Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01160


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Full Text
ANNO

27.
Por 3 mezes adjuntados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
SABBADO 3 DE FEVEREIRO DE 1855.
Por anno adiantado 15,000.
i Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE PERNAMBUCO
EXCARREGAOS DA SUBSCRIPTO-
Kocifc, o proprietorio M. F. de Farin ; Rio de Ja-
jwiro, o br. Join PereiraMartins ; Baliin. o Sr. D.
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
dn ; Parahiba, o Sr. Gervazio Vctor da Nativi-
dsde ; Natal, o Sr. Joaquim lunario Pereira Jnior;
Araraly, o Sr. Amonio de l.emos lira-a; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borgcs; MaranliSo, o Sr. Joa-
quim Marques Rodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Costa.
CAMBIOS.
Sobro Londres, a 28 1/4 d. por 15000.
Paris, 3i2 rs. por 1 f.
Lisboa, 105 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rbale.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
> da companhia de Beberibe ao par.
da rorapanhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 3 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Onras hespanholas* 298000
Modas de 69400 velhas. 163000
> de 09400 novas. 169000
de4000. 05(100
Prala.l'alacoes brasileiros. 19940
Pesos coluinnarios, ... 1J940
mexicanos..... 13SG0
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, todos os dias.
Caruar, Bonito e Garanbuns nos dias 1 e 15.
Villn-liella, ltoa-Visla, Ex eOnrieury, a 13 e 28.
Goianna e Parabiba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Natal, as quintas-feiras.
PRKAMAR DE 1SO.IE.
Primeira s 5 horas e 18 minutos da manhaa.
Segunda is 5 horas e 42 minutos da tarde.
AI'DIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundase quintas-feiras.!
Ivelacu, tercas-eiras e sabbados.
Fazetula, Ierras e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphaos, segundas c quintas s 10 horas.
1' varadocivel, segundas e sextas ao meiodia.
2* vara do civel, uuartase sabbados ao nieio dia.
.KPIIK.MKItlDES.
FevereifO 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da manhaa.
10 Quarto minguante aos 49 minutos e
39 segundos da manhaa.
16 Lita nova as 4 horas, 27 minutos e
35 segundos da tarde.
23 Quarto rrescente as 3 hora, 13 mi-
nutse 33 segundos da tarde.
DIAS DA SOIANA.
29 Segunda. S. Francisco de Sales b.
30 Terca. S. Martinha \. m. ; S. .Tacintha v.
31 Quarta. S. Pedro N'olasco : Ss. CyroeTarcio
1 Ouinta. .Tejuni. S. Ignacio h. ni.
2 Sexta. >& Puriiicacao da SS. V. Mai de IW
3 Sabbado. S. Braz b. ni. ; S. Celerinodiac. ni.
4 Domingo, da Septuagsima ( EstcSo de S.
Louremjo extramuros) S. Andr Corsino b. C.
EXTERIOR.
>
>
CORRESPO.VDEXCIASDO DIARIO DE
PERNAMIirCO-
H imbu go 5 de Janeiro.
Kindou um anno e romeeou um outro. Mas a
historia no se importa da divisOes do lempo fci-
tas pelos astrnomos. Ella tem as suas prnpri.is me-
didas, e divide ounnos segundo as suas leij. O an-
no de 185* se passon sem decisAo da grande quesiAo
que commove a Europa. O novo anuo comejou; po-
rem i Europa se acha anda envolvida na anliga
crise.
Tambem de Sebastopol nada de agradavol temos
para o anuo novo.Pelo contrario nao ha falta do
tristes noticias. A psito dos alliados parere peior
do que al agora se pensava, verdad lie que at
agora repulsavam victoriosamente todos os ataques
dds Russos, porem todas essas victorias nao appro-
ximaram a final deciso ; em consequencia do en-
fraquecimento que soflreram os ejrcitos alliados,
as operajGes oOensivas agora se redozirn a urna
deffensiva. Os sitiantes se lornaram sitiados, e so-
mente a firmeza natural da sna posirAo se deveagra-
decer a possibilidade de sustentar a defensiva.
Ja fallei da grande tempestado de 14 de novembro
e dos seni estragos. Desde entilo o rigoroso inver-
n se apoderou do seu reino na Crimea ; um inver-
n de chuva, saraiva e ventos glaciacs tornou em
pantanos impralicavcis o terreno necupado pelos al-
liados, e molestias devastadoras decimaram as suas
fileiras do modo raais horriveU Emprehendeu-se a
expedijo da Crimea com a idea de obler urna de-
cisao por meio de ama campenha de qiiinzc dias,
nnsnem pensou na possibilidade de una campa-
nba de invern, as tropas trouxeram barracas e os
seus vestidos ordinarios, enada mais. Naosecuidou
delato proprio para o invern, nem de provisoes
para urna longa poca. Somente quasi se vio, que
nao w possivel obter o resultado desejado por
meio de nm golpe de mito, e quando os alliados ja
senliam lodos os horrores do invern, quando che-
garam os relalorios urgentes dos generacs em cliefe
os seus governos, he que se fizeram estorros para
remediar o que no principio so liavia negligencia-
do. Em Paris. e e,n Londres os ministerios da guer-
ra desenvolveram a maior aclividade, porem mesmo
a maie-r telo no podia supprir a falla al agora sen-
tida dos devidos preparas.
A urgencia na Crimea se tornou cada dia maior, e
so pouco i pouco se pode arranjar c preparar ma-
deira para barracas, fazer vestidos proprios para o
invern, preparar munirfies, e finaliu
reforeos de tropa. Passar a m-*c semanas e semanas,
as tropas na Crimea minguavam, sem abrigo, e
abandonadas aos rtoores da eslaoAo sobre o terreno
hmido, e sde vez em quando chegava nm s na-
vio com o mais necessario, e com algons pequeos
tforcus. S ha pouco beque as exnedijOcs se lor-
naram mais acoderadas, e agora se pode ao menos
esperar, que at o meada do correte mez all lerAo
chegado cerca de 50 mil Inglezes e Franccze*, com
as devidas provisoes de que tanta precis.io ha.
Entretanto a Torqnia, de accordo c*m as potencias
occidenlaes, se dicidiiia mandar as melhorcs tropas
^oXiega*>itwla oliaoT^a ix od o commando de
' OraeTOch, par a Crimea, ^x^^rjstepasso nao foi
dado j-,i ha milito lempo, se explica plTWin^jjeiTcto
dasopinioes dos gabinetes das potencias occidenlaes.
Como sc/sabe, Omer Pacha estova primeiramente
lo para faier urna diversao na Bessarabia.
Revendo ser auxiliado por duas divises Trancezas, e
o exercilo torco j tinha comeeado os movimenlos
correspondentes. De repente voto ordem em, con-
trario deConstanlinopta, c as guardas avanjadas do
exercito turco, destinado para a Crimea, de una for-
ja de 30mil homens, jii se fizeram de vela rte Var-
na, urna parle j desembarcou perlo de Eupaloria.
Ale haverem chegado lodosos reforeos dos alliados,
jMiim romo todo o exercilo turco, nao poder ser
questiode se lomar de novo a oflensiva. Tambem
parece (car adiado at essa poca a abertura de um
novo e enrgico bombardea ment de Sebastopol ;
porqueapezar de acliarem-se completadas todas as o-
bsns e Irabalhos de assediu, e eslabelecida e armada
a 3." parallcla, o ultimo despacho do principe de
MenschiWoff de 26 de dezembro, declara nao baver
acontecido Dada de novo.
E-la claro que os ItussM nao deixiram passar csse
lempo na ociosidade. Todas as cartas do campo dos
alliados fallan) da excessiva aclivaidade, desenvol-
viduo pelo inimigo. Todos os eslracns foram repara-
dos, cslsbelecidas novas bateras ; fizeram barrica-
da dentro da cidade e lodos os prepfltos imanina-
veis para defcnde-la. E alem disso tra|ahim de cha-
mar a si o msior numero de rforjos < ue poderam
obler, .i despeilo da eslajAo lito desfa oravel, que
torna muto dilflril os transportes de ptivisots.
Por ora dos Estados-Unidos Ymc. j.ler recchi-
do a noticia do bombardeamento do por, o russn de
Pelropacolowsk, na Pennsula de Kam ichalka, no
alio noria pela esquadra dos alliados, 1 qual foi o-
brigada a relirar-sc sem alcanrar algum] esullailo ;
se esse acoulecimenln tambem nao tem a mnima
importancia sobre o andamento da guerra contra a
Ru-sia, com ludo he urna prova que a liussia csl
bem preparada para a guerra com o rcsA> da Euro-
pa. e que bem razao tinham aquellrs qnconsidera-
vam essa guerra romo ja ha annos cuidtlosamenlc
preparada pelos Russos. ]
Uiegamos assim sobre um thema, que llanto mais
seriamente ocrupou no ultimo lempo os povos da
Europa e a diplomacia, quanlo maior foi .1 pausa as
operarles da guerra. Nos fallamos das esjperancas e
negociarse cerra da par. A paz semprp foi urna
urgencia para as nacOes civlisada-, c por isso he
bem explicavel, que logo que cessam ile fallar osca-
iiln)es, al mesmo por um mmenlo as Ipsperancas
apparecem com os desejos. Em quanlo al mim nao
creio na realisarjlo itessaa BSOWancas, asi potencias
se nessa inlcrprc(arflo nflo se traa de limilncoes do
territorio da Ruesta, he urna con/litio fine qua, o
desarmamento da mesma no .inubio c no mar Ne-
gro. As fortalezas roma no Danubio, e Sebastopol
hao-d cessar de ser continuas amcacas para a Tur-
qua, e assim para i paz da Europa, o numero da es-
quadra russa no mar Negro ser Puado, e conlraba-
lancado peto cslabelcrmenlodc urna eslacilo perma-
nente das esquadras das potencias occiilcnlacs no
mcsmo.mar. Os arligns secretos por conseqoencia
forjnain a parle verdadeiramente rssencial do trata-
do de 2 de dezembro, e se a sna redaccao he a que
cima dcscrevi, essa alliain; i sem envolver urna obri-
gacao ininedat.i para a Austria de tomar a olfensiva,
he um grande c decidido passo por esse importante
c poderoso estado.
A Prussia do sen lado continua nos seus esforc,os
de parausar rodo isso. Ella awida est sondando de
neutratidade, e ja por isso (rata de impedir cada
passo dado avante pela Austria para a guerra contra
a Itussia, porque querendo ou nao querendo Tirara
ella envolvida no negocio, a allianca de 2 de dezem-
bro causou grande acerbidade, sendo concluido pe-
la Austria por assim dizer por Iraz das suas costas. He
verdadequo o gabinete de Vicnna ilcu parte dessa
allianca aode Berlim em o 1. de dezembro, islo he,
quando ella j.i eslava prompta, e s faltava a for-
malidade das asignaturas. A Auslria julgava dever
proceder desse modo para des le o principio contra-
riar a influencia perturbalivada diplomacia prussia-
na. Mas naluralnienlc isso n3o menos offendeu a
gento em II rliin, e se a allianca deitou aherla a
adlicsao da Prussia, o gabinete de Berlim, nao fal-
lando do ronlciido, nao julgou coinpalivel com a sua
dignidade de entrar em iillimo lugar n'uma conven-
cao, de cuja estipulado liavia sido excluido lao vi-
sivelmenlc. Em consequencia disso foi decidiilo um
novo modo de procedimentn.
Foi enviado para Londres pela Prussia, em misso
especial, o Sr. de Usedom, diplmala indinado para
a poltica occidental, parlindo ao mesmo lempo para
V'ienfia, um outro enviado especial, o coronel de
Manleuflfl, irman do presiilenle do ronsellio, e cn-
nheci'lo partidista da l'.ussia. Nao se pode compre-
hender o que se pensava alcanzar ilesse modo em
Londres e cm Vienoa. Oueria-s talvez concluir em
Londres urna allianra particular entre a Prussia c
as potencias occidenlaes para contrabalancar a alli-
anca da Auslria com cssas mesmas potencias'.' Ou
queria-sc talvez influir cm Vienoa relardadamenlc
sobre os outros passos da Auslria A opiniao publica
assim pensa, c cm Londres c cm Vicua, os envia-
dos especiaos da Pjussie foiain recebidos pnlida, mas
menle. Entrelanlo leve lugar cm 28 de dezem-
bro, urna conferencia dos enviados da F'ranc, da
Inglaterra, c o da Rus-ia a respeil i da acCilarao dos
qnalro pontos ife saranlia de parte dessa ultima po-
tencia. O resultado foi que o ministra da Russia dc-
clarou nao sw acbar munido das devidas nslruccOes
a respeitu da inlcrprelacao desses pontos a elle aprr-
Bntada, c exiu'1' um Icrnio de qi^ze lias para pe-
dir as competentes instrucroes. ^nn parec llic foi
concedido c-se termo, a ilesejo da Austria, e assim
no foi cstriclaincnte sustentado o termo do 1." de
Janeiro marcado primeiramente, ^y
Isso he urna roncessau que lalv^Ese no deveria
ler feito por amor das conscqueueias : em lodo o c,
o compiTlamenlu do ministro rus* IIIBslia ilara-
meiile_que a Russia s trata de ganhar lempo. Um
mos boje; segundo, dos primeiros dbales do parla-
mento inglez, que abri sua sesillo em \i dcste mez.
de fevorciro. Mas n3o foi em vao que a rainba con-
|ou com o patriotismo de scu povo, e a cmara dos
Fallemos em primeira lagar do tratado: cis sen Cnmmuns, como a dos lords, parecem disposla
texto tal qual foi publicado pela nossa gazclla ollici-
al; omiti o protocolo, e aprsenlo osarliios:
Arl. 1. As alias partes contratantes lembram as
declararnos comidas nos protocolos de 9 de abril e
23 de mato do corrrnte anno e cm as notas trocidas
a 8 de agosto passado, e como tinham reservado para
si o direilo de propor secundo as circunstancias,
aquellas condires, que julaarem necessarias em um
inleresse europeu, ellas se obrizam mutua e reci-
proramcnlc a nao entrar cm iionhom arr.inju com
a corte imperial da Russia, antes de tercm delibe-
rado cm commum.
Arl. -2. S. M. o imperador da Austria tendo
feilo ocrupar os principados da Moldavia e Valachia
por suas tropas, em virlude do tratado concluido a
1i de junho passado com a sublime Porta, compro-
mclle-se a defender as fronleiras dos ditos princi-
pados contra a rolla das tropas russas; as torcas aus-
tracas oceuparao para este fin, as posic/ies necessa-
rias para garantir estes principados muir qualquer
ataque. S. M. o imperador dos Franrez.es e S. M. a
rainba do reino Unido da Gran Ilretanlia e Irlanda,
tendo a-signado igualmente rom a sublime Porta a
1 de marco um tratado, que os autorisa a dirigir
suas forjas sobre todos os pontos do imperio olio-
mano, a ornipacao cima, mencionada nao podar
prejudicar o livre mnvimento das tropas anslo-fran-
cezas ou ollomanas naqucllcs mesmos territorios
contra as torcas militares ou contra o territorio da
Russia. Formar-se-ba na corle de Vicnna cnlre os
plenipotenciarios d,a Franja, Auslria e Inglaterra
urna commissAo, qml a Tuiquia ser convidada a
enviar tambem um plenipotenciario, que ser cn-
carregado de examinar e regular lo.las as questes
relativas ou ao estado excepcional c provisorio, em
que se acham aqaelles principados, ou livre passa-
gem dos diversos exercilos pelo seu territorio.
o Arl. 3. Se romperemhostilidades entre a Austria
e a Russia, S. M. o imperador da Austria, S. M. o
imperador dos France/.es e S. M. a rainba da Gran
Bretanha prometiera mulnamente sua allianca nf-
frnsiva e deffensiva na guerra actual, e empregar >o
para este lim e secundo as necessidades da guerra,
forjas de trra c mar, cujo numero, qualidade c
deslino serao determinados se houver lugar por
acordos subsequenles.
Arl. ?. No caso previsto pelo artigo precedente,
as alias parles contraanles promellem reciproca-
mente nao receber da parle da corle imperial da
Russia, sem terem-se entendido entre si, neuhuma
lenlativa, nenhuina proposta tendente a cessacao
das lniijjda'1 s. m
a Arl. 5. No caso em que o reslaDeTcrmiento da
paz ceral sobre as bases indicadas no artigo 1., nao
linda lugar no correle anno, S. OH. o imperador d.
occidenlaes uAo podeni concluir a pa/, sem obler da
Russia importantes concessoes,oses<- considera o re-
sultado quasi nullii da campanlia do Bltico, c o pr-
senle stslu quo peranle Sebastopol, nao lia neces-i-
dade para que o czar faca concessoes, que volunta-
riamente elle de ccrlo nunca far. E i-so tajnln nic-
. nos, lr.uand"-se de abandonar planos que se acham
intimamente amalgamados com a IradiccAo da poli-
lica russa.e para cuja exccuc.Au, como ja observe!, o
ciar desde annos se preparou com o maior zelo.
!* nSo me engao ja Ihe fallei ila couclusao de
nma allianca cnlre a Auslria e as potencias occiden-
laes, que leve lugar em Vienna no dia > de dezem-
bro. As primeiras milicias designaran) essa allianca
como um tratado offensivo e defensivo. Porem nao
he assim. O seu conleado he :
A Russia deve drrlarar-se al o 1." de Janeiro
de I855.se qner ou nao sujeilar-se sem reserva s
quatro condecidas condii.oes de paz. cSenaoofi-
zer as potencias contraanles erlrarao em novas ne-
gociajoei acerca das medidas i tomar para oblcncao
da paz.
i V-S*, que nao se Iralavaainda da adhesao immc-
dialada A"u eemVi*nnase podia anda recusa-la.mesmo no caso
era que a Ru paz al o primeiro -de Janeiro ; porque nlo se era
olirmar scuao a novas negociarnos. Porem ao lado
da allianta, existem nutras canvenjOcs secretas, acer-
a da inlerprclac,ao das 4 garactias de paz. tiuar-
dou-se al boje esse segredo, porem das declaraces
de lord John Russel no parlamento inglez se v, que
igual aindamis claro das tendencias hellicosas desse
estado lie o manifest que o czar dirigi naj.lo russa
em dala de X de dezembro. Esc manifest nao lie
redigfdo pelo amor da paz, e peto contrario declara a
delermioacAo de fazer lodos os asforcos possiveis
para sustentar um direilo usurpado. O manifest do
czar de :>< de dezembro, so loma assim urna respos-
la bellicosa s manifeslaces hellicosas das potencias
occidenlaes durante o decurso do me/, de dezembro,
e tambem he urna resposta bellicosa falla do Inco-
ad da rainba VieloVia na abertura do parlamento
inglez cm 10 de dezembro, e mais o conlrahalanro
do discurso com que o imperador NapolcAo abri as
sesses da legislativa cm de dezembro. Nnlavel
he, que ambos-ns imperadores de Franja e da Rus-
sia, fallando no mesmo dia aos seos povos, Ibes di-
rigiram eiportarao de novus esforcus para a guerra !
. com todas essas fallas tambem corresponden! os
armamentos feitos em toda a parle com a maior
energa. A Franja tem um exercilo de perlo de
,600 0;i(> homens, a Inclalerra augmenton o seu exer-
cilo por meio de 80,000 homens de milicias, que vo-
luntariamente se oflercrcram para serem empresa-
dos tora do paif, e por meio de urna legiao eslran-
geira de mais de 30,000 homens.
S me resta fallar agora daquelles aronlccmentos,
que sao de maior ou menor importancia ao lado la
grande queslilo do dia. Comer.) com a Allemanha,
porem infelizmente pouco de agradavel Ihe posso
dizer. Conliiiuam as oppressdes do partido absolu-
tista iloniinaiilfc e a imprenajJlvre tem de soffrer o
itvsaura lo consajue he ron-i torada ns altas regies.
Eslao se revenoo ainda as roDstiluicies dos peque-
nos oslados allcmcs, pira remover al os ullimos
vestigios de tendencias liberaes. Liinilam-sc os Iri-
bunaes des jurados, etc., etc., a reslautajao do an-
lgo absolutismo esl progrediudo a grandes paseas.
O re Luiz da llaviera, que como saber, em 1818
renunciou coroa, rcliran adneceu gravemente, e j.i acha-sc abandonado pelos
mdicos. A cada mmenlo se espera a noticia do scu
fallecimenlo,
Fallei uliimamente da crise conslilucional da Di-
namarca. Ella se acha terminada, e segundo os dese-
jos do povo. As novas clcijOcs paran Dieta dinamar-
queza liuban mostrado a pouca confianja que o mi-
nisterio Rozava de parlo do povo, e a coroa ceden,
diniiilin lo o mesmo ministerio. Um novo tornou
conta das negocios, declarando como prozramma seu.
o reconheciinenlodas prelenjoes da Dieta dissolvida,
e mandando cessar immedialainenle lodos os proces-
sos e prohibicoes contra a imprensa, lecretados pelos
seus antecessores. A grande satisfcelo qae isso cau-
sn se manifestou-ein lodos os circuios daquellacorle.
Acabarei rehilando um faci, cujas consequencia*
serao agradareis sobre ludo para o seu paiz. He o
faci (pie quasi cada navio que entra na Inglaterra
ou na Allemanha, viudo dos Estados-Unidos, Iraz
eomsigo um iKimero de emigrantes de vulia. Ja
rbegaram le Nova-Vorfc des de l2mil pessoas, as quaes linliam emigrado para
os Eslados da Unlln, e foram obligadas a voltar
por causa da careslia da vida c penuiia que all
reinam.
Bem se eomprehepde a influencia que issoter so-
bre a emigrajAo para os Esiados-Unidos, e o Brasil
deveria I ral ai'de se aprovcilar ilc-se momento, nun-
ca o lempo foi tilo avorel para o sea paiz ; e por is-
so devem-se la fizer loitos os esforjos a bem da co-
lonisaj.io.
ponder com os seus rolos ao appello, que ella fez
uniiln de lodos os bous ei Lean Na iliscussAn da
resposta falla do throno. Iiouve ataques dirigidos
contra o governo, mas, o que be importante esi&ni-
ficalivo, he que a opposicio reronhecendo a necessi-
dade de nao abalar-se o gabinete, nao aprcsenlou
emenda ao projeclo da falla do throno, que foi ap-
provado iinanimemenlc. O que esta meosagem
conten de mais nolavcl, he um paragrapho, no qual
o exercito c a esqu.idra francezes, assim como seus
dignos chetos, o general Canroberl e almirante Ha-
melin, sAo frvidamente agradecidos. Nosso gover-
no acaba de receber participaclo odicial desto voto
das dnas cunaras inglcza<, par um despacho di-
rigido ao ministro dos negocios cslrangciros por
lord Cowley, cmbaixador de S. M. a rainhi Vic-
toria.
Os parlamentos cstarAo abertos poucos dias, c serlo
prorosados antes da fesla do Natal, porque era mis-
ter que os inimigos eslivcssem s porlas de Londres,
para que os limle/.es dcixassem de passar as feslas do
Chrittmas, exclusivamente nos prazeres de fami-
lia. Mas j foram apresenladns dous bilis, que se
disculein neste momento eserilo ccrlamcntc volados
antes do Natal.
Um deslcs bilis lein por lim autorisar os rgimen*
los (fe milicia a servirera o paiz tora do territorio
dos Ircs reinos. Este servijo he mudas vezes feito
pelo exercilo regular em Gibraltar, em Malla e as
Ibas Junias. Qucr-se mandar para u Ibealro da
guerra esles regimentosj disciplinados e ejercitados,
ao passo que as guarnijes serao oceupadns pe-
la milicia. Parece que este bil nAo encontrar op-
posicAo.
Mas quanlo ao outro,' jo tem bavido alnuma con-
ICstacAo o receia-se sua vclacAo. Elle lem por lim
autorisar o governo a formar una legiao de cslran-
gciros, orgauisando-a na [nalaterra. A opposi-
jao que ciiconlra este bitl na mprensa e as c-
maras, nAo he sobre o alistamento de tropas e-lran-
geirns.
Nao he a primeira vez que a Inslaterra tem to-
mado Allemaes ou Suissos ao scu servijo. as
guerras do principio do secuto, os Inglezes tinham
llura numero de tropas reeruladas no eslrangciro,
porque entre elles encunlra-so mais fcilmente di-
nheiro, do qac homens; porm o que provoca espe-
cialmente assusccplibilida les temerosas da najan, lie
a faculdade que o governo pede de mandar vir para
a Inslaterra os recrulas estrangims, afim de os cs-
quipar e organisir cm lesiao. Receia-se que em
um dia dado, em urna rebolliAo por etemplo, as tro-
pas mercenarias nao sejam chamadas para fazer fogo
sobre os ridadios inglezes. Eis aqui porque o bil,
apresenlado em primeiro lagar cmara dos lords.
Paris 20 de dezembro de 1854.
Devo renunciar por agora o desojo de rcmeller-
Iha minlias carias todas as quin/tnas, como tenlio
feilo nos niefrs prccedciiles: cnlre outros incouve-
nientcs que arrasta a suerra, temos de soh"rcr a in-
lerruprao do srrvien a vapor, por causa das requisi-
ees do governo inglez, que se tem valido dos vapo-
res da linha de Sootbanipton. Vo'.to pois ao anligo
costume de remeiler-lhe ao mesme lempo as corres-
pondencias de duas qiiinzenas, poi Soulhamplon.
Tenho de fallar-lbe boje de do js pontos impor-
tantes; primeiro do tratado de 2 de dezembro entre
a Austria, Inglaterra e Franja, cujo texto conhece-
em Vicnna, de pergunlar, por intermedio do Sr. de' casionadns pelas baixas ainmacs c pela guerra, pe-
lluol. aos repre-ciitanles das Dolencias occidenlaes, dir-vns-hei. romo n anno passado, urna leva de 1.0
de que modo interpretaran)as qnalro condicocs. que : mil homens.
,quga)V%.
(!/" .oiil
neos, e ha lugar para
tinum ser ainda mais rc-
Anslria, S. M. o imperador dos Francezes e S. M. lencontra lana resistencia. O ministerio j leve de
a rainba da Inglaterra deliberar) sem demora so- aceilar urna emenda, qiiejala^iz a leziao eslrangeira
bre os matos cflicales de obler o objeclo de sua al-
lianca.
- Art. G. A Auslria, a Franja e a Gran Brela "ia
levaran) juntas o presente tratado ao conhecimejau
fa corle da Prussia, e receberao com soliciludc sua
adheso, no caso em que prometa sua cooperajAo na
nsecujiio do fim commum. O presente Iralado se-
r ratificado e as ratificajOcs serao trocadas em Vi-
cua dentro de 15 dias.
Feilo em Vienna aos 2 de dezembro de 1851.Ai-
tignatn: Westmorcland Buol Schamenslein,
Boiirquency. a
As ralificafes deste tratado foram com efleilo
trocadas em Vienna a 1 \ deste mez, e lornou-se de-
finitivo cutre as tres partes contratantes. Falla sa-
ber se a Prussia o aceitar.
Neste momento Irabalha-sc para este fim na corle
de Berlim, mas esl mullo duvidoso o bom resultado.
Pela miiiba parle, nao creio que a Prussia, que tem
hesitado constantemente em circunstancias e qm-s-
(c menos graves, se decida a urna adhesAo, que a
enllocari.i cm estado de hostilidade flagrante contra
a Russia. No momento cm que escrevo, ainda nada
se resolveu e falla-se em negociajes abe ras pelo
gabinete de Berlim, para obler um Iralado especial,
be he esto o caminho, que segu a Prussia, naufra-
gar indiibitavelmenle, e nAo impedir o que lem
rosolvido os tres grandes gabinetes.
Em Paris, Londres e Allemanha, muito se lem
discutido sobre o alcance desle Iralado, e mesmo dc-
pois que o lexto foi ronhecido oflicialmenle, lem
sido commenlado por diversos modos. Muilos (em
pretendido, que o tratado ligava malte pouco a Aus-
tria; e lord John Russel, em um discurso i cmara
dos conmine,-., exprimi esta opinio. Creio que he
um erro: Nao se far que a Austria va mais lonae
do que quer ir, mas parece-me que ella esl seria-
mente cinpeiili ubi pelo tratado de 2 de dezembro.
He verdade que he urna allianra deflensivs, mas o
arligo 5. implica urna allianca olfensiva cm um pra-
zo mui aproximado, porquanlo diz que, se no fim
do anno de 185, nAo for obtida a paz geral, lomar-
se-lulo em commum medidas ef/ica:es: estas medi-
das nao podem ser oulras, senAo a guerra. He tora
de duvida para mim, que no I de Janeiro prximo
vindouro, a Russia Bao cslar lao obstinada enmb
boje em recusar as coiidijes, que Ihe impe a Eu-
ropa.
Os parlamentos inglezes reuniram-se a 12 desle
mez c a sessiio foi abcrla pela raiuha em pessoa. Eis
aqui o discurso que ella pronuuriou:
o M) lords e senhores. >'. invoque i-vos para esla
poca inslito do anno, afim de poder com vossa as-
H-lencia adoptar medidas, que me permitan) conti-
nuar a grande gnerra, na qual estamos empenhados,
'"om o maior vigor c maior resallada. Sei que daris
com soliciludc esla assislcncia, porque nao posso du-
vidar, que partilheis minia convicjAo da necessidade
de nAo poupar-se neiilmm estorjo para augmentar
nosso exercito actualmente na Crimea.
(( Os esforjos que elle lem feilo c as victorias que
tem alcancado, iguaes as mais brilbantes, que se a-
charu escripias as paginas da nossa historia, me
tem enchido de admiracAo c de reconhecimenlo. A
cordial e til cooperajAo de nicii alliado o impera-
dor dos Francezes e a gloria adquirida cm commum,
nAo pcidcm deixar de fortificar bstanle a unio,. que
felizmente e\i-le cnlre os dous paila*.
o He clicia de salisfajo que vos anuuncio que
tomos concluido coiijuiictamcnle com o imperador
da Austria, um Iralado do qual espero grandes van-
lagens para a causa commum.
.iinda que a cnnlinuajAodesla guerra (leva ser
o objeclo ue vossa atlcnjAo especial, espero que nAo
serAo desprezados outros negocios de um crande in-
leresse e de siiiniiia importancia para a feliciilade
geral. O estado da renda me da urna completa sa-
i lisfacao e confio que com a vossa sahedoria e pru-
dencia, continuareis a favorecer os progres-
sos da agricultura, do commcrcio e das manufac-
turas.
a Mylords e senhores, cheia de confianja, cont
com o vosso patriotismo e vosso espirito publico; es-
lou rerlado que na lula grave, em que nos adiamos
empenhados, daris ao mundo o exemplo de um
povo unido. He assim que obteremos o res-
peito das oulras najoes, e poderemos esperar com
a benjAo de lieos, levar a guerra a urna feliz con-
clusAo.
S urna causa tilo grave, Uto urgente como a de
continuar urna guerra tormidavel, poderia resolver
o governo ingles a alterar os hbitos dos represen-
tante- da na j.lo,quo de ordinario s se reunem no mez
projeclada de 15, a 10
ii er quo a cmara dos
calcitrante.
Entretanto convax fazer face s necessidades da
guerra,ec, Inglezes que cstAodcbaixo dos muros de Se-
bastopol lem grande necessidade que Ibes envicio au-
xiliares, e os fornejam de todo quanlo llies falla.
Nossa* tropas comparativamente esli em muilo me-
Ibor estado, grajas a providente solicitude do gover-
no, nem vveres, nem veslidos, nem barracas fallan)
ao soldado feancez, e ainda que o lempo seja pessi-
mo, c a tempestado de 14 de nove abro lenha cau-
sado inmensos prejuizos, sua posirAo he supporla-
vele o moral das (ropas he exccllente. Os Inulezc,
nAo sedesmoralisam. (levemos fazer-lheeasta justija,
mas soflrem cruelmente, c sen commissariadu, posto
que seja bem prvido dedinheiro. n,"n) acha naqucl-
lcs lugares nada do que o bem eslar do exercito
exige.
Felizmente lodos saben) c at mesmo em Italaclava,
que lem partido immensas provisoes, dos portes da
Inglaterra e da Franja, c que os soflrimenlos phy-
sicos de no-sos alliados terAo fim brevemente ; mas
ainda que elles nAo comam, quando tem tomo, c
vestidos eslcjam em farrapos, os seus Inglezes como os
Francezes, es!3o sempre promplos para receber os
Itussos, quando estes procuram os alliados. Quasi
todas as nuiles, a EiiarnijAn de Sebastopol tenia al-
guma sorlida conlra um ou outro campo, e nenhu-
ma dellas lem (ido outro resultado, senAo enconlros
cm que os Russos deixam bom numero dos seus.
Masesle eslaito de cousas nAo piule durar, c os
dous exercitos eslao anctosos peto momento, em que
o ataque possa ser continuado edar-se o a-sallo a Se-
bastopol. Entrelanlo prepara-se urna poderosa d-
versAo,a qnal dar que faier aos Russo. Omer Pa-
ella rene cm Varna Irinla e cinco mil homens es-
collmlos, que vSo ser embarcados debaixo de suas or-
dens, em navios inglezes, e que antes do fim do an-
no lero desembarcado na Crimea. Na se diz do
fim desla cxpcdijAo, qu? se devo occullar o mais que
for possivel aos Russos,mas parere que o exercito tur-
co operava separadamente, e desembarcando cm Eu -
paloria, dever manobrar do lado islhra de Perekop,
para fechar a entrada da Crimea aos reforeos russos.
Renunciou-sc a expedijAo na Bessarabia, que nAo
loria podido combinar-se suflicieiilemcnle com as
operajes dos everritos alliados. A respeilo das pro
vincias moldo-valarhias, acham--e poderosamente
protegidas pelo exercilo austraco, c se os Russos
Icntassem voltar oulra vez a olfensiva, o general de
Hess esla cm estado de os receber muito bem.
