Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01123


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Full Text
,.y "'tir iii-
*^Fr*nm
ANNODE 1831.
SEGUNDA FEIRA i4 DE MARCO.
NUMERO 58
1211 DE FllFlII(G
#! CttJOS
Saisce^-se -aensal-neou i fi {- rea|Mf*iadimtaJot, na Treo-rafia Fidedigna, e em casa do Editor, ra Direita, n. *7 ;
iu'ir, tambera se r,ceter7 co-respoilencias, e ananeios : estes iaserem-se eratit, sendo ie as tilintes, rindo as signados, e cent o tuzar da.
morada, i sern publicadas na da imite itato a* da entrega, leude esta fr.aa at meia da e viudo rezunudos.
PEUNAMBUCO; NA. TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, N. 1 8. 1831.
RTICOS de OFFICIO
Acta da quinta Sessao Ordinaria do Conse-
Iho do Governo em 10 de Marco de ,83i,
presidida pelo Excellentissimo Senhor
Prezidente Joaquim Joze Pinheiro de
Vasconcelos.
Charao-se prezentes os Snrs. Conselhei-
ros Francisco de Paula Cavbante de Albu-
querque, Deo Bernardo Luis Ferreira,
(Gervasio Pires Ferreira, Manoel Zefirino
dos Santos, Desembargador Thomaz Anto-
nio Macil Monteiro, e Doutoral Mdiioel
Ignacio de Carvalho.
Foi lida, e approvada a Acta da Ses-
sao antecedente.
Despacharao-se lodosos requerimentos
de Partes ; e findo este expediente as duas
horas da tarde, deo-se porfinda a Sessao.
E eu Vicente Thomaz Pires de Figueredo
Camrgo Secretario do Governo, e do Con-
selho a subscrevi. Seguio se as assignatu-
ras.
i Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor
*-i Jlernctto a V. Ex., para sua inteliligen-
cia, c execuc^ao na parte, que Ihe tocar, Co-
pia do Aviso de i3 de Janeiro ultimo, ex-
pedido pela Secretaria de Estado dos Ne-
gocios da Guerra, e dos que acompa-
nharo dito Avizo, consignando asDespe-
zas, que pela Reparticao dos Negocios da
Guerra se devem fazer n'esta Provincia.
Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Gover-
no de Pernambuco 9 de Margo de i83i -
Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos' **
Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor Ren-
to Joze Lemenha Lins, Commandante das
Armas Interino desta Provincia.
*- Remetto a V, S. por Copia o Aviso de
a5 de Janeiro deste anno, expedido pelaSe-
cretaria de Estado dos Negocios daMarinha,
eoMappa,que oacompanhou, para qne V.S.
na sua inteligencia haja deocumprir pela
parte que lhe toca, communicandu-o igual-
mente ao Com mandan te do Brigue Barca 29
de Agosto, estacionado neste Porto. Dos
Guarde a V. S. Palacio do Governo de Per-
nambuco 9 de Marco de iti'jf i-< Joaquim

Joze Pinheiro de Vasconcelos *** Senhor Ca
pitao Teen te Intendente da Mariuha Aii
ionio Pedro de Carvalho.
** O Commandante das Fortalezas de
Gaib, eNazareth, a quem, em conseqnen-
ci da reprezenWcao de V. S. seexpedio
ordem para receber e guardar os Prezos de
Jnstica, qne lhe fossem remetidos pelo Jui-
zes Territon'aes, acaba de informar, que
as ditas Fortalezas nenhuma seguranza tem
para esse fim : oque partecipo a V. S. para
sita inteligencia. Dos Guarde a V. S. Pa-
lacio do Governo de Pernambuco 10 de
Marco de i83f, -JoaquimJJoze Pinheiro de
Vasconcelos *-t Senhor Diniz Antonio de
Moraes e Silva, Juiz Ordinario da Villa do
Cabo.
Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor
*-* O Desembargador Ouvidor Geral Crime, pnra diligencias da Justina, requisita,
que va a sua prezen^a anrmh petas 7 ho-
ras o Reo Joze Castor, prezo na Fortaleza
do Brum : V. Ex. por tanto ha ja de dar as
suas ordens para esse fim. Dos Guarde
a V. Ex. Palacio do Governo de Perna nj buco
io de Marco de i83i, ^ Joaquim Joze Pi-
nheiro de Vasconcelos ^ 11 iustrissimo e
Excellentissimo Senhor Sent Joze Leme^
nha Lins, Commandante das Armas desta
Provincia.
~ Acabo de expedir a conveniente or-
dem, para que a manila" pelas 7 horas r
a sua prezenca o Reo Joze Castor, prezo
na Fortaleza do Bru, segundo V. S. re-
3uizita em seu oflicio de hoje. Dos Guar-
e a V. S. Palacio do Governo de Pertrn-
co 10 de Marro de i83i Joaquim Jozi
Pinheiro de Vasconcelos *Senhor Oc.seu;-
bargador Ouvidor Geral do Crime Gustavo
Adolfo de Aguilar.
Pede-se-nos que transcrevamos, o seguinte
do Simplicio.
Nao he das coisas, a fallar verdad*, es-
crever para o Publico, principalmente si
as fc4bas tem ponca extraceao. Tem por
ah andado o pobre wi/juio como pis-
sarinho em nio d reansas, e devendo o


