Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01112


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Full Text
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ANNO DF i.831.
TERCA FEIRA i DE MARQO.
i-
NUMHKO 47
. _______ .. _^sAi=a
l MtfJT to <*>** ,rdtf.. f *-* "V *. <** *""i f* % '- """** ***& f f"
((mm m Ja entrega, te a esta fHa mt meto dia t y indo relamidos. .
FBUNAMJICJCO; NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FI/>UES, N. 1
8." i83i.

ARTIGOS DOFFICIO.
JlrfNvio a V. S. a inclusa representado,, que
me dirigi o Juiz Je Paz ca Freguezia de
Una, pedindo providencias sobre diversos
acontecinentos criminosos, que tivero lu-
gar na Povoacao do A breo, do que resul-
to u ser assas'sinado Francisco de Patija,
ij-ipao do Tenente Coronel Joo Bapfka
de Araujo, morador na Barra Grande, e um
Indio, e era assini ferido perigosamente
com uW tiros Ignacio Correia, emuitos
outros factos praticados tumultuariamente
debaixo de pretextos de possessoens de tr-
ras ; para que V. S. tomando conheeimento
Je nido, proceda na forma da Lei contra
os ussassinos, e malfeitores, exigindo das
Autoridades do Lugar os auxilios necessa-:
ios para o pronto desempenho das dili-
gencias Juiciaes. Dos Guarde a V. S. Pa-
lacio do Goveroo de Pernambuco aa de te-
vereiro de iB3i Joaquim Joze Pinheiro
de Vasconcelos Sr. Doutor Ouvclor pela
Le desta Comarca, Joaqun* Ayres de Al-
meida Freitas. # -
_ Sendo informado pelo Juiz de Paz-de
Tina, que n'aquelle Districto, e particular-
mente na Povoacao do Abreo, se tem feito
mortes, ferirpentos, e assoadasr. publicas ,
comprometendo-se a seguranca individual
c tranqnilidade publica, que Unto convem
manter, enmpre, que V. S. pela parte
que lhe toca, baja de dar as necessarias
providencias para faer desaparecer seme-
ijiantes attentados, prestando promptos au-
xilios ao Doutor Ouvidor Intirino desta Co-
marca que tem de ir proceder, como he de
direito, contra esses malfeitores, quando
lhe forem por elle requisitados, ou pelo Jiuz
do Paz respectivo, a quem igualmente com-
pete diligenciar a este repeito. Dos guar-
de a V. S. Palacio no Gobern dePernam-
b ico aa de Fevereiro dej83i Joaqim Jo-
s Pinheir.) de V isconcellos Sr. Antonio
J urpiim Lima Lins Com mandante Interino
das ordenancas da Villa ds Serinhem.
CORRESPONDENCIA*
S; Editor Vamos no fol ao Cruzeiro
n. jo, que nao deve passar impune, e lani-
hendo os beicos, como rapoza, que ac bol
de fartar-se na preza, e vai seo caminho
mu raansinlia, e moquenca; O Governo,
diz o bom Cruzeiro citado, copiando huir
sabio revolucionario, que as nao diz quem
he. (Eu couheci hum Pregadeiro, que n
coice de quantos. dispara tes lhe vinho ao
bstunto acresceirtava assimo diz hum.Pa-*
dre da Igreja): mas v na fe dos padrinhos:
o Governo, diz o Cruzeiro 10, nao deve
de modo algun capitular com os inimigos
&i ordein publica, que necessaramente sao
tambem os seus ; pois que de qualquer ms-
cara, que usem en sua presenea, tirala-Sb
no mesmo momento, que o nao temao mai*
Oraeisaqui o que se chama vulgarmente
fpmprar corda para seenforcara si proprio.
He ste mesmo o alvitre, que devera ter
abr^^aoo o nosso Governo a cerca dos nun-
ca asss zrzidos columnas; e-he^ueste caso,
que me occorre a proposito o dicto do Sal-
vador. Ver tu ex illis es; nam et loque-
la tua, manifestum te facit O Govtrnp,
(Je t^o prestes tem voado a sufocar sedi-
coes, e inda ensaios demaggicos, que leni
enforeado, degregado, e perseguido rpn.-
bliqueiios, nao. dever capitular to escan-
dalosamente com os novos jjerturbadores
do Brasil hypocritamente denominados eb-
utnas do tlirono, e sustentculos do altar.
Sm esses columnas nao s tem desorientado
s nossas eousas, se nao deveni sei reputa-
dos pelos maiores inimigos do mesmo Go-
verno; porque esses perturbadores ja com
s suas aliciacoes, e doutrinas dianietral-
mente oppbstas a Gonstituiyao, ja com os
azalhados, e premios recebidos do Gover*
no indispozero grandemente os Povos coi>
rdste, suspeitando-o conivente, e empe-
nhado na ruina d liberdade; e d.ito nao
podio nasccr, se nao grandissimas desor-*
dens, e huma subleva cao geral. .
Queni poder conter o riso, ou o despei-
to, vendo comparar Jos Clemente a Jos
Bonifacio? ste, ainda que algnns erros
cometteo era sua admioistrac^o ministerial
t
; i
^^H


