Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01139


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Full Text
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lNNODE i83i.
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SEXTA FE1RA 8 DE ABRIL
NUMERO -4

Subscreve-se mensalraentea64 res pagos adietados, em caza do Editor na Direita n. 267 ;
Somenteonde tamhem se receberf correspondencias, e anuncios: estes inserem-se gratis, sendo
de assignantes vindo asslgnados e cora o lugar da morada, e serao' publicados no dia i inmediato
*j'a entrega, sendo esta feita ateo meio cija, e vindo rezumdos.
PERNAMBC; NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA,, RA DAS FLORES, N. 1 8. l83l.
INTERIOR.
Rio de Janeiro 15 de Marco.
JALEstes ltimos das, desde sexta reir
passada, o Rio de Janeiro tem sido pertur-
bado com scenas, bastantemente ssustado-
ras, eem que a dignidad? nacional tem sido
ferida no vivo. A pretexto de festejarem
a feli chegada de S. M. I., muitos homens,
pertencentes quasi todos a o corpo do com-
mercio, e habitando a eidade, di ra dos
Ourives para o mar offere^era huma atfi-
tude hostil que nao poderla ter resultados
senao tristres. Na noite de 11 ( sexta f 1-
ra ) magotes de 6, 8, e 12, armados de
paus passeavab as ras que na quadra
que vai dos Ourives exclusivamente pira
baixo, estavao com esplendor Iluminadas,
e as provocacoes contra Brazileiros, contra
as pessoas que traziao o tope nacional, ro-
mecara desde enta. O enthusiasmo e
phrenesi desta gente, agitada sem duvi la
por braco inyisivel, e muitos servindo sim-
plesmente e sem o pensarem para a
execucao de planos detestaveis, cresceu na
seguinte noite. A ra da Quitanda encheii-
se de fogueiras de fogosdo ar de girn-
dolas : choretos de msica forao collocados
em varios pontos; a multidao dos assistentes
avultava de momento a momento ; os insul-
tos, as offensas dirigidas a quem nao teve a
fortuna de nascer em Portugal fora a
mais, e apenas diminuirn de violencia ,
qiiando huma pequea quantidade de mocos
do paiz ou indignados de tanta audacia ,
ou dezejosos de mostrar que o espirito de
liberdade nao fra suffocado atravessarao
as ras, em que se solemnisavao os festejos,
dando vivas Constituira o~ liberdade ,
Sssembla Geral, Imprensa livre aos
Brazileiros, a o Imperador em quanto ( ons-
titucional, etc. Porera na noite de i3
(domingo ) que se esperava ser a ultima dos
regosijos tinha-se j tomado em segredo,
>'e por ajuste, as providenciasproprias para
K se repellif com violencia esta banda de pa*
triotas quando, por ventura appareces-
se. Segundo ao depois se soube, muitas \
cazas havia-se munido de fundos de garra-
fa de armas de fogo, k-se couvocacao
e c/iamada at aos adoptivos e Portugue/.es-
que raorava pelo interior da eidade e to-
do se preparou para hum attaque aonde
os intitulados amigos da ordem, devio ser
os aggressores. Os mocos em numer
( se exactamente nos informo ) de 80 ,
ou 100 avancro sem hostilidade pela rua-
da quitanda correspondendo aos grittos
d? P iva o Imperador vivad os bous
Portuguezes etc. com aquel les que cima
notamos mas na altura do canto de S.
Pedro ao das Violas rom peo sobre elles t
btte.ria dos fundos de garrafa ; a multidao
dos fe-iteiros appareceu armada de cacetes,
e at dando tiros de pstela. O .nesmo rom
pouca differenca se passo na ra direita.
O pretexto que mais cornmummente allegad
os aggressores, ou seus conniventes para
esse -tttentado, ( porque elles variad nos
motivos e parecem nao se ter anda com-
binado a tal respeito) he que se havia dado
vivas jderacno.
Nao o duvidamos : sabe-se milito berr
qual he hoje a efervescencia dos espritus,
e que alguma gente principalmente entre
Os jo veris, descontentes de hum governo
cujo descrdito merecido he todos os diis
abracad com avidez qualquer mu-
maior
danca que se llies indique. O grito da
federacao he, quanto a nos nao s impru-
dente mas perigoso, porque ten de a di-
vidir os nimos e a fomentar partidos en-
tre as mesmos Constitucionaes. Porm ,
por ventura erao aquelles que comecrao
attaque, juizes competentes na materia ,
ou decide-se huma questa poltica a fundo
de garrafa? Nos suppomos que muitos dos
que procederafc por hum modo ta detes-
tavel, forao illudidos ; que a sua ignoran-
cia deu lugar a que os intrigantes, manda-
dos de proposito a tal firn, se aproveitassem
da occasia para inspirarem no Rio de
Janeiro hum terror que elles julgaosalutar,
Cque nao he de facto senab hum romp'-
ment de hostilidades, que Dos sabe aonde
chegara, e quando terao fim. Para os
factos pratieados na Baha e Pernambueo-
it


