Diario de Pernambuco

MISSING IMAGE

Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01053


This item is only available as the following downloads:


Full Text
N.a 525.
ISO.
fc-
DIARIO DE
Sabscrere-se na Tipografa cU nesra* Diario roa Direito N. 367 1.* andar em mezos por 640 res haaa folha
t sahir todos os das atis.
Segn i>a Feira s5 de Novembro. S. Gertmdes V.
Preamar as 1 horas e SO minutos da manha.
-cr^^DO
(h
RTICOS dsOFFICIO,
J% Vista do Oficio de V.S. de 18 do cor-
Tente, em que me eommonica, que tem no*
meado a Joze Antonio de Freitas para Se
reto rio, tio Consulado das uas Sicilias
iteeta Provineia, o pede, queseja isento do
Servido Militar pelo privilegio de que goza
oh Cnsules Estrangeiros: cumpre-me rea-
ponderdbe, que nao pode ter lugar tal per-
tenece, por nao haveraljruraa Lei, ou Trae-
todo, que auctorize ; antes pelo contrario
he rauito rxpresso no pargrafo 2, Art.
7 o doTit. 2. da Consfcituica do Irape-
rio, que perde os direitos de Cidada5 Brazi-
Jeiro, o que sem licenca do Imperador aeei*
tar Em prego, Pen9a, ou condecora$a ds
qaalqtier Governo Estrangeiro. Approveito
estaoccaziaS para significar a minha consi-
derado para cora V. S. Dos Guarde a V.
S Palacio doG^veruo de Pernambuco 21 de
OutuHrode 1830 Joaquim Joze Pinlieiro
re Vasconcelos Illustriisimo Sur. Boille-
ait VieeCousul as Duas Cecilias fiesta Pro-
vincia.
\j Etfrminando S. M. o Imperador em
Avzo de 5 do mez passado expedido pela
Secretaria de Estado dos Negocios da Guer-
ra, que eu informe sobre a circunstancias
de Joa da Costa Biserr, que fora do prazo
marcado pede Confirmsca de Posto de Ca
frita/) das Ordena neas desta Cidade, cumpre,
que V. S. naja de me dar a necessaria exa-
cia informco a respeito das circunstancias
do dito Bizerra, a m de que seje cumprida
esta Imperial Determinaca. Dos Guarde
a V. S. Palacio do Governo de Pernambuco
5 de Novembro de 1830 Joaquim Jote
Pinheiro de Vasconcelloa Snr. Comman*
dante Interino das Ordenancas desta Cidade
Domingos Ferreira Jorge.
raalfeitores, cumpre dizer-lhe que antes mes*
mo'de receber o mencionado seo Officio ja so
achava noaieado huin Destacamento Com-
mandado por hutn Oficial de Coafirmaci e
qaal fica a partir. Dos Guarde a V S Pa-
lacio do Governo de Pernambvco 5 de Nj*
vembro de 1130 Joaquim Joze Pinheiro
de Vasconcelles Snr. Capitao Mor da Vil-
la de Cimbrea, Francisco Xavier Paes de
Mello Barreto.
A
Vista do Oficio, que V. S. me dirigi
em data de hontem, deaunciando*nae como
criminozo por abuzo de liberdade de Im-
prensa, comettido cootra a Pessoa de S. M.
o Re dos Francezes pelo Redactor do P^ri*
odico intitulado Amigo do Povo, e ne-
dindo, queeu provoque contra ell a recorto-
za execo9a das Leis a tal rtwpe'rto: T uho
acommunicar-lhe, que, toado garant da *
la Constitu9a0 do Imperio, artigo 17;) pa-
rgrafo 4. a liberdade de escrevor, e i n-
primir, ficando, oque escrever res* .-n-avel
pelo abuzo, que praticar no exercicio tiosee
Direito, a Lei de 2 de Ontubro de 183 te n
marcado os cazos, e o modo de quatinal
esses a buzos perante o Cnnselho los Juitoa
de Faeto ; naO me competindo por essa uves*
ma Lei acceitar taes denuncias, e man !ala*
processar, masaomente aos respectivo Jul
de Direito, que tiesta Cidade he o D?zem>
bargador Ouvidor Geral do Crime Dos
Guarde a V, S. Palacio do G verno de Per-
nambuco ? de Novembro de I8J0 J a*
quim Joze Pinheiro de Vasconcetlos ll
lustrissimo Snr. A, Aub >ifl Cnsul de S M.
Chrstianiesiiiia nesta Provincia.
i
n
^Espoxdvrdo ao Oficio de V* S. de 23
do mcz prximo passado expondo o estado
de nenhuiDa seguransa, em que se achao os
pacficos habitantes desse termo, que se a-
cha infeetado por criiniaoxes assacinoi, o
. Nformado pelo Capitaft Mor desse fer*
nTo ; pelo Juiz de Paz da Freguezia do Bre-
jo da ^Vf adre de Dos, e ultimameiite por V.
S. do estado quazi anarchico, em que sea-
cha esse Termo, onde nenhuma seo;uranca
individual pode ter o pacifico Cidadan, que
a todo o momento se v exposto as maldades
e violencias de'perversos, e criminozos, que
se tem ahi refugiado, e dos quees aeabaS
de ser victimas Francisco Luis, o Vicente
\A
> >-4
,#;

