Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01159


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Full Text
ANNO XXXI. N. 26.
QUINTA FEIRA I DE FEVEREIRO DE 1855.
\
^
v'

Por 3 mena adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
Por anno a di untado 15,000.
Porte franco para o subscripto!.
DIARIO DE
ENCAKREUAUOS DA SL'BSCIUI'CA'O.
Recito, o proprielario M. F. de Fiirin : llio de Ja-
neiro, o Sr. Joo Perera Marlins; Baha, o Sr. 1).
Duprad ; Macei, o Sr. Joaquim Bernardo de Sten-
Uonrn ; Parahiba, o Sr. liervazio Viclor da Nalivi-
dadu ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Piiroira Jnninr ;
Aracaiy, oSr. Antonio de Lemosu"raga;Ceara, o Sr.
Victoriano Augusto Uorges; Mar; nlio, o Sr. Joa-
quiai Marques llodrigues ; Para, o Sr. Justino Jos
Hunos j Amazonas, o Sr. Jcronvino da Cusa.
C.VMUIOS.
Sobre Londres a 28 1/4 d. por lJOOO.
Paris, 3 rs. por i f.
Lisboa, 1.05 por 100.
< Kio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acr.6cs do baii'W 40 U/0 de premio.
da coiupanliia de lJeberibu ao par.
da rompanhia de seguros ao par.
Discomo de leitras de 8 a 10 por O/O.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* 209000
Modas de 69400 vellias. 165>000
de 65100 novas. 16000
de 48000. 95000
Prata.Paiaces brasileos. 139*10
Pesos columnarios, 18940
mexicanos..... 15860
PARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os das.
<-iiu.il i. Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15.
\ illa-Bella, Boa-\ isla, Iix eOurieury, a 13 e 2S.
Goianna e Paralaba, segundas e sexlas-feiras.
Victoria e Naial, as quintas-reirs.
PREAMAR DE BOJE.
Primeira s 3 horas e 42 minutos da tarde.
Segunda s 4 horas e 6 minutos da inanha.
\ un encas.
Tribunal do Commercio, segundasequinias-fuiras.
Relarjao, teic.as-feiras e sabbados.
Fazenda, torgas e sexlas-feiras s 10 horas.
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas.
1* vara do civel, segundas e sextas ao meiodia.
2' vara do civel, quartase sabbados ao meio dia.
EPBEMEBIDES.
Feverciro 2 La cheia a 1 hora, 21 minutse
37 segundos da nianha.
10 Quarto iningtianlc aos 49 minutos e
39 segundos da mnnhaa.
16 La nova as 4 horas, 27 minutos e
3o segundos da tarde.
23 (Ruarlo creseenje as 3 hora, 13 mi-
nutos e 33 segundos da larde.
DAS DA SEMANA..
29 Segunda. S. Francisco de Sales b.
30 Terca. >. Alariinha v. m. -, S. .lacinlba \.
31 Quan. S. Pedro Nolasco : >s. Cyro o Tardo
i Quinta. Jejuin. S. Ignacion. m.
2 Sexta. >& l'urilieacao daSS- V. Mi de Dos.
3 Sabbado. S. Braz b. ni. ; S. Celerinodiac. m.
4 Domingo, da Septuagsima ( Estsco do S.
Louienco extramuros) S. Andr Corsino b. c.
PARTE OFFICIAL.
ommanpo das awmas.
Qaartel do consulo da* araaie da Pernam-
baco aa cldada do Heda, eaa 31 da Janeiro
ro de 1865.
ORDElUXJDrAN.Sor..
O coronel eommandanle das arreas interino, cm
face das (ommunicar,escecebidas d:i presidencia as
datas de 29 e 30 do cerrenle, faz ccilp para ciencia
di guarnicao e devida observancia :
Qus o governo de S.M. o Imperador houve
pjr bem, por avisos do ministerio i a guerra de 21
dj dezembro do aiuin prqiimo passidu, mandar ad-
dir ao 1. batalhao de arlilharia a te, o Sr. capilao
d3 4." da mesma arrea. Jos Mara d'Alcmcastro ;
da i do corrente mea de Janeiro, conceder passagem
do batalhao 11. para o2. de infinlaria, ao Sr.
aferes Antonio Dionizio dcSouza Gondim ( que fez
a sua apresentacao no dia 28 ) o do 8"1 para o 10."
da mesma arma, ao Sr. alferes Eslevao Jos Paes
Brrelo.
. Que por aviso, lambem de i do corrente, foi
o mesma gover.no servido determinar, que com ur-
gencia sa remella secretaria de eslado dos nego-
cios da guerra relac.es nominaos dos Srs. ofliciaes
ei.istenles ueala provincia, inclusive os reformados,
jndecoracots e quaos ellas sejam.
Eni cousequencia, pois, desla del heraco do go-
virnp, os Srs. comniandantes de corpos devcrSo en-
derezar quanto anles a secretoria di ooiumando da*
armas) celaroes noniinae- dos Sis. pwciaes, que lem
sido condecorados, especificando a mlureza das con-
dtcoraces, as quacs sao comprelic ididas as meda-
llias de canpaulia ; as dalas dos derrclos que as
concedern] ;e Unalmenlc, se lem ou nao 04 compe-
tentes diplc-mas. Os Srs. officiaes r .formados deve-
ril o entrega', e, no caso de impossilili.lade, m
entregar na mesma secretaria, nina ola das ton-
decorarles, que obtiveram, com as einecificaroes que
cima se meneionam.
O inesmo coronel eommandanle das armas deter-
mina, que no dia i." Je fevereiro, pela manhaa, se
passe revista de moslra, em seus respectivos iiuar-
teis, nos corposdo exordio e eompaidiias lixas, aqn
cusientes, (la ordeni seguinle : A'. t huras a rom-
pnnhia de artfices ; as 6 )\ a de cavillnria ; s 7 ao
bMalhao 10.* de infamara ; s 8 ao 2.a da mesma
arma e recrlilas em deposito ; s 8 ; ao batalhao
9.' lambem denfantaria ; eas19 '.' ao \." de arli-
lliiria a pe, na cidade de Olinda.
Manat Man 'z Tarares.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudaute de
orlens ciicatregado do detallie.
EXTERIOR.
ftl
P
Abana'a do coacreaeo lecUlativt. dos EstaaVos-
Vadoa.
A i de dezembro, ambas as cas! s do congresso
*e reunirn] ao meo da, estando prsenles 37 sena-
deret e 197 representantes nas respectivas cmaras.
O presidente proferio a sua meusag-Mii annual as-
semblea, que he da maneira segninto :
Cidais do senado e da casa dos representan-
tes :
a O anno passado foi cheio de eventualidades o
daqoinm vunlcscr referido como nina poca assig-
n?lada najjjptoria do mundo. Ao p.isso que eslive-
nwe foliznjFlto preservados das calamidades da guer-
ra, a iiosak prosperidade domestica sempre soffreu
al.'iima inlcrruptao. A colbeita eni alaumas par-
teado paiz foi quasi nulla. A enfi'rinidade Irans-
P*z os limites ordinarios, o os sacrificios da vi-
da human cm ronsequencia de accidentes do mar
e em Ierra, nlo tem parallelo. lias a peste lem di-
m nuido, e a saliibridade restaurada vai convidando
lialiilaces, e a volla das oceupa-
fles aoi seus canaes ordinarios. Se a tena recom-
pensou o trabalho do lavrador menos libcralmcnto
doque nasesla;6esprecedentes, deiiou-llio com a-
bundanciacom que satisfazer as necoisidades domes-
ticas o grande excedente para expor ac*o. Porlan-
,-4, no presente assim como no passad >, temos ampios
fniidanienlos p8ra rendermos gracas i Dos e Pro-
videncia pelo scu protector cuidado e misericordiosa
solicilude para com nosco como povo.
Posto que a oossa alinelo lenha sido presa pe-
las afOiclivas preor.rupacoes do aconlecimeiitos pas-
sados, todava o noso paiz uao senle mais do que as
ligeiraaviUratoesdasconvulsOesque lem balado a
Europa. Como individuos nllo podemos negar as
noBsa sympalhias aos soffrmenlos humanos, ncm
deixarde lamentar as causas que os piodnziram. Co-
mo narao, sabemos que, ludo oqui interrompe a
paz ou prejudca a prosperidade de qualquer parle
da clirislandadc, leude mais ou menos a involver a
nansa propria. A eondicSo dos estados nao he dilTe-
rente da condiro dos individuos ; s3o mutuamenle
dcpendenles mis dus uulros. As reLirOos amigaveis
entre si e i reciproca boa veuinde, sir. cousas essen-
ciaes premoco de ludo o que he de *>javel na con-
dicao moral, social o poltica dclls. Por isso, leu.
sido o meu mais ardente esforjo manler a paz c as
amigaveis reliices com (odas as nacois.
A prudente llieora dcslc govtrno, tao cedo
adoptada e rmemrnte seguida, de avilar lodas as
al!ianc.as i!mbira<;ada, o lem livrad > at aqu de
militas complicares em que de nutra sorU. se leria
acl.ado involvido. Se.n embargodist.. o nosso llie-
or de proceder clararaenle definido e hem sustenta-
do, e a musa poio geograpliica, lao remla da Eu-
ropa, augmentando a disprnicao Itin sido ma-
nifestada por alguns dos respectivo ccive nbs para
supcrinleiider, r, a cerlos respeilo, liri^ir a nossa
poltica ettrangeira. Nos planos pan ajuslar o e-
quilibrio do poder cnlrc si nao so esq iccem de nos
e nos c.tnMrangeriam a couformar o nosso compor-
lamenlo com m *eus designios. Um: ou oulra das
patencias da Europa, de guando en quatid.i, lem
tcnlado forrar regulanicnlos arbitrarios, ponlrnrios
sob certas relaces aos principios eslabelecidos da
jurisprudencia internacional. Os Eslados-Unidos,
nas suas relaces estrangeiras, leem mui forlemenle
respeilado o observado esla le, e nao poilem reco-
uhecer taes inlcrpelacocs dentro dos seus limles co-
mo os interesses lemporae.s dos oulros posaam suggc-
rr. Nao admillem que os soberauos de nm conli-
nente, ou de urna cominunbao particular do estados,
possam legislar para lodos os oulros.
o Ocixandnas naces Iransallaulicas ajuslar o sen
syslema polilico noscnldo que jul^arem mellior pa-
ra a sua prosperidade commum, as potencias inde-
pendcnles desle cominete podem rollocar o dreilo
em siluocao lal que o isento de qualquer interferen-
cia nociva da sua parle. A absiinencia systemalica
de intima connexao poltica mo d maior desenvol-
\menlo ao nosso commercio eslraugeiro. Esla ds-
lince.ln, iao clarameule assigualatla na historia, pa-
rece tersido omitlida ou desprezada, por alguns dos
principaes estados eslrangeiros. A nossa recusa a
sermos persuadidos c sugeilados ao seu peculiar sys-
lema, segundo me perece, lem creado urna descon-
fianca invejosa quanto ao nosso (-oinporlamento, e
produzklo da parte delles actos occasonaes de per-
turbador efleilo em as no>sas relaces estrangeiras.
A nossa presentesituacao c o nosso comporlamenlo
passado dao penliores, que nao soflrem conleslacSo,
de que os nossos designios nao s."io aggressivos, nem
ameacam a seguranza o prosperidade das oulras na-
SOes. Os nossos eslabcecimcnlns mililares, em lem-
po de paz, sao adoptados a maniera deteza esle inr.
o a preservar a ordem cnlro as tribus aborigines
denlro dos limites dn UniSo. A nossa forra naval
s lem por lim a proteccao dos nossos concidados no
exterior, e do nosso commercio, dffuodido como es-
la sobre lodosos mares da globo. Como o governo
dos Eslados-1! nidos he esscncalinento pacifico em
pulilica, est preparado para repcllir (|ualquer in-
vasao pelos servicos voluntarios deAdapovo palrio-
tico, e nao previne meos permanentes de Mgressito
eslrangeira. Estas considerarles aquietarram quaes-
quer apprehensi'ieiajit que oslamos dsposlos a usur-
par os direilos, e purcm perigu a seguraura dos ou-
lros eslados.
n Algumas potencias europeas lem olliado com
alguma inquelaeao para a eipan?rn lerrilorial dos
Estados-Unidos. Esle rpido cresciinenlo lem resol-
lado do egilimo exercicio (fos direilos -obcranos, per-
lencendo como devein ser a lodosas nacoes.e mui I-
vremenle exercidos. Soh laes circumslancias, didi-
cilinenlo sepoderia esperar que aquellos que denlro
de um perodo camparalivamcnle rcenle tem sub-
jugado u atigorrid amigo reinos, plantado seuses-
landarlcs em todos os continentes, e agora possuem
e reclamam a supcriiitrndenca das illias de lodo o
ocano como scu proprio dominio, olhasscm com
senlimeulos nao amigaveis para as aequisiees desle
i>aiztem lodos os casos hoiiriisamenlo obtidas, ou se
seiilis-em justificados iinpulaudo o nosso prugresso
a espirito de aagressSo ou paixao de predominio
polticos.
O nosso commercio eslraugeiro lem alcanzado
orna magnilude e extensao quasI igual ao da primei-
ra potencia mariiiina do uiund >, e excede o de qual-
quer oulra. Sobre esle g(iuit iu*(*aesse, em que
uus os nossos mercadores, mas rodas as classes d
cidadaos, ao menos indirectameule, se acham em le-
laeao, he do dever dos ramos excrutivo e legislativo
do governo exercer cuidadosa superintendencia, e
adoptar medida* proprias para a respectiva prolec-
e.lo. A poltica que lenho lido cm vista acerca desle
inlercsse abrarvi-lhc o futuro, assim como a prsenle
seguranza.
A huigi experiencia lem mostrado que, cm ge-
ral, quando as principaes nolcuci. s da Europa ealio
empeiihadascm guerra, os drtilos das naces neu-
Iraes se acham em perigo. No progresso da guerra
da nossa in lepen leucia, esla consideradlo originou
a formarao da celebre confederadlo da neulralidadc
armada, cujo primario ohjcrto era delTendcr a dou-
trina (pie osuavius neutros podem exercer o commercio
livre, excepto oo caso de arligos contrabandos de
guerra ; doutrinaaue, desde o comeco da nossa e-
xslencia nacional,'lem sido una idea querida dos
ealadislas desle paiz. N'um ou n'oulro periodo lo-
das as najtancias"martimas, per meo de algum so-
lemne tratado lem reruuhecido esle prii cipio ; e po-
dara esperar-so que elle viesse a ser umversalmente
reeebido c respeitado cuino regra de. jurisprudencia
I universal. Mas a reema de urna potencia embargou
este faci, e uafp-Ruiilc guerra que arrebenlnu, a da
rcvoluc.au fraBZii, deixou do ser respeilado entre
os eslados belIReranles da Europa, Som embargo
disipan incipio^geralmenlcadinillidu como prin-
cipip^p esalular ; lano assim, que no comeen da
uuerra exslenle na Europa a (irao-Iirelanlia ea
Franca nnnncinram o intuito de observa-lo no pre-
scule; nao, todava, romo umrecoiditcido dreilo in-
ternacional, mas como mera concessilo na aetualida-
de. Com ludo, a cooperacSo deslas duas poderosas
naces marlintas no interesse dos dreilo neulraes
0 PARJZO DAS IliLIERES. (*)
Por Paulo Feral.
PHIMFIBA PAUTE.

