Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01134


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Full Text


.ANNODE i83i.
QUARTA FEIRA 3o DE MARCO.
NUMERO 6 ll E FUMA
i^ra
irTT~'n,al'Tt" *** f'21**' ***"'*<*. TjwratlM fidedigna, a .m en do Editor, ra Direita, n. ,fi7 0m enU
morada, t sera? fubheaiot no da ,m n, iiau ao Ha ,ntr>*, ,edo tsta feta at o meo da $ rinda retamidot. *
,j____^-----------a ,-------------j-------------
PERWAMBCCO; JTA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, I?. 8. l83j.
ARTIGO D' OFFICFO.
Acta da nona Sessao Ordinaria co Con-
selho do Governo em 2* de Marco* de
i83t, prezidida pelo Excellentissimo Se-
jihorPrezidente Joquim Joze Pinheiro
de Vasconcelos.
ACharao-se reunidos os Senhores Conse-
lluiros Francisco (Je Paula Cava lean ti de
Atbuquerque, Deo Bernardo Luiz Fer-
reira, Gervasio Pires Ferreira, eManoel Ig-
nacio de Carvalho ; faltando, com e usa
justificada os Snrs. Manoel Zeferino ros
Santos, Desembargador Tlxomaz Antonio
Macie Montero.
Foi lela e approvada a acta da Sessao an-
tecedente.
Tratou-se do melhoramento do Porto ;
e, depois de alguma discnsso, foi resolli-
do ; que se pedisse a o Governo de S. TV1.
O Imperador, un Engenbero Hydraulico
para esse fim. E deo-se por finda a Sessao.
Feu Vicente Thomaz Pires de Figueredo
Ca margo Secretario do Con sel ho e do Go-
verno asubscrevi *- Seguiao-se as assigna.
turas,
Na noite do daa4 do corrente foi espan-
tado e posto a mor-te tiesta Cid-.de o Cmi-
co Manoel Joze por dous assassinos : dizem,
que omotivo deste assassinatofora o desem-
penho com que este Actor reprezentara na
noitc de 23 um dos principaes papis da
peca os Mrtires- da Liberdadq, e ate sea-
pona o mandante : o Cruzeiro nos poderia
dizer e elle, assim como os mandatari-
os, dp bando dos Republicanos; se estes;
iao de capotes escoeezes, e montados em-
cvalos russos rabaos, ou a pe. Ve r da de V
que este iteto nao merece oceupar as lumi-
nosas paginas do Cruzeiro, que as rezerva
para catastrophes d' alto cbtnurno, trage-
di.is etc. etc.; porem nos, que'nao nos
envergohJi irnos 1 de- pugnar j pelos ho-
meos de quafqner elasse (pie lles sejao, jul-
girino-nos auctorisado para perguntar a
_ todos os inculcados amantes da Ordem,
que d ella, quando depende da sua* p;r-
te? Nao esta va ah o Snr. Desembargador
Ouvidor Geral do Crime e Intendente Ge-
ral da Policia etc. etc. etc., e com eile to-
das as mais "Policas d'aquem e d^alem Mar?
Embrrario os Republicanos com a tal pe-
ca, com o bom desempenho do p^pel, que
tocou a este actor? Ser o infeliz Manuel
Joze amigo do Imperador, columna, ou
eousa que o valha ? Nao ; o hj ratera c-
mico, e mais nada ; o homem h'avia feito
brilhar sobre a scena o amor di Liberda-
de^ aqui ia fazf utro tanto no da se-
gu nte ; aqui, aqui he que me doe Foi es-
bordoado ; e por fren)? Pela gente das
gentes, que se agonao com estas paiavras
horrorosas de liberdade, amor t* fiber-
da de. m-.irfyr da'liberdade etc. Ora, o Snr.
Desembarg-ulbr Intendente do Theatro ha-
via revisto antecedentemente essa pessa, de
que fallamos, e cortado tpdo qitanto eio
nella achou, para ficar jnais a gradavcl ;
(ate, dizem, mandou-a ao seu amigo o Sr.
de Carpo para a corrigir, o qual melhor
pensador, neste caso, que o Sur. Gistavo
a recambiou, dizendo-Ine que n rdi ente 1-
dia daquillo) e anda assim o pobre Cmi-
co foi esnanctdo : que lhe deveri i sircce-
der, se lhe nao tem valido a caridosa revi-
zno-doSnr. Intendente ?'*'Malvados Kepu-
blicanos, que nerturbaes estit Cid i de, fugi
dentre nos ; aerxai nos em paz Assassi-
naes, espancaes, ameacaes, e a jusca vos
nao persegue W A PblPia vos nao agarra ^
Ficaes^ impunes Zumbis de Dos, e dos
Homens Pernambucands, se queris ter em
seguranca as vossas vidass nao confiis
s nab em vos mesmos. e sobre todo acau-
tli-vos dbs taes fiepuh 'ira te', fica, ccete vigiai constantemente !
Kecordai-vos dos assassinos do Snr. Jos /
P'aulino, e doK Sr. Gustavo, dus perigos U
BOTi^A do Snr. P. Joa Das, e da vida do
Sr. Campos, e segurai-vo."; quando nao bre-
ve teremos novosobjectos, e hroes pan 011-
tr peca dos Mrtires da Liberdade O-
Iho viro.


