencimenlos de tarda-
mento dos mezes de abril a junho do
anno passado, que exista cm exerci-
cos fiados, como consta do termo
n.38........... 2:602JI60
Agosta.
3. Importancia qne se recolhe ao co-
fre a saber: 8469960 rs. do farda-
mculo vencido no mez de julho lin-
do, e 439S00 rs. ilos desrnntos da
3." |Mirle do sol lo das pragas prosa*
dorante o mrsmo mez, como cou-ui
do termo n. 42........ 890>760
3. dem que se recolbe ao ofre dos
adiaulamcnlos que se (aeran -sipia-
tro compaiihia> dos sidos das pragas
que marcharam era diligencia para
Caruani. do me/, de julho lindo, co-
mo consta do Icrme n. i 1 ...j'.WW
4. dem que se recolhe ao cofre dos
adiaulamcnlos que -c fizeram a- qua-
lro companhias do Militadas pra
destacadas cm difiercnles rouiar.
do mez julho fiudo, como consta do
termo 11. 44......... 8S59740
28. dem que so recolbe ao cofre dos
desconlos feilos a dillereulcs pregas,
unas por lerem extraviado capotas,
e nutras nao sopor isso, como por le-
rem recebido tardamento a vencer e
lerem baixa para o exercilo, como
consta do lermo n. 48..... liiiTii inn


-
OURIO DE PERNAMBtO. QUINTA FElRA 8 OE FtVRlRO DE 1855.
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Selembro.
2. Importancia que se recollie ao co-
fre, a saber: 87fr790 rs. do farda-
meiilo vencido no mei de aposto ni-
lim, c 5080IIO rs. da *]. parle
.lu sold ds prirns presas duranl o
mcsmo mez, na forma do arl. 130,
eomo consta o termo n- 50. 9*26)720
4. dem que se recolhe ao cofre dos
adisnlamentosruese flieramas qua-
tro cnmpanhiai do odo do moz de
agosto findo, dat pracas que marcha-
ran* ein digem a para Caruar, co-
mo consta do Krmo ii. 51. 7391990
i. dem que se -ecolhe an cofre dos
diamntenlos leitos as qnatro com-
paahias do sollo do mez de agosto
findo, para as j-raras destacadas em
dilTerentet com reas, como consta do
termo n. 52........ 913J620
21. dem que se recolhe ao cofre do
descont que so fez ao rabo de es-
quadra Jos Francisco do Albuqucr-
que, do fardamento que eslava a de-
ver, por ler reeebido a vencer, o
qual achando-sn doenle no hospital,
fallecer ; e le ido de receher por
lu do contal maior quanlia, des-
contouse-lhe a importancia do que
eslava a dever, hiendo o saldo a favor
applicado da maneira, pela qual li-
nda designado m hora extrema, co-
mo lud consta do termo o. 56. 159433
Oolubro.
2. Importancia que se recolhe ao cofre
ilo descont feiI > ao soldado da 2.'
rnmpanliia Jos Coelho de Oliveira,
de om capole e ir.ais fardamento,
qqe este eslava a dever por ler reee-
bido a vencer c ler baixa do servico,
como consta do termo 57. 14J>4I2
2. dem que se recolhe ao cofre des-
cont feito ao soldado da quarla com-
panhia Alvaro Francisco Rodrigues,
do fardamento que eslava a dever,
excepto capote, por ler reeebido a
vencer ter biixa do servic.o, como
consta do termo n. 58. ... 5842
2. dem que s< recolhe ao cofre dos
adianUmenlos leitos as qualro enm-
panliias do sol lo do mes de selcm-
bro (indo, para as pracas destacadas
era diCTer-mles comarcas, como cons-
ta do termo n. 09....... 888-5600
3. fdem que se ruoolhe ao cofre, a sa-
ber : 821640 ri. do fardamento ven-
cido no mea le setembro Rudo, e
889000 rs- dos descontos da lerccira
parte do sold ias pracas presas du-
rante o mesmo mez na forma do arl.
', rorao coniln do termo n. 60. 95O*j730
4. dem que se recolhe ao cofre dos ,
descontos retios as dez pracas que fo-
rain dsmUlidaa do servico por porta-
ra do Eam. Su presidente da pro-
vincia, de 30 ile agosto du correte
anuo, e que lendo reeebido cada
urna um cipote e mais fardamento,i
vencer,eitavim a dever ao corno, co-
mo ludo consta do tormo n. 61. 1'7-'.!
Novembro.
2. Importancia que se recolhe ao co-
fre, a saber : 8*1*5000 es. do farda-
mento vencido no mez de outubro
(indo, o 3398I. rs. do descont da
terreira parle do sold das pracas
presas durante o mesmo mer na for-
ma do art. 1119, como consta do ter-
mo n. 69......... 9169615
3. dem que se recolhe ao cofre dos
adiantamenlos feitos as qualro com-
panhias do toldo do mez de outubro
lindo, para as placas destacadas cni
Arenles comaivas, como consta do
termo n. 70........ 9189220
4. dem que se mulhe ao cofre dos
descontos feilos a nove pravas, de se-
le capotes e mais fardamento por le-
reni dessas qualro sido demiltdas do
servico, estundo a dever o mesmo
fardamento que linliam reeebido a
vencer, e cinco pir haverem extra-
viado, como Indo consta do termo
n.72........-.* : 03-l.Y-L
Dezembro.
4. Importancia qoesu recolhe ao cofre,
a saber': 8S7>>20 rs. do fardamento
vencido no mez de novembro lindo,
e 109609 rs. da 3.a parle do sol-
do das pracas presa; durante o mes-
mo mez na forma do art. 139, como
consta do termo V....... 8589429
I. dem que se recol lo ao cofre dos
..danlamenlos feitos as qualro com-
idas do sold do mez de- novem-
bro lindo, para as pi ajas destacadas
emdjflerenles comarcas, como cnHsla
de temen.76........ 8905100
. dem que se recolhe ao cofre de
tres capotes extraviados e fardamen-
to descontado a s*s pracas, como
consta do termo a 78. ... 469238
Janeiro.
3. Importancia que te recolhe ao co-
fre dos adiantamenlos feilos ac qua-
lro companhia do iioldo do mez de
dezembro prximo rindo, para as '
pracas destacadas cu dilTerenles co-
marcas, como consta do termo n. 81. 9I8*)220
3. dem que se recolhe ao cofre, a sa-
ber : 8759680 rs. do fardamento
vencido no mez de i ezembro do an-
uo prximo fmdo, e 289420 rs. do
descont da 3." (arle rio toldo
das pracas presas durante o mesmo
mez na forma doart. 139, como cons-
ta do lermo n. 82....... 9049100
3. dem que se recoll e no cofre do
descont de um capute e mais farda-
mento, feito ao toldado da lerceira
companhia JoAn Irai cisco dos San-
tos, por ler sido demii (ido dosel vic,o,
estando a dever, por er reeebido a
vencer, como contla 28:8199317
Fevereiro.
18. Importancia da melada dos feitios
de 371 lrdelas, 371 coicasazoes,320
capotes, 371 cal<;as do brim de li-
nho liso.feitio e panni na forma con-
tratada cora Manocl co Amparo Ca-
j, segando consta do .ermo do con-
sollo) nesla dala. Recebeu por coala
a quanlia de 8229130, cando para
receber quaudu o cofro livor dinhei-
ro o restante para motade, ou pri-
ineira prettacao.......
Marco.
7. Importancia para ragamento de
2969800 a JoSo r'rancinco de Araujo
l.ima,provenientede371 aholuaduras
amarellas fornecidas : o corpo, e
869090a Manoel do Amparo Caj,que
sehavia ficado restando -ara Ihe com-
ptetaropagamenlo da irimeira pres-
lacao.como ludo consta do lermo do
MelhQ n. i de 18'dc evereiro pas-
tado...........
17. Idum para pagamento do farda-
meuto da msica conlr.ilado por nu-
U>rsae,ao verbal do Exi3. Sr. presi-
deiilo da provincia, e mondado pa-
l por aulorisaco pol escripia do
lo do correle, como ojnsla do ter-
ina n. 9..........
SI. dem para pagamento de 371 pa-
de tpalos entregues a arreesda-
c.'o geral pelo eidadto l'rancez Des-
libeauj, como havia contratado ein
14 de fevereiro prximo pateado, co-
mo consla do lermo d s-a dala na
importancia de ..'135600, e bem as-
sim ao sargento ajudante Bclarminn
de Souza Halagela, esargento va-
go-meslre, Joso Antonio da Silva
I'essoa 299200 a cada um, importan-
cia relativa a um anno de fardamen-
to, que por autortaatjto do Exm. Sr.
presidente da provincia lhes foi man-
822JI30
3829890
1:1759960
dada pagar para compra descus uni-
formes.......... 62#0O0
30. dem que sahe do rofre para pa-
gamento de Domingos Francisco Ka-
n-albo de 2969800, proveniente de
371 bouelcs de panno azul, entre-
gues a arrecndacSo geral do corpo e
a Antonio de Souza Marinlio do
819 proveniente de 27 bandas de
lila para inferiores, entregues a mes-
ma arrecadacSo, como haviam con-
tratado em 14 de fevereiro prximo
passado, como consla do termo nes-
sa dala.......... 3779800
Abril. ,
5. dem para pagamento ao soldado
da ipiarta companhia, Paulo Soarcs
da Fonseca.dos vencimenlos airara-
dos de 21 de novembro ao ultimo de
dezembro do anno prximo passado
c Janeiro a fevereiro do correte au-
no, que por onlem do lllm. Sr. cora-
mandanlo se havia recnlliido ao co-
fre, como consla do lermo n. 7. 529500
20. dem para pagamento de Jos
Francisco Carneiro provenientes de
171 pares de polainas, 371 grvalas
de couro en ve misado e 371 escovi-
nhas cagulhclascom correiasde cou-
ro de lustre, entregues pelo mes-
mo Sensor a arreradacjlo geral do
mesmo corpo, como havia contrata-
do ern 20 do mareo ultimo, como
consta do termo clcssa dala n. 10. 6069110
Main.
8. dem para pagamento a Manocl
do Amparo Caj, proveniente da se-
gunda c ultima prestaran do contra-
a pelo mesmo em 18 de fevereiro
do rorrete anno, visto ler preen-
chido os ns do arl. 27 do regola-
menlo.......... 9085220
24 dem que sabe do cofre para paga-
mento aos ex-soldados desle corpo,
Jo Francisco dos Santos e Felicia-
no I'ercira de l.yra, a saber : ao pri-
meiro 259716, ao segando 209:162,
proveniente de vencimenlos atraa-.
dos de f,.nlamenlo, que em virludc
de resoluto da assembla legislati-
va provindial comoiunicaila em of-
ficio do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia foi mandada pagar, romo ludo
consta do lotmo n. 19..... 469108
27. dem qqe sahe do cofre para ser
entregue lo alferes-quarlel-mcslre
do 9." balalhao de iufanlaria de li-
nha, Francisco Jos Joaquim de
Barros proveniente da despeza fcila
pelo major delegado de Villa-Bella,
Jo.lo Nepomoceno da Silva I'orlella,
eom o fallecido cabo de esquadra da
4.a companhia, Jo- Francisco Co-
riolano, em sua molestia e cnlerra-
menlo, que por ordem do mesmo
major delegado so fez entrega.ao di-
to qnarlel-mestre, como ludo cons-
la do lermo nessa dala n. 20. 559790
30. dem que sahe do cofre para paga-
mente por ajusle do cenias do farda-
monto que o corpo eslava a dever
aos ex-soldados mencionados no ler-
mo nessa dala n. 22, em virtode da
resoluro da assembla legislativa
provincial, communirada por porta-
lia do Exm. Sr. presidente -da pro-
vincia de 16 do correte 1879515
Jnnho.
3. dem que sahe do cofre parar pa-
gamento por ajuste do conlas do far-
damento, que o corpo eslava a dever
aos ex-soldados mencionados no ter-
mo nessa data n. 23 em virtude de
rcsnlue,ao da assembla leuislaliva /\
provincial, communirada por parla-
ra do Exm. Sr. presidente da pro.
\thc7a de 16demaio flndo 3039310
Junlio
3 Importancia quosabe do cofre para
adiantamenlo dos vencimenlos de
sold do crrente mez, aos destaca-
mentos de Pao d'Alho, Cao*, Inoa--
rass, Victoria por conla do dinheA
"roTeclmlo da thcsoufaria provuoi
al na forma do arl. 49 do reuuia-
menlo, como constado lermo n. 35. 7729000
7. dem que sabe do cofre para paga-
mento por ajusle de conlas do falda-
mento que o corpo eslava a dever
as ex praras mencionadas no lermo
nesla dala n. 26 em virtude da rosa- .
lurio da assembla legislativa^ pro-
vincial, couinjnnicada por portara
do Exm. Sr. presidente da provincia
de 16 de maio lindo...... 1595999
dem que sahe do cofre para ser entre-
gue ao lenente-quarlel-meslre do
corpo para pagamento da msica de-
conformidade ao disposto do arl. 40
do regulameulo como consla do ter
mo dessa dala n. 27...... 239413
14. dem que sahe do cofro para pa-
gamento por ajusle de conlas do far-
dameuto que o corpo eslava a dever
aos ex soldados mencionados no ler-
mo dessa dala n. 28, em virtude da
re-olurao da assembla legislativa
provincial, communicadanor poda-
ra do Exm. presidente da provin-
cia de 1 de maio ultimo. 979901
21. dem que sahe do cofre por ajuste
de conlas do fardamenlo que o cor-
po eslava a dever ao ex soldado Ma-
nocl do Sacramento, em urlude de
resolnrSo da assembla legislativa
provinrial, communicaJa por porta-
ra do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia de 16 do maio ultimo, como
consla do lermo n. 29......
28. dem, que sahe do cofre para pa-
gamento por ajusle de conlas do
fardamenlo que o corpo eslava a de-
ver aos ex soldadas, Paulo Jos das
Virgcns, e Pedro Justino de Souza, a
saber este a importancia de 89952
rs., e aquello a de 29952 como cons-
la do termo nesta dala n. 30. 11990!
Jullio.
