Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01041


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Full Text
HIO XXXI. N. 125.
Pofr 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
1
I
0U1RTA FEIRA 31 DE MAIO DE 1855.
-------
Por aupo adiantado 15,000. *
Porte franco para o subscriptor.

'.
DIARIO DE PERNAMBUCO
lilil, WICIS II \ nwmiiM-iin .....___ ----------------------------""~"--------- ** ----- ---------._-----------------------------------------------------------------------------*_______________
KXCARREt.ADOS DA SUltSCRlPi,:.VO.
Rccife, o propriet?ro M. F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o Sr. Jo io l'ereira Martins ; Ratita, o Sr. D.
Diiprad : Mscei, o Sr. Joaquim Bernardo de Mon-
dnos ; Parahiha, o Sr. Gerva/.io Vctor da Nalivi-
darie ; Natal, o Sr. Joaquim Ignacio l'ereira Jnior
Aracaty. o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr'
Virtoriano Augusto Breas; Marenhan, o Sr. ja-
qnim Marque Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
Hercnlano Aekiles Pessoe Cearaare ; Par, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o"Sr. Jernnymo da Cus;a.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1.
Paris, 3i5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Aroes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disconto de lettras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
|Ouro.Oncas hespanholas- .
Modas de 63400 velhas.
de 69400 novas.
de 4*000. .
Prata.Palacesbrasileiroj. .
Pesos columnarios, .
ii mexicanos. ,
PARTIDA DOS OTRREIOS.
20J000 Olinda, todos os das
169000 Caruar, Bonito e GaranhuDB nos dias 1 e!5
16JOO0 V illa-Bella, Boa-Yisla, ExOuricury, a 13 e 28
99000 Goianna e Paralaba, seguaaas e sextas-feiras
1940 Victoria e Natal, as quinkae-feiras
ll'oL l'IU.AMAR DE HOJE.
19860 Primeira s 4 horas e 30 tre*** da tarde
I Segunda s 4 horas e 54 miniaos da manha
O enliores assignantes dette DIARIO,
que seacham atrazado* no pagamento da
ub*XTpos0, (|iteiraujiandar latUfazcr o
importe teUa, alias Riesen' suspensa a
entrega.
AIDIF.NCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relajo, terjas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas, s 10 horas
1* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIKM CRIDES.
Maio 2 Lna rheia as 2 horas 17 minutos e
39 segundos da manha.
9 Quartominguante as 3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 La nova a 1 horas 43 minutos*
36 segundos da tarde
43 Quartocrescente as 10 horas-18
37minutos 40 segundos da manha
1
CORMSPONDE.V.IA DO DIARIO BE
"ERNAMBICO.
miau*
> de maio de 1855.
A itUf ia lUs.qualru ultima, sananas he exclusi-
vamente trncele : durante esle periodo a Franca
fixou aailenjio em toda a p;irle, no seio das najoe*
eutopn, assim como nas teus proprio, brea, no
roiiselhc*. da diplomacia, assim enano no thealro da
guerra.
No estrangeiro oceupou o lugar que Ihe lia divido,
receben da Inglaterra, esta potencia lito zelosa da ma
propriefgeandeza, a glorificajlo miis completa no
hospede que a foi representar; saudada na petsoa de
en soberano, vio arvorar-se Sobre todas os pontos do
solo britnico a bandeira de tres cores, a banileira da
Frasca nova, que be seospre a Ierra vettia do desin-
leresse e da dedicaclo, encontr por toda a parle
eolios para todas as Mas palavras, para todas as suas
aspirjjes, para todas as suas ideas, e dtbtru em pou-
co o expropio dado por Londreser seguido porVi-
enna, Alhena* e Constantinopla.
Acolhida desla manes esa todos os lagares, pa-
ra continuar a sna obra, estende as mos a todas as
najos, ofterece a talos os povos casa hospitatieade
que os far majare* e memores ; completa a inaegu-
ra jlo dentro do*seos limites da applicajo de sn
peuwmento que he.um pensamcnlo puramente fran-
cs, e que volt iateiramenle para ella, apelar do
adiameato imposta par circuraataneia* at aqu in-
terminiveis, abre casa arena das latas pacificas, essa
H^a da coaqaislas do eogeaho humano, na* quaes
ella he a primeita qae tona parte. EmGm, eolloca
na saeio do solo nacional, cama na saa verdadaira
patria,essa torneio universal, coja primeira manifes-
lajao se operan fortuita a accidanUlmenla em Lan-
dres hi 4. a anos.
A su* vez escatada entra toda* noraaaferenciasde
Vienna, formulou as ultimas condijes que as polen-
ciasocejdealaesnodiaro honrosamente aceitar, trarou
os dtiles em qae deviam parar a* coneeases para
aesegurar-se o futuro da civilisajio, fo a ultima em
chamar o seu ministre plenipotenciario, procurando
at o ultimo momento alliar a energa e resolu-
to que exige a defeca de urna causa Uo sagrada, a
longaniraidadc que ordena a salvaguarda immedala
de lodos os inleresses tao gravemente empenha-
dos.
Como seu eiforco supremo de conciliaclo nao al-
canjou o resultado, com o peso e a autoridade ilasua
espada vai imprimir iluta um muvimento decishro;
Napolelo III pretende ir lomar na'Crimea como
eonsentimento c apalsasos das nacos europeas e
ominando em cliefe de Foletas forras em favor da
* uslija e do direito.
Franra.L'm luto immenso fui poupado Franja
e causa europea, pelo mao xito de uina tentativa
crihiinosa destinada a estas terriveis catastrophes que
eompromellein as nacionalidades : um miscravcl ati-
roa a 28 de abril, pela volta de 9 horas danoite, so-
bro* imperador Napnleao III,que passeava a cavado
nos Campos Elisios; este individuo, aproximando-se
alguns passos delle, disparoo-lhc doos tiros de pis-
tola, o imperador cqntinuou a passo, ao p da cor-
ruagem da imperalriz o sea passeio no bosque de
Bolygne, por eulre as acclamaroes que proleslavam
contra tal attentado. Para honra do paii o assassi-
no nAo he francei, he italiano, natural de Faenxa,
cliamn-se (leofanoi Pranori, e lem 28 annos de ida-
de ; satino secretario de Garibaldi, emigrara para
Londres na occasioda tomada de Roma pelos Fran-
ceies, e ahi abracara o protestantismo, he sapateiro,
e o seu estado e vestido de origem ingleza indicam
que elle mui recenlemente deixra a Gr3o-Breta-
nlia. Foi immediatamente preso, e a justica procu-
ra descobrir se tem cmplices, ou inspirac,deg, ou se
he da rac,a dos erostratos loucos da anrbicto de ins-
crever o nomc na historia, aioda que este nome fi-
qie para sempre manchado.
O pait e o soberano acabam de solTrer orna por li
eonsideravel, M. Theodoro Ducos, ministro da rnari-
nha, morrn depois de urna dolorosa enfermidade, a
na administractlo da marinha franceza ha sido cheia
de grandeza e energa, sorprendido no dia segninte
da sua entrada nos negoeios|ir urna guerra marti-
ma que exigia o desenvolvimenlo de forras immen-
sas, comprehendeu o peso da tarefa que Ihe era im-
posla, e rea'.isou-a resolutamente ; em 30 mezes
oreou e poz ao servico da Franca 61 navios de guer-
U, sendo 21 oaos contando tres (flil pecas, e movidas
t ela forc,a de 23 mil cavados. Esta forra coilossal
forma hoje a maior parte das duastesquadras acti-
vas que lem 13 gloriosamente mostrado o seu pavi-
lhao no Mar-Negro e uo Bltico.
Um decreto imperial dalado de Windsor, den o
posto vago ao almirante Uamelim, que o anno pas-
sado commanihra a esquadra do Mar-Negro. Oulro
decreto complftou a organisaoao da academia de
sciencias muraese polticas, por meio da crearan de
urna sexta seerlo composla de 10 membros. Assim,
o numero total dos memhros da academia das scien-
cias moraes e polticas se acha .elevado a quarenla,
afim de eslabelecer a igualdade nnmerica entre el-
la e as oulras classes do Instituto. Como nenhoma
apr*aBtac,lo pode ser feit* era sessao para nomeacao
de urna seceso nota, "as Hknescoes feitas desta vez
.emanara do imperador, i wdesignon M. M.marquez
Audilfros, .. presidente Bartha. Binean, Pedro Cle-
mesH, a visconde de Cormwin, Greterin, I.aferriere,
Armand, I.abrun, o presidente Mesnant. e o gene-
ral Barn Felel. tal he aeomposicao desta nova sec-
Clo instituida sob o titulo : Poltica, Administraran
e Fiummtu$.
Fallon-se alpum lempo na tsiU a Paris da rii-
nha Victoria e do prncipe Alberto, do imperador
Francisco Jos c da imperalriz da Austria, do duque
e daqueza de Brabante para inaugurarlo da expsi-
to, mas presentemente he cerlo que os prnwiros
das do grande concurse universal se paasaram sem a
chegada dos novo* visitantes.
Julga-se que depois da inaugurarlo, o imperador
ii.i tomar na Crimea o commando de todas s forjas
adiadas. A saa mobUia de campanha parti a 22 de
abril pelo caminho de ferro de Lyon, contm entre
oulros objectos o leito de campanha de Napoleso I.
Os empregados do guarda roupa da corda receberaro
as ordens para dispor durante a viagera a tenda do'
soberano, lodos o* accessorios, e velar era lodo cami-
nho, de orle que por loda parl encontr aposentos
convenientemente preparados. Os mais rcenles
boatos ha assignalado urna resofuoao firme de adia-
mento, mas, seja qual fr a poca em que esta even-
tualidade tenha logar, os hospedes coroados da Fran-
ca aguardaran a volta de Napoleao III para virema
Paris.
Quettao do Oriente, situaco diplomtica.
A conferencia de Vienna est desenvolvida, nao
obstante o fim a que se propo/.era, os obstculos que
ella encoutrou devem ser de hoje em vante venci-
dos pela forja das armas. A interpretado da ler-
ceira garanlia lia sirio o escolho .sobre que a diplo-
macia naufragon, a Russia abandonava o patrocinio
dos principados danubianos, o dominio sobre o Da-
uobio, a supremaca religiosa sobre os christos do
Oriente, maa repellio qualqner limilarao do seu po-
der sobre o Mar Negro, exigindo sobre este poni o
ttata quo ante bellum.
. Em pressnra desles fictos, ha impacientes que
proclamam em altas vozes, que a poltica occidental
posto que tenha com sigo o direito e a justica, tem
conseguido at hoje resultados mui modestos. Es-
quecem-se deque Tactos consideraveisse realisaram
depois da epeca em que os Russus acampados nos
principados, ameacavam Constantinopla que pareca
eslsr merco delles. Balidos em kalafal, Sihntria,
Giurgevo, cm todas as paragens, as tropas do czar
evacuaram suciessivamente a pequea Valarhia, a
Moldavia, viran o seu proprio territorio invadido,
sodreram tres desbaratos em Alma, Irkerman e Ba-
Uklava. Os iui|>ar.ieules.insisteui e ilizer.) : urna ai-
pedirn sobre. Sebastopol poda apressar o desfecho
da crise, pondo as mao dos adiados urna praoa lor-
ie, urna provinciaOque se lornaria um penlior, um
meio de troca para chegar-se a paz, os gencraes an-
glo-rrancezes deixaram escapar a occasao favoravel
depois da balalha do Alma, para tentar um assallo.
e hoje permaneccm as drtacc,es ncalculaveis de
um assedio regular diante das forlifieajoes russus que
anda resislcm. A islo he mu fcil responder que
Sebastopol s existe em nome, e que o poder russo
se acha para sempre destruido no mar Negro.as pro-
prias muralhas da praja nao estao as maos dos al-
liados, nao se acham acampados m corceo da ci-
dade, e a bandeira russa anda flucta sobre as mi-
nas dos edificios crivados pelas bailas dos sitiantes,
mas se os soldados da Franja e da Inglaterra nfln
enlraram na cidade, tem o direito de dizer que para
os Ruaros ella he como j se nao exslisse.Ainda que
a siltiaoAo devesse permanecer o que he presente-
mente, onde est d'ora em vante a forja da Russia ?
E de que soccorro Ihe pode ser esta praca que ella
defeude com um herosmo lo brilhanle ? J nao
he a Russia, he a Franra e a Inglaterra que oceu-
pam o mar Negro, e que o dominara com urna lber-
Jade que a esquadra do czar nem se quer tem pro-
curado encontrar. A Russia realisou cora as suas
maos os suicidios da sua forja marilima, as naos
netlidas a pique guarnecem as passagens de Sebas-
topol. Defronte, os adiados bao rumiado e fortifi-
cado duas cidades, Kamiesch e Balaklava, colloca-
dasem qma siluaoao inexpugnavel, podendo desa-
fiar todos os esforjos deste exercilo que au fragou
diante de Silslria. Emfim, Eupatora cujas fort-
ficajoes lomam todos os das asmis formidaves pro-
porjes, oppoe lambem a todos os ataqnes dos Rus-
sos urna resistencia invcncivel, e constitue urna nova
lomada de posse de urna parle do territorio da Cri-
mea.
Depois de semillantes resultados, o Occidcule se
podia mostrar exigente no terreno diplomtico, c ao
passo que continuava a combaler, eslava habilitado
a declarar em Vienna as condjaes em qnc preten-
da eslabelecer urna paz compalivel cora os interes-
ses da civilisajao e coma djgnidade da Europa, e
duradoara para o futuro.
A interprelacao dada em Vienna as qualro garan-
DIAS DA SEMANA.
28 Segunda. Ss.Senador, Podio e Justo'!>!>.
29 Tercia. S. Maximiano b. f S. Jhximo m.
30 Quarta. S. Fernando rei ; S. Emilia m.
31 Quinta. S. Pelronilla v. m. ; S. Lupicino b.
1 Sexta. Ss. Firmo e Filino mm. ; Theopezio.
2 Sabbado. Ss. Mercellino psesb. e Pedro E.
3 Domingo da SS. Trindado e 1.* depois do Es-
pirito Sanio. Ss. Pergentino e Lanrentino Irs.
randas j nao he om segredo : a prjmeira condijioj
lirava oslprneipados Moldo-Valachos a Servia A* cias fazem iodo para que a grandaza dos meios em-
Depois dos vaos appellos i eomciliajao, as poten-
proleclorado da Russia a segunda, estipulando a M-
berdade da navegajo do Danubio liberlaTa o com-
mercio, e principalmente d'Anstria, deixavaas teni-
das deste grande rio abertas aos estados de que he
a riqueza e a defeza. A quarta, libertando a Tur-
qua das pretenres da tm**)* ao protectorado reli-
giosd sobre os vassalos gregos do sudan, atsegora
para sempre a liberdade do eousciencia ao mesmo
lempo que destrua a supremaca qae o ciar se lem
atlribuido, dissimulando com interesse religioso o
fim poltico.
As condijoes, como disemos no principio, foram
fcilmente estabelecdas e admillidas, e a terceira
foi que se toroou a qaestao verdadeiramente arden-
te, questao dianle da qaal a conferencia depois de
longos e laboriosos trabalhos foi obrigada a confes-
ar a sna impotencia. Tratava-se de fazer cessar o
predominio da Russia no mar Negro. Convinha dis-
cutir precisamente afim de nada deixar .m.equivoco.
A Russia fe do mar Negro om lago russo, fondoo
ahi lentamente eslabelecimenlos martimos de pri-
meira ordero, accumulou forjas nsvaes considera-
veis; e pareca, alleslando dest'arlc o seu dominio
exclusivo, ler posto o assedio permanente dianle de
Sebastopol : por tanto era impossirel admiltir qee
ella livessea faculdad* de'dar a esla Braja o poder
que Ihe ha sido tirado. .
Fra permiltir o restabelecimenlo de um estado
de cousas incompativeis com a integridad* do impe-
rio Ottomano, e at com a seguranja da toda a Eu-
ropa. Os plenipotenciarios de Vieftna colocaram
entaooczar Aleandre II no dilema seguinle : o
aniquillamenlo das suas forjas no Euxinio, ouaneu-
tralisajao deste mar. a neulralisa^o significava
qae o accetso do mar Negro seria vedado a qual-
qner navio de guerra, fossequal|fosse o seu pavilhao,
a limilacao das forjas russas sigpificava que a Rus-
sia nao poderia possuir para o futuro mais do que
cerlo numero de navios, cojo poder seria conlraba-
lancado por nma forja naval eonsideravel perten-
cente a Turqua ou aos seus adiados. F'ora desta
eombinajao no exista ootra que pndesse dar satis-
fajao aos inleresses amearados. Era a nica appli-
cajao pratica do terceiro ponto de garanta, era a
nica qae podia abrigar Constantinorla de um assal-
lo, e a Europa de novas compl carnes. Ou era pre-
ciso que a limitaran das forras rus'sas prolegesse
dest'arlc a Porta Ollomana, ou era preciso quo a
neutralsajao do mar Negro fizesse delle um lago
commercial, inacctssivel as etquacras militares de
lodo o mundo,e isento qualquer amoara de guerra,
de qualquer aggressao futura, e se as potencias oc-
cidentaesestipulasscm desta mancirn.nada mais pe-
diam que a consagrajio de nm resallado ja obtido
por ellas. Nao liayia contra proposioo possivel e
acelavel, e hoje que o principe (arlscliakotr por
sua recusa a acceder as condiooes eslabelecidas, oc-
casionou um rnmpimenlo completo e decisivo, se a
polilicaapnlinental nao examinar quanlo antes to-
das as saTuroes, nao haver probabilidade alguma
de obler-se urna paz honrosa.
O principe de Corlschakoff em rome de seu go-
verno, no momento em que as conferencias se acha-
vam apenas suspensas, oflereceu urna proposijAo do
seu governo que pedia que se declarasse o mar Ne-
gro mare clausum, que se limiassem as forjas russas
e turcas sem a garanta dos adiados, ejque se fechas-
sem os estreilos a qualquer potencia nao ribeirinlia
do Euxinio. Semilhante convenjao teria sido perfei-
lamente inedicaz, teria constituido o restabeleci-
menlo completo do stalu quo ante bellum. foi
repellida enrgicamente, e ludo ficou inlerrompido :
lord John Russel e M. Drouyn de Lliuys deixaram
a capital austraca.
Se a diplomacia recomejar um da a sua obra, una
grave eventualidade ser o objeclo no meio de lodos
os trabadlos do mais maduro exame : segundo o pro-
tocolo de Londres de 8 de maio de 1852 o prncipe
Christiano de Gluksboorg, deve succeder a el-ei Frc-
derico era Copeubague. A linhageni do principe
Christiano s compreheude dous filhos menores, se
elles morressem o czarherdaria a|Dinamarca e os du
cados de Schleiwig e Holstein, c por conseqoenca se
acharia membro da confederajao Germnica. Islo
he malo importante. A situajo das grandes po-
tencias oeste negocio tero produzido em toda parte e
na propria Allemanha urna profunda impressao. A
propria Prussia, fezproposlaslaes queoseu triumpho
no concert europeo seria annunciado n'um prximo
futuro, abandonara de urna vez qualquer indecisao,
e Picara de acord com os signatarios do Iraiado de
2 de dezembro para embargar urna solurSo do ter-
ceiro ponto, ainda que fosse por meio das armas.
A Austria se va ligando cada vez m.iis eslreita-
mente ao Occidente, admille o principio de um ulti-
mtum commum, cuja regeirao arraslaria a sua par-
liciparao immediata na guerra. Assim a eventualidade
ha tanto lempo decisiva de urna liga universal entrn
do circulo das cousas possiveis, e he d'ora em vante
conslante e averiguado para todos, que a preponde-
rancia dos czares desappareceo, que o eixo da ordem
oeral se deslocou, qae ja nao existe em S. Petersbur-
go, e que a Europa feliz e orgulhosa reoonquislou
com a sua independencia a seguranja do futuro.
,ado militante.A guerra asum como a diploma-
cia encerra grandes dfliculdades :
0 PARA1Z0 DAS HIERES. (*)
Por Panle Feral.
1 lOVll m r
TERCEIRA. PARTE.