Ill
(foo)
-contra os nasudos em, Porti:g.l; para o
rahc.or da popniacad que infelizmente elles
ganh ora.6 nao hotive ontrn origem. O
(Tiu' se passon agora, tem en< indo de indig-
hnrrfO e terror a quantos tem o coraca
7>si!e!j*o. O sangue corren eo sangue
derramado pede sanano: tristes eifeitos dos
odios e dissencresuvis Por outro lado
inda "lie notavel a imprudencia de qnem
aconseihou semebantes loueuras : nabveai
que assim comprometiera o crdito e holl-
ar rfaquelles cuja opiuiao na ('amara dos
Depu.dos seria que .se mantenha a Cons-
tituicao tal qual sem mudanca alguma ?
DC os eolice entre a vergonha de seren
.tulvez olfmcfos como servos humildes do
partido reolonizador, e a sua propria
eonsciencia ?. Depois deste grande fci-
todearaias.i audacia dos festeiros subi
ao maior auge: hum gmppo de mais de tre-
zentos atravessou differentcs ras, dando
>ivas ao Imperador, sua Imperial Fa-
iniliia e misturando com estes, os gritos
sediciosos e ineptos de ^ morra o iepu
hlico marrad os Republicanos bem co-
mo outros gt'uppos amalgavao o nome na-
cional (}o Imperador com os clamores
de viva a heroica A a cao Portugueza ,
vivac os bons Portuguez.es ,ou os Portugue-
zes Ihasilaros especie de criaturas que
nao eonhecemos monstruozidade poltica
de que i a > h noticia, ,poi> lie impossivel
pe tcncer a duas naeoes ao mesmo tempo.
Na occasio tro da guerra foi coberto de tropas, cujo
servido nico foi o de tiraren) quaesquer
armas, ou pnus aquellos individuos cjue
.parecido Brazileiros, deixando alias que os
do outro \;a\o andassem em grandes mago-
tes cot rendo as ras, pratieando impune-
mente toda a especie de violencias. Se es*
tas 'orao as ordens que os militares, espe-
cialmente a Polica, haviao recebido, nao
o sabemos, mas afir mo-nos que sim, e os
ictos suficientemente o demonstrad- Da
connivencia de certas Authoridade* tivemos
pro va infdhvel ; a nossa caza, e pessoa foi
por veses insultad* com injurias as mais
grosseiras, porque nao haviamos posto lu-
iinoits, isto talvez para mostrarse a
esporttaneidade com que ludo era feito.
Jim huma des tas occasioes, hum magote,
cuja forca exceda de 200 bomens, esteve
altercando comnosco per es pac o de mais de
c minutos ; e no canto da Quitanda, que
nos fica rao prximo, bavio diversas pa-
trulhas rondantes, que se deixaro lear
mudas expectadoras de semelbante quadro.
Sem d'ivda, a tropa foi mandada so para
|)xoleger oificis, para dar-Uies coragem, a
