Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01039


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Full Text
AUNO XXXi. N. 123.
Por 3 meses adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
s

\
\
DIARIO
TERCA FEIRA 29 DE MAIO DE 1855.

Por anno adiantado 15,000.
Porte franco para o subscrptoi.
PERNAMBUCO
EXCARREGADOS DA SUBSCRIPCA'O.
Recife, o proprieterio M. F. de Faria ; Rio ile Ja-
neiro, o Sr. JoSo Pereira Martins; Baha, o Sr. D.
Duprad ; Maeei, o Sr. Joaquim Bernardo de Men-
donca ; Parahiba, o Sr. Gervazio Viclor da Nativi.
riade ; Nalal, o Sr. Joaquim Ignacio Pereira Jnior ;
Aracaly, o Sr. Antonio de Lemos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges; Maranhao, o Sr, Joa-
quim Marque Rodrigues ; Piauhy, o Sr. Domingos
Htolano Adules Pesaoa Ceareuce; Para, oSr. Jua-
lioo J. Ramos ; Amszouas, o Sr. Jeronymoda Costa.

CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por 19.
Pars, 3*5 a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Bio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Accoe* do banco 40 0/0 de premio.
da companhia de Beberibe ao par.
da companhia de seguros ao par.
Disco nlo de le tiras de 8 a 10 por 0/0.
Ouro.
Prata.
MI. 1 AIS.
Oncas hespanholas* . . 29*000
Modas de 69400 velhas. 169000
> de 69400 novas. 16>000
de 49000. . 99000
Pataces brasileiros. . . 1*940
Pesos columnarios, . 1*940
. 19860
TARTIDA DOS CORREIOS.
Olinda, lodos os dias
Caruar, Bonito e Garanhuns nos dias 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, Ex e Ouricury, a 13 e 28
Goianna e Tarahiba, segundas e sextas-feiras
Victoria e Nalal, as quintas-feiras
PRAMAR DE IIOJE.
Priroeira s 2 lioras e 54 minutos da larde
Segunda s 3 lioras e 18 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commercio, segundase quintas-feiras
Relacao, tercas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas e sextas-feiras s 10 horas
Juizo de orphos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao meio dia
2* vara do civel, quartas e sabbados ao meio dia
EPIIEMERIDES.
Maio 2 La cheia as 2 lioras 17 minutos e
39 segundos da manhaa.
9 Quariominguanteas3 horas 9 mi-
nutse 38 segundos,da manhaa.
16 La nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quarto crescente as 10 horas 18
37 minutos 40 segundos da manha
DIAS DA SEMAKA.
28 Segunda. Ss. Senador, Podio e Justo bb.
29 Terca. S. Maximiano b. ; S. Mximo m.
30 Quarta. S. Fernando re ; S. Emilia m.
31 Quinta. S. Pelronilla v. m. ; S. Lupicino b.
1 Sexta. Ss. Firmo e Filino mu. ; Theopezio.
2 Sabbado. Ss. Mercellino presb. e Pedro E.
3 Domingo da SS Trindado el." depois do Es-
pirito Santo. Ss. Pergamino e Laurentino lis.
parte erriciAL.

