Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01113


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Full Text

-5-

O!
lili lili i
NNO DF iSSi.
QUARTA FEIRA a DE MARCO.
NUMERO' 4*
be rilW'jkiii.V'CO
^bicerr-'r ital-nente /i i> { reit pagas a tunta los, nm Typografia Fidedigna, na loja de l.ivrelro Je Mano*l Marque l fiannn, u
"a ''cufia r,wte:o O. %\t e n nina da Hitar, ra Direita, n. itij ; eii culos tugara tamben se recebero eo'reiponJmU
asi, e tiiwtcit>i! ts'tet intercu-sK t'at'n, ten lo le atsigiiint'is, vindo as signados, e cent 0 lugar da morad*, e scruJ pubiieaJos no dia n.r
tm no di entro fi, ttWf tHa futa at 0 mtio dia lindo retumidos.
Mfa
m\ t''*mrrTm*m^.-TmTm*mmmmrmm*w*mmmmmmmmmmmmmmmmmma^mmMmmm^m^mm*mmiK^mmmi--'^rmmmmmmm*m^mr'~mmmmm^' mi**
PEUKAMRUCO; HA. TYPOGRAFlA FDEDIGNA, RA DAS FLORES, N. l8. l83l
ARTGOS D'OFFICIO.
1 Ode V. S. nomear interinamente qual-
quer Pratieante dessa Intendencia para su-
prir a falta do Escrivo do Paquete Atlan-
te, que V. S. me partecipa achar-se doente.
E pelo que toca ao 2. Teen te, que aqu
acacha, e pertenre a Guarnidlo da Crve-
la Berioga, que V. S. exige seja embarca-
do no Paquete Imperial Pedro, cujo Oi-
cial Immediacto esta' bastantemente doen-
te no Hospital, tenho desta data expedido
a conveniente ordem ao mencionado 2.
Tenente para embarcar no dito Paquete.
Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo
de Pernambuco 22 de Fevereiro de i83i
Joaquirn Jos-Pinheiro de Vasconcellos-
Sr. Capitao Tenente Antonio Pedro de Car-
valho, Intendente da Marinha.
4 A o Desembargador Ouvidor interino
desta Comarca remetti a repiesentacao, que
V. S. me dirigi em data de i5 do corren-
te sobre os couteeimentos tumultuarios
de mortcs, e ferimentos praticidos nesse
Destricto e particularmente na Povoacao
do A breo a fin de que elle ha ja de proce-
der como for de direito contra os perpe-
tradores de semilhantesattentados : e cum-
bre, que V. S. pela parte, que llie toca,
aja de dar as providencias a seo alcanse,
para que se nao repito factos, que pertur-
benr a segura tica individual e tranquilida-
de publica. Dos Guarde a V. S. Palacio
do Governo de Pernambuco 32 de Feverei-
ro de 1831 Joaquirn Jos Pinheiro de Vas-
concellos Sr. Juiz de Paz da Freguesia
de Una Francisco do Reg Barros*
_ Do Oteio junto por Copia do Se-
retario to Conseibo Geral ao deste Go-
verno verao V. SS. que aquelle Conse-
Jho nao icou satisfeito com a resposta, que
essa (Jamara deo a cerca da remessa dos
seos Livros por elle requisttados, cumprin-
do, que ou os remettaot, ou deem os moti-
vos, por que w sao se negao, para serera
presentes a S. M. o \. Djos Guarde a V.
S?. Palacio do Governo de Pernanbuco 2'}
;
c
i
de Fevereiro de 1831Joaquirn Jos Pinhei-
ro de VasconcellosSrs. Presidente e Veri-
adores da Can ra desta Cidade.
-. Participando-rae o Intendente da
Marinha; que o Official im mediato do Pa-
quete Imperial Pedro se acha bastantemeiv
te doente no Hospital Militar, e indicando
para fazer as suas veses o Sr 2. Tenen-t
te Antonio Mafia, Official da Guarnicjio da
Curveta Bertioga, que ora se acha n'esta
Provincia, tendo vindo do Maranho a bor-
do ilo Paquete Patagonia ; Ordeno ao men-
cionado Sr. 2. Tenente Antonio Mara,
que, dirigindo-se a bordo do Imperial Pe-
dro, se aprsente ao Commaudante respec-
tivo, para o empregar em lugar do imme-
diato, ate que elle se resta beleca. Pal .cio>
do Governo de Pernambuco a5 de Feverei-
ro de l83t., Pinheiro.
-* THm* e Exm. Sr. Satisfas^ndo a rc-
quisico de V. E\a. em seu Officip de 17
do corren fe, acabo de expedir asconvenn
entes ordena as Authoridades do Termo
de Goiana, com o qual confina Gtmutanga,
eolhod'^goa da Tapuia, onde, V. Ex. diz,
se acoitao malfeitores, a fim de os faserem
perseguir, e aprehender, no cas de el les se
passarem para esta Provincia, quando foreui
perseguidos pelas Justicas dessa, recomen-
dando f lies de coadjivarem, e pretarem to-
do o auxilio, que p r ellas Ihes for requisita-
do. Dos guarde a V. E<. Palacio.dotaver-
no Pernambuco 25 de Fevereiro de i83i *
Illm. e Exm. Sr. Jos Thomaz Na buco de
Aranjo Presidente da Provincia da Parahil>4
Joaquirn Jos Pinheiro de Vasconcellos.
A liberdade anda apdr da civilisipao dos
po vos.
Li IVf Inglez tendo viajado pela Italia, e de-
pois pela Suissa, perguntou a mu Suisso do
Cantao de Appenzei; porque os habitantes
das ricas planices da Lombardia, onde a
natureza espalha seus dons coui tanta pro-
i