1. Importancia que sahe do cofre pa-
ra pagamento por ajuste de conlas
do fardamenlo que o corpo eslava a
dever aos x soldados, mencionados
no lermo dessa dala n. 31. ... 319039
4. dem que sahe do cofre para paga-
mento de Francisco Maciel de Souza
de 300 paresde tpalos entregues a
arrecadaca geral ao prero do 19500
rs., ao par, como consla do termo
nesla dala n. 32....... 450O00
dem que sahe do cofre para paga-
mento do ajusle de conlas do farda-
mento que o corpo eslava a dever ao
ex soldado Firmo Kibciro de Jess,
como consla po termo ,nesla dala,
n. 33........... 329502
6. dem, que saho do cofre para o
adiantamenlo dos vencmeulos do
sold do mez de julho andanle aos
destacamentos da Cabo, Pao d'AIbo,
Iguarats, e Victoria, como'consla
do lermo n. 36....... 8859740
7. Idum, que saho do cofre para adi-
anlameoto dos vencimenlos de sol-
do do prezente mez de julho s pra-
cas que marchan) em|deligencia para
Carunrcomo consta do termo n. 37. 7529990
19. dem que sabe do cofre para paga-
mento por ajusle de conlas geral das
prsca* do corpo em virtude de reso- ,
luijao da assembla legislativa pro-
vincial, communirada por purlaria
do Exm. Sr. presidente da provin-
cia de 16 dejmaio do crrenle auno,
cajo ajusle be feilo em dinheiro em
virtude de nutorisaco do mcsmo
Exm. Sr. presidente, de 5 de jiiiiho
findo, como contla do termo n. 39. 4:2639775
22. dem, que sahe do cofre para pa-
gamento por ajuste de conlas do
fardamento que o corpo eslava a
519548
7529990
9139630
1 i:,t;
209633
dever aos ex soldados mencionados
no lermo n. 40........ 479292
Agosto
2. Importancia que saho do rofre para
pagamento por ajuste de conlas do
fardamenlo que o corpo eslava a de-
ver aos ex soldados mencionados no
termo n. 41.........
i. dem que sahe do cofre para o adi-
antamenlo dos vencieemenlos fie
sold do mez de agoslo, as praras
quesoacham em delgenria cm C-
mara, como consla do lermo n. 45.
dem que sahe do cofre para adianta-
menlo dos vencimenlos do sold do
moz do agoslo, as pracas destaradas
em dilTerenles comarcas, como cons-
ta do termo n. 46.......
26. dem que sahe Jocofre Bn*apaga-
menlo, por ajuste de conlas do far-
damento que o corpo eslava a dever
ao ex saldado mencionado no ler-
mo n. Y!..........
29 dem que saho do cofre para
pagamento do ncnocianle l.uiz
Autonio Siqucira, de 750 varas de
"brim de linho liso, 3,000 botoes c 4
libras de linlia, quu o corpo comprou
ao mesmo Sr., como consta do ler-
lno *9........ 2869:160
Scleinhrn.
51 mporlanciaquesahc do cofre para a-
dianlnmcnto do sollo dnmez de se-
iembro,s praras destacadas em dille-
rentes comarcas, como consla do
Icrmm. 53......... 88836OO
'I dem que sahe do cofre para paga-
nenio do Domingos Francisco Ba-
inalho, a importancia de 5299100,
Jos Mara Copes 519975 ra., Jos
da Silva Campos 459I5Ors., lenrntc-
qiiarlcl-meslre do corpo 1319240 rs.,
ca uilhermcda Slva Guimar.Us
-1 ~*sO rs. de vario* objeelos com-
prados para o fardamenlo grande do
corpo, por auloiisorao do E>m. Sr.
-presidente da provincia, por por-
tara de 28 de juu.io do correle
anno, como ludo consla do lermo
"*''........... 8319963
12 dem que sabe do cofre para page-
nicnlo a Domingos Francisco llaimi-
Iho Jo concert de 27 barretinas, a
800 rs. cada urna ; cinlurocs de pu-
limento blanco, o. Din amarcllo, por
4,200 rs. para asseio da msica, na
forma do arlgo 10, como consta do
lermo 11. 55........ 259800
Uulubro.
4 Importancia que sahe do cofre para
ndantamenlodo sida do mez de ou-
tubro is pracas destacadas em dilTe-
renles comarcas, como consla do ler-
mo n. 6-2......... 9189330
11 dem que sabe do cofic para paga-
mento por ajusle de conlas, do far-
damenlo que o corpo eslava n dever
ao ex-cahode esquadra Jos Antonio
da Silva, como constado lermo 11.63. 38jp969
16 dem que sabe do cofre para paga-
mento ao francez ypolilo Duroonl,
de um par de pralosqueo corpo ha-
via comprado no tempo do anteces-
sor a este roiuinando, 1 que por por-
tara do Exm. Sr. presidente da
provincia de 7do correlo se Ihe faz
pagamento, como consta do leimo
n. 6i........... 1005000
17 dem que sane do cofre para ser
recolhida a thesouraria provincial
em virtile do portara do Exm. Sr.
presideule da provincia lo l'i do
corrente, como foi feilo, 0 que ludo
consta do lermo n. 65 2:000j)O<0
IS IIih que sabe do cofre para paga-
mento, por ajuste de conla-, ao ex-
soldado Jo** Cipriano (jomes, do
[.jjjjnii.eiito que o corpo llio havia ,
liradoadever, como consla do termo
n- 06........... I893t)9
18 dem que sabe do cofre para pa-
gamento, por ajuste de conlas ao ex- *
soldado Valerio de Souza Cima do
fardamenlo que o corpo Ihe havia
ficado a dever, como consta do ter-
mo 11. 07 .......... *I8J080
95 dem que sabe do cofre para paga-
mento a Jacnlho Soarcsde Mcnezcs
de 250 pares de sapalos, como consla
do lermo 11.68......'. 3009OOO
Novembro.
3 Importancia quo sahe do cofre para
adiantamenlo do sold do mez de no-
vembro as praras destacadas em di-
lTerenles comarcas, como consta do
termo n. 71........ S90900
25 dem que sabe do cofre para
pagamento a Jos Francisco Car-
neiro 329800, de 20 pares de po-
lainas, 20 grvalas e 20 escovinlias,
i (juherme da Silva Cuimaraes
360400, de 40 covados de hacia
verle, e urna peca de brim do linho
liso, contundo 30 varas, e ao Icnen-
te-quartcl mcslre do corpo 379320,
da despezafeita com forro, aviamen-
lo c mais preparos para o fabrico do
fardamento, como lilo consla do
lermo n. 73.....i 1069520
29 dem que sabe do cofre para paga-
mento JaciulhoSoares de Munces
de 100 pares do sapatos comprados
pelo corpo ao mcsmo, a I3200 o par
como consta do lermo n. 74 1209000
Dezembro.
5Importaocia que sabe do cofre para a-
dianlamenlodnsolilo do mez de de-
zembro as praras destacadas em i I-
fereutes comarcas, como consta do
lermo n. 77........
16 dem que saho do cofre para
pagamento ao negociante Joao Pinlo
de I.emos Jnior S69OOO rs. de urna
requinta no valor de 409000 rs., e
um flautim no valor de 169000 rs.,
comprados para a msica do corpo.
Ao cirgueiro J0S0 Francisco |de A-
ranjo l.ima, 9^600 rs., de 12 abolu-
adnras amarellas, compradas para
fardamento. Ao Icnentc-quarlel mes-
trcdocorpo129640r*.,da despeza tai-
la com o concerlo de 13 bonetes, e
varios objeelos comprados para a fa-
ctura de fardel is, como ludo consla
do lermo 11. 79........
16 dem que sabe do cofre para pa-
gamento por ajuito de conlas, do
1'ardHe que o corpo eslava a dever
aos ex-suldados Jos da Costa Bi-
bciro.'U^M-J rs.,eJoaol.eaodeCar-
valho -'ii '. rs., como consta do
termo n. 80........ 139755
9189220
789210
a Vine. ; so sao mpreisas da sesma manoira cm
nnc Ih'as entrego, .011 se slo corrigidas por alguent,
antes do seren impr
3." So he verdadeque continuo a prestar o mesmo
Irahalho sob as mesmas condires, isto he, sob a m-
nha unir responsahilidade pessoal.
Rccifo 7 de fevereiro de 185.5.
De V. S. venerador obrigadlssinM,
Sr.A. P. de 'Qucirrtln.
lie verdade que Ihe f.illci para o lim que men-
riona. porque n Sr. I)r. Chlacft, que dessa tarefa era
exclusivamente enearregado, nao podia mais por
si'o desempcnlia-la satisfactoriamente pelos mutos
trabadlos que sobre elle pesavam.
Em virludo disto lom Vine, com clleilo Iradu/ido
a maior parle dos arti&os lirados dos peridicos in-
glozes, ijio: tem sabido no Diario no lempo que
menciona, os quaes lem sido marrados e cla-silica-
dos pelo Sr. I)r. Collaro, e entregues ora pelo ililo
senhor, ora por inm.
He verdado lamhem quo Iradiizin os arligos do
Inminrii) o lodos os mais que menciona da /trii-la
Ym Dana Mundos, parle marcados c parle n.lo.
lie verdadeque tem Ir.olu/.ido qualro correspon-
dencias de Pars lo*dos os me/.cs, sendo as oulras
Iraduzidas por outra pessoa.
lie verdade que o scu trabnlho depos de feilo
lem sido cnlresue dircclamenlc a min, c publica-
do no alario sera rorrcecao de alguem.
Finalmente he verdade que lem feito os extractos
das roinmttnicac/ies do Sr. Diogo Sliirtz, e que al-
gnmaa vezes lem feilo (auibcni o resumo das noti-
cias islranceiras publicadas cm artigo propro do
Diario, por pedido mcu, mas aso smenle per
morar fura da cidade o Sr. I)r. Colare e nao querer
cu mndalo incommodar por eslar o da adianla-
do 011 haver poacas gaiestai; assim como que con-
lina a Irahalhar sil as mesmaa eoudicOes.
De Vmc. venerador e criado.
M. Figueira de Paria.
J-'i nao exislc Francisco Edellrudo Xavier de .Me-
deims. Natural da Pajahihado Norte, fillio primo-
gnito e legitimo de Antonio de Medeires or-
lado o I). Joaquiua Ferreira Soarcs l'into de Mc-
deros, inorreu completando a dado de 24 an-
uos. Frcquenlando as aulas preparatorias com o
lim de malricola'-se no curso jurdico de Olnda,
foi-lbe este passo embargada pelo fallerimciilo de scu
pa, sendo-lhc necessario arompanhar sua mili e ir-
onas.
Ein 1852, porm, estando abertos osconcursospra
se provercm lugares creados nas Ihesourarias de fa-
zenda por occasao de sua reforma, c offorecendo-se-
llie emejo para obler nro emprego, de que careca,
ci-lo lomando parte no concurso a que se proceden
na llicsourarin desta provincia, o em resullado foi
]>aiaella nomeado pralicanlc porporlaia ile 0de se-
tembro de 1852, lugar este quo exercaa desde (i de
nuvemhio desse anuo al marro de 1854, porque,
daudo-se cm novembro de 1853 outro concursa para
se preencherem vagas de escriplurarios c ama-
nuenses nas Ihesourarias desta e d'oulras provincias,
e de novo enneorrendo elle, foi entiio nomeado 2.
csrrplurario da thesouraria de fazenda da Parahibi
por decreto de 11 de marco de 1851. Como prali-
canlc desenvolveu seinprc apiola.1. que Ihe afflanca-
va bonita carreira na vida de empregado publico, a
que se havia proposlo ; e por ordem do Exm. minis-
tro ila fazemln de 20 1I0 supradilo mez. domarlo,
passou a adddo ao I bes Miro, onde foi excrcitar-se em
o novo systema de escripluracao, para ento vollar i
thesouraria da Parahiba, a ipie pertenria.
Tcndo d'aqui partido a 15 le alirl do anno passa-
do chegou ;i curte a 26 c ciitrou para o Ibcsouro, on-
de esleve al 2 de outubro, em que sendo acommol-
tido de urna rebelde pneumona suteumbio a 3 de
dezembro desse anno.
No estado de solleiro e joven, o infeliz Mcdciro
acabou -rus dias fura do seio ile sua Camilla, c em
Ierra extranha, mas uno inhspita para elle, porque
tcndo adquirido relaces pelas manciras urbanas,
quclhe eram naluraes, foem lodo o perodo de sua
molestia cuidadosamente soccorrido pela amizade que
elle soubo grangear. O Sr. curoncl J#aquim Mar-
lins Kibciro, que o honrava como amigo, indo vi-
slta-ln quando souhe de sua mulcslia, earhaudo-o
nao s em perigo corno! tansncm sem recursos na casa
que entao habilava, pira logo o conduzo sua, on-
de, sem poup.ii' despe/as fadigas, elle e sua familia
emprcaram pelo infeliz naspede, os recursos que a
propria familia poderia lamhem empregar. As-im,
pnis, o Sr. coronel Marlins Kibciro e sua familia sau
credores da gratidM de outra familia, que, ronscia
dos extremos por Ss. Ss. prodi^alisados em prol de
sen filhoc irmo, roga a Dos pela sua existencia e
felicidades.*
Nacrise da molestia e passaraeuto do infeliz Mc-
deiros merece honrosa meneo o Exm. Sr. conse-
Iheiro Joaquim Francisco Vianna, pelo inleresse que
tomou por seu discpulo, que fui sempre honrado
com sua esliraa. Sabendo S. Exc. que o infeliz Me-
deiros era pobre, c dolado de apld.lo, nao duvidou
prestar o seu auxilio, concorreuiln para a nomcacilo
do ullimo lugar que oblivera, do cujo venrimenlo,
liraiolo elle o sen slriclo necessario, o quri rcslava
era para supprir algnmas das necessidades de sua fa-
milia que elle amavacom idolatra. O procedimen-
lo de S. Exc. para com o infeliz Medciros, he mais
urna pruva da inagnanimdade de sen corarao ; e pe-
na foi que lito deprest* aeabasse aquelle que almeja-
xa aproveilar de S. Exc. suas Mtihu* doulrinas.
Pela Mitiga amizide enlro n fallecido e o Sr. I)r.
Jos Bernardo de Fimiciredo, rabea este igual men-
ean polos cuidados do verdadeiro amigo que S. S.
empregou, mostrando na corle o que j era em Pcr-
nainbuoo, lendo passado pelo dcsgos'.i. de ver su-
cumbir csse amigo, a quem S. S. acompanhou al i
sepultura.