A Auslria cada vez compromelle-se mais pela cau-
sa da Europa occidental. Comprehende-se islo en)
Sao Pctersbur'go e a noticia do Iralado de 2 de de
zemhro fei recebida all com rogidos de colera. A
este respeito o cmbaixador austraco junio do czar,
escrevia Diurnamente aosen coverno. o NAo lia um
russo nobre que me saude, porque receia ser man-
dado para a Sibera.
O partido russo na Prussia agila-se muito, faz es-
torcos desesperados para levar o re a romper com a
Europa, mas em ipiaulo o Sr. de Manteulfel cstiver
no poder, nao se deve recelar que a Prussia tome lAo
grave e (lo hinca resolujio,
A Franca continua a enviar reforros Crimea e o
imperador acaba de decidir, que nina parle da sua
guarda se dirija ao llieatro da guerra. Aflirma-se que
tratados secretos garanlem aos alliados, no caso de
guerra europea, a cooperajAo de inuits potencia*
secundaras. Cilam-se entre outras a Blgica e a
Sardcnha, que tornearao cada, una um continente
de 254*00 homens.
Na Hcspanha, os aconlecimenlos da quinzena li-
veram um inleresse mediocre. As corles da.) pro-
vas de sua dedcajao i rainba e a Espartero, porem
ellas iiiquictam muito o gallineto, que Esp'.ilcro
preside, e nAo parecem sobretodo di-postas a recc-
bereni os planos financeiros do Sr. Collado. O gran-
de pergo da lie-pacha lie a banca-rola, c parece-me
quo os roustiluintcs n.loquerem parar ah, por isso
que fazem urna guerra de morle aos imposlos mais
necessarios. a
7 de Janeiro de 1855.
No momento em que Ihe escrevo, ainda nada se
decidi sobre a coopera jao activa da Austria na guer-
ra conlra a Russia, em cxerucAo do tratado de 2 de
dezembro. Entretanto, como lhc dizia na minha
ultima caria, o I de Janeiro era a poca fixada para
a corle de Vicnna tomar urna resolujAo suprema.
Mas eis o que a cnnleceu : O tratado de 2 de dezem-
bro foi notificado ao czar e o gjverno russo mandn
ordem ao principe Gortschakoff, seu embaixado,
MFIHnRFNFMPIARFNnnNTRAnn
a Rumia era convidada a aceitar. Para este limr
bouve urna conferencia em Vicnna, na residencia do
plenipotenciario inglez, entre os Srs. de Buol, lord
Wcslmorleand c Bourquenev. Espalhoii-se a nol-
cia de que o principe Gorlschakoll'se linha dirigido
all, esperando nos aposentos do ministro belga, que
oceupa o segando andar, a communcacao que Ihe
derla ser feita. Quando se cstaheleccram os pontos,
sobre os quaes versava a conferencia, o Sr. de Buol
foi ler com o plenipotenciario c Ihe nolilienu a in-
lerpretajao das condicoes, tul qual acabara de ser
resolvida cnlre o representantes das tres potencias-
O principe Gorlschakofl responden que nao eslava
aulonsado para areilar imn para recusar as quatro
condicoes assim interpretada* c pedio nm prazu de
15 dias para Irausmitli-las ao scu governo. B*le pe-
dido foi aceito, mas para evitar qualquer novo pra-
zo, a conferencia expresamente declamo, que r.Ao
linha mais que negociar e que a resposta da corle
de SAo Petersburao derla ser dada por fim ou
uo.
Eis-aqui porque a Auslria ainda nao diese sua ul-
tima exprsalo, mas a 15 desle mez, a siluajao ser
induhitavel para todos ; a Russia (era aceilado ou
repcllido o ullimnluin da Europa e nos lercnios a paz
ou a cuerra europea.
Infelizmente nao creio na paz. O orgulho da
Russia he infflevivcl; temos boje urna prova irreru-
savel disto : ocorreio de Silo Pelersburgo nos (raz
um novo manifest do czar, que nao d neuhuma
esperanja de conciliajao ; he sempre a mesma hv-
pocrisia e o mesmo amor proprio indomavel. Para
oblcr-se a paz, deve-se dar um passo para Iraz, e o
czar nAo quer remar.
Ifepois de ler expnsto ao scu modo a origem da
guerra e as pitases diversas porque lem passado ;
depon de ler exaltado exces-ivamcnle o valor c os
pretendidos sucressos de suas tropas, o czar proseue
uestes termos : Vendo com humilde asradccinien-
to a Dees, os Irabalhos, a intrepidez, a abnegacAo de
nossas trapas de Ierra e de mar, assim como o im-
pulso geral de dodiracAo, que anima ludas as elas-
ses do imperio, onsamos reconhrcer nisto o penhor
e o augurio de um futuro mais feliz.
o Compenetrado de nosso dever de Hir-lAo nAo po-
demos desojar mais longa elfus'o de sangue, e na
verdade nao repelliremos os nlferccimenlos eaj con-
dicoes de paz, se torem compativeis com a dignida-
de do nosso imperio e com o inleresse de nossossub-
ditos. Mas outro dever nAo menos sagrado exige
que oesla lula periinaz.nos preparemos para esforro*
csacrificios proporcionaos aos incios de arcAo diri-
gidos conlra mis.
a Russos! noisos fiis filhos quando a Providen-
cia vos chaina para urna obra urande c S/inta, estis
acostiimados a nAo poupar nem vossa torluna, ad-
quirida por loncos anuos de trabalho, nem vossa vi-
da, vosso sangue, nem o de vossos filbos. O nobre
ardor, que lem ntlnnimadn vossos corroes desde o
cornejo da guerra, nao pode extinguirj-se, e vossos
scnlimcnlos silo tambem os do vosso soberano. Nos
lodos mouarcha c subditos, repelindo as palavras
proferidas pelo imperador Alexandre em um anno
de provajes como o presente, saliremos, se for
preciso, com o ferro na man e com a cruz no cora-
rao arrostrar as lucirs de nossos inimigos, pira de-
fender os brns os mais preciosos do mundo: a sega-
ranea e honra da palri
Estes appcllos ao phanalismo, estas provocajes
hellicosas nAo permilleni esperar urna solujAo paci-
fica ao conflicto europeo ; por isso nenhum estadis-
ta da Franja, Inglaterra e da Austria, conta com um
arranjo, e de todas as partes fazem-se preparativos
para dar segunda campanha proporces collossaes.
Em minha ultima carta de 20 de dezembro, fal-
lei-lbe das medidas lomadas pela Inglaterra para
augmentar seu rITcelivo ; boje lhc fallarei da Fran-
ja, quo nao (rabaa rom menos vigor, e cojos re-
cursos militaressSo muito menos limitados.
Nossa sessAo legislativa foi aherla a 2t de dezem-
bro por um discurso do imperador, que por raosa
de sua gravidade, merece ser reproduzido na inle-
gra. Eis o seu texto :
Senhores senadores c deputados.
(i Grandes faclcs se tem consumado depois de vos-
sa ultima rcuuiao. O appello que ti/, ao paiz para
soccorrer s despezas da guerra, fui lao bem ouvido
que'o resultado eiredou al as minhas esperancas:
no-sos exercitos lem conseguido victorias no Bltico
como no Mar-Negro. Duas grandes balalhas illu--
Iraram nossos estandartes, e uin leslcmunho cslron-
doso veio provar a ntiinidadc de nossas rclajoes
com a Inglaterra. O parlamento diriga felicitajiies
aos nossos generaos e soldtdo'. Un grande imperio
remojado pelos senlimentos cavalleirescos de sen
soberano, aparlou-sc da poltica, que ha quarenla
annos ameajava a ndepcndciioaa-da Europa. O im-
perador da Auslria concluo um tratado, defensivo
boje, oflensivo brevemente talvez, o qual une sua
causa da Franja c Inglaterra.
Deste modo, senhores, quanlo mai* se prolonga
a guerra, mais se augmenta o nomero de nnssot al-
liados, amis se eslreilam os lagos ja formados. Com
effeito, que lajos mais solidos lia que os ames de
victorias pertenecntes aos dous exercitos, c recor-
dando una guerra commum, que asjncsmas inquie-
lajcs e a mesma e peranja agitando os dous paizes,
que as mesmas vistas, as mesmas intenjoes animan-
do os dous governo* em lodos os pontos du globo !
a A allianca com a Inglaterra nAo he o cITeito de
nm inleresse pas-ageiro e de uina poltica de cir-
cumstancia ; he a uii'Ao das duas poderosas najos
assoriadas para o Iriumpho de ama cama, na qual
se acham empenhados, ha mal* de um secuto, sua
grandaza, os inleresse* da rivisajao, e ao mesmo
lempo a lihcnlade da Europa.
(( Juntai-vos, pois, cornizo nesla occasiAo solem-
ne para agradecerme* aqui cm Dome da Franca, ao
parlamento, sua demonsIrajAo cordial c fervorosa,
ao exercito inglez e ao seu diguo-ebefe sua ralale
cooperajAo. Se a paz nAo for restabelecida o anuo
vindouro, creio que leremos de dirigir os mesmos
agradecimentos Austria e a essa Allemanhs, cuja
aniso e prosperidade desojamos.
H Sou feliz por pagar um justo tributo de elogios
ao exercilo e esquadra, que com sua de licacAo, dis-
ciplina, lem em Franja como na Algei a, o norte
como no su!, respondido dignamente i minha espec-
laliva.
O exercito do Oriente lem al boje ludo soffri-
Jo. ludo arroslaito: a epidemia, o incendio, a tem-
pestado, as privajis, nina praja constantemente a-
basferjda, defendida por urna arlilharia tormidavel
de (erra e de mar, dous exercitos inimigos -uneno-
res em numero, nada lem podido cufraquecer seu
valor, nem deter seu arrojo. Cada um tem cumpri-
do noblemente seu dever, desde o inarerbal, que
parecen forjar a morle a esperar que elle livesse
vencido, at o soldado c o mnrinlielro, cujo ultimo
lirado, ao expirar, era um voto pela Franja, urna ac-
clam.-.j.io peto eleito do paiz. Declaremo-lo, pois,
nos todos, o exercito e a esquadra tem bem mereci-
do da patria.
o He verdade que a guerra acarreto crois sacri-
ficios; entretanto ludo me ordena quo a continu
com vigor, e para este fim, cont com o vosso con-
curso.
O exercilo soldados e de 113,000 cavallos; a mariaha lem 62
mil marinheiros embarcados. He indispensavel man-
Icr esto efleciivo; ora para preeocher os vacuos oc-
Ser suhmeltida vossa cnnsiderajAo urna lei
lendciilea melhorara pnsirto dos soldados, que se
alistara segunda vez, sem augmentar os encargos do
Ihesouro. Ella procurar a immensa vanlagem de
augmentar no exercilo o numero dos verbo* solda-
dos, e permittir que se diminua depcis o peso da
conscripio. Espero que esta lei lera logo a vossa ap-
provajAo.
i Pedir-vos-hei lambem a aulorisajAo de conlca-
hir um novo emprestimo aacional. Esla medida aog-
menlar sem duvida a divida publica; nAo esqueca-
nii,s enlretanto que pela conversjo da renda, o juro
dc-la divida diminuto 21 milhoes e meio. Meus es-
forros lem lido por fim enllocar as despezas ao nivel
las receitas, c o liudgel ordinario vos sera apresen-
lado em equilibrio ; si os recur.os do emprestimo
farAo face s necessidades da guerra.
a llaveis do ver com prazer que nossas rendas
nao lem diminuido. A aclividade industrial conti-
na; lodos os grandes Irabalhos de utilidade publi-
proseguem, c a Providencia qoiz dar-nes urna
colheita, qoesatsfai aouasnaeessidade*. Entretantoo
biveroo nao fecha os olhos a penuria occasiona la pe-
la careslia dos vveres, e tem lomado todas as medi-
das, que eslito em seu poder, para prevenir essa pe-
nuria, e para remedia-la rrcou cm militas localida-
des novus elementos de trabalho.
A lula queae prosele, circnmscripla pela mo
derajaoe justija, fazendo palpitar os coracoes, as-
suslalAo pouco os ulereases, que brevemente se
reuniro aqui, das diversas partes do globo, todos os
productos da paz. Os esira 112 iros nAo ileixaso de
licar sorprendidos com o inagcsloso espectculo de
um paiz que, contando com a prolccjAo divina, sus-
tenia com energa urna guerra a 600 leguas rie suas
fronleiras, e desenvolve com o mesmo ardor suas ri-
quezas internas; um paiz onde a guerra nao emba-
raza a agricultura ca industria, e a* artes cm scu
progresso, o onde o genio da najao se revela cm lu-
do quanlo p.lc fazer a gloria da Franca
Elle docinienloque eu no podia deixar de dar-
me todo inteiro apezar do sua extensao, causou gran-
de sensajo em Franca, na Inglaterra c Allemanha,
Elle implica a firme resolar^o de continuar a guerra
vigorosamente e ao mesmo lempo mostra militas
medidas, que darAo ao governo es meios de susten-
ta la com successo. Eslas medidas >fio Ircs: lei de
rerrutimciito, le de alistamento, lei de empres-
timo.
Esla ultima lei foi immcdialamcnle apre ao corpo legislativo, que votou-a unnime e immc-
dialamcnle, sen loo lambem do mesmo modo pelo
,enadn. 10 qual foi transmllida. O empreslimo he
de quinientos milhoes de francos, e ser rflecluado
como o do auno passado por meio de uina suhscrip-
jao nacional, que est abcrla dcs.lc o primeiro de
Janeiro c ser fechada a 13. Dam-se aos subscrip-
tores tres por cento razao de <"> fr. 2..cntimos
por tres francosde renda, os antes i c.meto por cen-
to razao de 92 francos por 1 fr. e 50 cen, de ren-
da. Os subscriptores devem entrar immcdiatamcii-
le com a dcima parle da siimmi subscripta e o res-
to sem dado em 1S pagamentos goaes elfectuados
de mez em mez a contar de 7 de Janeiro. As maio-
rescasas de Londres pediram para utocrever som-
mas considerareis, e esto empreslimo he lao popular
na Inglaterra como na Franja.
A lei de rccrulamenlo ser volada com o mesmo
enlhuSMsmo, quando for apresenlada ao corpo le-
gislalivo ; mas o governo rapara que seu projeclo so-
bre a subslituicao militar estoja promplo para a pre-
sentar as duas leis ao mesmo lempo. Sabe-se j so-
bre que bases descanca o projeclo relativo s subs-
lilujoes. Siipprimem-so e prohibein-se as compa-
iihiasque lnham servido al aqu de intermediaras
cnlre os substituios e es substituidos 5 o esl lo he
que dar de boje em (liante substituios aisindivi
dos sorteados, e os tirar d'jntre os veterano--, A
somma da sobsliuijAo ser lanjada nos cofres*do
estado, e s depois que terminar o lempo dn seu ser-
vijo he que os substitutos recbeme o que Ibes he
devido. Este novo syslema he geralmcnle bem recc-
bido pelo publico, porque as companhias de substi-
tuyos, que se chama iqui tloi mercadore'de ho-
mciif, sao o objeclo da reprovajAo universal.
Na Inglaterra o bil sobre o alistamento dos cs-
Irangeiros, grajas a um enrgico d-curso de lord
Patmerston, foi adoptado pela cmara dos communs
Por uina pequea maioria de 38 votos. O parlamen-
to foi adiado antes do Natal, e ser abcrlo no lim de
Janeiro. Oaagentes do governo inglez na Allema-
nha c na Suissa, esli encarregados de recrutar ho-
mens para a IcgiAo eslrangeira.
As noticia* do Ihealro da guerra lem pouca impor-
lancia ; dous vapores russos tentaran sabir do porto
para fazer um reconhecimenlo, mas foram forlemen-
i le repellidos pela fragata a vapor nejen Terrible.
' Os dous (ilhos do czar, .Miguel c Nicolao, os qnacs
lnham assislido a batalha .le lukerman, deixaram a
Crimea e annunciaram sua volla a San Pelersburuo.
(lar 1L1 Crimea nao he favoravel aos prncipes. O
duque de Cambridge anda esl doento em Constan-
linopla, e deve voltar breve para a Inglaterra, e o
principe NapolcAo, primo do imperador, anda nAo
cnn-enuio curar-se; febre ri dysinteria succede-
ram vi denlos accessos de L'olla, c o Monlleur di/,
que o imperador Ihe den ordem de vollar para a
Franca.
Na Bespanha, o ministro da fazenda', oSr. Colla-
do acaba de dar sua dcmsso e he substituido pelo
Sr. Sevillano, rico banqueiro de Madrid. O direilo
de entrada toi supprmido, e o novo ministro convi-
dou as curtes para indagaren) o meio de enchrr o va-
cuo, que esta suppressAo deixa nos cofres do Ihesou-
ro. A Hcspanha he um paiz bom singular da Euro-
pa, lem a prelenjAo de prover ludo com palavras.
Quanlo mais vejo as corle.) funccioiiarcm, mais con-
vencido lico infe!z,incute de que levam o paiz ao
abysrao.
Ilolelim da Bolsa de dezembro. Os i francezes subirn) a )( francos, desceram a 92 fr. e
50 cntimos, liraram a !)2 fr. c 50 cntimos.
(Is: por $, snbiram a73 fr. e 20 cntimos, deara-
ram a 66 fr. e 2> cntimos e licaram a 66 fr. e~0
cntimos.
Consolidado inglezes, subiram a 93 3|8; desce-
rem a 91 '-;.
dem S de Janeiro de 1855.
Acabamos de alravessarum anuo que poder ser
contado entre os mais calamitosos do nosso lempo ;
todos os flagellos mis vieram acommcller ao mesmo
lempo : a peste, a guerra, a tome, as tempestadas.
O anno que comeeamos nAo se annuiicia sob auspi-
cios muito mais favoraveis. Em ve de se restrin-
gir, a euerra ameaja eslender-se e abrazar toda a
Europa. ,Na minha ulima caria, fallei-llie do tra-
tado de allianca que a Franja e a Inglaterra acaba-
vam de concluir com a Auslria, tratado sobre que os
amigos da paz fiindavam as suas ultimas esperancas.
Estas esperancas foram de curia durajAo. As con-
ferencias de Vicnna renovadas nesta occasiAo ruto
liveram nem podiain ter resultado- algum. As po-
tencias alijadas exigiam como urna das condicoes de
paz, que Sebastopol fosee arrazada. O minislro da
Russia declaran ue pretoria corlar a mo a
nar semelhanle artigo. Com efleilo, a posirAo do
imperador da Russia ainda nAo be lAo desesperada
que o obrigue a submetter-se a urna roudiju tan
humilhaiite. E por outro lado, a Franca.-e a In-
glaterra, sem que se deshonren) peranle o mundo,
niio podem aceitar urna paz estril, que nao importo
limites s invasdes da Russia. Grandes naces n3o
epnr/cm desla sorle o sangue e os millies para co-
Iherem a versonha. Por tonto ve-se que cm coo-
dijoes femelhantes, a paz he urna chimera.
O tocto importante do dia, he que a Austria pa-
rece decididamente empenhada com nosco. Assove-
ra-seque o seu Iralado de allianca, que ao principio
era smcnlc defensivo, lornou-se oflensivo desde 2
de Janeiro. A Auslria nos deu o direilo de sermos
um pouco suspeitosos para com ella, assim acredita-
remos melhor nesla allianja quando o cmbaixador
russo, em Vienna, ti ver pedido os seus passaportes.
A Prussia toi convidada a adherir ao tratado de 2
de dezembro, e, at o presente lem evilado pronun -
ciar-se ; n'uma palavra, ronla-se pouco com o sen
concurso. O principe real da Prussia, respondendo
no I de Janeiro s felicilajes do corpo dos ofliciaes,
disse-lhcsf/uejjri nao era ptrmillido esperar que o
anno se terminaste sem que o exercilo fon cha-
mado a cumprir o seu mais serio deter. Mas
absleves-e (je deixar suspeitar conlra quem e com
queni. Em fim, o faci constante he qne todos os
Eslados da Europa eslao boje convencidos que j
iiAo podem manler a neiitra!i(iiMer-e que Ihe sen;
misler, por torca on por vontade, representar nm
papel activo no grande drama militar que se est
preparando para a primavera prxima. A Franca a
a inglalarra rcrrnlam auxiliares em todas as para-
gens. Asscvera se qae .1 Blgica e o Plcmonle j
adherirn! ao tratado de 2 de dezembro.
Nao se passou acontecimento algum imparlante na
Crimea desde a sancrenla halalh.i de Inkerman. As
rhuvas continuas que bao cabido desde esta poca
tem prejudicado muito as operajOesdo assedin. To-
dos os das se embarcam reforjos consfderaveis para
o Oriente, em Toulouve Marselha. Omer-Pach te-
ve ordem para embarrar para a Crimea com os sen*
' 50,000 homens ; julga-se que elle oceupara o islhmo
de Perecop para interceptar as communicajiies dos
llussns. Assim, ludo se prepara para desenvolver a
euerra com maior vigor. Varias correspondencias
annunciavam que o as-alto geral contra Sebastopol
devia ser dado ; cre-se aqui que um grande golpe
leve lugar do 1 a 2 de Janeiro.
A morosidade das nperacoes militares na Crimea
causa grande rritajAo ; aecusaram-se es generis
cm cheto de incapacidade. Censurs-se sempre aquel-
lo que he mal succedido n'uma empreza. 0 gene-
ral Canroberl he humera do talento, mas qne lem
demasiada indeci-ao no caracler, e por isso nAo po-
der ser feliz n'uma guerra como esla. O marechal
Si. Arnaud, o homem dos assaltos, convinba muilo
melhor. Cousa mui extravagante I Os Ru'sos lem
bous generacs, porm m-os soldados, nos temos moa
seneraes, masexcellenles si I la ios. A desgraja do*
nossos lempos revolucionarios he que todo os 1104-
sos indhores generaes d'Afrira, ltodeau, Chaugar-
nier, Cavaignac, Lamorciere, ou eslao torios exila-
dos ou poslos de parle ; o que faz que eslejsmos re-
duzidos a ebefes sem experiencia.e muilas vezes rem
capacidaile.
Mas se alguem murmura um pouco em Franja
conlra o espirito conlcmporisador de Canroberl, na
Inglaterra s ha um grito conlra a nallidade c im-
providencia do general Ragln. As corresponden-
cias inglezas da Crimea eslSo chcias de pronacnores
lao Iristcs sobre o estado de desmoralisajAo e desor-
ganisajao a que se acha reduzido o' exercilo inqlez,
qoc o nosso governo prohibi que os jornaes os re-
produzissem. Tudo isto recabo naturalmente sobre o
ministro da guerra : arha-se iinminenle na Ingla-
lerra urna crise ministerial,e collocar forcosamenle
lor Palmerslnn a frenle do gabinete.
O imperador abri a sessiio parlamentar as Tu-
leriascomum luxo de ceremonias inleiramente im-
perial. Nunca se viram tantos criados e crleseos ;
mas os Cem Gualda foi que liveram as honras da
representaban : a gente nAo se canjsva de admra-
los ; verdade he que sao homens bem dispostos, e
sobre ludo perfeilamenle veslidos. O discurso do
imperador pareccu longo e diffuso ; nAo lem a enn-
cisao do discurso da rainba Victoria. Verdade he
que a rain ha da Inglaterra n,1o fez osea discurso,ao
passo que o imperador dos Francezes he o aotor do
seu.
Decididamente o principe Napoleo volla para a
Franja, por ordem do imperador, pois diz o Moni-
Irur que os mdicos dcclararam, que o estado de
saide doprincipe.nAo Ihe permillira continuar a cam-
panha. Como acontece ordinariamente, a enfermi-
I do nAo passa de pretexto para justificar esta Vulta
extraordinaria peranle o publico. Desde muilo lem-
po, os nossos generaos que commandain no Oriente,
enviavam ao ministro e ao proprio imperador quei-
xas vehementes contra o principe NapolcAo, que nAo
cessava de censurar francamente, com toda a soa
commilliva, o comporlamenlo e os planos do campa-
nha dos chetos, e desl'arte (lerramava a inquielajo
c desmoralisajAo no exercito. A molestia que o ac-
commetleu lao repentinamente na batalha de Inter-
inan, lem sido, justa ou injustamente, mal interpre-
tada, e solhc tornara impossivel reas-umir o com-
mando da sua divisao. Eis a razAo porque o estado
da sua snide tornou necessaria a sua volla para Fran-
ja. Como deve pensar, o imperador est pouco sa-
lisfcito com a cslra militar do primeiro principe da
sua casa ; assim, julga-se que a entrevista dos dous
primos, ser ponco lerna, e o fulnro do herdeiro pre-
sumplivo da cora imperial talvez fique compromelti-
do. Sube, a esto respeito, de arias pessoas mui bem
informadas,nm boato extraordinario,tAo extraordJ^H
rio, que ,1 nito acreditara em ootra qualquer oRH
'Ao ; mas estamos acnstumadps a nos nAo espantar
de causa alguma : esle boato nada menos seria qnauo
futuro reconhecimento ollicial do conde de Morny,
como irmAo legilimodc NapolcAo III. Al o pre-
sente o conde de Morny passra mu simplesmento
como um bastardo da raiuha Hortense ; mas parece
que as grandes casas nAo deve ha ver bastardos.
Tamben) Luiz XIV nao ohrigou o parlamento a le-
gilimar o-seus ? He uina semelhanja de mais com o
graade re.
Como sabe, a rainba Hortense era urna mnlher
encantadora, espirituosa, masum panco leviana. Du-
rante a sua residencia na Hollanda leve rclajoes se-
rretas com um almirante hollandcz, cojo nome niio
me occorre neste momento. O conde de Morny he
o fructo deslas relajOes. O actual imperador sem-
pre leve mnila affeijAo por este irman, e por varias
vezes j linha manifestado o desejo de faze-lo reco-
nhecer. Dar-se-ba caso que seja o desejo que Ihe
causa o principe NapolcAo que o faria voltar a esto
idea? Esto supposijAo nAo p.rece inverosimel. O
que he corlo he, que lodos os documentos eslao
promplos, que o rclalorio toi feito por M. Troplong,
presidente do senado, e que s se aguarda o momen-
to favoravel cara lanrar-se esta bomba. Dizem que
rema grande inquielajao 110 acampamento dos Je-
rnimos : c que o velho rei reconciliou-se smente"
coma princera Mathiide; sua filha mui pouco queri-
la, para ler quem o ajude no momento do perigo
commum. Com effeito, se o conde de Morny for re-
conhecido irmio do imperador, torna-e natural-
mente scu herdeiro, na falla do herdeiro directo, en-
lao a dynastia dos Jeronymns teme d esperar, Dos
sabe quanlo lempo. Com, v, nem ludo he agrada-
vel na condirAo de prisjripe imperial.
Um dos ministros de Napoleao antes do 2 dezem-
bro, om desses grandes politiros de ndole ingenua,
que Uvera a siroplicdade de acreditar no juramento
do presidente da repblica e nn constiluijAa, M.

**
miTii nn


2
DIARIO OE PERNAMBCO, SBADO 3 OE FtVtRtlfiO DE 1855.
,.
I.con Faucher acaba ile morrer no ei-quecimcuto, a
que o condemura o 2 da dezembro, que elle nao
quizera rsconhecer. Foi em Mancilla, onde eslava
efe passagem que niorreu M. Lona Faucher. Como
Car precouceitos populares nos uosso campos. He
de uso iiiiciiuni.il mreos Ciiiiipuii<;zesdodcparlameu-
lo d'Eurc c l.oir cobrir coni col un os lelliados das
asa o da giaiijiis,-usoiica que muilas vezes lie a
o prcfeilo nl) suubeeie cab.ilraenle qao comporta- cama de lerriver* incendios ; poli, que, quand om-
nenlo devera ter acerca das exequias deslo antigo go se declara n'uma bardado, o liirapa uecessariu pn-
iniimlro do l.uit NapoleJn, pergutiton pelo lelcgrs-
plin ao ministro do interior que honras se ilevism
render a M. I.eon Faucher. O tclegrapho rei-
l'oiideu-lhe scceamente estricto necessario.
Decididamente a locomotiva governamenlal levo
de no ooiiduzr fon-adamcnle i velha carrelra do
panada : se islo continuar por alguns annoi, Acare-
mos espantados um dia ao acordarmos no meio da
idade media, feliz lempo 15o lamentado do reveren-
do padres do l/ateer, no qual lampn povo era 13o
magro e o frades lao gordo. Napoleao III o es-
quece lodos os dias de su mai, a revolncAo, sejul-
ga o descendente- directo de San Luis a de I.uiz
XIV. Antes d rouc lempo, o papa lbe dar, s-
sim como aos nossos ontlgus res, o titulo de filho
mais velno da igreja.vislo que o llar vai llorescendo
ra chegar o snecorro da cidado visiuha, ludo ja ic
acha cunstimidu. Vara impedir scinellianles desas-
tres, o prefeilo do departamento publicou um edi-
lal que prohiba no proprmlafiot e rendeims o ser-
virem-se para o futuro de colmo para cobrir u le-
lliado das casas e das granjas, Cousa estravaganle !
Estes horneas pacifico que linlum vislo mui tra-
quillimente cahir a realeza de 1830 libante da re-
publica, e n repblica diaulede Napoleilo, se su-
blevaui para faierem revocar um cdilal proferi-
do em favur delles, e cuja nxccurjAo nao era
dispendiosa, puis que as fabrteas.de tecidos sao
em abundancia nesle departamento. Mas como de
ordiuarioaconlece, que a malevolencia desnatorsIM
a* alciones do governo, as callejas se exaltam, al-
' cumas cculeunsde individuos so aprsentelo na ci-
maravilhosamente sombra do throiin imperial. Na-1 dadede Dreux, rasgam o edilal do prefeilo, abrein
poleSo sabe allisr admiravclmente a grandeza do -a cadefa, e depois so poe em marcha para Charlie
monarcha absoluto com a palhulica humildad do
cliristo. Hoje he vislo na Optra, no meio de cor-
tesaos agaloados de ouro o de lilas, com guardas .i
porta, guardas no salso, guardas a entrada da sen
camarote, com a espingarda ao hombro como no
lempo do grande re ; mas no dia seguale confun-
de-te com a mullidao dos fiis, oa sua parochia de
Sao lierniain l'Axerroisoodc.duranif. tinte minutos,
adora o Sanlissmo Sacramento. Se faz alguma cousa
para a sua gloria pessoal, n5o se esquece da gloria de
Dos. Todas ns velha inslitniciies religiosas vao re-
uiscendo da suas cinzas, urna apoz oulra. Hoiitem,
era o capitulo da antiga abbadij realile San Diuiz,
boj-; Irata-te da capellana-mr da Franca, com um
palacio e 60,000 fr. d dolado. Com os jesutas que
abriram a procesan comecam a chegar frades de to-
da as cores, c aiada se pode contar com o nosso vc-
lbo Beranger :
a Bemditos ejam a Virgem e os santo.
a Keslauram-se os Capuchinhos.
Levara oxelo ao ponto de convidar os nossos vizi-
nhos a imilur-nos. Cousa extravagante O governo
piemunlez, que nos tem seguiJo al o presente, com
toda a morosidade possivel, na estrada das reformas
se ocha boje mais adianlado do que mis. Esl Ira-
laudo de ubmelter a sanecao das cmaras, un pro-
jecto do lei que o autorise a venJer o- bens dos ron-
ventos em proveito do thesouro. Um projecto lao
^i^sssUgfeio, corno esl* Ihe deve parecer, revoltn o
- nosso gcwcrnoque fez queixas amigaveis ao gabinete
deTurin. Mas este leu ao nn--r embaixador drspa-
Chos inglezcs quo animara o governo piemontez, is-
too rilado das saas financas, a lomar urna medida
eminentemente poltica, e cujo exemplo a propria
Franca Ihe hacia Jado. A leilora des te despacho
fechou a bocea ao nosso embaixa lor.
O apoio que o governo I ao partido devoto tem
tornado mui naturalmente este partido mui inslenle
para rom aquelle que nao parlilham as suas opi-
nioe. Bradam altamente e ate rensuram o poder
para eicilar-lhc o zelo. Mas se os Bazilios sao em
grande numero, os Fgaros taaaVm "ao faltam, c
dislribuem com os Bazilios vigorosas chicoladas. (I
jornal le Sitclt representa, nesle mnmen*, com
grande felicidide, oiiipel de Figaro ctista dos hom-
bros do padre Venillol, redactor em che fe do Oii-
cers. padre Venillol, que ac iou por crcr, qoe
atacar a sua pessoa, era atacar ao proprio Daos, es-
creveuha petacas semanas, no seo jornal, um pliili-
pica virulenta contra a impie I ale e a immoralidade
do Htele, intimando ao governo que o supprimisse,
em Dome da moral e da religo. Terminava o arti-
go pela aeguiote phrase dirigida ao Hiede : Se Ihe
au nipnzercm o respeilo.enlao he justo que no* im-
ponliam o silencio. Esto papel cynico .le doouii-
cianle revoltn al a- proprias folhas calbolicas, e o
govestw leve tnino para resistir a estas nlimarcs
lijpai'rila, sin considerac.lo sobre tutlo no apoio que
i le Ihe tem sempre prestado na sua poltica ex-
terior.