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II I II
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fu sao, sao menos ricos, que os nontanhe-
es da Sissa? E porque, responded o
Suisso, a liberdade tem sobre a felicidade
dos homens urna influencia mais doce, que
- o Sol, e os zefiros. Ella codre de fructoso
rido rochedo, deseecaa estril laga, eafor-
riozea os prados. Ella alegra o campnez,
que cheio de satisfago v augmentar-se sua
familia. A liberdade em firn abandonou
os bellos campos da Lombardia, e habita
na Suissa.
A ancdota, que acabamos de referir,
prov.a, quanto a liberdade influ sobre a
felicidade do ente moral, que seg indo una
direceo opposta contrara as leis da natu-
r/a, e por conseguinte precipita-se cedo
ou tarde no abysreo da tyrannia. Sim ; a
liderdade est to ligada essenoia da so-
ciedade civil, que formaba sua pi uncir ne-
cessidade : ella e para o carpo moral o mes-
1:10, que a uutrico e sustento pira o eor-
po fizico; porem, anda que pela uatureza
do estado social fcilmente se desmostra a
necessidade, que tem os povos de seren li-
vres ; elles com tudo nao podem vir ao co-
nheciniento perfeito desta verdade, se nao
por meio da civilizacao; a qual se adquire
pela propagado das ideias, e das luzes, aug-
mento co commereio, perfeic.o das artes,
industria. este o rezultado de toda a
historia antiga, e moderna. Tratemos pois
de demostrar a nossa thez d'um modo evi-
dente, para cofuzo dos inimigos da liber-
dade, e d'aquelles que por ignorancia, ou
m fe fazem a apologa dos sceulos da bar-
ba rid de.
, Os homens em sua origem experimenta-
rao os incohienieutes da vida errante; mas
bem depressa o desejo de se conservaren!
os rune, e os faz procurar ua> lugar, em
que lixem estabelicimentos duraveis. Pri-
meiramate a vida pastoril toda a sua pai-
\o : guiados somente pela necessidade de
se sustentarem, correal os bosques ; e as
aves, e feras, que ells rncontro, ematao,
the* servem de alimento. Neste primeiro
periodo, que bem se pode chamar a infan*
ca social, os povos nao podiao ser escra-
vot; porque individuo alguna pode adiar a
sua subsistencia, se nao tiver liberdade pa-
ra procural-a; mas se neste primeiro estado
os povos nao erao escravos, esravo com
Uido bem Tonge das vantagens da sociedar
de, que a liberdade promette ao homem,
favorecida pelos progressos da civilisacao.
A rrda' nmada incomjiativel com a mes-
roa, rganizaco do homem; e por isso os
boniens, que ate ento fazio excursoes pe-
los bosques, e margens dos ros, a fim de
provercm a sua subsistencia, parao, estabe-

