Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01147


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Full Text
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V
AUNO DE i83i.
SEGUNDA FEIRA 18 DE ABRIL.
A.
NUMERO 82.
aM DI' iBlRASMlDG
nbscnv
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ve-st; mentalmente a 6fa res pago aguantados, eui caza do Editor SOMEN1E ruaDireifa,
. %f)"j; onde tamben) se receberft correspondencias, e anuncios: estes inserem-se gratis, senda
de assignantes viudo assignados ecom o lugar da morada, e serao' publicados 110 dia inmediato
ao da entrega, sendo esta feita ateo meio dia e viudo rezumidos.
niifci
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PSRNAMRCO; A TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS F.ORES, N. l8. 1831

ARTIGO D'OFFICIO.
-
Acta da i3.* Sessao Ordinaria do Conse*
iho do Governo em 12 de Abril de i33i ,
. presidida pelo Kxm. Sr. Presidente Joa-
Jos Pinheiro de Vasconcellos.
A

(harao-se reunidas o* Senhores Con-
selheiros Francisco de r'aula Cavalcauti
d Albuquerque, Deao Bernardo Luiz Fer-
reira, Manoel Zeirino dos Santos, e Dou-
toral Manoel Ignacio de Carvalho ; faltando
com causa participada os Srs. Gervasio Pi-
res Ferreira, e Desembargador Tliomaz
Antonio iWaciel Monte i 10,
Foi lida, e approvada a Acta da Sessad
antecedente.
O Exm. Sr. Presidente apresentou nm
Aviso da Secretaria d'Estado dos Negocios
d>* Justica sobre a represen tacao', que o
Ouvidor desta Comarca dirigi S. M.
o Imperador respeitode nao terexercido
o Emprego de Provedor da Fazenda dos
Defuntos e Ausentes da mesuro Comarca,
na forma praticada pelos seus Antecessores,
Sor isso se oppor o Juiz de Fora pela Lei;
[andando-loe o Mesrao Augusto Sr. in-
formar 4 cerca deste objecto ouvindo o
Conselho : o qtial resol veo que se in-
formasse rcmetteudo-se copia do Att. i.
da Acta da sua Sessao extraordinaria de
i5de Julho do anno passado convocada
para resolver-se sobre este raesmo ob-
jecto.
O Sr Conseiheiro Paula propoz; que,
sendo da attribuicao do Conselho vigiar
sobre os Estabelecimentos de Caridade ,
se ofh'ciasse aos Administradores respecti-
vos para apresen tarem as suas con tas:
e assim se resalveo; (indando-se a Sessao
as duns horas, E eu Vicente Thomaz Pires
de Figueredo Caroargo Secretaria do
Governo, e do Conselho a subserevi
Seguio-se as assignaturas. Conforme.
u VicenteTbomas Pires de Figueredo Cainar-
lV*o. Secretario do Governo.
ir*"
.
U Ma convulsao poltica de novo ameaca
a nossa Provincia : a nuvem <(0 tra o raio
se condensa no Sul. Alguns Luso-Bra-
z i lei ros desta C i da de applaudem terne*
ranos as faeanhas ant-nacionaes e os tra-
mas facciosos de seus coegas do Rio de
Janeiro: os agentes do Poder augmentad
diariamente o numero de seus satlites e
julga que para clacar aos ps nossos
direitos ja nao preciso de artificios : a
paciencia dos Pcrnambucanos considera-
da como eff'eito do terror p dos seus oppres-
sores ; e o Povo continua pacifico a seguir
um comportamento legal l Mas o silencio
do Povo o som.no do leao .... Quem o
dispertar ? *
Os despotas sempre buscad um pretexto
para poder infringir onlem legal e para
excitar o Povo sedicca con bina negras'
maqtrinacoes, cujo fim legitimar a reaccao
da* forca armada procuremos pois desRMS-
carar os sectarios dessa odiosa doutrina
pregada por Mchiavel e Hobbes e posta;
em pratica por Meternich ePolignac, pak.
te titeando aos olhos do Publico os trata is
urdidos contra suas garantas por aquella
mesmos, que se achaO enranciados de
protgelas : e para melhor.firmamos nossas
assersoes remontemo-nos a vinda do Sr.
Lemenha para esta Provincia Como Couv
mandante das Armas interino.
Logoqueeste Pernambucano tooioucon-
ta do seu commando deixou se rodear dos
mais aereados Absolutistas, e seus ai tos
sempre favoraveis gente que se tornou
sua e offensivos todos cu n*.cs a eolttmfca
por seus trombetas havia auuuc.a lo cono
Constitucionaes tiraran toda a duvida sobre
O partido que elle havi abrac,. dj acc/Vs
publicas inesmo lestemiinharad eviden'e-
inente que elle era um desses desertores
das fleiras da Liberdade de que o lira i l
corita nao pequeo numero isto ; que
assim como o Sr. Lemenlu tinha sido um
Liberal exaltadissimo, c revolucionario,
era agora um instrumento do Absolutismo,
quando mais naO fosse. Nestas especies *
Ivintd os Pernambucanos findar o anno
rd^itto.
\*
m


