Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01161


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Full Text
ANNO XXXI. N. 28.
Por ,'i mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
<
r
*
SEGUNDA FEIRA 5 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
i:\CAHHEG\UOS DA SCIISCRIPO.VO.
Hccife, o propr\et?rio M. F. de Faria ; Rio do Ja-
neiro, 11 Sr. JoHo Pereir? Marlins; Baha, n Sr. II.
Duprad ; Mace, o Sr. ,'oaquim Kernardo do Men-
"sJonca ; Pjrahiba, o Sr. Gervasio Viclor da Nnlvi-
dedo ; Natal, o Sr. Joaqiiiin Ignacio Pereira Jnior;
Arara ix. o Sr. Amonio de Lemos Braca; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Bora.es; Maranbao, n Sr. Joa-
quina Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramo ; Amazonas, o Sr. Jcronj mu da Cusa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Pars, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebaie.
Accjoes do banco 40 0/0 de premio.
da compnhia de Reberibe ao par.
da companbia de seguros ao par.
Disconlo do leliras de 8 a 10 por 0/0.

METAES.
Ouro.Oncas hespanholas- 20000
Modas de 69400 velbas. 160000
de 63100 novas. 16000
de 49000. 9?()00
Prala.l'alaccs brasilciros. 13040
Pesos columnarios, 1'J40
* mexicanos..... 19800
PARTIDA DOS CORREIUS.
Olinda, iodos os das.
Caruar, Bonito o Garanliuns nos dias 1 e 15.
> illa-Helia, \\o-\ isla, K\i cOiirii-ury, a i:i e 88.
Goianna e l'arabiba, segundas e soxias-feiras.
Victoria Natal, nas quinlas-feiras.
PREAMAR DE HO.IE.
Primeira s 6 horas e 54 minutos da manha.
Segunda s 7 horas e 18 minutos da tarde.
AUDIENCIAS.
Tribunal do Coinmercio, segundas cquitilas-feiras.
Relacao, tenjas-feires e sabbados.
Fazenda, tercas e sextas-fetras s 10 horas.
Juizo de orpbos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio da.
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia.
Ei-ii i:\ii.rsiuES.
Fevereiro 2 Luacheiaal hora, 21 minutse
37 Segundos da manha.
* 10 Quario miuguanlc aos 49 minutos c
39 segundos da'manbaa.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quino crescente as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos.da tarde.
PARTE OFFICIAL.
^___------------------------------------,
MINISTEBIO SA JSTXQA.
DECRETO N. 1199 DE 23 DE DEZEMBRO DE
1851.
fa nova organitacao guarda nacional do mu-
nicipio de Mogy-mirim, Lameira, S. Joo do
Rio Claro, e Aniraqura, da provincia de ".
Puuo.
Altendendo proposta do presidente da provincia
deS. Paulo, hei por bera decretar o sesuinle :
Arl. 1. Fica creado nos municipios do MoY-mi-
rim, l.uneira, S. Joio do Rio Claro e Arariqura, da
provincia de S. Paulo, um commando superior de
guardas nacionaes, o qual comprelicndcr era Mogy-
mirim um corpo de cavallaria, de dons esqua-
drOes, com a designarlo de lerceiro; um balalhio de
infartara de oito companldas doservico activo com
a drtgnacjo de dreimo; cm Limeira. um batalhao
de infartara de seis companhias doservico activo
rom a designarlo de vigsimo timo, e urna compa-
nbii avulsa de reierva com adesgnac.So de terceira ;
cmS. JoSo do Rio Claro ua batalhao de seis com-
panhiasdo servlro activo com a designacilo de vig-
simo oitavo, e um compauhia avulsa, o urna seceo
de compartida de reserva, tendo esta a designadlo de
segunda, e aquella de decima oilava ; e cm Arara-
qura om batalhao de infantera de qualro compa"
nhias do servido activo com a designado de vigsimo
nono, un companbia avulsa de reserva com a de-
signacilo iffc decima nona.
Arl. 2. Os corpoi ter.lo as suas parada nos lugares
que Ibes forera marcados pelo presiden-c da provin-
cia, na forma da lei.
Jos Thomaz Nabuco de Araujo, do meu conseibo,
ministro e secretario de estado dos negocios da jus-
'ioa, assim n tenha urtendido.'e faca execular.
Palacio do Rio de Janeiro, cm 23 de dezembro de
1851, 33 da independencia e do imperio.Com a
rubrica deS. M. o Imperador.Jos Thomaz Sabu-
co de Araujo.
DECRETO N. 1530 DE 10 DE JANEIRO DE
1855.
Da providenciapara cetsar o ahutdesertmtrnns-
porlaJot escrotos de urnas provincias para ou-
iras tem passaporte.
Uoi por beni, para execurao da lei n. 261 de 3 de
dezembro de 1841, decretar o seguinte :
Arl. 1. Os capitaesou meslres de navios que con-
tra a disposicao do arl.70 do regulamelo n. 120 de
31 de Janeiro de 18t2 transportaren! escravos de
urnas provincias para oulras sem passapnrte^jSulTre-
r.lo a mulla de 20.5 a 200S e prsito'por 8 dias,
prejuizo das penas crimnaos cm que iucorrerem, e
ficando os escravos retidos al sfer provuda a proprie-
dad-3 de quem osremelleu on recelieu, se nSo forcm
pessoas conhecidas.
Ari. 2. A referida mulla e prito serao impostas
polas autoridades policaesrio porto de sabida, traje-
lo ou entrada pela metma forma pur que se procede
no caso do arl. 80 do ilito regular Jilo.
Jos* Thomaz Nabuco de Arani jo meu conseibo
ministro e secretario de estado los egocios da Justi-
na, assim o tenha entendido e faca \ccular.
Palacio do Rio de Janeiro, em',0 de Janeiro de
1855, 31.'da independencia e do irtiierio.Com a
rubrica de S. M. o Imperador./og Thomaz Sa-
buco de Araujo:
DECRETO N. 1531 DE 10 DE Jj E1
1855.
lenla ao etirangeirot do litulo dr residencia, e
permite que elle viagem dentro do imperio com
opauaporte que irouxeram, e na falla delle
com o do ministro, conmlet, ou ric-eonsifOs
respectivo, tendo o visto da autoridade brasi-
lera. .
Hei por bem, para execucao da lei n. 261 de 3 de
dezemhrode 18*1, ai tm virlude doarl\102S 12 da
constituido, decretar o secuinte :
Art. 1. Ficam derogados o< ttulos de residen-
cia, e delles sontos os eslraugeirosque v erem ao im-
perio. ,
Arl. 2. Em cada urna das. secretar \ de poli-
ca crear-se-ba um ivro que servir ara o re-
gislro dos estrarrgeiros que entraron ou hirem do
inferi.
Arl. 3. No acto da "sita da polica. < araro o
.'-Iraiigeiros o seu nome, estado, natural de. pro-
fns.1i), lim a que vieraf i, quanda vieram ara onde
vflo residir. Nos I usares em que nao h er visita
chefe de polica, ileleado ou subdclegt o, dentro
de vinie e qualro horas depois do desemli^ 'ue, soh a
mulla de IUs> a 503 mposla pela autoridm compe-
tente.
Arl. i. A declaradlo de que trata oart';o anlc-
redenle nAo uerogu aobrigacao que aei jmman-
rianles e mestres de embarcantes mercan!, incum-
be O arl. 85 do remilamenlo n. 120 de 31 i Janeiro
de I8f 2. declararem em reanlo por el I es I 'signad
Arl. 5. As derlaraces do eslrangcirncdo mcslre
ou rapililo da embarrarlo serao Iransmitlidas logo i
secretaria da polica pelo cucarregado da visita ou
pela auloridade que a receber.
Arl. 6. O enrarregado da vsila da polica, chele
de polica, ou o delegado e subdelegado a quem o es-
Irangciro 9e apresenlar, examinaran o scu passapor-
le, e acbando-o sem duvida lh'o entregarlo com o
vistodatado e assignado.
Arl. 7. Se liouver duvida sobre a legilimiilade do
passaporlc, ou vier sem elle o eslrangeiro, o chefe
de polica, delegado ou subdelegado devera periniltir
o desembarque se nfln liouver materia para suspetar
que be malfeitor; se forporcm suspeilo, e Dio apre-
senlar | scu favor allestado de ministro, c ra falla
delle o do cnsul ou vicc-consul respectivo, o che-
fe de polica, delegado ou subdelegado obriga-
rao o navio que o Irouxe a ree\purla-lo, dando
conla dsso ao governo na corle, e presidente nas
provincias.
Arl. 8. Para o eslrangeiro viajar de urna provin-
cia para oulra o dentro dellas, he bastante o passa-
porte com que enlrou no imperio, leudo o visto da
auloridade competente, com a clausula para a
provincia le.... O visto deve ser datada, ass.
gnado, graluilo, c repelido tantas vetes smente
quanlas o eslrangeiro sabir de urna provincia para
oulra.
Arl. 9. Se porin o e-lrangcro. tiver viudo sem
passaportc,ou perder aquellecom que entrou no im-
perio, valera para o mesmo lim, com o visto da au-
loridade brasileira, na forma do artigo antecedente,
o passaporte do ministro, ou do cnsul e vicc-consul
respectivo ua falladaquelle.
Arl. 10. O eslrangeiro que no imperio r"csidir por
dous anuos, tendo alguin eslabeleciinento o boa con-
ducta, ou for casado com Rrasihra, pude viajar li-
vremenle romo Brasleiro. ohtendo do chefe de po-
lica o allestado de algumas das ditas condires :
esto allestado he revogavel por mudanra de circuns-
tancias.
Art. 11. Nao bavendo agente diplomtico ou con-
sular, ou jrendo o eslrangeiro refueiado, colono, ou
no estando no caso do artigo antecedente, o passa
porlesera passado pelocfTfe de poliria, delegado ou
subdelegado, sendo lempre gratuito para o colono ou
indigente.
Arl. 12. S5o competentes para conceder passaporte
ou ovistode que Iratam osarligos antecedentes:
os ministro de oslado, ou ofliciacs maores das res-
pectivas secretarias, na corle; os presidentes ou seus
'.errelarios, nas rapitaes das provincias ; os dieres de
polica, delegado, ou'subdelegado, no lugar do em-
barque ouda sabida. As allribalcdcs que por estede-
tTelo cmpelem ao chefe de pnllta, delegado e sub-
delegado, nao sao cuinuliilivas^BpMT.i.i exerridas
pelo delegado no lugar em quc^Dresidir o rhcfede
polica, e pelo subdelegado onde nao for a'residencia
do chefe de polica ou delegada.
Arl. 13. A' vista dos arligus antecedentes ficam
acrogadas. na parle respectiva, os arligus do regula-
melo ii. 120 de 31 de Janeiro de 1842, que se refe-"
rem aos ttulos de residencia c aos passaportes para
os estraugtiros viajaran dentro do in>pcrio.
A disposicau do arl. 87 do citado regulamciilo
comprehendu aos rslrangeiros.
Jos Tliomaz Nabuco de Araujo, do meu ronselho.
ministro -eriei.n in iie ^taa^doa-iwgocios da jusjjca, hba.
assim o tenha enlcndido^Taca cxecular.
Palacio do Rio de Janeiro, em 10 de Janeiro de
1855, 34 da independencia e do imperio.Com n
rubrica deS. M. o Imperador.Josc Thomaz Sabu-
co de Araujo.
DIAS DA SEMANA.
5 Segunda. S. gueda v. m.; S. Pedro Bautista
6 Terca. As Chagas de ( hristo Senbbr Nosso.
7 Quarta. S. Romualdo ab. ; S. Ricardo rei.
8 Quinta. S. Joo da Malla ; S. Corintliia in.
9 Sexta. S. Apolinaria v. m.; S. Ansberio.
10 Sabbado. S. Fscolastica v., irma de S. Benlo
11 Domingo da Sexagsima ( Eslo^o de S. Pau-
lo ; S. Lagaro b. ; Ss. Clocero e Desiderio.
lacao, no tribunal da relacao, mesmo quando ( como
no caso do reo Machado) o recurrente n.lo for o ap-
pellante, massiin um dos seus co-rens, e sendo a ap-
pellarilo voluntaria *
3." Se respondida negativameuic a segunda parle
do queslo precedente, ser eomludo applicavel aos
recursos de que se Irala o arl. I. do mencionado de-
creto, quando da appellac.au voluntara tiver havido
ap|iellac.lu cz-ollicio, por virlude do 3 1. do arl. 49
do regulamelo n. 120 de 31 de Janeiro de \X'rJ''
Tendo levado ao couliecimento de S. M. d Impe-
rador as davidas por V. Exr. ollerccidas, liouve o
mesmo Augusto Seuhor por bem decidir que as dis-
posicesdo decreto n. 14.58 de li da outubro de
1851sil/.em respeilo a pena de morle, porquanlo
ncsle caso nicamente o recurso degrara be suspen-
sivo e ex-ollicio, sendo que nos de penas menos gra-
ves incumbe as parles instruir os seus requerimen-
los cora os documcnlns que julguem a bem, e quan-
do baja algum defeilo em taes documentos s a ellas
be prejudicial :que sao porcm appcaveis a lodos
ns casos os arls. 6. e seguinles do mesmo decreto so-
bre a forma porque nos Irbunaas e joizos se deveni
julgar conformes a culpa os perdes, commula{oes c
amnistas. (J (|Uo coinmunico a V. Exc. para sua
inlelligencia, c cm resposla ao seu sobredilo ollirio.
Dos guarde a V. EscJos Thomaz Sabuco de
Araujo.Sr. presidente da provincia do Tara.
AVISO DE 22 DE JANEIRO DE 1835, AO PRES-
DEME DA PROVINCIA DO PARA.
Decide que as dsposic,iies do decreto n. 1458 de 11
de outubro de 185- s dizcm respeito i pena de
mortessendo que nos casos de penas menos graves
incumbe s parles instruir os seus rcquerimenlos
com os documentos que julguem a bem ; masque
So applicuveis a lodos os casos os arts. 6. e seguin-
AVI-0 DE 30 DE DEZEMBRO UE 1854 AO PRE-
SIDENTE DA PROVINCIA DA PARA1IIBA.
Declara que os exarnes de sufliciencia exigidos pelo
decreto n. 817 de 30 de Agosto de 1851 para hahi-
lilarao dos concurrentes aos oflicios dejustica de-
vem ser presididos pelos juizes efectivos e nao pe-
los supplentcs, anda que estes tejan hachareis
formados em direilo.
3. Sccc.lo. Ministerio dos negocios da juslca.
Ro de Janeiro, cm 30 de dezembro de 1851. lllm.
Exiii. Sr. Entrando em duvida o hachare! Ani-
llo Salaliiiel Carneiro da Cuuha, juiz municipal sup-
plenledessa capital, se nesla qualidade era compe-
tente para presidir aos humes de sufliciencia para
habilitarao dos concurrentes aos oflicios de juslca,
exigidos pelo decreto n, 817 de 30 de agosto de 1851,
conforme represenlou cm offcio de 22 do mez ante-
cedente, que acompanbou o de V. Ele. de 27 do
dito mez ; e resooodendo llie V. Exc. em silicio que
envio por copia, que, visto eslabcleeer o decreto
n. I29 de 16de dezembro de 1853, que lacs exames
sejam presididos por juizes letrados, podiam os sup-
plentcs que se achassem neslas circumstancias prc-
sidi-los : S. M. o Imperador, a cuja presenca leve"
os referido! papis, manda declarar a V. Exc. que,
nao obstante cunsiderar-se como letrado Indo aquel-
lo que he lomudo em dircitu, cuinludo. para cortos
rasos, como o de que se Irala, nao lio" bstanle o
couliecimento Ibcorico da jurisprudencia, mas lam-
bem pratica profesional ; enlendendo se por con-
sequencia que, quando o referido decreto diz que
esses sames de sufliciencia s poden) ser presidido
PT juizes letrados, refere-se aos juizes cllcclivos, e
"lo aos supplentcs, anda que estes sejara hachareis
formados em direilo. O que communico a V. Exc.
P'.i sua inlelligencia.
jTDeas guarde a V. E_xc. Joc Thomaz Sabuco
de Araujo. Sr. presdanle da provincia da Para-
MINISTERIQ DA FAZENDA.
EXPEDIENTE DO DIA 9 DE JANEIRO DE
1855.
Ao presidente deS. Paulo, declarando, era so-
lucao duvd, se os bens do fallecido intestado
sem ascendentes, o descendentes, e que tem smen-
le por herdeiros alguos collateraes notoriamente co-
ndecidos, e todos .presentes, estilo sujeilos arreca-
darao pelo juizo de alsenles, que o arl. 1. do regu-
lamelo de 27 de junlio de 1815, estahelecendo as ex-
cepces do arl. 2. do de 9 de maio de 1812, ou
determinando os casos em que deve ter lugar a ar-
les do mesmo decreto, sob a forma porque nos recadac.au dos bens de defunlos e ausentes pelo juizo
(ribuuacs e juizos se devem julgar conforme cul- respeclivo, revogou o arl. 11 do citado regulamelo
dade dos passageiros que Irouxerem com
o u sem elle.
aporte
0 PAIUIZO DAS SMKESV*)
Por Pamlo Feral.
PRIMEIRA PAUTE.
CAPITULO X
O rei Tru/fe.
Sem duMila nossos leili res tem ouvido
perln on de lance d famoso imperailor do dr
de Drinkcr 1, senhor sube ano de lodosos g'
e saines- de soeieiladc, ruiocrala de Engbi
Bains, de Saim Cerinaiiw n-l.a\e. de A-niere.
Ville d'Avrav, protector da* Variedades e de^lun-
tansier, dogo de todas u Veiieziauas do baile i, ().
pera, pacha de VadtetHi, Gran Mogol da Maison de
Or, em ama palavia. do rei Trulle, o gigan(. das
hacchaiiaes parUienae-,. A mor parte dos hab' mies
de Paris tem-no vi-ln paaaar em sua calera am ca-
na, qunndo vi o, un jua carruagem .i maucl a de
DaumtMil quaiido ompanba nina mullirr oul liri-
ge-sc ao bosque, m veze* a cavado, quasi nul ca a
p. lie lio celebre que lodos o conbecem, e porhoda
a parle lalla-se a ,-.eu respeilo. Todas as Veuuj dos
qu ileires de ges.'i> u tem lide por dos jiarTL au
menos urna vez, aa menos meia hora ; lodos os teses,
lano de crinas, como losqueados lem celado com
elle. Todos iifanam-sc do um seu aperlo de nulo co-
mo de urna feridn recebida no campo d honru.
Aquella que pide iuculcar-se amanto do rei Truf-
fe ganba o maioi premio da jotra, qucllc que pode
dsfarcar-sn cm amigo de Driuker I parllrjpa dos
fuiguranles raim, desse astro, c basta moslrar-se para
deslumhrar os paletas. Em Londres vendeu-se ha
pouco por viole e cinco guineos um aolograpbo do
papa dos drinters.
Ora, peigm i.,i como he elle, e veris o que vos
respondern; pergunlai seu nome, sua Idade, seu
pal/, aquaiiins o conbecem. Pergunlai as suas aman-
tes, pergunlai aos seus amigos.
lio um lo.mein moreno, de estatura alta, cabellos
curtos e uarlu annelada ; malou mu tos orocuradn-
re deouro nns-plaeer, e sua immensa riqueza fui
conquistada pela porta do punhal. Eis o que dizem
04 lolos; porin aquclles, que lem mais inslrucc.lo,
pronuncam o nome de Sonora, e pem reco'lrer
em lugii de punli.il.
Jle um negociante de fazendas de l.ouvres, de per-
nal curtas, membrudo, de nariz rombo e vermelho.
pa osperdes, commot,irnos de pena c amuislia.
3." Secrao. Miuislerio dos negocios da juslca.
Rio de Janeiro, em 22 de Janeiro de 1855.
Illm. c Exm. Sr.Pondera V. Exc. no scu oflicio
n. 131 de 29 do dezembro do anno prximo fiudo
que em presenca da ultima parle do relalorio dojuiz
dajlimlu da 2.' vara dessa capital, que acompanbou
a peiicao do reo cdndciunadu Juse Antonio Macha-
do, e dos termos einguc he couccbjdu, o arl. 1. do
decreto n. 1158 de 14 de oulubro do dito anno, en-
Kldeu dever pedir asclarecimcntos sobre os seguin-
les quesitos:
1. Se os decretos e avisos at boje expedidos a-
cerca das pecas do processo que devem instruir os
recursos de graija, referindo-se nicamente aus casos
le pena capital, deve considerar-se igualmente ap-
pcaveis aos recursos de penas menos grave ; e
quando uSu, quacs as pc(as documenlaes que uestes
casos se devera reputar cssencacs para instriii-lns:'
2. Sea Ules recursos de pona, menos grave be
tambera applicivtd. o disposto no ait. 1. do citado
decreto, e nesle caso sudes ero -e-lu sempre que n
prdeaiso respetivo tenha sido sulunellido, por apcl-
que chama-se Bourel, It-in nove lilhos e una mu-
llier pejada. Nao be borrivel passarsemelbanle vida
sendo carregalu de familia "f lio um bnmcm louro c
pequeo, que orculla os forras de Hercules deuaisu
de appareucas femiiiiuas. lie um anlgii par de
Franca, ou um senadur novo. He iirn Ingle/., lie
um principe. He um riqntssimu droguista da roa
dos Lombardos. Cm verba invalido de C\ Ibera. Um
alblela, quem sabe'.'...
Todos c-\o ccriDs do que avenlnrain ; porque to-
llos viram com os proprios olbos. OnanU ao nome.
os que sfln por Mr. Doucet de l.ouvres morreriam
sustentando aya opiniao, e os partidarios do riquissi-
mo diogiisl.t. que cllna-se Mr. Souleur, subiran
igu.linenle a fogucira cnifessando sua rrenfa, Maior
iny-terio nvolve o Mexicano, o principe e osoulros.
Todava o duque, be goi alinele considerada prin-
cipe valacbio. Ha esrusado dizer que u duque de
Itoslan lambein tem seus cavalleiros. Do lado da
porta de Saim Deniz coufuudc-se Drinkcr I com
Chicard. Desde muilo lempo o barao Polel da casa
Hotel c lismburd traballM para pas.ar pelo rei Truf-
fa ; mas perdo o lempo e o diiibiro. Esse liarao Po-
lel be u nico idiula, a quem o vulgo mo qtrer dar
o titulo de Drinkcr 1.
Aaora donde vem a reputaran fulminante del-rei
Triille? (hdrinl;ers, segando scu nome indica, sao
grandes bebedurrs; mas beben] elles por ventura
c.inlando cuino os ebrios do Caveau '.' Tem acaso i
snbrcme-a bardos titubantes, romo Desaugicrs ou
Tbeaulon'.' Aeompaubam bilctnlo nos copos a ulti-
ma cauro indita de lieranger'.' Nao.
Bcbciii a ingle/a, por beber. Se a alma de Desau-
giers apparecisse entro elles fallar-lbc-barn cm es-
tribaras, ou em precos correles. Seos amores sao
i'--.is loureiras .le ge-so, que a comedia lem querido
vender-nos por mamare. Ningiiein poderia dizer
juslamciile ii que fazem, senao rumor. Auligamenle
bavia liiianreiros ridculos, e lidiilgos insolentes ; po-
rem lodus fundiram-se para toinarem-.se compa-
de 1812, na parte-que exceptuava o caso em que
existiam collateraes notoriamente conhecdos ; como
j:i fui declarado pelus avisos de 12 de Janeiro e 14 de
abril de 1816, 23 de novembro de 1853, a ltima-
mente pela resolucao da consulla de 22 de abril de
1851 ; n.lo devendo fazer duvida o aviso de 28 de
junho de 1815, por issu que fui expedido com o fim
de explicar o regulamelo de 9 de maio de 1812, que
anda enl.'in vigorava.
A' Ihesouraria da mesma provincia, approvan-
do a solurfio ilada a' duvida exposla pelo prlfc
curador lisral a respeilo do registro dos termos da
Raucas que cm Bumpriineutu da circular de 3
de imv euibi-,1 de 1853 forem rcmellidas s Ibeson-
rarias de fazenda ; declarando porin que be in-
til proceder-sea' inscripnlo do que constar dos pro-
cessos ou documcnlns relativos a' idoneidade dos
fiadores, visto que, devendo licar archivados, a lo-
do o lempo podero ser examinados, bem romo
o resgislro, para se verificaran as circumstancias
das cances dos diversos responsaveis a' fazeuda
geral.
A' da Ro Grande do Sul, devulvendo, para
pirilo admira-sc pensando no que pude pruduzir a
untado hiiraanacuovenienlemcnlc dirigida. O drin-
kinq ir lunge.
O que esta ucrulto loma proflorcocs desmedidas.
A imaginacao trabalba. Os mais puros e os mais t-
midos sahern inventar diabruras ruinosas, quando
a Inura da casa lem a rodea sola sobre o pescoco. Os
driitker.t linbain por ollicio fazercm orgias, eis'o qoe
lie vefdade. Aquellos que referiam s orgias do
tllinking aformose,i\am-nos lano, que a devassidao
vulgar passando de bocea cm bocea lornava-se orgia
de I il.l.is.
Tudo isso era proveiloso a reputai-ao del-rei Truf-
fe, a qual crescia cada vez mais. lumultos noclor-
ilos, murros heroicos, halalbas amorosas, saturuaes
de tuda a surte, loucuras, prodigalidades, excentri-
cidades, apostas invcrosimeis, el-rei Trulfe ludia lu-
do. Era Robertu do Dabo no scculu XIX cen
Pars.
Ab fugi, fugi, jovens pastoras... .
Se algum i coroezalna pica fazia tremer as vdra-
(asde uina hospedara da moda, ns quo passavam
di/.iam : lie el-rei Trufe e sua curte. El-rei Trufe
liiiba um parque de rervos, bem como Luiz XV.
NingHcn sabia justamente onde ; mas era em al-
guna parle. E contavam-sc historias de furtos de
mulhercs, nos quacs el rei Trullo fazia um papel, que
redo ou larde llie faria Iravar conherimciilo com o
jurv.
Mas quem nada arrisca nada lem. O baro Polel
commclteria um furto com arrombamenlo. se isso
podesse eleva-lo algum lauto ; mas sem duvida o po-
vo Uribuiria cssa acrilo a el-rei Trufe.
Eniliui eis aqu a verdade. ElreTrufTe ama como
Hercules, come como Garganlua, e bebe como Sue-
no, lem estatura media, be ousado a infaligavei.
Nada iguala seu coraran monstruoso, senao seu pro-
digioso estomago. Nao er em nada, est cima de
tudo, e nada o rmbaraca. El-rei Trufe destruira a
mandar proceder ulIcrioTincnle na forma da lei,
o recurso interposto pelo labclliilo Pedro Nolascu
Pereira da l'.unba do despacho da Ihesouraria quo
indefero o requerimciito em que pedia ser al-
liviado da mulla que llie fui imposta por infrae-
cilo do regulamelo do sello, e de que o tbesoii-
ro nao tomou couliecimento, pelo fundamento de
que os recursos das deeisOes das autoridades admi-
nistrativas sobre questocs de sello e respectivas mu*
las nao tem effcilo suspensivo, enao podem ser inlcr-
poslossein que osmullados enlreguem a quanlia exi-
gida.
10
A' rerehedoria do municipio, communicando
que o tribunal do thesonro deu provimento ao re-
curso interposto por Diogo de Souza Araujo, re-
levando-n do pagamento da mulla em que fui
julgado incurso por mo haver o seu antecessor pa-
so em lempo o imposto da agurdenle da casa da
ra de D. Manuel n. 20, cojos generps o suppli-
canle arremalou em prara, visto que nao he elle
o responsavel pela dita mulla. E outrusm resolveu
o tribunal que o supplicante fo'se simenle obrga-
do ao pagamento de um quarlel dus imposlos om
que a referida casa fui laucada, c que se acham em
duvida.
GOVERNO DA PI.OVINGIa.
Expediente do da 29 de Janeiro.
OllicioAo commandanle das armas tuzando que
pela leilnra dn aviso da guerra de 21 de dezembru
ullimu, junio por copia, licor i S. S. ioteirado de
que na mesma data se rnanduu addir ao 1. batalhao
de rtttharia a pe o capean do 1." da mesma arma
Jos Mara de Alcncaslru que se nrh.i na curie.
DloAo mesmo, enviando copia do aviso do
ministerio daguerra de 5 do crrenle do qual consta
terse concedido passagem para u 2." halalhau de
infinitara ao alfercs do 11. da mesma arma Anto-
nio iMonizio de Soulo GonduCominuiiicon-se a
Ihesouraria de fazenda.
DloAo mesmo, remetiendo o aviso do ministe-
rio da guerra de i do crrenle cominuiiicaudo que
se mandara vir cun guia de passagem para esta pro-
vincia, o -oidado doazilo de invlidos da corle l.uz
de Souza Maranbao para ser aihlido a um dos carpos
do exercilo, ifim de receber por elle os respectivos
vencimenlos.
DitaAo mesmo, remetiendo para ter cxccucao
na parte que Ihe toca, o aviso de i do correte de-
lerminando que este governo remeta com urgencia
secrclaria de estado dos negocios da guerra urna
relacao dos ofliciacs dos diferentes corposdo exerci-
lo inclusive reformados existentes uesta provincia ,
que tem obtido cundecuraccs, o quacs ellas sejam.
DitoAu mesrnu para mandar apresenlar diaria-
mente ao chefe do estado maior da guarda nacional
deste municipio um ordenan;! icavallo.
I DitoAo mesmo, para mrnLslrar os exclarcrimen-
os exigidos pelo Exm. jpaV'nlu das Alagas no of-
licin junio, que ser <\f^ lo a presidencia, acerca
do soldado do 8. bal il o do infanlaria Joaquim 'de
Santa Anua. r
DitoAo mesmo (rrotsmiliuidu a guia do 2. cade-
te 2. sargento Joan Joaquim de Almeida Pinto que
por aviso de 25 do novembro do anuo passado leve
passagem do 8. para o 9. batalhao de infanlaria.
Communicou-sc ao Exm. presidente da Alagos.
DitoAo mesmo, recummendando a expedirlo de
suas ordens para que o Icueiile do 10. batalhao de
infanlaria JosCarlosGaldiuo leSouza pague qii.inlu
antes a importancia dos emolumentos corresponden-
tes ao aviso de 27 de dezembro ultimo, jnnlo por co-
pia pelo qual 90 mandou abonar ,i es-e oficial Ires
mezes de sold a descontar pela quinta parleCom-
muuicou-se Ihesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, inleirando-o de haver designa-
do o dia 1 de fevereiro viudouro para rcuuiao da
junta de juslca, e dizendo que mande avisar 3 of-
liciaes superiures para'servirern de vogaes ua mesma
jante, os quacs devero comparecer no palacio da
presidencia as 10 horas da manbaa.Expedirn!-se
as domis communicacoes.