lecem-se, e procarao seus alimentos nos
productos da agricultura.
'TalVez se pense, que os povos agriculto-
res forao mais felizes; um engao mani-
fest: pelo contrario nelles desappareee a
independencia primitiva, e a liberdade na-
da ganha. Por um lado viro-se na neces-
sidade de se reunir: em torno d'um cheje
guerreiro, que protegerse seus trabalhos;
mas este chefe ndispehsavelmente ha va de
ser sendo i* dos otitros; e por outro o siste-
ma agrcola destituido do apoo da indus-
tria, e do commereio existe abandonado, e
concentrado em si mesmo, sem nada favo-
ne.ir a civilizacao. Se nos, qual outro Bou-,
langer, quizermos investigar a origem do
despotismo, a devenios procurar no meio .
dos povos meramente, agricultores; e para
nos convencermos deste principio, bastara'
ter em vista, que os Gregos nao recubra rao
suas liberdades, era quanto se nao dedica-
ro ao commereio, e industria ; e o duro
Espartano, que nunca teve industria, nem
commereio, nao foi livre, se nao porque
renunciou a agricultura, cujo exereicio en-
tregou aos bracos dos Ilotas escravizados.
as primitivas monarquas, que, sem erro
podemos dizer, forao exclusivamente agri-
cultoras, todos os servicos ero pessoaes,
ate mesmo os que a li manda tnbutar ao
monarca ; dnele fcil ver, que a forca fi-
zica era a prmeira qualdade do homem, a
habilidade valia menos, e a industria, e
talento nada; e daqii a dureza, e feroei-
dade dos costumes, que* notamos nos arti-
gos povos, pois lhes faltavao os elementos
da civilisacao, nica, que os poderia tornar
afaveis, e polidos. Nestes mesmos estados
absolutos nao haviao artes, nem sciencias,
que ao depois tanto impulso dero aos pro-
gressos da civilisacao, e por cousegunte da
liberdade, e a-te para goza rem dos bens da
medicina, valiao-se dos estrangeiros, como
acontecen nos seculos do feudalismo, em os
quaes se Confiava exclusivamente a saude
dos povos aos Judes, e a aquelles que ha-
viao estudado no Oriente. Nesses mesmos
desgranados tempos o ratliematico equi-
parado a um feiticejro, e por consequencia
expulso; a scieheia de Hipcrates tida em
desprezo, a pezar de repetidos exemplos
de milhares d homens mortos ao desampa-
ro pelas estradas, e* caminlios pblicos,
cujos infelizes debalde invocavo os soccor-
ros darte, que (grcas aos progressos das
luzes! ) tito til e proficua se tem mostrado
a' conservado da especie humana.
Nao se creia, que o quadro, que acaba-
mos de pintar, |5rame;ite idei-al. Todas
as monarquas da. u'rnpa. o wra realizado
i
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1!.. 1 H

