Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01162


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Full Text
ANNO XXXI. N. 29.
Por 3 mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
TERCA FEIRA 6 DE FEVEREIRO DE 1855.

Por anuo adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptoi.
DIARIO
' IWMI
PERNAMBUCO
F.\r,\niu;<;.vi>os da scbschipc.vo.
Recite, o prnpriclario M. F. de Farin ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. joo Pereira Marlins; Bahi.i, o Sr. I).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo re Man-
dona! ; Parahibi, o Sr. Gervazio Viclor ila Nalivi-
dade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior;
Araraty, o Sr. Amonio de I.cmos Braja; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr.Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Juslino Jos
Rnws ; Amazona, o Sr. Jernimo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por lJOOO.
Pars, 3 12 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por i00.
Rio do Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebale.
Aeros do banco 40 0/0 de premio.
dcotnpanhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Discanto de letlras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hespanholas- .
Mocdas de 69400 volhas.
de 6?4()0 novas.
de 4J00O. .
Piala.Patacocs brasileiros. .
Pesos culinnnarios,
mexicanos. .
298000
169000
16000
99000
1!40
1940
9860
PAUT1I1A DOS CORUEIOS.
Olinila, Indos os das.
Cmaro, Bonito e Garanliuns nos dias 1 e 15.
1 illa-Bella, ISoa-\ isla, Exi eOuricury, a 13 e 28.
Goianna e Parahiba, segundas c sexias-feiras.
Victoria e Nalal, as quintas-feLras.
PREAMAR DEIIOJE.
Primeira s horas e 42 minutos da manha.
Segunda s 8 horas o 6 minutos da tarde.
AllllEXClAS. EPIIEMERIOES.
Tribunal do Commercio, segundas equinlas-feiras. Fevcreiro 2 La rheia a 1 hora, 21 minutse
Itclaro, terras-feiras e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quinta* s 10 horas.
1* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia.
2" vara do civel, quarlase sabbados ao meio dia.
37 segundos da manha.
10 Quarto minguante aos 49 minutos e
39 segundos da manha.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto crescenie as 3 hora, 13 mi-
nutse 33 segundos da larde.
DAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. gueda v. m.; S. Pedro Baptisia
6 Terca. As Chapas de C hristo Senhor Nosso.
7 Quarla. S. Romhaldo h. ; S. Ricardo rei.
8 Quinta. S. Joo da iMalla ; S. Corinthia ra.
9 Sexta. S. Apolinara v. m.; S. Ansberto.
10 Sabbado. S. Fscolasea v., irmaa de S. Benio
11 Domingo, da Sexagsima ( Estarjo de S. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. Clocero e Desiderio.
parte official.
GOVEHNO DA PROVINCIA.
Expedante do dia 31 de Janeiro.
OlficioAo Exm. cnmmandanle superior da Guar-
da nacional do manicipio do Recite, recommendan-
do a expedie.lo de suas ordens, para ser dispensado
do serrino da mama guarda nacional, emquanto es-
tiver empregado no trabalho do arsenal do marinlia,
o guarda Joo (lomes de Macedo. Communicou-se
ao inspector do mencionado arsenal.
PiloAo iuspeclor da Ihesotiraria de fazenda, in-
leirando-o de haver o promotor publico da comarca
do Bonito, bacharul Benlo Jos de Souza, participa-
do que no dia 31 desle mez reassumira o ejercicio
do seu cargo, Fizeram-sc as outras communica-
r6es.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso cir-
cular da repartirlo da guerra de 29 de dezembro ul-
timo, mandando observar o que se acba explicado
era oulro aviso que lamliem remelle por copia, ex-
pedido em 25 de novembro do auno prximo passado
ao hrigadeiro cnminandante da divisao imperial es-
tacionada em Montevideo. Iguaes copias foram
transmitldas ,io coronel cnmmandanle das arma*.
IMloAo mesmo, Iransmillindo por copia n aviso
da repartidlo da guerra de 5 de dezembro ullimo,
cere do cap tao Leopoldo Augusto Ferreira.
PiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso da re-
partidlo da g ierra de 10 do correnlc, pelo qual se
manda adianlar 3 mezes de sold para se desconla-
rem pela quima parle, aocirurslo do rnrpo do sau-
de do exercitc, l)r. Jos Antonio de Andrade, no
caso de se nfln adiar elle em divida para com os co-
fres pblicos, 3 recommendando a expedirn de suas
ordens, para que o referido doulor pague quantu an-
tes na recebciloriu de rendas internas desla provin-
cia, vista da ola que tambero remelle por copia,
a importancia dos emolumentos correspondentes ao
citado aviso.Igual recommendacan se fez ao coro-
nel commandiinle das armas.
DitoA o ji iz relator da junla de juslira, envian-
do para ser ndatado em sessao d mesma junla, o
precesso verbal do soldado do segundo baUlhao de
iofantaria, Antonio Barbosa Bclariniio.Commu-
nicou-ae o coronel coinmandanlo das armas.
DitoAn iuspeclor do arsenal de inariuha, rerom-
a ixpedicao de suas ordens. para quo o
commandanledo patacho Pirapama conduz i a-en
bordo, quanliliver de partir para o presidio de
Fernando, n s( I dado do nono batalhao de infanlaria,
Eoavenlura filias de Sant'-Anna, que na qualidade
de enfermeirc tcm de acompanh.tr algumas piaras
docntesalo nieucinnado presidio. Iuteiroii-se ao
coronel commandanlc das armas.
lliloAt, d rector das obras publica', declarando
haver expedido ordem li Ihesooraria provincial, para
que a vista do competente certificado, pague ao ar-
' rematante da conservac-lo da estrada da Victoria.
Joaquim Candido Ferreira, a imporlancia da nona e
decima prestarlo do cu contrato.
Dito Ao :omniandante superior da guard na-
cional de Nazaieth. declarando em 1. lugar que ex-
pedio ordem loinspeclor da thesonraria de fazen-
da para Corneen' a S. S. os livros mencionados na
ola que remide; e em 2. lugar, que a S. S.
compele abrir.
i o lirros em que deve escrever o capillo se-
cretario ceral, mas lambem os quo forcm destina-
do* para resiste dos trabalhosdos ronselbosde qua-
-la, sendo os livros perleneenle OVo municipio do Buique. E de ludo inie
aos archivos rjoscorpos aberlos e rubricados pelos
respectivos corimandanles.Neste sentido olTirioo-
se menciona! a thesonraria.
Portara Nomeando ajmlanlo do procurador
fiscal da thesn ir.iria provincia na comarca do Kio
Formoso, ao tachare! Gaspar de Menezes Vascuu-
celios de Drucimond. Fizeram-sc as necesarias
cominunicare-i a respeiln.
Pita Mandando admillir ao servir do exerrilo
como voluntan), por lempo de acia annos, o paisa-
no Candido Jote Antunes Correa, percebendj alm
dosvciicimcnt.es que por lei Ihecompelirem, o pre-
mio de 300? r. Fizeram-se as necessarias com-
mumcace..
i I." de fevereiro.
OflicioAo'ommandante das armas, dizendo que
pela leilura do aviso por copia, licar S. S. inleira-
do de se haver expedido ordem ao lenle general
commandanlc las armas da corle, para mandar se-
guir para o 2. balalhio de infautaria o alferes do
mesmo Jos Orlos de Oliveiri Franco.
PitoAo incs'iiu. remetiendo rupia o aviso da
guerra de 9 de Janeiro findn, roncedendo passigcm
para o 2. balalhio de artillara a p ao soldado do
1." ila mesma irma Ildefonso Barbosa de Je'us.
UiloAo mismo, enviando no s copia do aviso
da mierra de 57 de dezembro ullimo, mas tambem
o relalurio c nt las de que trata o citado aviso, e in-
leirahdo-o de (ue acaba de expedir ordem ao direc-
tor do arsenal de guerra para fomecer ao 9. hala-
lhAo ile infanlaria os artigos de f.irdamcnlo mcurio.
nado na nota limhcm por copia.Expcdio-se a or-
dem snpra.
DitoAo mismo, transrail (iodo por copia o aviso
l DAS ICLHERES. (*)
a?r Paulo Feval.
PIUMEIRA PAUTE.
t.APnxi.o xi
. familia do rei Tru/fe.
Aslreahavia esperado dezoele anuos essa mag-
nifica ocr.i-i.l.i. que se Ihe oflerecia. A mina de ou-
ro eslava achata, e s restara explora-la ; mas justa-
mente nesso momento o passado ercuia-se dianle del-
la para impcili -Ihe o caniiulio. Fora ella mesma
quvm chamara o doutor Sulpicio ; mas como crer
um inslanl qn o medico celebro de que se Mlaxa
em lodo Piris era precisamente o pastor do Treguz
o qual lainluin chainava-se Sulpicio"?
Aatrea 11,1.1 eia inimiza da lula ; mas desde o prin-
cipio esse borne m fez-lhe medo.
A ron luda eslranha e iuexplicavel do doulor nao
podo diminuir c^-c reccio. Com elfiulo dahi em di-
anle o doulor ilirou como so Aslrea e o grande Bos-
lan nao exilisssiro. Fechou de alaomaorte es olhos
para nao vii-lw, e parcecu dciiar-lhes o campo
livre.
Folio para qie essa primeira revclario, que asse-
melhava-M i.mio a urna anteara 1
Aslrea prnoMlten a si mesma obrar rom prompli-
vigor; puisera o nico meio que linba. Bre-
vemente veremJS que >cns inlercsses j nao eram os
memos que osilogrande Boslan. Aslrea pensou que
podena sarrilir!-lo c passar adianle. Enlreanto scr-
via-e dellr.
iihor duque, rom" chamava-se o pobre millio-
narlo que liana rhegado do Mxico, teria r.ido na
verdade urna ptesa mni fcil, se nao fura o encontr
de Sulpicio. O narquez ea marque/a leriam feilo
delleum s b.cido. Mellcram-lhe ao principio na
rabee, peis be essa a estrada batida, que devia go-
zar da vida e ti; dar nos praaere. Elle nAo rcrusou
isso, porqiiiinio ia linha necessidad-i, nrm paixoes,
nem inclipacSo de genero algum. c fazia de bnm
grado o que Ihe acoiiselhavam. Alm dislo gotlava
de oslenlar.
lcnlon beber cadoeceu; a fmnaca do charuto
queem 11 de Janeiro ullimo, dirigi o Exm. minis-
tro da guerra acerca do i." tenente do 4. batalhno
de adunara a p Francisco Mauoel Pereira Fonles,
que se acha servindo na i. balera da divis.lo auxi-
liar em Monlcvidco
PiloAo mesmo, para que baja de recommendar
ao 2. rirurciao do corpo de saude do exercitn I)r.
Jos Augusto de Souza Pitanga,' que Irale quanto
anles de pagar na recebedoria de rendas internas, a
visla da conla junla por copia,a importancia dos emo-
lumentos correspondentes ao avisode 2ide novembro
ullimo, pelo qual se maiidou empregar o referidoci-
rorgio nesla provincia.Communicou-se i Ihesou-
raria de fazenda.
PitoAo mesmo, recommendando a expedicffo de
suas ordens para que n alferes Henrique Barga
Soydo, siga para a Parahiha afim de servir no meio
batalhno daquella provincia.
DitoAo Inspector da thesonraria de fazenda,
enviando copia do aviso da guerra de 15 do Brren-
le, autorisando esle govruo a mandar comprar as
madehas precisas para os concertos a fazer-se na
igreja do presidio de Fernando, ficando o mais de
que nccessila a menina igreja para qnandose concluir
as obras de carpiuteiro.Communicou-se ao com-
mandaule do referido presidio.
PiloAo mesmo, remmellendo copia do aviso da
guerra de 13 de Janeiro lindo, do qual consta que o
majordeengenbeiros Antonio Pedro de Atoncaslro,
consignara de seu sold a qnanlia mensal de i?>000
para ser entregue nesla provincia i sua mfii I).Cela-
ra Eduardo do Alcncaslro.
PitoAo chefe de polica, inl-iran lo-o de ler
Iransmillido ,-i lliesouraria provincial para ser pi^a,
oslando nos termos legaes, a conla que acompanhon
o seu oflicio de liontem nf 83, das despezas feilas
nos mezes de ouluhro dezembro do auno passado,
com o ntenlo dos presos pobres da cadea do lermo
de Sanio Anlo.
Dilo Ao direclortlas obras publicas, approvan-
do a deliberadlo que Smc. loinou de mandar com-
prar para a obra da ponto do Pirapama, 2,000 li-
|ollos a -_>V) o milbeiru poslo na obra, e bem assim
dous esleios para os reparos da ponte dos A fugados
a 5-3 cada urn. --Communicou-se a thesonraria pro-
vincial.
Pilo Ao mesm', aceusando recebido o ollicio de
80 de Janeiro Ultimo, em que- Smc. ao passo que
communica achar-se em cxeeue,io a obra do calra-
menlo da ra da Penda, declare que be preciso c'o-
hrar-sedos respectivos proprielarios a quola que Ibes
pcrlencc, e dizen.to em resposla qneacaba de recom-
mendar a thesonraria provincial que proceda ,i res-
perode conformidad- com o regulamenlo provin-
cial de 22 do dezembro do anno passado.
Dilo Ao mesmo, approvando a deliberaran que
Smc. lomou de encarregar da direrro.da obra da
ponle provisoria da Itecifc o meslre da da casa de de-
tencao Francisco Martins dos Aojos Paula mediante
agraliiicagao'deMS-'lOO nos uiss uleis.
Dilo Ao commandante de polica, declarando
que pode dar publicidade ao relatori que aprsen-
lo a presidencia em 10 do mez lindo.
Pilo A cmara municipal de GaiTnhuns. Ar-
euso recebido o ollicio que em reposta, ao desla pre-
sidencia de 21 de dezembro dirigiram-me Vmcs. em
lOdo correnle, acompanhado de conia^a de 20 il
qual se referem a
de selembro, que me nao foi entregue,
expondo a dnvida em que se achou essa cmara por
occasiiio da apura^So das elei^Oes para vereadores do
.eirado,
tenho a dizer-lhes que nao rompelindo as cmaras
muniripaes. visla do artigo 118 da lei regulamcn-
lar de l!l de agoslodd I86, turnar conhecimenlo dls
irregularidades das respectivas cleicoes, o qne tam-
bem acha-se declarado un avise de 5 de fevereiro de
189, deviarn Vmcs. fazer a apurarlo de quo se Ira-
la, e. como dolcrmiiia o artigo IOS da citada lei, re-
mellar o resultado > esle gnvern, que a visla das
nformacocs que dessem Vmcs. a (al respeilo, entra-
rla na apreciarlo da occurrencia que mencionan!,
de haver o juiz de paz do Bniquc espar.id,, o dia da
eleicao de sua parochia. Hajam portanto de assim
proceder e com urgencia _o que muilo Ihes recom-
mrnde.
Portara Nomeando Gabriel Moreira Bangel
para o lugar vago de guarda da alf.indga desla c-
dade. Fizeram-se as communicares do estylo.
Dita Nomeando an Dr. Jos Augusto de Souza
l'ilanga pira assistente do delegado do cirurgiao-
m^o exercilo nesta provincia. Fizeram-se as
ueetHarias communiraroes.
Dila Ao direclor do arsenal de guerra, para
fornerer ao batalhao 10" de infanlaria, e compa-
hia de artfices os artigos de fardamenlo menciona-
dos lias duas cuntas juntas por copia.
Igual para foriiecimenlo de (aes objeclos ao 9
balalhao de infanlaria.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartcl do commando daa armaa de Pernam-
bacona ciiadc do Recite, em 5 de fevereiro
ro de 1865.
OKDEM DO PIAN. 209.
O coronel commandanlc da? armaa .interino d
oulro
4>ublicidade, para que leu ha a devida exectrao, ao
aviso do minislerin da g ierra, que abaixo vai Irans-
cripto.
Faz cario que o governu de S. M. o Imperador,
bouve por conveniente, em aviso do mesmo ministe-
rio de 11 de Janeiro prximo lindo, mandar que con-
liuuasse a servir na quarla hatera de divisan auxi-
liar em Montevideo, o Sr. primeiro lenle do quar-
lo halallian de arlilharia a p, Francisco Manoel Pe-
reira Fonles.
AVISO.
Rio de Janeiro. Ministerio dos necncios da guerra
em 18 de janeare de 1853.
Illm. c Exm. Sr. Del ;nninandn S. M. o Impe-
rador, que as pracas do q tarto batalhao de arlilha-
ria a p, segundo, quinto, nono e dcimo de infanla-
ria, que se acham addidas ao oilavo desla arma, fi-
qnem i esta pertencendo, assim o communico \ V.
F^xc. para sen conhecimentr.
l)eo guarde V. ExcPedro de Abantara Bel-
tegarde.Sr. presidente da provincia de Pcrnam-
buco.
Manoel Munis Tararei._
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajndanlc de
ordens cnaarregado do delalhe.
EXTERIOR.
loi chamado re Triifle. n.lo podendo comer um pe-
daro de ligado gordo em adoeccr. Assim vai o mun-
do em gcral, e o drinking em particular.
Bia braiulamenlc qi'andn savia fallar de suas pre-
tendidas Iravessuras, lisongeava-se de ser celclire. e
eslava por ludo com lano que nao livesse a fadi'-a
da orgia.
Snppondo-sc que a rolchridade de um laful n.lo
"ja a cousa mais eslupida que pode haver, o re
Iruffe obrando assin dava prova de muilo espirito.
Com ellcilo debaixe de rcrlos aspectos n.lo era baldo
de sensn. tem sabia que seu litlo era por zumba-
ra, c mi BMaTava positivamente em seu dinhero.
Tmlia bstanle modestia para desconfiar das homc-
nagens que o rodravam. e di/.ia militas vezes:
lodos adinirain-me e imam da mesma manei-
ra por que como e bebo.
0 juizo he prejudicial aos loncos ; o do rei Trufe
loroava-o ileuracado. Seu juizo fazia-o as vezes
peinar que a serle havia zombado delle, laucando-
Ibc a cara osa immensa riqueza de que nao 'poda
gozar. .Mas seu juizo lian dava-Ihe a idea do bem
enorme, que se pode fazer rom milhOes,
Distemos que elle nao tinha paixes, o que loroa-
va-n im|iropno para gozar das riquezas. Tinha |0
menos alsuns desejns; masjuslamcnle aquillo que
desrjiva nao se rompa.
) pobre rei TruITcTdcscjava sffeicao, e urna fami-
lia honrada o unida. Teria dado para isso montoes
de ouro. Sem duvida leria adiado em Pars quaren-
la ou cineoonla mil l'ninilia-. anciosas por Ihe abri-
rem ns bracos; porm era mais fuido que urna mo-
(a, e. comoja dissemos, sua humildadc engeudrava
a dascolillaur.i.
Tinha mni voz mui branda e um lano desenma-
lla, o recretava-se em ranlar romances inspidos. Seu
romance prcdilcclu era aquelle em quo o pagem
diz:
Ah quanlo cu am ira aquella
0-ie quinase amar-me !...
Soja qual fdr. Os pagens sao assim : verle Chcru-
hin O duque de Koslan era como os pageos; nem
quera csculher.
Ouanlo au lim de erinina-los ja. F.lle linl.a feto o sonho deser acari-
ubado como um galo. Nada bavia alm disso.
A primeira que o ararinhou foi a marque/a As-
lrea. Anda que Francisca Koslan fingi nada ver,
o pobre rei Truflc leve medo delle, porque Francia-
era atada o grande Koslan folie, e brulal. Scus
dedos leriam pendrado na carne do pebre duque co-
RUSSIA.
A Independencia Flelga publica o seguintc des-
pacho do conde de Nesselrode ao bar.lo de Budberg,
embaixador da Bussia em Berlim :
S. Pelersburgo, fi de novembro de 18.H.
Senhor barao: As informares que recebemos de
diOcrentes parles nos provam que nu actual momen-
l.i oa movernos allcmaes eslao quai lodos preoecupa-
dn' de um s e mesmo receio, que be de ver por oc-
casio da questao do Orienlc rebenlar enlre as duas
grandes potencias europeas una divis.lnquc pmleria
pir em perigo a Iranquillidade da palria conumim.e
al a propria existencia da Confederadlo (iermanica.
Fiel poltica que tem seguido desde a origem dcsl
deploravcl complicaco, e desojando rcduzir as suas
desastrosas cousequencias aos limites mais estreilos
possiveis, o imperador, nosso augusto amo, quiz na
prsenle conjunclura e quanlo est no seu poder,
preservar a Al lemanita das desgracas que a anieaca-
riam em urna lal evenlualidadc,
Por lauto, senhor bario, sois aulnrisado a declarar
ao gabinete priissiauo que o imperador asU disposlo
a lomar parle em negociarnos que lenbam por lim n
reslab-lecimenlo da paz, c as qoaes sirvam de poni
de partida as qualro proposices seguintes taes quaes
sao formuladas abaixo :
I." Garanda rnmmum dns direilns religiosos c ci-
vis das populares cTirisISas do imperio ollomano,
som distincyflo alguma, pelas cinco potencia.
2.o Protectorado dos principados exercido em com-
ntum pelas cinco potencias cun as mesmas rondi-
roesqueos nossos tratados coma Porta tcm estipula-
do em sen favor. ,
j. Kevisao do Iralado de 1841. A Bussft nlo
c uppoe i sua abolirlo, se o sulblo, principal parte
inleressada,consentir nidia.
4. I.iberdade da navegaeilo do Danubio qe exis-
te do direito, e que a Bussia nunca leve iulcneao de
embaracar.
Esta determinado he fundada como de jnstira
na supposirau de que a"s potencias occidenlaes cum-
prirflo fielmente a prbmessa que fizeram face da
Europa de assegurar o futuro das populnc&es ebris-
taas do imperio ollomano, que os seus direilos reli-
giosos e rivis serao collocados d'aqui por diante sob
a garanta de lo las as potencias, e que assim que o
lim principal que a Russia leve em vista na guerra
aclual Tirar peenchido.
Se os senlimentos que diclaram a S. M. o impe-
rador a preseule dcclaraeao sao appreciados naAl-
lemanha, como (levemos suppo-lo, podemos espe-
rar que a eoafederafao reunida no mesmo terreno c
completamente tranquillisada a respeilo dos nteres-
sos allem.les empenhadns na queslo, aprnveilar a
sua unanimidado para pezar na salanga da Europa
a favor de urna paz, da qual a Austria c a Prussia
nos ipresentaram esponlancamenlenos qualro poni
urna base que as deve taUsfater complelamenle.
Se pelo contrario sequizerem servir desla uniao,
conservada anda outra vez pelos coidados|da Bussia,
para apresentar novas condicile incompaliveis no
fundo e na forma com a sua dignidade, o imperador
nao duvida que os estados daconfederarSo repellirSo
laes prclcnrcs de qualquer parte que venham, como
contrarias aos senlimentos de lealdade de que est^
animados, c aos verdadriros inleresses da Allcmanbaj
Urna nculralidadc sustentada com firmeza c perseve-
ranc i.lal qual foi proclamada desde a orisem da lula,
be o que o imperador jitlga dever pedir-lhe rom
toda a justira, om paga da deferencia com que ella
acolberos votos que em seu i.ome Ihe foram diri-
gidos.
Recebe! etc. de Sesselrode.
Escrevem de S. Pelersburgo com dala de 8 ga-
zela de fon :
a Nunca o imperador esleve lio oceupado como
agora. Todos os dias Irabalha por esparo de 16 bo-
provorava-llic nauseas, a vigilia dava-lhe vilenlas | nm em um requeijao. O re Tiufle nao tinha coho-
euxaquciMs, c nao era feilo para o amor. Por i-so
foi proclamado iresidenle da repobtica dos bebedo-
res, fumistas, : orlambulos e sacerdoles de Venu-.
() Video Otiirio n. 2S.
rmenlo do inundo para romprehender que a bella
Aslrea era dez vezes mais forle que o grande Koslan.
Urna imito que o Hostan-Balofo licijon a linda
mi de Aslrea. leve tantos remorsos e lano terror
que cahio de cama. Justamente nesse dia elle com-
meltcu a imprudencia de cumer um peilo de gall-
idia, e leu eatomago eobrecarregado revoliou-se.
O doulor Sulpicio sendo chantado nao veio soat
nho, tronxe comsigo urna mullicr, mora, bella e si-
suda, que asseulou-sc em urna polfona, emquaulo
Sulpicio receilava o duque.
Na alcova s esUvam o grande Rostan c Aslrea ;
ambos devuravam com a visla a mora ; mas ella
guardaba o silencio, e permaneca immnvel.
Como assemelha-sn a Magdalena murmurou
o grande Koslan com voz Iremnla.
Aslrea nao responden, porque esperava.
Ouando aeabou de reccitar, o doutor vollou-sc
para o Tul.-lgole, c disse:
lie Irene.
Francisco deu um pasto para a filba, a qual esla-
va branca como nina estatua de alabastro ; mas nao
se uioveo.
Diga ao senhor duque, continuo* o doutor cora
um acerillo imperioso, que a senhora he sua so-
briuha.'
A fronte do rei TrulTe illuminou-se, c um pouco
de sangue veio rorar-lhc as faces lvidas.
He verdade, marque/.? pcrgunlou elle com
nffrta.
He minlia filha, balbucan esle.
Sua lilha'.' repeli o rei TrulTe vollando-se pa-
ra Aslrea.
Esla meneoii a cabera e responden :
lie filba de mcu marido.
Muilo e-limo ver essa allianra enlre os senlio-
res e o charo doulor, lornou n rei Trulle eslcndendo
a man a Sulpicio.
O doulor responden com frieza :
Nao pode haver allianra enlre nos.
Sen olhar euconlrou o do sranric Boslan, o qual
aliaixou-se. Aslrea fallou ao oavido do marido, e
osle miidoii de cor. Teria estado melhor na charne-
la, com a espingarda de duoi canos, ou mesmo cora
a espada na m.lo alr>s das forlilirarOes.
Com elleilono pode haver al'lianra enlre mis,
bnlhuciou elle, pois nao pode haver casamento le-
gal sem o i misen I i inenlo paterno.
Fura Astrca quem Ihe ensillara esse alaque.
O doulor chegou-sc ao lidalgole, e pronunciou
em voz baixa:
Tivemos o conscnlimenlo da mai.
Magdalena vive! exrlamou o grande Rostan.
O doutor deo-lbe as cosas. Os labios de Aslrea
Iremiam de colera.
O rei TrulTe nao comprehendia quasi nada disso ;
mas julaou que fazia bem dizendo :
Mcu primo, minba bella prima, rogo-Ibes que
deem o s"en conscnlimenlo.
Ja que o senhor duque o deseja..... comerou
Astrca.
Nao vejo obstculo a isso, aeabou o fidalgote
com lom enfadado.
Folgo muito de ler Teilo esla leconciliasao,
ras. Examina elle mesmo a lisia dos que mais se
distinguen], e decreta as reenmpeusas : o conde de
Nesselrode, que contina gozando da omnmoda
confianrade S. M., d-lhe parte todos os da.
Ilojc se souhe da conclusfio do tratado d'allianra da
Austria com as potencias occidenlaes, o qual causn
muila sorpreza nos altos circuios. O imperador es-
pera que baja urna guerra ceral, c loma as suas me-
didas de defeza. Esl bem persuadido da sua for-
ca, c ainda que nao so oppc a orna paz honrosa,
sem embargo, esl disposlo a fazer Trente a toda a
Europa. O povo baixo esl Tanalisado pelo czar, o
qual, em grande parle he obra do clero. A nobre-
za c a gcnle rica da classe media desejam a paz.
Aqu jiilga-se como inevilavel a guerra com a Aus-
tria, c liontem se enviaram ja a Varsovia instrui-
rnos ao feld-inarccbal Paskiwilsch que esteja prepa-
do para certas eveiitualidadas que possam occorrer
na frnnleira sudoesle do imperio. Segundo um des-
pacho de Varsovia, chegadn noile, o principe Pas-
kiwitseh, esl em caminho para esla. Nao sesabese
vem por costo de passar aqu as fesias da Nalivida.
de, ou se vem por ordem do imperador. He pro-
vavel que o principe venha de Varsovia para pr-sc
de accordo com o czar acerca das medidas que ha-
jam de lomar-se no caso que nao se ebegue a urna
solacio parifica. A Auslria lem forras imponentes
mui perlo de nosas fronleiras, e estas forras neres-
sariamenlc lulo de ler algum destino, que he pecri-
so prever.
AU.EMAMIA.
A Independencia Belga publica a seguinlc aaaly-
se que ella diz ser exarta dn despacho confidencial
dirigido pelo conde de Buol ao ministro da Auslria
em Berlim Esterbazy, ao mesmo lempo que o despa-
cho de 9 de novembro em resposla ola prussiaua
de 30 de ouluhro :
(i A ola prussiana de 30 de ouluhro, diz M. de
Buol, era acompanhada de um despachn confi-
dencial, que o comiede Arnin se dignou communi-
car-me.
o O bardo de Manleuflell declara ncllc que apre-
cia complelamenle a no*M reserva a respeilo da posi-
rao rv enl ua que feriamos de lomar no raso da acei-
lar.lo das qualro garantas pela Itussia.
a Porm a Prussia quer saber por causa da solida-
riedade de adunde das duas potencias, se a Russia
declarando que aceila oslas garantas, leria ainda a
rereiar a evenliialidade de una guerra olTensiva da
parle ila Auslria, e al que poni esla potencia se-
guir os gabinetes Traocei e ingle/, nas suas ulterio-
res pretenrcs.
(i Podemos tirar desla communicarao ollicial a e-
peranea de nao nos vermos rnnvidados a conlrabir
novasubrisacc-i formalmenterenlrictas, e nao hesi-
tamos em fazer conhceer ronfidcnrialmenlc ns nossas
inlcnrfies acerca do poni suscitado pelo gallineto
Prussiano.
O conde de Buol refere-so a esle respeilo ao seu
despacho de 28 dkaigoslo ; as suas intcnrcs nao mu-
daram. Se a Russ^: areila de um modo nao equivo-
co as qualro garan _** cessar de contar a Austria
no numero dos seas adversarios.
Urna declarar.au formal da Bussia ueste sentido
bastar para que o gabinete auslriaro inlervcnliape-
ranle as potencias martimas para fazercessar as bus-
lilidades.
Rcservamo-nos para acolher.segundoas circums-
(ancias, as novas pretenres que possam emittir os
gabinetes de Londres e de Pars.
