Diario de Pernambuco

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Material Information

Title:
Diario de Pernambuco
Physical Description:
Newspaper
Language:
Portuguese
Publication Date:

Subjects

Genre:
newspaper   ( marcgt )
newspaper   ( sobekcm )
Spatial Coverage:
Brazil -- Pernambuco -- Recife

Notes

Abstract:
The Diario de Pernambuco is acknowledged as the oldest newspaper in circulation in Latin America (see : Larousse cultural ; p. 263). The issues from 1825-1923 offer insights into early Brazilian commerce, social affairs, politics, family life, slavery, and such. Published in the port of Recife, the Diario contains numerous announcements of maritime movements, crop production, legal affairs, and cultural matters. The 19th century includes reporting on the rise of Brazilian nationalism as the Empire gave way to the earliest expressions of the Brazilian republic. The 1910s and 1920s are years of economic and artistic change, with surging exports of sugar and coffee pushing revenues and allowing for rapid expansions of infrastructure, popular expression, and national politics.
Funding:
Funding for the digitization of Diario de Pernambuco provided by LAMP (formerly known as the Latin American Microform Project), which is coordinated by the Center for Research Libraries (CRL), Global Resources Network.
Dates or Sequential Designation:
Began with Number 1, November 7, 1825.
Numbering Peculiarities:
Numbering irregularities exist and early issues are continuously paginated.

Record Information

Source Institution:
University of Florida
Holding Location:
UF Latin American Collections
Rights Management:
Applicable rights reserved.
Resource Identifier:
aleph - 002044160
notis - AKN2060
oclc - 45907853
System ID:
AA00011611:01037


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Full Text

ANNO XXXI. N. 121.
SABBADO 26 DE MAIO DE 1855.
Por S mezes adiantados 4,000.
Por 3 mezes vencidos 4,500.
miim
Por anno adiantado 15,000.*
Porte franco para o subscriptoi.
>
/
DIARIO
KX<: VKKKtiAIMS DA srilSCRIPC.VO-
Kootfe, o propriebrio M. F. de Faria ; Rio le Ja-
neiro, o .-r. Jo "o l'ereiraMartina; Babia, o Sr. I).
Duprad; Harem, o Sr. Joaq jim Bernardo de Men-
doiira ;Parahiba, o Sr. C-ervazio Vctor da Nativi-
dado ; Natal, o Sr. Joaqtiim Ignacio Pereira Jnior;
Aracatv. o Sr. Amonio de Lomos Braga; Cear, o Sr.
Victoriano Augusto Borges ; Maranhln, o Sr. Joa-
qnim Marques Rodrigues ; Piauhv, o Sr. Domingos
Hereulano Aciviles IJessoa Cearence ; Para, oSr. Jus-
liuo J. Ramos ; Amazonas, o Sr. Jeronymoda Cosa.
CAMBIOS.
Sobre Londres, a 27 1/2 d. por I.
Pars, 34a a 350 rs. por 1 f.
Lisboa, 98 a 100 por 100.
Rio de Janeiro, 2 1/2 por 0/0 de rebate.
Acroes do banco 40 0/0 de premio.
da companbia de Boberibe ao par.
* da companhia de seguros ao par.
Disconto de ledras de 8 a 10 por 0/0.
HETA.ES.
Ouro.Oncas hespanholas' .
Modas de 655400 velhas
de 69400 novas
de 4000. .
Prata.Patacoes brasileiros. .
Pesos cUliimnanos, .
mexicanos. .
299000
169000
169000
95000
19040
19940
19860
PARTIDA DOS OORREIOS.
Olinda, todos os das
Canur, Bonito e Garanhuns nos.das 1 e 15
Villa-Bella, Boa-Vista, ExeOuricury, a 13e2
Goianna e Parahiba, segundas e sexlas-fciras
Victoria e Natal, nas quintt-feiras
PHEAMAR DEHOJE.
Primeira 0 a 30 minutos da larde
Segunda 0 e 54 minutos da manha
AUDIENCIAS.
Tribunal do Commcrcio, segundasequinlas-feiras
Relacao, teijas-feiras e sabbados
Fazenda, tercas i sexias-feiras s 10 horas
Juizo de orphaos, segundas e quintas s 10 horas
1* vara do civel, segundas e sextas ao mciodia
2* vara do civel, quartase sabbados ao meio dia
EPB EMBRIDES.
Maio 2 Lita cheia as 2 horas, 17 minutos e
39 segundos da raanhia.
9 Quartominguanieas3 horas 9 mi-
nutse 38 segundos da inanlia.
16 La nova a 1 horas 43 minutos
36 segundos da tarde
23 Quartocrescenie as 10 horas 18
:17 minutos 40 segundos da manha
DAS DA SEMANA. -.
21 Segunda. Ss*. Mancos, Jheopompo c Vleme.
2-2 Terca. S. Bita de Cassia \iu. ; S. Quitara.
23 Quarta. S. Bazilio are. ;.S. ^ezidcsio b. n.>.
24 Quinta, S. Vicente de Larins ; S. Manahem.
25 Sexta. S. Gregorio 7. p.; S. Maria Magdalena
26 Sabbado. S. Felippc Nery 'fundador da C.
27 Domingo Pascoa do Espirito Santo. S. .loo
p. m. ; S. Ranulfo m. ; S. Eutropio.