"S.


Perrer da Silva, assacinados por ellee ; te-
nho expedido terminantes Ordena para a
prompta marcha dehutn Destacamento, que
ja se achava nomeado, e que fca a sabir sob
o Commando de hum Oficial prudente, ede
toda a Confianc *. Dos Guarde a V. S. Pa-
lacio do Govemo de Pernambuco 5 de No-
vembro de 1830 Joaquim Joze Pinheiro
de Vasconcellas Snr. Director dos ludios,
Prezidente da Cmara Municipal da Villa
de Cimbres, Antonio Francisco Cordeiro de
Carvalbo.
o
COMMN1CADO.
Movimento actual da ordem social po-
de ser e'nbaracado ? Huin movimento me-
cnico, assirn como tudo que diz respeito ao
fizico, tem limites possiveis, e ate' condeci-
dos: elle pode encontrar hum ponto de re-
zi tencia, capaz de o canter, ou embaracar.
Mas hum movimento puramente moral, e in-
tellectual segu outras leis. Como he pos
sivel faier esquecer o que se tem visto, o
que se tem conhecido? Fazer rejeitaroque
se tem preferido, fazer preferir o que se ta*
ejeitado; fazer erer no que se tem domos*
trado ser falso ?. O mundo moral he inex-
pugnayel: he huma fortaleza, onde sao i-
nacessivefs todos os golpes.
Pdese ptimamente desparar fuzis so-
bre seres fizicos, sobre homens, prndelos,
tortaralos, e matallos; nada ha mais fcil,
e frequente : mas as ideas nao se da tiros:
onde ha' prisOes para os pensamentos, e de-
sejos ? A violencia, que na ordem fiica
tem o poder de embaracar, na ordem moral
nao tem outra propriedade, sead a de aug-
mentar. Nesta ordem o sangue dos perse-
guidos toroar-ie-ia huma sement, bem co-
mo no sv9tema da ReligiaO o sangue dos
Martyres veio a ser huma sement do Chris-
tianismo.
Que idea retrogradou ja mais pela for-
ca? Huma idea apaga-se com o ternpo ;
cede a outra dea, e a substitue; mas por
efeito do tempo, e de huma successao len-
ta ; porena nao retrograda: do mesmo nao-
do para a ressuscitur, nao seria precizo ir
procurada de novo com ma hostil. Que
sciencia, que arte, depois da deseoberta da
Imprensa, arrepiando carreira, vira' colo-
car se oo nada i1 onde sao ? Por ella a irn-
moralidade estendeo-se, e como que se iden-
tihcou com tudo, que huma vez tere ser :
com ella o esquecimento he cousa imqossu
vel. Ignorad se amitos objectos ; poderse
ficar na ignorancia ; mas huma vez que del-
la se se, noo se entra mais. Eis o que a-
contecenos nosses dias, debaixo dos nossos
olhos ; o que cada hum de nos faz, e con-
tribu* a fazer mesmo a seu uiau grado, e seta
o pensar. Na* ha* pessoa, que insensivel
mente nao augmente esta acc,a, e deixe de
entrar para ella, por assirn o dizr, com o
seu contingente. Novas ideas se tem for-
mado sobre a ordem social: ellas estao es-
palhadaa; ea gernlmente acceitas; ellas
formar o ebjecto das discussoes publieai
para mais d' ametale dos Povos eivilisados ;
ellas sad lida* pelos homens mais ignobiles,
e sao o texto de todas as conveisacdes, de
todos gs escriptos. Como he possivel fazer
voltar atrs essas mes mas ideas, apagara
