Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01118


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Full Text
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ASNO DE i83i.
TERCA FKUIA 8 DE MAR^O.
M MERO 53
_____, ___-------------- *
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foiMf* M**"* mfo**4[ co'r*,poJ**m*sr anmciot t esus ifis*~m->e 9,*ts, ,e,Ut> Je sucintos; iundo assynados,, com lugar da
'JormdH, rerSn publicad; o w MfAm <#<* PERIAMBCO; NATYPOGRAFtA riDEDIlNA, RA DAS FLORES, N. 18. l83l.
I '
ARTIGOS m OFFICIO
I
.Llm. c Exm. Sr. 'lVndo $na Magestade
o Imperador Determinado Visitar a Pro-
vincia de Minad Geraes, para onde sahio
desta Corte no da 29 do mez paaaado ; as-
gm o participo a V. Ex. para sua intelli-
gencia, remettendo-lbe igualmente a Copia
do Decreto de a4 do dito mez, pelo qual
o Mesmo Senhor Houve por bem Regular
o Expediente dos negocios pblicos, duran-
te a sua Auzeneia. Dos Guarde a V. Ex.
Palacio do Rio de Janeiro em 5 de Janeiro
de i83i. Visconde d'Aleantara Sr. Joaqiiim
Jos Pinheiro de Vasconcellos. Registe
Palacio do Governo de Ternambuco 19 de
Fevereirode i83i Pinheiro.
Tendo Determinado Visitar a Pro-
vincia de Minas Geraes, e cumprindo, que
nao pdega, 4im detrimento publico, o ex-
pediente dos negocios, durante a Minba
Ausencia: Hei por bem. que os Mena Mi-
nistros, e Secretarios d'Estado continan
no despacho ojafcnario das suas respectivas
Secretarias, e*pedindo-o em Meo Nome,
como se presente Estivase, sendo suppri-
da a falta de qualquer delles pelo mais an-
ti^o, oufilo mais graduado na concorren-
cia de igual antiguidade. E Heioutro sim por
bemAitborisHlospara tomaren reunidos, e
jiacouformidade das liis existentes, quaes
tiuer medidas, que se julgarem urgentes, e
proficuas, a publica seguranca, e tran-
quilidades que muito particularmente Ibes
Recomend Os meamos Ministros, e Secre-
tarios d'Estado o tenhao assim entendido,
e oexecutem. palacio do Ro de Janeiro
em a4 de Dezembro de i83o, Nono da In-
depencia, e do Imperio Com a Rubrica
de Sua Magestade o Imperador r Jos
Antonio da Silva Maia Luiz Joaquim dos
Sanjtos Marrocdav
hegou finalmente a occasio de taobem
ser aquinhoado nos improperios, e insultos
t> Cruzeiro e seus Corhpodentea ; o Ex-
osUentissimo Senhor Prezidente, a penaa a-
bocanhado ate aqui clandestinamente no
circulo immoral dos membros d'essa abo-
minavel ass^ciaco denominada Colum-
na ,- Nos sabemos perfeitamente, que o
Excellentissimo Senhor Pinheiro escudado
em urna reputaco verdadeiramente imma-
culada, escoltado pela opinio publica, que
o acata, e bem diz, e finalmente agraciado
com a estima de-todos oshomna, que sa-
bem prezar as virtudes cvicas, que exor-
nSo e distingnem seu nobre carcter, ne-
nhnma precisad tem de apologistas, ou de-
fensores, muito principalmente quando se
conhece e se sabe o descrdito e desdem,
que tem merecido do Publico esses furiosos
energmenos, que por nicos misteres so
conhe Ihar e frir tudo quanto ha de mais resper-
ta\el e sagrado sobre a trra : todava' co-
mo o hxcelentissimo Senhor Prezidente em
acorta do Cruzeiro n. 49 taxadodfc
favorecer a alguna dos Ctdadaos curados,
que a mesma folha qualiica gratuita, e alei-
vosamente de inimigosda GonstituicaS e do
Thron, e como urna boa parte dessa odio-
za imputadlo evidentemente reflecte sobre
os benemritos liberaes, que tantos esforcos
tem feito para conservar, e manter o Cdi-
go sagrado, que nos rege ; justo he que re-
futemos as calumniosas arguicoes, que o
Cruzeiio tao liberalmente difunde em a vi-
rulenta carta enderezada ao Excelentissirno
Senhor Pinheiro, cujo criiie principal aos
olhos do Correspondente ibt ter o Excel.