Di loAo inspector da Ihesouraria de fazenda, di-
zendo que pela Icilura do aviso de 5 do crrenle, de
que remelle copia, ticar S. S. iuleicado de que o
E\m. ministro dajjusiica solicliira da repartirlo da
fazenda a expedir das necessarias ordens lifim de
que n'cssa thesuurniia seja posta a quanlia de
2:3585300 para pagamento dos juizes municipio, e
de orpliaos que al a dala da publicaran da lei n.
779 de 6 de sidembro.do anno prximo pas-ado ti-
nliam o ordenado menor de ion; r-.
DitoAo mesmo, communicando haver o promo-
tor publiro do termo do Recife Anlono Luiz t^a\al-
canti de Albuqucrque participado quo n'aquella dala
entrara no goso da lirenca que llie tora conce'dida
por portara de 211 dn crrenle.Igual communica-
cao se fes ao Exm. presi lente da relacao.
DiloAo chefe de polica remetiendo por copia
o aviso circular da reparlirao da juslca de 29 de de-
zembro do anno prximo passado relativamente ao
transporte ilc presos de juslca da urnas para oulras
provincias, a qual copia se rcmetleu ao juiz munici-
pal da 1.a vara.
() Video Otario n. 26.
ubeiros ile boa vida, liircarel b- negociante, o mar- ordem social para salisfazer um capricho Erguc-se
quo/ lambem, c ambos .ao bdalgos. di.uiie de Dos como Ajax, e se o aujo exterminadnr
Nos corredores erotiros, pan os quaes dao os ga- livesse a audacia de mostrar-lhe a espada, atirar-
(mieles .I-i VI ...,,., a'/1, ilirum i...n .. a.:..,.. ..__: __ i -_ .... .. .. ... "
bneles da Maison d'Or, dizem que o drinkcr varil-
lante costea a, ve/es a parede depois de ter bebido :
ceiou sosuihu, quercunversar. Na galera deserta el-
le eleva a voz p grita s vesos: Drinkcr! Diinker!
Driuker I lie o rugir do leao, que rene as leoas no
desello. Se algum pobre provinciano cra com nina
mnlher, vesla crguerrepenlinamente a caberla. De-
pois lesaular-se, abrir a porla. salie sem dizer nada,
e dirigir-so para o driuker bem como n. in-o prec
ta-se para o imn.
O drink'r (e he um privilegio mu lisongero'
llie-bia com o copo na cara. He Ballhasar com a ca-
pa de Don Juan, he Nabucouosor multiplicado por
llelingabalo, c lano maior, pois nao lem cora para
por na cabera.
I'rorurai nos quadrosdo Inglez.Marlinsalgiim des-
ses reis phanlaslicos, mas soberhos com o diadema
na fronte c o copo na man alluraiando sen paludo
semblante claridadc ilo rao; mudai um pouco o
vestuario das rainhas que rodeiam esse rei, pondo
bugas no lugar das alampadas asiticas, paredes bel-
las e rercnlerneute adornadas no lugar das roluin-
de abrir assim lodos os gabinetes dourados ou uao. nalas, Iransformai os longos vestidos de linho em ca-
Jolgue. o leitor quantos cuidados, fadigas e cham- sacas prelas, as caisinbas de perfumes em charulos
rito^rfdiToMl-ml^r^ cra S0,""W >N >.....a vinle ann,
..ao anda nova um poder Uo digno de invcia! O ts.\furys, asampboras cm garrafas, pende ah lambem I grandes olbos negros, olbar pensativo e profundo,
Pars, c lereis una idea das inaravilhas mysterusus
de nossas imites.
No momento em que entramos no sabio do caslel-
\u de Murges, echamos um humem de roupao, asseu-
tado em urna poltrona, e rodeado de Ires mulhercs
adoravelmenle bellas. Era Bordo, balofo, mu palu-
do ede pbvsouomia somnulenla. As bochecbas ca-
biam-lhe sobre a cascinirado vestuario. Alguns ca-
bellos tirando a louro uninm-fle s fonles, e o capel-
lo de velludo bordado que linln pareca comprimir
um crneo sem osso. Era como um ovo sem casca e
com urna loma.
Tinba um mslo assas regular ; mas inerte e ador-
mecido. Seu sorriso exprima Ulna eilrema braudu-
ra, a blandura ile um rapaz cnvelbecidu pela devas-
sidlo; mas que pode anda ter caprichos.
hall unos de Sardanapnlo, e Don Juan, Nabucouo-
srtr e Hercules; confundimos ludas as datas, mistu-
ramos todas as inytbologias desde Ballhasar al lle-
liogabalo, desde" Sleno al Garganlua para arlur-
iiim termos de compararan, e dannos nina idea des-
se gigante ronhccid.i pelo uoiiie del-rei Trufe.
O honiem gordo, balofo, c de temperamento lim-
plialicoera el-rei Trulfe. Era o duque de Itoslan que
diriga essas prodigiosas orgias, era ello qoe fazia
lodo esse luinullo ; era Vilcllius e Fronsac, Epicuro
c Barba Azul; era o seuii-deus il" drinking, o se-
nhor das nuiles parisienses, cra quem dominava lo-
dos esses faunos barbudos du passeio publico de
Gand, era quem embriagava-serom o incens de lo-
das essas sacer.lolzas cnusagrailas ao cullo de Veste
sem preronecitos.
El-rei Trullo, essehomem gordo c snmnolenlo, que
asscmelhava-sc a uina cubera esbocada preguicosa-
uicnle com nina porrao de man te i ga, tinba milbes !
feria sido diflicil adiar tres molberes mais lindas
e graciosas do que as que o rodeavam. Evidente-
mente nao eram daqucllas n que alludiamos ha pou-
co. El-rei Trulle eslava em familia.
A mais velha podia ter vinte e qualro annes, era
loura e de estatura media. Era inisler a delicadeza
de suas tenue- para abr.iud.ir a fxpressao de firme-
za resoluta, que havia em seu olbar. Dizem que a
fraqueza be o apanagio daslouras. As alliludes de
Irene adoravelmenle abandonadus pareciam dar ra-
zan a esse adagio. Havia nos habilns de seu corpo
una indolencia deliciosa ; mas quando as palpetiras
desrohriam o sombro azul de suas nupillas, Irene
pareca crescer repentinamente. O que havia de lin-
do e de infantil em seu sorriso desapparecia : ella era
ranilla.
A primeira vez que o grande Itoslan a vira, urna
Icnibrauca vilenla atravessira-lho o cor.ic.io ; por-
que ella asscmclhava-se a Magdalena. Ncsse lempo
Irene ja cra mulher de Sulpicio.
A segunda das Ires mulberes, conforme a idade,
era Solauge Beauvais, a qual tinba vinle anuos,
e
DiloAo rapilao do porto Iraiisnnltindo por copia
nao so o aviso circular da repartirlo da marinha de
5 deslc mez, mas tambein o quena mesma data se
evpedio ao Exm. presidente de Santa Calharina
leclaraudo eslarem suiicitus a ludas as eunsequeu-
cias da matricula os calafates e carpinteiros coraprc-
hendidos no n. que fur designado para cada porto,
de runibrmidadc ao regulamelo .innovo ao decreto
n. ii7 de l'.l de maio de I81li.
DiloAo juiz municipal da |. vara para minis-
trar os esclarecimenlos que exige o es-presidente <1js
Alagoas no ollicio qoe remcltc acerca dos told idos
Ignacio Calislo e Caelano Mauricio, que perlencciido
ao 8. batalhao de infanlaria foram excluidos do es.
lado efleciivo do mesmo balalhio para ctimprirem
senlenc.i.
DiloAo presidenta da commissBo de hygiene pu-
blica dizendo que as posturas a que Smc. se refere
ja foram opprovidas provisoriamente, mo obstante
porcm pode aquella commissao fazer a respeito del-
las as rellevoes que julgar necessarias, rerla de que
ser sempre ouvida quando se tratar de assumplos
sementantes.
DitoAcamara municipal de Serinbaem decla-
rando que opporluiiamcule ser enviada a assem-
blea legislativa provincial aconta da recoila e des-
peza daquella cmara no anno prximo lindo.
DiloA cmara municipal da Victoria.Em res-
posla ao seu ollicio de 20 do correle, tenlio a duer-
mes, qnc a arrecadacilo dos dinheros perlencenlcs a
essa cmara compele ao scu procurador, e se ha im-
possibilidade de bem proceder-se a cssa arrccadi:ilo
por negligencia d'aquclle empregado, nas altrbu-
coes de Vmcs. esl o remedio que Ibes faculta a le.
DitoAu coronel commandanle das armas dizen-
do que com a copia que remllelo oflicio do juiz de
dircitu inlcrinn da enmarca do Cabo satisfaz a requi-
sicao de S.S. relativa ao desertor" Romualdo Jos
Ferr ra.
DitoAo inspector da Ihesouraria de fazenda in-
teirando-o de haver prologado por oilo rilase lirenca
que. esla rundo o promotor publico da comarca de
Govanna, barbarcl Manoel Isidro de Miranda-
Igual communicac.ao se fez aujuiz de direilo da-
quella ruinare.-.
DloAo commandanle da oslaran naval dizendo
que faca desembarrar e entregar ao chele de polica
au mus 16 sentenciados mas lambem us 2 toldados
de polica que vieram das Alagoas nobriguede guer-
ra Cearense.
30
OflicioAo Exm. commandanle superior da guar-
da nacional do Kccife, communicando ter prorosada
por mais 3 mezes,a licencaconcedida a Jos Guilher-
rne Guimaracs, segundo lenle da 3. companbia dn
batalhao da arlilharia da guarda uicional deste mu-
nicipio, para tratar do seus negocios na provincia do
Par..
DloAo commandanle das armas remetiendo
copia do aviso da guerra do 1 do correrte, do quai
consta haver-ss concedido passagem para o 10. ba-
talhao do infanlaria, au alfercs do 8. di mesma ar-
ma Estcv.io JosPaes Brrelo. Communicou-sc
Ihesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio da guerra de du correle, acerca do
lente do 10." batalhao de infartarla Alexandre Jo-
s |da Rocha, que por ordem do Exm. presidente
do Amazouas, fura mandado vr para esla provincia
afimde rcunir-seao dito balalhio.
DloAo inspector da Ihesouraria de fazemla,
communicando que, segundo consla do aviso do mi-
nisterio do imperio de 10 do crrenle, junio por co-
pia, acba-se esle governo auloris.do n dispender
por conla docoTre geral alea quanlia de 60:0005
rs., no correrte exercicia, com as obras que forcm
necessarias para reparar us estragos causados pe-
las ultimas ebeias
DiloAo inesuio, declarando em resposla ao seu
oflicio ii. 63 de 26 do correrte, acerca do despacho
das prensas viudas do Cear na escuna Emilia, para
serem culregues Xislo Vieira Coelbu, que solicita-
ra do Exm. presidente daquella provincia os escla-
recimenlos de que Irata o citado oflicio, e que, cm
quinto nao sao ministrados taes esclarecimenlos,
couvem quo o inspector da alfandega faca rccolber ti
deposito as referidas prensas, expedindo S. S. para
esse lim as convenientes ordens.
DiloAo Dr. chefe de polica, remetiendo copias
dos avisos da juslca de 28 de selembro de 1853 e 29
de dezembro do uno passado, acerca dos mappas
mensaes dos crim.es commetlidos nesla provincia.
DitoAos Srs. Augusto Ercderico de Oliveira c
Frederico Coulou, cnviaudo-lhes por copia nao s o
decreto n. 15U de 30 rie selembro ultimo, pelo qual
se Ibes cunee leu o privilegio exclusivo por 3 anuos
para oestabdeciinenlo do um ou dous vapores des-
tinados ao iervi$S do porto desta capital, como tam-
bera as condicoe, que baixaram cora o mesmo de-
creto.
DitoAos mesmos. Transmiti por copia a Vs. Ss.
para seu cunheciinento e execucilo, o incluso evita
da repartilo do imperio, firmado em 19 do corren't,
no qual se declara que. para poder surtir etl-ito
caneoslo (alitedependente de apncovaejo do poder
legislativo) falta a Vs. Ss. por decreto n. lll de 30
de dezeirjbro ultimo, do privilegio exclu-vo por 15
anuos paila o eslabeleciinento de um ou dous vapo-
res desudadas ao servico do parlo desta ridade, faz-
so ndispensavel que Vs. Ss. assignem iiaquella re-
parlir.au u respectivo contrato, m intelligencia deque
o mesmo a de ser lavrado de jnteira cjnfonnidade
Com as coi lices que baixaram com o mencionado
decreto.
CircularA lodos os juizes de direilo,Transmil-
um roslo de admiravel regularidade. Salanga havia
sufrido, ludia um grande poder de amar, c um fun-
do de melancola ; mas sua ndole valerosa prevale-
ca quando ella quera, cean lodosadmiravam seu
espirito bullante e ousado.
El-rei Tron tinta a puantasia de aprender a can-
lar romances, e Solauge Beauvais era sua mestra de
SOl fejO.
Antonia de Molges, lilba do migo propriclario
do castalio, era a lerceira. Tinba o ir de urna me-
nina, c chegava apenas aos dezesele anno.. Seu pai,
o cunde de Murges, cumia cui hulosamente seus
bens. El-rei Trufo havia comprado o castalio por
mais um terco de sen valor. Amava Antonia, a qual
cbamava ana atildada, embora n.lo live--e sido sen
liadiinbo. Peasava-se que Ihe deivaria urna parle de
sua riqueza.
A condessa de Morges era uina burguesa nobre,
boa in.li inaneira das mais de adrizo.'., salvo a ig-
nominia. Tinba ordenado a llba que amasse a el-rei
Trulle. afasasse-o e anieasse-o. Antonia liuba-lhe
una alIVirlo sincera ; du contrario nao teria obe-
decido.
Era urna rapariga risonbii, irqzenua, boa c linda
comn um cravu. O rei Trufe amava lambem a bella
Snlaiige, sua neutra de msica, e Irene, a qual rba-
uiava -ua sobrinha.
Alm dislo adurava a marqueza Aslrca, a qual de-
nominava sua Ma iniwtga, absolutamente como
um pastor de Scudcry. -E-sc rei Trufe amava a
lodos.
Nao estamos no plianlaslirn, pelo contrario nada-
mos em plena rcalMadc. El-rei Trufe edamava-se
Rostan bem como seu pai j muri, oulr'ora mcrca-
dnr da ra Sainte Avoveem Paris. As memorias que
cuiisullainos nao dizcm o que o pai vendia. Elle foi
lambem mercarior, e desde lenra idade. Era. uina
ndole bonachona e Irauquilla ; u lomincrcin exige
um rigor que ello nln timba ; por isso foi arruinado,
fez banca-rola, e fuio lulo sei para onde. Tornamos
acha-lo na Inglaterra depois de um longo espaco
de lempo anda mojo ; mas ja barrigudo. Nos r-
maseos de Londres prncuram-sc as pessoas barrigu-
das, porque issu da um ar magcsloso.
Rostan obteve um lugar em nina loja de caive-
tes, e foi essa a origpm de sua nqoeza. Casou com
urna luiilhcr idosa. que fui scduzida pelo seu porte
agndavel, e romo era robusta utmuo o habito de
bata-la na intimidada de vida, privada; mas torree
em urna noite de oulono sufocada pela genebra
que beber em abundancia. Assim acabara as pes-
soas sem tempornea. Deixou ao marido por testa-
mento ludo o que possuia em bens movis e im-
raoveis.
Era uina cruel zumbara: ella u;1o tinba urna pol-
legada de Ierra nem um shillng em dinheiro. Po-
rin eis-aqni o que aconteceu. A Inglaterra he um
paz admiravel! Um antepassado dessa mulher es-
lindo por ijopa a Vmcs, para ler a devida execurao,
n avio cir ar da rcparlicao da juslica de 8 do cor-
renle, env o-lbe lambem os modelos dos mappas es-
tatisiieos que. de confurmidade com o citado aviso,
devem Vmcs. remcltcr uo lim de cada sesslo do jurv
dessa comarca.
HilaAus mesmosEm observancia do que se
ada disposto no aviso circular da rcparlicao de ius-
liea cuustaiitc de indoso exemplar, recominendo a
\ mes. quc.de confurmidade como modelo junto, me
remellara iinpreJerivolmeute al o dia20de fevercira
prximo viudouro, uina ola dos jurados qualifica-
dos nessa comarca nos anuos de 1S53 e 1851, lauto
da urna geral cuno da especial.
DitaAos juizes municipacs dos termos destn pro-
vincia.Em cumplimento do disposto no aviso cir-
cular da repartirlo da jostiea constante do incluso
exemplar, recoinmeudo a'Vmcs. que.de conformida-
de com os mo tollos juntos me enviein imprelerivel
mciile aleo dia 20 de fevereiro prximo viudouro ns
suas informaees, acerca de lodos us processos de
formaran de culpa instaurados ncsse termo em o an-
uo prximo passado c nas anteriores, e que termina-
ram em dito auno.
DilaAos mesmos.Era observancia do que se
ada disposlo no aviso circular da rcparlicao da jus-
lca constante do incluso exemplar, recommondo >
Vmcs., que de confarmidade com os modelos junios,
me remellara mpretervelmcnte at o dia 20 de feve-
reirn prximo viudouro iuforniac.lo sobro o estado
cm que se achara as exrneles ci iminaes que livcram
lugar nessa comarca, e bem assim um mappa do nu-
men dos sentenciados que cumprem pena nas prises
publicas.
PorlariaAo director do arsenal de guerra, para
entregara Manuel Luiz Cocido de Almeida, qualro
africanos livresdos que existen] no mesmo arsenal.
Rjieram-se ns iieces9Jrias rommunicaces.
DilaAo mesmo, recominendanilu que mande re-
ceber do iqfcslrc da escuna nacional 'lainega, 13 cai-
xes conlcudo arlgos de fardamunlo perlcncenlesao
5. balalbao de infanlari.i, pondo os referidos rai-
xoes a dsposicao do inspector do arsenal de mariohi
para seren enviados ao seu destino.Olliciou-se ao
referido inspector para contratar a couducaode lacs
caixes.
------- -onioiw.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel do commando das armas do Pernam-
buco ni cldade do Recife, em 1 de fevereiro
ro de 18S5.
OH DEM DOMAN. 207.
O coronel conimaudaiile das armas interino, d
piibl.-id.ide para conlieciinento da guarnicao e di-
vido elleilo, ao aviso circular do ministerio dos ne-
gocios da guerra de 21) de dezembro do anuo p. p
cora referencia au de 25 de novembro espedido ao
general, commandanle da divislo imperial em Mon-
tevideo, Usando a verdadeir.i inlelligencia da cir-
cular de 3 de junho, lujo do mesmo armo, com
respeilo as vantagens que se deven abanar as pea
cas de prcl do exercilo, que leudo concluido o seu
lempo, continuara aservirsem cngajameulo.
O me-riia coronel cummaiid i nle das armas determi-
na que o Sr. segundo cirurgi.lo alferes do corpo de
saude do exercilo, Dr. Jos Augusto do Souza Plau-
ga, fique addido ao segralo h.d.illi.l i de infanlaiia.
CIRCULAR.
Rio de Janeiro.Mini-terio dos negucips da guer-
ra, cm 20 de dezembro de 1851.Illm. c Exm Sr.
Dandu lugar a diversas inlerprelaces e a duvida*
o disposlo na circular de 3 de jmiliu desle auno, so-
bre as vantagens que se devera abonar as pravas de
prel., que leudo concluido o seu lempo de servido,
continuara a servir sem engajmenlo, remello a V.
Exc. copia do aviso de 25 de novembro ultimo, di-
rigido a scmclbanle respeilo ao brigadeiro comman-
danle ila divisan imperial era Montevideo, idira de
que V. Exc. faja observar o que nelle se acba.expli-
cado.
Dos guarde V. Exc.Pedro de Alcntara llel-
legarde.Sr. presidente da provincia d3 Pernain-
buco.
AVISO.
Rio de Jeneiro.Miuislerio dos negocios da guer-
ra, cm 25 de novembro de 1851.Em resposla ao
ollicio que V. S. me dirigi sob n. 39, em dala de
10 do mez prximo passado, tenbo a de larar-Ilie.
que a dutrina do aviso circular de 3 de junho do
crrenlo almo, foi mal comprchendida quando para
a sua execucilo, se entendeu dever-se suspender *
prac.is dessa di visito vantagens deque j,i gozavam pela
e-pecialidade de suas praras, ralo sendo isso o que
determinado ah se acba, pois claramente se diz, que
nao se alioncm vantagens de queja nao gozein.
Para que inelbor seja entendida a ordem do go-
verno imperial, eslaheleccrei assegunteshypolheses,
e por ellas regulara V. S. a materia. N Um solJadn
recrutado lem o sold simples. Se acabado o lempo ,
que est obrigado, se engajar para conlinuar a
servir deve perceberas vanlageus garaolidas pela le.
gslajao para os engajados: so porem, nao quer cn-
gajar-see conlinutr a servir, porque as circumstan-
cias nao pcrmtlem que seja escaso, recebe somonte
o sold simples quo Ihe compete, e nao oulras vanta-
gens, como se engajado se bouvera. O soldado voa
lunlario tem o sold e mais melide desle. Acabado
o scu lempo, se se eugaja abonam-se-lbes as vanta-
gens de engajado, islo he, o sold dobrado, etc., se
porem, nao quer engaj.r-se, e continua a servir por
qualquer motivo, percebe somenle o sold e meio de
quo primitivamente eslava de posse, e nunca os dous
sidos como engajado. O soldado engajado lem sol-
do dobrado, e o conserva mesmo depois de completo
o lempo de engajamento, porque j eslava na posse
deasa vanlagem.
Do que lira exposlo concluir V. S. que o aviso
circular a queso refere nao impt a obrigaeflo dess-
pender o abono de vantagens, cm cujo gozo j se es-
leja, previne, sira, que se faculten! a quem, nao se.
contratando, direilo a ellas nao tem.
Dos guarde V. S. Pedro de Alcntara Belle-
qarde.Sr. Francisco Flix da Fonseca Pereira Pin-
to.Conforme.Libanio Augusto da Cunha Mallos
Manoel Muniz Tacares.
Conforme.Candido Leal Ferreir, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
3-
ORDEM DO DIVN. 208.
O coronel commandanle das armas interino, faz
cerlo para os lius necessarios, qoe cm virlude do avi-
so ilo ministerio da guerra de 13 de Janeiro prximo
lindo, chegou bonlcm da corle e f& a sua apreseu-
(acao, oSr. alteres do.2. batalhao de infartara Jos
Carlos de Oliveira Franco; c que o governo houve
por bem,por aviso de 10 do dito mez conceller licen-
ca para estudar na escola militar da curte o curso da
respectiva arma, ao Sr. alteres do referido batalhao
2., Viclor GonralvesTavares.
^ Manoel Muniz Tacare.
Conforme.Candido lAal Ferreira, ajudante de
ordens enrarregado do detalhe.
EXTEMOR.
quecera se no buuco do unas cen libras, liara
jo milito i anuos; "porin uina manbaa que Rostan
piiuha um fumo no r ha peo, eutrou-lhe era casa um
desconhecido e rogou-lhc mu pulidamente que fus-
so receber um riilbau e quindenios rail francos no
banco. Como Kostan lanlava, o desconhecido na-
ilon de linguagem e amcarnu-o de faze-lo amatar
al ao banco pela polica : o banco eslava auciuso
por pagar.
Nomo Rustan foi, bon uu mo grado, receber um
mhae e pjulnhentos rail francos. Primeiraincnte
pergunlou a si niesmo que faria de tanto diubeiro,
e dizendo-llte um velbaco quo'no Mxico elle do-
braria fcilmente essa quanlia, parti para osMcxico.
0 enjoo foi o unico acontecimenlo de sua viagem.
to Mxico elle regaloii-sc: O velbaco nietteu-o
em um negocio e ruuli ui-n ainplamculc. Hoftal
ilcixou-o loruar.se millonario o quadruplicou seu
capital. Aprenden a locar guitarra em Cusco com
urna senurila robera de veo, que sorria pur en Ir
suas rendas prelas todas as ve/es que Rostan dava-
Ibe cem pistolas.
1 um vez elle encontrn um avcnlureiro francez
que pe lio llie vinle luizes, cb imando-o seu primo.
Esse aveiilureiro era conde, vnba da llrctaulia c
chainava-se Itoslan de Boscq. Isso dcu-llie dens de
grandeza. Con-ultoii um sabio para rouhecer quaes
eram os mais bello (luios, e em que regules podiam
ser adquiridos pelo preco mais rasoavel. E-se sabio
furneccu-lbe tudas as inforinaces ncessarias, eo
avcnlureiro Rostan de Boscq desenlien Ihe as armas
de sua familia.
Desojando guardar a decencia para cora todas as
chancellaras europeas, n.lo determinaremos em que
pai/. nosso Itoslan comprou seu titulo de duque.
(Jueremos provar smenle que tuha osse litulo, pois
o pagara em moeda correnle.
Enlretauln seus inilhes produziam, e apezar dos
furlos do velbaco, a caixa enedia-se scnsivelmenle.
Para que licar no Mxico sendo ja duque, e leudo
inilhes'' S ha um lugar uo mundo para gustar
urna renda romo a du Rostan balote: esse lugar be
Paris.
Embarrou-se, puis, e enjoou novaraenle. Alugou
UDM grande parte dn hotel Mauricio, emquanlo pre-
parava ama Casa, e uo lim de ojio dias aiiiiunca-
os-
ALLEMANHA.
O Monitor Prussiano publica segundo.a liazeta
de h'ocnigsbcrg o ledo do ultimo despacho prusia-
no de 13 de novembro. He dirigido ao conde de Ar-
nim, embaixador da Prussia em Vicua, e oseu leor
he o seguiute :
V. Ez. conhece ja gracas bondade do Sr. conde
do Buol, a resposla do gabinete imperial s nossas
propostas de 30 desle mez. O conde Esterhazy com-
inuuicou me igualmente ao depois o despacboque Ihe
foi dirigido com data de 19 desle mez, e mando-vos
aqai junto copia delle para completar os actos di-
plomticos da emhaixada de Vienna.
Tivemos grande conlcnlameuto em ver que o ga-
binete austraco aprecien o voto sincero de um ai-
cordo que nos guou nis nossa9 proposlas de 30 de
oulubro, e a nossn satisfazlo foi tanto mais viva
quanto julgamos podemos colher na imprcs que em nos produziram as observaces pelas quaes
nos respondeu, a convierto desejada e esperada de
que as duas alias cortes eslo suflicieutemenle de
accordo a respeilo da sua posir.lo commuin perante
as grandes questes que se ligam complicarlo ori-
ental, para poderem fazer no depois "pupelas cum-
rauus ios outros seus sitiados no seoda Dieli.
Guiados pelo desejo de poder faze-lo o mais de-
pressa powivel, examinamoscom o maior cuidado as
razes que o gabinete austraco julgou dever oppor
do seo poolo de vsla geral c particular, ao modo
com que nos formulamos urna resolucao eventual da
Dieta. Neste exame Tivemos em grande conla as
eunsideraees que a Austria, deve sua posicao eu-
ropea e as obrigacoes que dahi nascerain.
Julgn n.lo dever entrar em particulares a esle res-
peilo. Vejo-me abrigado somenle a dizer. queso por
uina m inlerprelarao he que 9e suppoz que nosqui-
zemos declarar os qualro pontos exclusiva e abso-
lutamente obrigatoros para nos, e para os nossos al-
pados cm todas as circiimslancias, e que nos quiza-
mos ligar a Austria denlro desles lmites.
Pelo contrario o artigo 3. do nosso projcito l-
nha em vista o caso em r)ue novas exigencias fo.sera
formuladas para iuleresseda Europa, e estipula que
ncsle caso se lomar previamente uine reso
Commum. Julgamos por coiiseguinto que
ira se obrigar a isso, na forma de un
Diela, n.lo obrar sen.lo no espirito de tralado de 20
de abril. Porm ns apreciamos, como dissemos, as
consideraces feitas pelo gabinete de Vienna, e por
isso tivemos o cuidado de afastar tanto quanlo a con-1
servarle das nossas proprias conviccijcs o permilta,
do novo projeclo que vai junto, e que S. M. o rei
approvou, tudo o que podia estar em conlradiccao
com o modo de ver da Austria, e adoptar quasi ver-
halincnteos lres|iontos que a Austria formulon no
projeclo de instruccao ao representante do impera-
dor na Diela, projeclo que nos foi cemmunicado, de
modo que podemos contar confiadamente que o Sr.
rani-lbe a visl.l do marque/ e da niaiqueza de Ros-
lan. Foi uina entrevista enternecedura. (Tonca se
linliam visto; mas ha o" sentimeiito de familia.
Francisca c Aslrca que sahiam justamente a snmma
de sua riqueza, reconhccerain-no ao priineiro oldar,
e lanraram-se-lhe logo nos bracos. O duque con-
servou-lhes sempre um sincero reconheciinenlo.
O nome de Kodansoa bem, c o litulo de niarque-
za he agradavel. Astrea ucenpava nina posicao bri-
Ihante, c era bella como oulr'ora. O remorsu n3u a I hrndo-se, cntiniioe Aslrca ; salvo ae
molesiava; dezesele anuos de impunidade eram a I forte que nao uecessite de armadura,
garanta daseguranca futura; poim os setaecutus I (C'orti'ni(ar-'-/ei.l
mil francos nao foram levados a Paris assim como o
inilh.lo e quinhenlos mil francos ao Mxico; fora
misler Jar um osso a JoIo Touril. O vestuario de
urna marqueza bella romo Astrea cusa caro, e os vi-
cios de um (aful como o grande Rostan iiiio lem pre-
co; assim a caxa comanla linda emagrechlo.
Nao queremos pretender {pois o leitor nao nos
rrerial que Astrea livesse ficado ociosa durante esses
dezesele anuos; porm he necessaria tima occisin,
e esta havia fallado.
Asegunda visita imprtame que recebeu o du-
que de Rostan foi a do doulor Sulpicio, a qual linha
scllicilado. O duque eslava docnlc. e o doulor Sul-
picio a.-abava de fazer urna cura brilhaute na pessoa
do urna amiga da marqueza. Esla que apenas s co-
ndeca de vsla, ndicou-o.
0 doulor Sulpicio toniuu logo um grande imperio
so.'ire o duque. Uina vez que .ichon-se cm casa
delle ao mesmo lempo que o marquez ea marqueza,
estes ficaram allonilos, quando n doulor Ibes dissu:
Son do mesmo paz que Vv. Excs. Ero 1835
eu era pastor do Treguz.
Astrea ficou sera responder pela primeira vez do
sua vida, c o grano? Kostan empalidecen. O duque
nao comprehendeu, e Sulpicio poz-e a fallar de ou-
u.is colisas.
Aslrca serenou-sc; porcm artes de sahir, o dou-
lor chegnu-se a ella e disse-lhe cm voz baxa :
Mandei fazer Ires tnmulos no cemilerio da
Saim Casi; nm para o marquez Antonio, unpara
\ icloria e um para meu pai,
E Miliandu se para o grande Itoslan, accresceo-
tou:
Sua tilda Ireue he minha innlhcr.