m

Ww
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CORRESPONDENCIA.

OH. Editor. Bem haja o Diario N. 65
pela famosa tunda, que pespegou no bem
conhecido P. Impareial. Nunca as niaos
lhe doao, e Dos Ihe pague o gosto, que a
todos nos deo zurzindo o campiozinho dos
Columnas, e o maior dos pedantes do se-
culo,, maximus pedantorum hujus seculi,,
Nao lhe sei exprimir quanto me paguei d'a-
quelle supra-asnatico alcool de desavengas !
Ora toma, meu frangote, para largares a ma-
lina de fallar do que nao entendes. Hum
termo translaticio so deve ser empregado
por quemlhe conhece a signifieaca genuina
sob pena de tornar-se ridiculo, de ser tido
por pedante, e provocar o escarneo do Res-
peitavel Publico, Juiz implacavel, e terri-
vel. v
Parece-nie, que estou vendo o P. Impar*
cial mais raivinhoeo, do que num poden-
go damnado ivando, espumando, emor-
dendo. Parcce-me, que agora mesmo o ve-
jo, aleando os magri-longos bracinlios, mo-
vendo-os estudadamente a lia de niau ra-
bequista, aue se afana por alcancar as fu-
zas, e simifusas, apertado das .palmadas es-
trepitosas do Mestre da Muzica. En o ou-
co com aquella voz ronquenha,e exprimida,
voz, que lhe custa grandes esforcos dasju-
gu lares, negando com bucea mais dura,
do que hum moleque fujo, que dleescre-
va eousa algumapara o Cruzeiro : elle iur
pelo Oo, pela trra, pelas suas medalhas,
ate pela luneta jura ; e pragnejando, como
h'im sjgano invoca as Gorgonas, Furias, Se*
rarpes, Centimanos, Dragos : mas eis que
atrenta para o seu retracto ; mira-se, e re-
rnira-se naquelle Apollo do Belvedero ;
con certa a calva, poe o soido, sae retezado
por essas ras, e vai desabafar a sanha na
Madre de Dos, onde ihe. aconcelha, que
se nao bote a perder. Fie prudencia.
Ha mijito, que o chirrixote me provoca
no Cruzeiro : 'c eu, que ja estava caneado
o^e ozorragar, tinhao dei*ado de mo ;
porem o bom do coluraninha he turbolen-
to: nao pode ver hura alcool de desaven*-
fas, qne se nao va chafordar nelle. Tal vez
suposesse o P. Impareial, que eu, ou ja lhe
nao rastreava o stylo furta-cor, ou que tan-
to me havia desentranhado para com elle,
que nada mais me restaya a dizer : mais en-
gano-se 'nao ser a prime ira vez),; com a-
migos taes rto sei-patinhar era materia de
obzequos.
He verdade, trae o supracitado Diario a-
nalysou magistralmente as saiicloes co Im-
pareial, asssim noque diz respeito as ide-
as, e expressoes, como relativamente aos n-
(280)
diculos sarcasmos dirigidos ao Excellentis-
simoSenhor Pinheiro, cuja probidade na&
pode alias se^ desbotada pelo acido, deque
superabundad as popozices do P. I.: o
mesmo Diarjo notou com grande acert a
barafunda/de ideias do Artigo Cornmunica-
do no Cruzeiro 5a, parto, ou antes aborto
simo Impareial : mas deixou escapar ao
escarpelo da analyse talvez o mais risivel
d'aquelle monstro gazetal.
Pesso pois venia go oosso Illtistre colega
do Diario para acabar de analysar o res-
to ; que se lhe trasmalhou, talvez por cau-
sa da correntesa, que o leva va a acudir
a pescado mais gtfaudo. Nunca analysei
peeja do Cruzeiro, qu nao a transcrevesse
de verbo ad verbatn sen: couza, que duvirla
faca : nisto tenho exercido as funeoes de
hum perfeito Tabeliao. Vamos a isso. ,:
A revoluca (diz o P. no Cruzeiro N- 5?.)
he iuevitavel no Brazil. Segundo o anda-
mento e marcha constante dos negocios
polticos parece, que nemhuma outra eou-
sa nos espera, se nSoa mais terrivel, e ensan-
gemtada castatrofe. A revoluca' est feita.
Os elementas estao' dispostos, amateria esta
preparada, os Actores da peca estao' sobre
o theatro, e ja nao' falta'mais do que soar o
apito, e levantar-se o pao. A\em da gran",
disima parvoice de fazer huma gradac,ao' as
avessas (o que he contra todos as regras da
Rhetoriea, o que mu bem nfou o Diario\
isto he ; nlem de subir ocsccnc'o, c;i:(io
dizer ; acresdentar os elementos estao*
dispostos depois, de ter dicto a Revolu-
ca est feita ; rogo a todas as pessoas
Litteratas, quirao refletJr por um poueo
na garabulha de nunca vista Alegora do
nosso Impareial, verdadeiro Fr. Gerundio
de Campazas no Brazil.
He preceito da recta raslo, confirmado
felas licoes de Aristteles, Cicero, Quiti-
iano, e quantos depois destes tem escrip-
to sobre a Eloquencia, quas A Iegoriats a-
cabem pela comparado por onde comeca-
ro. Quinbliano expressa mente o diz primis custodiendum est, ut quo ex genere
cosperis translations, hoc aesinas, Mul-
ti enim, cum initium tempesta te sum-
pserunt, incendio, aut ruina finiurtt; quee
est inconsequentia rerum foedissima Va-
iios a exemplos. O Orador Romano na
sua Ora^ao a favor de MiUo completa ma-
gistrs.lmente huma Alegora do modo se-
guinte_^ Equidem ciaeteras tenpestates, et
proceUas in lis durntexat fluctifcus concio-
oum sentper putavi Miloni esse subeundas
I Q^r>nde Flechicr diz em huma das su-
as Alegopia Spuiventts-vb* du coanence-