\
CAPITULO IX
Como s pansa sem hospedar a.
Depbie dos glkndes chuveiros ha notes, em que o
azul dn eco lorna-se mais puro e wai profundo, a
atniojpliera lama urna Irajispareuria uov,, o firma-
nicnlo lira lodos i e moslra orgulho-amcii-
leasunl ped-a. pieriii.asqueriinipeiiistiuniaravillio-
- nuiles pafecc-nos que as cvnslella-
res abaiiam para nossos pillo as srinlillanlcs face-
la* d" se:is diain ni... A Via lctea lanea-ni.s sobre
a cabeca a garra pr.ileada de sua charpa, o se a la
nao extingue rom na dar .fado vulgar esse lo lo ao
mesmo lempo radioso c cliei de mv-Ierio, pode-
mos assistir exlasiadosao mais esplendido encanta-
\mento.
Ys's oulros bal.ilanies das ridades nao conbece-
nioWe*cs grandei effeitus da natureza, que exallam
a alXna aperuindo o corarao, e que fazem estremecer
o liolaicm (batida pela sua fraque/a em face da m-
mensdadu de Dens I Entre nossos ollios e o coo lia
semprt) ledos chatos semeados de loirinhas de fo-
() VWe o Diario n. 25.
parecia-me proporcionar urna JScasiao qiiie convida
e justifica, da parle dos Estados-Unidos, I um reno-
vado esforjo para fazer da doulrna em qiresblo um
principio de jjrisprudcucia internacional, por meo
de convenres especacs entre as difTerenles polen-
cas da Europa o aaAnuriea. Neala conformidado,
urna proposicao que abrace nao s a resra de que os
navios lvres possam exercer o commercio livre, ex-
ceplo os arligos contrabandos, mas lambem o monos
contestado, que a neutral propriedade, que nao o
contrabando anda que a bordo de navio de inimigo
seja scnla de confiscaeao, f.iisubmcltda por esle go-
verno aos da Europa e da America.
A l'.ussia obrou promotamcnlc ncslc negocio, c
urna convenci ru concluida enlre aquella [.aiz
8 O Estados-Unidos, estipulando a observancia dos
principios amillonados, nao s enlre s, mas
lambem entre olios e todas as oulras' naces
que entrarein cm semcllianles cdpulacocs. En-
tretanto, nenhuma das oulras potencias anda nao
lomaran urna resoluto final sobre o ataumplo. Com
ludo.^nao me cousla que se leuda feilo alguma ob-
jcejao s estipularles proposlas ; na-, pelo contra-
rio, sao consideradas como essenciaes seguranca do
commercio neutral ; e o nico apparente obstculo
sua adopeao goral esl na possbilidade de que possa
ser einbaracada pelas condices iuadmissiveis.
El-re das Uuas Sicilias exprimi ao nosso mi-
nistro em aples a sua proinptidao em concorrer
com nosco na proposicao relativa aos direilos neu-
lraes, e entrar n'uina convncelo a esle respeib),
El-rei da Prussia approva iileiraniente o pro-
jecto de um tratado para o meame cif dio, quo Ihe
foi subinelldo, mas propc um artigo addicionil pa.
ra a renuncia de corsarios. Semellianlc artigo, por
iiiu.il.is raines evidcnlcs, be mui desejado pelas na-
ces que lem cslabelccmcntos navacs, largos cm
proporcao do seu commercio eslrangeiro. Se islo
fosse adoptado romo regra internacional, o commer-
cio de urna narao, que tem comparativamente urna
pequea forra naval, ficaria exposto merc do ini-
migo, em caso do guerra com urna potencia de de-
cidida superioridade naval. A simpes exposicao da
condicao em que os Estados-Unidos (carian) collo-
cados depos de lerem cedido o dreilo de recorrer
aos corsarios, na evenlualidade de goerra com um
belligeranlc de superioridade naval, mostrar que
esle governo nunca daria ouvidos semclhanlc pro,
pusirao. A armada da primeira potencia martima'
na Europa be pelo menos dez vezes 1.1o grande co-
mo a dos E be quasi igual, e pouco mais ou menos igualmente
exposlo depredaces hostia. Na guerra enire esla
polenea c oiEslados-Uudos, sem recorrer pela nos-
sa parle nossa marinha mercantil, os meos do
nosso niinigo para damnificar o Bos*o commercio
seram dez vezes maiores do qu os nossos para ti-
rarmos desforra. Nao poderiamos tirar o nosso paiz
desla condicao desigual com semelhanle inimigo, se
ao mesmo lempo nao nos devasscmos da nossa pre-
sente poltica pacifica, e nos tornassemos urna gran-
de potencia naval. Nem este paiz se arharia em me-
llior siluacao i.'nma guerra com una das secunda-
rias potencias navaes. Posfo que a disparidade na-
val fosse menor, a maior exlensao e a mais exposla
condicao do nosso commercio largamcnle espalhado
daria a qualquer dellas urna seinelbanto vanlagem
sobre nos.
A proposicao do entrar em ajustes para aban-
donar o recurso aos corsarios, no cas- em que este
paiz sja obrigado a ler guerra com urna grande po-
tencia naval, nao merece consideracao mais favora-
vcl do que merecera urna proposicao que tivesse
por fim u.lo aceitar os servicos de voluntarios para
operaresem trra. Quando a honra e os direilos do
nosso paiz requeicrem urna siluacao hostil, elle con-
fia no patriotismo dos seus cidadaos, ordfireriamenlc
nao dovelados profissao militar, para augmentar
oexcrcito e a armada, ao poulo de torna-Ios plena-
menle adequadas i emergencia que os chamar para,
a accao. A proppslajara ceder ao dreilo de empn
g^yorsarias^he profcssadamenlc fundada no prMi-
. de quo a propriedade particular dos neutros
i -usivos, poslo que inimigos, sejam ienlos (la-
d laccs da guerra ; mas a cessflo proposta ches
Mstf'ao ponln de dcflender o ptinripo, que igual-
e' bicule requer que lal propriedade particular nao ses
ja capturada ou damnificada pelos navios nacionacs
de guerra. Se as principaes potencias da Europa
concorrercm em propor, como regra de jurispruden-
cia internacional iscntar a propriedade particular no
ocano de captura pelos cruzeiros pblicos armados,
assim como por corsario*, os Estados-Unidos promp-
lamcnle os encontrarao ueste largo terreno.
Desje o adiameuto do rongresso as ralificares
do tratado enlre os Eslados-Uuidos e a (irSo ltrela
nha, relativo as cosas de pescara e ao commercio
reciproco com as provincias inglczas da America do
Norte, foram (rocadas, e algamas das vaulagens an-
leripadas ja lem sido gozadas por nos, anda que a
sua plena execu$to exijam certos actos da legislarao
anda nao execuladus plenamente. Assim que foi
ratificado a Gro Brclanba abri ao nosso commer-
cio a livre navegarao do rio S. I.oureneo, e aos nos-
sos pescadores o fcil accesso nas praias o bahas das
qnaes linbam sido anleriormanle excluido', nas coa-
las das suas provincias da America do Norte, em
compensadlo do que sullicton a iulroduccao, livre
do direilos, nos porlos dos Eslados-Unidos, do peixc
ap inlii lo na mesma cosa pelos pescadores inglezes.
Como esla compensado he cslipulada no (rolado,
por privilegios da mais alia importancia e valor pa-
ra os Eslados-Unidos, os qoaes privilegios s.lo desla'
arte voluntariamente concedidos anles que o trata-
do se torne efToclvo, o pedido pareceu-me ser razoa-
xeljinasnao poda ser aceilo por falla de aulori-
ladc para suspender asnossas leis que impe direi-
los sobre lodo o peixe eslrangeiro. Ao inesmo lem-
po, a repailieao da fazenda publican um regulamen-
lo, determinando os direilos pagns^j garantidos por
valles sobre o pexe apandado nas ci"(as das provin-
cias ingieras, c Irazidosaos nossos mercados por sub-
dilos inglezes, depois que os lugares de pescara se
tornaran plenamente arcessiveis aos cidadaos dos
Eslados-Unidos. Recommcndo i vossa favoravel .cou-
sidcracSo nina proposla que scr-vos-ha submeltida
afim de que auloriseis que so resliluara os direilos e
socain elem o. valles desl'arlcrecebidos. As provincias
do Ganada e de New-Bruuswick lambem anlecipa-
ram a plena operadlo do tratado, por meo de ajus-
tes, respectivamente, para admiltir lima de direi-
los os producios dos Eslados-Unidos mencionados na
lisia livre do tratado ; e um ajuste seinclbantc a esle
relativo ao peixe inglez foi feilo quanlo aos direilos
que actualmente pesam sobre os productos deslas
provincias enumeradas na mesma lisia livre, e ir.tro-
ddzioa reforma nos Elados-Unidos ; propona que
ser igualmente suhmellida vossa favoravel consi-
derscio.
I) i-c urna difTercnca de opiniao enlre os Esla-
dos-Uni los e a (irao-Brelanlia quanto linha de l-
miles do territorio do Washington adjacente s pos-
sejjses inglezas no Pacfico, o que j lem produzido
dfeuldades da parte dos cidadaos e das auloridadc.
Ibas de ferro; de maneira qoe nnasas casas parecem
ao tense enormes Tornos com mil ranos exlravagan-
Icmenle coherl.is. I'olnia indas faz fri : o carvo
de pedra r a lenha so dao fuma(a.
1.1 no silencio harmonioso das bellas nuiles, quan-
do o orvallio refrigera ns prados, e os passarulios
adormecido, deuasn virnca susurrar nas folhas,
la onde exislem ns campos dbencoados, a agua clara
e marollnsa, as Indias arvores vestidas de hera e de
mag, a demalilra silvestre enlre ns arbustos flo-
ridos, o* olh is banham-se na almospbera livre, e
dominam todo o vaslo hor-onle.
He l que se deve r ver casas bellas nolles em
que leo* quasi visivel paira alias do Iransparcnle
a/ul da abobada cele le.
Codos Mbem is'o, mis mais, oulros menos. A lem-
branija desdas bellas nuiles faz chorar aquellos que
-.\'t p Vas, o aquellos que amarain.
Cliiiruu e scu amiga I.oriol eram lalvez polas;
na* nao o sibHhn ; amavam-sereil imcnte, mas ain-
da nlo como o emendemos. Ornean!* desea noile
onlevava-os. Um de mans dadas, e Chilln mui s-
n i pensara nunca ter visto o con.
Ooand i a( eslrdlas pcslanejam assim, disse
Loriol, he eiicnal de que lomar a rhovrr.
Pois bem! respondeu Chifln,, nao leremos
pncira.
Ili/.endo -so, ella suspira e modera o passo. Lo-
riol levando as duas libras do pSo compradas para
sulisliluirem a magnifica ceia dn Ledo- de Ouro, e
Cliifiui encamaada do queijo, procoravam um bom
lugar que Ibes servase de hospedarla.
Tiiilum deixado a peqnena cidade de Manlennn
esquerda. e senniain urna larca avenida de faias,
e de carvalbos plantada cm seis linhas, e fechada por
orna birreira que linbam de passar. O chao da ave-
locaes dos dous governos. Ilecommendo que se esl- I ubrigares de neulralidadc. Considcraudu
nida eslava alealifado com urna relva fina e rasa ; no
lim devia haver algum casicllo rico; masosdous
meninos anda o nao viam.
Hepara i esquerda para ver se ha palberos,
disse Chilln ; eu esprcitarc i dlreila. Os palbe-
ros sao excelleules abrigos para aquelles que n.io lem
oulros.
Loriol execulou lealmento sua senha ; mas Chif-
fon em vez de espreilar direila poz-se a cnnlem-
plar seu Lorio!. Essas noiles fazem meditar al aos
meninos.
A' direila e i esquerda havia campias magnifi-
cas plantadas de marieiras e corladas pelo curso tor-
tuoso do Vaisc. Suas ribaoceiras eram guarnecidas
de salgueiros e amiciros; mas nao se avislava ne-
uhuin palheiro.
Meu Lorio!, personlou Chifln blandamente:
porque nunca me di-se-le (pie en era gentil*
Loriol deixou de espreilar os palkeiros, parou re-
pentinamente, e repeli estupefacto:
Porque nanea le disse que eras gentil'.'
Sim, die Chifln, porque?
I.oilu redecto profundamente e responden :
Mas... oh! porque bem o sabes, Cbfloninha.
Cnmtuilo, lornou a rapariguioba, cujo rubor a
eseurd.lo encidiria, isso diz-se... para conversar.
Nao pecessilamos de nada para conversar ob-
jecin o menino.
Comludn! repeli Chifln tolla de argumento.
Loriol poz-se a nr innocentemente, e lornou :
lambem nunca me dissesleque eu era gentil.
Oh l.disse Chilln, nao he a mesma rousa.
Porque nao he a mesma cousa? pcrgunlou Lo-
riol franzindo as snbraucelhas.
Porque... oh I nflo leus penelracao !
Porque o que?... Nso sou gentil como In?
pule a crcacao de urna cominisso, que se reun a
oalra por parle de toa magestade britnica, para o
fim de Iracar e eslabelccer a linha em controversia-
Certas eslipulacos do lercciro e quarto artigos do
Ir.il.i lo concluido pelos Estados-Unidos e a Ordo
Brelaaha em 1816, relativamente aos direilos pos-
suilis pela coinpauhia da baha de llulsou a pro-
priedade da coinpauhia Agrcola do Puget Sound,
lem dado origem a seras disputas, c he importante
a todos quantos se referem que se cuiden) em alguns
unios santularios para ic.olvc las amigavelmeole.
Tenho razio para crer que se pode fazer um arranjo
em justos termos para a cxn.-e.oi dos direilos em
(pieslo, abracando lambem o direilo da ciunp inliia
da liahia de lludson a navegacao do rio Columbia ;
c por sso leinbro' vossa consideracao o eapeilienle
de fazer urna appropriaelo conlingeulc para este
fim.
n A Franca foi o primitivo e clin ionio alliado dos
Eslados-Unidos na lula para a independencia. Des-
de bata al hojt", pondo de parle occision.ies in*
lerriipcocs insignificantes, lem existido cordiaes re-
laces enlre os governos c o povo dos dous paizes.
Os benignos sedimento*, estimados da mesma surto
por ambas as naces, tem occasion;. lo extensas rela-
ces aveiaes c eommerciaes, as -fuaes, segundo pen-
s, nao serlo interrumpidas nem reprimidas por
qualquer evenlualidade accidental de carcter ap-
parenlcmeulc nftu salisfatorio. O cnsul Trance/, em
S. Francisco ha pouco foi levado ao tribunal do dif-
irilo ilos Estad -Unidos naquellc lugar por preces-
so compulsorio como lslemunha em favoa de oulro
cnsul eslraugeiro, com violaeao, segundo enleudo o
governo francez, dos seus privilegios Inherentes
nossa conveneao consular com a Franca. Como nao
havia nada na transacc.lo quo impticasso desrespeilo
i Franca un a seu cnsul, den-se acerca disto urna
explicacaoiquc espero sera sdisfaloria. Sobsequen-
temente dco-se nina de-inleUisenria em consequen-
cia do governo francez ter, como se e-palh ni, repen-
tinamente excluido O ministro americano na llesp.i-
nha de passar pela Franca na sua viagem de Londres
a Madrid. Mas aquello governo negou claramente
qualquer designio de prohibir o direilo de transito
ao ministro dos Estados-Unidos ; c, dcpiis das cx-
plicaccs para esle efleilo, conlinuou a sua jornada,
o na rcalidade vollou i llespanba pela Franca. Stb-
mello ao Congresio a correspondencia batida sobre
esto ossumpto enlre o nosso enviado em fariseo
ministro das rclares cstrangeirasdo governo francez.
a A siluacao dos nossos negocios coma llepanha
existe como no cncerrameulo da vossa ultima sessa,,
A agilacao inlern i, assumindo quasi o carador de
revolucao poltica, poz rcceulemcnle o paiz em es-
tado de ronvulsao. Os ltimos ni mi i-tro. foram vio-
Icnlameulc cxpelldos do poder, c sur codera in hu-
men de ideas mu difTerenles em retaran aos seus
negocios internos. Depois desla mudenca anda na.i
ouve urna "lipafrimidadc^roplcia pa resumir
c apre*sar as negociantes arerca do ajuste de serias
quesles de dniculdatps cjilrco governo hcspahol e
os Eslados-Unidos. ^Ja razdo para crer que o nos-
so .iiinistro ciirnnlaVfi o governo actual mais favo-
ravelmcnlc inclinado do que o precdeme a con-
descender com lis uossas justas exigencias* a fazer
justesconvenientes para restaurar a harmona e
preservar a paz enlre os dous paizes.
n Acham-se pendculcs uegociarOcs com f Dina-
marca para acabar com a pratca de impor tributos
aos nossos navios o as suas cargas quo passam pelo
Sound, Nao duvido que possamos reclamar a
isucao disto como cousa de dreilo. He admilli-
do por lodos que e*ta cxacclo ha saecionada, nao
pelos principios geracs da le das naeSe, mas so-
mente pelasconveuroes espeeiacs que a mnor parle
das naces eommerciaes tem fcito oam a Dinamar-
ca. O quiulo arligo do noss tratado de 1S2I com a
Dinamarca estipula que os navios dos Eslados-Uni-
dos e seus carregamcnlos, quando passarem alravcz
do Sound nao pagarlo direilos mais elevados do
que os das najos mais favorecidas. Islo pode ser
considerado como urna conveneao implcita para sub-
mellera trbulos durante a conliuuaeao do tratado
e conscquenlemenle pode cnibaracar a afflrmcSo do
direilo que temos para ser aliviados desle onus.
Exi-lem lainbem oulras eslipulacos no tratado que
devemsermodilicadas. Uevia ler vigor por espado
de dez annos at que um auno depnis urna das
parles commumea-se a oulra a inleocSo "de lermi-
na-Io. Julgoconveuienlc que a indicada noticia
seja dada ao governo da Dinamarca.
Aexpcdicao naval enviada quasi ha dous annos
com o fim de eslabelccer relaces com o imperio do
Japao, tem sido hbil e Ilustradamente condolida
a una prospera conclusao pelo official a quera foi
confiada. Um tratado, abrndo cerlos porlos da-
quelle populoso paiz, foi nege-ado ; e para que se
lhe d pleno elTelo, falta somi de Irocar as ralifi-
caces, c adoplar-se os requeridos regulamcntos.
O tratado iillmamente concluido entre os Es-
tados-Unidos e o Mexicu resolveu algumas das nos-
sas complicadas dfiiculdades com aquelle paiz, mas
numerosas rerlamaces em cousequencia de perdas
e dainos causados aos iiosos -.oncidadaos anda nao
foram ajusladas, e innilos casos novos foram recen-
lemcntc acrescenlados a prmiliva lista das queixas.
.V nossa legacao tem sido sollicita em seus esforcos
para nbler do governo mexicano una consideracao
favoravel destas rerlamaces, mas at boje sem bom
resultado. Esla falla, sob cerla relacao, pode ser
provavclinenlc allribuida a rondijo perturbada
daquelle pdz. Tem sido meu ancie.so desojo man-
ler relaces amigaveis cam a repblica Mexicana,
e fazer quo os seus direilos e lerrilorios sejam res-
peilados, nao s pelos cidadaos, mas peios eslran-
geiro que lem recorrido aos Estados-Unidos com
o intuito da argaotsaram expedicoes hostia contra
alguns dos E.lados da repblica. A condicao
indefensavel em que fienram as suas fronlci-
ras lem estimulado avenlurciro e illegilimos
a lomar parle nenias emprezas, e grandemen-
te au&mentou a Jfiiculdade de reforcar as no*sa
meu solemne dever cumplir rom cflicacia estas obri-
-'aecs, nao s para com o Maxico mas para com
oulras naee* eslrangeiras, empreguei lodos os po-
deres de que eslou revestido para destruir estes ac-
tos criminosos e punir aquelles qm violaran! as leis,
temando parte^testesacontecimenlos. Acnergiaea c-
lividade das nossas autoridades civis e militares frus-
trramos designios daqucllesque medilavam expedi-
ces desle carcter, excepto em duas tentativa*.
Una desla*, eomposla do eslrangeiros, fui ao prin-
cipio patrocinada coadjuvada pelo proprio governo
mexicano, que foi engaado quanlo ao objeclo real.
A oulra, pequea em numero, Iludi a vigilancia
dos magistrados cm S. Francisco, e conseguio che-
g ir ao territorio mexicano ; mas as medidas eflec-
tivaa lomadas por eslo governo compellio o abando-
no da empresa.
o A couiiniao para eslabelccer a nova linha en-
Ire os E*tadus-Uuidos e (Mxico, segundo as esli-
pulacos do tratado de 1)0 de dezembro passado, fo-
ram organisadase etrabalho'ja comejou.
Lo Os nossos Iral.idoscom a ennfe leracao argentina
o com as repblicas do Uruguay c P.ira,uay no- a--
seauram a livre navegacao do rio La Piala c alguns
dos seus gran les tributarios : mis a mesma fortuna
nao lem conseguido os nossos esforcos para abrir o
Amazonas. Ja lixe occasi.lo de apresenlar n'unja
inensagcm as razos em favor do livre uso deste rio :
e, leudo em considerarlo as relaces cordeaes que
lem por milito lempo existido enlre esle governo e
o tlrasil, podc-se esperar que as negociarnos penden-
les chegucm a um resultado favoravel.
Convenientes meios de transito enlre as difle-
renles parles de um paiz nao sao somcule desejaveis
para os objecios de rommuniearao commercial e
pessoal, mas essenciaes a sua existencia sob um en-
verno. Separadas como sao as Bostas atlnticas
e pacificas dos Estados Unidos por lo la a largara
do continente, com ludo os habitantes de cada orna
sao eslrcilamenlc ligados pela coniniimliao de ori-
gem o insliluiccsc pela enrgica adhesio a Tinao.
Dahi agconslantese ingnita relaces e vastas trocas
de produeces eommerciaes enlre islas remlas d-
vi-es da repblica. Presentemente as mais prali-
caveis e nicamente enmmodas estradas para com-
inunicacao enlre elles sao por via do Islbmo da A-
merica Central, lio (lo dever do governo defender
estas avenidas centra qualquer perigo da inler-
rupcao.
Em relacao a America Central quesles perpte-
xas exisliam enlre os Eslados-Uaidos o a CrJo lrc-
lanha no lempo da cessao da California. Eslas, as-
sim como as quesles que sobseqiicnlcmentc appa-
receram con.ernentes as comniuncacos iuter-ocea-
nicas alravez do I-lluno, furam, como se suppuiiba.
ajustadas pelo (ralada de i9 de abril de ISO ; ms.
hifelizmenle, lem reapparecido cm cousequencia de
graves dcsiulelligciicias quanto a importancia de al-
mimas das *uas e-lipiilaeo*, cujo ajaste foi novn-
menle temada cm consideracao.
Como incidente a eslas quesles, julio conveni-
enle indiciar una occnrrenci.-i que leve lugar na A-
mcrica Central, nas veaperaj do encerramenlo da ul-
tima sessao do enngresse. Assii.i que foi perccliida
a necessidade (le eslabelccer rommuiiiracrs nler-
oceanicas alravcz, do islbmo organisou-so una enm-
panhia sob a auloridade do Eslado de Nicaragua,
mas eomposla, pela mor parle, de cidadaos dos Es.
lados-Unido*,, com o lim de abrir um Iransilo pelo
rio S. Jo3o c lago Nicaragua, que iun breve lornou-
se urna elcgivel e mui usada estrada no transporte
dos nossos cidadaos e de suas proprio.lados enlre o
Atlntico e o Pacifico. Unir, lano, e anles do rom,
plmenlo c importancia deslo transito, um numero
de aventureiros se apossoo do anligo porln hcspa-
hol na embocadura do rio S. Joan, como desafio a
Estado ou Eslados da America Central, que. ao lor-
narem-se indcpendciites, linbam com ratita surc.e-
dido Soberana local e jurisdicjlo da llespanba.
Estes aventureiros lenlarain mudar o nomo do lu-
aar desde S. Joao del Norle al Graytown, e, posto
que em principio prctcxlassem obrar em qualidado
do subditos do ficticio soberano dos Indianos Mi-
quilos, subsequeulcmeiile repudiaram a superinlcn-
dencia de qualquei potencia, lencionaram adoptar
urna orgauisKcao poltica distiucla, e se declararam
um Estado soberano independenlc. Se cm algum
tempo nulriram tracas esperancas de que podiam
tornar-.e urna coinmuiihao duradoura e respeilavel,
esla esperanca em breve se desvaneceu. Pa*saram
a allegar jus juri-dico civil sobre Pueula Arenas,
urna pesile sobre o lado upposlo do rio S. jote, I
qual eslava na posse, sob um titulo lolalmenl; inde-
pendenlc delles, de cidadaos deV Estados-Unidos,
luleros-ad >s na companhia do Iransilo de Nicara-
gua, e a qual era ndispcnsavelmculc neressaria s
prosperas operaces dessa estrada alravez do jsihmn.
A companhia resisti s suas infundadas rcclama-
ces, entretanto pasearam a do-lmir alguns dos sen*
edificios e "tentaram violentamente dcsapossa-la.
a Lllimamenle organisaram una forra considera-
vel com o intuito de demolir o cslabelecimenlo em
Pueula Arenas, mas esle maligno designio foi des-
baratado pela interposicao de um dos nossos navios
de guerra, que naquclla orcasiao se acbava no porto
de S. Joao. Subscqiicnlemenle i .lo, cm mate
passado, orna forra de Greylown passeu para Pueula
Arenas, arrozando-se a auloridade de prender, por
crime de homicidio, um capilo de um dos paquetes
a vapor da companhia de Transito. Estando bem
convencidos de que o direilo de exercer jurisdiro
menlo de sangue, O minislro amerirann depois v-
-ilou drejlown, eao passo que abi cncoiilrava urna
eanallia, inclusive alguns dos chamados funeciona-
rios pblicos do lugar, cercen a casa ein que elle se
acbava, dizendo que linbam viudo preude-lo por
ordem de urna pessoa que exercia a principal aulo-
ridade. Ao passo que fallva com esles individuos
foi loiidopor urna arma de lirremeru partida da mu.
lilao. Um bote, enviado db vapor americano Sor-
ther IJghl. para lira-lo da
se julgava que elle eslava,
da cidade e foi compellido a vollar. Estes inciden-
tes, juntamente com o con lecido carcter da popu-
lacho de Greytovro, eoaeji eslado de exeilamcnto,
pengosi situacao em quo
receben fogo da guarda
causn apprehensoes de qi
des dos nossos cidadaos e
em eminente perigo depoi
e as vidas e as proprieda-
Puenla Arenas eslariam
da partida do vapor com
os seus paasageiros para Ncw-York, senao ncasse o-
ma guarda para prolege-los. Para isto, e afim de
garantir a seguranca dos pas^geiros e das proprie-
dades que passam pela estrada, organsou-se urna
forja (emporaria. com grandes despena dos Estados
Luidos, cuja aulurisaeao foi concedida na ultima
sessao do congressn.
Esia pretendida cninmnnbo, reunan heterog-
nea formada de varios paizes, c eomposla pela mor
parle de prelos e de pes-oa. de sangue misturado,
linha previamente manifestado oulros indicios de
propense malignas e jierigosa*. No principio do
mesmo nmi^jupriedade foi clandestinamente sub-
traliid.I^H Bju da companhia d; Transito e le-
va la para lar-se abi, e 4s seus perseguidores eram expellidos
pelo povo, o qual nao s piolegta os inalfeilores e
parlilhavam dos ruubos, m i* tratavam cqjp aspereza
e violencia aquelle, que prucejjfam rehaver as suas
propriodades.
i'.ics furam cm sub-lancia os fados submellidos
minha consideracao, e provados com toda a evi-
dencia. Nao duvido que o caso exhjia a interposicao
desle governo. A juslica requera que se reparas-
sem lanos e l.lo fraude* dainos, e que se suspen-
de-so percroptoriaincnle um curso de insolencias e
de roubos, que tenda ..redmenlo violarlo das
vidas de nuiucro.os viajantes e dos ricos Ibesouro
perlenccntos aos nossos concidados que passam por
aquelle trauzilo. Como ver que seja, a coinmu-
nbaocni que.-taocom poder de fazer mal nao era
desprczivel, Esteva bem prvida com pecas de arti-
maa, armas pequeas e mullicos, c poda fcil-
mente atacar os barcos desarmados, carreados com
objecios no valor de alguns milbes, os quacs navios
passam quasi diariamente ao alcance dos liros de pe-
ca e de espingarda. Esla rommuuhao nao prolessa
perlencer a governo algum regular, c com efleilo
nao be dependente nem tem connexao com algum, a
que os Eslados Unidos ou os seus cidadaos prejudi-
cios possam pedir reparacao, ou que possam ser
responsabilisados de alguma sorte pelos ultrajes com-
meltidos. Nao eslaudo peanle o mundo na silua-
cao de urna sociedade polijica urganisada, nem sen-
du competente para exercer os direilos nem salisfa-
zeras oadgBCSOS de um mivcrno, era com effeilo um
eslabelc iraenlo vaclanle. mui perigass para ser
menosprezado, e mui criminoso para ficar sem pu-
nicao, e com ludo capaz smenle de ser I rolado como
um ajiHiianienlo pirtico deivaraiidos; ou um acam-
pamento de selvageni depredando as commilivas
dos emigrados ou caravanas e os eslabelecimenlo,
nas fronteifas dos Eslados civilisados.
a O povo de Greylown rec1ieu a favoravel noticia
que esle governo exigir que *e reparassem os dai-
nos causados aos nossos concidados, e que se desse
urna salisiacao p los insultos de que o nosso minis-
lro foi victima, e que um ijavio do guerra seria
mandado para ah alim de faier que ellas exigenci-
as fossem allcndidas ; mas a i|oticia passou dcsaper-
eeblda. Entretanto um oflicial de marinha, com-
mandanlo da corveta de guem Cyane, leve ordem
para repetir as exigencias, e inkislir pela respectiva
salisfacao. Vendo que ncm apopulaca, nem aquel-
les que dizem ter auloridade sabr ella, manifesla-
vam a menor disposicao a dar la reparaeflo exigida,
nem sequer a desculpar-se pelo* sea comporlamenlo,
admoelou-os, por una proclaniacao publica, que se
nao dessem a salisfacao denlro de nm lempo deter-
minado bombardeara a pox oacao. Por esle acto
minislrou-lhes a oppurluuidade de Iralarem da sua
seguranca pessoak A aqueltesque igualmente de-
sejavain evitar aperda de. propriedades no castigo
que eslava para ser infligido a populadlo olle.isora,
elle proporcionou os meios de proino.er os seus cf-
fcilos, por vio dos boles da seu proprio navio, e de
um vapor que procurou e oflereccu-lhcs para esle
fim. Finalmente, como nao percebes-e disposicao
alguma da parte da povoacao para aiinuir as suas
requisices, appellou para o,commaiidantc da escuna
Bcrmuda de sua magestade britnica, o qual pareca
ler relaces, e apparenlemente grande influencia
com os principaes de entre elles, para iuterpor-se, e
persuadi-los a tomar alguma resolucao calculad.i
para salvara necessidade de recorrer a medidas ex-
li einas indicadas na proclamaran ; mas esle official,
em vez de acceder o pedido, nada mais fez do que
protestar conlra o projectado bombardeamenlo. O
povo au pralicou aclo algum para dar a salisfacao
requerida. Nao houve individuo aluum, se algum
lu qaeaejatgue mo responsevel pelo mao compor-
lamenlo da coinmunhao, que adoplassc ineos para
separar-se do dest.no do (rime. Os difTerenles uni-
tivos cm que se Tundavam as exigencias para a repa-
racao linbam -ido publicamente manifestados a lo-
Oh! respondeu vivamente Chilln, ej .duda
mais gentil do quo eu.
Ah! lornou Loriol, sso n.io he verdade.
Cmbale de corlczia. Chilln conlinuou abaixan-
do os ol ios:
Os hoincns he que fallam s mulbercs.
E as mullidos, ulcrrogou Loriol, nao fallam
aos bornees!
Ellas respondem-lhes.
I.oriol fez um osfureo para comprehender cssa
di-lincro sublil; porm de balde.
Como somos tolos! exclamou elle... aposto que
ja passamos palheiro*!
E pozeram-se nuvamenle a roara* direila e i
esqueida. Um largo laboleiro de relva esleudia-se a
entrada da avenida. As madreselvas invisiveis, que
lancavaiu seus ramos cima da sebe cnciiaiu o ar de
perfume*.
Aperlas-me a nido lorlemenle, disse Loriol, c
leus ns dedos frios... ests .lenlo .'
Chifln soltou-llie a mao, c afaslousc delle arru-
fada ; mas Loriol nao deu por isso.
Oh! oh! exclamou elle, eis-ahi um caslella I
E repeli isso para forrar Chifln a levantar sua
linda cajioca pensativa.
A avenida qoe acabaran de percorrer nao lermi-
nava na frente do cesiello, o laboleiro de relva ro-
deava o edificio, e aeabava na avenida principal,
(liante da qual eslava a grade dourada. O que des-
pertara l.onol fra urna luz quo appareccra de re-
pente para apagar-se igualmente em urna janella do
pnmriro andar. Alias do caslello eslendiam-se
grande* edificios, e adianto, a chmenla passos da
ala esquerda, elevara-se um magnifico palheiro se-
melhanle a nina torre.
Loriol baleu palmas, e Chifln abandonon os so-
sera resistido enlao como fora nas occasies ante- dos durante algum lempo, e furam uovainenle an-
cedeutes,foram preparados para defende-lo for^a do
arma*. O nosso minislro na America Central casual-
mente se acbou prsenle nata occasiao. Pensando
que o capilao do vapor era innocente, porque elle
leslcniinbra os motivos cm que a accii'aelo era
fundada, c pensando igualmente que romo a parle
intrusa nao linha jurisdleSa sobra o lugar onde
se propunlia fazer a prisao, encontrara desesperada
resistencia, sttyersistisee no iniei.io.cllc se teterpox
com eficacia para prevenir a violencia e o derrama-
nhn. Era impasaivel desojar um palheiro inelhor.
Tinbain lirado ja leo libase, desorle que a pule
superior fleava sacada, c em baixo eslava lecco. Po-
da ebuver em abundancia sem oflender a quem abi
oslivesse abrigado. Chifln c Loriol admiraramse
siureramcnle de lerem desojado um Icilo de hospe-
dara.
Para comerar, enroslaram-se ao feno, e Chifln
fez corelas em Loriol. o qual lorceu-se de riso. Lo-
riol linha cocegas como lodos us preguicosos, sof-
Iria mudo lempo rindo e pedindo misericordia ;
mas quinto cmfim revollava-se, e tomara Chilln
por baixo do sovaco, era alegra que se nuvia ao ton-
ga ; pois elle nao alacava-a de mao moda.
Do palheiro via-se loda a fachada do caslello, o
qual era um edificio considerase!, e datava dos pri-
meirot annos do reinado deLuizXVI. A revolu-
to o achira anda novo, euflo lhe fi/era mulo mal :
smenle a grade frita de ferros de lanras entrara
em contribuirn para fornecer armas a nao sci que
levanlamenlo popular ; mas lora r un orlada, c a-
cbava-sc enian em bom eslado e bem dourada.
O caslello linha oeshlo do lempo; um corpo
erando enlre dnas alas pequeas. O palco era de
boa proporcao ; o poial lambem ; a nica censura
que se poda fa/.cr-lhe era que assemelhava-se intei-
ramente a um hotel parisiense do fim do secuto pas-
sado.
Os Morges haviam sido grandes fidalgos, co for-
ro dourado do salao linha visiodansar a princeza de
Larahallc, e madama de I.ally : a corle e os philo-
sophos.
le anda maior do que o caslello de Manre-
par! di.se Chilln quando cansou de fazer ucegas
em seo amigo Loriol.
uuuciados. Nao negaram neiihum desles motivos ;
naoderam oxplicacao alguma, nada para por termo
a semelhanle comporlamenlo, mas recusaran! defe-
ctivamente ler a menor conferencia com o comman-
dai.le ilo Cyaiu- Por meio do seu obsluado silen-
cio parecan! anles dosejosos de provocar o casliio
do que de cvita-lo. Da-se nmila rattto para crer
que esle compoi lamento do petulante desalio da par-
le delles be impuiavel principalmente dea illu*o-
ria de que o-govemo americano abandonara a re-
dlo de Maurepar be negro como asloperas... e es-
l.i sempre de jauellas fechadas.
Pelo contrallo vemos mullas luzes nesle, lor-
nou a rapariga..... deve baver ah candclahios de
prala.
Fidalgos e fi.lalgas.
Bellos fidalgos...
Bellas lidalgas...
Chifln suspirn. Loriol eslendeu sobre o finio as
duas libras de pilo e os qualro suidos de queijo.
Vc-los-biainos inelhor junto da grade, disse a
rapariga.
Sun ; mas lenho tome, responde i Loriol.
Ah! meu Dos! exclamo-i Chifln, nao lenho
mais f.tinc... eis-ahi una vestida de cor de ro*i, ,
teinlo o pesclo n... Be bello!
Qoereras comnicller o peccado de mo-lrares o
eolio n, Chilloninba? pereunlou Loriol franzindo
as sobi ancclhas.
Ah!... disse a rapariga ; se eu fosse rica...
.N.io leus vergonba '.'
Chifln ergucu os hombros, e disse com desdem.
Na la sabes a esse resseilo.
E suspirando, recebcu um grande pedaro de pito,
que Loriol lhe oflercria.
Nao sabes? exclamou esle, poderiamos fazer
alguma cousa.
O quo?
Se eu fosse ousado como lu... pois es cusada,
Cbifloninlia... ira canlar-lhes debaixo das janell.is a
cancao dos rapaze* de Locmmc.
E a grade?
Oh! a grade... pastarlas bem por cima.....Es
igeira, Cliifloninba... E depois que bonvesses can-
solucao de puui-los, com receto de desagradar a urna
formidavel potencia eslrangeira, a qual, na ptenlo
delles, considerava com complacencia o seu proced-
monto aggressjvo e insiilluoso para com os Estados-
Unidos. A final o Cyane fez fogo sobre a povoacao.
Anles que grandes estragos fossem produzidos, o fogo
foi suspendido duas vezes, afim de que hou-
vesso nppurlunidadc para um ajuste, mas islo nao
leve efleilo. A mor parle dos edificios do lugar, em
-"ral de pequeo valor, tica rain destruidos; mas,
em coosequencia das consideradas precances loma-
das pelo nosso eommandanle naval, nao houve des-
truirlo de vida.
'i Quando o Cyane leve ordem para partir para a
America Central esperou com loda acerteza que nao
seria uecessario a recorrer i valencia nem des-
Iruicao de propriedades, nem a perda de yidts. n
O respectivo eommandanle recibeu instruccoes para
esle fim ; e nenbuiir acto extremo teria sido requeri-
do, se o proprio povo, em ronsequencia do seu ex-
Iraordinario comporlamenlo nq negocio, nao houves-
se frustrado lodas as mcias medidas possiveis para
ohler-se a salisfacao. Urna retirada para fora da
prara, desbaratado inlcramcnle o objedq da sua
visita, sob as circumslancias em queo commaiidan-
te du Cyane *z fundn, leria sido o absoluto aban-
dono de qualquer rerlamaeao dos nossos concidados
quanlo a in lemnisacOes, e subinissa acquicscencia
ndignidade nacional. Islo teria animado em stme-
Ihaiilcs homens um espirito de insolencia e rapia
ma s perigosu as vidas e propriedades dos n
concidados cm Puenla Arena*, e provavclmente ani-
mado, para assallar os tbesourose asmercadorias pre-
ciosas que continuadamente passam pela estrada do
Nicaragua. Ceitamcnlc ler-me-hia sido muilo mais
salisfatorio se o objeclo da missao do Cyane tivesse
sido consmnmado sem aclo algum do forja publica ;
mas a arrogante contumacia dos oflensores lornou
imptssivel evitar allernaliva,ou destruir-Ibes o cs-
labelecimenlo ou deixa-los teipressionados. da idea
de que podiam perseverar cora vmpunidado n'oina
carreira de insolencia e de roubo.
k Esla lran/arc3o lera sido assumplo de queixas
da parte de algumas potencias oslrangeiras, e foi ca-
raclerisada com mais precpilac,.lo do que juslica.
se se podem cstabelecer comparaijoes, nao seria dif-
licil apresenlar repetidos exemptos na historia dos
Eslados que se acham frente da civilisacao moder-
na, onde communhOrs muito menos oflensivas c
mais defeiisaveis do que GreytovJn, ho sido caracte-
risadas com muito maior severidade, e em qoe u3o
*ao someule as cidades que lon> sido reducidas a
(izas, mas a vida humana tem ido sacrificada, e o
sangue dos innoccnlesse tem misturado profusa-
mente com o dos criminosos.
Pausando dos negocios eslrangeiros aos domsti-
cos, a vosa aUencao he naturalmente dirigida para
a condicao financeira do paiz, sempre un assumplo
de interesse geral. Quanto completa e exacta in-
formaeo irlalivamente s fiianeas c aos varios ra-
mos de servico publico que eslo em relacao com
ellas, refiro-vos ao relatoro do secretario do Ibesou-
ro, do qual ver-se ha quo a somma do rendimeuto
durante o ultimo annn fiscal, proveniente de lodas
as fonlc*, foi de V3.i9,705 ; e que a despeza pu-
lilica para o mesmo perodo, exclusive os pagamen-
tos da divida publica, montn a t,OI8.21'J. Hu-
anle o mesmo periodo, os pagamentos feitos para
remir a divida publica, inclusive o juro e o premio,
monlou a 821.336,380. A'somma total das recei-
las daquelle anno se deve acrescenlar nm bataneo
existente no Ibesouro no comeen delle, que monta
a 521,942,892 ; e no encerramenlo do mesmo anno,
umbalanco correspondente qumenla a930,137,1)67
de receila cima da despeza lambem exislia no Ibe-
souro. Posto que, na opiniSo do wcrelarto do Ihe-
souro, as receilas dn correle anno fiscal nao sejam
iguaes em somma s do passado, com ludo excede-
ram iudubitavelmeute a somma das despezas pelo
menos ein 515,000.000. Por lano conlmuarei a
ordenar que o rendimenlo exrcdeole seja applica-
do, lano quanlo poder ser judicio-a e econmica- -
mente feilo, redoc^ao da divida publica, cuja quan-
lia no romeen do ultimo anuo fiscal era 67,346,628;
da qual pasou-se a 20 de novembro de 1854 a som-
ma de ?22,3C5,17 ; ficando um balanro da actual
divida publica de .>' 5.975,456, pagavel em difiere li-
les periodos no espaco de 14 anuos. Exislem lam-
bem remancscenles de oulras apolices do governo,
cuja maior parle j esl devida, e acerca das quaes
ressou o juro, mas anda nao foram apresenladas
para serem pagas, montando a 5233,179. Esla ex-
posicao moslra o fado de que a renda animal do
governo excede grandemente a somma da sua divi-
da publica, que a mencionada em ultimo lugarnao es-
la' paga smenle porque o lempo do pagamento
anda so nao vencen, e nao podo ser salisfeila ao
mesmo lempo, excepto era caso de opcao dos credo-
res pblicos, os quacs prefcrein conservar as apoli-
ces dos Eslados-Unidos ; e o outro faci, nao me-
llos evidente, de qoe o rendimenlo anoual de todas
as fonles excede cm miiilos milhes de dolan a
somma exigida por urna adminisIrasSo prudente e e-
comica do governo.
o Os orcamcntosapresenlados ao congresso pelas
dillcrenles reparlices cxcfulivas, a ultima s:
monlavam a 18,406,561, n as approp iaces feiiasa
somma de 558,116,958. Com ludo, deste excesso
de appropriarcs sobre os ornamentos, mais de
520,090,000 eram applicaveis a objecios eslraord-
n'arios, que nao linbam referencia as ordinarias des-
pezas animis. Entro c-tcs objecios estavam i
prchendidos 510,000,000 para a eecui;ao do 'eML.
ro arligo do tratado entre os Estados-Luidos S^K^
Mxico ; de sorte que, na rcalidade, quanlo aos
objecios de dc*pcza ordinaria, as appropriaoes s,1o
limilada* a muilo menos do 510,000,000. Por
lauto, renov a minha rcrommendac.au relativa
reduccao dos direilos de importadlo. O relalorio
do secretario do Ibesouro aprsenla urna serie de
labelas mostrando a. operaeao do syslema de rendas
para os dillorentes annos successivos, e, como o prin-
cipio geral de duccao de direilo; no intuito do
Milor e mais bello responden Loriol; o cas-1 nina.
lado te diriam pela janella: Suba, minha linda me-
E cu subida..... estando l lodos esses bollos
fidal-
E as bollas iidalgasl
Na verdade Chifln linha grande vou'tade.
E virscomgo? pcrgunlou ella.
lle|Hiis (pie liressev subido, lornou Loriol em
vez de responder, eslou cedo que le bao de per-
gunlar : Sabes dansar?
Parei urna reverencia c direi: Sei dansar as
dansas de meu paiz, com o devido respeilo dos se-
nderas, senhuras c de luda a companhia.
E dansaras a sapaleira de Lambalte.
Ou a lilra de Ploermel...
Ou a daiisa los baledores de ti
Ou a cabritilla..... Ab meu taasei A cabri-
tilla !... D-me a mao.
Loriol deu-lbc a mito, e Chilln canloO arrastan-
do-o a campal
Vu lulu, digae, digne, diguedn! Digne, di-
e, digne du, lulu... Vamos!... Yu lulu!...
EKEMPUR FNCHNTRflnn
gue
I"m formidavel latido relinio airas da grade. Fra
por isso que Loriot na.i re*poudra, quando l.
lhe pergunlara: \ ir.,s coiuigo? l.onol adevinhava
os caes de guarda.
A' voz severa do rao. es meninos i essaram de dan-
sar a cahrir.ha, que alias he ama daa nanlcza mui
gentil. Chifln leve lano modo que refoiou-se no
Teo, onde Loriol a linha precedido. O cjo sacudi
soa grosa corrente, c veto rosnar junta da grade.
Algumas raberas appareceram a janella Iluminada
do salao.
Ol! di-se CliiOon. esse cSo nao pastar a gra-
de... Quanio a (anlafe dansar par dOBS sidos, sao'
quero mai* Isso era koiu, quando eramos vas,
bundos!
O cao ladrea urdaxnente dorante dous ou tres
MiiTiiann