. \{a3e*j
/>



mousLeitores occupar-seem refletir no que
ce diz e recomenda, do-se nicamente a
curioso trabalho de indagar quem lie o Re-
dactor. Mais de trinta, quarenta, cincuen-
ta vezes lenho sido baptizado, e de todo
o meu coracao coufesso que me doea al-
ma qnando me chamara Fradc!
A noticia de ter anda poucos leitores
mortiica-me mais do que as do Paquete,
que se affirma darem milito cuidado aos
Exms. Jo^adores de Pao de dois fucos. Al-
gnus defectuosos das costas tem concorrido
cin meo beneficio, nao porbondade; mas
porque a maldita curiosidade os forca a fa-
zer e&sa despeza involuntaria: tenham pa-
ciencia, que o Poto tambera a tem tido em
os so'rer, e a quem os tolera com empregos
que so deviam ser oceupados pelo mrito e
virtud e.
Fui visitar um fidalgote d'esses improyi-
zados a sombra da condescendencia, e achei-
o passeando com o meo Simplicio filado co-
mo ra em boca de cobra nvmhoza; conver-
samos algum terapo em coizas de negocio,
e depois passamos a ordem do dia: dice el-
le Ja vio o Simplicio ? Nao, Sr. Pois
veja; he pouco mais de nada; mas tem seo
sal e pimenta: as minhas filhas tem medo
d'elle, que se pellam: hontem a tarde esta-
vam a janella, e retirando-se repentinamen-
te chamaram-me para ver um hornera que
pelo postigo da sege olhava muito para os
presuntos dos vestidos; cheguei; mas nao o
conheci, c ellas perguntwrao assustadas:
meo Pai, sera' aquelle o Simplicio ? Esta
perguuta ez me rir toda a tarde, de manei-
ra que he agora o meo divert ment; com
tndo tem muita asneira. Mas si o Redac-
tor confessa que as diz, nao merece censura,
e alera d'isso ninguem pode dizer eu nao
escorreguei. Vine, ouvio dizer quem he o
Redactor Nao, Sr.; mas creio que he al-
gum hornera para quem a Patria he alguma
coiza, e que procura unir o til ao agrada-
vel. Assim passamos a tarde ate que che-
gando um ex-Ministro, homem pessimo, e
inteii ament desconceituado, retirei-me so
para o nao encarar.
Cavaco Urna formosa Sra. rigoris-
tn da moda com seo contrapezo de Pars para
supprir a escassez da na ture za, nao gostan-
do do meo Simplicio, e talvez sera licensa
da Ma-me, escreveo urna cartinha em sa-
tisfcelo ssperezas que ella finge encon-
trar nos meos raciocinios: mas vamos a
ella.
Sr. Simplicio. He muio estranhavel
que censurando Vmc. o atrazo da civirza-
c,ao das Senhoras, o que nao neg, nos des-
se urna pro va de igual atrazo nos homns!
o Sr. Redactor foi bastante grosseiro com o*4
sexo que tenho a honra pertencer, c se-
gundo os principios que inculca profcssar,
nao deveria praticar grosserias cora as Se-
nhoras sera reflectir, que dava a conhecer
estar afectado da inesnia enfermidade.
Nao se-pode duvidar que o meo infeliz
sexo tem faltas mui reprehensiveis ; mas
sem me-importar de comparalas com as dos
homens, liraito-rae nicamente a assegurar-
Iheque naminha opiniao a nossa maior falta-
he sem duvida a facilidade com que entre-
gamos o coraeo a homens groceiros e de'
nem um merecimento. Sua patricia e cri-
ada nhJ. ***
M Pobre Simplicio Estaes mettido era
boa! eo mais he que o meo coracao anda
nao perden o costme de ceder sempre no
combate com taes inimigos : e quem ha
que se nao deixe vencer quando a metra!ha
he to agradavel ? miutos conheco eu que
sempre perdera quando jogam com as Se-
nhoras ; gritao contra os trunfos; urnas ve-
zes ficam com 29, e ontras passam por um
etc. etc. etc. Ora a peleja nao he das peiores,
e nao faltara quem tenha inveja, emfim va-
mos a ella ; f'arei de eonta que son d'esses
rapases que casara por inculcas, cora a mira
no dote da noiva, e deixam o amor empre-
gado no peito da antiga na morada.
A Senhora D. J. tem alguma descul-
pa em se queixar do meo Simplicio; a ver-
dad? offende tambem s Senhoras quando
ellas desprezara a razo ; a meninice por si
mesma se desculpa, he verdade; mas por
isso mesmo que a Menina he menina, de-
veria deixar cair a censura sobre quem a me-
rece.
. A profuso das modas, mitdia Senhora,
quando chega a ser o pao nosso de cada dia,
no centro (las familias, se deve considerar
um terrivel flagello; talvez a Menina agora
mesmo esteja pondo banha francesa sobre
o cocar do cabello, que Deo3 sabe de que
cabecinha sairia, e si na ocraziao de se en-
terrar o corpa da desgracada dona he que
foram cortados pelo bezunlo que fexava a
cova! Pode ser que ainda hoje a Menina
com suas habilidosas caricias obtivesse do
Pa-pazinho o rico vestido de filo de seda,
para servir duas 011 trez vezes ; entretanto
que essa despeza o obrigaria talvez a in-
comodar a bolsa do compadre ou do amigo,
e ate mesmo a faltar a sua palayra em pre-
juizo do seo crdito. ,
Si a Menina em lugar de bater pancadi-
nhas np Simplicio, que ja tem o coracao
avelhantado, cultivar a virtude ; si se incli-
nar a leitura de tvfos instructivos; si pre-
ferir a simplicidade de ni odas honestas s