Pcpoisde aceitas pela Russia as qualro garan-
tas, se as potencias uccidentacs quizessem continuar
as hostilidades, a Auslria nao se obrigaria a apiar
novas prclcne,oes. Porm a Auslria nao so declara-
r satisfeila, sena > quaudo a Russia em todos os ca-
sos c quaesquer que possam ser as vicissitudcs da
cuerra, se tver obrigado a admillir formalmente as
quaiio garantas.
a Se a nova intimaran da Prussia Russia n.lo
produzir eileilo, a Austria decidir-se-ha a dar um
novo passo commum para a aceilaclo das qualro ga-
rantas, paren), um segundo revea ser seguido da
nlerrapCj&a das negociarOes, e aquellos que se asso-
ciarema este passo, rievem obrigar-sc ao mesmo.
n F'm lodo o caso, anles de Icnlar esle passo,
enmbinar-se-ha com osgabinclcs de Pars e de Lon-
dres.
A Auslria deve reservar-se urna accflo indepen-
denle para com a Russia, emquaulo c*ta nfio aceitar
as qualro garantas; entao he necessario pcrgunlar
se em tal caso ella ser seguida pela Prussia e pe-.
la Allcmanlia, rom s quaes se combinar em lodo o
caso.
" Se a guerra eom a Itussia rebentar, a Aus-
lria nSo se ubriga a ronlenlar-se com as qualro ga-
ranlias.M
O conde Esterbazy be aulnrisado a conferenciar
confidencialmente com o bar.lo de ManleulTel o a
communicir-lbe igualmenle o prsenle despa-
cho.
Altendcndn a que he conveniente que sua mases- | da larde do dia 2 de Janeiro de 1855, na sala das
lade pnssa dorante a conlinuaru da guerra, alistar sesses da cmara dos Srs. depulados da narao por-
c empregar cstrangeiros no seu exerrilo, lie deler- lusueza, os dignos pare do reino, e os Srs'. depu-
minado por sua magesladea rainha rom o ronse.ili- lados da nac.lo porlugueza, bem como os Srs. m-
menlo c approvaran do, lords espiriluac e lempo-. nislroi do reino, marnha c cstrangeiros, e o da
rese dos rommuns reunidos no prsenle paila- fazenda ; S. Ex. o Sr. Jos da Silva Carvalhn, vi-
olento rom a sita aulorisarao o scgiiinte : | ce-presidenle da cmara hereditaria lomou a cadei-
1. Ser licito rainha alistar no seu servico indi- ra da presidencia, e, na conformidade do program-
viduos que nlnsejam seussubdilosindisenas,nem le-
nbam direilo aos privilegios dos seus subditos ndigo
nas.osqnaes podcraovoluiilariamenlealislar-sc paran
servido, e conceder commissocs ou carias de servro
a estes individuos para servirem)como offiriaes. Os
ma, nomeou a depularlo para ir receber entrada
do palacio Suas magesladcs, e S. A. o serenissimo
Sr. infante P. Luiz Filippe, composla dos dignos
pares duque da Terceira, marquez da Frontcira,
vsconde de Ovar, D. Carlos Mascarenbas, conde
individuos assim alistados o leudo commissocs ser.lo da Ribeira Grande, Francisco Antonio Fernandos
INGLATERRA.
O Globe publica o Icxlo do bil intitulado ac-
to para permiltir aos cslrangeiros alislar-sc e servir
como oiliraes c soldados no exercilo da rainha o
qual he o seguintc :
disse o re TrulTe ; seremos urna familia. Ei-o, m-
nha querida sobrinha, abrace scus pala*
Irene Voltou-M para o marido, o qual fez-lhe um
signal. Ella levanlou-se logo, e oflcrereu a fronle ao
grande Rostan. Esle beijou-a tremenda, e com suur
nas fonles.
Irene permaneca fra, c conservava os olhos
baixos.
Aslrea abrarou-a S'irrindn.
O doulor lomou o bengala depois de ler aperlado
as unios do docnle. c disse:
Havemos de vollar.
Pcpois acrescentnii abaixandn a voz :
~ O senhor padece porque nao he amado... esla
ser sua lilha.
Devoras?
olhos.
Irene inrlinou-se sobre o leiln, o abrarou-n.
Ncsa noite o rei TrulTe doratio Iranquillamcnle.
A filhinha de Irene e de Sulpicio chamava-se Vic-
orsaiiisados cm reuimenlns, batallles e corpo se-
parados, e os ditos aditamentos, commissocs c ser-
vico de qne se traa serlo lo legtimos como se os
ditos individuos Tossem subditos indgenas de sua
mageslade. ^
2.o Ordena-se porcm que OS bomens em servico,
em virlii'le do prsenle acto nao serao empregados
no reino l.'nido, exreplo para serem exercitado no
manejo das armas e formar rccrulas c para sobsti-
luir as fallas nos dilos regiuienlo?, balalhes ou cor-
pos. Nao havera no reino Unido an lodo mais de
10,000 b un mi-, servindo em virtude do prsenle
aclo em poca alzuma.
3." Ooalquer individuo alistado como soldado em
virlude da aulorisarao do presente aclo ser verifica-
do do modo que sua mageslade. ordenar e nao de
oulro, e lodo os oiciacs, olciaes inferiores, tam-
bores e simples soldados alistados nu eommissiona-
dns cm virtude do presente aclo, prestaran para to-
do o lempo que estiverem ao serviro da rainha o ju-
ramento que a rainha ordenar e nenhiim oulro.
4. Todos nflicaes, ndiciacs inferiores, tambores
ou simples soldados servindo nos termos do prsen-
le aclo ficam sujcilos a todas*as dispoataBea cuntidas
em qualquer aclo uesaa poca cm vigor para o casti-
go de scdiriio ou deser^ao, e para o pagamento do
exercilo e aquarlelamenlo, caos ardeos convencio-
naes da guerra, pelo modo, elTeilose tisis a,que todas
as Toreas regulares eslao snjeilas.
j. Sera licito rainha, se o julgar conveniente,
fazer artigos de guerra supplementares especial-
mente applicaveis aos individuos que se alistaren! ou
forem commissionados cm virlude do prescnlcaclo, e
mudar ou verificar qualquer artigo de guerra cnt.lo
em vigor. As restrircoes e dsposires cuntidas em
qualquer aclo enlao em vigor para o castigo da se-
dir.lo e deserrao e para o pazamenlo do exercilo.
relalivos aos artigos de guerra ser.lo applicaveis a es-
tes artigos supplementares romo dilo he.
O prsenle arlo continuara em vigor um anno dc-
pnis da ratificaran do um trabado definitivo de paz.
HESPAMIA.
Anle-honlem deu-sc conla s corles do parecer da
commissao, relativo ecusarao de I). Mara Chris-
lna de Munhoz. concebido nos sesuinlcs termos :
A commissao nomeada para informar rerra da
proposla aprcsenlada por variosdepnlados. pedindo
que se abra nina informarlo parlamentara a res-
peilo dos abusos que se suppe rommellidos, em
menoscabo dos nteresses pblicos, e cm beneficio
de P. Maria Clxrisliua de Bourhon e seu aclual espo-
so, o da responsabildade que pelos mesmos fados
posa caber lambem a algumas das adminislraces
passadas, enlende que assumpto de 13o grande im-
portancia, o que lio profundamente afiecla a repu-
tado c moralidade de pessoas que oxerceram eleva-
dos cargos.emesmo o imporlanlissimo de governo do
reino, neces.ila desembararar-se da inronslancia e
pussivel exagzerarao dos rumores publiros, c ad-
querir lodo o grao de evidencia que lem direilo a
exigir, oua innocencia dos inculpados, ou o Ihesouro
publico prejndicado c a moralidade oflendida ;e tam-
bem a que n'ura e outro caso necessilam as corles,
lano para censurar.como para dcsculpar a exlra-li-
milaro de suas djffienldades, commeltidas pelo ul-
timo Ministerio, ao determinar a sabida da Hespa-
nha daquella tenhura e o srqueslro de seus bens.
E como a averiguarao que se deseja n.lo pode ser.
allendida a nalureza dos fados denunciados, aenla
da com[iclencia das corle, nao he possivcl millar
acerca da adoprao do meio mais convenanla, quau-
do as tradicoes ronsllncionaes, a pralica adoptada
ja cm nosso paz, e o nosso proprio regulamento fo-
lerino, concorram para indicar como o nico prece-
dcnle o da intormarao parlamentaria.
Para cxecula-la, lomos a honra de propor s cor-
les, que se sirvam acordar a Humearlo d'uma com-
missao de qualorze individuos, numero que julgamo*
indispensavel csulliciinlo para desempenharo dilli-
cil e delicado encargo que ao seu zelo e severa im-
parcialidade bao de confiar as corles conslituintes.
Palacio das mesmas 12 de dezembro da 1854.__
Joaquim Alfonso, pretidenle*Maooel Berlemali.
Jos Ordox d'Avcclha.Alvaro Gil Sauz..Manoel
Alonso Martnez. Pedro Calvo Assensio, secre-
tario.
PORTUGAL.
CORTES GERAES.
Scsso real da abertura da sessao ordinaria do anno
Je 18,1.-,.
Achando-se reunidos pouco anles da urna hora
disse o duque com lagrimas nos
loria. Sulpicio entrando cm casa aaaenlou-M junto
do berro, c Irene ajoelhou dianle delle dizendo:
Pelo mcu amor, voss poupar.i meu pai.
Solpicin nao Tolln loso. A sagracao do rci-Truf-
fe foi feila na Jlason d'tlr, e todo o'Drinking assis-
lio a essa bella ceremonia.
Em rireumslanra tao memoravel Mr. P. J. Gri-
daine (l)rinkcr 111) olTerereu seus serviros ao rei
TrulTe. e Prinker IV, o harn polcl, confessou-lhe
que era o maior palife dos dous mundos.
Drnker V, vidama de Pomard, (o ronde de Mor-
en) pcdio-llic a permissao de a|>reseniar-lhe a mn-
Iber.e a filha, quesuspiravam por ronheci'-lo. Aslrea
favorereu asan approximar.lo pelo temor que linha
de Irene. Aslrea eniavcra quasi senhora em nasa
do duque, e ns Prinkers sem preconeeilos julcavam
poder cumprimeutar a Francisco, intitulado Drin-
ker II, e lord Criichc.
Lord Crucbe sarria modestamente : bem se va
que eslava ao nivel de sua situaran.
F.ssc titulo do lord Cruchc decretado ao crande
Boslan pela admiraran esclarecida de seos rollona!,
assenlava-lhe bem. O grande Rostan envelberendo
nao se bavia corrigido, e tinha conservado toda a sua
vigorosa brutalidade. O vinho acradava-lbc, bem
como as malheres. Ouando eslava embriagado ar-
roslrava a marqueta Aslrea, i qual enlao ebaniava
s vezes Mnrgatte; porm quando eslava em seu jui-
zo trema diante delta.
A condessa de Morgcs linha dous ou Ircs annos
mais do quo Aslrea, e leria podido passar por sua
mi. Era urna burgueza uobre. qne sabia cantar, e
que bavia defendido seu patrimonio contra as nva-
ses de um marido dissipador. Na poca em que o
duque Ihe foi apresenlado, ella nao possuia mais do
que o caslello de Mainlenon : o resto lora bebido pe-
lo vidama de Pomard, seu marido. Com ludo esle
era somante Drnker V, mas esperava subir.
O rei TrulTe afieiroou-se logo a mai que o lison-
geava, e a lilha que era linda romo um enjo. Quan-
do fallou-se cm vender o caslello, elle ollerereu o
maior prern sb cundirn de que as duas mulheres
e o proprio vidama de Pomard ah ennservariam um
aposento.
Aquillo que maiifacilmenle se espera he una sur-
rc-sao. A condessa de Morges vio logo a filha mil
lionaria. t) rei Trulle a chamava : minba alilbada :
dahi ao leslomcnlo s bavia um passo.
Aquillo que mais levianamculc se promclle be
urna successao. Qaem nao lem condecido algalia
desses entes aban.uados sosinhos na vida, procu-
rando a quem ligar saa viuvez '.'
Se esta em alta posirlo e abem viver, promel-
lem lacitamentc, e sao essas as promessas mais acre-
ditadas; so silo inseuuos. meu Dos! meniem boc-
ea ebeia, e a/.rm um leslamenlo para cada pos-,,a.
Basa mamila de l'aacr-se croar nao revela grande
altivez de enracao.
O rei Trete leve urna familia, romo tanto dese-
java ; mas quero tem o que deseja. requinta ; assim
apenas o duque leve una lamilla dcsejnu ser amado.
Tinha sua bella prima Aslrea. sua chara sobrinha
Irene, na nula afinada Antonia de .Moriies. e lam-
bem Solance Beauvais, a qual chamava sua lilha.
Asliea deleslava essa rapariga quasi lano quanlo
a Irene; porque senta nclla urna rnica de Irene,
una creal'jra do doulor Sulpicio. Procura va um
meio de perd-la.
Com elfcilo Tora o doulor Sulpicio quem colloc-
ra Solange Be.iurais junio do duque de Rostan.
^ m Eram quasi as horas em que CbilTon e Lorio! en-
rommeiidavam a famosa ccia na hospedara do jeao
de Paro. Alm do grupo formado pelo re Trulle.
Irene, Antonia e Solange havi no sabio alguns con-
vidados, quasi lodos dnnkers; porm suas inannras
eram riaorosameiile decentes; purquanlo o rei Truf-
fc quera que em sua casa lodos se porlasscm com
sisiidez.
Na ala do buhar faziam-se as entradas; um
whist grave, e um rngrarado lansquenel oceupavam
urna duza de convidados. Ao piaa bavia um per-
sonacrm magro, de cabellos longos e amarellos ; cu-
ja casaca aboloada ale barba indicava bastante a
superior! I ule do sua ndole prodigiosa. Era Sensi-
live. o poeta enamorado do feno, do centeio, e das
centaureas, o cantor di niulber da flor, que era mes-
mo flor e qoasi mullier, ah mulhcr fcia, e flor mar-
cha I Sensitivo nma os grandes bosques por causa
dos bichinhos que ha no museo, ama o mar numen-
so pelo ssrsaro rosado que cobre o rorhedu. Falla
de rubis e de esmeraldas a proposito da aza de urna
mosca, e vai s plaanles de trigo collier papoulas
de haslea felpuda e de cor verde-mar para fallar sua
lineuagem. Sua posicao social he ouvir o gemido da
da Silva F'err.lo, conde d'Arrurhella, barao de La-
zarim, vsconde de Balsemao, vsconde de Campa-
nil,!, marquez da Vallada, conde de Mesqulella, e
Srs. depulados Julio domes da Silva Sanches. Au-
lonio Jos d'Avilla, visrnndeda Junquera Jos Sil-
vestre Bibeiro, Carlos da Silva Maia, Manoel An-
tonio Vellcz Caldeira, Jos Ferreira Pestaa, Ma-
noel Maria Coulinbo, Antonio dos Sanios Montciro,
Antonio Augusto de Mello Arrber, Joaquim Jos
da Silva Pereira, Augusto Sebasliao de Caslro Guc-
des.
Pela urna hora da larde entraram na sala da c-
mara suas magesladcs c alteza, precedidas daquella
depularao, e acompanhadas da corta cmais pessoas.
que, em observancia do referido piogramma, de-
vain assislir sessao real.
Tendo suas mageslades lomado assenlo nas cadei-
ras do hrono, o havendo S. M. el-re regenle per-
mittido que se assentassem os membros das duas c-
maras, leu o seguinle
PISCURSO :
a Dignos pares do reino c Srs. depulados la na-
ci |K)i(ugueza :
Com a maior satisfarn, acompanhado de cl-
rei u Sr. P. Pedro, meu augusto filho, venho ao
seio da representacao nacional para abrir a aeatno
legislalva de 1855.
a Conlinuam as nossas boas reanles com todas as
potencias alliadas da corda pnrtugneza.
e As negocares com a Sania S, a respeilo do
padroado da India, proseguem com aclividade.
He de esperar, que o seu residalo vos seja submel-
lido anda na prsenle sessao.
(t Havendo sido approvadas pelas cortes as ron-
venres celebradas enlre Portugal c Franca, Blgi-
ca e Paizcs Baixos, efl.-cluoti-se a troca das neces-
sarias ralifir.ic.les. Nao poderam rom ludo al ago-
ra ratificarle os tratados de commercio com as Re-
pblicas Argentina, do#Per, e do Paraguay.
No inlervallo da ultima sessao legislativa lev-
lugar o complemento da viagem de S. M. el-rei o
Sr. D. Pedro V, e de S. A. real o Sr. infante du-
que do Porto, que sahiram do reino pelos fins de
Ma, o vollaram em rociado de selembro ultimo.
o Em lodos os paizes por clles visitados recebe-
rain meas augustos filhos provas de benevolencia e
eslima dos soberanos, prenles e alliados, prncipes,
pessoas dedislinccSn, e das popularles do seu tran-
sito ; o que n.lo pode deixar de ser gralo aos re-
prcsentar.tcs da nac,,lo e ao pov portuguez, como o
foi a mim proprio.
A paz e a tranquillidade publica lem-se mant-
do no continente do reino, e em todas as suas pro-
vincias de alm-mar.
Estivemos amearados da invasAo em nosso ter-
ritorio do tllgella do cholera morhus, que assolou
a Europa, e fez grandes eslragos em algumas pro-
vinrias do reino vizinlio, confuanles com as nossas.
Em puncas trras dofllmlcjo c Algarve pcnelrou
o mesmu flaeello, cujos progressos foram logo ala-
Ihados, graas Pivina Providencia, pelos esforcos
que importunamente se empregaram. As aiilurida-
desmilitares e administrativas, bem como as da re-
parlirao da saude publica e todos ns habitantes des-
envolvern] louvavel zelo em 13o importante ron-
junclura. Alguns corpos dn exercilo Toram oceupa-
dos neste servir.,, a que satisfizeram com a maior
exatjtidao e disciplina.
Proseeuindo no ompenho] de melhorar o eslado
do nosso paiz, tem o governo atindalo rom loda a
seriedade s vas de coinmunrarao interna. Os re-
cursos destinados a esle imprtanle objeclo bao sido
odieazmcnle applicados. Conlinuam sem interrup.
r.lo as obras do caminho de,ferro de Leste ; e em
dilTorenles pontos do reino se acham construidas
muilas leguas de estrada.
O meu governo vos proponi os uccessarios meios,
para que o grande dcsenvolvimento dado aos Iraba-
Ibos pblicos, possa continuar na mesma escala em
todo o anno econmico seguinle.
<( Por eileilo da escacez da eolheila do milho nas
provincias do norte, veio aflligir os habitantes de
grande parte do paiz urna forle elevarlo nos precos
dos genpros alimenticios, que j cornecavam a subir1
lambem nos dislrrlos do sul do reino.
No inlcrcssc das classes laboriosas, conlratou o
governo um emprcslimo com o Banco Commerrial
doiPorlo, desuado nicamente compra de cereaes,
para formar naquella cdade um deposito dos mes-
mos, c obstar aos elTeilo do monopolio.
.i Aquelle estabolecimenlo reipeilavel acceden
br sa, o susurro do regato, oliquclaqiie dos moi-
nlios, ele. Hn.naturalmenle enfadunho efalganle.
i\sseincllui-ie a um pastor de Watea'o como Pon
Qnixolle b altivo Rolando, e Hossinanle ao caval-
lo dos qualro filhos de Avmon. Vive de sua medio-
rridade, os criticas afiagam ncllc o impotente, os
pe'linlias Ir.inraro-llie coras de Interna. Um Dos
Traite deu-lhe onlr'ora algum deaeaneo om paga-
nimio de seus servidos alegres. Seu caja do he co-
ndecido na Bolsa. Elle aceila eom prazer toda a es-
pecie de mimes.
Ora sua coiiversactto he campeslrc, como um pr-
to de epinafres, ora erudita, com um livrinho de
museo. Conhcrc Vanloo, Cuyp, llnvsum, Paulo
Polter. Ruysdael e mesmo Breiiehel ale Velonrs.
Ninguem pode fazer nina idea justa da alegra,
eom que Sensilve pronuncia esse nome de Brcnghel
de Vcluurs.
Em suinma. o paraizo das mulheres he o Edcn do
capricho, e deve ler mais macacos do que na China.
Sensitivo perrorria o teclado com seus dedos palu-
dos esperando que algoem Ihe pedira um romance.
Em sua frente eslava encostado chamin, e apoia-
do no cntovelo um mancebo de phvsionomia inlelli-
ffenje e seria. Era o cavalleiro Itolcrio de Martrov,
rujo nome ja uuv mus Fernando pronunciar cm sua
coupersarao com Mr. de Galleran.
Rjogerio era prenle prximo da familia dos Mor-
gesje tinha sido considerado em certo lempo noivo
de Antonia ; porm madama de Morios tralava-o
romj frieza desde que encontrara o rei TrulTe.
Kpgerin amava a prima. Era un homeni disliae-
lo ltelo rorario e pelo espirito. Tinha poucos bens ;
mas isso nao leria embarazado a linda Antonia. Sen-
silve que expunba muilas vezes u Boserio sabias
Ib-in-ias a respeilo das mulhere', havia-lh acense-
Ihado que galanleasse Solange para picar madama de
Monjes e adianlarseus negocios.
Porque, dizia Sensilve, o earaclo da mulhcr
he romo as arvores, cuja casca lem muila grossora.
Picai a arvore. lereis um rcbenlo ; eri o corarlo, o
amor Horeseer,
Rogerio de Marlroy nao galanlcou Solange; mas
um dia disse a Sensilve :
S rila nao me ama, rei morrer hemlonge da-
qui... Se e.la me ama, tenho minba espada.
Malar.i lodos os que se approiiinarem della ?
percuntou o poeta rindo.
Sini, respondeu Rogerio de Marlroy.
Mas romo saliera se ella o ana ou seo nao
ama '.'
Ouvirei a voz de seu corar.lo.
Em que conlo de fada, perguntitu Senilive. vi
um manrebo chamado Ouvidos Delicados que ouvia
a relva nasrrr '.'... V morrer onde quizar, meu cha-
ro : o senhor be ingenuo como uina pervinea !
Nessa noite Rogerio eslava Irisle, porque o olhar
de roa iamesella de Morgcs pareca evitar o seu. Ade-
vinhava nos olhos de Antonia ccrla inquietarlo va-
promptamenle proposla, noque demonstrou ossen-
limenlos que o animam.
a Em presenra da avulladaexportaco de cereaes
e contemplando a insufiiciencia do prazu legal da
importarlo, que findou no mez de dezembro, parc-
ceu indispensavel abrir sem perda de lempo os por-
os do continente do Reino, durante um largo pe-
'iodo, no intuito de conseguir que a importado do
slrangeirn, especialmenlc do paiz visinho, podesse
rompensar o menos que houre do producto, e o ex-
portado peln commercio.
n Os ministros vos darSo conhecimenlo desla me-
dida, que espero merecer a vossa approvarao, allen-
rtendo ao objeclo della, e a urgencia das circumslan-
cias que reclamavain.
O estado do material da marnha de guerra, se-
riamente reclama a allenrao do governo.
Para eleva-la ao grao de forra conveniente,
afim de salisfazer cent vantaaem ao importante servi-
r, que a guarda e defensa das nossas colonias, e pro-
teccao ao commercio deltas exigem,he forja qoe suc-
cessivamente se destinem meios extraordinario; para
a conslrucc/io de novas embarcafOes de guerra.
(i O meu governo vos apresentar para esle fim as
proposlas convenientes.
O eoverno jejn prvido s necessidadesmais ur-
gentes das promKias ultramarinas, o enviado p
insola, Mocamtnque e Macao os r?forc,o que'eram
ndspensaveis.
Da lodas as providencias adoptadas, vos dar
conla o respectivo ministro.
c Scnhores depulados da nacao porlugueza :
(i Coro a maior brevidade vos ser3o apresenlados
os orramenlos da receila e despeza do eslado para o
anno econmico de I8K a 1856.
o Apezar da desgracada influencia qne a escicez
da eolheila de cereaes, e a molestia das vinftas lem
exercido em algumas fonles da receila,nem por isso o
eslado da fazendi publica inspira reccios ao men go-
verno. Com os recursos acluaes, e sem pedir maio-
res sacrificios ao paiz, ha de o Ihesouro ficar em cir-
cumsiancias de salisfazer todos os encargos ordinarios
do eslado, no prximo futuro anno econmico.
O ministro da fazenda vos apresentar os pro-
jeclos indiipensaveis para este eileilo, que vos exa-
minareis e aperfeicoarci como julgardes necessario.
Dignos pares do reino e senhores depulados da
naca porlugueza :
o No mez desetembro prximo futuro, tem dereu-
nir-se as curtes, afim de que, peranle os representan-
tes da nacao, el-rei o Senhor 0. Pedro V. prestes o
juramento determinado no artigo 7ti da carta cons-
tilucional da monarebia anles da sua acclamarao
Confio nas vossas Inzes, e no vgssn reconhecido pa-
Iriolismo, que durante esta scsslo ordinaria, vos oc-
cuparcis da discussan (los assumplos, que mais inte-
ressem a prosperidade publica.
neo paiz, esperamos que os vossos esforcos
Junios aos do meu governo, alcancem o desejado ef-
feilo de promover a fejicidade da nacao porlugueza,
que lano a merece.
o Esl aberla a sessao. -__ta
Concluida a leilura, SS. MM. e allozas ahiram da
sala com o mesmo cortejo, que Uvera lugar na en-
rarlf.
Voltando sala a grande depularao, S. Exc. o Sr.
vice-presidente levanlou a sessao, sendo hora o meia
da larde.
O conselhciro ofiicial-maior,
iogo Atigtttto de Castro Constancio.
(Peridico do% Pobre no Porto,''.
RUSSIA E AS POTENCIAS OCCIRENTAES.
O segujnte be a Iradurrao de um despicho diri-
gido pelo conde Nesselrode ao barao de Budberg,
embaixador russo em Berlim :
S. Pelersburgo 6 de novembro (oisl 23), Iftii.
Sr. baroA informacao qae recebemos de
lodos os lados prova-nos que, tao momento prsen-
le, os sovernos alienles eslao quasi todos preoecu-
pa.los de uro nico receioo de ver, na queslao
oriental, manifestar-se um schisma enlre as duas
grandes polencias alenteles, que pode por cm perigo
a Iranquillidade dn paiz commum, e a propria exis-
lencia da Confederadlo germnica.
(i Fiel poltica que lem seguido desde a origem
desla deploravcl complicarlo, edesejosn de cirenm-
crever as desastrosas cousequencias dentro dos mais
estreilos limites possiveis, o imperador, nosso au-
custo amo, lem desejado, na prsenle conjunclura,e
lano quanlo delle depende, preservar a Allema-
nha los flagellosde que seria amearada em seme-
Ihante eventualidade.
" Em consequenca, Sr. bar3o, V. Exc. fica au-
lorisado a declarar ap gabinete prussiano, que o
imperador est disposlo a lomar parle nas negocia-
rnos que liverem por objecte o restabeleeimento da
paz, e as quaes as qualro proposiroes abaixo indica-
das servirao de base, a saber:
K 1.' I ma garanta commum pelas polencias dos
direilos civis e religiosos das popularocs ChrisTaaTi
imperio oltomauo, sem dislnceao de forma decollo.
(i 2." Protectorado dos principados, exercido em
commum pelas cinco potencias, nas mesmas condi-
roes estipuladas em seu favor pelos nossos tratados
com a Perla.
2a. Emquaulo eslava immovel e apoiado oa chami-
n, senlio um dedo locar-lite no hombro, voltandn-
se vio dianle de si a marqueza Aslrea, a qual
em voz baixa :
Enlao, senhor cavalleiro, ouve nascer a relva '.'
O palife de Sensilve linha vendido o seu
Itoserio comprehenden, e abaixou os olhos cor
A marqueza estendeu-lhe a mlo eom o liom sorri-
so das mulheres que sabem e podem : quando que-
ra, a Morgallc linha um ar de aojo.
Ha urna liga tacita enlre as pessoas sensivei-,
continan ella alTcrluosamenle ; sou de seo partido,
senhorcavallciro.
F. como elle a cncaraVa pasmado, ella acrescenlou
cm voz alta :
Nao nos cantar aljama cousa esla noile !
Rogerio incliuou-se e balbuciou :
Elou s suas ordens, senhora.
Quando qaizer, disse a marqueza arenando rom
a cabera, (ornaremos a fallar a esse respeilo cm par-
ticular.
Alrca rctiroo-sc, e passando juulodo gropo presi-
dido pelo rei TrulTe. disse seccamenle:
Madamesella Beauvais. vi pr favor ao piano
arompanhar o senhor cavalleiro de Marlroy.
Solange estremecen, e levantou-sc. Os grandes
olhos azues de Antonia voltaram-sc para Rogerio e
depois abaixaram-se. Irene estremecer mais do que
Solange.
O senhor duque diz sempre que nos ama. mur-
murou ella vollando-se para o rei Trulle.
E qtrizera smente oslar cerlo de que vosses me
correspoiulem, respondeu o duque.
t) senhor nao anta a pobre Solange.
Porque '.' disse 9 duque admirado.
Se amaste a Solange, a marqueza nao Ihe falla-
ra semro-e romo a urna rriada.
O re irufle tr.inzio assobrancelbas ; mas seu olhar
enconlrnu oda Aslrea, e elle sarrio mais liuda-
mente que um menino.
(jueixa-se de mim, minba rica ? disse a mar-
que/1 approximando-se.
Oh nao, quiz protestar o pobre duque.
Sim, senhora, inlerrompeii Irene encarando-a.
Aslrea respondeu a esse olhar provocante com o
seu msislbrandii sorri-o ; masdisse em meia voz :
So senhora conhecesse madamesella de Bou-
i lis como a condece, nAo cslranbaria a mancira pela
qual Iba fallo.
Solange oiivio, e o cavalleiro de Martrov Toi obri-
gado a sUslenla-la para nlo deixa-U cahir".
Oir diz ? exrlamou Irene indignada.
Ouando quizar, iniibi rica, lornou a marque-
i repelimio o aceno que fizera enm a cabe-
erio, fallaremos .mi-
za Asir
ea a l'.,,L
cular.
Confmrar-se-Aa.)
