Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01040


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Full Text
I
--"
AUNO XXXI. N. 124.
Por 3 raezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
QUARTA FEIRA 31) DE NI A10 DE 1855.


Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscriptor.
*
*
'.
DIARIO DE PERNAMBUCO
ENCARREUADOS DA SCBSCRIPCA'O.
Recita, o proprietorio M: F. de Faria ; Rio de Ja-
neiro, o .*r. Joau Pereira Martina ; Babia, o Sr. D.
Iluprad; Macei, o Sr. Joaqun) Bernardo de Men-
doeca; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi-
dade i Natal, o Sr. Joaqun) Ignacio Pereira Jnior;
Araealy. Sr. Antonio de Lemos.Rraca; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhao, Sr. Joa-
aim Marques Rodrigues ; Piauhy, c Sr. Domingos
lerculano Ackiles Pagana Ceareoce ; Pari, oSr. Jus-
tino J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymo da Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 1.
Pars, 3*5 a 350 rs. por i f.
Lisboa, 98 a 100 por J00.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acedes do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Diseonto de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
METAES.
Ouro.Oncas hespanholas* . . 29*000
Modas de 69400 velhas. 169000
de 69400 novas. . 16*000
de 49000. . 99000
Prata.Paiacoes brasileiros. . . 1*940
Pesos columnarios, 1940
. 19860
PARTIDA DOS CDRREIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuis nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13 e 28
Goianna e Parahiba, segumas e sextas-feiras
Victoria e Natal, as quinas-feiras
PREAMAR DE HOJE.
Primeira s 3 horas e 42 mnutos da.tarde
Segunda s 4 horas e 6 minaos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quinfas-foiras
Relacao, terjas-feirase sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas |
1* varadocivel, segundas e sextas ao meiodia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Maio 2 La cheia as 2 horas, 17 minutos e
39 segundos da manhaa.
9 Quartominguanteas3 horas 9 mi-
nutos e 38 segundos da manha.
16 Lua nova a l horas 43 minutos
36 segundos da tarde
53 Quarto crescente as 10 horas 18
37minutos 40 segundos da manha
OAS lA SEMANA.
28 Segunda.. Ss. Senador, Podio r? Justo hb.
29 Terja. S. Maximiano h. ; js. Mximo mN
30 Quarta. S. Fernando rei ; S. Emilia m.
31 Quinta. S. Petronilla v. m. ; S. Lupicino b.
1 Sexta. Ss, Firmo e Filino ram. ; Theopezio.
2 Sabbado. Ss. Mercellino -presb. e Pedro E.
3 Domingo da SS Trindade el." depois do Es-
pirito Santo. Ss. Pergamino e Laurentiw Irs.
PARTE irnciiL.
GOVEMI I SA PROVINCIA.
ExpUa M te dia 2', de mal*.
Oflkio Ao Esa. marechal rnmmandanto das
'"a declarando, qiegundo conslou de aviso do
ministerio da guerra qeetroqoem de eorpelPor assiro ohaverem pedido,
os altara* Joao Antonio Leitao, do nono batalhao de
infamara, e leorique Jete Borges.Soydo, da com-
pjuhia nxa da Parahiba,^ ranietlenilo por copia,
nio s o citado aviso, mas lamber a ola dos eroo-'
lomelos qua eUo ellas a dever por semelhinle tro-
ca, aftas deflue exped **"> dens nn sentido de'se-
rcra qusnio ante pagos o referidos emolumentos.
- Ofietou-se neste sentido Ihesouraria provin-
cial.
Dito>Ao mesmo, enviando os papis da divida.de
as* pede pagamento, o alferes Cariolano de Castro
e'Silva, afim deque expeja saas ordens no sentido
di aeran ministrados pelo commandsnte do 10." ba-
lalhode infanlaria, os esclarecimenlos exigMl na
ietoratajio da contadnria da Ihesouraria de fazenda
de 10 do correnle.
DitoAo Fxm. conselbeiro presidente da relajao
remetiendo por copia o aviso circular de 24 de abril
altimo. determinando que d'oraem dianteas diligen-
cias nseessarias para execujSn dns precalorios dirigi-
das par parte da fazenda nacional pelos juizes dos
f eilos da mesma fazenda, sejam feilas pelos officiaes
da juilija cora o imples despacho de compra-
se, toncado em toes precalorios.Tambem remet-
lei-se copia do aviso cima ao juiz dos feilos da fa-
zenda e aos juizes municipaesda provincia.
Dito Ao Exm. presidente do conselho adminis-
trativo do patrimonio dos orphans, devolvendo o re-
querimento de D. Clara Faustma Bezerrade Mene-
zes, com a declararlo de que, se aquelle eonsrlhn
entender que deve ser o mesmo requerimenlo defe-
rido, compre que na forma do final do art. 29 dns
respectivos estatutos, solicito da presidencia a appro-
vacSo de semelhaole acto.
Dito Ao presidente do conselho administrativo
para fornecime.iln do arsenal de guerra, para pro-
mover os coneertos de que, segundo o oflicio que re-
metle por copia, do director do mesmo arsenal, ne-
cessito o nicho do glorioso San Joo Baptisla. pa-
drastro da capella da fortaleza do Brum, providen-
ciando ao mesmo lempo, para que sejam retoradas
as pinturas das imagen* mencionadas em dito ofli-
cio.Coromunicou-se ao supradilo director.
Dito Ao juiz relator da junta de justica, trans-
milliudo, para serem relatados em seao da mesma
jaula, os processos verhaes dos reos Manoel Ignacio
da Silva, JoSo Salvador Pinheiro e Manoel Cyriaco
do N aciment, Indospertencenles ao meio hala!han
provisorio da Parahiba. Participou-se ao Exm.
presidente daquella provincia. Igual acerca do pro-
eesso feito ao soldado do 9. batalhao de infanlaria,
Jos Mara.Coramunicou-te ao marechal comman-
JanU a armas.
DitoAo commandaole da estojan naval, trans-
miltindo por copia o alucio em que o inspector do
arsenal de marinha declara, que j se acham feilos
os reparos de que necessitava o brigue de guerra
Ceartme.
Dito Ao director das obras publicas, approvan-
do a deliberado que Saic. lomou de mandar fazer
os reparos urgentes de que precisa a ponte de Mc-
tocolomb.os quaes,segundo Smc. declarou, nao po-
deras exceder de 100S000 rs. Communicou-se
Ihesonraria provincial.
Dito Ao mesmo, coocedendo a autorisaja que
pedio, para mandar lavrar o termo de recebimento
definitivo da obra da rampa da ponte dos Afogados,
^ .declarando qje recommendra ao inspector da
thesnuraria provincial, que vista do competente
certificado, muiyle pagar a importancia da ultima
prettacao daquella obra.
Dito Ao jniz municipal de Olinda, recommen-
daado, em observancia do disposlo no aviso circular
da repartirlo da just'vja de 3 do correnle, todo o ze-
ta diligencia no cumprimento dos precalorios que
a aquelle juizo forem expedidos pelo dos feilos da
fazenda, afim de evitar prejuizos mesma fazenda.
Nesle sentido ofltaiou-se aos demais jaizes muni-
cipaesda provincia.
DitoAo jniz de paz presidente da junta reviso-
ra da fregnezia da cidade da Victoria, devolvendo a
lista geraldos cidadaos qualifieados votantes naquella
fregnezia, afim de que seja cumprido em sua pleni-
tud e oque delerminao art.2i, segunda parle,do de-
creto n. 387 de 19 de agosto de 186. Igual olilcta
se fez a junta qoaliflcadora da freguezia de Taca-
ralii.
Portara Nomeando, de conformidade com a'
proposla do cheto de polica, ao capilo Jos '(jomes
de Almeida, para subdelegado dodislri:to de rimen-
tetras.Communicou-se ao referido chefe de po
Meta.
26
OfcoAo Exm. marechal commandantc das ar-
mas, devolvendo com despacho para ser satisfeita
pelo arsenal di guerra,a requisito de cadeiras para
sabstiluirem ai que etislem actualmente na secrela-
rii do 4. batalnao deaililharia, e declarando que
se deve proceser ao consumo deslas nos termos do
aviso de 10 de agosto de 1833.
DitoAo mesmo, dizendo qne pode mandar des-
ligar do 2. batalhao de infanlaria, afim de seguir
para a colonia militar de Pimenteiras, as cinco pre-
ces de pret que se oflereceram para servir naquel-
le stabelecimeno.Communicou-se a Ihesooraria
d fazenda.
DitoAo chefe de polica, inteirando-o de haver
recommesJaoilo ao inspector da Ihesouraria .pro-
vincial, que, estando nos termos legaes a conla que
S. S. reejetieu.eande pagar a quantia de !*&7fi0 rs.
eni que lmporWm es Vencimenlos abonados a escol-
la de 3 paisanos que'ij^nduziu do termode Serinhaem
para asta caailal, o criminoso d morte pronunciado
Parahiba Joaqoim Jiose de Sania Anna.
. DitoAo inspector di thesoorarta de fazenda, re-
commendan'do a expedicSo de suas ordens, para que
o iospeclor da slfandega consinla no despacho livre
de flireilo dos ohjectos vindos de Pars, na barca
tnaeeaJoseph, pertencenles ao commissariado da
vaccina uesla provincia.Commuuicou-se a esle.
Dflo-rAo mesmo, para consentir no despacho sen-
t de direitos de 20 barricas com, cemento, que se
acham na alfandega desta cidade, ferlencenles a N.
O. Bteber, as quaes esto contratada, para a obra do
hospital Pedro II.Communicou-so a adminislrarao
geral dos estabelecimcnlos de caridade.
DitaAo mesmo, recommendando q^e, nos tor-
mo do ofiicio de 22 de marco ullimo, mande sotan-
lar a capliao director Interino da colonia\mlitar cc
Pimenteiras Jos (jomes de AL-aeida, a quantia de
6009000 rs. para occorrer as despezas daqneJic esto-
belecimenlo.
DitoAo mesmo, devolvendo o rcqnerimentb em
que Caelano da Cosa Moreira, pede por atoramen-
to am terreno de marinha que tica em frente dosau
sobrado n. 7 da ra da Moeda no bairro do Recito,
afim de que proceda a respeito de conformidade com
a soa informadlo de 26deoulobro do anno protimo
passado, dada com referencia do segundo lenle
Anlooio Egidio da Silva, e ao parecer do procurador
fiscal daquella Ihesooraria.
DitoAo director geral do Monto Pin, Iransmil-
tindo nraaleltra na imoorlancia de 82:1*10:1 rs. sa-
cada a favor do thesoureiro daquelle estabelecimen-
to, sendo semelhante qtantia arrecadada de diversos
conlribuinles do mesmo estabelecimento nesta pro-
vincia durante o msz de abril ullimo, como se v
da retarn que remelle. Communicou-se thesou-
rara de fazenda.
DitoAo capitn do porto, dizendo 'que o recru-
la de marinha Jos Ferreira da Silva, nao deve ser
enviado para a corle, sem ulterior deliberacSo da
presidencia.
DitoAo director das obras publicas, inteirando-
o de que a Ihesouraria provincial tem ordem para
pagar ao arrematante do empedramento do primeiro
tosiCo da estrada de Apipacov, vista do complanle
certificado,a importancia da segunda prastaeio a qoe
ella) tem direilo.
iioAo mesmo, dizendo que dte Smc. lavrar
o termo de recebimento definitivo da obra da ponte
dos Afogados de conformidade com o parecer da
commisso de obras publicas, commercio e artes da
assemhta legislativa desta provincia,e como do pro-
curador fiscal da Ihesouraria provincial, os quaes j
Ihe foram remedidos por copias.
DitoAo inspector da thesotraria provincial, ac-
cusando recebido sen oIBcio n. 157, relativamente a
entrega de dinheiros ao juiz de direito da comarca
do Pao d'Alho, para a obra da respectiva cadeia, e
dizendo em resposlaque proceda a respeito de con-
formidade com n finaldo citado oflicio, com oqual
concorda o director das obras publicas.
DitoAo mesmo, recommendando que, vista do
orcamento que remelle por copia, contrato com o
arrematante do quinto lanco da estrada da villa do
Cabo, a factura de mais urna bomba no mencionado
I.inrn.com a condicAo porm de ser a sus importan-
cia psga em apolicesda divida publica. Cnmmu-
nicou-se ao director das obras publicas.
DitoAo administrador do correio, devolvendo
o oflicio em que o rollector da cidade de Goianna,
declara nao poder incumbir-se das funecoes de a-
genle daquella administradlo na referida cidade, e
recommendando que quanto antes trate de ver quem
queira servir semelhante lugar, entendendo-se com
o inspector da Ihesouraria de fazenda acerca da ma-
lcra do oflicio de Smc, a que veio annexo o de que
cima se trata.
DiloAo commandante do corpo de polica, para
mandar apresrnlar ao chefe de polica, 3 pravas da-
quelle corpo pura escoltaren) um criminoso at a
eidadedoRio Formoso. Commanicou-se ao su-
pradilo chefe.
DitoAn presidente e secretario da directora da
companhia Pernamhucana, dizendo que, depois de
mandar onvir o capitn do porto, e inspector e pro-
curador fiscal da ihesouraria de fazenda, acerca do
oflkio de Ss. Ss. de 2 de marco ultimo, pedindo a
cotlocscao das precisas boias uas barras exploradas,
remelleu Indo por copia ao governn imperial, cuja
decisAo aguarda.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartal-ceoeral do consolando daa aranas de
Parama sano aut otan da d* Haas, ..Mi
mato de 1865.
UKDEU DO DIA N. 53.
O marechal de campo commandanle das armas
determina que o Sr. altores da companhia fixa da
Parahiba, JoSo Antonio Leilao, fique considerado
addido ao batalhao nonu de infanlaria, a contar do
dia 26 em que fui publicada a sua passagem para
aquella companhia, visto ler de demorar-se nesta. pro-
vi ocia e nclla fruir a lcen;a de Ires mezes que obte-
ve da presidencia para tratar de sua saude, conforme
se declarou em ordem do dia n. 33 de 20 de abril
prximo lindo.
Jote Joaqnim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
CORRESPONDENCIAS DO DIARIO DE
PERN.VMBL'CO.
H imbu go 2 de maio.
Durante o mez de abril a aitoncan geral s se oc-
copou com as conferencias de Vienna. Os dipl-
malas all reunidos deviam decidir sobre guerra ou
paz, e esta foi tao receiada de urna parte, como
aquella da outra parte. Pela paz agitava lodo o in-
leresse ligado as pracas de commercio, e pela conli-
noaejo da guerra volava a convicio de lodos aquel-
tos que compehenderara, que a guerra at agora s
foi um preludio, e por consequencia qualquer con-
clusflo de paz nao poderia ser se nao urna cousa nao
madura. Pois, nao era evidente que a mais favo-
ravel paz, que fosse possvel resullar das conferen-
cias de Vienna, s seria urna irona das exigencias de
lodosos inleresses urgentes, por coja causa se co-
medn a guerra *
Em 13 de marro haviam comprado as conferencias
de Vienna. Os doos primeiros arligos quejentraram
emdiscussao a cessacaodo protectorado exclusivamen-
te russo sobre os, principados danubianos.c ainavega-
co livre do Danubio, parecan) oflerecer pouca dif-
ficaldade. Ao menos os plenipotenciarios russos nao
fizeram opposic.ao s exigencias dos alliados a esse
respeito, em quanlo que o delalhe ficou reservado a
ulteriores negociares especiaes. Tratou-se do ter-
C3ro artigo, a limilaco do poder da Russia no mar
Negro : o principe de Gortschakoff nao tendo ins-
Irucces para negociar no sentido da comprehensao
das potencias adiadas, diametralmente opposta A da
Russia. pedio que se adiassem as discusses para po-
der obter novas inslrucc,es do seu gabinete. Con-
cedeu-se-lhe esse pedido ; a conferencia parou, e a
gnesiao da interpretarn doterceiro ponto voltou de
novo aos diversos sovernos para se tomar urna de-
ciso final. Com istose terminou a primeira phase
da conferencia.
Passado o meado de abril as conferencias foram
reabcrlas. Ja exleriormente se mostrou a difieren-
5a enlre a segunda poca das ngociacoese a primei-
ra. Alm do ministro turco All Pacha entrou tam-
bem as conferencias o ministro dos negocios es-
trangeiros da l'ranra. o Sr. Dronim de Lhuyn. Nao
havia dovida. que era chegadn o momenlo de urna
grande decisao. O Sr. Drooyn de I.hnys linha feito
a sua viagem por va de Londres, e alli se enlendeu
a respeito da final comprehensao do lerceiro ponto.
Quando chegon em Vienna elle tralon inmediata-
mente de se entender do mesmo modo com o gabi-
nete austraco, e quando finalmente, depois de ton-
ga demora chegaram as novas instrucc,es de S. Pe-
torsburgo para o plenipotenciario russo, desta ma-
neira poderiam de novo comecaras sess/ies da confe-
rencia, se achava assegurada a unidade dos allia-
dos de dezembro a respeito das ulteriores concessOes
a ,qoe se prestaran). Tinha-se esperado que os ple-
nipotenciarios da Russia, em consequencia das suas
novas nslrurri'i is, apresentariam propostas positivas.
Mas, pelo contrario muilo sorprendeu a sua de-
clarado, de que elles esperavam ver as propostas
dos alliados. Na sesso da conferencia, em 19 de
abril, a Franca, Inglaterra e Austria apresentaram
em consequencia disso as suas propostas, e o resul-
tado foi, um decidido nao da parto da Russie nases-
Modo dia 2). Os alliados Ihetinham deixado a es-
culla : ou a limilaco da sua forra martima no mar
Wegro para o futuro.ou a neutralisajlo do mar Negro
Sto lie, a exclusao dos navios de guerra de todas as
nacoei sem differenca algoma d'esse mar. Essa al-
lernsliva era o que o Moniteur expresamente de-
clarou como ultimtum das polencias occideotaes.
Pela re^jeicao da Russia as conferencia pareciam ha-
ver chegado ao seu fim.
Porm, nao foi a conferencia que se terminou
em 23 de abril, massim a segunda phiseda mesma.
A' conferencia de Vienna perlencia ainda,
um lerceiro acto. O orgao do gabinete de Vienua
a gazeto mein-oflicial Oeslerreichische Correspon-
den:, lomoo sobre si de annunciar esse lerceiro aclo.
E com efleilo em 26 de abril, de tarde, leve lugar
urna nova ssalo. O ministro inglez lord John
Rus-e!, lie verdad que nao lomoo mais parle nell.i,
liavendo futido de Vienna para Londres no dia 2i
de abril, depois de haver sido Puado por protocolo a
uUado di aeasao decna^egunda das
confereactasi ministro francez, o Sr. Douyn de
l.liuys se chava aind em Vienna, porm parti
logo depois di sessao do dia 26.
Em quanto que a primeira phase das conferencias
s leve urna importancia introductora, e a segunda
decidi a falta de resultado das negociarles sob as
bases marcadas pela geslo da guerra at agora se-
guida, o caracterstico da terceira phase ser esperar
o resultado dos aconlecimenlos da Crimea. Ainda
nos adiamos .denlro dessa phase. Provavelmenle os
plenipotenciarios da Russia nao deixarao esse in-
lervallo desapproveitado, para influir sobre o amor
de paz da Austria, e tentar de cap(iva-la, lalvez por
esta ou outra pequea concessao apparente. Nao
parece ler outra tendencia o procedimento do prin-
cipe de Gortschakll na sessao de 26 de abril, qne foi
sem resultado algum ; e se em consequencia da de-
mora da deciso das prsenles opera^es na Crimea,
continuar a presente situac3n em Vienna, he muilo
possvel qoe repitan) sess&es ignaes do dia 26.
E a I'russia '! Em quanlo que a allcnco de todo
o mundo se preoecupa com Vienna e Sebastopol,
pouco se fallou do estado do Grande Frederico. A
questao de despachos enlre Berlim e Vienna, e entre
Berlim e Pars linha alcanzado a sua provisoria con-
cluso. O general de Wedell ficou em Berlim
prompto disposirn, no caso de comecarem de no-
vo as uegociaces-adiadas, e o seu ajudante, o coro-
ne, t Olberg, ficou entretanto em Pars. Ao mes.
mo lempo a imprensa ofliciosa da Prussia n3o can-
cuu de pregar a paz, de declarar possvel a paz, e
de esperar a paz. Quera-se indicar com isso que
para o caso da conlinuac.au di guerra, a Prussia es-
lava decidida para guardar sua neutralidade pacifi-
ca ? Pode-se quasi receiar is'0. Nos dizemos re-
cetor, nao porque consideremos um verdadeiro pe-
rigo o incommodo da neutralidade de urna grande
poleucia no meio de urna guerra das oulras grandes
polencias, mas porque o eslado do Grande Frederi-
co de novo, e lalvez para sempre, perdera a possi-
bilidade que se oflerece de arranjar-se no seo sie a
posicao requerida para guardar sua plena a otoo-
ma contradi Russia. Em frente de urna guerra pa-
ra os qualro pontos, a neutralidade da Prussia pe-
dera ser justificada, mas, pelo contrario, n'uma
tierra contra a Russia, desenlatada desse program-
la, a considerarn de poupar-se gente e capital de
neuhuma maneira poder achac dcscnlpa.
5 fe malo.
Anle-hontem foi encerrada a sessao das cmaras
prussianas; como ja algumas vezes, lambem esta
vez, o re renunciou assistir pessoalmenle ao aclo
de encerramento. Em eu lugar e em seu nome ap-
pareceo o ministro presidente do conselho, baro de
Manleuflel, de caja falla citaremos o seguinta para-
grapho :
O goveruo reconhece com prazer a eonfian;a
que Vs. Ss. eslenderam ao correnle anno o crdito
concedido no anno passado para as exigencias es Ira-
ordinarias do ministerio da guerra. No emprego des-
se crdito nao se perder de vista o estado geral das
linanras, e lera lugar toda a economa, em tanto
que for compativel com o dever do governo de S.
M. de conservar o exercilo no requerido estado
prompto psra fazer a guerra, e para, no meio dos
graves molvimentos polticos, que infelizmente nao a
charam ainda urna soluro pacifica, sustentar em to-
da parte vigorosamente a independencia edignidnde
da Prussia, e sua posicao como grande potencia.
A sorle da ro/uifuifo do Hanorer est decidida.
Como se devia prever, a Dieta de Frankfort decidi
contra a mesma ; deste modo se concedeu ao minis-
terio hanoveriano (oda liberdade em frente da mata-
ra das cmaras, que sustenta a consltuirSn em vi-
gor, e ja nos prximos dias se esperan) actos, que
manifeslem o emprego dessa liberdade adquerida.
Nao se sabe ainda se as prsenles cmaras se ajon-
larSo de novo, para talvez serem convidadas pelo
governo a preslar-lhe sua cooperntao em certas mu-
danzas da cnusliliicdo, conforme as decisea da Die-
ta. Na realidade, isso nao ser de importancia 1-
guma. poique de certo nao se deixar s cmaras
de novo convocadas, urna oulra alternativa, do que
a de dizerem tim simplesmcntc, ou de serem lis
solvidas ; ludo seria urna simples formalidade. A
constituirn do Hanover cahe, como a seu lempo ca-
bio a do Mecklemburgo, e com ella, excepto a que
ainda exisle no Oldemburgo, cahe o ullimo asylo de
um parlamentarismo, que he mais do que simples
apparencia, na Allemanha.
Na liaviera o governo faz lodos os esforcos possi-
veis, para se assegurar da matara as novas eleirOes
para a segnnda cmara dissolvida. Elle he muilo
apoado pelos bispos, os quaes recoramendaram aos
ecclesiaslicos das suas doceses, de prestarem a sua
cooperaco para tornar favoraveis as eleic,es no sen-
tido do governo. Ainda nao foi fixado o termo pa-
ra as eleires e sobre o seu resultado nada de posi-
tura se pode dizer por ora.
A respeito dos oulros estados da Allemanha de se-
gunda e terceira classe, uada do novo temos a refe-
rir que seja digno de menso.
O armamento em eslado prompto para a guerra
decretado pela Dieta, acha-se posto em eiecucao em
toda a parto, e esta-se esperando o que vai aconte-
cer, sobretudo se a Austria de novo far a proposla
de mobilisar a Iropa federal, de que modo a Prussia
proceder.
/'. 5. Neste momento nos annunria o telegrapho
um reto lorio do general Csnrobert em data de 3 de
maio. Os alliados haviam lomado algumas fortifi-
cac,oes russas, oto morleiros, e feito 200 prisionei-
ros.
PARS.
20 de abril.
O grande surcesso desta quiurena he a viagem
qne nesle momenlo o imperador dos Francezes faz
Inglaterra, acompanhado da imperalriz. Por oc-
rasio da visito que fez ha alguns mezes a Napoleao
III. durante sua estada em Bolonha, o principe Al-
berto, em nonio da rainha Victoria, convidara for-
malmente o imperador e a impeatriz dos France-
zes para passarem alguns dias na Inglaterra. O
convite fra cordealmenle aceito ; e realsando sua
promessa eniao feila, o imperador resolveu auseu-
lar-se de Paris por urna semana rom sua esposa.
FoHio domingo ullimo que leve lugar a partida :
na vespera, a 1i de abril, o corpo legislativo encer-
rara suas sessoes, e antes de deiiar Paris, o imoe-
rador recebera os depulados as Tulhenas, e Ihcs
dirigir um breve discurso que terminou por eslas
palavras : Creio que serei vosso interprete segu-
rando ao goveruo de S. M. a rainha da Grao-Brela-
nlia qoe apreciaos como cu todas as vanlagens da
alliaiira com a Inglaterra. Nos lodos queremos a paz,
mas com comilones honrosas, e smente nesle caso ;
se livermos de continuar a guerra, cont com o vos-
soleal apoto.
Depois deslas despedidas o imperador parti com
sua mulher pelo caminho de ferro : pernoitou em
Calais; no dia seguinte embarcou-se em um vapor
do estado escollado por urna frolilha a vapor, foi re-
recebido em Douvres pelo principe Alberto, alra-
vessou Londres ge meio das acclamac,6es da mulli-
dao, e chegou na mesma larde ao caslello de Win-
dsor, onde a rainha fez ao augusto par o mait gra-
cioso acolhimento.
O telegrapho informa-nos quuli lianamcnle dos |
menores incidentes da viagen. O dia de ler$a-
feira foi ronsagradu a visitas di etiqueta, que dic-
tan) ao imperador de todos os pintos de Inglaterra,
e a urna revista das tropas da guarda ingleza. Quar-
la-feira, o imperador foi recebdo em um capitulo
sotemue membro da nrdem da Jirreteira. A' noile,
toda povoaro de Winlsor ilbminuu-se magnfi-
camente. O da de quarta-feira passou-se lodo em
Londres : de manhaa, Napolei III recebeu no pa-
lacio de Buckingham o corpo tiptomatico ; larde,
foi com a imperatriz em graade cortejo cidade,
onde um mauifiro janlar fai-l/ie oflerecido pelo lord
mare em A/ansion-f/oiist^sV novidade deste dia
tai o discurso pronunciadr ietoimperador em res-
posta ao brinde que Ine fizrasi, discurso qoe mi-
nos Iransmiltido no mesmo instaile pelo telegrapho,
e cuja importancia obriga-me a reproduz-lo aqu.
Bis em que termos Napoleao III exprimio-se :
Senlior malre, depois do afectuoso acolhimen-
to que a rainha fez-me, nada poda tocar-me mais
profundamente do que os sedimentos, que da par-
te da cidade de Londres expreaastes para com a im-
peralriz e para comigo, porqie a cidade de Lon-
dres representa os ulels recursos qne seu vasto com-
mercio Iraz ao mesmo lempo civilisaro iier-
ra. Por mais lisongeiros que sejam vossos discur-
sos, areito-os, porque se diriges mais Franca do
que a mim mesmo ; dirigem-se nijao, coja in-
leresses esiao lioje por toda a parle confundidos
com os vossos ; dirigem se ao exercilo e a marinha,
unidos aos vossos por urna eumnunhao tao heroica
de perigos e de gloria ; finalmeile dirigem-se a es-
sa poliiiea dosdnus governos, aqual se basca sobre
a verdade, a moderacao e a jistija. Por minlia
parto, lenho conservado no Viruio pelo povo in-
glez os senlimenlos de eslima esmpathia, que pro-
fessava no exilio, quando gouva aqu da ho dade da rainha, e se lenho conformado minha con-
duela com a minha convicalo, he porque o interesse
da nado que me elegera, com o da civilisaco in-
teira, "me faz disto mu dever.
" Conxlfeiio, a Inglaterra ea Franca acham-se na-
turalmente de arcordo com as '.grandes questes de
pulitica e humandade que ngitam u mundo desde
as margens do Atlntico at as do Mediterrneo,
desde o Bltico at o mar Negro, desde a abolirn da
escravidao al os votos pelo meitioramcnto da sorle
dos paizes da Europa, uao Vejo para nossas duas
naces, no mnndo mnral coma no mundo poltico,
seno o mesmo caminho a seguir, e o mesmo fim a
alcancar. Portanlo, s inlersases secundarios, ou
rivalidades mesqoinhas as podaro separar. .0 bom
senso por si s nos respoude pilo futuro, e lendes
razao de crer, que a minha presenca enlre vos pro-
va ainda o meu enrgico concurso para a guerra,
seno conseguidnos obter urna paz honrosa, e neste
caso, nao obstante innmera; difliculdades, lleve-
mos contar com o successo, porque nao s nossos
soldados e marinheiros san de n> valor experimen-
tado, seno lambem nossos din* paizes possuem
recursos incomparavris, e sobretudo, he essa a sua
immensa vanUgero, esli frente das ideas genero-
sas. Os olhos dos que soflren) vollam-se sempre
inslinclivamenle para o Occidente, e por.esla razio
nossas duas nacOes sao ainda mais fortes pelas ideas
que representan), do que pelas balalhas e pelas naos
de que dipoem.
Sou bstanle ralo a rainha por ter-me propor-
cionado esta uccasiao sulemue de exprmir-vos os
meus senlimenlos e os da Franca, de quem sou in*
lerpretc. Agradec,o-vus em leu oome e no da
imperalriz a franca e sincera coedealidade com que
nos leudes receido, e levaremos Franca a impres-
sao profunda qoedeixa as almas feilas para cuin-
preliemier u npett-o.ula mateaiusu -qW omn-ere a
Inglaterra, onde a virlude sentada no (bruno diri-
ge os destinos do paiz, sob o imperio de urna liber-
dade sem perigo para a sua grandeza.
Esle discurso foi seguido,de urna longa explosao
de applausos ; noile o imperador e a imperalriz
foram com a rainha e o principe Alberto ao Ihealro
de Concent-garden, onde os esperava a mesma rc-
cepcjl da parle do publico escolhido, que encina a
sala. Sabemos hoje pelo telegrapho, que o augus-
to par foi visitar o palacio de cryslal em Sydenllan.
O imperador devedespedir-se da rainha de Ingla-
terra manhaa sahbado, sendo esperado a noile em
Bolonha, dever chegar em Paris no domingo.
Esta viagem, que suscilava tantos recetas, vai pois
Icrminar-se finalmente ; nossos refugiados nao se
mecheram, e bera que alguns carlistas tenlasscm
distribuir abominaveis opsculos, o povo de Ingla-
terra fez urna verdadeira ovaro ao imperador dos
Francezes. A alltanca enlre os dous paizes esl pois
definitivamente sellada. Um boato feralmente es-
palhado neste momento mostrar, se se verificar, al
que ponto os Inglezes eslSo decididos a eslreilar
esta allianca cusa mesmo do maior sacrificio que
se pode impor o orgulho de um povo. Allirma-se,
que as conferencias, que liveram logar em Lon-
dres enlre o imperador e os principaes membros do
gabinete inglez, decidio-se, que no caso de Napo-
leao III dirigir-se Crimea, lomara o commando
superior dos dous exercitos, islo he, que lord Ra-
gln estara debaixo de suas ordens, assim como o
general Canroberl.
