Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01130


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Full Text

um
*\
ANTO DE i83i.
QUARTA FEIRA s3 DE MARCO.
NUMERO 65
MAM M ti
!UJ(Q.
ItfktfiaW-ftf enslmeme a 6 Jo rtffBf** *%, Trpo^m/a Fidedigna, e em casa do Editor, ra Direita, n. 6, j c;
/- ,r< Mift rtceterd.7 co*re Morada, 4 sern publicados no dio. inmediato ae da entrega, sende esta feita at e mete di* e vindo rctumidos.
PERIfAMBCO: ATYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, N. JO. lOJl.
9 i #
*
'


ARTIGOS D' OFFICICL
JliM resposta ao Oficio de V. S. de 7 do
corrate, em que diz, que pelp desleixo,
em que se acha o Servico das Ordnancas
por causa dos Coniniandantes de Destrictos,
os quaes se nego a fazer as diligencias, de
que sao encarregados, nao pode V. S. bem
desempenhar as Ordens oeste Governo ;
cumpre-me signifjcar-lhe, que a V. S. como
chefedas Ordnancas, compette, providen-
ciar sobre a relaxac?.o dos referidos Com-
mandants, punindo-os, na conformidade
das Leis; quaodo elles recusaren fazer o
Servico, e cumprirem mal as suas obriga-
goav DeosGuardea V.S. Palacio do Go-
verno dePernambuco i4 de Margo de 183c
Joaquim Jos Pinheiro de VasconceJW-Sr.
Sargento [mor Gonimandante das Ordenan-
zas desta Cidade Francisco Gonsalves da
Rocha.
^ Representndome o Commandanle
daPovoaqo de Jaboato terem apparecido
dons homens mortos no lugar denominado
^ Caminho novo, trras do Engenho
Bulhoes, eujo crime se atribue a urna qua-
drilha de salteadores, que continua a inco-
modar os viajantes; convem, que Y. S. ba-
ja de dar todas as providencias, que estive-
rem ao seu alcance para a priso daquelles
malvados. Deo* Guarde a V. S, Palacio
do Governo de Pernambnco i5 de Marqo
dei83i Joaquim Jos Pinheiro de Vasccm-
cellos Sr. Francisco Gonsalves da Rocha,
Sargento mor c Commaudante Interino
das Ordenanzas desta Cidade. i
Expedio-se do mesmo teor ao Juiz de
Paz Supplente daFreguesia de Jaboato.

-

Resposta ao Imparcial do Cruzeiro.
Assez et trop lang teaip ma hche eorripliisanc
De dx criminis a nourri l'uwolence
RJaw, puis que mu pouseex ma patience a bout
' Une feis ea ma fie ilfat to dir lou
!* 4 Boileau Satyre etc.
Q
'Uando bem, e coro Justina prezuruiamos
.
haver completamente acalmado o Cruzeiro
com os irrefragaveis argumentos, com que
aniquilamos os debis fundamentos, em que
searrimava o audaciozo, mas inepto auetor
da carta dirigida ao Excellentissimo Senhor
Pinheiro era um dos ltimos nmeros dessa
folha ; carta, que distinctunente transida
o fel'corrozivo, emquefora macerad;, bem
3ue o tentem occutar Jpp a capa furta-cor
a dissitnulac>ao e da hipocrysi 1 : eisque,
aecusando nos, com escandalosa iijasti^a^
a*e cos, e paavrosos, e iu tetra mente fuf-
tando-se a" discusso, que deseemos, qnau-
do analizamos esta misenvel produec-y
apparec de novo o Lnparcial em scena ;
e esquecido da njustica da sua cauza, da
e^iguidad de suas forjas, e da pouquida-
de de seus nie^S intelecluaes, concebe o a-
leiye, embrassa o escuo do despejo,, pre-
para, e a'ssacala .as armas da calumnia,
dispoe a cohorte de seus timpaniticos e fo-
fos palavroes, e tefita estulto um novo< as-
salto contra o Ex.ni. Sur. Prezidente, e os
Cpnstitucionaes.
L'infortun guerrier, contre ce don-
ble orage
Vainement dans son sein recherche da
courage.
Entremos pois semmais demora en ac-
tica, tanto literaria, con pojiti'-a di cu-
ta do, Jmparcial, e vejamos, se com ctt -\V\
elle tem razo em tomar a iniciativa em o ge-
nero de increpacao, que n )S exprobi, 011
se' tal arguigao nao antes urna me lili
preventiva dictada por antecipad > receio lo
patentearmos tocha da analyze todas
quantas fafsidades, e absurdos phdologicos
formigo em a referida carta, bem que pu-
erilmente disfarcados, e deludos em urna
massa de expresses, e de termos lancad >s
a aventura e ao acazo, e cuio sentido o nos-
so contendor parece totalmente ignorar.
Diz o Imparcial -i Hum febrecitante de ce-
rebro lucido nKo sobio a hum tao alto pon-
to de demencia, como o Diario 53 no seu
altisonante aranzel- Analysenios. Emen-
de* i>qv febricitante (qvvxq febrecitante,
\