*!' ^
'"

(336)
O novo mino ifada ofereceu de raelhora
seurespeito ; senao eorn aproximidade das
elleii.oes do Deputa do em lugar do Exm.
Sr. Hollanda Cavalcanti ; se melhor se
pode dizer, pela defeza que alguns Cons-
titucionaes daquelles que o Cruzeiro e
Amigo do Povo poupara corneeara
entao afa/er do Sr. Lemenlia : vio-se que
elle continuando srmpre aquellas primeiras
boas ami/ades frequentava tod avia outras
pessoas que por nenhuui modo podiao
ser accusadas de inimigos declarados das
nossas Instituicjes. Mas nenhura acto
publico oceorreo ern que o Sr. Lerue-
nlia podesse correr a esponja aos grossos
traeos que elle antes laucara no espirito
publico e a Ma goveruanea militar seguio
a carreira encetad : os indifferentfs era
tratados eoin indifferenea, os absolutistas,
que ueste anuo por utna metamorphor.e
espantosa corneeara a ehamar-se Coustitu-
ciouaes os absolutistas dizemos nos con-
tinuara a ser tratados amigavelmente, e
os Liberaes cora hostdidade. Nisto es-
tovamos, quando apparece urna nova cou-
Sa.
Urna reforma Constitucional poralguns
de nissos Compatriotas julgada uecessaria
no nosso Coligo fundamental; jonulistas
da Co;te, Baha, e S. Paulo apoia essa re-
forma ; a parte da populacad do Rio de
Janeiro persuaJida da legalidade de urna
td reforma, a aplaude deixando escapar
vivas Federado; eisque um semples pro-
jeeto do reforma, ( inadmissivel em quan-
tp nao fosse adoptado pela Assembla Le-
gislativa ) qual o pomo da discordia, serve
de pretexto.
i A'urna Prodama cao amigayel, como
vimos, do Chefe da Naco.
2 Q A um motnn popular, em que eida-
daos natos sao assaltados oom fundos de
garrafas ( ardis de nova inveneo, e propri-
os mesrno de taverneiros ) por estrangeiros,
e cidadas adoptivos, e anti-natos.
Taes successos*arrastarao' comsigo, como
era de esperar, urna efervescencia geral as
Provincias, que vm a ordem legal ameac,a-
da, por urna parte; e por outra, medidas
de prevencao' intempestiva, patrulhas nu-
merosas e reforcadas, insultos gratuitos,
pasquins incendiarios ( vid. RefLexao
politico-jnoral, Cruzeiro N. 8o ) luminarias,
gritos uconstitucionaes, ajuntamentos iile-
g;jes; o que combinado com factos, de que
vamos irtM meucap', reclama a mais sisuda
attenrjao' dos amante* da Liberdade.
A paz. reina va (e. reina, ainda, grac/as a
Providencia) em todas as Provincias S
teutrioimes, a chegada dessa fataes not