i ii' -ti.
(a&J
ment et des suites de la guerre, qui ne-
tant a"abad qu'une etinceUe, embraseau-
iourd' hu toute V Europe. O doce la Pon-
taine, querendo significar alegricamente
a perigosa confianca, que o favor inspira,
assim s'exprime.
Lauqu iur cclle mir o rogue 4 plrira '."<"'"
' Qu< eroi ..ol- pour o. le. .M so1,
II eit bien mlUl de reg1" de,iri.'
Le plu> 6 'en.lorl Ittt i foi Ucs ephire.
O nosso P. Im parcial sabe outras regras
de Eloqaencia tem outros modellos : e por
isso coinecando por comparares, ou me-
tforas, tiradas de volcoes, ou trovoadas,
>caba com as comedias, e entremeses da cv
,a da Opera. Os elementos esta* Jispostos,
eU piarada ( diz elle) Quem nao es-
Cra'pelo menos huma peca d art.Hia-
E?*& he nosso," r-cf ru-n;
So conclue dizendo, que tudo isto sao
rPeSdaX,:galaS)e sobijo pao da
^lIsT^i.,, da Europa Asia,,
ate de Guie' (que la taobem m ha o
roeu columna dali veio ) u o vosso orac.
o o Ferrabraz da vossa avallara andante
odescriptor famoso, que tanto adm.raes, j
LuuX Elle n3o sess de chamar-me
fiado scelerado, etc. ete. : tanto nao
d?rei delle: basta-me, ou antes sobeja-me
rhSwlto pedante, e prever,-que o be ; nao
Jll aleives nao com exclamares, e luga-
TeTcoZ^ porem sim a vista dos seos
IZZ os, cu o trnelo extravagante, e en-
foTX palavrorios assas os almagrao, e
totndoos negocios da columna nao fos-
m mi de cabida, como vao; bastavao os
sem inuiu ri.,17<.ir0 para os desbara-
Escriptores < ^XcLeiro! Est este
**';e ^ al SoridJi a condicao de muro
,"lhec.ob..n.t.
O Somnmbulo.
. AVISOS DO CORREIO.
O r^-^goua Pcete da ***>
-7M~Mucui.il he hura insecto tao peque-
Jo queso' se exicherga por ser mu.J?r-
^elhi.X ; ale*, disto causa huma *
",1o in uportavel ; he caustico.
de que Commandante o i. tenente Art-
tonio Conrado Sabino, sae para o Rio de
Janeiro, tocando nos porto de Jaragna e
Baha no da 25 de Abril; quem nelle qm-
zer carregar ou ir de passagem dinja-se a
Administrado do correio; as mallas sero
entregues no dia 4 &** 9 horas da nolte*
NAVIOS A CARGA.
Pa Londres O Brigu* fa* Muy
hade sabir com mmta brevidade,, por
lhe faltaren, poucas caixas para o com-
plemento de sua carga. Para frete dmjio-
se a Harrisons Poole e Latham, ra da Al,
faudega velha N. 9.
LEILA'O HOJE
G
VJherae Fogg eC.fasem lefto defe
teridas limpas ho e Quarta fera 3o do cor-
rente pelasH .o horas da manha na casa de
sua residencia ra do Vigano n. fl.
VENDAS.
BAnhade poreo m barris pequeos
em libras, multo nova: na ra da senzala
"^Negs ladinos, e proprios para en-
xada o Atierro da Boa-v.sta casa de Ber-
nardo lose Carneiro Monteiro.
MS^de-su^opua.idade^qoanas
arco da Gohcejco.
COMPRAS.
Na ra dacadeia ^elha, loje de fasendas
n. 7 eomppa-se pao tatajuba.
.... -