- **
comoeicrevo no.so antagonista) um indi-
vido, que se ada entestado febril, isto
c ; que tem febre ; e por febre boje que se
nao couhecem mais ns ontologias dos anti-
go* Mdicos, cnteude-se" un) estado anor-
mal e irrita ti vo do sysiema arterial, carac-
terisado pela prceipitacao da circu a cao, e
augmento das pulsaco'escardiacas : logo em
ultimo resultado pode dizer-se, que febrici-
tante aquelle, que te ni o cora rao e arte-
rias em estado de irritadlo. Mas o n^so
fipistoleiro, que ja sabe, qu nao ha febres
cstnciaes liga proniptamente sua febre a
molestia do cerebro, que dezigna por ce-
rebro lucido : mas definamos anda. Cere-
bro o orgo, oude reside a iutelligencia
etc. ; lucid j CJsa Inzente, e que tem luz.
JjOgo cerebro lucido c um cerebro cheio de
luz. Logo a proposicao do nosso e loquente
contendor reduz-se a isto : Nenhnm homem
de arterias agitadas, e cerebro luminoso su-
bi a tao alto ponto de demencia etc. Mas,
como cazar un liornen de cerebro cheio
de luz com o estado de demencia ; demen-
cia, que evidentemente exciue a exaltacao
vital de um febricitante ? Aqu ha manies-
tamente contradicho, asneira, e mesaio
milis alguma cousa, se e possivel.....Sai-
lia portanto o Sur. escrevinhador do Cru-
zeiro, que quando mesmo por metaphora
se podesse dizer -- cerebro lucido -*, anda
assfrrt seria urna bestia tidade em o caso,
que rin.occupa; porisso queo snr. Imprcial
fuer dizer internamente o inverso. Algu-
mas vezes se emprega o adjectivo lucido
.em a liuguagem medica ; porem para
'signar o estado normal e apyretico de
ertos .doentcs de molestias intermitentes,
isto e ; o periodo, em que eiles tem saude ;
o quando se diz, por excmplo, que um hal-
iucinado est cm um estado, ou intervalio
lucido, qtier-se dizer, que elle est discor-
rendo berii, e como um bomem iuteirmen-
te bom. A'vista de um tal absurdo, de um
tal erro, quem o co e palavroso ? Sere-
mos nos porventura, que investigamos, ex-
aminamos, a naly sainos e refutamos, ou o
Imprcial, que se contenta em responder-
nos com propozicoes deste lote, compostas
ic termos, cojo valor elle desconhece, so
j)or sercm ponen u/ados, e offusrarem a
< rever c uccessaro saber escrever, e ter que
escrever : aprcti'Ari pois primeiro a escrever
para ento appresentarse como Escritor
publico, eevangccoadvogido d absolutis-
mo ; porque em quant disser os absurdos,
que diz, e uzr.r de expressoes contradigo -
rias, c ininteiligiveis; nos nos julgamos'w* I
;
tomados a baptisalo com o nome de pe-
dante. Perdoe-nos a franquesa ; porque
nisto imitamos a abertura e ingenuidade do
nosso Boileau.
Je lie puis ren nomer, si ce n est par
son nom;
J appejle un chat un cbat, et Role! un
fripon.
Mas tempo de deixarmos o cerebro lu-
cido, que no certamen te o cerebro do
Imprcial, e passarmos a cousas, nao me-
nos dignas de irrso. Referindo.se o Im-
prcial a sua primeira obra prima do gene-
ro pedan leseo, diz Eu escrevi, que achan-
do-se esta Provincia quazi a bracos por
suas divizes, e no alcahol (elle quer,
mas nao sabe dizer alcohol, ou alcool/ de
suas desavencas, cumpria etc Analy-
zemos. Nos entendemos com todos os Qu-
micos por alcool, um liquido, ou substan-
ciajvegetal, branca, transparente, etc., com-
posta de oxigenio, bydrogenio, e carvao,
susceptivel de obter-se todas as vezes que o
assucar passa ao estado de frmentaco es-'
pirituosa ; substancia, que entra na agur-
dente, no inho, em todas as bebidas,
ou licores espirituosos. Logo dizer alcool
de desavengas, o mesmo que dizer liqui-
do de desavencas, vinagre de desavencas,'
camphora de desavengas, etc. Mas porque
nao se servio antes o sapientsimo, e Re-'
verendissmo Imprcial de outra substan-
cia quiiica para Suas desavencas, de um
acido, de iri sal, da gomma, ou da rezina ?
Risum teneatis? Confessemos, que neces-
snrio ser imiito imbcil, e ter muita vonta-
de de passar por tal, para imprimir tacs
asneiras. ao nosso imprcial, que justa-
mente se pode applicaro faceto, e galante
epigramma dosatyrico Kranecz:
Mon ami, chasse Jjien loin
Cette noire i hetorique:
Tes crits anraient besoin
D'un devin, qui fes explique*
Si ton esprit retrt racher
I .es belles dioses, qu'il pense,
Dis-moi qu'est ce qui t'empche
De te servir du silence?
Quem sera' por tanto agora o co, e pa-
lavroso? Decida o mesmo Imprcial, e com
elle todos os seos admiradores columpias.
Nos desejariamos ainda perseguir o nosso
Imprcial com o latego da critica; mas ob-
servamos, que esta seria una trela irter-
miuavel; por isso que o nosso auctor rae-se
tornando cadavez mis irrisoriamente obs-
curo, e iniutelligivel. Suspendamos pois*o
passo uesta materia, e pausemos a outra;
assim procedendo, seguiremos o sabip con-
selho de Caubio, quando diz *- Meb'us est
.
.