fute ornciAi.
-----------------------------------------------------------------------._----------------------------------------------------------------------
MINISTERIO DA MARINHA.
DECRETO N\ IVlt de 1 DE ABRIL DE 18.50.
Manda oksmar .< ina(riirre< por que dece ser
feilo o alislamento de rnluntari > c de hernias
para o serriro da armada.
Sendo-convenienle colligir e completar as provi-
dencias que por varios ni.os, e em dilTerenles po
cas, I*"1 expedido para \ aequisiejio de marinlia-
gem e de pracas de pret da armada, harmouisando-
as com as nnvissim i. dispoices relativas alloim-
portanle. objeclo : liei por lieui ordenar que se ob-
serven! as inslrnrcSes que com ene haixam. assig-
naflas por Jos Maria da Silva Prannos, Ho mcu
onselliJ. ministro e secretario do estado dos nego-
cios da marnha, que asini o4cnha entendido e fa-
ca eiecutar. Palacio di Itin de Janeiro, mili de
abril de 18.55, 31 da independencia c do imperio.
Con a rubrica de S. M. o Imperador../me' Ma-
ra da Silva Par'anhos.
para-o alislamento de rolunlariot e
reemtai para o trrico da armada.
I governo flxai animalmente o numero
Je vaMcaarioi e recrulas com que cada provincia
deve cemlriboir para innnlcr-se o eflectivo da Corea
naval que o poder legislativo liouver decretado, at-
lendendo-sa essa distribiiicao populacao e mais
cireumsIaitcUasde cada provincia
Art. d. As ordns mandando proceder leva de
gente para o ervico da armada serao expedidas pe-
la secretaria de estado dos negocios d marinha, aos
presidentes das provincias, capitana da corle e
provincia do Rio de Janeiro, aos commandantes das
estacoes navaes, e a quem mar convier. nos primei-
ros das do mez de Janeiro, e ettraordinariamenle
sempre que o servido publico o exigir.
Art. 3. O alislamento ele voluntarios se far por
intermedio das capitanas, e dos coiu/nandanles das
estacoes navaes, nos porto e districlos do liltoral al
onde puderem elTeclivamente eslender a sua acrlo,
e por intermedio das autoridades que os presidentes
das provincias julgarem mais conveniente em lodos
os oalros lugares.
Arl. 4. Os capil.ies do porto incumbirn o so-
bredito alislamento a nm ou mais olliciaes dos que
esliverem debaixo de sutis ordens, e os commandan-
tes das eslacoes navaes darlo a mesma incumbencia
aos commandantes dos navios perlencenles forra
do seu ooinmando.
Arl. 5. Os commandantes dos navios sollos pode-
rlo alistar voluntario, quaiidd Ihes seja urgente.
para complemento das guarnicoes respectivas, re-
c.nrren lo para esse fim, sempre que for possivel,
aos c.apilaes dos portos, e onde ds nao liouver aos
(resiliente- da provincias, ou s autoridades por es-
tes encarregadas do alislamento para a armada.
Arl. 6. O rerrutamenlo ser leito por interine
dio das eapilanias, nos portos cmajs lugares onde
islas estacoes puderem eflicazmeiilc desemiienliar a
lita enmmissao, e por inleimedio das autoridades c
agentes que o governo no municipio da corle e os
presidentes as provincias designaren) em todos os
iiulros lugares.
Art, 7." Cada um dos ofliciaes que peros cap Ules
dos porto Torein incumbiil< do alistamento de vo-
luntarios percebera por esle servico especial una
jtralilicacno, na razio de 25 por cada praca idouea
que contratar. .
Os mesmos olliciaes lero a sea cargo o serviea do
reerntamento que se lier pelas capitanas e por iso
iierccbero uraa gralilicacao abonada como a primei-
. ra, e que nilo exceder de 5-5 por cada recrula qae
eQeclivamenle alistaren!. -
Arl. 8." Os individuos que se propozerem a alis-
tar voluntarias e forem disso incumbidos pelos prc-
sidenles'das provincias, canitSes dos portos ou com-
mandantes das i-tas-cips navaes segundo o disposto
no art. 3., recebeio por cada praca idnea que
cpresentarera (8. se esla for cslrangeira, e 59 se for
nacional. Esla gralilicacao nilo lie extensiva aos of-
liciaes de que trata o artigo anlecedenle.
Art. "J.o Os olliciaes ou ajenies que. pelo governo
n corle e pelos presidentes as provincias, forem
eucarregados de auxiliar o recratameuto para a ar-
mada, perceberSo a mema gralijeacao marcada na
ulliina parte do arl. 7.", >n aquellas gralilicaces
que o governo e os presidenta das provincias julga-
rem mais conveniente.
Arl. 10. Os capiUes dos porlos e mais autorida-
des encarregadas do alislanienlo de voluntarios pu-
blicara annuncios pelos qnaes convidem no so os
individuos que queiram servir na qiialidade de vo-
luntarios, como lambem os que prelendercm, me-
danle a competente grMHIcaco,.agenciar o referi-
do alislainciilii.
Arl. II. Os annuncios para o alislamento de vo
liinlarius daverilo expressar as gralilicaces e pre-
mios que se oiTerecercm, lano aos alisadores como
aos alistados, os praios por que estes se podem con-
tratar, o lempo que devero servir para obter escu-
sa do servijo militar, aquelle a que lieam sujeitos
se forero recrulados, os sidos que perceberao n'uiu
c n'oulro caso, e as onlras vantagens que as leis
coucedcreni, como sao o srecorro do a<\lo de inv-
lidos, o augmento success vo de vcncimentos, ea
reforma ou seneno do servico aclivo, com sold in-
teiro ou proporcional, segundo liverem praca na
marinliagem ou nos carpos de marinlia.
Arl. 12. Dislinguir-sc-hHo seis classes de volun-
tarios :
l.a Dos individuos que quizerem servir na mari-
nliagem sera lempo determinado.
2." Dos que se quizerem contratar para servir na
marinliagem por lempo determinado.
J." Dos que se preslarem a servir na marinliagem
os pra/os eslabeleciilo no arl. :). do decreto n. 1,166
de > le outubro de IX5i, c que oscusam o nacio-
nal do seivco militar.
i." Dos que quizerem ter praca no corpo de im-
periaes maruliciros.
5."' Dos que se deslinarem para o halalhao naval.
!>. Dos aprendizes marinlieirns.
Arl. 13. Os voluntarios das diffcrenles cragses de-
finidas no artigo antecedente llvenlo ler os requisi-
tos seguimos :
l.n Classe.Os qsie se alistarem para a marinlia-
gem sen) lempo determinado devem ser fortes, saos,
acosliiina Ins. i vida do mar, ou pelo menos capazes
de ervir na prara de grumete.
%,* Classe.Os que se contrataren! por pra/os de-
terminidos, de um a Ires annos, devem ser fortes,
Jos e.acostumados vida do mar.
3." Classe.Os que se contrataren! para servir na
marinliagem o prazo de seis ou de oito annos, em
couformidade do arl. 3 do decreto n. 1,466 de 25
de oulnhro, devem ler os requisitos dos da 2." clas-
se. excepto a pratira da vida martima, que poder
ser dispensada com a clausula que adianle (arl. 16;
se expressa.
4. Classe. Os alistados para o corpo de impe-
rias marinlieiros devem ser cidadilos brasileiros, de
18 a 35annos de idade, ou al 10 sendo liomein do
mar : fortes, saos e capaZes de lodo o servico.
.. Classe.Os alistados para o batalliAo naval
devem ler 18 al 45 annos de idade, e os oulros re-
quisitos da quarta classe.
Todava poder-se-lia admitlr alguns eslrageiros
mediante previa aulorisacAo do governo.
6." Cla cidadao's brasileiros, de 10 a 17 anuos de idade, de
coiili!uicao robusta e apropriada vida do mar.
Poder-se-ha lambem admiltir menores de lOan-
nos que tenliam sullirienlc desenvolvitnenlo phvsi-
co para os exerricios de aprendizado*.
Arl. 14. Os voluntarios da primeira clssse perce-
berao os sidos concedidos pelo arl. 1. da decreto
n. l,iii(i de 25 de outubro, mas nada recebero a ti-
tulo de p-cii ou gralilicac.o.
Ser-llie-ba declarado e expressadn nos scus assen-
lamenlns que nao obleao guia de desembirque
sem prejenir ao commandanle .espcclivo dens me-
zes antes, salvo se nisso nao liouver inconveniente
para o servico, porque cntao serlo inmediatamente
Hendidos.
lina re-alva, que llics deven ser eulregue com a
guia de desembarque, declarar que a coi,lar dcst
tala os sobredilits
0 PAHIZO DAS IL'LHERES. (*)
Fi" |Plo Feval.
e*aaaE^*<-==iaa
TdiRCEltlA PARTE.
!'"'.',-
" %fef*'f TOIl MILPIUIO.
.Al'ITUI.O XI
i Waa pn*pectica da Panizo.
l^iris lir ccrlainonte o p, raizo das miilberes. Quan-
lo bs maridos, onde nilo he o sen inferno '.' E o in-
ferno parisiense tefn i-tp de excellenle. que be vasto
como o Manila, tcsplaudescenle ile luz o clieij de
sombra, propicio a ambica que conola e ao prazer
que adorincce.
Os conlemnado de Pa'ris supporlam seu mal ale-
gremente marlxrcs em sua casa, algozes na ilo vizi-
nlio. o ijunl sendo lambn marljr c casado, be ator-
menta lu pelo condemnado prximo, o uual...
Ee grande commcrcio Pin por figu/a a serpen-
leqUf morde a propria :aiWa, svmbolo da elerui-
dade.
O proverbio falia lambem dos cavalln*. Parislie
o Inferrfu dos cavallo. Vai lade dos pi iverbioi.' I'a-
rb'fieo paraizo dos cayallos novo e bello-. Dos
nos livre de toda a compararlo |iouco galante ; mas
qne fcm a ser em Pai as mulbeies que nio sao
mais mocas nein bellas Os cavallos que euxdlie-
ceml aclMn ao menos ainda carruagens para ir-
Matar.
nanlos cpatelos fallarn a esle livro concebid,'
na alegra, sobre cujas paginas soprou lepenlioanien-
lo o vento ila Insto/.., Nesle as-ompto vivo lia tan-
las verdades millaradas com paradoxna 1 Qvef falle-
se 'criamenle, quer zombe-se, quer esta palavra pa- i
raizo seja tomaila em seu sentido real i; feliz, quer ,
lenlia a amarga iBnilca<;ao do sarcasmo. |,e sempre
verdadeira, lio sempre justa.
Nuiguem pode lomar aullicientcmenle l'aris. a c-
'ladi; radiosa entre todas; mas quem p le jamis de-
tralii-|o com balaiile rigor ? Ah achain-se tojos os
eplen.iore* e lo las as decidenci.i ; be pelo contras-
la da fealda le que a belle/a ah lem um loili,,, ,em
Igual ; o espirito ala abunda, a lotice abi transbor-
da ; a scienria otiaada edlica sua torre de Babel ao
() Video Diario u. 119.
voliinlaeiu, se foroni nac!ont, estraiigeiro, oro, udcr.-sp-lia oiooli.:i,.i>mo.,i... 1^j-1 r/iri., w\t ,-eran omr-i;""' ** t*ir]*ri Jo ViUe-
ficam isentoi do rccriitamenlo por um anno, ou por
lempo igual ao que liverem servido nos navios do
estado, se este prazo for menor ; salvo, porm, o
caso de cireumslancia* extraordinarias, durante as
quaes loara suspensa a sealo.
Arl. 15. Os da 2." classe recebero os premios se-
guales : ,
Se forem grumetes : I0>, 229 ou 349, segundo se
contrataren! por um, dous ou Ires annos.
Se forem marinlieiros : 20o, 53 ou 703, segundo
o prazo do seu contrato for de um, dous ou tres an-
no.
Alm do premio recebero mais os referidos vo-
luntarios, se directamente se apresentarem, a grali-
licacao de 18 Ando estrangeiros, e a de 5-3 send#
nacionaes.
Esta gratificac.ln, porm, nao se abonar repeti-
damente ao nie-ino individuo por cada novo contra-
to successivo que lizcr, se este for de prazo menor
de tres anno.
Arl. 16. Os de tercera clae recebero mais urna
quarta parle do maior premio que poderiam obter
contratando-se como os da segunda classe. na pra-
ca de grumete on de marinbeiro, qae Ibes compe-
tir, c a mesma gralilicacao, aprescnlando-se directa-
mente.
E\cepluam-se os que no forem homens do mar e
liverem mais de 10 annos de idade, os quaes pode-
r.lo alislar-so com as condiees dos da lerccra clas-
se, mas sem augmento de premio.
Arl. 17. Os da quarta classe recebero como pre-
mio 100-9 se forem marinlieiros, e 60 se forem gru-
ido.
Arl. |8. Os da 5.' rlasc recebero o premio de
150-9000 se nao forem maiores de 10 annos, e o de
lOOSOOO se liverem mais daqnella idade.
Arl. 19. O premio dos voluntarios menores desti-
nados para as,companhias de aprendizes marinlieiros
sera de IOO3IXK), e se alionar aos pais, tutores 011
quem suas vezes fizer.
Arl. 50. Os premios de que Iralam osarligos
antecedentes serao pagos pela maneira seguinle :
5 I. Os dos voluntarios da 2." classe, se o alisla-
mento for por um anno, llie ser,lo pagos integral-
mente no aclo de asseutarero praca : se por dous ou
tres anuos, recebero em tres preslacoes guaca, sen-
lado da ignorancia, a qual eiilrincbeira-se em seu
covil cbeio de medo. Cma quer alcancar os cos, a
oulra cava a Ierra como urna toupcira. e ambas sau-
dam-se p. lidamouic quando eiiconlram-se no paleo.
Ol l'aris be bello, Paris be bravo, Pars be 110-
hreuienle opulento ; mas quem dar urna mascara
ao ministro horrendo que lambem he Paris t Quem
almpar a lepra do vrlbo burguezismo parisiense ?
Ouem dar urna esmola a Paris mseravel e la-
mate '.'
Apologa e salxra, ludo lem-se feilo. Tem-se di-
to o bem com paixlo, o mal com colera. Paris lem
amantes enlbiisiastas e uimigos implacaveis. Tns
exallam-no, oulro* ullrajam-iio, e ludo fica por di-
zer. Jamis baver varas bastantes para aroularem
essa prostituta descarada, jamis havero bastantes
coroas para cingirem a fronte altiva dessa rainlia.
Vejamos urna miilber da alta sociedade c suppo-
nhaino-la tao boncla como nobre, elegante e rica.
Ha um paraizo mrlhor que Paris para a sabedoria e
a honra. Conberemos algumas familias parisienses,
cuja vida he lo feliz que deviam laucar ao mar o
annel do lyranno de Syracusa.
ludo Ibes sorri. ludo lie para ellas : a lealdade he
hereditaria, e o talento lega-sc da ma a filba bem
como a* foiniosura, a graca, e e-se lino soberano da
civil i lade que ha o perfume dos salos. Na verdade
ellas est.lO em sua casa uesla capital, aastffl como a
provinciana distincU o esta e.n ma cidade de Ires
mil alma, lem a serenidade profunda,1 o rumor
discreto do ppqueno circulo, o tumulto magnifico do
Imite. S ha bailes em Pars. Elheatrosl forado
l'aris onde e-l.o os llieatros '.' Londres be grande, e
lem 'piando quer lodos os nossos grandes actores ;
lodavia l.-ndres na la lem : u grandes aclmcs Dio
lio grandes senlo em Paris.
Londres cnfaslia-se carneado e bobeado gulosa-
mente; locando piano francezes desaflnadog pela
nevoa ; com ludo se Londres visse um da a l'aris.
ete nio bocajaria mais do que prcenlemcntc : tao
robusta cidade he. Paris seria capaz de divertir a
Londres ;
As llore delicadas de elegancia, de talento e de
virlude. contain se em Paris aos milhares. A 00-
bre/.i. o poder e o diulieiro. tres grandezas ciosas e
calumniadas porque alo grandezas Pars conten to-
das e-.islres aristocracias, e ellas lem mulbcres que
dao le ao mun I.,.
.Vio rallamos da quarta aristocracia, que surge de
taitas as castas e que lem linios o sexos. A inlclli-
gencia nao pode ser classilicada. Esla quarta aristo-
cracia esla muito cima das outras para se lliecon-
ceil?r BOU verdadeira lugar mas evitaremos que-
biar una anca en.....defeza ; poi, Lafonlaine fez
urna fbula que lem por Ululo: A Motea e o
coche,
do a primeira paga como 110 primeiro caso, a segun-
da quando vencida metade do prazo do contrato, e
a terecira lindo o dito prazo.
S 2. Os voluntarios da 3.a classe recebero urna
(crea parle do premio respectivo, logo que tenliam
assenlado praca, oulra lerca parle no fim do primei-
ro anno de servico, c a rcslanto lindo o prazo do seu
alislamento.
3. Os premios dos imponaos marinheiros, e os
das pracas do batalbao naval serio abonados como os
dos voluntarios da 3. classe.
S 4. Os premio devidos pelo alislamento de me-
nores para as compauliias^ lo aprendizes marinheiros
serilo pagos integralmente, logo que se verifique a
enlrcga dos ditos menores.
Arl. 21. As gralificacocs que compelem aos vo-
luntarios que directamente se alistarem no servico
da armada, serao pagas ouijuiictamcnle com a pri-
meira prcslaco do premio respectivo.
Arl. 22. Os presidentes das provincias poder.o,
aulorisar, quando entendam conveniente, que asa
voluntarios jolgados idneos, e que lenham de ser
remeltidos para r. corte, se adianle por conla das
gralifirncoe e premios que Ibes possam compe-
tir, al 11 importancia da primeira prestacao que
receberam se fosem classificados na praca de gru-
mete.
Arl. 2:1. Nao se levar em conla aos voluntarios
da 2.1 classe o lempo que passarem como doeotes
nos bospilae.
Arl. 21. O lempo de prisao em virlude de senlen-
ca nao sera contado para o prcencbmento dos prazos
de alislamento dos voluntarios, qoalquer que seja a
classe a que perlenc-am. E o desertor solTrer alm
Jso a perda das vanlagens do premio e do lempo de
servico anterior.
Arl. 25. As reclamaces que occorrerem por ser
recrulado qualqucr estrangeiro, on ali-la --se co-
mo voluntario algum ciiiadao brasileo ou estran-
geiro que esleja obrigado por contrato anterior, se-
rao decididas em conformidade dos paragraphos se-
guinlea :
S 1. Se reconhecer se que algum recrula be es-
trangeiro, ou for como tal reclamado competente-
mente, ser com a maior brevdade possivel elimina-
do do alislamento da armada.
5 2. Reclamando-se contra o alistan ilo de qoal-
quer recrula ou voluntario nacional,"soh o funda-
mento de estar contratado para servir em navio na-
cional ou estrangeiro, ser elle despedido, ou pa-
gar-se-ha a quem competir o que nos termos do
ajuste respectivo dever o mesmo alistado, descon-
lando-sc esla despeza no seu vencimenlo futuro.
.Nao ter, porem, lugar adila reclam.icao, on somon-
te sera allendida mediante urna igoal indemni*a-
cao, se o presupposlo ajaste liver sido feilo sem a
intervenco de alguma capitana, consulado, 011 ou-
lra aiiioridade do imperio para sso competente.
S 3. Se der-se reclamacao idntica do para-
grapho antecedente a respeilo de algum voluntario
ber: seo individuo liouver sido alistado sem conhe-
cimento do cnsul 011 vicc-consul de sua natao, se-
ra eliminado, 00 remir-se-ba pela forma cima in-
dicada o eiupenbo do seu contrato anterior, seassim
mais convier. e a parle nteretsada annuir ; no cao,
porm, de que o alislamento se lenha feilo com o
conseiitimentodo sohredilo agente consular, nflo se-
r allendida a rcclamacao, ou somenle o poilet ser
pagando a parle inlercssada o que dever o alistado.
S 4. Os presidentes das provincias nao dcvenlo
resolver definitivamente as reclamaces especifica-
das nos paragraphos antecedentes, excepto se tratar-
se de algum caso urgenle, ou de individuo rcenle-
mente alistado.
Arl. 26. Sao sujeitos ao recriilamenlo para a ar-
mada :
I. Todos os cdadaos brasileiros de 18 .1 33 an-
nos de idade que nao liverem a seu favor alguma
das excepces designadas Vas inslruccoes de 10 de
julho de 1822, em conformidade da earla de Ici de 6
de outubro de 1855. *
S 2. Todos os cdadaos brasileiros que, em confor-
midade do cap. 2.". lil. 4." do regulamenlo annexo
ao decreten. 147 d 1 malriculados as capitanas dos porlos, anda que se
lenham alistado na guarda nacional, da qual san
lenlos, bem como dos mais onus civs, em virlude
do mesmo regulamenlo c da le 11. 602 de 19 de sc-
ten.bro de 1850.
Arl. 27. Os capules dos porlos, e quaesquer nu-
tras autoridades que forem incumbidas de recrular
enlre a gente do mar, recrularao com preferencia os
que se lenham mostrado remissos 110 cumprmento
dosilcveres qne Ibes marca o regulamenlo das capi-
tanas.
Exceptuara 1, sempre que as circumslancias o per-
mitlirem, os individuos das dases seguintes e na
ordem em que vio designados :
1. Os casados ou viuvos com lili.n on lil lio me-
nores.
2. Os filhos de vuva ou viuvo, cuja subsistencia
esleja a seu cargo.
:i. Os irmaos que suslcnlarem irmTms menores.
4. Os menores de 18 annos que esliverem eOecli-
vamenle empregados como pralicanles ero navios
mercantes nacionaes.
tssas quatro aristocracias, as vezes hostis, coiifun-
dem-se todava pela torca das cousas, e formam una
sociedade nica ueste "universo. He cerlo que as
bellas tradiees de cortea nobre lem-e perdido um
pouco, lie certo que o negocalismo inglez Icm-mu
manchado por loda a parte em que nos ha tocado ;
porem apezar do sport, do caootchouc e da bola.
nossos fidalgos nao conservam anda o chapeo na ca-
neca diaole das.damas, salvo se estas fumain, e res-
la-nos bastaole graca. espirito e sorrisos para defen-
der neasa nacionali'dade galante contra o chicle es-
trangeiro.
Pronunciamos a palavra Bolsa, lie esse um can-
to mu curioso do paraizo das mulhcres. Se algum
dos nossos leilores lem o capricho de ver al onde
|wde ehegar a feialdade em cerlos membros degrada-
dos da mais bella metade do genero humano, Paris.
ese rico aderece de perolas animadas, poder salis-
faze-lo. E nao Ihu ser uecessarin ir perenrrer os
quarteiroes perdidos, onde a imaginac-o dos autores
de ronlos eiiccrrnu o vicio e .1 miseria, pai legtimos
da decadencia physica ; nao Ihe sera necessarin af-
frontar a ra de -'eves uem a ra Traversiiie, nem
as rostas do llolel-Dieu ; Pars Ihe dar esse espec-
tculo msalo nos quarteiroes predilectos.
Dirija-sc pelas duas horas .1 praca da Bolsa, pusse
a grade, e em vez de subir os degraos do peristylo,
volle a esqiicnla. E mo recue ; pas val preve-
nido.
lie urna mullidlo de riseadoa, cabazes, vellodo
vellio. soceos laniacenlos e lerriveis caitas de taba-
co ; he um concurso prodigioso de corpoa corvados e
cabello* qoaai branca*. Shakspeare, para ser ven
smil) s reuni Ires feilirciras. Quera ver dii/pn-
l.i e milito mais ambiciosamente phanlasticas do que
a> de Hacbelh ? Vio ao palacio da Bolsa.
Cuno Ibes hr vedada a entrada do templo, ellas
licam 1 porta oppondo angos guarda-ebuvas as in-
juiias do lempo : jogam.
Nio ha director de thealro, por mais hbil que o
supponbamos, que seja capaz de formar urna icuniao
seinelhanle. Todo os lypos repulsivos, Iwlas as des-
viacoes que olliidem a vista, todas as cores mancha-
das, todas as carantoohas tristes ou burlescas ah sao
altivamente convocadas. He o congressoda fealda-
do Assim ve-se muilas vezes alrai de urna igreja !
aasa canto vergonhoso, onde as moscas formam ama
larga nodoa prela.
Anulan invern mala as moscas. Os taran, os
eabazes, us velludos velbos e as caixas de lbaro,
reuiiem-se esipierda da Bolsa, mesmo quando o Se-
na asi gelado.
Jogam. Linas choran! em lencos de Mitra, ou-
tras eslo lvidas, e lem espuma na bocea, nutras
ameacaiii cerlos eutes do sexo masculino que serven.
5. Os calafates e carpintcirM.
6. Os palres 00 arraes efleclivos de barros na-
cionaes que se empregarem em bonduzir manlimen-
los ou na pesca.
Arl. 28. Nao serlo recrulados durante a sua isen-
co temporaria, salvo o caso de circumslancias ex-
traordinarias, os individuos que liverem servido a
bordo dos navios do estado sem lempo determina lo,
00 contratados por prazos de Otn a Ires annos, em
conformidade do arl. 7." do decreto 11. 1166 de '25
de outubro de 1851, e do arU.ti das prsenles ins-
lruccoes.
Art. 09. lambem nao seno recrulados os indivi-
duos a quem o governo lenha concedido ou venha a
conceder essa isenclo em virlodc do aulorisaclo le-
gislativa. .
Arl. 30. Os presidentes das provincias farao ins-
peccionar de saude a todos or voluntarios c recru-
la, por om ou mais facultativas, que deverao ser
da armada, se os baMver. A'iijpeccao lem por lim
verificar se os ditos individuos possucm asqualida-
des exigidas no art. 1:1. e se estSo 011 nio vaccinados.
Os que se acharem nesle ultimo ea \ forem d-
neos, dever.n ser vaccinados tales da sua remessa
para a corte, sempre que isso so posa fazer sem de-
mora.
Arl. 31. No porto que servir de centro estarlo
naval respectiva, as sobredilaa inspecce de saude
serlo feilas a bordo do navio ooiquarlel da marinha
que for desuado para deposito dos voluntarios e dos
recrulas.
Arl. 32. Os presidentes das provincias vigiarlo
que as autoridades locaes nao recrulem nem contra-
ten! individuos incapazes do servico pasa que forem
destinados.
Dispen-.irao os voluntarios que nao forem jolga-
dos idneos, e bem assim os recrula* que so acha-
rem no mesmo caso, 011 lenham provado iseocao le-
gal a seu favor, proporcionando-Ibes os meios in-
dispensaveis para o seu transporte ou vagein de
.volla para os lugares donde lvarem vindo, ou para
oulros a pedido eu, se esta Conccsso for possive|
-em maior despeza.
Arl. 33. Todos os individuos alistados no muni-
cipio da corle o provincia do Rio de Janeiro serao
remeltidos i capitana respectiva, a qual o remella-
r logo, se forem voluntarios, qne queiram servir
como avnlsos, paro bordo do navio quo servir de de-
posito da marinliagem, i dispaatclo do commandan-
le daestaclo naval, e se foremirecrutas 011 Vulunla-
rjos perlencenles aos corpos dsunaniiha, para a for
taleza de Villegaignon, a disposicao do commandan-
le geral do CQrpo de mperiaesfnaiinheiros.
Arl. 34. as oulras provincias proceder se-ha se-
mejantemente, sendo lodos os voluntarios e recru-
las remeltidos s eapilanias respectivas, onde as bou-
ver, depositados a bordo de un) navio de guerra, 011
quarlel da marinha, o na falla desle no lugares
que forem designados pelos presidentes, para dahi
seguirein i\d primeira occasia% opporluna para a
que tenha recehido, e nao sejam destinados aos cor-
pos de marnha, e proceder a respeilo dos oulros
voluntarios e dos recrulas na forma do regulamenlo
do corpo de 5 dejando de ISi",. e das iislrurces
aimexa ao decreto Ti. 911 de II de fevereiro de
1852.
Arl. U. o mesmo coioniaiida!" e o da estarlo
naval ilo Rio de Janeiro remetiera.1 capitana do
porlo os voluntarios dela procedencia que ins ins-
pecees de saude dos seus re julgados incapazes. afira de ijue a mesma capitana
Ibes d o roirvenieute-iateiaalrtisBt Tlarlo parte d.-l.i-
occnrren i.is ao quart
da marinha.
gaignon ao commandanle geral do corpo de impe-
raes marinheiros.
Art. 35. Os eucarregados ilo alislamento de vo-
luntarios e do recrul.imento remeilerlo os indivi-
duos que apuraremacompanhados de relaeoes assig-
nadas. nas quaei declarem o nnme, idade, natura-
lidade, lugar da residencia, estado e prolissao de cada
um delles, o desliaos e mais condicOes do contra-
tos dos voluntarios, ludo conforme o modelo n. 1.
Estas relaces sero dirigidas por duas vias as au-
toridades encarregadas de recebe* os al atados na ca-
pital, ou em qualqucr oulro lugar da provincia.
Arl. 36. Alm da rehc.lo prescripta no artigo an-
lecedenle, dar-e-ba urna oulra ao conductor dos
alistados, conloado a filiacao e signaes desles, con-
forme o modelo n. 2, afim do que possam requisllar
auloridade policial do lugar a prisao dos qut se
evadirem durante a viagem.
Arl. 37. Os presidentes das provincias, em con-
formidade do art. :ii, remetiera.! para a corle, na,
primeira occasilo que se Ibes odererer, os volunta-
rio c recrulas que liverem apurado, com duas rela-
eoes como as que sao prescriptas nos arl. 35 c 36
para o que exigirlo das autoridades a quem compe-
tir qne Ihes sejam remcllidas iguacs relaces.
Arl. .'18. Nao serlo remeltidos para a corle, e sim
para bordo do navio chefe da cstaclo respectiva, os
voluntarios perlencenles marinliagem que forem
precisos para complemento das guarnieei dos na-
vios da dla estaelo. 011 mesmo alguns recrula que
nao lenham as qualidade* exigidas para as pracas do
corpo deimperiaes marinheiros e do batalliHo naval.
Arl. 39. A capitana do porlo da corle c provin-
cia do Rio de Janeiro enviara no fim de rada sema-
na, i secretaria de oslado dos negocios da marinha,
una relacao de -lodos os voluntarios c recrula que
na dila semana liouver remeltido ao commandanle
geral do corpo de mneriae marnheiro, e ao com-
iiiaiidanle da eslaeao naval respectiva, o quaes en-
viarlo igualmente a relacao dos individuas que hou-
vcreiu recehido, com as individualfilades designa-
das no art. 35, declarando por quem Ihe foram re-
meltidos, em que da, e o deslino que liveram.
Arl. 40. O commandanle geral do corpo de m-
periaes marinheiros remetiera son demora para bor-
do do depoilo geral da marinliagem os voluntarios
de traeos de uniao enlre o templo e o adro, oulras
assenlam se immoveis c eslupefactas sobre os ban-
co* : jogam.
izem que o prefelo do Sena quiz um dia varrer
essa hedionda congregarlo ; bou re demanda, e as
jogadoras ganharam. Desde enlla ellas fazem seu
desagradavel tumulto a vista de lodos. Cortamente
urna barraca nfienderia o aspecto da prai;a ; mas en-
tre duas villezas devenios escolher a menor. Dcniais
a huinaniladc pede que essas mulheres sejam abri-
gadas. Propomos mete-las debaixo de urna barraca
por causa do pudor publico.
Se sua alegra eslahi, devem lcar no mesmo lu-
gar ; pois Paris deve ser o paraizo de todas a mu-
lheres; mas convm por um sino em cima, e es-e
sino nio deve ser de vidro...
Nos quirleiroes que padecem e Irabalham basta
de zumbara; ha ensarna de miilliere que amanbe-
ceni e aiioitecem cosrndo. O sol as v algumas ve-
zes no domingo um lauto paluda-, mas mullo con-
tente! de respirar por acaso o hom ar do cao. A
Tuiberia. o Campos Elvsios e o bosque de Bolooha
sao deltas nee da. e de noite alulbam os llieatros.
Oh que bello dia como Par he o verdadeiro pa-
raizo para ellas una mi dua vezo por inez !
Par ion couas mu bellas! Durante a semana
emquanto Irabalbam as joven ralis, outras mulhe-
res pagas pela cariil.ide Iralam os meninos, os quaes
lornariam to.la o larefa impossivel. S:l<, caas ara-
iles, mu quelites e cheias de meninos. As guardas
sao brandas, todos o bercos balauciin-se .10 mesmo
canlo, c na hora marcada a jovens mls ebezam
contoiie, mas apreasadas para darem leile lofilhi-
nho.
Tenho ouvi lo militas cosureiras choraron filian-
do ilesas creehei, pois al o noma deaaes estal-eleci-
inenio he potico e christao. Uizem que foram fun-
da.lo pela especulac.lo. lt-nidita seja ella !
All! se podescmos declarar alto e hom snin que
Paris. paraizo do prazer. be lambem o paraizo do
Irobalho! Porm os fados ah eslo. Par nao he
boni para a inulber pobre. O eaforeo da mais cora-
josa he mal recompensado. Enlre olrabalho ingrato
eo virio lucrativo ale non sempre pode-se escolher;
porque o Iraballio vem a fallar muilas vezes....
'aliemos dos eatodantesl Esses nao jogam na Bol-
sa e nao passciain smenle 110 domingos Meu
lien como he boa a canelo de Beraoser cantada
ao luir dos copo COSOS no sollo de que se deve o
aluguel de Ires quartei! Como sao bem escripias as
liecas representadas em Bobino, e quara dores pare-
cen! as laianja adobada assim de saa lilleralura!
Nunca soulie-se qual he preferivel, se um eslu-
danle de direito 011 um esludante de medicina. O
esludante de direito traja melhor, he mais generoso
Conservarlo os voluntarios viudos das provincias,
e lodos os recrulas, qualquer que seja a sua proce-
dencia, que se acharem no mesmo caso, participan-
do-o, por intermedio do quarlel-general, secreta-
ria de estado, que resolver sobre o seu destino ul-
terior.
Os commandantes das outras csUces navaes fa-
rao o mesmo cum os voluntarios e recrulas imitis
que Ihes forem remeltidos para complemento das
guarnicoes respectivas, ronervando porm o ditos
recrulas al ulterior decislo do presidente da pro-
vincia.
Arl. i. Aparados os individuos idneos nos de-
psitos a que forem destinados, segundo os arl. :13
e seguintes, proceder-e-lia ao seu exame, rlas.il'i-
carlo e assenlamento de praca, nos termos precrip-
to petos decretos ns. 1465 e 1466 de 25 de outubro
de 1854.
Arl. 43. Abonar-se-ha assim aos voluntarios co-
mo aos recrulas, desde, o da cnique forem recehi-
do*, ou presos, al serem remedido para a corle, ou
entregues em algum deposito naval, nina relo de
elape igual das pracas de prel de primeira linba,
fornecida pela forma que o presidente da provincia
delcrm.nar : na viagem por Ierra para o deposito na-
val da corle coiilinuarao a perceber a mesma elape ;
e no transporte por mar, o que for ajustado para o
sen sustento sendo o navio mercaule, ou a rae.o que
se abona s pracas da armada, se vieren, cin navios
do estado.
Arl. 44. As escoltas^que acompanharem os alis-
tados por trra perceberao os vencimenlo de sold
c etapc correspondentes a suas praei, sendo as de
guardas nacionaes abonadas, como se fossem de pri-
meira linba, desde o dia em que satrela de suas ca-
sas al aquelle em que deverem regressar a ella,
fazendo-.se a cunta para a yolta ratlo de i leguas
por dfa, .1 vista das compclnles guias.
Arl. i.",. O presidentes das provincias mandarlo
adianlar aos alistados, e s escollas que os acompa-
nharem, o sidos e elapes cima marrado, por lo-
do o lempo da ua marcha por Ierra ate a entrega
dos mesmo alistados em conformidade do art. 43, e
mai os das de demora no lugar ou lugares donde
forem remeltidos.
Os sidos e etape correspon lentes no lempo ne-
cessario para o regreo das mesmas ccollas serlo
lambem adiantados, fazendo-so a conla como fica
I Art. 46. As despezas, que em conformidade das
prsenle inlruecoes se li/erem com a acquisiclo de
voluntarios c de recrulas serlo pagas, no municipio
da curte pela intendencia da marinha, nas espitaos
das provincias pelas lheouraria de fazenda, e nos
mai lugares pelas colleclorias ou mesas de diversas
rendas, segundo as ordens que para esse fim Ihes
forem expedidas pelo presidente da provincia.
Arl. 47. As eapilanias da corte, Babia, Pernam-
buco, Maranlilo c Para, c s mais onde o governo
julgar conveniente, bem como aos commandantes
das eslaees navaes, se fornecr nienalmente a
quiiili.i que for necessaria para as despezas do
alislamento de voluntarios e de recrulas a seu
eargo.
A referida quanlia para a capitana da corte c es-
tacan naval do Rio de Janeiro ser lixada pela secre-
crclaria de estado dos negocio da marinha, e para as
oulras capitanas e eslacoes navaes pelos presidentes
respectivo, por conta dos crditos que para esse fim
Ihes forem marcados.
Arl. 48. Todas as cuntas de dcpeza dexcrlo ser
competentemente legaliadas, a saber ; as que forem
relativas ao pagamento de raees 011 elapes ao vo-
luntarios 011 recrulas, com as competentes relaces
c guias que os acompanharem, nas quaes llover de-
clararle os numes dos ditos individuos, os lugares
donde marchan, e aquelle para onde sao remedi-
dos, averhando-se nas mesmas guias lodos os fornc-
cimentos que se Ibes li/.erem ; as que proverem de
adianlamentos felos aos Voluntarios por conla1 das
gralilicaces c premio, com as ordens o os compe-
tentes recibos : as contas de suidos e clapos das es-
collas, co;n as guias dos corpo a que perlenccrem,
ou da auloridade de quem receberem os recrula e
volntanos, averbando-.e nas mesmas guias todos o
veiicinienlos que se Ibes abonaren! ; a* graticorcs,
finalmente, dos empregados no alislamento, com re-
cibos por clles assignado, nos quaes se declare o
numero de alistados que cnlregaram, e que de-
ver conferir com as reclacocs mencionadas no
arl. 35.
Arl. 19. Os capules dos portos e-os commandan-
le das estacos navaes lerlo urna escripluraclo es-
pecial, feila pelos respectivos secretarios e ofliciaes de
fazenda. da receila e despez relativas ao alisla-
. ment de volunlarios c de recrulas que se fizer
I pelo sen intermedio, e os respectivos eucarregados
' preslarao cunta lodos os mezes das quanlia re-
jcebda. na fofina da leis de fazenda da marinha.
Arl. 50. O commandantes de navios sollos, quan-
do ali-lareiii directamente voluntarios para as snas
guarnicoes, em virlude do art. ., salisfaro os res-
pectivos premios e gralificacoe, com os fundos que
para es.elim requisitarcm i lliesouraria de fazenda
da provincia em que se acharem. em conformidade
do regnlamenlo de 8 de Janeiro de 18:18 c do aviso
de :; oe novembro de 1840.
Arl. 51. Os volunlarios c os recrulas remeltidos
para ascapitacs, ou quaesquer oulros pontos1 das
provincias, e desla para a corte, recebero logo, se
o rarecerem, algumas pecas de fardamenlo, que fiao
excederlo de urna jaquela de panno azul, duas cal-
ca* e duas camisas de hrim, um bonel eteossez, 011
chapeo de palha, e lima inania de algndlo, forneci-
dos pelo meio que os prc-idenle das provincias de-
terminaren!, leudo milito em vista que se nao abusa
desla auloriaclo.
Arl. .'>o. llavera o maior cuidado na remessa dos
alistados, conriliando-se loda a economa possivel
com a ua segnranca, assei. commodos e boa a|i-
menteetto. ,
Para o transporte por mar serlo preferidos os na-
vio do estado, c na falla desles, os paquetes de va-
por nacionaes.
Arl. 33. Todos os que occullarem algum individuo
sujeilo ao rcrrulaiuenlo, 011 prolegcrem a sua fuga,
ou impedirem por algama forma que sejam recrula-
dos. 011 forem caasa de que depois de recrulados se-
jam lirados do poder dos conduclore, sero punidos,
em conformidade do arl. 2. da le n. 54 de (i de 00-
lubru de 1835, com prislo de um a :l mezes, e mulla
de 100a a OO? alm das oulra penas criminaos a
que possam eslar sujeitos.
Arl. 54. Todas as autoridades civs e militares sao
obrigada a prestar o auxilio quo esliver ao seu alcan-
ce e Ihes for requi-ilado pelo eucarregados do alis-
lamento.
Art. 55. S o governo podera aulorisar, quando
o julgae conveniente, e com a necessaria restrirco,
o alislamento de volunlarios nacionaes, sol a rondi-
cao de servirem, parle ou bulo o lempo dos seus
contratos, em urna determinada provincia ou eslaeao
naval.
Arl. 56. Os presidentes das provincia, os capi-
lla dos porlo e os commandantes das eslacoes na-
vaes informarlo lodos os anuos, al ao ullitnn do
mez de Janeiro, secretaria de estado dos negocios
da marinha, sobre o elfeilo que lenham tido as pre-
sentes iiislrucce, eas allerac-s que a experiencia
for indicando como conveniente.
Arl. 57. Kicam revogadas quaesquer diposic6cs
on contrario.
Palacio do Rio de Janeiro, on T de abril de 1855.
Jofi Maria da Silea Pranho.
GOVERNO DA PROVINCIA.
Relarao fon inilrfauo* rreolhido* cadeia desde
15 de fevereiro do eorrenle anuo.
Antonio de Campos.Preso neste districlo, e es-
la sendo procesado por ameacaa.
Tude de Mello Muniz. dem, injuriar ao res-
pcrlivo inspector.
Manoel Jos da Cama. Apresenlou-sc, pronun-
ciado por crime de fcrimenlo.
Antonio Ribeiro dos Sanios. Criminoso no ter-
mo de Caruar, por furto, e foi remeltido para
al.
Jos Alvares Cavalcanli. Preso na lagoa do
Emigdio, reo pronunciado em crime de morle no
termo da Imperalriz, para onde fui remedido.
Jos Antonio Bezcrra.Preso no dislrjclo de Pa-
pacara, por furto, c fui processado.
Antonio Pereira da Silva.dem, pronunciado
em fcrimenlo.
Manoel Francisco dos Aojos.dem em Correnlcs,
lomada de preso.
Jos Flix Camelo. dem, pronunciado Jno arl.
192 do cdigo penal combinado rom o arligo :ii do
mesmo cdigo.
Jola Marinho. dem no d-trido de Papacara,
crime de morle.
Innocencio Valentina. dem, pronunciado por
feri metilos.
Jos Pel.'ado. dem neste districlo, pronunciado
em crime de morle.
Manoel Jos Thcodoro.Remedido da Malla-
Crande da provincia da Alagos, he criminoso de
morle nesle lermo.
Antonio Bernardino Sena. Preso no districlo de
Papacara, criminoso de tentativa de morle.
Hermenegildo eteravo.Presa no riti Caldeirdes,
onde eslava orcullo por Antonio Ouedes, a qual por
isso foi processado.
Manoel dos Sanios Bezerra, Lniz Jos de Mello,
Ignacio Pinto Vilella, Manoel Qaebra-Pedra.Pro-
nunciados no arl. 7. da le de 26 de outubro de
1831.
Francisco Bernardo.- Recolheu-se, he criminoso
de morle.
.Manoel Fcrreira. dem, processado por desor-
don c ferimento.
Agosliiiho de Tal.Preso no districlo de Papaca-
<;a, fez-se-lhc o procesan por queixa de furto e foi
1 livre em recurso.
Pedro Antonio da Costa.Rucolheu-se, foi jalga-
i do improcedente o processo que se Ihe formou por
I queixas pelo crime de estelionato.
Francisco Paes, Rita Maria. Presos por correc-
clo.
I.uiz Bispo Bezerra Cavalcanli. Preso em Cor-
; rente, c foi remedido para Caruar, cuja prisao foi
exigida romo pronunciado no artigo 269 do c-
digo.
Jacintho Pereira da Cosa. dem, e foi remelti-
do para o termo da Imperalriz, onde lie crimi-
noso.
Jos de Souza.Pronunciado em 1850, 110 arligo
124 do cdigo.
Ignacio Vieira.Pronunciado em IS41, no artigo
192 do cdigo penal, lem um oulro crime de morle
feilo em sua amasia na provincia das Alagiias.
Francisco da Costa. Preso em Papacara, pela
morle que fez em 23 de marco do crrenle
anno.
Joao. escravo. "reso noMislriclo de Papacaca,
processado por dar nina sorra 011 urna mulher.
Manoel|LelodcMcllo.dem, nesledislriclo, pro-
nunciado em 1849 no arligo 3. da le de 26 de ou-
lubrode 1831.
Antonio de Barros de Freilas, Candida Cordula.
Por correnlo.
Francisca Maria da Conceiclo. Indiciada em
tentativa de morle, feila na pessoa de .AIcxandtc
Soare, 4 do inez prximo passado.
Jo Severino Arrea.Apresentou-se. he desertor
do segundo batalhlo de artilharia.c j foi remeltido
ao Exm. Sr. marechal commandanle das armas.
Manoel da Cruz VillelaFoi remedido para a
Matta-lirande da provincia das Alagoas.e preso por
rcquisic,lo do respectivo delegado por crime de feri-
iiH'nlns.
Antonio Vieira.Pronunciado em 1847 pelo cri-
me de morle, que commelteu.
Manoel Pereira Bezerra.Preso em Correnles,
onde foi processado por furto de i-avallo.
Ignacio Jos de Lima.Pronunciado no art. 207
do cdigo penal.
Joao Vieira, Jos Leandro, Antonio da Costa Jti-
nes.Pronunciados em 1843 no art. 3 da lei de 26
de outubro de 1831.
Antonio Paes Brrelo Cavalcanli.dem no arl.
269 do cdigo penal; veio da Palmeira dos indios da
provincia das Alagoas. A
Jos da Silva Barroso.dem no arl. 257 do c-
digo.
Jorge da Rocha Barbosa.dem 110 arl. 205 do
cdigo penal em 1858.
Joao Comes de Mello.Rccolhoi-sc, e he crimi-
noso de morle.
Andr Bezerra. Jos Marinho dos Santos.dem,
idem.
Domingos, escravo, Valentim dilo___Eslao presos
por supposlos loriados.
Vicente Florencio de Barros.Preso para inda-
gaciies policaes.
Jos Vieira Junior.Apresenlou-se, he pronun-
ciado em crime de morte.
J use Francisco de Mello.Furto de cavallo em
Correnles. onde foi preso.
Dnalo Francisco Vieira. Apresenlou-se, reo
pronunciado no arl. 7 da lei de 26 de outubro.
\ cente Jos Ferreira.Preso em Correnles e re-
medido para a.Assemhla por suspelo.
Jorge Alves de Meudonca.dem, processado por
reduzir a escravdlo pessoa livre.
Jos Anlonio|de Carvalho.dem no dislricto do
Papacaca, pronunciado no art. 193 do cdigo penal,
em Pianc lermo da Parahiba, pela hiorlc que fez
em um cunhado.
Honorio Rodrigues Jordlo, Luiz Nogueira.In-
cursos na segunda parle do arl. 125 do coJigo; pre-
sos em Buique.
Delegada de Caranliuns 15 de maio de 1855.
Carias de Moraes Camisao. inajor c delegado.
Relarao nominal dos criminosos capturados nesla
comarca pelo alferes abuixo assignado desde 21
de dezembro do anno passado al 18 de maio do
eorrenle anno.
Antonio de Barros.Crime de morle.
Raytnundo Cabral.Uem.
Pedro Antonio da Costa.Desertor do nono ha-
lalhlo.
JosaVrancisco Cavalcanli.Crime de morle.
Jlo Mendes da Cosa.- dem.
Ignacio Jos de Castro.dem.
Jos Pereira Lacena.dem.
AgoslinhoPereira Lucelia. dem. '
Ouarlcl do dcslacamenlo da villa da Limoeiro 18
de maio de 185.j.Joai/uim Cacalcanli de .tbit-
jatrque Helio, alferes.
Pela serrclaria de eslado doa negocios do imperio
se coinmunica ao lllm. e Exm. Sr. presidente da
provincia de Pernambuco, para seu conhecimenlo,
que por aviso dcsta dala se sollicitou do ministerio
da fazenda o pagamento da quanlia de cenlo e oi-
lenta c dous mil res: rs. 182-900) ao coronel Con-
rado Jacob de Niemeyer, proveniente, a saber :
I2R3O0O rs., que despenden com a sua passsgem
at o porlo dessa provincia, para o exame relativo ao
e mais civilisado ; porm o pralieante de rirurgia
maltraa mais a mulher !
O pralieante grita mais, esenva menos as bolas, e
alm disto falla de ainphilheatro, o que equivale
quasi as emocoes de Bobino.
O pralieante he preferivel.
Na ponte Nova ha duas calcadas. Por una a ra-
pariga ambiciosa foge um dia do quarteirao l.atin c
ganha o Palais Rojal para subir a sagrada cullina de
Nutre Dame de l.orelle. Pela oulra calca,la a lou-
reira desapreciada, que desceu a ra dos Marlyre.
O bairro de Montmarlre, dobrou a ponta de Saint
Eusl.iche, e mesmo tocou o quarleirao Hcauhourg,
volla tristemente para a aldea. El velha, e nao in-
cendiara mais do que concites do primeiro auno.
Mas eis-aqui a ranilla do thealro que nao he I011-
rcira. Assim aconteca amigamente; porem agora
todas lem um marido, salvo se slo viuva. A virlu-
de aiiinhou-se ah rindo como urna douda. Sao gor-
das, assemelham-se ao fallecido Moessarl, e nio lem
por isso menos tlenlo. Mas, Dorval coracao ar-
denle e forte, quem le sub-tiluio'.'
Esaa paraizo de l'aris he dellas, e nelle oceupam
um lugar enorme. Antigameule ja era assim. Eram
quasi lidalgas: lima casta particular i|ue a senhora
iluqiieza invejav.i em segredo e detdenhava cm voz
alta. Em nossos das lornarain-se burgiiezas, co
paraizo Ihe perlencc sempre.
E todava vejamos a Torca dessa attrarclo mvstc-
rio.a liciiii em l'aris o qual mercadeja com o la-
lento, porque ni 1 saln mais que laca delle. Vio pa-'
ra Lmidre cuino se fotsein a San Pctersburgo. Vio
,1 s.w York, onde o successor do Washington aterra- ;
e ao carro das dni-arinas. Nem mesmo param na
Italia que he a santa patria da arle. Vollam sempre
a I'.iris o qual paga-Ibes em gloria. Se vio a outras
pan., lie para veiiderem a gloria que l'aris sen,!,,
minio rico nao avalia 0111 precu alto. -
Em Valenca rnmpram-se dote laranjas por dous
sollo; em Tobol-k vende-se por alguus rublo um
minio de marta tenelna. A gloria lira-se de Paris
tomo as laranjas de Valenca. como as pellicas da Si-
beri.i. cmoos chale da India, e a ostras da Nor-
maudia....
Queris saber quaes to as felzes enlre ludas, a
bemaventuradas, as seraphios deste co, as que can-
lam perpeluamenle o hosaniiab em sen corai;.io -.'....
Nao alo as laboriosa a ve/e talla 1, trahalho ; ni,,
sao as ogadoras da Bolsa : para esla lia a liquida-
dlo ; nao slo as que i-tu l.ini: pois ha as ferias;
nao -ao as loureiras: pois ha a ponte Nova ; nao .io
a ti.taiga: pois hoove a revoluc.io ; nao sao as r.ii-
nha do thealro : poi* ha a critica ; nao ilo as iou-
vas uem a estreanles, nem a premiadas do Conser-
vatorio, nem as esposas dos poetas coroados... Sao..,
MUTILADO
he a mulberinlia anda magra, pnrqoe alo leve lem-
po de engordar depois da fume recente, essa mulhe-
rinlia que o porleirn rhamava : mlisinha, e que
sorria lernamenle ao padeiro para ler crdito, no
mez passado, modesta em seu vestido preto ja usado
e milito curto, andando sobre a pona dos ps na la-
ma para ir ao Ihealro com Indicie nio comprados,
sempre asseada. mas empregaudo lodos 05 estrata-
gemas para dissimular sua miseria.
Seu marido, um bello nasten, queulo sabia ha pou-
co a que santo se encommendasse, compoz urna pe-
ca que acaba de ser representada no Odn, ou ven-
deu seu primeiro quadro, 011 pleiteou felizmente pe-
la primeira vez. O primeiro billiele de mil franco
gando, bou ganha enlroii nessa habilaclo. O passa-
do niorreu, o futuro aasce c quao bello he o pre-
sente .'
Oh nao comparemos esta .1 qualqucr oulra A-
Iraz do leilo ha 110 berco um menino Irisle honlem.
boje lodo adornado de bellos pcmluncalhos. Ton
um harrelinho bordado, roupinbas enredadas de ren-
das, c as cortina brancas slo atadas com lindas Tilas
azues.
O menino be votado s core da Virgem ; porque
a uiiilherinha he pie losa : ella tem solfrulo lauto !
Foi a Virgem qiieunleu-nn lado isso diz ella ao
marido, e esle, hom rapaz, so protesta laucando um
olhar sorraleiro ao pinceisou a penaa.
Mil francos 1 que riqueza F^lla pagou o porleiro,
0 qo.il disse-lhe : Obrigado. Mnliora. Tomn urna
criada, c n.io deve mai nada ao padeiro. E o mari-
do lem talento! Canba mil francos, quem nao lem
1 dent'.' ti talento be una mina de ouro !
Ella permanecen prudente. Amava o marido an-
te de elle le talento. Feliz! feliz! cem vezes feliz!
Mil vezes mais feliz do que se a fortuna Ihe de*
111111 earroagem c um palacio ; embora o primeiro
dia de carruagem seja tambera soberanamente agra-
dase).
O primeiro dia o dia seguinle ?o da victoria, eis
o que nao podem couhecer aquellas que nao couiba-
tcraiii non padeceram E o dia cm que Paris,
vasto como um mundo, apparecerlieio de gozos iues-
golaveis. O amor ahi he melhor pelasolnllo eslrauha
que d a mullidlo, a ambicio ahi cxalla-e c ale o
ealimento brando e purtj, i-jijo objeclo esta no ber-
eo. alii desuvolve-se mai inquieto, mais violento e
mais maternal.
O menino sera grande ..\h as vezes nio ha se-
gundo drama, non segundo quadro, nem segundo
pleito. A lita azul desbo(a-se no hirco, liram-se os
enfeite do barrelinho para augmenta-lo, rerabe-se
al no olhar ahaixado "para o padeiro. Mas houvc o
so 11 lio.
Miuhas patricias, o paraizo das mulheres he sobre
ludo vosso. Nas provincias ganliai vinle escudos
Irabalhando como captivas, em Paris nada fareis o
lereis qualrocenlos franco alm dos presentes. A
azadocesto voi dar o quadiuplo de vosso salario.
He sobre a aza do cesto que funda-se a grande ephi-
lanlropira iiisli111 <;ao da caixa de economa. Vossos
lilhos serlo lalvez engenheiros dvs. Temei smenle
o uniforme. Os acadmicos disseram em seu pro-
fundo conhecimenlo do corarlo femenino : Ha bel-
leza aneciada ou garrida que as dragonas nao subju-
guem '.'
Quantos capitulo faltarlo a esle livro.' Deveria-
mos lomar a mulher em lodas as posiees em que
noasa ordem social a rollnra em Paris. Seria neces-
sario ora o azurrague de Juvenal, ora a corda faguei-
ra que Horacio pe em sua lyra. Nuso plano eslava
feilo, era gigantesco. Tudo entrava uelle al essas
santas inulbere que acham lambem seu paraizo era
Pans no excesso de sua dedicacllochrislla...
Porm esse plano neccssilava oito annos e qualro"
ceios volumes mesmo sacrificando as Drinkeremet,
que alias nio sao mais apraziveis que os Drinkers.
A' priiporeao que contemplamos o fundo desse as-
smpto, veinolo alargar-se diieita e esquerda ;
sua cabera sobe, seus pos descem e occullam-se de
haixo da Ierra, Elle atranca ludo : nas nuvens essas
aulas mulheres que esto cima das lidalgas, e na
Ierra esses entes son nome que eslo abao das lou-
reiras.
Ha urna negra em l'aris que come "..iludas cruas,
egoza a e-e titulo de una popularidade nolavel.
Ella veio pedir-nos que a collocasscmns no panizo
da mulbeie.
E porque nao ? Todas lem direito a esse Edn. A
coi e o vestuario nada iiilluem niara. que unas einbriaguemc rom nctar e oulras com
vnboazul, M esse viaho deleita llie o paladar co-
mo a ambrozia'.' V. o amor, esse manjar predilecto
do banquete parisiense, (em porventura menos sabor
debaixo do ledo no soto indigente do que na alcova
forrada de velludo e dehiixo da caasa lina qne cobre
o leito '.'
Digamos ao menos em duas palavra* o que seria
necessarin pr em ti co para fazer esse drama colos-
aal. O proverbio he verdade e he paradoxo ao mes-
mo lempo. Em l'aris de alto a haixo c por loda a
parle a mulher reina. Em Paris desde a base al ao
cume a mulher padece.
Nio acontece o mesmo em lodo o universo? Com
efleito ; mas Paris exagera ludo. A -ensacan nelle
decupla-se lauto no bem como no mal. Dahi os dous
lados do proverbio dilematico : Paris he o paraizo
das mulheres e o paraizo he um inferno.
(Continuar-se-na.)