Depois saudou e rtrou-se.
O grande Itoslan quiz sagui-lo; mas Aslrca pe-
gou-lbe do braco murmurando:
' Quero que fiques!
O grande Rostan licou.
Quando se acharam sos, Aslrea dase:
Te-lohieis reconhecido?
N.lo, respondeu Francisco.
Nem eu.
E reflecliudo um nstenle, murmurou depoi-:
Ha dezesele anuos, e onde acnarprovas'.' So es-
se bnmcm esperasse algiuna cousa nao se teria des-
coherto sera necessidade.
francisco prunencion sem saber que fallava :
Minha lilba Irene lie sua mulher !
Aposto que peusas cm Magdalena! dase a
marqueza com um sorriso amargo.
O lidalgo peslanejno, porque tinba lagrimas nos
odos.
Esse honiem commfteu urna tourura riearo-
julga-se tao
- 1
MELHQR EXEMPLAR ENCONTRADO
mu tu ann


DIARIO 3EPLRMHBUCG. SEGUNDA FEIRA 5 DE FEVEREIRO DE 1855.
bario deProkesch elar auloristulo a pronunciar-
so a favor desle projccto no seioda commissiio.
S. M. dignlndo-s consentir como o disse ji era li-
ma tal resoluto da Dieta, fa-lona oonvicco de que
para evitar as discussOes e votos contrario', esla re.
solucio nao poder si>r lomada scnlio depois de tcr
sido precedida de mu arligo addicionaj estipulando
a proleccao da Austria nos principado* a qual por
condono propria do gabinete imperial escode o prin-
cipio primiltivo do tratado de abril. Na relace-" o
desle artigo tambem S. M. ordena qoe ic evite quan-
lo for possivel ludo o que possa retardar o accordo.
Desta consider.15.lo dominante rcsullou o projecto
junto, igualmente approvado por S. M. o qual Y.
Ex. communirnr ao Sr. coude Buol, fazendo-lhe
saber que no caso de S. M. o imperador da Austria
o approvar, V. Ex. he autorisado a nssigna-lo im-
mediatamente com o conde Buol. So preferirem em
Vienna que a asignatura seja feila aqui, ser fcil
autorisar pelo lelegnpho o conde Esterhazy a assig-
na-lo comigo. As formalidades dos plenos poderes
podem preenchei-so depois.
No casa de ser assignado o artigo addioional. de-
ver ser enmmonicado immediatamente aos no-sos
alliados Allemaes c aos nossos representantes em
l-'ftnkfort, e nao s a acceita^o desle artigo nao exi-
gira certamenle ulteriores passos, mas al o traba-
dlo da commissao que llie dissesserespeilo inmedia-
tamente seria muito simplificado; porque esta nilo
teria de formular as snai propostas senao referiodo-
se quelle, e se estas propostas fossem a cousequeu-
cia de uro. projecto conveucionado entre a Austria o
a Prussia, haveria certeza de serem unnimemente
arcados na commissao e na Dieta.
Fazei conliecer immcdialamenle o presente des-
paldo e as pecas que vao juntas ao gabinete impe-
rial. S. M. da a maior importancia a chegar a una
prompta concluso desle negocio, no qual lio guiado
pela grande parte que toma nos inlcresscs Prussia-
nos e Allemaes c ao memo lempo nos inleresses ge-
raes da Europa, e conla com conliaura que o scu
augusto alliado S. M. o imperador da Austria con-
sentir e contribuir da sua parle para so. Espero
portante com vivo inleresse os despachos de V. Ex.
e o resultado dos seus passos.
Recebei &c.
Maulen ffel.
I'cihdko dos Pobret rio Porto.1
Na .Ibelha do Bombaim de 8 de novembro l-so o
que se segu :
A lempestade da semana pastada.E'la illia fni
na semana, passada visitada por urna daqucllas cala-
midades,'que apparecem de lempos em lempos c
ne aisignalam sempre urna poca nos tastos fami-
liares dos povos ; poca de devastarles, ruinas c
desgranas.
r Na nossa folha anlecedcnle haviamus registado
a mudanca repentina, que se liuha operado na at-
mospbera desde domingo anterior, mudanca que se
prengiava algom desfecho estrondoso; mas uin-
guem de cerlo previo o borrivel cataclismo, que nos
devia sobrevir na noite de qnarla-feira passada.
Na larde difquellc memoravel dia o eco appa-
receu, como nos dias anteriores, coberlo de grossas
uuvens carregadas de (luido elctrico que pairavam
sobre as nossas eabecas, e que ao cahir da noite co-
mecaram a incendiar-se, despedindo deslumbran-
tes fiwilacoes e medonhas Irovcadas, acoinpanlia la-
de agoaceiru? bastante copiosos, ventando do lado
de S. E. %
As 9 horas o vento lomoii mais forra, e gra-
dualmente foi crescendo, e convergindo para o E.
Depoisda mcia-noile lornou-se em temporal desfei-
to ; e as raja las era ni (.lo furiosamente violenta',
que nada Ihes poda resistir.
ii Pelas 4 horas da inanhaa convergi para o Sul,
o d'alli repentinamente para S. O. e pouco depois
tomn a direccSo do N. O., e entilo agua furia re-
dobrou com espantoso impelo, J nao era lempes-
tade, mas um medonho furaco, que devaslou, as-
solou c dcrribp^L todo quaiilc-encunlrou no sen ir-
resistivel curso. No scu terrivel furor arrebatan os
lectos e telhados do algumas casas, desperiacou os
mirantes, esmigalhou ns baleles das portas eja-
nella-, e fez immensos oulros estragos nos edificios.
Arvores seculares e corpulentas qoe liaviam resis
tillo s maiores tormentas anteriores, combatidas pe-
la violencia das rajadas, foram arrancadas da raz
e arrojadas ao longe ; as palinriras eslalaram
__. pelo meio, on caldudo sobre os lectos das ca-
sas, as derribaram comiigo. Nenhuma arvore es-
capou furia tremenda do redemoinho, que lorccn-
do os ramos e arrancaudo-os aos troncos, os alna-
va a grandes distancias.
Era um plienomeno espantoso, urna convulsao
tremenda, que semeava deslruico por toda a par-
le. Assim couliiiuou este destrono ai as 7 horas
e raeia quando se foi moderando aos poneos, al que
desapparcecu de lodo pelas 11 horas.
Nao tentaremos descrever aqui os incalculaveis
estragos que em (erra cansn o calamitoso Cyclonc,
que acabamos de experimentar por nossa desgrara.
Keslar smente dizer que n90 lia edificio, casa.
ou clioapana qae nao tenha soffrido mais ou menos
prejuizo. nem quinta ou fazeuda, que n.lo tenha li-
do perda de arvores e outras planta*.
Se em Ierra foram t'o funestos os effetas da
lempestade, no mar sSo superiores a lo lo o calculo.
As embarcarles do govcrnn foram ns que nuis snf-
froram. O novo vapor Assage parti as ancoras, c
indo de encontr com a muralba do castalio, per-
deu a bujarrona, o foi encalh ir na praia donde se
safuu a muito custo no dia segnin'.e. O navio llas-
tings, com a bamleira do contra-almirante, com-
maudanle em chefe naval,' perdeu tambem as an-
coras, alirio-se em agua, e foi arrojado s praias
depois de.haver. cabido scuSre os vapores <;. /i.
(lerk, l'hox e Sir Jampsttjee Jetjecbhoy, os quaes
foram ao fundo. O mesroo Hiutings cabio tam-
bre a barca Saic Allum, a qual perdeu o eme,
c licou intairamente desarvorada. O vapor Snake
afuudou-se : o briguc Palinurus, c as escunas
Margaret, Ntrbudah, Mandacei deram costa e
consideram-se perdidos. O fayal Tiger desapp uc-
een. A corveta de guerra Elhpint.one encalhou de-
fronte da alfandega. Os bergantina do governa-
dor, de sir II. I.ccko, os escaleres do arsenal e par-
ticulares foram qusi sem excefcao arrojados s
praias. e all Picaran) despedazado).
o As embarcac/ies mercantes (iveraro grandes
prejuizos. Os navios Eliza. Jan.es Turcan, e Ca-
millus foram s praias. O Fosfathire foi encalhar
cin Caranj. O brigue Amizadi ficou desmaslren-
do, ea escuna Dous lrmao$ desapparcecu, cjolga-
se ter sido arrojada e despedazada nos rorhedos
queJiordam as Utas vlzinhas.
Tolos os patlamarins e emjarcac.oc costeiras
foram alindas as praias e all se desfizeram contra
as pedras, perecendo grande numero de marinhei-
ros e coles. Dizem-nos que neste numero entram
onze a doze pallaras de (ioa, quu deviam partir no
dia immedatn para o seu destine.
c et impossivel fazer resenta di todas as per-
das, que vao successivamenle chec ando no nosso co-
nhecimculo, e que se acham rcgisladas nos jornaes j
diarios.
progri'S Imperio Brasileirn, a qual se chama provincia de
Cioyaz, e que lano deve naltirey.a, e nada, e qua-
( nada ans homens.
Animado por um amigo, sem embargo da timidez
natural a quern nunca escreveu para o publico, e
se reconhece ponto habituado para faz-lo, incito
a correspondencia, cujo nnico mrito fer a fnleli-
dade. O passamenlo dovirlooso diocesano. I). Fran-
cisco Ferreira de Azcvedo, no dia 12 de agosto,
entristecen toda e-la capital. Nascido na cidadeda
Iiahia em 1766, fea seus eslmlos no seminario de
S. Jos desaa corle, onde depois leccionou pbiloso-
phia ; mostrando grande talento para o pulpito, foi
nomeado prgador da Capella Real ; a esse talen-
to e s suas virtudes deveu o episcopado. Quando
aqui chegou em 1823, j eslava privado da vista.
Sua bondade, s vezes excessiva mesmo, sua aflabi-
lidade constante, o fizeraui geralmente amado. 1 i -
nha a sea cargo orna irm.la octogenaria c oilo so-
brinhas solleiras, das quaes a mais mora he maior
de quarenla anuos que licam em nimia pobreza, e
muito taino de soder se a munificencia imperial mo
melhorar sua sorle. O venerando e humilde prela-
do recnmmcndii expressamenle cm testamento que
seu corno fosse sepultado sem pompa alguma na ca-
pella da Iloa-Mnrlc ; o foi jiorm com todas as hon-
ras devidas sua alta gerarcliia, pois o presidenta
da provincia, cnleudcndo-se sobre este objeclo com
o invernador do bispailo, den as ordens precisas.
S. Ex. Ktvm. nomeou em estamento governador
do bispado o Kevm. Jos Joaquim Xavier de Bar-
ros, conego da Capella Imperial, provisor e vga-
rio-geral da diocese :.a este rcspeilo direi somenle:
a nomeacito nilo poda recahir era pessoa mais
digna,^-como se exprimi o presidente no rotatorio
lido no acto da installac.lo da assemblca provin-
cial.
Concluio-se a elcc,lo de senador com toda a
calma e libertado, e o resu'lado final j deve ah
ser condecido. Depois do que se disse no senado
para fazer rrer que esse resultado he devido a inler-
ferencia directa do governo na clcicilo, n.lo posso
guardar silencio sobre este objeclo.
Nilo riuvido que a influencia do govruo se pessa
(tribuir o accordo a que chegaram lodos os gover-
nislna quanlo aos candidatos ; accordo que, na ver-
dade, concorreu para que a volajao n;1o fosse milito
derramada ; roas o que he rerlo, e o que ninguem
poder contestar, be que nem o vice-presdenle, nos
poucos diasque governou a provincia, nem o pre-
sidente, lancaram mito de meio algom cen*uravel
para oblerem o Iriumpho, triumpho facilimo cm
urna provincia eminentemente govcrnisla.
Os prenles do Sr. D. Jos nulriam esperam-as
de que elle podesse oceupar um lugar na lista tri-
plico, fundados em algumas promessas obtidas com
a declarac.lo de que esse candidato nao era oppos-
cioaisla.
A quesillo- eleiloral foi bem elucidada na assem-
blca provincial, por occasiflo de disculir-se a felici-
lac.lo que ella din-io ao Exm. Sr. Gru Machado, e
q>ie agora Ihe envi.
O Sr. Dr. Jardim, irmo do Sr. I). Manoel, foi
queni abri a discus,lo, declarando que nilo ia com-
baler o projecto de felicitaran, porcm fazer apenas
alguns reparos.
Eses reparos se rcslringir.ini ao tpicos relati-
vos navegacHo fluvial c cleicao. Sobre o priinei-
ro nao percebi bem o que elle quera, parece que
dava preferencia navegaclo da Aramiaya, e de-
sejava que o presidente nao cumprisse as ordens do
governo a respcil da nnvegaco dos afflucntcs do
Tocanlins ; esobre o segundo, propoz que sesup-
primisse a palavra liberdade,e o resto do periodo
em que sedizia que a provincia aspirava dar urna
grande prova de sua adliesao a poltica do governo
imperial; suslenlou que a elcico no foi livre
porque os governos geral e provincial tinbam nella
influido, c dis-c que admirava-so que houvesse
quem negasse bt. Uespondeu-se-lhc que se ello se
retara influencia indirecta que procede da con-
cordancia entre o governo e seus amigos sobre a
accilaciio das candidaturas, o que he da ndole do
nosso sysleuia, nao se negava que liuha havido es-
se accordo, mas que elle Uia podia provar que o
governo livesse exercido influencia directa e censu-
ravpl. pois que n3o enviou d;stacamenlos cleilnraes,
nao deu deroissoes, nao fez nomeacocs, uo bouvo
o menor acto de violencia em parle alguma, amca-
ra ou qualquer oulro meio reprovado, para que se
pudesse dizer que a provincia foi coagida a aceitar
Qns nomes, e a rejcilar outros, c que por lauto li-
nba havido inleira liberdade.
A isto responden o Sr. Dr. Jardim que nunca dis-
sern que o presidenta usara de laes meios para ven-
cer, e que ninguem melbor do que elle conbecia as
boas quididades que adornam o Exm. Sr. Cruz Ma-
chado, queja era seu amigo antes de para aqui vr.
eque rontinuava a se-lo, c que s diza que era
bstanle que fosse sabida a vootade do governo so-
bre a eleicilo para a provincia ficar em coacto mo-
ral, e nao haver mais liberdade !...
A felcitaco foi approvada unnimemente, com
excepeo do voto do Sr. Dr. Jardim, cujas emendas
nem ao menos foram apoiadas.
Sobre esle assumpto nada mais direi, e somenle
nao posso omiltir urna circunstancia bem repara-
vel que se d mi na id ioa.', c he Icr a candidatura do
Sr. Dr. Silvcira da Molla, que era por lodos muito
bem aceita, sido guerreada pelo spu collega da lis-
ta, o Sr. Padua Flcury, e os seus, que para preju-
dica-la n3o pouparam manejos e esforz que foram
completamente bal lados, como nJo podiam deixar
de ser.
Esl' funreioiKinrio a astembla provincial, e
ocrupa a cadeira da presidencia o Sr. hrigadeiro
Klippe Antonio Cardoso, coniona legislatura pas-
sada.
A assemblca tam prestado ao Exm. Sr, Cruz Ma-
chada franco e decidido sapoio, convencida que se a
sua administraoao fr duradoura, ha de Irazer mili-
tas beneficios provincia, pois he de lodos reconhe-
cido o empenta, do presidenta cm, melhorar a sorle
da provincia trabalbando sempre com aclividade e
zelo para aproveilar os poneos recursos que lem
dsposicilo.
IS'oulra occasiao, quando a assmbla liver con-
cluido os seus Irabaibos, dar-lhc-hei conla dos mais
imporlanles, bem como da marcha da administra-
cao.
O Sr. Dr. Jardim, certamenle teudo lido o q%c
seu irmilo disse no senado a rcspeilo do Exm. Sr.
Cruz Machado, e nao querendo, como se suppe,
conlino.-.r a estar com elle em publica contradicho,
resolveu rclirar-se da assembla, lendo pedido dis-
pensa por motivo de molestia ; mas freqiieula o
presidente, que o trata muilo bem, bem romo ni-
guas eleitores que votaram no Sr. D. Jos, o que
prova a grande luoderaeilo e espirilo de couciliaeao
do presidente, que he geralmente vizilado e esti-
mado. Eslava o Sr. D. Manoel muilo mal infor-
mado quando asseverou no senado que o presiden-
ta s ruidava de eleicao, e mais nada ; o rctatorin
fingido assemblca" provincial no acto da ma ins.
tallaoAo prova inleiranienlc o contrario, e dellc se
chamados Jagunoos, que sao peilos-largn* vindos
da proviocia da Baha, e quo infestan) aquello mu-
nicipio.
Consta que por all anda tiimncm o ctinhapo, e
complico de Guimaraes, Theodozio Antones, e que
ja poz em alarma a freguezia de Santa Mara de
Tagualinga.
O pequeo rorpo fijo est em mxima parle dis-
tribuido em diversos pontos da provincia, e lodosos
dias ebegam novas reiiuisico., a que o presidente
nao p ule allender, pois o servico da capital ja he
feilo tambem pela guarda nacional.
No Jia 2. do mez passado houve nm baile offe-
recido ao presidente da provincia pelo commandan-
le e ofliciaes do corpo fixo. Foi urna das maiores
e mais brilhanles reunioes que lenho visto em
Goyaz, pois quanlo a homens a concurrencia foi
g mero ; reinou o maior prazer, e squalro horas da
manha deu-se fim j fesla.
Hercio lornar-mc extenso, e por isso concilio,
reservando para oulra ocraiao o que mais (nha a
dizer. Carla particular.
Corrtii Mercantil do Rio.)
S. Paulo.
ll> de Janeiro de 1855.
Y'ai paz em a eidade, nada ha que mereja espeei.il
icne.lo, a nito ser urna postura da cmara municipal
que acaba de lavrar probibindo a venda de frutan
rerdes.
Daqui o chasco dos palcslreirns, qae pergiinlam se
0 verde he applcadn no sentido da cor ou da riade
do fructo.
Di/.cm-me que o fundamento da ambigua disposi-
e/io he prevenir o Ivpho, que va lavrando eom alga-
m i inlciisidade. O caso he que nao se pode boje ser
cmara municipal, a .corporacao mais snjeita ao es-
calpelo des ga/cleiios c conversadores.
Dizem-me que ha bexiaas na Ierra ; ao menos
garanlo-lhe que ha terror, e este nao he um mal me-
nos grave, lia nma tradican rclaliva a esle negocio
de bexigas em S. Paulo, como Ymc. saber, e se nao
sotiber. digo-lhe que um Paulisla foi atacado desle
mal. O curandeiro em medico, j recejando alguma
cataftrophc, occullon a molestia ao enfermo. Resla-
helecido o Qiifermo, dir.-lhc e medico que o seu mal
liuha sido bexigas. Sabe que fez 0 lininem, meu se-
lihor? Morrea, e morreu le susto.
Tal he o horror que aqu e acola reina com a bexi-
g.'i. F.m l.nrena, sei ollcialmenle, grassa esta moles-
lia, c o presidente araba de tomar providencias para
que nilo progrida o mal.
Acabo do saber que foi morlo cm Izuape o ci-
dadilo Can,moa. homem de sua importancia no lu-
gar. Foi assassinado por nm eseravo de oulro indi-
viduo, no acto de cspanca-lo por enconlra-lo dentro
de casa.
Dizem-me que houve um pequeo alvorolo na
colonia do Sr. Queiroz. I'in individuo de baixa cou-
di;ao, e que para vi ver soccorreu-se ao salvatcriu
de munir-se de caixinba de lioimoupatliia, couver-
tandn se logo em senhor dontor. cousa muilo fcil
c na provincia, intrnduzio-sc na colonia. Soube in-
sinuarse de lal modo culre a gente, que, resolvendo
se fazer o nosso homem despejar o becco pelas
nialversacOcs commellidas, resullnu levanlarem-se
os colonos para impedir a sabida do dontor, que
j ia entrelendo relaees bem amorosas com as Su-
issis.
l-'oi o anianlelico remeltido ao chele de polica, e
aplaiou-se a tormenta. De ludo isto resulta que cus-
la muilo ser doulor c as academias ; porcm l por
fiira he um pice.
O engentieiro Gunlher foi encarroado pelo Sr.
Siraiva de ama importante commissao relativa es-
trada que desta provincia vai a Goyaz. Depois de
hi>m Informado Ihe fallarci delta.
Em Santos vai a populac.no dividida em dous
partidos cale-rosos a rcspeilo de um famigerado pro-
ccaaoinstaurado contra um iicgociantc, que com um
chicolemallralou cruelmenla a um caixeiro. Tem ha-
vido tal cftervescenca nos nimos, que, segundo me
dizem, quascorreu perigo o reo ao sabir da audi
enca.
A causa do crime que se debata he melindrosa; li-
gn-se honra domeslica, que o caixeiro lenlou man-
char. Sendo assim, menos lonvavcl he o fervor que
o oulro partido revela contra o homem que quiz vin-
dicara honra de sua casa. Se houve crime, deixar
e energa, deve-so pois presumir que prosiga na
acertada senda que Irilboo seu digno antecessor.
Quando a comarca da Malta-Gratule ia principian-
do a axperimenlar os benficos eltailos da adtnistra-
i;ao da justija do probo e redo juz de direito J. de
C. F. Vieira, fui elle removido seu pedido, tro-
cando o lugar com o de Campo-Matar em Piauby ;
se pujos.caos er atlendidos pelo ex-juiz desta, co-
marca Ihe rogaramos que se apressasse em vtr lo-
mar conla de sua nova comarca, uo porque nao
confiemos nos respectivos substituios, mas pela con-
viejao que tamos de serem sempre prejudciaes as
interinidades na administrao" > da ju inlelligentes que sejam os substituios falla-lliesa for-
Ca moral.
A hj ciee publica contina sem allcraco nola-
vel.
Nada (enho a addicionar is nolcias que em mi-
nba ultima caita llie dei h rcspeilo da seguranza in-
dividual, cujo estado proseguc lisongeiro.
I lliinamcnta houve ncsla cidade grande caresta
de farinha de pao, que subi al o excessivo preco
d 800 rs. a I9OOO rs. o quarleinlo. S. Exc. sempre
solicita em soccorrer a pobreza dea as mais promp-
las providencias para remediar esle mal, ordenando
commissao incumbida do abaslecimeulo de vive-
res que enlreaassc (OniKsflOO rs. a urna pessoa de
conlanca para ir agenciar a compra daqoelle genero
na freguezia do Pilar, onde eonslava que liaviaiibun-
dancia, e expedin ordem as compcleutes autorida-
des no sentido de facilitaren) n pessoa encarregada
os meiosde bem cumprir sua incumbencia. O ad-
mislrador da mesa de rendas do Penedn tai aulori-
sado a empregar cual quantia na compra de fnri-
nba e remelle-la pelo primeiro vapor da companhia
Santa Cruz. Portadores foram mandados a Porlo
de Pedra, ea essa capital com o hu de rcoommen-
darem a compra desse genero : estas providencias
produziram o desejado effeilo, a familia, romo por
milagre apparecou tugo em abundancia siilliciente,
bailando o prceos a 480 rs. e menos oquarleiao.
lia muito que se prtsume que nota provincia
exislam minas de carvil 1 de pedra : n dislnclo ala-
goano Dr. Manoel .loaquim Fernandos de Barros,
homem de rouila illusirajilo e profundos conheci-
mcnlos sobre seiencias naluraes liavendo encontra-
do lignites nos morros de C.unaraeibe asseveravaa
existencia de curvan de pedra naquclle* lugares, e
escrevpu mesmo una menora sobre tal objeclu : in-
das, que me dominavam, sonhei que me dirigia ao
lelheito a despe lir-me de S. lenlo, o qual, passa-
dos os rompriincnlos da miiilia fraca nracao, me dis-
se depois de um lor.go suspiro : i/uanii mereena-
rii 1, {nmo P'itrixmei abundanl frumento; e'.hic
fame pereo '. Surgam, et ibo ad Patrem. Tende mao
l, meu santo Ia a fallar-lhe, quando acordei : en-
|,o seriamente pensando sobre o que em sonho me
foi dilo, ronhec que S. liento tinha razilo de sobe-
jo para dizer que muilos mercenarios (que se de-
ve entender por oulros tantos hades regorgilavam
de abundancia na casa de seu Pai (qae por Dos se
ha de tomar ; ao passo em que elle S. Bento) ia
pereceado do fome (j se sabe a fome aqui be
a da decencia). Nao me pude purein acommodar
com o ultimo perodo Surgam, et ibo ad Patrem_
Tende paricncia, mea sanio (disse eu com os meas
boles). ueste sumi vos metieran), nesle surrao
morrercis I.aslimai o estado de penuria cm que vos
achais ; e eu vos acompanho nesse doloroso senli-
mento ; mas nao vos preparis a sahirdesd'ahi: e se
islo projeclaes, ide s, quceu nilo vos acompanhareii
porqueainda queeu fosse algum Malhusalem na ida.
de, nlm da queja lenho, nunca me caberia a sorle
de dar um s passo em vosso seguimento ; disto po-
dis estar certa. Quando chegar odia, em que pelo
arrebata' da trombela vos assenlardes dianle do Ihro-
no daquelle Juiz, que ludo v, para o jnlgameutn
das doze tribus de Israel ; cnlSo sim ; ahi, olhando
viis para os que vos nielteram no surrao podri-
ris dizer-lhes Surgam. et ibo ad Patrem :
porque o dia ser de conlas para o juizo, e de
juizo para as tontas, certamenle tirareis a com-
petente desforra ; porque nao scrao ouvidas as
tamurias dos que por mero capricho se consllui-
ram reos do vosso dcprezo : emquanlo nao, nao.
J houve quem me dissesse que S. liento no monle
Cassino ovilou a prematura murta, fazendo o signal
da croxsobre ocalix envenenado, que os seus con-
frades Ihe prepararan) ; no monte ou serra do Pire
nao evitar ser esmagado debaixo do desabamenlo do
telheiro, o qual, apesar das escoras c vice-cscoras,
nao durara por muilo lempo.
I. mesmo na Serra do Pires fui informado de
que, em consequencia da qualilicac.ao da guarda na-
cional, por um aviso, 011 cousa que o valha, erearam-
se tres balallies, o primeiro eom nito companbias,
o segundo com seis, o lerceiro o de reserva) com
qualro. Afora o estado maior, as propostas tam de
para pelas armas rev indicar a usurpada liberdade.
Tal he o estado de supina ignorancia, meu amigo,
em que esta a nossa popularn Dos queira que
o govern tome na ronsideracilo, que deve, estas boa-
loa ; alini de que como faiscas, despresadas, nao ve-
oham causar lainntaveis incendios.
Adeos, at mais ver. K.
PERWMBLCO.
REC1FE 3 DE FEVEREIRO DE 1835.
A'SOIIOBAS DA TARDE.
RETROSPECTO SE1ASAL.
Estavamos em calmaria, o desgracadamente foi el-
la iuterrompida por um desses tactos de eslrondosa
iinmoralidade, que lanram o alarma no meio de urna
populacho, para quema secur.inoa he a mais precio-
sa vanlagem do estado social. Ja presentemos tal-
leres que queremos fallar do roubn praticado na no-
le de9 do correle,em casa do Sr." 1). Joaquina
Mara Percira Y'ianna, na ra do I.ivramento, e do
A' nosaa amavel proza.a musa estancou. O barco
bnuilense se nSo caminha um mar d rusas, prosc-
gue sofrivelmente bem ; ludo tam ido sem novdado
nova, apenas solfeemos asaaz de calor, qne se (orna
tanto mais intenso, quando nenhuma fagucira briza
vem moderar-lhe os rigores. Come velbo nao o sin-
lo muilo, pois me dou mais com .1 calma, que com
o lal senhor froid, o qual me oxida um pouco a ma-
china vital, cujas molas nao lendo aido poupadas
pelo inexoravel lempo, j apaas se movem, mas os
oulros dizem que, la chaleur esMrop excestite.
Alinal li nma de sua* nova* folhinbas, por onde
lemoa de entender o 55, e l vi qae a rainha da noj-
le, ou a Casta Dica he quem puxa o carro do pre-
sente, por cujo motivo diz l'ostignorij, (eremos um
anuo de abundancia e farlura.
Nao lenho muila f em negorios dirigidos por mu
Iheres, Dos permita que nos libertemos do alio
preco, porque ha bem lempo se vao vendendo os
gneros alimenticios, o que be bem penoso para
quem nilo v linir-lhe nos bolsos os cobres, que
felizmente as experiencias e exploracoc- a que enl.lo comprehender setenta e dous ofliciaes para os
se procedern! n.lo livcram salisfalorio resultado, I tres batalhcs reparlidamcnle. Agora lembro-me de
apezar de continuar em suas asserres aquelle dou-
lor, que se podia dizer professionnl na matara, vista
como he al citado como auloridadc compclenle em
tratados de physica, e por aulores de Horneada. Em
dias do mez passado o preslimnso cidadao Manoel
tcr lido na historia sagrada que Gedcilo leve se-
tenta e deus lillios :e assim como cm lodo o mun-
do, at boje n.lo houve homem que lanos filhos li-
vesse : assim tambem em toda esta provincia nao
houve, e nem haver um municipio, que pela sua
Jos Tcixeira de Olivcira, remellen A presidencia I qunlilcac..io de lanos ofiiciae. Conforme a parida-
algumas lascas de um mineral, que muilo se asSe- I mellia a lignites, por elle cxlrahidas de urna grande
lage no canal que communica as 2 taguas do .Norte
e do Pilar nesta provincia : a lace be bastante ex-
tensa principiando no lugar denominado Pica da
Pedra e eslendendo-se na distancia de O bracas
qnasi n superficie da agua em baixa-mar: a cor da
pedra he escura quasi prela, parere ser de nalureza
bituminosa sulphurea ; submettido ao fogo arden
com facilidadc, fazendo laharcdas difficeis de apagar,
c produzin lo suacombuslilo um cheiro mu idntico
ao do carvo de pedra : dizem os entendidos que a
existencia do lignites he indicio ccrlo de carvdo de
pedra as carnadas inferiores : a lage projecla-se para
o serrote que cosleia loria a margem meridional da
lago*, onde he bem de presumir que exisla carvao
d* pedra. Por urna inleressanle coincidencia cm
quanlo nesta provinciae ocrupava o Exm. Sr. S e
Albuquerque, que com as lascas d lignites cxlra-
hidas da tica da Pedra,nes*a o Exm. Sr.conselbeiro
Jos tonta, maudara proceder a um exame sobre
alguns fragmentas do mesmo mineral que Ihe lia-
viam sido entregues por um individuo que os achara
em S. Migael dos Milagrea porto de Camaragibe.)
