Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01163


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Full Text
ANNO XXXI. N. 30.

S
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
DIARIO
CUARTA FEIRA 7 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
PERNAMBUGO
ENCARREt.ADOS DA Sl.ltSCRII'CVO.
I rio M. i'", ile l'ari.i ; l!ii> do Ja-
neiro, o Sr. Jo.iu Percira Martins; Rabia, o Sr. I,
lloprad ; Macei, u Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Ccrvazio Virlor da Nalivi-
dade ; Natal, o Sr.Joaquim Icnario I'crcira Jmiinr;
Arac.ily, o Sr. Amonio de Lentos Braza; Cear, o Sr.
Vii'liiri.ino Augusto Borges ; Maranhao, o Sr. Joa-
quini Marques llodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Hamos ; Amazonas, o Sr. Jeroiivino ta Coila.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 19000.
Paris, 3*2 rs. por 1 f.
a Lisboa, 105 pur I0.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
da coinpaiiliia de BoberiU: ao par.
da coinpanhia de seguros ao par.
Disconlo de lctlras de 8 a 10 por 0/0.
META ES.
Ouro.Oncas hespanholas* 299000
Modas de tiO-HJO velhas. 105(100
de 69400 novas. 103(100
de 49000. 1)9000
Piala.Paiacosbrasileiros. 1904o
Pesos coluiunarios, I!>40
mexicanos. .... 15800
"""
PARTIDA DOS COKKEIOS.
Olinda, lodos os dias.
Caruar, lionio e Garanhuns nos dias 1 e 15.
Villa-lidia, l!oa-\isia,Exeurieuiy, a 13e28.
Goiauna e Paralaba, segundas a sexias-feiras.
Yicloria e Naial, as i|iiinlas-feiias.
PREAMAR DI'. IIOJE.
I'riineira s 8 lloras e 30 minutos da manilla.
Secunda s 8 lloras e 54 minutos da lardo.
Audiencias.
Tribunal do Commcrrio, secundase iiuinlas-feiras.
Ildacao, lercas-feiras e sabbados.
Fazenda, turras e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo do orpbaos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sovias ao moiodia.
2* ara do civel, querase sabbados ao ineio dia.
Ll'lll ilKKIES.
Fuvcreiro 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manha.
10 Quario minguanle aos 40 minutos c
39 segundos da maiiha.
1G La nova as 4 horas, 27 minutos e
3,"i segundos da larde.
23 (Ruarlo rrescente as 3 hora, 13 mi-
nulos e 33 segundos da tarde.
EXTEHIOR.
A NAVEGAQAO DO AMAZONAS
EXTRACTOS DA RESPOSTA A' MEMORIA DO
TENENTE MAURY PELO SR. P. DE
ANGEI.1S.
Do direito de commercio.
a O enramercio, c nio a conquista, Ul he a poli-
lica das Eslados-Unidos. O espirito do seeulu, im-
pedido para ni grandes emprezas, nclia sempre nevos
campos para seus pacficos triumphos; mas cm ne-
nlium poni do slubo pode o commercJe prodiuir
resultados Uto maravillaos como no Amazonas e
nos oulrus grandes ros das costas atlnticas da Aine-
ndional.
He por esta pacifica dcclarar.no que o Sr. Maury
principian sua memoria ; ao Ic-la ninsoem siispcitn-
ria a que tempestuosa conclusa.i rondui aquel I'; bo-
nanroso comer. Coinludn, o Sr. Maury nilo dissi-
mula demasiado o seu pensameulu. Antes inesmo de
entrar na descripcao das riquezas que conten o valle
do Amazonas, no pode impedir a inaiiifeslacu de
sous secretos desejos nesla phrasc imprudenle.
t Falla-te muito de Cubac do JapSo, mas de lo-
das as quesloes. diplomticas do da nao lia iienhu-
ni.i mais iniportanle, nenliuma inleressa mais os Es-
tados-Luidos do que a livre navegara daquelles nia-
gcslosos ros e de seus anlueules.
Nao se pode annuncinr mais el menle ao Brasil
a prxima visjla de urna esquadra de guerra dos Es-
tados-Unidos; c, pata cortar a queslao diplomtica,
que interesan la vivamente a L'iuao, cnviar-sc-h.i
sem davina por embnixador nutro general Lpez '.
Vollaremus a eslas amearas, que penetran! umitas
viv.es o veo transparente que aYobre ; limtenlo nos
agora a examinar que poltica lio essa do commercio
de que u Sr Maury tira taes cuiisequciirins.
A poltica do commercio, e o commercio lie a
polilic dos Estados-Luidos, diz o autor iln memoria
que refutamos, exige queaqueltc rio(o Amazonas te
branos arcos de vapor, que aquelle valle soja pe-
voado e cultivado, e que se introdu/.am all as artes,
a indnstria e o commercio.
O direito das gentes estabelcceu lambcm os prin-
do direito de comraerciar; mas elles eslao loa-
ge do aclnr-se un perfeila liannouia com os do Sr.
Maury.
A liumauidade nao Coi lancada no mnndn para an-
os vai-veos do acaso ; tem um fin, |iara o qual
tendein tolos o- seus e.-furros. lie a felicidade, cujos
elementos foram por l)em depositados no seu seio,
impondo-lue o dever de desenvolve-los.
A felicidade lie a aspirarlo da liumauidade. O ho-
niem procura seu hum-eslar ; a principio, imprllido
por um instiiido ceg, julgou que os oulros liomens
eram um obstculo a sua propria felicidade; olliou-os
como seus uimigos, c sen isolaueulo pcsou-lbe ;
cutio procunm a sociedade dos liomens, e acliou
gozos descouhecidos cm urna Iroca reciproca de ser-