, O DOI Tn HCLPICIO.
CAPITULO XII
n
rfli* nolle.,
( CHIInnajaoO,
O velho Bisloari voltou para o quarto de Nicul.
D-mo agua, palta, por piedade disse este.
O ulico curandero ficou estupefacto. Ncul pe-
dia agua Passou o lumiar, e chegou ao monlo de
trapos, sobre que achava-sedetado o enfermo.
Nicol eslava magro como um espectro, e as barbas
meio brancas cobriam-lhe quasi inleiraraenlc o ros-
to. Dos dous lados do nariz sobre maneira sallien-
le, viam-se rugas tao profundas, que se poderia met-
ter o dedo. Seus odios extingniam-se debaixo das
arcadas sombras guarnecidas de sobrancelhas bastas
e crespis.
l'ircce um moribnndo disse comsigo o velho
Bistnori .lerramando agua- em um copo quebrado.
Bebe, meu charo ; se nunca tiiesses bebido
cousa mellior. nao estaras t5o alialido.
Nieul levanlou-se sobre o eolovelo, e bebtu a agua
vidamente.
Julga que eslou para morrer. patrio 1 pergun-
tou elle entregando o opo.
Bisliiuri po/.-se a rir, a respondeu :
Pois foi-se chamar o medico !...
Nieul delon-se ostra vez, e sua cabera tornoii a
saltar sobre ns trapos. O velho continuava a rir d-
zendo : '
laso ha de penasar moilo ao doutor que lem
o corelo tao temo:., nevemos ser justos, nao ests
bem deilado, meo pobre Nieul... Trauqulla-te..
logo que a cousa houversido feila. mandarei prena-
rar-te um bom leito... '
Para morrer... rturmurou Nieul, procurando
em vao vollar-se para Icar em face do antign curan-
dero.
Esle sabendo que nio era visto, meneou a cabera
aflirmntivamenle.
H Video/>iaron.l23.
Ter-lhe-hia incommodado, patrao, lornou o
trapeiro, conservar urna testemunha do que vai oas-
sar-se aqui ?
Contamos com na dscrijao, mea pobre ami-
go, respondeu o velho em voz alta.
E acrescenloo comsigo :
He verdade que ninguera he tao discreto como
os morios.
. ~ 0h' meu c,,aro. Nieul, disse repenlinaraente
incliuando-se sobre o enfermo, vas ser bem pago, e
nada leras que fazer, pois outro le substitae... De
que te queixas ?
Nieul deu um gemido, c murmurou :
Que odiar Qaando seus olhns filaram-se em
raim, sent como duas chammas penelrarem-me a
froule, e minha agona comejou.
Que lolice 1 quiz interromper o anligo curan-
deiro.
Creia-me, patrao, acabou Nieul ; esse homem
lie mais forle que Vmc. !
Bfem sabemos disso..... Onde est o instru-
mento ?
Nos trapos... Mas nao poderei servir-me delle.
Outro se servir, disse o velho Bslouri pondo-
se de joellios para procurar. '
O dedo magro c rugoso de Nieul eslendeu-se para
mostrar um lugar, donde sahia um trapo comparat-
vamenle alvo. O velho puxou-o, e lirn um pacole
da grossura de um brajo.
Eslava bem guardado, disse elle cora satis-
rao.
Ao rrtesmo lempo desfez o pacole. Dentro do tra-
po havia um objeclo de forma extravagante, ama es-
pecie de hcela imbutida de ncar e terminada por
um cano de pistola.
OlTereceram-me milito dinheiro por islo, mur-
murou Bslouri ; mas eu linha sempre a idea de qde
servirla para alguma cousa.
De um lado da boceta havia urna alavanca peque-
a que punha cm movimenlo urna roda. O velho
teutn manobrar ; mas a alavanca resisti.
lsso esta promplo ? pergonlou elle.
Nieul aceunii com a cabeja atlirmativamente.
Quero experimentar se obra devidaraeute,
Percorreu com a vista a choupana, e vio urna ta-
boa de pinho da grossura de dous dedos que eslava
encostada a parede. Approximou-se delta, e
guntoii vollaudo-se para Nieul :
Como he que sso joga ?
Emporra o bollo que esla direila do cano,
responden esle ; o galilho saldr em baixo, o o pu-
nho lambem... Apunte, e depois apoie o dedo sobre
o gatdlio. r
O eotao era de prata, e pareca posto na base do
cano tomo ornato. Blstourl empurrou-o, urna mola
eslendiu-se dentro da boceta, da qual sahio um pu-
per-
nho redondo e commodo, e ao mesmo lempo um ga-
tlho de ajo.
He urna linda curiosidade disse o anligo cu-
randeiro ; o que se faz presenlemente nao vale
islo.
Apontou para o meio da taboa, fechou ns>olhose
puxou o galilho. empallidecendo um pouco.
Ouvo-se como um assobio fraco e furtivo, a laboa
soou teccamenle, e urna nuvemzinha de poeira ele-
vou-se da parede. Bslouri lornou a abrir os odios.
A laboa eslava furada, e a bala cavara anda a pa-
rede.
Apre disse elle, he um inslrumento superior !
islo vale...
Inlerrorapeu-se e acabou comsigo mesmo :
Islo vale justamente um milhao I
P.sit lornoa procurando imitar o rumor da
pistola pneumtica... cpm semelhantes instrumentos
poder-se-hia dar batalhas a surdina... Dize-me como
carrega-se islo.
Nieul hesilou, e Bslouri veio ate junto delle.
Se eu impedisse esse crme, disse Nieul, Dos
me perdoaria talvez.
O anligo curandeiro poz-lhe as mos sobre os hom-
bros, e lornou :
Pedes,agua e fallas de Dos Nao serves para
nada, e podes vir a ser incommodo... Dize-mc logo,
ol cuida em li. r
Nieul conhecia muilo o patrao para desprezar es-
sa ameara. Deu as informares necessarias, e a pis-
tola foi carregada. Bslouri disparou-a segunda vez
para ver se Nieul nao o engaara, e a laboa foi no-
vamenle furada.
Muilo bem disse elle, perdo tuas idas de pe-
nitencia em atleurao ao leu estado... Repoosa, se
queres ; vou acabar meus negocios... Temos de es-
perar ao menos urna hora antes que Sulpicio venha.
Sahio levando comsigo a pistola, lornou a levan-
lar o aljaplo da adega, e deseen a cscada tortuosa
murmurando :
Quem devia j estar aqui he a Velhaquinha...
Nada se tari se ella nao ter... um milhao... mas ella
vira !... aposto que he aquelle imbcil do grande
Rostan a causa da tardanja !
O anligo curandeiro engauava-se. Emquanto elle
acabava de por as panellas em lugar seguro, e torna
a enllocar a pedra, iremos at a roa de Malignon
para vermos o que retarda a marqueza Astrea.
He trisle um l.ouvre abandonado Havia dous
das que o rei Trufle deixra sua casa, e a physiono-
mia desse palacio burgoez mudara inteiramenle. Os
de Morges nao afastavara-se mais da ra de Tour-
non, Seositive s voltava ao seu pavilhao para dor-
mir, e os Drokers j linhain-se esquecido do cami-
nho dessa casa.
MUTILADO
pregados para a Inta, tornande- sais emraz, Ihe
resuma igualmente os meios; a*a|*m es soldados da
caOsa agrada da civilisajao, e antam especialmen-
te, como disse o imperador patelo III, todas as
ideas generosas que mililam par ella. Sebastopol
Ibes cusiera dolorosos sacrificios,fecebe diariamente
vveres, reforjos e mnnijfs, e lera neceserio para
cerca-la completamente ter podido dispor de dous
exereilos de assedio : pretender que os Russos de-
fenderlo esta praoa al o irttim* momento, e que se
Ibes nao poder imporcapilule^ae, no caso de se Ibes
assegnrar ama primeira retirada nos fortes que guar-
ueeem o ancoradouro que. podereen atravessar depois
para se refagiarerr. da oajtro lada nos fortes do Norte
mas urna resistencia deste genero nao poderia retar-
dar por muito (empo a occopajao ; urna vez as prin-
cipan fortificajoes demolidas e temadas, a primeira
operajo a execular-se, dever consistir em.arruinar
s (rincheires, em abrir-te a brecha par* lomar-se as
grandes obras avanjadas da praja, a Quarenlena, o
bastiao Central, o baslilodo Maslro ou dojardim, a
torre MalaketT. Sao esles reductos que devem ser
primoiro que lodo o alvo de urna endonada fulm-
nenle, a respectiva destruirn he nico e exclusivo
caminho para um resultado completo e definitivo, e
se pode alinal referir islo sciencia dos ofiiciaes an-
clo-francezrs, aos quaes urna longa pratica das loca-
lidades, e o conhecimento d'ora em vante bem ad-
quirido das fortificajaes russas, deverao sem duvida
inspirar alguma das habis combinajocs da orle, que
slo para um assedio.o que urna Intplrajao eslretegice
be para urna balalha.
Assim, preludoa-se pelo bombardeamenlo a nm
assalla prximo : O negocio da noile de 22 para 23
de mano collocara as tropas adiadas na mellior po-
sioao defronte da praoa. A 9 de abril pela manha,
o general Cenrobert ordenoo que o fogo de ludas as
baleras francezas e inglezas fosee aberto. Desde o
prlmeiro da a superioridade foi adquerida pelos si-
tianlcs, e a mpresssao geral foi mui favoravel; as
baleras francezas, pralcando urna brecha ne-mura-
Iha ameada que cobre a cidade enlre a Quarenlena
e o porto militar, asseguraram a temada da torre Ma-
lakolT. Em a noile de 13 para H ai tropas repclli-
ram por duas'vezes os Russos das toas fortes posije*
da esquerda, ficaram senhores dclla, e por esle meio
se aproxmaram especialmente da praoa, maniendo
sempre a sua superioridade, e poupando as suas mu-
nioes. A 14 tomaram as emboscadas esquerda
da torre Malakofi", em a note de 19 ou 20 rcpelliram
vigorosamente urna mu importante sorlda dos Rus-
sos ; a 2i o fogo ainda conlinuava ; mas al entao,
ou porque os adiados n,,1o reputassem os resudados
oblidos baslaolc decisivos, ou porque aguardassem
os reforrns que llies permittissem desfechar um gran-
de golpe, vao sempre diminuindo o bombardeamen-
lo, e al segundo as diversas noticias, suspendem-no
inteiramenle. Sao maos syrr.ptoeeas, e.nolicias mais
animadoras sao esperadas com grande impaciencia.
Ao passo que Sebastopol resiste Co valeiilcmcnte,
Odessa he posta em estado de defeza, todos os seus
baluartes hasido convertidos em urna serie de for,-
tilicaoOes, prendendo-se urnas s nutras, c erira-
das de urna massa de canlioes de grande alcance
parase medir com os das .epquadras iuimigas. So-
bre varas baleras estao pejas inteiramenle novas
que necesariamente furara Tundidas as fundiooes
imperiacs. Emfim, ludo constitue um formidavel
estado de defeza. No norte o czar est rvorgaui-
sando a Polonia, fortifica Revel, eolloca todas as pa-
ragens viznhas de S. Pelcrsburgo em estado de re-
sistir a qualquer ataque serio, faz do seu imperio
um vasto acampamento. (O chefe do corpo de
engenheiros francezes, cahio defronte de Sebas-
topol.
Inglaterra.Em Londres as despezas do anno
crreme excedendo as despezas ordinarias de Imi-
ta milhoes de libras esterlinas, occasionaram a ne-
.cessidadede um emprestimo que o governo vai ope-
rar. O ministerio Palmerston he na cmara dos
commons o objeclo de certas desconfianzas, a opi-
niao publica cxprobra-lhe falla de energa na sua
participajao na guerra do Oriente. Todos os ru-
mores tomam corpo, e dorante algum lempo fal-
lou-se na demssao de lord Pamnure, ministro da
guerra.
A esquadra ingleza com a de Franja se acha nas
aguas do Bltico, toda a frota est provida de ca-
nhoneiras, e dizem que tem por missao destruir Re-
vel, Ternau, l.ihaue Riga.
Turqaia.O sullao Abdul Medjid continua a em-
pregar lodos os meios para (ornar o seu imperio dig-
no do que a Europa pratica ueste momento. Os
christAos ainda se nao elevaran) a urna siluaoao
iguala dosMussulmanos, tem lodosos dircilos ci-
vis, sao com os Mussulmanos iguaes peranie a lei, e
servirao como elles no exercto al entao nao li-
uham esle direito, e pagavam em cambio um impos-
to mu pesado), poderlo chegar na carreira militar
ateo grao de coronel, na carreira administrativa al
o grao de primero funcionario. Sao estas cerla-
neiile concessoes importantes que permitiera espe-
rar que a igualdade absoluta de todos os subditos da
Porla sem dislnejo nao seja agora mais do que um
negocio de lempo, e de lempo prximo. Agita-se
igualmente para nm pouco mais tarde da applica-
jo as necessida les do estado, dos bens das mos-
quitas, isto he, da supprestao de Nakufs e do direito
de propriedade concedido aos estrangeiro*.
Sardenha.O governo preparou c eflectunu a par-
tida das tropas expedicionarias destinadas a guerra
do Oriente. O proprio rei Victor Emmanuel Ibes
dislrbuin as bandeiras. A perda pelu incendio do
navio Cretu* que era portador de orna qoantidade
eonsideravel de provisOes de toda a especie nao cau-
sn demora alguma.
O senado na scsso de 2fi de abril de I8.V adiou
a discussao da lei dos conventos, em conseqoenca
de urna proposijao relativa ao pagamento de urna
somma de 900,000 francos por anno ao clero, cuja
parcella annual j nao ligurava no badget. Em
consequencia desla proposito apresenlada no sena-
do pelos bspos, o ministerio deu a saa demissao.
El-rei aceitou-a e encarregou a M. Durando minis-
tro da guerra de formar um novo gabinete. Di-
zem que o conde de Willamarina, embaixador ero
Paris, deve receber a pasta dos negocios eilrangei-
ros.Assignam-se pelijocs e agilajo he extreme
em lodos os pontos da mon*rchia.
Hespanha.A siluajao em Madrid he sempre tal
que qualquer cousa occasiona as mais graves com-
plcaooes : urna lei foi proposla nas cortes relativa-
mente milicia : Artigo 1. os milicianos nacionae's
assim como todos os cidadaos gozam d direito de
pelijao e de reunan, e de todos os oulros direitos
que a consliluijao ou torga aos Hespanhoes. Artigo
2., a milicia nacional assim como todos os oulros
corpos armados nlo podem nem discutir, nem deli-
berar sobre os negocios pblicos, nem sobre oulro
qualquer negocio que nao seja relativo sua organi
jilo e sna disciplina. Esta le fo deffendida por
Espartero e volada pelas cortes, c a respectiva dis-
cussao deu lugar a -cenas de desordens, as turbas se
amolinaram aos gritos de viva a milicia, viva a li-
berdade, viva o duque da Victoria, morte aos mi-
nistros Santa Cruz, I.upan e Aguirre. Foi necessa-
rio que as medidas mais enrgicas fossem utilmente
tomadas para que se restabelesse a trauquilldade.
Depois de algum lempo ludo eslava socegado.
Espartero n'uma revista da guarda nacional e da
guarnijlo ainda dispertava sympalhias, dirigndo-
Ihes nm discurso que se lerminava pelas palavras
segninles : o Saheremos junios manler e ordem
publica, a obediencia as leis e ao tlirono constitu-
cional da nossa rainha, e no dia cm que a liberdade,
a dignidade e a independencia nacional forem amea-
jada, cpllocar-me-dei a vossa frente e vos moslra-
rei o caminho da gloria. Preencheremos lodo o
no--o dever e mereceremos bem .lo nosso paiz.Os.
parlidaries da lyranna.da corrnpoao eda menorida-
de, os iuimigos da liberdade e do bem estar do po-
ro e 01 nossos, procuram dividir-nos para nos ven
cer, mas os seus esforjos ser.lo vaos, resistiremos
unidos como um s, homem, os nossos peilos serlo
urna Irineheire para a liberdade, c estes balalhes,
estes esquadroes, e estas bateras que oslamos vendo,
serle nina muralha inexpugnavel Viva a ano do
exercilo c da guarda nacional !
O congresso discutio c volou a lei relativa aos
bens ecclesiaslicos. A rainha deve sanccinna-U sem
diiTiculdade, mas dizem que nao sera sem um pro-
leslo do nuncio apostlico.
A assemblca ronstituinle oceupou-se com um pro-
jeclo sobre a substituidlo do exercto no seu primi-
tivo modo de arrolamento, o qual eslabelcce o en-
gajaracnto voluntario cora urna retribuirao de seis
mil reales a lodo aquelle quese engajar por oilo an-
nos, e deixa a conscripjao como meio suppleruenlar.
Volou o orjmenlo da lista civil que coucede rai-
nha 28 milhoes de reales, ao rei um roilhlo, prin-
cesa das Asturias um milhao, e duqueza de Monl-
pensier um militas e meio. A questao financeira
sempre lio instante, tem oceupado particularmente
o governo, como o emprestimo recente de quarenta
milhoes de reales j era insulhcienle, urna operacao
de crdito mais vasta he demonstrada necessaria
para conseguir-se a cxlincjao da divida nucluanle,
e se apresentaram proposijoes para um emprestimo
de qualro ceios at quindenios milhoes de reales,
mas surgem serias difliculdades relativamente laxa
do jufo dos ttulos que devem ser dados como garan-
lia ; como os quarenla primeiros milhes foram to-
mados com a laxa de 9, 9 i|2, 10, 10 1|2 por cento
de juro e soba garanlia de ttulos avadados a 21 por
cento, pdese crer que os emprestadores ainda exi-
jam condijoes mais vantajosas, as quaes j sao mui
onerosas para o Idesouro.
No meio de todos estes embirajos do .presente e
do futuro, lem conlinadamenle circulado boatos de
crse ministerial. A morte de M. Alonzo deixou va-
go o cargo lucrativo de presidente do tribunal su-
premo de Justina, parece dever ser dado a M. I.u-
zurriaga. M. Sania Cruz manfesta sempre a inlen-
jao de deixar o ministerio do interior, o general In-
fante o succeder, e M. Gonzales, ministro actual
em Londres oceuparia entao a pastados negocioses-
trangeiros.
As ultimas noticias
de graos da India ao Porto, vieram trazer a Iran-
quillidade. Dizem que naqneUe paiz, assim como
na Hespanlia vai ser organisadoao sido da Inglater-
ra um corpo duplo expedicionario, qae a divisan
sarda julga sob as ordens da Inglaterra defiender na
Crimea a causa do Occidente.
O duque de Saldanha cm consequencia de saude
deixou o ministerio da gnerra ao visconde da l.uz,
conserva a presidencia do conselho c o comnvan do
do exercilo.
A maioridade de Pedro V se aproxima, aguar-
dando esla poca ainda vai fazer urna viagem, par-
lio de Lisboa 15 de abril para a Italia, e depois se
deve adiar na Sussa e em Franca.
liorna.A 12 de abril, pela volla das 4 horas da
larde, o Sanio Padre escapou a um grande perigo,
linda janlado era Sania Agnez fora dos muros com
varias pessoas de dislincjlo ; concedeu ao um mui
grande numero de discpulos da Propaganda o fa-
vor de serem admitlidos a beijar o p. No momento
em qae eslavem reunidos em lomo de Pi IX, o as-
soalho so desmoronoo de tal sorteque lodasas pes-
soas que seaomavaai na sala cadiram no andar in-
ferior, fetinsante sua sanlidade nao solTreu mal al-
gnm. O general Monte Real e algnns discpulos da
Propaganda soflreram leves contusSes.
A familia Bonaparte deixa a cidade pontificia eda-
mada Paris pelo imperador Napolelo III ; a sua
ausencia nao ser sement momentnea, a sua villa
e o palacio da sea residencia na cidade eslo
venda.
Blgica.O novo ministerio ex poz osea program-
ma perante as cmaras dos representantes. M. De-
ecker. edefedo gabinete, declama qae linda inten-
jao de governar em nome das ideas modernas, fora
de lodo o espirito de partido, e que sustentara re-
solutamente a Blgica na siluajlo de nealralidade,
que de urna cundirlo vital de soa existencia como
naci independenle.
Cllimai noticia!.Em Torin, o genere! Doren-
do annnnciou i 3 de maio ao senado que em con-
seqnencia da impossibilidade em que se achara d*
edegar .i um accordo com os bispos,el-rei linda eda-
mado aos negocios o gabinete demissionario. A
discusslodo projeclo de lei relativa aos conventos
deve ser agitada de novo.
frase de adeos da rainha Victoria ao imperador Na-
polelo NI: Senhur, vossa mageslade he d'ora em
vante maii rio qne nosso adiado ; (em aaera deberlo
das suas ordens as forjes militeres de Grlo-Brclenha
assim como as da Franja.
SS. MM. deixaram as TeHIerias 15 de abril depois
de se terem despedido des grandes corporajoe* do
estado. No dia segninte se embarcaran) en) Galaias,
e duas horas depois abcaram as preiee de Douvres,
onde encontraran) o principe Alberto que viera ao
seu encontr ; na mesma noile alraveasarsm Lon-
dres, em callera descoberla no meio de nma mullidlo
immensa que saudoo-os com acclamajoes enthn-
siaslicas; em Windsor a rainha Victoria que os es-
perava ao p da escada de honra, Ihes fez mais gra-
cioso acoldimento cercada da corle brilhanle que
tinha convocado. Ella lomou o brajo de Napolelo
III, a imperalriz o do prncipe Alberto, seguidos
do principe de Galles, da princeza real,do duque de
Cambridge e do principe Leinigene e dirigirn) e
sala do llirono. onde leve lugar a apresentaoao das
pessoas da casa das duas curies.
No da seguinle havia cajada, revista e concert :
no meio de lorias as Testas e das solemnidades da
todas as doras que assgnalaram a residencia dos so-
beranos francezes, citaremos a ceremonia respeila-
vel de 18 de abril, a entrega ao imperador da or-
dem da Jarreleira na sala de S. Jorge em Windsor;
foi a propria rainha que presidio o capitulo desla
ordem fundada em 1318 por el-rei Eduardo III.
Napoleao (rejado com vestes de velado azal tinha o
longo collar 'de oaro fechado pela figura de S. Jor-
ge esmaltad* de brildaotes. Depois das orajes do
eslylo, o chancellar assislido dos seus ajudanles leu
a formula do juramento, o imperador prestou o ju-
ramento entre as mos da rainha, a qual alon-lde
pcrnS esquerda a liga d* velludo azal fechada por
ama livella de diamantes.
Ao passo que se davam as festas em Windsor, a
cidade de Londres preparava em Goildhall ama es-
plendida rccepjlo, e foi adl qae se raanifesloa na
sua alta siaJaifteacAo todo o alcance desta viagem de
algum dial. Quinla-feira a rainha e o principe Al-
berto, o imperador e a imperalriz, depois de lerem
rieixado pela manilla ocattellode Windsor, sadram
do palacio de jiucdingdan e passaram a Cross Cha-
Era Madrid asseveravam que os embaixadores de4 riK' a Tempe B,rd' N'""' sUm^ Lndgele, Hile,
Franra e de Inglaterra significaram a M.l.uzurraga,
ministro dos negocios estrangeiros, que era necessa-
ro que a Hespanhase pronunciaste categricamente.
pro ou contra os adiados cxemplo do Piemonle.
Essa noticia de commenlario d'uma visita dos mi-
nistros Inglez c Francez a residencia real d'Aura-
juez feila no intuito de prever qualquer eventualida-
de no caso de que a rainha recusasse*a sua sanelo i
lei relativa ns bens ecclesiaslicos.
Emfim espalda-se o boato que em resposla a um
ultimtum rgido pela Austria relativamente ao
terceiro ponto de garanlia,a Russii fizerap roposijoe*
serias, suplicando que fossem lomadas em consi-
derarlo. Islo seria a abertura de novas probabili-
dades de paz. '
porem
Astrea eslava sosnda como urna favorita decadi-
da, e s reslavam junto della o grande Roslan e Fer-
nando. Esle dera um passo para ser admiltido a
apresentar suas domeasen- ao duque em sua nova
dabitarao ; mas achara a porta fechada.
Astrea sabia disso, e lodavia amava-o : era o co-
rnejo de sua pena. Amava-o mais proporjao que
adevinhava-o mais indiQerenle. Nao linda mais |-
lu-.in, conhecia perfeilameole a Fernando
qOeria esse mesmo corpo sem alma.
Nao eslava vencida ; pelo contrario urna especie
de presentimeuto dizia-lde : Amanhaa o Iriumplio,
amanda a riqueza Julgava-se certa de fazer des-
apparecer Sulpicio.
E estando livre desse obstculo quem poderia re-
sslr-lde 1
Que impnrlava a fgida infantil desse rei Trufie ?
Isso era obra de Sulpicio. e morlo este por acciden-
te ou por crime, o duque recadiria em suas maos.
Ella nao pretenda faze-lo languescer muilo lempo.
Era nesse camarn), em que a vimos com P. J. (iri-
daine. Turio-para-as-Mulderes nao alrevcra-se a
apresenlar-se mais depois que deixra escapar Lo-
riette. A noile davia edegado. Duas lanlernas ac-
cezas sobre urna mesiuha, deixavam o rosto da mar-
queza na sombra, porm illurainavam vivamente o
de Fernando.
Eslavam sos ; c o grande Roslan veslia-se em seu
quarto.
Fernando a"poario no eolovelo sobre a cbamin,
brincara raachinalmenle cvm dous macacos do Ja-
pao. Seus odios estavam rodeados de um circulo l-
vido, e urna pallidez mortal cobria-llie a fronte c as
faces : pareca (er estado seis mezes doente.
A marqueza eslava recostada na poltrona, e seu
pesindo delicado agitava-se a compasso sobre o onxim
bordado.
Est cerla de que elle disse oulro tanto a Hu-
berto '? murmurou Fernando sem erguer os olhos.
Eu nlo julgava voss cobarde, respondeu As-
trea secrahiente.
Fernando guardou o silencio.
Assevero-lbe, tornou a marqueza com impa-
ciencia, que esse hornera faz continuamente de fei-
liceiro, ecom isso consegne assustar os meninas como
vose,
Porm que disse elle a Roberto '? insisti Fer-
nando.
_ Disse e Mr. de Calieran : Antes de Ires das
Vmc. sera morlo, e de Fernando quem da de ma-
la-lo I
L'm tremor percorreu as veas de Femando, o
qual balbuciou:
Slo as mesmas expresses de que elle servio-se
meu respeilo.
annunciam que a sanejao
real foi dada lei sobre os bens ecclesiaslicos.
Portugal.A caresta de lodos os meios de sub-
sistencia lem derramado no paiz durante cerlo lem-
po grande inquieta'jao, mas edegadas consideraveis
A marqueza estendeu o dedo mostrando o relogio
que indicava seis horas da larde, e disse ergueodo-
se repentinamente:
Nlosou feiliceira; porm predign-lhe e juro-
Ihe que quaudo aquelle ponlero marcar nove horas,
o doutor Sulpicio nao contar mais 'os dias de nn-
guem !
Houye um silencio, depois do qual Astrea tornou:
Nio Irala-se mais -de saber se voss amou So-
lange Beauvais ou Gabriella de Morges ; nao trata-
se lambem de saber se ama essa rapariga que tem o
nome de Rostan por graoa do senlior Sulpicio... Of-
ferejo-lhe a salvajlo... Vosee parece hesitar... Vou
dizer-lhe justamente qual he sua siluajao.
Fernando fez um gesto de fadiga e Astrea prose-
gmo :
Encontrei-o um dia fallo de recursos e de ex-
pedientes. Voss linda abusado tanto de ludo e de
lodos que a trra faltava-lhe debaixo dos p. Es-
(endi-lho a mao... nao lie verdade T
He verdade, disse Fernando; mas nao de-se
ao trabadlo decontinuai..., jamis sere assassino.
Dar-me-hei ao trabadlo de continuar, e com
clfeiio he ura Irabalho... Se houvesse honra cm vos-
s... lenho visto homens honrados... Se seu pas-ado
fosse, nlo direi puro, mas adornado de alguma alti-
vez Varonil, eu conceberia seus escrpulos, ama-lo-
ha assim, e condemuar-nie-hia stsinha para nlo fe-
char-lhe a porta do co... Sou capaz de fazer laes
cousas.... Porm voss esrorregou muilo sobre certo
declivio e nao tem o direito de parar de ora cm
dianle.
Nao quero assassinar, disse Fernando. Se meus
escrpulos pareccm-lde ridiculos, escarnera delles
porm conservo-os.
Eolio renuncia a essa riqueza, c a esse titulo '.'
Sim.
A marqueza ergueu os hombros e disse com cole-
ra concentrada :
Cobarde !... envcrgnnlio-ine de ama-l... Vos-
s -era meu marido, Fernando, seta duque e ser
millonario Pelo sauguc de miadas veas quero
que seja assim I
Tinda-se levantado, e loda a soberana-bellcza que
Ihe admiramos ootr'ora radiava em torno de sua
fronte orgulhosa.
O lempo passa, tornou ella, pondo a mo so-
bre o hombro de Fernando, Francisco Roslan vira
brevemente, e partiremos logo...
A senhora e elle... interrumpen Fernando.
Astrea i-arregou-lhe sobre o hombro e pronunciou
lentamente:
Se voss nao he por mim he contra mim... Cui- j
dadol... Solange Beauvais sahio da priso.... Nao i
IterAsta.Ido* fados que oceupam 'o meio -entre
os fados gravemente polticos, e os acontecimeutos
puramente anecdticos, que occupnm o lugar inter-
mediario ntreos arligos de fundo e as miscelaois,
existen) oulros que tem ao mesmo lempo urna im-
portancia real e um altractivo ineslimavel, que slo
de seria importancia q,uanlo _a essencia de interesse
seductor quanlo aos promenores. Deste numero he
a visita do imperador rainha Victoria.
A viagem imperial ha sido ma verdqdeira ova-
cao ; a Inglaterra pelo acolhimenlo qne lem dado
ao imperador Napoleao III provou que apreciaba a
grandeza desla generosa najao franceza,qae marcha
em primero |ugar sob as inspiraran de todas as gran-
des e nobres ideas, em defeza de todos os inleresses
mais sagrados; provou que comprehendia esle coro-
porlamento desinleressado que sempre lem animado
cada um dos seus actos ; emfim provou que sabia o
que val os destinos d'uma naoao.a allianja d'um po-
vo semelhante possuido de reconhecimenlo pelos ser-
vicos recebidus, apagn com asjsoas proprias mos as
ultimas recardares d'uma dolorosa rivalidade.bzeri-
do ao representante da Franja a rocepjlo sympa-
thica e mais enthusasla. O movimenlo lornou-se
universal, todas as cidades inderessaram ao soberano
francez mensagens de felcilajo, todas as grandes
corporales reputaran) urna honra vir exprimir-lde
os seus sentimenlos ; antes da chegada dos seus no-
bres dospedes capital da GraojBretanhaappresen-
lave um aspeclo indescriplivel, as cores francezas
brilliavam em todas as partes, as casas eslavam ade-
ressadas de bandeiras tricolores, grvalas e filas tri-
colores eram usadas pelas raulherese pelos homens
disseres que lodasas turbas que vinham apinhoar-
se sobra a passagem dos nobres visitantes da rainha
Victoria eram menos allrahidas por um senlimento
de curiosidade do que por urna aduiiraj3o sincera e
um verdadeiro respeilo, e que conheciam lodo o al-
cance de semelhante visita realizada em circunstan-
cias sobre as quaes deve ter grande influencia. No
momento em que o fogo se torna *r abrir diante de
Sebastopol, no momento em que as ultimas illusoes
pacificas estao prestes a evaporar-se para sempre, a
entrevista dos dous soberanos lem com effeilo pres-
sado graves e solemnes resolujoes, reveladas nesla
voss nao eslava em seo quarto no castello de Mor-
ges na noile em que...
A senhora quereria !.... comejou Fernando.
Ainda nao acabei!... Pode recasar islo ou a-
qoillo quem torna a cahir em p, pobre, mas ao a-
brigo de todo o perigo... Voss recahir de brujos,
I- ornan lo e na lama. Encarrego-me disso. O jo-
ven impostor que tomou o nome de Mara de Roslan,
seu cmplice.... m
Meu cmplice I... exclamou Fernando, eu nao
conheca-o..,.%
Quem crdr isso ? perguntou a marqueza sor-
rfidn...
Depois proseguio :
Seu cmplice nao relirou-se como eu espera-
va, est aqui, e poderemos servir-no delle... Voss
se lomar celebre, mea charo.... Logo que a mina
houver relenla.lo, a sociedade e a justija Ihe atlri-
buirao o primero papel nesse drama tenebroso como
o inferno... Nao passa voss ja por meu amante V
Nao lomou ha um mez o nome de Rostan que qual-
quer poder arraiicar-lhc como urna mascara '!... Oh!
voss ser em ludo isso a victimaespiatoria. J que
assim o quer nao fallemos mais a esse respeilo... de-
sojo eslai id,
Moslrou a porla com o dedo ; mas Fernando em
vez de relirar-se deixoo-se cahir cm urna poltrona,
e metleu a cabeja enlre as maos.
Al)! meu passado murmurou elle com nm
accento tao doloroso, que a propria marqueza es-
leve prestes a enternecer-se ; se n3o fora roeu passa-
do, eu ergueria a fronte c arroslaria a calumnia....
Ouvo-se a voz grosseira do grande Rostan no cor-
redor.
Diga que est minha disposijao, ou rclire-se !
pronunciou a marqueza imperiosamente.
Que terci de fazer'.' pergonlou Fernando.
Ter de livrar-me deste homem, respondeu
Aslrea fazendo ao mesmo lempo um signal amiga-
vel a Francisco Rostan que enlrava.
Fernando sendo um suor fro debaixo dos cabellos.
A marqueza levantoo-se, e fo ao encontr do
grande Rostan dizendo-lhe com desembarazo :
Meu amigo, he lempo de partirmos.
Francisco e Fernando encaravam-se. Fernando
riizia comsign: Esse homem nunca oflen leu-mc.
Francisco pensava : Enllo terminou-se o papel des-
se primero ador I
Porque a marqueza dera-lde a entender que Fer-
nando seria rollocadn em ludo isso de maneira qae
enganasse os agentes da. polica em caso de acdenle.
La nesse- uteppe immensos, onde o Russo viaja em
carruagem, os lobos apresen(am-se minia- vezes e
porfiara em ligeireza com as parelhas de renes.
diga tanto mellior como deseja... Posso provar que 1 Nessas circumsiancias diz a historia que os viajantes
S. Pauls Eliurcligard, e Cheepcide, no meio de orna
mullidlo que se aatscobria respetosamente, que os
applaudia e diante dos edificios pblicos mtgoBca-
menle ornados com as bandeiras de Franja, da In-
glaterra e da Turqua. Goildhall eslava decorado
da maneira mais lisongeira para o soberano francez;
esle, depois de ter ouvido a mensagem do lord Mairo
e da corporajo da cidade que fallaram em nome
de Londres e da Grlo-Brelanbs, no meio do mais
profundo recolhimenlo respondeu poralgumas pala-
vras que sobapresslo das conjunclurasaclaaes,se di-
rigan) de nma maneira verdaderamente grande e
solemne a todo o mundo civilizado.. Ninguem se
engaar sobre a importancia deste discurso qne he
o da Franos e ei-lo por inleiro :
Mv-Lords, depois do acolhimenlo cordesi qae
i recelo da rainha, nada me poderia commover
mais do que os sentimenlos que cm nome da cida-
de de Londres acabaes de exprimir a imperalriz e
a a mira, porque a cidade de Londres representa
ct lodos os recursos que existen) para a civilisajao,
a assim como para a guerra em um commercio que
t: abraca o universo.
a Por mais lisongeiros que sejara os vossos elo-
e gios, aceito-os porque se dirigem muilo mais
o Franja do qae a mim mesmo, dirgem-se i na-
c jao cojos inleresses actualmente estn por toda a
a parle confundidos com os vossos, dirigem-s* ao
a exercto e marinha unidos ao vosso exercilo a
o marinha por urna tao heroica communho de pe-
i rigos e de gloria, dirigem-se poltica dos dous
9 governos que se apoia na verdade, na moderajlo
o e na justija.
Pela minha parle lenho conservado sobre o Ihro-
rr no para q povo inglez os senlmenlos de estima
ir e de sympalha. que en professara no exilio
a qaando gozava aqui da hospitalidade da rainha
ese conformei o meu comportamento com a mi-
nha cooviejao, de porque o interesse da najlo que
me elegera, assim como o de toda a civilisajao fa-
c zia disto ura dever para mira. Com efleilo a In-
cc glalerra e a Franja se aclram naturalmente de
accordo sobre as grandes queslOes de politice ou
a le humanidade que agitam o inundo.
ce terraneo, desde o Bltico al o mar Negro, des-
ce de a abolicao da escravidlo al os melhora-
inentos da sorte das regiCes da Europa, so
ce vejo no mundo moral assim como no mondo po-
I tico para as nossas duas rajoes urna mesma es-
Irada civil, um mesmo alvo aalcanjar. Por lan-
ce (o s inleresses secundarios ou rivalidades mes-
ce q jindas poderiam divid-las. O triumpho por
i si s nos responde pelo futuro.
ce Teodes razio de crer que a minha presen ja eu-
cc la guerra, senlo pdennos obter urna pax honro-
ei za; e neste caso apezar das difliculdades sem nu-
ce muro devemos contar o triumpho.
Com effeilo nlo s os nossos soldados e o* nos-
re sos marnheirosslo deum valor experimentado,
lanjam tos lobos o que lem, om quarto de cabrito,
um carneiro. e as vezes al um menino. E os lobos
enlrelidos um instante nesse festim oflerecido, nao
podera mais alcanjar a carruagem.
Francisco eslava persuadido de que Fernando ia
ser laucado aos lobos.
Bem sabia que a marqueza o amara.; mas para
urna mulber como Astrea, qoaoto vale um favorito
que deixa de ser amado 1
Va ver se o carro esli promplo, disse a mar-
queza ao grande Rostan. Ordene ao coedeiro que pa-
re no bazar de Monlraarlre. Entraremos pela rna
Mnnim irire, e sadiremos pelo passeio publico. Ahi
tomaremos um carro de aluguel que dos condozir i
barreira Poissonniere. Elle nos esperar no peleo,
e terminado o dosso negocio, nos reconduzira ao ba-
zar, o qual alravessareraos para ganhar nossa car-
ruagem.
Muilo bem 1 disse Rostan com admirajao.....
mas o cherubin '.'
_ O antigo fidalgote volva os olhos para designar
Fernando.
Quando voss rollar ludo eslarii promplo.
O grande Rostan sahio, e Aslrea ianjaodo-se ao
pescojo de Fernando diise-lhe com um impulso do
paixao verdadeira ou fingida :
Tudo isso he por leu respeilo !... amo-te I dei
de fazer-te tao rico, tao grande e lio feliz que me
perdoarns nma dora de angustia...
E por fazer-te feliz, accrescentou ella cubrin-
do-lde a fronte de beijos, s peco-te urna cousa: dei-
xar-me feliz junto de ti I
O corajaode Fernando faltava-lhe Embora elle
estivesse pervertido, essa mulher enchia-o de terror
e de horror.
Ouve-ine, tornou ella ainda ; s temos am meio
de conseguir isso...Nao quero pr-le em face <)o dou-
tor, pois eu temera por ti... Francisco nos livrar
de Sulpicio... Qaando elle sahirdo quarto, o ferirs.
Tirou airar do relogio de mesa um par de pistolas
ricas, e entregou-as a Fernando ; mas o grande Ros-
lan que enlrava nesse momento nao pode deixar de
sorrr. Fra elle mesmo quem collocara as dnas
pistolas nao carregadas atraz do relogio; porm sabe-
mos que a Morgatle aprender na charneca de Fre-
hel como carrega-se urna arma de fogo.
Eis-ahi o senlior Fernando bem prvido dis-
se o grande Rostan ; mas cu ?
O que falla-lhe nao esl aqui, responden As-
trea... voss o echar la.
Entao ponhamo-nos a caminho. w
Tomou o brajo da marqueza, emquanto Fernando
media ai pistolas no bolso do sobrecasaco.
( Contimwr-se-ha.)