De que procedw'a tanta cholera do Unicers con-
tra o Siecle t O Sitcle leve a impiedad de declarar
qn no acredilava no milagrf du Sllele. Sem Mo-
vida os leilore ignoram o que he esle magre da
Sllele ; vou explicar-Ihe-
o 1847, na cidade de (IrenoJle, urna donzella
chamada l.amerlicre, doulrinada por seu confessor,
experimenlava a ncressidade de ver apparecer m
roilagre, afim de confundir o seculo incrdulo. Mas
como o magre tardava rouito ia palcntear-se, lo-
mou o partido de rogar por elle .10 co." So a mun-
lanha no.quizer virler com ligo," di/. Maliurrjel, vai
tu ter com a monlanha ; foi oqu: fez madamoisclle
I.amerlierc. N'nm cerlo dia, dirigise ella moa-
Uuha, leudo dcbaiio do braco un carta que rouli-
nha um trajo de madoua com grinde rosario. Des-
cortina a longe, n'um valle chamsdo a Sallete, dous
joven pastores, dormindo poelicamenle a borda de
urna fonte. O milagre ia bem ijncaminhado. Ella
He esconde por Iraz le um bosqueto, maneira de
urna conimedinnl por Iraz do um bastidor de tlica-
Iro, loma m vestido branco borlado de ooro, coifa-
se com um bonete pontudn, calja sapatos de selim e
a-seula-ae sobre, urna elevarlo, Icima da fonte, espe-
r.mdo o accordar dos dous pastare. O espanto de-
le foi grande, ao ver esta bella dama que ibes diri-
gi um soberbo discurso em qor n.to comprchemlc-
ram nada, parque a sela virgem fallava .francez. e
os pastores sr cnleudiam o palol. Mas a santa vir-
gem a quem o patois era igualricute familiar, dig-
ncu-se recome*;ar o seu discurso, e communicou a
estes pastores ingenuos que elln era a santa virgem,
que eslava mui irritada contra seu povo que tral-.a-
Ihava ao domingo c nAo ouvia raisia, c que ia toda a
ma ao acougus como riiC! ; que se se nao con-
, morrena de fume;mas que se converte rochedos se converleram em pao, c os
ua da trra brolariarn sem que fosse preciso se-
mea-los. etc., etc. Depois de I-ir recommendado aos
pastores que cnnlassem o que linham vislo, se reli-
ron devagariuho, e desappareceu por Iraz da monla-
nha.
<#s don paslores conlaram no mesmo dia osla ap-
pari^o misteriosa ao reipecliro cura, o cura con-
lou-a ao bispo, o bispo a 400 religiosos reunidos em
Urenoble : julgua seo milaare foi contado. En-
vioo-se iinmcdialamente urna commssao ao hispo,
afim de verificarse n authenli:idadc, mas a commis-
jao, segando o examc, duviila e recusa o ccrlilira-
do. Os boroen nao se ihlo pir vencidos, e o mila-
gro se propagae loma vulto. Uro auno depois, o cu-
ra da cathcdral de firenoble annuncia quo vai cele-
brar o anuiversario do mila(;re no mesmo lugar cni
que se havia manfestailo, e manda espalhar o boalo
ile qac a sania virgem deve npparecer segunda ve/.
Astim, a mnliidao era grande ; por oulro lado, os
lltgrcao tao raros boje 0 cura prega rom umi-
ta eloquencia, invoca a aanli virgem, os assistcnlrs
olham comanciedade, mas nao \cem chegar causa
alguma. O cura que linlia duvidado um pouco dis-
to, preparara um argumente muito forte para sabir
dadifiiculdade. Se a sania virgem nilo nppareceu
neita montaiitia. diz elle, es obrigada a moslrar-se
ah boje ; se nflo se mostrar ieporquejaappareceu.il
Nao havia resposla para este syllogismo, e a mullida"
sa relirou persuadida do milagre. D.ilu em vanlc,
a fonle da Sallete lornou-se o objecto de grande ve-
nera(o; atlribiiem i respe:tiva agua urna virtnde
curativa universal ; asna v rtude mal maravilbosa,
ado a miaba bpiuiao, h dar urna centena ilc mil
francos por auno a aquclles que a exploram. Al
locon a este respcilo, ht. poucos dias, urna aven-
an mu curiosa.
Sga urna carriiagcui a ama das barreirasde I'a-
r, vindodircctaniente de'irenoble. fia guardas da
du*a*deg raa;em 6051 garrafas d'aua, responde tile 500
garrafas d'agua enviadas i. Urenoble Pars; os
da u acbaram em difllculdade para avallar a
uloria. I'orlanlo, quizerain verifica-la. De-
Iham orna garrafa, prnvam o conleudo e reco-
uhitcem a vordnde .la deelararao do conductor. Es-
paulado, rom justa razfli, pedem a carta e Icem :
SKI garralas d'agua miraculosa da Sllele, yue
agua he esta, pergunUm, guardas lie urna agua,
rcponde o conductor, quo, segundo parece, cura to-
da as enlermidadi's. Nesle cao, responden os
guardas, deve ser considrrida coma una agua niine-
rii*o sugeilaaiia inrsmos ilireilos. Como o cocheiro
nlo livesse querido subnici lor-se/i interprelarojndi-
ciusaMlus guardas que julto (r de alguma oile sec-
tarios de Volt aire, a 500 i: arrafa da agua mirarnlo-
sa da Sallete irarani espera que a au-
loridade superior decida.
l)eii-ehauiamezos arrojare* de Pars, nm farlo
nui grave, e qno prova oaalo he diiUcil desarrai-
cabrea do districlo do dcparlainenlo. O prefeilo in-
formado dos aconlecimcnlos le Drcux, nao siispei-
tamlo aiuda a respectiva gravidade, melle se n'uma
rorruagem, acompanhailo simplcsmciilc du generl
afim de darmaior forja moral i aatoridadescom a
sua presenta. Chegados a certa distancia de Dreu,
ilcscorlinam um ajuiitamenlo de mais de (res mil
cnuiponezes, senlo horneas e inulberes, alguns dos
quacs levavam feixes le palhas as ponas de va-
ra-paos, o grilavam : vivam as palhas '. abaixo as le-
llias! J Ibes nanera possivel recuar; linham -ido rc-
conbecidos. N'um abrir e fechar d'olhos, o prefei-
lo he brutalmente arrancado da carroagem, e Ihe
foi intimado que revogasse o edilal. Mas elle
nao he hoinem que se deixe inlinidar por amearas,
assim recusa, dizendo que fora ceder a' forca. Es-
l.i recusa exaspera os camponezes, que alcam gritos
de morte contra o prefeilo. O general lenta per-
suadi-los, responddn ao general que se retire, que
Ihe nao querem mal, mas que quanlo ao prefeilu
linham resolvidu enforca lo. O general dcclara-
Ihes que se pretendam malar o prefeilo, o mala-
riam igualmente. Os semblantes e os gritos deslcs
campooezes inspiravam ponen confianza a estes
dous funrcionarios.que seachavam litteralmenle pii-
sioueiros. l.ae;anlo os olbos sobre a inultid.lo o
general reconheccu alguns antigo militares que li-
nham servido nu seu regiment,e fez-lhessigual para
que se aproximassem. Servisles em tal regimen-
t'! Sun, meu generalEntao, nicns valen-
tes companheiros, consenlireis que me assasainrm '/
Nao covisenlireinos pie vo assassinem, meu
general, mus quaulo ao prefeilo, nada diremos.
A disciplina militar lem lamanha influencia so-
bre o honi ni. que Ihe obedece sem que o saiba,
quanilo j,i nao he scnSo o -imple; edadao. Os iiof-
sus valcnles soldados lavradores sesuhmellem pro-
pnsi;ao franca e imperativa lo general, assim lo-
mara a seu cargo a guarda dos prisioneiros, que Mus
foi concedida. O general e o prefeilo queriam ga-
libar lempo, esperando que vicia alguem em seu
soccorro. Com cllcilo, vcem logn chegar a gallope
um capitn de gendarmaria, ac.impanh.uln de oilo
gendarmes. Esle capau tap cavalleirosoquanlo tol-
lo presume libertar com o scus oilo homens os dous
funecionarios, prisioneiros de 3,000 individuos des-
perados. Assim, apenas se acha no meio da mulli-
dao, c logo as pedras chovem sobre elle ; cabe lo
cavallo e fica com os oito homens em poder do io-
sbrgido. Esles excllailos por esla lula alcam gritos
de morte contra o prefeilo. Lina pedra cnurme ca-
bo-lhe sobre a cabera, c o chapeo foi que u livrm
da morle cerla. Alguns propfic (nfurca-lo em urna
Em !' a tn.al e-la' ludo na mesma, so o dia 2 le
Janeiro paz obixo graudo cin moviiiieuloum quau-
lo se proceden a abertura das cmaras com o cere-
monial do costiimi', e segundo o progrmala para
ess, !"" apresentado no Diario do Coveriw. As
cmaras ja fuoccionam ; depois de alinhavarem o
discurso em resposla ao ila coroa. Esla' em discus-
Bflo u projeelo de lei de recrulanienlu; Irahalho que
licara da ullima e|ioca legislativa, e de muita ne-
cessidade, pois a lei du recrulaincnlo quo esta' em
vigor iijo satisfaz.
A noite le Natal em Lisboa foi festejada com
muila eluzidas reiinies (soirces), e como sao ex-
pretsamoate prohibidos os espectculos pblicos,hou-
ve-o particulares, dislinguindo-se o Ihealro parli-
rul.ir em que representara a senhorila Maria du Co,
artista do Ihealro da ra los Condes. Esta menina
lo eco lem metido muila alma lias profuiulas dos
infernos. Como falham as navidades polticas, con-
tinuaremos rom as da opera hvra, que preocupan! o
mundo elesaiitc, reina aioila a dcsor.lem em S. Car-
los ; todava no meio dos peaos administrativos, a
iminorlal Alboiii lem conseguido novos Iriumphos ;
ii.liniamenle nal-'iilia lo llcgimentonao si'ise ele-
vo a allura la sua repulajfin como cantora, mas
tambem na parle cmica com rara perfeicao. L'ala-
mus-lhe sempre la opera italiana porque aquiem Lis-
bua he a-sumplo de muila gravidade em tudus os
circuios le boa compauhia. O pi-oprin ministerio
nao procete seuao pausailameiite nesle negocio, e
ai didlo se assim o nao tizer, pie ah csl.lo os seriho-
res jomar-, para Ihe mostrar a linguinha le prala
que lodos riles lem. O grande Fonles endircila tu-
llo quanilo falla em tal, c o palman* do Rodrigo
lorna-se mais cavillozo, e esconde mais algara ardil
nos rcfolhos da sua velhararia. Eo nohre viscon-
de rj'AInoagnia, esse melle a viola no sarco ; ncm
chuz nem buz. Damos-lhc parle que S. E\c. o Sr.
ministro da juslira adiase enfermo dos olbos ; nao
he I.' das melhores molestias ( so as ha boas) para
a pasla de S. Er. unde lodos os olhns il'.Vtgos nao
baslam.
Bem Ihe queremos fallar na Hcspanha, falla-nos
o animo porcm, aquillo por la' au leva gei-
to nenhum. Ja Ihe lemos dilo bstanle sobre
aquella infeliz MgSo. A grave, a magestosa nar.1o
bcspanhola cabio u'uin aloleiro le que lardee bem
lrdese ha de tirar. Em Malaga, esquenlou-se a
a guarda nacional, e quiz dar cilio da autoridade
civil na inaior dc/.or.em c gritara ; endiin a guarda
nacional foi irracional ; o povolco daquella cidade
enlciideuque poda far.cr ludo oque Ihe desse na
gana, infringi lo as Iris do paiz ; c se siguen lbe
vai as miios, responde logo com o berreiro de
viva a liberdade !nao esta' mi liberdade e-la. l'i-
zeni que o nohre duque le Victoria dexa a patria
jue nao podo salvar, c vai viajar pelo e-lraugeiro.
Nao faz falla nenhuma. Bem Ihe dissemns que
anda nao era dcsla, que a uobre Ilespaiiba innnta-
va no burro da prosperidade. Adeos, a al a pri-
mcra. AIH linchar.
INTERIOR.
Rio de Janeiro
22 la Janeiro IHV.
Por decrclu de 10 le Janeiro correnle:
Foi renioviilo o juiz inuiiiripal c le orplios Mi-
guel Uoncalves tam.i, do termo la lina Vita para o
le Cahruli. da provincia de Peniaiiihuco, por assim
(ihavcr pedido.
Foi Hornead juiz municipal e le orpb.os ,1o ter-
mo da Una Vista, o hachare! Alfonso Peres de Al-
buqiierquc Alaranhao.
Por decreta le 15 do mesmo mez Ira.un remo
viilos:
O juiz de direilo Marcos Anlonio de Maccdo, da
comarca do Calo para a dn Ico, noCear.
O juiz do direilo Domingos Jos Nogucira Jagua-
. ,,' ... ,t. ribe, da comarca de liihamuus para a do Cralo, or
dasarvurrsdu caminlio. Esta propnsirao lie acoln- asim |,,,v,.r pulido.
Foram noncados:
da com gritos de alegra, trazem urna corda, e lam
nalisar esla execacao popular, quando descorlinam
ao longe um esquadrfio le ca-adores a gallope. O
coronel liaba sido prevenido do perigo que amcara-
va o prefeilo c o general, mas como sabia que se
batata de infelzcs mais desvairados que crimino-
so, dera ordem aos soldados que carregassem sem
tirar as cpalas las haiiihas. Com effeilo, o nico
especlaculo leste esquadr.lo a gallope, foi um igual
desiivacao geral; e o prefeilu apenas linha senlilo
o medo e'uma conlusao na cabera, que o obrigou a
licor de cama por espaco de quinze dia..
Asscveiaro que a publica nao be completamente
cslraiiba a esla iusurrec.ao, a qual em ullima ana-
Ijso nao leve cou-equencias mais graves. As pesqui-
zas fcilas em casa dos individuos que foram presus,
fizeram desrobrir grande numero de escriplos para a
propaganda revolucionaria, emanados de Londres e
de Brnxell.n. Fus cincuenta camponezes, humeas c
muflieres, bao sido condemnados pelos Irihunaes le
Drcux e de Cbarlres a castigos leves, apenas um foi
condemnado a cinco annos de cadeia, aquelle que
linha preparado a corda com que se devia enforcar o
prefeilo.
Apezar da baixa continuada da Bolsa, o governo
lem sillo obrigado a emillir o su empreslimo de
500,000,000 de fr. A sofrcgiiidao do*publico em
suliscrevcr be mediocre: o commcrcio vai mal ; to-
dos o vveres lem sido elevados um prejo execs-
sivo, c o futuro parece mais embarazado do que
nujica. Com ludo o empreslimo se realisar.i, em vir-
Indc da Inslalcrra, das grandes companhias e lo-
banqueiros ; e por oulro lado como fui emillido com
urna laxa muito mdica, 65 f. e 25 c. o 3 %, muilos
pcqueuus especuladores bao de vender os seu valo-
res induslraas para comprar o empreslimo.
Parece que'lulo turemos invern esle anuo; ain-
.1 al/ de lircilo la r marea de Marajii, no Para, o
juiz municipal Vicente Fcrrcira da Silva Buenol
Lleir. da comarca le Inhainuiis no Cear, o ba-
charel Agoslinlio Luiz da dama.
Tiveraramerc ia secventia vitalicia losolliciosde:
1. labelliao eescrivao de orpliais c le resiiluos e
rapellas da villa .le S. Fidelis da provincia do Kiu
de Janeiro, Albino Carlos da Silva (iusinao.
2. lito e escrivao las exeeac,o6* civeis e criines da
mesma villa, Joaqnim da Silva Araujo.
S, labellirio do publico judicial e noi.i-e mais an-
nexos da vilbj IcSaquarcma da dita provincia, Pi-
can lo poreaf obrigailu a prestar ao ervenlu.irio vi-
lalicio Saiiislmno Antonio Rodrigue alerce parle
do rendimeuio los inrsinos oflicios, na ronrormidade
da lei de II le ouliihro de (827, Jorto Francisro Ja
SiNa Coulo.
2. labelliao cesrrivo do civel, crme e orphaos
da villa de l'ir.ihv da dita provincia. Joaquim Uon-
calves Victoria.
1. labelliao do publico judicial c notas c escrivao
de urphaos e ausentes da villa do Bomfin.cm Ooyaz,
Vrente Fcrrcira Uuimares.
2. errivao das execucoos civeis e crimes, e da
provedoria de capellas e residuos da mrsma villa,
Francisco de Paula Siqneira.
( Diario do /lio de Janeiro. )
Minas-Garaes.
Ouro Prelo, 8 de Janeiro de 1855.
llavera seguranieiile 15 lias que chove por estas
altura-,i|u" be um nunca acabar. Nn me record de
ler visto rhaver lano. As esleadas sao rarissimas ;
nina naneada pega com oulra, e os dias e as noiles
que se succedem envolvido nesse denso veo de nu-
veus que desleir a alegra dos cora;es.
Para lomar o qua tro mais lugubi'o, ahi apparereu
em parle de ama las freguezias da cidade urna epi-
demia, que trin lanrailu a cunsleruacAu no seio de
muilas familias.
Capilulain-a alguns mdicos em gastro-enlerilis
benigna, que em alsuus rasos, felizmente rarissimos,
tem lomado n carcter lyplioile; oulros a cuuside-
ram pura c simplesmealn frhres inlermillenles, mais
oii menos grave*, secutlo a- predisposices eoulras
J v que vio por aqu muilos caes a um ossn,
salva a redactan. Trala-se ele um emprego onerosis-
simo, e mal pago em rehiran s funcci'ies importan-
tes que Ihe san inherentes; mas isso nao vem ao ca-
so ; o ciilado nao ha le contar as estrellas. C em-
pregn lida com legisla;,io especial, dillicil por sua
nalureza, omissa na extensflo la palavra ;-mas isso
que importa ? Tudo isso nao be nada p ira um sabio
le l'en;ao; o ciladao lem livros e os l quamlu para
i-so lem dispoiicao. Trata-te le um emprego para u
qual o emhirraiile Ihesoum Iraz o ulho vivo. Mas
que val isso, quando o cidadao deve ter urna occu-
paco I
llaja-sc, pois, o governo com a serie de prelen-
deutes; mas nao mande um aculso que, hospede
na Ihi'suuraria, d agua pela barba ao inspector, nem
couceba lal amor aus pareceres, romo bum pai, que
os guarde na gavela por um lempo indeterminado.
A thesouraria de S. Paulo he Ms importante, e
o cargo le procurador fi-cal he de difflcil exercco.
A proposito de thesouraria levo aqu consignar
una desigualdaile saliente, que. em prejuuo dos
respectivos fuicrioiiarios, se nola na lei que orga-
iiisou laes eslanies.
Owca-Bia Vmc., c mesmo como cu desialcressa-
do ha le convr no <|ue vou lizer.
Pens que a livi-o las Ihesouiaria lo imperio
em dilfercules clatse* e ordena, e com diversos or-
denados he iitsustenlavel.
A magistratura, o cxercilo, a iiislrurrao publica,
clr., etlAo equiparados em vcacimeiitos, qualquer
que seja a provincia onde residam seus agente. Um
juiz de direilo lem sempre o mesmo vencmenlo, o
militar o mesmo sil,lo, o lente ou |irofessor le aca-
demia a mesma soinina e gratificaron-.
(Ira, porque um ebefe de seceao, por exemplo,
percebera na thesouraria do llio-Uran le 1:8009, na
lo MaranhSo 1:6008, "a le S. Paulo 1:400, na lo
Cear 1:U0u> e na do Mallo-tirosso OOlfei'.' A le
prest-rcve as uicsiuas ajpbililaiaies para o pruviinenlo
los lugares de fazenda, o mesmo numero le horas,
e o mesme lempo para a aposenladoria em lodo o
imperio. Drsrjava, pois, que alguin parhorrcnlo me
explicasse o fumlanienlo le tao consuleravel les-
igualdade de recompensa para funecionarios de igual
ralegoria.
Se se responde, appetlnndo para a desigoaldade
do preeo de subsistencia, as diversas provincia, eu
reclamo, e quem lor justo ha le reclamar roniign
em favor da magistratura, exercilo c professorado a
mesmadilTenVi. Mas, por oulr lado, he evidente
qie as provincias menos consideradas na lal divisan
de orden* ou classes sAo justamente aquellas emque
a subsistencia se torna mais cara e dillicil, pois que
ellas nAo oOerecem os recurso econmicos das gran-
des capilar;.
Se querem justificar a desigualdadedos vencimeii-
lo pela inaior somma de Irahalho, rotpondu que lal
nao ha ; lodos trabalbo as seis lloras quoti.lianas,
qur na Ibesourai ia do llio (jrande, qur na lo M t-
lu tirussu.
Concordo que as Ihesourarias de algumas provin-
cias lem maior trabalho; mas no seu maiornessoal
he que .leve residir a dilferrura.
I'alvez s diga que a iliflcenr-i los ordenadus se
bases no maior ou menor aloarismo da rerrila do
cada provincia. Esle argumeulo he iiisusleulavel;
os laidos veut em uo.si auxilio. A thesouraria le
San Paulo fi comiderad na me*maor que a de Mina-; esla lem igual numero le empre-
K.idos rom idnticas cirrmnslanrias; no eulanlo a
rerrila da le Milla mu sobe lahe/. a melado da le
San Paulo, cuja larefa be lilleralmcule maior. A de
San Paulo po-suc quisi o mesmo numero d; r.o'.ler-
loras que aquella, c Ihe aceresee a escriplurarAo e
exame das conlas de um altan lega importante, de
urna fabrica le ferro e le una academia.
Para os que Coabecem a marcha dos negocio-, e o
lyslema le e*eripturai3o adoptada dm repartieres
fiseaes, he fcil campreheiider a grande eipia de Ira-
halho qne pesa sobre a thesouraria de San Paulo,
eomparalvameiile rom a le Minas.
Aniiuncia-se que o Sr. bispo de novodeix^ a
Paulicea.
Sem ilus i la o prelado emhirrou eomnoseo, ou di-
vorciou-se de feito da S. Vai a Minas proseguir na
obra du seminario; mas eu crein que os Mineiros
nAo se iallnir.ia tanto pelo lal elabelecimcnto. Mas
raiam elles nessa, pie terAo que ver com Sanio
Loyolla:
Agora as vesperas la partida aiinuncioii o chris-
iii.i, e o povo tem concurrido em abundancia ao sen
palacio da Luz.
O Sr. bispo, que lauto lem Ir,gustado a capital,
com a chamada do rhrisina compciisou alguma- fal-
las, c dcpedc-se do seu povo di-li ilmin lo esle sarra-
m.'oln, que emhnra, cusie boa ollera, a relgalo
manda receber. Kecebido pela ovelba o sania cliris-
ma, c pelo pastor a salotar offerla. bate S. Exc. a
plumacem para Minas, c mis aqui Acarnos lendo o
verso do Manluann qne romera.
Auri tacra /ama.
Mais um astassinalo, rnmmelliilo em alto lia,
em Ilapecerica. Eram 5 horas da larde. pasava fu-
lano Albuqiierqne por urna das ras mais frcquenla-
las. quando um individuo, qne se diz chamar-s
Jos Vaz, disparoa-lhe urna arrasa. Morrea ins-
tantneamente.
A Ilapecerica vai se apando o fiico dos assassina->
los, e uole que esla perl>\4,.,^a|iilal. He iudcclinavel
a necc-siilade de um peqiii^lrstacainenlo nes-e lu-
gar, mas a presidencia asillo pobre de baionelas
que nao pode dispor de unir, fc prara sem inconve-
niente la gnarnu'Ao. *
Figure como vai islo por aqui ; quer o chele de pu-
lira urna diligencia elj importancia o pede aocorpo
de permanentes. Etc esta quintado com os desta-
camento dn interior l vSj o msicos docorpo fa-
zer a diligencia !.... Ja v que boa diligencia farAo
da nAo liouve um si'i ha de geada ; ha dous mezes* cirenmslancias especiaes los individuos aflectados du
lem havido chuvas continuas. Islo d grande sustos
cerca da colhela, que se nAo foc boa, acarrelar
urna crie horrivel.
A* feslas do primeiro dia do anuu foram poucu
brilhanles; Indos os mercaderes se qucixam ; venia-
de he que a miseria he filo grande, que rada um
restringe as suas despezas. As barr cas de madeira
que lecoram osbouletardsdurante 15 dias, segun-
do um uso immemorial, lecharan) as portas, pela
mr parle, antes da poca ordinaria. Os merradores
que Acarara, aptzar de ler cscripto as barraca* :
venda em proveito do exercilo do Oriente, esle dis-
tico nAo prudiizin o effeilo desejado; ueste momento,
o cnlbusiasmo militar esl reduzido a zero.
Lisboa 14 de Janeiro de 1855.
Principiamos por dizer a Vmc. que o fro lem
sido horrivel ; nutro tanto nao tem acontecido nes-e
bello paiz. A iulerrupc,ao dos paquetes que regu-
larmente raziara a carreira dcsla capital para o Bra-
sil deu lugar a que as ultimas noticias fossem algiim
laalu alrasadas. M is o que se Ihe ha de fazer ? Por
ora be um dos pequeos halanias que lem dado c
na Pennsula a guerra do Oricole. Pondo de par-
le a caresta dos vveres que vai a crescer de poolo,
mis alribuem as mas culheilas, oulro negam a pes
firmes tal cousa, ailduzindo al Cactos cm contrario.
O que he corlo he u alio prcc,o a que vAo suhindo
o gneros de primeara neccssidaJe. As cmaras
municipaes Irabalbam por afl'aslar lamanha cala-
niidadr, e a do Porto conseguo conlrahir um em-
preslimo de Irinla contos afim de abastecer de ce-
reaet o seu municipio. O que tambem he cerlo he
afalta de chava cm lempo que seguuiloilizcm o eo-
Iciidedorc. tornava-sc Humara. A csta;o lem
ido seca c fra de levar ronro e cabello como se cos-
luraa dizer. O bojala d'agua era quei nos pedera
lar rabal informaran nesta materia : nAo roiihecc-
mns esle venerando anciao, porlantn nada poderc-
mns adiantar cm novidades atmospbericas. Pouco
mais lamliem avane iremos sobre successus que nie-
recam nolar-se. Nao ha nenhum osendolo que fa-
ca voltar a Iramnnlana. Os mesmos adores, as
mesmas sernas, nada de vislas novas.
A alendas pnhliea cora os olbos presados na qucl-
la fatdica guerra do Oriente esta'em pasmaccira,
pois que as noticias nao adiantam nada ; refurcos e
mais reforcos sao o que aprcscntaiu os peri-
dicos das nares nlliadas. Cada parlido curara a
quesl pelo lado estrello da sua parcialhlade, e bem
poucos sao os individuas que obsrvalo laca arou-
tccirneulos com oculo de tonga mira. Ja por ve-
zes lbe lemos escripia sobre e-le objeelo, que lie o
mais importante do mundo europeo; cujo resul-
tado sera' nina transformarlo cm todas i relceles
dellc. Essa ser a conseqiiencia mi i- prxima :
pois emquaiilu a final, que por ora api as se entre-
ve pela projeccao immansa que es ncgecios vio lo-
mainlo, lHiril sera calcular com vizos de probabili-
dad. A pedra que atiramos, depois lo nos saltar
da mi, ja nao podemos iodirar onde i-a' cahir; por
m.ii- rerleira que eja a puntara. Salir) tal assuinp-
lo nala mais acrescclitaremos senao que os fados
vao ompruvaiido a previzcs, que lbe lemos com-
muuffadp.
mal.
Para os habilantes desta cidade, acoslumailos
longa c iliulnrn.i salubridailc lo exrellenlc clima, a
epidemia he dcscripla com as mais negras cores, e
chega a haver quem supponba que poucos escapa-
ran. Coiladus, penlein a roiagem em um simples
liiolem, poraue nAo assi-lirmn ainda a nina desas
grandea batalba campaes, como as que nessa
cidade se leram nos auuus calamilosos de IN"o a
\K,2.
O numero dos enfermos lem sido avallado em um
bairro anenaa, e os-casus falaes tem sido mnito raros
sempre occasioiados por romplicar5es de oulras
eufermiilades.
Enlrelanlu o lerrnr se propaga rom a velordade
lo raio pelas freguezias la circuinvisiiihan;.! que
abaslecem o mercado de vveres, e he de recetar que
estes eiicarcram pela falla de supprimealo. Feliz-
mente, posto sejam limitado os depsitos, al ao
prsenle ainda nao lem havido motivo de qucixa.
Mailo bem recelada lem slo a noticia da crcacao
ele urna caxa filial do Banco do Brasil no-la cidade !
Ja be alguma censa, mas nao he tudo. NAo be ainda
esta a instituirn de credilo de que urce-sitamos
para dar rpido incremento a nossa lavoura. Mas
principiemos porahi, o mais vira depois.
(Carla particular].
esles homens, que mais se dao com o fagote que com
a rena. Neslas circumslaucas periga a seguranza
do povo, que alo se garanlc com forra lyrica.
E que fazer'! Nao nos mam lam prai-as; morrer-se-
hs.
He injusla a correspondencia do Ara ltima-
mente publicada em seu jornal. Sempre se prelcn-
deu propalar que os presidentes lesta provincia olham
para llananal e Aris romo (Ibas bastardas; mas
bem se v qac os nossos irmos dessas cidailes, pelo
extremo Icsejn de perlencercm ao Biode Janeiro,
nsU'iitam se victtma da negligencia de iiosos gover-
nos.
Me muilo lonvavel que os nosso irmAo do Bana-
nal e reas queiram ser ridadaos lo Bio de Ja-
neiro ; ncm lie mesmo mo goslo. Mas oque nilo
he bonlo nem glorioso be que se apresentem como
martyres nao o sendo.
Em lodo o lempo consumiram-se gratule som-
mas as estrada lo norte la provincia. J no lem-
po do Sr. conselhciro Jusino appareccram queixas,
sendu que havia m pnr ordem leste senhor com-
missoe prrmaoeole para tratar desse eamiiihos.
e mailo dioheiro se ennsumio : nunca liouve des-
amparo.
Na presidencia actual diversos engenheiros lem
sido coramissioiados para o memo fim ; be mes-
mo um do pontos da provincia em que a prcsnlen-
cia rolloca mais alloncAo, como cu Ihe provarei pe-
la somma al aqui gasta "que sobe a um avulladissi-
mo algarismo.
Nao duvido que o Norte nao lenha oplima estra-
das : nenhiim oulro poni da provincia as lem.
Isto he devido i nossa falla le reclino, a cirenms-
cias indepeiideiiles da voulailc dos governos.
Alm le que, os nossos ingrato irmaos devem
saber que boas estradas nAo se ronseauein em um
dia.'Se alraurarmns os recursos qu* agora procura
o Sr. Saraiva.se desapparecerem certas emergencias
que nAo publico agora, sa |a nossa, renila crescer
un; pouco mais, os males, nAo su do Bananal c
Arca-, mas tambem de tuda a provincia dcsapparc-
cerilo. (dem.)
{Jornal do Commereio do Bio.)
dezemhrn ultimo, e que chegoii a esla corle no dia
31 desse mesmo mez, vinha nina caria segura para a
casa rumiitcrcial de J.clAu lrmao e Cump.: no lia
22 do correnle apreseulou-so o negociante dn.-la pra-
ca Leilao ao Sr. administrailor do correio, declaran-
do nao ler recebido esja tarla segura, le que linha
aviso, c na qual Ihe conlleva vnbam 3:0009 ra. em
dinheiro, hilludi-s le luterias premiados e nina leltra
sacada sobre u Sr. Sanlus Juuiur.
Svu iiran Inihi fado o Sr. administrador, veri-
ficou-se ler sido ronfercnle dessa mala o addido gra-
tuito Francisco Tuleuliiio Vassimon. Man I ni m-
mediatamenlo chamar esse moco para que se spre-
senlasse no correiu, mide nao apparecia desile o dia
9 do correnle, afim de esclarecer o tarto. Ao mes-
mo lempu leve o Sr. administrador noticia de que
alguns bilheles premiados, que conlinba a carta,
haviain -iiiu cobrados por um individuo, rojos sig-
uaes eram idnticos aquello sobre quem recabiam
todas as suspeilas, por Irr sido ronferente de mala.
Oflicinu lugo ao Sr. chele de polica para sor pre-
so o acensado c proceder-se cumpelenlo busca. S.
Exc. deU prniiiplamenle ludas as providencias, c fui
presu o individuo e apprebendidas em sua casa qu-
nhealas e lanas carias de diverso anuos, unas a-
barlas c oulras fechadas, um gramle numero de bi-
lheles de diversas loteras, muilos dos quaes premia-
dos. dilTcreiiles lucimientos, letras, entre as quaes
exista a de Santos Jnior remellla a LclAo, urna
nula de 2008 e oulra le 108 rs.
n Kscrcvein-nos de Pindamenhangaba, em dala
de 11 do correnle :
O Sr. Jos Fortnalo la Silvera Bulco, nego-
ciaule minio acredilado nesta cidade e nessa cor-
le, comprara ha Ircs inezes um prelo por ruine Jos,
e ha mais lempo una pinta por noine Maximianna.
Desta ullima lizrra presente a, sua mai a Sra. D.
Isabel, senhora muito avancada em idade e bastante
docale.
O prelo, que Ihe havia fgido ha 15 dias, vi-
nha todas as noiles ler com a prela em casa le D.
Isabel, que era nos fundos di cata do Sr. Huirn.
No lia II lo corrale I). Isabel de volta le um
passeio, reeolhcra-se ao seu qualro e uuviudo con-
versar na varanda, abrir a porla para ver quem o
fazia, Nesse momelo o prelo Jiis, que ahi se
achava, laui;ou-se sobre ella, deiloii-a ao chao cora
una niAo, agarrou-lhe na garganta, c com a oulra
lapnu-lbe a bocea, mctleu-lbe um juelho no esla-
mogo e por esse modu asussinou a infeliz senhora.
Consamada e-le acle brbaro, ajudado pela prela
Maximianna, deitou a defunla na cama, cobrio-a,
passou depoi a roubar lodo o tiuheiro e roupa que
encontrn, c fugio cun a sua cmplice.