DIARIO DE PERHIMBUCQ, QUINTA FEIRA I DE FEVEREiRO OE 1855.
i endimento, e nSo a' proterjao, possa ser conside-
rado como a palMca eslabelecida do paiz, confio que
ditiiculdade Ii.ivera' no estabelecimenlo das
particularidades de ama medida para cate (liu.
a Ero connexflo rom esto anumpto, rccommcn-
dn nma mudanja na leis, o que a experiencia r-
cenle lera mostrado ser euewial a' prolecjao do go-
verno. Nao lia estipuladlo expreisa de lei que re-
queira, que os registros papis de carcter publi-
co dos diflerentes empregado* do governo lejimriei--
lados as reparl i j&es respectivas para o uso dos suc-
cessorei.nero estipulacaoalguma quedeclarecrime ca-
pital da parte dilles dar falsas entradas nos livros.
Na ausencia de tal cstipulajtlo cipressa pela lei, os
ofllciaes excelentes, em militas seccoes, tem recla-
mado e exercdo o dlreilo de ler em cu poder os
importantes livros e papis, sob o fundamento de
que formam a ana propriedaJe particular, e os
teui collocado fura das pesquizas do governo. O
compartimento doste carcter, Irazido por diflerentes
vezes a' noticia do actual secretario do thesouro, na-
turalmente enfr;iquoceu-llie as suspeitas, e resultnii
da deseoberla qoe nos quatro poroia saber, Os-
wogo, Toledo, S.indusky o Milwaukie, o thesouro,
por falsas entradas (inlia sido defraudado, dentro dos
quatro aonos seguintes precedentes a marjo de 1853,
na somma de 8198,000. As grandes riilliculd.eies
que teem seguido n verificajao desta fraudes, em
conseiucncia da sublracjao dos livros e papis pelos
oflciaesque se reliraram, e a facilidade com que
scmclhanlcs fraudes no servijo publico podem ser
perpetradas, torna necessarias novas dcicrminares
lgaos sobra os assumptos cima mencionados. Ou-
tras quatro inoditieajoes materiaes na legislarlo
acerca dos rendimentos me parecem desejaveis ; e a
este respeilo refiro-vos ao relalorio do secretario do
thesouro. Este relalorio e os labelas que o acom-
panham minislram ampias provas acerca do solido
fundamento em que repousa a seguranja financeira
do paiz,.e da salular influencia do independentc sys-
lema do thesouro sobre o commcrcio c todas as ope-
rarles monetarias.
Peta-me dizerque acxpeiiencia do ultimo au-
no ministra razOes addicionaes de um doloroso ca-
rcter, pela rerommendajao amigamente feila para
a estipulado de augmento da forja militar empre-
gada no territorio habitado pelos Indios. O* espas
as fronteiras tem snffrido muito em consequencia
es dos baudos de ladrees e as largas par-
tidas da emigrados que se dirigen) para as nossas
possossoes do Pacifico tem sido assassinarius enm im-
lade. A reincidencia de laes secnas ; p le ser
prevenida moslrando-se a estas tribus selvagens o
,joder ,1 is Estados-Unidos o a respectiva responsa-
bilidade. Das gaarnijes dos nossos poslos frontei-
i lie possivel destacar tropas em pequeos cor-
pos, e, posto que esta em todas as occasies lenliam
desenvolvido valenta e inflexivel devotaj.lo no de-
is em mais difficeis circuraslancias ha recla-
mado a admirajo universal, tem de ordinario snf-
frido severamente ncsles conflictos em numero su-
perior, e intuas vezes (em sido severamente sacri-
ficados. Toda a forja disponivel do exercito j se
aclu empregada ueste servijo, e se reconhccc ser
totalmente inadequada i prolocjlo que se deve pres-
tar. A opiuian publica do paiz foirecenlemenle
abalada pelas atrocidades selvagens commettidas as
possoas dos emigrados sem defeza e nos estabelcci-
nicnlos fronleiros, e anda mais pela desneressaria
destruirlo das preciosas vidas, em que inadequados
destacamentos de tropas tem emprehendido propor-
cionar osoccorro necessario. Sem o augmento da
forja necessara, estas scenas h5o de ser-repelidas
em maior escala, e com mais desastrosas consequen-
cias. Estou cerlo cje o Congresso conhecer que
nesta queslo eslao envolvidos os mais evidentes de-
veres e a responsahilidade do governo, e nao duvi-
do que urna resoluto prompta seja aulecipada,
visto que a demora, pode ser acompanhada de alaes
azares.
O bil da sesiSo passada, estipulando um ncres-
cmo na paga dos soldado do eiercilo |lem produ-
zido resultados benficos, nao s facililanilo os ilsln-
mentos, mas melhorando evidentemente a clase dos
liomens que entram para o servir. Lamento qoe
correspondente considerajao nao fosse concedida
aos odiemos, os quaes. em consequencia do carcter
e dos serviros e das despezas a que esli nceessa-
riameme suscites, rocebem presenlemente oque he,
na rmuha opiuiao, urna compensarlo inadequada.
Os valiosos servijos constantemente prestados
pelo exercito, ea sua ineslmavel importan-ia, co-
mo o nurloo em rola do qual as forr s voluntarios
da najilo podem prora pamente reunir-se na hora do
perigo, sufficientcmente nltcstam a neces-i lado de
manter-sc um estabelecimenlo militar em lempo de
paz ; mas a Iheoria do nosso syslema e a respectiva
pralica prudente requerem |que qualquer augmento
proposto em lempo de paz seja commensura lo rom
os nnss-.is ampios limites e as nossas relajts frontei-
ra. Ao passo que adhiro escrupulosamente a esle
principio, encontr as actoaes circumstancias urna
necessidado para o augmento da nossa forja militar,
ojulga-se que quatro novos rgimen losdous de
infanlaria e dous de cavallaria serio sufli -ienlos
para sslisfazer a actual exigencia. Se fosse neces-
sario ponderar cuidadosamenle o cusi n'um caso de
semelltante urgencia, isto mostrara que a despeza
addicional seria comparativamente pequea.
Perno que com o augmento da forja numrica
ilo exercito seriam combinadas certas me di las de
reforma na seu arranjo orgnico e adminislrajao.
actual li- o resultado do legislara.)
parcial, multas vezes dirigida a interesase objerlos
i as leis que regulam as fllloiras c
commando lomadas ha mullos annos do servijo
lirilaniro. Por tanto, nao admira que o syslema se-
ja deficiente na symetria e simplicidade essencial ao
Irabalhn harmnico das suas diflerentes parles, e
'.adosa revisti.
nisajAo actual, maniendo largos carpos
do catado maior, separa inuilosofllciaes dessa c-drei-
ta connrxao con) as tropas e dos activos deveres no
campo que sao consid radas nocessarios para liahi-
lita-los para as varias responsabilidades do a (o cotn-
mando. Seas obrigajes do estado rasiur do e\er-
cito fossem satisfeilos por ofllciaes destaca ios dos
seus rgimen.o;, julga-se qua o servijo e-pjcial sa-
ris Igualmente hem exec.ulado, ea disciplina e ins-
Inicjio do exercito mellioradas. Ao passo que a de-
vida considerajao seguranja dos dircilos dos olli-
ciaes e ao melindrosa sentimenti de honra que se-
ria cultivado entre elles, he compalvel com a regra
cil.-ibclecda de proinojao em, casos ordinarios, com
Indo, se pode diflicilmcnle duviilar que e ^ysiema
de promor.lo por eleijao, qoe he agora pralicamcn-
le limitado ao grao de ofllciaes generacs, possa ser
um penco desenvolvido em beneficio do servijo pu-
blico.. A observancia da regra da antiguidado algu-
zcs comluz, especialmente em lempo de paz,
SojSo de ofllciaes que, depois de meritorios e
Bi dislinclos servijos, em cousequencia da dade
ou de enfermidades, podem ler ficado incapazes de
rumprir obrigajoei activas, e, cujo acceso tendera
a perjudicar a efllciencia do exercito. Adaptada a
estipularlo relativa acta classe de ofll ciao*, por
meio da cieajao de urna lista de reserva, remedia-
ra o mal sem oflender o justoorgulho dos liomens
qnc, em consequencia dos serviros passados, tem es-
tabclerido jas alta consideraru. Rcromniendando
de novo esta medida i favoravel considerajao do
Congreso, lembraria cu que o poder de collorar
ofllciaes na lista de reserva seja limitad a um anno.
A operajao pratica da medida seria de-la sorle ex-
perimentada ; e se, depois de aiguns annos. houver
OCCastfU para renovar a eslipplajno, pode ser repro-
duzida com os melhoramentos quo a experiencia
possa indiaar. A actual organisajao da arlilharia
nos regiment est sujeita a evidentes objecjoes.
O servijo daarlilharia lie o das baleras, e urna or-
gaiusajho de baleras n'm corpo de arlilliana seria
mai compalivel com a nalurrza dos seus deveres.
Grande parle das tropas actualmente chamadas nr-
(ilharia tem as meamos obri^aroesque h infnlaria,
sendo a dlsUoc(lo entro as duas armas meramente
nominal. Esta arlilbaria nominal em o nosso servi-
jo lio nleiramenlo desproporcionada a toda a forja,
e maiur do que as necessidades do paiz requerem.
Por tanlo, recommendo qu" se acabe com urna ds-
linrao que nao lem fundamento nem as armas u-
sadas nem no carcter do servijo que deve ser exc-
cnlado.
u Em connexao com a proposijao relativa ao
augmento do exercito, tenho appreseutado eslas sug-
gesloes acerca do certas medidas do reforma como
o complemento de nm syslema qoe produzira os
mais felizes resultados, c que espero possa attrahir
dentro cm pouco a altenjao, e ser considerado dig-
no da approvajo do Congresso. o
Como a rerommendajao do secretario da arma-
da se refere amis ampias c-tlpuWljfjes rerra da
disciplina egeral inellinramento <\o catacler dos ma-
rinheiros, repolo-a eminentemente digna da vossa
favoravel considerajao. Os principios que tem pre-
sidido ;i nossa poltica cm rolajio forja militar
permanente na mar e em trra sao silos, compati-
veis com a Iheoria do nosso syslema, c de maneira
alguma seriam desprezados. Mas, limitando a for-
ja a objerlos parcu'arrocnlc. apostados na parle
precedente de-la mensagerr,*, nao iiienosprezamos a
presente magnitud? e a longinqua exlenjao da nos-
sa mantilla mercantil, nem dcixamos de dar o de-
vido peso o fado deque, alcui das 2,tX) inilhas
da costa allautica. temos agora unta cosa Pacifica,
esteudendo-se desde o Mxico al as possossoes in-
gieras ao norte, prenhc de riquezas e emprezas,
reclamando a preseuja constante de navios de gucr
ra. O augmento da amada nao lem aconipanhado
a obrigajes propria c provciln-amenle assignadas
a si no lempo de paz, e he inadequada ao largo
campo das suas opereroes, n3o s no presente, p<>-
rm anda mais as progressivamenle ingentes ex-
igencias da riqueza e do commerco dos Eslados li-
nidos. Approvo cordialmentc a proprosla do sys-
lema de lrocicio para os nossos navios n icionacs,
rerommendado pelo secretario ila armada.
A ocrurrenria durante os nllinioMaeie de de-
sastres da marinha da natureza niauJEica, invol-
vcodo grandes perdas de vidas hurmraa^produzio
emojes intensas de sympathia c dor cm lodo o
paiz. He mui duvjjpso se lodos estes calamitosos
successos tlfvem ser totalmente allribuidos aos peti-
gos necessarius e inevwveis do mar. Os mercado-
res, marinheiros e t/rnastores dos -"slados-Unidos
nao sao, cm verdad; excedidas em arduas emprezas
peticia, iutelligencia e coragem pur ninguem no
mundo ; mas, com a ingenie somma da nussa lnne-
lagem commercinl no aggredn, c na maior grandeza
e melhorado equipamanto dos navios ora construi-
dos, urna deficiencia no su premilo de marinheiros
j vai sendo mui seriamente sentida. Talvez que o
inconveniente possa ser remediado cm parte pelo
doviilo regulamento para a inlroducjao nos nossos
navios mercantes do projectado tirocinio, o qual, ao
pa-so qua proporciona proveilosa c escolhida oceu-
pajao a numerosos mancebos, tendera a dar ao
marinheiro o carcter de classe. E he cousa digna
de seria reflexao a conveniencia de rever as leis re-
lativas manulenjao da disciplina no mar, de que
depende cm lao grande escala a seguranja de vida
e .le propriedade a ocano. Poslo que grande al-
ienlo j tenh i sido dada pelo congresso a mais pro-
pria coiislrurjao earranjis dos navios a vapor o de
lodos ospassageiros, rom ludo julsa-sc que os aper-
feijoamenlos da ciencia e da arte das machinas ues-
te sentido anda nao foram agolados. Nenhuma ra-
z o sufliccnte existe acerca da nolavel disliucjo
que apparece nos nossos estatuios entre as leis que
prolegem as vidas cas propriedades no mar c as
q"e prolegem as niesmas cousas cm Ierra. Na maior
parle dos Estados penas severas sao estipuladas para
puniros conductores de Irene, enaenheiros, e oulros
empregadosno transporte das pessoas pelos camnhos
de ferro ou por vapores nos rio-. Por que raxSo
nao se appliraria o mesmo principio a actos de insu-
bordinajao, de rovardia, ou de nulro mi compor-
tjmento da parte dos mestres e marinheiros, que
causam damnn ou morle a passageiros no alto mar,
Tora da jurisdijao de qualquer dos Eslados, c onde'
laes dolidos sii podem.ser alcanjados pelo poler do
Congresso? Esleassumpto he ardenleincnte sub-
mctiido vossa considerajao.
a O relalorio do administra lor geral .los corrcios,
ao qual vos retiro em consequencia dos mui interes-
sanies promenores em relajSo a esle importante ra-
mo do servijo publico, que se vai e-ten.leu o rpi-
damente, mostra qnc a despeza do atino que se aca-
bou cm 30 de junho de 1851, inclusive 913M81
do bataneo devido s repartijOescstrangeiras, mon-
tn 53,710,907. A grande reccila durante o mes-
mo periodo montou a |6,93->,586, determinando urna
despeza sobre a reinla de91,7.">5,32l. e urna dimi-
nnijao de deflleil, comparada cora,- o ultimo auno,
de tf)6l,75G. O aiiguienlo do rendiment para o
anuo que acabou a 30 de junho de l-Yi, sobre o an-
no precedcnle oi
Coas lulo nenlium
augmento proporcionado po-ts ser antecipado para o
anno corrente, e:n consaquencia da acto do Con-
gresso de 23 do jindio le IH'i', estipulando nma
compnsatelo augmentada para lodos os correios.
V-sc desta cxposijsoquc a repartijaij do corrcio,
em vez de sali-fazer as suas despeza, segundo o de-
signio do tempp da sua ereijSo, se aclia agora, e
em quantoa le actual continuar a existir, c nao em
pequea*escala, a caigo do thesouro geral. O im-
porte lo transporte das malas durante o anno que
acabou a 30 de junludc I8i, excede o importe do
anuo precedente em 8i9a,0.">l. De novo chamo a
vossa attenjao para o objeclo do transporte das ma-
las por vapores, e recommendo i vossa sollicitude as
suggcsl&es do administrador geral.
h Durante o ultimo anno fiscal 11,070,935 geiras
das Ierras publicas foram medidas e 8,190,017 geiras
expustas venda. O numero das geiras vendidas he
7,035,735, e a respectiva somma recabida;s9,285,533.
A somma total das (erras vendidas, suhlocadas o
privilegiadas, escolladas como Ierras pantanosas pe-
los Estallos, c suhlocadas sob garantas para estra-
das, se eleva a -23,000,000 geiras. O acrescimo so-
bre o anuo passado das Ierras vendidas he quasi
6,000,000 geiras; c os le i loes durante os dous pri-
meirosqtiarlos do correle anno apreseotam o ex-
traordinario resultado de 5,500,000 vendidas, cx-
cedendoquasi em 4,000,00.) de geiras os Kilocs dos
quartos correspondentes do auno passado, augmen-
tando desl'arle em urna exlenjao sem parallelo du-
rante qualquer periodo scmelhatile da nossa historia
a somma da renda proveniente desta fonte do the-
souro federal.
parte os dominios pblicos em favor daquelies que
lint servido no paiz no lempo de guerra he illuslra-
trada pelo fado, de quo desde 1790 nao meos de
30,000,000 de geiras lem sido applicadas a esle ob-
jerlo.
Asiuggesloesquesubmelli na minlia mensa-
ecm do .uno passado relativas s concesscs de Ierra
em coadjuvajoda conslrucjao de camnhos de fer-
ro forarr. menos plenas e explcitas do qoe a magni-
ludo do objeclo e os subsequenles dcsenvokimculos
pareciam tornar propros desejaveis. Nao duvido da
parean di principio entilo sustentado relativamente
limilajdo do poder do Congresso, mas na applica-
jao respectiva nao basta quo o valor das Ierras
n'umn loealilnde particular possa ser levantado em
preco ; que, na realidade, maior qnantin de moeda
possa provavelmenle ser recehida n'um lempo dado
por secj&es alternadas do que poderia ter sido rea-
lisada por todas as SecCScs, sem o impulso c a in-
fluencia dos melhoramenlos propostos. Cm pro-
prielario prudente olha alem das limitadas secces,
alera dos resultados prsenle--, para o ultimo cfleil
que o particular theor de poltica he capaz de pro-
dii/.irsol re todas assius possesseso os seus nle-
ressei. O governo, em q nem o povo dos Eslados
tem confianca ueste negocio, he obrigado a seguir o
mesmo designio prudente e comprehensivo. Antes
e durante a altiroa sessao do Congresso mais de
30,000,000 de geiras d? Ierra foram retiradas da ven-
da publica para seren applicadas por concesscs
deste carador que pendiam ante o Congresso. Um
rtii.lado/.,i exame de lo lo oassumpto levou-ine a do-
terminar que todas as orden- a este respeilo fossem
abrogadas, c as Ierras restituidas ao mercado, e para
este fim te deram inmediatamente iiislrurjoes. As
applicares na ultima sessao correspondan] cons-
lrucjao de nnis 5,1)00 inilhas de estradas c as 000-
eeasOea a somma de quasi 20,000,000 de. geiras do
dominio publico, Anda quando so admiltis 'nqneslionavcl odireito da parte do Congresso, ser
mui claro que as coDcetsSes proposlas s produzam
liem, c oio mal ? Os diflerentes projectosse limilatn
aeloalmenle a II Estados desta LUiao, e a um ter-
ritorio. As razo s designadas para as conccssocs
mo'lram que se trata de por as obras dcligentcinentc
em via de construeja >. Quando refleclimos que
desde o cornejo da construrjao dd camnhos de fer-
ro nos Eslados-Unidos, estimulados como tem sido
"pelos lorg is dividen I is realisados desde as primiti-
vas obras sobre os grandes camnhos, e entre os mais
importantes pontos de roinincrcio e populajo, ani-
nia.liK pela iegislajao do Esta lo, e mpellidoa pela
espantosa energa de emprezas particulares, somen-
le 17,000 milhas bao sitio completadas em todos os
listado* em um quarlode um scula,quando ve-
mos a manca condijao de muitas obras comejadas c
proseguidas sobre o que se rcpulam ser saos princi-
pios e-Ealeiilos seguros,quando contemplamos a
orme absorpjo de capital retirado dos canaes or-
dinarios das occupajes, as extravagantes contribui-
rnos de juros pagos nesle momento a continuas opo-
raejoes, as quebra*, nao s em moeda, mas cm carc-
ter, c em geral o inevilavel effeit i sobre as finanjas,
poderalguem duvidar que a tendencia he correr
para o excelso ueste negocio? Ser prudente aug-
mentar esle excelso, animando as esperanjas da re-
pentina riqueza qac julgam dever provir de magn-
ficos projedos dependentes da acjaO do Congresso '!
Precisarser estimulado ou impcllidoo espirito que
produzio laes resaltado*t Nao ser melhor regra
deixar todas eslas obras a emprezas particulares, re-
guladas, e, quando for conveniente, ajudadas pela
rooperajao dos Eslados?
Bem puliramos considerar dianle de nma pro-
posijao, meditando n'um simultaneo movimenlo pa-
ra a consmiecSa de estradas lie ferro, que em exlen-
jao igualaram, oxceplo a grande estrada do Pacifico
e totlos os sei.'s ramos, quasi um terjo do enmpri-
nenlo de laes obras .actualmente completadas nos
Estados Unidos, e as quaes nao podem atetar, com
rquipamentos.menos de 3 150,000,000. Os riscos que
podem resultar das combinajes de inlercsses dcslc
carcter delticlmcnte so calcuhm. Mas, indepen-
denle destas con*idcrtijoes, onde est o ronhecimeii-
lo exacto,' a intelligencia comprehensiva, que des-
criminar.i entre oju relativo destas 2H estrada pro-
postas em 11 estados e um territorio? Onde come-
jaris vos, e opde acabareis'; Se, para habilitar eslas
ronipaulnas a execularem as suas obras propostas, he
necesario que a coadjnyacao do governo geral seja
dada principalmente, apoltica apresentar um pro-
iilema comprehensivo em suas consequencias, e tao
importante ao nosso bem estar poltico e social, que
reclama anlccipadamenle a mais severa analyse. A'
vista fiestas consideradles, recorro com salisfajn
experiencia eacraj da ultima sessao do Congresso,
alimque farneja ipeios tos quo o objedo niio esca-
pa ao cuidadoso exame c ao rgido escrutineo.
Era minha intciijao aprcsenlar nesta occasiao
algumas suggcstOes acerca dos melhoramentos inter-
nos pelo governo geral, que a falla de lempo no en-
ccrr.imento da ultima sessao nflo me permitlio sub-
meltcr ao voltar cmara dos representantes, com
asobjecjOes ic bil intitulado, o Aclo que consigna
fundos para reparos, conservadlo e complemento de
certas obras publicas oulr'ora comejadas sb a au-
orilaile da lei; o mas o espajo nesta communica-
ISaoj oceupadocom oulros assumptos deimmediala
exigencia publica coustrange-me a reservar este ob-
jeclo para una mensagem especial, que brevemente
ser (ransmiltida s duas cmaras do Coneresso.
O estabelecimenlo judicial dos Estados Unidos
exige modillcajao e ceda-, reformas na maneira de
dirigir as cousas do governo sao tambero mui neces-
sarias; mas, como em nutra occasiao j vos falle!
largamente sobre c-tcs dous objedos, apenas chama-
re a vossa altenjSo s suggesles enliio feila.
ic Kenovo as ininhas antigs recuinmcud.ires em
rclajao convenientes cstipulajes acerca do varios
objedos de profundo iulercsse para os habitantes do
tlislrido de C dunibia. Minios desles objedos parti-
Iham largamente de um carcter nacional, e sao im-
prtanles, independeule da sua rclejao a prosperi-
dade da nica consideravel commiiiihao organisada
na Uniaoquc nao he representada no Congresso.
Tcnio desl'arle aprcsenlado as siiggestcs acer-
ca dos objectos que me parecem ser de particular in-
leressc ou importancia, e por isso mais dignos de
considerajao, durante o curto perodo concedido aos
Irahalhos to aclual Congresso.
Os nos-osantepasados das 13 colonias unidas,
aoadquerira kldependencia.e ao fundar esta republi-
eadot Estadoslinidoi da America, devolveram a nos,
sens descendentes, a maior e a mais nubre larefa que
msia lenha sido confiada s maos dos homens, im-
pondo a to los, e especialmente aquelies que opubli-
inais extremo limite da perfcctibilidade humana pe-1 sia, com os Estados em sua retaguarda nao j infen-
sos ao seu inimigo. He evidente para o observador
ntelligenle que a Austria j tem avanjado tanlo que
nao podo recuar, agora lem somente a opcilo de con-
linuar a sua carreira com ou sem allianja das po-
tencias occidcnlaes; ea forja das circomslancias e os
seus proprios inleresscs obrigam-na a entrar em tal
allianja. A imprensa ingle/a deve ser cuidadosa
em maltratar um amigo seguro, e tornar aquello
que at aqu lem obrado com previsao, eneraia sin-
cerdade, rcsponsavel pela fallas, fraqueza e parsi-
monia daquelies a quem cabe censura por todos o
erros at aqu commcltidos na guerra oriental.
(Muming Chronicle.)
IBTER10R.
la lvre aejao do eulcndimenlo sobre o enlcndmen-
to, nunca por via da obslruidora inlervenrao da for-
ja mal empregada; sustentar a inlegridade c guar-
dar as linilajoes da nossa.lei orgnica; preservar
'agradosde qualquer contacto de usurpajo, como o
verdadeiro palladium da nossa salvajao poltica, os
reservados poderes dos diflerentes estados e do povo;
amar com fidelidade e devotada afleijao esta Uniao,
como o nico seguro fundamento em que se firmam
as esperanjas da libenUle civil; administrar o go-
verno com vigilante inlegridade o rgida economa ;
cultivar paz e amisade com as iiaces estrangeiras, o
exigir juslija igual o exacta a todas, mas nSo causar
damno a nenhuma; evitar interferencia com a pol-
tica nacional e o repouso domeslico de outros gover-
nos, e rcpcllr islo do no-so proprio ; nunca fugir
da guerra quando os dircilos e a honra do paiz nos
chamar as armas, mas cultivar de preferencia as ar-
les da paz, procurar o dcseuvolvimcnto dos dircilos
de neutralidad, e elevar c liberalisar as relajos dos
pavos; e, por meio do lao justos e honrosos meios, o
ao mesmo lempo exaliando a condcao da repblica,
asscgiirar-lhe a legitima influencia c a benigna aulo-
ridadede um grande exemplo entre ludas as poten-
cias da clinstanilade.
a Sob i snlemnidade destas convirres, as heneos
do Allissimo sao ardcnlemcnte invocadas sobre as
vos'as dclihcrajes, e sobro lodos os ronselhos e ac-
tos do governo, afim de que, com o zelo commum c
os csforjns communs, possamas com humilde sub-
ini--,i> a vontale divina, cooperar para a promojao
to supremo bem dcstes Estados Cuidos.
tFranklin l'ierce.
(Timet.)
~ WOMI -------
Vienm 3 de dezerabro de 1856.
O assumplo que formn o olijerto da minha caria
separada de honlem, foi mais hbilmente desenvol-
vido por M. VVarreus, proprietario e editor do
Lolijil. Os'immario seguinte deste artigo ser litio
Com inleresse pelos Icilorcs do Morning Chronicle :
O Time. de 27 de novembro, conten um ata-
que .i poltica da Austria, nctavcl tanto pela ener-
aia ou gros.-eria da lingnagem de que usa, como
pela total falla de lino, pela juslija, reflexao e me-
moria do escriplor. Os aperlos em que se acham
valenlcssitiadores de Sebastopol, arrancara ao gran-
de jornal inglez um grito de dor, e urna lempesla-
dedo exprobrajoes dirig das contra a Austria. A Aus-
tria possue meio milhao to soldados; estes,empregado
n'iimadiversao.teriamoelTeitodecompellir a retirada
da grande forja dos Itussosde Sebastopol,e enl.lo o tri
umpho dos Anglo-Fraucctes seria cerlo. Mas a pr-
fida Austria olha rindo-sc para os seus alliados que
pelejam as suas batalhas, c fecha as raaos que fcil-
mente poderiam slvalos. Esla he a linguagem do
Times. Um breve exame retrospectivo Ihe mostrar
o valor. As potencias occidcnlaes comejaram a guer-
ra com esquatlras que somente poderiam assegurar
um resultado negativo, e mandando poucos regi-
raenlcs Constaiilinopla, sem que livessem decidido
o seu final deslino. Depois de aiguns mezes urna
parte destas tropas foram para Varna, e dahi para
Silislra, onde chegaram apenas com as suas espin-
gardas para conseguir o intento. Mr. Gladslone es-
labeleceu o principio de que as laxas ordinarias em
lempos de paz devem cubrir as despezas da guerra, e
a poderosa Inglaterra por aiguns mezes dirigi a
guerra n'uma escala lo mesquinha que quasi era
necessario um microscopio para verificar-lhe a ex-
lenjao ; c a Franja, onde um espirito mais valcnte
sustenta as redeas, vio-sc obrigada a seguir tao triste
exemplo. Envergonhada da falta causada cm razao
de meias medidas,oulra meia medida foi aventurada,
e Bomarsuud lomada, tjuasi envergonhada desle! compraram as cusas a aiguns cscrivaes o meirinhos
CORRESPONDENCIA DO 1)1 Amo DE
PEKNAMBCCO-
Parahiba 26 do Janeiro.
Deixci de escrevcr-lhe pelo corrcio passado, por-
que estivo tao distrahido no dia 22, que me nao oc.
curren a lcmhranjadc que era segtmda-feira, e dia
de parli la de corrcio terrestre. He incxplicavel,
mas posso asscvcrar-lhe, que o facto se deu lal qual.
Nao sei cm que pensava naquclla manbaa, a nao ser
as alegres recordajes do meu lempo, quo por mai5
de una vez, me assaltam a imaginacao, c me dei-
xampor lal forma esquerido do presente, quo *em
me podera comparar a apaixonado,ausente do charo
objeclo de sua afleijao. O pensamenlo, que mais
oceupa o joven, he o futuro, aua vida he de esperan-
jas ; o nico pensar dovelho he o passado, sua vida
de Saudades. Mas o que tem Vmc. com isso ? Pre-
sentemente nada, mas j Uve, c talvez anda lenha
falha de noticias minhas, porcausa de minlias dis-
Iracces. Desculpe-me pelo passado, e lenha pacien-
cia para o futuro.
O Mereles anda oceupadissimo com a arremala-
j3o das ca liras sem canga, a que chama liixinhos, e
por issodeixou os pobres Russos cm aperlos com os
alliados presenles-c futuros, e, ou nao leu as ultimas
noticias exaradas no seu Diario, ou pouca mossa fi-
zcram naquclla imaginacao lioje exclusivamente em-
pregada em negocios caprinos-mwiicipaes. Feliz-
mente o Benlinho, o maior anglo-philoa, que lomos,
tambem acha-se oceupado com os pesos e medidas, e
dcixou a allianja, do contrario a questao anglo-
franco-lurco-russa tambem estaa por c em nos
lenjes. Eu tenho estado muito abalado cem as ul-
timas noticias; porm, guarde-me segredo, porque
nao quero que saiham mais essa derrota dos Rustas,
aos quae, cutre mis seja dito, actualmente tlesco-
nhejo. Sim, repito, desconhejo ; porque nao posso
deixar de desconhecor a liomens, que lendo poslo
seus inimigos em aperlos do pedirem auxilio aos
rr/ormadox.dc se confessarcm sitiantes sitiados, sem
urna grande derrota, sem urna razao plausivel, re-
duziram-seao lamenlavel estado de enlregarem suas
obras exteriores c conduzircm sua muda arlilba-
ria para bordo de seus navios, para porcm-se ao
fresco.
Bem dizem os seus correspondentes da Europa,
que lem sido etaa guerra singular e alheia a lodosos
principios reguladores de laes aconlccimenlos.Seus
resultados cscapam aos mais bem feilos clculos, co-
.mejando pela entrega de Sebastopol, que anda n.1o
vio passar os oi|o dias aprazados para esse grande
successo.
Passcmos ao que intercala a nos oulros.
Itcunio-se no dia 21 nconselhodc qualificac.to des-
ta Trcguezia ; mas nao ptMe funeconar, porque a
illustrissma oceupada e distrahido, dizem uns, rom
seus importantes Irabalhos, e tambem falla de co-
bres, por havc-los gasto cm pagar aos caridosos, que
Consta-me, por intermedio do Benlinho, que S.
Exc. mandou celebrar com o mostr pedreiro Anto-
nio Polnr, o contrato para factura do cemilerio, pe-
lo prejo e quanlia de sele conlos e cem mil ris,
moeda palpavel e roncante.
Muito breve pode morrrr quem quizer, pois lera
lugar fresco e arejado para estar a commodo per om-
niataculatticulorum. Amen. Veremos so anda
daqui a qoatro mezes, appareccm lanos deserto-
res do cemilerio, quantos divagam par esles ras a
falla de quarlel.
Meirclcse Benlinho querem preparar seus epila-
pliios, e o competente mansolen. Eu julgo que sao
nimiameole prevenidos ; entretanto, quem madru-
ga chega cedo.
Apezar de ler sido lachado de massanle pela rea-
cao de criminosos em faga, que llic dei em minha
autc-penullima missiva, quero cumprir minha pro-
mossa continuando-a proporj.lo que Meireles m'a
f r Iraiismiltindo.
At 28 de setembro do anno passado andavam cm
fuga 2 8 criminosos tle diversos criraes, do lermo de
Alagoa Nova, e al 13 do mesmo, 20 ditos de Cam-
pia Qrande.
Do I. de novembro a 2 de dezemljro prximo
passado, foram capturados, em toda a provincia, 37
criminosos, a saber : 30 criminosos de morle, c en-
tre estes duas mulheres, 6 cscravos c 1 escrava ; um
por furto de cscravos, um or furto de cavallos, dous
por crime de ferimenlos c tres por tirada do presos.
Veja quanlo eslavamos necessilados de urna boa
correijao ; c se nao lenho razo de hemdizer os no-
mes de quem tem promovido essasprises.cde quem
reclamou os meios de poderem ser ellas eflectua-
das.
Nada mais lenho a communcar-lhe, portante,
receba o meu saudar, e dispouha de mim como
amigo.
P. S. Nesle momento chega Meireles dizendo-mc,
que cm Campia urna mullier, nao estando muito
satisfeila com a sua primeira cscolha, ajudou a des-
pachar desta para a Icrrivel o marido, do que se cn-
carregou o novo escolliido ; ecm S. Joao um mari-
do, nao estando contente rom a sua chara melade,
deu-lhe passaporte dc urna compensacao, mas falhou a regra.Dos os faz,
eodiaba 08 janla.Seria um bello, e importante
par, se os dous amigos de variar se teem unido pelos
santos lajos de hymiucu.
.
rio, qae havia consultado o novo Banco do Brasil,
sobre a eousenrajao uo seu escriptorlo do registro e
transferencias das arjoes desle Banco, e ellertinr.to
dos pagamentos dos resp. divos dividendos na capi-
tal do imperio, sob as ci ndijoes aceitas pelo exlinc-
lo Banco do Brasil ; agora vosd.-i parle, que aquello
estabelecimenlo se prestou a semelhanle encargo.
Aflm de ser levada a effeito a vossa resolojo em
nssembla geral extraordinaria de 29 de novembro
ultimo, o consellio dirigio-se compelenlemenle para
a capital do imperio, donde aguarda a decisao.
Tem continuado o bom crdito da emissao do
Banco, e sao procuradas as suas acjoes, sendo as ul-
timas vendidas a 32 por cenlo de premio.
Os empregados do Banco conlinoam a exercer
bem os deveres de seus cargos.
Sao eslas, senhores accionistas, as oceurrenciasda
admioislrajo desle semestre, na qual lem conscieo-
cia este consol Uo de ter empregado os meios a seu
alcance para, com as necessarias garantas, lomar o
mais til'possivel o nosso estabelecimenlo.
Kccife de ternambuco 27 de Janeiro de 1855.
Francisco dePauTo>-G^calcanti de Aihuquerque,
presidente da dirccr3o.--}lio Ignacio de Meieirot
liego, secretario. Joao Pinta, de Lemos.Luiz
(ornes Ferreira.Manoel Ignacio~4^QlBlfa.
Manoel Gonc.altet da Silva.
BALANCO SEMESTKAI. DO BANCO DE PER-
NAMBUCO.
Accionistas........ 300:*00n000
Ledros receber......2,01H:907#404
Depsitos......... 132:084775
Banco do Brasil....... 29:5W#500
Mobilia ,...... 3:90611089
Caixa -....... 639:3039312
Capital.....
Emisso |. .
Reserva ....
Depo-iladorcs .
Cenias crlenles. .
I.ellras pagar .
Dividendos 1. a 4.
.....5..
Canhos e perdas .
3.1iO:U6SOSO
a.tMOijooaooo
850:0008000
16:6429313
132:08775
7:278*782
3:ill#720
32-.017200
68.-0009000
711S290
PEa:HBim
MAPPA demonstra!ico dos doentes tratados no
hospital regimenlal no mez de Janeiro de 1855.
Hospital naSo-
ledatle 1 de fe-
vereirode!855