t m1' i jjjttf
i mi i tfmiiii"
(93):
era- scu seio, as quaes attesto a xisteueia.
de omita corupco, de mu i tos erros, e pr-
ocupaeoes sqciaes, com tjue se mantem o
despotismo, e donde se deriva a tyrannia.
Mas o genio do homem, que* tudo pode,
que capaz de triunfar dos obstculos, que
a mesma natureza Ihe oppe, impellido do.
sentimento natural de procurar p bem, nao
pode conter-se.' Os elementos da eivilisa-
co, que-se acmavao adormecidos, come-
cao a despontar. Ao primitivo sistema de
agricultura se segu, pouco a pouco ao
principio, e depois com lima rapidez, incal-
cnlavel, un novo sistema agrcola, funda-
do sobre a industria, e commercio, e des-
de cnto as instituicoes sociaes recobrao
um mclhoramento progressivo. Em che-
jando a este ponto de civilizacio, ja nao
possivel reeonhecer nem o esboco da antiga
soeedrde, ate que a piopagacau das luzes;
e o progresso gradual da filosofa dissipo
as nuvens da ignorancia, mostrao os direi-
tos do homem, e dao rnia nova face so-
cied ade, queja se nao compbe de duas clas-
ses someute; a que possue a trra, protege
os seus habitantes, e manda a naco, e a
que a cultiva, serve, e obedece. O des-
potismo cede pouco a pouco o lugar da
administraeao; principia a desconhecer-
se a tyrnnicu lingoagem^ de senhores, e
escravos, que se convertem em governantes,
govemadov: estes proinptos a obedecea
em tudo, que concorra para .sua felici-
dad^, e aquelles encarregados condicional-
mente de promover a ordem, a paz, e tran-
quilidade do estado. ,
\ mudunea social ainda se torna mais no-
tavel, quando o commercio se dilata, apoia-
do.pelas luzes, e o signal intermedio dos
cambios, e dos serv'ieos superior s.neces-
sidades: abrem-se entao 'ovos ao consumo, e o crdito publico multipli-
cando os desejos e as emprezas. acelera ex-
traordinariamente o movimento social. As-
sim como o excesso do dinheiro f'oi origern
do crdito publico, o excesso dos produc-
tos da' origen^ ao, commercio estrangei-
ro; tudo que a nacao tem se con verte em
riqueza, e nao ha desejo, ou capricho, que
se torne infructuoso, urna vez que para sa-
tisfazel-o o objecto exista em algum dos
pontos do universo. As madeiras, que, b-
ver dous seculos, se roduzio a cinzas lio
triste solar do fidaltfo feudat irio, transfor-
mudas agora em elegantes movis, eeodu-
zidas pelo activo cramerciante servemem
Constantinopla para guardar as joias de*m
Odalisca,, ou convertidas emeaximbos vao
pendurar-se aq cinto d'um Africano, que
pozitivamente as vei buscar embocaduras'
i
do RIlQdano. ..->.-,.
O sistema do agricultura exclusiva.tinha
sepultado -em um letargo a scidade; ape-
nas nasccraoa industria, e o commercio,
tudo vida, tudo movimento, tudo forca.
Os costumes se suavizo com os prazeres
da vida privada, os hbitos mudo; a' viola-
dos trovistas se seguera concertos magnfi-
cos, e em lugar dos ridiculos combates dos
cegos e dos porcos, das justas e torneios,
com que se divertio os povos antigos,
quando se despozavo as filhas dos reis, ,
apparecem. as illuminacoes publicas, e o$
espetacclos theatraes, delicia ao mesrao.
te.npo da imaginaco, da intellgeneia, edos
sentidos: Lancemos urna vista d'olhos so*
bre os povos da Europa, e veja-se o esta-
do de sua eivilisaco para concluirmos o
gr.o da liberdade, qne elles gozao. Com-
pare-se a Franca do tempo de Garlos Marte!'
com a Franca de nossos das, a Inglaterra
no tempo da conquista com,a Inglaterra, na
poca actual, finalmente os Suissos deoaixo
do jugo da casa d'ustria cornos huissos de
hoje reunidos dbaixo de um ftoverno libe-
ral ; ac mesmo tempo que a Italia, apezar de
seus recursos naturaes, atra2ada em.civilir
sacao definha na pobreza, e sofre as pacifl-
cas baionetas da Sancta Alianca .T Se tor^'
nasse a vi ver aquelle Henrique 3.^, de
quem se conta, que vendeu o capote, para
ter que cciar, qum doderia acreditar, que
acreditar, g que elle dezejaria antes os seus
tempos perigosos e tristes, do que a actual
poca, em que as nacoes, onheceiido bm
o que Ibes con vem, pago o sed prinj^i-
ro magistrado urna lista civil mioiy que
todas as rendas, dos. monarcas daquefles
tempos O throno hoje se ach rodeado de
toda a magnificencia do poder, c os reis
em seus palacios reunem todos os prazeres,
que as artes, ecivilizacao tem creado.
Acaso poder-se-ha retrogradar ? Pensem.
ntsto <;om attencao os inimigos da Liber-
dade, e aonhecer, que seria o Poder o
primeiro, que perdera, se outra vez se vol-
tasse ao despotismo antio. A Liberdade
o proo'ucto da civ'ilsa^o ; sta ainda nao
tem limites conhecidos, e por conseguinte
os progressos daquella sao infalliveis. To-
dos aquerem; por que todos aconliecem;
ella o principi vital, que espalha a exis-
tencia em todos os orgaos do corpo polti-
co, e para nos tornarem de novo escravos,
preciso, que de novo nos toanem bar-
bandade.
'5

..--


I
iiKmmm
.
O 94)
- Pergunta-nos um correspondente;
por que correndo de plano na Povoac,ao de
N. Sra. do O' que desde fns de Desembro
p. p. o Exm. Sr. Presidente officiara a lima.
Cmara do Cabo para dar as providencias,
na oonformidade da Le bro de 1827, para na Capclla Filial daquel-
la Povoaco proceder-se a eleicao de um
Juiz de Paz, a Cmara nao tem desempenha
do este seu devcr ? Se sabemos da existen-
cia daquelle oficio, e da rasao do desleixo
da Cmara ? Respondendo ao nosso corres-
pondente, disemos, que sua Exa. o Sr.
Presidente officiou em data de 8 de Janei-
ro p. p. a algumas (tal vez a todas ) Cama-
ras da Provincia enviando o Decreto sobre
n creado de Juizes de Paz as Capellas Fi-
lines, e recomendando o seu cumpriment;
mas o por que a Cmara do Cabo no fim
-quasc dedous meses nao tem satis&ito a
esse dever, est fora do nosso alcance, se
nao por que nio quiz.
a
ED1TAL.
Frante a Junta da Fasenda Publica des-
ta Provincia, se hade por a leos na Ses-
sSo de 2 do corrente me2, e seguintes, para
ser arrematado a quera mais der, de renda,
anual os dou Armasens sitos no forte do
attos, pertencentes a Fasenda Nacional.
8 As pessoas, que se proposerem a lici-
tkf poderlo comparecer na Salla da dita
Junta nos referidos dias. Secretaria da
Junta da Fasenda de Penjamjjuco i. de
i