No dia-egiiiiile, sendu ja' 8 horas da manala,
vio o Sr. Bulco que a porla da casa le sua mai
anda se achava fechada ; mandn imlagar a cau-
sa, c enlao soubc lo assassiuato, Correu a' casa de
sia mi, onde a cuconlrou no lugar era que a li-
nham deludo os assassinos, com o corpo ebeo de
conlu-ocs. a bocea roxa e eiisangucnlada, e os olbos
pisados. Causava liurrur ver o estado em que os
malvados deixiram a pohre velha.
u O Sr. delegado Teixeira leu iinmediatamenlr
lo las as providencias para a captura dos criminosos,
e as olfcrla e rocas do Sr. ilulcao ir.ais de duzcnlas
pdMnas sahiram em busca driles,
i As S hora- da noite lo dia 12. foram presos. No
momeulu cm que pa-savam por casa do Sr. Ilulcao,
esle que novio u alando do povo, despreinleu-se las
luAns le seas amigos, (oauui a arma do *jiii guarda,
c de cerlo Icria unirlo o assassiuosc uao fosee cuu-
tiilu em lempu pelas pessua que u cercavam. Os
cor-reos Ic-lc brbaro assassinalo impulam-se mu-
tuameulea culpa, sbese porem que o riinie litera
lugar pur aecordo dos lois. O prelo Jos [ que de-
pois lo assassinalo le l>. Isabel ferira aiuda a um
hoineni que o chamar.), ilescoiifianlo que elle ia
fgido ) declaran au interrogatorioque nAu se Ihe
lava morrer, porque nAo linha a vida para negocilo
O processo marcha cm scuslermos com loda acli-
vidade.
Transerevemoi do Popular do porto das Cai-
xas o fado que abaixo se l. Julganios itiulil qual-
quer roiniiieiilario.
No, dia 1. lo correnlo em Saquarema, sitio
denominado Judia, um homeni armado de um la-
cao penetrou cm casa do urna pobre mulher onerada
de 10 filbos, o, depois de cspanca-la, iorendiou-
lbe a casa. A victima desse malvado, que se acha-
va bastante fraca, por ler lido um parlo, havia 14
das, fez esforcos sobrehumanos para salvarn e a
seus filho. Ella proriirou no mosmo lia o inspec-
lor mais perlo, e u infurmou circumslanciadamenlc
de-Ir tacto.
i O malvado no dia seguinlc ainda foi destruir da
casa o que havia escapado au incendio, e pretende
dar cabo de sua victima.
e Esse monslro aiuda nao foi incommodado pela
polica.
< Pessoa fidedigna enmmunica nos o se-
guiule :
a O Sr. Samuel S.uiih.m, bem roiihccido leiloei-
ro lesta praca. acaba-de escapar milagrosamente a
duas tentativas de assassinalo.
i'1lirigia-se este senhor aole-hnulem a' noile da
f.iiii ira de Sanio Afeito para Mago, quando em rer-
-lo lugar lbe deram aviso de que mais odiante baviaiu
alguns homens mascarades, que, armados de pe-
dras c varapot, o esperavaaa para o assassinarem.
ftelevese irresululo ; por fim resedveu ol|ac paras
suaxxasa, senil.i antes assallado com pedradas pelos
mawaradus. As pedras Dzeraro-lhe leves ferinienlos.
/T"Hetirou-se apressado para casa, onde chcgosi
je%gaudo-se livro do perigo. A' meia noile pori
foi acordado cm sobresalta polas pancadas repetidas
que lavara na porla da ra, Levautou-sc, dia*-
mi'ii pelo seus companbeirus le habilacAo, e per-
guuluu quem baile. Kespondcu-lbc urna voz que ir
malla mascarada xbi vinha de novo tentar contra a
sua vida. Aprovcitando-sc de pma porta interna, o
Sr. S mili un e seus companbeirus fugram para a
prxima malla, onde se ennservaram nccullos al
le madrugada, hora cm que regressaram para a ci-
dade.
a Apezar das circumstancas que aeompauham u
faci, e la pessua que nu-lo communicou, parece-
nos antes tudo isso urna secna de frca do que una
lenlaliva seria dn assassinalo.
Em lugar compelenle acharAo os leilores alguns
despachos expedidos pela secretaria de estado dos
negocios la juslica, assim como noticias das provin-
cias d Mina e S. Paulo.
Nu Baha fallecen repentinamente, no dia 28 do
pusado, o Dr. Aprico Jos de Souza, depulado a
assemhla geral na prsenle legislatura.
Assim enmo succede por aqui, contiauava aquella
provincia a hilar com a careslia Jos gneros de pr-
mcra necessidade.
mpln para longas conversador e assim se quebra-l cito de operacAo commandado pelo barAo de Hesss
S. Paulo.
18 de Janeiro do 1855.
Trala-se do ocrorrrr a um aramle nbslaculo qne
obstine em cerlo circulo o progresso desta provincia
csua visiuhanta.
o pessimo estado da Mirada para Maituilrosso
a' us limites desta provincia nao era sentido somen-
l cairo nos ; os iliconveaieoies le se desprezar nu
nao applirar i inlciro cuidado a urna liaba lao im-
prtanle lem eihoaiio abi mesmo na rorlc. onde se
succedem as rr lamaroes. Para seconhecer o grao do
sapplicio que soflire nm viandante dcsla parageos he
preciso ouvir au propria viajur. As ieclamac">cs por ^
muila l>-mpo lem sido olvidadas, nao sei porque. 1 mesmo Conservatorio.
A jora o Sr. Saraiva, pela, parte que Ihe incnmlie, '
vai concorrer para que o.viajanle le .Milln-Grosso va
al i os confia desta provincia mui uavelmenl,
0 engenheiro liuiither foi coininissioinulu para ef-
feriuar o exame da estrada le que fallo, chegamio
al o ultimo estadio desla provincia.
Vai cacarregailo de verificar os pontos em que a
entrada tequer mellan amentos, sendo obrigado a in-
iliia-los rom a precisan que requero casu,(ilfereceiulo
o orcamenlo compelenle.
0 engenhiero Bsli'lncambido de levantara planta,
especificar as siluares pie leinandam pontcs e con-
rerlos dispendioso, devendo examinar os desvos
quepossam melborar a estrada.
Foi tambem ineombfeo de examinar c indicar qual
das cslrdas he |irefeiivel para ser inelhorada pelo
governo imperial, afim de facilitar a cnininuuicacJO
com a provincia do Mallo-Grussu. Procura-se igual-
mente verificar se convem lar em algum poni da
estrada nina secr.to de trabalhadores que acluem
para a sua aonservacao, e onde.
(reparadas assim aseanna com lal exame se pro-
cedci i oslo inclhoramento, quo ulilisa a mais de
urna provincia dircel imeutc.
Ahi veio mais urna vagalura para por cm roda
viva o governo, os potentados e a alluvio de pre-
len lentes. Traa seda procuradura Bseal da Ihesou-
ria tfesla provincia, vaga pida nomearao do novo jui/
de Jirellu de Palme, a quem nao iovejaomt a surle,
c despumoproipera Viugem e melhur peregrinaran.
ila e-per,inra de prover-se logo o cmpee'go, pois o
mi difljcil esl conseguido, cicladlos pie queiram
zelar da fazenda c servir ao paiz. Il.'stc susto esl
livrc o governo: ha por aqui, e mismo por ah, mui-
la gente que, por servir ao paiz e ao governo, fara o
sac iliciu de aceilar nina immeac,ao desla ordem. E
para que serven! os patriotas se nao vieraui ao esta-
do social para carregar cada um com um grosso ina-
deiio'.'
IH ilil DE AIWICO.
Chegou bonlem do sul o vapor Imperador, trizan-
do-n jomaos lo Bio de Janeiro al 2) do passado
e da Babia at 3(1.
Toilas as provincias desse lado continuara a gozar
le Iraaquillidade. O Sr. de lireling, serrelario da
legacao frauceza na curte, fui removido na mesma
calhegoria para a legaran Trncela de Alhenas, de-
vendo ser substituid naquclle lugar pelo Sr. de
liro-s nal, secretario di lrg.u;io em Bogla.
't'einlo o Sr. Dr. I.allein uil de fazer urna viagem
a luropa, foi uomeado o Sr. Dr. Anlonio Jos Pe-
reira para n substituir, durante sua ausencia, no ser-
viro de nina das enfermaras do hospital da Miseri-
cordia.
O Sr. conselhero Diogo Soarcs la Silv i de llivar.
presidonlc lo Gonservatoriu Dramtico Brasileire,
havia resolviera, com o parecer la mesa, mandar ce
lebrar umamissa solemne pelo repouso cierno do Vis-
conde de Aimeida (iarrcl, membro bonorariu do
Tiuha chegado a nirlc, ua calera France e Dreiil,
o Sr. Dr. Domingos Jos lloncalves de Magalhes
com sua familia.
No lia 21) do passado fallecer all, com 126 annos
de idade, Mara Soarcs da l.ruz, moradura no canu-
tillo da (avia, leudo conservado al essa idade o uso
do todas a suas f.icublades inlellecluaes. S. M. o
Imperador hgnou-se vi'ilar una vez, cm sua caba-
na, a pobre centenaria, pie dcxuu netos, bisuetuse
Innatos.
Fallece igualmente, e sepulluu-se no dia 20, no
ceiuilerio Je S. Francisco Xavier, o Dr. Joaquim
Jos de Olveira, leiienle-eoronel du imperial curpu
de engenheiro, lente da escola militar, director das
ubras civis c anillares da reparlicAo da mariuha,
cx-presideule da provincia de Mallu-C-rosso e cx-de-
pulado assemldea geral pela mesma.
Lcem-sc no Correio .Mercantil os seguiutes fados:
a OS'. JoAo Caetaao dos Santos, leinlo reco-
nhrrido intrlligenria e habilidad no anAo Huberto,
filho do llio (irande do Norte, que aqu chegou ha
lempo, Iralou de aproveila-lo para a repres miaran
de cerlas peras, nas quaes aquella defeito be abso-
liilanienle nsressario. Para esle fim acha-acj.i em
ensaios um drama que ir brevemente sreua, e no
qual cslra o referido anAo. Ila males que vera para
bem, liz um ditadn ; eis-ahi um defeito da nalureza
COnstilO lo nina csperialidaile da arte.
a Ante-hoiitein foi-uos commuiiicado que um
dos empregadosdo correio-geral, por nomc Francis-
co Tulenlinu Vassimon, fura preso e e-lava sendo ia-
lerrogadu pelo chefe le polica, por ler subtralndo
caria conleudo dinheiro.ledras e bilheles premiados
da olera.
Pelo vapor Great Ifettern entrado de Soulhamp-
lon, via l.i-boa, Madeira, Tenerifee San Vicente re-
cebemos as cartas de nossos corrrspondcnlcs de Pa-
rs, Lisboa c llamburgu e bem assim varias gaceta
ingle/as, franeczas o pnrlugiie/.as, alcanzando eslas a
II e aquellas a 8 de Janeiro prximo lindo.
Na Crjmn.i nenhuma accao importante linha tido
lugar depuis da balalba de Interinan : o duus ex-
crcilus russo e alliadu runservam-se na espeelaliya,
preparndose de ambos o lado para na primeira
occasiAo podercm lomer aoffensiva, e bem que a
guarnicao de Sebastopol lenha fcilo frequeutes surti-
das cunt a os sitiadores, todava pelo numero da for-
;a empregada, parece qne seu designio be mais in-
commocUr o inimigo lo que ebrign-Io a levantar o
cerco.
ti com effeilo islo lem os Kussos conseguido do
modo mais cumplido, ajudados do lempo como ve-
rAo os leilores .las seguales cartas:
Estamos na IrincheiCa rom lama al aos joelhos,
as noiles silo bem pouco asmdaveis, por isso preteri-
mos ir por em sobresali n posln avanrados do prin-
cipe Meuscblvull, que as vezes nos sauda cun a sua
arlilharia a dez horas, porm sem rausar-uos grande
'prejuizo ; ponpie a nossa gente depois de fazer fogo
deila-se por Ierra ; sao verdaileiros kabildas !
o Esercvo-li) esla carta n'uma pequea cova, por
cima la qual passam as balas russas e francezas, e ao
enlrelcr-me comligo muilas veZ"S esqueco o lirado :
olha a bomba! nao le admires pois que a miaba mis-
siva v chela de trra, e rheire a plvora. Os nossos
soldados apezar disso eslAo alegres c animados do
nielhor espirito ; rslau bem resguardadus da intem-
perie da estcalo, nAo Ibes faltam vveres, o que lu-
do llevemos a s illicludcdu imperador, da qual to-
dos os dias recebemos alguma prova ; tambem por
isso a exercilo lar- vida por elle.
ci ijn ni lo loa lamo. : Viva o Imperador a rom-
mocao embarga-nos a voz, cus ulhus se nos arrazara
de lagrimas. Nunca liouve exercilo objeelo de la-
iiianhiis disvello, e accrescciilarei, nunca hoiiv ge-
neral que mais amigo fosse dos seus saldados do que
a general Canroberl : he um curarAu de ouro n'um
corpo de ferro.
Ferido cm Alma cem Inkerman, jamis largou
o sen pu-lo neses gluriusu das. Laroenlu nflo poder
di/.cr-le mais alguma cousa sobre o sitio. Tribadis-
mo agora nas novas halerias e dentro em ponco le-
rcmositH) peras em liaba. Os Kussos leiilaram Osla
mauha urna aortida, foram porm recbalos cun um
fogo vivissimu quasi a queiiii.i roupa, c depois per-
seguidos baionela ale aos seus culriucherameutus.
Levaulam balera formidaveis, corlara as na, e
por loda a parle rreara mil obstculos, mas urna vez
lomado o remito, a guerra nas ras nao nos melle
medo, dado esse caso uo nos ruslara muilo ven-
ce-los. n
M talamos na Irincheiri n'nm incessanle sobre-
sallo. Na noile cm que abrimos a seguoila parallela,
e ua seguales, quasi que nao pregamos olho. Ti-
iihainns dispersado em grupos de vinle liomcn, asa
senil pastos le distancia pus dos outros, loado cada
um duas sentinellas avaiu;adas.Toduscstavam le ala-
laia. O somuo lornava-se exigente, mas era forcoso
vencc-lo. De rcslo era diflicii ver alravez da escuri-
lan, e distinguir oa moviracnlos dos inimigo, Se-
guiam-se cun a maior altcncAu as luzes que rircula-
vaib de b.ileia em balera. As vozes c os murmurios
que o vento nos tra/.ia do lado da praja ciam cscu-
tadis miiiuciu-anieiite c disculia-se a sua dirccjAo.
Era mistar visitar a miudo c animar as senlinella ;
muilas ve/es estas Aludidas pela escurido julgavam
ver passar horneas a cavallo, era necessario iaces-an-
temeule recommenilar-lbes que nAo fizessem fugo.
Chegava-so at a lirar-lhes a capsula das espingardas
que elle lugo tornavam a piir, dolados ao romprido
de barriga para nano nada viain na distancia de vin-
le passos. '1 inha-se dada ordem de dcxar aproximar
o inimigo, carregando depoisinipetuusamcnlen bavo-
nela.
a Cargado o dia reliravamo para a Irinchcira e
as primeira hallas do inimigo acoinpanbavam as ul-
vara torcas e animo para a noile seguinlc.A tadiga e
o cancasso grjril quasi que fazi.nn esquecer a magos
pelo ferimenlo ou morle de algum camarada-
Os adiados, segundo o Corriere Italiano de Vicu-
a do 2i dedezembro, linham ja na Crimea 105,000
homens, a saber: },ii:m) Francezas, 23,000 Ingle-
zes, 14,000 Turcos e 20 000 soldados navae. mas
cora toda essa forra nao se julgavam ainda habilita-
dos para lomar a oflansiva, aguardavam para isso
que Ihe checaem novos reforjo 24,00U Ingleze e
Franceze e 35,000 Turros, com o que Acaria o seu
exercilo elevad a IGi.lKHI coinbairules.
O Russo pela sui parle nflo di feriores, e so o principo Menscbikoff se tem limita-
do defensiva, atlribuc-s" isso au motivo de ignorar
qual ser a poic,4o que bao de lomar u refurcos dos
adiados, o quae podein tentar um desembarque
n'uulro qualquer poni que nao seja Balaklava ou a
balda le Kainiescb. Parece tambem que o aystema
da defensa esla boje regulado de oulra maneira:
grande numero de pcc,as cun que se haviam guar-
necido os baluartes da niiirallni evtrnor, lomaram a
passar para burdo dos navios, dos quacs 22 estilo, se-
gundo se diz, completamente armado, un pnrlu mi-
litar, adan lo promplos a fazerem-se ao mar. Ha
indicios, segundo parece, que se esta preparando
um golpe decisivo de ambos us lados.
Quaulo ao plano de operables, cis o que se l em
urna folba de Vienna :
u Os rummaodaiiles das exerrilus adiado, esperara
a chocada dos referios para roinerarein activamente
as operares. Ainda nao he cerlo que Sebastopol
seja atacada; logo depois da chocada esse reforjo.
<( Parece que coiiliuusr u cerco la furlaleza ma-
ritima, depois da derrota do exercilo do principe
Menscbikoff, acampado prximo de Belchisera. Ba-
lido esle exercilo, o sul da Crimea Ara em poder dos
adiados. O principe Meuschikolf preveniu esle caso,
c dado elle raedera a pique lodos us navios, destrui-
r o fortes do sul, Icfeiidendo a lodo o cusi os for -
les do norle. n
A tiiizctn de Colonia publica o seguinle acerca
las forcas nussas em acialo :
n Al boje a Bussia sei apresculnu no Ihealro da
guerra o lef;o do seu exercilo, pelo menos o Ierro
dos quadroS, se n.to do ellccdvo.
o Com elleilo a Kiis-ia poz em accao o 3., 4., 5.
e 6., corpos le infamara lo exercilo activo, com o
corpo ile dragues.de reserva, e o corpo do Caucaso.
0 1. eb2.. corpos de infantera,os duus curpos
de cavallaria da reserva, os corpos da guarda e de
graoadeireslainda nlo apparveeramsthirjeno ihea-
lro da guerp ; destnaos para osoppor Austria, e
forma, alirj disu, um exercilude reserva de 300:000
homens commandados pelo general Tcheoclavefl.
Na primavera entrara era operares um cxercit'
que se gubdividir em sei* parles; o cxcrnio do
norte nas prvincia do Uallico ; o exercilo do oeste
no reino dal Polonia ; o exercilu do Dnister c do
Danubio, islo he, o exercilo lu sul do principe
(iorlsrhakofli; o exercilo da Crimea do principe
.Mi'u-rlnkoll : o exercilo de reserva de TchcodayefT,
e o exercilu jlo Caucaso lu general Mourav iell.
A respcilo ra guerra na Asia, eis o que publica o
Conrrier de\Marteille:
a Carla do Trebitonda,de5de Iczembro.lrazem-
nos noticia ii'upoi laiile de Aiialolia. O exercilo rus-
so que eslava,arnmpap.i em Ha asid avanrou al Po-
prack-Kaleh,ipelas estradas de Diadiii e t'Ulcb-klis-
secb. Em Ezzeroum rcinava a maior cnslennie.ao.A
cuarnicAo dcsla cidade linha si lo refarcada, he ver-
dade, com 8:0|)0 Turcos, mas eslas tropa eslAo lao
mal urgaiiisadns, que nao inspirara grande confian-
Cit. Eslus desagrada! ni- uulicias sAo confirmadas in-
felizmente p .r um barcu qua acaba le chegar de
Trebisoinla. |
Os liii-os organitaram em diversos pontos da
Cireassia milicias indigcuas rommaudadas pnr of-
licaes moscovita. Eslas milicias j leem apparecdo
era alguns lugares. Lina foi en nuraernsa alacou Ke-
dout-Kale no lia 3. A guariiic.Au turca estimulada
com a presenc* de alguns ofliciae francezes c ingle-
zcs, repcllio r.iimplelaineiilr u inimigo : a arlilharia
da prara dirigida por aquelle olliciaos causn bas-
tante perdas ao inimigo. Posto queso frustrasse esta
lenlaliva dos Kussos, a siluacAo de Bedonl-Kallie
bem precaria. Cahira em poner dos Uussos./oi/o que
estes a ataquein com forcas suflicienles, c queiram
ilecididamenlel spoderar-se leste ponto.
Pediram-se refur;os a llatoum, e sflu esperados
cura impacicinia. Lugo que eslas noticias conslavam
em Trebisonda., o coveruadur militar dirigio-se a
Tcbouruukson parase entemlercom Muslapba-Pach,
cuminsndantc du exercilo de Anatolia. O vapor aus-
traco quo devR chegar araanhaa 10, nu liara mais
I.....neiiorrs icrea lestes successos.
O divn esla informado ha muilos dias desle es-
tado da cousa ua Asia. Os ministras resolvern!
aliii.il reorganisar com a maior aclividade os exerci-
lo da Anatolia e da Circas-i, njaqjlando commissa-
rios especiaes para proverem de remedi ao que for
uecessariu. Onfciae francezes e inglczes iro adjun-
tos a esles cumraissaros, e assumirAo o commando
por se julgar cunvenienlc cuiilar-se-lhes. Deo
queir.i que esla- medidas leiiliam algum resallado
favorr.vel.
O imperador Nicolao piiidicuu ullimain ule o se-
guate manifest, que da bem a conherer o espritu
de que se acha animado na lula que sustenta :
a. Pela graja dejleos, u<, Nicolao I, imperador e
autcrata de todasj ltussias, ele, ele, fazemu sa-
ber : '
As causas da guerra, que dura anula. sAo pla-
namente cuiibecidas pela nossa mai [amada Uussia.
Ella sabe que nao no servirn de prelcxlo, nem as
vislas ambiciosa nem o desejo le atrancar vaula-
gens s quacs nf> libamos direilo. para motivar
eTlos c circumsl,iiciiis, cujo resallado lera sido a lu-
la actual. Tveniui.nicamente era vista a salva-
guarda dasiminuiiidadcs suleinncmeiilc reconheci-
das da groja nrlhoiloxa c dos nossos corfClTgiiarliJs"
du Oriente ; cum ludu leiidu-nus 'atlribuido alguns
guvernus vislas oceultas de nleresse, que estavam
bem lonco do nossu pensamenlo, conseguiram desse
modo rinl.ai arar a sidui;5o desta quesjlo, acabando
finalmente pe i formaran de urna allunca hostil a
Bussia. Depois do leiera proclamado sjue o seu fim
era a salvarAo dn imperio oltomao. aberlamenle
nos guerreiam uo i na Turqua, mas tambem nos
limites dos nosso. proprios c.i.nios. dirigindous seu
guipes contra o puntos que Ibes sao mais ou menos
accessiveis: no Baldeo, no mar Negro, no mar Bran-
co, na lamida e al nas cosas as mais loogoquas
de Ocano Pacfico.
o tnicas ao Tudo Poderoso, elle encontrara por
loda a parle tanlo nas nussas tropas como no habi-
lantes de todas as rlasses, adversarios intrpidos, ani-
mados pelo seu amor por ns, c pela patria : e para
nossa consolarAo, neslas circumstancas borrascosas,
no nciu das calainidadas inseparaveisda guerra, va-
mos repru.iu/.ir.-ine conlinuadamenle os axcmplos
mais brilhanles e as prova mais irrocusnveis dle
seulimeulo, bem romo do valor quo ella inspira.
Taessao as derrotas, que por mai de nina ves, e -
pezar de urna grande dc>igualdade de forras, temos
feito solfrer as lr,pa inimigas pari( alem du C^iuca-
so: lal he a lula desigual sustentada coro sucecsto
pelos defensores das cosas da Finlandia, du cun-
vento de Solovitsky e do porlo efe Pelro Pacolosky
na Kam-chalka, tal he parlii ulirroenle a lieronjt.
defensii de Sebastopol, ja celebre por lautas fall-
abas de invcncivcl coragem c de infaligavel aclivi-
dade, que os nossos proprios nimigus admirara, e
a que azcui juslica.
Contemplan.lu com humilde gralido para com
lieos ns trabadlos, a intrepidez, a dedicac,So das nus-
sas tropas de Ierra c de mar, bem romo o impulso
geral que anima lonas as clas-e do imperio, aire-
vemo-no a considerados como um peubor dn mais
prospero futuro.
K Compenetrados Jo nossu dever de cbri-io nao
podemos desejar maior eAusiio de sangue, e por cer-
lo que nao repellMeraus os olloirciinenln e propos-
tas de paz se forem cumpalivei cara a I gnidado lo
nosso imperio e o- nieiesses lo nossos ainados sub-
ditos. Porm oulru dever nao menos sagrado nos
ordena, ne-ta lucia pertinaz, de nos ardannos pre-
venidos para os esforcos e sacrificios proporcionados
aos ineins d'arcao eiupregailos contra nos. Bussos,
meas liis lilhos esla.s. acuslumaih.s, quando a Pro-
videncia nos chama a nina empresa granito e santa,
a nada poupardes, nem a vnssa fortuna adquirida
por largoanuos de trabadlo, nem a VOSH vida,nem
o vosso aucuc, nem o do viissos lidio-.
O nobre ardor que inflainma is vossos corajoes
desde u prmcpiu la guerra nao pode ainorlccer em
lempo algum, e os vossos senlimenlos sao tambem
o do vosso soberano. Nos lodos, iiuuiarc'.ias e sub-
ditos, saliremos c for misler, rrpelindu as palavras
pronunciadas pelo imperador Alcxandie n'um auno
calainilosu como o aifluil, m milo o ferro, a r.ru:
no eorarao, fazer frejule aos nossos inimigospara de-
fender os bens maiftiprecinsos ua Ierra, a segur.inra
e a honra da patria.
conla por lauto, alm das reservas, 360,000 homens
e mai de 100,000 cavados,
Para nielhor defender-se, a Austria fundada em
urna couvencAo anterior, pede a mnhilisarao da- tro-
/
^ i
r

^

'i Nao quizemos ser o primeiros a noticiar o lac-
lo. Hoje, queesla no dominio da publicilada, Irans- liin.n lila queciilravam ua Intcna. Eleserviro tor-
nado em..... ne| I i.- dia de dezembro do uuno
de ISle 30. du no -u reinado.
Sicolao.
a 'i almirantes das esquadras rusias do Baldeo, e
os generaos roinmanilaiile das pracas foram chuma-
dos an ininislerio da guerra cm S. Pclersbnrgo, on-
de tem lido militas conferencias.
Besulveii-se augmentar as forliAcaroes las pra-
ras, c levantar pruiimo de cada urna dcllas am
campo fortificado cum capacidade para accommodnr
urna divisAo. Vai por-se era etecucAu um sjlema
de campo forlilicados que M eslendera desde Crons-
tad al a frontn a da Polonia.
O rompimenlo enlre n Austria e a itussia parece
cada vez mais imnuiieule. De araba as paites lazem
se preparativo para a goerra. Os Huo- ,-irhain-se
postados na frouteir.i austiiaca entre Opalowire e
Prinico na margein esquerda do \ i-lula, a qual
lera giiariiecida com numerosa arlilharia. e os Aus-
tracos na Uallcia e na Baknwiua.
Eis o que a esle respeilo csrrevem de Vicua
ga.-rla de Augshurgo:
A conccnlracAii do quarlo exercilo na indicia
t lera logar no iiiei le Janeiro. Esle rnovimenlo
lera por fim escalonar as Irnpas repartidas por todas
as povoajes desla proviurin, ao longo bis grandes
vas de commuuici'rAo, afim de elarem prumplas
para todas as operar.le que se qnizerem intentar.
Segundo exactas nformaedes ha irlualmenle na
dallicia e na ilokoWiua, 180 a IDO.OIiO ITomens rom
60|000cavados. .Nos ultimo lempos havia 45,(100
homens us arredomes de Cracovia, 15,001 perlo de
l.einlierc, uns 30,(1(10 no lerrilorm situado enlre es-
tas duas cidade, c "0,000 na (iallicia orienlal e na
Bcdtowina. K-la lribuii;Ao de Iropa ser iinlu-
ramieale modificada em cuiisequenria da coaceolra-
;9o que se deve realisar.
creveiiius abaixo a informarle que recebemos de
pessoa fidedigna a respcilo do orrorrido.
Na mala que sabio de Ouru-Prelo no dia 26 de
na\i-se fedigoso e lernvel, mas quanlo exciliva o
nosso iiiterrsse Depois lodo se fclicitavam por ha-
ver escapado a um grande perigu, servia isso deas-
Compula-se o
e acha quasi lod
110,000 homens, si
conde Coroniui qu
^ffeclvo do lerreiro exercilo. que
na Transjlvania em 130 oa
m contar os 10,000 homens do
eslflo uos principado. O exer-
MFtHnRFNIMPI&RFNCnNTR&nn
pas prusiiaui, ina o peridicos miuisteriaes de^'
lierlim fazem presentir la parle da Prussia urna re-'
cusa emsalisfazer osla exigencia.
Eis-aquf um despacho da telrgraphia lavas a os/Ic
respeito.
Francfurl, 5 de Janeiro.
ii Em consequciicia de urna convengan militar com
a data ele 20 de abril de 1854, annexa a convenrAi)
que se linha publicado no mesmo lia, a Prussia se
havia eompromettido para cora a Austria frnecer
100,000 hnrn-ns dentro de Irinla e seis dia, alm
de oulros 100.000, tres semanas depuis. Urna ola
austraca em data de 21 de dezembro, declarou a
l'iu-sia que se a paz se n.lo conclus al O 1. de Ja-
neiro de lH.Yi ou at urna pruxima poca, o almen-
lo loria chegado para a Prussia cumprir as suas
promesias.
A mesma nola declara tambera que se torna
necessario mobilisar a melado du coiiligente fe-
deraes dos oulro estado germnicos, e que a Aus-
tria ja' lera dirigido coromunicacAo ueste sentido a
lodos os estados da confederarlo e a Dieta.
O tratado concluido a 3 de dezenibru enlre a Aus-
tria de urna parle e a Franca e Inglaterra da oulra,
foi communicado a Prussia para que esla potencia
lbe desse a aua adbesao, mas o Times escreve que
esa adbesao ter pouca importancia,e a Prussia nao
adoptar integralmente o protocolo de 28 do mesmo
mez.
" Urna potencia, diz o jornalisla iuglez, que se
("ni conservado separada da deliberacOes colleclivas
da Europa e lem fallado aus seus compromissos p-
blicos para cum us oulros Estados, dillicilmeute po-
de rehaver a sua antiga pos i rio, sem aceilar as di-
versas resolucijcs adupladassemn seu concurso. Em-
quauloa Italia, accrcsceula o Times, fui or enga-
llo que se faljou de um Iralado entre a Franca e a
Austria, lendo por fim garantir as possessOes aus-
tracas. Na realidade, a existencia de qualquer Ira-
ladu de allianra enlre a Frangae a Austria devia ler
iiraa influencia favoravel, e ser mais urna garanda
para a Austria cora relacAo as suas^provocias ita-
liana.
A despeito das proroessasque Mazzini faz aos
seus fanticos partidistas, be evidente que a uniAo
de ludos os governos que tem Iropas na Italia esma-
garia n'um abrir c fechar de olhos lodos os muvi-
mentus revuluciunarios. Alem disso, no casu em
que a Auslria vrnh.i a achar-se ligada nas suas
uperaces militares com as poleucias uccidenlaes, be
pruvavel que a Frang lenha de colligar-se com ella
de um modo mais positivo, porque sao conbecidos
us manejos e intrigas da Bussia, a qual nao he eslra-
i li i a- -na- preleinaies revulucioiiarias, recrutande.
os seus agenle enlre os proscriptos da Europa. '
n I ni correspondente da llazela de Colonia.ji&x-
licipa-lbe de Vienna com dala de 1 de Janeiro o se-
guinle :
o llcnlem leve lugar no ministerio dos negocios
eslrangeiro entre o conde de Buul, o barao le Bo-
urqueney c o primeiro secretario da einbaixaja in-
gleza, que represenlava lurd Weslmoreland, que
esta' enfermo, una -(inferencia, na qual estes dipl-
malas verificaran! reciprocamente os scus poderes,
afim de concordaren! n'um tratado de adianca osten-
siva rdefensiva. A primeira conferencia ntreos
plenipotenciarias das Ires potencias adiadas lera' la-
gar amanbaa, c a dcliberaces du Iralado tjuedeve
celebrar-se durarAo oilo dias.
n O conde Buol, o bar.lo de Bourqueney e lord
Weslmoreland, concordaran! enlre ai, que se a Bus-
sia areilesse mies da assignalura du tratado, e sem
cuudic.s as prnposlas que linham sido apresenlailas
ao principe Gorlscbakoff, esla aceilaao nao eria
re pe lida.
o He por esle -notivo que se espalhou que se con-
ceder o prazo de quinze dia i Kuia.
liouve hfliilcmeui casado cunde Buul, um gran-
de janlar diplomtico, an qual assisliram toda as
persoaaceii. diplomtica residente em Vienn,
porm nao eslava presante pessoa alguma da em-
liaixad i russa.
Parliripam de Berlim em 23 de dezembro.
i II fim para o qual lende claramente na actuali-
zado o governo prussiano, he por-se de aecordo com
as pulencias occidenlaes por meio de negociase*! di-
reclas, he esle tambem o fim de M. d'L'zedom. Co-
mo paulo de partida testas negociacues, a Prussia pe-
de que baja ura aecordo subre u verdadeiro sentido
das qualro condenes e que para este elfeito se abram
conferencia, s quaes assislir um plenipotenciario
prussiano.
a A Prussia lomando dependente a sua adbesao
ao Iralado de um accordu preliminar a esle respeilo,
e esforcaudo-se por resolver difinitivamenle a ques-
illo no campo diplomtico, espera alcanzar una me-
diae;aocHJu. resudado ser a paz. lie esla a esperan-
C.i, um pouco avrnturosa de cerlo, que existe em
Berlim.
Poslo que a Prussia nao haja ainda munido ao
tratado, tambem ainda nao fez couslar em Vienna
que nao annuiria.
a Com effeilo como esla annnencia esl dependen-
te de condc,es, nAo se pode ainda dr nenhuma de-
claraciloa esse respeilo. I'orlanlo ludo quinto sobra
esle assumplo dizem de Vienna he sem fuudamenlo.