Sr. Prezidente seguido urna vereda 'intetnt-
menteopposta a qu havia trilhado o seu
execrado predecessor Entremos pois em
a sucinta analyse d'essa infame produccao
da aborrecida,Columna ; produccao em tu-
do digna d seu bem conhecido author, e
erdadeiro nrototypo da protervia e do em-
^ Dando esta Provincia bracos com
todos os elementos de urna propinqua rebe-
lia, censura speramente o pseudo Im-
parcial -o Excelentissirno Senhor Prezi-
dente por se haver conduzdo com to cal-
culada frieza, e demaziada prudencia, e era
tom verdadeiramente proptetico anuncia a


- (2I^)

i
nebitavel desgrca de sua Ex., apenas explo-
sar o voleo revolucionario, cujas lavas .vora*
pinosas o togado Epistoleiro parece ja trpi-
damente lobrigar; e he scientemente conven-
cido daexisteueia de urna eonspiraco repu-
blicana, que na epatcnla os sanguinarios planos da Xin-
tanha l>ernambucana, e como bom Patri-
ota conjura o Excelentsimo Senlior Pi-
nheiro a enfrear (se ainda lie possivel) o
impetuoso movimento revolucionario, que
ameaca em sua torrente os amigos leaes de
da Constituido, e do throno. Nada ha
mais digno de eterna irrizo do que seme-
Ihante assersao ; nada ha certamen te mais
estupido do que este expediente considra-
lo como meio conducente a mudanca do
Excclentisssimo Senhor Prez i den te. Por
que motivo (se he exacto o que a vanea o
parciar imparcial) nlo. fez elle urna de-
nuncia em forma legal!-' Por que razao nao
indicou os lugares, onde se tracta d'esta.
projectada revoluco, nao indigitou nomi-
nativamente seus membros, os meios para
isso empregados, o deliniamento, e o pla^-
no, os esforcys eas tentativas ? Qual a ra*
ao menos os symptomas, e os indicios de
urna tao importante mutacao politiza, o
Fundamento das suas suspeitas, as verdadei-
ras chuzas de suas desconfianzas ? Se o au-
thor da carta he como die trio Patriota, t&o
Constitucional, e se ao mesmo passo se jul-
ga ta Se en te do que avanca, por que mo-
tivo se cobre ainda como veo do anonvmo,
deixando de dar por esta arte a authentici-
dade darea, que requer um objecto de
tanta monta, e de tamaita grvida de ? Mas
quem nao v, quefilhos dasTrevas edo mis-
terio, qual lucfuga e agoureiro passaro, e\\e
furta-se depropozito a claridade, que teme ?
Quem nao observa, que na hita total de
provas, elle jamis ouzara encarar um Juiz,
que o interrogue, urna testemunha, que o
desconcert, e um Publico, que o desmas-
care ? Hum tal papel nao foi cortamente
escripto para Pernambuco : desesperada a
Columna por nao ver o Excelentsssimo Se-
nhor Pinheiro ja mudado ou substituido
por algurn dos seus Membros, o qual de
mos dadas coai o Senfior Comraadante
scenas, que boje se reprezento em o thea-
tro polilico de Portugal, para onde certa-
mente o temeroso columna deveria retirar-
se, principalmente sendo d'elle oriundo, e
parecendo tanto gostar de sanguee dcarna^-
gem, de detences, e proscripeo (como in-
directamente acconselha ao Excelentissimo
Senhor Prczidente) sem esperanca, dizei
mos nos, de ver fora da drecc/o dos nego-
cios da Provincia p Excelentissimo Senhor
Pinheiro, assentou o linparcia de Pernam*
buco, invectivando e mentindo assim que
aterrara o Governo, e o poria na coacab
de dar a prezidencia d'esta Provincia/ ou
de novo ao facanhoso Desembarga dor Tho-
maz Xavier Garca, ouinalmente, a outro d
igual carcter, e sentimentos. Van e est-
pida esperauca !! !