n


ti fif i
mi iiimto

I
(233)
fofices e bagatellas que andam em vogd, ter
que gozar um da o doce nome de boa Es-
poza e Mae exemplar. Fuja a Menina d'es-
ses. fofos peral vil hos que procura m engran-
decer as Sen horas pelos galanteios e cele-
bridade dos vestidos : si o coracSo que Ihe
amar nao se nutrir de sentimentos nobres e
verdadeiramente apreciaveis na Sociedade,
deve aborecel-o; esse coralito he possuido
por quern nao he capaz de fazer a sua for-
tuna.
Concorra a Menina p?ra a conservado
do Simplicio, e acconselhe a todas as suaft
amigas a fazerem o mesmo; lea o com refle-
xao e vera' que o seo Redactor dezeja ver as
Divindades Brasileiras adornadas, cada vez
mais, de virtudes, patriotismo e nobreza
de sentimentos ; e quem assim ama o Bello
Sexo he seo apnixonado.
^h Um meo Joven Collega contcnta-se em
aconselhar as nossas bellas Brazileiras que
devem tomar parte nos negocios pblicos;
mas en que son de pouco cabedal, recomen-
d-ibes o cuidado nos arranjos domsticos
da casa, tmquanto os Pais, Maridos ou Ir-
maos cuidao nos negocios da Patria : he
verdade que as Senhoras podem prestar
grandes servidos a Na^o ; mas esses, a mea
ver, devem commessar pela educa cao de se-
ns filhos com principios Liberaes, e ajusta-
dos as luses do seculo: e he quato basta por
ora para mciccerem de meo Simplicio, e de
muita gente, o brilhante nome de Heronas.
Falemos com sinceridade mitlhcr de espada
a cinta, c lime ni fiando na roca, deve cau-
sar risota.
CORRESPONDENCIA.
Sr.EditorFar-iue- Vmc um favor? E pe
queno, e se reduz a transerever no sen Dia-
rio as seguintes linhas doRcpublico: se tan-
to Ihe merecer muito obrieari ao seu etc.
Muitos sidados temos que por cauza
de sentensas iniquas proferidas por tribu-
naes imeompetentes, ou por abuso do go-
verno sofrena um desterro incomodo, com
detrimento da sua familia e bens. O Exm.
Sr. Ministro Olanda por essa cauza propoz
jia Cmara urna amnista, que por fatalida-
de nao ib i descutida, apezar de o parecer
da Comissao de Consituisso em nadase
opor a proposta, e antes, pode se dizel-o,
aproval-o.
As Commissoes militares do Norte, que
o despotismo ali estabeleceu em i8a5 para
acabarem coraos Brasileiros Livres (e com
efeito, alem do muito, perdemos um pmem
raro, Fr. Joaqun bq ajor divino Cameoa, i
que faz onra ao Brazil, e que fara' conser
var perpetuo odio aos tiranos que o assaci-
naram vil, baixa e atrozmente ) condenou a
muitos Brazilerosque por ahi andam fora-
jidos, auzentes da Patria, Pai. e filhos.
Sendo como sao todas essas sentensas ir-
ritas e nulas porque motivo se conservam
tantos sidad&os fora da Patria ? Eu lem-
bro a todos esses que se axam eondemua-
dos os II]ms. Srs- Manuel de Carvalho
Paez de Andrade, Antonio de AUbuqucrque
hiohtenegro, Carapeba, e todos os rnais,
bem como ao Jeneral Patriota Pedro La-
batut, para que se recolham as suas casas,
vindo depois do dia 5 de Maio para o Rio
de Janeiro, e-n^m devem temer barbaras
e;ilegaes sentensas, por quanto o anno de
18311 nao de 83o, e muito menos os
anteriores.
Agora que o Patriota, e Exm. Olanda es-
t no Ministerio saber sustentar a causa
dos desgrassados, cujas familias jemem com
o peso das miserias. E aqueles que se axam
cumprindo sen tensa pessam ja Revista d'e-
la para -tambem se porem a salvo. A bar-
baridade do governo canbal de 8ap xe-
gou a ponto de cohdemnar um joven de
19 a unos por toda vida a gales so por ser
Pernambucano, e ser apresionado ein urna
embarcass do governo de Carvalho.
E tempo, tempo de cada um ir-se aga-
zlbado no seio da sau-Josa familia ; tem-
po de para ca vireo o Caldas o Grando-
na. e outros tambem iniqnamente exila-
dos.
Si o gabinete secreto nao gostar do aviso
tenha paciencia : eu esorevo para o Bra-
sil, para bem da Patria, e nao para satisfa-
ser as vistas d'est ou d'aqnelle partido.
f Do RcpublicoJ
AVIZOS DO CORREO.
XlOje 14 pelas 9 horas da noute recebe o
Paquete Constancia a mala do Correio.
VENDAS.
U M sobrado de um andar com soto, cha-
os propros, quintal e cacimba na ra do
aseite de peixe Urna pedra de estancar
sangne: na loja de fasendas n. 11 na
praeinha do Livrameato se dir' quem
vende.
^ Para fora da trra, e por pre(;o con-
modo, um escravo da costa : na ra do
Padre Ftoriano D. 33.
\4t, Una moleque, de nacao, 10 annos,
r