iaaMaMi
-jt*^"
'^-
(C3)
B
sistere gradum fyam progredi per tee- i ptacao d algn
bras. i Vamos a politica, se todava se podo consideracao de
e invectivas bal-
dar tal nonie a un tecido d
xas, pueriz, e como taes so' dignas de un
desprezo mofador.
Depois de haver mil veses dito, e rdito
em diferentes oecasies, que o nosso orizon-
te poltico esta' turbado e carrancudo ; de
pois de haver aflirmado categricamente,
que a revohico inevitayel (ha vendo em
u'm dos ltimos nmeros a vaneado, que
, revolucao estava- ultimada e concluida, e
dito em sequencia, que a materia estava
preparada, eos elementos dispostos, o <|ue
urna formidavef asneira ; por isso que a
materia se prepara eos elementos sedfa-'
poem mui antes da ex pos o revoluciona-
ria etc.; depois emim de nos haver asse-
gurado, que, a revoluto ia apparecer e
estrondar, restringido e apertado por nos
para publicar com precisao os agentes, e as
circunstancias de urna, taj empreza, desenr-
pacha-se com a mizeravel eva/.iva da dene-
gaoo, e por nica resposta chama-nos fre-
nticos, cabcas volcnicas, etc. ; como se
acaso taes riomes refutassem alguma eous?,
so por seren proferidos em tom admirativo,
e riziveluieute espantoso. Mas a fallar a
verdade. que resposta satisfatoria pode dar
un embusteiro, um calumniador em urna
conjuiictura to espjnhosa ? Nada, que te-
lilla um pequeo vislumbre de razo; um
disparate, e somen'te um disparate. Mas
isto nada anda comparativamente a rizi
vel e cmica importancia, que da' o Impar-
cial a cerebrina e esfarrapada objeccao, que
tile nos faz a respeito do Diario. neces-
sario, que o Impareial saiba, que se o Tri-
buno, em que falla, tivesse nesta Provincia
a antiguidade* moderaco, imparci.ilidad,
e1 crditos, de que goza o Diario' em rela-
o&o ao desmoralizado, e obsceno ex-A migo
do Povo, e o violente e reyolucionaiio Cru-
zeiro, mereca, e de facto havia ser escolhi-
do pelo Exm. Sr. Pinheiro, parHielle inse-
rir os seos ofcios, especialmente sibendo
elle, qtie estas ultimas folbasforo engen-
dradas muito de-proposito para orgos de
urna couspiracaor que tinha por objeeto dei-
t?u* por trra o inagestoso e sagrado monu-
mento da nossa lifoerdade, e da uoasa inde-
pendencia. O argumento pois do Trifcumo
em nada poced/.1; por isso que ro tem
paridadede circkjstqnciits com o facto'em
questao, e visto que a* hypolhese em na-
Ja admissiveL Aqui t&be bem urna refle-
sao.*
Diz o Ecclesiastico, Impareial^ ou inverten-
do os .termo o Parcial ineeulesiastico, que o
>o pelo&ct de haver atassalhado a re-
mas Auetoridades, nenhami
0o de vera merecer do Ex m. Sr.
Pinheiro. Mas quen? de ve merecer menos
consideracao, o Diario, que tem, limitado
suas censuras a factos pblicos, e noto ros,
ou o Cruzeiro, que nao contente j.i de dis-
putar ao Exm. Sr. Presidente o direit de
exagerar suas pecas officiaes em o Diario,
e criticar com acerbo despeito sua eonduc-
ta moderada e circunspecta, leva a proter-
via, ea ouzadia ao ponto de referir com cen-
sura 'factos da vida privada do Exm. Sr.
Pinheiro, como sejao cartas ebilhetes diri-
gidos aos | scus amigos, onde o mesmo
Exm. Sur. fazia effuzoes confidenciaes de
candura de amisade ? E' assim que se
poem patentes as confidencias pa ti Guiares
de un: Cidado, de urna Auctoridade, que
tanto se tem esforcado para se nao desu-
sar da linha invriavel da honra, da probi-
dade, e do melindre E' assim, quema
Ministro do Altar, um Pastor, um confi-
dente e depozitario das fraquezs huma-
nas, patenta e propala os segredos de m
coraco sincero, e com a dextra, com que
por assim dizer toca a Divindade, traca sa-
crilego insultos e improperios a umT ho-
mem virtuoso, urna Autcoridade honesta,
e respeitavel!! Sao estes o inexpugnavej
propugnculo do Altar, da Constilu^ao, e
do Imperador! Sao estes os verdadeiros
liberaes, os verdadeiros amigos do Brazil !!
Ah Triste do Brazil, seconasse em sen
seio grande copia de tal gente! A verifici-
cio de umi tal hypothese seria o signal af-
flietivo dst eterna dor do Pernambucano }a-
triota, e a inabalavel convic^o da luctuosa
e lamentavel desgraca da Patria. Mas, yoI-
temos a urna assersfto do Impareial, e note-
mos o zelo farisaico, qne a suggerio <-h
Profundamente inquieto e penalizado pe-
lo futuro inevitavel e negroj que espera o
Exm. Sr. Pinheiro, aftirma o Impareial,
que apenas explozara revolucao ( ja ha rer
voliieao que contradiccao mizeravel !) a
primeira victima hade ser o Exm. Sr Pre-
sidente ; consideracao, que o af'ecta, e o
atormenta alem de toda eXpressao. Nada
ha m'ais risivl, para n3o diser mais impu-
dente, do que semellwnte proposico:
nestes easos que ( segundo a bella expres-
sao de Mi rabean ) o desprezo se colloea ao
lado da sanha.
E' realmente necessario ser to despeja-
do, como o Impareial para affectar tanta
syrapatia para com as sonhadas desgracas
do Exnt. Sr. Presidente E' mister ein ver-
dad Uaver tocado o ponto o mais culmi-
nante da impudencia, e da petulancia, pa-
ra, como elle, fingir tanto empenho e n-
i .