MINISTERIO DA FAZENDA.
expediente do dia 15 de marro.
A' presidencia do Amazonas, remetiendo o decre-
to de nomear,ao do amanuense interino da secreta-
ria da theaouraria Manoel Rodrigues CheeksNina,
para primeiro escriplurario da thesouraria, e bem
saina copia do decreto concedendo a Fernando F-
lix Gomes Jnior a demissao que pedio do emprego
de oflictal interino da dita thesouraria.
A' de Sergipe, observando que, nao sendo pro-
cedentes as razOes pelas quaes declarou thesouraria
que a companhia organisada para rebocagem por
vapor naa barras da provincia nao est sujeila dis-
posicao do art. 12 das astrgeeoes do 1 de dezembro
.de 1815, coovm que reforme a sua deciso.
A' do Rio-Grande do Norte, tiansmittindo o de-
creto de nomeecao dn primeiro escriplurario da
thesouraria Joao Manoel de Carvalho para chefe de
secrao da mesma.
16-
A thesouraria do Espirito Sanio, declarando, pa-
r o fazer constar ao procurador fiscal, que obrou
regularmente, eompriudo sem audiencia do raesmo
fiscal, a portara do presdeme da provincia que
ordenou, sub sea responsabilidade, a despeza de
150*. por se achr comprehendida as disposices
do decreto de 7 de maio de 1842? e oulrosim que o
sen procedimento.foi menos curial, deixando de ce-
lebrar, regularmente assesses da junta de faztnda e
de pagar em lempo competente as porcentageus de-
vidas ao juizo dos feitos.
- 19
A' Iheaonraria do Rio-Grande doSul, declaran-
do que a< pellas nao estao comprehendida* nos es.
tahelecimenlos pnblicos a qoe se refere o 3 do arl.
1 do decreto de 28 de agosto de 1849 ; pelo que nao
podendo ser sent de direilos de importarao o or-
gao para aigreja da Picada do Bom-Jaidm do mu-
nicipio de S. Leopoldo, deve o seo administrador
Felippe Diefenlhaler, que, sob flanea, alcancou o
despacho livre do dito orgao, entrar para os cofres
da alfndega com o valor da flanea prestada.
20
A' Ihesouraria das Alagoas, determinando que
pague ao macdioisla inglez NVilliam Price, conlra-
lado pela presidencia de I'ernambuco, e actualmen-
te encarregado deassentar macliinismo de luz do
pitare! do porto dessa provincia, o que tiver venci-
do e for vencendo, na razSo de 10 shillings e meio
porcada da til e 3 nos domingos e dias sanios, ao
cambio do dia, devendo este ser regulado pelo da
praca de Pernamhuco quando nessa_ o n3o baja ; e
oulrosim que pague a importancia do transporte do'
mesmo machinista de I'ernambuco para essa pro-
vincia, e o da volla quando se verilirar.
A' theiouraria.do Cear, approvando a resolu-
to de prescindir das formalidades recommendadas
pelo regiment da fazenda sobre a flanea que devia
prestar Antonio Condal ves Malveir.i Jnior, noraen-
do para arrecadar, no municipio deS. Bernardo, o
que sedevesse de siza de bens de raz, anterior ao
1. de jlho de 1834, vislo ser notoria aabonacao do
fiador, de que (rala no dito oflicio, e mui diminua
imporlancia da flanea.
Ao director interino do contencioso, declaran-
do extensivo s provincias a providencia lomada por
aviso de 3 de fevereiro ultimo, a respeilo da apr-
sentelo, no principio de cada semestre, da certidao
de vida dos fiadores dos diversos responsaveis fa~
zonda nacional.
26
Ao ministerio deeslrangeiros, declarando, em
virtude do 5. do art. 1. do regu lamen lo de 28 de
agosto de 1849. podm ser despachados livres de
direilos os objectos e gneros importados para uso
dos navios de guerra das naofles amigas, que chega-
remem transportes de guerra ou em navios mercan-
tei exclusivamente fretados pelos respectivos gover-
nee, pelo que no pode gozar desse favor a caiza com
roupa, para uso dos marinheiros do vapor de guerra
francez Calina, rinda a bordo do uavip mrcenle
/.'clarjqoe nao foi exclusivamente fretado pelo
governo francez para aquellelim.
Ao mesmo, observando que, pelos decretos n.
477 de 8 de outubro de 1846, e n. 633 de 28 de agos
lo de 1849, e aos chefes e nao aos outros empre-
ados das raisioes diplomticas estrangeiras he per-
millido o despacho livre de direilos, dos gneros e
effeitos que imporlarem para seu uso e servido.
Ao inspector da alfndega, para que, em virlude
do arl. 20 das condicoes annexas ao decreto de 7 de
agosto de 1852, mande despachar livres de direilos
os objectos, vndosdo Havre no navio Noovelle
Paulioe, destinados a conslrucjio das estradas e
vehculos da companhia Uniao e Industria.
30
A' thesonraria das Alagoas, augmentando com
1:0O00 ^crdito da rubricamesa de rendas e col-
lectorias, e pedindo a razao por que, esperando
alguma diminuicao na receiu e devendo por conse-
grle diminuir lambem a porcenlagem, pelo con-
trario foi o augmento desla que o crdito de 5:0005,
prmordialmente consignado, chegou apenas para
cinco mezes ; e pelo que toca o augmento de mais
109:655*, que calcula ciinio Decenarios para cobrir o
difcil do correnlc ejercicio, alm dos 153:0459704
com que foi e lem de ser anda supprida pela thesou-
raria da Babia, declara que ora se ordena o suppri-
menio de 60:0009, repartidos em consignantes inen-
saes de 15:0009 a contar do mez prximo futuro.
Ordem na mesma dala thesouraria la Baha para
tal supprimenlo.
GOVERNO SA PROVINCIA.
Expediente 4o dia 22 de malo.
Oflleio Ao Exrn. presidente do Maranhao.Ten-
do hontem recebido do administrador do correio des-
la cdade, o oflicio ou copia n. 1, communicandoque
nao Ihe fura entregue urna das malas que necnsava
a respectiva relacao ter vindo do Rio de Janeiro no
vapor Imperador, conlendo 787 carias para esla pro-
vincia, exped a ordem constante da copia n. 2, em
virtude de cuja execuc.au foi achada a referida mala
denlro de urna das que liiham direccau para a pro-
vincia do Maranhao, como ludo ver V. Exc. do ter-
mo por copia n. 3. Oque me cumpre participara
V. Exc. para seu couliecimento.
DilrjAo Exm. presidente de S. Paulo, aecusando
recebido o relalorio e documentos que S. Exc. apre-
senlon assembla legislativa daqaella provincia,
por o jcasiao da abertura de sua sessao ordinaria do
correnle anno.
HiloAo Exm. presidente de Sania Catharina,
aecusando recehidos os exemplares da falla que S.
Exc. dirigi assembla legislativa daquella provin-
cia na abertura de sua sessao ordinaria, que leve
lugar no 1. de marco deste anno.
DitoAo Exm. marechal comroandanle das ar-
mas, remetiendo por copia o aviso da repartirlo da
guerra de 4 do enrrente, acerca do capilao do 2. ba-
talhAo de arlilliaria a p Feliciano de Souza Aguiar,
para que siga para a provincia da Bahia, a reunir-
se ao corpo a que perlence.
OitoAo mesmo, transmittindo com oflicio do
commandante do presidio de Fernando, para serem
deferidos como for de lei, os requerimientos em que
os soldados Francisco Candido, Gregorio Cardozo Pe-
reira e Manoel do Nascimento, pedem ser engajados
para continuar no sen ico do exercilo, allegando ha-
verem flnalisado o lempo por que erain obrigados a
servir.
UiloAo mesmo, dizendo que pode mandar por
-em liberdade o remita Antonjo Pereira de. Lima*
visto soflrer de epilepsia. Communicou-ss ao juiz
de direilo de Pao d'Alho.
DiloAo Exm. director geral interino da instruc-
rao publica, iuloiran.lo-o de haver mandado passar
carta de jubilarao ao profeesor publico de inslrucc,ao
elementar do 2." grao da fregu/i,i, de S. Pedro Mar-
tyr de Olinda, Salvador llenrique de Albuquerque,
de confurmidede com a lei provincial n. 362 de 4 do
correnle.Igual com mullicaran se fez thesouraria
provincial.
DitoAo befe de polica, transmittindo para le-
rem a devida execucao os decretos de 9*do correnle,
pelos quaes foram amnistiados Pedro Alexandrino le
Brilo e Antonio Mauricio da Rocha, pra que se po-
nha >im perpetuo silencio sobre todos os tactos por
que possam ser argidos como envolvidos na rebel-
lio qne leve lugar nesla provincia em o anno de
1849.Tambem se remelteu o decreto de 27 de abril
ultimo, pelo qual foi amnistiado Jo.io dos Santos
Lima.
Dilo-^Ao inspector da thesouraria provincial, pa-
ra mandar adianlar um mez de sold ao alferes do
2. batalhao de infanlaria Jos Joaquim Rodrigues
Braganca, que lem de seguir para a corte, em con-
sequencla de ordem do governo imperial, fazendo-se
as necesarias declararles na respectiva guia.Par-
licipuu-se ao marechal commandanle das armas.
DitoAo juiz relator da junta de jnslica, trans-
mittindo para serem relatados em sessao da mesma
junla, os processos verbaes feilos aos soldados do 2."
batalhao de infanlaria,Sebastian Francisco do Nasci-
mento e Antonio Bonifacio da Silva.Communicou-
se ao marechal commandante das armas.
DitoAo director das obras publicas, declarando,
que pode mandar lavrar o termo de recebimenlo de-
finitivo dos reparos da primeira parte da estrada de
Pao d'Alho, e previnindo-o de haver expedido ordem
no iospector da thesouraria provincial, para qoe
vista do competente certificado, mande pagar ao res-
peclvo arrematante a quaota a que (iver di-
reto.
DiloAo mesmo, aulorisando-o a efiectuar a com-
pra das 40 barricas com cemento, de que precisa a
casa de detencan, a 89 rs. cada urna, e inteirando-o
de haver expedido a conveniente ordem, para que
na alfndega desta cdade se ron-inla no despacho
FOLKSTJg.
0 PARA1Z0 lUS HIL11ERES. (*)
For Pa.lo Feral.
TERCEIRA PARTE.
sent de direilos das mencionadas barricas.Oflci-
ou-se nesle sentido Ihasouraria de fazenda.
DitoAo inspector do arsenal de marinha, appro-
vando o contrato que Smc. fez com o proprielariodo
hiale nacional Soco Olinda, para a condur.'io dos 10
barris de plvora grossa, destiuada a provincia do
Cear, e remetiendo o oflicio em que requisita ao
Eim. presidente daquella provincia, que mande ef-
fecluar all o pagamento do frete da mencionada
plvora.Fez-se o oflicio de que se traa.
DiloA director do collegio dos orphaos, recam-
mendandu que facilite i commissao de hygiene pu-
blica, o ingresso naquelle collegio, alim de proceder
ao exime prescripto pelo arl. 48 do regulameolo de
29 de selembro de 1851. Commuoicou-se ao pre-
sidente da mesma commissao.
DitoAo juiz de paz de Barreiros.Com a inclu-
sa copia do parecer do couselheiro presidente da re-
lelo, respondo aos oflicios que Vmc. me diri-
gi em 15 de dezembro, e 12 de marro desle auno,
recebidos ambos na mesma occasiao, relativamente
ao cargo que Vmc. ah exerce de juiz de paz, oflere-
cendo-se-me declarar-lhe que nao lendo ainda o go-
verno imperial dado decisao final a respeilo das elei -
ciies que Vmc. se refere, deve subsistir a ordem
expedida por esla presidencia em 3 de Janeiro de
1853.
DitoA' commissao encarregada de examinar a
gestao dos negocios da reparlico das obras publicas.
transmiltindo para sua indiligencia, copia do oflicio
do director das obras publicas acerca dos exames de
qoe se acha encarregada aquella commissao.
DiloA' cmara municipal de Pao d'Alho, dizen-
do que deve ir novamente a praca a obra do acou~
gue que lem de ser construido naquella villa.
PortaraAo agente da companhia das barcas de
vapor, para fazer desembarcar do vapor Imperador,
os soldados do corpo de polica desta provincia Anto-
nio Jos da Silva e Laurentino Correa de Barros A-
r.iujo. que vieram das Alagoas.Communicou-seao
commandante do referido corpo.
DitaAo mesmo, recommendando a expedirlo de
suas ordens, alim de que seja transportado para a
Babia no vapor que se espera do Norte, o 2." sargen-
to segundo cadete Francisco Jos da Silva, e para a
corte ao cabo de esquadra do 10. batalhao de infanla-
ria Jos Gomes da Silva. Parlicipou-se ao mare-
chal commandanle das armas.
DitaExonerando o cirurgiao do cerpo de snude
do exercilo Francisco Goncalves de Moraes, da com-
missao em que se achava empregado na colonia mi-
litar de Pimenteiras.Fizeram-se as necessarias com-
municaresa respeilo.
23
Ollicioj Ao Exm. commandaulc superior da guar-
da nacional do Kecife, recommendando a expedirn
de suas ordens para que marche para a frente da
igreja de N. S. da Conccirao dos Militares no dia 27
do correnle as 3 horas da tarde, um dos corpo* da
mesma guarda nacional alim de acompi.nhar nessa
larde a procisso do Divino Espirito Santo.
UiloAo Exm/ marechal commandanle das ar-
mas, Iraiismitlindo por copia o aviso de 25 de abril
ultimo, em o qual o Exm. Sr. ministro da guerra
communicou que se mandara passar para o 10. ba-
talhao de infanlaria os alferes Antonio Cardoso da
Cosa e Caelano Xavier de Oliveira, esle do 3, e
aquelle do 12. da mesma arma.Communicou-se
a thesouraria de fazenda.
DitoAo mesmo, transmiltindo com copia do avi-
so da repartido da guerra de 28 de abril ultimo a
f de oflicio do teoente do 9. batalhao de infanlaria
Bernardo Joaquim i'ereira.que oulr'ora perlenceu ao
7. da mesma arma.
DiloAo mesmo, dizendo que pela leilurado avi-
so que remelle por copia, tirara S. Exc. inleirado de
que se conceder 3 mezes de lirenra de favor para ir
a corte, aosargeuto quartel mestre do 2." batalhao
de infanlaria Rav mundo de Almeida Sampaio.
DiloAo mesmo, remetiendo copia do aviso do
ministerio da guerra do 14 de abril ultimo, no qual
se declara que se conceder passagera para o l.i ba-
talhao de infanlaria ao lenle do 10." da mesma ar-
ma Jos Joaquim Autunes.Inleirou-se thesoura-
ria ite fazenda.
DiloAo mesmo, enviando por copia o aviso de
26 de abril prximo lindo, mandando dar baixa, por
ler concluido o lempo de servico por lei marcado'
ao cabo de esquadra do segundo balalhao de infan-
laria Manoel Soares da Assumpc io.
DiloAo mesmo, remetiendo com copias dos avi-
sos da reparlic.ao da guerra de 28 e 30 de abril ul-
limo.as olas dasalteraroesoccorridas enidilVerenles
mezes acerca dos ofliciaes e pravas mencionadas em
dilas olas.
UiloAo mesmo, enviando por copia o aviso do
ministerio da guerra de 20 de abril prximo lindo,
mandando dar baixa do servico ao saldado da compa-
nhia de artfices. Tertuliano de Almeida Lins.
Dito- Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso da
repartirn da guerra de 24 de abril ultimo, do qual
consta que se mandou servir no batalhao de enge-
nheiros o primeiro lente ajudante Jo quarto de
arlilliaria a p Manoel-Deodoro da Fonseca.
DiloAo mesmo, transmiltindo por copia o aviso
da reparlicao da guerra de 2 do correnle, eommu-
uicando haver-se concedido passagem para o quarto
batalhao de arlilliaria a p, e licen^a com veucimen-
los por lempo de 6 mezes aos eadeles do oilavo ba-
'alho de infanlaria Pedro de Barros Cavalcanli de
Albuquerque e Alfredo de Barros Cavalcanli de Al-
buquerque, que se acham na corte.
DitoAo inspeclor da thesouraria provincial, in-
Dilo Ao mesmo, para mandar indemnisar a rr-
parlicaoda mariuha da quanlia ile 593790 rs, em
que.segundo a relacao que remelle, importan) as ra-
-oes fornecidas s pracas de primeira linha que lti-
mamente foram mandadas para o presidio de Fer-
nando no patacho Pirapama e bem assim as que
d'alli regressaram em dilo patacho. Communicou-
se ao inspector do arsenal de marinha.
Dilo Ao mesmo, remetiendo por copia o aviso
da reparlicao da guerra de 23 de abril ultimo, man-
dando fazer eifeclivo o abono da prestacao mensal de
309000 rs ; deque o major de segundaclassePedro
leirando-o de haver mandado passar caria de jubila- Paulo de Moraes Reg resolveu consignar o seu sol-
cao, nos termos da lei provincial n. 367 de 10 do I do nsla provincia para alimentos de seu lilho Salus-
corrente, ao professor publico da segunda cadeira do
segundo grao da freguezia da Boa-Visla desla cidade,
padre Manoel Thomaz da Silva.Communicou-se
ao director geral da inslruccao publica.
Dilo.Ao mesmo, communiesodo que o professor
publico de primeiras leltras da povoiirao de Beberi-
be, Alexandre Jos Dornellas, tirara sua caria de ju-
bilado de couformidade com a lei provincial n. 340
de 13 de maio do anuo passado.Igual communi-
cac,ao se fez ao director geral da inslruccao publica.
DiloAo juiz relator da junla de Justina, Irans-
miltiodo para ser relatado em sessao da mesma jun-
la,o processo verbal feito ao soldado do segundo ba-
talhao de infanlaria Vicente Ferreira.Parlicipou-se
ao marerhal commandanle das armas.
DiloAo inspeclor do arsenal de marinha, dizen-
do flear inleirado de haver Smc. contratado com o
meslre do hrigue nacional laura, a remessa do res-
to da plvora 113 barris) vinda da corle com deslino
ao Par.e enviando para ler o conveniente deslino o
oflicio em que se communica ao Exm. presidente
d'squella provincia semelhanle remessa.Fez-se o
oflicio de que se traa.
PortaraMomeando o capitn do segundo bala-
lhao de infanlaria, Jos Gomes de Almeida, para
exercer interinamente o lugar de director da colonia
militar de PimenteirasF'izcram-se as necessarias
communicaroes.
DitaAo agente da companhia das barcas de va-
por, recommendando a expedir.io de suas ordens pa-
ra que sejam transportados para a corle no vapor
que se espera do norte, o escrivao e dispenseiro que
serviram no hrigue escuna de guerra Legalidade.
Inleiroii-scan inspeclor do arsenal de marinha.
24
Oflicio Ao Exm. marechal commandanle das
armas, recommendando as necessarias providencias,
para que seja salislclo o que requisita o chefe de
policia, no oflicio que remelle por copia acerca da
substituirn do cabo de esquadoa e soldados do 9
balalhao de infanlaria, que azi A parte do destaca-
mento de Nazareth. CommunViou-se ao mencio-
nado chefe de polica., ^ |
Dito Ao mesmo, inleirando-o de haver expe-
dido as convenientes ordens nao su para que se pas-
se guia de soccorrimenlo ao major reformado llem-
venuto de Souza Marinho, mas lambem para se Ihe
dar passagem para a Bahia em um dos vapores da
companhia de paquetes. Expediram-se as ordens
de que se trata.
Dilo Ao mesmo, declarando que expedir or-
dem ao inspeclor da thesouraria de fazenda, para
que estando nos (ermos legaes os documentos que
S. Exc. remellen, mande indemnisar nao s ao
major Carlos de Moraes Camisao a quanlia de.....
1119420 rs., que despender com alirguel de caval-
los paraconduccaode sua bagigcm as difieren les
marchas que lem feito na quahdade de commandan-
le do destacamento volante da comarca de Gara-
nhuns, e bem assim deartigos de fardamenlo para
as pracas do mesmo destacamento, mas lambem ao
9 batalhao de infanlaria a de 7>(i8t) rs. que igual-
mente Tora despendida com o aluguel de um rav al-
io que conduzio desta capilal para Caruar arligos
de fardamenlo para o destacamento all estacionado.
Dilo Ao Exm. director geral da inslruccao pa-
pila, autorisando-o a mandar fornecer aula de
inslriirrao primaria da povoacAo do Peres os movis
de que ella precisar, observando quaulo a qoalida-
deajue srjam iiiaes aos mencionados, na ola qne
remelle por copia, equanto a quaolidade, que se
proporcione ao numero de alumnos que pode ler a
mesma aula.
DiloAoi'nspeclor da thesouraria de fazenda,
recommendando que mande adianlar ao capilo Jo-
s Gomes de Almeida, que se acha nomeado para
exercer interinamente o lugar de director da colonia
militar de Pimenteiras, os vencimeotos correspon-
dentes ao mez correnle e ao de junho prximo vin-
douro.
Dito Ao mesmo, inteirando-o de haver,em vis-
la de sua informadlo, deferido favoravelmenle o re-
querimento em que Flix F'rancisco de Souza Maga-
Ihaes, pedia licenra para vender a Joaquim Luiz Vi-
eira pela quanlia de 200-9 rs, a posse do terreno de
marinha n. 190 que flea nos fundos do sobrado da
ra da Senzala Velha n.-112. ,
liano Ferreira de Moraes Reg a coutardo Io de ju-
Iho prximo vindouro.
DitoAo chefe de policia, inteirando-o de ha-
ver Iransmitlido Ihesouraria provincial para serem
pagas estando nos termos legaes, as contas que, S. S.
remelteu, das despezas feilas com o sustento dos
presos pobres da radeia de Garauhuns nos mezes de
fevereiro a abril desle anno.
Dito Ao juiz relator da junta de Justina, trans-
mitido para; ser relatado em sessao da mesma jun-
ta o processo verbal do soldado do 9 balalhao de
infanlaria Emigdio Jos Pedro Mendes. Parlici-
pou-se ao marechal commandante das armas.
nos respectivos ttulos como por lei est determi-
nado.
Jote. Joaquim Coelho.
Conforme.Candido Leal Ferreira, ajudante de
ordens encarregado do detalhe.
EXTERIOR.
PARS.
2 de abril.
Ha quarenta annos que defendemos a conserva-
cao da paz europea, porque eremos que a paz he
amaissegura garanta da civilisar.Aa, Esla poltica
he urna Iradiccao que lemos recebido de nossos an-
lepassados e esperamos transmiltir aos nossos suc-
cessojes, ella faz parte dessa doulrina de governo ao
mesmo lempo liberal e conservadora, que grande
oradores lem defendido em nossas assemblas po-
lticas, e pela qual temos combatido na iropreusa
ha perlo de Iriuta annos, nao porque leudamos urna
lo'ica anthipalia por toda guerra, qualquer que seja,
e deixemrh de ser os admiradores re-condecidos dos
grandes servicos militares, e polticos, que o exer-
cilo tcm prestado ao nosso paiz ha mais de viole e
cinco annos. Cremos que a guerra da Hespanlia
em 182) foi til honra c ao ascendente da Franca
na Europa ; amamos a inlervenrao libertadora da
Dilo Ao capitn do porto, enviautlo por copia I Franca na Grecia ; apreciamos a guerra de Alger
nao s o aviso circular da reparlicao da marinha de
20 de abril ultimo, mas lambem o que pela mesma
reparlicao se expedo ao capitao do porto do Rio de
Janeiro em 16 do rilado mez, a respeilo da matricu-
la das equipagens lano dos vapores da companhia
brasileira de paquetes como das das oulras compa-
nhias nacionaes.
Dito Ao director do arsenal de guerra, recom-
mendando que mande fornecer agua, luz eos ulen-
cilios que forem necestarios a guarda da casa de de-
lencn, lendo principio semelhanle fornecimenlo,
desla data em (liante. Communicou-se ao chefe
de policia.
Dilo Ao director das obras publicas, approvan-
do a despeza na imporlancia de 999320 rs. que Smc.
mandou fazer com a collocacao de um novo esteio e
mais concerlos de que precisava aponte de Santo
Amaro na estrada deOlinda. Communicou-se ao
inspector da Ihesouraria provincial.
Dilo Ao juiz muuicipal dn segunda vara, inlei-
rando-o de haver designado' a Smc. para no dia 2t
do correnle presidir ao andamento ala, primeira par-
le da primeira lotera a beneficio da matriz de San-
to- Anlao. Tambem se communicou ao thesourei-
ro das loteras da provincia.
Dilo Ao inspector da Ihesouraria provincial,
recommendando que mande indemnisar a Ihesoura-
ria de fazenda da quanlia de 329730 rs., em que se-
gundo a relacao que remelle, importam as raees
remecidas pela repartirn de mariuha aos sentencia-
dos reinen idos ltimamente para o presidio de Fer-
nando, e aos que dalli regressaram em o dito pala-
cdo. Communicou-se a mencionada Ihesouraria.
Porlaria. Exonerando do exercicio de escrivao
da colonia militar de Pimetileiras, ao sargento Jos
de Oliveira Barbosa enomeando para o substituir ao
primeiro sargento do segundo batalhao de infanta-
ra Joaquim Evaristo dos Sanios. Fizeram-se' as
necessarias commuoicacesa respeilo.
Dita Concedendo ao arrematante do lerceiro
lanco da ramilicaco da eslrada dosul para a villa do
Cabo Antonio Bandeira Caruero Leao, mais seis
mezes de prorogacao para a conclusao daquella obra
a contar do dia em que flndou a que ja Ihe foi
concedida para esse fin. Expediram-se s ueces-
sarias tomn unicac,es a respeilo.
-------- HIOIOl-
em 1830, o cerco de Autuerpia em 1831, a oceupa-
,-ao de Ancolia, a conquista da frica septentrional
desde 1840 at 1848, a expedicao de Roma em
1849, e lao pouco hesitamos em crer, que se devia
arriscar a guerra para ennter as invasoes contra a
Turqua, e defender a independencia do Oriente,
sem procurar-se seber agora se he o islamismo ou
o christanismo que se ha.de ulilisar desla indepen-
dencia.
/
o bhh ron BULPICIO.
CAPITULO XII
Grignolle.
Eram quasi cinco horas da tarde. Dous dias se li-
ndan! passado depois da deefeila da marqoeza Aslrea
no sallo do rei Truffe ; esle mudara de domicilio
como j disemos, e habitava em casa do doulor Sul-
picio. o
O testamento assignado Acara todava no palacio
de Rostan. A nwrqueza podera moslra-lo a Joao
Touril; masoccullra-ocuidadosamente ao marquez.
Ella conlava com o grande Rostan, que trabalhara
outr'ora iao bem na edarneca de Fredel na noile de
(i de marco de 1835. Nao convinha desanima-lo.
Sabemos que o estabelecimeuto do velho Bisloiiri
tinha sua entrada principal na ra da Goulle d'Or.
e dava do oulro lado para a ra de Cuuronnes. Ah
era um muro grande e em mao estado, ao qual so-
bresahiam dous ou tres cimos de arvores denudadas
e ledos de pardieirn. Urna porgan desse muro si-
tuada a leste do eslabeleciment, mais alta e melbor
construida que o resto, havia servido evidentemente
de outao a orna cata enlio demolida.
Descobriam-se os vestigios das janellas tapadas pe-
loa pedreiros, e no chao dous respiradouros de ndega
permanecan! abertos. Os galos errantes persegui-
dos pelos caladores de coelhos que ahundam uessas
paragens, achavarft ah um abrigo seguro. Esse mu-
ro linha o numero 33.
Ot vadios lindara vislo algumas vezes luz por esses
respiradouros : mas o muro impedia a visla de pe-
netrar no interior da adega. Corra a voz de que o
velho Bistouri oceultava ah objectos furlados por
ouIros.
Ao menos o vellu Bislouri nao era ocioso conhe-
cemos-lhe j mais de meia duza de oflicios. Assim
passava entre seus freguezes por ter loueladas de
ouro escondidas em alguma parle cem ps debaixo
da trra.
Depois do muro vollando para La Chapelle, havia
urna casa quasi nova c slidamente construida, co-
ndecida de todos os assignantes da Cazeta dos Tri-
bunaet. Foi ah que o correlor Poullain de lleaure-
gard assaisinou em 1837 O0~18:i8 um velho de ,Ta-
lenciennes, cuja firma havia furtado.
Depois ella fura habitada por um, louco que dego-
lra-se i janella, de sorle que na manha seguinle
(^Vide o Diario n. 121.
foi achado o cadver em equilibrio sobre o parapei-
to, a cabeca fura, as pernas denlro e um lago de san-
gue sobre a calcada. lia casas que parecem assim
perseguidas por urna especie de falalidade. Era o
numero 35.
Duranle alguns annos ella ficra smenle habita-
da pelo porteiro e sua mulher, e sobre a porta havia
sempre um cartaz agitado pelo vento que grilava :
Casa para vender-se 1
Desde algum lempo o cartaz desapparecera, por-
que linha-se apresentado um comprador. Nenhum
dos habitantes da ra de Couronnes o tinha visto ;
smenle urna manhaa urna carreja viera buscar
os trastes do porteiro, o qual retirou-se com sua
mulUer.
Entretanto o pavo entrou a oceupar-se com essa
casa deserta, a lgubre historia de seu passado fui
refeila, e houve imaginacoes romnticas que preten-
dern! que via-se algumas vezes de noile urna clari-
dade alraz das gelosias fechadas.
Como explicar isso, se a porta nao fura iberia urna
s vez depois da retirada do porteiro 1
Pelas cinco horas da tarde no dia que disemos, o
velho Bislouri deixon seu gabinete de Irabalho, on-
de acabara de escolher o conlendo de Ires cestos, li-
rou em um armario velho urna lanterninha de furta
fogo, a qual accendeu e occullou debaixo do capole ;
depois fecdou a porta i chave e desceu a escada es-
piral, por onde subir a marqueza Aslrea algumas
semanas antes.
Era ja noile nos obscuros corredores do deposito
central de immundicias. Os pateos e as chonpanas
eslavam desertas por causa da senha que prohiba a
luz por toda a parte. O dia dos trapeiros comecava,
e apenas alguns ronceiros reslavam do lado da co-
zinha. O velho alravessou o estabelecimeuto em
toda a sua profundidade. Os ronceiros saudavam-
no com ar meio homilde meio maligno. O povo po-
bre que he depennado vinga-se assim de seu atgoz
por urna meia insolencia. Porem o rei dos trapeiros
fazia pouco caso dessas manifeslares ; pois nao pre-
zava a estima de seus vassallos.
No fundo do eslabeleeimenlo direila urna palho-
ca unia-se ao muro de que fallamos ha pouco, e que
liaba o numero 33. A palhoca locava igualmente
na casa deserta que dava para a ra de Couronnes, e
que achara um comprador desconbecido. O velho
Bislouri entrou na palhoca e chamou batendo com o
pe contra urna porla :
Grignolle !
L vou, patrao responden urna vozinha agu-
da n spera.
E quasi iminedialamenle appareceu sobre o lu-
miar urna rapariguinha runa e magra, cojo rosto
descarnado era illumnado por olhos negros e pene-
trantes como ponas de punhal.
Onde est Nieul '! pergunlou o velho.
Elle beben, e est doeute, respoodeu a rapa,
rigoinha.
E dorme com a cadera apoiada no forno lur-
nou Bislouri erguendo os hombros ; ftke com que
elle esleja acordada quando eu voltar. I
Sim, patrao, respondeu anda a mensnia.
Toma a lanlerna emqaaolo abro o al^apao.
Tornaram a sabir, Grignolle lomou a lanlerna e
dirigi a luz para a (echadura de um alrapao, sobre
o qual eslavam uesse momento. Bislouri abri o al-
rapao. receben a lanlerna das mos da rapariguinha,
e desceu a escada subterrnea. Grignolle quiz de-
drucar-se para ver ; mas o velho dexou cahir pre-
cipitadamente o alcapan.
A menina poz-se a rir, e seus olhos de panthera
brilharam como dous carves em braza.
Sei tanto quanto elle o que ha ah era baixn,
murmurou ella.
Era a til lia nica de Nieul. Em vez de vollar
para junto do pai, ella metteu-se atrax de um man-
ijo de madeiras em um cauto do quarto de entrada,
e desappareceu inteiramente em um furoTiue pare-
ca feito de proposito para deixar passar seu corpo
magro.
Grignolle gritoa urna voz ronca no outro
quarto.
I.a vou, meu pa! respondeu a rapariguinha, a
qual acresceolou entre os denles : Elle nao est
mais bastante forte para castigar-me.
Nieul eslava no segundo quarto deitado sobre um
montan de Irapos. Pareca ler envelhecido vnle an-
nos depois da ultima vez que o vimos. Suas faces
eslavam horrivelmenle descarnadas, e seu olhar era
esiupdo.
Ouvi um rumor, disse elle.
Foi o patrao que desceu i adega, respoodeu
Grignolle.
Nieul que linha levantado a cabeca, tornou a dei-
ta-la sobre os Irapos, ordenando :
Vai buscar-me agurdenle !
' (irighotte vollou-lhe as costas com ar resoluto, di-
zendo :
He para isso que chamou-me ? Vmc. nao be-
ber mais agurdenle hoje.
Nieul suflocou urna praga. chamou-a, fazendo-lhe
com o dedo um signal fagueiro.
Ah! exclamou Grignolle desalando a rir; Vmc.
me hatera se eu fosse.
Nieul tenlou levantar-se, e Grignolle tornou-lde :
Vmc. nao pode mais, meu pai Fique tran-
quillo... Nao vou buscar-llie agurdenle, porque nao
convm beber mais hoje : he esta noite que ha de
vir o homem... '
Que homem ?
O da ra de Tournon.
O trapeiro estremecen visivclmeule, e dsse :
Ah o doulor Sulpicio...he boje... Como sabes
isso .' .
Porque sou eu que hei de ir l.
E o patrao fallou-te '.'
Elle levon-me ao sea quarto... deu-me licor...
e disse-me : o Chora um pouqulnho, Grignolle, para
eu ver se sabes. Puz-me a rir primeiramenle. mas
depois chnrei : nao he cousa dillicil. EnLlo elle dis-
se-me : a Queres ganhar cem suidos de urna vez '.'...
He para ires casa da ra de Tournon.... a porla
grande que te moslrei anle-honlem, e diz eres ao ho-
mem chorando muito, que leu pai est doeute para
morrer.
COMMANDO DAS ARMAS.
Quartel-geueral do eommando da armas de
Pernambuco na cidade do Recife, em 28 de
malo de 1S66.
ORDEM DO DIA N. 52.
O marechal de campo commandanle das armas
declara para o necesario lini, que hoje contrahiram
novos engajamentos nos termos do regulamenlo de
14 de dezembro de 1852, e do decreto n. 1401 de 10
de junho do anuo pretrito, precedendo iusperrao
de saude, o cabo de esquadra (".alisto Jos Ferreira,
e os soldados Francisco Candido e Manoel do Nasci-
mento, este da 8." companhia do 9. batalhao de in-
fanlaria, e aquellos do 4. de arlilliaria a p, sendo
a primeiro da 6.a, e o segundo da 7.< companhias.
Serviro por mais seis annos, e perceberan alm dos
veucimenlos que por lei Ibes competir, o premio
de 4009 rs. cada un?, e lido o engajamenlo, urna
dala de Ierras de 22,500 bracas quadradas.
Se desertaren!, perderao as vantagens do premio,
e aquellas a que liverem direilo, sero considerados
como recrutados, desconlando-se no lempo do enga-
jamenlo o de prisao em virtude da sentencia, aver-
bando-se este descont, e a perda das vantagens
E foste l"! pergunlou Nieul precipitada-
mente.
Nao, respondeu Grignolle, hei de ir quando o
patrao vollar... Oh rouheco bem o homem !
Nieul revolveu-sc penivelmenle, e escoodeu a ca-
dera nos Irapos mormurando palnvras ininlelligiveis
com voz suflocada.
Grignolle saino, e voltou para sua cova. Era um
furo tortuoso que descia adega do velho Bislouri.
Fora Grignolle quem o pralicara com ferros velhos.
Tinha ferido cruelmente as ruaos nesse Irabalho ;
mas sabia o que havia na adega Enlrou branda-
mente, andando de rojo como urna cobra, e no flm
de alguns segundos suas mos locaram o chao h-
mido da adega. O furo termioava em um lauco de
parede que sustentava a Ierra, e alraz de um pilar.
Grignolle flcou ah e poz-se a comer castanhas que
linha no bolso.
A lanlerna de furla-fogo do velho Bistouri eslava
aberta, e lancava urna claridade vaga na adega, que
era grande.
Havia na exlremidade mais afaslada do furo de
Grignolle urna fleira de panellas de barro, em urna
das quaes o velho derramava os bolsos cheius de
ouro.
Que idea ridicula pensara Grignolle comendo
philosophicamente as castiuhas, que idea ridicula te-
ve o patrao de por ludo isso em panellas!
Amigamente quando Joao Touril espancava a
Morgalte, c eiercia o duro oflicio de curandeiro
em torno de Plouesnon, linha urna panella, na qual
meltia todas as nuiles alguns sidos. Os sidos tor-
naram-se francos, e quanlo lempo foi necessario
para cobrir o fundo da panella I
Foi a marqueza viuva de Maurepar,' madrinlia de
Aslrea, quera deu-lhe o primeiro luiz de ouro.
A primeira panella de Joao Tonril ainda nao es-
lava cheia, quando elle deixod a Brotando para vir
eslabelecer-se em Pars. Agora linha nao sei quau-
las panellas bem cheias.
C.oin elfeilo era urna idea ridicula ; mascada um
d ao seu dolo a frma escolhda. Joao Touril con-
servava sua primeira panella um culto piedoso e
terno : era a religo doavarenlo.
Alm disto elle conlava por panellas bem como os
Hindus por la/.* de rupias. Urna panella supponho
que era cem ou ceulo o cincoenta mil francos. Nao
censuremos o pobre velho por urna mana lao per-
feilameute iunoceute : elle luidj alguus defeilos mais
graves.
Tendo acabado de esvasiar os bolsos, lanrnu em
um cesto grande de vimes um pacole degales de
ouro, que levava debaixo do brac,o. Depois dirigie
ao ngulo oriental da adega, e poz a lanlerna no
chao. Grignolle ouvio-o dizer :
Um mudan !..- oilo ou dez panellas de urna
vez !... mas he necessario que ella asiigne-me isso.,.
se ella nao quizer assignar, nada se far !
Melleu urna cavilha de ferro em um furo quasi
imperceplivel pralcado uo centro de nina das pe-
drs de cantara que formavam o muro do paleo do
lado do leste. Grignolte observava-o com urna avi-
dez extraordinaria: toda a alma Ihe eslava nos olhos
| ardenles e penetrantes.
Nao somos poisparlidarios da paz sempre e a lodo
o cusi ; cremos que a guerra deve ler um flm, c
logo que esle for conseguido, mesmo imperfetamen-
te porque todas asemprezas humanas nao podem
(er senilo lilis imperfeitos ) convem laucar mao del-
le mmediatamente, e flxa-lo por urna paz intelli-
gcule, urna para que nao seja fraca e impotente urna
paz protegida por urna esquadra e um exercilo sem-
pre promplos para marchar.'
Com esla doulrina ninguem pude admirar-se, de
que tendamos recebido com prazer as esperanzas de
paz, que nos vem de Vicua, eque nos felicitemos
sinceramente das inlences pacificas do governo
francez. He neslo espirito que queremos examinar
quaes sao as vantagens e a opporlunidade da paz.
Desde ja estabelecemos a quesiao no ponto em que
esla ; preterimos, dizeme-lo sem hesitar, a paz sem
a lomada deSebastopol, do que a guerra com ella.
Sabemos muilo bem que ha passoas que. orde-
nando as cousas como Ihes apraz, di/.em : Porque
nao tomamos Sebastopol'.' f iremos a paz depois.
Estas pesoas suppoem que a paz esta em Sebastopol,
mas quem Ibes diz que pelo contrario nao adiara-
mos all .-enan a guerra, e urna guerra mais lunga,
mais sanguinolenta do que a que vemos ha seis me-
zes Aqueslao para ns nao consista em saber, se
lomaremos Sebastopol; nao duvidamos dn valor do
n.i-o exercilo ncm dio pouco de suas viclorias ; a
questoesl em saber se queremos a paz ou a guer-
ra. Se queremos a paz, para que lomar Sebastopol
a cusa de grandes sacrificios '.' para que comprar
cusa de sangue e nao sei quantos mudares de sol-
dados urna prara, que deven ser restituida, urna
vez que a paz seja assignada '.' Ah se sequer urna
reforma na caria da Europa, se deseja tirar Rus-
sia suas praias e suas conquistas no mar Negro, en-
to deve-se lomar Sebastopol, tomar a todo o custo
e nao limilar-se a islo. deve-se tambem lomar
Croosladt, reduzr a Russia a urna potencia pura-
mente continental sem accesso no Bltico, no mar
Negro e talvez mesmo no mar Caspio ; poder-se-ha
quando muilo, deixar-su-lhe Archaugel, convm
finalmente refazer o gr.io ducado de Moscovia e
desfazer a obra de Pedro o Grande e de um secuto
e meio. Nao dizemos que esta poltica nao leuda
sua grandeza, mas lem certamenle saas difliculdades
e se pozemos maos a obra, s nossos nelos podero
caba-la.
Agora nao lemos nein podemos ler mais as illu-
ses, que sao naluraes ao comee i das guerras, quan-
do "ninguem condece ainda suas forcas e as do ad-
versario ; alm disto, lindamos algumas razoes para
crer na fraqueza real da Russia, depois do mo suc-
cesso de sua campauha alm do Danubio. Tendo
visto sua fraqueza em lomar a ollensiva, lindamos
julgado, que ella seria lambem fraca na defensiva,
os nconlecimenlos enganaranvjnossas previsoes, e nao
he urna das menores experiencias da guerra de
1854, nem um dos menores argumentos a favor da
paz esta larca e esla fraqueza reciprocas da Turqua
e da Russia, segundo ellas tomam a ollensiva ou de-
fensiva. Se a Russia vai atacar os Turcos, he fraca
se defende Sebastopol, he forle.
Eu bem sabia que havia ainda alguma cousa
all! murmurou ella.
O velho puxou a cavilha sem esforc apparenle,
e a pedra veio logo a elle deixando urna larga aber-
tura. Grignolte leve difliculdade em conlcr um gri-
to de admiracao. A pedra deslocada por Bistouri de-
via ler tido um peso enorme; porem se Grignolle
sabia cavar a Ierra, Joao Touril condeca a arle de
adelgazar as pedras. Esta nao linha mais grossura
que uma mesa de marmore. A face vollada para a
adega n. 33 eslava intacta; era do lado da casa de-
serla que fora desbastada.
He ulil saber mais de um oflicio, disse comsgo
o anligo curandeiro, se eu livesse sido ferreiro, pode-
ro por isso sobre gouzos, e ficaria mui commodo....
mas*cada um enterra seu pai como pude.
Comultou seu relogio grande de prala.
Poderei tirar a pedra lambem como elle di-
zia.Grignntle comsigo.
O relogio do velho Bislouri acnnselhoa-lhc se m
din ida que se apressasse, pois elle lomou logo urna
das panellas nos bracos como um menino querido, e
desappareceu pela abertura.
Praza a Dos que elle nao v muilo longe !
murmurou Grignolte. Bislouri reappareceu mme-
diatamente, o que provava que nao fora longe. Grig-
nolle flcou satisfeila.
Como pesara disse o velho ensogando o suor
da fronte.
Se pesara muito, pensou a rapariguinha, leva-
rci metade de cada vez.
Bistouri fez urna duzia de viagens, e flcou rendido
de fadiga. A passagem apresenlava alguma diflicul-
dade, porque a casa do n. 35 segua a planta da ra
de Couronnes, que vai subindu.
todava he misler con lu/.ir ludo para la tor-
nou n velho consultando novamente o relogio.
Assentou-se sobre urna das panellas. Grignolte ha-
via sabido do furo, e eslava acocorada alraz do pilar.
Tendo j gasto muilo diuheiro por esse milbao!
murmurou o anligo curandeiro. Comprar urna ca-
sa!.... sem contar o risco que corro !.... mas met
eslahelecimento est vendido.... vou rctirar-me para
a Chaussee d'Antin onde serei hanqueiro... Vou en.
velhccenJo, mas hei de viver cera annos... e anles
de morrer quero ouvir dizer: Rea I i vai nenie ao ba-
rio Touril o lu a i do Rolhschild nao he nada !
Abri a caixa de (abaco e lomou urna pilada cora
vigor. Grignolle tirou outra que tinha no fundo do
bolso, e tomou tambem sua pilada. Ella linha qua-
si doze annos, bebia soffrivelmcnlc e marcava pontos
de entrevista a um horrendo Irapeirinho de Ireze an-
nos, que mascava filmo como um invalido. Tinha
estado ja na priso: era urna mulher 1
Quando essas pobres larvas sabidas da immundi-
cia chegam idade de nula annos, tcm amoolcado
toda a decrepitude de um secuto.
Eia! disse comsigo o curandeiro tornando a
levanlar-se.
Reslavam smenle duas ou tres panellas na adega,
e o velho Bistouri eslava do oulro lado da parede,
quando Grignolte applicou vivamente o oovido. Ou-
via-se rumor na ra de Couronnes. Os dous respi-
radouros que tiuham a forma de apagadores eram
Todos sao fortes em suas casas para se defender ;
todos sao fracos para atacar o visinho ; que melbor
argumento para cada um (car em sua casa, ou
vollar para ella, quaudo lenha sahido, isto he para
fazer a paz 1
Mas a Russia nao quer ficar em sua casa, quer
atacar seus visinhos, e he por isto que a Franca ea
Inglaterra tem feito mui legtimamente a guerra, e
nao hesitarnos em dizer que se as potencias occideo-
laes entendem que nao podera proteger a inde-
pendencia do Oriente e seu futuro de outra sorte,
senlo pela guerra, coovm fazer a guerra e prose-
guida cora energa. A Franca e a Inglaterra nao .
podem fazer urna paz, que no outro da entregante
Constantinopla Russia a paz deve ser urna roura-
Iha iuvencivel e he por isso mesmo que cremos que
a paz a qual esperamos, dever ser armada. Quem
er que he bastante o papel de um tratado de paz
para garantir o futuro de Constantinopla, quem uo
v que mesmo depois da paz, ser preciso por al-
gum lempo ainda um exercilo perto de Constanti-
nopla e urna esquadra no Bosphoroe islo uo interes-
se da seguranea interna e externa da Turqua, nao
comprehende o estado do Oriente. Ora, ser evi-
dentemente um dosefleitos do tratado de paz asse-
gurar Turqua contra a Russia esle direilo de ser
soccorrida em lempo pelas Bolencias occidentaes.
Repelimos, se alguem er' qne nao ha garantas
bstanles fortes as estipulares diplomticas e as
con venenes militares para assegurar a independencia
do Oriento, enlo convm continuar a guerra, isto
he, tomar Sebastopol ; ou se pensam que a Russia
nao lio sincera na aceitacao, que tem feito, e acaba
de fazer ainda das qualro garantas, deve-se conti-
nuar a guerra ; mas quem er ueslas duas coutas -
Quando no mez de agosto passado, as potencias occi-
dentaes proclamaran) as quatro condic.oes funda
menlaes da paz futara, eulenderam que estas con-
diees eram bastantes para garantir a independen-
cia do Oriente, e tiveram razao, em o nosso ver,
porque com os principados livres do dominio do
cnsul russo de Burilares!, cora a liberdade do Da-
nubio e sobretudo cora o Bosphoro e o mar Negro
abortos a marinha militar do Occidente, com o pro-
tectorado dos christaos da Oriento, exercido em
commum pelas potencias christSas. a preponderancia
da Ruisia no Oriente esla destruida. Aceitando as
qualro condiees de qualquer modo que ai aceite, a
R ussiu nao recua sobre os tratados de Bochares! ou
mesmo de Andrioople ; nao recua (o pouco sobre
tratado e he i>lo que faz que as qoatro condices
podem ser aceitas por ella sem deshonra ; mas recua
em lodos os progressos em todas as usurpaedes, que
,ua aiubic.io sndala no Oriente, em todo o'mpul-
so que tinha tomado na embaixada do principe
MciiscliiWotl, e he isto que faz, que as qualro condi-
ces, accilaveis por ella, sejam cxcellenles para
ns.
Mis, dzem, a Russia nao he sincera, julgavam-a
assim antea da morle do imperador-Nicolao, mas pa-
rece que depois do fallecimenlo desle mouarcha ja
se nao pensa do mesmo modo. O imperador Nico-
lao, com o que havia de respeilavel e de grandioso
na duracao de seu ieinado.ua firmeza de suas acees,
era sua pessoa mesmo, era fcilmente suspeito de
ainb'icao ; julgava-se que elle linha por mira a do-
iniuacao pela preponderancia, e pensava'-se que elle
nao renunciara jamis sinceramente a esla prepon-
derancia. O joven czar inspira menos descoufunca
sua mocidade, sem fallar de outros motivos de con-
fianca, abana sua sinceridade, e a Austria e a Prus-
sia c a Inglaterra parecem crer que elle quer since-
ramente a paz ; o governo francez entra nesla idea
e somos felizes por isto. Tambem deve-se lerem
mui grande conta esle invitavel desanimo qoe a mor-
le de um adversario poderoso traz em urna questao.
O publico europeu julgou -crer qoe o imperador
Nicolao era a-causa da guerra e que elle a levava
comsigo para o tmulo ; esta idea deve pezar muito
as deliberaroes de Vienna. Que potencia com ef-
feilo quizera lomar o lugar do imperador Nicolao
nos preconceilos ou no desconleularoenlo do publico
europeu e passar pelo autor ou continuador da guer-
ra t Nao ser certamenle a Franja, porque ella
nao lem nem pode ter na guerra do Oriente neuhura
pensamenlo de engrandecmenlo territorial ou ma-
rtimo ; ella s tem um interesse, o da,independen-
cia do I trenle,alora disto, ella he a raait detiblerra'
da das potencias erapenhadas na lula, sendo ao mes-
mo lempo quem tem lomado a maior parte nella.
Porvenlura pretender alguem que he isto raesmo,
que deve obriga-la a continuar a guerra, at aloma-
da de Sebastopol, slo he, fazer a guerra Ilimitada e
eterna '.' O raciocinio he estranho : ha pouco iule-
resse, logo facam-se muilos esforcos; nao ha vanta-
gens possiveis, logo facam-se muilos sacrificios, e eo-
rao nada ha que ganhar, conlinue-se a jogar no risco
de perder muito; pensar deste modo, be contra oseu-
so commum.
como canaes acsticos que transmilliam dislincta-
menle as vozes.
Estas eram duas, e Grignolle nao condeca ne-
nhuma dellas.
Nao sei se he aqui, disse a primeira voz; fal-
laram-me de um muro grande com urna porlinda
de ar condemoado... N(o he verdade Tolo ? '
Sim, meu primo, responden tmidamente a ou-
(ra voz ; fallaram de um muro grande....
E de urna casa direila subindo fechada de
alto a baixo...
Sim, meu primo...
O velho Bislouri que reapparecia nesse momento,
parou deixando metade do corpo na abertura, e mur-
murou :
Que he isso'.'
Arredondnu a mao como corneto, applican Jo-a ao
ouvido, flcou aliento.
Subiras esse muro bem, Tolo'.' pergunlou a
primeira voz.
Nao sei, meu primo, responden a segunda.
Tolo Gicquel! disse o anligo curandeiro.
E seu rosto paludo tornoo-se lvido.
Poderemos talvez entrar pelo ra da Goulte
d'Or, tornou o primeiro interlocutor.
Talvez, meu primo.
O marinheiro Roblot! disse Bistouri eslreme-
cendo.
Oh! disse ainda a primeira voz; parece que
ha anda luz ahi... He um respiradouro !
O anligo curandeiro saltou sobre a lanlerna e fe-
chou-a. Depois lanrou-.se para a escada sem lem-
brar-se de tornar a por a pedra que lapava a com-
municarao entre a casa deserta e a adega. Para (ho-
gar a escada era misler passar diante de Grignolle ;
mas esla vestida de trapos de cores desboladas,e sr-
didos, confuodia-se 1.1o perfeilamenle com a parede
que .1 -i.io Touril nao vio.
Ella ra em voz baixa, dizendo comsigo:
Que carela fara elle quando vier aqui um dia,
o nada mais adiar '.'
E eu, accrescenlou, que farei com ludo isso?
Bislouri Iremia, c nao alinava com a broca da fe-
chadura ; pois alm do alcapao a adega tinha urna
porta mui solida embaixo da escada.
Lemhremo-nns que elle dissera marqueza em
sua primeira entrevista: a Aqui s ha urna porla
doa, que be a da minhac. ixa. Ora, sua caita era
essa adega.
Emquanto elle procurava abrir, Grignolte edifi-
eava seus castellos no ar.
Muloi nao cresce, dir.ia ella comsigo, fallando
de seu Irapeirinho ; elle nao ser amis um homem
bello; quero oulro um rapaz lendeiro para ler
mendigos... Mas terei com que comprar tolos os
mendigos de La Chapelle... e de Paris !... Prefiro
um soldadinho gentil... Emfim veremos... Mea pai
nao durar mais muilo.lempo... Terei bellos vesti-
dos e represenlarei coinedias em Honlmartre.
Esla esperanza esleve piesles a faze-la sallar de
alegra.
N.lo linha nenhuma idea da somma enorme cou-
da as panellas do re dos trapeiros; quera si)en-
te fartar isso sem deixar nada. cima de cem fran-
Dir-se-ha que a honra militar nos obriga a lomar
eos seus conhecimenlos arilhmelicos falhavam : nao
via dillereura entre cem francos e lodos os Ihetou-
ros do universo.
, A chave do velho Bislouri fez ranger a fechadura,
e Grignolle dispertando de seu sondo, tornou a su-
bir pelo furo IJo ligeiramente que eslava ja alraz da
madeira quando o anligo curandeiro levantou o al-
rapao.
Nieul, edamava como um furioso.
Bistouri lanrou-se ao fuodo do quarto, onde ha-
via urna especie de selteira fechada por uma varao
de ferro.
Porque nao respondes a leu pai? pergunlou
elle.
Porque eslou a espreita por conta de Vmc.,
respondeu Grignolte.
Lniao visto alguem aqui na roa f
Sim... dous homens.
Desta vez Grignolle dizia a verdade. Tinha visto
Roblot e o primo Tolo no momento em que esle* re-
tiravam-se.
O velho Bistouri applicou o olho selleira; mas
nada vio seuoarua deserta.
Como eram ceses dous homens ? interrogou
elle aioda.
Quando passaram debaixo do lampelo, respon-
deu Grignolle, pareceu-me que o primeiro tinha um
chapeo de couro e alguma cousa as orelhas como
brincos... O outro he todo desconjuntado e cam-
baio...
Bem disse o velho Bistouri.
E accrescenlou entre os denles :
Para que. vem esses doos rondar por aqui '!
.caso Nieul tradio-nos'.'
Nieul, continuava a chamar. O antigo curandeiro
adianlou-se at porla do segundo qaarto, e disse
com dureza :
Cala-te! necessitode loa filha.
Melleu ama moeda de dez sidos na mao de Grig-
nolte e tornou:
Eia, pe-te a camiuho !... Se o homem da ra
de Tournon nao vier, seras castigada !
E se elle vier .' pergunlou Grignolle.
Teras urna moeda de cinco francos.
A rapariguinha saltn fora do quarto sem fazer
caso do pai, cuja respirarlo aseme!hava-se a um es-
tertor... Cinco francos! Grignolle cavara a Ierra dez
ps de profundidade, e furra urna parede para clie-
gar a essa adega cheia de ouro; mas cinco fran-
cos!...
N3o le esquejas de chorar! grilou o anligo cu-
randeiro sahindo alraz della.
Grignolte ja tinha pasudo os monloes dr immun-
dicia que navia no lerceiro pateo. O velho ouvio
de longe sua risada aguda, e voltou pira o qaarto
murmurando:
Ella faz-me lembrir da velliaquinha !... Em
sua idade, Aslrea leria passado pelo fuudo de urna
agulha... Se essa menina nao apodrecer na prisSo,
lera carruagem aos dezoilo annos .'
.Coiiirtuar-je-fifl.)