minutos, e depois volloii ao covil rosnando. I.oriol
abeja loura e tmida murmuraiitlo :
He grande como um voado; mas eis-ahi o
que eu quera pergunlar-le, Chifloninlia, O que ao
Sao aquellos, re-pondeu a rapariga doutoral-
rncnle, que nao tem obligo, e qae viven), ninguem
sabe como, ora aqu, oro all, ora acnl...
E tnio somos m;is vagabundos? tornou a per-
gunlar Lorio!.
NSo c ^afaz! Pnisquo temos com que...
inda na palha ?
,n o queremos, c pur rronomia.
Eniao, cunduio l.oriot, aquelies que tnii rom
podem fazer ludo como os vagabundos sem que
lam
Cnifinn cojeu a orclha e disse :
CeTlamente ; nada se pode censurar qnelles
que tem com que.
Von dizer-le porque eu prrlfintava o. C.liif-
foiiinha. cimliniiou Lorio!, porque M vagabundos
nao podem entrar rm Par.
Que nos importa isso?
Aaora :i.l i n. iuijiorla; porm ha pouco era-
mos v ,.. Em Mata de Pars ha gendarmes
e guantas como no cabo Trahel... E quando pens
nisso, desojo saber tima consa.
Pergunla, meu amigo, ru te responderei.
Cliilion sabia tudc.
r, loruoo Lorol, que se faz para
que os gendarmes vejam que a gente n.lo he vaga-
bunda
t.liUqaJ^Hni"1 ''' doulor, que tanja os
priuir da sciincia no cerebro escuro de
iphyto, p ninse :
i'.-.-.rtn boa! melles a rrtao no bolso, e mos-
Iras leu dinliriro.

ro reveste, duranto um lempo dado, com funcees
poliliras, as'mais sagradas obrigijes. Temos de
manler inviolavel a grande doulrina do direilo inhe-
rente ao governo popular, reconciliar a mais ampia
liberdade do cidadao com a completa seguranja da
ordem publica, render grata obediencia s leis do
mando, unir reforjando a sua execujo c repellir
todas as combinajes que tiverem por fim fazcr-lhes
resistencia ; harmonizar urna sincera crdenle devo-
lajiloda insliluijes de f religiosa com a mais uni-
versal tolerancia religiosa; preservar os dircilos de
lodos, fazendo que cada um respeilo tis to oulro.
desenvolver lodos os melhoramentos sociaes at o
facto, decidio-seque se fizesse alguma cousa grande,
e Sanl-Arnau.l e Ragln (oram mandados com re-
cursos meio suflicientes para tomar urna quasi inex-
pugnavcl fortaleza com um tiro ; e nesta espedijao
os soldados quasi que lem levada com oseusangue
os erros grosseirns do gabinete inglez. Se o Times
quer laucar a censura da pergosa posirao dos eitia-
dores a algiim gabinete, lance-a sobre o inglez ; mas
se se dignar volver os olhos para Vlenna, eniao ahi
poder i ver o ni exemplo da escala cm quo se fazem
as prcpirajoes para urna guerra, quando a gloria e
a honra de um paiz se at-hain cqmpromellidas.
tt O grande objeclo da pulilici tas potencias occi-
dcnlaes leve consistir em ler musira por adiada ;
mas, para chegar a este fim, a Jwlria primeiramen-
le deve ser convencida de que nao licar sozinha na
peleja, porque a sua posjilu he essencialmentc dif-
l'erenle da dos alliados. Suppondo que Ragln e
Canroberl fossem anniquilados com lodo o exercito
o que O co nao ha de permillir que aconleja,
dar-se-ha caso quo nma s provincia franceza ou
uro condado inglez fiquem expostos a um aloque ?
Nao Mas com a Austria o caso hcdilfereiile. Quan-
lo entrar na guerra colloca-so toda sobro o lauco do
dado. Ainda quando a Inglaterra e a Franja Irans-
porlassem 200,00!) homens ao Ihoatro da guerra, os
seus esforjos nao seriam tao grandes como deveriam
ser os da Austria, setomasse parlo na conlenda. Re-
leva que n Austria espere al quo a Franja e a In-
glaterra tenham desenvolvido o seu poder, por que
ella nao podo fazer marchar os seus exercilos para o
campo com os seus escaramujadores. o O perigo
das suas tropas diante de Sebastopol, afinal obrigou
os gabinetes occidcnlaes a fazer no ineiado da gaerra
quasi melade do que fizeram no cornejo. Se a im-
prensa ingleza nao pode persuadir-se a confeisar es-
tes fados, e nao he bulante corajosa para laucar "
censura sobre seu proprio governo, nao exprobre a
Austria o nao ler ella querido commelter um grande
a mais pergoso erro poltico, participando das cul-
pas dos gabinetes eslraiigeiros. Cremos que he che-
gado o lempo em que a Austria deve tomar parle na
conlenda canlra a Russia, o esl no poder dos allia-
dos acederar semcihaulc eventualidade. Quando
elles j tiverem realisado melade daquillo que a Aus-
tria lem feito, entao a hora lera soado. Estimamos
mu o valar de urna allianja com as.potencias occi-
dentae-, e por isso nao podemos responder a censu-
ras com oulras censuras, no estylo c gosto do limes.
Pensamos na valenta dos soldados iuglezes, e nos
esquecemos ueste pensamenlo das faeccas heroicas
c da arrogancia dos pulilirisias iuglezes ; e rtfledimo
com placidez sobre o futuro, quando estes soldados,
pelejando com os valcnles exercito da Austria, con-
quistaren) a grinalda de louros nos sanguinarios cam-
pos de balalha.
A Austria niio pode consentir que as potencias
occidentes acabem a contenta sem que Ibes preste '
sua coadjuvajao ; a Allcmanha nao pode permane-
cer intilmente com as armas nasni3os ; com efleito
ne corto que, se a conlenda for concluida sem que
Somma
1
B _:
b
ri
'< 3 2
b) U VI & cd
_
86 97 183 95 * Si
183
Falleceram 2 de tubrculos, 1 de diarrhea e 1 de
anemia.
Dr. Prmxedet Gomes de Souza Pitonga,
Io cirurgio encarregado.
-.,110:1169080
Banco de Pernambuco 30 de dezembro de 1854.
O guarda livros, Ignacio Aunes Correa.
DEMONSTRACAO DA CON'TA DB CANI10S E
PERDAS DO BANCO DE PERNAMBUCO.
Despezas geraes .
Ordenados ....
Juros ......
Commissoes ....
Reserva.....
Commissao do gerente
Dividendo 5. .
Saldo......
Saldo do semestre anterior
Descontos......
1:7758889
3:1508000
2199*43
1008000
4:I93503
1:957751
68:0009000
7118290
80:1088276
7778327
79:33089i9
DIARIO DE PERNAVBIJCO.
Ah! di-se l.oriot abatido, como sou tolo !..
Todava live c-sa tla !
O q.ieijo foi partido cm duas parles igti.ies, c .i-
duas libras de pao/orara lamliein fralem .Imente di-
s. A conversaoo languesceu um listante.
porque as quenadas trabnlli ivam sem ces-ar.
Falla-nos um copiulio tle adra, disse enifiai
l.oriot.
Se ao menos livessomns agua fresca, responden
Chilln, tenho milita sede.
Estou sulTocado.
Ha um riarliinho all ao p dos salsuciros....
Vam m i adega, meu l.oriot, mas sem rumor por cau-
sa do cao.
O riariiinlio nao er.1 longe. Chifln e Lorio! que
saban) beber nes-es copos do bom Dos, deitaraii-
se do brujos sem ceremonia, c heheram i vonlade
dizendo um para o nutro rindo :
A' la saudr, meu Lmiol !
A' la saudr, Cbifloaioha !
Quando levanlavam-e junios, ouviram atraz do si
um rumor de passos, c como os ramos dos sahumos
os emoliran!, poderam ver sem serem ralos dius
ros, que alravcssavam o labolairo de relva con-
lo,
F.ntao, disse um delles, cada um do nos vai
para seu latfo.
Sim, re^pindeu o nutro.
Boa viagem e hom successo 1
l!om urce-soc boa viagem !
UiilTon o Lorio! julgaram que esaes homens Um
separar-so depois dosla despenda ; mas pelo contra-
rio elles dirigirn)-se de Lrajos dados para a grade.
Sao os dous mancebos da hosjiedaria, disse
Chifln.
Ah 1 sim, lons raza... os dous que estacan)
| janciia quando nao quizesle lavar o roslo na lina !
olla preste a sua roatljuvajo, as potencias occidcn-
laes nao se importara o com os inlercsses da Allema-
nha nos ajustes para a paz, ainda quando por este
meio liquein degradados. Suppoohamos agora, para
lomar a situar"io clara, que as potcuens occidentacs
pelejando sem a Allemauha, repentinamente mu-
dassem de lctica, e, em consequencia de oulras
vanlagens eventuacs, consenlissem em retirar as suas
exigencias pela nenio dos dous pontos qoe afleclam
os interesses da Allemauha. O que acontecera en-
tao ? Entilo a Austria deve retirar-se dos principa-
dos, e deixar asemboccadurus do Sulina aos Russos,
ou aventurar urna guerra de exterminio com a Rus-
por dous terjos de seu valor, nao pode mandar o i-
vro das actas daseleijoes, e copia aulhenlica da ul-
tima qnalificajao, ou os mandou a um juiz ausente,
como dizem oulros.
Em vista disso ficou suspensa a qualiflcajao, ale
que a illustrissima lenha mais um alent e vagar :
Dos Ih'os (hjr* mais ump cousa de que os illuslris-
simns, aiguns, tanto carecem.
Ella sustenta, que nunca os illustrissiroos arrema-
fararo perante ella cousa alguma : ja ve, pois, ijuc.
'confiados em sua palavra honrada, podemos susten-
tar que Benlinho olio tero socio crn'commandita, c
nen^o comprador das cusas o ordenados, e
merlos o arrematante do dirimo das lavouras, e^
poticoo da osa do mercado. A verdade nada
o azeile, dizia, e anda diz, miuha av, a quem
conserve a vida.
A maledicencia he o peior monslro que eu cunhe-
jo, sem corpo. Se eu llie contasse ludo quanto Me-
reles o Benlinho nada diz a esse respeilo) melero re-
ferido a respeilo dos dinliciros da cmara c seus ne-
gocios, leria' horror.
Meireles est como ralo de botica, lambe os
frascos e por isso nao avalia bem quanio lhe dizem,
e va-m'o tas-ando, mas eu nao costumo acreditar de
leve.
Os (Auj7.os nada tecro feito nestes ltimos dias ; a
nao querermos fallar as carreas, e clicas, que
Ibes causam, e fazem dar vas delegados e subdelega-
dos de gales.
Ha pouco sabio, nao para o outro mundo donde o
julgou o meu amigo Argos, mas para Alagoa
Nova o lenle de polica Vidal, com um deslaca-
inento.
Tamben) seguio, como delegado de S. Jo.lo, o af-
feres de primeira linha Gama, com um destaca-
mento.
S. Exc. lem colindo ptimo resultado com esse ex-
pediente de nonicoriilortlades poliriacs os ofliciaes
commandautes dos destacamentos ; porque, alm de
evitar os conflictos, que coinmummeule apparecem
entre estes c acuellas autoridades, alivn de serem el-
les extranbos n questoes locaes, e sem prelenjes de
importancia eleiinral, teem urna responsahilidade
mais inmediata, urna carreira e um futuro, para os
quaes olhain.
Fui aposentado o rommandanlc do corpo policial
leonino Antonio de Almeida c Aihuquerque, que
conta viole e lautos anuos de servijo cm diflerentes
postos iljquelle corpo ; e foi'nomeaiio em seu lugar,
o capilao reforjado Joaquim Moreira Lima. A
nomeajlo fui cxcellente, porquanlo aquclle capilao,
em outro lempo, commandou o mesmo corpo com
salsfajflo dos homens honestos. Severo c honrado,
activo c disciplinador, os mesmos soldados choraram
sua retirada.
Vao apparecendo nesta cidade aiguns ralonciros
de quii.es, que reclaman) olho vivo na polica. Eu
os recommendo ao Sr. Dr. Frcilas, para que Ibes de
oceupajao mais lucrativa.
A salubridade publica contina na mesma, e tem
estado bastante docnte o conimandaiile do meio ja-
la 111 o de urna febro biliosa. Dcsejo o reslabeleci-
meuto de S. S. para dar cuntas das sobras do rancho,
ou loma-las a quem competente fr, e me contar a
historia da desaveuja com um compauheiro, se qui-
zer ter cssa condescendencia.
Estamos com sele navios a carga ; lemos, porlan-
(o, salvado a crise pecuniaria da (hesouraria provin-
cial. Eu, comquauto nao reze por aquello brevia-
rio, muito estimo, que aquella reparlijao esleja sem-
pre em circumstancias de fazer urna boa reparlijao
do dinheiros, porque tenlio ruedo da quebradeiras,
ainda em rorpos eslranhos.
A polica apprehendeu hontem dous bahus com
varias pejas de ouro de inodcllo anliquario, que se
suppoem fazer parle do roubo da Sra. D. Joaquina
Mara Pereira Vianna, os quaes perlencem a urna
pessoa que deixou de habitar o primero andar da
casa da mesma scnliora, e relirou-se desta cidade
duas horas c meia antes de se declarar o incendio.
Acham-se felizmente nomeadosos empregados das
80:1088276
Banco de Pernambuco 30 de dezembro de 1851.
O guarda-livros, Ignacio Nunes Correa,
Chamamos a altenjao de nossos lei lores para o re-
lalorio da companha de vapores costeiros qoe se-
gu.
Devenios, senhores accionistas, dar-voa conta da
gerencia da companhia Pernambueana, em obser-
vancia do que dispfie o 3. do arl. 28 dos seas es-
tatulos.
Solicita a direejao pelo dcscnvolvimcnlo e pro-
gresso d'unia empreza, que tem de proporcionar a
esla provincia, as vanlagens qoe a navegajao a vapor
prodigalisa a lodos os-pazes, tratoo immediatamente
differenles agencias do corrcio ltimamente creadas ^le impetrar de governo geral a concessSo de aiguns
A sinelada tirado soon ao mesmo lempa que os la-
udas do crio, e um criado vestido de libratravessan
o piteo.
("icarias tambem helio, meu l.oriot, dsseChif-
fun com um trage bonito romo csses dous.
r Aquello qoe ven) abrir tem um trage ainda
mais belto. resp anden o rapazinlio. Vamos acabar
de comer, e depois dormirem-s. E esperaran) para
vnltarein ao palbjatro que Fernando n Galleran en-
Irasaem. deslava ainda melade do pao c melade do
queijo. Todos saben) que ne-se ponto o appelite lie
menos vivo e necessita de ser excitado pelo cxcellen-
te sabor da iguarias. Em destorra o vinho d j um
principio da alegra I Nossos pequeo', qae s ha-
rtan] bebido aaua, perdiaui o appetilcseu) ganharem
p.iuila alegra.
Foi lese momento que vcio afagar-Ihes a maai-
najao a 1'inliranca das iioas cousas cncommendadas
na iHUpe WH do le^o de Ouro. Tudo isso teria
feito despre/ar o pHo duro I
Se enema, di-se Chifln, Colguemos fecha os
olhos abre a bocea.
Sim, responden l.oriot, quero... E vamos comer
toda a rea d.i mullier.
Pois bem 1... Fecha os olhos, abre a bocea !
l.oriot nbedeceu. Chifln arrommodou um peda-
cinh i jle qneijo sobre uulro pedacinho de pao, e
loriiou :
Eis-nqiiido famoso assado.
A n les de mette-lo na bocea tle Lorio!, ella bei-
jou-n.
Isso n.lo he do hrinquedo, disse o rapazinho
enmend o bocado conscienciosamenlc.
l'ermitlo-lo que me abraces tambem quando
fr tua vez, respomltu Cliiffoo. I
em nossa provincia. Resla, por tanto, quo a admi-
nislrajao desta cidade, trate quanto anles de por cm
execoj.lo essa medida proveilosa, pois nos consta que
a presidencia est de acenrdoa mandar prestar ludo,
que para esse fim, for necessario.
As novas agencias sao em Iguarass, San Loaren jo
da Malla, Pao d'Alho, I.imoeiro, Neureth, Brejo
da Madre-de-Deos, Pesqueira, Ingazcira, Bzerros,
"abo, Ipojuca, Serinbaein, Rio Forrooso, Una, Bar-
reros, Agua Prela, Pvmentelras, e Allnho.
Por aqu pde-se bert avaliar o grande vacuo que
avia no sy-ti** dgaTcomtiitinicajes por correios
esla provincia, e ti proveilo que las agencias crea-
das devem tirar aquellas diversas localidades, pondo-
sc cm coruniniiii ao! i regular coro esta capital.
Reunram-se hontem depois do meio-da os se-
nhores accionistas do Banco do Pernambuco, e a-
presentou a respectiva direcjSo o relalorio de seos
Irabalhos, que abaixo vai transcripto, nomeando-se
em seguida a commissao de exame de contas para o
semestre corrente, a qual ficou composla dos seguin-
tes senhores: Antonio Marques de Amorim, Manoel
Joaquim Ramos c Silva, J. U. II. Ilolm.
Srs. accionistas do Banco de Pernambuco.O
conselho de dircejao do Banco de Pernambuco para
patentcar-vos o estado desle estabelecimenlo, cujo
governo lhe confiaste, soliritoa a presente rcuniSo,
como mandam os arla. 30 e 51 dos estatuios do
Banco.
Do balan jo e conta de ganbos c perdas, que estao
presentes, consta o movimenlo e estado do Banco no
semestre ultimo.
A importancia das lellras descontadas montn a
2,956:6039299 rs. e a das realisadasa 3.023:4138019
rs., havendu de saldo como da respectiva conta.....
2,001:9078*04 rs.
A cala leve de entrada 3,5(6:260J842 rs. e de
sabida 3,049:877->S82 rs. Picando o saldo de..........
639:3088.312 rs.
He de 4 por cenlo sobre o capilnl realisado, eu de
88 por arrao, o div den I i que faz-se nesln semestre,
procedente do lucro liquido de 67:9333963 rs. e do
saldo anterior de 7T7*327 rs. restando a importan-
cia tle 711*290 rs. a f.iMr do semestre ttrrenle.
As diflicutdades do commerco qujBe sen tira m
nesta prora durante o.semestre, supcmres a possi-
vel previsao desto con-elho, deram causa a que nao
possa elle ter agora a satisfaetlo de lnfonnr-vos,
como nos ltimos rclalorios, do promplo pagamento
de lodas as lellras vencidas do Banco, tendo sido
protestadas e ajuizadas 8, na importancia de.........
9:9718605 rs. das quaes realisando-sc 4:9858800 rs.
foi o reslo levado conla do fundo de reserva, c s-
menle protestadas 22 mi importancia de 41:0748910
rs. as quaes espera o conselho nao haja grande
perda.
Durante o semestre, em nulubro ultimo, fez o
conselho recolber a lerccira preslajao, como sabeis,
de 30 por cenlo para o complemento do capital de-
cretado ; e nessa occasiao de accordo coro a vossa
deliberajAo em sessao de 26 d selembro de 1853,
foram vendidas 19acjes de conla do Banco, com u
premio de 30 por cen, sendo este levado i conla
do fundo do reserva.
Pelos successos mencionados desta conla acha-se
ella com o sildo de 16:6429113 rs.
Tendo esle conselho consignado no ultimo relalo-
Fecha os olhos. abreva bocea ordenou Loriot.
Prova esta carne conda rom mflanla.
Ah quanto jso he bom exrlamooa rapari-
suinha na momento em que Lorio! dava-ily] um
grande bOijo na face. Fecha 03olhos, abre a bocea,
eii-aqui o guisado !
O cu--ado era tamiiem u.n pedacinho de pao com
outro de queipa, o um beijo. Loriot achou-o cxccl-
lenl-' : o iheruhim ia-se desenvolvendo. Foi elle
que servio as hlalas, e adubou-as com dous beijos.
Chafan mo qoeixon-se ; pelo contrario paz tres bei-
jos ees ovos frilos em loucinho.
Fecha os olhos, abre a bocea 1
Depois dos ovos fjitos em loucinho veio tudo o
que a iinaginajao dos meninos p le inventar : boli-
nlios, biscoitos, confeilos, etc.
Para comer o ultimo bocado de p3o, ensoparam-
no cm meia duriu de beijos.
He uro lindo hrinquedo o do fecha os olhos
abre a borra I
Ah disse Loriot, nao ficou una migalhn.
He pena dsso comsigo Chifln.
Agora vamos dormir, acresceulou ella em voz
alia, e digo que ceimos melhor do que na hospe-
dara !
Loriot nao era nteiramente desaa opinio ; porm
alirou-se valerosamente ao trabadlo.
Tralav,i--c do fazer dous Icilus no palheiro. Se o
leitvr inlo salte como se faz leso, Chifln e Loriot lli'o
v.io ensiiiar.
Arranca-se a palha aos pandados de maneira a for-
mar nma cova que pendra no palheiro descerni, e
quando esl bastante profunda, entra-sc uella, bran-
do lodo o cortio metlido na palliu ; mas a cabaea de
fra.
Cerlnmenlc ahi passa-sc melhor a noile do que ero
ccrlos leilos de hospedara.
Chifln e Loriot cavaran) seus leilos um junto do
outro, c entraran nclles ao mesmo lempo. Su.-.s
i caberas bellas e risonlias locavam-sc quasi : ela-
I vain'assiin cm boa posicao para eonvcrsirem ao ou-
vido.
Com (pironla francos, disse Chifln, pode-se
alagar um carrinho.
Ol! alitguenins nm carrinho exelamou Lo-
riot. o qual leve deseos de sallar fra da cova, tan-
lo o transportara essa idea de subir em carruagera.
Ouvc-ine disse Chitfon indori-.i porque oliva
tambem seduzida pela carruagem, seria una bella
maneira de entrar na grande ciliado, lodos nos ob-
servaran!, o haveria quem dissesse : Eis-ahi dous
que mo gastara de andar a p !
E qnc and un em carruagem como burguezes.
E que parecem e-tar em sua ca-a...pois nao nos
devcrianuis mostrar muito contentes...
Porque ? pcrgunlou Lorol admirado.
Para parecer que estamos habituados a isso,
responden a rapariga.
Loriot niio replicou, Chifln resela mui rpida-
mente para elle.
I< ii-lo diminuira militos qnarenla francos?
tornou o rapazinho. Feriamos ainda com que com-
prar algumas cou-as,
L'il brrele para l, e urna coifa para mim...
l'm vestuario para mim. um vestido para ti.
P'-le em primeirn lugar, censaron Chifln ;
j s um h imomziuhn !
Um vestido, una camisa, ludo o que le he ne-
cessario, minha CliilToninha! isso nao cinta qunreuta
francos.'
Muito bem .. e uns brincos aznes para as
orelhas.
Ella lie que era j urna mulherzinha. Loriot nao
fez essa observaran.
llevemos roldar em ludo, cnntinuou ella com
gravidade repentina; cm Pars ninguem dorme ao
relento...
Ali !... di-se Lor
E leve quasi vonlade de pergeniar : onde se dor-
me entao ?
I. nao ha palheiros, prosegiiioChiffin, guarda-
se ludo as casas. Seremos i brigados a ler um lugar
para dormir.
Pois bem havemos de lelo. Isso nflo casta
qnarenla francos !
Duas caminhas... alguma cousa para assenlar-
se, um bahu e um cspelbinho.
Para te mirares nellc lodo o dia, nao he ver-
dade ?
Tu tambem, n.lo gustas de mirar-le?
ls t-lo.
L'ma marmita para rozer a comida.
Doas pratos e duas colheres.
Urna collicr de sopa.
1. m pralo para o pao.
Oh tudo is-o niio cusa quarenla francos I
Ncsse momento sons agudos e dcsconhecidos sa.
hiram das janellas ahorlas do ra-lello, os dous meni-
nos calaram-se, a applicaram vidamente o nuvido.
Pouco depois uma vo< foi toe lurmonjosa misturou-
sc com os accordos do piano.
Quando a ultima nota expirou no silencio da noi-
le, aiguns ppla.usns di-rrelos chegaram do sabio.
Chifln e Loriot encararam-ae.
Oue bella cousa disse Chifln.
favores, que a habilitassem a dar principio aos seus
Irabalhos, bem como a aprovajSo dos seus estatutos,
que lhe foi concedida por decreto n. 1413 de 15 da
julho protimo passado.
Ardua tem sido, senhores, a larefa da dircejao,
porque lomou conla dos negocios da companhia
Pernambueana em poca diflicilima : encarregou-
se da rcalisajao d'uma empreza, qae havia sido
abandonada sob a impressao de quo o seu resultado
nao correspondera ao risco do capital, que se em-
pregasse ; via perdido um lempo precioso sem que
uma s medida se bouveise tomado para facilitar os
passos dos novos concessionarios do privilegio outor-
gado por decreto u. 1113 de 31 de Janeiro de 1853,
e cuja Iransmissao se eflechira no dia 19 de dezem-
bro do mesmo auno ; ia tratar da acquisijao dos va-
pores na poca em quos acoulecimeniosnnlilicos da
Europa baviam encarecido a sua coostnKjao, e fi-
nalmente como se ludo islo uao fosse bstanle, os
successos depois oceurridos no commerco desta pra-
ja ainda mais dillicnltosa lomaran) aaua posijo ; a
f porm na ulilidade da empreza, qae a direejao
repula de grande importaucia para o commerco da
provincia, e a certeza de qoe seria efficazmente coad-
juvada pelo governo geral e provincial, lem feito
com que lenha empregado lodos os esforjos em pr 1
da companhia, que >e nao est no pe, em que deseja
v-la, ao menos lem sido por soa parle dirigida do
modo que julga mais adaptado ao aeu incremento e
progresso, e veris no decurso deste relalorio, que
em tao curto espajo de lempo nao era possivel qae a
direejao fizesso mais. a
ltequereu portanto logo em marco, licenja para o
Crle de madeiras, para a collocajao do deposito, da
earxao; e tralou de oncommend.ir o primero vapor,
depois de haver formulado ledos os calculse inda-
ga jes a respeilo do commercocosleiro. Esles evi-
dentemente provaram que vapores da 400 a 500 lo-
nelladas, nao coiivinham de maneira alguma, pois
que niio sendo suflicieules para o movimenlo com-
mercial da cosa, daran) em resultado um prejuia
de 2 1|4 0|0 nao fallando no fundo de reserva.qunn-
rdo coro os grandes, que callassem os mesmos oito a
nove ps d'agua .completamente carregados) preen-
cluria a companhia as vistas do gaverno, e leria
uma embarcajao propria para as necetsidades do
commcrcio ; uro vapor pequeo dando uma viagem
mcusalmenle durante todo o anno leria carregad a-
penas 3100 lonelladas quiudo das Alagoa smenlo
para esle porto nesse espajo de lempo foram impor-
tadas 4949 tonclladas, sem contar a exporlacao dos
porlos intermedios comidos na zona do privilegio.
A direcjSo prtenlo havendo confiado easa do
Sr. Ricardo Roslron, de Manchester, a sua encom-
menda, acompanbou-a de todos os pareceres de pes-
soas entendidas, e deixou ao conliccimenlu theorico
e pr.ilco dos constructores a filial solujao sobre os
pontos, que offereciam nlguma duvid ; o referido
Sr. Roslron nao desejaodo as finitivamenle.enviou direejao as consultas que ha-
va feito em varios lugares da Inglaterra,em que ha
os melilotos architectos navaes, e pedio que o ulti-
mo dcsejo da companhia lhe fosse mauifeslado.
Varias objeceee se havam aqu suscitado naos
sobre a qualidade i\o material, do qoe deveriam sor
construidos os vapores, como tambem a respeilo do
svslcma tle propulsao, a direejao as fez chegar a In-
glaterra para que o encarregado da encommeridn
procedesse guiado por ludo qoaute fasse mais con-
Lemhras-tr, prrgnntnn Loriot, dn boa Mi-ere
que torava goilarra as ras de Dinan ?
Ah responden a rapariga, isso n.lo soa como a
guitarra da boa Misero... c demais esse scuhnr rauta
melhor que ella.
S pensar nos senhores, Chiffoninlia dis-e
Loriot quasi irado.
yuanto (ivermos feito fortuna em Paris, tor-
nou a rapariga, aprenderei a tocar sn.
E cu cantan i.
K seremos ricos cortamenle.
Porque es filha do carvallio de Saim Casi !
E tu, pastor do Tregnz !
O vento fresro levara o que o rlieiro do fono linha
da muito desagradavel. O meninos peslaiicjaram
com aomno e vram tremer as eslrdlas. H sons que
vinliam do castalio inisturavam-.se sordamente em
seus otivi lo'.
Vamos mar nossa orarfic ? dis-c Chifln.
Sim, responden Loriot.
Abraja-me primciramenle, porque estou que
adormecers.
ChlITon havia adevinhad. A orajao nao era lon-
go -. mas a rapariga acabaj derecia-la aosinha ; por-
que l.oriot runcava como nm lcmavi-nl(irado.
Oh que bellos sonhos tivciam '. Paris ; Paris !
Paris I Era Pars iue elles viaro alravez da porta de
marin. Formara um livro tleleitavcl a descripjao
das cores, com que adeviiihavam ee par.-iizo de-coi
nbecitlo /
Mas ccrtamenle quem claridadc da la houvps-
se visto no feito revolloesses alegres e ingenuos sem-
blante de anjos voltarios um para o outro, e r*n s mysteriosas promessas de seus sonhos, leria sor-
rido de boa vonlade.
{Continuarse-ka.)
s
*4
*

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IIEGVI
MiiTiiann


.
DIARIO DE PERNAMBbO, QUlUTA FEIRA I UE FVLRt|RO DE 1855.