As nares, es-as grandes familias, essas individua-
lidades colleclivas, movidas pelo inesmo desejo de
bem-estar, cesas pela mesina ignorancia, viveram
longo lempo separadas unas das oulras; velnvam avi-
dameiile sobre su is proprias riquezas, olliando com
cubica para as riquezas dos oulros povos. Urna vaga
intuirlo ibes dizia que ellas liuliam direito a nina
parle das produi-roes dos oittroTrTimas'; c*iao com-*
ipreliendendo que .a satisfazlo desse desejo lezilimo
eslava sujeila a um dever de reciprocidnde, mar-
charan) a conquista desses iiens que Ibes falta-
vam. D'alit provieram cssas guerras eternas que
nao cessavaru um instante senao para recome-
r-iicm mais eucarnirndas, mais sanguiiulentas, so-
bre o imperio da mesma iteccssidade sempre renas-
cente.
Com i a sorle dos combales nao conduzia a resulla-
do algum, o direito da forja perdeu o seu prestigio;
a le da permutara succedeu-lhe : os povos cnlrcvi-
ram a soldariedade que uni forzosamente seus in-
teresses : operou-se urna revolur.io immensn ; o
commeirio regularimu esse dever de unino entre
as naroes, e a lei da liumaiiiadc apptrcccu c
prorlnmou ese principio que Munlesquieu considera
com razio como base do direito internacional.
Ai diversas nares devein na paz fazer-sc o
maior bem e na guerra o menor mal que for
possivcl, sem prejudicarem seus verdadeiros inters-
A nalureza, com rara previdencia, fez rom que a
cooperado barmoniosa de biliosos povos para a feli-
cidade geral nunca pudesse suspender-se; reparti os
diversos productos por lo> o globo; por maior (|ue
leja um paii nunca os possue lodo; a arte opera mu-
tos milagres, mas o seu mgico poder mollogra-se
anleaslcis invnravcis da nalureza.
A inlelligencia buiuana nao lem podido mudar os
climas; os esforros combinados da scienca e do Ira-
b.illiu ublein as vezes de um lerrenu productos que
--------------------------------------------------------------------------------------------------1-------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------;---------------------------------------------'
Monlesquiea, Espirito das leis, lv. I, cap. 3.
Ibc sao estronfco; mas lie sempre com enormes
difflculdadesqwSae chega a esse Irumpliu intil de
bzerproduzir no seu paiz o que d esponlancauen-
le fra delle.
Os povos lem renunciado a prodigalisar asiiim sem
proveilo sua inlelligencia e sua jorca, e lem reconbe-
cido n necessidade de apropriar a cultura o a indus-
tria aos recursos do slo.
A necessidade sempre crescenlc do tem-estar man-
lem essa divi-o fecunda do Irnbnlbo. os prodnclos
assim repartidos multipliram-se, aperfeiroam-sc sob
circumslnncias fnvoraveis ; e os povos olfcrecem o
supcrlluodesua riqueza em troca do supcifluo da
riqueza dos oulros ; o consumo crcscc, o habito das
produerfes eslraiibasiinpic-se como una necessida-
de; o lar que neos povos estrellase, a industria
ebega aos seus limites, e cada nario, aaneganndo sua
propria felicidade, concurre assim para a felicidade
dos oulros. Lei admiravel, que regula a harmona do
universo !
Taes so os deveres das itaoSes enlre si ; mas as
tiacoes todas iguaes em direito uo so iguaes em
forja; a liberdade iM commercio seria absoluta se
fosse iuipossivel a urna nae.lo abusar de seu poder.
Infelizmente a voz da juslica be s vezes abalada;
a amhirao narionol, o desejo de arredondar o terri-
torio, deaugmenlar a riqueza pela acqilisirao de um
solo frtil, sao oulras lautas paixes que u.lo podem
exlinguir-sc.
I'ur uulru lado, o ippclile do lucro, auri sacra
[ames, levando rada individuo a lirar o partido mais
aul.ijoso de sua riqueza particular, poda occasiouar
em nina Darlo a raridade dos productos necessarios
aos seus pruprios subditos. O dever imperioso que
lem cada Estado de velar na sua intcgriiladc, e de
assegurar, prmeiro que ludo, o bem-e-tar dos inem-
bros de sua socieuade poltica, dcvia impur ao
dircilu de pcnnularo rcslricres legilimas. Os
devele- de urna narao para coinsigo sao rcla-
itiente anleposlos aos seus devores para com as ou-
lras.
Esles dous ilrolos, dosquaes um be perfeilo, ab-
soluta, e o oulr necessariametilo subordinado, len-
datn a eqililibrar-sr rada vez mais. U imperio do
coBnicj-cio ciigran.lcce-sc com lodo o terreno
qW perde o imperio da forra ; mas como ella n,1o
pode inleiraiiienlc dcsapparecer, a liberdade do
rommercio sera SBMpre limitada, as barreiras se
abaisvSo sem nunca dssappareeerem comptota-
menle.
Emquanlo for possivcl a um Estado opprimir ou-
Irn, emipiaulo ujusticn uo liver drsapparecdodo
mundo, einqunnlo o vento das paixoes asilar a liu-
m inidnde, o mais incmplelo, o mais imprescri-
plivel dos,direilos de una carao scr.i velar pela
sua propria salvarao : salas reipulicw suprema leu:
esto.'
lie este principio incoiiaslavcl que deu iinscimen-
lo creara das alfandegas, e que dirlou as reslric-
Ces necess.iri.-is para impedir i|ue a liberdade do
commercio degeneras-e eiu um eterno perigu paran
eguranea dos poiras. '.
A lesilimidade de-la lei, interprete da inniar ne-
cessid ule dos individuos e das aoeieJaQcs, sobresabe
rom lana evidencia que os mais'fervorosos apos-i
tolos da liberdade do cummerco^eJiMn^fiiuiuU.
ante cll.r. rirsse'mos "einiicvlsia^atiuulrina dos pu-
bhci-lns, ella corrobora unnimemente esta brillian-
le verlade.
Se he verdade que urna narao deve permutar
seus producios cun os de oulra liacSo, qunndo pode
faze-lu sem preju licar-se, mo he menos verdade que
pela sua liberdade csua imlepeiidenria natural lie
ella o nico juiz dos cas >s de rollisjo ; isio be, que
so elia tem dreilo de decidir se permuta 011 o
commercio proposlu llie faz nial ou serve para o ob-
jecloda sociedade e para os fins da nalureza. Aquel-
le que o pede deve respeilar esse juizo, anda que
Ule psteca falso, porque de nutro modo se allenlaria
.i liberdade e independencia dos liomens c das na-
res ; propriednde nfto produzira seu cuello, e a
ocedade uo podern subsistir...
Aquelle que lem obrigacao de dirigir as acroes
dos subditos para o bem commum pode prohibir i
entrada ou sabida de algn! objertos da nalureza ou
da industria, se inesmo sendo vanlajosas a alguns in-
dividuos prejiidiraui a communidade. Nem os rda-
daos nem as oulras nares podem quci\ar-se sem in-
justica dessa proliil)ii;,lo, poique aquellcs promelle-
rnm sacrificar seus intere-c- particulares ao bem ge-
ral, c eslas mo lem realmenlu direlo perfeilo seiiilo
o de iiueraaBrein seus productos m de pedirem os
ilosoulro--, kiii que Ibes assisla o direito de ezigir
pormeioda forra que seus oderecimeirtossejam acei-
los ou seus pedidos satisfelos. Qunndo um soberano
prohibe a entrada ou sabida de alguns gneros, nao
faz mais do que declarar as oulras nares que seus
iulerewes nao tb> permitiera aceitar a venda ou per-
miiloco de ahtuus arligos estrangeiros, ou privar-se
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. gueda v. m.; S. Pedro Baptisia
0 Tercia. As Chapas de Chrislo Senhor Hosso.
7 Quaria. S. Romualdo ab. ; S. Ricardo rei.
8 Quinta. S. Joo da Malla ; S. Coriniia ni.
9 Sexta. S. Apolinaria v. m.; S. Ansberlo.
10 Sabbado. S. Fscolaslica v., irmaa de S. Bcnio
11 Domingo da Sexagsima ( Eslaco de S. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. ("locero e Desiderio.
0 PAliUZO DAS MILUERES. (*)
Par Paulo Feval.
PRIME1RA PAUTE.
CAPITULO XII
A carta.
O re Truffe lemia sempre ver sua familia disper-
s.ii -m como nm bando le perdiglos que o co ala-
ra e r.iz levantar. Bem viaque Irme e Aslrea se de-
teslavaiu. e i-so o aflluia ; mas para elle Irene era
cateada de Astra, e esse odio de cnteada .i madras-
la be muilo commum Era a favor de Irene pri-
in>'ir.iiiieiite porque nmav.i-a, assim como amina,i
qtrantos Ibe teslemutibavan aPeicm, cm segundo
luir porque era iiiullier do doulor Sulpieio, a qual
lbe liulin feito recobrar a sade, e era para elle um
orculo.
Tinha a Solauge urna affeir'o mu particular, e
alera disto Solauge era lambcm protegida pelo dou-
lor Sulpieio.
Mas Aslrea havia lomado sobre elle um imperio
ab.-olulo. l'ara >ubjiiga-|o Aslrea apenas necessilnra
ite nina bem pequea porcAo de sua forra; pois a
dilliruldade au eslava ah. Jira para combater o
douter Sulpieio que Aslrea havia nn-ter de todas ..-
-ni-orino-. Ella ix-m ,, s.-il>ia, e eslava preparada.
e mesma da tinha encelado um capitulo que
entina de alegra o re Trnffe. Iralava-se de adqui-
rir urna verdadeira lamilla, e decon-liloir-se solida-
iiieule o ebefe da casa Itoslan por um meio crio e
honroso.
A-lrea dissera ao duque que havia um rapazinho
e una inociuba. ambos Roslaiis, ambos abandona-
do geni diivida, e que aceilai iam ionio una felici-
dade i oesperada .i idea da eieni adoptados por um
hoinein como elle. Ora, a segunda ven i|ue o donlor
Sulpiein viera ver o duque, fnll.ira-llio quasi nos
mesmw Icrinos.
Eiiijioo fac era verd.ideiro. filies liona") dezc-
sele annus. lauto no ilizer d Aslrea, romo no de
Sulpieio. Ra jiuide pira um pii. O re lrulfe vio-
so pul nnlecipaiUnu'iile, e au cui Ion mais cm ou-
li.i coiisa. (| i.ipazinbo era irmo de Irene, a nioci-
nli.i era lillin ilo miiqura Antonio de Maarepar,
ti rei Truflesemla-m toranr Rostan, a pensnva em
visitar uas Ierras da Brelaitbn. I'oaco failava-llic
para experimentar ama lerna Bmoc.ua cuidando mu
dominios de seus mi'.
Uav'l nina difl'erenca entre o dizer de Sulpieio c
\-ln\i. Odoutnr l'.ill. ra romo quein procura,
u marquoza alllrmava que adiara.
Comprohendercmus que ella fallava com certeza,
() Vide o Diario a. 29.
se nos lembrarmos da trama, cm que eslava Mr. I)u-
raud de la Pierre, c ni que fizera entrar a ropei-
lavel viuvado mnjor. O aceule principaldamarque-
za para es-a trama engpiibosa era Mr. P.'j. Gridai-
ne appelluladoTodo para as Mulhcrcs, Drinkcr III
c porieiro do I'araizo das Mulberes.
A primera idea de Aslrea fora
de alguns de seus proprios producios ; c nislo faz
uso de seus direilos sem olfender nnguem. (2)
Unta narao tem dreilo de procurar por um pre-
ro razoavcl as rousus que llie faltam, comprando-as
aos povos que dellas njojtrerisam para s. Eis-abi
o fundamento do direito de rouimcrco enlre as na-
res, e em particular do dreilo de comprar. Nao se
pude applicar o inesmo raciocinio ao direito de ven-
der, poique sendo lodo o boinem ou loda a narao
perloilumculo livro de comprar ou ele nao comprar
una rousa que est para vender, c de compra-la a
um anles do que a outro, a lei natural uao da
quemquer que seja nenliuma especio de dreilo de
vender seu- gneros ou incrcadorias a um povo que
nao quer recbelos. I'ur consequeucia, todoocsla-
uo lem direlo de prohibir a entrada das mercadu-
ras eslraiigcra-, e os povos a quein essa prohib-
rao nteres-a, nAo tem direlo algum de queinar-se
ucra mesmo como se selneslivease recusado umwrvi-
r de buinauilnde. Siiasqueitas sariam ridiculas, i>
pois que leriaiu por objeclo um ganho que essa na-
cHo Ibes recusa, nu quereudo que o faram sua
cu-la.
Pela manera porque demonstramos o direilo
que lem una narao de comprar as oulras oque lbe
talla, be l.icil de ver que esse direito nao lio daquel-
es que -e cliaman perfeilo-, e que silo acompa-
nhados do direlo de conslrangiiieiito (3).
a Nenliuma naoSo pude, em geral, obrigar oulra
a rumprar-llie producios ou mercaduras que ella nao
quer recelier. lie dalii que vem o direilo que lem
lodo o estado de recusar a Imillir os producios es-
Iran^eiros ,- e os povos aosquaes essa probibirao lulo
be favoravel n,e> podem quei\ar-sc, como se so Ibes
lives-e recusado um servir de liumauidade ; suas
qucitas seriam vaas, porque Ituiii por fnn um ga-
lillo que o estado Ibes recusa, nAo querendoque clles
o l.iram sua rusia.
Resulla dahi que o commercio depende da von-
lade daquelles que qiiercm faze-lo, c que se he li-
vre de exerce-lu ou nao com oulro. lie mesmo
pcrmiltido a un.i iiac/iu unp u ao seu rominercio ex-
leriorascoiidices que ella julga favoraveis aos seus
nlcrcsses, as-iui como depende das oulras admilli-
lasourcpclli-las. Hcao que se rhama um direilo
imperfeilo, semellianle aquelle que lem o pobre
esmula do rico ; se Ib'a recusan-, lem razio de quei-
xar-sc, mas nao o direilo de exigi-la pela forra, fra
do caso da extrema necessidade.
Uin.i simples permisslo de comincrciar nao d
nenhum direilo perfeilo ; porque se urna afie lo-
lerou por algum lempo que oulra commcrciassc no
paiz, nao be pvr isso otirigada a permitli-lo sempre,
pode pr fin a c-se commercio secundo sua vouln-
dc, quer probibiinlo-o absolutamente, quer (aseado
rcgulanicnlos aos quaes deve submeller-se o povo
eslrangeiro sem que possa quciiar-sc uC nenliuma in-
juslica. (!) a
a Lomo cada nacao nao be abrigada a rommer-
cinr com as oulras, senao qunndo pode faze-lo seto
prejudirar-se, e romo ludo depende em ullima ins-
tancia du juizo ipie cada estado forma do que pode e
do que deve fazer, as nares nao podem cunlar se-
io com generalidades, como a libtrdade uihcrenle
acidaum de commorciar. r alrin dissu u com d rites
imperfeilos que dependein do juizo de oolfeut Jb que
por isso inesmo sSo sempre incerlos : a por conse-
queucia, se ellas de-ejaiu assegurar-se por si mes-
illas de certas vaulagcns constantes c elcrainadas,
devem procurar oble-las por Iralados. Cumo as pro-
messnse as obrigaees expre-sas sao inviolave-, lo-
da a uaeSo discreta e vrluosa dve empregar a sua
altenrao em examinar e cm pesar um tratado de
commercio anles de concluj-lo, para nao se erapc-
nhar em alguma colisa confiara ao que deve a si e
aos oulros.
o Emquanlo nao cxsle tratado, o principio mais
simples parece ser que cada afio lem direilo de li-
mitar c mesmo de prohibir inleiramenle o seu com-
mercio c de suas colonias aos estados estrangeiros,
ou seja absoluta ou condicionlmcnte.
Esla pois plenamente entortada: prmeiro, a
prohibir a imporlarilo e a exportarao de rerlas rner-
radoria- ; segn lo, a cobrar dircitos de alf.indega, e
a augmeula-los i sua vonlade : Icrceiro, a pres-
crever a manera pela qual se deve fazer o commer-
cio nos seus estados. (5)
.Chilly vai mesmo mais longo : eslabeleco a legi-
limidade do ilircilo que lem a melropole de pro-
hibir completamente as nares eslraiigeiras com-
mercio com suas colonias.
Todas as potencias que hilo formado eslabele-
cinicnlos no exterior lem-sc aproprad de tal ma-
neira para si proprias do commcrciu de suas posses-
scs, quer reservando-o exclusivamenle para seus
subditos, querroucedciidu inonopolios a compaubias I nao em Irocn de conces-es reciprocas e debaivu da
coinmerciaes, que os colonos nao podem sustentar o reserva Hpresaa de seo direilo exclusivo ? O llrasil
menor commercin com oulras nares ; por ronse- nao impede de modo algum o commercio interna-
quencia o commercio nessas prosses-es nao be livre ciounl, iinpe-lhe condires nece-sari,,s a sua KCU-
para a-nacoes eslran-eir.is ; nao se Ibes penniltc I ranea, faz o que fazeui ludas as potencias, regula a
mesmo desembarcar no paiz. nem approximarein-se sua navegajo interior. Sob a bandeira brasileirn
(2) Lampredi. Commercio dos neutros cm lempo
de auerra. Pag. ;|,, c illi.
9 Valel. Direito das gentes. I.v.l. Cap. 8S88,
oj, H).
(f) Olmeda \ Lcon. Elcmenlos do direilo publico
da paz eda guerra, lom. 1. pag. 120 e 123.
(.) Chilly. l.eiscommerciaes, 2, p. 3'J e 49.
Trulle. Para isso nao era inislcr su
casar com o rti
pprimir o grande
Ru-lan. o que em rigor talvez nao a livesse embara-
cado. Ella nunca liuba querido que o grande Ros-
tan fosse seu marido legitimo.
Salvo alsuiii.is circuinslaucia- solemnes, em que
gnveruo exieente e curioso reclama a eviliieno dos
ttulos, pode-sn ter tudos^is beneficios d casmenio
ueste paraso de Pars sem fechar o ultimo anuel da
cadea, o que be mu coinmodo.
Ncssa noile o grande Rostan, que nSo eslava in-
leiramenle embriagado, onlrou dando o braco a ron-
de-a de .Molges no momento cm que Solaoge diri-
gase para o piano. A rondessa lomou o lujar de
.Solauge junto d rei Trufle. c disse beijando a fron-
te de Antonia, einquanl Solaime preludava :
I'ive una ba idea, e aposto que ella dar pra-
zer ao leu padrnibu.
Roslan-ilofo applicou o ouvidocomo um menino
que ouve fallar em doces. A rondessa de Molges pe-
gou-lhc allertuos.imrnle as luios.
O que be, ininli.i chara amiga ? prrgunlou o
re Trullo son indo anleripadamentc, Av.t luga !
Solauge llnha um bello tlenlo : era urna artista.
Stn.-.live baln u compasso ludas as vezes que ella
iiMenlara-se ao piano, e terlamente nAo fazia isso
pura com lodos. Entenda de msica lamo como de
pintura, e linlia aprendido a pronunciar o nomo do
Ueothoven. Esle iiume de Beelhoven esmalta a con-
verfacao, assiin como o de Breugbel de Velours a-
dorna mu artigo de jornal. Solauge euceluu o pre-
ludio da aria de Edgr na Lucia: seus olhos eslavam
inundados de laurimas.
Oiiando a voz forte e barmoniosa de Rogcri ele-
vou-se, os jugadores do bilbar acudiram porta.
.Nao espera que Mi. de UarlrO] tenba acaba-
do".' pergunton madama de Murces ai rei Truffe.
Nflo, replicou este, quero saber j e j !
Irene leruou a cadeira de manera a rnllocar-se
airas de Antonia, e niuruiurou-lhe ao uuvido:
lia pina bella alma naqiiell.i voz.
A rapariga estremecen mmenle, cdepols sar-
rio, ni.is com lristi/a. E inclinando, a cabeca para
Ic.is, cumo para pedir um beijo, disse :
Solauge chora.
Ilravo! grituu Sensitive no fim do recitativo ;
eis aln o que a msica fez il sembrante pensativo c
nrgulhoso ilu me.Ir de Ravcusnood I
. Silencio! disse Irene.
E arcescenlou Iceando com os labios as fonlcs de
Antonia :
Nao o amas?
Qualro honras c Ires vasas, diziam i mesa do
wbisl, dobre!
E os jugadores levanlarainse para mudar de lugar.
Todos concordara cm reconheccr que o whist he
com seus navios ao alcance de um tiro de pera da
rosla, excepto no caso de necessidade ursenle. Sen-
do esle direilo de excluir (oda a narao eslrangeira
das colonias, unta parle do direilo que aulorisa a
melropole a impedir transarnos cumraerriaes rom
outr Eslado, be adnultido c rcconlieeido por todas
as nares (t) o
a O commercio enlre os Estados da Europa he
agora livre cm lempo de paz ; de sorle que, excep-
to o caso de represalias, nenliuma nacao he exclui-
da do rommercio com oulras, c nao ha necessida-
de de tratados para que possa exerce-lo. Mas esla
liberdade vaga alo impede que se conlinuema fa-
cer todos os regulamento-, o a introduzir lodas as
reslricrcsqiicse julgarem conformes com seus in-
lercsscs, c por consequeucia pde-sc : I*, n excep-
tuar o rommercio eslrangeiro de rcrlos lugares, re
alcumas provincias, ou limtalo cm oulras ; 2-, li-
xeromodo de fazer-sea importafSo e a exporlacau
3, prohibir a iinporlarao e a exporlaro de rerlas
inerradorias, e augmentar a vonlade o catalogo del-
tas (7).
I'o Ic-sc considerar como urna ubrigarao geral,
mas vega e imperfeila para cada nario, nao reru-
sar.se ao commercio com as oulras, quando nao lbe
for prejudicial.
Toda a nacao lem o direilo inconlestavel de rc-
cusar-se se commercio rom qualquer oulra afio, c
por consequeucia, quando a elle se presta, do livar
as condires c as reslrirroos que ron-iderar confor-
mes com seus nteresses. (8)
Assim, conforme a opiniao dos publicistas c dos
economistas, a liberdade do commercio deve sempre
cr limitada pelo direito que lera as nacionalidades
de se couservarem ; as nacionalidades nao podem
nuncacuicid.ir-se.
Esla doulrinu lem-sido coiisljilcincnle pralirada
pelas nares ; lodas ellas lem eslahelecidu cm (or-
no de si um cirrulo protector de garantas, desti-
nadas a protege-las contra o instinclo eobicoto das
piquilares de urna parle, c das ambicoes nacionaes
da oulra. Esle consenlmcnlo universal dos puxos
resulla dus Iralados de commercio que celebrara ;
elles creem Io punco que o cummercio inlernario-
nalsejs um direito absoluto c perfeilo, que quando
desojara conceder vanlagens reciprocas estipulara
essas ronces-oes era Iralados pblicos ; sua propria
vonlade d um rararlcr perfeilo a um dever imper-
feilo por sua nalureza.
Nao se conforma o Brasil com oslas proscripcrs
da razao e do cosime ".' O Sr. Maury arciimula re-
ir o imperio as mais injustas e acerbas repreln-n-
ses ; roas o Brasil responde a ellas com o sen pro-
cedimento ao mesmo lempo prudente o liberal.
Affaslou-se elle por acaso dos devores de huma-
nidada? Privn o mundo das riquezas de seu ler-
rilorio '! EslabaieeaV em lomo daquellai fronleiras
urna linha iinpeneliaxel ao rommercio das nutras
nace- '! Arrcr-scjao Sr. M.iuiv a-semelliar-se-hia
o llra-it aquelle avarenlu que mnrreit de fomc con-
templando o seu Ibesouro. Oue narao he boje Io
cega, l io inimiga de si propria, para condeninnr-sea
una unirle iuevitavel recusando dar o superfino de
seus producios em loca de outros producios que lbe
s3o neressarios ".' Longe de ter conimetlido esle erro
o Brasil chama, anima o commercio exterior. O
proprio Sr. Maury o confessa :
- Os Eslados-IIndos compran) hoja melado do
seu piincipal producto, o caf ; c elle he mu bom
consumidoi dos nussus pruductos. Cap. 8. Como
conciliar esla confissao com aquellas acciisares con-
tra a poltica japonesa do Brasil, com essa colera
que se Iraduz pelos termo, mais injuriosas, para nao
dizer os mais grosseiros (9>.
Suppo.sl leve lamben o seu contingente de pro-
ducios ao grande mercado da Europa, supposlo obe-
deza a lei geral do commercio, e imperio nao poda
por em perigo a sua seguranra. I'ur um arto que
o honra, admitlio-nos nos seus rios inleriores a ban-
deira do Per' ; ms a prudencia lbe acunselha im-
pcriusameulc rito tender esse previlegio a lodas
as nares do mundo. O Sr. Maury v no cxcrccio
desle direilo urna injuslira ; porque nao comer a
applicar este novo direilo da-gentes ao seu proprio
paiz, ao rio S. Lourenro ? Porque nao se volla a
sua indignadlo contra a IngUlerra, que se obstina
como o Brasil em querer continuar a ser senhora em
sua casa, e que nao cunee le aos Estados-Unidos a fa-
coldido provisoria de navegar no S. Lourenro, se-
((V Chilly, leis coinmerciaes. lom. 1. pag. 7!).
(7) De Marlens. Direito das entes moderno da
Europa, tora. 1. pags. 311 c 315.
(8j dem idem, lom. I.pags. lllOe.'H!.
(9) O Sr. Maury diz no seu ultimo capitulo que o
Brasil seguc urna polilic? de cito amarrado a ar-
fla.
um jogo serio, til c recommendavel a lodos os res-
pellos. Sem elle as peana* fastidiosas fallaran- in-
ressanlemenle. o que seria lernvcl. O whist he urna
mordara. Deas o rouserve !
O senhor carina com os cinco, disse o bario
Potcl mudando de lugar; julguei que reslavam-lhe
Irumphusiia nio... lugicaraenle.
O b.uao l'olcl era ainda mais nnlavel que Sensili-
*lla" ? ro,mi;ri'1.": ""'! violeniaineuie aqui.....>.l O olhardo"'gradVRoVan era sombro: mas elle
ieix fronte fugitivas, fonles IreiUis, crneo de nao goslava de encarar aqi
l'i-iro bem rbenosle cabellos uas costas; mas de-
pennado segundo una linli.i eslreita, que alcanrava
" occipul c asscmelhava-sc a nina vereda de cara
iracada em um bosque, orelhas srandc, te/, oleoza,
denles enormes, sobreludo na qucixada superior,
estatura de um metro e oilenla e oilo cenlimelros,
pes c raaos chalas e grandes, voz de baixo, aobran-
rell.as rodas ali.., amia do progresso, assionanto
do jornal a Patrie, algum lano versado em liticia-
lura, autor de alguns rticos uleis a respeilo da cul-
tura do nabo, e ulico condecorado de Julbo.
Corlei cora os cinco, objecin o vidaiua de I'o-
mard, porque nao linha nutra carta...
Cora os de/.!... respondeu irnicamente o ba-
rSo l'olcl; logicamenle !...
O senhor lanra i mesa ouros, e eu s linha
Iruiupbos...
Emfim, meu charo, nao se lica deshonrado por
n3o saber jogar o whist.
. O senhor he una prova viva e memorave'
dioso.
Embaralliam-sc as carias, dlfaMH), joga-se e lodos
calau-se. Depois a disrussiio volla como urna lusse
dirimir, c a-siui por diante.
O barflo l'olcl da um collete vrlhoaoseu camaris-
ta lodas as vezes que esle lhe diz que he um grande
jugador de whist; poriu o camarista prefero dizer-
Ihe que be um libertino incorrigivel; porque nc-sc
ras o barSo manda-a escolino cm seu gunrda-ruupa.
O barao Polel, ronvem que o leitor seiba, eclipsa
coinpletaincnlc a Gambard : he essa sua gloria.
t grande Rostan hocejava no meio do salao ; As-
lrea rhaniuii-o, e f-lo assenlar-se junio de si. Ha-
via dezesele anuos que Aslrea nao era mais campo-
neza, e assim, quando quena, sabia perfeilamenlc o
lom de urna mulher elegante. A esse resneilo fran-
cisco eslava muiln atrasado; porque anenas linha
perdido urna pequea parle de ni corpulencia. S
eslava vrrdadeirameulu li vonlade em sen papel de
lord Croch.
A marqueza baleu-lhe no hombre no momenlu,
em que Roeerio continuava a cantar, o dissc-lhe af-
.' 'dando descer ao seu nivel:
Enlo, meu velho Francisco, vez quanla razao
liveinos de nSo ler-nos liaado pelo casamento?
As veas da fronlc de Rostan iucharam. Elle re-
cordava-se de urna lula. Todas as vezes que a Mor-
galle lul.irn rom Francisco, ganhra a victoria.
Se eslivessemos ligados pelo casamente, lornou
ella encarando-o com ar de escarnen, nao terias boje
lano prazer em correr aps tua mulher Magdalena.
O grande Rostan velln a cabeca, Aslrea aperlou-
lh o braro, e dissc-lhe dando urna risada:
Oh nao le arrufes, nao leuho riumes.
Nao goslo de nuvir-te fallar de Magdalena,
j j 1111 iiiiii iii o grande Rostan.
Nao guijas I... repetioa marqueza. Nesle mun-
do, mcu pobre Francisco, a genio faz multas rousas
rniilia vonlade... Tenho necessidade de Miar-te de
Magdalena.
Eulao avia-te, c medo las palavras.
lodo o mundo pode subir e descer o Amazonas, le-
var aoccuiro do imperio ss mercadoriaieslrangeiras,
vende-lns ou troca-las pelos producios do territorio.
O Sr. Maurv nao quer essa liberdade sensata,
conforme i raza e ao costme de lodos os povos ;
pelo que pretende pois substilui-la ? I'ur urna li-
berdade Ilimitada, que acarrla comsigo a negarau
dus direilos das naces '.' Supprimi as garantas que
um estado iinpe era nome de sua segaranoa, dixai
penetrar una naffio poderosa no meio de nina na-
rao apenas organisada. e lereis preparado o naufra-
gio prximo de--1 uacioialidade demasiado runfian-
le. lie cs-e comuiuiiismo dus povos que se hade
ruuvcrler sempre na sujeirao domis fracu pelo mais
forle, que o Sr. Maun quer impar em nome da li-
berdade e da civiiisacao.
ii A nalureza, diz ura dos mais celebres publicis"
las da liossacpoca, para cunduzir os povos favore-
c los ,i assocarao geral, separou-os dos oulr, por
barreiras naturaes que estorvam suas infantas e su-
as conquistas. E vos, sem eslabelecerdw garantas,
levantis essas bm reiras I Julgais iuutcis as pre-
caucues da nalureza Jogais a independencia de
um povo para salisfazer o egosmo de un consumi-
dor que uno quer ser nuis do seu paiz !... I'rouicl-
(eis-uos que o trbame ha de ser permutad pe
Irnbalho, e o resultado he a espada de Breuuo lau-
radu furlivamenle un balanrn
Recoiiiuieiidainus eslas cluquentos palavras as me-
ditafoaa do Sr. Maury eas da Bolivia ; ellas os edi-
liearao sobre essa theoria cheia de antearas pregada
no interese da liumauidade. Nao, o inlcresse geral
da hnmanidade nao pude existir fora do inlcresse es-
pecial de cada nacao; repelle es-crommunisinu br-
baro dos POVOS, essa conspiraro contra as naciona-
lidades fraras, esse eiiramiiibamciito ao monopolio
das naces poderosas que se decora com o nome de
liberdade absoluta do cummcrcio !
Coala-us declara-lo, mas um e-ame alenlo da
memoria do Sr. Maury deixuu-uos a couvirru de
que elle mesmo nao se Iluda a respeito dascunsc-
qoenoias falacs do seu sjslema. lie precisamente
esta (cndeiicia para o monopolio que lhe agrada na
liberdade do rommercio ; se des. ja ver essa liberda-
de sera limites c sem garanta cslabeleccr-se na Ame-
rica da Su I, he porque prsenle nella o germen do
monopolio do commercio ueste vasto continente em
piovcito de sua patria.
Infelbtnienle be faciUmo demonstrar que cs-c in-
lcresse que o Si. Maorv professa por loda a liuma-
uidade subenlende um egosmo nacional, equu nao
ha no fundo dessas palavras sonoras senao o iulercs-
secspecial.c exclusivo dos Estados-Luidos.
OSr. Maury all'ecta pela repblica da Bolivia um
zelo caritativa : ninslra-a encerrada entre as cordi-
Iheiras, o Brasil c o Paraguay, sem sabida para Seus
producios. Bisca da caria o porto de Cobija, perla
aberla para o ocano l'aqfico ; deixa e parle a vio
de coiumiiuraro pnirajila e conunoda que os af-
lliienlesdo raiaguay podem fcilmente eslabeleccr
enlre o lerritorio boliviano e o atlntico, e ndica o
Amazonas como a sabida natural das mercaduras da
Bolivia, Se c-se zelo pelos inlcresses da Bolivia fos-
se serio, e o Sr. Maury leria, por ignorancia, da-
do um ronsclho Intil e mesmo perigoso. Os af-
llueutes bolivianos du Amazonas sao corlados por bar-
reiras numerosas formadas por enormes rochedos. O
Madcira, na parlo superior, v o seu curso obstrui-
do pordozc cachoeiras que interceptan) a navegarao;
os ieitus do Beni e do Mamor estto semeados de
banros de arela e de escullios i flr d'agua ; esles
obstculos naluraes serao difliclnienle destruidos,
siguanas eaejueUes barras sao mpralicaveis ; seria
preciso desviar o curso do no c abrir um canal late-
ral para a passagem dos navios.
Todos os viajaules que tem amado por aquellas
recie- fazem meneo desses embarazos naturaes ; o
Sr, Caslelnau, a quera o Sr. Mau^y dcvia consullar
visloqiic o cita muilas vezes, descreve minuciosa-
mente as cachoeiras daquelles rios. As iinmeiisas
diflculdades que os afflucnles bolivianos do Amazo-
nas oppem ;i navegarao eram prtanlo sabidas pe-
lo Sr. Maury.
O Vermejo e o Plcoinayo, cuja crrantela he pla-
cida, o Paraguay, cuja navegaran be fcil. Hito silo
prop ius para a eommuMcaclo da Bolivia com o mar?
Penetrara no centro da repblica, banham as pro-
vincias mais povoadas e mais feriis da Bolivia ; o
mesmo Sr. Maury delei(ou-sc em enumerar-Ibes as
riquezas, e cm urna caria que cila como ttformaeao
acham-se estas palavras : O paiz situado uas lin-
enles desle rio ( as nasccnles do Prala ) he mais
povoado do que as margena do Amazonas. A Bo-
livia leria porlaulo una vantagem evidente em en-
viar e era rereher suas inercadoriai pelo I'ilcomay,
Vermejo, e o Sr. Maurv, ge so adiaste realmente a-
uiinado pelo desejo de ser ulil aquella repblica, lo-
ria feito valer as vanlagens certas que se podem li-
rar da navegara dos alflucnles do Paraguay. Por-
que, pelo contrario, trata elle de resto o Vermejo e
0 Pilcuinayo, e na falla senao dos affluciiles do Ama-
zonas Porque esses aUlucnles du Amazonas condu-
ziriara os producios da Bolivia a um poni do atln-
tico onde os ventos e as rorreles sao taes que e-sas
inerradorias passariam forrosanienlc (liante da nossa
porla. i>
" As vantagoOJ, dix O Sr. Moraes Aulas, da nave-
cacao a vapor nao serao reaes para a Bolivia, na o-
piniao do Sr. Maury, sena quando essa navegarao
Cunduzir as pollas dos Estados-Luidos os producios
da America de Sul. o Paraguay e o Prala uflerc-
cem um r.iiuinho commodo cvanlajoso para alcanfor
o atlntico c os mercados do continente europeo. Tu-
d imluz a crer que esse poni deve lornar-se o re-
ir cnmmercial das repblicas da Confederacao Ar-
cenlina, do Paraguay, de uraa parle do Brasil e da
Bolivia.... A Bolivia pode servir-se do Pilcomaj
e do Vermejo ; nao encontrar no Paraguay, onde
desaguan) esses rios, as nicsmas difliculdades que a-
presenla a parle superior do Madcira, enfada de
r'"'1'......a*. O que importa a navegahilidade do Pa-
ragoaj c do Piala, o que importa a navcgabilidade
do Vermejo c do Pilcomyo, se esses rios vao pe
der-se no ocano a Uo grande distancia dos Eslados-
L nidos '.' De que podem servir esses rios, se na sua
Tozos venios c as cerredles nao obrigam os produc-
ios a pnssar a porla da patria do Sr. Mor) '!
Preparar o monopolio d coiiiiuercio da America
do Sul para os E-tados-L'nidos, tul he o segredo da
lerna auaifao que elle nutre pela Bolivia o pelas re-
pblicas bispann-americanas; essa visio encantadora
persegue-o uo meio de suas descriprcs du valle du
Amazonas, e fazem-lh'o parecer ainda mais rico e
maravilhoso ; elle calcula anlecipadainenle o que es-
se monopolio produzir.i par a sua patria, e a sua
ambiciosa esperanfa a Ira i ra-se, anotar de seus es-
fumes.
Os venios e as crrenles domar, repele elle an-
da no cap. (i., esto dispustu. du lal manera que so-
ja onde lr o mercado, Iodo o navio que se dirigir
daquellc ponto a foz do Amazonas c reciprocamen-
le, ser obrigado, quer n,i ida quer na volla, a pas-
sao pela nu-sa porla.
Os portes atlntico dos Eslados-Undos sao es-
tar/ies intermedias enlre a foz do Amazonas e todos
os mercados do mundo. Os ventosgerae c a gran-
de rorrenlc equalori! vao da bocea do Amazonas i
passagem da Florida, onde conduzcm igualmente as
aguas do Missssipi.
Esles dous magnificos ros uiicin-sc, por assim
dizer. aos nostos pes e espalltam suas riquezas ao lon-
go de uossas [iraias.
o lie por eslas poderosas razos que a livre nave-
garan do Amazonas e a.celooisrfaO do seu valle in-
teie-ara o mundo inteiro, e mais especialmenle a
1 in.li>. He por isso que cumjiele aoi Estados-Unidos
lomar a iniciativa, tornando livre para todas as na-
res a navccicau daquclle rio. Assim o quer a poli-
lica do commercio, assim o exigera as necessidades
du rliristiansmo.
Todo esle grande amor as repblicas ribeirnhas
do Amazonat, ao mundo inteiro, a cvlsaeao u mes-
inao chiisliuiisino, uo be rea'.ineule senao ura e-
goisino nacional apenas ocollo por pomposa>e seduc-
toras palavras. O zelo pela huinandado resolve-se
em urna queslao de balcao desinit in piscem !
A doulrinu do Sr. Maury ja lera oblido algum suc-
cesso, tem feito prusclylos ; be escusado dizer quc
sao Americanos. No naos de maio de 1831, dous le-
uenlcs da marinhados Estados-Unidos, os Srs. Wil-
liain l.ewis Herudon e Lardner (iibbou partiram de
Lima para urna viagem de evplorarao ao valle Ama-
zonas ; acabam de publicar suas nulas de viagem .
he urna memoria anda mais empliafica do que a do
Sr. Maury : sobas descripcoes poticas de que esla
cheia cnconlram-sc as mesillas tendencias, as mes-
mas aspirarnos egosticas. Cbegaudo ao cimo das
Cordilheiras, o Sr. llerndon conleinpla as trrenles
que se despenhan das quebradas da moiilanba Es-
las aguas diz elle ,IUJ correa ao encontr dos rios do
nos continente septentrional, e tendera a por, para
os bus pralcos do curamercio.e da n.ivegac.i, as em-
bocaduras do Mississpe e do Amazonas em contac-
to unta com a oulra, de modo que nAo formen) s-
ulO um nico caraiulio aqualico passando liante de
iiussas portas. Todava a distancia a alravessar por
a^ia entre as duas nasccnles nao pode ser menor de
dcz mil inilhas.
Entramos pela primera vez na regao das cele-
bres minas do Per. Lina enorme quantidade de
prala linha-se exlrahidu da cordillieira onde eslava-
mos ; as verlcnlcs cujas aguas se lanrant no Amazo-
nas sao as mais ricas em iniucr.ies. Nao poderia o
eoinincrcio.subinda edescendo aquelle grande rio 0
seus Iribularios, fazer desviar essa correle de prala
(iOlzV.r/ii'ornrio do calle do Amazonas pelo len-
te llerndon, 1." parle.
goslava ile encarar aquella que o publico cba-
mava sua mulher.
Arbasle-a".' lomou Aslrea.
Nao, respondeu o lidalgole.
Andas a procura delta. nSo he 1
Francisca fez nm sicnal negativo.
Eulao Irene nao quiz dizer-lc '.'
Irene nunca me falla murmurou Franrisco
suspirando.
Que pai infeliz disse Aslrea lambcm zom-
bandu.
Uepeb) acreseenlou:
Nfto' inlerrogas-le o doulor ?
Nao.
Ab mcu pobre Francisco, tens medo delle.
lie verdade, responden o grande lioslan; rile
inaudou abrir Ires sepulturas no remiten deSaim
Casi.
Bravo! brava I diziam lodos no sala.
Siccomc l'Martti! acreseenlon Sensilive, lao
polyglotlo rom poeta, msico e critico.
Antonia deMorge*. c Irene esculavam com deli-
cias, Antonia havia abaixado os olhos, nos quaes
brilliava una lagrima.
_ Elle le ubserva, inurmuroii-lhc Irene ao ou-
vid.
Antonia ficou mais paluda, o nao levanlou os
olhos.
Sulance Beauvais xullou-se um pouco para Rogo*
rio de Marlroy, c disse em voz baisa :
Inrline-.e o faca como se repassasse o alle-
gro... desejo fallai-lhe.
Ilogerio admirado obedereu.
De lodos os humen, que conheeo, rouliliuoj
Sotanee, cujos labios mal se iiiuviain, o senliur he o
mais leal e o mus generoso.
Roeerio inclinou-se.
Cuidado inlerrompeu.se a rapariga, ja nbser-
vam-ns !
Mais de vagar, disse llngeriu cm voz alia; a
leonera se apresara se quizer, para acallar.
Obrigada, mu inuruii Solauge. lia utna calla
clentrn do raderno de nuisira.
Urna carta I repeli o cavallciro.
Fui cu que metl-a ah. Nccesslo que ella seja
levada a Paris ao seu destino...
O canto continuava. Ella rucaron furtivamente a
Rogerio no momento em que a voz branda e bella
desle clevava-se de novo. O olbar de Rogerio fui
urna resposta. c ella lomo a dizer:
Obrigada.
Rogerio lomou a caria vollaudo a pagina, e fe-
chou-a na mao.
Ha de ser urna cousa magnifica I exclamou o
re Truffe. Oh! que bella idea leve a senhora I
As chaves em urna salva de ouro !..... disse a
condesas.
Ruslan-Balofo balen palmas. Todos julgaram que
elle applaudia, c um silencio! discreto percorreu o
sabio. Elle corou romo um menino apandado em
falla, e foi a condessa quem continuou :
Era custume nutr'ora, quando um principe,
couqiiisl-iva umcaslelloou nina ridade, levarciiilbi/
as raparigas nobres as chaves em uina salva de pral
ou de ouro...
Efaremos urna ceremonia bem bonita, nao
assim? intcrriimpeu o rei Truffe... Eu quizera n
sa occasio coroar de rosas e dolar urna ald
pobre. ,
A condessa de Morgcs respondeu com grande/se-
riedade :
Isso me parece possivcl e conveniente.
Irene, exelamoa o re Trulfe, Solango, it/uba
lilli.i Ser necessai io preparar mimos, lilas, fudu !
Ilavemos de corear de rusas o dular uraa aldca
pobre!
Um segando silencio! o fes entrar em sua con-
fita. Elle na se atreva a olbar em torno de si, Io
euvergonhadu e.laya de ler levanladu a voz.
A m i que/.a nao perder de vista a Solauge Beau-
vais. S ella perrehra o a parle que uvera lucar
enlre a rapariga e Rugerin de Marlroy : nada lhe
escapava. I uiba de uleuma snrlc adevinhado as pa-
lavras pronunciadas pelo miivimeiil vira Rceri lirar a carta do raderno de msica.
As subrancelbas franziiani-sc-lbe, c ella disse aera
saber que fallava :
Essa tapanca inrommuda-mc!
. Oh I.disse Francisco por Irs dola, eu bem sa-
bia que linha alguma cousa que contar-te. Essa ra-
pariga he muilu bella, ou udiabo me leve! Ella lem
vinle anuos, c tu lena...
(.lucres desguttar-me, meu bom Francisco 7
pcrguuluii a marqueza.
Tens... cmilinuuu o graudo Rostan ; mas nao
acabos.
O eorriso de Aslrea mostrou-lhe nns denles mai-
alvnsquco marlim, emquantu ella o encarava aira-
vez de suas palpchras meio faenadas.
He verdade! he verdade! murmuren elle cura
um despeil grosseire, que revelava a melancolia du
amor ; que nnporlaiii <-s anuos que lens .' A belleza
be -empre niora e csvella
Muito bem 1 disse Aslrea lumandu-lho a ma,
eis o mcu grande Rostan faundo-ma eumprimen-
lus... ()ue linbas a dizei-me doma rapariga i
Oue essa rapariga quasi Ulo bella enmo lu, e
de que p tenas ser mai, be provavelmeulc la
rival.
Mnba rival!
lia ura njez, quando eu linha anula riumea de
li, secui-le nina noile, c vi qocciilraxasein certa ca-
sada ra nova des Malliurins n.35eu27, sc'bcm
rae leuibru.
O roslo de A-lrea empallidecen repentinamente,
e ella disse com voz aderada :
Que mais'.'
Una janella do lercciro andar abrise pouco
penis de la ebegada, lomou Francisco Roslan con-
Menle por ter adiado um defeilo uessa iuipenetravel
(cuuruca, e app;uccesle nella cora um mancebo...
Fernando 1 interrumpen a maiqueza.
Fernando... Julgo que esse he o instrumento
escolbido pelo diabo para puur-te.
Oue mais ?
Desejas muilu saber, marqueza '!
Falla prununciou ella entre os denles. Viile
essa rapariga eillrar na casa ou sabir '.... Mas ha dous
aposentes ani...
Fernando s (cm uraa veranda, lomou Fran-
cisco, lomando um ropo de ponche cm nina bandeja
que passava. Rogerio julcando que uiuguem o nb-
servava, mcllcu ararla de Solauge naatgibeira. As-
lrea vio, c fez ura movimenlu para ebecar-se ao |iia-
no. Francisco releve-a, c senlio-a cslremcrer.
Oh oh disse elle depois deler bebido suc-
rcssivamcnle dous co|ios de ponche, esls enamora-
da, Morgalle?
do seu curso occidental para o Pacifico? Elle o diri-
gira pelo Amazonas para os Estados-Unidos, alini
de equilibrar essa immensa quantidade de ouro da
California e da Australia deque estamos cm vspe-
ro- de ser innundadus.
O Sr. llerndon er sem duvida, como o Sr. Mau-
ry, que a Provideucia nao leve outro fim, creando o
Amazonas, senflo continuar o Missssipi, e que ella
deslinou os Estados-Unidos a motiopulisar o com-
mercio de todo o novo mundo.
O amor da patria he por sem duvida a mais lie-
bre das virtudes, mas pode tornar-se a fonle de lo.
das as iujustiras. Desejar para a sua patria a pros-
peridade e a riqueza be o dever de todo o bom cda-
dao; mas levar a ambicie nacional ao ponto de que-
rer sacrilicar-lhe os iuleresses das oulras nares, Bo-
rneara discordia entre Estados unidos e vizinbos, he
tocar no egosmo que Cicero fusliguu tambern: a A-
quclle que quer puxar ludo para si, rompe e dissol-
ve a sociedade humana. Quam si ai te quisque ra-
riat, diuolvetur omnishumana consortio. (II).
O Sr. Maury nao so contena com excitar a cobi-
ra de seus compatriotas, calumniar o Brasil, enga-
ar as repblicas da America, approva nao sei que
que obscura conspirarlo tramada as sombras con-
tra a paz do Brasil. Cila na sua memoria urna car-
la qne diz escripia do Chile por um cidado dos Es-
lados-Uuidos; nessa caria, de que na cila o autor,
osteula-se sem pudor o desejo de oble?i^raorEs-
lados-Unidos o monopolio do commercio na Amo-
rica do Sul. Juleue-sc por estas ciUfcs:
Depois da iniuha ultima carta lomei conbeci-
niciilo com Chileno de nascimenlo, que Gibbon
ja linha visto cm Cochabamba na Bolivia. Elle *'
he cortamente ura humem hbil. Seguudo elle, o
presidente da Bolivia tem di-posires favoraveis a
nosso respeito, e aillo hesitara em conceder privile-
gios a urna companhia denavegacao a vapor que
lhe fizesse para esse fim proposlas convenientes. Nao
couheceudo na Bolivia oulro individuo com quem
possa enlender-me a respeilo da navegaban d A-
mazonas, uo hesitei em aproveilar esla occasao;
porque nao ha lempo a perder, se os Estados-Unidos
querem assegurar a seos cidadSos o commercio in-
terior d,i America Meridional, ti
Pobre liumauidade, ah a tendes limitada aos ha-
bitantes da Uniao I
Sem dar completo crdito s informaeOesde***
continua a caria, resolv aproveilar-me da influen-
cia que elle linha por certo no presidente da Boli-
via, para apoiar o nosso projecto sobre a navegado
d Amazonas, o obslar o mais que for possivcl a
que triumphe a poltica exclusiva do Brasil. Qua-
rios, lda de 400 bahilanles, situada no confloenle
do Mamor e do llenes, e Exallacao, cidade de
,000 habitantes, sao as povoares mais importantes
que a Bolivia possue no Mamor, abaiso da cidade
da Trindade; eu propuz a que aconselhasse ao
presidente declarar aberlm esles dous porlos ao:
commercio eslrangeiro. Elle achon esta idea lumi-
nosa, c pelo ultimo correo escreveu uo presidente
sobre este objeclo. Assegura-me qus o presidente
esl dispusloa nao fazer nenliuma concesso aos Bra->
silciros, c que u povo americano he o nico, a seus
olhos, que pode levar a Bolivia a riqueza, a forja e
a civilisafio. a
Eslou certo de que o governo da Bolivia abrir
ao commercio eslrangeiro os porlos de Quaros e de
Exaltaro. Tcrcmos ganho nm grande ponto. Esla
medida indicar que s repabliea deseja enlabolar
comnosco relaces commerciaes, e ns poderemos en-
tao exigir que o Brasil nao ponha obstculo ao nosso
commcrciu com ella.
Esla caijla be aulhenlica ou supposla ? Pouco im-
poi la: o Sr. Maury loma a responsabilidad della,
publica-a na sua memoria eapprova-lbc a leuden-
ca. O sed zelo pelos inleressea da Bolivia consiste
em assegurar aos Eslados-Unidos o monopolio do
coinmercij interior daquella repblica; u seu amor
pela liumauidade u8o he mais do que um protesto
para obler nm privilegio exclusivo de navegacio a
vapor paia os cidados americanos. Esle fim he con-
fessado, proclamado, e pde-se apreciar a moralida -
de dos meios que elle emprega para l.i chegar.
Onde nao conduz a patxao ? Haveria injuslica
em recusar ao ofiicial da marnha americana urna
rara penelracao; seus estados sobre a navegarao e
sobre a uirecrao das correnles martimas tem-lhe da-
do urna iepulacao merecida; mas ceg pelo egosmo
nacional, esse espirito distinelo nao recua dianle das
consequencias mais absurdas no ponto de vista das
leis pbv'sicas da nalureza. O desejo de confiscar, se
nos podemos exprimir assim, em proveilo de sua pa-
tria a lavecaca interior de lodo o continente meri-
dional da America, levou-o a formar o projecto clii-
merico do eslabeleccr urna navegacio interior, par-
tiudo da embocadura do Rio da Prala e indo ter a
embocadura do Oreooco, em frente do Missiasip.
O Orenoco tem communicacao com um do af-
fluenles do Amazonas, o Ro Negro, por meio de um
til Cicero. De Officiis, liv. 3 cap. C.
X
Aslrea desprendeu o braro, e crgucu-se dianle
delle eucolerisada.
E quem levarn salva de praladourada ? per-
gnnloo ueste mumeulu u rei Truno ; pois nao pude-
nnmns adiar aqu urna salva de ouro uiassiro.
Nu-sa filbaAnlonia,se o senhor quizer acei-
ta-la, responden a condessa.
E approximando apoltrona, murmurou aoouvi-
do de lloslaii-l'.alofii :
Na curare-a ; Hla adevuharia o que Ibc digo.
e is-u a furia curar... O curaca das rapariga he um
abwno, senhor duque... Nao pude anda ler-lhe na-
da nos olhos ?
O rei Truffe lossio, e proenrou o lenro : linha o
pdico embaraco da virgen) que ouve involuutaria-
menleiima primera ronli-o.
Ah disse a coudessa suspirando, ossenhores
liomens riera disao!...
De que rimos nos ? Bem sabe que n,1u son mui-
to alegre, inhiba amiga...
O senhor affectl nao romprehender, conlinuou
a condessa de Mergos... A pobre rapariga aoffreri
em silenrio...
A excedente mai vollou-se para enxugar os olhos
que nao eslavam molinillos, o re Trulle achava-sc
cunsideravelmente rominuviilo.
Irene i|ue linha levado Antonia para una janella,
dissc-lhe :
Eslou cerla de que elle le ama.
Antonia linha abaixado a rabera.
Observe-e agura que ella nao pode ve-lo mur-
murou a conde.-a a ouvulo do rei Troffe.
E-te arriscas! um olbar tmido, c balhuriou :
Na nimba idade...
Ah senhor duque disse a condessa erguendo
os olhos ao co, s V. Etc. ignora quanlohc ujte-
rioc aos outros liomens !
Calas-te ? insista Irene ; nao lens ronfianra
em mim quesou la amiga?
Antonia lanrou-lhc os brafos em lorno do pescoro,
e disse-lhe desfazendo-se era lacrimas :
He misler que en le falle sem leilcmunhas ; sa-
beros entao ludo... salieras o que meu pai e ininba
mai querem fazer de mira...
iO wbisl lerrainava.
,'Ali 1 liaran, exclamou o vidama de Pomard,
perdemos ainda... est satisfeilo ?
Logicamenle, respondeu Polel, o senhor devia
vollnr aos paos.
Eu linha sale copas na mao sera um.lrumphn !
O senhor conde nio nvenlou o whist, lornou
o bario Polel com ernvidade. He um jogo seno e
profundo... Vou lomar um cupo de punche... Logi-
camenle o senhor cummelleu Ires fallas.
E o senhor barao qnalro !...
He essa a miiiha opiniao... Pode-se ser nm ci-
dado honrado, e uo saber jogar o whist.
A condessa chaman a filha, a qual voltou logo. O
rei Trulle beijot-lhe a mao (remend. De ordinario
beijava-lhe paternalmente a fronte.
Yertamente, dizia comsigo a condessa, Mr. de
Morges nao po.lera perder nem beber todos os mi-
Ihes desle bom duque 1 Isso lie melhor do que espe-
rar a surressao.
Rogerio de Marlroy chegava ao final, e Sensilive
balia o compasso com frenes.
Nao temo-te esla noile, disse o grande Roslan
marqueza, demora-te um pouco, quero saber urna
cousa.
Ooero tambera saber arda cousa, respondeu As-
lrea, cujos olhos eslavam filos em Solauge ; apressa-
le, se queres inlerrogar-me.
Fallaste a Jo3o Touril boje ? perguntou Fran-
cisco.
Oue te importa ? quiz replicar a marqueza.
Cuidado Nao serei contra li, eniqu-nlo nao
me forrares a isso... Fallaste a Joao Toaril ?
Pois bem, fallei.
Marcaste-lhe um poni de reuniaO em Saim
Pierre de Berebere ?
He verdade.
Quieres acabar rom o doulor ?
Falla mais baixo !... interrumpen a marqueza.
O piano, e a voz do cantor fazem muiln ru-
mor, podemos pnis conversar, lornou o grande Ros-
tan. (,'uvc-me bem : nao son alleiroado ,ui doulor...
mas se rahii um cabello daquella ( iudicava Irene )
hei de estrangular-te !
E levantndose, deu-lhe as cosas.
Neme momento a ultima nota rabia da bocea de
Rogerio, c Solauge acaba va o reloruello.
A porla abrio-se, e Fernando e Roberto de Calie-
ran enliuraiusein serem aununciados.
Solauge v io os no espelho que eslava airas do pia-
no, e seus dedos pararam sobre a lelas emquanlo
que sen bello semblante exprima urna admirara
profunda.
Torne a dar-me a rarla! disse tila vol(ando-se
vivamente para Rogerio de Marlrov.
Ilocerio eiicarou os dous recemchegados. Em om
lance de olhos leria podido ler o Sobrescripln ; po-
rom nao qmz, c murmurou offerecendn o braco a
-i.lance jiara reconduzi-la ao seu lugar :
A senhora conserva seu segredo inleiramenle.

