Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01116


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Full Text
U.
mm

'
yNNO DF r83i.
SXBBADO 5 DE MARqp.
N [JAI ERO 5r
j"
MAM ])!
BHKG.
Suiscteve-se mentalmente aftfo rett pagas uJiantados, na Tipografa Pided-'g-ia, t tm casa do E licor, rrnt Direita, ty ; encujo*
tugara tamben se rtceberi correspondenesas, anuncios : estes inserem-se gratis, sen tu Je as signantes, viada assignados, e eem o lugar da
morad*, e Itrn publicados no din imue tato ao da entrega, sende esta ftita at a meta dia e vtulo resumidos.
PERNAMBCO; XA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, V, l8. l83l.


RTICOS de OFFICIO
A,
Cta da primeira Sesso 'Ordinaria do
Conselho do Govenio no primeiro de Mar-
co de i83, presidida pelo Excellentissimo
JSenhor Prezidente Joajuini Joze Pinheiro
de Vasconcelos.
_ Foro prezentes os Senhores Conse-
lheiros Francisco de Paula Civalcnte de
Albuquerqire, Bernardo Luiz Ferreira, Ger-
vasio iJires Ferreira, Manoel Zefirino dos
Santos, e Thomaz Antonio Maciei Montei-
ro ; e a vendo o Senhr Conselheiro Mano-
el Correia de Araujo participado nao po-
der comparecer por eattza de molestias,
foi chamado o Suplente immediato Manoel
Ignacio de CarvaIno
~. Principio*! o Conselho os seus traba-
Ilios nesta primeira Sesso, tratando da
maneira, por que se daria cumpriment
nesta Provincia aos Artigos a4, s5, 26, e
'X] da Le de i5 de Dezembro do auno pas-
sdo, que orea, e fixa, a Receita, e Dispe-
za do Imperio para o anno Financeiro do
i. de Julho de i83i ao ultimo deJu-
nho de i832 : e, depois de alguma dis-
cussao, e divergencia dos Senhores Conse-
lho iros, julgando rns, que nao era da com-
petencia do Conselho a execueo de taes
rticos, antes de para isso receber ordem
do Governo, e outros que era ; resolveo
finalmente o Conselho, que se deveria es-
perar auctorisaco do Governo, entretanto
que se osse trabalhando no modo, por que
serio organizadas as novas/Mesas de r-
reeadaca, para rerem iexercicio, quando
o Governo ordenasse : a cujo respeitoo Sr.
Conselheiro Pires Ferreira aprezenfcou nm
Projeeto, de que fez a leitura, e se manda-
rio tirar copias para entrar em discucao, e
fazer cada um dos Senhores Conselheiros
as suas observ^coes, e emendas.
Tratou-se tobem de se fazer pelas Ca-
niaras d'i Provincia a distribuidas dos l\ot
cutos de reis, que pela mencionada Lei
doOrcamento sao mandidos applicarpara
n >ra> .* !>lieas a cargo das referidas Ca-
ri* ; c foi revolvido, que primeira mente
lfl\js pedissem iaformaces das Obras, de
qne mais precizao, acompanhadas do .sen or-
9amento, para a vista delle o Conselho fazer
justa distribuico.
Resolveo-se ltimamente, que os das
das Sessoes seriao as Tercas Feiras, Quin-
tas, eSabbados dasdez horas dimauha a
huma da tarde. E deo-se por finda a Ses-
so. E eu Vicente Thomaz Pires de Figue-
redo Camargo Secretario do Governo a so-
bscrevi. Seguem-se as Assignaturas.
Circular a todas as Cmaras*'

_ O Conselho deste Governo, para da
execuco ao f\\ do Artigo 1. e ao Arr
tigo 90 da Lei de i5 de Dezembro do auno
passado, resolveo, que as Cmaras Munici-
paes lhe enviassem informacoes sobre as
Ojras Publicas, de que ha mais precizao,
acompanhadas dos respectivos ornamentos
o que Vv. Ss. cumpriro pela parte, que
hes toca. Dos Guarde a Vv. Ss. Pala-
cio do Governo de Pernanbuco 2 de Marco
de 1831 Joaquim Joze Pinheiro de Vas-
concelos Senhores Prezidentesi e Vereu-
dores da Cmara de. .,
to 49P
imm Ao termos o Cruzeiro 4 7 veio-nos a
mente a sentenca de Sneca _- fascinas p 1-
rat furorem e sem o charaarmos desta vez
tolo e mal creado, diremos slin que elle es-
t furiozo, e que e*ta sauha o infalivel
producto da sua mdJade. Anda (eremos
a condescendencia de responder-lhe, sem
mancharemos as paginas do nosso nidrio
com virulentas descomposturas, oro I aeeoes
de genios vis, que so serven de desorgi-
nisar a Sociedades e atrazar o andamento
da unio precita,
Dissemos no nosso N. d $3, que podia-
mos publicar pensamentos, e sentimeutos
alheiosoppostos aos nos*os, muito mais :i
nos arrogando o titulo de Redactor, e de
novo insisimos nesta ideia, sem que sis-
mos obrigados a censurar a quiln de encontr ao nosso modo de pensar ,
como o^uero Cruzeiro, e nem se pode di^er,
que introduzindo nos na nossa ftUfci opini-



YP'
7
(204)

oes diversas somos amigos de Dos e de
Belial, urna vez que essas opinies nao sao
nossas, e neni por ellas nos responsabiliza-
mos. Mas o Cruzeiro diz, que nos poda-
mos censuaar; porem nao prova, que o
devessemos fazer, e da possibilidade a o-
brigaeao ha tima distancia infinita. A cen-
sura, que nos faz o Cruzeiro seria justa,
se nos mudassemos a uniformidade de
pensar naqueiles escritos, que sao nosscs :
e por isso nada implica, que censuremos o
Governo, e ao mesmo tempo demos lugar
na nossa Foilia a alguns elogios ; por que
o Governo merece a primeira, quando o-
bramal, e digno dos segundos quando
por ventura>\braj)em.