Os dousExms, trocaran) os fragmentos, alim de se
procederem aos exames scicnlilicos; nfelizmenle
nao ha ncsla cidade pessoa idntica ou que tenha
esludos especiaos sobre a malcra ; no caanlo cons-
la-meque o Exm. Sr. S e Albuquerque, pretende
mandar em commissao a Camaragibe o capillo de
engenheiros Marcolinr>JC. examinar, o terreno, e
que ja requisitara ao Ev^j^Wiselbeiro Jusj Bento a
viuda do naturalista franflfc.-lrunel. Ninguem ig-
que os Iribunaes Irabalhem. A honra ultrajada cega ^0ra a iuporlaacia que acl^nenlc tam urna mina
de carvao de pedra ; cs>c prenso minenl he boje
, ^i
anda conlinuam bem etcassos ca por casa, doudc
ncendisnhsequenle que o devia cncobnr, fazendo c
; hzeram urna grande e nolavel au-encia ; e infeliz--
mente nao echo nm uzurario que m'os queira for-
o (rande numero de cadveres foi encontrado
as praias, e muilos oulros lerao sido arrojados lias
ilhas prximas. Em Ierra tamb;m Houve perda
considcravel da vidas pela queda das casas e aTvores
e oulros accidente*, occasionados por tilo desaslro-
s.i lempestade. i}
a Os nossos contemporneos, compulsan lo as an-
tigs eol'ece<">es dos jornaes, do conla d e muilos
tampnraes que lem visitado esta cosa, como os de
Iti7, 1783, 1779, 1799, 18:27, 1KJ7 |e 1847 ; po-
rm concordan) lodos cm que nenhnm excedeu em
violencia ao da semana passada. n
Jirnal do Commer,ie de Lisboa.)
InTERIOR.
Rio de Janeiro.
H le Janeiro 1855.
CORRESPONDENCIA DO CORREIO MERCAN
Til,.
Goyaz 21 de ouluhro de 1851.
A provincia de Goyaz lie lalvez d'enlrc loda as do
imperio a menos eonhecida nessa corle : ignora-se
quasi Indo que lupii se passa, e lem-se falsas ideas
desta Ierra e seus recursos, dos habitantes e seos
cosame<. Desde muito lempo qae conhero islo, c
com bem pezar ; e desejava ollerecer a Vine, nma
correspondencia ISo regular quanto permillissem a
distancia c falta de communicacoes em que, a par
das noticias do dia, consignaste todas aquellas que
pudesse de algum modo interessar a seas numerosos
leitores, e em qn lembrasse as medidas' que mais
reclamadas sejam pelos jnteres-es a civiliucno e
pode ver o que o presidenta fez no tao curio espa-
ro decorrido do dia da posse aodaquelie arto.
I. anda pela comarca de Porlo Imperial, distan-
te desta capital 150 a 180 leguas, o Dr. chele de
polica Joao Bonifacio Gomes deSiqueira, por cau-
sa do assassino do juiz de direito Novaes. Nada por
ora aqu se sabe acerca riesC alicatado, e nem so-
bre elle se pode fazer conjeelura alguma, por que
lano naqoella, romo na comarca viznba, o Dr.
Novaes eslava muilo inimizade.
Se o parce tepultis n.lo vedasse expr o compor-
lamenlo despnlico e em lodos os sentidos desregla-
do desse infeliz magistrado, lodos ticariam conven-
cidos deque a elle, somenle a elle, c n.lo m n-
dole dos habitantes daquelles ser loes, se leve esse
tacto desgranado ; muito lempo esperar.un-so provi-
dencias, que as distancias e as formalidades da le
demoraran), as perseguirles e offensas moral pu-
blica coulinuavam, algum lalvez dos muilos oflen-
ddos miquillo que o homem lem de mais charo ex-
usperou-se. Esperemos que o lempo e as diligen-
cias do digno chefe de polica lancen) alguma luz
sohieesse tacto, que por ora esl cnvolto em Irevas,
Quasi pelo mesmo lempo foi assassinado com um
Uro a lilha do coronel Pinbeiro de Arraas; (um
dos homens mais imporlanles do norte da provincia)
sendo o marido da infeliz o que se pretenda astas-
finar. O execulor desle crime atroz, o celebre pei-
lo-largo, appcllidado Santa Barbara, e o mandan-
te, o fratricida Guimaraes, foram depois morios em
aclo de resistencia.
O presidenta conserva naquellc ponto urna forc,a
de linlia commaiidada por um oflicial, que esl en-
carregado tambem do recrular 09 vulgarmente all
quem a lem; ca popularn de Sanlosdcvia respailar
o fado justificado, 6 nao inlervir tilo mauifeslamente
contra quem vingou sua honra.
De Pindaninnhangaba escrevem o seguidle com
dita de 12 do correnlc :
a limascena de bstanle lulo passou-se boje nesta
cidade. 1). Isabel Henriquela Balean, senbora viuva
que morava em companhia de seu filbo, o Sr. Jos
Fortnalo da Silveira Blelo, foi brbaramente as-
Sssinada por urna eicrava qne dorma em seu quar-
|C. lia toda a probablidade de que esla escrava fra
a u.la.la por um esr.ravo, ambos da mesnia casa. Sup-
p mensas coiituaoes no corpo da infeliz.
o Amanheceu o dia de boje, e o filbo e ora da
fallecida, nada suspeitando, foram ao seu quarlo e
ahi a acharan) mora, fallando na casa os assassino*.
O senlimenlo e lulu derramon-se nessa familia in-
cciisolavcl, assim como em quasi toda n gente que
conbecia a Sra. I). Isabel.
b O nosso delcgldo de polica o Dr. Teixeira, com
urna aclivid.ide e eercia a loda a prova, deu imme-
di.itameiiec as mais enrgicas providencias, apromp-
laiilo una forca di mais de 8D horneas mandan lo
tomar os camiubos c fazer procurar os criminosas
que de madrugada foram enconlr.-nlos na ponte do
P.rahyba, rom riireocao provincia de Minas, onde
anda o prelo ferio com urna faca a um moco. E-lao
as estradas lomadas, e ludo distribuido de maneira
qi o ha a maior prubabilida le de serem esta noite
presos os referidos escravos. >,
{Carta particular,'.
Jornal do Commercio do Rio.)
CORRESPONDENCIAS |M> li|.\IUO DE
PKRNAMI.ICO.
Maeei 1. (te fevereiro.
O ronreiro S. Salcador ( vapor ), aqu chegou 110
dia 25 do passado, e a noticia mais importante que
nos trouxc foi a remuelo de alguns juizes de di-
reito.
Nesta provincia foi removido o Dr. Jos Vieira
Hodiigues de Carvalho e Silva da comarca do Pene-
do para a de Revende no Rio de Janeiro ; o Dr.
Francisco Liberato de Mallos da comarca dalmpe-
ralriz para a de Jacobina na Babia, .-endo aquella
comarca prvida com o Dr. Espcrdio Eloy de Bar-
ros Pimental, removido da comarca do Florea riessa
provincia ; o juiz de dircllo Joilo de Carvalho Fer-
n.iories Vieira, qiielinha sidn removido da comarca
de M>Ma-Grande para a dcCampo-Maior cm Piauby,
ja aegnio para o sen deslino.
A remoeflo do juiz de direito do Peacdo era nina
urecs-idade por todos reennhecida : em una das mi-
aba epi-lolas liz ver o mao estado daqaelle lugar,
oulr'ora o remanso de paz c hranqniUidade ; a iulri-
ga ediscordia alti se iulroduziram desde que a pri-
mcra auloridadc judiriaria, querendo orga)iisar um
parlido de que se constituir o chefe, as influencias
locaes divergentes coneearaan a se hostlisar rom to-
la a furia, sendo o resultado de ludo islo desordena-
da anarchia, irrilaudo-sc ceiar-se pela Iranquillidade c soccen do lugar. Um
dos inlui'.os com que o Exm. Sr. S e Albuquerque
t.-/. I vtaceui do Pencrio foi apaziguar os espiritse
lenlou una conciliacio entre os influentes dos dous
lado* desuden tai alias bonscidadose amigos dedica-
dos rio governo : em sua violen) conseguid muilo S
Exc, mas o germen da discordia anda exislia arrai-
gado no solo ; agora porcm foi completamente extir-
pado pe 1 decrclo de :l do mez lindo, e he de e-pc-
rur que o antico soreg c harmona se reslabelecam
portadamente ; assim pois a remora rio juiz de di-
reito do Penado he proveilosa lano a comarca como
ao removido : aquella pelas raides que acabo de ex-
pender, e a esle porque leve cm troca a bella comar-
ca de liesende, rica, florcsccnle c alm disso prxi-
ma corle. Nao negamos ao ex-juiz de direito do
Cene io inlclligenria e quien mesmo bous riesejos ;
porin a senda por elle trilhadn na administracao
dajustca 110 Penado foi por sem riuvida errnea, e
os fados bem o comprovaram : desejamos-lbe en-
dientes de prosperidades em a sua nova comarca.
J lenho expendido o meu juizo sobre o Ilustra-
do, probo e enrgico juizo de direito da Itnperalriz
Dr. Francisco Liberato de Mallos, a quem om gran-
de parle se deve o nolavel mellioramento que l-
timamente tem experimentado aquella comarca : fe-
lizmente o Dr. Esperidiao, que o vem substituir, he
bem conbecido nesta provincia por sua inlclligencia
um verriadeiro tliesouro para o^feliz terreno em qne
jaz ; assim muilo couviria que o governo empregasse
todos os esforcos, nao omillindo meio algum explo-
ratorio para conhecer-se evidentemente se he ou
nao re ..I a existencia do carvao de pedia no solo
desta provincia. Inclino-me muito i afiirmaliva,
pois tenbo f robusta na convice.lo de om homem lao
Ilustrado como o Dr. Fernandes de Barros, e desde
j anlevejo o futuro engrandecmenlo das Alagdas.
Disse-me e Pipelet que se a explorarlo do capitn
Marcono tai animadora o Exm. Sr. S e Albuquer-
que ir ao lugar. Vale.
Rio Grande do Norte.
Goianninha 2:1 de Janeiro.
J tam corrido pelo circulo r"as idades vinle e tres
dias do corrate annodo nascimenlo de N. S. Jess
Chrislo, e Ires mezes completas dos ltimos assassi-
nutos entre as Cases eEmburanai; e nada depro-
cesso '. Custn a crer ; mas he real quo islo va a-
contecenrto .' Ignoro o porque a juslira nilo
deseovolveu o.scu meche meche ; e por isso nada me
riimprc aventurar : s eniendo ffjaama semelban-
te demora, seja qual for a sua cansa, directamente
inlue para a reprodcelo de guaes fados; visto co-
mo as pessoas que se couriuzem menos Jiela raz.lo,
(loque pelos impulsos de urna propenso4|Mrada,
o noro Gedeiio Ora, 110 frigir dos ovos, eu que.
ro ver o resudado disto. Quer saber de que manei-
ra se procedeu a qualilicaelo da guarda nacienial
Al'eii'l i-me. c admire '. Abrio-se urna .liuha de
algibeira, e por ella se foi escrevendo nome por-
nome : nao sendo islo bastante para o implemen-
to do projeclado excesso, suprio a imaginarn na in-
veiicilo de nome', trocas de 'obre-nomes, rcla-
eho*. etc
A freguezia de S. liento da' 29 eleitores por mi-
lagrea da esperte;,! ; os quaes ( salva urna exccpeSo
de meia riuza ) se asscnlaram no col'egio deJa-
quela E seguramente porquelinham os redi
tos elegidos por lei Pois si para 29 eleitores nao
tam freguezia individuos, que com decencia de
meia ligelase apresentem no collegio ; como sera
possivel que tenha-cenla e douspara ofliciaes '.'
fisum lenealis f Eu lomara adiar quem me diga
/et erit mihi magnas Apollo) rio que massa serilo
feilos esses (illiiisto Hoto Caleo !
O collena deS. Jos dcMipibu', tratando dos cm-
pregados da Ibesouraria provincial, disse que oche-
fe de sesso. por ser homcopatha. nada faz na repar-
licao ; que as frequentes curas, para que he chama-
do Ihe roubam o lempo quedcvia ser consagrada as
fiincroes do empregn. Eu eniendo dilTcreiilementa
( perdue o meu collega, se vou de encontr
a sua esclarecida inlclligencia ) : a Ibesouraria, a
imilaclo dos corpos animados, tambem senle seus
achaques, as mais das vezes peridicos : os quaes.
por nilo seren curados em lempo, loroam-se mo-
lestias chronieas. Dooios o caso ( que nao esto1 f->-
ra da possibidade ) que se obstruc alguma vea,
que he o verriadeiro canal por onde o sangue mone-
turi se lite communica : nao ser convinienlissinV
que o chefe de sesso, como homenpitlia, Ihe appfW
qoe le, 2.n,3." c ." doses.al que asalve da phti-
slca- molesliade que he sempre aneciada por cau-
sa das chagas, que no bofe lem tirio asscnlo '! Sem
dovida. E nao ser melbor que se encarreeiic des-
sa cura o chefe de sessao, que tem o mais vital in-
Ic/esse pelo completo reslabeledmemlo d,i enferma
da que um oulro medico, em quem nao domi-
nara os mesmos senlimenlos, ea cuja respeito nilo
mililam as mesmas presiones'.' Eniendo que sim.
D o collega acolhimento a estas rasOes, que sao
de pezo e felio.
Ja se ullroou a 15 do corrale o feriado para o
ensiao primario : al boje o professor nao abri au-
la Que vidoca! Nao importa ; venham msantos
bagos no fim rio raez, emhoraa mocidr.de ainta o
prejuizo na iiislrurcao Denso fade bem.
.Nio sei porque razao havendo nesta villa urna
agencia de correio publico, os Diarios c carias, que
dessa praca vem para aqui sao remetlidos com di-
recebo a repartilo do correio na rapilal O esta-
feta por aqui passa ; e nos outros licamos com agua
110 bico ; sendo cerlo que a demora dos papis na
ida para a capital, e a Aolla para aqu 110 correio da
segninte semana pode causar incalculaveis prejui-
zos.
Nao sei entender esle mundo 1 la pouco i no
lesapparecer lodos os seus vestigio", mas que, sendo
acudido em lempo c apagado, deixou materia snffi-
cienle para um corpo de delirio.
Em tao gravecoujoneliira, procedeu a polica com
a energa e crcumspeci;aoneeess.irias,e de maneira a
salisfazer a justa expectativa do publico, que ein laes
casos olba sempre para o proccdimcnlo das autorida-
des constituidas, como para o lliermomelro de sua
perita ou salvaco. segundo elle leude a chamar os
mos ao jugosuavo da juslien, ou a relaxaros vn-
culos sociacs, dexando-llies impunemente conceher
e realisar o designio de sublraliirem-sc s tais, como
a um fardo que s rievo pezar sobre os bnns. Sem a
punilo dos rrimos ii.l 1 ha seguranca para os ciria-
daos, e sem segurano.i nin ha decididamente socie-
dade, porque ninguem est desde entilo ao abrigo
das tramas da perversidadeoudasvio'enciasda forca.
Ora, para que Mo chegiiemos a esse estado rieplo-
ravcl.o primeiro passo a dar he prevenir a violac.lo
das leis protectora- dosdireitos individuaes, c o meio
mais eflicaz de altngir esse fim he loniar invariavel-
menle eltacliva a sancoao das mesmas. leis, ou por
outra, he punir os rriines.
Varias tentativas de incendio por neio da agua
raz lem-se dado ltimamente ne-la cidade. e as Ic-
mus consignado em nossas paginas: os roubos tam-
bem nao tem sirio raros ; e cs que os dous males
asaban) de reonir-se. A nao haver, pois, um para-
rieiro que obsle a torrente de semelhanles riesordens,
* que sera de nos, e onde remos parar ?
Guiada pela tarca dos indicios j publicados e ge-
ralmente sabidos, a polica fez prudcntamenle por
em custodia, como nuticimns, os moradores da loja
e do primeiro andar da casa rouabria, fazendo loso
depoissollarosprimeiros, cuja innocencia Ihe pare-
cera mam'esta em consequencia de certas averigua-
citas. Constando-Ihc posteriormente que na loja do
Sr. AgosUnho Vieira Coelho, da ra do Crespo, ex-
istiam dous bahs, que para all liaviam sido leva-
dos no dia" do ncencio, por om individuo de Seri-
nhaem, pedindn queos guardasse para seren con-
ducidos i| 1 nulo chegasse a barcaca que coslumava
oo-idu/.ir o assucar de sen sagro, visto que elle o n3o
podia fazer naquelle dia, devendo seguir por trra
para sua casa, man Ion anda a polica abrir os refe-
ridos bahs, e nelles tara c ncoolrada urna porfo
de moedas rie prata c varias joias de ouro, que de-
pois se verificaran! pertancer ao roubo, pelo que os
apprehendeu e depositan em mo do mesmo logisla.
Finalmente a polica continua sollicita as inves-
ligaces e diligencias ndispensaveis ao descobrimen-
to dos aulores do crime, assim como de todos os ob-
jectos roubados, cuja lista espantosa j i viram o* le-
lores era nosso jornal do dia 3 : e pudemos esperar
da inlclligencia t inlcireza do dsitincto magistrado
que se acba frenle riessa importante repartilo, o
possivel deiaggravo das leis sera prejuizo da inno-
cencia, como lodos em geral desojamos.
No dia primeiro docorrenlc chegou da Europa o
vapor nglez Greatyymtern, trazendo-nos noticias
frescas da Crime Moque niuitossuspiravam ; na-
da purm de impoi ilc havia oceurrido no llieatro
da guerra,allia lose Kusso-ichtva-e em observaclo,
medindo cada qual as shas tarcas, calculando os
meios de um novo ataque e as probabilidades da vic-
toria. O temor e o receio parecem recprocos e
-tguaes de parle a p irte.
O mesroo vapor Irouxe-nos tambem noticia acer-
ca do negocio da nossa estrada de "ferro, que cami-
nha para sua c^nclusao sem encontrar obstculo,
dasvanecendo-se al algumas 'pequeas difliculdades
qne appareciarj Segundomna carta que temos *
vida, nao era mais ecdi|A..-*jjaraoiia de que as
Ierras para a coiisIrutTSo da liaba nao exc.Tessem
a quota marcada no orcamenlo do Sr. Borthcwick,
nem tao pouco a do 2 addicinnaes sobre um capi-
tal maior do que o garantido pelo governo imperial.
Oconlratador da estrada, Sr. Brassey. um dos
mais-acreditados, obriga sea pagar aos accionista*,
durante a conslrueean, o juro de 1 % menea que a-
quelle que he garantido pelo governo e por esta pro-
vincia, mas que ser contado do momento em que
os mesroos accionistas realisarem suas preslacoes,
principiando a garanta pela nossa parle smente da
abertura das sectiles da estrada. As condicf.es do
conlralo deviam em breve ser reduzidas a cscripta, c
a-signad 1- pelo ministro brasileiro e pelo contra-
tador.
Os vapores D. Maria 11 e Imperador entrados
do sul, aquella no dia 2S do passado e esle a dous
entendern! n'um 1 deligoncia [flUcial poden altejar seu Diario nma correspondencia de Londres, ua
o scu devnole no costado de algum li.lio de Eva-
Minbas inlcnoes so nao esleildcm a qi.e fique este
ou aquello individuo processad, mas qnu se cumpra
a lei.
lia' poucos dias ri, com o fardo numero um na
Serra do Pires, linje greas a senbora dona assem-
bla provincial villa de S. I'.ciito. C conheci que
* assembla, querendo benzer-s, quehrou o nariz ;
lalvez que se deixasse guiar por informaces meaos
exactas : meia riuzia de casinhas volhas de taipa he
o que l se chama ra commercio... lalvez
que possa haver l.i no fuluro do conjunctivo: a
chamada matriz... eu farci por rontar-lhe o que se
me intarmou de tanta pura. No anno de 18:H, quan.
do a agricultura do algodao tai all o chamariz de
militas pessoas, por um desses lucidos interrallps, qae
por diOercntcs formas coslutnam apparecer, rieu-se
principio a una capella riedicarij a S. Benlo. Cons-
truida, mas nilo aperfeicoada a capclla-mr, por oulro
lucido inlercallo projectou-se fazer urna fesla (nao
sei se cm honra do santo, ousc rio commercio, que em
laes ocoasies sempre procura lirar sua desforra1 ; e
cniao se improvisou um telheiro, debaixo do qual
os concurrentes estiveasem couicrt. Concluida a
fesla, licou sendo u lelbciro o abrigo dos servenlua-
rios da obra, que se envergonhon de cnnlinuar ; (i-
c,imli por isso reduzida a tareja a (res paredes d;i
capella-mr, e ao lelheiro: enada mais se coulinha
em rios autos.
Bem sabe o meu amigo que semelhanle lelhei-
ro feilo para o commodo alojmente dopovo en. urna
fesla, uno eslava iuuuirio do competente pasaporte
para alravessar em oslado de perteicio a longanimi-
dade de lautos anuos, que al boje tam deconido.
Sujeilo, como devia estar, s invcstgaoes policiaes,
bem depressa seeonheceu que elle tinha ruina. Cu-
ino o zelo pela existencia rio lelheiro acoiisclhou
que se Ihe pozessem escoras pelo interior, as quaes
linda boje Ihe conservara a vida. Cm nicho, on-
de esl collocado o Padroeiro, com duas parlilheiras
hitarnos decoradas de papel, he o que l se chama
allar-mr.
Maravilhci-me do qae vi ; admirei a conscencia
dos que informaran) ao Exm. prelado que a igreja
eslava soHiivelmeule apta para matriz; anathema-
liaei a assembla, que removeu a auliga sede da
matii/. de Santa Rila da Cnrhoeira para o (elheiro de
8. Rento ; reconberi finalmente que, a excepcao da
manjedoura de Bclhtam, nunca a divina huina-
ni.lade de Dos repousou em peior lugar. De quanlo
s,lo respousaveis os iuformanles, quando se consll-
tuem antpodas de Eparalnondas Fique convenci-
do de que a auliga matriz da Santa Rila da Cacho-
pira era, e he limpa e decente. Se fosse possivel qae
o Eim. prelado visse ambas estas igreja?, seu zelo
tilo inabalavel n.lo consentira que o culto de Dos,
e o mesmo Dos estiveasem cxposlos irriso publi-
ca. A matriz em telheiro esla a vista de lodos; slo
jurlilica o que Ihe aflirmo
I. pelas lanas da madrugada, n3o sei te pelas
necer, anda impingindo-me alguma parelha de qua-
dros velhos, como acontecen ao Napoleo lio : tinha
este de fazer a campanha da Italia, e estando sem
real foi baler a porta de certa agiota para lbe pres-
tar 500 luizes. O homem disse que esla vara promp-
tos u.lo500, porem 600, tub eondilione de receber
duas pinturas rie Vander-Mulen por 100, e o pri-
meiro consol, que era naquclle lempo realmente
miel tosi, como chama Guliver a um general, e
eslava lalvez sem ler cora que comprar um par do
bolas, nilo leve oulro remedio senao aproveilar a
generosidade, acceilando os laes 000 pela maneira
e forma dita, de serta que, quando imperador, diz
u cmara Ja qoe cscreveu-lhe essa passagem da vi-
riinha philantropia e lentamente acabada pelo* se-
nhores Inglezos, passava horas esquecida* odiar
os laes quadrinlos qnc ihe desenbnvam ao vivo ama
lo importante e cariosa scena de sua existencia.
Vamos ao que mais interetl reipublicae. Desde o
Grvala n Pimenleiras, o Prata e Amazona* deatc
termo (porque sao esses dous poolos os extremos
delta) esta ludo indo mansamente.
A freguezia de Bezerro, que sempre se tem feilo
notar por mortes, tiros e tacadas tambem vai hojo
acompaiihando as de mais paragen* desle municipio
pelo que respeita a ordem. e.pois, nao heio que re-
ferir verbo acoulecimento*.
No mez que corre lem havido quatro prisoes, dua*
ignoro o molivo, urna mulher por ebria, e oulra
por insultas ; (odas as qualro foram amnistiadas, o
caso assim pedia.
18 /
Ainria tamos o ren de tout, quinto a novidades.
I'oje estamos em bom dia de chavas, que vio ca-
ldudo com bastante forra. Nao sei se he principio
de invern, acho cedo. Por c mnitos recado* es-
13o promplos, e outros brocados, e faz certa sensa- ,
;ao ver quando o sol se vai escondendo, erguer 00
cimo dos montes a fumara das coivaras. Muilos nao
acharao graca, e o camponez ve nisso alguma cousa
qne o exlasia e transporta. Deixemos o aisumpto,
que lalvez alguns nao achem l muilo potico, eo
que mais direi ? nada.
34 -
Contina o marasmo de noticias. O Dr. Delfn
retirou-se com a familia para Bezcrros, dizem que
por motivos de molestia em pessoas delta. Temos
acora urnas dez pracas rie liuha da gente do Cami-
san, que eslu tambem naquella povoafSo com o
delegado, e nesta momento sube que se acham em
diligencias alraz de dous Srs. de cothurno alta, qne
andam por Grvala.
O Sr. Capistrano subdelegado, segando supplenle
em exercico all, lem dado que fazer agente ma.be
urna boa antoridade,tem policado multo bem o seu
districto.
Em Bezcrros temos novo subdelegado, que lie o
Sr. Francisco Bezrrradc Vascnncellos Jnior, moco
de reconhecida prudencia e de algama actvidade,
lendo de mais a mais a vautagem de merecer a sioi-
pa Ibia de ambos o* lados, eu felicita aos Srs. Bezer-
renses pelo acert da escolba.
Amigo Aprigin Tafes, aqui trago
MonsieufcArnaldo, pratico architecto ;
O Pozzi 'aradozzi e Bibienin
Traz allH^emicraneo, a perspectiva
Na pinAl Ihe vellica com lal forca,
Que cujead.) pulsarlo da Iraca-arteria
L'm (hfttro magnifico levanta.
Assim Iroiue 'm scena o Sr. lira; Licenciado a
seu amigo o are' iteto Mr. Amoldo ; e pois consta-
ta que servindo ne do mesmo patavreado do faceto
personagem de iarco, lbe aprsenle um tnascaca-
do e bastardo d -cipulo de Galleno, qoe nqni anda
intimando de consequencias,e he mutatis mutami o
mesmo, ou parr melbor dizer, menos onze furos que
o' charlain satvrisado pelo poeta. Paz gosloouvi-
lo ; enlrc outras coasas que delta hao approveitado
os meninos, disse conversando comuui alfaialcsobre
as dilliciil lades da liogua portugueza, que em Franca
quando nasce om menino, he um menino; quando
u ma menina, he urna menina, e o mesmo se au da
entre nos, porque a um menino chama-se tambem
enanca, rapaz, pequeo, rapazinho, pecurrucho ele,
ele. J nuvi tambem dizer urna moc,a em grande
reuni.lo, que nao havia liogua mais ren qoe a nossa,

/
do correnta, deixaram as provincias desse lado em '""" "cra|,l< co,l,inuou '" em rr"K"- chama-se a
' um pao br ),e em porluguez pao, queri, ccele ele.
qoal sofallavaao son autor pedirSimhor Dos,
mapricordia !pelo estado critico, era que se ocha-
van! us seus rompalriolas em frenle de Scbaslopol :
agora aoalio rio ler o rotatorio c ordem do dia do Sr.
Citnroliert cm il ila rio .Ide novembro, cm que des-
breve inosalisl'actoriameute a posio.lo dos exercilos
alliados. que ao que parece, a esla hora estar to-
Kada Sebastopol. Nao sei mesmo combinar o lleus
do correspondente de Londres com os llosamas do
Sr. Canrabert.De que parle estara a verdade V
Ambos inleressarios no Iriumpho dos alliados ; ma"
um carpindo a sorle dos seus rompalriolas ; o oulro
descrevendo-a cora as mais bellas cores Ora enlen-
dam l esses meus senhores anglo-francezes '. Digam
l o que quizerem, Canrobert he um completa visio-
nario. Tambem o Sr. N'apoleo ; se nilo livesse a
sen lado o velbo ministro, a muilo lempo, levado
da noticia do correro trtaro, teria mandado atroar
a cidade de Paris com a canhoada dos invlidos O
mesmo Sr. Napoleo.socconeu-se domagnetismo
para rerlilicar-se do que verdaderamente leria acon-
tecido : o rotatorio da oren magnetisada deu rae
Huiros esperanras, que o do Sr. Canrobert : mesmo
assim ludo parou em mera especularan. Diga-me
agora Vmc. o que ha feito dos noce dias improro-
gareis para a tomada de Sebastopol ?0 maior rita,
que a historia apuutn, foi cm que o volale Josu
combatan contra os Gaboanitas, mandando que o
sal parasso : topos os mais dias, lem sempre um cur-
so regularismo, conforme o signo, que os (omina. Ja
vejo que por una excepcao pasmosa, aqucllesnove
diaspira a lomada de Scbaslopol sao da marca de
Josu. Pouco falla para uos dizer em oulro relato-
rio e orricni do riiaque os alliarius jogarara soceos
contra as llallas dos Rosne*e logo depois cm adita-
mento, us mandar* oulro relalorio e ordem rio rila
alrinandoque ressuscilaram todos ijuanlos ha-
riam perecido !E que felizes nao sao os laes com-
btanles ".' S se teemdenodo, coragem, bravura,
salegue filo, energa, vigor, pericia militar etc ; c
so nao se accrescentaimmorlaldade ; porque a lo-
cura nao abracan anda esla suge-lao. Que Ihes fa-
ca Icos bo.n proveito.
Antas rie hunlem se du principio nesta matriz a
qualilicaoao dus volantes : a junta vai (rahalhanrio
regularmente.
A sania parece querer sulVocar o Irigo : o boato
de que o regisiro das Ierras he para catlvar a genio
de cor, lem ganlio terreno. Em Nova Cruz,
por ricsatae.'ui ao subdelegado Garapa sementou-
se aquella risania. F.m pouco lempe ella cresceu
c o subdelegado vio seus vultos. Nao era possivel
que o mal nao grassasse ; pelo interior desta fregue-
zia o povo vai pensando como em Nova Cruz : o
arrolamonto que. os inspectores de quarleinlo lira-
rain para a qual,licaclo dos votantes (era augmen-
tado a dea de que lie cerlo o calveiro. Ja mul-
tas pessoas rie fraco pensar, julgando incvlavel. o
calveiro lera procurado quem as compre, ou arre-
mata em hasta publica ; outras jiorem aguardam-se
soreg, e quasi nada Iroiueram de importante, ou
que deva ser aqui rcproduzido.
As festas dos nossos arrabaldes, desde a de Santo
Amaro Jaboaln al a de No-sa Senbora da Saude
do Poco, allraliiram a populaco desta, cidade nos
dias em que livcram lugar S do passado e 2 rio
correnlc e ricixarnm para iiein dizer crinas as ana*
ras. Nenhuma novidade occorrea por alli, sesun-
rio nos consta, a excepcao ria muri' de duus indi-
viduos 110 Poco, os quaes indo tomar hanlio depois
rio juntar, perecern! victimas de su 1 imprudencia.
Os carros e ea val los na livcram folgt uaquelles
dous dias, e dizem-nos que al algum dos pubre
animaes morreratn rie cansao 1. Grande foi a liria
e a/afama dusdivermcnlus e folgares.