Os Srs. conselhciro Vianna, coronel Marlins li-
heiroe Dr. Figueiredo, representaran! nessa doloro-
so scena um papel dislinclo, e *lo credores nao s
das honraos do co como lambem das altencoes da
sociedade.
Come fillio, era Medems o que poda ser de bnm ;
como eida.lao, era honesto c estimado como amigo,
era fiel e dedicado, e como emprcgalo publico me-
recen sempre a dislinrrao de scus cheles e collegas.
Agora, que elle transpuz os umhracs da denudado
rogucm os seus amigos a lieos pelo scu descanro.
Kccifc6 de fevereiro do 1855.
Por um amigo.
COMMERCIO.
PRACA 1)0 KEC1FE 7 DE FEVEKEIBO AS3
DORAS DATAKDE.
ColarGcs olTciaes.
Assucar mascavado regular1*>500 por arroba.
Dilo dilo ordinario13350 e I.VillO dem.
Cambio sobren Itio de Janeiro2 '\ de rebale.
Assucar mascavado bnm1.^.580 por arroba.
Hilo dito lino15750 daa.
Dito branco someno1-3900 dem.
Dilo dito M sorte23050 dem.
AI.FAMIEI.A.
Kendimcnto do da 1 a 6.....I9:409j810
Idemdodia7........I5-640J426
MOVIMEI-TO BO POSTO.
Val ius entraiot m da 7.
Maranhao23 dias, hrigue de guerra brasiloiro lia'
paria, ronimandanten 1." t.nenie Vento Jo-e de
Carvalho. Conduz o lixm. chcfo d.c esquadra
Francisco de Ajis Cabra) Teive e sua fsmilia.
Terra Nova32 da;, briaue inglez Um. I'itntin,
de 170 toneladas, capila James (iax, equipa^em
II, carga 2,270 barricas com bacallio; aSchramm
Whalely cV Companhia.
Mac Ro Grande de SalPatacho hrasilero AllTa, ca-
pitn J0.I0 Ignacio Ferreira, carga assucar.
MediterrneoEscuna prussiana Kenncl Kintjsford,
capilflo J. I.n-lexx i'.-, carga assucar.
(ienovaKriuuc iiojlez GoDjrMfM, capila Alexan-
dre llenderson, carga assucar.
LisboaPatacho porluguez Lusitano, capihlo Jo.-
Joaquim Pereira, carga assucar e mais lioneros.
Para pelo Maranhao Vapor hrasilero Camela,
i'oininan lanle Basilio Jos Soarcs. Passasoiros
detta provinria, lleuriipie l.uic do Campos, Do-
minios Nogueira, Victorino Marelt.
FalmuulhHrigue inglez Cuba, capitn James II.
Pascoc, cm lastro.
EDITAES.
Olllm.Sr. inspector da Ihesourara provincial,
cm cumprinienlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos propnclaros abai-
\o mencionados, a entregaren*! na mesma (hcsoiira-
ra no prazo de 30 dias. a contar do da da primeira
publicacao do prsenle, a importancia das (piolas
com quo dcxeni entrar para o calcameulo das casas
dos largos da Peana e Ribeira, conforme o disposlo
na le provincial 11. 350. Adverlndo, que a falla
da entrega voluntaria sera punida rom n duplo das
referidas quolas na conformidade do arl. 6o du regu-
lameulo de 22 lo dezembro de 1854,
Largo da Penda.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda, .
. Viuva c heideiros do Manuel Machado
Teixeira Cavalcauli...........
6. Mara Joaquina Machado l.avalcanli. .
S. Joaquina Machado Portella......
10. Andr Alvcs da Fonseca........
12. Francisco Jos da Silva Maia.....
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva c herdeirosde Maralino Jos
GalvSo.................
3. [guacia Claudina de Miranda......
5. Anua Joaquina da Conreie"......
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo .
9. O mcsiuo................
11. Viuva e herdeiros de CaUauuCarx albo
Rapuzo ................. 2I9OOO
13. Os meamos ............. 219600
15. (".aciano Jos Kapozo......... 609000
17. Jos Pedio da Silva do Espirito Santo 253200
19. Joao Francisco Regs Coelho ..... 529500
21. Antonio Machado de Jess...... 109809
23. Jos Fernandos da Cruz........ UkJOOO
25. Joaquim Joso Bapttsta........ 13SOO
609000
549OO
21.36(10
30900 1
I296OO
309OOO
2592OO
419400
2I96OO
21J600
orelhas pi'ipieoas, nariz pequeo o halo, beieos
grossoe, dizendo ler ooflieio de carpina, cujo es-
clavo lei capturado entre o. lugares ('.apella e Mi-
ruim da provUa ,a da Baha, por Flippe de lal, ca-
piUto de campo, sem que se saiia a quem per:
pelo que, sendo por esta razio considerada bem do
cvenlu pelo art. Io do rejnriamentoda 17 de julho de
IS")2, quem se julgar com direito ao mencionado
cscraxo, queiravir provar osen dominio no prazo
de 60 das contados da dala da publi :ac"o do prsen-
le cdilal, sob pena & ser arrennlado, c o seu pro-
ducto recolhido a thesouraria provincial na forma
proscripta cm o arl. 4o do ragulamoato acin eila-
do-Ru Angelo de Souza o S.lveira escrixn da \|aP*vr (Ift Ol
collccloria do monicipo ,1c Caruar.i liz o prsenle ** lJ UV-.^ V^HUUtt, I
que >ai assignadn pelo collector. Collccloria do
municipio de Caruar 2S de Janeiro de 1855. Vi-
jucl h'erreira l'elloso, rolleelor.
DECLARACO'ES.
CORKEIO GERAL.
O hiale Fortuna recebe a mala para a Babia boje
Hj as i huras da lanle.
Pela admnislracao dos cslahcleeimcnlns de ca-
ridade se faz publico a quem convicr e inlcressar
DOCM, que no dia Silo crrenle va a iraca par quem
menos lizer o fornecimcnlo d'asua para o hospital
dos Lzaro-, Os prctendenles dcver.1o achar-se pre-
sentes no mencionado dia na secretaria da adminis-
Iracao dos eslabelecinientos de carida le pelas i horas
da lanle. Serrelaria da admnislracao dase-lahele-
cimenlos de caridade 1 de fevereiro de 1855.O es-
erivao, Antonio Josc Comes do Correio.
BANCO DE PERNAMBICO. .
O conselho de d'trecQ5o do li;mco de
l','i iiainljico faz certo aos Srs. accionis-
las, queseacba autorisado o Sr. gerente
a pagar o quinto dividendo de K.vOOOi-s.
por accao.banco du Pernainbuco, ."il
de Janeiro de I855. O secrelario do con-
seliio, Jofio Ignacio de Hedeiros Reg.
LOTERAS Da PROVINCIA.
O thesoureiro das lote-
ras avisa que sabbado 10
do corrente mez, andam
hupreterivelmente as ro-
das da segunda part^ da
quarta lotera a ben'eficio
da matriz de fan-Pedro
es
poucos bilhetes que res-
tara acham-se a venda na
thesouraria das loteras,
ra do Collegio n. 16.
O thesoureiro, Francisco
Antonio de Oliveira.
:arbosTd?xbij)^.^
Joso Pinto de Maualhcs faz se.enle ao
pspeitaxel publico, que. de ora cm dianle, he
o proprielario do estabolecimento de carros
fnebres silo na Vo^Aususla n. 21 da freue-
za ile -S. Jos, ah continua a fornecer carros
de qiialqncr nrdcn com ricos unalos de con-
formidade rom o reculamente, do cemilerio,
lambem se encarrega ,lc fornecer carros de
passeio, rera, msica, arrnaees, cuia. ele,
pira n cpio lem a precisa halnlil
envnlvimento : espera o annunciante sera pro-
curado por Indas as pessias me de semelhan-
le eslaheleciinenln prtcisein ; no mismo alu-
aani-se eaixoes par-i defnnlos c anjos, o ven-
dern-se nmiialhas de pin lio.
THEATRQ DE APOLLO.
Bailes mase *r;iaos em 17 e 19
do corrente.
A direcraononvid.i aos senliores asso-
ciadospara apresentaj-em as suas proposi-
tas de convites at odia 10, Doescripto-
rio do mesmo theatrp das as(j horas da
tardo.
AVISOS MARTIMOS.
Rs.
Saldo que flra eislinilo no )
cofre para o anuo de 18ij. ) *
.>::KiO-,|Of,
. G:l.'-Oail
K.
.28:81!)*-:;r
a
Sr. Figueiroa. Huao-lhe o favor de responder-
me ao p desta aos seguinles quesilos :
! Se he verdade que foi Vmc. quem fallou-mc
em principios de INj*) alim de quo me cncarregasse
da traduccio dotarligos iugiezes para o seu Diario
e se do entilo para ca tenho dalo quasi todos os ar-
ligos inglezts ; os rticos do .Innuario dos Dous
Mundos, sobre as repblicas da America do Snl .
qualro correspondencias de Pars todos os mezes!
os arligos da Revista dos Dous Allindos: Religiosos
llnddhislas, Sociedade do governo do llindostao,
Passeio na America por Ampcre, l'ida de Rubn e
suas obras ; d Revista de Pars ; Alchimia, l.ittc-
ratura hespanhola, Lilteratura inglesa, Philoso-
phia moral no seculo XIX por Julio .Simn, os ex-
tractos remeltidos ao Diarii de Prrnambuco pelo
Sr. Slurlz, e seis arligos sua a rpij-rapheDiario
de Pernambuco, no impedimcnl da pessoa encarre-
gadade fazer o eilraclo das gatetas cslrangeirss, to-
das as vezes que chegam navios da Europa.
2.o Se he verdade que recebo esles arligos das
mos de Vmc.; se entrego as respectivas Iraduceoes
65:0505236
Desearregam hoje H de fevereiro.
Barca malezaCeneral Crecnfetlmcrcadorias.
Barca americanaMncsal<% dem
Escuna inglezalirabacalhao.
CONSULADO GEKAI..
Reudmento do dia 1 a 6.....15:89,
dem do da 7........2:016*518
IMVERSAS l'UOVINCIAS.
Kendimento do dia 1 a 6.....
dem do dia 7 ..... .
17:!M*2*505
SIS-'.II
1.-051*915
Exportacao'.
l'araliilia, hiale nacional Conciro de Mara, de
H toneladas, conduzio o seguinte :;I66 volumes
gneros eslrangeiros, 2Hdilos ditos nacionacs.
liarcellona, escuna hespanhola Culebra, de ICO
toneladas, conduzo o seguinte :450 ssccos com
2,i*8 arrobas e -M libras de assucar, 2!) couros salga-
dos com 816 libbras.
RECKBEOaiA HE ENDAB IMEK.NAS GE-
llAES UE I-EHNAMUUCO.
Hendimenlo do dia 1 a 6......,*1:370808
dem do dia 7.........66
4:0689176
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenio dndia 1 a6.....|2:926s>240
dem do da 7........1:306(445
ll:i3*>S68i
.'i7*?S00
E para constar se mandou afli\ar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'slnnunciaro.
-* O lllm. Sr. inspector da Ihesourara proviu
cial, em cumplimento da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do corrente, manda fazer
publico qnc no dia 22 de fevereiro prolimo vindou-
ro, peranlea junta da fazenda da misma thesouraria,
so ha de arrematar a quem por menos lizer, a obra
dos reparos argentes de que precisa o acude de Ca-
cuani, avallada em l:OI2*SHX> rs.
A arrcmalacao sera fela na forma da lei provin-
cial n. 343 do 14 de mio prximo passado, c sob a
clausulas especiaos abaixo copalas,
As pessoas que se propozerem a e*la arremalacio
compareeam na saia das ses-es ila mesilla junta pelo
meiii dia competentemente hahelladas.
E para constar se mandou afli.xar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Serrelaria da Ihesourara provincial de Pernam-
buco 29 de Janeiro de 1855.O secrelario
A. F. d'Annunciarito.
Clausulas especiaes para a arrcmalarao.
1. As obras dos reparos do acude de Caruar se-
rao executadas de conformidade com o orcamculo
approvado pela diruatora emcouselho eaprcscnlado
a approva(;ao do Exm. Sr. presidente, ua importan-
cia de 1:0120000 rs.
2.a O arrematante dar comeen as obras no prazo
de um mez, c as cuncluir no de Ircs, ambos conla-
dos na forma do arl. 31 da le provincial n. 286.
3". A imporlaucia da arremala;ao sera paga em
urna s preslacao, quanlo eslvercm concluidas as
obras que serao logo recebidas dclinitivamenle, visto
nilo haver prazo de responsabilidad,-.
4.a Para tudo ruis que nilo esliver determinado
neslas clausulas, nem no orcamenlo seguir-sc-ha o
que a respeilo dispc a lei n. 286.Conforme. O
secrelario A. F. a' .Innunciarao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em cumprmenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 21 do crrenle, manda fazer public-
que no da 22 de fevereiro, prximo vinduuro, perau-
(0 a junta da fa-umda da menina Ihesourara, se ha
do arrematar a quem por menos lrcr, a obra do 7.
lauco da estrada da Escada, avahada cm 25:3009000
res.
A arrcmalaco ser fcila na forma da lei proxiu-
cial u.313 de 14 do maio do anno prximo passadoi
e snb as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoat que se propozerem a rala arrcmalacao
compareeam na sala das sesses da mesma junta pelo
meio dia competentemente hahelitai'os.
E para constar se mandou afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria ila Ihesourara provincial de Pernambu-
co 2!) do Janeiro do 18-55.O secrelario
./. F. d'Annunciarao.
Clausulas etpesiaei para a arrcmalarao.
1." Asoleas dn stimo lanco da estrada da Fscida
ar-sc-hao de conformidade com o orcaincntn, planta
e pcrlis approvados pela directora cm conselho, c
apresentados approva^o do Exm. presidente, na
mportancia de 25:3009000 rs.
2.- O arrematante dar principio as obras no pra-
zo de nm mez, e as concluir no de doze, ambos con-
tados na forma da arl. 31 da lei provincial n. S86.
3.' A importancia do pagamento da arrcmalac,*to
vcnficar-sc-ha de conformidade com o arl. 30 d"
mesma le, c ser feito em apolires da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 3.
4.a O prazo da rcsptmsabclidadc ser de um anuo,
durante o qual dever o arrematante manler a estra-
da sempre em perfeilo estado de onscrxaeao, sob
pena do screm iiiiniedialamcute feilos a sua custa o,
reparos.