Em quanto Wzerm^nps, que o Jury nao
e a Naco Brazileira somento a estupidez do
Cruzeiro ignora esta verdade, o qual que-
rendo tergiversar do ponto essencial da
questo, quer dar ao Jury esse eminente
carcter, quando em outras muitas ocazioes
o tem representado como un Tribunal fac-
cioso ; c coberto de injurias e improperios!
Nos fallamos a cerca do modo pratico de
quaiiiear os abusos da Imprensa, e neste
entido prezistimos em dizer, que o Jury, e
nao a Naco Brazileira, que os qualifica.
Sabemos perfeitamente, que a Le consi-
derada como un dos ardaos da Nacao, e de
baixo deste ponto de v sta podemos figura-
damente tomar a Lei pela Nacao ; porem
jamis chamaremosNacjo aquella auetorida-
de seja de que natureza for, encarregada
de ejecutar a Lei. A vista disto e fcil de
ver, que o Cruzeiro confunde a Lei com o
modo de a por em pratica, e quer imputar-
nos urna sandice, que so existe na sua cabe-
ra, em todo elle.
seusa o Cruzeiro apontar-nos a lei da
Liherdade da Imprensa no art. 2. 2, pois
estamos bem certos do que ella diz, e ainda
que ah se falle em geral dos direitos do Im-
perador ao Throno do Brasil, estes direitos
entendem-se desdo momento, em que Elle
oi cscolliido e Acclamado unnimemente
peU Nacao; por conseguinte sao di-
reitos, que o Imperador actualmente tem,
os quaes nao se podem contestar sem ir con-
tra a vontade da Nacao, e ineorrer na pena,
que a mesma Lei omina; mas preciso
convir, que estes- direitos so tem por funda-
mento a vontade Nacional, e nesta que
se funda a legitimidade do Imperador, e da
Imperial Descendencia chamada successao.
Ja por vezes temos no nosso Diario tratado
desta materia, e to difuzamente, que seria
intil acrescentar novos argumentos ; e pa-
ra combatel-a ser preciso, que o Cruzeiro
faca. desappareter da Constituicao os art.
11 12, to, eoutros, por ode mauilestamen-
te se prova, que a Soberania reside na JN a
eo e que della dimanao todos os podperes
qoliticos. Logo para que recorrer ao princi-
pio de legitimidade hereditaria, quando a
Naco Brasileira, deelarando-se indepen-
deite, tinha reivindicado os son* inauferi-
veis direitos, e Portugal perdido todo o
seu dominio? Isto posto ve-se caramente,
que a legitimidade proveniente do acto de
heranca se achava aniquilada, e o Sr. 1).
Pedro'no podia rdquirir de seus maiores
aquelle que ellcs ja tinho perdido. So-
mente poderia passar esse falso principio de
legitimidade hereditaria, se acaso se provas-
se que o Brasil nao tinha direito de einan-
eipar-se, mas esta questao importa o mes-
mo que dizer, que o Brasil devia ser sem-
pre escravo, o que alem de absurdo pelos
principios de Direito Publico Universal,
a raso estremece recordando-se de sstnu-
lhante paradoxo.