J disse a Vine, que no eslado actual das colisas
cada um dos commaudantes em chefe he indepen-
dente um do nutro, que nao podem obrar em com-
mum senao depois de um concert previo, eque em
muilas occasiOes decisivas nada se tem feilo por fal-
ta de unidade no commando. Os Inglezes sao bravos,
mas lentos em seus movimentos, e nao poderiam
preslar-se rapidez de execucao, que convm an ar-
dor dos Francezes; assim depois da balalha de Alma,
0 general Ragln a nao era proprio, quando o sem-
pre chorado marechal Saint Arnaod quera marchar
avante e tentar contra Sebastopol um golpe decisivo,
e talvez fosse bem succedido. A resoluto qoe aca-
ba de ser tomada em Londres, segundo aflirmam,
previne estes inconvenientes pan o futuro. O imor
proprio inglpz leve de soflrer semelhanle arraujo,
que prova alem disto aconlianra absoluta do gover-
no inglez na Franja eem seu imperador.
Vmc. bem v que se trato ainda da viagem do im-
perador Crimea, comquanto a noticia nao tetilla
sido ofllcialmente annunciada. Pens que da parle
do no-so soberano existe urna re-oluro irrevogavel,
e que se a guerra continuar, elle ir collocar-se
frente de seu exercilo, logo depois da abertura da
exposicao universal que deve ler lugar de maio. Espera-se apenas aqu a em Londres com
alguma impaciencia o resultado das conferencias,
que se abriram em Vienna para o fim de procurar
chegar-se a conclusao da paz.
A reunan dos diplmalas esta completa. Alm
de seu hbil representante em Vienna, a Franr.i en
viou ao cungresso seu ministro do negocios eslrau-
geiros Mr. Drouyn de l.huvs. Lord John Russell,
ministro das colonias no gabinete inglez, veio aju-
dar a lord Westmoreland, e a Turqua mandou tam-
bero Vienna seu ministro dos negocios eslraugei-
ros All Pacha. As conferencias sao numerosas, e
quasi que se tem chegado a um accordo sobre o pri-
meiro ponto relativo aos principados danubianos, e
sobre o segundo, que diz respeito navegado do
Danubio ; parece que nao se esl em desharmonia
sobre o quarto ponto relativo protecc.ao, que se de-
ve conceder aoschiistaos subditos do sultn, e toda
a difliculdade, difliculdade quasi invencve!, esl no
lerceiro ponto a respeito do mar Negro. As poten-
cias occdentaes, de accordo com a Austria, exigem
orna deslas duas cousas: a neutralisaco do mar Ne-
gro, isto he, a exclusao de toda marinha militar nes-
le mar, ou entso limilaco da marinha rosta, que
nao poderia exceder a certo numero de naos e l'ra-
galasem retarn ao numero da marinha nttnmana.
lie sobre este ponto que se discute em Vienna, e se
1 roca ni propostas, sem chegar-se a um accordo com
os plenipotenciarios russos.
Mas no meio deslas conferencias, a guerra conti-
nua na Crimea, nao temos anda resultados, eapenas
nos approiimamos cada vez mais da praca. O bom-
hardeamenlo de Sebastopol foi continuado desde 9
deste mez com um vigor exlraoriinario ; quinhen-
las pero- de arlilharia est > assesladas as baleras e
vomitam massasde metralhas contra as obras avan-
zadas dos Russos. As noticias que tomos do thralro
da guerra sao as que nos d um despacho do general
Canroberl chegado Paris a 17: eis-aqui o seu tex-
to : O fugo de todas as baleras francezasc ingle-
zas comecou no dia 9 contra a praca. Nesle primei-
ro dia a superioridade couhe aos sitiantes, e a im-
presso geral nos exercitos alliados era favorahilissi-
ma.i) Lm despacho russo vindo por San Petersbur-
go confirma o tocto do bombardeamenlo, e confessa
que os sitiados perdern) nesse dia 813 homens.
Assim, nio obstante os esforcos da diplomacia
nossa pobre Europa gasta sempre seu sangue mais
generoso as mortferas lulas da guerra. As remes-
sas de Iropas e municCes continan), e as carias de
Conslatilinopla dizetn qoe se forma um campo as
porlas daquella cidade para receher nm exercilo de
reserva de 50,000 Francezes. Nao he necessario s-
menle homens para fazer-te a guerra, he preciso
muito dinheiro ; a este respeito a Franca tem loma-
do prerau(Ses anticipadas, lomando sucessivamento
emprestado 750 millies; a Inglaterra linha sido
menos previdenle, mas acaba de prover nesles dias
as necessidades financeiras do momento. A casa Ro-
Ischild suhscrevcu um emprestimo de 1G milhoes es-
terlinos a 3 por cento a 87.
A marinha que, duraule o invern,s,, leve am pa-
pel secundario, vai reassumir sua importancia ; o
contra almirante Dundas.que commanda a esquadra
do Ballico,rez-se vela com dozc naos a vapor e um
grande numero de fragatas c crvelas ; otitros navios
inglezes e francezes irlo em breve reunir-se quel-
les e nunca um armamento martimo mais formida-
vel appareccu as margena dn golplio da Finlandia.
Dos queira que esto campanha seja menos esloriI
que a do anno passado, A diviso franceza do Bl-
tico esl debaivo das ordens do contra almirante Pe-
naud.
A respeito de marinha a Franca acaba de sntr,cr
urna perda sensivel; nosso ministra da marinha,
Mr. Ducns, morreo quarta-feira passada, no fim de
urna curta enfermidade. Mr. Ducos era um simples
neaocianle de Brdeos, mas lnlia-se posto prompta-
menle a par dos negocios de sua repartirn, e desen-
volvido em suas altas funeces nma inlelligencia e
urna actividadr.maravilhosas. Em menns de um an-
no elle deu a F'ranc,a urna esquadra que iguala quasi
da Inglaterra, sua morte he urna perda ; se nesle
momenlo que o imperador acaba de u substituir, e
nomeou ministro da marinha ao almirante Ilamelin,
por um decreto datado de Windsor.
Ha muilo lempo que nao Ihe fallo quasi na Prus-
sia, que lem sabido procurar urna posi;ao equivoca
na Europa, que nem a Russia nem as potencias oc-
ridenlaes podem contar com ella, que se acha ex-
cluida al das deliberaces, que se tomam para len-
lar-screslahelecer a paz. Falla-se nesle momento
das velleidades-, que tem o rei Frederico Guilherme
de se aproximar da Franca e da Inglaterra, e para
prava, cila-se o convite que elle, acaba de fazer a seu
irmo, o principe da Pru-sia, para que se dirija in-
mediatamente a Berlim. O principe da Prussia he
iuimicissimo dos Russos, mas nao creio que o re se
resnlva jamis a fazer causa commum com o Occi-
dente, estando invencivelmenle ligado corle de S.
Pelersburgo por tocos de familia, e lemendo Rus-
sia, e esto medo Jie tao grande que o cega sobre seu
proprio interesse.
O -ani" padre acaba de escapar de um grande pe-
rigo em Roma. Tinha-se dirigido com grande a-
companhamento para o collegio da propaganda,para
assistir aos excrcicios dos educandos. 0 solho da
sala, onde se achava a reunan, ahateu-se immedia-
tamente, e lodos os assistcnles foram precipitados no
andar inferior, O papa ficou levemente, ferido no
rosto ; os cardeacs Anlonelli e Monlreal ficaram
pouco mais gravemente feridos ;o general Monlreal,
que commanda as tropas francezas, recebeu urna
contusao bastante forte, masque nao lera consequen-
cia. Alguns educandos da propaganda foram mais
maltratados, mas ninguem finalmente esl em pe-
rigo de vida. Logo que a ordem se achou um pou-
co ri'slahelerida.u sanio padre cunfluzio os assistcn-
les capella do collegio, e immedialamenle enloou
um Te Deum em accao de gracas a Dos por ler mi-
lagrosamente preservado a vida de seus servos.
6 de maio.
Comeen pelo acontecimcnln capital da quinzena.
nao he a conclusao da paz nem a tomada de Sebas-
topol que lenho de annunciar-lhc ; porm im um
simples faca, urna tentativa de assassinalo contra o
imperador, que a proteccao divina fez abortar, po-
rm que se livesse sido levada a efTeitu, perturbara
sem duvida alguma a l'ranra c a Europa. Eis o
que succedeu.
Depot de soa viagem Iriiimplial em Inglaterra,
o imperador vollou no dia 20 de abril para Boulncii"
onde passou revista ao exercilo do norte,e no dia 11
Miiuita.eiilrava emjPari cm i mparalrtv. Fela seo
ii.iiio. prn&ecuio immedialamenle todas as lardes
em seus passeios a cavallo quando era bello o lempo,
entretanto que a imperalriz passeava em sege des-
coberla. Sabbado passado 28 de abril, as 5 horas,
o imperador eslava a cavallo nos Campos-Elyseos,
acompanhado dn conde E Igar Ney, seu ajudante
de campo edo lente-coronel Valsbregue, comman-
danle dos escudeiros, na altura do Caslello das
Flores(um lugar de reunan publica e de bailes.)
Um homem vestido decentemente approitnou-se
alguns passos de S. M. e alirou sobre elle um liro de
pistola. A bala respeilou o imperador, o qual da-
pos de ler sambuto as pessoas quo o cercaram, in-
mediatamente continuou a andar a pisso procuran-
do juntar-se imperalriz, que passeava em sege no
bosque'.de Boulogne. Quando voltaramSs. Mm. rece-
beram saudacoes de lodos os lados, e as mais ve-
hementes acdamarSes. Ao chegar as Tulheriasen-
cnnlraram o principe Jeronvmo Napoleao, o princi-
pe Napoleao,os outros membros de sua familia,os em-
baixadores e ministros estrangeiros, os ministros do
imperador, os grandes ofliciaes e damas da corle, e
um grande numero de oulras pessoas que se appres-
sarsm a ir felicita-los.
O as<|ssioo foi imme talamente preso e anlregue
as m,1os da .jusiira.
Tal foi a versao eflicial publicada depois do acon-
lecimenlo. Na mesma noile, Paris inteiro sabia que
a vida do imperador fra ameacada.e urna aflluencia
immensa de curiosos comprimia-sc em nossos bule-
vards para|saudar Ss.Mm. que se dirigiam ao thea-
Iro da opera-comira. A mullidan era ainda mais
numerosa sua'sahida, e o carro imperial foi arro-
lllo por numerosos e vehementes vivas.
No dia teguinte, o senado que acabava de enecr-
cerrar sua sessao legislativa, appresentou-te em cor-
po as Tulherias, e seu presidente.0M. Troplong
dirigi um discurso de felicitarn ao imperador. Eis
as palavras summamente curiosas com qne o princi-
pe respondeu-lhe : u agradeco ao senado pelos sen-
il tmenlos que acaba de inanifeslar-me. Eu nada
receto das tentativas dos assassinos. lia existen-
cias que sanos instrumentos dos decretos da Pro-
el videncia. Emquanlo n i cumprir ininlii misso,
n nao corro perigo algum.
Esto f um pouco falalisla na Providencia tem
sido al buje justificada, porm nem todos parlici-
p.iiu ili'lla. Ella he mu sincera e mu, enraizada
no enraro de l.uiz Napoleao e a prova disto esla
em que elle nao lem interrump lo seus passeios no
meio da multidao parisiense.
O publico lem estado mui curioso a respeito das
minuciosidades destes' negocios, e como as noti-
cias dadas peto ola oflical nao aatisfizessem sulli-
oentemento sua curiosidade, osjornaes Irataram de
indagar quem era o assassino e como tora o crime
perpetrado, eis a este respeito itque parecen-me mais
autlienlico. O assassino eslava munido de um pas-
saporleque Ihe dava o nome de Sivcrani, porm sen
verdadeiro nome he Pianoni: he um Ilaliano, nas-
cido em Fraenza, nos Estados-Romanos, idade de
'28 anuos e que exercia a prolisso de sapateiro.
Elle fez parle da tropa de voluntarios que comman-
dava Garibaldi, durante o cerco de Roma.
No momento em que o imperador passava, elle di-
rigio-se para S. M., tendo a mao medida no pali-
to, como se quizesse entregar-lhe alguma peticao.
De sbito tanca mao de urna pistola de dous canos
e disparou os dous tiros, quasi junto ao cavallo.
Um agente, dedicado ao imperador, lancou-se im-
mediatamente sobre elle, e armando-se de um pu-
nhal, lanrou-u no chao, segurandn-o, ferio com o
punhal; o que deu lugar acreditar-so que o assassi-
no quizera suicidar-se.
Esc individuo foi logo conduzido para a posta da
barrelra da estrella: sendo corrido, achou-se ncllc
um llnolier de que nao Uvera tempo de usar ; e
por esta occasiao observou-se que por baixo de suas
vestes que eram muilo aceiadas, Irazia um vestuario
complejo de cor diflecenle, de sorle que se nao fos-
se preso immedialamenle, fra-lhe fcil Iransfor-
mar-se e sumir-se na mullida >. Sendo logo con-
duzido secretaria da prefeilura de peliria, mos-
(rou-seencomroodado em virlude do ferimeuto, que
foi tratado. Contam esta circunstancia nolavel,
que pode fazer crer na existencia de cmplices : o
assassino Irazia comsigo a somma de com francos
em ouru, quantia enorme para um operario c para
um refugiado: alm disto, a pistola de dous canos
de que sereio-se tem certo valor ; parece que foi
comprada a um armeiro de Londres por seis libras
esterlinas.
O imperador, que nao quer qoe a emocao do pu-
blico se prolongue, por urna caria publicada nn
Monitorcnnvidou oscorpos conMiluidos eosconse-
Ihos municipaes que se abslivessem do dirigir-lhe
felicilacOes. Ao mesmo lempo, mandou que o ne-
gocio fosse com presteza julgado pela jusiira ordi-
naria, ainda que a coustiluicao reserve a alto corle
nacional o couheciineulo de altenlados de semelhau-
Ic nalureza. Mas as formalidades para compor a
alia corle sao mu tongas, e o governo quiz que o
publico se occopasse o menos possvel com esse suc-
cesso, para nao dar ao assassiuo esse pedestal de
celebridade que ha tentado a tantos outros regicidas.
No mesmo intuito, a maior reserva foi recommen-
daifa imprensa, e nisto existe um calculo hem
hbil: nosso ultimo rei, l.uiz Philippe, estove em
todo o decurso de sua carreira eiposlo a seto ou oilo
Icntalivas de assassinalo, e o que excitava os mise-
raveis enfurecerem-se conlra soa vida, era cerla-
meule o desojo de oren par com seus non.es as cem
boceas da fama. Pares de Franja auaiiavam-se
a pedir ao regicida Pieschi aulographos de sua le-
Ira, e durante mezes inteiro o publico nao oceupa-
va-se sanio com esses instrumentos ignobeis das so-
ciedades secretas que haviam lomado a vida do rei
para seu alvo.
Deta vez n.lo temos de ver a mesma cousa. O
crime commedido ha oito dias por um execravel es-
(rangeiro. phanslico do execravel Mazzini, ser
julgado amanh 7 de maio pelo tribunal dos ju-
rados do Sena. A hora em que parte o correio he
muilo cedo para que eu posa cmnmunicar-lhe o
resultado do julgamenlo, mas, sabe-lo-ha certa-
pnente pelos joroaes inglezes de 8, aos quaes ser
Iransmiltido peto telegrapho.
Todas as corles, mesmo a de S. Pelersburgo, em
poucas horas souberam pelo telegrapho do alleutodo
de que nosso imperador ccapou de ser victima.
Immedialamenle cumprimenlcs e Cetieitac/Ses foram
dirigida de todas as paseas a corle das 1 utileras, e
nesles ltimos das os. ministros que represen tam
as corles- estrangeiras em Pars leem-se apr'senla-
do successivamenle ao imperador para enlregarcm-
!he as cartas escripia* por seus respectivos sobera-
nos. O czar da Russia nao poda dar a mesma
lemnii-lrarn pelo eslado de guerra ; mas, por urna
delicadeza cheia de finura ordenou a seu embaisa-
por em Vienna que assislisse ao Tc-Deum que se
cantea na capella da rmbaixa f franceza, afim de
render gracas a Dos por haver conservado os dias
do imperador. Finalmente, esle aconlecimenlo lem
causado em Franca c na Europa vivaemmjao, por-
que lem feito ver quanto a vida do um homem lie
ainda neressaria para garantir o mundo civilisado
conlra as calaslroplies revolucionarias. Se Napoleao
III houvesse sido ferido pela hala do assassino, he
para mim fra de duvida, que o principe Jeronvmo
Ihe succederia sem grande difliculdade como o her-
deiro mais prjimo de seu sobrnhu. que morrona
sem deixar filhos. Mas, em um paz como o nosso,
e em um governo como o que temos, o mrito pes-
soal do soberano val muito.
Ora sem fazer injuslic.i ao principe Jeronvmo, po-
de-se duvidar que em sua idade (70 annos) tenha a
forja precisa para substituir um homem que arran-
cn a Franja anarchia. e que tem-lhe assegurado
a cousiderajn e o respeito da Europa, dando-lhe as
mais bellas allianjas. Tudo ficava "em qoesiao no
caso de urna mudanca de soberano, e nao existo ho-
mem sensato mesmo uas (ileiras dos anligos partidos
que nao d gracas aos cos pnr nos haver conservado
o imperador. S ha descontentes nessas terriveis
faroies que desejanam vera Europa nadar em san-
gue.
Um dos resollados do altenlado do 28de abril foi
lalvez fazer o imperador renunciar a sua viagem a
Crimea. Parece realmente certo que esta viagem
fui definitivamente adiada e a upinio publica inos-
Ira-se muilo satisfeila.
Napoleao III lem sempre suas determinacoes mui-
to secretas, e al mesmo no circulo, que u rodea,
pouco se sabe a razao porque tendo a principio que-
rido obstinadamente dirigir-se a Crimea, se resigna
hoje a nao ir; mas pode-se suppor que a tentativa
do demagogo Pianoni Ihe prnvou quo a faejao anti-
social, que elle venceu eajamou, nao renunciou a
nenhum de seus predecios e alem disto sei positiva-
mente que os pretoilos e procuradores geraes, con
sollados sobre, a silnaj.lo poltica, foram unnimes
em declarar que os partidos nao se linham desarma-
do, e que se o imperador partisie, havia razio para
lemer-se que urna asilarlo perigosa rmipesse no
paiz. lie pois provavel que foram estas cofesidera
jes de interesse publico que decidiram o impera-
dor a nao deiiar a Franca e conservar aa radeaa do
governo.
A esperanja que se linha alimentado am mo-
menlo de ver-sc terminar pacificamente na confe-
rencia ile Vienna a qaeiao que agita a Curapa. par-
lilhada a principio pelos hniaans da eslado, est ba-
je quasi perdida Lord John Russcl e Mr. Drouyn
de Llinysdeixaram Vienna depois da rrjeicjto feila
pelos plenipotenciarios russos das propostos anglo-
francezas, relativas ao mar Negro. A conferencia
linha sido adiada yine die, mas parece que os repre-
sentantes da Russia apresentaram urna conlra pro-
posla, que parecen digna do cousiderajo a Aus-
tria.
As negociajes foram pois renovadas, bem que se
cont mediocremente com um feliz resultado. O
interesse da Europa occidental esta em dirigir a
Austria que se resolve dillicilmente a tomar parte em
urna guerra que deve recahir principalmente sobre
ella quanlo esliver empenhada, mas que deseja fir-
memente por um termo as invasOes da Russia, e
nao hesitar mas logo que Ihe fr prnvado que as
novas tentativas nao cunseguem o fim que ella pro-
segae. Nao se sabe ainda qual he o conteudo das
propostas da diplomacia moscovita, parece que ellas
lem por fim limitar as forjas russas relativamente
as do mar Negro, em proporcoes bastante vastas,
enm esta clausula, que todo o augmento na marinha
seria considerado por toda a Europa como um caso
de guerra
P. S.7 de maio. Esperei at o momenlo de fe-
char minha caria, para resumir as noticias do thea-
Iro da guerra, porqne negocios romo estes, os lti-
mos pormenores tirara muilas vezes o interesse dos
primeiros, grajis aos progressos da. ciencia, tomos
agora noticia de Sebastopol em poucas horas; urna
linha telegrapliica pe em couimunicaju directo
com Paris e Londres o quartel general dos alliados.
O fio elctrico atravessa as profndelas do mar Ne-
gro e vai unir-se em Varna a ama linha, que passa
por Bucharcsl para se realar ao lelegraphn Aus-
traco.'
Temos lido ja por esla via communicajes quasi
instantneas. Como j disse a Vmc. o fog come-
cou contra a praja a 9 de abril com urna violencia
extrema e tinha-se prolongado por uns dez dias. As
forlificajoes rossas foram arruinadas, mas os sitiados
abundantemente prvidos de ludo incessantemenle
abaslecidos por tropas descnnjada,roparavam .noile
o mal causado de dia por nossas baleras, e tomos
obrig.idos a suspender o logo para conduzir nossas
monjoes.
Entretanto, os (rablhos de engentara conti-
nan), e o ardor de nossas tropasnao se linha afrou-
xado. O general Canroberl lambem annunria um
novo successo ; um despacho chegado ante-honlero,
dizque em a noile de I para 2 de maio, lomamos
urna obra exterior muito solida.e que no dia seguin-
te repellimos enrgicamente os Russos, que linham
vindo fortes para lomar esla posijo. Al 4 de maio
os intonsos nao linham mais nem um homem nem
um canhao, fra do recinto resular da praja. Eis-
aqui as ultimas noticia*: Espalha-se hoje o boa-
to de que o hastian do Maslro foi lomado, mas nada
garante a eiaclidao desta noticia, que o governo nao
deisaria de publicar, se fosse verddaeira.
O imperador receben honlem em audiencia par-
ticular o Sr. visconde do Uruguay, ex-minislro dos
negocios estrangeiros do Brasil, o qual vem Paris
com o misso extraordinaria e especial de regular a
quesiao dos limites do Brasil c da Guyana franceza.
O Sr. Marques Lisboa, ministro residente do Brasil
em Paris, apresenlou a sua magestadeo Sr. visconde
do Uruguay. O Imperio sul-americann he digna-
mente representado por estes dous diplmalas emi-
nentes, um dos quaes, ja goza aqni da estima e con-
siderajaogerai, eo oulro lera bem depressa adqui-
rido urna posicao nao menos elevada pela nobreza
de seu espirito e pelos encantos de suas manei-
ras.
Bolelim da Bolsa de abril.Os i por cento subi-
rn) a 91 francos, desceran) a 93 (r. : ficaram a 93
fr. e 20 cntimos.
Os 3 por cento subirn) a 70 fr. e20 cent., desce-
ra m a 67 fr. 85 cen.; ficaram a 68 fr. e 15 cen.
Os consolidados inglezes subiram a 92"; desceran)
a88 1|8.
Lisboa 13 de malo.
O Kvm. Jos Agoslinho, diz algores das suas inte
ressantes carta; que Canutos na sua alma eminen-
temente poltica coslumava diier, que era como
Eolo, que linha os venios encarcerados, e que os sol-
lava quando Ihe convinha. O Musir estadista da
(iraa-Brclanha, nccrescenlamos nos agora, referia-se
a esses ardilosos manejos em que o gabinete de S.
James esl tao Iraquejado; a labia insidiosa com que
se tem intromedido nos estados pequeros e mal go-
xcroados, enredando as parcialidades,suscitando-Ibes
discordias intestinas ; e aquelle laclo cirorgico com
que innocnla o virus dos seus desejos aleivosos. O ali-
lado poltico de quem fallamos, servia-se de toes
incios com o discernimento da sua inlelligencia su-
perior ; dando-lhe mais o brilho de engenho tao ele-
vado como era o dclle.
Assim tem a Inglaterra consumado as vistas provi-
denriaes, que Ihe couberam no seu importante des-
lino ; procedendo sempre por negarlo, miran Jo-se
sempre no seu egoismo injurioso, com aquelle afierro
as costumeras, que nao lem Bom fundamento e cu-
ja esttlidade esla recoiHiecida. Ainda mal, pois
que urna coincidencia que nao pode prever, ou an-
tes nao evitar, trouve-a,"fe-la baler no ponto aonde
nao quera locar, e por necessidade lia de eflectaar
o que l foi determinado na eterna mente.
MiiTiiann
O truculento lord Palmerslon, qoe na soa moci-
dade vegetos na ohscuridade da secretaria de guerra
que no sea paiz lem sido sempre urna sinecura .dos
hemquistos da situajao, notado apenas pela galante-
ra ; e vendo entao passar tantos snecessos, e lanos
homens distinclos, j nlhava com admirajao para o
grande ministro qne cima elogiamos, e para que
e como o sol a respeito da loa, nao ha de por certo
tomar as medidas enrgicas qne esli demandando
as eventualidades imprevistas da soa patria. O astro
que dava luz extinguio-se. O oulro vagar soturno
pela regulo das sombras.
A conjueefao aeanal nao las a mesma daquelle
tempo, pelo contrario bem diversa, outra pois ha da
ser a traja empregada para obstar a lamaohos apu-
ros. O inimigo lerrivel e poderoso, as difliculdades
tremendas, os embarajos insnperaveis, pois em quan-
to a solercia da diplomacia moscovila tica demons-
trado por experiencia que manobra com lino admi-
ravel. Da no vinle. Al)! veltaca...
A campanha da Crimea nao he a da Pennsula,
onde linham os indgenas para soldados, nao bao de
viver l como no clima ridente das Hespanhas. Re-
gi'm formozissima em que s ha de misler a boa
vontade de seus fiihos.
Sebastopol nao he Pendjab. Nao se intriga na Rus-
si. como no Biruian, nem he moda em neuhuma
das najoes interessadas fazer uso do opio para sear-
ranjar ou melhor impor um Iraladozilo. A guerra
nn he com o celeste imperio.
Nao se trata de bombardea* Beyroolh, como por
i n luirn do protervo chefe do governo inglez se exe-
cuiou ha lempos a esla parle. Ento quera ir feilo
com o cartapacio do Pedro. Nao coma na taberna,
folgava nella. Napier est muitos furos abaixo do
Nelson.
Basta, seria um nunca acabar ss fossemos a enu-
merar todos os maleficios do gabinete inglez, e em
que Mylord tem concorrido por vezes que tem sido
chamado aos conselhos da soa soberana.
O governo de S. M. B. tem de recorrer a novos
meios, prescrutar inauditas medidas, dar de mao a
velha sagajaria, mudar de lom a sua linguagem al-
taneira e insolento, occultar emfim a sua soberna im-
manda. Assim convem-lhe por honra sua pro-
prio interesse. E nisso nao faz mais do que cumprir
com o seu dever de najao chrislaa. Nos dias da
prosperidade andn por esse mundo abozando dos
fracos, exlorqiindo.os seus haveres, c no delirio do
orgulho deslembrara-se do Sennor Dos de miseri-
cordias a quem agora supplica na desventura.
Respcitemos a dorda penitencia, veneremo-la se
est arrependida ainda mais participemos das angus-
tias dolas se com efleilo est convertida. A ex-
piacao (em sido immensa e pungenle. O resoltado
desta I un cruenta torna-se cada vea mais incalcuia-
vel. Tem perecido a flor da mocidade ingleza, e nao
ha certeza de se por tormo a tal carnificina. Real-
mente estremece o curajo, aflige a generosidad
de eavallero, a ternura do christao com lao dolo-
roso espectculo. Oulro tanto, porm, lem aconte-
cido aos Francezes, aos Russos, e aos Mnssulmanos.
Dos assim o enlendeu na sua infinita sabedoria ; e
nos ignoramos as vistos que tem na creajo. Lou-
vemo-nos no sangue do Cordeiro 1 inmaculado, que
ludo ser para nosso bem ; aquelle augusto sacrificio -
nao foi em vao, esto pedindo por todos diante do
Eterno Pai. Hostia saludar donde reseende amor
purissimo. Espiritos anglicos, nuvi. A razao hu-
mina mesmo na sua manifestarlo mais elevada tero
de se submetter a f ; norte nico e segorissimo por
que se ha de guiar na peregrinajo angustiosa da
vida. Quem se sacrifica pelo seu dever, acaba des-
granado; mas lambem quem so quer gozar e calca-
lar sem alma nem bro, nao acaba melhor. He nd
fim que se cantam as glorias.
O esludo delido e serio da ualureza, a observaj-ao
conscienciosa da historia conspiraran! em abono da
revelajo cujo myslerio concorda perfeitamente com
o fado da creacao. A queda do homem e a soa
reahililarn. No mando natural nao ha am grao
de areia perdido no espajo ; bem como no moral
urna dor nobremente sentida, ama accao digna que
nSo seja olhada l do alto. Esla esperanja consola,
reanima os libios, contarla os que soflrem. S de-
pois da temporada do jejum, appreciam-se com gos-
to as santas alegras da paschoa. Nao podemos at-
liugiros fins com que todas eslas coasas sao feilas.
O progresso, o desenvolvimenlo, a marcha do es-
pirito humano comprovaram a sabedoria de ludo is-
to, que hoje em dia nos confunde e nos deixa corri-
dos. E aquelles que se julgim muito adiantados
responderemos que a manhaa do espirito do homem
ainda mal vem despontando no seu primeiro arre-
bol. Taita caroiuha para nm desfecho, que he a
c insumaro da eterna vontade. A razao esl dizen-
d i isto mesmo. Nao se conslrue urna fabrica seno
para um fim danto man previsto na menle do cons-
tructor I Porque nao ter tamb-m um fim pre-
visto, predeterminado j antes dos seculos esla ma-
r i> ilhosa fabrica da natura construida pela divina
mente, e que nos nao podemos comprehender pela
profundeza com que est orgaoisada. Temos cons-
ciencia dos nossos actos e passos ; mas nao do que ha
de surdir delles. E quando alternamos em lio al-
tos cogitajoes, levanta-se urna cerrajao tal que Sea-
mos atorrados e perdidos. A f poii he a luz qne en-
c.iminha por essa noile tempesluosissiroa. S a tem
aquelles que amain muilo. Quem- ama espera,
e quem espera tem f no objecto amado. Assim nos
ensina a disciplina do homem interior. E nos acre-
ditamos com os auxilios daquelle, sem coja vontade
n.lo estola folha secca 'no arvoredo, por mais que
seprem os ventos da encosta.
Nao foi sem pretexto mui razoavel que viemos
discorrendo at chegar as novidades que havemos da
communicarsem a aluviao de circunstancias que li-
veram lugar, mas expondo-as a granel.
. Militas deltas j i lh'as temos prevenido, nem nos
lisongeamos do vaticinio, bastava observar os aconle-
ci-lientos cora imparciadade e madureza, ser severo
e justo na apreciaran do feio aspecto que vao loman-
do os negocios europeus, as causas que os provoca-
ran!; a conjunctura em que se achavam os povos
complicados, suas necessidades e tendencias; as reto-
rnes que manlinham em commum, salvando as im-
previstas. He o caso:
Hade estar lemhrado da chacota que fizemot das
conferencias de Vienna. Do nosso mao agouro do
orgio principal do gabinete inglez. Da tristissima si-
tuajao da Inglaterra, e das aberrajoes do carcter
daquella najao. Pois como diz o dictado : Mea dito
meu feito.
Saber por 'melhores informajes que as fei-
las pomposas que se fizeram na Or3a Bretaoha
para recepjio do imperador dos Francezes, dos
banquetes opparos, das luzidis reunies, em sara-
ma de lodos esses feslins cuja narraran arroaba os
sentidos. Do acto solemne em que a rainha do Rei-
no-Unido conferio a mu antiga e real ordem di Jar-
retera ao monarcha imperial da Franja. Era a
mesma do Czar Nicolao Paulovilch. Sic Iransit
gloria mundl.
S. M. o imperador parlio de Franca a 15 de abril,
a 16 eslava no territorio da Inglaterra. S. M. a rai-
nha veta ao encontr daquelle soberano estrada na
companhia do seu real esposo.
A 21 vollou o da Franca para os seus estados, na
lisongeira esperanja que a da (ra-ltrcUulia Hit fa-
ria a graja peregrina d'um igual cumprimento. A-
gora nos.
A esplendida recepjao que a Inglaterra fez ao
y' "*mm


:W *
gigO DE PERNIMBUCO QIURTA f-HU 30 DE MAIO OE 1855.
imperaole dos Francezes,quef dizer a inevilavel de-
pendencia em que aprimeira esl du segundo.
Os vicios da organisajlo do oxercilo iuglez to
bem condecidos', os seus desastres no ihealro da
guerra laslimaveis, nao s por falla da scicncia mi-
niar, como peiiM iraastorno da. adminitlrajio ; em
lim um compiti de molivos a que nlo valeren)
firmeza e o valor proverbia da milicia brit-
nica.