Como era Constanlioopla devera hrevenieale eu-
labolar-se negociares para regular futuras relace
dos principados cuma Porla, o.embaixador prussia-
no em C nislanlinopla, Mr. de Wildembrack,.tevo
ordem para insitlir nu cu direilo de lomar psrle
nessa deliberardes e proceder em harmona como
embaizador d'Auslria, M*<
a Sabemos poi^abjtnj-Anal, qus be
principe liorlseAi.ol fosse aulorisario pelo"
verno, para aceilar sera reserva as quiltrocondiefies,
no caso de nao poder ser pnr oulra forma. >
maes, preparara uraa reclamasu collcclia,l|ue pre-
lendein dirigir ao gabinete de Vienna conlra**gua
exclusao, dHS delibera^Oe que devem ler lugar" ern*'***''^
roasequeiicia do Iralado de 2 de dezembro. O ga-
binete prussiano, esla disposlo a apoiar esla recla-
ma;ac.
o Em cni-'cquencia do aviso da embalsada russa,
pediudo medico e cirurgiaes para o exercilo rusto,
apreseiil.iram-s'-lhe vale o Ires facullalivos.
a O Diario lltrpanhol d as seguinle noticias :
(i L'm despacho lelegraphic recebido de Berlim,
diz que al o da 23 de dezembro nada linha necor-
rido de nolavel no litio de Sebastopol. Al aqui..
todas as noticias que temo., recebido por esla vriSo
siJo bem conlormes verdade, 0 mesmo despacho
lelccraphiro assegura que u prncipe GurlscbksolT
linha recebido a nola das tres potencias signatarias
du tratado de 2 de dezembro, relativa i iulerpre-
laju dos qualro arligus, e que pedir ura prazo dg
15 diaspara informar u seu governo, o que Ihe li-
nha sido concedido. Desorle que o prazo Avado no
Iralado para adoptar oulras medidas, se proruguu do
1. a 15 de Janeiro.
A Ir.itependencia belga que esl perfeitamenle in-
leirada do que se passa em Vienna. insisle ero iflir-
mar que o principe Gurlsi hakofl asjisliu a conferen-
cia de 28, emque se traluu la inlerprelacao das
qualro garantas ; e que nAo tendu podido ciiiifur-
mar-se com a iotcrprclacao das tres potencias, se
havia concorilado conced.-r-lhe o prazo Je 15 dias
para que levasse islo ao cuiiherimento do seu gover-
no. Parece que antes desta conftreiicia, os repre-
leulanles j linham lido oulra, em que hnviam as-
signado um pnlocollo, cnnlcinlu a interprclac.au que
adinillem dal qualro bazes ; mas que se nao den
coiibenmenlel desle prolocollo ao principe Gorls-
chakolT, iiifurtaandu-o apena do sentido dainler-
prelacAo- I
Segund de Ti, de Vi una, o principe (iortschakoff linha en-
Iregado ao r nde Buol um nicmorane/ilB no qual se
expe a poli ic que a Bussia tem seguido na actual
rrise, c que imperador Nicolao nAo pode fazer mais
nm e-siusd que as queja annunciara na sua de-
clararan de Vi de noveiiibru. Ilcsallendidas eslas
concesses p las lre% pulencias todas as conferencias,
untase roatn iranilum. que com lana aclividade se
eslAo a com iuar em Vienna nao bao de produzir
oulro resul ado senao alrazar por alguns dias a .
adopean de nedidas extremas por parle da Austria.
i( NAo he possivel quea poz seja o resollado deslas
ncgoci(;es. Em quautu a diplomacia trabadla, a
Bussia e a Austria continuara preparndole para
azuerracom lodosos meto de que podim dispor.
l)i/.-se que a Rusia intrata um armamento era
massa dos paizajios servo da corda.
O almirante Dundas deixou o commando da esqua-
dra iugleza (liante de Sebastopol, e foi substituido
pelo conlra-almiranle Edmundo Lyons.
Eis oque a esle respeilose l no .Morning-Htrald:
Segundo buhamos previsto, o viee-aliniranle
Hundas, logo depuis da ebegada da lian de bobee
foyal .ilhertile 121 pe;as, dspoz e para renressar
a Inglaterra. Aillos ele partir, o bravo almirante hou-
ve-secnm toda a corlezia com o almiranle llamelin,
o qual tambem lama o commando da esqurtlra fran-
cez, e na urdem do da que segue.se dtvpediu do
almirantes-, capiae, couiraandanles, e mariiibeiru
das esquadras do Mediterrneo e mar Negro, A
bordo da non de S. M. Hrilannia, ancorada uo
ilosphoi o. 22 de dezembro.
i O ras lempo de servico, como com mandante
em chefe no Mediterrneo e mar Negro, esta' a lin-
dar, vou dcxar o commando, e relirar-me para In-
glalrrra. Foram duras as privares porque passamos
no anuo lindo ; cholera no sea asperlo mai rav,
ciimbales contra sortificarfte. como jamis esqu.nlr-
alcnma alacou, e um horrivel temporal.
o Em ludas eslas ciiciimslaiicias se palcnteoo a
disciplina c u valor da esquadra. Despedindo-me
allecluosamentedos ofliciae mariulieirote mldados
daesquadra, devudizer |ue ara' para mim em ex-
Ireino aiirailavel, saber que lodos rouservam a mes-
ma disciplina, o iiiesmu espirito avenluroso; o o
mesmo amor pela raiuba e pelo paiz.
J. ir. D. Dundas.
Urna sabsliln esquadra franceza : o almiranle llamelin devia vol-
tar Franra cm urna fragala a vapor, nao constan-
do anda quera o succedrr no commando.
l.-sc no Morning Post :
A caria seauinlede que o nosso correspondente
di Crimea no transmudo um evitarlo, foi dir
pnr S. M. a rainba a Mr. Sidney llnhrrl, c por es-
le Mr. Sidnev ilrrbcrl, que a (ransmillio a mis N-
ghtiogtle.
a l)ignai-ios lembrar a Mad. Berber que lbe pe-
d dr me dar frrquculcs noliriasdas informaroesqu
recebo de miis Nighlingale onde mislress Bracebri-
dge, porque nao encontr nenhuma noticia cirrums-
lancfada recrea dos ferido que foram no ultimo
combate, e naturalmente deviam inspirar-me maior
nleresse que a nenhuma oulra pessoa. Saiba lam-
tv4
ytiTiiinn



CURIO t PtMMBUCO. SBADO OL FEViREIRO OL ib55.
S
V

beni llirbert que eu descjo que Mix Nighlingale e
as damat que aconpanham digam mes pobres
doentes e feudos que ninsucm te interesa mais nos
seos suflrimentos, o .dinira a soa coragem do que a
sus rainha. Dedia e de noilc se lembra dot seus
amados anidados, e da mesma lorie o prncipe. Ped
a Mad. llerlierl que eoromunique textualmente a?
minha palavras a et..-as damas, por que en sei que
esiesnobres soldados dflo muilu valor s nossas sym-
palliiat. Victoria. >
No di 26 de deernbro abri o imperador Napo-
luao em peMoa as sessoes do senado c corpo legislati-
vo fr.uicei, e pmnonciou o seauinle discurso:
Srs. senadores Se*, diputado' 1 Desde a
vossa ultima reunilo leero hivido grandes aconleci-
inenlu. OappoJIo pai para aalisfazer as despetas da
guerra foi Mo bem correspondido, que n seu multa-
do evendeu muilo IojIm aa expectativas. A RWsaa
%armas foram vencedoras no Bltico, e lio mar Negro.
Bun grandes batatn svieram illustrar as nossas han -
'lenas. Um bem clare leslemunho provou a intimida-
de das nossas relac/to coin a Inglaterra. O parla-
mento britnico volon agraderimcnlos aos nossos gc-
neres e soldados. L'm Grande imperio fortalecido
pelos 'entntenlos cavallrirosnj dos eu soberano sepa-
rou-se do poder que, ta 40 anuos, amcaca a indo
pendencia da Europ i. O imperador da Austria ce-
lebrou urn tratado per agorsdefensivo, mas que den-
tro ein pooco ara, lalve offensivo,* no qual liga a
sua causa a de Franca c Inglaterra.
o Deste modo, lenhores, quanto mai durar a
guerra, tanto mai numerosos sjerflo os nossos allia-
dos, e mais se apertar o oslaros ja formados. Que
mais eslreilos pode liaver do que oses em que
se leem o nomes das victorias ganhas pelos dous c\-
ercitos, formando unta glora commum t. lio que os
TJTUclos em "os mesinos intentos animam ambos os
goveroosem Indos os angub" do mundo "J A nos*a
allinnca coma Ingla'.erra nilo he o resultado de inte-
resse ephemeris, on de urna poltica de circumsl,lu-
cias. leo resultado da uniao de doas poderosas
nacAes, ligadas para o Iriumpho da cansa Vm que,
por mai de utn scalo, a sua grandeza e interesses
de eivilWacAo, e, ao mesmo lempo, a liberdade da
Europa se acham einpenliados. }
! ni-vos, pois, coraigo nesta solemne occasiao,
para dar aquiagrodccimenlos, em ame da Frunc/i,
ao parlamento britauico, pela sua cordial e velte-
nieule demonstrara,) ; e ao exercilo inglez, ejtas
digno couimandanti;, pela sua valenle cooperai-ao.
a No prximo anuo, se a paz nflo se adiar restabe-
lecida, espero que leei de dar guies agradecimontos
* Allemanha, cuja uniao e prosperidade milito le-
se jamos.
Cumpre-me Rizar ura justo tributo de louvnr
ao exercilo e eaqua Ira, que, pela sua devocAo e dis-
ciplina, teeni dignamente correspondido a minha os-
peetaliva, assim em Franca, como na Algcria : assini
no norte, como no sul.
Al agora o ctercilo do Oriente lia lido muilo
que soffrer, e tem supportado muilas doencos, foao,
lempesiade e pnvaioes. Urna cidadella, sempre
novamenle bastecida e defeudi la pul grande ai tillia-
na, de mar e Ierra ; dous exercilos hnslis, superio-
m numero, nao tem podido cnfrarpircer-lhe a
rortgem. nem obstar a impetuosidade. Todas leem
nohremeiile eumprldo com o seu dever, desde o ma-
reclial, cuja mnrle l-sperou que ello se tivesse corna-
do com os loaros da victoria, uta, os soldados e mari-
nbeiros ; sendo as ultimas palavras daquelle, ao ex-
pirar, urna orneSo pela Franca, e una exclamaran
a favor do eleilo pela patria.
Declaremos junios quo a*dm o exercilo como a
esquadra leem bem merecido da Fraiu;a.
a A guerra, lie cerlo, demanda grandes sacrificios;
porem,.tudo m obriga a proseguir iicllacom vigor;
e para este fim ctcnntu com a vossa cuadjuvaro.
O uosso exercilo de Ierra cotila presentemente
581^00 hnmens, e 113,000 cavallos. A esquadra
conla 62,00(1 marinheiros embarcados. Esta forra
lie indlspensavcl. Para preUcuciier as vagas a que
lem dado lugar as b ixaj annuaes, e a guerra, cu vos
pedirei, como fiz no llimo anuo, un racrutinenlos
de 140,000 bomens.
o Ser-vo-ha apresenlado um projecto, que lem
por fim melborar sem augmentar a despeza do llie-
souro, a condirAo dnssnldidos que quizerem couli-
, nuar no servir. Produzir elle a grande vinlagem
de augmentar o numero dos veteranos do exercito,
atenuando n oppressivn systema de conscripcao.
a Pedirei a vossa aulorisacAo para contratar um
novo emprestimo nacional. Fisto meio produzir cor-
to, o aatmeuto da divida publica. Cuniprc porein
nao esqneccr, que, pola conversao da renda diminuio
esta divida 31 mihiocs e raeio. Os meus es-
forros lem-se dirigido a harmonisor a rcceilacom a
despeza. Os recursos do emprestimo liAo-de bastar
para as despezasda guerra.
Veris com praer que os nossos rendimenlos
nao teem diminuido. Conserva-se a aclividade com-
mercial, e contiiinam lonas as^grandes obras de uti-
A Providencia dinrm
lidade publica. A Providencia iti.iirju u UUIWPM
nos urna collieila que lia-de satisfazer lodas as neces-
sidades do paiz.
n O goveruo nao alTasta, comtudo, os ollios dos
daranos occasionado* pelo subido preco dos manli-
nienlos; e lera adoptado os meios ao seu alcance, pa-
ra fazer frente a es mal. minor>ndo-o. Em .il-
ns distrii'tos leem sido creados novos meios de tra-
illo.
a A presente lula, circomscripla na moderarlo e
jasliea, ao passo que 'az bater o curadlo, arnera lao
pooco os interesses n.iciouac*, que em breve vere-
iquj_reuniijj-emj assembjea^omposla de mom-
ia a parte doglbo, qoc nos lia le apre-
Miitar os producios da paz. A*> cstrangeiros nao
deixarde commoveroexpectaci'jo de um paiz, que
auxiliado pela Providencia, siiy uln, com energa,
urna guerra a seisecntas laguail -' suas fronleiras.
desentolvendo "ao mesmo lempo om igual zelo, se
suas rlqitezis internas ; de um { % aonde a guerra
uo.impede que a industria ca! altura prosperem
as arte noreafam ; e iioude a in Siria e genio da
na(3o se manifeatam em ludo ol^ue lie tendente a
glu'ria da Franja.
N'uma correspondeticia de Pars, publicada pelo
Times 16-se o seguiuti: :
Diz-se que o ornamento apresenlado ao conselho
d'estado moslra um celicit de 80 a 87,000:000 de
franco*. O que nao Jie extraordinario quandu se
allende aosgastos. da guerra. Julsa-se que este d-
ficit sera' eoberlopelo imposte de 17 cntimos sobre
as propriedldes, o qual fura relirado por occasiao da
proclamaca o imperio, e que se espera rendera',
francos 20,000:000. O reiianescenle sera' precn-
chido por meio de om emprestimo. A conressau de
."1.000:000 francos par subsidiar os Irabalhos de uli-
lidadc coinmunal c para Ser distribuido pelas com-
missoes de soccorros fo para dourar a pilula.
Parece que o impemdor N^deAo propozera em
llio de estado, que se modificasse a constitui-
lo imperio, conredendo mainr latilude a' lilicr-
daile da imprensa e a' r;prcscnlacao nacional.
Diz-se que posto csln projecto a votos, liouvera
em seu favor 4 rotos ce maioria. Foi Mr. Billaul
quem defende o projcHo com maior energa. Ca-
rece que Mr. Billaul, iiiligo republicano, c decidi-
do liberal, apesar da aun actual posirte, lem grande
influencia sobre Luiz vapoleao, e loe procura'
propor^Ao que v segurarse o sen p'ller, leva-loa.
adoptar urna polilica mais liberal.
As cmaras inslezas nlaram as si s sessoes para
odia 23 de Janeiro. A rainlia sanecio u o bil para
o atislamenlo dos eslrangeiros e o 1 da milicia.
I.-se no Courrier de Marseillt a Cumie cor-
correspondencia recebida pelo Oaagi que trouxe
noticias de Ciinslanlinnpla aleo ilia e que nao
trouxe matada Crimea em conscqueni a de nao ler
ainil,: illi chegailo o paquete sua ah a : A* popu-
larlo mussulmana assislio no da 23, una scena in-
teiramente iusolda nosseus eottumes 'i seu cdigo
militar sobre ludo. Eslava formando n conselho
de guerra contra Sulimnn Pacha, que nmaudavaa
ni turra no cmbale de Balaklav Hales-Bey
commandantc da 2." brigada desta div '\. Escusa-
mo lenibrar as circum-lancias que d m lugar
accusac,io deslas duas personagens. A la se nao
esqnrceu a triste altilu.lc das tropas tu ,s no cm-
bale que leve lugar no ilia 2> de oulub a deplora-
vel e vergonhosa fgida dos Turcos nao mdia dcixar
de ser al.lribuida conduela dos dous c.fes que tu-
rara os primeirus a desamparar o seu ipilo iliautc
do inimigo. Foi ueste (lia que os llu-ns poderam
poderar-sn sem combate, de dous reducios confiados
a guardados soldados allmanos.
Por ordem do sullas urna commissao militar es-
pecial exaininou minuciosamculc as arguices que
pesa vam sobre os dous generaos. .
basesfij, ctusacao ncliando-e justicadas, Su-
iawn-Parhe Hales-Box (ttrtm cont-mnados a pena
de dcradarjo, ea sele anuos de lraballig Toreados^
A execu$l SeasWieril, onde se luivia reunido urna multidao
immensa, e na presenra da gnarnicao de Conslanli-
ncvpli. Depo's de unin severa rcprehensAo do mi-
nistro da guerra, o quul cuerRcameiile Ibes lancnn
em rosto a soa cobarda, estos desgranados viram ar-
rancadas a insignias di sscus pollos, bem como as
suas condecoraces.
O nosso correspondenla pode notar, que os sol-
dadosencarregados de ixeculir a senlcnca do conse-
Ibo de guerra, ilesemp nlaram esta (arefa com lo
brutal salisfarao, que loram applaudidos pela mul-
tidao. l,o(o depois ilu desfilar das tropas, os dous
prisioncirus foram cuado/idos para o barro a vapor,
que os deve transportor aC.lix pre, aonde pelo espe
de sele annos bao de sjffrcr a pena de srilheta. Este
esemplo produzio o niellior cffeilo na populacAo
mussulmana.
Espera-se que esld lerrlvel castigo ba de produ-
zir no exercilo um eleilo salutar, inspirando aos
chefe omconliecimeslo mais exacto da responsabi-
lidade do rommando.
O rei da Grecia abr.o em pesna a sssilo do parla-
menlo greao; a linauaeem franca c explcitamente
cmpregsda pelo rei i sen governo, principalmente
na pai ir poltica produzio viva satisfcelo.
Ei-aqiii o discurso da cora :
Senhores.
i Sabido das crois provaroes que forcaram-me a
diflerir a poca precedentemente marcada de vossa
convocaran, devemot render gratis ao Todo Pode-
roso por ter-nos livrai o do flagelo deslruidor que nos
a latir.
Alm da desgrati publica, que tao profunda-
mente allgio-mc ntera^o, passei por oulr prova-
fio particularmente d'ilorosa, a da perda prematura
de mnlia augusta e prosada mai. A sympalhia que
me leslerauihaites nejsa circumslancia, foi urna
cousnlacao para minha aflficcao.
n Circumstancias conbecidas, ncompanbadas de
actos lamentosos prnduziram desde corlo lemno a
interrupcao de nossas retcales com um estado limi-
trnphe com cnsivel | rejuizo de nossos intereses re-
cprocos. Meu gover io lem-se esforzado activamen-
te pot tornar a travar essas relaces, e esperamos que
com o concurso sincero e benfico das grandes po-
tencias atliadaa do estado yisinhn, cojos generosos e
nobres senlimenlos para com a Grecia se hilo mani-
festado claramente tiesta circumslancia, veremos nos-
so reinado felizmente prnenebido.
Era presenta da lula Riganlesca travada no Ori-
ente, cousideraces irresisliveis de interesse nacio-
nal e de reconhecimento para com as potencias bem-
feiluras iinpozeram-nos o dever de proclamar urna
rigorosa neulralidade, e persistindo nclla firmemen-
te nao permitliremos nem toleraremos ucuhum arlo
opposto aos verdadeiros interesses e n honra do paiz.
o Conservamos relaeocs de misado com lodas as
potencias ; por quanto nao nos esquecemos de que o
interesse mais importante da Grecia he lirar dessas
fonles da civilisacao europea lodu o bem que dola
resulta para a sociedade. Com elleito o que deve-
nios procurar, o o que ronlribue mais eflicazmcute
para nossa Grandeza nacional he n organishcHo inte-
rior da sociedade pela educaoo religiosa e moral da
inocidade, o allivio e dcseuvolvimeuto por meio de
medidas legislativas e administrativas convenientes
para nossa agricultura, para nossa industria e para
nosso commercio, bem como a observancia da boa fe
em nossas transaccrs publicas e privadas. Tenbo
inleira convicio desque prestareis ao meu governo
voseo desvedado concurso as medidas legislativas
necesarias para conseguir esse fim.
Chamo particularmente vossa activa solicilude
sobre os projeclos de lei que bao de ser submelltdos
vossa siiiccSo, tendentes a fazer alcumas modiflea-
ces as leu iniiniripaes. modificatoes cuja nrces*-
dade lem sido suicicntcmcule demonstrada por
lotiga experiencia. "~-,in,_
A org;:nisacao do corpo de infanlanl^fc^ujido o
principio da uniformidade, promelle Brandes vara^
Rens quauto forra e disciplina severa do exercilo-"Nr Ha de scr-vos submcllido sobre os cngcnlieiros um
projecto de lei que ligar os traballiosscicnlilicosdo
cxeitito a todos os (rabalbos de arle do reino.
y Os salteadores que infestara diflerentes pontos do
l'ji/. nao arruinara somenlc as emprezas dos cida-
I^Wos honestos e amigos da ordem pondo-lhes em pe-
tigo a vida, a liorna e os bens; prejudica lambem
muilo a nao.iu, a qual repelle cora indignacAo os ac-
tos criminosos de alguns malfeilores. Assim eslou
persuadido que contribuiris com empenho para as
medidas legaes tendeles a rtprewto e cxliiicc,odes-
ses crimes.
(i Seiihorcs depulados, o orcamento do atino pr-
ximo ha de ser-vos apresenlado. A doenca que des-
Iroe ha tres anuos um dos producios mais preciosos
da Grecia, a ptralysfa do commercio, e da navega-
oao em coiiscqucncia das circumslaucias polticas e
da epidemia sobrevinda, lem occasiuuado urna di-
rainuicao sensivcl as rendas, impondo ao meu go-
verno despezas extraordinarias dignas do alieu;,.
O dficit lie evidente, e para fazelo dcsapparecer
nao ha oiitro meio senao a regularisacjio da arreca-
dacflo ca severa repressao de lodos os abusos.
As potencias que garantem o empreslimo nacio-
nal apreciando as circumslaucias, adiantaram novas
mente os joros e a ainoitisacao ; confiados cid sua-
ilisjiu'iees benvolas, estamos persuadidos^de que
nada exigirau cima de nossas forcas. Todava, se-
nliorcs, a vos incumbe o dever de obrando le.lmen-
te e respeitando a honra nacional, fazer-nos chegar
a csse respeito a um bom accordo com ellas, e obser-
va-lo religiosamente.
o Itecommendo-vos que vos appliqueiszelosamen-
lo em lempo'opportuno ao vol do crc.nmeulo do an-
uo prximo foluro, de urna parte para evitar, qusn-
lo for possivel, os crditos provisorios sobro esse or-
namento, de oulra porque tereis de tratar i,a presen-
te essao de muilo* oulros projeclos de leis, compre-
hendido lambem o do orcamento do I8.">C.
Diversos projeclos de leis da fazcnla serSo sub-
mellidos vossa sancrao. O systema de imposto por
tlremme devo ser eslendido a mor pirle dos l>ens la-
xados por avaliaro. A imposic^o de um diroiln fixo
sobre a uva de Coriullin assegurars os proprielarios
e o commercio contra a inslahilidade e perigosdas
avaliares. A situaran de nossos impostus modilicada
e completada segundo principios liberaes alrahir
vossa altenrao, bem como algumas mudanzas favo-
raveis ao povo, no system de arrecadacao forjada.
o _A antisa promessa do governo de tornar o-ri-
dadosproprielarios, se rcalisar por meio de leis be-
nficas para cora aquelles que lem feito couslruc
efies sobre Ierras nacionaes, para rom os que deseja-
rem oceupar-se pelo enxerlo a cultura das olivcira
etvagens, e adquirir olivaes ou oulros bens passa-
geiros.
o Senbores memhros dos dous corpos legislativos,
em toda a circumslancia a harmona entro o poder
executivo e o corpo legislativo, bem como seu con-
curso sincero asseguram .1 prosperidade ds nrgocios
pblicos ; porm em pocas scraclhanles presente,
essa cooperarlo he tanto mais indispensavel, porque
sem ella a nao de estado corre o maior risco. Confio
em vossosinccrujalriulisma espero, dos Irabalhos
A commissao lem a satisfago de repetir que a di-
recc,ao sempre zelosn e solicita no bom rgimen e
prosperidade desle lo importante eslabelecimenlo,
continua a prestar generosamente os meemos pesa-
dos e assiduo trabalbos.
Os estatuios e deliberaces da assembla Reral
lem sido reslrictanieule eiecutados : e os empunta-
dos continuara igualmente a desempeubar satisfac-
toriamente os Irabalhos a seu cargo.
O estado do Banco nao pode deixar de ser consi-
derado lisungeiro. Depois da crise pela qual a nossa
prac.a acaba de passar, molivada pelas muto impor-
tantes fallencias occorridas ueste ultimo semestre,
que a prejudicou em perln de dous mil conlos de
ris, be sem duvida demasiadamente nolavel ler o
Banco apenas perdido a diminua quantia de
4:9839800, que se acham debitados ua conla do fun-
do de reserva.
Achou porem esla commissao diversas ledras pro-
lestadas por falla de paaaracnto, na importancia de
41:0745910, na liquidacao das quacs provavelmenle
haveri algum prejuizo ; mas he anda muito satis-
factorio pdennos asseverar que o fundo de reserva
' lie mais que suflicienle para fazer face a tal prejuizo.
Temos um dividendo menor de 1(3 do que os an-
tecedentes. A direecao vos dir quaes os motivos
que impedirn] a rea I isa cao de maiores lucros para
os Srs. accionistas.Parece a commissao que o prin-
cipal foi a grande cautela, e apurada esculla que a
direecao cnlendeu r.ever guardar no emprego dos
fundos do Banco, dos quaes urna muito importante
somma, por esla razao deixou de ser productivamen-
te empreada.
Recife de Pcrnambiicn 29 de Janeiro de 1855.
Manad Joaquim Ramos e Silva.Antonio Mar-
quee de Mmorim.Antonio l'alcntim da Silva
moic 19300 19350
n 19200 10250
19300 1350
340 345
0 988 300
350 360
350 360
alm BB650 31600
89500
COMMERCIO.
AI.FA1SDEGA.
Rendimenlo do dia 1......10:0709429
escarrcgam hoje 3 de ferereiro.
Galera ingleza Serapltinafazendas.
Barca inglezaGrcnfeUidem.
lliale nacionalSooraloitMgneros do paiz.
11 amper a brasilciral.iiraraoidem.
Importacao'.
Garopeira nacional Mcraco, viuda da Babia, con-
signada a Domingos Alvcs Matbcus, manifestou oj
scguinle :
1 caixao chapos do chile, i duzias toros de jaca-
randa, 1 caixao chapea de feltro, 1 cadeira de arm-
ar, 10 sacecs fio de algottto 25 fardos fumo. 10 cai-
xes, 15 pacoles.l embriilho, 2073caxinliascliarulos,
7 sacros farinlia de mandioca, 30 saceos caf, 16 far-
dos lbaro, 1 machina ; a ordem.
1 caixao camisas ; a Antonio l.opes de Olivcira
Azevcdo.
00 sarcos fio de algodao ; a Domingos Alves Ma.
Iheus.
1 caixao charutos ; a Gnilhcrmc da Silva Guima-
rSe?.
1 caixao charutos : a Jos Mendos de Frcilas.
12 cadeiras, 1 rama pe e 3 canecas ; ao Dr. Fortu-
nato Augusto da Silva.
Hiate Coneeifao' te Marta, viudo da l'araliiha,
manifestou o scguinle :
13 arroellas de cobre ; a Francisco Badirli.
4 pipas vinhu Unto ;a Justino da Silva Boa-Vista,
800 loros de mangue ; a Izidoro Brrelo de Mello.
Hrigue nacional Despique de Beirir., vindo do Itio
de Janeiro,, consignado a Manoel Joaquim Ramos e
Silva, manifestou o seguinle:
200 pipas vasias, 71 saceos caf ; a ordem.
CONSULADO UERAL.
Rendimenlo do dia 1.......4:4419488
l-'IVEUSAS PROVINCIA?.
Rendimenlo do dia 1.......i4c999
RECF.BEDORIA DE RENDAS INTERNAS UE-
ItAES DE PERNAMBCO.
Renmenlodo dia 1.......G5O-56O0
' CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo doilia 1......4:i89S640
ivosso siurnro pa.|rotSBMrfca? espero, ilos
sssao que comeca, felizos^esullados
tus votos. >
Sal srosso a bordo.....
Dito redondo idem.....
Di lo Irigiieiru grossn idem .
Cora branca por baldearan.
Dita amarrlla idem. ....
Dita em mime idem. .
Dita em velas idem.......
A/.cito.............
Agurdente encascada 30 graos, p. 20OJ0O0
VinliomuscalcldcSeluh.il. caix. 8000
Dilo tinte marca F. S, a bordo, pipa SScOOO
Dilo dilo, diloidem......auc. 889OOO
Ditudito marca B. e F., idem. pipa 859000
Dito dilo dilo, idem......anc. 909000
Dito dito T. P. e Filhos, idem. pipa 819000
Dito dito dito, idem......anc. 889OOO
Dilo branco marca B. F., idem. pip. StijOOO
Dilo dito dito, idem......anc.8J.5OOO
Dilo dilo marca I*. G., idem. pipa90?O0O
Dito dilo dilo, idem. ..... anc. 99O0
Wito marca T. P. e Filhos, idem. pipa 869OOO
Dilo dilo, idem.........anc. Ot'aOOO
Vinagre Ijnlo marca F.eS. idem pipa 385000
Dilo marca B. e F., idem pipa 369000
Dito marca P. G.. idem .... pipa 39OOO
Dilodilo marra T P. c F., idem pipa 368000
Dito branco F. e S., idem. pipa 409000
Dito dilo marca B. F.,idem pip? I.^OOO
Dilo lito marra P. (J., iilem. pipa :149(HX)
Dilo dilo dilo T. P. e !> iilem. pipa 389OOO
MOVIMENTO MARTIMO.
Smbareaee* entradas.
Janeiro 9 do Rio ue Janeiro, Babia e Pcrnam-
huro, vipor Serern, capillo J. Giles.
Idcmlt do Rio de Janeiro, barca porlugucza
.Isumpato, capillo J. M. S. Reg Jnior.
Saladar.
hezemhro 30 para a Babia brigue portuguez
l'ensamenlo, capillo A. II. de Mallos.
dem barca porlugucza l-'igueirense, capilo
J. P. dos Santos.
dem 31 para Pernamhuco, Babia c Rio vapor
inglez Pampero, capitn G. J. Haram.
.lauenii 1; para o Rio, barca porlugueza l'enus,
capiUo J. E. Ribeiro.
dem 10dem, barca porlugueza l'oadora, ra-
pilii A. (i. Soares.
dem para Pernaiiibiico hriguc-esciina portu-
guez .metilo, capilla A. P. Rodrigues*.
dem 12 para o Rio, patacho portugUH .tndori-
"lia II, capillo J. II. Garraio Jnior.
deml'ara o Maranhu. barca brasilcira l.usila-
nia, capillo A. T. da Rosa.
dem para Babia, patacho porluguez J'alpite
capillo G. S. Rodrigues.
A' carga.
Para o Rio de Janeirobarca porlugucza Cltris-
tina.
Jdem brigue porluguez Prudencia.
dem galera porlugueza Margrida.
dem brigue porluguez Encantador,
Para o l'ar patacho porluguez Cautella.
dem barca porlugueza Maria Carlota.
Para o Maranbao patacho porluguez Hoa F.
Para Pernamhucobarca porlugueza MariaJos.
I'ara a Baha patacho brarileir .-trina Miza.
<;5ei, 800 saceos de S. Domingos, 100de Guayaquil,
200 de Maranbao.
ltimos cursos. Cuayaquil 26 cents. I|4par l|2 k.
S. Domingos 20 a 21 1|2 dito.
Maranho 23 1|2a 21 dilo.
Babia 21--------dito
Provisoes das novas imporlarocs cm 31 de dezem-
bro.
1854 1853
Amsterdamj gj SLm]**** ~ 111,2T9
Rotterdam ^| &, j 47,579 24,985
Middelbourg.......... 3,750
Dordiccbl...........9,003 12,968
Scliicdam...........19,233 20,723
Mocdas de 49. .
Soberanos.....
Pesos hespanhes .
o o da patria .
1 PalacOes.....
Apoliccs de 6 cx-dividendu .
> provinciaes......
FRETES.
Antuerpia GO a 62|6 n.
Canal.....55 a 60
Estados-Unidos 70 a 80c. o
Hamburgo 60|.
Havre. 80 fr.
"IBS
os segundo
meus votos. ~s
Declaro aberla a segunda fcssaoNluquarto pe-
riodo legislativo. 11 7*v_-
Da Hespanha sabemos que houve em Malaga um
motim consideravel, o que reinava grande agitarao
cm Inda a And-tuza.
O Tribuno referindo-sc ao raolim de Malaga, diz
oseculntg: ^^^.
<; O governador civil JMi^^^tii ohrigado a en-
cerrar-e na alfandega com ol*v. pineiros e guarda
civil que poudo reunir, pondo-oSAn cerco um bala-
lhao da milicia nacional, que fez- fogo, havendo al-
gumas victimas.
Parece que no dia 1 se recebeu noticia de que jJ-isbo
milicia lici'ira vicloriosa, tendo resignado o seu lugar
o govornador, c inaugurando-su mu i junta.
Deram-se rdeos para que raarchem tropas
sobre aquella cidade.
e Em Granada parece que devia baver um movi-
mento igual, e em lodu a Andaluzia ba agitacio.
Conforme diz o mesmo jornal, a causa dcsles
desagradaveis suecessos foi o empenho de annullar
urnas eleires, que se diziam legaes. para favorecer
esndidaturas particulares, e alcm il'isso a persegui-
o feita a alguna ofllciaes da milicia, e cidadaos be-
ncmeritos.
Na sessao de 4 do ronaresso liespanhol, o Sr.