iCofiinnar-e-ao-)
Mumann


DIARIO DE PINAMBCO, QUARTA FIRA 7 OE FLVEREIRO DE 1855.
i-anal natural chamado Cassiquiare. lie um ribeiru
l>rofuii(liila!c, inteiramente mpratcavcl aos
barcal rie vapor, e cuja agua corre obro rochedn*
le una torrente. No Orenvcn
ochan radas de Maypurcsc de Atures ia<>
alias como a do Nigara ; o Kio Negro, antes de des-
uso lie mais do que urna louga
serie Para o Sr. Maury os
ulos nao c\islem ; faltava-lhe comturin deseo-
luir entre aguas do Prata o as do Amazonas umii
via do cnmmaitlcacao. Estes dou* rios esta m sepa-
rados por urna alta cadeit de montanlias que parle
las Cordilheirej, e se enlende al o Allanico. O
Sr. Maury nflo seembaraca eom Ulopoucn: a monta-
nha estorva o sea projeelo, supprime simplesmente
"n montanlu.
O que deu causa a essa tonho foi um trecho das
uasen* do Sr. Castelnau : o Urna excursflo pela par-
le septentrional da provincia do Matto-Grosso, dito
viajante francez, offerer.eu-me oecasiflo para deter-
minar a posieao das na-ccnles do Paraguay a do
Tapajoz, e pude contemplar o.s oraros dos dous
matares nos do mundo, o Prata e o Amazona!, sa-
hindosnb nossos pis dan entranha da trra e en-
trclacados um com o oulro... Poder-se-lia taire?
alguna dia eslabelcccr urna rommunicacao enlre cs-
iscae correntes, pois que o dono da casa
eni que estavamo* assegurou-nos ler tentado, para
oseujardim, daar as aguas re um dos ar-
rotos para oleilo do eutro.
Esles delgados fio de agua, que a enxada de nm
j.irdineiro rene e confunde, descera das verlenles
dos ndese tornam-se immensos rios, separados por
altas monlanlias. E porque o jardineiro junlou as
suaj cscenles, o Sr. Maury concluio que era fcil
fazer com os grandes rios o que se fe com os peque-
ros arroios !
a lie anda um problema, diz com efleito o Sr.
Maury, saber se as aguas do Prata e do Amazonas
soronimunicam por um canal natural, como o Cas-
siquiare, que une o Amazonas ao Orenoeo. Enlfln
a navegado interior ira desde Buenos-Ayrcs, no 3.V
grao de lalude Sul at a foz do Orenoeo, no II."
grao de latitud* norte, sob o qual esse rio se lauca
no mar dos Caraibas. Semelliaute navegaeflo traria
.mssos porlos os productos das cosas atlnticas
da America do Sul, e derramara seus thesouros no
mesmo valle para onde o Mississipi traz com suas
ondas o cxcesi de sua producto c de sua riqueza,
n Pe lodo o modo, ou esse canal exisla 011 n3o
eiista, podemos entrever a poca em que a cultura
e a civJsacSo, auxiliadas pelo vapor, se melgaran
no grande valle rio Amazonas ; entilo esses eanae-,
que a naloreza nao acabou, serflo completamente
ios pela arle. O Prata remontar, por assim
~ ttaer-; para a sua nascontc ; a sabida de todos os pro-
ductos commercics sera sobo equador, onde o Ama
zonas se precipua no Ocano.
rdilheira que se eslende dos Andes ao Allan-
icssppareccu; a torrente do Cassiquiare acalniou
i'tiro momento suas ondas tumultuosas ; as catariu-
' Arlares e de Maypurs abysmaram-se sobas
ondas do Orenoeo voz do Sr. Maury. O propie-
tario do jardim d'Eslirado nao suspcilava, regando
llores, o mlagre que ia provocar.
Admitamos que esse sonbo im;>ossivel se realise.
que o Se. Maury nivelle as montanbas e tome dnceis
as ondas das torrentes ; que beneficio resultar dahi
para a America do Sul e para ocommercio cm gcral'.1
e\ ideo e Buenos-A) res ler.lo nunca
inlcressc em fazer sutir seus producios por esses rios
inlcti i ofereccr sempre o Ocano urna
va de oonimunicari" mais rpida, mais commoda.e
menos dispendiosa ? O mar pode laucar as mercado-
ras, da America cm lodos os mercados, ao passo que
o Orenoeo nito desemboca senflo no mar das Aulr
Ibas. Os harcus de vapor que sulcao o Ocano non
lonarao esse grande camiabo do mundo paia
alravessar as recies inferiores do coulinenle e ir ler
ao mar dos Caraibas.
Esta chimern irrealisavel, amigada pela ambicio
do Sr. Maury, nunca poderia ser proveitosa senflo
aos Norte-Americanos; se esse railagre se operasse.
os Estados-Unidos e sua poderosa marinha seriam se-
nhores do comraercio do novo mundo, emquanlo se
alo tornassem scuhoros do seu territorio.
i Sr. Maury rerete que nao pensa scno nos
inlrrpssos da bunianiJade, da civilisarao e do chris-
lianismo Um grande monarcha pronunriou ou-
cslas ambiciosa! palavras : o listado son eu '.
-ulhn da Unilo ollrapassou o orgulho de I.uiz
XIV ; o Sr. Maury faz-lhe dizer arrogantemente :
.-/ hnmanidade son e i \
(I Sr. Maury no fez com ludo sendo erigir em
systema a poltica seguida pela sua patria. Todos
se lembram da expec cao do Japflo. Ogovernoda
Unido queixava-se de aclos de barbaridade comme-
lidos pelos ata.ponez.es as pessoas dos nufragos ame-
ricanos. O Sr. l.vvssohu, que linlia residido no
Japflo por esparo de cinco annos como ebefe da fci-
loria hollandcza, desmentio essas narraciies menti-
rosas, e provon com documentos oflieaes que es-
ses pretendidos agen vos nao passavam de calum-
nias. Mas o Um dos Eslados-L'nidos tinba-se con.
seguido; a mentira birria excitado o enlbusiasmo do'
Americanos; decidise que.se enviasse a expe-
dirflo.
Nao e allegou miis a necessidade de vingar in-
sultos feitos i Unid* na pessoa de algans de seus
eidadflos ; a Unido, lomando a li os inleresses da
;ae.o c da bumanidade, quera, segundo di-
zia, Creer abrir as portas do Japdo ao commercio
em peral.
No enviamos, diz o Sr. Maurv, urna esqua-
dra o Japdo para faier-lhe sentir que ndo be
possivel formar paite do mundo, e viver ao mes-
mo lempo fra dellc. O territorio que o Japdo
ocenpa foi collocado por Dos sobre a Ierra, ndo
lie licito no Japdo l"a-to della por meio da sua po-
ltica, n
O commodore Peiry. cncarregado dessa grande
missao, parti para o Japdo com torcas importan-
tes, orna mo do le ha, lies fragatas a vapore al-
gn brigues ; as Iripulaces desses vasos foram re-
lurradas com 700 hoiacns do desembarque : e no da
31 do marc,o le 1851, depois de longas entrevistas
cornos principes oficialmente nomeados pelo im-
perador do Japdo, i elebrou-ge um tratado em Ka-
nagawa.
A Enropa, cuj causa os Estados-Unidos li-
nbam espontanea e generosamente desposado, es-
perava com impaciencia o resultado daquella expe-
diclo. A soa sorpreza foi grande quando se pu-
blicou o tratado di! Kenagawa. Os nteresses do
commercio m gcral '.inhara sido completamente
esquejados, e o goreroo da Unido, cioso do mo-
nopolio dos Hollaadezes, quz unicamenle lomar
parle nelle. As ccnvences estipuladas deram ni-
camente aos ntrias americanos o direito de es-
tacionar as enseadas de Ilakodade o de Pmoda,
as mesmas coidires que us navios neerlau-
dt/.es !
A Unido nao sc;uio mvsmo o eicmpln da In-
glaterra, a qual, pdr occasdo do tratado do Kan-
i.iin, aproveilou a sua influencia para que todas
as bandeiras se (Bdessm aprovcilar dos favores
cnrnmerciacs e ma itimos que a China lbo conce-
da. A lamosa eepedicao dos .Norte-Americanos
obleve-Mics algumas vanlagens exclusivas, mas ndo
adianleu em nada os nteresses do commercio em
gel.
A eslas palavras de bumanidade e de civilis.irao,
invocadas pelo Sr. Maury. um s clio resporr
dco : fui o do canbdo do Cyanr\ \ civilisacdo!
foi ella qnc espallmu pelo mundo o dogma sanio
ignablade, que con tndio o orgulho do forle c exal-
lou a dign lado do fraco ; foi olla que ensinou o
perdao aos inimigo:, e que releve nos labios do ven.
i'cli. E vos, que vas
dejtVuieaa seidad;s sem defensa, entregis ao in-
lio o que ii canbdo tinba poupado O inun lo
indignado eslrcnnce anda com a iiarracdo das
Irisles facanlias, e a civilisacdo nunca aceitar
como urna horoeoagcm as ruinas fiiniesiHitcs de
l'.rrvtoivn. (Continua.)
(J-irnal do Commercio do Rio.)
"o '
De todas as quesillos submcllidas as delibcraroes
dos oslados geracs, a mais grave sem conlradicao foi
a do fabrico da agurdenle de grdos. A vista do
cresciinenlo enorme, que lein (ido lugar ueste fa-
brico desde o reinado de Gustare III, poca em que
era avaliado em 6 millifies, o ehegnndo hoje a cifra
de 10 millioes de kanucs, ou cerca de 1 inlbao de
hectolitros, os estados seidram necessidade de obs-
tar um nial, que everce urna influencia Uofalal so-
bre o dcsenvolvimenlo pbysico c moral do povo; mo-
dificaram para esle flm ,a anliga legacjlo sobro a
materia.
Para fazer sobresahir mais claramente as altcra-
ees, que lhc foram feitas, eulendemos mostrar qua-
es eram as disposic,5cs oult'ora em vigor.
1. O fabrico da agurdente pertencia exclusiva-
mente aos propietarios ruraes;
2. Cada proprietario, anda mesmo o mais peque-
no, tinlia o direilo de a fabricar;
3. O imposto se reaulava pela grandeza do alam-
bique, segnindo-se porem urna escala graduada de
urna mancira Ido dcsfavoravel as grandes fabricas,
que quando um alambique simples conlendo por
exemplo, 30 kaanes cada kanne val 2 litros 6.S ) pa-
gava 1") rix.. oalro da mesma grandeza, ma* Iraba-
Ihindii a vapor, pagava 100 rx. de banco;
f. O fabrico era pcrmltido pelo espado de seis
mezes no anno;
5. O mximum do um alambique era fixado em
90 1,innes, o mnimum ndo exista.
Esta lei feita para favorecer a pequea industria
ilos camponezes, que sj julgava menos prejudicial
que ^ das grandes fabricas, leve os efleilos mais de-
sastrosos. O nomero dos alambiques elevou-se a ci-
fra incrive!. Em 1852 havia :if,000 em aclvidade,
e a quantdalc de agurdente fabricada no mesmo
anno be calculada em um inilbdo de hectolitros para
urna popnlaciio de 3,500,000 habitantes.
Ndo obstante esta enorme produeco, as receitas
do eslado s chegavam a 500,000 rx. bco. O impos-
to ndo era pois sendo de 2|3 de skilling por kanne.
He para por um termo a urna legi-lacao Ido fatal aos
inleresses do paiz, que as Ires ordens adoptaran) as
disposc,ftcs seguidles, apesar da oppusi(3o dos cam-
ponezes:
1. O fabrico da agurdenle he dividido cm duas
elasses, a pequea producrSo c as fabricas.
2. A pequea produco lem lugar por meio do
maissimplcs apparelho o sem o soccorro do vapor.
A produco diaria he calculada cm 5|6 do conlcudo
do alambique, cujo mnimum he de 12 c o mximum
d' 20 kannes;
3. Esle direilo de pequea produedo pcrlcncc ex-
clusivamente aos campos;
4. As fabricas podem ser eslabclccidas ndo s nos
campos como as cidades;
5. O fabricante pode empregar esta ou aquella
machina, que julgar conveniente, mas o minimum
da produedo diaria he fixado cm 300 kannes, o m-
ximum em 1,(XX) kannes;
6. Um fiscal emp regado do estado, lio addido
a cada fabrica, pago pelo fabricante;
7. O imposto para as duas elasses he de 10 sklln-
s banco por kanne, e deve ser pago adianlado cada
quinzeua;
8. O fabrico s he aulorisado por dous mezes no
anno;
9. Os governos das provincias, os magistrados das
cidadus o clero, os juizes, os empregados civil e os
rendeiros dos dominios reaes ndo podem tomar parle
no fabrico da agurdente;
10. Fnalmenlc as tabernas pagam 12 skillngs ban-
co de imposto s communas por cada kanne de a-
guardente, que venderem, e ndo podem ser laxadas
em menos de 400 kannes.
Esta nova lei he um inmenso beneficio para o paiz
e deve-se esperar, grecas a eslas disposicies bem
calculada^, poder-se diminuir considcravelmenle o
fabrico da agurdenle de graos e de hlalas, pou-
pando-se assim urna grande quantidade do ccreaes,
restringindo-se o consumo desta bebida malfica e
augmentando coa 2,50j,000 rix bco. as rendas do
eslado.
O imposto territorial lambcm foi da parte da Dic-
ta o objecto de modificarnos desejadas ha muilos
annos. Pelo systema anligo, o numero'dus artigos
para pagamento do imposlo se clevava a duzentos e
nvenla e cinco; boje esla reduzido a seis arligos
principaes: o trigo, a mauteiga, o fono, o toucinho,
a carne e o ferro fundido, ea urna somma de di-
nheiro correle, equivalente a todos os pequeos
artigos. Deste modo o contribuinte pode melhor co-
nhecer a somma de seus impostes, ao mesmo lempo
leda a exacc/io dcsapareceu pelo direito, que tcm a
pessoa laxada de tornar a comprar os artigos poj
um preco rnedin calculado sobre bases mdicas.
As modificaees feitas no systema das alfandegas
pela abolicdo de certas prohihc,oes inscriptas na la-
rifa, lerdo sem diivida por efleito diminuir as impor-
taces illicilas, e trazer para o Ihesouro publico ren-
das mais consideravis, sem com i.slo prejudicar as
indiislrias nacionaes; os estados pelo contrario pen-
saram que a concurrencia com o c-jlrangeiro llics im-
primira um novo dcsenvolvimenlo.
A prsenle Uialn oceupou-se de um modo espe-
cial das quesillos relativas ao cstnhclccimeulo dos ca-
minlios de ferro ; vi lou crditos ronsi leravcis para
collocar o estado em posirdo de execular as duas 1- Pos,as P1"'" Prussia.
l'inalmsnlc para terminar esta expolelo summa-
ri i dos trabadlos da Dicta durante a sesslo nasu la,
ndo se deve esquecer as alterarles feitas por ella na
applicaco das leis penaos. Um como. nppressSo
ilas lanas desusada, os atontes c a con filtro publica
do deli-io ii igreja, e as re dueos feitas nos impos-
los sobre a renda que diminuta melado para os in-
dustraos, e dous tercos para os empregados. Alm
disto o preco dos diplomas, ouli'ora ao elevado, foi
consderavelmenle diminuido,
Deoutro lado, a Dicta se vio na necessidade de
volar crditos importantes para as necessidades do
momento. He assim que o orcamenlo annual rece-
bou urn augmeneo de 350,000 rix. Concedeu cr-
ditos extraordinarios de 2,OVi,000 rix a idparti-
cdo da guerra; alem disto 2,500,000 rix forcm des-
tinados a conservadlo da neutralidade cm ultimo lu-
gar 2,500,000 rix para a defeza do reino. Final-
menta 50,000 ri\, foram postes a disposicao do go-
veruo para as despezas, que occasionara remessa dos
productos de origein sueca a exposiedo uinversal
do Pars.
Os resultados obldos pela Dieta de IS'. lhc asse-
sornro um bella pagina na historia da Sueca, eo
paiz desejar que as Dietas que devem sucredcr-lbe
Iragam a discussao dos negociosa mesma calma e o
mesmo palriolismo. ( o Moniteur.)
l-.is-aqui pouco mais ou menos o texto do despa-
cho, que com dala de '.) de novemhro, dirigi o Sr.
do Ru! ao conde Esterbazy, emhaisador da Austria
em erlim, cm resposta n nota prussiana de .'0 de
oulubro.
Este imporlanlc documento fui transmillido a In-
dependance llelijc, porseu correspondente de Franc-
fort.
o O Sr. de Bunl lemhra que o gabinete de Berlim
responden i sua communlcacdode23 domez passado,
com um despacho, que llie fui informado pelo Sr.
de Arnin, e cuja copia Tai junta a esle. A eommu-
nicacan de 23 de oulubro exprima o sincero desejo
da Anslra, de ohler para si o seus confederados al-
lemdcs, garantas, que a unido decidida da Austria e
da Prussia, na vontade como na acedo, podem s-
mente assegurar a luda Allemanha. Foi ueste senti-
do que o gabinete de Vicua examnou enm a mais
escrupulosa altcnrdo a nota do Sr. bardo de Man-
teuffell.
A Austria felicta-se de ver que os elementos de
harin>nia o intcllgencia, cnnfnlos as precedentes
deelaraees do gabinete prussiano, rcvcslcm urna
forma mais clara c mais pronunciada. A Prussia
mostra-se disposta, como a Austria, a rejeilarno pas-
sado as divergencias de opinies. que li:i\iam rom-
promeltido malta lempo o valor e os eircitos do Ira-
lado de 20 de abril, c a lomar as resoluroes, qno as
cirrumslanrias arluaes posam reclamar della, por
causa da parle que lem na alliauca (olTensva e de-
fensiva) de 20 de abril.
Em considerando desla disposicao da Prussia, o
gabinete de Vicua, em suas inslrurcocs ao bardo de
Prokesch, communicadas como projoclo ao gabine-
te de Berlim. recommnndou que evtasse o mais
que fosse possivel, as discusses esteris sobre o al-
cance das obrigaces. j contratadas m virludc do
tratado do 20 de abril, propondo ao mesmo lempo cm
Ires pontos o projeelo de urna dersao federal,tal co-
mo Ibe parecen de urgenlc necessidade para os Inle-
resses da patria cnminum alienado, no eslado actual
de cousas.
Ile.pos, eom vivissima salisfaedo que a Austria
vio n.isproposlas felas pelo gabinete de Berlim, em
reposta communicardo precitada,que os tres pon-
tos em qneslaosdo reproducidos em suas disposices
esscneiaes.
O gabinete de Vienna est salisfeito de ver ncsle
accordo urna garanta da direrc,do dos esforcw para o
mesmo fim, pelos quacs as duas potencias allema--,
procuram ohler a solnc.io das graves romplicarfics
do momento ; porm, rinanto mais a preco di a este
accordo da Austria e da Prussia, tanto mais espera
que o gabinete de llprlim nao querer insislir sobre
condires e reslrijes de pura forma, que diminui-
riam mui provavelmcnle as probabilidades de um
promplo rcslabelecimcnto de paz, e poderia al na
serie dos aconii rimemos, compromeller os inlc-
reases mais importantes da Austria c da Allema-
nha.
O gabinete de Vienna nenhnm desejo lem de cm-
prchender discnjMBes de simples formulas, quando
a situaedo he ido grave ; enlende, pois, ser de pou-
ca importancia evaminar-se, para as dsposicOes, que
se devem lomar, he melhor cscolhcr a forma mais
simples deuma deeisSo federal, ou antes que a Aus-
tria c a Prussia so enlcndam entre, si sobre as dispo-
sices, que lomarem. submellendo-as depois Dicta,
com quanto adopeo desla ultima forma ndo pa-
rece necessaria, depois que o tratado de abril tomou
mainr exlcnso, por causa da entrada da Confedera-
dlo, e lornou-se relativamente a sua cxccucdo e a
sua nova extonsdo eventual, o objecto das discus-
ses, que a Riela poder aceitar de ronfnrmidade
com a constiluicdofcdcral.
Mas de oulro lado, consideraces imperiosas im-
pediiam que a Austria aceilasse, debaxo de qual-
quer forma que fosse, erupenhos contrahidos. obri-
galorios nosenliiln das diposi;es addicionaes, pro-
espera que o gabinete russo ndo se Iludir sobre os
motivos, que llie llzcram aconselhar a aceilar;do vo-
luntaria das quatro garantas pedidas sem condi-
res.
S. M. acompanha com seus votos (odas as lenla-
livas confidenciaes que a corle suda do despacho do harao do Mantcuflel, lem feilo
ltimamente ncsle sentido junto do gallineto de Sdo
Pclershurgo. Se estes comedios ndo forem bem suc-
cedidos, ndo seria fra de proposito um convite feito
llussa em nomo da confodcraeSo, para aceitar as
bazos da paz ; mas a respailo da Austria, ella ndo
pode resolver-se a urna tentativa deste genero sendo
dcbaiio de corlas restricoes, porque as circumslan-
cias acluaesclla leria um carcter gravissimo.
Eventualidades que so prendem nccessariamenle a
esta tentativa, a siluacao creada pela nao accitaedo
definitiva da paz, os casos cm que urna offensiva se
lornasse inevilavol, sdoonlros lautos assnmptos, pou-
c" proprios de scrcm levados Dicta sem urna deli-
licracdo confidencial anlecipada entre osgovernos dos
eslados allemaes. O gabinete prussianoconvir sem
duvida que a queslao de um semelbanle convito de-
cisivo, feila ao gabinete de Sao Petcrsburgo, deveria
ser tratada fura das rcsolucies, em que a Diela se
lem de oceupar prximamente.
O governo austraco deve pois desojar que, lias
resoluces federaes que se vito tomar, nem as conse-
quencias da aceitaran das bases preliminares, nem
as da refusa dolas, sejam o objecto de disposices
obrigatiiras. Deve desojar que nao lhc mponham a
condiedo de submelter a liberdadc de sua acc,do, re-
lativamente s resoluces evenlu.ies das parles belli-
^eranles, a reslrices, que a liinilem de um modo
positivo. Seus deveres para scu proprio imperio,
sua posic.o na Europa, nao Ibe permllem dizer an-
lecipadamentc que, se a llussa declarar-se prompla
para negociar sobro as bases dos quatro pontos, qual-
quer que seja a marcha dos aconlecimenlos nao po-
llera deliberar sobre exigencias ulteriores, quefossem
fcilas Russia. (iarantias geralnrente rcronhecidas
como tacs, urna eonclasSo real da paz, podem so-
mente satisfazer s suas necessidades. O governo
nao pode reconbecer, como exercendo una influen-
cia nbrigaloria por suas resoluces. o simples fado
do ofTnrecimonlo da paz, feito de um ladoe repellido
do oulro, qualquer que possa ser alem disto sua op-
niao sobre una tal ronjcclura. Se as nliiima alleracdo haveria na siluacao actual, a ndo
ser o ficarelle obrisaloiament reduzido a essa neu-
tralidade forrada, que ja tem tantas vezes recusado
aceitar para a Austria ; entretanto que as potencias
beligerantes cunliniiariam a obrar em toda liberda-
dc, 6egiindoseiis inleresses e os lins da guerra ou da
paz.
Por Indos esles motivos parece muilo mais conve-
niente que a decsao da Dieta fique restricta aos Ires
puntos que o governo austraco propoz. Elle nutre
a esperanza de que a Prussia ndo recusar apreciar
seus motivos em um espirito imparrial e amigavcl, e
se ella dero scu conscntjmcnto, estar disposlo a fa-
cr jusra ao scu desejo de perfeita intediaeiicia, e
,|0 qnc j den urna nova prova, communcando en-
tripadamente ao gabinete de licrlim, as inslrurcs
redgidas pelo bardo de Prokesrb. O governo aus-
traco est agora em estado de esperar as resoluces
da Prussia o da confederaedo germnica.
He por isto que elle communca immcdialamcnle,
as sobredi tas nlruces e o prsenlo despacho a lodos
os governos allemaes, c sinceramente se regocijar,
se llie for dado saudar um acto'glorioso para torios'
um aclo de harmona federal, que livraria a Austria
e toda Allemanha das ansiedades, que ate aqu tcm
pesado sobre todo?. O governo esta persuadida de
que para o conseguir, be bstanle smenle pouca
cousa desse impulso, que a Prussia pode dar por meio
dessa grande c legitima influencia, que exerec anda
entro os confederados allcmdes ; finalmente exprime
anda urna vez sua firmo seguranca de que achara o
gabinete prusiano disposto a dar a seu representante
junto da Dieta, iattrocfSes anlogas s suas.
O conde Eslcrhazy se dignar de dar urna copia
do presente despacho ao bardo de Mantcuffcl.
a De Buol. a
Jmtrnal des Debis.
prompla couclusdo dcsle importadle negocio, no
qiilhe guiado pela grande parlo que loma nos in-
leresses prussiauos, e allemaes o ao mesmo lempo nos
nteresses geracs da F.uropa, o confia que seu augusto
adiado, S. M. o imperador da Austria o approvar
e conslrhuira da sua parte.
Aguardo pois com o mais vivo interesse os des-
pachos do V. Exc. e o resultado do seus esforrps.
a Aceite V. Exc. etc. JUanteuf/el. n
(dem,)
O Alomlcur Prmsien publica, segundo a Gazet-
le de Kwnisberg, o textorio ultimo despacho prus-
siano de 15 de novi-mbro, dirigido ao conde de Ar"
nn, embalxador da Prussia cm Vienna. Eis-aqui a
*A
abas principaes de Stocknlino a Golhemburgo, e de
Malino a Jxnka?ping, d vendo esta ultima chegar
depois a capital. Alem disto adiantou sommas im-
portantes s companhias particulares que se cncar-
Pelo projeelo prussiano, a Austria deveria com-
promeller-sc por urna convenco formal, conjunta-
mente com as oulras parles contratantes, a dirigir ao
gabinete de San Itlersbbrzo um novo convite para
regenm das linhas secundarias, lie este um resul- aeeitar iis hases,la !"* ^ndo apenas o resudado de
jado que merece ser mencionado, se considerar-se | "ma "medanle tentativa, que leria de decidir, se a
que a Suecia tcm sido privada at destas vas de
RESUMO DOS TUABAI.HOS RA DIETA SUECA
DE 1853 A iS.il.
\ Dieta que ac ia de (Indar, ficir conhecida nos
s da Suecia como urna das mais impnrlanlcs,
que tem havido dipois de ISijO. Reunida no mez
de novemhro de'<5.'l, nssieiiaiuii sua longa durar.io
communicedo lio derramadas no reslo da Europa.
Ndo pudendo os recursos do paiz salisfazerem a
execurao de tao grandes trabadlos, a Diela decidi-
se pela primeira vez recorrer ao emprcslimo, aulo-
rsando a emssdo de uin cerlo numero de ttulos ga-
raiitotos pelo esta b. A Dicta merece felicilares por
ler (oitjado esla resolucdo, que faz entrar o paiz em
um rovo caminho, que lhc facilitara os rucios de
rcalisar emprezas Ido cuslosas.
Enlre os raelhuramculos maisutes decretados cm
I85i, devemos citar: a nlroriucrao do systema de-
cimal nasmoediis, pesos e medidas, do primeiro de
judio do anno prximo, o cslabelecmeulo de um
porte de cartas uniforme para todas as provincias do
reino (i skillngs de banco por carta simples), assim
como o emprego dos sellos de isenrdo e das lettras de
cambio sacadas sobro a adminslrardo dos correios.
Se a adopedo destas duas ultimas medidas diminuta
de 115,000 rix bco. a renda annual ria admini'tr.irfiu
dos correios, o publico ganha com isto pela rommo-
riidade e seguranca de suas correspondencias.
Existe na Suecia urna lei snliquissima, que obriga
cada proprietario rural a cercar soii- propriedade,
iilim de a garantir dos animaes perlcucenlcsaos visi-
nhos. Esla le acaba de ser modificada, c os eslados
adoptaran! para o futuro o justo principio de que ca-
da um he obrigado a vigiar scu gado para que nn
causo prejuizos as Ierras de oulrem. A mortifica-
ran da legislando ncsla materia merece oreconbeci-
meiilo dos agrcullorcs, c ella tero cerlamente por
efleito previnir a deslruicao inaudita das aores no-
vas, quo eram ompregadas na conslruccao de ccrcas-
e contribuir para a conservaedo das florestas.
O cnsino publico, os hospilacs e as quarentcnes,
foram igualmente oobjeelo da soliriludc particular,
dos estados, que propozeram no re a promulgarlo de
um rcgulatnento sobre as escolas publicas, segundo
as husos precedentemente approvac'as por ellos, de
accordo com S. M., afim do melhorar o ensino ele-
mentar. Conceileram ao mesmo lempo 100,000 rix
para conslruccdc de edificios para escolas em mul-
las cidades. Urna somma de meio milhao foi conec-
did i aos ho-pilaes, urna grande parle desta somma
be destinada a soccorrer os alienados. Relativamen-
te legislaran saltatoria, modificaran! de modo que
concillarse os inleresses dos viajantes com as medi-
das priservadoras do contagio.
Se examinarmos agora o que foi rcilo pela Diela
para melhorar as instituirnos de crdito, ver-se-ha
que ella publican um rcgulamento mais completo
do que aquelle que exista anteriormente sobre a au"
toi idade dos livros o cuntas de commercio. Nolam-se
anda ajteraccs na organisaco do banco publico,
relativamente aos fundos destinados aos empresti-
mos, Bnalinente deve-sc-lbe a publcaedo de urna
nova le sobre os bancos particulares.
Dcve-se mencionar ainda enlre as novas disposi-
ces adoptadas pela Diela, aquella pelo qual os
Allemanha se obrigaria ou ndo, a defender posi-
Cao da Austria nos principados, e se lhc deixaria ou
ndo toda a liberdade de acedo a respeilo da Rus-
sia.
Nem as condices, das quacs sequer fazer depen-
der a promessa de urna defeza coramum, nem as res-
Irires que se podem fazer as rcsoUii;oe9 even-
luaesda Austria, ibe parecem sufficicnlemenle jus-
tificadas.
Porque razo lhc seria concedida a assistencia da
confederaedo s no caso em que a Russia repedisse
anda nina vez as bases da paz'.' Suppondo que a
Russia as aceite, c que as polcaras occidentaes re-
cusen] entrar em negociares, c a guerra continua,
ndo seria a t irefa da Austria manler-se sempre nos
principados"! E porque aiotvn n:,o deveria contar
neste caso com o auxilio da Allemanha?
Fazer depender desde j o concurso das parles na
alliauca dos aconlecimenlos futuros das deelaraees
da Russia c da interpretarlo, que os adiados fi/.es-
sem della, seria tirar de ante-mdo una parle de sua
importancia s tentativas, que poderiam ser feitas
em San Pclershurgo. As npinics sobre os dircitos
c iibrigaccs, que resullam do tratado de abril, tor-
naram-sc j.to divergentes, que he para temer que,
a Russia ndo csteja cin eslado de fazer nascer novas
conlroversias como auxilio das deelaraees vagas ou
susccpliveis riediversas,inlcrprelarcs. A Austria
leria, perianto, justos motivos, para niio compromcl-
ter-se formalmente a fazer em roinmum tentativas
deste genero, ao menos todo o lempo, emquanlo os
g .vemos a'.lemdes nao lizerem com ella um s corpo
poderoso,capaz de acedar lorias as con-equencias ul-
teriores dessas tentativas.
A conduela da Russia, como o gabinete prussiano
faz observar com razdo, excrcer sem duvida nenbu-
nia una graudissiina influencia sobre a medida, em
que a Austria poder reclamar o auxilio de seus al-
ijados.
A Rusua poder tomar resoluces pacificas, dar
garandas contra todo o ataque de sua parte ; pode-
r dasle modo arredar ria Austria o perigo, com que
a amcaca sua allilurie actual; mas ella (era lauto
mais motivos para o fazer, quanto mais intima e
mais segura for a alliauca da -Vlleniaulia. *
le justamente dcbaixo deste ponto de vista que
parece neceasario ao gabinete austraco cslender a
asistencia roinmum da Alleinaiib.i sua posifSo nos
principados, sem faze-la depender da accitardo ou
da recusa das bases da paz pela llussa.
Ka pralica, a necessidade destas rcslrccs parece
existir Ido pouco, quo pelas propostas da Austria, a
Dicta conservara o direilo de pronuncia,-se, confor-
mo as circumstaacias, sobre o ero do perigo que
ameacasse e sobre o caso em que a cooperardo mili-
lar Ibe seria dada.
por melhoramento! de grande utilidade. As qrjes- i Judoos, quo outr'ora s eslavamautorisados para ha-
i de agurdente, aos cami-! bitarem r.as cinco maiores cidades do reino, siioago-
impnslo, a tarifa, ao crdito pu- i ra admiltidos aresidirem livremcnle em todas as c-
blico. lis loedas, loram discutidas c adoptadas no
lo o mais lic.-al, 'leas difiiculda les
Arenles a forma, lio complicada d represenlacita
nacional.
. quando a-re no | ai/., c aquella que iscnla
os camponezes da Dalecarlia di mitiga obrigacau de
fornecer mina do alum preslacOes em especies,
ni lo cm productos das florestas.
Finalmente, anda que a Russia, pelo modo por
que lem recusado examinar as propastas de paz, que
Ibe lem sido fellas.lenha collorado a Austria na "m-
possibilidadc d ;, em seu interesse, insitlir sobre as
propostas declinadas por ella Ido cathegoricamente
com ludo nao esl as nslrucr/i.s de S; M. o impera-
dor da Austria excluir toda circumstancia, cm que
certa lenlaliva, poderia ser feila junio do gabinete de
Sdo PetersbnrgO) tic accordo com a Prussia e com a
confederaedo (ermanica. \s exigencias de sua posi-
Co obris'riara al a Auslria. S. M. o imperador
sua Iradurro :
V. Exc. ja conhece, gracA's\ hondade do Sr.
conde de Buol, a resposta do gat/inclc imperial s
nossas piopostas de 30 desle mez. O conde de Es-
terbazy comrnuiiicou-nie igualuanle o despacho,que
llie foi dirigido com dala de 19 dcsle mez,e euvos en-
vi a copia junta para completar os actos diplmam-
eos da cmbaixada de Vienna.
n Tivemos grande satisfaeo de ver que o gabine-
te austraco apreciou o vol sincero de um accordo
que nos gniou em nossas prppaatas de 30 do oulu-
bro ; e tanto mainr foi o nossocontentsmenlo julga-
mos ver na impresso gcral, que produziram em nos
as observace, pelas quaes nos respondeu, a con-
vicedo desejada e esperada, de que as duas alias cor-
tes esldo suuicientemcnle ris accordo sobre os metas
e o fim de sua posiedo commum para com as grandes
quesles, que se referem complicacao oriental, pa-
ra poderem fazer consezuiutemente propostas com-
imiiis aos nulros seus adiados no seio da Diela.
h Levado pelo desejo de faze-lo o mais cedo pos"
sivel, temos examinado com a inaior allenrfio as ra-
zos, que o gabinete austraco entendeu que devia
oppor a mancira porque linh.lmos formulado urna
riecisdo eventual da Diela. Neste exame livemos
em grande conta os respeitos quo a Austria deve
sua posiedo europea e s obrig ires nascidas della.
Creio que ndo deve entrar em pormenores a esle res-
peilo ; vejo-me obrigado somente a dizer que be
por um erro, que se Itm jolgorio querermos declarar
os quatro ponlos exclusivos c abolulamenlc obriga-
torios para mis o nossos adiados em lorias ascircums-
lancias, c havermosquerido atar a Auslria neslesli-
milcs.
O artigo 3 de nosso projeelo pelo contrario, li-
nlia cm vista o caso em que novas exigencias fossem
formularias no interesse da Europa, c estipula que
neste caso se tomar antccipadamcule una resolucdo
em comiuum. Porlanlo eremos que, se a Austria o
accilasse na formula de urna icsnlucao da Dicta, o-
lirarm no espirito do tratado de 20 de abril; mas co-
mo disemos, apreciamos as consideraces apresen-
ladas pelo gabinete do Vienna, c entendemos que
devamos, lano quanto permillisse a sustontac,o de
nossas proprias convicres, arredar do novo prcjeclo
aqu junto c approvado por S. M. o re, ludo que po-
ilcssc estar cm contradicho com o molo de ver da
Austria, e adoptar quasi vcrbalmentc os tres pontos,
que a Austria formulou por s mesma no projeelo
de inslrurcao ao representante do imperador na
Dieta, projeelo este que nos fui communicado, de
modo que podemos contar com mulacoiifianca, que
oSr. bardo de l'rokescli sera aulorisado a pronun-
ciarle a favor dcsle projeelo no seio da commissdo.
u S. M. dignando-sc de consentir, como Icnbo di-
to, em semedianlc resolocfioda Diela, o faz na con-
vieco ricqtie para evitar as riiscusses eos votos con-
trarios, esla resolucdo nao poder' ser lomada seno
depois de ler sido precedida de um artigo addcio-
nal, que estipule a protcrSo ria Auslria nos principa-
dos, que, conforme declara o mesmo gabinete im-
perial, excede o principio primitivo do tratado de
abril.
A respeilo da redacelo desse arligo, S. M. orde-
na tambem quo se evite o mais que for possivel, lu-
do quanto possa rclanlar a sua inlelligcnria. Desla
consderacao dominante rcsullou o projeelo annexo
igualmente approvado por Si M., o qual V. Exc.
communicar ao Sr. conde Buol, fazendo-lhe saber
qnc, se S. M. o imperador da Au-tra o approvar,
\. Exc. esl autorisade para assigna-lo immcdiala-
mente com o conde lluol. Se preferir-se em Vien-
na que a assignalura tenha lugar aqu, ser fcil au-
torizar pelo lelcgrapho o conde Esterbazy para as-
signa-lo comigo. As formalidades dos plenos pode-
res poderlo ser precnchidas depois.
No caso em que o arligo addicional seja assig-
nado, deve ser communicado iminedalamenle aos
vossos adiadosademdes e aos vossos representantes
em Francfurt ; a aceitacao desle artigo ndo exige cer-
tamejile tentativas iilleriorc. sendo o trabadlo da
commissdo que tratar delta muilo simples, por-
quanlo ndo lem de formular suas propostas, refe-
rindo-se a elle, c se estas proposlas fazem a consc-
queucia rie um projeelo eombindo enlre a Auslria
e a Prussia, poriem ler a certeza de serem aceitas
unnimemente na commissdo como na Dicta.
Digne-so V. Exc. de levar inmediatamente ao
conlierimcnto do'gabinelc austraco o presente des-
pacho e as pecas, quclhe vilo auuexas. S. M. em-
prega a maior solicitude cm que sa cheguc a urna
ESTATISTICA COMPARADA DOS CEGOS\E
DOS SURDOS MUDOS EM FRANCA.
At aqui s por aproximaran he que se tinba po-
dido determinar o numero dos cegos e dos surdos-
mudos em Franca. O ullimo censo oflicial araba
de preciu her esla lacinia, a presentando a esle respei-
lo dados, aos quaes os censos subsequentes ajuntardo
cm mais alto grao de exacliddo ; porque, como se sa-
be, he pela verificaedo dos mesmos fados em certos
inlervallos regulares, que se descobre ese eslahelece
a verriarie em eslatistica.
Seja como for, os resollados obldos cm 1851 apre-
senlain j alguns dados comparativos mudo curiosos-
os quacs nos propomos apnttnlar a a I tened o pu-
blica.
O numero lni.il dos cegos he.....37,606
0 n de sardos mudos 29,512
Relativamente a popqlaco:
1 ceg sobre...... 950 habitantes-
1 surde-murio sobro 1,212
islo he, conlar-sc-hia nina quarla parte de cegos
mais que de urdos-mudos ; dsproporcao enntide-
ravel, que anda nao leve lujar nos pazes, onde se
lem procedido a loes invesligacbX. Em geral os nu-
merns sdo pouco mais ou menos equilibrados, e algu-
mas vezes lio o dos surdus-mudos que se lem adiado
mala elevado. Assim na Prussia, que he paiz on-
de os censos parecem ler sido feilos com o maior cui-
dado tiestas duas claasaa de valetudinarios, achou-se
ha poucos annos I ceg sobre 1,378 habitantes c 1 sur-
do-mudo sobre 1,269 ; donde resulla quo o numero
dos surdos-mudos he que excede aqui cerca de urna
duodcima parle.
Se compararmos estes dados relativos Prussia
com os que aprsenla nosso paiz, ver-sc-ha que ha
no reino allemdo menos surdos-mudos e mais cegos
duque cm Franca. Em somma, ha muilo lempo
que se estabeleceu, rclilivamcnle aos cegos, que o
numero augmenta medida que se caminha das
regies contraes da Europa, para o polo ou para o
equador. Esle principio ada sua applicar.lo nos cal-
culos, que allribucm mais cegos Franca do qno i
Prussia. Como abaxo se ver, no seio mesmo da
Franca, o numerse eleva na regido meridional ; da
outra parle, he constanlo que a proporcao do nume-
ro dos cegos he muilo maior as latitudes polares do
que as zonas temperadas. Assim couta-sc na Nor-
wega 1 cego sobro .)O0 a 000 habitantes, ndo sabemos
arelaco dos cegos para a popularan nos pazes \i-
sinbos da linlia equinoxial, mas ludo faz crcr que o
scu numero he muilo elevado.
Kclalivamcntc aos surdos-mudos, be outra lei, que
0 esludo dos faclos lem demonstrado : o numero dos
surdos-mudos cresce nos diversos pazes na razo de
sua stuarao mais ou menos elevado cima do nivel
commum, de modo que as reaics montanhosas
apresonram sempre irwiur numero, do que as plani-
cies. Tem-su reronhecido, por exemplo, que cerlo
cnido da Suissa cncerra relalh ament, quatro a
cinco vezes mais surdos-mudos do que a Franra me-
dia. Urna prova forlissiva vemcui apota desta sob-
s ervaeso.
O censo de 1851 nao determina,nem o sexo nem a
dado dos cegos c dos surdos mudos francezes. In-
formal/es precisas sobre esles dous pontos, feitas no
eslrangciro, Irouxeram interessaiiles resudados. Des-
le modo sabe-se que, quando se faz o censo de um
paiz, acba-se sempre mais mulberes que homens,pos-
to que nascam mais meninos que meninas; pois bem,
he justamente o contrario, que lem lugar, quando se
trata do cegos c de surdos mudos. O numero dos
individuos do sexo masculino aneciado de urna des-
tas enfennidades excede cm mui grande propongo
na Prussia e.nos pazes limilrophcs, coulara-sc 100
bomci'.s cegos para 87 inutheres cegas, 100 sardos-
mudos para 76 surdas-mudas I
Sobre a idade eslabelcccu-se igualmense urna com-
paraedo muilo curiosa. O surdo-mudo o he desde o
herco, emquanlo que urna pessoa pode cegar em lo-
ria a diirar.o da vida. Dahi resalta naturalmente,
que devd haver relativamente um nomero muilo
maioAde 0BCOS surdos-mudos que de muros cegosv
1 mi Jlljilo, lem-'e calculado que no reino, que j.,
nos lem fornecido oulros dados inleressanlcs, sobre \
Notemos os resultados mais importadles que re-
sullam deste quadro.
Relalivamenlc aos cegos, se ronlai mos dos riezese-
te grupos tres zonas de modo que formein com re-
gul.ai idarie, excepto um pequeo numero de depar-
tamentos que se achara eneravadoscoin urna perfeita
exacliddo. 1. urna regido septentrional composta
dos 1, 2, 3, 5, 6 c8 srupos ; 2." urna regido cen-
tral, dos 4, 7, 9. 15, 16c II; 3., urna regido meri-
dional dos 10, 11,12, 13 c 17, obleremos as relaces
segiiintn :
Regido septentrional 1 cego sobre 915 habitantes.
central. ... 1 (j].-, ,
meridional. .1 gjg ,
Donde resulla esle Tacto singular que o cegos es-
ldo distribuidos em Franca, como o eitdo em nosso
hemispberio boreal, islo he, na parte central he onde
se conta menos, c na parle meridional onde se con-
ta mais.
Com effeilo he digno de observarse que nos paizes
da Franca, que sdo considerados como menos adan-
lados (Potou, Berry, Auvergue, e!c.\ onde o movi-
mento industrial he pouco pronunciado, e a popula-
cesdos campos be geralmcnle enllocada em conrii-
So baslanle deslavoraveis. conta-se lodavia menos
cegos do que no norte, lio que nesta regido, lar
principal do movimento industrial da Franca, cau-
sas bem conhecidas Irazein. para as cidades especial-
mente, afleceeg Consecutivas da cegu ira enlre a
populaco operara. nanlo ao desfavor de que go-
za a regido meridional, ella he conforme ao princi-
pio, que cima estabelecemns e Ibe servira, em caso
do necessidade, de eonfernarao.
Relativamente aos surdos-mudos estableceremos
oulra divisdo de grupos; formaremos de algumasor.
le a cinta oriental c meridional da Franca, das Ar-
rien as aos Pyenneos, cuniprehendidos os Vosgos, o
Jura, as Cevennas, etc., reuniudo os grupos abaixo,
a saber : os G, 7, 8, II, I>, 13, 11, 16 c 17, c com-
poreuios urna regin occidental dos 1,2, 3. i, 5, 9,
10 e 15 grupos.
Ora as relaces se cslabelcctm [como se segu:
Regido oriental. 1 sobre 1,081 habitantes,
i) occidental. .1 1,402
Desle modo, cm lodos os paizes monlanhosos do
nosso paiz, o numero dos surdos-muilos be quasi um
terco mais que nos paizes planos, resultado perfeita-
mente de accordo rnmaquedes que foram verificados
em diversos paizes cslrangciros, assim como dissemos
mais cima.
Comparando entre si os grupos as duas calhego-
rias, rcconhcce-se que ha mais cegos do que surdos-
mudos nosscle grupos, 2, 3, 5, 6, 10, 12 e 13, mais
sardos-mudos do qnc cegos nos cinco grupos 8, II,
11, 15 e 16 e a proporcao he pouco mais ou menos a
mesma nos cinco grupos rstanles, 1,4,7, 9e17.
Quanto a este ullimo grnpo (Provcnca1! nolar-se-ha
'lii.inlo he pouco favorecido dcbaixo desta dupla rela-
$ao,porisso que oceupao ultimo lugar i dativamente
aos surdos-mudos e o primeiro a respeilo dos reg.
A Corsega, onde as relafOes siio nimia mais riesfa-
voraveis em orna c outra cathegofla, vem depois do
paiz.rio qual ella esl separada por um braco d emar
oda um novo grao de torca nos resultados verificados
pelo exame, ao qual nos temos entregado.
(Moniteur.)
----------moK.-
O Sullo acaba de dirigir ao rnmm.indanle cm
cliefc do exercilo de Batoun, Muslapha-Pacha, os
dous Srmausseguinlcs, relativos ao trafico de cscra-
vos georgianos e circassianos :
Firman dirigido a Muslapha-I'acha comman-
danle do exercilo imperial de Batmtn encarrtga-
do tambem da defeza das costas ide Sokoum e con-
decorado com a orden imperial do McdfitHe
primeira elasse.
A t, meu vizir :
He sabido e tcm-sc averiguado que na Georgia
existem individuos que roubam meninos o mulberes
c os vendem como escravos. Ndo preciso dzcr-vos
que esla conduela he muilo rcprcliensivel e abomi-
navel, e alem disto contra a honra e a bumanidade
por isso lenlio dado orrictis para que de liujeem
dianle baja bastante rigor a esle respeilo nesse paiz,
e que lodo o individuo, que ti ver a audacia de fa-
zer semclhanle cousa, seja immcdiala c severamen-
te punirlo. Conseguiutementc a presente nrdem im-
perial he baixada do meu Brvan imperial o expedi-
da para publicar miiihas ordens soberanas.
Scienle de inhibas ntcnc,es, faras conheccr nesse
paiz. a lodo aquelle a quem convier, inhiba- ordens
soberanas, lv .le boje om dianle, como cima tica
dito, ae um fafcto semelhante tiver lugar, o vendedor
"orno o comprador serio immcditamente punidos da
maneira a mais rigorosa.
cen surdos-mudos ha 70 de 1 anno a 3 anuos e 3 1 Devoraios tomar as medidas mais enrgicas
f rn^M-- a *uda e a
cima desla idade ; a relar.io se ach pouco mais ou
menos alterada para os cegos, que sobre 100 indivi-
duos, so aprcseutan 21 rie idade de I anno a 30 an-
nos, o por conseguinlc 76 cima desta idade.
As mesmas indagaces permitliram esUhclleccr
urna longevidado comparativa muilo notavcl a favor
dos ccaos.
Devemos confessar que p prximo censo per-
mute verificar al que ponto estes resoltados sdo con-
formes aos tactos, que nosso paiz aprsenla a esle res-
peilo.
Traamos agora da divisdo das duas categoras de
seres entre as diversas porres do nosso terri-
torio. -
Em urna obra, a qual a Academia das Sccncias
deu seu suftragio, procure mostrar ludo quanlo ha
de defeluoso na elassilicaedo dos dados slatislicospnr
departamentos dispostos por ordem alphabelica. Com
efleito,resulta dahi que parle dos lerrilorios,cnlre us
quaes nao ha urna especie de analoga, aciam-sc
aproximadas.de modo que a presen lam um amalgama
confuso de relaces, lias quaes perde-se o espirito e
a memoria. Pelo contrario, grupanrio-sc um cerlo
numero de departamentos contiguos, enlre os quatc
existem lacos ualuracs, diminue-se o numero das re-
laces, oblem-se dados mais importantes, chega-se a
relaces do om alio interesse.
lie esle o inetliodo, que adopto neste trabadlo. Os
departamento* sdo riistribuirios cm dezesele gru-
pos de cinco rieparlameutos rada um, licando fra
a Corsega. Estes grupos compem-se do modo se-
guinlc:
IAisne, Norte, Oisc, Pas-de-CalaisSomme (Pi-
carda, ele.)
2Calvados, Eure, Manche, Orne, Sena inferior
(Normaoriia.)
3Cosas iln Norte, Finslcrra, Ule ct Vilaine,
Morbihan, l.oirc inferior. (Brelanha.)
1Indre e l.oirc, l.oir c Cber, Mainc c Uorc,
M.nenne, Sarlhe. Aiijon, etc.)
5Eure c l.oir, Loiscl, Sena, Scua e Marne, Sena
c Oise. (liba de Franca, etc.)
6Ardennes, Auhc, Mame, Alio Marne, Mese.
(Campanha.)
7Esle d'Or, Doubs, Jura, Alio Saonc, Vonnc.
(Borgonha.)
SMeurlhc, Mosella, Alio lllieno, Baixo Rheno,
Voges. 'I.orraine, elc.l
9Chareule, Charenlc inferior, Daux-Scves, Van-
dca. Vienna. (Poilou, ele.)
' 10 Ave)ron, Dordognc, Cirnnda, l.ot, l.ol % Ca-
rona liiivau.i
11 (ers, l.andis. Baixos Pyrcncns, Altos Pyre-
neo, l.ol o (ierona. (Casconha.)
12 Ariege, Ande, Alio Carona, Pyreucos Orien-
tae-, '1'aine. i'l.angucdoc.^
13 Ardeche, Gard, Heraoll, Allo-Loizc, l.ozcre
(l.angucdoc.)
11 Cantal, Conoze, Crease, Puy de Dome, Alta
Vienna. (Auvergue, etc.)
r> Allier, Cber, Indre, Nicvre, l.uono l.oirc (Bcr-
ry, ele.
II! Ain, Drome, Isre, l.oirc, llhodann (I.ionnez,
17 Baixos Alpes, Altos Alpes, Boceas do Khodauo,
Var, Validase. (Prnvcnca.)
Segundo eslas bases oblemos o quadro seguinlc.
^1 91 -' M-ocsa-i i- -au-
, .-r.-.-!--.-.-!-r.-.-.-iau 3 ?
-' : |l s Sil- 3 S-S:iu--. M
para que, sabendrt hxta
_ S
--ii,0.=
=n2S5*=gfasvjsgaSgSg8-gs
='&
i g_.
s==; = &&!5&es
= B = = 15 =
2
2.3