Na impotencia irremediavel de reconstruir em
breve um exercito, manda buscar os seus soldados da
India; recruta oo alista os teas colonos de America,
intriga para envolver a Pennsula, faz remontas na
Ilespanha, viera perde co para a envolver no seu
destino lia? hemjarriscado. e val por flm por-se aos
pos do mouarcha, fraucez, como seu nico salvador,
que dspoc los recursos daquella najlo bellicosa por
insidelo ,
A Inglaterra lula com terriveis eslorvos no inle-
rior,-|e aqiiella.azarnrna que|mostrou us meelings
para se empeninr as aventuras goerreiras tinliam
ama outra causa do que o desejo de balalhar. Eratn
os seas interesses jommerciaes comprometlidos na
Asia indiana, a influencia luerttiva da Persia, e a
ganancia que esperava da navegajSo livre do mar
Negro,-que ludo erafeontrariado pelas malas-artes
da poltica moscovita.
Persuadiam-se todos estes Inalezes'e com elles o
lerdo duque de New-Castle que aonde apparecesse
a Inglaterra, especialmente de braco dado com a
Franca, olo havia resistencia possivcl, calculo falsis-
simu, pois que asaentava sobre os dados d'uma vai-
dade de mo gostu, contando maiscom muitas ootras
vaulaarns que por perspicacia nlo devia ter como
seguras. Encontrn a sua adiada de bracos abortos,
porque larahem dell.-i noressitsva. As cousas levaran)
un rumo que he bem coulierido, quanto inespe-
rado.
Lord Palmerslon, vellio sem dcesao para romper
e remover os obstculos, barausta com as tricas j
safadas. Collocado na pnsijlo eminente em que es-
tiveram Pili, Gmiiing, o Peel, forceja intilmente
para teelevara altura do posto em que o collocou
a sua soberana, e que elle tanto almejas a.
As circunstancias acluaes nao sao semelliantcs as
cima referidas, senlo equivalentes, e lalvez com
projerjes -le mais louga-mira por ser urna conse-
queneia de minias causas d'enlo. Moilos fructos
anda verdes naquella era esli maduros e na se-
llo.
O clicfe porm da presente envernarlo Ingleza ja
por incapacidade natural, j por nlo lar energa pa-
ra acabar com as nicas c yelleidades de certas fami-
lias, que querema mlo-lenente dispordo que eou-
vinha entregar s ao merecimento e competencia;
ahi est dando um triste espectculo ao mundo com
grave daino da patria ingleza.
Desla feila falliaram a cavilosas combinables da
. sua osperleza. Batum.
Emquintoas conferenciasoulerminararo ou inler-
romperam-se,.he como quizer, o que foi certo 26
de abril, foi a chegada de lord John Hussell a Pars
em camiiibo de Ijondres. Dizia-se que Mr. Ilrouyn
do Lhuys demorfva-se anda em Vienna por pedido
dos enviados russos (alguma negaja; ei-lo ah em
Pars a 2 do cor, ente, sem nada ler concluido que
pareja satisfactorio.
Lord Derby disse na cmara dos seus pares, que
lite pareca que a Russia eslava fazeodo joguete dos
alijados. Apoiado, Hylonl.
Aproveilemos esta aborta para meller a nossa fou-
ce nasear.i alheia. Nao sabernos se algunsdos carac-
teres de lauta di-tincrlo a que lem representado
papis dealta monta ueste conflicto europeo, mere-
cena repolnjln de quefgozaaju ou aguardam algum
soccorro fora da es pitera hunma. Pois a nao ser as-
sim nao sabemos de q*uo modo explicar o prucedi-
meoto de alguns delle. Quem nao via uas coufercu-
cias de Vic...... urna fementida mquiu.tcao da di-
plomacia russiana, jogando com a Austria que esta
em falso, e sta por seu turno aceitar as cartas que
lhe cahiram por sorte, e porque nao lem nem pode
fazer outro jogo. Najlo composta de retbaos, de
castas, religies, elementos emiim que nao se coadu-
nan), e qae qualquer choque abalara, e dispersara
para semprel
A Prussia e a Franca sao as quo podem fazer jogo
franco, sm, podem fazer uso da sua vonlade propra,
todava a Franca deu cm falso pelo jogo de seu mo-
narca.
A Prussia teve-se no balanjo com o prumo cima
de lodo elogio, e esta prompta para se por a' frente da
familia germnica, quando baler a hora solemne.
Nada lem a temer, nem da propra Kussia. Quo a
familia slavn temsiJo iniciada na civilisajlo euro-
pea pela germnica, e tem de mais a Prussia, Olhos
aguerridos formados na escola do lirande Ero derico.
A visla do que dissemos, a guerra vem cemo nec-s-
sdade ine\oravel. Foi o que aconleceu.
Ketumbam os canhes de Sebastopol em lodos os
cautos da trra, e aquclle sepulcro de nares tao
florescentes corla o corarlo. Deixcmo-lo com intei-
ra confianza que uui pensamento piis elevado, um
plano muilo mais subido conduz lodos aquellos suc
cessos ; e traballiaudo cada qual dos interessados pa-
ra os seus lins particulares, redundar ludo em pro-
veto commum.
O imperador Francisco Jos lem o%doles d'um so-
berano magnnimo, lie nm ardido mancebo, e limi-
to cavallesro, da sua pessoa. Nos perigos em que se
acha a Austria, palenlear lodos os exiremos da bi-
zarra do seu carcter, e zelo pela digndade da pa-
tria austraca. Os hroes provam-se na lata ; e os
poetas da antguidade nao os cania vam senSo quando
desabava a tormenta ;no momento sublime do com-
bate.
N3o toquemos os mais na Grla-Bretanha, esl cm
polvorosa ; c o sabichoso estadista que a governa, hal-
dou-se as cartas verdadeiras, (azendojogo com as
ronceiras sugestes d'outra ora.
Asseslemos o binculo para o Pemonle. O minis-
terio deste reino ,deu a sua demisslo por ter lido
No i'ic 28 de aliril'a tardinba passoando S. M.o
imperador dos Fraucezes em companhia do sea aju-
daule de campo, pelos campos Elysios, leve a feli-
cidade de se salvar de urna tentativa de assassinalo.
O individuo que a comnietleu nao foi bem succedido.
A arma era urna excedente pistola de alcance. Foi
preso e reconlitceu-se ser Italiano, natural de Ro-
ma. Os pormenores desla brulaldade le-los-ha as
exposc0e competentes. O mouarcha fraucez mot-
trou naqoelle miseravel incidente rara coragem e
sangue Trio.
-.14
Bem ms novas lemot de lhe dar da mouarchia de
Isabel II. Na nossa ultima l.islimavamos as tristes
eventualidades a que eslava exposta esta naci, nao
tem mclhorado, senlo baralhado as combinaces de-
saliadas dos partidos. E se o legilimlsta parece al-
gum tanto tranquillo pela vigilancia, e resoluto da
poltica franceza na fronteira, o partido decahldo na
revoluolo de julho machina solapadamente. O go-
verno lem empregado todos rr.eios de coerci, amea-
jando at com medidas extremas; que em Ilespanha
lodos sahem como elld*es slo. Um projeclo legisla-
tivo pozo ministerio cm lance bem melindroso. F'o
o seguinte:
Tinha a cmara promulgado a le de desamortisa-
jo, cuja conveniencia nlo discutiremos aqui ; e
quando se Iralou obler a sanelo regia sobrevieram
lanos (roperos, as intrigas palacianas foram tantas,
que deu serios cuidados ao gabinele ; espalhou-se
que a rainha eslava coacta, que o ministerio a obri-
sara e al a ameacara senlo sanecionasse a lei, e he
eerlo que chegaram a reunir os depulados da maioria
declarando categricamente que, se a soberana nao
conferisse a sua real sanelo, consideravam vaga a
coroa. A fracelo con.iiiucion.il desaulorada do po-
der, servio-se de ludo o que lhe proporcionavam as
eircamslancias para trauslornar a situadlo, insl-
gamlo a soberana para resistir, e aconselhando-a
com a fuga, se assim fos umphou oblendo a lin.il a recia assicttalura ; mas
nasceram novas dillculdades com o Nuncio Tranchi,
sobre a mesma; foi o seu lim, nlo be nada menos do
que o direito para venda dos bcus ecclesiasticos, in-
cluiudo um artigo que prohibe expressamenteaacqni-
sjlo do clero de quaesquer outros. Acconlcccu isso a
29 de abril. A rainha eslava em Aranjuez, dlicos0
retiro as immetajes de Madrid, para onde os so-
beranos hcspanhnes coslumam ir esparecer.
Aquella lei sobre a guarda nacional de que llie
fallamos, e que lanas preoctipajes excilou, depois
de acalorados debates,cousegno-se por cordura do
percialidadc liberal, ser stibsl'loida por urna outra
emenda apresentada pelo raarqoez Vega ile Anu-
jo, entuman danto de um corpo da milicia em ques-
lao. Foi approvada ; eacalmou-se a tempestado que
se receiava. A lei he a seguiute :
Arl. nico. A milicia nacional como forja pu-
blica nlo pode discutir, deliberar, nem reprezenlar
sobre negocios polticos ; uio obstante le de or-
ganisajlo dcsles corpos determinara os direilos e li-
bertades que Ibes conserncm.
As Mimas noticias dio o governo hespanbol lu-
lando com as contrariedades facciosas, lem-se pro-
cedido a muitas priscs, c de pessoas de considera,
jao, laes como genlis liomeus do re ofliciaes supe-
riores, tem havido lambem deportajes ; ludo indi-
ca que 11 naci vzinha, longos anuos ser bem tris-
te espectculo das discordias civis.
O Sr. Madoz, ministro da Tazenda prnmulgoii urna
le de empreslmo forjado, pois nlo achou credilo
nos capitalistas francezes, nem inslezes, apezar dos
seus esforcos e boa vonlade. A Uespanba por mui-
to e milito lempo lia de ser um qnadro mi/erando.
Nlo leriamos mos a medir se lhe quizessemos
dar coiila de todos os mexericos, pequices e que-
jandas mizerias c do reinozito de Portugal; mas
como entendemos que o discernimento, > bom gos-
10, e al a nobreza do escriptor nlo comporlam se-
melhantes bagalcllas, iremos remando cotn boa
mar em observarlo do que vai pela ro-la.
Nao sabemos onde ir parar este paizse continua
a enchurraila dos jornaes; a calcular o adianla-
menlo dellc pela papelaria peridica, eslava a velha
ml patria do Brasil l bem cima do cocuruto da
civilizarlo. Nlo be assim infelizmente. Nem he
s na capital que elles apparercm, as provincias o
ganio perio.liqueiro reir.oula-.se a alturas desco-
nhecidas, os seus sabios redactores 1 ; utan com o
Jcdo ndex os naleiros da salvadlo publica ; e este
viajara em mar de rosas, se lio uleis avisos fossem
altendidos.
Alvicaras! o Neptuno' do I.oreto esl a de le-
vante os servenluarios do municipio eslo pon-
do em accao a sua scienria mecnica para ija-
rem o terrivel Dos dos mares, c po-lo fora do mais
frequenlado e concomito sitio de Lisboa, que cm-
pachava com o seu pnvo, mullido srdida, incapaz
de guardar silencio, e mulo menos de reuder preilo
ns conveniencias de boa companhia. Dizem uns
que vai para o.campo de Santa Anua ; outros que
ir rezidir esquecido na escura maman de S. Fran-
cisco e itiform i-lu-hcmos de destino to pre
ciozo.
O chafariz aberlo na ra de Thezouro Velho est
abajxo da critica ; a cmara municipal leve a boa
lembranca de fazer obra nova c mais geitoza. Se
o fizer faz bem.Madama Castellao e madama Albo-
ni literam os*5eus benelicins, esta no dia 17 e a pri-
meiraem 23 de abril; dizer as loucuras e at exces-
sos dos parlidistas, era Irahalho para resmas de pa-
pel. As cluas cantoras pozeram em holandas os seus
admiradores. E se madama Castellan nlo tem a
correcto e limpidez de madama Alboni, transpor-
ta muitas vezes pelo arrojo e sentimento. O nobre
duque de Saldanha esta que nao cabe n'um sino de
conlenlannenlo, por ver os seu fillios arranjados ;
objecto dos seus di-velos paleruaes, e que amargura-
va o resto dos seos dias ja bem caneados. Em qual-
quer destes mais prximos celebrar-se-hlo as nup-
cias do joven conde de Farrobo com a condesa viu-
IHTERIOR.
DE
urna repulsa na cmara sobre a le que apresenlra a va de Tavarede ; alunitam que lambem eslo con-
mesma para supressao das ordens regalares. O che-
fe do estado convidou o general Durando para formar
o novngabinetelque lia de substituir o actual presidido
por Mr. de Cavour.
Pelos bons oflicos de Mr. de Wildembruk emhai-
xador da Prussia junio ao Divn, conseguio-se resla-
belecer as reanles diplomticas entre a Grecia ea
Sublime Porta. Condnrioti foi o personagem srego
cscolhido para representante da corle liellenica junto
a ottomana. Em abril ja l se achava S. Exc. Este
acunlecimeuto danos algum cuidado ; pois dellebem
se deprhende que a Prussia vai feila debaixo de capa
com a Kussia. ^Vlilembruk por dever sen dava par-
te circunstanciada de ludo o que se passava em
Constanlnopla ; MantculTell que nlo he bahii senlo
de quem lhe faz canta,maudava meller ludo no bico
do Nesselro le para este mecher os pauzinbos a seu
bel przer, lambem 03 mechen que ja Botzaris parti
em carcter diplomtico da pobre Grecia para S. i'e-
lershurgo. Todos nos sabemos para que, e oom que
lim se deram esles passos. Leva agua no bico.
Por participarlo do Sr. Olozaea representante de
S. M. C. em Parissabe-se que a Inglaterra c a Fran-
ca Irado de eslreilar urna allianra rom a Ilespanha.
lendo em consideradlo os negocios em que eslo en-
volvidos. Lord Howden, ministro inslezna corle de
Madrid nunca esleve lio amavel dando a entender as
grandes vanlagens qise d'oma tal allianra lirava a
Ilespanha, fazendn Imis promessasde a coadjuvarem
na conservarlo da ilha de Cuba, a anlilha cubicada
dos Norte-Americano?. A vista de todos esles sola-
vancos que lem abalado os estados da Europa, da
ilegradac.au da Italia, da dssoluclo das Hespnnhas,
periiiilta-nos que lhe fajamos algumas observajes.
Pondo de parle as iuducjcs philotophicas sobre a
revoliiclo franceza de 80, as suas fajanhas, as con-
quistas gloriosas, a marcha Iriumphal do seu valoro-
so soldado, avalienio. alsuns dos seus resultados ge-
raes. A lula de Na pololo Bonaparlo rom a Ingla-
terra, as desaeneas dello com o Norle, deram a
cmancipaclo da America. Esta mesma lula renova-
se nos nossos dias em circiimslaucias equivalentes,
lomando proporeocs muilo mais vastas, pelos recur-
sos de que diapOe, estado emque se acham lanos in-
leretses e lao diversos, complicados. A visla desle
quadro confuso aiuda, mas ja de tanto ctleito pelo vi
gor dos traeos, que influencia exercer as duas
grandes nares do novo mundt? Que vo tomar o
*-ondorque abri as azas no Vpiranca. A transfor-
marlo da Europa he urna necessidade que cada vez.
vai se tornando mais enevitavel, quer queiram, quer
nlo ; e esse desojo ardenlisiimo de paz nao he senlo
o terror dos polticos,ignaros das coosequencias eslra-
nha que Itio de sobrevr ; mas que pressentem-
E o genio moscovita deu em chelo), dardejandoa pru-
mo sobre o do Orllenle, que es'. como aquello de-
cantado cavado deque falla Arioslo. He modo bom,
mas esl morlo.
(raladas as do conde Saldanha com urna das filnas do
baria do Bulhlo. a noiva anda he menor ; mas dis-
poem-se as conveniencias.
Corre pela bocea pequea, que o nobre liarlo sa-
ldr cnllo conde e par do reino. Vem a pello no-
ticiar-lhe que a cmara discutio e approvou o pro
jeclo de lei para creacao do cargo da presidencia do
eonselho sem pasta. He o nobre manchal que se ha
de repimpar na tal cadeira. Este duque, he o nobre
duque, o mesmo manchal; nlo diremos mais nada'.
As cmaras conlinnam iberias. Eslo discolindo
oorcamento. Os crcaos chegaram a um proco ev-
orliilanle.lieni como as carnes verdes, eslas baixaram
ha dias.A queslao das subsistencias tem dado occa-
zio nios a largas digresses na cmara, como aos
jornaes. A cmara approvou tamhem a autorisa-
r3o para um emprestimo de cem contos de ris con-
trahido com o banco coinuiercial do Porto ; afim de
se proceder a compra de coreaos e obviar de manoj-
ea digna as alternativas do mercado em prejuizo da
popularlo.
Pretende do mesmo modo dar autorisaeao para se
levantaren! dez contos de rs dos fundos dspostos
para feilura da bafea de Vianna, qoe (erilo a mesma
applirajlo da oulra maor qusnlia. Entraran) no
roldas poucas cousas boas que tem feilo.
Na dia Itide abril celebrou-sc com toda a pompa
na SO l'ali inrelu a fesln solemne em honra do Va-
lerio da Iinmaculada Conceicao, depois'de conce-
dido o heneplocilo real. Assslio a corle, o corpo di-
plomtico, toda a familia real. Foi felo com a
magnificencia devida. A concurrencia era in-
mensa. S. Exc. o cardeal palharcha chegou ou
anles desembarcou a II do crrenle maio n'um bar-
Ce viudo de Marselllia.
El-rei D. Pedro V, o infjnlc I). I.uiz c os oolros
principes estiveram doenles de sarampo, reslabcle-
eeram-se. O joven re e seu irmlo o serensimo
infante vio a Pars ver a etposicAo universal, e de
la irlo alea Italia. S. Exc. o emhtiixador brasitri-
ro lambem ir a capital de Franca com o mesmo
lim, parlindo depois para Allemanha, aonde nlo
vai s por diatraceao, mas por cstudos artisticos. O
soniiiio pontfice a qnem a Providencia salvou de nm
sinislro no dia 12 de abril, fez a greca mui honrosa
da erlo-craz de S. Gregorio Magno ao hbil dipl-
mala da nae.u) brasileira.
As ultimas noticias dio a saber que Mr. de D011-
vn de Lliay dora a sua demlsslo, sendo substitui-
do na pasta por Mr. de ValcvJski, embixador que
era em Londres do seu respectivo governo, ir oceu-
psr a mosma Mr. de Persigni, braco direito que foi
do imperador dos Francezes". Mr. de Manteuflell
abri as cmaras prusianas, pronunciando um ma-
Ireiro discurso por esse momo. He provavel que
tenha-rans de lhe dar parte de msls algarna demis-
slo. Al mais ver. a Bacho.
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBUCO.
PAKAUIBA.
Bananeiras 10 de maio.
A demora de nimba segunda epstola nao foi bem
traduzida por alguna, que envergaran! nella um ino-
pinado dosapparerime to. lalvez por se suppor que
nlo livcsse a forjas sufllcienle para levar ao cabo
a emprexa que encelei: engao! mentira illuslo 1
lar.lei. be verdade, mas como promelli aos meus
penales nao fallar, e.s-me pela terreira vez dando
ruiapriniento a iiiinli.. palavra, e procurando levar
a publicidade os factos de que se compOe a historia
quiiucnal desla bello municipio, e lauto mais aa-
lisfeilo me devo conduzir na execujlo do meu hu-
milde irahalho, quando vejo, que as miulias fallas
serlo devidaineutc compensadas pela superioridade
daqnelle, a cuja perspicacia nlo escapar o bello
episodio de suas noticias.
Continiiaui os negocios pblicos deste termo
permanecer em seu.tala quo,e com quanto a
somprc sentida retirada do Exm. Sr. Paes Brrelo,
tenha influido de alguma sorte, para que as cousas
vollem a seu auligo estado ; comludo parece que os
espiritas lendem antes para o pro-re-so. do que pa-
ra o eclelismo das vclhas seitas, e por isto he de es-
perar que nln vallemos aos lempos debaixo de cu-
jos carrancudos auspicios, o espirito e a maleria
reagiam forlcmente no gremio de nossa pequea
commuiihlu.
Urna cousa devo dizer, e he, que nlo temos sido
bem siiccedidos com o emperrado dominio das in-
terinidades, oque nest 1 partelouvamo-nos naopinilo
do seu correspondente de Mamanguape, (o Ordeiro
que fallando em urna de suas transadas correspon-
dencias dos malignos effeitos das laes iulnrinadades,
pinlava 3 situarlo de sua trra naquella poca, com
cores bem plidas ; e com ctleito, o nobre ravalleirn
tuiha razio, lano mais quanto, iiaquelle lempo, se
contavam cousas bem desagradaveis de certas subs-
tituirnos all em ejercicio...
A segoranja publica e individual rparcham ovan-
tes .1 sombra de garantas estabelecidas pelo go-
verno, mas que o povo as reconhece como nm dos
elementos de sua prosperdade e grandeza. A po-
lica lem posto em movimeulo todos os seus peler-
chosde guerra, o esmerando-se com energa na pu-
nijlo dos criminosos, nlo dcva de urna vez pnr
outra cahir em alguns excessos que conviria nao fos-
sem lio multiplicados.
Tendo-me sido enderejado em orna caria aony-
ma corlo documento, que morecendo as honras da
publicidade, convem nao-perder occasiao, ci-lo :
nlllm. Sr.Diz F., que a bem de seu direito neces-
sita, que V. S. lhe mande p.issar por certidifo, exlra-
hida do cartorio desta villa, os seguales queslos:
l., se da data da demisslo do antecessor do dele-
gado actual, al Imje leem ou nlo sido capturados
os criminosos que dizem haver em Inga dentro dos
limites desle termo : 2., se no caso afflrmalvo,
quaiiln. processos leem sidojnslaurados nesse juizo,
desde aquella dala al boje : :!.", finalmenle, qnaes
os nomes dos criminosos que leem sido pronuocia-
dos.o (Segucm-sc os cumprimenlos devidos.) Man-
dando 11 jujz, que o escrivo competente cerlifi-
casse, foi a resposla nos termos seguinles :
Certifico, que nlo coiihecendo os criminosos que
Iransilam Male termo, nao posso saber se foram ou
nlo capturados vinle: (l)quanloaosegundo queslo,
certifico, que o delegado actual lem tomado conhe-
cimcnlo de tres nrocessos crimes, um pela morte
feila em Lourenjo Soares, foi o reo Ignacio Bezerra
capturado, allegou precripelo de seu crime, e foi
sollo; outro, pela morte da Ignacio Jos do S.
Sanlb, foram pronunciados Jos Joaquim de Santa
Anua, Manuel do llego Lima, Manoel Jos, Gabriel
Archanjo, e Antonio Fernandas; os dous priineros
foram presos, allegaram prescripjlo, e foram sollos,
e o lerceiro, pela morte feila em Lourenjo Xavier-
Manoel Thomaz de Aquino foi pronunciado, e se
acha preso Manuel do Reg Lima. Emquanlo ao
lerceiro quesito, esl declarado uo segundo, be o
quanto tenho a certificar.
Villa de Bananeiras 20 de fevereiro de 1855.
O i's.-nv.i 1 Jn>r /.>!'< P*tn da f.otta.n
Logo, teremos, que segundo a manifesiajio de
tal documento, senlo pode cre de boa fe, que este
termo se tenha tornado de lempos a esla parle, um
asylo de criminosos que passeavam impunes pelos
dominios de seu territorio.
Logo, he maoiroslamenle falso o boato a Jrede es-
pnlhado, com o fun de se desacre litar a aulordade9
respeitayeis, que nunca deixaram de oppor una for-
te cruzada causa do crime. Se existan! crimino-
sos no termo, que mereciam o escandaloso palrona-
lo das autoridades, como malignamente alguem as-
severou no palacio da presidencia, e se n captura
delles lem sido especialmente recommondada pelo
Exm. presidente, segue-se necessariamente, que ou
a polica actual lem sido demasiadamente imbcil,
ou eolio he calumniador aquolle que propalou se-
melhanlc boalo, porque, do Iheor da ccrlidlo sapra
*-so, que a policia com toda a sua energa, nlo tem
encontrado os criminosos que se diziam haver no
termo. #
Entretanto, curapro dizer, que o carcter publico
daquelle, sobre quem recahiram taes impulajoes,
est muilo cima dolas, e nem ser por esses meios
que a arvore da raaledecencia ha de vngar seus
relos infernaos.
Devo observar, que nlo fajo alluses pessoacs, e
porque procuro usligmatisar o vicio onde quer que
se elle ache, apenas me referindo a cansa e os effe-
tos, pouco imuorla saber cu, qual o agente moral
que as reprsenla.
l'oreni, deixemos as paixcs humanas com seas
desvarios e degradajlo, e vamos ao que nos impor-
ta ; pois nao foi com alguma razio, que certo doli-
do escreven no Mosqueleiro de A. Dumas o seguin.
le : Cada socie lade nlo he mais do que um vaslo
-prngramma de mentiras eternas, e a vida orna gran-
de patuscada, onde cada qual prega sua moca, e
pfle-se ao fresco, o
A nossa illustrissima marcha vagarosamente em
seu llnernlu, e com aquella tibieza que .a esterili-
dade da pora oirereee, e bem parece, que esa ins-
lituicao municipal lem decahldo inleramenle do
suas formulas substancaes, porque nlo s entre nos,
senlo lambem em muilos lugares da Parahiha, por
onde tenho andado, observo que as cmaras muni-
eipacs nlo representan-! aquella gravidade e Impor-
tancia qae Ibes compele, nolando-se mais, que lodos
os seus trabadlos sao regulados com o maior relaxa-
menln que he possivel imaginar-se; infelizmente, he
islo urna verdade, que nlo soffre contestajo, no
enlaulo, quaes devem ser as conseqiiencias desse
nadmssivel e sempre nocivo estado de abandono
que a nobre vereanca vola as obrigajoes que dio
slo inherentes ? As necessidades miinicipaes pas-
sam por lerriveis deccpjoes, e em ultimo resultado
lornam-se ridiculos os negocios mais serios, e de
cuja mxima importancia se nlo pode duvidar. Ac-
conlece, que as vezes lendo as cmaras patrimonios
donde Ibes poderla appar.'cer recursos para se man-
ieren! com aquella digndade compalivel com sua
inslituijao, da-se inteirainenle o contrario, porque
a fiscasajlo dos dinheiros iniinicipaes-he relaxada-
mente regulada, e em vez de rerolherem os cofres
municipaes 1009 por ex : apenas rccolhcm um Ierro,
porque ludo caininh > na maior incuria e deleixo.
Podse .lizcr, portanto, qae hoja as cmaras muni-
cipaes pelos nossos mallos s se oceupam aecurada-
menle de duas especies de trabadlo, de que em
verdade Miran alguma dedicajao, e slo : muilo
cuidado m organisajlo das acias eleiloraes ; e a
resposla de alguns oflicos presidenciaes, o mais lu-
do corre a revelia, e no meia do mais'escandaloso
abandono. Convelo, pois, que baja mais solicilude
nos poderes inuicipncs, c quo o cumprimenlo do
seu mandato nlo se torne em completa hurto, c em
ordein a conculcar o's seus pioprios bios, a sua pro-
pra digndade.
I.niiin quer que o s>.tenia das reelamaroes se ache
muilo em moda, devo lambem acompaniar o espi-
rito do secuto, e marchar sempre de acord com
as suas luminosas Iheorias, pelo que nlo ser fura
de proposito lembrar a quem competir os nomes de
alsuns caracteres distinctos que vio sendo esquecl-
dos da lista das graj.is e conJecnrajoes; aliis lio
liheraiisadas em o nosso paz, iuscreverei pois, emmi-
nha pobre missiva os seguinles nomes dos Srs. Mar-
cos Pereira |da Silv, (marlyr de 17) capillo Peixo-
lo, Jlo Jos das Naves, Jlo Coelho Vianna, Jos
Francisco de Mello,Andr Rodrigues Pereira Lima,
os quaes vivera no equecimeolo, porque a socieda-
de nlo sabe recompensar com prodigalidade o m-
rito dos benemrito: da patria ; entretanto, nesta
parle nada lenho quearguir as inlenjOes magnni-
mas do governo do neu paiz, porque quasi sempre
a sua boa f he illudUa, e nem todas as informajes
lhe chegam exactas.
A salubridade publea nlo soffra de presente alte-
raclo, grajas a inconuplihilidade do nosso ameno
clima.
As ebuvas dio lanas esperanras aos lavradores-
sendo que at aqui aitendn o invern bem tem,
perado.
A caresta dos geieros alimenticios continua cm
sua alta escala, se lum que se divise maior exor-
hit
prejos espanlosus.
F'ico em arranjos di vlagem para esta importante
eidade, e se assim acmtecer irei pessoalmonle di-
rigir a \ me. os mas respeitos, pe'a bondade
com que se dignou aiolber-me em seu hospilalei-
ro jornal.
Se liver occasiao te portador para a eidade de
Areia, tenha a boudale de me fazer recommendado
ao meu Ilustre amigo c colloga (q Cmela) e as mi-
abas saudades ao veliu Fausto, a quem nlo desejo
mudanja de lugar rara o anligo... porque elle deve
estar como nao foi, prem como he...
Adeos, al logo. O Aldeiao.
En Manoel Ferrcira Accioli, nilioial maor a cs-
crev, no impedimento do secretario. llarilo de
Capiharilie, presidente 1 taima Mamedcl'.a-
meiroOheeira.
BEFA1VJ. IfAO DA POLICA.
Parle do dia 29 de malo.
Illm. a Exm. Sr.Levoao conhecimenlo de V.
Exc. que das dfferentts participajOes hoje recebidas
tiesta reparlijlo consta que foram presos:
Pela delegada du'primeiro dislriclo deste termo,
Innocencia Manado|Roario, e AnnaJJoaquiua, am-
bas para averiguaeoos policiaes.
Pela subdelegacia da freguezia de Saulo Antonio,
o pardo Antonio Jos |Guba, por espticamente, e
Francisco das Chagas Hitarle de Oliveira, para ave-
riguarais.
Pela subdelegacia da freguezia de S. Jos, Jos
aocia nos de exporajlo, os quaes teem subido | Wenceslao de Santo-Autonio, por se adiar pronun-
ciado, e Manoel Flix de Soaza, sem declararan do
motivo.
Pela subdelegacia da freguezia da Boa-Vista, o
pardo Marcelino esrravo, tamhem sem declararan do
motivo, Antonio do Carmo e Souza, por suspeito, e
Luiz Mauricio, para averiguarOes.
E pela subdelegacia da freguezia de S. Loaren-
jo, o pardo Jlo Vital, igualmente para aveigua-
joes.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policia de
Peruamhuco 29 de maio "de 18.55.Illm. e Exm.
Sr. conselhciro Jos Benlo da Ctinh e Figueiredo,
presidenle da provincia.O chele de policia Luiz
Cario de Paira Teixeira.
PEtraiico.
;i) Mas se o rol dos culpados deve permanecer
no cartorio, c se os criminosos urna vez capturados
devem se adiar competentemente processados, be
daro, que os seus nomes nlo devem ser ignorados
pelo esorivlo ; por conseguate, temos que, ou nlo
existem laes criminosos no termo, ou que enllo con-
tinuara a estar em fuga, o
CMARA MUNICIPAL DO RECIFE
Sesslo extraordinaria em 9 de malo-
l'renidencia do Stf Bario de Capibaribe.
Prsenles os Srs. ViaaM, llego. Mamede, Olivei-
ra e Gameiro, faltim sem causa participada os
mais senbores.
Abrio-se a sesslo, c foi lida e approvada a acia
da antecedente.
Foi lido o seguinle:
ENPEDIENTE.
Um oflicio do Exm. presidente da provincia, com-
municando ler a assenbla legislativa provincial re-
provado as posturas desta cmara sobre cocheirai
e cavallarijas, confoime lhe constou por ufficio do
respectivo primeiro secretario. Inleirada, e mau-
dou-se participar aos fiscaes.