Nos (fias rie tarca e sexta feira pela manilla live-
vemos fortes aguaceros, mas ni 1 continuando esse
refrigerio, permanecemos litigados pelo rigores da
mais intensa calma.
No dia 3 do ntrenle arriborf ao porlo da Iba'de
Ilamaraca o hiate nacional Castro, mcslrc Francis-
co de Caslro. rom agua aborta em quanUdadc a nao
ser vencida, lano mais estando urna das bombas en-
tupida ; e cm consequencia de nao se poder tirar a
agua do poni foi necessario alivia-lo,depositando ,1
carga na lorale) da mesnia Iba, a qual eonslava de
bacalho, sabio, sai. e oulros gneros.
Esta embarcarlo, consignada nesta cidade ao Sr.
Domingos Alvcs Malhcus, havia sabido dcste porta
no dia 2 com deslino Rabia.
Entraran! durante 11 semana 'Mi embareaees e sa-
birain 21.
Rcndeu a alfandega 55,879,6^7 rs.
Falleceram 47 pessoas : I i homens, 12 mulberes e
8 prvulos, livres ; 8 homens, 2 mulheres e 3 pr-
vulos, escravos.
ele. A g a desla historia est uceulta, deve ser
entendida da ligara elipse: tornemos a vacca fria;
ha quera me que esse quenett (I) he aquefle
adevinhai Garuar, de que oulr'ora fallei. Ape-
nas diego i chamado pelo delegado, que Ihe per-
guulou : es os seus meios de t se lambei 'o carava'? o meu sugeilo respondeu
que seu a, re cram urnas drogazinlias, que n.lu re-
ceitava, m que se alguein ia a sua casa e dizia-llie;
estou com .ir rie'cabcca entao elle o aeonselhava
sangre e st^ulgc: o delegado, depois de ver o pasa-
porte do rfbvo doulor Saugrado, Ih aflirmou que
licava so fas vistas da Sr. polica, se por ventura
exercita!
mava a I
Os ir
Mousieu
b nobre otlicio com as pulhas que costu-
rar n bolsa alhcia.
rosuRcv ro bo'ito.
17 de Janeiro.
MO charo sir gossip
Como vai, como lia e-ta.lo ?
V.U vou nm pouco amando.
Nao nego, com rosmici.
A razSo '.' bem sei porque.
luda que nter ami"os
Uiringonsat nao ha.nao.
Como l diz o rifan ;
Giringonsas julgo que
Deve haver n'amitic.
.Molla a man na ronsriencia,
Veja o que Vine, fez
IV cora esle sen freguez.
Que de c Ihe milicia
As oceurrciicias do da.
Entao me peca perdo
Ha falta que commelteu
Contra quem n9o mereceu,
Aquillo que.... bem m'enlendc.
Nada vale, mas olfende.
DaVIo o cavaco, esfreguemos
Esponjas nesse passado,.
Emende a mao, que acabado.
I.be promello desde j,
ludo, ludo ficar.i,
os da (erra lomarama sua conla o lal do
Vrnald, c um desles das plautaram-lhe
na porta respediva caricatura, tendo por baixo o
dstico q : egue
oo Escolapio sem fundo
iiilcamara, vulgo chamado,
enho um todo apalelado
Soo um tolo sem segundo.
Neala Jila ludo vai em paz, e sob as vistas, du-
rante a lUenciado Dr. Delfino, do prestimoso sub-
delega' o o lenle coronel Bezerra de Mello.
VARIEDADES:
<7mo velhic.e respeitacel.
Exis : em Carnar no lagar do Salgadinlio, Igna-
cio Pa? de Souza com 110 a 112 anuos ; goza de to-
das as acuidades, e apenas lem a manta de querer
casar, orno acontece a lodos os velhos : esse homem
aflirn oessoa situda. lem porlo ou mais de 200 des-
cern es vivos.
,) O mar.
Hay espedaculo do mar um atractivo parti-
cular .ajne deleita o cnelo e eleva o peiisaineulo !
o marulho moootano e mageetoso ris ondas, o for-
te cheiro das brisas, essa extensa eunrme, cujas ul-
timas lidias vio flucluaiics e coufasa* confumli-
rem-sduoco, e parecem formar limita, alravoz
do qu I sonba-seoulro mondo.....! ; 'I homem he
pequi 10 em presenca de semelhanle cspcclatulo ;
he essf o mais bello livro que pode ter-se para com-
prche ider e amara Dos.
ru Marque; de Pendras e Pedro Xarcum.)
~*k~^JUie c'ico el regno.
Nicolao llejnsius poz na porta de sua biblioteca u
lelreiro : hlc tico et^rejiw.
Um consciho que todos deciam lomar.
Ueyneacausellia ti Fn-ter.lauca lo na revolu^.io de
meller-sc em sua' casi, e ver as taucuras dos homens
por una tonda do seu gabinete de leitura.
iitre us astros apezar de tea pai.
O Ilustre Jac.pies de Brcnule rontrariado por
seu pai 110 amor pela astronoma tamuu por riiv>a
um l-'aclontc,'conduzindo o carro do sul, e rm buixo
eslava escriploeslou entre o*atros,apezar da voo-
tade de roen pi. (Uxlrahido.)
Epigran.ma.
Filiz n'um parlo seu muilo aperlado
Irada promcllia
A mai de Dos, caslissima Mara,
De nAomaisconsenlir que liomcm malvado
(1) Nome que fenho ouvhta dar assim a um sugei-
lo de pouco mais ou nada.
MFIM1R FVFUDIAD [UrnilTDI.ni.
IIIitii inn


DlWHO GE PRNUMBCO, SEGUNDA FEIRA 5 DE FLVERUftO DE (855.
?.
Lhe tocasso c'um dedo.
A crin la, a quem doe ve-la em torturas,
Mas da promessa va ri cm segredo,
Eis chega a.fel hnrt desojada :
Passa a rtor, lorna a dama em sen sentido
Cora prvida man avisa a moca :
t.oarda osle bico benlo
Pura que cm igual tormento.
.Qaem sabe o que vira servirnos possa.
'Feli'ilo Flizio.)
Adeos.
Sir rnmpadre... tir compadre...
Tenha saude e patacos.
Dan la poelie do bwjaco.
Au reroir.
(Carla particular.
REPARTigAO DA POLICA.
Parle do dia 1 de fcvereiro,
Illm. e Esm. Sr.Participo a V. Exc. que. das
dilTerenlcs parliripaees lioje reeeliida nesla repar-
IbjSo, consta que foi preso :
Pela subdelegada d fregnezia do Recife, o por-
lugez Jos (odinho a requiic3o de sen respectivo
cenen].
Pela participas^o que em dala de liontem me fez
o delegado do primeiro dislriclo desle termo, consta
que polas 6 e 's horas da manilla derrihnndo-se
nma arvoredenominada Gamiteira, no sitio de I.uiz
Antonio Aunes tacme m dislriclo da' fre-
guezia da Boa Vista, e estando ness.i occasiilo
Manoel Jos do EspiritoSaulo, hoinem casado e com
familia, com urna alabase* descalcando o alicerec.
junio do qual eslava plantada a dila arvore, succe-
deu que esta cahisse sobre o mesmo Manoel Jos,
mallralando-ode forma tal, que veio a fallecer hora
e roeia depois do conlecimeulo; e que disto tendo
noticia o subdelegado d freguc/.ia se dirigir imuie-
diatamente ao lugar, e proceder ao competente
auto de vestoria.
Tendo-me constaloque na luja da ru do Crespo
deAgosliuho Vieira Coellio existiam dons hatiiu,
quo pertenciam n um individuo que se liavia hospe-
dado tro casa do bacliarel Joao l.oins Cavslranle.mo-
rador no primeiro andar do sobrado da ru.i do I.i-
vramento, propieda te de 1). Joaquina Mara Perei-
ra Vianna, onde se deu o incendio da noile do dia
J9 de Janeiro lindo, recomraeniei ao deleaado do
primeiro dislriclo desle termo, que aprehendesse os
dilos bahus enelles desse as precisas buscas, com o
fim de ver se porvenlura nelles eram adiados o di-
nheiroe inais objeclos roubados a 1). Joaquina.
Com effeilo proceden,lo o delegado do modo que
llie ndiquei, acaba de participar-me que, aberlos
os dous bahus na presenta de tcilemunlias, fura a-
chado no primeiro smenle urna por'jao de loura, e
no segundo,alem de alguna corles de panno lino pro-
loe de cores, uina porreo de obras antigs de ouro,
cujas qualidades e aignaes, senda ui presenca de
(e-temunhas, ligidos de 1). Joaqun*, quo os de-
elarou, o a quem depois foram apresenlados, reco-
nheceu-se fazerem clles parte do rubo de que se tem
tratado, assim como duzenlos c lautos pataces bra-
sleiros, que fe/am lambem encontrados, os quaes
indicavam eslaxem guardados a muilo lempo pelos
,>i:nwi qnenelles se viam, bastante a/, nhavre e no-
doas prelas.
Tanto os referidoapataces, como objeclos de ouro
foram depositados, lavrando-se os complenles autos
de adiado, reconhecimenlo e deposito.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Pernambuco 1 de fevereiro de 1H55.Illin. e E*m.
-lnjdlieiro Joajbeivba Luih c Kigueiredo,
presidente da provincia.O cliefc d- polica I.uiz
Carlos de Paiea Teixeira.
3
Illm. e Eim. Sr.Participo a V.jEic. que das
diflerentes participares lionlem e aje recebidas
nesla repartido consta que foram prrys:
Pela eubdelegacia da freguezia do Ktife, o prelo
'Joaquim, esi-ravo de Joaquim de Alen, por furto.
Pela subdelegada da freguezia de S; lo Antonio,
o prelo Roberto, escravo da Jos Auto o de Arau-
jo, por eapancamenlo, o prelo frica Joaquim,
sera declararlo do motivo.
Pela subdelegada da fregnezia da Jos, Ma-
noel Alves dos Santos, por espaneasne'o.
Pela subdelegada da freguezia da Sir Ucea, An-
tonio Pedro da Silva, por ser desertor ejercito.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria i! [polica de
l'ernambuco 3 de fevereiro de 185.1 o. e Exm.
Sr. conselheiro Jos Beulo da Cunba e iuueiredo,
presidente da provincia.O chefe de* |icia Luiz
Cartn de Paiva Teixeira.
DIARIO DE PERU
No Timen de 9 de Janeiro rom o quelinlcm nos
obsequiaram, encontramos o seguale anuncio que
as cireumstaiicias aduaes tem a maiorl'nportan-
cia. I1
A RUSSIA E AS POTENCIAS OCCI! NTAES.
( Pelo telegrapho submarino inel
Recebemos o seguinle despacho lele^' pliieo do
noSFO correspondente de Vienna : -
Vienna 7 de Janeiro.
'i principe Gortschakoff na confu icia lion-
lem reunida acetou as qualro propon s sem re-
serva, n
As pessoas que leram o numero a o! ior deslc
Diiiriotao de estar tembladas de que ido noli-
licado ao czar o traalo de 2 de dezeml* celebra-
do entre a Austria, trance e Inglaterra^ rdenara
eNe ao principe UorcschakorT, seu enib ador em
Vienna, que por intermedio do ministro os nego-
cia* eslranaeiros daquella corle, o Sr. del.iol, per-
engenho o porlaguez Ribeiro, procurou elle algum | innumeraveis allentados por elle pralicados a face de
lempo depois rilar o mencionado Gonzaga al'un de |0,'|0, ;
Ibe pagar a quanlia de 25 qne me poda assim molestar na pessoa do meu la-
vrador, do qae mesmo para liaver seu dinliciro, pois
que Gonzaga pouro antes procurara dar-lh'o, nao so
cflerluando a entrega por uno ler Ribeiro troco nes-
sa nrrasiilo ; porem como o nidal encarroado da
riiae.o nao adiarse em rasa o meu lavra Ior dise-llie
eu qae o avisara logo qne o mesmo chegasse, o que
liz, indo elle immedialamentc entregar os 2560 ao
respectivo juii de cilacSo se nilo fosse o encontr ca-
sual, que leve lugar muilo lempo depois, ( suppo-
nho que cm novembro ultimo dos fallados Ribei-
ro e Gonzaga n'uma estrada do dito ensenho Jeru-
satem, de cujo enconlro resolten Gonzaga urna fa-
cada no lirajo esquerdo dada pelo portugiicz, e a es-
te diibatadas npplicadas por aquelle em rcsposla a
Iflo inslita aggressilo. Oevo observar que Ribeiro,
bomcm insolente, adrede fez rrer a nl?iicm que fra
rnmpletamenle espanrado, o memo nao duvido que
de accordo com oulrem, insinuare essa calumnia
de que com tanto afn se sproveilou seu correspon-
dente na Escada nlm de dirigir-me insultos alten-
deudo a minlia posicSa que me n9o permute lutar
nesse lerreno.
Nao lerminarei sem lembrar ao Sr. corresponden-
le que procure informar-se dosoinmario a que pro- referida demanda
cedeu o Sr. subdelegado de Serinliiem em virtude
do occorrido. a ver entilo se o que acabo de dizer es-
Albaquerque Mello lie tao immoral,
quo sendo casado como nina expolenle senliora, leve
de una escrava sua cnzinlieira urna filba ; e esta sen-
do forra na pa por mu sea irmo, que a lomou por
ifilliada, lera a deshumanidade de conserva-la como
sua escrava, vendendo na ra, alim de serproslilnla.
donde rcsullon ter ni (libo, que o conserva pegao.
talvez coro o lim de vcude-lo. Alcm disto, to se
enverconha de ler furtado o cavallo de um lmocre-
ve, deiando por desenido no lugar onde lirou as
peas do cavallo, o lonco e o vasodecbifre moito co-
nhecido porsii-nacs caraderisticos. do qual fado re-
sullou servir da prova para o pobre dono obler seu
cavallo. Oulros fados anda mais desgranados poda
narrar ao publico, mas deixo de o fazer cm allenoao
a n.lo ser Iflo proliio.
Deixo de (rbidos miscraxeis c criminosos feitos
do fallecido Manoel de Mello e Albuquerquo. um
dos Ires espancadores cima referidos, pelo respeilo
cin/.asdos morios.
Aconte,ago|p,que leudo sido despronunciado. vis-
la de sua inu*cencia,o processo feilo a cx-oflieio pelo
delegado da Pilar, contra o referido meu cunhadu
Jos l'edro de Almeida.de novo meu mais sralui-
l inimigo Andr Dias de l;igueiredo, enf- razao lii ou nao conforme ao que delle consta, c mais que y\c\a
de boje em diaoleseja caiildosoquando em suasinis
sivas liver de fallar de pessoas, cuja reputado nao
esl a merc de qualqucr.
Com a nsereAo deslas linhas milito obrigarSo se-
nhores redactores ao sen etc. Manoel Conraties
Pereira Lima.
Engeiiho Vicente Campelto -2:1 de Janeiro de 1855.
que contra ello ventilo, foi ao (be-
fo de polica denunciar que acliava-se impiuieo as-
sassiualo de seu snliriuho lilelfonso ile Albiiquerquc
ovav coin lesteu.unhas. EnUo sendo
Srt. Hedartorcs.Uignem se de publicar cm seu
eslimavel Diario, a defeza da innocencia 13o injus-
'amente perseguida na proviucia da Parabiba, nar-
rando-Ibes os fados que origiuarani a infame impu-
lacito de ter meu cimbado Jos l'edro de Almeida,
feilo urna morle, sem liaver a menor prova contra
elle, como se ijer plenamente no lugar competente
desta narraco.
^ l presoo deiiuneiado.|aclia-se uaquclla cadeia sem ullj-
mar-se u processo por falla de provas.apezar de ler o
denunciante oflerecido JOSOtm rs. a Jos Silxcstre.para
jurar que lora o preso o assa-sino do infeliz Idelfoii-
so.mancommuiiado com o abaixoassignado. Que mi-
seravel embuste .' Que criminosa audacia .' Tolo o
publico sabe que o preso he um homem incapaz de
comnietler semelhante allenlado, por sua moralida-
de, que be casado, e tem um lilho c urna sobrinha, a
quem sustenta coin o suorde seu rosto, e que he ll-
enamente (alio de bem di fortuna. O abaixn assia-
nado nunca foi conliecido por desordeiro. e milito
menos por MsaAino, vivendo semprc rom alguma in-
dependencia no scio de sua familia com sele lillms.
lodo o sen desejolie felicla-losc educa-h: na mo-
es. no lerm
'ao "dira
ral, e Dio dar-Ibes o horroroso exeinplo de algoz e
Pilar, onda j BaiaMlnu ile seu se.nellianlc por mais depravado que
sou morador, uala qucs'ilollidcial sobre a proprie- j elle soja, pois que so Heos pude roubar a esisten. ia
dade denominadaDeserto. na qual esleu levan-| do homem cuino divino jugador de MIM crealuras
lando um eugenhodo mesmo lilul... propriedade es- o abaixo assignado muilo deseja, alm da boa educa-
la, HU! ao engenho Angieo-Torlo do qual | Cfo que pretende dar aos seas Unos, deix n-lhes bens
oram consonhores Andr Dias de Kiciieircdo, Pedro ] da fortuna honestamente adqueridos.para nao deixa-
de Albuqucrque Mello e oulros ; resiillou, porm. i los abandonados a d-scriprao de boinens sem moral,
se com o absito assignado I e que nao se pej.m de furlar escravos e ravalloi ro-
mo lendes feilo.
lodos os mais prenles, porque reream perder
demanda, que sem nenliiima razilo, sustentan), e j.-i
foram empellidos jndicinlmenle de parle da dila pro-
priedade, ruja posse era urna verdaddra usurparan,
como se v da escriptura de cesso que fez Antonio
Carneiro de Araujo a Andr Das de Fgueiredo.
Mas, quem pensara, que dessa demanda, resullasse
contra meu prente, mais desvalido, lao funestas
consequencias, a ponto desero'uma estrada publira
cruelmente espancado meu refrilo runbado Jos
Pedro de Almeida, em 10 de julho de 1853, por An-
dr Dias de Fgueiredo, Idelfonsn de Albuquerque
Mello e Manoel ile Mello e Albuquerque, ira/ni I >
como pretexto ter ousado passar por defronte de sua
casa, indo desarmado pela estrada, distante urna le-
gua, i feira-de Pedras d Fgo, alim de comprar
comesliveis para sua familia, Brando gravemente fori-
llo em diversas partes da cabera, e o resto do corpo
brbaramente espancado, sendo alm disto preso com
duras cordas, e amarrado no esparo de tres horas no
csleio da morada de lacs malfeilores, exposlo rigo-
rosa rhuva. em risco de morle, tirando loda a roupa
do oflendido da or do proprio sangue, e depois des.
se lao cruel marlvrio loi levado pelo inspector, que
morava porto, para dislriclo eslraubo, aocapilo Sr.
delegado de Pedras de FagoManoel AntonioFernan-
deS^Ttfo'niT^uTmuTiquiz aceitar o preso, por nao
,er de sua jurisdieAo, onde foi sollo pelo inspector
que o levava preso, e entilo reeolhendo-se o infeliz
casa de Joaquim Antonio de Franca Cmara, foi
curado homeopalhicamente, seguindo depois do cu-
rativo na garupa do cavallo que conduzia seu cunba-
do Justino Ferreira Vianna, para a casa do delega-
do o coronel Ismael da Cruz Gouvcia, aoqual, debu-
Ihadnem pranto, implorou juslira contra seu feroz e
gratuito inimigo ; porm, esta aoloridade apenas o
aconselhou que rernrresse ao deleaino .upplenle
Claudino de Paiva, morador no seu engenho l'raze-
res, seis leguas de ilislaucia, 'i/en.'< que lhe faria
juslira ; vendo, entretanto, o oireudido, que mo po-
deria vencer a viageni sem perigar-lhe a existencia,
licou em casa de sua angra, usando das doses que Ibe
dera o professor ; todava, seu dito cunhado foi a
casa do referido delegado, cora a roupa cnsanguen-
tada, representar e pedir jutfejca contra to deshu-
mano allenlado ; resultando, apenas, rereber do de-
legado um ofucio para o mesmo inspector, que cou-
dnzo o infeliz preao Pedras de Fogo, alim de
que esle fizesse por arrommodar as parles !...
Srs. Redadores, be incrivel semelhante narrarao
e ainda mais incrivel. a borrivel conducta dos per-
petradores desle brbaro attentudo !
Andr Diis de Fgueiredo, de idade de 5. anuos,
he de lal procedimenlo, que ronservou seus filhosde
15, 17 e it anuos, sem baplia-los, recebendo o bap-
li-mo Ires lilhos das dades referidas no acto de mor-
(e,misada pela epidemia dasfebres amarellas, a mu"
la instancia do rcverendissimo professor Antonio Ve.
riasimn Bandeira, 'quaudo foi confossar a mai dos
meamos, a qual dcclaroucslarem ses lilhos pa-
gaos.
Esta fera, alm dislo. venden a parle que linha
uas Ierras da propriedade Angico-Torlo, no va
guulaasc aos representantes das polenci orciden- ,
lae. de que modo inlerprelavam as qu.j co^i-li^M^^'^T^ "T'' ". .?'"re "^
r6e qae a Russia era convidada a aceil
Reunidos os ditos representantes em a do Sr.
de Buol, communirou esle ao emliaixad! russo a
inlcrprelafo tal qual liavia sido resolvidr -^ceben-
do em resposta do mesmo que nilo estav
do nem para aceitar nem para recusar d
roe.
Neasa mesma ocrasiao o principe Go
pedio um prazo de 15 dias para traii uoveruo, e sendo este pedido aceito, a co renda
para evitar qualquer novo prazo, declaro -,xpres-
saminte que mo linba que negociar e que 5pos-
la do czar devia ser dada por lita ou por I L
Achavam-se as cousas ueste estado, qu '
ra o despacho de Vienna iiifornia-nas de
aulorisarj o eu embaiador a aceitar as c
prqpinlas.
Por estas condirfles o czar cadera o pro!
. das provincias Moldo-Valacbias. a nave
Danubio ser declarada livre, o direilos d
tos clirisiaos da Porta faro parte da lei
da Europa, e a preponderancia da Russia
Negro cessar.
F.sla resolurao do czar, diz o l'imes
pelo menos una coulissAo clara da parle d
russo de que as exigencias e condit;
adiadas sao justas, e que a paz
da sobra os principios pelos quaes ellas tem
memenle combalido.
Resta linda saber se o czar esta com eQeilo Jier-
minado a resiabelecer a paz sobre termos razoi ns,
ou se seu fim he smenle nenlralisa'r a liga ull la-
mente formada cont/a ello entre a Franca, 1
Ierra e Austria.
O que he certo he que as potencias adiadas m
declarado repelidas vezes que nao escutarae/ne u-
ma proposla para sospeusao de hostilidades m
qonnlo os preliminares de um tratado definitiv de
pazja^iyrcrnjido assjgnados.
torisa-
coudi-
hakoll
ao seu
nigo-
r/.ir
iijoes
tdi-
d*.fiarle, di.
Jic:s das |l
i pude ser i ei
Sm. Redactores, se no tora eS|a (a ealetaDOM c
infame impularo, cu nao seria obrigado a recorrer ,i
vossa bond.de, publicando a defeza da innocencia d,.
dous cidados pacficos e honealoa, pois que a nica
folha que existe na Parahiba, alm de pequea, be
oflicial.
Sou, Srs. Rcdaclores, voseo venerador e obrigado,
Josc Florencio Ramo* de Aztctdo.
Sr. redactores.Leudo o Liberal Pemam hu-
rao de (> do correnle mes, ahi deparei com um coin-
municado assignadoO t^aruarensc e descjamln
ilellender-me da falsa aecusaro que o Caruarense
me atribue.como primeiro -upplenle do juizo mu-
nicipal desle lerino, peco ao respeitavel publico
que suspenda seu juzo a raen respeilo, at que o
Caruarense declare pelas folhas seu nonie por exlen-
C<', afim de respoinler-lhe como merece, sol pena
de ser lido por um vil calumniador. Sou da Vnus.
aliento venerador e criado
Manoel Rodrigues Ptnheiro.
Camar -JO de Janeiro de 1855.
PIBLICAsjOES A PEDIDO.
A' sentida
tu
sornmandlante su-
perior, Antonio Alvares-Mariz.
Aquelle, cuja miuao sobre alerra
foi preenchida pelos dictames das
leis diiinas c humanas, na ao ciio
^___ej.ti coi orar aot ps do .lllissimo,
ruindo os celestiaes gozos d:
^^ hemarentarnca eterna.
-.tve adivina Providencia que a morle a'
do gremio da sooiedade liogndense o:
Ion conslanlemenle com toda a diguidade, lendo
por sua invariavel bussola o bem publico da pro-
vincia.
As exequias celebradas na igreja matriz de S. An-
na na villa do Principe no dia lli de nnlubro, alles-
lam a amizade e amor, qne ao finado rommamlanle
superior Mariz coiuagrava o povo do Sirid e suas
cirrumsvizinliaiiQas. Foi esta solemnidad* conenr-
rida por mais de 15sacerdotes e por um concurso .<
ss nrtmcrosn, assim de homens. como mesmo de se-
nboras distinctas, que de alguma distancia enneorre-
ram a pagar este ultimo tributo de amizade i alma
do cidado benemrito, do homem virtuoso e hon-
rado.
Goze pois sen espirilo ante n thrnno do Senbor o
assenlo que lhe cransearam suas prerlaras virludcs,
juntas com as preces de sua inconsolavel esposa, fi-
llios, irmAos, prenles c amigos, quo por elle rhuram
bem do intimo d'alma.
A Ierra lhe seja leve.
A rainha do-baile Goianncnse.
Oflerecldo aos meas amigos os Illoss. Srs. Dr.
Joa'o Florlpes Dias Barreto, e m&lor Armi-
nlo Amerlco Tavares dn Cuaba e Mello.
Einbora oven poeta.
Por oulra pulsasse a Ivra.
Irahio a voz do sen peitu
Nao disse quanto sentir ;
A verdadeira rainha
Foi aquella moreiiiuha,
Que I' no baile primou,
l'oi aquella quereal!
A turba em voz Iriumplial
I res vezes, vendu-a, bradou.
De purpura, rdr soberana,
Lindo vestido Irajava; .
Na walsa, svlpho ligeiro,
A toilos avassalava ;
Yaa um alijo de candiira,
Nunca maior forniozura
Soiihou sabio Raphael.
Era urna rosa dealiiil, -
Kra um astro em reo d'anil
Copia d'amorcs fiel.
Kis a rainha do baile,
A turba em voz Iriumplial
Disse ao ve-la no salan
Entrar coro passo real.
F.oscchos reperculindo,
ln l.i foram rcpeliudo,
Eis a rainha das bellas !
Eis o primor deata sala.
Que sons |is ludo avassala,
Cavalleiros c don/ellas.
Perdoa, virgen) formoza,
Ali! perdoa o canto meu,
\oK* da Ierra nAo podem
Cantar bellezas do eco.
Quiz salvar-te corajoso
Siiliinisso e respailse,
li'iima 1'aUa idolalria,
Qaem tanteevaasaltoa linln,
Que era do baile a rainha,
-Mdlior ranln mereca.
JOdejancirodc 1855. se a a
Exm. Sr. presidenle da Parahiba.Um les ha-
bitantes da cidade d'Ara, Inleressado na poliria da-
quelle lugar, implora a V. Exc. se digne mandar ao
capitao Alfonso de Almeida Albuquerque huera po-
liciadaquelle lugar, ainda que seja pelo periodo de
30 dias- De V. Exc. fiel subditof'm deshabitan-
tes da cidade de Arfa.
ExportacaoV
Lisboa, brigue portuguez Ribeiro, de 3"> tonela-
das, comluzio o seguinle :2,791) saceos e 1 barricas
com 14,178 arrobas e 17 libras de assncar, 375 cas-
eos mel.
Bahia, liiate nacional fiitlio, de 53 leudadas.
conduzio o segainle : 1)0 volumes generas eslrau-
goiros, H',15 ditos ditos nacionac.
Liverpool pela Parahiba, brigue inglcz Titania,
de 311 toneladas, condoli seguinle :900 saceos
com 4,500 arrobas de assucar.
Rio de Janeiro, brigue escuna nacional Mura,
de IGI toneladas, conduzio o seguinle : -- 3,' vo-
lumes gneros nacionaes.
Havre, barca franceza Comte Roger, do 31" tone-
ladas, conduzio o seguinle :99 raisas vinho, 1,100
couros saleados rom 43,81 libras, 1i"> quinlacs ta-
lajuba, 10 pipas agurdenle, 3, {00 saceos com 17,000
arrollas de assucar, 50 sacras coin 2.">t arrobas e '2 li-
bras de algodAo, 3 caixas cascas de madeira, 3 bar-
Ticas rom ti arrobas r 22 libras de caf, 1 lala fari-
nha de tapioca, 1 caifa doce.
Rio de Janeiro, escuna nacional '/.elosa, de 131
toneladas, conduzio o seguinle : 133 barricas e
364 saeeo* com 7,622 arrobas e 53 libras de assucar,
30 pipas, 900 cocos, 360 sacras milho, 1,553 meios
de sola.
Aracatv, biale nacional ExalacaO, de 37 tonela-
das, conduzio o seguinle :57 volumes raleadas, 7
calvas drogas, 20 volumes forragens, \l dilos folha de
l-laiiilres, ( barricas bacallnio, 'i lillas farinba de Iri-
go, I cascos vinho, i barra mantejga, 3 volumes ce-
ra, i gigo loura,. I barril vinagre. 3 voluntes miu-
de/as. I saceos c Ib barricas assucar, 2rolos salsa,
10 caitas sabio, 30 ditas charutos, barricas mas-
a, I sacco cafe. I caixnle rap, I barrica genebra,
'2 ditas licor.
Labia, hiale nacional Hoto Olinda, de 85 tonela-
das, conduzio o seguinle :554 volumes diversos g-
neros.
Par, hiale nacional Alclaiile. de l.Vt toneladas,
conduzio o seguinle :.'iiio volantes diversos gene-
ros. 510 garrames, 1 caixa. 3 brises, t maeMna, 10:i
ltase I.53 barriquiuhas rom 6.159 arrobase I
libras de assucar, lll columnas do ferro.
Liverpool pela Parabiba, barca ingleza Metheor,
ile 132 lanciadas, conduzio osegninte :1,000sac-
eos com 5.000 aarqbas de assucar.
RECEBEUOR1A DE RENDAS INTERNAS GE-
BAES DE PERNAMBUCO.
Kendimenlo do dia 1....... 6508600
dem do dia 3.........5489820
COMMERCIO.
PRAGA DO RECIFE 3 DE FEVEREIRO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colacoes o&lcfaes.
Assucar mascavado escolbido1)680 por arroba.
Dilo dito fino15750 dem.
Iii'- i.iilu por -2 niezes10 % ao auno.
Al.FAISDEGA.