5.a Para ludo o mai que nilo estiver determinado
nas prsenles clausulas nem do orcamenlo segu-se-
ha o que respeilo dispe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, .4. F. i'.tnnuneiaKio.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
manda fazer publico que, le prorogado por 60 dias,
a contar da dala dcsle, o prazo concedida para a> ro-
clamac'-escn pagamento da divida da decima e mais
mpiistiis que cobrara as estaces desle municipio nos
exereicios anteriores ao de 1852 a 1855, c que fodo
este prazo, que o necessario para se conseguir a es-
cripluracao desta divida, ser ella cobrada judicial-
mente.
E para constarse mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pejo Diario.
Sccrclara da Ihesourara provincial de l'cruambu-
, 31 de Janeiro de 1855.O secretario
A. F. d'Annunciacad.
A cmara municipal desta cidade |ai publico,
que ocslabclccimcnlo de carros fnebres da ra Au-
gusta ii. 21, passou a perlcnccr a Jos Piulo du Ma-
grihUS, segundo a declararan que nesla dala Ine fez
Antonio Jos Firmo, que admnislrava dilo eslabc-
lecimento.
Paco da cmara municipal do Kecife 7 de feve-
reiro de 1855.Cardo de Capibarihe, presidente.
No impedimento do secretario; o oflrial-maior,,t/a-
nocl Ferreira Accioli.
.
Miguel Ferreira Velloso, collector provincial do mu-
nicipio de Carur, em x rinde da le ele.
haz saber que na cadeia da villa da Caruar
aeha-se desde o dia 9 de dezembro do anno prximo
passado, preso o escravo Manoel, crioulo, de 30 an-
uos deidad* pouco maisou menos, altura regular,
olhos pretos, pouca barba, denles da frente inlciros,
AO CEAHA'
V.
MAlANAO i- PARA'
serMiir com a maior
.ii seguir rom a maior brevida-
"fi o novo e releiro pallia-bote na-
cional Lindo Paquete, Capito Jost Piu-
lo Num-s ; quem quiver carregar ou ir
de pusagem oeste excellente navio, diri-
ja-sc aos consignatarios, Antonio de AI-
tneiaa Gomes 6t C, na ra do Trapich,
n. l, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
AO RIO DE JAN'EIUO
seguir' brevemente, por ter
grande parte do seu crri-gamen-
to tratado, o veleiro e beinfeins-
truido brigue nacional HARA LUZIA,
capitao Manoel Josti Perstrello : para o
resto da aaTga e para eseravo>, aosi|uacs
da' excellentes accommodandes, lrata-se
na rqa do Trapiche Novon. l(i segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
AuneJda (iomes Si C.
Pira o Itio de Janeiro sejue viajen: o bergan-
tim-* Despique de Beirisn, aapitao Blitea da Silva
Araujo : quem no inesuio ipmer carregar, dirija-se
a seu Uiusignalariu Manoel Jiuquim llamos e Silva.
Para o Itio de Janeiro.
Segu com a maior brovidade pos-
sivel |ior ter a maior parle da carga proin-
pta.o bemeonliccido brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passarjeiros,
Irala-se com Novaes & C, na ra doTra-
piclic n. 34, segundo andar.
GEARA' E PAISA'.
Segu em (ioucos dias por ter a maior
parte da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, trata-
se como consignatario J. B. da Fonseca
Jnior, na ra do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca.
-- Para o Rio de Janeiro sabe com brovidade o
brigue Dona Amigos por ler parle da curca; promp-'
la : quem quizer carregar o reslo, ir de passanem ou
embarcar cscravos a frele, trale no escriplorio de
Manoel Alvcs Uuerra Jnior, na ra do Trapiche
n. 11, ou com o capujo Narciso Jnse da geui'Auua.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu impreterivelmente no da 8 do
corrente o brigue nacional uEstrella do
Sul : qtiem no mesmo quizer embarcar
escravos a rete dirija-se a ra do Vigario
n. "i, etcrtptojjo de Eduardo l'crreia
liallar.
Para a Baha sesue em poucos dias a veleira
garoupeira f.ivruro, por (er parle do seu carreca-
menlo prumpla, e para o reslo lrata-se com seu con-
signatario Dumingos Alves Malhcus, na ra da Cruz
n. 5'.
Para o Itio da Prala scauir dentro em pouco
dias a lian-a brasileira Flor de Oliveira : qoem Hal-
la quizer rarresar, pdc dirigir-se ao esmplorio da
viuva Amorim A. Flho, na ra da Cruz n. 15.
Para Lisboa piolen le sabir com a maior brevi-
dade o patacho porluguez Destino : quem no mes-
mo quizer carregar on ir de pa com os consignaiarios Thomazde Aqtiiiid Fonseca S
Fillio, na ra do Vigario n. 11), jirimuira andar, ou
com o capit.lo na praca.
Para o Pqrlo sahe impreterivelmente no dia 12
do correle o brigue portugus: fom Suecesso : paro
o reslo da carga o patsageirus, para o que lem bons
commodos, trala-se com ns cnn-iunalarios Thnmaz
de Aquioa FoDieca & Filho, na roa do Vigario n.
1'J, primeiro andar, ou com o capitao do mesmo o
Sr. Manoel Gomes dos S. Sena, na praca.
LEJXOTS.
O agente orja 'ara' leilao em seu
arraa/.emna ra doColiegio n. 15, de to-
dos os objectos eifclenles no mesmo, os
(jitacs se entregaraopelo maior prero que
foi* ollerecido, visto nao haver limite de
qualidade alguma: se\ta-feiia i) do cor-
rente as 9 horas em ponto. *
LEII.AO' IIEJOIAS.
O senle llorja, terca-feira, 13 docorrento.em scu
armaseaa na ma do Gollegio n. 15, fam leilao de
urna pnlinidade de objectos de ouro, diamante c lu i-
llianle. eonalslinsa em adereces, meios ditos, pulcei-
ras o alflneles, tanto com esmalte ecamaphcu, come
sem ellcs, ditos com brillianlcc diamanle, ricos alfl-
neles de brillante para abertura, o oulras joias de
oslo sublime, relogios palele inglez, suissus, liori-
sonlaes, e oulros de diflerentes qoalidades ; i s quaes
olijcrlns se acharao paleles no mcsmo armazem, as
'.) horas da nianliaa.
LEILAO.
Hoje, S do corrente,-he o leilao de
72 saceos com arroz do Maranhao, em
lotes e a vontade do eompradoA: no
arniazemdoSr. Guerra, delrontc do tra-
piche do Algodao.
Grande leilao de fazendas.
Brunn Praegcr & C, conlintiarao, por
intervencao do agente Oliveira, osen lei-
lao de fazendas de t
mor parte recentemetfn import
mais proprias deste mercado': sexta-fei-
ra '.) do corrente a's 10 horas da manluia,
no-seu armazem na dv Cruz.
oda* as qitaliiladi-s, a
iciiTc importadas e as
AVISOS DIVERSOS.
Riiga-so'ao Sr. aferdor de 01 inda queira quan-
do vier ao Rerife, dirisir-se i lixraria n. 6 e 8 da
prara da Independencia.
Livro-mestre para a guarda nacional.
Tenrlo chegado o papel propiio pera
estes livros, convidare as pessoas queal-
larnm para a impretso de livros-mestres
para :i\ guarda nacional, a se dirigirernj
a livraria n. 6 e 8 da prara da Inde*
pendencia para este lim.
V
MiiTiinnn
O abaixo assignado convida n appa-
r cerem no aterro da BoaVisla n. V-'i, a
negocio de seus interesses, os segurntet
senhores : Antonio Jos MaiTtns, Ma-
noel da Silva Cotilo, Thomaz Thimis, Jo-
si: .Ioa(|uim Pinto de Almeida, Jos' Mar-'
tins Ferreira Cnutinho, (regorioda <
la Monteiro, Flix Gome; Coimbra, Mr-
ccllino IFeuriqties Pereira, Francisco dos
Sardos Moreira, Joo i da La-
pa, Manoel co Mutriz de Almeida, Antonio de Oli-
veira Diniz.
Antonio de Paula Fernandes Eiras^J
COM PA XIIIA PEJiXAM BUCAXA.
A reuniao da assembla geral
cionislas da Companhia Pernera bocana,
lera' lugar no dia 13 do corrente me
11 horas da maiilma, na sala d;
da a.-sociarfio (Minnu-rcial delta prae.i,
para sor apreciado o parecer da com-
missao de exame de coutas, segundo o -
arl. oti dos ealaintoj da mesma compa-
nhia. Ilecife S de fevereiro de 1S55.
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Sao chegados a praca da Indepen-
dencia n. 2i a 30, excellentes oleados
pintados com diversas larguras, de milito
superior qualidade ricos padroes, pun-
to proprios para consi-los, commodas e
mesas de meio de sala, por muito barato
prego.
Xo armazem de Vctor Lasne, ra da
Cruz n. 27
sao chegados os mui alamados Charu-
tos Lncenos, Regaba e Vista faz fe, do
mus acreditado fabricante Dutra de A-
il ra de.
i'elo annunci i de hojo no Diario n."t), de 7 do
cnrrenle, aleni doo*tlrns ja feilos dd venda da loja
de imiu'iezas n. i',, da ra do Queini'-ido. declaro que
ninguem faca negocio sem o cnnscnlimento do pro-
prielario da casa, para depois seno quci\,irr-ro, pois
que o vendedor nns (leve alucueis vencidos, como
mesmo urna leltra lambem vencida : lo que Gi|Urn
eulendidos. (i i/ueivoso.
O capilflo lliesnurciro do segundo halalhao de
infanlaria da nanla nacional, respondmdo ao an-
nuncin ,1o Sr. alteres Gamillo Augusto Ferreira da
Silva, hontem publicado, com muita ssti.ifa(.ao tem a
dizer-lhe, que todos os sanhorcsie: aeham
quites com a raixado balalhau, inclusive mcsmo o
senhur alfere, que hontem poucos manlos antes
de mandar publicar seu annuncio, se por. quite com
a caixa, oque o fez, a instancias de alguem.
I.endo no Diario n. 30, no qual chamara-se
Thomaz Thlnns para pasar nm d.bilo ai. Sr. Eiras,
sim, estarei promplo a paaar, quando o dito Sr. Ei-
ras for pagarla quanlia de*0}000 rs. que me to-
mou emprestado.
Thomaz ThinHs.
O Sr. Pollino Miguel da Cosa, lenha a honda-
da se dirigir-sc ao aterro da Boa-Vista n. ti, afim de
receber urna caria.
Ollerece-se um moco porlugaei, para caiteiro
dequalquerarrumac.a'o, do que lem pralica, o qual
da conheoimciilo de sua conducta ; quem do i
mo quizer ulilisar do pouco presumo annun-
cie por este jornal para ser procurado.
Desapparecea dos Afogados, casa n. 21, no pa-
leu de N. S. da Paz, una escrava por uome Dclphi-
iia, de idade, pouco mais ou menos Wl anuos, muilo
feia, nariz chalo, baia, sellada, as pos Juchados e
forillos pelas ponas dos dedos, a qual escrava per-
lenceu an Sr. Manuel Coelho Cintra : roge-
i|uem a apprehcndcr, Icve-a i casa cima, que sa
gratificara.
I-recisa-se denm moleqnc forro ou escravo pa-
ra alagar: nesla lypographia.
I'recisa-se de um feilorpara um engenho per-
lo desta prara, que sej de meia idade : na roa do
Crespo n. l.i.
Frontispicio do Carmo.
Omein billiete n. 2281, e os (piarlos lili), ls,
2170 e 2")!H) da lotera que corra no dia 10 to cor-
rente, pcrlencem a sociedade do bronlispicio do
Carmo.
Desapparecea do ensenho California, taimo de
Pio-d'Alho| no dia .j do rorrete, o escravo du uome
Joo, mualo, de dade 17 para 18 anuos, baian, ca-
belles carapinhos, tem pannos lirancos pelo loslo.o
o habito do assoprar com alguma forja pelo
quando falla ; levou cale de algodao de quadros,
camisa de rjscadioho cneainadn, jaquel de nscado
lambem de quadros, c chapea de pallia de carnauba
com um huraco de fogo na copa : quem o appreheu-
der leve-o ao engenho California, ou ;i casa do Sr.
Manuel Antonio Goncaives, na ra do Cabug, que
ser recompensado.
Aluga-seumexcellente molcque para lod* sor-
viso : a Ira
lar na ra da Gru do Kecfc n. 27, se-
gundo and ir.
N. 24.
Na ra < os Quarleis n. 21, leja de Croa & (ornee,
acliarSo csjfregucr.es que se quizerem proverdoue-
cessnrin, um completo e esplendido sorlimento de
miudezis francezas, bem como chop le se-
da de rabo de caima, e bengalas lamben de osuna
nuil ricos castoes ; reeammeuda-se maiium com-
pleto sorliiento de l.ias de core para Loi
para hameln, senlioras e meninos, litas do sarja e du
seda, biros de linho. clcheles, agullias francezas,
luVas de sekla para senbora e : ubi de car-
ra le de 200 jardts do melhor autor, per,tes de tarla-
ruga e de jnas-a a imilaeio dos de tartaruga, e um
rico forliideiilii de eslampas de sanias ; aJverlc-sc
que eslas estampas s;-10 das mais finas que lem vinito
a Pernambuco. Nesla loja ha dinslantemeoft papel
liara escre er, de peso superfino > do almajo de le-
das as qualidades.
Perc eu-e no dia 4 do corrate, da pi-aja do
Corno Sanio at o Trapiche Novo, urna carteira em
forma delivro com laca de algo na parle superior,
cosiendo pina seduli de 59000, em iilinm, inglei.e um caria > com s firma do \Vidcvv
Kavmiiiid <5 Companhia: quem aehnu, i]lerendo
resiiiuir menos os 5g000, e si sogralilica-
do : na ra do Trapicho Novo n. :i, armazem.
AInga-SO ama escrava que cozi-iha, cugonmia
e lie fiel :| no hospital do Parazo, sobrado de 2 an-
dares ao De da igreja.
nda-sc aos senhore que lem peni-ores na
man i! Kerreira du Oli.veira, que hijaiu
de o* vr jirar aoprarode Sdias, copiados da dala
de-le, da contrario scrao vendidos para seu i
mciilo.