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I

veniente companhia no contrato que tinha de ce-
lebrar. Todas Ma1 indagarles deram em resultado
o contrato celebrado em o 1 de setembro do anno pas-
sado pelo Sr. Ricardo Uoslron com o Sr. Joan Laird
de Birkenhead, pan factura d'um vapor de Trro
a hlice de967 lonelladaa, da forca de l.'iO cavallo?,
de marcha de 8 milhas por hora, demand-mlo de 8
a 9 pea, quando completamente carregado, com hi-
tar para 350 lonelladas de carga, fura espaco para
machinismo, carvao para 10 diaa, e accommodaces
para 84 passageiros .lo classe, e 48 de 2, pelo pre-
so de 25000 libras eslrelinas, devendo ficar promplo
em abril deate anno, o sendo jaslos os pagamentos
por quintas parles.
Na fui possivel ob'.er um contrato mais vanlajo-
sa apeiar de todos osesfor^os por parte do Sr. Rus-
tron, um dos fortes accionistas da companhia, e a
cansa he fcil de expiiear-se, porque com os aeon-
tccimenlos que tem jierturbado a paz da Europa, os
estaleirus estao todo occopados, e por isso os cons-
tructores tem elevado a suas pretendes havendo
aido as do Sr, Laird ns mais razoaveis.
Conhecendo a direccao a necessidade d'um geren-
ta com habilitasdes para dar principio aos trabalhoa
diflkeis d'um empieza qu lula com o embaraco de
porto* reputados de cuitoso accesso, o sabedora de
que o Sr. capilAo de fragata l.ourcnro da Silva
Araajo Amaionaa, stava no caso de aenrir peifei-
tanicnle a companhio.lhe cscreveu em 24 de marco,
consultando se queria aceitar o lugar com o ordena-
o de qoatro conloa de ris annuaes. Achava-se o
Sr. Amatoiws nessa poca em Inglaterra em com-
miaso do governo, e comquanto desi-jasse prestara
companhia os seus servidos nao poda faze-lo sem ob-
ler ticen do mesmo goveruo, por isso que so depois
de alguns mezes alcancou-a, e tomou posse do lu-
gar, liavendo-se desde cnISo enrarregado de visitar
os porlos intermedias para o Sul, c os siloados ao
Norte ; seu respectivo relalorio esite archivado, e
fornece companhia os precisos esclareciraenlos.
Delle consta, que o por lo do Suape ao Sul desta ci-
dade, se presta a receberos vapores da companhia, o
que repala a drec{So de grande vaiilagem, pois por
alli se exporta o iwticir fabricado nos engenhosde
Ipojuca e oulros si'.uadosn'umadas mais feriis var.
eiis da provincia. Por se adiar anda oceupado na
ex Moracho das portas do Norte, nao remellcu o rela-
to! io em referencia a aquellas lugares ; tem portn a
diiec^Su urna caria sua anuuuciando que no porto
de Mamanguape, assim como no do Rio Grande d
Norte uada impede a entrada dos vapores da com-
panhia.
Igual servico havia sido confiado, apenas a direc-
cao entrn no sxeteicio de seus poderes, ao enge-
nheiro desta provincia o Sr. II. A. Millel, visto que
desejava adireccoa'iianlar alguns trabilhos, assim
como poder possuir uo momento da chegada do ge-
rente, eselarecimeu os sobre os porlos desla e dns
provincias compreliendidas no privilegio oulorgado
pelo decreto n. 1113. O Sr. Millet tem apresenlado
os eWrelatorios com as condicei que Ihe foram
impostas, fe os mappas respectivos e todo esle tra-
lialho oliste em poder da direccao, recebeu pnan-
lo conforme a convncelo feila, a quanlia de 2:800-5
rs.j lerdo visitado '.' porlos a razso de 4009000 rs.
por cada um, havendo sido as despezas sua cusa.
A direccao reconhecendo lambem a necessidade
de ampios armazem. borda do mar nesla cidade para
deposito dos objeclos necessarios aos,-vapores, assim
como para a carga que Irouxerem, requereu em 30
de maio a S. Esc. o Sr- presidente desta provincia
Ur. Jos Bento da Cunda e Figuciredo, a posse d'um
terreno de mariuha por aforamenlo perpetuo no
Forte do Mallos, e lem a salisfarao de commuuicar
aos senhores accionistas, que em 28 de jullio prxi-
mo passado Ihe foi pasado o titulo respectivo ce-
dendo i companhia um magnifico terreno enlrc n
trapiche do Cunaa, e o armazein des herdeiros de
Jos Francisco Delcm, e o alagado em frente ; as
proporeOes desla importante arquiscAo feila
pela direcrao, ccns'.im do respectivo litlo archiva
do nos papis da companhia. Es'.a ficou obligada a
pagar de foV> annoalmentea quanlia deT'.teJOO rs.,
e a construir o nes fronteiro, assim como a fazer
o aterro complante, cujas obras deverSo leV princi-
pio no espnen di icis mezes contados da dala da
s-3o. C>m o Um de ulisar um favor lao gran-
de por parte do goveruo, e nic-mo porque reconhe-
ce a direcco qce lio necessario para oa vapores, qne
o ces s tasa dentro em pouco lempo, tem consul-
tado o Sr. Dr. Jos Mamede Alves Fcrreira, enge-
nheiro director dai obras publicas da provincia, e
que lambem he accionista da companhia,afina de or-
(auisar o orcamenlo para o caes e aterro, e igual-
mente urna planta dos edificios que haotle servir ile
armazens ; em riita dos mesmos por layase deci-
dir a mandar construir as referidas obras, prova-
velmente por meta de arrematasSo, assim como os
oulros trapiche-- ao longo da costa e nos lugares de
cscalla dos vapore; da companhia, que igualmente
obleve do governo provincial licenc-i para escolher
em cada um do |eferidos porlos dez bracas de ter-
reno de mariuhi para as mencionadas edilicariVs ila
companhia ;e$la onressilo lem a dala de 23 de de-
zembro prximo passado. Comvosco novamenlc se
congratula a deec,,1o nao so por esla como pela
ronccss.lo do lirnino no Forte do Mallos, poisobteve
a companhia om ponto com ptimas proporeespara
eslabelecimenlo < e lal ordem, lano mais que a nova
planta daiobrns ilo porto tornar em futuro aquello
lugar de sumir a importancia para o cemmercio.
Desejando a ilirecc..1o ler_ a sen lado urna pessoa
tersada na lecislirao do paiz, c capaz de a guiar nos
assumplos em qoe por si s nao se julaasse suflicien-
(emenle habililtda, resolveu de unnime accordo
convidar o Sr. Cr. Filippe Lopes Nelto, a aceilar o
lugnr de advogailo da companhia, e em homenagem
a verdade levo declarar-vo., que esle senhor
tem feito ludo qaanto lem podido em favor dos in-
teresses da companhia. Os favores obtidoe peto di-
recrSo por part: do governo geral e provincial, elle
ustero requerid!com o raaior empenho, que he pos
sivel.
Tendo, por lano a direccao a quem conslanle-
menle recorrer, quando se ha lembrado de qualqaer
medida, qoe julga de nlilidadc para a companhia,
nao tem perrlid > occasiSu de fazer diversos requeri-
menlos.
Em 30 de maio requereu assembla geral a isen-
cilo dos dir lov para .w machinas, carvao de podra c
mais objcclts (.no importasse para osudos navios da
companhia, aim como a isonsao do serviso activo
da guarda naconal paraossens empregados. Alm
do seu rcquerlmento escreveo a direcsao partieular-
menle a cada im d. Exms. Srs. senadores e depu-
tadoa por enta provincia, pedindo-lhes o seu eOicaz
apoio, em fatordas prelencoes da companhia, e he
agradavel i c'irecr.o manifestar ncsle momento a
todns estes dislinclos. cavalleiros, o seu reconheci-
menlo, pelo hom accolhimento que Ihe preslaram,
nao devendo iieixar do mencionar os nomes dos que
se dignaran' escrevrr direccao. assegurando-lhe
que poda contar com sua cooperario, e qnanlo fosse
a bem da empreza Pernambucana, taes foram os
Exms. Srs, tllarquer, d'Olin-ta, Viiconde d'Albu-
querqne, Pae-i Barrlo, S Alhuquerque, Aguiar c
Azcredo Conlinhn.
Mavendo atlo a lirecsao obrigada a ennnmerar
todos os facUs ocenrridos duranle a gerencia, que
elve nos nejnos da companhia Pernambucana, fil-
coni mais essa pequea somma, lano mais que do
governo geral se haveria nhtido niainr favor se elle
nao eslivesse seguro de que a provincia nu deixaria
de preitar lodo o auxilio a nma empreza de que lan-
o espera.
As preleucOes provinciaesj'sejam ellas de quo na-
lureza furem, necessitam sempre de um procurador,
sem o qual no he fcil dar-llies andamento, baten-
do porlanlo sido demorada por parle do governo ge-
ral do Rio de Janeiro, a soliiQao dos diversos reque-
rimcnlos que a direccao havia feito, foi escolhido
para o referido lugar o Sr. Ilr. Antonio deSouza
Cirne Lima, pessoa de sna confianca, e que na ver-
dade lem sido incansavel no serviso da companhia
pelo seu zelo e probdade. De accordo com o Sr.
Jo3o Piolo de Lemos Jnior, e a insinuascs da di-
rcrr.lo requereram por mais seis mezes a prorogajao
do prazo em quo dever ler principio a navegaran
costeira, esse novo favor do governo, foi concedido
i companhia por decreto de 20 de setembro do auno
passado.
Convencida a direccao de qne o Sr. Frcderico
Robillard.Jcorreetor desta praca havia sido urna das
pessoas, qne mais eflicazmenlc Irabalhara para a or-
ganisacan da companhia, pelo empenho e aclividade
com que procurou angariar o capital necessario para
a sna encorporacao, e que porlanlo tinha direilo a
rocompensa do seu (rahalho, consullnu a maioria dos
sensaccionislas para saber de que forma deveria ser
o mesmo Sr. recompensado ;|e do accordo com elles
Ihe doou as cincoenla acres que havia assignado,
passando para isso um titulo de posse. de que existe
copia com a assignatura de todos quantos tomaram
parle neslo acto, em lestcmunho de sua appro-
vaso.
He (ao obvia a posicao desventajosa em que se
achava a companhia, pelas circunstancias imprevis-
tas, que cncarcceram o cu.lo dos vapores, que de-
morar-se esta breve exposirao no descnvolvinenlo
dellas seria, senhores, tomar-vos o lempo sem neces-
sidade ; basla somonte lenibrar-vos, que nao pouco
se perdeu para poder adiar um constructor, que of-
forecesse propostas razoaveis ; conscquentcmerle
era necessario, que um hbil procurador fosse ao
Rio de Janeiro para ver se de um modo, ou de ou-
Iro se modificava o contrato feito em :il de Janeiro
de 18.V1.
Opresideiile da direccao, queacahava de chepr
dalli, fez-lhe ver, que haviam varias pessoas da pro-
vincia do Maranhao, requerido ao governo geral pri-
vilegio para aencorpnrarao de urna companhia desde
o Cear al a cidade de S. Luiz, mas que tendo sido
suas propostas pouco vanl.ijosas. era pruvavel que o
governo concedesse esse privilegio i companhia Per-
nambucana, que clava ja em andamento, e que po-
da dar garantas de sua excquibilidade ; nao eslaado
a direccao, porm autoriaada para tanto, convoccu a
assembla geral dos seus accionistas no dia 2'.) de
agosto do anno passado e Ibes podio a necessaria au-
torisacao nao s para o fin que fica exposto, como
mesmo para ver se dava ainda maior lalitude ao re-
querimento que honvesse de fazer, islo he. prnpoz
que se pedisse ao governo a exlensao do privilegio
ale ao Para, vislo que de qualquer deslas requisices,
tirara causa para a concessao de favores, que mc-
Ihorassem eorle da companhia Permunbucann, e
teria o seu procurador asado ensejo para reformar o
contrato, se nao fosse possivel por qualquer emer-
gencia, alcansar o que desejava a direccao. Lem-
brou-se porlanlo de confiar missilo de Unta impor-
tancia a pessoj que fosse verdaderamente interrasa-
da pelo de-eiivolviincnlo e progresso da compa-
nhia.
Ossirvcus anteriormente prestados por seu accio-
nista c advogado oSr. Dr. FHippe Lopes Nello, o re-
commcndavam 4 escolha da direccao, que oflerlan-
do-liiepela acetacao deslo encargo a quantia de res
10:0003000, leve o prazer de ve-lo seguir immcdia-
tamente para a corle promplu a empregar as diligen-
cias necesaria em favor da empreza, (|iio Ihe mere-
All coadjuvailo pelo Exm.
poniveiscni Inglaterra parasatisfazcrcinoccasio op-
porluua os pagamentos convencados, e se assim nao
tucceder incorrer ii'nma mulla,por ronseguinte foi
obrigada a fazer a chamada da 2' prestacSo do ou-
lros 2.3 % com o que lem si lo habitada as remessas
no valor de 80:000, havendo ltimamente recla-
mado mais 15 % para occorrer ao ultimo pagamen-
to assim como s despezas necessarias com todos os
arranjos do vapor, e afim de ter o dinheirn necessa-
rio para s p -uncirs despezas que deve fazer com a
construccao do caes no Forle do Mallos, e trapiches
no pontos da* cscallas dos vapores.
Logo que a direccao Iratou de receher as primei-
ras quanlias nomcou om dos seus inembros o Sr.
Frcderico Coulon^ para seullie-oureiro, aulorisan-
do-o a applkar os fundos da compauhia a descont
de lellras da praca na forma dns estatuios todas as
vezes que as-im pudesse faze-lo. Era impossivel
qne na crise momcnlosa porque passou a praca dei-
xasse lambem de soflrer a companhia Pernambuca-
na : enlrc o numeo de lettras descontadas pelo seu
Ihesoureiro hiuve algamasno valor de rs. :i:i;.>lHI!l
dos Srs. Delfino (joncalves Peieira Lima, e Jos
Rodrigues l'erera, em roiillado de cujos negocios
nni licuara a sompanhia ile ler algum empale.
Pelas contas ^presentadas pelo mesmo Sr. obser-
vareis o moviincnlo das Iransaccoes da companhia,
que desde o mezdc marco do anno pascado tem ob-
ldo em premios a quanlia de rs. 4:000-3804, levados
a seu crdito e a debito rs. 172:6651330, importan-
cia dos fundos remeltidos para Londres ; assim co"
ino rs. 16:860^347 com varias despezas mencionadas
da forma scgiiinte no referido balance
Da-Mai).
llemessa sobre Londres. 179:6659320
D.spezas geracs...... 16:8609347
SalJo em calla...... Xy.(>>~>>>-2~
Rs.
Credilo.
Reccbeu-se de 3595 acces. .
De jurosganhos. .
225:1509894
221:1501000
4;00$894
R?.
225:15i (891
Nao lendo sido possivel dar principio i navega-
Co cosleira na safra presente, c nao devendo che-
gar.de Ingaleira o primeiro vapor da companhia an-
tesilo mez dejunbo prximo,o Sr. JorgePalchelllem
reunido lodas as informarnos sobre a importancia
coinmercial dos diversos porlos romprehendidos no
privilegio, e do seu resumo observareis, quaes fo-
ram as bases, em que se ha firmado a direccao para
insistir pela rnaior capacidade do vapor que cncom-
iin-n lo-i ; es-es porlos da rusia ou adniillem emhar-
eacesde mu pequea lolagilo, laes como bircacas,
ou cnlao diales ; he claro porlanlo, que nao con-
vindo por molo algum que os vapores aajlo tan pe-
queos como aquellas, he sm acertado que calando
a mcsina linha il'agaa destes, lenham a seu favor es-
paco sufilcenle para a condiicrao dos gneros que
sao exportados pelos pontos por onde dovem fazer a
sua escalla.
Terminado est o (empo duranle o qual a direccao
gozou a boma dos vossos suflrasios, ella desejosa de
prestar seu fraco contingente ao progresso das asso-
ciacoesem nosso paiz, lem conscienca de que procu-
rou zelar osinlcrcsses da companhia Pernambucana;
se porlanlo seus actos inerecerem a vossa apro\a-
C3o, se julgar sufiicientemenle recompensada, e des-
de j se congratula comvosco, por ver dolada a pro-
vincia de Pernambuco de um meltinrametitn, cojas
vanlagens pira o seu rommercin sao iucalculavcs.
Joao Piulo de Tamos Jnior, presidente. Inlonio
Marques de Amorim.Gcorge Palckelt.l'. Cou-
lon. //. //. Swifl.
COHltMCAIIO
i
ca todos os disvello
Sr. Mrquez de (Rinda, foi o Sr. Dr. Netto incan-
savel cin promover as vistas da companhia ; mas o
passodalo por ella dispertou o zelo das pesajas que
promovan) a encorporacao da empreza Maraiiheuse,
o o governo naoquiz privar aquella provincia do di-
reilo que tinha a ser preferida em negocio, quo tao
de perlo a nteressava, c comoai^gtfHkle 18 de
setembTftije 1851, que aulorisou ^ ^Jxecutivo
o outorgar pi mle!ilT^sjalB|^*'r'^;''?0 Je compa-
nhias cosleiras nao Ihes dava faculdade para conce-
de-las alm da cidade da S. L'uu, igualmenle recu-
sou fazer o contrato, que permtu-
companhia Pernambucana chegar
ucslas circomslancias tralou o encarregado da com-
pauhia, de requerer maior subvenran annual dos co-
fres geraes, assim como de melhorar as condiccOes
do contrato anterior. Finalmente em 22 de novem-
bro do anno lindo, baixou o decrelo n, 1478, que
augmentou mais 24 contos aos sessenta, que anteri-
ormente foram concedidos companhia Pernambu-
cana, assim como oulros favores pedidos pelo refe-
rdo procurador.
Pela coinliccao segunda do novo contrato cessoa a
bnze estabelecida noarl. 8 do conlralo anterior, que
flxava o mximo do preso dos fretes e passagensnos
nos vapores da companhia, est porlanlo agora as
suas atlribuiccs allera-los do modo que for mais
conveniente aos scus nteresses.
Fcou estipulado pela condirao Icrceira, que o go-
verno s designar os porlos intermedios, em que os
vaporesdevam fazer escala, de accordo com a com-
pauhbv'* ii proporcaa que ae forem removendo os
obstculos. i|ue ain la lornein|alguns inaccessiveis.hc
le tao evidente vaulagem esta modilicacao aos de-
veres da emprca, anea direccao juica escusado en-
Irar na sua apreciasiio. IMu ronlr'ato anterior era
a companhia obrigada a entrar em porlos como o do
Aracaly, queembara importante he apenas acces- i-
vel a insignificaiites barcos, o que a conslrangia a
ler vapores de 1,1o pequeas proporcoes, quanlo in-
leirarqtute improprios para oulros igualmente va-
liosos de onde deve haver a exporla;ilo demonstrada
pelos mappas que tem sido consultados.
A quarla cundirn outorga a empreza desta pro-
vincia os meamos favores egayedidos i companhia
Brasileira dMaquctes a vafiW pelo decreto do 1 de
marso do I83T.
Finalmente oblevc-se pela5a condicao para os em-
pregados Ja companhia, a tsencao do servico activo
da guarda nacional.
A direccao em vista de quanto fica exposlo, se
compraz em confessar, quesean sido patriticamente
coadjuvada pelo governo geral : acabis de observar
que (odas as medidas requeridas em favor da com-
panhia tem sido concedidas ; confia porlanlo como
sempre confiou, que quaesquer oulros futuros favo-
res, de que haja misler para incremento das inle-
resses encarregados ao seu zelo, o mesmo governo
continuara a conceder, pois seu fin he animar todas
as emprezas, quo facilitan) o progresso e engrande-
cimento do paiz.
Certa lambem do patriotismo que anima os dis-
linclos magistrados, a quem est confiada adminis-
tracau'das provincias comprchendidas na zona do pri-
vilegio da companhia,a direccao espera alcanzar das
referidas provincias l,ao ligadas a esla pela iden-
dade de inlcresses as subvences quo devem prefa-
zer a somma, sem a qual nao he po;sivel imi-
tara ao miij importante dos seus dovtres se nao fi- I gurar a nnvegacao sob (elizes auspicios ; as vanla-
Senlimos inmenso prazer quando vimos que fra
dado um regolamento com preseri pees para o ser-
viso dos incendios, que enlre nos lio sena ordem era
feiloyji^ni^liaja^aaiirgVijjinos t,mi|iein complela-
menl
bou
.p^i^l-IBl^Vj
ile burlado na noilede 5
29 do correnW; pois que
vesacristao (ao pouco caridiso, que uem an nt-
nos repeli o aviso dado pela primeira igreja, sendo
aiuda para nolar que essa o deu como sendo o in-
cendio no. Recife, pouco depois em San-Jo-, quan-^i
05.6lletiiiio passou do tiairro de Sanio Antonia 1 J
Logo depois de dado o signal, parece que deve-
riam reunir-se toda* as autoridades, s quaes foram
incumbidas as providencia* para a immediala cxlinc-
io do incendio, no lugar em que se elle dava;
mas dessas, urnas correram para o largo de palacio,
utas deixaram-sc ficar no dulce /amiente de casa,
ou gozando aa bellezas do luar em passei).
Cumpre todava notara prompla e repentina apre-
sentacao dos guardas nacionacs no lugar de suas res-
pectivas parada, f:zendo-se assim credores de mil
louvorespela sua solicilu le, que llenla almas dis-
linctas em roracocs briosos.
A bem da populaco desLi bella cidade, solicita-
mos do Illoi. Sr. Dr. chefe de polica, que lance soas
valas para a completa execucao do regulamento,
queS. S. 13o pru li'iilemenlc organisou anda ha
pouco, de modo que, a dar-se oulro incendio, seja
logo J'.uteto, livrando dest'artc os hab (antes dcste
Recife de tamaitos suslos, como os daquella nolte.
Pedimos lambem ao Illm. Sr. capilla do porto,
que vede a algazarra que fazem pelas ras os opera-
rios do arsenal, quando Irazem a bomba ; o qne nao
incute pouco susto as familias, j.i bastante aduc-
a pelos loques dos sinos.
Nao terminaremos estas linhas sem que demos
urna publica manfeslacao a um anspecada de art-
fices, cajo nome ignoramos, o ao Sr. lente Vital
de Oliveira, pela phllanlropla que desenvolveram
nos promplos c eflcazes meins por elles prestados,
afim de extinguir o fogo, que em fortes labaredas
invada o edificio.
F. J.
fl'io,onde os individuos laes elaes erara gravemen-
te insullados, o parld i repiovou esse procedimenlo
o oPatuleta e Formigodesappareceram.
Esqueceu-se o Sr. redactor do Liberal de mencio-
nar o Paladim, oriundo da mesma fabrica do Patu-
lea o Foriiiigao, os quaes peridicos foram approva-
dos e applaudidos pelo partido liberal por forma lal,
que liveram urna exlracrao inmensa e prompla. tri-
plicada da que boje sustenta o Liberal, c viveram
sempre sem contribuirse* forradas enlre os co-re-
gionarioa, sem ser necessario invocar conslaulemen-
lo o patriotismo dos alliados polilicos, e sein recebe-
rom subvences de bolsinhs particulares.
Verdade lie que o Sr. redactor do Liberal, e um
pequeo grupo de clientes que o corteja, pozeram
em pratica lodos os mcos, dignos e indignos, para
desacreditar esses periodicose a pessoa que osrediga ;
mas o Sr. redactor do Liberal c os seus corlesaos
eram eolio, e anda boje sao, de pequeo vulto para
no loar a repularao poltica de um alhlela que, de-
pois da lerrivel compre-sao da imprensa nesla pro-
vincia em 1819, tinha sidoo prmeiro a alear o grilo
do guerra contra a oppressSo que naquella poca es-
magava o partido liberal ; o prmeiro que bradou
acta c*l alcaa sosinho encelou a lula contra o co-
losso govcrnisla, foite, prnsligioso c encorajado pela
victoria no campo da batalha, e pelo silencio focado
da iinprcnsa opposicion Quem leu o ultimo numero do Paladim rerordar-
se-ha ilo motivo que fez cessar a puhlicacao ilaquellc
peridico ; motivo que lalvez tenha esquecidoao Sr.
redactor do Liberal, porque de cerlo honra-o milito,
e que nao desejo aqu rep:lir por nao ser esla a occa-
siao oppor tuna.
Nao he, purtanto, exacto o que avancoa o Sr. re-
dactor do Liberal no sen artigo de honlein em refe-
rencia aos peridicos Patulea e Formigao, quando
8sseg0.ro. depois de calumnia-Ios, que desapparece-
ram pela reprocarao do partido liberal ; salvo se o
Sr. rodador se persuade (o que nao supponho que
esse partido circuinscrcve-sc na sua pessoa e as dos
sens clientes, mas, ainda nesso caso, cin horas min-
guada*, no meio do sua palmilla la ira o redactor
daquclles peridicos recrular adeptos ; n.lo seria essa
a primeira vez, por isso que se deve lembrar...
Mas, en nao vim imprensa discutir poltica com
o Sr. redaclor do Liberal ; o met .fim he nicamen-
te protestar contra a nexaclidao do trecho do seu ar-
tigo de honlcm. que nHo desejo ver passar desaper-
rcb!do,mcsmo porque lalvez um da (cubamos de re-
cordar esses abrazados, c neasa occasiSo o partido
liberal far justi(a a qu.-m razio lver.
Entretanto, cumpic-nte rogar ao Sr. redactor do
Libertil que, em suas polmicas jornalistieas, se dei-
xedemagnar feridas volitas que ainda sangram ; que
n o continuo a levantar falsos lestcmonhos aos de-
/unto.! Patulea, Formigl'i c Paladim, que lecni pa
vivo c hem robuslo, capa/, de um momento para
utro. de dar vida a um quarlo fruto daquclles, c
Cnlao de cerlo se nao responsablisnra pelas conse-
quencias que possam acarretar as travessuras de um
cassula
O redactor dos tres.
Senhores redactores :Ten lo I ido no li'ho Per-
nambucana de26 deste, qua o Exm. eonselhciro Pi-
res da Molla, actual presidente do Cear, em conse-
quencia de suas tendencias para ludo quanlo he exa-
geraco em polilica, fizera com o Pedro II, jornal
que all se publica, um roulralo mu lesivo aos co-
fres, para Iranscriprao do expediente do governo e
reparliccs, nao posao deixar de impugnar, como
amigo do mesmo conselheiro, as menos exactas infor-
inarps, que inslruiram os cavalleiros que redigem
a Echo, Como manda a respectiva lei provincial,
foi a respeilo aborta a concurrencia ; e entre os dous
peridicos, que concorreram, nao podia o Exm. Sr.
Pires da Mola, deixar de preferir aquello que, sobre
ser mais lido, aprsenlo!! menor cifra cm sua pro-
picia. Esla he a verdade que sonegaram os honra-
dos rodadores do /Vr/n, nao nlenronalmenle, se-
gundo rrei >, mas por precipitada connansa cm apai-
zonadas nformacoes.
Recife 28 de Janeiro de 1855.
Dilns tlilo para os porlos do imperio. .
Dilos de baldearan...........
Expetlienlo de 5 por ccnlo dos gneros
eslrangciros despachados com caria
de guia................
Dito ilc 1|2 por c. tos micros 1., paiz.
Dito .le I li^ por r. dos gneros livres.
Armazenageu) das mercadorlaj.....
Dila da plvora.............
Premio de l|2 por rento dns assiguados
Multa- calentadas nos despechos. .
Ditas diveraaa..............
Interior.
Sello fixo................
I'alt'iili's di!, despachantes geracs. .
Feilio dos ttulos dos mesmos, dos cai-
xeirns despachantes, ele.......
Emoluiuciilos de cerlides.......
559OOO
72939
57 9082
5I.-.S7
4115476
35975
3:3449304
9649859
IIO9OGO
369680
259000
2S00
239530
Lxtraordinaria.
le-tiluira 1 feila por um particular
375:5959950
I992OO
Rs.
Na* srguintcs especie*.
Dinheiro .... 205:0559183
Assignados 170:5599967
375:6159150
12:6538870
3:2198064
Depotilo*.
Em balanrn no ultimo de
dczcinbro.......
Entrados no crrenle mez
Sabidos.....
Existentes..........
.Wi.- seguinlct especie*.
Dinheiro..... 1:1539050
Letras......9:777*492
15:8739331
4:942*392
barel, carga assucar, algoil.lo o couros.
Ob-ervarao.
Fundeou no lamerao para acabar de carregar a ga-
lera chilena Rumenu.
EBITAES.
10:9319442
Conlribuiro de caridade.
Rcndimcnhi ncsle mez'.........
2169230
AlfandegadePernambaco 31 de Janeiro de 1855:
O eacrivSo,
Faustino Jos dos Santo*.
CONSULADO GERAL.
Rcndimenlo tl< da 1 a 30.....62:8699819
dem do da 31........2:4209202
HavreUarca franceza Comie Itoger, capitao lom- cm assembla {eral, no (lia 50 de junei-
111 crrante, nao se pode tomar a deli-
beracao, que marca oart. 26 dos esta-
tuios; e por isso novamente lie convoca-
da ijjual reuniao 1.1raodia 6 defevereiro
a's 11 Ilotas da itiaulifia, fu sala da as-
soejcuo commercial, e se resolver de
acord com o (tte marca o art. 15 dos
mesmos estatutos.Antonio Marques de
Amorim, secretario.
COMPANHIA DI SEGUROS.
EOUIDAO.
ESTABELECIDA NA CIDADE DO PORTO.
AGENCIA EM PERNAMBLCO, RLA DO TRA-
I'ICUE IV 26.
O abaixo assignado, agente nomeado delta compa-
nhia, e lormalmenle aulori9ado pela direccao, acei-
tar seuuros marilimos em qualquer bandeira, a-