Rendimenlo do dia I......10:070)429
Idemdodia3........11:9788836
22KM992H
Descarregafa hoje 5 de ferereiro.
glezaSen VT.nafazendas.
^^JezaCreen fellidem.
ia inglezalirabacalhao.
umafainilia illuslre e respeilavcl a um mepibro si /alacho americano Juliafarinba.
e%ej3rriu
?ejjnunhado Jorge t'.avalcanti de Albuquerque,
pelo valor recebido de OOKKIlIrs., e a sen irniilo
Mannel de Mello e Albuquerque, pela mesma quan-
liaf; hvpolhecando-a depois ao major Joaquim Ma-
noel Carneiro da Cumia, na cid lo da Parahiba, c fi-
nalmente fezescriptura de doae.ao das mesmas Ierras
a Andr Cavalcanli de Albuquerque, com o onus de
educar seus lilhos. Tamhem praticou o Tacto se-
euinte : Mandando o senliur do engenho Cana-
Brava,. Aulonio Corroa, vender urna carga de agur-
denle por jen sen eseravo, rouiou-lbe o seu escravo,
cavallo e carga, conservando o mesmo escravo preso
eai pelas de ferro dentro de urna malla, dando-lbe
depois desuno para parles do Linociro, por tea so-
brinho Manoel Joaquim e mais companheiros, onde
foi preso dilo escravo pelas autoridades, em virtude
da participarlo recebida do dilo senbor de engenho
Cana-Urava. Desle malvado una resma de papel
be pouco para narrar seus feitos; Iralarei agora do
nutro rompaubeiro nao menos scelerado, Idelfonsn
de Albuquerque Mello : Nao linba moral, nem se
regia pelas leis, a rasada, a vuva e a solteira eram
objeclos para elle s dignos de escarneo, a poni de
provocar o discredilo das familias ; urna senliora
viova, cujo nome nao publico por decencia, sendo
seduzida por elle, respondeii-lhe, que muilo favor
lhe fazia, nSo rindo a siia casa, para nao manchar-
Ihe a reputado. Mas, qual nao seria a resposta oh-
lda ? Dizer-lhc que isto mesmo era o seo desejo, ou
logra-la, ou deixa-la infamada Furlava constante-
mente aosvzinhos snas lavouras, e sol lava seus ani-
maesnos locados, para ve-Ios na dependencia e mise-
ria, e isto quando nao'poda roubar-lhcs o fruclo de
'cus Irabalhos, como acontereira Antonio Nunes de
Soiua. pobre agricultor, aleijado c coberlo de gom-
mas, qucnnconlrando-sc na estrada defronte da casa
dessa honesta vuva, em coja casa pretenda morar,
represeiilou-lbe, quen para nao eslraaarem a sua roca ; cnlo, 1.1o grande
malvado, com loda a deshumanidade, lancou-o do
cavallo abaixo, rspesinliou-o cruelmente e deii-lbe
|com o couce de um clavinote, que (razia dizendo-
'Ihe : Cm cabra nunca tem razilo. Alm dislo,
lendo mandado lecer urna porrSo de fios de algodo
por urna pobre mulher sua visiuha, sendo pessoalmen-
le avisado por ella, que o panno eslava promplo,
mas, que precisava do seu valor para remir suas nc-
Sr. Redactores. Leudo seu Diario n. 9 d
ilo correnle nelle deparei com urna caria de seu i"r-
re|>oiideiile na villa da Escada, dalada de 2 do nf*-
inomez.emque sou aolor noticiando um fado oci "-
rido entre o portuguez Antonio Gomea Ribeiro e irftrJ c'"iiladc>, a resposta que leve, foi quebrar-lbe a la-
la rom o sen iuseparavel clavinote, tomando-lhe o
e-, panno forc, dizendo-lhe, que quando podesse lhe
a-, pagada '. De oulros horrorosos atlenlados, cuja enu-
meu lavrador de nome I.uiz Conzaga Frrgoso no en
genho Jerusalem la fregnezia de Sninhaem, o alte
rou de modo lal. drgindo-me insulto e apresen
laiido-me como um regulo, dando claramente a en- mereci seria enfadonha, poderia manifeslar ao pu-
leuder que se linba prevalecido da opportunidade htio, e lodos elles foram a causa de sua morle na es-
para desabafo de alguma cous, que me vejo oliriga- Irada publica ao sabir da novena que se fez na igreja
denominadaOratorio, sendo morlo no meio de
acelerados armados que o acompapliavam. Ora,
quem a vista de fados lao execrandos, peder ejjmi-
nar a Joaquim Pedro de Almeida, preso na cadeia
-la cidade da Parabiba, bomcm pacifico e honrado,
i mais que Indo limoratoe desvalido "? Nao seria me
bor culpar a mesma polica qucdeixava impunes os
do .i resiabelecer verdade despresando o mais que
me diz respeilo, porquanto o Si", correspondente a-
lacando rainha reputaran, como fea, mostroii nAo pre-
sar a sua. e lornou-se por conseguinle credor de mais
frisante e incisiva resposla, que nao te ha duvida de
Iba dar, se fora realmente regulo como diz.
Tendo, por diversos molivoi despedido desle meu
pie inconleslavelmcnte lhe servia de primeiro
inais bello c nobre ornamento.
Sm.j nao vive o commandante superior Aulonio
Alvares Mariz! A' mesma hora em que, no infausto
dia 15 de selembro de 1851, o sol descia para o oca-
bo, suba sua alma para a eternidade.
Sumio-se.... e sumio-se para sempre o pai torno e
arinlioso, o consorte exemplar e virtuoso, o amigo
.lovial e sincero, o celad,io prestante e caridoso, o re-
fugio emlim de todos os que buscavam lenitivo as suas
uecessidades.
Ah! morle, morle cruel, para que 13o prematura-
mente roubaste aquelle que fazia as delicias de nina
lerna esposa, dea charos tilhnOc irmAos, que lauto o
idolalravam '.' Para que roubaste aos amigos um
amigo lao preslimoso e verdadeiro'.' Para que ala-
gaste o fugo da vida em um corac.to generoso elibe-
Cal, que s respirava o amor da patria e do bem pu-
blico?
Mas se a lousa do sepulcro liaixou sobre seu cada-
ver, a memoria do seu nome sera semprc rom sau-
dade conservada por sua familia, por seus numero-
sos amigos e por todos aquellos que liveram a for-
tuna detrala-lo.
A morle do commandante superior Aulonio Alva-
res Mariz, deixa com efieitn no coracao de sua fami-
lia e de seus amigos um vasto, que neubuma oulra
alTeicao peder encher !
Nascido em Janeiro do IT'.l, caiilava apenas lii) an-
uos de idade, quando foi chamlo a occiipar iiu co
o lugar destinado peJo Eterno para premio dos justos.
llavendo recebido a sua prinidra educariu na ci-
dade do Recife, o desvelo e saud.i le dn seus pas |-
zeram que em ISII viesse elle da cidade il- Oliuda,
onde se applioava com proveilo ao esludo das hu-
manidades, a passar as ferias no serlao, nao vollando
a coulinuar em seus Irabalhos escolsticos por se ha-
ver entilo unido cm laro- matrimoniaes a virtuosa
consorte, que boje verle copiosas lagrimas pela perda
irreparavel do consorte, a quem lano idolatrava.
Por espaco de inais de :U) anuos oceupou diversos
empregos pblicos tanto civis, como militares, e em
lodos elles dcsempenbou salisfactoriamenle seus de-
veres, nao se com sacrificio de sua fazenda, como
mesmo da propria vida e de lodos os cummodos de
que podera gozar, alienta a sua fortuna e indepen-
dencia.
Principien a sua carreira publica sendo capilao de.
rogimenlo de cavallaria da villa de Pombal, e ocen-
pando ja cm 1845 o posto de rommandanle superior
d,i guarda nacional do Sirid, por nomeacao do go-
verno imperial, e ao mesmo lempo exercendo o car-
go de delegado de polica dolermo da villa do Prin-
cipe, requisilou ac governo da provincia um desta-
camento de tropa regular para aquella villa, afim de
conler a audacia dos ladros e calaceiros, que na
quadra fatal ta secca de I8."> ameacava invadir
aipielle, e anda me-mo os termos vizinhos de Pom-
bal, Ro do Paite, Pianc c oulros da provincia da
Parahiba. Este destacamento foi quasi lodo sosten-
lado a expensas suas e com penosos sacrificios, neasa
quadra lamentavel em que os gneros alimenlicios
clicgaram um preco fabuloso, quando por vculura
eram encontrados a longos distancias.
A lao generoso esforco edeilicacfto deven o centro
desla, e ainda da Parabiba o sicego e seguranza de
que gozaram seus habilanlcs em una poca lio ar-
riscada e calamitosa.
Desde molla* anuos at seus oliimos momentos
servio o commandante superior Mariz, porsua-phi-
lantropia.de medicoe advocadogratuilo da pobreza,
e de todos os que buscavam seus consellms o reela-
mavam seus soccorros.Era em verdade pequeo o
seu peilo para conler a elevacAo o a grandeza de sua
alma !
Fazendo habitual residencia em sua fazenda do
Arapu no termo da villa do Principe, e lendo der-
redor de si todos os seus pai ules, era dclles o ver-
dadeiro mentor e o mais seguro e desvelado protec-
tor, nada poupan lo para os Irazer conrralemisados e
para Ibes dar o grao de consideracao de que mereci-
damente gozam.
Tal foi sempre a sua popularidad*, que para os
cargos electivos nunca era o seu nome esquecido da5
urnas, orrupaudo por muilos anuos e consecutiva-
mente o importante lugar de depulado asseinbla
legislativa provincial, em cojo deserapenho se por-
gue nacionalFirmagneros du pai/.
Importacao'.
Galera ingleza Seraphina, viuda de Liverpool
consignada a Johnslon Paler &' C, manifestou o se-
guinle :
1 caixa tpeles, 2 ditas meias de algodn, 15 far-
dos c 1 caixa lecidosdedilo, 1 caixa dilos de dilo
e lona ; a A. C. de Abren.
31 fardos e 89 cuixas leridos de algodao. 4 fardos
ditos de 13a, 1 caixa loalhas.i ditas reverberos, lam-
pones, e corda de algodao, 1 caixas aS fardos tecidos
de Iiiili-> ; a James Crabtree & C.
I caixa quinquilleras; a James llallidav.
19 caixas c 14 fardos tecidos de algodao, 3 caixas
fio deiKlo, 1 dila toalbas de liubo, 1 dita mercado-
ra, I dita cambraia de seda-; a J. Keller & C.
1l9fardose5 caixas tecidos dealgodao, 1 fardo
baca ; a Fox Brothers.
40 gigos e 1 barrica louca, 3 caixas pcrlcnces para
escriptorio, 85 caixas c 33 far dos leridos de algodao,
liubo, laia, e laa ; a Hu-sell Mcllors & C.
1 caixa cassaafjaBr'A.dc Siqueira.
!7 fardos c 15 caixas tecidos de algodao, II) cai-
xas ditos de lir.ho e algodao ; a H. Gibson.
'"'fajjljs e 73 caixas leridos de algodao, 2 embru-
ja de laa, 5 caixas couros, I dita leridos de
liubo; a Patn Natn\& C. .
8 fanln. e 17 caixas "ten lo. de algodao ; a Rosas
Braga AC.
51 volumes conloes, 12 fardos leridos de algodao ;
a J. Curia <\ C.
'_' barricas, 17 fardos e I caixa leridos de algodao,
24 presuntos; aonlem.
1 caixa cassa- ele. : ,io Dr. Ma>.
I dila com 1 copiador de carias, 5 ditas cambraia,
51 fardos leridos de algodao ; a I!ostin Rooker
4C.
I caixa chapeos ; a Timm & C.
36 presuntos, 15 pecas (oucinho, 48queijos, 3 em-
brulhos, 2ba_rris a 1 caixa maulimentos, 3 barril
pcixe, 1 barril agurdente, 2 caixas cha, 10 buricM
irveja, 3 caixas biscoilo, 1 barrica Inicia- ; ao c-
lao.
. ol laixase 1 roda ; a D. W, Bonmau.
I caixa"; aJ. Palchril.
1 dita -opales-. aE. II. Wvalt.
8 fardos e 20 caixas tecidos de algodao ; a 1'.. J.
Asile) & C.
3 fardos leridos de linba, 109 fardos. 6 caixas e 5
cmbrulhus lecidos de algodao, e lencos de dilo, 5
caixas lecidos de liaba, 4 dilas dilos de dilo e algo-
dao, 50 barril raanteiga, 1 barril carne, 2 fardos len-
cos de alao lao ; a Johnslon Palcr & C.
3 fardos fio, 10 barricas ferragens, i dila entila-
rla, 797 fogareiros, 2 barricas grades, i dilaso 2cai-
xas drogas, barricas graxa, 1 caixa cha, 12 gigos
hlalas ; a S. P. Johnslon ( C.
I caixa entilara ; a F. G. deOliveira.
caixa perlences para cscriplorio; a Schramm
&C.
61 fardos e 11 caixas lecidos de algodao, 120 liar-
ns chumbo de municao. 1 caixa perlences para es-
criploi i.. ; a Adamson llowie & C.
II barricas ferragens, ditas ferros de ciigommar;
a Brandar a Breadla & C.
tute nacional Snbralense, rindo do Acarac,
consignado a Caelano Cjriaco da Cosa Moreira, ma-
nifestou o seguinle: ^
6,865 meios de sola, 81 couros salgados, I barri-
ca queijos, (i alauados, 50 couros de cabra, 8 barris
sciu, 38 massos cooros miudos, 3 caixas ovas; a
ordem.
1,000 meios de sola, 2 saccas [omina, I pacote
carne, 2 barris loucinho ; a Antonio Joaquim Ro-
drigues Jnior.
2.050 meios de sola ; a Joio Jos de Carvalho Mo-
raes.
600 meios de sola ; a Manoel Gonralves da Silva.
CONSULADO GEUAL.
Rendimenlo do dia 1........ill-lss
......3:447j>632
dem do dia 3
IVEUSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1.......
dem do di 3........
7:8895120
2449999
151)342
396)341
1:199)420
CONSULADO
Itendimenlodndia I
dem do dia 3 .
PROVINCIAL.
1:489)640
2:,.7c35
A' viste da dse
primio a espccalaf
mo ilo caf antes
terminamos o auno
le ven las vanlajos
7:063j!W5
PRAGA DO RECIFE 3 DE FEVEREIRO DE 1855,
AS 3 HORAS DA TARDE.1
Remita semanal.
Cambios----------Nao tem havido saques, sendo no-
minal o de 28 a 28 ,' d. por 1-.
Algodao- Enlraui 002 saccas, c houve ven-
das do regular a ."i) por arroba.
Assiicar-----------A entrada foi regular, e superior
res as vendas, por coja causa o
deposilo cresce. Nao sendo boas
as noticias viudas da Europa pelo
vapor Creat II estril, porquanto
ha deposilo em todos os porto- ;
os piceos esmorecern!.
duros ----- O; possu lores exigem 170 rs por
libra dos seceos salgados.
Bacallio Vcndcu-se um carregamenlo de
2,600 barricas dizem que.a 15)
pouco mais ou menos; e ha para
vender urna partida de 600 barri-
cas chegadas de Bostn. O con-
sumo he grande pela falla de car-
ne secca.
Carne-Secca- Naohanenhuma em primeiranem
cm segunda i;.".
Farinba de trigo- Vendeu-se a 259 por barrica da de
Philadelphia, a 24 da de Balli-
morc, a 30) da de marca SSSF, e
a 23) por seis arrobas da de Val-
paraizo : ha em ser 3,300 barri-
cas da primeipa, 500 da segunda,
1,000 da tercena, e 1,800 saceos
da ultima ; c para desembarcar
300 barricas de Ricbmond.
Discnulo Rebaleram-se letras de 9 a 10 por
% ao auno.
Freles---------------Nominal a 50 por tonelada, ha-
vendo pedidos de mais. Para Li-
verpool de 25 a 30 para lastro, e
1. d. por libra pelo algodao.
Exislem no porlo 88 emliareares sendo : 4 ame-
ricanas, 2H brasileas. 1 chilena, 2dinamarquezas,
6 francezas,2hamburguezas,5 hespanholas,27 inile-
zas, 8 porluguczas, 1 prussiana, 1 sarda e 5 suecos.
REVISTA 1)0 MERCADO DE ANVERS NO AN-
NO DE 1854.
Extracto de correspondencias parlirulares.
Era para recear que a guerra prevista desde 1853,
e lomada ellecliva em 1854, causasse inuila perlur-
baro no commercio : a prara de Anvers devia in-
dispciisaxelmeule sollrer. Fclizmenle as conse-
quencias desse estado de cousas nao foram
lao funestas como se temiam. A -ilaacao de 185*
se pode considerar como nin simples lempo de para-
usado. Os negocios em seu lo.lo foram tratados
antes no ponto de vista das precises do que no da
especularlo ; menos activos do que em 1853, todava
pouco ileelinar.ini. e ramos de commercio ha, que
lumarain exlensilo. Houve lambem alguinas reslrr-
coes para a qncsiao monetaria : seguramente nao ha
falta de dinheiro, pois que o descont eslevo semprc
barato em 185'f ; mas elle nao abunda pina as cm-
prezas. Ha capilaes licados inaclivos, que appare-
cerao quando houvcr mais seguranza. Assim tica -
se na expectativa, nao obstante se Irabalhar.
Caf. Apczar das apparencias favoraveis do
principio do auno, una vista retrospectiva sobre as
ncgocia^Oes neste arligo nao poderia ser considera-
da satisfactoria, leudo sido a sua marcha c.aracleri-
sada duran!" a maior parte do anco por uina ten-
dencia para a baixa do preco. Especulaces exa-
geradas no lim do auno desviaram as vendas de sua
marcha regular, e fizeram quasi restar a pedidoj
para o consumo. A cspeculacao lendo igualmente
suspendido suas operaees, resullou dislo nina cs-
lagnarao completa no meado de Janeiro, a qual se
prolongoual marco, e dclerminou forcosameiile a
baixa. Brasil b. ord. colada no principio de janci-
32 a 33. c. quinlacs (28 7|8 a 29 7|8 c.) linha des-
cdo no lim de marro a 29 e 29 1|2 r. quintaes
(95 7|8 a 26 7(8 c). Nesla poca a especulaao lia-
via cessado, o borisonlc polilico se lornava a escu-
recer, e oflerccimenlos de vendas a barato augmen-
taram a descontianca sem eslimular os comprado-
res. Poslo rjnc os avisos dos lugares de producro
fossem favoraveis, que lima boa sabida para consu-
mo allsslasse preciso?* importantes, que as com-
pras dos principaes mercados foseem naaderadaa, os
preces abaixaram de irovo om juiho c julho, c no
lim de julho cotavam-se --o llio b. ord. 28 a 28
l|2je. quinlaes | 2 7|8 a 2"i 3S c.
Desde entls a medida que s aproximava das
vendas do outono da soriedade de commercio, o ar-
ligo se segurou na previsao que o resultado exce-
dera a xpeclaliva publica. Poslo que a cifra im-
prtanle das quantidades ollerecidas a venda, corres-
poiidendo precisilo de seis mezes, nflo juslilicasse
de iienhum modo esta opiniao, o resaltado da ven-
da provou que ella era fundada. Pacaram-se pro-
cos extraordinarios que tiraran) as negociadnos [oda
elasticidade. Na nossa praca lodavia os precos nao
solfrcram variacao notavcl Rio b. ord. valia em
fim desetembro 28 l|2 a 29 o. quintaes ( 2") 3|8 a
25 7|8c.) e como logo depois os avisos do Rio an-
nunciaram baixa, e confirniaram a boa apparencia
da colheila nosso mercado baixou cm oututno e
novembro a 27 1|2 c. e 28 c, quinlaes ( 21 3|8 a
24 7|8 c. ) por b. ord. Brasil, o que lodavia provo-
cou grandes negocacOes principalmente para a ex-
portarlo.
Desde o principio desle mez se lem novamenle
manifestado mais coidianca. porm nao temos lido
modaiii.a nos procos nem vendas importantes. A
marcha do caf de S. Domingos eeguio pouco mais
ou menos a do caf do Brasil : cotavam-no em Ja-
neiro 33 1|2 c. quinlaes; em marr.o 30 1|2a 31 ;
em junbo 30 a 30 1|2 ; em selembro 29 1|2 a 30 ;
em dezembro 30 a 31. As aslalislicas demonstram
que a qoautidade para o consumo parece ter sido
igual a do anno pastado.
Bllanc/ que [.rcvalercc, e rnm-
>. se ps'nle eoncluir que o consu-
lugmcnloa do que diminuio :
n'uma boa posico que promel-
ts, c aprsenla probabilidades
favoraveis espceulacao.
As-ucar.O anne comceou com maite pomo.lan-
o na nnodo< os demais morca-
dos da Europa, pele que rcsullon darem-se prelen-
efles evageradas da parle dn delenlores, que paraly-
saram at cerlo ponto a procura. Luante os i!us
primelroa mezes cli^garam-nos provimenlos has an-
tes ; nina grande parle foi vendida em IcilAo por cau-
sa de averias, e os refinadores lendo-se aprovisiona-
do por diminuto prer,o, o arligo adquerio urna ten-
dencia pronunciada piara a haiin.
Mais tarde as con pliracocs da poltica, a caresta
dos vveres, e sobre ludo as modifica^es inexperadas
fritas nos dircitos sob-e o assucar na Inglaterra o so-
brccarreBaram. Des le n outono a posico lornou-se
melhor qnsodo se adquerio a convierto de urna boa
safra c a esperance, do emprego de una grande qna-
lidade de materias sarcarinas para as dislillacoes.uso
a que ja ha viam sid i alferladas grandes parles de
belerraha*. que diroinucm a produccao do assucar
indgena. Em novembro. depois da probihirao do
emprego dos graos as ni.laocs, se fizeram por cs-
peculacao grandes vendas rom alta de prer> em eon-
sequencia de lima aulorlsirao do governo para se
distilUr coro assiicar. Todav ia, nao se lendo dado a
e-la lei imraediala execucao, a alta do preco .do as-
sucar nao se suslenlou, e nosso mercado cabio n'uma
calma perfeila. Poden ler esperance de que o pre-
co suba oulra vez, atienden lo-so eslarrm fechados o,
mercados Inglezei e hollandczes : o governo francez
acaba emfini de reducir os direilos diflerenciaes do
sesnear estrengeiro importado, e ha um defieii sup-
prir em franca do parta de (0 milhoes de kilog. de
assucar indgena, e na Allemaiiha de 15 a 20 milhScs
dito applicadosa dislillar.a' i, todas estas circumstan-
cas inlluiram as ncgociacocs cm assucar.
Os procos pagos plo de Pernambuco e Rabia ;iri-
gueiro tecm Uncinado entre fl. 13 7(8.13 l|2. 12, 10
l|2, II 3|, 121|2 e 13 l|8 : pavilhao nacional.
Couros.As imporlareseui IN'i foramdc 534,928
couros ronlra 450,985 em 1853 ; augmento em .">i,
de 73,913 ronlra 298,533 cm 53, excedente ueste an-
uo 41.851. O transito directo aprsenla um aug-
mento em 54 de 91.051 : ltenla a posico anormal,
que a arligo (cauros coincrvou lodo o anuo, o linio
das dirs precedentes nos parece satisfactorio, A
posirlo do arligo nos parece anormal Berta Sentido
que. apezar da alta do preco dos eoaros em cabello,
a merca loria fabricada t"ve lenla sabida, pelo me-
nos no nos-o paiz. As imporlac,es do Brasil em rou-
ros seceos e salgados, aprescnlam um dficit astea
grande no anuo! lindo : as ajurenles sorles lieam
com faril sabida no nosso mercado. Presenlemenlc
algum as rcmessas de romos de Pcruamhuco e Baha
seriam hem acertadas.
Cacao.O movmcnlo das vendas nada de inleres-
sanle offerece no cursi do auno, e os presos nilo lecm
solTrido neiihuma llurluacan imporlanle. De todos,
o do Maranhan acbou sabida mais correule na nossa
praca. Nos cinco primeiros mezes vendeu-se a 18
c : de juiho agosto subi a 19. c. 'entao para
c o preco abaixon um pouco, e em setombroas ven-
das foram a 17 l|2 c. : logo depois, leudo havido al-
guma falla, tem sido pago uestes ltimos lempos 18
l|B.a I9 3|4c. ; e22 1|2a 24 c.
O prego do di Bahia variou de 14 a 15 e 15 3|'i c,
preco actual.
Ficaram em ser no nosso mercado 1,900 saceos de
differentes qualidades conlra 2,300 do anuo de 53.
1,500 do anno dp 52 : 5,000 cm 51 ; c 4,50> em .50.
Da 11 olan la fjiram im|iorlados cerca de 15,003
kilos.
MOVI4EEMTO DO PORTO.
este prazo, que i o necessariu para se conseguir a es-
cripturaro desla divida, sera ella cobrada judicial-
mente.
E para coestar -e maudou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
ro, 31 de Janeiro de 1855.O iei-relario
./. F.d'Annunciaca.
Pela inspectora da alfandesa se faz publico,
que no dia 5 do correnle, depois do meio dia, se
hao de arrematar e:n hasta publica, i porta do mes-
ma reparlicSo 42 gigos com batatas em mso ciado.
pesando liquido 8 quinlaes a 3)000 rs., total 2'.jrs.,
viudos de Liverpool na galera ingleza Sicordfi'h,
abandonados aos direilos pelo rapilSo da mesma,
sendo a arremataco lia>e de direilo ao nrrematan-
te. AITan lega do Pernambuco 3 de fcvereiro de
1855. O inspector, Behto Jote Fernaiules Bar-
ros.
DECLARACOES.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, manda fjzer publico que do dia 3 por dianle
so pagamos ordenados e mais despecas provinciaes
do mez de Janeiro prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria provinrial de Pernambu-
co, l.o de fevereiro de 1855.O secrelario
A. F. d'Annunrv
CONSEI.HO ADMINISTRATIVO.
O comelhoaitminstrativo em cumprimenlo doarl.
2 alo regola mente de 14 de dezembro de 1852, faz
publico que foram aceitas as proponas de Anlonio
Ferreira da Costa Braga. Timm Mousen & Vinassa,
para fornqcerem col. 138 pralos razos de p de aa-
dra para o 2." halalliAo de infaularia, a 115 rs., 177
dilos fundos a U5rs., Ki'i ligellas a 120 rs. ; o 2.",
5 lencoes de lalao de 'i 8lihrs cada urna a i<200 rs. a
'ihra, 5 dilos de 12 libras a-lfiOO rs. a libia :a avi.-
sa aos sopradilos vendedores, quedevem recoiber ao
arsenal de guerra os referidos objeclos no diaJ5 do
correnle.
Secretariado consellio administrativo parafornc-
cimenlodo arsenal de guerra l.o de fevereiro du
18.55.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
e secrelario.
Pela adminislracae dos eslabelerimenlos de ca-
rida.le se faz publico a quem convier e intei
po-sa, que no dia 8do correule vai a prafa porqnein
menos lizer o I nnecimeiito d'agua para o hospital
dos Lzaro Os preUiidenles deverao arhar-se pre-
sentes no mencionado da na secretaria da adminis-
irae.io .los c-labeleciinenlos de raridade pelas 4 horas
da larde. Secretaria da admini-lracrio doseslabrie-
cimenlna de caridaJo I de fevereiro de 1855,O es-
crivao, Antonio Jos Comes do Correio.
COSIPANI! IA PEKNAMBUCANA
.Nao se tendo renHido voto sttUicientes
emassembla geral, no dia 50 de Janei-
ro corrente, nao se pode tomar a dcli-
berarao, que marca oart. 26 dos esta-
tutos ; e or isso novamente lie convoca-
da ij'iial reuniao para o dia 6 de fevereiro
as 11 horas da manilas, na ala da
SQciacao commercial, e se resolver' de
acord com o que marca o art. I'tdo.
mesmos estatutos.Antonio Marques de
Atnorim, secretario.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio d| d;rect;ao do banco do
Pernambuco faz' cerlo ao Srs- accionis-
tas, que se aclm autorisado o Sr. gerente
a pagar o quinto dividendo de 8,^000 rs.
por acrao.Banco de Pernambuco, ol
de Janeiro de 1855. O secretario do con-
sellio, Joo Ignacio de Medeirof Reg.

.Varios entrados no dia 3.
Leghorn48 dias, briaue ir-lez Pauline, de 191 to-
neladas, capaiioajnhn Ritchie, equipagem 10. em
lastro ; a Jojm-lon Poler Sidney95 diajs, barca ingleza Psyche, de 250 lonc-
neladas, capilao Wyclirlc\, quipagein 12, carga
laa e mais gneros ; ao capilao. Veio refrescar e
segu para Londres.
-Vacos saludos no mesmo dia.
llio de JaneirjiBrigue escuna brasileo Maria,
capilao Mainel Josa Vieira. carga assucar. Pas-
sageiro, o IJ> lente da armada Francisco Hilarte
da Cosa Vidal c 2 escravos.
Liverpool pela ParabibaBarra ingleza Metheor,
capilao Jam|es Bayd, carga assucar c lastro.
CanalPatacho inglez Fo'cman, capilao Thomaz
I i 1 Iiu.'. carga assucar.
Para e porlos intermediosVapor brasileo Impe-
rador, commandante o I. lente TorrezSo. Pas-
sageiros desla provincia, Fr. Anlonio do Espirilo
Sanie litara. Jos Corrcia deOliveira, Antonio
Borges da Silveir Lobo, padre Frcderico de Al-
meida Albuquerque Mello c I escravo, Jos da
Silva Coelho, Dr. Joao de Carvalho F'ernandes
Vieira e 1 escravo, Nicolao Bruno, Antonio Jovi-
ta Correia da Silva, J%iu Francisco Corris de
Barros, Manoel Ferreira de Araujo Vianna, lien-
te Jos da Costa, Fabricio Comes Pcdrosa e 1 es-
cravo a entregar.
Observarao.
Fundcou no lameirao para acabar de rarregar a
barca sarda siepluno.
EDITAES.
O Illm. Sr. inspeclorda Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Em. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionados, a entregaiem na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dios, a contar do dia da priroeira
publicaran do prsenle, a importancia das quedas
com que des em entrar para o calcanienln das casas
dos lanos da Penha e Kiheira, conforme o disposto
na lei provincial n. H.50. Advertindo, que a falla
da entrega voluntaria sera punida com o duplo das
referidas quotas na conformidade do art. 6 do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
La reo da Penha.
Ka. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 609000
. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Teixeira Cavalcanli........... .Vi-iuii
0. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 2.5;200
8. Joaquina Machado Porlclla...... 215600
10. Andr Alves da Fonseca........' 368800
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 123600
Largo da Kiheira.