= ae = asBr =
3 3 =
= = 3 b ts sr
BBBaS3S = 3B-8
r 3
-til
? "sj S y '= -T a *~V-'-'-'&" a 3
BBBBeBB33B
-al.
MiiTii flnn
compra rie escravos sao prohibidas, ninguem tenha a
audacia de fazer esle ab&minavcUrafico; empregaras
lodos os leus cuidados.lazando as pesquisas necesa-
rias, para dcscobrir os iicninos e as mulberes, que
se acbam em poder de qualquer individuo, e fazc-los
entregaras suas familias. Enviararu-se. carias ao
pacha de Trehisonda e aos governadores de Djanik
c de S i/i-tan, conteni in-lrures, para que as mu-
lberes e menino* assim roubados nflo possam paisar
por Ierra uo interior da Anatolia, nem desembarcar
em porto algura ; devers estar ronslanlemente em
comniiinirar-Vi com esles funcionarios sobre este im-
portante negocio.
Dars f a nobre cifra, enrn que esl decorado o
prsenle decreto imperial, dado na primeira dezena
do mez de monharcm 1271 ( segunda decada de ou-
lubro de 185i ).
Segundo firman ao mesmo funcionario.
O liomem he a mais nobre creatura sabida dos
mSos de Dos, que lhc deu sua parte de felicidade
concedenrio-lhe a graca de nascer Iivre ; mas con-
1ra seu desuno primitivo e felfa, os circassianos lem
o cstrauho uzo de venderem os fllhos c os pacs como
cscravos,c al o que se pralica entre alguns Circassia-
nos de roubarem osfilhoj, uns dos oulrose vende-
tas como se l'nsscm animaes e mercadorias.
Ora estes modos do proceder, inrompativeis cora
a dignidade do liomem c contrarios a vontade do
soberano Creador ,-ao exlremamenle maos e reprehen-
siveis, e eu tambem os condemno complelamenle.
He por esta razflo quo ordeno que para impe-
dir-sc esle eslado de cousas.se deemcoiiselbos eflicacs
e as ordens necessarias e anlogas aos Circassianos,
tomaiido-se ao mesmo lempo medidas para se evitar
o desembarque de escravos nos lugares, onde o pos~
san fazer e dando-se insIriicOcs a esle respeilo a toda
as autoridadesmililares e rivis daqucllos arrabaldes.
lie por esla razao que o presente illustrc firman
he emanado de meu Divn imperial, para publicar
mirillas ordens soberanas a este respeilo.
Informado do que te ordeno, muchir, com esse
zeta que le eararlcrsa erom essa grande inlelligcn
cia, que te distingue, leris o cuidado de levar mi-
nha vontade soberana au rnhcciinenlo dos Circassia-
nos e de lodos aquvlles, a hiciii coaviar, publican-
do-a da maneira mais rircumslaucada ; fars ludo
quanto la habilidade o sagacidade sugerirem para,
dando e fazendo execular as ordens necessaria*, por
fim passagem de escravos e a scu embarque no.,
porlos necessarios para islo. Alem disto, como con-
vm punir aquclles que, infingindo estas ordens.
sao di-minosusda venia rie seus pais c dos fillios rie
oulrem, ou desejam exporta-los riepois de os terem
comprado, mo desprezars de ncnhuin modo este
ponto.
Finalmente empregaras Indos os lees esbirros cm
fazer ludo quanto lira dilo cima, c dars le a nobre
ira, do que esta' decorado o prsenle firman im-
perial .
Dado na segunda desena do mez de monbarem
1271 (seguuda decaJa do oulubro de ltV>i.)
Journal des ebat-:
O governo piemontez, apresenlando a' cmara dos
depulados um projeelo de lei para a suppressao dos
contentse das Ordens Monsticas, linha promelti-
do apretentar em quadro completo rias renrias. que
possuc o clero secular e regular em lodos os eslados
de Ierra firme, como na illi.i deSardenha. Esle do-
timenlo araba de ser publicado cm Turin ; nos o
musa'vista, mas como urna gazeta do paiz pu-
blcou o scu resumo, pode-se ah obler uteis infor-
macoes. Crcmos que devemos reprodmir aquellas
quo mais partirularmcnle nos sorpienderam, por-
que silo de nalurcza, que podem derramar algumn
taz sobre o lado material da grave quesillo, que foi
suscitada peloSr. Hatazzi.
| Nos eslados de Ierra firme, cuja popnlaciio ape-
nase eleva a quatro iiiilhes e mete, o clero propria7
irienle dilo so compe de cerca de 25,00(1 padre!
em Franca conla-se quarenla mil para ama popula-
cao de mais de (rila millioes de cilhulcos, sendo u
episcopado composlo de quinze arechispos e da ses-
,enta e circu bispos, nao compre!iendendo-se o de
Algor eos tres hispes das colonias; no Picmontc ha