dttiitol -I,
*J'J i-

' '
m


.
.
tm sentimentos verdaderamente Brasilei-
roi, quero dizer; ama o Brasil, sua Patria^
e o deseja grande, florecen te*, e feliz: aquel-
Je pelo contrario contrafez o seu espirito
avesso aos Brasileiros, [eonforme com o
enthusiasmo publico, tornou-se ate com vi-
sos de republiqueiro, e ltimamente enca-
xa-se no Ministerio; cria columnas, despa-
cha os mais desaforados nimigos,oja,Irtde>-
)endencia, protege decididamente os absd*
utistas mais pronunciados, etc. etc.: e he
este o Pjtr, o Sully, o Pombal? Isto so'
por ironia se pode aventurar em iettra re-
donda
! Se.por huma parte os escriptores liberaes
careo a estimado publica, o que confessao
mesmo Cruzeiro, por outra tem contra si o
enxame de escriptoreslgados pelo poder,
que Ihes saem ao encontr, que invctivo,
calumnia), e picao incessanteraente como
ferrao venenoso de seus carpidos, c decla-
ma^es, nao dispensando os sdicos apodos
de anarquistas, revolucionaaios, iuimigos
do throno e do altar, e mil outros achaques,
m que he sempre frtil o odio .* se por hu-
ma parte merecem a estima dos Povos,
por outra incorrem na indignacao dos Man-"
ooes, que sabem desempachar-se desses ei
torvos, pondo os mfelizes escriptores em
prompto passamento, como acaba de acon-
tecer em S. Paulo. Ardua empreza tei $i-&
do em todo o tempo o dizer verdades amarV
gas ao poder; e por isso vemos, qu; enl'
quanto os escriptores liberaes pagao-smui-
to dessa tal, ou qual aura popular que ad*
quirem os seus escriptos, o bando enrufado
dos Mandes declarao-lhe guerra de mort}'
e o Governo lanca olhaduras de protecefid,
paraos Cruzeiros, Telgrafos, Amigos*do
Povo, Diarios Fluminenses, Sagitarios, etc.
Entende o santo Cruzeiro, que s3o ex-
cusados escriptores, onde ha fceputddos,
que todos ot anuos reunem-se de%mx& des
olhos da authoridade, expe tortas' as h-
bessidades, etc. etc. Ah! Sr. Cruzeiro,
bem vemos o que nos diz na sua. Depila-
dos tinhamos nos o anno passado, e a tra-
zado e se nao foro os Peridicos liberaes,
eme quaes outros gansos do Capitolio gri-
tirao de todos os cantos, e acordarlo o Bra-
sil, que dorma no relento da mais estupfcja
eguridadc, V. S. com os seus Columnas te-
frao saido a campo com a sua bazilica de S.
Absolutismo advogado de todos os trap-
tantes, t impostores: corte se a liberdade
ao prelo, e ver-se-ha onde vai parar a Cons--
tituicao antes de 6 mezes; em summa sem
liberdade do prelo o Rgimen Reprezenta-
tivt> he huma irrisao. Ha abusos gravissi-
raqs (grita a gente do Japao): castiguem-se i
gravemente estes abusos, e nao e anniqu-
le huma garanta, sem a qual todas as mais
caducao, e vem a parecer. Qual he a
cousa, de que os homens nao tenhao abu-
sado? as grejas, na-.celebrado dos mais
sagrados officios da Religiao quantos alin-
dados peraltas nao esto barregando as Jou-
quinhas, que todas se espanejao por se ver
requestadas? E dir algem, que o reme-
dio de tal abuso he fechar as grejas, ou
acabar com ellas? He muito de reparar, que
o Cruzeiro queira ganhar por mao em vo*
zear contra os abusos da jmprensa > Cru-
zeiro, que encetou a polmica das regatea-
ras, o Cruzeiro, que provocou a todo o
mundo Constitucional, o Cruzeiro, que se
metteo com a boa gente da enxovia para-
je subsctever quantas insolencias Ihe pa-
: recja nao so contra as pessoas, se nao con-
tra todos es principios fvmdamentaes da
Constituicao,
Quem esclarecer (pergunta o Crmeiro)
e dirijir a redaeco dos.lornaes? En Ihe
respondo, queasluzes, e boas intenebes de
cada hum. Quando muitos escrevem, ap-
perece o bom, o menos mo, e o pessimo ;
fia quem sustente huma prdpozico, e quem
a combata; quem lembre huma reforma
' til; huma medida proveitosa, e quem sus-
tente paradoxos, e diga parvoices. O mes-
mo- Cruseiro temo exemplo d^SHa casa:-
desse embate, e fluxo, e refluxo das ideas
nasce o conhecimento da verdade: se nao
fora esse proveito, que pode resultar do
mesmo mal, a que tempo ter-se-ia calado o
Cruzeiro,, como se cajou o Amigo da sab~
batihas? Pode-se applicar a este propozito
o seguinte dicto do judicioso La Brnyere a
fc'm todo "o genero de obras nao ha risco
em metter o bom, o mo, e ate o pior;
por quanto o bom agradaa guns, a ou-
,tros o mao, e o pior nao falta quem
o defenda. Diz ltimamente o Cruzei-
ro, que esta Provincia vivia tranquilla,
envquant na Presidencia do Exm. Sr. Jos
Carlos Mairink so apparecia o Diark> da
manteiga : mas logo que passou a ser arre-,
metada a Typografia Nacional explosou a
revolucao dos affogados. Essa tranquili-
dade, ou estupor he o grande desejo dos
31andes ; porque em quanto Pernambuco,
e outras Provincias, assustadas das medidas
aterradoras do Governo,. parece, que dor-
mio; os ulicos, que nao dormem bota-
rao as suas linhas, ganharo terreno, e da-
hi os planos da Columna, e todas as mais
artimanhas iMinisteriaes, que eufadonho se*
ria trazer mui de raiz por seren geralmente
sabidas; esse socego to preconizado era
bem semelhante ao de hum cadver; por-
?'
;
.