Outro de Manoel dos Santos de Oliveira Gonjal-
ves, segundo juiz ile paz do segundo districlo da fre-
guezia de Muriheca, vindo da pnsidencia para ser
informado, consultando S. Exc, se devia passar
1 jiirisdicjao ao supliente de um voto, qae aunan-
ciou para exerce-la, visto sa torem escasado os juizes
to lerceiro e quarlo annes e os supplentes immedia-
losiResolveu-se se resptndesse com o que constas-
se, e em vista da lei.
1 luir do advogado, dizendo, em resposla con-
sulta desta cmara de 2 to crrente, que lhe nao pa-
rece haver inrompftihilidade entre o eraprego de
fiscal c o de juiz de paz, visto que as suas allribai.
Jtes slo disuadas, e nao impedem o exercicio si-
multaneo d'ambos o empregos, sendo este o espi-
rito do aviso de 17 de marro de 1855, qae resolveu
caso idetico.Inleirada.
Oulro_ to provedar interino da repartirlo da
saude do porto, rcqtiisitando para poder fazer as ne-
cessarias declararoes as carias de saude dos navios
que sahem desle porto, um mappa semanal das pes-
soas sepultadas no cemiterio publico, com declara-
jo das molestias, qie deram lugar .1 morte, e das
suas nacionalidades.Maudou-se expedir ordem ao
procuradur para salsfazer.
Outro do juiz tie direito interino da primeira va-
ra, participando haver em o 1. do corren.le entrado
em exercicio da dita vara, por se haver encerrado a
asscmbla provincial, e nlo sa terem anda apre-
sentado os dous prioieiros supplentes. Inleirada.
Outro do mesmo, requisilando, em vista da circu-
lar do ministerio da guerra do ultimo de fevereiro
prximo liado, o numero, em separado, dos volan-
tes de cada fregoezia desle municipio, afim de que
possa ler lugar a distribuirlo dos retraas, que, de-
vem dar as meamas frajtuezias.Inleirada, por ter o
Sr. presidenle declarado que eslava satisfeila em
parle a requisijln, faiteado somcnle o numero dos
volantes das freguezias de Muribeca, Santo Amaro
de Jaboatlo eS. Lourenjo da Malla, que anda nao
remelteram os livros das respectivas quaiificajes.
Outro do fiscal de Sanio Antonio, remetiendo o
termo de vestoria que proceder, reclamarlo dos
moradores viznbos, no sobrado de dous andares, si-
lo na entrada da ra do Liv ramalo, perleaceate a
Bernardo Antonio de Miranda e outros, conhecendo-
se da mesma vestoria que o predio aprsenla risco
i m minen te.Inleirada.
Oulro do mesmo, participando qoe as varandas de
ferro do centro do caes do passeio publico se acham
arruinadas, ja nlo exislindo parte deltas. Que se
communicasse ao Exm. presidente da provincia pa-
ra provdeuciar.
Outro do engenheiro corleador, commanicando
que as proximidades da anliea ponte da Tacaruna
existem algumas escava roes e oulras ruinas qae pre-
cisa m de reparo.Mandou-se responder qae mandas-
se fazer os reparos.
Outro do mesmo, informando acerca da prcten-
clo de Jos Velloso Soares, relativa construccSo
de muro, na frenle de seu silio, na Passagem da
Magdalena.A' commisslo de e lili-arlo.
Oulro do fiscal da Boa-Vista, dizendo ser de ur-
geotc oecessidade a coostrucjlo de canos de pedra
e cal em diversas ras, que indicou daquelle freque-
zia, para esgoto das aguas pluviaes que nellas se de-
posilam.Que o engeiibeirn inlormasse sobre a sua
ulilidade.
Outro do fiscal de Slo Jos, remoliendo o mappa
do gado mordo para consumo desla eidade, na se-
mana do 30 de abril a ti do correle (615 retes .
Que se archivasse.
Outro do fiscal de Slo Lourenjo da Malta, decla-
rando que nu primeiro districlo daquella freguezia
se ni.ilar.nu para seu consumo no mez de abril ul-
timo (52 rezes.l.Que se archivasse.
Outro do administrador do cemiterio, informando
sobre a petijlo de Thomaz Joaquim de Oliveira, re-
lativa a exhumarlo tos ossos de Auna da Silva.
llefcrio-sc ao peticionario, maullando qae o admi-
nistrador consentisse na exhumaco.
Oulro do raajor commandante interino do lercei-
ro batalhao da guarda nacional deste municipio, di-
rigido ao presidenle desta cmara, requisilando a re-
me-a eo eonselho de qualilcajo da mesma paro-
cha de urna copia autbentica da ultima lista dos
respectivos cidadlos qualiiicados volantes. Man-
dou-se satisfazer.
Outro do actual arrematante das aferijes, dizen-
do que nlo nforuiava a palijo do senador Fran-
cisco de Paula Cavalcauli d'Albuquerque por j ler
aterido a balaura e pesos do seu trapiche I'elou-
rinho.Mandou-se responder, exigindo a policio e
mais papis a ella juntos.
Foi approvado um parecer da commisslo de edi-
ficarlo, aftirmaudu seren necessarios os reparos da
casa da ra da Florentina, perleaceate ao patrimo-
nio municipal, indo elles de novo em. praja.En-
tran.lo em dscusslo a petijlo que, requerimento
do Sr. Vianna, eslava adiada, de Antonio da Con-
ceijlu Ciliado, pedindo licenja pora tirar pedras
da pedreimda Venda Grande, e juntando a que pa-
ra o mesmo lim havia oblido da capitana do porto,
o mesmo venador apre*enlou um oflicio, que lhe
tinha sido remedido oulr'ora, como membro da
commisslo de policia, da mesma capitana, datado
de 21 tle fevereiro le 1853, oppoudo-sc a evtracjao
de pedras daquello lunar ; cm virtude do que resol-
veu- a cmara se ofliciasse ao capillo do porto pe-
dindo-lhc esclarecimenlos sobro esle objecto. A
requerimento do Sr. Oliveira, resolveu-se que fosse
de novo em praja a obra dos melhoramentos pro-
jeclados da estrada chamada Corredor da Varzea.
Mandou-se remoller a cummisslo de edificaran o re-
querimento de Manoel Antonio dos Saulos Ionios
com urna planta.
Dcspacharam-se as peliroes de Antooio da Cosa e
s.t, Antonio Joaquim dos Santos Atnlradc, Francis-
co de S Cavalconti de Alhuquerque, Guilherme
Purcell, Herculano Alves da Silva, Jos Carneiro,
D. Isabel Ribero Pires Ferreira, Joaqoim Fernn-
desde Azevedo, Joaquim Gonjalves Salgado, Joa-
quim Lopes de Almeida, Jlo Sitr.Oes Ferreira, I).
Joaquina do Rosario Guimaraes Machado, Jlo Pin-
to deMaaalhles & Companhia. Luiz Jos Marques,
Manoel Ignacio de Oliveira, Manoel Lniz Goncal-
ves.Marianna da Couceirlo Pereira,;Moreira & Fra-
goso, Apolonia Fernira Gomes, Thomc Joaquim'jde
Oliveira, e levaotou-se a sesrfo.
DIARIO DE PERYHIBl'fO.
vantagens, ou a anles necessidade da Direito Romano
em nossas FaculJades de Direito, rompetido a nu
vem, qoe avendava os odios dos legisladores do
1830 !
Nlo he para admirar o silencio dos estatutos do
nonas Academias entio sobre o Direito Romano na
dislribiiicao desmatarlas do entino; porque, bem
que doloroia, he urna verdade constante, e incon-
leslavel, que os homens polticos p/ooccupaitos das
utopias e inoovajftes, que se eriaem em doulrlne
as pocas revolucionarias, ientam-ie pouco dispot-
tos a ouvir com doclidale os conselliot da experien-
cia nos objeclos sobre ludo, em que visivelmenln
te cuxerga a pbytianomia do pastado. Quem... como
despreza-lo, se he elle o thesouro, em que eslo en-
cerradas as verdades jurdicas, que levara a luz 1
todas as comblnajes legislativas dos poderes da tr-
ra. Filbo da philosophia a mais heroica, e a mai~
severa do Porlico, elle vegetou na experiencia dos
negocios mais arduos, dos interesses os man oppos-
los, edas necessidades mais urgentes das associajes
humanas, quem u duvida".' Se esle faci he inac"
ciooal, e peremplorio do que vos acabo tle dizer.
Marchai sobre os pavos, de que nos deixaram bri
litantes vestigios os alumnos de Beryle.
Eu farei quanto estiver em tnim para vos enri-
quecer dos Ihesouros da scieocia Juslneanea ; mas.
tudo depende prleipalment do vi; porque he de
geral convicjlo, e experiencia de lodos n* das, que
1 vozes do mestre sem o concurso das diligencias,
a perteverauja doJ discpulos soao.como o (rovlo uo
deserto, e pe lem-se como o fumo nos ares.
Senhurcs, para eingir a Laurea dot trabadlos, e
fadigas, que custa o aprendiado das ciencias, nlo
basta o desejo de aprender, nem mesmo o desejo
animado pela esperanra do urna relribuijlo vanta-
josa. O desejo cede, e a esperanja foge, se a esles
dous poderosos inslrumenlns da cultura do espirito
se nlo vem reunir o abandono de todas es dislracjes
incumpaliveiscomo esludo dasletlras.mediante a gra-
ra, e as heneaos ta llcmdila entre as mulheres.nossa
grande padroeira, e singular protectora dos esludes,
e eslahelecimentos scieiilincos desle, como de todot
os estados, que professam a religilo universal. En-
cessvcl ao utopista innovador, elle se oflerece aosi Uo, e s enllo o desejo he utna forja irresislivel,
odios do pliilosopho, e do verdadeiro jurisconsulto
em toda extenslo do seu horisonte.
Figure-se, que he possivel as geracoes prsenles
a proscripjilo absoluta do Direito Romano, c apagar
a esperanja urna realidade futura.
A proposito lembrar-vos-hei, que o grande prin-
cipo, grande legislador, e restaurador da tcienei,
julgando superior 11 flaqueza humaua o projeclo de
iuteiramente a mamoria de suas iiisliluijoas a de i reduzir a um s volume systematcauenlo oraanisa-
No dia 28 do correle leve lugar 11 abertura da
aula de Direito Romano, da Faculdade tle Direito
desla eidade, recitando sen digno lente o Sr. dea-
embarcador Manoel Mendes da Cimba Azevedo o se-
guinle discurso :
SeohoresEscollado por S. M. o Imperador para
reger a cadeira das Instituas do Direilo Romano, en
muilo me honro, e me gloro por esta prova de con-
fiauja que acabo de receber ; e della tiro a dupla
vanlagem de animar a miaba fraqueza, e esperar o
termo da vida em um exercicio superior i todos os
exercicios da publica utilidade.
O magisterio he sem couirailijan a'fonle de que
dimanam lodos os elementos de ordem, tle civilisajlo
e progresso; mas a honra a a loria que dahi me re-
sulta, seria para tiiira apenas um titulo da bondade
do monarcha, e para a nar.io um presagio, senlo
urna prova do malogro do seu zelo e dissipajlo de
saut Ihesouros, se eu alo coulasse com os talentos e
applicajlo dos jovens escolares, a quem me conbe a
honra de abrir as portas do templo, aonde devem ser
coroados os seus estudos.
Nlo me foi fcil 00 curio espajo de 6 dias, senho-
res, enem mesmo fra preciso canjar-me com a de-
monstrarlo da ulilidade do estado do Direito Roraa-
no ; porque o voto unnime, e nunca interrumpido
de tudas as nacaos cultas da Europa be um espelho,
em que ella reflecte com urna laz, que jamis se a-
pagar.
Com o lestcmunbo de lodos os po\os, e de lodos os
seculos, o veneravel hispo de Meaux responde viclo-
rioiamenle aos detractores desta sciencia prodigiosa.
O Direito Romano, diz Bosstiet, be a razio escrip-
ia ; se todas as najes o interrogara, he porque to-
llas acham itellc respostas de urna eterna verdade ;
e quasi meioseculo depois exclamava o chancader
d Agusseau 00 seu xtasi, e na sua admirajlo pa-
ra os lets. Romanos: este be n direilo,que depois de
ler governa lo o 111 ando par sua aulordade, conti-
nua a governa-lo por sua razio. Oh quando .'
quando acharemos Popnianos !. o E, advert, se-
nbores, que de Agusseau era o ornamento da ma-
gistratura franceza uo seu lempo, o mais douto, e o
mais profundo de lotos os interpretes das leis civis,
e que estas vozes foram por elle proferidas, quando
a jurisprudencia j conlava nos seus annaes nomes
lio celebres, como os de Irnerius, Cujos, Doumolins'
lloflimans, Domots, Frabols e outros, cujos servijos
repblica das latirs, slo de urna ordem, a de um
valor iuextimavel.
Vuivo ae I-..UU..- dos nossos. dos codieos estran-
geiros, que mais bom un a humanidade, e acredi-
tara a civilisajlo moderna, e vos confessareiscomigo,
riue uenhiiin principio slo, nenhuina Iheora solida,
e praticameatu ratificada nellesse acha eslabelecida,
que au soja o fructo dessa raz fecunda, que a phi-
losophia sluica planlou sobre as margena do Tibre, e
que regada pelos senbores do mundo e steodeu-se, e
germinan a arvore fecuoda, debaixo da qual repou-
sam e florescem os imperios.
As tempestades polticas, que na sua impetnnsida-
de e furor dessecam, e deslroem as plaas mais vi-
josas e nutritivas do corpo social, debalde rugem so-
bre as suas aaanMM e dilatadas vergonteas... e por
que? porque os Icis Romanos pacluaram com a razio
universal, e espos iran o futuro das najOes por urna
previslo quasi divina !
nanlas iasliluiees, quant>sleis,quanlos cdigos,
e ultlissimas reformas nlo suecumbiram vonlade
imperiosa dos res, e funesta illuslo dos partidos I.
O melhor de ludo, qae nos refere a historia dos lem-
pos ulicos, nlo tem resistido trrenle impetuosa
das paxes egostas.
Esteris fragmeulos, para nlo dizer deslruijao e
ruinas, eis o que nos resla das sabias nslituijoes da
Greda e do Egyplo ; mas o Direito Romano tem a-
Iravessado as pocas mais revolucionaras, deque a
historia ftz menjlo, lodas as revolujes reformado-
ras, e lodas as reformas impensadas e incompaliveis
com a itidole, e hbitos das najes reformadas. Nlo
foi um feliz acaso, alo o prestigio da forja, oem foi
somonte um tributo de respeito, urna homenagem
razio escripia, nlo. A immuuidade das leis roma-
nas estiva decretada nos designios da Providencia ;
porque o cdigo civilisador do genero humano devia
continuar a ser o tv po e o modelo de lodas as legsla-
jes razoaves. Eis a razio, a nica razio, se nlo
me illudo, porque o corpo de direilo prestirme, sem
as ter visto, a pTiilosophia e as neressdades das ge-
rajes futuras. Nlo he por tanto urna laucara, nem
mesmo una hyperbole o dizer, que os Icis Romanos
se appropraram aquella parte do governo desle
mundo, que Dos reservou sabedotia dos ho-
mens I
Nos 12 seculos,que separara o reformador das Icis
do fundador da eidade, netihun aconlecimento im-
portante houve no mundo, que nlo tivesse os seus
relinimenlos us muros de Ruma. Enllo quanlos
fados dignos tle conlemplajlo e de eir.me .' quanlos
successos combinados com as paixes mais exigentes,
e os interesses mais variados da repblica quaulas
experiencias sobre as causas progressvas e retroacti-
vas das najes .' sobre a f tos tratados e allianjas
baseadas nq inleresse coramnm da sociedade univer-
sal '. Vede bem, senbores, o que vos acabo de dizer ;
vede bem, que o olhoda Providencia, que v o pre-
sente to perfeilamenle como o passado, encaminha
as pocas, e as ideas de modo a produzr a completa
naltsajao dos destinos humanos Os destinos (esla-
va determinado nos conselbos ta Providencia) sahi-
ram da cabeja dos Paulos, Ulpianos e Celsos, como
Minerva toda armada da cabeja de Jpiter !
Mas nao era ludo ; porque aiuda falla va ao genio
de liorna para correctivo, e perpetudade de suas
leis a forja e a grandeza, que ella nlo poda esperar
dasabedoiia de seus Consultos, nem do valore pa-
triotismo de suas lecioes. As Tabas e o lbum ti-
nliam a perreirlo, que os homens e os lempos podem
cotnptel n ler ; raas nao era tudo. Soou na Pales-
tina a hura da reuovajao do universo. A lber la le
o sat la cmnome do cbrisliaiismo, e o chrislanis-
mo com seu amor, com suas doutrinas e seas exem-
plos corrido os excessos, c aboli as dislincjOes odio-
sas debaixo da certas relajos" menos dignas do ho-
rnera e da sociedade.
Foi o Cluislianismo.foi a Cruz, foram os Marlyres,
foi o Evaogelho quem poz na bocea tic Sneca esla
verdade tan aiidga como o mando, e at enllo dcs-
conhecida pela philopsobia paguaomites homines
lequales xunt, mxima cnim par/ qualitas. O ebristianismo, diz o sabio Giran, por
stia humanidade e seu cosmopolilismo, como pela
suas leis. Aiuda resla saber qual o elemento scien-
tifico de legislarla, que deveria presidir ao plaoo
de um ouvo corpo de direito, qual o fio r,inductor
que nos lirasse do labyrintho de ideas vagas e in-
completas, da eonfusao e mullipliridade tle interes-
ses, que oceupam o pensamento do legislador, e ou-
tros, que escapara a philosophia mais eugeiibosa, e
prudencia maisconsuinmada... ai de nsl ai de lo-
das as najes, se o exemplo do passado uos nlo ad-
verte dos perigos do futuro. Sobrara os erros, quan-
do ama verdade exclusivamente se apoia no simples
bom senso, e no amor da patria.
Os que mais pretendessein desviar-ss delle, mar-
cbariam com elle sera reconhecer a uno benfica,
mas occulla, que os encaminha. Isto he cerlo, a
lambem nao be menos certo iiippello para a cons-
ciencia de todos) que qaas sempre o que se tem o
ar de desprezar, nlo se despreza realmente, nlo se
ouia, ulo se pode, nlo se quer mesmo 11 fundo
do corarlo, a O maior elogio quo se perla fazer
de um livro, diz o ahbade Beaulin, he o uso, que
se faz delle. 11 Estas vozes soam toda grandeza do
Direilo Romano do rctico ao Antrctico, do Levante
no Oeste.
Crede-me, senbores, que tudo quanto al huje se
lem escrpto contra o Direiti Romano, parece anles
urna specie de scepticisino, ou fascinarlo, quem o
orgulho humano tem comlemuado alguns tratidis-
lis modernos, de que urna opinilo e-tudada na phi-
losophia do hornera, c na experiencia tos negocios
civis. Slo esteris declamarnos -oralmente comba-
tidas e raprova la', que passatn romo ligeiro sopro,
que ulo curva o mais tenue ramiubo do raslero
arbusto. E direi ainda : sao semeibantes a esse.
espiritos immundos, de qoe falla o evangelho de S-
Malhcus. que ala adiando amule pausar, voltam
para o mesmo lugar, da donde sahiram.
Nlo obstaote o testemunbo o nutoridade de tantos
Ictt e doutores, com que tenho oceupado vossa al-
tenjlo, e qoe esludaram o Direito Romano na ton-
ga carreira de sua vida e de seu ministerio, que o
professaram as escolas, que. o praticaram no foro,
que o tem julgado na sua experiencia e nos seus
corfselhos, e que delle finalmenle lem fe.lo o Iherna
de seus mais serios examos e profundas medilajes,
eu nao posso resistir ti lenlajlo de repelir-vns nesle
momento o secuinle paracrapho de lerri.it S. Priz
no seu excedente opsculo da historia do Direito
Rumano a pagina 272. Ouvi, e psnsai sera preven-
jlo sobre elle:
a As leis romanas foram escolladas por Dos pa-
ra dar ao mundo um modelo de sua juslija. Novos
registros do templo de Minerva, seus livros de di-
reilo (falla dos Icis.) conten as decis&es as mais sa-
bias e as mais aulas, que lem jamis existido, com
as quaes nlo lera -i.lo. e nem serlo comparaveis
as de algara outro povo cotilleado debaixo do ponto
de visla de sua confrmala le com a razio, e o di-
reito natural, de ana ractidlo e de sua soblimidada ;
docises, sem n auxilio das quaes a ordem, a policia
e a paz nao reiiiariam* nos estados ; nlo poderiam
ser bem regula los os cosiumes de um paiz, e ne-
iiliuiu particular poderia ler urna idea bem exacta
do bom e do justo; docises, emque os Icis. ro-
manos marchara lio reclmenle, como Salomao no
'ivro sagrado da sahciloria, 00 antes, cujos princi-
pios, parece, terem sido dictados pelo Espirito San-
io mesmo. Orculos sinceros da verdadeira polilicn,
receptculos, ou Ihesouros inexgolaveis de equida-
de, de juslija,' de doiilrina e de erudico, esles
livras encerrara lodos os conhocimenlos imagna-
veis, e dispensara de estudar nos outros quasi todas
as especies de scieticias, sem excepjo da tbeolugia.
Elles slo de alguma sorle a rqprcsentajlo, a im-
era do'unverso intoiro... Urna arte admravel nel-
les brilh.t em todas as suas parles : s os homens
eslranbos toda nojlo de ordem, cheios de igno-
rancia c de maldadc, cuja inepcia iguala a impu-
dencia, podem censurar as suas disposijes... Em
urna palavra, Justinianc fazendo-os extrahir, e mc-
1 liodir.menle orcanisar, foi o ministro de Dos so-
bre trra, e excepto a Esrriplura Santa, nao ha
obra alguma qae se possa comparar com o seu cor-
po de direilo.
Os nomes dos autores, que allestam o que acaba-
mus de ouvir, se acham impressns tas olas a este
paragrapbo. Diga-se aiodn, para dizer ludo de urna
vez, que entre elles fulgura o nome venerando do'
papa Jalo VIII. Oh Daos oh Roma '. Roma inveo-
cvel Roma mraitavet .'.. como que soam pro-
digiosnmenle aos meus uuvidos eslas notaveis ex-
presses do celebre Bonricius na nota 29 ao para-
grapho referido : He quasi um artigo de f, que
os lela romanos foram inspirados por Dos, d
Atlendei, senhores.que estas ideas nlo foram sug-
geridas as controversias de ama discasslo capri-
chosa, nem nos accessos radiantes do enlhusiasmo.
Nlo, ellas foram meditadas no gabinete, escripias no
repottso, e na calma, e publicadas uas pocas da mais
severa censura. Podo ser exagerado, mas oao he
um absurdo o vol sincero do jurisconsulto bollan-
dez ; porque, seuhores, (anta sabedoria em urna le-
gislarla, que nao leve original, modelo, ou imita-
j.o ; que se ajusta com a ndole de lodos os povos
da Ierra, de todas as idade, lodas as creujas, lodas
as polticas ; to anliga como a eidade eterna, c no-
va sem novidnde no meio dat enovajes, he um fac-
tu que se nlo pode exclusivamente atlribuir aos da-
llis recursos da intedigenca humana.
Slo os mais recommendaveis tos :1 seculos, em
que mais lem florescido as sciencias, e aa arles, os
homens, cuja nutoridade inressanlemente invoco ; e
vos vedes, que elles nlo podem ser suspeilos de ig-
norancia, simulajAo, intensse, ou oulro motivo me-
nos digno do renoino, que loe iran posleridatle no
catalogo das sciencias. He visto pois que esl fora
da menor apparencia de disculpa fatigar mais a vos-
sa atlenjo com este assumpto.
Mas antes tle concluir o meu discurso,seja-mc li-
cito enlreler-me aiuda um pouco com os jovens aca-
dmicos, a quem agora particularmente me dirijo.
Illude-se grosseiramenta o cstudante, que coo-
fiantlo 110 talento, de que he dotado, alo vela noile,
e dia sobre os livros. O talento, briosa por rio da
mocidade brasileira. be um privilegio da nalureza 1
mas um privilegio cootlicciooal.quero dizer, estril,e
Ilusorio, senlo for assiduaracnle cultivado pelo es-
tudo, e o csliido ennobrecido pelo amor da patria,
e da scieucia. O talento he por forja ta verdade
um efficassimo, e portentoso auxiliar do esludo ; mas
esle sem aquello po le fazer um sabio, e aqoel-
le sem esle s lem feilo charlalles. Que de males
para a uajlo, que de deceproes, e remorsot para o
joven acadmico, que alravcssa um lustro de desla-
zas, e freqnencia com o designio de obler, e nata
mais, um pergaminlto, que apparenlemonle o hahi-
loomontlo informe de leis.conslituires.e reescri-
plot de difierenles idades, e sob diversas formas de
goveruo, vacillou sobre a execujlo desla vaslissima
empreza ; e a lerin cor lmente rajnnciado. como
nos diz elle mesmo 110 sea prefacfrao Digeslo. ae
aleando as mos ao ceo, e fervoianmeute iovocando
os succorros da Diviadade se oae'scnlisse defde logo
animado de inleira confiancj n protecjlo celeste
para emprehiitder o Irahalho admravel, e nunca
assas admirado do corpo de dinilo. a Manbus ad
fum ercclt se perfeeisce, juvanla Dco, quod nemo
ante sutnn un .eriurt unqiiam speravil eque hu-
mano ingenio puatibile penelus t-xislimavil. a
Cheios desta verdade soberana, como t(ipponho os
alumnos do Prtico brasileiro, eu desda ja me con-
gratulo cuta elles, e com todos ot atetes compatrio-
tas por este feliz presagio de seas ptogressos, e dos
iiiniiareros bens, que o Brasil aguarda de suas lu-
zt!, e de seus servijos. Praza a Dos que assim
laja.
i) vapor Soten!, entrado honlera do Soulhamplon,
via Lisboa, Madeira, Tcncnle o S. Vicenta, truuxe-
iiov as carias de nossos correspoudeuloa de Paria,
Hamburgo e I isba, que ficam transcriptas em oulro
lugar deste Diirio,e bem assioi gazelas iuglezas,
francezas, italianas e portuguezas ; as primeirns cse-
gundas al 9 'lo corrente; as terceiraa at 4, e as ul-
timas ale III-
l)as carias di nossos correspondentes, principal-
mente os de 'aris o Hamburgo, verlo os leitoresque
a lula dianle d; Sebastopol eontinuacora o tiiesmo ea-
caruijamenlo que .10 principio,entre RusteseAlliados
leudo estes uliiinaineule alcanzado alguazas vanla-
gens, pois conseguiram apossar-se al e2 do corren-
te de varias obtas de defeza exteriores, das quaes a-
qucllet nn ten podido expulsa los, eamora bajara
feilo para sao mui grandes esforj.ua.
Todas as tropas runas que coiupoeaTa guratelo
Me Sebastopol, a qual ltimamente fora reforjada
com mais 60,000 horneas, acham-w' agora dentro
des-a fortaleza, e brm que as ruinas causadas pelo
fogo das baleras adiadas tenbam sido pela maior par-
le reparadas, todava parece que seas defensores re-
celara um assalto, e preparam-se aara o rcpellir.
O general Oslen-Sackeii mandea sahir de Sebas-
topol todas as pessoas do sexo (einino, que ahi se
achavain, e o trio duque Nicolao, tomando em con-
siderajao que grande numero dtssas iufelizes esla-
va 111 privadas de lodosos recuraos, mantlou dar de
seu bolsinho ll>) rublos a cad aili de familia pobre,
e de 20 a 50 a cada mulhet solleira, segundo o seu
grao de oecessidade.
O general Liprandi achava-se aiuda no campo
com o seu exerrito, nlo leudo podido obrar contra
os adiados por causa da copiosa chava que ollima-
menle calara na Crimea, c que por. assim dizer in-
timidara lodas as ostra las. humedecendo o tolo a
ponto de tornar dificti I tosissima.ou anlaa impossiveta
marcha de um corpo tle tropas numeroso; entreun-
to os allindus,pira o lim de impetlir que aquelle ge-
neral marche em soccorro da fortaleza, quando for
assallada, resolver 111 atacado em seu acampamento,
sendo encarregadot dessa niisslo os generaes Boa-
quet e Omer-Pacha.
Desde 9 do mez passado em que comecou o boin-
bardeamenlo, s nos das 25, 26 e 27 esteve suspen-
so o foso de ambas as partes, tornando a comej.tr ua
noile desle ultimo dia com o mesmo vigor e aclivi-
dade que tu* principio. Calculam-se em 2t>,000, ter-
mo medio, os lirosdisparados dia e noile, pelas ba-
leras alttadas rotura Sebastopol, e turnando igual
numeru para aquellos com que Ibes rcpotultiii os
Russos, temos mais de 50,000 balas e bombas troca-
das diariamente entre os coinbatentes, o que d mais
de 2,000 por hora, e quasi 10 por minuto !
Nlo contentes cora ludo isso, preparaiu-te os bel-
liceranli-s para colisas maiores.
Eis aqu o que a respeito dasses preparativos te le
em um escriplo que temos a vista :
De toda parte, c quasi diariamente, marchara
reforjos para Russos e adiados. De Pars ju parti-
ram para Coiisl.iitliuopla todos os deslacameulos da
guarda imperial ; em pinicos dias foram embar-
cados em Toulon rom destino para a Crimea 14,000
homens ; 4,000 sahiram de Marselha e 2,1100 de Ar-
gel para a mesma pennsula ; urnas pnuua de naos
francezas resressaram de l para recoaduzir novas
tropas ; mais 8,000 Turcos chegaram ha das a Eu-
paloria ; uns 0,300 Egyprios mais foram transpor-
tados para a Crimea cm cinco vapores francezes,
que rebocavam lambem urnas potijat de embarca-
jes carregadas de vveres e do material de guerra
do mesmo corpo ; tres mil Inglezci foram ha pouco
reforjar o exrrcilo britnico, .idealmente elevado
a* 36.U00 homens ; nlo contento tle mandar vir da
India parle de seus regimeulos, recruta a Inglaterra
tilo poucos toldados as suas colonias da America do
Norle. M Oca alraz a Ru-aia em suas disposijCas
bellicas : Sebastopol acaba de ser reforjada com
mais duas dUisos de sesseota mil homens : todas as
tropas disponiveis de Betsarabia marebam para u
i-ibuio de Perekop ; ha no reino da Polonia novo
movimeulo de tropas, cm .consequenria do que se
acha inleirameule desguarnecida de tropa toda a
margem esquerda du Vstula ; de noile e dia traba-
Ihara as fabricas d'arm ts do imperio, e ah leem ido
eslabelecer-ae moilos operarios aderles, teduzido*
pelos gratules inleresses que Ibes hit sido offereci-
it^rm I I m in.i. ii'tii i.HlIVtll ia iloln -1 ni .ii.vt nuil..
dos ; todo o imperio, emfim. se acha ta maior agita-
rlo.nlo se encoitlram senlo (ropas em lodttaa estra-
das, nlo se ouvem por toda a parle senlo hv mitos
luarciaes, e chegaui a cada momeatt Russia aa
tribus nmadas do Caucaso, quo os imperadores da
Hus-ia procurara ha muilo civilisar par meio da dis-
ciplina inililar.
<) mesmo escriplo exprime-se da mtneira seguin-
le acerca dos esforjos que tle lodas as parles ae fazem
para occorrers despezas da guerra :
a Nlo he de admirar se, atienta, a incerteza do
lempo que tem de durar a guerra, for toda a parte
te trata de levantar fundos para ffer face ua in-
mensas despezas que deve uocessarianeaU occasio-
nar anda. Na cmara dos ruiumuntfoi o mrama-
lo apresentado pelo chanceller to l|etouro, o nclle
he avadada a receila publica em 63 milhoes de li-
bras e a detpeza em 08 midios; alie de preeorlier
o dficit provavel da 23 milhoes de libras esterlinas,
pmpoz o chanceller um empre-liino de lli tnilhoe*,
o augmento de direilos sobre os assoiares,cha,ca,r,e
bebidas espirituosas da Escocia o (rlatda.n augmen-
to de um por cealo no imposto sobre o reudimentu,
ele. etc. Decidido o empreslimo de tl> milhoes de
libras, foi elle em sua tolaldado lmalo pela casa
Rolhsrhild. Pelo governo turco foi encarregado
Ali-Pach, seu represenlaate aas coofarenctas de
Vienna, de obter do imperador Napolelo e da rai-
nha Victoria um subsidio de dez milbes,de francos
paia as grandes exigencias da guerra, Ufuadat ca-
da vez maiores, diz o sullat, fin conseaiencia das
grandes despezas que lhe occatsonam as continuas
requisijOes tas itdmioistrjes agilitares, francesa o
ingleza.O clero do convento de S. Serjjjo, junio
Moscovv, que psssa pr ser um dus mais ricos da
Russia. acaba pela segunda vez, de fazer ao impera-
dor um donativo patritico, e se elaya, dizem,
mais d'um midilode franeps, O ramintio de ferro
de Mosco trouie ullimauento a S. Palersburgo
urna ronsideravel massa deouro e prala, proveni-
ente das miots dos monles Oral, as quaes vio dar
este ann, em cun'eqnencia do deaenvolvimeiito
do (raballiat de explottjes. mais ae alelada Uo
augineulti de beneficie* sobre o dos anaos passados.