tetramente ao facto do estado geral
desta Provincia, cuja tranqniuVide seseacha
ainda perturbada, he somonte por alguns
Empregados Columnas, que de forma algu-
w-d -podem ser conservados n'ella sem que
mua designio se queira abuzar da pacien-
cia de seus habitantes, ou cruelmente estig-
ma tiza-os ;inteira mente a o facto, dzemos
nos, o Governo da multido de embustes
d este genero, que o Cruzeiro tem imagina-
do para surprehendel-o em desfavor da gen-
te honrada desta Provincia, (*) nao hade
ter a impoltica de mudar em as circunstan-
cias actuaes hum Presidente, que [>ela sua
conducta prudente, *asizada, e constitucio-
nal tem peuhorado em grao eminente o
amor e a adhesao dos habitantes sizdos e
: prabos iesta Provincia, e cuja falta ou mii-
danca acintoza so servira de nos irritar de
um modoperigoso, principalmente nao ten-
do noshm Commandarite das armas, "que*
com o bravo Genera 1A iitero sa iba htpr si-
lencio as vozes de huiia faeco" traidora li-
berticida. Ja he tempo pois d abandonar o
sistema de enredo, de perfidia, e mentira,
deque a Columna tem feito as suas princi-
paes armas contra os [Constitncioiiaes ge*
nuinos: simiihante tctica so pderi ser co-
roado de suceesso em hum paz onde so o
Cruzeiro esefevesse, e ainda assim a verda-
de sempr appareceria, e es embnsteiros
calumniadores se veri sempre redu/idos
ao abandon eao desprezo. Nssa opinio
publica esta'iriteira mente formada, e dezen-
volvida; a Gsttfriicao janiais podera'aniqui-
lar-se sejao ques forem os esforcos da Colu-
mna; seus expedientes, sua audacia, sua im-
prudencia, suas esperanzas, e seus recursos.
Passemos a utra imputaqo dirigida ao
. i **' ** *
( ) Quando os Columnas recebem urh
golpe,"sempre a dor os faz suppor, que esta'
pro'xma, a-revoluco, de que elles tanto se
temem anda imaginada; este um pro-7
ducto da experiencia de dous annos: a-
gora disserao que o Sr. Pedro Borges era
Potuguez, e o Sr. Martins anti-constitu-
eional;'isulii a revolugo^ as desgracas, as
mortes, as guerras civis: que gfente para
rastrear revolices-!

mm


^
(ai.3)
Exm. Sr. Pinheiro; imputagao que por
despeitoza deixa ver na maior diaph'anei-
dade o resseutimento sanlmdo, que conce-
beu a Columna; quando o mesmo Exm: Sr.
inteirado, desde os primeiros instantes de
sua chegada, dos fins desta .infernal socie-
dade, do carcter, e moral de seus indignios
membros, tomou a salutar deliberago, d
se nao ingerir em seus criminosos trabalhos,
como por exemplo hayia feito o seu celebre
antecessor, que escandalosamente paranym-
phava os mais fogozos e hardidos propaga-
dores do absolutismo e da escravidao, Cn- 4
sura o Imparcial de Pernambupo o Exm.
Sr. Pinheiro por se nao haver ligad.) a' Cor ,
lumtia, onde, segundo o mesmo Escriptorse
a cha a gente puritana de Pcrnambuco, isto;
hum Desembargadbr justamente desacredita
do, hum Militar se;n hlra, hum dilapidador,
da bV/.enda publica, etc. etc.: be realmen-
te notvel que oauthor da carta, e toda a
Columna critique o Exm. Sr. Pinheiro pelo
laclo justamente, que irais Vonra lhe faz,
e pelo qual elle setem;.tornado os olhos do
homein de bem mais digno emais recom-
meudavel. Seria iiecessario que o Exm.
Sr.Pinheiro fosse bum homem, ja nao digo
mi, assim comp sao todos os Columnas,
mas iuteiramente desassisado, e lonco, par."
ra agregar-se a hum partido, tendo elle o
encargo de Presidente da Provincia, anda
suppondo que fosse o milhor, e.o mais pr-.