i

(264)


2
teressc em salvar o Exm. Sr. Pinheiro do
abismo voraginoso, em que malignamente
o suppe qoasi precipitado, ao mesmo, n. s-
,o em que ostensiva e insolentemente Ihe
rtssaca Cades, diiige-lhe sarcas.no>>, mor-
de-lhe eom viperino dente o mal* sagiado
o melindroso de sna condnc a, e en. fi >
terita com femenca e vigor solapar a repu
3 dav mais proficiente e pyrn.nal
do mesmo Exm. Sr. iV Mas a pezar decan-
ta perfidia, tanta maldadc, confesemos
,ue um tal typo de conduela da parte do
nTparcial, eu. consocios en. nada nos
causa pasmo; por isso mft sabemos, que
asorte do Exm. Sr. Pinheiro boje teta s.do
l de todos os Entregados ,.robos, hones-
tos constitucionaes, e virtuosos, assim co-
rnil o bravo e leal General Antero os mo-
destos e virtuosos Doutor Ernesto, e De-
sembargador Cornelio: ^I^STt
te repugnara com a conducta do t.xm. b..
Pinheiro, em qnem relusem qnahdades, que
por appreciaveis devio *-tt
Sisnor e gncar alingoa serpentina _da Go-
h mna. Felizmente o sentimento do bro
e da honra ainda se aeha arre.gado em b
suns corajes; felizmente o vicio, e a nita-
SS nao corromper e envenenaran todos
oshontens: tranquillise-, e po.s e fogueo
Exn,Sr. Pinheiro. A haver a revolucao,
aneo ImpaWfal tanto tem vaticinado, nos
estnmos convencidos de que o Imparc.al ti-
nha mais a temer, de que o Lxm. i. 11-
nheiro: a probidade e a honra recebem
insenso mesmo no meio da perturbado, e
desordem. .
Observamos, que nos temos auflicient*.
mente extendido ; lempo e pois de acabar
esteesCripto. Antes de terminarme*, asse-
ffuremos-ao noss contendor, que nos o es-
ponmios na ara dos gladiadores, fcsere-
Tinhe nuanto ihe parecer; porque nos lbe
responderemos com Boeage em a sua admv-
ravel Satyra ao immoral Padre Jos Agos-
tinho. p-,
Mas venha o mais, epstolas, sonetos,
Odes, canjea, meta mor phoses, tudo,
Nfrente poeteu nome, estou vingado.
--------------------------------------------------------------*
-NAVIOS A CARGA,
J
. ..
> fcrigue Braleiro Scipao, a carga para
GENOVA, precisa ainda d'alguma carga, e
rom preferencia tomara' algodfto, e coiros
S eommodo : os pertenclen^s dirg
se a seus consignatarios I. H. e F. H. U>t
tkens, ra da cruzn. 33.
VENDAS.
UM negro ladino, Mina, xjM,jH|
cado sadio e mosso, sen, o /co : na casa
deL,A. Dubourcq, ra d'Alfandega ^hfc
_ Bilhetes, e meros Bilhetes da 3.. la-
tera a beneficio dos Emigrados tW
7es, do Rio de Janeiro, com abatimento.
no beco da Lingoeta esquina a ra a*
Crn/,EseriptoriodeCatano Pedir Goit-
sulves da Cunha.
AVISO PARTICULAR, r
O Trem Nacional dcsia Provincia preci-
za de So arrobas de plvora para o sen la-
boratorio : as pessoas, que qmserem ven-
der o dito genero concorr&o a Salla das bes-,
ses da Junta da Fasenda, com a^ suas a-
mostras no da s3 do corrate mez p*ra se
proceder compra.
- M ------------
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados wo dia 18
_ Goiana ; i dia; S. S. Veneficio, M.
e dono Antonio Affonso de Mello : ca-
XU1 Dito; dito, C. Leadade, M. e dono
Joaquim Jos de Castr: caixas. 5 passa-
8e!TDito; dito; S. Jve Maria, M.Fran-
cisco Marques de Oliveira : caixas: de Ma-
noel Jos.
Entrados no da 22
_ Uania; 10 dias; B. Ing. Indas, Cap.
Robett Birrnell: em lastro : ao Capitao.
^ Rio Formoso ; 1 dia ; C. Conceuao
doPdar, M. Manoel Falcao: caixas k de
Jos Antonio Falcao.
_ Una ; 1 dia ; S. S. .fose, M. Wl*
Azevedo dos Santos : caixas* de Lu z Eloi
Durno. 1 passageiro. Jj
i Rio Grande do Sul; D^dias ; 15. Ac-
Wo, Cap. Francisco Pires de Carralbo^W;
ne secca : de Francisco Antonio d Olivtfi-
ae. Passageiro Manoel Percira Gi^de.s.
Jf-