O Eseriv So Deputa do.
Jo fio Gonscilves da Silva.
AVIZOS DO CORREfO.
A Escuna Feiticeira Cap. Jos Roiz Reisu-
reico saepara Loanda em 12 do corrente.
LEILA'O HOJE.
tjiUilherme Fog" e C. fasem leilo pelas
10 horas de fasendas limpas, na casa de sua
residencia, ra do Vigario n. 12.
-

VEIS DAS.
Ma tscrara ladina, d' Angola, 3a annos,
boa Tayadeira de brrela, e ensabondeirftf
muito fiel, capaz de se lhe entregar urna
casa, muito cuidadosa" limpa, etc. etc.; e so
servJwra casa : anuncese.
Hixnsgrandes e frescas por preco com
mod e com a condieSo de se trocaras que
nao pegarem : na venda d 4 portas N. 22,
esquina da rfia do Vicario para o Forte do
esq
Mattos.
???
ALUGUEL.
w slio denominado Santa Anna, no Rio
Doce, com urna casa terrea, de grandes c-
modos, e outras easinhas, boa CapeJla,
muitos coqueiros, e excellente margem de
praia para pesqueiras : qnem pretender,
dirija-se, ao Escriptoiio de Bento Jos da
Costa.
ROUBO.
11A noute de 25 para 26 do corrente fur-
taio do porto da ponte da Boa-wsta 3 tra-
vs de 42 palmos de comprido e palmo e
terco em quadro, todas de camac an' de ca-
runxo : qnem dellas souber participando a.
Antonio Theodoro Serpa, ra velha- D. 36.
tera* 4$ rs. de alvicaras, e a quem as tiver
comprado, restituindo-ss se dar' o ir
porte, que houver dado.
AVIZOS PARTICULARES.
*-' Sr. Francisco Jos de Oliveira pode
procurar no armrsem da ra do Queimado
n. 77 a resposta da carta, que no inesui
entregou para a Villa do Limoeiro.
ESCHAVOS FGIDOS.
V Entura, crilo, 35 annos, afro, ebeio,
bonita figura, brinco na orelha, fgido a
i4 do indo Fevereirt> com camisa e calca
de amburguinho, e jaqueta de chita, cost-
ma andar de camisa de riscado, e mais
roupa do mar como canoeiro da costa ;
nesta Cidade depositem-no na cadeia, e -
nunciem a sua apprehso, fora della na
JJha de Itamaraca no lugar Forn da cal, e
sero recompensados generosamente de.
qualquer dos modos.
'0^0'
m .ni'

PERWAMBCO NA tVPOGRAFIA FIDEDIGNA. iS3j.
-. t- .
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t