im deq^e pteessem satisfazer plenamente
o seu fiituv.iHsmo. Tahez se encontr pon-
cn cene ims nossas ideas, mas escrevemos
estas lifb-'is. ainda entre o ruido dos troco;
de forca armada qieeorrem de hum ponto
para cutio, se ni motivo, e conio so para dar
Y de que ha inimigos, cujo a t taqu so
rcrcia, cutre, e-a grillos que se sdtfio a nos-
sa porta de oriqo os Depntadcs repu-
blicanos __motra quem nao paz luminiin.*
ftsvrvao Jl
lo
/si-nao es mu* """ft,"w'' ..#/. w
?*publico e\>ia o Imperador! O ridieu-
.o todo do entraste feito entre aquellc que
est nopinirodigio da es. ata politi.a,
e briho, e hum joven
cererdo (fe
forra
jorralista, cuja nica importancia social he
o ffii peridico, a sua coragem, talvez
desmedida, masque por este meio se vai
dar recia hum apre foi sentido por qi?em subministrou a norma
para os vivas e morcas. jVo notnio que
assim se justifcav.o para cora o publico s
pNcespos nar.chicos de hura excriptor, que
os nn icos ra /turtoridade e da ordem per-
frndem h gora Ri-areliicamente punir, a seu
abcdiio v carn amorte. Sim ; escieve-
iros ntida entre t s elan ores de huma n.ul-
ti('ao que nos ultraja, sera saber o porque,
talvez porque assim liio dtterminarib. A-
inda agora, na noi'e de i4 as lumnaias
se repetf m em valias cazas, anda os grup-
pos sediciosos crciil8o, be"hi ene nao tan-
tos, nem em tamanbo numero ; os estafe-
tas, os ordenar cas, e os .soldados da guar-
da de honra diseorrem lidia .soba, como
finen ra salvar a patria. Que seena to
burlesca, se m) olhassemos asconseqnen-
eias !
Fcot ditto que rao Iluminamos a frente
da nossa hahitacao : ci.mpre i\W ao publi-
co, e nao a hum partido, a razao do que
i/ei os. Em primeiro lug*r convem 110-
tar-se que no primeiro da, da ra dos
Ourives inclusive, pata cima, ,muito pou-
cas cazas se illuminarao, e que foi son
terceiro, que 011 o terror, ou o espirito de
imilaeao fez avulfar hum pouco mais o
seu numero. Essa ra servia ueste caso
de linha divisoria, assim como era ja a
outros muiros respetaos, entre a Cidade,
e a Cidadela; entre os Ilitnnens que asi mesmos se denominao / attugur-
zes. N6s, be eerto, que nos adiamos enera-
vado no territorio dos ltimos, porcm nao
julgamos que huma tal circunstancia Ibes
dsse direito para exigir denos a servil,
imitaco de todos os seus actos. Poreu..
houvehuma cau/a que nos determinla so-v
l)re tudo a nao os accompanharmos na sua
lesta, e foi o dezejo que temos de ser ce-