09)
i)

!i
qu certamen te nada ha mais tranquillo,
do que bum morto.
E que analoga tem eom OS Peridicos a
bebedeira dos Afogados, que a gente do Ja-
pao nao cessa de nos metiera1 cara, como
se fora huma revoluco tramada pelos mais
astuciosos anarquistas do mundo? Basta sa-
ber-se, que hum dos chefes da borracheira
era hum preto avesado a tomar-se de ms-
tella; basta ver o nmhum acolhimento,
que encontrarlo esses vadios por todas as
estancias, que orrerao, para qualquer se
convencer, que nao havia tal revolucao pre-
meditada por homem algum, que ivesse a
perder o valor dehumbi: mas a cabala
absolutista convinha grandemente lanzar
liao do lauco, volumar o acontencimento,
e fzer ver a necessidade de soterrar os
amigos da Constitu* o. Em \erdade cje
esta Provincia a cicatrizando as chagas,
de que anda se doia, os odios io se amo-
dorrando; mas a fatal Prezidencia do em-
pavezado T. X., e a creado da faccinorosa
Columna veio desangraras feridas, acordar
as inimizades, e atear o fogo da discordia
por toda, a parte: isto nao carece de pro-
vas extranhas : lea-se os Cruzeiros, e Ami-
gos do Povo desd esse tempo, e saltar aos
olhos o espirito malvolo dessa sociedade,
que pondo tudo m combustao pertendia
por esta guiza dar cabo do sistema Constitu
cional para se ressassiarm de postos, em-
pregos, officios, honras, e ttulos: mas
sairo engaados por esta vez, gracas so',
e so'a lil>erdade do prelo; que se ella nao
fora, por ventura estaramos hoje a bracos
cOm a mais sanguinolenta guerra civil, cu-
jos rezultados quem sabe quaes serio ?
Assim o en ten de
O Somnmbulo
Os pertendeutes ao referido genero coii-
cerrerao abordo da mesma Escuna, ou pa>
ra; ajustes particulares' a Jos Antonio d'O-
lrVera. ,
AVIZOS DO CORREO.
y -
\J Brigue Portuquez Ledo, Cap. JoSo de
Oliveira Xavier sae para o Porto no dia 5
do corrente.
._ O B. Amparo, Cap. Antonio Hen-
riques Mafra, sae para o Rio Grande do
Sl no dia 6.
LEILA'O HOJE.
Xl-oje 28 do corrente continua o Leio de
carne seca abordo da Escuna S. Jos, Cap*
Sardi/de bandeira sarda, Tundeada na praia
do Collegio, e s repetir todos os (fias ate
inalisar a pequea qantidade d carne
abordo da mesma Escuna.
VENDAS.
Princesa novo em libras por pjeco
cen modo, em oitavas 3o rs. : na loja
d Manoel Jos Ferreir. <
> Um molequ, 16 annos, principio de
ahViate : na loja, de Jos Mara da Silva
Braga ra da cadeia velha n. a.
- ^ Una casa jio aterro dos Afogados
eom frente no correr das casas do Peixott
prpria para vender plvora, e eom 55 pal*
mps de trra: na mesma D. 65.
[+*. Urna casa terrea na ra do Ni xo do
Noa ladoDireito D. 3s: na ra da IMiadre
de Dos primeira loja de fasendas lado di-
reito.
,^n Urna armaco de venda na ra, do
Rangel por preco commodo: na ra da cru
D. i3.
4m Um escrayo, a5 annos, trablhador
de enxada, e refina assucar: no btequim
da ra do colegio.
."",*-. Um chao no alinhamento da rta do
porto das canoas : na travessa da Jingoeta
i%. candar do sobrado n. >6.;
-^ JJma negra moca, e bonita : na ra dx
Penha D. 9.
^ Bixas : na venda de Manoel Gonsal-
vesPereira, travessa da lingoeta n. 4*
.^p Jm mulato, bonita figura, 3o annos,
>padeiro, e carreiro: em Olnda ra do Bom
fimn, 19.
tLm Na loja de Joao Cardoso Aires, ra
da cadeia velha, os impressos seguintes.
Guia 4as Cmaras Municipaes abo
Ditta dos Julses de Paz ;' -i66
1 Ojfom homem Ricardo 20
I Ponte da verdade- 160
'Diversos Bilhe.tes para botica ocento 12
DitflS ,pafa quantias de cobrpor ntjuar-
denar* dito 9^0
A Receita do Tajuj 6
Telgrafos de banderas 12
E o xercicio de peca que serve 08.0
. 80
'V
. tima canoa meia aberta, nova, de
iorte de 35 {jijlos: na ra da cadeia.ve-
lia,n/ 6. '
. ^ i38 arrobas de cobre de forro; a
dinheiro vista, ou a praso eom boas fir-
mas rl na ra da cadeia velha, casa de Ar-
cenio Pompilio Pompeo de Carpo.