memoria deltas, destruir as impresses, que
ellas tem producido em todos os espiritos.
As sociedades humanas tem se declara*
do, e reconheeido destinadas a formar asse-
ciares para felicidad* de todos os merobros,
que ascompe. Que torca podera' fazer,
que filas torne a ideia d asna sevida por
interesses privados ? Os Ceos. nr.esmos em
vaO se abriria para o proclamar; porque
ninguem os alten-lena. He feralmente sa-
bido, que a justica privilegiada he huma
justica ante-social : nad" he possivel fazer
tornar a desigualdade das penas, e a dille*
renca dostribunaes. Nao ha' quem ignore,
que os Poderes pblicos sao delegaces da
Naci" feitas para o seu interesse; que os a*
gentes da sociedade Ihe devem dar contas
do seu procedimento; que os tributos des
ven ser consentidos por aquelles que as pa-
gaO; que ohnnem pode comunicar livre
mente c'n oCeo sem dar sati*fac,aO a nin*
guem do qtie se passa entre Dos, e elle,
com tanto que nesta communicacaO nao ad-
mitta cousa, que seja contraria a moral, que
he a salva guarda da* sociedades como se*
melhautestes principios huma vez introduzi-
dos no mundo, podera desterrarle? Como
se fara* esquecer. aos homens principios esta-
belecidosde facto em tantos lugares, e por
toda a parte espalhados pela discussaO f
Porque forca de coac9aO far as vautagen- destes principios, huma vez
proclamados ? Aquelles meamos Povos, que
del les naO gozarem, suspiraraO por elles, e
nao tardara a reclamados. Supponhamos
(o que he quasi impossivel) que hum tal a*
contecimento produzia eS9a retrogradacao ;
qual seria o seu resultado, e duraca ? Ei-
los. Os homens advertidos por esta dea-
graca, saberiaO tomar medidas para que se
nao renovasse. Mais fcil seria fazer esque-
cer aos bouiens a navegaca, do que lva-
los doconheciraento pratico destes princi-
pios ao seu esquecimento pratico. O mun-
do nao pode deixar de avancar no caroinho,
em que huma vez entrou. Liguemos as
nossas ideias entre si: o mal procede de as
separarrra, As revolacSea nao se fazem a
hora dada, e a ponto cr ; mas opera5*se
pela reunia de huma multidao de elementos,
e causas preexistentes, que se deseovolvem,
obrad a hum tempe, e esta rao reunidos do
T
:


t
/
A.
J


malta Ionge. Ai revolucoes nr;ipem na ho-
'^ ra da mauuracao.
%.j*A Assj foi que hora dada appareceo a
Rerolu^afi Franceza de 1789. Homens va-
eos de ideas, e incapazes de observaza,
Jhe assignao oor causas huma multidao de
pequeo tactos particulares : para huns foi
n supres3ao da caza militar do Re, para 011-
tros at a mesma extincca dos Jezuitas: es-
tea a atrbnern a Mr. Necker; aquellesa'
preferencia dada a Mr. de Mauropas sobre
Mr. de Macbault; ja hoave qucm escreves-
se, que com o M a rechai de Biron, e o Ar-
cebispo de Pariz, Beaumout, nao teria ha
rido a revoluca. Os miseros escreredores
do Cruzeiro, e Amigo do Povo atribuem-a
s ideas liberaes.
A pausada RevolucaA Franceza data de
303 anuos ; elU prov o do totat das mu-
1