A-'
miitii nnn
. -


y
a 3. Revisao do tratado de 1841. A llussia nao
se oppor i sua alml rao, te o Sultflo, a principal
parle nteres J i, e isentir nisto.
n 4." Livre .Jo do Danubio, que existe de
jure, equs a Russia nuaca leve a iuteucio de im-
pedir.
i he fundada/acionalmente
posiej^^Bflaptencias occideriiaes cuinpri-
i que ronlraliiram Vi fa
ceda Europa para asegurara futura condicao das
popularnos chrialSas (lo imperio oltomano, que o
scus direilos ctvis e re giosos de ora em vaute serao
roltocados 90b a garanta de toda as potencias, e
que assim o principal nbjeclo que a Russia tem em
vista ua presente guerra lera tido alcanzado.
" So os seiitiniealos |ue iuduzem sua roagestade
0 imperada/ a fuer 11 presente declaradlo forem
apreciados na Allomnuha, como suppomos que bao
de ser, pensamos que pojemos nutrir a esperanto
de que a confederac.'o unida sobre o nieiuio funda-
iiienlo, c pcrfcitanieiit.segura quauto aog ulereases
ulicmes empenhados na qucslao, empregar a sua
tinairmidade atim de por o sou equilibrio na balan-
1 aj* Enropaem favor da paz para a qual a Austria
Va Prussia as lem apresentado espontneamente
un qualrii pontos as bases que as satisfazlo complc-
lamente.
a Se, polo contrario se fizer uso desla uniao,
mentida inais de urna vez pelos cuidados da Russia,
o aprescnlarcm novas condignos, iocompa-
liveis em substancia o na forma, com a sua digni-
dade, u imperador nai duvida que os Estados da
Confederado regeilarao laes prclcnc,es de qualquer
lado que pos.am vir, uSo s como contrarias aos
scnlimcnlos de lealdade que os animan), mas tam-
l*m aos verdaderosinlrossesda Allemanha. lima
neutralidade inaulida com firmeza e persoveranea,
lal como foi proclamad: no comero da iula, he o
que imperador pansa que pode exigir com justira
em compensado da delareucia cora que recobeu os
ins desejoj dirigidos 011 nome dcsles estados.
( dem,)
(Morning Chronice.)
------- HWIIl
CORKESI'OXDL.YJIA IM> MARIO DE
pi;R?,'A.uitico-
Taris 5 < e dezembro.
Q conlliclo oriental ilfluc sobre ludo, ale sobre o
o dos vapore que llie levam a nossa corres-
pondencia de quiniena. O paquete que devia par-
tir a JO de dezembro dt Liverpool, Portugal. Kio,
!ii lomado para transportar Crimea tropas
inglezas.e desla forma > nosso bol lelim de hqjc se
licado, e conlim urna rcvflk lalvez lano
iiaulo imiuedialamenWaclualdos suc-
ouropeos.
O mez nao ha sid activo e militante dos niloocos do nosso velho conli-
enle, nada verdadeiraoente-iiQnorlanlec realmen-
te t(Teclivo uio se prodorio, mas pch) que diz res-
peilo diplomacia e a Illa direcraodos gov'wnos or-
cideolaes, fizeram-se giaves promessas, proniJTcia-
rana-se grandes palavras que ler.io para o futuro
urna influencia da man poderosas e fnrio muilo pa-
ra a solurao da questao se a lula armada nao acaba
da contar gloriosas batalhas, n liga, esla lula paci-
fica onloa adbcses que valen lalvez muilo mais
para a causa da civlisaco. G. M.
AUSTRIA.
As complicacftes eurtpeas flzeram que a Austria
desse um passo par (liante dos mais favoraveis e dos
mais fecundos em resollados; a 2 de dezembro foi
assignado pelo ministro dos negocios eslraugeiros em
Vienna um tratado que declara solidarios os Interes-
as da Franca, da Inglal;rra e d'Anstria na quesiao
do Oriente, a Mga estas tres grandes potencias para
umaacraocomni'im.
Kis-aqui o texto deste documento importante :
Veja-se o Diario 11. 2
acto a justic distribuitira da Europa ad-
quire a forra decsivaaq le lhe lem faltado at aqui.
A Austria aceitou assl 11 de novo a tarefa de ser n
leste o baloatte da Eonpa, o prolerlor dos seus di-
reilos e da sua indepeuc enca, a pedra contra a qual
se quebram os planos dt invasilo da Russia no Orien-
le, como outr'ora se qiibraram os da invasilo lurca.
A Austria assumc so.ire si, em consequencia do
|nc acaba de dar* urna immensa r'cspoiisabll-
- i'iiitff ^lla o d com conbccimenlo de causa. O seu
Htfeompletannle prompto, organisado c
:area era que deve obrar. Os pro-
vimentos em materia d; guerra em Sebeslopol per-
miltem considerar com leguranca .1 direccao da guer-
ra futura. Emfim, tein-so^suscitado diflicnldndcs
linanceiras que por si sos podiam impedir que se
empro a guerra mais justa. Por Imito a
Austria da a ttansia ale 2 de Janeiro de 1855, para
Baberdell se deve definitivamente enlrar com sigo
na situaran aostii, e at 3 lie marro para comerar o
seu papel elTectivo na lula.
ue a Austria pandero as diflicnldailes
la ; foi-lhe miiler urna cora sem real atim
de itiaojatar para com o ciar a poltica da ingra li-
dio, e quebrar um a mu lodos os fios do tecido com
que a diplomacia russa lhe linha embarazado o fu-
turo, <|ue aViplicc allianra rota enlre a
Russia e as corles alien fias est cimentada entre a
Ana 1 e a luc; Ierra, a Europa pode af-
froutar sem medo as dolorosas provaees da guerra,
-e restabelecer sobre bazes que lhe
para o futuro a independencia e o equili-
brio, pois que a aHianca d -2 de deiembro lera por
aduerenles todas os graudei estados qoc no quize-
rem ficar foi .1 do movneato da nossa poca.
U represeaUnles das polencias da confederarao
de Vienna vao seaapro proteguindo na sua obra ;
iptzar do prazo de 2 de Janeiro, a llussia con-
liuha ate mostrar rosolnl.-i para nina suerra de exler-
niinio e e-la aclivando os seus armaoinlos formi-
dav
PHCSglA.
El-rei I-redcrico Guilberme abri, nos filis de no-
vembro, a sessao das enmaras pelo di-curso seguin-
Apczar do que este dscnrso lem de evasivo e de
meticuloso, a Europa occidental anda nao perdeu a
rf^r sqnitar Prussia da influencia rus-
sa, e isolar o o*ar de una maneira l<1o completa que
confunda no pensament) os imeresses da paz uni-
versal eda civilisarao cem o seu proprio.
amara alta pronuirciou um vol de agradeci-
meolo, adoptoi) por urna immensa maiora urna pro-
nesifao do conde (lzenaiplitz, tendente a supprimir
lodos es artivos da coostiluicAo que garantem aos
livre disposi^to dos seus btns, assim com
aqu lies que abolir*) o direilos senlioreaes e oulros
da misma nalureza. Como asegunda cmara mar-
cha n'uma estrada inteii menle differenlc, censuran
urna circular do ministro do inlcrior, na qual' 1 lie
t exprobrava ao clero cal! 10Iico o ser democrtico e
aoli nisso ; o a maiona da cmara regeilou um pro-
jecto ministerial relativo ssociedades de seguro.
.INGLATERRA.
"> tk parlamento.
A 1de dezembro a rainlta deixou o palacio de
BuckiDgbM para ir abrir em Weslimintser a nova
sessio. A sala da canil ra dos pares eslava occopa-
da por ludo quanlp a Inf llerra conta como eminen-
te, os uuifonues militares eslavam ausenles, grande
numero de mullieres de pares, (rajadas de profundo
luto, imlicavamui evidetitemenle que tinliam perdi-
do algons prenles na lula terrivel que tem lugar na
Clnica. Assim que entri u, a soberana mandou da-
mar a cmara dos cammnns barra lord, c recebeu
do chauceller o discurso que dirigi a toda a repre-
sentarlo britnica. (}
0 di-curso correspoude ao pensamenlo da Ingla-
terra, aos seus votos, ns suas emoci'ies de todos os
das ;enonlrou imnicnso echo as duas cmaras do
tiarlamenlo. Wigbs e Toris, Frce Traders e I'rolec-
i'inni.iasesquecDram as suas diviscs, as suaa lulas de
partido paca sereuiren) en lomo da baodeira nacio-
iih!, e irganismr o concuo mais enrgico e mais l-
liiniUdo. Ti ilava-c i!o vol de gracas ; a cmara
niara dos rommuns praliraram um
rasgo de palriolsmo. Na primeira sessAo drsla reu-
ma o extraordinaria emprearan) lodos osesforjos para
dizer ao paiz que deve sustentar a gloriosa hita era
1'ie a j-s^aode 1de
bro, n azradecimanlos ao ex-
ilia franceza pelas cooperaeo e assis-
Icmja cordial q rslado as operaces da
ra, ilwlarc govrno ingle* nunca
PC"* tuno propr a lirao Brelantia
para paga,- o stni^u djs (ropas fraucezas, um bil
que admit* n erac'umcnli dos eslraugeiros nos ex-
DIARIO DE PEfiNAMBliCO, TERCA FIRA 6 GE FEVR|R0 DE (855.
ercitos in^ilezcs; c adoptou dcflnilixamentc na sessio
de -2 do dezembro ao mesmo lempo que confinnou
a vcidade deste fado, esleve em vespera de operar
una crise minislerial, excitando as cmaras as dcs-
conlianca de palriolsmo nacional. Tendo-se conclui-
do a aasaoexlraordinaria, o parlamento foi adiado
paia 2S de Janeiro do 1855.
FRANCA.
O senado e o corpo legislativo foram convocados
exltaordinariamentc para >li de dezembro de 1854.
Em l'aris atSUB como em Londres a convocajao an-
lecipada da represcnlarao nacional fora considerada
iudispensavel; cora cfl'oito, refere-se i lula cujo thea-
1ro he a Crimea.
A Franca he Rrande o vllenle, aprecia desanguc
fri os obslasulos que lem a vencer e d ao seu go-
verno os nicios de os desmoronar. Napoleao III, as-
sim como a rainha de Inglaterra, pedio aos repre-
sentantes do seu paiz nao s os meios para mantera
honra da bandera nacional, mas anda para defen-
der al o fim a causa do dircilo e do equilibrio da
Europa, do que a Franca e a Grao-Brelanha se de-
clararan) os campeos com urna generosidade que fa-
r a sua gloria na historia c rum um herosmo que
accresconlara nina pagina aos seus annaes militares.
A resposta das cmaras lia sido digna dos orgiles de
urna grande narao.
Ncm subsidios nem homcus faltarao i obra cin-
prchendida. Os mandatarios do paiz, sollicitos em
dar ao chelo do oslado um novo lesteinunho de cou-
uanca e adhe-ao, se mostraran) felizes e orgulhosos
em nome do toda a Franca para associar os scus vo-
tos eos seus aforeos a una poltica honesta, nacio-
nal e devolada, que defende no Oriente o proprio
futuro das sociedades civilisadas. Enlre as leis im-
portantes que oceuparam os instantes do corpo legis-
lativo, duas sao especialmente importantes : prinici-
ramenlc um projcclo que modifica o svslema muni-
cipal, e que lera como resultado at Irib ir direcla-
menlc ao guverno a nomeacao dos Niatrec, sen) aprc-
si>nlacao pelo suffragio universal, nomeacao que se-
r pronunciada sobre parocer dos prefeitos. Ac-
crcsccnlam que sobre o mesmo parecer o numero
dos consdhciros ter diminuido e o suflragio uni-
versal j nao sera applicado s eleires dos conselhos
municipacs, mas reservado para as eleires dos con-
selhos dislrido cdosconsellioseraes. Todava quau-
to a este pauloduvida-se muilo quo 1,1o grave vio-
laclose cominetla na base fundamenlal ilo svslcnia
napoleonino. A oulra lei se refere ao recrulamenlo,
e lera por alvo favorecer os reengajjiiienlos do u-
licos militares, sobslituindo estes reensajamenlos ao
svslema das suhsliluii;ries ordinarias, c chegaudo a
fazer urna especie de carreira do estado militar, sis-
tema quo j eshocado sob a ultima uionarcha, se
achot n'uin projeelo do general l.amoricierc apre-
scnlailn s assemblas republicanas.
O imperador fez em pesaoa a abertura da sessao no
palacio das l'uillerias, na sala dos marechaes. A Jli
de dezembro, a nina hora, no mciu dos senadores e
depulados, dos memliros da magistratura, do corpo
dipljim^ljcjv^tes o!Tacaes superiores enlao presentes
em Pars, pronunciou elle o discurso seguinle.' (*]
NOTICIAS DA GUERRA.
J dissemos que o tratado austraco assgnado a
2 de dezembro faz dar um passo immenso queslAo
que agila a Europa e o mundo. Mas em cobertu-
ras lao gravas, quando o caubao Irovpja em Sebasto-
pol, quaudo um ataque poderoso se prepara contra
a Rssaraba, quando a palavra he para os fados
muilo mais do qoo para as discusses, fora mister
para quo a Russia possa reatar os fios quebrados da
diplomacia, que offereca aos governos eoropeus ou-
lra cousa que nao promessas trvaes c compromissos
Ilusorios, e que afinal lome resolutamente o partido
das concessfle uteis. Entretanto a situacao que lhe
esl preparada nao deve anima-la a affronlar sempre
as probabilidadei da guerra ; a liga se vai tornando
de hora em hora mais compacta c mais resoluta,
fd\e germnico em que ella linha semeado lanos ger-
mens de divisao em breve st adiar reunido as
m.los da Austria. N'uma palavra, al pode ser que a
Prussia, comprchcuilcnilo lambemosaeos verdadei-
internsses, e nSo quereudo excluir-se para sempre do
concurso europcu, oslar dUposln a ailberr ao trata-
do de 2 do dezembro. Evidcntemenle ncsle isola-
menlo de qualquer concurso e al de qualquer neu-
Iralidade ellectiva, com financas em desordem, com
excrcilos exhaoslos e desmoralisados, o czar ruio pu-
de encarar o futuro com confiauca, e se rcduzido a
ideas mais prudentes o mais moderadas, praticasse
ti >ja o que nao quiz pralicar no passado, os espiri-
los reflectidos apidaudiriam a urna tentativa de pa-
cificatao," bascada de maneira que assegure Euro-
pa o seu futuro, mas no entretanto a guerra deve
continuar c vai continuando.
A 14 de novembro urna tempestada lerrivel veo
perturbar o ancora iouro do Eupaloria, liouve gra-
ves avarias e siuslros, a nao llenrique II' perdeu-
se, a felribuition e a Sapotean licaram damnifica-
das, Irinta e dous transportes iffglezes encalbaramas-
sim como os vapores Bre/ifa, Danubio, Mina e San,
Pareil; o Principe Nejnph se perdeiucom todas as
suascqiiipagcns, o llrilania leve cincoenta pos de
agua no porao, o Sansn perdeu a machina, o Aga-
memnon rorreu grande perigo.
Julgou-se por um momento que as forcas occiden-
lais interroni|ieriam assuasoperaces o iiivcrnariam
na Crimea para continuar a cam[>aulia na primave-
ra rom reforcos consideraveis, que una Torca sufli-
riente guardara a estrada de Pcrckop e que se blo-
queara SebasWpot, que na rcuuvacao da estacan a
cidado balda de ptovisde* sa Tendera Miseria lo-
ma la ile aasalro. Mas os Irabalbos do assedio pesar
dcSIcs boatos e apeear das didiculdades, redobravam
em consequencia da chova e do mo lempo. Os Kran-
cezes c os Inglesas acabaran) de armar as suas bale-
ras. Todava ninguem sabe se o foso contra a pra-
tfl se abrir no mez de Janeiro, mas allribuein ao
general em chefe a nlciicao de d ir batalha ao exer-
cilo do soccorro antes desla poca. Rcforcos c pro-
visOes vo chegaudo lodosos das, o cITeclivo do excr-
cto francez he ile 75,00!' Iiomens, o dos Inglczes de
21,000, os Turcos se acharo prximamente em nu-
mero suflicicnle para operar alguma diversan. Omer
Pacha, cuja distilucao se annuncira falsamenic
val para a Crimea lomar um commando ndepen-
denle.
HESPAMIA.
As corles se arham consliluidase o governo dopaz
comecou a enlrar n'uma cslrada regular. Ao prin-
cipio a mesa se compoz da maneira seguinle: Es-
parlero presidente, O' Donad! primero, vice presi-
dente, lluclies, Calvo, Asencio, marquez da Vega,
Armisotionzales da Vega secretarios. Koi de .10 de
novembio que a silu.icao nova se desenhoo pela vo-
laeao relativa inviolabilidade do Ihrono de Isabel
II. Logo em principio so fez a tritura da proposi.
rao do marcrhal S. Miguel concebida nos termos
seguintes : a Peaimes js corles que se dignen) de-
clarar que o Ihrono da rainha Isabel II be urna das
bases fundamenlacs do'edificio poltico quo vilo le-
vautar em litada da sua soberana. Espartero se
levanto*, declarando que o governo areilava esla
proposirSo: S. Miguel se diricio enl.lo a elle eos
dous marechaes se abracaran enlre os applausos da
assenibli. Desde enlao a queslao j nao era duvi-
dosa, e fui resol vida inmediata o aflirmativamenlc
pela inmensa maioria de Jim; votos contra 21. Por.
tanlodeve-se confess.ir em abono da justira aos Iles-
panhoes que ue meio des peripecias da sua revolurao
a roonarch ficou como o voto e a esperanca da
nacao.
O novo ministerio so compoz da maneira seguinle:
presidenle do conselho Espartero, guerra niarechal
O' Houiicll. negocios eslraugeiros l.uiarnga, joslira
Agnerra, financas Collado, lcin-se fallado muitasve-
zcs na sua retirada, mas uada se lem confirmado),
marinha o uoneral Allende Salazar, interior mar-
quez de Santa Cruz, obras publicas Lujan. A to-
rera do gabinete he difflcil, compre especialmente
restaurar as Gitaneas do paiz gravemente compro-
niel'i las |.elas adniiui-lrarr.es precedentes e pela..
deuda e vice presidencia do congresso Marlinho de
lo, II ros c Infante, Madoz foi eleilo presidenle, e
liifanlc vire presidenle. -A existencia do ministerio
foi posta em duvida por algans momentos. M. San-
che/. Silva linha formulado acerca dos direilos de en-
trada una propositan que mudava todo p sjjlema
flnanceiro da Ilespanha. Esla proposrao foi enr-
gicamente combatida pelo ministerio, que a conside-
rava como implicando a propria exislenria da for
(una publico e que dola linha fito una qucslao de
gubincle ; apezar desla opposirflo a proposirao de
Sanche/, foi lomada em rnnsidcra^ao por grande
m.ioria; depois riesle voto Espartero c todos os seus
colicas depozeram enlre as m3os da rainha a sua
demissao collectva; Isabel II pedio vinte qualro ho-
ras par reflerlir, mas Espartero cxprimio-lho o vivo
desojo que lem de se retirar dos negocios, acrescen-
laudo queopodia fazer sem medo, quando urna re-
solorAo sol'.'iiiiie das corles linha firmado sobro a sua
base o principio moiiarchicoc designou como succes-
sores M. M. San Miguel, Madoz, Olozaga. Os de-
pulados vivamcnlo aguados, logo no da scsuinle, no.
mearan) una rommissao dsele dos seus para aprc-
scnlar ao cungresso urna proposirao concebida no
termos scguinles : Nao lem sido das inlenroes da
asscmhla exprimir um voto de censura contra o go-
verno, nem prevenir do alguna maneira a queslo
sobre que lem rolado o dbale ; parante esle leslc-
munlio evidente da conlianra, os ministros tornaran)
a cucarregar-so das respeclivas pastas. Dahi em
vanle, grande numero de projeclos de le lem
sido apremiado; algons eorrespondentes leen
asseverado que o governo apresenlar em breva um
projerlo de reforma concernenlo ao paci, c um pio-
jeclo conccriuMile a venda dos baos do clero para pa-
gar a divida do thesouro, a desparta poder sustituir
o imposto sobre objerlos do consumo.
A commissao nomeada no scio da asscmhla para
propor as bases da nova constiluicio ja se reuni por
diversas vezes, tem tralado da soberana nacional, da
religiao do estado, do direilo do nianifeslarao. .Na
SOasSo de 18 de dezembro, deram a entender que a
qucslao de Cuba vai ser adiada definitivamente, 1ra-
lava-se precisamente das iicgociarocs abortas Con a
America, M. Lu/.iuraga, ministro dos negocios es-
Irangeiros declaron em nome do governo que, como
principio, vender a tilia de Cuba fora vender a hon-
ra hespanhola ; applausos enrgicos acolhcrain esla
proliasSo de f, e sobre a proposirao de II. Olozaga
as corles adherirn unnimemente a declararlo do
ministro, que empciiia d'ora en vanle o comporta-
ment do gahinele hespanbol.
Na niesma ses-,o M. Collado leu o seu projcclo de
orraineulo, no qual tentn nlroduzir grandes eco-
noinias. llesumio-so da maneira seguinle : despe-
zas presumidas de I8.V>, 1367 milhocs de reales ; le-
ceilas ordinaiias eextraordinarias t.i'J milhoes do
reales; as despezas estilo comprehendidos32 milhoea
com a casa da rainha; um milliao e<600,000 reales com
o corpa legis|alivo; 280 milhocs com a reprlicJO da
gneraa; ill milbes com a da marinha; 50 rom a do
inlcrior; yj com o fomento;27 com as financas; rom
a adminislracao e a arrecadacao 230 inilhOcs.As
reccilas se co'upiK-m de 572 milhocs de conlriboi-
rocs directas c IndirdMai; ilo 364 milhOes alorainenlos; do 16li milhoes de alfaudesas; ilc 171
milhCes de minas, loteras c dominios do estado ; o
resto sera ioncenlo pelas recudas extraordinarias
Os direilos(de entrada,que sao a pe Ira de loque desl
orramento, ah liizuram e serao arreeailados al que
as corles tciiham resolvido esla delicada qucslao.
Na sessao do 19, o ministro dos negocios ostra n-
geiros foi o proprio que cncetou a discoseia do pro-
jcclo do voto de gracas, roiinii an lo o progrmala
completo do gabinete de que faz parle. Eis-aqui os
pontos principacs do prozramma, ruja cxposcSo foi
escolada con um religioso silencio: Soberana na-
cional, Ihrono constitucional de Isabel II, sanceau
real, conslluicao das duas "amaras, vularao annual
do orramenlo, resistencia aulorisada para os impos-
tes nao volados pelas cortes, re ponsahilidade dos
ministros, guarda nacional, paz c amisade com os
governos eslraugeiros, seja qual for a sua forma,
assimilaeao das colonias a inelropolc, inamovibi-
lidade da magislratnra, ignaldade civil para a ad-
missgo aos empregos, imprensa livre cun jurj
Depois desla exposieao o gabinete pedio um novo vo-
l de confiauca, e as corles se reunirn) nas'rcspec-
lias salas para deliberar.
Um decrclu do aoverno aulnfisou a arrecadacao
dos direilos sobre os objerlos mirados, al que se
Icnha decidido de oulra sor le.
O Banco para inaugurar o seu condlrso electivo
ao gaveruo.se oluigou a pagar os juros do semestre,
al fara' adiantamenlos, ealm de que se cumccc a
fazer o pagamento geral, ja rollncnii para este oh-
jeclo fundos a disposcao das sur.srominis-es de pro-
vincia. Dzem que o ministro da Duenda cuidara'
do aniiiquillameiilo da divida llucluantc por meio
de valles do Ihesouro hjnolliccados sobro o quinto
dos bens das communas, e gozando de um juro de
6 por cenlo por auno. Para esla combinaran finan-
ccira pedir-se-ha a npprovacilo das corles, mas pri-
mero que ludo Espartero deve, en) favor do futuro
do seu paiz. evitar que na assembla perigosas pro-
po-ieoes, inipruvisadasc irrcllerlidas. porxiaxlc sor-
preza, ou por osease ile palavras, sejam adoptadas
com o risco de tornar impo-sivcl urna administrarao
regular.
Na sessao de 27 v^olou-sc a abolirn dos direilos de
arrecadacao por (28 votos ronlra 1 tfi. Mr. Collado
rclirou-se, e a sua pasla foi confiada a Mr. Sevil-
lano.
DINAMARCA.
A revnlncnn dinamarqueza parece Icr entrada em
viada conciliario c de paz. El-rei linha agitado
urna opposicao quasi scral no paiz, impoudo-lhe
una conslluicao nova : esla opposicao se Iraduzio
por eleiees que Irouxeram urna maioria hostil ao ca-
limete. El-rei ce leu, deinillio o mnislerio, e por
decretos de 12de dezembro ifomnou Mr. Rn-j mi-
nistro do inlcrior c primero ministro do reino inle-
rinamenle, eoulro minislro merinamente, de Sch-
leswis. O ronde de Piensen, ministro em Storkolm
ausente, foi nomca.lo mfnistro dos negocios asina-
ieiros mterinamenle, Mr. Sciieel alsenle foi Hornea-
do minislro da justira, e a sua pasta fui provisoria-
mente confiada a .Mr. Siaaonv, o cnmmandanlc M-
chelscn lie minislro da marinha interinamente, o
professor Hall ministro dos cultos, cprnnel Andrac
minislro da fazeuda, o conselheiro intimo Srbrel
ministro de llolslein interinamente, e encarregado
provisoriaiiicnle da pasta dos negocios eslraugeiros.
A 18 de dezembro leve lm*ir n abertura do
Wonxsting ; n discurso de abertura foi lido pelo pri-
niero ministro enlre os gritos de,viva el-rei Mr.
de Ralwis foi eleilo presidenle. Na se-s.io de (i) o
aova gabinete manifestou o seu proeramma, que jus-
lifira a maior parle das queixas que mulivaram una
opposrao lao enrgica ronlra os diversos ministros.
O governo declaron que as modificarles projerla-
das a con-liluieao serian) smente operadas pelos
Iramilcs ronsliluronacs. A rcorganisac.lo da mo-
narrhia outorgada pela nrdcnanrn de 2I> de jullio
sera' modificada da maneira que receba um carcter
lolalmrnle constitucional. O ministerio seguir' a
dreccao tracada pela nolificaeao de 28 de julb i de
1852, afim de ipio pela uniao das suas difl'erenles
parles, o oslado forme um lodo bem argaflisado. O
conselho do reino inslloido pela onlenanra de 2(i
de pilhu lera'nao somenle vol consiillalivo romo
decida esta nrdenanra, mas vol deliberativo cm
materia de finanzas e para as leis orgnicas ; finan-
ras o numero dos mcmb.ios desle' conselho por no-
meacao de el-rei he limitado emfim o sahinele decla-
ron que a poltica exterior da Dinamarca nao seria
modificada.
SI ECIA E NORUEGA.
Muilo pertoda Dinamarca a liga europea vai ga-
nh.in.lo adherenles, um jornal iioraegunso conlem a
seguinle paasagem que he mu atgnflfcaliva : o con-
selheiro de estado lloch anda nao \oltou de Slok-
liulin, a prolongarlo da sua residencia nesla cidada
lesonlens inseparaveis do qualquer revolucSo. I.'m i cuinrdecom os boatos que cirrnlam acerca dos ar-
programma apresenlado primeiramenle pelo general
t) II innell e adoplado depois por E-partero c lodos
os meiiihn s do gabinete oblcvc immedialamcnlc o
assenliiner.to das corles,que por urna maioria de 146
vulos contra 42concedern) um voto de confiauca ae
mmenlos de guerra. Se o nosso re nao pode guar-
dar a iiculraldade c se declarar em favor das Dolen-
cias nri- lenlars, nao julgamos duvidoso que aqu
assim como na Suecia,lodos se colloqucm com enlbii-
siasmo do lado drstas poloncias contra a Russia.
i Bscucso ja foi publicado em outro
nial. un.
|a^e o n. >ii desle jornal. O PJl.
ministerio. Esla cnurrao maioria, reuundo s api- i "* deejamps a guerra quando ella pode ser evitada
nios moderadas todos os hmeos de alguna, valor, |'' "n honra, mas se os governos occidenlaes recla-
condvmua os exaltados a impotencia, decide o Banco niarem a nossa cooperaran e nos deflenderem con-
e os capitalistas a proporcionaren) a sua coadjuvacao
ao governo,que anda pode cicalrisar as suas feridas
se poder evitar os doos cacbnpos dos estados consli-
ira o futuio, o concurso da Noroega n,1o ser de-
moraco, consagraremos para esle fim os nossos
mellftires recursos e (oda a nossa boa vonlade, e
liicionacs, a exagerarlo das opinioes extremase oabu- loilercmos allirmar que esta coadjuvar3o bebida
so do parlamentarismo.
O duque da Victoria linha para candidato pres-
* J i M p'.iblirad cm o n, 2b' desle jornal,
9i nit.
em senlimentos de profunda simpalhya para
com as polencias d occidente ser sincera e effl-
caz...... lie do noso interesse que as polencias oc-
dMUcssej im victoriusasna guerra actual,ese a hon-
ra onlem, lomaremos nella a nossa parle, mos-
traremos a Europa que somos animados de um
espirito deuniaoc de fralernidado e-que sabemos
acelara nossa parle nos sacrificios, qsando se trata
de alcancar um grande resultado.
GRECIA.
0 mundo politice se lem secupado dos reslahcle-
rimeuto das rclaccs enlre a Porta e el-rei Olhon :
a Purla resumi cm urna ola mui precisa as cou-
ilie.esque eslabelere para servircm de base a conli-
nuacao das relaccs polticas o commcrciacs. Esla
nota comprehende qualro arligos, cujo conleudo he
o seguinle: 1. o governo grego nomeara' una
commissao extraordinaria que sera recebida oflici-
almenle e que dar a Porla desculpas formaes e pu-
blicas pelas desordens acontecidas as fronleras da
Ihessalia. 2. A commissao grega reconhecer o di-
reilo que a Porla lem para eligir urna indemni-arao
pelas depredaees exercidas pelossubdilos gregos. :t.
A commis-ao invocara' a mediarn da Iranraeda In-
glaterra para coma Porla, afina de determinar esla |
renunciar a ndrninisaro a que lem dircilo. Pela
sua parlo a Porta, para dar nova prova da generosi-
dade e do seu detajo sincero de enlrar as relaciies
aniigaveis com a Grecia, renunciar islo em allenro
para con as potencias alijadas. .Sera' concluido
enlre a Grecia c a Porla um Iralado de cominercio c
navegacA), que repouse em concessoea reciprocas.