.


**FxJr--
r: *W w
(lo)
i
ALUGUEi;.

rN \ rnesma pasa se altiga um iitio em Re-
beribe debaixo, proprio para plantado de
capim, e para criagio de gado, por ter mul-
to pasto.
PFRDA.
N
. ,Odh 17 do passado desapareeeo do si-
tio de francisco Antonio de Paria na Pt-
rang, urna va cea. reposada, prxima a pa-
rir, e noticiao ha ver sido desencaminhada
por pessoa moradora daquelle lugar, a
tuero se avjsa, que se a nao entregar nes-
ei'oit'dias se proceder' .egalmente cot-
ra ella.
AVIZOS PARTICULARES.
1 t ...
Ouem liouver tirado do Correio por en-
cano cartas vindas no Brigue Ligeiro para
Jos Francisco Pereira Viana, queira tpr a
bonflade de entrgalas na loja de ferrase
fronte da. Igreja da Madre de Dos n. j
201, e se lije pagar o porte. 2
^ Precisa-ae fallar com os Srs. Gabriel
Jos da Costa, D. RitaDereira, e ArftonnV
Ferreira de Brito, com os dous primeiro*
para lhes entregar cartaa.de Maranhfto, eJ
com o ultimo para tratar negocio dein-r
portancia : na trayessa da liugoeta n. '%';
ou aroacic-se. o
_ Francisco de Freitas Gamboa Kmpjje-
mmo-do Theatro desta Cidade do Recjfe,
tend tomado a Empresa do Theatro da
Prahil^ pertende para elle mandar taima
cempanhia de actores debaito de um Di-
rector. Qualquer pessoa, ops ae JMgye
capaz de prehenxer o lugar de actor, bil
para entrar em dancas; aasim como potor,
Menina, e ponto, equeesteia as circups-
anciasde pasSar para aquella Cidade, di-
ij-se ao mesmo Empresario no Theatro
desta Cidade. t :. .
** oOrae^ino Empresario pertende aprir
^Theatro com a companhia, que lhechc-
na tret Oratorias Novas, e nfuito Consti-
tucioiwes ; poreta eorao*eja grande a des-
pesa para o dezeatpenho das mesmas, se
%&>' em promete #*m primekto ter urna as-
sitit^ fc*m a - >
Oratorias Sao ~ A Lepra do Imperador
Constantino, ou S. Silvestre,- A passa-
gem do Mar Vermelho, Os Mrtires da
Liberdade- e os Entremeses Sacros de b.
Martinho, S. Grispim e Crispiano as pes-
soas, que s dignarem assignar, o poderao
faser em casa do Director ManoeT Jos da
Silva Ra das Cruses por cima do bote-
quim.
U 'Qualquer carpina ou carpinteiro, que
qoizer faz.er com toda a brevidade a Platea
do Theatro desta Cidade, dirija-se a talar
ao Empresario, no Theatro.
*<
NOTICIAS MARTIMAS.
* '
. Navios entrados horitem.,
U RostonporCabove.de; 3'* do ulti*
mo4dias; B. Amer. jrgus, .Cajh James
Smith: farinha c outros gneros: a^Ma-
theus e Foster. Passageiro-. Basilio Qua-
resma Torriao. TT _
, Hamburgo; 65 das; R. Hamb. Em-
mn MathUM, Cap. S, G. Sonolormam : fa-
zendas: a N- Ottp-Bieber e C. Passageiros
Morisio Seligmam, Cari Elias Homere,
Cbristian Webs, e ConradHeckmam.
_ Porto de Pedras; 1 da; h, $ Antonio
M.JoiaVrancisco Limaicaixas: de Jos
Manoel Martina. Q ^trfiU
- PWfcP deferir**; 1 da ; S Ejtrela
ifatHbna : M. Antonio Francisco Nunes:
-Vuaa: iLAntonip Rodrigues Lima, a pas-
sageiros. ',*' -f .' .
Z Una; a dias; Pat Leao, M.. Anto-
nio Gomss de Paiva; caixas: de Bento Jos
Alves.3passageiros.
Saidos hontem.
L Gibraltar; R. Ing. Ban^ery Cap. A-
lexawter Donaldsn : assucr.
/
A
ADVERTENCIA.
i