Tudo soe mulo mals ter pela guerra altsorvido,
se em kreve se rio termina.
O redo Piemonjte fez ja" embarear para a Crimea
parle do conlneeviie que *e comprometiera a dar
nata a sustentajao da guerra contra a Huasa.
Foi no dia 12/o mez passado. quo essn operarla
leve luear em/ioitova, sendo a tropa embarcada to-
da de artilharia.
Nese mesmo dia, per neeatilo da entrega ta asta-
deiras, puiiHineiiiti o minisiro da'uuerra, geueral Da-
tando, a se/citiiitc-all irue.io em Home du re :
Ifliriaes, ofliciaes inferiores e soldados : l'ma
lite aos cargo pblicos, c aquellos principalmente, guerra feWidad na juslija, e de qoe dependen!
pureza de sua moral conlribaio poderosamente para que nlo slo de fcil previslo
que slo pelas leis, c pela natureza das cousas a coroa
cvica to mrito conquistado pelo esludo, e nohreza
de carcter. Por mais fundados que parejam >er
ot clculos do egosmo, orcullain revezo*, c perigm.
esleader i lodas as najes os direilos civis, que ao
principio pnreriam ser o patrimonio exclusivo dos
ddadlos roroaoos.i) He o que j* tinha ditoS. Paulu
ne-las poucas patavtas, que enchem o mundo todo:
recantos de Jerusalt-in, evini luz o que eslava or-
eado as Irevas. >, A lampada era a lei romana re-
formada c esclarecida pela lei do Evangelho !
Felitcs mis, que vamos saborerar os seus fructo,
e grajas legislatura de 1849, qae no teu patrio-
tismo, e na sua sabedoria sellou cora a lei de 1851 aa
A l.'niversidade de Borvlc fot a mais liorescenle, e
a mais famosa de todas, que Constantino fundou de-
pois do Chrislianismo; porque os seus alumnos era.
como nos refere .1 hisloria, mais assiduos, e applira-
dos, do que aquellos, que frequeutav.im as de Coiv-
lanlinopla. e de Romt. Della sahiram os mais pro-
ftiudoslcts, a quem Jusliniano incumbi da re hie-
ran, e rodacjlo dos tres castigos que o precedern)
e um dos 3, a quem elle conflou a redaejau das ins-
tituas, qae faz o objecto desla cadeira. Ex-aqui,
I hoorados e briosos acadmica*, um exemplo tradic-
Iranquididadc da Europa e os deslinos da nossa pa-
tria not levam ai Oriente. Veris ierra remlas,
nndet cruz tle Stboya, oo he desconhecida ; vens
pnvo e excrcilos cuja fama corre pelo mundo. Sir-
va^vos de estimlo o sea exemplo, e mostrai a lodos*
que tendes o mesmo valor que os vossot antepassa-
dos. J vos cuioi ao campo da honra, do que me
lembro com orgulho ; parliripe dos vossos perigo
e fadigas ; hoje lenho a inastia dc_ me separar de voa
por algum lempo, mas o meo pcnsamenlu vos segui-
r em toda a parle, e sera un) dia feliz aquelle em
que me for tlado reonir-me vostat llleiras. Sol-
dados, ah tendeaat vossas baudeira. Valerosamen-
te despregadas polo magnnimo Carlos Alberto, sir-
vant de recordar-vos a patria ausente e olo terulos
de liebres Iradijes. sabei 4afende-la. Tra/ei-noa
as corea de noVas glorias, o ot vossos sacrificio to-
rio abenjoados celas gerajots presentes e futuras.
Muitas paasoat porom aueuram mal desta expedi-
rlo, eeuvaoeida de que tent olla eotaweado debai-
miitii flnn


DIARIO DE PERNAMBUCO OtJARTA FEIRA 30 E MAIOOE 9355

o de DMut auipicios, nao pode ter raui glorioso
fim.
Kii o que lomo a osle respeilo no escriplo a que
cima no referilo :
O maosauspicios principio a cxpeligo pie-
monlcza : partid'" de lienova o vapor inglez Cresas
com 27 ofh'ciies e 250 soldados, a II milii.is du purlo
ilcclareo-ee-lhe fogo a bunio e penleu-M o navio,
ilvando-se loJavia a tripulagAn, exrepoAn de oilo
|>esMaf ; eslava segn- ua Inglaterra por tres mi-
llie le flancos e valia de 70(1 a 800,000 os co-
mestiveis, cavallo*e mullirnos do guerra que leva-
va : ser intlemuisada essa perd peU admiuistragao
francezi aa Crimea. O general La Marnora, eom-
taadinle era chafe da expedicAn sarda, embarco u
para aquella pennsula a _'S de abril, onde ja consta
haver chegido o eu I. destacamento e para onde vo
pirlir em brete novas emharcaedes carretada' de
tropa*, ("I" quaes dizem atgims que denlro
em pouco se collncara o re Vctor Maooel.
Se a conduela do Pinruniite he franca e de confor-
midad* coin o tratado que asignara rom as poteo-
rias adiadas, Dio o he assim a da Austria. Snlicita-
da pela Russia de una parle e pela Franca c Ingla-
terra da ootra. nao qnerendo ler nenhuma dellis por
inuiiigH. lem esta potencia envidado lodos os esfor-
cos ale lioje smente para gauliar lempo, adiando a
qiestao de sua declaragAo para quando vir que o
pude fuer sem pehgn.
obstante ler adherido por tratado :i adunca
feiU entre a Franca, Inglaterra e Torquia, tem-se
a .liMlria coqduiido ate hoje 19o machiavelcamente
que nenhuma dessas potencias pode contar cum a
nuirehaqne ella seguir precisamente no caso d que
a pai se torne impossivel.
Corre que a rainlia assignara a le loda debulhada
em lagrimas.
Enlre os progressislas ja o havta tratado de decla-
rar o Ihrono vago, caso ella persiste em sua resolu-
to.
A UnSo americana ficara em paz.
A noticia mais importante quedalli recebemos,lie a
da reforma da constlIuigAo adoptada pela legislatura
da Albania, ennredendo aos humen* prelns o direito
de volar.
Nesse momoestado sido linliam lAocopiosasas clin-
vas.que o rio Crescera a poni lal.que inundara inlei-
rameule todas as Ierras baixas que Ihe fleavam adjaceu-
les causando consideraveis projnios.
Em Corning, em urna grande tempestad? que ulli-
inamento livera lugar, cahiram pedras de nove po-
legariasrie cu cu inferencia eoito o ligas de pezo.
O .New Yord Herald diz que a famosa serpenle
mariiiha, depon de nimios anuos de ausencia, appa-
recera receulemenle no cabo Delaware, leudo, pelo
que mostrava, nao menos de 100 pe de compri-
menlo.
Em Londres ficaram os consolidados a 88 3|i ; os
fondos brasileros a 9!) :|| ; os purluguezcs, de
42 1|2; os runos ;i 98; os sardos a 8." 111; os dina-
marqueses a H-2 1|'i o n- I10ll.mde7.es a 63.
PUBLICARES 4 PEDIDO.
s-aqui o que leve lugar a esle respeilo ni ca-
nurados lords de Inglaterra ua sessao de 21 de abril
prximo pastado :
0 con le ri'H irdwirke : ka ura ponto aceren d o
qual nobre coude nao deu avossas senhorias ne-
nhum esetorecimento, a sabor, a posigAo em que se
achaactolmeule culi0Cada a Austria; a Austria esta
n poncho de e colimar d'uin ou d'outro lado.
Erla posigAo he chea de dignidade, eminencia o
forja.
EU de posse de duas Brandes provincias, eom
seus exercilos sobre as (ranleiras da Rusta, e lem
podido conservar urna linguasem que podera permil-
tir-Jhe dar apoin Inglaterra Franja por om la
do, como l Russia, contra a Frang, e n Inglaterra
do ootro lado. i.Escutem!)
ii Ht osla urna queslAo que preoecupa vivamente
aqu I epinicio publica, e quererte saber que dados
lem o governo a respeilo da sorte da guerra, edo
papel qtja ropresenUr o grande e importante Esta-
do da Austria. (Esculem.'l
a O conde de CUrenJnn : Creio nAo poder res-
ponder calliegoricanieule 4 perauota do nobre lord,
s senhorias condecen) perfeilamente o texto do
(rilado a'que u Austria adherio em 2 de dezembro
ulliaw, para com o governo da rainha e o governo
do iebperador dos Frapcexes.
Oo lenho rizAo de pensar que a Austria se f-
faltar dos termos desla convenci. Tudo o que pos-
so diier he, que sexta-feira ultima, a Austria parecia
conservar exactamente a mesma ugugem que
tinhari dirigido os represenlanles de Inglalfrra,
de Fringa e da Turqua aos plenipotenciarios rus-
so*.
Vanas senhorias recordar-se-hAo que he nica-
mente no caso de so nAo fazer a paz sobre as bies
consignadas nesse tratado car-se em estado de concertar medidas para pres-
ipulagiVsemexeeugAo. Este momento naocke-
Rdu anda. Em consequencia, he-me impossivel
dzer que marcha seguir precisamente a Aos-
Iria. s
A mesma incerteza que ha relativamente *o com-
porlaraento futuro du Austria, d-se a respeilo da
l'eriia, a qual urnas veles moslra-se inclinada a fa-
vor dos al'iados, oulras a favor da Russia.
Das conferencia! de Vieniia nada nuil se espera,
visto que os plenipotenciarios ingleies e francezes ja
se retiraram para scus respectivos paites.
Depois. das noticia* do llieatro da guerra, a de
maior alcance que recebemos pelo vapor be a da len-
taliva de assassinato contra a pessoa do imperador
Napoleao III e a do perigo que correu o Sanio Pa-
dre Pi 1\.
as cactat de nossos correspondente* de Paris,
achar.loos loitore*,iufornuQOei circunstanciadas a
le respailo, acresceniaremos apenas que Pianori, o
individuo que tentara contra os dias de I.uiz Napo-
leo, fora condemnado n 7 do correnle pena dos
parricida*.
Mr. Dronyn de Lhuys, ao vollar das confereiu ia-
de Venna, dera a sua demissAo do cargo de minis-
tro dos negocios cstrangeiros de Frange que lia Ires
anniw oceupava, sendo substitu lo pelo conde Wa-
lewAi qoe era ha muilos annos embaixador em In-
glalnrra, inlooccupar esle lugar o coude de Per-
sigo v.
No Pemonlc deram tambemos ministros a sua
demissflo em consequencia de nina proposta do se-
nador Callabiana, mas nao leudo podido o general
Dorando, an qual o rei incumbir esla larefa. for-
mar om novo gabinete, os anligos ministros consen-
tirn! em continuar.
Eis-iqui como o dilo general annunciou no sena-
do o fim da crsc minileriul :
Sabis, jenhores, que em consequencia da pro-
posta fritado novcrno'pelo nobre senador le Calla-
biana, as ministros jolgaram conveniente depor es-
pontneamente seus poderes as mAos do rei ; sabis
gualmeule que adoptaram esse partido afim dedei-
)iarem plenamente livre a accAo da coros.
t U ni honron-m dapois com a misso de formar
novo gabinete, e quiz ao mesmo lempo que o conse-
llio das pessoas que linliam auloridade pelas suas
dnotrinai, o lor da proposla o o carcter das con-
digoe coH que foi apre'enlada fossem submetlidos
liim exa.ne serio.
,>uiz especialmente que e examinasso, e a pro-
pesia pod a ser tomada em consideragAo como prin-
ciio e huso de novas negociages cora a Santa S
seln prfju licar a dignidade do estado, e sem Hen-
der os din itos inalienaveis da coroa ; pos, senhores.
n*i ha neeessario dizer-vo* que se o rei leva sobre-
todo a pelo fazer cessar toda a dissidenchi coma
corle de Rnna, de oulra parle nao deixa de ter a re-
soliigao firme e irrevogavel de manler intacta a so-
berinia do poder civil, e de couservar sua indepen-
dencia em '.oda a sua inlegridade.
Porcoj nao foi dificil, senhores, julgar que se a
pro|i*Ma do senador de Callabiana fora dictada por
uio sentimiento de conciliagAo, que mudo honra seu
aolcr ; todava nA" foi apresentada em termos taes
qiM?a coroa podesse aceita-la nein por si mesma e
isotada, neni cuno fundamento de novas ueaociages
con a corte pdhlilical. Sua aceitagao ararrfetaria ne-
ceanriamen e comsigo. a abdicagAn de um principio
que ti casa de Sahoia lem constantemente defendido,
e qmi nunca foi posto em duvida no direito publico
desla monaichia.
NAo qn rendo de nenhuma maneira repelllr de-
cWid.imenlc cssa proposla por causa do desejo vi-
jAjhn d aproveilar toda a occasiao para chegnr
lionrosamen c a um accordo, nAo deixei de fazer orna
tentativa para com o nobre autor da proposta, afim
de inluzt-lo a modi[ca-la de inanejra que a tornasse
aceiliivel sem dar lugar aot inconveniente assigna-
lados ; porin lenho o pezar de dizor-vos que minha
tentaliva foi malloxrada. O autor da proposta de-
claroi explicilamenle que nAo poda consentir as
modilcages que eu propunha.
Essa circumslancia, senhores, lirou-me toda a
nperanga, de formar um novo ministerio, visto que
eu nao poda afi'tar-me das modificagSe* de que lo-
mara a iniciativa, e corn efleilo sem ellas nAo jne era
poisivel adiar pessoas que quizessem aceilar*a direc-
gAo t a respontabilddde da adminislragAn do es-
tad*.
* for consegninle desist da mssao que o rei li-
nhuhe eonfiadi, e o rei tornou a chamar o anligo
gabhele. (Apoiidos.) n
O rei da Prusiia achava-se doenle de febres inler-
milteaies.
N* Turqua ominilcrofoi modificado.
Tendo sido revocado do desterro Mehemel-Ali,
ennhado do iiiltSo, e isso contra a opiniAo de Red-
schd-Paehii, dera esle a sua demis-An do cargo
de Gran-Vizir, sendo substituido por Ali-Pach,
plenipoteeeiario lufeo em Vienna. Corra que o
antign (irau-Vizir Iria substituir o novo uaquella
corle,
fiallespanla conlinuavam o* espirites em ajilac.io,
e heaumenls empregando medidas fortes, quo o go-
v*rn* Um cnris<;gaidu manler a ordem. L'llimamen-
'a ***>ve aqmdle piz em vesperas de ser exposlo a
nova dturdens.
TeiiilooCiigressoconsttuiilevotado a le de desa-
morusacSo, a rainh nao quiz sancciona-la loco, ale-
gando pata isso tartjs razes, bem que uenhuma de
carcter aolitico.
S. M. dhwn, segurtdn se assegora, que apezar dos
molidos que tinlia pars temer que a le de desamor-
Isiglo nAo ftssc bem Weehida plos povos, com par-
licolaridade no rclalivn'a ven la do- lien* particula-
res communi. nao pona n'esla parle o menor obs-
licol a* accordailo pelas corles; porcm que tendo
minifeslalo o Santo Pailre que esta \ei infringa concrdala, eonsiderava romo um dever encia suspender urna medida de tAo gravo* e trans-
cendentes consequeucias. at que, enlaboland sobre
ella isopporlunas negociages, viesse a termos de
cabal crordo e esclarecimenlo. n
O. Perindio das Pobre* Iranscreve o seguirde da
fnMon.
* Inote fon ni segundo dizem. os esfo'rens le tu-
da elasse. feilos pelo (eneraI Espartero para dis-
saadir a 8. M. do scmelhante re-olucao : apurados
Iodos o* mcios de persoasAo, sabio d'a real cunara
sem uperanc.T d'ohler nutro resultado. Immediata-
menle oafMC ion um ariso leteorapniro ios sem col-
n ininisteriaes, prcveniidn-nj que eslivessem
reunid.is nove da noilc para celebrarem cons-
llui, a que lnlia de fazer-llio graves communica-
Dos accordos adoptados nesle conseibo, muito
M filloa ..qui: porm ;dislulio-me do referi-lo por
nAo ter dados seguro*. 0 cerlo ht que lioniem do-
mingo aa apre-entnram ueste real silio lodos osani-
nislrns, e o presidente e os secretarios da assemlila.
Havia-iis precodi lo o aencral Serrano, que, vestido
de granie uniloruie, percorreu lodos os quarleis e
poslos da guirda.
Qoando chozramos ministros, clava a rainha
ouvindo mis*a na real capella, e liveram por lano
de suspender a sua apr>senlarAu. De regresso S. M.
i real enmara, achiva-ie nella reunida loda a alta
criailaam. Nesla occasiao foi annunriado o general
O'Donnell, e recebido immedialnnienle leve com
S. M. umi larga conferencia. NAo devem >t aven-
lurarmn nos a referir aqoe della se couta. s di-
remos que pouroi monento* depois te cclcbrsu o
conaclho d* ministros. io qual a rainha poz a sua
;iMtf natura ao pe dn lo da de*amortisasHo. o
l.-se na RtcMa de therapeulica medicorinir-
jica do I. de abril, jornal publicado em Paris, o se-
goinie :
noailaro preservalira da febre amarella,O
correspondente de Hamburgo publica, em seu nu-
mero de :t de fevereirc, orna caria do Mxico, con-
Icndoo que se segu :
u Um medico allemAo, M. II..., de idade de 36
annos, e que habita desde alguns anuos o Mxico,
descobrio urna serpenle, cojo veneno, quando he
inoculado nos homens, lem a virlude de presrva-
los da febre amarelta e do vomito-negro. A ino-
culagiio desse vevenose opera do mesmo modo que
a do virus-vaccinieo ; ella determina urna febre que
lem lodos os symplomas da febre amarella, masque
he extremamente fraca. A inoculagAo desse vene-
no nao produz eBeilo ilgum sobre a pessoas, que
ja lem sido acommellidae quer pelo vomito-negro,
quer pela febre amarella, circumslancia que parece
militar em favor da invengan.
Diversos altes funeconarius, e qunh'enlos milita-
res foram inoculados no Mxico por M. 11..., coja
nova invengao, se realmente for um preservativo
ronlra as duas epidemias de que acabamos de fal-
lar, ser* um verdadeiro beneficio para as numero-
sas populagOts, que a ellas eslosugeita*. A prima-
vera e u vcrAo prximos nos mostearan) u que deve-
nios crer.
( Exlraliido pelo Dr. J. de Ai/uino Fonceca.
Ao Illin Hv. Dt>. Joo' de Cars ilho Fer-
ii.iiKl,- Virii-a. juiz de direito dn co-
m.irca de linmpw-Haior ln proviucin
do Pinnby.
EM TksTEMU.MIO DE GBATIDO PELOS SERVIDOS
PRESTADOS A CAXUS COMO IIZ MDRICIPAI. K
DELEGADO DE POLICA.
Sob os punhaes de brutos assassinos
Caxias se curvava horrorsada :
Urna victima aqu era inmolada,
Oulra acola, por nimos ferinos.
Da vinganga cruel os desalios
, Treme faziam pela vida amada.
Caxias se dosera, abandonada
De quem velar devera era seus destinos I
Mas nesla crise agonsanle assoma
Um recio magistrado, um homem forte.
Que pune os crimes e Caxias doma.
Carvalho! ( eis o seo nome ) honra do Norte,
Mui digno geuio dessa anliga Roma,
Cujo nomo enlre nos nAo temea morte.
Porum Caiiense.
CO -T1MERCIO.
'RACA DO RECIFE 21 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colages oflicaes,
Hoje nao houveram colaros.
.LFANDEllA.
Rendimeulo do dia 1 a 28. ,
dem do da 29.......
242.-607J225
7:1.110720
3Mi741t*M
Oescarrega luije :) de malo.
Barca francezaJosepUinercadorias.
CONSULADO i i i II Al..
Reiidimento do dia 1 a 28.
dem do da 29.
39:08li2V
3:00039)1
2:0825875
Os Ollimos avisos ssnalam um^ pooco de arre-, :l8|pelo Irgueiro. Foram comprados em lelao 1.500
fecimanlo na procura, sem que sejam todava affec-1 saceos a entregara prego de sh. 18.9 para um
lados os pregos, que conlinuam como ahi se veem :
Itrasil real ordinario 45il6 a 5 B.Ordinario a rea!
ordinario* 1 |i> a i- 11|I6 B.
Assucar brote. lem havido maior procura, e
venderam-se partidas importantes por pregos subidos
que por ultimo ficaram bem sustentados. Vendas do
assucar do Brasil. ,
Do primeiro a 13 de abril 2.000 saceos de l'ernam-
huco disponiveis a 13 m. h.l*8 maisdous carreaa-
mentos de Pernambnco e parahba a entregar pelo
prego de 10 .">|S a 12 m. b., e 1,000 caitas da Baha
por preco serrelo.
De 13 a 22 de abrilprego colados : 3,000 sac-
eos de Pernambuco e Babia (disponiveis), mais 1,000
saceos da llahi i a entregar.
De 22 a 28lOOcaixasda Rabia do maseav.e brin-
co, e 4,500 saceos dito dito a enlreaar ; e disponi-
veis 260 caixas e (100 accos do mascavado e brinco
com um avango de i B. sobre as boas sorles. lti-
mamente em 28 Je abril foram vendido 3,000 sac-
eos de Pcrnamliuco por pregos firmeslllimos pre-
go. Brasil mascavado 13 l|2a 15 m. b. Iri-
gueiro hranco 15 a 10 (.
Em consequencia do favor que sozamos retinados,
se prev que n assucar bruto gozar ainda por largo
lempo desla boa posigAo.
Couros.A procura foi regular.eo mercado firme,
urna boa posigAo, e provisAo limitada : Vendas
10.000 de Boeiios-Ayre* e Montevideo, 8,000 do Rio
Grande e 6.000 de Zanzbar. Deposito em primeira
man : 14.000, sendo de la Piala smeute 1.800.
no comego do inez. mas as noli-
Caco.Provises inlelramenlo reduzidas, e ulli- ciasda America rerebidas depois assepuraram no-
amen/e ISO saceos viudas da Banhia, acharam lavelmente a posigAo deste artigo. Preve-se que,
proinpiatnente compradores a prego de 3 1|8 a 3 3|4
B. Colam-se : Caracas 7 u 9 H,Trindade a
4 1|4,Guayaquil 41|t a 4 )iSan Domingos 3,>,
Babia 3 ,' a 4 II.. Para falla.
Mudo-ira de tintura.A posigAo he mulo favora
vel para tedas as sorlespregoPernambuco a ro-
a 37 a 10m. b.. B.hia 6 H->
Amslerdam 6 de nidio.
Caf.O movmenlo das transacgOes durante estas
ultimas semanasexcedeu a loda expectativa,e estabe-
leceu em escolenles coudigoes a posigao desle arli-
--. O resultado dos leiles da ociedade de com-
mercio nAo havia no comego salisfeito a ninguem ;
cada um cspeculavaconvprudenciae mesmo com des-
confianga. Comprava-se siimenle para as precisoes
immediatas do consumo ; todava as sabidas aug-
menlaram-se durante o mezde abril.
Sobre u auligo depositosedulasas
saccas........... 29,105
Sobre as quantidades adjudicadas em
Amslerdam em 11 das.- .... 88,530
Sobre as quanlidadesadjudicadata Rot-
terdam em 8 dias....... 51,308
Total- 171,943
NAo restara mais em segunda inAoem lodos os por-
tes da Hollauda, sen.io as quanlidides seguin-
les:
Sobre antigs sedulas. < 50.250
Caf novo em Amslerdam 96,448
cm Rotterdam. 49,666
em Dordrech! 21.430
em Schiedam 13,506
seceos.
IMVERSAS PROVINCIAS.
Rendimeulo do dia 1 a 28.....
dem do dia 29.....
3:099.5732
21387
3:1213119
Exportacao
Liverpool por Macei, galera iugleza Indus, de
617 toneladas, conduzio o seguinle :965 saceos
grandes e 695 ditos pequeos com 5,682 arrobas e
25 libras de lohaga, 529saceos com 2.987 arrobas e
23 libras de assucar, 509 saccas com 2,741 arrobas e
7 libras de algodao.
Londres por Parahba e Rio Grande do Norte,
brigue inglez \Vm. Tuckero, de 211 toneladas, con-
duzio o seguinle : 769 quinlaes 3 arrobas e 2i li-
bras de po-brasil.
Valparaizo, barca sueca (Heno, conduzio o se-
guinle : 4,000 saceos com 20,000 arrobas de as-
sucar.
dem, barca chilena Tres Amigos, d 483 tone-
ladas, conduzio o seguinle : 5,333 saceos cora
27,998 arrobas e 4 libras de Manear.
ERRATA
O brigne inglez Weitmnreland para Liverpool pe-
la Parahiba, conduziu 1,000 saceos com 5,000 l de
assucar bronco, e n.lo como sabio.
HECEBEDORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimeulo do da ta 28.....23:164*954
dem do da 29........ I:206j933
24:37I9H87
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendraenlodo dia 1 a 28.
dem do dia 29.
40:307*381
3:3175810
43:6253191
REVISTA COMMERCIAL DOS PRINCIPAES
MERCADOS Da EUROPA PELO VAPOR SO-
LI.ST, SAIIIDO DE SOUTAMPTON EM 9 DE
MAIO DE 1855.
Cafe.Minuta eitafotica
dos seis principies mercados da Europa, do primeiro
de Janeiro ao primeiro de abril.
As quanlidades vo expresadas em quinlaes iu-
elezes.
Depsitos no
1. de abril. 1855 18.4
llullanda. 612,000 467,000
Antuerpia 96,000 88.000
liamburgo 75,000 130.000
Trieste 69,000 40,000
Havre. 50,000 32,000
Inglaterra. 184,000 259,000
1853
265,000
87,000
30,000
100,000
52,000
365,000
1852
3:16,000
95,000
150,000
76,000
39,000
297,000
Tolal. 1,086,0001,016,000 890,000
Prego do de Java bom ordinario em llullanda por
t|2 kilogramma (em deposite) 15 de abril 29i30
cls., 30 el*., 24 el.
Imporlagao em Ires mrzes. 1855
993,000
a por
29|30

Molanla
(Antuerpia. .
ImpurlagAo >Hamburgo ,
em 3 metes. \Trieste ,
/Havre.....
' Inglaterra. .
Tolal. .
Deposite em 1. de Janeiro.
Somma. .
Deposito no o 1." de abril. .
306,000
94,000
te.ooo
92,000
80,000
5.5,000
(i--,(KHI
1,079,000
1,711,000
1,086,000
18-54.
355,000
56,000
13-5,000
29,000
.56,000
79,000
710,000
1.168,000
1,878,000
1.016,000
Sabidas cm Ires mezes .... 655,000 862,000
Ilamburgo2 de maio,.
As nperage-|ollectuadas cm cute rommegaram no
mez de abril com os depsitos seiniintes:
Em 1852 : 15,000,000 % em 1853 : 3.000.000
em1854: 13,000.000, e em 1855: 7,500,000 a.
Traiisargcs notaveis e al muito importantes se li-
zenin.no mez de abril, e apezar daseonsideraveii
imporlagoes dos cairegamentos arcumuludo na foz
do Elba durante o mez de marro loda i quanlidaile
oflerecida em venda foi logo comprada. Cuanto ao
mais o resultado dos laucos dis vendas da primave-
ra na llullanda contribuio pana sustentar o artigo
em boa posigao c planamente coulrmou a confanca
a respeilo de sua marcha futura. Do Rio fino colori-
do eomega a fazar-se mais raro, e em San Domin-
go, Porto Rico e Lasuayra as existencias sao relati-
vamente mu reduzidis. As vendas das do Brasil
chegaram a urna cifra elevada : eis i.minuti:
Brasil.
Do i." a 13 de abril 15,000 saccas de 3 112 .i53|8 B.
el.la22 26,000 r. 451i4B.
le 22 a 28 > 19,100 u 3 3|4S1|B
De & a 2 de maio. 6,000
Tolal
Giiavia. .
Sin Dimingos
Porte Rico .
3 3|4 5 B.
66,100 saccas.
11,500 5 1|8a 6 3|8 B
9.900 4 9|16a4 7i8B
2,000 5 Mi1Ca5l3il6
!|16a5l3|l6B
Sonma geral. 89,500 saceos.
Toiai na,aoo
Contra isoal poca em' 1854. 308,996
eve-se notar tambein que nao se pude lomar
apontamentn das quantidades idjudicidas em le-
bles senAo durante 8 e 11 dia., enlretanlo, que no
anuo passado, jitse tinba podido tomar durante 5*6-
manas.
Ui ni praga ordens importantes para a exporla-
gao, e odeposilo disponivel se reduz lAo rpidamen-
te que os pregos se sezuram cada dia, e de (al -orlo,
que se pode prever para os mezes de verAo um mer-
cado muilo firme. A respeilo de lodos os oulrus
principaes mercado, a posigAo lie igualmente boa
eos pregos se sustenlam nAo pela influencia di es-
peculago, mas sim, em consequencia das arailes
precisoes que se manifeslam. A tenga duragAo do
invern, lendojpor loda a parte esgotado as provi-
sdes, ha de haver no interior inuitas transaegoes pa-
ra o consumo.
A venda effectuada em 19 de abril em Rotlerdim
tleu bons resultados.4,759 saceos de c-af do Bra-
sil anniinriadns a vemla em ieilo para 24 du abril
foram compradas amigavelmente autes dos laugos
por duas casas por prego que lem ficado em segredo.
2,950 saceos dn mesmn proveniencia apreseutados
nos lciles foram vendidos a prego de 26 a 26 1|2
cen, o bom ordinario; foram retirados 1,289 sac-
eos assaz bom de 5 1|2 a 26. e 545 saceos ordina-
rios a prego de 23 l|1 a 24 cent.
Assucar.O anligo gozou de boa procura, e os
pregos se conservaran! firmes. Nao houve vendas
quanlo ao do Brasil: 54,680 feixes le Java lia > deser
apresentados nos leiles a 16 de maio pela socieda-
de do commerrio com as laxas segiiintes : n. 5 II.
25 l|2-, n. 6 II. 26-, n. 7 fl. 26 ItS, n. 8 II. 27
, n. 9 fi. 973(4, n. 1011. 28 l|2," n. II 11. 29
1,4, n. 12 II. 29 3|4, n. 13 II. 30 l|4, n. 14 fl.
30 :)|, n. 15 II. 31 Ii2, n. 16 11. 32, n. 17 11.
331|2,n. 18(1. 33, n. 19 fi. 33 1|2-, n. 20
fl.34.
Antuerpia % de maio.
Caf.At o presente vendas sustentadas pela so-
ciedade de commercio em llullanda; as transae-
goes teem sido mui limitadas, e comente em refe-
rencia as precisoes do consnmmo ; mas o resudado
l'evoravel dessas vendas leve muito boa influencia no
mercado : ludavia nao teem as Iransacges apresen-
lado animagao, senAo em S. Domingos. A respeilo
das proveniencias do Brasil, asIransacgOes teem sido
boas em consequencia da falla que ha do de boa
qualidade, e das pretengoes a alto prego da parle
ilos possuidorcs. Quauto ao de Java, foi assaz
procurado.
Em summa o mercado fica bem sustentado. As
qnalidades ordinarias do Brasil achara poneos com-
pradores, as boas sorles sAo as procuradas, r infe-
lizmente nao ha, qoasi para bem dizer: Vendas.