l
(i A
PERNAMBCO NA TYPGRAFIA FIDEDIGNA. .83i. '
\ v % Ai


Full Text

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%  i ( 2 64) •• %  2 teressc em salvar o Exm. Sr. Pinheiro do abismo voraginoso, em que malignamente o suppe qoasi precipitado, ao mesmo, n. s,o em que ostensiva e insolentemente Ihe rtssaca Cad"es, diiige-lhe sarcas.no> >, morde-lhe eom viperino dente o mal* sagiado o melindroso de sna condnc a, e en. fi > terita com femenca e vigor solapar a repu 3 dav mais proficiente e pyrn.nal do mesmo Exm. Sr. iV Mas a pezar decanta perfidia, tanta maldadc, confesemos ,ue um tal typo de conduela da parte do nTparcial, eu. consocios en. nada nos causa pasmo; por isso mft sabemos, que asorte do Exm. Sr. Pinheiro boje teta s.do l de todos os Entregados ,.robos, honestos constitucionaes, e virtuosos, assim cornil o bravo e leal General Antero os modestos e virtuosos Doutor Ernesto, e Desembargador Cornelio: ^I^STt te repugnara com a conducta do t.xm. b.. Pinheiro, em qnem relusem qnahdades, que por appreciaveis devio *-££tt Sisnor e £gncar alingoa serpentina _da Goh mna. Felizmente o sentimento do bro e da honra ainda se aeha arre.gado em b suns corajes; felizmente o vicio, e a nitaSS nao corromper e envenenaran todos oshontens: tranquillise-, e po.s e fogueo Exn,Sr. Pinheiro. A haver a revolucao, aneo ImpaWfal tanto tem vaticinado, nos estnmos convencidos de que o Imparc.al tinha mais a temer, de que o Lxm. i. 1 1 nheiro: a probidade e a honra recebem insenso mesmo no meio da perturbado, e desordem. „. Observamos, que nos temos auflicient*. mente extendido ; lempo e pois de acabar esteesCripto. Antes de terminarme*, asseffuremos-ao noss contendor, que nos o esponmios na ara dos gladiadores, fcsereTinhe nuanto ihe parecer; porque nos lbe responderemos com Boeage em a sua admvravel Satyra ao immoral Padre Jos Agostinho. p-, Mas venha o mais, epstolas, sonetos, Odes, canjea, meta mor phoses, tudo, Nfrente poeteu nome, estou vingado. %  *• -NAVIOS A CARGA, J .. > fcrigue Braleiro Scipao, a carga para GENOVA, precisa ainda d'alguma carga, e rom preferencia tomara' algodfto, e coiros S eommodo : os pertenclen^s dirg£ se a seus consignatarios I. H. e F. H. U>t tkens, ra da cruzn. 33. VENDAS. UM negro ladino, Mina, xjM,jH| cado sadio e mosso, sen, o /¡co : na casa deL,A. Dubourcq, ra d'Alfandega ^hfc Bilhetes, e meros Bilhetes da 3.. latera a beneficio dos Emigrados t W 7 es, do Rio de Janeiro, com abatimento. no beco da Lingoeta esquina a ra a* Crn/,EseriptoriodeCatano Pedir Goitsulves da Cunha. AVISO PARTICULAR, r O Trem Nacional dcsia Provincia preciza de ¡¡So arrobas de plvora para o sen laboratorio : as pessoas, que qmserem vender o dito genero concorr&o a Salla das bes-, ses da Junta da Fasenda, com a^ suas amostras no da s3 do corrate mez p*ra se proceder compra. M NOTICIAS MARTIMAS. Navios entrados wo dia 18 Goiana ; i dia; S. S. Veneficio, M. e dono Antonio Affonso de Mello : caXU 1 Dito; dito, C. Leadade, M. e dono • Joaquim Jos de Castr: caixas. 5 passa8e !TDito; dito; S. Jve Maria, M.Francisco Marques de Oliveira : caixas: de Manoel Jos. Entrados no da 22 Uania; 10 dias; B. Ing. Indas, Cap. Robett Birrnell: em lastro : ao Capitao. ^ Rio Formoso ; 1 dia ; C. Conceuao doPdar, M. Manoel Falcao: caixas k de Jos Antonio Falcao. Una ; 1 dia ; S. S. .fose, M. Wl* Azevedo dos Santos : caixas* de Lu z Eloi Durno. 1 passageiro. Jj i Rio Grande do Sul; D^dias ; 15. AcWo, Cap. Francisco Pires de Carralbo^W; ne secca : de Francisco Antonio d %  Olivtfiae. Passageiro Manoel Percira Gi^de.s. J—f—l (i A PERNAMBCO NA TYP"GRAFIA FIDEDIGNA. .83i. \ v %  % Ai