>t$i*> ci
as; em Pernambuco dous Jornaes comba-
ten! a reforma projectada ; a populacho es-
t tranquilla ; a ordem perfeita, nenhum
sentimento anti constitucional se nianifesta
(a nao ser p**los def'fensores do Throno)
o grito de ~ Viva a Fcderacao nunca i &
tumbou em nossa Cidade ; que suspeita po-
is, avista do si ceg que prevalece entre
nos, pode fazer n. cessaria a attitude hostil
do Commando Militar ? Que terror pnico
inspir* oSur. Lemenha aid^ia insensata de
ordenar, que as tropas vao a Aiissa amea-
c-iraoCeucom baionetas? Que alvorogo,
ou que rixas o instigad a fazer rondar a
Cidide por patrulhas, cuja metade basta-
ra n'uma prac^i tomada de assalto ? Para
se estabeleterarbitrarias espionagens, por-
se tropas em armas, etc. etc. ? Concedamos,
que nenhum projecto d'aggressao' seja o
motivo dessas precaucoes extraordinarias,
ejulguemos, despelto d,>s apparencias,
que apiase incidente e do mesrno modo
a Lotitituu o intercalada na O deru do
dia de i do corrente do Snr. Comn.an-
dante das \rmas, a sincera expressa de
seus fentimentos : para dissipar porem fal-
sas interpretaces convir desmentir o
que levamos di. to, e mais os fretos seguin-
tes, que sendo anteriores aossmessos, de
que nos ocnipamos, existem Muda seui
alteragao' alguma.
O Tenente Coronel Manoel Alfonso do
Mello tem organisado tropas em Un.; onde
conserva sempre em armas ora mais ora
menos de ;oo homens, e algumas ve/es
mais de 200; o qual sendo como he ron he-
cido por Absolutista, diz-se, que convida
gente ao seu partido, duendo que para
destruir o systema constitucional ; o que
tanto mais ponderoso, quarito se ".ecies-
centa, que elle asse\era fazer isto de inte-
ligencia com o Snr. Lemenlia, (o que suri-
pomos ealumna do Tenente Coronel) que
seu amigo, etc. Para desmelar essa vi-
olacao rnanifesta das Leis, preciso sera re-
cuzar o testemunho nao so das Auct< rida-
des do lugar, como de muitos moradores
delle, refugiados nesta Cidadg; e nenhu-
ma pessoa de senso o far.
Nos ignoramos, se as suas combina-
coes militares esses recrutadores formao o
plano deum bloqueio ; mais dirigindo nos-
sas vistas para o Norte, existe as pr.das
de Pao Amarello, e arredores (segundo se
nos afirma) um corpo de homens d' Or-
denarlas de nova creaco, commandado
por um chefe de milicias, e que em signal
de concordia foi denominado- Batalhao
da Uniao !.... Conforme ao plano men-
cionado um ponto mais central era neces-l
m
li il T i i n n



*-

(337)