para lodos os porlos conhecidos, em vasos ou merca-
dorias, e sob suas respectivas condices ; o elevado
credilo de qae tem gosado esla companhia e as van-
tagensque ofTercce, far convencer aos concurrentes
da suaulilidade. e o seu fundo responsavel de mil
contos de res fortes : a quem nteressar oa convier
ellecluar dilos seguros, poder dirigir-se a ra
cima clada, a Manuel Duarle Rodrigue*.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O consellio de direccao do banco de
Pernambuco faz certo aos Srs. accionis-
tas, que se aclia autorisado o Sr. gerente
a pagar o quinto dividendo de 88000 re.
por acciio.Manc- de Pernambuco, 51
ilt Janeiro de 1855. O secretario do con-
selho, Joo Ignacio de Medeiros Rego-
65:2009081
DIVERSAS PROVINCIAS.
Itendimenlo do dia la30.....
Idcm do dia 31........
7959172
6:0849002
RENOIMENIO DA MES4 lio CONSULADO l)E
PERNAMBUCO EM O MEZ 1>E JANEIRO
DE 1855.
Consulado de."i por cenlo. 60:5679992
,T
Ancorasem...... .
Direilos de 15 por rcnlo na
compra e venda das cm-
harcaees.........
Expediente ta capaiazia.
Sellos lxo e proporcional.
Eiuolumenlos de certidoes.
60:5679992
2:5629750
1701000
8I7--5S15
1:1639614
79880
-------------- 4:72SJ08
Dicersas produca*,
Dizimo doolgodo c oulros
Ccncrosdn Rio tirando to
Norle........... 1099S5S
Dilo tlilo tlilo tlilo ta l'ara-
hiba........... 1:6203219
Dilo do acucar e oulros g-
neros ta .lila....... 917S087
Dilo tlilo do Rio < Iranio do
Norlc............ 2959157
Dilo tlilo das Alagas. 3:1419681
65:2909081
6:0855002
Dcposlos sabidos
Ditos eiislentcs .
3255970
4:9279929
71:371,508.3
PIJBLICACOES A PEDIDO.
esse l>em patente aos senhores accionislos, 05 serv,
(os que tem |restado S. Eic. o Sr. Mrquez de
Olinda a esla emprei ; tuna s prelenran da com-
panhia nito tem appnrecido no Rio de Janeiro, sem
que haja rncebiilo a mais efllca prolecro tle 13o il-
luslre Pernainhocan, que sempre solcito pelo en-
srainlecimciit) do sen paiz, foi lambem um dos mais
estrenuos adioaados das concesjoos para a estrada
de ferro desta provincia. A direccao porlanlo, nao
s por esse cono pelos favores oulorgados compa-
nhia Perncm'iucana, quer dar a S. Exc. nin lesle-
mnnlio perenne de seo rcconhecimcnlo, e por isso
reconimendou aos cronslruclores, que o vapor que
se esla conrlnin.lo livesse o nome de Marque: de
Olw
S. Eic. o Sr. conselheiro Dr. Jos Bcnlo da Cu-
nhae Fiaueredo, n.'.o tem igualmente poupado um
sirpasso, quiaido s trata de dar incremento a em-
preza enoirroada na provincia, a cujos deslinos
preside ; a directo lem sido allcntlida com a maior
benevolencia, e por certo se 11S0 fosse o poderoso
apoin receaido da presidencia, haveria esmorecido
de levar a sos complemcnlo urna lirefa lato difflcol-
losa ; poucoi diaa h> que o jornal desla cidade im-
primi ein suas columnas o contrato feilo em 16 de
Janeiro crranle, peto qnal he augmentada a suhvcn-
C.loda cocipani, a com mais dez contos nnnnaes por
parle dosclres provinciaes. pois S. E\c. reconheccu
pelo memorial que Ihe apresenton o tligno advogado
da companhia, a necessidade que havia de anima-la
son* que resultarlo para todas sem duvida, far com
que nem urna s se recuse a prestar o pcu contin-
gente : a direccao escreveu cm 29 to mez passado,
nesle sentido aos Exms. presidentes das Alagoas e
Parahiba, assim corho logo que tenha celebrado, os
contratos respectivos para as referidas conressoes
provinciaes, se dirigir para goal fim aos Eznis.
presidentes do Rio Grande do Norte e Cear.
A compauhia Pernambucana, Srs.. encelou os
seus Irabalhos de orcanisaraV com o capital subscrip-
to de 400 contos ; mas uo momento de pedir a pri-
meira prcslacilo de 25 ",, somento pode verificar a
entrada correspondente a 360 contos, visto como il-
Ifumas pessoas, que haviam promellido ficar com ac-
rOes,nao se preslaram mais a.fazer parle della,apeiar
dos releirados anuuncios, que foram devidamenle
publicados nos jomaos desla cidade.
De ordinario as emprezas lulam sempre cora in-
mensos embalaras, quando a real isa can de suas van-
lagens requer lempo para que sejam gozadas por
seus inleressados, esla causa geral acompanhada da
esracez de rapilnes na provincia, anda pouco pro-
prensa a negocios do scmelhanle nalureza, lem felo
com que nao tenha a direccao podido ver sanado
um iinpecilo, que t certo pinto mulo deplora,
pois obriga os accionistas inscriptos a um adianla-
menlode capital mais promplo do que aquelle que
seria necessario se se desse o caso contrario.
As condicOes do contrato com o constructor do
primeirovapor,obrigamacompanha a terfuodosdis-
' Senhores redactores:Um annuneiodo seu Dia-
rio me fez couhecer quo na verOcacSo da conla dos
llovedores de impostos provinciaes, lirou-se a conla
n3o pelos livros de receila combinado cun o delan-
Cameulo, c sim pelo das collectas; e d'ahi resollou
seren reputados devedores eu e muilos que lenios
nussos recibos, o que quando vimos semelbanlc aborto
com razSo apostoframos contra quem suppunhamos
ler-nos comido o dinheiro ; mas agora mudo de opi-
n3o, visla do tal aviso, c reconhecoque estando os
pagamentos devidamenle lanc-idos em receta, s
por mero descuido dcixaram de ser mencionados na
collecta, descuido que devia ser suprido na exlrac-
C3o da conla, como se cosluma fazer nos cscriplorios
cominerciacs sempre que se quer tirar urna conl"
rr.rrenar, em ruja oi-ca-ian joga-se do livro Hazao OU
Mcslre com o Diario, para reconhecer qualquer
equivoco; e s assim se pode assegurar da certeza
de um debito; mas o contrario parece que se fez, e
eniao lornou-se millo; e se sean fez c ha pagamen-
tos que nao foram levados receila, legae-se que
deve-se dar novo Ululo a quem o apresenlar, e re-
meller o antgo para o Sr. Dr. promotor proceder
criminalmente contra os signatarios, que lem de ser
,siispensos, etc., e s com o casligo deivarao de appa-
recer taes abusos que graves damnos acarrelam ao
publico, que pode perder o recdo, e lomar a pagar
mpostos que j esto pagos. Parece a alguem mui
Irrvial esla falla, mas ella he das mais grave;, c lau-
to que por um mero descuida faz o Dr. Rigueira
Cosa quando procurador fiscal provincial suspender
e processar a varios empregados por nao terem lan-
cado urna verba de meia sizaque importara cm 129,
que afinal foram absolvido no jury com o fundamen-
lo (ua verdade atlcudivey de se terem avcrbatlo nes-
se da mais tle 20') lanc-imenlos iguacs, por se (indar
no mesmo da o prazo marcado para rivalisar o pa-
gamento de m das sitas alrazadas.
Esla j vai tonga para quem nao doseja enfastiar,
por sso aguarJa-se para oulra vez. O seu leilor as-
siduo. O offendido.
POESA AO ENGENHO BONITO.
Oh quem me tlera dpsfriictar agora
Os rseos dias, as dot-rfilas horas
Que alegre j passei. cheio de encantos
No risunlin liinilgjaWfuem me dera
Da amisade gozar os doces filelos,
Que prodiga ofTercce a companhia
Desse honrado ancilo, disuado amigo (*}
De quem apreciaren pude 05 dotes.
Completo cavallero, delicado
Nutre em seu coraco paiscs lao nobres,
Que nega-las s podem otlios mesquinhos,
E cu que jamis sei sagrar meus cultos
A' niio ser moral e virlude,
Nestes mesquinhos versos dijo ao me
O que sent minh 1 alma enlhusiasmada*
O que sent meu peito o labio arroje!
Primoroso Bonito eu le sando;
Se aliagas mil celhi d'uma familia
Que nulire me acolheu tl'entro cm sen seio
nanlas lemliranra- ralas me recordam '*
Do teu mimoso sitio! qtanlas vezes V
Ao lidio alvoreccr da fresca aurora
Remontava-me aos pincaros da ida,
E admirando as bellezas, que te adoruam; .
Em ti louvava do Eterno as eraras,
Os leus lindos oteiros, os leus valles.
As paisageus diversas que le esmaltara
Immensosbandm de alvacenlos gneos,
Quo o leu campo de relva pralcavam,
Desperlani-me saudades lAo amargas
Que fazem-mc rojar em mil tristezas!
Venturoso serei se Isrde 011 sedo
Ao leu sitio vollar, c despedindo
De meu peilo um suspiro assaz llorido;
Acolhe-o pois fiel, que he mensagero
D que senle minh 1 alma merguihada
Da saudade uo pelago profundo.
Recife 30 de Janeiro de 1855.
iMii.imin.----------
SONETO.
Ao preto Simao', hroe do vapor
biasileitoPernambucana,
Ao digno redaclor da Marinla Fluminense o
Sr, caralleiro Paula Brito, que se dignou brin-
dar-me cmn o retracto desse hroe, no qual cscrc-
ti este soneto :
A gloria do soldado que arrojado
Soube em campos tle Marle tlrsliigur-so ;
Nao he glora ; que a ella Val unir-se.
o iranio ta viuva amargando.
Do nobrecidado que ao seu cuidada
Heapalria illuslrandno instruir-te,
He gloria, mas he glora que a eximirse
He fcil, como o lempo a ser passado.
as lellras, ou as arles, ou na guerra.
Pode o nome doirar-se ; diz a Historia
Mas glora, cierna glora s incerra,
Urna arcAo como a la mcrloria
Trazciido os naufragados para Ierra ;
SIMAO' diz o leu nome. a la gloria.
A. B. Gilirana Costa.
12 de abril de 18M.
(Do Echo Pernambucana n. 7.)
COMMSHCIO.
ilesa do consulado de Pernambuco 31 de Janei-
ro ue 1855. O escrivlo
Jurme Ceral'li Mara Lumachi de Mello.
RECEBBDOKIA DE ENDAS INTEUNAS E-
UAES DE PERNAMBUCO.
Rendiinenlo do dia 1 a 30.....18:7709315
dem do dia 31......... 4763273
19:246g588
REV.DIMENTO DA RECEBEDORIA DE REN-
DAS INTERNAS CE HA ES DE PERNAMBUCO
DO CRRENTE MEZ -DE JANEIRO, A SA-
BER :
lleudas dos proprios narionaes .
Foros de terrenos c de mariuha .
Laudemios..............
Siza dos bens ,1o raiz.........
Derima ad licional das corporaciies
do mlo mora...........
Direilos novos e velhos e de chan-
cellada ..............
Dizima da tlila...........
Mullas por nfracfoea doregulamenl
Sello lito, e proporcional.......
Emulumcntos das reparlires tle fa-
zenda...............
Imposto sobre lojas e casas de tles-
conlo...............
Dilo sobre barcos do interior. .
Dilo de 8 por cento dos premios djns
loteras..............
Taza de escravos..........
Receila eventual...........
Divida activa.............
1309250
519317
19469
I:8rl2a223
2869650
2:4779748
15.393
57.5072
4:7179575
1069060
7:0573200
2389400
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlo da ordem to Exm. Sr. presidente
da provincia, manda convidar aos prupnelarios abai-
xo mencionados, a cnlrcgarcm na mesma Ihesoura-
ria no prazo de 30 dias, a conlar do dia da primeira
puhlicacao ilo prsenle, a importancia tas quillas
com que devem cnlrar para o calcamenlo das casas
dos largos da Pcnha c Ribeirj, conforme o disposlo
na le provincial n. 350. Adverlindo, qne a falta
ta entre;,-, vnlunlaria ser punida com o duplo das
referidas quolas na conforrrndade do art. 6o do regu-
lamenlo de 22 de dezembro de 1854.
Lirgo da Penha.
Ns. 2. Bernardo Antonio de Miranda. 6O9OOO
. Viuva e herdeiros de Manoel Machado
Tcxeira Cavalranli........... 519400
6. Mara Joaquina Machado Cavalcanti. 253200
8. Joaquina Machado Porlella...... 21j>600
10. Andr Alves da Fonscc........ 369000
12. Francisco Jos da Silva Maia..... 129600
Largo da Ribeira.
Ns. 1. Viuva e herdeiros de Maralitio Jos
Calvan................. 3CtO00
3. Ignacia Claudfia de Miranda...... 259900
5. Auna Jo iquina da Concciran...... 413100
7. Joaquim Bernardo de Fisueiredo l^'iOO
0. O mesmo.........1...... 219600
11. Viuva e herdeiros de Caelano Carvalho
Bapozo ................. 2I56OO
13. Os mesmos.............. 219009
15. Caelano Jos Raplo......... 603000
17. Jos Pedro da Silva to Espirito Sanio 259200
19. Joao Francisco RegsCoelho.....
21. Antonio Machado tle Jess...... 109808
21. Jos Feraandes da Cruz........ 199000
29. Joaquim Jos Baptisla........ I
.)798;!0
E para constar so mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial tle Pernam-
buco 8 de Janeiro de 1855. O secretorio,
Antonio Fcrreira (TAnnunciafUo.
O illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cuinprimeulo do disposlo no art. :.\ ta Id
9rovrncial n. 129, manda fa/er publico para ronhe-
cimento dos credores h\ polhceai ios e quaesquer in-
leressados, que foi desapropruda viuva Maria to
Nascimento, una moraila de casa sila na dirercio do
quinto lauco da rainocacao da cslrada do sul pira
a \illa do Cabo, pela i;uaulia tle :;00,50 rs., e que
respectiva prbpriclaria lem ce ser paga do que se
Ihe deve por esla desapropriacao, logo que terminar
o prazo de 15 dias contados dadala deste, que he
dado para as reclamarnos.
!;. para constar se maiulou aOjiar o presente c pu-
blicar pelo Diario por 15 da sfiotessivos.
Secretoria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 13 de Janeiro de 1855. O secretorio, Antonio
Fcrreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da ordein do Exm. Sr. pre-
sidente da provincia de 18 do enrrente, manda fa-
zer publico que no dia 8 de fevereiro prximo viu-
douro, vai novamenlc a praca para ser arrematada a
qem por menos fizer, a obra dos reparos urgentes
da quarta parte da estrada do Pao d'Alho, avali-.d 1
em 4:4003 rs.
A arremataran ser frita iiiajfarma da lei provin-
cial n. 343 de I de maio de 1854 c sob as conicocs
especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que 60 propozercra a esla arremataran
comparecam na sala das scsses da junta da fazenda
pelo meio dia, competentemente habilitadas.
E para constar s mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
buco 2 do Janeiro de 1855.O secrelario,
AntonioFtrreira t'Annunciacao.
Clausulas especiaes para arremalarao.
1 ,a As obras dos reparos da estrada tle Pu d'Alho
enlre os marcos 7,000 a 10,000 bracas, far-se-bao de
ronformidade com o orramenlo e prrfis epprovados
pela directora em conselhoe apresenlados a appro-
variiodo Exm. Sr. presidente da provincia, na im-
portancia de 4:1009 rs. !
2. O arremslanle dar principio as obras no pra-
zo de 15 das e as concluir no tle 3 mezes, ambos
AVISOS MARTIMOS.
Para Lisboa, o bri^ue porluguez Ribeiro, se-
Qiie impreleri\e|n:r:He no dia 1. tle fevereiro : quem
no mesmo quzer ir de passgem, para o que lem
aceiados commoilp', enlcntla-se t*m os consignata-
rios Thomaz de Aquuo Fonseca ^c Filho, na ruado
Vigario 11. l'J, priinciro -andar.
AO HIO DE JANEIRO
s.'(jnra' brevemente, por ter
j^rjrande parte do seu crrefjHinfn-
lo ti- lado, o veleiro ebem eons-
truido btigue nacional MARIA.LUZiA,
capitrto Manoel Jos Perstrello : para o
esto da raiga e para escravos, aos quaes
da' e\cellente aecointnodaroes, trata-e
na ruado Trapiche Novo a. 16 segundo
andar, com os consignatarios Antonio de
Almcida Gomes C.
PARA A RAIII.V
vai seguir com grande presteza o hiate
nacional FORTUNA, capitao Pedio Valet-
le Filho : para cargatrata-se com os con-
sign;.tariosAntonio de Almeida Gome*&
C. na ra do Trapiche Noven. 16 segun-
do andar.
Ao Maranhao e Para.
Vai seguir com a maior brevida-
de o novo e veleiro palhabote na-
cional Lindo Paquete, capitao ose' Pin-
to Nunes ; quem quizer carregar ou ir
de passagein ueste excellente navio, diri-
ja-se aos consignatarios, Antonio de Al-
incida domes iV C, na ra do Trapiche,
11. 10, segundo andar, ou ao capitao a
bordo.
Ceara' c Acaracu'.
No dia 10 imprelerivelnenlc segu n palhabote
Sol lense, capillo Francisco Jos da Silva Halis ;
recebe cama c pa< rata-se com Caelano
Ciraco da C. M., ao lado do Corpo Sanio n. 25.
REAL COMPANHIA DE PAQUETES
Inglezes a vapor.
No dia
1. c
feverei-
ro espe-
ra-se da
E uropa
1:2.S0000
5185000
1 li-Mll)
398*1233
19:2468588
Recebcdoria tle Pernambuco 31 de Janeiro de
1855.O escrivlo,
Manoel Antonio Simoes do Amoral.
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimentodo da I a 30.
dem do dia 31 .
66:2293152
1:722-022
PRACA DO RECIFE 31 DE JANEIRO AS 3
HORAS DATADE.
Colacrs oiciaes.
Assucar mnseavado esrolbido18680 por arroba.
Dilo dito lino1.5750 dem.
Al.lAMtEliA.
Rendimentodo dial a 30.....3fi~:5.W^772
dem India31........8:052.-778
375:6018350
Sr, redactare*.Achaudo-me hontcmem casado
um amigo, por acaso lancei as vistas sobre o Libe-
ral, que o distribuidor naquelle mmenlo havia en-
Iregue, e comecando a ler o sen arligo de redaceo,
enconlrei 110 (elimo paragrapho o sesuinle :
O partidopraieiro ou liberal, depois da revolu-
Co,procurou acabarcom asfolhinhas ecollocar a di
cussao poltica em um pe de decencia publica que niio
trou\esse mo juizo acerca da moralidado da pro-
vincia. Defender a liberdatle daeleic..1o, e atorar a
oligarchia de familia na sua genernltlade e nao as
pessoas ou individuos da familia, foi o plano em que
se collucou o partido praieiro 011 liberal depois da
revoluco. E por isso. tendo apparecido urna fo- () i||m. Sr. commPndilur j
llunlia denominada Patuteiae depoisFormi-1 Cimba Reg Barms. senhor do Bonito.
Deicarregam hoje 1. de ferereiro.
lialcra inglea Seraphinamorcadoria.
Ilale nacioualSbratemegneros do pniz.
RF.NDIMENTO 1)0 MEZ DE JANEIRO.
Kendinicnlo total dcste mez......375:6018350
ResHIuices...............
Rs. 375:9959950
/mporfafo.
Direilos tle ronsumo. '......369:883-8617
Ditos de I por cenlo de reexportaran
liara os porlos eslrangciros. : 78860
67:95181 "4
KEND1MENTO DA MESA 1)0 CONSULADO
PROVINCIAL DO MEZ DE JANEIRO DE
1854.
Direilos de 3 por cenlo do assucar ex-
portado..........
Dito de 5 por cenlo do alcod.lo e mais
Mouerns..........
Capalazia tle 320 por sacca de algodao.
Dcima dos predios urbanos. .
Sello le herancas e legatlos.....
Escravos despachados. .....
Matriculas das aulas de inslrucrAo su-
. peior........" 2609000
Novos e velhos direilos...... 1718187
Meia siza tle escravos...... 1:7038852
Emolumento', tle passaportes de polica I98OO
Imposto de 3 por cenlo..... 059600
Dilo ,le 4 por cenlo....... 2S7?!)2!)
Multas........... 739303
Juros............ 838766
Cusas........... 189816
35:6039706
9:3559617
1:2309240
1:7S2>71K
2769641
3:8008000
67:95 !> I T
Tereeira teccSo do consulatlo provincial 31 de
Janeiro de 1855. O cscriptnrario,
Ulisses Cocklcs Cavalcanti de Mello.
MOVEMENTO DO POMTO.
.\iios entrados no dia 31.
Parahiba3 diaa, hiato brasileira Aragao, de 31 to-
neladas, mestte Remardioo Jos liaudeira, equi-
pasen! 4, carga toros de mangue ; a Joaquim F-
lippe da Costa.
Parahiba2 dias, hiate brasileiro Tre* Trmaos, de
31 toneladas, mestre Jos Duarle do Souza, equi-
pagera4, caraa toros de manciie ; a Justino da
Silva Boavista. Passagciro, Joaquim Antonio de
l'i-'uciredo.
Colmenillai dias, patacho partuguez Lusitano, de
152 toneladas, capitao Jos Joaquim Pereira, cqui-
pagem 12, carga atascar : JJoa Teiseira Bastos.
Paasagetros, Dr. Antonio l-'rcire tle Mallos Br-
relo e 2 criados, padre Leandro Ribeiro dos San-
tos, Manoel Victorino de Meueze*. D. Filippa
Emilia de Mello Cavalcanti, Emilia Viclorina tos
Prazercs.
dem6 dias, patacho dinamarquez Baldeer, le
160 toneladas, capilan.M. M. Obson, equipagem 9,
em!atro; aSIiramm Whatelly Marselia37 dias, brigue francez Ernest, le 189
toneladas, capitao Pausien, equipagem l, cm
lastro ; a Vctor Lasne.
Baha12 das, lancha brasileira .eraran, de 40
toneladas, raeslre Joaquim de Souza Coulo, equi-
pagem 6. carga Jacaranda e mais gneros; a Do-
mneos Alves Malheus. Passageiros, Fu rioso Jos
Pereira Dulra, Joo Francisco dos Sanios Men-
dnnra.
Parahiba3 dias, hiate brasileiro ConceicaS de Ma-
ria, de 27 toneladas, mestre Izidoro Brrelo de
Mello, eqopagem 4, carga toros de mangue ; a
Paulo Jos Baplista. Passageiros, Placido Ferrei-
rada Silva, Manuel de Almeida Bastos.
Rio de Janeiro15 das, brigue inglez Glaucus, de
56 toneladas, capilo Robert Ouncan, equipa-
gem 14, ein lastro ; a Schranim Whatelly & Com-
panhia.
Nados salados no mesmo dia.
BahiaBrigue brasileirofWs Destino, carga sal e
palha. Suspendeu do lameirao.
viudal ti. 286.
3. A importancia desla arrematarse ser pagaem
duas preslares iguaes: a 1." quando estiver feila a
melado da obra ; e a 2." quando esliver concluida,
que ser I020 recebda definilivameiile sem prazo de
rcspon-ahilidaJc.
4.* O arremalanlo excedendo o prazo marcado
par? conclusAo das obras, pagar* urna molla de 100.;
rs. por rada mez, embora llie seja concedida proro-
garao,
5.a O arremalanlo durante a execucao das obras
proporcionar tranzito ao publico e aos carros.
6.* O arrematante ser obrigado a empregar na
execucao das obras pelo menos melade do pessoal de
gente livre.
7. Para ludo o que nao se arbar determinado as
prsenles clausulas seguir-se-ha o que dispe a res-
peilo a lei provincial 11. 286.
Conforme.O secrelario,
A. F. i'Annunciac~>.
DECLAaA^CES.
um dos vapores da companhia real, o
qual depois da demora do costume, segui-
conlados de conformidade com o arl. 3t da lei pro-4 ra* para os porlos do sul: para passagei-
ros trata-se com 0$ agentes, Adamson
Ilowie StC, na ra do Trapiche, n. 42.
Para o Rio de Janeiro segu em pouco* dias a
escuna Zelosa, capitao Joaquim Antonio Fariai e
Silva: para frele o passageiros, trata-se com os con-
signatarios Isaac Curio & Companhia, na roa da
Cruz n. 40.
PARA O PORTO.
O brigue portuguez Alegre, saldr para o Porlo
rom a maior brevidade, recebe carga a frele e lam-
bem passageiros, para o que lem excellentcs eom-
modos: irala-sc com Bailar Se Oliveira, na ra
da Cadeia Velha escriplorio n. 12, ou com o capitao
Manoel Jos Carinho.
Para a Bahia segu com muiofjre-
vidade o hiate nacional Amelia, por ter
parte da carga prompta ; para o resto e
passageiros trata-se com o mestre Joa-
quim Jos da Silveira, no trapiche doal-
jjodao.ou com os consignatarios Novaes &
C, ra do Trapiche n. 04.
, MARANHAO" E PARA'.
Segu em poneos dias para oMara-
nliao e Para' o hiate nacional Adelaide,
ja' tem a maior parte da carga engajada ;
para resto e passageiros trata-se com o
consignatario J. R. da Fonseca Jnior,
ruado Vigario n. i.
Para o Ass a escuna nacional Linda, que se
Por esta secretaria se fez publico, que to or-
dem do Exm. Sr. director, os exames preparatorios
lerao logar sabbado 3 de fevereiro prximo, np edi-
ficio da faculdade, em conformidade dos estatutos
arl. 55. E para que chesuc ao conhcciinenlo dos
senhores profesores c substituios do collegio das ar-
les c tos inleressados, se mandou aflixar esle no lu-
gar to rostume c publicar pela imprensa.
Secretoria la faculdade tic drcilodo Recife 29 de espera do Rio de Janeiro por loda a semana, e qua-,
lio dias tlepois de sua chegada seguir seu destino :
para carga e passageiros, trata-se na ra do Vigario,
escriplorio de Eduardo Fcrreira Bailar, n. 5.
jancire de 1855. Eduardo Soares d'Albergara,
secrelario interino
O conselbo administrativo, om virlude de au-
torisnrno do Exm. presidente da provincia, tem de
comprar os objeclos seguinles :
Para o 2." balalhan de infanlaria de linha.
Tratos razos de p tle pedra. 138 ; ditos fundos
de dito, 177; ligelas de loura, 164.
8." batalh.o de infanlaria.
Manas de 1.1a, 275; panno verde escuro entrefi-
no covados, 1.5*5; dito preto para polainas, cova-
dos, 110 ; dilo cor le rap para sobrecasacas e cal-
gas, covadtis, 119; chjfaroles em bainhasde couro
pelo envernisado, bnceal e ponleira de melal liso
dourado, punbo de bano guarnecido de melal dou-
rdo, 27.
Provimento dos armazens do arsenal de guerra, pri-
meira classe de oflicna*.
Junco feixes, 2.
Tereeira classe.
M grande, 1; rame de ferro grosso 1 arroba, 1 ;'
limatOessordos, duzias, 9.
Quarla classe.
Caixas com folhas de fiandres (robadas, 2; cobre
velho para fundieflo, arrobas, 2!) ; raec.es de laiao
rom o peso de 50 libras cada um. .", ; ditos de dilo
com o peso de 12 libras cada 11111. ',.
4." balalho de arlilhar a.
Pannocarmesim para viv. c vistas covados, 90 ;
copos de vidro, 1.
Companhia do ravallaria.
Lavas de -amurra pares 11 ; mantos de
Ifia, 11.
Colonia de rimcnleiras.
Faces rom bainbase cinluroes, 40.
Ouem quizer vender estes objeclos, aprsenle as
suas propotas em cartas fechad, na secretaria do
conselbo, is 10 horas do dia 31 do trrenle mez.
Secretoria do conselho administrativo para furne-
t meato do arsenal de guerra 2I> tle Janeiro tle I83S.
Jos de Brilo Ingle:, coronel prt si lente. Ber-
nardo Pereira do Carmo Jnior, vogal e secreta-
rio.
Por ordem do Illm. Sr. director interino do
lyceo se faz publico, que a matricula das aulas do
mesmo lyceu ache-se aberla desde o dia 15 al o ul-
timo deste correte mez; principiando as aulas o
seu exercicio 110 dia 3 de fevereiro prximo futuro.
Directora do Ivccu 13 de jaueiro de 1855.(J ama-
nuense, Hermenegildo Marcelino de Miranda.
COMPANHIA PEHNAMBUGANA.
No se leudo reunido votos sufllcientes
PARA O ASSU\
sabe mprelervelmcntc nB presente semana o liale
Anglica: para carga e passageiros, Irala-se na
ra da Cadeia do Recife n. 49, primeiro an-
dar.
Para o Aracaly com escala para o Ass, a bar-
cara Sapoleao Brasileiro, pretende seguir por toda
esla semana, por ter a maior parle de eu carrega-
mento promplo : quem nella quizer carregar, diri-
ja-se ra da Madrc-dc-Deos n. 36, ou a bordo 00
Trapiche do algodao.
CEARA' E PARA'.
Segu em poucos dias por ter a maior
parte da carga engajada a escuna nacio-
nal Emilia, capitao o pratico Antonio Sil-
veira Maciel Jnior, para o resto, trata-
se com o consignatario J. B. da Fonseca
Jnior, na ra do Vigario, n. 4, ou com
o capitao na praca.
PARA O RIO DE JANEIRO.
O brigtie-escun "nacional, Maria, se-
gu no dia 2 de fevereiro p. futuro, re-
cebe escravos a frete : trata-se com Ma-
chado i Pinheiro, na ra do Vigario, n.
19, segundo andar.
LEILO'ES.
^___________^_^_^^^
O agento Roberts far leljo por ordem de Ja-
mes llodgson Pascoe, capilfiodo briue inglez Cuta,
arribado a este porlo por forca maior da Parahiba,
com deslino para ialmonlb. e por conla e risco de
quein perlencer, c cm presenca do lllm. Sr. cnsul
de S. M. Britnica, tic HOO a 1000 saceos com assu-
car mascavadn com toqtii para occorrer as
despezas do concert do dilo brigue : nesle porto no
armazem do Sr. Araajo no cae do Apollo, quiota-
feira 1. de feverr a\a em ponto.
Grande lei lao de miudc-as c ferragens
linas.
Ilenrique Brunn, liquulatario da casa do fallecido
J. I). Wolphopp Companhia, conlinoar por in-
lervencao do agenle (Hiveira. o leilao de erando tor-
limeuto de miudezas, algumas ferraeens finas, inclu-
sive variedade de meias para homem e seuhora, ca-
lceos, lilas diversas tle seda o de algodao, e muilos
ootros rticos que sern vendidos sem reserva de
preca para ultimar contos : terca-feira, 6 to corren-
to fevereiro, as 10 horas da inaohita, no seu arma-
zem, ra da Croz.
Schafheikm & C. farSo leilao, por
ntcrvencaodo agente Oliveira, de gran-
desortimento deazendas de seda, la, li-
un uno [vcudird turnuTDnnn
uiitii nn