r*
dantas operadas d'essa epocha na totalid
de do mundo colonial, e industrial. A actual Itevolncao
he o complemento d'aquella, Para emba-
razar pois o movimento actual do mundo, se-
ria mister fazer parar o mes.no mundo, ou
mesmo destruido com tudo, que elle encer*
ra parque o mundo, e todo, q ae elle en-
cerra sao outros tantos c^n Juctores de.^e
movimento; e nao cuidemos, queemnara*
c vulo'O a.n num pinto, obter-se a al*inn re-
sultado : nada se lera feito, em quauto nao
f >r embarazado em todos os seus pontos ao
niesino tempo, o que impossivel K n q un-
to existir bu n grao, hum s grao do que h j*
je existe, a cada instante o u ai verso no lera
Terse novameute cheio. Por ventura o ex*
terior do Cristianismo no tempo da luta pa-
ra o seu estabelecimeuto, nao esteve como
apagado em alguns lugares; e com tudodei-
xava de viver? A Reforma Allema nao so-*
freo em algumas das suas partes desses rev*
ses, proprios para a fazer desappareeer ?
toda via nao foi por diante ?
Estamos no meimocazo: em qnanto o
Universo nao convier em declarar simultne-
amente, que val maisser governado arbitra*
ria, do que legalmeotc; em quanto todo o
mundo ae nao pozt r a declarar, que val ma-
ia ser imposto arbitrariamente, do que con-
sentir no mesmo imposto ; em quanto os
dogmas, e mximas praticaa, de que se com*
pe o movimento de regeneraca, as torera
abjurados, proscriptos, e anniquilados em
todos os lugares simultneamente ; em quan-
to restar hum s homem, que conserve a
km branca (Ustas cousas, a as possa transa
mittir, nada consiguirao os carpidores das
mudanzas. Tal homem podara' vir a ser, e
de facto ser hum novo Legislador do mun-
do ; o univarao o escutara, e seguir ; e, o
que mais he, tomar-lhe os alvitres para es-
capar a novo naufragio. Este homem asse*
melhar-se& a No, pai. e conservador de
hum novo genero humano. Uto deriva da
mesma naturez* das comas : o carcter ei-
seueial da toda a moralidad* he ser indes*
truotivel, bein conoesses corpos, cjoe revi-
vem debaixo do ferro, que os mutila. Pe-
chai ao mesmo tempo todas as tribunas do
universo, ou deixai as todas abertas : huma
s povoar dellas o mundo. Em 1789 s e
xistia a do Parla nento Inglez, e s para a
Inglaterra ; porque quahtos era os que an*
tes dessa epocha Iia5 os debates Parlamen-
taren, e erad iniciados nesia nova sciencia r
Hoje porin ella he o n 6 e do universo.
O movimento actual he pas sustentado
pela totalidade do Estado do muridn, e para
civilisec.ao toda inteira: este he o seu ver*
dadeiro arrimo : esta prezidio ao seu nasci*
ment, garanti a sua dungad, e vellou s-
breos seus primeiros desenvolvimentos ; a-
gora serve de baluarte aos e(Tei tos ja produ*
zidos, e por mil lazos liga o universo para a
sita manutenca. Mettamos a mao em nos*
a propria consciencia, pergunteraos aos nos-
sos olhos, consultemos os nossos gostos, es-
calemos o nosso espirito, e nesta confronta*
Z i de todo o nosso ser actual com o que
era antigamente, ecaminemos, se lia' algu*
mi 001*8, que uos cesinJa, como elle foi
ha1 30 annos,
A historia nao nos offerece accao feral,
l'ie nao tvha experimentado vicisitudes de
arto na, e cuja marcha tenha appresentado ,
h un i conformidade perfeita de crescimento, j
e successo. Da mesma sorte nos combatea .
ne n tolos os corpus marcha de frente a' |
victoria. S o mahometiamo foi em seu cur-
so isenpto de grandes revezes. Era dado ao
movirnentu actual reproduzr o mesmo ferio
me n o.
A jranma vai a acabar por todo o mun-
do. A grande, e espantosa Revoluz*o da
Franz i veio acabar de abrir os olhos a todas
as Naeflea : he tempo finalmente dos Gover*
nos abrirem naao das iniquas pertenzes da
superstza, e egosmo, e fir marem o seu po-
der lea;al as mmutaveis regras da }ustza.
A tenebrosa, e falsissima doutrina de pode-
res M a gesta tico*, derivados do seio do Ex-
terno nao entra mais em cabeza alguma,
neo dos mesmos colu wnistaa, que dizem o
contrario do que sentem.
(Continuar se*ha).
Si
CORRESPONDENCIA.
V
^N. Editor. Nenhuma tarefa para
mim-ta lizongeira, como a de patentear a
aeges verdaderamente dignas de imitaza,
pr atiendas pelos meos ConeidadaOs. Doua
Joven* nossos Patricios, filhoa do Excellen*-
tissimo Mrquez do Recife, que estavad es-
tudandona Fraaza desembarzaraneate Por-
to no da II do cor rente, trazando a fita Cri-
ador por bima dos coletea; a o mais velho