Full Text

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— %  *! 1 .. 1 H %  t m 1 I jjjttf i mi i tfmiiii" (93): erascu seio, as quaes attesto a xisteueia. de omita corupco, de mu i tos erros, e procupaeoes sqciaes, com tjue se mantem o despotismo, e donde se deriva a tyrannia. Mas o genio do homem, que* tudo pode, que capaz de triunfar dos obstculos, que a mesma natureza Ihe oppe, impellido do. sentimento natural de procurar p bem, nao pode conter-se.' Os elementos da eivilisaco, que-se acmavao adormecidos, comecao a despontar. Ao primitivo sistema de agricultura se segu, pouco a pouco ao principio, e depois com lima rapidez, incalcnlavel, un novo sistema agrcola, fundado sobre a industria, e commercio, e desde cnto as instituicoes sociaes recobrao um mclhoramento progressivo. Em chejando a este ponto de civilizacio, ja nao possivel reeonhecer nem o esboco da antiga soeedrde, ate que a piopagacau das luzes; e o progresso gradual da filosofa dissipo as nuvens da ignorancia, mostrao os direitos do homem, e dao rnia nova face socied ade, queja se nao compbe de duas classes someute; a que possue a trra, protege os seus habitantes, e manda a naco, e a que a cultiva, serve, e obedece. O despotismo cede pouco a pouco o lugar da administraeao; principia a desconhecerse a tyrnnicu lingoagem^ de senhores, e escravos, que se convertem em governantes, govemadov: estes proinptos a obedecea em tudo, que concorra para .sua felicidad^, e aquelles encarregados condicionalmente de promover a ordem, a paz, e tranquilidade do estado. \ mudunea social ainda se torna mais notavel, quando o commercio se dilata, apoiado.pelas luzes, e o signal intermedio dos cambios, e dos serv'ieos superior s.necessidades: abrem-se entao 'ovos .-,. O sistema do agricultura exclusiva.tinha sepultado -em um letargo a scidade; apenas nasccraoa industria, e o commercio, tudo vida, tudo movimento, tudo forca. Os costumes se suavizo com os prazeres da vida privada, os hbitos mudo; a' violados trovistas se seguera concertos magnficos, e em lugar dos ridiculos combates dos cegos e dos porcos, das justas e torneios, com que se divertio os povos antigos, quando se despozavo as filhas dos reis, apparecem. as illuminacoes publicas, e o$ espetacclos theatraes, delicia ao mesrao. te.npo da imaginaco, da intellgeneia, edos sentidos: Lancemos urna vista d'olhos so* bre os povos da Europa, e veja-se o estado de sua eivilisaco para concluirmos o gr.o da liberdade, qne elles gozao. Compare-se a Franca do tempo de Garlos Marte!' com a Franca de nossos das, a Inglaterra no tempo da conquista com,a Inglaterra, na poca actual, finalmente os Suissos deoaixo do jugo da casa d'ustria cornos huissos de hoje reunidos dbaixo de um ftoverno liberal ; ac mesmo tempo que a Italia, apezar de seus recursos naturaes, atra2ada em.civilir sacao definha na pobreza, e sofre as pacifl• cas baionetas da Sancta Alianca .T Se tor^' nasse a vi ver aquelle Henrique 3.^, de quem se conta, que vendeu o capote, para ter que cciar, qum doderia acreditar, que acreditar, g que elle dezejaria antes os seus tempos perigosos e tristes, do que a actual poca, em que as nacoes, onheceiido bm o que Ibes con vem, pago o sed prinj^iro magistrado urna lista civil mioiy que todas as rendas, dos. monarcas daquefles tempos O throno hoje se ach rodeado de toda a magnificencia do poder, c os reis em seus palacios reunem todos os prazeres, que as artes, ecivilizacao tem creado. Acaso poder-se-ha retrogradar ? Pensem. ntsto <;om attencao os inimigos da Liberdade, e aonhecer, que seria o Poder o primeiro, que perdera, se outra vez se voltasse ao despotismo anti§o. A Liberdade o proo'ucto da civ'ilsa^o ; sta ainda nao tem limites conhecidos, e por conseguinte os progressos daquella sao infalliveis. Todos aquerem; por que todos aconliecem; ella o principi vital, que espalha a existencia em todos os orgaos do corpo poltico, e para nos tornarem de novo escravos, preciso, que de novo nos toanem barbandade. '5 ..--•



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—I iiKmmm O 94) -— Pergunta-nos um correspondente; por que correndo de plano na Povoac,ao de N. Sra. do O' que desde fns de Desembro p. p. o Exm. Sr. Presidente officiara a lima. Cmara do Cabo para dar as providencias, na oonformidade da Le com camisa e calca de amburguinho, e jaqueta de chita, costma andar de camisa de riscado, e mais roupa do mar como canoeiro da costa ; nesta Cidade depositem-no na cadeia, e nunciem a sua apprehso, fora della na JJha de Itamaraca no lugar Forn da cal, e sero recompensados generosamente de. qualquer dos modos. '0^0' m .ni • PERWAMBCO NA tVPOGRAFIA FIDEDIGNA. IS3J. -. t \ t



