Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01150


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Full Text
htoUMl-
i -un mu i i i tmm
mm
.-
*-

I
ANNODE i83i.
QUINTA FE1RA ai DE ABRIL.
NUMERO 8S*
MAM JDI JPBBBAMBiPCa


.
PRNAMBUCO; NA TYPOORAriA^mgNA, RA I)AS p^RES, *. l8. l83,4
ARTIGOS D'OFFCO.
m resposta ao Officio de V. S. e
i ele Marco prximo passado, em qupa-
te providencias sobre o criminozoabuzo
cJeandarein armados afeuns Estudantes do
Curso Jurdico de (alinda; do que rezultou
ser assassroado Francisco da Cunha Mene-'
zes por outro de nome Joaqun, Serap-1
ao de Carvalho, as H horas da noute de 2o do
mesmo mcz, oumpre me communicar-Jhe,
que fiesta < ata Officie. ao Coronel Antonio
orges Lia!, ordenando-Jhe de man/W exa-
minar pelas Patr.ilhas rondantes todos os
individuos, que vagarem pelas ras da mes-
ma (.idade de pois das 7 horas da noite ,
sendo prezos, e entregues ao Ji de Paz
respectivo os que forem adiados co.p facas
ou outras armas defezas. Igualmente se
vaireiorcar o Destacamento de Tropa de
tinha que ali seaoda,. e mudar para o
centro da (Jidade, a fim de codir com mi-
13 prontidao a qualquer desordem. Quauto
porema providencia,- que V. S. requisita
sobre a illuajiuacap com Lampies, nafr
cabe em mmi.as attribuiyoens ; por depen-
der de despezas, para .que nao estou autho-
risado. Dos Guarde a V S. Palacio do
(averno de Prnambuco 7 de Abril de i83i
---Joaquim Joze Pinheiro de Vascoucellos
*r. Lourennr Jn? RiKa,'^ \r;- r- .
- vo Adolfo de Aguifar Ouvdor Ger'al doCr-
me da Relacab.
; --Vchando-se nomeado pa'ra Inspectordesse
Hospital o Coronel Francisco de Assis de
Cas.ro Botelho Pato Torreo, em *
do TenenteCoronelJoab Francisco de (1
. bi e sendo por mim aprovada essa nomea."
cao ; assim o participo V. S 3 fiZ A
que .he facittodo/os esclarec ntoT '!
ccssar.os para bem desempear as ,/.,r"l
coes do do Emprego. eos Guarde a V
de Ab il 'detoGoVer de Pnaml,eo f
ae Abril de 83. Joaqunu Joz Pinheiro
de Vasconcllos -Sr. Doutor ,. oM'^*
do^Hospital Militar Joz Eustaquio G0!



L,oureogo Joze Ribero Vice Diretor
do Curso Jurdico de Olinda
Passo ordem de V. S. o calceta
Joao Baptista de Oliveira, que se acha reco-
IJirdo na Fortaleza das cinco Pon tas' tendo
vjndo prezo da Parahiba do Norte e sen-
do remettido a'este Governo pelo Comman-
dante das Armas Interino desta Provin-
cia. V. S. proceder contra elle como for
de direito cumprindo-me i.riformar-lhe,
pe dito Calceta foi Soldado da > Com-
panhia do 8. Corpo de Artilheria de Posi-
cao de i.- Linha do Exercito; Sentenciado
a 6 anuos de Calceta, ficarido excluido do
f>orpo ; tendo cumprido um anno de sua
sentenca evadio-se. Dos Guarde V.
J n.?0, don Governo de Prnambuco 7
de Abril de .83i.-~ Joaguim Joze Pinheiro
^ de Vascqncclloa-S.r Dez^nbargador Gusta-
1 Jt ,
JrEmambnco- Continuas os insulto, e
ataques parciaes, as patrulbas reforcadas
as tropas aquartelladasf os telgrafosT,Z'
turnos estabelecidos, a vigilanci^fpo'l'L'
eoutras providencias improviden/es prote-
gen, os aggressores t e nao" ha remedio se-
nao de da sofrer insultos e de noite ccete:
ass,m fo, decretado no grande club, e
nenhu-n Liberal ficar sen. marca: por
que assi m o querem os amantes da Orden,
os mantenedores do socego. Os calangros'
as lummanas, os yantares, os vivas nao'
produmdo o dezeiado efeito, procede-se
^pancada: pedradas na botica de m ,Z
peito de Consmuconal, eonde va6 conver-
sar os fj.rropdlias abrem a banca do jKO
dos fundos de garrafas: havi-se projecldo
1, a6'r sancioIad.o, arvora;a6-sPe^
T/ t qUa?d t0dS OS C>""tocion.,es
tiverem tomado o accordo de nao por p
na ra de noite, de dia mesmo ser^ J
que tal ha que e observada por gente de
bacamartes, e necessario que o mora
dor se feixe bem. Eis aqu a se nos garanten as Anthor/dades Policies de
NasTts W0mn!0 '7 d Cor^
peas; horas dajioute, oa ra das Acas
^Z. J Pe"^bcnos_ honrados^
levados ccete
' 1 MMMH
m.


+ '*
{
I

.