m


*

principios de funijeiro, esperto, e sadic :
n a piimeir loja-dfc unileiro na ra do tra-
pixe da Alf'andega velha.
~ Urna negra da Costa, 25 annos, ro-
busta, cosnh lava, e. principia a engomar:
no atterro da Boa-vista D. 29 : ultimo pre-
go 3oo$rs.
_ U na canoa d'agoa ; na venda de ga-
rapa da Ribeira.
_ Una escrava, 24 anuos, cosinha,
a va e v
ende
na
'J
ra
Direita
1.
an-
dar do sobrado da esquina do beco do si-
ngado-.
,- Ubi mulato 18 annos, carieiro, e sabe
mugir va ceas : na ra do Rosario botica D.
1 r.
_ Trez escravos, mn crilo, outro de
naqao, e una negra da Costa, os dous lti-
mos casados por preco commodo : na ra
da cadeia lelha loja de ferrage defronte da
ra da Madre de Dos.
COMPRAS.
\J 1. tomo de Horacio: na casa junto ao
tanque da Ponte velba.
ALUGUEL.
xjLLuga-se um armasem com muitos com-
modos, e fundo, no Recife ra da Senzala
velha D. y4 5 quem o pertender, procure
na Coa-vista, ra da Aurora D. 5.
JN
J
ACHADO.
O dia 7 do corrente foi achada urna tro-
xa com um jaqu, sobrecasaca etc. : em O-
linda, ra do Matas Ferreira casa do Mes-
tre Alfaiate Antonio Barroso se entregara' a
quem for seu dono.
Na ra das Aguas verdes lado do po-
ente D. 189 acha-se una troxa de ropa fina
que conduzia urna negra fgida na occa
sio em que foi aprehendida por seu se
nhor : a qrem mostrar ser dono dessa r
pa se entregar fielmente.
Q
AVIZOS PARTICULARES.
Uem tiver para alugar effecti va mente u-
ma escrava de naco, que sirva para todo o
servido, anuncie-se por este Diario.