qualro arechispos e vinle e seis bispos. Ha lambern
mais de mil e trezentos conegos. ao passo que em
Franca s temos seiscenlos e esseula.
O clero piemontez lie um grandis'nio propritla-
rio ; possue bens, cuja renda he e-1 imada em 16 mi-
dies de libras.o que presupe um valor "enai de ">00
milboes ; he muilo para o paiz, he pouco para o
gratule numero de eedesiaslcos, que sito chamados a
tomar parle nesta renda.
Se esta renda fosse igualmente repartida enlre to-
dos os membros do clero, cada um receberia urna
pensao de perlo de 600 francos ; mas isto n3o he
assim, nem pode ser; os dgnilarios, os fuoccionarius
de calhegnrias superiores recchem por diversos Uto-
Ios sommas mudas vezes mporlanlissimas, com gran-
de prejuizo dos padres da ultima claase. as rendas
do clero os bispos precebem junio quasi um milhao
de libras, cuja distribuirn he tambem mudo .desi.
cual: oarcehispo de Verceil he o mais rico de todos
os prelados piemontezes ; lem cenlo c dezescs mil
libras rie renda ; mas os conegos sao muito mal pa-
gos, porque seus ordenados medios silo de oilo
ccnti- libras, emquanlo que a pensao media dos co-
negos francezes he de mais de dous mil francos.
Parece-nos que 8o eslas as consequencias, quo se
podem tirar dessas comparar-oes. Se comparar-se
a renda do clero, seu orcamenlo proprio rom a som-
ma lolal das rocilas c despezas, que figiiram no or-
Caniento do eslado, lalvcz se possa suppor singular-
mente exagerario; anda mais exagerado parece, se
comparar-se com a populacho catholica, que elle
lem por mu-sao instruir, dirigir c servir ;,esla renda
pelo contrario, he mui pequea para talisfazer as
necessidades de todos aquedesque deve pagar e sus-
tentar de um modo digno e conveniente ; e por esla
razflo beque quasi sempre as curas passam urna vi-
la penivcl nos campos e eslflo mcrc de seus paro-
chianos. Islo he urna verdadeira desordem ; he pa-
ra desojar que os ministros da religiflo sejam inde-
pendentes, se quizerem que sejam considerados.
A respeilo do clero regular, o quadro publicado
pelo governo, ministra os dados sgnintes: Existem
no Piemonte setenta ordens religiosas, enlre as quaes
algumas sao mendicantes oulras e pecialmento
consagradas predica a inslruceflo publica.
Todas estas ordens possuem mais de 600 casas ou
communidadesnos estados do trra firme como na
ilha de Sardenba. Estas casas contera mais de 5
mil religiosos, islo he, urna populacAo total de 8
mil c quinhenlas pessoas de ambos os sexos. As
rendas de toda a especie das ordens religiosas se
elevam a 2 rr i Hies 300,000 libras, o que di para
caria pessoa, lermo medio, 270 francos. Os claus-
tros com suas dependencias e os bens ruraes das or-
dens monsticas, sflo calculados em cousa de 50 mi-
llioes delibras. 1
O projeelo rie le supprime, excepto algumas e-
cepees, as communidaries o os rstabelecmentos do
todo o genero das ordens monsticas, os captulos
das igrejas codegiacs e os beneficios simples. Collo-
ca seus bens, seus direilos c suas acees debaixo da
adminslraco do dominio do eslado, que procede-
r a sua oceupacito e o seu inventaro, .destina as
rendas desles bens ao pagamento das pensfles, quo
-eran assignadas aos membros das communidaries e
eslabeleejincnlos supprimidos; ao pagamento de um
ordenado supplemcntorio para os curas mais pobres,
ao pagamento da somma que so julgar necessaria
para indemnisar clero da Iba de Sardenba da
abolirflo dos riizimos: impe nina rontribuirSo an-
nual sobre as rendas das almadias e dos beneficios
Conservados, dos seminarios e penses ecclesaslicas.
dos bispados e arcebispados; lixa a laxa das pen-
ses vitalicias, que serflo concedidas aos religiosos e
as religiosas; aulorisa o governo a applicar os bens
das communidades a obras pubHcas, a vendc-los s
provincias e as municipalidades ou a particulares,
finalmente determina o emprego, que se deveri fa-
zer do valor dessas vendas.
O ministro, fundando-se em que se Irata essen-
rialnienle do urna medida fiianccira, que comple-
tar a lei das finalices para o anno de 1855, pedio
que seu projecto fosse discutido com urgencia e an-
tes do enecrramenlo da sessflo de 1851.
A cmara dos depulados parece disposta para isto,
e a commissflo j apresentou o scu rotatorio, e ter-
ininon eom a adopejo ria proposta do governo, li-
geiramenle modificada. Escrevem-os dizendn, qno
eslas alleracocs no versara sobre as disposices es-
scneiaes de projeelo, c foram aceitas pelo ministerio,
que nflo duvida de voto da cmara dos deputado*.
Dizcm-nos que o projecto encontrar mais resis-
tencia no senado ; entretanto o ministerio se lison-
gci de obler all a maioria, dizendo que lem plena
eoiifiaiie.1 na Ilustrada inlelligencia daquella as-
. seuihlca, da-qwrt*ro(Uiecea dedicecao aorei e o res-
peilo pelo principio rie aulorriadc. Elle espera que
o senado comprchendera a necessidade e a juslica
da medida.
O ministerio acrescenla, que empregar todos os
seus esforeos para nflo deixar a discussao desenca-
minhar-se; quer que ella conservo al o fimo ca-
rcter de dignidade e de taaldade; que se prope
imprimir-lhe no principio rio dbale, e pela sua
parle esl disposlo a evitar ludo quanlo possa ferir
a corle de Roma. Tal he a linguagem do ministe-
rio ; logo saliremos o qae devemos pensar, e se
suas esperances so rcalisaram.
(Jornal des Debate.)
Eis, segundo as gazetas allemaes. a Iraduccao das
insluccacs dirigidas peta governo de Vienna ao ba-
rio de Prokesch plenipolcnciario da Auslria em
Francfort.
Na persnaso de que importa confederacSo es-
plicar-sc sobre a queslilo do Oriente, o governo im-
perial cr* dever-vos prescrever a conducta que le-
res de seguir na Diela germnica. Ninguem pode
duvidar ser o fim, que temos proseguido na qua-
lidadc de potencia allema desde o cameco da Clise
actual,conservar a confederar,9!'! germanice suaJini-
dade, e ao mesmo lempo, como corpo poltico liga-
do em seu todo mostrar-se apta e resoluto garan-
tir por um concurso commum os inleresses da Al'e-
manha. Esle desejo ja servio de base i roisso do
V. Ex. em Berlim o anno passado, leudo sido en-
carregado de assegurar que eslavamos dispostos a
proceder de perfeilo accordo com a outra grande po-
tencia allcmja. Conseguimos alcaucar para o cutn-
primenlo desse desejo nina garanta precisa sob for-
ma de convenco.
O fim daaossa allianca offensiva c defensiva eom
a Prussia, o a Allemanha n.lo foi a neutralidade da
confcderacilo Germnica.: qnizemos p-la em olailo
de tomar uma'parlo acliva o grande conflicto cu-
rnpeu.
Ouando negociamos esta comvencao. ja se reeo-
nhecie ser de urna grande prohahilidade que a e-
gurence dos inleresses allcm.les exigira urna inter-
vencao activa, urna ostentacao respeilavel de forras ;
o lim, e a significacao da alilanca achara-so neslas
palavras que ella deca aperlar mais a ttnio dos
lisiados da Allemanha no caso de urna manifesta-
rla activa fim o significacao expressados no arti-
go 2, e at no titulo da convenco, sem contar o ar-
tigo addicional. As prximas resolnedcs ria Diela
no* mostraran se a execueao corresponder a este
pensamento, ou so a conveneflo asscnlada jiara o fin
de melhor consolidar a uniflo da Allemanha, c
mentar a sua importancia pelilca deve flear ledra
mora.
Nutrimos a esperance de que a Prussia, compene-
trada do espirito das ohrigarcs contratadas, e do
senlimentodo sen devcr.se decida cm favor de una
aerSo commum com a Austria.
A ultima dectaraceo da corle de Berlim nfio nos
d.i, de corlo, a a.!l,e-ao ejplicila.que l i vajeamos deso-
jado, todava nelle nada adiamos capa/, de empecer
o accordo da poltica prns-iana rom a nossa. Me-
nos directamente nterresado que a Austria na
questao do Oriento, b enverno prus-iano ha podido
hesitar mais lempo que mis cm lomar urna alliluda
decidida : porem, isto nao destrata nossa confianra
de que elle apreciar o estado em que lecm alie-
gado as cousas, e lomara ern considerarlo as razos
que os eslados confederados ponderaron!.
Mas se as resoluces da corto de licrlim fru-dra-
rem as esparancas de ohter-se breve urna boa, e
honrosa paz para a Eoropa, ser para temer una
scisflo, e nn se (ratera mais senao de saber fs a
ronfeilerarflo (ieriuauica.ab-lrarrflo feita das prelen-
cOesdos governos isolados.sanccionar pelo seu silen-
cio a recusa oppo-la ,i.i direito que temos ao apoto
da Allemanha. A cada governo adema cm parti-
cular temos pergunlado se nesta triste supposirflo,
julgani dever inlciraraenlc renunciar a que a Alle-
manha, peta scu orgo legitimo, nos nssegnre o soc-
corro que pretendemos no inleres.-eda causa allema,
cen virludedo tima convenci formal. Partida-
rios da conslitucao federal.e do principio federativo,
de certo lamenlariamos profundamenle o abandone

.


OiARIO E PERNMBUtO, QUARTA FEIRA 7 01 FEVEREIRO DE 1855.
que a confederarn ficsae los sctis devercs na que*- resolurAo da Diela, segundo o nosso parecer, deve

;
-
l
lao a mais mondante da poca ; este abandono se-
ria naiiniquillamculo de tortas as rclac,ftM federar:
mas debemos em todo o'caso, na presenra de um
perigo imminenlo desla nalurraa, provocar
urna decisilopara sabermoso que temos a esperar da
Dicta, te a maioria nao ce pronunciar em nos-
te favor.
Observaremos que conforme a constituirn, urna
resoluco por simples maioria porto de certo ser va-
lida, visto que as leis da confederarlo reservam
asremblca eeral a decliracso formal da guerra, c
n3o as resolucOes qoo poderiam ter a guerra em re-
sultado: e nesla conformidade a convenrao de 20
de abril se hom quo guerra mu precisas, j adoptada por simples re-
solncao em junla limitada da Dieta.
as circunwlancias aerarte*, secundo o nosso pare-
cer, a forma a mais conveniente, e a mais propria
para traier urna explicarn niio cria nina nova
proposta da Austria s, ou da Austria e Prussia de
accoi do, mas sim um relatorin da commis<3o que
lodos os malcraos concernonles a quesillo, e
que lia milito esta eicarregda de dar o sen pa-
recer.
Suppomos todava, q ic (endo nos eslalielecido o
mnimum dos nossos pulidos, e designando esle m-
nimum como insufliciento para dar completamente
.i confederadlo a posiclo quo ella deve lomar, a com-
i nflo secreri chamada para ochar algum poni
.lo visla inlcrmediarip, ras somente para examinar
rom independencia a situarlo da Allemanha, c os
rigorosos devores que di lia resnllam.
Esperamos que a confederado n,in se detenha
rom as quesloes de sal r al que ponto nosso pedi-
do he fundado em direilo, qual a eviene,;! das obri-
gsroes msridas do tratado de 20 de abril, qual a
iiilerpreticSo verdadeira desle tratado. Ella defen-
der niell or a seguran;? e a dignilade da Allema-
nha encarando perigo actual, o lomando a resolu-
que discnlindo quesltcs le direilo. Mases Wies nilo sao irelilTereiitei, porqnanlo, dolas depen-
de a de saber se o tratado lem ido por nos fiel-
mente, e de boa f cumprido.
V. Exc. n8o eleve dei.ar passar sem protestarn
nn relalerio da commissJo, as*crrr>es como estas
que o etnigo a&jlicional ici.ron de ter effeilo, ou
que nao he applicavel no que poa resultar ta
nossa oceupaciio dos principados, porque c nao /ora logo conccrtatU com a confederanlo.
O artigo addicional b) orna parlo integrante do
tratado para toda a durarlo da guerra, e conlem j
o a-scutimeiilo dado .i arrito a que recorremos para
obstar as medidas puramente estratgicas da Russia,
as quaes silo com effeili urna amcaca a mi-, e nao
nos garanten que a Russia nao torne a entrar nos
principados, o nSo dirija novamente suas operarnos
militares sobre o territorio turro. Vcnlade he,
que a corle de S. Peteriburgo declarou querer li-
mitar-so i defeza do sen propriolerritorio, mas ella
nulliflcou o valor desla declara^ao, declarando que
seu excrcito cedia considerarles estratgicas ; o
seria erro indcsculpavel admillir que a llussia se
julaaria obrigada a defensiva no caso de vollarcm-
lhe favoraveis as probabilidades da guerra.
N"io repeliremos aqui u que em onlra parla disso-
mos sobre nossa posicSo nos principados. Nosso
direito sosoccorro da Dhlaanto nos polo ser tirado
porque nao protegemos u territorio da Kussia contra
um ataque da Turqua, nu dosseus alliados, porqus-
somos ohrigados a exigir da Russia nao repellir um
senielhante ataque senao no interior das suas fron-
teiras, cmquanlo mis metinos nos limitarmos de-
lea do territorio turco.
Agora a Kus-ia naoconlenle de recnsar toda sa-
raniia, deu flor do seu exercilo um destino que
nao |>ode ser dirigido senao coulra a Austria, e nao
estamos segaros de que um futuro prximo nao
traga o cas") em que as circumslancias nos devero
fazer prever como imrainetite um ataque contra o
imperio austraco.
Em urna tal silqacio revemos esperar da resoiu-
5S0 da Uila, nao somente que se nos asseguresem
ndirao sermos apoiadoi contra lodo e qualquer
aque da parte da Russia, mas lambcm que as mo-
das relativas hos prep ralivos c aos soccorros se-
nadas a lempo,
medidas previstas n> artigo 3." do tratado, e
jtie necessitam de certa demora relativa ao lugar c
o lempo da reuniao dos contingentes federaes, sua
particao, commando etc. devem ser lomadas iro-
medialameole, lendo-to for base o projecto da re-
solucao ja submellida a 11 ela, assim como convem
que medidas seiam tmalas, para, que chegada a
no, lodia as forras mulares da confederado
ssam se pr em movim tilo sem perda de lempo.
< ".onviria, nesle intuito, Jar as iodicaces, e os po-
deres neoessarios as comnisses polilica e militar.
Ti vemos j occaata* de deilarar que, em nossa con-
vicc/lo, a resclurao a tomar-te u9o corresponder
perfeitamcnle ao ioteresse e posIcsSo da eonledera-
, alargando o principio gerai do Iratado de
abril, "lia nao equiparar >m ataque da Russia con-
tra nossas tropas dos principados a um alaquc^con-
tre o.territorio do imperio austraco.
A icupacao da Moldavia e da Valachia pelas nos-
sa; Iropas (endo sido na ctuifcrmidade do tratado de
abril, e formando o garan'e o mais imprtanlo para
a salvaguarda dos interesaos da Austria, c da Alle-
manha, a Diela deveria eslar disposta a se ligar com
noico para inanler esla medi la. Mas quamlo a re-
solurao da Diela devesse, no caso de um conllirlo so-
be: o territorio dos principado',limitar a defeza com-
mum ao lerritorio da luonarcliia, nao menos sena
inslet tomar em considerarao os preparativos milita-
res da confederado, pois que, nossas proprias pro-
vincial, que sao mais amejeadas ao norte, correran!
Paliamos a qurslo das garantas da paz. ('.reinos
ler direilo, ere geral approvacao sem reserva, da
nossa conducta pela Diela, e ao pleno reoonhecimen-
to da sollicitude pelos inlerescs da Allemanha, sol-
lirilu le de ([uo temos dado prova, eslabeleceudo lir-
raemeiite qualro dos punios de garanta. Se bomque
possaser ampliado em parte o sentido ileso- pontos,
a he forado duvida que. emgeral c particular,
elles leem sobretudo em vi-la o bem poltico emate-
rial dospiizes da Europa central. Eiigir-se urna
definieao mais exacta desses pontos he desconher
quo (lies anda nao eslabelcccm as condijflm da paz,
mas smenle os preliminares de negociatocs, c ga-
ranlias gernes para que a paz folura venha a ser una
paz vanbijosa para a Allem.inha.
Oualqucr nutra detcrmiiiiirao mais exaele exigira,
em virlude das obrigares coulrahidas pela Austria
e Prussia pelo protocolo de Vienoa de 9 de abril,
urna deliberacao commuin om hs potencias occi-
dentues. Nao te adenla collamente a obra da paz,
qiiandose ohjnrla que a lusi proposla he mudavel,
e que nao se lem a garanta deque a Franca nao
forme novos pedidos. Nunca urna poleucia bellige-
ranle dar a seu adversario a garanta de em lodo
lempo llie conceder a paz rom cnndic/ies j cslalic-
leridas ; po* quanlo este m teiia vanlagens, e nunca
perda esperar da conliiiuacan da guerra. Se a
Ruasia livesse aceitado no mei de agosto os qualro
punios era agora lempo de fallar as roinlicocs da
paz. A Auslria reservou-se ptra, no caso que lo-
e parte na guerra, eslabclecer suas proprias
'ondicOes, e a confederarlo geimanica lambem n.'io
pode renunciar a nma igual reserva. O que que-
remos na nossa posicao actual, oinlenlo em que pe-
dimoquea Dicta acceda nossa defensiva, se ma-
nifesla mui claramenla da nossa oceupacao dos
principados, c .11 apropriacao !ue lomos foilo dos
qualro pontos. Nossas proposc,ncs nao lem por fin
l'orlilicarino-nui para urna offensiva ; nos nao cha-
mamos a Allemanha para urna guerra de aggressflo
contra a Russia, e lu pouco desejamos sermos a (Ha
arrastrados, ponm mostramos Russia, em facvda
Europa, os ineios de a evitarmos. So aobrigafio
do licar na defensiva he o que nflo podemos aceitar:
renunciar nlo podemos liberdade de obrar como
grande Dolencia iudopeudente, do restringir a limi-
tes delerminado- nosso direito de guerra e d. paz, c
eslahelecer d'antenriM o lermo e a cxlensao de urna
guerra possivol.
Como a Austria, que a confoderacao nao se obri-
guo a f.ucr prevalecer ns qualro punios lomando a
offensiva coulra a Russia, porin ilever an mesmo
lempo giiardar-se acauleladamenle de excluir das
resolures fuluras a evenlualidade di offen-
siva.
Emfim, referimo-nos ao que preccdenlemenledis-
scmos sobre a obrigarao em que se acha a confede-
ra^ao, para ser fiel a sua posicao como grande polen-
ra europea, de se pronunciar sohre os qualro pon-
tos em toda a sua exleuslo, e nao smenlo no em
que dizem respeilo aos inlcre-scs da Allemanha. A
Opprovara Austria nos esforcos que faz para fizer
prevalecers bases de paz prnp-i;.-. o con'.er, alm
disln, a declara^aoile que a confederadlo Germnica
W aproprie especialmente os pontos roncernenles
liberdade da navegacao do Danubio, e ccssacSo do
prolccioralo russo, e os reeonhera como bases indis-
pensaves da paz futura.
Resumimos o conleudo da i.-soiu;ao (al qual V.
Exc. deve apoiar na cnmniiss' eta lera a de-
clarar, 1. que um ataque contra a Auslria, ou teja
contra o territorio do imperio, ou contra as suas tro-
pas dos principados, ohrigaria loda Allemanha a
sustenlar a Auslria com lodos osteu meios : '2." que
a confederarlo germnica, como polencia europea,
recunhec.a os qualro pontos preliminares em seu con-
texto esseneial como bases pcoprias abrir caminhn
para se eslahelecer um estado seguro de paz c de di-
reito na Europa, mas quecomo potencia allemaa se
aproprie, c mantenha particularmente! o primeiro
ponto; 3. finalmente rtover a Diela reconhecer a
existencia do perigo de um alaqae, e incumbir por
conscgninle coinmissa i mililar de fazer as propo-
siees necessarias, lomando mr base o projerln de
resulurao de 20 do abril, para quo aforra, (pica
confederaco levantar, [ios-i ser empregada a lem-
po, e convenientemente quando for chamada, c au-
torizar a commissio poltica a propor, dado o caso,
a reuniao cllecliva dos contingentes nos lugares de-
signados.
S n'uma igual resoluri", (onlondo laes disposi-
ees, poderia a corto do imperador consentir. Se
nao livesse a esperanca de ijiii igual resolocao sera
tornada, e que a revestiran daa garantas eda forra
convcnienle, reslar-lhc-hia declarar que a Austria
renunciava para o futuro a loda iniciativa na Diela,
nao aceitando responsabilidad : alguraa pelas conse-
quencias. Ma lomos soheja conliancajno senlimen.
lo nalural de uniao c nos senliineiilss federaes da
Prussia, e do lodos os governus allomaos para nao
conservar, em quanlo pdennos, a esperanca de um
melhor exilo.
!>
REPAHTIfAO DA POLICA.
Parle do dia (i de fevcreiro.
Illm. e Exm. Sr.Participo a'V. Exc. que, das
dilTerenlcs parlicipanics boje recehidas ncla repar.
licao, consla que forain presos:
Pela subdelegada da tregueaia do Recite, os por-
tuguezes Joho dLemos, e Jo- le Moura, ambos
sem declararan do molivo, e o ingle/. Milchell Duf-
fal, a requi-icao dotespeclivo cnsul.
Pela subdelegada da freguezia de Sanio Antonio,
o prelo escrvo Manuel, por rugido.
Pelasubdelegaeia da freguezia de S. Jos, I.uiz
Jos Ramos de Franca, por furto.
Pela subdegacia da freguezia dos A logados, o pre-
lo Benedicto, escravo do Manuel Joaqun Carneiro,
por uso de armas prohibidas.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 6 de fevereiro de l&Vi.lllm. e Exm.
Sr. rnnsclhciro Jos Bento da Cunlu e Figuciredo,
presdeme da provincia.O ebefe de polica f.uiz
Cartn de Paioa Teixeini.
Pl'BLICACOES a pedido.
i nica pesso encarregada das nolicias eslrangelrai
e da esrolha dos artigos puhlicailos no mesmo, sob
o titulo de Exterior, l.illcralura, Sciencias e Arles,
Agricultura c Variedades, os qnaos Iraduzia por si
dn inglrz, franre/. o hespanhol, ou.dava para serem
Iraduzidos por ovlros, indo estes cla<. numerados, deixura do primeiro do correnle em
dianle de occupai'se com IraduccScs, ronliniiando
todavia a ser o rm'cn encarregndn das nolicias cs-
(rangeiras e da i-scollia assim dos arligos cima
mencionados com) lambcm dos folbelins.
ludo, pois, que o Diario lem publicado de 1RW
para c o continua a publicar, excepluando a parle
interioro as correspondencias, be da esculla dn
abaixo assignado, assim como foi tambcmseu o Ira-
balho feilo em o auno passado sobre as sessos da
cmara dos depulalos o do senado.
A visla disso o publico apreciar como entender a
declaracao frita pelo Sr. A. P. de Figuciredo no
Diario de liontem. / V. Collaro.
COIHMERCIO.
PRAGA DO RECIFB6DF. FEVEUEIUO AS3
UORASDA TARDE.
Cola;ies ofliriaes.
Gambi sobro Londresa 60 d|\. 28 l|i d. a di-
vjMMirv.
ALFANDEGA.
Rendimcnlo do dia lai.....29:0259563
ldemdodia6........20:384^227
4M0MBKI
Detarregam boje!de fevereiro.
Barca inglezaGeneral Gremfellmercadorias.
Barca amei iranaMcn'sotadem
Escuna inglezaErabacalhao.
Importacao'.
Brigue inglez Netta, viudo de Londres, consigna-
do a Schramm iV Companhia, manifeslou o se-
guinle:
SiObarris com plvora ; a Me. Calmonl j Com-
panhia.
Iliate Ser /i uno, viudo de Cnlinguiba, consigna-
do a J. Tcixcia Bastos, manifeslou o scguinlc :
HT saceos asMicar branco, 233 dilos dilo masca-
vado, 3 barris niel, 1 sino nado ; ao eoMignaU-
rio.
Barca americana Mincsalti,\\ru\nde Pliiladelphia,
consignada a llearv Foislcr & G-, manifeslou n se-
guinlc :
250 barris, 25 dlns espirito le lerebeulina, \ vo-
lumes c 3 saceos esleirs de canella, 27 caixas ver-
las, SO ditas radeias, 2 cadeiras ile halanro, 183
caixas o I.',!) mcias ditas clin, (i"> caixas algodan a/.ul,
115 fardos panno de algodan, 50 volumcs cravn ;
aos consignalarios.
GONSDLADO GKRAL.
Keudinwnln |n dia I a 5.....12:3045156
dem do dia ti........3:5!)IjOdT
I5:895493
P1VERSAS PROVINCIAS.
Reinliineiil dn dia I a 5.....
dem do
dia 6
Anda a verdadeira rainha do baile
Goiannen.se.
Em retposla e pelos meimot conloantes da poesa
publicada no Diario de Pcrnamhuco n. 28.
Ao antor da mesma poesa.
Tu dissesle que nm poeta
Dedlhaudo a branda lyra,
Trahio a voz de seu pelo
Canlamlo o que nao sentir ;
E que do baile a rainha
Fora nina moreiiiulia,
Quo lano, ao leu ver, primou....
Engao.... engao real :
Sim, que a c'toa triumplial
Oulra dunzell.i a ganhou !
Foi do baile a soberana
Quom vestido azul Irajava,
Kelralaudo um co inleiro
Na candidez que a ccrcava.
Cantando lana ducura,
Muslrava tal formosura v
Que jamis algum pincel *^F
Dessa domclla gentil **
l|cas mil
72SV9i6
I09)M58
B3gt40l
Quem lu dissesle no baile
Ter a c'roa triumplial,
Smenle em leu coracao
Oslenlava-sn real ;
O ceg amor le ferindo.
Fez que ouvisses reprliudo
Que era rainha das bellas^
Da rainha urna vassalla.
Illuso sii por ama-la
A dizes rainha dellas 1
Achis, pocla, formosa
Quem possue o pelo leo....
Mas, ali '. leus cantos nao podem
Dar quanlo ncgou-Hic o eco.
Houve un culo mus formoso,
llouvc um anjo mais ditoso,
A quem a natura liavia
Em ludo feilo rainha.
Eu a cauleiolla linha
Oblaees que mereca.
Exportacao'.
Canal, liiiguc ing'ez Cuba, de 2IG toneladas, con-
duzio o segiiinlc :1,450 saceos atracar.
Genova, brigue ingle/ Govi'inss, de 2S(itoneladas.
Condoli o seguinle : 90 pipas agurdenle, 3,600
saceos com IS.IKK) arrobas de assucar.
Gibr.illar, escuna prii-M.iua Kcnnl Kingsfurd, de
242 toneladas, conduzio o tegninte 3,000 saceos
com f5,(KK) arrobas de assucar.
Rio Grande do Sul, patacho nacional /istra, de
147 tonelada*, conduzio o seguiule : 904 banica*
rom 6,070 arrobas e 2 libras de atracar.
Lisboa, patacho porluguez Lusitano, de i')9 tone-
ladas, eon.luzid o seguinle : 600 sacros coin 3,000
arrobas de assucar, e a uicsuia carga com que eulrou
neate porto.
UF.CKBEDORIA DE RENDA'' INTERNAS tll.
RAES DE PEIO aMBUCO. .
Rendimenlo do dia i a 5......2:353jf753
dem do dia 6 ......i:017j>
3:375SOS
CONSULADO PROVINCIAL. V
endimenlo dodia 1 a 5.....1(fc5?:;i>:
Re
dem do da 6
. *l03t'.);V
12:9265240
MOVIMENTO DO PORTO.
Recile 5 de fevereiro de 18.55.
G. Costa,
COMARCA OE GOIANNA.
2 de fevereiro de 1855.
Natiot entrados no dia 6.
Rio do Janeiro, Victoria c Baha12 nas, do ultimo
Vorlu 3, vapor biasileiro Cometa, commandanle
Basilio Jos Soarcs. I'.is.agcir-js para o Para,
Francisco Al ves Teixeira Machado, Frcderico Car-
los Baker.
Colinguiba13 dias, Inale brasileiro Sergipano, de
54 toneladas, meslre llenriques Jos Vieira da
Silva, equipagciii (i, carga assucar ; a Jos Teixei-
ra Bastos.
Havre e Plymoulh84 dias, do ullimo porto 41,
barca franceza Alejandre, de 2!)5 toncladts, capi-
llo Frederich Garuier, cqulpagem 14, em lastro :
a J.P. Adour & Companhia.
Parahiba24 luirs, Inale brasileiro h'lor do rasil,
de 28 loueladas, meslre Joo Francisco Marlins,
cqiiipagem 4, carga assucar ; a Vicente Penetra
da Cosa.
Nados sahidos no mesmo dia.
LisboaBriguo porluguez l.oia II, capitn Caclano
da Cosa Marlins, carga assucar ealgodto.
ValparaizoGalera chilena Rumena, carga assucar.
Suspenden do lalncirao.
ParaHiale brasileiro Adelaide, meslre Manuel
I.uiz da Silva Loureiro Rolha, carga assucar c
mais gneros.
Liverpool por MacciBarca ingiera Ticl.icr, capi-
lao Jolin Bisson, em lastro. Passagciro, Jos Au-
gusto la Cosa Giiimaraes.
EDITAES.
Infausto e memorando da, auniveraario do
fenecimenlo dn iiumnrtal desomhurgador Jua-
quim Nunes Machado 11!
He, sim, uisle aziago da, em que esle des-
venturado solo carpe profundamente a perda
irreparavcl dolllio que to bem soulie piezare
honrara partcula americana ipieo vio naseer! I!
He, sim, nesle funesto dia, em que o rbum-
bo dus campanarios faz alear a don de que a
sociedade privoii-se de um dos seus mais pres-
tantes cidad&os; a magistratura ile um dus
mais bellos ornamentos ; o lisiado do um dos
mais profundos polticos; a tribuna de um dos
mais cloqueles oradores '. '. I
lie lin dmente nesle angustioso dia, em que
a ncousolawt esposa, involla no crep de ilor,
lamenta o passamenlo do esposo ; os lacrimo-
sos pas o do lilliu; os pesaroso prenles o do
prente; os amigos o do amigo 1 !
Seis anuos buje enuiplelamse que o Ilustre
desembargador, a frenle de intrpida phalan-
ge, as porlasdfssa cidailesucciiinhio, cumprin-
lo com loda fulelidade o mauifeslo que nllj-
recera ao conhecimeulo do paiz !
F'oi elle que sabedor, arhando-sc anda na
curie, do estado de conllagrarao a que so re-
duzira a sua provincia, hito s a ella veio, co-
mo esforcos nSo poupoii a pacilica-la; mas,
quao tardo j era o empregn dos meios a ron-^
secutao de seinellianle lim I!!
I ni elle ipie n.lo pudendo obler cousa algu-
ma que coirespondessc a sua especlaliva,
vendo os seus aiingus entregues ao compro-
mellimcnlo; entrelanlo Iralou de esposar a
causa, dando porlaulo um solemne Icslemiinlio
ilo tbido apreeo da parcialidade polilica de
que era niembro !!
Foi finalmente elle que, esqiieridoo gabine-
te, vertida a peiiua em espada, Iranforuiada
a loga em farda, resignado a's vici-sitiides
btlUcotas, ao campo sle Marle foi ler, onde,
passando por transes mil, com denodo Icrmi-
nou os seus dias, victima de cerleira bala ) !!
Ah se povuvel me fosee, rom rapbaelicas
cores, itebucbw os altos feilos desle hroe, cer-
lamenle nao vacillaria em cnncqrrer para o
seu rrnome ; mas, que de inaptidao de nu-
nha parle !
Qaao mcsqiiinha para commigo a oalureza !
Curve-se u orbe terrqueo an decreto do Om-
nipotente ; adure-se o seu poder ; sulTrague-sc
a alma daquelle que boje repousr. na mamau
dos jiislns, diiendo-se como o sabio Viclor
Hugo : // est mort...., e sobre a sua louia
desfolhando urna palma de cypresle !
A vida do homem lie um soprn que se esvai
nos inliuilns esparos; some se nu nunca acabar
da elernidide '. !
O Illm. Sr. inspector da Un-mu.na provincial,
em cumprimenlo da ordern do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a enlrcgarem n mesma Ihusoura-
ria no prazo do 30 dias, a contar do da. da pi imera
publiraean do prsenle, a importancia das quillas
com que devem entrar para o calramenlo das casas
dos largos da l'enlia e Ribeira, conforme o disposlo
na lci provincial n. 3.50. Advcrlindo, que a falla
da enlrega voluntaria sera punida com n duplo das
referidas quolas na conformidade lo arl. do regu-
lamenlo de 22 do dezembro de 185:.
Largo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. GOjOOO
4. Viuva c herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcauli........... 54?>OO
6. Mara Joaquina Machado Cavalcauli. 259200
8. Joaquina Machado Pnrtella...... 21)000
10. Andi Alves da Fonsect........ :itig(X)0
12. Francisco Jos da Silva Maia..... U-r,n.i
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva c herdeiros de Maralino Jos
,'Galvau................. 30.>1XX)
3. Ignacia Claudina de Miranda...... 25o200
5. Auna Joaquina da Gnu ce ira o...... H-ici
7. Joaquim Bernardo de Figuciredo 2lititX)
9. O mesmo................ 21;u(J0
11. Viuva e herdeiros de CaelauoCarvalbo
Rapozo s............ 219(100
13. Os ni es n i os.............. 219600
15. I'.aciano Jos Bapozo......... (iOjOOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 25200
19. Joo Francisco llcgis Coclho..... 525500
21. Antonio Machado de Jess...... 10^800
23. Jote Fernandos da ('.ni/......... 19>0O0
25. Joaquim Joso Baplisla......; 149800
O abaixo assignado faz publico, que Irabalhando
para esle Diario desde o mez Je maio de 1848, como
574*800
E para constar se mandn afiliar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihcsouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro le 1855. O secretario,
Antonio Ferreira d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria" provin-
cial, em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia do 23 do correnle, manda fazer
publico que no dia 22 de fevereiro prximo vindou-
ro, peranleajunlada fazenda da mesma thetouraria,
so ha de arrematar a quem por menos fiter, a obra
dos reparos urgentes de que precisa o a;ude de C.v
cuar, avallada cm 1:0125000 r.
A arre m a (a rao ser fela na forma da lci provin-
cial n. 34:5 de H de msio prximo passado, o sob a,
rlau.ulas especiad abaixo oopiadas,
As pessnas que se propozerem a r>la arremalacHo
eumparecam na sala das sesses da mesma junla pelu
inein ilia compelenlemenle halieliladas.
E para constar se mandou alTixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesour.iria provincial de Pernam-
buco 29 de Janeiro de 1855.O sccrelario
, A. F. d'Annunciac'io.
Clausulas especiaes para a arrematacao.
1." As obras dos reparos do acude de Ca uar se-
rio execuladas de conformidade rom o orcamcnlo
approvado pela directora emconselho eaprcseniadn
a approvae.in dn Exm. Sr. presidente, na importan-
cia de 1:0128000 rs.
2.a O arrematante" dar romeen as obras no prazo
de um mez, e as concluir no de lies, ambos conta-
dos na forma do ai I. 31 da lci provincial n. 286.
3-1. A importancia da arremataban sera paga em
urna s preslacao, quanlo eslivereni concluida- as
obras que terao logo rocebidas definitivamente, visto
nao haver prazo de rcsponsabilidade.
I.* Para ludo mais que nao esliver determinado
"estas clausulas, nem no oreainento seguir se-ha o
que a respeilo dispoe a lei n. 286.Conforme. O
*ecrelario A. F. a' AnnuueiatUo.
O Illm. Sr. inspector la thesouraria provincial,
em cumprimenlo da onlem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 2 do correnle, inand.-i fazer public-
(|ue no dia 22de fevereiro, prximo vindouro, peran-
le a junla da fazenda da mesma Ihcsouraria, se ha
do arrematar a ipiem por menos lzer, a obra do 7..,
lauco da estrada da Escada, avaliada cm 25:3005000
res.
A arrcmalaco ser fela na forma da lci provin-
cial n.313 de 14 de maio dn anuo prximo paesadoi
o sob as clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a isla arrcmalaco
comparceam na sala das seasoes da mesma junla pelo
mei" dia compelenlemenle habilitados.
E para constar so mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria la thesouraria provincial de Pernambu-
co 29 de Janeiro de 1855.O secretario
./. /'. d'Annunciaiao.
Clausulas ttpattUt para a arremataco.
1. As obras do stimo lauco da estrada da Becada
f.ir-se-ban do conformidade com o orraiuenlo, planta
e perls approvadog pela directora em contelbo, e
apresentados apprnvacao do Exm. presidente, na
mportancia de 25:3009000 rs.
2.'1 O arrematante dar principio a obras no pra-
zo de um mez, e as concluir uo de doze, ambos con-
tados na orraa da arl. 31 da le provincial n. 286.
3.a A importancia dn pagamento 'la arrcmalaco
verilicar-se-ba de conformidade com o arl. 30 da
mesilla lei, e sera feilo em aplleos da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 354.
i." O prazola rcsponsabelidado serado nm anuo,
dorante n qual deven o arrematante inanler a estra-
da seuipie cm peifeilo estado de runservacao, sob
pena de seren immedialameiilc feitos a sua cusa os
reparos.
5. Para ludo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas uem dn ora.miento segu-se-
ha que a respeilo dispoe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretarlo, ./. /". (CAnnunciacao.
O illm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
manda fazer publico que, fies prorozado por60dias,
a contar da dala desle, o prazo concedido para as rc-
clamaceseo pagamento da divida da decima c mais
repostas que cobram as estaees desle municipio nos
exercicios anteriores ao de 1852 a 185.5, c que findo
esle prazo, que ( o neressario para se conseguir a es-
crpluracn desla divida, ser ella cobrada judicial.
nicnlc.
E para constar se mandou afiixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernambu-
o.3l de Janeiro de 1855.O secretario
A. F. d'Annunciacao.
Manoel Ignacio do Oliveira Lobo, fiscal da fregue-
zia de S. Fr. Pedro Goucalvcs do hairro do Kc-
cife, ele.
Faz publicar para inleiro conhecimeulo dos ino-
radnies ilcila freguezia as posturas addicionaes de 9
de -dezembro, appfovadas provisoriamente pelo
Exm. presideule di provincia em 16 do mesmo
mez, a rf :* de novj1 tro, approvada cm 23 de do-
zemlirn, e liualmcrM*anlc IS de Janeiro approvada
na mesma dala como se segu :
POSTURA ADDICIONAL.
Arl. 1. Niiigiiem poder eslahelecer d'ora cm
dianle padarias, senao nos lugares seguinles : russ,
do Brum, desde a parle anda nao edificada al a
fortaleza ; Imperial, da casa do cid.nl.io Antonio da
Silva Gusmao para diante; Cabanga cvolla dos Co-
i'lhos ; ra do Ces projecl uiu ao oeste da freguezia
ilc S. Jos, a partir da travesa do Monteiro para o
tul, e pelas que licam entre esla ultima ea Augus-
ta, Un reno devoluto a comecar das cdlicaces da
praia de Santa Rila, lado du leste emseguimeulo,
praia de S. Jos ao sabir no largo das Cinco Pon-
las, berco das Barreiras, Soledade e Sanio Amaro.
As ililas padarias lana os seus lomos construidos
segunde o plano adoptado peta cmara, o que ser
verificado por recio de exame. Os infractores sern
milita dus ere Irinla mil res, solTrerao qualro dias
de pi i-.io e al serao fechadas as oflicnas.
Arl. 2. As que actualmente existen! no cenlro da
cidade serao removidas para os referidos lugares
denlru do prazo improrogavel de seis inezes. sob pe-
na de pagarcm os seus doea Irinla mil res, e de
Ibe serem fechadas as fabricas.
Paco da careara municipal do Rccife cm se-io
ile 9 de dezembro de 1854.Harao de Capibaribe,
prciiileuleAntonio Jos de OliveiraFrancisco
I.uiz Maciel liannaFrancisco Manale de Al-
meida Antonio Marques de Amorim.
A poror provisoriamente.Palacio do governo
de Pernambuco aos 16 de dezembro de 1854.Fi-
guciredo.Corforme. Antonio Ceilc de l'inho.
Conforme, o secretario Joo Jos Ferreira de
Aguiur.
DOS ESTABELECIMENTOS E CRFACAO DE
ANIftfAES DOMSTICOS NA. CAPITAL DE
PERNAMBUCO.
Arl. 1. I'ica prohibida a creando do animacs do-
msticos nn interior da chinde.
Arl. 2. F'ica permiHda a cnnsetvacao dn caval-
ln, Imi, cHo, carneiro c cabra com as condiees dos
artigas adianle eslabelecidos.
Das eaeaariees, dos canallas c mis.
Arl. 3. Nenluim cavallo ou boi ser conservado
dentro la cidade sere que lenha um alnjamenln cla-
ro, eapaeoso c ventilado para sua haliilarao diaria
e nol'irna.
Arl. 4. O alojamenlo para nm ou dous cavados
de uso particular poder ser contiguo li lidiaran,
e para mais Je dnus. separada da mesma, deixan-
lo enlre ellcs um espaeo ao menos de*quarenla pal-
mos quadradus, ladrilhailo, MBostO an snl e a rluiva.
Arl. 5. Km caso nciibiim ser pernittido aloja-
menlo para maV de 10 cavallos uo centro da rida-
dc: esle numero portera elevar-so a 50 as circum-
vizinhacas da mesma, e as proximidades do rio.
Arl. 6. O alpjamento para caita animal, qur
denlro da cidade, qur em sua circumvizinlianea,
devera ser coberto de (elba allura de 15 a 20 pal-
mos, com urna proporcional nclinaefio para o ci-
lo das asnal pluviaes, e separado ilu.s oulros
alujamcnlos : ter urna manjadourade Ires palmos de
i.agora, o oilo da romprimenlo, e um assoalho de
laboa, ou eaibros da largura da manjadoiira, e com
10 palmus an menos de comprinicuio.
Alt. 7. A reanjadoura deve estar qualro a cinco
palmos cima do assoalho ; o assnalho dous palmos
cima do terreno em sua maior altura, c o terreno
dever ser ladrilhadosobat cal o ara amatsada, in-
clinado, e com iim reg pouco mais ou menos na
allura da penullinia eslivn para dar cscoamenlo tos
lquidos que sohre elle soderrainarem. Os regos de
cada alujanienlo enmmunicaran uns com oulros, se-
rSo prvidos de ralos,, c irn desaguar ou cm sumi-
doiiro--, que tetihain dous palmos .de agua natural-
mente, ou uo rio, ou no mar.
Arl. 8. Os sumidouros serio fechados cm aboba-
da, cojo cuine estoja ao nivel do terreno, c nao de-
verao receber as aguas de chuvas.
Arl. '.). Os alojamcnlos serao limpns i vassoura
ao meiius doas vezes por dia : e duas vezes por se-
mana, serao tiradas as varreduras deposiladas.
Quando porcm houvercm alojados mais le ciuco ca-
vallos, a remocao das varreduras se far todoi os
dias.
Arl. 0. Todos o cavallos serao lavados ao me-
nos urna vez por dia, ou pela manhaa, ou nole.
Arl. II. Nenlium animal po lera ser relido den-
lro da cidade quando esliver accommellido de mo-
lestia contagiosa, ou de molestia que o impera de
servir por Ires mezes.
Arl. 12. Nenhum animal entinado, quo esliver
ferido no lugar cm que empregar a sna forca, po-
der servir cm quanlo nao se reslabelerer : o mes-
nin se diz do animal cuja magreza for uotavel, ou
esliver manco, ou coxo.
Arl. 13 Fica prohibido dentro da cidade, o servico
cm animacs reanliosos, como os couceiros, morde-
dores, acuadores, desembcsladorc*, ele. ; e bem as-
sim daquelle*, -que nao esliverem adestrados para o
emprego quo so os deslina.
Arl. 1i. Verificado que um animal be manhoso,
para o que basla que pela segunda vez elle mostr o
vicio que tere, se far no trazeiro direilo o signad M
com um ferro em braza. O
Das rorheiras c seus administradores ; do* carros
c seus bolieiro* ; c dos conductores de cavallos.
Arl. 1.5. Neiiliuma cocheira poder ser rslabe-
lecida sem que o proprietario, ou administrador
responsavel por ella, pedindo lcenea cunara mu-
nicipal, aprsente os carros para serem examinados
em sua seguranea e conslruccao, c nuinera-los.
Arl. 16. Todos os carros de passeio e servicn pu-
blico, lerao escripia asea namerafSo ha caita, na
parle posterior e nos lados, feita com tinta branca.
As miinerariies lero doas polegadas de allura e
a largara proporcional.
Arl. 17. O carro quo for julgado incapaz dn ser-
viro publico nao ter numerario, e a rpic existir
sera apagada.
Arl. 18. Todo n responsavel de qualquer cochei-
ra lera um livro, em que devem otar escripias os
nones dus holieiros de seu ealabeleelmento. e o
numero de carro que cada um holcia. e onde faro
notar todas as niudancas que nos mesmns li/.er, as
careara municipal.
Arl. 19. Nenlium bolieiro poder largar as re-
deas do carro que dirigir ; eso o carro fot puiado
pnr mais le lre> cavallos, nao poder desccr da bo-
lea para abrir 0 portinhola, ou fazer nutro qual-
quer servico, sem que dcixe na bolea quem o sobe-
lilua.
Arl. 20. Nenhuma pessoa ser admillida ao ser-
viro de bolieiro sem que aprsente um certificado
a-signado por tres bnlieiros conbecidos, pelo qual
Conste ter ao menos boleado por um mez em com
panllia de um dellet, e que e-la habilitado para erse
servico, e mostrar por rerlidan que be maior de IS
anuos, e nlleslados de pessoas fidedigna! que pro-
ven! sua conduela civil o moral
Arl. 21. Os cavallos que puxarem carros as mas
eslreitas e as ponte*, amlarao a passo ; e a troto ou
a passo, nos deniais lugares. E:n nenlium caso be
permillida a caireira. O mesmo so iliz dos cavallos
scllailos ou enrangalhados.
Arl. 22. Os carros do passeio noilc Irarao duas
lantcrnat acetas, urea de cada lado; os carros de
condnzir gneros Irarao ao pescoc-o do animal, qne
os pillar, urna campanilla, que pelo tuque advirla an
viandante de sna presenra, e demais o que o dirigir
iracm frenle cniquanto andar no interior da cidade.
Arl. 23. He prohibido denlro da cidade andarem
duas pessoas montadas em nm cavallo, assim coreo
monlar-se nos que esliverem com carga.
Art. 24. F'ica prohibido alar cavallos ou boisem
argnlas, porlas, janellas, ele. as runs desla cidade.
Arl. 25. Nenlium carro poder eslar exposto na
ra seno apparclhado para o servico, e com o seu
bolieiro decentemente vestido.
Arl. 26. lie prohibido ler-sc caes, porcos, rarnei-
ros, cabras vagando pelas ras ; assim como a cria-
cao dos niesmos denlro da cidade. Igualmente fica
prohibido o andar-so nrompanhiido de cSes, que no
esliverem alados. curda, e acamados.
Arl. 27. Fica permillido a censervaeo dos ulli-
mos animaos smenle na circumvisinhanca de, e com as condiees de ventilacao e lirepeza dos
artigos 3, 6, 7, S o !), devendo os ilonos de ditos ani-
macs participaren! ao fiscal encarregado da execacao
ilcslas posturas o local de seu eslabclccimenlo, c o
numero de animaes quo pretendere receber, calcu-
lando qualro dclles para cada cspiiro, quo oceupa o
boi ou cavallo.
Art. 28. Enconlrando-sc dilos animaes vagare!0
serao presos ; corda, c levados a casa le seus donos,
ou acompanhados ale Ii, os quacs pagaran por cada
um 55; e nao se encontrando as pessoas quem el-
lcs pcrlcnc.am, os caes solTrerao os effcitu.s funestos
da nox vmica, e os porcos, carncirns e cabras sern
entregues ao hospital de Caridadc, para o uso que
lhe convier. Comtudo so os caes presos trouxerem
colleiras, que iiidiquem o nomc e rnor.'tda de seu do-
no, ou se fnrere de jualidade, c de raca bella e ra-
ra nesla cidade, seos conservar por oito dias cus-
la da municipalidade ou dos donos, o que ser an-
nunciado pelo jornal da rasa, depois do que portera
ilar-sc a quem primeiro os procurar, pagando as des-
pezase a mulla, c niiiguem os queremlo solTrerao a
nox fornica. Esla garanta deixar de existir quan-
do so alacarcm js caes que a noile andarem vagando
pelas ras.
Arl. 29. Qualquer animal que so encontrar morlo
denlro da cidade ser immc lialamente couduzido
para ser enterrado alm da Cruz do Palro.
Todas as pesquizas serao fcilas para se descubrir o
seu dono, o qual pagar lodas as despezas feilas,
alm da mulla de IOS ".: o cao ser enterra do cinco
palmos abaixo dn superficie da Ierra, o porco, car-
neiro ou cabra san, o cavallo ou boi oilo.
Art. 30. Para observancia deslas pnsluras ficain
creados dous empresarios com o ululo de fiscal e
guarda equcslrc, com inspeccao ere ditos eslabelcci-
mentos, qur pblicos, qur particulares.
Art. 31. A infraccao deslas posturas pratirndas
poralmocrevcs ou proletarios, ser punida, core a
pena de 13, ou dez horas de pritfle: sendo por pes-
soa abastada nu por bolieiro, ou pelo administrador
dasravallarices un cocliciras ser punida core a pena
de 15-.
Na reincidencia lodas as multas serao dobradas.
Paco da cmara municipal do Reeife cm ses-ao de
3 de novembro de 18j'i. Harao de Capibaribe,
presideule.Antonio Mir que* de Amorim.Frtin-
risco Mamcde d .tlmcida. Antonio Joscdr- Olivei-
ra.Dr. Cosme de s Vertir.
Appruvo previsiiriameiile. Palacio do gnvernn
de Pernambuco ere 23 de dezembro de I85. Fi-
guciredo.
Conforme.Antonio Leile de l'inho.
POSTORA ADDICIONAL.
Arl. nico. Ficain prohibidos o fabrico de fogot
artificiaos, venda de plvora e dep-isilos desses ob-
jcclos ilenlro da cidade, seja qual fora qiiaulidadc.
Os infraelores incorrerao as penas de oilo dias de
prisao.e na mulla de 30J, duplicada no cJso de rein-
cidencia.
Paco da careara municipal dn Reeife em tataSo
ordinaria de 18 de Janeiro de 1855.Bario de Capi-
baribe, presidente. Francisco /.aiz Maciel l'ian-
na:Jote Maria Freir (ameiro. Manoel Joa-
quim do llego Albw/ucrque. Gustavo Jos do lle-
go.Dr. Cosme de Sa Pereira. Itodolpho Juiio
fltrala de Almeida.
Approvo provisoriamente. Palacio do governo
de Pernambuco 18 de Janeiro de 1S55.Figuciredo.
Conforme.Antonio Leile de l'inho.
Conforme. O secretario, Joao Jos Ferreira de
Aguiar.
Reeife 5 do fevereiro de 1855. O fiscal, Ma-
noel Ignacio de Oliveira Lobo.
Joao Ignacio de Mcdeiros Reg, rnmrecrciante ma-
triculado, deputado commcrcial dn tribunal de
cominercio da provincia de Pernambuco e juiz
commissario nomeado pelo mesmo tribunal.
Faeo saber que nao leudo comparecido na reu-
niao, que leve lugar no dia 23 do correnle, os ere-
dores da casa fallida de Oliveira Irmos & Compa-
nhia, Leonino Brothers, Jar.omn & P. Irm.
Carboni, Gamba Sroinin & Mello, Frcres liosinero,
Antonio Joaquim de Oliveira Mello, Novaos i\ Pas-
sos, Viuva Seve, ScbasliSo Jos de Figueirn lo, que
residen! fora desle imperio, .ou denlro delle, reas
em domicilios nao conhecidos, por nao ler sido a
convocarlo feila segundo o arl. 135 do rcgulamen-
lo n. 738 de 25 de novembro de 1850. convoco pe-
lo presente edilal a dilos credores para que compa-
rceam no dia 1 de junho do correnle anuo, pelas 11
horas da manhaa, em casa da minha residencia na
ra da Cruz n. 9 do hairro do Reeife, afim de que
reunidos em minha pre.senca, enm lodos os mais
credores da mesma casa fallida, verifiquen! os seus
crditos, se forme o contrato de uniao, c se proce-
da a nomeac,o de administradores dos lien: da di-
la caa fallida, advertindo que nenhum credor se-
r admillido por procurador se cle nSoliver pode-
res especiaes para o acto, e que a procuraran nao
pode ser daila ., pessoa que seja devedora aos falli-
dos, nem um mesmo procurador representar pnr
dous diversos crciloret. Em cumprimenlo lo que
lodos os credores da referida can fallida comparc-
eam cm dilo dia c lugar designado, sob pena de
se proceder a suas revelias.
E para quo chpgue ao ronhecimenlo de lodos,
mande) pastar o prsenle edilal, que ser afiliado n
praca do commercio e panucado pelo Diario de
Pernambuco. Dado pas-ado nesla cidade do Re-
cite de Pernambuco aos 27 dias lo me/, de Janeiro
de 1855. Eu Diuamerico Augusto lo Rogo ngel.
EtcrlvSe juramentado oescrevi.Joao Ignacio de
Medcirot llego, juiz do commercio,
Miguel Ferreira Velloso, collector provincial do mu-
nicipio de Caruari!, cm virlude da le ele.
Faa saber que na cadeia da villa de Cariiar
aeha-sc desde dia ) de dezembro do auno prximo
passado, presu o escravo Manoel, crioulo, de 30 sn-
nusdedade pouco mais ou menos, allura regular,
olhos pxetns, pnuca barba, denles da frenle nlcirns,
orellias pequeas, nariz pequeo e chalo, beicos
grossus, ilizcndo ler o oflicio de carpina. cujo es-
cravo foi capturado enlre os lugares Capella e Mo-
ruim da provincia di Babia, porF'ilippe de (al, ca-
pullo de campo, sem (pie se sailia a quem perlenr i,
pelo qne, sendo por esta razao considerado bem do
evento pelo arl. Io do regulamenlode 17 de julho de
1852, quem se julgar rom direilo ao mencionado
escravo, queira vir pruvar o seu dominin nu prazo
de 60 dias contados da data da publicaran do prsen-
le edilal, sob pena de ser arremilado, e o seu pro-
ducto rcrolhido a thesouraria provincial na forrea
proscripta em o arl. i" do rcgulaincnlo acirea rila-
do.Eu Angelo de Sonxa e Silveira escrivao da
ciillecloria do municipio de Carnar liz o prsenle
que val assignadu pelo rolleclor. Colleetoria do
municipio lc Carnar 28 lc jauciru do 1855.Mi-
guel Ferreira I elloso, collcclor.
DEOLARA^O'ES.
dos os oliji'ctos existentes no mesmo, os
(jtiaesse enlrejjarfiopclo TTtiiior prceo'|iK;
for olFerccido, visto nSo lmver limite de
(jualidade algtima: se\la-'cira ) do <
rente as 9 horas em ponto.
LEll.AO' DEJOIAS.
O agento Borja, terja-feira, 13 do correnle,?re sen
armazriii na ra d Collegio n. 15, far leilfo de
una inlioidade de objeelos de ouro. diamante e bri-
Ihanle. ronsistindo ein aderecos. meios dito, pulid-
ras o allineles, lano com esmalte eesmapheu. como
sem elles, dilos rom brilbanlc c diamante, lieos alli-
ueles de hrilbanle para abertura, e onlras joia de
goslo snbllree, relogios palenle ingle*, sui-sns, dori.
sontaes, e ontros do diOerenles qualidades; os quaes i,
s se seliarao patentes no mesmo armazere, as
'.1 horas da manhaa.
l.EILAO.
Ouarla-feira, 7 de fevereiro, pelas 11 lioras da ma-
nhaa, liavcr Icilao de queijos porta da alfan-
dega.
ADMINSTRALA!)' 1)1) CORBEIO.
O hiale Conceica de Maria recebe mala para a
Parahiba boje (7) as3 horas da manjlga.
CORREIO GERAL.
O vapor Comer recebe as realas para o Mara-
nbao c Para boje 7 as 'J horas do dia.
COMMANDO DAS ARMAS. .
Os Srs. iniciaos reformados, ere cureprimenlo de
onlem dn governo imperial, liajain le entregar ( c no
casn de impossibilid.idc mandar enlregar ) na secre-
taria do rnmreandu das armas, urna noli das conde-
coraees que lenham nblido, e quaes ellas sejam,
com espnclflcaelo das dalas dos decretos que as
concedcrnin, e se loere os respectivos diplomas,
lambem iueluirao as olas as iiicdallias de cim-
panha.
Pela adminislracao dos cslabclecimenlosde ca-
ridadc se faz publico a quem convier e inleressar
po menos lizer o forneeiineiilo d'agua para n bospilal
dos Lzaro-. Os prcltiideulcs devoran acbar-sepr-
senles no mencionado dia na secretaria da adniiuis-
liacin dns e-laielecimenlos ilc caridg le pelas 4 horas
da larde. Secretaria da adminiilrt>ao doseatabele-
cimenlos de caridadc 1 de fevereiro de 1855.O es-
crivao, Antonio Josc Gomes do Correio.
BANCO DU PERNAMBUCO.
O eonsellio de diieeeao do banco de
Pernambuco faz certo aos Srs. accionis-
tas, que se aclia autorisado o Sr. gerente
a pagar o ejuinto dividendo de Sf60Q rs.
por accao.Banco de Pernambuco, .">!
de Janeiro de 1855.' O secretario do con-
sellio, Joao Ignacio de Mcdeiros Hejjo.
AVISOS DXVEHSOS.
----------------------------i.----------------------------------------------------------------------------------
Roga-so ao Sr. aferidor deOlinda queira quan-
do vier no R-rife, dirii;ir-se a livrai ia n. 6 e 8 da
praja da Inujependencia.
Precisa-se'de nm liomempara distri-
buir Diarios : na Iivratia n. (i e8 dapta-
iv da Independencia.
l-'urlaram a 2. de novembro prozimo pastado,
nma carleira com KttKM) rs. e nina lellra de
rs., vencida em 20 de novembro do annn ile I81S,
cuja lellra perlencia ao Sr. Manoel Juvencie de Sa-
boia, e boje pe tunee esla rohranca a Antonio Pars
de s Barred.
Joo Ferreira da Costa Nevcs faz trenle ao
publico que rnmproo ao Sr. JoSo Francisco Maia, o
seu eslahclecimenlo de calcados c miudezas, tilo uo
aterro da Ilna-Visla n. 82.
Precisa se de urea ama para o servido de por-
tas para denlro, manos para enzinha : no Reeife con-
Irniile ao oilo do Corpo Sanio, luja de calcados nu-
mero 29.
Na ra Direila n. 2i, se dir quem compra um
sobrado de ure ou dous andares, tendo em boa ra.
Joaquim de Sonta Mata, compron por ordem
doSr. (".ailos Carmim, do Muranhilo, meio hilhele n.
:!9:t5. la secnmla pirle da quarta loieria de San Pe-
dro Mari vr ileOliild.