. foiam dos Brazileros que em Pariz, as fi-
leirai Liberaos, se baterao contra os Sol la-
dos do ex Re Carlos 10. Se o Brazil con-
taste em todos os seus filhos o mea no deno-
do e patriotismo ua5 haveria entes ta des
gracadaa que quizessem ser colunas.
Snr. Editor publique eate facto era o
seo Diario para que todos estimern a esses
dous Joreas, e o Mundo saiba que uin Per*
nambucano defeade a Libardade en* qual
quer parte onde ella atacada. E qual nao
(ver ser a gloria de um Paiz que possue
filhos tao dignos ?
Seo venerador.
O Pemambucano.
ANUNCIO.
i Or motivo de encomodo de satide ret-
rosme para o campo quanto antes; pelo que
nao pude pagar as vizitas as Peosoas, que
me procurara, ehonrra, quando theguei
a este Recite, e da benignidade dos mesmos
Snrs. espera, haja de ser desculpado
Fr. Miguel do Sacramento Lopes.
Avizos Particulares,
APessca, que tiver na Rifa de Joao Cfir
los Marioho Palharcs, o N, igual-ao
qne sahir na actual Lotera do Seminado de
Olinda o maior premio, peder (logo que se
publique a lisia do nmeros premiados) di-
rigirle a ra das Flores, casa N, 18, a%
onde o proprietario desta entregar o pre-
mio, que oil'vreceu na sua tifa. O resto dos
bilhetes cofitiuua a ser vendidos no pateo
de S. Cruz, botica de Joze Maria Gameiro;
na ra da Cadcia Velha, venda de Antonio
Joao da Silva ; na ra do Livramento, botn
ea de Francisco das Chagas; na ra do Ca-
buga, botica de Joe0 Moreira Marques ; e
na Tipografa Fidedigna, ra das Flores.
Terca feira 16 do corrente no Consis-
torio da J^rcja Je g. Podro desta Cidade
principiar a correr as rodas da segunda
parte da sexta Lotera do Seminario de Oiin*
da na forma do eos fu me.
Joan de Sa' Leita aviza ao respeitavel
Publico que a sua rifa composta pela segun-
da parle da sexta Lotera do Seminario de
Olinda, corre opreterivelmenle cora a mes-
) uta e que o restante dos bilhetes achar-se*
lia a venda t a vespera do da em que cor-
rer a dita Lotera, nos lugares seguinte,
era ?aa loja ele fuzendas ra do Crespo D. 3,
na doCabuga' botica de Joa Moreira Mar-
ques, Bf ra do Rozario venda (]o Lisboa D.
29, na do Livramento botica D. II, nado
* Crespo loja de tuzendas ao pe do Passo do