dente: como quera, seriamente, o Impar-
cial por irona, que o primeiro Empregd
da Provincia, cujas uucgoes tem por ob-
jecto a manutengao do socego publico, a
execiigo da le, e que deve, quanto cm si
eonber, apagar o fogo da discordia e da in-
triga, que se bou ver de atear entre os P'-
vos, fosse o primeiro em perturbar a paz,
postergar a lei, e por em horrivelj tumulto
o conflagrarlo- quelles meamos, de quem
elle devera "promover a tranquilidade e a
convivencia, e cuja exaltago de paixoes .a
elle cumpria entibiar, e amollecer ? He
justamente pela parte activa, que tem to-
mado alguns Empreados superiores desta
Provincia em tumultuozos partidos qne nos
vemos todos os das a lei calcada aos pes, c
a instiga escarnecida ; por isso que he im-
possivel, qne hum Magistrado, por exem-
plo, qne pertence a hum partido dexe de
decidir apaixonadamente qual quer pleito *
ou questo, que tiver lugar entre hum se .
con-socio poltico, e hum sea adversario.''
O partido da le be o que deve seguir hum
Empregado sizudo; he este, que tem sido
o Norte do Exm. Sr. Pinheiro, e que o tem
tornado credor da estima e veneragao de
todos os homens de bem desta Provincia,
*
bem que calumniosamente afrme o contra-
rio o autlior d'ssa celebre carta tao incen-
diaria em sua linguagern quanto falsa cm
sua doutrina, Alcm d'isso bastaria o Exm.
Sr. Pinheiro conhecer os membros, que
compunho essa sociedade desprezhel para
d forma alguma iiitroduzir-se em seu seio,
suppondo mesmo que os seus inserSoos
mais honestos e salutares. Nao termino
anda aqu as increspagocs do Cruzeiro : he
aecusado o Exm; Sr. Pinheiro de haver
adoptado para folha do Governo o Diario
de Pernarnbuco, onde (segundo o Cruzeiro)
a honra dos Desembargadores da Relaqo,
C.oegas de sua Ex., tem sido atrozmente
retalhada, e de baver igualmente, prestado .
afgum accesso e mesmo protecgo ap Re-
dactor do Constitucional, e ao RmO. Sr.
Padre Mestre Fr. Miguel do Sacramento
Lopes.
Nada ha mais deslocado e petulente do
que similhante imputago : ja hum furioso
Columna' se acha authorizado a surgir,do
antro pestilencial da typografia do Cruzeiro
para contestar ao Exm. Sr. Presidente o di-
rito de ensirir seus oficios onde bem lhe
parecer, e reprebendel-o com azedurtie de
haver feito adop.gao do Diario, huma fplh,
que pela sua ande nesta Provincia (permit-
la-se-nos a expressao) pela sua moderagaQ,
e doutHa goza dos crditos, que deve am-
bicionar bum papel dste genero, e parece.
offerecer mit mais durado do que as
outras, engendradas de proposito f para
dezejoda Columna, como o Cruzeiro, ou sua
persegnigao, como por exemplo oCnstjtur
conal! Exm. Sr. Pinheiro tinha o dirito
de fazerel/iico da folha, que mais propria
jhe psrecesse para a consignago dos seus
oficios; e assim como o Sr. Commandante
d*s Armas adoptou o Cruzeiro, q ExniJ Sr.
Presidente poda adoptar o Diario, co-
mo effectiyaniente adoptou: se p Epis-
toteira Columna deseja tirar da abjeegao,
emque se acla o seu Peridico favorito e
5 dar-lhe-a importciae crdito, que nao tem,
jreforme-p em estylp e.dputrina, ..; por que
l em quanto elle se conservar cmo o^valhiv-
\ couto da immoralidade e do vicio, da des-
vhonra e da infamia, so nelle podero exa-
;raruas producgpes, o digno Imparcu de
\ Pernambuco, O"otros quaesquer Colum-
'nas igualmente despejados, infames, _e
I despresiveis, iiem que muitas.v^ses pyrecao
1 pertencer a urna ca ase, em que ja mais dc-
vero estar por isso que so seryem de a
manchar, e polluir..
O Exm. Sr. Pinheiro he demasiadamente
melindroso e sizudo para comprometter-se
para com a gente debemd'esta Provincia,
~s* ..V .....i- '
/


- I
(*i4)
navios a carga.
* .