|Snrio aos conjurados, eisque notamos, que
danteni&o na Villa de S. Antao se orga-
iizou a mezes urna companhia le caval-
la ra debaixo das ordens immediatas do
CapitSo Mor Torres Galindo, cujo elogio,
ja feito no Diario, acharaos aqui desneees-
sario; aqual companhia nao consta, qua
Se ten lia dissolvido, nem dado ordens
para isso.
Muitas refexos poltico-moraes pode-
riamos fazer sobre estes procedimentos, e
tal vez dells se poderia coigir, que golpe
d' estado, prognosticado pelo Cruzeiro, es-
tende at nos suas ramiicacdes .... mis
deixemos fcelo absolutista a resoluco
deste proble a, sendo o do comportamen-
to (\o Sur. Commandante das Armas m
nhjecto na i* digno de nossa itvestigaco.
Tal vez elle te una esquecido, que o Echo da
jfaeiio anti-popular, a qiiem escolllu para
nos tr.insmittir suas ordens pouco satisfa-
torias, o mesmo que pouco dinie^vh
5eus primeiros servidos, representando a
eatnpanha da Bahia, eirt que o Snr. Leme-
hhi adquiri alguma fama, romo urna
guerra feita contra capado*, pirs, galinhas
etc.: esses sarcasmos sao por elle agora
considerados comindiffrettca, e talvez um
dos Militares distinctos o ExercitO Liber-
tador do ftr'zil comba ter as fileiras de
lima facc5o liberticida, e reolnisado-
ra !___ "Tera elle adoptado a excranda
mxima do traidor infame, a querri o tyran-
no da Franca enea'rre2-*ra da matanca de
seus i'rmis, e couvj Rtguza pensara, que
a honra militar consiste era degolar seus
Cocidadaos ? Nao ; nao por ctrto; tan-
ta depravado nao pode entrar n'alma de
um Militar, que comba tea com bro pela
noss Independencia; o Snr. Lemenha
hesitara amontoar sobre si a execraco dos
seus contemporneos, e a maldieao da pos-
teiidade !!!...
Deixemos um assumpto to grave, a fim
de tocar de novo no estado de tranquilida-
de eni que se acha o Povo de Pernambuco ;
vamos esbocar levemente um facto, que
poda ter rzultados funestos. Na luta da
nossa Independencia a canalha Lu i tarta
da Bahia costumava dar aos Independen-
tes o a p peludo de calangros* alud indo as
rores da Nacao Brazileira (vid. Semanario
Cvico), e o Cruzeiro dirigido por gente
Luzitana nos ossos servio-se deste nom
para indicar os Constituciortaes, aman-
tes da Independencia : considerado em si
mesmo, esse apitheto e ridiculo ; mas um
.insulto to palpavel da parte de urna plebe
estmngeira, que tez lixar n pra^ da
[Jnio um calangro inforcdo no Sabbado

de Alleluia, poda occasionar rixas, e das