_ A pessoa que a tempos anunciou (ue*
rer comprar urna casa terrea, mora ao tor-
te do Mattos sobrado n. 12, 2. andar,
ao p do Bellem, e ahi, ou na Contadoria
da Administrado da Companhia, sendo
dia til das 9 as 2 horas da tarde, opoderao
procurar para os ajustes.
^ Quem anunciou no Diario 11. 5
querer um a dous contos de rs. a premio
dirija-se a casa de 2 andares no Atterro da
Boa-vista D. \ perto da ponte.
_* Quem precizar de um feitor muito
sibil para sitio, procure em casa de Ignacio
de Jesus Bandeira na ra da gloria.
_ Jos Maria da Cunlia Guimares faz
sriente o Publico, que tendo passado 3 bi-
llietes de cobre em data de 3 do corrente
uiez de Marco 1 de 100$ pagavel a 45 di-
as 1 de 1i5$ pai a 55 dias, e 1 de 100$ pa-
ra 60 da, os quaes destinava para paga-
mento de um escravo Ladino cujo ajuste se
nao efectuou, acontece desencaminharem-se
ditos bilhetes ao anunciante, e como igno-
ra o seu fin, previne ao Publico, que nao
recebao taes bilhetes por serem perdidos
ou furtados, e por isso protesta nao os pa-
gar.
_ Quem tem a casa terrea no Bairro de
Santo Antonio para vender, dirija-se a ra
Direita D. 10.
1
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 3
, Rio de Janeiro; 32 dias; G. Port.
lncomparavel. Cap. Manuel Francisco de
Souza : barricas vasias a Antonio Jos de
Amorim. Passageiros Angelo Francis'
co Carneiro, Jos Mara do Amaral, D. Ma-
ria Eugenia, Jos Siqueira Campello, e o Vi
ce Cnsul Portuguez Joaquim Baptista Mo-
reira, sua mulher, 3 tilhos, 1 creado, e 1
creada.
^h Dicto ; 39 dias ; G. Port. Flor do
Porto, Cap. Joo Jos Pereira Borges : em
lastro : a Caetano Pereira Gonsalves da
Cimba.
_ Una ; 2 dias ; S. A. S. do Rosario.
M. Jernimo Moreira ; ca xas : de Jos An-
tonio Falcao. 4 passageiros.
~ Sag-Harbor por Patagonia ; 8 meses;
G. Amer. Thames, Cap. Hnnting Cooper :
aseite de peixe : a Mateus e Foster.

PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i8-V.
.

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•ti fif i mi % %  iiimto I (233) fofices e bagatellas que andam em vogd, ter que gozar um da o doce nome de boa Espoza e Mae exemplar. Fuja a Menina d'esses. fofos peral vil hos que procura m engrandecer as Sen horas pelos galanteios e celebridade dos vestidos : si o coracSo que Ihe amar nao se nutrir de sentimentos nobres e verdadeiramente apreciaveis na Sociedade, deve aborecel-o; esse coralito he possuido por quern nao he capaz de fazer a sua fortuna. Concorra a Menina p?ra a conservado do Simplicio, e acconselhe a todas as suaft amigas a fazerem o mesmo; lea o com reflexao e vera' que o seo Redactor dezeja ver as Divindades Brasileiras adornadas, cada vez mais, de virtudes, patriotismo e nobreza de sentimentos ; e quem assim ama o Bello Sexo he seo apnixonado. ^H Um meo Joven Collega contcnta-se em aconselhar as nossas bellas Brazileiras que devem tomar parte nos negocios pblicos; mas en que son de pouco cabedal, recomend-ibes o cuidado nos arranjos domsticos da casa, tmquanto os Pais, Maridos ou Irmaos cuidao nos negocios da Patria : he verdade que as Senhoras podem prestar grandes servidos a Na^o ; mas esses, a mea ver, devem commessar pela educa cao de sens filhos com principios Liberaes, e ajustados as luses do seculo: e he quato basta por ora para mciccerem de meo Simplicio, e de muita gente, o brilhante nome de Heronas. Falemos com sinceridade mitlhcr de espada a cinta, c lime ni fiando na roca, deve causar risota. CORRESPONDENCIA. —Sr.Editor—Far-iue- Vmc um favor? E pe queno, e se reduz a transerever no sen Diario as seguintes linhas doRcpublico: se tanto Ihe merecer muito obrieari ao seu etc. — Muitos sidados temos que por cauza de sentensas iniquas proferidas por tribunaes imeompetentes, ou por abuso do governo sofrena um desterro incomodo, com detrimento da sua familia e bens. O Exm. Sr. Ministro Olanda por essa cauza propoz jia Cmara urna amnista, que por fatalidade nao ib i descutida, apezar de o parecer da Comissao de Consituisso em nadase opor a proposta, e antes, pode se dizel-o, aproval-o. As Commissoes militares do Norte, que o despotismo ali estabeleceu em i8a5 para acabarem coraos Brasileiros Livres (e com efeito, alem do muito, perdemos um pmem raro, Fr. JOAQUN BQ AJOR DIVINO CAMEOA, i que faz onra ao Brazil, e que fara' conser var perpetuo odio aos tiranos que o assacinaram vil, baixa e atrozmente ) condenou a muitos Brazilerosque por ahi andam forajidos, auzentes da Patria, Pai. e filhos. Sendo como sao todas essas sentensas irritas e nulas porque motivo se conservam tantos sidad&os fora da Patria ? Eu lembro a todos esses que se axam eondemuados — os II] ms. SrsMANUEL DE CARVALHO PAEZ DE ANDRADE, Antonio de AUbuqucrque hiohtenegro, Carapeba, e todos os rnais, bem como ao Jeneral Patriota Pedro Labatut, para que se recolham as suas casas, vindo depois do dia 5 de Maio para o Rio de Janeiro, e-n^m devem temer barbaras e;ilegaes sentensas, por quanto o anno de 18311 nao de ¡83o, e muito menos os anteriores. Agora que o Patriota, e Exm. Olanda est no Ministerio saber sustentar a causa dos desgrassados, cujas familias jemem com o peso das miserias. E aqueles que se axam cumprindo sen tensa pessam ja Revista d'ela para -tambem se porem a salvo. A barbaridade do governo canbal de 8ap xegou a ponto de cohdemnar um joven de 19 a unos por toda vida a gales so por ser Pernambucano, e ser apresionado ein urna embarcass do governo de CARVALHO. E tempo, tempo de cada um ir-se agazlbado no seio da sau-Josa familia ; tempo de para ca vireo o Caldas o Grandona. e outros tambem iniqnamente exilados. Si o gabinete secreto nao gostar do aviso tenha paciencia : eu esorevo para o Brasil, para bem da Patria, e nao para satisfaser as vistas d'est ou d'aqnelle partido. f Do RcpublicoJ AVIZOS DO CORREO. XlOje 14 pelas 9 horas da noute recebe o Paquete Constancia a mala do Correio. VENDAS. U M sobrado de um andar com soto, chaos propros, quintal e cacimba na ra do aseite de peixe — Urna pedra de estancar sangne: na loja de fasendas n. 11 na praeinha do Livrameato se dir' quem vende. %  ^ Para fora da trra, e por pre(;o conmodo, um escravo da costa : na ra do Padre Ftoriano D. 33. \4t, Una moleque, de nacao, 10 annos, r