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• **• %  comoeicrevo no.so antagonista) um individo, que se ada entestado febril, isto c ; que tem febre ; e por febre boje que se nao couhecem mais ns ontologias dos antigo* Mdicos, cnteude-se" un) estado anormal e irrita ti vo do sysiema arterial, caracterisado pela prceipitacao da circu a cao, e augmento das pulsaco'es¡cardiacas : logo em ultimo resultado pode dizer-se, que febricitante aquelle, que te ni o cora rao e arterias em estado de irritadlo. Mas o n^so fipistoleiro, que ja sabe, qu nao ha febres cstnciaes liga proniptamente sua febre a molestia do cerebro, que dezigna por cerebro lucido : mas definamos anda. Cerebro o orgo, oude reside a iutelligencia etc. ; lucid J CJsa Inzente, e que tem luz. JjOgo cerebro lucido c um cerebro cheio de luz. Logo a proposicao do nosso e loquente contendor reduz-se a isto : Nenhnm homem de arterias agitadas, e cerebro luminoso subi a tao alto ponto de demencia etc. Mas, como cazar un liornen de cerebro cheio de luz com o estado de demencia ; demencia, que evidentemente exciue a exaltacao vital de um febricitante ? Aqu ha maniestamente contradicho, asneira, e mesaio milis alguma cousa, se e possivel S ailia portanto o Sur. escrevinhador do Cruzeiro, que quando mesmo por metaphora se podesse dizer -cerebro lucido -*, anda assfrrt seria urna bestia tidade em o caso, que rin.occupa; porisso queo snr. Imprcial fuer dizer internamente o inverso. Algumas vezes se emprega o adjectivo — lucido —.em a liuguagem medica ; porem para 'signar o estado normal e apyretico de %  ertos .doentcs de molestias intermitentes, isto e ; o periodo, em que eiles tem saude ; o quando se diz, por excmplo, que um haliucinado est cm um estado, ou intervalio lucido, qtier-se dizer, que elle est discorrendo berii, e como um bomem iuteirmente bom. A'vista de um tal absurdo, de um tal erro, quem o co e palavroso ? Seremos nos porventura, que investigamos, examinamos, a naly sainos e refutamos, ou o Imprcial, que se contenta em respondernos com propozicoes deste lote, compostas IC termos, cojo valor elle desconhece, so j)or sercm ponen u/ados, e offusrarem a


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%  iaaMaMi -jt—*^" '•^(C3) B sistere gradum fyam progredi per teei ptacao d algn bras. i Vamos a politica, se todava se podo consideracao de e invectivas baldar tal nonie a un tecido d xas, pueriz, e como taes so' dignas de un desprezo mofador. Depois de haver mil veses dito, e rdito em diferentes oecasies, que o nosso orizonte poltico esta' turbado e carrancudo ; de pois de haver aflirmado categricamente, que a revohico inevitayel (ha vendo em u'm dos ltimos nmeros a vaneado, que ,• revolucao estavaultimada e concluida, e dito em sequencia, que a materia estava preparada, eos elementos dispostos, o <|ue urna formidavef asneira ; por isso que a materia se prepara eos elementos sedfa-' poem mui antes da ex pos o revolucionaria etc.; depois emim de nos haver assegurado, que, a revoluto ia apparecer e estrondar, restringido e apertado por nos para publicar com precisao os agentes, e as circunstancias de urna, taj empreza, desenrpacha-se com a mizeravel eva/.iva da denegaoo, e por nica resposta chama-nos frenticos, cabcas volcnicas, etc. ; como se acaso taes riomes refutassem alguma eous?, so por seren proferidos em tom admirativo, e riziveluieute espantoso. Mas a fallar a verdade. que resposta satisfatoria pode dar un embusteiro, um calumniador em urna conjuiictura to espjnhosa ? Nada, que telilla um pequeo