Mil Til in


Sebastopol e que nao estamos no terreno, em qne
devemos tirar f lie confundir de proposito o lucilo
e i guerra. Nossa honra, gratas a lieos, est prole-
gid.i pelas victorias, que temos alranrado ; temos
vencido por toda a parle, mul temos 'combatido; e
a historia nilu poder esquecer, qoalqaer qae eja o
tratado, que inlervcnha, os combates do Alma e In-
kermau. liem sai que as gazelas insleas dlzem
que, tondu a Inclaterra feito a guerra mliilo mal, da-
te continuar para tirar soa desforra ; creio que as
guatas ngleza enganam-se ueste ponto a respeito
da Inglaterra, a enganar-se-hiam anda mait a res-
pailo da Franja, se quizotsem applicar-llie este ra-
ciociuin. Enganam-sc a respailo da Inglaterra, por-
que iiAo lie certamente valor nem tlenlo militar,
que tem faltado ao sxcrcito ingles ; a administraran
militar tem peccado, mas nao o exercito, e mo be
em Sebastopol qoe os Ingleses tem de tirar desforra;
he em Londres ; elles nao tem qoe faicr ama nova
i-ampauh.i, a honra uflo os obriga a islo ; ellos tem
somenle que fascr urna reforma.
Nao confundamos a honra militar c a obstinaran ;
( a honra militar nao nos impe a necessldade de tomar
Sebastopol, e o inleresse do paii nao o exige. Se hou-
de esrolher-se cnlrc a honra militar e o inle-
resse d paii, a escolha poderia ser dnl.rosa ; mas.
raras a Dos, nao estamos ueste caso, e se tivesse-
maa algum dia, o que he impossivel, temos esta eon-
'anra no herosmo nacional dos nosso soldados, que
prefeririam a Franca a todo, e proclamaran! por si
mesmos, que o exercilo 1ie feito para o paiz e nao o
pala para o exercito; i em tempos calamitosos he
qoe se fazem as guerras para os ejrcitos. O estado
militar nao he urna profissAo 13o gloriosa, nao por-
que o soldado a o nlTicialoiercam um officio, genio
porque servan a patria ; para onde quer que vn o
exercilo, para a Algeria ou para a Crimea, nao o faz
por si mesmo, o faz pela patria, da qnal defende os
inleresscs a a gloria, e fazendo a guerra, sabo que
lem por fm, nao anhar dragona, mas conquistar
ama paz til e duradoura.
Ora, Ul he a ultima qnestilo, que se aprsenla aos
espiritas. A paz, s o rongrea/o de Vienna a fizer
no circulo e nos termos das qualro garantas determi-
nadas ha mais de seis vezes, sera porventura urna paz
honrosa e duradoura t
Ser una paz honrosa e til, se a quizermos medir,
nSo pelas illuses des primeiros dias da guerra e pe-
las noticias falsas detriumpho. que o jubilo publico
aceita va, ma< pelas vantagens obladas pela allianra
occidental e pelos passos, que a Russia lem dado re-
coando. Se ha dous annos, nos houvessem dilo, que
em menos de sois mezes a Franca e a Inglaterra le-
riam aniquilado a preponderancia da Russia no Ori-
ente, qoe os principados seriam evacuados e a uer-
ra levada ao territorio maso, finalmente que a Rus-
sia em menos de sais mezes sera ameat-ada de areilar
s proclamadas anlecipadamente pela Frail-
a e pela Inglaterra, feriamos tratado eslas pronies-
as de chimaras e famfarrircs; mas hoje n3o san nem-
uma nem oulra couss, silo clausulas do tratado, so-
bre o qnal se delibera ueste momento.
A paz finalmente ser nao so honrosa, mas dura-
val, sa fazendo-se a paz, allianra occidental con-
tinuar entretanto a velar no estado interno da Tur-
qua, se poder fazer que sua esquadra e scus solda-
dos cheguem sempre primeiro que a esquadra e os sol-
dados da Russia, se realisar finalmente a liberdade
do mar Negro pela creacao de estnhcleeiraenlos mi-
litares e martimos em suas margen. Entregar o
Oriente a si mesmo, fra entrega-lo cedo ou larde a
Russia, e a intcrveiir.lo de IR'ii deve 1er por conse-
cuencia inevitavcl.a assistencia permanente do Occi-
dente no Oriente.
7
Ha duas maneras diflereules de limitar o poder
da Rusta na mar .Negro ; a primeira he mpor um
rande enfraqucciinento i Rusta pela forra militar
ou pelas convnceles diplomticas ; a segunda, he
croar no mar Negro, pela liberdade da navegarSo
militar*ou por cstabelecimento* martimos, urna tor-
ca capaz de contrabaWncar a for^i da Russia. Pre-
ferimos por muitas rzoes o segundo modo ao pri-
meiro ; pareco-itos mais segarn o efficaz, mais favo-
hivel.au futuro, a tamben) mais favoravel a cvi-
liaacao.
Se a sorle das armas livesse feito rahir diante de
nos as fortificaees de Sebastopol, houveramos loma-
o .iconter.imenlo por um enfraquecimcnlo real
do poder da Russia ; mas nesle caso, nflo dissiinula-
mos que a Russia podesse um dia tornar aleviinlar
as murallias de Sebastopol. .Nao, talvez nos bradem,
haveriamos de mpor Rus-ia com a paz a obrigaco
denan levantaros baluartes de Sebastopol, farianms
por Sebastopol n que o tratado de Utrechl em 171:1
tinlia felopor" Dumkerque. Supponhamos por um
momento que a Russia se submettesse a ama obri-
gac,lo seuielhaiile : quera garantira o cumprimcnlo
delta no futuro As cunveHocs nao se defendem a
si naesmas, u.lo se defendem senao por esqnadras e
exercilos, de modo que para velar na execuco do
i do tratado, que ordenaste o desarmameulo
pcrpeliiu de Sebastopol, seria mislcr no mar Negro
de urna forra capaz de vigiar e impedir a sua re-
rousIrocrAo ; deste modo o primeiro meio de limitar
o poder da Russia na a pode dispensar o segundo.
Se o segundo meio he inevilavel, sendo ao mesmo
lempo poderoso e efficaz, porque nao limitar-se a
elle t Ja que sa ha de laucar mAo delta, sendo o
nico que he forte por si mesmo, porque procurar
um oolro ? A destruico de Sebastopol pela paz he
um partido, que uAo he possivel -propor-se ; a limi-
tarlo da esquadra russa no mar Negro he urna obri-
' illusoria, se nao liver ao lado urna forra pro-
pri para a vigiar c reprimir. Accrescenlo que estas
deslruifcs de cidades, e-la obrigacAj de fazer del-
tas nin deserto, me pareeem sempre repugnar com
a civilisacSo.
Sei mnlo bem que no tratado de Bucharcst e An-
drianople est estipulado que as margens do Danubio
(carao desertas desde a sua foz al urna certa dis-
tancia, mas estas precauedes lomadas para garantir
a seauranc.a me pareeem alguma cousa selvagens e
barbaras. Para que arredar fl eivilisaeSo das mar-
gens, que ella pode ocenpar ? I'eto contrario, con-
ven! ebama-lha em logar de desvia-la. Verdade be
que se" teme que a civilisa^ao nao venha oceupar
estas margens dehaivo de orna das formas, que Ihe
sao proprias, a forma bellicosa c levante muralhas e
bateras em lugar de cslabelecer escrptorios, arma-
zeas, rejas, escalas. Prefiro ccrlamenla as rejas
n ci iadclas, as escriplorios s muralhas ; mas urna
cousa pede oulra.
Por loda a parte onde lia soldadas, ha homeiis, e
esset hsmens lem gozos e necessidade, que o com-
mercio vem salisfi/er ; h i na Europa nao sei quan-
tas cidades, que romeraram por campos. O acam
pamento do nosso exercito na Algera lem civilisa-
do o paiz. Nao vemos por cxemplo o que aullara a
civilisarao europea na Oriente, se a Russia fosse
forrada a abandonar as praias do mar Negro e da
Crimea, e entregar oulra vez a sua anliga barbaria
estes vastos paizea. Se a civilisarao occidental po-
desse oceupar lo lis as margens ja baha do mar Ne-
gro, nao hesitaramos em desejar a expulsao dos
Russos ; preferimos Marseiha, Trieste, Liverpool
Odessa, mas como nao podemos ler Trieste, Liver-
pool e Marseiha oas margens do mar Negro, prefe-
rimos ler ah Odessa e mesmo Sebastopol do que o
descro.
DIARIO DE PERNAMBUCO TERQI FEIRA 29 DE MAIODE JS55
fiado mais seguro o mais feliz da nlervencao do Oc-
cidente no rlenle, deve ser regenerar o Oriente e
faxe-lo entrar pouco c pouco no circulo da hisloria
civilisada, (cariamos desesperados de vor comecar
iMtruicBo da rivlisnro, onde ella evsle, a
pretexto de que ella he anda mperftita. ou que se
quer aclimata-la em oulra parle. Ncsla grande obra
da regenerarlo do Orienta, nao he demasiado o con-
curso que temos da Europa civilisada. da Franca,
da Inglaterra, da Allemanha c da proprja Rosita ;
convem que todas lomem parle na empreaa, porque
todas lem necessldade da regenerarSo do Oriente, c
a Europa deve comprcheader agora que emquanto o
Oriente nAo for regenerado e'consolidado, imquan-
lo o imperio ollomano poder parecer urna herauca
para cobear-se ou dispntar-se, a paz njo esl fir-
mada.
Este concurso de todas as potencias da Europa pa-
ra Irabalharem na regeneraran do Oriente, que he
o nosso mais anligo desejo, cxrlue por islo mesmo a
preponderancia de qualquer potencia que for, e da
Russia sobre ludo, por ser a mais suspeila de ambi.
cao, convem que ella lenha sua parle na regenera-
ran do Oriente, e nada mais, e essa parle ella tem
ha muito tempn. Ella oceupa loda a parte septen-
trional das margens do mar Negro, possuc a Georgia,
e he all que ella pode trahalhar eficazmente com
seus exemplos, como ja o lem feito em Odessa e em
Tiflis, na regeneraban do Oriente. Mas acabou-se a
preponderancia A Europa nao quer soflrer ne-
nhuma no Oriente, anda mesmo da Inglaterra, da
Franca ou lia Austria a nao ser a da Russia. Este
peosamento de nao permiltir nenhuma preponde-
rancia no Oriente e nao deixar ninguem preparar-
se all para o papel de herdero, este pensamento
deve ser particularmente o da Fiama, que nao tem
evidentemente neiihum interesse territorial ou ma-
rtimo no Oriente, mas sim o de civilisarao e inde-
pendencia europea. O Oriente s .leve perlencer aos
Onenlaes e estes devem ser sustentados c vivifica-
dos pelo t le-i denle, -enijienlium pensamento occul-
lo de an.bir.lo particular. Tal deve ser por nossa par-
le e lal he, n.lo o duvidamos, a poltica da Franja
no Oriente, ecsla poltica he conforme a queseguio
no esparo de triuta annos a monarchia constitucio-
nal, fazendo-a triumphar na (recia, prevalecer al
certa panto noEgvplo, oque nos felicitamos de ver
mante-la em Constanlinnpla.
Terminamos estas reflexfies como principiamos;
convem reprimir e contar a-Russia no Oriente, e nao
destruir a civilisarao da Russia meridional, porque
seria slo um enfraquecimentn .le que o Oriente nao
tem necessidade e quesera funesto humanidad.
Deve-se porm fortificar o Oriente, preservar sua
independencia de qualquer ataque e para islo he
mistar que o mar Negro seja aborto navegara.> mi-
litar da Pra{a e da Inglaterra, que nonos soldados
eslejam em distancia quepossam soccorrera Turqua
contra os pergos internos e externos ; finalmente
convem que sob a vigilancia protectora do Occidente
as populares rhrislaas do Oriente sejam sustenta-
das e dirigidas no movimenlo que as impela para a
civilisarao occidental.
{Journal des Debis.)
INTERIOR.
Logo ue se viram as esquadras e os exercilos do
Occidente entraron! no mar Negro, toda a Europa
comprehejideo qae havU uisto um aronlecimenlo
favoravel a civilis-ici**, todos comprehenderam que a
rivilisa^lo occidental, urna vez installa.ta ua'quellas
margens, procurarla lo.rnar-se all poderosa e forle
na paz como o tmha sido na guerra. Este inslinclo
da opinio publica na Europa nao pode ser engaita-
dor, e Dos sabe, qual seriam a admirarlo e a tris-
teza de lodos os espirites generosos, se os resultados
da gnerra ou da paz do Oriento Tosscm trazer e se-
pultar na barb.iri i tantos pazcs, que delta lem sa-
bido e outros tantas anda, que esperavam sabir.
Nao queremos redmenle comparar a civilisarao
da Russia meridional com a civilisac.io da Franca,
da Inglaterra ou da Allemanha, mas por imperfeta
que seja esla rivilisaco, o estado da Resala meri-
dional vale mil vezes mais para ahasaanidade do
qua o estado da Asia Menor, e einhora certos es-
ertptores iogleze* lerrham algum goslo rclraspeclivo
pelos Trtaros da Crimea, eremos quo o estado da
Crimea no poder d.x Russos vale oais que no poder
dos Tallaros. Ucrouliecesnosde boa venfaide que os
philosoplios do seclo dezoilo muitas vetes se ileixa-
ram Iludir pelos bellos senil inentos, qa<> agrande
Calharina oslentava, e que elles se deram preisa em
crer qua eram d:i civilsarilo russa ; mas para repa-
rar sua lograrlo, o nos devenios engaar em sen-
tido contrario.
Pelo que respeila a o*, qoe eremos qae o resul-
PARA'.
lide maio de 1855.
S. Exe.o Sr. consellieirn Sebastian do Rgo Bar-
ros entrega boje o enverno provincial n primeiro
vire-presidente o Sr. l)r. Angelo Custodio Correia,
e parte amanbaa no (uanalmra para tomar assento
na cmara' temporaria como depulado por Per-
nambnco.
Falta-nos espado para oITcrecermos a con-
sideracaodos nossos leilores o juzo que for-
mamos da adminstracao qneboje Inda. No nu-
mero seguinle cumpnremos rom este dever, e o Ta-
remos com nmaior salisfarrao, por enlendermos que
o Exm. Sr. conseliieim Reg Horros pertence' ao
nomero dos nossos melhores presidentes. A sua re-
tirada para a corte mo pode por Jsso deixar de
sensibilisar a todos que anhelam principalmente os
mellioramentos moraes e malrriaes da provincia,
objecto este dos constantes disvellos de S. Exc. em
lodo o perodo da sua administrarao.
Hmitem proredeu a cmara municipal ullima
apurar.lo dos volos para a lisia -en..tonal. O re-
sultado eombioou com o quej fui publicado.
7. F. de Almeida.
{ Aurora ParaciHC. )
MARANH.lO.
Ornanisarao de urna nova companhia para a colo-
nlsarao do dislrlcto do Tunj-assu' e explorarao
da riqueza vegetal e mineral de seu solo.
O Sr. Antonio Correia de Mcndonra Bilancourt,
emprezaro da novacolonia agrcola de Sania Tlie-
reza, no distrelo de San Jo3o de Corurup. que
aqu chegou dos Acores com os colonos de sua cm-
RBBza a 8 do passado, como noticiamos no n. :198
desta folha, conseguio fazer no Porto a ncorpora-
r.lo da Companhia Prosperdade, que se prope
fundar no dslrcto do Turv-ass, um grande estabe-
lecimento colonial, para agricultar a Ierra, laviar
minas, serrar madeiras por vapor, a construir em-
barcar.ies de alto bordo.
Esla companhia, cojo capital be de l-.OOOSOOO for-
tes, divididos em *200,00l) accOes de 55 rs. cada urna,
dos quacs se acham ja recebdos 50:0005, est defi-
nitivamente constituida na forma dos respectivos es-
tatuto*, qnc publicamos em seguimcnlo a esta arti-
go. Tem creadas, no Porto, urna dirercao compos-
(a de 3 membros, sendo vitalicio um deltas, o Sr.
commendador Izdorp Marques Rodrigues, nosso
comprovinciano ; nesla cdade, urna agencia com-
posla dos Srs. : Joaquim Jos Alves e Jos Joaquim
le Azevedo e Almeida, no futuro eslabelccmento
colonial, outra composla dos Srs. : Antonio Correa
de Menilon^a Bilancourt e l.ulz Antonio de Oli-
ve! ra.
O eslabelecimento, que a companhia se prope
fundar, sera assenlado lias vizinbancas da cosa, en-
Ire o I'.'rocana e o Guropy, em trras, que ella para
issocomproua particulares, c constar de 1,000 co-
lonos de ambos os sexos, que dcverSo ser remedidos
parcialmente, a medida que se forem elTcctuaiido os
respectivos ensnjamentos. Mas para dar-lho o ne-
essirio desetivolvimenlo, pretende a mesma com-
panhia comprar ao enverno imperial, do qual vai so-
licitar a sua approvar.lo, maior porrSo de trras na-
quelle distrieto, e fazer construir 2 vapores, que na-
veguen! doTury-ass para esla cdade. Com a pri-
meira remessa de colonos, que fizer, virao 50 minci-
rns tirados das minas de chumbo do Minho,e um en-
genheiro, queja ficavain contratados.
Ri'duziudo o valor de suas acedes a urna quanlia,
que esta ao alcance de todas as fortunas, anda as
mais mediocres, a companhia teve nao s em vista
facilitara reuuiao dos capiles, pela adopto do sys-
lema hojesegaido em outros paizes da Europa, mas
(ambem crear,-segundo nos nformam, urna especie
de caixa econmica em favor dos colonos que quizes-
sem converter em tefOM della o fruclo de suas eco-
nomas.
Promovendo no decurso de sua vagem a Portu-
gal a orgaafofao da companhia Prnsperidade ,
que aqui vem fazer girar avullados capiles em va-
riados empregos, presin de corlo o Sr. Bilancourt
bem relevante servco a nossa provincia, coja colo-
nisacao, commercio c industria, devem por este gei-
lo receber consideravel desenvolvimeuto e servco
tanto mais notavel, que esta homem emprehendedor,
em satisfacao do contrata, que relebron com o go-
verno provincial, tralava ao mesme lempo do enga-
jamento dos colonos, que couduzio a bordo do Gra-
ciosa.
N'um solo (fin rico de productos do reino vegetal e
troduzidos na provincia al 1855, inclusive,do 1,056,
sem contar com os mais colonos, que o podem tam-
bein ser pelas duas companhias para a realisarao de
suas emprezas, denlre os qnaes sao nnicamenle
compreliendidos no calculo os 40 cilio* chegadusem
aaavto.
Assim se ir cnlreniii desenvnlvcndo nao s a eo-
loni'aran qne (,in necessaria he ao progresso de nossa
industria em geral, como tamhem o espirito de as-
socacao e de empreza, que nSo importa menos a
nossa prosperdade; a o mrito de haver primeiro e
efllcazmantecontribuido para arealsarSo deslc gran-
de beneficio perlenccr por justo titulo a adminis-
traran actual da provincia, que deu para isso os pri-
meiros panos, e cuja divisa lem sido ir sompre avan-
te em loda a especie de melhoranienlos.
Ainda ha cousa de 3annos ninguem suppunha pos-
sivel occorrer, por meio da col ni sarao eslrangeira,
a falla de bracos que aqui se experimenlava ; mas a
administrarao actual lulo recuou diante de algumas
difllruldades, que pareciam tornar a cousa irrealisa-
vel, fez reileradas tentativas para a inlroducc.ao de
colonos.seja mandadnn-os vir por ronla da provincia,
seja animando os particulares a iraporta-los por sua
propna cunta, e palos feliies resultados, que se tem
oblido, boje ja lodos concordam em que aquella
rolonisarao ser para nos um rcr.ursi muilo real.
Tambem ha cousa de igual esparn de lempo nin-
guem se persuada deque houvesse quem quizosse
arriscar seos capitses na explorarao do solo do Tury-
ass, infestado desde 40 annos por numerosos qui-
lombos de pretos fgidos ; loso porm que o Tury-
asa foi enenrporado ao Maranhan, a mesma admi-
nislra;ao lomou medidas t.1o ajustadas, que prndu-
/.iran a extirparlo dos quilombos, e completamente
desnfestado, boje j o rico solo d'aquelle distrieto
convida nao menos de duas poderosas companhias a
explora-lo.
Estatutos da conapanhla Froapartaade.
CAPITULO I.
Da companhia.
Art. 1. O ttulo commerral da companhia he
Prosperdadee lem por fim fazer cultivar Ierras e
laviar minas, e o commercio que lhc seja preciso
para esses lins.
Art. 2. O capital da companhia he de mil cont
fle res em duzenlas mil arroes de cinco mil res ca-
da urna.
Arl, 3. llavera um fundo de reserva, formado
de cinco por rento dos lucros a dividir, para elevar
esta companhia primeira do seu genero.
Arl. 4. A sede da companhia sera nos primeiros
cinco annos na cidade do Porta, e depois ser trans-
ferida para onde a assembla geral determinar.
Arl. 5. A duraran da companhia he indefinaria t
todava, poden elfcctuar-se a sua liquidar .o no fim
dos primeiros cinco annos, e surcessivamenle de dez
em dez annos, a contar da dia em que Iciminarcm
os primeiros 5 annos, por decisao de dous tercos de
accionistas prsenles, convocados expressamente para
esse fim, sendo essa convocaro feila a todos os ac-
cionistas, rom a necessaria anlcrparan, a fin de que
os accionistas auzenles Icnham lempo de mandar
suas proruraces.
Arl. 6. No fim de cada um~dus diversos periodos
ser livre a qualquer accionista retrar-se da compa-
nhia, liquidanrlo-se o seu inleresse.
Arl. 7. A companhia considerar-se ha constituida
logo que eslejam passadas 8 mil arroes; e as res-
tantes serao negociadas, sendo o premio dividido,
a melade a favor dos accionistas fundadores, e na
proporcSo da sua primitiva suhscripc.io o a oulra
melade a favor da companhia em geral.
i nico. Sao considerados fundadores da compa-
nhia para os efleitos deste artigo, os subscriptores das
prmeiras 8 mil accf.es.
Arl. 8. O anno econmico da companhia lindara
em quinze de junho, seja qnal fr a data da sua ns-
tallaro. *
CAPITULO II.
Das acroes e dos accionistas.
Arl. 9. As aceesserao nominativas e numeradas
successivamenle.
Arl. 10. lie accionista da companhia quem pos-
suir ama ou mais acees, competentemente averba-
das nos livros da companhia.
Arl. 11 O accionista que suhscrever al ao nu-
mero de 10 accies, entrar logo com o total da sua
importancia em caixa ; e o qne subscrever 11 on
mais acees pagar a sua importancia em prestaees
conformelbo forem exigidas pela dircccjio, segundo
as urgencias da caixa.
Art, 12. Ouando acontara que algum accionista
uao satisfar as preslaces exigidas pela directo, es-
la poder por cm Breca, e fazer arrematar por ron-
la do mesmo accionista as suas acees, tirando a car-
go deste todas as despezas.
Arl. 13. O accionista receber um titulo proviso-
rio pelas acroes que subscrever, e s receber ai
mesmas acees quando liver pago lodas as presta-
toes.
CAPITULO III.
Das eleirSes.
Arl. H. As eleircs serao feilas por eserntinio se-
creto ; e quando nao haja mainria absoluta n. 1. e
2. escrutinio, o 3. ser forrado, devendo as listas
ser formadas dos nomes dos mais votados no segun-
do escrutinio, dos quaes previamente se formara
nma relacao contando o dobro dos nomes das pes-
soas a eleger.
Avt. 15. Havendo empale em qualquer daselei
res, preferir : primeiro, o accionista de maor nu-
mero de acc,ftes, segundo o de mais idade, terceiro,
em parldade de circumstancias decidir a sorle.
Arl. 16. S serao admittidoa a volar os accionis-
tas que se acharem registrados nos ivros da compa-
nhia 30 dias antes da cleicao, e que possuirem o nu-
mero de aceftes marcado no artigo 17.
CAPITULO IV.
Da assimblia geral.
Art. 17. A assembla geral he a reuuiao dos ac-
cionistas que possuirem cem ou mais acees, regu-
larmente convocados, podendo os ausentes ser re-
presentados por seus procuradores.
Arl. 18. llavera assembla geral no dia 28 de
maio de cada anno. na qual serao apresentados o re-
latarlo da dircce.ao e as conlas da gerencia do com-
panhia que serao enlregucs ao conselho fiscal,para as
examinar face dos livros e domnenlos.
Art. 19.No mesmo dia indicado no artigo antece-
dente, de dous cm dous annos, a contar do da ns-
talario da companhia, proeeder-se-ha eleiro do
presidenta, vice-presdentc e dous secretarios para a
assembla geral, e cinco membros para o conselho
fiscal, que lero de funecionar por dous annos.
Art. 20. A assembla geral lornar-se-ba a reunir
no dia 15 de junho para mivir e discutir o parecer do
conselho fiscal, e em seguida marcar o dividendo a
repartir pelos accionistas.
| L'uico. Nesla mesma reunan serao cleilos dous
membros para directores efTeclvos, e tres para subs-
titutos que serrirao por dous annos.
Arl. 21. Tambem havero assemlilca geral no dfa
15 de novembro de cada anno, para nella ser. lido o
relalorio da gerencia dadreccao dorante o semestre
antecedente; para se dar conla do estado e anda-
mento da companhia ; e para se tratar de quaesquer
occorrencias quepossam appareccr.
5 nico. Senda impedidos os dias 28 de maio, 15
de junho c 15 de novembro, a assembla se reunir
no primeiro da livre que se Ibes seguir.
Art. 22. A assembla gerat poder ser convocada
por ordemdo presidente, alm dos das marrados no
presente estatuto ; em todos os mais que fr preci-
mineral, como lie o que vai ser explorado, a compa- I so ,,., os (, indicada, nesle estatuto, c para qual-
nhia deve tambem realisar grande- interesses, sendo
a ampian convenientemente dirigida, como o pro-
melle ser, alenla a experiencia c conhecimenlos lo-
caesdos Srs. Bilancourt c Otiveira.
A prodcelo e o consame, que ha tempos nSo fa-
zem entre nos prngressos sensiveis, bao de em poucos
aunos adquirir notavel incremento com as emprezas
realisadas no distrieta do Tury-assii pelas duas cam-
panillasde minerarao dos terrenos aurferos, orga-
nisada no Rio de Janeiro eProsperdade, organisa-
da no Porto, visto que, com ollas vira fluctuar na
provincia um capital de cerca de 3,000:000o rs. O
les; hvolvimenlo da colonisaco eslrangeira, e o da
navegacao por vapor he como necessaria consequen-
cia da i causaran de laes emprezas.
Ol.ngue escuna Graciosa, depois de ter deixado
em Biliiia no Curiirup os Un colonos da empreza
do Sr. Bitancourl, vollar i Ejropo, alim de Irazer
ruis colonos, seja para Biliua, seja j por conla da
novacompaohia, que Iralava de fazer engajamenlos
em grande estala. %
Juntando--e, pois,*eomo dissemos anteriormente,
aos 456 al boje inlroduzidos; os 600 colonos, que
devem cfaegarda Europa este anno, esao aqui espe-
rtados al agosto, scro numero total de coleaos, in-
quer assiimpto que a mesa entender de necessidade
ou quando a sua convocaro fr requerida, por cs-
cripto, pela direrr.io, ou por dez accionistas, alle-
gando os motivos para que pedem a convoca-
to.
Art. 23. A convocaejio dos accionistas ser feita
por carias e annuncios nos peridicos de maior cir-
cularAo.
!; nico. Os accionistas designaran as suas resi-
dencias no escriptorio da companhia.
Art. 24. Todos os negocios de assembla geral se-
ra revolvidos por mainria absoluta, salvo os casos
que nesle estatu se dispe diversamente.
ArL 25. A assembla geral confeccionara o regu-
amenlo, para fuar as obrigaees dos directores e a
emuncrarao que elles devem ter pelo seu traba-
llio.
CAPITULO V.
Da direcrao.
Arl. 26. A companhia ser regida pnr nma di-
recrao composta de Ires membros effectivo*, sendo
um vitalicio ; o primeiro inslallador desta compa-
nhia, o lllm. commendador l/idnro Marques Rodri-
gues ; e os outros dous eleitos hiennalmenle.
Arl. 27. Fallando algum dos directores elTeclivos,
ou quando a sua ausencia exceder a 30 dias, ser
chamado o substituto, pela ordem da volac.ao, o
qual. neste caso, vencer quantia relativa ao lem-
po que servir.
CAPITULO VI.
Do conselho fiscal.
Art. 28. O conselho fiscal he composto de cinco
membros da assembla geral, e cnmpete-lhe : 1.",
tomar conlas a direccao : 2.". fazer que se obser-
ven) estes estatutos e as resolucBes da assembla ge-
ral : 3., resolver as duvidas da direcrao : 4., dar
parle ao presidente de qualquer irreguluridade'ou
faltas da direrr.io, qno venham ao seu cooheci-
menlo.
CAPITULO VII.
Disposirdet geraes.
Art. 29. Nenhum documenta passado pela com-
panhia ter validado, sem que seja assiguadn por
dous directores emeffeclivo servico.
Arl. 30. Fica nulorisado o primeiro inslallador,
o lllm. commendador Izidnro Marques Rodrigues, a
submetter ao governo de S. M. o Imperador do Bra-
sil, a approvarao desla companhia, e a concordar em
quaesquer allerares feilas pelo mesmo uestes estatu-
tos, tendentes ao bem da referida companhia ; com
tanto que se n.lo allercm as bases principaes dos
mesmos.Izidoro Marques Rodrigues. l'isconde
de Villa l'erde.Alipio Anlero da Silreira Pinto.
Antonio Correa de Mendonra Bilancourt.An-
tonio Concalces Teixeira. Francisco Jos Mar-
tins.Antonio faz de Miranda. Antonio Pinto
de Freitas.
CREACAO DE DMA DIRECTORA DE COL-
NISACAO NA PROVINCIA.
A a Imiiu-traeao actual da provincia, que tantos
ramos de servco publico lem melhorado por meio
deregulamenlos ailequados, expedio, cm 19 de abril
do correle anno, um regulameuln creando urna
directora de colonisarao, ao qual damnos publi-
cidade nesla folha.
Odesenvolvimenlo que promette adquerr enlra
nos a colonisarao eslrangeira,com os colonos inlrodu-
zidos, e a inlroduzir, seja directamente pelo gover-
no, seja pelos particulares em vlrtude de contratos
celebrados com o governo, seja pelas duas compa-
nhias de Mincrar.uulns Terreno. Aurferos; Pros-
perdade, ltimamente organisadas, no Rio de Ja-,
neiro e no Porto, para explorar a riqueza mineral e
vegetal do distrieto de Tury-ass, exiga com elle-
to urna medida, que regulasse de antamao a sorle
futura dos colonos, lano em relatan ao inleresse dos
mesmos, romo ao da provincia ; e o regulameoto, de
que fizemos menean, parece-nos, alientas as provi-
dencias, que conten, satUfazer esla necessidade ac-
tual.
Ahi se allende entre nulros principalmente aos
meius, quer de promover e facilitar a inlrnduran de
colonos na provincia ; quer, quando inlroduzidos,
de prover n >na subsistencia, acclimacao, e, conve-
niente eslabelecimento, quer de assegurar-lhes a
religiosa observancia dos contratas que celebrarem :
quer de exigir nellas a indispensavel garanta de
moralidade e amor ao Irabalho ; quer de fornecer-
Ihes o pasto espiritual, segundo a religia que pro-
fessarem ; quer de ministrar a seus filhos a inslruc-
<;.o primaria, que se d aos dos subditos Brasileiros;
querdesepara-los completamente dos escravos; quer
enilim de inlroduzir com elles os mellioramentos,que
requer a lavnura do paiz.
He inegavel.que urna bem concebida medida des-
ta especie muilo deve influir no prngresso daquella
colonisarao, seja acreditando-nos nos centros da
emigrarn europea, seja concorrendo para o boni re-
soltado dos cslabelecimentos coloniaes fundados, e
por fundar na provincia. Ora, o actual regulamen-
to, fruclo da experiencia, que o governo provincial
tem adquerido nos ensaios de colonisato al hoje
feilos, tendepela nalureza de suas dispositesa pre-
encher esse daplo fim, e esta por consegunle na-
quelle caso.
Coma drecloriajicreada peio artigo I." tem a cc-
lomsacao entre mis um centro, donde ha de rece-
ber constante o imsfi'edialo impulso, j para ser pro-
movido pela eimgrarao do espertar, ja para ser ani-
mada ezelada em seu andamento na provincia ; he
mais um ramo de servco publico convenientemente
organisado.
Como porm as sobredilas disposicf.es devam ser
conhecidas nao s na provincia, mas lambem, nos
proprios centros da emigrae.io, julgamos que seria
conveniente qne o governo mandaste publicaj
o seureguiamenlo lauto em porluguez como tradu-
zido em lingua franceza, hoje lio eneralisada, afim
de que elle podesse ser romprehendido em todos os
paizes da Europa, d'onde esperamos colonos, e com
especialidade na Suitsa, que he depois da Portugal
um dos primeiros pontos para onde se devem diri-
gir as nossas vistas, e onde o mesmo governo lem
por meio da casa do Sr. senador Vergueiro cncom-
mendas ja feilas.
Por esla forma a colonisatao eslrangeira, que he
ama de nossas prmeiras e mais urgentes necessida-
des, aullara cada vez mais incremento, e sapprir
a falla de bracos, quo exprrimentam a lavnura. a
minerarao e nutras industrias, que s esperam por
elles para detenvnlver-se. A administraran aclual
promovendo-i por todos os lacios ao sen alcance,
com infaligavel estudo e feliz resultado, presta a
provincia imporlanlissimn servico, e obra como um
governo verdadeiramente Ilustrado, cujo principal
mrito consista em saber apreciar e salisfazer as.ne-
cessidades reaes eactuaos.ou aquillo justame nle.que
he necessario para que o paiz viva e progrida.
Copia. O presidenta da provincia do Maranhao,
para a boa etecutao dos arts. 20 da le provincial
n. 339, de 23 de dezembro de 1853, e 21 da de n.
367de 24 dejulho de 1854, ordena se observe o
seguinle
REGUL AMENTO.
CAPITULO. 1.
Da dirrrtoria da colonisacao.
Arl. I .:^-l- ira creada netta provincia urna direc-
tora da colonisatao, cujo fim be dirigir e promover
lodos os fados e interesses rom-ementas a esta im-
portante ramo de servico publico, para o que se es-
tahelecer urna ca va especial, e se proceder, logo
que seja possivel, medirao, divisan e desenprao
dal Ierras de propriedade da provincia.
Arl. 2. A directora se compor de um director
e de um amanuense.
Art. 3.Em quanloj nao bouver na provincia um
numero maior de cinco mil colonos, pdenlo es em-
pregos, de que trata oarligo antecedente, ser cr-
edos pelos empregados das oulras reparliri.es pnbli-
cas, que forem designados pelo presidenta da pro-
vincia. Neste caso vencerao as gratificarles;
Director 6OO5OOO.
Amanuense 30O5OOO.
Arl.i. O expediente da directora ser feito, na
casa do diieclor, em horas que n5o prejadiquem o
servirSo da repartido a que perlcncerem elle, e o
amanuense.
Na mesma casa ser guardado o respectivo ar-
chivo.
Arl. 5. A despeza com gralficates aos empre-
gados1, com o expedienta da repartidlo e outros ob-
jeclo, ser feila por conla das verbas consignadas
em le para a colonisatao.
Arl, 6.Compele ap director da cnlunsaru
S 1.Execular e fazer exeeutar as rdeos do pre-
sidente da provincia, assim como os contratas por
elle .delirados, relativamente colonisatao.
S -Ter a seu cargo a drcce,ao da repartirn e
de todos os negocios, que dsserem respeilo a colo-
nisatao, tanto na provincia como fra della.
3.Corresponder-se oflicalmenle com os agen-
tes'diplomticos e consulares do imperio, e com os
preposlos da presidencia, quer nos paizes cslrangei-
ros, quer as oulral provincias, acerca de ludo
quanto importar ao bem da colonisatao procurando
obler lodas aquellas informares, que tendain a fa-
cililar-lhe o desenvolvimenlo.
?.Corresponder-se igualmente para o mesmo
fim com os emprezarios e directores de colonias e
com todas e quaesquer pessoas que tenham colones
a seu cargo.
3 5.Indicar os paizes, ende seja mais convenien-
te realisar 05 contratos para ei.ajmenlo de colo-
nos, tondo em vista a nossa religiao, forma de go-
veruo, lingua e necessidades indusliaes.
S 6-Fazer rebaler pela imprensa, tanto na pro-
vincia, como fra della, e sobre ludo nos principaes
centros da emigraco europea, qualquer calumnia,
que se levanta com o fim de embarar,er, ou desacre
dlar a emigrarlo para as suas praias.
S 7.Transmittr aos nossos agentes diplomticos
e consulares, aos preposlos da presidencia, s socie-
dades promotoras de colonisatao todos os eselareri-
raeotos, que de alguma sorle poderm coacorrer
(W