DIARIO E PERMRIMJCC-, QUINTA FIRA I GE FEVEREIRO DE 1855.
nho, e d .dgodo, todas proprias do
mercado : Rjfunda-leira, 5 do corrente,
fevereiro, as 10 horas da manhaa, no seu
aima/.em, na da Cruz.
A VESOSlMVEa sos.
xjuem liver una casi cnm 3 quarlos ecom lar-
gara de 24 palmos pouco mus ou menos, do.ejandu
periiiula-la pnr m Ira de menor largura o de -i quar-
los, situada eni boa ra, pira receber por indeinni>.i-
c.3o da din", ni algum objecto que
i.nniieiii ren.le. d.nja-se rua das Flore n. 23, a
fallar ciim Jusliuu Marlyr correa de Mello.
A matrcula da aula de latim do collegio das
artes esi. aberta ledos os das uleis de manhia al 3
liuras d.i Urde, no primeiro andar do sobrado u. 22,
na rua das Cruzes
Precisa-se il( urna ana para caa de pouca fa-
milia, que coiinlit o diario : na rua Bella n. 7.
AULA IE OBSTRET1CIA.
A matricula estar aberU desde o 1." al o ullino
de feverelro, no burro Je Sanio Antonio, rua da
Palma, caa de um andar. As ligos principiarlo nu
di i 15 do iucsum nioz.
Precisa-se de urna ama para o semen de por-
tas dentro, nienoH para cozinha : confronte o oitao
do Corpo Santo, loj n. 99.
BOAS OBRAS.
Chegaram recenti mente > rua Novan. 38, defron-
le a Conceicao/.lampadas, lhurihulo9, navetas, cal-
deinnhas de agua benla de laLlo, e Rlbelas de c-
tanbo, ludo para igreja ; eacrivaniohas, tesouras e
bigornas para funileiro, cadinhos, foles de ferreiro
rozelas de esporas, militas oulras obras de laiao
cobre, bronze e folhi, de Ftandres que se fazem c
veudem-se por preco commodo.
J~ ?,'^la'fei.^a a) de J,neiro do cofrenle anno,
pelas 10 horas da noite, fugio da Capunga, casa do
nr. l.uizLopesCaslello Brauco, o seu escravo Joa-
quim.cnoulo, comidade de 3 anuos, pouco m
ou menos, altura regttar. fornido .1.. corpo, ten, as
espaduas largas, calcaiihar radiados, ps reculares
e sem covas no assenU ou solado, barbado, conser-
vandosumas o bigode.i, poslo que nao sejam muito
lechadas, ollios regulares, reforrado de polsos, |cm
no peito um signa I ou remend de queimadum por
ido queimado em pequeo, gosla muilo de can-
tar, tero a falla natural e alia, os denles nem tao
muito bons nem ruins. tcni as unhas tanto dos ps
como das mios regulares e um pouco unidas ao sa-
lego, como que fossem midas, lem btanle carne
sobre os olbos, e quaudo falla forma enrugas enlre
as lobrancelhas. sabio descalco e sem chapeo, |evaii=-
do calca nova de algodozinho mesclado de cor ver-
de com pintascr de ou-o, e una camisa nova de
chita de asseuto branco com pintas ou salpicos miu-
dos, os quacs sao prelos cu cor de caf. He liibo de
rajen, de Flores, e pelas noticias que se leve nessa
esma noite fui encontr.-.do al a ponte de Cachan-
: qaerno pegar leve-o ao referido l)r. Luiz Lopes
Utlello Branco, na Capunga, ou no Becife, rua do
yueimado, Iqja n. 19, .|uu ser bem pago.
-No engenho Cachocira nppareceu ha poneos
das um escravo de iiai.fto Cabiuda, por nome Ber-
nardo, a procurar seulior, dizeoilo sor captivo, sem
quesaiba dizer o nome de seu seuhor por le-lo rom-
prado ha pouco lempo, e que era morador no Recite:
quem ao mesmo escravo se adiar coindiroilo, dirja-
se a rua Bella n. 14, sobra lo, que adiar quem be
de mais minuciosos esclar^cirocnlos, declarando-se
desde ja que oao se respoiiialilisa por fugaou morle.
Domingo, 4 do corrente. pelas 1 horas da lar-
de, ter.i lugar a procissa do Senior liom Jess da
Caiina Verde, na Passagem da Magdalena, cuja ima-
gem perlence a igreja do >>'. S. do Remedio, a qual
por causada grande cheia ce juuli passado, fura desde esse lerepo depcsitaila em casa do
cirurgio Joaqun, Jos Alies de Albuquerque, mo-
rador no mesmo lugar.
O cartorio do fetos da fazenda
provincial esta' na rua da Santa Cruz do
bairro da Boa-vista, n. -id.
Ao cointnercio.
O abaiio assiguado declara que por nao Ihe con-
vir ter mais como seu so:io o Sr. Jos Joaquim lio-
mes de Abreo, apartou a saciedade que com o mes-
mo finita no deposito de chirulo da rua ireita n.
75, a qual eyrava sol ;i f rnis de Abren & I.eile, t-
cando a cargo do anniincia lie o pagamento de lodos
os credores. Joan da Sil a Leite.
Jos da Maia contina a dar lices de ingle/,
francez e ejeriptoracao, tudas as (urdes, na dasse
que lem na rua do Queinailo n. 14, c pode ser pro-
curado na loja dos Srs. Con vea & Leite.
Precisa-se de um eaiieiro que tenlia bstanle
pratica de taberna, e que Al-fiador a sua condurla
queinestiver neslas clrcumitaocias, dirija-se rua
do Pire n. 28.
Offereccse um rapaz porlucoez para caixeiro
detaherna ou outro qualquir eslabelecimenlo. para
wWfflnr. conla por bataneo ou lem elle, para o que lem
baslaiue pratica : quem do seu presumo se quizer
ulihsar, dirija-se praca (a Independencia n. 10.
das 10 as 2da tarde.
LOTERA. DO RIO DE JANEIRO.
Resumo dos maiores premios da lotera
';'). do Monte Pi, ej.trahida a 12 de Ja-
neiro de 1855.
i N. 485 .......
o 5411.......
1 4858........
1 5175.........
6 588, 1181 2545 ,
4240 4291 5055 .
10 .. 1925 2055 5583 ,
4307 4494 4028 ,
4636 4079 5272 ,
5345.........
20, 279, 550, 755,
CONSULTORIO DOS POBRES
26 BA BO GOLUMIO 1 JULfDAB 25.
O Dr. P. A. Lobo Mosco/u d consullas lioineopnlbicas todos os cuas aos pobres, desde 9 horas da
manhaa aieomeio da, e em casos extraordinario a qualquer hora do (lia ou noile.
Oileroce-se igualtneulc para prtticac qualquer opuracio do cirurcia. e acudir promplamenle a qual-
quer mulber que esleja nial de pjrlo, o eujascircumslaiicias nao permitalo pagar ao medico.
M CONSULTORIO DO DE. P. A. LOBO 10SC0Z.
2S RU DO COLLEGkO 25
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina linmeopathica do Dr. G. "I. Jalir, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes enradernados em dous e acompanhadodo
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, el?...... 209000
Eslaobra, a mais importante de todas nsquclralam do peljidu epralica dahoine.ipalhia, por ser u nica
que conten a base fundamental n'esla doulrinaA l'ATHOENESIA OU EFFE1TOS DOS .MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAUDEcouhecimentos que nao podeni dispensar as pes-
soas i|ue se querem dedicar pralica da verdaleira medicina, interessa a loilos os mediros que quizerem
eiperimenlar a doulrina de Habucinann, e por si mesLios se coiivencereui da verdade d'ella : a todos os
fazeudeiros e senliores de engenho qu eslSo lonse dos tecursos dos mediros: a lodosos capilae de navio,
que urna ou oulra vez niio podem dcixar de acudir a qualquer urommodo seu ou de seus Iripulanles :
a lodos os pas'le familia que por circiunslancias, quiMitiu sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a preslar in conlinenli os prinieiros soecorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do hoineopalba ou traduccio da medicina domeslica do Dr. llering, -
obra tainbem ulil s pessoajuue se dedicain ao esludo da homcopilhia, um volu-
me grande, acompanbado dWiccionariu dos termos de medicina...... IfljOOO
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele., ele., encardenado. 90000
Sem verdadeiros e bem prepatodos medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralna da
homeopathia, e o proprietario (leste eslahcleciinenlo se lisongeia de le-lo o mais beiu montado possivel e
nincuem din ida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas de 24 medicamentos cm glbulos, a 103, 125 e 1JJOOO rs.
Dilas 36 dilos a.................. 309000
Ditas 48 ditos a.................
Ditas 6 dilos a................. msxx)
Ditas 144 ditos a.................. (idjIMH)
Tubos avulsos......................... IgOOO
Fraseos de meia onca de lindura................... 20Oll
Na rhesma rasa ha sempre venda grande numero de lubos de eryslal de diversos lamanhos,
vidros para mclicamenlos, e aprompta-sc qualquer encommenda de niedicameuloscom toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
8@v: s:5K:ar:3Se
l l mi DEMISTA.
S continua a residir na rua Nova n. 19, primei- Jj."
,':) ro andar. m
eferS;@g@i@@4-<
Novos livros de homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
llahncinaui, tratado das molestias ebronicas, 4 vo-
luuies............209000
Teste, roleslias dos roeninos.....681)00
Casa de consifjnaeao de escravos, na rua
dos Quarteit n. 24
r.ompram-sc e recebemse escravos de ambos os
t i sexes, |iara se venderem de rommissao, lauto para a
provincia como para fira della, olferecendo-se para
sso toda u segurauca precisa para os dilos escravM.
20:000.S
10:000*'
4:00t)S
2:000s
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tlering. homeopalhia domestica.
Jalir, pharmacnpeahomeopalliica. .
Jalir. novo manual. 4 volumes ....
Jalir, molestias nervosas. ......
Jahr, molestias da pelle.......
Bapou, historia da homeopalhia, 2 volumes
Harthmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........
A Teste, materia medica bomcopalbica. .
De Fayolle, doulrina medica homeopatliica
Clnica de Slaoucli........
C.asling, verdade da homeopalhia. .
Dircionario de N>sien.......
Alllas complclo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, contendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano .
vedcni-se todos cslrtliros 110 consultorio bomcopa-
tbico do Dr. Lobo Mostoso, rua de tollegio u. 25,
primeiro audar.
TcrfXK)
fiCOOO
16JI00Q
6SIKI0
NHWO
165000
105000
80000
"cOOO'
65000
45000
105000
3O5OOO
ATTENCAO'
A taberna nova do barateir, na povoa-
rao de Santo Amaro de Jaboatao,
acba-se coM um rompido soiiimtnlo de bellidas de
todas as qnaliilades, cerveja em meias garrafa* e g.ir- I
rafas, licores france/es, vinbo linio e branco, queijos [
novos, sardinhas de N'anlrs, maiilei.'.i i*gleH e fran- |
ceza,da melboi que se pude encontrar 110 mercado,
eh 1 da India o de S. l*ai:lo, dilo pelo, chocolate,
ssmearde htdMas<|ualidadef, betachkiba ingleu,
dita de alarida, charulcs para o*amigos do bom bos-
lo, das melhores marcas, S. Flix, l'igueiredo Bo-
cha, e oulros mudos que se pedirerU, alelria, ma-
e.uiao, lalliai'im para sopa ; pedimos lamtiein aos
sonhnrrs de engenho mais prximo*qne Dos quei-
ram honrar nono novoe>laiel,-riiiienlo com suas
freguezias, adiando ludo pelo preco da praca e a sa-
lisfacjlo do comprador.
$

w
@

400|
059
-"
1036, 1688
2014, 2528,
2684, 2842,
3750 3784 ,
4176 4395 ,
5482.....
60 8, 60
658,
1050,
1517,
1717,
1845,
2108,
2521 ,
2812,
2985,
5450 ,
3575 ,
3787,
3927 ,
4085 ,
4696 ,
4877 ,
5221 ,
5420 ,
5595 ,
100 premios de
1800 ditos de .
fcnos exposto
1784
2518 ,
3373 ,
5960 ,
5255 ,
164, 548,
200.S
1040
1592 ,
17 41
1980,
2251 ,
2525 ,
2940 ,
3001 ,
3485
3661
3870 ,
4020,
4127
4767
4982
5227
5485,
5874
991
1209
1657
1772
2068
2279
2785
2982
5100 ,
5563 ,
-779 ,
3872 ,
4026 ,
4186,
4875 ,
5052,
5284,
5545 ,
.... 100$'
..... 40.S
....... 20,>-
venda os novos bil te-
tes daloteria 21. das Matrir.es a Provin-
que devia correr na casa da cmara
initrj*-ipal de Nictheroy, no dia 25 ou 26
do presente mez.
Se o vapor nacional Imperador
transferir, como por omitas vezes tcm a-
contecido, trara" listas, e mesrnO se cor-
rer a' 25 o nao transferir, vira' o resumo,
viudo asustas pelo primeiro vapor que sese>
guir ; e por sso roga-se as pessoas que teem
bilhetes encoinmendndos ijue os venham
receber. Os premios serao pagos sem o
descont dos 8 por cento do imposto ge-
ral: quem tirar a sorte de 20:000^000 rs.,
ou qualquer dasoutras sortes maiores nos
bilbetes por nos firmados, a recebera' por
tnteiro, sem descont algum.
Jos Soares -d'Azevedo, professor
de lingoa franceza no Lvceu, teui aberto
em sua casa, rua larga do Rosario n. 28,
terceiro andar, um corso de PHILOSO-
PHIA, e outro de LINGOA PRANCEZA.
As pessoas que desejarem estudar urna ou
otitra destas disciplinas, jiodem dirigir-se
a'indicada residencia, a qualquer liora.
F. \. Collaco faz publico que tem
resolvido dar liedes em sua casa, rua es-
Ireita do Rosario n. 28, nao s das ma-
terias, eme se ensinam as cadeiras de
que he substituto no lvceu desta cidade,
senfo tambem de inglez e de francez.
Os traliaUn no dia 12 de
feyereiro, podendo o a?jn uncan te ser pro-
curado desde as 9 horas da manltaa at as
tres da tarde.
DENTISTA FRANCEZ. t&
& Paulo aignoii\, eslabelecido na rua larca
30 do Itosario n. .',S, segundo andar, colloca den-
@ Tambem lem para vender agua denlilrire do t
Dr. Fierre, e p para denles. Una larga do (g,
@ Rosario n. ;il> segundo andar. &
O abaixo assignadojNendo dado [sociedade ao
seu mano Izidro Perria de Audrade na sua taberna
n. 1, no paleo da Kibajra, declara que dita taberna
sjra da dala desleem dianle, debaixo da firma de
Izidro Pereira de Andrade & Compauhia. Recife
1. de fevereiro de 1855.
Justino Pereira de Andraie.
Olllm. Sr. Joaquim Ignacio deCarvalho Mcn-
donca lem una corla na rua do Queimado, loja
n. I i.
Prccisa-se de uina ama : na rua Dircila n. "rl.
riBLICACAO' 1)0 INSTITUTO IIOHOPA-
TIIICO DO BRASIL.
TIIESOURO HOMEOPAT1I1CO
OU
VADE-MECUM DO HOMEO-
PATHA.
Melhodo conciso, claro e seguro de curar homeo-
pathicamente todas at molestias i/ue affligem a es-
pecie humana, e particularmente ui/uellas que rei-
nam no Brasil, redigido segundo os melhores tra-
tados de homeopalhia, taulo europeos como ameri-
canos, e segundo a propina eiperiencia, pelo Dr.
Sabino Olegario l.udgeru Pinho. Esta obra he boje
recoiibecida como a melhor de lodas que tralam da
applicacao homeopathica no curativo das molestias.
Os curiosos, principalmente, nao pdem dar um pas-
so seguro sem possui-la e consulta-la. Os pais de
familias, os senhores de engenho, sacerdotes, via-
jantes, capitaes de navios, scrlauejos etc. ele, devem
le-la mao para occorrer prom|naiuenlc a qualquer
caso de molestia.
Dous voluntes cm brochura por 1ft}000
encademados llJOU
vende-se unicameiile em casa do autor, no palacete
da rua de S. Francisco (Mundo Novo) n. 68 A.
Lava-se e engomma-se com toda a perfei^no e
aceio: no largo da ribeira de S. Jos, na loja do so-
brado 11. 15.
O Sr. Joao Nepomuceno Ferrara
de Mello, que mora para o Salgadinbo,
(luena mandar receber urna encommen-
da na livraria n. 6 e 8 da praca da Inde-
pendencia.
ALL DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer'de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisar deseupequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias ate.
PEDIDO.
Tcndo doi\ado de publicar-sc o Crarn, pede-se
inslaiiteamcnle aos s>iibores assigiianles, que ca-
lilo dever as suas assignaluras, que Iciiham a bon-
dade de paga-las al o dia (i de ieverciro. lie um
dever e ao mesmn lempo um grande obsequio que
fazeui.
Acham-sea vendaos bilhetes da Se-
gunda parte da quarta lotera concedida
a benelicio da mal i/, de San Pedro 3Iar-
tyrdi Ohnda uiiicaineute na thesotiraria
das loteras ruado Collegio n. 15, e cor-
re impreterivelmenle no dia 10 de feve-
reiro.O thesoureiro, Francisco Antonio
de Oliveira.
Nicolao Bruno, subdito sardo, vai fazer ui.ia
viagem ao norte do imperio.
Precisa-se de um administrador e Irabalhador
para lomar conla de um silii porto desta praca, pa-
gando-sc bom ordenado, pnferc-se que seja casada.
os pretendcnles podem procurar com (|uem tralar, no
rua da CaJeia do Recito 11. l.
O CHAVO.
Acbam-se n venda na rua do Cabug.i n. 1 1), loja
de -2 portas, os ns. 1, -2, 3e4, do segundo trimestre
do Craco ; como assiui, os ns. 1,7, II c 12do pri-
meiro. Adverle-so aos scnhnrcs assignantes, que
aimta nao pagaram o importo das suas assigualura-,
que, tcndo dcixado de publicar-sc aquelle peridico,
pelo*motivos expendidos 110 seu 16 e ultimo nume-
ro, faz-semisler que Ss. S-. assim o facam at o dii
li de fevereiro, sobpenade vercm seus numes ueste
Diario ; pois, muilo se lem esperadu.
Da-se dinheiro a premio cm pequenas quan-
Paliasbre penhores do ouro ou prala : na rua do
dre soFloriauo, primeiro andar do sobrado n.7l.
Dr. Jos Nicolao Ui-
da carta, cpie Ihe
. O Sr. Joaquim Ferreira que level ja na pra-
cinha do Livramento tem urna carta na livraria ns.
6 e 8 da pra^a da Independencia.