s
ALUGUEL.
11X ra de 3. J^e: M ha para alugar-
#Wm eWte, detons costumes, e
^Sa-seuma easa para passar afesta
d^a^oi ama da Casa forteJ^'
eomodos, prompta e ca.ada, quintal, e poco.
I


.
TTTFT
\
ff
(282)
ucm a qmsercjirip-se ra do Fa gtind.es
db ladoesquerdo vindo da Ribeira n. 124.
M 1
i



t
PERDA
J\ a5 do corren te, perdeo-se urna fivela I
de ouro de pe'; quem a tiver adiado,
querendoa restituir, d ir i jase a casa terrea
do beco de S. Pedro, defronte do Padre Lo-
bo, que ah se mostrara' outra para confe-
rir j e sera' generosamente recompensado.
nbo : entreguen) na de Antonio Annej ru

da Cadaia onde se recompensar.
ESCRAVOS FGIDOS.



-



Ai
AVISOS PARTICULARES.


xLO.nao, crilo, n aunos, delgado, bem
preto, ollios Pequeos, algumus marcas, co-
mo de bexigas, vipontado naris, urna eica-
tiz no Descoco junto a orellia, peritas finas,
ps compridos, falla muito mal; fgido a 18
do correte com calcas e carnizas brancas,
e velhas, e suspensorios novos de listas en-
carnadas, foi creado no Brejo da Madre de
Dos, donde veio este auno: as Sinco
pon tes loge do sobrado do Peixoto D'. 79,
ou na ra Direita sobrado em que esteve a
Tipogafia deste Diario, i andar
Goncilo, crilo, 15 annos, baixo, cheio
do crpb, beicos grossos cabci grande, f-
gido no dia q do corrente : na ra da San-
Zidla nova n. 1
Manoel, Mocambique, estatura ordi-
naria, magro urna cicatriz no beico de um
tiIho, bem ladino, c tem sido emoontrado
por vezes a qili mesmo no Recife: a D. Ignaci
a Mara Joaquina Cavalcante moradora na
ra do Livramento sobrado do um andar
lado direito n. 10.