Aln*a-se um ptimo escravo para o servico de
'rae ;eira, por le varias vafees
vindo. he amito liel e sp alinuja a saa conducta ; na
praca da Boa-Vista n. 7.
Adolpln
Manoel
o fuar
Uuga-se seeunda vez ao Sr
Camilla de
de vil- ou mandar |
sal do finado Manuel Francisco lio ; cera
que Ihe comprnu.e islo lia mais de o nao
fa/.end.i no prazo de 8 das scr.-i chamado a joiio : na
praca da Boa-Vista ir. 7.Pairo Ignacio Baptista.
Prerisa-se alagar urna prela captiva, que
lodoservicn de urna casa c engomrhe, para sei
2 pesioas; paga-se bem : na ra Augusta n. 2, pri-
meiro audar.


4
DIARIO OE PERKAMBUCO, QUlMTA FEIRA 8 DE FEVEREIRO DE 1855.
l'reci-a-se de un casa mui limpa, cmu com-
modos para 2 Ingleses, prefrriiido-sc no aterro da
Boa-Visla : quem liver dirijt-se a ra da Cadeia do
Kecife n. 36, primciro anda?
A directora do rnllogin da Conceirao, na Cruz
do Almas, no sitio da l'iedade, participa as |
que livoi 'ni do informal-- lio Iralar de qualquer
amnji llegin, que all se
podem lint, ao Sr. Ricardo de
Frcitas Hibi m esquina da ra
do Coileiio, que prestarnos esdarecmeulos precisos.
No dia lerra-feira, 23 de Janeiro do coirenle
anuo, desappareceu do engenho Cagafogo do muni-
cipio ile Iguarass, o escravo, crinulo. de nome Se-
ade 22
auno, pouco mais 011 menos o!h< obrau-
celhas Icim fech; ,, |Pm muilo pou-
rb, nariz chalo, baixo e cheio do corpo, (>s
apalhelados, maito een vi venia e regrista ; desappa-
receu aenrrenlado. porm he de crer que Hilo lenha
maia os ferros: rosa-s, porlanlo. a todas as autori-
dades, cipilacs de campo e pesioas do povo, que o
apprehendam e levein-o a seu senlior Joao Vieira
da Cunta, nn engenho Cagafogo ; no Recite, iua
Augusl a. 49," a Ignacio Ferreira Guimaraes; na
cidade do Kio-Formoso a Joaquim Cordeiro Ribeirn
(jampn; na villa de Iguarass' a Francisco das
Chagas Kerreira Duro, que serao generosamente re-
i pensado*.
VHB9BSKaQs>&2
AO PlBLlCO.
No armazem de fazeidas bara-
tas, ra do Colegio n. 2,
vende-sc um comfMto sortimento
de fzendas, finas e grossas, por
jueros mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
c5es, como a retallio, aflianeando-
se aos compradores um s prero
para todos : este estabeleciment
ahrio-se de combinacao com a
maior parte das casas commercines
inglesas, francezas, allemaas e suis-
sas, para vender fzendas mais em
conta do que se tem vendido, epor
isto oerecendo elle maiores van-
tagens doque outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
ta beleci ment convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venham (a' bem dos
seus interesses) comprar fzendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios CONSULTORIO 00S POBRES
25 HUA HO GOfcHMUO 1 AJTHA& 25.
O Dr. P. a. Lobo Moscozo di cunsullas homeopalhiras todos os das aos pobres, desde 9 horas da
manli i;i ale o nicio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia cu noite.
n,0"CMrC"Se '-ulml quer uiuiiier que esleja mil de parlo, c cujas circunstancias nao permita m pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO HL P. A. LOBO MOSCOZO.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, Ir; duzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, rirurgia, anatoma, ele, ele...... 20SO00
Esta obra, a mais importante de todas as que Iralam do estado o pralica da homeopalhia, por ser i unir
que conten abase fnndameiilal ."'esta doulrinaA l'ATHOGENESIA Oli EFFETOS DOS MED1C \-
MENTOS .NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar a pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a oulrma de llahnemaun, e por si memos se conveucerem da verdade d'ella: a lodos os
razcndeirose senhores do engenho que eslo longo dos recursos dos mdicos: atodosos capilaes de navio,
que urna ou ostra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pan de familia que por circumslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, silo obla-
dos a prestar in cnnltenli os primeiros socenrros em suas enferraidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
obra tarabem ntil s pesoa que se dedcam ao esludo da homeopalliia, um volu-
me grande, acoropanhado do diccionario dos termos de medicina...... 10.-000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatomia, etc., etc., encarden.nln. 39000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o proprietano deste estahelecimcnlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivcl e
'<->
ningucm duvida boje da erando superioriilade dos seus medicamentos.
uoliras a 12 tubos grandes................
Boticas de 2i medicamentos cm glbulos, a 10?, 12o e 15000 rs. "
Dilas 3(i ditos a ...............
Ditas 48 ditos a.........
Dilas 60 ditos a..........'.'.'"'
Ditas 144 ditos ................
Tubos avulsos..................
Frascos de meia onc,a de (indura............'. '. '. '.
Ditos de verdadeira lindura a rnica............". '.
Na niesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lmannos
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer encomiuenda de medirameotnscom toda a brevida-
rte e por procos muilo commndos.
8JO00
20-jOOO
2.>000
309000
609000
19000
29000
m
30;
'::-;;:; :-:^@Sri
CHAROPE
DO
BOSQUE
co" deposiiolconlina a ser na botica de Bar-
Iholoineu Franriscn de Sou/a, na na larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 59500 c pequeas 39000.
IMPORTANTE PARA 0 HBLICO.
Para cura de phtisica em lodos os seus dillerenles
ros, quer motivada por conslipac.cs, losse, aslh-
a, pleuriz. escarros de sangue, dr de costados e
peilo.-palpilacilo no corceo, coqueluche, bronchile,
i garganta, e todas s molestias dos oreaos pul-
mouarss.
J. MI DENTISTA,
^ contina a residir n,i ra Nova n. 19, primei-
$$ ru andar.
ovos livrosdc homeopalhia mefrancez, obras
(odasde sumnia importancia :
Ilahncruanii, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes.
Teste, rrolestias dos meniuos.....
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacopa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Kapou, historia da homeopalhia, '2 volumes
llai Ihinann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Favolle, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casting, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de >\.leu.......
Alllas completo de anatomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descripcao
de Indas as partes do corpo humano ." .
vedem-se todos estes livros no consultorio homcopa-
Ihicu do Dr. Lobo Mostoso, ra de Collegio n. 25
primciro andar.
209000
(iaooo
70000
(J000
169000
09000
S-^KHI
lojOOO
109000
89000
7?IMM)
(0000
IjsOOO
10MOO
30S00O

Francisco Lucas Ferreirr., com co-
clieira de carros fnebres no pateo"" do
Hospital n. 10, encarrega-se dequalqtier
'tineral, sendo padres, msica, ^era, ar-
maraona igteja ou em casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e alii en-
contrarlo tudo com aceio, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia 8 de setemhro de 1854 o es-
cravo, erioulo, de nome Antonio, cor fula, reprsen-
la ler :10 a 35 anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladino, cosluma trocar o nonie e inlitular-se forro,
e quando te v perseguido diz que lie desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sant'Anna, morador no
encenho Caite, da comarca de Santo Anlao, do po-
der de quein desappareceu ; e sendo capturado e re-
olhido cadeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno em9 de agosto, foi ah embarcado por exe-
cucio de Jos Dias da Silva Cu'miarAes, e ltima-
mente arrematado em praea publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do inesmo mez, pelo
abai\ 1. Os ignaes sio os secundes : ida-
de 30 a 35 anuos, estatura regular, cabellos prctos e
carapinhados, ciir amulatada, olhos oscuros, nariz
grande e grosso, beicos groases, o semhlanle /echado,
bem barbado, com lodos os denles na frente; roaa-
seas auloridades policiaes, capiaes decampo e pes-
iiarliculares, o apprebendam e maudem nesta
praea do Recif?. na na larga do Rosario n. 21, que
reeeher a eralifieacao cima, e protesta contra quem
o .livor occullo.Manoel de Mmeida Lopes.
Aluga-se urna casa com torno para padaria.em
lugar marcado pelas postoras, ltimamente publica-
das : quem pretender, dirija-se a ra do Oueimado
n. 10, loja.
A coclieira da ra deS. Francisca, defronle do
Ihealro velho, ollerece o mnibus Cachanga para as
pessoa que quizerem ir para a Passagem da Magda-
lena, que pagarao MO rs. por viasm, e devera 1 es-
tar na eocheira as 5 horas em ponto para a partida, e
vollarao as 8 horas da mauhfla.
S5o convidadas a apparecer no cartorio de or-
phaos.no largo do Paraizo 11. 2(i, primeiro andar, a
ni que muito Ibes interessa, as pessoas seguin-
(i'-s: Francisco de Paula Marinho, Ohmpio Fiel do
iel Moreira de Souza Maia, Francisco,
casado com Mara, lilha do finado Benlo Goncalvcs,
(ierlrudes Lopes MavRiiier, Jos Marlins I'inlieiroi
Francisco Manoel de Almeida, Simflo Jos de Aze-
vedo Sanios, Jo8o Carneiro da Cunta Albuquerque,
Joao Jos de Oliveira Rodrigues, Auna e Rosa, l-
lhas do fallecido Jos Francisco Launa, Claudiana,
lilha do finado Francisco Bernardo l'ereira dos San-
io, Manoel Xavier Correia Feitosa, Anlonio Ferrei-
ra d Hora, Jeronymo Mana Marques de Menezes,
Anoa Joaquina do Sacramento, Luiz Gonzaga de
Sena.
Pede-se a Sra. viuva do tinado Ricardo Chri-
sostomo Rodrigues, queira declarar por esle Diario
aonde he a casa de sua residencia para se lhe fallar
a negocio de seu inleresse.
Prechra-se de urna ama para criar um menino,
que nao lenha filhos : na ra do Livramcnlo 11. i.
Precisa-so de um forneiro : na padaria da ra
do Cotovello n. 20.
LOTERA de
S. PEDRO
OLINOA.
MARTYR JJE
Aos.r):000.s-0n0, 2:000^000, 1:000x000.
Corre indubilavelmeiile no dia 10 de fevereiro
correle.
O cautolista Salnslinno de Aquino Ferreira avisa
ao retpeilavel publico, que seus bilhetes e cautelas
11,10 iollieni o desiiiulo de oito por cenlo nos li
metros premios grandes, e acham-se venda nas
lojas seguintcs: ra da Cadeia do Recile 11. 55 ; pra-
praca da Independencia n. :7 e :!> ; ra do Oueima-
do n. 3'J ; rifa do Li rameuto u. 22 ; e ra Nova
n. 16.
Ililheles 53500 receber por inlciro 5KI009000
Meios 29800 ,> 2:.5009tKX)
Uuartos I- 1:2509000
Oitavos 9800 62'i9000
Ueciraos 5009000
Vigsimos OO 2509000
ATTENf.A <).
O agente Vctor, tendo de dcixar
um dos armazens que ceupan.
-lo, id verte a todos os senJjpres
(|ue tem objectos expbstos a ven-
da, hajam de os ret ra'ate odia /k
( do coriente, do contrario serao
vendidos no primeiro leilo que 'Ql
se seguir por o maior prei-o oll'e- i$)
recido. ^
be 8 da praea da Indt
?.-S?@g@ C0
DENTISTA FRANCEZ. tot'
Paulo Gaignoni, estaheleeido na ra larca fe
91 do Rosario n. :i(, segundo andar, enlloca den- f.t
tes com gengivasarlificiacs, e dentadura com- @
9 pleta, ou parle della, com a pressao do ar. {-f
Tambem tem para vender asna denlifrcedo
!ftr'erre' '"' l>ar'1 'entes. Rna larga do
m KBsano n. 36scsuudo andar.
PIBLICAC40' DO l\STITUT0 HOHEOPA
THICO DO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e geguro de curar homeo-
palhicamenle todas as molestias que afflii/em a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rci-
nam no Brasil,, redigido segundo mclhores Ira-
lados de homeopalhia, Unto europeos romo ameri-
canos, e sesundo a propria experiencia, pelo Dr
Sabino Olegario Ludgeru Pinho. Esta obra be boje
reconheeida como a melhor de lodas que Iralam da
apphracao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-Ja. Os pais de
familias, os senhores de engeiiho, sacerdotes, via-
jantes, capitcs de navios, serlanejos etc. etc., devem
le-la a m3o para occorrer promptamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes cm brochura por IO9OOO
" encadernados HjOtKJ
vende-se uniramenle cm casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomnia-se com (oda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S. Jum, na loja d'o so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepoinuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgaclinlio,
oueira mandar receber urna cncommen-
da na livraria n.
pendenet.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula paraa ra do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internse externos desde ja' por m-
dico preeo como lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
BOAS OBRAS,
GMgaram recenlemenle ra Nova n. 38, defron-
10 a Conceirao. lampadas, thuribulos, navetas, cal-
deirinhas de agua henla de lalSo, e galhetas de es-
aulin, ludo para i2reja ; escrvaninha, lesouras e
bieornas para funileiro, cadinhos. foles de ferreiro,
rnzelas de espora*, e muitas oulras obras de lalao,
cobre, bronze e folha de Flandres que se fazcm c
vendeni-e por preeo coinmodo.
Jos da Maia contina a dar lices de inalez,
fraucez e escriplurac;o, todas as lardes, na classe
que tem na ra do Oueimado 11. H, c pode ser pro-
curado na loja dos Srs. Gouvca & l.cile.
1 ? V1!"lud" 3os '''' Cosla Wbeiro, substituto
da aula de lalim desla cidade, abri a sua aula par-
ticular no 1. de fevereiro. o conliima receber alum-
'da'r nS: Pa'e d C"eRU :i7, bCS"mlu
O Sr. Francisco Xavier Dias de Albuquerque
Jnior appareca na ra do Oueimado, toja n. 10.
O bachare em mathemathicas
Rernardo Pereira doCarmo Jnior, |
dar' principio as suas explicacoes
de aritlimetica e geomelria no dia
12 do corrente ; na ra Nova, so-
H brado, n. .r(i.