S entradas publicadas no Diario n. 4a
sao do da 20. '
No da 19 sabio para New LondonaO.
Amer, Jones, que havia fundeado rto mt-
mo dia. i' VT
No dia-ao sabiro para Cowes a tr..Ing.
Phabe, Cp. Jbhh Beatson : assucar. Loa-
ra Road-Island a Barca Americana Miles,
que havia fundiado po dia 19.
' No dia" 2fl salo para o Rio de Janeiro a
E. Hamb. Tritn, que fevi* tabeado a 19.
c
PEftKAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. i83i.
- .'- ; ......



j
1


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09) i) • !i qu certamen te nada ha mais tranquillo, do que bum morto. E que analoga tem eom OS Peridicos a bebedeira dos Afogados, que a gente do Japao nao cessa de nos metiera 1 cara, como se fora huma revoluco tramada pelos mais astuciosos anarquistas do mundo? Basta saber-se, que hum dos chefes da borracheira era hum preto avesado a tomar-se de mstella; basta ver o nmhum acolhimento, que encontrarlo esses vadios por todas as estancias, que orrerao, para qualquer se convencer, que nao havia tal revolucao premeditada por homem algum, que ivesse a perder o valor dehumbi: mas a cabala absolutista convinha grandemente lanzar liao do lauco, volumar o acontencimento, e fzer ver a necessidade de soterrar os amigos da Constitu* o. Em \erdade cje esta Provincia a cicatrizando as chagas, de que anda se doia, os odios io se amodorrando; mas a fatal Prezidencia do empavezado T. X. e a creado da faccinorosa Columna veio desangraras feridas, acordar as inimizades, e atear o fogo da discordia por toda, a parte: isto nao carece de provas extranhas : lea-se os Cruzeiros, e Amigos do Povo desd esse tempo, e saltar aos olhos o espirito malvolo dessa sociedade, que pondo tudo m combustao pertendia por esta guiza dar cabo do sistema Constitu cional para se ressassiarm de postos, empregos, officios, honras, e ttulos: mas sairo engaados por esta vez, gracas so', e so'a lil>erdade do prelo; que se ella nao fora, por ventura estaramos hoje a bracos cOm a mais sanguinolenta guerra civil, cujos rezultados quem sabe quaes serio ? Assim o en ten de O Somnmbulo Os pertendeutes ao referido genero coiicerrerao abordo da mesma Escuna, ou pa> ra ; ajustes particulares' a Jos Antonio d'OlrVera. AVIZOS DO CORREO. %  y \J Brigue Portuquez Ledo, Cap. JoSo de Oliveira Xavier sae para o Porto no dia 5 do corrente. ._ O B. Amparo, Cap. Antonio Henriques Mafra, sae para o Rio Grande do Sl no dia 6. LEILA'O HOJE. Xl-oje 28 do corrente continua o Leio de carne seca abordo da Escuna S. Jos, Cap* Sardi/de bandeira sarda, Tundeada na praia do Collegio, e s repetir todos os (fias ate inalisar a pequea qantidade d carne abordo da mesma Escuna. VENDAS. Princesa novo em libras por pjeco cen modo, em oitavas 3o rs. : na loja d£ Manoel Jos Ferreir. < > — Um molequ, 16 annos, principio de ahViate : na loja, de Jos Mara da Silva Braga ra da cadeia velha n. a. ^ Una casa jio aterro dos Afogados eom frente no correr das casas do Peixot t prpria para vender plvora, e eom 55 pal* mps de trra: na mesma D. 65. [ %  +*. Urna casa terrea na ra do Ni xo do Noa ladoDireito D. 3s: na ra da IMiadre de Dos primeira loja de fasendas lado direito. ,^N Urna armaco de venda na ra, do Rangel por preco commodo: na ra da cru D. i3. 4m Um escrayo, a5 annos, trablhador de enxada, e refina assucar: no btequim da ra do colegio. ."",*-. Um chao no alinhamento da rta do porto das canoas : na travessa da Jingoeta i%. candar do sobrado n. >6. ; -^ JJma negra moca, e bonita : na ra dx Penha D. 9. ^ Bixas : na venda de Manoel Gonsal- vesPereira, travessa da lingoeta n. 4* .^p Jm mulato, bonita figura, 3o annos, >padeiro, e carreiro: em Olnda ra do Bom fimn, 19. t Lm Na loja de Joao Cardoso Aires, ra da cadeia velha, os impressos seguintes. Guia 4as Cmaras Municipaes abo Ditta dos Julses de Paz ; -i66 1 Ojfom homem Ricardo 20 I Ponte da verdade160 'Diversos Bilhe.tes para botica ocento 12" DitflS ,pafa quantias de cobrpor ntjuardenar* dito 9^0 A Receita do Tajuj 6 Telgrafos de banderas 12" E o xercicio de peca que serve 08. 0 • 80 'V tima canoa meia aberta, nova, de iorte de 35 {jijlos: na ra da cadeia.velia,n/ 6. ^ i38 arrobas de cobre de forro; a dinheiro vista, ou a praso eom boas firmas rl na ra da cadeia velha, casa de Arcenio Pompilio Pompeo de Carpo. %  % 