O que acabamos de referir e bastante pn-
ra refutar a doutrina 'de direitos exteriores
de que falla o Cruzeiro, menos que estes
se nao f'uncleui no nosso reconhecimento, e
gratido pelos servicos do Sr. D. Pedro,
prestados a Causa do Brasil. As Nacens
corno Soberanas quando trato de consti-
tuir-se, e organisar o seu governo podem
muito bem escolher a pessoa, 011 pessoas,
a quem o devo confiar. Taes erao as cir-
cunstancias em que se achava o Brasil. Des-
ligado de Portugal, por nao poder mais
sofrer o jugo de ferro, que o oppnmia, a-
doptou a Monarqua Constitucional, como
aquella forma de Governo, quemis se a-
daptava as circunstancias da Nacao. Era
preciso escolher um Brazileiro, que fosse
revestido das atribuices de Monarca, e este
sem duvida devia ser aquelle, em que en-
contrasse qualidades dignas de to eminen-
te cargo. Escolheu oSr. D.Pedro, atten-
dendo aos servidos que havia prestado ao
Brazil, pondo se a testa da revoluc/o, c
sendo o primeiro campeo da nossa Liber-
dade ; porem em tudo isto nao vemos ncm
a menor sombra de direitos hereditarios;
mas soniente direitos fundados no voto Na-
cional. Sabemos, que esta nossa opiniao
nao agrada ao Cruzeiro ; porem nos o de-
safiamos para que a combata com argumen-
tos slidos e nos mostr d'um modo sensj-
vel esse irrisorio jus hereditatis -- em
que funda todo o seu a ponteado de dispa-
rates. Declaramos tambem francamente,
que nesta parte temos a desgraaf de ir de
encontr com o que disse na sua carta o Sr.
Promotor. Pelo que pertenee a expressao
I do Compadre surdo, de que fizenios meu-


&
(ao5)
cao no nosso n. 43, alii dssemos, que el-
Ja pareca grosseira; mas que em nada of-
, fnde o nosso Augusto Monarca; por
quanto se a Naeao o inaugurou seu Primei-
ro Chefe, isto efeito do seu reconhecimen-
to, e devendo elle ter uma dotacao decente
e propria do eminente Km prego que oceu-
pa, esta, ninguem pode duvidar, e de direi-
o, mas nem por isso deixa de ser una con-
sequencia do mesm reconhecimento e
grutidat).
Queramos terminar qui as nossas refle-
xoes; mas nao nos podemos dispensar de re-
futar o que diz o Cruzeiro no fin do seu tos-
co aranzel, por onde se prova a sua crassa
ignorancia. Diz o Cruzeiro que o Com-
mereio Portuguez se enriqueceu com o sis-
tema colonial do Brasil; mas que o Gover-
no Portuguez tirasse ttlle grandes sommas,
uma coisa que ate lhe impeciao as suas
mesillas Leis barbaras sobre as producoes
dcsta regio Estando o Cruzeiro confor-
me com nosco acerca da primeira proposi-
c,o, nos nao podemos deixar de notar,
que a segunda iuteiramente falsa, e que
preciso desconhecer a influencia, que as ri-
quezas do Brasil causaro ro sistema geral
da Europa, para tal afirmar. Posto que
esta materia seja: vastissima, e seja preciso
entrar em detalhes economico-politicos para
seu pcrf'eito desenvolvimento com tudo res-
trigindo-nos aos limites d'um artigo, vamos
rpidamente mostrar, que o Governo Per-
tuguez lucrou enormissimas sommas, posto
que a sua pessima politica as dissipasse,
tproveitando-se della, e da sua ignorancia a
Inglaterra.
E um principio fundado na experiencia
e demonstrado em Economa Politica, que
aquelle Estado que for mais rico, ehega de
neeessidade a ser o mais poderoso; de ma-
neira que a forca d'um Estado esta' na razao
directa do numero de milhes. Antes que
se dejicobrissem as minas do Brasil, a In-
glaterra debalde se esforcava para fazer o
primeiro papel na Europa, ao mesmo tem-
po que todos estavao atnitos por ver, que
un dos reinos mais pequeos da Europa,
com um continente, e uma povoaco infe-
rior a de muitos Estados, aava a Le aos
mais vastos governos : mas nao se repara*
va que Portugal tiiiha adquirido immensas
riquezas com a inteira posse do ourodo Bra-
sil, o que razia inclinar a seu arbitrio a ba-
Janca nos sistemas polticos da Europa.
Sem reirirmos os monopolios do Governo
Portuguez sobre os productos do Brasil,
donde extraliia innumeraveis sommas an-
nuajmente, bsta lembrar que desdo des-
cubr nento das minas do Brasil ate pouco
depois do terremoto de Lisboa em ij5 sa-
hiro do Brasil em ouro para o Governo
Portuguez 960 milhoes de cruzados, cono
pode demonstrar-se pelas listas de cada una
das frotas que iao a Europa.
A vista disto anda se podera' contestar,
que o Governo Portuguez lucrou immensas
sommas do Brasil ? E verdade que esse im-
menso capital passou quase inteiro a Ingla-
terra, e com elle fundaro os Ingle/es o
seu poder e grandeza, com que alimento
a sua arrogancia, e te ni como admirada a
Europi. As minas do Brasil facilitaro aos
Inglezes os primeiros elementos do seu
eommercio, pois, como ninguem ignora, o
continente de Inglaterra produz mui pou-
cas materias primas, e a nao ter o ouro do
Brasil, passado a Portugal, acudido conti-
nuadamente a Gr Bretanha, para buscar e
comprar nos paizes estrangeiros o necessa-
rio para as manufacturas Inglezas, jamis
terifio estas chegado ao estado lorescente,
em que hoje as vemos.