IWjiHIHIIIIIUHBI
Furlarama 2.5 de novembro prximo passado.
urna carleira com IO9OOO rs. e una letlra de 550
rs., vencida em 20 de miembro do anno de 18S8
cuja letlra perlencia ao Sr. .Manoel Juvencio de Sa-
lila, ehoje pertence esta cobranca a Antonio Paes
JoSo Ferreira da Cosa revs faz scienle ao
publico que comprou ao Sr. Joao Francisco Maia, o
seu cslahulecimento de calcados e miudeas, silo no
alerro da Boa-\ isla n.82.
Precisase de urna ama para o servro de por-
tas para dentro, menos para cozinha : 110 Recife con-
Ironle ao oitao do Corpo Santo, loia de calcados nu-
mero 2'J.
Jos Ignacio de Loyola, ten-
(^ do vendido o seu estabeleciinento M|.
^ para retirai-sc para lora do Im- 2
W Perio a lrauu^e sua saude. nao \
(g) o pode fezer ~m que as pessoas (h.
A |ue lhe licaram a dever lhe pa- '
W guem, afim de que nao lhe seja W
V* preciso laucar mao dos meios ju- (^
t|W diciaei para tal. ($
Joaquim de Souza Maia, comprou por
Qn-1-r' r""1"' Carn,i"i- do Maranhao, meio bil
.i.lJ), da segunda par
droMartyrdeOImda.
ordem
---------.. ai.i iiiiuiif, inrio imlielO II.
I), da segnnda parlo da quarta lotera de San Pe-
9
0 l'r. Das Fernandes, medico, pode ser j
procurados qualquer hora do dia para os
diOerenles ramos de sua proliss.lo :
larga do Rosario 11. 38.
:,m
Casa de consign.u-ao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-sc e rpcebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de rniiiinissao, lano para a
provincia como para Cora della, oiTerccenilo-M para
sso loda a seguram;a precisa para os ditos escravos.
A fama va.
-V fabrica de charolas da ra do Rangel n. 2, clw-
cou um novo sortimento de charutos da Rabia dos
bem acreditados ; lamhem fumo para vender a rela-
Iho ; a vista faz f.eos frageles serao bem servido*.
Prccisa-sc de urna ama forra ou captiva, que
engnmmc com perfeicao, para casa eslraugeira de
pouca lamilla : a tratar na ra do Trapiche 11. 38,
armazem de Miguel Carneiro.
Da-se dlnbeiro a premio em pequeas quan-
Paliasbre penhores de ouro uu prata : na ra do
dre soFloriano, primeiro andar do sobrado 11. 71.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gtteira Costa resposta da carta, (|iie lhe
01 dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste anuo, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, c caso o Sr.
Rtgueira nao se queira dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisies, e reo contesto de seu de-
udo.O Curioso.
Alujan -se c vemlem-se muilo boas bichas de
Harnborgo, ebegadas ltimamente, c tambem vai-sc
applicar parn mais rnmmodidade dos prelcndenles-
na ra eslreila do Rosario loja de barbeiro n. l'J,
lambom ha para veiider-se muito boas corcas para
aliar navalhas.
Na praea da Independencia, ps. 2
a 30, ha para vender excellente vellui-
Iho oarmezin, pelo barato"preeo de (i 't0
res, muito proprio para vistarios de
mascaras ou outro qualquer mistei ; as-
sim como penas de toilas as cores e tama-
nlios por muilo mdico prero.
A matricula da aula de lalim do coflego das
artes esl.i aberta lodos os dias uteis de mantilla al 3
horas da larde, no primeiro andar do sobrado 11. 22
na ra das Cruzes.
AULA DE ORSTRETICIA.
.\ matricula estar aborta desde o i.- at o ultimo
de fevereiro, no bairro de Sanio Antonio, roa da
1 alma, casa de um andar. As lices principiado no
da 15 do nierao mcz.
Anlonio Esidio da Silva, lente de geometra
dolycou desla cidade, nao podendo abrir 110 |. do
correle o curso de aeomclria para lodo o auno lec-
tivo, como lidia annuiiciado, jier nao apparecer
quem o quizesse freqiienlar, de novo declara que
annuneiara o dia da abertura, I0J0 que appareca
numero sullciciitc deestudanlcs, que o queiram fr-
quenlar : os prclcudeules podem dirigir-se .1 casa
de sua residencia, na ra Direita n. 78. para darom
osseusnomes matricula, s 7 horas da maubaa al
as 9, e a larde a qualquer hora,
. JOIAS
Os abano assignados, donos da luja de ourives, na
ra do Cabuu n. 11. confroule ao palco da matriz c
ra Nova, fazcm publico, que eslao recebendo con-
linuadameule muilo ricas obras de ouro dos inelho-
res goslos, lanto para senhoras como para homeni c
meninos ; os precosconlinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se coulas com responsahilidade,
especiheando a qualidade do ouro de 14 ou 18 qui-
lates, iieando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim r\ Irmao.
Di-se dinheiro a juros razoaveis com penheres
de ouro ou prata : na ra cstreila do Rosario n. 7.
Prerisa-sc alugar 2 prelos para o servieo de ar-
mazem de assucar : a tratar na iua de Apollo n. l;l.
Aluga-se o armazem n. 30 da rua eslreila do
Itotano : a tratar na rua do Collegio 11. 21, sesundo
andar. s
Prerisa-se de um feilor que entrada de plan-
larao e saiba tratar de vaccas e jardiin. para tomar
conta de um sitio peno desla prae.i : a Iralar no lar-
go do Corpo Sanio, rasa 11.13, segando andar. Igual-
mente se alugam 2 prelos que litbam Irabalhar de
cuaxda.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Aclia-se a venda um resto de bilhetes
da loteria 21 daMatrizes e 7 da Gloria.
O vapor oCammeta'). entrado neste por-
to boje (i de Cevereiro nao tronxe listas
nem resumo por ter sabido do Rio de
Janena 110 dia 23 do passado, ai quaes
esperamos a 17ou 18 do presente pelo
vapor Guanabaia n. Os premios sao
pagos a' vista sem descont algum logo
que se disti ibuam as mesmas listas.
Acha-se despejado o armazem da rua da Praia
do Rangel n. 34 perleuccnte a vcncravcl ordem ler-
ccira de San Francisco desla cidade, quem o preten-
der aprsenle o seu requerimeiilo astigoado por pes-
soa idnea para sen liador, para ser presente a ine-a
administradora, para Ule dar o despacho que for
juslo. '
Precisa-se de um necro para se alugar para o
leryco ordinario de urna padaria: na rua dos Pires
n. 44.
O abaixo assignado previne aos seus devedores
que no prazo de :>0 dias, a contar da dala deste, de-
verao vir pagar suas conlas, cortos de que nao o fa-
zendo lero de ver seus minies por extenso nesla fo-
lha. O mesmo leudo de retirarse para Europa a
Iralar de sua saude, avisa aos seus crecieres, oue ha-
jam de aprcsenlar suas conlas para seren pasas.
Recife2 de fevereiro de 1855..mires Blanco.
Precia-se alugar um sobrado de um andar com
sntaoou lojas, que accommodc mo pequea familia
DOS hamos de Santo Antonio ou Boa-Vista : 110 caes
do Ramos, no segundo andar do sobrwlo de Jos
Ilyguio de Miranda.
r SALA DE DAASA.
I.uiz Canlarelli participa ao respeilavcl publico
que a sua sala de ensillo na rua das Triuclieiras n.
19 te aeha aborta lodas as egundaa, quarlas o sextas
desde as sete horas da noite al as nove : quem do
seu presumo se quizer utilisar dirija-so a mesmo
casa das 7 horas da uianhaa ale as !).' O mesmo se
oircrece a dar lirocs particulares as horas convenci-
nadas.
O abaixo assignado declara a quem convier
que elle vendeu a sua bolica, sita na rua do Rangel
64, liree desembarazada, ao Sr. Anlonio Joa-
quim Dias Meilronho. e pede a qualquer pessoa a
quem seja ilevcdor.de mandar a conla a rua do Ran-
gel 11. 6, a qualquer hora do dia para ser paga.
Joaquim Murlinho da Cru; Correia.
No hotel da Europa tem salase quarlos para
alugucl, com comida ou sem ella.
No hotel da Eoropa d-se para fura almoeo e
anlar inensalmenlc, por prero coinmodo.
En virlude de nao nos ter sido possivel obter
lodas as lisias que distribuimos, allm de oblerem-fe
assignaluras para a publicarlo da obra ReflexOes
sobra aeducacao physica e moral da infancia: ro-
uainos as.pessoas que se dignaran) assiguar, e quo a
n 10 receberam, de mandar procurar os exempUre*
a qiieliverem direilo, na rua eslreila do Rosario n
30, segundo andar. (Preeo para os assignanles rs.
2000.
- &)
0 soliciador nos aadilorii s uesta cidade _
^^, abaixo asjianado, continua a exercer as ^r
^> funecocs desse cario, para o que pode ser ?i
* procurado noeaertptoriu do lllni. Sr. Dr.
Joaipnni Jom; ?4i melie-se a '** nual, cum lodo zelo eaclividade, medanle
^g causas parliculaies nao poc preeo a.
^ parles. tunilto Jugutln FerreiratiSHra.wB
lltflexcs s-.hre a educaran phystea e moral da in
fonda, u/ferecidas as mais de familias, pelo Dr
Ignacio Firmo Antier.
Esla obra destinada ao bem serial e uecessaria a
quanlos seoecupam da educacao infantil, para que
ihegue ao conhecimeiiln de lodos, acha-se ;i venda
pelo preeo de 38O0Ors. nas lojas dos Srs. : Joao da
Cnnha Magalhaes.na rua ila Cadeia do Recife n. 51 ;
Jo.lo Soares de Avcllar, na rua Nova n. 1 ; c nas li-
vrarias Cinica palco do Collegio n. 2, Universal na
rua do Cullenio, c na do Sr. Honrado no palco do
Collegio n. 6.
ALERTA RAPAZIADA,
Cf.egou a loja do Moreira na rua Nova n. R, um
bello sorlinienlo de mascaras de rame de queixos
movediros e suisas, mcias mascaras de panno para
caricato, narixei com bigodes, >maearas de panno
muilo leves com barbas, hisodcse peras, c tambera
mascaras para senhoras, ludo por preeo mais rom-
modo do ipie em oulra qualquer parle", lainhcniha
na niesma loja um bonito sorlimenlo de sapa los de
selm bramo lizos, para senhoras, ebegados lelo va-
por inglez.
LOTERA DA PROVINCIA.
O caulelisla Anlonio Ferreira de l.ima e Mello
avisa ao publico, que suas cautelas e buhles inlei-
ros garantidos, da 2. parle da .a lotera de S. Pe-
dro Marlyr de Olinda, i|iie corre sahhnlo lOd cr-
renle, acham-se venda na sua loja. rua Nova 11.
; Recife, loja n. II rua larga do Rosario n. 2fi;
eslreila n. 17 ; Iravetsa do Oueimado n. 18 C; ater-
ro da Boa-Vista, casa do Sr. Gregorio ij. 72 A.
Rilhelcs 5J500
Meios 2*600
Ouartos l;~.-,(K)
Decimos 7110
Vigsimos ino
Precisa-se de nina prela Wcrava pira vender :
quem liver para alucar, dirija-se a rua do Ouro 11.
it>, rasa da esquina do lado direilo.
CEM MIL RES DE (.HVTII ICACAd'.
Desappareceu no dia ( dedezembro do anuo pr-
ximo passado, Benedicta, de I i nniloa de dade, ves-
ga, cor acaboclada ; lewu um vestido de chita com
listTM ror de rosa c de caf, o ooiro lambem de chi-
ta bronco com palmas, 11111 lene 1 amarello no pesco-
eoja desholado: quem n anproliender conduza-a
Apipucos, noOiteiro, em casa de .loa., Leile de Aze-
vedo, 011 110 Kecife, na praea do Corpo Sanio n. 17,
que recebera a gralilcacao cima.
No hotel da Europa precisa-se de um criado
lira neo.
No dia Odo corrente mez, as horas da larde
na porta do Sr. Dr. jiiiz de orpli.los, se ha de arre-
matar nina mei-agna n. 9. na travesa do viveiro
entrando na rua do Alerrim oulra dita 11 II na
niesma Iravcssa ; oulra di la 11. 1.1, na n.csiiia'lra-
vessa ; oulra dila na rua Imperial nfGO: urna casi
lerrea na rua de Moras n. 78 ; oulra dila na rua das
Agoaa-Verdeen. 51 ; oulra dita na rua do Alcrnm
n. 10 ; oulra dila na mosma rua 11. 14 ; o siho ,|n
vi\eiro, sobrado o senzalas que licam no fundo do
mesmo siho n. 10, por renda anntial, e he a ultima
praea.
Precisa-se de una cozinheira
legio n. 1J, terceiro andar.
na rua do Col-
Anlonio Joaquim Dias Medronho comprou a
botica do Sr. Joaquim Marlinho da Cruz Correia si-
la na rua do Rangel 11. 64.
l'reeisa-se de um feilor ou um dislilador para
um encenho pcrlo da (iraca; quein pretender, diri-
ja-sc, para Iralar. i rua da Cadeia do Recife 11. 38.
No hotel da Europa lem bous pelucos a loda
hora, por preeo muilo barato.
Uuilliermc Willsoo, nao leudo lempo de des-
pedir-se pessoalmente de todos, os senhores, que o
obsequiaran! durante sua estada nesla cidade, o faz
por esic />,ariu ; eaproveila a occasio para oflere-
cer-lhes seus serviros na praea do Rio de Janeiro
para onde relira-sc 110 paquete inglez.
Avisa-se aos senhores amadores do carnaval
110 se acha expesto um novo e bello Irajo de couro
nilando aos de serlanejos, por preeo coinmodo: na
ua Nova n. 10.
Anda esl por vender a armario da loja de
la/endas da afea da .Madre de Dos n. 9, bagar pro-
pno dequeni quizer vender muilo a relalho, sendo
os Btogneilda casa muito en, conla : quein quizer,
dirija-se a misma rua n. 32.
MASSA ADAMANTINA.
Rua do Rosario n. :(<;, srcdadoandar, PauloGai-
enoux, denlisla franriz, aftimlia os denles com a
manta adamantina. PaiajjlnWa-n.raaravilhosa rom-
posirao lem a vaiilagem de en, her sem pres.io dolo-
iasa lodas as antrarluosidades do denle, adqnerindo
em pouros inslantes solide/, isual a da pedra mais
dura.e promelte reslaorar os denles mais estragados
com a forma e a cor primitiva.