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dttiitol -I, J 'J i' m • • tm sentimentos verdaderamente Brasileiroi, quero dizer; ama o Brasil, sua Patria^ e o deseja grande, florecen te*, e feliz: aquelJe pelo contrario contrafez o seu espirito avesso aos Brasileiros, [eonforme com o enthusiasmo publico, tornou-se ate com visos de republiqueiro, e ltimamente encaxa-se no Ministerio; cria columnas, despacha os mais desaforados nimigos o ja Irtde>)endencia, protege decididamente os absd* utistas mais pronunciados, etc. etc.: e he este o Pjtr, o Sully, o Pombal? Isto so' por ironia se pode aventurar em iettra redonda Se.por huma parte os escriptores liberaes careo a estimado publica, o que confessao mesmo Cruzeiro, por outra tem contra si o enxame de escriptoreslgados pelo poder, que Ihes saem ao encontr, que invctivo, calumnia), e picao incessanteraente como ferrao venenoso de seus carpidos, c declama^es, nao dispensando os sdicos apodos de anarquistas, revolucionaaios, iuimigos do throno e do altar, e mil outros achaques, m que he sempre frtil o odio .* se por huma parte merecem a estima dos Povos, por outra incorrem na indignacao dos Man-" ooes, que sabem desempachar-se desses ei torvos, pondo os mfelizes escriptores em prompto passamento, como acaba de acontecer em S. Paulo. Ardua empreza tei $i-& do em todo o tempo o dizer verdades amarV gas ao poder; e por isso vemos, qu ; enl' quanto os escriptores liberaes pagao-smuito dessa tal, ou qual aura popular que ad* quirem os seus escriptos, o bando enrufado dos Mandes declarao-lhe guerra de mort}' e o Governo lanca olhaduras de protecefid, paraos Cruzeiros, Telgrafos, Amigos*do Povo, Diarios Fluminenses, Sagitarios, etc. Entende o santo Cruzeiro, que s3o excusados escriptores, onde ha fceputddos, que todos ot anuos reunem-se de%mx& des olhos da authoridade, expe tortas' as hbessidades, etc. etc. Ah! Sr. Cruzeiro, bem vemos o que nos diz na sua. Depilados tinhamos nos o anno passado, e a trazado • e se nao foro os Peridicos liberaes, eme quaes outros gansos do Capitolio gritirao de todos os cantos, e acordarlo o Brasil, que dorma no relento da mais estupfcja eguridadc, V. S. com os seus Columnas tefrao saido a campo com a sua bazilica de S. Absolutismo advogado de todos os traptantes, t impostores: corte se a liberdade ao prelo, e ver-se-ha onde vai parar a Cons-tituicao antes de 6 mezes; em summa sem liberdade do prelo o Rgimen Reprezentativt> he huma irrisao. Ha abusos gravissiraqs (grita a gente do Japao): castiguem-se i gravemente estes abusos, e nao e anniqule huma garanta, sem a qual todas as mais caducao, e vem a parecer. Qual he a cousa, de que os homens nao tenhao abusado? as grejas, na-.celebrado dos mais sagrados officios da Religiao quantos alindados peraltas nao esto barregando as Jouquinhas, que todas se espanejao por se ver requestadas? E dir algem, que o remedio de tal abuso he fechar as grejas, ou acabar com ellas? He muito de reparar, que o Cruzeiro queira ganhar por mao em vo* zear contra os abusos da jmprensa > Cruzeiro, que encetou a polmica das regatearas, o Cruzeiro, que provocou a todo o mundo Constitucional, o Cruzeiro, que se metteo com a boa gente da enxovia paraje subsctever quantas insolencias Ihe pa: recja nao so contra as pessoas, se nao contra todos es principios fvmdamentaes da Constituicao, Quem esclarecer (pergunta o Crmeiro) e dirijir a redaeco dos.lornaes? En Ihe respondo, queasluzes, e boas intenebes de cada hum. Quando muitos escrevem, apperece o bom, o menos mo, e o pessimo ; fia quem sustente huma prdpozico, e quem a combata; quem lembre huma reforma til; huma medida proveitosa, e quem sustente paradoxos, e diga parvoices. O mesmoCruseiro temo exemplo d^SHa casa:desse embate, e fluxo, e refluxo das ideas nasce o conhecimento da verdade: se nao fora esse proveito, que pode resultar do mesmo mal, a que tempo ter-se-ia calado o Cruzeiro,, como se cajou o Amigo da sab~ batihas? Pode-se applicar a este propozito o seguinte dicto do judicioso La Brnyere a fc'm todo "o genero de obras nao ha risco em metter o bom, o mo, e ate o pior; por quanto o bom agradaa guns, a ou,tros o mao, e o pior nao falta quem o defenda. Diz ltimamente o Cruzeiro, que esta Provincia vivia tranquilla, envquant na Presidencia do Exm. Sr. Jos Carlos Mairink so apparecia o Diark> da manteiga : mas logo que passou a ser arre-, metada a Typografia Nacional explosou a revolucao dos affogados. Essa tranquilidade, ou estupor he o grande desejo dos 31andes ; porque em quanto Pernambuco, e outras Provincias, assustadas das medidas aterradoras do Governo,. parece, que dormio; os ulicos, que nao dormem botarao as suas linhas, ganharo terreno, e dahi os planos da Columna, e todas as mais artimanhas iMinisteriaes, que eufadonho se* ria trazer mui de raiz por seren geralmente sabidas; esse socego to preconizado era bem semelhante ao de hum cadver; por?' ; —.