'
(35o)

cilos teixando,um delles, o Sr. J. F. R.
Omiiteiia bem maltratado: terca feira 19, o
& J. I':ivare4-G. da T. atacado na ra
]\ va peas 8 ip.'horas da iioute defronteda
porta do Sr Dezembargador Gustavo A-
folto de Aguilar Ouvidor do Crime e
Inndente Geral da Polica, e tendo des-
carregndq u1 caceta rou porta mesura do Sr, Dezembargador,
que ao grito do espancado de-pega esse
ississjno-gitou da jauella-que isso ? O
fe ido jntentou perseguir o assassino *, mas
e,e satijndo da porta do Dezembargador
.. tomou o becp e com toda a confianca
porahi se evadi tranquillamente. Asseverao
que o espadaxirn foi o ujdenanca do Sr.
Gustavo;(orno quer questjaaPolicia e aOu-
\i.oria aoCrime azem aqu a baze de todas
,s desordens, e exeita a vigilancia dos
Perr.ambueanos: nao sabemos a que ponto
os desorganizadores querem levar a nossa
paciencia"; mas de crer, que elies nao ce-
cino dosscus intentos, se mo poderoza
( o acodir com o nico remedio salutar ,
que se pode aplicar a nossa crize : um ho-
mem sem suspeita para a vara do Crime,
um (Commandante que seja capaz de policiar
a Polica, eum Commandante de 4rroas ,
que nao alimente o fogo dos partidos,
o furor dos absolutistas. Fora disto o
Feriidiubucauos, nao pode haver seguranza,
nao vos julgueis entre irmaos, sim entre ni-
mbos, e inimigos trahidores: vigiai con-
tinuamente, aeabou-se o tempo de dormir,
o r^pouso da. paz desapareceu, nao sejaes
agiessores; mas espreitai os que vos querem
acometter: vigilancia, e iiniao pois nao
ssbeis a onlem da escala dos assassinios!
Ac fela i-vos, pois as ameacas se real sao!
OII10 vivo !
CORRESPONDENCIA.

.
-

me
Nt. Editor Nao urna novidade quem
3 faz bater sua porta ; nem novo pug-
nar um Militar pilos direitos, que tem cor
mo Gidadao : possao um da os Militares
ver desaparecer d'entre si essa obediencia
cega, com que os des potas tem feito dp ho-
mens livres instrumentos de suas pailoes.
Eu venho.pois fajlar-lhede rnais urna arbi-
tra riedade do Snr. Lemenha, cujp menor
crim nesta Provincia neste. seu auno inte-
rino tcr seoinre. os ouvidqs e o cora^t
abertosoara os Abslotistas niais ijisojentes:
eacusado occpar-me emdescreyeij a chro-
sica escandalosa das suas arbitrariedades
agilitares, de que sabe todb Pemambuco,. e
O mesmo^na'Corte aquelles. que a dpsgotip
dos mais justos queixumes o tem aqu con-
servado, fa^rei somente do que por meu
urno me chegbu por casa.
Sabem todos, que em consequencia da
noticia dos sucessos d> 12 e i3dopasssa-
do Marco, o Snr. Lemenha, quaUm Tiran-
no aue ulga a. sua vida em pengo em to-
da'a parte, e que a rnais pequea sombra
lhe parece um conspirador, querendo tai-
vez prediapor as couzas-para o bom desem-
penho das manobras que lhe fossem incum-
bidas para o cumpriment de um golpe d'
Estado, tao desejado e profetizado, moveu
tudo quanto lembraria, ese faria se houvesse
noticia 4* aproximaco de um inimigo.
Estanto pois o Snr. Lemenha em continua
vigilancia pela sua precioza vida, succedeu
que por fatalidade me encontrasse no dia 9
coni um Sargento do Batalhao 19, do meu
conheci ment), e que estava "de*guarda a
'pgssofl,QO\ o qual fatlei alguns momentos
sobr o meu eavallo, por ser elle entendido
nii materia, <> que veudo o S:r. Lemenh*
chamou o Sargento, e indagou o objecto
da convrsacao : disse o Sargento a verda-
de ; mJis o Snr. Lemenha que so se satis-
fara selhedise>sem que tratavamos de urna
conspira0 contra a sua sagrada \ida, poz.
de mentiroso o Sargento, reprebcndeu-o
asperaoiente por conversar comigo, man-
dou-o i inmediatamente renfler da guarda,
e icou tramando o modo, porque se viu-
garia de m.nri-
No dia immediato, o Domingo em que
o Snr. iemenha para completar os susto*
e inquietacao cU populacho da Cid de, que
elle mesmo motivara, ajuntou em sua caza
quanto absolutista .columna conhecid
uesta Cidade, a modo de grande Concelho;
e em que poz todas as tropas em vigilancia,
e aquarteladas, como se estivesemOs ja com
o inimigo avista; nesse da de convucao,
digo, tendo eu sabido de taes dispozicoes
fui.a uoute ao meu quartel, e ahi achei o
meu Commandante de Companhia, eo 1.
Tenente de pistol-is, tendo hido para o
mesmo quartel apompan hados de Soldado
dp bacamartes c exelnido os Oiciaes, que
nao tem o aviltante distinctivo de columna ;
o,que vefldo. eu, volti a casa, e tornando
aQ quartel vim armado com urna pistola,
po8. este era o uniforme daquella noute,
er desde logo, o meu Capitao o Sur. Joo
Pddro.de Araujo. e Aguiar assentou de me
armar algum enredo, como su)ponho, com
o Snr Commandante das Armas, ja bem^
prevenido contra mim. Nenhum outro /
motivo de: queixa tem o mea Capitao de
mim, sepo o de nao me conformar eu com
ascuas opiniors ah^olutistas, ostentadas at