OiARlO OE PRNUMBUCO SBADO 26 DE MAIO DE 1855.
encanamcntn do rio Boborit*,e deseccamento dos
pantanos de Olinda ; jOJtOOO rs*. da respectiva pla-
a, que mandn lilhographar ; e 129000 rs. de 200
exemplires da meima plaa, que enviou esla se-
cretaria de estado.
Secretaria de eslado do negocios do imperio 10
de maio de 1835. Jas Bonifacio Kas:enles ii
Azambuja, offlcial maior interino.
COMBM.NE0 DAS ARMAS.
Qaartel-a-eaeral do coomudo dat iraui de
PernamlMca lia cidade'do Recito, u 36 de
maio da 1855,
.ORDEM IX) DA N. 50.
P marechl de campo commandanle das armas
'n certo para scirncia da guarnirlo e devido cfrcilo,
que securfdnVonslou de cilicio da presidencia datado
de 23 do frrente, o gpvcrno de S. M. o Imperador
lioave por bem, por aviso expedido pelo ministerio
dos negocios da guerra a It de abril prximo lindo,
conceder passagen para o primeiro balalhSo de in-
fantina, ao Sr. lenle dn dcimo da mesma arma,
Jos Joaquim Nunes.
O mesmo mar'ehal de campo determina, que o
Sr. segundo cirurgio lenle do corpo de laude do
exercilo, l(r. Francisco dnnralves de Maraes, seja
considerado como addido ao referido dcimo hatalhao,
para nelle fazer a servico que Ibe competir.
Jos Joaquim Coelho.
Conforme.Cindido l*al Ferrtira, aldanle de
ordens cucar regido do detalhe.
EXTERIOR.
BOI.ZVIA.
(Conelusao.)
A estrada de que fallamos, be a unict razoivel. e
Dito duvidamos que ella seja adoptada pelo governo
boliviano no dia em que os vapores liverem des-
embarcado, ou nos juntos de San-Francisco, ou nos
do Tarija. O caminho actual de communicaco de
Oran na Bolivia, costea o Vemelho ate a sua reu-
uio rom o Taria, e deixando este i direila, c se-
guindo sempre n curso do primeiro. ebega ao nor-
deste de Tarija por urna rordilheira alcanlilada. O
camiahu anda he pcior para sabir desla ultima d-
dade ; passa a cordilheira de Y cavache, elevada
cima do vale prto de Ires mil ps, lorna a descer a
garginlado Cinto.que elle alravessadepois,devide-se
dirigindn-se i esquerda a Potos, i direila a Chur-
quisaca, i por ciminhns impralicaveis. que o bom
censo repellir, logo que se tratar de um trafico re-
gular. Sao estes os obstculos naluraes, qne se op-
pero loda civilisarno, todo commereio, e sao
removidos conformando-sc coin a direco indicada
pela'natureza mesmo dos terrenos, que se lem de
jercorrer.
Com efleilo, s;goindii-se o Tarija eo Han, pde-
se subir estes dous rios com grandes barcas al a
melade do curso do ultimo, e dabi al a sua origem
por meio de um caminhn aberlo junto do valle'
Dalli nascenludo /..pilera ha urna pequea dis-
tancia e pouca elevaran sem nenhum embararo para
urna estrada para carras. O caminlio descea de-
poisa quebrada at a junecao do Zapatera com u
Pilcomayo, e atrnvessanfio este rio, subira seu cur-
so al a sua jiinrn com o Cachmajo, que vai ter
u Choqoisaca pelo valle de Volla.
O caminlio fcilo a principio para o transporte em
costas de aniares, deveria todava ser calculado so-
bre os declive necessarios para o converter em
estrada para carros. Os caminho* para animaes de
carga pouco custar), porque no se evitam os ro-
chedos c as ponles sao desconheridas. Mas pouco a
pnoro, median!; urna siibvenoao concedida a urna
enmpanhia, os mulos seriam substituidos pelos car-
ros, as mercan loria* ebegariam a Chuquisaca por'
urna inclinara lao insensivel, que perinillisse es-
tabelecer om frnle excessivamente bailo. O meio
mais fcil sera lalvez eslabelecero caminlio em urna
das imrgensdo ro. A podra lia all em abundan-
cia, e a cal he barata.
l'ma declvidade e urna estrada suflicienlc se fa-
na pois em pceo lempo com a immensa vanlacem
de servir de rti^ue contra as endientes animes e
utilisar todos ostlerrenus protegidos e estabelecer para
a irrigado vallas, que nao seriam mais sujeitis a
seren destruid is a cada innuiidaca.). A foz do
Zapatera sera a reuniSo de duas estradas princi-
pies ; a primeira, qne acabamos de indicar, ira ter
a Chuquisaca, l'o'usi, Oruro e la Paz. A segunda
conduziria quasi em linlia recia a Ahapn, passando
pelas al lea- chiriguanos, situadas no ultimo de-
clivio da Cordilheira entre o Parapcl c o liuapav.
Abaplornar-sc-hia importante pela recepto de todos
os productos das provincias de Tonina, de Acero e
de Sania Cruz, e para esta ultima eidade se iria
suhindo o Guapey, que nao olTerece nenbuma difli-
culdadc navegaran e pode admiltr grandes
barcos.
O Iralieo exisle boje entre Sania Crnz e Tarija,
onde o* fabricantes de assucar mandan) vender seus
productos e o frele nao be mais elevado do que pa-
ra Chuquisaca. Essa estrada recebera rapilamenle
lodos as carregaefies das provincias de Mojos e Chi-
quitos o mesmo de Cnchabamba, que se ulilisaria
desle meio de extracto, emquanlo o Amazonas nao
fosse aberlo.
A agricultura de Santa Cruz, Mojo? e Chiquitos
poderia todava escollier depois um oulro caminho.
Ha muitos anuos ja que um hoiiicm misado e intel-
ligcnte tinha pensado em aprovetar-sc por meio
da col misac,! i, de to las estas riquezas inacljvas. A
17 de novembro de 1812. o governo boliviano conce-
da ao Sr. I.uiz de (Mi leu vastos terrenos, sitnados
na margem do Oluquis, a pouca distancia da foz dcs-
te rio no Paraguay. O concessionario devia fossuir
por cincoenla annos o porto da embarque, e todas
as mercailorias importadas leriam de pagar um di-
reito de 3 por O congresso tinha ratificado as
importantes vaiitagens, que deviam fazer desse es-
tabelccimi-nto um engodo para as futuras colonisa-
ees. O Sr. 11 liten se tinha posto em reharto com
as sociedades inglezas de emigrarn e todas as suas
medidas eslavam lomadas para comecar-se o braba-
Iho com ardor; mas elle nao tinha contado com os
obstculos das potencias ribeirinbas c a prohibicao
da nivegacao do Paraguay fez. abortar loda possibi-
lidade de successo.
Iloje, depois de vinle longos annos de especlaliva,
a navegacao esta quasi para ser realisadd, e o Sr.
Odilen continua seus projeclos pausados. Seu suc-
cesso era urna animarn para os estabelecimentos
anlogos, e sua posic.au perfeitamentc escolla la o
pon cm estado de explorar vantajosamenlc as pro-
vincias de Mojos e de Chiquitos. Elle portera com-
municar com a provincia de Santa Cruz, que no
lata mais distante dalli, do que se acha do Verme-
Iho, por um caminho de planicie somonte, masque
nao pode ser de alguma vantagem, seno quando a
i-mlisacnn all liver enllocado seus postos ayancados.
Moje elle be um deserto e o transito seria muilo ca-
ro no principio por falla de recaraos paraos animaes
e viajantes.
Com um volver d'olhos se ve a grande importan-
cia destascoloniaseslendidasdesd Buenos-Axres at
o Rio Grande, podendo receber todos os productos
da rica provincia de Santa Cruz, de lodo o sul da
Bolivia, das provincias de Salla, Tucuman, C irdo-
va e Santa F, communicando entre si, graras i
moderacao das distancias, e creando cm posiroes in-
teiramenle vaulsjosas, centros cm redor dos quaes
viran grupar-se iiecessariareenle as emigrares suc-
cessiva?. Iluenos-Ayrcs se aprsenla de um lado
com seus inmensos recursos de consumo c de cap,
laes; do oulro lado a Bolivia com suas necesidades
nasecntes c com o desojo de urna emancipacao agr-
cola e industrial, c entre estes dous extremos, todas
as provincias do Prala com seus vastos pampas cul-
livaveis, o com sen consumo crescenle.
Poderiamos indicar; outros ponlos no Paraguay
afim de reunir Assiinipr.Vi ao uapor, mas jolga-
mos suflicicnle assignala-los no futuro, como um
complemento indispcnsavcl desla culonisacao, que
deve tomar proporrf.es rolossacs na vespera do dia.
cm que furoin lanrados os primeiros alircrces. A
Europa enviara a cssas popularnos meio sclviigens
relalivamcnlc i civilisarao e o bem estar, apostlos
pralicos, cujo exemplo produzir logo urna revolu-
to completa us costnmes e as necessidades. A
fecundidude humana csLi em rclacao com a do solo,
c em poucos anuos se ficar sorprendido de ver-se
cidades, onde simples cabanas tinbam si.lo levanta-
se traduz por um duplo beneficio para o operario
da mai patria : o salario se eleva pel\ dmiuirno
dos bracos imitis, se solTre um novo augmento cm
proporrjo do novo consumo, que se forma.
Comprehendemos pois lis mil maravilhas a sclici-
tude do governo actual da Franca, que lem visto nas
emiu'races um nirio de preservaban social e de ri-
queza para o paiz. Sua nrganisacao em urna vasla
escala sera um immenso servco e ao mesmo lempo
m titulo immenso de loria pacfica, mais duradou-
ra anda que o das conquistas; mas nao compreben-
deriamos que a M(ao toda inleira hesitasse em in-
lercssar-se malerialmenle nesta obra de salvaran.
lia conservado para lodos que temem, c sao cm
grande numero : ha origem de fortuna para os capi-
taes inactivos e um inlercsse geral de um alcance
lao elevado, que lloveramos desesperar de nos, se
nao fosse sentido.
Temos feto ronhecer as vantagens da inni patria,
mas he iiidispensavel para que sejam duradouras,
que os colonos, que sao sempre seus lilhos, embora
dispersos,possam adiar no solo, que os recebe, o suc-
cesso que da vida as emprezas. Nao nos nccuparcmiis
aqui da fundaran dos eslaholccimenlos proposlos
pcrlo de Sania V. c Corrieules; temos limitado
Bolivia o quadro de nossas observares, e alm disto
as consdera^oes, que nos restam a fazer, podem ap-
plicar-se igualmente a qualqucr parle.
As colonias formadas nas juntas do ro do Jujuy,
nu confluente do Tarija c defendidas al Abapo, de-
voran oceupar-se da agricultura antes de cuidaren) no
commereio, que he a consequencia do valor dado ao
solo. Ora, a fertili lado das provincias de Salla, 0-
ran, Tarija he considerada como maravilhosa; as
pastagens sao abundantes, forlcs e subslanciaes em
lodos aquelles campos recados cm todas as dreccoes
por corrcnles de agua pura ; entre os bosqnes e as
colinas ha vastos prados excellenles para a criaro
do gado, que d lucros prodisiosos. O emprego de
1,760 francos, augmentando lodos os annos com urna
desppza de 277 ir. e 50cenl.. comprehendidas todas'
as despezas, e com um juro de 10 por ccnlo destas
duas smnmas, se ach pap logo no sexto anuo, e
dexa a renda lquida de 2,500 francos,representan-
do na Europa um capital de 50,0tX) francos a 5 por
cenlp. Desle moJo um propietario com urna emis-
s.lo de 1,750 fr.naolem nutras despezasa acresecntar
sen'io uina somma animal de '277,O para tornar
adiar todo este dinheiro reembolsado no sexto anuo,
e ".ozar de nina renila, que representa um capital
superior, ao que elle empreguu. Com pequeas
despezas elle satisfaz as necessdades de sua familia,
a vida animal nao Ihc cusa nada, porque lem o Ici-
le e a carne, e o milho exigf t pouca cultura,
qne nao vale a pena fazlo entrar em linha de
otila.
Depois do gado, vem o tabaco que nas provincias
de Oran e de Tarija be de urna qualidade igual ao
de Ilavana. Cul(ivam-o nas clareiras das flo-
restas, nos lueares abrigados, e medanle urna des-
peza total de -?2.~>!) se colbc una safra de 91000,
quadruplicanlo assim seu capital rada anno. De-
vemos acresecntar que a culturas, que dao seme-
Ihaiile resultado, estn atrasadas, como todas as nu-
tras daquelle continente, que este lucro be obtido no
tabaco cm rolo, islo he, naquelle qiM d menos van-
tagem. Se por acaso se inlroduzissem bons melho-
dos, se se fabricasse charutos com cuidado, o lucro
actual seria provavelmente duplicado.
A cifra que damos para estas duas culturas, hao
s3o imaginarias, ou excepcionacs; sao o resultado de
nformacoes precisas c minuciosas obtidas por nos
mesmos no deparlamento de Tarija, e baseam-se cm
fados averiguados. Todos saben) que na Nova Hol-
|anda o capital empreado na rracao do gado, so
faz decuplo no fim de dez annos. Na Bolivia e nas
provincias argentinas o lucro be anda superior, e
comtudo falla o consumo quasi por toda parte. Os
resultados obllos em con licoes tan restrictas, fazem
antever a ainpiilude dos beneficios reservados nos co-
lonos europeus, qua'n lo a expiirlaraD for possivel.
Sabemos quanlo be diminuta a renda da Ierra na
Europa c que numerosas vicissiludes ameacan os
fundos entregues i industria. Nao comprehendemus
que a vista desla norma disproporro de renda, a
soriedade, que se formar para colonisar, nao visse
allluir para suas m:los as economas de todos os pe-
queos rendeiros. de to los aquelles que nao podem
dispor seuao sommas mediocres. \
Fundada sob os auspicios de um governo esclare-
cido c poderoso, a socie lado aprcsenlara, como ga-
ranta doscapitaes, que Ihe forcm confiados, lodosas
concessOes, sobre as quaes scrilo baseados os eslabe-
lecimenlus colouiaes, cujo valor augmentar cada
anuo com o desenvolvimento da agricultura. Ne-
nbuma hypolheca ser pois mais solida e nenhum
emprego de capilaes po lera dar tilo grande lucro.
Ha nesle faci lao simples da navegacao do? rios da
America urna nova era abarla s combinables indiK-
triacs e urna mina de ouro para quem souber la-
vra-la.
A-provincia de Oran cultiva em grande escala a
caima de assucar, que d grands beneficios, masas
colonos nao poderiam emprehender esla industria,
senao rennindo-sc lodos ou recebendo um apoio de
capilaes cslrangeiros,
O ail cresce agrestemente nos campos de Tarija,
Jupy, Oran, Salta, campo Santo e oulros lugares.
Umcidadao de (iualimala fundn em 1780 urna fa-
brica de ail em Covos e enviava seus producios a
Cdiz, ou le eram vendidos nina piastra mais caro,
que a melbor qualidade, que exista no mercado. O
sovernador bespanliol, admirado desle resultado, Ihe
fez conceder 3 60,0110 para o ajudar em suas plan-
laces.mas o premio c o plantador desappareceram e
a fabrica ficou abandonada. Em 17% Don Dlozo
Pucynedou.eslabelceeu-se no Rio Negro : a qualida-
de nitrosa do terreno Ihe fez renunciar a empre/.a.
Finalmente em 182i Don Pablo Sona renovou a ex-
pcrimenlacao no mesmo no, eapezar de nao ter co-
nbocimenlus praticos, obleve urna colheila igual em
quantidadee qualidade sde Guatemala. Infelizmenlc
Don Pablo morrn e linio foi abandouado ; mas esses
ensaios provarao al a evidencia o successo reserva-
do aos agricultores praticos, que quizerem entregar-
se a esta lavoura.
A o! cochonilha silvestre se enconlra a cada passo,
posto que nao a coltivem em nenbuma parle. Os
Indios a colliem para Ungir seus ponchos, e a respeilo
dos Hespanbiies, linda nenhum leve a deia de apro-
vcilar-se desla indcacao di natureza, que faz cres-
cer no mesmo terreno o insecto e o celos. Enlre-
tanlo a cochonilha poda ser na Bolivia om arligo
de retorno de grande inleresse.por causa da leveza do
peso comparado com a clevacao do VBlor. Cla-sc
um Peruviano que, medanle o emprego de sete mil
francos, obleve em dez annos orna ronda de qu-
nbenlos mil. Todos licaram ebeos de a (miraran,
mas nem um s proprielario estabelereu fabricas cm
suas haciendas Esla reservado ao espirito de in-
cialiva e deobservuao da Europa aproveilar-se de
todas estas riquezas dcixadas em baldo, e cuja cul-
tura lera podido mudar desde muitos anuos o aspec-
to daquelles pazes ISo pouco civilisados.
Mas o segredo dasmaiores fortunas se achara sein
contradicho na cultura de um oulro producto, cu-
ja ra'idade se faz sentir ja na Europa. Queremos
fallar do algodn, que s enconlrajno estado selva-
gem nas florestas inlcirasda Bolivia, c produz ad-
miravelmenle nas provincias, de quo nos oceupa-
mos. O algo honro cresce all espontneamente e
produz com a mesma abundancia, como se bouves-
N cultura regular. Nao ha nutra- despezas alm
das di colheila e podc-se calcular que lucros pode
dar nina planlacao feila nas margens dos grandes
ros, que >ao ler ao Prala.
O aloes abunda nas margens dn Vermclho em im-
mensas variedades teciveis. Os Indios fazem delle
cordas c redes, c Soria se servio delle para calafetar
seu navio. A natureza parece ter acumulado nas
marcena daquelle ro ludo quanlo he neressario
conslruccao nutica, madeiras admiraveis de lama-
nbo e de duraran, calafetameiiln incorruplvel e at
ppz que se acha no estailo liquido no confluente d0
Jujui\ c do Vprmellio. Existe all todas as qua-
lidadca do alcalrao.e Soria fez delle urna experiencia
sem replica, empregaurfo-o no sen navio.
A bananeira, o limoeiro, a larangeira. e o chiri-
moyo veselam no estado silvestre, e cultivados dao
excellenles fruclos. A vinba cresce perfeitamcnle,
o milho se aprsenla dcbaixo de cinco especies e o
trigo de Ires. O arroz de Campo Saolo be cual ao
de Tucuman e milito superior ao do Brasil e dos
Estados-Cuidos. A balala. a 'camota, a yaca, o
manioc c lodos os legunuts dos trpicos eiislem all
des desperas das Yuncas dla Paz e de Cochabam-
ba, deve-sc contempla-la no numero das lavourat
e que devem dar um produelo importante.
Finalmente devenios mencionar, romo Icndo
grande inlercsse, o preco das Ierras rullivaveis ou ja
cultivadas, ofierecidas ao trabalbador abastado. Os
primeiros rolnos da Franca nao lerao provavelmen-
te meios pecuniarias e devoran recorrer ao auxilio da
sociedade colonizadora, ao menos no principio. El-
los virao sos procurando fortuna ; mas ser i om atlrativo poderoso, c pensamos qne, nao
tardar muitosem que se veja familias inteiras mu-
darom-se como na APemanha e Iransporlarem com
ligo seu pequeo capital, que sera suflicienle para
suas primeiras necessidades.
A sociedade finalmente pnder estabelecer rela-
Coes com os prirteipes allemacs, cuja solicitnde na
emicraees de seus subditos conhecemos pessoalmen-
le, e apresenlar-llies garantas taes que nao acha-
riam em nenbnma parle. Ora a fanegada, medida
de Ierra, equivalente a il,i72 varas quadradas...,
:i:l,277 metros quadrados se vende porto das al-
dcias a .*)2~), quando a (erra n.lo be regavel; mas
quando recebe a irrigarn, o preco se eleva al 9*0 a
50. Nole-se que osles terrenos assim vendidos, es-
tao ja cultivados e sao e de um produelo immedilo,
entretanto que nos Estados-Unidos o pre^o de urna
geira de Ierra, ou iSSO jardas ou oilava parle da la-
negada, vonde-sc por i dolais, ou SI2 a fanegada
por um terreno, que militas vezes est no estado
selvagem.
Deste modo os colonos allemfcs, que disposessem
de um pequeo capital, leriam nio s>> a vanlagem
de ter urna superficie rr.)iinr de Ierra, senao anda
arha-la sempre immediataueiilu rullivaveis, em
lugar de soflrerem as demoras c os perigos de um
ir.ib.illin de roteamento. O terreno que vale 925,
se arrenda pelo preco regular de s-'i ao anno, ou 20
por cenlo de juro. He urna renda de 10 por cento
que serve para fixar o valor da venda de lodas as
propredades, engenhps ou oulros esfnbelecimenlos
ruraos no departamento de Tarija. Ora, no se lle-
ve esquecer que esle juro lao alio da Ierra be obtido
em um paiz reduzido ao consumo local, onde os
bracos faltam para as necessidades as mais vulgares.
Pode-se nferir dabi qual ser a dTerenca, quando
os consumos esliverem aberlos e a mo d'obra liver
diminuido de prejo.
Assim pos, se a Europa deve tirar vanlagens in-
calculavcis dos novos consumos, que trouxer a na-
vegardlo do Vermelbo, be tainbem certo que os colo-
nos acharan all, logo que cheguem, urna vida fcil
e depois nina fortuna rpida. A obra (icaria gmen-
le incompleta ao nosso ver, se a previdencia do go-
verno francez e da sociedade, que se inspirasse de
suas i ule ees, se limitasse ao transporte dos emi-
grantes e deslribuirao de trras cullivaves. Nao
se deve esquecer que o colono deve ser considerado
como menor al que os bons resultados e o lempo
tenham completado sua emancipacao ; a principio
elle lera necessidade de emprestimos para fazer urna
habitarlo e procurar os instrumentos do Irabalho.
I ran.plantado para om solo, onde a linguagem Ihe
seria eslrangeira, ignorando os costum.es, os recur-
sos e as difficnldades do paiz, cm que se acha, o co-
lono nao saliera a que ramo de cultura se entregue,
nem mesmo onde va procurar a sement, que de-
ver fazer vivr a elle e a sua familia.
Cremos poisdizer a verdade, aflrmandoque todos
esles socenrros primordiaes devem ser a consequen-
cia do impulso dado a emigraeaa. A companhia
que emprehender esta obra, Ije chamada para reco-
Iher inmensos beneficios, se a directo for nlelli-
genle. mas assumir lambem urna grande responsa-
bilidade, porque o mo resultado de suas tentativas
Iraria ufallivelmento o desanimo dos emigrantes,
e privara o commereio francez de um consumo im-
portante em proveito dos Irlandezes e Allemes.cuja
fibra be menos mobil e nao lem de recear os "mes-
mus maos succejsos.
S nos resla examinar em que bases solidas, e m-
medialainenle prove tosas poderia eslabelccer-se urna
sociedade de barcos a vapor para o servido do Pa-
raguay e do Vermelbo. Aqui a nossa larefa he f-
cil, porque' a demonstraran, que lemos feilo I res-
peilo das vantagens', que se pade retirar iior Buenos
Avrcs, be iuteiramente applicavel ao assumpto, que
tratamos.
A exfincrao do transito por Cobija, a subsliluicAo
de Valparaizo por Buenos-Ayres no abaslccimcnlo
da Bolivia, be bastante para dar urna idea das van-
tagens quo se pode oblcr desde o primereo dia em
que os vapores sulcarem o Vermelbo. As 15911 to-
neladas, I perdidas para o porto de Cobija se
acharan neress mmenle tributarias dos vapores que
navegaren o Vermelbo, porque i pouca profuud-
dade de suas aguas no verao e as sinuosidades in-
finitas do lio, sern um obstculo diflicil de vencer
pela navegaban vela.
Ora, (Ucmos figurar no calculo do frete urna som-
ma de siO a tonelada para o caminho de Ruenos-
Avres frnnleira boliviana, o que dava urna cifra
de 37,6M ou 3,188,200 francos. Calculando-se
volla da mesma tonclagem em melade dn prec
por causa da diminuidlo das despezas da descida,
adiamos urna somma de 3318.820 (1.591,100 fr.),
ou um total de 056,460 '1,782,300 fr.) O relalorio
da companhia dos vapores inglezes no Chagrcs ac-
cusava apenas em 1851 um lucrj liquido de 217,260
libras, ou 3,431,500 fr.
Eis-aqui pois, urna enmpanhia que pode contar
desde o "primeiro anuo com um lucro superior ao
de uina sociedade ja anliga, e islo sem calcular com
o contingente forrado das provincias argentinas,
com a passacem dos viajantes, e sohretudo com o
augmento enorme de commereio Irazdo para esta
navegaran. Tomos demonstrado que a diminuicao
s do frele permettera n Bolivia triplicar soas im-
porlaroes e por consegiiintc seus retornos.
Porlanlo, a Bolivia ter segura urna lonelagcm de
pcrlo de cen mil toneladas, que produzem animal-
mente a somma enorme de mais de qualorzc mi-
llies de francos, aos quaes virao junlar-se urna
mullidlo de outras rendas. Por isso cremos ser do
ulerease da companhia a vapor diminuir especial-
mente na desoda, o preco elevado (21 do frete, que
lemos indicado. A importarlo augmentar de to-
das as parles a economia ohlda, c as despezas nao
deverao ser muilo considerareis. Obter-sc-ba f-
cilmente da munificencia dos governos rbeiriiibos
concessOes das maltas, que lornarao barato o nrco
dos combusliveis, c se a sociedaile de transporte
honrosos e gloriosos. Custa-nos rrer em ludo quan-
lo mis mus dizer a esle respeilo. Nao concebemos
que seja possivel, que estadistas cmhuidos com o
velho espirito da aristocracia, e sustentados pela
espontanea confianca do paiz possam meditar a es-
pecie de ajustes que a voz publica assoa'ha. I.ord
l'armcrsloii, no momento presente, nao esta na po-
sicSo de um ministro ordinario. Nao pode cali ir
com um parlido, e delegar influencia dos seus
i principios) aa suas abnegaees de vontade indivi-
dual. Est so. Fo revestido com urna dictadura,
afim de que pdese descarregar loda a forja do
imperio sobre o inimigo. Como a elle seria conce-
dida a gloria de um Iriumpho, lambem sobre a sua
cabera recahiriam as consequencias de um compro-
misso que seria peor que urna derrota.
[Moming Chroidelf.)
combinasse sua accSo com a d rnlonsacao, seria t feilos durante a declinacao do imperio romano sao
fcil diminuir as despezas, creando agglomeraces
em cada ponto da escala, indicado para a marcha
dos vapores. Perlence aos homens pratices difinr o
que somonte indicamos de passacom.
Jlesumo.
Nossa larefa esli acabada. Julgamos ler demons-
trado que os paizes pouco conhecidos do interior da
America encerram ineigotaveis riquezas minoraes
e agrcolas; que a natureza caven para a explora-
do deltas, admiraveis canaos ramifica.los infinita-
mente, como para recolher todas as suas parodias;
que essa Bolivia moribunda de um excesso de vila-
lidade, so espera para radiar de prosperidade a mao
intelligenle e segura do calculador europeu ; que a
navegacao do Vermelbo be immediatamentc prati-
cavel, finalmente, que o Brasil, i Bolivia, o Prala
e a Europa estflo to poderosamente interessados
nesla navegarao, que nao podem haver mais debates
senao sobre os meios de execucao.
Temos indicado os pontos importantes, nao so pa-
ra a industria dn transporte, como tambem para a
colonisarao, c feilo conhecer osvjbsiaculos e as pro-
babilidades de successo, que Ibes ealSo reservadas,
l'erlrncer acora i commissao de sabios destinados
a explorar o Amazonas, completar um Irabalho ne-
cesariamente mperfeito. e li especuladlo europea j
abe dar valor aos thesuuros cuja existencia Ibe he |
de boje cm dianle revelada. A abertura dos rios
da America do Sul, a colonisarao desse immenso I
continente, nos parerem ler um alrance ncalcula-
vcl sobre os destinos commercaes dos dous mundos.
A rameira recular das emigraees pode servir de
um grande mal, e de riqueza para a Europa, porm
sera ao mesmo lempo o laco intimo que ha de unir
a civilisarao anliga civilsacao moderna, e cremos,
que llavera gloria e riqueza para aquellos que tive-
rem concorrido com sua inlclligencia, seus capilaes
ou seus bracos.
(Itevue Contemporaine.)
TERIOR.