i
DlftRIO DE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 31 OE MAIODE 855
^^m nossos ilous paian possuem recurso in-
eaftlparaveis, mas especialmente e he eala su im-
a generows. Osolhos d'aquelles que *iflrero,se vol-
lam oslinclivamenle para o Occidente. Assim
as nossas duat najoe sao aiud mais fortes pelas
a ideas que representan, do que pelos batalhOes e
petos navios de que diipfJe Estou milito reco-
c nliccid para com a rainha porque roe proporcio-
a cionou esla occasiao solemne de os exprimir os
nossos senUmentos e os da Franja de que sou o
interprete, agradeco-vos tm mea nomo e em no-
c me da imperalriz a franca e solicita cordialidade
(i com que nos acolhestec. Levaremos a Franca a
a inipressfl profunda que deixa as almas feitas
H para tomfireliende-io o espectculo magnifico que
(i no djflgeos destinos do paiz sobo imperio de urna
liberdjide sem perico para sua grandeza.
Por diversas vezes esta foi applaudida com on-
thusiasmo, o Iprd Maire apreseutou ao imperador o
diploma de burguez da Cit, e a noite a cidade se
achava sob a impressao do maior enthusiasmo de
admirajao. SS. MM. assiitiram em Convenl-Gar-
dent representara* de Fidelio, e a 21 visitaran! o
palacio de cristal de Sydeoliam, donde partiram
para Wiudsiir, afim de tomar nodia segrale a es-
trada de Franca. Sabbado, depois de lerem recebido
adeos de Londres, fnram acompanhados at Dou-
vres pelo principe Alberto o o duque de Cambridg.
frota iugleza de pannos abertos no ancoradouro
saudou-os com lodos os seus canhes, e Bonlogne os
recebia doas hora* depois.
Cousa admiravel entre lodos, o imperador Irouxe
da sua viagem e da sua entrevista com a rainha
Victoria o comisando em chefa das forjas adiadas
no thealro da guerra.
A exposirio universal, a industria, as boas arles,
os palacios.
A inauguraran da exposijao universal fuadn ori-
ginariamente para o primeiro de maio, foi por de-
ereto imperial de 1855 adiada para 15. A mis.sao
suprema da Franca que seencontra em toda a parle
he esencialmente seusivel na historia mui recente
das solemnidades industriaos, he por ella que a idea
surgi, he por ella que se desenvolveu, he por ella
que se deve d'ora em vante transformar as relacOe8
internaeionaes. A sua iniciativa data de 1798, de-
pois ella obleve successvamenle os resultados | mais
admiraveis, popularisou a sua erearao em toda a
Europa, iroprimindo-lhe o carcter de otiiidade e-
conomica que ser o cunho impresso na exposijao
de 18 Vi.
O pensamenlo de concurso universal he um pen-
samenlo inleiramenlc francez ;em 1819, na occasiao
da undcima e ultima das exposijes puramente jia-
cionaes, o governo rui lava j as vastas proporroes
de urna arena universal, circumstaneias criticas
daquella poca levantaram obstculos, a. foi preciso
abandonar este projecto grandioso para Mitenlar-se
com urna exposijao puramente francez aberta a
4,500 expositores, resultado aindamis glorioso-para
as industrias nacionae-, do que a situaoao poltica
do paiz permiltia esperar. 'O que a Franja nao po-
dn fazer em I89, a Inglaterra viuda por ultimo,
apossando-se de urna idea que nilo era sua, eiecu-
tou-aem 1851 com urna felicidade de realisajo sem
exemplo, chamou todas as riquezas dos ilous mun-
dos i Usurar no seu palacio de crysl.il. He intil
recordar aqui as inaravilhas desla estafa immensa,
improvisada em 5 mezes, contendo 3> nilhues de
ps cbicos, aberta a 18 mil expositores de todas as
latitudes, e recebendo todos os dias 50 mil visitan-
tes, no meio de um menino de riquezas inauditas
avalladas em mais de 500 milhe. Quanto a Fran-
ca houveram ah triumphoa.tjue*f opularisaram as
suas obras primas nos paizes eslrangeiros. Quanl"
a Inglaterra, quanto ao mundo inteiro a experien-
cia foi decisiva, produzio quasi espontneamente as
exposijesde Dublin e de New-York, cujn pequeo
estrepito foi devido a circumstancias particulares,
e promette a aquella que se yai abrir dentro de pon-
eos dias urna magnificencia e urna fecundidade de re-
sultados verdaderamente das preucupajes e dos es-
plendores do nosso lempo.
Paris se acha em presenca da Europa e do mundo
em condijes excepcionaes. Centro do caminho de
forro, que se irradia por Marselha sobre o Mediter-
rneo, frica e Oriente, por Brdeos sobre a lles-
panha, por Na lites e o Havre sotire America o a O-
ceauia, pelo norte e pelo leste sobre todas as pi-
taes europeas, Paris, a cidade das arles, do movi-
rueuto intelectual edasociedade polida altrahe todas
as intelligncias, mais accessivel da que Londres, lem
de mais em seu favor o prestigio de sua realeza in-
conteslada no dominio do gosto. Os seus arestos so
desde entao obedecidos, o seu impulso ir abalar at
as extremidades do mundo, a imaginaran dos po-
vos adormecidos, urna era nova vai abrir-se. As
exposijes anteriores nao erara, mais do que im-
incnsas exhibijes, da i quaes a geute voltava com il~
lusoes, mas com poucas nojes precisas sobre as
condiees comparadas do trabalho, sobre o prejo dos
productos, sobre as causas das diflerenjas da cares-
ta dos objectos semelhanles. Cada productor recti-
ava expor a un.r concurrencia perigosa o segrednda
industria nacional, desla vez oulro espirito presidir
, a este grande lorneio da industria do globo. A
Providencia que fez as raras urnas para s outras,
iido seineou de balde de um polo a outro m munifi-
cencias da sua creajSo; quiz qne a mais completa
troca internacional fosse a condijao suprema do bem
eslar de todos, e, pois, desteraodo no interesse de
cada um a sanejao da lei divina que deve conduzir
a unidade de seu horco. Esla unidade ser a gloria
da exposijao de 1855, de te-la tornado inevilavel no
dominio econmico. Sol) a relac.no das medidas dos
systemas monetarios e dos cdigos industriaos, essa
cmmaiiciparilo dos obstculos, dasrelacoes exteriores
no se poderia operar em circumstancias mais pro-
piciases conquistas da sciencia tem simplificado ludo,
e a uti'.idade de urna uniformidade geral he com-
prehendida por todos os ovemos.
Hs tres mil metros maior do que o palacio de
ciisll e nSo he bastante, porque o jiu mero -total
dos expositores de Londres era 17 mil, e se apre-
senlou o duplo para Paris, visto que todos os paizes
eslrangeiros querem ler a honra de receber a cousa-
grajao do genio francez. E alm disso a exposijao
de 1855 he ao raesmo lempo indostrial e artstica,
abri as sitas portas a todas as escolas da pintura e
da esculplura, assim como a todos ot productos da
scienca do trabalho mecnico, e com este plano
gigantesco abraca todas as espheras da aclividade
humana, exigir espajos illimitados. Portanto foi
nereseario recorrer a lamenlaveis rcdujes o al-
garismo dos expo-ilores admiltidos a 18 mil, dos
quaes 7 a 8 mil sao Francezea. Todaa as prevsee
foram excedidas; mas lacs quaes sao ainda, o pala-
cio da exposicao por nao ler a unidade do lodo e as
immensas proporjes do palacio de* Londres, nem
por isso deixa de realisar tqdes as magnificencias que
se aguardan). A coinmis-.u superior com oseu gos-
to e a sua solieilude incessanles creou o mais fasci-
nador dos espectculos humanos, quando o sol de
maio alravessa o co de crjstal da grande nave para
Iluminar ao mesmo lempo as bandeiras de cem na,-
coes'suspensas na sua abobada e as obras primas de
omives, de quinquilleras, de bronze, de seda e de
marcineria que obslruem eslea galeras encantad A.
as mullidnos van acclamar com voz unnime os Ir-
umphos do genio da Franja, e admirar os progressos
o qual dever ser discutido com as formalidades es-
tipuladas. Se sabir cousa de geito Ih'o remelterei
para examinar o speimen.
Vamos ao que serve.
Nada lenho sabido uestes dias contra a seguranca
individual, permanecen lo inalteravela Iranquilhda-
de publica. O co conserve isto assim por muitos
anuos, e eu que os cont, para ter a alegra de coin-
memorar lao grande beneficio.
Chegou de Pianct ha poucos dias o capillo Farias,
leudo desempenlm.lo com circumspecjo e habilidt-
de a commissao de que dignamente foi encarregado.
Segundo consta, tomou elle conta hontem do cum-
ulando do meio batalhao provisorio, em solisliluijao
*o major Nicolao Tolenlino de Vasconcellos, quo foi
desonerado desse cargo.
Tivemos rcenles noticias do mallo, pelas quaes
consta que os serles estao fallos de chuva, e que
para essas paragens nao se agoura bem da eslajo
que corre. Os legumes e graos tem soffrdo ronside-
ravclmcnte, e morrenlu se nao forem favorecidos pe-
lo invern. Ca por baixo temos sido mais agraciados
pela Providencia, que ainda nao nos fallou com
agua m quantitale.
."licitles esl pnuco satisfeito com as decises do
jury do Pilar, e diz que nao valia a pena tanta fa-
diga, tantas diligencias, tantos sacrificios da parte do
goveruo em capturar criminosos, para por fim se-
ren lodos elles, como meras victimas innocentes.
realisados ha Ircsannos. a despeit das complicajes poslos no olho da ra, isenlosde culpa, e, o que he
O palacio que deve abrigar o grande concurso In-
dustrial nao he como os de Londres, de Dublin e de
New-York, urna coostrocj-Io provisoria, he um mo-
numento duradouro, suseeplivel de muilas utilidades
futuras, e apezar das condiees de lempo e de espa-
jo impostas as respectivos architeetqs, espanta pe-
la audacia, e elegancia da sua estructura. Edifica-
do para as exposijes peridicas d.i Franca, e nao
para cxposicOes universaes destinadas a se renovaren!
muilo mais raramente, he de um comprimento
de 50 metros sobre 108 de largura, e aprsenla
urna supeificie de 41,000 metros quadrados, no
passp que o palacio de cryslal de Hyde-Park media
86 mil metros quadrados.
Improvisado em anuos e meio no meio deste
bello passeio dos Campos Elysios, se abre por um ar-
co gigantesco, praticado no alpeodre, tendo cada la-
do columnas corinlheas, e rematado por urna altica
que cora a estatua colossal da Franca, que com os
brajos abertos dislriuue as palmas da arle e da in-
dustria assenlada a seus ps. A decorajao desle al-
pendra se compft dos mcdnlhoes dos prinripaes sa-
bios, e de grupos de engenheiros que sustentam as
armas imperiaes *, a frisa que reina em torno do pa-
lacio 4em escriplos em ledras de ouro os mues de
todos os grandes homons da sciencia, da arte e da in-
dustria.
A eonstrocrOes formara om parallelogramoperfei-
lo, flanqueado por qualro parellies nos qualro an-
glosonde estao pralicadas as escadas que dao accesso
H galeras snperores, 600 janellas arqueadas, dao
clardade sobre urna ordem duplaas duas regios su-
perposlas. No interior a gente ja n.1o v a pedra,
fica inandada pela luz de urna, abobada de cristal de
3 metros de altura, susteutada por columnas de me-
tal fundido de urna tenuidade e audacia inauditas.
Esla grande nave qne dissereis sustentada por fios
de ferro aerios, tem 192 metros de comprimento c 48
de largura, he separada por 400 columnas das na-
ves laleraes e fechada as duas exlreraidados supe-
riores por dur.s vid nicas de 90 metros de comprimen-
to, he o mais immenso, o mais audaz, o mais mara-
vilhoso produelo da arrhilectura moderna.
Km torno desle Iransepto rorrem arrimadas ,s 4
fichadas do edificio ostras 4 naves que o cortara em
auglos recios, o que sao romposlas de um pavimen-
to terreo e de um primeiro andar. Para accesso aos
productos do inundo inteiro, este palacio que nao foi
creado rom esle destiuo.seria necesariamente insuf-
ficicnte : assim, parasalisfazer as necessidades desle
concurso universal, recorreu-se a idea de annexos ao
longo do caes da Conferencia entre a praja da Con-
cordia e a ponte do Alma, eslabelecendo-se urna ga-
ln*) de 1,209 metros, a qual receber as machinas e
os objectos de grande volume, o outra galera par-
lindo da eulrada meridional do palacio se prender
a do caes, e completar 89 mil metros quadrados.
poliliras e militares que actualmente perturban) n
mundo.
Ao lado do grande concurso industrial, a Franca
abre como j dissemos um grande concurso artsti-
co: lodos os pintores e csculptores eminentes que a
poca contempornea conla, ah se apresenlam com
um assodamenlo|diguo do seugenero'o appello. Para
dr urna idea da importancia das remos-as das na-
jos europeas, indicaremos a medida do espajo pe-
dido por ellas: a Inglaterra 860 metros, a Blgica
800, a Prussia 752, os Paizes-Baxos 310, a Suissa
300, Austria 210, Hamburgo 133, a Suecia e No-
ruega 130, o Grao-Duendo de Hesse. o Vurtemberg
e o Hanoi re 76, a Saxonia e Baviera dovem Jer fei
lo o pedido de um espajo conideravel.
A Franja, que conta msis mestres do que todas
as outras narOcs juntas, oceupara' um lagar propor-
cional, e para fallar sement dos seos grandes che
le-de escolas diremos, que Ingieres cnche por si s0
um espajo entre duas vigas arranjado no salao,
Eugenio Delacroix, urna parede de galera, Hora-
cio Vernet um espajo correspondente entre duas
vigas; elles tem collocado alii ludo que o talento de
cada um tem creado na phase mais bel I* da sua
vida de arlisla, vieram collocar-se da poca aclual na
mais bella manifestijao do seu seo jo, hilo Tcito ludo
para apresenlar-se dianle da Rnropa na sua verda-
deira Grandeza. Ao lado destes uoines amados e
"audados por todos, cheganlo tlenlos ainda obscu-
ros, e que dentro em pouco no se-lo-hao, os esta-
tuarios para sustentar a honra do paiz pozeram em
obra o Pcnlclico e o Carrara, como re as carreiras
destes bellos tnarmores estivessem a doos passos de
Paris. F'ra da F'rauca, a Inglaterra conta entre os
concurrentes que enva Gilison, I.andseer, Malreay,
Proul,Calherniale;a Blgica, Geefs.Portaes.Steevens.
Villeiis, Leys, Verlal, pintores e esculplores, conhc
cidos e apreciados em l'ari/.; a Prussia, Beya, Mag-
nas, Achembach, Muller e Paucli; os Paizes Baixos,
Smoni-, Senna, Diday e Calaud, e a escola de
Dusseldorf envin prmeiramenle os cartoes de Cor-
neliu", esle Miguel Angeloallemao. Dizera geral-
menle, que o jury se moslrou de orna extrema se-
veridade, ou porque leuha sido Ihnilado pelo es'
pajo, ou porque tenha sido inspirado por oulro
pensamenlo.
Retula dramtica.
O Iriumpho da comedia de Alexandre Dumas li-
nio. i> Demi-monde vaisempre crescendo, e lo-
ma laes proporjSes que he forja remontar a urna
dala anliga para encontrar m que IhCseja igual.
Entre as novidades oceurridas depois da apparijao
desla espirituosa comedia de c.istomeai citaremos
primeiro que tudoe uii'cumculc. tima opera de Ain-
brozio 'fliomaz n Corte de Celimeie., es aqui
em poucas iinhas o libretto. Urna noite no jardim
de Celmene se poslaram em distancia uns ilos ou-
tros, galantes cavalleiros, sao seosapaixonados e ca-
da nm delles julgando-se s se repula inleiramente
conquistador. Sao doze, i ^adolescentes. 4 mance-
bos, 4 velhos fdalgos ; os mais felizes destes prelen-
dentes sao o commendador e o cavalleiro Celimene
muilas veres recebe as adorajoes de uns e outros
com nma ligcireza bem pronunciada, o commenda-
dor dosgosla-se desla franca colleri, deseja a mao da
bella porque o casamento Ihe evitara revezes de
nm processo, do jjual -depende loda sua fortuna ; o
cavalleiro ama con mais desinterese e sua paixao
ardenlcsempre e por toda a parle, o faz desembai-
nhar a espada. Um duello por tanto tem lugar en-
tre os dous innmorali,o commendador volta cu-
hlado para o p da Celmene, que accosando ao
mesmo temfja o seu eslonvamenlo declara-lhe que se
digna desposa-lo para acabar com istg.
Esle ultimo reflectio no carcter da leviana, e
como s qoer o ganho cerlo do seu processo, muda
de rumo o- procura adorar a irmaa de Celimene,
urna amavel baroneza, que durante aquella tempo
julgara ever consdar o cavalleiro. Assim ei-los
ambos aos ps de urna mesma imilher, e um novo
duello eslava para ler lugar entre elles, quando Ce-
limoiio um pouco corrigida diz ao eavltleiro, que
esl prompti para esposa-lo, esle persiste em pedir
a mao da baroneza, c Celimene volta ao commenda-
dor consolado, com o agradavel pensamenlo de que
elle j nao tem processo.
AmbrozioThontBz fez sobre este thema una das
mais encantadoras partituras, urna obra de espirito
e de eslro, cheia de mellodias delicadas, mimosas
e elegantes. A ouverlura que recorda as da opera he
urna verdadeira symphooia que termina da forma
mais feliz umbrilttante marcial allegro. A entrada
dos doze pretendenles he das mais espirituosamente
cmicas. A mor parle dos trexos do primeiro s3o
tratados com urna graja e urna desenvoltura seduc-
toras; um qualuor de um delicioso efleilo seria sufli-
ccnte por si s para constituir o Iriumpho de urna
obra, nm choro final dos amantes he escriplo com o
mais gracioso goslo. O segundo acto se abre rom
urna aria em la bemol que por mais nolavel que so-
ja lem o infortunio de ser produzida menos por urna
inspirajo do compositor do que pela inlenjao de
fazer sobresahir a cantora encarregada do papel,
mas um do de amor ha sido especialmento notado
como -un canto de urna amnlitudee de urna expres-
so infinita. M. Miolhan que represntala o papel
de Celimene, (se elevou a maior altura do talento
mais prodigioso, possue urna riqueza inandita de pe-
rolas mellodica-, de trinados elegantes, de arpejos
semillantes,e semenu-a com prnfusao. interpretando
a msica de Ambrozio Thomaz.
A excepjao desla obra musical, tivemos apenas
Ulramas que basta enunciar para fazer arespeito del-
les um relatorio suflicienle : Um m^ rico, por E.
Serret no Odeon, o Guardacosla niHnbigu Comi-
(ue, Perigo na habilaeo, comediare Octavio Fe-
nillet no Francez etr, etc., pejas estas que o carlaez
nao annunciara por milito lempo.
G. M.
mais, livres al de appellajau, que segando consta
nenhuma houve para amostra '. No meio da sua
zanga, Meireles, lamenta a grave molestia do nossn
integro Dr. Bazilio, muilo digno juiz de direilo da
comarca,que Ihe fruslrou o desejo de a-sistir as ses-
sOes daquelle jury.. E affrma que se elle tivesse po-
dido presidi-la, o negocio o3o searranjaria coman-
la facilidade, porque mesmo, caso 5tribunal estives-
se do humor a absolver quantos criminosos Ihe appa-
Yecessem o doutornaodeixaria dcappetlar de sua de-
Cs3o, pralir.indo assim lima arcan louvavel, que se-
ria considerada como Unitivo a lamanho escndalo.
Pela minlia parle concordo in lotum com Meire-
les, por quanto he iiotorianeiilu sabido que o Sr.
Dr. Bazilio horrorisa-se com o crime, o lem coope-
rado furtemcnle para a punicAo dos malvados, mar-
chando a respeito seinpre de accordo com as vistas
do governo, que nada tempoupado para a perse-
guijo dos facinoras, cuja captura prosegoe com
energa. No mcu humilde pensar enlendo que a
impunidado he um horrvcl mal, que traz a pos si
falalisaimas consequencias. Quanto mais audazes
nao vallaran esses, perversos a anliga carreira do
criine.se estao conscios j por experiencia de sua re-
di issao *
Meireles diz muilo em segredo, que as eleijes
estao porta, e que sabir logrado quem nao fdr es-
perto. Nao faja cuso de scmelliaiile asneira de Mei-
reles que esl um palradr insuportavel.
Contou-me hauleni Benlinio, que na madrugada
do ultimo domingo depois da missa.e na occasiao da
pralica ou eihurlajao, que o Rvm. padre Francis-
co costuma dirigir aos circumstanles, houve um des-
aguizado entre alguns esludautes e ca.deles dentro
do templo, que resdllou sahirem para fora e haver
muila pancada e alvorojo no povo, que suppondo
ser o motim lie mais consequencia, sabio aos empu-
chcs jiata prcseucia-lo.
Bentiiiho religioso, como de faci he, homem de
conscieucia, prova de bomba, ainda mesmo quando
trata de afericao dos pesos dos vendelhoes, aia pode
deixar de revo!lar-se contra os autores de um pro-
que Ihe applicou, em vez de o curar Ihe abreviou a
vida ; dever por isto o Sr. Dr. Arbock ficar des-
conceiluado na opiniao publica, como medico e co-
mo homem'! ser por aso um mo medico, e um
homem digno'da maldicao de Ueos ?
Prmeiramenle, qual he o medico, ainda o mais
experimentado, que uo est sojeilo a errar? e se
por errar deve um medico ficar desacreditado,
qual ser o bom medico na opiniao do Sr. Jus-
tino ?
O bom medico na accepjo usual nao he aquello que
nao erra, mas, o que forja de reftexSo a expe-
riencia contegue acertar muilas vezes; natas cir-
cumstancias se acha o Sr. Dr. Albuck, e dahi Ihe
vem a grande e justa nomaada de que goza, a que
nao perder por certa, nao obstante os bons desejos do
Sr. Justino.
E quem ousar em Pernambuco lachar de mo ho-
mem ao muilo digno Sr. Dr. Arbuck ? Quem, a nao
ser urna cabeja escandecida, poder clamar, como
o Sr. Justino. A impreccan Divina caia sobre a
cabeja do medico Arbuck !
A execrajao Divina o persiga por onde elle an-
dar !
A juslija Divina decepe-lhe a cabeja escande-
cida !
Quer o Sr. Justino convencer-se do nobre carc-
ter do Sr. Dr. Arbuck ? Interrogue a essa infinida-
de de desvalidos que para elle rorrem. quando a
enfermidade os a-salla, pergunle-lhes, se por serem
pobrrs, alguma vez os repellio o Sr. Dr. Arbuck,
ou se av contrario, sempre os arcillen e Iraloo com
o mais sanio zelo, ministrando a muitos, alm da
receila, o necessario para coinprarem os remedios, e
para poderem observar o conveniente rgimen, in-
dague se alguma vez o Sr. Dr. Arbuck recusuu-es
a chamado de enfermo, fosse elle quem fosse, e
qualquer que fosse a hora era que o procurassem ;
saiba se ha em Pernambuco algum medico alm do
Sr. Dr. Arbuck, que achando era sua conscieucia
ser a paga superior ao trabalho da cura, reenvi o
excesso, etc. etc. ; e segundo as informajoes decida
entao, se o Sr. Dr. Albuck lie digno da maldicao
ou da lienrao de Dos; da execrajao dos horneas,
ou se da sua maior estima e venera rao.
Modere-se pois om pouco mais o Sr. Justiuo,
caia em si, e ser convencido de que irreflcclida-
raente offendeu a um hornera, de quem se devera de
honrar de ser semelhante
A grande alma do Sr. Dr. Arbuck sem duvida ja
Ih'o perdoou. Corajes, comoaquellc formados, nao
conheccm o odio...
E nos, que do intimo d'alma prezamos a pessoa
do Sr. Dr. Arbuck, nos, sobre quem tem elle ver-
tido com mao larga os seus beneficios, seulindo
profundamente o lao cruel quao immerecido golpe
que acaba de roceber ; e quasi no momento de dei
xar-nos, lalvez para sempre, podemos comludo
alVianrar-lhe. que se ha nesla cidade quem incon-
sideradamente deseje a sua ausencia, para a grande
roaioria dos habitantes ser ella sempre chorada e
eternamente sentida.
Aqui paramos, c mais palavra nao diremos so-
bre esle obieclo, embora uos provoquem.
Dignem-se, Srs. reductores, inserir eslas lindas no
seu mui acreditado Diario, pelo que llies lloare-
mos cordealmente agradecidos
Kecife 29 de maio de 1855.
PIMICACES A PEDIDO.
cedimento tao lurbulenlo e improprio do lugar em
que eslavam. A satisf.icoo que Ihe resta he que
os laes sogeilinhos sahiram mutuamente bem esfre-
gados de juncadas e murros, e estao uns" curando a
lula, oulros as cosas etc.
Veja Vmc. como vai o mundo as igrejas onde
se deveria suppor mais comraedimcnlo e maior res-
peito da parle dos concurrentes, he o lugar que es-
colhem cerlos meninos de apurada educara.i para
excrcitarem o seu genio celebre, o loda a sorto de
insolencias, desaforos e atrevimentos, chegando al
poni de passar a vas de fado 1
Aqui, como em outra qualquer parte, a nosia mo-
ndado esl muilo desmoralisada, e quem a ha de
morali-ar '! S se for o nosso fashionable lycen.......
que mais tarde ta|vez me d que fazer.
A' vista desle escndalo, que acabo de mencio-
nar, nao se admire o seu muito illuslrndo corres-
pondente do Rio Grande do Norte, de ver os rapazes
de l, ircm ao oflicio divino com vidros d'agua de
cheiro encaixados em especie de livros semelhanles
a manuaes de ra te titulo Vade retro, Satana: No meo lempo
nao se usava disso.
Com diverlimenlos lemos por aqui estado em an-
te de i asnillo.
Finalmente eslamos ameajados agora de urna re-
presenlacao dramtica particular no Melponicnense,
que Ihe refenrei como de coslume, caso rae honrem
com um convite, mediante os respectivos cum-qui-
bus.
A salubridade publica continua pessimamenlc
na, porin i em conlarmos mais caso algum de fe-
bre amirell. Dos permuta, que esta falal epide-
mia nao appareja de novo entre nos, que fomos
bem convidados com a sua primeira vizita.
Segando o Commercial, os bitos do mez de abril
ultimo, suhiram a 10 nesla capital, enlre prvulos e
adultos, sem dislincrao de cores.
No nosso mercado de ex porta jao pouca allerajSo
se nota.
A entrada de algodao desde 14 at hontem mon-
lou a 1,569 saccas, conservando os prejos de 58600
e 5o700 r., com firmeza e influencia nos compra-
dores.
Despacharam-se na mesma semana c sahiram para
sens destinos os navios seguintes:
Para Barcelona, a polaca goleta hespanhola Eliia,
manifestando 430 saccas de algodao, 310 couros sec-
eos salgados, 12 pipas de agurdenle, 6,962 chilres
de boi, e 6,500 unhas de dilo.
Para Liverpool, a barca ingleza Sappho, condu-
zindo 1,400 saccas de algodao e 500 saceos de assu-
car.
Para Kanso, o brigue sueco /mil, com a carga de
3,265 couros salgados.
Sem mais novidade, desejo-lhe boa saude, muilo
dinheiro, paz de espirito, etc.
COKRESPBMEMIV.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO DE
PERNAMBUCO.
Parahba.
26 de maio.
Nao foi sua respeilavel pelo rorreio publico de
segunda fera, conforme o meu louvavel, por espe-
rar do norte o vapor Guanabara, que agora mesmo
acaba de Tandear no nosao porto.
Os calculistas da (erra conlavam com elle j ha doos
dias, o oa que fizeram as suas ap'ostas neste sentido,
segundo a moda qne ltimamente se lem adoptado,
perderam a crepitante champagne, de que entretan-
to lodos parlicipamos pacientes nao com tanto pra-
zcr, esl visto.
Supponho que proced muilo discretamente gaar-
dandu-mc para o vapor, pois cunlo.que mesmo car-
roca como he, esla chegar no sen poder com mais
promplido, que se fosse pelo corrciode Ierra, e as-
sim recehera Vmc. noticias mais frescos deste lorrdo,
onde abr pela primeira ve?, os olhos.
Meireles esl furioso conlsa os poslilhcs do cor-
reio, quo lao morosos sao em na marcha, e diz que
a admiui-traca > dessa provincia devia tomar em con-
sidera jan esle particular, eempregar se fosse possi-
vel algum meio para iiproxinfar as conimunicajes,
que tao tardas sao actualmente.
Ncsla'conformidade Meireles sugeilou om projec-
to i sabedoria da academia, que dignamente dirige,
Srs. redactores.O homem que sob a influencia
de urna paixiio violenta accommetle a reputnjao
sem mancha c bem fundada de outrem, se merece
desculpa pela exaltajao-que o possae, nanea a ra-
z.lo Ihe saneciona o prorcdmenlo, se deve inspirar
piedade pela horrvcl fatalidade que oarremessa,
nem por isso menos cunipre (olher-lhe o passo, e
subtrahir-ihe s garras a innocente victima.
E, pois, Srs., redactores, deparando no vosso mui-
lo acreditado Diario de 21 do corrente, com urna
correspondencia, onde o Sr. Justino Martyr Correa
de Mello, tomado da mais acerba dor pela morle do
seu prezado filho nico, de dous annos, desala-se
n'om chuveiro de maldjes e imprecajes contra
a pessoa, por lanos ttulos veneravel, do Illm. Sr.
Dr. Arburk ; imputando morte de seu filho a
esse virtuoso medico, que, segundo nos arroam-
por caridade Ih'o eslava tratando; ao termos tao de-
ponente correspondencia, uVis, que bem de nerlo
couhecemos o Se. Dr. Arluid, n-, que por suas
virtudes nao vulgares o jolgamos credor de todos os
respeitos e attenjfles, nos, que Ihe devemos amizade
e gratidao pelos muitos e mui valiosos favores que
delle havemos recebido, senlimu-nos abalados em
lodo o nosso ser ; e altendendo, outro sim, a *|iie o
respeilavel anciao, contente com a paz de sua cons-
ciencia, sem balhuciar palavra, soffria resignado
tao indigno tralamenlo, fura negra infamia, ingr.i-
lidao inaudita, se abandonando a nobre victima as
furias de nina allucinajao, nem se quer um brado
em sua defeza erguessemos.
Nao he nosso intuito dissimular e escurerer por
qualquer modo a dor dilacerante que deve soffrer
um pai ao perder o seu filho nico ; mui justa foi
a lerrivcl angustia que padeceu o Sr. Justino pela
morle do seu innocente filho, e como homens since-
ramente parllliamos o seu profundo pezar.
Mas, o Sr. Justino Martyr, perdoar-nos-ha odi-
zer-lh'o, transporlou-se a um ponto na sua dor, ao
qual, com mais algum imperio em si, com urna re-
lcx.iu um pouco mais livre, por certo nao che-
gara.
Snpponhamos, assim dizemos, por nao estarmos
habilitados para decidir nesles assumptos; suppo-
nhamos o mais favoravel ao Sr. Justiuo, e he, que
o Sr. Dr. Arbuck de feito, nao acertando com o re-
medio applieavel enfermidade de seu menina, o
Nacegacao a vapor enlre o porlo do Recife e o du-
la capital locando nos porto* intermedios de
Barra Grande, Porto'.de Pedros e Camaragibe.
Qucoeslabelecimento de urna India de navega-
ran a vapor regular e peridica traz inmensas vaiv
lagens, conveniencia e proveito para quaesquer pon-
tos vizitados por essas rpidos locomotivas, he urna
verdade lao inconlestavel e enuuciada por homens
lo eminentes e Ilustrados qae nao me cansarei era
procurar demonstrar mal o que oulros ja teem dito
muilo bem e provado toda evidencia.
Por sem duvida que urna das mais palpitantes
necessidades desla provincia he o melhoramenlode
suas lias de cominuiiicarao ; se as terrestres pelas
exorbitantes despezas que demandam nao podem ser
de um dia para oulro raelhoradas, nao acontece o
mesmo com a martima, cuja nica exigencia sao
transportes idneos e ligeirs.
Achando-se nisso envolvidos lucros, interesses e
conveniencias communs a outras provincias possui-
doras de mais recursos e capitaes, sao seus habitan-
tes instigados a organisarem emprezas para as quaes
tambem nos concorrendo com um mdico sacrificio