fmmm
sai
**

i



(551


em Publico. Vamos ao casfc
; Na segunda feira de manh deva cu en-
trar de guarda, e cheguei um pouco depois
da parada, e comigo tarabem o Capito do
Batalho 19, Joaquina Moreira Lima; eio-
nios tomar conta das nossas respetivas
guardas; mas eu fui immediatamente ren-
dido, e conduzido prezo para a Fortaleza
do Buraco, quando o meo companheiro de
frita so o foi quando sahio da guarda, e pa-
ra o Estado Maior do sen corpo : eis aqu
ja urna arbitrariedade, e parciajidadeescan-
dalosa, proprias do nr. Commandante das
Armas; nao ficou aqu porem omanejo
do despota.
' Nao contente de me ter prezo naquella
Fortaleza sinco dias, mandou-me soltar or^
denando-me, que marchasse logo para Pao
Amarello, como Ajudante do reducto que al-
l hi chimado indevtdaroente Fortaleza-,
e que nunca teve,. ero tem Ajudante mar-
cado na tabella; e com a deterimnacio de
nao vir a esta praca sera sua lieenca. Ora
aqu tem o Snr. Editor aquelle au4eo o-'
bseivador da le, de que elle nunca soube
em quer saber : se um tal procedimento
pode ser justificavel, por ter hido eu ao
quartel com urna pistola ; anda assim, sem
fallar as dos oatros OfhViaes perguntaria;
porque sendo na no.ute do referido Do-
mingo prezo o Ajudante Lobo com um pu-
nhal-foi solt depois, eticou nesta Praca
tazen lo o servico ern un dos Corpos della,
que tem Ajudante ? Responderet pelo Snr.
Lemenba : porque este se parece eom a-
quelle Capito Moreira; porque ambos
aao/dilectos do Sur. Letnenlia, que deffen-
de a Constituido or apenso; mis no gos-
ta de Constitucionaes.
Todos os meus peccados para o Snr. Co-
mandante das Asmas, e p.tra a de man su-
cia dos tiranos de Pernambuco, sao nao ser
eu columna, e adulador infame, que o que
agrada as Auctoridades estupidas, e do que
sto bem livres a raen respeito: quando
na minha raeninice, eu ouvia o Snr. Lenae-
oha proferir as maiores blasfemias polticas,,
que -eu nunca profer, como v. g.* que era
(elle) Republicano at os ossos, que so se
reputara feliz, quando visse a sua Patria
lvre do Tirano ( S. M. I eC.U outras que
taes e que jandas, proprias de quem tem
multo amor ao seu Soberana eu me na en-
tao, como menino, do Snr. Lemenha., que
me recomendava a bebida salutae de^taes
doutrinas; lioje que o Snr. Lemenha ja nao,
quem dantes era, hoje que eu como ho-
mem continuo a rir-rae do Snr. Lemenha,
elle me persegue; porqu sigo um ter-
mo medio entre os extremos de sua projun-
*
1 n 1. j 1 ummtmmmfmmmmmmw>
da sabedoria. Sao cousas deste mundo l
Parto, Snr, Lemenha, para on de ordena a
stta prepotencia, divirt^se por ca com os
seus columuas, e fique certo, cjue como nao
fui jamis extremoso nad. tere de saltar d
um polo a outro. Sou etc.
...


'
Pedro vo Velozo da Silveira.
RIO DE JANEIRO.

PeIo Brigue Inglez chegado a 19 com ao>
diasdeviagem sabemos, aue foi mudado
o Ministerio em parte, recahindo a n ornea-
do sobre os Excellentissimos Visco nd* de
Goana ( Desemhargador Gama) paraos
Negocios do Imperio, Tenente General
Joze Manoel de Moraes para os da Guer-
ra. Manoel JozedeSousa Franca paraos
da Justina. Marechal Manoel Joze de l-
meida para os da Marinha.
Saubemos mais, qAoSnr. Lima tornara
para o Comando das 4r mas da Corte ; que
esta gozava de tranquidade ao menos ap-
parente; que se responder ao protesto
dos Snrs. Deputados pela Secretaria do
Imperio, que S. M. tendo ja dado provi-
dencias respeito do tumulto sucedido,
continuara a obrar de modo que a honra
Nacional fieasse desagravada.
Eis em summa o golpe d' Estado, que &.
M. iulgou conveniente as criticas circuns-
tancias, em que seachou o Rio de Janeiro;
b*m persuadido que um attentado nao po-
de produzir bom efeito, e menos plantar
a orden, que tem desaparecido : b. M. des-
*iou mas urna vez os ouvjdos das pedida
insinuaees desses aduladores indignos,
que por desgraca inherente aos Thronos,
o cerco continuamente-







THEATRO.
AManhaa Quinta feira H do eorrente se
representa aexceUente Peca intitulada O
filhoNatural,- esta Comedia que foi esco-
lhida por debute do actor Manoel Jo/ da
Silva que tantos aplausos mer^ceu 110 de-
serapenho do elegante papel que represen-
tou quando chegou da Bahia he a que se
escomen p ira entreter os benemrito! ex-
pectadores nao so por estar muito remota
como pelo grande conceito que mereceo do
respeitavel publico desta Capital: no tira
do Drama *nha Mara do Carmo cantara
Com um dosactore/, o Dueto da Barca de
vapor, e firtdara' o expectacnlo com a Joco,
sa Far^a denominada As Mximas do ta.
*n*




I
!
(#35i2)
.


otismo. Principiara' as 8 horas.




O
VENDAS.

.