5 n
ffl =
si-
das, como auto de posse da industria; de modo que,
se de um lado emigraro allivia usmercados euro- em abundancia ; nao fallamos da coca, que seen-
peus do excesso de bracos, que os embaraca, crea ao
mesmo lempo novos centros de consumo, que asso-
guram o Irabalho metropolitano.
contra no estado selvagem nas margens no Vlau,
porque este arligo be de consumo interno. Mas,
quando se considera que o uso desla folha se eslen-
A partida de cada familia, que deixa a Europa, da at Santiago de l'Eitero, e be trasida com orn-
Cf w > C ~ ~ T ~ iHthi.fi S^= c 2 = 2 < ". g r s.. a fie o > B Q _2 X n c o

--* - ic ; *^r X i. SE o' te
^ ISllIllil o'
e! -.-.omS y. < c' 1 V.
ft -m. 1S 2? ** -/ ^ a o' a.
X -'"'----t^-s y. 3> | r
-!- s o S 8 2 r; v = = 9 ic x o' (a)


B s 5
2? o ri =
03
ti povoinglezja se vai lomando inquieto acerca
da posicao assomida por esle paiz para rom a Russia,
mais especialmente acerca das neaoriaees em Vien-
na. Os rumores, que infelizmente sao mu bemeon-
lirmados pelas probabilidades, repelem, esrura mas
firmemente, as aprehenses que ha muilo exislem.
Cm medo vai ganbandn terreno, de sorte que todas
as nossas jaclanoiastodas as nossas allianras com-
pradas mu carolodos os sacrificios de dinheiro e
de homensvao dando um resultado mui ignomi-
nioso. He comprehendido, por urna especie de ins-
tnclo que raras vezes engaa um povo inlero, que
nos adiamos em v operas de algum vergonhoso com-
promissode alsuma paz fingida, iuadequada e in-
completa.
L'ma grande questo nacional desla especie deve
ser considerada sem referencia a espirito de parlido.
Em quesles domesticas he quasi impossvel legislar
ou administrar, exceplo por meio da acrao de parlido,
n,1o raras vezes ale de facro. Mas quanlo aos inle-
resses da nacao no seo lodo, e a nossa replalo aos
olhos do mundo, llevemos por de parle todas as pre-
ferencias por Whig, ou Tory, por esle ou aquelle es-
tadista, por urna ou oulra serrn da commnnhao.
L'ma classe consideravel e clamorosa no paiz brada
pela paz, porque julsa que a guerra prejudica-lhe
os inleresses e as manufacturas. Pereca o paiz, bra-
da ella, mas Irabalhem as machinas! As pessoas-
'nlluenles na prara, cuja oceupacao he Iralarde di-
nheiro, ou traficar com os fundos pblicos, estao
igualmente desejosas de urna paz immediata, porque
hoje as colisas estao paradas ; e esta gente raras ve-
zes ou nunca olham alem do momente. Um escrip-
tor eslrangeiro bem informado e influente dizque a
aristocracia ingleza he geralmenle em favor da paz
porque prev que a guerra ser urna desculpa pa-
ra exigir-se importantes mu lauras na constituirn.
Islo pode ou nao acontecer.' He cerlamente justifi-
cado como urna suspeita'pelo silencio singular e pe-
la apaibia do governo, pela demora inexplicavel que
lem occorrido na Crimea, e pelo ardor com que va-
rios chefes das secees aristocrticas da casa dos coni-
muns acarician) as pessoss que sa^ geralmenle con-
sideradas como os chefes do partido demperaliro
neste paiz.
Nao pode haver duvid.i acerca de um pontoexis-
te no espirito publico um senlimento de melanclica
e confusa decepsa. Um povo livre, acoslumado ao
uzo de inslituice* representativos, e habituado a
ver n sua vontade obedecida pelos seus (invernadores
ostensivos, n.lo he fcilmente induzido a desfazer-se
de um poder tao querido. He raro que um tal povo
reclame um dictador. Se reclama, he porque se
jnlga em perigo, domestico ou eslrangeiro, est, sa-
lisfeilo de deiiar o privilegie de fallar ou deliberar,
a fim de segurar a uiiidade de vontade e o vigor de
acrao. Comwell foi dictador desla especie. O mes-
mo foi Cballiam. O mesmo fo Pili mais moco. Ca-
da um legou um nome glorioso posleridade, como
mantenedor c defensor da honra nacional ; eos seus
louvores, como governadores, sao ennfessados por
aquelles que alias c-diam a sua poltica. O fallecido
Sir lloherl Pajil tambem foi dictador. O que ea-
nhot para elle o proprio respeilo dos seus opposilo-
res polticos "! A sua coragem moral, o vigor, a sin-
ccridade dos fins, so tinbam em cousiderarao a hon-
ra nacional e o bem publico. L'ma vez no poder
Sir Kobert Peel nunca desvioii-sc do seu alvo, quel
era preservar o seu paiz dos horrores ou do castign
de urna contend reciproca entre classes ; salvar da
mesma sortea aristocracia e o povo das consequencias
das paitoesiullammadase dosinteressesantagonislas.
Em verdade elle fo um governador ; nao permillia
que influencia algumaou cima de si ou abaixo de
so desviassem do ponto para o qual lodos os seos
pensamentos e designios eslavam firmemente volta"
dos. E quaes foram as suas recompensas 1 L'mi
reputado engrandecida contraria a regra ordinaria
dos ministrospela continuacao no cargo, e as la-
grimas de urna narao derramadas sobre a sua morle
prematura.
Y uina quadra de medonho perigo para a narao,
um dictador foi requerido mais urna vez. A nossa
reputacao mililar tinha decebido, pela influencia
combinada de falsa economa e interferencia de ju-
ristas durante urna lonja paz, com a ma represen-
llCjO perseverante dos jomalstas do paiz. O pu-
blico eslava persuadido que a poltica todava se-
guida, tinha sftlo mu moderada e pacifica, e que
era chegado o lempo para a sua revisao. Com a
unanimidad! que smente prevalece emsemelhan-
te crisc, lodos os olhps se voltaram para um ho-
rnerolodas as vozes proTcrram o seu nome. Por
: urna especie de aeclamacao foi votado ao poder*su-
premo, e entregue da melbor machina de governo,
a confianra publica. Ha cousa de quinze annos um
estadista inglez foi revestido com um poder igual
ao que foi confiado ao actual primeiro ministro.
Comtudo, em rigor, o raso de Sir Kobert Peel nao
be o mesmo, porque elle subi primeiramenle ao
poder como o chefe de um partido poderoso, e na
grande endiente de uina rearcAo quasi sem prece-
dente. I.ord Palmerslon fon levado ao cargo pelas
esperanzas publicas. Ninguem pergunlou com que
materias elle formaria um ministerio. Ninguem
refleclo se era whig ou lorj, ou homein de svmpa-
Ihas aristocrticas ou democrticas, ludo foi feilo
n'um espirito da mais cega f. Havia confianza
nelle como bomem de vigor como I......cm que.
por unj ou oulros meios. linha sido deposlo, ma,
que, se nutra vez dirgisse o leme do estado, as cou-
sas seriam enllocadas em seus eixos.
Emfim, o publico cbamuu lord Palmerslon, por-
que era reputado ser. om principios, oppo-to Itus-
sa, e desejuso de dirigir a guerra com energa.
L'ma imprente popular presuma que loda a sua
poltica passada linha sido dirigida a fruslraco dos
designios daquella potencia, e que em ronscqiienca
elle linha sido sacrificado por esles ou aquelles
meios. Sendo chamado por urna rara unanimidade
a dirigir o leme do estado, foi considerado como
urna nova declararan do guerra contra o czar, como
um manifest pela naco, de que as privarles sofl'ri-
dasptln nnsso cxcrcilo na Crimea, c as exagera-
res ostentadas dabi cm vante por alguns jomals-
tas, nao produziro em nos um h doloroso golpe

RIO DE JANEIRO.
SENADO.
Dia 9 d- maio de 18S5.
LidaS e aprosadas as actas de 7 e 8 do correle,
I o primeiro serretario da conla do seguinle expedi-
ente.
Carta imperial que nomea senador do imperio,pe-
la provinria de Mallo tirosso, ao Sr. Joao Antonio
de Miranda.He remelt.la com urgencia commis-
sao de constituirlo, conjunctamentc com as actas da
respectiva elecao a que se proceden na sobredita
provincia.
L'm officio do Sr. ministro dos negorios eslransei-
ros, participando que tendo S. M. o Imperador en-
carregado de urna missao especial na Europa ao Sr.
senador visconde de Uruguay, assim o communica
ao senado solicitando a aulorisa^ao a que se refere
o artigo Di da conslituiro.A'commissao de cons-
tituir ..
Oulro do Sr. ministro do imperio, participando ter
S. M. o Imperador Picado inleirado das pessoas que
na presente leaslo compoem a mesa dosenado.In-
leirado.
Oulro do Sr. ministro da guerra, remetiendo as
informacOes que Ibe foram pedidas em 19 de asos-
lo do anno passado, relativas ao lente reformado
Jos Xavier Pcreira de Brilo. A quem fez a re-
quisico.
Oulro do primeiro secretario da cmara dos de-
potados, participando a eleicao da mesa que all
deve servir no presente mez.Fica o senado inlei-
rado.
L'ma representacao da cmara municipal da villa
do Crato, provincia do Geera, pedindo a creacao
de urna nova provincia, da qual seja a capital a dila
villa.A' commissao de estilstica.
Sao remelliilos i commissao de constituirlo dous
requerimenlos, um de Carlos Tanicre, e oulro de
Jos Bouis, pedindo dispensa de lapso de lempo,
afim de poderem ser naluralsados cidados brasi-
leros.
Li'-se e vai a imprimir o seguinle projeclo :
Senhor.O senado vem render as mais since-
ras grara- a V. M. I. pela benvola manifeslarao
do jubilo rom que V. M. I. vio em lorno de si os re-
presentantes da nacao. c abri a presente sessao da
assemblca geral legislativa. Um senlimento como
esse, que revela amor c respeilo s insliluires po-
lticas do paiz, he lo digno de um soberano escla-
recido, como proprio de um lilho do immortal funda-
dor da independencia do Brasil.
a Interprete fiel dos Brasileiros, o senado se re-
gozija e congratula-so com V. M. I. pelo estado de
paz em que permanece o imperio, e pola fundada
esperauca de que esla iiaprcciavd situarn nao ser
alterada, como ludo promette.
O senado se compraz de saber que o governo im-
perial lem api incitado tan feliz ensejo para que os
meios confiados sua disrricao e destinados ao fo-
mento da riqueza e prosperidade do paiz produzam
os mais benficos resultados e satisfaram a mais im-
periosa das nossas neressidades.
a Ouvo o leado com prazer que a calamdadeda
guerra atoada na Europa nao influir tao sensivcl-
menle como se apprehendera sobra a nossa renda
publica, sendo o esladodas nossas fin incas anda sa-
tUfalorio.
o Senhor '. O senado felicita cordalmente a V.
M. I. pela mantoiira da boa intellisencia c amizade
em nossas relaces inlernacionaes. A paz e concor-
dia entre as naroes he a mais bella conquista da c-
vilisacao moderna, e V. M. I. esmerando-seem cul"
liva-las. bem merece da humanidade e de todos os
seus subditos.
A convenci entre o Brasil e Portugal para o
fim de reprimir a falsifiraro da moeila e dos papis
de crdito com circulaban legal em cada um dos es-
ados era um aclo exigido pela moral publica, pelo
interesse reciproco de ambos os povos. O senado
tratar de examina-la com a alinelo que merece
para dar-lbeoseu asscntimenlo na parle que depen-
de do poder legislativo.
Mui satisfaloria foi para o senado a certe-
za de adiare terminada, por modo honroso para
ambos os paizes, a dcsagradascl oceurrenria queso-
breviera em nossas relaces rom o Paraguas, pres-
lando-se o governo desla repblica reparadlo que
nos era aevida. O nosso incontestavel direito unido
s constantes prosa' de amiza le que o governo im-
perial havia dado, mesmo em lempos difliceis, ao go-
verno paraguayo, faziam esperar esla solueao paci-
fica e honrosa, assim como proraeltem um aocordo
igualmente satisfalorio acerca das outras quesliics
pendentes.
Inleirado da rommunicac,ao que V. M. Impe-
rial se servir fazer-lbe de ler ressado em novembro
oltimo o subsidio pecuniario que o governo imperial
fura aulorisado a prestar ao governo oriental, o se-
nado faz os mais ardentes votos para que em resul-
tado dos sacrificios feilos pelo nosso tbesouro, consi-
ga a repblica do Uruguay apazc Iranquillidadeque
Ibe sao indispensaveis.
Iguaes votos faz o senado para que cesse lambem,
mesmo antes dn prazo estipulado, a necessidade de
conservar-se no territorio oriental a nossa forra de
Ierra, cujo auxilio nos fora requisita lo pelo enverno
do Uruguay, confiando que nesle grave assumpto o
governo imperial continuara a ronsullar os inleres-
ses do imperio e da repblica nossa alliada.
O senado exulta com o merecido louvor que V.
M. I. do alto do Ibrono liouve por bem dar parle
do sen eximio estacionado no Cruguay, pelo brio e
disciplina com que alli se lem havido. Alm de ga-
lardoar nobremeute 1,1o dignos soldados, V. M.I.
honrou aos Brasileiros que sabem sustentar fon da
padia os principios de ordem e civilsacao que nella
exislem.
" Associando-se com o maior andamento profun-
da complacencia com que V. M. I. annunrion que
nenbuma tentativa de trafico de Africanos lem oc-
corrido no lilloral do imperio, oscilado se desvane-
ce cm reconbecer rom V. M. I. que a adheso do
paiz, e a incessanle vigilancia do governo imperial
na represao desse execravel commereio abonam a
firme esperauca de que elle nao reappareceri.
Convencido como V. M. I. de que o futuro do
Brasil esseiicialmente depende do augmento de po'-
piilacu prcsladia que baja de aproveitar as rique-
zas naluraes do seu vaslo territorio, c rerto da soli-
cilude de V. M. I. em promover a colonisacao e al-
Irahir a emigrarlo de homens uleis, o senado, con-
tando lambem com eflica concurso imperial a mais
franca cooperacao para que se leve a cffeile urna
empresa de lamanho alcance para o paiz.
O senado examinara, como Ibe cumpre, us re-
latnos dos ministros de V. M. 1., e empregara to-
da a diligencia em prover as necessidades mais ur-
eentes dos diversos ramos da publica administraran.
Com igual diligencia e attencao OCCnpar-te-hl
o senado das reformas ju.liciaria e lis potbecaria, da
creacao do eonselhu naval, e proposta dos oflirtaes
da armada, assim como das medidas para melborar a
organisacao do exordio.
Senhor '. O senado assegura a V. M. I. quecon-
annn passado, di proposirn da cunara dos deputa-
dos, alterando o derrelo n. 71 de 13 de setembro
de 1852, sobre collegios elciloraeT
Discutida a materia, he approvada a proposirao pa-
ra pasear a %.* diwoeao, na qual entra logo aarligo
1., e he approvado.
Segue-se a disctale do arl. 2."
O .Sr. Dantat :Sr. presidente, creio que o sena-
do lem lanto coahecimentg da necessidade desla no-
va divisan de collegios oleitoraes como a propria
commissao. A Commissao disse no seu parecer que
lem apenas algumas ini.irmacoes acerca dos collegios
eleiloraes de Malto-tirosso, qua foram ministradas
pelo presidente dessa provincia, emquanlo que das
outras nada se sabe. Ora, como poderemos nos
marchar nesle negocio se nao sabemos o que vola-
mos ?
Parece pois que deve ler lugar o desojo da com-
missao, isto he, que se pecam eicl.arecimcnlos ao go-
verno para podermos volar com conberimento de
causa.
Se V. Exc. julga que pode ter lugar o meu pe-
dido...
O 6'r. Prndenle :Tem lugar.
I'nusn.
O Sr. Danta' :Alguns nobros sanadores me di-
zem quesera lalvez mais conveniente que aprsente
o meu requerimento na :|.i disenssao, porque alen-
lao aquelles honrados membro queeslao liem ao fac-
i desta materia danto sem devida casa as infor-
macoes de que carero. Portanlo nao apresrntirei
por ora o requerimento em que fallei.
He apoiada a seguinle emenda :
Na provincia do Paran, a villa de Anlonina
formar rollegio com a villa de Morreles e freguezia
do Porto de Cima, separado do de Parauagu.
a Na provincia de S. Paulo, a villa de l'arahslio-
na formar rollegio com a villr. de S. I.uiz e fregue-
zia do Bairro Alto, separado do de Jacar.hs.Ba-
ro de Anlonina..lo> Manosl da Fonneca.Sil-
veira da .Woffa.
O Sr. Marque; de Olinda :Sr. presidente, nao
me opponho a doulriua da emenda, mas devo fazer
urna observadlo.
A emenda pode ser muilo conveniente ; mas, a-
doplada ella, este projerto lera do soltar a cmara
dos deputados, e vamos assim demorar a adopeaode
urna lei que se lem reronbecido neressaiia. Jui-
co por isso melbor que volemos esla resolurao, eque
quanlo s necessidades que a emenda dos nobres se-
nadores procura atlcndcr, pde-se fazer uina lei es-
pecial comprebendendo as disposiees que os nobres
senadores aprcsenlam relativamente s provincias de
Parane S. Paulo.
Pelo que respeila as duvidas que o nobre senador
(dirigindo-se ao Sr. Dantas) suscilou acerca da falla
de conbecimento da necessidade das disposices do
projeclo, e conveniencia de pedir nformacoes do go-
verno. entendo que alguns dos Srs. senadores pre-
sentes piulcran convenientemente minislrar-lhe cssas
informaees. He materia j tratad? o anno passado,
e he muito prosas el que os Srs. senadores tenham
conservado ideas a este respeilo com que nos possam
esclarecer.
Ado, no que diz respeilo a Pernambuco.localida-
de que mais colillero, que as disposices do projecl"
sao boas, e romo creio que o mesmo acontece a res-
peilo das mais provincias, desejo qne elle passe. E
n3o vejo neste meu desejo inconveniente algum, por
que, como j disse, pode depois fazer-se urna lei es-
pecial que comprehenda as disposicites que os senho-
ros senadores qoerem para S. Paulo e Paran.
O Sr. Barao de Pindar :Sr. presidenle, eslou
persuadido que a primeira base om que repousa e
ssstema constitucional he a cid cao. Falsear a elei-
cao he transtornar ludo ; be por urna careta no sys-
(ema constitucional ; be fazer rom que nunca se co-
nfiera qual be a opiuio do povo".
Diz o nobre senador : He preciso que passe a
lei; n mas o nobre senador nao provou que a lei he
boa. Eu enlendo que a peior tynnnia que pode
haver he tima mi lei ; e quando os memhros da rnm-
misso declaran) que nao saben) nada acerca da uti-
lidade desle projeclo, he necessario que o governo
mande informarnos que nos esclareram.
Senbores, quando considero o modo por que o no-
bre senador'que me preceden insiste para que vote-
mos esta rcsolucto, lembro-me de urna freir cega c
mouca que. tratando-se de urna arrematarn, e en-
viudo gritar as outras : Nao queremos ,' Nao qne-
remas! a gritn lambem rom todas as suas larras :
ii Nao queremos Nao queremos e alinal pergunla-
va : Mas o que he que nao queremos '.' a Quer o
nobre senador que comnosco se d o mesmo ci so :
Queremos, e queremos; mas o que beque quere-
mos ? he o que resta saber.
O nobre senador diz que be bom que passe a lei.
porque temos as eleicfles porta ; e eu diao qne ella
nao deve passar sem que estojamos bem informados.
Tcnho medode que aseleiroes nao sejam bem fei-
tas ; nao desejo que ellas rorram romo at agora,
2 Nao se deve perder de vista, que o preco de
-t) a tonelada be indicado por Arenales para nina
navegacao do barras rom lodas as suas demoras,
seus riscos e a enormidade de suas despezas. A ex-
lensfie. desde oronlluente dolan e do Tarija al
n do Vermelbo e do Paraguas, be de duzentas c
Irin'.a e oito leguas, e a profuudeza do Paraguas
permilllr empresar vapores' maiores e por ronse-
guinle de um iransporte menos cusloso. A compa-
nhia a vapor devera ronsiderar alm disto, que as
materias primas, que furmarcm o retorno, deverao
Sbflrer apenas urna tarifa moderada, afim de qoe
as culturas no (quem parissadas em seus en-
saios.
nem um grande desanimo. Naturalmente, mui. (tonar a prestar o mais franco c leal apoio ao
lo se devia esperar de um homein revestido de tao
alio poder c lio coadjuvado ; e em proporrao s
esperanras excitadas, c lalvez exageradas da narao,
em a malograrlo, e a indignarlo se elle cabisse
lentamente.
He por esta razao que os actos dogoserno de
S. M., envolvidos como sao n'um msslerio desne-
cessario, s,1o espreilados rom um inlercsse tao pro-
fundo, e tao cruel anciedade nas circumslandas
actuaos. Vagam tristes rumores. Por esla ou aquel-
la forma se v.to tornando consistentes, e sendo con-
firmado!. Algumas pessoas fallam em compro-
missos. os quaes, comparados com os qne foram
go-
verno de V. M. I., c que envidar todos os seus es-
forros para que a prcsonltuscssan nao desmorera das
que tcm sido mais feriis cm medidas adequadas ao
bem do paiz: assim o exige o seo dever de bem ser-
vir a nacao, o seu ardenle desejo de corresponder a
alta roufianca de V. M. I., e o seu constante anhelu
de ronrorrer para a maior prosperidade do Brasil, c
gloria do reinado de V. M. I.
Paco do senado 9 de maio do 18.Y.Marque;
de branlo. Bardo de Muritba. Mendcs dos
Santos.
Noeot collegios eleiloraes.
Continua a 1 discussfio, adiada cm 13 de roaiodo
Encerrada a discusiao he approvado o arligo enm
a emenda, e igualmente a proposirao pira passar a
3" discussao.
Ijcenra ao S.r. senador Paula Albuqutrque.
Enlra em 1 discussao o parecer da rommisso de
coiisiiiuirao sobre o oflirin do Sr. senador Paula
Albuquerqiie, datado de 25 de fevereiro de 18.it, e
he approvado para passar a 2 discussao.
Esgotada a ordem do dia, o Sr. presidenle convi-
da os Srs. senadores a Irabalbarem nas commises,
c di para a ordem do dia a Ia diseusslo do projeclo
A Ddo anno passado, dispondo que os guardas
nacionaes que tiverem as circunstancias exigidas
pela le para ser no exordio primeiros e segundos
cadetes csoldados particulares, poderAo reconhecer-
se particulares, elr.clevaiila-se a sessao.
-iHOIBI
CMARA DOS SRS. DEPUTADOS-
Da 9 de malo.
I.ida e approvada a acia da setsao de 7 o 1" se-
cretario l- o seguinle expediente:
l'm oflicio do Sr. ministro da jostira, enviando o
aulographo da resolurao, creando urna nova fregue-
zia nesla cidade lirada das de Santa Anua, Sacra-
mcnlo e S. Jos, dando-lhe o governo o ;nome e
raarcando-lhe territorio, ouvido o hispo diocesano.
na qual S. M. o Imperador conscnle,Fica a c-
mara ioleirada e communica-se ao senado.
Oulro ilo mesmo Sr. ministro, enviando na s o
requerimento em que o conego Pedro Nolasco de
Amorim Valladares pede ser indemnisado do orde-
nado de tOte annuaes qne percebia camo thesourei-
ro pagador da imperial capella, a qeat deixou de re-
ceber desde o dia 10 de setembro de 180, em que
foi extinelo o referido emprego, como tambem a
consulta do conscllio de estado a respeilo,__A' 2'
commissao de orc.amer.to.
Oulro do Sr. ministro do imperio, enviando o of-
ficio do presidenle da provincia do Kio de Janeiro,
relativo creacao de om rollegio eleitoral na villa
de S. Fldelis. a pedido da respectiva cmara mu-
nicipal. A' commissao de consliluicao e eslalis-
lica.
Oulro do mesmo Sr. ministro, devolvendo o aulo-
grapho sanecionado da resolurao qoe autorisa o go-
verno a1 rnneeder caria de naluralisacao de cida-
dfla hrasileira a Emilia Eulalia Nervi.A erchi-
var-se.
Oulro do mesmo Sr. ministro, transmittiiido co-
pia do decreto de 31 de julho de 1827, pelo quil foi
concedida ao tcnenle Jos Carlos da Silva a pensao
animal de 1005-A quem fez a requisirao.
Oulro do mesmo Sr. ministro, enviando copia do
decreto pelo qual S. M. o Imperador liouve por bem
fazer merc ao capiao honorario Ricardo LeSo Sa-
bino da penso annual de t80-5 sem'prejuizo do sol-
do qoe Ihe foi concedido por decreto de 12 de
fevereiro de 18t.A' commissao de penses -e or-
denados.
Oulro do mesmo Sr. ministro, remetiendo actos da
assembla legislativa da provincia da Parihiba, e
copias da consulta da stecao dos negocios do impe-
rio do conselbo de estado, relativa a elle*.A' com-
missao de assemblas provinciaes.
Oulro do Sr. Dr. Jos Ignacio Silvein di Molla,
communicando qoe n3o pode continuar a fazer par-
te desli cmara por ler tomado assenlo no senado.
A' commissao de consliluicao e poderes.
I.em-se e approvam-se varias redac^oes.
Contina a eleicao das commissfes rrgimenlaes.
Primeira commissao de nrranunlo (6i cdulas.)
Os Srs. : Carneiro de Campos 48 votos, Wander-
le> :l'J, Paul Sanios 38."
Constando acbar-se ha s.ib) inmediata o Sr. mi-
nistro da fa/enda, he introduzido com as formali-
dades do estylo, toma assenlo direila do Sr. pre-
sidente e le a proposla que lixa a despeza e orea a
receila seral do imperio para o auno financeiro de
ia">6 1R77.
Em seguida S. Exc. lo a seguinle proposta
o Angostos e digoissimos !*ts. representantes da
narao.
o Em olservancfa do S <> do arl. 1. da le de 9
de setembro de 18)0. n. 589, venho de ordem de S.
M. o Imperador apresenlar-vos a seguinle proposla
para approvacao das despezas aulorisadas por diver-
sos rreditos supplemenlares que foram aberlos pelo
governo no inlervallo da sessao do corpo legislativo.
As tabellase documentos juntos mostram a necessi-
dade dellos.
k Propmta.
Arl. 1. Almelas despezas aulorisadas pela lei
do orrsuieiito n. tiliS de 11 de setembro de 1852para
o i'sorririo do IS'iila 1851, be aberlo ao governo no
mesmo exercicio um credilo snpplemenlar da quan-
lia de1,671:t.">3at6fi, a qual ser distribuida pelos
Diversos ministerios, e cm cada nm driles pelas ru-
bricas da mesma lei. conforme a tabella A.
a Arl. 2. Alm das despezas aulorisadas pela lei
do orramenlo n. 719 de 28 de setembro de 18:l
para o exercicio de ISVi a 18.), be igualmente
porque nao quero o ssstema censlilucional mascara- [,bla 30 aoverno um credilo supp|einell,,ir da
do. Antes vamos manquejando romo al aqoi, do ^^ rte t0o0:2V0-i73. a qual lem de ser distri-
Ve votemos urna lei sem que estejames bem infor- ,iuda pelos mnistcrios dajustira, eslrange/ros.guer-
mados sobre a sua necessidade. O que desejo he qne | ra e fazenda, e cm oda uro (1,.,es pela, rubrcas da
nao se possa dizer que o senado vola sem si ter o \mtsmt i, c0 forme i (ibclla B*.
que. Em summa, cu estimada que se pedissera in-
formares ao governo a esse respeilo, porque o nobre
senador nada lem dilo. e eu nadagsei sobre este ne-
gocio.
Senhores, he necessario arnrdarmos ; nao se pode
marchar da maneira porque se lem marchado al
aqui a respeilo de eleirOes. Dessraradamenle so-
bre um objerlo de lana importancia, acerca do
qual a cora lem fallado varias vezes, nenbuma
providencia se lem tomado. A esle respeilo a ralla
do Ihrono lem sido erma, solitaria, lem Picado para
um canlo. Ah meu amigo Paula Saeta, se boje re-
suscilasses o que nao diras '! tu que daquelle luear
moslrasles tantas vezes quanto as nossas eleiroes
eram viciosas !... Elle linha coragem demostrara
verdade ; essa verdade calou no roracao dos enver-
nantes, a corda falln por varias vezes a esle respoi-
to, o senado, cm sua resposla falla do Ihrouo o
anno passado, reconheceu essa verdade, e entrelm-
lo o que se tem feilo ".'... Nada.
Agora vem esta lei, forjada lalvez por algum ba-
nlo, visconde ou marquez, por algum potentado do
interior que, como quer dispr das eleiroes a seu
goslo, nos mandnu esla resolurao pira volarmos.
Mas, pergunto aos nobres senadores, para que erve
islo".' Apresentasles as razoes cm que se basca '!
A nica razao que ouvi foi que is eleiroes balem
porta; mas be por esla mesma razao que voto contra
a lei, porque, batendo as eleiroes\ porla, e passan-
do urna lei pessima.a rdnsequencia ser que as elei-
roes hao de ser pessimas.
Se nao queremos, senbores. quena realidadeexis-
la governo represenlali.o entre nos, llevemos cru-
sar os bracos, e quando aqui appareror o ministerio,
bradarmos em voz alia ; Are Cwsar.' morifur te
salutanl !
O Sr. Jobim : Pouco ou nada sel a respeilo da
necessidade da creacao de novos collegios eleiloraes
em lodas as provincia.- de que falla o projeclo ; mas
eslou convencido da necessidade da crearAo de mais
um na provincia de que tcnho a honra de ser repre-
sentante no senado.
Esta necessidade prova-se pelo grande incommodo
que da aos pavos a distancia em que se arbam as
villas de que falla o projeclo cidade da Victoria,
onde aquelles posos sao obrigados a ir votar : esla
distancia, por pessimos raminhos, he. a I.lidiares de
21 leguas, a Sania Cruz de 12, c a Nova Almeida de
8, constando o collegio eleitoral que se quer formar
de l."> elcilorcs pouco mais ou menos ; porque ha-
vemos pois de querer que esses eleitores continuem
a passar tamanbo incommodo, viudo cidade da
Victoria, quando sem inconveniente algum podem
licar na villa de Sania Cruz, que o projeclo eslahe-
lece que seja a sede do lioso collegio eleitoral '.'
E assim como be necessaria aerearn desle DOW
rollegio para a provincia do Espirito Santo, julgo
que a mesma necessidade se da a respeilo ds ou-
tras provincias do imperio. Ptj sabemos qn?, por
exemplo, aa provincia d > liio Grande do Sul lia
collegios que distan) apenae uina legua mu do nu-
tro, como n de S. Jos do Norte em relacao ao da
cidade do Kio tirando ; oulros difiere III leguas,
como o do llio Pardo ao da Carhoeira. contrus mui-
lo menos por varias partes do imperio. Ora, quan-
do a distancia be de 21 legOM pele menos por pes-
simos caminbos, para que nao se. ha de attender
commodidade dos posos ?
Porlanlo, adiando bom juslilicada a rospeito d
provincia do Espidi Sanio a necessidade de um m-
vo collegio, sem se poder altribuir a medida a vs-
tas linislref, ou de inlercsse particular, ncnhrma
razao tcnho para suppr o contrario a respeib das
outras provincias de que Iraa o projecto, e por isso
nenhuma duvida lenho em volar por elle.
Arl. 3. As despezas provenientes destes aug-
mentas de crditos sent pagas pelos meios volados
nas leis de orramenlo cima referidas para as des-
pezas nellas decretadas.
o Arl. i. Fream derogadas as disposires era con-
trario.
O Sr. Presidente declara que as proposlas v3o ser
remetlidas as respectivas commissoes.
I.idasas proposlep, S. Exc. toma assenlo a. esquer-
da da mesa ele e relalorio da repartirn a seu cargo,
depois do que rclin-se rom as formalidades do et-
lylo.
Contina a ordem do dia interrumpida.
Segunda commissao de orramenlo x cdulas.)
Os Srs. : Henriques 48 votos, I-aislo 42, Ta-
ques V).
0r. 1. Secretario, oblendo a palatra pela or-
dem, le o seguinle parecer, que enlra em discussao
e sem debite he approvado :
A commissao do consliluicao e poderes, a quem
foi presente a indicarn do Sr. drpulado Paula Fon-
seca, pira que se chame o Sr. Mello Franco como
supplenleda depulaeao de Minas, nas tendo pr-
senle participarlo oflicial xlos Srs. lepalados por
aquella provincia que anda nao comparecern) as
sesses, que ha pouros dias comecaram, pela qual
se manifest a intencao formada do nlo compircce-
rem, he de parecer todava que se ipprove indica-
cao,fazendo-se o cbamamenlo indicad, n3o smenle
porque o Sr. Mello Franco, actualmente, oa corle j.i
lomou assenlo nesla cmara na qualidade de sup-
plente por aquella provincia, como parque de infor-
macOes de alguns rospeclivos deeiU1'0* cousta
commissao que algum deixara eeclivimenle de
comparecer.
o Sala das commissoes, 9 de neio de 1KV>.D.
Teixeira de Macedo. Figucirad- Meil-x las-
cohcelh*.
Contina a eleirao das canimissiies.
Terceira eommisso dt nrran\tnli(. cdulas.)
Os Srs. : Ctinha 51 volus. alendes d Almeida 4,
l.ima e Silva 41.
' O Sr. 1. Serretario, oblendo a palma pel or-
dem, leo seguinle parecer, qae he sem debate ap-
provado :
a A commissao do consliluicao e poderes, a quem
foi presente oofciodo Sr. r. Josc Ignacio Silvei-
ra di Motil, fommunirando esla augusta cmara
que ,e aclis" impedido de continnar i ler nella o
assenlo ooc Ibe compela como represntame da
proviecil de S. Paulo, em consequencia de haver
lionkei lomado assenlo no senado, he de parecer
que soja chamado esubstiluir a falla do mesmo se-
nhor o 1. suppleale p*r aquella provincia, que,
segundo a arla da apuraro geral das respectivas
eleices, be o Sr. Dr. Joaquim Jes Pacheco, que
j,i na sessao anterior loman parte nos Irabalhos lea-
la casa, e se 'cha actualmente na curte.
a Paco da cmara dus deputados, em 9 de luaiu
de fs">.>.D. Teixeira de Macedo. Figurita de
Mello.rxi'ronceltj-.
Conmina Hornearan das roinmisses.
Primeira eonimissi") de cotilas ,">7 cdulas.)
lis Srs.: Belfort i solos, Theophilo 12, Ferreira
de Aguiar 41.
Indn-se proceder nomcacao da 2" commissao de
I con tas, reconbece-se nao haver casa, o Sr. presiden-
te levanta a sesslo e marca ordem do dia.
No dia 8 n.to liouve sessao.
f
l'ERMBICO.
REPARTigAO DA POLICA.
Pirte do dia 2-~> de maio.
Illm. e Exm. Sr.Levo ao cenbecimenlo de V.
MUTILADO