Ara Santa Catarina e Rio'Grande do Snl
o lirigye Americano Ar^us, tendo rnuito
bous commodos para passageiros, sahira'
cooi toda a brevidad, qnem nelte quiser
servind-5c, coin vehculo de suas publica-
eocs oficiaes, de huma f'olha, que, pela sua
phraseologia, merece ser hela >el;i gentes
das tavenias, para quem elli he escripta ;
e quauto o ter o Diario censura io com jus-
ta a conducta pouca airosa de alguna Ma-
gistrados, eih nada isso deveria obrigal-o a
mudar suas correspondencias ofh'ciaes para
o Cruzeiro ; porque ahi mais do que em
Peridico angun a gente grada e distincta
d est i Provincia tem sido coberta de bal-
dees, e de insultos, e tem sofrido escan-
dalosos libellos. Em todo o caso se o Di-
ario tem criticado aguns Magistrados, suas
increpacoes nao tem attingido se nao aquel-
es, que recon heridamente tem arrostado a
opinio publica, ou d ella tem zombado, e
para os quaes nos desejariamos existisse
ainda htii jnstieeire Marque* de Pombal:
alguns Desembarga dores ha que tem me-
recido os nossos respeitos e encomios ; s o
csses que se fazem dignos do lugar, que no-
brnente oceupo. Os outros so merecem
o nosso despreto, que deve ser na raso
composta dos setis dijereditos e forcoso de-
ver, que tinho de ser horneas justos, ra-
pa reiaW^ncorrupt veis, e venera veis.
Concillamos dizendo ao Cruzeiro, ou E-
pistleiro, que o Exm. Sr. Pinhero, poden-
do sem crime algum, ter estreita amisade
com o Redactor do Constitucional e o Re-
viendo Padre Mestre Fr. Miguel, nao tem
com <*lles se nao puras re1a$es de civilida-
de, animadas de una antiga estima* e que
assim como alguns outros Empregados se
Ticlio &terlacados com homens de reco-
nhecidMlescredito, e mesmo acinorosos,
iK'iiiiuma %Mk ha para que o Exm. Sr.
Pinhero nao se ligassse a pessoas geral-
taente acreditadas, como sao os que o Irn-
pa rea I increpa de perturbadores da ordem
e incendiario-i, so porque com impavidez, e
constancia tem atacado a Columna, e seus
inembros, e aventado seus tramas e intri-
gas -m flonra e loirvor ao Exm. Sr. ftnhei-
ro, que merecen o menoscabo da columna !
Eterna execrado a -essa infame horrivl
ociedade.
carregar, ou ir de passigem dirija-ge (ios
seus consignatarios Mateus e Fostr rud
da Cruz n. 56. #
P/IRA ANGOLA.
OEgue vagera ate' o fin deste iucx, por
ter a maior parte da carga prompta, o iri-
gue Brasileiro, Oriente Africano quem
nelle quiser carregar ou ir de passngem,
dirija-se a bordo ao Capito e dono Remi-
gio Luiz dos Santos, ou ao Escriptorio de
Francisco Antonio de Oliveira, ra do Tra*
pixe n. 3.
VEND\S.
i Ara fora da Prnca, um mnleque, j 8 an-
uos, sadio, e cosinhu o commum : no Pateo
do Hospital do Paraso. D. 5.
NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados no dia 5.
pm Halifax ; 4 Cap. John Bertie: bacalho: a Stnith e
Lencaster.
Entrados no da 6.
_ Baha ; i \ dias ; Barca Ing. Zo, Cap.
Thonias Dick-: em 'lastro : Meyvorths e
Cumpa nhia.
Entrados no dia j.
* Maranhao por Acaracu'; l\i dias ;
Pat. Paquete de Pcrnanibttco, M. Mauoe
Jos da Silva : sola vaqueta e coiros : de
Joo Ferreir *dos Santos. Passageiro .
Candido Jos de Campos.
Saludos no da 5,
.Porto; G. Port. Castro i., Cap.
Joto Gonsalves Graca : assucar, ealgodao.
Sahidos no dia 6*
m* Porto de Pedras ; S. Estrella /Matu-
tina, M. Antonio Francisco Nanea: em
lastro. ',,/'
Rio Formoso; S. S. Antonio Ligeiro,
M. Jos Joaquim da Costa : lastro : 2 pas-
sageiros.
_. Dito:; S. Gaadelupe, M. Custodio
Moreira dos Sainos : lastro.