O Di
dilTercn
larga du
Dias Fernandes, medico, pode ser
procurado a qualquer hora do dia para os
es ramos de sua prnfiesao : na roa
Rosario n. 38.
AVISOS MARTIMOS.
AO CHARA' MAIIANIIAO L PARA'.
"ai seguir com a maior brevida-
"e o novo e veleiro pailialiote na-
cional Lindo Paquete, cupitio Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
de passagem nesle excedente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida (lomes rSC, na ra do Trapiche,
n. 10, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
grande parte do seu erregamen-
to tratado, o veleiro ebem cons-
truido btigue nacional MARA LUZ1A,
capitao Manoel Jos l'erstrello : para o
resto da carga e para escravos, aos quaes
da' excellente accommodacoes, trata-se
na ina ek> Trapiche Novo n. 1 Ii segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
I PARA A BAHA
vai seguir com grande pi-estezaohiate
nacionalFORTUNA, capitao Pedro Valet-
te Filho flpnra cargatrata-se com os con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na rualdo Trapiche Novo n. 16 segun-
do andarA
Para o ftiode Janeiro segu viagem o bergan-
1 i ni (( Despiqrc le Beirisn, capilao liliseu da Silva
Araujo : quem no mesmo quizer carregar, dirija-sc
a seu Oonwgnatarta Manoel Joaquim llamse Silva.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por tern maior parte da carga prom-
pt.i.o beinconliecido lir;ne nacional Fir-
ma ; para o resto ta carga c pasiageiros,
trata-se com Novaes & C, na ra do Tra-
piche n. 7s\. segundo andar.
Ceara' o Acaracu'.
No dia 10 imprelervclmeole segu O palbabote
Sub lense, capitao Franciaco Jns da Silva Kalis ;
recebe carga c [a sageirus : Irata-se com Caelano
C) naco da C. M., an lado do Corpo Sanio n. 25.
CEARA' E PARA'.
Segu em poucos dias por ter a maior
pnile da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao opitico Antonio Sil-
veira .Maciel Jnior, para o resto, trata-
se como consigo a tarjo J. B- da Fonseca
Jnior, na.rua do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca.
Para o Rio de Janeiro sabe com brevidade o
brigue Dous Amiaos pnr ler parle da carga promp-
la : quom quizer carregar o resio, ir de pas-agem ou
embarcar escravos a frete, Iralc nn esrriplorin de
Manuel Alves Guerra Jnior, na ra dn Trapiche
n. I'i, ou com o capilan .Narciso Josc de Sanl'Amia.
Para a Babia segae ere i.ourns dias, por ler a
maior parle da carga prompla, a bere conbeciila rje-
ropeira Urrarii; para nristo traa as mm seu con-
signaiario Domingos Alves Malhent, na ra da Cruz
n. 5.
PARA O RIO DE JANEIRO.
Segu mpreterivelmente no da S do
corrente o brigue nacional Estrella do
Sul : quem no mesmo quizer embarcar
escravos a frete dirija-se a ra do Vigario
n. ">, cscriptodio de Eduardo Ferreira
Hallar.
Para a Babia segu em poucos dias a veleira
garoupeua .uranio, por It parle do seu carrega-
nienlo prompla, c para o resto Irata-se com seu con-
signatario Domingos Alves Malhcii, na rua da Cruz
n. 51.
ConVida-se aos Srs. abaixo mencio-
nados a ajpparecerem no aterro da Boa-
Vista n- }'), para concluirem seus dbi-
tos : Antonio .Iosi Marlins, Manoel da
Silva Cou(o, Thoma/. Times. Jos Joaquim
Piulo de Almeida, Jos Martin Ferreira
Coulinhd, Gregorio da Costa Monteiro,
Flix Gomes Coimbra. Marcellino Henri-
ques Pereira, Francisco dos Santos Mo-
reira, Joao Francisco da Lapa, Manoel
de A/.eve(io Santos, Francisco Muniz de
Almeida.Antonio de Paula Fernandos
Firas.
() Jos Ignacio de Lovola, ten-
A do vendido o seu eslalielecimento
, para relirar-se para fra do Im-
i*; perioia tratar de sua saude. nao
(^ o pode fazer sem que as pessoas
A. que lhe licaram a dever lhe pa-
W guem, afim de cne nao lhe seja
\?' |irecisb Linear mo dos meios ju-
^) diciaep para tal.
O cscripturario da companhia de
Beberibe,
panhia:
dar.
continua a encarre^ar-se de
comprar ^ vender acrOes da mesma corh-
na rua Nova n. 7 primeiro an-
A direccao do baile de mascaras na
passagem1 da Magdalena (em o sitio do
Cajueiro) i previne aos senhores socios de
que as pessoas encarregadas de re
rem as jolas cstao igualmente au tomadas
para haverem dos mesmos senhores as
suas propostas pVa os convidados, de-
vendo estas ser a presentadas at o dia 12
do correnle sendo que o baile sera' m-
preterivelraente emosdias 17 e 19.
Camillo Augusto Ferreira da Silva,
alferes do :'. batalhaoda guarda nacional,
declara que nada deve a caixa do mesmo
liatalhao, nem de mensalidades nem de
quotas.
LEJLOES
Antonio d'Almeida Gomes X C fa-
rao Icilao, |ior conta de quera pertencer,
!e 72 sucos C0marroz do Maraniao, em
lotes a' vontade dos com piadores : juar-
ta-feira, 7 do correnle, as I I horas da
manhaa, no armazem do Sr. Guerra, de-
fronte do trapiche do algodao.
C. J.oAstley & C. furto leilao. por
intervencao do agente Oliveira, de grande
sortimento de fazendas as mais proprias
do mercado : quarta-feira, 7 do corren-
te, as 10 horas da manhaa, no seu, ar-
mazem, rua do Trapiche-novo.
O agente Borja fura' leirSo em seu
armazem na rua do Collegio n. 15, de to-