I acolhimenlo dado por d-rei Olhon a eslas pro-
pusicoes anda be ignorado ; apenas o sen discurso
na abertura das cmaras atiesta um inelhorameiilo
nulavcl as rdacoes dos dous paizes, c ludo permil-
lo espera que una negociarn encelada pelas duas
polencias protectoras ha de conseguirn) boin re-
sultado.
TURQUA.
1 mu modificaba minislerial leve lugar no gabi-
nete otluniano.
Mussa Safeti Pacha, ministro das Duancss, pasaa
para o ministerio do commercio. Kiamil Pacha, mi-
nistro do commercio, fui nomeado presidenic da
commissao do Traozimat c Choikih bey Muslchhar ,
de capitao Pacha foi elevado adigniladc de Pacha
e substiluc Muisj Safeti Pacha no ministerio das fi-
na ncas; a opiniao publica sa .igilou muilo ruin sc-
melhanle mudanra; lein-so allribuido a especie do
desgrana do minislio las financas as queixas de O-
iner Pacha em consequencia da falla do pagamento
do seu exerclo. Aguardain-se oulras modilicacr.es
ullcriores.
Vr-se-hia com prazer vollar ao poder o ultimo
gro visir Meheniel AJ Pacha, cuja nlegridade e
energa mui condecidas tinliam dado as maiores es-
peraneas. Todas estas mudancas indieam que a in-
Qucncia de Reschid Pacha lem crescido, e com ella
o espirito de reforma de que elle he o mais enrgico
representante.
ULTIMAS NOTICIAS DIPLOMTICAS.
0 imperadr da Russia pnbiicoua 28 de dezembro
um manifest em resposta s propositos de ajaste
que lhe dirigi o gabinete austraco, lie concebido
fios termos scguinles:
Pendradodo nossodeverdechrislao,nao podemos
n desejar a continuarlo da carneficioj, c nao recusa-
< remos cerlamente proposiedes pacificase condijOes
compaliveis com a digndade do nosso imperioe o
bem dos nossos suhdilosjnias oulro dever nao menos
ii sagrado nos ordena nesle cmbalo obstinado que
eslejamos promptos para todos os esforros e sacri-
a licius qu exi-e a grandeza das emprezas dirigidas
contra us; se for neeessario ; nos opporemos aos
nossos Inimigos com estas palavras: a espada na
mlO) a cruz no pcito.
Todas as informarnos concordam em eslabeleccr
que um prazo de quinte das foi concedido ao prin-
cinc Gortsrhakoff para recebe novas instrucees, c
se espera que ate la o gabinete de Rerlim lomar
nina resolucao definiliva capaz de obrar poderosa-
menle sobre as novas determiiacdcs do czar. O mainr
obstculo para paz, diz um jornal allema, ser Se-
bastopol, que os alliadOS parecem disposlus a arra-
zar complclamcnle, c cuja nao recdificar/io lie urna
das rondiroes principacs, segundo a opiniao mais
arredilada.
REVISTA LITTERARIA.
As qualro semanas dramticas que acaban) de pas-
sarno troxeram i pennado rriliconomealgum.ubra
alguma digna da Franca c do lougatrajcclo que esle
humilde boletim lem de fazer. AJ
des noincs, as grandes obras, u^Brandcs artistas do
mundo (bealral, e sem abandoulMo dominio liltcra-
rio, fallaremos boje dos trabalbol escolhidos o re-
compensados pela academia franceza no fin desla es-
lacAo ultima. Os nossos quaren'.a immorlaes procu-
raram as mais nolavcis por lodos os ltalos de todas
as prodiicroesdo pensamenlo ueste anno, e pararan
em duas ubras, a de um poeta e a do um pensador.
O poda he M. Luiz Ralisbona, urna iulcllgencia
nova, ricj de coragem e valor que tomn a obra
poderosa de um dos grandes engenhos da idade me-
da, o Dante, c reproduzo rom audacia e felicidade
terceto por terceto a primeira parle da immortal
triloga, os Irinta e Ires cantos do inferno. Exami-
naremos de oulra vez esle mu notavel Irabalho, e
nos oceuparemos com a queslao renovada pelo poela
traductor, de saber se os poemas pndem ser (raduzi-
ilos, se devein se-lo cm proza ou cm verso; urna clo-
quele voz, a de M. Villcmain, se pronunciou pela
proza, veremos se ha alguma cousa quo sa diga
quanto aos versos. O pensador lio M. Julio Simn,
um discpulo um descendente de Jull'roy e do
Vctor Cousin quo den ao seu paiz urna exposieao
ehiquenle e inaraviihnsamcnlc clara da moral mais
pura e mais elevada: he delle que vamos fallar.
Ha boje um quarlo de sccnlo que M. de l.amen-
naia laskjna o seu magnifico aualtiema ndille-
renea, e lodavia apezar do lempo decorrdo, na hora
que he, todos os adormecidos anda nao csiao acor-
dados. Existen) bstanles temerarios para procla-
mar sem provas e sem esludos anteriores, o nada da
sciencia e da luz, e que lomando sobre si allirmar
que o homcni he rondemnadaa urna ignorancia u-
nivcrsal, eslao mu rallejados para se consolaren)
dislo. Em cssencia.ha mais ranfarres de sceplicismo
do que verdadeiros sceplicos. He pelo dever que
cada um se elevou pratica saa da vida, pois nin-
guem pode erer ncllo sem crer ao mesmo lempo cm
Dcns, ua liberdade, na immorialidade, o ninguem
se sacrificara por elle, se fosse de inslilOirSo hu-
mana.
Da-se-lhc repouso, fortuna e vida por se reco-
nhecer que elle vein de Dos. Foi sempre preciso-
he mister especialmente boje recordar aos Iiomens
esle dever sagrado e divino alim que nao se redu-
zam a algumas verdades de moral natural, solida,
sem duvida, mas sem efiieacia cm consequencia de
naoapoiar sobre a auloridade de u a Dos vivo,
presente no fundo daconsccniia, alim que Mo vi
vain do producto de cada dia n'uma extravagante
honestidad^, que lem por qualidailes os defeilos au-
sentes, que quasi nao tem por defeitos senio os que
oflendem a uliem, e que anual ao sahsr desla vida
descuidada se elevam dos azares do futuro al o Dos
dos humildes.
O bomem se scnlc crcailo para alguna cousa
grande: rom elleilo, a sua condiro he sabir do na-
da para ehegar al Dos: para realisar esta peregri-
nacao gigantescafoi-liie dada uiua vonlade livre,
qual a razio uio-lia a cslrada o que o amor susten-
ta. Cerlamenle, partir a gente do lo. baxo para e-
levar-se 13o alto por sua propria eucrgia nao he um
pobre deslino, c nao admira que so cncoiilrc no ho-
mein un. inslincto de grandeza; O mal he que este
instincto se desvair pela ausencia de ludas as cun-
viccoeselevadas e graves. Seduzido pelo amor pro-
prio, o homem imagina que a grandeza consislc
n'uma vasta esphera re aeclo,. e, para rcslahelcccr
esle soDho*tle inOoenria. lanca-se publicidade,
vida publica. Nao he que a vida poltica seja sem-
pre chcia de falsa grandeza, mas he preciso que en-
tre nella com lodos os clmenles da digndade real,
Turnare nao aspirar a governar os homcus e as cou-
sas senao em quinto o individuo se acha ua altura
desla trela. Assim desgracadoa daguelles que poem
mos. em semcllianU; obra antea de lerein passado
por grave c rircumspecUi preparario. Nao, a ver-
dadera grande/a nao he kr ikhiixo das maos a or-
dem interior na guerra civil, a liberdade do povo e
a honra do paiz, a sor le da gerarao presente e a da
gerarao futura; nao, esl n'uma legio mais elevada
nao basta fallar ao universo, ou influir sobre vaslas
mullidoes para adquirir a solida digndade.
(Juando um menino armado de urna alavanca mo-
ve urna grande pedia, ninguem se admira do vi-
gor, mas da arle que esl na idavanra. A ver-
dade he exilenle ; apezar disto cada um cons-
pira sempre com as suas ilhirei. Ninguem con-
fesa a s mesmo a sua miseria, ninguem lem ani-
mo para" islo, arha mais commodo aceitar a sua na-
lureza lal qual he ; ninguem se inquieta com o cs-
ental, se reprsenla um bello papel e se sostena.
Nao equivaler osla rigidez de apaarenria reali-
dades Esle raciocinio parece poderoso quando al-
guem eucerra o destino nos limites da existencia ac-
tual. Mas se pelo contrario esto destino he mais
ampio, se o homem s deve ehegar a Dos digno
delle, depois de le imitado c reprodiizido a sua per-
feicao, segundu as suas forras, islo he, depois de
se ler enriquecido de virtudes rcaes ; he claro que
lodo o lempo do pobreza interior o de exterior Ilu-
sorio he perdido, e quo o houicni oslara muilo mais
adianlado.su ao pastar desapercebido da muldSo l-
vesse arrancado alma um s dos seus defeitos, e
a humilde mulher quo edoca seu filho, que se es-
forca para coiumuiucur-lhc saas conv cees, senli-
mcnlos devados e urna vonlade corajosa, develndo-
se Inda a sua larefa, esla mulher quo cm loda a
sua vida liver dado um homem humanidade es-
l iicomparavelmente aciina daquclle,que decide es-
trilmente da sorle dos oslados.
lloje mais do que nunca tem os hmens neces-
sidade que se Ibes lembre, que para nao laUr
grandes musas com peqiienbez, fura mister come-
car por fa/.er as pequeas cousas com grandeza. O
que foi o seculo XVII. tao visiliho do nosso ? O que
foi desle lempo em que a grande e a primeira oceu-
parao era o Irabalho do homem sobre si proprio em
vista da perfoicao, o cuidado dos seus inleresses eler-
uos? As dislraries do mundo, o cuidado da forlu-
na, as paixcs vilenlas podiam iulcrrompc-lo, mas
nao r/aze-Io esquercr : no meio das mais vivas seduc-
res linha o homem repentinos rclrocessos algumas
vezes, mas nunca esteris ; ua pura existencia dlssi-
p da guar.lava a coiiscicncia de quo eslava proce-
deiido mal, que nao praticava o bem, o remorro, se
uao era victorioso, derramava nos prazeres crimino-
sos ou frivolos una amargura salular,uiuguem nunca
era indilcrcnle. Onde eslo Oslas person&gens que
a repulan crcalurss divinas! Debaixo do calor que
a paixao derrama na vida dolas, revela-se nina es-
sencia austera nobre deslino, u respeilo da alma inmortal. Ad-
miravel contraste que d a eate espectculo um in-
teresse incomparavel c urna grandeza singular Te-
mos asniesnias paixoes terrestres que ella linliam,
menos o intlinelo das cousas espiritases. A nossa
alinelo absorvida pelo drama poderoso do mundo,
pela riqueza infinita, j.i nao tem respeilo para com
este nudo mundo invisvel ao nlho do corpo, onde
a nossa alma, ador nico, conduz com lenlidao de-
sesperada nina accSo simples. He lao fcil deixar-
se o lio.iiciii nplivar por secnas incessanles, tran-
sitorias, e tao doloroso rccolher-se conliiiuamenle
sobre ti mesmo, esludar-se, verificar mu i las faltas,
erres e insensives progresos, n'uma palavra, viver
cm p:escura das lesteuiiuihas oppressoras da sua in-
ferioridule! Com eHeito, o nosso grande mal be a
ausencia de vida interior, sem ella a vida particular
camiriha ao acaso, sem ella a socedade nao pode
esperar nem orden, nem liberdade, he cm primeiro
lugar o imperio da harmona nos eslados e o mais
poderoso auxiliar da liierdadc.
Na vida exterior nada falla do dever, quanlos
fallas, conver-aeos ou discursos mullas vezes con.
venriotiados, raros exemplos mais da urna vez con-
Irovcrlidos, infectados sempre da imperfeicao huma-
na, a justica dos Irlbunaes, copia mutilada, algumas
vezes infiel, da justira absoluta, por outro lado di-
rectora eommoda que nao exige nem a reforma in-
terior, ncm a propria apparencia das virtudes, e sos-
tena que os homeiu sao bstanle moraes, quando
sao nnoffensivos. Dcvc-sc comerar a vida pelo
primero rccolhmenlo, em que o homem beber' as
verdadeiras forras, em que encontrara' a certeza do
fim ultimo da humanidade que permiti camnhar
direilo c firme em lodos os aclos da vida. Para ser
livre, compre primeiro ser moral, para reformar
cousas, curnprc reformar os Iiomens, e para refor-
mar os Iiomens, rumprc chama-Ios a' funle nica de
luda a digndade.
O livro de M. Julio Simn he um dcsles que
conlm generosos appellos feitos a (oda a humani-
dade, salisfaz a una das mais imperiosas necessida-
dcs do inundo ronlemporaneo, he por esla raz.lo urna
evenlualidade_njj>i^l--tiriTnT!t-}u mereca dsper-
lar a alterrcao da ac lemia franceza, assim como a
de lodosos espirito! refleclidos, he digno de todos os
Iriumphos ao me mo lempo, pois que foi inspirado,
foi escriplo rom o nohrc pensamenlo de arrancar os
rilando os gran- homejis ao alnrdoament facticio,que ronslilue a es-
sencia \le militas exislcncias, c que elle csliginatisou
com paginas cloqueles o verdadeiras, que, ao mos-
trar lima a extensao do mal que pretende curar, ilao
lodo o^cauce do remedio que o livro encerra.
REVISTA CO.MMERCIAL. PAQUETES TRANS-
ATLANTICOS.
Ja' nos temos oceupado com o projecto do estabe-
lecimenlo de um servico de naviosa vapor para con-
duceSo das malas ntreos portosfranrezes do Ocano
e o continente americano. Toda a imprensa fallou
nesla qucslao condecida sob o nome de queslao dos
paquetes Iransallanlicos. O governo francez man-
dou examinar a malcra com a maioi snlliciludc, no-
nieou urna commissao especial que lhe devia minis-
trar preciosas luzca. O ministro da marinha orde-
nou una especie de nquerito, leudo por objeclo a
esludo profundo dos servidos Iransallanlicos e da
na-egarao commcrcial da Inglaterra. Esto Iraba-
lho foi confiado a um ofilcial dislinclo, o capian
de fragata llourgeois. Este, depois de ler passado
varios meses na Grao-Rrclanha, appresentou o re-
sultado das suas estudiosas e Ilustradas invesliga-
roes. He o dabalho mais completo, mais solido,
seguramcnle mais fundado sobre documentos que.
al boje tciiham apparerido nesle genero. Tem a
ravidade de um documento ofllcal. Lamentamos
que as grandes camplirares exteriores lenha adia-
do a execucao desle grande projerlo dos Iransallan-
licos francezes ; mas a obra de M. llourgeois nos
confirma na cunviccao da necessidade c das vanla-
sens desle servico.
Esla obra permanece como urna luz excedente c
sempre prsenle sobre a queslao, rapaz de esclare-
cer eomplelamenlc a execucao quando ehegar o
momento desla execucao. As discusses da imprensa
tinham aguado rpiesloes que o ollirial francez Iralou
Btesolvcu, apoiando-sc sobre a experiencia e sobre
os fados. Em que condires de hom rxilo com-
mcrcial os paquetes Iransallanlicos sao eslabelecidos'.'
Qqacs serian) as rondires anlogas para os paque-
tes francezes '.' Devem os paquetes ser de ferro oo
de madclra t.Vuacs devem ser as suas dimences
relativas e particularmente ao comprimenlo ? Que
eeleridade de navegaran se deve exigir delles '! Dc-
verao ser de rodas ou hlice'.' e era que condires
convcni aplicar o ultimo modo de propuRlo '.' t.)uaes
seriam para o estado as despezas de rslabelecimenloc
casleio ; Taessio as qucslcsfundamenlaes.rujoexa-
me e conrlnso eslao no Irabalho em que M. llo-
urgeois estudou a navegaran commcrcial ingle/a. as-
signalaulo as lanligcns o os inconvenientes diversos
que esla orgaoisaflo cncoulrou as suas experiencias
successivas. Dos scus estados c, eugenReirp francez
diduzi urna serie de principios applicaveis s condi-
Socs de conslrucrao dos navios c das machinas pro-
priaa para segurar o bom exilo da navegacao com-
mcrcial, e cujas principaes dcsposicOes elle formula
da maneira seguinle : Fabricacao de cascos ele fer-
ro ; louelagcm ou dislocamenlo limitado por nina
operaran judiciosa do traliro ; porporro elevada oilo
vezes ao mais e quarenta vezes ao menea enlre o
comprimenlo e largura ; emprego da blico e das
machinas cora moviinenlo direrlo em condires le-
ehinieas diversase lelerminadas.segundose Irala, de
navios d grande ou de media releridade, de
naviosa vela munidos de urna machina auxiliar, e
navios de grande c pequea cabulagem. lazcudo
applicaeao deslcs diversos principios ao projerlo de
i rearan das Indias Irunsallanliras, Mr. Ruurgcois cs-
tabeleccu como fado que sobre a linha principal, a
dos Eslados-L'nidos, a rapacidade dos na) ios nao de-
ver exceder a Ires mil e trezentas tonelladas com
una eeleridade media de trajelo de onze militas. A
loiidlagem sera menor c a eeleridade reduzida a
dez, nove e al seis a sele niilbas sobre todas as ou-
lras bubas. Nascon.licoes fiiuclamciilaes que para o
fuluro se podeiiam modificar,' servir;' Iransallanli-
cos francezes nao exigiriam do estado urna subveu-
ejo de cinco uiilhe Irczenlos e quarenta e nove
francos, do que sera neeessario dcduzir as receila-
provencnles das malas c os productos de certas li-
Ibasipjevio sempre crescendo,- como as do Rrasil.
Resoltara d'ahi quo o servico transatlntico poderia
ser ora.ini-ado sem grande drspeza da parte do es-
lado ; temos para nos que a grande luz laucada so-
bre esto importante rnegorio facilitar e adiaular o
dia da execurao.
REVISTA MUSICAL.
A Muelle de l'orlici d'Auher acaba de ser repe-
tida na grande opera representada pela primeira vez
i 2'J do fevereiro de 1828, conduzida as azas da me-,
loda per.Tiren ella triumphanlemenle (odas as sce-
uasdo mundo. He orna partitura inleiramenle fran-
ceza, cujas amaveis caulilenas e ardeules inspraroes
palriolicas se descnvolvem poecamenle ha um quar-
lo de scula debaixo do sol da popula, idade sem ler
licuado nada -Pellas aos abrulhoa do lempo. Auber
laneou nesla obra creada na manliaa do seu enge-
1,1,0 oi rao,ivos ""' risonhos, as canres mais alegres
e mais seductoras ; ahi reina ao mesmo lempo urna
unaginacao juvenil, um estro luminoso, um senti-
menlo sobre e elevado que ||le cooservar.to por an-
da muilo lempo as sympalhias da mullidjo : o mus-
ir nesla obra cncadeou todas as peroles das suas
melodas, e he especialmente pelas melodas que vi-
vera as obras dramticas, ludo ahi cania com lano
amor, graca, e as vozes e os osirumenlos, que ao
ouvir alguem esla bella partitura da MneUc, tica ab-
sorvi.lo, seduzido, erobahido e encantado cm loda
acceprao da palavra.
A repetirlo anda foi um novo Irumpho : Gor-
doni reprcsenlava o papel originariamente creado
por Nourril; elle, o canlor das melodas agradaveis
o palhclicas, lernas c suaves, leve .forra, calor, a
energa e o ardor que auiniam o papel. Fci som
din ola o homem quo agila as mullidoes. Depois de
Icr can ado deliciosamente a barcarola c a aria do
soinno, Iranspnrlou toda a sala no duelo : Amor lia-
grado i'a Patria. Massal se mo.lt.m o mesmo Pie-
tro que ha finia anuos, Roulo nao fez esquocer o seu
ro as Ierras de San Benlo da freguezia da Luz, An-
tonio Dias Feij, sendo indiciado como aulor desse
assassiualo Ignacio de Caslro, que lendo sido preso
esla sendo proccado. Corre que esta morle fora
oceaaiotiada por desavengas que Eeij taara por cau-
sa das Unas de San Rento, das quaes passou lti-
mamente a ser procurador a guarda.
Estamos uc fervet opus do recrulamenlo, lendo
sido remedidos para cssa cidade alguus recrulas,
pelo que cliovem os casamento*, pois na ultima do-
minga npregoaram-se 22 proclamas.
O meii incomparavel compadre obsequioa-me com
um numero do Liberal Pernambucano de 24 do
andante, no qual vem estampada urna corresponden-
cia desla Comarca sb a assigualura de J. S. Con-
gralulandq-nos com o collega do Liberal applaudi-
mos o seu Vpparecimenlo, sentiudo lodavia que se
aprescnlasse tao anli-cavatcauli na sua primeira pro-
durrao. I
Ponderando ao collega que a sua calilinaria con-
tra a familia Cavalcanli nesla comarca he coosa (Jo
sedira queja nao Ilude aos incautos emprazanio-lo
para que nos, declare quaes sao os mandrs desla co-
marca que a lem l_\ rannisado, a lera dominado cons-
tantemente, e bem assim quaes sao os Cavalcanlis
de Pao d'AII o, em os quaes esl arraigado o pairo-
nato ao n .me, ou que fazem rclirar do emprego o
empregado,. quando esle nao Ibes vai lodos os dias
pedir o santp, sob pena de ser lido e havido o colle-
ga por um vil calumniador, porquanlo vivemos em
Pao d'Alho e ignoramos que os Cavalcanlis aqu re-
sidentes protejan) a criminosos, usem delyraunia
para com o povo c exijamdosempregados siilmiisalii,
mas ao conlrario sabemos e vemos que os Reg e Al-
buquerque, os Loorencos Cavalcanli de Pilrib. c
boje os Maranhes de Malemba (principaes mem-
bros daque(la amilia nesta comarca) san geralmen-
le respeilados e eslimados pelas suas excellentes qua-
lidades c seus precedentes honrosos.
Emquaulo a inlerpellarao que nos fez no final da
sua correspondencia acerca do processo do Culia,
nada lhe podemos informar a tal respeilo, por ato
que reconlrecerao-uos os menos lubiliados para sa-
lisfazcr a exigencia do collega que lalvez lenha mais
relacoes que nos com pessoas do foro, qua poderao
bem esclarere-lo. E apenas rogamos ao Sr. Dr. juiz
municipal e mais empregados da jusdgs, que Iralem
de sindicar do facto, para quo recaa a cnlpahilida-
de do mesmo sobre quem quer que a merecer, e
nao fique mareada a repulacao de pessoas probas.que
seriam incappzcs de preslar-se a manejos desla nalu-
reza, una vez que se lenha dado esse fado como as-
severa o collega, que lendo sciencia do mesmo deve
denuncia-lo ao publico.
linalinenie estimamos que o collega no seu arru-
jo de tcmeridade, e como ruslico matulo, que mal
sabe mover u arado para rotear a Ierra, continu a
menear a penua peranle um publico Ilustrado e
um jornal que bem merece as honras que se lhe tri-
butan).
Tivemos smenle doos dias de chuva no correle
mez conlra a expectativa de lodos qoe esperavam
muilas chuva, lauto mais qunlo a sua fulhinha de-
clara que estamos no anno da la, e por consequen-
i ia no invern.
Os geueros alimcnlicios venderam-se por esles pre-
ces: o leijao a 800 rs. a caa, o milbo a 200 e 210
rs., a farinha a 280 rs., e a carne a tJlfiO e a 4?xWlO.
Por aqui ficara Vine, conhecendo os apuros em que
se acha o seu velho amigo o V.
(Carta particular.)
REPAHTIQAO DA POUGIA.
Parle do dia 15 de fevereiro. '
Illm. e Exm. Sr.Participo a V. Exc. que, das
differentes participarnos honlcme hoje recebadas nea-
la repartirao, consta que foram presos:
A ordem do Exm. Sr. commandante das armas,
un sargento do l.balalh5o de infantara por ser en-
contrado com urna faca de pona fazendo distur-
bios.
Pela delegacia do primeiro dislrido desle termo,
Guilhcrmno Gomes de Lima,paraaveriguacOes poli-
ciaes.
Pela subdelegada da freguezia do Recifc, um in-
dividuo que recusou dar o nome, por estar ebrio.
Pela subdelegada de Sanio Antonio, Jos Dorain-
gos dcSampaio, por ferimenlos, Innocendo Francis-
co Jacques Pereira, por furto.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vista, o
prelo Malheus, escravo de Domingos Rodrigues do
Andrade, por ser encentrado roubando em ama
casa.
Pela subdelegada da freguezia dos Afosados, o
tw'ivM. A lerceia parte por ha ver pisado a um menor com um cavado.
Pela subdelegada da freguezia do Pojo da Panel-
la, Jos Cordeiro Leal, para currec^ao.
lieos guarde a V. Exc. Secretaria da pocia de
Pcrnamhiico de fevereiro de 1855.Illm. e Exm.
Sr. cnnselbeiro Jos Rento da Camba e iV'igueiredo
presidenle da provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paita Teixeira.
predecr ssor, Alexis Duponl. Mell. Ponilhy lem una
voz de soprano lao extensa c fcil que a ciiwi.an da
eslrea i ao nos permitlio julgar cabalmenle. O papel
de i-eiislla, a muda, era animado, por Kan iv Cerri-
lo comlloda a sua grara e vivacidade meridional, es-
tove lio bella, tao bem feila, tao rica de seducido
nos seis trajos napolitanos, que ninguem se admiran
que ella fosse a causa de urna revolucao.
A ri osad leve as houras da dansa, esteva fascina-
dora, nao pinta no chao, plreeia uue a inspiracao
etponliaea imaginava no mesmoinslanle essestrans-
portes caprichosos, esses passos, estes requehros vo-
luptuosos, emfim estes menores inovimenlos que
captivam os sciilidos. .Mad. Goy Slepban lamben)
danso com urna seducr^ao c um ardor incrves.
Em fim a Tarenliiia transporlou-se a lal poni que
so nao poda por mais cnlhusasino e ardor as roas
de Napoies, ao vollar da Testa da Madona do Arco.
0 ttlW.ar de Toledo de Adopho Adam lera a
mesraa popularidadeqoe asmis novasa as mais ama-
veis partituras. O publico applaudio quasi lucios os pe-
daros cora furor, ser este o maior Iriumpho do Ihe-
atro lyrieo, o talento deMaria Cabel loma um aspecto
intelranente novo.ella IpmqnaUdades do cmica das
quaes anida nao se linha sabido tirar partido,represen-
ta com urna graca exquisila, com urna naluralidade,
com um imprevisto, com um espirito delicioso. Tem
scenas do meguices delicadas e seductoras. >as co-
plas da rainha de Ilespanha, as do convento, lias
da camponeza lem feilo a sala estremecer : emfim
ha uo :." acto urna aria que he um prodigio de dif-
liculdades, urna aria esmagadora e que ella executa
com una audacia, com um luxo e urna felicida-
rtTInauditas.
Urna Irilogia de Hedor Bcrlioz, i Infancia do
ChrlO, eveculada ua salado llenrique Ilcrz, he a
0bra mais nolavcl do aulor de Romeo e Julelte, da
coiif/emuaro de Fautt, de Henecenulu Celtini e de
inultas oulras obra.
He urna grande evenlualidade musical. Ao mes-
mo lempo grande mcslre c critico Ilustrado, espiri-
tuoso e corajoso escrplor, e perseverante defensor da
arle. Hedor Rcrlioz acaba de colher o frnoto de lon-
gos aunos de lula, de paciencia e de Irabalho, a es-
lima das inlelligendas escolhhlas, a gloria solida e
immorredora, e a pupularidade mais brilliautc. O
assumplo desla, cujas palavras e musir dima-
nam do mesmo engenho se divide da maneira se-
guinle :
A infancia do Chrislo, a fuga para o Egyplo, e a
chegada da Sania familia cm Jais. Herodes agitado
por um soulio, ordena a matanza de todos os inno-
centes recemuascidus, Sau Jos e a Vrgcm Sanliss-
ma fogem para o Egyntu, e depois de muilas fadigas,
cnconlram a hospilalidade cm casa de um carpilaii-
ro onde Jesu* passar os scus leuros anuos. Todos
os pedaros se disliugucm ou pela novillada e pela
grandeza da concepcao, ou pela riqueza e pelo vi-
gor do colorido, ou pela originalidade e pela auda-
cia do rhythmo, ou pela simplicidade-e pela a uncao
do cslvlo, ou pela grnca'e pela pureza meldicas. Na
primeira parle a marcha nocturna, o sonha de He-
rodes, aestnbaria de Uelblccm suscitaran) urna emo-
eao indisivel. A segunda parle be de una belleza
classica, comporse de Ires pc.lacos, una ouvertura,
uinchorode pastokes, um recilalivo de tenor ; he
puro c luminoso cojmo urna pintura de Raphael, is-
lo j nao he lalcnTo,
lem paginas fascinadoras, conten) urna queixa da
mais grave elevarlo invsrUa e do mais bello carcter
A execucao foi digna da obra.
Mad. L'gald tornou a enlrar na Opera. Cmica na
Galata de V. Massc com grande felieidade. Anda
se falla na retirada de Soptiia Cruvclli da Grande
Opera, Mad. Slnt/. ficou ahi definivamcntc.
Os Italianos deram o Trocatore de Vcrdi anda
desennhecdo em Pars. (. M.
PERIAMBUCO.
COMARCA DE PAO' D'ALHO
31 de Janeiro.
Espira boje o primeiro mez do novo anno, o qual
nao prinripiuu bem para esle sen criado, pois que
as senhoras parras quasi coi lam-lho o fio da afila c
enviam-o deta para a mclhor pal amor de urna
gravissma enfermidade que assallou-o, sendo essa a
causa da interruprao das minhas correspondencias,
que embora nao sejam mais que urnas frioleiras,
preslam sua tal ou qual ulilidade, ao menos aos ha-
bitantes desla comarca que se cnlrctein com as cor-
respondencias que os poe a par de cerlos fados qoe
jazeriam no csqueciaaeiiln, e seriam delles ignorados
se nao fossem publicados no seu aprcciavel jornal.