_. Goiana ; C. L>aldade, M. Joaquim
Jos de Castro : lastro. 2 passageiros.
a^i


PERNAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83i


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^ (ai.3) Exm. Sr. Pinheiro; imputagao que por despeitoza deixa ver na maior diaph'aneidade o resseutimento sanlmdo, que concebeu a Columna; quando o mesmo Exm: Sr. inteirado, desde os primeiros instantes de sua chegada, dos fins desta .infernal sociedade, do carcter, e moral de seus indignios membros, tomou a salutar deliberago, d se nao ingerir em seus criminosos trabalhos, como por exemplo hayia feito o seu celebre antecessor, que escandalosamente paranymphava os mais fogozos e hardidos propagadores do absolutismo e da escravidao, Cn4 sura o Imparcial de Pernambupo o Exm. Sr. Pinheiro por se nao haver ligad.) a' Cor lumtia, onde, segundo o mesmo Escriptorse a cha a gente puritana de Pcrnambuco, isto; hum Desembargadbr justamente desacredita do, hum Militar se;n hlra, hum dilapidador, da bV/.enda publica, etc. etc.: be realmente notvel que oauthor da carta, e toda a Columna critique o Exm. Sr. Pinheiro pelo laclo justamente, que irais Vonra lhe faz, e pelo qual elle setem;.tornado os olhos do homein de bem mais digno emais recommeudavel. Seria iiecessario que o Exm. Sr.Pinheiro fosse bum homem, ja nao digo mi, assim comp sao todos os Columnas, mas iuteiramente desassisado, e lonco, par." ra agregar-se a hum partido, tendo elle o encargo de Presidente da Provincia, anda suppondo que fosse o milhor, e.o mais pr-. dente: como quera, seriamente, o Imparcial por irona, que o primeiro Empregd da Provincia, cujas uucgoes tem por objecto a manutengao do socego publico, a execiigo da le, e que deve, quanto cm si eonber, apagar o fogo da discordia e da intriga, que se bou ver de atear entre os P'vos, fosse o primeiro em perturbar a paz, postergar a lei, e por em horrivelj tumulto o conflagrarloquelles meamos, de quem elle devera "promover a tranquilidade e a convivencia, e cuja exaltago de paixoes .a elle cumpria entibiar, e amollecer ? He justamente pela parte activa, que tem tomado alguns Empreados superiores desta Provincia em tumultuozos partidos qne nos vemos todos os das a lei calcada aos pes, c a instiga escarnecida ; por isso que he impossivel, qne hum Magistrado, por exemplo, qne pertence a hum partido dexe de decidir apaixonadamente qual quer pleito ou questo, que tiver lugar entre hum se con-socio poltico, e hum sea adversario.'' O partido da le be o que deve seguir hum Empregado sizudo; he este, que tem sido o Norte do Exm. Sr. Pinheiro, e que o tem tornado credor da estima e veneragao de todos os homens de bem desta Provincia, *• %  • %  bem que calumniosamente afrme o contrario o autlior d'ssa celebre carta tao incendiaria em sua linguagern quanto falsa cm sua doutrina, Alcm d'isso bastaria o Exm. Sr. Pinheiro conhecer os membros, que compunho essa sociedade desprezhel para d forma alguma iiitroduzir-se em seu seio, suppondo mesmo que os seus inserSoos mais honestos e salutares. Nao termino anda aqu as increspagocs do Cruzeiro : he aecusado o Exm; Sr. Pinheiro de haver adoptado para folha do Governo o Diario de Pernarnbuco, onde (segundo o Cruzeiro) a honra dos Desembargadores da Relaqo, C.oegas de sua Ex., tem sido atrozmente retalhada, e de baver igualmente, prestado afgum accesso e mesmo protecgo ap Redactor do Constitucional, e ao RmO. Sr. Padre Mestre Fr. Miguel do Sacramento Lopes. Nada ha mais deslocado e petulente do que similhante imputago : ja hum furioso Columna' se acha authorizado a surgir,do antro pestilencial da typografia do Cruzeiro para contestar ao Exm. Sr. Presidente o dirito de ensirir seus oficios onde bem lhe parecer, e reprebendel-o com azedurtie de haver feito adop.gao do Diario, huma fplh, que pela sua ¡ande nesta Provincia (permitla-se-nos