V
OIARIO OE PERNAMBUCO SBADO 26 OE MAIOOE :855
I ..
S
i
Kxc. qqe das .iillerenlts parlicipacoc.s liojc receladas
nesla reparlira> conste que foram nicamente pre-
sos : '
Vela -iiib lelcsarU da freguezia de Sanio Antonio,
o preto Cetario.' oscravo.por haver raptado urna me-
nor, e o pardo Manoel Marlins Marques Barbosa,
sem declaracao do motivo.
Dos guarde a V. Exc. Secretaria da polica de
Veroatnbuco" 23 de maio de 1855.lllm. e Exm.
Sr. eonselheiro Jo* Benlo da Cunh.i e Figueirodo,
presidente d provincia.O chefe de polica Luiz
Carlos de Paita Ttixeiru.
Olisequiaram-noscom oJournai do Havre, de Iti
i 90 de abril prolimo paitado, razido pelo brigue
francez Jotrnh, entrado honlem daquellc poato.
O imperador dos Franreze partir a 15 de Varis
para CoUtai oude embarcara no da seguinle
para a Inglaterra, era compauhia da imperalriz; la-
yando comsigoo ministro ra guerra e varias oulras
peatoai de comitiva. Despedindn-se dos deputo-
dos que o foram comprimeutar no dia de soa par-
tida. S. M. pronunciou palavras, cujo sentido,
pooco mais ou menos he o seguinte :
Von Londres e U me oceuparci dos negocios
do Oriente. Querernos um.i paz iourosa e nao po-
demos quere-la seno lal. Emfim, quer lenbamos
paz quer guerra, cont sempre com o vosso concur-
O.
A gaiala cima cilada. em seu numero de 18 lo
panado, exprime-se a'esle respeilo da maneira se-
guinte :
Af correspondencias de Calais e o jornae in-
gieres l'ornecem anda poucas particularidades sobre
o itinerario da viagem do imperador. Foi bordo
do Pelicano que elle c ajmiieralriz se embarcaram.
(Juando fo dado o signal da partida, e no momento
de ollar a amarra a artilharie da fortaleza d Ris-
banck dea a primen- salva, e depois todos os bar-
ce sandaram a es iti.i triiiha descarregando ambos
os bordos.
Da oulra parle eis aqu no mesmo instante o que
passava-setm Douvrts:
i Oj carabneiros de Kent formavam a linda entre
o partero da lord Wardert e a prora do desembar-
cad. O prlRcipe Alberto enibarcuu-sc no l'iiid para
ir ao nneontro do imperador e da imperalriz. Meia
hera depois foram avistados os barco* de vapor fran-
cezes. Wo Pelicano eslava a bandeira imperial. Um
silencio profondo reinava na mullirto no momento
que a eaqowlra' imperial escollada pelo I irid.isobre
cojocoDYBZ,dlslirigua-sc o principe Al berlo. approxi-
mou-se da magnifica divisilo da esfliiadra ingleza do
Bltico. A nm signal dado pelo Xcpluno, todas as
corda< povoiram-e ile marujos. e a arlilliaria da
marinha hIvoii. Os botes dos nlvioi fotmarain as
fileiras de honra, entre asqttacs passnram os barcos
de vapor imprtaos. O sol dardejava seu6 raios so-
bre mar, e a proporeno que a esquadra adianlava-
sc raacetlorarnente feidcnrinasoiulaV.a espuma ero-
branquecia as proximidades do porto, e os marujos
ingiera ferian o ar com sens animados vivas. O
imperador eslava sobre o ennver. do Pelicano rom o
rabee dcscoberta tendo a imperalriz ao -ou lado, o
principe Alberto desembarrou primeiramenle para
recebe-tos. A arlilharia deu entilo urna salva im-
perial, e a msica militar torou diflerentes peras. O
imperador apresentou a imperalriz ao principe Al-
berto, e depois dirigio-se para o palacio de lord
Warrien. uando dsemharcou, vullou se para o
povo e saudou o diversas vezes.
() imperador e a imperalriz chegaram Lon-
dres pelas 6 horas e alravessaram toda a cidade jun-
lamenle com o principe Alberto em caneca deseo-
berta.
i Em Windsor, a rainlia Victoria esperavao sil-
lustres viajantes ao pe. da escada de houra ; ella es-
tendeu amigavelmenle a mito ao imperador e im-
peralriz fazendo-lhes o mais gracioso acolhimeiito.
Windsor tinha Iluminado lodos as suas amelas e
arcos de Iriumpho.
O Times faz sobre essa v>gem as seguinles con-
siderares :
Embora apreciemos devidamente as homena-
gem pessoaes feilas ao imperador Napoleao pela
corte da Inglaterra, e a ovacao popular que tem
acnlhido soa visita, as Testas da corte e as acclama-
ees do povo lornam-se um faci insignificante sen-
do comparadas a grandeza dos inlcresses polticos,
sobre que devem deliberar no meio das feslas os go-
vernos alliados. A visita do imperador dos Fran-
rezes a logla'erra he sempre um aconlecimento no-
lavel e romntico ; mas ella encontra a cric maior
que lein havido em nossa poltica e em nossa si-
tuarlo militar.
ii Segunda fcira no momento mesmo em que o
rorlejo imperial upproximava-se da capital, o gover-
no recebeu o aviso de que enmelara no dia 9 o ata-
que desde muito lempo esperado contra Sebastopol.
Honlem de manhaa soubemos que os plenipotencia-
nos russos iinlnm receido tuaslnslrucres defini-
tiva*, e que .conferencia de Vienna ia fazer a d-
cima sessio ; mas que esperava-se ver mallograrem-
se as negociares sobre a quarla proposta. Lord
John Kxissel annonciou que eslara em Londres no
dia 27, por conseguntc que partira de Vicua no
fien da semana prxima futura.
Astdm antes da expiraedo de a/guns diasqueo
imperador dos Francezes lia depassar na Inglaterra,
lie provavel que lenhamos noticias decisivas de Se-
beslop.il, e das conferencias de Vienna. Nessas cir-
cumstaiicias as conferencias pessoaes que fazem-
se em Windsor lem grande importancia. Esta vi-
sita que parece urna fesla, produzir.i resoluroes da
mais illa importancia sobre; o fuliiro poltico da
Europa; por quinto, nunca as potencias occidentaes
e.iiveram man unidas para a paz como para a
guerra. *
o Provavel mente na ex.ecur.io dos planos que
forein determinados, o imperador reservara para s
um papel activo. Cr-se geralmeulc que logo de-
pois dcTrua volta de Londres e da'exposiclo de Varis
elle partir para o Ihealro da guerra. Com quanto
tenhamos desde o principio elevado objeccOes con-
tra scmelhaule. projert, a falta de autoridade- nos
exercitof alijados lem-se tornado 13o evidente, que
veramos boje com prazer um acto que imprimira
mais decisao e actividade a prxima enmpanha.
No dia inmediato i'iquelle em que o imperador
Napoleao III parti de Franca para a Inglaterra,
morreu Mr. Ducos ministro da marinlia e das co-
lonias, desde o golpe de edado de 2 de dezembro.
O illnslre tinado era senador do imperio e grande
otlici.nl da legiao da Honra, e tinha prestado valio-
sos servidos ao governo do imperador,
NaCiiraeaas nperares bellicas lnhara sido re-
novadas com lodo o vigor.
No dia 9 do passado logo pela manhaa rompern)
os alliados um fugo vivissimo de todas as suas bale-
ras contra Sebastopol, o qual continuaran] duraule
lodo o da, (oda a noile e lodo ilia sajgui
Mais de iOO boceas de fugo jogaran tafilra a r-
guRiosa fortaleza sem que 1 lie ciusassern riamnos
consideraveis.
O general Canroberl dando parle em um seu des-
pacho do resullado do primeiro dia do fogo, diz
apenas que os sitiantes eram superiores, e que a im-
pressao geral nos exerrilos alliados era mui favora-
vel; eiilretaiilo um despacho do servico especiil do
Conililucionel, datado de Kamicsch do mesmo dia
que o do general Canroberl, arrre-ecuta que urna
brecha havia sido pralicada. Cremos que esta no-
ticia deve ser reeebida com alguma reserva, nao s
porque o faci de qne elle trata nao vem menciona-
do no despacho'do general francez, senao Vunbein
porque o principe (.orl-rhakulf, actual governador
da Crimea, dando parle ao governo russo das ope-
rarles dos alliados, termina o seu despacho nos se-
gointes lermrx :
Nos lhe re pon demos com tuccesso e o iuimi'.'o
deve ter soffrido perdas a-sas sensiveis. De nossa
parle tivemos 8:1:1 homens enlre morios c feridos. o
No dia 22 chegou a Sebastopol o grSn duque Mi-
gnel,omis novo dos hlhos do fallecido imperador
IHicolaa, atarauda os Husios na noile seguiule as
trinclieiras alliadas,
I'mj carta da Crimea1 citada pelo Monileur de
l'Armee diz que esse ataque nilo corresponder s
esperancatdo inimiao. mas o principe GortscliakolT,
dando cenia dessa acc^o, termina o seu rclalorio da
maneira seguiule :
Nossa empreza foi coruada de um successo com-
pleto em toilos os pnnlos, u mimigo foi expellido
das biatcheiras, e todos os Irabalhos executados por
ella ana ltimos diaa, foram destruidos. Aprisiona-
mos H Francezcj, dous dos qnaes sao officiaes.li lu-
glezes, dos quies dous sao tambem ofliciaes. En-
cravamos tres morleiros.
Maaess^ arrao brillunle coslou-iios muilo ca-
ro: as Uet torliilas,perdumos 8 ofliciaes superiores
e suballernos c Ti'J soldado, e foram feridos 21 ofli-
ciaes superiores e sobdternos e 9S2 soldados.
Secando as declararles dos prisioneiros o inimi-
=n pretenda m-noile at> II) a 11(22 a 23 de mar-
co rpoderar sea lodo ft.culo de nos.os alojair.enlos
junto do pharal de Kaimchatka, e execular Irabalhos
impnrlaulcs com a sapa volante.
Nesseinlnito enviara seis balalhes u trincheira
avancada. ,
(i Esla circumslancia que obrigra o general
Kronleffa mandar empregar a maior parle de sua
reserva, explica a causa da perda considcravcl que
solTremo.
A perda do nimigodeve ler sido muiU aaais
ponaideravel que a nossa ; poisrr|irando-se,as Iraws
rrancezas fkaram exnos|as ,, |,?:0 cruzado de nostas
baleras mais prximas. No numero dos morios"
arlmu^ia o lenle coronel do fnfp de esUdo-maiOT
Huo'as, que diriga os Iraliallios das trincheiraa
fraueezas.
ii Durante lo Ir. o combalea enlode foi vivamente
bombardeada. Nessa noile o jnimigo'lanrou obra
de 2,000 bombes que qoasi neuhum mal tizc'ran os
Iropag da guarmrao deiiddas dcbaixo das paveta-
da.
Carlas de llambnrgo dizem que a 11 d abrf.
pastura dianle de Kyborg a esquadra ingle/a do
Bltico composla de 12 unos de India e i crvelas a
vap'r.
A respeilo da campaalia que vai abrir-se uaqucile
marlemos na correspondencia parisiense do <;\obe
de Londres o seguinle:
'i .Nomos Icilores j xabein que a frola ser acom-
pandada de Irinta chalupas canlioneiras inglezas,
cada urna das quaes he armada de duas peras do
maior calibre.
i A Franca nao tem lirado abaixo de sua alijada
not esforcos que ha feilo para sustentar a lula com
o vigor exigido. J Iransmilli-liie a noticia de que j
teis chilupas canhoneiras ijnham sido laucadas na
agua, e que seus offlrUes e-lavam Horneados. Anles
ded>us mrzes o lanfamento de dozenove deses
ulein ajudanles elever. eu numero a viole acloco,
de sorleque nos primeiros das de junho a frota das
canlioneiras no Bltico secomponi de "i. vasos, a sa-
ber: 30 debaixo do paajilhAo inglez, e 2-'i debaixo
da bandeira tricolor. Cinco das conhoneiras france-
zasandarn vela, mas poderlo receber urna ma-
china auxiliar da Urca de dez ravallos ; silo : la
Fournaite, la Porche, la Trombe, le Toctin e la
Bombe. As oulras viole terflo piquetes da forga de
150 cavallos, que pela sui grande rapidez, e a pou-
ca agua que demandam poderAo fazer muilo mal ao
inimigo, c avilar fcilmente a perseguirlo das ca-
nhoneiras russa* muito mais numerosas, porm con-
dutidas somenle a remos.
ii Essas viole cmlioneiras a vapor sao : la Fleche.
V Alarme, \a Fusee, la Mtraille, V EHair. Vtlin-
ce\\e, la G<-enade, la F\amme.\a Dragunne, la Ful-
minante, Wtiqrelli, \'A\atanche, la 7empele, la
Pourmenle, la Redout, la Foudie, la Saint Barbe,
l'Aniuebute, \a Salce, e la France. Cada urna des-
las chalupas ser armada de tres pecas esua cons-
trucc.lo pora os artilheiros ao abrigo do fogo do ini-
migo. Alem destes vasos as baleras flucluanles
queesliloem consIruccAo rausarao urna sorpreza
das mais desagradaveis s guarnirles de Cronsladl.e
de Sweaborg. i>'
Os Kussos pela sua parle empregam lodos os es-
forgos para hahilitarem-se a renshr s forras inimi-
gas. 2000 homens Irabalham ronslanlemenle as
forlilicacoes do porto de Diinamunde, chegando lo- |
dos os ditt do interior arlilharia groata para armar
a fortaleza e as obras dispostas ao longo da rosta.
O grao duque Constantino foi nomeado grande
almirante e ministro da marinha.
A navegado do Danubio foi declarada livre aos
navios oeulros ; mais de 300, de todos os pavilhes, \
tinham chegado a Ibraila para rarregarem graos.
As conferencias de Vienna conlinuam infruclie-
ras nilo obslante ter havido j tOlreunies.
A Kussia rejelou complelamenle o lerceiro pon-
to das garantas, que se refera aoanar Negro. Os,
respectivos plenipotenciarios declararam, que nao
fariam propostas especiaes, que julgavam mais!
conveniente que es'sas proposlas fossem feilas pelas
potencias occidentaes.
A conferencia lomou simplesmente conliecimen-
lo desla deelararao, reservando para si os plenipo-
tenciarios das potencias occiuentaes o direito deres-
ponder-lhe.
O rei da Vrussia empenhaara-se com o imperador
Alexandre para que lizesse algumas concessoes, e
enviasse o conde Nesselrode a Vienna, mas o czar
depois do algoma consideradlo, jolgea dever ecu-
sar-sea isso.
O correspondente do Times, escrevendo de Vien-
na, exprime-se nos seguintes Irruios :
a A questao do Oriente nao prngride. Os repre-
sentles da Inglaterra,- da Frang e da Austria
conferem lodos os dias ; mas nao lem podido con-
cordar, e na minha opiniao nao lio provavel que
concorden). Nao quero dizer que baja pergo de
iimadesiulellgencia seria enlre as potencias Deciden-
!"- e a Austria ; mas nilo duvido que baja muila
ditTerenra na maneira de encarar a quesillo do Mar
Negro.
a As potencias orcidenlaes e a Turqua pensam
que o nico meio rllica/ de pir termo n preponde-
rancia da Kussia no Mar Negro, he neutralisa-ln c
excluir delle lodos os navios de guerra. A Austria
mostra nao ver as cousas debaixo do mesmo aspec-
to, e parece desrjar muilo sa|var a honra da Kus-
sia, ou anles impedir o imperador Alexandre de
ter humilli.nln aos olhos de seus subditos. Dizem
que o governo austraco declarou francamente ale
que ponto ira de accurdo com as potencias occi-
dentaes, e segundo consla-mc, prometleu 'ajuda-las,
se se contenlassem com deixar a esquadra russa
do .Mar Negro no estado em qne se acha," e con-
servar cnsules nos portos russos do mesmo mar.
Vrovavelmenlc a paz pode ser concluida sobre eslas
bases. .
Qual ser a allilude definitiva que tomar n Aus-
tria, se o ultimtum das potencias occidentaes for
regetado pela Kussia, como he mais que provavel ?
A telegraphia de Vienna allribue-lhe velleidades
de neulrafidade e isolamenlo, e urna corresponden-
cia menle a esle respeilo nos seguinles lermos :
a'Seinduvida Vnfc. conhece um jogo de amor
quefaz-se com.urna flor chamada margarida e
que segundo o numero das folhas diz alternativa-
mente: ii Elle ama-me um pouco, muito, nada, a-
paixonadamenle e assim por dianle.
ii Eit pouco mais ou menos que reduz-se aqui a
opiniao publica a respeilo da poltica dn Aoslria.
Todos desejara a paz como mis; porcmquando
um curioso pergonta se, no caso de rompimenlo das
conferencias, a Austria marchar, enlo o interroga-
do toma urna margarida e responde; n He possivel...
he provavel... quem sabe'!... he nosso nlcresse....
Nosso imperador ama lano o imperador dos Fran-
cezes... Nao amamos as Russos. Mas enilim a Aus-
tria comhater com nosco contra os Russos? A res-
posla aqui larda. Demais quer o interlocutor teja
militar, quer jornalisla, qur lidalgo, suspirara di
zendo: O mcllior seria a paz. "A Austria quer
a paz !
E fiquemos cerlns, embora digam o contrario os
jornaes francezes, que a Austria prolongara as con-
ferencias, al que baja urna solucao definitiva dian-
le deSelia-lopol.
o Se quer obler a paz, ella nada poupar, islo he,
nein palanas, nem ianl.irc>. nem artigos de jornal ;
do contrario esperara que a sorle baja pronunciado
entre os Russos e nos.
a Eis o que vi em Vienna, e creio ler visto bem.o
Em Madrid liouve urna tentativa do desordem.
O povo reunio-se em roda do palacio do congresso,
em numero de mais de 6.000 pessoas. dando Iguns
grilos rediciosos.mas felizmenle at medidas enrgicas
lomadas pelas autoridadet.poderam prevenir o dis-
turbio.
No Viemonte o senado'adiarn a ditcnsso do pro-
jeclo de lei aolire os bens dos convenios, parle du
contingente com que aquelle reino se compromet-
iera a concorrer para a guerra do Oriente, tinha ji
partido eachava-sc em Conslanlinopla.
No Kiinlislan houvera urna revolla formidavcl,
mas os rebeldes, sendo atacados pelas Iropas regu-
lares, foram derrotado! rom perda consideravel.
Nos Eslados-L'nidos tinha o presidente decidido
convocar o congresso para urna setsfln extraordina-
ria, afim de snbmetler ron-i leraran do senado e
da legislaliira medidas bellirosas relativas ao nego-
cio do lildorado e oulras alfronlas cmninellidas pe-
las autoridades cubanas.
Em Albania e Vhiladelphia linharh havido rudes
lempslades. Urna fabrica'de vidros fura destruida,
ficando sepultados debaixo das ruinas 2> Irabalha-
dores.
Na California linh?m sido descoberlo novos jazi-
gos aurferos jnnto do rio Kern. e era tal o crdito
de que gotavam, que o povo corra para la aos an-
illares.
No Mxicoconliuuava anda a revnlucao, mas o
partido revolucionario di/.em que ia perendo ter-
reno.
Santa Anna recnihera-se capital onde tora re-
cebido com salvas de arlilharia e oulras demonslra-
rnrs Je aleara. ,
Em Havana o chefe dos conspiradores, Vinlo. fra
ltimamente eteculado, e cra-se que seuscompa-
nheiros (.adalzo .e Venelo seriara condemnados a
dez annos de gales nos presidios de frica.
Corra que o cnsul dos Eslados-L'nidos naquella
cidade. segundo as ordens que recchera do secreta-
rio de estado, Mr. Marcy, notificara, que se urna ',->
goladesangue americano fosse derramado, o gover-
no da l.niaa nao respondera nhiis pelo que podesse
acontecer.
Um medico allemSo, o doulor Cuilherme Hum-
boldl, sobrnlio do celebre sabio do mesmoapiiellido,
deseobro em llavana. onde reside ha annos, um
preservativo contra a febre amarella semlhante ao
que descobrira o famoso Jeniier conlra a bexiga.
O empenho dos Havanezes em se fazer iiinocular
o novo, virus he 15o grande, que o governador geral
aulorison o eslabelecimenlo de hospitaes especiaes
naquella cidade. onde as pessoas que o desejarem,
EoderHo fazer-se innocular o virus respectivo e rece-
er todos ns cuidados necessarios al a cura.
A l'.azela de llacana diz <|ue as numerosas inno-
cularoes ja feilas, especialmente no hospital militar,
lem provado que as consoquenciasda nnoculacao
nao sao nem perigosas nem prejudiciaes.
O ministro da marinna de Franja, informado ofli-
cialmenlc desle faci, ordenou que urna commissao
composla do homens pralicos de Martinica a oa-
delupe, fosse enviada a Havana, afim de estudar o
processo do doulor Humboldl, porquanlo prev que
seus resultado podem ser de grande impjrlancia
para as respeclivas colonias.
Em censequencia daa disposirao sabio com efiei-
to o tingue de guerra Meleagre. do Forle de Fraila
para Havana. levando a seu bordo a eommistao .ia
colonia eurarregada de rumprir a ordem do minis-
Iro. e devendo parar em Cuadclupe para lomar os
individuos que dahi deviam tambem parlir cncarre-
gados da niesma misso.
O Brasil que lodos os annos v centenares de fi-
Ihosreiladospelo lerrivel flagello da febre amarella,
nao pode deixar de interessar-so pelo resullado da
descoberla do doulor Humboldl. e cremos qne o nos-
so governo. seguindo os passos do di Franja, dar-
te-ta pressa em mandar lamber a llavana urna
commissao composla de homens habilitados, que es-
tudand conveuientcmenle o processo em questio, o
venham espalliar enlre mis, caso o achem lio profi-
cuo qoaulo he para de Deixaste o Tejo ameno, os verdes prados,
Da Cinlra pitloresca a serra alliva,
Oue inspira o Irovador, e guia o uaula
A' barra de Lisboa Tudo deixaste
A formosa Coimbra, o seu Mondegn,
Uue bauha cssa maogao divinisada,
Capitolio das lellras.que inda chora
Com lernos murmurios tao saudosos
Da desditosa Ignez a unirte infausta !
Deixaste a bella Fonle dos Amores,
Oude Ignez derramnu lagrimas (risles,
E o cedro gigante,'altivo e forte.
Que atravez das procedas das idades,
Magesloso, scr.i um monumento,
Que ,-iltesle a Vorlugal, ao iium^i inleiro.
Seu amor extremoso, e infausta sorle !
Deixaste os verdes campos, bellos bosques,
E os pomares da invicta Lusitania,
Onde as aves mimosas sao a mil,
La onde otrouxiiml, e os canarinbos
Soltam aos ares maviosos quebros
De tarde, ao sol poslo. Tu deixasle
Todo esle composlo de delicias,
A fallar de lernura, amor, e vida,
E vens cantar eiume a la palria,
Empuuhar la Ijra em Ierra eslranha,
Soltar divinos, magestosos cantos,
E palria rouhar tal honra, e gloria ?
Mas tu, nada lhe roubas, tu repartes
Com leus irmaos das trras d'alem-mar
Os cantos divinaes da la l\r.i.
As flores ininuri liaveis da coroa
De re dos Lusilauos trovadores ;
Mui gratos a lal honra, em paga della
Elles lodos festivos, transportados
Te ahracnm, proclamando, e repelindo :
Trovador Vortuguez, bem vindosejas !
III.
O' genio, bem viudo sejat
A's Ierras da Sania Cruz ;
He pena que luji.lu vejas
D'esle sol a bella luz :
He pena que os olhos leus
Levantes p'ra ver os Ceos
Da brasileira mancan.
E sempre encentres nos olhos
Esse leido d*abrolbo*,
Bala horrenda escuridao !
Mas a li qu'imporla ella,
Se lu sii rom o slro ten
Tens descoberlo urna estrella.
Tena podido ver um ceo :
Bata eslrclla he a da gloria.
Esse ceo le d memoria
Atravez da nossa ulade ;
A lu'alma de poeta
Pode dizer, qual propbela :
o s minha, Vosteridade a
He. la, sim, o cantor
Duina noile do Caslello,
Fez um lemplode primor,
Que resisle ao camarlello ;
V'ra relime ao leu talento
Levantaste um monumento
Com mui fortes pedeslais .
Nao he rnarmore esculpido,
Nao he bronze derrelido,
Sao leus versos, nada mais !
S elles pdenlo mais
Do que pode a prala, o ouro ;
Nos leus cantos immortaes
T desle palria um thesouro ;
Vens agora aqui plantar
O leu inelhodo salolar,
Tao til quao imporlanle :
V'ra instruir a mocidade
Vrocuraste esla cidade
Sendo tao lougc, c distante !
He mui longe, mas leu geoio
Alllvo, propagador,
Com as ledras fez ci.tncnio
De dar-lhcs brilho, e valor :
Assim he.: lu das-Ibes brilho ;
Do Vale o nome -a. Caslilho
Traduz-se dizendo Kei,
Que alravez de tnuilos annos
Entre os Vales Lusitanos
Torasceplra, e tUis Jci.
Rio de Janeiro. Marro de IS.Vi.
P. Conralvet Braga.
COMMERCIO.
i'RACA DO RECIFE DE MAIO AS 3
HORAS DA TARDE.
Colaccs olliciaes.
Hoje nAo houvcram colares.
Al.FANDEtiA.
Rendimenlo do dia 1 a 2.....22L4.il52lsS
dem do da 25. ....... *:2"i7j(i88
228:7085030
Detearngam hoje 2ti de malo.
Patacho ameriranoBonitofarinba e fazendas.
Brigue brasileiraFeliz Destinopipas e barricas
vasias.
Brigue brasileirnfeci/ediverso? generot.
Escuna brasileiraICmiliapipas e barricas vasias.
Importacao.
Brigue Reci/e, vindo do Rio de Janeiro, consig-
nado a Manuel F. da Silva Carneo, manifeslou o se-
guinle :
12 pipas cabos ; a Miguel A. da Costa e Silva.
232 saceos caf, l caixa impressos, 3 dilas merca-
dorias, dilas rbspos, 40 latas fumo, 2 caixas fa-
zendas, 1i3 pipas vazias, 30 volumes barricas va-
z(as, % barris vazios ; a ordem.
CONSULADO GKKAL.
Rendimenlo do da 1 a 21.....30:77.>>.>68
dem do da 2>. ;..... 3:88ic01*.l
:U:(i"i9987
peraulo a junta da fazenda da mes r.a Ihesouraria, '
so ha de arrematara quem por menos fizer a obra
do acude da villa do Hinque, avhala em 3:3005.
A arrematarlo ser fela na forma da le provin-
cial n. 343 de l de maio do anuo lindo, c sob as
clausulas especiaes abaixo copiadas.
A pessoas que se propozerem a esla nrremalarao,
compareram na sala das ses0cs da mesma junla, no
dia cima declarado pelo mio dia compelcntemenle
liabliladas.
E para constar se mandou afinar o prsenle c pu-
blicar pelo Diario.
Secrclaria da Ihesouraria provincial de Vernam-
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
./. /'. a'.slunnH(Tafo.
Clausula especiaes para a nrremalarao.
1.a As obras du agude do Buique serao feilas de
ronlormidade com a plaa e orgamenlo approvados
pela direcloria em rousclho c apresenlados a appro-
vagao do Exm. Sr. presidente na importancia di-
S^OOfOOO rs.
2. Eslas obras deverao principiar no prazo de 0(1
dias c ser.lo roncluidas no de 10 mezes, a contar da
dala da arrcmalarao.
3.-' A importancia desla arrematarlo sera paga
em 3 preslages da maneira seguinle : a primeira
dos dous quintos do valor tolal, quando livcr con-
cluido melade da obra, a segunda igual a primeira.
depoisde lavrado o termo de recebimenlo provios-
rio; e a lercera finalmente de um quinto depois du
recebimenlo definitivo.
5.a O arrematante ser obrigado a communicar
repai iicao das obras publicas com anleredencia de
30 dias o dia fixo, em que tiver de dar principio
execugJo das obras, assim como Irabalhar seguida-
mente 15 dias afim de que possa o engenheiro en-
rarregadoda obra assislir aos primeiros Irabalhos.
5." I'ara ludo o mais que nao esliver especificado
nos prsenles clausulas seguir-se-ba o que determi-
na a lei regulainentar das obras publicas.
ConformeO secretario, A. f' d'Annunciarao,
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial!
em rumprimcnlo da resolurao da junla da fazenda
da mesma Ihesouraria, manda fazer publico, que nos
dias 12, 13 e 14 de junho prximo vindouro, se ha
de arrematar a quem por menos fizer, as impresses
des Irabalhos das diversas reparlires publicas pro-'
vincaes, avalladas em 3:3005000 rs.
A arremataran sera feila por lempo de um anuo,
ronlar do 1.o de jullio prximo vindouro, ao fim
de junho de 1850.
As pessbas que se propozerem a esla arrematagao
compareram na saladas sessdes da mesma junla nos
dias cima indicados pelo meio dia competentemen-
te liabliladas.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pernam-
huco 21 de malo de 185.. O secretario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em ciimprimenlo da resolurao da junla da fa-
zenda da mesma Ihesouraria,pTie novamenle em prn-
ga a obra dos reparos urgentes de que precisa o agu-
de de Caruar, avahada em 1:0125000 rs.
A niTenialarao lera lugar no dia 21 de junho pr-
ximo fuluro.
E para constarse mandou aflixar o prsenle e pu-
blicar pelo Diario. .
Secretara da Ihesouraria provincial de Pernam-
bueo'19 de maio de 1855.O secretario,
A. F. d'Annunciarao.
O lllm. Sr. inspector da tltcsoiirara provin-
cial, em rumprimcnlo da resolugao da junta da fa-
zenda, manda fazer publico que no dia 1 igde junho
prximo fuluro, vai novamenle a prara para ser ar-
rematada a quem por menos fizer a obra de calga-
menlo do |K lango da estrada da Victoria, avallada
em 8:3008000 rs.
E para constar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secretaria da Ihesouraria provincial de Pcrnam
buco 19 de maio de 1855.O secretario,
./. F. d'Atmknriitran.
O lllm. Sr. inspector da lliestjraria provincial
em cumprimenlo da resolugao da junla da fazenda,
manda fazer publico, que nos diasd2, 13 e 14 de
junho prximo vindouro, peranle arjnesma junla se
ha de arrematar a quem por menos fizer, o I ornen-
ment dos medicamentos e ulensis para a enfermara
sia cidade, por lempo de um anuo a
enfilar do \'." de jnllio do i oTrenleJrono a 30 dejo
libo de 1850.
23 ditos para o 'i. hatalhao de arlilharia, a I5.V1O
rs. ; 1 dito para a companhia de arlfires, por I51OO
rs. ; 47 ditos para a de ravallaria, a 15600 rs.
O 2., 380 grvalas de sola de lustre, a 350
rris.
O 3., 255 covados de panno azul, a 23O0
ris.
O 4., 250 covados de panno azul, a 2831)0 rs. ;
2,450 varas de algodaozinho, a 195 rs. ; 100 covados
de panno prelo, a 28400 r.
O .5., 2,400 varas de brim branco liso, a 410 rs.;
2.155 dilas de algodaoziulio, a l'.HIrs. ;230 covados
de panno prelo, a 28100 rs. ; 450 ditos de dilo ver-