Ns. 1. Viuva a herdeiros de Maralino Jos
"ahao................. 309000
3. Iguaria Claudina de Miranda...... 25200
5. Anua Joaquina da Conccicao...... 415100
7. Joaquim Bernardo de Fgueiredo 215600
9. O mesmo................ 215600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Rapoto ................. 215600
13. Os mesmos.............. 2I56OO
15. Caelano Jos Kapozo......... 6O5OOO
17. Jo-c Pedro da Silva do Espirito Santo 259200
19. Joao Francisco KegisCoelho..... 525500
21. Antonio-Hachado de Jess...... IO58OO
23. Jos F'ernandes da Cruz........ 195000
5. Joaquim Josc Baplista........ 1188001
AVISOS MA&ITIMOS.
AO RIO
,a seguir'
.:i-sihi
E para constar se maudou allixaro prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secrelario.
Antonio Ferreira a' Annunciaiao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo do disposlo no art. 34 da lei
provinrial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cimeuto dos credores hvpothecarios e quaesqner in-
teressados, que foi desapropriada viuva JeWia do
.Nyscimenlo, uina morada de casa sita na dkerrao do
quinto lanc.o da rainelicacao da estrada do sul para
a villa do Cabo, pela quanlia de 3OO5000 rs., e que a
respectiva |iroprielaria tem de ser paga do que se
lhe deve por esta desapropriaro, logo que terminar
o prazo de 1.5 dias contados da data desle, que he
dado para as rcclamac,6cs.
E para constar semandou allivaro presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias successivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secrelario, Anlonio
Ferreira da AnnunciorSo.
O Illm.Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
manda fazer publico que, fies prorogado por 60 dias,
a contar da dala desle, o prazo concedido para as re-
clamac,oeseo pagamento da divida da decima e mais
impostes que cobram aseslaces desle municipio nos
ejercicios anteriores ao de 1852 a 1855, a que findo
DE JA^lUO
brevemente, por ler
:J grande pai te do seu aTegamen-
Eto tratado, o veleiro ebem cons-
truido brigue nacional MARA LL'ZIA,
capitao Manoel Jos I'erstrello : para o
resto da carga e para escravos. aos quaes
da' excedentes accommodaee.s, trata-e
na ruado Trapiche Novon. lo sepundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o b i a te
nacional FORTUNA, capitfio Pedro Valet-
te Fillto : para cargatrata-e com os con-
signa tarios Antonio de Almeida Gomes A
C. na ra do Trapiche Novon. 16 segun-
do andar.
Ao Maranhao e Para.
^SAf *ai seguir com a maior brevida-
^aHLde o novo e veleiro palhabole na-
cional Lindo Paquete, capitao Jos' Pin-
to Nunes ; i|L.em quizer carregar ou ir
de passagem neste excellente navio, dri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida Gomes A C, na ra do Trapiche,
n. l, segundo andar, "ou ao capitao a
Itordo.
Para aBaljia segu com milita bre-
vidade o liiate nacional Amelia, por ler
parte da carga prompta ; para o re*lo e
passageiros Irata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveir, no trapiche do*l-
godao.ou com os consignatarios Novae A
C., ra do Trapiche n. i.
Para o llio de Janeiro segu em poneos dias a
escuna '/.elosa, capilao Joaquim Antonio Parias e
Silva: para frele e passageiros, Irala-se com os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na roa da
Cruz n. 40.
I'ARA 0 PORTO.
O lirigoe portuguei Aleare, sahira para o Porlo
rom a maior lirevidade, recebe carga a frete e lam-
bem. passageiros, para o que tem encllenles cora-
modos : trala-se com Rallar & Olvena, na ra
da Cadeia Vellia escriptorio 11. 12, ou com o capilao
Manoel Jos Garinbo.
Para o Rio de Janeiro segu viagem o bergan-
lim Despique de iteirisu, capillo Eliaeu da Silva
Araujo : quem no mesmo quizer rarregar, dnija-se
a seu consignatario Manoel Joaquim Hamos e Silva.
Para o Rio de Janeiro.
Segu com a maior brevidade pos-
sivel por ter a maior parte da carga prom-
pta ,0 bem conhecido brigue nacional Fir-
ma ; para o resto da carga e passageiros,
trata-se com Novaes & C, na rua do Tra-
piche n. 5V. segundo andar.
Ceara' e Acaracu .
No dia 10 imprelerivelrarrtte segtie n palhabole
Sobatente, eapilio Francisco Jo' da Silva Ralis ;
recebe carga e pase ;ial-sc com Ceetauo
Cjriaco da C. M., ao lado do Corp Sanio n. 25.
PARA O ASSf,
abe imprclerivclmciite na presente semana o biale
Auge lira : para carga e passageiros, irala-se na
Cadera do Recife n.49, primeiro an-
rua
dar.
da
CEARA' E PARA.
,;ue em poucos dias por ter a inaioi
parle da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Anlonio Sil-
veir Maeiel Jjanior, para o resto, trala-
se com o consignatario J. U. Jnior, 11a rua do Vigario, n. i, ou com
o capilao na piara.
LEJLOES
LEI I AO' DEJOIAS.
O asente Borja, -exta-feila. 9 do corrente, em seu
armazem na rua do Collegio n. 15, faro leilao de
urna lolimdade de objeclos de ouro, diamante e bri-
Ihante. consislindo em adereces, meios dilos, pulcei-
ras o albneles, tanto com esmalte e camaphen, como
sem elles. dilos com brilhanlee diamante, ricos alfi-
netesdebrilhanle para abertura, e oulras joias de
gosto sublime, relngios patente nglez, suissos, hori-
soolae?, e oulros da diflereotes qualidades ; us quaes
objeclos se acbarjo patentes no mesmo armazem, as
9 horas da manhfla.
O agente Borja far lelao emseu armazem na
rua do Collegio n. 15, de varias obras de marcine-
ria, novas o usadas, de diiTerenlej qualidades ; urna
puro."10 de charutos finos da Babia, e eh hysron, a
muilos objeclos difierenlcs qne se eetregirAn por
qualquer preco ollerecido, visto no liaver lmite, os
uciuno [ucuniHD [iinnuTninn
f
I 11 tu inn


4
DIARIO OE PERNAMBUGO, SEGUNDA FEIRA b L FLVEHEIRO DE 1855.
quaes esiar.Vi patentes no mesmo armazem, quarla-
fe ira, 7 do conente, as 10 horas ein [ionio.
Grande leilo de miude/.as e ferragens
linas.
Henrique Brunn, liquidataiio da casa do fallecido
J; D. Wolphopp & Coinp.mhi.-i, continuar por in-
terveiicilo do mente Oliveira, o leililo do grande sor-
liinciilo de miudeza-, algumas ferritgcns lina, inclu-
sive varieilado de mcias para homem e senhora, ca-
dacos, filas diversas de seda e le algodao, e mullos
oulros arligos que ser.io vendidos sem reserva de
preco p*ira ullimar conlas : lerca-fuira, f> do frren-
le fevereiro, 10 horas da mantilla, no sen arma-
zem, ra da Cruz.
Schalieikin iV C. arao leilao, por
intervengan do agente Oliveira, degran-
desortimento de la ze no as de seda, laa, li-
nlio, e de algodao, todas proprius do
mercado; segunda-feira, 5 do corrente,
fevereiro, ai 10 horas da manhaa, noseu
armazem, ra da Cruz;
AVISOS DIVERSOS.
CONSULT Bi DOS POBRES *
25 RA DO COMSOIO 1 AHDAS 25.
O Dr. I'. A. I,olio Moscoio d consultas homcopathicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio da, e ein casos extraordinarios a qualquer hora dodia ou imite.
Ollcrece-se igualineute para praticar qualquer operario de cirorgia. e acudir promptamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cujas circunstancias nao permillara pagar ao medico.
DO m. P. A. LOBO
Jos Soaresd'Azevedo, proessorde
lingoa franceza no Lyccu, tem aberto
em sua caja, roa larga do Rosario n 28,
terceiro andar, un curso de GEOGRA-
PHIA E HISTORIA, e outro de RIIE-
T0R1CA E POTICA. As penos que
desejarem estttdar urna ou otitra destas
disciplinas, podem dirigir-se a' indicada
residencia a qualquer hora.
Quem tfver urna casa terrea com 3 guarios e
cora largura le 24 palmos, pouco mais ou menos, no
bairro de Santo Antonio, desejando permuta-la por
oulra de menor largura e de 2 quarlos, siluada em
boa ra, para receber por indemuisacao da diflereu-
c, dinheiro on algum objeclo quelambem rende,
dirija-se ra das Flores n. 23, a fallar com Jus-
tino Marlyr Correa de Mello.
-* Antonio Egidio da Silva, lente de geometra
do lyeeu desla cidade, nao podendo abrir no 1. do
coreante o curso de geometra para lodo o auno lec-
tivo, como nha annunciado, par nao apparecer
quem o quizse frcqueular, de novp declara que
annunciar odia da abertura, logo que appareca
numero sufTicicnle deesludanles, que o queirain fre-
quentar : os prelendeule podem dirigir-se n casa
de sua residencia, na roa Direita n. 78, para darem
osseus nomes matricula, s 7 horas da manhaa al
as 'J, e a larde a qualquer hora,
JOIAS
Os abaixo assignados, dooos da luja de norives, ua
ra do Cabugn. II. confronle ao pateo da matriz c
ra Nova, fazem publico, que eslao recebendo con-
liuuailanicule mullo ricas obras de ouro dos melhu-
res gustos, tanto par senhoras como par hmeos e
meninos ; os presos continan! mesmo baratos como
tem sido, e passa-se conlas com responsabilidade,
especificando a qualidade do ouro de 14 ou 18 qui-
lates, fcando assim sujeitos os mesmos por qualquer
duTida.Scraphim & Irmao.
Manoel Antonio Teiieira vai Portugal.
Ds-se dinheiro a joros razoaveis com peuheres
de ouro ou prata : na ra cstreita do Rosario u. 7.
O cirurgiao Francisco Marianno de Araujo Li-
ma d consultas gratis aos polires todos os dias das 7
as y da manhaa : ua ra da Gloria n. 71.
eseja-se fallar com a Sra. Maria Thereza de
Jess a negocio de seu inleresse.
Aluga-se um bom armazem para qualquer es-
labelecimenlo, na ra larga do Rosario n. 22 : a pes-
soa que o pretender, enlenda-se com o seu proprie-
tario Joao J.eite Pila Urtigueira, na ra da Cruz do
Recite n. 12.
Precisa-se alugar 2 prelos para o servico de ar-
mazem de astocar : a tratar ua ra de Apollo n. 13.
Aloga-se o armazem n. 30 da ra estreila do
Rosario : a tratar na ra do Collegiu n. 21, segundo
andar.
O abaixo assigoado faz scicnte aos seus credo-
res edevedores, que lem aiuigavelinenlc dissolvido
a sociedade que tinha com Jos Castao Baptisla dos
Santos, sob a firma de Sanios & Vieira, na luja de
fazendas da ra AQueimado n. 3, fcando o socio
s
(I solicitador nos audil"iios dista cidade <^
abaixo asianado, continua a exercer as '5?
funcc,6e* desse cargo, para o que pode ser $V
procurado no escriptorfe do llini. Sr. l)r. Joaquim Jos da Fonceca, dinesmucnmpro- ^^
nielte-sc a licitar causa* de partido an- ^^
Mal, rom todo zelo u ai lividade, mediante 5'
um pequeo honorario, assim como as ^j
Hdsm particulares ntn p6e prero as ^2
partes, Camitlo Aiti/ustn l'ci< eir da .S'i'-n.^V
25 RA DO COLLEGIO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual cmplelo de med.licioa homeopalhica do Dr. G. H. Jahr, Iraduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro volumes encadernadoa em dous e acompanhadode
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc....... 20JO00
Esta obra, a mais importante de todas: asquetratam do estado c pratira dahomeopalhia, por sera nica
que conlm a base fundamental d'esla doulrinaA PATHOGENESIA 01" EFFE1T0S DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEcouhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem dedicar i pratica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizercm
eipcrimeutar a 'ouirina de Ilahnemaiiii, e por si inesin is se convencerem da verdade d'ella: a lodos os
fazendeirose senhores de enuenho qae esiao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou outra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus Iripulanles :
a todos os pais de familia que por circumstancias, que nem sempre pndem ser prevenidas, sao obriga-
dos a prestar in coiilinenli os primeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Irsduecao da medicina domestica do Dr. llorn-'.
obra tambem til s pessoas que se dedicara ao esludo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhadn do diccionario dos termos de medicina...... in-iiiin
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 33000
Sem verdadeiros e bom preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralca da
homeopalhia, e o proprielario deslc cstahelerimento se lisongeia de Ic-lo o mais licm mutilado possivel e
ninguem duvida boje da crande superioridade dos seus medicamentos.
Bolicas a 12 tubos grandes..................... 89000
Boticas de 24 mcdicameulos em glbulos, a 10, 125 e 155000 rs.
Ditas 36 dilos a.................. 205000
Ditas 48 dilos a................. 25*000
Dilas 60 dilos a ............... 309000
Ditas 144 ditos a.................. tiOjOOO
Tubos avulsos......................... 15000
Frascos de meia mica de lindura................... 29000
Ditos de verdadeira lindura a rnica..........-....... 25UOO
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslal de diversos tamaitos,
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer eucommenda de medicamentos cora loda a brevida-
de e por presos ni 11 i lo commodos.
S8t8a98:}5K938aS
8 J.-JANE, EMISTA, I
$ continua a residir na ra Nova 11. 19, primei- @
SJ ro andar, j^*
88@S3
uiefraDccz, obras
Notos livrosde homeopalhia
todas de summa importancia :
Hahnemann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............ 2O5OOO
Teste, molestias dos meninos.....65U00
Ilering, homeopalhia domestica.
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
Jahr, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pello.......
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
llarlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doulrina medica liomeopalhica
Clnica de Slaoneli........
Casliiig, verdade da homeopalhia. .
Diccionario de Nvslen.......
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, conleiido a descripjao
de todas as partes do rorpo humano
7*000
(5000
165000
65OOO
85000
I65OOO
IO5OOO
83OOO
75000
69Q0
45OOO
105000
305000
vedem-se todos esles livros no consultorio homeopa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscuso,
primeiro andar.
ra do Collegio 11.
Vieira encarregaO
i do aclivo e passivo da inesma.
Miguel Vieira de Mello.
l'recisa-se de um feitor que enlenda de plan-
lacao esaiba tratar de vaccas e jarilim, para tomar
cunta de um sitio perto desla praca : a tralar no lar-
godo Corpo Sanio, casa n. 13, seu'uudo andar. Igual-
mente so alosam 2 prelos que saibam trabalhar de
enaxda.
Precisa-sede um fornero
Direita n. 26.
na podara da ra
Precisa-se de urna aran que saiba hem coznhar
e que seja fiel : na ra de Apollo n. 19.
Francisco D. Feoerhecrd, subdito allcmu, re-
lira-se para a Europa.
Precisa-se de um bom fornero: na padaria da
ra do Colovello 11. 29.
Na larde do dia l.do corrente fugo desta ci-
dade o escravo Domingo, levando comsigo 2 cami-
sas de canibraa para senhora, pescocinhos pira
senliora, 7 pares de sapalos de cordavAo fraucezes, e
3 pares de mangas para senhora ; o dilo escravo lem
os sgnaes seguintes : mulato claro, i.l.ule 2Ti anuos,
bastanteclieio do corpo, estatura regular, hem fal-
lante, por vezes tem estado fgido, e ltimamente
esteve 3 anuos com praca a bordo do brgue de goer-
ra Caliope, donde desembarcou por juslificacao que
deu seu enhnr Luiz Francisco de Barros Reg, do
engeuho Calara ; sempre que lem fgido diz que he
forro e casado : roga-tte a todas as autoridades poli-
r.iaes, capiUes de navios e capitaes decampo, que o
facam apprehender, e nao deem praja em seus na-
vio, e de avisarem na ra da Cruz 11. 7, primeiro
andar, que ser recompensado.
Precisa-se de qma prela muilo fiel c que saiba
vender loda qualidade de bolos, pagando-se o seu
trabalho conforme se ajuslar : na ra Formosa, ua
quinta casa terrea indo pela ra da Aurora.
Enguraraa-se com perfeico e aceo, e por pre-
so mais commododo que em oulra qualquer parle :
sietrag da matriz a lioa-Vista 11. 64.
LOTERA DO RIO DE JANEIRO.
Acha-se a venda anda um resto de lii-
Ihetes da lotera 21 das Matrizes da pro-
vincia, que correu no dialido passado.
daqual o vapor Imperador na'o trou-
xe as listas em virtude de ter saludo d"a-
quelia cidade a ">. Pelo mesmo vapor
recebemos rovos billtetes da lotera 7 da
Gloria cujas listas esperamos'a 17 ou 18
pelo vapor Guanabara. Os premios sao
pagos a' vista sem descont algum logo
que se distribuam as mesmas listas.
STARR & C.
respeilotamente snnunciam que no seu exteuso es-
tabelecimeutoem Santo Amaru.coulinuam a fabricar
com a maor perfeirao e promplidao, loda a quai da-
de de machiuismo para o uso da aericullura, na-
vegasao e manufactura; c que para maor commudo
de seus numerosos freguezese do publico em geral,
teem aberto em um dos grandes armazens do Sr.
Mesquita na ra do Brom, atraz do arsenal de m.i-
riuha
DEPOSITO DE MACHINAS
construidas no dilo seu eslabelecimeulo.
All adiarlo os compradores um completo sedi-
mento ile moendas de caima, com todos os melhora-
meutos ialguns dalles novos e originaes) de que a
experiencia de muito anuos tem mostrado a ueces-
sidade. Machinas de vapor de baia e alta pressao,
taixas do todo lamanho, tantu batidas como rundi-
das, carros de in.lo e ditos para conduzir formas do
assucar, machinas para moer mandioca, prensas pa-
ra dilo, tornos de ferro balido para farinha, arados de
ferro da mais approvada construccao, fundos para
alambiques, crivos e portas para fornalhas, e urna
iufinidade de obras de ferro, que seria enfadonho
enumerar. No mesmo deposito eiisie urna pessoa
inleliigeule e habilitada para receber todas as eu-
commendas, etc., etc., que os aniiuiicianles contan-
do com a capacidadedesuas ollicinase machiaismo,
e pericia de seus ofliciaes, se coinpromeltein a fazer
execular, com a maor presteza, perfeirao, exacta
conforniiilade com os modelos ou desenhos.e instru--
i;es quo Ibes forem fornecidas.
CASA DE MODAS FRANCESAS.
Aterro da Boa-VisW n. 1.
Madama Millocliau Bnetsard participa as senhoras
suas freguezas, que acaba de receber asullimas mo-
da* em chapeos de seda e de palha para senheras,
chapeos eciuleiros para raeninus, chales.manleletes,
camsinhas bordadas, corles de blondo, larlatana e
garca, flores, espartilhos de lodos 01 lmannos, en-
feites e luucados, ricos lencos de camhraia de linho
bordados, lils Ksos e bordados, camhraia e larlata-
na larga, luvta de Jouvn, filas e biros, galio de se-
da c de vellmlo para enf-ilar vestidos, trancas de
seda e de algodao etc : recorta-se os babados com
promptidao e perfeirao, lendo para escolher 7 pa-
drees dillereoles.
ffi@ ?S38@ S;55
DENTISTA FUANCEZ.
9 Paulo Gagnnux, estabelccido na ra larca
& do Kosario n. 36, eEiindo andar, collora den- M
J} les com gengivBsarlificiacs, e dentadura com- Q
pela, ou parle della, com a pressao do ar. fy
ft Tambem lem para vender agua dentifricedo
}) Dr. Picrre, e p para denles. Una larga do ~
Rosario n. 36 segundo andar. ^
Ofe-Ki' S @
Olllm. Sr. Joaquim Ignacio deCarvalhoMeu-
doiia tem ama caria ua ra do (juemado, loia
n. 14.
Precisa-se de urna ama : na ra Direita n. 72.
PUBLICADO DO NSTITtTO HOMEOPA-
THICO lO BRASIL.
THESOLRO HOMEOPATHICO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Mtlhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
palhicamenle ludas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente aquellas que rei-
nara no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, lauto europeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario Ludgero Piano. Esta obra be boje
remolienda como a melhor de lodas que tralam da
appl'rarao homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so sesuro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, sertanejos etc. etc., devem
le-la a mao para occorrer promptamente a qualquer
caso de molestia.
Dds volumes em brochura por 105000
encadernados II5OOO
vende-se unicamenle em casa do autor, no palacete
da ra de S. Fraucisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com toda a perfeirao e
aceio: no largo da ribeira de S.'Jos, na loja do so-
brado n. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreir
de Mello, que mor#para o Salgadinlio,
(tucira mandar receber urna encommen-
da na livrara n. e 8 da piara da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrar de Albuquer-
quemudou a sita aula para a rita do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eextemos desde ja' por m-
dico prero como he publico: (ittizer utilisar deseupequeno presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
Em virtude de nao nos ler sido possivel obler
todas as listas que distribuimos, alim de obterem-se
assignaturas para a publicarlo da obra Reflexfies
sobre aeducacau phvsica e moral da infancia: ro-
samos as pessoas que se dignaram a-signar, e que a
ao recelienm, ile mandar procurar os exemplarcs
a queliverem direilo, na ra eslrciladu Rosario n.
30, segundo andar. (Preco para os assiguaules rs.
2000.
A matricula d'aula de philosnphia do eolegio
das arles est aberta de boje em dianle, al o linide
marro, em lodus os dias uteis de manhaa al 1 hora
da larde : na ra do Crespo sobrado n. 8.
BOAS OBRAS
Chegaram receutemenle > ra Nova n. 38, defron-
le 'Cuuceir.lo,,lampadas, Ihuribulos, navetas, cal-
deirinhas de agua lienta de laiao, e galhelas de es-
tanto, ludo para isreja ; esrmaninliat, lesouras e
bi&ornas para funileiro, cadinhos, fules de ferreiro,
rozlas de esporas, e umitas oulras obras de lal.io.
cobre, bronze c folha de Flandres que se fazem c
vendem-sepor preco commodo.
No engeuho Cachoeira apparcceu ha poucos
dias um escravu de nacao Cabinda, por nome Ber-
nardo, a procurar senbur, dizeudu Mr captivo, sem
que saiba dizer o nome de seu vulior por le-lo com-
prado ha pouco lempo, eque era morador no Kecife:
quem ao mesmo escravo se adiar com direilo, dirija-
se ra Bella n. H, sobrado, que achara quem Ihe
d mais minuciosos esclarecimeulos, declarando-se
desde ja que nflo se respuiisabilisa por fuga nu morle.
O cartorio dos fettos da fazenda
provincial esta' na ra da Santa Cruz do
bairro da Boa-vista, n. iC.
l'recisa-se de urna ama que saiba cozinhar e
fazer o servico de urna casa : nu largo do Terc.o, so-
brado n. 27, no segundo andar.
Precisa-se de um criado para servir em ca-
sa : quem se quizer prestar, achara com quem tratar
na ra do Collegio n. 19, terceiro andar.
Casa de consignarao de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissao, tanto para a
provincia como para fra della, ofTerecendo-se para
aso loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
PEDIDO.
Tendo deixado de publicar-se o Craio, pede-se
inslanleamente aos senhores assignantes, que es-
lao i dever as suas assignaturas, que lenbam a bon-
dade de paga-las al o dia 6 de fevereiro. He um
dever e an mesmo lempo um graude obsequio que
fazem.
Acliam-se a vendaos billtetes da se-
gunda parte da (piarla lotera concedida
a beneficio da matriz de San Pedro Mar-
t\ r de Olinda nicamente na thesouraria
das loterias ra do Collegio n. 15, e cor-
re iinpreterivelmenlc no dia 10 de feve-
reiro.O tliesourero, Francisco Antonio
de Oliveira.
O GRAVO.
Acham-se venda na ra do Gabug n. 1 D, loja
de 2 perlas, os ns. 1, 2, 3 e 4, do segundo Irimestre
do Craco ; como assim, os ns. I, 7, 11 c 12do pri-
meiro. Adverle-sc aos senhores assiguaules, que
anda nao pagaram o importe das suas assignaturas,
qae, tendo deixado de publicar-se aquellc peridico,
pelos molivos expandidos no seu 16 c ulluu.0 nume-
ro, faz-semisler que Ss. Ss. assim o facam al o dia
6 de fevereiro, sob pena de verem sens nomes neslc
Diario ; pois, muilo se tem esperado.
Da-se dinheiro a premio em pequeas quan-
Paliasbrc penhores de ouro ou prala : na ra do
dre sol-'loriauo, primeiro andar do sobrado II. 71.
Pede-se ao Sr. Dr.-Jos Nicolao Ri-
gueira Costa resposta da carta, que Ihe
ioi dirigida no Diario de Pernambuco
de 5 de Janeiro deste auno, assignada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta' ancioso por
ver esse negocio decidido, c caso o Sr.
Rigueira nao se quera dignar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisoes, e reo confeso de seu de-
licto.O Curioso.
Precisa-se de urna escrava para o servico de
urna casa de muilo pouca familia, paga-so bero : a
tratar ua ra da Cadeia do Recife u. 34, loja.
AluganY-se e veudem-so muilo boas bichas de
llamburgo, cliegadas ullimamenlc, e tambem vai-sc
applicar para mais commodidade dos prelendenles:
na ra eslreila do Rosario loja de barbeiro n. 19, e
lambem lia para vender-se muilo boas corticas para
aliar uavalhas.
Na praca da Independencia, rs. 24
a .30, ha para vender excellente velludi-
lho carmezin, pelo barato preco de 610
res, muito proprio para vistuarios de
mascaras ou outro qualquer mistei ; as-
sim como lenas de todas as cores e tama-
nhos por muito mdico preco.
Precisa-se de urna ama de leite : quem estiver
nestas circumstancias, dirija-se ao aterro-da Boa-
Visla n. 72 A, loja.
O Dr. Jos Muniz Cordeiro Gilahy, medico,
mora actualmente no aterro da lloa- Vistan. 65, pri-
meiro andar, oude conlina a exercer a sua prolis-
sao.
A matricula da aula de lalim do collegio das
arles esl aberta lodos os dias uteis de manhaa al 3
horas da larde, no primeiro andar do sobrado n. 22,
na ra das Cruzes.
Precisa-se de una ama para casa de pouca fa-
milia, que cozinhe o diario : ua ra Bella n. 7.
AULA DE OBSTRETICIA.
a malricula estar aberta desde o (. al o ultimo
de fevereiro, no bairro de Sanio Antonio, roa da
Palma, casa de um andar. As lices a imapiai ao n
dia 15 do mesmo inez.
CHAROPE
DO
BOSQUE
Weflexiies sr.bre, a educara" pnysca e moral da. in
fancia. o/fer,eeidas as nuil' dr familias, pelo Dr
Iqnucio Firmo Xarter.
Esta obra destinada ao hem social e neressaria a
quantosseoecupam da educaran infantil, para que
chegue ao ennhecimento de lodos, acha-se venda
pelo preco de 3 Cunha Magalhaes.na ra da Cadeia do Kerifc n. 51 ;
Joao Soares de Avellar, na ra Nova n. 1 ; e as li-
vrarias Classica paleo do Collegio n. 2, Universal na
ra do Collegio, e na do Sr. Domado no pateo do
kCollegio n. 6.
O Sr. t'ranc X avier IXas de Albuquerquc
Juuior appareca oa rua do Oueimado, loja o. 10.
Oflerccc-se um portugus chegado de novo,
que lem inuita pratica de csrnptnracao, e d prova
de sua conduela : quem precisar du seu prestalo,
nesta praca on fura della, ilirljWse ao hecco Largo
n. 31, que achara com niiem tratar.
A quem fr ofTerecido um caslical de prata,
nolavel pela sua pequenez, roga-sede o lomar, por-
que fui furtado, e queira mandar entregar no aima-
zem de moldados do Sr. Manuel dos Santos l-ontes,
la ruado Collegio B. 25. amule recebera recompensa
no caso de que a exija, e eolio se dir a quem per-
lencc.
Aluga-sc a propriedade n. 19, da rua da Cruz
do Recife; ,, tratar com Manuel Maximianu Guedcs,
ruado Apollo n. 2.
THEVTRO l)E APOLLO.
RAILES DE MASCABAS.
Os senhores que subscreveram para os bailes de 17
c 19 dcsle niez, queiram comparecer no salao du
mesmo thealro sesunda-feira, 5 do corrente, pelas l>
horas da larde, alim de elegerem a respectiva direc-
tora.
Apparcceu um cavallo hmilem, i.Vlc feverei-
ro, carregado com 2 barricas de bacnlho : quem fdr
seu dono, dirija-se a rua Direita desta cidade n. 14,
que dando os signaes ccrlos do dilo cavallo e do
mais, pagando as, Scspezas, promptamcnle se Ido en-
tregara.
KSTABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Salu-liano de Aqniuo l'erreira Ueu graluilamenle
sociedade na inelade dos premios que sahirem nos
bilheles inleiros ns. 232, 1153. 1156 c 3389 da 2."
parte da \.a lotera a beneficio da matriz de S. Pe-
dro Marlyr de Olinda edohospilal Pedro Il.osquaes
(iran emseu poder depositados. A inelade que Hel-
ios sahir ser [uoiuplamenlc entregue ao Sr. Jo-
Pires l'erreira. thesourciro do mesmo hospital.
O padre Joo Jos da Cosa Itiheiro. substituto
da aula de lalim desta cidade, abri a sua aula par-
ticular no 1. de fevereiro, o Continua receber alum-
nos internos: no paleo do Collegio n. 37, segundo
andar.
No buhar da rua de S. francisco, junio a or-
dem terceira, principiou a ler do 1. do crrente em
dianle, bom caf prelo e com leitt, as*im como boa
cerveja, e todas as qualidades din mais linos licores
e refrescos ; e os administradores deste eslabeleci-
meato esperara a concurrencia da bella rapaziada.
Na rua da Cadeia do Kecife, esquina da da Cou-
ceicao n. ti3, precis i-se para urna casa de pouca fa-
milia, de urna escrava que lave, cozinhe e eiiaommr,
ou mesmo de lima pessoa li\re que esleja nos mes-
mas circumstancias.
BICHAS |)E IIAMBI'KGO. t
Chegaram pelo vapor da Europa muilo boas bi-
chas, que se veudem ausceiilis e a rt laido, por preco
em coala : ha rua eslreila do Kusariu o. 2, loja de
barbeiro.
Veiidcm-se ceblas aos ceios, barris de cal e
latas com J. libras de massa da tomates, ludo rhesa-
du ltimamente de Lisboa, e por preco cummodo :
na rua da Seuzela Nova u. h.
PANORAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger A C. na rua da Cruz
n. 10, recelx'i ;im e vendem um sortimen-
to de globos di; espelhosde divei-sos tama-
itos e cores, que ormam o mais lindo
panorama, postos em urna columna no
meio do jarditn, como se usa hoje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger & C, na sua casa rua da
Cruz n. 10, teem a venda..
Pianos lauto horizonlaes como vertcaes,
dos melhores autores.