a expressao) pela sua moderagaQ, e doutHa goza dos crditos, que deve ambicionar bum papel dste genero, e parece. offerecer mit mais durado do que as outras, engendradas de proposito f para dezejoda Columna, como o Cruzeiro, ou sua persegnigao, como por exemplo o„Cnstjtur conal! Exm. Sr. Pinheiro tinha o dirito de fazerel/iico da folha, que mais propria jhe psrecesse para a consignago dos seus oficios; e assim como o Sr. Commandante d*s Armas adoptou o Cruzeiro, q ExniJ Sr. Presidente poda adoptar o Diario, como effectiyaniente adoptou: se p Epistoteira Columna deseja tirar da abjeegao, • emque se acla o seu Peridico favorito e 5 dar-lhe-a importciae crdito, que nao tem, jreforme-p em estylp e.dputrina, ..; por que l em quanto elle se conservar cmo o^valhiv\ couto da immoralidade e do vicio, da desvhonra e da infamia, so nelle podero exa;raruas producgpes, o digno Imparcu de \ Pernambuco, O "otros quaesquer Colum'nas igualmente despejados, infames, _e I despresiveis, iiem que muitas.v^ses pyrecao 1 pertencer a urna ca ase, em que ja mais dcvero estar por isso que so seryem de a manchar, e polluir.—. O Exm. Sr. Pinheiro he demasiadamente melindroso e sizudo para comprometter-se para com a gente debemd'esta Provincia, ~s* • ..V i %  %  /



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%  %  I (*i4) NAVIOS A CARGA. Ara Santa Catarina e Rio'Grande do Snl ¡ o lirigye Americano Ar^us, tendo rnuito bous commodos para passageiros, sahira' cooi toda a brevidad, qnem nelte quiser servind-5c, coin vehculo de suas publicaeocs oficiaes, de huma f'olha, que, pela sua phraseologia, merece ser hela ¡>el;i gentes das tavenias, para quem elli he escripta ; e quauto o ter o Diario censura io com justa a conducta pouca airosa de alguna Magistrados, eih nada isso deveria obrigal-o a mudar suas correspondencias ofh'ciaes para o Cruzeiro ; porque ahi mais do que em Peridico angun a gente grada e distincta d est i Provincia tem sido coberta de baldees, e de insultos, e tem sofrido escandalosos libellos. Em todo o caso se o Diario tem criticado aguns Magistrados, suas increpacoes nao tem attingido se nao aqueles, que recon heridamente tem arrostado a opinio publica, ou d ella tem zombado, e para os quaes nos desejariamos existisse ainda htii jnstieeire Marque* de Pombal: alguns Desembarga dores ha que tem merecido os nossos respeitos e encomios ; s o csses que se fazem dignos do lugar, que nobrnente oceupo. Os outros so merecem o nosso despreto, que deve ser na raso composta dos setis dijereditos e forcoso dever, que tinho de ser horneas justos, ¡rapa reiaW^ncorrupt veis, e venera veis. — Concillamos dizendo ao Cruzeiro, ou Epistleiro, que o Exm. Sr. Pinhero, podendo sem crime algum, ter estreita amisade com o Redactor do Constitucional e o Reviendo Padre Mestre Fr. Miguel, nao tem •com <*lles se nao puras re1a$es de civilidade, animadas de una antiga estima* e que assim como alguns outros Empregados se Ticlio &terlacados com homens de reconhecidMlescredito, e mesmo acinorosos, iK'iiiiuma %Mk ha para que o Exm. Sr. Pinhero nao se ligassse a pessoas geraltaente acreditadas, como sao os que o Irnpa rea I increpa de perturbadores da ordem e incendiario-i, so porque com impavidez, e constancia tem atacado a Columna, e seus inembros, e aventado seus tramas e intrigas -M flonra e loirvor ao Exm. Sr. ftnheiro, que merecen o menoscabo da columna Eterna execrado a -essa infame horrivl ociedade. carregar, ou ir de passigem dirija-ge (ios seus consignatarios Mateus e Fostr rud da Cruz n. 56. # P/IRA ANGOLA. OEgue v¡ag¡era ate' o fin deste IUCX, por ter a maior parte da carga prompta, o irigue Brasileiro, —. Oriente Africano quem nelle quiser carregar ou ir de passngem, dirija-se a bordo ao Capito e dono Remigio Luiz dos Santos, ou ao Escriptorio de Francisco Antonio de Oliveira, ra do Tra* pixe n. 3. VEND\S. i Ara fora da Prnca, um mnleque, j 8 anuos, sadio, e cosinhu o commum : no Pateo do Hospital do Paraso. D. 5. NOTICIAS MARTIMAS. Navios entrados no dia 5. pm Halifax ; 4aldade, M. Joaquim Jos de Castro : lastro. 2 passageiros. %  a^i PERNAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. I83I