Oh! vi-me enlre a cruz e a caldciriiiha, e porum
Iriz deixou de dar a costa por esta vez o meu pobre
e velho canastro conlra a expeclaliva de muila gen-
te, que j linha inventariado, avadado o sommado os
mcus fartllot, quo doviam ser parllhados enlre os
mcus henfeiros nilo s necessarios, como indirectos,
bem como juizes, osrrives, curadores c oulros se-
nhores do foro qoe viven) a cusa de quem morre
por causa dos invenanos c seos collorarios, porcm
graras a Providencia Divina, anda vcuho agora dar-
Ihe novas desla boa Ierra, comerando a minha lare-
fa da maneira seguinle:
Em falta dos prsenos da Maricas Pastora, que se
retirara desla comarca para i'raruuhaem, appareceu
um bumba meu bol, ou cavado marinlio, que cm-
panznando aos habitantes da villa e chis engenhos
contiguos com as suas dansas e cantigas inspidas,
foi untando a lodos cm cujas casas par.ivam, de sor-
te que o taldverlimcnto foi um bom modus cicendi
para os que fizeram parle da sucia.
Nodia9leve lugar no engenho Palhela, perlen-
cenle ao major Caelano Correa de Amoriin.um almo-
eo e um janlar lautos por occ tsiao de baplisar aqud-
le senhor um filho, do qual foram padririhos, ocom"
mandanlc superior do tcrm de Olinda Joaquim Ca-
valcanli de Albuquerque e sua Exm. senbora, assis-
lndo muilas pessoas pradas da comarca a esla fe-
nlo, na qual nolou-se muila profusao e delicadeza
as iguarias
Chegou ha dias na villa o alfercs Caldas com 10
praras de polica, qual veio reinler o pequeo des-
lacamcnlocommandado pelo sai genio Clamlinn. In-
formam-nos que o senhr Caldas he assaz prudente,
aclivo e enrgico; e por isso esperamos que elle
prestar bous servicos a policia. Nao devenios oc-
cullar que o sargento Claiidinn com a sua pequea
forra porlou-se muilo bem aqui.
A respeilo dasegor.luca pcsoal consta que em lo-
do corren te'mez se couimenlcram nesla comrcaos
crines, que passo a mencionar.
No dia -i Antonio do Valle levou urna tacada, que
de noile lhe deu urna saa amasia de nome Bernardi-
na, que se evadi logo c nao pode ser prca, apezar
de 1er u juiz municipal posto em moviraeuto algu-
mas pessoas no seu cncalce, correndo os malos e cer-
cando algumas casas onde soapeitava ler a mesma
se homisiado.
No da 7 um crioulo, morador cm Ierras de Cro-
sahy.deu una lacada no prelo Joao, escravo de Juao
Mauricio, t) criuiinojo fo preso e declarou ser des-
ertor de marinha.
>o dia S Manoel Correa, conhecido por Qoixan,
morador ua comarca de Santo Anlo, acJM
n'un samba na freguezia da Ijiz, atina um ponia-
po na prela Luiza que alli eslava, amanhcceiido a
mesma prela mora no da Mguinte. Allribuindo-se
a morle deua cscrava ao pontana dado por Quizaba,
proeessou desle o senhor da cscrava.
No da 1 ao meio-dia foi as'a-siuado com um ti-
RELAGO DOS RAPTISADOS DA FREGUEZIA
DE SANTO ANTONIO DO RECIPE, DEsTE
MEZ DE JANEIRO DE 185-j.
Dias.
1.Joaquina, parda, naschla ha dona annos.
Sanios leos.
3.Leopoldina, parda, nascida a 2 da outubro
do anno prximo passado.
dem.ylosc, pardo, nascido ha cinco mezes.
dem. Mara, parda, escrava, nascida a -JO de
dezembro do auno prximo passado.
(i.Rosa, branca, nascida acs 17 de solembro do
anno prximo passado.
dem.Manuel, preto, escravo, nascido a 7 de
agosto do anno prximo passado.
dem.Antonio, hranco, nascido aos 12 de agos-
to do anno prximo passado.
7 Theodor.i, prela, escrava, nascida a 18 de ou-
tubro do anno prximo passado.
dem.Joauna, prela, nasdda, a 12 de jolito do
anuo prximo passado.
dem. Olimpio, prelo, escravo, nascido, a 10
do outubro do anno prximo passado.
dem.Sebastiao, pardo, nascido, a 20 de Janei-
ro do anno prximo passado.
11.Esmenia, branca, nascida ha 9 mezes.
H.Filippc, rriuiilo, escravo, nascido no I." de
maio do anno prximo passado.
dem.Mara, branca, nascida ha dous annos.
dem.Joaquina, branca, nascida ha um auno.
dem.Luiza, parda, nascida a 13 de novembio
do anno prximo passado.
15. Francisca, parda, nascida lia t annos e .1
mezes.
16.Mara, (Tienta, nascida a 30 de dezembro
do anno prximo passado.
21.Augusto, branca, nascido no 1. de marro
do anno de 1852.
dem.Adolpho, branco, nascido a 2 de julho
de 18.>:(.
dem. Maria, branca, nascida a 18 de sclcm-
bro de 1852.Sanios Oleo.
dem.Paulina, branca, nascida a 11 de dezem-
bro de iavi.
dem Ilh'.minata, crioula, ercrava, nascida a
29 de novembro do anno prximo passado.
dem.Luiz, crioulo, escravo, nascido a 20 de
dezembro do auno prximo passado.
dem.Luiz, crioulo, esrravo, nascido ha 6 me-
zes.
dem.Elias, crioulo, escravo nascido a 20 da*
dezembro do anno prximo pas 26. Tertuliano, pardo, nascido ha 8 mezes.
Santos leos.
26.JoSo, branco, nascidn a 18 do cerrante.
dem. Leopoldina, parda, nascida a J.) de de-
zembro do anno prximo passado.
demPedro, crioulo, nascido a 13 do maio de
1851.
dem.1,'mbclino, jhraiico, nascido a 25 de se-
lembro do anno prximo passado.
31Manoel, pardo, nascida ha 13 anuos, Sanios
leos.
Ao todo 32. Freguezia de Saalo Anlonio do He-
cife 31 ele Janeiro de 1855.Padre Jji'io Jote da
Cosa fibeiro, pro parodio.
*
COKRESPOMMlV.
llimmnn
Sr*. redactores.Sou lamben) micamoirciro, sei
de ludo quanlo so passa as comarcas do interior
da provincia, muilo especialmente na de Flores, com
cujos habitantes mantelillo relaccs continuas e fre-
qnenles; e dahi a liallitacne om que eslou de affir-
mar ou negar qualquer fado, que por ventura for
alli pralicaclo ou na pralicado.
Islo posto, permitlam-meque eu prolesie com lo-
.sa^caaaasaaaaa!



DIARIO OEPERMIBULO. TERQA FEIRA 6 t FEVEREiRO iL iS55.
\ -
da i energa da ccnscicncia culitn allusves ma-
treiras, que cerlo sugeilo, que ora se inculca cor-
respondente do seu coneciluado jornal nnqoella co-
marca, e que no da 31 do passilo deu romero a
sua trela, fez ao iljslincto ju/. municipal Caslor, no
locante i sua Mveridade na punirn dos crimci.
O crdito e inoralidade do Sr. Castor, o abrigan)
de qualquer nsmuafio denle enero, sen carcter
moderado e circumspeclo he bastante conhecido na
provincia.
He verdade que o Sr. Castor enmprehonde, como
comprehende todo o magistrado esclarecido nos dic-
tantes da verdadira Justina, que eilicucia do cas-
ligo n.lo consiste no rigor exagerado e cruel; mas
sim na applicaro judiciosa e tranquilla das leis em
retardo aos arlos; lendo sempre em visla os motivos
e as circunstancias sublime, consorcio da Justina
rom a equiila''e O jaiz que assim procede nao re-
eonheee nada do coinmum enlrc o julgador dcsapa-
\oiiado e o carrasco furibundo, que deleita-sc em
decepara cabera de seu scmelhante.
0 Sr. Castor, por tanto, tem sabido ser juiz severo
cora os refractarios, e humano 'com aquellos que
ronuncltem erro, em ver de erimes. Desle modo
tora cumprido os seos deverea, preenchendo a con-
dicOe da justica pobca, e sabido imitar o seu dig-
no e ilhislrido antecessor, o sr. l)r. Joaquim don-
calves Lima, modelo do bom juiz, e victima de in-
justas preterirnos.'
Sirvan) poiseslas linhai de advertencia ,ao novo
chronista de Flore; esperando qoe d'ora em diante
ja mais circamspeclo e prudente em suas noticias,
uito Inrertendo nem exagerando os fuclos.
A sentinella.
PUBllCAtOEsTPEIJlBO.
.1 riaeem do Exm. Sr. Dr. Antonio Codito de .S'
e Albuquerquc, presidente desta provincia, ci-
dade do Penedo.
Investigar por si mesmo as causas que induziam
o cercote da companliia de vaporea Santa Cruz
nao consentir que os vapores denla eompanhia
ebegassaro e nporlas'em a cidade do Pene le, como
deviam e eram obrigados pelo contrato celebrado en-
tre o governo desla provincia e o dito gerente ; fazer
rom que, cumprindo fielmente este contrato, cesse
de ora avante o abuso de ficarem os ditos vapores 5
leguas distantes da cidade,em desfavor dos inlercsses
da provincia ; eiso principal motivo qoe levou ao a-
nimo do Exm. Sr. presidente da provincia o empre-
hender urna viagem a cidade do FeniMo, viagem que
leve lugar no da 17 de dezembro correnlc, e que,
pelo de encantos que offereceu, vamos descrever,
nao con o* malzes e drelos da fina e seductora c-
locarao deque soem nsar os favorecidos das musas
( que serla demasiado este noso pretender, ) mas
com aquella singeleza, senSo rasleira dirrjlo, de que
he cap a dura prosa que abslrahe e declina dos a-
dornos e elegancia do estylo sublimado.
nossa narrarlo, aqui o all, urna vez por nutra, en-
tremeicino-la ra que de ludo em ludo nao pequemos contra o bel-
lo e judicioso dito de Boileau :
1 oulsz-touidupublic mriter les amourt ?
Sons cesse en icricant carie; tos dscours.
Eulre os doulosqueris celebridade ?
I)a aos vossos escriptos variedade.
Era quasi ao despontar do dia 17 do correnle. A.
dormenle esposa do caliginoso Erebo pareca querer
despertar de seu leilo de (reres, quando a formla
aurora, (rajando loucaoias e refulgentes de mjria-
e aen albores, ia com seus dedos rr de rosa
indo os ltimos veos da noile para dar pas-
ro lillio de Latona, que em seu carro de
fugo vinha abrir as portas do dia. .4 essa hora ( co-
mo dizOmes) de .
Leda serenidade deleitosa
a Que representa em trra m pnraizo,
a Entre rabis e perolas doce riso,
t Uebaixo do ouro e nevo, cor do rosa
n que a natureza nos abre o mais formoso coro
desuas gracas, fumegava ao longe, no sympalbico
ancoradouro de Jaragua, o oflicioso c lido vapor
.Santa Cruz,que em suas brindis ascilaces, produ-
s baloicps das aguas, pareca convidar scus
passageiros a partilharem com elle da doce ameui-
dade da machan.
Em fronte ao trapiche Faustino achava-se postada
urna guarda de honra, commtndala por um capillo
do brioso e valente 8.. As 5 horas e tres quarlos
um grapa de cavalleira* deslava de Macei em di-
ree^io I Jaragua, e ao pas; r pe? Tiente-da-eoarda
'-lie honra, esta saudou ao Evm. presidente a quein
acompanliavatn aquellos cavalliirqs, muitos dos
quaes faziam parte da comitiva de S. Exc. em sua
viagem.
Al 6 horaos Ilustres viajante: eram recebidos a
bordo do fieeirn .Sania Cruz quj, vaidoso de scus
novas Vispedes, pareca presauroso em querer partir.
Meia liora depois sulcava ella as aguas do mar em
demanda do magestoso S. Francisco. Era para ver
e encantar o donaire com que elle deslisando-se li-
geiro por sobre as mal asila-las vagas, encurla-
va o esparo que mediava enlre elle e o ponto da seo
destino.
S. Esc, com aquella amabilidade que Ihc be pro-
pria e que muilo contribuio para aligeirar os enfa-
dos qae lo inherentes ao incommodo e fastidioso
enjo, moslroii-se durante a viagem um delicado
cavalleiro, acolhendo benigno a lodos que foram seus
companheiros de viagem, edislribuindo enlre elles
um arde satisfago que t todos muilo penhorou.
As 9 h'iras, alguna passageiros com a acquiescen-
cia de S. Esc. pediram e obtiveram do digno com-
roandante do vapor que retardaste o almorz al que
entratsem no rio, visto como achavam incommo-
dados do enjn. Ao meio dia i quando o vapor ha-
via galhardamenle transposlo > perigosa embocadu-
ra da magnifico S. Francisco, servin-se o almoro que
f*i profuso e variado, e que, pracas a boa vonlade
dos passageiros, passou rpidamente das regies al-
mospliarieas as resines eslomajiaes.
O S. Francisco he um bello e magestoso rio, cu-
ja prespecliva communica o viajante sentaedes ja
derespeito, ja de prazer, ja de admirarlo. Rpido
em la correnle e placido na lisura de saas aguas,
elle parece destinado a ser um dos mais poderosos a-
gentes da futura grandaza ecivilsimo das dnas pro-
vincias que divide, desde a cailiocira de Paulo Af-
fonso at a sua embocadura.
Soas margeos silo feriis e aaradaveis, inspiran) as-
sde poesa pelo muilo de encantos de que sao do-
tadas ; se at boje nao Uveram cantores que as en-
nobrecessem, como Luiz de tUmes ao seu placido
Mondego, he que o genio da poesa, esvoarando por
oulros lugares da Ierra de Sania Cruz, inda nao se
amercnu poizar n'oma das verdes ramas que som-
breara una das mais bellas arterias que amenisam as
trras do Brasil.
Nao cabe no plano de descrever orna via-
gem de meio dia divagar sobre lodas as bellezas na-
turis dos tusares por onde se pa-sa ; por isso, pon-
do de parle as originaes lindezas do S. Francisco,
-prosgame* em nossa viagem.
Ao terminar o almor avistara-so a nteressanle
povoacao de l'iassabuss que, ao aprojimar-sc-lhe
o vapor, deu mu vivas pravas le sal9faco e ale-
gra, fazendo subir aos ares ama immensidade de
girndolas em louvor do Exm. viajante.
Em frente da povoaejhi suslou por algons mamen,
los o vapora sua veloz carreira para receber a seu
horda algn* cidados que deram as boas vindas a
S. El. com um ar desatiiriio ingenua qoe lio im-
possivel descrever. Entre esses cidados que exce-
diam a dez figuravam o Sr. Francisco Antonio Cou-
Imlio, moro de um natural exelloude, de maneiras
llianas e aflveis, e es Srs. Joan de Dos e Silva,
subdelegado do distrelo, Severo Jos da Rocha,
Bcravcnulo de Faria Lobo, c oulros que foram ac.
Ihidos bcnign.-imenle por S. Ex. a quein acompa-
nliaram al cidade.
Soriam duas e meia horas da larde quando, ao
dohrar-sc o outero Aracar que lica em trras de
Sergipe, alvejou ao longe a elegante c formo.-a ci-
dade do l'cnedo ipie bem mereci Ululo do muilo
nobre esempre leal cidade que nulr'ora Ihe foi con-
ferido, quando anda era villa. O Fencdo he por
sem duvida urna das mais bellas povoaclies do im-
perio, nao s.i pela eminente posrao que orcupa
abrangendo quasi urna milita em quailro, como pe-
la solida cdilicaijao de seus edificios que resentindo-
sc de nma respiilavel auciar idade, muilo contri-
buem para dar-se-llie aquella especio de cullo de-
vido s coasas antigs
Ao verdadeiro Alagoano, aquella que como nos
tem o desvanecimento de ler visto pela primeira vez
o sol em (erras de A lascas, nao pode jamis ser
Indifferente a magestosa perspectiva que aprsenla a
muilo nobre c sempre leal cidade c/n perfeita anli-
Ibesjrom a Villa Nova da provincia de Sergipe.
Esl.i villa lica da oulra banda do rio, um pouco
para o sul : dcscnlia-se n'oma eminencia semclhan-
le a em que esta collucada a cidade, mas est mui-
lo longe de competir com ella em lodos os senti-
dos.
Somos chegados a frente do Penedo, onde, de
bordo do vapor, ve-se urna onda compacta de povo
correndo pressurosa para o caes onde o Exm. via-
jante, acompanhado de seus Ilustres couipanheiros
de viagem osSrs. commandante geral de polica, of-
ficial niaior da secretaria do governo o mulos ou-
lros cidados, linha de desembarcar. O vapor fun.
dcara em frente do caes.
S. Exc. tomn Ierra s quatio horas da larde entre
as mais vivas dcmonslraces de jubilo prodgalisadas
por todos os Ponedenses. Innmeras girndolas de
foguelcs subiram.aos ares, saudando o Ilustre hospe-
de, e coufundindo o eslridor de suas bombas com os
sous festivos dos sinos das igrejas que repcavam ale-
gres.
AITavel c urbano, como em ser os homens de fi-
na educacAo S. Exc. pareceu receber estas ovacoes
como prosa da con lia lira que nelle depositan) os IV-
nedenses, e cercado de muitas pessoas gradas do lu-
gar, dirisio-se casa que fura destinada parasen
aposento.
Ah chegado, o nobre commandanto superior, o
prestantecoinmendador o Sr. .Manuel (lomes Ribciro
Jnior, com aquella ofliciosdade o maneiras urbanas
que lhe sao propras, lomou a si a hospedagem de S.
Exc, e ama vez mais provou que em delicadeza e
grandeza d'alma he u perfeilo e nao vulgar caval-
leiro. Sr. coinmendador Gomes Ribeiro he um
alagoano que faz honra sua provincia, nao s por
sutsqualidades pessoacs c cvicas virtudes, como
pelos muitos servcos que a olla Um prestado.
No dia 18 a cmara municipal, pelo prgo de seu
Ilustre presidente, fez a sua felicitacao ao Exm. Sr.
Si c Albuquerquc pela DMOdira segunle :
(i Illm. e E,ni. Sr. Acamara municipal desla
cidade do" Penedo tem a honra de ccmprimenlar a
V. Exc, pela sua viuda e estada a ella mesmi cida-
oe, sendo sto ama prova de que V. Exc. quer pes-
soalmeute investigar as suas necessidades, para de
prompto repara-las com sabias medidas da Ilustrada
administradlo de V. Exc. que, no pouco espaco del-
la, nao poucasprovastem dado de um carcter lli-
bado, acompanhadas de actos de reda e mparcial
Justina.
Os Alasoanos rendem grabas Providencia por
ler Iluminado o governo imperial na escolhaque fez
da pessoa de V. Exc. para presidente desla provin-
cia, e esta cmara anhela srja a adminis(ra<;ao de V.
Exc. por duraderos annos.
corporaejo municipal desla cidade, e as>im de scus
municipes de quein he ella fiel orgao.
o Dos guarde a V. Exc. Paco da cmara muni-
cipal da cidade do Penedo 18 de dezembro de 18>i.
Antonij Moreira Lentos presidente, Antonio
Francisco dos Reis, Francisco Fernandes dos San-
tos, Joao I'ereira Ilipolylo, Pedro Antonio de Al-
meida Jnior, Silvestre Domingues da Silca Pi-
ntcnteira.
S. Exc. respondeu a esla officiosa felicitacao do
segunle modo :
a Illms. Srs. vereadores.Os emprmenlos que a
Ilustre cmara municipal desla cidade acaba de di-
rigir-me, por si e em nomo de seus municipes, pela
minha viuda e estada nesta cidade, sao urna honra
subida que eu agradeco vivamente, e da qual nunca
me hei de esquecer.
ii As necessidades dos povos confiados aos meus
cuidados mereccm os meus desvelos : apreciando por
mim mesmo as desle municipio do Penedo habilitar-
rae-hei a prove-las com maior conhecimento e segu-
ranza.
ii Assongeirasexpresses que a Ilustre cmara
municipal liberalisa contigo quanlo aos actos de mi-
nha administrarlo muilo me penhorain, e sern um
forte incentivo para que eu prosiga na marcha admi-
nistrativa que at boje tenho seguido, procurando
dolaresta bella provincia com todos os beneficios de
que ella he digua.
a Vos, enhores, qoe sois os interpretes dos Penc-
denses o os promolorcs da prosperidade leste muni-
cipio, acei'.ai para vos e fazei presentes aps sem habi-
tantes os scntimenlos que nutro a sen rcfpcito. Pa-
C9B na cidadfdo Penedo,
ziam parle da animada eompanhia para a mesa, scr-
vrcm-ss do algumi eousa da profuzao de comidas
sccras e dos variados licores que adornavain a mesa.
Alii rliogados e presididos por S. Ex. que cada vez
mais provas ia dando de sua mnita delicadeza c
bondado, o Sr. lente coronel Medciros fez um
brinde S. Ex. pela honra de baver visitado a cida-
de do Penedo : esla saudo foi nthusiaslicamcnli.'
correspondida aos sons de harmonas execuladas
pela msica. Muitos oulros brindes foram dedicados
aoEvm. Sr. S e Albuquerquc, c alguns a diversas
pessoas prsenles, sendo que S. Ex. fez do Sr.
commandanlo superior Manoel Gomes Ribciro J-
nior. O illuslre Sr. Joao Gomes Ribeiro que acom-
panhou ao E\m. presdeme cm sua viagem fez um
brinde a saude de S. Ex. que foi victoriosamente
correspondido. Nesea ocasao, por pedido do mes-
mo Sr. Joiio Gomes e do preslimoso c nobre chefe
de estado o Sr. lente coronel Francisco Antonio
Fernandes Pinhciro, o Sr. Antonio Ignacio de Mes-
quila Neves improvisou o segunle
SONETO.
Oulr'ora crgiic-se altiva e bellico-1
Das narcs a mais indita prineeza,
Cujo timbre maior, cuja nobreza,
Foi de hroes produzir de fama honrosa.
Roma, patria de hroes, mais gloriosa
Nao foi por cerlo cm sua alta grandeza,
Do qae se amostra cm sua singeleza
A gente do Penedo obsequiosa.
Mas'd'nn le vem que lodos a pora,
Tendo na luce o jubrw patente,
Saudcm com prazer tao almo dia ?!
He que a seus lares veto diligente,
De gratas scnsaccs, de eran valia,
Sem douto, Ilustro c sabio presidente.
S. Ex. agradecen com a mais lina Cordialidad* o
obsequio do Sr. Jn.lo Gomes, e bonrou ao dilo Sr.
Mesquita Neves rom um mu lisongero brinde. As
duas e meia horas da inanhaa lerminou o serviro da
lauta mesa com o brinde qae S. Ex. fez a S. M.
I. e sua Augusta Familia.
A esla hora S. Ex. deu por findo o baile, visto
que linha de partir para a capital as 3 horas da ina-
nhaa.
Nao podemos dexar de aqui consignar nossos lou-
voresaos tres Ilustres cidaiklos que durane cssa
noilo deram exhuberantes provas do multo caval-
leirismo e lino trato.
Manoel do Reg Barros......
Joao Xavier Mendes da Silva. .
JoSo Paes Darreto........
Francisco Fcrreir de Marros (".ampollo.
Bernardo Ferrcira de Barros Campello.
Jos Salgado de Albuquerquc Maranbao.
Joaqnim dos Sanios Romeiro.....
Francisco Paes Brrelo Jnior. .
Nomtriano Jos de Barros......
Manoe) Joaquim do Rogo Brrelo. .
Isnacio Ferreira Coimbra......
Antonio Jos Ferrcira.......
Jos Octaviann Telles de Saldanha. .
Jos F'rancisco da Roi-ba Gucdes. .
Manoel Ferreira Gucdes......
Igi.acio Jos Machado...... .
Joaquim de Souza Lelo......
Antonio de Paula Sania I.cSo Jnior. .
Manoel Clemente Ribeiro VarejAo. .
Antonio de Siqueira CavaleMli. .
Elias FalcSo de Carvalha......
Manoel Cactano Gomes......
Francisco Alves de Miranda Varojao. .
Jolu Kulinn Ferreira.......
Joflo Alves da Cosa Martins.....
Joao da Silva Salgado....., .
Jos Antonio de Sanl'Annn.....
Jo-'1 Antonio de Sant'Anna Jnior. .
Jos Presbtero da Especiaran. .
Feliciano da (aisla M irlins.....
JoSo Cavalcanli de Souza LeSt.....
Francisco do Salles da Costa Martins. .
Antonio Cavalcanli de Souza.....
Antonio Jos Monlciro.......
Francisco Manoel do Moracs.....
Antonio liaplista Ttixeira.....
Joaquim Ferreira de Mesquila. .
Pedro Ferrcira Coimbra. .....
Antonio Januariu Paos liarrclo. .
JuliBo Perera Mallos...... .
Ignacio Tolenlino de Fisaeiredo Lima.
Andr Avelina do Espirito. Santo. .
Joaquim Ferreira da Cunha.....
Fclix l.ieuthier.........
Manoel Mendes Caminha......
Dr. Francisco do Reg Barros de L-
cenla............
Joaquim Albino de Gusmio.....
-Manoel Pedro do Reg......
Vicente Francisco Mendes das Chagai. .
O Exm. Sr. S c Albuquerquc dcixou gravado
nos corarnos dos Pcnedeuses ainceroa penhores de -lose Xavier da lincha Wanderley.
dedirarao o sympalhia pelas maneiras Ihanas c af-' Joao Pinto de Olivcira.....
faveis que Ibis prodgaliso!. De uina promessa......
Eram cinco horas da manhaa do dia SO. Sua Exc. '
c scus eampanbeiroi de viagem partirn a cssa hora
para Maceio: aconipanharam-iio cerca do trinla ca-
vallciros al nilo leguas distante do Pcudo.
( O Phitangelho.)
Esmvlas que se lirou com u tajado.
Antonio de Lima tfaeiel. .
6SO00
StJDOO
59000
5000
59000
59000
."1.7000
5J0O0
59000
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29000
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19000
29000
29000
2'I9680
59000
Soriiiaii.
Condurao do prosador.
Msica......
A morte do lm. Sr. Manoel Dias
Fernttnde3, Tallecido em Portugal,
no dia 22 denovembro, offerecida a|Condoeejh> da diic
sua esposa, a Illma. e Exma. Sra. *<"::>
D. Candida do Espirito Santo.
. I mnrlc o esperara all, lie preci-
so, que mis peregrinemos teses,
para que vamos tomar conta do
nono sepulcro.
Vigario, F. /'. 'Brrelo.
Semina. .
Despeza da amata futa.
716*9520
1 dilas sanguexugas ; a Tegeleineier.
ldilajoias, 2 dilas amostras; a I. Homseu \
Vianna.
2 embrulhos amostras ; a Bruno Pracgcr & C.
1 Caixa amostras ; a F. I'iufio & Conip.
1 cmbrulbo amoslras ; a Jolinston Palor & C.
1 dilo dito ; a Roslron Kooker &Comp.
1 caixa drogas; a Manoel isnacio de Olivcira.
1 dita amoslras ; a J. II. Gaenslcv.
1 dita ditas ; a N. O. lliebcr i Comp.
1 cmbrulbo peridicos ; a William Soulhclv.
1 dilo dilo ; a Klancc.
1 dilo dilo ; a Paaton Nashe.
1 caixa joas ; a Moreira & Duarle.
1 dita Irma ; a F. Damson.
1 emhrulho mcias; a E. (. de Olivcira.
I caixa joas ; a M. Germn.
1 dita dita ; a J. Keller & Comp.
i dilas dilas ; a Rabe Schmclton.
1 dila dila ; a E. Dcdier & Comp.
ltriguc nacional Dou.< Amigos, viudo do Rio de
Janeiro, consignado a Manoel Alves Guerra & C,
manifeslnu o segunle :
2 raxes miadcMs, i) rollos fuma. 12 bnrris I011-
cinlio, 50 saceos caf ; a Antonio Luiz de Oliveira
Axevedo.
(10 pipas va/.ias, 2 caxcs medicamentos, 100 la-
las, 10 ineias, c 50 quarlas|bolarhii'ha, 1 caxao cha-
peos ; a Manoel Alves Guerra Jnior.
:t0 caixoes chapeos ; a Amonio Lopes Perera de
Mello. .
118saceos caf ; a Antonio de Almeida Gomes.
:i eaisSes rap ; a Sevc Ov Comp.
1 dilo dito ; a Jos Joaquim lorges de Castro.
150 saceos caf ; a Gouvca iS: Leilc.
10 volantes barricas alias ; a Feliciano Jos
Gomes.
1 barrica cigarros; a Jos Ferrcira Vlente.
1 caxao chapeos, 10 rollos fumo ; a Machado \'
l'inliero.
:i caxcs fa/.endas ; a J. Keller & Comp.
F'scuna nacional Linda, viuda do Rio de Janeiro,
consignada Eduardo Ferrcira liallhar, manifcslou
o segninle :
300 barricas vazias ; a ordem.
lirigue americano Julia, lindo de Boslon, consig-
nado a II. Forster& Comp.. manifeilM o sccninlc:
580 barricas baralho, :iOO dilas familia, 1 carro
e seus perlenccs ; aos consignatario*.
ilrsue nacional Firma, viudo do Rio de Janeiro,
consignado a .Novacs iV Comp., manifeslou o se-
gunle :
2 caxcs mercaduras, "0 volumes barricas vazias,
I pecas de cabos, 454 saceos caf, 67 barril looci-
nbo, 1 caixao quailrns. .500 ra xas sabao, 35 ltase
75 rolos fumo, 1 raixilo chapos ; a ordem
CONSULADO GEItAL.
Rcinlimentn do ilia 1 a .1.....7:8899120
dem do dia 5........1:11:-336
Sida 011 vaqueta.......
Sebo em rama........
l'elles de earnciro......
Salsa parrilba........
Tapioca...........
1 nhas de boi........
Sabia ............
Csleiras de pprperi.....
\ inagre pipa........... t>
de rachimhe de barro. milhciro
meio
|)
rento
urna
3g*J0
9200
I79OUO
9100
:1J9000
.59OOO
MOVXMENTO DO PORTO.
lacio do governo das Alagl
18 de dezembro de 1851.Antonio Coelho de S e
Albuquerquc. n
Durante este dia e o segunle receben S. Exeas;
visitas de lodas as pessoas gradas do lugar e de
quautus, movidos pela bou no que circulou desuas
cavalleirusas maneiras, quizeram ler a honra de o
comprmeolar.
S. Exc. visitou alguns cstabelccmenlos pblicos,
mereceudo-lhc maior atlencao a santa casa de mise-
ricordia.