>


^
(3o,)
herenfc,, a oIig.tv;a) \i contrahimos de
f'all ir sempre verd i de, milito mais a respei-
to d nao Guisemos coricorrer para citie o Vlouar-
clia f'osse encanado. Estas liluminaees,
estes regozijos ser-lhe-ho pintado* por seus
aduladores, pelos parsitas de Palacio, co-
rno prova segura de que o povo est muito
contente de que nada em prazeiy de que
a simpathia he grande com o seu governo ;
foi mesnio para este lim que elles ta*
carao liom tal plano. Nao tomaremos par-
te n'uma traico tao maniesta, que se faz
ao Imperador e ao Brazil, e de que sao
instrumento passivo Iiomens simplices,
que aceredito taire a asscgurar assim a
sua existencia, v repouso, quando os com-
prme t te m e abalo pelos alicerces. O
povo Brazileiro esta sepultado no lutto ;
nao lia conanca as ^utboridades : o Po-
cier se desacredita pelos alliados mesmos
que procura ; a massa da Nacao se desliga
dos governa lites ; e nos daremos remons-
traces de hura falso jubilo ? Paremos causa
com muta cora hum partido, que ou ceg,
ou fascinado, nao quer pertencer aos nos-
sos interesse3, que todos os dias o declara,
e que vem de estrernar-se totalmente do ge-
ral da populacao ? Nos o lastimamos mas
nao podemos seguil-o O nosso eoracao he
do Brazil: as nossas aces ainda as menos
importantes devem perteicer-llie. E quaes
quer que sejao os futuros preparados
nossa patria e a seus filhos, nunca nos arre-
penderemos, quando houvcrmos procedido
conforme as iuspiraces da nossa consci-
cncia. Estamos todos na horda de hiim abis-
mo e porque alguns loueamente ahi folgao
e canta" ; Can la remo* e folga remos tambem
com elies ... Porm o estado d is cousas
ainda obscuro, e a es pe ranea de prximos,
importantes acontetimentos impede-nos de
aiongaruios por ora mais as nossas refle-
x5es que podera ao depois vir melhor
ajustadas com os successos que tantos sira-
ptomas cstao agoirando.
(Da Aurora Fluminense.)
NAVIOS A CARGA.
a
ARA FRETAR
J\-(ba-se pronta de todo, para quera qui-
zer fretar a bem construida, velleira, e for-
rada em cobre Galera Aguia do Brazil ehe-
gada prximamente do Rio de Janeiro, com
escalla pea Babia e comandada, por Anto-
'
nio Jo/e da Luz bem con h ce: do, por hum
dos melhorcs Capitaes, que tem navegado
tanto, para os portos da Europa como para
os da Azia. Quera a pertender fretar
para o Porto, Lisboa ou o Havre de
(race pode fallar, com o mesmo Ca-
pitara asen bordo ou todos os dias na
praca das n horas da manila ate as 2
da tarde ; e se declara mais ter dita Ga-
lera urna grande Camera e diversos ca-
marotes que oerecem o melhor cmo-
do para passa^eiros que nella se quei-
ra transportar.
LEILA'O IJOJE.
I
1.10 armizem de Agosttnho Eduarda
se. faz leila boje pelas 11 horas da ma-
nila de cha era caixas grandes, sevadi-
nha esteiras da India e escravos da
Costa.
VENDAS.
V Eixadurasem meio uzo, com agum des-
concert : no armazem 11. ia a entrada
da ra dos Tanoeiros.
-H Huma porcao de rotim de muito su-
perior qualida chegado da Baha na Ga-
lera Aguia do Brazli ( prximamente ) e
ha de desearregar para Alfandega no pri-
meiro dia de sua abertura depois dos
da actual testa de Pascoa; na Ra do
Vi gario caza N. 8.
ARRENDAMIENTO.
U M sitio ao pe da Casa forte no cami-
nho do Cordeiro antes de ehegar ao do Cha-
rao, 7 anellas de frente, cmodos para 2
familias, sanzalla, e estribara para 3 cava-
Ios, urna pequea baixa com capim para 2 ;
larangeiras pinheiras, etc : a tratar na loje
do Meudonca ra da cadeia veiha n. 55.
ALUGEIS.
V^'Jem precisar de urna ama de leite, bran-
ca, anuncie-se.
_ Na ra do Rangel D. 3j lia outra.
_ Na ra do Padre Florearlo D. 26, la-
do do poente, ha urna creada de todo o
servico, de portas dentro.