pecuniario lucramos extraordinariamente para o fu-
turo com a reunio e permuta de inleresses, sendo-
nos facilitados transportes comtnodos e cerlos.
As vanligens que resullara dessa navegajao ra pi-
da regular e inconlingenle sao nao sement com-
mercues como administrativas e particulares. Ex-
plicar essas vanlagens seria fazer alTronta illuslra-
cao dos letores, queja leem urna prova evidente na
liuha do sul, c que as frueni desde que encelaram
sua carreira os vapores da compardiia Sania Cruz,
que incontestavelmente eslrcitou nossas relajoes
com as provincias da Babia e Sergipc, e abreviou ex-
traordinariamente a commuiiicacA'i enlre esla capi-
tal e os poi tos situados a margem do rio de S. Fran-
cisco ; de mancira que pode-se dizer que pela par-
te do sul da capital temos oplima communicajao
martima ; acaba porem de ser assgnado um contra-
to que trara as mesinas senflo maiores vanlagens
pela parte do norte.
Ninguem ignora que esta provincia acha-se por
assim dizer cucravada na de Pernambuco de que
foi outr'ora urna comarca desmembrada- em 1818 ;
dahi a identidade de usos hbitos e costumes que en-
lre ellas existem, sendo bem raras as familias ala-
guanas que nao lem urna vergoulea plantada no solo
pernambucano : alem disso as relajoes commerciaes
sao pela maior parle coma praja de Pernambuco e
nossa juventude quasi loda he educada nos collegios,
nulas e facaldades daquella provincia ; assim, poi
he obvio o proveito que se eolhera de mais eslrei-
laros loos que unem eslas duas irmaas. Quando em
18-51 o Exm. Sr. conselheiro Jos Rento, que entJo
a Iminislrava esla provincia, decl.irou perante a as-
sembla provincial que fora convidado pelo Exm.
presidente da Bahia para auxiliar a empreza do com-
mendador Pedrozoenunciou-se pelnseguinle modo:
a Nao me tem sido possivel calcular bem o gr'o
de vanlagem que de semelhante empreza pode re-
sultar a esta provincia que tambem no deixa de
manler relajoes commerciaes com a praja de Per-
nambuco que alias fica-lhe mais perlo. e pedio
a assembla que examinasse enlre outros tpicos se
com ira mais entrar em ama tal empreza com a pro-
vincia de Pernambuco a vista dos recprocos inle-
resses desla com as Alagoas.
.Estabelccidas assim as conveniencias, vanlagens e
proveito que resultam da navegajao cosleira em as
duas provincias, julgamos conveniente publicar a
correspondencia havida entre a adminislrajao da
provincia e a directora da companhia Pernambuca-
na para a celebrajo do contralo que tambem vai
abnixo transcripto. Dirigi primeramente a direc-
tora a S. Etc. o seguale :
MEMORIAL.
O governo imperial em sua solieilude pelos pro-
gressos do Brasil em geral, haveodo ohlido das c-
maras legislativas, pela lei n. 632 do 18 de setemhro
de 1851, aulorisajao para o eslabelecimenlo de li-
stan de vapores, que percorressem as cestas do im-
perio, altendendo ao que Ihe representaran! Fran-
cisco de PaulaCavalcsuti de Alhuquerqiie, Luir, lio-
mes Ferreira e outros, conceden-Ibes pelo decreto
n. 1113 de 31 de Janeiro de 1853, privilegio exclu-
sivo por vinle annos para a navegajao por vapor
enlre o porlo ila cidade do Recife al ao de Ma-
celo no sul, e al ao da cidade da Fortaleza ao
norle, com diversas escalas pelos portos interme-
dios.
Os concessionaros do referido privilegio, depois
de bem examinada.- as rom!irnos, com que baixou o
mencionado decreto, esmorecidos pelo aspecto, que
as quosloes europeas iam tomando, assentram de
commum accordo, que a empreza nao podia servan-
tajosa ao emprego de seus capitaes sem que o gover-
no fizesse alg-imas modicajoes ao contrato, e nao
tendo podido obte-las, traspassram o privilegio a
Joo Pinto de Lemos Jnior, Antonio Marques d'A-
morim, Oeorge Palchelt, I're 1. l'.oulon e oulros que
mais confidentes no patriotismo do governo,- no seu
Irabalhos necessarios cnnsecujSo dos fias da em-
preza, reconheceram que ella necessitava de maio-
res favores por parle dos poderes do estado, sem os
quaes se malograriam os seas desejos, e consegainte-
raenle ficaria priva la a provincie de mais esse mo-
tor do seo engrandecimenlo. Confiados por tanto no
patriotismo tos distinclos cidadSoe encarregados da
adminislrajao do paiz a cerlos de que, em vista de
justas roclamajes que fizestem, necessariamenle
al-anr.ariam as modificajes que peditsem, bem co-
mo qualquer augmento de subvenjlo por parle dos
cofres soraes e provincines, nomeram era 1 de outu-
brodo auno findo, um procurador, queexpressamen-
tc foi ao Rio de Janeiro solicitar por parte da compa-
nhia Pernambucana esses favores.
O governo geral, a exemplo do que praticam toda9
as najos civilisadisconi o eslabelecimenlo 4e Iinhas
a vapor, e bem informado das ntenjftos patriticas
da companhia, altendeu paternalmente ao seu re-
querimenlo, e concedeu alm dos fio cont- anteri-
ormente concedidos, como raostra o contrato im-
presso, e que vai junto sob copia.n. 1, mais 24 cou-
tos annuaes, c as modificajes constantes do decrelo
n. 1478 de 22 de novembro, que igualmente vai jun-
io por copia manuscripla sob n. 2, ludo dependente
da approvaj.lo do corpo legislativo.
Nao sendo assim mesmo ainda su lucientes todos
esfavores quq/em duvi.la haveria o governo ou-
jado rom maior geuerosidade, se nao fosse dessa
maneira aulorisar todas as outra- emprezas solici-
tarlo de idnticos, a cumprnhia Pernambucana es-
morecera em suasolicitode c empenho pelo eslibe-
lecimento da iiavegacao cosleira, a nao conlar com
o auxilio dos cofres da todasis provincias compre-
hendidas na zona do 1. privilegio, lauto na i- quan-
to a de Pernambuco, embora j houvc-se concedido
a sulivenc.il animal de 30 cont-, acabava de aug-
mentar esse subsidio com mais 10, sendo levado o
Illm. e Exm. Sr. conselheiro Dr. Jos Benlo di Ca-
lilla e Figueiredo a auxiliar a companhia com esta
concesso pelos mesmns motivos que fizeram com
que o goveruo geral atlendesse companhia Per-
nambucana. A referida concessjo de 10 conlos de-
pendente da approvajo da assembla provincial
tambem vai junta por copia sob n. 3. As circums-
tancias difliceis, em que est enllocada a companhia
saoiobvias todas as najaoas, que altendendo para o
estado poltico da Europa, sem duvida reconhece-
rao, que a coustruccao dos sens vaporea lho custa
hoje moilo mais do que em pocas nnrmaes, que
no mesmo caso esla'o valor do carvao e de mais ob-
jectos precisos para semelhante servijo.
Seria ociosa a demonstrajio das aotagens qae
resullao rica provincia das Alagoas, urna das que
mais relacoes cumuicrci.icS entre lem com a de Per-
nambuco, basta sim lembrar que qualro porlos de
soas costas teriam de ser visitados pelos vapores da
companhia Pernambucana, e estando verificado pe-
los factos que semelhante servijo he percursor da
importancia e engrandecimenlo de todas as localida-
de pela rpida e segura corarauuicajao, qae eslabe-
lecem as Iinhas a vapor, ella espera que igualmen-
te Ihe conceda ama quanlia, que junta s mais com
que conla da Paralaba, Rio Grande do Noria e Cea-
ra perfajam a somma necessaria ao regular anda-
mento da empreza pernambueana. A exemplo do
que ja pralica com a companhia de Sania Cruz,
a quem volou essa provincia a subveojao de oilo
|-contos de ris, pede igual quanlia, e espera alcanja-
la, pois as razos de preferencia sao todas em favor
da companhia Pernambucana, que mais portos da
provincia das Alagoas lem de percorrer, e por con-
sequencia maior beneficio Ihe ha de fazer.
Em vista, paranlo, da exposicao que acaba a di-
recoao da companhia Pernambucana de fazer, pas-
sa a enumerar as ronces-oes que pode por sua parte
e em nomo da companhia ofierecer provincia das
Alagoas, sendo essas n.ncesses as de que em sua so-
lieilude pelo bem dessa provincia Ihe he dado dis-
pr, visto como pelo contrato geral ja ficam preen-
chiJas todas as outras, que particularmente Ihe di-
zem respeilo.
Concede a passagem livre de retribuijo alguma
uos vapores da companhia aos presidentes e chefes
de poluia da provincia, e algum outro empregado
em commissao especial do governo da provincia.
Compromelte-sc a visitar os seguintes portos : Bar-
ra Grande,. Porlo de Pe Iras, Camaragibe eJaragua,
salvo algum que se opponha por qualquer motivo u
livre pralica dos seos navios. Ser tambem gratui-
to o transporte da carga mandada pelo governo da
provincia que nao exceda de urna tonelada, em ca-
da viagem do vapor. Cede a favor da provincia mais
doas horas de demora no porto de Jaragu, alm
das que forem marcadas na tabella.
Era vista dos esclarecimentos dados neste memo-
rial, espera a direejao da eompanhia Pernambuca-
na, que o contralo seja feilo com S. Ex. o Sr. pre-
sidente, e que submeltido approvajo da Ilustra-
da o p triotica assembla provincial das Alagoas,
lenha o resultado que garanta a companhia Per-
uambuenna a inauguraran de seus Irabalhos, sob re-
galares auspicios, e i provincia a obtenjao de mais
om motor de soa fulur.i prosperidade.
Pernambuco 13 de marjo de 1855.
Rcsposta da presidencia.
Illm-. Srs.Tenho a honra (le acensar o recebi-
mento da carta de Vs. S-. de data de 14 do crren-
le, em a qual se dignaram de communicar-me qae
a companhia, Pernambucana, havia constituido o Dr.
Salvador Correa de S e Benevides, seu procurador
nesla cidade para tratar com a presidencia acerca da
sabvenjao que a companhia pedio a esta provincia.
Aceilei lodas as condijes que a direce.lo offere-
ceu, mas nao pude deixar de exigir da companhia
Pernambucana o favor ou auxilio de ser accionista
de qualquer companhia qae nesla provincia for or-
ganisada com o fim de eslabelecer a navegajao a
vapor as l-igoas do norle e sal. Na qnalidade de
presidente desla provincia, nao posso deixar de pro-
mover toda a sua prosperidade, preva!eeendo-me de
lodos os recursos que me parecem razoaveis e uteis.
A navegajao a vapor das duat lagas interiores
cima mencionadas ligura-se-me nma idea de pro-
gresso e prosperidade. Tenla-la escolhendo os verda-
deros ineios de execujao he meu dever administra-
tivo, do qual nao posso prescindir.
O favor qae pero he sob as segrales condijes :
1., ser a companhia Pernambucana accionista al
a quanlia de oilo coaloe de ris : 2.a, garantir
provincia o premio de 9 por cenlo dessa quanlia :
3.a, segurar a provincia a melado desse capital con-
tra lodos os azares da empreza alagana. Acredito
qne nenhum embarajo resultar companhia Per-
nambucana desse auxilio pedido.
O Dr. Salvador expor francamente a Vs. S. as
disposices ero que me acho para com a companhia,
as prohabilidades da approvajo do contralo pela as-
sembla provincial e outras considerajes, cujo co-
nhecimnto nao he intil.
'Aguardo a rcsposta de Vs. Ss. a consulta que o
digno procurador da companhia julgou acertado fa-
zer a seus constiluintes antes de celebrar o conlrato.
Se Vs. Ss. accederem condijao por mim apresen-
lada no vapor aqui esperado do sul no dia 3 de a-
bril, ir o contralo concluido, e lalvez ja approva-
do pela assorohlca provincial, cojos inleresses sao os
verdadeiros d provincia.
Dos guarde a Vs. Ss. Palacio do governo em
Macei 20 de marro de 1855.Illm. Sr. Jo3o Pin-
to de Lemos Jnior, e Antonio Marques de A.nio-
rim, presidente e secretario da companhia Pernam-
bucana. Antonio Coclho de S e Albuquerqne.
Resposta da direcnio da companhia Pernambu-
cana.
Illm. e Exm. Sr. Dr. Antonio Colho de Si e Al-
huquerque. A direcjSo da compauhi Pernambu-
cana tefn a -ubida honra de acensar a recepjo da
?arla que V. Exc. Ihe dirigi em dita de 20 do cor-
renlc mez de mairo, participando qne se havia dig-
nado aceitar as condijes que ella offereceu por in-
termedio de seu procarador, para deliherajao do
contrato que deve conceder a' empreza Pernamba-
caua a subvencao de oilo conlos de ris, e ao mes-
mo tempo tem a bondade de manife-lar-llie o dese-
jo em que V. Ex. est de que essa provincia seja
(ambein coadjuvada por ella, lomando quanlia igual
em acjes de qualquer empreza que ahi se forme
para navegajao de seus lagos, etc. ; a direejao, que
nao pode escrever V. Exc. pelo vapor Torantiii*.
pois recebeu as apreciavcU communicajes de V.
Bxc. muilo depois de sua partida, sem duvida por
demora no correio, se prevalece da primeira opnor-
tunidade para assegarar V. Exc. que com muito
gosto aceita todas as condijes snggeridas por V.
ardente dezejo de verem a provincia de Pernambu-
co dotada de um melhoramentu de (anta importan- [ Exc, e que neste sentido di aulorisajao ao seu pro-
cia para sua navegajao e commercio, aceit.iram as curader, o Illm. Sr. Dr. Salvador Correa d Sa e
condiees taes e quaes, e lylnram da organisajo da Benevides, para levar a effeilo do modo qne V. Exc.
companhia. a quederam Ululo de Pernambucana; julgar mais ull a ambas as provincias o mencionado
mas leudo com todo o empenho dad* principio aos I contrato
Desejosa a direejao de que esta communicajao
chegue em lempo, nao pode ser mais diffusa, e re-
servando-te escrever, V. Exc. pelo primeiro vapor,
nao deve deixar de eothusiasmar-sc pelu modo por
que V. Exc. procara fazer crescercm e vigoraren! os
lajos de fraternidade entre as provincias de Per-
nambuco e Alagoas, cuja adminislrajao lio esclare-
cida dirige.
Approveita a direejao o entejo para significar-
Ihe os sinceros volos de eslima e considerajao com.
que he de V. Exc. moilo atiento venerador e criado
Antonio Marques de Amorim, secretario.
Carla do secretario dr mesma companhia.
Illm. e Exm Sr. Dr. Antonia Coelho de Sa e Al-
buquerque.Nesle momento acabo de ser honrado
pela eslimada carta de V. Exc, partnTipando-me
particularmente que se dignava aceitar as condijes
que foram i V. Exc. apresantadas pelo procurador
da companhia Pernambucana nessa cidade o Illm.
Sr. Dr. Salvador Correa de S e Benevides, mas que
nao foi possivel que V. Exc. deixasse de exigir da
nossa empreza que fosse accionista d companhia que
nessa provincia se eslabelecetie para a navegajao de
toas lagoas.
Eu teoho a satisfajao de as-egurar V. Exc. que
eu e todos os nieut cnllcgas da directora ficram sa-
(isfeilissiraos por V. Exc. haver contado com a sua
cooperajao ; ella he espontanea, e eu pela minha
parte s tinto no ter podido dar resposla V. Exc.
pelo vapor Tocantint, pois aos dezejos de V. Exc.
deveriamos inmediatamente corresponder com o
mais franco assenlimento. A demora porm que
houve em nossa resposta foi leda devida i s rec-
bennos as nossas cartas depois da sabida do va-
por.
Considerando que se te esperaste pelo que deve vir
do norte, haveria'urna demora immensa, tratei ho-
je mesmo de fazer com que meus collegas rae aulo-
risassem escrever logo e logo ao nosso procurador,
que, ainda raesmo se tivesse concluido o conlrato
sem ter lido a nimi'i delicadeza de nos consultar,
havia de receber nos-a plena approvajo; disse-lhe
por lano em nome da direejao da compaohia Per-
nambucana, que poda coocluir o referido contralo
pelo medo que V. Exc. indicava. Parece-mc muilo
e muilo conveniente que a companhia Pernambu-
cana se faja estimula nossa provincia. Quanto maior
copia de affeijes grangear ella, tan lo melhor po-
der promover oa seus inleresses e os dessa pro-
vincia, cujo descnvolvimealo tanto desojamos.
O navm portador desla carlx s depois d'aroanha
sabir para esta, por is nao chegue tempo, mas se por ventora chegar,
ser de rauita sali-facio para os directores da com-
panhia Pernambucana receber o conlrato ja' cele-
brado pelo vapor do dia 3 do mez seguinle.
Agora resta-rae asseverar a'V. Exc. que se bou-
ver misler dos meus fracos servijos, pode crer que
as ordens de V. Exc. serao sempre curapridas com
lodo o zelo e dedicajau, pois tenho a honra de ser
com a mais sincera estima. De V. Exc. patricio,
amigo affecluoso e obrigadissimu criado. Antonio
Marques d'Amorim.
Recife, 27 demarco de 1855.
Carla official da presidencia.
lllms. Srs. Tenho a honra de aecusar o recebi-
mento da carta que V'V.'SS. se dignaram de dirigir-
me em data de 27 do mez findo. Agradejo sincera-
mente a VV. SS. as obsequiosas expresses com qne
se dignaram de tralar-me.
Foi muilo e muilo lisnngeiro par mira,como Per-
nambucano e como presidente desta provincia,o bom1
acolhimento que VV. SS. deram a's minhas refle-
xes acerca da conveniencia de ser a companhia
Pernambucana accionista de qualquer empreza que
for estabelecida nesla provincia com o lim de effec-
tuar a navegajao a vapor nos seus lagos interio-
res.
No dia primeiro do corrente me foi entregue a
caria de Vs. Ss., e era dala de 2 celebrei com o Sr.
Dr. Salvador Correa de Si e Benevides o contralo
de subvencao. cuja copia aulbenlica ello enviara' a
Vs. Sj. Foram alten di las as condijes por Vs. Ss.
propostas e aquella por mim indicada.
Existindu porem era discu-sao na assembla pro-
vincial ura projecto aulorisando n presidencia a en-
corporar orna companhia para a navegajao a vapor
nos dous lagos da provincia com a garanta do juro
de 7 por cenlo. pareceu-me que a concessao do juro
dc9p>r cento a companhia Pernambucana creara
algum embarajo a' organi-acao da futura compa-
nhia alagana.
Em consequencia eu e o digno procurador da com-
panhia o Sr. Dr. Sa' e Benevides contando com a
geuerosidade da companhia Pernambucana resolve-
mos adoptar un,contralo o juro do projeclo provin-
cial, islo he, 7 poscenio.
N.lo pejo desculp desle acl, porque seria por
em duvida a sinceridade das axpresses de Vs. Ss.
quando tiveram a fineza de asseverar-mc que se
enlhusiasmam pelo modo porque eu procuro fazer
crescer e vigorar os lajos de fraternidade enlre as
provincias de Pernambuco e Alagoas.
Nesla dala oflicio a Vs. Ss. concedendo aulorisa-
jao para mandarem de.narcar os terrenos de mari-
nha de que tiverem necessidade para os usos da com-
panhia.
Aproveilo a occasiao para reiterar a Vs. Ss. os
meus protestos d'alla estima e considerajao.
Tenho a honra de ser de Vs. Ss. Illrns. Srs. di-
rectores da companhia Pernambucaua. Amigo
muilo alenlo e obrigado.
Antonio Coelho de S e Albuquerque.
Maceio 3 de abril de 1855.
Termo de contfalo celebrado enlre a presidtncia e
o procarador da companhia Pernambucana.
Aos dous dias do mez do abril do anuo do Nasci-
menlo de Nosso Senhor Jess Christo de 1855, nesla
cidade de Macei capilal da provincia das Alagoas,
no palacio do goveruo perante o Exm. Sr. presiden-
te da mesma provincia u Dr. Antonio Coelho de Sa'
e Albuquerque, compareceu o Dr. Salvador Correa
de S>' e Benevides como procurador da companhia
Pernambucana de navegajao cosleira a vapor, e dis-
se que em virtude da procurajao que nesle acto
apreseutou vinha contratar com o Exm. presidente
desla provincia,na ronlormidade da lei n. (>:12 de INde
setembro de 1851 edos decretos n. 1113 de 31 de Ja-
neiro de 1853 e n. 1178 de 22 de novembro do anno
prximo passado, a navegurao por vapor enlre o por-
to do Recife e o desla capital sob as seguintes con-
dijes ;
1.a A companhia -e-obriga a manler. por es p?co
de 20annos, a navegajao enlre o purlodo Recife
o desta capilal, locando nos seguintes porlos inter-
medios : Barra Grande, Porto de Pedras e Cmara
gibe, em barcos de vapor que lenham is qualidades
e diraensoes marcadas no Contrato que celebrou com
o governo geral em 31 de Janeiro de 1853.
2.a As escalas dos porlos mencionados no artigo
antecedente s podero ser alteradas se assim con-
vencionarem as parles contraanles depois que a
pralica tiver indicado as alleraces proficuas no in-
teresse da provincia e da companhia.
3.a At barcas da eompanhia se demoraran 'nos
portos da provincia o tempo qae for marcado pelo
reculamente do governo, podendo a presidencia de-
mora-las por mais duas horas qoindo o exija o ser-
vijo publico ; se porm as demorar alm do praze
estabelecido lera a companhia direilo a urna indem-
nisajao de duzentos mil ris por cada dia de exces-
so pagos pelos cofres da provincia conforme se acha
estipulado no conlrato com o gaverno geral.
4.a Terao passagem livre de conlViboijao algu-
ma os presidentes, chefes de polica desla provincia
e qualquer pessoa em commissao especial do gover-
no da provincia, alm dos qnalro passageiros de que
trata o arligo 7. do contralo com o governo geral.
5.a Ser gratuito o transporte da carga mandada
pelo governo da provincia, nao excedendo de nma
tonelada em cada viagem, "alm do transporte tam-
bem gratuito das malas do correio. e das sommas
dos cofres pblicos ou carga* pertencenle ao goveruo
nos termos do citado artigo 7. do contralo geral.
6.a Os vapores da companhia licaro s disposi-
jSo do goveruo da provincia todas vezes que a exi-
gir para alguma commissao a bem do servijo publi-
co, mediante um frele rasoavel que se ajustara.
7.' Esles vapores gozarn nos porlos desla pro-
vincia de todos os favores qe poderem ser conce-
didos, dando-se-lhes preferencia as suas descargas
a quaesquer oulras embarcajes, iacililando-lhes
os seas despachos e removendo-se lodos os embara-
ces que possam obstar a rapidez de suas viagens.
8.a A rompan in, durante os vinle annos de io>
privilegio ler urna subveujan de oilo conlos de "''
a cargo dos cofres desla provincia, pagosem Pernam-
buco na razAo de 666$666 ris em cada mez.
9.a A companhia oferece at o capilal t* o'10
conloa de ris corretpondnle sabvenjao de um
MUTILADO
wmmFf*.
anno concedida no artigo antecadente, para ser em-
pregado em acjes da tmpreza que se projecla nu-
la provincia para a navegajao a vapor nos lagos ai
mesma, melianlea garanta de juros de 7 por cenu.
ao anno, e da melada do capital empregado, no ca-
to de algum rex ponivel que inhiba a dila empre-
za da conlnaajao de ituei operajoei.
10. A garanta da rielada do eapital empregado
na forma do arligo an'ecedenle t lera lagar se a
companhia empregar m acedes qutnta tuperior a
qualro conlos de ris.
11. Pela violaclo ou omkuau de qualquer das
condijes cima estipuladas, fica a compaohia tujei-
la at mullas de que trola o arligo 4. do contralo ce-
lebrado com o goverr o geral.
12. Esle contrato fica dependente da approvajo
da assembla legislativa provincial.
E tendo reciprocamente acceilos pelo Exm. pre-
sidente da provincia e pelo procurador da compa-
nhia Pernambucana as ditas coudires, bouve S.
Exc. o contralo por feilo e mandn lavrar este ter-
mo em que assiguoa com o referido procurador.
O secretario da provincia Jos Alexandrino Dios
da Maura, o fe/, enere ver e tobscreveu. Intonio
Coelho de S e Albuquerque.Saltador Corra *
s e llenctidrs.
Cabe-nos por ultimo dizer alguma -cousn toara o
contralo, queja se acha submeltido approvaenoda
assembla.
Cotejando-se as cendiijas nelle coudas com as do
que foi celebrado com procurador do. emprezario
Pedroso, v-se que nao ||*e he inferior em cousa al-
guma ; pois comprehnilendo loda* as convenien-
cias offerecidas pela conrpanbia pata Cruz, lem de
mait duas condijes de inconlesijvel vautagera e de
inmenso alcance para Croa dellas he a claus ila it tocaren*, o* vapore*
em 3 porlos iuterraedioi alm do da capilal, quan-
do as barcas da campanada SaMa Cruz locara t-
menle em 1., se he ctrfo que visita destes rpidos
vehculos traz prosperis d* aos porlot visitados, por
sem duvida que para a Brra Grande, Camaragibe e
Porlo de Pedral (islo he, para o noria da provincia } *
esta nservado lisongeiro porvir.
A seguida condijao da immenso aleance para a
provinjfa he a 9.' era que a nova companhia ofe-
rece al o capital da 8:(K)03000 correspondente a
sutvenjao de um anno, estipulada na eondico 8.
para ser empregado em *:jfles da empreza*ue se
projecta nesla provincia rara a navegacao a vapor
em suas lagas mediante nj juros de 7 por cento a
anno, e da melada do car tal no caso do algum re-
vez possivel que inhiba a dita empreza da continua-
rlo de suas operajes. j-
A navegajao refriara vapor as agots das doas
lagas do nortee Manguala he hamailo o sonho do-
rado e fagueiro que preo:upa a lodo quantos cogi-
(am nos meios de engrandeciment e p---prriiaiiir-
desla provincia, cojos fracos reenrsos ertm princi-
palmente o maior obstculo que dsacororoava aos
mais desejosot e bem intiineiouados. luna vontade
fortee lanar, um proposito firme Superita as maio-
res difficuldades ; riSpre erganisajio ale ama em-
preza que te proponha a entreler a aavegajo de
pequeos vapores naquelln duas lagas ja se nao
considera ama chimen : o sonho pode tornar-se em
reaihde, se os esforros de todos furtm equivalen-
tes a magnilude da empruia.
O administrador desla provincia.que tantas pro-
vas ja tem dado do seo ingente empenho em en-
grandece-la moral e materialmente, enunciou eu
ardente desejo da canseg ir aquella imprtame *m-
preza ; e deixou-nos cnlmver otfmeios possiveis de
sua realisajao. Temos U robufa que o alean jar a,
pois alera dos effieazes oslofjo qae toe elle empre-
gar quando projecta a coisacnjau de ama obra im-
pnrt.intr, lera por cerlo valioso apoio de todaa
provincia, que consciade leus interesses, e confian-
do na illusirajao e beneficis vistas do seo presidente
o coadjuvari por ten duvida neste nobre empe-
nho.
A condijao 9. do novo conlrato revela os bon,
desejos de ajobas as partes contraanles ; he urna
pedra preparada para os dicerces da gnnde obra
projeriad, bem sabemos qae he insignificante :
(rnhamos porm confianja que conseguiremos mais.
Eslon bem convencido que se'for necessario recor-
r r acumpanliia Santa Cruz, nAo llenara ella de
fazer igual nlTerecimento ; o governo imperial, que
ja lem dudo 13o exuberantes provas do quanto sein-
leressa pela prosperidade desla provincia, nJIodei"
xar murchar a falta de seiva a nascente empreza ;
os dignos deputados alagoanos erguer3o por cerlo
suas vozes na cmara qualriennal em favor della e
enlao o sonho dourado dos Alagoanosse melamor-
phosear em venturosa realidade.
( OPhihmgelhoJ
Srs. redactores.Queiram dar pubicidade to do-
cumento, que Ihes remello, que he certidao do ter-
mo de cunciliajSo havida enlre mim e o Sr. Joa-
quim da Silva Mourio, do quid te v, qui o mesmo
Sr. Mouro confetsra em juizo ser meu devedor,
pelo que roe enlregou lodos os seus besa, sabendo
que nao chegavam pira meu integral pagamento.
Queiram tambera publicar de novo o accordo l-
timamente proferido na causa em qae litigo com o
referido Sr. MoarSo, do qual te v qae o merilisti-
rau tribunal da retaran mandou proceder a nm ajus-
te de contas, afim de ver se os bens qne o mesmo
Sr. Mourao me entregara chegam ou nao para mea
pagamento.
E assim respondo tos anntncios qae o di(o Sr.
Mourao lem ltimamente publicado'pelo na Diario,
que bem se pdem considerar os ltimos arranco
de um moribundo, acrescenlando que nio prc'.endo
vender os meus benl, e que quando pretendesse nao
linhii salisfajao a dar senao aos meas credores, em
cujo numero nao contemplo e era cnlemplarei o
mesmo Sr. Mourao.
Son ten constante leitor,
Jos Dias a> Silva,
a Illm. e Exm. Sr.Dit Jos Dita la Silva, que
por bem de sen direilo precita que Vi Bxc. manda
que o escrvjto Peres Ihe paste por certalio o aecor-
dao ltimamente proferido nos autos ie appellacao,
que o sapplicnnte litiga com Joaqnim dj Silva Mou-
rao ; pelo que pede a V. Exc. te siria _de mandar
passar a certidao requerida.E recele merc.
Manoel Peres Compeli Jacome da Cama, escrivae
das appellajes crimes e civeie i di aggravos do
superior tribunal da relajao da cidrfe do Recife,
di-trillo de Pernambuco, por 3. f I. e constitu-
cional o Sr. D. Pedro II, qae Deoatuarde.elc.
Certifico, qae revendo os anloi de tpperlajSo, nel-
les te ada o accordo pedido por eerIMo.eujo Ibeor
he da forma, modo e maneira segBUp :
Accordao em relajao ele. Quex*trmam a ten-
tenca a folhat 189, appelladaa ftOas'W- pela qual
foram desprezados e jnlgadot por aflo provados ot
embargos .folhas 164, oppwlo* pele- ippellanle
penhora e execujao qae Ih* pr"ove o ippellado,
em virtude da aenlenja foinas la*, < que julgand
procedente a coraminajaaictaqaaiivla t fclhas 129,
condemnxa o mesmo apnetlaote pagamento da
quanlia de 60:381-3898, sem teOpretenlastem
os livros indispensavei para a varifiatjao da quan-
lia qae te divia liajirtdar,. e,do &a|u3, da casa do
appcllado, que pe> conciljajAo a SoWin 40 fora
ciilrcgue ao appellante para eu pagirjieplo : por-
quanto, mandaBdo-se pelo accordSo folhas 83, qae
se procedesse a nm ajutle ) cenias, avista do ba-
lan jo e inveatario dos cffeitos existente* na loja,
para te poder exactamente conlwcec te ot bem
chegavam, excedan ou faltavaa, para tiesta forma
se exeruiJr perfeilamenle a transacjao feila pela re-
ferida ronciliajao, n*o he permitlido, segundo o
direilo commercial, que por meio de ama oamina-
i-ao, anda mait summaria, qne a cilajaat pala em-
bargos primei/a, julgada por sentenja, con}* foi
pela de folhas *29, fosse coudemoado o appellante
sem ser ou ido e convencido, e que posta proare-
dir a presente execujao de tal senleuja oalla, e io-
juridici.A. Iiqaidajao, consequenc-a do accordao
folhas 83,u esse aju-lamenlo de cotilas, tviaaa
fazer-sc, segundo balanjo e inventario dos eicttoa
existentes na loja ao tempo da entrega, dattais
pelos livros que existiam. nao se devia julgar avtr-
bada I"'" simples pretexte de nao se a presentar
m ou mais livros, visto como devia apresenlar-se
e-se livro, qae o mesmo appcllado julgava necessa-
rio, c era o meio legal o da exhibirao, Unte mais
quando se nao ignorava qae existiam os livros e
aonde, como ta vafolhas 127 e folhas 128, pelo
qoeo julgamenlo da convnatao folhas 123 verso, foi
o tumulluarioe illegalroen le proferido. Ora, sendo
a liquidajao de urna senleuja o exordio, disposijo
e parle necessaria da execujao, n3o he legtima-
mente operada,* feila por arbitros, senao quando
formulada a conla do dada e do recebido s poda