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%  ,.¡y "'tir iii*^Fr*nm ANNODE 1831. SEGUNDA FEIRA i4 DE MARCO. NUMERO 58 1211 DE FllFlII(G #•! CttJOS Saisce^-se -aensal-neou i fi {- rea |Mf*i adimtaJot, na Treo-rafia Fidedigna, e em casa do Editor, ra Direita, n. 7 ; iu'ir, tambera se r,ceter7 co-respoilencias, e ananeios : estes iaserem-se eratit, sendo ie as tilintes, rindo as signados, e cent o tuzar da. morada, i sern publicadas na da imite itato a* da entrega, leude esta fr.aa at • meia da e viudo rezunudos. PEUNAMBUCO; NA. TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, N. 1 8. 1831. RTICOS DE OFFICIO Acta da quinta Sessao Ordinaria do ConseIho do Governo em 10 de Marco de ,83i, presidida pelo Excellentissimo Senhor Prezidente Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos. Charao-se prezentes os Snrs. Conselheiros Francisco de Paula Cavbante de Albuquerque, Deo Bernardo Luis Ferreira, (Gervasio Pires Ferreira, Manoel Zefirino dos Santos, Desembargador Thomaz Antonio Macil Monteiro, e Doutoral Mdiioel Ignacio de Carvalho. Foi lida, e approvada a Acta da Sessao antecedente. Despacharao-se lodosos requerimentos de Partes ; e findo este expediente as duas horas da tarde, deo-se porfinda a Sessao. E eu Vicente Thomaz Pires de Figueredo Camrgo Secretario do Governo, e do Conselho a subscrevi. Seguio se as assignaturas. i— Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor *-i Jlernctto a V. Ex., para sua inteliligencia, c execuc^ao na parte, que Ihe tocar, Copia do Aviso de i3 de Janeiro ultimo, expedido pela Secretaria de Estado dos Negocios da Guerra, e dos §. §. que acompanharo dito Avizo, consignando asDespezas, que pela Reparticao dos Negocios da Guerra se devem fazer n'esta Provincia. Dos Guarde a V. Ex. Palacio do Governo de Pernambuco 9 de Margo de i83i Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos' %  Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor Rento Joze Lemenha Lins, Commandante das Armas Interino desta Provincia. *Remetto a V, S. por Copia o Aviso de a5 de Janeiro deste anno, expedido pelaSecretaria de Estado dos Negocios daMarinha, eoMappa,que oacompanhou, para qne V.S. na sua inteligencia haja deocumprir pela parte que lhe toca, communicandu-o igualmente ao Com mandan te do Brigue Barca 29 de Agosto, estacionado neste Porto. Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Pernambuco 9 de Marco de iti'jf i-< Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos *** Senhor Ca pitao Teen te Intendente da Mariuha Aii ionio Pedro de Carvalho. **• O Commandante das Fortalezas de Gaib, eNazareth, a quem, em conseqnenci da reprezenWcao de V. S. seexpedio ordem para receber e guardar os Prezos de Jnstica, qne lhe fossem remetidos pelo Juizes Territon'aes, acaba de informar, que as ditas Fortalezas nenhuma seguranza tem para esse fim : oque partecipo a V. S. para sita inteligencia. Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Pernambuco 10 de Marco de i83f, -JoaquimJJoze Pinheiro de Vasconcelos *-t Senhor Diniz Antonio de Moraes e Silva, Juiz Ordinario da Villa do Cabo. — Ulustrissimo e Excellentissimo Senhor *-* O Desembargador Ouvidor Geral