Na rua Direla n. 24, se dir quem compra um
sobrado de um ou dous andares, sendo cm boa rua
O cscripturario da coinpanhia de
Beberibe, continua a encarregar-se de
comprar e vender acecs da mesma com-
lanhia: na rua Nova n. 7 primeiro an-
dar.
A direcqao do baile de mascaras na
passagem da Magdalena (em o sitio do
Cajueiro) previne aos senhores socios de
que as pessoas enea fregadas de recebe-
rem asjoias esto igualmente autorisadas
para liaverem dos mesmos senhores as
suas propostas para, os convidados, de-
vendo estas ser ayresenlailas ate o dia 12
do corrente: sendo que o baile sera' m-
preterivelinente em osdias 17 c 19.
COMPRAS.
Compra-se um ralix de se celebrar mitsa e um
missal, ludo cm bom uso ; na casa do sacrislao da
ordem tercena de S. Francisco.
Compram-se pataroes hrasileiros ebespanbes:
na rua da Cadeia do Recife n. 54.
Compra se cobre ale a quanlia de OUJOOO rs.,
eom o Premie de 2 por cenlo. e sedlas miudas de
12000 c 29OOO rs. cm bom estado, com o metate
premio : na praea da Independencia 11. 37 e 30, loia
de calcado.
Compra-se a obra de Chauveau (Direilo Crimi-
nal:, edirao belga, em segunda mao : quema liver.
dinja-ae n ma Nova n. 5, segundo andar, que se ta-
ra lodo o ncuocio.
Comprom-se palaroes Mipsnhoes: na rua do
Trapican n. 38, armazem de Miguel Carneiro.
Compra-se (oda porrao de prata que posta ap-
paieccr, velha 011 nova, a peso conforme sua quali-
dade : na rua da Seniala Vellia u. 70, se dir iiu.m
compra.
VENDAS
ALMANAK TARI i$U.
Saliiram a' luz as olliinlias de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desla provin-
cia, corrigido e acciescentado, contendo
400paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vrana, n. (i (; 8 da praea da Inde
deacia.
epen-
F0LH1NHAS PASA 18S5.
Acham-se a venda as bem conliecidas
lolliinlias impressas nesla l\ pograpliia,
dealgibeira a 520, de porta a 160. eec-
clesiasticag a iso rs., vendem-se nica-
mente na livraria n. o e 8 da piara d
Independencia.
Inar.i da
Vendc-sea taberna n.....sita na rua Direila
dos Afosado*, que faz quina para o hocen do (lua-
lo, com as mesmas dividas, se assim a quizerem : a
Iralar com Vrenle Jos da Silva lavares: u mesmo
declara qu respeito ao aluguel, se poderao enten-
der com oSr. Justino Pereira de Farias.
Vende-se uina parle do sobrado de dous an-
dares e sulao, in> aterro da Boa-Vista n. 2, e oulra
dila do sobrado lambem de dous andares e sotan, na
ruado Rangel n. 20 : a traUr na rua da Alegra
11. 11.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
lon & C, na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins biglezes.
Kelogios de ouro, patente inglez-
Chicotes decano e de montara,
Candieiros e casticaes bronceados.
Cobre de l'orro.
Chumbo em lencol, barra e miinieo.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapaleiro
Vende-se cognac em caivas de du-
zia: no armazem de lrunn I'raeger iV
C, ruada Cruz n. 10.
Vndete urna pane do engenho Jaguaribe por
S:S009000, e maia 010 sitio untoaa mesmo engenho,
110 valor de l:IKHi.-si(KI : os prelciidenlet dirjam-se
ao engenho Mussiipinho, que acbarie com quem
Iralar.
Vende se a eocheira da rua de Moras : a tratar
na mesilla.
Vendem-se 2 eacravas com habilidades: na
rua das Irincheiras 11. 40.
Vende-se juna eserava, crenla, de bonita finu-
ra, rom alauma habilidade : na rua Direila n. SU,
primeiio andar.
Vendem-e relogio- inglezes. os nielbnres que
lem apparcrido no mercado, em casa de Kussell Mel-
lors ,.\; Coiniauhia : ua rua da Cadeia do Rerife
11. 36.
Vendc-so nina muala de 18 a 20 anuos ;
Iralar na rua do CoHegio 11. 10, lerceiro andar.
Vendem-se saceos com milito; na rua da Ca-
deia Velha n.11.
ERVA MATE.
\cndc-se superior erva inale, rhegada proxima-
menle de Paraguay, pelo diminua piern de 6$i00 a
arroba, e a libra a 2S0 rs. : no Forte do Mallos, rua
do Codorniz II. S.
Vendem-se dona expelientesbois, filhos do pas-
lo : nosilio da Torro em itelni.
Vendem-se 600 esleirs de carnauba muilo
grandes e alvas, por prero conunudo : no alerro da
Boa-Visla n. l.
IAD4r0L40C0H TOftIE DE AV V-
BIAA3,0#0E3,500.
Vende-se ua loja 11. 17 da rua do Queimailn, pe-
cas de madapolao fino eom toque de avaria de agau
doce, pelos preces cima : dinheiro vista.
PARA 0 B1DAIISI0 DO
BOM COSTO.
A S.sOOO rs. o corte! !!
Vendem-se na rua do Oueimado, loja 11. 17, an p
da bolica, os modreos cortes d.3 vestidos de (rlala-
na de seda com quadros de cores, de lindos e novos
s~o.''i, "m r0'" S MrM c ""-''' I"'1" bari,1 V"": le
NOVAS ALPACAS DE SEO A
A 500 rs. o covado.
Venden,-se na loja de lana 4Lopo., rila (|0
Qucuiado n. I., as modernas alpacas de seda, de uo-
voa e lindos desenlio, pelo mdico prero de OO rs
cada covado.
Vende-sc millio rnnilo novo, agarnel a 1SKMI
rs. o alqueire. medida velha, abordo da baleara "Di-
ligencia, encostada a rampa do Ramos.
iariuln Vende-sefarinh'a de mandioca muito
Nolarmazem de Vctor Lasne, 111a
da Cru/., n. 27, vende-se o seguinle : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos.desenlio* ; wermouth em cai-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeaux em caixas de duzia ; kirh
do melhor autor ; agua de flor de laran*
ja ; Bpgnac verdadeiro; absinlli, choco-
late minio superior qualidade ; champa-
gne : o que ludo se vende muito ein
conla, em relacao a' boa qualidade.
Vende-se excellcnle taimado de pinho, recen-
teniente chegado da America : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entenderse com o adminil
rador do mesmo.
cemento Roano.
V eude-se superior remonto un barricas grandes
assim como tambem veudem-sa as linas : aira/, do
Ihealro, armazem de Joaqun) Lopes de Almeida.
Agencia de Edwla Maw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me Calmon-
rX Companbia, acha-se conslanleinciilc bous sorl-
menlos de taixasde ferro ruado e balido, tanto ra-
sa como fundas, moendas ineliras lodas de ferro pa-
ra animaos, aeoa, ele, ditas para armar cm niadei-
ra de lodosos lmannos e niodelososinas moder-
nos, machina borisonlal para vapor rom torca de
1 eavallos, cocos, pnssadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos prero que os de
cobre, esro-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ibas de flandres; tudo por barato preeo.
Taixaa pare engenhos.
Na fundieao' 'de ferro de \V.
Ilowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de tai xas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preeo commodo e com promptidao' :
embaream-se ou carregain-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cru/. n. .j., ha para vender ~> excel-
lentes pianos viudos ltimamente de llam-
burgo.
Na rua do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se Trelo novo, chegado de Lisboa pela barra Ura-
tido.
superior em saceos 'laudes
por pceo
commodo, no trapiche do Sr. Cunha.
Vendem-se vacas de leile muilo
boas, (libas do pasto e com bezerros ]>e-
quenos: no sitio do Sr. Dr. Filippe Mena
Calado da Ponseca.
Coiideeas.
Na rua do Collegio n. 1, hija de miudezas, ven-
dem-se condegas de lodos o, lamanhos por preeo
commodo, que he para acabar. '
Vendem-se bilhetes da lolera do S Pedro
Marlyr de Olind... que corre a 10 do correle : no
alerro da Boa-\ isla n. iS.
OKLEANS DE L1STRA DE SEDA.
A <00 rs. o covado.
1-se na rua do Ijucim ido, loja
()
'$>
POTASSA BRASILEIRA. '$)
Vende-sc superior potassa, fa- ^)
bricada no Rio de Janeiro; che- *
gada recenlemenle, recommen- S.
da-se aos senhores de engenhos os X
seus bons ell'eitos ja' experimen- 9
lados: na rua da Cruz n. 20, ar- W
mazem de L. Lecontc Feron A
Coinpanhia.

...........""- iviti 11. 17, de
lana fi Lopes, |iara liquidarao de conlas.
MELPOMENE DE LA A' DE QUADROS
COSTO ESCOCE**
A 400 rs. o covado.
Vende-se para ullimacao de conlas : na lojs de
lana & Lopes, rua do Queimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A 4.1(000 rs. o corle.
Vendem-se riatartos Varaovlaaoa de uoadrjj fa-
zenda nova e muilo lina, imitando a son-, MJxna
vindos pelo ultimo navio de Uamburge, rom r\ ",
i-ovados cada corle, pelo barate preeo de 19000 : 'na
lojij u. 17 da rua do Queimado, ao pe da botica .-'
CAL DE LISBOA A 45000 HS.
Vendem-se barr, com cal de Lisboa, chegado in,
iillimo navio a ywHI por rada urna : na rua do lr,,
piche 11. 16, segundo andar.
CAL DE LISBOA A&000 RS.
\ cndF-se ral de Lisboa da mais superior que ha
no mercado, pelo mdico prero de 30O0rs. o bar-
ril, na rua de Apollo 11. Se 10, armazem de assucar,
Vendem-se caslanhas em canaslras, rhosadas
nimiamente de Lisboa, por preeo commodo : na
rua do Itangel 11. 1.
Vende-se urna linda mulalnha. de dade de 7
anuos, muilo propria para ser educada em qualquer
casa de familia por ser bstanle espertinha, e 1er
mulla propendo para ludo quanlo so lhe ensina :
quem a pretender, dirija-se .1 rua dos Marlyrios
RAILE DE MASQUE.
\ ende-se um romplelo sorlimenlo de franjas, ga-
loes, renda e eapigoilhai de palhela dourada e ora-
loada, a mais rica que lem apparecido, proprio para
vestuarios do rarnaval, assim como para armacoes
de isreja : na rua do Cabog, hija de miudezas ,ic ',
pollas.
v FZENDAS BARATAS.
Vendem-so corles de cassa rom barra a 5 patacas,
sanca amarella (ranena a -M) rs., rscados francezes
largos a 9 vn.....s, cobertores de alaodao de cores
raurMencorpados "grandes a l>000, cassas france-
zas linas de cores xas a ido o covado : na rua do
Queimado 11. 21.
ALBANEZ4.
I ara acabar, vende-sc a 000 rs. o covado dessa
econmica razenda pula, rom (i palmos de largura,
propria para Irages de clrigos, religiosos, vestidos e
nianlilbas para mailiere* : na rua do Oueimado
11.21.
VELLDILHO.
Superiores volludilhos. rannisnn verde, amarello
e azul a 640 rs., rdie c pudo a 720 : na rna do Ouei-
mado 11. 21.
CEMENTO
A 8,000 RS.
Vemle-sc cemento romano recenlemenle rheeado,
a 8)000 a barrica, e sendo em porrao por menos al-
guna rousa : na rua da Cruz do 'liedle, armazem
VESTIDOS A 23000.
Conlnniain-sea vender corles de risrados francezes
largos e de cores lijas a 25OOO rada corle : na loia
de 1 porlas na rua do Queimado n. 10.
Na taberna da ruado Livramento a. :is, ven-
de-se o afamado fumo de Caranhuns : vende-se ba-
rato em poican.
,, ROO FRWCEZ
.\dia-.e de novo pspostn venda a deliciosa pila-
da desle rolan franrez. que s se encontrar na rua
da Cruz 11. 2(, primeiro andar, e na loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por muito coinmodo preeo.
RUA DO CRESPO N. 23.
Vende-sc rhila haueeia larga, cores escuras a 200
r"., riM-ados dilos. Cores filas a 180 rs., ehila escura
cores securas a 160, corles de easeroira prela a 49300.
ditos de ama chita padrOei modernos a 28000, e
misas francesas brancas e de cores muito hem feitas
gOO, panno prelo e de cor de cafe a 31)000, melpo-
mene de la goslo escoces a 180, e oulras muitas f-
zendas por pn-ros baratos para feisar contas.
Toalhas de superior |ianno de linho alco-
\oadas para rosto a lo'120,
vendem-se n rua do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vem da rua das Cruzo-.
i
i
DEPOSITO DE CAL DE ITSBA.
Na rua da Cadeia do llecife 11. 50 ha para vender
barris eom cal de Lisboa, rccenlcmeule chegada.
Vende-se urna I.ahinca romana com lodos os
srus perlcnces, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se a rua da Cruz, armazem u.4.
FARl.MIA DE MANDIOCA.*.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, ein uceas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preeo eommodoj nos
anna/.ens n. 5 o 7 defronte da escadi-
nlia, e no arma/.m delronte da porta iln
alfandejja, ou a Iralar no eseriptorio de
N'ovaes & C, na rua do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENCENHO.
Reduzido de G40 para 500 rs. a libra
Do arcano da invenrao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado nas co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, ein latas de 10
libras, junto eom o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
. O. bleber 61 Companliia, na rua da
Cruz. n.V. .
--Venderse urna rica mohilia de jaca
randa', com eonsolos c mean do lampo- d
marmore branco, a dinheiro ou a prazo,
confrmese ajuslar : a tratar na rua do
Collegio n. 2o, taberna.
Devoto Christao.
Sahio a I117. a 2. edirao do livrinho denominado
llevlo Chris!.lo,mais correcto e acrescenlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6e 8 da praea da In-
dependencia a 010 rs. rada eiemplar.
PUBLICACAO" itia.ir.iosA.