Joze de tenezes Jnior, na da Oadeia Ve-
lha loja de Joao Mafia Se ve, e J/oze Tho-
mas de Campos Quaresma, em Olinda boti-
ca do Pinheiro, e vendas de Porcuincula,
Lages.
Joze Maria de Amorim, fas scente ao
Publico que a sua rifa corre impreterivel-
mente cotn a segunda parte da sexta Lotera
do Seminario de Olinda, e como 1 lie resta
huma pequea porcao da bilhetes, roga aos
amantes destejogo queira concorrer com as
suaii ultimas compras, e acha-se a venda
nos lugares ja anunciados : asaim como ao
premio de 5:000$0000 de reis em que o seo
plano dado a luz promete huma escrava, da-
r' em lugar da mesma 2208 rs> dinheiro de
cobre correte, viito que se descubri na
dita escrava achaque, a qual foi vendida pe-
la mesma quantia.
Berilo Joze da Silva Magalhaes, faz
certo que comprou dois meis bilhetes da se-
gunda parte da sexta Lotera do Seminario
de Olinda nmeros 983, e 888, de socieda-
de com Joa Perfiro da Mota, residente na
Villa da Granja, eujos bilhetes ficaO em seo
poder.
Vende-se.
OIxas, de muito boa qualidade, chegadas
"^ltimamente de Lisboa ; na ra do Ro-
zario que vai para o Carmo padaria D. 17.
Hun resto de bilhetes da segunda par*
te da sexta Lotera de Seminario de Olinda,
a prala, e cobre nos lojas da roa do Cabuga*
junto ao Bandcira, e no Crespo D. 8
Meios bilhetes da segunda parte da
sexta Lotera do Seminario de Olinda ; n
loja de fazendas la ra do Queitnado D,
13.
Ou afreta se o Brigue Escuna Amer
cano General Pulaski de 110 toneladas,
forrado de cobre, muito veleiro, e cem to
dos os seus pertencei em bom estado, quera
o pertencer comprar ou frotar dirjanse a
Luiz Gomes Ferreira & Mansfield.
O Brigue Americano Guilberme &
Thomas de 116 toneladas, earrega 6000 ar-
robas de carne secca, forrado de cobre ha
menos de hum anuo, e em muito bom esta-
do em todo o sentido, e vende se muito eu*
conta, ein consequencia deque faz se pre ,
cizo eflectuar a venda da mesma, para te
poder liquidar huma muito amiga sonta a
que a mesma pertence, fallem ao mesmo a
cima, ou ao Capitae abordo do mesmo Bri-
gue.
# Huma canoa aberta que carrega hum
inilheiro de ti jlos de al venara groca ; o
dous escravos eanoeires : na ra )ii eita ca-
za D. 36.
.
h
'!