E pois evidente, que o Goierno Portuguez
lucrou imrnenso co Brasil; mas nao se sa-
bendo aproveitar de tantos recursos, que
constantemente lhe offerecia, pela sua cega
afeico aos Insrlezes deixou escapar essas
~ a u
enormes sommas, que scrvirao de oaze ao
poder da Inglaterra, e sem as auaes ella se
arruinara desde logo, gastando mais do
que as suas rendas lhe permitissem, ou per-
manecera nos limites, em que a teve a sua )
pobreza porespaco de 10 seculos. Em uma
palavra os Inglezes fizero a Portugal, o
mesmo que agora estao fazendo com o Bra-
sil, absorvendo-lhe por meio d'um eommer-
cio desigual todas as suas riquezas, no que
o nosso Governo o nico culpado fasendo
tratados desvantajozos, e que nao tem por
baze a reciprocidade.
Temos concluido a nossa resposta, que
sabio mais longa, do que desejavamos, e
como o Cruzeiro nos receita > bixas e mais
bixas nos tomamos tambem a liberdade
de lhe lembrar o elleboro para curar a sua
doudice, elhe pedimos que aplique a si, e a
seus correspondentes o seguine verso de
Horacio, (L. 2 sat. 3. v. 83) que vem a pelo,
Nescio an Anticyram ratio illis destinef
omnem.
N. B. No caso do Cruzeiro nao enten-
der o verso tenla a bondade de nos di-
que nos promptamente lhe faremos expli-
ca cao.
_ Quando o Cruzeiro nos deu a saber,
( por noticias que so elle tinha do Kio ce
Janeiro ) que o nosso Amigo o Redactor do
Republico havia fgido daquella Corte, n
L?


(207)
nos callamos; nao por que julgasseraos
que elle fbsse capaz de urna tal acco; mas
sim por nao termos earta delle se nao de 8
das antes da sabida do Navio, por onde
pareca ter viudo essa noticia, e pensarmos
que tal vez alguma perseguicao, das do cos-
tume, teria obligado o ncsso collega a pa-
rar a redaco do Kepublico, donde o Cru-
siro, conforme seus principios, deduzira es-
sa fuga. Sabemos agora, que o Cruzeiro
mentio, e nao c esta a primeira nem a ul-
tima vez ; que o Republico e seu Redactor
continuao a apparecer no Po de Janeiro;
que este nunca esteve occulto; e que foi
absolvido em um Jury a que compareceu
por denuncia do Sr. Nabuco : assim no lo
confirmao folhas do mesmo Republico ate
22, e cartas at a5 de Jneiro.
O Paquete pouco nada accrescenta as
noticias, que ja tinhamos por outras em-
b ircaces, do Rio : tudo ali est sobre o
mesmo p. Nos transcreveremos dos Peri-
dicos o que aebarmos interessante.
THEATRO.
n
'Omingo 6 de Marco representa pela pri-
meira vez a Companhia chegada de Lisboa
a muito excellente Oratoria SANTA
CICILIA, ornada de novas mgicas; e o
novo entremez S. MARTINHO.
VENDAS.
UM palanquim doirado, eforrado de da-
masco de muito bom gosto, com pouco il-
zo; pre^o commodo: em Olinda ruado
coko sobrado de 2 andares.
_- Urna eserava 14 anuos, bonita figura,
sem vicio, cose, e engoma lizo ; vende-se por
se querer comprar um negro : a Joao ter-
reira da Cunha, com botica na Praca da
Boa-vista.
No Armascm da ra Nova D. i a
harga da Matriz ; boa farinha de tapioca,
arroba 1800, libra 8o reis ; presunto para
fiambre, novos, e preco cmodo.
_, Para fora da Cidade um mulato of'fi-
cial de sapateiro, 18 anuos : no atterro da
Boa-vista D. ai.
_ No Bairro da Boa-vista no milhor sin-
ti possivel urna armaco de venda com
assoalho por cima, e as bemfeitorias, pre-
co commodo : fallem com Francisco Anto-
nio de Albuquerque casa n. 72 adiante
da ribeira do mesmo Bairro.
COMPRAS.

Escravos de todos ffs offioios, e tambem
marinheiros: na ra da Sanzalla velha n.c
42, 2. andar. .
ALUGUEIS.
UM sobrado de trez andares com arma-
zern por baixo na ra da Madre de D-
os, faz frente para a mesma ra, do En-
cantamento, da cacimba, e da Cadeia :
na ra do Livra liento lado direito sobra-
do D. 3. I
^ Um sitib na capunga, com arvores de
fructo, e casa pequena, procurem na ra do
Queimado loja n. 29, de Joo da Silva San-
tos.
PFRDA.
J
.