Obras de ouro de 1S quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em oleo, paisagens e com mol
dura douradas.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes. "< *
Cadenas c solas para trra coi e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
\ uilio de Champagne-
Licores de dillerentes qualidades.
Genebra em l'tasipieiras.
Instrumentos para msica.
FRASCOS DE VIDRO DE BOCCA LAUCA
COM ROLHAS.
Novo sortimenlo do tainanlio de 1 a
12 libras.
Vendem-se na botica de llarlholomeu Francisco
de Souza, rua largado Rosario n. 36, por menor
pirro que cm oulra qualquer parle.
Vcnile-se superior c-permacele americano por
preco commodo : ua rua do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula A; Santos.
Vende- se por proco cummodo um carro novo
de quatro ro las e quatro assenlos, com seus rompe-
lentes arreios, e urna parclha de ravallos tambem
novse posantes na Soledade no sitio dos qualro
leoes a qualquer dura do dia.
PARA 0IADAMISMO DO
BOM GOSTO.
A 8x000 rs. o corte! !!
Vendem-se na rua do Qucimado, luja ti. 17, a'n pe
da holira, os modernos cr'.es <1? vestidos de larlata-
na de seda com quadrosde cores, de lindos e novos
desenos, com 8 varas c meia, pelo baralo prero de
rWHK)!: !
NOVAS ALPACAS DESEDA
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja de Paria & Lopes,' rua do
Oueimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de un-
vos e lindos deseados, pelo mdico preco de 500 rs.
cada cuvailo.
V eodc-se um escravo : na rua do Pires,
que volla para o Corredor do Bispo.
sitio
COMPRAS.
Compra-se efieclivamr ule bronze, lalao eco
bre velho : no deposito da fumiirao d'Aurora, na
rua do ilrum, logo na entrada n. 28, e na mesuia
fiiudirao em S. Amaro.
Compra-se um flandres e medidas, que sirva
para vender azeile : na rua larga do Kosario n. 18,
Besando andar.
VENDAS.
AL1ANAM IkU .8o5.
Sahiram a' luz as folhinhasde alfjibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigdo e acerescentado, contendo
00 paginas : vende-se 500 rs.
rana n. 0 e 8 da ^^ca da
dencia.
m
i
CHALES E ROME1UAS. jt*
Chales eromeiras de retroz, burilados de ^
seda, dilus de seda, c merino. tJ
Corles de veslrtos. ^
Corles de vestidos de seda escoce/a de Aft
16, 90* e 25j>000 rs. ; .litos de flores, W
gosto moderno ; ditos de camhraia de seda (si
c de nutras minias qualidades. *
Chaly de seda. **J
Clialv de seda, fazenda nova, propria W)
para vestidos de senhura. (<
Alpakas de quadros. /Mf,
Alpakas de quadros a 320 o covado.
Chapeos para sealulnM c meninas. W
Chapos para senhoras e meninas os mais @
modernos e melhor goslo, chegados icio A*
ultimo navio fraucez. \?'
Peilos para camisa,sobrecasacos e palitos.
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, n. 27, vende-se o seguinte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindosdesenhos ; wermouth em ca-
xas (I,; 12 gumas ; diversos licores de
mui boa qualidade ; vinho verdadeiro
Bordeai.v em caixas de duza ; krch
do inettior autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, choco-
late milito superior qualidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, em relacao a' boa qvaiidade.
Vende-se eicellenlc laboado de pind, recen-
Iemente edesado da America : na mi de Apodo
trapiede do Ferreira. a entender-sc com o adminis
rado r do mesmo.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior remsnlo em barricas grande!
assim como tambem vendem-se as linas : atraz do
thealro. armazem de Joaquisi Lopes de Aducida.
Agencia de Edwln Kaw.
Na rua de Apollo n. 6, armazem de Me. Calmon-
i Companbia, acha-se conslantemenle bons sgrli-
menlos de ta i vas de ferro ruado e balido, lauto ra-
sa como fundas, moendas ioetiras todas de ferro pa-
ra animaes. asoa, etc., dilas para armar em madei-
ra de lodosos tamaitos e modclososmais moder-
nos, machina horisonlal para vapor com forra de
4 cavallos, cocos, passadeiras de ferro eslanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, csco-vens para navios, ferro da Succia, fo-
-thas de llaudres ; tudo por barato preco.
Taixas part. engenhos.
Na fundicao' de ferro de W.
Itowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua liaver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
prero commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55, ha para vender 5 exced-
ientes piano vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
tidtio.
H l'OTASSA BBAS1LEIBA. B
Vende-se superior potassa, fa- M
bricada no Bio de Janeiro, che- zgj
gada tecentemente, recommen- za
da-se aos senhores de engenhos os 2?
seus bons elleitos ja' experimen- *g
tados; na rua da Cruzn. 20, ar- W
mazem de L. Leconte Feron &
() Companhia. (fr
DEPOSITO DE CA. DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Becifc n. 50 ha para vender
barris com cal de Lisboa, rec'enlemenlc chegada.
Vende-se urna balanza romana rom todos os
seus perlences. em bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se roa da Cruz, armazem n.4.
FABIXIIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. ?>, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem delronte da porta da
alandtga, ou a tratar no escriptorio de
Xovaes k C, na lua do Trapiche n. 5-i,
primeiro andar.
AOS SENHORES DE ENGENHO.

Peilos para camisas viudos de Franca a (,
O rs.. paletos, sobrecasacos de pannrs /j.
sej 500rs.,A^snri^
Jirpea da IdP TJ,
1 -
linos 16, 1K c 2O9OOO rs.idUas^de linho
3-OO c 19000 is., ditos de alnaka
OUI rs. ; na rua Nova, 11. 16, loja d
os Luiz Pereira Filho.
Precisa-se de urna prela, que seja verdadeira
e boa engommadeira ; para oque paua-se l-H'iii
rs. meosaes, na ruado Bangel, 11. 77. > me-
ma casa precisa-se de una ama para o servico inler-
no e ctleniu de una casa, e paga-se bem.
Jos da alaia conlina a dar lices de inglez,
francez e escripturacao, lodas as lardes, ua classe
que tem oa rua do Queimado n. 14, e pode ser pro-
curado na luja dos Srs. Gouvea NO COiMLTORIO
DO DR. CASANOVA.
RLA DAS CR17.ES N. 28,
vendem-se carleiras de homeopalhia de lo- }
dos os lmannos, por precos muito era conta. C
Elemenlus de homeopalhia, 4 vols. 68000 H
r- Tintaras a escolher, cada^vidro. IbOih) Be
Tubos av ulsos a escolher a 500 c 300 53
Coosultasras para uspubres. jfl
Na roa das Cruzes n. 40, taberna do Campos,
ha das melhores e mais modernas bichas hambur-
eoezat para vender-se era grandes porr/ics e a rela-
lliu, e tambem se aluca.
Koga-se au Sr. Joiln Francisco dos Sanios de
Siqueira Cavalcanli, o favor de vir rua da Cruz n.
64, que se Ihe deseja fallar a negocio de seu inle-
resse. Lourenro Luiz iat Netej.
0 nico deposilo'icontina a ser na botica le Bar-
Iholomeu Francisco de Souza, na rua larga du Kosa-
rio n. 36 ; garrafas grandes oJOI) e pequeas 3-3000.
IMPRTAME UM 0 PLBLICO.
Para cura de phtisica em lodos osseus diflercnles
liraos, quer motivada por conslipaees, losse, uslb-
ma, plei.ri/. escirros de sauguc, dor de costados e
jieilo, palpilacao no coraran, cuqueluche, brourlnlc,
dor na sargaula, e todas as molestias dos orgias pul-
monares.
i AO PLBLICO. g
1 No armazem de fazendas har- l
tas, rna do Goegio n. 2, fi
*w vende-se um completo sortimento ts
j de fazendas, linas e grossas, por gg
precos mais baixos do (pie em ou- ffi
tra ({ualquer parte, tanto em por- m
OJeS, como a retalho, alliaiuando- H
se aos compradores um s preco ^
para todos : este estalielecimenlo fe
ahro-se de combinacao com a 5
maor parte daS casas commerciaes B
nglezas, rancezas, allemaas e luis- ba
sas, para vender fazendas mais em jg
conta do que se tem vendido, e por ?
isto oll'erecendo elle maiores van- E
tagens do que outro qualquer ; o fj
proprietario deste importante es- ra
tabelecimento convida a' todos os B
seus iiatricios, e ao publico em ge- f
ral, para que vejiliam (a' bem dos jg
seus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da rita do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos iSdlolira.
O Sr. Jos Fiel de Jess Leile queira appare-
cer no hotel Frauciscu,para se Ihe entregar uiua car-
ta viuda da Babia.
Na rua do Itangel n. 42, lava-se e engomma-se
com todo o aceio e perfeico.
J. J. Merlti vai i Babia.
Fugiode Limoeiro, de casa do abaiio assigoa-
do, um mulato de mime Justino, de idade 16 a 20
auno-, cabellos cacheados, olhos pequeos, liatvo,
cheio do corpo, pern.is curts e grossas, bastante aca-
buclado : quem o pegar, leve-o matriz da Varzea,
ao vigario, que ser recompensado com geoerosi-
dade.
Aluga-se a loja n. .37 da rua do(Jueimado,cora
perfeita armarao para miudezas, ou outro qualquer
eslabelecimento que convier ao pretndeme : a tra-
tar na roa larga do Rosario, loja n. 44.
FOLHUIHaS PARA 1855.
Acham-se a' venda as berh conhecidas
olhinbas impressas nesta typographa,
de algibeira a 520, de porta a 100. eec-
clesiasticas a 480 rs, vendem-se- nica-
mente na livrara n. 6 e 8 da praca da
Independencia.
MADAPOLAO COM TOLE DE AYA-
RIAA.";,000Eo,S00.
Vende-se na loja n. 17 da rua do Queimado, pe-
cas de madapoln tino com toque de avaria de agau
doce, pelos presos cima : dinheiro vista.
OH OLE QUADKA PARA OS AMAN-
TES DO BARATO.
Na rua dos Quarteis, na segunda loja de miudezas o.
22|quc foi dos Srs. Victorino c Morcira vendem-se
as seguintes miudezas cun us precos menciona.ios,
para se acabar com o estabelecimento. Por tanto
cunvida-se as boceteiras, mscales c mesmo a qual-
quer pessoa que costa du buui e baralo.
fliros eslreilos a 600 rs. a per^. lesouras para eos-
lora a 1:SH)0 a duzia. ludias brancas de novelo a
15100 a libra, dilas decores a 640 rs. a libra,Imitas
de peso muilo linas a 10 rs. a nvadinha, brincos duu-
rados a 160 rs. o par, sapatinhos para crianraa 200 1-.
o par, residas depedras a I20rs. o par. brinco* depe-
drasa 160e320 rs. a du/.ia de pares^i'-petliosde:
la a 120, pculis de aro para inarrafa a ItKI rs. a du-
zia, dilo du/.ia, pontos para ruc a 80 rs.. raixiuhas de rol-
veles a lio r--.. amiHieinv, de \1I10 i, 480 rs. a duzia,
ditos de pan a 80 rs. a du/.ia, suspensorios a 80 rs.
o par, carnudas com 3 dti/ias de aneis dourados a
320 rs., aneis de chumbo e Unida' a 20 rs. a duzia,
calvas de ludia de marrar a I 0 rs., curdas de viola
a lid a du/.ia. duidoesa 280 rs. a duzia, apilos de
I chombo a 120 rs. a duzia, allin-les lloarados para
Sra. a 160 rs., dito, para humera a 20 rs., ditos pre-
los de vidro para Sra. a 100 medidas para aifaiate a
10 rs., lapis a80 rs. a duzia, peonas de palo para es-
rrever a 40 rs. o quarleiru, lilas de liulin encarna-
das a 60 rs., a peca, aargaolilhas prclas para lulo a
80 rs., beriubaiis a 160 a duzia, bolies linos para
abertura a 120 a duzia, rosarios a 240 a duzia, tran-
rinlia de Ua a 20 rs. a peca, carapuras piuladas para
homem a 160 cada nina, luco prcto da algodao a lo
rs. a vara ou a 160 rs. a pera, filas lavradas a 60 rs'.
a vara.ililas lisas a 20 a 10 e a 100 rs. a vara, espigad-
illa a 20 rs. a vara, palitos de fago em raixiuhas a 40
is. a duzia. inissansas a (>0 e 10 1 rs. o maciiiho, pul-
cenas pretas de Bltagra a 80 rs., inilu a 40 rs. o
carriiilin. dedaes hrancus paia Sra. a 100 rs. a duzia,
dilos para aifaiate a 160 rs. a duzia, botes de se-
da prela para casaca a 120 rs. a duzia, abuluaduras
douradas c brancas para collcle a 200 rs., macos
de aljofares a 200 rs., cartas de allineles a 120 rs.,
majos de conlas douradas com 100 lio* a 1.000, cai-
xas para rap a 100 rs., marcas para cobrir a ItlO
rs. a urusa,filas de relruz a280 rs. a peca,tranceln* ilc
burraxa para roloi'io a 60 rs., dilos prelos a 20 n. a
vara, ronlas prclas de eoojainho n 160 rs. o Biasso,
cord^o para volido a t;000 rs. a libra, papel de peso
niuitu buin a 2s.'O0 a resma,lilasnurelas brancasepre-
lasaSurs.a peja, boloes broncos para palilsalOOrs.a
duzia, garfos de ferro eslanha lo*a2)rs. cadaum, livel-
las hraucaseprclas para culletc a 40 re.a duzia,meias
luancas para senhora a20o par, pennas d'aro muilo
linas a 640a grosa, torcidas para candiciro e 60 rs. a
duzia, folhas d sombra de lodas ascoicsa Ors. a fo-
lha, holes pinladus paraiamizaa2lK)rs.agiusn.agu-
Ibas para coser saceos oa chapeos a IllOrs. opapel com
2> gnlhas,linleiros bronzea.los a 240|c 320 cada um,
luyas para senhora a 80 n par. filas brancas de linho
a 30.rs. a peca, canelas de llaudres a 1211 a duzia,
escovinbas para denles a 20 cada urna, bulesde re-
troz para farda a 240 a grosa, bules de nha para
cambia a 80 rs. a grosa, oculos de armacao a 320, a-
lacadores para casaca a 20, vidros cun graxaa 20.,
esporas para salios de bolins a 240 o par, cscovas pa-
ra cabello a 40 rs., boloes prelos de vidro o 210 a du-
zia, um candiciro para leja por 0O0, papel de puso
de cores luida pequea a 30 rs. u quaderuu.
Vende-se um bom escravo pardo, de 22 anuos,
sapateiro e holieiru, de boa conducta, sem vicios :
na rua dos Quarteis u. 24.
Vende-se urna negrinlia de 6 anuos, muilo es-
perla ; um bom prelo de25 anuos, de boa conducta:
na rua dos Quarteis 11. 2.
0
MOENDAS SUPERIORES.
Na fundicao de C. Starr & Companhia
em Santo Amaro, acha-se para vender
moendas de cannas todas de ferro, de um
modello e construccao muilo superiores
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. Santo Amaro acha-se para vender ara
dos (' ferro de '-"tic-qualidade.
TAIXAS DE FERRO.
Na fundicao' d'Aurora em Sanio
Amaro, e tambem no DEPOSITO na
tna do Brum logo na entrada, e defron
te do Arsenal de Marinha ha' sempre
um grande sortimento de taichas tanto
de fabrica nacional como estrangeira,
batidas, fundidas, glandes, pequeas,
razas, e fundas ; e em ambos 0$ logares
existem quindastes, para carregar ca-
noas, ou carros livres de despeza. O
precos sao' os mais commodos.
Vende-se urna casa com sitio, no lu-
gar da Torre, a margem do rio, ediica,
da lia pouco tempo, em chaos proprios,
com bastantes commodidades, cocheira-
estribaria, etc., etc.: quem pretender
comprar este predio, dirija-se a rua da
Cruz n. 10, que sendo possivel se fara'
qualquer negocio.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOL'KAS.
Na rua da Cadeia do Kecife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Aususlo C. de Abren, cjoli-
nuam-se a. vender a 8S000 o par (preco Gxo) as ja
bem conhecidas e aamadas navalhs de barba fe i las
pelo hbil fabricante que foi premiado na cxposirSo
de Londres, as quaes alero de durarem exlraardua-
riamenle, naosesentero 110 rosto na accao d collar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 13 diasdepois
pa compra reslitnindo-e o importe. Na mesoia ca-
sa ha ricas lesouriohas para unhas, feilas pelo mes-J
mo tal 'iranle.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios de ouro, patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieirose castcaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lencol, barra e munirao,
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiro.
ORLEANS DE L1STRA DE SEDA.
A <>0 rs. o corado.
Vendem-se na roa do Queimado, loja 11. 17, de
Faria & Lopes, para liquidadlo de coalas.
\ enJem-se superiores qucijns londrinos, ditos
de piaba, ditos de prato.dito susisos em libras, mui-
lo novos e frescaes, presuntos para fiambre, muito
novos, discoitos inclezes de diversas qualidades, bo-
lachiuha de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colate hambuiguez, superior marmelada de Lisboa
em latas de 2 c 4 libras, passas miudas muilo novas,
ludo da melhor qualidade que lem vindo ao merca-
do, lamprea de escahsxe em latas, todo pelo mais
commodo preco : na rua da Crui do Retire n. 46.
MELPOMENE DE LAA' DE QUADROS,
GOSTO ESCOCEZ
A 400 rs. o covado.
Vende-se ?arf ullimarao- ntj> conlas : ru> fyr-dn^
1-aria A Lopes^ua do Queimado o: 17!
RISCA10S VARSOVIANOS
1 t&'OOO rs. o corte.
Vejidem-se iscados Varsovianos de quadros, fa-
zenda nova e mito lina, imilando a seda escocesa,
viudos pelo n i mo navio de Uamburgo, com 13
Heduzido defWpara50Or, *^V^^ti$^S:ZS&: >"
Do arcano da mvencao do Dr. Eduar- Von,lo ,,. .h___. ,,
Vende e urna taberna das melhores da fregue-
?ia de S. Jo', defrunte da fortaleza das Cinco Pon-
las, rua dos escadores n. 38, enm poucos fundas : a
tralar na ru. de Santa Hita n. 97.
-^ FAZENDAS BARATAS. '
A en.leui-u cortes de casta com barra a 3 palaras,
ganga amarclla franreza a 200 rs., 1 sra.los fraucezes
largus a a vileos, roberlures de algodao de cores
muilo encornado* e grande* a 19000, cassas france-
zas linas de cores lixas a 320 o covado : na rua do
Queimado n. 21.
ALBANEZA.
Para acabar, vende-se a' ttOO rs. o covado dessa
ecoiiumica fazenda prela, com palmos de largura,
propfia para tragos de clrigos, religiosus, vestidos e
mantudas para mulhcres : na rua do Queimado
n. 21.
VELtDILHO.
Supeiiores velliidillius, carmisim verde, amarello
e azul a t>40 rs., runo c preto a 720 : na rua do Quei-
mado u. 21.
CEMENTO
A 8,000 RS.
\ende-se romelo romano receiilemcule chegado,
a KoflOt) a barrica, c sendo em purcao por menos al-
guma cousa : na rua da Crol do 'Kecife, armazeiu
n. 13.
VESTIDOS A .-28000.
Conlinuam-sea vendercrlesderiscadus fraucezes,
largos e de cores fivas a 29000 rada corte : na luja
de 4 portas na 1 ua .1 1 Queimado n. 10.
Na rua da <'. uleia ,Ir Santo Antonio U. 90, ven-
de-sejumo minio lino e alvo, da melhor qualidade
que e\i-lr. tanto a ivlaldo mino em porrao ; assim
como se empalda luda qualidade de obras como se-
jam, novas, usadas, etc.. rom inulta presteza e mais
em conta do que ein nutra qualquer parte. Na ines-
ma loja vende-se palhinha preparada de muilo boa
qualidade c em conla.
Venoe-se una nczra de meia idade, de narilo,
lava de sabio e barreta, e boa para qiiilandeira :
quem a quizer. dirija-se au paleo da Kibeira 11. II.
Vende-se um casal de pavdes e 3 gneos : na
rua do Seve, em casa da viuva lia-tos.
Na taberna da ruado I.mmenlo n. 38, ven-
de-se u afamado fumo de Garanbuus ; vende-se ba-
rata em porao.
KOLVO FRANCEZ-
Aclia-se de novo exposlu venda a deliciosa pila-
da deste rolan francez, que su se encontrara na roa
da Cruz 11. -lli, primeiro andar, e ua loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por mudo commodo preco.
Vende-se ou aluaa-se urna pedra de composi-
rao, que lema maravilhusa propriedade de nrulra-
lisar o veneno de cubra c cito damnado sem denar a
a mais pequea losan ; o pussuidor della ensillara u
modo purque se lleve usar dla para tralar; ua rua
deS. Jos 11. 21.
RLA DO CRESPO N. 23.
\ ende-e cha fianceza larga, cores escuras a 200
rs., riscados dito*, cures lixas a 180 rs., chita escura
cures seguras a Itl, coi les de cascinira prela a 4&.VH),
dilos de ca-sa cinta padroe* mudemos a 29000, ca-
misas francesas draucas e de cores muito beui feilas
2;."i(H), panno prelo e de cor de caf a 39000, melpo-
iiienc de Ifla goslo cscocez a 180, e oulras militas fa-
zendas por precos baratos para feixar cnotas.
FRESCAES OVAS DO SEKTAO.
Vendem-se ovas do serlio muilo em conta, e lam-
bem se rclalha na rua do Queimado lojan. 1.
Toallias de superior panno de linho alco-
xoadas para rosto a i,S'120,
vendem-se n rua do Crespo loja n. 16, a segunda
quem vem da rua das Cruzes.
Vendem-se 2 boisde carro muilo bons : quem
prcleiide-los dirija-se rua Augusta, taberna u. I,
que se dir quem vende.
Veude-se a luja de miudezas 0. 63. na rua do
Queimado, muilo afregue/.ada e cun poucos fundos,
i dinheiro ou a prazo : a tratar na mesma loja.
Vendem-se lindas para bordados : na rua da
Cruz 11. 19.
Vende-se urna boa vacca, parida de novo : a
ver e tralar, das 6 as 8 horas da mandria, e das 4 as
(i da tarde, delraz da matriz da Boa-Vista n. 13.
CAL VIRGEI.
a mus nova que da no mercado, a preco commodo ;
na rua do Trapiche 11. I j, armazem de llaslus Ir-
inaos.
RLA 110 CRESPO N. 12. V
$ Vende-se nesla luja superior damasco de g
f$ seda de cores, sendo liraucu, encarnado, rozo, 0
$ por preco razoavcl. -jif
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urna escollada colleccaoda mais
brilliantcs pecas de msica para piano,
asejuaes sao as melhores que se podem a-
char para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinha de mandioca
armazem de Tasso Irmaus.
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias nglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o metliodo de empre-
ga-lo 110 idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companbia, na ruada
Cruz., n. Jfc.
Vende-se urna res mobilia de jaca
randa', com Consolos e mesa de tampo de
marmre br.iltro, a dinheiro ou a prazo,
confrmese a justar : a tratar na rua do
Collegion. 23, taberna.
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2.' edsfflo do livrinho denominado
Devoto ChrisU1o,mais correcto e acrescentado: vende-
se unicamenle na livraria n. 6 e 8 da praca da la-
dependencia a 610 rs. cada exemplar.
PUBLICAQAO' RELIGIOSA.
Sahio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendsimos padres capuchiiihos de N. S. da Pe-
nda desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nhor da CnnccieSo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, e de V S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a I9OOO.
Moinhos de vento
|-om bombasdc rcpuxo para regar aortas e baia,
de rapini, ua fundicao de li. W. Bowman : na rua
do Brumas. 6, 8e 10. %
Na rua do Vigario*n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violao e flauta, como
tcjain, quadrilhas, valsas, redowas, sclio-
tickes,. modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpieiro.
v'cndem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meiile chegados, de excellentes vozes, e precos ruin-
modiis em casa de N. O. Bieber & Companbia, rua
da Cruz 11. 4.
-*Venden:-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: 110
armazem de N. O. Rieber&C,, rua da
Cruzn. .
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coa do, de todos os tamauhos, para
dito.*
Veti.le-se um cabriulel cen coberla e os com-
petentes amaos para um cavado, tudo quasi vovo :
par? irr. no aterro Ja Boa-Vista, armazem do Sr.
Miguel Stgeiru, e para Iralar 110 Recife rua do Trapi-
che 11. I i, primeiro andar
W Deposito de vinho de cham-
pagne Chateau-Av, primeiraqua- ($
idade, de propriedade do conde @
de Marcuil, rita da Cruz do Re- $k
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda h Champagne, vende-se
a 6,S"000 rs. cada caixa, acha-se 3
nicamente em casa de L. Le- J
w comte Feron & Companhia. N. W
10 R.As caixas sao marcadas a fo-
22 j;oConde de Marcuile os 10-
j^ lulos das garrafas sao az.ues.
pmmt =^## .
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
rriplorio it. 12, vende-se muito superior potassa da
Rossia, americana c do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar cotila--.
Na rua do Vg ario n. 13 primeiro andar, tem a
venda a superior llanella para forro de sellins che-
gada recenlemenle da America.

i
Vndese na villa de Pn-d'Alho ama rcelleii-
te casa de pilra e cal, com grandes commodos, em
que lem un taberna, hospedara, casa de rancho e
corheira, I lo/ com communicaclo por dentro da
mesma, c grande planta de'capim que di para
o aaslo da a c para-se vender m feixes, todo slo
em o melhj lugar de negocio que tem nessa villa ;
a laberua ei ndo sortida vendo Qara mais de 2003
rs. por sen! ja : quem a pretender, dirija-se mes-
ma villa, 11 indo l.ivramenlo, a fallar com o seu
proprielarl 1S0 iernandes Boaventura.
,., VeJ slja'Ti de porco derretida a 400 rs. a
libra: i~ ua do Raugel a. 35.
Vul i-se ama bonita escrava, crioula,; bastan-
te moc1 n excellentes qualidades, saliendo bem
cozinh;no ier e engommar, e perfeilamenle vestir
urna scn| a : na Iravessa da rna Bella n. 6.
i, OLEO DE LLMIACA
em bar bolijOes : ao armazem de Tasso Irmaos.
>E
Chanrp
zem de j
ie da superior marca Cometa: no arma-
10 Irmaos.
GARRAFAS VASIAS
groza e de 110 garrafas : no armazem
ni) os.
Na 1 1 de Apollo n. 10, vende-se polassa mui-
to uova, egada ltimamente do Rio de Janeiro,
por meno ireco do que em oulra qualquer parle,
e 2"> Irai de mangue, que exislem no Caes do
Ramos.
cm gigos
de Tasso
GRAVOS FGIDOS.
CE; II. RES DE GRATIFICACAO'.
Desap receu no dia 8 de setembro de 1854 o es-'
cravo, cr ulo, de nome Antonio, cor fula, represen-
ta ler 30 3.) anuos, pouco mais ou menos, he mui-
lo ladim osluma trocar o nome e intitnlar--e forro,
e quaiui e v perseeuidu diz que he desertor ; foi
esersvo Antonio Jos de Saut'Anna, morador no
engcnhi ail, da comarca de Santo Aullo, do po-
der de < m desappareceu ; e sendo capturado e rc-
colludo -adeia desla cidade com o nome de Pedro
Sereno 3 de agosto, foi ahi embargado por e\e-
cucao i os Dias ds Silva Guimaraes, e ltima-
mente
unialado cm praca publica do julio da 1
'a desla cidade em 30 do mesmo mez, pelo
siguadn. Os signaes sio os srguinles r ida-
jUUius^eslalura regular, cabellos prelos e
carapi dos, cor amulatada, olhos escuros, nariz
raiuli growo, beirus grossos, 11 semblante fechado,
bem t adn, com lodosos denles na frente ; roga-
iridades po'iciaes, capiles decampo e'pes-
culares, o apprel.endam e maudem nesla
Recife, oa rua larga do Rosario n. 24, que
1 sralificaeilo cima, c protesta contra quem
culto.Manoel de .timada Lopes.
-nula
aaixo
de 30
se as ;
soas j -
praca
rece!
o tiv
- Jesappareceu hentem (26) um mo-
ler|i le nome Clemente, que representa
unios, escravo do padre Vicente
a de Siqueira VareJio. 0 mesmo
(aira de casemira de quadros e
de ciscado azul. Quem o pegar le-
rna do Livramento n. 38, primeiro
quesera' recompensado.
ter
Fer
tra
ca
ve-
1111
I
503000.
c as autoridades rol i ciaeseca pitaes de cam-
po I capturem o escravo de nome Joaquim, de
1.11 1 a 2>annos, que fucio em 1l de Janeiro do
corf le anuo, com os signaes seguimos: pardo aca-
ho4 o, sem barba, cabera redonda, cabellos con i-
dos cieos rxos, denles limados, orarais c peinas
groLs e curias, corpo gros>.o, baixo, e quando anda
inrl'a 11 corpo para a frenle, falla descansada ; le-
vui hapeo de palha lelho, camisa de inadapolilu ou
all lcvem-o a rua de llorl.s n. 24, ou rua do
l.i menlo n. 29, que ser gratificado com a quan-
lia -ima.
Auscntou-se de bordo do brigue-es-
ctja nacional Maria, na tarde do dia
-O- lo crtente, um escravo pardo de no-
11 Joao. com os seguintes sjguaes : bai-
x, XrP^^2-*for^?Wosdedos gran-
e-tai urna das maos, entre o polegar e
o Jidicador, tem urna grande verruga.
Lvott calca .de algodao azul, cami-
sa branca.- e na cubera utn bonete, de
Liiinno, ao modo .daquelles cpie usamos
mariuheiros americanos. Roga-se pois
.GE1E\T0 ROMANO BRA^GO.
\ ende-se cemento romauo branco, rhegado agora. !as autoridades policiaes se sirvatn appre-
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-'i j 1 t__1 j \r-
mo, cm barricas c as lina, : .ir do thealro, arma- 'hende-lo e entrega-lo na rita do \ tgarto,
zem de laboas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de lleory tiibson, os mais superio-
res relngios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
FAWMIA E MANDIOCA.
VQide-o a bordo do brgue Conceirilo, entrado
de Sania Catbarina, e fundeadu na volla do Forte du
Mallos, a mais nova farinha que existe hoje lio mer
eadn, e para porcoes a Iralar no escriptorio de Ma
noel Alves Guerra Juuior, na roa do Trapicha
n. 14.
:- ->*,- .'..
FNFMPIARFNnnNTRflnn
11. ID, segundo andar, no escriptorio de
Machado i\ Pinneiro ; ou a bordo do re-
ferido navio (fundeado na volta do forte
do Matto) ao capitao Manoel Jos Vieira.
Protnette-se boa recompensa a qualquer
pessoa do povo, ou capitio de campo,
caso o exija.
PERN.: TYP. DEM. F. DE FARIA. 1855
UliTii Hnn


Full Text
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