rixas surge a sedico ; mas a irapunidad
em que ficou esse insulto, nos forn*ce um
prova das dispozicoes pacificas dos Per-
nambucanos. Onde estavao entao esses re-
volucionarios, etc. etc. ? Socegados avis-
tavao essa effigie joco-seria, dizendo, com
osorriso do desdea: Os trahidores, que
nos rodeib, celebrad hoj'e a/esta de Judas
seu patrdo !
E este o Povo, que o Snr. Comman-
dante das Armas julga necessitar conter
com tanto aan, e prevenco, e que o Cru-
zeiro pensa ajudando ao Snr. Lamenha de
ver chamar os Portuguezes para o debel-
lar ? Conhece-se perfeitamente a paxorra
dos Pernambucanos, e fundados nlla, e
escudados crm as indiscretas providencias
do Sur Lemenha, que os inimigos do Bra-
zil nos anunciarlo a sna satisfacao por tao
faustas noticias, apprezentando luminarias,
que do beco do peixe frito se reproduzirad
no quartel da Polica, onde se dea um jan-
tar, em que sefizera a altos gritos, brin-
des ao Imperador Inconstitucional, e abso-
luto, e outros semelhantes ; o que ficon im-
pune, como era de esperar. Este facto
digno de attencao se torna ainda mais gra-
ve, quando se nota, que foi praticado nd
mesmo dia em que o Snr. Commandante
das Armas fez un ajurttamento numerozissi-
mo m sua caza de Militares e paizauos, rai-
do gente reconhecida da Columna, onde
um Magistrado, o primeiro revolucionario
entre os paizanos da Provincia, instigava o
Snr. Lemenhaadar um golpe d'estado, edi-
tew-mesmo que o Doutor chamando o Co-
ronel palmatoria lhe poz o sobrenome de
ftacalhdo ; como seas providencias intem-
pestivas do nosso Comandante das Armas
nao manifestassem bastante, que elle esta
prompto para tu do ....
Nessa junta extraordinaria prova velmen-
te se tomou o acord de fazer afixar o pas-
quim da maha do dia 12, um desses estra-
tagemas tao conhecidos, e pretexto pata o
Snr. Lemenha poder desenvolver essa forca
militar, que tanto admira qua5 pouco assus-
ta aos Pernambucanos! Manobras taes das
gentes do Crime,e mars esbirros, ou melhor,
dos agentes dos Criraes, devem ser repelli-
das pelo Snr. Lemenha, se nao quer partici-
par da infamia e proscripta em que aquella
se aehao na opinia publica.
Cricluarios com um avizo ao Snr. Com-
mandante das Armas: na& sao os farroupi-
lhas qum o desaeYedita, e se S. S. obra de
boa fe, elles nao tero culpa das appareritiVs,
que lhe sao' desavorirveis, e do cuidado'
?jim/qae os colamtias o fazem conCeitaar
\