0
ATTENCA'O.
O agehte Vctor tendo de dei.xar
innatos armazem que oceupa n.
2~y/^wvcvie a todos os senhores
que tem objectos exposto a ven-
da, hajam de os retirar at odia
! do corrente, do contrario serao
vendidos no primeiro ledao que
se seguir por o maior proco olFe-
recido.
#
O agente Borja avisa a todas as pes-
soas rpi* tejm objectos em seu armazem
na rua do Collegio u. 15, hajam de ap-
parecer at o dia 8 do corrente no mes-
mo armazem, do contrario seus objec-
tos serao entregues pelo preco que chega-
remem leilao.
I'recisa-se de um forneiro : na padaria da rua
do Colnvcllo u. '9.
LOTERA DE S. PEDRO MARTYR DE*
OLl.NDA.
Ao5:000s0()0, 2:000.^000, 1:000*000.
Corre indubilavelmente no dia 10 de fevereiro
correnle.
O caulelista Saluiano de Aquino Ferreira avisa
ao respcilavel publico, que seus burieles e cautelas
nao soll'rere o descont de oilo por cont nos tres pri-
meiros premios grandes, e acliam-se venda nos
lojas etuinles: rua da Cadeia dn Recite n. 4.5 ; pra-
praca da Independencia o. .'17 e 't'J ; rua do Qucima-
du n. 39; rua do l.ivramenlo n. -22 :* e rua Nova
n. 16.
Ibllieles 5&500 rcrcber.i por inleiro XMmm
Meios 29800 s 2:.500500t)
Juarlos 19.500 1:2.505000
ilavos J)800 1 njo
Uocimos 971)0 5009000
Vigsimos 5100 2509000
A pessoa que desoja fallar com a Sra. Maria
Thcrcza de Jess, pode procura la no segundo becro
da Cambija do Carino, ou auniuiciar sua morada.
Aluaa-se urna caa com forno para padaria.em
liiaar manado pelas postaras, uliimamente publica-
das : quem preleuder, dirija-se a rua du Oueimado
n. 1U. loja.
O abiixo assignado, Iliesoureiro das sociedades
denominadas S rra Negra e Conceico, tem compra-
da para as mesma- os inlheles. a saber :
para a priuieira bilbeles ioteiros :i9(i8, lili, MU.
128j ; meios 25.57, 141, 1717 : para a segrela l
3737, ; meios 1 simo
371 ; quarlo 1208, da loieria de S. Pedro Marlvr.
Candido Pereira Monteiro.
A rorlieira da rua de S. Francisco, defronte do
Ibealro vellio, ollerece o mnibus C aianga para as
pessoas que quizerere ir para a Passagem da Magda-
lena, que pagarao 640 rs. por viagem, e deverao es-
lar na coebeira as 5 horas en punto para a partida, e
vollaro as 8 hora da manlia.i.
Sao convidadas a apparorer no carlorio de er-
pbos.no largo do Panizo 11. 2fi, [iiimeiro andar, a
negocin que inuito Ibes inlere.i. ,. -iiin-
i-: Francisco te Paula llarinlin, Olv mpi> Fiel do
llego, :.-1 Maia, l'ram
rom Maria. til ha lo finado Bruto tinnc-alvos,
tierlrudes Lopes Mavicuir, Jo-''Marlins finbeiro,
Francisco Manoel de Almeida, Simio Jos de Aze-
vedo Santos, Jo3o Carneiro da Cunba Albiiquerque,
Joao Jos de Oliveira I; \ una e Rosa, (i-
faMecido Josc Fcancisco I.aga. Claudiana,
lilba do linadn Fraucisco Bernardo l'ercira dos San-
tos, Manoel Xavier Correia Feilosa, Aulonio Ferrei-
ra (U Hora, Jeronyino Maria Marques de Meneze,
Anna Joaqa do Sacramento, I.uiz (ioniaga de
Sena.
l'ede-te a Sra. viuva do Creado Ricardo Chri-
10 Ro irignes, queira declarar por esle Diario
aonde be a asa de sua residencia para se lhe fallar
a negocio de sen ntoresje.
Prcfisa-sc de orna ama para rtiar nm menino,
que nao Iruha lilhos : na rua do l.ivramenlo 11. '1.
MUTILADO


DIARIO OE PERNAMBUCG, QUARTA FEIRA 7 UE FEVEREIRO DE 1855.
MSTLMA MEDICO DE HOLLOW'AY.
PILOTAS HOLLOWAY
Esle tiicsliinavcl especifico, comporto inlciramcn-
le le hervas medici.iacs, nao conten mercurio, iiem
oulra lignina substancia delecten i. Benigno i mais
leiuv. infancia, c n eompleiclu mais delicada, lie
igualmente promplo e seguro para desarraigar o mal
na coMpleicao inau robinia; he inicuamente inno-
cente em suas uperares o effeilos ; pois faosca e re-
inle a- doencas de qualquer especia o grau, por
antigs e lenazes querrjam.
Entre militares de pessoas curadas rom esle re-
medio, muilas que ja eslavam as perla* da norte,
perseverando em sen uso, conseguirn! recobrar a
saude e breas, depois de liaver leulado iuulilnieiile
lodos os antros remedios.
mais afilelas nao devem eulregar-se desespe-
rarlo ; faeam un competente cusaio dos eicazes
elleilos desla assombiosa medicina, e prestes recu-
lo o bcueficio da sade.
1 se perca lempo em lomar esse remedio para
qualquer das seguintesenfermidudes :
l-'ebre luda cs|>ecie.
Gola
Mcmorrlioidas.
Hydropisia.
Ictericia,
ludigesloes.
Ieflammacoes.
Irregularidades da mens-
Iruarao.
Lombrigas Ue luda espe-
cie.
Mal-de-pedra.
Manchas na culis.
Obstroccflo de venlre.
l'hlhisica ou consumpro
pulmonar.
Retencao d'ourina.
Accidentes epilpticos.
Alporcas.
Ampolas.
Areiasjaaald',.
Aslhma.
Clicas.
t.onvulses.
Llebilidade ou exleuua-
rjio.
Dehilidade ou falla de
forras para qualquer
COUM.
Desinteria.
Dr de garganta.
de barriga.
nos lins.
Dureza no venlre.
Euferiuidades no ligado. Rheumatismo.
venreas Symptomas secundarios.
Eiuaqueca. Temores,
llerysipela. Tico doloroso.
Eebres biliusts. Ulceras.
n intermitientes. Venreo (mal).
Vendem-se estas pilulas no estaholccruenlo coral
de Londres, u. 244, Strund, e na loja de todos os
boticarios, droguistas, e oulras pessoas encarregadas
de sua venda em toda a America do Sul, Uavana e
Ilcspanha.
Vende-se as bocetinbas a800 ris. Cada urna del-
tas contm urna iuslrucoao cm portugus par ex-
plicar o modo de se usar d'eslas pilulas.
O deposito gcral be em casa no Sr. Souin, phar-
maceutlco, na ra da Cruz n. >:>, em Peruain-
buco.
SALA DE D\\S\.
I.uiz Canlarelli parliripa ao respeilavel publico
que a sua sala de.eiisino na ra das Trinrheiras n.
i se acha aborta todas as segundas, quartas c sextas
S assele horas da noile at as'nove : quein do
MU presumo se quizer utilisar dirija-se a mesma
casadas 7 horas da manhaa ale as 9. O mesmo se
offerece a dar lie/ies particulares as horas convenci-
nadas.
O abaixo assignado declara a quem convier,
que elle vendeu a sua botica, sita na ra do Rausel
.64 Ii*re e desembarazada, ao Sr. Antonio Joa-
quim Das Medrouho, e pede a qualquer pessoa a
quem seja devedor, de mandar a conta ra do Kari-
gel n. 6, a qualquer hora do dia para ser paga.
iuaguim Marlinho da Cruz Crrela.
No hotel da Europa lem salas e quartos para
aluguel, coni comida ou sei'n ella.
No holeKda Europa da-se para fura almoro e
aulir mensalmenle, por preco commodo.
- Desappareeeu do engento Oueluz. da fregiic-
le Ipojuca, um mnleque de nome Manuel, iilade
5 tunos, secco do corpo, pernas linas, ps c maos
proporcionados, bastante retinto, lem alguns talhos
no i oslo, e iguaes pelo costado e barriga, lie baslan-
e ladino : pede-se, porlauto, as autoridades ecapi-
Ues de campo etc., que o lacam apprcheudcr, e sen-
do entregue no referido engenho ao senbor do dilo
escravo, ou na praca a Antonio Lopes Rodrigues,
ra da Cadeia do Recite n. 38, sera bein recompen-
sado qualquer que o aprsenla!.
NA VALIJAS A CONTENTO E TESOURAS.
Na ra da Cadeia do Recifc u. 48, pnnieiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abreu, < jnli-
nuaro-se a vender a (CjOOO o par (preco fivo) as ja
bem cenhecidas e afamadas navalhs de"barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na ex,iosiru
: Londres, as quaes alm de duraren! ejlraardina-
riamente, nao se sentem no rosto na acr.lo d i cortar ;
vendem-se com a condir.lo de, nao agradando, po-
6rm os compradores devolve-las ale 1.1 dias depois
mpra resliluiudo-se o importe. Na mesma ca-
sa ha ricas tesouriohas para uubas, feitas pelo ibes
mo fai'icaute.
PANORAMAS PAMA JAI5DIM.
Bruno Praeger & C. na ra da Cruz
n. 10, receberam e vendem um sortimen-
to de globos de espelbosde diversos tama-
itos e cores, que formam o mais lindo
panorama, poslos em "urna columna no
meo do jarditn, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
n Praeger & C, na sua casa ra da
Cruz n. 10, teem a venda.
Pianos tanto borizontaes como verticaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 18 qul. do mais apu-
rado gosto.
uras em oleo, paisagens'fc'oin mol
dura domadas.
Vistas de Pernambuco, geracs e espe-
iaes.
ndeiras e sofa's para torraros c jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinlio de Champagne.
Licores de dilferentes qualidades.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos para msica. .
!\0 C0WILT0RI0
DO DR. CAS ANOVA,
RtA DAS CKl'ZES N. 28,
'endem-se carteiras de homeopathia de to- jo
dos os lamanhos, por precos muitoera conta. 83
Elemenlos de bomeopatbia, i vols. (>;000
Tinturas aescolher, ra.la'vidro. I5OK
Tubos avulsos a eseolher a 500 e 300 fj
Consultas gratis para os pobres. xj!
Na ra dasCruzes u. 40, taberna do Campo
lia das melhores e mais modernas bichas hambur-
guezas para vender-se em grandes porcOcs e a reta-
llio, e lambcm se aluga.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito]contina a ser na botica de Bar-
tholomeu Francisco deSouza, na ra larga do Rosa-
rio n. :Mi; garrafas"grandes 5^500 e pequeas 35000.
IMPORTANTE PARA 0 PUBLICO.
Para cura de pbtisea em lodos os seus ditlerenlcs
graos, quer motivada por conslipar;oes, tosse, aslh-
ma, pleurz. escaos de sanaue, Ilor de costados e
peito, palpilacHo no cocajio, coqueluche, bronchile,
lor na garganta, e (odas as molestias dos oraos pul-
monares.
CONSULTORIO 00S POBRES
25 auA do coi.i.iaio i juvoAa sus.
O Dr. I'. A. Lobo Moscozo d consultas homropalliicas lodos os dias aos pobres, desde 9 botas da
iiianh.ia aleo moio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou imite.
OIIerece-e igualmente para praticar qualquer operacao decirurgia, e acudir prnmplameule a qual-
quer niulber que esleja mal de parlo, c cujascircuuislancias uo permillam pagar ao medico.
N CONSULTORIO DO 11..P. A. LOBO I0SC0Z0.
25 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina bomeopalhica do llr. O. H. Jabr, traducido em por
limuez |hJo Dr. Moscozo. quitro volumes encadernados cm dous e ncompanliado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele....... JOjtlOO
Esta obra, a mais importante de todas asquclratain doestudn e pralica da homeopathia, por sera unir
que conten a base runilainenial ,'Vsta doulrinaA PATHOENESIA OU EFFEITOS UOSMEDICA-
MLMOSNO ORGANISMOL.M ESTADO DESAb'DEcnnhecimenlos que nao podei.i.di-pensar as pes-
soas ([uc seifUcrcm dedicar a pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mediros que quizerein
experimentar a oulriua de Mabnemann, e por si mesmos se convenerrem da verdade d'ella : a lodos os
fazeinleirosesenhores de_ engenho que eslao lonse dos recursos dos mdicos: a lodosos ca pitaes de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que uciu sempre podem ser prevenidas, sao obliga-
dos a prestar in eonlinenli os primeiros soccorros em suas cnferniidades.
O vade-mecuin do homcopalha ou tradurr.lo da medicina domestica do llr. IJcrins,
obra (aiubein til as pessoas que se dedieam ao esludo da homeopalhia, un vol-
me crande, acniupaiihado do diccionario dos termos de medicina...... 10JOO0
O diccionario dos termos de medicina, cirur&ia, analomia, pie., etc., cncaidenado. .'(JOIMI
Sem venladeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopathia, c o proprietario desle cslabclccimcnto se liaoiufeia nincuem dnvida hoje da crande superioridade dos seus medicamentos.
Roticas a 12 tubos grandes................... 8B000
Boticas de i medicamentos cm glbulos, a 10J, 13 e 155000 rs.
Ditas :iti
Ditas 48
Ditas 60
Hilas 144
Tubos avulsos.........
Frascos de meia oin;a de lindura. .
Dilos de verdadeira lindura a rnica.
dilos a
dilos a
ditos a
dilos a
20.7000
19000
309000
608000
1,-slHM)
29OOO
29000
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de rryslal d diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-sc qualquer cucoramenda de mcdicameuloscuin toda a brevida-
de e por presos muito commodos.
I J. mi DENTISTA. I
$ conlina a residir na ra Nova 11. 10, piimci- $
j ro andar. eij
est;;
@e@eees
AO PIRLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, ra do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossas, por
precos mais baixos do que einou-
tra qualquer parte, tanto em por-
roes, como a retalho, allianrando-
se aos compradores um s precs
para todos : este estabelecimento
aluio-se de combinaco com a
maior paite das casas commerciaes
inglezas, Irancezas, allemans e suis-
sas.para vender fazendas mais i'in
conta do que se tem vendido, epor
isto oereceado elle maiores van-
lagens doque ouUo qualquer ; o
proprietario deste importante es-
tabelecimento convida a'todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
Novos litros de homeopathia uiefrauccz, obras
todas de summa importancia :
Hahncmaun, tratado das molestias chronicas, vo-
lumes. .......... 2O9OOO
Teste, rrolestias dos meninos.....(>rOOO
Hering, bomeopalhia.doinestira.....7?0 Jabr, pharinariipe.i bcnni'iip.iil ic.i. (~4MK>
Jabr, novo manual. 4 volumes .... lli^lKH)
Jaln, inolesliasnervosas....... t;-iv 1
Jabr, molestias da pellc....... 8^000
Kapou, historia da homeopalhia, 2 \ ultimes lOjOOO
Uartlnnanii, tratado completo das molestias
dos meninos.....'*-..... 105000
A Teslc, materia medica bomeopalhica. XJOIJO
De Fajolle, doulrina medica honieopalhica 7(KKI
Chuica de Slaoueli........ (000
Casling, verdade da homeopalhia. 4)000
Diccionario de Nvsten....... l^UOO
Alijas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, coulendo a descrip^ao
de todas as parles do corpo humano .' 309000
vedem-se lodos estes litros no consullnrio liomcnpa-
Ibico 1I0 Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio 11. 3,
primeiro audar.
me ft??se esas
DENTISTA BRANCEZ.
Paulo (iaiguoux, eslabelecido na ra lama 8
lo Rosario o. 3(, segundo andar, enlloca den-
tes com gengivas artificiaos, c dentadura com-
pela, ou parle della, com a presago do ar.
Tambem lem para vender agua dentifrice do
Dr. l'icrre, c p para denles. Rna larga do
Rosario 11. .36 segundo andar. ct
a
PIBLICAAO1 DO INSTITUTO H01E0PA-
TIIICO DO BRASIL.
T1IES0LUO IIOMEOPATIHCO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Vtlhoo concho, claro e seguro de curar homeo-
paliicamenle ludas as inoleslias que uflUjem a es-
pecie humana, e particularmente ai/ucllas i/ue rei-
nam 110 Brasil, redigido segundo us melhores tra-
tados de homeopathia, lauto europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario I.udgeru l'inho. Esta obra be hoje
reconhecida como a melhor de todas que Iratam da
applicac,ao bomeopalhica no curativo das inoleslias.
Os cariosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la e rousulta-la. Os pais de
familias, os senbores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capites de navios, serlauejosetc. ele, devem
te-la milo para occorrer promplaineute a qualquer
SOd molestia.
Dous volumes cm broebura por 109000
encadernados II9OOO
vende-se nicamente em casa do aulor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 08 A.
Lava-se e eiigomma-se com toda a perfeicao e
aceio : no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
Je Mello, que mora para oSalgadinlio,
3ueira mandar receber urna encomraen-
a na livraria n. 6 e 8 da piara da Inde-
pendeneia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a ra do n-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por me-
dico preco como be publico: quem se
tmizer uttlisar desepequeoprestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Em virlude de nao nos Icr sido possivel obler
todas as listas que distribuimos, alim de obtercm-se
asignaturas para a publicacao da obra Itellexoes
sobre aeducaro physica e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se disnaram askignar, n que a
nao receberam, de mandar procurar os exemplares
a quelherem direilo, na ra estrellado Rosario n.
M), segundo audar. (Preco para os assignanles rs.
2^000. .
BOAS OBRAS,
Chegaram rccenlcmeate a ra Nova n. 38, defron-
nceicao, lampadas, Ihuribulos, navetas, ral-
deinnliasdeagua beuta de latao, c galhelas de es-
lauho, ludo para igreja ; escrivaniubas, tesouras c
biitornas para funileiro. cadinhos, Toles de ferreiro,
rozelas de esporas, e muitas oulras obras de lalSo,
cobre, bronze e fulha de Flandrcs que se faxem e
vendem-se por preco commodo.
O cartorio dos fettos da fazenda
provincial esta' na ra da Santa Cruz do
Quero da Boa-vista, n. 40.
Precis-se de um criado para servir cm ca-
sa : quem se quizer prestar, har com quem tratar
na ra do Collegio u. 19, lercciro audar.
Jos da Maia contina a dar licoes de inglez,
francez e escriturado, todas as lardes, na elasse
que tem na ra do Queima lo 11. 14, e pode ser pro-
curado na loja dos Srs. tiouva & Lcile.
CASA DE MODAS FRANCEZAS.
Alerro da Roa-Visls n. 1.
Madama Millochau Uuessard participa as senhoras
suas freguezas, que araba de receber as ultimas mo-
das cm chapeos de seda e de palha para senlicras,
chapeos c dulciros para meninos, chales,mantelete.,
canusinhas bordadas, cortes de blonde, larlalana c
Barca, flores, esparlilhos de todos os lamanhos, en-
feiles e toucados, ricos lencos de cambraia de linho
bordados, liles lisos e bordailos, cambraia o tarlata-
ua larga, luvas de Jouvin, lilas e bicos, galAo da se-
da e de velludo para enfeilar veslidos, trancas de
seda e do algodo etc : recoiia-se os babado's com
promptidao e perfeicao, leudo para eseolher 7 pa-
dres diOerenles.
O padre Juao Jos da Costa Kibciro, substituto
da aula de lalim desla cidade, abri a sua aula par-
ticular no 1. de fevereiro, e continua receber alum-
nos internos: no paleo do Collegio n. 3T, segundo
andar.
O Sr. Francisco Xavier Dias de Albiiqiieniuc
Jnior appareca na ra do Oucimado, loja n. 10.
O baclmrel em matliematliieas
Bernardo Pereira doCarmo Jnior, l
dar' principio as suas explicar
de arilliinetica e geometra no "da
12do corrente ; na ra Nova, so-
brado, n. 50.
I'rerisa-se Ue urna ama de leite : na ra larga
do Rosario 11. 1!.
O abaixo assignado, proprietario dos terrenos
de Sanio Amaro, convida aos seus forciros que se
acham a devcimais de Ires anuos, para apparece-
rem em saa casa na ra da Aurora, alim de migaren
os foros vencidos, e senio o lizercm no prazo de 13
dias, declara pelo presente que perderaoa posse que
lemnos mesmos terrenos,licand lodav ia sujeitos a pa-
gar os dilos foros cumo he de Ici. Recfe 3 do feve-
reiro de 1835.J. J. do Reg Barros.
Manoel Antonio Teiieira yai Portugal.
Casa de consignadlo de cscravos, na ra
dos Quarteis n. 2i
Compram-so e recebem-se cscravos ile ambos os
sexos, para se vcuderem de commissan, tanto para a
provincia como para fra della, oflerecendo-se para
sso toda a seguranca precisa para os ditos cscravos.
Acliara-se a vendaos billicles da se-
gunda parle da quarta lotera concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
tyrde Olinda nicamente na lliesouraria
das loteras ra do Collegio 11. l.">, e cor-
re impreterivelmente no dia 10 de feve-
reiro.O tliesoureiro, Francisco Antonio
de Ulixeira.
Da-sc dinbeiro a premio em pequeas quan-
Paliasbrc penhores de ouro ou prala :*ia ra do
dre sol-'loriauo, primeiro andar do sobrado D. 71.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos .Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da caria, (pie Ihe
foi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste anuo, assignacla pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' undoso por
ver csse negocio decidido, c caso o Sr.
litgueira nao se queira digna 1' responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decises, e reo confesso de seu de-
licio.O Curioso.
Alugam-se c vendem-sc muito boas bichas de
Ilamburgo, chegadas ultiuiamcnlc. e tambem vai-se
applicar para mais conimodidade dos prelendenles:
na ra estrella do Rosario loja de barbeiro 11. 19, e
lambcm ha para vender-se muito boas curucas para
aliar uavalbas.
Na praca da indeiiendenca, ps. 24
a 50, lia para vender excedente veiludi-
Iho carmezin, pelo barato preco de (i'()
reis, muito propi'o para vislarios de
mascaras ou outro qualquer mistet ; as-
sim como penas de todas as cores e lama-
nhos por muilo mdico preco.
Prccisa-se de una ama de lcile : quem esliver
nestas cireiinistancias, dirija-se ao alerro da Doa-
Visla 11. '> A, loja.
O Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilahv, medico,
mora anualmente no aterro da Boa-ViKao. (i.">. pri-
meiro andar, oude contina a exercer a sua proOs-
so.
A matricula da aula de lalim do collesin das
arles est aberta lodos os dias uteis de manilla al 3
horas da tarde, 110 primeiro andar do sobrado 11. 22,
na roa das Cruzcs.
ALL DE OBSTRETICIA.
a matricula estaraberta desde o !. al o ultimo
de fevereiro, 110 bairro de Sanio Antonio, ra da
Palma, rasa de um andar. As lices principiarlo 110
dia 1 do mesmo mcz.
Antonio Euidio da Silva, lente da geometra
do lyccu desla cidade, nao podendo abrir no 1. do
corrente o curso de geometra para lodo o anuo lec-
tivo, como linha annuneiado, por nao apparerer
quem o quizesse frequenlar, de novo declara* que
annunciar odia da abertura, logo que appareca
numero suflicicnle dcestudanles, que o queiram fre-
quenlar : os preleiideutcs podem dirigir-se i casa
de sua residencia, na ra Direila n. 78. para darem
osseusnomes a matricula, s horas da manliaa al
as 9, e a larde a qualquer hora,
JOIAS
Os abano assignados, dones da loja de mu -vos, na
ra do Cabug n. II, confronte ao palco da matriz e
ra Nova, fazcm publico, que esto reeebendo con-
Hmidamente muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gostos, tanto para senhoras como para bomens e
meninos ; os precos conlinuam mesmo baratos como
lem sido, e passa-se conlas com respousabilidadc,
especilicando a qualidade du ouro de H ou 18 qui-
lates, Brando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duvida.Straplam \ Irmao.
D-se dinbeiro a juros razoaveis com penhores
de ouro ou prala : na ra estrella do llosa rio n. 7.
O cirurgiao Francisco Marianno deAraujo Li-
ma da consullas gratis aos pobres lodos os das das 7
aj 9 da manhaa : na ra da Gloria 11. 71.
Dcseja-se"fallar com a Sra. Mara Thercza de
Jess a negocio de seu inleressc.
Aluga-se um bom armazem para qualquer es-
labelecimenlo, na ra larga do Itosario n. '' a pes-
soa que o prelender, enttnda-se com o seu'proprie-
lano Joao l.eile PRa Ortigueira, n,i ra da Cruz do
Recite n. {>.
Prerisa-so alugar2 prelos para o servio de ar-
mazem do assucar : a tratar 11a ra de Apuo 11. l:i.
Aluga-se o armazem n. 30 da ra estrella do
Ko-ario : a tratar na ra do Collegio 11. 21, sesuudo
andar.
I'rccisa-se de um feilor que enlcnda de plan-
lacao e saiba tratar de vaccas e jardim, para lomar
conla de um sitio perlo desla praca : a tratar no lar-
go do Corpo Sanio, casa u. 13, segundo andar. Igual-
mente se alugam 2 prelos que saibain Irabalhar de
anuda.
Francisco D. Feuerliecrd, subdito allemao, rc-
lira-se para a Europa.
LOTERA DO ItIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 21 das Hatrizes e 7 da Gloria.
O vapor uCammela'n entrado neste por-
to boje (i de fevereiro nfio trotixe listas
nem resumo por ter sabido do llio de
laneira no dia 2 do passado, as quaes
esperamos a 17ou 18 do prsenle pelo
vapor Guanabara. Os premios sao
pagos a' vista sem descont algum logo
que se disti ibuam as mesmas listas.
Prccisa-se de urna prela muito fiel c que saiba
vender loda qualidade de bolos, pagando-so o seu
Irahalho conforme se ajuslar : na ra l'ormosa, na
quinta casa terrea indo pela ra da Aurora.
Engonuna-sc com perfeico'e aceio, c por pre-
co mais commodo do que em oulra qualquer parle :
delraz da matriz da Roa-Vista 11. 64.
Acha-se despejado o armazem da ruada Praia
do Kangel n. IH pertenrente a veneravel ordem ler-
ceira de San Francisco desla cidade, quem o prelen-
der aprsenle oscu requerimenlo assianado por pes-
soa idnea para sen fiador, para ser prsenle a mesa
administradora, para Ihe dar o despacho que foi
juslo.
Precisa-se de um negro para se alugar para o
servieo ordinario de urna padaria: na ra dos Pues
n. 41.
O abaixo assignad,) previne aos seus devedores
que no prazo de 30 dias, a conlar da dala desle, de-
verSe vir pagar suas conlas, certos de que 11.I0 o fa-
zendo lerao de ver seus nomes por extenso nesla fo-
Ihs. O mesmo lendo de relirar-se para Europa a
tratar de sua saude, avisa aos seus acalores, que lia-
jam da apreseular suas conlas para seren pagas.
Receta2 de fevereiro de I8.V1..ludas Blanco.
Precisa-se alugar um sobrado do um andar.com
sotan ou lejas, que areommodc no pequea familia,
nos bairros de Sanio Antonio ou Boa-Vista : no caes
do Ramos, no segundo andar do sobrado de Jos
Ingina de Miranda.
5=<
m
11 -'incitador nos auditorios desla cid.ule &v
aliaixo assiguado, conlina a exercer as "**
fnnec/pc- desso cargo, para oque pode er ?^>;
procurado uoescriplorio do Illni. Sr. Dr. JS>I
Joaquim Jos da Fonceca. o mesino compro- ^^
mette-se a solicitar causas le partido an- rfr>.
uual, com lodo zelo eactividaile, mediante ^^
um pequeo hnuorariu, ,im.iiii como as <^
nansa* particulares nao poe preco as "5"
p.uics. CamillaAugutlo Ferieirada Siii-n.j8l
llefletet noflr* a eiveacao pliusfca e moral i/'i 'in
fancia. (>lfrreci(is as mais Je familias, pelo Dr
Iguaria Firmo Antier.
lisia obra desuada ao bem social e necessaria a
quaiitos seocrupam da eduracao iutanlil, para que
chegue ao conbceimcnlo de todos, aclia-sc i venda
pelo preco de feOOU rs. lias loja- dos Srs. : Joao da
Cunha Magalhas.na ra da Cadeia do Recito 11. ."il ;
Joao Soares de Avellar, na ra Nova 11.1 ; e as li-
vianas Classica pateo do Collegio 11. 2, (niversal na
ra do Collegio, enadoSr. Honrado no pateo do
Cullegio n. b.
Quem quizer comprar urna canoa aberta c no-
va que serve para conducho de familia, procure ua
loja Ua ra do Cabug, de qualru piulas do Sr. Jos
Alvos da Silva Guimaraes, que elle dir a pessoa
que pretende vender e u preco que quer por ella.
ALERTA RAPA/.IADA.
Cbcgou 1 loja do Morcir.i na ra .Nova n. 8, um
bello sortiinenlo de mascaras de acuno do queixos
movedizos c suis-as, meias mascaras de panno para
caricalo, narixes com bigodcs, mascaras de paiiuo
muilo leves com barbas, bigodese peras, e lambcm
mascaras para senhoras, ludo por preco mais com-
modo do que em nutra qualquer parte". Tambem ha
na mesma loja um bonito BOrlimenlo de sapa tos de
seliin branca lizos, para senhoras, chegados pelo va-
por inglez.
LOTERA DA PROVINCIA.
O eanlelista Antonio Ferreira avisa ao publico, que suas cautelas e hillieles inlei-
ros garantidos, da parle da |. lotera de S. Pe-
dro Martyr de Olinda, que corre sabbado 10do cor-
rente, acham-sc a venda na sua loja, ra Nova n.
i ; Recite, loja n. II ; ra larga do Rosario n. -J(i;
eslreila n. 17 ; liave-sa do Queimado u. 1S C ; aler-
ro da Boa-Vista, rasa do Sr. Gregorio n. 72 A.
Bilheles 53O0
Meios l'.-S(K|
Quarlos ljioOO
Decimos 700
Vigsimos 400
Prccisa-se de una prela esclava para vender :
quem livor para alugar, dirija-se a ra do (Juro 11.
(, casa da esquina do lado direilo.
CEU MIL REIS DE GRATIFICACAO'.
Desappareceu no dia (i dedezcnibro do tuno pr-
ximo passado. Benedicta, de 14 nnon de idade, ves-
ga, cor icaboclada ; levvu um vestido de cinta com
Iras <<>r de rosa ede cafe, c nutro tambem de chi-
ta bramo com palmas, um lenco amarello no Desco-
co ja desbotado: quem a appreliender coudaza-a
Apipucos, noOileiro, em casa de Joao Leile de Aze-
vedo, ou no Recile, na praca do Corpo Sanio 11. 17.
que recebera a gralilicacao cima.
No hotel da Europa prccisa-se de um criado
lira neo.
.No da 9 do correnle mez, as 4 horas da larde,
na porla do Sr. Dr.juz de orphaos, se ha de arre-
malar urna raoi-agua n. 9, na traveasa do viveiro
entrando na ra do Alerrim ; oulra dita u. II na
mesma Iravessa ; oulia dita n. 13, na mesma tra-
vessa ; oulra dila na Vua Imperial ufCO: una casa
terrea na la de Moras n. 7S; oulra .lila na ra das
Aguas-Vcrdesn. 51 ; oulra diU na ra do Alecnm
11. 10 ; oulra dita na mesma ra u. 1 ; o sitio do
viveiro, sobrado e sen/.alas que licam no fundo do
mesmo sitio 11. 10, por renda aunual, e lie a ultima
praca.
Prccisa-se de urna cozinhera : na ra do Col-
legio n. 19, lerceiro andar.
, Antonio Joaquina Das Medrouho romprou a
botica do Sr. Joaquim Marlinho da Cruz Correia, si-
la na ra do Kangel n. (I.
Precsa-sc de um feilor ou um distilador para
um engenho porto da praca; quem prelender, diri-
ja-se, para Iralar, ra da Cadeia do Recife 11. ;1H.
No hotel da Europa lem bous peliscos a loda
ora, por preco muilo barato.
Desappareeeu dos Afosados, casa n. 21, no pa-
teo de N. J>. da Paz, una escrava por aome Delphi-
11a. de idade pouco mais ou .nenos 0 anuos, muilo
lea, nariz chalo, haixa, sellada, os pea tachados c
leudos pelas punas dos dedos, a uual escrava per-
lonceu ao Sr. .Manuel Coelho Cintra : rosa-se a
quem a apprehender, leve-u casa cima, que se
gralilicara. *
. A ,7 ''o mez de oulubro prximo passado, fu-
Sio do abaixo assignado o seu escravo i.aurcnlino, de
aacao Costa da Mina, dado i:, anuos, pouco mais
ou menos, alto, coi ptenlo, heuiila ligura, falla de
denles na freule, talhos no rusld e nos peilos, Slgnal
de sua uaeSo, muilo poltico l0 fallar, e se curva
quando v aluuin Sanltor bruL criaran de seus un-
idos genitores : roga-se a jpnTas aulurdades poli-
ciaes c CapiUes de campo o facain apprehender c
leva-lo ao abaixo assignado, 110 seu engenho Calba-
nua, da provincia das Alagoas, na villa do Paco de
Cunaragibe, na cidade de Macei., ao Dr. Josc An-
gelo Marcio da Silva, e na praca de Pernambuco ao
Sr. Antonio Caldas da Silva, ou a Manuel Firmino
rerrara, que senio bem recompensados.
Joaquim Mauricio Accioli Canatarro.
Ciuilherme Willson, no leudo lempo de des-
pedr-se |>essoalmenle de lodos os senhores, que o
obsequiaran! durante sua estada nesla cidade, o faz
por esle Oiario ; eaproveila a occasio para ollcre-
cer-lhes seus servicos na praca do Rio do Janeiro,
para onde relira-se no paquete inglez.
O procurador geral da ordem lereeira de S.
Irancisco desla cidade, pede ao Sr. Theolonio Flix
de Mello, queira ter a bou lado de explicar, como
leudo S. Me. requerido 1 Illma. cmara municipal
cm 20 de dezembro do anuo lindo licenca para de-
molir o oilo de sua casa na ra de Saita Rita 11.
22, e em :i de Janeiro deste auno renovando aquello
requerimenlo tm seu mesmo nome, e para o mesmo
fina, e analmente cm 11 do mesiuo mez de Janeiro
leudo pago em seu nome o impuslo de jgOO para
demolir o oitao da referida sua casa na ra da Praia
de Sania Rila 11. 22, e para ter amassador na ra, e
lazer de novo o dilooiUo, agora diz que o embargo
de obra nova que se procedeu a requerimenlo da or-
dem lereeira nao lem validada por nao ser S. Me.
o propriclario da supradita casa : pede mais o mes-
mo procurador geral ao dito senbor o favor de de-
clarar su porvcnlura condece a Sra. D. Gcrlrudes
Hara Comes, se sabe aonde inora, e se possue bens
de raz: e cerlo deque S. Me. lera a bondade de
dar as deelaracoes pedidas, desde agora o procura-
dor geral da ordem lereeira muilu agradece a S. Me.
Se o Sr. Jos Coriolann de Souza l.ima, eslu-
danlede Piaiiby, quizer ver um seu amigo, queira
boje mesiuodirmir-sc loja do Sr. Manoel do Ampa-
ro Caju.na ra Aova. O anuuuciaule relira-se ama-
nhaa 8.
Avisa-se aos senhores amadores do carnaval,
que se acba exposlo um novo o bello trajo de couro,
imitando aos de serlauejos, por preco commodo : na
ra Nova 11. 10.
Prccisa-se alugar urna escrava, que saiba en-
gommar, alm do serviro interno e externo de urna
casa de 2 pessoas de familia : Irala-se na ra Augus-
ta, sobrado amarello, segundo andar, qua lica con-
fronte a taberna do \ iclorino.
Anda esl por vender a armaran da loja de
la/endas da ra da Madre de Dees n. 9, logar pro-
prio de quem quizer vender muilo a retalho, sendo
os alooneisda casa muito em cunta : quem quizer,
dirija-se a mesma ra n. 32.
Fiio do lujar Riacho Verde, junio o Mogciro
da provincia da Paralaba do .Norte, um prclo com os
signaes scguinles : baixo, de boa giossura, vesgo,
roslo comprido. rara fula, rorcumla, e quando anda
abre um tanto as pernas, com idade de 40 annos :
quem u pegan-e levar ra da Madre de Dos n. 32,
sera recompensado.
Mass.v ADAMANTINA.
Ra gnoux, dentista francez, cliiiiuba os denles com a
masa adamantina. Essa nova e maravilhoaa coni-
posicao lem a vantagem de eneber sem pressiio dolo-
rasa todas as aiitrarluosidades do denle, adquenndo
cm pnuros instantes solidez igual a da pedra mais
dura.e pinmclle restaurar os denles mais eslragadus,
coma formaea cor primitiva.
iolbinlias impressas Jicsta tvpograpbia.i
de algibeira a 520, ac porta a 100. eec-
clesiasticas a'iSOrs., vendem-se unica-
mentc ua livraria n. ti e 8 da piara da
Independencia.
MVliU'OLAO COM TOLE DE AYA-
RIA A 3,00013,300.
Vende-se na loja n. 17 da ra do Quriinadn, pe-
cas de madapoln lino com loque de avaiia de agau
loce, pelos procos cima : dinbeiro a viste.
PARA G IIADMISMG DO
BOM GOSTO.
A S.sOOO rs. o corle !!
Vendcm-sc na ra do ftoeimado, loja 11. 17, an p
da bolica, os modreos ciir'.e- da veslidos de larlala-
na de seda com quadrosdo cores, do lindos e novos
desenhos, com 8 varas e meia, pelo baralo nreco de
88000 !! r *
NOVAS ALPACAS DE SEO A
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de l-'aria i\; Lopes, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
vos e lidos desonhos, pelo mdico preco de 500 rs.
cada covado.
Vende-se uma casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a inargem do rio, edilica,
da lia pouco lempo, em chaos proprios,
com bstanles cotnmodidades, coclieira-
estrbaria, etc., etc.: quem pretender
comprar esle predio, dirija-se a ra da
Cruz n. 10, pie sendo possivel se i'ara'
qualquer negocio.
Vende-se cognac em caixas de dtt-
zia: no armazem de lirunn Praeger i\
C, ruada Cruz n. 10.
Vende-se milhn muilo novo, agarnel a /i rs. o alqneire, medida velha, abordo da bareaca Di-
ligencia, encostada a rampa do Ramos.
Familia de iiiandioci.
Vende-se iarnlia de mandioca milito
superior em saceos grandes por preco
commodo, no trapiche do Sr. Cunha. '
Vendem-se \ vacas de leile muilo
boas, nlhas do pasto e com bezerros i>e-
queuos: nositiodoSr. Dr. Filippe Mena
Calado da Fonseca.
Condenas.
Na roa do Collegio n. 1, loja de miudezas, vei,-
dem-se condecas de lodos os (ainaubos por preco
coiniiiodo, que he paia acabar.
Vendciu-se bilheles da lolcria do S. Pedro
Uarlyr de Olm.la. que corre a 10 do correnle : no
alerro da Boa-V'SU n. 8.
FRESCAES OYASDO SERTAO.
\ endem-se ovas ,1o sei tilo muito em cunta, e lam-
bcm se relalha : na ra do Oucimado lojan. 15.
Vende se rebola sola a .VIO, 800 e IS280 rs o
cenlo, dita cm molbo a l.>S!KJ, batata de I.i.boa em
muito bom estad", eseolhiita, a :t;:,00 a arroba : a
Iralar na ra do Oueimado n. 44.
Vendem-se em casa de S. .P. Jolms-
ton 4 C., na ra de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogos de ouro, patente inglez.
Chicles de carro e de montara.
Candieiros e CHSticaes bronzeados.
Cobre de forro.
No armazem de Vctor Lasne, ra =
da Cruz, n. 27 vende-se o segtiinte : pa- a
pe piulado para fono de salas, com "
mni lindos desenhos ; vvennoulh em cai-
xas de 12 gualas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeira
Bordeai<\ em caixas de duzia ; kirch
do melhor autor; agua de flor de luru>
ja ; cognac veriladeiro ; absinlh, choco-
late muito superior ijitalidade; champa-
gne : o que tutlo se vende muito em
conta, em relariio a' boa (|tialkfade
Vende-se excellcnlc taimado de pinho, reern-
lemento ebeqado da Afneriea : na rui de Apollo
trapiche do Ferreira. a entender se com o adminis
rado r do mesmo. -
CEMENTO ROMANO.
\ ende-se superior crinen!" em barricas grandes ;
assim como lamhem vendem-se as linas : aira/, do
thealro, armazem de Joaquim Lopes de Aliucida.
Afeuda de Eidwla VIaw.
Ka ra de Apollo n. G, armazem de Me Calmon-
& Conipanhia. arba-se constan temen le bous sorti-
inen^ts de laixas de ferro ruado e balido, lauto ra-
sronlo fundas, moendas ineliras todas de ferro pa-
ra aiiimaes, airoa, ele, dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaiiho e mjilclososmais moder-
nos, machina horisontal para vapor com torca de
4 cavados, cocos, passadeiras do ferro cslaihado
para casa de purear, por menos preco que os de
cobre, eco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
ilias de (landres; lado por barato preru.
Taixas para engenhos.
Na l'undi^ao' de ferro de l). YV.
Uo'vfMMHasL na ra do Brum, passan-
do o chalan/. continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
puco commodo e com promptidao* :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. KcllerixC, na ra
da Cruzn. 5, b para vender o exccl-
icnles piano viudos ltimamente de Rom-
burgo.
Na ra do Vicario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se trelo novo, chegado de Lisboa pela barca-O'ru-
lidao.
'$) POTASSA BKAS1LEIRA. ($)
!) Vende-se superior jiotassa, fa- ^
(A brcada no Kio de Janeiro, che- g,
(fa g'1''11 recentemente, recommen- /
\, da-se kis.U.i...------1 '*'
COMPRAS.
Compra-sc eHectivanu ule bron/.e. latao eco
bre velho : no depusilo da fundicSo d'Aurora, ua
ra do Brum, logo na entrada n. Ji, c na mesma
fundicaoem S. Amaro.
Compra-sc urna Potica por Veuillcz que eslea
em bom e.-tadu : na ruada Aurora n. segundo
andar.
(.ompia-se um ealn de se celebrar missa e om
missal, ludo cm hoin uso : na casa do sacrislo da
oideiii lereeira de S. Francisco.
Compram-se palaioes br;isileiros chespanbes:
na ra da Cadeia do Recife n. .Vi.
VENIDAS
almana taha m.
Stihiram a* ln/. as folliinhas de. algibei-
ra com o almauak administrativo, mer-
cantil, agrJCola e industrial desta provin-
cia, corrigido e accrescentado, oonteado
400paginas: vende-se a 500 rs., na fo-
rrara n. (Fe 8 da piara da Indepen-
dencia.
FOLHINHAS PARA 1855.
Acham-sc a' venda as bem conhecidas
Chumbo cm lenco), barra e municao.
Fai-ello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio ue sapateiro
, FABJNHX E MANDIOCA.
Vende-se s.k..c,s grandes com muito
boaifewnba de uodiocv, e preco com-
inodo : trata-se con, Antonio d'lmeida
(oincs AC, na ra do i'iapij,.., p 1(J
segando andar.
i CAL DE LISBOA A 4,^000 RS. '
^nddSsn. barris com cal de Lisboa, chesadn i1f)
ullinioTanBpS g(M)t)p,,r cada uma : na ra do Ira.
piche n. 10, secundo andar.
CAL DE LISBOA A .000 RS.
Vende-se cal de Lisboa da mais superior que ha
no mercaui, pelo mdico preru de 3>O00rs. o bar-
ril, na ra de Apollo n. 8o 10, armazem deossucar.
Vendem-se caslanhns em canaslras. chegadas
ullimaineule de Lisboa, por preco commodo : na
ra do Itangcl n. 1. ,
i Venrie-sc Urna linda mulalinha, de idade de 7
anuos, moilo nropia para ser educada em qualquer
casa de familia poi ser bastante espertiulia, e ler
multa propendo para ludo quanlo se ihe ensina :
quem a pretender, drija-se a ra dos Marlvrios
n. H. J
BAILE DE MASQUE.
'. ende-so um completo sorlimenlo de franjas, Ba-
loes, renda e espisuillias de palbela dourada e ura-
leada, a mais rica que lem apparerido, proprio para
vestuarios do carnaval, assim como para armaroes
de igreja : na ra do Cabug, loja de miudcias de
portas.
. FAZENDAS BARATAS.
\ endem-o cortes de cassa com barra a patucas,
ganga manila Iranceza a :(K) rs., risrailosfianceT.es
largos a 9 vileos, cobertores de algodSo de cores
muilo eucorpados e grandes a 1-5000, cassns france-
sas linas de cores l'uas a ;)J0 o covado : ua ra do
Queimado u. 21.
" ALBANEZA.
I ara acabar, vende-se a 'JOtl rs. o covado dessa
econmica fazenda prela, rom (i palmos de largura,
propria para tragas de Clrigos, religiosos, vestidos e
mantilhas para mulhercs : na ra do Oueimado
n. 21.
VELLDDILHO.
.Superiores vclludillius. rarmisim verde, amarello
e azul a 640 rs., roso e pelo a 720: na ra do Ouei-
mado n. 21.
CEMENTO
A 8,000 RS.
\ ende-se cemento romano rcrcnlemcnte chesado,
a H90 a barrica, e sendo em porfo por menos al-
uuiiia cousa : na ra da Cruz do Recife, armazem
u. i:i.
VESTIDOS A 2JO00.
Conliiiuam-sca vendcrc.irlcsderiscados fraucezes
largos c de corea uvas a 2I00 cada corle : na lua
de 4 portas na ra do Oucimado o. 10.
Na hiberna da ruado Livramenlo n. 38, ven-
de-se o afamado itimu de (aranhuns; vctide-sc lia-
ralo em porcao.
" ROLVO FRANCEZ
Acna-se de novo esposto A venda a deliciosa pita-
a desle rolao francez, qne s se encontrara ua ra
da Cruz u. 2(1, primeiro andar, e na loja de Cardeal,
ra larga do Rosario, por muilo commodo preco.
IUA DO CRESPO N. 23.
Vende-se chita ftanceza larga, cores escuras a 200
rs., rtscados ditos, cores lilas a 180 rs., chita escura
cores seguras a ICO, corles de casemira prela a i-'.00,
ditos do cassa chita padres modernos a 25001), ca-
misas francesas brancas e de cres muito bem feitas
29508, panno prelo e de cor de cale a :ljiOOO, melpo-
mene de la costo escoeez a 480, e oulras muilas fa-
zendas por precos baratos para leixar conlas.
Toalias de superior |)anno de linlio alco-
\oadas para rosto a 1120,
vendein-se" n.i ra do Crespo loja n. IC, asegunda
quem veiu da ra das Cruzcs.