Rio de Janeiro e Sanios 10,500 saceos, S. Domin-
gos 14,700,Java 3,400.ltimos pregos : ( pavi-
IbAo estrangeiro ) Brasil fino verde 27 1|2 c, verde
26 a 27,os vor I-mi liado 25 a 25 1|2 ebom ordinario
23 1|2 a 24 c.baixo ordinario a ordinario 22 a 23,
S. Domingos 27 27 1|2 c.
Veuderam publicamente por avarias 540 saccas
do Rio de Janeiro e Babia por prego de 26 1|2 a 49
1|2 c. I|2 kil (pagos os direilosjreceberam-se os
carreitamenlos dos navios seguintes viudos do Rio de
Janeiro: brisue-belga Luiza, brigue-betea Fenelnn,
(3,170 saceos), brigue dinamarquez Selma[ 4,024
sac, J, brisue-belga Orline. ,
A provisao em primeira o segonda mo se com-
poe de cerca de 81,000 saceos, ,' 9,000 de Java.
21..500 de S. Domingos, 50,000 Brasil ordinario
1,000 diversas sorfes. 1
Assucar bruto.N3u ha mudanga notavel que se
deva mencionar a respeilo desle artigo. O aspeclo
geral do mercado he calmo, e as transaegoes, e assim
como os pregos nAo offerecem causado importancia,
e os pregos lem prima a sustentar.
Afora as transaegoes ordinarias do Havana, hou-
vejomente das provincias do Brasil ; a saber :
1,572 saceos de Pernambuco vindos pelo Orlelius
ejn troca) a (1.12 a 12 1|8 pavilhAo nacional 500
saceos dilo dito a fl. 12.-2,700 saceos da Babia pe-
lo IVetlmorcland ipira exportagAo; prego secreto,
mais urna partida da Baha pouco importante em
hasta publica.
ltimos pregos. Pavilhao nacional : Havana
trizueiro n.-IO. II. 12 7|8 n. II II. 13 l|tn. 12
fl. 13 5|8 a I3 3|4. Os assucares fracos, e sem con-
sistencia se vendem geralmeule a II. 1|4 a 1[2 abai-
xu da laxa.
Deposito 22,000 oiixas do Havana 400 ditas c
1,300 saceos do Brasil 13,000 feixes da Manilha
1,700 caras de Java. Ci(a->e ainda pelo ultimo cor-
reio n venda de 2,000 saceos de Pernambuco vindos
pelo Oanie por fl. II 1(4 a 11 3|S pavilhao estran-
geiro.
Couros. Os pregos se sustenlam com bastante
firmeza ; mas a procura lie extremamente calma,
e as vendas feilas nestes 38 dias limitarara-sc i per-
lo di 11,500 de Buenos Ayres o Montevideo e algu-
mas centenas de oulras sorles.
A estagAo do tnbalho domis disso acha-se em
seu termo, e he para temer que em conseqnencia do
resultado pouco favoravcl das teiras de Leipsick e
de Francfort as Iransacgoes nao fiquem afrouxadas
durante urna grande parte do vergol A caresta dos
couros eslrangciros comer a detperlar a allenrAn
dos cortidores sobre os couros indiaenas, cujos pre-
gos sAo proporcionalmenle mais baixos. O pregos
aun dad.-s quanto aos do Brasil sAo os sesuintes :
Rio Grande vaquetas seccas de 8il2 kil. 50 a 52 c.
boi 8|I2 50 a 52c, de 12 a 15 47 a 51 c. dito
1 )|20 de 46 a 48 c. Rio Grande, sainados de boi
10|15kil. de 15|20kil. 26 a 28 cen. dilo de 20 a
a 2> kil. 27 a 29 c Rio de Janeiro alzados di-
versos 21 a 23 c. Pernambuco salgados seceos
e diversos 36 40 c. Baha c MaranhAo salgados
seceos 35 a 38 c. nAo alzados 6|I0 kil. 47 a
>0c. Bahiaditedilol0|l4kil. 12 a 18 c.
Cacao. Arligo bem sustentado e as provi-es
vAo diminuindo cada da, visto nAo cliegar'abnsleci-
mento. Foram vendidas estas semanas em diversos
hiles cerca de 200 a 2S0 sacas de Guavaquil e do
.Maraiihao. Prego colado em dep sito. O do Ma-
ranhAo 23 112 a 24 c. O de Guayaquil a 22 l|2c.
de S. Doroin&os 18 c. por 1|2 kil. 100 saccis do
MaranhAo que eslavam em deposite e destinadas a
exportagAo acabara .le obter o prego de 24 c.
Londres 8 de mai-i.
Cafo. O mercado esleve inuilo calmo na pri-
meira quinzena de abril. Ficava-se em reserva na
expectativa do resudado das vendas em leilAo na
Hollauda. Posteriormente a estas vendas houve
nina boa procura lano para o consumo romo para a
exportacao. As vendas que foram alimentadas pe-
lo cex tAo nativo e das pl.-inlagoes nAo compreiien-
dem caf do Brasil. a sorles do CeylSo pltota-
gesos cafs de cor obliveram una alta de 1 a 16
sh -500 harris mediaoot, OO barricas, e 300 sac-
eos apresentados nos leiles acharam mui fcilmente
compradores pelo prego de sh. 60 a 61 6, e al de
70 pelo mediano.le 52 6 a 68 6 pelo superfino.
4'ourose vendeu do de S. Domingo-, desla qualidade
cm razAo da diminuta quantidade que havia na
praga.
O augmente de dircilos de allandega de 1 dio.
por libra foi causa de que as transaegoes do ullimo
periodo de abril fossem muilo irregulares. Todava
os importadores de maneira alguma moslram que
estao disposlos a afrouxar.
Assucar.Nao obstante as fcsla e as ferias da
primeira quinzena de abril, houve Iransacgoes asss
importantes com um pequeo favor nos pregos.
Afora 5 a 6,000s'ccos das colonias, negociaram se
22.221 saceos adjudicados na lodlididc a prego
de sh. 30. 6 a 36 pelo escuro e Irigueiro, de 36
porto viz'nho e 3,500 para Phymouth a "prego de
sh. 17. 6t; carregatnento* da Havana a entregar,
ele, ele.
. Durante a segunda quinzena de abril e os dias
que se seguirn) as Iransacgoes continuaran! bas-
tantemente activas, e, alera du curso dos negocios
mais cm proveniencias das colonias, fez um asss
grande numero do operarnos sobre as proveniencias
e-lrangeiras, e nolou-se que os prego dos carreza-
iiunlos ( negociados sempre no deposito | nao of-
freram alleragAo com o augmento dos direilos da
alfandega. Do Brasil apenas se ven'leram 3,000 sac-
eos, do mascavado a prego d sh. 30 a 31.
Couros.O mercado foi lAo largamente abasteci-
do que os compradores, que se apresenlaram em
grande numero, lizeram grandes compras. as sur-
tes quo iiitero-- mi ao Brasil, vemos algumas cen-
tenas de couros salzados seceos de Pernambuco, os
quaes depois ele lerem sido aprosen'ado nos lei-
les foram retirados, visto as alias pretenges dos
possuidores. Citam-se lambem cerca de 1,000 sal-
gados seceos de Pernambuco de 22 libras vendidos
amigavelmenle a 7 ', din.
Liverpool 8 do maio.
Algodao.Depois de seis semanas consecutivas
de Iransacgoes animadas c dorante as quaes se ne-
zociaram 80.000 saccas. sendo 35,000 para o con-
snmmo, as transaegoes foram mais calmas. Ero con-
sequencia do arreferimento da procura, e das no-
licias pouco favoraveis viudas de Vwon os prego
esliveram fracos
pos
seguudo a situagAodos algodes nos Estados-Uni-
dos, os pregos teem de se sustentar mui elevados, |
e que as cxpedires para a GrAa-Bretanha serAo l
muilo moderadas no mezes prximos vindouros em
face de om consmmo sempre erescenlc. Esta si-
tuagAo nAo poda deinr de melhor sustentar nossos
pregos e o periodo se termina com urna procura
mais activa; a especulagao pelo seu lado se mos-
tea cheia de ronliauga para o futuro dos alzodes.
Dahi tem resudado um mviinento importante.
Posto que osdpossuilores di proveniencias da A-
raerica (quem antes vendedores, a raridade dos
bellos e bous alzodes abaixo de 5 din., (endo-se
feitu cada vez mais sen'ir, livemos de assignalar
sobre estas qualidades um pleno avango de 1|16
a 1|8 din. por libra, emquaiite- que as sorles Infe-
riores e ordiiarias se elevavam apenas a 1|I6.
Os alzodes do Brasil deram luzar a Iransacgoes
mui seguida* por pregos firme*,porm sem alia.
Vendas totees 23L000 saccas. (das quaes 10,100
sAo do Brasil pelo prego marra lo na rolagao, a sa-
ber : Pcrnambui-o inferior ordinario a lino 6 a 7 3[4
Bahia soOrivel a bom 5 7|8 a 6 3|4 MaranhAo
inferior ordinario a fino 6 a 7 l|i.
Deposito621,600 saccas (das quaes 44,010 do
Brasil) contra 723,000 (sendo 47,800 do Brasil) no
anuo passa'dn em igual poca.
Havre 7 de maio.
Caf.O resultado satisfactorio da* vendas em lei-
lAo na Iloll.ni la nao leve zrande influencia na pra-
ga. As Ir .usronos ficaram calmas, lodavia os pre-
gos se sustenlam lines, e os possuidores nAo mos-
lram ter pressa de realisa las.
As venda das qualidades do Brasil vo ahi cir-
cunstanciadamente especificadas.
De 7a 14 de abril, 1,000 saceos do Rio, do nAo la-
vado, a maior parte a Mingar no desembarque da
cidade de Paris enlre te. 55 a 55. 50 c. 50 kikfde-
posilo)600dilos do lavado de 61 a 6 I.Venlldos
publicamente 1,200 Rio pelo D. Pedro II os la-
vado 112 121 fracos, os nAo lavados de fr. 92 a
106 (pazos os direilos.) De 1 i a 21 de abril 200 sac.
do Rio do nAo lavado fr. 56 50 c. e de 21 a 28. 402
sac. do lavado 59|72 fr. -le 2S a 7 de maio 271 sac.
da Babia pelo prego de fr. 54 a. 62.1,800 sac. do
Rio do nAo lavado do fr. 54 a 68, 600 saceos do
lavado do Rio de fr. 63 a 70, publicamente vendidos
1057 do Rio nao lavado pelo Cidade de Paris, de
100 a 110 te. .direilos livre.)
Chegadas em abril 9225 sac. 3 barris do Brasil,
mais 4637 sac. pelo Imperador 100 sac. da Babia
e 18,208 do Rio de Janeiro.
Assucar.Vendas quasi nenhumas durante i pri-
meira quinzena de abril, as transaegoes ao depois
liveram urna certa animaran. A parte que nessas Iran-
sacgoes leve o assucar do Brasil, he para bem dizer
insignificante; poiss temos a cilar as venda 500
saceos de Pernambuco por prego de fr. 16 a 18 por
50 kil. avanado 50 caixas da Bahia pelo Ave-
nir de fr. 15.a 26, e018 sac. dita de fr. 21 25 a 2-5
50, 406 sac. mascavado de fr. 29 a 31 75380 sac.
soineno.
O da Mauricio ha pouro que appareccram no
mercado pela primeira vez.
Odeposilo conten 2,030 sac. contra 1,800 em
igual poca em 1854 (Brasil),
Couros.Aprocq/a foi muilo mais calma em abril
do que em margo. As vendas totees de abril sC li-
milaram a 17,220 palles por pregos lirme, a saber :
2,071 seceos, 2,268 salzados de La Piala600 Rio
Hacha1,200 Cosa Firme dilos--328 alzado seceos
e 1,400 salzado frescos de Pernambuco2.000 sal-
garlos do Rio Grande400 salgados do Rio de Ja-
neiro. O deposilo acha-se re.duzido 12,000 rouros
serco, e 3,500 salgados do. La Plata140 Rio Ha-
cha seceos2,600 seceos de cavado, e 1,000 vaque-
las da ludia.
Marselha 5 de maio.
CateAs vendas da Hollauda deram mais algnrr.a
firmeza ao artizo. Todava pouco livemos a assig-
nalar quanto ao Brasil. O total das vendas eflecloa-
das no curso do mez relativamente a essa provenien-
cia se eleva a 11,000 saceos, pouco mais ou menos,
dos quaes 27,000 sAo do Rio de Janeiro, sendo 1|3 or-
dinario e 2|3 bom ordinario a 50 fr. os 50 kil1,255
sac. RioI ,2'jO dilo2,700 qualidade muilo ordina-
ria a 49 fr.1,100 Rio superior a 60 fr.520 regu-.
lar a 55 fr. 50 kil com descomo.
Assucar bruto.Das proveniencias eslrangciras
noldRi-se 2,600 saceos do mascavado de Pernambuco
pelo aCourageuie liaqenien 1,000 ditos da Bahia
pelo I ictoire a te. 28 por 50 kil, deposito, com
decoulo e prazo. Para a reexportcAo 4,000 sac^
do mascavado de Pernambuco ( n. lO'hollandcz; a
fr. 27 com qualro mezes de prazo.
Trieste 1 de maio.
Caf.Mercado no comego muilo indeciso pela
expeclaliva das venda da Hollanda, ao depois moi-
lo animado quando foi condecido o-resudado dessas
vendas. Fuliiriza-se bem desle artizo. Negociaram
cerca de 18,000 saceos do Rio de Janeiro e Sanios
pelo prego de II. 31 pelo ordinario, e de fl, 32 33
l|2e 34 I jiplas qualidades .-.uajni.-.
Assucar.As transaegoes teem sido um pouco
m.is activas que no mez precedente, e mesmo se
ir.anitesti certa lenib>nrin para a olla ; alem das
Iransargoescnrreute* do Havana, cilam 5,580 sacco
ite Pernambuco do branco a prego de fl. 18 1|2 a
20, 5,000 dilo dito a 19 19 I|2' II. ; odiinamente
necoriou-se sobre 2,960 sac. do branco de Pernam-
buco a prego de fl. 21 por quintal. Receberam-se
3,270 sac. da Parahiba que eram esperados.
Cacao.Do Pira venderam-se 300 saceos a preco
de fl. 25a25 t|2.
MOVIMENTO DO PORTO.
Xavios entrados no dia 29.
Soulliamplon e portes intermedios20 dias. vapor
inzlez Solenl, commandante J. II. Jellicop.
P issageirns para esla provincia, W. Wyall, Dr.
Miranda, M. J. A. Carpinleiro, M. J. U.' Duarle ;
para a Babia 8 ; para o Rio de Janeiro 21 ; para
o Rio da l'rala 7.
Rio Grande do Snl15 dias, patacho brnsileiro No-
vo Triumphante, de 167 toneladas, capitn Jos
Manocl deSouza, equipazem 12, carza 8,100 ar-
robas de carne ; a Bailar & Oliveira. Passageiro,
Manoel Jos da Rosa.
Buenos-Avres26 dias, polaca hespanhola oCle-
mcnlinaa, de 202 loocladas, capilAo Jaymo Sen-
sai, equipazem 12. em lastro ; a Viuva Amorim
iS Filbos.
Xacioa saludos no mesmo dia.
LisboaBarca porlugueza GralidAo, capilao An-
loiio l'ereira Borses Pestaa, carza assucar e mais
gneros. Passageirns, Anlonio Jos da Silva. Vi-
cente Jos da Silva Tavares o 1 filho menor, Ma-
no-I l'ereira de Carvalho, Luiz Antonio da Cimba,
ii: seiibora. 3 lilhos. 1 criada e 1 filil menor,
Francisca Romana de Azevedo, Venceslao Firmi-
no da Silva.
Liverpool por MaceiGatera ingleza anda*, ca-
pillo John Black, em lastro.
MarselhaBrigue francez Nouvelle Esperance,
ca[it5o Potel Charles Frederico, carza assucar e
, mais genero*.
LondresGalera ingleza Gladiator, com a mesma
carga que Irouxe. Suspenden do lamoirAn.
EDITAES.
O Dr Custodio Manocl da Silva GuimarAes, juiz de
direilo da primeira vara do commercio nesta cida-
do^ do Recite le Pernambuco, por S. M. I. e C,
o Sr. I). Pedro II, que Dos zoarde, ele.
Faro saber que por este juizo so hade arrematar
por venda em prara publica, que lera luzar no dia
4 de junli i prximo segointe I hora, na casa das
audiencia*, Seavallo*, son.ro i prelo, 1 fovern e 1
rodado, avallados por 253000 r>. rada um. embarga-
do* a Francisco Lucas Ferretea por Jesuino Ferrei-
ra da Silva.
E para qnecliesiic noticia de todos,mandei pas-
sar o presente edital quesera publicado pola im
prensa e dona do mpsino Iheor. que sero anuidos
na praca do commercio e na casa das audien-
cias.
Dado o passado nesta cidade do Recite de Per-
n.inihncu aos 25 i!e maio de 1855.
Eu Manoel Joaqun Bipsla escrivao interino o
esrrev Custmtiio Manoel da Siloa (iuima-
raes.
i'cl.i inspecgAo da alfandeza se faz publico,que
no da 1 de junho, depois do meio dia, se lia de ar-
rematar em hasta publica, ,i porta da mesma repar-
ligAo, 475 libras de cobre velho tirado do forro da
escuna lndoia, sendo a arrematara.) livre de direi-
los ao arrematante.
Alfandeza de Pernambuco 29 de maio de 1855.
O inspector, liento Jos' ternandes tarros.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial
manda convidar aos possuidores de taulelas da lo-
teras da provincia, vendidas pelo caiilelisla Anlonio
Ferreira de Lima e Mello, para apresenlarcm suas
reclam;Oes na raesms thesouraria no prazo de 30
dias, a untar da dad deste. alim de ter luear a des-
oiieragao do fiador do mesmo caulelisla, que assim
o requceu.
E para constar I qoem inlere-sor possa se man-
dou allixar o presente e publicar pelo Diario.
Secretaria di Ihesourarla provincial de Pernam-
buco 28 de maio de 1855.O secrelario, A. Ferrei-
ra da Annunciacilo. ,
Iznacio Jos Pinte, fiscal da freguezia da lloa-
Visla da cidade do Recite ele.
Figo publico para inleiro i-oiibecimeulo de quem
perlencer, que pelo Blata Sr. presidente di provin-
cia foi approvada a postura addicional abaixo trans-
cripta, conforme me foi ciiiiiiiiiinieado pela cmara
municipal desla cidade em officio de 23 do correute
met.
Postura addicional, approvada em 21 de maio
de 1855.
Artigo nico. As casas que se edificarem em ler-
rinns novos, nAo. poderAo ler menos de 30 palmos de
larcura, contados livre* no interior dellas, (cando
prohibida a couslrurgilo de predios de 40 e 50 pal-
mos, divididos aomeio: sob pena de 303000 de mul-
la e de ser demolida a parede divisoria.
E para que mi apparega a menor ignorancia man-
dei publicar o prsenle pelo Diario. F'reguezia da
Boa-Vista 25 de maio de 1855.
Ignacio Jos Pinto.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em ruraprmenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do correnle. manda fazer pu-
blico que no da 21 de jnnlio prximo vindouro, pe-
rante a junta da fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar, a quem por menos llzer, a obra
dos reparos do 7. lauro da estrada do sul, avallada
em 1:895.3.
A arremataran ser fei(a na forma da lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do auno lindo, e sob as
clausulas espaeiae* abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem esti arremala-
gao comparegam na sala das sesses da mesma junla
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para panatar se mandn allixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da liiesourana provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 185.5.
O secrelario,
Antonio Ferreira da AnnunciarSo.
Clausulas especiaes para a arrematadlo.
1." Os reparos do 7. lango da estrada do sul far-
e-hAo de conformidade com o orgameulo e perfiz
approvados pela direcloria em conselho, e apresen-
tados approvagAodo Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de4:895$.
2." O arremtenle dar principio s obra* no pra-
zo de 15 das e as concluir no de 3 mezes ambos
contados pela forma do arl. 31 da lei n. 286.
3. O pagamento da importancia da arremataran
verificarse-la em duas preslages iguaes, a pri-
meira quando osliver prompla melade da obra, o *
segunda depois de concluidos os reparos.
4." NAo haver prazo de respoosabilidade.
}.' Melade do pessoal da obra ser de gente
livre.
6. Para ludo o que nAo se achar determinado as
presentes clausulas nem no orgamenlo, seguir-se-ha
o que dispe a respeilo a lei n. 286.
Conforme.--O secretario, A. F. da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspector da thesuiirana provin-
cial, em eiimp iineiiio da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 14 do correte, manda fazer
publico que uo dia 6 de junho prximo vindouro,
erante a junta da fazenda da mesma lliesouraria,
se ha de arrematar a quera por menos fizer a obra .
dos canos de cszolo de que precisa a ra do caes do
Apollo, avadada em 1:7205000 rs.
A arremalarao ser feila na forma da fci provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1854, o tob as Clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalarAo,
comparegam na sala das sesses da mesma junla,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar so mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial .. Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secrelario.
Antonio F. U'Aimuiidanio.
Clauiulas especiaes para a arremalaciio.
1. .A con l i n ua gao do cano de esgolo ua exlenco
de 28 bracas correnles no lugar do caes de Apollo e
em frente as 4 ra, ser execulada do conformida-
de com o orgamenlo approvada pela direcloria em
conselho e aprescnlado a approvagAo do Exm. Sr.
presidente da provincia ua importancia de 1:7209
ris.
2." O contralador dar principio i obras no pra-
zo de um mez e as coocluir no de Ires mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
o. 286.
3." O pagamento da importancia desle contrate
sera feilo em duas (preslages iguaes, a primeira
quando esliver execulada a melade da obra, o a se-
guuda depois de conclu.Ui que ser lugo recete, a
definitivamente.
4," O cunlratador empregar ao menos melade dos
Ira Ir. llia. I ore. livios.
5." Para o que nao esliver determinado as pr-
senles clausulas e no orgamenlo seguir-sc-ba o que
dispe a lei provincial n. 286.
ConformeO secrelario, Antonio F. d'Annun-
ci ario.
O lllm. Sr. inspector da Ihesnuriria provin-
cial era cumprimcnlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do crlente, manda lazer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mesna lliesouraria,
se ha de arrematar a quera por menos fizer a obra
do agude da villa do Buique, avadada em 3:3009.
A arrematagAo ser feila na Turma dn lei provin-
cial n. 343 de 15 de maio do anno lindo, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrcmalagno,
comparegam u sala das sesses da mesma junla, no
dia cima declarado pelo meio (lia competentemente
habilitadas,
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Aununciacao.
Clausulas especiaes para a arremalarao.
\.> As obras do agude do Buique serAo feilas de
conlormidade com a planta e orgamenlo approvados
pela direcloria em conselho e apresentados a appro-
vigAo do Exm. Sr. presidente na importancia de
3:300SOOO rs.
2.a Estas obras deverAo principiar no prazo de 60
dias e serAo concluidas no de 10 mezes, a contar da
dala da arrematagAo.
3.' A importancia desla arreinat.icao sera paga
em 3 preslages da maneira seguinle: a primeira
dos dous qoinlos do valor total, quando livor con-
cluido metide da obra, a segunda izual a primeira,
depois de lavrado o termo de recehimcnlo provios-
rio; e a terceira finalmente de um quinte depois du
recebimenlo definitivo.
5." O arrematante ser abrigada a communicar a
reparlig.Au das obras publicas com antecedencia de
30 dias o dia fixo, era que livor de dar principio
exeeug-o das obra, assim como trabadura seguida-
mente 15 dias afim de que possa o enzenheiro cn-
carregado da obra assistir aos primeiros Irabalhos.
5. Par ludo o mais que nAo esliver especificado
as presentes clausulas seguir-se-ha o que determi-
na a lei reziilamcnlar das obras publicas.
ConformeO secrelario, A. f- d'AnnunciarSo.
O lllm. 8t. inspeclor da lliesouraria provinciall
em cumprimcnlo da resolucao da junla da fazenda
da mrsma thesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 e l de junho prximo vindouro, so ha
de arrematar a quem por menos fizer, as rapresses
des Irabalhos das diversas repartir ios publicas pro-
vine!, i. s. avadadas em 3:5005000 r*.
A arremalagao sera teda por lempo de um auno,
a contar do 1. de judio prximo vindouro, ao fim
de junho de 1856.
As pessoas que se propozerem a cla arremalagao
comparegam na sala da sessc da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
te habilitadas.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspeclor da lliesouraria provin-
cial em cumprimcnlo da resolugao da junla da fa-
zenda 'da mesma thesouraria,pe novamenle em pra-
ga a obra dos reparos urgentes de que precisa o agu-
de de Garuar, avadada em 1:0125000 rs.
A arremalagao lera lugar no dia 21 de junho pr-
ximo futuro.
E para constarse mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria a thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. i"AnnunciarSo.
O-Illm. Sfc inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimcnlo da resolugao da junla da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 14 de junho
prximo futuro, vai novamenle a praga para ser ar-
rematada i quem por menos fizer a obra de dif-
menlo dn 18 lango da estrada da Victoria, avahada
em 8:3605000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da lliesouraria provincial de Pernam
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. u"AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspector da lliesouraria provincial
em .-iiinpi iinenlo da resolugiu da junla da fazenda,
manda fazer publico, qoe nos dias 12, 13 e 14 de
junho prximo vindouro. perante mesmi junta se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o forneci-
mento dos medicamentos e ulensis para a enfermarla
da cadeia desta cidade, por lempo de um anno a
cootar do I. de judio do correnle anno a 30 de ju-
nho de 1856.
As pessoas que se propozerem a. esla arremataran
comparegam na sala das sesses da mesma junla nos
diascima declarados pete meio dia, competente-
mente habilitada*, que ahi Ihe serAo presentes o for-
mulario e condiges da arrematagAo.
E para constar se mandou iflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretarte da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1S55. O secrelario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
O lllm. Sr. inspeclor da lliesouraria provin-
cial, cm cumplimento da resolugAo ta junla da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, f3 e
14 de junho prximo vindouro. se ha de arrematar
em hasta publica, perante i mesma junla a quem
por monos fizer,o servigo da capalazia doalzodAo do
consulado provincial, avadado era 2:47.5-3000 rs. por
anno.
A arremalagao sera feiU por lempo de tees annos,
a contar do l.o de judio do correnle anno a 30 de
junho de 18-58.
A pessoas que se propozerem a esla arremalagao
comparegam na sala das sesses da mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te habilitadas.
E para constar se mandou afiixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secrelario, ,/nfoio
Ferreira da Annunriaao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
cm cumprimeute da resolugAo da junte d* fazenda
de 24 du correnle, raindi fazer publico, qoe n ir-
remalages dos coulralos das barreteas e 20 por cento
sobren consumo de agurdenle no miinioipiu do Re-
cite, foram transferidas para os dias 4. 5 e6 de ju-
nho prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da lliesouraria provincial de Pernam-
buco 25 de maio de 1855. O secrelario, Antonio
Ferreira da AnnunciarSo.
DECLARACO'ES.
Os 30 dia uleis para o pagamento bocea do
cofre, da dcima urbana dos predios das fregue/ias
desta cidade e da dos Afogads, prinripi-se a.con-
lar do I. de junho prximo vindouro, lindos os quaen
ncorrem ua mulla de Ires por cento lodos aquellos
que deixarem de pagar seus dbitos ; o que se faz
publico pola mesa do consulado provincial para co-
nbccimenlodos inleressadns.
. Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphAos sc tu de arrematar a quem mais
der em hasta publica, na sala de suas sesses em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo patrimonio abaixo mencionadas, por lempo de
um anno. que tem do decorrer do I, de judio pr-
ximo futuro, a 30 de junho de 1856, a saber: ra
de Fora de Portas ns, 91, 92, 93,94, 95, 96, 97, 98,
99, 100, 101, 102, 103, lili e 105. sitios um no lu-
gar de Parnameirim n. 2, nm dilo no Rosarinho n.
3, um dilo na Mu u'ira n. 4, e um dilo no Forno da
Cal, em Olinda n. 5. Os licuantes lujara de emo
parecer cum eus fiadores em a ;sala das sesses rio
mesino conselho s 10 horas da iii.iuhiii do mencio-
nado da 5.
Secretaria do conselho admmilrativo do 'patri-
monio dos orphAos 22 de maio de 1855.O secrela-
rio, Manoel Antonio liegas.
COMPANIHA BKBERIBB.
O Sr. caira da Companliia do Bebeii-
be, Manoel Gonralves da Silva,-esta' an-
toiisado pela assemble'a geral da mesma
companhia, a pagar o li dividendo na
razao de 2.s<)00rs. por acio. Escriptotio
da Companhia do Bebcribe 25 de maio
de 1855.O secretario, Luiz da Costa
Poitocarrciro.
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma lettras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco' 7 de abril de 1855.O secre-
tario da direccao, Joao Ignacio de Me-
deiros Reg.
Ultima recita do contrato da so-
ciedade*Jramatca emprezaria como Exm.
governo da provincia.-
QARTA FEIRA 30 DE MAIO DE 1*55.
Aborta a scena depois da execucAo de urna esco-
Ihida ouverlura.ler lugar a representarao do excel-
lente drama original porluguez, que tintos ipplau-
qual se intitula
DQTJSIRMAOS
A RECONCLIAQAO.
Os inlcrvallos serAo preenchidos com agradaveis
pegas de msica, fiolisando o espectculo com a
nova comedia em nm aclo intitulada
0 &ISTR0M10.
Principiar s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
RIO DE JANEIRO.
Segu com muita brevidnde para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
GA, capitao Manoel dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a fete, trata-se com os consignatarios
Novaes&C., na ruado Trapichen. 5 i, ou
com o capitao na praca.
MARANHAO PARA'.
^"ji O veleiro eja' bem co-
ndecido palliabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capitao Jos Pinto Nunes,
tem de seguir com brevi-
dade aos portos acuna indicados : para a
pouca carja que Ihe falta e passageiros,
trata-se com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C, na ra do Trapiche
n. 1( segundo andar, ou com o capitao
na praca do Commercio.
Para o Rio de Janeiro
se^ue com muita breviriatic brigoa brasileiro Con-
reino por ler parle Ha carga prompla : para o resto,
pas'saeiros e escravos a frote, trata-se com Manoel
Alves (iucrra Jnior, na ra do Trapiche n. 14.
Ceara' e Para'.
Segu cm pouco* dias a escuna Fmilia, recelie
carga c passasciros : Irala-se com o consignatario J.
B. tu 1 i.n-.ca Jnnior. ra do Vigario n. i.
Para o AracaU .
sabe o hiale Aurora : Jrata-sc com Manocl Jos
Mai lins. oa na ra do.v igario n. II.
PARA LISBOA
seguir a galera porlugueza Magarida, qual he
cipilAb JuAo Ignacio de Menezes, e o pretende fazer
om brevidade, por ler pirte do sen rarrecamento
promplo : quem na mesma quizer carregir, ou se-
guir de passagem, para o que lem bons c immodos,
pode cnlender-se com o copi.ao ua praga. ou com o
consignatario Amorim IrmAus A. C, na ra da Cruz
numero 3.
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAMA'O segu eom muita
brevidade por ter mais de melade He seu
carregament prompto : para o resto da
carga e escravos a frete, trata-se com Ma-
chado & Pinljeiro, no largo da Assembia
sobrado n. 12.
Para a Babia segu em poneos dias o veleiro
hiale Co'ro.por j ter a maior parte da carga prom-
pla ; para o resto, trata-se com seu consignatario
Domingos Alves Milheus, na ra da Cruz n. 5*.
Para o Cear uhe imprelerivelmeme na se-
suinle semina o hille Anglica ; pin passageiros, .
irala-se na ra ds Cadeia do Recife n. 49, primeiro
andar. -.
LEILES. '. :
O igenle Borja far leilAo em*,eu armazem, na
ra do Collegio n. 15, de um complet ortiiiiviilo
de obras de marrineiria novas e usadas, obras de ou-
io e prala, relogios para algibein, urna porgAo de
louga para mesa, vi.Iros de varias qualidades, e ou-
Iros muilos objectos que eslar.'io a mostea no dia do
teil.io, assim como 2 ptimas escravis de meia ida-
de, que serAo entregues pelo maior prego que for
olterecido, 1 par de brincos, 1 cruz de brilhanle e
urna porgAo de vwiho eugarra/ado : quioU-feira 31
do correle, as 10 horas.