Engenho Mus'supe, sito ni Ribera de
Araripe, distante oito lego as da Piaca, mo-
ente, e corrente, com safra pendente de tres
mil paens, (tendo feito na presente dois mil,
e quatro centos ) e com us animaes preci-
sos para o manejo. Os pertendentej en-
tendo-s* com Joo Nepomuceno Ca rueo
da Cunha no en gen ho Cuan'.
Um sitio na e*tr.da Cruz de Almas, e Monteiro, com grande
casa de pedra eoai, bem plntalo le arvo-
res de fruto, e com terreo i para plantaco
de capim, chao propri >: ein liuda na
Propriedade do Piza.
~ Para fora da Pra'ca dous moleques, de
naco, 8 annos: na boa-vista sobrado n.
Urn moleque ldino, i5 anuos, sem
vicio algum: na Boa-vista Botica de Juao
Fer reir da Cunha.
*- Um cavallo lasab novo de segunda
muda, muitp passeiro e de carreg largo:
na ra da Moeda ao pe' da podrira inglesa.
A armacab e cascos de urna, venda na
ra do Rangel da parte do naseente casa de
nixo, com commodo para familia : na mes-
ma, ou no arraazem de carne seeca do patio
do Collegio, naslojas do soor.ido dd Joa5
Evangelista Pereira.
~ Feijao molatitiho inferior a 2J080 rs.
o al n- Urna preta, 35 anuos, benguela, qui-
tandeira entende de Coziuhi: no beco'do
Saripatel, D. 3.
.

ALGEL.

-Luga-se um srtiona ponte do Uxa, casa
para grande familia, estribara para 2 c-
valos, outros cmodos com porto pira o
rio capibaribe : fajera a Manoel Antonio
da Silva AloUa rija da Cadeia velha casa
n. 6.



AVISOS PARTICULARES.

~ .
V^Uem tiver para alugar urna preta cativa,
sem vicios, para servido de casa, e ra, an-
nuucie-se por este Diario.
.-* Quem precisar de feitor que sabe plan-
--------------- 1 i i
tar, enxertar e podar, etc. dirjanse a ra da
ConceicSo n. i3a.
, Quem tiver um preto bon cosinheiro,
que queira alugar afiancando a sua conduc-
ta, dirijarse a ra da Cruz n. 45, queacli-i-
ra' com quem tratar.



NOTICIAS MARTIMA?.

Navios entrados no dia 18.
-* Porto dePedras; 2 das ; S. (oeei-
co da Ponte, M. Ignacio Marques : caixas:
a Jos Rodrigues da Silva Barroca. 5 passa-
geiros.
, Una ; 1 dia; L. liesti ura cao, M. e
dono Francisco Gabriel : caixas.
Entrados no da iq
, Rio Formoso ; 1 dia ; 0. Conceicao do
Pilar, M. Mauoel Falco: caixas : de Jo-
s Antonio Falco.
Rio de Janeiro; aodias; B. Ing. /1l-
cides, Cap. Isaac Mouncy : em lastro : a
Johnston Pater e 0.
Sirinhem; 1 dia; S.S.Josf Vencedor*
M. Jos Rodrigues Pinheiro : caixas : Ue \.
. Mvda Costa Soares. 1 passageii o.
Sahidos no dia 17.
Baha; Pat. Carolina, iV. Joze Fer-
reira dbanos: cocos. Passageiros Jo-
ze Bernardo Galva Alcoforado, Francisco
de Paula Lopes Pereira, Portuguez, a Se-
nhora do Tenente Coronel d'ArfPhana Car-
doso com outra mulher, e 4 filhos, 1 Infe-
rior do mesmo Corpo, Fr. Francisco do Sa-
cramento Brainer, e Francisco Antonio de
Sousa.
Porto de Pedras ; Pat. 5. Antonio
Voador, M. Feliciano Antonio Tavares :
lastro. 1 passageiro.
~ Serinhem; C. S. Antonio, M. Manoel
Jos dos Santos: lastro.
Sahidos no da 18.
-, Londres; G. Iug. Ellen, Cap. Geo.
Dixbn : assucar.
- Liverpool ; B. Ing. Amify, Cap. *Ro-
berts iVIather : algodo e assucar.
- Cowes ; B. ing. Coi a, Cap. John VVa-
re: assucar.


.

Sahidos no dia 1 o.
~ Parahiba; B. Ing. Constitucin, Cap.
Samuel Nicol: assucar.
PfRNAMBUCO NA TYPOGRAF1A FIDEDIGNA N. 18.




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(353)
i



SUPPLEMENTO AO DIARIO N.

85
* Venderse avulso a 8o rs.
PKRHAMBVCO"; Na TtP, FlDEDlGITA R. *>AS FLORES, N 18.
(83 f.

.