de, a 255OO rs. ; 772dilos de hollanda de forro, a
105 rs,
O 6,, 1,590 varas de brim branco lizo, a 420 rs. ;
152 covados de panuo prelo, a 28400 rs.
O 7., 1,203 varas de brim, a 440 rs.
O 8., 1,534 esleirs de palh.i de carnauba, a 19y
res.
09., 155 grosas de liolics hranens de osso, a 210
rs. ; 129 dilas de dilos prelos, a 240 rs.
O 10., 650 varas de cordao de 13a prcla. a 60
ris.
E avisa aos-upradiliis vendedores que devem re-
colherao arsenal de guerra os referidos objeclos no
dia 20 do correnle me/..
Secrelaria do ronselho administrativo para forne-
cimenlo do arsenal de guerra 23 de maio de 1H55.
Bernardo Pereira do (armo Jnior, vogal c se-
cretorio.
COMPANHIA DO BEBERIfiE.
0 Sr. caixa da Compml)a do Beberr
be, Manoel (onralves da Silva, esta' an-
torisado pela assemlSlea jeral da mesma
companhia, a pagar o It dividendo na
razaode 2,sO00rs. por aeriio. Escriptoro
da Companhia do Beber i be 25 de maio
de 1S3.".O secretario, Luiz da Costa
Portocarreiro.
Peranle o conselho administrativo do patrimo-
nio dos orphaos, se ha de arrematar em hasta pu-
blica na sala de suas sessoes em o dia 29 do corre-
le mez, a rea das casas.do mesmo patrimonio
abaixo mencionadas por lempo de um anno.que lem
de decorrrr de 1. de jullio prximo futuro a30dc
junlip da 1850, a saber : ra do Encantamento n.
11. 18, 79, 80, 81 e 82; ra da liuia ns. 81 e 81; ra do
l'rapiche n. 85 ; hecro da Linguela n.,86, ra da
Crnz ns. 87, 88, 89 e 90. Os licitantes najam de
comparecer com seus fiadores, em a sala das sessoes
do nesmo conselho as 10 horas da manhaa do men-
cionado dia -2\>.
Secrelaria do conselho cdminislralivo do palri-
monio dnt orphaos 21 de maio de 1855.O secre-
torio, Manoel Antonio Viegaf. g
O lllm. Sr. inspector do arsenal de marinha
manda fazer constar, que em cumprimenlo do dis-
poslo no aviso imperial de 15 de abril rW.im'amen-
e lindo, e ordens do Exm. Sr. presidente da pro-
vincia, andaijj em praca publica por venda na porta
do almoxarifado nos dias 2(i, 28 e 29 do correnle
mez, o brigue escuna de guerra .egalihade, com
os perlences de navegacao, desarmado neslc pono
pelo seu estado de ruina, sendo a venda feila na
ultima prara a quem mais der sobre o valor dos ob-
jeclos, que ser patente na primeira.
1 nsperrao do arsenal de marinha de Vcrnambuco
22 de maio de 1855.O secretario, Alexandre Ro-
drigues dos Anjos.
A cmara municipal desla cidade di principio
a sua sessao ordinaria no dia 30 do correnle.
BANCO DE PEUNAMBL'CO.
O Banco de Pernambuco toma lettras
sobre o Rio" de Janeiro. Banco de Per-
nambuco 7 de abril de 8.O secre-
tario da direccao, Joo Ignacio de Me-
deiros Reg.
UIVERSAS PROVINCIAS.
Rendimenlo do da 1 a 24..... 2:858a712
dem do di 25........ 6i$tilt
2:92(8323
FlMICAfiA A PEDIDO.
SAUDAU POTICA
aii SR. COXSI LIlKlRtl
Antonio Feliciano deCastilho.
Vago ao genio um trbulo merecido
Que a gralidao me inspira ;
l'raco trbulo, mas nascdo d'tlma.
Mil-.-.Saudade..-.
Kaioii d'clcrna fama um dia augusto
Na Ierra do Krasil o Vale eximio,
O divino cantor da a Vrimavera a
O interprete fiel do crande Ovidio
Ja temos enlre nt! Real visita
Do rei dos trovadores que ornan Lisia !...
Exu\la, (iuanabara, no leu solo
Raiot d'elcrua fama um dia augusto !..
II.
Trotador Vortuguez, bem vindo tejas
A's Ierras do Brasil Ueiatte a palria,
Exportacao".
\ alparai/.o, briaue dinamarquez Sidonn. de 352
toneladas, conduzo o seguinle : 3,270 saceos com
19,926 arrobas e 18 libras de Manear.
Genova, palacho sardo n/.aranzar,. de 148 tonela-
das, condnzio o sesuinle : 1,710 saceos com 8,500
arrobas de as.iucar, 20,000 unhas de boi.
Rio de Janeiro, brigue hrasileiro (Maria Luzian,
de 306 toneladas, conduzio o seauinte : 04 pipas
e 2 ancorlas agurdenle, 0 barris espirites, 198 cas-
cos mel de furo, 117 barricas, 50 meias dilas, 3 bar-
riquinhas, 1,000 saceos c 1 cunhete com 0,385 arro-
bas de assucar, 0,329 meios de sola, 100 rnolhoscou-
rinhos de cabra, 1,128 saceos mlbo, 100 ditos. 340
caixas e 3 barricas velas e cera de carnauba, 72 ro-
los salsa parrillia, | raixao espanadores, 1 barrica
tonca de barro, 2 citdese.i barrilinbos dore, 1 ca-
xao rape, 2 barriquinbas puxuii, 20 saccas alsodao,
120 duzias de cocos para agua.
RECEBEUORIA DE RENDAS INTERNAS GE-
RAES DE PERNAMBUCO.
Rendimenlo do dia 1 a 21.....19:8945950
dem do dia 25........ 1:9523810
As pessoas que se propozerem a esla arrematagao
r.omparecam na sala das sessoes da mesma junta nos
diascimadeclarados pelo meio da, competente-
mente habilitadas, que ah lhe serao prsenles o for-
mulario e condiges da arrematarlo.
E para con-lar se mandou aflixar o presente e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Vernam-
buco 21 de maio de 1855. O secretorio, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial, cm cumprimenlo da resolugao-da junto da fa-
zenda, manda faier publico, que nos das 12, ,13 e
I i de junho prximo vindouro. se lia de arrematar
em bata publica, peranle a mesma junla a quem
por menos lizer.o serviro da capalazia do atondan do
ronsulado provincial, avahado cm 2:4753000 rs. por
anno.
A arrematagao sera fcita por lempo de tres annos,
a contar do 1. de julho do correnle anno a 30 de
junho de 1858.
As pessoas que se propozerem a esla arrematagao
comptreram na saladas sessoes da mesma juula nos
dias cima indicados pelo meio dia, competentemen-
te liabliladas.
E para constar se mandou aflixar o presente c pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de Vemam-
buco 21 de maio de 1855. O secretorio, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provincial,
cm cumprimenlo da resolugao da junta da fazenda
de 2 do correnle, manda f.izer publico, que as ar-
remataras dos contratos dasbarreras e 20 por cenlo
sobre o|cnnsumo de agurdenle no montoipio do Re-
cito, foram transferidas para os das 4, .> eO de ju-
nho prximo vindouro.
E para constar se mandou aflixar o presento e pu-
blicar pelo Diario.
Secrelaria da Ihesouraria provincial de* Vernam-
huro 25 de maio de 1N55. O-ccrelario, Antonio
Ferreira da Annunciacao.
Sociedade Dramtica Emprezaa.
latMB fiABBAItt^-BEMAiO R late.
Depois da execugu do urna bnlhante ouverlura,
subir scena o sempre nrailo aplaudido drama
em 5 actos, ornado de mnaiea.
Ceara' e Para'.
Segu (m poneos das a escuna Fmilia, rtjcche
carga e passaaeiros : Irala-se com o consignatario J.
B. da I'uuseca Jnnior, ra do Vigario n. 4.
LEILOES
O Sr. Von Sohttn lendo de fazer urna viacem
a Europa, Cara ludan por mlervcnrao do agente Oli-
M'ira, da sua mobilia existente no sitio do Sr. cn-
sul da Hollanda, em que reside, silio no principio
da ponte de L'choa, consisliiulo em sofas, consolos,
mesa de meio de sala e oulras inclusive de piular.
cadeiras, aparador, camas de ferro para casaes e
sollciros, espedios, tuucador, commodas, guarda-
eali lo, um piano de exeellenles vozes, e muilos ar-
tigos miudos de louga, vidros etc.. e algumas obras
de prala, assim corno um olesanle carro americano
quasi novo, o qual ten i vendido com os respectivos
arreios c cavallo : segunda-feira 28 do correnle as
10 horas da manhaa, no indicado slo do Sr. cn-
sul hollandez, na ponte de L'choa.
O asente Borja far.i leilao em seu armazcm,
na ra do Collegio n. 15, de um completo sorlimeu-
lo de obras de marrineiria, novas e usadas, obras de
ouro e prala, reloslus para algibelra, urna porgan de
louga para mesa, vidron de varias qualidades, e 011-
Iros muilos ohjerlos que c-tarao a inoslra no dia do
leilao, assim como 2 ptimasescravas de meia dade,
que serao entregues pelo maior prego que for oflere-
cido : quinla-feira, 31 do crrente, as 10 horas.
AVISOS DIVERSOS
I
3>E
21:8475700
CONSULADO VROVINCIAL.
Rendimeutodo dia I a 21.
dem do dia 25.
34:0103155
3:1403893
37:1573048
MOVIMENTO DO PORTO.
Vario entrados no dia 25.
Rio de Janeiro12 dias, hrisus he-p uilnd Secunda
Mnnica, de 224 toneladas, capitn Jos Conill,
equipag,em 13, em lastro ; .1 Aranasa & Brvan.
Balda 1 dias, palacho noruesueiise llore, de
DEGIARAGO'ES.
Verante o couselh adminislralivo do palrimo-
1110 dos orphaos se ha de arrematar a quem mais
der em hasta publica, na sala de suas sessoes em o
da o de junho vindouro, a renda das casas do mes-
mo- patrimonio aballo mencionadas, por lempo de
um anno, que lem de decorrer rio I. de julho pr-
ximo fuluro, a 30 de junho de 1850, a saber: ra
de Pora de Portas ns, 91, 92, 93.94, 95, 96, 97, 98.
99, 100, 101, 102, 103, 104 e 105, silios um 110 lu-
gar de Varnameinm n. 2, nm dilo no Kosarinho 11.
.(.- um dilo na Mirueira n. 4. e um dito no Forno da
Cal. em Olinda n. 5. Os licuantes bajara de cio
parecer com seus fiadores em a sala das manan do
mesmo conselho as 10 horas da mauhai do mencio-
nado da 5.
Secretoria do conselho adminislralivo do patri-
monio dos orphaos 22 de maio de 1855.O secreto-
rio, Manoel Antonio I iegas.
Pela admislragao da mesa do consulado, pre-
cisa-se comprar para o expediente da mesma. durau-
le o anuo linanceiro de 1855 a 1850. os seguinles oh-
jerlos :60 resma de papel de diversas qualidades
2 ditos de dilo de Hollanda, I dito de dito mala-bor-
r;ln. 1,000 peonas de secrelaria, 2 grosas de laps.
400 massot de brelas, ^ espanadores c mais objeclos
miudos, ole. ele. : as pessoas que liverem ditos ge-
- eros e se quizerem encarresar d- fazer este forne-
9 ern las.ro ??"**'& l c' WW* ci"!ei""' ^mparecam na mesma reparlira.. nos ,l,as
Rueo [\l?. "'!'" irm'"', ? ? ,, "'*'* ,,HS 'J '""a' da "<">"*> 3 da Urde, munidos
liuenos-Ajres por Muulevidro lo ullimo porto 23 '
dias. brigue hrasileiro Despique de Beiriz, de
285 toneladas, capilao Elizen de Araujo Franca.
eqnipaL'em II, em laslro ; a Manoel Joaquim Rit-
mos e Silva.
Rio de Janeiro14 dias, palacho hrasileiro Santa
Cruz, de_102 toneladas, capillo Marcos Jos da
Silvafc equiparen! 9, carca vasilhamc'
eros ; a Caelaiio Cuiaco da Costa
Havre33 das, barca fraiiceza Joseph, de 200 to-
nelada*, capiau lloudel. cquipagem 12, carga
fazendas e mais seneros ; a l.asserre & C. Vassa-
gero, V. Daniel Wlld.
Anuos sahidos no me UeneyaPatacho sardo aZarauzan, capilao Bernard
(iuaznino, carca assucar e mais seeros.
Rio Grande de SolPatacho hrasileiro nAmizade
Feliz, capillo Matliias Jet de Carvalbo, carga
assucar.
LondresBarca insleza Sarab Ann, com a mes
ma carga que Irnuxe. Suspenden do lameiro.
Que vai em lusar da tHAC\ DE l)EOS. que es-
lava annunciado, em consequenca de continuar a
doenca da Sr. I). Anna Cosa, que esl encarregarla
do papel de Chonchn, o qual nt foi possivel reme-
diar para hoje.
Dar fim'ao espectculo a neva e engragada
torga
0 FOGO NO QUINTAL.
Na qual havera ura lindo
FOGO DE ARTIFICIO.
rcilo peloSr. JosAlves.
Principiar.1 as 8 horas.
AVISOS martimos
EDITAES.
O lllm. Sr. inspector da Ihesouraria provin-
cial em cumprimenlo da ordem do Exm. Sr. presi-
dente da provincia de 10 do crtenle, manda fazer
publico que no dia 28 de junho prximo vindouro,
das competentes amostras e seus lirecos. Mesa do
consulado de Vernamhuco 24 de maio de 1855.Velo
escriyao, o I." escriplurario, Francisco de Vaula Lo-
pes Res.
Vela subdeleeacia da fretzuczia da Boa-Visto
se faz publico,que fira rccilhida i radeia, por andar
ss e mais ge- t''si Moreira. t-avalcaiiu re Albuqucrque ; seu legitimo seuhor
comparera peranle a mesma aubdlegcia. Subitelc-
gacia da rregnetin da Boa-Vista 24 de maio de 1855.
O subdeleaado cm exercicio, A. F. Marlins Ri-
beiro.
CONSELHO AMUNI9TRATIVO.
(I conselho adminislralivo. em cumprimenlo do
arl. 22 do regulamenlo de 14 de dezembro de 1852.
faz publico, que foram aceitas as proposlas mingos Francisco Rarnalho, Antonio Ferreira da
Cosa Braga, Jlo Vinlo de Lernos Jnior, llcnrv
Gibton, Timm Momsen & Vinaaaa, Fox Urollier,
Isaac Curio & C, Joaquim Jos Dias Vereira, Sou-
tS Innao e Antonio Vereira do Oliveira Ramos,
para fornecerem :
O 1., 100 bonetes para o meio balalhao do Cea-
ra, a lj:l80 rs. ; 203 dilos de pauoo verde, a 1$380
n.; tendo 37 para o 9. balalhao e 100 para o 10. ;
RIO DE JANEIRO.
Segu com mulla brevidade para o
Ro de Janeiro, a escuna nacional TAME-
(A.capitiio Manoel tos Sanios Perejra e
Silva, para carga, passageiros e escravos
a lrcte. trata-ce com os consignatarios
NovaesA C.,na ra do Trapichen. 54, ou
com o capilao na prara.
VARA 0 CEARA'
sabe com brevidade o hiato Anglico, per lar par-
le da carga proinpla : quem nelle quicr carregar,
dirija-se a ra da Cadete do Recite n. 49, primeiro
andar.
VARA LISBOA
tegoir a gatera porlugueza Magarida, sla qual he
capitn Jo3o Ignacio de Menczes. e o pretende fazer
com brevidade, por ler parte do seu (carregaovente
promplo : quem na mesma quizer carregar, ou se-
guir de passaaem, para o que lem bons commodos
pode enlender-se com o capilao na prara. ou com
cousignalario Amorim Irmaos & C, na" ra da Cruz
numero 3.
Para o Rio de Janeiro
segu com muila brevidade o brigue hrasileiro Coi-
ceiriio por ter parlera carga prompla : para o resto
passageiros e escravos a frete, Irala-se com Manee!
Alves (Hierra Jnior, na ra do Trapiche n. l.
Vara a Rabia segu em poucos dias a veleir.i
garopeira Ueracaa ; para o reato ra carua. irala-se
com seu consignatario Domisgos Alves Malheus
MARAHHAO E PARA*.
O veleiro e ja' bem co-
iilicciilo plhabote nacio-
nal LINDO PAQUETE,
capitao Jos' Pinto Nunes,
5 tem ile seguir com brevi-
dade aos porto*cima indicados: pata a
pouca carga que lhe falta e passageiros,
trata-se com os consignatarios Antonio de
Almeida Gomes & C, na ra do Trapiche
n. 1 (i segundo andar, ou com o capilao
na prara do Comincrcio.
Para o Aracaty,
sabe o hiato Aurora : Irala-se com Manoel Jos
Marlins, iyi na ra rio Vigario n. 11.
Real Companhia de Paquetes Ingleses a
Vapor.
No ira :il
desle mez (ou
latrea antea),
espera-se da
liuropa um
dos vapoics
da Companhia
Real, o qnal
lepois da de-
mora do cos-
ime seguir para o snl : para pasaaeroa, etc.,
llowi
PUBLICAQAO RELIGIOSA.
Sal un a luz o novo mez de Maria, adop-
tado pelos reverendissimos padres capu-
ilinihos de \. S. da Penha desta cidade,
augmentado com a novena da Senhora
da Conceirao, e da noticia histrica da
iredalha milagrosa e de N. S. do Bom
Conselho: vende-se nicamente na livra-
ria n. li e 8 da piara da Independencia,
a lsOO.
INFORMACOES OU UELACO'ES
SEMESTRES.
Nalivrarian. (i e 8 da piarada In-
dependencia, vende-se relacoes seines-
tras pqrpTecocmmodo, e querendo res-
mas vende-se anda mais emconla.
Como nao se apresenlasse al agora o Sr. ini-
migo do abuso, declarando quaes sao os empresa-
dos da Ihesouraria de fazenda que frequenlam aulas,
de prepratenos as horas rio espediente, queira
Smc, por quem he, conservar intacto oappellido que
lhe competeO CALUMNIADOR.
LOTERA
DA MATRIZ DE
SANTO AN AO.
HO.I E, sabbado 26 de
maio, he o indtiitavel an-
damento da referida lo-
tera, as 10 loras da ma-
ntilla, no consistorio da
igreja de N. S. do Livra-
mento, os mens bilhetes e
cntelas s estao a venda
at as 10 horas da ma-
nhaa; a elles que est o no
resto. Pernambuco 25 de
maio de 1855.O caute-
Ifsta, SahisHano de A qui-
no Ferreira.
LOTERAS da provincia.
O can te lista A. .1. R de
Souza Jnnior avisa ao res-
peitavel publico, que ho-
je as 9 horas da manhaa,
andam as rodas da lote-
ra da matriz de Santo An-
tao, no consistorio da igre-
ja de N. S. do Livramen-
to, ainda existe um pe-
queo numero de seusbi-
I(jefes e cautelas, qne s
esta rao a venda at as 8
e meia, horas da manhaa.
LOTERAS a pkomci t.
O lllm. Sr. tliesonreii-o faz constar
(|ue lioje 2(J do corrente, as 8 at as 8 e
meia luirs da manliaa, no consistorio da
igreja de N. S. do Livramento desta ci-
dade, correm as rodas da segunda parte
da primeira loteria da matriz de Santo
Anto. Thesouraria das loteras 2li de
maio de 1855.O escrivQo das loteras,
Luiz Antonio Rodrigues de Almeida
Precisa-sc alugar urna prela, que srja fiel e di-
ligente : na ra dot Marl\rios n. d6.
Os Srs. Joilo Paulo da Silva, Joc Francisco da
Silva, Joaquim da Coito Ramo, Loil de Ar.evedo
Sonta, Scbasliio Coelho llrrck, Francisco Moreira
Maia, Joao Pinto de.Vraujj, llercuhipo Aletandri-
no liernar lino, Manoel Anlonio Pereira, Manoel
Joaquim Paschozl. Inooeenco Marinho dos Sanios
c Joaquim da Coto C.unpo-. lenhain a bondade ap-
parecer na loja da ra do Queimado n. 10.
Francisco Scverino Raposo da Costo, hrasileiro,
retira-M para a Franra.
Declaro que uunca fui nem sou advosado as
causas do Sr. Jos Dias da Silva, a quem colillero ha
poucos dias, e que somenle al setemhro do anno
passado prc-lei a minha assi^nalura a um collega,
que todos sabem, ser o patrono daquelle Sr., e que
tai ludas as allego{Bea, e quanto se requer nos aulos
por sua propria titira, e que prtenlo sou inteira-
menle estraobo ao que lem occorrido a este respeilo.
Recito 2", de maio de 1855.
Jos Bernardo Galeno Aleo forado.
rata-se com os agentes Adamson
rna do Trapiche Novo u. \i:
*\t & C,
LOTERA 1)0 RUI.DE JANEIRO. **
Acliam-se venda um "esto de bilhetes da loteria
">3 do Monte Pi Geral, que correu 18 do presente,
em a Sania Casa da Misericordia. Os premios serao
paos a c di osada das lisias, as quaes virao telvez pelo
veloz 7or:nrin.<,que partindo do Rio de Janeiro ai,
deve aqu chesar a 31 do prsenle. Os Srs. que lem
bilhetes apartedos ou encnmmendados, queiram-os
ir buscar, pois que a continuar a chegada de navios
do Rio de Janeiro com IJo poucos dias de viar-em,
como tem acontecido, retiraremos da venda ditos bi-
lhetes, conforme ja temos feito, e o faremos sempre,
e nenhum so sa vender ainda mrismo qoe estoja
apartado ou encommeudado.
Afl horas da manhaa do dia -H do correle
parte um mnibus de Apipucos para o Recife : as
pessoas que quizerem ver a procist.o do Divioo Es-
pirito Sanio, aproveilera a occasio.
Os quartos ns. 636, 747, 56i, 2389, 480 e 1255
da lotera damalriz de Santo Anlo que corre hoje,
perlencem a N. S. do Pilar de Fra de Portas, oque
se faz publico para scioiicia dos assi|;nanles.
A pessoa qup anuuiicinu querer comprar um
cavallo carresador baiio, dirija-se i cocheira do Sr.
Sebaslio. .
Desencamiuhou-se do halcAo ta loja do abaixo
assignado rima ledra de rs. I:i"i000, sacada por
Francisco Pedro de Andrade, aceita por Amaro Go-
mes de Oliveira e endocada por Manoel Jos de
Oliveira Mello, previne-sc pois pelo presente, que
lano o aceitante romo o endurante se nao responsa-
bilisam pelo pagamento dessalellra, visto que se al-
guem por acaso achou ou a sublrahio, o queira com
ella faier negocio, roga-se negocio algom faram por-
que nesla dato a pagarao ao sacaote, lirondo assim
sem efleilo essa lellra sopor acaso apparecer. Naxa-
relli 11 de maio de 1855.
Domingos Jos da l'.otta Braga.
Prccisa-se alagar um primeiro andar as se-
guinles ras : Collegio, Queimado, Rosario, I.ivra-
mriito ele,; d-se li.i.lor a contento uo paga-se adan-
lado, e Irala-se bem da casa : quem tiver annuncie,
que paga-sc a despeza do annuncin.
Logo abaixo do caes do Ramos, aloga-se un
terreno murado ao pe do embarque, com capacidad*
de receher 11,000 toneladas de carvo de pedra, ou
para laixas ; se alguma companhia ou pessoa parti-
cular precisar, dirija-se i ra d, Madre de Deo*
n. :.
A agento Oliveira far leilao de urna exrcllen-
te morada de casa Ierre, sita na Atoga do Barro,
cidade da Victoria, comarca de Santo Anto nesla
provincia, em Ierras foreiras a N. S. du Rosario da
mesma cidade, e annexa ao sobrado do finado capilao
Dionizio Gomes du Reg, a qual pertencera ullima-
mcnlea massa de Manual Pereira de Carvalbo : sab-
bado, 2 de junho pruximo, ao meio dia em ponto, no
escriptorio rio dito agente, ra da Cadeia do Recite.
O agente llorja, por aulorisnrao do lllm Sr.
I)r. juiz de direilt) da primeira vara do commercio
Cuslodio Manoel da Silva Goimares, a requermeo-
lo de Manoel dos Sarlos1 Piulo e ontros, far leilao
das tabernas perlencenles a Manoel Dias Pinho. sila
urna na ra Direila n. >, e oulra na ra do Rangel
annexa ao n. -2, consistindo as armarles e gneros
ele, existentes as mesntas : quarla-feira, 30 do cor-
renle, leudo lugar o leihlo da taberna da ra Direi-
la as 10 horas, c o da Liberna da rna do Rangel ao
meloda em poni.
Roga-sc ao Sr. Genlil Suciro,qoe foi escravo do
fallecido Francisco Benicio Sueirn, queira ter a boo-
dade de vir a tejada livros da pra^a da Independen-
cia o. 6 e 8 receher urna caria i inda da Babia.
Francisco Severino Raposo da Costo, brasileiro,
roliia-., para a Franca.
Na casa de pasto da ra das Cruzes n. 39, lem
comedorias a Indas as horas do dia, da almoros e
janlares para tora, e tem mSo de vacca nos* do-
mingos.
Roga-se ao Rvdrn. Sr. padre Antonio de lal,
vigario da freguezia do Riacho do Sangue, que an-
nuncie sua morada, ou dirija-se prara da Indepen-
dencia n. (i e 8, para se lhe entregar urna carta vin-
da do serlao.
PRINTING !
The L'odcrsigned underl.kes lo execole in lhe
hesl slyte and wilh lalely imporlcd new lipes, for
lhe residen! foreisn mercantile houses, every des-
cripliun of prinling, viz : Circnlars. Charlar- Par-
lies, Bills of l.adins, Arcounts, Notes etc. etc.. al
tli9 lowesl prires possihle. no : E. Roberts.
Ra rio Trapiche n. :I8.
FUER DAS MERCANTILE PLBLICUM!
In dar Druckcrei des I'nier; dchneten iverden alie
znm Geschaefle gehoerende Drackacheo, ais Cir-
culaire, SchilTscnnliacte. Connoissemcnle, Rerhnun-
gen, Notes ele. ele. billig nnd gul ausgefuebrl.
Ino : F. Roberts. Ra do Trapiche n. 38.
Aluga-se a 10g rs. por mez". orna casa terrea
cm ()liiii|a, roa da Rica de S. Pedro n. 1. com duas
portas e duasjanellas de frente, tres salas, qualro
quarlos, grande cozinba, quintal grande murado
com pnrlito para a ra, racimha, estribara para tres
ou qualro eavallos. e casa para prelo, c tambem se
vende: a tratar com Antonio Jos Rodrigues de
Souza Jnior ho Recife, ra do Collegio n. l, pri-
meiro ou segundo andar.
O provedor da irmaudade do palriarcha S. Jo-
s d'Agenia, erecta na igreja de N. S. do Carino, ro-
ga a todos os seus cbarissimos irmaos que contribui-
rn] com suasquotas para ar-dificacao das respecli-
vas calarumbBS dentro docemilerio publico, dignem-
se apresenlar quanto antes seus recibos na ra es-
Ireila do Rosario n. 12, primeiro andar, ou n. 19,
loja. para verilicacao do. mesmos, aflm.de se conhe-
cer o verdadeiro numero dos contribuidles.
O Sr. roajor Joaquim Jos de Campos queira
dirigir-se a administraran do correio, afim de rece-
her .') cartas \ indas do Rio de Janeiro.
O Sr. Antonio Theodoro de Serpa queira ler a
bou lado de declarar pelo Diario o lugar de sua mo-
rada, para Intar-se de negocio que se faz preciso.
Precisa-se fallar ao Sr. Joao Sil veslro de Lages,
a negocio de sen interes-r, e no Sr. Francisco da
Silva Macedo ; na ra da Guia n. 3i.
A pessoa que appareceu no bercodos Peccados
Morlaes, sobre urna ama engommadeira, dirija-se
mesma a Iralar sobre u mesmo negocio, pois sujeila-
se pelos 8g000 que lhe foi ofterecido.
Esl justo e contratada a compra do engenho
Una, silo na comarra de Sanio Anlao : quem sejul-
gar com direito a elle por qualquer titulo, baja de
declarar por este jornal, no prazo de 3 dias.
-- loraiii apprchcndidos pela sulxlelcgacia da
freguezia de S. Ir. Pedro Gonralves do Recito, di-
versos relogios de algibeira c paredc.que seacbavam
para ounscrlar em poder de Domingos Ribeiro da
Lu/.'fallecido Mal leaurmante e sem declararan al-
guma : quem direito tiver a qualquer dos relogios,
aprescnle-se, que dando ossignaes lhe sera enlresue,
e islo no prazo de 30 dias, lindo o qual passaro aos
herdeii o- do mesmo fallecido. Recife 25 de maio de
185.1.
Roga-se encarecidamente a pessoa que mandou
encaderoar na cncadernacao la ra das Trincheiras
n. til A, os Mytlerios do Povo, baja de ir buscar no
prazo de 3 dias, do eonlrario o abaixo assignado o
vender para pagamento da enea.tornaran. Na mes-
ma eiicaderria.,.o precisa-se de um oflicial que sija
perito.Pedro Aflonso Rigueira.
Precisa-so de um. hornera poiluguez para ad-
ministrar meia duzia de prelos uo serviro do campo,
distante desla praca 3 leguas : quem esliver nralai
circunstancias, appareca na ra da Madre de Dos
n. 7, loja.
O abaixo assignado declara aos Srs. caulclislas.
que perdeu os quarlos da prsenlo lotera da provin-
cia ns. 3220 c 112(1, ns quaes eolio assiguados cora o
sobreuoine do mesmo. Juciiiidiano Rodolplu) de
Olireira.
Precisa-se de 1:0003000 a premio, para o que
fe h\ polheca propriedades de dobrado valor, e com
toda garanta ; a quem somier pride deixar, na ra
da Senzala Nova n. 9, em caria fechada a N. C. B.
sua morada, que ser procurado.
THEATRO DE APOLLO.
Os senhores socios que assignaram para a reorga
nisa^Ao da sociedade, podero mandar buscar os
bilhetes para a recita de sabbado 26 do correnle em
casa do ihesourciro, rna de Apollo n. h.A.
Precisa-se fallar com o Sr. Antonio Joaquim
Marques dos Sanio., para negocio de sen inleresse :
no armazem de Joao Marlins de Barros.
O abaixo assignado faz publico, que venden a
armaran o.miiide/as existentes na loja que possoia
ale 3ii de abril prximo passado, na ra larga do Ro-
sario n.' 38, convida todas as pessoas que lhe devem
a salisfazer seus dehitos at 9 do prximo fuluro mez
de junho.porque lindo esle prazo passaro a ser im-
pelidos judicialmente, sem dependencia de novo an-
nuncio seu.Jos 1H>\$ da Silva Cardeal.
Precisa-se de una ama para Iodo o
servicodeuma casa de |K>uca familia: a
tratar na ra Direila n. 102.
MUTILADO
Saliio nesta provincia a sorte dos2:00(W
rs., em meio bilhete da loteria 10 das
obras publicas de Nicteroy, n. 1025; o
possudoi ijueira vir receber na ra do
Collegio n.2l primeiro andar. AiIi.hu-
se a venda os novos billielcs da lotera
55 do Monte-Po (ieral, cuja roda devia .
correr na Santa Casa da Misericordia, a
18 ou 10 do corrente : os premios serao
pagos a' chegada das listas
ilavendo dillictildade cm se receber
no Rio de Janeiro a importancia dos bi-
lhetes com premio superior, quando esto
com o nome emendado no verso destes,
pedimos aos senhores compradores que
nunca einendem os nomes que houverem
poslo, porque dado ocaso de sabir premio
grande, e estando o bilhete com o nome
emendado ou riscado, nao sera' pago po-
nos e terao o trnbalho de mandar rece-
ber no Rio de Janeiro.
Conslando-me que a Sra. I). Leopoldina Ma-
ria da Coste Kroger pretendo alieaar seus bens de
raz, previno aos que us quizerem comprar, de que
novo conlra a dita senhora arrao dorendial pelo jui-
zn da primeira vara do commercio do Recite, para
me pagar da quanlia de i:8M!300l||pJo juros ven-
cidos, e que csses bens eslao sojeitilPao referido pa-
gamente, afim de nao se chamaren! os compradores
em tempo algum a ignorancia. Recite 10 de maio
de 1855.Mathias l.opcs da Costa Maia.
Toma-so l::008000 ao premio de 1 tp> l dan-
rlo-se por seguranea urna proprierlade perlo de-la
prara : a quem ronvier este negocio, falle com o eu-
cadernador na ruadas Trincheiras 11.61 A.
O Sr. Manoel Anlonio Pinm e Silva queira
lera bondade de apparecer na na do Collegio n.
1S, agencia de leiles, a negocio que lhe diz respei-
lo, por iguorar-se sua morada.
Joaquim da Silva MourSo previne a quem in-
leressar possa. que lodos os bens do Sr. Jos Dias da
Silva, movis, semoventes c de raz, csUlo sujeitos
ao ligamento do que elle lhe done, pelo que nao
pude o menino aliena-los, c nem d qualquer forma
di-pnr delle-, em prejuizo do annuircianle, que pro-
testo usar de seu direito, nulliiicando qualquer ven-
da ou disposirao destes bens.