/


i



compensar o debito e o crdito, e a esta liquido-
cao deve preceder o balanro, que ornele pelo II-
vrot pode formular, podendo-se por isso ordenar
ei-ofllcio a apresenlicSo dellet para se cilrthir o
que reapeil* i demanda ; mas ve-ve uestes aalo*
que ao foram abservadas a* regras e eoudiriies le-
gaes, que houven atropello, e que nao obstante a
declaracao do arbitro a follias 128 verso, de n!io
poder proceder a om eiame circunstanciado, por
eslarem os livrva no deposito geral, e ser necesa-
rio qae fossem presentes aos arbitros para 09 eia-
miaarem em na* casas, sera se Hender a tal exi-
gencia, o sen ecordo dos arbitros, se julgra con-
cluida a liquidacSo, preseindindo-ie dos meios in-
dispensaveis eligido pela lei. Porlanto, refor-
mada a seojenca appellada, jnlgando provados os
embargos folhas 154,, julgam nulla a presente eie-
caplo por ser originada de urna sentenca sulla, se-
guodo o direilo, eque nao pode ser eiecutada, nao
tendo havido legal condemnacao, mandam que por
isso se relaxe a penhora de Iblht, condemnam o
appellado Ras cusas : e descam os autos ao juiz
quo.Recife 28 de abril de 1855-.heredo, presi-
detrte.F'farw, vencido.Baitot.Leio.Souza
ReW/o.
E mais se nao rontioha em dito accordao,
copie* fielmente dos proprios aotos, aos quaes me
reporto, e a presente vai sem coosa qne duvida fa-
ca, concertada na forma do eslylo, e por mim subs-
cripta e assignada nesla cidade do Kecife de Per-
namnuco aos 28 de abril de (855. Subscrcvi e as-
signei. Em f ,te verla lu.4raioe! Pires Cam-
pillo /aconte da (.'amo.
Bti Jote Dias da Silva, que te Ihe faz preciso.
qiie o escrivao desle juixo, em vista dos autos de
conciliacJo do snpplicante eom Joaquim da Silva
Moarao, Ihe d por cerlida. o theor de sua petleSo,
despacho a termo de concillaran.
Pede aolllm. Sr. juiz de paz da freguezia de S.
Frei Pedro Goncalves Ihe delira.E recebera merc.
Paste. Primeiro dlstricto do Herir 26 de marco
de iSXr-Mamede.
Msteel Alexandre Gomes de Mello, escrivao da
subdaieraeia da treguexi de S. Frei Pedro Gon-
caheitK termo da cidade do Recife de Pernambu-
co, e dajoizo depai do primeiro districlo da raes-
mi fregoeiia, em v'irtude da lei ale.
Cerlifico. era cumprimenlo d* despacho supra,
que a peticao, despacho, notificaeSo e termo de con-
ciliiei a que te procedeu pelo juixo de paz do pri-
meiradillriclo da freguezia de S. Frei Pcdru Gon-
cilva da termo da cidade do Recife de Pernambuco,
entf a ptrtes, sendo de urna como autor Jos
Diat di Silva, representado- por mu procurador o
solicitador dos auditorios Autonio feto ^le Barro-,
coa* tsastrou da prncurarao upudncla, que Ve seu
constituate em juizo apresentou, e sendo de outra
coma nie citado, comparecido, concillado coudem-
nado as cusas Joaquim da Silva Mourao, he Indo
do theor, forma e maoeira seg i ule :
Diz Jote Dias da Silva, proprietario oesta cidade
do Recife, que Joaquim da Silv Mourao Ihe be de-
v'eder da quantia de 61:22*3113. comanle de ti-
tules e documentos legtimos que tero, por isso qaer
chamar a conciliario o supplicado, para que ami-
gavelmenle se coucilie a respeilo do pagamento ;
requer 1 V. S. assim o mande, dando o escrivao cer-
tido do resultado.
Pede a V. S., Illm. Sr. joiz de paz, assim o man-
deE recebera merco.Procurador, Antonio Pinto
de Barros.
Cito-te. Viole e oito de jaaeiro de 1848.
Borget. .
Certifico, que no'tfiifaei aosupplieado Joaquim da
Silri Mourao, para todo ronteudo desta pelirao e
despacho supra e ftcou entendido. Primeiro dis-
triclo do Recife 28 de Janeiro de 1848.Em f
de verdade, 0ffici.1l do juizo, Albino de-Jess Ban-
Aetta.
Aos 29 dias do mez de Janeiro de 1848, nesta fre-
gneiia do Recife, em publica audiencia que as par-
te diva o juiz de paz do primeiro districto, Igna-
cio Antonio Bbrges, em casi- de sua residencia, on-
de tu eterivo de seu cargo eslava, ahi compareceu
osupplrcaote Jos Dias da Silva, representado por
seo procurador Antonio-Piulo de Barros, para ama
conciliarao eom o supplicado Joaquim da Silva
Mourao, sobre o conleido da pelirao retro, e estan-
do presente o mesmo supplicado, disie, que a vis-
ta dos'titnlosi assentos, contal e balanco existentes
e aprsseiitados, reconhece a obriga^So e confessa o
debito pedido, e para seu pagamento sao os beris
que apresentou aos credores, os quaes reconheee-
ram os dbitos, tendo todo os livros e documentos
em seu poder, e seodo que au cheguem ditos bens,
que poMuia, o mais paear quando poder; o que
sendo ouvido pelo procurador do snpplicante, disse
que aceilava a confiss.lo do supplicado, e assim hou-
vc u juiz as partes por concilladas, e condemnou o
supplicado as cusas, e eom ambos assignou-se ao
prsenle lermo.E eu Antonio Leite de Pinho, es-
cri's)So juramentado o escrevi. BorgesAntonio
Pinto de Barros Joaquim da Silva Mourao.
Nada mais se conliuha em dila peticao, despacho,
latinearlo e termo de conciliarao, que eu escrivao
em principio desta declarado, e no lira assignado,
bem, fiel e verdaderamente liz (ranscrever todo seu
contando na presente certidao, extrahida da propria
oripail, ,1 qual me reporto em meo poder e cario-
ro, qne Mea archivada, e em cumprmenlo.da peli-
rao e despacho retro ; e esta vai sem cousa alguma
que duvida faja, por mim ceoferida e concertada na
forua do eslyo, sobsaipta e assignada uesla cidade.
do Recite de Pernambuco, aos 27 dias do mez de
marco do auno do Nascimenlo de Nosso Senhor Je-
ss Chrislo de 1855, 3.o ,|a independencia e do im-
perio do Brasil. Subscrevi e assignei.Em f de
verdade,Manoet Alexandre Gomes de MeHo.
SONETO.
De misericordia oro Dos, Dos Creador
Que pan nos calvar, soffreu tormentos,
Que aplaca do mortal os soflmenlos,
O seu singue nos remio, meu Redemplor.
De inmensa mageslade e resplnedor
No decaW", Senhor! nos Sacramentos,
Da nalureza emfim nos seos portentos,.
Seu poder nos attesla, oh! Salvador.
A lilha de Jeric, nossa tnai pura,
A mai de, Jess, a Virgem Pa
Em seu vantre toma Dos, nossa figura !
Ser semprc nosso amparo, nossa guia,
tarar rajjot seut excelta altura,
O Grande, o Poderoso Corarao de Mara.
De Mara o corado
Da sania religiao
aadefendes, padre Assis,
ijoer Dos, Maria quiz
l.he lecesset oblar.lo
# Tu. h de gralido,
A nosso vicario unido
' > Tens sempre conseguido
EmPod'Atho haver paz,
l.nuvan.lo eom callo assaz
lle'Mtri o coracao.
Olferecido acr Hvd. Sr. padre Francisco de Assis
Sonta Ramos, amigo e compadre
B. F. 4e P. T.
AnjW.-iQuebrando awa eom o tileneio que me
impazera a neeetsidade deesludar, e a maldila pre-
gaea que ewle o berro me acompanha, verili des-
erever-lt 1 ehegada de S. Eic. o Sr. S e Albnquer-
qae esta villa, o seu recebimtnto, e a sua viagem
al o ngenho Camaliao do Norte.
Aqo ehtguei no da i do corrente de volle da Bar-
ra Gr**ie, onde fdra traclr de alauns ne-ocios im-
parUMas, e nesse mesmo dia, sabendo que o Exm.
Sr. 8e Alboquerque aqu devia chegar na manhaa
segaiole, jantei, lemei a casaca das CesUS, fu per.
Milfr no engenho Nove, propriedade d eommaa-
daata taperior Dr. Jatintho de Mend unida aos meus collegas os ofitciaes da guarda na-
cisosl, ir ao enconlro de S. Etc., na manliaa do
dia :l.
Dia 3. AlmorSmos as8 horas, montamos a caVal-
'> e dirigimo-nos paran villa alim de lomarmosal-
gaas companheiros quealli se achavam.
Pomos entao para Sanio Amaro, que fica a nm
nouto de legua da|villa, esperarmos ao Sr. S e Al-
buqaerque, por nos haverem dito tocar S. Exc, n'a-
quelle lugar, perdemos porm o nosso lempo, poi.
S. Eu. resolveu pastar tela villa, do que felizmente
"aw por innmeras girndolas de fogo, demos
de redea aos cavaDot, e (llegamos eoi breve a casa
do subdelegado ZefarinoSemeSo de Oliveira, onda
S. Exe. dm recebeu con aqaalli delicadez que
DIARIO OE PERNAMBUCO QUINTA FEIRA 31 OEMAIO Ot 1855*
Ti
o caraeterisa, e que todos conhtcsmoi, e eonfessa-
tnos.
m% horas da tarde.
[tos ot ;omprimentoi do eslylo, cavalgarnos lo-
dos, fomos al ao Varadouro, lugar de embarque
que S. Exc. quiz visitar ; depois do que, como jii
foste larde, e se aehassem os nossot estmagos, em
pantanas, largamo-nos bom andar para Engenho
Novo.
At casas da villa estavam coberlas de um luzidu
madarnismo, e S. Exc. moslrou-te tao corlez eom o
bello sexo quanto se mostrara aflivel eom os homent
que Ihe haviam fallado.
Chegamos Engenho Novo s 6 horas da tarde, e
ahi fomos como na villa recebidos eom repetidas gi-
rndolas de fogo. *
Mais de 80 pessoas acompanhavam S. Exc, o
juiz municipal, delegado, vigario, proprielarios,com-
mandanle superior, negociantes, e ofilciaes daguar-
di nacional.
As 7 horas entramos para urna esparosa salla eom
goslo oriental, e ricamente preparada, onde nos es-
perava um sumpluoso janlar. '
Entraram enlao em vilenlo exercicio mais de 80
queixos bem disposlos.
Bacho saltava de contente, e boas esponjas appa-
recernm; um capilSo vi eu que mamava como um
bezerro n'um copo de madeira: eu pela minha par-
te bebi al a barriga vascolejar.
A primeira saude, que fui feila S. Exc. pelo
commaudanlc superior Dr. Jacinlho, foi correspon-
dida eom entliusiasmo, e seguida de optra dirigida
por S. Exc. ao Sr. Dr. Jacialho.
Tomou tambera a palavra o lenle coronel Ber-
nardo de Mcndonra, esaodouao presidente de Per-
nambuco; bem como a dirigida ao Exm. Sr. S e
Albuquerque a saude do Exm.Sr. Jos Bento foi re-
cebida cora satisfcelo.
Depois d'essas saudes Orna foi enderessada ao juiz
municipal Dr. Eduardo, pelo delegado, Dr. Bernar-
do; de sua parle o'Dr. Eduardo fez 2 brindes
sendo um S. Exc. e ootro ao delegado Dr. Bernardo
Mailomais sefallou, e muilo mais poderia #eu ou-
vlr, se n.lo eslivesse-nos valle da Suissa a idear ven-
turas e requebros eom uina pequea que s existia
na vinharia que me escalJava os sentidos.
A's 9 horas levanlamo-no-, c entramos em novo
combale para a meza do loiste, que foi preparada
u'urpa das sallas do sobrado, e ahi novas sades fo-
ram feilas; sendo as principies, a do vigario I.an-
rindo ao ministro da Justina, a de S. Exc. ao minis-
lerio, a do negociante, major Emygdio Jorge de Li-
ma, ;i familia de S.' Exc. o Sr. S e Albuquerque.a
nao ser de quera ao Exm. Sr. Paes Brrelo, e a Di-
Una de S. Exc. S. M. I. e sua augusta familia,
que foi bebida eom frene/i de cnthusinsmo, e que
encerrou o toiste.
Quanto a mim, guardando o maior silencio, en-
terrei-me as preciosas iguarias da mesa, e levan-
lei no estomago um alicerce formidavel de charapa-
nha. ,
Levanlamo-nos do toisle s 11 horas, tomamos em
seguida caf n'uma salla visinha, e meia uoilc li-
ndamos diante de nos um grande e magnifico cha,
eom varias qualidades de preciosos bollos: ora, eu
serapre julguei o bom cha urna refeirao frugal, e por
lano desneeessario he dizer-le que nao me passou
camardo pela inallia.
Dia 4. Depois de om succulenlo almoro, que foi
serviao as 10 horas da manhaa, montamos a caval-
Iq, eslendendo-nos pelas campias de Engenho No-
vo; seriain 11 horas.
N'esse lugar despedirara-se, e separaram-se de
nos o lenle coronel Heanlo de Mendonra, e os
que haviam acompanhado do Passo S. Exc. .
Ao meio dia chegamos ao engenho Duas Boceas,
propriedade do padre Antonio, que oflereceu-nos
urna ligeira refeirao, acnmpanharia de urna ex-
cedente (uarlii.-lia d'agua, mesmo quarlinha de
padre.
A's 2 horas chegamos Juhdia', esob a sombra de
urna frondosa jaqueira lomamos licor, e bebemos
agua.
He preciso que saibas que o licor foi lemhranra
minha, que nao viajo sem esse confortable.
Ahi dei logo eom o corpo no chao, descendo urna
ladeira n'um cavallo que escorava-se como um boi,
e que cavallo, meu amigo, pacifico, e manso que nao
fazia cito de espora e nem de tabica; n'um animal
de tanto sancue fri julguei-me um Napolcao em
miniatura : verdado fie que elle tinha passo, xto,
galope, rarreira, e desembeste; em fim era om ca-
vallo, como il faut.
A's 6 horas chegamos Colonia, e S. Exc, foi re-
cebido eom fogueles e urna gu.rda d'honra, que fez
as continencias do eslylo.
A's 8 horas servio-se um janlar decente, e varias
tades se fizeram. ,
Sobre essa Colonia mando-te um artigo separado.
Dia 5. Depoii de a I inorar fomos assislir ao sacri-
ficio da mista, que foi precedida pela bencao da
imagemPadroeira da Colonia, que foi conduzida
eom d devida reverencia ao aliar pelo Exm. Sr. S
e Alboquerque, e commaudanlc superior Dr. Ja-
cinlho.
. Fiada a missa pregou o capello, fazendo derra-
mar sentidas lagrimas aos ouvntes.
E na verdade nao era para menos o prazer que
sentamos ao ver uos antigos dominios do caudilho
Vicente de Paula, onde impera vaina crpula, o rou-
bo e o assassinio, erguida no centro das malas, ama
Colonia rheia de vida e futuro.
A casa em que S. Exc. eslava era do mais. apara-
do sseio e bom gosto, e causa admirarao ao viajante
o encontrar em lugares 13o remolos ludas as commo-
didades da vida.
S. Exc. percorreu em seguida os diversos pontos
da Colonia, e mostrou-se por.deraaic saliseilo.
As 4 horas jantamos, ftzemos novos brindes.
A' noile fomos eom S. Exc. tomar cha em casa do
eapcllo; esleve bom, e bem servido.
Dia 6. .Minoramos s 8 horas, c s 10 seguimos
para a Colonia Pimenleira.
Em caminhoS. Eac.visilou o anligo acampamen-
to de Vicente de Paula, no lugar denominado Ria-
cho do Mito, onde se v linda restos de urna capella
de madeira, por aquelle salteador construida.
Como andassemos por matos, e enconlrassemos
divercos roradosde milho, atgadae, e oulros produc-
tos, S. Exc. examinou-09 eom minucioso cuidado, e
admirou aquelles feriis terrenos e excellenlo quali-
dade do algodao.
N'essa occasiao beijei novamenle o chao, mas um
chao fofo e fri, pois enlerrei-me eom o cavallo em
um formidavel aloleiro, que mudou-me a cor da
roupi, tambem o vigario vio-se em betas eom o sea
jumento, que levantou-se mascarado e manco.
A' meia legua da Culonii passamos o rio Virangi,
que estando fundo e cheio de pedras, foi fatal
alguns dos nossos; mas felizmente nenhum morreo.
Chegamos at 5 e meia a Colonia Pimenleira, e
ahi o director eom urna guarda de honra recebeu
S. Exc, e deu-nos de janlar as T horas da noite.
Ocapelaode Jacoipi que se unir a nsnacolonia
Leopoldina, teadose arrumado em casado capello
de Pimenleiras, quasi fica sem janlar: puis que, es-
perando que o seu hospede o convidaste, este Ihe
disse procurasse oulro romo; anda bem que o nos-
so janlar demoron-se, e dea assim lugar a qae oca-
pella chegasse lempo.
A' noile me mimosearam eom urna marqueza de
pao, em que amarguei eom o lente coronel Buar-
que, ,que foi meu compapTieiro de cama, e por con-
seguinte de infortunio.
Para maior desi;ract nossa o cobertor que Ove-
mos foi o laclo; o fri quebrava-nos os ossos, cu gri-
lava ai!... o. meu companheiro responda oi!...
Dia 7. Antes de aluiorarmos S. Exc. visilou as
obras da Colonia, e lomou varjas informaroes.
A's 10 caminhavamos para Agua-Prela, onde lo-
camos s 6 da tarde.
Anles deali chegarmos S. Exc. distribuio eom os
meninos de lima casa em que descansamos e bebe-
mos agua alguma moeda-de prala.
Encontramos em Agua-Prela o Ivo (professor pu-
blico) que nos acompanhou para o engenho Cama-
liao do Norle, onde chegamos s 8 horas da noile, e
fomos excellatemente recebidos pelo ex-enmman-
danle superior Zeferiuo da Cunha Bastos, que s
conlava eom S. Exc. e seos ajudantes d'ordens; en-
tretanto lodos jsnlaram bem, e dormirn) melhor.
Dia 8. Depois de forrarmos as pancas, montamos
a cavallo, e nos despedimos de S.Exc. eom os olhos
cieos de lagrimas, e os corar/ies de saudades.
N'essa occasiao em nome do povo alagoaoo o ca-
Ptlo Baptisla dirigi S. Exc. ama breve e bem
elaborada alocurSo, que foi acompanhada de vivas a
S. Exc.
Em Mjoida s. Exc. agradtceo a boa companhia,
e den vivas aos alagoanos, que foram bem corres-
pondidos.
Tomamos d'ahi o camioho de Jacuipe, onde jan-
tamos, dormimos, o almocamos no dia seguinle eom
o capello.
Depois do almoro nossa gente locoo i debaodar,
e eu segoindo o ramo d'esta villa, aqui chegaei em
paz, anda que bem escorvado eom a fesla.
Disse-me o Joao Antonio que S. Exc deixoo vivas
sympathias, e traaos iodeleveis de sua boa adminis-
Irarao e alta inlelligencia; que mandou beneficiar
varios edificios, crear cemilerios, facer ponles, e.....
acabou-se a historia.
O Junios.
COMMERCIO
l'KACA DO RECIFE 30 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
ColacGes oiliciaes.
Assucar mascavado regular15500 por arrobo.
ALFANDEGA.
Rendimenlo do dia 1 a 29.....249:74194.~>
dem do dia 30....... 9:52)33t
259:2653279
eiearrega hoje 31 d mafo.
Barca francezaJosephmercaderas.
Imporlacao.
Barca franceza Joep/i.vinda do Havre.eonsiguada
aJ.R. Lasserre & Companhia, manifestoa o se-
guinle:
50 bnrris e 50 meios ditos manleiga ; a Isaac Cu-
rio Si C.
2 caxas sedas, 75 barris c 50 meios dilos manlei-
ga, 8 caxas chapeos, calcado e pelles, 3 ditas lecidos
de ilgodao, 2 embrulhos amostras ; ;i K. O. Bieber
& Companhia.
25 caixas tecidosde algodao, I dila ditos de 13a e
algodao, 2 ditas pannos, 5 ditas sedas, 2 ditas chales
de algodao, 2 ditas cassas, 2 ditas chapeos c prepa-
res para chapeos de sol, 1 dila tecidos de seda
e algodao, 5 embrnlhos ; a Timm Momsem & Vi-
nassa.
4 barris vinho, 4 caixas chales de algodao, 1 dila
dilos de 13a, 3 dilas pannos, 12 ditas lecidos de algo-
dao, I dita sedas, 12 ditas conservas, 1 dita lencos de
algodao, 2 dilas chapeos de fellro. 1 dita dilos de se-
nhora e gravuras. 1 dila livros, 4 ditas roupa feila, I
dila lecidos de algodao e meias de homem, 1 dila
chapeos de sol, 1 dita tecidos de 13a, 1 dila e 2 fardos
dilos de la e aUpdao, 1 caixa dilos de seda e algo-
dao, 4 embrulMi amostras ; a J. Keller & Compa-
nhia.
3 caxas chales, 1 dila lecidos de la e algodao, 1
ramnlia amostras ; a C. J. Aslley & Compa-
nhia.
50 caixas velas deespermacete ; a Mauoel Joaquim
Ramos e Silva.
1 esixat velas o brides, 1 dita ditas e llores de sabu-
go ; a Poumaleau.
I caixa livros, 1 dita plantas ; ao Dr. Ferreira da
Silva.
1 caixa armar,es de chapos do sol, 3 dilas leci-
dos de algodao ; a Manoel & Villan.
I caixa cofre ; a Uhaprou 4 Bertrand.
i caixa chapos c arligos de moda ; a madama
Theard.
50 gigos chapagne ; a Me. Calmout & Compa-
nhia.
3 caixas tecidos do algodae, I dila roupa fcita, 4
dila* cairas de algodao, 2 dilas tecidos de seda e seda
e algodao, 1 dila ditos de Ua c seda, 20 dilas conser-
vas, 29 dilas ei tillias, 1 dila tecidos de seda, 2 em-
brulhos e I caixinha amostras; aSchiffeitln i Com-
panhia.
16 caixas loura ; a Mcuron & C.
1 caixa modas e objectosde casa ; a Buessard Mil-
locheau. .
3 caixas ameixas e conservas, 50 ditas cham-
pagne, 2 loneis quejos ; a F". Coulon & Compa-
nhia.
2 barricas queijos, 100 meios barris manteiga, 1
caixa carloes : a ordem.
100 caixas velas, 60 barris e 30 meios ditos man-
teiga ; a Schramm Whately & C.
2 caixas instrumentos de msica ; a J. Vignes
Ain. ,
1 caixa lecidos de 13a, 1 dila ditos de dila t algo-
dao, 1 dita chapeos de sol de seda, 1 dita perfuma-
ra e, obras de ferro, 4 dilas chapeos de fellro, 1 dila
livros, roupa feila, cassas, etc., 1 dila llores arlifi-
ciaeseroupa feita. 1 dita tecidosde 15a e algodao ;
a Luiz Antonio de Sequeira.
3 caixas cliapcos e ohjectos de chapeleiro ; a Chris-
liaiii I- reres.
2 caixas roupa feila, 2 dilas morreara ; a E.
Burle.
3 caixas carias de geographia e globos ; ao gabi-
nete porluguez do leilura.
1 dita livros ; a-Miguel Jos Alves.
3 caixas conservas, 1 dita couro de lustre, 60 gi-
gos cerveja ; a Machado & Pinliciro.
1 caixa lencos de algodao, 1 dila tecidos de algo-
dao, 3 ditas trastes ; a J. H. Gaensley.
8 caixas chapeos para homem, 3 dilas dilos de so-
de algodao, 2 ditas vidros, 1 ilila arce-. 1 dila se-
das, 1 dita chicotes echapeos deso, 1 dila bande-
jas, ligaduras : a E. Dedicr & C.
60 barris, 40 meios dilos manleiga, 10 gigos gar-
rafas vazias ; a Cals Frres.
1 caita tecidos de laa seda, 1 dita ditos de 13a, 3
ditas chales de 13a, 3 dilas dilos de 13a e 13a e seda,
5 dilas Jecidos de lnho e algodao, 2 Hilas pannos, 5
dilas agua de Colonia e extracto, 3 ditas cliapcos de
sol de algodao, 1 dita chapos de palha, 3 dilas vi-
dros, 1 tiif.i confeitos, I dita llores arlificiaes, 2 dilas
perfumara, 2 embrulhos amostras; aj". Sauvage &
Companhia.
2 caixas tecidos de'algodao ; a Brunn Praeger &
Companhia. '
18 caixas papel, 2 dilas perfumara, 5 dilas loura,
3 dilas castisaes, 11 dilas calcad i. 4 dilas vidros, 2
volumes tinta para imprimir, 1 dita alfinetes, 1 dita
caixas para rap, 2 dilas obras de chumbo, 10 dilas
agua de Coionia, 9 dilas chapeas. 1 dila mercearia e
drogas, 1 dita potes ou grades de lavoora, 1 barrica
pao campeche, 1 dila boneles. 1 dita quinquilharia<
I dila mercearia, 1 dila livros e calcado, I embru-
Iho amostras ; a L. Leconte Feron & Compa-
nhia.
2 caixas chapeos, 1 dila chapeos e perfumara, 1
dila roupa feila ; a A. LjIz dos Santos A. Rol-
lira.
I csixa obras de madeira, 1 dila livraria e perfu-
mara ; a Thomaz de Aquino Fonseca.
1 caixa iustrumonlos de msica, 1 barril lilharg-
rio, 1 ditoraizesde malvas, 2 dilas drogas, 2 barris
oca, 3 dilos dilo amarello, I caixa camphora, 1 dita
pinctis ; a J. Soum & C.
8 caixas drogas, 4 dilas vidros, 2 dilas vernlz, 2
dilas instrumentos de msica, 18 barris giz ; a llai-
tholomeu Francisco de Souza.
6 caixas pelles, 1 dita tecidos de algod3o ; a De-
raesse Leclere & C.
4 caixas mercearia, 4 dilas perfumara, 1 dila car-
lees; FeidelPinlo &C.
2 caixas drogas, 2 dilas obreins, 2 dilas perfuma-
ras, I dila coofeilaria, 1 dila conservas e perfuma-
ra, 1 dila mercearia e drogas, 1 dita bebidas ; a
Denker&C.
3 caixas tecidos de 13a, 2 ditas ditos de algodao, 13
dilasdilosde laa e algodao, 6 ditas chapos de se-
nhora, i dilas lencos.de algodao. 1 dila cainisas de
dilo, 1 dita calcado para homem, 2 dilas chapos de
fellro, 1 embrulho amostras ; a V. I.asne.
1 caixa foi helos, 2 barris laiao, 1 caita acido sul-
phurico, 1 dila vidros, 3 dilas porcelana, 3 dilas cha-
pos, 9 dilas calcado, 2"dilas carines, 1 dita pelles, 3
dilas quinquilharia, I dita couros, 1 dila chapelharia
e quinquilharia, 4 ditas marmore, 1 dita tecidos de
linho e seda ; a J. P. Adour & C.
1 barril Unta ; a Moreira & Fragosa.
1 caixa ignora-se ; a S. Power Johnslon.
1 caixa quinquilharia, 1 emoVulho serras, 30 cai-
xa queijos, 8 ditas loura. 3:10 barris c 315 meios di-
los manleiga ; a J. K. Lasseire A C.
3 caixas vidros, 1 dila rhapos e mascaras, 1 dila
sedas e ecuros ; a A. Roberl.
1 caixa quadros ; a Wild.
CONSULADO GERAL.
Reudimenlo do dia 1 a 29.....42:0828875
dem do dia 30.......' 2:094*040
Exportarlo .
Lisboa, galera portugueza Margaridaa, de 380 lo.
neladas, -conduzio o seguinle : 50'pipas, 2 mcias
dias e serlo concluidas no de 10 me/es, a contar da
data da arremalacao.
3.' A importancia desla arremalacao sera paga
ditii, 28 barris de 4., 177 ditos de5. e 2 dilos de em 3 prestajoes da maneira seguinle: a primeira
6. cachaja, 2 duzias c8pranch>es de amarello, 100
saceos rarinhi de mandioca, 2,101 dilos 141 barri-
cas eom 21,682 arrobas e 28 libras de aisucar.
Marselha, brigue francez aErnestineu, de 256 to-
neladas, conduzio o seguinle : 3,100 saceos eom
16,800 arrobas de assucar.
RECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 29.....24:3718887
dem do dia 30....... 438J216
24:8105103
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlo do dia 1 a 29..... 43:6258191
dem do dia 30 ... 1:8155167
45:410s658
MOVIMENTO DO PORTO.
Vacos entrados no dia 30.
Terra Nova40 dias, barca ingleza Midas, de 219
toneladas,capillo Thomaz Westlake, equipagem
f 14. carga bacalho; a Me. Calmonl & Companhia.
Seguio para a Bahia.
Bihia8 dias.brigae escuna de guerra, inglcz nSpyn,
commandanle Oklen.
dem3 dias, brigue brasileiro Felit Viajante, de
182 toneladas, capilao Francisco Gomes de Oli-
veira, equipagem 12, carga 9,133 arrobas de car-
ne ; a Amorim IrmSos Companhia.
barios sabidos no mesmo dia.
Londres pela Parahiba e Rio Grande do NorleBri-
gue inglez oWm. Tucker, capilao James LeMes-
surier, carca po-brsil e lastro.
\ alparaizo Barca sueca OJen", capilao E. Boberg,
carga assucar.
Observarlo.''
O vapor ingez nSolent, entrado honlem de Sou-
Uiamplon, sahio de tarde para o Rio de Janeiro e
Bahia, levando a seu bordo desla provincia, o Sr.
Dr. Francisco de Paula Baptisla e 1 criada.
EDITAES.
44:I76915
DIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do dia 1 a 29.....
dem do di 30 ...... ,
3:1218119
868584
3;207j7u3
Pela insprrrao da alfandesa se faz publico,que
no dia 4 de junho, depois do racio dia, se ha de ar-
rematar em hasta publica, a porta da mesma repar-
(Ciio, 475 libras de cobre vclh tirado do forro da