NOTICIAS DA BAHA.
./ S esperanzas do Romano sao quasi sempre
engaadoras Suppe a detestavel facca reco-
lonisadora, cujas raizes, no Rio de Janeiro,
esta no prfido Gabinete Secreto, e culo gran-
de chefe, nos bem sabemos quem seja, e foi ja
descoberto, que com seus planos ora contem.
porisadores, ora atterradores, pode sufoca^ o
amor da Liberdade, que vai em tanto augmen-
to nos coraces Brasileiros. Os perjuros, c in-
gratos nao se querem desengaar que elles ja se
acham desrnascarados, e que os Brasileiros esta
firmemente resol vidos a nao engolirem mais as
pirlas clouradaSy que, em oulro tempo, Ihes
deram. Todas as medidas que tem tomado a-
quella facca recolonisadora, e liberticida com
seo chefe tem sido baldadas, e anda assim per-
siste em querer engaar a*briosa Naca Brasilei-
ra ; pois ella se hade ir cada vez mais esclare-,
cendo nos principios que p Brasil tem adopta-
do, e de balde continuara a ramificar pelas
Provincias os planos de suas traic,es.
Temos ja eito ver a marcha seductora, e os
factos da mais clara traice que o Governo cea-
trai tem posto em pratica para destruir as base*
de nossa Independencia, e Governo livfe, que
proclamamos em 1822 : agora teremos de nos
oceupar dos resultados, que va produzimlo
suas inconsideraces, e eremos que d'ora .em
diante vasto sei o campo que nos de ve orne-
er este ultimo assumpto, porque at agora os
Brazileiros sempre baseados na Le .n'ella espe-
rava o remedio a seus malos; mas boje vendo
que a Le nao tem servido mais do que para
escudo, e amparo das malvadezas do Governo
traidor, elles devem principiar a lanzar ma de
outros nicios, desengaados de que s'uma for-
te resistencia, lie capaz de azer entrar os atre-
vidos mandes na linha de seus deveres. Bas-
tantes motivos se nos tem dado; os escriptores
livres, verdadeiros amantes da ordem, e da Li-
berdade, ja se tem caneado de Ihes abrir os
olhos; com toda a clareza ja Ihes tem mostrado
o abvsmo que est debaixo de seus ps, e final-
mente o futuro desastroso, mutas vezes se Ihes
disse, poderia apparecer, mas seus resultados
Dos sabe contra quem poderia reverter.
Desde que se divulgou n'esta Provincia a no*
ticia dos ltimos acontecimenlos do Rio de Ja-
neiro, em as noites dos festejos pela volta do
Imperador, pelos quaes bem se deixaram ver as
intences dos perjuros, os nimos de seus habi-
tantes nao deixara, nunca, de se mostrar in-
dignados, e justamente receiosos dos effeitos de

algum plano secretamente concertado, e confia-
do s coniventes Authoridades escolhidas para
as Provincias. Os Bahianos ; com tudo natu-
ralmente pacficos, e obedientes, mas cujo amor
Liberdade devia estar muito conhecido, se
achavam nimiamente attentos ao primeiro sig-
nal, que demonstrasse o rompimento contra a
Liberdade, e assim a mais ligeira connivencia
das nossas Authoridades primarias. Os receios
se augmentaram tanto mais quanto vimos o nos-
so Porto molhando urna forca naval, talvez ja
de ante ma enviada, e pouco a pouco engrossa-
da, entrando a final a Fragata Isabel, comman-
dada pelo celebre Francez Beaurepaire* por nos
ta conhecido, e odiado. A pesar das mais pa-
tentes demonstraces da agtaca dos tspiritoa;
e receios do Povo Bahiano, o Exd. Sr Presi-
dente, conservou sempre urna fria indifferenca,
a qual longe de aquietar, reforcava as iddS de
connivencia, e suspeitas de ordens secretas,
tendentes a um golpe matador das nossas liber-
dades, e nos poz cada vez mais attentos a seos
procedimentos. Com efeito observouse que,
longe de dar algumas providencias, que acal-
masse os nimos, n'aquelles dias prximos pos-
teriores, chegada das noticias deque fallamos,
o ex-Com mandan te das Armas, o Marechal Cal-
lado, que se havia tornado o objecto de geral
execraca, frequentava seguidamente o Palacio,
em conapanhia do Coronel Commandante de
Artilheria ; e isto deo occasia a divnlgar-se que
S. Ex. tinha Conselho secreto, e militar em seu
Palacio, onde consertava planos de prisa, e
outras medidas aterradoras, e que indicava a
execu^ao de algum plano secreto. Entretanto
nao cliegam embarcaces do Rio de Janeiro ; o
Ppvoreceiosoda sortedesens Deputados promp-
tos a partir para a Corte, e ja quasi embarcados
pedem a demora de sna sahida, at ulteriores
noticias d'aquella Provincia : indef'erida a sup-
plica, elles partem no transporte Animo
Grande e foi logo a sna sahida que sao presos
dous Officiaes do 2. Battalha de Cacadores,
do Batalha do facanhoso ex-Carioca, e remet-
tidos para bordo da Fragata Izabel. Procura-sa
saber o motivo de urna ta repentina prisa,
aggravada pela circunstancia extraordinaria, e
anti-consttucional de ser a bordo de um navio
de guerra, e de ser um dos Officiaes tirado da
guarda de Palacio, em cujo servico se achava:
e foi o resultado da indagaca publica conhecer-
se que taes Officiaes foram presos por liberaes,
e por desaprovarem os procedimentos dos Por-
tuguezes, as noites do festejo do Rio de Janei-
ro ; julgara-se verificados os receios: os ani-
.