_
DIARIO OE PERNAMULBO. SABAO 26 DE MAIO E 1855
Narciso Jos da Cenia, lenda encontrado oulro
de igual noine, o qual he empregado como palian do
esraler do lacre da alfan.leaa, se assignar de lioje
cin dianle por Narciso Jos da Cosa l'ereira.
WHMHt- *#
$ Acha-se a venda o MANUAL do Guarda
Nacional, ou collecrao de lodas as leis, cegn-
la metilos, ordena e aviso c ncerncnles i roes-
Aj) ina guarda nacional, organisado pelo capitn
A|> secrelario do commando superior da suarda
ft nacional da capital da provigcia de Pernam-
f$ lineo Firmnm Joi de Oliveira, desde a sua
i nova organisacilo al I do dezembro de
W 185*, relativo* nJto#no prucesso da qualifi-
i cacao, recurso de revista ele. ele, senSOa eco-
9 nomia dos coi po, oreanisa^Ho pormonicipios,
J) batalhea. companhias ; coen inappas, nio-
9 dala* etc., te.: vende-se nicamente no-pn-
leo*|o ('.armo u.9 \. andar i 5SOO0 res por
(} cada volume.
UCACA'O DiS FILHAS.
Entre as nbr.o do grande renelon, arceliispo de
Cambra), merece mu particular monr;lc ntratado
da educarn das meninasno qual este virtuoso
prelado ensilla como as milis devem eduenr suas 11-
Ihas. para um dia chegarcm a oceupar o* sublime
lugar de mai "de ramilla ; lotna-so por tanto urna
necessidade para lodas as pessoas que desejam gui-
a-las. no verdadeirocaminhn da vida. Esta a refu-
nda obra Iraduiida em porloguei, e vende-se na
livraria da praca da Independencia n. ( e 8, pelo
diminuto prero de 800 rs.
Pede-se ao Sr. Jos de Mello Cesar -pro-
curador da cmara de oh ma, que venlia entender-
se com os berdeiros ilc Loil Roma, pois basta de
rassoadas, tirando cerlo que em quanlo nilo se ett-^
tender com os meamos ha de sabir este annuncio.
Na ra da Cadeii do Recife u. :l, primeiro an-
dai, confronte oesrriptorio dos Srs. Barroca A Cas-
tro, despacham-se navios, quer naciunaes ou eslran-
geirus, com toda a promplido ; bem como tir.ui.---e
passa portes para fra do imperio, por precos mais
commodos do que em outra qualqucr parte, e sem o
menor trabadlo dos prelendentes, que podeni tratar
das 8 d manlia as 4 horas da tarde.
I I. JANE, DENTISTA, I
9 contina a residir na ra Nova n. 19, primei-
Pcrgunla-se o celebre Jos Rodrigues do Pas-
so o que leocioua fazer com os scus credores, porque
estando penhorada a heranca de seu finado sogro Be-
lem, pelos fliesroos credores mais de Jl> e propondo
o mesmo Passo urna accommodacilo, al boje nada
em feilo na forma de seu costme.Vmcredor.
Arrenda-sep engenbo Comportas,.na freguezia
de Morillera, dislaote X leguas da cidade, com muilo
boas Ierras de plantado, lmente e correnle : quem
o pretender, dirija-se ao engeiiho Sanl'Anna. para
tratar do negocio, com Francisco Pedro Soares
Brandan.
Na ra Bella n. 13, precisa-sc de tima ama es-
crava, que saiba cozinhar bem.
Precisa-se alugar urna escrava ou escravo para
andar com fazenda, acompanbado com-oulra pessoa:
na roa do Hospicio n. :'.i.
BALSAMO HOlOtiENIO SVMPA-
TH1C0
Favoravelroente acolhido em todas as provincias
do imperio, e tao eral como devidamente apreciado
por suas admiraveis virtudes.
MOLESTIAS CURA VEIS
POR MEIO DESTE P0RTEM0S0 BALSAMO
FER1DAS DE, TODO O GENERO, anda que
sejam com lareraees de carne.e queja eslivessem no
estado de chagas chromcas, esponjosas e ptridas.
Logo depois da applicaco cessam as dores.
ULCERAS E CANCROS VENREOS, escorbu-
to, sarnas, erisipelas, molestias cutneas ou perpe-
tuas, e scirrlios, couhecidos pelo falso uome e liga-
do nos peilos, rheumatismo, dielezede todas as qua-
lidades, golla, inclincoes e fraqueza as articulantes.
QCE1MADURAS, qualquer que seja a causa e o
objecto que as produzio.
O MESMO BALSAMO se lem applicado com a
maioi vantagem as molcslias ,-eguinles: porm ad-
verle-se que s se deve recorrer a elle em casos ex-
tremos, na falla absoluta ou iioposstvel de s'e obler
a mialencia de um facultativo.
FSTULAS, em qualquer parle do corpo.
I.OMIllUli.Vs, nao exceptuando a tenia ou soli-
l.iria.
MORDEDlJRAS'dc qualquer especie, aiuda que
sejam as mais veuenosas.
DORES colitas uu de barriga, debilidade de cslo-
mag, obstiuccao das glndulas ou etitraiihas, e ir-
regularidade uu falla da menslruarao ; c subretudo,
inllammaces do ligado e do baeo."
AFFECvO'ES do peilo, degeneradas em princi-
pio de ptlij sica etc. Vende-sena roa larga do Ro-
sario n. 3(i.
COLLEGIO PARA MENINOS, KM \YA-
DSECK, SUBL'RBIODEHAM-
IRGO.
O abano assignado lem a honra de participar ao
publico, que mu ou o seu collegio nesleanno.de
Mamburgu para .Waudsbeck, e esla agora habilitado
de poder aceitar mais algmu pensionistas. A sita-
can do lugar he a mais saudavel de lodos os arrabal-
des de Ilainbiirgu, ea distancia dessa cidade permit-
le O gozo de lodas as vanlagens das cidades grandes,
assim como ella impossibilita o gozo das desvanla-
gens para meninos. Ao entrar no collegioos meni-
nos lulo devem ler excedido a idade de 10 aunos, e
maior cuidado e zelo se empregara em favor delles,
nao s para o seu bem plnsico como iulellectual.
Elle-, lerflo lices em todas as linsuas modernas, his-
toria, geographia, historia natural, malhemalica,
assim como os principios necessarins para o commer-
cio, ou as linguas antigs, sneucia das antiguida-
des, philosoplua, etc., como prepaios para o esludo
na universidade. As despezas do ensino, susteulo e
casa importa ni em 1,000 marcos,JOOaOOO pouco
mais ou menos. Os pais dcxcriio dar roupa, assim
como pagar msica e enaino de dansa, caso o dese-
en!.C. H'.9lck*hauten.
Eslccollegio podemos rccnir.meddar ispessoasque
queiraiu dar una educacilo exemplar aos seusfilbos,
por ser um dos melhores na Allemanha, e ollerecc-
mo-nos a dar lodas as informarles j quem precisar:
ua ra da Cruz n. 10.
PIANOS FORTES.
Bruno Praeger & Companhia, ra da Cruz n. 10
recoinmcmlam as pessoasde bom gosto, seu escolln-
do sortimento dos melliorcs pianos, tanlp borison-
laes come verlicaes, que por son solida coiislrucijao
e liarmouiosas vozes, assim como por sua perfeila
obra de m3o se distinguem. Todos estes pianos sao
feitos por cncommenda, escolhidos e examinados,
e por islo lixres de qualquer defeilo que se encentra
muitas vezes em os pianos fabricados para etpor-
lasao.
Aluj'a-se ott vende-se urna casa com
so tilo e sitio no lugar da Tone, junto ao
sobrado do Si-. Pei\oto, com todas as com-
modidades para lamilla, coebeira, estri-
barla, quartos para feitor, etc.: na ra
da Cruz n. 10.
PROCISSAO DO DIVINO ESPI-
RITO SANTO.
A prccis&lo do Divino Espirito Sanio saldr da
igreja de Nona Senhora da ConreicSo dos Milita-
res as 3 ^ horas da tarde do dia 27 do correnle,
percorrendo as ras Nova, Cabugn,Traca, Cruzes,
Cadeia, dita do Recife, Cruz, l.ingoeta, Corpo Santo,
Vigario, Encantamento, Madie de Dos, Cadeia do
Recife, Crespo, (Jueimado, Livramenlo, Uirrita,
Moras, Carmo, Camboa, Flores, se recolber pela
ra Nova. Se, porm, qualquer deslas ras nAo
eslixijr devidamente limpa, ella lomar a direcriu
que a mesa julgar conveniente. A mesa regedora Vo-
ga aos idilios que olTereceram figuras, as mandem
vestir a.horas laei, que as 3 horas da larde em ponto
>e achem na igreja.
Esta para alugar-se o segundo andar com so-
llo, de um sobrado alraz do Ihealro deS. Francisco:
a tratar com l.niz domes Ferreira, no Mondego.
CONSULTORIO DOS POBRES
50 BA WO?A 1 AMIIAR 50.
O Dr. P. A. Lobo Moscnzo ila consultas homcopatbicas lodos os dias ans pobres, desde '.* horas da
manliaa atoo meio dia, e em casos extraordinarios a qualquer hora do dia ou iioite.
Ollerece-se igualmente para pralicar qualquer operacao de cirurgia. e acudir promplamente a qual-
quer mulhcrque esleja nial de parlo, e cujascircumslanciaf nao perniillam pagar ao medico.
SO CONSULTORIO DO DH. ?. L LOBO I0SHIZO.
50 RA NOVA 50
VENDE-SE O SEGUINTE:
Manual completo de meddicioa homeopalhica do Dr. G. 11. Jahr, traduzido em por
tuguez pelo Dr. Mosco.o, quatro volumes encadernados em dous e arompanliadn de
um diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, ele, ele...... 0)000
Esta obra, a mais importante de todas asquctralam do esludo epralicada hnmeopalhia, por ser a nica
qiieconlem abase lundamenlal i"pla doulrinaA PA'l'IIOtiENESIA 01' EFFEITOS DOS MEDICA-
MENTOS NO ORGANISMO EM ESTADO DE SAIDEconhecimeiilos que nilo ptdem dispensar as pes-
soas que se querem dedicar ortica da verdadeira medicina, interessa a lodos os mdicos que quizercm
experimentar a doulrina de Halincmann, e por si meninos se convencerem da verdade d'ella : a lodos os
fazendeiros e senhores deenaenho que eslAolonse dos recursos dos mediros: a lodosos capilesde navio,
que urna ou outra vez nao podem deixar de acudir a qualquer incommodo seu ou de seus tripulantes
a todos os pais de familia que por circumslaucias, que uim sempre podem ser prevenidas, sao obriga-
dos a' prestar ir enntinenti os primeiros soccorros em suas eufnrmidades.
O vade-mecum do bomeopalha ou Iraduccao da medicina domestica do Dr. Ilerinc,
obra tambern til as pessoas que se dedicam ao esludo da humeopalhia, um volu-
me grande, acompanbado do diccionario dos termos de medicina ..;.,. 10^000
O diccionario dos termos de medicina, cirurgia, anatoma, etc., etc., encardenado. 35000
Sem verdadeiros e bem preparados medicamentos nao se pode dar um passo seguro na pralira da
homeopalhia, e o proprielario desle estahelecimenlo se lisongeia de le-lo o mais bem montado possivel e
ninguem duvida boje da grande superioridade dos seus medicamentos.
Boliras a 1 tubos grandes...................... SSOOO
Boticas de '2i medicamentos em glubulos, a 10), 125 e 165000 rs.
Jofcis.
Os abiixo asignados, donos da loja de outives, na
ra do Cabug.i n. II, confronte ao paleo da matriz
o ra Nova, fazem publico, que estro sempre soni-
dos dos mais ricos e roelhores goslos de lodas as obras
de ouro nece-sarias, lauto para- seuhoras como para
liomens e meninas, cuiilinuam os preros mesmo h-
lalos romo tem ido ; passar-se-ha urna conla com
respnnsahilidade, especificando a qualidade do ou-
ro de I i a 18 quilates, tirando assim giranlido o
comprador se apparecer qualquer duvida. '
Seraphim & IrmSo.
Aliiga-segjMa casa lerrea na na dos Coclbos
i. 13, com 7 qaaWos, -2 salas, cozinha fiira, concer-
tada c pintada de novo : qoem precisar, dirija-fe li
ra do Queimado n. Id, loja.
Aluga-se um armazem muilo grande, com por-
lo de cocheira e quintal, na na dos Cocidos n. 13
A : quem pretender, procure na ra do Queimado
* n. 10, loja.
I'm iiomem com muita pralira de serviros de
engenbo, bom meslrcde assacar, t faz o ajsenla'men-
lo de fazer o mesmo pelo melbor melhodo, faz o re-
lame, distila agurdente, lavra nerfoilameiile de
arado de toda qualidade, com o quat faz a plantaran
da mandioca, e emende de qualquer obra de cara-
pina ; quem de seu presumo se quizer ulilisar, an-
nuucie para ser procurado.
Precisa-se de um Iiomem de pouca familia,
quesaiba latim e msica, para ensinar em urna casa
no mallo, 0 leguas distante desta cidade, e paga-se
bem : quem a isso se propozer, dirija-se i ra da
Cadeia do Recife n. 46, escriplorio do Sr. Miranda.
Dilas 36 ditos a................
Ditas 48 ditos a...............\
Dilas 60 dilos a.............._ /
Ditas 141 ditos a...............,
Tubos avulsus.......... ............
F'rascos de meia onca de lindura.................
Dilos de verdadeira lindura a rnica...............
Namesmacasa ha sempre i venda graude numero de tubos de rrystal de diversos (amanhos
vidros para medicamentos, e aprompla-se qualquer encommenda de medicamentos com toda a brevida-
de e por precos muilo commodos.
ldNHII
300000
6OS000
15000
2*MM>
25000
# i*l]H!CAC46 DO INSTITUTO H0- fj
' MLOPATHICO 110. BRASIL.
W TIIESOURO IIOMEOPATHICO W
<& OU Q
(^ VADE-MFXIM DO $
HOME0PAT1IA. t)
tt