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( 2I ^) i nebitavel desgrca de sua Ex., apenas explosar o voleo revolucionario, cujas lavas .vora* pinosas o togado Epistoleiro parece ja trpidamente lobrigar; e he scientemente convencido daexisteueia de urna eonspiraco republicana, que ernambucana, e como bom Patriota conjura o Excelentsimo Senlior Pinheiro a enfrear (se ainda lie possivel) o impetuoso movimento revolucionario, que ameaca em sua torrente os amigos leaes de da Constituido, e do throno. Nada ha mais digno de eterna irrizo do que semeIhante assersao ; nada ha certamen te mais estupido do que este expediente considralo como meio conducente a mudanca do Excclentisssimo Senhor Prez i den te. Por que motivo (se he exacto o que a vanea o parciar imparcial) nlo. fez elle urna denuncia em forma legal!-' %  Por que razao nao indicou os lugares, onde se tracta d'esta. projectada revoluco, nao indigitou nominativamente seus membros, os meios para isso empregados, o deliniamento, e o pla^no, os esforcys eas tentativas ? Qual a ra* ela sua conducta prudente, *asizada, e constitucional tem peuhorado em grao eminente o amor e a adhesao dos habitantes sizdos e : prabos iesta Provincia, e cuja falta ou miidanca acintoza so servira de nos irritar de um modoperigoso, principalmente nao tendo noshm Commandarite das armas, "que* com o bravo Genera 1A iitero sa iba htpr silencio as vozes de huiia faeco" traidora liberticida. Ja he tempo pois d abandonar o sistema de enredo, de perfidia, e mentira, deque a Columna tem feito as suas principaes armas contra os [Constitncioiiaes ge* nuinos: simiihante tctica so pderi ser coroado de suceesso em hum paz onde so o Cruzeiro esefevesse, e ainda assim a verdade sempr appareceria, e es embnsteiros calumniadores se veri sempre redu/idos ao abandon eao desprezo. Nssa opinio publica esta'iriteira mente formada, e dezenvolvida; a Gsttfriicao janiais podera'aniquilar-se sejao ques forem os esforcos da Columna; seus expedientes, sua audacia, sua imprudencia, suas esperanzas, e seus recursos. Passemos a utra imputaqo dirigida ao .• i **' ** • *• ( ) Quando os Columnas recebem urh golpe,"sempre a dor os faz suppor, que esta' pro'xma, a-revoluco, de que elles tanto se temem anda imaginada; este um pro7 ducto da experiencia de dous annos: agora disserao que o Sr. Pedro Borges era Potuguez, e o Sr. Martins anti-constitueional;'isulii a revolugo^ as desgracas, as mortes, as guerras civis: que gfente para rastrear revolices-! mm


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•" "'* %  —-—— .**. %  li i lini ASNO DE I83I. TERCA FKUIA 8 DE MAR^O. M MERO 53 • —* I' foiMf* M**"* mfo**4[ co'r*,poJ**m*s r anmciot t esus ifis*~m->e 9 ,*t¡s, ,e,Ut> Je sucintos; iundo assynados,, com • lugar da 'JormdH, • rerSn publicad; o w MfAm •• <#<* Cruzeiro e seus Corhpodentea ; o ExosUentissimo Senhor Prezidente, a penaa abocanhado ate aqui clandestinamente no circulo immoral dos membros d'essa abominavel ass^ciaco denominada — Columna ,Nos sabemos perfeitamente, que o Excellentissimo Senhor Pinheiro escudado em urna reputaco verdadeiramente immaculada, escoltado pela opinio publica, que o acata, e bem diz, e finalmente agraciado com a estima de-todos oshomna, que sabem prezar as virtudes cvicas, que exornSo e distingnem seu nobre carcter, nenhnma precisad tem de apologistas, ou defensores, muito principalmente quando se conhece e se sabe o descrdito e desdem, que tem merecido do Publico esses furiosos energmenos, que por nicos misteres so conhe