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(354)



n10SSe .quesee ...i. v. ** ^tTom dTot
i:..^ J*__;hc i^iwiiaflH. I Constkuicad de publico socolo, e ?S IO "u* r\_.
didas as garimtias individuaes, onsttuicad
prestes dobrar o colonos golpes4a tyannia;
considera-so a Baia oppressa pela Le marcial:
falla-se em urna lisia (le proscnipcao: as familia*
eemem consternadas : o susto entra em todas as
isas dos CidadaQS, que longe de esmowcerem
armamse com denodo, e Yertamente ate.
di^naeao cresce: a esle tempo arnham ( que
fortuna') no da Sos nossos Representantes,
Sor fazer agoa o navio d seu transporte: os
Stares, e mais Cidadaos em qnem se duia ter
cerecair n proscrispcr, correm a elles, no
da A e pedero remedio aos males, que
imeacavo a Patria : elles se juntam para
csse tm dirigindo ao Presidente represen-
taces, em que expanham medidas saluta-
res, e concebentes a quietacao dos .Dimos:
o Poyo concorre em grande numero a Pra-
ca de Palacio : outros correm armados ao
Campo do Barbalho: a Municipalidade, ven-
do assim perturbada a tranquihdadepubli-
ca, reune-se em seus pacos : cm diversos
pontos apparece a Proclamado_ que: trans-
are veremos ; o honrado Batalhao 5 o dc
S Paulo, o Batalhao Patritico 20 de pau-
hy, e o brioso Esquadro de Catalana do
PaL, commandadooprimeiro pelo Capito
Gabiso, Oficial digno do nome Brasileiro,
o secundo, pelo Major Sanches, cujos senti-
mentos liberaes Ibe fasem honra, e o Esqua-
dro pelo honrado Capitao Pinho, entrara
as 8 boras da noite n'aquelle, Campo : o
tnesmo fez todo o Corpo ca Polica, muitos
de seos Oticiaes, cujos nomes, e elogios da-
remos. .
O Marechal Callado Brasdeiro adoptivo,
mas inimigo nato do Brazil,' tendo manda-
do logo tomar o Commando do Batalhao
ao -o Tenente Coronel Cid, e sendo este
Brazileiro adoptivo, e que devia ha muito
estar no seu Batalha'o 13, repelhdo pelos
ptimos Brasileiros Ofriciaes do mesrao
Corpo, cujos nomes daremos tambem, reu-
nio-se ao Forte de S. Pedro, levando o a.
Batalhao do ex-Carioca, com o qual se fez
forte, e com o 5. Corpo de Artimaa. No
barbalbo tomou o Comando da Torca arma-
da o djgno Coronel do Batalhao de segun-
da Linha 0,3 que oi o primiro que li se
acbou: as Milicias e Povo concorreram de
toda a parte, fortemente armados, eemu-
tfna palavra em menos de quatro horas qua-
tro mil homen*,- contando Tropas de pri-
iWrra e segunda Linha, e Cidadaos armados
-ebram o Campo do Bnrbalho !
Em quanto assim o brado da Patria xa-
tha os Cidadaos, e Soldados defensores de
sa Librdde, ja os nossos Rprezentantes,
a Municipalidade, c Conselho degoverno,
reunidos no Palacio da Presidencia, toma-
de pablioo socado; e as 10 horas da. noite
desie di* 4. foi enviada ao Qmrtel e Cam-
po do Barbalho urna DeputacaS composta
Je 3 membrosasaber : pela parte dos hnrs.
Deputados, o Illustre Francisco de Paula
de \rauio e Almeida : pela da Vlunicipali-
dade Prndente o Sur. Innocencio Joze
de Castro; e pela do (Who ^Gover-
no, o estimabilissmo Snr. Dea > da Se da
Babia, a saberem da parte do Excel. Snr,
Prndente ofim, e inteneoes d aquella reo,
nia de torca armada : ao que se responded
como se ver. Hede jiotar que a concurren-
cia de milicias, mesmo dos arrebaldes, eo-
m*Praj, Torre, etc. continuaram sempre
no da 5 e nesse dia pdese asseverar que
se contavam no Campo 7 a b mil lemeos,
a excepcao de outros pontos occunados,
com o que poderla chegar a 12 mil ho-
mens .
Desciframos a^ora ter a cloq^encta de
um Cicero, 011 de um Demosthenes para
descrevermos o soreg, e tranquibdade com
quesefasiam taes reunioes de forra arma-
da": nos asseveramos, banhados em lagri-
mas de prazer, que nem urna gota de san-
gue nem um excesso- e at o menor insul-
to se fez apessoa alguraa nem mesmo aos
Portuguezes encontrados: tudo se con se r-
vou na maior seguruira, e immunidade ;
as casas foram respeitadas, e todos dirig-
an suas atences a felicidade, e Liberdade
commum. Aprendam os Portuguezes e
estrangeiros quesejVtam de sua exemplar
civilisacaO, saibam esses Portugup/es, (pie
insultaram, e espantaram os Brazileiros 00
Rio de Janeiro, que na Bahia, em presensa-.
de 10 a 1 a mil homens armados, elles na6
'sofrernm o que talvez esperacem.
O inthusiasmo se desenvolveo com o
mais brjlhante aspecto, mesmo na ocasiaO
em que as Tropas de primeira e segunda
Linha marchavam para o Barbalho; as Se-
nlioras Bahianas pode asseverar-se queriu-
trem em seu peito o mais acrisolado patri-
otismo. Que brilhante quadro nao' appre-
sentaiao' as janellas cobertas de Patriotas
Brasileiras aeenando com seus lencos, e
dando vivas a tropa que desfilava para o
campo do Barbalho, mesmo antes de sabe-
rem do resultado da a cea o' ? Nessa mesma
noite illuminaram-se todas as casas, como
* se ja se houvesse aclamado avictoria : e era
ella duvidosa ? E continu o Governo do
Rio de Janeiro em seus planos traido-
res !!!... He necessario que o Imperador,
o Sur. D. Pedro se desengae, que ou hade
ser todoJSrazileiro, e todo Constitucional,
ou se va dispondo para ver oceupar o Thro-