Os Ilustres e preslantes cidados os Srs. commen-
dador Manoel Joaquim do Nascmenlo, lenles co-
ronis lunocencio Jos da Cosa e Jos Vicente da
Medeiros, offereceram n S. Exc. um baile que leve
Ingar na noile do dia 19.
Descrever um baile I Oh! que heisto una t-
rela diflicil, insana e audaz para urna inlelligencia
apoucada c exigua como a nossa. Mas que impor-
la? Emaranhemo-nos nesse iulrincado labyriutho
de perfumes e emanaees inebriantes, e vejamos se
delle poneremos sabir sem o mgico fio de Ariadnc.
O baile foi dadoi casa dos Srs. Araujo e Filhos >
a casa eslava decorada com luxo, gusto e arte : mais
de cincoeula senlioras. faziam que se rcspirnsse as
Iluminadas salas urna aura doce e perfumada que
ellas exalavam como um jardini de vilelas, rosas e
jasmius da India. Trajando com goslo, aceio e
quasi que com aqucllebom Ion) das grandes cidades,
nos vimos as bellas penedenses, sefj) despirem-se da
sua proverbial modestia, como qae girando n'oma
atmosphera de odorferos encantos e artgelioas ema-
narles ; sim, que anjos eram muitas dol 1-. E
visto que deltas nos oceupamos, o que be infallivel
cumpre que digamos que,sendo, bellas todas as que fo-
ram a este baile, houve comtndo entre ellas urna
que de nos para nos olsemos a ranina do baile.
E quein era aranha *
De lodas era a mais bella,
-Neir. tao lida o baile linha
Como enlre lodas aquella
Ouo de todas foi miaba :
Era mais bella que anisa.
Do que a la valerosa,
SeRredos a murmurar :
Era um divo pensamenlo
A luz da (rafa, um portento
No sabio a fascinar.
Suas vestes peregrinas
Oh Iquao bem que lhe dizam !
Suas faces purpurinas
Que deenleios que expriman)!
Pois seus ollios Mais formosos,
Mais temos, mais graciosos,
Nunca eu vi : que languidez !
Era um anjo de harmonas
Rescendento d'ambrosas,
Primor d'arte que Dos fez.
Ouem nao a vio (,1o singela
Como urna cslrolla a latir '!
Ou como da flor mais bella
Bolao que comeca a abrir '!
Com quanta orara c magia
Dansandoos passos mova !
Ouem porte ja leve igual"!
Era um astro que briltiante
De viva luz coruscante
Foi de lodos o fanal.
De todas era a mais bella,
Nem tao linda o baile liona,
Como entre (odas aquella
Quede Iotas foi rainha.
Mas quem era a flor tumosa.
Que enlre todas mais formosa,
D'amor o sceptro empunhou 1
Querereis o ome da linda 1
. Oh '. quem o ignora anda !!
N'alnia de lodos ficou.
A's 0 horas e com a chegada de S. Exc. que foi as-
js festejada, principio o baile por orna bem exe-
culada ouvcrlura. Dansaram-se cinco corlradan-
sat) sondo nolavcl o donaire com que as bellas l>e-
nedenses se muslraram adeplis da folgasaa Terpsi-
chorc.
As 11 horas servio-se um esplendido cha, depois
do qual dansaram-se duas contradansas. A urna e
meia hora da manhaa, os filustres cavalheiros qnc
deram o baile conduziram a S. Ex. e a todos que fa-
i
I
Paludo espectro do sngrenla morlc,
Que inexhoravet o mortal persesues
Por toda a parte, onde o destino o leva,
Porque tao cedo te cevaslc brbaro
Xa vid*prccinsa desse amigo,
Que era guardada por scus Icnros fillios,
Pela esposa sincera e desvedada,
Que perdern) seu pa, o forte eslcio,
A estrella orienta! de seu futuro !
Que.lilulossao precisos neiia mundo
Para es.-apai -te as imuiulavcis leis .'
Quando a hora soou, ludo se curva ;
Nivellam-se monarchas c vassallos,
0 senbor, o cscravo, o mbre e o rico
Vio pardonJebeu, do inisoravel
K >jar no po do vasto ceinilerio.
All so araban) vaidades, honras,
FQhasdo lempo, da ambicao, do nada.
S^, nao fica no fri csquecimenlo
Mortal, que-se illustrou pela virlude,
Que marchou de-vendado pela senda,
Que abri na Ierra o evangclho ao bomem.
1 ai era Elmano ; nn correr da vida
Nunca esqueceu obrigacoes de amigo,
Deveres de bom pai, de esposo temo,
Sabendo respeitar as leis da patria.
Que o vio uasccr, da patria, que adoploii-o,
E que elle lano amou por ser da esposa,
Por ser lamben) a patria de scus filhos.
E morreu e morreu, porque era humano,
E Ierra devia o quo era Ierra.
II
Amigo!.. Amigo, mais nnnra
Hao de os meus olhos le ver !
Porque foste cm la palria
Tao longo de nos mnrrer 1
Como (cus filhos, coila.los !
Aqui licam conslernados,
E a pubro esposa querida,
Que sem li, desconsolada,
De novo a patria vollada,
Vem chorar por (oda a vida !
Ah Irisle que ella nao va,
Que la nesse Purlugal
la comtigo em procura
Do leu jasiso filial ;
E que, antes de findo um anuo,
Ao solo pernamhucano,
Sem trazer-lo ao lado seu,
Vera sos filhos queridos
Com scus lamentos sentidos
Dizer-lhes: Teu pai moricu !
Ai! miabas lagrimas, vinde,
Descnlarai-vos, correi ;
Veja o mundo no mcu pranto
Aamisade o que perden.
Ilauhai-mc o triste alaude,
Ja que nao veja o alaude.
Que os restos du amigo encerra ;
J que elle foi I So distante
L nesse solo gigante
Dar Ierra o que era (erra.
Mas, nao ; pnni, que de rojo
Mevou proslrar junio cruz ;
All, onde os lilhos mam.
Vou supplcar Jess,
Que lhe conceda a sua alma
A tao merecida palma.
Dos e'scolhdos de Dos ;
Que lhe conceda a victoria
De habitar na eterna gloria.
Que o justo goza nos cos.
F. A. C. de Azccedo.
2 de fevereiro de 1855.
Conducco da niesma..
Foso.
Conducco dos foguclciros.....".
Comodonas dos msicos c foguclciros II
dias. ...........
.1 arrobas de carnauba.......
libras de cspcrmaccle.......
Filas para o anjo a cavallo.....
Alugucl de um lustre de vidro. .
Cera para o altar........
Padres para o altar inclusive a lieenra
do Exm1. Sr. bispo.......
Somma.
8O9OOO
89OOO
P609000
10*9000
1009000
3-29000
1509000
i_- DO
2O09O0O
369000
:i9oo
29900
.59000
609000
739440
1^269340
Villa do Cabo 22 de Janeiro de 1855.O procura-
dor, Jos Paulo de llego Brrelo.
Conslando-inc que se tem dilo que Irabalho para
o Diario de Pernambttco, sob a direcrao o inspec-
c.io de alguem, declaro que he um puro engao.
Com cfleilo, em principio de 1853, o proprietario
desle jornal, o Sr. Figueirda de Faria fallou-me
para que me cncarrega-sc da traduccan de artigas
das gazclas inslezas: aceilei a proposla, e comecei
a dar desde mire 1 |o mesmo aiino, as referidas
IralluccOes inglezas ; |Stas em consequenca do ac-
uhado esparo do M%rto iiaquclla poca, apenas da-
la I 1 a 20 aflige* por mcz.
Em 2 de Janeiro de 1854, o jornal lomou as sar-
ga* diuiunsi.es cm que so ada e de eniao paraca
ale boje tenho dado mais de 300 artigo*, a saber :
quasi todos os arligos inglezes ; os arlgos do An-
nuario dos Dous Mundos, sobre as repblicas da
America do Sul ; qualro correspondencias de Pars
lodos os mezes ; arlgos da Revista dos Dous Mun-
do : Religiosos Buddhistas, Sociedade do gover-
no do llindoslao; Passeio na America por Ampare.
I'ida de Rubens e suas obras ; da Revista de Pa-
rs : Alchimin, Lilleralura hespanhola, lilleralu-
ra ingleza, Philosophia moral no secuto XIX por
Julio Simn, os Extractos remetlidos ao Diario
pelo Sr. Slurls, e seis arligos sob a epigraphe Dia-
rio de Pcmambuco, no impedimento la pcsoa en-
carregada de fazer o extracto dos gazelas cstrangei-
ros, lodas as vezos que chegam navios da Europa.
Ora, para isto me cnlendo com lo Sr. Fgueinia
de Faria, a quem entrega as respectivas tradcenos.
O que ha bom ou mo ncslo trabalho perlcncc-me
inteiramentc, pejjguc he directa e exclusivamente
folio por mim, sob a minha nica respousabilidade
pessoal, c da mesma sorle continuo a presla-lo.
A. P. de Figuaircdo.
5 de fevereiro de 1855.
COMMERCIO.
12:3019156
DIVERSAS PROVINCIAS,
Kcndimeiilo do da 1 a 3.....8909344
dem do dia 5........ 3329605
Savias entrados no dia .
CoUnguiba3 dias, hiate americano Rosamond, de
150 toneladas, capillo Ellis, equipasen) 6, carga
assucar ; a Ileury l'orsler & Companhia. Veio
receber on'ens e sc^uc para Ballimorc.
Valparaizo70 dias, barca ilinamarqueza Sophie,
de 350 toneladas, capitn Johan E. Bcnlzcn, equi-
pasen) 12, carga guana ; a Rollie Bdoulac. Vcio
refrescare seguo para Cowes.
Pliiladclphia38 dias, barca americana Minesota,
de 3i(i toneladas, capitn James Viacox, equipa- |
sem 11, carga familia e mais gneros ; a ileuri-
que Forsler & Companhia.
Savios rahid-is no mesmo dia.
Xcw-IJedl'ordGalera americana Sopltia, com a
me-'iia carsa que Irouxe. Suspcndcu do lameirao.
New-YorkBarca americane ll'acelet, com a mes-
ma carga quo irouxe. Suspenden do lameirao.
LondresBarca ingleza Emma, com a inesnia carga
que Irouxe. Suspende do lamento.
ParaliibaBrigoo inglez Jorg Robln, em laslro.
Suspende d lameirao,
BabiaHiato brasilciro Aoro Olinda, mcslre Custo-
dio Jos Vianna, carga azoilc de carrapato. Pas-
sagoiros, Fr. Joaquim de X. S. da l'edade Lopes.
Vicente Ferreira Gomes c 1 lilha, Francisco Faus-
to da Cunha ltancourl.
A arias entrarlos ni dia 5.
ilo de Janeiro16 dias, barca insleza Paragon,tlo
435 tonelada*) capilSo John Uorray, equipagem
16, cu) laslro ; a James Ryder & Companhia.
dem10 di s, barca franca/a Julir, de 266 tone-
ladas, capilao Aniel, eqnipigera II. cm lastro; a
X. O. lliebcr Campanilla.
Ass17 dias, brisue brasileiro Estrella do Sul, de
251 toneladas, capitn Joao Mara Solera ile Oli-
veira, equipase) II, carsa sal c pallia : a Eduar-
do Ferreira Bailar. Passageiros, Jo da Silva
Grillo, Joaquim Alvos de Miranda, Joao Jo' da
Cosa Lomos.
Xav'os saltillos nn mesmo dia.
LiverpoolBarca inslc/.a ahonda, com a mesma car-
sa que Irouxe. Suspenden do lameirao.
GenovaBarca sarda Septeno, carsa assucar. Sus-
penden do lameirao.
MiiceiBrisue inglet GUjMCut, cm laslro. Sus-
pende do lameirao.
BallimorcHiato americano losamond, com a mes-
ma carga que Irouxe. Suspenden do lameirao.
7289916
Exportacao'.
Lisboa, brigue portuguez I Ata II, de 308 lancia-
das, conduzo o segunle :1,931 saceos c 101 bar-
ricas com 10,501 arrobas c 29 libras do assucar, 44
saccas com 211 arrobas c 26 libras de algodao, 261
cascos com mel, 1 barrica vidros quebrados.
Genova, barca sarda Sepluno. de 371 loneladcs.
couduzo o segninle : 5,350saceos com 26,750 ar-
robas de assucar.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentododia'l a 3.....7:0639985
dem do dia 5........3:4589320
10:522-3305
PALTA
dos prer.os correnles do assucar, algodao, e mais
gneros do pai:, que se despaclutm na mesa do
consulado de Pcmambuco, na semana de 5
a 3 de fevereiro de 1855.
Assucar cm caixas branco 1." quali lado
G>



PRACA DO RECIFE 5 DE FEVEREIRO AS 3
A* HORAS DA TARDE.
O'.aces muraos.
Couros seceos175 rs. a libra.
Frote de algodao de Macen.1,' d. por libra c 5 '
Assucar branco someno19900 por arroba.
Dilo niascavudo baixo19100 dem.
Cambio sobre Londresa 28 90 d(V. a prazo.
Desconlo por pouco lempo10 %
,\l.l ANDEGA.
Ken 'miento do dia 1 a 3.....23^0499265
ldcmdodia5 .........6^769318
29:0259583
ESMOLAS BJBCEBIOAS PARA A FESTA DO
MARTVR S. SEBASTIAO NfSTE ANNO DE
1855 NA VILLA DO CABO.
Os Iltms. senhores:
Braz Cameiro l.eio........ 1509000
A Exm." Sr. do Sr. Thomaz Jos da Sil-
va Gusmao.......... 1509000
O Exm, Sr. barao de Ipojuca. 20J000
O lenle coronel Joaquim Manoel do
Reg Brrelo......... 209000
Manoel Cavalcanli da Costa..... 2O9OOO
Commendador Antonio de Paula Snuza
O. ......... 199000
Dr. Ignacio do Barros Brrelo. 109000
Iguacio Francisco Vleira de Lcenla. IO9OOO
Manoel da Vera-Cruz Lio* e Mello. IO9OOO
D. Auna Rosa Falcan de Carvalho. IO30OO
D. Anua Hollina Paes Brrelo. 109900
Antonio Ferrcira Ballhar...... IO9000
Francisco Paes Brrelo...... 1OJO0O
embolino de Paula Souza 1.19o 109000
Joiio Manoel de Barros Wanderley Lilis. IO9OOO
Claudino dos Sanios Lopes Ca-lello
Branco........... 10000
Manoel Jos de Sanl'Anna e Araujo. 109000
Jo-i- Antonio da Rocha....... 109000
Antonio Paulo do Monte...... 109000
Vasco Marinho da Gama...... 10-9000
A Exm." Sr." do Sr. Estevo Jos Vclbo
Brrelo........... 83000
Francisco Lu* Paes Brrelo. 69OOO
"
liFRIUfl
Desearregam hnjetide fevereiro.
* alera inslezacrapltinao resto.
Barca americanaMen'sotamcrcadorias.
Escuna ingle/aErbacalhao.
Importacao'.
Berganlim nslcz Era, viudo de Terra Nova, con-
sisnado a Mc.Camonl & Companhia, manifeslou o
segninle :
2,600 barricas bacalhao ; aos mesrnos consignata-
rios.
Vapor nacional Imperador, vindo dos porlos do
snl, manifeslou o segninle :
I sarca ; a ordem.
i cmbrulbo ; a Antonio Jos Rodrigues de So'uza
Jnior.
1 caixole ; a Joaquim de Oliveira Maa.
1 dilo; ao Dr. F. L. Nodo.
1 crr,brulho ; a Guilberme F. de Souza Carvalho.
1 dilojao Dr. Gaspar M.Vasconcellos Drumniond.
1 dito ; a Joao F. Prenle Vianna.
1 dilo ; a Leopoldo Auguslo Ferreira.
1 dito ; a Manoel Figuefo* de Faria,
1.50 caixas charutos ; a Joao Mu/, dos Sanios
Carden.
1 emhrulho; a Johnslon Palor & Comp.
1 dilo ; a Francisco Pires Carnciro.
1 i-aixole ; ao coronel Conrado Jacob.
Vapor ioglez Great Western, viudo da Europa,
manife-lou o segunle.
1 caixa amostras; a L. A. de Siqueira.
1 dila dila ; a ordem.
1 dila dita ; a Lascrre & Comp,
1 dila dila ; a L. Schnler & Comp.
1 dila dila ; a Domcsse l.crlere & Comp.
I dila dila, 1 dita joas ; a J. P. Adour & Comp.
1 dita e 1 cmbrulbo amoslras ; 1 L. I'croii &
Comp.
1 dila amoslras ; a M. J. Alves.
1 dila dila, 1 dila relogios ; a Scliafheitln & C.
1 dila relogios e 1 emhrulho ; a H. Gibson.
1 dila c 2 embrulhos amoslras a Fox Brolhers.
i dila amoslras, 4 gaiolas passaros ; a Adamson
Howrie & Comp.
1 cmbrulbo amostras; a Rusoll Mellors & Comp.
1 caixa amostras, 1 cmbrulbo peridicos; a C. J.
Aslley& Comp.
V
n mase..........1
bar. e sac. branco.......
mascavadq..... >
n refinado...........
Algodao cm pluma de 1.a qualidade
n i) n 2.a i) ))
n ) 3.a
cm carooo.........
Espirito de agurdenlo......caada
Agurdente cachaca........
de caima.......
resillada.......
Gcncbra...............1
f............... b Hija
Licor ...............caada
................garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueirc
em casca...........
Azeitc de mamoaa ........caada
mendobim e de coco
i) de pcixc......... 11
Cacau............... (a)
Aves araras .........urna
* papagaios.........um
Bolachas.............. tai
Biscoilos..............
Caf bom..............
rcslolho...........
com casia...........
u muido.............
Carne secca............
Cocos com casca..........ccnlo
Charillo- bous...........
ordinarios........ o
regala e primor ....
Cera de carnauba.........
era velas...........
Cobre novo mao d'obra...... %
Courns do boi salgados ....... u
a expixados.........
verdes........... i)
de uiic.i.......... "
11 11 cabra corlidos.....
Doce de calda...........
u goiaba..........
11 seceo............
jalea ...........
Estpa nacional........
cslrangeira, mao d'obra
Espauadorcs grandes......
u pequeos.....
Familia do mandioca.....
o llllliio.......
ararula ......
Fcijao.............
Fumo bom..........
ordinario ........
s cm fulha bom......
>
I

um

292OO
19400
29400
19700
39899
59W0
59OOO
496OO
19350
9600
9O0
9500
9150
480
. 9220
9180
9290
49000
19600
9600
291)00
19280
.59000
10.-OO0
39000
59120
7968O
49400
-2-800
39SOO
i;-n.i
5.-500
390QP
19200
9600
29200
9IX)
119000
#160
9170
9t0
9100
159000
9200
92OO
9160
9400
9320
1-9280
I9OOO
2f000
:- rjo
I
alq.
i
ccnlo

))
n 01- Imano. .
a reslolho .
Iperacuanha ........
Gomma ...........
Geusibre...........
Lenba de aohas grandes ...
peqnenas ,
i) )) loro* .....
Pranchas de amarellode 2 costados urna
> Ionio......... o
Costado de amarollo de35 a 40p. de
c. e 2 ; a 3 de I.....
' de dilo usuacs....... u
Costadinlio de dilo........ t>
Soalho de dilo...........
Ferro le dilo...........
Costado de louro......... 11
Cosladiuho de dito........
Soalho de dilo...........
Forro de dilo...........
b cedro..........
Toros de (a(ajuba.........quintal
Varas de parreira.........duzia
i) asuil.bad.is........
11 ti quiris.......... *
Em obras rodas de sicupira para c. par
ic i eixos b
Melaco...............caada
alqueirc 29560
5 29000
59500
alqueirc '69000
S3OOO
39OOO
99000
19000
39OOO
10?96<)
39OO
19500
29IOO
9900
IO9OOO
169000
Y9000
259OOO
IO9OOO
99OOO
69508
I9OOO
59200
:19200
29200
sgooo
19280
19980
1-600
99M
409900
I69OOB
9160
Milho...............alqueirc I96OO
Pedra de amolar.........urna 96W
filtrar.......... 6900O
rebolos......... .-vsim
Ponas de boi...........cento 49000
Piassava..............molho r-320
EDITAES.
O Illin. Sr. mspeelordi Ihesouraria provincial,
cm cumplimento da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aospropnclarios abai-
xo mencionados, a entregaren) na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 das, a contar do dia da primeira
publicaban do presento, a importancia das quotas
com que devem entrar para o calcanicnto das ca-as
dos largos da Pcuba e Ribeira, conforme o dispusto
na lei provincial n. 350. Adverlindo, que a falta
da entrega voluntaria sera punida com a duplo das
referidas quotas na confonnidade do art. 6o do regu-
l.iiiieiilo de 22 de dezembro de 1854.
Largo da Perda.
Ns. 2. Bernardo Anlonio de Mirauda. 609000
. Viuva c herdeiros do Manoel Machado
Tcixcira Cavalcauli........... 5-1-9100
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanli. 259200
8. Joaquina Machado I'orlclla...... 2196(10
10. Andr Alves da Fonseca........ 369OOO
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 129600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maraliuo Jos
Gflvao................. 309000
3. Ignacia Claudiua de .Miranda...... 259200
5. Auna Joaquina da ConceicSo. ..... H9IOO
7. Joaquim Bernardo de F'igueircdo 219600
9. O mesmo................ 219600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapozo................. 219600
13. Os momos.........* 219600
15. Cactano Jos Rapozo......... 609000
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 259200
19. Joiio Francisco Regs Coelho..... 529500
21. Anlonio Machado de Jess...... 109800
23. Jos Fernandes da Cruz........ 199000
25. Joaquim Jos Baplisla........ II98OO
0749800
E para cnuslar se mando atusar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcmam-
buco 8 de Janeiro de 18.55. O secretario,
Anlonio Ferreira d'AnnunciarSo.
O lili. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo ila ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 23 do correnle, manda fazer
publico que no dia 22 de fevereiro prximo viudou-
ro, pcranlea junta da fazenla da mesma Ihesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos fuer, a obra
dos reparos urgentes de que precisa o acude de Ca-
ruar, avaliada em 1:0129000 rs.
A an malacao ser fela na forma da lei provin-
cial u. 343 de 11 de uiJio prximo pausada, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas,
As pessoas que se propozerem a esta arrematarlo
comparecer na sala das ses>ies da mesma junta pelo
meio dia competentemente liabcliladas.
E para constar se mando allxar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de Janeiro de 1855.O secretario
A. F. d'Annunciarao.
Clausulas especiaes para a arrcmalacao.
1." As obras dos reparos do acude de Caruar se-
rio execuladas de confonnidade com o orcamento
approvado pela directora emconselho eaprsentado
a approvaco do Exm. Sr. prcsideulc, na importan-
cia de 1:0I29000 rs.
2." O arrematante dar romero as obras no orazo
-
de um mez, e as concluir no de (ros, ambos conta-
dos na forma to art. 31 da le provincial n. 286.
3a. A importancia da arrematado ser paga em
urna s preslarJIO, quanlo cstivercm concluidas as
obras que sorao logo receidas definitivamente, visto
na 1 baver prazo de responsahilidadc.
1." Para tudo mais que nao esliver determinado
nesta* clausulas, nesi no orcamento seguir se-ba o
que a respeilo dispon a ici 11. 286.Conforme. O
secretario a. f. d' .ftsjanriayB&.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
era cumprmenlu da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 21 do coi rento, manda fazer publico
que no dia 22 de fevereiro, prximo vindouro, peran-
ie a juntada fazenda da mesma Ihesouraria, se ha
de arrematar a quem por menos fizer, a obra do 7.o
lance da estrada da Escada, avaliada cm 25:3009000
reis.
A amematacjlo 6er fela na forma da lei provin-
cial n. 343 de 1 do maio do anno prximo passado,
e sob as clausulas especiaes abaixo copiadas. v
As pessoas que se propozerem a esta arrcmalacao
comparceam na sala das sesses da mesma junta pelo
meio dia competentemente babelit.idos.
E para con-lar se uiaudou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da besouraria provincial de Pcmambu-
co 29 de Janeiro de 1855.O secretario
./. /". d'Annunciar'to.
Clausulas espesiaes para a ttrrematacw
l.i As obras do stimo lanco da estrada da
far-sc-bao de confonnidade com o orcamonU,
e perfil approvados pela directora em conta
aprescutados i approvaco do Exm. presidente, na
mportaucia de 25:3009000 rs.
2. O arremtame dar pripcipio as obras no pra-
zo de um mez, o as concluir no de done, ambos co-
udos na forma do art. 31 da Ici provincial o.286.
as prsenles clausulas nem do orcamento segur-se-
ha o que a respeilo dispoe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secretario, A. I', tf Annunciaco.
O Illm.Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
manda fazer publico que, fica prorogado por 60 das.
.1 contar da dala desle, o prazo concedido pira as re-
damaoesc o pagMaeato da divida da decnia c mais
mposlos que cintrara asestaee* desle municipio nos
exercicos anteriores ao de 1852 a 1855, 1! que findo
este prazo, que o neressario para se conseguir a cs-
rripluraro dosta divida, ser ella cobrada judicial-
mente.
E para constar se m.fndou aflixar o ores .ule e pu-
blicar pelo Diario.
Secrc-laria da Ihesouraria provincial de Pornambu-
co, 3J de Janeiro de 1855.O secretario
I. F.d'Annunciaco.
O Dr. Francisco de Assis de Oliveira Maciel, juiz
municipal da sesnnda vara preparador dos
proeessos do jury do termo desla cidade do Rccife
de Pernambuco, por S. M. o Imperador qoe Dos
guarde ele.
Faro saberque polo Dr. juiz de direito da segunda
vara criminal desta comarca me foi commuuicacJBs^
ler convocado a primeira sessao judiciaria do jury
desle anno para as 10 horas da manhaa lio da 22
da crrenle, rajo sorlcamcnto leve lugar o saliiram
sorteados os 18 juzes de fado segninles:
Jos Fernandes da Cruz.
Jos Thomaz I res Machado Porlella.
.;.-iiiiino Jos lavares.
i'eiiciitc Francisco Joaquim Machado Freir.
Jos Joaquim de Oliveira.
Francisco Jos Sihcira.
Isnacio Alves Monlciro.
Anlonio Dias da Silva Cardeai.
Jns Victorino de lomos.
Anlonio Duarte de Oliveira Regs.
Filippe Benicio Cavalcanli.
Bargo de Bebcribe.
ManocIThom da Silva.
Francisco Xavier Carnciro Lilis.
Thomaz Jos da Silva Gusmao Jnior.
Joan Baptisla de Souza Lemos.
Dr. Manoel Joaqun) de Castro Mascaieiih.i.-.
Bcnlo Jos da Costa.
Joao Ferreira Cavalcanli.
Amaro Gonoatves dos Sanios.
Joaquim Flix da Cunha.
Antonio Jos Rodrigues de Soiia Jnior.
Manoel Isnacio de Oliveira Jnior.
Domingo* Honriques Mifra.
Joaquim Duarle Ir A/evedo.
.Iiiaquin MaunrioAonealveada Rosa.
l.u/ Jos Rodrigos de Sou/a.
Jos Alfonso dos Sanli
! eamlro Ferreira da Caoba.
I Aususlo do Oliveira.
Anlonio Jos de Caslro.
Manoel da Silva Ferreira.
Manoel da Silva Sanios.
Joao Filippe Cavalcanli.
Anlonio Aususlo Fonccca.
Jos Cavalcanli de Albuquerquc.
Antonio Flix i'ereita.
Dr. Carolina Francisco de Lima Sanios.
Manoel Anlonio Monleiro de Andrade.
Virgino Rodrigues C.mpello.
Francisco Xavier Carneiro da Cunha.
Jos Goncalvos do Albuquei"
Josi Joaquim Lopes de Almeida.
Marcelina Antonio Perera.
Barao de Camiiragibc.
Joao Valenlim Villela.
Claudino Benicio Machado.
Luiz Marques Cavalcanli.
Os quaes bao de servir na referida sesso para o
que sao pelo presente convidados, devendo compa-
recer assim como os inleressados.Ho diae hora mar-
cados sob a pena da lei.
E para que ebeguo a noticia de lodos maudei pas-
sar o presente que ser publicad* pela iniprensa e
afiixado nos lugares, mais pblicos dcsle.lcnno.
Dado o passado nesla cidade do Rccife de Per-
nambuco aos 13 dias do mez de fevereiro de 1
Eu Joaquim Francisco de Paula Esteves Clemen-
te, escrivo privativo lo jury o escrevi.
Francisco de Assis Oliveira Maciel.
Miguel Ferreira Velloso, collector'provinrial do mu.
nicpio de Caruar, em virlude da lei etc."
Faz saber que na caJeia, da villa de Carani
acha-se desde o dia 9 de dezembro do anno prximo
passado, preso, o escravo Manoel, cnoulo.de 30 an-
uos de idade pouco mais ou menos, altura regular,
olhos protos, pouca barba, denles da frenlo inteiros,
orelhas pequeas, nariz peqgeno c chalo, beicos
grossi, dizendo ler o officio de carpina, cujo es-
cravo foi capturado entre os lugares Capella e Mo-
ruim da provincia da Baha, por Filippe de tal, ca-
pilao de campo, sem que se saiba a quem per tenca,
pelo que, sendo por esla rszao considerado bem do
evento pelo art. 1" do regulamenio de 17 de jnlho de
1852, quem se julgar coro direito ao mencionado
cscravo, queira vir provar o seu dominio no prazo
de 60 dias contados da data da publicar.io do presen-
te cdital, sob pena de ser arrematado, e o seu pro-
ducid recolhido a thesonraria provincial na forma
(rescripta em o art. 4" do regulamenio cima cita-
do.Eu Angelo de Souza e Silvera escrivo da
c illectoria do municipio de Caruar faz o presente
que vai assignadu pelo colleclor. Collecloria do
municipio de Caruar 28 de Janeiro de 1855.Mi-
guel Ferreira Velloso, collector.
EGLABLAQOXS.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, manda fazer publico que do dia 3 por diantu
se pagamos ordenados o mais despezas provuciaes
do mez de Janeiro prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, l.o de fevereiro de 1855.O secretario
A. F. fAimunacao.
Pola adminislracao dos cstabeiecimeotos de ea~
ridade se faz publico a qeem convier e interesar
po-sa, qnc no dia 8 do correnle vai a praca por quem
menos lizer o fornecimenlo d'agua para o hospital
dos Lzaro Os prctendenles deverao achar-se pre-
sentes no mencinalo dia na secretaria da adminis-
trar ai dos e-tabelecinieutos de caridade pelas 1 horas
da lai Je. Secretara da administraste doseslabele-
cimentos de caridade t de fevereiro de 1855.O es-
crivo, Antonio Jos Gomes do Correio,
COMPANHIA PERNAMBLCANA.