Rivero apresentou nma proposta, ou prpjecl)' de Ici
cstnheleceudoa liberdade absoluta de imprensa.sem
deposito nem editor rcspousavel, determinando ni-
camente que os delirios contra as pessoas sejam pu-
nidos conforme ocodiRo penal. O ministro da justica
observa que a imprensa nao pode subsistir .sem urna
Ici que a regule, c diz que o governo lenciona a es.
le respeito apresentar um projecto de lei ; apezar do
que disse o ministro, o congresso em volarlo nomi-
nal admiltio a proposla do Sr. Rivero por'l(2 votos
contra 100.
Esla volacao considerou-sc dcsairosa para o mi-
nialerin, cm consequencia de se ter mostrado o mi-
nistro da jiisfka adverso i adopco da referida pro-
pesia. "*
o Na mc que fosse abolida a sanejao real para as leis voladas
em curtes; esta proposta era o parecer da minora de
urna commissao que fora euoar regada de a examinar.
O congressu rejeitou-a p'.r 114 votos contra 6K.
ti O governo rqg|i ' de reales votado em corles para acudir ao desfalque
resultante da abolirn dos dircilos de consumo e de
barrena.
o Em Valencia no dia 1, lambem bouve um alv-
rotocra que se pedia a abolirn dos dircilos de con-
sumo c harreira ; a milicia nacional foi mu logo, e
a miinicipaliilade concordon alinal decretara pedida
bolicao, e a tranquilidadc publica rcslabeleceu-sc
logo. Em consequencia lestes suecessos, acudi,aci-
dado tamaita quaulidade decenerosque dillirilmen-
le encontravara onde armazenar-se.
Al 10 dia 3 ainda os consumidores nao linliam
tirado nenhum proveito da atiotijao pedida tumut-
tuosamenle.por queos gneros vediam-se pelo mes-
mo preco, apeziirda grande quanlidade entrada na
cidade nesse diaesra anterior.
Na China continua a tosurrcicjlo em irmas, porm
os imperialistas lem ultimamcnlc alcaucado algumas
vanlagcns.
a As noticias da Amctica sao de 13.
Na cmara dos representantes fui regeilada nina
proposla para quese coiiYidasse o presidente a pro-
por 1 sua uiediac.iu cutre a Russia c as potencias oc-
cidenlaes.
n No senado aprcsenlnu-se nm bil que leva a vin-
le e ti in annos o lempo de residencia necessario,
para qualq'uer alranrar carta de naluralisacao.
(t Os jornacs affirmam que n presidente empregar
todos os c-forros para que na actual sessao seja vola-
da urna in..dilioar.m na paula das alf.11,(lecas.
a Dizia-se que cm Bosloii e na Nova-Orleans li-
nliam havido importantes fallencias.
ci Noticias das libas de Sandwich annuncian que
o rei desse arcbipelngo ratificara o tratado d'annea-
cao dessas ilbas aos Estados-Unidos,
C'rria o boato que o Eoverno de Honduras con-
enlra na venda da ilha do Tiure aos Estados-Unidos
por 20.000 dollares.
Em Londres os consolidados licaram a 90 5|8; c
os fundos brasileos 98 !,.
RIO DE JANEIRO
21 dejanciro.
As vendas do caf constara boje de cerca de 6,500
suecas.
Reinoa bstanle animado no mercado das ncc/ies
houtem c boje. Das do Banco do Brasil efTectua-
ram-su honlein vendas importantes a 1025 de premio
a diiihciro. II 'je houve lambem transacees gran-
des deslas acc&es, lano a dinheiro como a entregar,
porm a prcetjs que nao trauspirarain. Venderank-, 17,800 saceos do Brasi
se acces da companhia Previdencia a 40) de premi.
** CAMBIOS.
odres 27 3]1 a 28, nominal.
.'aria346 a 350, nominal.
180,093 172,701
A venda lolal da sociedade de commercio duran-
te o auno de I o Vi importa em 910,300 saccas cun-
ta 815,800 em 1853.
As provisoes por vender, em fim de dezembro em
todos us parios reunidos eram em 1851, de 180,093
-aeras ; em 1813. de 172.705 ; em 1852, de 271,443;
em ISil.de 280,786; cm 1830, do 211,001); cm 1819,
de 306,400 em 1818, de 371,400; em 1817, de
144.900; em IS, de .il(;,701) ; cm 1845, de
516.700 e em 1811, de 528.20;.
as provincias das Indias occidenlaes nao exis-
lem emprimeira inao. No lira dosqualrn iiltiinos
anuos erara, 1850, de 2,81) saceos, cm 1851, le
6,700 saceos, cni 1852, () em 1843, de 2,550 -tic-
cas.
As imporlacocs desla ultima sorle de caf, impor-
taram :
Em 1855 a 18,800 sarcos, cm 1853 a 50,600,
cm 1852 a 16,600. cm IS5I a 38,800.
Londres 8 dejanciro.
Cafe.Posico um pouco mellior, ds precos ficam
mais firmes.
Vendas 1,000saceos Cexlain nativo, 45 s. 6 para
ordinario 2,2 10 saccas e volumos planlaeao de 60 a
63 sh. para middling a good niiddliiig, de 11 a 50
para csrolha e de 59 a (il ib. por pergamim us das
oulras proveniencias 2,500 saccas da Babia de 13. 9,
000 saccas do Rio de Janeiro a 41. 6.300 saccas
da Babia cm venda publica a 10. 6.
Alinear.Negocios activos.
Vendas 6,800 barricas das Anlilhas nglezas do 31
a 37 sh. por quintal para baiXO fino. :.in nol! c de
32. 6 a 37. 6 para as crystalisadas, 8,000 saccas de
Bengalla, 2,185 caixas Davana cm venda publica de
32a39sh.seaondaqualidado,3,000 saccas da Ba-
bia de 33 a 34 sh., 3,800 do Brasil de 28. 6 a 29.
f'ouros.Pedido activo, bstanle transacelo.
Vendas 3,800 de Burnos-Ayres, salgados 1 3|i a
f. din. e 1,900 do Rio Grande de 4 1|2 a 5 l|2 din,
500 de hoi pesados salgados de I!. A. e(i din., 3,200
palles de cavada a fl. 56. 3 d. por peca, 52,000 pcl-
les das ludias a precos bous.
Cacao.Nada a nolar-sc.
Liverpool 8 de Janeiro.
Algodiio.--Mercado sempie fraco e com mtii pou-
ea animara. Muilo pouco s? pede nos das qualida-
dcs do Brasil sobreludo nos da Babia.
Vendas 109. 230 saccas das quacs 4,180 somenlc
do Brasil.
Hamburgo 64"1 nominal.
METAES E FUNDOS PBLICOS.
METAES. Oucas bcspaiibolas 299000 a 299-500
da patria. 28700 a 285800
Pejas de 65OO vclbas. 160000
99OOO
85800 a 89900
19920 a1996U.
19880 a 19900
19920
109 'A a 110 *.
103 % a tOV
Liverpool nominal.
Londres
Marcelbs 70 f. elO"n.
Mediterrneo 55| a 65| 11
'Trieste 60|
BOLETI.M.
LISBOA 14 DE JANEIRO.
Precos crlenles dos gneros de importacao do
Brasil.
Por baldeaco.
Algodao de Pcrnanibuco. i
Dilo do Maranbao.......
Dito do Para..........
Dilo dilo de machina.....
Cacao.............. j
Caf do Rio priracira sorle. 11
Dito dito segunda dita.....
Dilodilo lerrcira dita.....
Dilo dilo escalda boa......
Dilo da Babia.........
Couros seceos em cabello 28 a 21
Ditos seceos espichados.....
Ditos salg. Rabia r Para 28 a 32. 11
Ditos ditos dilo 26 1 20..... o
Ditos ditos de.P. e Ceira 28 a 32
Dilos ditos dito 26 a 20 ...
Ditos ditos d,iMaranli.iii2S a 32.
Cravo sirufe..........
Dilo do Maranbao.......
Gomma copd......... E
Ipecaoiiaiiha.......... Oiirur...........
SaKa parrilba superior..... ir
Dita dita mediana.......
Dita dita inferior.......
Capliros de riireitos.
C0RRE$P0MN(;i\.
.Sr*. Redactores. Pelo respeito que devo ao pu-
blico, uflo posso deixar sem reparo urna correspon-
dencia que em seu numero de 30 do correle fez in-
serir Francisca Mana da Conceicao, com o fim de
apresenlar-se victima de antearas feita por minlia
familia, i pretextos nao sei de quantos ris, de que
sedizrrodora em resto de conlas provrnicnles de
vendas de fazendas que fizora a minha senhora.
Nao cnlrarei em conleslaroes com essa mulher, e
limilu-ine apenas a declarar ao publico, que a mora-
lidade de minha familia, em coja elucacao sempra
me desvelei.e s alfabilidade reconbecida com que
minha senhora cosluma tratar a toda a gente, re-
pellen! essa historia que em dita correspondencia se
conla, e cuja falsi lade posso provar com o leslemu-
n'1.1 das Exins. familias dos Srs. Mauoel Goucaltes
Fernira eSilva e Florencio Jos Cirneirn Mnlei-
ro, as quaes me consta se acbarcm era minha casa
em Apipucos,.quaudo a correspondente para all se
dirigir.
Recife 11 de Janeiro de I85.">.
Jos da Silca Seres.
fublicacao a pedido.
125
120
110
110
19800
29700
2.-1011
2IO0
19500
29400
132
137
112
ll
117
117
112
200
100
290IH)
ion
130
120
1*850
2.-SM)
2*500
29200
19600
29600
157
162
122
122
115
115
14.5
140
25100
19900
185
148600 159000
9*600 10.3'iOti
65500 8*000
a
15600
1,3800
f..<; si
18200
18200
336OO
39000
39000
fW0
19300
2.3OOO
1-3700
1*700
1*300
19300
19800
19600
mil 285000 10,3000
BANCO DE PERNAMBCO. Q
Srs, accionistas do banco de Pernambuco.
Ciimprindo a disposc.o dos arls. 31 e 35 dos esta-
tuios, tem esta commissao de communicar-fos que
cxamiiinu o Dllanco gcral e toda a cscripluraclo do
Banco, do semestre lindo, c achou ludo exacto, e
em bea ordem.
Asnear de Pernaaatiaeo
Dilo do Rio de Janeiro.....
Dilo da Babia..........
Dilo do Par, bruto......-.
Dilo mascaxado.........
Dilo refinado no paiz em formas
Dilo dito quebrado (pil). .
Dilo dilo ero p (rap)......
Vaquetas de Pern. e Ccar .
Ditas do Maranbao.......
Chifrcs do Brasil pequeos. .
Despachado*
Arroz do Maranbao c Para ord. qq
Dilo dito do melhor......
Dilo dilo superior......... n
Dilo dilo niiudn......... ),
Dito do Bio de Janeiro.
Pao carapucho.......;
Familia de pa'o do Brasil
Tapioca.........
Precos corrtntci dos gneros de exportacao para
o Brasil.
Captivos de dircilos.
Amcndoa em milo dore do Al-
0
,53000
5*800
6*400
39800
.9200
296OO
800
19100
59200
.9800
6-581X1
4000
.5,3100
3,3400
850
I94OO
garve............. I 38300 39100
Dita dita da Beira....... 3*100 39200
Dita em milo amarga dita. . a 2*900 39OOO
Dita cm casca couca,...... alq. 19000
Dila dita molar...... . 0 800
B 700 400 600
Nozes..............
Figos do Algarvc comadre . .1 800 850
Dilus dilo branens....... 700 7.50
Amcix.-.s............ 400 800
Presumo-............ 3100
Carne ensaccada ........ 29900 38200
29800 39800
D
9 105 110
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS DA EUROPA.
Pelo vapor Ureat Western partido de Soulbamp-
lon cm 9 de Janeiro de 1855.
Hamburgo 4 de Janeiro.
Nao obstante a cslaciu do invern oslar adiau-
tada, com ludo o consumo tem sido bom.
Cafe. Sem transacees importantes, com ludo
os negocios lem sido seguidos. Os de cores fallar.un,
os de qualidades ordiuarias e reaes alrahem menos a
altenrao dos compradores. Os do Porto-Rico e os
10 l.,u-lavia o'niiveram buns presos cm razao da re-
dacce da existencia. Nos ltimos das de dezem-
bro se fizeram alguns negocios nos de qualidade do
Bra-il ordinario c real ordinario a precos rcduzidos,
o que com ludo nao inll.ro na posicao gcral do ar-
tigo, nem lo pouco os ultimas avisos do Kio do Ja-
neiro.
Vendas. Depois de 10 de dezembro venderam-se
ppreros de 3 3|4 a 5 Iji
s. 2,000 saceos de S.r^itigos de 4 1(2 a 4 7|8 s.,
2,500 saceos de Lagr 5 de 4 i|4 a 6 1|4.
llllimos cursos. P asil real ordinario 4 7|t6 a j .
S. Domneos ordiujarin a real ordinario 4 7|I6 a 5
5|8 sch.Existencias (31 de dezembro) 15,500,000
libr. e das quacs 13,000,000 libras do Brasil.
Assuear. Poucos pedidos o sem negocio impor-
tante.
Vendas 4,900 saceos de Pernambuco mascavado
escuro de 12 1)2 a 11 1|1, branco de 14 3,4 a 17 1[4,
600 caixas da Baha a procos firmes, e urnas 100
caixas de Havana mascavado c amarcllo.
Ulliinos cursos. Tendencia a baar. Havana
mascavado 13 3|Sa14 5|8, amarello 15 o 16 1r3;
fino amarello c branco 16 3|4 a 18, brauco claro 17
a 21 3|4, Babia mascavado 12 1|2 a 14 l|4, branco
11 3|1 a 17 m. b.
Couros.Precos mui firmes. As vendas de doem-
bro comprebendem 5,300 de Bucnos-Ayres, 3.000
Aucuslerra, 3,000 Potto Cabello e 2,500 de diversas
provincias. Em ultimo lugar se oflcreccu 9 sch.
para os do Rio tirande.
Cacao.Bastantes pe lidos, sem variaro de pre-
cos. Receberam-se no principio de dezembro
250,000 Ib. do Guayaquil de qualidade mui boa ;
urna partida foi vendida a procos firmes cm segredo.
ltimos cursos. Ciracas 7a 9 l|2 sch. Trinidad
3 5|8 a 4, Guayaquil 3 5|8 a 3 3|i, Maranbao e
Par 3 1|8 a 3 1|, S. Domingos 2 3|i, Babia 3 1|8
sch.
Amslcrdam 5 de Janeiro.
Em geral as negocisc/ies loram bastante activas.
Caf. Mercado firme, com ludo poucas Irans-
acre.
Vendas. Nos das proveniencias dat Indias occiden-
laes os negocios foram nullos. I ,."iOO sarroide l'adang
a29 cents. Java esverde ido 30 cents, os verdes bom
ordinario encontraran! mui diflicilmenle compra-
dores a 29 1|2 cents.
Existencias di sociedade do commercio. Era 31
de dezembro iniporlavam cm 177,085 saceos dos
quaes 155,311 saceos de Java e 21,771 Padang, e
quanlidade sobrecdulas nosdilferentes porlos de
llillanda iraporlavain cm 160,370 sacros ; depois do
1." de dezembro a sociedade vcudeu 15,216 saceos.
As 160,370 saceos do Stock sobre cdulas se divi-
de cuino se segu :
1854 1853
Amslcrdam saceos 68,910 137,311
Rollcrdam 47,tS 59,919
Dordesbl 28,102 33,415
Middelbourg 6,315 12,277
Schiedam 9,635 160,370 13,003 255,255
Se aiinuncia agora a venda por antevipac,ao, a li-
vrar pelo navio Helena de2,600 sjccos da Babia ao
prego de 27 112 a 28 cent.
.l<-ucar.Pedido seguido para o de Java ; nego-
cio bstanle imprtenle.
Couros.Mui pequeas Iransacces.
Antuerpia 6 do Janeiro.
Cafe. Negocios seguidos, pedidos regulares.
Vendas. 7,150 saccas do Brasil a 28 3|lcenls,
6,200 S. Domingos, 890 de Java, 800 saceos avaria-
das do Rio de Janeiro em venda publica de ,53 1|2
a 57 1|2 cents, por 1|2 k. dircilos pagos.
ltimos cursos. No depos.lo, Brasil fino verde
28cents., verde 26 l|2. verde claro 25 l|2a26,
bom ordinario 24 1|2 a 25 cenls. baixo ordinario a
ordinaria 93 1(2 cents. S. Domingos 27 1|2 a 28
cen', por 1|2 k. ,
Juncar.Sem transacee, pregos fracos.
ltimos cursos. Havana claro n. to II. 13 7|8 a
11, 11. II fl. 14 1(S a 14 1|i,n. 12 n. 14 3|8 a 14 1(2;
n. 13fl. 14 3|4 a 15, n. 14 11.15 l|4a 15 1(2, n. 15
11 16, n. 16 fl. 16 i|i.
Cbcgadas 2,000 caixas de Havana e 3,762 saccas
e 265 caixas da Babia.
Couros.Precos firmes.
Vendas. 11,500 seceos, 8,000 salgados de Buenos-
Ayre e Montevideo.
ltimos cursos. Bucnos-Ayres e Montevideo 10 a
12 k. fl. 60 a 61 12 a 15 k. 60 a 61 do vacca 8 a
12 k. 56 a 58. Buenos-Ayres c Montevideo salea-
dos 15(90 26 a 29 fl. 20 a 25 k. 26 1|2 a 29. Rio
Grande seceos : Vacca 49 a 52 fl- de boi 8 a 12
k. de 48 a 50 fl. 12|15 de 46 a 49. 15|20 de 43 a 45.
Rio Grande saleados de boi falla, 15|20 de 25 1|2 a
27, 20)95 de 26 a 27 1(2. 25|32 de 25 a 26, 32|40
de 23 a 24.
Rio de Janeira 20 a 22 cents, por 1|2 k. salgados
Pernambuco 35 a 38 cenls.----------alg. secc.
Babia. 6(10 45 a 50 c. ---------- uao salg.
Dito 10|I4 38 a 52 c.----------nao salg.
Cacito. Precos sustentados; algumas Iraniac-
B. 1860 Pernambuco
810 B.il.i.i
1480 Maranbao
1180
510 de 6 a 7 l|i
200 .1 (i a 7 l|8
1150 6 3|8a7
110 6a 65|8
280 6 a 6 7|8
150 6 a 6 3|8
din.
510
380
610
5 114 a 7 3| i
4 5|8 a 7 3|4
4 3|8 a 6 3|8
GlbraltarBrigue auslriaco I.jubica, capilio Anto-
nio Guerovech, carga assuear.
LiverpoolBrigue ingle/. Titania, capitao Ileiu\
Piarc, carga assuear.
Canal pelo Rio Grando do NorleBrigue inglez
lAcrlon, capitao .lames kiug, em lastro. Pas-a-
geiro, Domingos Henriques>de Oliveira e 1 lilho
menor.
GenovaPolaca bespanhola Modesta, capillo A.
Maristany, carga assuear.
dem|Barca bespanhola Diana, capillo Antonio
San Juan, carga assuear.
Rio Grande do SulPatacho brasileiro .Santa Cruz,
capillo Manoel Joaquim Lobato, carga varios ge-
neroi.
I Salios entrados no dia 2.
Sandwich42 mezes galera americana aSophia
ThoiMilunii, de 425 toneladas, capitao John M.
Voung, equipagem 28, carga azeite de peixe ; ao
capullo, Veio refrescar c egue para New-Bcd-
ford.
Valpiraizo70 das, barca ingleza nRhonda, de
2U2 toneladas, capilo Me. Conecbic, equipagem
11, carga guano; ao capillo. Veio refrescar e
segu para Liverpool.
Bixston55dias, pata, lio americano Julia, de 263
loneladas, capilo S. B. Ray, equipagem 8. carga
liriuba de trigo e mais gneros; a Ilcnry F'orsler
cV Companhia.
Rio de Janeiro o porlos intermedios7 dias e 11 ho-
ras, vapor brasileiro Imperador, commandaule
o 1. teiicutc Jos Leopoldo de N I'a-ageiros para esta provincia, alferes Jos Carlos
de Oliveira Franco, sua senhora e 2 fllho, Joa-
quim Cardn dos Sanios. Ayres le Alhuquerque
(jama, Benjamim Franklin Torrelii de Barros,
Luiz August. do ascimento Crespo, Zoroaslro
Augusto Pamplona, Leonardo Jos Lopes dos San-
tos, Carlos l'iodleos, (Huirle Srhwcnd, D. Amelia
Aevvarl, Manoel Antonio da Cunha, Antonio da
lincha V'iauna, Iunoceiieio .Marques de Araujo
(lese 1 cscravo, Cas miro de Sena Madureira c
1 cscravo, Domingos Antonio Pires, Garca Dias
Pires c 1 cscravo, Cnrnelio Horacio Benicio
Dantas, commendador Jos Antoniodc Mendonca,
padre Custodio Francisco de Mello, Jos Antonio
de Aniorini Alvcs, Tiburcio Alvcs de Carvalho,
.los Anlonio dos Sanios Andrade, Hermogens
Octaviano de Figueiredo. Pedro da Silva Reg,
Manuel lose de Carvalho, t soldado invalido,
Francisco Baplisla da Cunha Madureira c 1 es-
cravo. M,Idas da N'oiga Orneilas e 1 cscravo. Se-
guein para o norte : David l'aleinao, A. Sauluir,
Maria da Cnoceiclo, 1 soldado. 2 cx-pracas, I mu-
lher o I fiiho, 2 e-cravos a entregar.
Sydney98 dias, barca ingleza Eir.nian, de 379 lo-
neladas. capitn William l.illex. equipagem 17,
carga lila c mais gneros ; ao capillo. Veio re-
frescare egue para Londres.
Rio de Janeiro30 dios, brigue brasileiro Firman,
(Je 172 toneladas, capitao Manoel de Fcitas Yir
lor, equipagem II. carga caf e mais gneros ; a
Novaos A; Companhia.
Idem35 dio--, l.rigue brasileiro Dous Amigos,
de 216 loneta las, capitao Narriso Jnsede ouinl'An-
na, equipasen 11, carea cafe c mais gneros ; a
Manoel Alvcs Guerra Jnior.
Terra Nova33 da, patacho inglez Eraa, de 201
toneladas, capillo John D. Itowdpii, equipagem
9, carga hacalhuo ; a Calniunl & Cuinpanbii. .
Rio dejanciro22 dias, barca francesa Jcan &
Camlle), de 277 toneladas, eapillnEtienpe. equi-
pagem II, em lastro ; a N. (). Bicber j Compa-
nhia.
Sacias salitihs no mesmo dia.
Ararat)Hiato brasileiro EsaraclQ, meslre Esla-
cio Me'iutes da Silva, carga varios gneros. Pas-
eciros, Anlonio Bnrgcs da (Losla, JoSo dp Souza
Ros, Manoel da Silva Gomes.
BaldaIlale brasileiro Casiro, meslre Francisco
ile Casiro, carga sil c mais gneros.
Rio de JaneiroEscuna lira-il.-im Zelosao, meslre
Joaquim Antonio de Farias c Silva, carga assuear
e mais seeros. Passageiro, Antonio Lu* Gon-
ralves Vianua.
dem e porlos intermediosVapor inglez Great
NVcsleruu, cominandante Bevis. -Passanciros des-
ti provincia, William WiHson, Barlholomeu Tor-
qualo ile Souza c Silva, Carlos Labuticre, Manuel
Joaquim da Silva l.eao.
1.a Para ludo mais que u,1o esliver determinado
ueslas clausulas, nem no orcamento seguir-sc-ha o
que a respeilo dispc a lei n. 286.Conforme. O
secretario A.'F. d' Annunctacao.
O Illm.ir. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlu da ordeto do Exm. Sr. presidente
da proviucia de 2 1^0 crrenle, manda fazer publico
que no dia 22 da fevereiro, prximo vindouro, perau-
,e a junta da fazenda da raesma Ihesouraria, se ba
de arrematar a quem por menos lizer, a obra do 7.,,
lauco da estrada da Escada, avahada em 25:300^000
reis.
A nrremalac,ao ser feila ua forma da lei provin-
cial n. 313 de 1 de maio do auno prximo passado-
o sob as clausulas especiaes a baixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremalac.au
comparerain na sala das sesscs da mesma junta pelo
meio dia competentemente liabeliladus.
E para constar se inandou aflixar o presente e pu"
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co 29 di Janeiro de 1855.O secretario
./. F. d'.tnnunciarao.
Clauiulat espesiaes para a arremalacaa.
1.* As obras do selimo lauco da estrada da Escada,
far-sc-bao deconformidada com o orcamento, planta
c pe lis approxados ^pela directora em conselho, e
apreseiilados approvacao do Exm. presidente, na
importancia de 25:3000000 rs.
2." O arrematante dar priucipio s obras 110 pra-
zo de um mez, e as concluir no de dozc, ambos co-
udos na forma do ar|. 31 da lei provincial n. 286.
3.' A importancia do pagamento da arreroatao.lo
venlicar-se-lia de cooformidado com ojarl. 39 da
mesma lei, e ser feito em apolices da divida publi-
ca provincial creada pela lei n. 354.
4.' O prazo da jc-poiuabelidadc ser de um auno,
durante o qual deven ntirrematante manler a estra-
da sempre era perfeito eslado de conservacio, sob
pena de sercm inmediatamente feitos a sua cusa os
reparos.
5." l'ara lulo o mais que nao esliver determinado
as prsenles clausulas nem do orcameulo seguir-se-
ha o que a respeilo dispAe a lei provincial n. 286.
Conforme. O secrelario, A. F. iTAnnunciaco.
ED1TAES.
DEGLABA^O'ES.
lacre 7 de Janeiro.
Merrado calmo.
Cafe. I'oucas Iransacces, romtudn os precos fi-
cam firmes. Vendcram-se 3,000 saceos do Brasil ; a
saber : 320 do Rio-dc-Jaueiro de 60 a 60. 50 os 50
k.; 1,631 dilos averiados, cm venda publica 103 a
117 f. (direitos pagos); 1,140 do Rio-de-Janeiro nao
lavado de .55 o 58 f. par 50 k. ; 2,298 do i I a i I y ava-
riados de 100 a 108; 491 dilos de 108 a 108. 50 ; 150
do Poito-Cahello de 117 f. 21 c. a 117. 75; e 6,121
Je Java de 116 a 116.50. -
Assuear. Em primeiro lugar os negocios esla-
vara mui calmos, porm agora se acham mais ani-
mados i vista da reduccao dos direil'f de alfande-
ga (i f. para lodas as provincias estranseiras). Ven-
deram-se 650 barricas das Anlilhas de 59 a 60 f. ;
400 caixas de Havana a 31 f. 50 c. ; 2,800 de Hava-
na n. 12 bollandeza, a livrar a 31 f. 50 c.
.Couros.Pedidos regulares. Procos cm al^a, par-
ticularmente para os salgados. Vcnderam-sc 6,400
de Buenos-Ayres, seceos, de 110 a 115T.; 2,112 di-
tos salgadas de 56 e 55 ; 4,500 dilos ,1 58 f. ; 703
seceos da Babia a livrar pelo navio Cephite a 100 f.;
480 do Rio-Grande, viudos de Portugal, a 51.
Cacao.Pedido mais regular. Vendcram-se 1,066
saccas Caracas de 107. 50 a ItO f. ; 600 saccas do
Haity a 36 f.; 111 saccas da Babia a 36 f. .50 c.
Tapioca.Mercado regular, prcros firmes, l'ns
100 barris do Rio-de-Janeiro foram vendnlns a 84 f.
Os que vieram de Londres foram pagos a 82 f. s
Marsclha 5 de Janeiro.
Caf.Mercado mais animado. Vendcram-se
2.300 saceos do Brasil a 60 f. ; 2,700 do Rio 55 a
60 f. segunda qualidade ; 210 lado do Rio 60 a
65 f. ; 1,300 saceos dito de 60 a 62 ; 500 ditos dilo a
55 f.; 3,600 do Haity a 63 f.; emfim 1,600 dilos e
1,800 de Laguayra a 67 c72L com 10' de des-
cont.
Assuear.Nada se tratou no das provincias do
Brasil.
Couroi.Mercado bom, precos firmes. Nada dos
de Pernambuco e Babia.
Cacan.O do Par.i falta no mercado, c tica sendo
procurado. Venderam-se 1,000 saceos do Ilailv a
35 f.
Trieste 2 de Janeiro.
Ca/c.Mercado firme, com ludo pouco pedido.
Venderam-*c 3,000 saceos do Rio de-Janeiro II. 35
f|l a 38 ; 80 de Sanios a f. 40 ; 5,000 da Babia a
fl. 31; 336 da llallis avariado de 33 a 33 l|2. Ero-
lira 1,500 de San-Domingos de 37 l|2a 38 II.
Assuear. Mercado firme, comtudo sem mtiila
animaran. Vendcram-se 2,000 caixas do de Havana
fl. 18; 300 do da Baha branco f. 18 ; 166 caixas di-
lo f. 18 1|2 ; 900 saceos do do Pernambuco brauco
a 19 Ir3 11.
Couros.Mercado firme, pedidos mui regulares,
c ha falla desla fa/.enda 110 mercado. Venderam-se
6.200 de boi seceos de Montevideo a 27|33 Ib. de (il
a 65 f., sendo as oulras operaroet para os das Indias.
Cacao.llouvcram poucas IransarcOes. L'ns 100
sacros do Para foram vend los do f. 21 1(2 a 22.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos proprielarios abai-
xo mencionado, a ciitrcgaiem na mesma Ihesoura-
ria 110 prazo de ',10 das, a contar do dia da primeira
poblic,ic,ao do prsenle, a importancia das quolas
com que levera entrar para o ralc/.mento das casas
dos largos da Pcnha c Ribcira, conforme o disposlo
na lei provincial ii.-3.50. Adverlindo, que a falta
da entrega voluntaria sera punida com o duplo das
referidas quntas naconformidade do art. 6o do regu-
lamenlo de 22 do dezembro de 1854.
Largo da Pcnha.
Na. 2. Bernardo Anlonio de Miranda. 602)000
. Viuva e berdeiros de Manoel Machado*
Tcixcira Cavalcanli........... 515400
6. Maria Joaquina Machado Cavalcanli. 255200
8. Joaquina Machado Porlclla...... 219600
10. Andr Alves da Fonseca........ 369000
12. Francisco Jo- d| Silva Maia..... 12&600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva o berdeiros de Maralino Jos
Galvao.................. 305000
3. Ignacia Claudiua de Miranda...... 259200
5. Auna Joaquina da Conceicao...... 415100
7. Joaquim Bernardo de Figueiredo 219600
9. O mesmo................ 219600
11. Viuva e berdeiros de Caelaup Carvalho
Rapozo ............ ..... 219600
13. Os mesmos.............. 2I96OO
15. Caelauo Jos Rapozo....... OO9OOO
17. Jos Pedro da Silva do Espirito Santo 259200
19. Joo Francisco RegisCoelbo..... 529500
21. Anlonio Machado de Jess...... IO98OO
23. Jos Fernandes da Cruz........ 199000
25. Joaquim Jos Baplisla........ I9SOO
MOVIMENTO DO PORTO.
Salios entrados no dia I.
Sanios21 da, barca france/a Sormandie, de 337
loneladas, capitao Valcnlim, equipagem 12, em
lastro ; a Dragan.
Montevideo35 dias, escuna hespaiibola Prisco, de
172 loneladas, cnido Pedro Anlonio Mulle!,
cquipacem II. em lastro ; a Aranaga A; Urjan.
Buenos-Ayres38 das, brigue dinaniarqnez Anua
Cecilia, ile 170 toneladas, capitao F. F'islier, equi-
pagem 10, cm lastro ; a Roslron jlooker & Com-
panhia.
Liverpool13 dias, barca ingle/1 Admiral C.ren-
/Wi,de 324 loneladas, capitao Richard Witliamson,
equipagem 16. carga fazendas e mais gneros ; a
James Ryder y,- Companhia. Ficou de quarenle-
n'a por 5 dias.
Valencia38 dias. barca ingleza Melliourne, de 321
toneladas, capitn W. Roberlson, equipagem 11,
cm lastro ; a ordem.
Rio de Janeiro37 dias. barca hrasilein Flor de
Oliceira, de 267 toneladas, rapao Jos de Oli-
vcira Leile, equipagem 13, em lastro ; a Manoel
Alves Guerra Jnior.
Soulamplou e purlos nlcrmcos23dM, vapor in-
glez Great ll'cstern, commandaule T. A. Bevis.
Passagciros para esta provincia, Mauoel Pcrcira d
Sii Reg, William Price, Richard Aulin, llenri-
que Eduardu Pingeon, D. Candida Rosa do Espi-
rito Santo e I lilho menor, Candido Morcira da
Cosa, Francisco Jos de Souza lavares, Julio
Clirsliauo Raby, C. A. Rordorf.
Rio dejanciro38 dias, escuna brasileiro Linda,
de 152 loneladas, espita,! Jo- Ignacio Pintela,
equipagem II, carga vusilhamec lastro ; a Eduar-
do Ferrcira Bailar.
dem17 dias, barc sueca F.lisabcth, de 288 lone-
ladas. capitao J. H. K110II, equipagem 15, em
lastro ; aN. O. Bicber A; Companhia.
dem20 das,brigue fraucez Courageute Fiigenie.
de 159 toneladas, capitn Geiizemur, equipagem
11, em lastro ; a Lasserre & Companhi?.
Cabo S.Lucas89 dias, barca americana It'arelel,
de 299 loneladas, capitao R. Smill, equipagem 13,
carga cuano ; a ordem. Veio refrescar c segoe
para New-York.
Navio* saliidos no mesmo dia.
LisboaBrigoe porluguez Itibeiro, capillo Francis-
co Schmidt Jnior, carga assuear. Passageiro,
Antonio de Rezende Reg.