1N O da 28 de Fevereiro desde o pateo da
Matris de S. Antonio at a ra da praia,
3 bilhetes da Rifa de Saboia corrida com
5.a Lotera do Seminario d'Olinda com
assignatura do mesmo Proprietario por de-
traz dos mesmos bilhetes, quem os adiar
os poder levar ao mesmo.
AVIZOS PARTICULARES.
V^Uem tiver para alugar um sitio perto
da praca, com casa para pequea familia,
e capim, ou lugar para plantar-se, neces-
sario para o sustento de um cvalo ; anun-
cie-s por este Diario.
* NOTICIAS MARTIMAS.
Navios entrados kontem.
_ Goiana ; 3 dias ; S S. Benedicto, M.
Antonio Affonso de Mello : caixas caigo-
do: do Mestre. 1 passageiro.
L Babia; 16dias; B. Ing. George. Cap.
Isaac Hetherington : em lastro: Jones e
Uynne.
\..a

PERNAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83i.



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& (ao5) cao no nosso n. 43, alii dssemos, que elJa pareca grosseira; mas que em nada of, fnde o nosso Augusto Monarca; por quanto se a Naeao o inaugurou seu Primeiro Chefe, isto efeito do seu reconhecimento, e devendo elle ter uma dotacao decente e propria do eminente Km prego que oceupa, esta, ninguem pode duvidar, e de direio, mas nem por isso deixa de ser una consequencia do mesm reconhecimento e grutidat). Queramos terminar qui as nossas reflexoes; mas nao nos podemos dispensar de refutar o que diz o Cruzeiro no fin do seu tosco aranzel, por onde se prova a sua crassa ignorancia. Diz o Cruzeiro — que o Commereio Portuguez se enriqueceu com o sistema colonial do Brasil; mas que o Governo Portuguez tirasse ttlle grandes sommas, uma coisa que ate lhe impeciao as suas mesillas Leis barbaras sobre as producoes dcsta regio — Estando o Cruzeiro conforme com nosco acerca da primeira proposic,o, nos nao podemos deixar de notar, que a segunda iuteiramente falsa, e que preciso desconhecer a influencia, que as riquezas do Brasil causaro ro sistema geral da •Europa, para tal afirmar. Posto que esta materia seja: vastissima, e seja preciso entrar em detalhes economico-politicos para seu pcrf'eito desenvolvimento com tudo restrigindo-nos aos limites d'um artigo, vamos rpidamente mostrar, que o Governo Pertuguez lucrou enormissimas sommas, posto que a sua pessima politica as dissipasse, tproveitando-se della, e da sua ignorancia a Inglaterra. E um principio fundado na experiencia e demonstrado em Economa Politica, que aquelle Estado que for mais rico, ehega de neeessidade a ser o mais poderoso; de maneira que a forca d'um Estado esta' na razao directa do numero de milhes. Antes que se dejicobrissem as minas do Brasil, a Inglaterra debalde se esforcava para fazer o primeiro papel na Europa, ao mesmo tempo que todos estavao atnitos por ver, que un dos reinos mais pequeos da Europa, com um continente, e uma povoaco inferior a de muitos Estados, aava a Le aos mais vastos governos : mas nao se repara* va que Portugal tiiiha adquirido immensas riquezas com a inteira posse do ourodo Brasil, o que razia inclinar a seu arbitrio a baJanca nos sistemas polticos da Europa. Sem reirirmos os monopolios do Governo Portuguez sobre os productos do Brasil, donde extraliia innumeraveis sommas annuajmente, bsta lembrar que desdo descubr ¡nento das minas do Brasil ate pouco depois do terremoto de Lisboa em ij5 sahiro do Brasil em ouro para o Governo Portuguez 960 milhoes de cruzados, cono pode demonstrar-se pelas listas de cada una das frotas que iao a Europa. A vista disto anda se podera' contestar, que o Governo Portuguez lucrou immensas sommas do Brasil ? E verdade que esse immenso capital passou quase inteiro a Inglaterra, e com elle fundaro os Ingle/es o seu poder e grandeza, com que alimento a sua arrogancia, e te ni como admirada a Europi. As minas do Brasil facilitaro aos Inglezes os primeiros elementos do seu eommercio, pois, como ninguem ignora, o continente de Inglaterra produz mui poucas materias primas, e a nao ter o ouro do Brasil, passado a Portugal, acudido continuadamente a Gr Bretanha, para buscar e comprar nos paizes estrangeiros o necessario para as manufacturas Inglezas, jamis terifio estas chegado ao estado lorescente, em que hoje as vemos. E pois evidente, que o Goierno Portuguez lucrou imrnenso co Brasil; mas nao se sabendo aproveitar de tantos recursos, que constantemente lhe offerecia, pela sua cega afeico aos Insrlezes deixou escapar essas • ~ A u enormes sommas, que scrvirao de oaze ao poder da Inglaterra, e sem as auaes ella se arruinara desde logo, gastando mais do que as suas rendas lhe permitissem, ou permanecera nos limites, em que a teve a sua ) pobreza porespaco de 10 seculos. Em uma palavra os Inglezes fizero a Portugal, o mesmo que agora estao fazendo com o Brasil, absorvendo-lhe por meio d'um eommercio desigual todas as suas riquezas, no que o nosso Governo o nico culpado fasendo tratados desvantajozos, e que nao tem por baze a reciprocidade. Temos concluido a nossa resposta, que sabio mais longa, do que desejavamos, e como o Cruzeiro nos receita >— bixas e mais bixas —nos tomamos tambem a liberdade de lhe lembrar o elleboro para curar a sua doudice, elhe pedimos que aplique a si, e a seus correspondentes o seguine verso de Horacio, (L. 2 sat. 3. v. 83) que vem a pelo, Nescio an Anticyram ratio illis destinef omnem. N. B. — No caso do Cruzeiro nao entender o verso tenla a bondade de nos dique nos promptamente lhe faremos explica cao. Quando o Cruzeiro nos deu a saber, ( por noticias que so elle tinha do Kio ce Janeiro ) que o nosso Amigo o Redactor do Republico havia fgido daquella Corte, n L?