Nao se tendo reunido votos ulicientes
em assemblea (feral, no dia ">t) de ja lici-
to corrente, nao e pode tomar a deli-
berarao, que marca o art. 26 dos esta-
tutos ; e por isso novamente he convoca-
da pial renniSo para odia 6 de fevereiro
a's II lloras da manisan, va sala da as-
socjaro commercial, e se resolver' ie
acord com o que marca o art. lodos
incisinos tatutos.Antonio Marques de
Auiorim, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direajao do banco de
Pernambuco faz cerlo aos Srs- accionis-
las, que se acha autorisado o Sr. gerente
a pagar o iiuinto dividendo de ci.SOOO r*.
l>or accao.Banco de Pernambuco, .11
de Janeiro de 1S55. O secretario do con-
sellio, Joao Ignacio de Medeiron Reg.
Tendo c-da repartico do comprar 8 arrobas de
alvaide grosso, manda o Illm. Sr. inspector convi-
dar as pessoas que qiseirain vender este objeelo, a
aprescnlarem 1 snas proposlas em caitas fechadas
al o da 8 do corrente mez, s 11 horas da manhaa,
cm que so eflocluara a r<
Secretaria da inspeceo do arsunal de marnha
de Pernambuco em5 de fevereiro le 1855. __ O se-
crelario, Alexandrt Rodrigues los Anjos.
TRIBUNAL 1)0 COM.ME1U.IO.
Pota secretaria do tribunal dn commerco da prn-
v iiciade Pernambuco-o faz publico, que o Sr. i
ai Carreim iomiciliado,
de da Fortaleza, provincia do Crara. m.itrieu-
3.a A importancia do pagamento da arrematadlo lou-se nesta tribunal na qualidade de comrncrcianle
de grosso trato e a relalho. Secrclaiia do tribunal
incrcio da provincia di da fc-
verelro de 1855.No in>|iedimonio do secretario,
JoSo Ignacio de Meitiros Reg.
AVKOS MARTOIOS!
Para o Rio de Janeiro segu viansn o hi'i*
lim 11 Despique de Beiriso, capilao Elsea d* Silv
Araujo : quem no mesmo quizer carregar, dirija-sa
a:eu onsiguatario Manoel Joaqaim Rumose Silva.
vcrificar-se-ha de conformidade com ojarl. 39 da
mesma lei, e se feilo em apoliecs da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 354.
4.* O prazo da responsabelnladc ser de um anno,
durante o qual deveri n arrematan'': manter a estra-
da sempre cm perfeito estado de conservac,,To, sob
pena de serem (inmediatamente feitos a sua cusa os
reparos.
5, Para ludo o ranis ru nao esliver determinado
UimiJinn


DIARIO DE PERMWBCD, TERCA FlIRA 6 DE FEVEREIRO DE 1855.
m
AO 1UO DE JANEIRO
seguir' brvtmente, por ter
paite do sen erregamen-
il'lll coiis-
IARIA U/.1A,
>ho : para o
-, noscjiais
l'crst


truido
capit
da'
na ni i do Trapiche Novon. 1 ti segundo
andar, rom os consignatarios Antonio de
Aliueida Gomes -V C.
PAHA A BAHA
"'vai seguir com grande presteza o hiate
onal FORTUNA, ca,pitao Pedro Valet-
te Filho : para cargatrai a-se com os con-
ignr.tario Antonio de Almeida Gomes &
C. na ruado Trapiche Novon. 1G segun-
do andar.
Ao Maranho o Para.
'ai seguir com a maior brevida-
sflk^ o novo e veleiro palliabotc na-
cional Lindo Paquete, capitiio Jos Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
depassagem neste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida Gomes & C, na ra do Trapiche,
n. llj, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
Para a Baha segu com multa bre-
vidade o biate nacional Amelia, por ter
par teda carga prompta ; para o resto c
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quina Jos da Silveira, no trapiche do al-
io,ou com os consignitarios Novaes c\
C, ra do Trapiche n. .".
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivelpor ter a maior parte da carga prom-
pta,o bemeonhecido brigne nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C, na ra do Tra-
piche a. 54.segundo andar.
Ceara' e Acaracu'.
No dia 10 imprelorivelrae ule segne o palhahote
Sobi lense, capitao Francisco Jos da Silva Ralis ;
ye carga e passageiros : Irati-se rom Caclano
Cvriaco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 2.">.
CEARA' E PARA".
legue em poucos das por ter a maior
parte da carga engajada a escuna naci-
nilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, trata-
se com o consignatario J. B. da Fonseca
Jnior, na ra do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca. j
Para o Rio de Janeiro sala: com brevidade o
Aligue Dous Amigos por ler par e da carga promp-
ta : quem quizer carregar o rcslc, ir de passagem u
embarcar escravos a frele, (rale 110 escriplorio de
Alanoel Alves Guerra Jonior, ua ra do Trapiche
n. 14, ou com o capitao Narciso Jos de Sanl'Anna.
Para a Baha segoe em poucos dias, por ler a
maior parle da carga prompla, a bem conliecida aa-
ropeira lArrurlo ; para oreslo trata-se cora scu mn-
:n(ario Domingos Alves Malheus, na rna da Cruz
n. 54.
CONSU LT0R.0 DOS POBRES
25 KUA PO COLLEGIO 1 AJTOAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Motcnzo d consultas liomeopathiras lodo os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio dia, e em casos exlraordinai os a qualqucr llora do dia ou noile.
(Merece-se igualmente para pralicar qualquer operarn de cirurgia, e acudir promplamenlc a qual-
qacr mulher que estoja mal de liarlo, c cujas circiimstanrias nao permillam pagar ao medico.
IN CHSDITORIO DO DR. P. A. LOBO lOSMZa.
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de meddicina liomcopalhica do Dr. G. 11. Jalir, traduzidn em por
tuguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes cncadernados em dous c acompanhadodc
um diccionario dos Icrmos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 20$000
Esta obra, amis importante de lodas asquclralam do esludo e pralica da homeopalhia, por ser a nnica
queconlem abase fundamental d'eala doulriiiaA PATHOOENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimenlos que nSo podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar pralica da verdadeira medicina, inleressa a todos os mdicos que quizerem
experimentara doulrina de llahncmann, c por si meninos se convencereni da verdade ri'ella: a lodos os
fazendeirosesonborcs deengenho que estao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos rapilaes do navio,
que urna ou oulra vez nao podem doixar de acudir a qualqucr inrommodo seu ou -le seus tripulantes :
a todos os pais ele familia que por circumslancias, que ncm sempre podem ser prevenida-, 6&0 obriga-
O vade-mecum do homeopalha ou traducen da medicina domestica do Dr. liering,
obra lambem til as possoas^que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanliado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. .
Scm verdarteiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo ecuro ..
homeopathia, c o proprielano deslc estabclecimenlo se lisongeia de le-lo o niais bem montado powivel e ; billicles inlclros ns, 232, 1153, 1156 o 3389 la 2.
Ilinniiom (in\i..( i littu> ,! nranrln ,iinn'!!l-.l, .1,.., ...... _...:...._____i__ I ..... ., .....
msooo
3&000
ia pralica da
O solicitador nos audil-nos desta cidade *
y abarlo Botonado, coiilinua a excrcet ai V:
?V funri;oes iks-e carao, para o i c |,ode ser $^
^ procurado no escriplorio do film. Sr. Dr. A
.loaqiiim lote da Feoceca, o misino compro- ^*
^gs melir-sr a solicitar cansas de partido an- ^^
'^* final, com lodo zelo eaclividade, medanle v^
^ cansas paitiriilares n.ln noe prero as ^|
^> parles. t'nmiUn Auttuto Ftr eir da A'lrn.
Wtflr.rim Pbre a eihicanm pbijfica r moral da in
/anda. o/frreida> a* inilia de familia, pelo r
Ignavia Firmo Sarier.
Esta obra destinada ao bem social c necessaria a
quantos seurciipam da edurariln infantil, iara que
ehegue ao conliecimenlo le lodos, aclia-sc venda
pelo pre_o le 39000 re", mis loja-dos Srs. : Juo da
Cunlia Maaalliaes.na rna lia Cadeia do Rccife II. 51 ;
Joiio Soares le A reliar, na ra Nova n. I ; e as li-
vianas Classira paleo do CoUcgio n. -i. Universal na
ra do Gollefsio, c oa do Sr. Honrado no paleo do
Cullcgio n. Appareceu un ravalln honlem, 1. do feverei-
ro, rarregado rom barricas de lia'.illio : quem fr
seu dono, iliiija-se ra Direila desl.i cidade n. 1,
pie itamlo os rignaes cellos do niais, pagando as desposas, promplamcnle se llie cn-
t regara.'
RSTABELECfMENTOSDE CARI DA DE.
Salnslano le Aquinn Ferrcira den aialuilamenle
socicilade na melaile los premios que saliircm nos
LEILO'ES
LE1LAO' DEJOIAS.
snle Borja, seila-feila, 9 do correnle, em sen
armazem na ra do Collegi n. i.>, faro leilAo de
ima infinidade deobjeelos de ouro, diamante e bri-
Ihante. consislindo em aderecos, meios dilos, pulcei-
ras o alfineles, lano com esmalte e camapbeu, como
sem elles, dilos com brilliantee diamante, ricos alli-
neles de brillianle para abertura c oulras joias de
oslo sublime, relogios patente ingle/., uissos, bori-
sontaes, e oulros de diflercntes qualidades ; os quaes
obiectos se acbarao patentes nu mesmo armazem, as
!l horas da mauliaa.
O agente Borja fari leiliin emseu armazem na
rna do Collegio n. l, de varias obras de marcine-
^Tia, novas e usadas, de differe les qualidades ; urna
lo de charutos linos di Bihia, e rli lijs-on, c
muilo objectos litlerenles qae se enlregrao por
qualquer preco olTerecido, vsU nao liavcr limite, os
quaes esta. 3o patentes no mefir o armazem, quarla-
feira, 7 docorrente, as 10 horat em poni.
Grande leilao de miudezas e ferragens
linas.
Ilenrique Brunn, lqudalari) da rasa do fallecido
J. 1J. Wolpnopp & Compaiihia, continnar por in-
lervencao do agente Oliveira, leilao le grande sor-
limentu de miudeus, alguinas ferragens lina, inclu-
sive variedade de mcas para liomem e senhora. ra-
dajo, fitas diversas de seda e (le algodao, e mullos
ra arligos que serao vend.dos sem reserva de
preco f/ara ultimar cotilas : ler;a-feira, 6 do corren-
te fevereiro, as lOlioras da mauliSa, no sen arma-
zem, ra da Cruz.
,C. J. Astley & C. farao leilao. por
intervencao do agente Oliveira, de grande
ortimento de azendas ;is raais proprias
do mercado : quarta-i'ei a, 7 do corren-
as 10 horas da manliaa, no sen ar-
maem, ra do Trapiche-novo.
\ntor.io d'Almeida Gomes C la-
no leilao, por conta de quem pertencer,
de 27 saceos com arroz do Maranliao, etn
lotes a' vontade doscompratiores : fjuar-
ta-feira, 7 do corrente, as 11 horas da
manhaa, no armazem do Sr. Guerra, de-
fronte do trapiche do algodao.
AVISOS DIVERSOS^
Roiia-e ao Sr. aferidor de Olinda queira quan-
do vier ao Becife, dirigir-se a livraria n. C e 8 da
pra;a da Independencia.
ninguem duvida boje da arande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 lubos grandes.............
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 105, \2* e 15-5000 rs.
Di las ,'lti dilos a..........
dilos
ditos
litos
Ditas 48
Ditas 60
Ditas 144
Tubos avulsos
Frascos de meia niija de lindura........
Ditos de verdadeira lindura a rnica......
Na mesma casa ha sempre ;i venda grande numero
de lubos de crystal KjOOO
20S000
25*000
309000
609000
l&OOO
2(|0fl
. 20 liversos lanianlio-,
vidros para medicamentos, o aprompta-sc qualquer cncommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por preces muilo comniodos.
S J. Mi, DENTISTA,
@ continua a residir na ra Nova n. 19, primei-
?:; ro andar. j
Novos livros de homeopalhia lucfranccz, obras
todas de summa importancia :
llahncmann, tratado das molestias ebronicas, 4 vo-
lumes............ 901000
Teste, iroleslias dos meninos..... tioOOO
liering, homeopalhia domestica..... 79000
Jahr, pharmacnpcahomeopalliica. J000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... KjOOO
Jahr, molestias nervosas....... (,000
Jahr, molestias da pclle....... )- Hapnu, historia da homeopathia, 2 volumes 1l;O00
Harlhmann, tratado complato das molestias
dos meninos.......... 10SO00
A Teste, materia medica homeopathica. 8s000
De Fayollc. doulnna medica homeopalbira 7!<00
Clnica de Staoneli........ (iSMMI
Casling, verdade da homeopalhia. 4.3000
Diccionario de N\ sien....... 10*000
Alllas completo ie anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripto
de lodas as parles do corno humano 3tt*O00
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homeopa-
lltico do Dr. Lobo Moscoso, ra do Collegio 11. 25,
primei ro andar.
a ## @'3i
ti DENTISTA FKANCEZ.
Paulo Gaignoiu, eslabelecido na ra larga s;
t$ do llosario n. 36, secundo andar, colloca den- f)
les com genaivasarliliciaes, e dentadura com-
O pela, ou parte della, com a pressao do ar. tj$
Tambero leni para vender agua dentfrico le @
fj Dr. Fierra, e pe para denles. Kna larga do @
losario n. 36 segundo andar.
riiBlICACAO' DO INSTITUTO HOHEOPA-
THIGO DO BRASIL.
THESOUKO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO KOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar hon.co-
palhicamenle lodas as molestias tue af/ligem a es-
pecie humana, c particularmente agellas que rri-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lano europeos romo ameri-
canos, e segundo a propria espereucia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgera Pinho. Esta obra he boje
reconhecida como a nielhor de lodas que Iralam da
applicacao homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so seguro sem possui-la o consulta-la. Os pas de
familias, os senfiores de engenhn, sacerdotes, via-
jantes, capitaes de navios, ser la nejos ele. ele, devem
te-la a mao para occorrer promplamente a qualqucr
caso de moleslia.
Dous volumes etn brochura por 108000
cncadernados Il-i mi
vende-se nicamente em casa do autor, no palacote
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lata-te e engomma-se com (oda a perfeirao e
iceio : no largo da ribeira de S.'Josc, na loja do b-
O bacharel em mathemathicas
Bernardo Pereira doCarmo Jnior,
clara' principio as suas evplicaces
de arithuietica e geometra no dia
1 i d j corrente ; na ra Nova, so-
brado, n. 56.
mmmmmmmm
Precisa-se de urna ama de leile : na ra larga
do Rosario n. 14.
Jos Ignacio de Loyolla, leudo vendido o seu
estahelecimenlo para retirar-se para fra do impe-
no a tratar de sua saude, mo o pode fazer sem que
as pessoasque Iheficaram a dever lbe paguem, afim
deque nao Ihe seja preciso hincar mao dos meios ju-
diciaes para tal.
O abaixo assignado, proprietario dos terrenos
de Sanio Amaro, convida aos seus foreiros que se
aiham a dever mais de tres anuos, para apparere-
rem em sua casa na ra da Aurora, afim de pagarem
os foros vencidos, e seno o fizercm no prazo de 15
dias, declara pelo prsenle que perderao a posse que
temnos mesmos lerrenos.ficando todava sujetos a pa-
gar os dito* foros como he de lei. Kecife 5 de feve-
reiro de 1855J. J. do Reg Barras.
Acha-ae despejado o armazem da ra da Praia
lo Haogel n. 34 [.erlenccnle a veneravel ordem ter-
ceira de San Francisco desta cidade, quem o preten-
der aprsente o seu requerimento assignado por pes-
soa idnea para seu fiador, para ser presente a mesa
administradora, para Ihe dar o despacho aue for
usto.
Pergnnla-se a cerlo individuo, que leudo cedi-
do um terreno para a ervenlia publica, por termo
que assignara em 1839 e presenilmente vender, e
nio por pequeo dinheiro, qual o anjo de sua devo-
^o que obrou esle milagre? islo deseja saber um
morador na Estancia.
Precisa-se de um negro para so ali gar para o
furvico ordinario Je urna pad.iria : na ra dos Pires
n. .
O abaixo assignado previne aos seus devedores
que no prazo de 30 lias, a contar da dala desle, de-
verilo vi-pagar suas cotilas, certos le que nao ofa-
zendo lerao de ver seos nomes por extenso nesla fo-
Ihi. O mesmo leudo de retirar-se par Kuropa a
.tratar le sua saude, atrita aos seus credores oue ha-
jam de attresoiilar suas cotilas para erem pagas.
Kecife 2 de fevereiro de 1855. Iiulres Blanco.
SALA DE DSS4.
Lui Canlarelli participa ao rcspeitavel publico
que a sua sala le ensino na ra las Trinrlt. iras n.
l'J seacha aborta lodas as secundas, qnarlas e sextas
deado as ele horas da noile al as nove. O mesmo
se oltereee a dar lices parliculares as horas eouven-
jcionadas.
O abaixo assignado declara a quem convier,
que elle veiideu a soa botica, sita na ra do Rangel
n. 64. Iire e desembarazada, ao Sr. Antonio Joa-
qoim Das Medronlio, e pede a qualquer pessoa a
queut seja devedor.de mandar a conla rna do Ran-
gel D. t, a qualquer hora do dia para ter paga.
loaquim Martihho da Cruz Crrela.
ace
lirado ii. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, que mora para o Salgadinlu,
(lueira mandar receber urna cncommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da' Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Fcrrer de Albuquer-
(jue mudou a sita aula j)ara a na do Uan-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ee.xternos desde ja' por mo
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar descupequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora djs dias ufis.
F.m virlude de nao nos ler sido possivel obler
todas as listas que distribuimos, afim le ohicrcm-se
assignaturas para a puhlicacao da obra Kefletoes
sobre a educarn physica c moral da infancia: ro-
samos as pessoas que se liguaram assignar, e que a
nao recebera ro, le mandar procurar os exetnplares
a queliverem direito, na ra estreilado llosario n.
10, segando andar. (Preco para os assignanles rs.
A matricula d'aula de philosnpha lo collegio
das ni tes est aberla de boje em liante, al o fitn de
mareo, em todos os dias uleis de nianhja ale 1 hora
da larde : na ra do Crespo sobrado u. 8.
BOAS OBRAS
Chegaram reeantueents a ra Novan. 38, defron-
te i Coiiccii.'au, lampadas, thurihulos, navetas, cal-
deirinhas de agua benta de lalao, e galhelas de cs-
lanlio, ludo para igreja ; escrivnninhas, tesooras c
hieornas para funileiro. cadinhos, foles de ferreiro,
rozclas de esporas, e muitas oulras obras de lalilo,
cobre, brouze e folha de I-landres que se fazem e
vendem-se por pre;o conupodo.
O cartorio dos fetos da fazenda
provincial esta' na ra da Santa Cruz do
bairro da Boa-vista, n. 46.
Precisa-se de urna ama que saiba cozinhar c
fazer o servieo de urna casa : no largo do Terco, so-
brado n. 27, no segundo andar.
Precisa-se de um criado para servir em ca-
sa : quem se quizer preslar, achara com quem tratar
na ra do Collegio n. 19, lerceiro andar.
Jos da Maia contina a dar lices deinglez,
francez c escriplurarao, lodas as lardes, .na casse
que lem na ra lo Queiinado n. 11, e piide ser pro-
curado na loja dos Srs. Conviv & Leile.
Rosa-s ao Sr. Joan Francisco dos Santos le
Siqueira Cavaleanli, o favor de vir i ra da Cruz n.
64, que se Ihe deseja fallar a negocio de scu inle-
resse.Lourcnco Luiz das Acres.
CASA DE MODAS FRANCESAS.
Aterro da Boa-Vista n. 1.
Madama Millochau Buessard participa as senhoras
suas freguezas, que acaba de receber as ultimas mu-
das em chapeos le seda e de palha para seiihcras,
chapeos eci ule i ros para meninos, chales.maiileleles,
camisinhas bordadas, curtes de blonde, larlalana e
sarca. flores, esparlilhos de lodos os lamaiihos, en-
fades e toncados, ricos lencos de cambraia de linho
bordados, filos lisos e bordados, cambraiit e larlala-
na larga, luvas de Jotivin, lilas e lucos, gahlo da se-
da c de velludo para enfeilar veslidos, trancas de
*da e,.ile alsudao ele : recorta-se os hallados com
pYornplidao e perfeicfto, leudo para escollier 7 p t-
drfcs differenles.
Jos Soares d'Azevedo, proessor ce
lingoa franceza no Lyceu, tem aberlo
em sua casa, rita larga do Rosario n 28,
terceiro andar, um curso de EOG1U-
PHIA E HISTORIA, e outro de RHK-
TORICA E POTICA. As pessoas que
desejarem estudar urna ou outra destas
disciplinas, podem dirigir-se a' indicada
residencia a qualquer hora.
O padre Joo Jos da Costa Ribeiro. suhstilalo
da aula de lalim desta cidade, abri a sua aula par-
ticular no 1. de fevereiro, e continua receber alum-
nos internos: Ro paleo do Collegio n. 37, segundo
andar.
O Sr. Francisco Xavier Dias de Albuquerq ie
Jnior appareca na roa do Queimado, loja o. 10.
Casa de consignacio de esclavos, na na
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-sc escravos de ambos os
sexos, para se venderem de ronimis;ln, tanto para a
provincia como para fra della, oflerecenrte-ee para
sso loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Acham-se a vendaos bilhcles da se-
gunda parle da quarta lotera concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
tyrde Olinda nicamente na thesouraria
das loteras ra do Collegio n. 15, e cor-
re impreterivelmente no dia 10 de feve-
reiro.O tliesoureiro, Francisco Antonio
de Oliveira.
T)a-sc dinheiro a premio em pequeas quan-
Paliasbrc penhores de ouro ou prala : na ra lo
dre solloriano, primeiro andar do sobrado n. 71.
Pedc-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, (pie Ihe
oi dirigida no Diario de Pernambuco >
de ) de Janeiro desteanno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, e caso o Sr.
Rigucira nao se queira diguar responder,
sera' tido por caprichoso c arbitrario em
suas decisiies, e reo confesso de sen de-
licio.O Curioso.
Alugam-se e vendem-se muilo boas bichas le
llamburgo, chegadas ltimamente, c lambem Tai-te
applicar para mais enmmodidade dos prclendenles:
na roa estrella do Rosario loja de barbeirn n. 19, e
lambem lia para vender-se multo boas cnicas para
aliar iiavalhas.
Na praca da Independencia, rs. 2
a riO, ha para vender excellente velludi-
llio cannezin, pelo barato preco de6i-0
reis, milito proprio para vist'aarios de
mascaras ou outro qualquer mistes ; as-
sim como pejnas de lodas as cores e tama-
nlios por muilo mdico preco.
Prccita-te de urna ama de leile : quem esliver
nestas circumslancias, dirija-te ao aterro da Boa-
Vista n. 72 A, loja.
O Dr. Jos Muniz Cirdeiro (iilahv, meiliro,
mora iclualmenle no aterro da Boa- Vista i\. 65, pri-
meiro andar, onde contina a exercer a sua prulis-
5,1o.
A matricula la aula le lalim do collpg'.n das
arles est aberla lodos os dias ules de manliaa al 3
horas da larde, no primeiro andar do sobrado n. 22,
na rna das Cruzes.
AULA DE OBSTRETIC1A.
A matricula estar aborta desde o !. al o ultimo
le fevereiro. no bairro de Sanio Antonio, ra da
Palma, casa de um andar. As lices mtaeipiarlo no
da lo do mesmo mez.
O Sr. Jos Fiel de Jess Leile queira appare-
cor no liolcl Francisco.para selhc cnlregar urna car-
la viuda da Babia.
J. J. Merki vai Babia.
Aluga-sea loja n. .",7 da.ra do Queimado,rom
perfeila armaeflo para miudezas, nu outro qualquer
estabclecimenlo que convier ao prelemlcule : a Ira-
lar na ra larga do Bosario, loja n. i.
Quem liver urna casa terrea com 3 quarlos ^
com largura de 21 palmos, pouco mais ou menos, no
bairro de Sanio Antonio, dcscjandocperniula-la por
oulra de menor largura o de 2 quarlos, situada em
boa ra, para reyber por inilemnisacao da differen-
ca. dinheiro on alcwn objecto quetambem rende,
dinja-se ra das Flores n. 23, a fallar com Jus-
tillo Marljr Correa de Mello.
Antonio Egidio da Silva, lenln de geomelria
do lyceu lesta cidade. nm podcinlo abrir no i." lo
correle o curso do geometra para lodo o auno lec-
tivo, como liulia annuiiciado, par nao apparecer
quem o quizesse rrequeular, de novo declara que
annuneiar o dia da abertura, logo que appareca
numero sufticicnle de esludanles, que o queiram fr-
quentar : os prelendeiitcs podem dirigir-se rasa
le sita residencia, na ra Direila ti. 7S, para darem
os seus nomes matricula, s 7 horas da manhaa al
a* 'J, e a tarde a qualquer hora.
parle ila i." lotera a beneficio da matriz deS. Pe-
dro Marlvr de t Mi ma e do hospital Pedro 11, os quaes
firam em seu poder depositados. A metade que nid-
ios sabir sera promplamcnle enlreRtie an Sr. Jos
Pires l'Yrroira, tbesotireiro lo tnesuio hospital.
JOIAS
Os abaixo assignado*, dones da loja de ourives, na'
rna do Cabug n. 11, confronte ao pateo da matriz e
roa Nova, fazem pnblico, que eslo recebemlo on-
linundaniciile muilo ricas obras de ouro dos melho-
res gostos, tanto para senhoras romo para bonicos e
meninos ; os procos coulinuam mesmo baratos rom,,
lem sido, e passa-se contas com responsabilidad.e,
especificando a qualidade do ouro de li ou IS qui-
lates, tirando assim sujetos os mesmos por qualquer
duvida.Seraphim i\ /rumo.
Manoel Antonio Teixeira vai Purlugal.
D-sc dinheiro a juros razoaveis com penlicrc-
dc ouro ou prala : na rita estreila do llosario n. 7.
O cirurgilo Francisco Mariannn de Araujo Li-
ma d consultas gratis aos pobres lodos os lias das 7
as !) da man lula : na ra da Gloria n. 71.
Deseja-sc fallar rom a Sra. .Mara Tbere/a le
Jess a negocio de seu interesse.
Aluga-se um bom armazem para qualqucr cs-
labclecimento, na ra larga do Bosario n. 22 : a pes-
soa que o pretender, enleuda-se com o seu proprie-
tario Joao Leile Pila Ortigueira, na ra da Cruz do
Kecife n. 12.
Precisa-se alugar 2 pretos para o serviro le ar
ma/.cni de assucar : a Iratar na ra de Apolio n. 13.
Aluga-se o armazem n. 30 la rita estreila do
llosario : n tratar na ra do Collegio n. 21, segundo
andar.
Precisa-se de um feitor que enlenda de plan-
lacao e saiba Iratar le vareas e jardim, para lomar
conla de um sitio perlo desta praca : a tratar no lar-
go do Crpo Sanio, casa n. 13. segundo andar. Igual-
mente so alugam 2 p.ctos que *aibaro Irabalhar de
entufa.
Precisarse de um forneiro
Direila n. 2(1.
na padaria da ra
Precisa-se de urna ama que saiba bem cozinhar
e que seja fiel : na ra de Apollo n. 19.
. Francisco D. Feuerhccrd, subdito allemo, re-
lra-se para a Europa.
LOTERA 1)0 RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda anda um resto de bi-
Ihetes da loteria 21 das MaU-izes da pro-
vincia, que correu no dia 26 do passado.
da qual o vapor Imperador nao trou-
\e as listas em virtude de ter sabido d'a-
quefla cidade a 25. Pelo mesmo vapor
recebemos rovos bilhetes da loteria 7 da
Gloria cujas listas esperamos a 17 ou 18
pelo vapor Guanabara. Os premios sao
pagos a' vista sem descont algum logo
que se disti ibuain as mesmns listas.
Precisa-se de urna prela muilo fiel c que saiha
vender loda qualidade de bolos, pagamlo-se o seu
Irahalho conforme se ajusfar : na ra Fortuosa, na
quinta casa terrea indo pela ra da Aurora.
Engomma-se com perfeicao eaceio, e por pre-
co mais coromododo que em outra qualquer parte :
delraz da malriz da Boa-Vista n. 61.
No hotel da Europa lem salas e quailos para
aliiguel, com comida ou sem ella.
No hotel ila Europa da-se para fiira almoco e
aniar mentalmente, por pnce commodo.
COMPRAS.
Compia-se efleclvaiiK ule hron/.e, lalao eco
Ine velbo : no deposito la fundi;ao l'Atirora, na
ra lo Bnim, logo na entrada n. 28, e na mesma
f uinlnjlo em S. Amaro.
Compra-se una Poclira por Veuillez que esleja
em bom eslado : na rita da Aurora n. i i, s,'gutid
andar.
Compra-se urna '-'rainmatica franceza. por Itur-
eain, segunda ediro : na ra larga do llosario n.
38, loja.
Compra-se um rali de se celebrar missa e um
mssal, ludo em bom uso : na casa do sacrislto da
ordem lereeita le S. Francisco.
VENDAS
AMASA., para is:;;;.
Salurani a' In/. as folliinhtis de algilie-
ra com o a I ma na k adininislt alivo, mer-
cantil, agricola e industrial desla provin-
cia, corrigido c. accrescenlado, contendo
100paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. (i e 8 da praca da Indepen-
d
Francisco Lucas Ferreira, com co-
ebeira de carros fnebres no paleo'" do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaoiia igu'ja ou ein casa, carros de
passeio e tirar guia da cmara, e ahi en-
contrarao ludo com aceio, segundo dis-
pe o regulamento do cemiterio.