*
5749800
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 8 de jaueiro de 1855. O secretario,
Antonio Ferrcira d'Annunciaco.
O Illm. Sr. inspector da thesodraria provin-
cial, em cumprimenlo do disposto no art. 34 da lei
provincial n. 129, manda fazer publico para conhe-
cimento dos credores bypolhccarios c quaesqner in-
leressados, que foi desapropriada viuva Maria do
ascimento, una morada de casa sila na direecao do
quinto laen da rnmelicacAo da estrada do sul para
a vifla do Cabo, peta quantia de 3009000 rs., e que a
respectiva proprietaria lem de ser paga do que se
Iba dexc por esla desapropriacan, logo' que' terminar
o prazo de 15 dias contados da dala desle, que be
dado para as reelamaces.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario por 15 dias suecessivos.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretario, Antonio
Ferrcira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
manda fazer publico que, tica prorogadu por 60 dias,
a contar da data desle, o prazo concedido para as re-
cbiniacoeseo pagamento da divida da decima e mais
impostes que coliram asestarnos desle municipio nos
exercicios .interiore* ao de 1852 a 1855, c que (Indo
este prazo, que o necessario para se conseguir a es-
cripluraclo desta divida, ser ella cobrada judicial,
mente.
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da ihesouraria provincial de Pernambu-
co, 31 de Janeiro de 1855.O sei-rolario
A. F. d'Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, era cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia do 23 publico que no dia 22 de fevereiro prximo vindou-
ro, peanle a junta da fazenda da mesma Ihesouraria,
se ha de arrematar a quem por .menos fizer, a obra
dos reparos urgentes do que precisa o acude de Ca-
ruar. avaliada cm 1:0129000 r>.
A arrematarlo ser feita na forma da lei provin-
cial n. 313 do 14 de mio prximo passado, e tob as
clausulas especiaos abaixo copiadas,
As pessoas que se propozerem a esta arrematado
comparecam na sala das ess.'s da mesma junta pelo
meio dia competentemente babcliladas.
E para constar so mandou aflixar o presente e pu
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 29 de Janeiro de 1855.O secrelario
A. F. u"Annunciacao.
Clamilla* especiaes para a arremalacn.
1.a As obras dos reparos do argdc de Garuar se-
rlo execiiladas de ronforraidade com o orcamento
approvado pela directora em conselho e apresenlado
a
cia de 1:0129000
2.a O arrematante dar comen) a obras no nrazo
de um mez, e as concluir no de tres, ambos conta-
do, na forma do art. 31 da le provincial n. 286.
3". A importancia da arrematarlo ser paga em
orna s prestarlo, quanto estiverem concluidas as
obras que serlo logo rccebiilas definilivamente, visto
nao baver prazo de responsabilidade.
As mallas que de ronduzir o vapor Imperador
para ns porlos do norte, serao fecahadas boje (3) a
urna horada tarde, e as correspondencias que vio-
rom depois dessa hora pagara 0 porte duplo.
Cartas seguras viudas du tul, para os senhores:
Antonio Jos Rodrigues de Souza Jnior, Bvnder .1
Brandes A; C, Francisco Anlonfb das Chagas, Gas-~
par Menc/.es Wasconccllos do Drummond, J. Amo-
nio l'aria Abrcu e Lima, Joaquim de Olixera Sou-
za, J. dos Santos, J. da Silva Casiro, Joao Ferm-
niano Correia de Araujo, J. Jos Piulo, Novaes &
C, Policarpo da Cosa Paira.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, manda fazer puldico que do dia 3 por oanle
se pagam os ordenados e mais despezas provincias
do mez de Janeiro prximo lindo.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernambu-
co, I. de fevereiro de 1855.O secrelario
A. F. d'Annunciacao.
CONSELHO ADMINISTRATIVO.
O consclhoadminislralivo em cumprimenlo do art.
22 do rcgulamento de 14 de dezembro do 1852, faz
publico que foram aceitas as proposla de Anlonio
Ferreira da Cosa Braga, Timm Mousen & Vioassa,
para fornecerem : o. 138 pralos razo de p de po-
dra para o 2. batalhao de infantina, a 115 rs., 177
dlosfuudos a 115rs., 164 tigellas a 120rs. ; o 2.,
5 lences de lati de 4 Slibras cada urna a 19200 rs. a
libra, 5 ditos de 12 libras a 19200 rs. a libra : e avi- ,
sa aos snpradilos vendedores, quedevem recolher ao
arsenal de guerra os referidos ohjecto* no diaj do
correnlc.
Secretaria do conselho administrativo pata foroe-
cimento do arsenal de guerra 1. te fevereiro de
1855.Bernardo Pereira do Carmo Jnior, vogal
c secrelario.
Pela adminislracalo dos eslabelecimenlos de ca-
ridade se faz publico a qoem convier e inleressar
possa, que no dia 8 do correle vai a prara per quem
menos lizer o fornecimento d'atua para o hospital
dos Lzaro Os prelendentes devefeo achar-se pre-
sentes 110 mencionado dia na secretaria da adminis-
traran dos estabelecimentos de earidade pelas 4 boras
da larde. Secretaria da adminiflncao dos estbiles
cimento de earidade 1 de favereiro de 1855.O es^"
crivao, Antonio Jote Gomes do Crrelo.
Por esla secretaria se faz publico, que de or-
dem do Exm. Sr. director, os exames preparatorios
tero lugar sabbado 3 de fevereiro prximo, no edr
ficto da "laculdafc, em couformidade dot estatutos
arl. 55. E para que cliegue ao conliecimeiito dos
senhores professores e substituios do collegio das ar-
les e dos interessados, se mandou aflixar este no lu-
gar do coslume e publicar pela imprensa.
Secretara da faculdade de direilodo Recife 29 de
Janeiro de 1855. Eduardo Soatet ~Albergarla,
secrelario interino
COMPANHIA PERNAMBUCANA.
Nao se tendo reunido votos sufiicienies
em assembla gerai, no dia 50 de Janei-
ro crtente, nao se pode tomar a deli-
berarao, que marca o art. 26 do esta-
tutos ; e por isso novamente he convoca-
da igual rettniao para odia (i de fevereiro
as 11 horas da manhaa, ra sala da as-
sociaco commercial, e se resolver' de
acord com o que marca o art. 15 dos
mesmos estatutos.Antonio Marques de
Amorim, secretario.
BANGO DE PERNAMBUCO.
O conselho de direecao do banco de
Pernambuco faz certo aos Srs. accionis-
tas, que seacha autorisado o Sr. gerente
a |>agar o quinto dividendo de 8'000rs.
por arrao.Banco de Pernambuco, Til
de Janeiro de 1855. O secretario do con-
selho, Joao Ignacio de Medeiros Reg.
AVISOS MARTIMOS.
AO RIO DE JANEIRO
seguir' brevemente, por ter
grande parte do seu erregamen-
to tratado, o veleiro ebem cons-
truido brigue nacional MARA LUZIA,
capitao Manoel Jos Perstrelio : para o
resto da carga e para escravos, aos quaes
da' excellentes accommodaroes, trata-se
na ra do Trapiche Novo n. 16 segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes 1S1 C.
PARA A BAHA
vai seguir com grande presteza o Ii i a te
nacional FORTUNA, capitao Pedro Valet-
te Filho : para cargatrata-se com O con-
signatarios Antonio de Almeida Gomes &
C. na rita do Trapiche Novon. 16 segun-
do andar,
Ao Maranho e Para.
fflt ^ ai seguir com a maior brevida-
33mLm"e o novo e veleiro palltabote na-
cional Lindo Paquete, oapito Jos Pin-
to Nunes ; qqem qttizer carregar ou ir
de pa8sagem inste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
meida Gomes &C, na ra do Trapiche,
n. 16, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
Para a Baha segu com milita bre-
vidade O hiate nacional Amelia, por ter
parte da carga proinpta ; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche do al-
godao,ou com os consignatarios Novaes t
C., ra do Trapiche n. 54.
Para o Rio de Janeiro segoe cm poucos din a
T7^iE'm-Sr- f--%-i--h- ss^a;.^^
la ,,c *rs- signatario Isaac Curio & C.mipauhia, na ra da
Cruz n. 40.
PARA O PORTO.
O brigue portugou Alegre, saldr para o Porto
com a maior brevidade, recebe carga frete e tim-
bero passageiros, para o iiue loen excedentes com-
modos : trata-se com Bailar & Oliveira, na ra
da Cadeia Velha escriptorie n. 12, ou com o capilSo
Manoel Jose Garioho.
HERIVI
iciuno [ucuniKD curnuiDiinn
uiitii Min


DIARIO DE PERNAMBUCD, SBADO 3 DE FEVEREIRO DE 1855.
Ciara' e Acaracu'.
No dia 10 riprclcrivelraeiitp seeue o palhabole
Sobilense, capitao Francisco Jos la Silva Ralis ;
zn o passagetros : Irala-sc rom Caelano
Cvriaco da (".. M., ao lado d> Corpo Sanio n.25.
MAKANIIAO' 12 PARA'- ,
Segu (m poneos dias para o Mara-
nlio e Para' o-hiate nacional Adelatde,
ja' tema maior parte di carga engajada ;
para resto e passagciros tiata-se com o
consignatario J. B. da Fonseca Jnior,
ruado Vigario n. V.
PARA OAiiSr,
salie impreterivclnienle na picsentc semana o ntale
Anglica: para carga c psisageiros, trala-6e na
ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro an-
dar.
Para o Araraly com escala para o Ass, a bar-
raja Napoleo Brasileiro. pretende seguir por toda
esla emana, por ler a maior parle de eu earrega-
mento pro ni po : quem nclla quier carregar, diri-
(a-se ra da Madre-de-Deos n. 116, ou a bordo no
Trapiche do aluodlo.
CEARA' E PARA'.
Segu em poucos dias por ter a maior
paite da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, trata-
se com o consignatario J. B. da Fonseca
Janior, na ra do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca.
LEILOICS
CONSULT 0RI0 DOS POBRES
25 AXTA DO GOL LE O O 1 JJffDAR 26.
O Dr. P. A. Lobo Moscozo da consultas homeopathicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aleo meio rtia, e em casos extraordinario! a qualquer hora do dia ou imite.
OITerece-se igualmente para pralicar qualquer operaba,) do cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer inulher que esleja mal de parlo, c cujascircumstancias nao permillam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO M. P. 1. LOBO I0SC0Z0.
23 RA DO COLLEGIO 25
VENDE-SE O SEGUINTE:
20000
Grande leilao de miudezas e ferragens
finas.
Henrique Brunn, liquidatario da casa do Tallecido
J. 1). Wolphopp & Coinpanliia, continuar por in-
tervenflo do agente Oliveira, i leilao de grande sor-
limenln de miudezas, algumas ferragens linas, iuclu-
>ivi! variedade de meias para liomem e senhora. ca-
dacM, Atas dTersas de seda e de aigodo, e minios
oulros arligoe que serao vendidos sem reserva de
preso para ultimar cantas : terca-feira, 6 do correu-
le fevereiro, as 10 horas da m inbaa, no sen arma-
zem, roa da Croz.
Schaflieikin & C. farao leilao, por
intervencao do agente Oliveira, de gran-
desortrmento de lazendis de seda, lia, li-
nho, e de algodao, tedas proprias do
mercado : egunda-feiia-^5 do corrente,
fevereiro, as 10 horas da manhaa, noseu
armazem, ra da Cruz.
O agente Borja por autorisacSo do
"llm. Sr. Dr.* juiz do commercio da se-
gunda vara, Francisco de Assis d'Oliveira
Maciel, a requerimento do curador lis-
cal da massa fallida de Jos Rodrigues da
Silva Rocha, fara' leilao da loja de ferra-
gens do' mesmo fallido, sita na ra de
Oueimado, n. 50; consistndo na arma-
rio, ferragens, miudezas e movis exis-
tentes na mesma loja teres-feira, 6 do
corrente, as 10 horas em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
Manual completo de meddicina liomcopalliica do Dr. G. H. Jalir, traduzido em por
tugoez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous c aroinpanhadodo
um diccionario dos lermos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele......
Esla obra, a maisimportante de lodas as quetralam do e<".id e prnlica da liomeopalhia, por ser a unir
que conten abase fundamental d'eala donlrinaA I'ATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DESAUDEconliecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soa que se querem dedicar i pratica da verdadeira medicina, inleressa a lodos os mediros que quizerein
experimentara i'oulrina de Uahnemann, e por si meamos se ronvencrreni da verdade il'ella: a todos os
fazemleiros e senhores de enccnho'que estaolonge dos recursos los mdicos: a tollosos -apilaos de navio,
que urna ou oulra vez nao podem dcixar de acudir a qualquer ucommodo sou ou le seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nm sempre podem ser prevenidas, so nbriga-
dos a preslar in eontinenli os primeiros soccorros ero suas enfermidades.
O vade-raecum do homcopalha ou tradcelo da medicina domestica do Dr. llerine,
obra lambem til as pessoas que se dediram ao esludo da liomeopalhia, un vol-
me grande, acompanliado do diccionario dos lermos de medicina...... 109000
O diccionario dos lermos le medicina, cirurgia, an,,ioraia, etc., ele. cncardenado. KsCUO
Sem verdadeiros c bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pratica da
homeopathia, e o proprielario desle eslabelecimeulo se lisongeia de le-lo o mais bem monlado possivel e
ninenem duvida boje da srande superioridade dos seus mi'dicamenlos.
Boticas de 24 medicamentos cm ".lbulos, a 10, 123 e 135O0O rs.
ATTENCAO'.
A taberna nova do baratean), na povoa-
Co de Santo Amaro de Jaboato.
acha-se com um completo sorlimenlo de bebidas de
todas as qualidades, cerveja cm meias garrafas e gar-
Vende- so por proco commodo um carro novo
de quatio rodas e qualro aaaeajtos, com seus compe-
tentes arrcios, e urna parellia de cavallos tambem
novse possanles: na Soledade no filio dos qualro
leOcs a qualquer hora do dia.
Iloje sabbado. ;is 0 horas la manhaa, eslarao
rafas, licores francezes, vinlio linio c branco, queijos! na ponle da Boa-Visla 2 bois mansos de carrosa pa-
novos, sardmlias deNanlos, mauteiga Ingiera e fran- I ra venderem-se.
ecza, da melhor que se pode encontrar uu mercado, ARADOS DE FERRO.
cha da India e le S. Paulo, dito prelo, chocolate, r J* j n r>
IWujcarde todas as qualidadf, bolacliinha ingiera, !ia iunaicao de C. atarr. S L. em
dita de aramia, charutos para os amigos do bom sos-! Santo Amaro acha-SC para Vender ai-
te, das incllu.rcs marcas, S. Flix, Figueiredo Ko- \m J ferrf, ,m .,-pr\r cmalidiele
cba. e oulros muitos que so pedirem, alclria, ma- < aOS r r Q1 1uaaae.
car rao, lalharini para sopa ; pedimos lambem aos
scnbores de ensenho mais prximos que nos quei-
ram honrar nnsso novo cslalielccimetilo com mi;i-
freBiiezias, adundo ludo pelo preco da praca e a ia-
lisfacAo do comprador.
J)
*j^ O aolicilailor nos audit'u^ desla cdade
^, abaixo asignado, continua a excrcer as
*^* funecoea des-c careo, para o que |>odc ser
*Ci procurado noescriplorio do llim. Sr. Dr.
Joaquini Jos da Fonceca, o mema coinpro-
meltc-se a solicitar causa -lis partido an-
nual, com lodo telo e arlividade, medanle
^^ um pequeo honorario, assim como as
^^ causas particulares uAo poe proco as -
y\ parles. Camilln Auguita Rkti eir da Silea.^gt
9
**
^
S
Ditas 36 ditos
Ditas 48 ditos
Dilas 60 ditos
Ditas 144 dilos
a..................
Tubos avulsos..................jr...... '--*H'1
Frascos de meta onca de lindura.........- --r....... i^KJi)
Na mesma casa lia sempre a venda grande juimcift-'^ tubos de crystal de diversos tamanlios,
vidros para mcilicamenlos, e aprompla-se-qutrtquer cncomincnda de medicamentos com loda a brevida-
do e por precos muilo commodos.
Ke/V.Toes shre a educaran pbyica c moral da in
faneia, o/fereeid Ignacio firmo Xaaer.
Esla obra destinada ao bem social c necessaria a
quanlos se oceupam di educacan infantil, para que
ebegue ao conliecimenlo de lodos, aclia-sc i venda
pelo proco de 3v01K) rs. as loja-los Sr. : JJoSo da
Cunta MaialbAes.na riir, da Cadeia do Uccife n. ."ti ;
jpio Soares dr .'nellar, na ra Nova n. 1 ; e lias li-
ir.'.-mxi vrariaa i lassica paleo do Collegiu n. Universal na
Ji-ihii riiH lio Collegio, c na do Sr. Honrado no paleo do
Collcsio a, o.
O Sr. Francisco Xavier Das de Aliiiiquerque
Jnior appareca na roa doQaehnado, loja o. 10.
I J. JANE, DENTISTA,
chronicas, 4 vo-
. aosflot
. 68(100
. 75(K(0
. 68000
. 165000
. fijOOO
. 8-5000
168000
108000
88000
78000
68000
4.5OOO
10-JOO
Casa de comignacao de esclavos, na ra
dos Quarteis n. 2
contina a residir na ra Nova 11. 19, primei- I Compram-sr. c recebemse cscravos de ambos os
ro andar. jj | sexos, para sevenderem de commissilo. tanto para a
S@@@@8St& 1 provincia comu para fiira delta, offerecendo-se para
Novos livros de liomeopalhia mefrancez, obras atod* a seguranca precisa para os dilos escravos
lodas de summa importancia :
Haliiicmann, tratado das molestias
lumes............
Teste, rroleslias dos meninos.....
Hcring, liomeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacopca liomeopalliica. .
Jalir, novo manual, 4 volumes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Knpnii, historia da liomeopalhia, 2 volumes
llarlhmaiin, tratado completo das molestias
los meninos..........
A Tesle, materia medica homeopalhica. .
De Fayollc, doulrina medica homeopalhica
Clnica de Staoneli........
Casling, verdade da liomeopalhia. .
Diccionario de N} sien.......
Alllas completo le analnmia com bellas es-
lampas coloridas, conlendo a descripcao
de lodas as partes do corpo humano .
vedem-sc lodos esles livros no consultorio homeopa-
II1 ico do Dr. Lobo Moscoso, ra de Collegio n. 25,
primeiro audar.
30-5000
Jos Soares d'Aevedo, professor de
lingoa ranceza no Lyceu, tem aberto
em tuacasa, ra larga do Rosario n 28,
terceiro andar, um curso de GEOGRA-
PH1A E HISTORIA, e outro de RHE-
TORICA E POTICA. As pessoas que
desejarem estudar urna ou oulra destas
disciplinas, podem dirigir-se a' indicada
residencia a qualquei.* hora.
O Sr. Joaqiuui Ferreira, (pie teve
loja na pracinha do l^ivramento tem tima
cartarha livraria n. (i e 8 da iraca da
Indejiendencia.
Precisa-sede nma frea, que seja verdadeira
e boa euuoinmadeira ; pura oque paea-se 145000
rs. mensaes, na ra do Kaugel, n. T. Na mes-
ma casa precisa-se de nma ama para o servido inter-
no externo de nma acasn, e paga-se bem.
Domingo, 4 do ntrenle, pelas 4 horas da lar-
de, teni lugar a procissfln do Senlior Bom Jess da
Canoa Verde, na Passagr m da Magdalena, cuja ima-
_m perlence a igreja du N. S. do Remedio, a qual
"por causada grande cheia de juuho do anuo prximo
paasado, fura desde esse lempo depositada em casa do
cirurgiao Joaquim Jos Alves de Alboquerque, mo-
rador no mesmo lugar.
Ao commercio.
O abaixo assignado declara quejar nao lite con-
vir ter mais como sen socio o Sr. Jos Joaquim Go-
mes de Abren, aparlou 1 sociedade que com o mes-
mo linha no deposito je charutos da ra Direita n.
7, > qualgyrava sob a rmi de Abren & l.eile, li-
caudo a cargo do annonrianle o pagamento de lodos
os credores. Jbo da titea Ltile.
Jos da Maia conlii a a dar ligues dtioglez,
francez e escripluracao, todasas lardes, na classe
que tem na ra do Quein ado n. 14, e pxle ser pro-
curado ua luja dos Srs. G)uva OITerecc-se um rapaz portuguc/. para caixeiro
de taberna ou oulro qualquer estabelecimenlo, para
tomar conta por balando o a sem elle, para oque lem
bastante pratica : quem le seu presumo se qui/er
ulilisar, dirija-se praca da Independencia 11. 10,
das 10 as i! da tardo.
PEDIDO.
Tenilo dcixado de publicar-se o Cravn, pede-se
instaiiteameulc aos senhores assignantcs, que es-
Uto dever as suas assimialuras, que teiibam a hon-
dada de paga-las al o dia (i de fevereiro. He um
dever e ao mesmo lempo um grande obsequio que
fazem.-
Achara-se a vendaos bilhetes da se-
gunda parte da quarta lotera 'concedida
a beneiicio da matriz de San Pedro Mar-
tyrde Olinda nicamente na thesouraria
das loteras ra do Collegio 11. 15, e e:or-
re iuipretenvelmente na dia 10 de feve-
reiro.O tliesoureiro, Francisco Antonio
de Oliveira.
9 DENTISTA FRANCEZ.
Q Paulo Gaignoux, eslabelecido na ra larca
9 do Rosario 11. 36, secundo andar, enlloca den-
j* tes com gencivas arlificiaes, e dentadura com-
'y pela, ou parle dclla, com a pressao do ar.
9 Tambem lem para vender agua denlifricedo
% Dr. Fierre, e p para denles. Rna larga do
3 Rosario 11. 36 segundo andar.
saiafe-ss 5@@a@ &
O abaixo assignado, lendo dado sociedade ao
seu mano Izidro Percha le Andrade na sua hiberna
n. 1, no pateo da Ribera, declara que lila taberna
ayra da dala desle em diante, dehaixo da firma de
Izidro Pereira de Andrade & Companhia. Recite
1. de fevereiro de 1855.
Justino Pereira de Andrade.
Olllm. Sr. Joaquim Ignacio deCarvalhoMen-
donca lem una caria na ra do Queimado, loja
n. 14.
Precisa-se de urna ama : na ra Direita d. 72.
Pl 1.ICVCAII" DO hSTITl'TO HOHtOI'V-
TIIIGO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPATIIICO
OU
VADEMCUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homco-
pathicamente todas as molestias que affligem a es-
pecie humana, e particularmente agulas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores Ira-
lados de liomeopalhia, lauto estpeos como ameri-
canos, e segundo a propria experiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgero Piobo. Esla obra he boje
remolienda como a melhor Je luda- que trata in da
applicac.au homeopalhica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao podem dar um pas-
so sesuro sem possui-la e consulla-la. Os pais de
familias, os senhores de eogcnho, sacerdotes, via-
jantes, capiles de navios, serlanejoselc. etc., devem
te-la i man para occorrer promplamenle a qualquer
caso de molestia.
Dous volumes em brochara por 108000
)> encadernados II9OOO
vende-se nicamente em casa do autor, no palacete
da ra de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
l.ava-se e er.omma-se com toda a perfeico e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado ti. 15.
Offcrece-se um porluguez chogado de novo,
que lem muita pratica de -s. ripluracau, o l [Tova
de sua conduela : quem precisar do' seu presumo,
nesla praca ou fura della, dirija-fe ao becco Largo
n. 31, que achara cun quem tratar.
A quem fr od'erecido um rasliral de piala,
nolavcl pela sua pequenez, roga-sede o lomar, poi-
que fui fortado, e queira mandar entregar nu arma-
zem de moldados do Sr. Manuel dos Santos Foules,
na ra do Cullesio 11. >, anude rceebcr recompensa
no caso le que a exija, e enlao se dir a quem per-
lence.
Quem liver urna ca-a lorrea para arrendar, em
Sanio Antonio, aiiuuncie para ser procurado.
Aluga-?c a propriedade n. i!l, da ra da Cruz
do Rccie: Iratar com Manuel Maximiano Gucdes,
ruado Apollo 11. 2.
A abaixo a*sgnadi, cumprindo com o sagrado
deverde gratulan, vera agradecer .1 Iotas as pessous
que lao boamenle se prestaran! cm coadjuva-la, por
occasiao do incendio <|uc so inaufestoii na noile de
21) do concille, em casa da Sr." I). Joaquina Pereira
Vianna, parcdc-tiieu a de sua residencia, mostran-
do-se extremamente grata, olfercrc o suu diminuto
preslimo '01110 nica nianik'sIac,ao desll gralido.
Da mesma maneira, dirige os seos proleslos a lodas
as autoridades, que naquella occasiao, se achavam
pretiles, e a cujus desvelos nulo llevemos.
Anna Joaquina l.ins tl'andcrley.
Precisa-se de um caixeiro que lenha bastante
pratica de taberna, e que de fiador a sua conducta :
a ra
FARA 01ADAHISM0 DO
BOM COSTO.
A 8.<000 rs. o corte!!!
Vendcni-se na roa do (Jueimado, loja 11. 17, ao pi-
da botica, os modreos rr'.es d vestidos de larlata-
na de seda com qiiadrosde cores, de lindos e novos
desenhos, com S varas e meiii, pelo barato preco de
SffOOO!!!
NOVAS ALPACAS DESEO?.
A 500 rs. o covado.
Vendem-se na loja do Faria & Lope, na do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
mis e lindos desi-nhos, pelo mdico proco de 500 rs.
cada covado.
V ende-se um cscravo : na ra do Pires, sitio
que Milla para o CorredorrtirHitp:-----
FRASCOS DE MUHO DE BOCCA LARCA
COM ROLHAS.
Novo sorliment do tnmnnho ele 1 a
12 libras.
I'endem-se na holtea de liarlholonieu Franrisco
le Smiz/i, rU larga 1I0 fntnrio n. 36, por menor
pre(0 que em oulra qualquer parte.
Vende-se cofjnac em caixns de elii-
7.1a : rio armazem de Brunn Praeger &
C, ra da Cruz ti. 10.
Yciiilem-se corles de Veslidos de selim prclo,
lavrados, muito boa fa/cnila, e padres do ultimo
costo, por preco nmito em conta : ua loja do sobra-
do amarello, nos ixualro cantos da ra do Queimado
n. i9.
Vendem-se -2 neSTM, nina moca e com habili-
dades, que cose chao, engomma0 C07.inha, ca oulra
que vende na rua e coxinlia o diario de urna casa :
na rua do l.ixramcnlo n. 29.
(^ CHALES E ROMEIRAS. /M
/a Chales c romeiras de relrnz, bordados de ,a
Wi seda, dilos do seda, c merino. '#?
No armazem de Vctor Lnsne, rua
da Cruz, n. 27, vende-tc o segtunte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mu lindos elesenhos ; wermoutli em ca-
xas de 12 g'-irraliis ; diversos licoi-es de
mu boa epialidade; vinbo verdadeiro
Bordeaiix em caixas de duzia ; kircli
do tnellior autor ; agua de flor de laran-
ja ; cognac verdadeiro ; absinth, clioco-
late muito superior qua-lidade ; champa-
gne : o que tudo se vende muito em
conta, en relarao a' boa e|ualidade.
Vende-se escolente taimado de piulio, recen-
teniente cheaado da America : na rm de Apollo
trapicho do l'erreira. entender-se com o adminis
rador do mesmo.
CEMENTO ROMO.
Vende-se superior ccm?nlo em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
lliealro, armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Agenda do Edwla Blaw.
Na rua de Apollo n. (i, armazem de Me. Calmnn-
& Companhia,' acha-sc constantemente bons sorli-
mentos le laixas de ferro ruado e batido, lano ra-
sa como fundas, moendas inctiras todas de ferro pa-
ra animaos, acoa^elc., dilas para armar
ra de, lodosos tamanhns e niodeh -< -
nos, machina horisonlal para vapor rom lona de
i cavallns, cocos, passadeiras de ferro cstanhado
para casa de purgar, por menos preco que os de
cobre, esco-vcus para navios, ferro da Suecia, fo-
1 lias de (landres ; ludo por barato preco.
Taixas pare engenhos.
Na fundcao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua baver um
completo sortimento de taixas de ferio
fiinelido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregain-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. KellenxC., na rua
da Cruz 11. 5, lia para vender 3 excel-
entes piano* vindos ltimamente de Ham-
l>
Nicolao Bruno, subdito sardo, vai fazer urna
viagem ao tiortu do imperio.
O CRAVO.
Acham-se venda na rua do Cabus-i n. 1 D, loja
de 1 porlas, os ns. 1,2, 3 e 4, do segundo trimestre | Sue.'.n esltvcr neslas circumslancias, dtnja-se
do Craco ; como assim, os ns. 1,7, 11 e laido pri-
meiro. Adverle-se aos senhores assignantes, que
inda nao pagaran) o importe das suas assignaluras,
que, leudo leixado de publicar-se aquclle peridico,
pelos motivos expendidos no seu 10 e ultimo nume-
ro, faz-scmisler que Ss. Ss. assim o facam al o dia
6 de fevereiro, sob pena de verem seus mimes neslc
Diario ; pois, muilo se lem esperado.
l)a-sc dinbeiro a premio em"pequeas quan-
Paliasbre penhores de ouro ou prata : na rua do
Ir soFloriano, primeiro andar do sobrado 11. 71.
Pede-se ao Sr. Dr. Jos Nicolao lli-
gueira Costa resposta da carta, que llie
ioi dirigida no < Diario de I'ernamhuco
de de Janeiro desteanno, assiguada pelo
Dr. Firmino ; o publico esta" anciosopor
ver esse negocio elecidido, c caso o Sr.
itgueira nao se queira dignar responder,
sera' tielo por e:apriclioso e arbitrario em
suas decises, e reo confesso ele seu de-
licio.O Curioso.
m
m
0 ROUBO PRATICADO NA (ASA DE D. JOA-
QUINA MARA PEREIRA VIANNA, NO IA
29 l)E JANEIRO l)E W55.
RelacAo de lodas as pop de ouro, obras de bri-
Ihanlse diamantes, obras de prata, dinbeiro em
moi-da de ouro, prala e sei ulas, leltras e oulros pa-
pis de credilo, e varios o ijeclo* mais que foram
roubados, a saber :
/oas te brilhantes e diamantes, e obras de ouro.
1 par de brincos de brillianles, 1 annel de dilos,
1 lato de diamantes rosa. I coracilo de diamantes
is de perolas, l'dilo de dilos com 1 ',; va-
de ouro, 1 annel de crisolitas gran-
diainanles rosa roda e perolas, 2
- de ro-etas de diamanles, sendo um com esme-
ralda, i dilos de fivelas de ouro grandes para sapa-
los, 1 dito de dilas de dito para calc.10 sem arneira,
1 imagem grande da Conceir^ao em ouro, 1 dita dita
de crucifixo em ouro, t crui le ouro lavrada, ouca,
2 collares grossos de ouro enm vara e meia cada um,
2 dilos dilos de ooro com 2 varas pouco mais, 2 ditus
ditos de ouro com 2 '. varis mais lino. 1 vara, e 1
pedaco de collar de ouro cem algumas emendas por
eslar quebrado. 2 redomas de ouro com vidro, lendo
urna 6 vollas de cordao e oulra 4, 1 cruz de dia-
manles com i voltas de cor Jilo grandes e muito tino,
i vara de cordao de ouro fino sola, 1 figa de ouro
grande com 8 voltas de coalas do Rio de Janeiro,
urnas pulceiras grandes de diamanles, cada urna com
6 perolas, crrenles de S. Benlu de ouro, 2 meda-
llias de ouro com seus diamanles, 1 cruz de Marrana
de ouro, 3 braceletes de ouro em cordao, 2 redomas
de ouro com os vidros tiraros; 4 ditas ie dito fecha-
das, 1 dita com 4 vollas dti cordao, 1 dedal de ouro
liso, t par de brincos do diamantes, 1 fivela le ouro
para cinto, 3 pares de brincos de ouro corlados, i
dilos de aruolinhas do ouri. 1 correle le ouro ".rus-
ta cora 2 siteles, 1 relogiu de ouro pequeo esmal-
tado, e circulado de perola, 1 relogio de ouro grau-
de eom urna fita prela, 1 irancelim deouro para re-
logio, muilo grosso, e com o passador, 1 coracAo de
filagrana.oulro de atacar :om o cinto, c oulras mais
obras de ouro, das quaes nao existindn relarao nao
ae podem dcscrever, e entre ellas existe mais 1 par
de brincos de ouro modernos com diamanles, e 1 al-
iinelede peito dito.
Obras de prala.
(i pares de casli$aes de prata de varios tamanhos,
4 salvas de prala, sendo 2 pequeas de 2 copos, e 2
para 4 copos, 3 faqueiros de prala de duzia, 3 meio
faqueiros de dito.
Dinbeiro de ouvo. prata e teduku.
1 sacco de brim cosido na bocea, o qual continha
t.SOO pecas de cunti di; -'oOOO. .VK) ditas de cunho
de 6>400, 1 -bah de murroquim encarnado, peque-
no, conlendo 1 emlirnllio com 100 sed ulas le 5009
rs. cada una, mais 27t: sedulas de 2OO0OOO, tudas de
chapa em papel brame, e mais ."ill modas do ouro
de cuiilio de 2113000, e o restante do inlcrvallo do
mesmo bah cheio de inoda de (traa em palaccs
br.isileiros, nao poilendo ao cerlo saber-sel quanlia.
1 llandres conlendo em sedlas nimias e de varios
valoreta quanlia de 60003000, e conlinlia mais :|il
a 40 modas de ouro d; varios valores, e antigs, 1
bah grande de couro-le mascovia, em o qual exis-
liiiia 30,000 pataces, inoda brasileirae bespanhola,
um bah grande que eslava depositado de baixo da
cama, conlendo 60,0tX pataefies.