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—— m %  principios de funijeiro, esperto, e sadic : n a piimeir loja-dfc unileiro na ra do trapixe da Alf'andega velha. ~ Urna negra da Costa, 25 annos, robusta, cosnh lava, e. principia a engomar: no atterro da Boa-vista D. 29 : ultimo prego 3oo$rs. U na canoa d'agoa ; na venda de garapa da Ribeira. Una escrava, 24 anuos, cosinha, a va e v ende na 'J ra Direita 1. andar do sobrado da esquina do beco do singado-. ,UBI mulato 18 annos, carieiro, e sabe mugir va ceas : na ra do Rosario botica D. 1 r. Trez escravos, mn crilo, outro de naqao, e una negra da Costa, os dous ltimos casados por preco commodo : na ra da cadeia lelha loja de ferrage defronte da ra da Madre de Dos. COMPRAS. \J 1. tomo de Horacio: na casa junto ao tanque da Ponte velba. ALUGUEL. xjLLuga-se um armasem com muitos commodos, e fundo, no Recife ra da Senzala velha D. y4 5 quem o pertender, procure na Coa-vista, ra da Aurora D. 5. JN J ACHADO. O dia 7 do corrente foi achada urna troxa com um jaqu, sobrecasaca etc. : em Olinda, ra do Matas Ferreira casa do Mestre Alfaiate Antonio Barroso se entregara' a quem for seu dono. — Na ra das Aguas verdes lado do poente D. 189 acha-se una troxa de ropa fina que conduzia urna negra fgida na occa sio em que foi aprehendida por seu se nhor : a qrem mostrar ser dono dessa r pa se entregar fielmente. Q AVIZOS PARTICULARES. Uem tiver para alugar effecti va mente uma escrava de naco, que sirva para todo o servido, anuncie-se por este Diario. A pessoa que a tempos anunciou (¡ue* rer comprar urna casa terrea, mora ao torte do Mattos sobrado n. 12, 2. andar, ao p do Bellem, e ahi, ou na Contadoria da Administrado da Companhia, sendo dia til das 9 as 2 horas da tarde, opoderao procurar para os ajustes. ^ Quem anunciou no Diario 11. 5 querer um a dous contos de rs. a premio dirija-se a casa de 2 andares no Atterro da Boa-vista D. \ perto da ponte. _* Quem precizar de um feitor muito sibil para sitio, procure em casa de Ignacio de Jesus Bandeira na ra da gloria. Jos Maria da Cunlia Guimares faz sriente o Publico, que tendo passado 3 billietes de cobre em data de 3 do corrente uiez de Marco 1 de 100$ pagavel a 45 dias 1 de 1i5$ pai a 55 dias, e 1 de 100$ para 60 da, os quaes destinava para pagamento de um escravo Ladino cujo ajuste se nao efectuou, acontece desencaminharem-se ditos bilhetes ao anunciante, e como ignora o seu fin, previne ao Publico, que nao recebao taes bilhetes por serem perdidos ou furtados, e por isso protesta nao os pagar. Quem tem a casa terrea no Bairro de Santo Antonio para vender, dirija-se a ra Direita D. 10. 1 NOTICIAS MARTIMAS. Navios entrados no dia ¡3 —, Rio de Janeiro; 32 dias; G. Port. lncomparavel. Cap. Manuel Francisco de Souza : barricas vasias a Antonio Jos de Amorim. Passageiros — Angelo Francis' co Carneiro, Jos Mara do Amaral, D. Maria Eugenia, Jos Siqueira Campello, e o Vi ce Cnsul Portuguez Joaquim Baptista Moreira, sua mulher, 3 tilhos, 1 creado, e 1 creada. ^H Dicto ; 39 dias ; G. Port. Flor do Porto, Cap. Joo Jos Pereira Borges : em lastro : a Caetano Pereira Gonsalves da Cimba. Una ; 2 dias ; S. A. S. do Rosario. M. Jernimo Moreira ; ca xas : de Jos Antonio Falcao. 4 passageiros. ~ Sag-Harbor por Patagonia ; 8 meses; G. Amer. Thames, Cap. Hnnting Cooper : aseite de peixe : a Mateus e Foster. PERNAMBUCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i8-V. -----