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(207) nos callamos; nao por que julgasseraos que elle fbsse capaz de urna tal acco; mas sim por nao termos earta delle se nao de 8 das antes da sabida do Navio, por onde pareca ter viudo essa noticia, e pensarmos que tal vez alguma perseguicao, das do costume, teria obligado o ncsso collega a parar a redaco do Kepublico, donde o Crusiro, conforme seus principios, deduzira essa fuga. Sabemos agora, que o Cruzeiro mentio, e nao c esta a primeira nem a ultima vez ; que o Republico e seu Redactor continuao a apparecer no Po de Janeiro; que este nunca esteve occulto; e que foi absolvido em um Jury a que compareceu por denuncia do Sr. Nabuco : assim no lo confirmao folhas do mesmo Republico ate 22, e cartas at a5 de Jneiro. — O Paquete pouco nada accrescenta as noticias, que ja tinhamos por outras emb ircaces, do Rio : tudo ali est sobre o mesmo p. Nos transcreveremos dos Peridicos o que aebarmos interessante. THEATRO. n 'Omingo 6 de Marco representa pela primeira vez a Companhia chegada de Lisboa a muito excellente Oratoria —. SANTA CICILIA, ornada de novas mgicas; e o novo entremez S. MARTINHO. VENDAS. UM palanquim doirado, e f orrado de damasco de muito bom gosto, com pouco ilzo; pre^o commodo: em Olinda ruado COKO sobrado de 2 andares. _Urna eserava 14 anuos, bonita figura, sem vicio, cose, e engoma lizo ; vende-se por se querer comprar um negro : a Joao terreira da Cunha, com botica na Praca da Boa-vista. — No Armascm da ra Nova D. i a harga da Matriz ; boa farinha de tapioca, arroba 1800, libra 8o reis ; presunto para fiambre, novos, e preco cmodo. _, Para fora da Cidade um mulato of'ficial de sapateiro, 18 anuos : no atterro da Boa-vista D. ai. No Bairro da Boa-vista no milhor sinti possivel urna armaco de venda com assoalho por cima, e as bemfeitorias, preco commodo : fallem com Francisco Antonio de Albuquerque casa n. 72 adiante da ribeira do mesmo Bairro. COMPRAS. Escravos de todos ffs offioios, e tambem marinheiros: na ra da Sanzalla velha n. c 42, 2. andar. ALUGUEIS. UM sobrado de trez andares com armazern por baixo na ra da Madre de Dos, faz frente para a mesma ra, do Encantamento, da cacimba, e da Cadeia : na ra do Livra liento lado direito sobrado D. 3. I ^ Um sitib na capunga, com arvores de fructo, e casa pequena, procurem na ra do Queimado loja n. 29, de Joo da Silva Santos. PFRDA. J 1N O d¡a 28 de Fevereiro desde o pateo da Matris de S. Antonio at a ra da praia, 3 bilhetes da Rifa de Saboia corrida com 5. a Lotera do Seminario d'Olinda com assignatura do mesmo Proprietario por detraz dos mesmos bilhetes, quem os adiar os poder levar ao mesmo. AVIZOS PARTICULARES. V^Uem tiver para alugar um sitio perto da praca, com casa para pequea familia, e capim, ou lugar para plantar-se, necessario para o sustento de um cvalo ; anuncie-s por este Diario. NOTICIAS MARTIMAS. Navios entrados kontem. Goiana ; 3 dias ; S S. Benedicto, M. Antonio Affonso de Mello : caixas caigodo: do Mestre. 1 passageiro. L Babia; 16dias; B. Ing. George. Cap. Isaac Hetherington : em lastro: Jones e Uynne. \..a PERNAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83i. —



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YP' 7 (204) oes diversas somos amigos de Dos e de Belial, urna vez que essas opinies nao sao nossas, e neni por ellas nos responsabilizamos. Mas o Cruzeiro diz, que nos podamos censuaar; porem nao prova, que o devessemos fazer, e da possibilidade a obrigaeao ha tima distancia infinita. A censura, que nos faz o Cruzeiro seria justa, se nos mudassemos a uniformidade de pensar naqueiles escritos, que sao nosscs : e por isso nada implica, que censuremos o Governo, e ao mesmo tempo demos lugar na nossa Foilia a alguns elogios ; por que o Governo merece a primeira, quando obramal, e digno dos segundos quando por ventura>\braj)em. Em quanto Wzerm^nps, que o Jury nao e a Naco Brazileira somento a estupidez do Cruzeiro ignora esta verdade, o qual querendo tergiversar do ponto essencial da questo, quer dar ao