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-5- O! lili % %  l i li i NNO DF ISSI. QUARTA FEIRA a DE MARCO. NUMERO' 4* BE rilW'jkiii.V'CO %  ^ %  bicerr-'r ¡ %  ital-nente /i i> { %  reit pagas a ¡tunta los, nm Typografia Fidedigna, na loja de l.ivrelro Je Mano*l Marque l fiannn, u a ''cufia r,wte:o O. %\ t e n nina da Hitar, ra Direita, n. itij ; eii culos tugara tamben se recebero eo'reiponJmU asi, e tiiwtcit>i! ts'tet intercu-sK t'at'n, ten lo le atsigiiint'is, vindo as signados, e cent 0 lugar da morad*, e scruJ pubiieaJos no dia n.r tm no di entro fi, ttWf tHa futa at 0 mtio dia lindo retumidos. •Mfa m \ t'¡'*mrrTm*m^.-TmTm*mmmmrmm*w*mmmmmmmmmmmmmmmmmma^mmMmmm^m^mm*mmiK^mmmi--'^rmmmmmmm*m^mr'~mmmmm^' ¡ m i PEUKAMRUCO; HA. TYPOGRAFlA FDEDIGNA, RA DAS FLORES, N. l8. l83l ARTGOS D'OFFICIO. 1 Ode V. S. nomear interinamente qualquer Pratieante dessa Intendencia para suprir a falta do Escrivo do Paquete Atlante, que V. S. me partecipa achar-se doente. E pelo que toca ao 2. Teen te, que aqu acacha, e pertenre a Guarnidlo da Crvela Berioga, que V. S. exige seja embarcado no Paquete Imperial Pedro, cujo Oicial Immediacto esta' bastantemente doente no Hospital, tenho desta data expedido a conveniente ordem ao mencionado 2. Tenente para embarcar no dito Paquete. Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Pernambuco 22 de Fevereiro de I83I — Joaquirn Jos-Pinheiro de Vasconcellos-— Sr. Capitao Tenente Antonio Pedro de Carvalho, Intendente da Marinha. — 4 A o Desembargador Ouvidor interino desta Comarca remetti a repiesentacao, que V. S. me dirigi em data de i5 do corrente sobre os couteeimentos tumultuarios de mortcs, e ferimentos praticidos nesse Destricto e particularmente na Povoacao do A breo a fin de que elle ha ja de proceder ¡como for de direito contra os perpetradores de semilhantesattentados : e cumbre, que V. S. pela parte, que llie toca, aja de dar as providencias a seo alcanse, para que se nao repito factos, que perturbenr a segura tica individual e tranquilidade publica. Dos Guarde a V. S. Palacio do Governo de Pernambuco 32 de Fevereiro de 1831 —. Joaquirn Jos Pinheiro de Vasconcellos — Sr. Juiz de Paz da Freguesia de Una Francisco do Reg Barros* Do Oteio junto por Copia do Seretario to Conseibo Geral ao deste Governo verao V. SS. que aquelle ConseJho nao icou satisfeito com a resposta, que essa (Jamara deo a cerca da remessa dos seos Livros por elle requisttados, cumprindo, que ou os remettaot, ou deem os motivos, por que w ¡sao se negao, para serera presentes a S. M. o \. D j os Guarde a V. S?. Palacio do Governo de Pernanbuco 2'} ¡; c i de Fevereiro de 1831—Joaquirn Jos Pinheiro de Vasconcellos—Srs. Presidente e Veriadores da Can ra desta Cidade. -. Participando-rae o Intendente da Marinha; que o Official im mediato do Paquete Imperial Pedro se acha bastantemeiv te doente no Hospital Militar, e indicando para fazer as suas veses o Sr 2. Tenen-t te Antonio Mafia, Official da Guarnicjio da Curveta Bertioga, que ora se acha n'esta Provincia, tendo vindo do Maranho a bordo ilo Paquete Patagonia ; Ordeno ao mencionado Sr. 2. Tenente Antonio Mara, que, dirigindo-se a bordo do Imperial Pedro, se aprsente ao Commaudante respectivo, para o empregar em lugar do immediato, ate que elle se resta beleca. Pal .cio> do Governo de Pernambuco a5 de Fevereiro de l83t.—, Pinheiro. -* THm* e Exm. Sr. — Satisfas^ndo a rcquisico de V. E\a. em seu Officip de 17 do corren fe, acabo de expedir asconvenn entes ordena as Authoridades do Termo de Goiana, com o qual confina Gtmutanga, eolhod'^goa da Tapuia, onde, V. Ex. diz, se acoitao malfeitores, a fim de os faserem perseguir, e aprehender, no cas de el les se passarem para esta Provincia, quando foreui perseguidos pelas Justicas dessa, recomendando f lies de coadjivarem, e pretarem todo o auxilio, que p r ellas Ihes for requisitado. Dos guarde a V. E<. Palacio.dotaverno Pernambuco 25 de Fevereiro de I83I *— Illm. e Exm. Sr. Jos Thomaz Na buco de Aranjo Presidente da Provincia da Parahil>4 — Joaquirn Jos Pinheiro de Vasconcellos. A liberdade anda apdr da civilisipao dos po vos. Li IVf Inglez tendo viajado pela Italia, e depois pela Suissa, perguntou a mu Suisso do Cantao de Appenzei; porque os habitantes das ricas planices da Lombardia, onde a natureza espalha seus dons coui tanta pro%  i