JtiL
-L-
*N
(338)
pelo seu chefe; desvie de si esses -lio mena
desacreditados, nto' se preste essaspedi-
das, que so delles devem nascer, com que
tem espancado o hora conceito deseos com-
patriotas ;S. S. sabe quaes ellas sao', faca-as
recoar: e seutido no so ni no doLeao : ja nos
o dissernos Qttem o disprtala ?
COIREPONDtfCA.
Snr. Editor.
V Orno o Sr. Fr. Miguel do Sacramento
Lopes, me excita a fallar ao Publico era
cousas, que seria melhor o Publico igno-
rar e me excita de urna maneira tal, cjue
o meu silencio (nica resposta que desejiva
dar:lhe) me seria deshonroso di re que
tendo-uie oSr. Joo Sergio Cezar de An-
drade como procurador de sua Mu a
Snr4. D. Anna Benedita Boaveutura do
Carmo, pedido a minha interveneao para
pessoa com quera podesse contractar o
emprestimo de urna quantia de dinheiro a
juro, escrevi ao Sr. Cnsul de Hollanda
urna carta que o dito Sr. lhe entregou c
ora quemcontrahiu a divida de Ha. faooo$
em prata.
Eu nao soubeentao do resultado da mi-
nha carta iiera de tal emprestimo verda-
deiraraente soube, sena em Janeiro do-
preente anno depois que eheguei a esta
Praca, donde estivera ausente perto d
dous annos. Constou-me passado tempo,
depois da minha residencia aqui, que o Sr.
joo Seigio Cezar de Andrade se queixara.
de que eu era o motor da urgencia em que o
constitua o Sr. Cnsul de Hollanda pelo
embolco do seu dinheiro e como julgasse
que esta injusta arguicao offendia o bom
conceito que sempre tenho desejado mere-
cer, escrevi a este Sr. expondo-lhe ist
mesraoe pedindo-lhe o favor de responder-
me para que a sua resposta me justificasse
d'esta calumnia. Sabendo que o Sr. Jo/e
Fernandes Gama avia sido fiador daquella
quantia, e devendo ao mesmo Sr. attenco-
eua que nao mereco, fui justincar-me para
com este Sr. a presentan do-lhe a resposta
do dito Sr. Cnsul. O Sr. Joze Fernan-
des Gama me recebeu da rnaneira a mais
civil desculpou seu sobrinho prometeu-,
me tselo seiente do passo que eu avia da-/
do e desvaneceu o meu projecto de publi-
car .esta mesma resposta.
Ja d'aquelle favor que eu fizera me tihh
resultado este nao pequeo desgosto mas
eu devia sofrer ainda o de ler o nnuhcio
que me dii respeito, em o suplemento
Diario N. 74, ao qual me resolvo a res-
ponder para que o respeitavel Publico ,
me nao tenha por mentiroso impostor
calumniador.
E' verdade que eu tenho dito que o Sr.
Cnsul de Hollanda ciedor de Ra. 4:ooo$
em prata Sr. Anna Benedita Boaventu-
ra do Carmo e que iritervim para este ne-
gocio; mas falco que eu tenho dito aver fi-
cado por fiador d'esta quantia e que des-
te dinheiro a dita Sr*. emprestasse algum
ao Sr. Fr. Miguel do Sacramento Lopes
para o levantamento do seu Palacio em Ma-
tupiruma.
O Snr. Fr. Miguel do Sacramento Lo-
pes na sua expoziyao da verdade, falta a
mesma verdade. Diz que eu oferecera li-
ma carta de mera introducao para o dito
ftnr. Cnsul, eeu provo que o Snr. Joo
Sergio Cezar de ndnde me pedio, nao so
urna carta de meraiiitroducio mas ate mes-
mo de protecvdo para obter dinheiro a juro.
Diz que nenhum effeito teve a minha carta
para o Snr. Cnsul, e euprovo que ella nao
teve pouco, e isto com os documentos in-
clusos.
Tenho por tanto provado o que tenho
dito, e respondido ao desafio que me fez
aquelle Snr.
Resta-me responder agora a urna especie
que contera oannuncio do Snr. Fr. Miguel
do Sacramento Lopes, para mira sobre ma-
neira espantosa e escandalisante, e e
Quando minda Irma em fatal hora ulti-
mou a sociedade com o Snr. joze Venancio
Pimenta de Carvalho ~ Quem ler 011 ou-
vir isto hade naturalmente pensar, que
da sociedade que fiz com sua Mana
tem resultado prejuUos a esta Sra., 011
que eu moa causei, que tenho* faltado as
condices do nosso contracto, ade em ira
conceber de mim urna idea dcsfavoravel.
Despresando de proposito a occasio que
me offerece o Sr Fr. Miguel do Sacramento
Lopes, para diser-lhe amargosas verdades
____limitme a desafiar o Sr. Fr. Miguel
do Sacramento Lopes para manifestar ao
Publico a rasao com que < hamou fatal a-
quella hora em que sua mana fe* commigo
a referida sociedade, qual a condicao da
escripturi* do nosso contracto a que taltci
e em fim guando deixci de tratar com a de-
vida concideraco alguma pessoa da sua fa-
milia. Ali sou eu, quesobeja rasao'te-
nho para chamar fatal hora aquella, era
que fiz tal negocio, e puz 03 pea naquelle
Engenho, aonde, alem de inmensos desga-
tos, ingratdoens, e amarguras que li sup-
portei, sofri a de me ver em alta voz insul-
tado pelo Sr Fr. Miguel do Sacramento Lo-;
IK