para fazer sentir as vantasens da emigraco para es-
Ja provincia, cujos recurso e favoraves eoudicSes
devero ser apresentados cm sua verdadeira luz, e
com toda a evadida...
8.Despertar na provincia o goslo pela coloni-
sacao, ja promovendo o eslabelecimento de colonias
agrcolas, ja fazendo sentir aos nossos lavradores a
conveniencia de suhstilnirem o Irabalho escravo no
fabrico de certas gneros de sua produrro, e ja, fi-
nalmente, procurando arredar das eidades e villas
da provincia os escravos, qoe serio substituidos por
colonos no servco domestico, no Irabalho das obras
publicas e particulares, a no das ofiicinas e oulras
induilrias.
g 9.Receber, agasalbar e (ralar do modo o mais
conveniente a benvolo os colonos Mlringeiros quan-
do chegarem a esta capital, al que sejam emprega-
dos ou contratados os seus serviros.
10.lulervir nos contratos de locac.io de servi-
co, que zerern os particulares com os colonos, e vi-
giar em quanto elles durarem pela exacta e religio-
sa observancia de lodas as suas clausulas.
11.Representar ao presidente da provincia, e
por intermedio deste, ao corpo legislativo da mesma
a necessidade de quaesquer ordens, ou medidas le-
gislativas tendentes a favorecer o desenvolvimenlo
da emigratao de colonos.
12.Prestar ao presidente da provincia as infor-
maees, que a qualquer lempo Ihe forem exigidas
acerca da colonisatao, e no fim de cada semestre
um relatarlo circunstanciado sobre o mesmo objec-
to, expondn 01 resultados obtdos, os inconvenientes
que einergiram, e os metas de remove-los.
Arl. 7.Compete ao amanuense :
i 1.Comparecer na reparlicao hora designada
pelo director, e nella demorar-se o lempo necessario
para a expedirn dos negocios.
2.Fazer e regislar toda a escripturnrao da re-
partao.
S 3.Substituir o director nos seus impedimen-
to.
Art. 8.Para a escripluraran haver.i os seguales
livros :
1 da correspondencia.
1 da matricula dos colonos.
1 da estatifica da colonisatao.
CAPITULO 2.
Da caixa especial da colonitacao.
Arl. 9.Fica creada, como dependencia do llie-
souro publico provincial, urna caixa especial da co-
lonisatao, cujo fim he, pelo modo que ahaixo se de-
rlara, fornecer os meios pecuniarios precisos para
a iiilrodiirr.ni de tiraros lvres na provincia.
Art. 10.Esta caixa se compor das sommas de-
cretadas pela assembla legislativa provincial, e se-
r raanlida pelas quanlias que forem embolsadas dos
emprestiinns feilos pelo presidente da provincia na
forma do prsenle regulamento.
Arl. II.O presidente da provincia lira autori-
sado para, dos fundos existentes na caixa especial,
fazer empreslimos companhia, ou particulares, que
se propoiiham inlroduzir bracos livros na provincia.
Arl. 12.Os empreslimos serao feilos guardndo-
se as condires seguintea :
S 1.Serao garantidos por fiadores dneos.
S 2.Nao pedern ter lugar, sem que as compa-
nhias ou particulares se obriguem previamente por
contratas a dar destino aos colonos, logo que chega-
rem a esla cidade, e moslrem estar em circumstan-
cias de poder faze-lo pelo modo estipulado nos refe-
ridos contratas.
3. S pdenlo ser feilos pessoas de reconhe-
cida moralidade, e que se proponham emprezas -
cerca da colonisatao.
4.Serao feilos mediante contratos, e a prazos
que nunca excedern o espato de seis ai. nos.
S 5-As preslarr.es serao proporcionaes ao nume-
ro de colonos inlroduzidos, ou a inlroduzir, segun-
do o ajusta.
Art. 13.A.escripturarao da colonisatao ser fei.
la pelo empregado do Ihesouro, que designar o res-
pectivo inspector, ou pelo amanuense da directora,
se assim tarnar-se necessario para a reguU|pdade, e
cenlralisacao de seus Irabalhos.
Arl. 14. Nao pdenlo ser dislrahidos, qualquer
que seja o movo, ou seus fundos para outros ra-
mos de servico.
CAPITULO 3.
Dos colonos inlroduzidos por companhias ou parti-
culares, e por conla do -goterno.
Arl. !.">.As companhias e particulares, queso
propozerem inlroduzir colonos na provincia, serao
obrigados, sob pena de multa, a apreseuta-los dentro
dos prazos estipulados nos respectivos contratos.
Arl. 16.Os colonos devoran ser pessoas mori-
geradas, sadias, robustas e proprias para os Irabalhos
para que forem contratados, e nunca matares de 40
annos.
Art. 17.Melade delles, pelo menos, deverao
ser casados, e transportar comsiso as respectivas fa-
milias.
Art. 18.Seconsliluirao, nu formando colonias
prciaes, leudo por base o syslema de parceria, ou
como Ir.iballi,olores do campo, e operarios de fa-
bricas e ofiicinas, a qoem se pague um salario cer-
ta e prevista nos contratas, e do qual se v dedu-
zindo a parta, que seconvencionar, at o completo
embolso das despezas feilas com os transportes e adi-
antamentos.
Arl. 19.Os emprezarios sero obrigados a en-
tregar a cada colono, um mez depois da chrgada ao
lugar de seu destino, urna conla do seu dehilo, e
remeller copia della directora da colonisarao.
Art. 20.Os emprezarios de colonias agrcolas
entregarlo a cada colono solleiro ou com familia, lo-
go que chegarem ao pstabelecimenlo, urna dala de
Ierra frtil, cuja rea conleiilia pelo menos cinco mil
braras quadi.-nl.i-. sendo para os primeiros, e o dobro
para os segundos.
A quanlidade deste terreno, que o colono- poder
beneficiar, Ihe ser entregue ja preparada para im-
mediata cultura.
Art. 21.Os colonos achirdo casas, em que se
abriguem, al quo possam construir as suas oas da-
tas que Ibes forem concedidas.
Para a ronstruccao deltas, que serao coberlas de
lelha, Ibes fornecerao os emprezarios por cmnresli-
mo, os aprestos e maleriaes nece -anas.
Arl. 22.Os emprezarios fornecerao a cada colo-
no no primeiro anno, urna racao de carne, farinha
de mandioca on de mil lio, e feijo, assim como urna
prestaran (ambem diaria, convencionada em dinhel-
ro, alm dos soccorros de visitas, dietas e medica-
mentos oas occasides de moleslia.
Art. 23.As despejas provenientes dos objectos
acima mencionados serao feilas cusa dos empre-
zarios nos primeiros seis mezes, e debitadas aoi colo-
nos no resta do lempo.
Arl. 2.Se os colonos forem simplesmenle tra-
bajadores ou operarios, a racao diaria Ihes ser for-
neclda durante todo o lempo do coniraln.
Art. 25.Emquanto nao estverem affeilos ao cli-
ma do paiz, os colonos serao isenlos de trahalhar no
campo s horas do maior rigor do sol.
Art. 26.Os emprezarios de ooloDas agrcolas
prorurai,1o. quanto esliver de sua parta, substituir o
actual syslema de lavoura, e os respectivos inslru-
mentos aralorios, afim de que o Irabalho se torne
menos pezado ; assim como, inlroduzir novos ramos
de cultura, ou melhorar os existentes, afim de qne
seus productos lenbam mais prompla exlracrao, e
obtenham mclhor preto no mercado.
Arl. 27.Facilitado aos colonos os metas da ob-
ler o pasto espiritual, e aos scus filhos, que forem
menores, a inslniccan primara que he dada as es-
colas de prmeiras Icllras da provincia.
Arl. 28.O presidenta da provincia fica tambem
autorisado a mandar vir colonos artfices, e opera-
ros para seren empregados as obras publicas da
mesma ; bem como a contratar eslrangeiros habis,
e profissunaes, que'se encarreguem de vnlgarisar
u ronhecimoiilo, c manejo daquelles instrumentos e
machinas que convcr inlroduzir-see, dos melhora-
menlos, de que forem susceptveis as diversas espe-
cies de industrias usadas no paiz, sobre ludo a
agrcola.
Arl. 29.O presidenta da provincia nos con-
tratas que fizer, se nbrigar :
S 1.--A adiaiilar a cada colono, u lilulo de em-
preslme, a quantia necessnria para as despezas com
o seo transporte, e da familia, se a liver, desde o
lucar, onde embarraren!, al esta capital ; assim
como fornecer-Ihes, (anta na uccasiao de deixarem a
Ierra natal como na de chegarem a esta provin-
cia, urna mdica quantia para aaranjos doms-
ticos.
2.A dar gratuitamente aos ctanos quando
chegarem a esta capital, e em quanto se uao arran-
jam, rasa, v comida.
g 3.A garantir aoj colonos, por lodo o lempo
I
-x-
estipulados nos
os contratos, os jornaes
moa. v
1.A ministrar gratuitamente aos calnos o
paito espiritual da rel'gio que professarem ; assim
como ao^ filhos menores daquelles, que rczidirem
era povoaces, a inslrucro primaria, que se ensina
nal escolas de primoiras Icllras da provincia.
S 5.-.A tratar gratuitamente ocolonos as siai
enfermidades.
S 6.A conceller grnlaiUmenle a cada colona
que depoiide quite com a fazenda, quitar dedicar
se vida da lavoura. urna dala de terreno produc.
livo, qne conlenha, pelo menos, cinco mil hraca
quadradai. as quaes Ihe sern demarcada as lerrai
diiponiveii perlencenies a provineii,
Arl. 30.O colonos, que o presidente da pro-
vincia mandar engajar, taran as qualidades exigidas
no arl. 16, e Ihes ser appcavcl .a disposirao do
arl. 25.
Arl. 31.Os colonos serao obrigados a preslar-se
a evecucao dos Irabalhos, para que forem contrata-
dos, Picando siljeitns aos regulamentos, queja exis-
lirem, e aos que forem, para o futuro, expedidos pe-
la presidencia.
Arl. 32.Serao obrigados a indemnisar a fazen-
da provincial das despezas de transportes e adianla-
menlos, feilas com elles e suas familias, para o qoe
Ibes sera descontada dos jornaes que vencerem, urna
quota, que nunca exceder a quarta parle.
CAPITULO IV.
Das trras perleneentes provincia.
Art. 33.As ierras concedidas a provincia pela
le geral n. 514 de 18 de outubro de 1818, depois de
esrolhidas as localidades pela presidenta da mesma.
de accordo com o director da colonisatao, e como
delegado do director geral da reparlicao das trra
publicas, serao medidas, divididas e descripta cin-
ta dos cofre provineiaes.
Arl. 34.Depois de demarcadas serao as dita tor-
ras divididas em pequeos lotes de cinco mil bracas
quudradas, os quaes serao vendidos ou dado gratui-
tamente companhias, ou particulares, que se pro-
ponham fundar colonias agrcolas, ou a colonos que
queiram eslabelecer-se com fatemas de lavoura por
sua conla.
Arl. 35.Aos colonos, que individualmente se
eslabelecerem com fazenda de lavoura por sua con-
la, o presidente da provincia fornecer gratuitamen-
te, nos doui primeiros annos, instrumentos aralo-
rios, sementes e outros auxilios, de qae poder dis-
por dentro dos limites dos crditos volados pela as-
sembla para semelitante fim.
Arl. 36.Os Iotas de Ierras concedidos aos colo-
nos, nao pdenlo sor por elle transferidos, emquan-
to nao forem effeclivamente roteadas e aproveita-
dos, e reverterSo no dominio provincial, e, dentro
do espato de cinco anno, nao for cumprida pelos
ditos colonos esla condicAo.
Arl. 37.As Ierras de que trata a le n. 514 de 28
de outubro de ISiK. n.lo pdenlo ser roteadas por
bracos escravos, nem ser estes admitlidos nos esla-
bclecimeotos coloniaes da provincia.
CAPITULO V.
Diiposires geraes.
Arl. 38.Todos os colonos que forem inlroduzi-
dos na provincia, seja por conla e mediante empres-
limos do governo, seja a expensas de particulares,
serao matriculados na directora da colonisatao.
Arl. 39.A matricula comprehender as declara-
res seguintcs.
Sexo, filiarlo, idade, estado, profissao e naturali-
dade dos colonos.
Se foram inlroduzidos por conla do governo, de
companhias e particulares subvencionados, ou de
simples particulares.
O deslino que levaram depois de ina r liega la pro-
vincia ; se se applicaram a vida agrcola, e, nesle
aso, se por sua conla, ou como feitores e trabaja-
dores.
Se se applicaram a oulra qualquer especie de in-
dustria e qual ella seja.
Numero de nascimento, bitos e casamentas, que
se derem annual menta enlrc os colonos.
O fados mais noCavcs que aconlecercm em rela-
tan aos mesmos durante sua estada na provincia.
Se permanecern! na provincia, ou se rctiraram pa-
ra a Ierra de sua naluralidada.
Arl. 40.O director da colonizaran proceder
quanto antes u matricula dos colonos, queja existi-
rem na provincia, bem como ao registro do6 contra-
tos, regulamentos e oulras quaesquer ordens, con-
cementes a colonisatao, que liverem sido expedidas
pela presidencia.
Art. 41.O presidente da provincia* lica tambem
autorisado a-adoptar e levar a elTeito oulros quaes-
quer systemas de colonisatao, que a experiencia
mostrar serem preferiveis.
Arl. 42. Ficam tambem perlencendo a directora da
colonisarao asiiiissf.es ou colunias'agricolas de indios
fundadas por conla dos cofres provineiaes, que j
exislem, eas que forem establecidas para o futuro,
a respeito das quaot proceder o director na forma
do presente regulameuln, parle applcavel.
Palacio do governo do Maranhao 19 de abril de
1855. Eduardo Olympo Machado. Conforme.
No impedimento do secretario.yoito Rufino Mar-
ques, official-maior.
O Observador.
DE
CORRESPONDENCIA DO DIARIO
PERNAMBL'CO.
PIAUHY
Therexina 2 da malo.
Anda hoje Ihe escievo d'aqui, porque nao pude
anda realizar a rainha vagem para o interior da
provincia, como Ihe disse na mnlia penltima de 16
de abril proiimu. Pouco Ihe posto commupjcar del-
ta vez, tanto por falta de materia como de lempo,
pois que o correo sabe daqui a pouco.A i.3o darem-
se estes doos motivos, me oceuparia, nao com 1-
guraa novidade que nao ha, mas lim em ex por
consideracao de seus leilores certos faclos e circums-
tancias que nao sao sem inleresse. Reservo-mr,
porm, para outra occasiao, isto he, quando do cen-
tro do Piauhy, poder escrever a Vmc. urna cartisha,
una ou outra vez.
Esta provincia goza de perfeila paz. Tambem se
conserva estacionaria no meio das luzes e progresso
do secuto XIX, sendo esse atraso devido, alm de
outras causas, muilo principalmente ao egosmo.
He este o cancro que roe a sociedade piaahyeose ; e
porlanto, debalde as luzes da civilisacao se propa-
gara, pulem e illuslram aos mais brasileiros, de-
balde, porque os homens abastados do Piauhy. ou
ignorara, ou nao apreciam os mellioramentos moraes
e maleriaes, e se couleulam com a obscuridade, com
a rutina e conseguiitemeDte com o atraso !... Ella
he urna verdade cruel ; mas he urna verdade I Em
outras provincias do imperio, alguma das quaes
bem novas e pouco povoadas, vemos formarem-e
companhias,nascerem instituirnos uleis ele, tenden-
te sempre i marcha dn progresso, da civilisarao, da
prosperdade : aqui nesla provincia nada dista se v,
ludo vai frouxo, demienta e caminhando para o a-
bandono !... Appellemos para u correr do lempo...
he o que resta...
Devo parar aqui nesle sentido, nao porque me le-
ma das carrancas e narizes torcidos daquelles em cu-
ja caliera a canpui;a| vai cabir ; mas porque, para
tratar deste assumpto, he mistar mais lempo do que
o lenho agora.
No dia 20 do passado chegou a esla cidade, ten-
do viudo por Caxias, o Dr. Joao de Carvalho Fer-
nandos Veira, juz de direilo da comarca de Campo
Maior, e no dia 23 parti para o s -u destino. Cam-
po-Matar, lugar vertiginoso, nao pelo povo que he
pacifico, roas pelas intrigas e despropositas de meia
duza de enfatuados poleutados, que se dizem llal-
li pequeos ris, e que sempre vivera em hoslilida-
de, fazeudo do manso povo instrumento de seus ca-
prichos Iresloue-idus; Campo-Matar dizia, vai ler em
seu seio um magistrado enrgico a digno do cargo
que oceupa,
Nos ltimos das do prximo paseado houveram
varias deserses 110 corpo de- la liuha, e nota qoe os
desertores que foram 5 ou 6, assenlaram praca vo-
luntaria, e alguns deltas ja haviam recebido luda a
ralilicacao que he de l,50jj000 r., e outros s me-
lade etc. Denlre os desertores, conla-se o educan-
do artfice, j desertor dos respectivo eslabelecimen-
to de educandos do Maranhao, que a seu pedido
havendo-lhe sido dada a prara desappareceu dahi a
3 dias sem que al boje se o lenha pilhado, apezar
das diligencias empreadas pelo coinmand-nta do
corpo dilo.
Informou-me hnntem o escrivao H. Monleiru,
que ha pouco em S. GoncaiHo, enloquecen um (al
Antonio Alendes l-razao, em consequenca de ter
perdido 6OO9OOO r. n'um jugo.em dias de abril pr-
ximo passado. Esse desgranado he um cxemplo
para os jsjgadore !... t O erro de un 3o liccoe
mes- para oulros ; (diz o egregio marquez Marica) es-
le acerlam, porque aquelles erraram. a He urna
verdade I O erro funesto do pobre v razio servir de
liecao aoi que jogam por profusio...
A Ihesouraria provincial continua phlysea, e os
seus empregados, bem como todos que della vivem,
a raablizerem, no que Ihes achoalguma rto. As
eierucoes a sahirem lodo et diai, a os cofres sem
vintem Parece-me qua Vmc. nao entande bem o
que eilou dizendo, e portaso explico meu dito. A
arrecida^ P<>r meio das execur,6e, be lenta, len-
tsima, ao pasto que as despezas to mulla e muito
argenta!. Eii-ahi ludo.
o fiscal da cmara municipal deu-ma a seguinle
estaliilica em resumo, pelo qaal vera Vmc. que o
numero de quitandas diminuta, pota que, na rai-
nha primeira caria Ihe aponlei 109. Eis-aqui : 37
tojas, 70quilanda, 2 botica,! tabolta, 2 laboteiro,
15 ofiicinas deofflcios mecnicos, 3 padarias, 11 ta-
inos pblicos ou acoogues, 1 eslabelecimento de e-
ducandos, no qual ha a seguales officinai, 1 de al-
laiale, 1 de mareineiro, 1 de ferrero e 1 de sapa
leiro, 1 igreja em construcc^o, 1 hospital de car
de, 1 dito regimenlaletc, 1 casa publica de mer
doou'fera, ainda em conslrucrao, 1 cadeia, 1
da plvora, 1 cemiterio, etc., ele.
Pode ser que em oulra occasiao Ihe falle acerca
dstses poucos edificios pblicos.
As bexigas, na cidade da Parnahiha, eonlinuam e
nao era v3o, porquanlo muilai vida vau ceifando.
Os pretos dos gneros comesliveis declinaram al-
guma cousa : ja se compra urna libra de carne gorda
a 60 rs., sendo verde, e 100 rs. secca.
Os eatarrhoes eslao agora maltratando aqui a po-
pulacJJo, e he de suppr que vao a loriiarem so ge-
rae pelo interior, como aconteced no anno passado
no mesmo lempo, visto que he o (lns da aguas a
estaca mais climatrica ou mais epidmica do Pi-
auhy.
Em mioha vagem ao interior, pasaarei pela ca-
pella dos Humilde, e cuidadosamente lomarei nu
meu canhenbo os aponlamenlo qne poder, afim de
fallar-lhe ainda a respeito. Tambem Ihe referirei
os faclos ooeorrido agora em Oeiras, lano no tribu-
nal dojury.all ha ponen aberto como n'um tal lh-
alro. Consla-me que naquelle tribunal |deram-se
inmoralidades e ridculaiias a no chamado Ihealrn,
as mais estpidas pautara !... Que bella gente !...
Se Clao ainda viveise irla formar l sua rep-
blica I...
Aqui deixo urna pessoa a quem ped o favor de
supprr a rainha falla ; e romo he elle asas habili-
tada para esla larefa, ser Vmc. bem servido.
Deseja vossa merc saude e venturas o sen cria-
do altencioso.
Rio Grande do Norte.
Cidade da Iraperalriz 16 da abril.
Mea senhnr (o Ihe nao darei o titulo de amigo
sem qoe me aceita as columnas do seu Diario)
Com inuila satisfcelo li no sen Diario urna corres-
pnndencia do carcereiro desla cidade, porque disse
comigose o carcereiro esereve para o Diario de
Pernambuco, com matar razao escreverio os que
eslao acima mais objecto deste pequeo lugar que nao apparera
no Diario de Pernambuco, eque naosejalidonu mun-
do lodo.Mas, lendo apparecido a primeira corres-
pondencia do Sr. carcereiro no Diario n. 298 de 29
ce dezembro do anno prximo passado, al hoje na
da appareceu, por onde paree, que o Sr. carcereko
etl mullo oceupado eom a guarda dos presos, ou
esl estudando meios de p-los tora da prisao sem
renponsabilidade : o qae nao he fra de probabili-
ja.le, porque os carcereiros vivendo em intima jinia
com os presos, muitas vezes sao mais velhacos que
elles ; e bom seria, -que urna por oulra vez rve-
znsiem o servico, islo he, que um mz o carcereiro
Biiardasse os presos, e outru mez esles guardaisem
aquella no carcere. Deixemos porem essaeompli-
catao de carcereiro, de qae Iralei sem pensar ; por-
que_sendo eu o ajudante do carcereiro desla cida-
de, ninguem dir qoe nlo profer nma lenlenra
contra mim : mas eu c farei por desviar-me dess*
aecu-ar.io cum ipie justa ou injustamente carregam
os carcereiros. Como a dizendo, o Sr. carcereiro
aprrsj-ntou a sua primeira missiv, e missiva im-
portante, porqne nella principia por descrever
origem desta povoado, desla cidade, desla comarca,
6 promette tratar de suas produrrOe naluraes, seos
recursos, etc. etc. : mas, pelo geito que leva essa
correspondencia, eslou vendo, que iao sedo o Sr.
carcereiro nSo trata dos uegocios da juslic, nem
da cousas pequeas; e pode ser, qne muilo de por-
posilu nao queira elle tancar pedras no temado
alheio para que Ihe nao quebrera o telhado de
vidro.
Seja porm porque for, como lambem existo, e
ou alguma cousa nesla cidade. onde exerco o offl-
cin de ajudante do carcereiro, na falta do qual os
presos Iremem quando me veem dando minuciosa
revista na cadeia, se lie, qae algum me n3o eacor-
rega... tambem eu nitero escrever alguma cousa
sobre os negocios peqnenos de que se nao oceupa o
Sr. carcereiro.
Para o fazer lenho matara de sobejo, porque es-
la Ierra, comquanlo seja magnifica no bico da pen-
na do Sr. carcereiro (e realtrieDte he tal quil ades-
creve) nan deia comtudo de ter seus alquebres e
suas miserias, e he dess.n que me occopare ; assim
queira Vmc, islo he, assim Vmc. roe adrailla na
columnas do sen acreditado Diario. Se coro efleito
admiltir-me, lera sem cuvida do ouvir grandes ge-
midos de um monta, ainda quo por ultimo, etc.
ele. : parece que me enlende. E na verdade, te eu
liver a forluna, n.lo digo bem, se a povo desta ci-
dade liver a fortuna de ver seus feilos em leltra re-
donda, Vmc. nao ficar sem a glora de ler feito
comarca de Maioridade um importante servico ;
muito embora aertos amigos qne me olham de es-
auelha dgams o maldito ajudante do carcereiro
poderia Iratar de cousas lio pequeas, que bem po-
diam nunca ser sabida!. E diga-me Vmc, de-
baixo do titulo de cousa pequea c de miserias, po~
derei referir uns empurroes e cadeiradas, que dous
mecos desta cidade se deram reciprocamente no mez
de marto deste anno, na audiencia do Sr.juii mu-
nicipal suppleule 1
Poderei dizer, que o Sr. juiz .municipal leve tan-
to nojo deltas, que os ni o prenden ou isso nao he
c da minha reparlieao 1
Poderei dizer, que um desses inecorque*on-sc
do oulro por Injurias vurbaes que Ihe zera aole-
riormenle, que sendo cimprehendida o indiciado
criminoso no 3. do art. 237 do cdigo penal, e
que sendo essa crinw .la qualidade .laquelles que
as autoridades policiaes jiilgam definilivameule, vis-
ta que, a pena que lite ci.rretpoudo he de um a Ires
mezes de prisao, segundo a disposico do arl. 238 do
mesmo cdigo, fui todava processado e pronuncia-
do na forma do procesas commum, e nao segun-
do a forma da processo eslabelccido para laes cri-
me ?
Poderei referir, que tambem estando dus tanhu-
dos ajuilandocoolas em urna audiencia do juiz de
paz desla cidade, dera um delles um bofe lio no ou-
lro, e o mesmo juiz perxiadio-lhe* que se relirassem
antes qfc daqullo se soubesse ?
Poderei referir-lhe em loro jocoso, que um lelrado
no futuro do conjuntivo aconsclhoo a aquella meco
que fura querellado pelo crime das injurias verbaea,
que requeresse Cianea deiie erlme em que o reo nao
precisa de fianra para lvrar-se ioIIg, tegundoo ar-
tigo 299 do regulamento 11. 120 de 31 de Janeiro de
1812.
Parece-me que de nada disso posso eu dar parle
a Vmc., porque excede tan cousa pequeas. E nao
so admire algucm que eu cita artigo de le, porqao
se ha musiecs de orelha lambem po le bavr legis-
tas da orelha, e nao he niuilo que um ajudante de
carcereiro cile alguma le, quando os hedis das
aulas ctara o seu qui qmt quod, e j vi um cozi.
nheiro do padre dizer o seo liberal me Domine.
Estas e oulras que laes gentilezas nao direi, sem
que Vmc. me diga que aotso dize-la, por que em
ludo quero ir debaixn de sua direcrao. O que en-
tend) porem que posto di ter sem permissAu de Vmc.
he que em dezembro dr anno pastado fugie da
cadeia de Porto Alegre cum douseompanlieiroi, um
amigo de fazer detonlo que eslava hospedado na
sala livre ( para maior seguraiira, j.i -e -abe ), c que
o delegado lem visto seus vultos por causa deasa ru-
gid, porque em quanto processa un, oulros se
queixam delta, ainda que isso nao he motivo de quei-
xa, porque nesla comarc, e nao sai se em otra
caresse que os prezos sejam pagaos, para correrem
seu livramento, e al cunprirem entenra debaixo
de coberla enchuta. Daqui a ponro vem a culpa
recibir no pobre carcereiro, mas eu, que urna por
oulra vez exerco tase ollicto quesa logo dtfecder-
. 1
B--
s
Mil TI! AIM