escuna Undoia, sendo a ai reinal,.cao Hvre de dirci-
los ao arremtame.
Alfandefa de Pernambuco 29 de maio de 1855.
O inspector, Bento Jos' Fernandes Barros.
O Illm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores de cautelas das lo-
teras da provincia, vendidas pelo cautelsta Antonio
Fereira de Lima e Mello, para aprcsenlarem suas
roe amscoes ua raesma Ihesouraria no prazo de 30
dias, a conlar da dala desle, afim de ler lugar a des-
oneracao do fiador 'do mesmo cautelsta, que assim
requeren. 9
E para constar a quem interessar possa-se man.
don aluxar o prsenle e publicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 28 de maio de 1855.O secrelario, A. Ferrei-
ra da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimeulo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do corrente, m.uida fazer pu-
blico que no dia 21 de jnnho prximo vindouro, pe-
rai.te a junta da fazenda da mesma thesooraria, se
ha de arrematar, a quem por menos fizer, a obra
dos reparos do 7. hinco da estrada do sul, avaliada
em 4:8958.
. A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do auno lindo, esob as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se prupozerem a esla arremata-
ran coinparecam na sala das sessoes da mesma junta
no da cima declarado pelo meie dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diarig,
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Antonio Ferreira da .innuncianw.
Clausulas etpeciaes para a arrematan,,,.
' 1. Os reparos do 7. lanco da estrada do sul far-
e-hilo da conformidade eom o orcameulo e perGz
appiovados pela directora em conselho, e apresen-
lados approvacao do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de4:8958.
2.' 'O arrematante dar principio s obras no pra-
zo da 15 dias e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
'' O pagamento da importancia da arremalacao
verificar-se-ha em duas preslaces iguaes, a pri-
meira quando estiver prompla melade da obra, e a
egunda depois de concluidos os reparos.
4." Nao haver prazo do responsabilidad?.
5.' Melade do pessoal da obra ser de gente
livre.
6. Para ludo o que nao se achar determinado as
preseutes clausulas nem no orcamenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei n. 286.
Conforme.O secretario, A. F. da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenloda ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correle, manda fazer
publico que no dia 6 de junho prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mesma Ihesouraria,
se lia de arrematar a quom por menos fizer a obra
dos canos de esgolo de que precisa a ra do caes du
Apollo, avaliada em 1:7208000 rs.
A arremataco ser feila na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio de 1854, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao.
comparecam na sala das sessSes da mesma junla,
no din cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas. ,
E para conslar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Mario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciarao.
Clausula* especiaes para a arremalacao.
1." A continuacao do cano de escolo na extencao
de 28 bracas correles no lugar do caes de Apollo e
em frente as 4 ras, ser execulada de conformida-
de eom o orcamenlo approvado pela direcloria em
conselho e apretentado a approvacSo do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:7208
ris.
2. O cootralador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as coucluira no de tres mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 n. 286.
3." O pagamento da importancia desle contrato
ser feilo em duas {prestares iguaes, a primeira
quando estiver execulada a melade da obra, e a se-
gunda depois de concluida que ser logo recebida
definitivamente.
4." O cunlratador empreara ao menos metadedos
Irabalhadores livres.
5. Para o que nao estiver determinado as pr-
senles clausulas o no orcamenlo seguir-se-ba o que
dispe a lei provincial n. 286.
ConformeO secrelario, Antonio F. d'.lnnun-
ciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do conente, manda lazer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
Cranlc a junla da fazenda da mes.ua Ihesouraria,
ha de arrematara quem por menos fizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:300.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anno findo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se p'ropozerem a esla arremalacao,
compareram na sala das sessoes da mesma junla, no
dia ncim.i declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constarse mandou afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
A. F. d'Aununciacao.
Clausulas especiaes para a arrepiataro.
1.* As obras do acude do Buique serao feilas de
conformidade cora a planta e orcamenlo approvados
pela direcloria em conselho e apresenlados a appro-
vacao do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:3008000 rs.
2. Estas obras deverao principiar oo prazo da 60
dos doas quintos do valor total, quando tver con-
cluido melade da obra, a segunda igual a primeira,
depois de lavrado o termo de recebimento provios-
rio; e a terceira finalmente de uro quiulo depois do
recebimento definitivo.
4.a O arrematante ser obrigado a rommunicar a
reparlicao das obra publicas rom aulecedencia de
30 das o da fixo, em que tver de dar principio
execuc'O das obras, assim como trabalhar seguida-
mente 15 dias afim de que posta o engenheiro en-
carregadoda obra assislir aos primeiros trabalhos.
5.a Para ludo o mais que nao estiver especificado
as presentes clausulas seguir-sc-ha o que determi-
na a lei regulamentiir das obras publicas.
ConformeO secrelario, A. F- d'Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provinciall
em cumprimeulo da resolucao da junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 e 14 de junho prximo vindouro, se ha
de arrematar a quera por menos fizer, as imprestes
dos trabalhos das diversas reparlires publicas pro-
vincacs, avahadas em 3:5008000 rs.
A arremaUc.io sera feila por lempo de um anno,
a conlar do 1. de julho prximo vindouro, ao fim
de jucho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
coinparecam na sala das sesses da, mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
te hablilla las.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Peruam-
buco 21 de malo de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da thesooraria provin-
cial em cumprimeulo da resolucao da junla da fa-
zenda da mesma Ihesouraria.poe novamenle em pra-
ea a obra dos reparos urgentes de que precisa o acu-
de de Caruar, avaliada em 1:0I2j000 rs.
A arremalacao lera lugar oo da 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial do Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. b" Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimeulo da resolucao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 11 de junho
prximo futuro, vai novamenle a praca para ser ar-
rematada a quera por menos li/.er a obra do calca-
mcnlo do 18 lanco da estrada da Victoria, avaliada
era 8:3600000 rs.
E para conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam
buco 19>de maio de 1855.O secrelario,
A. F. d' Annunciarao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincia,
em cumprimenlo da resolur3o da junta da fazenda.
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 14 de
junho prximo vindouro, per me a mesml junla se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
mento dos medicamentos e ulensis para a enfermara
'la cadea desla cidade, por lempo de um anno a
conlar do 1." de julho do corrcnle anno a 30 de ju-
nho de 1856..
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
compareram na sala das sessoes da mesma junla nos
dias cima declarados pelo meio dia, corapelenlc-
menle habilitadas, que ah Ihe ser3o presentes O for-
mulario c condires da arremalacao.
E para conslar se mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 d muio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciarao.
O Illm. Sr. Dspeclor da Ihesouraria provin-
cial, em cumprimenlo a resolucao da junla da fa-
zeoda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro, se ha de arremalar
em hasta publica, perante a mesma junta a quem
por menos fizer, o servico da capata/Ja do aluodao do
consulado provincial, avallado em 2:1758000 rs. por
anno.
A arremalacao sera feila por lempo de tres annqs,
a conisr do 1. de julho do correle anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esla arremalacao
comparecam na sala das sessoes da mesma juuta nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
F'erreira da Annunciacao.
O Illm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
em cumprimenlo da resolucao da junla da fazenda
de 24 do corrente, manda fazer publico, que as ar-
rematares dos coulralos dasbarreiras c 20 por cenlo
sobre o consumo de agurdenle no munijipio do Re-
cife, foram transferidas para os dias 4, 5 e6 de ju-
nho prximo vindouro.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario?
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
buco 25 de maio de 1855. O secrelario, Autopio
Ferreira da Annundacao.
Manoel Ignacio de Oliveira Lobo, fiscal da freguezia
de San Frei Pedro Goncalves. do fcairro do Reci-
fe, etc.
Faz publico, parajinleir conhccimrnlo de quera
inleressar posta, que por oflkio da cmara munici-
pal, Ihe foca communicado, que fra approvado pro-
visoriamente em 21 do corrente mez, pelo Exm. Sr.
presidente da provincia, o artigo nico da postura
addicion.il abaixo transcripto :
, a Postura addictonal.
a Arl. nico. As casas que se edificaren) em ter-
renos novos, n3u pdenlo ler menos de 30 palmos de
largura, contados livres no interior dellas, licando
prohibida a ronslrucr3o de predios de 40 e 50 pal-
mos divididos ao mein, sob pena de 305000 rs. de
mulla, e de ser demolida a parede divisoria.
E para que ninguem alegue ignorancia, faz publi-
car a dila postura pelo Diario. '
Bairro de Recife 28 de maio de 1855. O fiscal,
Manoel Ignacio de OUceira Lobo.
DECLARACO'ES.
A galera porlugueza Margarida recebe a mala
para Lisboa hoje (31) ao meio dia.
Os 30 dias alis para o pagamento bucea d
cofre, da decima uabana dos predios das freguezias
desla cidade e da dos Afogados, principia-te a con-
lar do 1. de junho prximo vindoaro. lindos os quae*
inrorrein na mulla de,tres por cenlo lodos aquelles
que deixarem de pagar seos debilos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
nhecimenlo dos interessados.
. Peran I a o couselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos se ha de arremalar a, quem mais
der em hasla publica, na sala de suas sessoes em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo patrimonio ahaiio mencionadas, por lempo de
um anno, que lem de decorrer do 1. de julho pr-
ximo futuro, a 30 de junho de 1856, a saber: roa
de Fora de Perlas ns, 91, 92, 93.91, 95. 96. 97, 98,
99, 100, 101, 102, 103, 101 e 105, sitios um no lu-
gar de I'arnameirim n. 2, nm dilo no Rosarinho n.
3, um dilo na Mirueira n. i, e um dito no Forno da
Cal, em Olinda n. 5. Os licilanles bajara de emo-
parecer eom seus fiadores em a sala das seswTes do
mesmo conselho s 10 horas da manhai do mencio-
nado dia 5.
Secrelaria do conselho administrativo do patri-
monio dos orphaos 22 de maio de 1855.O secrela-
rio, Manoel Antonio liegas.
kao tendo comparecido algucm nos dias 26, 28
e 29 do correnle.para .Vcompra do brigue escuna de
guerra Legalidade cora os seus pertences de nave-
eacao. cuja venda em praca publica fura em 22 an-
nunciada para os dilos diis ; manda o illm. Sr.
inspector do arsenal de mariiiha, fazer constar que
novas pracas haverao para o mesmo fim em 4, 5 e 6
do mez de junho proiimo s 11 horas da mai.h.'ia,
feila a venda dos referidos objeclos em (res lotes so-
bre os valores mencionados na rclarao junla eOcc-
luada porm na ullima prara.
Secrelaria da insperrao do arsenal de mariiiba de
sPernamhuro 30 de maio de 1855.O secrelario,Ale-
xandre Rodrigues dos Anjos.
Relarau dos objeclos poslos a venda em praca pu-
blica nos dias 1, 5 e 6 de junho prximo, "e aos
quaes refere-se a declararlo desla secretaria em
dala de hoje.
Primeiro lote.-
O casco do brigue escuna de guerra
Legalidade, lendo esle naviosido desar-
mado nesle porto'pelo seu estado de rui-
na, porte de 114 toneladas, cujas di-
menses sao 87 pes de comprimeno no
conyez, 68 na quilha, 20 na bocea, 11
de linha d'agua carregado e 10 de pon-
tal, o fundo at o lume d'agua forrado
e pregado de cobre, o Ume pela mesma
forma lendo canna.lurcosde madeira ua
popa, e de ferro na borda, duas cama-
ras, bailo, Iros escolilha-, urna bilacu-
la, um fogao, duas lalrinas, as abitas e
escovens forrados de ferro, nutras ferra- a
gens mais e duas bombas grandes com-
pletas : ludo uo valor de. ,. 9008000
Segundo 0te.
Maslreaco c apparelhos fios do so-
bredito navio, sendo lodos estes objeclos
os seguales: mastro grande, diln dolra-
qu.ele, grup,relraUca,mastaro de vea-
lo, dilo de givea, dilo dejoanete, ten-
do estes maslaros os competentes vaos,
sexlo de gavea, pesas e borlas ; pao de
bojarrona, dilo de giba, verga do Ira-
quele. dilo do velaxo, dila do joancle
de proa, dila seeca, dila de gavea, dila
de juanete grande, carangtieija do lali-
rto rinde, dila do latino de proa, ap-
parelhados lodos os objeclos cima de
eoxarcis, eslaes, rabrcslos, palarrazcs
de ferro e cobre, brandaes.araaiitilhos e
bracos, ludo no valor de.....1:0188000
Terceiro lote.
Veame e oulros objeclos de manobras
e servir do dilo navio, constando da
vela grande, dila deeslraes,trnqueto re-
dondo, dilo latino, bojarrona, giba, re-
alo, joancle de proa, gavea, juanete
grande, 2 varredoures, 2 culilos de ve-
laxo, linios estes objeclos cornos compe-
tentes pulame-, malaguetas de ferro e
pao, e cabos de laborar, como escolas,
adiiras, estragues, bres e carregadei-
ras : apparelho de cinco gomes para
suspender rom as necessarias bocas e
patullas, ires toldos eom seus verguei-
ros e amarrilhos ; 1 escalar, 2 talhas do
rabilo, e 3 ancoras de 7 a 8 quinlaes,
leiido as competentes amarras e estas
4 ganchos e punces, ludo no velor de. 8505000
2:798>000
Secrelaria da inspeecao do arsenal de n.......ha
de Pernambuco 30 de maio de 1855.O secre-
tario, Alejandre Rodrigues dos Anjos.
COMPANHIA DO BEBERIBE.
O Sr. caixa da Companhia do Bebeii-
be, Manoel Goncalves da Silva, esta' au-
torisado pela asseuiblea geral da mesma
companhia^ a pagar o 14 dividendo na
iazaode2s()0()rs. pora,ccao. Escriptorio
da Companhia do Beberibe 23 de maio
de 185.".O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
BANCO DE PEBjNAMBLCO.
O Banco de Pernambuco toma leth-as
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1855.O secre-
tario da direcrao, Joao Ignacio de Me-
deiros Bego.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Segu eom muita brevidade para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
Silva, para carga, passageiros e escravos
a lete, ttata-se eom os consignatarios
Novaes&C., na ruado Trapichen, o i, ou
eom o capilao na piara.
MARANH PAMA'.
O veleiro e ja' bem co-
nhecido palhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capitn Jos Pinto Nunen,
tem de seguir eom brevi-
dade aos porto cima indicados: para a
pottea carga que Ihe falta e passageiros,
trata-se ecun os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C, na ra do Trapiche
n. Ib' segundo andar, ou eom o capitao
na piara do Comtnercio.
Para o Rio de Janeiro
segu cora milita hrevidade o brigue brasileiro Con-
ceirao por ler parle da carga prompla : para o resto,
pa-sngeiros e escravos a fre, Irala-se eom Manoel
Alvos (iiierra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Ceara' e Para*.
Segu em poucos dias a escuna limilia, recebe
carga e passageiros : Irala-se eom o consigualaro J.
I), da Fonseca Jnnor, ra do Vigario n. 4.
Para o Aracaty,
sabe o hiale Aurora : Irala-se eom Manoel Jos
Marlius, oo na ra do Vigario n. II.
PARA LISBOA
seguir a galera porlugueza Magarida, da qual he
capital) Joao Ignacio de Jdenezes, e o pretende fazer
ora hrevidade, por *r parle do sea carregamenlo
prompto : quem na mesmaquizer carregar, ou se-
guir de passagem, para o que tem bons commodos,
pode cnlender-se eom o capila i na praca, oo eom o
consignatario Amorim IrinSos &.C., na ra da Cruz
numero 3.
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAMA'O segu eom muita
l>iv\ iii.ule por ter mais de melade He seu
carregamento prompto : para o uesto da
carga e escravos a frete, trata-se eom Ma-
chado & Pinheiro, no largo da Assembia
sobrado n. 1".
i'ara a Babia segu em poneos dias o veleiro
hiale Caslro,por j ler a maior parle da carea prom-
pla ; para reslo, Irala-se eom seu consignatnrio
Domingos Alves Malheus, na ra da Cruz n. 54.
Para o Cear sabe imprclcrivelmenlc na se-
guinle semana o hiale Angtltca ; -para passageiros,
Irala-se na ra da Cadea do Kecife n. 49, primeiro
andar.
LEDLO'ES\
O agente Borja far leilflo era seu armazem, na
ra do Cnllcgia n. 15, de um completo sortimenlo
de obras de marcineiria novas c usadas, obras de ou-
io e prata, relogios para algibeira, urna porrflo de
louca. para mesa, vidros de varias qualidades, e ou-
lros muilos objeclos que eslanlo a moslra no dia do
leilao, assim como 2 ptimas escravas de meia ida-
de, que serao entregues pelo maior prero que fur
olferecido, 1 par de brincos, 1 cruz de brilhante e
uina porcao de vinho engarrafado : quinla-feira 31
do crreme, as 10 horas.
A agente Oliveira far ieilo de ama excellen-
le morada de casa terrea, sila na Alagda do Barro,
cidade da Victoria, comarca de Santo Anio nesta
provincia, em Ierras foreiras a N. S. du Rosario da
mesma cidade, e annea ao sobrado do finado capilao
Dionizio tjomesdo Reg, a qual per lencera ultima-
mente a massa de Manoel Pereira de Carvalho : sab-
bado, 2 de junho prximo, ao meio dia em poni, no
escriptorio do dilo agente, ra da Cadeia do Recife.
O agente Borja transl'erio o leilao da
taberna sita na ra Direita n. 2, perten-
cente a Manoel Dias Pinho, (pie tinha lu-
gar quaita-feira 30, para sexta-leira 1
de junho.
Vctor I.asne, tendo de fazer urna viagem a
Europa, faro Itfja, por inlervcncilo do agente Oli-
veira. da inobflRfa casa de sua residencia, consis-
(indo em sof, eldeiras, dilas de balanco c de bra-
cos, mesa redonda, consolos, bancas de joeo, comino-
das, guarda-veslidos, lavatorios, tima rica cama de
casal, uina linda carteira para escrever, espclhos,
loucadores. guarda-louca, mesa de-janlar, aparado-
res, candieiro de globo, linternas, 1 quadro de relu-
ci, fillrador d'agua. garrafas, copos, Irem de cozi-
nha, canos de 4 rodas eom irreios e 2 cavallos, e
algumas obras de prala : sAgunda-feira, 4 de junho
prximo futuro,' as 10 horas da manhAa, na referida
casa n. 22, na ra da Aurora.
AVISOS DIVERSOS
lXFOr.MAfaO ES OU RKLACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se reiaces seme-
traes por prero commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
As Sras. Carolina Xavier Pessoa e
Junquilla Mendonra Pessoa, queiram man-
dar a esla typograpliia a negocio de ieu
uteresses,
Na ra eslreita do Rosario n. 2, luja de bar-
beiro, \endem-se aos ceios e a rotalho bichas de
llamburgo, viada* pelo ultimo vapor da Europa.
OH'erece-se para administrar qual-
quer obra, tanto de estradas como ou-
tra qualquer de "carpina, carpinteiro e
ludo mais que seguir .a este respeilo :
quem precisar dirga-se'o esta typogra-
phia que achara'eom quem tratar.
Precisa-te de um caiieiro para taberna, e nao
e quer cousa que nSo preste : uo largo da Santa
Cruz n. 2.
Precisa-se alugar urna ama forra,
que seja da boa conducta, para casa de
pequea familia: no largo do Paraizo
sobrado n. I").
O Sr. Kaymundo Augusto de S queira pet-
soalinente vir recebar urna rarla que do Maranhao
Ihe fui dirigida -. no escriptorio de i. B. da Fonseca
Jnior, ra du Vigario n. 40.
Pede-tc ao Sr. Manoel de Amorim Lima, da
cidade di Vicldria.e ao Sr. alferes uilhenniuo Paes
Bsrrelo, desla prara, queiram vir rallar eom Bar-
nardno Maia da Silva, a negocio de seu inleresse,
ua ra do Crespo n. 21.
Offerecc-se urna mulher para ama de ama casa
eslrangeira, de portal a denlro. menos cozinhar e
engnmmar : quem precisar, dirija-te roa do"al-
deireiro, na meia-agua n. 11, que achara eom quem
Iratar. /
A pessoa que procura um Ir'ancelim, anquncis
ara-a de sua resideucia, que dafido os-signaes Ihe
sera entregue.
ESTABEI.ECIMlS.NTOS DE Os qualro bilhetes inleiros ns. 3356, 3555, 3729
e 3/(>9 da 1.a parte da 1. lotera da ordem lerceira
do Lami, lem melade dos premid que sahirem o
hospital Pedre II.Salusliano de Aquino Ferreira.
LOTERA DA ORDEM TERCEIRA DO
CARMO.
Aos 6:000100o, 2:0008000,1:000t000.
Corre indubitavelmenle sabbdo, 9 de junho.
O cautelisla Salusliano de Aquino Ferreira fax
scienle ao respeilavel publico, que as suas caulelas
estilo sujclifs ao deseclo de oilo por cenlo do im-
posto geral. Os seos bilhetes inleiros, vendidos era
originaes, n,1o soffrem o descont de oilo por cenlo
do imposto seral nos Ires primeiros premios Brandes.
Acharase venda as seguiotes lojas: ra da Ca-
dea do Recife n. 21 c 45 ; praca da Independen-
cia n. 37 e 39 ; ra do l.ivramenlo n. 22 ; roa
>ova n. 4 e 16 ; ra do Quemado n. 39 44 ; roa
estreita do Rosario n. 17, e no aterro da Boa-Visla
n. "i.
Bilhetes' 59800 Recebe por inleiro 6:0009
.Meios --oo cora descont 2:7608
Quarlos 1H0 o i-iaon
Ounilos 13160 b 1-104
Oilavos 720 6903'
Decimos 600 52S
Vigsimos 320 a -Tiy
O referido, cautelsta so he responsavel a pagar os
oilo por cenlo da lei, sobre os Ires primeiros pre-
mios grandes nos seus tullirles inleiros vendidos em
originaes, logo que Ihe fr apresenlado o bilhele,
indo o pr.ssuidor receber o respectivo premio que
nelle sabir, na rua do Collegio n. 15, escriplorio
do Sr. Ihesoureiro Francisco Antonio de Oliveira.
Pernambuco 31 de maio de 1855.
Precisa-sede urna mulher que queira comprar
e cozinhar para duas pessoas, e das 8 horas da noite
em dianla pode retirar-e para sua casa : na rua dos
Mari}nos,, taberna r. 36.
O abaiio assignado declara, qae no lem vigor
a procuracao que esft em poder do Sr. JoSo Jos do
Reg para cobrar os foros e laudemios dos lerrenot
da rua da Alegra, por ter o annuncianle constituido
novos procuradores para o dilo fim ; e por isso pes-
soa alguma poder pagar aquelle senhor. Villa da
Pomba, era Minas Geraes, 23 de abril de 1855.
Eslava rceouhecido.
Lu: de S. Boaventura Salerno.
Tendo a irmandade doSS. Sacramento do Re-
cife de mandar abrir no cemiterio publico as cata-
cumbas onde se lem enterrado os de menor idade ha
16 ou 18 mezes, para se tiraren) os restos moraos dos
mesmos, n thesourciro actual participa as pessoas
que quizerem receber os ditos restos morlaes para os
depositar, entendam-sp eom o dilo Ihesoureiro Mar-
celino Jos Goncalves da Fonle.
A mesa actual da irmandade do SS. Sacramen-
to da freguezia da S. Ir. Pedro Goucalves, convida
a todos os seus irmaos para compareeerem no do-
mingo, 3 de junho, pelas 10 horas di manhaa, no
ron-islorio da mesma irmandade, alim de eleger-ae
a nova mesa que lera de servir no prsenle anno de
1855 a 1856.a .
Precisa-sc alujar urna ama prela, captiva, para
o servico diario de urna casa : no ManjuinhoT). 51.
Aluga-se o muilo condecido sitio do Cajueiro,
indcpendenle das nutras casa edificadat no mesmo
sitio : qnera o prelcoder, dirja-se ao mesmo, que
achara eom quem tratar.
Jos Concalves da Rocha faz scienle, que nin-
guem contraa debilo eom Joao Francisco de Olivei-
ra. porque os seus bens lem de ser partilhados por
fallccimenlo de sua mulher Therza de Jess, e no
leudo debilo em seu casal, prolesla contra a realida-
de de qualquer divida que appareca e que de propo-
silo o referido Joao Francisco de Oliveira poder
cuutrahir do engenho I.imoeri'nho.
sr Traspassa-se o arrendamentd de urna das me-
Ihoret ravallaricas do Recife, e vendem-se na mesma
2 cavallos e 2 carroras, a diuhciro ou a prazo: na
rua da Cuia n. 64.
Precisa-se de urna mulher que sa'iba Iralar de
um doenle eom loda delicadeza : na rua das Cruzas
n. 22, primeiro andar.
Anlomo Fernandes da Cosa Lima conlina a
encarregar-se de lodo e qualquer paramento de gre-
ja, servimlo eom a inuior promplidSo zelo, lendo j
feilos um Ihronelo, urna hurrrbclla e casulas : quem
de seu presumo se qnjzer uliliiar, pode dirigir-se a
qualquer hora do dia rua do Vigario n. 15, pri-
meiro andar ; bem como vende um missal, un jogo
de breviarios em bom eslado, e a obra Moralis Chris-
lana?, 2 vnls., c mais oulros livros.
i