CHALES E ROMEIHAS.
Chales e romeiras de retro/., bordados de
WJ seda, dilos de seda, e merino.
) Corles de vestidos.
k Corles de vestidos de seda oscoceza de
72 1,;" 'lOlKJ rs. ; Hilos de flores.
f9 -oslo miiiici no ; ditos de cambraia de seda
(A e de oulrs militas qualidades.
k Cbalf de seda.
w Clialy de seda, fazenda uvvi, propria
W^ P"'-1 veslidos de senhora.
fe% Alpakas de quadros.
^ Alpakas de quadios a .l-l) o cov.nlo.
//> '''apeos para senhoras e lucilinas.
ffjf Chapcoii para senhoras e meninas os rae i*
,'rjv innderuos e melhor gosto, chegados rielo
' ultimo navio francez.
Peilos para camisa.sobrecasacos e palitos.
_ Peilos para camisas viudos de Iranra a
180 rs., paletos, sohrecasacos de pannos
linos a IG, 18 e 203000 rs.. ditos de linho
a :lf>-ajO c 4-sOOO is.. ditos de alpaka a
SijOOO rs. ; na ra Jvova, n. 16, loja de
Jos Luiz Pereira & Eilho.
i
<
pbilia de jaca
po de
a m
na
mos.
CAL TIRGEH.
lais nova que ha no mercado, a proco commodo ;
ra do Trapiche n. 1j, armazem de Bastos lr-
Rl A DOCKESl'O N. 12. j
Sj .Vendc-se nesla luja su|.crior damasco de 8j
$ seda de cures, sendo blanco, encarnado, roso, H
JS) por preco i.izoavel. f
Na livraria da ra do Colego n. 8.
vende-se utoaescoihida collccriio das mais
britfaantcs pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podein a-
cliar para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior fariuha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
senhores de engenlios os
. seus hons cll'eitos ja' experimen- *
-^ lados: na ra da Cruzn. 20, ar- (R
(5) mazem de L. Leconte Feron & ^
i) Com [lanilla. (^
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
s Ka ra da Cadeia do Recife .n. .70 ha para vender
barris com cal de Lisboa, recentemente chegada.
Vende-se uma batanea romana com lodosos
s/us pertences, em bom uso e dc'J.OOO libras : quem
a pretender, dirija-se a ra da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior l'arinlia de mandio-
ca, em saccas (pie tem um alipteire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 e 7 defronte da escadi-
nlia, e no armazem defronte da porta da
alaodega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes ci C, na ra do Trapiche n. 34,
primeiro andar.
AOS SENHOBES DE ENGENHO.
Rednzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da nveiirao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, esnpregado as co-
lonias inglezas e liollandezas, com gran-
de vantagem para o inclhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, cm casa de
. O. Beber Companhia, na ruada
Cruz. n-Af*
Venderse uma re
runda', com consolos e
marinte hranco, n dii-
conformese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 25, taberna.
Devoto Chstao.
Sabio a luz a 2. edicilo do livriubo denominado
Devoto Chrislao.mais correcto e acresccnlado: vnde-
se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a tikl rs. cada exemplar.
PUIIUCACAO' RELIGIOSA.
Sabio i luz o novo Mcz de Mara, adoplado pelos
reverendissimos padres capucbinbos de IV. S. da Pe
nha desta cidade, augmentado rom a novena da Se-
nhor da Conceic.lo, e da nolieia histrica da me-
uallia milagrosa, edeN. S. do Bom Cmiselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. C e 8 da praja da
independencia, a 1J}000.
Moinhos de vento
'orn bomba silcrepuxn para regar borlase baia,
de ce.pin, na fuinlican de 1.1. W lio man: na ra
do Brum us. C, 8 e 10..
Na ra do Vigaro n. 19, primei-
ro. andar, tem para vender'diversas m-
sicas para piano, voljJH) e flauta, como
sejan, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, inodinlias, tudo modernissimo ,
eliegado do llio de J.ietro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recenle-
menlc chegados, de oxcellcnles vozes, e precos cotn-
moib.s cm casa de N. O. Biebcr c\ Companbia, ra
da Cruz n. i.
-Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: lo
armazem de N. O. Bteber&C ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c uieias inoeudas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de lodos os' tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabrioret com coberta e os com-
petentes .lucios para um cavallo, lodo quasi novo :
par? ver, no alerro da lloa-Vla, armazem do Si.
Miguel Segeiro, e para Iralar uu Recife ra do Trapi-
che n. Ti, primeiro andar
BICHAS DE HAMBLRGO.
(.Iiegaram pelo vapor da Europa muilo boas hi-
cnas, que se vendem aos cent. e a telalbo, por nrero
cm conla : na ra eslreila do Rosario u. 2, loja d'e
barbeiro. '
uiT Vc"e,m,'sc '"as aos ceios, barris .le cal e
alas coni 2 libras de massa de tomates, ludo chega-
naraTl.C"lele|sl'ua' .' '",r <"'eiu "nodo :
na ra da Seuzela Nova n. 4.
OH QUE OL'ADUA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na roa dos Quarteis, na segunda loja de miudezasn.
22 que ,ui dos Sis. Victorino e Moreira vendem-se
as segundes miudezas com os precos mencionados,
para se acabar com o eslabclecimenlu. Por lauto
convida-se as boceleiras, mscales e mesmo a qual-
quer pessoa que aosta do bom e baralo.
Ricos eslieilos a 600 rs. a peca, tesouras para cos-
tina a IjsOOO a duzia, lindas brancas de novelo a
I3IOO a libra, dilas decores a Glo rs. a libra, hullas
de peso muito linas a tu rs. a nieadiiina, brincos dou-
radosa 1(10rs. o par,sapalinhUspara crianraa 200rs.
o par, rselas depedras a 120 rs. o par, brincos de po-
dras a Ki0e320 rs. a duzia de pares,epelhosde gave-
ta a 120, lenles de ac para marrara a 100 rs. a du-
zia, dilos ile baleia a 320, peales de alisar a UOrs. a
duzia, peines para coco a 80 rs., camuas de col-
veles a 00 rs., agulheiros do vidro a 480 rs. a duzia,
ditos de pao a 80 rs. a duzia, suspensorios a 80 rs.
o par, caiiinhas com 3 duzias de aneis dourados a
:IJI) rs., aiicrn de chumbo e Umba' a 20 rs. a duzia,
caixas de. ludia do marcar a 110 rs., curdas de viola
a lina duzia. buidesa 280 rs. a duzia, apttos de
chumbo a 120 rs. a duzia, alfiuelcs dourados para
Sra. a 1(10 rs., dilos para homem a 20 rs., dilos pro-
ios de vidro para Sra. a 100 medidas para alfaisle a
ll rs., lapis a 80 rs. a duzia, penuas de palo para es-
crevci a 10 is. o quarteirao, Tilas de linho encarna-
das a 00 rs., a peca, aargantilhas jirclas para lulo a
80 rs., beinbausa KiOa duzia, boles linos para
abertura a 120 a duzia, rosarius a 240 a duzia, Iran-
cinba de laa a 20 rs. a peca, carapucas pintadas para
homem a 100 cada urna, bico prelo de algodao a 10
rs. a vara ou a ICO rs. a peca, litas laradas a 00 rs.
a vara,ditas lisas a 20 a W e a 100 rs. a vara, espigoi-
Ihaa 20 rs. a vara, palitos de logo em caivinhas a to
rs. a du/.ia,uussangasaG0o 100 rs. o maeinho, pul-
ceiras prelas de fillapraa a 80 rs.. milito a 40 rs. o .
carrinho, dedacs braucus para Sra. 1100 rs. a duzia,
dilos para alhuate a 160 rs. ,1 duzia, botos de se-
da prela para casaca a 120 rs. a duzia, aboluaduras
douradas e brancas para collele a 200 rs.. macis
de aljofares a 200 rs., cagas de allineles a 120 rs.,
macos de conlas dourada! com 100 los a 1,000, cal-
as para rape a 100 rs., marcas para cobrir a 100
rs. a grosa,lilas de rclroz a280 rs. a pec.a,lrancelins de
borraxa para relogio a 60 rs., dilos prelos a 20 rs. a
vnra, conlas prelas de coquinlio a 160 rs. o masso,
conl.lo para veslidoa 1SOO0 rs. a libra, papel de peso
muilo bom a 2934)0 a resma.filasouielas brancas cpre-
Iasa20rs.a pc^a, boles broncos para palitos a 100 rs.a
duzia, garfos de ferro eslanhadusaOrs. cada um.fivel-
lasbrancaseprelas para collele a 40 rs.a duzia,meias
brancas para senhora a 210 o par, peonas d'aco muilo
Onas a Cid a grosa, torcidas para caudieiro e 60 rs. a
duzia, folhas de sombra de todas as cores a 40 rs. a fo-
llia,bolees pintados paracamizaa'iUOrs.agiosn.agu-
Ihas para coser saceos ou chapeos a 100 rs. opapel com
2i agulbas.ijiilciros bronzeados a 24;e 320 cada um,
luvas para senhora a 80 o par. Tilas brancas de linho
a 30 r-. a peca, canelas de (landres a 120 a duzia,
escoviuhas para denles a 20 cada uma, botes de rc-
lroz para farda a 240 a prosa, boles de linha par;:
carniza a no is. a grosa, oculos de armante a 338, a-
lacadoros para casaca a 20, vidros com grava a 20rs.,
esporas para saltos de bolins a 240 o par, escovas pa-
ra cabello a 40 rs., boles prelos de vidro o 20 du-
zia, um caudieiro para luja por 4000, papel de peso
de cores fulha pequea a 30 rs. o quademu.
\ ende-se um bom escravo pardo, de 22 annos,
sapaleiio e bolieiro, de boa conduela, sem vicios
na ra dos Quarteis ti. 24.
Vende-se urna negrinba de 6 anuos, muilo es-
peila ; um bom prelo de S> anuos, de boa conduela:
ua ra dos Quarteis 11. 2.
Vende-se a loja de mindezas n. 6J, n.i ra do
Queimado, muito afreguezada e com iioucos fundos,
a dinheiru ou a prazo : a tratar ua mesma loja.
Vende-se uma boa vacca, parida de novo: .1
ver e tratar, das 6 as 8 horas da manhaa, e das 4 as
0 da tarde, delraz da matriz da Boa-Visla n. 13.
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
A 404) rs. o covado.
Vendem-se na ra do Queimado, loja n. 17, de
tana & Lopes, para liquidacjlo de conlas.
Vendem-se superiores queijos loudrinos, dilos
de pmlia, ililos de pralo, dilo susisos em libras, mui-
to novse frescaes, presuntos para fiambre, muilo
novos, biscoilns inglezes de diversas qualidades, bo-
lachinlia de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colale hamburguez. superior marmclada de Lisboa
cm latas de 2 e 4 libras, passas rniudas muilo aovas,
ludo da melhor qualidade que lem vindo ao merca-
do, lamprea de encbese em Utas, ludo pelo mais
commodo preco : na ra da Cruz do Recife n. 46.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs- o covado.
Vende-se para ullimacao de conlas : na loja de
rana & Lopes, rus do Queimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A IsOOO rs. o corle.
\ endem-se riscados Varsovianos de quadros, fa-
zenda nova e limito lina, iridiando a seda escorc/a.
viudos pelo uliuno navio de Bwnburgo, com 13 y,
cavados cada corle, pelo baralo preco de /iaoui) : ua
loja u. 17 da ra du Queimado, ao p da botica.
Vende-se uma bonita escrava, crioula, baslan-
le moja, com eiccllcnles qualidades, saliendo bem
cozinhar, coaere engommar, e perfeilameule vestir
nina seuhora : na Iravessa da rna Bella 11. 0.
OLEO DE LINHACA
em barris e bolijes : no armazem de Tasso Irmaos.
Champagne da snperior marca Cmela: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
CARUATAS VASIAS
cmmgos de groas ede 110 garrafas: 110 armazem
de Tasso Irmaos.
ESCRAVOS FGIDOS.
P Deposito de vinho de chain- ($
f pague Chateau-Ay, prmeiraqua- 0
I lidade, de propredade do conde &
I de Marcul, ruada Cruz do Re- >.#
^ cife n. 20: este vinho, o melhor />
\ de toda a Champagne, vende-se .
? a 56s000 rs. catla cafxa, acha-se \
r nicamente em casa de L. Le- J
! comte Feron & Companhia. N.
& B.As caixas sao marcadas a b-
| goConde de Marcule os io-
I lulos das gnalas sao azues.
l'otassa.
No anlige deposite da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Roana, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos quo he para fechar conla-.
Na ra do V ig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda a superior llaneila para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
CE}EM0 R05IAA0 IRA]\C0.
\ ende-se cemento romano branco, chegada agora
de superior qualidade. muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : atraz du thealro, arma-
zem de tal.o,is depiulio.
Vendem-se no armazem n. 60, da rna da Ca-
deia du Recife. de Ilenry (bson, os mais superio-
res relogos fabricados em Inglaterra, por lucos
mdicos.
FARINHA Di: MANDIOCA.
\cndo-sca bordo do brisue Conmino, entrado
ile Sania Calhanna, e fundeado na volla'do Forte do
Mallos, a msis nova familia que eiisle hoje 110 mer-
cado, e para porcoes a Iralar no escriptorio de Ma
noel Alves Guerra Jonior, na ra do Trapiche
u. 14.
CEM MIL RES UE GRATIFICACAO'.
Desappareeeu 110 dia 8 de selembro de 1K54 o es-
cravo, crioulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
a icr ,hi a ..., anuos, poucu mais cu menos, be mui-
lo ladino, cosiuma irocar o nome c inlilolar-ac forro,
e quanrio se ve perseguido diz que he desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Sanl'Anna. morador no
engenho Caite, da comarca de Sanio AnUo, do im-
derde quem desappareeeu ; escudo capturado ere-
comido a cadeia desta cidade com o neme de Pedio
sereno cm 9 de acost, foi ah embargado por exr-
cujao de Jos Dias da Silva Guimaraes, e ltima-
mente arrematado cm praca publica do juizo da se-
gunda vara desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abano assignado. Os -iguaes ilutes ida-
de 30 a S anuos, estatura recular, cabellos prclo c
carapiuhadoa, cor amulatada, olhos muros nariz
grande e grosso, beicn* grossos, o semblante fechado,
bem barbado, rom lodos os denles na fente rota-
se as autoridades policiaes, capitacs ddVsmno'e pes-
soas particulares, o apprehendam e manden, nesla
praca do Recfe na ra larga do Rosario n. 24, que
recebera a gralihraro cima, e pndcsia conlra uuem
o iner oeeul(o.-.l/a,ioeJ Desappareeeu no dia 1. do corrente o mulato
claro, de nome Domingos, que j servio na armada
nacional com o nome de Jos Mavimiano de Santa
Hosa, onde esleve 3 anuos a bordo do brisue Cali-
pe ; tic de estatura recular, bastante grosso e muito
espadando, pescoco mullo curto, muito nanea
na. Irazriid.i um pequeo bgudc c su un moiln es-
Ireitas e rasas, bonito e muilo bem fallan, ediz ser
forro : levou .il-unu roupa sua, um, s amoslri
f zendas, T pares de sapalos derordav o p, ra senlio-
ra, ."> rorrea de veslidos, :. gollnlias de ponto Iirglei
2 caiiiisinlias de senhora lambcm de ponto ingle/ e
2 parea de manguito. ; foi montado em um ravaln
caslanh escuro, alio c secco. com n getl branca
na testa maior .lo que mu palacio, lendo uma cica-
triz em rada lado do pello proveniente du serviro dH
carro ; he muito fogoso e lem ,1 inaulin de se acuar
algumas vezes em occasio de sabir do caa, Miado e
enfrciado dcsconrfa-seqne o dito escravo lenba -e-
guidoa estrada da l'arabiba uu ,J Rju-Fonnoso, ou
serbio : raga-sea quem o api rehender, de leva-lo a
ruada Cruz ,,u a seu senbor, no engenho Cala-
ra, Luiz rranciscode Barros Reg.

MIIT.ffll.ll
IPERN.: TYP.DEM.F. DE FARIA. 1M5


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