y 11 t 11 a n n


HMW! I|
M
+m
(339)-
I
pes enmendado de ser espancado, por me
recusar de continuar a faser-lhe um favor,
pedido efeito qiiando ja bem convencido es-
lava de que elle nao era meu amigo. Basta.
Digne-se Sr. Editor publicar no seu Pe-
ridico esta carta, e documentos, f vor pelo
qaal le icar indi (o agradecido, o DeV.
u:. muito attento Criado.
Jozc Venancio Vimenta de CarvaUo.
P. S.
Nao respond logo ao Snr. Fr. Miguel do
Se era ment Lopes, por me ter sido preci/.o
mandar buscar ao Engenlio os meus papis,
entre os quaes se achava um dos do eumen-
os que junto.
lh Snr.Joz Venancio /'menta de Car-
va'h.
l_jm resposta su i carta de 8 do corrente,
ou a dizer a V. S. que en faltara ao dever
de homem de bem, se hesitasse um s mo-
mento declarar de baixo da miidia palavra
de honra, que V. S. jamis concoreu de
maneira algunu, para en promover o em-
boco do dinheiro que me deve aHImi,Se-
hora ). Anna Benedicta Boa ventura do
Carino, Mi do Sur. Joao' Sergio Cezar de
Andrade. Cumpre-me tao'be.n declarar
quequeixnado rae eu a V. S. da falta de pa-
vimento de^te dinheiro, pelo motivo de ter
sid.) V.S. quem abri as minh relagoes
con esta familia ( queeu nao' couhecia ) por
urna carta ein que me abona va a probida-
de da dita familia, a fina de eu lhe fazer o
emprestimo que com effeito iz, e de que
tanto me tenlio rrependido, V. S. me disse
n'esta oeaziao' que bem reconhecia ser um
dever de concorrer da maneira que lhe fos-
se possivei para o meu embolso, mas que as
criticas circunstancias em que se achava
com a dita Senhora, e seu ilho, o privavao'
absolutilmente de o poder fazer, porque, es-
ta va muito certo de que logo elles attribui-
riao' a sua pessoa o meu empenho de ser em-
bolsado.
Este empenho procede nicamente, como
ja disse a V. S. da precisao' em que estou
de fazer entrar em caixa os fundos que te-
nho espalhados, em consequencia das cir-
cunstancia que tem occorrido no meu Paiz.
. Sinto muito que. V.S. tenha os desgostos
que me cornmunica e de que nao' posso
adevinfiar o motivo, nao' avendo n ida ma-
is simples, do que um credor exigir o pa-
gamento de um debito venoido
^ou com toda a considerago De V. S. mul-
to attencioso Venerador e creado C. J. Wyl-
lep. Pernambuco iodcMarcode i83.
Reco.nlieco verd.ideira a assignatura supra.
Recife r i de Abril de 183r. Em testemunhas
da verdade o Tabellar publico.
Joao Francisco Regs.
Copia do artigo da carta do Sr. Joao Ser-
gio Cesar, eseripta a Jos Venancio Pi-
menta de Carvalho, reconhecida pelo
Tabeliam Regis.
-/i-Gora vamos a tratar do artigo mais in-
teressante -chamado artigo dinheiro vi
na sua carta um artigo que djsia assim -
como nao hade agora faltar em que g i>.tar
dinh-iro, achava melhor que voce s casse
huma certa somata juros, por dous anuos
ao que respondo Aceito, e agrada-me o
seu parecer, mas aonde esta essa soma f a
quem se hade pedir, e como? Rogo por
tanto ao meu amigo o favor de informar-me
( se sabe) disto o quanto antes, e ate' man*
dando-me algwnas instruccoes, c niesmo
cilgnma proteo do, por que quero quanto
antes tratar d'isto etc.
ANUNCIO.
I JE Crdem do Sr. Intendente da Mari-
nha fago certo a todos os Capites e Mestres
d*s diferentes Embarcaeoes tanto firasile i
ras como Estrangeiras qu terao lugar o
serem matriculadas as suas guarniees das
nove horas da manha ate' ao irieiodia: ou-
tro sim que devero apresentar os me*tres
que matricula rem em Emb .reaces Brasi-
leiras documentos de serem Cidados Bia-
sileiros sem o que nao podero matricu-
lar na forma das Imperiaes ordens a tal
respeito. Intendencia da Marinha dePer-
nrmbuco ID de Abril de i83i.
O Escrivao da Intendencia.
Joao Gonsalves Rodrigues Franca.
AVISOS D CORREIO.
\J Brigue Oriente Africano Cap. Remi-
gio Luiz dos Santos sae para Angola no dia
ao do oorrene : a malla sera' entregue, no
dia 19 pelas 5 horas da tarde.
^ A Galera Portuguesa Santa Rita re-
cebe a malla para Lisboa no dia a5.
*
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' *F
'W.'
rj^^r-
-T~
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(34o)