i
i

i
i
MI COYSCLTORIO
DO DR. CASANOVA
RUA DAS CRUZES N. 28,
vendem-se carteiras de homeopthia de lo-
dos os lamanhos, por precos muilo em conla.
Elemcnlos de homeopalhia, 4 vols. 6a000
Tuiluras aescolhcr, cada vidro. 18000
g Tubos a\ ulsos a escolher a 500 e 300
JSt Consultas gralis para os pobres.
CHAROPE
DO
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na bolica de Bar-
tholomeu Francisco de Souza, na rua larga do Rosa-
rio n. 36; garrafas grandes 5$5O0 e pequeas 39000.
IMPORTANTE PABA 0 PIBLICO.
Para cura de phlisica em lodos os seus diderentes
graos, quer motivada por consliparOes, losso, asth-
ma, pleuriz, escarros de sangue, dor de costados e
peilo, palpitarlo no coracao. coqueluche, bronchite
dor na gargaDla, c ludas as molestias dos orgos pul-
monares.
IIOMOPATHIA.
Remedios eflicadsimos contra
as bexigas. 9
(Cratuilos para ot pobres.) f)
No consultorio central homoqfj^alhico, rua 3$
de S. Francisco (mundo novo) r7 68A. D
Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinito. M
COLLEGIO PARA MENINOS, EM WA-
DSBECK, SUBURBIO DE HAM-
IRGO.
1 .11 abano assiL'i^,,lo tem-ehonra de participar ao
Biiblico, que mudou o seu collegio nesle anno, de
amborgo para Wand.brrk, e esl asora habilitado
de poder aceitar mais alguns pensionistas. A silua-
1..10 lo lugar he a mais saudavel de lodos ot arrabal-
des de liamburgu, e distancia detta cidade permit-
i o nozo de (odas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilila o gozo das desvfcla-
gens para meninos. Ao entrar no collegio ot meni-
nos nao devora (cr escedido a idade de 10 anuo, a
maior cuidado c zelo se empregar em favor delles.
nilo s para o seu bem phvsco como inlellerlual,
Elles tero lices em ludas as linarias modernas, his-
toria, geographia, historia natural, niathemalica,
assim cuino os principios uccessiirios para o commer-
cio, ou as linguaS antiaas. sciencia das anliguida-
des, i'hilosophia. ele. como prepares pan o estado
na universidade. As despeza* do ensiuo, sustento e
rasa importara em 1,000 marcos,50001100 pouco
mais ou meuos. Os pas devero dar roupa, assim
como pagar msica c ensino de dansa, caso o dese-
en).C. II olckshausen.
Esle colleKio podemos recoir.meddar s pessoas qua
queiram dar urna educaran eicmplar aos seus filhot.
por ser um dos inelhores na Alleraanha, e oflerece-
mo-nos a dar (odas as iofnrmacOcs a quem precisar :
na rua da Cruz n. 10.


homopauha.
febre AMAREM.A.
ALuns caos de FEBKE AMAREI.LA
se lem ltimamente manifestado nesta ci-
dade. O Iralamento boniu'opalhico bem
dirigido (em mostrado -ua tuperioridade
a oniiga medicina. Os doenlet, pois, qae
a homu'opalhia quizerem recorrer, pode-
lo-hAo fazer, sendo soccorridot.de preferen-
cia aquelles que nenhum remedio hajam
lomado.
Consultorio central liommopalhico, roa
de S. Francisro (mundo novo) a. 68A.
i Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
Precisa-se de urna ama para caa de pouea fa-
milia : na raa do Rangel u. ti, primeiro andar.




, Mi m
MUTILADO
;


17P""T
DIARIO DE PERMIUIEO, QU NTA FEIRA3I DE MAlQ DE 1855.

mikm.