T*

(355) .
I
no, urn Monarca BrazilirQ que far as
delicias;, e prceiixeii as espera jiras, de se-
is. compatriotas,
Esperamos, agora, que os nossos Con-
cidadaos diuheirosos obreni, como he de
esperar, algn? rasgo de generosjdade, e
gratida, com a;Tropa de primeira c segun-
da linha, que tao denodada, e voluntaria-
mente sereunirara no, Barbalho, para defen^
derem. a Liberdade, e Independencia, reu-
nindo um quantitativo que os indenise, de
alguma sorte, dos incmodos, emesmo, per-
das que sofreram.
Aos quatro das do mez de Abril do an-
uo re i831 nesta Leal e Valerosa Cidade da
Babia, e Palacio do Governo da Provincia
aonde se achava o Exeellentissimo Senhor
Prezidente Luiz Paulo de Araujo Basto, ahi
comparecero os abaixo assignados Mem-
bros du Corpo Legislativo, do Conselho
do Governo, e da Cmara Municipal que
oro todos convocados pelo mesmo Senhor.
Pre/idente o qual passou a ex por, que esta
Capital se achava em huma atitude perigo-
sa, em razo de gjuntamemtos populares
e de tropas que havio em varios lugares
da Cidade e que ignorando a cauza de um
tal movimento l.he cumpria dizer, que rae-
diante o seu Governo tinha sempre obra-
do da melhor boa fe, e segundo a Consti-
tuico jurada, que a todo custo protestara
manter, e que finalmente nesta conjunctu-
ra pedia a coopera^ap de todo o Conselho
(itn de se tomar huma medida salutar,
beo da trauquilidade publica, equeimme-
diatamente se poiia em execucao, e queen-
tanto haviti ja dado ordens positivas
para que as Tropas nao izessem o menor
movimento contra os Cidadaos, e sim se
conservasseni obedientes as ordens do Go-"
verno, de baixo da maior responsabilidade ;
m consecuencia o Conselho, tomando em
considerac,o o expendido resolveo, que
se mandasse huma deputaco de trez Mera-
bros a saber hum do Corpo Legislativo, ou-
tro do Conselho do Governo, e outro da Car
mar Municipal fin de por meio della
se saber quaeserao as per^engoes do Poyo
reunido para se darem as providencias, que
o caso pedisse, sendp logo nomeado o Snr.
Deputado Doctor Francisco de Paula de
Araujo e Almeija, o Senhor Conselheiro do
Governo Deao Manoel Joze Gonjalves Pe-
reira, e p Senhor Prezio'en.te da Cmara
Municipal Irmocencio Joze de Castro, ps
quaessahindo a curoprir est;a Cpmmissao
della voltarao dando conta que tendo hido
ao Campo e fortaleza do Barbalho, ahi a-
charao grande numerp da paizagos arma-
dos, e a maior parte de forca Militar da
Cidade, que poderla montar tudo de trez,
a quatro mil horaens alera da rnais gente
armada que constava existir em alguns ou>
tros pontos, e communicando a sobredita
Forca que da parte do Conselho reunido hi-
ao saber della quaes os motivos, e as ne-
. cess.idades que a tanto a obrigavao. respon-.
derao por eseripto o que consta da decla-
raca abaixo transcripta,, a qual sendo li-
da, e posta em discussa foi omesmo Oon-
sejho a cerca de cada hum dos artigos da
dita declaracao' do parecer seguinte.
Que em quanto ao I artigo, suposto
reconhecesse oConcelho anecessidade de se
suspender o Commandante das Armas as
criticas circunstancias em que se achava a
Provincia, cora tudo como a Lei de 20 de
Outubro de I823 no artigo 24 14 provi-
denciava a respeito, fazendo este negocio
dependente do Concelho do Governo nada
dtdiberou, mas estando prezente os seis
Membros do mesmo, Conselho do Governo
este resolveo por unanimidade de votos, a
suspeuso- do dito Commandante das Ar-
mas, por assim instar a cauza publica, o
qual deveria ser logo enviado para a Corle
do Rio de Janeiro.
Em quanto ao 2 que recahisse interi-
namente o Comma^do des Armas na Paten-
te mais graduada da Provincia na confor-
midade da Lei, viudo por isso a pertencer
o Visconde de Piraj Coronel mais antigo
da Provincia attento o impedimento por
molestia do Brigadeiro Luiz Antonio da
Fonseca Machado.
E quanto ao 5 que fossem nicamen-
te demettidos do Coromando do Batalho
n. 2. de Ia Linha o Tenente Coronel Com-
mandante, e seu Major, e bem assim todos
os mais Cora mandantes, Majores dos Cor-
pos de Ia Linha nascidos em Portugal por
assim o pedir a seguranea da Provincia, de-
cepando os receios encutidos nos nimos
de seus Habitantes, devendo igualmente es-
tes Com mandantes, e Majores suspensos se
retiraren) quanto antes para a Corte, logo
que se proporcione occazia opportuna.
Em quanto ao 4- > que como o Senhor
Presidente ja se achava munido de Ordens
dp Ministerio para daro Commando do Cor-
po da Policia a quejn julgasse capaz para
bem o dezempenhar outro sim tendo ja
o actual Commandante pedido a sua demis-
sao, nada de novo deliberou o Conselho se-
noque p mesmo Senhor Presidente da Pro-
vincia, cumprisse com a referida Ordem do
Ministro sendo-lhe lembrado como Offi-
cjal dififno de preheqcher o referido Com-
maudo o Teneute (JorpneJ Rodrigo de Ar-
,j .. !.-"-"^fp^;
wpr^
-"
'M'PP