Methodo concito, claro e seguro de cu-
rar homcnpnthicantcute todas as molestias
que affligem a especie humana, e parti-
cularmente aquellos que reinum no Bra-
sil, redigido segundo os melhores Irata-
dos de homeopalhia, lauto europeos romo
americanos, e segundo a propria experi-
encia, pelo Dr. Sabino Olegario Ludgera
Piulo.. Esla obra be hoje reconhecida co-
mo a melhor de todas qoe Iralam daappli-
cacAo homeopalhica no curativo das mo-
lestias. Os curiosos, principalmente, nao t
podem dar um passo seguro sem possui-la e /ak
consulta-la. Os pais de familias, os senho- *V
res de engenbo, sacerdotes, >ajantes, ca- (jA
pitaes de navios, serlanejoselc. etc., devem ]J^
te-la mao para occorrer promplamente a (^
qualquer caso de molestia. #
Dous volumes cm broebura por 109000 J
n egeadernados II-imki (fr
Vende-se nicamente em casa do autor, us,
no palacete da ra de S. I-'rancisco Mun- %
do Novo) n. 68 A. (&1
Est a sabir a luz no Rio de laneiro o
REPERTORIO DO MEDICO
H0R1E0PATHA.
EXTRAHIDO DE RUOFF E ROF.N-
NINC.HAUSEN E OITROS.
e posto em ordem llphabelica, com a descriprao
abreviada de lodas as molestias, a indicacao phxsio-
logica e llierapeulica de todos os medicamentos ho-
meopalbicos', seu lempo de ac?ao e concordancia,
seguido de um diccionario da significaran de lodos
os termos de medicina e cirurgia, e post ao alcance
das pessoas do povo, pelo
DR. A. J. DE MELLO MORAES.
Suhscrevc-se para esla obra no consultorio horneo,
palhico do Dr. LOBO MOSCOZO, ra Nova n. 50-
pnmeiro andar, por 5-5000 em broebura, e 65OOO
eucadernado. *
Casa de consigna ru de escravos, na ra
dos Quarteis n. 24
Compram-se e recebem-se escravos de ambos os
sexos, para se venderem de commiss.no, lano para a
provincia como para fra della, olTerecendo-se para
islo toda a seguranza precisa para os ditos escravos.
Novos livrossle homeopalhia uiefrancez, obras
todas de summa importancia :
Hahiiemaun, tratado das molestias chronicas, 4 vo-
lumes............205000
Teste, iroleslias dos meninos.....65OOO
Uering. homeopalhia domeslica.....75000
Jahr, pharmacope homeopalhica. 65OOO
Jahr, aovo manual, 4 volumes ... 16
Jahr, molestias nervosas.......iJOOO
Jahr, molestias da pclle.......85OOO
Rapou, historia da homeopalhia, 2 volumes I65COO
liarthmann, tratado completo das molestias
dos meninos....... ,' 10(KK)
A Teste, materia medica homeopalhica. 8500U
De Faxolle, doulrina medica homeopalhica "5OOO
Clinic de Staoneli ....... li-000
Casting, verdade da honieopalbi. 49OOO
Diccionario de Nvslen.......10j Alllas completo de analomia com bellas es-
tampas coloridas, conlendo a descriprao
de todas as parles do corpo humano 308000
vedem-sc lodos estes livros no consultorio linmcopa-
Ihico do Dr: Lobo Hoscoso, ra Nova n. 50., pri-
meiro ai: lar.
I DENTISTA.
O Paulo Gaignuiu, dentista Trance/, estabele 9
9 cido na ra larga do Rosario 11. 36, segnndo 9
9 andar, enlloca denles com gengi, as arliliciaes, 9
9 e denudara completa, ou parle della, com a 9
presso do ar. j
9 Rosario n. 36 segundo andar. ^
. v;;-'^ S9399991
Deseja-se saber por onde he o curso do rio Si-
bir na parle que corta o territorio das fregoezias de
Ipojuca e Serinhaem.
AULA DE LATIM.
O padre Vicente Ferrer de Albuquer-
quemudou a sua aula para a rita do Han-
gel n. 11, onde continua a receber alum-
nos internos ee\ternos desde ja* por m-
dico prero como lie publico: quem se
quizer utilisar de seu pequeo presumo o,
pode procurar no segundo andar da refe-
rida casa a' qualquer hora dos dias uteis.
EXCELLENTE PITADA.
Rape l^ancez fino,
o mais superior de lodo quanto lem viudo a este
mercado, tem a propriedade de nunca mofar, assim
como de u3o ferir o nariz : na ra do Crespo n. 11.
-- Manoei .los Leite
declara que arreniatou em
leiiao todas; as dividas que
deviam a Mianoel Pereira
de Girvalho, naimportau-
cia de 48:924.^000 ris;
convida i>ois aosuevedores
do dito Carvalho a aue s
pagaeiu ao anniinciante,
para o que se podem diri-
gir a sua loja, sita na roa
do Queimado n. 10.Re-
cife 14 de maio de 1855.
Aluga-se um excellente sitio com
bixa para capim, bastantes arvores de
fructo e ptima casa de vivenda, com es-
tribara e quartos para pi etos, no lugar
do Cordeiro. a raargein do Capibaribe:
quem o pretender dirija-se a ra da Ca-
deia do Recie n. \.
CASA DA AFERICAO'. PATEO DO TERCO
N. 1G.
O abano assignado scientitica, que no escriplorio
aquella casa d;'i-sc expediente todos os dias uteis,
das '.) horas da manliaa l 4 da tarde ; oulro sim, que
a rcvisao leve principio no dia > de abril prximo
passado, eque lindo o prazo marcado pelas posturas
muniripaes, incorrerlo os contraventores as penas
do artigo -J.litulo 11 das sobredi! posturas.
I'ra.icdcs da Silva Gvsmo.
LOTERA da matriz de samo
A MAO".
Aos o:000.su()0, 2:0OQ$000, 1:000000.
O raulelisla Antonio Jos Rodrigues de Sotiza J-
nior avisa ao respritavel publico.que a lotera sopra
corre no dia 26 co correnle. As suas cautelas estilo
sujeitas ao descanto de 8 por cenlo da lei nos pre-
mios grandes. Os seus hilbetes inteiros n.lo solTrem
diln descont, os qnaes acham-se a venda na praca
da Independencia, lojas ns. i, 13, );, e SO, e as o-
Iras do costume.
Ililheles 5JW00 Recebe por inlciro 11:0005000
Meios -25SIHI n com besconlo 2:7609000
Ouarlos I5H0 >. 1::iH03000
(hlavos 720 ,, 690)000
Decimos 600 55^8000
Vigsimos 320 1 2761000
O mesmo cautelisla declara, que quanto-aos seus
bilheles inteiros. que silo vendidos em originar--,
apenas se obriga a pagar os K por cento. logo que se
Ihe aprsenle o bilhcte.
Furlaram 110 dia 21 do correnle, da casa do
paleo do Carino 11. 17. urna bata grande de rame,
com o peso de mais de nina arroba, cuja bata lem
um pequeo huraco no fundo : roga-se a quem Ihe
fer offerecida que a ap'prahcnda, ou quem della der
noticia na referida casa, se recompensar.
Iguana Mara das Dores tem justo e Iralado
comprar a Manoel Luiz da \ eiga um terreno livre
de foro, na frente da ra do Lima, em Sanio Amaro,
cora 74 palmos de frente e 178 de fundo.
- PECHISCHA E MAIS
PECHiKCHA.
!l A 1)0 0UEIMADO N. 38.
Corles de camhraia d seda ricos a Iii-iiik)
Ditos dedila com hallados, a 10)000
Dilos de dita aberlot, a 39000
Ditos em papel, a I-sih)
Alpacas com quadrosde seda, covado 700
Cortes de rasemira linos, a i.">N(HI
Dilos de Hila, a 39000
Dilos de dila, a 2950(1
Vende-se por efses precos para acabar.
YINHO DO PORTO SUPERIOR
FEIMIA.
EM BARKIS DE OITAVO.
Vende-se a pre?o commodo : no armazem de
Itarroca A; t:astro,na ruada Cadeia do Recife nume-
PECHKCIIA E MAIS PECHINCHi
NA RA NOVA N. S, LOJA DE
Jos Joaquim Mor eir
Acaba de recebar pelo ultimo navio franco/, um
magnifico sortimento de borzeguins para senhora,
lodos de diiraque, mas que pela delicadeza com que
silo feitos c consistencia il,i obra, muilo devem agra-
dar ; accresccndo alm disto o preco que apenas he
de 29100 rs o par, pagos na ocensiao da entrega.
CHAKOPE
BOSQUE
O nico deposito contina a ser na botica de Bar-
tholonieu Francisco de Son/a, na ra larga do Rosa-
rio n. 36 ; garrafas grandes 5)500 c pequeas 3)000.
IMPRTAME PARA II PUBLICO.
I'ara cura de phlisica em todos os seus diflerenles
graos, quer motivada por constipacoes, tosse, aslh-
ma. pleuriz. escarns de saugue, dr de costados e
peito, pi:lpilac.-|o 110 COraOjO, coqueluche, bronchile
dor na gargaula, e lodas as molestias dos orgaos pul-
monares.
MECBANSIO PARA EHSE-
1 rccisa-se de urna ama s para engommar, que
seja escrava : quem a tiver pde-s mandar na ra da
Cadeia do Recife, loja de cambio 11. I, que se dir
quem quer.
D-se 4003000a premio, ou em pequeas quan-
lias, sobre penbores : na ra do Rosario da Boa-Vis-
ta n. 44, se dir quem da. '
llontem 22 do correnle. pelas i horas da lar-
de, pouco mais ou menos, desapparecen un cachor-
ro prelo um pouco aduenlado, com as orelhas gran-
des e cabello, os pos calcados de brauce, o qu.d jnl-
ga-se perdido : paranlo roga-sc encarecidamente a
pessoa que o adiar, de o levar ra Nova 11. 21, oa
de participar na mesma. que alm de se Ihe gratifi-
car generosamente, se Ihe flear obligado.
Os Srs. credores da massa fallida de J. A. de
Faria Abren e Lima, que teem de receber a-sua
parle noquaito dividendo, queiram riirigir-se, mu-
nidos .los seus respectivos crditos, pnra que po-i-a
lia parle respectiva ser coinprido 6 art. 867 do cdi-
go coiumcrcial, a Miguel Jos Alves caixn da ad-
minislraeiloila mesma massa : rna do Trapiche esa
n. (i.
Precisa-sede urna ama para casa de pouca fa-
milia : na ra Bella u. 20.
Precisa-se de urna ama forra u captiva, que
saiba fazer o servico diario de nma casa de pouca
familia : a tratar na ra do Collegio 11. 15, arma-
zem.
Srs. redactores.Peco que me expliquen) pnr
onde be o curso dd rio Mbir na parte (pie corta as
duas freguezias de Ipojuca e Serinhaem, por estar
na duvida a qual das-duas pertenco. Sea leilor,
Um morador de Sibir.
Perderam-se unsoilavosde n. 4729 da prsen-
le lotera de Santo Antlo, e por esla causa roga-se
aos Srs. cautellas nflu fagam transan;o com ne-
nhum delles, pois qoe s quera os veudu foi o Sr.
Gregorio Anlunes, no aterro da Boa-Visla, e est
previnido.
A praci em que (em de serem arrematados os
bens penhorados por exerucn da fazenda nacional,
auiiunciada para o dia 23 do correnle, ficoo transfe-
rida para o dia 26 do andante mez : os prelendenles
comparecam nn lugar c hora do costume. Recife 2
de maio de 1855.O solicitador do aiio,'Joaquim
Thcodoro Mees.
Quem annuncion querer comprar 11111 jigo de
diccionarios ingle/e-, por Vieira, em formato grande,
pode dingir-se i ra do Queimado n. 28, terceiro
andar.
_ Arrcnda-se um sitio na estrada que vai i Casa
Forte, com soflrivcl ca$a de morada, estribara, ar-
vores de fructo, bem carregadas, capira de planta cm
varzea, bom terreno, e nutras lavouras bem criadas:
quem o pretender, anmincie ou dirija-se ao seu do-
no Lino Cavalcanli, 011 no trapiche do Ramosa Fran-
cisco Jorge de Souza.
Precisa-se fallar com o Sr. Francisco Lucas
Ferreira, 110 palco do Paraizo n. 18,
OITerece-se urna mullier de boa conduela par*
o servico de casa de um Iiomem sollciro, anda mes-
mo para algum sitio pcrlo da praca : quem precisar,
dirija-se a Boa-Visla, becco dos Ferrciros n. |,
COMPRAS.
Cnmpra-sa nma lipoia em bom estado: na ra
de Santa Rita, sobrado de um andar o. 85.
Compra-se urna canoa que leve 500 lijlos, e
que esleja em bom estado : a tratar na ra das La-
raugeiras n. 18.
Crompra-se urna casa terrea no bairro de Santo
Antonio, S. Joscou Boa-Vista, livre c dceiiibaraca-
da : na rna larga do Hosario 11. 50, primeiro andar,
ahi acharan com quem tratar.
COMPRA-SE uma secretaria com
liteo em cima, de qualquer madeira;
na ra de Hortas n. li->, cas;i terrea com
a lente pintada de azul, ou nesta t\pc-
graphia.
Compram-se ;t00 travs de embiriba de 30 pal-
mos de comprimento e 1 em qnadro : na ra Velba
n. 22.
Compra-se prala brasileira e hespanhola ; na
rna da Cadeia loja n. 54.
Compra-se uma canoa ahcrla que peque 800 a
1,000 lijlos, e que esleja em bom estado : na roa
da Cadeia do Recife loja n. .Vi.
Compra-se uma 011 duas casas Ierre as as se-
gundes mas do bairro de Sanio Antonio : llores,
Camboa do Carmo, pateo do mesmo, ra de S. tlie-
reza, dita de Hurlas, dita estreila do Rosario, dita
das Croles, pateo do Paraizo, roa das l.arangeiras.
dila ilas Trincheira, e dita do Kangel ; quem' liver
c quizer vender dirija-se a ra das Triucheiras nu-
mero 21).
Compra-se um cavado que rarregue bailo c
que nilo lenlia achaques : a pessoa que o liver para
vender, annancie a sua inorada para ser procorada.
Compram-se escravo; de ambos os
sexos e recebem-se de commissao : na ra
Direita n. ">. '
NA FUND1CA DE FERKO, DO ENGE-
NHEIKO DAVID W. BOWNIAN. i>A
RA DO BRL'M, PASSANDO O HA-
FAR1Z,
ha sempre um grande sortimento dos seguinles ob-
jeclos de mechanismos proprios para engenhos, a sa-
ber : moendas c meias moendas da mais moderna
contrurcao ; laixas de ferro fundido e balido, de
superior qualidade e de lodos s tamanhos ; rodas
dentadas para agua ou animara, de lodas as propor-
rOes ; crivos c boceas de fornalha e Tegislros de bo-
eiro, apuillics, hronzes, parafu nho de mandinca, etc., etc.
NA MESMA Fl NDICA'O.
e execulam todas as cncommendas com a soperio-
ridade j condecida, e com a devida presteza e com-
modidade em preco.
RISCADOS WARSOVIANOS.
A 2(iO rs. o covado.
Bonita fazenda de qoadros de cores, de 4 palmos
de largura : vendem-se uniramente na loja n. 2 da
ra do Qayimado, esquina do becco do Peixe Frito.
CORTES. DE CASEHIRA DE
CORES A 2,500.
\endem-sc cortes de rasemira de cores, de lindos
padies, rom pequeno loque de moro, pelo barato
preco de 2.;.)0O o corle, casemira pr.la setim a tiaOtK)
o corle, panno prelo lino a 3^000, corles de colleles
de fustao, fiuos, a 6t)l rs. : na na do Queimado,
em frente do beo da Congregacao, passando a bo-
tica, a segunda loja 11. 10.
\endem-se relorjios de ouro de algi-
beira patente ingle/., chegados pelo ulti-
mo paquete, por prero muilo commodo :
no escriplorio do agente (Hiveira, ra da
Cadeia do Ilecic.
--^flsHBHBHa!
Vetule-se a muito acreditada o bem
SOrtida loja de lauca da ra Nova n. 7.
cuja loja oerece grandes vantagens tan-
to por ser o seu local na milito acredita-
da ra Nova, como pela commodidade
que eli'erece o mesmo eslabelecimento ao
comprador, 4e relia poderrecollier qual-
[uer factura, sem sei preciso alugar casa
separada ; a mesma se vende a dinlieiro
ou a prazo com boas firmas: a tratar
na mesma, onarua do Cr.buga', loja de
miudezas de portas.
Vende-se nm prelo moco bonita figura com
nm pequeo defeilo. em uma perna : na ra da
Cruz n. 16.
Vestidos de seda.
Contina haver grande sorlimenlo de cortes de
vestidos de seda decores e brancos, que se vendem
por preco commodo : na loja de 4 portas, na ra do
Queimado n. lo.
CASEMIRAS DE COBES.
Vendem-se corles de calca (Je casemiras francezas,
de cores, boa qualidade e bons padroes a -tgOOO cada
corle : na loja de portas, na, ra do Queimado
n. 10.
Vende-se na ra do Collegio, casa n. 3. pri-
meiro andar, o melhodo Canille, para violo, novo,
e por commodo preco.
Xa loja do Boorgard, ra da Cadeia do Recife
n. 15, vende-se roblo bamburguez, em garrafas, e
roblo trame/, fino, as libras.
Capas de panno.
_ Vendem-se rapas de panno, propriai para a csla-
rao presente, por commodo prero : na rna do Cres-
po n. ti,
PPEL PIHTADO.
Jos Nogueira oe Sonta, com loja de encaderna-
cao e livros na na do Collegio n. S, acaba de rece-
ber urna porcao de papel piulado, de bem goslo c
quahdailc.'proprio para encadernaroes, o qual ven-
de em resmas, cin nao* e em ralbas, por prero mais
commodo do que em outra qualquer parte.
Nos qualro cantos da Boa-Visla n. 1, vende-se
um uuarda-roupa novo, viudo da casa do marcinei-
ro, por cummodo preco.
Vende-se uma escrava moca, de nac.lo Rebol-
lo, com 'algnmas habilidades, cose chao, engomma c
cozinha eolTrivel ; qnem prelemler, dirija-se a ra
das Cinco Ponlas*n.-54. das 'i horas da larde em d-
anle, que achara rom quem tratar.
CORTES DE VESTIDOS DE
SEDA DE QOADROS A
15,000.
Vendem-se corles de vestidos de seda do quadros
largos, pelo barato preco de lijOtKIo corle, al.elmas
de seda escocc/.a, reos gosuM, a l.-SMIO o covado, al-
paca de seda de lindo padrfies a "IKI rs. n covado.
chales de merino bordados a veda a 99000, ditos de
rasemira de coi esa KgOIHI, luvas de seda para senho-
ra a 19280 a par: na ra do Queimado u. 40, luja de
Ileurique i\ Santos.
Esteiras da India.
Na roa d* C>dei| do Recife, loja n. 41, ha para
vender a exeellcntes esleirs largas da India, viadas
da America, proprias para fono de salas, camas ele.
'Conlinua-sea vendermurculiuas decores, pro-
prias para vestido, lendo 4 palmos oc largura, boni-
tos goslos, rere- Dxw, o fazenda inleirameiilc nova
a litio rs. o covado : na loja de 4 portas, na ra do
Queimado n. 10.
Alpaca tlt'.sea.
\ ende-se alpaca de seda de qoadros de bom goslo
a 720 o covado, corles de lita dos melhores guslusqoe
lem viudo no mercado a i> it)0. dilos de rassa chita
aljftOO, sarja prea hespanhol.i a 2>HH) e -?200 o
covado, setim prelo de Maco a 29400 3a200, suar-
danapoa adamasradoa feitos em GoiroarSes a 3^600
a duzia, Inalh.is de ro-to \iiulas do mesmo logara
99000 e 123JO0 a duzia : na ra do Crespo n. (i.
Vende-se o verdadeira licor de ab-
syntbe encaixotado, por barato preco:
na ra da Cruz n. 20, primeiro andar.
Grande sortimento de bros para quem
quer ser gs inculto com pouco dinheiro.
Vende-se brim (randado de listras c quadros.de pu
ro linbo. a 800 rs. a vara, dito liso a 040, ganga
amarella lisa a StiO o covado, rucados escuros a imi-
laeao de rasemira a :!(i(l o covado, dito de linbo a
280, dito mais abaixo a 1(0, castOKI de todas as co-
res a 200, 240 e :2tf o covado : na ra do Crespo
n. 6.
Na bem condecida loja da rna Nova n. 12,ven-
de-se pelo diminuto preco. a dinheiro a vala as se-
guinles fazendas degusto: riscados franrezes a 200
o invado, barege de la a 320, panno azul e cor de
cate a 2?000,curles de hipara cali;asa IsOOOcada um
ditos de brim de cores a |;J40 c a'lsOO, luvas de
!or(al a 500, lisas a 640, eambraia* de gosto 610 a
vara, dilas a 320, chapeos brancos e prclos de mas-
a a .Nioo. il iinasco de algodao a 100 o covado, al-
pacas de seda linas e de gosto a 700 o covado, e ou-
Iras muilas hiendas que ruin a vista agradarao ao
comprador.
Palitos c chapeos.
Paulos de panno lino, de alpacas e de riscados.
chapeos trnceles, es mais modeiouscde lindas for-
mas : na ra Nova, loja n. 10, de Jos Luiz Pereira.
Bom, e commodo.
Vendem -se cassas francezas de bonitos padroes e
cores lixas a 2 rs. o covado : na loja do sobrado
.iiii.ii ello da roa do Queimado n. 29. "
VENDAS.
Vende-se urna escrava com habilidades, viuda
de fra: na ra da Guia n. 64, Meando andar.
Vende-se ou Iroca-se por qnarlos um bom
avallo de estribara : na ra Imperial n, 120 A.
A 200 RS. O COVADO.
Riscados do quadros esrocezes de 4 palmos de lar-
gura, muilo lindos.para vestido desenlila : vnde-
se pelo barato preco de 260 rs. o covado : na ra do
Queimado, loja de Azcvedo & Carvalho.
fcisteiras para forrar salas da mcllior
qualidade que vem ao mercado : na rita
larga do Rosario n. 28, armazem de
lotica.
Vende-se nm avallo rac,o muilo lorie c bom
andador : na ra da Cadeia do Recife, loja n. 50,
da esquina, se dir.
Boas velas de carnauba pura, em
caixinhas de liinta e taas libias, vindas
do Aracatv : vende-sc na rita da Cruz n.
54, primeiro andar.
, Vende-sc na ra da Cruz, no Recife, loja de sel-
Iciro n. 64, sellins inglezcs de patente, avahados,
com loros, silbas c rahicho.
Vendem-se saceos com l|2 arrobas de gom-
ma. por 79000 cada om : na ra da Colon do Re-
cie, loja ii. 19.
PECUl.M'.IUS NO PASSEIO N. !).
Pe^as de algodao coir. toque, por lodo o preco ; a
ellas.
No paleo do Carmo, quina da rna de llorlas n.
2, vende-se doce seceo de cajo' a 180, dilo de Rolaba
emcaixoesde | libras, KOtnma a SO rs., amenas a
160, paseas novas a 560, eevaifa a 220, ilpisla a 200
rs., azeiie doce a 720, chooricas a 440, penetral de
rame para refinadores e pdenos a 6$ e 7^HK), bra-
cos*do autor Rondo proprios para hlelo a 168000.
banha bem alva em barris c a relalbo, azeite de car-
rapato a 210, lamilla do Marauhan a 160.
No armazem de Tasso I tinaos, lia
a venda:
Superior vinlto champagne em gigos.
Dito Brdeos ei quartolas.
Dilo, dilo em garrafiies.
Agurdente cognac, emctkixas de duzia.
Licores linos francezes, ideni.
A/.eite refinado Pagniol, dem.
Garrafas vazias em {jigos.
Pa|iel almaco vcrdade'uo de Georg Mag-
uan!.
Ditode copiar cartas, as resmas.
Farinha de mandioca.
Ac em cunhetes.
Tudo bom por preco mdico.
SORVETES.
Os excedentes sorvetes feitos a
Iranceza c tem gelo. vendem-se as
^3l segundas, quartas e sabbados :
no aterro da Boa-Vista n. .
Farinha de mandioca de Sania Catha ria
Vende-se milito superior em saccas:
a tratar na ra da Cruz do Recife n. -H)
primeiro andar, ou nos armazens em
frente da alfandega e do guindaste da
mesma.
Rl\ DO CRESPO N. l
LOJA ENCARNADA.
Vende-se panno verde escuro, pelo ha-
rato preco de i-SOO rs. o covado.
Na loja das seis portas, cm frente do Li-
vramento.
Orles de cassa-chila de bons goslos c liuta segora
a dous mil rs., veslidos de seda para meninas de :>
al 5 anuos a seis mil rs., mangas de fil bordadas
para seuhoras a dez lusles, fil bordado e li-o por
prero barato, chitas bonitas e de bons pannos a meia
pataca, nove vinlens, e a dous lusles linas, leos
brancos e pintados pata mo a meia pataca, risraib-
nhos de linbo para roupa de meniuosc palitos a do/e
vintens, riscados escuros para roupa de escravos a
meia pataca, c oulras umitas fazendas por preco ba-
rato.
Palitos baratos.
Palitos do oanga amarella muito bem feitos >3J
rs., ditos de alpaca prela lina a 55500: na ra do
Queimado, loja n. 21.
Vendem-se espingardas de 2 canos e
de espoleta, muito boas e por baratsi-
mo preco: na rita da Cruz n. 26, primei-
ro andar.
Vendem-se aberturas para camisa,
de muito bom gosto, vindas de Franca e
por preco baratissimo: na ra da Cruz
n. 20, primeiro andar.
ATTENCO AO HARATEIRO.
Itua da Cadeia do Recife. loja n. 50 da esquina,
vende-se:
cortes de seda branca e com listras decores, com 20
covados 20?, novas mclpomenrs de quadros arba-
malotades rom qoasi var de largura a 900 rs. o co-
vado, cortes de camhraia fina de cor com barra a
2--0O. chitas boas de diversas qualidades e cores se-
guras a ISO o covado, camhraia de linbo fina, oplima
para camisas de noivos a 58, panno de lences su-
perior com mais de II palmo-de largura a 28400 a
vara, rassa deiislra para bahados i 220 rs. a vara, e
lNiOOa peca, casemiras de rores escuras para calca
a 'i.V>00 o corte, panno de cor com meseta de seda,
proprio para palitos e vestidos de montara a 8J o
covado, panno prelo lino a 15 e ^fttMI o covado,
corles de gorgoreo para colleles a l.-j e de fuslAo
aicovoado a 800 rs., merino prelo muilo fino a :t?(00
c 13 o covado, luvas de fio da Escocia de cores com
algum mofo a 160 rs. o par, assim como ontras
moitas fazendas que a dinheiro visla se vendem
em atacado, e a lelalho por haratissimos firccos, e
dao-se amostras.
ATTENCO-, QUE HE PARA ACABAR.
Lias rom listras de seda, e qualro palmos de lar-
Cira, fazenda muilo propria para a presente esta-
eilo, pelo diminuto preco de 440 rs. o covado : na
ra da Cadeia do Recife n. 35.
Deposito do chocolate francez, de urna
das mais acreditadas fabricas de Paris,
em casa de Vctor Lasne, ra da Cruz
n. '27.
Eilra-superior, para baunilba. 19920
Eslra lino, baunilba. 19600
Superior. 1C2S01
Quem comprar de 10 libras para cima, lem um
abale de 20 % : venda-sc aos mesmos precos e con-
dicoes, em casa do Sr. Barrelier, no aterro de Boa-
Visla n. 52.
lie chegadonovamenledeFrancaa deli-
ciosa pitada deste rolao francez, e se acha
a venda nos lugares ja' designados, na
escriptorio na ra da Cruz n. 20 primei-
ro andar, e as lojas de Manoel Jos Lo-
pes e Barros i\ lrmao, outr'ora de Car-
acal, na ra larga do Bosario n. .38 e
VI).
ATTENQAO.
Na ra do Trapiche ti. 34, ha para
vender barris le ferro ermelicamente
fechados, proprios para deposito de fe-
tes estes barris sao os melhores que se
tem descoberto para este lim, por nio
exhalatem o menpr (licito, c apenas pe-
zam 10 libras, e custam 0 diminuto pc-
eo de ..sOO rs. cada um.
COGNAC VERDADE1RO.
Vtnde-se superior cognac, em garrafa, a I2?000
a dalia, e 19280 a garrafa : na roa dos Tanoeiros n.
2, primeiro andar, defronle do Trapiche Novo.
FARINHA DE MANDIOCA.
ende-te superior farinha de mandio-
ca, em sacias ipie lem um alqueire, me-
dida velba, por preco commodo: nos
armazens n. 5, 5 c 7 defronle da cscadi-
nha, c no armazem defronte da porta da
alfandega, ou a tratar no escriplorio de
Novaos & C, na ra do Trapiche n. Tii,
primeiro andar.
CEIEITO ROIHO.
Vende-se raperior cemento em barricas grandes ;
assim como lambem vendem-se as linas : atrado
thealro, armaiem de Joaquina Lopes de Almeida.
Chales de merino' de cores, de muito
bom gosto.
Vendem-se na rna do Crespo, loja da esquina que
volla para a radeia.
JEI'OSITO I V FABRICA DE TODOS
OS SANTOS DA BAHA.
Vende-se em casa de N. O. Bieber i\
C, na rita da Cruz n. 4. algodao tran-
cado daquella fabrica muito proprio pa-
-a saceos de assucar e roupa para escla-
vos, por preco commodo,
Em casa de J. Keller&C, na ra
da Cruz n. .35 ha para vender excel-
entes pianos viudos uraniamente de llam-
butgo.
Vende-se uma balanra romana com Indos os
su peitences.em bom uso e de -J.0O0 libras : quem
pretender, dirija-se i ra da Cruz, armaztm n. 4.
CEME>T0R0M0BK\m
\ ende-se cemento romano branco, chegado agora,
de superior qoalidade, muito superior ao do consu-
no', em barricas e as linas : alraz do thealro, arma-
zem de taboas de pinlio.
A EI.I.ES. ANTES QIE SE ACABEM.
Vendem-se cortes de rasemira de bom goslo a 3,
i? e 5;000 o corle ; na ra do Crespo n. 6.
Superior vinho de champagne eBor-
dea u\ : vende-se em casa de Schafhei-
tlin cv C, ra da Cruz n. 38.
CEIENTO ROMANO.
\ ende-se superior emento em barricas e a rela-
lbo, no armazem da ni da Cadeia de Santo Anto-
nio de materiaes por preco mais em conla.
Vendem-se em casa de S. P. Jolms-
ton & C., na ra de Senzala Nova n. i i.
Sel I ins inglezes.
Belogios patente ingle/..
Chicotes decano e de atontara.
Cancheiros e casticaes bronzeados.
Chumbo em lencol, barra c municao.
Farello de Lisboa.
Lonas nglezas.
Fio de sapateiro e de vela.
Vaquetas de lustre para carro.
Barris de graxa n. 97.
Taixas pare engenhos.
Na fundicao' de ferro de D. VV.
Bowmann, na ra do Brttm, passan-
do o chafariz continua haver um
completo sortimento de taixas de ferio
fundido e batido de 5 a 8 palmos de
bocea, asquaes acham-se a venda, por
preco commodo e com promptidao' :
embrcam-se ou carregam-se em carro
sem despeza ao comprador.
Vende-se urna porcao do verdadeiro
vinho Botdeaux tinho e branco engarra-
fado, pese vende muito em conta para
se liquidar contas : na ra da Cruz n 2(i,
primeiro andar.
Moinhos de "vento
'nm bomba sderrpuxn para regar, borlase baixa,
de capim, nafundii-aode D. W. Bowman : na roa
do Itriini ns. 6, 8e 10.
Riscado de listras de cores, proprio
pai-apalitos, calcase jaquetis, a 160
o covado.
Vende-se na ra do Crespo, loja da esquina que
volta para a cadeia:
Cera de carnauba do Aracaty e Assu'.
Vende-se por menos prero que em outra qualquer
parte, no armazem de Domingos Rodrigues Andra-
(ii\\ Companhia, ra da Cruz n. 19.
.
Na ra do Vigario n. 19, primeiro andar, ven-
de-se tralo novo, cliegatlo de Lisboa pela barca Gra-
tidao.
$) POTASSA BUAS1LEIBA. () Vonde-se superior polassa, fa- A
(S lineada no Rio de Janeiro, che- t*
K gada lecentemenle, recommen- Z
da-se aos senhores de engenhos os 2&
seus bons elfeitos ja' experimerv- '
tados : na rita da Cruzn. 20, ar-
mazem de L. Leconte Feron &
Comr>anhia.
Vende-se uma casa terrea na .... i ., .
do Pilar, com 2 sala*, 3 quartos e l^L**- S'
fundo, proprio para edme.?!," f 'V.?"0, "
dirija-se i ra do Pilar n. loi quCm Pret""ler,
-Vende-se urna porco de opUmi>, vaccasde"lei-
le : os prelendentes d rijam-se ., Estrada \nva e,
gento I'oela, que acharao rom quem tratar.
Cobre para forro de 20 at 2i on-
cas com pregos.
Zmco para forro com pregos.
Chumbo em barrinhas.
Alvaiade de chumbo.
Tinta branca, preta c verde.
Oleo de Unliaca em botijas.
Papel de embilbo.
Cemento amatello.
Armamento de todas as quali-
dades.
Arreos para um e dous ca-
vallos.
Chicotes para carro e esporas de
ai^o prateado-
Formas de ierro para fabrica de
assucar.
Papel de peso inglez
Champagne marca A & C.
Botim da India, novo e alvo.
Pedras de mai more.
Velas stearinas.
Pianos de gabinete de Jacaranda',
e com todos os ltimos melho-
ramentos.
i No armazem deC J.Astlev Si C,
na ra da Cadeia.
mmmmmtmmm*itMMMm
Vende-se eicellentc taboado de pinho, recen-
lemenle rhegado d America : na rui de Apol o
trapiche do ferreira. a entender-se com oadmiuis
rador do mesmo.
AOS SENHORES DE ENGENHO.
Reduzido de 640 para 500 rs. a libra
Do arcano da inven^ao' do Dr. Eduar-
do Stolle em Berln, empregado as co-
lonias mgiczas e hollandezas, com gran-
de vantagem para o melhoramento do
assucar, acha-se a venda, em latas de 10
libras, junto com o methodo de empre-
ga-lo no idioma portuguez, em casa de
N. O. Bieber & Companhia, na ruada
Cruz. n. i.
Devoto ClnUtao.
Sabio a luz a 2.a edirAo do iivrinho denominado-
Devoto Chrisia"o,ma9 correcto e acrescentado: vnde-
se nicamente, na livraria n. 6 e 8 da praca da In-
dependencia a 640 rs. cada exemplar.
Na ra do Vigario n. 19,' primei-
ro andar, tem para vender diversas mu-
cicas para piano, violao e flauta, como
tejam, quadrilhas, valsas, redowas, sebo-
tickes, medinhas, tudo modernissimo ,
chegado do Rio de Jpneiro.
Vendem-se ricos e modernos pianos, recente-
menle chegados, de evrellenles vozes, e.precos com-
modos em rasa de O. Bieber & Companhia, roa
da Cruz n. 1.
Venderc.-se lonas da Russia por preco
commodo, e de superior qualidade: no
armazem de N. O- Bieber &C. ra da
Cruz n. 4.
AGENCIA
Da Fundicao' Low-Moor. Ra da
Senzala nova n. 42.
Nestc estebelecimento contina a ha-
ver um completo sortimento de moen-
das e metas moendas para engenbo, ma-
chinas de vapor, e taixas d ferro batido
e coado, de todos os tamauhos, para
dito.
Deposito de vinho de cham-
V pagne Chateau-Av, primeira'qua- ^
(01 hdade, de propriedade do conde tf
Jj de Marcuil, ra da Cruz do Re- &
fa cife n. 20: este vinho, o melhor
g, de toda a Champagne, vende-se
Y' a 36$000 rs. cada caixa, acha-se
t nicamente em casa de L. Le-
comte Feron & Companhia. N.
*',- B.As ca xas sao marcadas a fo
I* gConde de Marcuile os ro-
l lulos das garrafas sao azues.
Potassa.
No Snligo deposito da ra da Cadeia Velha, es-
criptorio n. 12, vende-se muilo superior polassa da
Hostia, americana c do Rio de Janeiro, a presos ba-
ratos que he pan fechar contas.
Na ra do Vig ario n. 19 primeiro andar, tem a
venda a superior llaneila para forro de sellins che-
gada recenlcmente da America.
Vendem-se nn armazem n. 00, da ra da Ca-
deia do Recife, de llcnrv (iibson, os mais superio-
res relogios fabricados cm Inglaterra, por preces
mdicos.
COBERTORES.
Vendem-so cobertores oscuros, grandes c peiue-
nos, a 1?200 cT20 cada um : na ra do Crespo*. '*
Vende-se ac ein cuuhetes de um quii*, Pur
preco muito commodo : no armazem de M- Cal-
moni & Companhia, praca do Corpo Sanio n 11.
^ da melhor qualidade: vende-se
jgg emeasa de Brunn Praeger &C, ra
%. daCruzn..|0.
NAVAI.HAS A CO.NTEM E TESOCHAS.
Na ra da Cadeia de Recife n. 18, primeiro an-
dar, escriplorio de Aneuslo C. de Abreu, conti-
nuam-se a vender a fcsOOO o par (pre0 Ovo, as j
bem contiendas e afamiidas navalhas de barba feilas
pelo hbil fabricante que foi premiado na eijosisil
de Londres, as quaes alm de durarem itraardina-
riameule, naosesenlem no rosto na atlo d collar ;
vendem-se cora a condic.Au de, nao agradando, po-
dercm os compradores devolve-las at"15 diasde|>ois
pa compra restiluiudo-se o importe. Ka mesma ca-
sa lia ricas tesuunuhas para unhas, feilas pelo mes
nm rak' icinie.
M Brunn Praeger A C, tem para
g vender em sua casa, ra da Cruz
"5 n. 10:
j^ Lonas da Russia.
H Champagne.
gf, Instrumentos para msica.
3S Oleados para mesa.
* Charutos de Havana verdadeiros.
gj Cerveja Hamburgueza.
j)P Ijomma lacea.
manmanamx mtmmwamU
Vendem-se dous pianos fortes de
Jacaranda construccab vertical, e com
todos os melhorameneos mais modernos,
tendo vindo no ultimo navio de Ilam-
burgo: na ra da Cadeia, armazem n.
81.
fLINDO SOlITniE^TO l)E CALCADO.
. Na ra Nova n. 8 loja de Jse'r oaquim
Moreira; Jia um bello sortimento de cal-
jado para senhora, que pela sua qualida-
de e preqo muito deve agradar s senho-
ras, amigas do bom e barato: os presos
Sito os seguintes, ja' se sabe, a dinheiro
sem disconto.
Sapatos de couro de lustre. 1 ,s(iOII
Borzeguins coinsalto para senhora. o.sr>0()
Ditos todos gaspeados tambern com salto
para senhora. 4$500
Sapatos de cordavao de muito boa IjjOOO
dade. qual i-
. CEMEMO ROMO
da melhor qualidade, echegado no ulti-
mo navio de Hamburgo, vende-se em
conta : ua ra da Cruz n. 10.
CASEMIRAS A *MO0 E 39000 O CORTE.
Na luja de uimaiSea & Hennques, ra do Cres-
po n. vendem-se cortes de rasemira ingle, pelo
baralissimo preco de 2>100 e %000 cada om.
ESCRAVOS FGIDOS.
" Ucsappareceo no dia 2 do correnle; do logar
do Salobre fregueiia do Curato d Bom Jardim, o
escravo Joaquim, de narao Angola, idada 21 unos
pouco mais ou menos, altura rtgnlar, barbado, den-
les limados', renta chata, e parece crioulo, lem ama
fenda em um quadril a qual deve estar quasi sA.i :
quem o pegar cntregando-o na ra do Queimado n.
I, a liasp'ar Antonio Vieira GuimarAes, ou a Feli-
ciano Joao da Silva, no lugar mencionado, ser re-
compensad.
Fugiramde engenbo Jardim, na madrugada do
dia 18 *io correnle, dous molecnlev nm do nquie
l.ouienco, nacAo Angola, altura regular, meio sec-
eo do corpo, bem prelo, e sem barba, alm disto tem
uma marca de ferida na raurlli, e uma feridinlia no
calcaubar proveniente de bobas ; levou caifa de
brimzinbo escuro, camisa de madapoln e chapeo de
pacha oleado : o oulro de noine Clemente, de appel-
lido Cangill, de Angola, mais moco do que o pri-
meiro, mais baixo, da mesma grossuta do corpo, bem
prelo, rosto redondo e sem barba, lem falla de I ou
2 denles na frente, lem uma feri.liaba na canella,
peritas grossas e ps sadios e bunilts; levou 1 caira
azul, 2 camisas I azul e outra de madapoln, e cha-
peo de palha j usado ; ambos sao mu ladinos e
passam por erioulos : quem os pegar leve-os ao refe-
rido engi'iilin, a entregar ao seu senlior Joaquim de
S Cavalcanli de Albuquerque, qie recompensar
generosamente. Adverle-se que lia presumpeoes de
lerem sido aliciados os referidos escravos, visto co-
mo nunca fugiram.
AVISO AS Al.TORIDAUES B MAIS .MORA-
DORES DE I'AJEl' BE FLORES.
Do engenbo Tamalapa, de Flotes, comarca de
Nazareth da Malla, fugio em Itv o escravo Joa-
quim, crioulo, com idade 20 anuos, baiso, chein do
corpo, pernas um tanto arqueadas barbado, nariz
chato, carj redonda, e nao minio ti", habilidoso,
sabe ler, toca viola e be mui pacbols, he de crer que
estej de uome mudado e TiawaVikl* rr forro, consta
que anda trab.ilhaniln de pe nos suburbios della : quemo ppreheader e levar
ao referido eugenho, recebr o abaixo assignado
2005000 de gralilkacio.
Jjaquim Cflcafcani o> ^6"7"-flue e Mello.
No dia 11 de maio o. cerrante atfio fusio do
engenbo Tamalape, de rwres. coin^rci de Naia-
relh da Malla, o escravo Joafuisa. Congo, comprado
em 1KV1, no Recife, aoIOm. Sr. l>r. Jo.lo Fioripes
Dias Brrelo, o quat ciato lie baiio, ebeio do cor-
j>o, cara larga, reprOeel ler ID anuos de ida.lo.
mullo prelo e bem frita >l ps. j aiorau no Brejo
de rea, lendo sid comprado a um^liomem do ser-
l.ln ; levou cmsuaonipanbia a inqlher. cabrinha
de 26 anuos, bain, cheia docorpo e nio fcia, algum
lauto descorad : qoem,os appreliwder e levar
ao referido eijgenlto, recebera 2009000 de gratilica-
i;ao do abaii" assignado.
Joaquim Caialcant de Mbut/Hiraiu e Mello.
Nqoarta-feira de Irevas desappareceu de ca-
sa do Mjor Antonio da Silva GnsmAo, rna Imperial
n. d*. oa escrava l'hcreza. renreseula ler MI an-
II. pouco mais ou meno'. baij, um pouro reforea-
,M, calicMos brancos. le-l.i eslreita, olhos um pouco
aperlados, nadegss mudo salientes, que parece Ira-
7.er pamtns para fa/e fas apparecer, porm sao natn-
raes, lem em oi dos lados das rostas boHanon) Ca-
lombos, e em am dos ps o dedo junto an mnimo
trepado por cima dos oulros. levou vestido de'chita
edr de caf oMn (lores miudas: quem a pegar leve-a
a indicada rasa, que sera geneosamenle reoonpen-
ca do.
Desappareceu da rna larga do Rosario n. 12, o
rseravo Vrenle, pardo, alio, olhos grandes, com
uma cicalriz no rosto, cabellos e barba grandes ; be
ollicial de sapafeiro, anda de calca e jaqueta, ralea-
do, c dir-se forro : quem o apprcheuder e entregar
ai seu senlior, sera recompensado.
CEM Mil. RES DE (.RAT!FICACAO\
Dc-apparereit no dia 6' de dezembro do auno pro-
limo passado. Benedicta, de 11 anuos de idade, \e.-
ga, cor acalmrlada ; levou um vestido de chita eoni
li-n s cor de rosa c de cafe, c oulro tambern de chi-
I- branco com palmas, um lenco amarello no pesco-
coja desbolado: quem a apprehender' rondnza-a
Apipncos, no Oiteiro, em casa de Jo.lo I.eile tle Aze
vedo, ou no Recife, na praca do Corpo Santo u. 17,
que recebera a gralilicacao cima.
PEBJi. TVP. DE M. F. DE FARIA. 1855.
i ,
'
fe-
c
1
'
MUTILADO


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