Jury esse eminente carcter, quando em outras muitas ocazioes o tem representado como un Tribunal faccioso ; c coberto de injurias e improperios! Nos fallamos a cerca do modo pratico de quaiiiear os abusos da Imprensa, e neste entido prezistimos em dizer, que o Jury, e nao a Naco Brazileira, que os qualifica. Sabemos perfeitamente, que a Le considerada como un dos ardaos da Nacao, e de baixo deste ponto de v sta podemos figuradamente tomar a Lei pela Nacao ; porem jamis chamaremosNacjo aquella auetoridade seja de que natureza for, encarregada de ejecutar a Lei. A vista disto e fcil de ver, que o Cruzeiro confunde a Lei com o modo de a por em pratica, e quer imputarnos urna sandice, que so existe na sua cabera, em todo elle. seusa o Cruzeiro apontar-nos a lei da Liherdade da Imprensa no art. 2. § 2, pois estamos bem certos do que ella diz, e ainda que ah se falle em geral dos direitos do Imperador ao Throno do Brasil, estes direitos entendem-se desdo momento, em que Elle oi cscolliido e Acclamado unnimemente peU Nacao; por conseguinte sao direitos, que o Imperador actualmente tem, os quaes nao se podem contestar sem ir contra a vontade da Nacao, e ineorrer na pena, que a mesma Lei omina; mas preciso convir, que estesdireitos so tem por fundamento a vontade Nacional, e nesta que se funda a legitimidade do Imperador, e da Imperial Descendencia chamada successao. Ja por vezes temos no nosso Diario tratado desta materia, e to difuzamente, que seria intil acrescentar novos argumentos ; e para combatel-a ser preciso, que o Cruzeiro faca. desappareter da Constituicao os art. 11 12, to, eoutros, por ode mauilestamente se prova, que a Soberania reside na JN a eo e que della dimanao todos os podperes qoliticos. Logo para que recorrer ao principio de legitimidade hereditaria, quando a Naco Brasileira, deelarando-se independeite, tinha reivindicado os son* inauferiveis direitos, e Portugal perdido todo o seu dominio? Isto posto ve-se caramente, que a legitimidade proveniente do acto de heranca se achava aniquilada, e o Sr. 1). Pedro'no podia rdquirir de seus maiores aquelle que ellcs ja tinho perdido. Somente poderia passar esse falso principio de legitimidade hereditaria, se acaso se provasse que o Brasil nao tinha direito de einaneipar-se, mas esta questao importa o mesmo que dizer, que o Brasil devia ser sempre escravo, o que alem de absurdo pelos principios de Direito Publico Universal, a raso estremece recordando-se de sstnulhante paradoxo. O que acabamos de referir e bastante pnra refutar a doutrina 'de direitos exteriores de que falla o Cruzeiro, menos que estes se nao f'uncleui no nosso reconhecimento, e gratido pelos servicos do Sr. D. Pedro, prestados a Causa do Brasil. As Nacens corno Soberanas quando trato de constituir-se, e organisar o seu governo podem muito bem escolher a pessoa, 011 pessoas, a quem o devo confiar. Taes erao as circunstancias em que se achava o Brasil. Desligado de Portugal, por nao poder mais sofrer o jugo de ferro, que o oppnmia, adoptou a Monarqua Constitucional, como aquella forma de Governo, quemis se adaptava as circunstancias da Nacao. Era preciso escolher um Brazileiro, que fosse revestido das atribuices de Monarca, e este sem duvida devia ser aquelle, em que encontrasse qualidades dignas de to eminente cargo. Escolheu oSr. D.Pedro, attendendo aos servidos que havia prestado ao Brazil, pondo se a testa da revoluc/o, c sendo o primeiro campeo da nossa Liberdade ; porem em tudo isto nao vemos ncm a menor sombra de direitos hereditarios; mas soniente direitos fundados no voto Nacional. Sabemos, que esta nossa opiniao nao agrada ao Cruzeiro ; porem nos o desafiamos para que a combata com argumentos slidos e nos mostr d'um modo sensjvel esse irrisorio jus hereditatis -em que funda todo o seu a ponteado de disparates. Declaramos tambem francamente, que nesta parte temos a desgraaf de ir de encontr com o que disse na sua carta o Sr. Promotor. Pelo que pertenee a expressao I do Compadre surdo, de que fizenios meu