Pe,
PERDA.
Erdeu-se urna espora pequea de prata,
do unifoime deCavalaria: na ra do Quei-
mado loge de F zenr'aft D. 11.
No dia Quinta 'eira Santa, de Santa
Theresa ate S. Francisco una ataca peque-
a de pedras : ao entrar da ra do Ran-
gel Joje l). 3y
<3a)
I
..;>
A
AVISO PARTICULAR.
>iza-se ao Respeitavel Publico que o con-
sulado de Franca mudou-se para a Caza
N 4 na niesma na da Cruz.
hH O Vice-Consulado Portuguez, acha-se
estabeleeido na Ra do Forte do Mat-
tos Caza IN. i4a, 2. andar. Todas
as pessoas que com elle tiverem pre-
tencoes podeni ali dirigr-se^ todos os
dias desde as 9 horas da manh ate as
4 da tarde a exeepcao dos Dias Santos;
*- Quem percizar de huma ama de casa;
dirija-se a ra do Padre Floriano Ca-
sa O. 26.
i Preciza-se Feitor amistrado em tratar
arvores de espinho, e que entend* de outras
plantas; para adminitrar um sitio na ponte
de Ucboa; solttiro, e que d conheciment
da su, conducta: no Escriptorio N 22
ra da Cru?. do Recife.
*-?T*ca-se de hum hornera nutico, que
"niI>a abordo de qualquer navio dezem-
p'uhar os cargos de Contramestre e Pi-
Uttf; aquelle que se adiar fiestas cir-
euntancias procure na ra do Vigario
caza N. 8, ronde se Ihe declarara',
que navio c,e o destino que se Ihe per-
ten de dar.
. Quen: tirou do Correio urna carta do
Vigario Manoel Jos de liveira queira en-
trega-la na ra Direita no Sobrado n. 3o7.
Arrenda-se um sitio mais ou menos
longe desta Praga, que nao exceda de legoa
e ineia com as comodidades seguintes c-
modo para vacas de leite, baixa para ca-
pim, algum mato virgem, e sehouverar-
vors de fructo melhor : quem o tiver a-
nuncie-se.
-

NOTl^fe MARITIMAi.
Navios entrados no dia 1. do corrente.
v
Porto de Pedras; 1 dia; .V. Estrila Matuti-
na, M. Antonio Francisco N unes: caixas: de
Antonio Rodrigues Lima.
, Portsmouth ; 38 dias ; B. Ing. Hus-
kinson, VI. Rodereck M. Leol: em lastro :
a Johnston Pater e C.
, Liverpool; 45 dias; B. Ing. Kitty,
Cap. David Hardie : em lastro: a Jones e
Whynne.
Boston; 55 di*\s; B. Amer. Ceres,
Cap. James Snow : farinha e outros gene-
ros : a L. G. Ferreira e Mansfield. Passa-
geiro- i). S. Johuson. Seguio para o Rio de
Ianeiro no dia 3.
Entrados no dia 2.
, Rio Kormoso; t dia; Can. Conceicao
do Pilar, M. Manoel Falco : caixas: de Jo-
s Antonio Falco. 3 passageiros.
_ Nantucket pelo Mar piciico 35 me-
ses, G. Amer. Fame, Cap. J. S. Ramsdell:
aseite: a A. P. Claek. Seguio no dia 3.
Entrados no dia 3.
Rio Formoso; r dia; L Calvario
da Santa Cruz, M. Jos de Dos Mouteiro:
caixas : a Joaquim Gomes Vellar.
Buenos Ayres; 29 dias ; B. Ing.
Trensurer, Cap. Daniel Studdart : em las-
tro : a Russell Vfellors e C.
Hivre; /6 dhs ; B. Franc. Elise,
Cap. Garnier fasendas ao Capitao. pas-
sageiro Alexandre St. Martin sua mu-
Iher, a mai, e urna costureira J. C. Get-
ten e Geo. Obrccht.
Lisboa ; 43 dias; B. Port. Boa Fortu-
na Cip. Mathias de Alraeida Castro: vi-
nho e sal: a Lilis Eloi Duro. Passageiros
~ Antonio Pedro Guimaraens, Pedro
Hermenegildo da Cruz, iYlaria David com
4 ilhas, e Francisco Antonio dos Santos.
-, Biston; 4^ dias; B. Amer. Sip/ttat
EUza, Cap. John A. Bater: taboado, car-
ne, manteiga, e mobilia : a L. G. Ferreira
e Mnsfield.
_ Rio Grande do Norte; 7 dias ; B. Pre-
sidente, Cap. Themoteo Coelho Siqueira:
sal, sola, coiros, e algodo : a Antonio Jo-
s de Aniorim.
K
< '
PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA N. 81

>
V,


(3o3)
Mi

SPPLEMfcNTO AO DIARIO N.
.

pERfAMBuco; ita.Typocra.fia Fidedigna, Ra das Flores N. 18. 83.