LEIL.AO'.
J ohn Oldham e C. fazem leilao' Terca
frira 19 Jo corrente, pela 10 horas da ma-
ulla em ra/a de sua 1 < idencia ra da Ca-
detfl, de huma porfi de fazenda 1 variadas
porcouta e risco de quein pertencer.
COMPRA.
\ ) Trem Militar preciza de 20 duzias de
taboado amarello de assualho; quem o ti-
ver pode dirigir-se a salla da Inspeqao' do
dito Trem, ate a5 do corrente Abril, da
em quesedeve concluir esta compra, que
sera feita a quem por menos pre^o o der.
VENDAS.
A. bordo do B gue Brasileiro Dido anco-
r*lo e a tVe ite dt Praia do* Colegio, por
pre--o cmodo : carne seca o Rio Grande.
-.' Una venda na Praga da Boa-vista D.
5 Cfjn piucos fundos : na mesma.
Un moleque, 10 anuos : ra do L-
vr a ment laja de coiros D. 7.
~* as fojas da ra do Queimado n. 3o
e 11. y i : ta cancos grandes e piquenos para
homeus muliieres, e meninos; e ferro lo-
glezu.de. toda a.largura, para varandas, re-
dondo, e q ladrado ; e Sellins ingleses ar-
reiados.
, Um moleque, 18 annos, sabe perfeita-
meote serrir a'om cha', e mesa, arrnjar um
quarto, conser raudo com a ce i o e I i m pesa o
guarda vestidos, e movis, e com h ibilida-
de natural para pintar, e para qualquer ser-
vico de que o encarreguem; em casa de
Domingos Jos Vieira ra da cadeia velha
11. c 54. m
Na Botica de Bartholomeo Prancisfo
de Sousa : couros de on$a pintadas, suifa-
rana e Ion tras, por precos muito baixos.
* Urna casa terrea com muitos cmodos
na ra do Fogo D. i3: na ra do Rangel,
D. j4-

PERDA&
P
Erde-se una iga de coral grande em-
bastada em filagrau, de&dv o largo de S.
Fianeisc* ate o pateo do Carmo ; quem a
I .
tiver achado pode restituila em Fora de
portas casa nova de Francisco das Chagu,
onde sera' recompensado.
ALUGUEL.
JtlA para a tugar urna ama de leite, escrava,
preta, com leite muito boni e no\o: na ra
do Kangel N. 18.
AVISOS PARTICULARES.
>
vJ Testamenteird do fulecido Capito-moP-
Francisco Xavier Paes de Mello Barre to,
anuncia a qualquer pessoa com quem o mes-
mo f.dlecido houvesse contrahido coritas
por quaes q ier ttulos ques-jo, que passa
a fazer orguiiisar o seu Inventaro ; por
cu jo motivo pre< i ^ que no prefixo tem-
poj de i5 dias. com d > do presente anun-
cio, appresene.11 a seo Correspondente Jo-
o do* Santos Nones Litan d'eata Praca* os
mesm >s ttulos, que verificados que sejS >,
passarV a resg>tar, com a separadlo que
rara* proceder em bens, que promtaaieitc
stisfaco taes uu mtia.s.
_ r\ pessoa j'.e .inuncin no Diario de
i4 ih> corrente querer reas, querend > quatro moradas na Boa-vis-
ta na ra do estvelo, dnija-se a botita da
ra do Livrament D. 11.
FSCRAVOS FGIDOS.
s
o*t
Ebastiao, preto, cor avermelhada, dente?
limados, canellas finas, e urna cicatriz da
pana rico em urn dedo da mo fgido a u
anno da Al'.goinha Santa.
^ Paulo, estatura ordinaria, grosso, hem
preto fgido do mesmo lugar em Marco p.
p.: nesta Cidade na imprensa de Sehastiao
Jos da Silva Braga, 011 na Alagoinha Santa
a Antonio de Moura Carvalho.
_ Silverio, nioleqre, muito ladino, fulo,
altura regular, fgido de Goiana a 10 do
corrente, e jtilgp se ter wulo para esta C-
dade por ter aqvi um irmo : 'levem-o a lo-
ja de ferrage O* 201, rna da Madre de
Dos.

PUINAMBUCO NA TJPOGRAEW FIDEDIGNA N, 18

A I

V
rv
\
/
d
. -


Full Text
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