i



NOTICIAS MARTIMA!
trivios saludos no dia 2 3
-Ntonio Jos da Costa Aranjo, viudo no
eonhecimento, deque JosejManoel Dias, e
Manoel da Silva CocHio, continuadamente
e muito de proposito estao encornudando
nos Srs. Roberts Pelly eC, e Armsfield
Erad eC. xamando-os ao Juiz de Paz para
declararen! se inda sao administradores dos
bens cedidos aos credores pelo falido Jos
Manoel Dias, declara que elle so Aranjo e
mais ninguem be o administrador dos di-
tos bens, por tranzacao feita com todos os
credores, e por isso a seu cargo toda a li-
qnidaco da referida casa do que esto ja
certas aqueles Dias, e Coelho; e para de li-
ma vez cessar a repetirlo de taes xamamen-
tos e encomodos, }'az dito Aranjo este anun-
cio, nao obstante terem ja aquefles Srs. Ro-
berts Pelly eC, e Mansfield Brade e C. ,
eito esta declaracao no Diario n. 45a de
j3 d' Agosto de i83o.
pm Jos Antonio Maia faz publico, para
que se nao allegue Ignorancia que Jos Vi-
cente Lea o' nao' raais scu caxeiro, e por
isso se acha inhibido de cobrar, pagar, com-
prar quanria aguma, como ate oprezente
o tem feito por coma da Loge da ruado
Qeimado D. 5.
~ Qnem quiser dar um-Cavallo para ser
bem tratado em um dos Sitios de Barbalho
com as condices que forem posives, anun-
cie-se por esta foftia, on dirija-se a ra de
S. Pedro caza D. 3a.
35 Jote Burle avisa ao Publico, que Joze
Maria d' Oliveira Braga nao' faz mais co-
brancas por .parle delle Burle, o que faz
publico para que se nao' alegue ignoran-
cia.
Perdeu-se a 28 do corrente desde a lo-
ja do Vilar atea de Antonio Anes, um em-
i>ridh de varas de luco j>reto largo deli-
i
PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83,.



Maceio' Pat. Pernambucano, M. Fer-
nando de Lemos e Silva : mesnia carga,
que trouxe. Passageiro Minoel Jos de
Araujo Braga.
-.' Rio Formoso; C. Cotice cao do Pilar,
M. Manoel Falco : lastro.

-
<
Saidos no dia 2 5


Goiana; S.S.Joo faptisla, M.Jorge
Teixeira de Sonsa: lastro.
~ Dito; C. Lealdade, M. Joaquim Jos
de Castro: lastro. V
' -Serinhem; S. Conceiro, M. Antonio
Jos da Silva: lastro. Arribou, etorno
a sabir no dia 26.
Saludos no dia 20,


1 ~Port0 dc Pedras 5 IuS' "torao Flor
do tirasil, M. Joa Francisco Lima: e m
lastro.

i
.)
-, 1
<


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.ANNODE I83I. QUARTA FEIRA 3o DE MARCO. NUMERO 6*, ,edo tsta feta at o meo da $ rinda retamidot. ¡———,j —____^ —a j—— PERWAMBCCO; JTA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, I?. 8. l83j. ARTIGO D' OFFICFO. Acta da nona Sessao Ordinaria co Conselho do Governo em 2* de Marco* de i83t, prezidida pelo Excellentissimo SejihorPrezidente Joquim Joze Pinheiro de Vasconcelos. ACharao-se reunidos os Senhores Conselluiros Francisco (Je Paula Cava lean ti de Atbuquerque, Deo Bernardo Luiz Ferreira, Gervasio Pires Ferreira, eManoel Ignacio de Carvalho ; faltando, com e ¡usa justificada os Snrs. Manoel Zeferino ros Santos, Desembargador Tlxomaz Antonio Macie Montero. Foi lela e approvada a acta da Sessao antecedente. • Tratou-se do melhoramento do Porto ; e, depois de alguma discnsso, foi resollido ; que se pedisse a o Governo de S. TV1. O Imperador, un Engenbero Hydraulico para esse fim. E deo-se por finda a Sessao. Feu Vicente Thomaz Pires de Figueredo Ca margo Secretario do Con sel ho e do Governo asubscrevi *- Seguiao-se as assigna. turas, — Na noite do daa4 do corrente foi espantado e posto a mor-te tiesta Cid-.de o Cmico Manoel Joze por dous assassinos : dizem, que omotivo deste assassinatofora o desempenho com que este Actor reprezentara na noitc de 23 um dos principaes papis da peca os Mrtiresda Liberdadq, e ate seapona o mandante : o Cruzeiro nos poderia dizer e elle, assim como os mandatarios, dp bando dos Republicanos; se estes; iao de capotes escoeezes, e montados emcvalos russos rabaos, ou a pe. Ve r da de V que este iteto nao merece oceupar as luminosas paginas do Cruzeiro, que as rezerva para catastrophes d' alto cbtnurno, tragedi.is etc. etc.; porem nos, que'nao nos envergohJi irnos 1 depugnar j pelos homeos de quafqner elasse (pie lles sejao, julgirino-nos auctorisado para perguntar a todos os inculcados amantes da Ordem, que d ella, quando depende da sua* p;¡rte? Nao esta va ah o Snr. Desembargador Ouvidor Geral do Crime e Intendente Geral da Policia etc. etc. etc., e com eile todas as mais "Policas d'aquem e d^alem Mar? Embrrario os Republicanos com a tal peca, com o bom desempenho do p^pel, que tocou a este actor? Ser o infeliz Manuel Joze amigo do Imperador, columna, ou eousa que o valha ? Nao ; o hj ratera cmico, e mais nada ; o homem h'avia feito brilhar sobre a scena o amor di Liberdade^ aqui ia fazf utro tanto no da segu nte ; aqui, aqui he que me doe Foi esbordoado ; e por fren)? Pela gente das gentes, que se agonao com estas paiavras horrorosas de liberdade, amor t* fiberda de. m-.irfyr da'liberdade etc. Ora, O Snr. Desembarg-ulbr Intendente do Theatro havia revisto antecedentemente essa pessa, de que fallamos, e cortado tpdo qitanto eio nella achou, para ficar jnais a gradavcl ; (ate, dizem, mandou-a ao seu amigo o Sr. de Carpo para a corrigir, o qual melhor pensador, neste caso, que o Sur. Gistavo a recambiou, dizendo-Ine que n rdi ente 1dia daquillo) e anda assim o pobre Cmico foi esnanctdo : que lhe deveri i sircceder, se lhe nao tem valido a caridosa revizno-doSnr. Intendente ?'*'Malvados Kepu• blicanos, que nerturbaes estit Cid i de, fugi dentre nos ; aerxai nos em paz Assassinaes, espancaes, ameacaes, e a jusca vos nao persegue W A PblPia vos nao agarra ^ Ficaes^ impunes Zumbis de Dos, e dos Homens Pernambucands, se queris ter em seguranca as vossas vidass nao confiis s nab em vos mesmos. e sobre todo acautli-vos dbs taes fiepuh 'ira