< ?


.
*

7*

ONr. Edictor. Huma maledicencia mordaz,
huma aduiacao vil, huma historia especioza, e
mutilada he o que se colige da miseranda e
pobre correspondencia do m Estudante in-
serida no Diario N. 71. Infelismente a vul-
garizaban do facto he suficiente demonstraca
ila poiica sinceridade do seo atrabilario corres-
pondente; mas entretanto eu llie vou succinta-
mente contar o acontecimento relativo morte
do Scn/ior Cunlia generozo, deixando prem-
bulos, e lamentares, que so servem de enfei-
tar a mentira, e nao a verdade, que nao neces-
sita de atavios.
Poueo vem ao cazo referirmos as viagens
do Senhor Cunha, sua gencrozidade, talentos,
v'\rtuaes domesticas, e todas as suas heroicida-
des, que o tornad digno de se lh,e aplicar as pa-
labras do Orador Frunces Cfiaque l'arme ve-
roce sur sa lemb sera une qfrancie a la ver tu "
porque a historia nos nao diz cotiza alguma a
cerca d'elle, e nem.sua tenra elude naturalmen-
te lhe dara tempo para ganhar tao grande a-
me, menos que se nao diga, que o simples fac-
i de ser filho de luun Visconde Senador traga
annexo si ta expelientes qualidades......
Fall remos s do facto tal qual aconteceo. He
costume as Academias, 011 pelo menos na de
Olinda cassuar-s aos que pea primeira vez se
vem matricular; mas querendo alguns estudan-
tes, 011 por outra, querendo^ huma certa Aris-
tocracia do Curso, e os pequeos satlites,. que
a cercaf), izentar ao Senhor Cunha de pagar este
tributo escolstica!, ja mais foi possivel Joa-
quim SerapiaO de Carvalho annuir com ta
descarada parcialidade; visto que a respeito
dos outros estudantes se naO admettia alguma
indulgencia. Por diferentes occazioes se encon-
irou Serapiao com o Senhor Cunha. e poz em
pratica sua rigoroza justica chamando-o o Ca-
loiro appelido, que s dezigna" o tempo de
requencia no Curso, e nao injuria ao menos
levissima. O prejuizo Viscondcco do Senhor
Cunha, e o interesse dos seos padrinhos em de-
fende-lo da cassuada tornou SerapiaO mais per-
tinaz, e d'aqui rezultou adquirir a ma vontade
dos seos opozitores, como se divulgou pelos es-
tudatues.
Em a noite porem do dia Terca-feira, de-
pois de ter Serapiao estado na calcada de Pala-.
Ai o velho conversando com alguns estudantes
'inclusive seo mano Francisca Manoel de Car-
valho, Antonio Joze Machado, Urbano Sabino
Pessa, e Joao Paulo de Carvalho, quiz voltar
ra su o caza, como fez ver seos co-ambulan-