I

i

_

gollo Vargas em oque concordou.
Eni quanto ao 5. queja estando resolv
do pelo Ministerio encarregado ao. Com-
' mandan te das Armas a exeeuca do Artigo
10 da Le da fixaca das Jorcas de trra,
dever o Com mandan te das Armas interino
eumprir o referido artigo.
Em quanto ao 6. que tendo o Senhor
Presidente ja paseado por mais de huma vez
asmis terminantes ordens ao Commandan
te das Armas para que as Tropas debaixo de
seu Commando se mantevesse em perfeito
estado e obediencia, abstendo-se ae todo
e qualquer movimento e da menor hos-
tlidade contra ainda mesmo os Cidadaos ,
que armados apparecessem julgou que
esse respeito vistas as respostas do sobre-
dito Corurnandante das Armas nada de
novo tinha a acrescentar.
Em quanto ao 7. as resol uces cima
tomadas seria immediatamente postas em
exeruca mas que a respeito da prompta
sahida do Commandante das Armas suspen-
so para a Corte do Rio da Janeiro era im-
possivei ao Governo da Provincia o poder
assjm realisal-a no brevissimo espaco de
vinte e quatro horas Como se exiga po-
rm, que se aria no menor tempo possi-
vel proporcionando-se-Ihe logo huma das
Fragatas surtas neste Porto para onde se
podera passar at seguir viagem.
E que finalmente o 1. BaUlhao ser
mandado reeolher aos seus respectivos Quai -
teis e postos os Soldados em plena lber -
da de debaixo da deeiplina e ordem dos
seus respectivos Commandanfes. Tendo
assim deliberado o Cnseho a respeito dos
quizitos que lhe forao propostos, elle exige
que logo que for suspenso o actual Com-
mandante das Armas, e empossado o in-
terino na conformidade da Lei, os Cidada-
os depondo as armas recolhao-se tranquillos
as suas casas e a Tropa a seos Quarteis
aonde se conservar obedientes a Lei e
aos seos Chefe^ a fin de que se restabeleca
o socego publico e se mantenha a Cons-
tituicao.
E para constar se lavrou a presente acta,
que eu Antonio Joaquim Alvares do Amaral
Secretario do Governo que escrev, e as-
signei como Consellieiro Suplente do mesmo
Governo. Luiz Paulo de /Jraujo liasto. e
mais 19 Assignaturas
Os Commandantes de Corpos, Tropa, e
Poyo que se acho reuuidos neste Campo, e
Fortalesa do fiarbalho considerando, que
violentas transgresses de Constituicao se
tem praticado nesta Provincia sendo a ma-
(356)
r
is saliente a ultima da prisSo de dous Offi-
ciaes Brasileiros so pelo facto de serem
Constitucionaes, e Defensores da Indepen-
dencia amelada, violentamente pelos lti-
mos factos praticados no Rio de Janeiro por
huma faoco lusitana recolonisadora, e que-
rendo rquerer sua tranquilidade, e direi-
tos garantidos pela Constituicao tem resol-
vido com as armas na mo.
i. Que o Commandante das Armas
o Marechal Callado seja immediatamente
e hoje mesmo deposto de tal emprego, e
embarcado para partir para a Corte do Rio
de Janeiro a dar couta perante o Governo
Imperial, e Constitucional de seus procedi-
mentos.
a. c Que seja nomeado interinamente hum
Militar Brasiieiro nato de confianca e con-
ceito Publico de Patente Superior que-
substitua aquelle Emprego.
3. Que o Commandante do 2. Ba-
talho de Catadores, eu Major, e todos os
mais ccn:maiidanies, e Officiaes Porugue-
ses, que se nao reunirao' a este campo, se-
jao' Jpostos em custodia, e seguranza, e
taobem expellidos da Provincia.
4. Que o Commandante da Polica Ma-
noel Joaquim Pinto Paca seja tabeni im-
media tanjente mudado, e substituido o
Commando do mesmo Corpo por outro Gf-
ficial igualmente doConeeito Publico.
5. Que o Artigo 1. da Lei da ixaqao
das forcis de Mar e Terra seja quanto an-
tes posto em execuca *para que o ExceJJen-
tissimo Sr. Presidente dar' quanto antes
as necessarias providencias.
_ 6". Que qualquer signal de hosti-
lidade contra a Tropa, e Povo aqu reuni-
dos, ou desembarque de qualquer Forca
. de Mar, ou outra alguma reunia de Forca,
ou Portugueses Paisanos, armados sera'
considerada como agresso, e nesse caso o
mesmo Povo, e Tropa tomarao a ofensa com
todo denodo, e furor das Armas.
h. Que o sobredito Povo e tropa ar-
mada, da' a4 quatro horas para que os ar-
tigos cima se ponhao e n sua rigorosa e-
xecucao, especialmente o da deposiqao.
e embarque do Commandante das Armas,
e declara especialmente que so largarao as
Armas quando secumprirem taes medidas,
requesitadas nos Artigos cima, devenda
procedentemente ser recolhido ao seuQuar-
tel o 2. Batalhao, eos Soldados manda-
dos por em plena liberdade. Quartel, e
Acampamento do Barbalho 4 de Abril de
18J1 as onse horas da noite.
Com 14 Assignaturas.
PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA N. 18.

.*.


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