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U. mm • yNNO DF r83i. SXBBADO 5 DE MARqp. N [JAI ERO 5r J" MAM ]£)! BHKG. Suiscteve-se mentalmente aftfo rett pagas uJiantados, na Tipografa Pided-'g-ia, t tm casa do E licor, rrnt Direita, ty ; encujo* tugara tamben se rtceberi correspondenesas, anuncios : estes inserem-se gratis, sen tu Je as signantes, viada assignados, e eem o lugar da morad*, e Itrn publicados no din imue tato ao da entrega, sende esta ftita at a meta dia e vtulo resumidos. PERNAMBCO; XA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FLORES, V, l8. l83l. RTICOS DE OFFICIO A, Cta da primeira Sesso 'Ordinaria do Conselho do Govenio no primeiro de Marco de i83, presidida pelo Excellentissimo JSenhor Prezidente Joajuini Joze Pinheiro de Vasconcelos. Foro prezentes os Senhores Conselheiros Francisco de Paula Civalcnte de Albuquerqire, Bernardo Luiz Ferreira, Gervasio i J ires Ferreira, Manoel Zefirino dos Santos, e Thomaz Antonio Maciei Monteiro ; e a vendo o Senhr Conselheiro Manoel Correia de Araujo participado nao poder comparecer por eattza de molestias, foi chamado o Suplente immediato Manoel Ignacio de CarvaIno ~. Principio*! o Conselho os seus trabaIlios nesta primeira Sesso, tratando da maneira, por que se daria cumpriment nesta Provincia aos Artigos a4, s5, 26, e 'X] da Le de i5 de Dezembro do auno passdo, que orea, e fixa, a Receita, e Dispeza do Imperio para o anno Financeiro do i. de Julho de I83I ao ultimo deJunho de i832 : e, depois de alguma discussao, e divergencia dos Senhores Conselho iros, julgando rns, que nao era da competencia do Conselho a execueo de taes rticos, antes de para isso receber ordem do Governo, e outros que era ; resolveo finalmente o Conselho, que se deveria esperar auctorisaco do Governo, entretanto que se osse trabalhando no modo, por que serio organizadas as novas/Mesas de rreeadaca, para rerem iexercicio, quando o Governo ordenasse : a cujo respeitoo Sr. Conselheiro Pires Ferreira aprezenfcou nm Projeeto, de que fez a leitura, e se mandario tirar copias para entrar em discucao, e fazer cada um dos Senhores Conselheiros as suas observ^coes, e emendas. Tratou-se tobem de se fazer pelas Caniaras d'i Provincia a distribuidas dos l\ot cutos de reis, que pela mencionada Lei doOrcamento sao mandidos applicarpara •• n >ra> .* !>lieas a cargo das referidas Cari* ; c foi revolvido, que primeira mente lfl\js pedissem iaformaces das Obras, de qne mais precizao, acompanhadas do .sen or9amento, para a vista delle o Conselho fazer justa distribuico. Resolveo-se ltimamente, que os das das Sessoes seriao as Tercas Feiras, Quintas, eSabbados dasdez horas dimauha a huma da tarde. E deo-se por finda a Sesso. E eu Vicente Thomaz Pires de Figueredo Camargo Secretario do Governo a sobscrevi. Seguem-se as Assignaturas. Circular a todas as Cmaras*' O Conselho deste Governo, para da execuco ao §. f\\ do Artigo 1. e ao Arr tigo 90 da Lei de i5 de Dezembro do auno passado, resolveo, que as Cmaras Municipaes lhe enviassem informacoes sobre as Ojras Publicas, de que ha mais precizao, acompanhadas dos respectivos ornamentos o que Vv. Ss. cumpriro pela parte, que hes toca. Dos Guarde a Vv. Ss. Palacio do Governo de Pernanbuco 2 de Marco de 1831 Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos —, Senhores Prezidentesi e Vereudores da Cmara de. ., t o 4 9P imm Ao termos o Cruzeiro 4 7 veio-nos a mente a sentenca de Sneca _fascinas p 1rat furorem —• e sem o charaarmos desta vez tolo e mal creado, diremos slin que elle est furiozo, e que e*ta sauha o infalivel producto da sua mdJade. Anda (eremos a condescendencia de responder-lhe, sem mancharemos as paginas do nosso nidrio com virulentas descomposturas, oro I aeeoes de genios vis, que so serven de desorginisar a Sociedades e atrazar o andamento da unio precita, Dissemos no nosso N. d $3, que podiamos publicar pensamentos, e sentimeutos alheiosoppostos aos nos*os, muito mais :i nos arrogando o titulo de Redactor, e de novo insisimos nesta ideia, sem que sismos obrigados a censurar a quiln