Est no prelo o compendio de Tnslitulinnes Juris
Civilis, por IV. 10. Pelri Waldeek que serve ile
compendio a. radeira de Direilo Romano, instalada
de novo na Kaculdade de Direilo : ubscreve-sen
60OOO r. pagos na occasiao da subscripto, e para
commodo dos senliures acadmicos entresar--e- lio ss
fnlhas imprecias de S p*gna9 na livraiia da prara
da Independencia n. tic S, a proporc^io que l'orein
sahindo do prlo.
Aluaa-ie iim crande armazemtarua dasl'lo j
res, coin iO palmos de larco c 81) de fundo, proprio
para'ci'cheira por (er porta larga, e um grande solio I
para dormida de criados, 011 para recnlher madeira,
maleries ele : a tratar na ra Nova n. 65.
Aluaa-sD orna escrava para lodo o servico In-
terno, e ealernode urna casa de pouca ramilla : quem
a liv%r, dirija-se a ra Nova, esquina da ra do.Sol
D.7I.
*
Jos Cordeiro do Reg Ponles faz ver a quem
se jurgar sau credor, aprsenle suas cuntas para se-
ren pagas.
Onereee-srP um homem para criado : na tra-
vesea do Padre n. 2.
Sociedade.
Qoem qnizer sociar-se cm urna loja, de fazendas
ou loara, mosjrando-sedesempenliadoe bastante ha-
, bililado, sobre ludo com conliecida pralica c probi-
dade, dirija-se ra da Cadeia do Recite n. 40, que
achara com quem tratar.
Inglish hotel.
No dia 1 e 2 de junho haver sopa e bife, e frican-
do de tartaruga, das 11 at as 2 horas da larde.
O caulelisla abaixo assignado.querendo desone-
rar na thesouraria geral o seu liador, convida a qoal*
quer pessoa que possuir cautelas suas premiadas, das
loteras da provincia, que no prazo de 30 dias venha
receber sua importancia. Recife de maiu de 1855
Silvestre Pereira da Silca Guimaraes.
O Sr. Antonio Pedro Rodrigues Guimaraes te-
tilla a bondadededirigir-seaoarmazum de trastes do
Pinto, ai ra Nova, a negocio que I he diz respeilo.
Aloga-se um sitio perlo da prara, que lenha
casa, estribara, algumas frucleiras, baila com ca-
pim ou para plantar, e que lenha proporrGes para
ler vaccas de lic : quem liver annuncie.
Precisa-se de urna ama que lenha bom leile :
no Hospicio, casa terrea junio ao Sr. deiembargador
Santiago.
Conslando-me^iue a Sra. D. Leopoldina Ma-
ra da Costa Krucer preteode alienar seus bens de
raif. previno aos que os quizerem comprar de que
movo con Ira a dita Sra. acro decendial, pelo juizo
da primeira vara do commercio do Recife, para me
pasar da quantia de 4:8803000 rs., e do juros ven-
cidos, e qoe csses bens eslao sujelos ao referido pa-
gamento alim de nao se chamarem os compradores
em lempo algum ignorancia.. Recife 10 de maio
de 1855.Mathias Lopes da Costa Main.
Aluga-se o segundo andarle solao, que he qua-
si um terceiro andar.do'sobrado da ru Augusta, on-
de mora o escrivo Motla.com commodos para gran-
de familia, he bastante fresco, tem entrada e como
modo para um carro, e esl asseiado: no primeiro
andar do mesmo sobrado.
Na roa Bella n. 29 oflerece-se um crioulo pa-
ra criado de homem solleiro, para o servico interno
e externo.
Precisa-ie de ama ama para ama casa de pouca
familia : na ra de Apollo n. 1.
Antonio Ignacio de Medeiros vai a Europa Ira-
lar de suasaude.
AO PUBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, na do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, lina e grossas, por
precos mas haixos do que emou-
tra rjualquer parte, tanto em por-
coes, cmo a retallio, aiiancando-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahrio-se de combinacac- com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, rancezas, allemas c suis-
sas, para vender fazendas mais em'
conla do que se tem vendido, epor
isto oflerecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietano deste importante es-
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venliam (a' bem dos
leus interesses) comprar fazendas
baratas, no armazem da ra do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos & liolim.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 mUA N037A 1 4HSA& SO. '
O Dr. P. A. I.olio Moscozo di consultas homeopalhicas lodos os dias aos pobres, desde 9 horas da
maaha.i-alco meio dia, e cm rasos extraordinarios a qualquer hora do dia ou nuile.
. Ollerere-se igualmente para praliear qualquer operarSa de cirurgia. e acudir prompUmente a qual-
I quer mullier que esleja mal de parlo, e cujascircunstancias nao permiltam pagar ao medico.
NO COllMORIO DO DR. F. A. LOBO IOSCOZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. G. II. Jahr, traduzido em por
tugoez pelo Dr. Mosroio, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 205O00
Esta*obra. amis importante de todas asqoelralam do esludo e pralica da homcopalha, por ser a nica
que conlm abase fundamental d'esta doutrinaA PATUOGENESIA Ol EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconhecimentos que nao podem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar i pralica da verdadeira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a toulrina de Hahnemann, e por si niesmos se convenceren! da verdade d'ella: a lodos os
fazendeiros e senborw de engenho q'ue eslao lonse dos recursos dos mdicos: a todos os capitaes de navio,
que urna ou mitra vez nao podem deixar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a todos os pais de familia que por circumslancias, que nem sempre podem ser pre-enidas, sao obriga-
dos a prestar in continenti os prmeiros soccorros em suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou tradoccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem ulil as pessoas que se dedicam ao estudo da homeopalhia, um vol-
me grande, acompanhado do diccionario dos termos de medicina......
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, etc., encardena'do. .
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na.
homeopalhia, c o proprielario dcsle cslabelecimeiito se lisongeia de le-lo o mais bem montado
ninsuem duvida hoje da Brande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tubos grandes...............
Boticas de 2i medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 36 ditos a............
injooo
:i><>o<>
pratira da
possivel e
8JO00
NAVAI.HAS A CONTENI E TESOliRAS.
Na ra da Cadeia do Recife II. 48, primeiro an-
dar, escriplorio de Auansio C. de Abrcu, conli-
nuam-se a vender a 89000 o par (preco fino, as j
bem conhecidas e afamadas navalhs de barba feilas
pelo hbil fubricanle que foi premiado na e\,iosicao
de Londres, as quaes alm de durarem extraArdina-
riamcnlc, naoseseulem no roslo na achilo d cortar ;
vendem-se com a condieflo de, uno agradando, po-
derem os compradores devolve-las al 15 diasdepois
pa compra restiluindo-se o importe. Na mesma ca-
si ha ricas lesourinhas para unhas, feilas pelo mes
mo faircanl*.
. CEKTO 5
da melhor qualidade: vende-se Ej
U| em casadeBiunnPraeger&C,, rua }g(
da Cruz n. 10.
...... 203000
Ditas 48 dilos a.................. VjOOO
Ditas 60 dilos. a................, JOaOOO
Ditas 14* ditos a.................. i-ooo
Tubos avulsos........................ I9OO
Frasco de meia nnc,a de lindura................... 29000
Dilos de verdadeira lincluta a rnica................. 29000
Na mesma casa ha sempre veuda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhos,
vidrot para uiedicaneolos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilo commodos.
Novos livros de homeopalhia tuefrancez, obras
lodas de summa importancia :
Hahnemann, tratado da molestias chronicas, 4 vo-
lumes...... ...... 209000
Teste, molestias dos meninos.....ticOOO
Hering, homeopalhia domestica.....79000
Jahr, phdrmacopca homeopalhica. 6g000
Jahr, novo manual, 4 volumes .... 16JO00
Jahr, molestias nervosas.......60OOO
Jahr, molestias da pelle.......89OOO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos meninos..........109000
A Teste, materia medica homeopalhica. 8S000
De Favollc, doutrina medica homeopalhica "CO00
Clnica de Staoncli .......C9OOO
Casling, verdade da homeopalhis. 49000
Diccionario de Nyslen........10-000
Alllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloriilas, contendo a descrip^ao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se todos'estes livros no consultorio homeopa-
Ihico do Dr. Lobo Moscoso, ra Nova 11. 50 pri-
meiro audar.
Precisa-se de um criado que seja fiel e que sa-
bn servir bem em urna casa de familia : quem qui-
zer. dirija-se ra da Camboa do Carmo n.38, pri-
meiro andar.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LOANDA.
Os Srs. pro 1 rielarlo- das rasas, cojos chaos sao fo-
rciros a mencionada Sania Casa, silas as roas do
I.ivramenlo, Penha, Direila, Assumpc3oou muro da
Penda, Padre Florano, Aguas-Verdes, Hortas, Mar-
tirios, Viracao, Faeundes c Terfo, que furam con-
vidados pelos Diario de Pernambueo ns. 112, 11.1,
114 e 115 de 15, 16, 18 e 19 do correle maio a vi-
rem pagar os foros que devessem, e anda o nao fi-
zeram, sao mais urna vez convidados a faze-lo a casa
do respectivo procurador, n. 6, defronte do Trapcde
Novo ; e bem assim aos Srs. proprilarios das caas
abaixo mencionadas, cojos chaos sSo igualmente fo-
reiros mesma Santa Caso,
Copiares, sobrado n. 3.
dem, terreas ns. 2, 11, 13, 14, 15, 16. 17-17, 19,
21. 23, 26, 29, 34, 35, 36, 38, 40, 42, 45..S5, 61,
63, 67, 70 e 73.
LOTERA do rio de
i
Joaquim Ferreira da Silva Jnior ,faz sciente
que vendeu a sua taberna, sita nos Apipucos, ao Sr.
Fraocisco Alves de Mello.
D-se a quantia de 50 a 1009000 a juros com
penhores : a tratar na ra Nova n. 12, de meio dia
as 2 horas da larde.
Aluga-se a 109 rs. por mez, urna casa terrea
em Olinda, ruada Bica de S. Pedro n. 1. com duas
portas e duasjanellas de frente, tres salas, qualro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
com porlo para ra, cacimba, estribara para tres
ou qualro cavallos. e casa para pretos, e tambem se
vende : a tratar com Antonio Jos Rodrieoes de
Souza Jnior no Recife, ra do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Santos para negocio de sea nlcres-e :
no armazem de Joo Marlins de Barros.
Joaquim da Silva Mouro previne a quem in-
teressar possa, que todos os bens do Sr. Jo Dias da
Silva, movis, semoventes e de raiz, eslao sujelos
ao pagamento do que elle Ide eleve, pelo que nao
pode o mesmo aleua-los, e nem de qualquer forma
dispiir delles, em prejuizo do annunciarile, que pro-
testa usar de seu direilo, nullifcando qualquer ven-
da ou dispusirao desses bens.
Acda-se a venda o MANUAL do Guarda
Nacional, ou collerrao de todas as leis, regu- 9
0 lamentos, ordens e avisos roncernenlesn mes- f
% 111a guarda nacional, organisado pelo capitn 0
AJ secretario do ominando superior da guarda @
$ nacional de capital da provincia de Peroam- ff
0t bnco Firmino Jos de Oliveira, desde a sua $)
1 nova organisafao al 31 de dezembro de 1
" 1854, relativos nao s ao processo dn qualifi- W
8 cario, recurso de revisla ele. ele, senaoa eco- f
noniia dos cornos, organisar;Ao por municipios. S
9 balalhi'ies. compaiihias ; com mappas, mo- t-i
9 dlos ele, ele.: vende-se unicamealc no pa-
% leo do Carmo n. 9 1. andar 59000 res por J
K cada volume. %
*#- Si **; as*
EDCACAO DAS FILHAS.
Enlre as obro do grande Fenelou, arcebispo de
Cambray, meretf mui particular men;ao otratado
da educac.lo djar meninasno qnal esle virtuoso
prelado ensina como as mais devem adcar anas li
Ihas, para um dia chegarem a occapar o sublime
lugar de mai de familia ; toina-sc por tanto urna
necessidada para todas as pessoas qoe desejam sui-
a-las no verdadeirocamindo da'vida. Est a refe-
rida obra Iraduzida em porluguez, e vende-se na
livraria da prara da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminolo p#eco de 800 rs.
Pede-se ao Sr. Jos de MeAo Cesar ex-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venda entender-
se com os herdeiros de Luiz. Roma, pois basta de
cassoadas, ficando cerlo que cm quanto nao se en-
tender com os mesmos ha de sahir esle annuncio.
Na ra da Cadeia do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confroule o escriplorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despcham-se navios, qoer nacionaes ou estran-
geiros, com toda a promptidao ; bem como (iram-se
passaportes para fra do imperio, por precos mais
commodos do que em olra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos prclendenles, que podem tratar
das 8 da mandil.-, as 4 doras da larde.
>>:
S L MI DENTISTA, i
tt contina a residir na roa Nova 11. 19, primei- 9
j ro andar. 9
>>
Pergunta-se ao celedre Jos Rodrigues do Pas-
so o que lencona fazer cora os seus credores, porque
estando penhorada a deranra de seu finado sogro lle-
lem, pelos mesmos credores (mais de 20) e propondo
o mesmo Passo urna accommodacao, al doje nada
em feilo na forma de seu costme.Um credor.
DENTISTA
Paulo Gaignoux, dentista Iranrez, eslabele 9
cido na ra larca do Rosario n. 36, segnndo 9
andar, collora denles com gengivasartificiaes, 9
e dentadura completa, ou parle della, com a 9
pressao do ar. $3
Rosario n. 36 segundo apdar.
AULA DE LAT1M.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quenrudou a sua aula paraa ra do Kan-
gel n. 11, onde continua a^eceber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como be publico: quem se
quizer utilisiH" de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a'|qualquer hora dos dias uteis.
Precisa-se de urna prclt escrava para o servico
de urna caa : qnem a liver dirja-ft a ra de Dor-
ias n. 61.
Alusa-se amsala e um quarlo do primeiro an-
dar do sobrado da ra de Apollo n. 6 : a Iralar no
mesmo.
Precisa-se alagar um prelo, preferindo-se co-
ziuheiro : no aterro da Boa-Vista u. 45.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 annos de
iilade, prefere-se que seja porluguez e que lenta al-
guma pralica de taberna : na ra do Codroniz o. 4.
D-se premio qualquer quantia al um cont
de reis : na ra do I.ivramenlo n. 37, loja.
O escripturario da Lompanhia de
lieberibe, encarrega-sede comprare ven-
der accoes da mesma companhia : na ra
Nova, sobrado n. 7.
Precisa-se alosar ama ama qoe saiba engom-
mar e cozindar o diarode urna casa de mui pouca
familia : na ra das Aguas-Verdes, sobrado ao p a
do Sr. vscrivAo Poolkomo.
CASA DA AFER.ICAO', PATEO DO TERCO
N. 16.
O abaixo assiahado scientifica, qnt no escriplorio
"lia casa d-se expediente lodos os dUis leis.
horas da nutiifia s ida larde oulrn sim.que
isao leve principio no dia 2 de abril prximo
passadof'eqae lindo o ptazo marcado pelas posturas
Muniripaes, incorrerio os conlrivenores as penas
do artigo 2,titulo 11 das sobreditas posturas.
Praxedet da .Slfio Qfiimao.
Esl a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO f EDICO
HOlYIEUPflTHA.
EXTRAIIIDO DH10FF E BOEN-
NINGHAUSEN E OLTHOS,
posto em ordeo alphabetlca, com a descripeo
abreviada de todas as molestias, a indicaco physio-
logica e llierapeutica de lodos, os medicamentos ho-
meopalhiros, seu lempo de ac^ao e concordancia,
seguido de um diccionario da smnilipar.lo de lodo
os termos de medicina e cirurgia, e posto ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esla obra no ronsullorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
primeiro andar, por 59000 em brochura, e 69OO
eucadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servido diario de urna casa de pouca
familia : a Iralar na roa do Collegio n. 15, arma-
zem.
Arrenda-se um silio na estrada qoe vai Casa
Forlc, com soflrivel casa de morada, eslribaria, ar-
vores de frnclo, bem carretadas, capim de planta cm
varzea, bom terreno, e oulras lavooras bem criadas:
quem o pretender, annuucie ou dirija-se ao seu do-
no Lino Cavalcanl, ou no trapiche do Ramos a Fran-
cisco Jorge de Souza.
^ : 1
Acba-se a venda um resto de bilbetes
da lotera 55 do Monte-Pio Geral, que
correu a 18 do presente em a Santa Casa
de Misericordia ; os premios serao pagos
a ebegada das listas, as quaes Tirito talvez
pelo veloz Tocantins, que partindo do
Kio de Janeiro a 25, deve aqu ebegar a
51 do presente: os senbores que tem b-
lliete apartados ou encoinmendados,
queiram os vir buscar, pois que a conti-
nuar a ebegada de navios do Rio de Janei-
ro com tSo poucos dias de vtagem, como
tem acontecido, retiraremos da venda di-
tos bilhetes, conforme ja' temos f'eit e
taremos sempre", e nenhum s se vender'
ainda mesmo que esteja apartado ou en-
commendado.
Esl justa e comprada a casa terrea do aterro
da Boa-Vi-la n. 56,aque foi do fallecido Jos de Pi-
nd Bornes, boje de seus herdeiros : quem se achar
com Invito a ella por qualquer tilulo que |eja, an-
nuncie no prazo de S dias, ou dirija-se a ra da
tiuia, taberna n. 9, para livrar de questoes para o
futuro.
RELOGIOSDE ALG1BEIRA
inglezes de patente : vendem-se a prejo moito com-
modo, no armazem de Barroca & Castro, ra da
Cadeia do Rerife n.4.
Vende-so urna prela crioula, mulo robusta,
de idade de 22 a 24 annee, com ama cra femea de
2 mezes, e com muilo bom leile, propria para ama :
dirijam-se i ra do Crespo, loja n. 15.
Vende-se um engeulio com boa Ierras de pro-
ducto para cannas de faier assucar, caf, roc,a etc.;
com boas vaneas e afgumas mallas, com meia legoa
de extenrao, bons partidos de allagados. e oulros j
promplos* para safrejar presentemente 2,500 p.les, a
montado com machina e lodos os mais utensis ne-
cessarios para o fabrico do assucar, sito na freguezia
de S.I.ourenco de Tijncupapo do lermo de Goian-
11a : quem o qnizer. dirija-se rila do Colleai, so-
brado 11. 23, primeiro aodar, que se dir quem ven-
de, c se dar os csclarecimenlos necessanos.
Vende-se o verddeiro vindo de Bnrdeaux.em
quarlolas e carrafas: no armazem da ra da Cruz
n. 19.
Vende-se eseolha de cafo de muilo boa quali-
dade:' na roa do Brum, armazem de L. A. \ ieira &
Companhia.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendaS para engenho, ma-
china! de vapor, e taixas de Ierro batido
e coado, de todos os tamaubos, para
dito.
TENTOS
PIBA VOLTARETl
\endem-se oa ru da Cruz 11. 26, primeiro andar
lindas caixas envernisadas, com lentos para marcar
jogo de vollarele, por preco muito commodc.
CASEMIKAS DE CORES A 2$500 O
COUTE.
Vendem-se casemiras de cores de lindos padres,
com um peqteno teque de mofo a 29500, colleles de
fusloes finos a 600 rs. o corte, cortes de casemira
preta selim a 69. cortes de collele de selim Maco a
2s800 : 11,1 ra do Queimado em frente do becco da
Congrega^ao, passanrio a blica.a segunda loj.i 11. 10.
CORTES DE VESTIDOS DE SEDA A 15j.
Vendem-se corles de vestidos de seda de quadros
I 159, adelnas de seda de ricos padres a 19 o cor-
vado, proserpna de seda de quadros largos a 680 rs.
o cavado, chales de merino de cores rom palmas de
seda a 99, diales de casemira de cores a 59 : na loja
de llenriquc c\ Sanios, na roa do Queimado 11. 40.
I Vende-se urna bomba para cacim-
ba de roda etoda de erro, do molde mais
moderno e commodo: na encru/.ilhada
de Belem, venda do Andre.
He de graca.
Existe na ra do Collegio n. 12, um resto de latas
contendo rada urna 4 libras de inassa de tomates em
estado perfeitissimo. que para se acabar, vendem-se
felo barato preco de I9G0 cada urna.
Altencfio !
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 33000 a arroba : na ma
Direila n. "6.
Potassa.
No anligo deposito da ra da Cadeia Vellia, es-
criplorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Russia, americana e do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que de para fechar conlas.
Vendem-se no armazem n. 60, da roa da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibsoh, os mais superio-
res relosios fabricados em Inglaterra, por presos
mdicos.
COMPRAS.
Aiteueao.
\> au
Siell
jM.
rs;
Joias.
Os abaixo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabana n. 11, confronte ao paleo da matriz
e ra Nova, fazcm publico, que eslao sempre soru-
llos dos mais ricos e melhores gostos de todas as obras
de oro necessarias, tanto para senhoras como para
hnmens e meninas, continuara os precos mesmo ba-
ratos como tem sido ; pasar-se-ha urna conla com
responsahilidade, especificando a qualidade do oif-
ro de 14 a IX quilates, ficando assim garantido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim & irtnao.
Casa de consignara de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commissito, tanto para a
provincia como para fra della, offererendo-se para
silo loda a seguranza precisa para os ditos escravos.
MEOPATIIICO DO BRASIL.
9 TIIESOURO IIOMEOEfcHICO
{m ou
<& VADE-MECUM1
HOMEOPATHA.
(0f Mtthodo concito, clam e seguro de cu-
rar homeopathicamente lodos as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
(&t cularmente aquellas que reinam no Bra-
sil, redigido segundo os melhores trata-
dos de lioineopatbia,. lano europeos romo
(A\ americauos, e segundo a propria experi-
^ enca, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgera
fp^ l'iuho. Esla obra he hoje reconhecida co-
mo a melhor de lodas que traa m daappli-
cacalo homeopalhica no curalivo das mo-
% lestias. Os curiosos, principalmente, nao
podem dar om passo seguro sem possui-la e
consulla-la. Os pais de familias, os senho-
res_ de engenlto, sacerdotes, viajantes, ca- (A\
pitaes de navios, serlaoejos etc. etc., devem Ja,
le-la m3o para ocrorrer promptamenle 1^)
qoalqner caso de molestia. (&,
Dous volumes em brochura por 109000 *
o encadernados llgOIMl (ffl
Vende-se nicamente cm casa do autor, /*>,
no palacete da ra de S. Francisco (Mun- V/
do Novo) 11. 68 A. (1
Na ra Relia n. 13, precisa-so de urna ama es-
crava, que saiba cozindar bem.
O Sr. Dr. Anlonio Luiz de Souza lem urna
caria na ra do Queimado n. 11.
Pedro Barbosa de Souza Jnior, do ensendo
Jaguare, da dala deste em diante, se assignara por
Pedro Barboza de Souza Cavalcanti. Recife 18 de
maio de 1855. *
Joa'o Jos de Carvalho Morar- faz scienle que
por assim Ibe convir, stei\ou de ser seu caixeiro des-
de o dia 23 do correte JoaS Baplisla da Silva.
Precisa-se de urna ame que saiba engommar e
cozindar, para casa de pouca familia : atratar.no
largo da Ribeira, taberna d. 1, qoe faz quina para a
roa de Santa Rita.
COMPRA-SE um sagui, que seja
muito manco: quem tiver e quizer ven-
der annuncie.
Compra-se prala brasleira e bespaiihola ; na
ra da Cadeia loja n. 54.
Compra-se urna canoa, abcrla que peque 800 a
1.000 lijlos, e que esleja em bom estado : na ra
da Cadeia do Recife loja 11. 54.
Compra-se um cavallo que carregue baixo e
que n3o lenha achaques : a pessoa que o liver para
vender, annuncjeasua morada para ser procurada.
Compra-se eOeclivamenle qualquer porco de-
sebo : na fabrica de sabito, na ra Imperial.
Compra-se um relogio saboncle de prata, que
seja hom regulador : quem livor dirija-se prar;a da
Boa-Vista ti. 7, oa annuncie.
Na roa Imperial, casa n. W5, compra-se urna
preta que saiba cozindar e engommar, sendo moja e
nao leudo vicios nem achaques.
Compra-se urna casa larrea nosbarrosda Boa-
Vista, Santo Antonio e S. Jos : a fallar coni o mar-
cador na inspeefao do algodiio.
VENDAR
Vende-se no armazem de Jos Joaquim
Pereira de Mello, no caes da allandega.
VIMIO CIIERRY EM BARR1S.
Em casa de Samuel P. Jolinston & C,
ra da Senzala-Ndva n. 42.
Na cocheira do Sr. Sebasliilo Lopes Guimari
acha-se para vender um cavallo de cor melado, pe-
queo, de raga pieira, de linda figura e excellenles
andares, proprio para senhora e'meniuo : a Iralar
na mesma roedeira.
Vende-se marmelada novaedeaada ltimamen-
te de Lisboa, em latas de 4 e 2 libras a 320 a libra :
no armazem de Luiz Anlonio Aunes Jacume, de-
fronte da porta da alfandega.
Vende-se urna crioulinha com 7 para 8 annos,
bonita ligara/ um negro de naran, com 32 annos :
na na do Senzala Ve I lia n. 711, se dir quem vende.
Na ra dasCruzes n. 22, vende-se urna escra-
va da Cosa, moga, ptima para lodo servicc- de casa
e mesmo de ra.
Vende-se um excellenle cabriole!, novo e do
melhor gesto, por prerjo commodo : quem o preten-
der, dirija-se ra do Hospicio, casa de segeiro, por
baixo do sobrado amare'lo que faz quina com dita
ra, que achara com quem tratar.
Navalbas da Cbina a .IgOOO cada urna.
Acaba de chegar urna pequea porco deslas mui
acreditadas na.valhas, c vendem-se as verdadeiras
unieamenleva ra da Cruz, escriplorio de Anlonio
Luiz de Almeida Azevedo; dao-se a conteni por8
dias.
Algododa fabrica de-Todos os Santos da
Babia. ,
Vende-se no escriplorio de Antonio Luiz de Al-
meida Azevedo, na ra da Cruz 11. 17, algodao tran-
cado da fabrica cima, muilo bom para roupa de es-
cravos e saceos de assucar.
Vende-se un bilhar com lodos os sens perlen-
ces : na ra da Aurora n. 32.
Vende-se bolaehinha de aramia a 100 rs. a li-
bra, muilo superior biscollo da mesma qualidade :
na ra Direila n. 69, padaria.
Palitos trancazos.
Vendem-se palitos e sobrecasicasde brim de linho
a 395OO, ditos de alpaca preta e de cores a 8*000
ditos de bombasim a 19000, dilos de merino selim a
I29OOO, dilos de panno fino prelo e de cores a 169 e
I89OOO : na ra Nova, loja n. 4.
MEGHANISMO PARA ENSE-
RIO.
NA FUND1QAO DE FERRO, DO ENGE-
NHEIRO DAVID W. BOWNIAN, i\k
RA DO BRUM, PASSANDO O olIA-
FARIZ,
ha sempre um erando sorlimenlo dos seguales ol
jectos de mechanismos proprios para enuenbus. a sa-
ber : moendas e meias noendas da mais moderna
conslrucro ; taixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos os .lamanhos ; rodas
dentadas para agua Ou animaes, de lodas as propor-
ces ; crivos e boceas de fornalha e registros de bo-
eiro, aguilhoes, bronzes, parafusos ecavilliSes, moi-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
se execulam todas as eocommendas com a superio-
ridade ja conliecida, e coro a devida presleza e com-
modidade em preco.
Vende-se superior vinjio verde pelo di-
minuto preco de l.sOO a caada e iO
rs. a 'garrafa, assim como tambem se ven-
de em barril de quarto em pipa; no ar-
mazem n. h, no largo do Corpo Santo,
junto a loja de unileiro.
Vndese ou permuta-se por um negro, urna
nesra ainda mota : na ra da Assumpc,ao, casa
n. 50.
Vende-se urna escrava crioula, de idade de 21
annos, propria para todo o servico : no paleo do
Carino n. 1.
Vende-se a taberna da roa Direila n. 16, com
poucos fundos.bem afreguezada para o mallo e para
a Ierra : a tratar na ra da Cadeia de Sanio Anlonio
n. 26.
Vende-se urna canoa de carreira, aberla, e urna
dita de um s pao : quem pretender, drija-se ra.
Nova n. 71.
Vende-se ama boa casa com commodos para
urna pequea familia.com urna funda loja para qual-
quer genero de desocio, um andar e solSo, bem
construido, situada n'uma das mellmres ras do dair-
ro de Sanio Anlonio, na rua do Livramenlo-n. 19.
O terreno desla casa he proprio : quem pretender,
dirija-se i rua larga do Rosario n. 28, segando
andar.
Vende-se om ptimo cavallo e.hem gordo, por
preco commodo i quem quizer, dirija-se rua do
Vigario n. 3.
Vendem-se 2 escravos de bonita figura e 1 pre-
ta quilandeira : na rua Direila n. 3.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 dramas, que sendo pelo preco
usual, sobem quanlia de 9009000 ; a qnem com-
prar lodos se "larri pela terca parle, vindo a ficar a
I9OOO cada um drama. Entre ellos se acham a Gar-
salhada, Marido de Duas Mulheres, os Suspeitos,
Anna Fredesoir, La Chapelle, e onlros de exrel-
lentos autores francezes, c do crande Antonio Xa-
vier ele. etc. : na rua larga do Rosario n. 48, escola
pelo mcldodo Caslilho. .
Vende-se manleiga ingleza a 900 rs., I9OOO e
19120 a libra, bolaehinha de aramia a 29500 cada
tala de 1 libras, a libra a 720, revadinha para sopa
a 320, dila do Maranhao a 110, caf de carolo a 180
rs. a libra, velas de esperniacele americanas a 900
rs., ditas a 850, arroz a 80 rs. a libra, feijao mula-
injlio a 320 a cuia : na taberna nova da roa de Hor-
tas 11. i.
Na rua do Queimado,
nos qualro cantos, loja de fazendas 11. 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazendas abaixo
menciouadas, todas de muito boas qualidades, e em
muilo bom estado, e os precos sao os seguintes: brins
tramados de cores, de muilo bonitos padres, de pu-
ro linho. a 600 rs. a vara, ditos hrancos aSOOrs.,
dilos lisos nmito finos a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, corles de casemiras para
caira*, fazenda mnito superior c de bonilos padres
atf-JOOO, cssemir preta muito fina a 29000 o covado,
merino prelo muito fino a 39000 o covado, damasco
de I a a sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muilo finas em retalhos a 160 o covado, dilas
dilas corlando-se de pcc,as a 200 e 210, chales de me-
tim a 610, dilos de chita a 800 e I9OOO, ditos de al-
godao muilo boa fazenda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o melhor que pode haver a 39600,
dilos de panninhude asleas de baleia para homem a
29000, dilos dilos de asleas de junco a 19200, cha-
peos prelo- franrezes. fazenda muilo superior e do
mais mouernissimo goslo a' 69000, lencos de seda
com franjas para senhora a 29200, dilos de algodao
e seda lambem com franjas a 610, dilos de pura seda
para algibeira a 2$O00, dilos brauros de cambraia de
linho a 640, grvalas de seda muito bonitas a 640 e
800 rs., dilas de cassa a 240, meios lenco- de selim
prelo e de cores, muito boa fazenda, a 640 e 1;200,
cortes de rolletes de goraurSo re seda, fazenda mui-
lo superior, a29000, dilos bordados de selim a.~>O00,
dilos de fustao muilo fino a 19000, chales finissimos
de merino a OJOSO e IO9OOO, dilos de seda muilo su-
periores a IO9OOO, corles de vestidos de seda esco-
ceza a I89OOO, dilos de seda lavrada. fazenda muito
superior, a 249000, setim prelo de Maco, fazenda
muilo boa, a 29000 o covado, corles de vestidos de
ca-sa fina com barra a 29000, dilos ditos a IgSOO.
cortes de cambraia com babados a 49OOO, ditos de
cassa chita a 1;00. bonetes para meninos a 400 rs.,
suspensorios finos de borracha 3 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a 1g800 o par, luvas de
seda para senhora pcrfeilamenle boas e de lodas as
rores a 19000 o par. meias finas brancas para meni-
nos a 160, dilas para meninas a 200 rs., ditas muito
finas para senhora a 300 e 400 rs., ditas pretas de
aloilao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., dilas cruas e brancas paia hornera a l(-0, e
oulras muilis'imas fazendas, que vista de sua mui-
lo boa qualidade e diminutos precos, os fregueze^
amigos do bom e barato, nao deixarao de comprar,
ficando cerlos os Srs. freguezes, que se vendem lodas
as fazendas muilo baratas por lerem sido arremata-
das cm lelao, a dindeiro a vista, e tambera por se
querer acabar com a loja. E*ta adverlencia se faz
para que os tfreguezcs nao se demorem a vir fcs
perbiiicbas, pois o que he bom'e barato depressa se
acaba ; adverlindo-se mais, que s se vende a di-
uheiro a vista, que fiado toma-se mararoca.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas m-
sicas para piano, vidlao e flauta, como
tejam, quadrilbas, valsas, redowas, sebo-
tickes, modinbas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
V%ndem-se ricos e modernos pianos, recenle-
meole chegado*, de excellenles vozes, e precos com-
modos en casa de N. O. Bieber & Companhia, rua
da Cruz n. 4.
A Boa Fama.
Na rua do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 3:1, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alm dessas oulras muilissimas que
avista dos seus precos muito baratos, n.lo deixam de
fazer muila conla aos amigos do bom e baralo, as-
sim como boreteiras e mscales: I in has de novellos
ns. 50, 60 e 70 a I9IIH) a libra, hotes para camisa
a 160 a roza, filas de lindo brancas a 40 rs. a pe-
ca, lindas de carrilel de 200 jardas de n. 12 a 120 a
170 rs, o carrilel, colxetes francezes em cartees a
80 rs.. lindas de pezo a 100 rs. a meadinha, dilas
muito finas para bordar a 160 rs fitas de seda la-
vradas de todas as cores a 120 rs. a vara, lindas de
marcar azul e encarnada muilo finas a 280 rs. a
caixioha com 16 novellos, dilas mais grossas a 140
rs., lapis finos eiivernisados a 120 rs. a duzin, dilos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a duzia. caixas para costuras de se-
nhora a 29OOO, 39OOO e 395OO, dilas para joias a
300, 200, 120 e 80 rs.. braceletes enrama lo, a 400
rs., peonas d'aco muilo finas a 640 rs. a groza, pa-
litos de fugo a 40 rs.a duzia de maeinhos. capachos
pintados a (i40rs., hengallinhasdcjuncorom bonitos
cusloes a 5111) rs., penles para alar cabello a 19500
a duzia, papel alnaro muilo bom a 29600 a resma,
dilo de pezo paulado a 3-~600, mirangas miudinhas
a 40 rs. o maco, ditas maiores e de todas as cores a
120 rs. o maio, suspensorios a 40 rs. o par, grarripas
a 60 rs. o massinho, alunles a 100 rs. a carta, pe-
dia- para escrever a 120 rs.. boles finos para calca
a 280 rs. a groza, hrinquedos para meninos a 500
rs. a caixinha, meias brancas para senhora a 240 rs.
o par, luvas de lurcal fazenda superior e com borlas
a 800 rs. o par, dilas de algodao, brancas, para ho-
mem a 240 ris o par, escovas linas para Ideles a
100 rs.. rolheres de metal para sopa a 640 rs. a
duzia, espelbos enm molduras dentadas, fazenda su-
perior a 120 e 160 rs., espelhos de capa a 800 rs. a
iluzia, lesouras para costura a 19000 rs. a duzia, ca-
niveles de 2 folhas para aparar pennas fazenda su-
perior a 210| rs., luvasdeseda|pre(ascom primas de
cores a 500 rs. o par, ditas de algodao de cores mui-
to finas para homem a 400 rs. o par attulheiros de
metal com aguldas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, fivelas douradas para calca e collele
a 100 rs., penles de baleia para alizar a 280 rs., dilos
fiAissimos para alar cabello a)s280 rs, esporas finas de
metal a800 rs. o par, chicles finos a 800 e 19000
rs., aboloatluras para colleles cousa superior a 400,
500, 601) e 800 rs., Ira-icellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs., carnudas com superiores agu-
Idas francezas a 200 rs., meias de seda pintadas pa-
ra enancas de 1 a 4 annos, a 19800 rs. o par, ditas
pintadas de fio da Escocia de bonitos padres a 240
e 400 rs. o par, trancas de seda de todas as cores, fi-
las finisinias de todas as cores, biquinhos de algo-
dao e de lindo de bonitos padres muito finos, le-
zouras o mais lino que be possivel encontrar-se e de
Indas as qualidades, luvas e meias de lodas as qua-
lidades. e oulras muilissimas cousas, tudo de muilo
goslo e boas qualidades e por preciados que muilo
agradam. Esta loja he bem conliecida nao s por
vender sempre ludo mais baralo do que em entra
qualquer parte, como lambem ser nos qualro cantos
adiante da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser ronhecida lem na (rente ama labrela' com ,1 boa
fama pintada.
Vende-se na rua do Collegio, casa n. 3. pri-
meiro andar, o methodo Canille, para violao, novo,
e por ramraodo preco.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a csla-
cao prsenle, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. 6,
Deposito de vinbo de cbam- w
)agne Cbateau-Ay, primeira qua-,
idade, de propriedade do oDnde
de Marcuil, rua da Cruz de Re- 2
cife n. 20: ente vinbo, o melbor
de toda a Champagne, vende-se
a 36.S000 rs. cada caixa, acba-se
tnicamente em cala de L. Le-
comte Feron d Companhia. N.
B.As caixas. sao marcadas a fu-
goConde de Marcuile ot r-
tulos das garrafas so azues.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C,, rua da
Cruz n. 4.
ATTENCAO\ QliE HE PARA ACABAR.
Laas com lislras de teda, e qualro ponos de lar-
gara, fazenda muilo propria para a presente esla-
lo, pelo diminulo preco de 440 rs. o covado : na
roa da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baunilha. 19920
Exlra fino, baunilha. I96OO
Superior. 19280
Quem comprar de 10 libras para cima, tem um
abate de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Vista 11. 52.
VARANDAS E GRADES.
Um lindo e variado sorlimenlo de modellos para
varaodaa e gradaras de goslo modernissimo : na
fundicao da Aurora, em Sanio Amaro, e no deposi-
to da mensa, ea rua do Brum.
Vende-se ac era cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prara do Corpo Saolo o. 11.
Cobre para forro de 20 ate 24 on-
ca com prego.
Zinco para forro com prego.
Chumbo em bamnhas.
Alvaiade dedittu:
Tinta bran, rde.
Oleo do Rnliaca em botijas-
W Papel de embrulho. '
0 Cemento amarello.
0 Armamento de toda as quali-
(} dadet.
^ Arreio para um e dou ca-
g vallo.
2 Chicotes para carro e espora de
aqo prateado.
? Forma de ferro para fabrica de
t0 assucar.
(g) Pnpel de peoinglez.
fy Champagne marca A &C.
(I Rotim da India, novo e alvo.
^j. Pedra* de marmore.
T? Vela stearina.
2 Pianosde gabinete de Jacaranda',
W e com todo o ultimo melhc
ra mentes.
No armazem de C J. Attley & C,
na rua da Cadeia.
Na rua
vender barr
fechados
ses.; estes
ATTENCO.
do Trapiche 11. 34,
0
Veiidc-sc urna escrava coin habilidades, vinda
de fYa: na rua da uia n. 61, segundo andar.
RISCADOS WARSOVIANOS.
A 260 rs. o covado.
Bonita fazenda de quadros de cores, de 4 palmos
de largura : yendem-se nicamente na loja n. 2 da
rua do Queimado, esquina do becco do Peixe Frito.
Vendem-se relogio de o uro de algi-
beira patente inglez, chegados pelo ulti-
mo paquete, por preco muito commodo :
no escriptorio do agente Oliveira, rua da
Cadeia do Recife.
ha para
de ferro ermelicamente
, proprios para deposito de fe-
?s barris sao os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao
exhalar em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 10 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4,s000 rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO. ,
Vende-se superior ronac, em garrafa, a 125000
a duzia, e 15280 a garrafa : na m do Tanoeirns n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, ein saccasque tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. !), 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alandega, 011 a tratar no escriptorio de
Novaes & C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
SEIEITO ROMO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atrazdo
Ihealro. armazem de Joaqun Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de multo
bom gosto.
Vendem-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volla para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daqttella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. KellerixC, na rua
da Cruzn. 55 ha para vender excel-
Ientes piano viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna balanra romana coin iodos os
snus perlences.em bom uso e de 2,000 libras : quem
prelender, dirija-se roa da Cruz, armazem n. 4.
CEMENTO R01.W0 BRAMO.
Vende-se cemenlo romano branco, chegr-do agora,
de superior qualidade, muilo superior ao do consa-
mo, em barricas e lihas : atraz do Ihea ro, arma-
zem de laboas de pind.
A ELLES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se cortes da casemira d bom gosto a 39,
i? e 53OOO o cqrtc ; na roa do Crespo o. (i.
Superior vinbo de champagne eBor-
deau\: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
BALSAMO 4FMMENI0 SV1PA-
TfllCO
Favoravtlmeole acolhido.em lodas as provincias
do imperio, e Mo geral como devidamenle apreciado
por mi arairaveis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
.'lili MEIO DESTE PORTENTOSO BALSAMO
VEK1DAS DE TODO O sj.NEKO, anda que
sojam com lacei acales de carne,e quejaesiivessem no
estado de chagas chionicas, esponjosas e ptrida.
Logo depois da applicacao cessam as dores.
LLCEKAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erysipelas, molestias cuUineas ou perpe-
tuas, e scirrdos, condecidos pelo falso uome ue liga-
do nos peilos, reumatismo, dieleze de lodas as qua-
lidades, gotla, iircharoes e traqueza as arliculasoe*.
OIEIMAIIRAS, qualquer que teja a causrteo
objeclo que as pioduzio.
O MLSMU liAl.SAMO se lera applicado com a
maioi vaiilagero as molestias seguintes: porm ad-
verle-se que s se deve recorrer elle em casoa ex-
tremos, na Talla absoluta-b impossivel de se obler
atassislencia de um facultativo.
FSTULAS, era qualquer parle da corpo.
LOMURlliAS, oo exceptuando a tenia ou soli-
taria.
MORDEDURAS de qualquer especie, aiuda que
sejam a mais venenosas.
DORES clicas oa de barriga, dtbilidade de esto-
mago, obslrucrao das glndulas ou enlranhas, e ir-
regulardade ou falta da menstruacao ; o sobretudo,
nllanimares do ligado c do baco.
AFFECCO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio de plhvsica etc. Vende-se oa rua larga do Ro-
sario o. 3b.
Boas velas de carnauba pura, em
caixinhasde trintae tantas libras, vindas
do Aracaty : vende-se na rua da Cruz n.
54, primeiro andar.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinbo champagne em gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, dito em garrafoe.
Agurdente cognac, em caixas de duzia.
Licores linos francezes, idem.
Azeite relinado Pagniol, idem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel almaco verdadeito de Georg Mag-
na ni.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cunhetes.
Tudo bom por preco mdico.
Conlinua-se a vender rrrarruliuas de cores, pro-
prias para vestido, leudo 4 palmos de largura, boni-
tos gostos, cores fixas, e fazenda inicuamente nova
a 300 rs. o covado : na loja de 4 portas, na rua do
Queimado n. 10.
Alpaca de seda.
Vende-se alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, corles de lila do9 melhores gslosque
lem vindo no mercado a 49-500, ditos de cassa chita
a 1800, sarja prela hespanhola a 2MO0 e 23200 o
covado, selim prelo de Maco a 23800 e3200, euar-
danapos adamascados feilos om liuimariles a :1Niki
a duzia, tnalhas de roslo vindas do mesmo logara
99000 e 129OOO a duzia : qa rua do Crespo n. 6.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado delislra9 e quadros,de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escuros a.imi-
tacflo de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dito mais abaiio a 160, castores de (odas as co-
res a 200, 240 e 320 o covado : na roa do Crespo
n. 6.
Bom, c commodo.
Vendem-se cassas rancezas de bonitos padres e
cores (ivas a 200 rs. o covado : na loja do sobrado
amarello da rua do Queimado 11. 2!).
SOMETES.
Os cxcellentes sorvetes feitos a
Iranceza e sem gelo, vendem-se a's
segundas, quartas e sabbados :
no aterro da Boa-Vista 11. 5.
Farinha de mandioca de Santa Cath orina
Vende-se muito superior cm saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
ATTENCO AO BARATEIRO.
50 da esquina,
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas o a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Sanio Anto-
nio de materiaes por prer,o mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Jolins-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montaria.
Candieiro e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapa tei roe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n, 97.
Taixas par& engenhos
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, pastan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de. taixas de fen o
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes, cham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Moinhos de vento
"ombombasderepuxopara regar dorias 3 baixa,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na rua
do Brum ns. 6,8 e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o cov.ido.
Veiul-se na rua do Crespo, loja da esqoina qoe
volla para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos prec-o qae em oalra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
de A Companhia, ra da Cruz 11. 19.
Na roa do Vigario o. 19, primeiro aodar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pela barca Gra-
tidao.
Brunn PraegerW)C., tem para
g vender em sua caa; rua da Cruz
*g Lonas da Russia.
j| Champagne.
J8 Instrumentos para msica.
E Oleados para mesa.
* Charutos de HaVana verdadeiros.
I Cetveja Hamburgueza.
D Gomma lacea.
"'''"nIPBr'I *^7'alY**'rih4vUPni!*KJf^pmDfV]aWJl
YINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARRIS DE OITAVO.
Vende-se a preco .commodo : no armazem de
Barroca & Castro,na rua da Cadeia do Recife nume-
ro 4.
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e peque-
nos, a 1200 e 720 cada um : na rua do Crespo n. 6.
CASEMIRAS A 2*400 E 38000 O CORTE.
Na loja de Guimaraes Henriqaes, rua do Cres-
po n. 5, vendem-se cortes de casemira ingleza, pelo
baralissimo preco de 2&40O e,.1i000 cada um.
Na rua do Vig ario n. 18 primeira andar, tem a
venda a superior (lanella para forro de seilins ce-
cada receniemenle da America.
LINDO SORTIMENTO DE CALCADO.
Na rua Nova n. 8 loja de Josf oaquim
Moreira, ha um bello sortimento de cal-
Lado para senhora, que pela ua qualida-
de e predb mito deve agradar as senho-
ras, amigas do bom e barato: os recos
sao os seguintes, ja' se be, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de Jusil e. 1 ,<6Q0
Borzeguins com salto para senhora. 5#.">00
Di tos todos gaspeadof tambem com salto
para senhora. 4$500
Sapatos de cordavao de muito boa lijtOOO
qualidade.
PECHNCHA E MAIS PECHINA.
NA RUA NOVA N. 8, LOJA DE
Jos Joaquim Moreira.
Acaba de receber pelo ultirpo navp francez, ara
magnifico sorlimenlo de borzeguins para senhora,
lodos de diiraque, mas que pela delicadeza com qae
s.1o feitos e consistencia da obra, muo devem agra-
dar ; a. crescendo alm djsle o prec.o qoe apeoas he
de 5(00 rs o par, pagos na occasijoda entrega. .
ARADOS DE FEHRO.
Na" fundicao' de C. Star & C. em
Santo Amaro acha-se .parTender ara
dos ", ferro de -'-t>nr 4tkKaade.
CEMENTO RIMXO
da melhor qualidade, e chewio no ulti-
mo navio de Hamburgo,'
cunta : ua rua da Cruz
Rua da Cadeia do Recife, loja
vende-se:
corles de seda branca e com lislras de cores, com 20
covados 20;, novas melpomcnes de quadros acba-
malolados com quasi vara de largura_ a 900 rs. o co-
vado, corles de cambraia fina de cor com barra a
2^400, chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a INI o covado, cambraia de linho lina, ptima
para camisas de noivos a '>-, panno de lenres su-
perior com mais de II palmos de largura a 2500 a
vara, cassa delislra para babados a 221) rs. a Vara, e
l.>600a pec,a, casemiras de cores escuras para calca
a 49OO u corte, panno de cor com rnescla de seda,
proprio para palitos vcslidos de montara a 35 o
covado, panno prclo fino a 48 e 45800 o covado,
cortes de goruorao para colleles a 1JJ e da fustn
alcoioado a 800 rs., merino preto muilo fino a :1560o
e 45 o covado, luvas de fio da Escocia de coros com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como onlras
muilas fazendas que a dinheiro visla se vendem
em atacado, e a retalho por baratimimos precos, e
do-se amostras.
POTASSA BRASLEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, ebe-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senbores de engenhos os
seus bons elfeitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
s
Vende-se excellenle laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : na ni 1 de Apol-0
trapiche do Ferreira. a entender-se com o.admiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs- a libra
Do arcano da invencao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado na co-
lonias inglezas e hollandezas^com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas, de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber &. Companhia, na ruad
Cruz. n. 4. *
Devoto Chtistao.
Sahio a luz a 2." edic,So do livrnho denomindo
Devoto Christao,mais correcto e acrescenlado:iveode-
se nicamente na livraria o. 6 e 8 da prar,ida In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
o, ende-se em
ESCRAVOS FGIDO.
Do engenho Benlo Vlho, Iropriedade do Dr.
Pedro llellr.lo, desapparecaa a 18do Arte prximo
passado o moleque uiotihano, triorto. de 13 an-
tios, ps apalbelados, crlala, P*rou linas, cabera
grande, muito rearisla e. mentiroso VMifppe-se lor
acompanlrado algum coffapy <*o strjMmi para ci-
ma, 011 ler sido lunado rojsmo ahi, e larvez vendido
nesta prara com oulroorare : a pesol que delle
fiver notiria ou o apprefleoflef. dirija-se 10 referido
engenho, 00 a Antonio JorgfelOderra nesta pra^a,
que ser devidamenle recompensada.
DesappareceB 00.dia l.lM* coftente, as 5 ho-
ras da mantilla, um prelo d4Jt.o, idade de 40 a 50
anoos, Miis-as bastante brancas, ,allara regular, ps
srossos, com principio de frialdade, e por is.o meio
fula, o qual foi escravo do finado Ailenio Manoel
Ribeiro, de S. Lou*enc;o a Malta, vendido o mex
prximo pasudo pelos berdeiros do mtsrwi finado,
um dos quaes se apresemou no mesmo dirfoa fucida
di/an Jo'ijne nao querii estar mais no Recife, e co-
mo ba, (oda a certeza euo ainda se acha na mesma
povoajao. visto lerem viudo solicitar a venda do
mesrii e ,tia de servico, e proceder-se com as penas da lei
ronlra qualquer-pessoa que o acolha : roga-l* a to-
das as autoridades policiaes e pessoas do pova que
delle leiiham noticias, o apprehendam e levenVaesta
riilade na ruada Roda 11. !l, que serio recompen-
sados,
Npfluarla-/era de travas desappareceu de ca-
sa du majsr Antonio da Silva tiusmao, rua Imperial
a. 61, a escrava lliereza, represeuta ler 60 ati-
no pouco mais 00 menos, baia, um pouco reforja-
da, cabellos hrancos. (esta slreila, olhos um pouco
aperlados, nadegas muilo salientes, que" parece tra-
zer pannos para faze-las apparecer, porm to nalu-
raBM tem em um dos lados das cosis bastantes'ca-
lomhos, e em um dos ps o dedo junio ao mnimo
u-tpado por cima dos oulros, levou vestido de chita
crlr.de caf com flores miudas : quem a pegar leve-a
j indicada casa, qae sera generosamente reconpen-
rado.
Desappareceu da roa larsa.do Rosario n. 12, o
escravo Vicente, pardo, arlo, ollios grandts, eom
urna cicatriz no rosto, cabello e barba grande ; he
>flicial de sapaleira, anda d< caifa e jaqueta, clca-
lo, e diz-se forro quem c apprehender entregar
tu seu senbor, ser recompensado:
r
'
a
r
i
\
. \
I'ERN. TYP. DE M. F. DE FAIUA. 185.
MUTILADO


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