tes, que prezenciarao todo o barulho ; mas fal-
tando-le seo companheiro de caza Manoel So-
bral Pinto foi chama-lo ao Bilhar para hirein
car : n'este tranzito eiicontrou-se SerapiaO com
o Senhor Cunha, que estava sentado com Feiis
Ribeiro Rocha, e outros gozando do bello luar;
e recordando-se do costume dirigio-lhe estas
palavras Adeos Visconde caloiro Este, que
estava ja insuflado (conforme disse no Bilhar o
Estudante Rocha je S. Paulo, depois do facto
acontecido) por meia duzia de cabecas de vento
para dar no SarapiaO, logo que este ouzasse
chamar-lhe caloiro, nao poz duvida m tancar
mao de huma bengala, e desafia-lo dizendo-o -
quera ensinar: Aceita SerapiaO o dezafio, e a-
penas se foi aproximando, o Senhor Cunha deo-
Ihe duas bengaladas de rijo: ao que aecudio
Francisco Manoel de Carvalho, e Joao Paulo de
Carvalho : aquelle para soccorrer seo mano ; e
este para apartar acontenda: mas desgraciada-
mente qnando o Senhor Cunha repeta terceira
bengaada em Serapiao, que nao leva,ra d m >
do algum pao, ouvio-se-lhe pronunciar Sera-
piaO matou-me -, e se veio arrastando par >
Biliar, d'onde foi conduzido caza do Djz?r.\
bargador Jansen, e .ah faleco logo depois
Aqui tem V. m. a verdade, que pode ser attesr
tada pelos espectadores e de boa alma, '-.
alente pelos apontados. Vamos cohib
com o que disse o Sur. Um estudante. -
ta decididamente conheceremos o embuste.
Devenios primeiramente notar o ac:
ment, com que elle falla no nome do Senh >r
Cunha, e o disprezo no do Serapiao: o q;i in
dica........ Nao he necessario dizer o que
he evidente. Em segundo lugar diz que Al-
guns Estudantes por valentoes, ou por preji-
zos andavaO armados com dezaprovacao dc$>
collegas Ficou introduzido este uzo d'esdf o
2.0 anno do Curso, que comecara aparee*
negras intrigas, e dissensoes escolsticas lu-
didas que a Academia foi se compondo do m
tos membros heterogneos, tendo havido lu ...
paz, louvada pelos Olindenses, no primeiro
110, e parte do segundo. Em 3. luga
QueSerapiaO tinha antipathizado com o c
ro por sentimentos baixos, e taias, serviz
Basta dizer que sendo elle justiceiro, com.
provou, retrocede-se o argumento seo calu
niador, e seos amigos. Em 4- logar Que o SerapiaO prometer dar bofetada:, n 1
' cara do Senlwr Cunha Nao he capa/, le. pr
var, nem mesrho o Snr. Euzebio deQucir,
Coitiuho, em cuja caza querem que fosse fr 1
semelhante promessa. Em 5, lugar diz
V
.