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. \{a3e*j /> • mousLeitores occupar-seem refletir no que ce diz e recomenda, do-se nicamente a curioso trabalho de indagar quem lie o Redactor. Mais de trinta, quarenta, cincuenta vezes lenho sido baptizado, e de todo o meu coracao coufesso que me doea alma qnando me chamara Fradc! A noticia de ter anda poucos leitores mortiica-me mais do que as do Paquete, que se affirma darem milito cuidado aos Exms. Jo^adores de Pao de dois fucos. Algnus defectuosos das costas tem concorrido cin meo beneficio, nao porbondade; mas porque a maldita curiosidade os forca a fazer e&sa despeza involuntaria: tenham paciencia, que o POTO tambera a tem tido em os so'rer, e a quem os tolera com empregos que so deviam ser oceupados pelo mrito e virtud e. Fui visitar um fidalgote d'esses improyizados a sombra da condescendencia, e acheio passeando com o meo Simplicio filado como ra em boca de cobra nvmhoza; conversamos algum terapo em coizas de negocio, e depois passamos a ordem do dia: dice elle — Ja vio o Simplicio ? — Nao, Sr. — Pois veja; he pouco mais de nada; mas tem seo sal e pimenta: as minhas filhas tem medo d'elle, que se pellam: hontem a tarde estavam a janella, e retirando-se repentinamente chamaram-me para ver um hornera que pelo postigo da sege olhava muito para os presuntos dos vestidos; cheguei; mas nao o conheci, c ellas perguntwrao assustadas: meo Pai, sera' aquelle o Simplicio ? Esta perguuta ez me rir toda a tarde, de maneira que he agora o meo divert ment; com tndo tem muita asneira. —Mas si o Redactor confessa que as diz, nao merece censura, e alera d'isso ninguem pode dizer — eu nao escorreguei. —Vine, ouvio dizer quem he o Redactor — Nao, Sr.; mas creio que he algum hornera para quem a Patria he alguma coiza, e que procura unir o til ao agradavel. Assim passamos a tarde ate que chegando um ex-Ministro, homem pessimo, e inteii ament desconceituado, retirei-me so para o nao encarar. — Cavaco —Urna formosa Sra. rigoristn da moda com seo contrapezo de Pars para supprir a escassez da na ture za, nao gostando do meo Simplicio, e talvez sera licensa da Ma-me, escreveo urna cartinha em satisfcelo ssperezas que ella finge encontrar nos meos raciocinios: mas vamos a ella. — Sr. Simplicio. — He muio estranhavel que censurando Vmc. o atrazo da civirzac,ao das Senhoras, o que nao neg, nos desse urna pro va de igual atrazo nos homns! o Sr. Redactor foi bastante grosseiro com o* 4 sexo que tenho a honra pertencer, c segundo os principios que inculca profcssar, nao deveria praticar grosserias cora as Senhoras sera reflectir, que dava a conhecer estar afectado da inesnia enfermidade. Nao se-pode duvidar que o meo infeliz sexo tem faltas mui reprehensiveis ; mas sem me-importar de comparalas com as dos homens, liraito-rae nicamente a assegurarIheque naminha opiniao a nossa maior faltahe sem duvida a facilidade com que entregamos o coraeo a homens groceiros e de' nem um merecimento. — Sua patricia e criada NHJ. *** M Pobre Simplicio Estaes mettido era boa! eo mais he que o meo coracao anda nao perden o costme de ceder sempre no combate com taes inimigos : e quem ha que se nao deixe vencer quando a metra!ha he to agradavel ? miutos conheco eu que sempre perdera quando jogam com as Senhoras ; gritao contra os trunfos; urnas vezes ficam com 29, e ontras passam por um etc. etc. etc. Ora a peleja nao he das peiores, e nao faltara quem tenha inveja, emfim vamos a ella ; f'arei de eonta que son d'esses rapases que casara por inculcas, cora a mira no dote da noiva, e deixam o amor empregado no peito da antiga na morada. A Senhora D. J. tem alguma desculpa em se queixar do meo Simplicio; a verdad? offende tambem s Senhoras quando ellas desprezara a razo ; a meninice por si mesma se desculpa, he verdade; mas por isso mesmo que a Menina he menina, deveria deixar cair a censura sobre quem a merece. A profuso das modas, mitdia Senhora, quando chega a ser o pao nosso de cada dia, no centro (las familias, se deve considerar um terrivel flagello; talvez a Menina agora mesmo esteja pondo banha francesa sobre o cocar do cabello, que Deo3 sabe de que cabecinha sairia, e si na ocraziao de se enterrar o corpa da desgracada dona he que foram cortados pelo bezunlo que fexava a cova! Pode ser que ainda hoje a Menina com suas habilidosas caricias obtivesse do Pa-pazinho o rico vestido de filo de seda, para servir duas 011 trez vezes ; entretanto que essa despeza o obrigaria talvez a incomodar a bolsa do compadre ou do amigo, e ate mesmo a faltar a sua palayra em prejuizo do seo crdito. Si a Menina em lugar de bater pancadinhas np Simplicio, que ja tem o coracao avelhantado, cultivar a virtude ; si se inclinar a leitura de tvfos instructivos; si preferir a simplicidade de ni odas honestas s n