Peruambiuv na Typografiu da Diurie.
n
i


fakor EdUitr.
..
1
T,
Endo-sc valoneado ueste Cidade
niUB boato atroador de havcr eu dirigido
o Sr. Joze Maria da Cunha Guimaraena
*m huma denuncia, que o mesmo Sr. pre-
para contra dois Snrs. Dezembargadores
da Relacac (Mello, e Belmont), sei que
pesBOBs mui imponderadas, sera que cu
oneci os dereres aagrarfos que ligo o
Advogado ao interesse, e justico de aeus
Constituitites, me notao por me haver a-
trevidoa tanto; oihando-se-me como pa-
ra aquelle que de leveouzou tocar n^ sa-
grada Arca d'Aliauca, Ora Sr Editor nao
ha de certo raaii>r ignorancia que apa-
ta continua entre os nossos Patricios,
e coneidados! Verinos o dinvelo om
que se tem proposto a Asaeinblea, e o
nossq Augusto !operador em reformar
abuses, acautelando males por medidas
legislativas, e sem ju mais ms quererlos
apraveitar ?! Que letargo portentoso !
Huin Advogado he hum defensor da
Jjei, buen Oraor da verdade; salvaguar-
da dos iaalienaveis direitos de seus Coas-
tituintes. T^Sm rorna he reconhecido por
hum dos nomens de inaior importancia
naSociedade; na Franca; Inglaterra, e
mais Nac5e9 cultas sao reconbecidos por
homens de rnaior porte e concideraeao:
desgranad ament, Sr. Edictor, nesta Pro*
viucia a prepotencia de alguna Sara, De-
Eembargadores pretendeu reduzir as suas
atribuices a simplicissima, e triste con-
tlicao de abjectos escravos, olhoos eom
a maior i ud iteren en ; atacaro-oacom ar-
bitrarias, despticas condemnacoes, o
euspenedea, para desta arte Ihcsincutir
terror, e deixarem de corajosamente pug-
nar pelos direitos de seus Clientes: ao
mesmo tempo, oh desgrana, que elles
herao os que verdadeiramente deveri o
ser multados, suspeucos; athe prezos,
pelas continuadas injusticas, infraccoes
de Le, e erros d'Officio que diariamente
coraettem; nao perdiSo^d^Mperdem.pc-
caiioes em que os poeso'teauzir'a rfetb,
e mesmo com inractiras, e refinada mal
dada.
Lembra*me de referir-lhe hum su*
eeaso acontecido comigo, e o Sr. Das em-
bargader Mello bem recente; e alias
hum dos Dezembargadores, quem trU
butei sempre os mena respeitos.
Hera eu Adrogado dos herdeiros de
Joao da Cunha Mendes em huma celebre
execucao que Ihes encaminha Francisco
du Cunha Machado, pessoa recomendada
(se be certa a fama) o Sr. Mello por o
Sr. Thomaz Xavier, e por quem tem o
mesmo Sr, Mello feito algumas injueticas;
acontece que estando eu despajando era
o roeu Escriptorio, e caza de residencia
na Ra Nora (isto a seis meses pouca
mais ou menos) sentio-se hum alboroto
na ra ; e olhando para algumas pessoas
que me etaro em torno, perguntei fhes
o que seria aquillo : cisque se me apre-
zenta hum escraro de Pelis da Cunha
Nararro Linsherdeiro interecado de Jo*
ao da Cunha, que tambera estava contigo
(a dar parte ao Sr. que avia chegado pre-
zo o depozitario dos bens) por cuja pri-
zao hera o alboroto, por ser o prezo
hum Ancao octogenario entregue a deis
pretos discalijos, cojo quadro excito as
trequentes apupadas dos rapases : afli-
gio-se Lini, que descendo immediatamen-
te para cosollar o pobre velhrt vio que
os taes pretos havio parado na Ra com
elle ja como aecuados, ou patudos da
canaha pelos frequentes assovios que
Ibes davo aeompanhados das vozes =
solta negro ao pobre velho logo que
os pretos viro Lins encaminharose pa
ra elle a fallar-lhe, ou para milhor se livra-
rem dos assovios: Lins sobe outra res a
ter comigo, os pretos acompanhar2o*o
deixando o velho em abandono : aprezen.
taotse-me os pretos na Sala, e dizem-me
(tendo ja fgido o velho) =3 Vm. faz fa-
vor tomar conta d'hura prezo que traie*
anos a requerimento do Sr. Francisce da
Cunha Machado, em quanto vamos ver
Jpmciaes de Justica & quem o possamoi
% entregar e= Res pon di-Ibes alguma coize
infadado = ponhose daqui fora que a
minha caza Bao ke Cadeia, en Custedie,
\
l
1