A agente Oiiveira far tedio de umn exceden-
te morada de casa terrea, site ua Alag* do Barro,
cidade da Victoria, comarca de Santo AnUo nesla
provincia, em Ierras foreiras i '. S. du Hosario da
mesma cidade, e annexn aosobiado do finido capilo
Dionizio (lomes do Reg, a quid perlencen Diurna-
mente a mam le Manuel Pereira de Carvalho : sa>-
bario, 2 de junho prximo, ao u eio dia em ponto, no
escriplorio do dilo agente, ra da Cadeia do Recite.
O agente Borja, por autohsigao do lllm Sr.
Dr. juiz de direilo da primriri varado commercio
Custodio Manoel da Silva GuimarAes, a requerimen-
lo de Manoel dos Sarlos Pinto e outros, far leilAo
das tabernas perteiicontes i Manoel Dias Piuho, sila
urna na ra Direila n. 2, e oulra na ra do Rangel
aonexa ao n. 2, consistiudo as armagoes e gneros
etc., existentes as raesmas: quarla-leira, 30 do cor-
renle, tendo lugar o leilAo da liberna da roa Direi-
la as 10 horas, c o da taberna di ra do Rangel ao
meloda em ponto.
AVISOS DIVERSOS.
PUBLICADO RELIGIOSA.
Sahio a luz o novo me/, de Maa, adop-
tado pelos re verendsimos padres captt-
chinhos de N. S. da Penha desta cidade,
augmentado cm a novena da Senhora
da Gonceicao, e da noticia histrica da
tredalha milagrosa e de N. S. do Rom
Conselho: vende-sc nicamente na livra-
ria n. ( e 8 da praca da Independencia,
a IjjOOO.
(NFORCO'ES O RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relaijpes emes-
traes por preco commodo, e qnerendo res*
mas vende-se ainda mais emeonta.
WALDECK.
Ksli no prlb o compendio de Insliluliones Juris
Civilis, por D. 10. Pelri Wildeck qoe serve de
compendio cideira de Direilo Romano, inslalida
de novo na l-'aculriade, rio Direilo : subscreve-seu
i-3000 r*. pagos na occasiao da subtcripgAo, e para
commodo dos senhores acadmicos enlreaar-se- hao as
folhas imprecas de 8 paginas na livraria da praca
da Independencia a. (i e,8, 1 propjrgA* que forera
sahiiulo do pelo.
Aluga-te um grande armazem na ra das Fio
res, com 40 palmos de terco e 80 de fundo, proprio
para cncheira por ler porta larga, e um grande solao
para dormida de criados, ou para rccolher madeiras',
maleries ele.: a tratar na roa Nova n. 65.
Quem annunciou querer comprar nm cavado
bom rarreearior, va ra do Hospicio 11. 7, que
achara um tal qual procura, o d-Se muilo em conla
por seu dono o 11A0 poder ter, como lambem um pa-
lauquim da Babia, que se vende por melade de seo
valor.
Antonio Brochado Soares lioimarej. nAo lan-
do lempo sulTiciente de despedir-se de seus amigos
pela presleza de su viasem. o faz pelo presente an-
nuncio, oil'erecendo seu diminuto presumo naqaella
cidade.
Do cugenho lenlo Velho, propriedade do Dr.
Pedro BcllrAo, riesappareceu a 12 de margo prximo
passado o moteque Quinliliano, crioulo, de 13 an-
uos, ps apalhelidos, cor fula, peritas finas, cabera
grande, muilo regrisla c mentiroso ; suppoe-se ter
acompanbado aleum comboy de serlanejos para ci-
ma, ou ter sido furlado mesmn ahi, e lalvez vendido
nesla praga com oulro ponte : a pessoa que delle
fiver noticia ou o apprehen.ler, diriji-se 10 referido
eiigenho, ou 1 Anlonio Jorge Guerra nesta praga,
que ser dcvidamenle recompensada.
Aluea-se urna escrava para lodo o servigo in-
terno e externo de urna rasa de'pouca familia : qoem
a liver, dirija-se a ra Nova, esquina da ra do Sol
o.7l.
Desappareceu no dia 13 do correnle, as 5 ho-
ras da manliAa, um prelo de nagAo, idade (te 40 a 50
annos, suitsas bastante brancas, .altara resillar, ps
arossos, com principio de frialdade, e por isso meio
fula, o qual foi escravo do finado Anlonio Manoel
Ribeiro, de S. Lourengo da Malta, vendido o mes
prximo patsado pelos herderot do mesmo finado, a
um dos quaes se apresentou no mesmo dis di fgida
dizendo que 11A0 queria estir mais no Recife, e co-
mo ha loda a certeza quo ainda se acba na mesma
povoagAo, viste lerem viudo solicitar a venda do
mesmo escravo, e por isso se protesta haver-se os
dias .le servigo. e proceder-se com as penas da lei
conlra qualquer pessoa que o aeolha : roca-se a to-
das as autoridades policiaet e pessoas do povo que
doli lenhim noticias, o apprchendam e levem a esla
cidade na roa da Roda n. 9, quo serio recompen-
sados.
Jos Cordeiro do Reg Pontes faz ver a quem
sejulaar seu credor, aprsente suas cuntas para se-
ren pagas.
Ofierece-se nm homem para criado : na tra-
vesa do Padre 11. 2.
Sociedade.
Quem quizer sociar-se em urna luja de fazenda*
011 louga, moslrando-so descmneiiha.il) c bstanle ha-
bilitado, sobre ludo com conliecida pralica e probi-
dade, dirija-sen ra d? Cideia do Recife n. 40, que
achar com quem tratar.
Inglish hotel.
No di* 1 e 2 dejunho haver sopa e bife, e frican-
do de tartaruga, das 11 al as 2horas da larde.
O caulelisla abaixo assznado,querendo drsone-
rar na thesouraria coral o seu fiador, convida a qoii-
quer pessoa que possuir cautelas sois premiadas,das
luleriatria provincia, que no prazo de 30 dias venh.i
receber sua importancia. Recite 5 de maio de 185.5
Silvestre Pereira da Silva Guimaries.
O Sr. Anlpnio Pedro Rolrigues (uimarAes te-
nd a bondade de dirigir-** an armazem de trastes dn
Pinto, na ra Nova, a negocio que Ihe diz respeilo.
Alusa-se um sitio peno da praga, que lenha
casa, cslribaria, algumas fructeins. baila com ca-
pim ou para* plantar, e que lenha proporgfjo* para
ter vaccas de leile : quem liver anuuncie.
Prccisa-se de urna ama que lenha bom leile :
no Hospicio, casa terrea junto ao Sr. deiembargador
Santiago.
BRITiSH (CONSCLATE.
A public meotiiiL- v.II be held here on "iVedoes-
day Ihe 30 of insl: 11 pon Ihe subjecls of Ihe Brlish
hospital and remeten. British consnlate Pernam-
buco 23 may 1855.//. Augwtus Couper, consol.
Cnnslando-me que a Sra. D. Leopoldina Ma-
nada Costa Krugcr pretende alienirseus bens de
raz, previno aos que os quizerem comprar de quo
movo contra a dita Sra. acolo decendiil, pelo juizo
da primeira vari do commercio do Recife, pira me
pagar da quantia do 1;880.*00rs.. e dos juros ven-
cidos, e que esses bou* estAo sujeilos ao retendo pa-
gamento afim de nAo se chamarem os compradores
em lempT ateum i ignorancia.. Recife 10 de maio
de 1855.Malhias Lopes da Costa Maia.
Aluga-se o segundo andar e solao, que he qoa-
si um lerceiro andar.dn sobrado da ra Angosta, on-
de mora o escrivao Mofla.com commndos para gran-
de familia, he bstenle fresco, tem entrada e como
modo para um carro, c est asseiado: no primeiro
andar do mesmo sobrado.
Na ra Bella n. 29 oflerece-se um crioulo pa-
ra criado de homem sol'ciro, para o servigo interno
e externo.
Precisa-se de urna ama para casa de homem
sollciro: na roa Augusta, sobrado amarello n. 2.
Precisa-se de orna ama para urna casa de pouca
familia : na roa de Apollo n. 1.
Anlonio Ignaciode Mcdeiros vai a Europa Ira-
lar de sua saude. .
Precisa-se alosar dous prelos para srvenles,
das 8 horas di manliAi as I di tardo, a 640 rs. por
da : quem pretender enleodi-se com o fiscal da (*e-
guezia de Santo Antonio na roa do Rangel n.9.
O Sr. Antonio Tbeodoro de Serpa, queir* ter
a bondade de declarar por este jornalo lugar de sua
morada, para Iralar-se de negocio que se fu pre-
cia.
MiiTiiann


>
I ---------------------------------------------------------
_ Esiao hoje venda no largo da Boa-Visla, urna '
prco de ptimas vareas de leile : 01 prelendenles
rharan l rom queni tratar.
O Sr. Br. Amonio Lui/ de Soma lem orna
caria na ra do Queimado n. II.
Pedro Barbota de Soma Jnior, do eneenlio
Jaguare, da dala desle em diute, se atsignara por
Pedro Barbota de Souza Cavalcanli. Recife IS de
maio de 1855.
COLLEC.IO PARA MENINOS, EM YVA-
IISBECK, SUBURRIOllEHAM-
UftGO.
O abaixo assignarlo lem a honra de participar ao
publico, que mudou o sen collegio nesle auno, de
Hamborgu para WandiberW. e est agora habilitado
de poderceitar mais alguns pfasiouislas. A silua-
cAo do lagar he a mais saudavelde lodos os arrabal-
des de, Uambergo, e a distancia dessa ridade permu-
te o*gozo de lelas as vanlagens. das cidades grandes,
assinxomo ella imposibilita o gozo das desvanta-
gens para meninos. Ao enlrar no collegio os meni-
nos nio devem lef excedido a idade de 10 annos, e
maior cuidai > e zeln se empregar cm favor rielles.
nio s pata o seu bem physico como inlelleclual,
Elles tero licoes em (odas as linguas modernas, his-
toria, geogriphia, hisloria natural, malhematica,
assim como os principios necesarios para o commer-
cio, oa as linguas antigs, sciencia das antigeda-
des, philosophia, ele, como preparos para o esludo
na universidade. As despezas do ensino, sustento
casa imporlam em 1,000 marcos,5008000 pouco
mais ou menos. Us pais deverAo dar roupa, assim
como pagar msica e ensino de dansa, caso o dese-
em.C. ll'olckshausen.
Este collegio podemos recommeddar as pessoas que
queiram dar uiua educarlo ejemplar aos seus lilhos.
por ser um dos melhures na Allemauha, e offerece-
mo-uos a dar (odas as informacoes a quem precisar :
na ra da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Bronn Praegcr & Companliia, ra da Cruz n. 10
recommeodam as pessoas de bom gosto, seu' esculhi-
do sorlimenlo dos melhores pianos, tanto horison-
taes canto verlicaes, qoe por sua solida construcc,ao
e barmoniosas vozes, assim como por sua perfeila
obra de mo se Uistiuguem. Todos esles pianos sao
feitos por ericommeoda, escolhidos e etaminados,
e por islo livres de qualquer deleito que se encentra
inuitas vezes em os piauos fabricados para expor-
tago.
DIARIO OE PERMIUCBO. QUARTA FEIRA 30 OE MA<0 DE 1855.

HOMMATHIA.
FEBRE AMAREI.LA.
Alguns casos de FEBRE AMAREI.LA
se lem ltimamente manifestado nesla ci-
dade. O tratamento honiceopalhico bem
dirigido tem mostrado sua superioridade
i auliga medicioa. Os doentes. pois, que
a homu'opatbia quizerem recorrer, pod-
lo-hflo fazer, sendo soccorridos de preferen-
cia aquellos que nenhum remedio hajam
tomado.
Consultorio central homoeopathico, roa
de S. Francisco (muodo novo) n. 68A.
| Dr. Sabino Olegario Ludgero Pinho.
ALVigARA ALVIQRA,
aos terceirus carmelitas. Na nova casa Feliz, na
ra estreita do Rosario n. 17, existem venda os bi-
Ibeles e cautelas a beuericiodohospil.il da mesroa
ordem, e sao os bilheles e cautelas do bom conheci-
do cautelista Salustiano de Aquino Ferreira, bem
.assim que estar aberla todas as nuiles t as 9 lio-
nas ao respeilavel publico, a fin) de weoin immen-
sos premios que lem vendido. O mesmove
offerece gratuilamento a melade do premiado bi-
Ihele inleiro n. 3590 da mesma lotera ao hospital,
portanto qualquer premio que porvenlura saia, a
peatoii competenle podera vir recqbfjt e espera dos
meamos dignissimos prefenrem os bilheles da nova
casa Feliz, ra estreita do Rosario n. 17. Logo- que
sahirem as lisias os compradores podero vir receher
o premio que tiverem a dita.
PRINTIN
Ilie Undersigned undcrltkejklo oxecule in (he
besl slyle and wilh lalely ganporrod new tvpes, for
the resident foreign mercantile houses, every des-
criplion of prinhng, viz : Circulan. Charler-Par-
ties, Bills of Ladina, Accounls. Notos etc. ele. at
the lowesl prices possihle. Ino : E. foberts.
Ra do Trapiche n. 38.
CONSULTORIO DOS POBRES
SO MJSA NOVA 1 AJVD-VR 50-
O Dr. P. A. Lobo Moscozo di consullas homeopalhicas lodos os das aos pobres, desde 9 horas da
manliaa al o meio dia, e cm casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou noile.
.. Offerece-se igualmente para praticar qualquer operara.i de cirurcia. e acudir promplamente a qual-
quer mulher que esleja mal de parlo, e cujascircumstancias nao permiltam pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO DR. P. L LOBO MOSCOZO.
80 RA NOVA 50
VNDESE O SEGINTE:
Manual completo de meddicina homcopalhica do Dr. G. 11. Jahr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, qualro volumes encadernados em dous e acompanhado de
um diccionario dos lermos de medicina, cirurcia. anatoma, ele, ele...... 203000
Esla obra, a mais importante de lodasasquelralam do esludo e pralica da homeonalhia, por ser a nica
qneconlm abase fundamental d'esla doutrinaA PATHOGENESIA OU EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAL DEconhecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soas que sequerem Dedicar pralica da verdadrira medicina, interessa a todos os mdicos que quizerem
experimentar a <>oulrina de llahnemann, e por si mesmos se convenceren) da verdade d'ella: a todos os
fazendeiros e senbores de engenho que eslao longe dos recursos dos mdicos: a lodosos capilaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo sea ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por cirenmstancias, que nem sempre podem ser prevenidas, sao ohriga-
dos a prestar in enntinenti os primeiros soccorros ere suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou Irtducco da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
obra lamben) ulil as pessoas que se dedicam ao esludo da homeopalhia, um volu-
me grande, acompanhado do diccionario dos lermos de medicina...... 103000
0 diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele, encardenado. ". 39000
Sem verdadeiros e bem ^preparados medicamentos nio se pode dar um passo seguro na pralica da
homeopalhia, e o propietario desle estabelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida hoje da grande superioridade dos seus medicamenlos.
Boticas a 12 tubos grandes.................. .
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
Ditas 3fi dilos a...............
Ditas 48 dilos a.............! !
Bilas 60 dilos a............
Ditas 144 dilos a.............'.'.'.'.'.
Tubos avulsos.......... ..............
Frascos de meia'onca de lindura.................[ \
Ditos de verdadeira lindura a rnica.................
Na mesma casa ha sempre venda grande numero de tubos de cryslal de diversos lamanhus^
vidros para medicamenlos, e aprompta-se qualquer encommenda de medicamentos rain toda a brevida-
de e por presos muilo rommodos.
Vende-se e'colha de cafe de muilo boa qunli-
darte: na roa do llruin, aun /cm de L. A. Vieira A
Companhia.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Rua da
Sexuala nova n. 42.
Neste estabelecimcnto continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vappr, e tai vas de ierro batido
e coado, de todo os tamauhos, para
dito.
TEIYTS
PARA VOLTARET,
Vendem-se na roa da Cruz n. 26, primeiro ailar
lindas caitas enverqisadas, coui lentos para marcar
jogo de vollarele. por preco muilo commodc.
CASEMIRAS IE CORES A 2$0
RTE.
89000
203000
259000
:O()0
609000
IJMMK
28000
ftOOO
9
9
H03HE0PATHIA.
Remedios eflicacissimos contra
f
1
as bexigas.
[Gratuito* para os pobre*.
9 No consultorio central homoeopathico, ra 9
8A. *fj
9 Dr. Sabino Olegario Lydgero Pinho. 9
-(MSittS &%
FUER DAS MERCANTILE l'LBLICL'M!
In der Druckerei des Unlerzeichnelenwerden alie
zum Gesrhaefle gehoerende Druektachen, ais Cir-
culaire, SchifliscoiiIracle.Connoissemciile, Rechnun-
gen, Notas ele etc., billig und gut ausgefuehrl.
fnoj E. Roberli. Ra do Trapiche n. 38.
Aluga-se a 109 rs. por mez, orna casa terrea
em Olindd, roa da Bica de S. Pedro n. 1, com duas
portase duasjanellus de frente, tres salas, qualro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
com porl.lo para ra, cacimba, estribaria para (res
00 qualro cav.illos, e casa para prelos, e lambem se
vende : a tratar com Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior no ReciTc, ra do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
O provedor da irmandade do palriarcha S. Jo-
s d'Agouia, erecta na igreja de N. S. do Carmo, ro-
ga a lodos os seus eberissimos irmaos que contribui-
rn) com suas quolas para a edificado das respecti-
vas catacumbas dentro docemiterio publico; dignem-
se apresenlar qu.inlo antes seus recibos na ra es-
trella do Rosario n. 12, primeiro andar, ou n. 19,
loja. para verificarSo do mesmos, afim de se conhe-
cer o verdadeiro numero dos contribuintes.
' Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Sanios, para negocio de seu inlersse :
110 armazem de J0A0 Martins de Barros.
Joaquim da Silva Mouro previne a quem in-
Icressar possa, que todos 05 bens do Sr. Jos Das da
Silva, movis, semoventes e de raiz, estilo sujeilos
ao pagameplo do que elle Ihe deve, pelo que nao
pode o mcsmoalieua-los, e nem de qualquer forma
dispr dellei, em prejuizo do annuncianle, que pro-
lesla usar de seu direilo, nullificando qualquer ven-
da ou disposiro desses bens.
_ Aclu-se a venda o MANCA I. do Guarda ^
% Nacional, ou collecro de lodas as leis, regu- %
9 lamentos, ordens e avisos concernenles ,1 mes- ff
^ ma guarda nacional, organisado pelo capilAo 9
Q secretario do commando superior da guarda A
^ nacional da capital da provincia de Pernam- a
tt l>"co Firmioo Jos de Oliveira, desde a sua 5
1 nova organisacSo' al 31 de dezembro de 1
* 185i, relativos n.lo n no processo da qualifi-
V cacao, recurso de revista etc. ele, senaoa eco- 9
V nomia dos corpos, organisacTo por municipios, A
W balalhes. companhias ; com mappas, mo-
# dlos ele, ele: vende-se unicamcnle no pa- 9
leo do Carmo n.9 1. andar 59OOO res por 1$
M cada volume. A
EDUCADO DAS FILHAS.
Entre as obras do grande cuelen, arcebispo de
Cambray, merece mni particular men;9c otratado
da educaru das meninasno qual esle virtuoso
prelado ensina como as mais devem educar suas fi-
Ihas, para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mai de fimilia ; lorna-sc por lano urna
necessidade para todas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida. Esl 4 refe-
rida obra Iraduzida em porlugoez, c vende-s* na
livrnria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto prego de 800 rs.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
curadorda cmara de Olinda, que venha entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basla de
casioadas, licando certo que em quanlo n,lo se en-
tender com 69 mesmos ha de sahir esle annuncio.
Na ra da Cadeit do Recife n. 3, primeiro an-
dai, confronta o escriptorio dos Srs. Barroca tro, despacham-se navios, quer naaionaes ou estrau-
geiros, com toda a promptidan ; bem como tiram-se
passaporles para fra do'imperio, por piceos mais
commodos do qoe em oulra qualquer parte, e sem o
menor Irabalho dos pretenden les, que podem tratar
das 8 da manlia as 4 horas da larde.
; .1. JANE, DEMISTA,
f) contina a residir na ra Nova n. 19, primei- A
tt ro andar. J
Pergunla-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o qoe tenciona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a heranca de seu finado sogro Be-
ln), pelos mesmos credores mais de 20) e propondo
o mesmo Passo urna accommodaco, al hoje nada
ero feilo na forma de seu cosiume.Vm credor.
Joias.
Os abaizo assignados, donos da loja de ourives, na
ra do Cabuga n. 11, ronfronle ao paleo da malriz
e rua Nova, fazein publico, que eslo sempre sorli-
dos dos mais ricose melhores gosl de lodas as obras
de ouro necessarias, lauto para scuhoras como para
homeos e meninas, conliuuam os precos mesmo ba-
ratos como lem sido ; passar-se-ha urna conla com
responsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, licando assim garantido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Straphim 6; Irmao.
1 de consignaco de escravos, na rua
dos Quarteis n. 24
Coropram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para sevenderem de commisso, lano para a
provincia como para fra delta, oflerecendo-se para
sto loda a seguranca precisa para os ditos escravos.
Ca|Bi
Novos livros de homeopalhia uiefranccz, obras
lodas de summa imporlancia :
llahnemann, tratado das molestias chronieas, 4 vo-
lumes............ 209000
Tesle, rroleslias dos meninos.....69000
lleriiig. homeopalhia domestica.....79000
Jalir, phaimacnpca homeopalhica. 69OOO
Jahr, novo manual, 4 volumes I69OOO
Jahr, molestias nervosas.......69OOO
Jahr, molestias da pelle.......8S000
Itapnu, hisloria da homeopalhia, 2 volumes I69OOO
llarlhmann, Iratado coraplclo das molestias
dos meninos..........109000
A.Tesle, materia medica homeopalhica. 89000
De Fayolle, doulrina medica homeopalhica 79000
Clnica de Slaonel .......09000
Casling, verdade da homeopalhia. 49OOO
Diccionario de Nyslen.......IO90OO
Altlas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cerniendo a descripcao
de todas as parles do corpo humano 309000
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
thico do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova u. 50 pri-
meiro ludar.
6999999PMK9 *& ST9
DEMTISTA.
9 Paulo Gaignoux, denlisla francez, estabele
cido na rua larga do Rosario n. 36, segnndo 9
# andar, colioca den les com gengvasarlificiaes,
S e dentadura completa, ou parle della, com a 9
9 presso do ar. 9
J55 Rosario n. 36 secundo andar. ^
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
que mudou a sua aula para a rua do Ran-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos e externos desde ja" por m-
dico preco como lie publico: quem se
qtiizer utilisar de seu pequeo prestimo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a';quatquer hora dos dias uteis.
Precisa-se de urna prets escrava para o servido
de urna casa : quem a liver dirija-se a rua de Dor-
ias n. 61.
Uuga-se orna saja e um quarlo do primeiro an-
dar do sobrado da rua de Apollo n. 6 : a Iralar no
mesmo.
Precisa-se alugar um preln. preferindo-se co-
zinheiro : no aterro da Boa-Vista 11. 45.
Precisa-se de um raixeiro de 12 a 16 annos de
idade, preferc-se que seja porluguez c que lenha al-
guma pralica de taberna : na rua do Codroniz n. 4.
D-se i premio qualquer quanlia al um conlo
de reis : na rua do I.ivramento n. 37, loja.
O escripturario da Companhia de
Reberibe, encarrega-sede comprare ven-
der accoes da mesma companhia : na rua
Nova, sobrado n. 7.
Precisa-se alugar urna ama que saiba engom-
mar e oaajnhar o diario de urna casa de mui pouca
familia : na rua das Aguas-Verdes, sobrado ao p 1
do Sr. escrivao Poslhumo.
CASA DA AFEBICAO', PATEO DO TERCO
N. 16.
O abaixo assignado scientifica, que no escriptorio
daquella casa d-se expediente lodos os dias uleis,
das 0 horas da manhaa s 4 da larde ; oulro sim, que
a revisSo leve principio no dia 2 de abril prximo
passado, eque lindo o prazo marcado pelas posturas
raunicipaes, incorrerao os contraventores as penas
do artigo 2,Ululo 11 das sobredi las posturas.
Prxedes da Silra GustnSo.
Est a sahir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
EXTRAHIDO DE RLOFF E 80E.N-
NINGHAUSEN E OUTROS,
poslo em ordem alphabetica, com a descripcao
abreviada de lodas as molestias, a indicacAo phvsio-
logica e llierapeuliea de lodos os medicamentos lio-
meopalhiros, seu lempo de aceito e concordancia,
seguido de um diccionario da significado de lodos
os lermos de medicina e cirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
pallnco do Dr. LOBO MOSCOZO, na Nova n. 50-
primeiro andar, por 5*000 em brochura, e 69OOO
encadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de urna casa de pouca
familia : a tralar na rua do Collegio n. 15, arma-
zem.
Arrenda-se um silio na estrada qoe vai Casa
rorle, com soflrivcl casa de morada, estribaria, ar-
vores de fruclo, bem carregadas.capim de planta em
varzea, bom terreno, e outras lavouras bem criadas:
quem o pretender, annuncie ou dirija-se ao seu do-
no Lino Cavalcanli, ou no trapiche do Ramos a Fran-
cisco Jorge de Souza.
W .'IBLICACAO DO INSTITUTO 110 g
MLOPATHICO DO BRASIL.
THESOURO HOMEOPATH1CO g
P OU m
& VADE-HECUM DO M
^ HOMEOPATUA.
B Methodo conciso, claro e seguro de cu- Ifi
^ rar homeopticamente todas as molestias 2*.
W que af/ligem a especie humana, e part- w
SJ cularmente aquellas que reinam no Bra- tAk
Uk til; redigido segundo os melhores Irala- *Z
^ dos de homeopalhia, lauto europeos romo B
(j, americanos, e segundo a propria experi- zA
T enca, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgero *^
m mo a melhor de lodas que Iralam daappli- j* cacao homeopalhica no curativo das mo- V*
B 'eslas. Os curiosos, principalmente, nao (tS/
fa podem dar um passo seguro sem possui-la e ^L
* ronsulla-la. Os pais de familias, os senho- *W
{A res_ de engenho, sacerdotes, viajantes, ca- Efe
aj pitaes de nav ios, serlanejosele. etc., devem 21
V> le-la mito para occorrer promplamenle a B
B "l'quer caso de molestia. (,*,
j*L lios volumes cm brochura por 109000 27
I encudernados 119000 B
Vende-se unicamenle em casa do autor, 4*
no palacete da rua de S. Francisco (Mun- W
B do Novo) n. 68 A. ^b
Na rua Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba ruzinhar bem.
Precisa-se de um homem capaz equesirva1>ara
todo servico de um silio : quero estiver neslas cir-
cunstancias, dirija-se i rua dos Quarleis n. 24, ou
nos Afogados, silio defronte da igreja do Rosario.
Offerecr-se urna ama de*leile : quem preten-
der, dirija-se rua do Hospicio n. 1.
P- C. von Sohelcn, socio gerente nesla praca
da rasa commercial de llr.-ii.ilcr a Brandis V Com-
panhia, indo a Europa, dexa enrarregados da ge-
rencia da mesma casa, como bastantes procuradores
durante sna ausencia, em primeiro lugar b Sr. Fre-
derico Lopes Guimares, em segundo o Sr. Ricardo
Deppermano, e em lerceiro o Sr. Antonio Marques
da Cosa Soares.
Precisa-se de um criado que seja fiel e que sai-
ba servir bem em nina casa de familia : quem qui-
zer. dirija-se rua da Camboa do Carmo 11. 38. pri-
meiro andar.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
LOANDA.
<>s Sr. proprietanos das casas, cojos chaos sao fo-
reiros a menciouada Sania Casa, slas as roas do
Livramenlo, Penha, Direila, Assumpcfloou muro da
Fenha, Padre Floriann, Aguas-Verdes. Dorias, Mar-
hrios, \ iracao, Fagundes e Terco, que furam con-
vidados pelos Diario de Pernamburo ns. 112, 113,
114 e 115 de 15, 16, 18 e 19 do correle maio .1 vi-
ren) pagar os foros que devessem, e anda o nilo fi-
zeram, sao mais urna ver. convidados a faze-$o casa
do respectivo procurador, n. 6, derronle do Trapiche
Novo ; e bem assim aos Srs. propietarios das casas
abaixo mencionadas, cujoe chaos sSo igualmente fo-
reiros i mesma Sania Case,
Copiares, sobrado n. 3.
dem, terreas ns. 2, 11, 13, 14, 15, 16. 17-17, 19,
21, 23, 26, 29, 34, 35, 36, 38, 40, 42, 45, 55, fil,
63, 67, 70 e 73.
dem ou areal da Penha, terrea n. 25.
Areal das Cinco Ponas, (errea D. 4.
Bairro Baixo, terreas ns. 7, 8 e 26.
Becco dos Peccados Mortaes ou VirarSo, terreas ns.
1,2, 6. 10 a 12.
dem do Sengado, sobrado n. 1.
dem do Padre, terrea u. 2.
dem do Lobato, terreas ns. 7 e 23.
dem da Carvalha, terreas ns. 5, 7 e9.
Rua Velha, sobrado 11. 70.
1,1<;mV,rreas ns- **' K' **< "2- 7*' 76, 78, 82,84,
86, 88,92, 94, 98, 100 e 104.
Ba do Aragao, quintal n. 9.
Becco de Jnao Francisco, terreas ns. 1-1, 3, 5, 10-10,
11,13, 14, 15 e 18.
dem, quintal n. 29.
dem do Quiabo, terreas ns. 4-4, 5-5, 6-6, 7, 8, 12
e 14.
A pessoa que annunciou no Diario n. 120 que-
rer comprar nmcavallo carregador bnixo, sem acha-
ques, dirija-se aos Qualro Cantos n. 1, na Boa-Visla.
O cautelisla Vicente Tiburcio Cornelio Ferrei-
ra, avisa aos possuidores dos quartos ns. 2562 da lo-
tera ue S. Anlao, nos quaes sahiram os 2 coulos
de res, vendidos no paleo do Carino e rua do Li-
yramenlo tojas do Sr. Bcnlo Alves Tupinamb, po-
dero presenla-losdepois de sabir a lisia para re-
ceberem o que por sorle Ihes sabio.
J. H. Gaensly relira-se para a Babia, e deixa
por seus bastantes procuradores, em primeiro-lugar
o seu caixeiro o Sr. Antonio Joaquim de Faria J-
nior, e em segundo o Sr. John Jacob Loppacher.en-
carregados da liquidarlo de sua casa commercial.
O abaixo assignado comprou a taberna, sila
nos Apipucos, ao Sr. Joaquim Ferreira da Silva J-
nior.Francisco Alces de Mello.
LOTERA do rio de
jJ%.rM2!a:M.c
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da lotera 55 do Monte-Pio Geral, que
correu a 18 do presente em a Santa Casa
de Misericordia ; os premios serao pagos
a chagada das listas, as quaes virio talvez
pelo veloz Tocantins, que partindo do
Rio de Janeiro a 25, deve aqu chegar a
51 do presente: os senhores que tem bi-
lhetes apartados ou encommendados,
queiram os vir buscar, pois que a conti-
nuar a chegada de navios do Rio de Janei-
ro comtao poucosdias de viagem, como
tem acontecido, retiraremos da venda di-
tos bilhetes, conforme ja' temos eito e
(aremos sempre, e nenhum sse vender'
ainda mesmo que esteja apartado ou en-
commendado.
Perdeu-se urna colcha de selm azul bordada,
desde a rua do Crespo al a Passagera da Magdale-
na : quem achou e quizer entregar a seu dono, di-
rija-se a esta typographia.
Precisa-se de urna ama para casa de pouca fa-
milia : na roa do Rangel n. 11, primeiro audar.
Esl justa e comprada a casa lerrea do alerro
da Boa-Vista n. 56, que foi do fallecido Jos de Pi-
nho Borges, hoje de seus herdeiros : quem se adiar
com Jireilo a ella por qualquer Ululo que seja, an-
Guncie no prazo de 8 dias, ou dirija-se a rua da
nuia, taberna n. 9, para livrar de quesles para o
futuro.