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— %  II I II %  %  MI / W fu sao, sao menos ricos, que os nontanhees da Sissa? E porque, responded o Suisso, a liberdade tem sobre a felicidade dos homens urna influencia mais doce, que o Sol, e os zefiros. Ella codre de fructoso rido rochedo, deseecaa estril laga, eaforriozea os prados. Ella alegra o campnez, que cheio de satisfago v augmentar-se sua familia. A liberdade em firn abandonou os bellos campos da Lombardia, e habita na Suissa. A ancdota, que acabamos de referir, prov.a, quanto a liberdade influ sobre a felicidade do ente moral, que seg indo una direceo opposta contrara as leis da natur/a, e por conseguinte precipita-se cedo ou tarde no abysreo da tyrannia. Sim ; a liderdade est to ligada essenoia da sociedade civil, que formaba sua pi uncir necessidade : ella e para o carpo moral o mes1:10, que a uutrico e sustento pira o eorpo fizico; porem, anda que pela uatureza do estado social fcilmente se desmostra a necessidade, que tem os povos de seren livres ; elles com tudo nao podem vir ao conheciniento perfeito desta verdade, se nao por meio da civilizacao; a qual se adquire pela propagado das ideias, e das luzes, augmento co commereio, perfeic.o das artes, industria. este o rezultado de toda a historia antiga, e moderna. Tratemos pois de demostrar a nossa thez d'um modo evidente, para cofuzo dos inimigos da liberdade, e d'aquelles que por ignorancia, ou m fe fazem a apologa dos sceulos da barba rid de. Os homens em sua origem experimentarao os incohienieutes da vida errante; mas bem depressa o desejo de se conservaren! os rune, e os faz procurar ua> lugar, em que lixem estabelicimentos duraveis. Primeiramate a vida pastoril toda a sua pai\o : guiados somente pela necessidade de se sustentarem, correal os bosques ; e as aves, e feras, que ells rncontro, ematao, the* servem de alimento. Neste primeiro periodo, que bem se pode chamar a infan* ca social, os povos nao podiao ser escravot; porque individuo alguna pode adiar a sua subsistencia, se nao tiver liberdade para procural-a; mas se neste primeiro estado os povos nao erao escravos, esravo com Uido bem Tonge das vantagens da sociedar de, que a liberdade promette ao homem, favorecida pelos progressos da civilisacao. A r rda' nmada incomjiativel com a mesroa, rganizaco do homem; e por isso os boniens, que ate ento fazio excursoes pelos bosques, e margens dos ros, a fim de provercm a sua subsistencia, parao, estabe• lecem-se, e procarao seus alimentos nos productos da agricultura. 'TalVez se pense, que os povos agricultores forao mais felizes; um engao manifest: pelo contrario nelles desappareee a independencia primitiva, e a liberdade nada ganha. Por um lado viro-se na necessidade de se reunir: em torno d'um cheje guerreiro, que protegerse seus trabalhos; mas este chefe ¡ndispehsavelmente ha va de ser sendo i* dos otitros; e por outro o sistema agrcola destituido do apoo da industria, e do commereio existe abandonado, e concentrado em si mesmo, sem nada favone.ir a civilizacao. Se nos, qual outro Bou-, langer, quizermos investigar a origem do despotismo, a devenios procurar no meio dos povos meramente, agricultores; e para nos convencermos deste principio, bastara' ter em vista, que os Gregos nao recubra rao suas liberdades, era quanto se nao dedicaro ao commereio, e industria ; e o duro Espartano, que nunca teve industria, nem commereio, nao foi livre, se nao porque renunciou a agricultura, cujo exereicio entregou aos bracos dos Ilotas escravizados. as primitivas monarquas, que, sem erro podemos dizer, forao exclusivamente agricultoras, todos os servicos ero pessoaes, ate mesmo os que a li manda tnbutar ao monarca ; dnele fcil ver, que a forca fizica era a prmeira qualdade do homem, a habilidade valia menos, e a industria, e talento nada; e daqii a dureza, e feroeidade dos costumes, que* notamos nos artigos povos, pois lhes faltavao os elementos da civilisacao, nica, que os poderia tornar afaveis, e polidos. Nestes mesmos estados absolutos nao haviao artes, nem sciencias, que ao depois tanto impulso dero aos progressos da civilisacao, e por cousegunte da liberdade, e a-te para goza rem dos bens da medicina, valiao-se dos estrangeiros, como acontecen nos seculos do feudalismo, em os quaes se Confiava exclusivamente a saude dos povos aos Judes, e a aquelles que haviao estudado no Oriente. Nesses mesmos desgranados tempos o ratliematico equiparado a um feiticejro, e por consequencia expulso; a scieheia de Hipcrates tida em desprezo, a pezar de repetidos exemplos de milhares d homens mortos ao desamparo pelas estradas, e* caminlios pblicos, cujos infelizes debalde invocavo os soccorros darte, que (grcas aos progressos das luzes! ) tito til e proficua se tem mostrado a' conservado da especie humana. Nao se creia, que o quadro, que acabamos de pintar, |5rame;ite idei-al. Todas as monarquas da. u'rnpa. o wra realizado i \ H ^