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. TTTFT \ ff (282) ucm a qmsercjirip-se ra do Fa gtind.es db ladoesquerdo vindo da Ribeira n. 124. — M — •1 %  %  i %  %  • t PERDA J\ a5 do corren te, perdeo-se urna fivela I de ouro de pe'; quem a tiver adiado, querendoa restituir, d ir i jase a casa terrea do beco de S. Pedro, defronte do Padre Lobo, que ah se mostrara' outra para conferir j e sera' generosamente recompensado. nbo : entreguen) na de Antonio Annej ru • da Cadaia onde se recompensar. •ESCRAVOS FGIDOS. Ai AVISOS PARTICULARES. • xLO.nao, crilo, n aunos, delgado, bem preto, ollios Pequeos, algumus marcas, como de bexigas, vipontado naris, urna eicatiz no Descoco junto a orellia, peritas finas, ps compridos, falla muito mal; fgido a 18 do correte com calcas e carnizas brancas, e velhas, e suspensorios novos de listas encarnadas, foi creado no Brejo da Madre de Dos, donde veio este auno: as Sinco pon tes loge do sobrado do Peixoto D'. 79, ou na ra Direita sobrado em que esteve a Tipogafia deste Diario, i„ andar —Goncilo, crilo, 15 annos, baixo, cheio do crpb, beicos grossos cabci grande, fgido no dia q do corrente : na ra da SanZidla nova n. 1 — Manoel, Mocambique, estatura ordinaria, magro urna cicatriz no beico de um tiIho, bem ladino, c tem sido emoontrado por vezes a qili mesmo no Recife: a D. Ignaci a Mara Joaquina Cavalcante moradora na ra do Livramento sobrado do um andar lado direito n. 10. i %  NOTICIAS MARTIMA! trivios saludos no dia 2 3 -Ntonio Jos da Costa Aranjo, viudo no eonhecimento, deque JosejManoel Dias, e Manoel da Silva CocHio, continuadamente e muito de proposito estao encornudando nos Srs. Roberts Pelly eC, e Armsfield Erad e¡C. xamando-os ao Juiz de Paz para declararen! se inda sao administradores dos bens cedidos aos credores pelo falido Jos Manoel Dias, declara que elle so Aranjo e mais ninguem be o administrador dos ditos bens, por tranzacao feita com todos os credores, e por isso a seu cargo toda a liqnidaco da referida casa do que esto ja certas aqueles Dias, e Coelho; e para de lima vez cessar a repetirlo de taes xamamentos e encomodos, }'az dito Aranjo este anuncio, nao obstante terem ja aquefles Srs. Roberts Pelly eC, e Mansfield Brade e C. eito esta declaracao no Diario n. 45a de J3 d' Agosto de i83o. pm Jos Antonio Maia faz publico, para que se nao allegue Ignorancia que Jos Vicente Lea o' nao' raais scu caxeiro, e por isso se acha inhibido de cobrar, pagar, comprar quanria aguma, como ate oprezente o tem feito por coma da Loge da ruado Qeimado D. 5. ~ Qnem quiser dar um-Cavallo para ser bem tratado em um dos Sitios de Barbalho com as condices que forem posives, anuncie-se por esta foftia, on dirija-se a ra de S. Pedro caza D. 3a. 35 Jote Burle avisa ao Publico, que Joze Maria d' Oliveira Braga nao' faz mais cobrancas por .parle delle Burle, o que faz publico para que se nao' alegue ignorancia. — Perdeu-se a 28 do corrente desde a loja do Vilar atea de Antonio Anes, um emi>ridh de varas de luco j>reto largo deli%  i PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83,. Maceio' Pat. Pernambucano, M. Fernando de Lemos e Silva : mesnia carga, que trouxe. Passageiro Minoel Jos de Araujo Braga. -.' Rio Formoso; C. Cotice ¡cao do Pilar, M. Manoel Falco : lastro. < Saidos no dia 2 5 %  — Goiana; S.S.Joo faptisla, M.Jorge Teixeira de Sonsa: lastro. ~ Dito; C. Lealdade, M. Joaquim Jos de Castro: lastro. V -Serinhem; S. Conceiro, M. Antonio Jos da Silva: lastro. Arribou, etorno a sabir no dia 26. Saludos no dia 20, • 1 ~„ Port0 dc Pedras 5 IuS "torao Flor do tirasil, M. Joa Francisco Lima: e m lastro. • i %  ) -, 1 • <