Sahio luz o novo Mez de Mara, adoplado pelos
rcverendissinios padre-lapiicliinhos de N. S. da Pe-
nlia desla cidade, augmentado com a novena da Se-
nhora da Conceirao, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, edeN. S. do Bom Conselho : ven-
de-se uiiieamente na livraria 11. 6 e 8 da praea da
independencia, a I3OOO.
Moinhos de vento
'ombomhasdcrcpuxopara regar horlas baixa,
derapin, na fundirade 1). W. (owinan : na rua
do liruui us. 6, 8lO.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ticas para piano, violao e flauta, como
scjam,c|iiadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio deJmeiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
mente chocado, de excellenlcs vozes, e precos com-
......' cm casa de N. O. Biebarc\ Companbia, rua
da Cruz n. 4.
CAL V1RGEM.
a mais nova que lia no mercado, a prero commodo ;
na rua do Trapiche 11. 15, armasen de Bastos Ir-
iiian-.
RUA DO CRESPO ^i? .
0 Vende-sc nesla luja superior damasco de fijf
T4 seda de cores, sendo branco, encarnado, rio, @
^ por proco ra/oavel. j*
;. ?;s:eae5
Na livraria dama do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida collecrao das mais
bnlbante* peras de iniisica para piano,
asqitiics .sao as melhores(|tie se podem fl-
etar para lazer um rico presente.
FARl.MIA DE MANDIOCA.
Saccascom superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasao Irmao-.
\ endein-se lonas da ltussia por preeo
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cru/. 11. \.
AGENCIA
Da Fundieao' Low-Moor. Rna da
Senzala nova n. 42.
Neste eslabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
da* e meias moendas para engenho, ma-
duris de vapor, e taixas de ierro batido
e coado, de todos os tamauhos. Dar
dito. P
Vende-sc um cabriole! com cubera c os com-
pelentes arrcios para um cavallo, ludo quasi novo :
liare ver, no alerro da Boa-Visla, armazem do Sr.
Miguel Seeeiro, e para Iralar no Recife rua do Trapi-
che 11. i i, primeiro andar.
Deposito de vinho de cham-
& pague Chatean-Ay, primeiraqua- ^
g) lidade, de propriedade do ronde J)
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re- A
** cife n. 20: este vinho, o melhor
de^toda a Champagne, vende-se
a .ifi.S'000 rs. cada caixn, acha-se
nicamente em tasa de L. Le-
comte Feron A Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
llos das garrafas sao azues.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muito
boa farinha de tnandioen, e ptero com-
modo : Irata-se com Antonio d Almeida
Comes &C, na rua do Trapiche, n. 16,
segundoandar.
FRESGAES OVAS DO SERTAO.
\ endem-se ovas do serian muilo em conla, e lam-
bem se relalba : na rua do Oueimado loja n. U.
Vendc-se cebla tolla a VH), 800 e U:iX0 rs. o
cenlo, dila em molho a 1S8O0, batata de Lisboa em
minio bom estado, escolhida, a fcs.i0 a arroba : a
tratar na rua do (Juuimadn n. .
MECHANISMO FARA ENGE-
NHO.
na fcndk;ao de ferro do enge-
nhkiro david w. bowman. na
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FARIZ,
!eclT,|P.rm'ra,,,,,,0rmfnto dos -*PiInteanb.
Lr n"'1rhS"""'os propnos para engenho., a sa-
coUroS ',* n,e"1, Tc"Am da mi,i* n,orter";'
''F l.1""- 'erro fundido e balido, de
d,'',"ri,,l,dade' C de- lodo S n-l'oa; roda,
res c2 ,ROa 0B nln,"e*' de M"> rVopor-
raeuM!le,b0C"' de ror"'h- e reaslrosdeboei-
de'mand'itt^Z ParafuSOi e "vil"^. "''-"'
, .NA MESMA FUNDICAO
dade'r, co,'lhl0Ha8 as e,,commendas com a superior,
dUaiic %$ 6 com >-"vida presteza e cTmmo
m casa de Timm Mousen & Vmas-
sa, picado Corpo Santn, lo, ha para
vender ; *
Um sortimento completo de livroa em
branco de superior qualidade.
Nimio de champagne.
Absintlie echerry cordial de superior qua-
Licores de difierentes rpialidades.
\ arpelas para carro.
Sola'branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por tueco commodo.
"endem-se ceblas aos ceios, barris de ral e
lalas com 2 libras de massa de lmales, tudo checa-
do ltimamente de Lisboa, c por prero commodo :
na rua da Senzala Nova 11. i.
OH l QUE QUADRA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na roa dos Quarteis, na seronda loja de miudezasn.
22 que ,01 dos Srs. Victorino e Moreira vendem-se
as seaumtes miudezas rom os precos mencionados,
para se acallar com o estabclccimenlo. Por lano
convida-se as boceleiras, mscales o mesmo a qual-
quer pessoa que osla do bom e barato.
Bicos eslreitus a 000 rs. a pera, lesouras para cos-
tura a IsOOO a duzia, linhas brancas de novelo a
13100 a libra, dilas decores a 640 rs. a libra,linhas
de peso muilo finas a 10 rs. a meadinha, brincos dou-
radosa KiOrs.o par, sapatinhos para enanca a 200 r.
o par, rselas depedras a 120rs. o par, brincos depe-
drasa tllile.lO rs. a duzia de pares.espelho de cve-
la a 120, peines de ac para marrafaa 100 r. a du-
zia, ditos de baleia a 320, pentes de alisar a 900 rs. a
duzia, pernos para coco a 80 rs., caiiiabaa de col-
seles a 00 rs., aculheiros de vidro a 480 n. a duzia
dilos de pao a 80 rs. a duzia, suspensorios a 80 r.'
0 par, camiihas com 3 duzias de anes donrados a
120 rs., ancis de chumbo e lamba' a 20 rs. a duzia,
caixas de linha de marcar a 140 rs., cordas de viola'
a 140.1 duzia. hurdoesa 280 rs. a duzia, apilos de
chumbo a 120 rs. a duzia, allnetes delirados para
Sra. a 100 rs., dilos para homem a 20 rs., dilos pre-
los de vidro para Sra. a 100 medidas para alfaiale a
40 rs., lapis a 80 rs. a duzia, peonas de pato para es-
crever a SO rs. o quarteirao, litas de liobo encarna-
das a 00 rs., a peca, gargantilhas prclas para lulo a
80 rs-, beruibaus a 160 a duzia, botoes finos para
abertura a 120 a duzia, rosarios a 2'iOa duzia, Iran-
ciiiha de 1.1a a 20 rs. a peca, carapueas piuladas para
homem a 160 cada urna, bico prelo de algodo a 10
rs. a vara ou a 160 rs. a pera, lilas lavradas a 60 rs
avara, dilas lisas a 20 a 40 e a 100 rs. a vara, espigui-
Iba a 20 rs. a vara, palitos de fopo em oamnhas a 40
rs. a dnzia.missanijasaeOe 100 rs. o maciuho, pul-
reiras pretas de rillagraa a 80 rs., milSo a 40 rs. o
carrinho, dedaes hrancos paia Sra. a 100 rs. a duzia,
dilos para alfaiale a 160 rs. a duzia, bolo.es de se-
da preta para casaca a 120 rs. a duzia. aboluaduras
douradas e brancas para collele a 200 rs., macos
de aljofares a 200 rs., cartas de alneles a 120 rs.,
maros de conlas douradas com 100 los a 1,000, cal-
vas para rap a 100 rs., marras para cubrir A 100
rs. a cresa,lilas de rctroz a-2801 s. a pcca.lrancelins de
borrasa para relogio a 60 rs., dilos prelos a 20 r*. a
vara, conlas prelas de coquinho a 160 rs. o masso
conlo para vestido a ISOOO rs. a libra, papel de peso
muilo bom a 2?.>00 a resma.titas mrelas branrasepre-
hisniOrs.a peca, bolosbrancosparapallosa lOOrs.a
il uzia, garlos de ferro eslanhadosa20rs. cada um, fivel-
las brauraseprelas para collele a 40 rs.a duzia,meins
brancas parasenliora a 2i0o par, pennas (faro muilo
linas a 640 a grosa, torcidas para caudieiro e'O rs. a
duzia, folhas de sombra de lodas ascoresa40rs. a fo-
lha, boles piulados para ramiza a200 rs. ariosa, agu-
Ihas para coser saceos ou chapeos a 100 rs. o papel com
2.1 agulhas.linteiroa bronaeadoi a 2t0e 320 cada um
1 uvas paraseuhora a 80 o par, litas brancas de linho
a 30 rs. a peca, canelas de flandres a 120 a duzia,
escoviuhas para denles a 20 cada urna, botes de re-
Iroz para Tarda a 240 a grosa. botoes de linha para
carniza a 80 rs. acrosa, vulos de armaco a :I20, a-
11a, um candieiro para loja por 4000, papel de peso
de cores folha pequea a 30 rs. o quaderno.
Vende-se urna bonita escrava, crioula, bstan-
le moca, com escolenles qualidades, sabendo beiu
coznbar, rosere engommar, e perfeilamenle vestir
urna senhora : na travesa da rua Bella n. 6.
OLEO DE LINH AA
em barris c botijoes : no armazem de Tasso Irmao.
Champaenc da snperior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso limaos.
CARRAFAS VASIAS
emgigosdcgrozaedcllO garrafas: no armazem
de lasso Irmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
Potassa.
No anligo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptnro 11. 12, vende-sc muito superior potassa da
Itossia, americana c do llio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para ferhar conla-.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem 1
. A 17 do mez de oulubro prjimo passado, fu-
mo do abuiso assignado o seu escravo Laureutiuo, de
iarao Cosla da Mina, idade 4.5 anuos, pouco mais
ou meos, alto, rorpoeoto, bonita finura, falla de
denles ua frente, tullios 110 roslo e nos peilus. sigua!
de sua nacan, muilo poltico no fallar, e se curva
quando v algum senlior branco, criado de seus a-
ilaos sennores : roga-se a lodas as auloridades poli-
ciaes c opitaes de campo o facam apprehender e
leva-lo ao abano assignado, no seu eugenho Cama-
rina, da provincia das Alagoas, na villa do i'bcode
(.'iiiara^ibe, na cidade de Macei, ao Dr. Jos An-
selo Mamo da Silva, e na prara de Pernambuco ao
Sr. Antonio Laidas da Silva, 011 a Manoel Firmino
Ferreira, que serflo bem recompensados.
Joaquim Mauricio Accioli Canatarrd.
O procurador geral da ordem lerceira de S.
brancisru desla cidade, pede ao Sr. Theotonio Flix
de Mello, queira ter a bondade de explicar, romo
lendoS. Me. requerido a Illma. cmara municipal
em 20 de dezembro do auno findo licenca para de-
molir o mi,iu de sua casa na rua de Sania Hila u.
22, c em 3 de Janeiro desle auno renovando aquello
requerimenlo tm seu mesmo nome, e para o mesmo
hu. e finalmente em 11 do me>mo mez de jaueiro
leudo pago em seu nome o imposto de 350UO para
demolir o oilao da referida soa casa na roa da Praia
de Sania Hita n. 22, e para Icr amassador na rua, e
fazer de novo o dito oilao, agora diz que o embargo
de obra nova que se procedeu a requerimenlo da or-
dem lerreira nao lem validarle por nao ser S. Me.
" propriclario da supradila casa : pede mais o mes-
an procurador geral ao dito senlior o favor de de-
clarar se porvcnlura condece a Sra. 1). Gerlrudes
Mara Comes, se sabe aonde mora, c se possue bens
de raz : e cerlo de que S. Me. lera a bondade de
dar as deelaraces pedidas, desde agora o procura-
dor geral da ordem lerceira muilo agradece a S. Me.
Fnaio du logar Riacho Verde, junio o Mogeiro
da provincia da l'arahihado Norle, 11111 prelo com us
sgnaet seguinles : baixo, de boa grossura, veago
rosto romprida, cara fula, corcunda, c quando anda
abre um tanto as pernee, com idade de 40 anuos
quem o pegar e levar rua da Madre de Dos n. 32.
sera recompensado.
Desappareceu no dia 1. do corrcnle o mualo
claro, de nome Domingos, que ja servio na armada
nacional com o nome de Jos. Masimiano d Sania
llosa, onde esleve 3 anuos a bordo do brigoe Calia-
pe ; be de estatura regular, bstanlo grosso e muilo
espadando, pescoco mullo curio, muilo pouca bar-
.... in, uu ,ic no n. 1 primeiro andar, lem a 1 i,...,,,, ,........".'" l"""-a u
venda a superior llanella para forro de sellins cae- ^1!^^7LESI^""L^ V?1" maitu
gada recenlemenle da America.
CENE\T0 ROMO III, m
Vende-se ceilieuto romano hianco, rhegado agora,
de superior qualidade. muito superior ao do rnnsu-
mo, cm barricas e as linas : aira* do Ihealro, arma-
zem de taboas de pinito.
\endem-sc no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kecife, de Ilcnry llihson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FARINHA DE MANDIOCA.
V ende-se a bordo do brigue ConCieOo, entrado
de Sania t'.aihariii, e tundeado na volta'do Forle do
Mallos, a mais nova farinha que existe boje mi mer-
cado, c para porcoes a tratar no escriplorio de Ma-
noel Alvos Guerra Jnior, ua rua do Trapiche
u. li.
MHTii nn
lidias e rasas, bonito e muilo hem fallante ediz ser
forro : levon algum. roupa sua, ninas amosiras da
f.izendas, / pares do sapalos decordavao para enlHi
ra, o cortes de vestidos. 5 golinhas do polllo m ..
2 eamtsinbasde senhora lamben, de pon I o inglez -
-2 narra de nianenn. rJ .__-.. lR'
2 pares de mangudos ; foi montado ein
cas.anho escuro alio e sereo. com uin sigua bVaneo
na testa maior do que um palacio, ledo orna cca-
irizem rada lado do peto proveniente do servieo de
carro ; he modo fogoso e lem a manha de se aruar
algiimas vezes em occasiao de sahir de ca.a, sellado e
cnfre.ado ; desconfia-se que o dito escravo lenha se-
guidos estrada da Parahiha ,, do lliu-, ,rn 'o? ou
rna ri.'T^*t' f""'", i,'1''r"1-"'". de levi-lo
rua da t.ruz n. ,,,, .,<,.,, ra, Luiz I ranciscode Barrea Rege.
V
i.
r
1
?
J.
l'ERN.: TYP. DEM. F. Dfi FARIA. 1855


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