vislumbre de razo; um disparate, e somen'te um disparate. Mas isto nada anda comparativamente a rizi vel e cmica importancia, que da' o Imparcial a cerebrina e esfarrapada objeccao, que tile nos faz a respeito do Diario. necessario, que o Impareial saiba, que se o Tribuno, em que falla, tivesse nesta Provincia a antiguidade* moderaco, imparci.ilidad, e 1 crditos, de que goza o Diario' em relao&o ao desmoralizado, e obsceno ex-A migo do Povo, e o violente e reyolucionaiio Cruzeiro, mereca, e de facto havia ser escolhido pelo Exm. Sr. Pinheiro, parHielle inserir os seos ofcios, especialmente sibendo elle, qtie estas ultimas folbasforo engendradas muito de-proposito para orgos de urna couspiracao r que tinha por objeeto deit?u* por trra o inagestoso e sagrado monumento da nossa lifoerdade, e da uoasa independencia. O argumento pois do Trifcumo em nada poced/. 1 ; por isso que ro tem paridadede circkjstqnciits com o facto'em questao, e visto que a* hypolhese em naJa admissiveL Aqui t&be bem urna reflesao.* Diz o Ecclesiastico, Impareial^ ou invertendo os .termo o Parcial ineeulesiastico, que o >O pelo&ct de haver atassalhado a remas Auetoridades, nenhami 0o de vera merecer do Ex m. Sr. Pinheiro. Mas quen? de ve merecer menos consideracao, o Diario, que tem, limitado suas censuras a factos pblicos, e noto ros, ou o Cruzeiro, que nao contente j.i de disputar ao Exm. Sr. Presidente o direit de exagerar suas pecas officiaes em o Diario, e criticar com acerbo despeito sua eonducta moderada e circunspecta, leva a protervia, ea ouzadia ao ponto de referir com censura 'factos da vida privada do Exm. Sr. Pinheiro, como sejao cartas ebilhetes dirigidos aos | scus amigos, onde o mesmo Exm. Sur. fazia effuzoes confidenciaes de candura de amisade ? E' assim que se poem patentes as confidencias pa ti Guiares de un: Cidado, de urna Auctoridade, que tanto se tem esforcado para se nao desusar da linha invriavel da honra, da probidade, e do melindre E' assim, quema Ministro do Altar, um Pastor, um confidente e depozitario das fraquezs humanas, patenta e propala os segredos de m coraco sincero, e com a dextra, com que por assim dizer toca a Divindade, traca sacrilego insultos e improperios a umT homem virtuoso, urna Autcoridade honesta, e respeitavel!! Sao estes o inexpugnavej propugnculo do Altar, da Constilu^ao, e do Imperador! Sao estes os verdadeiros liberaes, os verdadeiros amigos do Brazil !! Ah Triste do Brazil, seconasse em sen seio grande copia de tal gente! A verificicio de umi tal hypothese seria o signal afflietivo dst eterna dor do Pernambucano } atriota, e a inabalavel convic^o da luctuosa e lamentavel desgraca da Patria. Mas, YOItemos a urna assersfto do Impareial, e notemos o zelo farisaico, qne a suggerio <-H Profundamente inquieto e penalizado pelo futuro inevitavel e negroj que espera o Exm. Sr. Pinheiro, aftirma o Impareial, que apenas explozara revolucao ( ja ha rer voliieao que contradiccao mizeravel !) a primeira victima hade ser o Exm. Sr Presidente ; consideracao, que o af'ecta, e o atormenta alem de toda eXpressao. Nada ha m'ais risivl, para n3o diser mais impudente, do que semellwnte proposico: nestes easos que ( segundo a bella expressao de Mi rabean ) o desprezo se colloea ao lado da sanha. E' realmente necessario ser to despejado, como o Impareial para affectar tanta syrapatia para com as sonhadas desgracas do Exnt. Sr. Presidente E' mister ein verdad Uaver tocado o ponto o mais culminante da impudencia, e da petulancia, para, como elle, fingir tanto empenho e ni