K
\


/
nem en Careereiro que guarde prezos =a
deecerao os pretos, e nada maia aeoute
ceu. Cootiuuei a defender a cauza: em
certa altura pilhei huma folcidade ncr au-
tos feita por Cunta Machado, requer *xa-
me, e depois querelle: delie pela falcsda*
de : den poreca isto tanto no goto do Sr,
Dexembargador Mello, que mandn vir
os taes pretos para formaren* hum acto
de reticencia, e tomada de prezo das
iwos da Justica, para me incravelnarna
Devisa, e ao Felis da Cunha, remetien-
do o'auto para a proceder ex-officio ao
Sr. Dexembargador do Cnine. Sube eu,
e esperei bem a sangue fri pelo rezulta-
do, quando depois de fexada, ou con-
cluida a Devassa dice-roe mesmo br.
Dezembargador Gustavo, que eu avia es-
capado 'huma que se me preparou,
deu-me a entender conheeia) que tal rezistencia nao tinha a-
vido : entretanto eu 6quei muito obriga-
do ao lllustrissimo Sr. Gustavo, que em
verdade fiquei pinhorado das maneiras,
e ateneOea .oa- que me fallou : ao mes-
mo lempo que admirei comiso mesmo o
rancor que me tinha o Sr. Mello.
Ora, Sr. dictar, bu Ministro que
tracta dcsta ma.ieira i hum Advogado,
parece que se fas ereder de iguaes retn-
buicoes; ae elle procura argui-lo de cn-
nes que lhe sugira sua iagativa men-
te ; parece .que cora muito maior razao
cu o nao devo poupar em aquellas licita*
ccaaiOes em que ella delinquiado enf#
possa accuzar perantf a Lei te sena ab-
etos depois seudo o Advogado hum Ci
dado consultivo aujo Office *e exerce
com p'cetacSo de juramento de guarda
de direito as partes ; porque razao me
deveria. poaner a defender o dirtito d.i
Sr. jir WaVia da Cu.a Guimaiaens,
quaoHilge attacado por oSr.Mello e
seu Collega i Se esees miseros Satlites
queosrodeiao ouzlc abocanoar o meu
denodo, resta-me a gloria que a parte
tan dos verdaderos amigos da ordem e
osC.dados si/u Jos me rarIojustic.n; e
athetalvez que meamo em breve cpntup.
dindo-ae aque'.les en seu aviUamento di-
ro comaig = ella he Advogado. =a
Nia se persuada, Sr. Edictor, que
eu me dirijo ao Sr. para me fazer cele.
bre ; he sim para me declarar, e desva-
necer as suspeitas que possao em outro
meu Collega recahir, e tobein para que
alguna Snrs. Dezembargadores nao en-
tendo que eu son daquellea que tem me-
do de pap5es : tramem la contra mim as
cabalas que quizerem, preguem-me as
suspencoee, e condemnace^ que Ihes
parecer, que tantas vezes o facao arbitra-
riamente, como quantas querelas Ins ire
dando conforme a Lei Salutar de 18 de
Setembro de 1828. Leve ao prelo, Sr.
dictor, estas rabiscas, que muito obri-
**a Seu Patricio.
Jatinio Mor tira Sev$rianno da Cunha.
4
Ir
j. K


w$o
*r<*rru
Ar *i / ifV. .. ejiaj i l
ffiRUAMBUCO NA TYP. DOPIARI
>.
A
-*r
-i
-


Full Text
xml version 1.0 encoding UTF-8
REPORT xmlns http:www.fcla.edudlsmddaitss xmlns:xsi http:www.w3.org2001XMLSchema-instance xsi:schemaLocation http:www.fcla.edudlsmddaitssdaitssReport.xsd
INGEST IEID ERAG6N54N_6X511O INGEST_TIME 2013-03-25T12:20:40Z PACKAGE AA00011611_01053
AGREEMENT_INFO ACCOUNT UF PROJECT UFDC
FILES