OIIRIO DE PF.RMMBUCO TERQ FElRJk 29 DE IMIO DE 1855.
3
me, dizeudo que o catcereiro s he responsavel pela
guarda dos pretos qae ei!3o dentro do carcere, e
nunca por aquelletquc no sei se por ordem do vi-
gano ou do tensacritlilo 8o poslos na sala livre,
donde sahem quando querem, a pan onde querem
ir ; por estes, nange JoUo, qae respond, qaando
fogircm desta ridade.
Timnem poderei eu dizer-lhe que no me de fe-
veriro, sendo remetlidos pata a capital dcsla pro-
vnc a pe delegado do Porto Alegre urna porreo
de recrulas, diz-t qne dous delles foRiram, apenas
descarara a Sena, e oulrosalem da eidade do Ass ;
mas nisso nao quero fallar agora : assim como em
um r.umzum em que est mellido o delegado da
villa do Apudi com o recrnlamenlo de nm prenle
qne Ihe tem dado pelas barbas.
Ouem o mandou prender om dos 7 ou 9 minos,
qne nm algnm lempo faiUm a gloria e ufana a um
do tena prenles, de todo* o mait magro '.'
Dfslcs ullimos objcr.los fallarci d'nulra vez, quan-
do Umhem Ihe mandare! a offerta de um escriplo
de curio juiz de paz, em que declnruii o signal do
gado qua pottuia, e que dava de meias a oulrem, -
fim de assignar-se uns barbales, concebido nos sc-
guinUa termos : a lie na ureja direila forquia le-
vada per baxo, na oulrii alpam por baxo para a-
zinar aqnilo que se nao comincer di gados, e mineas
para partimos de mejas ale omeii de junlio de 18511:
c por este escripto forme Vmc. julio da sciencia
deate seu criado, quando juiz de paz a tem como
Vmc. v. : pois el visto que se en soubera fizer
deues ecriplos, desde moito seria jtiiz de pai. Pa-
ro aqai, porque a|em de jn ir sendo enfadonhn este
meu aranzei, nao sei se Vmc. me darn entrada um
sua mesa, se m'ader, enlrareicwn outros amigos.
Toda proeperidade Ihe dezejn
O Qjudatile do carcereiro.
REPARTIQAO DA POLICA.
Parte do da 28 de maio.
lllm. Exm. Sr.Levo ao conhecimenlo de V.
Exc. que das diCfrenles participscOes honlem e hoje
recebidas nesta reparti.A.> consta que fnram presos :
Pela subdelegada da freguezia do Recife. Domin-
gos Jos dns .Neves, para averigoarfies policiaes.
Pela tubdelegaeia da freguezia de Sarrio Antonio,
pal do Estanislao, lambe ni para avenguaeoes poli
ciaes, o prelo Jeronymo Cedrim, Aleandre Jo
Pereira, e Jos Porfirio de Sou/.a, todos sem decla-
raban do motivo, e o prelo escravo J anuario, por
suspito de anda fgido.
E pela subdelegada da freguezia de S. Jos, os
pretos escravo* Carfano e Benedicto, ambos para
averiguares policiaes.
Por ofrco de hoje datado communicou-me o de-
legado do primeiro districlo desle termo, que hnn-
lem io meio dia dentro da sacrista da igreja da Cnn-
ceirao dos Militares, na oacatiAo em que se eelebra-
va a festa do Divino Espirito Santo, Joan Alhanasin
Botelho dera nm empurro em o alienado Jos An-
looio Cedrim., do que resultara cahir eale e fcrir le-
vemente a cabera sobre a soleira da porta da misma
acriitia.e que procedeudj-se logo ao rorpo de de-
licio, vai ser instaurado o competente summario.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da policio de
Pernambuco 28 de maio de 18V>.Htm. e Esm.
Sr. conselhciro Jos Benln da Cunta e Figueircdo,
presidente da provincia. O cliefe de polica Luis
Cario* i* Patea Teixeira.
DIARIO DE PERMHBIJCO.
Se a posieflo doescriptor publico he sempre deli-
cada e melindrosa, se sut miso he sempre diflicil,
sobre tudo quando cotudo de seu deveres, no pro-
cura lisongur, mas smenle esclarecer; essa diffi-
rullide sebe de ponto Indas as vezes que tem de
dirgir-ea leitores apaixnnado, para oi qtiaes nen-
lium fado he verdico, uenhuma noticia ciarla,
secanos qua stitode coutormidade com o seu modo
de pensar.
O Diario de Pernambuco he russo, dizem dns, o
Diario he alliadn, dizem outros, entretanto a ver-
dade he que o Diario nao he nem urna nem ontra
cnusa. Os eacriptores do Diario podem ler sympa-
lias por uns ou por outros, maso Diario limi-se a
contar os Tactos como elles se dSo, empregando nisso
algum criterio para poder distinguir o verdadeiro
do falso. -. M '
Snraos informados que alguns leitores nao ncaram
satisfoilo* com as noticias que sabbado publicamos
relativamente ao theatro da guerra.
o Sebastopol nn foi arrazad, dizem elles, mas
esta em vesperal de e-lo. O Journal da Havre
iinnuncia que urna brecha fora praticada nos muros
daquella fortaleza, que ns duas frentes de um reduc-
to loram destruidas, e que urna das obras levantadas
jnnlo do ponto da Carena fora reduzida ao silencio
pelos Franceses, lendo obtido a a ni I hera iugleza
resultados nao menos satisfactorios.
I.emos ludo isso no Journal de til de abril, mas
nao limos nos despachos a que elle se refere, nada
de tudo isso, accrescendo que no nnmero seguinte,
o de 'JO do mesmo mez, o escriptor francez nao aftir-
ma maiscousa alguma, limilando-se apenas a jli/.er
que se pode inferir ludo.
Ei* como elle se exprime :
Os despachos recentemenle publicados annun-
ciam que o bombardeamenlo de Sebastopol lornou a
comecar com o maior vigor a 9 de abril, e continuo u
Inda a noile e todo o dia seguinte, com a mesma
energa, tendo sido orna brecha praticada ; donde
te pote inferir e das 6o-
teriairuttai, teraoiido derribada* pela* balas ou
esmajadas pela* bambas, etc.
Ora, que o escriptor francez faca dessas inferen-
cias para agradar aos seus leitores, ou para talitlazer
a si mesmo, nao ha nada para admirar, mas querer
que larabem mis estejamos por laes conclusrs, he
querer que renunciemos faculdnde de raciocinar.
Felizmente nosso espirito, calmo como se ach a
este respeilo, nao te presta a taes interpretadles.
CORRESPONDENCIA.
.S'esfcore redactores. Prometii em seu jornal
aguardar a nomea{3o da commissao d'inquerito,pro-
pona n'asscmbra provincial, para cabalmente res-
ponder as acensares que nlli meforam dirigidas, de
modo muilo desabrido. Aquella corporarao, porm,
por motivo* de urna ordem superior, por altas con-
veniencias da poltica e da administraran, e nao por
nenhtima razio que me possa dizer respeilo, rejei-
tou a idea de urna tal commissao, sabida de seu seio,
e assim privou-me do mio mais seguro, com que
eu contava para jaslificar-me, nAo s perante ogo-
verno, que al o presente me tem honrado com a
sua confianca. como perante a sociedade em que vi-
vo. Sempre entend por um dos primeirosdeveros
do funecioosrio publico a juslificaco de seu proce-
der, iinando acensado justa ou injustamente ; e col-
locad) no lugar de director das obras publicas, lenlm
sempre aceitado as cousequeneiat desle principio,
respnndendo elTectivaincn e a qualquer aecusacio
queme he dirigida, ou explicando aquclle de roeut
aclos que lera sirio mal interpretado. Nunca evilei
a disoussao, porque nada tenho qne esconder : e o si-
lencio para mim nunca foi urna necessidade. N
qualidade de funecionario publico, tratndose de
apraiar meus actos, declaro que dispenso favores
de quam es tenho de ulgar, e s pero juslica.
Em vrdade, foi esta a raxaj porque a resoluc.no
da assembla ma conlrariuu bastante. Se o sent
menlo do dever e a cohscienoii denio haver fallado
a ello, podem dar ao hornero forra e energa para re-
sistir peixes injustis, que erguem para abale-lo,
tranquillodeveria en aguardara vinda desaacommis-
sio d'inqueritos, cujo exarne cu nio poda temer, e
antes pelo conlmria ancioso desrjava.
Assim, pea, falliando-me o recurso co'm qne eu
coniava para responder cabalmente aos meus aecu-
sadores, dirigi-me immediatamente ao Exm. Sr.
conselheiro presidente da provincia, e ollicialmenie
pedi-lhe, como mellior e unied meio que me res-
lava para justificar-me, a nomeacio por parte da
presidencia de urna commissao de igual natureza e
destinada ao mesmo fim da que fura proposta e rc-
geilada n'astemhla provincial. S. Exc. allendeu
meu pedido, c acha-se j nomeada essa commissao:
eu Ihe agradeco publicamente como nm dos maio-
res favores, que me poda ser fi-ilo as actuaes cir-
cumstancias. Quero o examc de meus actos, quero
a publicidade d'elles, como o i.-.ais poderoso meio de
alcanrar a juslica, que, embora devida, me ha sido
nogada. Sou homem, e como tal sujeito ao erro ;
mas entre o erro da intelligencia, coromeltido sem-
pre em boa fe, e a inlencAo perversa ha distancia
immensa, ha um abysmo mesmo, que ninguemde -
ve consentir que seja (ransposto em menoscabo de
. sua honra.
Uevo contas de mim ao publico, e venho d-las
desda j. embnra parera que devesse esperar o re-
sultado do exame da commissao nomeada, como a
principio fra minha inlenrao. Porm rJeenilo aquel-
lo exame ser moito prolongado, e nao podando ser
euecluado talvez em poueo lempo, ve-se que me
nitu he posivel permanecer al nao sei quando, sob
a ,iress5o d'accusarOes, que me sao por demais de-
sairosns, e que deixadas assim no silencio, podem to-
mar consislencia e edres de verdade. Alm de que,
algans fados ha que me furam. imputados,- acerca
dos quaes a commiss3o nio ter de emillir juizo, e
rnjs discussAo j4 em nada implica com o exame.
Par oulro lado, t commissao tari bastante criterio a
lino para se nao deixar sorprender por aquillo
que poasa parocer-llie urna justificaran antecipada
com o fim de prevenir o seu juizo.
Nene inloito, por tanto, paarei a oceupar-me
com o que, com rclacao a repartirlo de que sou
chefe, diste cada om dos senhores deputadns, e tra-
larei dessas accusarOes na mesma ordem chronolo-
gica, em qae ellas liveram lugar.
Foi o Sr. depolado padre Meira, quem primeiro
prorrompon em hosliliddes contra a repartirlo das
ohras publicas, ou anles contra o seu director, pois
qoe foi este o alvo directo de todos os seus tiros.
Simulando pooco conhecimenlo do qae vai pelas
obras publicas, e declarando precisar de csclareci-
mentos, principiou S. Kvm. notando que marcando
o rcgulamento o numero de qualro engenheiros, no
meu relalorio te achavam mencionados cinco, alm
de um nao pequeo numero de njudanles.
Com quanlo essa censura, ( se censura podc-se cha-
mar) nao deva ser dirigida ao director das obras publi-
cas,porque nao he ellequem nomea engenheiros,nem
foi a requisirAo sua,que senomeou esse quinto enga-
nheiro, que tanto den as vistas de S. S." manda
a juslii.a que eu refira o que ha a tal respeito.
liavendo a lei do ornamento n. :H6, autorisado o
goveroo da provincia a contratar um engenlieiro es-
trangeiro, para emprega-lo como julgasse con-
veniente, e sendo uacessario mandar-se colo-
nia de Pimenteiras um engenheiro para all
Tazer alguns trabalhos urgentes, e nao sendo pos-
siveldispepsar-separa esseseryiro nenlium do de que
sou chefe,sem prclericAo de outros Irabilhos, servio-se
o Exm. Sr. presidente daquella autorisajao, c con-
'ratou o engenheiro Teophilo Smilhs por seis mozos,
encarregou-o logo daqnelle Irabalho especial, c as-
sim ra'o communicou. Ora,, com quanto o Sr. Smi-
lhs notrabalhassedebaixo de minha direcrao, e nao
recebetse ordens directamente minhas por estar em
servido destacado da repartirlo, era todava uro en-
genheiro da provincia, e execulava trabalhos na pro-
vincia, servindu-se al de instrumentos da reparlico
das obras publicas ; pelo que julguei dever coutem-
pla-lo no meu relalorio.
Saiba, porcm, ninda o Sr. Meira que o servioo,
alus importante, prestado por aquello engenheiro,
Ota riisloo um real aos cofres da provincia, foi pa"
go pelo cofre geral. NSo obstante o Sr. Smiths ter
sido contratado pela provincia, por ella dever
ser indemnismlo ; occorreu que senda actualmente
feilas pelo governo geral as despezas da colonia de
Pimenteiras, aquelle engenheiro foi incluido as tu-
llas de seu pessoal, pago pela thesouraria geral. enm
o que devem ficar satsfeitos aquellos, que descon-
fiam que os dinheiros da provincia nao sAo gastos de-
vidamenle. Mas, descancem elles tranquillos, nAo
pelo director das ohras publicas, que nada Ihes po-
de merecer ; mas'pelo menos, por um sentimento
de justa cuuli.inra na actual administraran .la pro-
vincia, que por urna serie repelidas de provas, ha
mostrado, que mesmo em musas de pouco valor,
como nb caso de que trato.os cofres da provincia nAo
sao tobearregados com ncnliutna despeza, que pnde
por qmlqiier motivo cahir sobre os cofres geraes. Sin-
(oter necessidade de fazer essa advertencia de publi-
co, porque sao dessas cousas que lodo o bom Pernam-
bucann deve ver, apreciar e louvar enlre amigos,
mas nao discutir de publico, para nAo oflerecer ar-
gumento aos exagerados advogad'sda cenlralisar.ln.
que nao consentom que os dinheiros geraes sejam
gastos as provincias. senAo em casos extremos. Mas
que hei de eu fazer "? ou forjado a dar, e por lo-
dos os modos, os esclarecimenlos do que o Sr. Meira
precisa.
Ej'.i qne fallei nisso, devo de passagem observar,
que o que deixo exposto deve lamhem servir de res-
posta a tudo quanto a esse respeilo disse posterior-
mente o Sr. deputado Brandao, cujo patriotismo c
amor notorrAo que nos vio nascer. alm do espirito
de justica e recudan que Ihe heinnalo,o bao de fazer
trocar em louvores e elogios as aeres censuras, que
julgou dever diiisir a quem elle suppunha haver
violado a lei de um modo (Ao revollanle, creando
ongermeiros iTTtra-ntmierario .--------------~"-------
Aps a questao numrica de engenheiros, passou
o Sr. Meira ao clamor, que erzuem ns arremantes,
aos mil embarazos, mil Impecilios, mil di//iculda-
des, mil atropellos, que elles enconlram por parle
ila repartirlo das obras publicas, com um fim que o
dito Sr. padre Meira, na boa f em que se acha, nao
pde saber. NAo rae darei ao Irabalho de sommar
todos esse miliures de troperos, para mostrar que
afina! elles se redozem a zero ; gastara nisso talvez
mil palavras, que podem ser dispensadas, nAo s
porque julgo que o Sr. Mello Reg j disse na as-
sembla provincial de modo resumido e convenien-
te, quanlo basta a tal respeilo, como lambem por-
que he esse um negocio que pode e deve ser averi-
guado pela commissAo de inquefito. Se me fura li-
cito fazer a esta um pedido, cu Ihe rogara que cha-
maste 10 ou 20 arrematamos quer passados, quer
presentes, inquerisse-os com os respectivos orna-
mentos na mao, e em presenca dos engenheiros au-
tores dos orcamentos, qne deveriam ser lambem
ouvidos, e de ludo se lavrasse um termo e mandasse
publicar.
He assim que eu desejva responder ao Sr. Meira
e a todos qaantos fallam em peiseguir.net aos arre-
matantes : espero que a nobre commissAo de inque-
rito me facultar esse meio. He assim lambem que
eu espero convencer oSr. Meira da proposicao que.
avanrou, dizendo que na repartir.) dds obras pu-
blicas nao ha um s ornamento que seja exacto 1
Anles de passar a oulro poni, n3o deixarei sem
reparo o haver dito S. S. que pela repartirn das
obras publicas se gastam animalmente 500 mulos
de ris, quando tendo dianle de si a collecro das
leis. os balaugos da thesouraria, e tendo volado pela
lei do ornamento do anuo pastado, devia ter vislo
que se u3o do mais de -200 coutos de ris para
obras comcradas,'! por fazer. e iO para concertos e
reparos, islo he, melade daquella quanl'a. He pos-
sivel que esse engao do Sr. Meira teja tao inno-
cente quanlo o oulio em que cahio, asseguran-
do que na casa de detencio lem-se gasto 300 e lan-
os contos ; no entretanto que as despezas feilas at
o mez de marro ultimo, em que falln aquclle sc-
ohor, sao de 270 e Untas contos. Sao engaos, bem
sei, mas engaos que devo reparar.
A este respeilo diste S. S. : o vejo, por exemplo.
que a cadeia nova oreada em 200 e lautos contot, j
anda por 300 e tantos, e diz o presidente da pro-
vincia que anda nAo se acabou o primeiro raio.
Sinlo que os compromisos do Diario Ac Pernam-
buco para com os deputndos provinciaes, me nao
permillam responder, como devo, ao Sr. Meira, e
dar ao modo porque elle se exprime a sua justa qua-
lilirarao !
Ouem apenas souber que a casa de delenrao deve
ter Ires raios, e ler esse trecho do discurso daquelle
senlior, Picar acreditando que nem um terco da
obra esta anda feilo : quem, porm, quizerallender
a verdade e tallar com eiactidAo, quem vi que o
grande atorro, qua he de toda a obra, ett conclui-
do, bem como o dispendioso caes da frente ; quem
vir que um dos raios est concluido, e que os alicer-
ees e parle da parede dos outros dous, a maior par-
le do muro de circuito, o lorreAo da inspeccAo geral,
a casa de administrado, os lorrees da ei. Irada c as
casas de guarda esl.io feilas, ha de uecessariamenle
convir que a maior parle desla obra, que tem sido o
grande cavallo de batalha dos meus aecusadores,
est vencida, e o que falla para final conclusAo serii
pouco mais ou menos a Ierra parle do que est
feilo.
J lenho-me explicado acerca do excesso da despe-
za sobren orramenlo da cas de delenjao, e suppu-
nha ledo feilo de modo a ser acreditado pelos ho-
mens sincerse lenes, que nao acredilam sirem el-
le* o nicos honrados que vieram ao mundo. Fa-
lo-liei porm novamentc, porque gosto de lomar os
mens acto hera conhecidos, e nao tenho necessida-
de de qs occullar,
Eu disso que seudo aquella obra de grande im-
portancia, e sendo a primeira de que me encarreguei
em minha provincia, pelo que tinha o maior desejo
de v-la eiecutada, receei que um ornamento alto
desanimasse a sua eiccur.io e fosse causa de privar
a minha provincia desse importante edificio, Lio ne-
.essario. Na mellior boa f e anda ealouro uestes
Irabalhos, procurei organitar um orramenlo econ-
mico, deixaudu de atlender a cedas cousas, que ne-
hBessariameiile leria at'endido se ento tivetse o co-
nhecimenlo pralico.qoe boje tenho do que teja con.
trucrAo de obras em nosso paiz.
Esta queslAo, porm, precisa ter extensamente (ra-
lada, e para fazer no prsenle artigo torua-lo-hia
por demaisTIongo.
Noteguiile, pois, occupir-me-hei especialmente
com a obra da casa de delenrao : por bine lico aqu.
Becife 90 de maio de mv,. \ .
Jote ilamede Ake Fif reir.
A PEDIDO.
UMA LAGRIMA.
Versos esetiptos sobre a lotiza de minha
querida av D._ Ignez Minia da Trin-
dade, no sptimo dia de sea pas-
an ment.
A MEL PAI......
Morrestes, minha av!... tua alma pura
Deixando o mundo, para os reos vouu,
A' na corte do Allissimo encontrar
O primeiro, que a virtude leoulorgou.
Morrestes, c deixnstes neste valle
Os ler nos filhos, que le amavam lano, .
One nconsoliveis boje le suriragam,
Verjendo da saudade o amargo pranlo !...
Fosles na Ierra a nnssa preceplora,
Na santa crensa que o Senlior nos den,
Praticasles virtudes, tlinje gozas
CalardAo merecido l no ceo. .
Eis-nos, teus filhos ; qui slamos lodos
Rezando, por tua alma, as orac/ies,
Ouecnm tantos disvellos ensinavas
E fiearnu us nos.os corare.
Sempre astuas virtudes recordando,
AqOi viremos le chorar saulosus,
L no ceo, onde existes, roga a Heos,
Que vulva para nos olhos piedosos.
Mnrresles, minha av I.... tua alma pura
Deisando o mundo para os reos voou,
A' sua corte do Allissimo encontrar
O premio, que a virtude leoulorgou.
3 de maio de 1895. <'. C.
de dilo usuaes,
Cosladinho de dito ,
Soalho de dilo. ...
Ferro de dito ....
Costado de louro .
Cosladinho de dilo .
Soalho de dilo ....
Forro de dilo ....
a cedro .
Toros de tatnjuba .
Varas de parreira .
agnilhadas.
n qoiris .

a

. quintal
. du/ia
i)

Em obras rodas de sicupira para c. par
eixos nu d "
COMMERCIO.
PRACA DO REClFE 28 DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaques nfliciaes.
Hoje nAo bouveram miarnos.
At.FANDEOA.
Rendmento do dia I a 26.....23C,:07949O3
dem do dia 28. .'...... fi:.27:!22
2(2:li07?2-r>
B
Melaco.
Millio'..............
Pedra de amolar........
ii i> fillrar.........
roblos........
Ponas Je hoi..........
I'iassava.............
Sola ou vaqueta.........
Sebo em rama..........
Pclles de rarneiro........
Salsa parrilhn..........
Tapioca .............
Inh.-is de boi..........
SabAo ..............
F-steras de perner.......
Vinagra pipa ..........
Cabeeaa de rachimbo de barro.
canalla
alqueirc
una
renlo
innlho
meio
j
tuna
@

rento
A
urna

milbeiro
100000
99000
69000
4*000
69000
tttOO
39200
29200
39O0O
1?280
196O0
19920
1S280
i ifOOO
209000
tsx
11*600
9610
69000
9800
49000
93-20
29200
.V5200
9210
18-9000
39200
310
9120
9160
309000
.VsOOO
MOVIMENTO DO PORTO.
Detcarregam hoje 20 de maio.
Barca francezaJosephdiversos gneros.
Bricue lir.isileiroSagitariopipaa c barricas va-
sias.
Brigue brasileiroDamaofarinha de trigo.
Patacho brasileiroSanta Crutidem.
Hiate brasileiroI>n.<-^-idem.
Importa cao. *
lliale nacional I enm. vindo do Rio de Janeiro,
consignado a Caelano C. da Costa Moreira, mani-
festou o segiiiulc:
128 chapas de ferro e 151 feixes vergunhas de
ferro ; a Lima Jnior.
8 vcJumes patsas ;a F. i. R. Ferreira.
3 caixas chapeos ; a Jos l.uiz Vieira.
10 peca cabos, 200 barrica farinha, 100 barris
vazios, 48 pipas vazias, 258 saceos cafo; a or-
dem.,
Vapor nacional Guanabara. vindo do Norte, con-
signado aage.icia, nr^uifeslnu o scguinle :
fardos ; a Aranaga iSt Brya.n
1 encapado ; ao I ir. P. de A. I.obo Mos-
coso.
173 rolos salsa, 1 caixa ; a Jos Marlins da
Silva.
80 rolos de salsa ; a Antonio de Almcida (imites i\
Companhia.
1 raixnle ; a Antonio Lopes de Mendonca.
250 barricas farinha de trigo; a I as.o Ir-
m3os.
1 frasqueira : a Cucas de S. Anlunes.
239 saceos arroz ; a Thomaz de Faras.
I encapado ; a Manocl Joaquim Ramos e Silva.
1 caixa ; a Joaquim da Silva C.
1 dita ; a Joaquim Das Fcrnnndet.
1 dita ; a Joaquim Rodrigues de Almeidn.
CONSULADO GERAL.
Rendimentn il" dia 1 a 26.....35:2789456
dem do dia 28........ 3:8029068
Auno entrado no dia 28.
Sidney62 dia, calera insleza tiladialor, de 533
toneladas, capitn Sim. equipa&em 22, carga lAa e
mais gneros; ao capilAo. Com 10 passageiros.
v'eio refrescar e segu para Londres.
-Vi/: ios saludos no mesmo dia.
ValparaizoBrigue dinamarqnez Sidon, capitn
J. F. W. Ilul.teiu, carga aatooar.
Rio de Janeiro e porlos intermediosVapor brasi-
leiro iitiiianabaran, commandanle o.' Icnenle
Salom. Passaseiro desta provincia, desembar-
gador Frmino Pereira Monteiro e 1 criado. Ma-
noel Fnnlam. Firmo Candido da -Slveira Jnior,
Bernardo Fcrnandes da Cunha. J. II. (iaensly.
suasenhora-c 4 litttos, tiustavo (jaensly, Leonardo
Jos dos Santos Quinuida, II. G. enni-s e I esora-
vo, Francisco Gaudc-ncio da Costa Jnior, llenri-
que Laroqne, sua senliora, 2 fiihns e D. Isabel,
Bernanlo Jos Pinln,James llunler,Dr. Manuel Jo-
s da Silva Neiva e 1 escravo. Manuel Antonio Lo-
pes da Silva Muriliba, Jos Antonio dos Santos
Andradc, Eustaquio liomc>, Benln Joaquim de
lcdeirns, JoAo Francisco Marques, Jos Joaquim
Farias Machado, 1 tenente-corone!, 1 capillo, 4
39:0819424
1MVERSAS PROVINCIAS.
Rendiraento do dia 1 a 26..... 2:9349350
dem do di 28........ /165-- 171
3:09997:12
I
|u ai;as, lodos de polica de Alagna, Joao Augusto
li.indrira de Mello, I oscrivao e 1 dispenseiro da
marinha, Jos Mara llcnriques Ferreira, Fran-
cisco Fonles, Floriano Ribeiro, l.uiz da Franca
Coqueirn, J.iAn .Marlins, Pedro Joao Gualbprto,
Francisco Joao da Costa, Joao Lopes, Jos Domin-
sties Ferreira, Francisco Torres, Balbino Manocl,
Dr. Joaquim Anlonio de Faria Abreu e Lima e 1
escravo, Dr. Pedro Anlonio da Costa Moreira, 1
escravo e 1 criado, Francisco Domingos da Silva
Araujo, a I foros J. J. Rodrigues, Gabriel da Cu-
nha, majar Mano-I Chinaco Seixas Cardoso, Ma-
no. I Jos Alii ou Faria, Antonio Aunes V. de Sou-
za, F'rancisco Jos de MagalliAes Bastos, Claiidinn
I1 aillo do l.ira F'lores, Juaquim.Jns Auzuslo de
Snuza, 3 segundos cadetes, 2 desertores, 1 cabo, 2
recrulas e 21 escravos a enlrcgar.
EDITAES7~
_ Ignacio Jos Pinto, fiscal da freguezia da Bou-
Visla da cidade do Becife ele.
Fajo publico para intoiro coiiliecimeiitn de quem
pertencer, que pelo FUin. Sr. presidente da provin-
cia foi approvada a postura addicional abaixo trans-
cripta, muirme me foi eoinmunicado pela cmara
municipal desla cidade em oOicio de 23 do correte
mez.
Postura addicional, approvada em 21 de maio
de 1S55.
Artigo nico. As casas que se edificaren! em.ter-
renos iiovos, nAo pudran ler menos de '.Vi palmos de
largura, contados livres no interior dolas. Orando
prohibida a conslrurcao de predios do 40 e 50 pal-
mos, divididos ao meio : sob pena de O-jOOO de mul-
la e de ser demolida a parede dflisuria.
Exportacao'.
Marselha, brigue francez Nouvelle Esperance,
de 266 toneladas, conduzio o seeuintc :3,600 sac-
eos e 2 barricas com 18,012 arrobas e 3 libras de as-
sucar.
Lisboa, barca ponugnezi uGralidao, conduzio o
seguinte :2,329 saceos com 11,870 arrobas da assu-
car, 694 barris mel, 19 pranchoes de amarello.
Liverpool rom escala pela Parahiba, hnsue inglez
Wealmurehind, de 279 toneladas, conduzio o se-
guinte :4,000 saceos com 5.0J0 arrobas de assucar.
IIF.CEBEOORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimentn dn dia I a 26.....21:99096.13
dem do dia 28........ 1:1749321
'_Z\tjmV- pira que nao apparctJV nn^nr ignorancia man-
23:1649951
l're-ui'/i 1 da
CONSULADO PROVINCIAL.
Rendimenlodn da
dem do da 27.
a 26.
37:7129736
2:591:615
16:8079381
PAUTA
dos prero* correnles do assucar, algodro, e mais
genero* do paiz, que se desparham na mesa do
consulado de Pernambuco, na semana de 28
de maio a 2 dejunUo de 1855.
Assucar cmcaixas branco 1. qualidade {$
2."
nao
i) mase.........
bar. esac. branco.......
mascavado.....
i. refinado..........
AlgodAo em pluma de 1." qualidade
II B H B 2.*
)> 3.*
cm caroco.........
Espirito de agurdenle
Agurdenle cachaba ,
caada
11