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**FxJr-- r: *W w • (lo) i ALUGUEi;. • % %  rN \ rnesma pasa se altiga um iitio em Reberibe debaixo, proprio para plantado de capim, e para criagio de gado, por ter multo pasto. PFRDA. N ,Odh 17 do passado desapareeeo do sitio de francisco Antonio de Paria na Ptrang, urna va cea. reposada, prxima a parir, e noticiao ha ver sido desencaminhada por pessoa moradora daquelle lugar, a tuero se avjsa, que se a nao entregar nesei'oit'dias se proceder' .egalmente cotra ella. AVIZOS PARTICULARES. 1 t • ... ¡ Ouem liouver tirado do Correio por encano cartas vindas no Brigue Ligeiro para Jos Francisco Pereira Viana, queira tpr a bonflade de entrgalas na loja de ferrase fronte da. Igreja da Madre de Dos n. j 201, e se lije pagar o porte. 2 ^ Precisa-ae fallar com os Srs. Gabriel Jos da Costa, D. RitaDereira, e ArftonnV Ferreira de Brito, com os dous primeiro* para lhes entregar cartaa.de Maranhfto, eJ com o ultimo para tratar negocio dein-r portancia : na trayessa da liugoeta n. •'•%'; ou aroacic-se. o Francisco de Freitas Gamboa KmpjjeMMO do Theatro desta Cidade do Recjfe, tend tomado a Empresa do Theatro da Prahil^ pertende para elle mandar taima cempanhia de actores debaito de um Director. Qualquer pessoa, ops ae JMgy e capaz de prehenxer o lugar de actor, bil para entrar em dancas; aasim como potor, Menina, e ponto, equeesteia as circupsanciasde pasSar para aquella Cidade, diij-se ao mesmo Empresario no Theatro desta Cidade. t :. ** oOrae^ino Empresario pertende aprir ^Theatro com a companhia, que lhechc' em promete #*m primekto ter urna assitit^ fc*m a • • Oratorias Sao ~ A Lepra do Imperador Constantino, ou S. Silvestre,A passagem do Mar Vermelho, Os Mrtires da Liberdadee os Entremeses Sacros de b. Martinho, S. Grispim e Crispiano as pessoas, que s dignarem assignar, o poderao faser em casa do Director ManoeT Jos da Silva Ra das Cruses por cima do botequim. U 'Qualquer carpina ou carpinteiro, que qoizer faz.er com toda a brevidade a Platea do Theatro desta Cidade, dirija-se a talar ao Empresario, no Theatro. *< NOTICIAS MARTIMAS. %  %  Navios entrados horitem., %  U RostonporCabove.de; 3'* do ulti* mo4dias; B. Amer. jrgus, .Cajh James Smith: farinha c outros gneros: a^Matheus e Foster. Passageiro-. Basilio Quaresma Torriao. • TT Hamburgo; 65 das; R. Hamb. Emmn MathUM, Cap. S, G. Sonolormam : fazendas: a NOttp-Bieber e C. Passageiros Morisio Seligmam, Cari Elias Homere, Cbristian Webs, e ConradHeckmam. Porto de Pedras; 1 da; h, $¡ Antonio M.JoiaVrancisco Limaicaixas: de Jos Manoel Martina. • Q ^ trfiU PWfcP deferir**; 1 da ; S Ejtrela ifatHbna : M. Antonio Francisco Nunes: -Vuaa: iLAntonip Rodrigues Lima, a passageiros. ',*' %  f .' Z Una; a dias; Pat Leao, M.. Antonio Gomss de Paiva; caixas: de Bento Jos Alves.3passageiros. Saidos hontem. L Gibraltar; R. Ing. Ban^er y Cap. Alexawter Donaldsn : assucr. / A ADVERTENCIA. i S entradas publicadas no Diario n. 4a sao do da 20. No da 19 sabio para New LondonaO. Amer, Jones, que havia fundeado rto mtmo dia. i' V T No dia-ao sabiro para Cowes a tr..Ing. Phabe, Cp. Jbhh Beatson : assucar. Loara Road-Island a Barca Americana Miles, que havia fundiado po dia 19. No dia" 2fl salo para o Rio de Janeiro a E. Hamb. Tritn, que fevi* tabeado a 19. c PEftKAMBCO NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA. I83I. • .'; ...... %  j —1