Negocia-se urna casa nova c moder-
na na estrada da Ponte d'Uchoa, coiuscis
salas, oito quarlos calcovas, cosinba, des-
pensa, com um ptimo sitio rom loda a
qualidade de fruteiras, grande jardim
iKinado com militas llores, coeheira, es-
tribara, quartopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
CondicCes mui favoraveis para o compra-
dor : a ti alar na ra da ClTlZn. 10.
Quem quizer comprar urna canoa aberla c no-
va que serve para condcelo de familia, procure na
loja da ra do Cabug, le qualro pollas do Sr. Jos
Alves da Siha GuimarSet, que elle dir a pes'oa
que prelcinle vender e o preco que quer por ella.
ALERTA RAPAZIADA.
Cliesou ;i loja o Morcira na ra .Nova o. 8, un
bello sortimeiilo le mascaras de arante de queitos
movedicos c saia*aa, meias mascaras ile panno para
caricato, narizet com bigodes, mascaras de panno
muilo leves com barbas, higoilcsc peras, e lambem
matearas para senhoras, ludo por preijo mais com-
modo do que em oulra qualquer parle. Tambero ha
na mesma loja um bonito sorlimento de sapa los le
setim branco lizos, para senhoras, chcgailos pelo va-
por ingle/..
vinc
cias
aqiieu.i repartieao receoer osj snus venctuientos em
eonteqoencia de annoncto Mo or ella, tnam pa-
tos punlualmeule c nlo s'" vcj'ain obrigados a la
ircm por diversas vezes com inrommodo ten e de-
tiHitcnto do servieo das suas reopectivat repartirles.
I..i II. nn.ln ,r.- :..^.._____j_j
Isto Ihe pede
/'//i tncumnmitad.
Precisa-se alugar um sobrado le um andar com
solo ou loja*, que accoimnode no. pequea familia,
nos bairros de Santo Antonio ou Boa-Vista : no raes
do Hamos, no secundo andar do sobrado de Jos
llygino de Miranda.
Memoria sobre a salubriciade publica da
Rabia,
all publicada no corrente anuo de ISi, e contendo
alm de ptimas considirarii-s sobre a saluhridailc
publica daquella provincia, dous evcclleiiles capiltt-
los acerca da fehre amarcMa. indicando as medidas
unitarias, proprias para extinguir o mal loralsado
no nosso clima, e acerca da Vaccina(3o e mellior.i-
inenlo lesle ramo do servieo publico, polo Dr. Do-
iiiingos HodriguesSeixas : vende-te na livraria la
quinado pateo do Collegio a 2J000.
LOTERA DA I'liOVrNCIA.
O raulelsta Antonio Ferreira de l.ima c Mello
ava ao publico, pie suas cautelas c bilheles inlei-
ros garantidos, da 2." parle da ." loteria de S. Pe-
dro .Mariyi de .!|in la, que corre saMiuln lodo cor-
rente, acham-se i venda na sua leja, rna Nova n.
; Recife, loja ii. II ; rna larga do Rosario n. 2(i;
estrella n. 7 ; travessa do (Jueiutailo n. 18 C ; Ier-
ro da Boa-Vista, casa do Sr. Gregorio u. 72 A.
Bilheles 58300
-Meios 29800
Quarlos IjtOQ
Decimos 7IK)
Vigesimot 100
Precisa-se do urna preta escrava pra vender:
quem liver para alugar, dirija-se a ra do Ouro n.
Sti, casa da esquina do lado direilo.
CEM Mil. RES DE GKATIFfCACAO*.
Detappareeeu no dia ti de deiembro do auno prol
timo panado, Benedicta, de I i anuo, le idade, ve
ga, er acaboclada levan um vestido le chita com
lillras r*ir de rosa ede caf, e oulro tamtiem le cbi-
14 branco com palmas, um lenco ainarello no pesro-
jo ja detbotado: quero napprehender condoxa-a
Apipocot, noOileirOi em rasa rieJoSo i.elc de Azc-
vedo, ou no Recife, na praca lo Corpo Santo n. 17,
que recebar a gratificarlo cima.
Ilesappareceu no dia I. I^i correnle o mualo
claro, de nouie Domingos, que ja' servio na arpiada
nacional, com o uome de Jote Matimiano de Sania
Rosa, onde esleve li anuos a bordo do brigoe Calio-
pe ; be de estatura recular, bastante grosto e muiln.'
espadando, pescoco mullo curto, muilo i.....ra bar'
lia, iia/cnd,) um peipieno bigode e tuistw muilo es-
Ireilas e rasas, I.....lo e muilo bem fallante, c diz, ser
forro : levou alloma roopa sua, tunas amostras de
f.,/endas, 7 pares le sapalos de cordavo para ?hu-
ra, corles le veslidos, T g.ilnhas de poulo ingle/.,
2 camisinhas de senhora lambem le poni inglcz, e
2 pares de manguitos ; foi montado cm um eavallo
easlanbo escoro, alto e secco, com nm s-nal branco
na lesta maior do que um palaco, leudo nina cica-
triz em cada lado lo peilo proveniente do teryieode
carro ; be muitn fogoso e tem a manila de st. ruar
allomas ve/.es em oecasiio le sabir de casa, sellado e
enfteado desconfia-se que o dito eterave leuha se-
guido.! estrada la Paralaba ni lo Kio-FormiMO, ou
serbio : roga-ae a quem o apprchendcr, de leva-ln
ra da Cruz n. 7, ou a seu senlior, no cngeiiho Caia-
ra, Luiz Francisco de Barros Reg.
No hotel da Europa precisa-se de um criado
branco.
dencia.
FOLHRHAS TARA 1855.
Acnam- tolhinhas impressas nesta lypographia,
de algibeira a 520, de porta a 160, v tx-
clesiasticas a 480 rs., vendem-se nica-
mente n livraria n. ti e S da praca da
Independencia.
MADAPOLAO C(HI T001E I)E AVV
HAAUNI3.MI.
Vende-se na loja n. 17 da ra do Queimado, pe-
cas de madapoln fino rom loque de averia le Sgan
dore, pelos procos cima : dinheiro i visla.
PARA 0 IADAMISMO DO
BOU GUSTO.
A SfOeO'n. o corte!!!
Vendem-se na rna do Qoeimado, loja n. 17, ao p
la botica, os modernos cor'.e le vestidos de larlala-
na de seda com quadros de cores, le lindos e novos
desenhos.com S varas c meia, pelo barato preco de
iOVAS ALPACAS DE SEO A
A 500 r3. o cova.do.
Vendem-se na loja de Faria Si Lope*, ra do
Queimado n. 17, as modernas alpacas da teda, de uo-
vos c lindos ilesenlies, pelo mdico preco de jO rs.
cada eovado.
FKASCOS DE VIDO DE BOCCA LARGA
COM ROLHAS.
Novo sorlimento do tamaito de i a
12 libras.
Vendem-se na botica le Barlholomeu Francisco
de Simza, na largado fosnrion. 'Mi, por menor
preco que m outra qualquer parte.
Parinba de mandioca.
Vende-se farinha de man-
dioca milito superior, em
saceos grandes, preo com-
modo, no Trapiche do Sr.
Cu i ha.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se saceos grandes com muilo
boa farifiha de mandioca, e preco com-
modo : trata-se com Antonio d'Almeida
Comes SC, na ra do Trapiche, n. llj,
segundo andar.
' CAL DE LISBOA A4$000 KS.
ndem-se barr" rom cal de Lisboa, clieeadn r>o
o navio a 45IXK)pnr cada urna : na ra do TrJ-
n. 10, secundo andar.
6ALDE LISBOA A 5000 RS.
\ ende-se cal de Lisboa da mais superior que lia
no mercado, pelo rooilico preco de 38110(1 rs. o bar-,
ni, na rita de Apollo n. Se 10, armazem de assucar.
Vendem-se raslatilia* em canaslras. ebegadat
ltimamente le Lisboa, por preco commodo : nu
rita lo Rangel n. 1.
Vende-te tima linda mtilalinlia. de idade le 7
anuos, muilo propria para ser educada em qualquer
rasa le lamilla |ior ser bastante esperlinba, c ler
nanita propencla para ludo quanto te lbe ensina :
quem a pretender, dirija-so ra los Marlyrios
n. I i.
BAILE DE MASQUE.
Vende-se um completo sorlimento le franjas, ca-
les, renda c cspmiilbas do peineta dourada e pra-
leada, a mais rica que lem apparecido, proprio para
vestuarios do carnaval, ataim como para armaroes
le reja : na ma du Cabug, loja de miudezas de i
portas.
No aririjy/.cin de Vctor Lasne, ra
da Cruz.n. 2|, ve.ide-sc o seguirte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mu lindosdesenbos ; wermouth em cai-
xas de 1L gtraas ; diversos licores de
mu boa qualidade ; vinho verdadeira
Brdenos eirj caixas de duzia ; kircb
do melhor autor; :i;ua de llor de laran-
ja ; cognac verdadeira; absinth,'choco-
late milito 8U|lerior qualidade; champa-
gne : o que ludo se vende muito em
cunta, em relacao a' boa qualidade.
Vende-te eijcellenle taimado de pinito, recen-
leroento cliesadoi da America : na rol de ApoLo
Irapicltc do Ferrjra. a entenderse rom oadminis
redor do mesmoJ
CEMENTO ROMANO.
Vende-te superior cemento em barricas pandea
assim iiiiii lambem venilcm-se as linas : alrazdn
llieatro, arinazeiii de Jnaquim Lopes de Almeida.
Agenciado kudwln BKaw.
Na ruade A polln. B, armazem de SIc. Calmon-
Companliia, artia-sc constantemente bous sorti-
mentot le trisas de ferro eoado e balido, tanto ra-
sa como furnias, mlicndas ineliras lodas de ferro pa-
raanimaes, agoa, ele., litas para armar cm madei-
ra de lodosos tamanbos c modelososmais moder-
nos, machina liorisonlal para vapor com forca de
'i cavados, cocos, passndeiras de ferro eslanliado
lira casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ibas de flanilrcs ; Ludo por barato preco.
Taixas part engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowinanii, n.'t ra do Brum, passan-
do o chafaru continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de o a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
einljarcain-se pu carrer;am-sc em carro
sem despe/.a alo comprador.
Em casadle j. i\eiier c.., na ra
da Cm/. n. ha para vender 7> exced-
ientes piano* viudos ltimamente de llam-
burgo.
Na ra do Vif trio n. 10, primeiro andar, ven-
de-te farclo novo, cliecado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
ulli
pie
No dia 9 do correnle me/., as horas da larde,
na porta do Sr. Dr. juiz de orphilus, se lia de arre-
matar urna mei-agua n. 9, na Iravessa lo viveiro.
eiilr.iiido na ra do Alcrriin ; oulra lila n. II. na
mesma Iravessa ; oulra dita n. 13, na metnaa Ira-
vessa ^ outra lila na ra Imperial nfGO; urna rasa
terrea na rna le Hurlas n. 7S : outra lita na rita das
Aguas-Verdesn. 51 ; oulra dita na ra do Alecrim
u. I< : outra lila na mesma rna u. 1 5 ; o sili^ ,|
Viveiro, sobrado e senzalas que ficain no fundo do
mesmo sitio u. 10, por renda anii'ial, e lie a ultima
praca.
l'rccisa-se de urna rozinlicira : na ra do Col-
legio n. 19, terceiro andar.
Antonio Joaquim Dias Mcdrnnho romprou a
botica do Sr. Joaquim Marlilihu da Cruz Crrela, si-
la na ra do Kangel n. Ci.
_ Drsapparoceu doengeulto Qucliiz, da fregue-
zia de Ipojuca, um moleque de nome Manoel, idar|e
16 anuos, secco do corpo, pernas linas, pes e roaos
proporcionados, bstanle retii, lem alguna talbos
no losto, c ignaes pelo costado c barriga, be bastan-
te ladino : pede-sc, portante, as autoridades e r,i| i
liles de campo etc., qoeo f,o; un apprehcndcr, c sen-
do entregue no teferido engenhn ao senlior do dito
escravo, mina praca a AoloDtoLopeB Rodrigues,
rita da Cadeia do Recife n. ;1S, sera bem recompen-
sado qualquer que o aprcscniar.
Precisa-se de um feilor ou um dislilador pera
um engenho perlo da pra<; ; quem pretender, liri-
ja-se, para tratar, i ra da Cadeia do Recife n. 3K.
No hotel da Europa lem bous petiscos a toda
hora, por preso mnilo barato.
MliTiinnn
v FAZENDAS BARATAS.
\ endem-c curts le casta cum* barra a ."> patacas,
ganga amarella franceza a -IW rs.,riscadosfrancezes
lardos a 9 vinlens, cobertores de algodao de cores
muilo encornados c grandes a 13000, cassas france-
zas Oitas de cores lisas a :Y2i) o eovado : na ra do
Queimado n. l.
AL6ANEZA.
I'ara acabar, vende-te a !)00 rs. o cavado dessa
econmica ranada prela, rom 0 palmos de largura,
propria para tragos de clrigos, religiosos, vestidos e
manlilhas para mulhercs : na ra do Oueimado
n.21.
YELLDILHO.
Superiores velliidillios, carinisim verde, amarello
e azul a (,-l rs., nko e prelo a 720 : na rna do Ouei-
niailo n. 21.
CEMENTO
A 8,000 RS.
\ ende-SS cemento romano rccenleincule rliecailo,
a Kj'JOO a barrica, e aendo em porco por menos al-
gtiina cousa : na ra da Cruz lo 'Recife, armazem
i. 13.
VESTIDOS A 2MK>.
Conliiiuam-sea vender corlea de ritcados francezes,
lardos e de cores (i\;i-s a NHK) cada corle : na loia
de nulas na rna de Queimado n. 10.
Na taberna da rna do Livramenlo n. :18, ven-
de-te o afamado fumo de Uaranhuns; vende-sc'ba-
rato ero poreao.
.' KOLAO* FRAMEZ*
Acha-se de novo espotto a venda a deliciosa pila-
da deslc rolan franre/. que sj se encontrar na rna
a Cruz n. -Id, primeiro andar, e na loja le Or dea I,
ra larga do Rosario, por limito coinmodo prero.
'RA DO CRESPO N. 23.
} ende-se chile fiancea larga, cocea escuras a 200
rs., riscados dilos. edret Uvas a ISO rs., chita escura
cores seguras a |, corles de casemira prela a 19300,
litos de cama cima padrees modernos a 2?>U0O, ca-
misas Iranres.is brancas e de aires tnuito bem feilat
29600, panno pelo e le cor le cafe a lloOOO, melpo-
utene de Me tosto escoce/, a 180, e oulras muitas fa-
/.endas por precos baratos para feivar contas.
FRESCABS OVAS DO SF.RT.U).
Vcndein-se ovas lo serbio muilo em conta, e lam-
bem se rclalha : na ra do Queimado lojan. \\.
Toalhas de superior panno de linho alco-
xoadaspara rosto a 1 ^ 120,
vendem-se na rna do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vero da ra das Cruzes.
CAL VIRGEH.
a mus nova que lia no mercado, a preco commodo ;
na ra do Trapiche n. 15, armazem de Bastos Ir-
maoa.
i RA DO CRESPO N. 12.
)ft Vende- tiesta loja superior lamasro de 9
} seda de cores, sendo branco, encarnado, rdio, ij
J5 Pr preco raznavel. Z
Xa livraria da ra do Coilegio n. 8.
vende-se urna escolhida colleccaodas mais
brilbantes pecas de msica para piano,
as quaes sao as melhores que se podem a-
char para fa/.er um rico prsenle.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca : no
armazem de Tasso Irmos.
m
<$t

Vende-se cognac em caixas de du-
zia : no armazem de brunn Praepcr &
C, ruada Ci-uz n. 10.
MECHAHISMO PARA EH3E-
NEO.
NA FUNDICAO DE FKKKO DO F.NGE-
MIKIRO DAVID \V. BONVNIAX. NA
RA DO BhTM, PASSA.NDO O CIIA-
FARIZ,
ha sempre um grande sorlimento dos segiiinlcs <>>-
jeitos de merlianismos proproi para encenhos, a sa-
ber : inoendas e meias tnoendat da mais moderna
ronslruc.;ao ; taitas de ferro fundido balido, de
superior qualidade, e de lodos os lamaiibos ; rodas
lomadas para amia ou animaet, de todas as propor-
coes ; crivos e boceas de fornalba e regitlros de boei-
ro, aKUilhOes.bronzet parafusos e cavilnoet, moin bo
de mandioca, etc. etc.
NA MESMA FUNDICAO
se eicculam lodas as encommendas com a superiori
da dnlade em prego.
(^@^^^^^^@@:^^@^
tt
POTAS iA BRASILEIRA.
Vende-se superior polassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che- g
gada ccentemente, recommen-
da-se aos scnborcs de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na uta da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Ferou &
Companhia.
1
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na ra da Cadeia do Recife n. 50 ha para vender
barr, com cal de Lisboa, rcccnlementc chegada.
Vcndc-sc un-a balanca romana com lodos os
sus perlenres. em bom uso e de.IHW libras : quem
a pretender, dirija+se ra da Cruz, armazem n.4.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, cm saccas (pie tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazehs n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriplorio de
Novaes & C, na ra do Trapiche n. ."i,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENCENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em llerlin, empregado as co-
lonias nglczas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melboramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo ni) .idioma portuguez, cin casa de
CHALES E ROMEIRAS.
Clules eromeiras de relroz, bordados de
seda, dilos de teda, c merino.
Corles de vestidos.
Cnrles de veslidos de seda escoceza de
Ib, 2IL5 e 5-^KIO rs. ; irlos deOores,
giislo moderno ; dilos de cambraia de teda
e ae outr.s mudas qualidades.
Chaly de seda.
Clialy de seda, fazenda novt, proprit
para vestidos de senhora.
Alpakat de quadros.
Alpakas de quadros a 320 o eovado.
Chapeos pira tenhorat e meninai.
Chapeos para senhoras e meninas os mais i
modernos c melhor goslo, cliegadoa pelo
ultimo navio francez.
Peitos pan camisa.sobrecasacos e palils.
Peilos i.ara c.misas vindos de Franca a
*> rs.. paleto*, sobrecasacos de pinnot
linos ti16, I8e dOWHIOn., dilos d linho
aji00 e 45OOO rt., ditos de alnaka
WKW rs. ; na rus >,v, n. 16, loi de
1 Jos Luiz Pereira & Filho.
muilo boas bi-
ue se vendem aos ceios e a relalho, por prero
da : na rna estreila do Rosario n. 2, loja de
N,. O.
Cruz.
Bi
DieOe
n.m.
&
panlua, na ru
a da
Vende-se urna res mobilia de jaca
randa', om consolos e mesa de tampo de
marmore branco, a dinheiro 67i a pi'i/.u,
confrmese ajustar : a tratar na ra do
Collegio n. 2), taberna.
Devoto Cliristao.
Sabio a luz a 2." edic.ln do livrinho denominado
Devoto Chrislao,mais correcto c acrescenlado: vnde-
se unieainente na livraria n. 6e 8 da pr.ira da In-
dependencia a 610 rs. cada eiemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sahio i luz o novo Mez de Mara, adoptado pelos
rcverendissinios padres rapuchinhos de N. S. da l'e-
nlia desla cidade. autimentado com a novena da Se-
nhora da ConceicAo, e da noticia histrica da mc-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Rom Conselho : ven-
dc-sc tnicamente na livraria n. 6 c 8 da praca da
independencia, a 1JJ000.
Moinhos de vento
eombombasde reputo para regar horlat e baxa,
dec.ipiin, na fuidii-ai'iile l>. \V. Bowroan : na ra
do llrum ns. ti, 8el0.
Na ra do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
ricas para piano, violao e flauta, como
sejam, qnadri Ibas, valsas, redowas, scho-
tickes, modi ibas, tudo inodcrnissimo ,
ebegado do Uio de Janeiro.
DICHAS DE HAMBLRCO.
Chegaram pelo vapor da Europa
chas, q,-
em con
barbeirn.
Vendem-se ceblas aos ceios, barrt de cal e
lillas com 2 libras de massa de lmales, ludoliea-
0 ullimanienle de Lisboa, e por preco commodo :
na ra da feenzela Nova u. *.
OH QUE QUADRA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na rna los Quarteis, na segunda loja de miudezasn.
22 que foi dot Srs. Victorino e Morcira vendem-se
as segundes miudezas com os precos mencionados,
para se acabar com o eslabelccimenlo. Por lano
convida-te as boceteiras, mscales e mesmo a qual-
quer pessoa que gosla do bom e barato.
Ricos esireilos a 600 rs. a pera, tesouras para cos-
tera a I3OOO a duzia, licitas brancas de novelo a
'SIGO a libra, dilas decores a 640 rs. a libra,liabas
de peso muilo finas a 10 rs. a rneadinha, brincos dou-
railos a 100 rs. n par, sapalinhos para criann.-i 2fl|) rs.
o par, rosetas depedras a 120rs. o par, brincos depc-
drasa 160e 1120 rs. a duzia de pares,espelhosdegave-
ta a 120, penles de a;o para marrafaa 100 rt. adu-
/'m. ditos de baleia a ,'tO, penles de alisar a 900 rs. a
duzia, penles para coc a 80 rs., caixinhaa de col-
vetes a 60 rs-, aculheiros de vidro a 80 rs. a duzia,
dilos de pao a 80 rs. a duzia, suspensorios a 80 rs.
o par, caiiinhas com 3 duzias de aneis dourados a
320 rs., aneis de chumbo e lamba' a 20 rs. a duzia,
caixas de linlia de marcar a'140rt., curdas de viola
a lilla duzia, bordoesa 280 rs. a duzia, apilos de
chumbo a 120 rs. a duzia, nlfinrles dourados para
Sra. a 160 rs., dilos para liomem a 20 rs., ditos pre-
tos de vidro para Sra. a 100 medidas para alfaiale a
10 rs., lapis .180 rs. a duzia, penuas de palo para e-
crever a 10 rt. o qtiarleirao, filas de linho encarna-
das a 60 rs., a pesa, sarganltlhas prelat para lulo a
80 rs., berinbatis a 160 a duzia, boloes finos para
abertura a 120a duzia, rosarios a 210a dozla, iran-
rinha de bla a 20 rs. a peca, carapucas pintadas paro
horoem a 160 cada tima, bico prelo de algodao a 10
rs. a vara ou a 160 rs. a peca, lilas lavradas a 60 rs.
a vara,dilas lisas a 20 a 40 e a 100 rs. a vara, espigui-
lla a 20 rs. a vara, palitos de logo em caitinhas a 10
rs. a duzia, misaangat a 60 e 100 rs. o macinlio, pul-
ceiras prctas de fillagraa a 80 rt., milao a 40 rt. o
carrinho, dedaes brancut para Sra. a 100 rs. a duzia,
dilos para alfaiale a 160 rs. a duzia, bolOet de se-
da prela para casaca a 120 rs. a duzia, abptoaduras
dourada* e brancas para collele a 200 rt., macos
de aljofares 200 rs., carias do a Mneles a 120 rt-,
macos le cenias douradas com.100 fios a 1,000, cat-
is jiara. raip-a--Wa-H^ma>cTr^a^cliuTr. a 100
r.. a trusa,fitas de retroza280 rs. a peca.tranceliiVs !c
bnrraxa para relogio a 60 rt., dilot preto9 a 20 rs. a
de peso
epre-
J Rio de J;
-se ricos e mi
.... .1. .-.-.
V'endem-scrricos e modernos pianos, recenlc-
tneiilc cbegados,|le encllenles vozes, e precos coro-
modos em casa de N. O. Bieber e Companhia, ra
da Cruz n. 4.
Vendetr.-se lonas da Russia por puco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de|N. O. BieberS C,, ra da
Cruz n. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
SenZala nova n. 42.
Ncste cstahelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias inoendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e con do, de todot os tamauhos, para
dito.
Vende-se um cabriol! rom coberla c os com-
pelenles arreios para um eavallo, tudo quasi novo :
par? ver, no aterro da Boa-Vista, armazem do Sr.
MucI Sesciro, e|para Iralar no Recife ra do Trapi-
che n. 11, primeiro andar
^, Deposito! de vinho de cham- $
9Tpagne Cbaieau-Ay, primeiraqua- 4
(g) lidtide, de propriedade do conde i
(^ de Marcuil, ruada Cruz do Re- %
6*, (lie n. 20 : este vinho, o melhor a,
J. de toda a Champagne, vende-se
? a .S'OOO rs. cada caix.t, acba-sc
Jg unidamente m casa de L. Le-
9 eomtu Feron i Companhia. N.
W B.As caixas sao marcadas a fo-
9 goConde de Marcuile os ro-
b tutos das garrafas so azues.
gora,
Potassa.
No anligo leposilo da ra la Cadeia Velha, es-
criplorio n. 12, vende-te muilo tuperior potassa da
Rusta, americana c do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he para fechar conla*.
Na rna do Vis ario n. 19 primeiro andar, (em a
venda a superior flauella para forro desellinscbe-
gada recenlemenlc da America.
vGE.VE\T0 ROMANO BRANCO.
Vende-se cemento romano branco, rhegado a(
de superior qualidade, muilo superior ao do eontu-
mo, em barricas c as linas : alraz do llieatro, arma-
zem de tahuas de piihn.
\endem-se no armazem n. 60, da raa da Ca-
deia do Herifc, de llcorj Gibson, os mais superio-
res reloiiios labricados em Inglaterra, por precos
mooieot.
KARI.MIA DE MANDIOCA.
Vepde-se a bordo do bricue tnnreio, entrado
le Sania C.alharftta, e funileado na valla da Forte do
.Mallos, a mais nova farinha que existe boje no mer-
cado, e para poTCSes a Iratar no escriplurio de Ma-
noel Alves Guerra Jnior, na ra do Trapiche
u. 11.
ii'iraxd para reiogio a OU rs., cilios pretos I 211
vara, comas prelas de roquinho a 160 rs. 01
rordao para vestido a I5OOO rs. a libra*papel di
muitobom a 2>j00 a resma.lilasourelas brancas,
tas,1 Ors. a pe^a, boloes brancos para palitos alOOrs. a
duzia, parios de ferro eslanhadosa20rs.cada um, livel-
las hrancasc prelat para collele a 40 rs.a duzia.meas
brancas parateohora a 210o par, peonas d'*0 muilo
linas .1 (i10a grosa, torcidas para canilieiro e'(H) rs. a
duzia, fallas de sombra de todas ascorcsalOrs. a fa-
lla, botines pintados para ramiza a 200 rs.a glosa, agu-
Ihat para coser saceos ou chapeos a 100 rs. o papel com
2agulli,is,tiuieiios bromeados a L"iUe 320 cada um,
luvas para senhora a 80 o par, filas brancas de linho
a :) rs. a peca, canelas de llaiidret a 120 a duzia,
escovinhas para denles a 20 cada urna, boloes de re-
troz para farda a 240 a grosa, unloes de lioha para
carniza a H) rs. agros, oculos de arroarao a 320, a-
lacadores para casaca a 20, vidros com graxa a 20rs
esporas para saltos de liolins a 240 o par, escovas pa-
ra cabello a 40 rs., boloes pretos le vidro o 210 a du-
na, um candiciro para loja por 4000, papel de peso
le cores falla pequea a 30 rs. o quaderu.
Vende-se um bom escravo pardo, do 22 anuos,
sapaleiro e bolieiro, de boa conduela, sem viciot
na ra dos Quarteis n. 24.
Vende-se urna necrinha de 6 annos, muilo es.
pena ; tim bom prelo de25anhos, de boa conduela-
na rna dos Quarleit n. 24.
Vrndem-te 2 boisde carro muilo bont: quem
prelendc-los, dirija-se roa Augusta, taberna n. 1,
que se dir quem vende.
~: Vend-te a loja de miudezas n. 6.j, na ra do
Oueimado, muilo afreguezada e com poucos fundos,
a dinheiro ou a prazo : a tratar na mesma loja.
Vende-se orna boa vacca, parida de novo : a
ver e Iralar, das 6 as 8 horas da manhaa, e das 4 as
6 la larde, delraz da nutriz da Roa-Vista n. 13.
I'.LFANS DE LISTRA DE SEDA.
A 00 rs. o corado.
Vendem-se na roa do Queimado, loja n. 17, de
Faria & Lopes, para liquidadlo le cotilas.
Vendem-se superiores queijos londrinos, dilos
de pitiba, dilos de pralo, dito susisos cm libras, mal-
lo novos c frescaes, presuntos para liambte, muilo
novos, bsenlos inglezes de diversas qualidades, bo-
lachinria de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colate hamburgus, superior martnelada de Lisboa
em latas de 2 e 4 libras, passa miudas muilo novas,
ludo ila melhor qualidade que lem vindo ao merca-
do, lamprea de escancie em latas, ludo pelo mus
commodo preco : na ra da Cruz do Recife n. 46.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCEZ
A 400 rs o eovado.
,. Veildp:'e Par" ultimasao de conlas : na loja de
lana i\ Lopes, ra do Queimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A 4000 rs. o corte.
Vendem-se ritcados Vahovianoa de quadros, fa-
zenda nova P muilo fina, imitando a seda escoceza,
viudos pelo ultimo navio de llambttrso. uno t;i \
covados cada corle, pelo barato preco del&liOli
loja 11. 17 ,la ra do Queimado, ao p> Id botica.
Vende-se unta bonila escrava, erroula, bstan-
le moca, com etrclleiile. qualidades, sabrudo bem
cozinhar coser ci.sommar, e pcrr,iiameiilc vestir
urna senhora : na Iraretta da rna Relia 11 (1
OLEO DE LIMIACA
em barril e bolij&es : no armazem de fasso Inanes.
Chmpame la tnserior marca Cmela: 110 arma-
zem de latto IraMet.
CARRAFAS VASIAS
cm uilos deproza c de 110 garrafas: no armazem
le tasto IratRojr.
Na na de Apollo n. 19, vende-te polatta mui-
lo nnvr, cliegadt iilliin.iinenie do Rio de Janeiro,
por menos preco do que em entra qualquer patle[
e 25 travs de mangue, que existem no Oes
Raaos.
do
ESCRAVOS FGIDOS.
Fagia de l.imoeirn, de casa do abaixo assigna-
do, um mualo de nonie Justino, de idade 16 a "O
auno.- cabellos editados, olltot pequeos, bailo,
cl.oio do corpo. perna, curt, e grotsas, bastante ere-
borlado : quem o pegar, leve-o matriz da Vanen,
ao vigario, quo aera rtcyipcnsado com generosi-
PERN.: TYP.DEM. F. DE FARIA. 18.V,


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