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%  i ii t i. (a&J ment et des suites de la guerre, qui netant a"abad qu'une etinceUe, embraseauiourd' hu toute V Europe. O doce la Pontaine, querendo significar alegricamente a perigosa confianca, que o favor inspira, assim s'exprime. Lauqu iur cclle mir o rogue 4 plrira '."<"'" %  Qu< „„ eroi ..olpour •o. le. .¡M so¡1, II eit bien mlUl de reg 1 *• de,i r i .' Le plu> 6 'en.lorl Ittt i foi Ucs ephire. O nosso P. Im parcial sabe outras regras de Eloqaencia tem outros modellos : e por isso coinecando por comparares, ou metforas, tiradas de volcoes, ou trovoadas, >caba com as comedias, e entremeses da cv ,a da Opera. Os elementos esta* Jispostos, eU piarada ( diz elle) Quem nao esCra'pelo menos huma peca d art.HiaE£? *& he • n osso r c f ru n ; So conclue dizendo, que tudo isto sao rPeSdaX,:gala S ) e sobijo pao da ^lIsT^i.,, da Europa Asia,, ate de Guie' (que la taobem M ha o roeu columna dali veio ) u o vosso orac. o o Ferrabraz da vossa avallara andante odescriptor famoso, que tanto adm.raes, j LuuX Elle n3o sess de chamar-me fiado scelerado, etc. ete. : tanto nao d?rei delle: basta-me, ou antes sobeja-me rhSwlto pedante, e prever,-que o be ; nao Jll aleives nao com exclamares, e lugaTeTcoZ^ porem sim a vista dos seos IZZ os, cu o trnelo extravagante, e enfoTX palavrorios assas os almagrao, e t o tndoos negocios da columna nao fosm mi de cabida, como vao; bastavao os sem inuiu ri ., 17< .i r0 para os desbaraEscriptores <£ ^XcLeiro! Est este • **'; e ^ „al SoridJi a condicao de muro !" ,"lhec.o !" b..n.t. O Somnmbulo. AVISOS DO CORREIO. O r^-^goua Pcete da ***> -7M~Mucui.il he hura insecto tao pequeJo queso' se exicherga por ser mu.J?r^elhi.X ; ale*, disto causa huma *•• ",1o in uportavel ; he caustico. de que Commandante o i. tenente Arttonio Conrado Sabino, sae para o Rio de Janeiro, tocando nos porto de Jaragna e Baha no da 2 5 de Abril; quem nelle qmzer carregar ou ir de passagem dinja-se a Administrado do correio; as mallas sero entregues no dia 4 &** 9 horas da nolte NAVIOS A CARGA. PA Londres O Brigu* fa* Muy hade sabir com mmta brevidade,, por lhe faltaren, poucas caixas para o complemento de sua carga. Para frete dmjiose a Harrisons Poole e Latham, ra da Al, faudega velha N. 9. LEILA'O HOJE G VJherae Fogg eC.fasem lefto defe teridas limpas ho e Quarta fera 3o do corrente pelas H .o horas da manha na casa de sua residencia ra do Vigano n. fl. VENDAS. • BAnhade poreo m barris pequeos em libras, multo nova: na ra da senzala "^Negs ladinos, e proprios para enxa da • o Atierro da Boa-v.sta casa de Bernardo lose Carneiro Monteiro. MS^de-su^opua.idade^qoanas arco da Gohcejco. COMPRAS. NA ra dacadeia ^elha, loje de fasendas n. 7 eomppa-se pao tatajuba. .... — s ALUGUEL. 11 X ra de 3. J^e: M ha para alugar#Wm eWte, detons costumes, e ^Sa-seuma easa para passar afesta d^a^oi ama da Casa forteJ^' eomodos, prompta e ca.ada, quintal, e poco. I % 