de caima
restilada
11
Gencbra
o
Licor .
.
. ,........... botija
. ,...........canada
. ^.......... garrafa
Arroz pilado duas arrobas um alqueire
em casca........... a
Azeitc de mamona........caada
I mendobim e de coco
de peixc......... "
Cacau ............... $
Aves araras .........urna
i) papagaios.........um
Bolachas.............. tV
Biscotos..............
Caf bom..............
r.-jslolho...........
t un casta...........
muido............. b
Car secca.............>
CoctM com casca..........cente
Charutos bous...........
b ordinarios........
n regala e primor ....
Cera de carnauba......... !
a em velas......... "
Cobre uovo mao d'obra...... %
Couros de boi salgados....... -
b expixados......... b
verdes...........
b de nuca.......... "
b a cabra codidos.....
Doce de calda...........
b n goiaba........
n secco .... ......
b jalea ,......
Eslpa nacional........
eslrnngeira, mao d'obra
Espanadores grandes........nm
pequeos....
Farinha de mandioca ....
B B Tilll lio......
b B aramia 1......., r,
FeijAo...............t/
Viiiiiu bom............ I
b ordinario..........
o em folha bom........ >
i. n ordinario...... b
i 11 b restolho...... b
Ipecacuauha ^.........
Gomma ...>*..........alq.
Iioiiaibre.............. I.enha de achas grandes...... cenlo
bb pequeas..... n
11 11 lroa.......
Pranchas de amarello de 2 coslados urna
i' n louro......... b
Costado de amarello de 35 a 44) p. de
c. e -' ,'j a J de 1..... a
B
a
B
<*
B
11
alqueirc
ucire
I
9
9
29500
19700
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596011
5.-2IMI
i.-snii
15400
#600
itbo
9180
9180
9580
9210
9580
40
59600
19600
9560
19600
19280
59000
109000
39OOO
"9000
89960
49500
39000
39500
69400
59000
39840
19100
9600
2200
II9OOO
1:19000
9160
9190
9200
910*1
159000
920
9200
9160
9100
sao
19280
I9OOO
29000
I9OOO
29240
29O0
39.500
69OOO
79500
39000
69000
49OOO
31000
4090OO
39000
19-500
25100
9900
IO9OOO
164OOO
79000
25J000
publicar o presente pelo Di
Boa-Vista 25 de maio de 1855.
Ignacio Jote Pinto.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provincial,
em ciiinprirnenlo da ordem do Exm. Sr. presidente
da provincia de 19 do corrente. manda fazer pu-
blico que no dia 21 de jnnho prximo vindouro, pe-
rante a juntada fazenda da mesma thesouraria, se
ha de arrematar, 11 quem por menos lizer, obra
dus reparos do 7. lauro da estrada do su I, avaliada
em 4:8959.
A arrematadlo ser feila na forma da lei provin-
cial 11. 343 de 15 de maio do auno lindo,' e sol as
clausulas especiaos abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esta arremata-
cao compare^am na sala das sesses da mesma junta
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandn anisar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario,
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 22 de maio de 1855.
O secretario,
Anlonio Ferreira da Annunciacao.
Clausulas especiae* para a arrematadlo.
1." Os reparos do 7. lauro da estrada do ,-ul l.ir-
o-h.iii de confonnidade com o orramenlo e perfiz
approvados pela directora em conselho, e apresen-
lados approvacAo do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, na importancia de 4:8959.
2." O arrematante dar* principio s obras no pra-
zo de 15 dias e as concluir no de 3 inezes ambos
contados pela forma do ad. 31 da lei n. 286.
3." O pagamento da importancia da arremataran
verilicar-se-ha em duas preslaces iguaes, a pri-
meira quando estiver prompla melade da obra, e a
segunda depois de concluidos rs reparos.
4." NAo haver prazo de responsabilidade.
5.* Melade do pessoal da obra sera de gente
livre.
6." Para ludo o que nAo se adiar determinado mis
presentes clausulas nem no orramenlo, seguir-se-ha
n que dispe a respeilo a lei 11. 286.
Confurme.O secretario, A. F. da Aniiuiiciartu).
As pessoas que se propozerem a esta arremataran,
comparecam na sala da sessfles da mesma junta, no
dia cima declarado pelo meio dia competentemente
habilitadas.
E para constar se mandn afiliar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'. 111 im 11 ranlo.
Clausulas etpeciaes ppra a arrematado.
1.a As obras do anido do Buique serAo feilas de
coulorniidade com a planta e orramenlo approvados
pela directora em conselho e apresenlados a appro-
vacAo do Exm. Sr. presidente na importancia de
3::WH)>000 rs.
2. Estas obras deverAo principiar no prazo de 60
dias e serAo concluidas no de 10 mezes, a contar da
data da arremataran.
3.* A importancia desta arrcmalac.au sera paga
em 3 prestaees da maneira secninte : a primeira
do dous quintos do valor total, quando livor con-
cluido melade da obra, a segunda iEual a primeira,
depois de lavrado o lermo de recebimento provios-
rio; e a terceira finalmente de um quinto depni do
recebimento definitivo.
4." O arrematante ser abrigada a rommunirar
reparlioAo das obras publicas com antecedencia de
30 dias o da Bao, em que livor de dar principio
evenir -n das obra, assim comn trabalhar seguida-
mente 15 dias alim de que posta o engenheiro en-
carregadoda obra assistir aos primeiros trabalhos.
5." Para ludo o mais que nAo estiver especificado
nas presentes clausulas teguir-te-ha o que determi-
na a lei regiilamenlar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. f- d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesonraria provincial'
em cumprimenlo da resnlurAo da junta da fazenda
da mesma thesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 e 14 de junlin prximo vindouro, se hu
de arrematar a quem por menos fizer, as impresses
des trabalhos das diversas reparlires publicas pro-
vinciaes, avahadas em 3:5009000 rs.
A arrematarlo sera feila por lempo de um anno,
contar do 1." ilc julho prximo vindouro, ao fim
de junho de 1856. ,
As pessoas que se propozerem a atla arremalacao
comparecam na salada sesses da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio da competentemen-
te habilitadas.
Secretaria da Ihesonraria provincial de Pernam-
buco 21 de malo de 1855. II secrelariu, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
0 lllm. Sr. inspector da Ihesonraria provin-
cial cm cumprimenlo da resuluoao da junta da fa-
zenda da mesma Ihesonraria,poe novamentc em pra-
c,a a obra dos reparos urgentes de que precisa n acu-
de de t'.aruani. avaliada em 1:0129000 rs.
A arrmala.;"mi lera lugar no dia 21 de junho pro-
ximn futuro.
E para constar s mandou aOiiar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouroria provincial do Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
A. /", d'Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da thesouraria provin-
cial, em cumprimenlo da resnlurAo da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que un dia II de junho
pruiimo futuro, vai novamentc a prara para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra do c.ilra-
meulo do 18 lauro da estrada da Victoria, avaliada
om 8:3609000 rs.
E para constar se mandou afiliar o presente e pu-
blicar pelo Diario. ^~
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam
buco 19 de maio de 1855.-t-crclario,
.tfF. d'Annunciacao.
O lllm. Sr^+fspeclor da thesouraria provincial
em cumpdmelo da resnlurAo da lana da fazenda,
manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e li de
junho prximo vindouro. perante a mesma junta se
ha de arrematar a quem por menos lizer, O forneVi-
ineiiln dos medicamentos e ulcnsis para a enfermara
da cadeia de-la cidade, por lempo do um anno a
contar do 1. de julho do correnle anno a 30 de ju-
nho de 1856.
As pessoas que se propozerem a esla arremataran
compareram na sala das scsse da fiesma junta no
dias cima declarados pelo meio dia, coinpelcule-
menle habilitadas, que ah Ihe serAo presentes o for-
mulario c condirnos da arremalaro.
E para constar se mandou aduar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelarit da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
de 1855.-0 secretario,
Poitocarreiro.
Lili da Cosa
BANCO DE PERNAMBUCO.
O Banco de Pernambuco toma leltras
sobre o Rio de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 1835O secre-
tario da direcrao, Joo Ignacio de Me-
deiros Reg.
Perante o conselho adtnioitlralivo do patrimo-
nio doa orphAos, se ha de arrematar em hasta pu-
blica na tala de sua sesses em o dia 29 do corren-
le mez, a renda das rasas do mesmo patrimonio
aliaiio menrionadas por lempo de um annn,qn tem
ile decorrer de 1. de julho prximo futuro a30de
junho da 1856, a saber : ra do Encantamento n.
71, 75, 76, toja 76 e 77 ; ra da Senzala Velha ns.
78, 79, 80, 81 e 82; ra da t'.uia ns. 83 c Si; ra do
Trapiche ir. 85 ; becco da l.incueta n. 86, ra da
Cruz ns. H7. 88, 89 e 90. Os licitantes hajam de
comparecer com seus fiadores, em a sala dat sesses
do mesmo conselho as 10 horas da manhaa do men-
cionado dia 29.
Secretaria do conselho edministralivo do patri-
monio dns ni plios -J| de maio de 1855.O secre-
tario, Manocl Antonio Megas.
I Itima recita do contrato da so-
ciedade dramtica emprezaria como Exm.
gorerno da provincia.
QUAHTA FEIRA 30 DE MAIO E 1855.
A bel la a scena depois da cloruran do urna esco-
lliida uuverliira.lcrn lugar represenlaro do excel-
lenle drama original portoguex, que (autos applau-
sos recebeu do illustrmlo publico drsla capital, o
(iiuil se intitula
A RECONCLIACAO.
Os inlervallos serAo preenchidos com agradaveis
peras de msica, iialisaudo o espectculo com a
nova comedia em um acto intitulada
0 liVSTROWI,,.
Principiara s 8 horas.
AVISOS MARTIMOS.
t) lllm. Sr. inspeclor da Ihesonraria provin-
cial, m cumprimenlo da ordem do EimT Sr. presi
denle da provincia de II do correnle, manda fazer
publico que uo dia 6 de junho prximo vindouro,
pcranle a junta da fazenda da mesma thesouraria,
se ha de arrematar a quem por menos fizer a obra
dus canos de nsgolo de que precisa a ra do caes do
Apollo, avaliada em 1:7209000 rs.
A arremalacao ser feila na forma da lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio de 1851, e sob as clausu-
las especiaes abaixo copiadas.
As pessoas que se propozerem a esla arrematarn,
comparecam na sala das sesses da mesma junta,
no dia cima declarado pelo meio dia competente-
mente habilitadas.
E para constar se mandou aflixar o presente e
publicar pelo Diarlo.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario.
Antonio F. d'Annunciacao.
Clausulas especiaes para a arremalacao.
i.' A coulinoacAo do cano de esgolo na eilonr.in
de 28 braras correnles no lugar do caes de Apollo e
em frente as 4 ras, scr eiecutada de cooformida-
de cun o ornamento approvado pela direcloria em
conselho e api escuta lo a approvacAo do Exm. Sr.
presidente da provincia na importancia de 1:720$
ris.
2.* O contralador dar principio as obras no pra-
zo de um mez e as concluir uo de tres mezes, am-
bos contados na forma do arl. 31 da lei provincial
n. 286.
3. i O pagamento da importancia desle contrato
sera feito cm duas prestarnos iguaes, a primeira
quando estiver eiecutada a melade da obra, e a se-
gunda depuis de concluida que ser logo recebida
definitivamente.
4. O conlratadoc empregar ao menos melade dos
Irabalhadore livres.
5." Para o que nAo estiver determinado nas pre-
sentes clausulas c no orramenlo seguir-te-ha o que
dispea lei provincial u. 286.
ConformeO secretario, Antonio F. d'Annun-
clacOo.
O lllm.'Sr. inspector da thesouraria provin-
cial em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do enrenle, manda (azer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
perante a junta da fazenda da mes na thesouraria,
se ha de arrematara quem par menos fizer a obra
do acude da villa do Buique, avaliada em 3:300.
A arremalacao sera feila na forma dn lei provin-
cial n. 313 de 15 de maio do anno lindo, e sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
O lllm. Sr. inspector da ihesonraria provin-
cial, em cumprimenlo da rcsoluc,Ao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico, que nos dias 12, 13 e
14 de junho prximo vindouro. c ha de arrematar
em hasta publica, perante a mesma junta a quem
por menos lizer, o servco da capatazia doalgodAo do
consulado provincial, avahado cm 2:1759000 rs. por
anno.
A arremataran sera feila por lempo de tres annos,
acontar do I. de julho do correnle anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esta arremataran
compareram na sata das sessdes da mesma junta nos
dias cima indicados pelo meio dia, cumpeienlemen-
le habilitadas.
E para constar se mandn aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspeclor da llicsourariu provincial.
em cumprimeuto da resoliirao da junta da fazenda
de 21 do correnle, manda fazer publico, que as ar-
rematares do contratos das han oirs e 20 por cento
sobren consumo de agurdenle no muniaipio do Ke-
ii IV. loram transferidas para us dias 1, 5 e (i de ju-
nho prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da thesouraria provincial de Pernam-
buco 25 de maio de 1855. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
RIO DE JANEIRO.
Segu com milita bre\idadc para o
Rio de Janeiro, a escuna nacional TAME-
GA, capitgo Manocl dos Santos Pereira e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a frete, trata-se com os consignatarios
NovaeaiSi C, na ruado Trapiche n. 51, ou
com o capilao na prara.
MARANEA E PARA'.
jT*^5i, O veleiro eja' bem co-
nliucido palhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capillo Jos Pinto Nunes,
T^'~- lo'iii de seguir com brevi-
dade aos portos cima indicados : para a
pouca" carga que lbe falta e passageirqs,
trata-se com os consignatarios Antonio de
Almcida 'lomes & C, Q riia do Trapiche
n: 1(1 segundo indar, ou com o capito
na prara do Coinmercio.
Para o Rio de Janeiro
segu com milita hrevidade a brigue brasileiro Con-
cerno por ter parte da carga prompla : para o resto,
pas'saceiros c escravos a frete, lrala-se rom Maunel
Alvcs liiierra Jnior, na ra do Trapiche n. li.
Ceara' e Para'.
Segu em poneos dias a escuna Fmilia. rcrobe
carga c passageiros : lrala-se. com o consignatario J.
B. da Fonteca Jnnior, ra do Vinario n. i.
Real Companhia de Paquetes Inglezes a
Vapor.
No dia 31
deste mez nu
talvez anles),
espera-se da
Europa um
dus vapoies
' da Companhia
Keal, o qnal
depois da de-
mora do eos-
lome seguir para o snl : para passageiros, etc.,
rala-se com os agentes Adamson Hovvie i C, na
ra do Trapiche Novo n. 12:
Pata o Aracaty,
sabe o lale Aurora : Irata-sc com Manuel Jos
Marlin-, on na ra do Vigario n. II.
PARA LISBOA
seguir a galera porlogueza Magarida, da qual he
capitn Jo.1o Ignacio de Mencri s, e o pretende fazer
om hrevidade, por ler parle do sen carregamenlo
prompto : quem na mesma quizer carregar, ou se-
guir de passagem, para o que lem buns commodos,
pode enlender-se com o cnpitao na praca, ou com o
consignatario Amorim InnAos & C, na ra da Cruz
numero 3.
HONTEM, 8 do correnle, fugio
da ra do Qneimado n. 17, o escra-
vo Antonio de narAo, que represen-
ta ler 40 annos pouco mais nu me-
nos, rom falla de denles na frente,
e lem urna ciratriz no rosto do lado
dimito, suppoe-se que foi vestido
coro camisa de ilgodo branco tran-
cado e calca de casemira de quadros grandes, pelo
que rnga-se a quem o pegar, de leva-lo a casa cima
mencionada, que ter gratificado.
BRITISII'CONSUATE.
A puhlic meeting will be hel I hera on Wedues-
day lbe 30 of inst: upon th* subjecls of tho British
hospital and rernolcry. Rrilish rnnsulate Pernam-
buco 23 may'1855.//. Augu*:us Cowper, consol.
Conslando-me que a Sra. D. Leopoldina Ma-
ra da Costa Krugcr pretende alienar seus bens de
raz, previno aos que os quizerem comprar de que
moto contra a dita Sra. accin dtcandial, pelo juizo
da primeira vara do commercin do Rerife, para me
pagar da quanlia de 4:8809000 rs., e dos juros ven-
cidos, e que estet bens eatao sujeilos ao referido pa-
gamento afim de nao se chamarem os compradores
em lempo algum ignorancia.. Recife 10 de maio
de 185.5.Mathi'is Lopes da Co.ita Maia.
. Aluca-se o segundo andar < solo, que be qua-
si um lerreiro andar,dn sobrado da ra Augusta, on-
de mora o eterivao Molla.rom commodos para aran-
de familia, he bastante fresco, lem entrada e com-
imidn para um carro, e esta asieiado: no primeiro
ndar do mesmo sobrado.
Na ra Bella n. 29 oflerecn-se um crioolo pa-
ra criado de liouiem solteiro, para o servco interno
e externo.
Precsa-se de urna ama para casa da liomem
solteiro: na ra Augusta, sobrado amarello n. 2.
Prccisa-se ile tima ama para urna casa de pouca
familia : na ra de Apollo n. 1.
Antonio Ignacio de Me leiros vai a Europa tra-
tar de sua saude.
Precisa-te alosar dous prelot para srvenles,
das 8 horas da manliaa as i da larde, a 610 rt. por.
dia : quem pretender enlenda-te com o fical da fre-
guezia de Santo Anlonio na ra do Rangel n.9.
Precisa-se de urna preta es-rava para o serviro
de urna casa : quem a liver dirija-tea roa de Mor-
as n. 61.
O Sr. AnlonioTheodoro de Serpa, queira ter
a honda do de declarar por esle jrnalo lugar de sua
morada, para tratar-te de negocio que te faz pre-
ciso.
Aluga-se urna sala e umquarlodo primeiro an-
dar do sobrado da ra de Apollo n. 6 : a tratar no
mesmo.
Precisa se alugar um prelo, preferindo-ae co-
zinheiro : no aterro da Boa-Visla n. 45.
Precisa-se de um caixeiro de 12 a 16 annos da
idade, prefore-se que seja portuguez e que tenha al-
guma pratica de taberna : na roa do Codroniz a. 4.
D-te premio qualquer qnanliaal um conlo
de res: na ra do l.ivramento n. 37, loja.
O escripturarib da Companhia de
Rebcribe, encarrega-sedt; comprare ven-
der acroes da mesma companhia : na ra
Nova, sobrado n. 7.
LOTERA do rio de
DECLAUACOES
O lllm. Sr. inspeclor do arsenal de marinha
manda fazer constar, quo em cumprimenlo do dis-
postu no aviso Imperial de 15 de abril prximamen-
te findo, e ordens do Exm. Sr. conselhciro presi-
dente da provincia, andar em prara publica
blica por venda na porta do almuxarifado nos dias
26, 28 e 20 do correnle mez, as 11 horas da ma-
nhaa o brigue escuna de guerra /.egalidade, com
os pertencei de navegaran, desarmado neste pono
pelo seu estado de ruina, sendo a venda feila na
ultima praca a quem mais der sobre o valor dos dil-
ectos, que ser palenle na primeira.
Insperrao do arsenal de marinha de Pernambuco
22 de maio de 1855.O secretario, Alexandre lio-
drtgues dos Anjo*.
Os 30 dias uleis para o pagamento bocea do
cofre, da dcima urbana dos predios das freguezias
desla cidade c da dos Afogados, principia-te a con-
tar do 1. de junho prximo vindouro, ("nidos os quaen
inenrrem na mulla de Ires por cento lodos aquelles
que deixarem de pagar seus Rehilos ; o que se faz
publico pela mesa do consulado provincial para co-
nhecimenlo dos iuleressados.
RIO DE JANEIRO.
O brigue DAMA'O segu cora muita
hrevidade por ter mais de metade de seu
carregamento prompto : para o resto da
carga e escravos a l'rete, trata-se com Ma-
ullado iV Pinheiro, no largo da Assembia
sobrado n. 12.
LEILOES.
Perante o conselho administrativo do patrimo-
nio dus orphos se ha de arrematar a quem mais
der em hasta publica, na sala de suas sesscs em o
dia 5 de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo patrimonio abalan mencionadas, por lempo de
um anuo, que lem de decorrer do I. de julho pro- !
vimo futuro, a 30 de jiinho de 1856, a
O agente Borja far.i leilao em seu armazem,
na ra do Collegio n. 15, de nm completo snrlimen-
lo de obras de marnneiria," novas e usadas, obras de
ouro e prala, reloglos para algibelra, urna poreflo de
lonja para mesa, vidros de varias qualidade, e ou-
Iro muitos objcrlos que estar,lo a moslra no dia do
leilao, assim como 2 ptimas oscravas de meia idade,
que sern entregues pelo maior proco que fr oflere-
cido : quinla-feira, 31 do corrente, as 10 horas.
A agente Oliveira far.i leilao de una urdien-
te morada de casa terrea, sila na Alagoa dn Barro,
cidade da Vicluna, comarca de Santo Anin tiesta
provincia, em Ierras fureiras a N. S. du Rosario da
mesma cidade, e annexa ao sobrado do finado capilo
Dionizio Gomeedo Reg, a qual por lencera ltima-
mente a massa de Manuel Pereira de Carvallio : sab-
bado, 2 de junho prximo, ao meio dia em ponto, no
escriplorio do dilo agente, ra da Cadeia du Recife.
O agente Borja, por anlorisacao do lllm Sr.
Dr. juiz de direilo da primeira varado commercio
Custodio Manorl da Silva (uiinaraes, a requerimen-
to de Manuel dos Savlos Piulo e outros, far leilao
das tabernas pertenceules a Manocl Dias l'inho, sita
urna na ra Direila n. 2, e nutra ua ra do Kangel
annexa an n. 2, consislindo nas armarnos e gneros
etc., existentes nas mesmas : quarta-fcira, 30 do cr-
renle, leudo lugar o leilao da taberna da ra Direi-
la as 10 horas, c o da taberna da ra do Rangel ao
meloda em ponto.
AVISOS DIVERSOS
Acha-se a venda um resto de bilhetes
da loteria 53 do Monlt-Pio Geral, que
correu a 18 do presente em a Santa Casa
de Misericordia ; os premios serao pagos
a chegada das listas, as qaes vi rao talvez
pelo velo? Tucaiitiiis, que partindo do
Rio de Janeiro a 25, deve aqui ebegar a
.11 do presente: os senheres que tem bi#
Ihete apartados ou encommendados,
queiram os vir buscar, pois que a conli-
nuar a chegada de navios do Rio de Janei-
ro com tao poucos dias de vtagem, como
tem acontecido, retiraremos da venda di-
tos bilhetes, conforme ja' temos fe ib e
farcinos sempre, encnhuin sse vender'
anda mesmo que esteja (apartado ou en-
commendado.
, O empreeado da Ihesonraria, que aq depois de
aVignar u ponto as 9 horas da nrianha na contadoria
sabia da repartirn para ir esluilar. e ara aattn en-
contrado com os livrot deliaxo do braco, he um pra-
(icanle, snbrinho do n/ficial maior da secretaria.
qual prevalece-sc de seu emprego para s escondi-
das do Sr. contador proteger dilo subrinho, e.... te
esse pralicante estiveste debaiio dat vistat do mes-
mo Contador, nao havia de, nat loras do expediente,
andar estudando : porlanto, he demasiada audacia
de quem quer que pretende contestar um ficto ob-
servarlo por pessoas dislinclas d;> mesma reparticao :
c nao hecalumniadorO inimgo do abuso.
Oabaixo atsignado. propoietaro do engenho
Santa Cruz do termo de Barreirns da comarca do Rio
Formoto, tendo-se al o presenta dado inadvertida-
mente comn fregu/, da parochia dn Porto-Calvo da
provincia das Alagoas, hoje mait bem informado,
declara, qoe passa a perleneer n provincia de Per-
namqueo, om rujo territorio esta inconle-Uvelinenle
situado o seu dito engenho, visto como te acha esta
ao norte do riacho denominadoJoao Mulatoque
serve de divia das duas provincias em seauimentn
para o sul, do oatrn riacho Piracinnnga, o qual tao
.rnenle obesa ate o engenho Duas Barras. para
que possa interessar a quem couvier, fax a presenta
declararan. Recife 26 de maio da 1855.
trancisco A. de Mello.
Desappareceu no da 25 d>> corrente um mole-
quecrinulo, de nnme l.uiz, idade 13 annos, levou
camisa branca, calca de rlscado zul, lem urna mar-
ca na testa de um talho.he bem allante, levon com-
sigo urna gamela e duas garrafas ; juiga-te estar
acoulado em alguma cocheira por intermedio da
mi, qucahe escrava de um tal Joaquim qua lem lo-
ja de charutos na ra Nova : roaa-se a todas as au-
toridades puliciaes e capitaet de ampo que n appre-
hendam e levem casa de seu senlior, na estrada de
Joao de Barro, defronte ao sitio do major Joao Ber-
nardino, qua ser gcnerosamenli recompensado.
Quem precisar de urna ama de leile, dirija-te
ra du Undulado, segunda luja n. l.
D-te de vendagem azeile de carrapalo : ua
ra do Mundo !\>vo n. 44.
Perdeo-se urna colcha de nelm azul bordada,
desde a ra do Creipo at a PaMagem da Magdale-
na : quem achou e quizer entregar a seu dona, di-
rija-te a asta typographia.
Precita-se de urna ama pan casa de pouca fa-
milia : na ra do Rangel n. 11, primeiro audar.
Esta justa e comprada a caa terrea do aterro
ila Boa-Visla n. 56, que foi do fallecido Jos de Pi-
nito Borge, boje de seus herdeiros : quem se adiar
enm .lireilo a ella pnr qualquer titulo que teja, an-
Guncie no prazo de S dias, ou dirija-se a ra da
nuia, taberna n. 9, para livrar de quatlet para o
futuro.
PUBLICADO RELIGIOSA.
Saino a lu/. o novo me?, de Mara, adop-
s'iieii'iu.i lado pelos revereiidissiiuos padres capti-
: K.or..' ** %]*.*> *>.**. ?* u7- m-! chinhos d H. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senliora
da Conceirao, e da noticia histrica da
medalha milagrosa e de N. S. do Rom
gar de Parnameirm n. -2, nm dilo no llusarinho n.
3, um dilo na Mirueira u. 1, e um dita no Torno da
Cal, em Olinda n. 5. Os licitantes hajam de emo-
parecer com seus fiadores em a tula das sesses do i ,
mesmo conselho s 10 huras da manhai do mencio- Conselho: vende-se nicamente na livra-
nado dia 5.
Secretaria dn conselho administrativo do patri-
monio dus orphaos 1 de maio de 1855.O secreta-
rio, Manocl Anlonio liegas.
Pela subdelegada da freguezia da Boa-Vitla
se faz publico,que fra rccolhida a cadeia, por andar
fgida, a prela Joaquina,que diz ser escrava de Jos
Cavalcanti di Albuqucrque; seu legitimo senlior
comparec perante a mesma subdelegara. Subdele-
gada da freguezia da Boa-Visla ii de maio de l\"i."i.
O subdelegado em cxercicio, A. F. Marlins Bi-
beiro.
COMPANHIA DO REBEBIRE.
O Sr. caixa da Companhia do Beberi-
be, Manoel Ooncalves da Silva, esta' au-
torisado pela assembla geral da inesma
companhia, a pagar o 14 dividendo na
razio de 2s00n.~por accao. Escriptorio f""''-mpre.sas de 8 pi,gin.t na livra,]
o i -t a- i -ida Independencia n. (i e 8, a propjrcito
lieberibe 2o de maio' talando do prlo.
I da Companhia do
ria n. (i e 8 da prai^a da Independencia,
a 1$000.
INFORMAQO'KS OU RELACO'ES
SEMESTRES.
Na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia, vende-se relac/ies semes-
traes por pt eco commodo, e querendo res-
mas vende-se ainda mais emeonta.
WALDECk.
Esl no prlo o compendio de Insliluliones Juris
Civilis, por I). 10. I'etri Waldeck que serve de
compendio n raleliaje Direito Uoinano, instalada
de novo na Vaculdade de Direito : subscreve-se a
(i-?000 rs. pago na oecasio da suhscriprao. e para
commodo dostenhoro* acadmicos enlregar-se hio s
livraria da prara
iorc,ao que forem
prl
Joaquim Ferreira da Silva Jnior faz trenle
que venden a sua taberna, sita nos Apipuco, as Sr.
Francisco Alves de Mella.
A BANDEIRA AZUL ESTRELLADA.
No sexio numero do Brasil Mintimo, que breve
saldr a luz, recebar o autor di communicado pu-
blicado no Diario do hontem, com o titulo cima,
rahalreposla a suas reTlexfiese argumentos, qua es-
poramos completamente pulverizar.
O redactor do Brasil Martimo.
D-se a quanlia de 509 a 1005000 a juros com
penhores : a tratar na ra Nova ll, 12, de meio dia
as 2 horas da larde.
Joao Jos de Carvalho Mor.ics fas scienle que
por assim Ihe convir, deixou de sir seu caixeiro des-
de o da 23 do correle Joao'Bapiista d Silva.
Precisa-se d um pequeo de idade de 10 a 16
anuos, com alguma pratica, para caixeiro : na ra
da (uian. 36, taberna.
Precisa-se de urna ama que saiba engommar e
cozinhar, para casa de pouca f india : a tratar no
largo da Itibeira,.taberna n. 1, qoe faz quina para a
ra de Santa Rita.
Guarda-Irvroti.