Em virlude de nao nos 1er sido possivel obler
lodas as listas que distribuimos, afim de obiercm-se
assignaluras para a publicaran da obra Refletoes
sobre acducaco phjsica e moral da infancia: ro-
gamos as pessoas que se dignaran! assignar, c que a
nao receberam, de mandar procurar os ejemplares
a quetiverem direilo, na rua eslreitado Rosario n.
3\,seguno alldar- (l'rcjo para os assigoaules rs.
2?00.
No dia 27 di. correle perdeu-se (julga-se) em o
caminbo da Capunga para o lvecife um embrulbo
com urnas ledras e algum recibos, do que passa a dar
relacao : urna ledra de 1:0005 rs., aceila por litara
& Cosa, urna dita .le :tlKJ9,aceila pelos meamos, urna
oulra de 200. aceita por Antonio Medeirue laxares,
com urna carta do mesmo, urna mais de ::7(-\ acei-
la por llegino da Suva, diversos recibos que nao
lembra para anuuiicia-los. Todas estas ledras e re-
cibos nao podem servir a pessoa alguma : por iso
roga-se a pessoa que as achou.ou adiar dirija-se a loja
do Sr. Jos Alves da Silva Cumiarnos, rua do Gibu-
g 11.1 B, que generosamente se gratificar.
A matricula d'aula de philosophia do collegio
das artes est aberta de boje em dianle, al o lim de
marco, em lodos os dias uleis de manida al 1 hora
da tarde : na rua do Crespo sobrado u. 8.
Alugam-se 2 casas terreas com commodos para
pequea familia, de DsOUO mensaes cada urna, sitas,
urna 11 rua do Sebo 11. "i2, contra no principio da
Soledade n. 27 : a tratar na rua da Aurora 11. 20,
primeiro andar.
GHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposiio;conlina a ser na bolica de Bar-
llioloineu Francisco de Soua, na rua larga do Rosa-
rio n. 36; garraas grandes 5300 e pequenas 3))000.
IMPRTAME PARA 0 PIBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diflercules
graos, quer motivada por conslipacOos, tosse, aslb-
ma, pleuriz. escairos de saugue, dor de costados e
peilo, palpilacilo no coraran, coqueluche, broncbile,
dr na garganta, e lodas at molestias dos orgos pul-
monares.
Quem quizer fazer um bom ne-
gocio com a compra de um estabeleci-
mento ; dirija-se a' rua larga do llosa-
rio, n. \\.
Precisa-se de um menino de 12 a 16 anuos pa-
ra eaiieiro de taberna ; a tratar na fabrica de cha-
rutos, no becco de Jos Caelano.
Pede-se ao Sr.
gueira Costa resposta
loi dirigida no Diario de l'ernambuco
de 5 de Janeiro deste anno, assignada pelo
Dr. I'irmino ; o publico esta' anciosopor
ver esse negocio decidido, c caso o Sr.
ligueira nao se queira diguar responder,
sera' tido por caprichoso e arbitrario em
suas decisOes, e reo confesso de seu de-
udo.O Curioso.
Procm-a-se um andar com bastan-
tes commodos para um estrangeiro, no
Recite ou na Boa-vista : no largo do Coi
po Santo, n. 15.
Francisco Severiano Rabcllo & Filho.mudaram
o en e-crip.i'i iodo n.4, para o n. 6, do largoda As-
scinbla.
" Quem precisar de um pequeo porlugucz para
eaiieiro com pequea pralica de loja de fazcuda,
procure na rua do Collegio loja de livros n. 8.
Precisa-sede una ama para cosinhare fazer o
mais servicode urna casa de pouca familia, mas que
seja de meia idade : na rua das Cruzes n. 20.
Aluga-se o primeiro an,larda casa da rua do
Vigario n.i'J, e precisa-se de um caixeiro pnra
de purgar: a Iralar na rua do Collegio n, 16, tercei-
ro andar.
Lava-se e engomma-se com perfeicao : n
de Santa Thereza, casa u. 31.
Precisa-se de urna ama de boa conduela, que
cozinbe e eugomme para casa de pouca familia : na
rua do Collegio n. 12.
Lava-se e engomma-se roupa de loda a quali-
dade, com muilo aceio e promplidao: na ruado
Calabouco Vellio D. 9.
Perdeu-se na noile de 2. do corrente, desde o
sitio que lica defronle da casa do Ilm. Sr. bar "m de
Beberibe na Ponte de Uchua at a ponte do Mangui-
nd, um allinele de pello ile senhura, ou para atacar
o chale, sendo com o retrato em dagiicrieolypo do
reverendo Sr. padre mglez : quem o arhou, quereu-
do leva-lo casa dos Srs. James Crablree (i C, na
rua da Cruz n. 42, sera generosamente recompen-
sado.
Aluga-se a casa n. 34, darua dos Guararapes,
com commodos para urna grande familia : qoem a
pretender, dirija-se a rua do Pillar n. 56, ou a rua do
Queimado n. 28, terceiro andar.
Precisa-se de urna ama que saiba lavar, en-
gnnimar e cozinhar: na rua da Guia D. 48.
Prccisa-se de urna escrava para o servico di-
urna casa de muilo pouca familia, paga-se bein : a
tralar na roa da Cadeia do Recife n. 35, loja.
Na rua Nova n. 52 precisa-se de a prend/es de
all'aiale, < pretire-sc aquelles que ja lenlio princi-
pios do oflicio.
Alugam-se e vendem-su muilo boas biclias de
llamburgo, ebegadus ltimamente, e tambem vai-se
applicar para mais rominodidadc dos pretendemos:
na rua eslreita do Rosario luja de barheiro n. 19, e
lamliem ha para veuder-se mullo boas corlicas para
aliar navalbas.
O solicitador nos aadt''r0S dcsla cidade
abano as-ignado, coriinua a exercer as
fuircoes des-e cargo, para o que pode ser
procurado no cscriplnrio do lllm. Sr. Di.
joaquim Jo- da Fonccca, o mesmo compro-
melte-se a solicitar causas de partido an-
noal, coto lodo /do cartixidade, medanle
um pequeo honorario, assim como uas
. causas parlicnlares nao pon preco as ,
\ paiks. ( auulio Augusto Ftr-eira ila .Si'bvi.j^
Aluga-se a loja, sila na rea do Collegio n. 16
com arniaro propria para qualquer eslabelecimen-
lo, ou xende-sc. como convier ao prelendenle : Ira-
la-se no rua do Queimado n. 10, segundo andar, un
na Iravessa da Madre de Dos n. 15.
\itfle.riies s'irc n tSucacao phvmta c moral da in
funda, o/fereeidas as mais de familias, i>ei> Dr
lunado Firmo A'artT.
Esta obra destinada ao bem social e necessaria a
quanlo* teoccopam da educcao infanlil, para que
Cliegoe 80 conhcrimenlo de lo los, acha-se venda
pelo preco de 38000 rs. as lojasdos Srs. : Joo da
Cunlia Magalhaes.na rua da Cadeia do Reeife o. 51 ;
Joao Soares de Avellar. na rua Nova u. I ; e as ii-
vrarias Classica paleo do Collegio n. 2, Universal na
rua do Collegio, e na do Sr. Honrado no paleo do
Collegio n. 6.
51 QOOfc
Roga-se as autoridades r-olfetaea ejcapiaesde cam-
po que caplurem o escravo de nomo Joaquim, de
idade 25 a 25 anno?, que. fugio en) 16 de Janeiro do
corrente anuo, com ossignae- segulntefl : pardo aca-
hoclado, sem barba, cabera redolida, cabellos corri-
dos, beicos rolos, denles limados, bracos c pernas
grossas o curtas, corpo grosso, haixo, e qiiaudo anda
inclina o corpo p.ira a (reate, falla descansada ; le-
voii chapeo de palha velbo, camisa de inadapolSo ol
algodn : levem-o rua de llortas u. 24, ou rua do
Livramento n. 29, que sera gratificado com a quan-
lia cima.
O nbaiso asiiguado, como iiiveataraote dos
liens do casal de seu pai o Sr. Joaquim tioncalxes
Bastos, por fallei imenlo de minha mai a Sr.* I). L'r-
ciila .Manadas \"irgens, (por nomeacAo do lllm. Sr.
l>r. jiii/. da segunda vara) previne ao respeilavel pu-
blico, que nao contrate negocio algara rom ditos
hers, provalecendo-se da ceguera e axanrad.i idade
do sen referido pai, qoande este nao pode fazer Irn-
sacees algiiiuns, priiieijialmeule com a prela criou-
la por nome Maigarida Sabina, e seus liihos, a qual
seacha capturada [da fuga que fez a mais de 20 an-
uos), pelo muilo digno e honrado Si", delegado Ilde-
fonso Axres de Albuquerque Caxalcanli, no lugar
Serra do Teiieira.por se adiar dita escrava descripla
no inventario. Jos Goncalces da Silva iias-_
tos.
OBBafc ZmmM
M C0MLT0RI0 I
DO DR. CAS ANOTA, 3
tfi RLA DAS CRUZES N. 28,
jm vendem-se earteirai de homeopalliia de lo-
S do* OS lamanhus, por procos muilo em con!
Q3 Elemeuliis de homeopalhia, 4 vola. 6-MJ00 H
^ Tinturas aeseolher.caila vidro. I-JO^I $
fH Tubos avulsos a escolhera 500 e 300 $
^ Consullas gratis para os pobres. W
Quem quizer nlugar um muleque para o ser-
vico de casa e inesino para algum mandado fnra.uo
sendo para carregar grandes pesos, qjje uno pode em
razilo do sen taiuanho, cnleiida-se com Manuel Pran-
ciseo Duarte, em Sanio Amaro, Cidade Nova, em
uma das casas de Antonio Jos Gomes do Comi,
que din quem lem ; assim romo o mesmo dir as
condiiocs que pretende fa/.er o alugador.
O Sr. Francisco Xavier Das de Albuquerque
Jnior appareca na la do Queimado, loja n. 10.
Ooerece-sa um porlugucz ehegado de novo,
que lem muila pralica de escripluracao, c da proxa
de sua conduela : quem precisar do seu presumo
Vendem-se 2 negras, una mora e com habili-
dades, que cose chao, engornmae coz iuha, ea oulra
que vende n.i rua e coznha o diario de urna casa :
na rua do l.iu.imcnlo n. 29.
*
CHALES E BOHEMAS.
Chales e romeiras de relroz, bordados de
seda, dilos de seda, c merino.
Corles de xeslidos.
Corles de vestidos de seda escoce/a de
169, 20 e 238000 rs. ; i1j(s de flores.
godo moderno ; ditos de kambraia de seda
e de oulrs minias qualidades.
C i.ih de seda.
l.h.ily de seda, fazenda nova, propria
para vestidos de senhura.
Alpakas de quadron.
Alpakas de quadrosa 320 o covailo.
Chapeos paia senlioras e meninas.
ChapOI |iara senlioras e meninas os mais
modernos e melhor gusto, c liega dos pelo
ultimo navio francez.
l'eilos para cjinisa.sobrecasacos e palitos.
Pellos para camisas viudos de Franca a (.
480 rs.. paletos, sobrera-,icos de pannos 2*
liin- i 16, isc 209000rs., ditos delinlio W
a 3-5IMI c ISQOO rs.. ditos de alpaka a t^
S
i
&
y-iiin rs. ; na rua Nova, n.
Jos l.ui/. Pereira lilho.
16, loja de
i:*,
FZENDAS BARATAS.
\ endeine corlea do eaaaa cun barra a 5 patacas,
ganga amdretla (ranceza a 2iH> rs., riacailoa rranceaea
largas 9 vinlens, cobertores de algodao de cores
muilo encorpadus e grandes a 19000, eassas france-
zas finas de corea lixas a 320 o covado : na rua do
Queimado 11. 21.
ALBAREZi.
Para acabar, vende-sc a 900 rs. o covado deasa
econmica fazenda prela. com 6 palmos de largura,
propria para tragea de olerigoa, religiosos, vestidos e
inanlilbas para mulhcres : na rua do Queimado
n.21.
VELLMLHO.
Superiores vello.hlhos, rarmisim verde, amarrllo
e azul a til) rs., rdio c prelo a 720 : na rua do Quei-
mado 11. 21.
ul:
,000 RS.
\ ende-se cemento romano rerenlemcule ehegado,
a 85000 a barrica, B sendo em porcSo por menos al-
guma cousa : na rua da Cruz do Rccilc, armazn
11. 13.
VESTIDOS A 29000.
Conlinoam-sea vender cortes de riacados franceze*,
largse de cores Das a 29000 cada corle: na loja
de 4 portas na rua do Queimado n. 10.
Na rua da Cadeia de Sanio Antonio n.20, ven-
de-se janeo muito lino salvo, da melhor qualidade
quo existe, tanto a rrlalbo romo em porcao ; a-sim
como so rmpalha loda qaalidadn il obraa como se-
jam, novas, usadas, ele. com muila presteza c mais
en conla do que em oulra qualquer parle. Na men-
ina loja vende-se palhiuha preparada de muilo boa
qualidade e em conla.
Vende-se una negra ilc meia idade, de nacao,
lava de aaliao e brrela, e boa oara qiiilandeira :
quem a quizer, dirija-sc ao pateo da Ribeira 11. 11.
Vende-se un casal de paves e 3 gneos : na
rua do Seve, cm casa da viuva liaste*.
Na taberna da ruado LivriMnenlo 11. 38, xen-
dc-se o afamado fumo de liaranhuns : vende-se ba-
rato em porcao.
Vende-se urna prela de Angola, bem parecida,
muito hoa qnilaiidcira, de idade 25 anno : na rua
Dircila 11. C9.
ROIAO' FRANCEZ
t Acha-M de novo cxposlo ;i venda a deliciosa pila-
da desta roblo francez, que so se cucoiitrara na rua
da Cruz n. 26. primeiro andar, e na loja de Cardeal,
rua larga do Rosario, por muilo commodo preeo.
Vehde-se uira rxoprjio t loianas
para faiwa*yrrs di: carnauba, eumacal-
de.ira para derreler cera, por lodo din|Ki-
|rO : na rua Direita, n. 05.
No armazem de Vctor Lasne, rua
da Cruz, 11. 27, vende-se o segunte : pa-
pel pintado para fono de salas, com
mui lindos desenltos; werraouth em ca-
xas de 12 garrafas ; diversos licores de
mui boa qualidade; viuho verdadiito
Boideaii\ em iui\as de duzia ; kirtli
do mellior autor ; agua de flor de Iman-
ja ; cognac verdadeiro : abtintli, 1 hoco-
late muilo superior qualidade; champa-
gne : o que tudo se vend: muito em
conta, em relarao a' boa qualidade.
Ven le-se encllenle labnado de pinho, recen-
lemcnlo ehegado da America : na rui de Apopo
trapiche do Ferreira. a entender-sc com o adminia
rado r do mesmo.
CEMENTO ROMAHO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como tambem vendem-se as linas : aira/, do
Iheakro, armazem de Joaqui-n Lopes de Alenla.
Agencia de Sdwlai Baw,
Na rua de Apollo n. 6. armazem de Me. Calmon-
& Companbia, acha-se conslanlemeato bous sorli-
mcnlos de laixas de ferro coado e balido, lano ra-
sa como furnias, moenilas ineliras lodas de ferro pa-
ra auinaes, asoa, etc., dilas para armar em inadei-
ra de lodosos tamanbns e modelnsosmais moder-
no-, machina horisonlal para vapor com forra de
i caxallos, cocos, passadeiras de ferro cs^lanhado
para casa de nurgar, por menos preco que os de
cohre. csco-xens para navios, ferro da Suecia, fo-
Ihas de llaudres ; tudo por barato preca.
Taixas pare, engenhos.
Na fundirao' de ferro de O. W.
lowtnann, na rua do Brum, passan-
do o cliafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 3 a 8 palmos de
bocea, asquaes acbam-se a venda, por
|)iet;o commodo e com promptidao' :
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Em casa de J. KellerixC, na rua
da Cruz n. .">, ha para vender Ti excel-
leutes piano* viudos ltimamente de Ilam-
butgo.
Na rua do Vigario n. 19. primeiro andar, ven-
de-sc farclo novo, ehegado de Lisboa pela barca Cra-
tidao.
<$) POTASSA BRASILEIRA.
() Vende-se superior potassa, fa- ($
^ brcada no Rio de Janeiro, che-
A gada recentemente, recommen-
^a da-se aos senbores de engenlios os
^ seus bous elleitos ja' experimen-
W> lados: na rua da Cnzii. 20, ar- %
?) inazcm de L. Lcconte Feron &
y) Cotiipanhia.
DEPOSITO DE CAL DE LISBOA.
Na rua da Cadeia do Reeife 11. 50 ha para vender
bai ris com cal de Lisboa, recenleuiente chegada.
Vcnde-se uma balanca romana com lodos os
s. ns perlences, cm bom uso e de 2,000 libras ; quem
a piclcnder, dirija-se rua da Cruz, armazem 11. .
f*
nesta praca 00 lora delta, diiija-e ao becco Larg
n. 31, que achara com quem Iralar.
\ ji
go' llim
A quem fr oll'ereeiJo ubi caslical de prala, f
notavel pela sua pequenez, rogl-sede o tomar, por-
que fui furlado, e queira man ",, entregar no arma-
zem de molbados do Sr. li.iiurJSi.is Sanios Fonles,
na ruado Collegiu 11. 25, aumle receber recompensa
110 caso de que a exija, c eul.lo se dir a quem per-
lence.
Quem liver uma caa terrea para arrendar, em
Santo Aiilunio, aunuucie para ser (irocurado.
Aluga-se a propriedade n. 49, da rua da Cruz
do Recifr: a tralar com Manuel Maximiano Cuedes,
ruado Apollo u. 2.
O padre lenlo Jos de Barros Brandao.morador
no engenho Olho d'Agua, junto i villa de Alagoa
Nova, provincia da i'araliina. faz scienlo ao respei-
lavel publiqrque no dia 10 do corrente, desappa-
receu uma sua escrava de nome Mara, crioula, que
len de idaue 1S anuos, e lem os signaos seguidles :
alia, uros c ps grandes, levo em urna cauella uma
cbaga, aqual feclnre abre, tendo a mesma cauella
alguma cousa arquiada, coslumava qnaiidu corlava
0 cabello raspar as fonles e nuca, e. leiu uina peque-
a marca de fogo cm urna das bandas do roslo : Ic-
1 ue-se que seja pessoa que a conduzisse para a cidade
do Reeife, ei;i deii-lho lim ; por isso, roga-eque,
appareceudo qualquer pessoa com a dila escrava pa-
ra vender, queseja a mesma c o conductor presos ;
entregando a prela ao Sr. Joao Evangelista Bel-
lo, morador na rua do Aloudegu n. 14.
A abaixo assignada, cumprindo com o sagrado
deverde gralidito. lem agradecer a tolas as pessoas
que Uto boamenle se preslaraoi em co.uljuva-la, por
oecaailo do incendio que se maiufeslou na noile de
29 do concille, em casa da Sr." I). Joaquina Pereira
Vianna, paredc-iiieU a de sua residencia, moslran-
do-so cxlrcmaineiilc grata, ollereie o seu diiniuulo
presumo como nica manifeslacao desla gralid.lo.
Da mesma uianeira, dirige os -cus protestos a lodas
as autoridades, que naquella occasiao, se achavatn
prenles, e a cujos desvelos tudo devenios.
Anua Joaquina Lins ll'anderley.
qualidade possivel ; na lubrica da
rita de llortas, n. 110.
COMPRAS.
Compram-se casas terreas em bom estado : na
rua larga do Rosario n. 14.
Coinpram-sc escravos de ambos os sexos, assim
como recehem-se para se vender de commissao : na
rua Dircila n. 3.
Cbmpra-se linha propria para o>
bordados a CROCHET ; quem tiver an-
11 inicie.
VE3TDAS
AO PIBLICO.
: No armazem de fazendas bara- &
g tas, rua do Collegio n. 2',
vende-se utn completo sortimento |
g ile fazendas, linas e grossas, por g
g precos mais baixos do <|ue emou- t
M tra qualquer parte, tanto em por- L
M roes, como a retalbo, amaneando- g
W se aos compradores um s preco B
ij para todos : este estabelecimento B
a- ahrio-se de combinacao com a *^
w raaior parte das casas commerciaes fS
inglezas, franoeaas, allemaai e luis- hs
sas, para vender laxendas mais em ^
conta do que se tem vendido, epor g
isto ollereeendo elle maiores van- BJ
tafjens do que outro qualquer ; o t
proprietario deste importante es- ta
tal>elecimento convida a' todos os R
seus patricios, e ao publico em je- g*
ral, para que venliam (a' bem dos J
seus interesses) comprar fazendas \
baratas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Sanios iSiHolim.
que ss
de 111
Quem tiver ama preta sem vicios,
! saiba engommar e cosinltar o diario
ma casa, querendo aluga-la para
servir a urna familia de duas pessoas ; d-
rja-se a' rua esticila do Kozario, n. 28,
ou annuncie por este Diario, certo
deque, naoseduvidara' pagar geni ro-
samente, confrmeos serviros da mesma.
Precisa-se de uma ama para cozinhar smenle:
na rua da Cadeia do Recife n. 23, primeiro andar.
ALMAJAR PARA I-8K.
Sabiram a' luz as l'olhinbas de algibei-
ra com o almanak administrativo, mer-
cantil, agrcola e industrial desta provin-
cia, corrigido e acerescentado, contendo
100paginas: vende-se a 500 rs., na li-
vraria n. Se 8 da irara da Indepen-
dencia.
Vendem-se velas de carnauba da me-
f Vende-se ou alusa-se una pedra de composl
rio, que lema maravilhosa propriedade de neulrl-
lisar o veneno de cobra e co damnado sem deiaer 1
a mais pequea fe3o ; o possoidor della ensillar C
modo porque se deve usar dla iwra Iralar; na rua
de &. Jos n. 21.
Saccas Com farir.ba.
Na loja n. 20 da rua da Cadeia, es-
quina do becco largo, vendem-se saccas
com superior fariuba de mandioca por
menos preco do que em outra qualquer
parte.
Vende-se uma negrinha de 6 annos da
muilo espeita : na rua dos Quarleis 11. 24.
idade,
1 de
IS os
com armaran
perlences, propria
a tralar na
FOLHINHAS PISA. 18SS.
Acbam-se a' venda as bem conhecidas
lolhinhas impressas nesta typographia,
de algibeira a 20, de porta a 160. eec-
clesiasticas u 480 rs., vendem-se nica-
mente nu livraria n. 0 e 8 da praca da
Independencia.
HADAPOLAO COM TOftlE DE AYA-
.MAA3,000ES,500.-
Vende-se na laja n. 17 da rua do Queimado, pe-
ras de madapoln lino com loque de avaria de a: m
doce, pelos precos cima : dinheiro i xisla.
envernisada ecom lodos os seus
para qualquer ouiro eslabelecimenlo
mcjin.i, rua Direita n.7.
Vende-se uma taberna fora desla praca, 1 le-
gua de distancia, em muito bom logar, com poucos
fundos : quem a pretender, dirija-se rua estreita
do Kosario n. 19.
Vende-se a taberna sila na rua da Roda, que
i eila-ootlilo para a praca do capim, com poucosfuu-
dos : a tratar na mesma, ou na rua de Santo Amaro
li. 16, hiberna.
Vcinle-so uma escrava de narao, de idade de
28 annos, bonita figura, boa cozinhira e quilaudei-
ra : na rua Vellia da Boa-Vista n. Ii7.
RUA DO CRESPO N. 23.
\ ende-se rhil ftancxa larga, nres escuras a 200
rs., riscados dilos. cores fijas a 180 rs., chita escura
cores seguras a 100, corles de rasemira prela a 49,'iOU,
ditos de ca-sa cima pairoes modernos a 29000, ca-
misas francesas brancas e do cores muilo bem feilas
25.VH), panno pretoc de cor de ..Ce 3y00fj; melpo-
incne de hla gosto escoce/, a 80, e oulras muilas fa-
zendas por precos baratos para feixar con Ins.
Vende se por preco muilo commodo a casa ter-
rea 11. 115 da rua do Moudego, leudo chaos proprios
e quintal murado ; assimconio partes do sitio n. 10!)
da mesma rua, tambem em cintos proprios, leudo 3
boas cacimbas, muilas arvorea de frutas, rstremando
lelo fundo rom a cambo.i das liarreiras : a fallar
rom Al. Carueiro.
Vende-se um pequeo silio muiio pcrlo da pra-
ca c muilo em conla : a fallar com AI. Carneiro.
Vende-sc uma pequea armacSo com b.ilcilo :
quem pretender dirija-se rua do Aragao n. 19.
Vendem-se boas vaccas paridos garrotas e novi-
llias do pasto : para ver 110 largo do Itcmedio silio do
fallecido Guilhenne Patricio, ea Iralar ua rua Col-
legio 11, 13. segundo andar.
Vcnde-se um escrava com bonila figura, que
cozinha, lava e engomma : na rua do Cresio*n. 10,
primeiro andar.
Vendem-se Ircs esrravas sendo duas pardas e
uma crinla, peritas cugommadeiras e tres escravos
sendo dous da Cosa c um le Angolla : na rua das
Cruzes n. 22 se dir quem vende.
IKESCAKS OVAS DO SEKTO.
\ eiidein-se oxas do mu Un muilo em conla, e lam-
ben! se relalba : na rua do Queimado loja n. 14.
1 u,ilhas de superior panno de liulio alce
xoadas para rosto a I #120,
vendem-se na rua do Crespo loja 11. l, asegunda
quem vem da rua das Cruxes.
Panno prelo c de cores muilo bous para :)>,
39OO e IcOlKI, e jiinlaineiito ha casemir.is prelas,
pannos prelos e seliui macan para colleics das me-
llares qoalidadet que exislcm ne mercado, e por
prejos mais baratos dn iue em oulra qualquer par-
le : na toja do sobrado aniarcllo, nos qoalro cantos
da rua do Queimado n. 29.
I
ia()
BOM GOSTO.
A 8J0Q0 is. o corte!!!
DO
Vendem-se na rua do Queimado, loja n. 17, ao p
da Indica, os modreos ror'.ea d)3 xestidos de lailala-
na de seda com qtiadros de cores, de lindos e novos
desenhos. com 8 varas e meia, pelo barato prei'O de
SOOOlt! "
NOVAS ALPACAS DE SEDA
A 500 rs. o cavado.
Vendem-se na loja de I'aria x'v Lope, rua do
Queimado n. 17, as modernas alpacas de seda, de uo-
xos e lindos desenhus, [icio mdico preco de 500 rs.
cada covado.
V ende-sc um escravo : ua rua do Pires, sitio
que volla para o Corredor do liispo.
CAL VIRGEM.
a mais nova que ha un mercado, a preco commodo ;
ua rua do Trapiche o, 15, armazem de llaslos Ir-
maos.
NA RUA DO APOLLO N. 19,
veudeni-sesaccas con arinhademandio-
ca, superior quadude por preco nunca
visto ; sondo pottk '"* -se todo o negocio.
4::itS@@4t
& RUA 110 CKESPO >. 12.
Vcnil-s ncsla loja superior damasco de (a)
da decores, sendo branco, encarnado, r*o,
J por preco razoaxel.
Xa liviana da 111a do Coilefjio n. 8,
vende-se uma escolhida coUeocaoda mais
brilhantes pecas de msica para piano,
asijiiacs sao as inelliores que se podem a-
char para fazer un rico presente.
FAHI.MIA DE MANDIOCA.
Saccas com superior familia de mandioca : no
armazem de Tasso Irinos.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem uorralqueire, me-
dida vellia, por preco commodo: nos
armazi'iisn. o, 5 e 3 defronte da cscadi-
nlia, e no armazem del'ronte da porta da
alandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes ik C, na rua do Trapiche n. 34,
primeir andar.
AOS JSENIIORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do ansinoda invencao' do Dr. Eduar-
em llerlin, empregado as co-
;lc/.as c hollandezas, com ;ranr
gem para o melhoramento do
acha-se a venda, em latas de 10
T> met iodo de empre-
a portuguez, em casa de
leber iSt Companhia, na ruada
4- )
a*ua*C8*^tol>iha de jaca
onsolos e mota de tamp > de
do Stoll
lanas in
de vanll
assiicar
libras,
ga-lo 1
N. O.
Cruz, n
V.
mar more
conforme
Collegio rt
f
de: no
rua da
Branco, a dinheiro ou a prazo,
se ajusfar : a tratar na rua do
25, taberna. .
Devoto Cbtistao.
Sabio a lu) a 2." cdii-So do livrinho denominado-
Devoto ChrisUlo.mais correlo e acrescentado: vende-
sc uuiciinenle na livraria 11. li e S da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
PUB^ICAgAO' RELIGIOSA.
Sabio ln o novo Mez de Maria, adoptado pelos
reverendissimos padres capiicbinlios de N. S. da Pe-
uba desla ridaue, augmentado com a novena da Se-
iihori da CoiiceicAo, e da noticia histrica da me-
dalha milagrosa, cdeN. S. do Dom Conselbo : ven-
de-se unicameule na livraria n. 6 e 8 da praca da
independencia, a 1{000.
Moinhos de vento
ombombasderepuxopara regar borlase baila,
de capim, na fundirade D. W. Uowmao : na rua
do llruiu ns. 6, B e 10.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, violao >e flauta, como
tcjam.quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
ehegado do Rio de JVneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, reeenle-
niente dictados, de excellcntes vo/cs, e prc;oaeom-
iiiodus <-ii rasa de N. O. ltieber i\ Consjianhia, rua
da Cru n. i.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de agbeiMor qu
armazem de N. i^Bieb
Cruz 11. i.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Senzah nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a lia-
ver um completo sortimento de moen-
das c meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ierro batido
e coiftlo, de todos os tamaubos, para
dito.
Vende-sc um cabriolcl com robera o os com-
petentes arreios para um cavallo, tudo quasi oovo :
par ver, no aterro da Boa-Vista, srmnxem do Sr.
Miguel Seceiro, e para tratar noltecifc rua doTrapi-
ebe n. 1 primeiro andar
Deposito de vinho de cliam- W
fp pague Chateau-Av, primeiraqua- ^
J) litlade, de propriedade do conde @
^ de Marcuil, rua da Cruz do Re- *g
(g, cife n. 20: este vinho, o melhor at,
rtj. de toda a Champagne, vende-se jS
'5? a oisOU rs. cada caixa, acha-se S
' nicamente em casa de L. Le- |
W comte Feron & Companhia. N. O
9 B.As ca xas sao marcadas a fe- $
t) goConde de Marcuile os ro- fS
Bfy tulos das (jrralas s,"i
Potassa.
No auliso deposito da rua da Cadeia Velba, cs-
criptorio n. 12. vende-se muilo superior potassa da
Rsala, americana e do Itio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Na rua do Vic ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanda para forro desellius ebe-
gada rerenlemenlc da America.
CEMENTO ROM BRANCO.
Vende-sc cemento romano branco, rheg*4o agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consu-
mo, em barricas c as linas : airat do tbeatro, arma-
zeni de tabeas de pinho.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de Henry (iibson, os mais superio-
res relogies fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
1AKIM1A DB MANDIOCA.
Vende-sc a bordo do brigue Conceicao, entrado
de Sania Calharina, e fondeado na volla do Forlc do
Mallos, a mais nova farinha que eiisle boje no mer-
cado, e para porrees a Ira lar no escriplorio de Ma-
nuel Altea Guerra Jnior, ua rua do Trapiche
n.14.
\ ende-sc batata de Lisboa muito nova e esco-
lhida a 2o40 rs. a arroba ; vende-se tambem cebla
solta, muilo superior, a Igloo o cento ; chocolate de
Lisboa muilo lino, cm Utas de 4 e 3i4 a laSOO cada
urna : na rua do Queimado n. 44.
Vende-se superior espermacete americano por
preco commodo : na roa do Amorim n. 48, arma-
zem de Paula fi Sanios.
Yon lem-se curtes de vestidos de setim preto,
lavridos, muilo boa fazenda. e padrees do ultimo
(totlo, por prec,o muilo em conla : na loja do sobra-
do amarello, nos quatro cautos da rua do Queimado
n. 29.
Ven se na nlaria da Malarincira, por dclraz
do ho-pital novo, material de diflercules qualidades,
avista de comprador se ajusta, o que quer he dinhei-
ro, nada de liado.
~T V^!,".e"se a casa l*rrea n. -2 da roa da Gloria,
leu. o a Sila, 2 quarlos, ro/.iriba e quintal cim ca-
mnba, erri chaos proprios : a tratar na rua da Ale-
ORLLANS DE LISTBA DE SEDA.
A Venilem-se na rua do Queimado. loja o. 17, de
raa & Ijopes, para liquidarlo de conlas.
Vendem-se superiores queijos londrinos, dilu
de piuliaJ dilos do pralo, dilo susisus em libras, inul-
to novos i frescaes, presuntos oara fiambre, muito
novos, bucoitns infieles de diversas q oalidades, bo-
larliinha iio ^jj, eln |a|as pequeas o grandes, eho-
eolaie bahtbursuei, superior marmclada de Lisboa
em latas le 2 e 4 libras, passas iniudas muilo novas,
ludo da i lelbor qualidade que lem viudo ao merca-
do, lampea de escabexe em lalas, ludo pelo mais
comraod., preco : na rua da Cruz do. Recife n. 46.
MELPOMENE DE LAA* DE QUADROS,
GOSTO ESCOCEZ
i A 400 rs. o covado.
Vendejse paraullimacao de conlas: na loja de
Faria & Lopes, rua do Queimado n. 17.
RISCADOS VARSOVIANOS
A VSOOO rs. o corte.
WmleAi-se riscados Varsovianos de quadros, fa-
zenda nota e muilo fina, bailando a seda escoceza.
viudos pello uilimo navio de Hamburao, com 13 J
coxadoscjnla corle, pelo barato preso de 49000 : ua
loja o. I,| da rua do Queimado, ao peda botica.
VerJde-se uma taberna das melhores da fresue-
zia de S. llos, defronle da fortaleza das Cinco Pon-
las, rua do* Pescadores n. 38, com poucos fundos : a
tralar na rua de Santa Rita n. 97.
Verjde-se na villa de Pn-d'Alho uma exceden-
te casa ilej pedra e cal, com grandes commodos, em
que tem i ma taberna, hospedara, casa de rancho e
coebeira, tudo com comiminicarao por dentro Ua
mesma, i uma grande planta de cipim que d para
o gasto d cana c para se vender cm feixes, ludo isto
em o niel mr luaar de negocio que lem nessa villa ;
a (ahornaL-slando sortida vende para mais de 2009
rs. pur semana : qoem a pretender, dirija-se mes-
ma villa, lia rua do Livramento, a fallar com o mu
propriclario Jo3o Fernandes Roavcnlura.
Ven le-se banha de porco derretida a 400 r. a/
libra : na rua do llangcl n. 35.
Vende-sc una bonila escrava, crioula, afn-
te moca, cUm excetlenles qualidades, sabendo bem
cozinhar, coser er.gommar, e perleilaucnte veslir
urna senhora : na Iravessa da rua Bella n. 6.
NAVALHAS A CONTENTO E TESOL'RAS.
>a rua da Cadeia do Recife n. 48, primeiro an-
dar, escriptorio de Augusto C. de Abren, couti-
nuam-se a vender a 8900O o par (preco fio) as (a
bem conhecidas e afamadas naxalhs de barba, feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na exposicao
de Londres, as quacs alm de durarem eilraordina-
riaineule, naosesenlem no rosto na accAo de cortar ;
vendem-se com a condicao de, nao agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra re liluindo-se o importe. a mesma ca-
sa ha ricas tesourinhas para unhas, feilas pelo mes=
no fat'cante.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins ingleses.
Helogios de ouro, patente inglez.
Chicotes dearro <^ de montara.
Candieirose casticaes bronzeados.
Cobre de forro.
Chumbo em lenco!, barra e munrc.o.
Fa relia de Lisboa.
Lonas inglesas,
lio de sapateiro.
Vende-se um bom escravo de 20 annos de ida-
de, que cozinha hem o diario de orna casa.e be mui-
lo fiel. 1 dilo de > annos de idade,! escrava boa
quilaudeira : na ruados Quartcis u. 24.
OLEO DE LINIIACA
em barrjs e bolijOes : no armazem de Tasso Irmaos.
Ks I amen lia verdadeira
para terreiraa franciscanos: na rua do Queimado
u. 10.

ao azues.
ESCRAVOS FGIDOS.
w
;
Saccas com farinha.
Vendem-se saccas com farinha da trra, nova e
bem torrada, por oreso commodo : na rua da Ca-
deia do Recife n. 23.
Champagne da superior marca Cometa: no arma-
zem de Tasso Irmaos.
CARRAFAS VASIAS
cm gigos de groza e de 110 garrafas : no armazem
de Tasso Irmaos.
Na rua de Apollo n. 19, vcnde-se potassa mui-
lo nina, chegada ltimamente do Rio de Janeiro,
pornicuos preco do que em oulra qualquer parte,
e 2"> travs do mangue, que eiistem no Caes do
Ramos.
CEM MIL RES DE GRATIFICACAO1.
Desapparereu no dia 8 de setembro de 1854 o es-
eravo, crinlo, de nome Antonio, cor fula, represen-
la ter :t) a 35 anuos, pouco mais ou menos, be mui-
to ladino, cosluma Irocar o nome e intitularse forro,
e quaudo se v perseguido diz que ho desertor ; foi
escravo de Antonio Jos de Saul'Anua, morador no
engenho Cail, da comarca de Santo Aino, do po-
der de quem desapparereu ; escudo capturado c re-
coihido i cadeia desta cidade com o nome de Pedio
Sereno cm 9 de agosto, foj abi embargado por eie-
cuco de Jos Das da Silva Guimaraes, c ultima-
mente arrematado cm pracal publica do juizo da se-
gunda vara desta cidade em 30 do mesmo mez, pelo
abano assiguado. Os aignaes sao os seguinr.es : ida-
de 30 a 35 anuos, estatura recular, cabellos prelos e
carapinhados, cor amulatada, olbos oscuros, nariz
grande e grosso, beicos grossos, n semblante fechado,
bem barbado, com lodos os denles na frente ; roga-
se as autoridades policiaes, capitaes de campo e pes-
soas particulares, o appreheiulam e maudem nesta
praca do Kocife, na rua larga do Rosario n. 24, quo
rereber a gratificaran cima, e protesta coulra quem
o tiver oceulto.Manoel dt Almeida Lopes.
esappareceu hontcni (26) um mo-
Icque de nome Clemente, (pie representa
ter 1 i annos, escravo do padre Vicente
Ferreira de Siqueira Vare ao. O mesmo
trajava calca de casemira de quadros e
camisa de ciscado azul. Quem o pegar le-
ve-o a rua do Livramento n. 58, primeiro
andar, quesera' recompensado.
Desapparcceu nodia 24 do crrenle, nina pre-
la da Costa, de idade de 20 anuos pouco mais nu me-
nos, altura regular, serca do corno, as rostas e na.
cara tem riscos de nac.au mullo lino, levou tamisa de
algodaosinho e saia escura, e ferro no pescoceo : ro-
ga-se aos capitaes de campo ou a qualquer pe-so i
que a pegar, leve-a a praca da Independencia n. 4,
que serao recompensados.
Fugio nodia 14 docorrenle Janeiro, urna escra'-
vaparda.de nome Victoria, de idade de 40 anuos
pouco mais ou menos, cabellos bem anuelladov, com
falla de um denle na frente, lexou volido roso rr
de vinho rom floresiohas brancas, panno da Costa
novo : rccomineiida-se as autoridades pnliciaes ou
quem a encoiilrar a peguem c levem-na a rua es-
trella do itosario n. 19. loja de barheiro.
Ausentou-se de bordo do brigue-es-
cuna nacional Maria, na tarde do dia
8 do corrente, um escravo pardo de no-
me Joao, com OS seguate* signaes : bai-
xo, grosso do corpo, tem os dedos gran-
des dos ps abertos para o lado interior,
e em una das raaos, entre o polegar e
o indicador, tem urna grande verruga.
Levou calca de algodao azul, cami-
sa branca, e na cabera um bonete, de
panno, ao modo daquelles que usam os
inarinheiros americanos. Hoga-se poJs
as autoridades policiaes se sirvam appre-
liende-lo eentrega-lo na rua do Vigario,
n. 19, segundo andar, no escriptorio de
.Machado ex. l'inheiro ; ou a bordo do re-
ferido navio (fondeado na volla do forte
do Matto) ao capitn Manosi Jos Vieira.
Prometle-se boa recompensa a qualquer
pessoa do povo, outeipitiio de campo,
caso o exija.
PEftR.: TY1\ DEM.F. DE FARIA. i 1855
MFIHnRFNFMPIARFNnnNTRAnn
V
miitii Ann


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