Leltras 1 oulros obfeclos.
1 peca de panno de linho da Feira enfestado, 2
chales de leda prelo < branco, e oulro de louquim
cor de ganga bordado, 1 bal. pequeo de tartaruga,
le 1 palmo, pouco mais ou menos, com olhon de pe-
dras, 4 pare de grisnlilas, 1 caixinha de amarello
com 2 palmos, contento varios papis de importan-
cia, c entre esles urna latir vencida, sacada poc JoSo
Coelho da Silva, aceila por-Jos Francisco Pereira
da Silva, com o pagae-se i ordem de D. Joaquina
Marta Pereira Vianna, 1 baliu' de amarello. lingin-
do tartaruga, conload9 varios pipis de exeripturas,
recDS de decimas, e oulros papis, l einbrulho
grande, conlendo div-irsas obras de ouro do lempo
antico, breves grande 1, collares, redomas grandes,
cordes. 2 pentes de larlaruca cucasloados em ouro,
uns poneos de paren e bol"*s de lixa n-in flor em
cima, 1 par de brinco 1 de cornalina encarnada, en-
castoados em ouro, 6 pares de boloes de ouro cor-
lados : quem descobtir o roubo ser gratificado com
4:0009000.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferreira
de Mello, eiue mora para o Salgadinho,
queira mandar rebeber urna cncommen-
da na livraria n. (i e 8 da praca da Inde-
pendencia.
AULA DE LATIM.
0 padre Vicente Ferrer de Albuejuer-
ejue mueJou a sua aula para a rua do Ban-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como lie publico: quem se
epiizer nttlisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dosdias uteis.
Em \rinde de nao nos ter sido possivel obler
lodas as lisias que distribuimos, afim de ohtercm-se
assignaluras para a publicarlo da obra Rcflexoes
sobre a educaran physica c moral da infancia: ro-*
tamos as pessoas que se di&naram assignar, e que a
nao receberaro, de mandar procurar os exemplares
a quetivercm dircito, na rua eslreilado Rosario 11.
30, segundo andar. (Proco para os assiguanlcs rs.'
23000.
A matricula d'aula de philosophia do collegio
das arles est aberla de boje em diante, ale o fim de
marco, em todos os das uleis de manhaa ale l hora
da larde : na rua do Crespo sobrado 11. 8.
Quem quizer fazer um bom ne-
gocio com a compra de um estalieleci-
mento ; dirija-se a' rua larga do Bosa-
rio, n. 14.
Quarta-feira, 30 le Janeiro do crrenle anuo,
pelas 10 horas da noile, fugio da Capunga, casa do
Dr. l.uiz Lopes Caslellu Itranco, o seu cscravo Joa-
quim, crioulo, com idade de 30 anuos, pouco mais
ou menos, altura resillar, fornido do corpo, tem as
espaduas largas, Cttcanlura radiados, pes regulares
e sem covas no assento ou solido, barbado, conser-
vando suissas o bigodes, poslo que au sejam mullo
fechadas, ollios reRulares, reforcado ile pulsos, lem
no pelo um signa] ou remend de queimadura por
ter sido queimado em pequeo, guala muito de can-
tar, tem a falla natural c alia, os denles nom sao
muito bons nem ruins, lem as unh.is lauto dos ps
como das m.los revolares e un pouco unidas ao sa-
bugo, como que fossem ruidas, lem bastante carne
sobre os olhos, e quando falla forma enrugas enlrc
as solirancelh.is. sabio descalco e sem chapi-o, levan-
do calcha nova de algodozinho mescl-nlo de cor ver-
de com pintas cor deouro, e una camisa nova de
ohila de assenlo branco com pintas ou sal picos miu-
dos, os quaes sao prclos ou cor de caf. He lillio de
Pajeu' de Flores, e pelas noticias que se leve nessa
mrsma noile fui encontrado at a ponte de Cachan-
g : qcein o pegar leve-o ao referido Dr. I.uiz Lopes
Caslello Branco, na Capunga, ou no Recite, rua do
Queimado, loja 11. 19, que ser bem pago.
Procura-se um andar com bastan-
tes commodos para um estrangeiro, no
Recite ou na Boa-vista : no largo elo Cor-
po Santo, n. 13.
Aluga-se o primeiro andar da cr-sa da roa lo
Vigario n.29, e precisa-se de um caixeiro para ca-a
de purgar : a tratar na rua lo Collegio n, 16, tercei-
ro andar.
Precisarse de urna escrava para o servico de
una rasa de muilo pouca familia, paga-se betn : a
Iratar na rua da Cadeia do Recite 11. i, loja.
Alugam-se e vendem-se muilo boas bichas de
Hamburgo, chesadas ltimamente, e tambem va-sc
applicar para mais enmmodidade dos prelendenles:
na rua eslreita do Rosario loja de barbeiro 11. I'.i. e
lambem ha para vender-se muilo boas corleas para
aliar navalhas.
Quem tiveruma preta sem vicios,
que saiba cugommar e cosinltar o diario
de urna casa, querendo aluga-la para
servir urna familia ele duas pessoas ; di-
rija-se a' rua estreita elo Bozario, n. 28,
ou annuncie por este Diario, certo
de epie, nao seduvidara' pagar genero-
samente, conforme os servicos da mesma.
Precisa-se de urna ama para coznhar smenle:
na rua da Cadeia do Recife n. 23, primeiro andar.
Na praca da Inelepenelencia, ns. 2i
a ."0, lia para vender excellente vellui-
II10 carmezin, pelo barato preejo ele ti -0
re'is, muito proprio para vistuarios de
mascaras ou outro qualquer mister ; as-
sim como penas de todas as corea e tama-
nhos por muilo mdico pre;o.
BOAS OBRAS.
Clicgaram recentcmenle rua Nova n.38, defron-
te Ccncei^ao,,lampadas, Ihuribulos, navetas, cal-
deirinhas de agua benta de latao, o galhetas de es-
lanho, ludo para icreja ; escrivaniubas, Icsnuras c
biaornas para funileiro, cadinbos, foles de ferreiro,
rozelas de esporas, e muilas outras obras de laiao,
cobre, bronze e folha de Flaudres que se fazem e
vendem-se por precu commodo.
>"o engenho Cachocira apparcceu ha poucos
dias un cscravo de nacao Cabinda, por nome Ber-
nardo, a procurar senlior, di/eudo ser capMi, sem
que saiba dizer o nomo de sen senlior por le-lo com-
prado ha poiico teiupo. e que era morador no Recife:
quem ao mesmo cscravo se acliar com dircilo, dirija-
se i rua Helia n. 1i, sobrado, que achara quem Ihe
de mais minuciosos esclarecimenlos, declralo lo-c
desde ja que ofto se respuusabilisa pur fuga011 morte.
O cartorio dos fetos da fazenda
provincial esta' na rua da Santa Cruz do
bairro da Boa-vista, n. 46.
Francisco Lucas Ferreira, com co-
chera de carros fnebres no pateo" do
Hospital n. 10, encarrega-se de qualquer
funeral, sendo padres, msica, cera, ar-
macaona igieja ou em casa, carros de
passpio etirar guiada cmara, e alii en-
contrarSo tudo com ace'io, segundo dis-
poe o regulamento do cemiterio.
Negocia-se urna casa nova e moder-
na na estrada da Ponte d'Udioa, com seis
salas, oito e^uartos ealcovas, cosinlia, des-
pensa, com um ptimo sitio com toda a
qualidade de frutera, grande jardun
murado com militas llores, corl'eira. es-
tribara, epiaitopara feitor, cacimba com
bomba, etc., etc. : vende-se debaixo de
condicoes mu favoraveis para o compra-
dor : a tratar na rita da Crtizn. 10.
Quem liver urna casa com 3 quarlos ecom lar-
gura de 24 palmos, pouco mais ou menos, desejando
permuta-la por outra de menor largara e de 2 quar-
los, situada em boa rua, para receber por indemnisa-
rflo da difforemcj, diuheiro 011 algum objectn que
tambem rende, dirija-se rua das Flores n. 23, a
fallar com Justino Marlyr Correa de Mello.
A matr Dula da aula de lalim do collesin das
arles est aberla lodos os dias uleis de manhaa al 3
horas da Urde, no primeiro andar do sobrado 11. 22.
na rua das Cru/.es.
Precisa-se de nma ama para casa de pouca fa-
milia, que cozinhc o diario : na rua Bella n. 7.
AULA DE OBSTRETICIA.
.x matricula estar aberla desde o I.- at o ultimo
de fevereiro. no bairro de Sanio Antonio, ron da
Palma, casa de um andar. As lic,6es principiarao 110
dia 1.1 do mismo mez.
lo Pires 11. 28.
TIIEATRO DE APOLLO.
BAILES DE MASCABAS.
Os senhores que subscreveram para os bailes de 17
c J9 desle mez, queiram comparecer no sal-lo do
mesmo lliealro seuund.i-feira, ."> lo corrente, pelas (
horas da larde, alim de clegerein a respectiva direc-
loria. I
Appareccu um ravallo nenien), 1. de feverei-
ro, rarregado com 2 barricas de bacalho : quem fir
seu dono, dirija-se a rua Direita desla cidade n. 14,
que dando os sisnaes cerlos do dilo cavallo e do
mais, pagando a-despezas, ptomptainenle se Ihe en-
tregara.
F.STABELECIMENTOS DE CARIDADE.
Saliisliano de Aquino Ferreira leu gratuitamente
sociedaiie na melado dos premios que sahircm nos
hilbeles inleiros ns. 232, 11."i3. 11."j( e 33K9 da 2.
parle da loleria a beneiicio d-i matriz de S. Pe-
dro Marlvr de Olinda e do hospital Pedro 11, os quaes
licain em seu poder ''"r"T)(llJal A melade que nel-
les sahir sera prmnplanl&^^nlreguc ao Sr. Jos
Pires Ferreira, tliesoureiroxfe^V-suio hospital.
"Roaa-se ao Sr. Joao FrMIsro los Santos de
Siqueira Cavalcanti, ofavorile vlr rua da Cruz n.
O, que se Ihe desi-ja fallar a nuncio de seu inle-
resse.Lourenro Luiz das .Veres.
O Sr. Jos Fiel de Jess Leite queira appare-
cer no liolcl Francisco,para se Ihe entregar urna car-
ta viuda da Baha.
Na rua do Rangel n. com lodo o aceio e perfeicao.
J. J. Merki vai i Baha.
Fugio de Limoeiro, de casa do abaixo assigna-
do, um mualo de nome Justino, de idade 1(1 a 20
auoO, cabellos cacheados, olhos pequeos, baixo,
cheio do corpo, pernas curtas o grossas, baslanle aca-
bildado : quem o pegar, leve-o matriz da Varzca,
ao vigario, que ser recompensado com generosi-
dade.
Aluga-se a loja 11. 57 da rua do Oucimado.com
perfeila atniacao para miudezas, ou oulro qualquer
estabelecimento que convter ao prelcmlcule : a tra-
tar na rua larga do Rosario, loja n. \\.
CASA DE MODAS 1-RANCEZAS.
Aterro da Boa-Vista n. I.
Madama Millocbau lluessard participa as senhoras
suas Iroguezas, que acaba de receber as ultimas mo-
das em chapeos de seda e de palha para senheras,
chapeos e cmleiros para meniius, chales,manteletes,
camisinlias bordadas, corles le blondo, tarlatana c
Carca, flores, espartilhos de todos uaajjamanlios, cn-
leiles e loucadus, ricos lencos de cambra i a de linho
bordados, tilos lisos e bordados, cainliraia c tarlata-
na larga, lavas deJouViu, litase bicos, galao de se-
da c de velludo para enlejiar vestidos, trancas de
seda e do algodao ele : recorla-ee os habidos com
promplidao e perfeicao, lendu para escullier 7 pa-
dres dilfcrenles.
O padre Joao Jos da Cosa Flibcii o, -ubstitulo
da aula de lalim desta cidade, abfio a s.ia aula par-
ticular no t. -I-- fevereiro, o cunliiiiia receber alum-
nos Internos: mi paleo do GjIIc(.o n. 37, segundo
andar.
No liilli.tr da rua de S. Francisco, junto a or-
|dcm terceira, principiuii a ter do 1. do corrento em
liante, bom cafo prelo o com leite, assim como boa
I cerrojo, e todasas qii.ilid.oles dos mais linos licoies
e refrescos; e os administradores desle eslabfleci-
I menlo esperam a concurrencia da bella rapaziada.
MILAGROSO SAN BRAZ.
Advogado da garganta.
Sabbado 3 de fevereiro, na igreja de Nossa Se-
nhora ilo Terco, pelas i) horas, liaver inissa canta-
da cm honra du mesmo santo, e a noile llavera la-
dainh 1, e calara patente aos liis al o dia 8, e p:\ra
o que se espera a concorrencia dos devotos.
Na rua da Cadeia do Recife, esquina dada Con-
rcicao 11.63, precisa-so nara urna casa de pouca fa-
milia, de urna escrava que lave, coziuhe e encomme,
ou mesmo de nma pessoa livre que esleja as mes-
mas circumslancias.
Hojee amanla domingo, hatera carne de vi-
lella muilo superior, defronte ilo IJuartel de Polica
iiosaeoiigucs ns. 5 c 13.
Corles de vestidos.
Corles de vestidos de seda escoceza de
1(i?, 2lts e 2."i.-SKH> rs. ; tilos de flores.
costo moderno ; ditos de cambraia de 'seda
e de oulr..s militas qualidades.
Clialy de seda.
'*>' Clialy de seda, fazenda nova, propria
fS) Para vestido! de senhora.
h Alpakas de quadrns.
/a Alpakas de quadros a 320 o covado.
* Chapeos para senhoras c meninas.
'7 Chapeos para senhoras c meninas os mais
{A, modernos o melhor sosto, chegados pelo
ultimo navio francez.
Peilos para camisa,sobrecasacos e palitos.
Peilos para esmisas vindos de Franca a
180 rs., paletos, sobrecasacos de pannos
linos a l(, 18 e 2000 rs., dilos de linho V7
a 35O0 o iyOOO rs., ditos de alpaka a (A
89000 rs.; 11.-1 rua Nova, 11. 16, loja de A
W Jos Luiz Pereira e. Filbo. %i)
i
g
hurgo.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, rhegado de Lisboa pela barca Gra-
tiiltio. 0
POTASSA BBAS1LEIBA. O
Vende-se superior potassa, fa- fcft
tricada no Bio de Janeiro, che- &A
gada recentemente, recommen- /
ela-se aos senhores de enjjcnltos os ?
seus bons elleitos ja' expermen- W
tados : na rua da Cruzn. 20, ar- 1*7
razein de L. Leconte Feron 5; &
Companhia.
$

m
IECHAN1SH0 PARA EH&E-
NHO.
NA FUNDI^AO DE FEBBO DO ENGE-
NIIEIBO DAVID W. BOWMAN. NA
RUA DO BRUM, PASSANDO O CHA-
FA B1Z,
ha sempre um Brande sorlimenlo dos seguinles ob-
ji-clos de mechanismos proprios pa'ra engenhos, a sa-
ber : moendas e meias moendas da mais moderna
conslrucc,o ; laixas de ferro fundido < balido, da
superior qualidade, e de lodos os tamanhos; rodas
dentadas para agua ou animaos, de todas as propor-
c,es ; crivos e boceas de furualha e renislros de boei-
ro. a-iiilhcs.broiizes parafusos e cavilhes, moinho
de mandioca, etc. ele.
NA MESMA FINDICAO
se execulam todas as encommendas com a superiori
dade ja condecida, e com a devida presteza e commo
didade em preco.
Em casa de Tiuim Mousen & Vinas-
sa, praca do Corpo Santo n. 13, ha para
vender :
L'm sortimento completo de livros em
liianco de superior ejualidade.
Yinho de e'liampagne.
ir em madei- Ahsinthe eclieirv cordial de superior qua-
n,1,ii,modT dade.
Licores de diderentcs (juatidades. -
Vaquetas para carro.
Sola branca.
Tres pianos de superior qualidade : tudo
por preto commodo.
PANOBAMAS PARA JARDIM.
Brunn Praeger & C. na rua da Cruz
n- 10, receberain e vendem um sortimen-
to de globos de espclhosde diversos tama-
ulioae cores, que iormam o mais lindo
panorama, postes em tima columna no
meio do jardm, como se usa boje na Eu-
ropa, nos jardins de bom gosto.
Brunn Praeger Cruz ny 10, teem a venda.
Pianos tatjto horizontaes como vertcaes,
dos melliores autores.
Obras de oljro de 18 quil. do mais apu-
rado gosto.
Pinturas em\oleo, paisagens e com mol
dura douradas.
Vistas de Pernambuco, geraes e espe-
ciaes.
Cadeiras e sofa's para terrados e jardins.
Oleados de ricas pinturas para mesas.
Vinbo de Champagne.
Licores de dilleretotes qualidades.
Genebra em frasqueiras.
Instrumentos par* tuujca.
<
i
y
FAZENDAS BARATAS.
Vendeme cortes de cassa com barra a palncas
ganga amaretla franceza a 20!) rs., risrados francezes
largos a 9 vinlens, cobertores d algodao de cores
muilo eiicnrpadus e grandes a I5OOO, cassas france-
zas linas de cores l'nas a 320 o covado : na rua do
Queimadu 11. 21.
ALBANEZA.
Para acallar, vcude-sc a 900 rs. o covado dessa
ecoiiumic fazenda preta, com (i palmos de largura,
propria para trages de clrigos, religiocoa, vestidos e
rnlilliiis para imillicres : na rua do Queimado
21.
/
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Recife 11. 50 lia para vender
barra com cal de Lisboa, recenlemeule chegada.
Vendc-sc urna batanea romana com lodos os
; ss us perlences, cm bom uso e de 2,000 libras : quem
a pretender, dirija-se rua da Cruz, armazem 11. i.
FABLMIA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinlia de mandio-
ca, em saccas ejue tem um alepieire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. Ti, 5 e 7 defronte da escadi-
as nha, c no armazem deronte da porta da
VELLB1LH0.
. Quem quizer comprrr lim cavallo ruco de
boas habilidades, dirija-se a rua Direita .11. 27, se-
gundo ailar, que achara com quem tratar.
COMPRAS.
Cotnpra-s;' linha propria para os
bordados a' CROCHET; quem t ver an-
d Un ci.
VENDAS
Precisa-se de urna ama para o servico de por-
tas denlro, menos para coziuha : confronte o oilo
do Corpo Sanio, loja 11. 29.
411.4MK PAR 8I>j.
Sahiram a' luz as olliinhas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigdo e accrescejitado, contendo
400 paginas: vende-sc a 500 rs., na li-
vraria n. 6 e 8 ela praca da Indepen-
dencia.
FOLHIHHAS FABA 1855.
Aoham-H a" venda as bem conhecidas
olliinhas impressas nesta typogrephia,
de algibera a -120, de porta a 1(50. ecc-
clriiastieas a480rs., vendem-se imita-
mente na livraria n. ti e 8 da praca da
Independencia.
MaDAPOO COM TOOIE DE 4\4-
R1..A3,000E.),3W.
Vende-se na loja n. 17 da rua do Queimado, pe-
ras de m.idapolao fino com loque de avaria de agau
doce, pelos precos cima : dinbeiro visla.
SuJ/eriores vellu-lillius, caruiisiin verde, a 111,11
e azul a (iiO rs., io e prelo a 720 : na rna do Qu
m ido n. 21.
CEMENTO
A 8,000 RS.
Vende-fe cemento rumano recentemente chegado,
a 89OOO a barrica, e sendo em porrao por menos al-
guma cousa : na rua da Cruz do Recife, armazem
u. 13.
VESTIDOS A 25OOO.
Conlnuam-sea ven-lercrlesderiscados francezes,
larcos c de cores finas a 2*000 cada ciirle : na loja
de 4 porlas na roa do Queimado n. 10.
Na rua da Cadeia de Santo Antonio R. 20, ven-
de-se junco muilo lino calvo, da melhor qiialida-lc
que exist", lano a relalho como em porclo ; assim
como se empalha toda qualidade de obras como se-
jam, novas, usadas, etc.. com muila presteza c mais
em conta do que em oulra qualquer parle. Na mes-
ma loja Vende-se palhinba preparada de muilo boa
qualidado e em conla.
Vende-se um 1 negra de meia idade, de nacao,
lava de sabo e barreta, c boa para qiiitandeira :
quem a quizer. dirija-se ao paleo da Ribeira 11. 11.
Vende-sc nm casal de pavcs e 3 sancos : na
rua do Scve, em casa da viuva Itaslos.
Na taberna da rua do l.ivramenlo n. 38, ven-
dc-se o afamado fumo de (jaranhuns ; vendc-sc ba-
ralo em porcao.
Vende-se urna prela de Ansola, bem parecida,
muilo boa quilandeira, de idade 25 anuos : na rua
Direita 11. (9.
ROLVO FRAMEZ
Acha-e le novo exposto a venda a deliciosa pila-
da desle roblo francez, que so se encontrar na rua
da Cruz n. 2li, primeiro nmlar, e na loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por muilo commodo preco.
Vendem-se velas de carnauba ela me-
lhor qualidade possivel ; na fabrica da
rua ele Hrtas, n. 110.
Venitc-se ou alnsa-se una pedra de composi-
cao, que lema maravilbosa propriedade M-ai o veneno de cobra c cAo damnado sem deixar a
amis peipiena lesflo ; o p-issuidor della ensillara o
modo porque se leve usar dla para tratar; na rua
de S. Jos 11. 21.
Sanas com 1'arir.ha. '
Na loja n. 20 ela rua da Cadeia, es-
quina do becco largo, vendem-se saccas
com superior fatinlia de mandioca por
menos pceo do que em outra qualquer
parte.
RUA DO CRESPO N. 23.
Vende-se chita, fianccza larga, cores escuras a 200
rs., riscados ditos, cores fivas a 180 rs., chita escura
cores seguras a IGO, corles de casemira prela a 4$500,
dilos de ras-a chita padroes modernos a 25000, ca-
misas fcancesas brancas e de cores milito bem feitas
29500, p uni prelo c de cor de caf a 3-5O00, melpo-
niene do laa goStO escoce! a ISO, c oulras muilas fa-
zendas por precos buratos para feixar cotilas.
FRESCAES OVAS 1)0 SERTO.
Vendem-se ovas do sertao muilo em conla, e lam-
bem se retalba : na rua do Oueimado toja 11. 11.
Toalhas de superior panno de Imito alco-
\oadas para rosto a l,s'l0,
veiuleni-so n rua ilo Crespo loja 11. 1G, asegunda
quem vem da rua das Gruzcf,
Panno prelo e le cores muilo bons para 39,
3.5500 e '15OO1I, e juntamente ha casemira* prela*,
pannos pretos e sclim maco para coll*le das me-
llares qualidades que Olislem no mercado, e por
prei-os mais baratos do que em nutra pialquer par-
le : na loja do sobrado amarello, no* qualro ranlos
da rua lo (Queimado *. 29.
rWlK.*-.\t.l NHO. ., ~- vendem-se superiores que
no>n KftA -o i:l "^ SWOwde pralo, dito sus
para 500 rs. a fibra ,0 IIUV0S c rrescaes, presamos pa
encao' do Di". Eduar- novos, biscoitos inglezes de dive
alfandtga, ou a tratar no e-scriptorio ele
Xovaes iiC, na rua elo Trapiche n. 54,
primeiro andar.
AOS SEN'HOUP DK ENGENHO
Reduzido de
Do arcan"3a invencao
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, aclia-se a vt-ndji, em la i is de 10
libras, junto c/' ^nethodo de empre-
ga-lo no idioi^^^ortuguez, em casa de
N. O. Bieber Cu Companhia, na ra da
rUB. n. \.
Vende-se tima rica moblia de jaca
tanda', com concolos e mesa de tampa de
marinte branco, a dinbeiro OU a prazo,
confrmese ajustar : a tratar na rua do
Collegio 11. 25, taberna.
Devoto Cluislao. .
Sabio a luz a 2.a eilicilo do livrinlio denominado
Devoto Chrislfln,inais correlo e acresceiftado: vende-
se nicamente na livraria 11. 6 e 8 da pra;a di In-
dependencia a tilo rs. cada exemplar.
PUBLICACAO' RELIGIOSA.
Sabio luz o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capurhinhos de N. S. da IV
nha desta cidade, augmentado com a novena da Se-
nlior da CnnceicAo, e da noticia histrica da me-
dalba milagrosa, edeNi S. do Bom Conselho : ven-
de-se nicamente na livraria n. 6 e 8 da piara da
independencia, a 19000.
Moinhos de vento
om hombasde repulo para regar horlas e baixa,
decapim, nafunditade D. W. Bowman : na roa
do Brumns. (i, 8e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
s-ejarn, 1 piadrillia.s, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo njodernssmo
chegado do Ro deJ.-neir
Vende-se batata de Lisboa muilo nova e eseo-
Ibida a 23240 rs. a arroba ; vende-se lambem cebla
sulla, muilo superior, a I5IOO o ceiilo ; chocolate de
Lisboa muilo fino, em lalas de 4 o 3|{ a I38OO cada
urna : na rua do Queimado n.44.
Vende-se superior espermacete americano por
preco commodo : na rua doAmorim n. 43, arma-
zem de Paula & Sanios.
Vende-se na olaria da Matarineira, por detraz
do hospital novo, material de diflcrenle* qnalidades,
ivisla It comprador se ajusla, oqu* qoer he dinbei-
ro, nada de fiado.
Vende-se a casa terrea n. 2 da rna da Gloria,
lendo 2 sala, 2 quarlos, cozinha e quintal com ca-
cimba, em chflos proprios : a Iratar na rua da Ale-
gra 11. II.
ORLEANS DE OSTRA DE SEDA.
Vendem-se ricos e moderno* planos, recente-
mente chesados, le exccllenles vozes, e pretos com-
modiis cm casa de N. O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 4.
Vendeir-se lonas da Russia por preco
commodo, e ele superior epialidade: no
armazem ele N. O. Bieber & C,, rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fundcao' Low-Moor. Rua da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Vcide-se nm cabriole! com coberla e os com-
petentes arreios para um cavallo, lodo qu'asi novo :
paro ver, no aterro da Boa-Vista, armazem du Sr.
Miguel Sgeiro, e para tratar 110 Recife rua do Trapi-
che n. ti, primeiro andar
A 400 ra. o corado.
Veudcm-se na rua do Queimado, loja n. 17, do
Faria & Lopes, para.liquidar.io de conlas.
Vendem-se superiores queijos londrinos, dilos
susisns em libras, mui-
r fiambre, muilo
versas qualidades, bo-
laehiaba de soda em latas pequeas e grandes, cho-
colate liamburguez, superior marmelada de Lisboa
em latas de 2 e 4 libras, passas miudas muito novas,
ludo da melhor qualidade que tem vindo ao merca-
do, lamprea de escahexe em latas, ludo pelo mais
commodo preco : na rua da Cruz do Recite n. 4tj.
MELl'OMENE DE LAA' DE QUADROS,
COSTO ESCOCE7.
A 400 rs. q covadoT^^-
Vende-se para ulllmacao de contas : na loja de
Faria &_ Lopes, rua ilo Queimado n. 17.
RISC ADO VARSOVIANOS
A \. 00 rs. o corte.
Vendem-se rsr >s Varsovianos de qcadros, fa-
zenda nova e muil fina, imitando a seda escoceza.
viudos pelo ultime, navio de llamhurgo. com 13 U
covados cada corle, pelo barato prego de 49000 : na
loja 11. 17 da rua do Queimado, ao peda botica.
Vende-se urna taberna das melhores da fresoe-
zia de S. Jos, defronte da fortaleza das Cinco Pon-
las, rua do Pescadores n. 38, com poneos fundos : a
Iratar na rua de Santa Rita n. 97.
Vendc-sc na villa de Pn.d'Alhonma Medien-
te casa de pedra e cal, com grandes commodos, em
que lem urna labet na, hospedara, casa de rancho o
coebeira, ludo com compiuuirar.in por dentro da
mesma, c urna crande planta de capim que d para
o sa-lo da rasa e para se vender cm feixes, Indo isln
em o melhor luanr le negocio que lem nessa villa ;
a taberna oslando sorlida vende para mais de 2008
rs. por semana : que,) a pretender, dirija-se mes-
ma villa, na rua do l.ivramenlo, a fallar com o ku
proprielario Jlo Fernandes Boavenlura.
Vendc-*e banha de porco derretida a 400 r. a
libra : na rua do Rangel n. 33.
Vende-settma bonita escrava, rrionla, bastan-
te mo?a. com exccllenles qnalidades, sabendo bem
coznhar, coser ciigommar, e per fritamente vestir
urna senhora : na Iravessa da rna Bella n. 6.
O -EO DE LINHACA
em barris c br ijocs: no armazem de Taaao Innaos.
-
CAL VIRGEH.
a mi*is nova que ha 110 mercado, a preco commodo ;
na rua lo Trapiche n. 16, nrmazen de lla-los lr-
maos.
Champani ja superior marca Cometa: no arma-
etn do Tassi rmaoj.
(Alt RAFAS VASIAS
em cigqs de roza e de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmajjk'
Na ruj \ Apollo n. 19, vende-se potassa mui-
lo nova, ch da ltimamente do Rio de Janeiro,
por menos 1 fo do que em outra qualquer parle,
' mangue, que evislem no Ces do
"t
e 25 travs
Ramos.
ES
RA
VOS FGIDOS.
$$ RUA DO CRESPO N. 12. O
0 Vende-se nesla loja superior damasco de *Jt
SO seda de cines, sendo branco, encarnado, roso, 0
36 por preco razoavel. $
Na livraria da rua do Coilegio n. 8.
vende-se urnaescolhda colleccao das mais
brlhuntcs pecas de msica, para piano,
asquaes sao as melliores (pie se podem a-
cliar para fazer um rico presente.
FARINHA DE MANDIOCA.
Saccas com superior farinh de mandioca : no
armazem de Tasso Irmaos.
M1 Deposito de vinbo de cham- W
i pagne Cliateau-Av, primeirae|iia- tg)
(} lidade, de propriedade do conde ^
' de Marcuil, ruada Cruz do Re- g|
^ ci e n. 20': este vinlio, o melhor *
Ss de. toda a Champagne, vende-se j
^5 a "iSDO rs. cada catxa, acha-se 1
w nicamente em casa de L. Iai- w
@ cemte Feron i Companhia. N. *
igP IJ------As caixas sao marcadas a ib- <&
Q miConde de Marcuile os ro- Q
Jfc ti los das garra fas sao azues. ^
Potassa.
No a iliso deposito da rua la Cadeia Velha, es-
criplnri 1 11. 12, vende-se muilo superior potassa da
Russia, iniericana c du Rio de Janeiro, a precos ba-
ratas qt:e be para fechar contas.
Na rua do Vig ario n. 19 primeiro andar, lem a
venda -. superior Itmiclla para forro de sellins che-
gada recentemente da America.
OMENTO ROMANO BRANCO.
?-se cemento romano branco, chegado agora.
jar qualidade, muilo supenor-ao do consu-
ltan teas e as linas : alraz do tlieatro,*arma-
laboas de pinlio.
ndem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
Recife, de llenry (iibsou, os mais superio-
gios Fabricados cm Inglaterra, por precos
Vend
de sope
mu, cm
zem de
V
dcia do
res re
1110 di eos.
V
de Sanl
Mallos,
I'AItlMIA DE MANDIOCA,
fe-so a bordo do hrEue Conceieoo,
entrado
1 Calliariua, e Tundeado na volla do Forte do
a mais nova familia que evislc boje 110 mer-
cado, e para porcOcs a tratar no csrriptorio de Ma-
noel Alves (juerra Jnior, na rua do Trapiche
11. 11.
De8i_ iparcceu hontem (26) um mo-
ecpie eleiifome Clemente, ejue representa
ter I i unios, escravo do padre Vicente
Ferreira de Siqueira Vrelo. O mesmo
traja va caica de casemira ele ejuadros e
camisa de riscado azul. Quem o pegar le-
ve-o a rua eloCivramenton. 08, primeiro
audar, quesera' -ecompcnsado.
oaooo.
Ruga se as autoridades policiaes ecapilaesde cam-
po que capturen) o escravo de nome Joaquim, do
idade 2'i a Si anuos, que fusio em 10 de Janeiro do
curente auno, com os signaos seguinles: pardo aca-
bildado, sem barba, caneca redonda, cabellos cei-
dos, luiros rovos, denles tunados, bracos e peritas
rossas o curias, corpo grosso, bailo, e quando anda
indina o corpo para a Irenle, falla desranc-nla ; le-
voii chapen ile palha m-IIio, i-.imisa de madapolSo mi
aluodflo : levein-o 11 rua de Hort.s n. '2',. iu rua do
l.iviami-nto n. 29, que ser gratificado com a quan-
lia cima.
Aiisenlou-se de bordo do biignc-rs-
(,'itna .nacional Mana, na tarde do da
2S do crtente, um escravo pardo de no-
me Joo, com os segunte signaes: bai-
xo, grosso do corpo, tem os de-dos gran-
des dos pes abertos para O lado interior,
e em nina das maos, entre o polegar e
o indicador, tem urna grande verruga.
Levou caira de algodao azul, cami-
sa branca, e na cabera uin bonete, de
panno, ao modo daquelles que usam os
marinlieiros americanos. Roga-se pois
as autoridades policiaes Se Hi'van appre-
hendorjo e entrega-lo na rua do Vigario;
11. 19, se;;indo andar, no escriplorio de
Machado \ Pinheiro ; ou a bonio do re-
ferdo navio (tundeado na volla do forte
do Matto) ao capitao M a noel Jos Vieira.
Pi-omette-se boa recompensa a qualquer
pessoa do povo, 011 capitao de campo,
caso o exija.
PERN.: TYP. DEM. F. DE FARIA. 1855
^>
HFRIUFI

UFIURD (UL-UDIAD [yrnuTDAnn
uiitii nn


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