A
M
-<-


-V
V&VKj
(5o4)
t
Que Serapiao insultara o Senhor Gunha com pa- [
lavras immundas Nao fez mais que dizer-lhe- I
Ads caloiro Visconde Eis aqui as palavras
immundas!! Eis aqui como se mente!! Eis
como se adula!! Haja vista aos expectadores,
que estavao com os olhos bem vivos, e que an-
darao contando o sucesso a quem quizesse ou-
vir. Finalmente rompe o Senhor Um Estu-
cante na impudencia de dizer Que houve-
rao bengaladas reciprocas O Senhor Cunha
foi o aggressor, e nico que estava na turma
com bengala, alias Serapiao talvez nao laucara
maft de huin meio tai) violento, e do qual na
verdade se naft devia servir, a naf> estar colri-
co, e inteiramente destituido de razad : o que
o torna mais criminoso, conforme V. m. bem
judicioza, e imparcialmente notou na sua vin-
dica observacau, filha da madurez, e da sin^
ceridade. Em quanto a conveneao dos Estu-
dantes para o lucto, reduzio-se poneos, que
na verdade andara com seo fumo em testemu-
nho de huma dor intensa que nao chegou para
o Padre Fonceca, estudantedo 4- anno, que
estava milito cima do Senhor Cunha, e que
mereca pelos seos talentos, e verdadeiro pa-
triotismo, a contemplacao dos Senhores Estu-
dantes; mas nao xuxou nem fumos, nem ma-
gotes de chora mortes porta etc. etc.
Foi-se caladinho para a Eternidade !! Grande
couza he ser ilho de Vi conde Senador, que po-
de promover algum despachinho para agen*
te!!
En nao trato, Senhor Redactor, de defen-
der a Serapiao, que pelo seo crime s merece
c< 1 misera91 f>, e muita comiserac.a; assim como
nao trato de increpar o Senhor Cunha, e o li-
tros Senhores, de quem fallo : smente cuido
de desmascarar a impostura, manifestar a ver-
dade, julgando cumprir com este procedimen-
to huin dever sagrado, que me he imposto.
Sou cordialmente
Seo leitor humilde,
O verdadeiro.
ANUNCIOS.
* -'Onstapdo-me, que o Senhor Joze Venancio
Pimenta de Carvalho tem dicto a varias pesso-
as, que o Snr. Cnsul da Olanda emprestara 4
contos de ris a minha irmaa D. Arma Benedic-
ta Roave.'itura do Carmo, Senhora do Engenho
Matupiruma, favor que lhe fizera por interven-
go do dito Snr. Pimenta, e da qual qunntia
icra este por fiador; outro sim constando-me,
ms^frflr leva
lo Engenho ; es
contos de ris^plf levantar hum Palacio no
mencionado Engenho ; escrevi ao Snr. Cnsul
huma carta mui attenciosa, pedindo-lhe, fos-
se servido ao p della responderme a verda-
de a esse respeito; a qual verdade he a se-
guinte. Quando miaba irmaa em fatal hora,
e talvez por meo respeito ultimou a socieda-
de do Engenho com o Snr. Joze Venancio Pi-
menta de Carvalho, preciso de dinheiros pa-
ra compras de alguns escravos, bois, etc. etc.:
o Snr. Pimenta offereceo huma carta para o
dito Snr. Cnsul, nao de abono ; mas de mera
introduccao. Meo Sobrinho Joao Sergio Ce-
zar de Andrade, fiiho da dita minha irmaa, di-
rigio-se ao Snr. Cnsul; mas a esse tempo es-
tava este Snr. no Rio de Janeiro : e por isso
nemhum effeito teve a carta do Snr. Pimen-
ta. Depois que voltou da Corte o Snr. Cn-
sul, meo To Joze Fernandes Gama foi quem
lhe falln sobr'este negocio e ficou por fia-
dor de minha irmaa, alm de huma hypothe-
c, feita em bens-de raiz da, devedra. Eis
tudo, que se passou : e como o Sur. Cnsul
teve a falta de delicadeza de me nao respon-
der, talvez por nao descontentar ao Snr. Pi-
menta ; convido ao mesmo Snr. Cnsul para
desmentir estes facts publicamente; e desa-
fio ao Snr. Pimenta para provar o que tem an-
dado a dizer por ah, sobpena de dever ser
tido por mentiroso, impostor, e Calumniador,.
Espera pela resposla em qualquer dos Peri-
dicos.
Fr. Miguel do Sacramento Lopes.
-
Antonio Luiz Gonsalves Ferreira, est
legtimamente autorisado pela Confraria da
Santa Casa da Misericordia da Cidade de Loan-
da, para arrendar por nove anuos urna casa
pertencente a mesma Confraria, na ra do
Mvramento, que lhe foi legada pelo Conce-
lheiro o Padre Jnaquim Marques ; e assim mais
os foros dos Solos, em que esta edificados
mitras mais casas, em diversas ras desta Ci-
dade, tambem legados pelo mesmo Concelhei-
ro dita Confraria, incluindo-se ne.sse con-
tracto os ladennos que o correrem nesse pe-
riodo. Quem quizer fazer esse contracto pro-
cure ao Anunciante na casa da sua residencia
no Atterro da Boa-Vista N. 9 3.
Compra-se um moleque oficial de anzo-
leiro : em Fora de Portas, caza N. 28.
Vende-se hum moleque Crilo, de idade
i3a 14 annos, sem vicios, nem achaques : na
ra Direita Sobrado de hum andar D. i4-
- Vende-se hum cavallo castanho, de boni.
que elle tem dicto, que desse dinheiro a dita ( ta figura, bom carregador, e esquipador : no
miuJia irmaa emprestou-me hum, ou dois mesmo cima.



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PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA N. 18
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