lm individuo com as habilitadles necessarias, te
propea passar escripias a limpo en cases coromer
ciaes, por partidas duhradas ou simple, pelo systema
do cdigo rummercial ; quem. de seu prestimn se
quizer ulilisar, deixe caria no escriptorio dcsla folha
com as iniciaos (i. (i. para ser procurado.
Estn hojea venda no largo d Boa-Visla, urna
porciio de ptimas vaccas de leite : o prctendenles
i^haran l com quem tratar.
Preeita-te alugar urna ama qce taina engom-
mar e cozinhar o diario de urna ca,ia de mu pouca
familia : na ra dat Aguas-Verdes, sobrado ao pe a
do Sr. escrvao Poslhumo.
O Sr. Dr. Anlonio l.uiz de Siuza tem nm
caria na ra do Queimado n. 11.
Pedro Barbosa de Sou/.a Jnior, do engenho
Jaguare, da dala deste em diaute, se assignarn por
Pedro Barboza do Souza Cavalcanti. Becife 18 de
maio de 1855.
Em a noile da 25 para 26 do correnle, por vol-
ta de meia noile, pouco mais ou menos, entraran,
em um quarlinho junio doaroutzue, em Santo Ama-
ro, rom chave falsa, e levaram um bah de amarel-
lo, envornisado, de 4 palmos e meio de comprido,
contando urnas camisa branca*, urnas peras de rou-
pa de serviro, urna toalha e uns pannos de barba,
dous vales de 503000 carta um, deixando varios ob-
jectose roupa que havia fina do bah : roga-ae as
autoridades policiaes e mais pessoas quem for ofe-
recido algunt dot objectos indicados, oa appreben-
dam.
uiitii nnn


DIARIO Ql PERM1UCBO. TERQ FEIRA 29 OE MAIQ DE 1855
\
Pede-se ao tutor do projeclo que dividi a fre-
guezia de Ipojuca pelo curio das aguas do rio Sibi-
rn, que tenha a bnndade de explicar por onde he,
pois lia Sibir de Santa Cruz, Siluro do Cavalcanli.
Sibir da Serra, Sibiru ila Malla, lodos este de
Ipojuca. pois est todo era anarrhia sem se saber a
3ue rrcauezia pcrleiirem. e os vicarios e subdelga-
os lem de se euconirarem ua mesma casa em ejer-
cicio* do desempenlm de seus deveics.Um mora-
dor de um (ot Sil
ALVICARA ALVICARA,
aos (erceiros carmelitas. Na i.ova can Feliz, ni
ra estreita d Rosario n. 17, ciislein a venda os bi-
Ibetese cautelas a beneficio do hospital da mesma
ordem, e sao os bilheles e cautelas do hem conheei-
do caulelisla Salusliaiio de Aquino Ferreira, bem
assim que estar abarla todas as noites al as 0 ho-
ras ao respeilavel publico, alini de verem os inmen-
sos premios que tero vendido. O uiesmn vendedor
ollerece graluitamenlo a melade do premio do bi-
Ihele inteiro u. 3593 da mesma lotera ao hospital,
porlaulo qualquer premio que pnrveiilura saia, a
pessoa competente poder vir receher, e espera dos
mesmos dignissiinos preferirem os bilheles da nova
casa Miz. ra estrella do Kosario n. 17. Loso que
ahirem as listas os compradores podero vir receber
o premio que liverem a dita.
Precis-se alugtr urna prela, que seja fiel e di-
ligente : na ra dos Mari) nos n. ti.
Os Srs. Joao Paulo da Silva, Jos Francisco da
Silva, Joaqun, da Costa Ramos, l.uiz de Azevedo
Souza, Sebasliao Goelho Breck, Francisco Moreira
Maia, JoAo Pinto deAraujo, Herculano Alexandrj-
no Bernardino, Manoel Antonio Pereira, Manoel
Joaqaim Paschoal. Innnreucio Manulio dos Sanios
e Joaquim da Costa Campos, lenham a hondade ap-
parecer na loja da ra do Queimadu n. 10.
Esl justa e contratada a compra do engenho
Una, sito na comarca de Sanio Anlo : quero se jul-
nar com direilo a elle por qualquer Ululo, baja de
declarar por este jornal, no prazo de lidias.
-- Forain apprehendidos pela subdelegada da
fretuezia de S. Fr. Pedro Goocalves do Recife, di-
versos relogios de algibeirn e parede.qnc seachavam
para consertar em poder de Domingos Ribeiro da
Luz, fallecido sem testamento e sem declararan al-
guma : quem direilo tiver a qualquer dos relogios,
apresente-se, que dando os signaes Ihe ser entregue,
e islo no prazo de 30 das, (indo o qual passaro aos
henleiros do mesmo fallecido. Recite 25 de maio de
1855.
Roga-se encarecidamente a pessoa que mandn
encadernar na encadenara da ra das Trincheiras
n. (il A, os Myslerios do Povo, haja de ir buscar no
prazo de 3 dias, do contrario o abaizo assignado o
vender para pagameuto da eneadernaro. a mes-
ma cncadernat,ao precisa-se de um ollicial que seja
pedio.Pedro Aflousu Rigueira.
Precisa-se de um homem portuguez para ad-
ministrar meia duzia de prelos no servir do campo,
distante desta praca 3 leguas : quem esliver neslas
circumslancias, appareca na ra da Madre de Dos
ii. 7, loja.
Precisa-se de 4:0005000 a premio, para o que
* bypoUieci prupriedades de dobrado valor, e com
toda garanlia ; a quem couvier pode deixar, na ra
da Seuzala Nova u. !), em caria fechada a Nr. C. B.
sua morada, que ser procurado.
CHAROPE
DO
BOSQUE'
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
Itolomeii Francisco de Souza, na ra largado Kosa-
rio u. 36; garrafas grandes 5>3O e pequeas 39000.
PINTASTE PARA 0 MILICO.
Para cjra de phtisica em lodos os seus dillereules
gcos, quer motivada por coiisliparoes, losse, aslh-
1, pleuriz. escarros de saogue, dr de costados e
ito, palpitarlo no corarlo, coqueluche, bronchile
dr na garganta, e todas as molestias dos orgaos pul-
monares.
Precisa-se alugar um primeiro andar as sc-
guintes mas : Collegio, Queimado, Rosario, Livra-
mi'ulo etc.; d-se fiador a conteni ou paga-se adian-
lado, e Inila-se bem da casa : quem tiver annuncie,
que paga-se a despeza do aununcio.
l.og abaixo do caes do Ramos, aluga-sc um
terreno murado ao p do embarque, com capacidade
de receber 3,000 toneladas de carvo de pedra, ou
partaixas ; se aljuina companhia ou pessoa parti-
cular preciaar, dirija-se ra da MaJrc de lieos
u. 34.
FRINTIM. !
The 1 nJorsigned undcrttkes lo execole ni I lie
hesd slyle nnd willi lalely imported new lypes, for
Ihe resident foreigo mercanlile housea, every des-
criclion of priuling, viz : Circulars, Charter Par-
lies Bills rf Ladina, Accounls, Notes etc. etc.. al
Ihe lowerl prices possible. Ino : '. lioberls.
Rua do trapiche n. 38.
FIER DAS MERCANTILE PLBI.ICLM!
tu der Oruckerei des nierzeichnelcnwerdeu alie
zum Getchaefle geboerende llruckachen, ais Cir-
culaire, Schiffscontracle, Connoissemciile, Rechnun-
geo., Notas etc. etc., billig nnd gut ausgefuebrt.
/no : E. ftoberts. Rua do Trapiche n. 38.
Aluga-se a 109 rs. por mez, una casa terrea
em Diinda, rua da Rica de S. Pedro u. 1, com duas
por Use duasjaiiellas de frente, tres salas, quatro
quarlos, grande cozinha, quintal grande murado
com poriao para rua, cacimba, estribarla para tres
ou quatro cavallos, e casa para prelos, e lambem se
vende : a tralar com Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior no Recife, rua do Collegio n. 21, pri-
meiro ou segundo andar.
O provedor da irmandade do patriarcha S. Jo-
s d'Agoma, erecta na igreja de N. S. do Carino, ru-
ga a todos os teus enansimos irmaos que contribui-
rn) com suas quotas para a edificaran das respecti-
vas catacumbas dentro do remiten publico, dignem-
se apresentar quanlo antes seus recibos ua rua es-
trella do Rosario n. 12, primeiro andar, ou n. 19,
loja, para verificarlo dos mesmos, afiu de se conhe-
cer o verdadeiro numero dos contribuiules.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Santos, para negocio de seu interesse :
no arraazem de Joan Marlins de Barros.
Joaquim da Silva Mouro previne a quem in-
teressar possa, que lodos os bens do Sr. Jos Dias da
Silva, movis, semoventes e de raiz, esta sujeilos
ao pagamento do que elle Ihe deve, pelo que nao
pode o mesmo alieua-los, e uem de qualquer forma
dispr delle.,, em prejwizo do annunciaiile, que pro-
testa usar de seu direilo, nullificando qualquer ven-
da on disposirao desses bens.
Acha-se a venda o MANTA!, do Guarda
CONSULTORIO DOS POBRES
50 mUA NOVA 1 AJNTDAR 50. _., j
O Dr. P. A. Lobo Moscozo d consullas lioroeopalhicas lodo os dias aos pobres, desde 9 horas da
manliaa ate o mcio dia, em casos extraordinarios a qualqui-r hora dodia ou uoile.
OBercre-se igualmente para praticar qualquer operara de cirurgia, e acudir promplamenle a qual-
quer niullier que esteja mal de parlo, e cujas cirenmstaucias nao permutara pagar ao medico.
NO CONSULTORIO DO K. P. A. LOBO MOSCOZO.
SO RUA NOVA 50
VNDESE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicina homeopalhica do Dr. C. H. Jabr, traduzido em por
luguez pelo Dr. Moscozo, quatro voluntes encadernados cm dous e acompauhado de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele...... 208000
fcslaobra, a mais importante de lodas asquelralain doeslud e pralicada homeor.alhia, por ser a nica
que conlm abase fundamental H'esta doutrinaA PATIIOCENESIA Ot' EFFEITOS DOS MEDICA-
MEMOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SALDEconbecimenlos que nao podem dispensar as pes-
soa que se querem dedicar a pralira da verdadeira medicina, inlcressa a todos os mdicos que quizerem
ezperimentar a i'oulriua de Hahnemann, e por si mesmos se convenceren! da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros e senhores de_ engenho que esiao longe dos recursos dos mediros: a lodos os capitaesde navio,
que urna ou oulra vez nao podem deizar de acudir a qualquer inrommodo seu ou de seus tripulantes :
a lodos os pais de familia que por circumslancias, que nern sempre podem ser prevenidas, sio obriga-
do* a preslar in rontinenti os primeiros soccorros cm suas enfermidades.
O vade-mecum do homeopalha ou traduccao da medicina domestica do Dr. Hering,
obra tambem til as pessoas que se dedicam aosludo da homeopathia, um volu-
me grande, acompauhado do diccionario dos lermos de medicina...... 10*000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., ele, encardenado. ... 3j)000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se podo dar um passo seguro na pralira da
homeopathia, e o proprielariu desle eslahelecimenlo se lisongeia de te-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boticas a 12 tulios grandes..................... 8S000
Boticas de 24 medicamentos em glbulos, a 109, 129 e 159000 rs.
a.................. 205000
a.................. 2-V)(H>0
a .................. 303000
a.................. 603000
...................... 13000
'"dura................... ^mm)
Ditos de verdadeira lindura a rnica................. 2SXKI
Ja mesma casa ha sempre venda grande numero de lubos de cryslai de diversos lamanhos,
vidros para medicamentos, e aprompta-se qualquer eucommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por presos muilft rbmmodos.
Ditas 3G ditos
Ditas 48 ditos
Ditas 60 dilos
Hilas 144 ditos
Tubos,avulsus .
Frascos de meia on^a de
Novos livrosde homeopalhia uiefrancez, obras
lodas de summa iinporlancia :
liahneraann, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
luntes............211-1100
Tesle, iroleslias dos meninos
Hering, homeopalhia domestica.....
Jahr, pharmacnpa homeopalhica. .
J.ilir, novo manual. 4 voluntes ....
Jahr, molestias nervosas.......
Jahr, molestias da pelle.......
Rapou, historia da homeopathia, 2volumes
Harlhmann, tratado completo das molestias
dos- meninos..........
A Teste, materia medica homeopalhica. .
De Fayolle, doutrina medica homeopalhica
Clnica de Slaoneli .......
Casting, verdade da homeopathia. .
Diccionario de Nysten u .
Atllas completo de anatoma com bellas es-
tampas coloridas, cnnlendo a descripra
de lodas as parles do corpo humano .
vedem-se lodos estes livros no consultorio homeopa-
Ihicu do Dr. Lobo Moscoso, rua Nova n. 50 pri-
meiro sudar.
63OOO
73OOO
63000
163000
63000
83000
163WIO
109000
89000
73000
63000
43OOO
IO3OOO
303000
DENTISTA.
9 Paulo Gaignoux, dentista francez, estele
) cido na rua larga do Rosario n. 36, segnndo
V ailar, collora denles com geng vas artificiaos,
; e dentadura completa, ou parte della, com a
pressao do ar.
Rosario n. 36 segundo andar.