Joaquim Ferreira da Silva Jnior faz scienle
que vendeu a sua taberna, sila nos Apipucos, ao Sr.
Francisco Alves de Mello.
D-se .1 quanlia de 509 a 1009000 a juros com
peuhores : a Iralar na rua Nova n. 12, de meio dia
as 2 horas da larde.
Joao Jos de Carvalho Moraes faz scienle que
por assim Ihe convir, deixou de ser seu caixeiro des-
de o dia 23 do correle Joo Baplisla da Silva.
Precisa-se de um pequeo de idade de 10 a 16
annos, com .-ilguma pralica, para caixeiro : na na
da Guia 11. 36, taberna.
Precisa-se de urna ama que saiba engommar e
cozinhar, para casa de pouca familia : a tralar no
largo da Ribeira, taberna n. 1, que faz quina para a
rua deSaula Rita.
COMPRAS.
COMPRA-SE um sagui, que seja
muito manco: quem tiyer e quizer ven-
der annuncie.
Compra-se prala brasleira e hespauhola : na
rua da Cadeia loja n. 54.
Compra-se urna canoa aberla que peque 800 a
1,000 lijlos, e que esleja em bom calado : na rua
da Cadeia do Recite loja n. 54.
Compra-se um cavallo que carregue baixo e
que nao lenha achaques : a pessoa que o liver para
vender, annuncie a sua morada para ser procurada.
Compram-se escravos de ambos os
sexos e recebem-se de commissao : na rua
Direita n. 5.
Compia-se efTccIivarnenle qualquer porco de
sebo : na fabrica de sabao, na rua Imperial.
Compra-se um relogio saboncle de prala, que
seja bom regulador : quem liver dirija-se praca da
Boa-Vista 11. 7, ou annuncie.
Na rua Imperial, casa n. 185, compra-se urna
prela que saiba coziuhar e engommar, sendo moja e
nao leudo vicios nem achaques.
VENDAS.
Vende-sc urna prela crinla, muilo robusta,
de idade de 22 a 24 annos, com urna cria femea de
2 mezes, e com muilo bom leile, propri.i para ama :
dirijam-se rua dn Crespo, toja n. 15.
Vende-se um engenho com boas Ierras de pro-
ducto para*oannas de fazer assucar, caf, rocas etc.;
com boas varzeas e algumas maltas, com meia legoa
de exlenrao, hons partidos de allagados, e oulros j
proroptos, para safrejar presentemente 2,500 p-aes. e
monlado com machina e lodos os mais utensis ne-
cessarios para o fabrico do assucar, silo na freguezia
de S. Lourenco de Tijucupapo do lermo de Goian-
na : quem o quizer, dirija-se i rua do Collegio, so-
brado n. 23, primeiro andar, que se dir quem ven-
de, e se dar os esrlarccimenlos necessarigs.
VINHO CHEKY EM BARIOS.
Vende-se em casa de Samuel P. Johnslon & C,
rua da Senzala Nova n. 42.
Vende-se o verdadeiro vinho de Bnrdeaux, em
quarlolas garrafas: no armazem da rua da Cruz
D.19.
Vendem-se raiemlras de cores de lindos padres,
com um pequeo toque do mofo a 29500, colleles de
fustes finos a 600 rs. o corle, corles de casemira
prela selm a li--. corlea de odele de selim Maca., a
28O0 : na rua do Queimado em frente do becco da
Congregado, passando a botica,a segunda loja n. lo.
CORTES DE VESTIDOS DE SEDA A 15f/
Vendem-se corlade vestidos deserta ue quadros
a 159, adelinas de seda de ricos padres a I o co-
vado, proserpina de seda de quadros largos a 680 rs.
o covado. chales de merimi de core's com palmas de
seda a 99, chales de casemira de cores a 59 : na loja
de llcnrique & Santos, na rua do Queimado n. 40.
Attencao.
Vende-se superior viuho verde pelo di-
minuto preco de 1 600 a caada e 240
r*. a garrafa, assim comotambem se ven-
de em bams de quaato em pipa: no ar-
mazem n. i. no largo do Corpo Santo,
junto a loja de unileiro.
Vende se ou permuta-s por um negro, urna
negra nimia meca : na rua da AssumpcSo, casa
n. 50.
Vende-se nma escrava crioula, de idade de 24
annos, propria para lodo o servico : np paleo do
Ca/mo 11. 1.
Venrte-se a taberna da roa Dfreila n. 16, com
pinicos liinilos.bein afregue/.ada para o mallo e pra
a Ierra : a Iralar na rua da Cadeia de Santo Antonio
n. 26.
Vende-se urna canoa de car reir, aberla, e urna
dila de um s pao : quem pretender, dirija-se rua
Nova n. 71.
Vende-se urna boa rasa com rommodos para
nina pequea familia,com urna funda loja para qual-
quergenero de negocio, um andar' e oan, bem
conslruida, situada n'uma das melhores ras do bair-
ro de Sanio Antonio, na rua do I.ivramento n. 19.
O lerreuo desla casa he proprio : quem pretender,
dirija-se i rua larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Vende-se um /iplimn cavallo e hem gordo, por
precia commodo : quem quizer, dirija-se rua do
Vigario 11. 3.
Vendem-se 2escravos de bonita figura e 1 pre-
la quitaudeira : na rua Direila n. 3.
Venrtem-se 110 Hospicio, segundo poriao de-
pois da F'aculdarte, 2 cscravas que cosem bem. la-
vam e engommam, sendo urna perila no engom-
mado.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 dramas, que senilo pelo preco
usual, sobem qijanlia de 9009000 ; a quem com-
prar todos se oar pela terr;a parte, vindo a ficar a
19000 rada um drama. Entre elles se acham a Gar-
galhada. Marido rte Duas Mulheres, os Suspeilos.
Anna Fredeguire, La Cliapelle, e oulros de excel-
lentes autores francezes, c do grande Antonio Xa-
vier etc. ele. : na roa larga di Rosario n. 48, escola
pelo melhortoCaslilho.
Vende-se manleiga ingleza a 900 rs., I90OO e
I9I2O a libra, holarhinha de afaruU a 29.500 cada
lata de i libras, a libra a 720, revailinha para sopa
a 320, rtila do Maranhao a 140, caf de caroco a 180
rs. a libra, velas de espermacele americanas a 900
rs., ditas a 850. arroz a 80 rs. a libra, feijao mula-
linho a 320 a cuia : na taberna nova da rua de Dor-
ias 11. .
ARADOS DE FERRO.
Na fundicao' de C. Starr. & C. em
Santo Amaro aclia-se para vender ara:
He de graca.
Eiislc na roa do Collegio n. 12, nm resto de latas
cerniendo cada urna 4 libras de massa de tomates em
estado perfeilissinio. que para se acabar, vendem-se
pelo barato preco de 19600 cada urna.
Vende-se urna casa lerrea na rua da Praia n.
54 : quem a pretender, dirija-se Camboa do Car-
mo n. 18.
Attencao !
Vende-se superior fumo de milo, segunda e capa,
pelo baralissimo preco de 39000 a arroba : na roa
Direila n. 76.
Na rua do Queimado,
nos qualro cautos, loja de fazendas n. 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as fazenrtas abaixo
menciouadas, todas de muilo boas qualirtades, o em
mnito bom estado, eos precos sao os seguidles: brius
trancados de cores, de moito bonitos partrOes, de pu-
ro lnlio a 600 r% a vara, ditos brancos a 800 rs.,
dilos lisos muilo luios a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs. o covado, cortes de casemiras para
calcas, fazenda mnito superior c de bonitos padroes
a 49OOO, casemira prela muilo lina a 29000 o covado,
merino preto muilo fino a 39000 o covado, damasco
rtelaa sem mistura de algodao a 600 rs. o covado,
chitas muito finas em relalhos a 160 o covado, ditas
dlas corlanrio-se de pecas a 200 c 210. chales de me-
lim a OO, dilos rte chita a 800 e 19000, dilos de al-
godao muito boa fazenda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o melhor que porte haver a 3960IJ,
dilos de panniihorte asleas de baleia para homem a
290OO, dilos ditos de asleas de junco a 1-3200, cha-
peos prelos francezes, fazenda muilo superior e rio
mais moderuissimo goslo a 69OOO, lencos rte seria
com franjas para senhora a 29200, ditos rte algodao
e seda lambem com franjas a 610, dilos de pura serta
para algibeira a 29000, ditos brancos rte cambraia rte
linhn a 640, grvalas de serta muilo bonitas a 640 e
800 rs., ditas de cassa a 210, mcios lencos de selim
preto e de cores, muito boa fazenrta, a 640 e 19200,
cortes de colleles rte gorgurao rte sed, fazenda mui-
lo superior, a29000, dilos burdadosdeselim ,159000,
dilos de fusISo muilo fino a 19000, chales finissimos
de merino 69OOO e 109000, ditos de seda muilo su-
periores a IO9OOO, corles de vestidos de seda esco-
ceza a 189000, ditos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 249000, selim preto de Maco, fazenda
muilo boa, a 29000 o covado, corles de vesiidos de
cassa fioa com barra a 29000, dilos dilos a 19500,
corles de cambraia com bahados a 49000, ditos de
cassa 1 lula a I98OO. boneles para meninos a 400rs.,
suspensorio* finos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a I98OO o par, luvas de
seda para senhora perfeilamenle boas ede todas as
cores a 19000 o par, meias finas brancas para meni-
nos a 160, dilas para meninas a 200 rs., ditas muilo
finas pira senhora a 300 e 400 rs., dilas prelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sem deleito, a
200 rs., dilas cruas e brancas paia homem a 1G0, e
outras muilissimas fazenrtas, que vista de sua mui-
lo boa qualidade e diminutos precos, os freguezes,
amigos rtu bom e barato. nSo deixarao de comprar,
Picando cerlos os Srs. freguezes, que se vendem lodas
as fazendas muito baratas por lerem sido arremata-
das cm leilao, a dinheiro / vista, e lambem por se
querer acabar rom a loja. Esta advertencia se faz
para que os freguezes nao se riemorem a vir *s
pichinchas, pois o que he bom e barato rtcpressa se
acaba; adverlinrto-se mais, que s se vende a di-
uheiro visla, que liado lorna-sc mararoca.
Vende-se urna bomba para cacim-
ba de roda etoda de ferro, do molde mais
moderno e commodo: na encru/.illiada
deBele'm, venda do Andre.
Vende-se urna esetava com habilidades, vinda
de fra: na rua da Guia 11. 61, segundo andar.
A 200 RS. O COVADO.
a
Riscados de quadros escocezps de 4 palmos de lar-
gura, minio lindos.para vestirlo rte senhora : vende-
se pelo barato preco de 260 rs. o covado : ua rua do
Queimado n. 9, loja de Azevedo & Carva!hu.
RISCADOS WABSOVUNOS.
A 2'iO rs. o covado.
Bonila fazenda rte quadros de cores, de 4 palmos
de largura : vendem-se unicamenle na loja n. 2 da
rua do Queimado, esquina do becco do Pcixe Frito.
Vendem-se relogios de ouro de algi-
beua patente inglez, c liega dos pelo ulti-
mo paquete, por proco muito commodo :
no escriptorio do agente Oliveira, rua da
Cadeia do Recife.
Vende-se um excellente piano
de Jacaranda' ainda novo e do verda-
deiro Collard & Colla rd, por preco
muito commodo : na rua do Cabnga'
n. 16, segundo andar.
Potassa.
No antigo deposito da rua da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muito superior potassa da
Bussia, americana c do Rio de Janeiro, a precos ba-
ratos que he para fechar conlas.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Recife, de llenry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por precos
mdicos.
Na'rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e llanta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, scho-
tickes, modinhas tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Janeiro.
Vendem-K ricos e modernos pianos, recenle-
inenle chegartos, de excellcnles vozes, e precos com-
modos em casa de IS. O. Bieber^ Companhia, rua
da Cruz n. i.
A Boa lama.
Na rua do Queimado loja de miudezas
da boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaixo
mencionadas, e alm dessas oulras muilissimas que
avista dos seus precos muilo baratos, nao deixam rte
fazer muila cunta aos amigos do hom e barato, as-
sim como boreleiras e mscales: lindas de novellos
ns. 50, 60 e 70 a 1-lliHa libra, holdes para camisa
a 160 a groza, filas de linho brancas a 40 m. a pe-
ca. I in has de carrilel de 200 jardas n. 12 a 120 e
170 rs. o carrilel, colxeles francezes em carines a
80 rs.. liiilias de pezo a 100 rs. a meadinha, dilas
muito finas para bordar a 160 r., filas de seda la-
vradas de tortas as corea a 120 rs. a vara, linhas de
marcar azul e encarnada muilo linas a 2S0 rs. a
caixinba com 16 novellos, ditas mais grossas a 140
rs.. lapis linos envernisados a 120 rs. a duzia, ditos
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 100 rs. a dozia, caixas para costuras de se-
nhora a 29OOO, 33OOO e 39500, dilas para joias a
300, 200,120 e 80 rs.. braceletes encarnados a 400
rs., peonas d'aeo muilo linas a 610 rs. a groza, pa-
litos Je fugo a 10 rs. a duzia rte macinhos. capachos
pintados a 640 rs., bengallinhasdejiincocom bonitos
casles a 500 rs., penles para dar cabello a 1^500
a duzia, papel almaco muilo bom a 296OO a resma,
dito de pezp pautado a 39600, micangas miudinhas
a 40 rs. o maco, dilas maiores e de todas as cores a
120 rs. o maco, suspensorios a 40 rs. o par, grampas
a 60 rs. o massinlio, allineles a 100 rs. a carta, pe-
dras para escrever a 120 rs.. boldes finos para calca
a 280 rs. a groza, brinquedos para meninos a 500
rs. a caixinha, meias brancas para enhora a 240 rs.
o par, dilas de torear fazenda superior e com
borracha a 700 rs. o par, dilas de algodao pa-
ra humero brancas a oilocenlos ris o par, es-
eovas finas para denles a 100 rs., colheres de
melal para sopa a 610 rs. a dozia, espelhos com
molduras douradas, fazenda superior a 120 e 160
rs., espelhos de capa a 800 rs. a duzia, tesouras para
costura a (9000 rs. a duzia, caivetes rte 2 fulhas
para aparar peonas fazenda superior a 210 rs., lu-
vasdeaceilapretascom pilmas de cores a 500rs. o para
dilas de cores muito linas a 400 rs., agullieirot de
melal com agulhas cousa superior a 200 rs. torcidas
para candieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, tirelas douradas para calca e collete
a 100 rs., penles de baleia para alizar a 280 rs., dilos
finissimos paralar cabello al$280 rs, esporas linas de
melal a 800 rs. o par, chicles lin os a 800 e I9OOO
rs., al>oload-aras para rlleles a cousa superior a 400,
500, 600 e 800 rs., traicellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs., caixinhas com superiores agu-
lhas trncelas a 200 rs., meias de seda piuladas pa-
ra crianc.is de 1 a 1 annos, a 19800 rs. o par, dilas
piuladas de fio da Escocia de bonitos padres a 240
e 400 rs. o par, trancas de seda de tocias as cores, fi-
las finissimas de Indas as cores, biqoinhos de algo-
dao e de linho de bonitos padroes muito linos, te-
zouras o mais fino que he possivel enconlrar-se e de
tortas as qualidrtcs, luvas e meias de lodas as qua-
lidades. e outras muilissimas cousas, ludo de muito
goslo e boas qualirtades e por precinhos que milito
agradam. Esla loja he bem conhecida nao s por
vender sempre ludo mais barato do que em oulra
qualquer parle, como lambem ser nos qualro cantos
adianto da loja do sobrado amarello, e para melhor
ser conhecida lem na lrehle urna taboleta com a boa
fama piulada.
Vestidos de seda.
Continua haver grande sorlimenlo de corles de
veslidos de seda decores e brancos, que se vendem
por preco comino lo : na loja de 4 portas, na rua do
Queimado n. 10.
Vende-sc na rua do Collegio, casa n. 3, pri-
meiro andar, o melhodo Canille, para violao, novo,
e por commodo preco.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
cao prsenle, por commodo preco : na roa do Cres-
po n. 6,
Roas velas de carnauba pura, em
caixinhas de trintae tantas libras, vindas
do Aracaty : vende-se na rua da Cruz n.
54-, primeiro andar.
No armazem de Tasso Irmaos, ha
a venda:
Superior vinlib champagne em gigos.
Dito Brdeos em quartolas.
Dito, dito em garrafoes.
Agurdente cognac, em ci.ixas de duzia.
Licores linos francezes, idem.
Azeite refinado Pagniol, dem.
Garrafas va/.ias em gigos.
Papel almaco verdadeuo de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cimlietes.
Tudo bom por preco mdico.
Conlinua-sea vender murc,uliuas de cores, pro-
prias para vestido, leudo 4 palmos de largura, boni-
tos goslos. cores fixas, e fazenda inleiramenle nova
a 300 rs. o covado : na toja de 4 porlas, na rua do
Queimado n. 10.
Alpaca desela.
Vende-se alpaca de seda de quadros de boro goslo
a 720 o covado, corles delaa dos melhores gustos que
lem viudo no mercado a 49500, ditos de cassa chila
a I98OO, sarja prela liespanhola a 29400 e 29200 o
covado, selim prelo de Maco a 29300 e 39200, guar-
danapos adamascarlos feilos em Guimares a 396OO
a duzia, loalhas de rosto viudas rio mesmo tugara
99000 e I29OOO a duzia : na rua do Crespo n. 6.
Vende-se o verdadeiro licor de ab-
synthe encaixotado, por barato preco :
na 1 na da Cruz n. 26, primeiro andar.
Grande sortimento de brins para quem
quer ser gemenho com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado delistras e quadros.de pu
ro linho, a 800 rs. a vara, dito liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, riscados escures a imi-
laeSo de casemira a 360 o covado, dito de linho a
280, dito mais abaixo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covado : na rua do Crespo
n. 6.
Bom, e commodo.
Vendem-se cassas Irancezas de bonitos padroes e
cores fizas a 200 rs. o covado : na loja do sobrado
amarello da rua do Queimado n. 29.
SOMETES.
Os excel lentes sorvetes feitos a
franceza c sem gelo. vendem-sea's
ESI segundas, quartas e sabbados :
no aterro da Boa-Vista n. 5.
Farinha de mandioca de Santa Camarina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife 11. 4I
primeiro andar, ou nos armazem em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
RIA DO CRESPO N. 9
LOJA ENCARNADA.
Vende-se panno verde escuro, pelo ba-
rato preco de V.sOOO r. o covado.
ATTENCAO AO BABATEIBO.
Rua da Cadeia do Kecife, loja n. 50 da esquina,
vende-sc:
corles de serla branca e com lislras de cores, com 20
covados 209, novas melpomenes de quadros acha-
nialoladus com quasi vara de largura a 000 rs. o co-
vado, corles de cambraia fina de cor coni barra a
2>100, chitas boas de diversas qualidaries e cores se-
guras a 180 o covado, cambraia do linho fina, oplima
para camisas de noivos a 59, panno de lences su-
perior com mais de II palmos de largura a 29100 a
vara, cassa delistra para bahados i 220 rs. a vara, e
l;600a peca, casemiras decores escuras para calca
a 495OO o corle, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos e veslidos de monlaria a 39 n
covado, panno preto lino a 9 e ||800 o covado,
corles de gorgorao para rolletes a 19 e de fuslilo
alcoioado a 800 rs., merino prelo muito fino a:<9600
e 49 o covado, luvas le fio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como onlras
maiia. fazendas que a dinheiro i vista se vendem
em alacado, e a retalho por baralissimos precos, e
do-se amostras.
Vendem-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. Bieber&C.. rua da
Cruzn. 4.
ATTENCAO', QIE HE PARA ACABAR.
I.aas rom lislras de se.la, e qoalro palmos de lar-
gura, fazenda muilo propria para a prsenle esla-
cao, pelo diminuto preco de 410 rs. o covado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Victor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra-superior, pura baunilha. IJ920
Extra fino, baunilha. 1t600
Superior. |y9n
yuem comprar de 10 libras para rima, lem um
bale de 20 % : venda-se aos mesmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelicr, no alerro de Boa-
\ isla n. 52.
SSLAO FRABCEZ
He chegado novamente deFrancaa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, ese acha
a venda no lugares ja' designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
]>es e Barros & Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua iarga do Rosario n. 38 e
40.
Vende-se ac em euoheles de am quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, praca 4o Corpo Sauto n. 11.
ATTENCSO.
Na rua do Trapiche n. 54, ha para
vender barris de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fo-
ses ; estes barris s3o os melhores que se
tem descoberto para este fim, por nao.
exhalaiem o menor cheiro, e apenas pe-
zam 1 (3 libras, e custam o diminuto pre-
co de 4.S000 rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior cognac, em garrafas, a 129000
a duzia, e 19280 a garrafa : na rua do Tanoeiros o.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de rnfidio-
ca, em saccas que tem um alquefre, me-
dida velha, por preco cotrmodo: nos
armazens n. o, 5 e 7 defrohte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
N'ovaes 4C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
CEMENTO RO ARO.
% ende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Alroeida.
Chales de merino' de cores, de mnito
bom gosto.
Venders-se na rua do Crespo, loja da esquina que
vnlla para a cadeia.
DEPOSITO D\ FABRICA BE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por proro commodo,
Em casa de J. Keller&C,, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes piano vindos ltimamente de Ham-
burgo.
Vend-se urna batanea romana com lodos os
stus pertences.em bom oso e de 2,000 libras : qoem
pretender, dirija-se n rua da Croz, armazamn. 4.
CEMEMO ROIAM BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qualidade, rquito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz* do Iheatro, arma-
zem de laboas de pinho.
A EU.ES, ANTES QUE SE ACABEM.
Vendem-se corles de casemira d bom goslo a 39,
49 e 59OOO o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagneeBor-
deaux: vende-se em casa de Schafhei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
Iho, no armazem da rua da Cadeia de Santo A11I0-
oio de matertaes por preco mais em conta.
Vendem-se em casa de S. P. Johns-
lon & C, 11a rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candiei ros e casticaes bromeados.
Clrumboem lenco!, barra e municao.
Farello de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroedevela.
Vaqueta! de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, as quaes acham-se a "venda, por
preco commodo e com promptidao'
embarcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se urna porqaodo verdadeiro
vinho Boideaux tinho e branco engarra-
fado, (pese vende muito em conta para
se liquidar contas: na rua da Cruz 11. 2,
primeiro andar.
Moinhos de Tent
eombombasderepuso para regar aortas e baixa,
decapim, na fundicade D. W. Bowroan : na rua
do Brum ns. 6,8el0.
Riscado de listras de cores, proprio
para palitos, calcase aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cade ir,.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que em oulra qualquer
parle, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
deiS Companhia, rOa da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farelo novo, chegado da Lisboa pela barca Gra-
tidao.
0
. POTASSA BRASLEIRA.
Vende-se superior potassa, fa-
bricada no Rio de Janeiro, che-
gada lecentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos a' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
0
8
%
Vende-se encllenle taboado de pinho, recen-
Icmenle chegado da America : na mi de Apollo
trapiche do Ferreira. a enlender-se rom oadmmis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGEXHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da invencao' Jo Dr. Eduar-
do Stolle em Berlin, empregado as co-
lonias inglezas e hollandezaj, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda", em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, era casa de
N. O. Biclior & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
Devoto Cln Mitin i.
Sahio aluza 2." e licito do livrinho dtnomiado
Devoto Chrislao.mais correcto e acrescentado; vende-
se unicamenle na livraria n. 6e 8 da prac,i da In-
dependencia a 640 rs. cada eiemplar.
CEMENTO ROMANO
da melhor qualidade, e chegado no ulti-
mo navio de Hamburgo, vende-se em
conta : ua rua da Cruz n. 10.
IECHANISMO PARA ENGE-
NHO.
NA FUNDICAO DE FERRO DO ENGE-
NHEIRO* DAVID W BOWNIAN. S\
BA DO BRUM, PASSANDO O HA-
FARIZ,
lia sempre um grande sorlimenlo los aeguinles ob-
jcclos de mechani.mos proprios para engenhos, a sa-
ber : moemlas e meias moendas da mais moderna
conalruccao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e da lodos us tamaitos ; rodas
dentarlas para agua ou animaes, de lodas as propor-
rpes ; crivos c boceas de fornalhae registros de bo-
eiro, aguilhOes, bronzes, para Tusos e cavilhoes, mo-
nho de mandioca, etc., etc.
NA MESMA FUNDICAO.
>e exeeiilam lodas as encommendas coro a superio-
1 idade j conhecida, e com a devida presteza a w-
modidade em preco.
SYSTEMA MEDICO DE HOLLOWAY
LLOWAV
Esle itieslimavel especifico, composlo inleiramen-
le de hervaa medicina, nao ennlm mercurio, nem
oulra alguma subslaaffia detecterea. Benigno i mais
lenra infancia, e compleic.lo mai delicada, he
igualmente pronto e seguro paradesarmigar o ma-
na compleicaojpais robusta ; he iuleirameiile inno-
cente em suyffperacoes e effeilos ; pois busca e re-
move as dogmas de qualquer especie e grao, >por
mais aiilias e leatea qoe tejam.
EntrarMiilharta de pessoas curato Vora esle re-
medio, muilas que j eslavam as porlas da raorte,
perjaverando ero seo uso, conseguirn) recobrar a
suWe e forcas, depois de haver tentado intilmente
dos os outres remedios.
Ai maisalllictasna devem entregar-se Jfdeaeape-
racao ; facain um complenle ensato dos efflcazes
eeilos desla asiorabrosa medicina, e prestos recu-
perarao o beneficio da sade.
.Nao se perca lempo em tomar esse remedio
qualquer daa seguidles tufermidan.
para
falto de
qualquer
Accideulcsepilepticos.
AipAVcas.
Vnipolas.
Areias mal Aslhma.
Clicas.
Convulso.
llehilidade ou eilenoa-
cao.
Debilidada oa
forcas pora
cousa.
Desinteria.
Ilor de garganta.
o de barriga.
a nos rins.
Dureza 00 venlre.
Enfermidades 00. ligado.
n veneris
Ennaquera.
Ileeysipela.
l-'ebre biliosis.
rr inlermillenles.
Vendem-se esta pilotas n>
de Londres, n. 244, Strand,
Indcanos, droguistas e
de sua venda em toda a
Pebre loda especie.
Gola
Hemorrhoidas.
llydropijra.
Ictericia.
Indigesles.
IufUmmac,!-e<.
iridades da mous-
IruacSo.
l-ombrigas de loda espe-
eie.
Mal-de- pdra.
Manchas aa culis.
Obslrucflb de reir.
Phlhisicaou consompcao
pul
Keleucfi d'ourina.
KheoiflRsmo.
Sympirmas secundarios.
1 C8_4i>loroso.
(mal).
ecmienlo gera
na luja de lodos os
1 peseoss encarregadas
lea do Sul, llavana e
Ucspanha.
Vende-se as bocetinha800 ris. Cada urna del-
las conlem ama iuslroetilo em portuguez para ez-
pliear o modo de so uor d'estas plalas.
O deposito geral be em casa .lo Sr. Souro, phar-
maceutlco, na Mr da Cruz n. 22, em Pernam-
bueo.
Deposito de vinho de cham- w
9 pagne Chateau-Ajr, primeiraqua- 4$
$} lidade, de propnedade do conde
8 de Marcuil, ruada Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a o.S'000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L.' Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a lo-
goConde de Marcnile os r-
tulos das garrafas sao azues-
COBERTORES.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e peque-
os, a 18-200 e720 cada am : na rea do Crespo a. fr.
CASEMIRAS A 28400 E.39000 O CORTE. '
Na toja de Guimares 4 Henriques, roa do Cre-
Eo n. vendem-se cortea de casemira ingleza, palo
aralissiroo preco de 29400 a 38000 cafe uro.
Na rua do Vig ario n. 18 primen andar, tem a
venda a superior flanella para forra di sellins che-
gada recenlemenle da America.
Romances.
Collecccs de romances, dramas oulras publica-
ies luteranas dos melhores autores conhecidos :
pone Leoni, por George Sand.
Miiihas mamonas, por DumK.
lin presides de viagem, por dem.
Pastor d'Ahboorg, por idem.
Viga de Koal ven, por Sue.
Palacio de Lamber!, por idem.
Carlos Itrosihi. por Scribe.
Filho do diabo, por P. Feval.
Saldo de conlas, por idem.
A tiln dos reis. por idem.
Os homens de marmore, drama, pi Mandes Leal
Jnior.
Poesas de Bocage.
Dilas de L. A. Palme-im.
Genio dochrislianismo.
Fastos ra igreja.
O novo amigo dos meninos, obra approvada para
uso das escolas de inslrucco prirniria, pelo me-
lhodo Caslilho.
Vendem-se por precos moito cdnmodoi, na casa
n. 6, defronle do Trapiche Novo. '
"ESCRAVOS FTJGDOS.
HONTEM, 28 d correte, fogiu
da rna do Queimadt' o. 17, o osera-
vo Antonio de nrs* qoe reprsen-
la ler 40 annos peaf> man ou me-
nos, com falla de dmlas na freule,
e lera urna cicatriz lo rosto do lado
direilo, suppoe-se ti* foi vestido
com camisa de algalio branco tran-
cado e calca de casemira de qaadfts arandes, pela
que roga se a quem o pegar, deJjf-toa casa cima
mencionada, que sera grafificaol-
Fugiram do engenno Jirrfim, sa madrugada do
dia IS do corrate, dous roolece*. tan de nome
Lourenco, narlo Aasola, alldn rdula*, meio sec-
co do corpo, bem preio, e teto bzrta, alm disto tem
urna marca rie rend na raoMM, urna tridinha no
calcauhar provenanle da- aolas; levos calca de
brimzinho escoro, camisa de oadapolao e chapeo de
palha oleado : 0 oulra de aome Clemente, de appel-
lido Cancilla, de AngoUvmais moco do qoe o pri-
meiro, mais baixo, da raff*.K0rTnJr, jp corpo, bem
prelo, roslo'Hrtrindo e'se tww.'lIfrFTalta de 1 oa
2 denles na frente, pernas grossas e pssadios e bonitos; levou 1 calca
azul, 2 camisas, 1 zol e ooOt de nudapolao, e cha-
pen de palha j usado ; ambo sao mui ladinos o
passam por crioolos: quem i pegar lpve-os ao refe-
rido engenho, a entregar attseu senhor1 Joaquim de
S Cavalcanli de Albuqutrque, que recompensar
enerosamenle. Adverle-s* que ha presmapcAes de
terem sido aliciados os referidos escnrts, visto co-
mo nonca fugiram.
Na quarla-feira de bravas desappareceu de ca-
sa du major Antonio da Silva GusmAo, ma Imperial
ii. n.is pouco ftiais ou menos, baixi, um pouco rtorca-
da, cabellos braceos, lesla estreita, olhos um jwuco
apenarlos, nadrvas mullo salientes, que paree* lia-
zer pannos para faze-las apparecer, porm so; natu-
raes. lem em am dos lados das cosas batlaula* ca-
lombos, e en um dos ps o dedo junto ao minimo
(reparto por cima dos oulros, levou veslido de chita
cor de ele com flores miudas : quem a pegar leve-a
i indicad casa, que sera generosamente reconpen-
cado. t
Desappareceu da roa larga do Rosario n. 12, *
escravo \ cenle, pardo, alto, olhos grandes, eum
urna ricalriz no rosto, cabellos e bsrba grandes: he
nflioial de sapaleiro, anda de caira e jaquela, calca-
Je. t diz-se forro : quem o appr'ehender e entregar
lo seu senhor, ser recompensado.
CEM MIL REIS DE RATIFICAco'.
Desappareceu no dia 6 dedezembro do anno pr-
jimo passado, Benedicta, de 14 anno* de idade, vea-
ga, cor acaboclada ; levou am vestido de chita com
lislras cor de rosa ede cafe, oulro lambem de chi-
li branco com palmas, um Unco amarello no Desco-
co ja desholado: quem a apprehenrter conduza-a
Apipucos, noileiro, em casa d* Ju3o l.eiie de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo n. 17,
que recebar a graficacito Mima.
PERN. TYP. DE M. F. DB FARIA. 1855.
'

A
MIITII fllM
I BBU -.--


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