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*=*i tmmm immmmm i*l I — ) ANNO DF i.831. TERCA FEIRA i DE MARQO. iNUMHKO 47 • .. %  %  _——^s A—i—= a l£ ¡MtfJT to <*>** ,rdtf.. f *-* "V *. <** *""i f* % '"""** !" ***& f f" ((MM m Ja entrega, te %  ¡•¡a esta fHa mt • meto dia t y indo relamidos. FBUNAMJICJCO; NA TYPOGRAFIA FIDEDIGNA, RA DAS FI/>UES, N. 1 8." i83i. ARTIGOS DOFFICIO. JlrfNvio a V. S. a inclusa representado,, que me dirigi o Juiz Je Paz ca Freguezia de Una, pedindo providencias sobre diversos acontecinentos criminosos, que tivero lugar na Povoacao do A breo, do que resulto u ser assas'sinado Francisco de Patija, ij-ipao do Tenente Coronel Joo Bapfka de Araujo, morador na Barra Grande, e um Indio, e era assini ferido perigosamente com uW tiros Ignacio Correia, emuitos outros factos praticados tumultuariamente debaixo de pretextos de possessoens de trras ; para que V. S. tomando conheeimento Je nido, proceda na forma da Lei contra os ussassinos, e malfeitores, exigindo das Autoridades do Lugar os auxilios necessa-: ios para o pronto desempenho das diligencias Juiciaes. Dos Guarde a V. S. Palacio do Goveroo de Pernambuco aa de tevereiro de iB3i — Joaquim Joze Pinheiro de Vasconcelos Sr. Doutor Ouvclor pela Le desta Comarca, Joaqun* Ayres de Almeida Freitas. # Sendo informado pelo Juiz de Paz-de Tina, que n'aquelle Districto, e particularmente na Povoacao do Abreo, se tem feito mortes, ferirpentos, e assoadas r publicas comprometendo-se a seguranca individual c tranqnilidade publica, que Unto convem manter, enmpre, que V. S. pela parte que lhe toca, baja de dar as necessarias providencias para faer desaparecer semeijiantes attentados, prestando promptos auxilios ao Doutor Ouvidor Intirino desta Comarca que tem de ir proceder, como he de direito, contra esses malfeitores, quando lhe forem por elle requisitados, ou pelo Jiuz do Paz respectivo, a quem igualmente compete diligenciar a este repeito. Dos guarde a V. S. Palacio no Gobern dePernamb ico aa de Fevereiro dej83i — Joaqim Jos Pinheir.) de V isconcellos — Sr. Antonio J urpiim Lima Lins Com mandante Interino das ordenancas da Villa ds Serinhem. CORRESPONDENCIA* S; Editor — Vamos no fol ao Cruzeiro n. JO, que nao deve passar impune, e lanihendo os beicos, como rapoza, que ac bol de fartar-se na preza, e vai seo caminho mu raansinlia, e moquenca; O Governo, diz o bom Cruzeiro citado, copiando huir sabio revolucionario, que as nao diz quem he. (Eu couheci hum Pregadeiro, que n coice de quantos. dispara tes lhe vinho ao bstunto acresceirtava — assimo diz hum.Pa-* dre da Igreja): mas v na fe dos padrinhos: o Governo, diz o Cruzeiro 10, nao deve de modo algun capitular com os inimigos &i ordein publica, que necessaramente sao tambem os seus ; pois que de qualquer mscara, que usem e¡n sua presenea, tirala-Sb no mesmo momento, que o nao temao mai* Oraeisaqui o que se chama vulgarmente fpmprar corda para seenforcara si proprio. He ste mesmo o alvitre, que devera ter abr^^aoo o nosso Governo a cerca dos nunca asss zrzidos columnas; e-he^ueste caso, que me occorre a proposito o dicto do Salvador. Ver tu ex illis es; nam et loquela tua, manifestum te facit O Govtrnp, (Je t^o prestes tem voado a sufocar sedicoes, e inda ensaios demaggicos, que leni enforeado, degregado, e perseguido rpn.bliqueiios, nao. dever capitular to escandalosamente com os novos jjerturbadores do Brasil hypocritamente denominados ebutnas do tlirono, e sustentculos do altar. Sm esses columnas nao s tem desorientado s nossas eousas, se nao deveni sei reputados pelos maiores inimigos do mesmo Governo; porque esses perturbadores ja com s suas aliciacoes, e doutrinas dianietralmente oppbstas a Gonstituiyao, ja com os azalhados, e premios recebidos do Gover* no indispozero grandemente os Povos coi> rdste, suspeitando-o conivente, e empenhado na ruina d liberdade; e d.ito nao podio nasccr, se nao grandissimas desor-* dens, e huma subleva cao geral. Queni poder conter o riso, ou o despeito, vendo comparar Jos Clemente a Jos Bonifacio? ste, ainda que algnns erros cometteo era sua admioistrac^o ministerial t ; %  i ^ %  ¡^ % % %  H