Nacional, ou colleccao de lodas as leis, regu- (
lamentos, ordens e avisos conceriienles a mes- $4
8111a guarda oclnual, organisado pelo capiia |
secretario do commando superior da guarda @
0 nacional da capital da provincia de Pernain- ^
Pt buco Firmino Jos de Oliveira, desde a sua tpf
1 nova organisae;lo al 31 de dezembro de 1
' 1854, relativos nSo s ao processo da qualili- ti
W carao, recurso de revista ele. ele, senSon eco- 9
0 nomia dos corpos, organisado por municipios, 9
# balalhoes. compaohias ; com mappas, mo- S{
V dlos ele, etc.: vende-se uuicameotc 110 pa- @
9 leo do Carato n. 9 1. andar 53OOO res por O
M cada volunte. A
- mm @ ** *
EDfiACA'O DAS FILHAS.
Entre as obrs do grande Fenclon, arcebis'po de
Cambras, merece mui particular nieiirao otratado
da educaba das meninasno qual este virtuoso
prelado ensiua como asmis devem educar suas fi-
lis, para um dia chegarem a oceupar o sublime
lugar de mi de finiilia ; Idma-sc por lanto urna
necessidade para lodas as pessoas que desejam gui-
a-las no verdadeiro caminho da vida. Est a refe-
rida obra traduzida em porluguez, e vende-se na
livrria da praca da Independencia n. 6 e 8, pelo
diminuto preco de 800 rs.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar ei-pro-
curador da cmara de Olinda, que venba entender-
se com os herdeiros de Luiz Roma, pois basta de
cassoadas, ficando certo que cm quanlo nao se en-
tender com os mesmos ha de sabir este annuucio.
Na rua da Cadeis do Recife n. 3, primeiro an-
dn, confronte oescriptorio dos Srs. Barroca & Cas-
tro, despacham-te navios, qoer oaciooaes ou eslran-
geiros, com toda a promplidao ; bem como tiram-se
pasuportes para fura do imperio, por presos mais
roinmodos do que em oulra qualquer parle, e sem o
menor Irabalho dos prelendentes, que podem tratar
das 8 da manhita as 4 l J. MI DENTISTA,
9 contina a residir ua rua Nova n. 19, primei- 9
M ro andar. A
#
Pergunta-se ao celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que tcnciona fazer com os seus credores, porque
estando penhorada a henifica de seu finado sogro He-
lero, pelos mesmos credores (mais de 20) e propone!
o mesmo l'asso urna accommodarao, al hoje nada
em fcilo ua forma de seu coslume.Um credor.
Joias.
Os abaiio as'signados, donos da loja de ourives, na
rua do Cabug 11. 11, confronte ao pateo da matriz
e rua Nova, f.izem publico, que esta sempre sorti-
dos do* mais ricos e melborcs gdstos de todas as obras
de ouro necessarias, lano para senhoras como para
homens c meninas, coiilinuan os piceos mesmo ba-
ratos como tem sido ; passar-se-ha urna conla com
ropmtsabilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de 14 a 18 quilates, ficando assim garantido o
comprador se apparecer qualquer duvida.
Seraphim & Irmao.
Casa de cousifjnacSo de eteravos, na rua
dos Quarteis n. 2^i
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de coinmisso, tanto para a
provincia como para fra della, oflerecendo-se para
slo loda a segurauca precisa para os dilos escravos.
i
1
i
AULA DE LATIM.
0 padre Vicente Ferrer de AlbiKiner-
quemudou a sua aula para a rua do Va 11-
jel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos eexternos desde ja' por m-
dico preco como he publico: quem se
quizer utilisar deseupequeoprestimo o,
pode procurar no secundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora ds dias uteis.
EXGELLENTE PITADA.
Rape francez lino,
o mais superior de lodo quanlo lem viudo a este
mercado, lem a propriedade de nunca mufar, assim
como de nao fenr o nariz : na rua do Crespo n. II.
-- Maiioe! Jos Le i te
declara que arreiuatou em
leiio todas as dividas que
deviam a Manoel Pereira
de Curvalho, na importan-
cia de 48:924^000 res;
convida pois aosiievedores
do dito Carvalho a que s
paguein ao aununiiante,
para o que se podem diri-
gir a sua loja, sita na rua
do Queimado n. 10.Re-
cife 14 de maio de 1855.
CASA DA AFERICAO', PATEO DO TERCO
N. 16.
O abaizo assignado scientica, que no escriptorio
daquella casa d-se espediente lodcs os dias uteis,
das 9 horas da manlia s 4 da larde ; outro sim, que
a revisan leve principio no dia '2 de abril prximo
passadu. eque lindu o prazo marcado pelas posturas
municipaes, incorrerao os contraventores as penas
do artigo 2,titulo II das sobredilas posturas.
1'raaeUes da SUca GtumSo.
Est a saliir a luz no Rio de Janeiro o
REPERTORIO DO MEDICO
HOMEQPATHA.
EXTRAIIIDO DE RUOFF E BOEX-
NINGHAUSEN E OLTKOS,
poslo em ordem al|ihaheliea, com a doscripcao
abreviada de todas as molestias, a indicacAo phvsio-
logica e Iherapeolica de lodos os medicainenlos ho-
meopalhiros. seu lempo de arca e concordancia,
seguido de dm diccionario da significado de todos
o termos de medicina e eirurgia, e poslo ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Subscreve-se para esla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, rua Nova n. 50-
primeiro andar, por 5JOU0 em brochura, e 6-3000
eucadernado.
Precisa-se de urna ama forra ou captiva, que
saiba fazer o servico diario de urna casa de pouca
familia : a tralar ua rua do Collegio n. lo, arma-
zem.
Arrenda-sc um sitio na estrada que vai Casa
Forte, com soffrivel casa de morada, estribara, ar-
vores de fructo, bem carregadas, capim de planta cm
\arzea, bom terreno, e outras lavouras bem criadas:
quem o pretender, annuiicie ou dirija-se ao seu do-
no Lino Cavalcanli, ou no trapiche do Ramos a Fran-
cisco Jorge de Souza.
.'IBLICACAO' DO INSTITUTO 110
NEOPATIICO DO BRASIL.
W THSOLKO HOMEOPATHICO
<& ou
^ VADE-MECUM DO
1IOMEOPATHA.
(A Mtlhodo concito, claro e seguro de cu-
Mii rar homeopalhicamenle ludas as molestias
W? i/ue affligem a especie humana, e parli-
6SS cularmenle aquellas que reinam no Bra-
2? til, redigido segnndo os melhores trala-
S' dos de homeopathia, laulo europeos como
J americanos, e segundo a propria ezperi-
2? eucia, pelo Dr. Sabino Olegario l.udgero
^9 Pinl'j. Esta obra he hoje reconhecida co- f^
@mo a mellior de todas que tralam daappli- A
ca^ao homeopalhica no curativo das mo- ^9
S leslias. Os curiosos, principalmente, na gn
podem dar um passo seguro sem possui-la c jl.
consulta-la. Os pas de familias, os senho- 'v/
!. pitaes de navios, serlanejosctc. etc., devem J^
% (e-la raao para occorrer promplamenle a
f\ qualquer caso de molestia.
22 Dous volumcs cm hrochura por 103000
($1 encadernados 119000
A Vende-se nicamente cm casado aulor,
'2 no palacete da rua de S. Francisco (Mun-
do Novo) n. (18 A.
P. C. von Sohelen, socio gerente nesla praca
da casa commercial de Brander a Brandis Ai Com-
panhia, indo a Europa, deiza eucarregados da ge-
rencia da mesma casa, como bastantes procuradores
durante sua ausencia, em primeiro lugar o Sr. Fre-
derico Lopes Guimaraes. em segundo o Sr. Ricardo
Deppermanh, e em lerceiro o Sr. Antonio Marqoes
da Costa Soares.
Prerisa-se de um criado que seja fiel e que sai-
ba servir bem em urna casa de familia : quem qui-
zer, dirija-se rua da Camboa do Carino n. 38, pri-
meiro andar.
0 cautelista Antonio da Silva Gui-
maraes faz setente que vendeu o n. .~t()
com o premio de (i:000.s000 rs. em quar-
tos da loteria da matriz de Santo Antao,
extrahida no da (i do corrente.
Quem annunciou querer com-
| ii i ii un cavaHD carregador e
sem achaques, no Apipucos ca-
sa pe copiar vende-se um com as quali-
dade* que exige o referido anmincio.
SANTA CASA DA MISERICORDIA DE
CHANDA.
Os Srs. proprielanos das casas, cujos chaos sao fo-
reiros a mencionada Sania Casa, sita uas ras do
Livramenlo, Penha, llireila, Assumpcao ou muro da
Penha, Padre Floriann, Aguas-Verdes. Dorias, Mar-
lyrios, Virado, Fagundes e Terjo, que foram em-
>idados lelos Diario de Pemamlmco ns. i\->, II.),
all e 115 de 15, 16, 18 e 19 do corrente maio a vi-
rem pagar os foros que devessem, e anda o mo li-
zeram, sao mais urna vez convidados a faze-lo casa
do respectivo procurador, n. (i, defrontc do Trapiche
Novo ; e hem assim aos Srs. proprietarios das caas
abaizo mencionadas, en;s chaos sao igualmente fo-
reiros i mesma Santa Case,
Copiares, sobrado n. 3.
dem, terreas ns. II, 13, 14. 15, 16, 17-17, 19,
_'l, 23, :>6, 9, 34, 35, 36, 38, 40, 43, 45, 55, 61.
6:), 67, 70 e 73.
dem ou areal da Penha, lerrea n. 25. '
Arcal das Cinco Ponas, terrea U. 4.
Bairro Bailo, terreas ns. 7, 8 c 26.
Becco dos Peccados Moraos ou Virarao, terreas ns.
1,2, 6.10 e 12.
dem do Serigado, sobrado n. 1.
dem do Padre, terrea n. 2.
dem do Lobato, terreas ns. 7 c 23.
dem da Camina, terreas ns. 5, 7 e 9.
Rua Velha, sobrado u. 70.
dem, terreas ns. 64, 66, 68, 72, 74, 76, 78, 82, 8i,
86,88,92,91,98, 100 e IOS.
TENT08
PAR VOLTARET.
\ endem-sa na rua da Cruz n. 26. primeiro andar
lindas caitas envernisadas, rom lentos para marcar
jo,o de vollarete, por .preco merlo comande.
CASEMIKAS DE CORES A 2$500 O
CORTE.
Vendem-se casemiras de cores de lindos padres,
com um pequeo toque de mofo a 2$500, cohetes de
fusloes finos a ((XI rs. o corle, corles de casemira
prela selira a lis, corles de rollete de scliin Mar a
2^800 : na rua do Queimado em frente do hecco da
Congregara, paliando a botica,a segunda loja n. lo.
CORTES DE VESTIDOS DE SEDA A 15$.
Veudem-se corle de vestidos de sida de quadros
a 155, adelinas de seda de ricos padroes a 1$ o co-
vado, proserpina de seda de quadros largos a 680 rs.
o covado. chales de merino de cores rom palmas de
soda a 9?. chales de casemira de cores a S : na loja
de lliinquc i\ Sanios, na rua do Oueim.nl u. io.
Attencao.
Vende-se superior vinlio verde pelo di-
minuto preco de ljjCDO a caada e 210
rs. a garran, assim como tambem se ven-
de em barris de (piarlo em pipa : no ar-
mazem n. i. no largo do Corpo Santo,
junto a loja de unileiro.
Vende-se um quarln bom para fazer-se via-
gem, por (UIsOOO: as Cinco Ponas, defronle da
fortaleza n. 132, das 6 horas as 8.
Vende se ou permula-se por un negro, urna
negra ainda moca : na rua da Assumpcao, ca-a
n. 50.
Vende-se lima cscrava crioula, de idade de 24
anuos, propria para lodo o ser\ico: no paleo do
Carino n. 1.
Vende-se a taberna da rua Direila n. 16, com
(uniros fundos.hem afreguezada para mallo e para
o Ierra : a tralar na rua da Cadcia de Sanio Antonio
n.26.
Vende-se unta canoa de carreira, aherla, e urna
-dita de um so pao : quem prelen.hr, dirija-se a rua
Nova n. 71.
Vende-se unta cscrava de nac,"io Benguella : na
rua ile Dorias n. 4.
Vende-se una boa casa rom roinmodos para
urna pequea familia.com unta funda Inja para qual-
quer genero de negori, um audar e sola, bem
construida, situada n'uma da- melhores ras do bair-
ro de Santo Antonio, na rua do Livrainenl n. 19.
O terreno desla casa lie proprio : quem pretender,
dirija-se a rua larga do Rosario n. 28, segundo
andar.
Vende-se um ptimo cavallo e bem gordo, por
prero commodo : quem qui/.er, dirija-se rua do
Vigario n. 3.
Vendem-se 2 escravos de bonita figura e 1 pre-
la quilandeira : na rua Direila Ii. 3.
Vendein-sc no Hospicio, segundo porla de-
pois da Faculdade, 2 escravas que coscm bem, la-
vara, e engommam, sendo urna perita no engom-
mado.
Archivo dramtico.
Vendem-se 308 dramas, que sendo pelo preco
usual, sobem quantia de 900gO()0 ; a quem com-
prar todos se liar pela terca parle, viudo a tirar a
laOOOrada um drama, Enlre ellcs se acham a (iar-
galhada, Marido de Duas Mulhercs, os Suspeits,
Anua F'iedeguire, La Chapelle, e oulros de exrel-
leutes aulores francezes, c d grande Antonio Xa-
vier ele. etc. : na rua larga do Id-ario o. 48, escola
pelo melliodo Ca-lilho.
Vende-so inanleiga iuglcza a 900 rs.. 18000 e
13120 a libra, bolacliinlia lata de 1 libras, a libra a 7:20, revadinhn para sopa
a 320, dita do Maranhao a 110, rafe de caroco a 180
rs. a libra, velas de espermaccle americanas a 900
rs.. ditas a 850. arroz a 80 rs. a libra, feijao mula-
linhn a 320 a cuia : na laberna nova da rua de Hur-
las n. 4.
Rua do Aragao, quintal u. 9.
Becco de Jao Francisco, lerreas ns. 1-1, 3, 5,10-10, p,1 bl"'al0 |,re de x*m ca,U a
II, 13, 14, 15 e 18. Vende-se unta casa lerrea n,
dem, quintal n. 29.
dem do Quiabo, lerreas ns. 4-4, 5-5, 6-6, 7, 8, 12
e 14.
A pessoa qoe annunciou no Diario n. 120 que-
rer comprar um cavallo carregador bafxo, sem acha-
ques, dirija-se aos Quatro Cantos u. 1, na Boa-Vista.
O cautelista Vicente Tiburcio Cornelio Ferrei-
ra, avisa aos possuidores dos quarlos ns. 2562 da lo-
tera de S. Anlao, nos quaes saturara os 2 cunto
de reis, vendidos no paleo do Carino e rua do Li-
vramenlo lojas do Sr. Bcnlu Alvos Tupiuamha, po-
dero apresenla-losdepoisdc sabir a lisia para re-
ceberem o que por sorte Ibes sabio.
J. Ii. aensly retira-se para a Babia, e deiza
por seus bastantes procuradores, em primeiro lugar
o seu caizeiro o Sr. Antonio Joaquim de Faria J-
nior, e em segundo o Sr. John Jacob l.oppacher.en-
carregados da liquidar de sua casa commercial.
O abaixo assignado comprou a taberna, sila
nos Apipucos, ao Sr. Joaquim Ferreira da Silva J-
nior. Francisco Altes de Mello.
COMPRAS.
0
i
#
Na rua Bella n. 13, precisa-se de urna ama es-
crava, que saiba cozinhar hem.
Precisa-se de un homem capaz eque sirva para
lodo servico de um silio : quem esliver neslas cir-
cumslancias, dirija-se a rua dos Quarteis n. 24, ou
nos Afogados, silio defronle da igreja do Rosario.
Offerece-se urna ama de Ieile : quem preten-
der, dirija-se a rua do Hospicio n. 1.
COMPRA-SE um sagui, que seja
muito manco : qucui tiver e quizer ven-
der annuncie.
COMPRA-SE uraa secretaria com
iteiro em cima, de qualquer madeira:
na rua de Hortas n. 62, casa terrea com
a frente pintada de azul, ou nesta tvpo-
grapliia.
Compra-sa urna lipoia em bom estado: na rua
de Sania Rila, sobradode um andar n. 85.
Compra-se urna canoa que leve 500 lijlos,
que esteja em bom estado : a tralar na rua das l.a-
raugeiras nv 18.
Crompra se urna casa lerrea no bairro de Santo
Antonio, S. Joseou Boa-Vista, livre c desembaraza-
da : na rua larga do rtosaiio n. 50, priiiatiro andar,
ah achala com quem Ir..lar.
' Compra-se prala brasileira e hespanhola : na
rua da Cadeia loja n. 54.
Compra-se urna canoa aberta que peque 800 a
1,000 lijlos, e que esteja cm bom eslado : na rua
da Cadeia do Recife loja n. 5i.
Compra-se urna ou duas casas lerreas as se-
guinles roa* do bairro de Sanio Antonio : Flores,
Camboa do Carino, paleo do mesmo, rua de S. The-
reza, dita de Horlas dita eslreila do Rosario, dita
das Grana, paleo do Paraizo, rua das l.arangeiras,
dila das Trincheiras, e dila do Rangel ; quem tiver
e quizer vender dirija-se- a rua das Trincheiras nu-
mero 20.
Compra-se um cavallo que carregue baizo e
que nSo tenha achaques : a pessoa que o tiver para
vender, annuncie a sua morada para ser proenrada.
Compram-se escravoj de ambos os
sexos e recebem-se de commissao : na rua
Direita n. .
Compra-se eDeclivamenlc qualquer porc,3o de
sebo : na fabrica de sahao, na rua Imperial.
Compra-se um relogio saboncto de prala, que
seja bom regulador : quem liver dirija-so a prara da
Boa-Vista n. 7, ou annuncie.
~^VENDAS.
A Boa fama.
Na rua do Queimado loja de niiudezat
da boa fama n. 33, vendem-se as miudezas abaizo
menrionadas, e alm dessas oulras muilissiinas que
avisla dos seus piceos rouiln baralos, n3o deixam de
fazer minia conla aos amigos do bom c baralo. as-
sim com boreteiras e mscales: linhas de novellos
ns. 50, 60 e 70 a lijIOOa libra, boloes para earoisa
a 160 croza, lilas de lilil brancas a 10 rs. a pe-
ca, linhas de carritel de 00 jardas n. 12 a 120 e
170 is. carrilel, colxelo- francezes em carine* a
SO rs.. linhas de pezo a ICO rs. a meadinha, ditas
muilu linas para bordar a 160 rs., fitas de seda la-
vradas de lodas as cores a 120 rs. a vara, linhas de
marrar azul' e encarnada muilo finas a 2S0 rs. a
caixiuba com 16 novellos, ditas mais grosas a 140
rs., lapis lino' envernisados a 120 rs. a duzia, dilus
mais ordinarios a 80 rs. a duzia, dedaes para senho-
ra a 1011 rs. a duzia. raizas para costuras de --
nhora a 2?000, 3s*HI0 e 3fS0O, ditas para joias a
300, 200, 120 e 80 rs.. braceletes encarnados a 500
rs., poimas d'iiro muilo linas a 610 rs. a groza, pa-
litos de fago I W rs. a duzia de macinhos. caparbus
pihUdosa (Ors., bengalliiihasdejuncocom bonilos
casles a 500 rs., penles para alar cabello a 1).">00
a duzia, papel almajo muilo bom a 25600 a resma,
dilo de pozo paulado a 3^000, micangas miudinhas
a 10 rs. o mar;, dilas maires e de lodas as cores a
120 rs. o maro, suspensorios a 40 rs. o par. grampas
a 60 rs. o massiiiho, allineles a 100 rs. a caria, pe-
dras para tscrever a 1211 rs.. botes linos para caira
a 280 rs. a -roza, brinquedos para meninos a 51X1
rs. a caixiuba, meias brancas para senhora a 210 rs.
o par. dilas de torrar fazenda superior c .com
borracha a 700 rs. o par, dilas de algodo pa-
ra homem brancas a uitocenlos reis o par, es-
eovas finas para denles a 100 rs., colberes de
ntelal para sopa a 610 rs. a duzia. espelhos rom
molduras douradas, fazenda superior a 120 e 160
rs.. espelhos de capa a 800 rs. a duzia, lesouras para
costura a 13000 rs. a duzia, oauivetes de 2 fulhas
para aparar pennas fazenda superior a 210 rs., lu-
vasde sedaprelascom pe Imasde cores a500rs. o para
dilas de cores muilo finas a 400 rs.. agulbeiros de
nieial cun agulias rousa superior a 200 rs. torcidas
para condieiro do numero que o comprador quizer
a 80 rs. a duzia, livelas douradas para calca e rollete
a 100 rs., punios de balcia para alizar a 280 rs., dilos
linissimos para atar cabello a1?280 rs, esporas finas de
metal a800 rs. o par, chicles lin os a 800 e IJOOO
rs., aboloailuras para rolletes a cousa superior a 400,
500, 600 e 800 rs., Ira'icellins de borracha para re-
logios a 100 e 160 rs., ramullas com superiores agu-
lhas franrezas a 200 rs., meias de seda piuladas pa-
ra crianras de I a 4 anuos, a I -smi rs. o par, dilas
piuladas de lio da Esencia de bonitos padroes a 240
e 100 rs. o par, trancas de seda de todas as cores, li-
las (inissimas de Indas as cores, biquinhos de algo-
dao e de linhu, de bonilos padroes muilo linos, le-
zouras o mais lino que he pussivel encoutrar-se e de
lodas as qualidades, luvas c meias de todas as qua-
lidades. e oulras muilissimas cousas, 'ludo de muilo
goslo e boas qualidades e por precinhos que muilo
agradam. Esla loja he bem conhecida nao s por
vender sempre tudu mais bafalo do que em oulra
qualquer parle, como tambero ser nos quatro cantos
adianle da loja do sobrado aiuarello, e para mellior
ser conhecida lem na trente ama labolela cora a boa
fama pintada.
Vestidos de seda.
Contina haver grande sortimenlo de cortes de
vestidos de seda de cures e brancos, que se vendem
pur pieco commodo : na loja de i portas, na rua do
Queimado n. 10.
CASEMIRAS DE CORES.
Vendcm-se corles de calca de casemiras francczasl
de cores, boa qualidade e bous padroes a 4S000 rada
corle : na Inja de 4 portas, na rua do Queimado
D. 10.
Vende-se na rua do Collegio, casa n. 3, pri-
meiro andar, o methodo Canille, para violo, novo,
e por commodo preco.
Capas de panno.
Vendem-se capas de panno, proprias para a esla-
co presente, por commodo preco : na rua do Cres-
po n. 6,
AtrENCAO', QUE HE PARA ACABAR.
La as rom lislrasde seda, e quatro palmos de lar-
I gura, fazenda muilo propria para a prsenle est-
cao, pelo diminuto preco de 410 rs. o corado : na
rua da Cadeia do Recife n. 35.
Deposilo do chocolate francez, de urna
das mais acreditada fabrica d Pari, Lchegado do Rio djTnerZ
em casa de Vctor Lasne, rua da Cruz
n. 27.
Extra superior, pura baiinilha. 18920
. Extra fino, baunilha. 18600
Superior. i8so
Quem comprar de 10 libras par cima, tem um
abale de 20 % : venda-e aos mesmos precos e con-
dicc.es. em casa do Sr. Barrelier, no aterro >\e Boa-
Visla n. 52.
Na rua do Vigario n. 19, primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
sicas para piano, violo e flauta, como
sejam, quadrilha, valsas, redowat, cho-
tickes, modinlias, tudo moderniuimo ,
X
ARADOS DE
fundica
M-
FERRO.
Starr. & C. em
para -vender ar?
Santo Amaroatcha-se
dos i?a. ferro de -'-'ii''-' qualidade.
lie de graca.
Existe na roa do Collegio n. 12, um resto de latas
i'.mleiid.i cada urna i libras ilc masM de tomates em
eslado pcrfeilissimo. que para se acabar, vendcm-se
ma.
i rua da Praia n.
dirija-se Camboa do Car-
Vende-se um silio no Arraial, confroiile a en-
trada do caminhu que vai para a Casa Forte ; acha-
ra com quera tralar uo mesmo.
Vende-se escolha de caf de muilo boa quali-
dade: na rua do Brum, armazem de L. A. Vieira &
Companhia.
Brunn Praeger Si C., tem para
g vender em sua casa, rua da Cruz
m "' 10:
^ Lonas da Russia.
J Cbampagne.
f Instrumentos para msica.
Oleados para mesa.
Cbarutos de lavana verdadeiros.
* Cerveja Ilamburgueza.
S Gomma lacea. *s
wmmmmmm mmmmmmam
VINHO DO PORTO SUPERIOR
FEITORIA.
EM BARR1S DE OITAVO.
Vende-se a preco commodo : no armazem de
Barroca & Castro,na rua da Cadeia do Recite nume-
ro 4.
51: quem a pretender,
mo n. 18.
Attencao !
Vende-se superior fumo de minio, segunda e capa,
pelo baralissimo prero de 33000 a arroba : na rua
Direila n. 76.
Na rua do Queimado,
nos qualro cantos, loja de fazendas n. 22, defronle
do sobrado amarello, vendem-se as Tazcudas abaixo
mencionadas, todas de muilo boas qualidades, e em-
muilo bom eslado, e os precos sao os seguinles: brius
trancados de cores, de muilo bonilos parirles, de pu-
ro linhu a 600 rs. a vara, 'dilos brancos a 800 rs.,
dilos lisos muilo finos a 480 e 520, ganga amarella
da India a 300 rs.o covado, corles de casemiras para
calcas, fazenda muilo superior e de bonitos padres
a 43000, casemira prela muilo lina a 28000 o covado,
merino prelo muilo fino a 38000 o covado, damascu
de l.la sera mistura de algod.io a 600 rs. o covado,
chitas muilo finas em relalhos a 160 o covado, dilas
dilas cnrlando-se de pecas a 200 e 210, chales de me-
lim a 640, ditos de chita a 800 e 18000. dilos de-al-
god.lo mullo ba fazenda a 700 rs., chapeos de sol de
seda para senhora o inelhor que pode haver a 38600,
dilos de paiiiiiuhu de asleas de haleia para homem a
29000, ditos ditos de asteas de junco a 18200, cha-
peos prelos francezes, fazenda muilo superior e do
mais noderuissimo goslo a 69OOO, lencos de seda
com franjas para senhora a 28200, ditos de algodao
c seda lambem rom franjas a6O, dilos de pura seda
para alsibeira a 28000, dilos brancos de camhraia de
linho a 640, grvalas de seda muilo bonitas a 640 e
800 rs., ditas de cassa a 210, meios lencos de selim
prelo e de cores, muito boa fazenda, a 610 e 18200,
corles de colletes de gorgurjo de seda, fazenda mui-
lu superior, a 8000, dilos burdadosde selim a 58000,
dilos de fuslao muito fino a 18000, chales linissimos
de Uterino a 63OOO e lOsOOO, dilos de seda muilo su-
periores a IO3OOO, corles de vestidos de seda esco-,
ceza a 188000, dilos de seda lavrada, fazenda muilo
superior, a 28U00. selim prelo de Maico, fazenda
muito boa, a 28000 o covado. corles de vestidos de
cana fina com barra a 8000. dilos ditos a 18-500.
corles de cambraia com bailados a 18000, ditos de
cassa chitara I38OO. bunetes para meninos a 400rs.,
suspensorios finos de borracha a 200 rs. o par, cami-
sas de meia a 800 rs., meias de seda brancas para
senhora, fazerda superior, a I.38OO o par, luvas de
seda para senhora pcrfeilamenle boas e de lodas as
cores a 1-3000 o par, meias tilias brancas para meni-
nos a 160, ditas para meninas a 200 rs., ditas muiro
finas para senhora a 300 e 400 rs., dilas prelas de
algodao para senhora, fazenda boa e sem defeilo, a
200 rs., ditas cruas e brancas paia homem a 160, e
oulras muilissimas fazendas, que vista de sua mui-
lo boa qualidade e diminutos precos, os freguezes,
amigos do bom e baralo, nAo deixarSo de comprar,
ficando cerlos os Srs. freguezes, que se vendem lodas
as fazendas muito baratas por lerem sido arremata-
das em loil.lo, a diuheiro a vista, c tambem por se
querer acabar com a loja. E-ta adicrlencia se faz
para que os freguezes nSo se demorem a vir ks
pechinchas, pois o que he bom e barato depressa se
acaba ; adverlindo-se mais, qHe s se vende a di-
uheiro a vista, que fiado tornase mararoca.
Vende-se urna bomba para cacim-
ba de roda etoda de ferro, do molde mais
moderno e .commodo : 11 encruzilhada
de Bele'm, venda do Andre.
Vende-se urna escrava coro habilidades, vinda
de fra: na rua da Guia n. 61, segundo audar.
A 200 RS. O COVADO.
Riscados de quadros cscocezes de 4 palmos de lar-
gura, muilo lindos.para vestido de senhora : vende-
se pelo barato preco de 260 rs. o covado : na rua do
Quaimado 11. ), loja de Azevedo & Carva\'io.
Esteiras para forrar salas da mellior
qualidade que vem ao mercado : na rua
larga do Rosario n. 28, armazem de
tonca.
Vende-se um cavallo ruco muilo forle o bom
andador: ua rua da Cadeia do Itccifc, loja n. jO,
da esquina, se dir.
RISCADOS WARSOVUNOS.
A 200 rs. o covado.
Bonita fazenda de quadros de cores, de 4 palmos
de largura : vendcm-se nicamente na loja 11. 2 da
rua do Queimado, esquina do becco do Peixe Frito.
Vendem-se relogios de ouro de algi-
beira patente inglez, cliegados pelo ulti-
mo paquete, por preco muito commodo :
no escriptorio do agente Oliveira, rua da
Cadeia do Recife.
Vende-se um excellente piano
de Jacaranda' aiSda novo e do verda-
deiro Collar d & Colla id, por preco
muito commodo : na rua do Cabuga
n. 16, segundo andar.
Boas velas de carnauba pura, em
caixinbasde trintae tantas libras, vindas
dr-AC.tfy- Tcrtde^au-ini f ua d^It Uz. Ti".
34, primeiro andar.
Vende-se na rua da Cruz no Recife, loja de sel-
leiro n. 64, scllins inglezcs de patente, avahados,
com loros, silbas e rabiebo.
PECHTIsCHAS NO PASSEIO N. .9.
Pecas de algodo com toque, por todo o preco ; a
ellas.
No armazem de Tasso Irmaos, lia
a venda:
Superior vinho champagne em gigos.
Dito Brdeos emquartolas.
Dito, dito em garrafoes.
\;;uardeptecogiac, emc;.i\as de duzia.
Licores linos francezes, dem.
Azeite refinado Pagnio!, dem.
Garrafas vazias em gigos.
Papel abnaco verdadeiio de Georg Mag-
nani.
Dito de copiar cartas, as resmas.
Farinba de mandioca.
Ac em cuibetes.
Tudo bom por preco mdico.
Esteiras da India.
Na rua da Cadeia do Recife, loja n. 41, lia para
vender as exrelleules esleirs largas da India, vindas
da America, proprias para forro de salas, camas ele.
I Continua -e a vender murruliuas de cores, pro-
prias para vestido, leudo 4 palmus de largura, boni-
los gustos, cores fizas, e fazenda iuleiraraenle nova
a 300 rs. covado : na loja de 4 portas, na rua do
Queimadu 11. 10.
Alpaca re seda.
_Yende-so alpaca de seda de quadros de bom goslo
a 720 o covado, curtes de Lia dos inelbores'gi'islosque
lem viudo no mercad a 48500, ditos de cassa chita
a 18800, sarja prela hespanhola o 28100 e '29200 o
covado, selim prelo de Maca a 28S00 e 33200, guar-
danapos adamascados feilos em 1 iiiumir.irs a 38600
a duzia, loa I has de rosto vindas do mesmo lugar a
98000 e 128000 a duzia : na rua do Crespo ti. 6.
Vende-se o .verdadeiro licor de ab-
s>nthe encaixotado, por barato preco :
na rua da Cruz n. 26, primeiro andar.
Grande sortinieiito de brins para quem
quer ser gt menbo com pouco dinheiro.
Vende-se brim trancado de lislras c quadros.de pu
ro linho, 1 800 rs. a vara, dilo liso a 640, ganga
amarella lisa a 860 o covado, risrados escures a imi-
lacao de casemira a 360 o covado, dilo de linho a
280, dito mais abaizo a 160, castores de lodas as co-
res a 200, 210 e 320 o covudo : na rua do Crespo
n. 6.
Bom, e commodo.
Vendem-se cassas Irancezas de bonitos padres e
cores lizas a 200 rs. o covado : na Inja do sobrado
amarello da rua do Queimado n. 29.
SOMETES.
Os excellentes sorvetes feitos a
bancaza c sem gelo, vendem-se a's
531 segundas, quartas e sabbados :
no aterro da Boa-Vista 11. 3.
Farinba de mandioca de Santa Catharina
Vende-se muito superior em saccas:
a tratar na rua da Cruz do Recife n. 49
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
HA DO CRESPO N. 9
LOJA ENCARNADA.
Vende-se panno verde escuro, pelo ba-
rato prerso de isOOO i-s. o covado.
Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas e por baratissi-
mopre^o: na rua da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
ATTENCAO AO BARATEIRO.
Rua da Cadeia do Recife. loja n. 50 da esquina,
vende-se:
corles de seda branca e com lislras decores, com 20
cenados 20J, bvas melpontcnes de quadros acha-
malolados com quasi vara de largura a 900 rs. o co-
vado, corles de camhraia filia de cor com barra a
28100, chilas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a 180 o covado, camhraia de linho fina, oplima
para camisas de noivos a 58, panno de lences su-
perior com mais de II palmos de largura a 28100 a
vara, cassa de lislra para babados l) rs. a vara, e
18600a peca, casemiras decores eJniras para calca
a 19500 o corte, panno de cor com msela de seda,
proprio para palitos ve-tidos de montara a 38 o
covado, panno prelo fino a 48 e 48800 o covado,
corles de gorgorao para colletes a 1 e da fusta
alrozoado a 800 rs., meriu prelo muilo fino a 38600
e 48 o covado, luvas de fio da Escocia de cures com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como onlras
umitas fazendas que a dinheiro vista se vendem
em alacado, e a letalho por baralissimos precos, e
do-se amostras.
HOL&0 FBA1CEZ
He chegado novamente dcFranraa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se aclia
a venda nos lugares ja* designados, na
escriptorio na rua da Cruz n. 26 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros & Irmao, outr'ora de Car-
deal, na rua larga do Rosario n. 38 e
iO.
Vende-se m;n em cimbeles de um quintal, por
preco muilo commodo : no armazem de Me. Cal-
moni & Companhia, prara do Corpo Santo n. 11.
Vendem-se aberturas para camisa,
de muito bom go&to, vindas de Franca e
por preco batatissimo : na rua da Cruz
n. 26, primeiro andar.
ATTENQ0.
Na rua do Trapiche n. 34, ha para
vender barri* de ferro ermeticamente
fechados, proprios para deposito de fe-
ses ; estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nao
exhalai em o menor cheiro, e apenas pe-
zam 16 libras, e custam o diminuto pre-
co de i.sOOO rs. cada um.
COGNAC VERDADEIRO.
Vende-se superior rognac, em garrafas, a 12JOO0
a duzia, e 18280 a garrafa : ua roa dos Tanoeirus n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARlNHA DE MANDIOCA.
Vende-se superior farinha de mandio-
ca, em saccas que tem um alqueire, me-
dida velha, por preco commodo: nos
armazens n. 3, 5 e 7 defronte da escadi-
nha, e no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriptorio de
Novaes S C, na rua do Trapiche n. 54,
primeiro andar.
EMENTO ROIAHO.
Vende-se superior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : alraz do
Iheatro. armazem de Joaquim Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rna dn Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
DEPOSITO DA FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O- Bieber &
C, na rua da Cruz n. 4, algodo tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
ra saceos de assucar e roupa para escra-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na rua
da Cruz n. 55 ha para vender excel-
lentes pianos viudos ltimamente de Ham-
burgo.
Vende-se urna batanea romana com lodos os
saus | ,-rli.....i-s.i'iu bnai uso e de 2,000'tibras : quem
pretender, diriia-se rua da Cruz, armazam n. 4.
CEMENTO ROMANO BRAMO.
Vende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qoalidade, muito superior ao do consu-
mo, em barricas e as linas : alraz do Iheatro, arma-
zem de laboas de piuho.
A EI.I.ES, ANTES QUE SE Ai;AIIKM.
Vendem-se cortes de casemira d bom goslo a 38,
18 e 5$000o corle ; na rua do Crespo n. 6.
Superior finho de champagne eBor-
deaux: vende-se em casa de Schafliei-
tlin & C, rua da Cruz n. 58.
CEMENTO ROMANO.
Vende-se superior cemento em barricas e a rela-
lli, n armazem da rus da Cadeia de Santo Anto-
nio de roateriaes por preco mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na rua de Senzala Nova n. 42.
Sellins inglezes.
Relogios patente inglez.
Chicotes de carro e de montara.
Candieiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra e mimicao.
Farelio de Lisboa.
Lonas inglezas.
Fio de sapateiroe devela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97. .
Taixas pare, engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. W.
Bowmann, na rua do Brum, passan-
do o chalana continua haver- um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea'., as quaes acham-se a venda, por
prec commodo e com promptidao' :
embaivam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vendem-se ricos e modernos pianos, reeente-
mente cliegados, de ezcellentes votes, e precos eom-
modos em casa de N. O. Bieber t\ Companhia, rua
da Cruz n. 4.
Vendem-se lonas da Russia por prero
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O. BieberdtC. rua da
Cruzn. 4.
AGENCIA
Da Fnndicao' Low-Moor. Rus da
Senzala nova n. 42.
Neste estabelecimento continua a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e meias moendas para engenho, ma-
chinas de vapor, e taixas de ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Deposito de vinho de cham-
tiagne Chateau-Ay, primeiraqua-
idade, de propriedade do conde
de Marcuil, rua da Cruz do Re-
cife n. 20: este vinho, o melhor
de toda a Champagne, vende-se
a 56$000 rs. cada caixa, acha-se
nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
B.As caixas sao marcadas a fo-
goConde de Marcuile os ro-
J tidos das garrafas sao azues.
Potassa.
No auligo deposito da rua da Cadeia Velha. es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior potassa da
Kussia, americana e do Kio de Janeiro, a precos ba-
ratos que lie para lechar con I as.
Vendem-se no armazem n. 60, da rua da Ca-
deia do Kerife, de Henry Gibson, os mais superio-
res relogios fabricados em Inglaterra, por precos
mdicos.
COBERTORES.
Vende-se urna porcaodo verdadeiro
vinho Bordeaux tinho e branco engarra-
fado, que se vende muito em conta para
se liquidar contas : na rua da Cruz n. 26,
primeiro andar.
Moinhos de vento
eombombasderepuxopara regar borlase baiza,
de capim, na fundicao de D. W. Bowman : na roa
do Brum ns. 6.8 e 10.
Riscado de listt as de cores, proprio
para palitos, calcas e aquetas, a 160
o covado.
Vende-se na rua do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia.
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos preco que fin oulra qualquer
parte, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
ile\ Companhia, rua da Cruz n. 19.
Na rua do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se farclo novo, chegado de Lisboa pela barca Gra-
lidao.
POTASSA BRASILEIRA. %
Vende-se superior potassa, fa- (

lineada no Rio de Janeiro, che-
gada recentemente, recommen-
da-se aos senhores de engenhos os
seus bons ell'eitos ja' experimen-
tados: na rua da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Companhia.
s
Vende-se ezcellenle laboado de pinho, recen-
temente chegado da America : narui de Apollo
trapiche do Ferreira, a enlender-sc com o admini
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcado da invencao' do Dr. Eduar-
do S'oe em Berln, empregado as co-
lonias nglezas e bollandezas, com gran-
de vantagem para o melhormnento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de emprc-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. 4.
, Devoto Clnktao.
Sahio a luz a !.' edicao do livrinho denominado
Devoto Chrhdo.mais correcto e acrescenlado: vende-
se uuicameite na livrria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a MO rs. cada exemplar.
Vendem-se cobertores escuros, grandes e perua-
nos, a 18200 e 720 cada um : na rua do Crespo o. 6.
CASEMIRAS A 26400 E 3*000 O CORTE.
Na loja de Guimaraes & Hcnriques, roa do Cresst
po n. 5, vendem-se corles de casemira inglez, pelo
baralissimo preso de 2?>i00 e 38000 cada um.
Na rua do Vig aria n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llanella para forra de sellios che-
gada recntenteme da America.
AO PIBLICO.
No armazem de fazendas bara-
tas, rua do Collegio n. 2,
vende-se um completo sortimento
de fazendas, linas e grossaa, por
precos mais baixos do que em ou-
tra qualquer parte, tanto em por-
coes, como a retalho, amanendo-
se aos compradores um s preco
para todos : este estabelecimento
ahricse de combinacao com a
maior parte das casas commerciaes
inglezas, irancezas, allemaas e suis-
sas, para vender fazendas mais em
conta do que se tem vendido, e por
isto olferecendo elle maiores van-
tagens do que outro qualquer ; o
proprietario deste importante e^
tabelecimento convida a' todos os
seus patricios, e ao publico em ge-
ral, para que venlim (a' bem aos
seus interesses) comprar fazendas
Karatas, no armazem da rua do
Collegio n. 2, de
Antonio Luiz dos Santos &Rolim.
*

Romanees.
Collecc&es de romances, dramas e outras publica-
rnos jitlerarias dos melhores autores couhecido :
l.euue Leoni, por C-eorae Sand.
Minhas memorias, por Duinas. '
Impresses de viagem, por dem.
Pastor d'A Vigia de Koat ven, por Sue.
Palacio de Lamber!, por idem.
Carlos Broscbi. por Scribe.
Filho do diabo, por P. l'eval.
Saldo de coolas, por idem.
A lilha dos reis. por idem.
Os homens de marmore, drama, por Mandes Leal
Jnior.
Poesas de Mocase.
Ditas de L. A. Palmeirim.
Iienio do christianismo.
I- asios da igreja.
O novo amigo dos meninos, obra approvada para
uso das escolas de nslruccito primaria, pelo me-
Ihodo Caslilho.
Vendem-se por precos muilo eommodos, na casa
n. 6, defronle do Trapiche Noto.
ESCRAVOS FPGIPOS.
Fugiram do engenho Jardim, na madrugada do
dia 18 do corrente, dous molecotes, um de Home
I.oarenco, narSo Angola, altura regular, meio ser-
io do corpo, bem prelo, e sem barba, alm disto lem
unta marca de ferida na canedla, e urna feridinha no
ralcanhar proveniente de bobas ; levou calca de
brimzinho escoro, camisa de madapolj e chapeo de
palha oleado : o outro de nome Clemente, de appel-
lido Cangilia, de Angola, mais moco do que o pri-
meiro, mais baizo, da mesma grossura do corpo, bem
prelo, roslo redondo e sem barba, lem falla de' 1 ou
2 denles na freile, lem urna feridiuha na caoella,
pernas grossas e pea sadios e bonilos ; Itvou 1 calca
azul, 2camisas, 1 axul e oulra de madapoUo. echa-
pe de palha j usado ; ambos sao mui Indinos
passam por crioulos : quem es pegar leve-os ao refe-
rido engenho, a entregar ao seu senlior Joaquim de
Sa Cavalcanli de Albuquerque, que recompensar
generosamente. Adverle-se que ha presumpeoes de
lerem sido alioiados os referidos escravos, visto co-
mo nunca fugiram.
AVISO AS AUTORIDADES E MAIS MORA-
DORES DE PAJEL"' 0E FLORES.
Do engenho Tamatape, de Flores, comarca de
Nazarelh da Malla, fogio em 1843 o esersvo Joa-
quim, crioulo, com idade 20 auno*, baizo, cheio do
corpo, pernas um tanto arqueadas, barbado, nariz
chato, cara redonda, e nao muito feio, habilidoso,
sabe ler, loca viola e he mui pachola, he de crer que
esleja de nome mudado e paisando por forro, consta
que anda trabalhando de pedreiro na villa, t mora
nos suburbios della : quem o apprehender e .levar
a referid engenho, recebera do abaizo assignado
2009000 de gralificaco.
Jjaguim Cavalcanli e Albuquerqne e Mello.
No dia 14 de maio do corrente anno fogio do
euaeiiho Tamatape, de Flores, comarca de Naza-
relh da Malta, o escravo Joaquim, Congo, comprad
em 1850,1io Recife, aolllm. Sr. Dr. Jlo Floripes
Dias Brrelo, o qual escravo he bailo, cheio do cor-
po, cara larga, reprsenla ler 40 anuos dejulade',
muilo prelo c bem feilo de ps, j morou 00 Brejo
de Ara, lendo sido comprado a um homem do ser-
i.ln ; levou em sua companhia a inulher, cahrinha
de 2'.i anuos, baiza, clreia do corpo e nao feia, algum
tanto descorada : quem os apprehender e levar
ao referido engenho, receber 2009000 de gratifica-
cao do abaizo assignado.
Joaquim Cavalcanli de Albuquerque e Mello.
Na quarla-feira de trevas desappareeeu de ca-
sa do major Antonio da Silva Gusmao, rua Imperial
u. til, aua escrava Thcreta, represeula ler 00 an-
m.s pouco mais on menos, baiza, um pouco reforja-
da, cabellos brancos, testa estreila, olhos um pouco
aperlados, nadegas mullo salientes, qoe parece tra-
zer pannos parafaze-l.s apparecer, porm sao nalu-
raes. tem em um dos lados das costas bastantes ca-
lombos, e em um dos ps o dedo junio ao mnimo
trepado por cima dos oulros, levou vestido de chita
cor da caf com flores miudas : qoem a pegar leve-a
a indicada casa, qoe sera geuerosainente reconpen-
cado.
Desappareeeu da ma larca do Rosario n. 12, o ,
escravo Vicente, pardo, alto, olhos grandes, com '
urna cicatriz no rosto, cabellos e barba grandes; be
ollicial de sapateiro, anda decalca ejaquela,calca-
do, e diz-se forro : quem o apprebeuder e entregar
ao seu seuhor, ser recompensado.
CEM MIL REIS DE GRATIFICACAO'.
Desappareeeu no dia 6 da dezembro do anno pro-
zimo passado, Benedicta, de 14 annos de idade, ves-
Ka, cor acaboclada ; levou um vestido de chita com
lislras edr de rosa e de caf, e oulro lambem da chi-
t bronco com palmas, um lene amarello no pesco-
cu j desbotado: qoem a apprehender conduza-a
Apipucos, noOiteiro, em casa de Joilo Leile de Aze-
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Sanio n. 17,
que recebar a gralificaco cima.
PERN. TYP. DE M. F. DE VWA. 1855-
'


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