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m %  Ww ">wCORRESPONDENCIA. OH. Editor. — Bem haja o Diario N. 65 pela famosa tunda, que pespegou no bem conhecido P. Impareial. Nunca as niaos lhe doao, e Dos Ihe pague o gosto, que a todos nos deo zurzindo o campiozinho dos Columnas, e o maior dos pedantes do seculo,, maximus pedantorum hujus seculi,, Nao lhe sei exprimir quanto me paguei d'aquelle supra-asnatico alcool de desavengas Ora toma, meu frangote, para largares a malina de fallar do que nao entendes. Hum termo translaticio so deve ser empregado por quemlhe conhece a signifieaca genuina sob pena de tornar-se ridiculo, de ser tido por pedante, e provocar o escarneo do Respeitavel Publico, Juiz implacavel, e terrivel. v Parece-nie, que estou vendo o P. Impar* cial mais raivinhoeo, do que num podengo damnado ivando, espumando, emordendo. Parcce-me, que agora mesmo o vejo, aleando os magri-longos bracinlios, movendo-os estudadamente a lia de niau rabequista, aue se afana por alcancar as fuzas, e simifusas, apertado das .palmadas estrepitosas do Mestre da Muzica. En o ouco com aquella voz ronquenha,e exprimida, voz, que lhe custa grandes esforcos dasjugu lares, negando com bucea mais dura, do que hum moleque fujo, que dleescreva eousa algumapara o Cruzeiro : elle iur pelo Oo, pela trra, pelas suas medalhas, ate pela luneta jura ; e pragnejando, como h'im sjgano invoca as Gorgonas, Furias, Se* rarpes, Centimanos, Dragos : mas eis que atrenta para o seu retracto ; mira-se, e rernira-se naquelle Apollo do Belvedero ; con certa a calva, poe o soido, sae retezado por essas ras, e vai desabafar a sanha na Madre de Dos, onde ihe. aconcelha, que se nao bote a perder. Fie prudencia. Ha mijito, que o chirrixote me provoca no Cruzeiro : 'c eu, que ja estava caneado o^e ozorragar, tinhao dei*ado de mo ; porem o bom do coluraninha he turbolento: nao pode ver hura alcool de desaven*fas, qne se nao va chafordar nelle. Tal vez suposesse o P. Impareial, que eu, ou ja lhe nao rastreava o stylo furta-cor, ou que tanto me havia desentranhado para com elle, que nada mais me restaya a dizer : mais engano-se 'nao ser a prime ira vez),; com amigos taes rto sei-patinhar era materia de obzequos. He verdade, trae o supracitado Diario analysou magistralmente as saiicloes co Impareial, asssim noque diz respeito as ideas, e expressoes, como relativamente aos n(280) diculos sarcasmos dirigidos ao ExcellentissimoSenhor Pinheiro, cuja probidade na& pode alias se^ desbotada pelo acido, deque superabundad as popozices do P. I.: o mesmo Diarjo notou com grande acert a barafunda/de ideias do Artigo Cornmunicado no Cruzeiro 5a, parto, ou antes aborto nde Flechicr diz em huma das suas Alegopia Spuiventts-vb* du coanence