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um *\ ANTO DE I83I. QUARTA FEIRA s3 DE MARCO. NUMERO 65 MAM M ti !UJ(Q. ItfktfiaW-ftf enslmeme a 6 Jo rtffBf** *•%, Trpo^m/a Fidedigna, e em casa do Editor, ra Direita, n. 6, j c; /,r< Mift rtceterd.7 co*re ao e da hipocrysi 1 : eisque, aecusando nos, com escandalosa iijasti^a^ a*e cos, e paavrosos, e iu tetra mente fuftando-se a" discusso, que deseemos, qnaudo analizamos esta misenvel produec-y apparec de novo o Lnparcial em scena ; e esquecido da njustica da sua cauza, da e^iguidad de suas forjas, e da pouquidade de seus nie^S intelecluaes, concebe o aleiye, embrassa o escuo do despejo,, prepara, e a'ssacala .as armas da calumnia, dispoe a cohorte de seus timpaniticos e fofos palavroes, e tefita estulto um novo < assalto contra o Ex.ni. Sur. Prezidente, e os Cpnstitucionaes. L'infortun guerrier, contre ce donble orage Vainement dans son sein recherche da courage. Entremos pois semmais demora en actica, tanto literaria, con pojiti'-a di cuta do, Jmparcial, e vejamos, se COM ctt -\V\ elle tem razo em tomar a iniciativa em o genero de increpacao, que n )S exprobi, 011 se' tal arguigao nao antes urna me lili preventiva dictada por antecipad > receio lo patentearmos tocha da analyze todas quantas fafsidades, e absurdos phdologicos formigo em a referida carta, bem que puerilmente disfarcados, e deludos em urna massa de expresses, e de termos lancad >s a aventura e ao acazo, e cuio sentido o nosso contendor parece totalmente ignorar. Diz o Imparcial -i Hum febrecitante de cerebro lucido nKo sobio a hum tao alto ponto de demencia, como o Diario 53 no seu altisonante aranzelAnalysenios. Emende* I>QV febricitante (QVVXQ febrecitante, \


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